Skip to main content

Microbiota Gastrintestinal – Evidências da sua Influência na Saúde e na Doença – Alessandra Machado

Page 41

células T, B e dendríticas (CD) com caracte­ rísticas fenotípicas distintas, além de células únicas como células M (microfold cell), células de Paneth e linfócitos intraepiteliais. Na muco­ sa intestinal, as PP são recobertas por epitélio contendo células M, que, de maneira não espe­ cífica, captam antígenos do lúmen e os trans­ ferem para linfócitos, e células apresentadoras de antígenos abrigadas na região basolateral (Figura 7.1). Uma vez tendo ocorrido a apre­ sentação de antígenos às células T e B, estas se movem para os vasos linfáticos eferentes para se dirigirem até os nódulos linfáticos e, por fim, entrarem na circulação periférica por meio do ducto torácico. As células T e B ativadas por antígenos seletivamente retornam aos locais efetores da mucosa e fixam residência como linfócitos intraepiteliais ou como linfócitos da lâmina própria,7,8 seguida pela expansão clonal (proliferação), indução local de expressão de citocinas e produção de anticorpos, especial­ mente IgA5 (Figura 7.1).

Considerando a complexidade da função de barreira intestinal e dos mecanismos de reco­ nhecimento dos antígenos patogênicos, são descritos na Tabela 7.1 os principais componen­ tes do TGI que participam desses processos.1

Microbiota e desenvolvimento do sistema imunológico A crença de que o feto é microbiologicamente estéril até o momento da primeira exposição microbiana durante o parto direcionou o pensa­ mento de que o sistema imunológico começaria a se desenvolver de fato no período pós-natal.9 Isso porque, após o nascimento, as superfícies mucosas são rapidamente colonizadas por mi­ crorganismos sob a influência de crescimento, idade, dieta e ambiente.10 O estabelecimento da microbiota no TGI após o nascimento, jun­ tamente com outros antígenos ambientais, es­

Figura 7.1 Representação esquemática das vias indutiva e efetora que ocorrem na mucosa intestinal em virtude da presença de antígenos patogênicos no lúmen intestinal Fonte: adaptada de Cerf-Bernsussan & Gaboriau-Routhiau, 2010;12 Ramiro-Puig et al., 2008.13

07 - Microbiota Gastrintestinal.indd 97

97

C o p y r i g h t ©2 0 1 5E d i t o r aR u b i oL t d a . Ma c h a d oe t . a l . Mi c r o b i o t aGa s t r i n t e s t i n a l –E v i d ê n c i a sd as u aI n f l u ê n c i an aS a ú d een aDo e n ç a . Al g u ma sp á g i n a s , n ã os e q u e n c i a i s , ee mb a i x ar e s o l u ç ã o .

Microbiota Intestinal e Sistema Imunológico: Uma Via de Mão Dupla

28/10/2014 12:32:54


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Microbiota Gastrintestinal – Evidências da sua Influência na Saúde e na Doença – Alessandra Machado by Editora Rubio - Issuu