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Ano 14 - nº 81

NSI

NÚCLEO DE SERVIÇOS INTEGRADOS

STRADA

CAMPEÃ DE VENDAS DE CARA NOVA • Caderno SSA: Novidades do setor automotivo local • Concessionárias: A retomada do mercado de veículos novos e usados • Linha pesada: Saiba mais sobre a importância do filtro de cabine • CADERNO SENAI: INFORMAÇÕES TÉCNICAS


Auto Revista Ceará

EDITORIAL Os motores da retomada Estamos vivendo uma segunda fase, após o impacto inicial causado pela pandemia de coronavírus. É o momento de se recuperar dos prejuízos que o setor automotivo registrou em todas as suas cadeias e investir na atração de clientes que durante meses ficaram na expectativa, esperando para saber como a crise de saúde e suas consequências iria acabar. E nessa retomada, cada segmento mostra a sua força, de acordo com suas principais características. Cada um tem dado sua contribuição. As montadoras, que tiveram de interromper a produção e até se adaptar para usar seus parques fabris para atender a demanda por máscaras, respiradores e outros equipamentos essenciais no combate à Covid-19, aos poucos retomaram as atividades. As concessionárias autorizadas, por sua vez, tentam atrair os clientes, muitos ainda se recuperando do impacto econômico causado pela crise, com redução de salários e aumento do desemprego. Já os setores de usados e de autopeças e serviços tendem a ser os que mais rápido irão se recuperar, por uma razão bem simples: eles são os que operam com menos custos para os clientes. Hoje, sai mais barato comprar um carro usado ou reformar o que está na garagem do que comprar um modelo novo. É, portanto, com essa força de cada segmento que o mercado automotivo nacional irá se recuperar. Mesmo com todos os percalços causados pela crise, esse setor, que é um dos maiores do mundo em volume de vendas e de faturamento, mostra que consegue se reinventar e seguir em frente.

autorevista_ce STRADA Picape da Fiat passou por completa reestilização e se despediu da plataforma do antigo Palio

(85) 98114.4792

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CONCESSIONÁRIAS Após o pico da crise, as revendas estão trabalhando para voltar à normalidade

CADERNO SENAI Informações técnicas

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CADERNO SSA Veja como o setor de autopeças está atuando no Estado para conduzir a retomada

LINHA PESADA Saiba mais sobre o componente que é essencial para a saude do motorista e dos passageiros

EXPEDIENTE Diretor: Ariel Ricciardi / Editor e jornalista responsável: Sílvio Mauro | Diagramação: Marcos Aurelio | Capa foto: divulgação Colaboradores: Alexandre Costa, Claudio Araújo, Izabel Bandeira e Haroldo Ribeiro. Contato para anunciar na AUTO REVISTA CEARÁ: (85) 3038.5775 ou através dos e-mails: autorevistaceara@gmail.com Fale com a gente, envie e-mail, fotos, notícias para a redação. A sua opinião é fundamental para a melhoria de nosso produto. A AUTO REVISTA CEARÁ é uma publicação bimestral da Editora Núcleo de Serviços Integrados. As opiniões dos artigos assinados não representam necessariamente as adotadas pela revista. Não é permitida a reprodução parcial ou total dos textos.

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Conta-giros Sampel tem catálogo com mais de 1.500 kits A Sampel, fabricante de componentes para suspensão, tem um portfólio com mais de 1.500 kits de amortecedores com rolamentos originais. Segundo a empresa, a produção dos itens segue todos os padrões de fabricação das montadoras e sistemistas. O catálogo pode ser encontrado para download no endereço www.sampel.com.br.

Marelli distribui 30 mil kits com máscaras para reparadores A Marelli Cofap Aftermarket distribuiu, durante o mês de junho, 30 mil kits gratuitos compostos por 5 máscaras personalizadas Cofap para colaboradores de autocentros e oficinas mecânicas de todo o país. Além disso, a empresa intensificou sua atuação em plataformas digitais para prestar suporte ininterrupto aos clientes durante o distanciamento social, implementando uma campanha digital com o mascote da marca, o Cofapinho, para homenagear os reparadores que mantêm a frota brasileira em bom estado e dar dicas de higiene a fim de evitar a contaminação pelo vírus.

Vox anuncia reposicionamento da marca e novo slogan A Vox, fabricante de filtros automotivos, está se reposicionando no mercado. De acordo com a empresa, para manter 60 milhões de veículos em atividade com máxima qualidade, é preciso oferecer performance. Por isso, ela anuncia seu novo reposicionamento, amparado no slogan “Performance em tudo”. O objetivo da mudança é enfatizar os principais atributos da marca, reforçando conceitos como qualidade, boa relação custo-benefício e durabilidade dos filtros destinados às linhas de veículos leves, pesados e agrícolas que são comercializados no mercado nacional e nos países da América Latina.

Mahle Metal Leve doa máscaras faciais para a Abrafiltros A Associação Brasileira das Empresas de Filtros e seus Sistemas Automotivos e Industriais (Abrafiltros) recebeu da Mahle Metal Leve a doação de 480 máscaras faciais descartáveis que foram entregues para duas entidades atendidas em ações sociais da Abrafiltros: Casa de Acolhida Isabel Soler e Abrigo Irmã Tereza. O lote faz parte de um processo de produção de máscaras da Mahle utilizando mídia filtrante com altíssima eficiência que começou com doações com 70 mil unidades. Em seguida, o volume aumentou para 400 mil unidades, para atender os 6.700 funcionários e mais mil prestadores diretos da empresa. Agora, a meta é mais que dobrar essa quantidade, chegando a 850 mil.

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Conta-giros Dayco inicia operação em nova planta A Dayco, fornecedora de produtos para motores e sistemas de transmissão para as montadoras de automóveis, linha industrial e reposição, iniciou em junho operação na nova planta localizada em Indaiatuba (SP). A unidade amplia a capacidade de desenvolvimento, produção e distribuição da empresa para o mercado de aftermarket e também será responsável pela exportação de peças para as outras plantas da Dayco e mercados no mundo, através de suas duas marcas – Dayco e Nytron.

Monroe Axios fornece batente do amortecedor para o novo Nivus A Monroe Axios, fabricante de borrachas e componentes para suspensão, equipa o novo Volkswagen Nivus com o batente do amortecedor dianteiro, peça que integra o sistema de suspensão do crossover. “O batente tem uma função muito importante no sistema de suspensão do automóvel, por auxiliar na absorção de impactos e redução na batida da mola. A nossa equipe atingiu o objetivo e estamos comprometidos nessa parceria com a Volkswagen”, comenta Edison Vieira, Head Sales & Marketing – Brazil Aftermarket.

Motorservice lança novos produtos A Motorservice, responsável pela comercialização da marca Kolbenschmidt no mercado de reposição, apresentou novas opções de bronzina de mancal (componente usado para reduzir o atrito e servir de apoio para peças giratórias dos veículos). Os componentes são para modelos de colheitadeiras e tratores e para veículos de passeio de várias marcas.

JMR Aguiar lança sistema on-line para negócios entre empresas “Inovar o modo como os negócios entre empresas são fechados”. Essa é a meta do sistema de compras on-line B2B da JMR Aguiar Representações. Com o novo recurso, os lojistas e distribuidores conseguem visualizar todos os produtos, com imagens e preços, das fábricas representadas pela JMR e fechar a negociação de forma mais rápida.

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Conta-giros Há 25 anos a Bosch apresentava o ESP Em 1995, a Bosch e a Daimler-Benz apresentaram uma solução revolucionária para o problema de derrapagens em pistas com pouca aderência. Naquele, ano, as empresas lançaram o Classe S, primeiro veículo equipado de série com o Programa Eletrônico de Estabilidade (ESP). Pesquisadores da Bosch estimam que, somente na União Europeia, o sistema anti-derrapagem já salvou mais de 15 mil vidas nos últimos 25 anos, além de evitar aproximadamente meio milhão de acidentes com lesão corporal.

Sabó lança linha de juntas de vedação para turbinas A Sabó, fabricante de juntas, retentores e sistemas de vedação, ampliou seu portfólio para linha pesada e utilitários com o lançamento de jogos de juntas para vedação de turbinas. São 15 novos jogos compostos por juntas da base, do corpo (caracol) e arruelas ou juntas das conexões de lubrificação. Dentre os diferenciais do lançamento estão as embalagens, que propiciam fácil identificação dos itens que compõem o kit, auxiliando o balconista e o mecânico na hora da compra, e oferecem mais proteção para as peças durante todo o processo logístico.


Tagia adota medidas que priorizam a saúde dos colaboradores no ambiente de trabalho. A empresa capixaba do ramo de autopeças importadora das marcas: Takao (peças para motor) e Volda (peças para suspensão), que desde o início da pandemia no Brasil vem adotando medidas de prevenção contra o covid-19 e do acompanhamento da saúde física e mental de seus colaboradores. Criou normas de cuidados com sua equipe como: conversas com os funcionários e a distribuição de materiais informativos sobre prevenção e sintomas do covid-19, diminuiu a circulação de pessoas na empresa, contratou um laboratório para que o colaborador e seus familiares realizem os exames necessários na própria residência, organizou uma logística de carona coletiva para os funcionários. Aqueles que moram longe vão ao trabalho por meio de motoristas de aplicativos, com o preço da corrida custeado pela própria Tagia. Todos os funcionários que atuam de forma presencial na Tagia passam constantemente pela aferição de temperatura e de saturação de oxigênio, quatro mil máscaras personalizadas, para serem distribuídas entre funcionários, clientes e familiares, instalação de protetores de acrílico em setores compartilhados entre outras ações em implantação.

Sama e Laguna comemoram 15 anos de atividade da filial de Fortaleza Os líderes na distribuição de autopeças na América Latina, Sama e Laguna, que juntos possuem mais de 190 anos de atuação no território nacional, celebraram seus 15 anos de atividade no mercado cearense. Uma história que parece recente frente a trajetória das marcas, mas que mostra a força e a solidez de um grupo que só cresce no Brasil.


Conta-giros Mte-Thomson lança linha de sonda lambda para Civic A MTE-Thomson tem uma linha completa de sensores para o modelo Civic, da montadora japonesa Honda. São 4 modelos de sondas lambdas pré e pós-catalisador que atendem toda a demanda dos modelos de Honda Civic que a partir de 2010, mediante a exigência da norma OBD-BR2, passaram a ser fabricados com dois sensores de oxigênio (sonda lambda), sendo um pré-catalisador e um pós.

Mann e Marelli estão entre os melhores fornecedores da Honda A Honda Automóveis do Brasil realizou, no dia 29 de julho, o reconhecimento dos fornecedores que mais se destacaram em suas áreas de atuação ao longo de 2019. Na categoria “Excelência no Atendimento da Divisão de Peças”, o destaque foi para a Mann+Hummel. E na categoria “Estamparia”, Itaesbra Indústria Mecânica e Marelli Sistemas Automotivos foram as vencedoras. Nesta edição, a premiação aconteceu de forma virtual, com transmissão ao vivo para cerca de 300 convidados. A escolha das empresas levou em conta critérios como qualidade, entrega, atendimento, custos, preservação do meio ambiente e desempenho em divisão de peças, entre outros.


Pysko disponibiliza catálogo via aplicativo Aproveitando o crescimento das transações online, a Pysko, fabricante de kits automotivos para suspensão e direção, tem todo o seu catálogo de produtos disponíveis através do seu aplicativo para dispositivos móveis. Ele é gratuito e pode ser baixado na Aplle Store e no Google Play.

Schaeffler lança plataforma de marketing A Schaeffler – empresa detentora das marcas LuK, INA e FAG – anunciou o lançamento de uma plataforma digital para atender os distribuidores do Aftermarket Automotivo e da Indústria. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o relacionamento com os clientes por meio de uma ferramenta criada especialmente para seus parceiros na América do Sul. Por meio dela, os clientes da Schaeffler podem acessar todo o material em um único lugar e com o diferencial de baixar as peças de comunicação já personalizadas.


Sama, Laguna e Matrix fazem arraiá consciente

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uem disse que neste São João não ia ter festa junina? Com o estado de pandemia, seria inviável fazer a comemoração tradicional do mês. Mas as distribuidoras Sama, Laguna e Matrix resolveram inovar, com o apoio da Sabó, para levar um pouco de alegria e positividade às nossas filiais das Regiões Nordeste e Centro-Oeste. Organizamos um espaço seguro e preparamos um café da manhã especial para os colaboradores, com comidas típicas de São João e outras guloseimas. A ação contou com uma estratégia diferenciada, para seguir todas as recomendações de higiene e prevenção ao coronavírus, incluindo um distanciamento adequado, uso de álcool em gel e máscaras. “Um arraiá diferente, com menos gente, mas que marcou a importância dessa data para nossas filiais e nossos colaboradores”, conta Antonio Pádua, gerente regional da Distribuidora Automotiva. Em momentos como este que estamos vivendo, as pequenas atitudes que trazem bem-estar e alegria são as que fazem a maior diferença.

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Filial Fortaleza

Filial Recife

Filial Salvador

Filial Salvador

Filial João Pessoa

Filial São Luis


Fiat Strada

Fiat reinventa a Strada para garantir a liderança que já mantém há 22 anos. Modelo é o único da sua categoria que oferece versões de quatro portas 14 - Auto Revista Ceará


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ualquer observador mais atento ao gosto dos consumidores brasileiros vai perceber o quanto eles gostam e sonham com um SUV. E as picapes médias como Toyota Hilux, Mitsubishi L200, Ford Ranger e Chevrolet S10, entre outras, estão entre esses objetos de desejo. E elas só não vendem mais por uma razão bem simples. Os automóveis no Brasil são caríssimos e um modelo como esses citados não são por menos de R$ 130 mil. Quem não pode comprar um SUV grande, então, se vira como pode. Não foi à toa que surgiram no mercado as imitações, como as versões com pneus maiores e algumas peças de borracha para modelos comuns de passeio. O caso mais ilustrativo é o Kwid, que a Renault lançou como um “SUV compacto”. Talvez isso explique o sucesso, há tantos anos, da Fiat Strada. O veículo tem sido o mais comercializado, no seu segmento, há duas décadas provavelmente porque a fábrica não deixa de arranjar um jeito de torná-la mais próxima do sonhado segmento de SUVs. Picapes pequenas, tradicionalmente, têm só duas portas. Mas os consumidores bem que gostariam de que elas tivessem quatro e fossem mais robustas. Assim, eles teriam um veículo com mais porte e conforto, típicos dos SUVs. Foi assim, por exemplo, em 2013, quando foi introduzida uma versão de três portas do modelo, que também tinha um banco de trás relativamente generoso em termos de espaço. E agora, mais uma vez, a Fiat mostra que está antenada com os desejos dos seus consumidores e lançou a nova Strada com quatro portas e uma cabine (realmente) feita para levar até cinco pessoas. Em resumo, por um preço na faixa entre pouco mais de R$ 75 mil e pouco menos de R$ 85 mil, o consumidor pode levar um carro com certo sta-

tus. Pode não ser uma Hilux, mas também não é um hatch compacto sem moral nenhuma. Além desse “jeitão de SUV”, a Strada se despede da plataforma anterior, que era baseada no antigo Palio e se aproxima mais da Toro, outra picape de Fiat de porte maior. Ela tem frente elevada faróis com luzes diurnas em LED e se baseia na plataforma MPP, dedicada exclusivamente ao seu desenvolvimento. Como já fez com outros modelos, a Fiat manteve uma versão anterior da Strada, a Hard Working, que vem de série com ar condicionado, direção hidráulica, computador de bordo, volante com regulagem de altura, iluminação do vão de carga e porta-escada. Já na nova plataforma as opções são Endurance Cabine Plus, Endurance Cabine Dupla, Freedom (Cabine Plus e Dupla) e Volcano (Cabine Dupla). Traduzindo, esse nome “Cabine Plus” significa versão duas portas com cabine estendida. Além dos itens citados para a Hard Working, a Endurance Cabine Plus vem com controle de estabilidade, controle de tração E-Locker e Hill Holder (assistente de subida em rampa). As versões Endurance são equipadas com o motor 1.4 Fire, que gera potência de 88 cv a 5.750 rpm (etanol) e 85 cv a 5.750 rpm (gasolina). Seu torque é de 12,4 kgfm com gasolina e 12,5 kgfm com etanol, ambos a 3.500 rpm. O controle de tração E-Locker é um sistema voltado para situações que a Fiat chama de “off-road leve”, ou seja, manobras do veículo em terreno escorregadio e com a roda patinando. O recurso transfere mais torque para a roda com maior aderência, fazendo com que a picape vença mais obstáculos. A função é desativada automaticamente a partir de 65 km/h. O mesmo sistema ativa o ABS Off-Road, uma calibração que melhora o comportamento de frenagem

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do veículo quando é necessário o acionamento do ABS em superfícies deformáveis (areia, terra, brita, neve), permitindo o travamento da roda por breves instantes e formando “cunhas” de material na frente da roda. Esse material melhora a aderência dos pneus e a manobra, reduzindo a distância de parada em piso de pouca aderência. A partir da versão Freedom, o motor da nova Strada é o 1.3 Firefly de quatro cilindros com 109 cv de potência a 6.250 rpm e 14,2 kgfm de torque (etanol). Com gasolina, são 101 cv a 6.000 rpm e torque de 13,7 kgfm a 3.500 rpm. Entre os itens de série da Freedom estão direção com assistência elétrica, sensor de pressão dos pneus, volante multifuncional, retrovisores elétricos, quadro 3,5” de TFT, capota marítima e rodas de liga leve. Já a Volcano conta também com vidros traseiros elétricos, bancos com combinação de couro e tecido, volante em couro, faróis de LED, central multimídia UConnect 7” com projeção wireless (Apple Carplay e Android Auto), sensor de estacionamento com câmera de ré, barras de teto longitudinais e airbags laterais. Com a nova plataforma, livre das limitações do velho Palio, a Strada tem maior altura do solo (era 170 mm na antiga, passou para até 214 mm). Em relação a capacidade de carga, são 844 litros na cabine dupla e 1.354 litros na Cabine Plus. Outra novidade é que a tampa traseira teve o peso de manuseio amortecido em 60% por um novo sistema de molas, para facilitar a vida de quem a opera. Internamente, o grande atrativo é a versão cabine dupla com quatro portas, que torna a Strada única na sua categoria. De acordo com a Fiat, o espaço para porta-objetos aumentou em 30%, também para dar à picape compacta um conforto mais próximo de modelos de categorias superiores.

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Pacotes de opcionais Endurance • Pack Worker, por R$ 2.500,00 (alarme, travas e vidros elétricos, break light, fechadura elétrica na caçamba, comando elétrico na tampa do combustível e banco do motorista com ajuste de altura) • Pack Audio, por R$ 1.500,00 (rádio, autofalantes, porta USB frontal e volante multifuncional) • Pack Multimedia, por R$ 3.490,00 (central Multimídia com tela de 7, preparação para rádio (chicote e antena), sensor de estacionamento, câmera de ré, controles de áudio no volante parcialmente em couro, 2 tweeters no painel, visor de 3,5’ TFT, auto-falantes, 2 tweeters e entrada USB). Freedom • Pack Teck, por R$ 2.990,00 (central multimídia Uconnect 7”, alto-falantes, câmera de ré e sensor de estacionamento) Volcano Rodas de liga leve 16 polegadas por R$ 2.500,00 Preços sugeridos Hard Working - R$ 61.590 Endurance Cabine Plus 1.4 Fire MT5 - R$ 63.590

Endurance Cabine Dupla 1.4 Fire MT5 - R$ 74.990 Freedom Cabine Plus 1.3 Firefly MT5 - R$ 69.490 Freedom Cabine Dupla 1.3 Firefly MT5 - R$ 77.990 Volcano Cabine Dupla 1.3 Firefly MT5 - R$ R$ 79.990


Carro elétrico

A busca por um novo carro icônico Citando o Fusca, a Volkswagen espera que o ID 3, seu primeiro modelo desenvolvido para ser exclusivamente elétrico, também entre para a história do automobilismo mundial

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a mesma forma que o Fusca um dia mobilizou as massas e o Golf, como líder de seu segmento, ofereceu grandes inovações a cada versão lançada, o ID irá fazer a mobilidade elétrica se tornar acessível a um gran-

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de espectro de consumidores”. É com essa frase, nada modesta, que a Volkswagen define a relevância, para manter a sua participação no mercado, do ID 3, carro que no Brasil chegou a ser chamado pela imprensa de especializada de “novo Fusca”.

Diferentemente do New Beetle, modelo de desenho simpático que lembra o pioneiro Fusca na forma mas sempre foi bem diferente no conteúdo e nunca chegou perto do fenômeno que este último foi no mercado mundial, o ID 3 é a esperança da Volkswagen de criar um novo carro icônico e que entre para história do automobilismo. Seu nome, apesar meio esquisito, tem explicação: segundo a montadora, vem de “Intelligent Design”. Com a vendas iniciadas na Europa em julho último e preços a partir de pouco mais de 30 mil euros (já considerando os bônus de desconto que são oferecidos pelos governos do continente para carros considerados ecológicos), o modelo foi concebido a partir da mobilidade elétrica, vem com uma considerável quantidade de itens de tecnologia e uma autonomia de mais de 400 km, patamar aproximadamente 30% superior ao de seus concorrentes na


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mesma faixa de valor, como Nissan Leaf e Renault Zoe. Infelizmente, pelas políticas erráticas e a defasagem tecnológica existente no Brasil, não há qualquer previsão de chegada do carro por aqui. O carro representa uma ação importante da Volkswagen rumo ao desenvolvimento com foco na mobilidade elétrica. Ela envolve, inclusive, uma parceria com a Ford que, entre outras coisas, prevê o desenvolvimento de uma van elétrica que muitos dizem ser a sucessora da Kombi, outro modelo de sucesso mundial da montadora. Nos sites da empresa da França e de Portugal, que consultamos, existem três versões disponíveis do ID 3 (básica, Plus e Max) e três patamares de autonomia: 409, 419 e 424 km. Vale ressaltar que de básica, a versão inicial não tem nada. Ela já vem com itens como App-Connect Wireless, ar condicionado de duas zonas, Cruise Control Adaptativo ACC (piloto automático), monitor da pressão dos pneus, reconhecimento de sinais de trânsito, retrovisores externos elétricos, sensores de chuva e de estacionamento (dianteiro e traseiro), sistema “Front Assist”, com proteção de pedestres e ciclistas, sistema “Lane Assist”, sistema de navegação, Voice Control e volante multifunções em couro. A versão Plus tem todos os itens anteriores mais câmara traseira, 2 entradas USB na parte da frente e na parte de trás e faróis em LED

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com controle dinâmico automático. A Max, por fim, acrescenta Display Head-Up, ajuste elétrico dos bancos, teto panorâmico e sistema Bluetooth com carregamento por indução. Além da boa autonomia da bateria, que dá ao carro a mesma capacidade de rodagem dos seus similares movidos a combustível, o forte do ID 3 é o motor. Ele tem 204 cv de potência e 31 kgf.m de torque. Para efeito de comparação, veja os números dos concorrentes: o Nissan Leaf tem 150 cv e 32 kgf.m e o Renault Zoe tem 108 cv 22 kgf.m. A Volkswagen prevê sete modelos para o ID 3. Todos devem estar disponíveis até 2021, quando a linha estiver consolidada e em plena produção. Veja quais são e os respectivos preços sugeridos (sem o bônus de desconto dos governos) considerando o mercado da Alemanha, onde ele também já começou a ser vendido: Pro Performance Itens básicos principais: sistema de navegação, Adaptive Cruise Control (piloto automático) e carregamento do telefone por indução. Preço: € 35.574,95 Life Itens básicos principais: aquecimento do volante e dos bancos e duas portas USB adicionais. Preço: € 37.787,72 Style Itens básicos principais: acrescenta luzes e lanternas de LED e teto panorâmico. Preço: € 40.946,04

Business Itens básicos principais: câmera de visão traseira e sistema de travamento “Keyless Access” Preço: € 41.287,22. Family Itens básicos principais: faróis em LED, teto panorâmico grande, ar condicionado de 2 zonas, câmera de visão traseira e “Keyless Access” Preço: € 42.305,87 Max Itens básicos principais: assento de massagem elétrico de 12 vias, direção progressiva e DCC (Dynamic Chassis Control) a bordo. Preço: € 43.680,32 Tech Itens básicos principais: sistema de segurança com sensores para auxílio em viagens, pacote de informação e entretenimento e som “premium” Preço: € 44.810,00 Se o ID 3 vai, realmente, se tornar um sucesso como o Golf e a Kombi ou mesmo o Fusca, o tempo dirá. Mas para os consumidores, ele já representa um momento histórico: a partir dele, uma das maiores e mais importantes montadoras do mundo irá dar uma guinada rumo à mobilidade elétrica, desenvolvendo toda uma linha de produção a partir desse conceito. Mesmo que demore um pouco, essa mudança vai chegar até o Brasil e introduzir uma nova realidade nos nossos centros urbanos.

Informações técnicas Motor Potência 204 cv Torque 31 kgf.m Desempenho Velocidade máxima 160 km/h Aceleração, s 0-100 km/h 7,3 s Dimensões Comprimento 4.261 mm Largura 1.809 mm Altura 1.568 mm Distância entre eixos 2.770mm


Concessionárias

As concessionárias autorizadas e o setor de revenda de usados do Ceará enfrentaram dias difíceis, precisaram se reinventar e agora focam na recuperação dos dias parados

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urante os meses de março, abril e maio, a venda de carros em todo o Brasil foi seriamente prejudicada pelo isolamento social, uma das principais medidas de combate à pandemia de coronavírus. À exceção do serviço de oficinas, definido como uma atividade essencial, houve uma interrupção imediata a partir do dia 20 de março, data do primeiro decreto do Governo do Estado definindo, e ela durou até o fim daquele mês. Segundo Lewton Monteiro, vice-presidente da Fenabrave Ceará (entidade que congrega as maiores revendas autorizadas do Estado), o setor foi pego de surpresa e havia

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uma perspectiva de volta à normalidade com poucos dias. Com o segundo decreto, no entanto, a decisão foi se readaptar, criando novas formas de relacionamento com os clientes para substituir as ações presenciais. Começaram, então, os investimentos no atendimento online e nos serviços que levam os veículos para a casa do possível comprador. “As concessionárias já tinham atividade online, mas não de forma intensa. Com a pandemia, os serviços foram aprimorados”, explica ele. O resultado disso é que hoje, segundo o representante da Fenabrave-CE, é possível fazer o percurso de compra virtualmente

em muitas empresas - incluindo a simulação do financiamento e a avaliação do usado que eventualmente for dado como entrada. No Grupo Ventura, um dos maiores do setor automotivo cearense e que tem revendas de marcas como Fiat, Renault, Nissan, Kia e Chevrolet, os números traduzem bem o impacto que o período de pandemia causou e como o processo de readaptação foi aos poucos trazendo de volta os clientes através das novas formas de negociação. Segundo Leonardo Dallolio, diretor comercial da empresa, em abril a queda nas vendas de veículos novos chegou a 70%. O percentual diminuiu para 55% em


maio, e foi de 25% em junho. “Tivemos que nos adaptar. Antes, apenas o anúncio e o primeiro contato com o cliente eram de forma digital. Com a chegada da quarentena, tudo passou a ser à distância”, afirma o executivo. Ele acrescenta que além de implementar todo o processo de venda de veículos (anúncio, atendimento inicial, análise de crédito, avaliação do veículo usado, recebimento de pagamentos e entrega do carro novo), as empresas do grupo também investiram em ações como lives e aumento da presença nas redes sociais. Para Leonardo, essas novas formas de relacionamento através dos canais virtuais, mesmo após a pandemia, devem se manter, combinadas com o atendimento presencial. “Temos que aproveitar todos os ensinamentos que vieram do atendimento online durante a pandemia”, conclui. Augusto Vianna, superintendente da Silcar, tem pensamento parecido e ressalta que os recursos online facilitaram a vida dos consumidores e mudaram hábitos. “O uso dessas ferramentas já era uma tendência e a pandemia fez o processo ficar mais acelerado. Antigamente, no sábado era um programa das famílias ir às lojas para visitar e obter informa-

Antes, apenas o anúncio e o primeiro contato com o cliente eram de forma digital. Com a chegada da quarentena, tudo passou a ser à distância.

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ções sobre os carros. Hoje, os clientes pesquisam antes na internet e visitam só uma ou duas revendas”. Para o setor de revenda de usados, o desafio era ainda maior. Afinal, comprar um carro 0 km é menos trabalhoso do que um modelo que já passou por um ou mais donos, porque é no caso deste último é preciso ver vários detalhes como desgaste dos bancos, do volante e dos pedais, estado dos componentes e da pintura e comportamento do motor. Mas de acordo com o presidente do Sindicato dos Revendedores de Veículos Automotores do Estado do Ceará (Sindivel), Everton Fernandes, o setor investiu na melhoria de ferramentas online que já existiam para atender os consumidores. E o resultado é que os recursos melhoraram, tornando possível fazer a pesquisa online antes de ir à loja tentar negociar o modelo. “Também foram feitas lives, mostrando os estoques, e foi criado o “Feirão na sua garagem”, no qual o cliente dizia qual era a sua necessidade e o carro era levado até ele”, explica Everton. Otimista, ele acredita que a tendência é de que o mercado de usados cresça bastante no processo de retomada,

porque as montadoras, durante a pandemia, paralisaram a produção e não há muita oferta de carros novos, o que vai fazer as pessoas procurarem mais os seminovos. “Outra vantagem é que os seminovos são mais baratos, o que é um estímulo para a procura”, afirma o presidente do Sindivel. Sobre a reposição dos estoques, o superintendente da Regence Renault, Alexandre Leão, garante que o mercado está em franca recuperação e julho só não teve melhores vendas por falta de carros. “Se tivéssemos, venderíamos até mais do que conseguimos”, diz ele. A empresa registrou, no mês, um volume que chegou a 80% do normal pre-pandemia. Com todos esses percalços, mesmo com a retomada até o fim do ano a expectativa em relação ao mercado de veículos novos, de acordo com a Fenabrave-CE, é de uma queda de 30% em relação a 2019. Segundo Lewton, a recuperação vai ser simultânea: de consumidores, que vão recompor renda, e de montadoras, que vão retomar a produção. “Vai haver um equilíbrio de oferta e demanda e a perspectiva é de um crescimento gradual”, conclui.


Carro dos sonhos

Mustang Mach 1-2021

A volta de uma lenda

Mustang Mach 1-2003

Ford lançará, no ano que vem, nova versão do carro que tem em seu histórico nada menos que 295 recordes de velocidade e resistência nas pistas

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Ford apresentou nos Estados Unidos, em junho, a nova versão Mustang Mach 1, modelo que foi criado em 1969 e estava desde 2004 sem presença no mercado. Em uma edição limitada, o carro voltará a ser vendido na América do Norte no segundo trimestre de 2021. No portfólio do Mustang que a empresa disponibiliza para os consumidores de lá, onde existem 11 versões do Mustang, o Mach 1 vai ficar entre o topo de linha do GT e o modelo de entrada do Shelby. A montadora não divulgou preço do carro, mas pelo posicionamento ele vai custar mais de 40 mil dólares e menos de 60 mil. Tomando como referência o valor de US$

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50 mil, que está na média entre os dois, no Brasil seria algo perto de 300 mil reais. Considerando apenas impostos (sem incluir a margem de lucro das revendas) o valor do carro chegaria fácil perto de meio milhão de reais por aqui. De acordo com a Ford, o nome Mach 1 é uma referência à quebra da barreira da velocidade do som (quando um avião se desloca com uma velocidade igual à do som, ele está voando a Mach 1). O carro, obviamente, não tem essa capacidade, mas traz um motor V8 5.0 especialmente calibrado capaz de faze-lo voar baixo: mais de 480 cv de potência a 7.000 rpm e 58 kgfm de torque a 4.600 rpm.

A montadora também afirma que “o novo Mach 1 é o Mustang com motor V8 5.0 mais preparado para as pistas de todos os tempos, graças a uma nova frente e peças da Ford Performance emprestadas dos modelos Mustang Shelby GT350 e Shelby GT500, além de um pacote especial de dirigibilidade”. Ford Performance, para quem não sabe, é a divisão da montadora para veículos de alto desempenho - a exemplo da linha RS, da Audi, e da AMG, da Mercedes-Benz. A nova versão do Mach 1 incorpora, além da frente aerodinâmica, itens como a transmissão manual Tremec 3160 de seis velocidades e o radiador de óleo do Shelby GT350 e a


Mustang Mach 1-1973

Histórico

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Mustang Mach 1-1969

embreagem de disco duplo e câmbio curto do Mustang GT. Haverá também a opção da transmissão automática SelectShift de 10 velocidades, com conversor de torque atualizado e calibração exclusiva para maior performance. Um segundo resfriador de óleo a ar aumenta em 75% a capacidade de resfriamento. A grade dianteira do novo Mach 1 remete ao original, com recorte em formato de nariz de tubarão e o emblema do cavalo no centro. As rodas pretas de alumínio são de 19 polegadas. Ainda na dianteira, um divisor melhora o desempenho na pista e cria uma aparência mais agressiva, trabalhando em conjunto com o spoiler traseiro para trazer o equilíbrio dinâmico ideal. Dependendo do pacote escolhido, o Mach 1 pode ter “downforce” (uso da força do ar para aumentar a aderência dos pneus à pista) até 150% maior que o do Mustang GT.

Para melhorar a resistência na pista, foram adicionados dois trocadores de calor laterais – um para resfriar o óleo do motor e outro para o óleo de transmissão –, ao Mach 1, além do sistema de refrigeração do eixo traseiro e do difusor inferior do Shelby GT500. Outra característica do modelo para aumentar a performance é uma nova cobertura do assoalho, que avança 20 polegadas a mais para trás que a do Mustang GT Performance Pack. Ele tem como objetivo suavizar e aumentar o fluxo de ar sob a frente do carro. O interior do carro combina elementos modernos e clássicos. O painel de instrumentos é uma tela de LCD de 12,3 polegadas com detalhes em alumínio. A alavanca de marcha tem na ponta uma bola branca, bem ao estilo dos modelos antigos, e os bancos de couro preto trazem uma faixa laranja contrastante, uma herança da linha Mach 1.

Mach 1 estreou como ano-modelo 1969 usando a suspensão do GT. Nos anos seguintes, ganhou aprimoramentos em relação a esta última versão e foi posicionado com preço mais acessível que as versões Shelby e Boss. Dois anos depois da estreia, em 1971, além de ficar mais comprido e largo que o original, o Mach 1 ganhou suspensão de competição e mais opções de motores. Em 1974, passou novamente por grandes mudanças, sendo redesenhado pela primeira vez como um hatchback. Essa geração do Mach 1 foi produzida durante cinco anos e, para aprimorar ainda mais a dirigibilidade, oferecia o kit opcional de suspensão “Suspension Rallye”. O modelo retornou como anos-modelo 2003 e 2004, combinando mecânica moderna com elementos nostálgicos de design dos anos 1970. Sua suspensão exclusiva, com freios a disco dianteiros Brembo maiores, aprimorou o desempenho na pista. O visual também foi destacado com spoiler e faixa no capô em preto fosco. A produção de novas versões foi então interrompida até o surgimento desta última em 2020.

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Autopeças

Articulação do Sincopeças Ceará fortalece setor automotivo em meio à pandemia

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stratégia de trabalho, capacitação dos empresários do setor, articulação com o Governo do Estado e aposta no e- commerce estão entre ações do Sistema Sincopeças/Assopeças/Assomotos Ceará (SSA/CE) que justificam o cenário de recuperação que o segmento já apresenta neste momento de retomada da economia, em meio a pandemia que parou o mundo com o novo coronavírus. A entidade, que hoje representa mais de 7.000 empresas que atuam no recorte do Ceará nas áreas de autopeças, motopeças, acessórios, refrigeração, serviços e reparação automotiva, voltou o foco na atualização constante de informações ao empresariado e em uma “estratégia de trabalho positiva”, como descreve o presidente do SSA/CE e Sincopeças Brasil, Ranieri Leitão. “No início, passamos uma semana fechados, uma situação inédita e crucial. Então  eu tive o cuidado de criar uma estratégia de trabalho positiva, onde levantei alguns questionamentos de chefes de transportes de secretarias de governo indagando sobre o que fariam para consertar suas ambulâncias e viaturas policiais, por exemplo, quando estas precisassem de conserto. Através dessas questões, usando da estratégia positiva, articulamos com o Governo do Ceará para que colocasse o setor de reparação automotiva como essencial, o que

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foi aceito. Em seguida, pedimos para que as oficinas recebessem mercadoria, criamos uma ambiência favorável para que isso acontecesse e o setor, enfim, não parou”, explica. Ainda segundo Ranieri, “ficou claro e visível a recuperação rápida do segmento nestes 3 meses de fechamento total, quando o setor trabalhou com, aproximadamente, 60% ou 65% do seu potencial. Hoje, algumas empresas já chegaram aos 100% e já ultrapassaram os meses equivalentes de 2019 em faturamento, o que me deixa muito feliz. Também acredito que a gente comece 2021 com aumento dos postos de trabalho disponíveis do setor, especialmente no recorte do Ceará”, comemora o presidente. 

Como perspectiva para o futuro breve, o presidente aposta no e-commerce como ferramenta fundamental para o aquecimento do setor. “O e- commerce é um canal de vendas real, não tem mais volta. É um futuro que encontra-se no presente. Nós temos batido muito nessa tecla, não só no Ceará mas em todo o país, especialmente nos encontros que temos através do Sincopeças Brasil e da Câmara Automotiva Nacional. Especialmente aqui no Ceará, temos realizado algumas ações para sensibilizar os empresários a este processo do e-commerce e nós percebemos claramente que uma grande fatia do nosso mercado vai trabalhar através da internet”, conclui.


Câmara automotiva

Inspeção Técnica Veicular no Brasil será pauta prioritária para 2021 O alinhamento surgiu em reunião realizada em julho, entre o Denatran e a Câmara Automotiva Nacional

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presidente do Sistema Sincopeças/Assopeças/Assomotos Ceará (SSA/CE) e do Sincopeças Brasil, Ranieri Leitão, esteve reunido em videoconferência com o Diretor do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), Frederico de Moura Carneiro, onde trataram, dentre outros assuntos, sobre as condições para implantação e operação do Programa de Inspeção Técnica Veicular (ITV) no Brasil. Segundo Ranieri Leitão, a proposta é implementar a ITV no Brasil em dois sentidos: no undercar e na parte ambiental. A ideia é que os veículos zero quilômetro com capacidade para até sete passageiros e que não tenham sofrido acidente graves façam a primeira inspeção apenas após três

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anos de emplacamento. Depois, a cada dois anos, no caso dos veículos de passeio; e a cada ano, os veículos de passageiros. Para veículos escolares, o prazo para realização da ITV será a cada seis meses. “Depois da reunião com o Denatran criou-se uma expectativa muito positiva para que nós possamos trabalhar de forma mais efetiva na questão da implantação da ITV no Brasil. Segundo o Dr. Frederico, já agora no início de 2021 o assunto será colocado na pauta para o trabalho de 2021-2022 do Departamento e a gente vai estar inserido neste trabalho, como Sincopeças Brasil e como Câmara Automotiva Nacional. Nós incorporamos um desejo de deixar um legado para o Brasil em relação à Inspeção Técnica Veicular. Acredito que nós temos que avançar neste assunto”, ressalta Ranieri Leitão.  “Hoje, o Brasil é o segundo país do mundo com mais mortes no trânsito. São 40 mil mortes, sem contar com as 400 mil pessoas que ficam com alguma sequela por conta também de acidentes de trânsito. O nosso custo anual por acidentes de trânsito é de 52 bilhões de reais. Além disso, a PRF tem dados que apontam que 6% dos acidentes de trânsito nas es-

tradas federais provém dos defeitos mecânicos dos veículos. Todos estes números mais que justificam uma visão estratégica do governo para que a ITV aconteça. Então a nossa expectativa para que a ITV entre em vigor no país é para ontem”, enfatiza. Enquanto o Brasil caminha cauteloso na implementação da ITV, países da Europa realizam esse tipo de ação há décadas. A Alemanha, por exemplo, realiza vistoria em seus carros há mais de 100 anos. A vistoria também acontece na França, Inglaterra e Espanha. “Na América do Sul temos países como Argentina e Chile que há muito tempo adotaram a ITV. Na América do Norte, temos Estados Unidos e Canadá que tem a ITV…  todos os países de primeiro mundo já adotaram a inspeção pois entendem que há uma necessidade de se manter bem os veículos. Em todos estes lugares, existe um custo adicional para os proprietários de veículos. Para o Brasil, nós pensamos em um modelo de forma a minimizar estes custos. Um estudo está sendo feito e a gente vai tentar encontrar um caminho para que a ITV seja viabilizada sem que isso represente apenas mais um imposto alto para o brasileiro arcar, conclui Ranieri.


Comemoração

NOVOS DESAFIOS Distribuidora Auto Norte comemora aniversário de 40 anos no mercado se adaptando aos novos tempos pós-pandemia e pensando no futuro, com projeto de abrir mais duas filiais

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om relacionamento com os clientes, respeito aos compromissos e agilidade para enxergar e aproveitar as oportunidades que o mercado apresenta. Assim pode ser resumida a trajetória da distribuidora Auto Norte, que em 2020 completa 40 anos de atuação no setor de autopeças nordestino. Fundada em 1980 em Recife, hoje ela tem mais seis filiais na região. “Eu atuava como representante de algumas fábricas, atendendo os varejistas, e percebi que, devido aos prazos longos de pagamento que eram concedidos pelas fábricas, se eu me tornasse um distribuidor vendendo aos bons clientes, que honrassem seus compromissos em dia, eu conseguiria ter um fluxo operacional positivo. Tudo isso atrelado, claro, ao bom relacionamento que sempre mantive com meus clientes. Então, enxergando essa excelente

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oportunidade, iniciei a Auto Norte em sociedade com um dos meus irmãos e dois empregados”, lembra o presidente Carlos Eduardo Monteiro, sobre o processo de fundação da empresa. Desse pequeno grupo de pioneiros, a empresa saltou para um quadro com mais de 350 funcionários. Incluindo

os representantes comerciais e os prestadores de serviços, são mais de 500 pessoas envolvidas nas atividades da distribuidora. Carlos Eduardo lembra que foram muitos os desafios ao longo de todos esses anos. “Mas sempre buscamos alternativas para crescermos e nos consolidarmos


no nosso segmento”, afirma. Para se capitalizar e conseguir crédito bancário, por exemplo, a empresa dava notas promissórias dos bons clientes como garantia. Já o enfrentamento de grandes desafios, como a concorrência dos distribuidores nacionais e as sucessivas crises econômicas do Brasil, se deu através da parceria com as fábricas de autopeças. Também houve investimento na diversificação da empresa, que começou com a distribuição de itens da linha leve, depois passou a atender linha pesada e, por fim, o segmento de motocicletas. Com a consolidação, veio o processo de abertura de novas filiais em capitais da região Nordeste, o principal foco da Auto Norte. “Sempre tivemos o projeto de estar fisicamente em todos os estados da região Nordeste, para poder ficar ainda mais perto dos nossos clientes. Optamos por começar pelas maiores capitais e, por termos um representante com força de vendas em Salvador, decidimos que seria essa a nossa primeira filial” afirma Carlos Eduardo. Na sequência, as unidades inauguradas foram Fortaleza, Natal, João Pessoa, Teresina e Aracaju. Segundo o presidente da distribuidora, o aniversário de 40 anos em plena pandemia de coronavírus é apenas mais um dos vários desafios que ela tem enfrentado ao longo da sua história e a resposta veio com agilidade. Além de implementar medidas de prevenção, a empresa está com as equipes sempre em alerta e aplicando todas as medidas legais estabelecidas pelos governos. “Na parte comercial, ficamos mais rígidos na concessão dos créditos para equilibrar a inadimplência que, devido ao cenário, aumentou para todos”, afirma. Além disso, a Auto Norte está sendo assessorada por uma consultoria para fazer um diagnóstico geral que irá ajudar a formalizar decisões em

relação às mudanças tidas como necessárias para atuar nos novos tempos. Uma das principais é adaptar a estrutura ao avanço das vendas online. Para o presidente da Auto Norte, o e-commerce já é uma realidade e é essencial para todas as empresas que desejam se manter no mercado. Pensando no futuro e já com uma nova geração da família na gestão - os filhos de Carlos Eduardo, Bruna e Gustavo, após passarem por um período na área operacional, hoje atuam ao seu lado na diretoria da empresa - a

Auto Norte tem como meta abrir mais duas filiais em médio prazo: Maceió e São Luís. Carlos Eduardo, por fim, resume a trajetória de todo o seu trabalho da seguinte forma: “não mudaria nada do que foi feito. Se somos bem sucedidos hoje, isso é fruto dos nossos acertos e dos fracassos, que são necessários e tomados sempre como lições. Meu sentimento é de gratidão a Deus e a todos que têm feito desses 40 anos muitos momentos de alegria e de aprendizado”.

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Carros famosos

Eles também são estrelas de cinema Do Fusca ao Audi e-Tron: conheça casos em que automóveis dividem com os atores o protagonismo de grandes sucessos da indústria do entretenimento

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m membro da família. Quem não conhece pelo menos um caso de alguém que nutre afeto por um automóvel? Seja porque ele simplesmente virou um companheiro de viagens e de momentos felizes ou pelo fato de trazer a lembrança de um parente querido que possuía o modelo e ele remete à infância, os carros despertam fascínio em muitas pessoas. Atenta a isso, a indústria cinematográfica criou várias obras tendo veículos que assumem relevância, no roteiro, quase como personagens. Veja casos curiosos e interessantes em que isso aconteceu.

Fusca: Herbie e Bumblebee Na década de 1960, o filme “Se meu Fusca falasse” trazia a história do Herbie, um exemplar simpático do modelo da Volkswagen que, realmente, só faltava falar. Ele era um personagem do filme e interagia com os demais através de todos os recursos possíveis: buzina, farois, portas, capôs e motor, dentre outros. A personificação do Fusca fez tanto sucesso que a história rendeu vários filmes, sendo o último em 2005. E, logicamente, a indústria do cinema continuou vendo o carisma do Fusca e seu potencial junto ao público. Por isso, trouxe o modelo de volta na séria de filmes Bumblebee, que começou na década de 1990. Em uma das continuações da série, na década de 2010, um exemplar amarelo do carro icônico da Volkswagen “faz o papel” de um extraterrestre com ares de heroi que ajuda a salvar a terra.

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Os carros do universo Batman Quem já viu pelo menos um filme do super-herói Batman sabe que seu carro, o Batmóvel, é quase um personagem, cheio de recursos e o livrando das situações perigosas. Desde os primeiros filmes, a escolha para os modelos a serem adotados foi para clássicos da cultura automobilística americana, como Cadillac, Oldsmobile e Lincoln. Com a evolução tecnológica, os batmóveis foram ficando menos no estilo “banheira” e mais próximos de veículos de guerra ou utilitários. Um exemplo é o Tumbler, veículo cenográfico criado para o filme “Batman begins”, lançado na década de 2000. Outra curiosidade da série de filmes sobre o Batman foi o uso de um “primo” da primeira versão do Voyage. Batizado de Fox, esse modelo foi comercializado nos Estados Unidos e protagonizou praticamente todas as cenas de destruição de carros (um clichê dos filmes norte-americanos) em “Batman returns”, da década de 1990.


Ford Gran Torino em dois filmes O primeiro é um grande exemplo da importância dos automóveis para a cultura norte-americana. Apesar de não ser protagonista de cenas espetaculares, o Ford Gran Torino deu o nome ao filme em que o personagem principal era um típico habitante apegado a tradições dos Estados Unidos - entre elas, a de gostar de só usar carrões nativos com motores grandes e gasta-

O DeLorean em “De volta para o futuro” Você pode não gostar de ficção científica, mas é praticamente impossível não ter ouvido falar ou reconhecer o DeLorean DMC-12, modelo com portas do tipo gaivota (que abrem para cima) que levava e trazia o personagem principal em suas viagens pelo tempo na série de filmes “De volta para o futuro”. Até o primeiro ser exibido, o fato é que quase ninguém conhecia o DeLorean, modelo com poucas unidades vendidas no mercado e que não deslanchou nem com o sucesso dos filmes. Mas também é verdade que muita gente ficou sonhando em dar uma volta nele, seja pelas características diferentes (além das portas do tipo gaivota ele tinha lataria sem pintura, na cor de metal) ou pelo sonho de ser um viajante do tempo.

dores de combustível. O Gran Torino, inclusive, é usado no filme como um contraponto ao crescimento da participação de carros japoneses no mercado dos Estados Unidos. Ele é tão importante na obra que a cena final, em que é lido o testamento do personagem principal, é dedicada a quem vai herdar o carro e de que forma ele deve ser usado para não ferir tradições norte-americanas. Outro caso de uso do Gran Torino é a série policial “Starsky & Hutch – Justiça em Dobro”, exibida na TV de 1975 a 1979. O modelo é uma marca registrada da atração. Tanto que na refilmagem para o cinema, lançada em 2004, o carro, com sua estética da década de 1970 e pintado na cor vermelha com uma listra branca nas laterais, continuou sendo usado.

Aston Martin e o agente 007 A série de filmes sobre o agente britânico James Bond tem nos carros uma das principais atrações. São sempre modelos que reunem potência, sofisticação, charme e tecnologias (muitas delas inexistentes e colocadas nos modelos via efeitos especiais). Para atender todos esses requisitos, os exemplares da indústria automobilística Aston Martin, também britânica, cairam como uma luva e foram protagonistas em muitos filmes. O modelo DB5, de “007 Contra Goldfinger”, foi o primeiro Aston Martin do espião e fez uma participação especial 30 anos depois no filme “007 Contra Goldeneye”. O personagem James Bond ainda usou os modelos V8 Vantage (em “007 Marcado para a Morte”, de 1987), DB 9 (em “007 Quantum of Solace”, de 2008) e DB 10, em “007 Contra Spectre”, lançado em 2015.

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A agilidade dos Mini Cooper para um crime épico No fim da década de 1960, o filme “Um golpe à italiana”, estrelado pelo ator Michael Caine, conta a história de um grupo de criminosos que faz um roubo espetacular e usa unidades do Mini Cooper para escapar. Pequenos e ágeis, os carrinhos aparecem como elementos essenciais na trama. Tanto que no remake do filme, feito em 2003 com o título de “Uma saída de mestre”, eles foram usados novamente. Mas já em versões mais modernas e potentes. Na primeira versão eles desfilam em alta velocidade, fazendo malabarismos pelas ruas de Turim, na Itália. Já na segunda, a fuga acontece em Los Angeles, nos Estados Unidos, com cenas de tirar o fôlego.

“Os gatões” e o Dodge Charger Um clássico dos chamados “muscle car” (modelos potentes e com visual agressivo no design) norte-americanos, o Dodge Charger é capaz de muita coisa, mas dificilmente algum carro no mundo sobreviveria aos saltos, derrapagens e arrancadas dos irmãos Duke, que tinham no carro a principal forma de mostrar como eram motoristas habilidosos e destemidos. Além de uma série televisiva na década de 1980, a história rendeu um filme nos anos 2000 no qual o “General Lee”, nome que os personagens deram ao carro, marcou presença novamente.

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O cinema como divulgação do Audi e-tron A indústria automobilística está tentando mostrar aos consumidores que consegue fazer carros elétricos eficientes, com bom desempenho e grande autonomia. E nada melhor do que se associar a outra grande indústria como a cinematográfica para fazer isso. Foi a iniciativa da Audi, que usou o mega sucesso “Os vingadores” para vincular o seu modelo elétrico e-tron ao personagem do Homem de Ferro, um dos super heróis da série de filmes. Através de uma parceria entre a Audi e a Marvel, o bilionário Tony Stark, a outra “persona” do Homem de Ferro, começou usando o superesportivo Audi R8 e depois o trocou pelo e-tron.

Stallone Cobra e o Ford Mercury Em outro exemplo de apelo da indústria norte-americano à exaltação de seus “valores”, no filme “Cobra”, estrelado por Silvester Stallone, o personagem principal age sozinho e tem apenas um Ford Mercury, outro clássico da indústria automotiva daquele país, como seu fiel escudeiro. O carro suporta tudo durante praticamente todo o filme, sendo completamente destruído apenas no final. Mas seu visual agressivo, combinado com o jeito de herói imbatível do protagonista, é um dos principais recursos para exaltar o poder dos norte-americanos.


Recursos Humanos

Izabel Bandeira Psicóloga e coach izabelband@hotmail.com

Como atrair, encantar e reter os clientes no novo cenário É preciso se adaptar ao momento que estamos vivendo, de busca cada vez mais veloz por inovação e superação das expectativas dos clientes

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udanças sociais e econômicas e o surgimento de novos formatos de negociações são fatores que influenciam de forma acelerada os novos hábitos dos clientes. Com tantas transformações ocorridas nos últimos meses, adaptar-se ao novo perfil destes clientes se torna um desafio constante, com uma necessidade sempre presente de criar estratégias para que os clientes continuem fazendo parte da carteira da empresa e, com isso, atraindo também novos consumidores. A era digital já sinalizava sua chegada nos diversos segmentos da economia, no entanto o momento exigiu que as empresas e as pessoas se reinventassem de forma acelerada, não deixando outra opção para que elas garantissem sua sustentação e sua sobrevivência. O novo cenário exige, cada vez mais, o olhar para as pessoas, ou seja, deve-se perguntar: que sinais os meus clientes internos e externos estão apresentando?

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As pessoas se tornaram mais informadas graças à era digital. Elas também ficaram mais imediatistas e querem agilidade. Sendo assim, para causar impacto nesse novo perfil de cliente cabe às empresas estarem preparadas, usando todas as ferramentas de tecnologia e digitais e com o seu time munido de novos conhecimentos, habilidades e atitudes para encarar o novo modelo de negócio. A era digital exige um olhar mais atento e uma maior percepção do conhecimento do perfil dos clientes, observando fatores como idade, sexo, hábitos de compra, sazonalidade, por quais os meios eles interagem (redes sociais, chats, contato online ou presencial) e histórico de vendas da empresa para eles. Todas essas informações são necessárias para que o time da empresa consiga captar, encantar e reter esse novo perfil de cliente, que busca cada vez mais agilidade, informações precisas, comodidade, segurança,

credibilidade e confiança. Os fatores citados acima sempre foram atrativos para que a empresa pudesse se sustentar, só que no formato antigo de negociações através do corpo a corpo e do olho no olho - isso se tornava mais fácil. Hoje contamos com a ajuda da tecnologia, que nos permite fazer negócios com o mundo inteiro através da era digital, e assim a concorrência aumenta. O grande diferencial, no entanto, ainda é a capacidade do ser humano de se mostrar na hora da verdade, que é o momento do contato com o cliente, e provar que está preparado para superar as expectativas no novo cenário. Por isso, se reinvente com tecnologia e com as plataformas digitais, mas nunca esqueça de capacitar seu time para que ele esteja em harmonia com essas novas ferramentas, pois são as pessoas que ainda fazem a diferença. Sucesso ! Até breve.


Novo Mercado Alexandre Costa Cconsultor especializado em inovação para o setor automotivo, palestrante e diretor da Alpha Consultoria alpha@alphaconsultoria.net

“O mais importante na crise é se preparar para quando voltar a crescer”

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evendo meus artigos aqui na Auto Revista encontrei um texto de 2016, que pode muito bem ser aplicado novamente agora em 2020. Por esse motivo, tomei a liberdade poética de repetir parcialmente seu conteúdo, pois se aplica inevitavelmente ao tempos que vivemos. Boa leitura! Talvez você não conheça Issao Mizoguchi. Ele é o atual presidente da Honda e o primeiro brasileiro a assumir a operação da empresa na América do Sul. Além disso, acaba de ser eleito o executivo do ano por uma renomada revista do Setor. O executivo é o autor da frase que está no título desse artigo e que inspirou a criação desse texto. O que mais me chama atenção nessa frase é a essência por trás dela de que nenhuma crise é eterna e que o mercado sempre reage após um período turbulento. E que, portanto, as empresas precisam se ajustar aos tempos difíceis para melhor aproveitar as oportunidades que virão com a retomada de mercado. Mas para isso é preciso mudar. É certo que a queda nas vendas tem implicação diretamente na capacidade de investimento da empresa, reduz o fluxo financeiro e colabora para o endividamento no médio prazo, além, é claro, de abalar a moral da equipe. Mas não reagir a

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tudo isso pode ser o inicio do fim! A empresa deve olhar para sim mesma, rever processos, pessoas e estrutura. A crise exige isso! É um momento de aprendizado e reestruturação. Uns chamam de reengenharia. Eu chamo de “mudança”!! E estar aberto a essas mudanças é o que irá preparar sua empresa para os bons tempos que virão. A mais dramática das mudanças está relacionada as pessoas. A demissão como contenção de custo é algo que sempre terá grande impacto, abalando a confiança do empresário e dos funcionários, e que por isso precisa ser evitada o quanto possível. Em momentos turbulentos, a grande mudança não deve ser de pessoas, mas sim de mentalidades. Em períodos de incerteza o mais importante é poder contar com aqueles que estejam realmente alinhados com a visão de futuro da empresa e que estejam dispostos a dar sua cota de sacrifício pelo bem de todos. Nesses tempos difíceis as pessoas vão precisar de alguém que lhes diga a direção a ser seguida. Um líder que conduza a todos no caminho da prosperidade e que segure a barra nos períodos turbulentos. Essa atribuição pode ser assumida de forma solitária pelo proprietário ou um alto executivo da empresa, ou por vários colaboradores, que, de alguma

forma, exerçam a liderança em seus respectivos setores e departamentos. Isso é algo tem influencia direta na capacidade do seu negócio de se manter mesmo em tempos difíceis e que particularmente considero fundamental diante de qualquer crise. Essa liderança, em conjunto com a mudança de atitude dos funcionários, irá levar a empresa a rever seus processos. Em períodos de vendas em alta, processos pouco eficientes ou que não agregam valor ao negócio são mascarados pela urgência de atendimento dos pedidos e pela necessidade de aproveitar o bom momento do mercado para engordar o caixa. Com a instalação da crise, a ineficiência vem a tona e expões as principais falhas operacionais e gargalos de processo. Nesses tempos difíceis o aumento da eficiência é um fator de sobrevivência e que deve ser tratado com a atenção o que merece e pela importância que tem para a saúde do negócio. Em resumo, aprendemos com a instabilidade econômica que sempre vivemos em nosso Pais é que as crises não são eternas. Elas passam. Mas o aprendizado fica. A capacidade de mudar e as lições que isso nos trás é que vão permitir a empresa estra preparada para a retomada do mercado e para a s próximas crises que com certeza virão.


Novas Tecnologias em Diagnóstico Automotivo

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do conhecimento de todos que diagnosticar falhas em motores não é tarefa fácil. Tecnologia de ponta é empregada nos motores modernos, especialmente, em seu sistema de gerenciamento eletrônico do motor. Determinar a origem da falha no veículo seja na parte mecânica ou eletroeletrônica é um desafio. Por exemplo, quando um veículo chega à oficina com falhas de funcionamento e ao acessar a memória de falhas com um scanner automotivo, a falha P0300 é encontrada, a conhecida falha de combustão ou “misfire”. No passado alguns scanners descreveram o DTC como “falha de ignição” e até hoje causam uma grande confusão entre os reparadores. Alguns reparadores pensam: “Se apresenta falha de ignição, trocarei as velas de ignição e os cabos de ignição”. Por muitas vezes este diagnóstico não conclusivo gera transtornos, com a troca de peças desnecessárias e perda de tempo significativo no diagnóstico. Afinal, onde está o problema? Na bobina de ignição? Nos injetores? Ou falha mecânica? O scanner automotivo não é capaz de apresentar respostas a estes questionamentos. O diagnóstico com os códigos de falha nos ajudam bastante, porém precisa ser complementados com outras ferramentas. O diagnóstico automotivo precisa ser rápido e eficaz e para isso o técnico deverá ter um amplo conhecimento técnico e ferramentas que auxiliem o seu serviço. Ter em mãos um analisador de motor é muito útil neste caso. Um analisador de motor é um osciloscópio com funções específicas para o uso automotivo, com o objetivo de agilizar o processo de diagnóstico. Esta ferramenta pode em questão de alguns minutos apresentar a origem das falhas de funcionamento, proporcionando a oficina maior produtividade e, consequentemente aumentando seu lucro. Nesta matéria, vamos apresentar

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aos leitores uma ferramenta com recursos inéditos em um osciloscópio, com foco no diagnóstico avançado de motores: o USBAUTOSCOPE IV. A ferramenta de origem ucraniana está em sua quarta geração e traz uma tecnologia chamada de “scripts”. Hoje falaremos do Script CSS, criado por Andrew Shulgin. O script CSS O script CSS é um programa que ajuda a identificar quais cilindros não funcionam corretamente em um motor. Os gráficos ajudam a identificar um cilindro que falha ou possui pouca contribuição de energia, além do motivo do problema. Independente de scanners, multímetros ou outra ferramenta, o script analisa a contribuição de potência de cada cilindro durante a operação do motor em diferentes regimes de operação. Dados são mostrados ao reparador, agilizando o diagnóstico de pátio. A figura 1 mostra os sinais básicos capturados para esta análise: o sinal de CKP (sensor de rotação) e pulso de ignição do cilindro 1 para referência.


A ideia é capturar a velocidade angular do motor com o sensor CKP, ter uma referência do cilindro 1 (trigger) e sabendo a ordem de queima (no nosso caso 1342) identificar a velocidade de cada cilindro. A Figura 2 mostra em detalhe a linha que representa a rotação do motor. No exemplo, foram três acelerações: a primeira atingindo um pouco mais de 3500 RPM, a segunda atingindo 5000 RPM e a terceira atingindo 6500 RPM.

Na figura 3, acrescentamos no gráfico os cilindros, cada cilindro representado por uma cor específica. Cilindro 1(vermelho), Cilindro 3(marrom), Cilindro 4(verde) e Cilindro 2(azul). Destacaremos cada parte do gráfico para melhor entendimento:

1 – A estabilidade do motor e qualidade de queima em marcha lenta pode ser vista nesta parte do gráfico. 2 – Aceleração relativamente baixa. Nesta parte podemos testar a relação ar-combustível. Injetores obstruídos ou problemas e/ou vazamentos de vácuo seriam

mostrados aqui. 3 – Acelerações rápidas, com abertura abrupta da válvula aceleradora. Problemas de ignição podem ser vistos nesta parte do gráfico. 4 – Teste de compressão. Com a borboleta totalmente aberta e desligando a ignição, o motor desacelera sem combustão. Este modo exibe a compressão dinâmica. Aqui problemas de pressão do cilindro causados por problemas mecânicos em anéis de segmento, sincronismo ou outros problemas podem ser diagnosticados. Casos práticos: Um Jeep Compass 2.0 flex foi abastecido com diesel. Segundo o cliente, o carro saiu do posto de gasolina funcionando e após alguns quilômetros começou a falhar e fumaçar pelo escapamento. O reparador de uma oficina parceira identificou a falha em um cilindro, removeu o cabeçote e enviou para a retífica. Trocou as velas, limpou os injetores, tubulação de combustível e tanque. Fez a montagem dos componentes e percebeu que o motor falhava. Trouxe até nós para um diagnóstico (figura 4). Na marcha lenta e acelerações, vemos claramente o cilindro 2(azul) com velocidade relativamente menor. O destaque fica na última parte do gráfico, onde temos a compressão dinâmica dos cilindros.

Mas o que seria compressão dinâmica no script CSS? Na última parte do gráfico, a borboleta está totalmente aberta e não há injeção de combustível e ignição nas velas, pois a ignição foi desligada. Nesta condição, os cilindros contém apenas ar e este ar é comprimido à medida que o pistão se move em direção ao PMS devido ao movimento de inercia do conjunto virabrequim e volante. Depois que o pistão atinge o PMS, o ar com-

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primido empurra o pistão em direção ao PMI (ponto morto inferior). Esse movimento causa uma aceleração no eixo virabrequim. Se tivermos mais pressão, maior será a aceleração. A parte final do script do Jeep Compass foi ampliada (figura 5) para mostrar com detalhes a pouca aceleração do cilindro 2 (azul) em relação aos outros. O cilindro 2 apresentou baixa pressão e consequentemente, baixa aceleração no eixo virabrequim.

O reparador desmontou o motor do Jeep e confirmou a falha mecânica: as canaletas do pistão estavam quebradas.

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Recebemos um Honda Fit 1.4 2005 com falhas de funcionamento. A impressão que tínhamos era que havia falhas de ignição e um problema no câmbio CVT. Executando o script no Honda (figura 7), podemos notar que o cilindro 1 (vermelho) apresentava baixa aceleração no segundo momento de aceleração, indicando falha no sistema de ignição. Este Honda é equipado com 8 velas e 8 bobinas. Efetuamos a troca das velas de ignição e de 3 bobinas e as falhas sumiram, inclusive o barulho que ouvíamos no câmbio CVT. Sobre as bobinas, recomendamos as Hitachi, que apresentam um bom sinal de secundário.

Um Hyundai Elantra chegou até nós com a queixa de alto consumo e sem força na saída. Executando o Script CSS no veículo, aceleramos cinco vezes e obtivemos o resultado de falha de ignição (figura 8). Nota-se que na parte de compressão dinâmica, todos os cilindros estão equilibrados. A marcha lenta também mostra um funcionamento regular. Porém ao acelerar abruptamente, vemos falhas no cilindro 1 (vermelho). A velocidade do cilindro é menor do que os outros cilindros no momento da aceleração.


Um ônix chegou até nós com dificuldades de pegar pela manhã, mudava o AF (figura 9). Primeiramente executamos o SCRIPT e notamos que o cilindro 3 apresentava uma aceleração menor do que os outros cilindros. Na parte da compressão dinâmica, os cilindros mostravam acelerações diferentes. No teste de vácuo, vimos anormalidades na calagem de válvulas e constatamos que o comando estava torcido. Trocado o comando, veículo funcionou perfeitamente.

No script CSS, existem abas que mostram outras possibilidades de diagnóstico, com este diagnóstico da roda fônica do motor (figura 11).

O script mostra a condição dos dentes, empenamento ou excentricidade da polia, espaçamento entre roda fônica e sensor CKP. Estas abas do script são ricas de informações e merecem um estudo a parte. Inserindo os valores corretos de avanço de ignição, o software indica a posição do PMS do cilindro em relação ao sensor CKP (figura 10). Esta informação é útil quando verificamos o sincronismo da roda fônica com o PMS (motor EA111 por exemplo).

Até a próxima!

José Laerte Rabelo Nobre Filho Técnico de Manutenção Automotiva, Instrutor Técnico do SENAI-CE

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Foto: Davi Pinheiro

Fecomércio-CE atua em defesa do comércio de bens, serviços e turismo

O

s cearenses têm vocação para o comércio, prova disso é que a maior fonte de renda no Estado vem deste segmento. Atualmente, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará faz a representação sindical de mais de 150 mil empresas do setor, vinculadas a 34 sindicatos. Num momento em que as empresas estão retomando suas atividades e adaptando-se a um novo cenário, a Federação segue auxiliando os empresários diante de tantos desafios. Durante o período de pandemia, a Instituição teve forte atuação na apresentação de soluções para permitir às empresas do comércio estar em sintonia com as novas demandas do mercado e sobreviverem em meio à crise. Assim, a Federação manteve forte diálogo com outras instituições do setor produtivo e o Governo do Estado, integrando o Comitê Estadual de Enfrentamento ao Coronavírus: formado por 25 órgãos e instituições do Ceará, além dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e o Grupo de Trabalho Estratégico. O Comitê foi fruto da solicitação do setor produtivo, o

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que permitiu pensar e apresentar de forma conjunta as diversas medidas necessárias para o retorno das atividades econômicas. Iniciativas para o Comércio Muitas foram as iniciativas pensadas para fortalecer o comércio. Uma delas é o Fecomércio Bank, um banco digital da Federação do Comércio do Ceará que vai atender tanto os clientes pessoa física quanto as empresas disponibilizando um mix de produtos e serviços modernos, baixo custo e alta complexidade tecnológica. A Fecomércio-CE também lançou a ferramenta de market place, “Tá fácil comprar”. Trata-se de uma loja virtual, onde o empresário cadastra e vende seus produtos. Nela, empresas de diversos segmentos podem se hospedar, vendendo seus produtos ou serviços, mostrando diferenciais e fazendo ofertas. Ainda com foco no retorno das atividades, o Sistema Fecomércio, através do Senac, lançou o programa Gestão da Retomada. Desenvolvido pelo Senac Ceará, em parceria com a IXL Center, o programa reúne empresários de diversos segmentos,

através de webinars, que trazem insights acerca dos cenários, além de permitir acesso a uma plataforma web, onde o gestor visualiza seu negócio e, com ajuda dos mentores, pode traçar cenários para definir o melhor caminho para os negócios. E concluindo esse leque de ações, ainda como forma de contribuir efetivamente com o processo de retomada, em parceria com instituições representativas do setor produtivo cearense, (FIEC, SEBRAE, FAEC FETRANS) a Fecomércio lançou a campanha Compre do Ceará. A iniciativa visa sensibilizar a população sobre o seu papel na recuperação da economia local, destacando a importância de valorizar e comprar o que é nosso.


Componente

Respire fundo e… troque o filtro! A cabine do veículo é um ambiente onde motorista e demais ocupantes passam muitas horas. Por isso, o filtro responsável pela purificação do ar é um componente essencial

I

magine-se na seguinte situação: limitar a área do seu quarto a apenas 30% do total, com um ar condicionado que não é limpo há anos, e lá permanecer por horas. Parece assustador? Isso dá uma ideia da importância do filtro de cabine, componente que não fica à vista e trabalha silenciosamente pela saúde de motorista e ocupantes de um caminhão durantes as viagens. Sua principal função é reter impurezas, principalmente poeira e fuligem, e alguns gases nocivos do ar, garantindo que ele chegue mais puro ao interior do veículo. O ar de má qualidade pode trazer cansaço, dificultar a visibilidade do motorista (especialmente à noite) e levar a problemas como insuficiência respiratória, rinite, infecções na garganta e irritação dos olhos. Por isso, o recomendável é verificar o filtro de cabine a cada 15 mil km ou de acordo com as especificações do fabricante, caso o veículo rode muito em situações extremas como estradas empoeiradas ou no ambiente poluído das grandes metrópoles, por exemplo. Vamos citar aqui dois tipos de filtros de cabine: o de partículas e o de carvão ativado. O primeiro tem como elemento de filtragem fibras capazes de reter elementos de apenas alguns milionésimos de milímetro. Sua função é proteger os ocupantes

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do veículo contra poluentes como poeira, pólen, fuligem, fumaça de óleo diesel e outras partículas. Já o filtro de carvão ativado é capaz de evitar que gases nocivos à saúde como óxidos de nitrogênio, dióxido de enxofre e ozônio cheguem à cabine. Esses gases, vale ressaltar, são inimigos até mais perigosos que as partículas, porque são transparentes e podem ser até inodoros (sem nenhum cheiro). Neste tipo de filtro, a retenção do carvão ativado é através do processo de adsorção, no qual átomos e moléculas de determinada substância são retidas em contato com o elemento adsorvente. Uma estrutura de carvão ativado forma uma camada com poros 10 mil vezes mais finos do que um fio de cabelo humano. Além disso, a capacidade de retenção é muito grande. A área de superfície em apenas uma colher de chá de carvão ativado é maior do que a de um campo de futebol. Os sinais de que pode haver problema no filtro de cabine são discretos, mas com um pouco de atenção o motorista vai perceber que algo precisa ser feito. Se forem observados problemas como um ambiente que deixa os olhos e as vias respiratórias irritadas, mau cheiro e janelas embaçadas, vale uma checagem do filtro. Outro indicativo é a perda de eficiência do ar condicionado. Se o condutor notar que para obter a mesma

refrigeração que ele tinha esteja sendo preciso aumentar o nível do ventilador, este é mais um indício. Seguem alguns dados sobre o ar que respiramos quando estamos dentro de um veículo, para mostrar como é essencial manter o filtro de cabine em bom estado. Durante a condução por apenas uma hora, um volume de até 200 mil litros de ar vai para o interior da cabine. Em locais com grande trânsito de veículos a diesel e com motores grandes, como caminhões e ônibus, um dos gases emitidos é o dióxido de enxofre, que só o carvão ativado é capaz de evitar que ele cause a contaminação da cabine. Vale ressaltar, por fim, que além dos benefícios para a saúde, a substituição do filtro de cabine no tempo certo faz bem para o bolso. Em primeiro lugar, porque ajuda o bom funcionamento e aumenta a vida útil do ar condicionado, evitando que as impurezas circulem pelos dutos e por todo o sistema. E depois porque representa economia de combustível. Quando o filtro está muito sujo, uma das consequências é a saturação dos difusores de ar no painel, o que faz com que o ar condicionado seja mais exigido. E como o ar condicionado é diretamente ligado ao motor, é este último que vai precisar trabalhar com mais potência, gastando uma quantidade maior de diesel.


Novo Olhar Claudio Araujo claudioaraujo@secrel.com.br www.exitotreinamento.com.br

Atendimento, o sucesso da sua oficina A fidelização e a conquista de novos clientes passa pela forma como eles se sentem acolhidos para resolver o conserto do veículo com custo atrativo, qualidade e no menor prazo possível

“A

hora da verdade” é o título de um livro de Jan Carlzon no qual o autor nos lembra que a única coisa que realmente importa é o que acontece na hora do atendimento. Ou seja, “a hora da verdade” é o momento em que o cliente entra em contato com a equipe da linha de frente: é nessas ocasiões que ele forma sua imagem sobre a empresa e é essa experiência que faz com que possa voltar, ou não, a procurar os seus serviços ou ir para o concorrente. A confiança é o primeiro Fator Chave de Sucesso (FCS) da lista dos fatores de importância que são considerados no momento da escolha por uma oficina. Cmo diz James C. Hunten no livro “O monge e o executivo”: a confiança é a cola dos relacionamentos. Inspirados neste conceito, gostaríamos de ressaltar que o atendimento é o ponto de maior relevância na relação de fidelização da carteira de clientes de uma oficina. Mapear todos os pontos de contato com o cliente e promover momen-

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tos de experiências de qualidade no atendimento são, sim, grande diferenciais competitivos. Desta forma, elencamos cinco fatores marcantes na trajetória deste cliente, que podem ser caracterizados como o momento da verdade. São eles: 1. O atendimento inicial A chegada do cliente na oficina é um ponto chave. A forma como ele é atendido vai formatando o nível de relacionamento na experiência de consertar seu veículo. Iniciamos com a atenção ao tempo de espera para o atendimento. Faça uma abordagem inicial e, se houver fila de espera, mostre atenção durante este momento, solicitando alguns minutos. Procure fazer um cadastro completo do seu cliente, isso será importante para contatos futuros. Procure ouvir com atenção as reclamações, tendo o cuidado de ver que ele pode estar desconfortável por não entender de mecânica automotiva. Neste momento, passe confiança e segurança quanto ao cuidado com o carro dele e garanta

que tudo será solucionado dentro da expectativa (isso no caso de sua oficina ter a solução). 2. Apresentação do orçamento Diante do diagnóstico e do orçamento realizados pela equipe técnica, chega a hora de apresentar ao cliente. Faça uma exposição do problema identificado e, de forma objetiva, explique as soluções que serão necessárias, por partes, e o investimento necessário. A proposta de solução por partes permite ao cliente optar por todas ou por parte delas, evitando a saída do veículo para outra oficina. Apresente todas as alternativas de pagamento e ressalte a garantia que sua oficina oferece. Isso dará mais segurança. Importante também, neste momento, é o acerto do prazo de entrega do carro ao cliente. Ele vai criar toda uma programação especial no seu dia, em função deste horário combinado com você. Outro ponto importante é preparar o cliente para uma possível mudança no orçamento ou mesmo no prazo de entrega


por motivos excepcionais no decorrer da execução do serviço. 3. Serviço em execução Sabemos que o processo de execução do serviço é passível de mudanças por muitas variáveis, como a inclusão de mais peças ou serviços. Neste ponto entra um momento tenso do relacionamento com o cliente, porque duas coisas que ele certamente não deseja é saber que será necessário aumentar seu orçamento inicial ou que o carro não será entregue no prazo que ele já tinha conhecimento. Diante da necessidade de comunicar esses problemas, a abordagem deve ser cuidadosa, feita por um profissional habilitado e, se possível, levando alternativas para o cliente. Evite fazer este tipo de contato com prazo muito perto do que foi acordado para entrega do veículo. Quanto mais tempo o cliente tiver para refazer seu planejamento do dia, menor o nível de impacto na rotina dele e de ruído no relacionamento com a oficina. 4. Entrega técnica É o momento da entrega do veículo e fechamento da OS. Neste caso, faça uma exposição dos serviços realizados, incluindo a apresenta-

Faça uma abordagem inicial e, se houver fila de espera, mostre atenção durante este momento, solicitando alguns minutos.

ção das peças velhas, como forma de fortalecer a confiança, e veja a possibilidade de apresentar algumas dicas preventivas. Caso você perceba que o cliente não gosta deste detalhamento, seja ágil e já encaminhe para o fechamento da OS. Neste fechamento, mostre a relação entre o combinado e o entregue, exponha as formas viáveis de pagamento conforme já havia sido apresentado no momento do atendimento inicial e feche com a apresentação da garantia das peças e serviços. Caso seja possível, procure identificar o nível de satisfação do cliente. É recomendável entregar o veículo já na saída da oficina e, se possível, na melhor apresentação. Diante da estatística de que a passagem média de um cliente por uma oficina é de 2 a 3 vezes por ano, isso nos leva a crer que é muito tempo para ficarmos longe dele. Considerando isto, gostaríamos de ressaltar a importância da estratégia de comunicação contínua com os clientes. A gestão de marketing, hoje, conta com inúmeras ferramentas de relacionamento digital com o público consumidor e as oficinas têm um patrimônio imensurável, que é seu banco de da-

dos (ressaltamos aqui a importância de fazer um bom e rico cadastro no momento do atendimento inicial). A união de um bom cadastro com as ferramentas digitais e um plano de marketing fará com que a oficina possa manter um contato simpático e contínuo com seus clientes e também permite captar novos clientes. 5. Pós-venda A sugestão é abordar o cliente uma semana depois do serviço. Após esse período, ele já estará apto a avaliar como ficou seu veículo e este é o momento de conhecer a sua real satisfação. Mesmo sabendo da dificuldade de realizar este contato, seja por ligação ou mensagem, não se deve abrir mão da oportunidade de ouvir uma parcela de no mínimo 30% dos clientes atendidos. A pesquisa deve ser rápida e relevante com no máximo 5 perguntas, onde o cliente possa atribuir notas de 1 a 5 para cada questão e, no final, tenha um espaço para apontar críticas ou sugestões. O resultado da pesquisa de pós-venda será de muita relevância para o trabalho de feedback com a equipe da oficina. Sucesso.

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Caminhão elétrico

Antes tarde do que nunca A eletrificação está chegando de forma tímida ao mercado de caminhões do Brasil. Um modelo já está sendo comercializado e outro deve chegar no primeiro semestre de 2021

M

enos barulho, menos poluição. Se todos os caminhões que rodam nas cidades fossem elétricos, teríamos esse quadro de redução de incômodo. Bem, essa realidade ainda está distante de nós, mas a boa notícia é que existe pelo menos um modelo à venda, em nosso mercado, que não usa mais os ruidosos motores a diesel. Trata-se do Jac iEV1200T, “primeiro caminhão urbano 100% elétrico do Brasil”, segundo a Jac Motors, montadora chinesa que atua no País e tem investido na comercialização de modelos movidos a eletricidade. Com preços a partir de R$

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349.900,00, o veículo custa no mínimo 70% a mais que similares a diesel. Ele está na categoria de Peso Bruto Total de 8 toneladas, o que lhe confere a capacidade de rodar dentro das cidades, onde é proibida a circulação de caminhões grandes. A autonomia é de até 250 km com o ar condicionado desligado (com o equipamento ligado, é de 200 km), o que dá perfeitamente para atender a demanda de empresas de entrega durante o dia e recarregar na garagem somente à noite. Apesar do preço alto, o iEV1200T, segundo a Jac, “possui um custo total por km rodado de 4 a 5 ve-

zes menor que seu equivalente a diesel”. De acordo com a empresa, isso acontece porque o custo com manutenção é menor: o motor elétrico não tem componentes como câmbio, radiador, filtro de ar, filtro de óleo, filtro de combustível, sistema de escapamento, correias, bico injetor e bomba de injeção, por exemplo. Já em relação ao custo com energia para mover o motor, no caso do Jac o custo do km rodado é de cerca de 0,25 centavos. No caso de um caminhão a diesel da sua categoria, considerando o preço do litro de óleo diesel a R$ 3,66, o km sairia


por aproximadamente R$ 0,28. A diferença, portanto é muito pouca. Mas considerando o gasto total (manutenção e combustível), o modelo elétrico sairia ganhando. Uma vantagem indiscutível do caminhão da Jac Motors, obviamente, é o ganho ambiental. Motor elétrico não polui nem faz barulho, o que é um benefício tanto para quem usa o caminhão quanto para o ar da cidade onde ele roda. Considerando o nível de ruído de qualquer motor grande a diesel, não há como questionar o Jac iEV1200T nesse quesito. Mas se o caminhão da Jac Motors foi o primeiro elétrico a ser comercializado no Brasil, provavelmente o que terá mais impacto é o e-Delivery, da Volkswagen, “o primeiro desenvolvido” no país, segundo a montadora. Isso porque, diferentemente da marca chinesa, a Volkswagen tem capilaridade,

com concessionárias em todo o território nacional e é uma marca já bastante consolidada. Na categoria de 14 toneladas de Peso Bruto Total, o e-Delivery foi concebido na configuração 6x2 e a previsão é que ele chegue ao mercado no primeiro semestre do próximo ano. Não foi informado o preço, ainda. Já existem informações disponíveis sobre o caminhão. O motor elétrico dele entrega até 350 cv de potência e a autonomia é de até 200 km, variando de acordo com as condições de operação. A recarga das baterias pode ser realizada de forma flexível (30% em 15 minutos ou 100% em 3 horas, dependendo do carregador). Seguindo o padrão da maioria dos veículos elétricos (incluindo o caminhão da Jac Motors), o freio possui sistema dinâmico de regeneração, ou seja, a energia durante a frenagem é usada para recarregar as baterias. Por fim, outra opção que encontramos no Brasil de caminhões elétricos são os modelos da BYD que, assim como a Jac Motors, é chinesa. De acordo com o site

brasileiro da montadora (www. byd.ind.br), são dois modelos: eT7 11.200 Delivery e eT8 21.250 Multi. Ambos têm autonomia de aproximadamente 200 km. Os preços não são informados na página. Como os modelos da BYD estão no site e a divulgação faz entender que eles já estão disponíveis para comercialização, procuramos a empresa para obter informações sobre preços, concessionárias, atendimento pós-venda e unidades que já estão rodando. Até o fechamento desta edição, no entanto, nenhum dos questionamentos foi respondido. Logo, não foi possível saber se realmente eles são uma opção realmente concreta. Pelo que percebemos, a eletrificação da linha pesada começa a dar passos tímidos no Brasil. Mas assim como acontece com os carros de passeio, o uso de motores elétricos ou híbridos para substituir os 100% a combustão parece ser um caminho sem volta. O grande salto poderá se dar com o lançamento do e-Delivery, pela força da marca Volkswagen. É esperar e torcer para dar certo.

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Gestão e controle Haroldo Ribeiro Consultor especialista em prevenção de perdas e gestão de estoques para o varejo Brasileiro e sócio da Max Result Consultoria de Resultados. haroldo@marxresult.com.br

A importância da prevenção de perdas Esta atividade é essencial para as empresas. Especialmente no setor automotivo, que lida com um grande número de itens e estoques complexos

A

área de prevenção de perdas é um setor altamente estratégico dentro de uma empresa. Por definição, a prevenção de perdas é uma técnica de gestão organizacional que envolve vários processos e ferramentas com objetivo de prevenir, combater e eliminar as perdas potenciais. A primeira abordagem que eu faço é, na verdade, um questionamento: Até que ponto as empresas entendem, hoje, o quanto essa área é importante para o seu negócio? Pesquisas recentes apontam que o percentual de empresas do varejo brasileiro que possuem uma área voltada para redução das perdas e prejuízos ainda é mínima. No setor automotivo, esse dado é ainda mais alarmante, pois o índice de perdas do segmento sequer é conhecido. Talvez por esse motivo, a preocupação em estruturar um setor com o objetivo de combater os prejuízos ainda não cause nenhum incômodo na gestão. O fato é que a visão dos dirigentes precisa ser mais ampla e entender que a área de prevenção de perdas é fundamental e dá retorno financeiro. E ela precisa atuar além dos limites da sua empresa. E por que eu falo isso? Porque a prevenção de perdas não pode achar

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que ela deve atuar sobre somente um elo da cadeia de suprimentos, no caso, a loja. Muitos processos ocorrem fora da empresa. A compra, por exemplo, é um desses processos. Ela começa no setor administrativo, com a intenção de compra, e termina fora dela, com o pedido concretizado na mão do fornecedor. Portanto, o produto percorre um longo caminho até que chegue ao setor de recebimento da empresa. Essa relação com o fornecedor, fazendo-o entender que a empresa está atenta aos prazos de entrega, à qualidade dos produtos, à integridade das embalagens e à validade sem incorrer em datas críticas (próximas de vencimento), faz parte da atuação da prevenção de perdas, que dita suas regras de forma clara, expondo o seu papel. Dessa forma, a atuação é preventiva. Não é difícil ver empresas ou profissionais dessa área muito voltados para a solução do problema e pouco voltados para a prevenção dele. O ideal é que o esforço seja sempre com o foco em evitar. Remediar, só em último caso. Uma vez entendida pela direção da empresa a imperiosa necessidade de ter uma área de prevenção de perdas no seu organograma funcio-

nal, o passo seguinte é dos mais importantes. É a estruturação adequada do departamento de Prevenção de Perdas. O organograma da área até varia de empresa para empresa, mas não deve deixar de ter os cargos que são inerentes às atividades do setor, como um gerente ou coordenador de prevenção que se reporta a uma diretoria, normalmente de operações ou de logística (o mais adequado, mesmo, é que seja à presidência), fiscais de prevenção (que são lotados nas lojas e monitoram o recebimento de mercadorias, o fluxo e o controle de clientes e acompanham os ambientes pelo CFTV para combate aos furtos), um analista de inventários, que trata das divergências dos inventários gerais e rotativos, e um analista de métricas, responsável pelo tratamento de todas as informações relevantes, transformando-as em indicadores de desempenho da área. Os grandes desafios são, portanto, primeiro fazer a empresa entender a importância do setor de prevenção de perdas, e em seguida, essa área de prevenção de perdas enxergar até onde sua visão crítica consegue chegar para prevenir os desperdícios.


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