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3 ira de Geomática Fe e a ci ên er nf Co te an rt po A maior e mais im América Latina. e Soluções Geoespaciais da nnect.com

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MUNDO GEO Prê m i o M u n d o G E O # Co n n e c t 2 0 1 3 A premiação reconhecerá os melhores do setor. Aguarde os indicados e vote!

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18 a 20 de junho 2013

Cen tro de Con ven çõe s Fre i Ca nec a São Pa ulo (SP ) - Bra sil #

Programação com seminários, mini-cursos, fóruns, workshops e encontros de usuários

+ de 90% de aprovação dos participantes da edição anterior Evento de 2012

31%

Presidente ou diretor

40%

+ 120

Setor técnico

29%

Gerente ou coordenador

PALESTRANTES

Perfil dos Participantes

+ 3.350

CONECT 2013 30% 25% 17% 15% 13%

PARTICIPANTES

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3 Auditórios Centro de Convenções Frei Caneca

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18 jun

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Curso Curso Curso Georreferenciamento Geo na Gestão Geomarketing de Imóveis Rurais na Prática de Municípios

19 jun

Location Intelligence Conference Brazil

Seminário VANTs

Seminário Gestores Públicos da Geoinformação

20 jun

Fórum Geointeligência para Defesa e Segurança

Seminário Sistema de Informações Geográficas

Seminário Automação Topográfica

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Curso Cadastro Ambiental Rural

Curso Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE)

Encontro Nacional de Engenheiros Agrimensores e Cartógrafos

Workshop RBMC

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Encontro de Integração Governo, Universidade e Empresas

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As palestras em inglês terão tradução simultânea para português e espanhol.

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Conferência e Feira de Geomática e Soluções Geoespaciais 18 a 20 de junho de 2013

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SUMÁRIO

10

34

Passo a Passo

Entrevista

Emerson Zanon Granemann, Diretor e Fundador da MundoGEO

36

Latitude

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Tutorial

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Por dentro do Google Earth – Parte 2

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Conexões internacionais e projeto GEO 360°

Inteligência Geográfica na Cloud - Parte 1

Pesquisa VANTs

Por dentro do mercado: Veículos Aéreos Não Tripulados

GeoQuality

Sistema de Análise Espacial na Cadeia da Carne Bovina

26

Capa

Por um Cadastro Ambiental para todos

Com o ambicioso objetivo de registrar 5,4 milhões de propriedades rurais até 2014, o Ministério do Meio Ambiente dá um grande passo para criar uma nova cultura de compartilhamento de dados no Brasil


43 44

45

Nova Geografia

O mercado GIS de uma maneira jamais vista, mas sempre vislumbrada

Alta Acurácia

Clima Espacial e Geomática: uma integração que gera bons resultados

Georreferenciamento de Imóveis Rurais

53

57

46

Posicionamento Submarino

60

49

Espaço Jr.

62

Geoplan: Empresa Júnior de Geografia – Unesp Rio Claro

50

Cadastro Técnico

52

Laser Scanner 3D

Cloud GIS

Padrões Geoespaciais na Nuvem: Conceitos, Vantagens, Aplicações

IDE#Connect

Infraestruturas de Dados Espaciais e Gestão da Informação Geoespacial

Geomarketing

Mapeamento de Intenções Geográficas

Location Intelligence

O próximo grande passo em Análise de Negócios

64

Sensores Remotos

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Gestores Públicos

68

GeoIncra

Conheça a nova Norma ISO 19152

Técnicas de medição com LS3D Estático – Parte 2

8 12 16 20 24 69 71

Conheça os profissionais de destaque no setor

54

Sistema de Gestão Fundiária: mudanças na Certificação

Cartógrafos do Mar: posicionamento por Hidroacústica

Quem é Quem

Sensoriamento Remoto no Brasil: História, Estado da Arte e Previsões

Administração Municipal de Precisão

Anuência de Confrontante: Carta Inequívoca de Anuência

Editorial Web

Acesse artigos complementares na revista online

Seção do Leitor Navegando Lançamentos OnLine Guia de Empresas

www.mundogeo.com Colaboraram nesta edição:

Arlete Meneguette, Carl Reed, Carlos Alberto Gurgel Veras, Claudio A. Spadotto, Daniel Janini, Daniella Farias Scarassatti, Deilson Silva, Eduardo de Rezende Francisco, Elifas Valim Neto, Felipe Seabra, Ignacio Durán, João Francisco Galera Monico, José Augusto Sapienza Ramos, Luigi C. M. Aulicino, Marcel Martins, Paulo R. R. Martinho, Roberto Tadeu Teixeira, Romero Meyrelles Duarte, Rovane Marcos de França, Rui Alberto Azevedo dos Santos, Trevor Taylor, Wilson Holler


EDITORIAL

Cadastro Ambiental Rural para todos

EDUARDO FREITAS Engenheiro cartógrafo, técnico em edificações e mestrando em C&SIG Editor da revista MundoGEO eduardo@mundogeo.com

No apagar das luzes de 2012 várias boas notícias vindas de Brasília mostraram que o governo brasileiro fala sério quando o assunto é gestão territorial. Com a assinatura de convênios com praticamente todos os estados e as principais entidades governamentais e civis, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) criou uma ampla aliança para a implementação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no Brasil. Além disso, o MMA também anunciou o objetivo de cadastrar 5,4 milhões de propriedades rurais até o fim de 2014, um número astronômico e aparentemente impossível de ser alcançado, porém as ferramentas tecnológicas e dados geoespaciais disponíveis podem fazer toda a diferença nesta caminhada rumo ao conhecimento do uso do solo em nosso país. O diferencial é que, desta vez, um órgão não tomou para si o projeto e decidiu fazer tudo sozinho, mas convocou outras instituições, os proprietários e a sociedade em geral para dividir o trabalho. Imagens de satélites e sistemas online estão sendo disponibilizados para que os próprios produtores rurais possam fazer sua inscrição no CAR de forma ágil e facilitada. Além disso, as informações serão disponibilizadas a toda a sociedade via internet, através de relatórios, preservando a identidade e informações de caráter pessoal do proprietário ou posseiro. Além de um Cadastro nacional completo, o CAR traz consigo uma nova cultura de compartilhamento de dados, já que o MMA vem estabelecendo parcerias com todos os governos estaduais e seus órgãos de meio

ambiente, instituições do governo federal, além de acordos de cooperação técnica com entidades representativas do setor rural, visando o desenvolvimento de ações conjuntas para promover a mobilização e o cadastramento dos imóveis, garantindo capilaridade e a facilidade de acesso ao sistema de cadastro em todo o território nacional. Veja na matéria de capa um apanhado sobre o CAR e as tecnologias e dados geoespaciais que estão revolucionando a gestão territorial no Brasil.

Destaque Esta edição traz vários destaques. Veja uma entrevista com Emerson Zanon Granemann, diretor e fundador da MundoGEO, sobre o ano em que a empresa comemora 15 anos e um paralelo com o mercado de geotecnologia ao longo deste período. Também dois tutoriais, sendo um sobre o ArcGIS Online e outro sobre a versão corporativa do Google Earth. Continuando a série de pesquisas de mercado, veja os resultados do inquérito sobre VANTs. Além das colunas, confira artigos sobre geomarketing, sensoriamento remoto, georreferenciamento de imóveis rurais, nova Norma para Cadastro Técnico, posicionamento submarino, gestão pública, padrões OGC para GIS na nuvem e nova geografia

Diretor e Publisher | Emerson Zanon Granemann | emerson@mundogeo.com Editor | Eduardo Freitas | eduardo@mundogeo.com Assessor Editorial | Alexandre Scussel | redacao@mundogeo.com Assessora de Imprensa e Redes Sociais | Elis Jacques | jornalismo@mundogeo.com Estagiário | Ivan Leonardi | parceria@mundogeo.com Gerente de TI | Guilherme Vinícius Vieira | guilherme@mundogeo.com Comercial | Jarbas Raichert Neto | jarbas@mundogeo.com Marketing | Rodrigo Ruibal | marketing@mundogeo.com Relações Internacionais | Matheus Brandão | matheus@mundogeo.com Atendimento e assinaturas | Thalita Nishimura | atendimento@mundogeo.com Administração | Eloísa Stoffel Eisfeld Rosa | financeiro@mundogeo.com Projeto Gráfico e Editoração | O2 Design | o2@o2comunicacao.com.br CTP e Impressão | Gráfica Capital | www.graficacapital.com.br MundoGEO www.mundogeo.com | Fone/Fax (41) 3338-7789 Rua Doutor Nelson Lins d’Albuquerque, 110 - Bom Retiro Curitiba – PR – Brasil – 80520-430 Todas as edições da Revista MundoGEO estão online no Portal MundoGEO. O material publicado nesta revista só poderá ser reproduzido com autorização expressa dos autores e da MundoGEO Ltda. Todas as marcas citadas nesta publicação pertencem aos respectivos fabricantes. O conteúdo dos anúncios veiculados é de responsabilidade dos anunciantes. A editora não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos assinados. Edições avulsas da Revista MundoGEO estão disponíveis para compra no Portal MundoGEO.

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MundoGEO 71 | 2013

Fale conosco

Revista MundoGEO Publicação bimestral - ano 15 - Nº 71

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Editor

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ENTREVISTA

Emerson Zanon Granemann O fundador da MundoGEO – empresa que comemora 15 anos em 2013 - revela as origens da sua motivação para mudar a carreira e investir numa instituição que tem como vocação atuar como um farol do mercado, conectando a comunidade de geoinformação. Ele afirma que o mercado de Geomática e Soluções Geoespaciais vem passando por uma grande transformação, impulsionado pelos avanços das tecnologias, pelas novas formas de se fazer negócios e pelas mudanças culturais da sociedade Por Eduardo Freitas

“A motivação em criar uma empresa como a MundoGEO foi preencher esta lacuna de conectar os profissionais do setor e promover, com isso, o desenvolvimento sustentável do mercado”

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MundoGEO 71 | 2013

E

mpreendedor da área comunicação, o engenheiro cartógrafo Emerson Zanon Granemann tem uma trajetória pouco comum. Formado pela Universidade Federal do Paraná, teve sua primeira experiência profissional atuando durante nove anos na empresa Esteio Engenharia de Aerolevantamentos. Precocemente, ainda como estudante, começou na empresa participando de projetos inovadores. Foi engenheiro residente em trabalhos de campo para mapeamento e cadastro, depois atuou como coordenador de operações de levantamentos terrestres e aéreos e nos últimos anos como coordenador de projetos. Nesta fase, conheceu toda a cadeia produtiva do setor, incluindo os setores administrativos e financeiros, criou muitas conexões, atuando em quase todos os estados brasileiros, e interagiu com diversos tipos de usuários de geoinformação, nas áreas de cadastro , tributação, planejamento, transportes, infraestrutura, meio ambiente, mineração, florestal, óleo e gás, entre outras. Depois disso, atuou como consultor de governos estaduais e prefeituras, na especificação e acompanhamento de mapeamentos. Em paralelo, neste período, foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Engenheiros Cartógrafos – Regional Paraná. Em seguida, começou a atuar na criação de projetos de comunicação, participando como um dos criadores da revista Fator GIS e do evento GISBrasil, culminando posteriormente com a fundação da MundoGEO, em março de 1998. Neste ano, lançou a revista InfoGEO, criou o evento ExpoGEO em 1999, foi consutor de uma empresa de eventos de São Paulo no evento GEOBrasil, de 2000 a 2009, lançou a revista InfoGNSS, em 2002, o portal MundoGEO em 2003 e, mais recentemente, lançou a revista MundoGEO, que é resultado da união das revistas InfoGEO e InfoGNSS. E, finalmente, concebeu em 2011 o evento

MundoGEO#Connect LatinAmerica– Conferência e Feira de Geomática e Soluções Geoespaciais. Nesta entrevista, no ano em que a MundoGEO completa 15 anos, ele conta os motivos que o inspiraram a fazer esta mudança na carreira, descreve os desafios que enfrentou e adianta alguns planos futuros, traçando um paralelo com o desenvolvimento deste setor. MundoGEO: Como foi o primeiro insight que desencadeou a decisão de mudar sua carreira? Emerson Zanon Granemann: Foi quando eu ainda trabalhava na Esteio. Eu percebia, a cada projeto, que havia uma falta de sintonia entre a comunidade cartográfica e a comunidade usuária. Tornava-se evidente que faltava algo para unir usuários e produtores da geoinformação. Desta forma, desde o início, a motivação em criar uma empresa como a MundoGEO foi preencher esta lacuna de conectar os profissionais do setor e promover, com isso, o desenvolvimento sustentável do mercado. Ficou claro que focar na comunidade multidisciplinar que atua no setor, formada não só por especialistas, mas acadêmicos, estudantes, usuários e gestores da informação, era o melhor caminho para melhor promover as geotecnologias. MG: O que mudou no mercado nos últimos 15 anos? EZG: Muita coisa. Alguns fatores merecem mais destaque, como o barateamento do hardware, software e principalmente da coleta de dados. Em relação à disseminação da cultura de uso da geoinformação, os produtos de visualização do Google Maps e Earth provocaram uma quebra de paradigma no conceito de disponibilização de informações. Além disso, percebi um aculturamento melhor da comunidade usuária, provocado pela melhoria do ensino, da busca constante de atualização, maior eficiência e pelos investimentos


das empresas privadas do setor. Recentemente, nota-se uma maior preocupação do governo e iniciativa privada com o conceito de interoperabilidade, que facilita o compartilhamento dos dados. Além disso, há uma crescente demanda de projetos pelo setor privado, invertendo a dependência excessiva que as empresas tinham, no passado, de recursos do governo. MG: Quais os planos da MundoGEO no mercado internacional? EZG: Hoje, a MundoGEO é líder na América Latina e está entre as principais empresas do mundo do setor de comunicações. Nossa força no Brasil é grande, mas estamos crescendo muito na América Latina, Portugal, Espanha e Africa. Estamos produzindo mais notícias locais internacionais. Comparadas às outras empresas do setor, a MundoGEO se destaca pela amplitude de canais que oferece atualmente, nos idiomas português e espanhol, como: revistas, internet, eventos e agora também os cursos online. Nossa intenção é oferecer várias opções de geração de conteúdo nestes idiomas e ampliar gradualmente a produção em inglês. Outra prioridade são as cooperações internacionais que estamos fazendo, como com o portal americano Directions Mag, o evento alemão Intergeo e a Esri no apoio aos seus eventos de usuários na América Latina. MG: Quais os planos para a MundoGEO na área de educação? EZG: Esta é uma nova unidade de negócios da empresa. Nossos planos são oferecer à comunidade, inicialmente, cursos online de curta duração e in-

trodutórios, mas sempre com um módulo prático nas áreas de GIS, automação topográfica, VANTs, sensoriamento remoto e georreferenciamento de imóveis rurais, entre outras. Depois, a partir de pesquisas vamos desenvolver cursos mais específicos e até por demanda, para empresas que desejem atualizar suas equipes com cursos mais customizados. Está previsto convênio com empresas que possam oferecer ferramentas para que seus produtos sejam melhor entendidos e utilizados. No caso de softwares, soluções livres também serão oferecidas a quem desejar. Inicialmente em português, os cursos em breve serão oferecidos também em espanhol e adaptados à realidade de outros países da América Latina. Para isso, a MundoGEO está desenvolvendo sua plataforma online, detalhando um projeto pedagógico e montando uma equipe de conteudistas, instrutores e tutores. MG: Qual e importância de sua equipe de colaboradores ? EZG: Costumo dizer que tudo que a MundoGEO fez pelo mercado só foi possível por contar com o apoio ativo da comunidade de profissionais, leitores e participantes de nossos eventos, pelos apoiadores institucionais, pelo patrocínio das empresas do setor, pelo apoio externo de autores de artigos, palestrantes e por último, mas não menos importante, da fundamental colaboração de sua equipe interna polivalente e altamente comprometida com a missão da empresa. MG: Qual é a previsão para os próximos 15 anos da MundoGEO? EZG: Pretendemos nos firmar como um dos principais protagonistas na conexão da comunidade global de profissionais do setor de geomática e soluções geoespaciais, mas sempre respeitando as condições regionais de cada país e desenvolvendo parcerias estratégicas locais. O compromisso é tornar a plataforma MundoGEO e seus vários canais de conteúdo cada vez mais interativos e abertos a ações colaborativas, valorizar cada vez mais a produção de conteúdo impresso e digital, formatar eventos presenciais cada vez mais atrativos e investir em cursos, eventos e pesquisas de mercado usando o ambiente online. Até 2028 (2013 + 15 anos) certamente teremos muitas novidades. O antigo slogan - “Geoinformação para todos” - que criamos, no início da empresa, estará sempre nos inspirando, a partir da conexão entre profissionais da comunidade, que está presente no DNA da empresa desde antes da sua fundação, em 1998.

“Pretendemos nos firmar como um dos principais protagonistas na conexão da comunidade global de profissionais do setor de geomática e soluções geoespaciais, mas sempre respeitando as condições regionais de cada país e desenvolvendo parcerias estratégicas locais”

MundoGEO 71 | 2013

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WEB

MundoGEO lança série de webinars

Webinars MundoGEO

O MundoGEO já lançou a programação da nova série de webinars para 2013. Serão temas de destaque no mercado, como Laser Scanner 3D, integração entre Sistemas de Informação Geográfica (GIS) e Business Intelligence, Cadastro Ambiental Rural (CAR), Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) para mapeamento, Georreferenciamento de Imóveis Rurais e o Futuro do GIS. Confira a programação: Laser Scanner 3D é o futuro da topografia? 7 de Março Inscrições: https://www2.gotomeeting.com/register/858023770 Integração entre GIS e Business Intelligence 25 de Abril Inscrições: https://www2.gotomeeting.com/register/930143082 Por dentro do Cadastro Ambiental Rural 6 de Junho Inscrições: https://www2.gotomeeting.com/register/688271922 VANTs: Mercado e Regulamentação 15 de Agosto Inscrições: https://www2.gotomeeting.com/register/682029018 Georreferenciamento de Imóveis Rurais 17 de Outubro Inscrições: https://www2.gotomeeting.com/register/229414090 Qual o futuro do GIS? 5 de Dezembro Inscrições: https://www2.gotomeeting.com/register/524389306

DSG Entrevista exclusiva com Coronel Omar Antônio Lunardi, da Diretoria do Serviço Geográfico do Exército http://youtu.be/wZAfC1MUUEw

tv mundoGEO

Rovane Marcos de França, Professor de Geodésia e Georreferenciamento do IFSC e Consultor da Vector Geo4D http://youtu.be/w9D7JJxZ0sM

+Lidas

OpenStreetMap Entrevista exclusiva com Wille Marcel Lima Malheiro, Diretor de Programa da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, colaborador do OpenStreetMap http://youtu.be/rsJyUK_MeJ8

Janeiro | 2013

Dezembro | 2012

Olimpíadas do Rio 2016 abre vaga na área de geoprocessamento

IBGE lança manual técnico da vegetação brasileira

Embrapa anuncia novidades em sistema geoespacial para agropecuária Empresa anuncia sistema de posicionamento sem satálites 12

Você sabia?!? Os materiais dos webinars anteriores estão disponíveis para download em formato pdf e/ou vídeo. Você pode baixar gratuitamente os arquivos dos webinars patrocinados, e também adquirir os materiais dos eventos com inscrição. Para baixar os arquivos, acesse www.mundogeo.com/ webinar, escolha o evento do seu interesse e procure a aba “Arquivos”.

Vector Geo4D

Unesp/Gege Entrevista exclusiva com João Francisco Galera Monico, professor/ pesquisador da Unesp Presidente Prudente e Líder do Grupo de Estudos em Geodésia Espacial http://youtu.be/UgnQfPB5jRo

A série de seminários online MundoGEO foi criada para fins educacionais e informativos, sobre tecnologias, cases e tendências no setor de soluções geoespaciais. Os webinars oferecem um meio simples e rápido para atualização profissional, colocando as empresas, instituições e usuários em contato direto, sem a necessidade de deslocamentos. Desde 2009, o MundoGEO já promoveu mais de 100 webinars em português e espanhol. Em 2012 foram quebrados os recordes de participação em eventos online do MundoGEO, com mais de 2.800 inscritos e 1.500 pessoas conectadas em um mesmo webinar. Estes seminários online contam com o apoio das empresas do setor de geotecnologia, bem como de instituições que promovem o desenvolvimento das soluções geoespaciais no mundo.

MundoGEO 71 | 2013

Incra apresenta o novo sistema online de Certificação de imóveis rurais Sistema Somabrasil para monitorar a agricultura está disponível


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WEB

Por dentro do Ning

Top Content 1 - Business Inteligence x Geo Posted by Fabio Jacomini on November 26, 2012 2 - Como Você Utiliza o Geoprocessamento? Posted by Vítor Alves Souza on August 23, 2011 3 - kmz2shp Added by Datamadre on February 17, 2013

Você sabia que o GeoConnectPeople é baseado no Ning, uma plataforma online que permite a criação de redes sociais individualizadas? O Ning foi fundado em outubro de 2005 por Marc Andreessen - criador do browser Netscape e Gina Bianchini. A palavra “Ning” significa “paz” em chinês. Cada usuário pode criar a sua própria rede social e/ou aderir a redes de usuários que compartilhem os mesmos interesses. Artistas como Andrea Bocelli e a banda Radiohead, o apresentador Marcelo Tas e muitos outros já possuem redes no Ning. Hoje, já são 2 milhões de redes e o número cresce a cada dia. Ao contrário de redes generalistas como o Hi5 ou Facebook, que condicionam a rede social à interação pessoal, o Ning permite o compartilhamento de interesses específicos – como as geotecnologias, por exemplo. No Ning, é possível personalizar a aparência e utilizar alertas, bate-papo, caixa de entrada para envio e recebimento de mensagens, eventos, fórum, blogs, fotos, grupos, vídeos e muito mais. Todos esses módulos são disponibilizados para os participantes do Ning e são controlados pelo criador da rede. O GeoConnectPeople é gerenciado pela equipe do MundoGEO, que modera a os posts – geralmente, não há interferência, a não ser que o tema seja fora do tópico – e elimina os spams que eventualmente entram na rede. Para saber mais, entre em contato pelo email editorial@mundogeo.com.

Temas

últimos membros

O GeoConnectPeople está aberto para todos os usuários e produtores de geoinformação que desejam criar grupos e encontrar colegas para trocar experiências, tirar dúvidas e debater temas relevantes. Os conteúdos postados no GeoConnectPeople são ligados à geomática e soluções geoespaciais, tais como Sistemas de Informação Geográfica (SIG), cartografia, agrimensura, fotogrametria, observação da Terra, geodésia, Sistemas Globais de Navegação por Satélites (GNSS), Serviços Baseados em Localização (LBS), Infraestruturas de Dados Espaciais (IDE) e suas diversas relações e aplicações. A rede é pautada pelo debate de ideias e a construção colaborativa de conteúdos que tenham como objetivo fazer o mercado geoespacial global crescer de forma sustentável. Participe!

Rumo aos 5 mil membros No início de 2013 o Ning ultrapassou os 4,5 mil membros e agora se aproxima rapidamente de 5 mil participantes. Inscreva-se, participe e convide seus amigos do Brasil e exterior! http://geoconnectpeople.org

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MundoGEO 71 | 2013


SEÇÃO DO LEITOR Webinars Quero parabenizar pelo excelente seminário online sobre Geomarketing na Prática. Começou no horário previsto, com excelentes palestrantes e boas análises. Sebastião Clementino da Silva | Taboão da Serra (SP) Parabéns pelo excelente seminário sobre Geomarketing na Prática. Continuem com os eventos de altíssimo nível!

Roberto Carlos de Melo Fonseca | Bahia

Trabalho com geoprocessamento, tenho mestrado e doutorado na área, então o tema me interessa muito. Gostaria de comentar sobre esses webinars que são divulgados, alguns muito interessantes. Só tem um problema, eles não funcionam no Linux! Tentei assistir alguns webinars que me interessaram, mas quando chega na hora sou “barrado” pela tecnologia utilizada.

Carlos José de Almeida Pereira | São Carlos (SP)

MundoGEO 71 | 2013

Revista MundoGEO

Carlos, Já testamos outras opções, porém a ferramenta que usamos desde 2009 para nossos seminários online (GoToWebinar) é a única que atende nossa demanda (até 1.000 participantes ao mesmo tempo). Estamos em contato com a empresa desenvolvedora (Citrix) para que inclua o acesso pelo Linux. Atualmente já é possível acessar por iOS e Android Gostaria de agradecer pelo seminário online “Geomarketing na Prática” e pela iniciativa. Com certeza foi muito importante e de extrema relevância, não só para mim como também para vários internautas. Fernando do Amaral Rodarte | Rio Claro (SP)

Antonio Carlos, Vamos avaliar sua sugestão de incluir uma seção fixa na revista. A posição da MundoGEO em relação à Ancar é de incentivo ao debate, e consideramos que devem haver mudanças no setor.

O seminário online sobre Geomarketing na Prática foi excelente. Ampliou muito minhas fronteiras, mesmo sendo da área.

Portal

O debate “Geomarketing na Prática” ficará na memória de todos nós da Gisbi. Tenho a convicção de que os caminhos da MundoGEO e da Gisbi, a partir de agora, estarão bem mais próximos. Em nome de todos, reforço o nosso muitíssimo obrigado pela oportunidade e pela confiança de toda a equipe MundoGEO. Sylvio Augusto Ribeiro | São Paulo (SP)

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Breno Mazzinghy Macedo | Belém (PA)

Informo o recebimento da revista nº 70 e agradeço a publicação de parte de minha nota na Seção do Leitor. No entanto, percebi que não houve novas matérias/notícias sobre a evolução da proposta da Agência Nacional de Cartografia (Ancar). Pessoalmente, entendo que será um processo que pode demorar anos, e que talvez o assunto mereça uma coluna fixa na revista. Antonio Carlos Rodrigues | Fortaleza (CE)

Eduardo Oliveira de Britto | São Paulo (SP)

Envie críticas, dúvidas e sugestões para editorial@ mundogeo.com. Por uma questão de espaço, as mensagens poderão ser editadas

Agradeço pela oportunidade das ricas discussões que o seminário online Georreferenciamento de Imóveis Rurais pode proporcionar à comunidade de cartografia, a qual vem buscando a excelência nos trabalhos, inclusive por parte do Incra.

Participe en el webinar “ArcGIS Online para Organizaciones”, el cual me pareció muy interesante, quedo claro el uso y las posibilidades de ArcGIS online, y ahora iré a leer más respecto al tema en la pagina de Esri. Me gustó la experiencia, una excelente presentación e iniciativa. Mis felicitaciones y muchas gracias. Cristian Montero | Chile Quero parabenizar vocês pela excelente iniciativa de promover o seminário online Georreferenciamento de Imóveis Rurais, o qual possibilitou um incremento considerável de conhecimento a todos que participaram.

Franciney Ponte | Belém (PA)

Recentemente eu ofereci um treinamento específico para quatro funcionários da Univasf, de Petrolina (PE), e fiquei muito feliz quando, em conversa com eles, percebi o quanto é grande o respeito pela MundoGEO, e como eles estão atentos a tudo que se passa na área, através das newsletter de vocês. Em resumo, a gente se sente feliz quando percebe que algo neste nosso país dá certo pela qualidade do que se propõe. Margarete Maria José Oliveira | Goiânia (GO)

Erratas Na matéria “Saiba onde estuda geo no Brasil” da edição 70, na página 60, o curso de Geografia da Universidade Estadual do Ceará, em Fortaleza, possui também a modalidade Bacharelado, além da Licenciatura que já consta na tabela. Na matéria “Saiba onde estuda geo no Brasil” da edição 69, na tabela da página 46 deve constar também o curso de Tecnologia em Geoprocessamento do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás.


SEÇÃO DO LEITOR

facebook O aquecimento global pode ser mais suave Rafaela Silva Eu acredito em uma corrente bem menos sensacionalista que a mídia Lançamento do Landsat 8 Jorge Eduardo Vieira E o Brasil, não lança nada?! Kyle Felipe Vieira Roberto Lança sim. Olha o funk fazendo sucesso Inventário Florestal Luciana Possi Possi Ótimo para o nosso Brasil!

Twitter @RnaldPereira | Geonald É muito bom seguir @ApenasGeografia @MundoGeo @EstacaoGeo =)

@Alleekees | Alleekees Hoje na empresa onde trabalho vi um exemplar da @MundoGeo achei ótima, e já assinei, claro :) @renatolelis | Renato Lélis Parabéns pela reportagem sobre a ANCAR. Dúvida: hoje o IBGE carece de recursos, será que a situação vai mudar com a nova agência?

Space Imaging

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MundoGEO 71 | 2013


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Mapeamento digital do litoral de SP e RJ

O MapBox, fornecedor de soluções de código aberto para a criação e publicação de mapas através na nuvem, escolheu a DigitalGlobe como seu fornecedor de imagens

A partir de iniciativa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Departamento de Engenharia Cartográfica, na forma de projeto de pesquisa, com apoio do Instituto Geológico do estado de São Paulo (IG/SP) e financiamento da Faperj e Fapesp, está sendo concluído o mapeamento digital dos municípios de Caraguatatuba, Ubatuba, Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba, a partir de imagens de satélites do sistema orbital tailandês Theos, com bandas multiespectrais e pancromática. Segundo informações de Gilberto Pessanha Ribeiro, professor do Departamento de Engenharia Cartográfica da Uerj, o propósito inicial do projeto, que hoje já se alcançou, é gerar mapas em escala regional e indicativos de padrões de uso da terra e cobertura vegetal, que dêem suporte a análises climáticas diante de eventos extremos, focando nas áreas ocupadas nas planícies costeiras quaternárias. Resultados deste projeto, que estende sua execução até dezembro de 2013, já estão disponíveis. Um artigo com base no projeto será apresentado no XVI Simpósio de Sensoriamento Remoto, a ser realizado em Foz do Iguaçu (PR) de 13 a 18 de abril. INFO

A Imagem traz ao Brasil a solução Location Analytics, aplicação GIS que permite a integração de inteligência de mapas aos negócios A Supergeo anunciou uma parceria com o Grupo Ginpro, do México, para promover e oferecer soluções GIS mobile na América Latina A Trimble adquiriu a desenvolvedora de tecnologia para navegação e mapeamento ALK

www.georeferencial.com.br

A companhia aeroespacial Lockheed Martin recebeu um prêmio do OGC pelo trabalho realizado no setor geoespacial O Grupo Hexagon anunciou que entrou em um acordo definitivo para adquirir todas as ações da Navgeocom, maior distribuidora da Leica Geosystems na Rússia A Autodesk adquiriu a tecnologia e equipe da Allpoint Systems, desenvolvedora de softwares e soluções para processamento de dados Lidar A companhia de engenheria Renishaw concluiu a aquisição da MDL, fabricante de sistemas para medição e escaneamento laser A Bentley Systems anunciou Marcello Lasalvia como o novo Country Manager para o Brasil A Astrium lançou recentemente o novo satélite Pléiades 1B, para imageamento de alta resolução A Autodesk fez um acordo de integração entre seus softwares para design e construção com o hardware para posicionamento da Topcon

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DigitalGlobe e GeoEye concluem processo de fusão A DigitalGlobe e a GeoEye anunciaram a conclusão do processo de fusão das companhias, efetivando-se como um grande grupo no setor de imagens da Terra e análise geoespacial. Com base no preço de fechamento das ações da DigitalGlobe de 30 de janeiro de 2013, a empresa combinada tem um valor de mercado de 2,1 bilhões de dólares. A fusão foi anunciada oficialmente em julho do ano passado, após meses de especulações e ofertas entre as companhias. Ao final, os acionistas da DigitalGlobe ficaram com cerca de 64% da companhia combinada, e os acionistas da GeoEye com aproximadamente 36%. Foi então decidido que a empresa combinada iria se chamar DigitalGlobe.


Mudanças na certificação de imóveis rurais A partir do final do mês de fevereiro, o procedimento de certificação de imóveis rurais vai mudar, segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) . A certificação passa agora a ser realizada de forma automatizada, por meio do Sistema de Gestão Fundiária (Sigef ).

Os dados levantados deverão ser submetidos ao Sigef por meio da planilha eletrônica, para certificação. A fim de garantir a segurança e a integridade das informações contidas no sistema, os dados deverão ser enviados por profissional credenciado, que acessará o Sigef por interface web e será autenticado por meio de certificado digital (token). Todo profissional deverá necessariamente adquirir sua certificação digital para que possa acessar o sistema.

OGC

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O Sigef é uma ferramenta eletrônica criada para enviar, recepcionar, validar, organizar e disponibilizar dados georreferenciados de imóveis rurais. O novo sistema é capaz de analisar sobreposição com o cadastro georreferenciado do Incra e gerar planta e memorial descritivo de forma automática.

A revista MundoGEO traz as principais novidades em padrões e serviços disponibilizados pelo Consórcio Geoespacial Aberto (OGC, na sigla em inglês). O OGC é uma consórcio internacional que reúne mais de 450 companhias, agências governamentais e universidades com o objetivo comum de desenvolver padrões.

Padrão de hidrologia O OGC anunciou que o WaterML 2.0 foi escolhido pela Organização Meteorológica Mundial (WMO em inglês) como um padrão oficial. O WaterML é um padrão internacional para codificação e troca de séries de dados hidrológicos e hidrogeológicos, podendo ser aplicado em programas de monitoramento e previsão, na gestão de desastres, compartilhamento de dados de água superficial e subterrânea, entre outras. INFO www.opengeospatial.org

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Brasil recebe estação do sistema Glonass A Universidade de Brasília (UnB) inaugurou a primeira estação fora da Rússia do sistema de monitoramento e correção diferenciada que integra o Glonass. O Programa de Cooperação no Campo da Utilização e Desenvolvimento do Sistema Russo de Navegação Global por Satélite é fruto de uma parceria entre a Agência Espacial Russa (Roscosmos), a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a UnB.

Galileo testa serviços de emergência Os satélites três e quatro do sistema Galileo foram postos em órbita no dia 12 de outubro, a partir da base de lançamentos da Guiana Francesa. Estes veículos juntaram-se ao primeiro par de satélites, lançado um ano antes, concluindo a Fase de Validação (IOV, na sigla em inglês) do programa Galileo. Agora, com quatro satélites idênticos em órbita, a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) poderá demonstrar a capacidade completa do Galileo, antes da implantação dos satélites operacionais. A fase de Capacidade Operacional Plena do Galileo (FOC, na sigla em inglês) terá 30 satélites, e estará completa até 2018.

IBGE apresenta nova área territorial brasileira O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou as novas medidas da área territorial brasileira. O Brasil tem uma nova medida de superfície: 8.515.767,049 quilômetros quadrados, o que significa um incremento de 0,01% sobre o valor da última publicação da área territorial brasileira, em 2002 (8.514.876,599 quilômetros quadrados). No reprocessamento da área territorial do Brasil, em relação aos valores oficiais de 2002, foi adotado o Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas (Sirgas 2000), cuja principal vantagem, em relação aos demais sistemas de referência utilizados, está no uso direto da tecnologia GPS. O Sirgas 2000 permite maior precisão no mapeamento do território brasileiro e na demarcação de suas fronteiras. Além disso, a adoção desse novo sistema, pela América Latina, contribuirá para o fim de uma série de problemas originados na discrepância entre as coordenadas geográficas apresentadas pelo sistema GPS e aquelas encontradas nos mapas utilizados atualmente no continente.

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Além de ser um importante componente para redução do erro de posicionamento do Glonass na América do Sul, a instalação da estação beneficiará pesquisas na área aeroespacial desenvolvidas nos laboratórios da UnB. Será importante também para as aplicações satelitais e para estudos geodésicos da Universidade. O equipamento trazido da Rússia conta com uma antena e dois racks com processadores, um para receber o sinal e outro para transmitir informações para a sede do projeto, na Rússia. Até 2020, a Roscosmos espera ter 56 estações semelhantes à que está sendo montada na UnB. Outras 22 estações iguais a esta já funcionam em território russo, uma delas na Antártica.

ESNC 2012 A 9ª edição da Competição Europeia de Navegação por Satélites (ESNC, na sigla em inglês) anunciou em outubro a lista de ganhadores. Além do prêmio principal, chamado de “Galileo Master”, a competição entregou ainda 24 prêmios para os projetos vencedores das etapas regionais e cinco prêmios especiais. A competição ESNC é realizada anualmente pela empresa alemã Anwendungszentrum GmbH Oberpfaffenhofen, e conta com várias categorias e prêmios. A iniciativa visa reconhecer as melhores ideias na área de navegação e posicionamento por satélite. O Brasil, que conta como organizador regional oficial o MundoGEO, teve oito projetos cadastrados em 2012. Este ano, o projeto vencedor da competição veio de Portugal, da Universidade de Porto. O sistema apresentado é usado para navegação interna em smartphones, utilizando campos magnéticos de baixíssima frequência para estabelecer a comunicação de forma confiável, mesmo em ambientes internos. O projeto inovador de navegação para smartphones ficou na frente de 405 trabalhos inscritos, provenientes de 40 países, e ganhou uma recompensa de 20 mil euros. O prêmio regional do Brasil em 2012 foi para Arlei Benedito Macedo e sua equipe da companhia SIG-Ribeira, que apresentaram um sistema colaborativo de geoinformação, desenvolvido para o gerenciamento de emergências em computadores móveis. O sistema Risk-GIS combina dados georreferenciados de campo com imagens de satélites e informações fornecidas por profissionais, pessoal em campo e voluntários.


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LANÇAMENTOS A China lançou serviços públicos e comerciais do sistema de navegação por satélites Beidou em toda a região Ásia-Pacífico A Nasa lançou seu mais novo satélite de observação. O Landsat 8 marca a continuidade do programa que, desde 1972, gera dados sobre a superfície da Terra A Optech anunciou o lançamento do Pegasus

HA500 ALTM, um sensor para mapeamento aéreo de

Geospatial SDI 2013 A Intergraph anunciou o lançamento do Geospatial SDI 2013, uma ferramenta de infraestrutura de dados espaciais interoperável e escalável, que pode ser usada para catalogar e fornecer dados geoespaciais na web. A ferramenta é indicada para provedores de dados que precisam gerenciar e fornecer informações seguras usando serviços baseados em padrões web. O SDI 2013 fornece os principais serviços necessários na implementação de infraestruturas de dados espaciais. INFO geospatial.intergraph.com/2013

grandes áreas A F oif anunciou no início de 2013 o lançamento de novos produtos, entre eles o receptor GNSS A30 e novas estações totais

Topocad 14.2 A Adtollo, desenvolvedora do Topocad, lançou a nova versão da plataforma CAD, feita especialmente para levantamento topográfico, cálculo, design e mapeamento. A versão possui várias novas funções para a criação de objetos, manuseio de nuvens de pontos, cálculos e ainda novos comandos. INFO http://adtollo.se/en

LPS 2013 A Intergraph anunciou o lançamento do LPS 2013, como parte integrante do portfólio geoespacial da empresa. O software para fotogrametria é conhecido por ter um ambiente de trabalho amigável, capaz de proporcionar bons resultados mesmo para iniciantes na fotogrametria. A nova versão conta com ferramentas avançadas para realizar triangulação, geração de modelo digital de terreno, produção de ortofotos, mosaico e extração de características 3D.

A Spirent anunciou um receptor de sinais da nova geração de satélites do Beidou, sistema de navegação da China A Manfra anunciou que o software Posição conta com novo módulo de georreferenciamento, totalmente integrado ao AutoCAD

EnsoMosaic v7.4 A MosaicMill anunciou a versão 7.4 do EnsoMosaic, software fotogramétrico para ser usado em câmeras digitais de pequeno e médio portes. A nova versão conta com melhorias na acurácia para triangulação aérea, e opções para transformação de coordenadas e calibração, melhorando a precisão em câmeras instáveis, como as acopladas em veículos aéreos não tripulados. Também permite a criação de modelos de elevação e ortomosaicos próximos à realidade. INFO www.mosaicmill.com

A Trimble lançou o RangePoint

RTX , um novo serviço de correção para o mercado de agricultura A Logica

CGI lançou uma

nova plataforma de telemetria veicular, ideal para a gestão

de frotas

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Mobile Cadastral GIS 3.1 A Supergeo Technologies lançou oficialmente o novo aplicativo móvel Cadastral GIS 3.1, para rodar em aparelhos com sistema operacional Android. O novo aplicativo ajuda os usuários a obter e reconhecer informações de perímetro e área de um local de forma simultânea. Os resultados da consulta de dados cadastrais podem ser salvos e exportados como arquivo de texto para posterior utilização no campo. INFO www.supergeotek.com


ArcGIS Explorer Desktop O ArcGIS Explorer Desktop, um visualizador GIS gratuito que permite a exploração e visualização de informações GIS, ganhou uma nova versão. Agora, a ferramenta da Esri permite que os usuários façam upload de conteúdo GIS diretamente para contas do ArcGIS Online, onde qualquer pessoa com acesso à internet pode visualizá-lo. A nova versão conta ainda com opções para a criação de apresentações interativas, suporte para passeios KML, e a possibilidade de executar o programa através de um drive USB externo, conectado em qualquer computador que atenda aos requisitos do sistema.

Banco de Dados e Informações Ambientais

INFO www.esri.com/software/arcgis/explorer

Map2Map Informações sobre a população brasileira e seus perfis e preferências são divulgadas por institutos de pesquisa diariamente. Com o objetivo de juntar todos estes dados e transformá-los em uma fonte confiável de informações para as tomadas de decisões das empresas, a empresa W5 Solutions desenvolveu o Map2Map, uma plataforma de plotagem de mapas que mostra as informações públicas e privadas e as disponibiliza em forma de mapas na web. Com a ferramenta, é possível exportar as visualizações para diferentes formatos, como imagem, PDF, entre outros.

INFO www.map2map.com.br

AsterDTM A SulSoft anunciou o lançamento da mais nova versão do AsterDTM, software para geração de modelos digitais de elevação (DEM, em inglês). O AsterDTM é um software especializado na geração de modelos digitais de elevação a partir de imagens Aster, que agora passa a contar também com painel de visualização 2D e 3D, hillshade, SRTM Browser, etc.. A ferramenta é disponibilizada junto ao software Envi 5 na forma de plugin, ou como uma aplicação independente, que roda nos sistemas operacionais Windows 32 e 64 bits.

INFO www.sulsoft.com.br/asterdtm

GeoMedia WebMap 2013 A Intergraph anunciou o lançamento do GeoMedia WebMap 2013, ferramenta que permite o compartilhamento seguro e análises em tempo real nas empresas. Com capacidade de realizar análises geoespaciais e visualizações na web, o software teve melhorias no desempenho e integração com padrões OGC. A ferramenta também pode ser integrada com o Erdas Apollo, para a entrega de produtos de imageamento. INFO geospatial.intergraph.com/2013

Complementando o acervo do Banco de Dados e Informações Ambientais (BDIA) sobre os recursos naturais da Amazônia Legal (AM Legal), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tornou públicas as informações gráficas e alfanuméricas atualizadas de geologia e solos dessa região, cuja área (5.016.136,3 quilômetros quadrados) ocupa cerca de 59% do território brasileiro. As informações, apresentadas com um nível de detalhe compatível com a escala 1:250.000, foram obtidas a partir de imagens de sensores orbitais – em especial do Landsat –, de trabalhos de campo e de estudos realizados por uma equipe multidisciplinar com vasta experiência no mapeamento e sistematização de informações ambientais sobre o país. O BDIA da AM Legal até agora continha os dados de vegetação e relevo da região, disponibilizados, respectivamente, em 2008 e 2009.

INFO www.ibge.gov.br

Envi 5 A SulSoft anunciou uma atualização do Envi 5, a nova versão do software para visualização, exploração, análise e apresentação de dados na área de sensoriamento remoto e GIS. Agora, o software está disponível também em português. O Envi 5 apresenta novos recursos, tais como interface atualizada, ferramentas organizadas e uma API nova para a personalização e customização de funcionalidades. A tradução do software foi feita nos mais de 5 mil itens de menu, diálogos e mensagens, tornando o Envi inteiramente em português. INFO www.envi.com.br


CAPA

Por um Cadastro Ambiental para todos Com o ambicioso objetivo de registrar 5,4 milhões de propriedades rurais até 2014, o Ministério do Meio Ambiente dá um grande passo para criar uma nova cultura de compartilhamento de dados no Brasil Por Alexandre Scussel e Eduardo Freitas

I

magine um país onde qualquer cidadão pode acessar uma base de dados, fazer uma pesquisa por uma propriedade rural, obter imagens de satélite detalhadas sobre a área de preservação ambiental na região de interesse, tudo isso online. Ainda, uma nação na qual os diversos órgãos do governo que têm interesse na área ambiental acessem uma mesma base de dados, compartilhem seus mapas e apresentem à sociedade números confiáveis sobre a sustentabilidade da atividade agrícola e florestal. Espera-se que este seja o Brasil de 2014, um país que conhecerá como o solo está sendo usado e para onde devem apontar as políticas públicas para fomento da agricultura, monitoramento ambiental, resposta aos efeitos das mudanças climáticas, entre outras ações que só serão exequíveis a partir do amplo conhecimento da realidade das propriedades rurais. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) reuniu em Brasília, no fim de 2012, representantes estaduais e entidades governamentais e civis em um grande

Por dentro do CAR No CAR, todas as informações ambientais das propriedades e posses rurais estarão reunidas, com acesso público pela internet, formando uma base de dados. O cadastro é o primeiro passo para a obtenção de qualquer licença ambiental para uso ou exploração dos recursos naturais da propriedade. Com o comprovante de inserção no CAR, o produtor pode reconhecer seu passivo ambiental e assumir o compromisso para recuperá-lo. Para inscrever seu imóvel, é preciso comprovar a propriedade ou posse e apresentar uma planta e memorial descritivo da terra, incluindo a localização das Áreas de Preservação Permanente (APP), Reserva Legal (RL), etc.. O cadastramento não será considerado título para fins de reconhecimento do direito de propriedade ou posse

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mutirão com a meta de identificar e registrar cada um dos 5,4 milhões de imóveis rurais até o fim de 2014. Na ocasião, foram assinados nada menos do que 14 Acordos de Cooperação Técnica para implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR). De acordo com Izabella Teixeira, Ministra do Meio Ambiente, “na realidade o que nós fizemos aqui foi mais um passo a favor da consolidação do CAR, e as parcerias com esses órgãos são fundamentais para o processo ganhar escala”. No encontro foram firmados acordos com os Estados do Amapá, Alagoas, Paraíba, Roraima, Maranhão e Tocantins, além de novas parcerias com entidades governamentais e civis: Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Associação dos Produtores de Cana do Vale do Mogi (Assomogi), Banco do Brasil, além dos Ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, e Desenvolvimento Agrário. Com os novos acordos, 18 estados já aderiram ao processo de implantação do CAR. O Rio de Janeiro foi o primeiro, em agosto, seguido de mais 11 em novembro: Amazonas, Acre, Rondônia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Paraná, Sergipe, Ceará, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Após finalizado o processo de engajamento com outros órgãos e superadas as barreiras burocráticas e administrativas, agora começa o trabalho de cadastramento das propriedades. Alguns estados optaram por utilizar o Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar), desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), enquanto outros já possuíam sistemas similares, que vão pre-


cisar de ajustes, como Mato Grosso do Sul e Pará. Todas essas informações vão alimentar um banco de informações nacional. De acordo com Iara Musse Felix, Diretora da Santiago & Cintra Consultoria, o conhecimento sobre a sustentabilidade da atividade agrícola precisa ser alcançado com o levantamento de informações técnicas sistemáticas de qualidade e confiáveis, embasadas por análises consistentes. “No caso da agricultura existem muitos trabalhos importantes no Brasil, mas é preciso investir mais, desenvolvendo pesquisas e modelos compatíveis com a própria dinâmica do segmento, para que se possa conhecer com mais propriedade o atual cenário em nível nacional que, aliás, é diferente de região para região”, afirma. Para Marilúcia Valese, Diretora do Departamento de Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, o Sicar foi desenvolvido para que os produtores possam fazer inscrição no CAR de forma ágil e facilitada. “Os usuários do Sicar serão orientados por meio de um passo-a-passo que facilitará o preenchimento de todos os dados cadastrais do proprietário/posseiro do imóvel e o georreferenciamento pela imagem do perímetro do imóvel , das áreas de APP, RL e outras exigidas pela Lei. Concluído o cadastro, o usuário receberá um recibo de protocolo do CAR, que será analisado pelo órgão ambiental competente. As informações serão disponibilizadas via internet, através de relatórios gerados pelo Sicar, sempre preservando a identidade e informações de caráter pessoal do proprietário/posseiro”, comenta.

Imagens de Satélite Mas para se chegar a este amplo acordo de cooperação, houve muita conversa e um longo trabalho de convencimento. Segundo Eduardo Assad, pesquisador da Embrapa, um debate aconteceu entre diversos órgãos do governo antes da decisão sobre que tipos de imagens deveriam ser obtidas para a elaboração do CAR. ”Houve uma discussão no primeiro semestre de 2011, entre secretarias do MMA, onde foram demonstradas as tecnologias disponíveis e chegou-se ao consenso que a capacidade de imagens de média resolução era limitada e que deveríamos buscar imagens de alta resolução. A partir disso, houve uma busca entre quais imagens cobririam as necessidades de todas as secretarias. Foram avaliadas todas as opções, desde NOAA, Meteosat, até Cbers e os satélites de altíssima resolução espacial. Após esta discussão, chegou-se à conclusão de que eram necessárias imagens com resolução espacial de aproximadamente cinco metros”, afirma. Segundo Assad, o tempo de discussão, entre

a definição e a compra das imagens, foi de aproximadamente dois anos. “É bastante, mas é normal para um projeto deste porte”, conclui. O georreferenciamento realizado a partir de imagens obtidas com sensoriamento remoto é uma exigência do novo Código Florestal brasileiro e serve como base para a elaboração do CAR. De acordo com o contrato assinado no fim do ano passado pelo MMA e a Santiago & Cintra Consultoria, imagens dos satélites RapidEye serão o principal recurso do Ministério para chegar ao amplo conhecimento do solo no Brasil. Com as imagens de alta resolução será possível identificar as áreas de APP e RL em cada propriedade e acompanhar a recuperação da cobertura vegetal onde a Lei exigir. Segundo Iara Musse Felix, as imagens RapidEye vão subsidiar um “diagnóstico” do cenário de todo o território nacional quanto ao uso e cobertura do solo no Brasil, que inclusive se relacionam ao uso agrícola, sendo uma informação tanto qualitativa quanto quantitativa importante. “O primeiro resultado concreto já alcançado é o compartilhamento de uma mesma base de dados de imagens de satélite com resolução de cinco metros sendo utilizada de forma operacional em projetos de inúmeros órgãos federais e estaduais que exercem atividades que, direta ou indiretamente, estão relacionadas ao CAR. A primeira cobertura de imagens do Brasil referente ao ano base de 2011 já está catalogada e sendo disponibilizada via web para todos os órgãos públicos conveniados com o MMA. Já existem várias ações importantes de capacitação e implementação de metodologias do uso das imagens RapidEye, sendo realizadas para atender adequadamente os usuários do governo em suas diferentes aplicações”, comemora. Segundo Maurício Braga Meira, Diretor de Vendas da RapidEye para América Latina, “o projeto está entre os três maiores do mundo. É algo extremamente importante para a RapidEye”. A empresa tem projetos de cobertura anual em vários países. Além do Brasil, a RapidEye fornece coberturas completas para o México, que há dois anos é imageado duas vezes ao ano, e a China, que há quatro anos é imageada anualmente. São mais de 3 bilhões de quilômetros quadrados adquiridos em todo o mundo. A RapidEye assumiu um compromisso com seu distribuidor brasileiro, a Santiago & Cintra Consultoria, e com os inúmeros usuários de órgãos públicos e privados que requerem imagens anuais de todo o Brasil desde o seu lançamento, em 2008, de continuar imageando todo o território nacional anualmente pelos próximos sete anos.

O georreferenciamento realizado a partir de imagens obtidas com sensoriamento remoto é uma exigência do novo Código Florestal brasileiro e serve como base para a elaboração do CAR

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Cultura de Compartilhamento

O Geo Catálogo do Ministério do Meio Ambiente já está disponível em http://geocatalogo. ibama.gov.br

A aquisição e o acesso às imagens de satélites por vários órgãos governamentais, em diferentes níveis, cria uma nova cultura de uso compartilhado de dados. Segundo palavras da própria Ministra do Meio Ambiente, “o Cadastro nasce com o que tem de melhor em tecnologia, hoje, em termos de informação. Pela primeira vez, teremos um conjunto de imagens de todo o país, em alta resolução”. Segundo Isabella Teixeira, as imagens também serão disponibilizadas para os órgãos ambientais estaduais e municipais, que serão os responsáveis pela formulação do CAR em cada região. “Essa tecnologia vai aprimorar a gestão e fiscalização no país. É uma mudança bastante expressiva no dia-a-dia da gestão florestal”, avalia. De acordo com Marilúcia Valese, o MMA vem estabelecendo parcerias com todos os governos estaduais e seus órgãos de meio ambiente, instituições do governo federal como Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), entre outros, que terão um papel importante no implantação do CAR. Além disso vários acordos de cooperação técnica foram firmados com entidades representativas do setor rural, visando o desenvolvimento de ações conjuntas para promover a mobilização e o cadas-

tramento dos imóveis, garantindo capilaridade e a facilidade de acesso ao sistema de cadastro em todo o território nacional. “Para isso, estão sendo desenvolvidos cursos à distância para a formação de agentes facilitadores dessas entidades que possam apoiar os agricultores que não tenham condições de fazer o registro de suas próprias informações no sistema disponível na internet. A ideia é utilizar ao máximo as estruturas já disponíveis desses parceiros para dar escala e atingir o objetivo de cadastrar todos os cerca de 5,4 milhões de imóveis em até dois anos”, conclui. Para Iara Musse Felix, trata-se de um projeto inovador e eficaz do ponto de vista de gestão e compartilhamento das imagens de satélite adquiridas pelo MMA, tanto em nível nacional quanto mundial. “O Geo Catálogo do Projeto MMA, que está sendo acessado diariamente por centenas de usuários dos órgãos públicos, promove o compartilhamento das imagens e de todas as suas informações técnicas através da publicação de seus metadados em padrões ISO/OGC, recomendados pela Inde, assegurando a transparência tanto para os gestores quanto para os proprietários rurais que almejam conhecer as informações, métodos e regras a serem utilizados pelos gestores públicos. Todos esses detalhes criam uma confiabilidade de ambas as partes para o desenvolvimento de trabalhos e projetos conjuntos”, afirma.

Benefícios do CAR Dentre os benefícios do CAR pode-se destacar: • Para os órgãos de Governo: fornecerá informações que permitirão identificar a realidade exata da cobertura vegetal do território brasileiro nas áreas privadas; facilitará e reduzirá os custos das ações de monitoramento e fiscalização, sobre a manutenção, uso e manejo sustentável dos recursos florestais dos imóveis rurais; apoiará e facilitará as ações de licenciamento das atividades no imóvel; gerará informações para a implantação e monitoramento dos Programas de Regularização Ambiental (PRA) e permitirá o acompanhamento das etapas de recuperação e recomposição de áreas degradas de APP e RL; possibilitará maior controle e redução do desmatamento; produzirá um acervo geográfico nacional com a caracterização dos imóveis rurais que será útil para as políticas de ordenamento territorial; e orientará os processos de planejamento e ordenamento de paisagens e de formação de corredores ecológicos. • Para proprietários e posseiros: constituirá em um instru-

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mento de regularização ambiental do imóvel rural mais ágil, transparente e de baixo custo; comprovará a regularidade ambiental; promoverá segurança jurídica para produtores rurais; permitirá que os proprietários e posseiros façam adesão ao PRA e que recebam apoio para recuperarem suas áreas; permitirá a suspensão de sanções cometidas até 22 de julho de 2008, previstas na Lei 12.651 mediante adesão ao PRA; permitirá o acesso a crédito rural; oferecerá uma base de informação para o planejamento do uso do imóvel rural; e substituirá a averbação da reserva legal em cartório. • Para a sociedade em geral: acesso a informações sobre o cumprimento dos dispositivos legais sobre regularização ambiental; obtenção de dados e indicadores da cobertura florestal nos imóveis rurais; melhoria da qualidade do ambiente com os benefícios advindos da conservação desse ativo ambiental; acesso a informações que poderão instrumentalizar se os produtos que consomem são produzidos em áreas regulares.


Eduardo Assad concorda que o projeto amplia a cultura de compartilhamento de dados. “O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) deu uma lição para o Brasil, quando colocou as imagens Cbers a disposição. A questão não é só o acesso às imagens, mas sim para que grupos tenham acesso aos dados e possam usá-los. Com cultura de compartilhamento e uso, o Brasil passa a se tornar cada vez mais independente de outros países e poderá ter tecnologia própria”.

Segundo Marilúcia Valese, o proprietário/posseiro acessará o Sicar, via internet, por seus próprios meios ou com o apoio do poder público no caso dos agricultores familiares. Fornecerá as informações pessoais e dados do registro ou posse do imóvel rural; identificará, através de imagens georreferenciadas, o perímetro do imóvel, as áreas destinadas à reserva legal, preservação permanente, remanescente de vegetação nativa e de uso restrito. Essas informações serão analisadas pelo órgão estadual competente. Verificadas e validadas as informações fornecidas, será emitido o Certificado do CAR. No caso dos imóveis onde forem identificados passivos ambientais, nas áreas de APP, RL e de uso restrito a serem recuperadas, o proprietário/posseiro poderá aderir ao PRA e assinará um Termo de Compromisso, comprometendo-se a recuperar a área degradada. No CAR e no PRA, os imóveis rurais serão monitorados pelo Órgão Estadual de Meio Ambiente, por meio do Sicar, que acompanhará a manutenção tanto das áreas existentes de floresta nativa quanto dos processos de recuperação dos passivos das APPs e RLs. Sempre que houver desmembramento ou qualquer alteração que modifique a área ou dominialidade do imóvel, o proprietário ou posseiro rural deverá procurar o órgão ambiental para atualização dos dados cadastrais. Segundo Iara Musse Felix, “a necessidade de monitoramento e acompanhamento das reservas legais e áreas de APPs das propriedades rurais é inerente à própria legislação ambiental, portanto, existem metodologias sendo validadas para subsidiar os usuários estaduais e empresas privadas que demandam sistematicamente estas informações”.

Todos trabalhando em torno do CAR Para alcançar milhares de trabalhadores e produtores rurais nas regiões mais distintas do país e mobilizá-los no processo de cadastramento de seus imóveis rurais, o MMA está firmando parcerias com entidades e associações que funcionem como multiplicadores do CAR entre seus associados. Um exemplo é a parceria com a OCB, entidade que tem como missão representar o sistema cooperativista nacional, que irá alcançar 6,6 mil cooperativas, com mais de 9 milhões de associados e quase 300 mil empregados. Também o acordo com a CNA, entidade que representa os produtores rurais, fortalecerá o CAR entre seus associados com a valorização da produção agrícola e a preservação do meio ambiente. Hoje, a CNA é composta por 27 federações da agricultura, 2,3 mil sindicatos rurais e 1,7 milhão de produtores rurais. Já a Contag, por meio de 27 Federações de Trabalhadores na Agricultura e mais de 4 mil Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais filiados, irá levar o CAR a mais de 15,7 milhões de trabalhadores do campo. Por sua vez, o Banco do Brasil irá auxiliar na promoção de ações conjuntas de apoio ao CAR, alcançando cerca de 4 mil municípios com mais de 1,5 milhão de beneficiários, sendo mais de 1 milhão na área rural. A parceria com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão irá aumentar a produção de informações geradas pela União, evitando a duplicidade de compras realizadas pelo governo. Já a cooperação com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e o Ministério do Desenvolvimento Agrário tem

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Cadastramento e Atualização

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Além de um retrato fiel do uso do solo no Brasil, espera-se que o CAR impulsione a economia como um todo, gere novos negócios e amplie ainda mais a cultura de compartilhamento de dados no Brasil

como objetivo estabelecer ações conjuntas de apoio à regularização ambiental, beneficiando cerca de 12 milhões de pessoas que hoje vivem da agricultura familiar. De acordo com Wilson Silva, Coordenador Geral de Cartografia do Incra, já foi iniciado o trabalho de integração das bases de dados do Instituto ao CAR. Segundo ele, existem alguns problemas estruturais que estão sendo dirimidos e, para isso, já foram feitas três reuniões com a Diretoria Fundiária. Sobre a integração, Wilson comenta que “para o Incra, toda a informação cartográfica é válida, apenas as classificamos por níveis de precisão posicional. Exemplo disso são as Unidades de Conservação, Terras Indígenas e vários assentamentos rurais que utilizamos para fins de certificação com baixa precisão posicional. Para o Incra, o CAR utilizar as bases de dados já existentes é o melhor dos mundos, pois qualifica a informação gráfica do CAR e evita termos que fazer ‘limpezas’ das redundâncias e sobreposições - em geral onerosas e demoradas - quando utilizarmos os dados do CAR para fins de conferência cadastral, recadastramento e fiscalização”, conclui. De acordo com Sergio Ahrens, Pesquisador em Planejamento da Produção e Manejo Florestal da Embrapa, o governo deverá editar mais um Decreto em maio deste ano para regulamentar procedimentos referentes à operacionalização do CAR em nível de órgãos ambientais estaduais, em todo o território nacional. “No Estado do Paraná, a implementação do Sistema de Manutenção, Recuperação e Proteção da Reserva Florestal Legal e Áreas de Preservação Permanente

São Paulo assina acordo para implantar o CAR O governo estadual paulista assinou no dia 20 de fevereiro um acordo de cooperação com o MMA para implantação do CAR. Com a adesão de São Paulo, chega a 19 o número de estados que estabeleceram parceria com o governo federal para construção do Cadastro. Segundo o MMA, a expectativa é que a assinatura dos termos de cooperação com estados seja finalizada até março

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(Sisleg) foi suspensa por seis meses, justamente para possibilitar à Secretaria Estadual de Meio Ambiente e ao Instituto Ambiental do Paraná realizarem as necessárias adequações com vistas ao atendimento do que se pretende com o Sicar”.

Sustentabilidade da agricultura Dentre os vários objetivos do CAR, talvez o principal seja dar números sobre a sustentabilidade da atividade agrícola no Brasil. Segundo Maurício Braga Meira, “uma das metas do CAR é ‘colocar os pingos nos is’ e acabar com os ‘achismos’ em relação à sustentabilidade da agricultura, já que tem ligação direta com o Código Florestal e o conhecimento de como o solo das propriedades está sendo usado”. O peso da agricultura na economia do Brasil é outro tema de destaque. “O CAR é extremamente importante, pois a agricultura representa aproximadamente um terço do Produto Interno Bruto do país, tendo relação com outros setores da economia”, conclui. Eduardo Assad concorda e vai além. “Dentre os benefícios está o avanço extraordinário para o Brasil, podendo resolver problemas em diversas áreas, como por exemplo a efetivação do Código Florestal, a melhoria do Cadastro em áreas urbanas, além de ajudar na área de mudanças climáticas, nas aplicações de avaliação do uso do solo para estudos do efeito estufa”. Para ele, os primeiros resultados dependem da agilidade do governo para implantar o CAR. “Como as imagens já estarão disponíveis e diversas instituições vão usá-las – o que barateia seu custo –, espera-se o uso em vários setores – como pesquisa por exemplo – já nos próximos meses. É claro que o MMA não fará tudo sozinho, então os resultados concretos dependem da ação conjunta de diversas instituições e empresas envolvidas”, avalia. Governo, proprietários, posseiros, sociedade em geral. Todos estão ansiosos para que o CAR seja uma realidade. E se a meta de cadastrar 5,4 milhões de propriedades rurais até 2014 é muito ousada, que seja, e que todos trabalhem para torná-la algo possível. Além de um retrato fiel do uso do solo no Brasil, espera-se que o CAR impulsione a economia como um todo, gere novos negócios e amplie ainda mais a cultura de compartilhamento de dados no Brasil. Que 2014 não seja lembrado apenas pela Copa do Mundo no Brasil, mas também pelo ano em que nosso país implantou um Cadastro nacional completo de suas propriedades.


MundoGEO institucional Líder na América Latina e uma das principais empresas de comunicação do setor no mundo. A equipe MundoGEO está preparando uma revista histórica comemorativa de 15 ANOS. Não perca a próxima edição!

Para anunciar (ed.72): Tiragem dobrada Fechamento: 12 de abril Envio de anúncios: 19 de abril Lançamento: 26 de abril

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Passo a Passo

Por dentro do Google Earth – Parte 2 Veja como tirar proveito das funcionalidades da versão Pro

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Arlete Aparecida Correia Meneguette Engenheira cartógrafa (Unesp), PhD em fotogrametria (University College London). Docente e pesquisadora do Departamento de Cartografia da Unesp Campus de Presidente Prudente arletemeneguette@gmail.com

este tutorial vamos utilizar uma licença gratuita válida por sete dias do Google Earth Pro, disponível em http://ning.it/W07Ozw. Instale o aplicativo em seu computador, execute e forneça seu nome de usuário e a chave de licença enviada para o email que você forneceu no cadastramento. Clique em Efetuar Login. Note que agora as funções do Google Earth Pro estão disponibilizadas e o globo virtual é exibido na tela principal (visualizador 3D). Dicas são mostradas em uma janela flutuante e uma dica muito interessante é aquela que sugere como importar dados do Sistema de Informação Geográfica (SIG). Um dos diferenciais do Google Earth Pro, quando comparado com o Google Earth Free, é a possibilidade de realizar mensurações utilizando as ferramentas avançadas, que permitem medir linhas, caminhos, polígonos e círculos. Outro aspecto que diferencia a versão Pro da versão Free do Google Earth é a possibilidade de importar diversos formatos de arquivos, dentre os quais SHP.

Como obter arquivos SHP? Para obter conteúdo oficial e confiável para exibir no Google Earth Pro, entre no site do IBGE em http://ning.it/TW1h6E e escolha malhas_digitais->municipio_2010. A escala é compatível com 1:250.000 sem supressão de pontos, estando em coordenadas geográficas e referenciadas ao Sirgas2000, portanto, compatíveis com o Google Earth que adota WGS84. Neste tutorial vamos utilizar os dados disponibilizados para o Estado de São Paulo, portanto baixe para seu computador o arquivo “SP.zip”. Descompacte o arquivo “SP.zip”. Observe que na pasta “SP” você terá acesso a arquivos das extensões SHP, SHX, PRJ e DBF. O Google Earth Pro importa arquivos SHP desde que haja arquivos PRJ correspondentes, os quais informam qual sistema de projeção e datum foram adotados. Considerando que o Estado de São Paulo tem geocódigo 35, todos os nomes dos arquivos iniciam com esses numerais, em seguida vêm duas letras, indicando tratar-se de: Unidades da Federação (UF), Municípios (MU), Mesorregiões (ME), Microrregiões (MI), Distritos (DS), Subdistritos (SD) e Setores Censitários (SE).

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Como importar arquivos SHP? No Google Earth Pro há duas opções associadas com “Lugares”, uma delas é “Meus lugares” e a outra é “Lugares temporários”. Clique com o botão direito do mouse em “Meus lugares”, note que será aberto um menu com opções. Clique em Adicionar->Pasta. Na janela flutuante que se abre digite o Nome da Pasta: “Arquivos SHP do IBGE”. Em Descrição digite “Fonte: IBGE”. Clique em OK. Observe que agora, abaixo de “Meus lugares”, aparece a pasta recém criada, embora no momento não haja conteúdo nessa pasta. Clique em Arquivo->Importar. Indique o caminho onde você salvou seus arquivos baixados do site do IBGE. No canto inferior direito da janela flutuante exiba a lista suspensa de todos os tipos de arquivos que podem ser importados para o Google Earth Pro, escolha ESRI Shape (SHP). Observe que agora todos os arquivos SHP são listados, clique sobre o arquivo “35MEE250GC_SIR.shp”, que representa as Mesorregiões do Estado de São Paulo. Este arquivo foi escolhido como demonstração, tendo em vista que o Google Earth Pro na versão de avaliação restringe o número de elementos que podem ser importados, algo que não ocorre na versão completa (seja ela paga ou educacional). Uma mensagem será exibida, questionando se você deseja aplicar algum modelo aos recursos absorvidos. Clique em Não. Arraste e salve seus resultados em “Meus lugares” na pasta “Arquivos SHP do IBGE” e exiba as subpastas descendentes. Analise o resultado mostrado no navegador 3D e observe que as cores podem ser diferentes das mostradas neste tutorial, pois estão configuradas para serem aleatórias.

Como alterar as propriedades dos dados vetoriais? Clique com o botão direito do mouse sobre o nome da pasta 35MEE250GC_SIR.shp no painel à esquerda e escolha Renomear. Digite o nome como “Mesorregiões do Estado SP”. Clique no mapa onde está localizada a Mesorregião de Presidente Prudente. Um balão será exibido contendo o número de identificação (12), o nome da mesorregião e o geocódigo do Estado. Clique


Clique de novo com o botão direito do mouse sobre a subpasta 35MEE250GC_ SIR e escolha Propriedades. Na janela flutuante, clique na aba Estilo/Cor. Será mostrada a mensagem “As pastas descendentes não possuem o mesmo Estilo”. Clique no botão abaixo se quiser que elas assumam o mesmo Estilo. Clique em Compartilhar Estilo. Note que a caixa Aleatória realmente está habilitada, conforme comentado anteriormente. Se desejar, desabilite a opção Aleatória e observe que todas as regiões são mostradas em uma única cor (no caso, o branco, que é a cor selecionada na paleta para Área). Altere a área de Sólido+Circunscrito para Circunscrito e analise o resultado; depois altere de volta para Sólido+Circunscrito mas altere a porcentagem de opacidade. Altere a cor das linhas para outra que desejar, aumente a largura das linhas e avalie o resultado obtido. Clique em OK quando estiver satisfeito com a aparência do mapa temático.

geoambiente

hxr

com o botão direito do mouse sobre [sem nome] correspondente à Mesorregião de Presidente Prudente e escolha Propriedades. Note que o polígono fica destacado no mapa. Na janela flutuante digite o nome do polígono como “Presidente Prudente”, depois clique em OK. Repita o procedimento e renomeie todas as Mesorregiões do Estado de São Paulo. Clique com o botão direito do mouse sobre o nome da subpasta 35MEE250GC_SIR e escolha “Classificar de A a Z”, para que os nomes as mesorregiões sejam mostrados em ordem alfabética.

Você poderá seguir o mesmo procedimento para qualquer outro estado brasileiro que conste na listagem disponibilizada no site do IBGE MundoGEO 71 | 2013

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LATITUDE

Conexões internacionais e projeto GEO 360° MundoGEO desenvolve ações para integrar eventos, profissionais e empresas latino americanas ao mercado global. Projeto GEO 360° inicia mapeamento de instituições de ensino Desde o ano passado a MundoGEO vem desenvolvendo ações para dar mais visibilidade aos eventos, profissionais e empresas do Brasil e demais países da América Latina. Conheça algumas delas:

Cooperação com o evento alemão Intergeo Emerson Zanon Granemann Engenheiro cartógrafo, diretor e publisher do MundoGEO emerson@mundogeo.com

A MundoGEO esteve presente no maior evento de geoinformação do mundo, o Intergeo, em 2011 e 2012. Neste último participou da feira e também foi uma das principais mídias mundiais a divulgar o evento. Os números da última edição são impressionantes, com mais de 17.000 profissionais e 550 estandes na feira o evento. Apesar de ser realizado todos os anos na Alemanha, atrai participantes de quase todos os países do mundo. Desde 2011 começamos a dialogar com os organizadores do evento, visando conectar o mercado Latino Americano, em especial o Brasil, com o mercado da Europa e Ásia. Após reuniões com Olaf Freier, diretor da Hinte Messe, promotora do evento, iniciamos uma divulgação mútua dos eventos MundoGEO#Connect LatinAmerica para o público da Intergeo, e também do Integeo para os profissionais e empresas conectadas ao MundoGEO. Existe até mesmo a possibilidade de, já este ano, ambas as feiras terem uma “ilha” com empresas internacionais.

Criação do Guia de Empresas internacional

+Info www.mundogeoconnect.com

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Desde o final de 2012, o Guia de Empresas do portal MundoGEO já apresenta dezenas de empresas novas com sede em diversos países da América Latina, Europa e Africa. O objetivo desta ação é facilitar ao visitante do portal localizar empresas e também promover uma aproximação entre elas visando o desenvolvimento de novas parcerias comerciais. Considerando as empresas brasileiras já são mais de 150 empresas no Guia que espera até o final de 2013 somar mais de 200.

Reforço da equipe para atender as demandas internacionais Iniciam o ano na MundoGEO mais dois colaboradores com o objetivo de estreitar as relações internacionais entre profissionais, empresas, mídias e instituições do setor. Rodrigo Ruibal é uruguaio e com formação em letras e marketing, enquanto Matheus Brandão é trainee na área de relações internacionais.

Começa o projeto GEO 360° para mapear o mercado Este projeto da MundoGEO tem o objetivo de montar uma base de dados especial de profissionais que atuem em posições chave em todo o mercado de geotecnologia, tanto das pequenas, médias e grandes empresas, como os diversos tipos de usuários, que trabalham com ensino, agronegócios, mineração, óleo e gás, transportes, infraestrutura, defesa, governo, entre outros. Este mapeamento servirá, entre outras finalidades, para pesquisar o perfil do mercado, apontando tendências, demandas, índice de empregabilidade e capacidade de investimento do setor. A meta final é ter um conhecimento melhor do tamanho deste setor na economia de cada país da América Latina.

Parceria com o portal americano Directions Mag e o evento LI Brazil Outra iniciativa internacional da MundoGEO é a realização, em conjunto com a Directions Mag, do evento Location Intelligence Brazil no dia 19 de junho, em São Paulo (SP), dentro da programação do MundoGEO#Connect LatinAmerica 2013. Este evento já vem sendo realizado nos Estados Unidos e, agora, terá sua primeira versão internacional no Brasil. O LI Brazil tem como proposta apresentar as principais aplicações da geoinformação nas áreas de seguros, financeira, mobiliária, marketing e mobilidade em geral. Além de trazer novidades na área de Cloud Computing, LBS, BI e modelagen de dados.


tutorial

Primeiros passos para usar Inteligência Geográfica na Cloud - Parte 1 Criação e compartilhamento de conteúdo geográfico com o ArcGIS Online

Deilson Silva Evangelista Técnico do Sistema ArcGIS, 13 anos de experiência em Sistemas de Informações Geográficas dtsilva@img.com.br

Vamos conhecer os benefícios da utilização do GIS na Cloud usando ArcGIS Online através deste tutorial que será dividido em três partes: Criação e compartilhamento de conteúdo geográfico; Espacialização de dados e geração de Dashboard geográfico; Configuração de aplicações web (JavaScript, Flex, Silverlight) e móveis (Tablets e Smartphone).

O ArcGIS Online é gratuito? O acesso ao ArcGIS Online é feito através do endereço www.arcgis.com. A principal dúvida, no entanto, é quanto à gratuidade do acesso ao ArcGIS Online. Ao acessar a página principal do ArcGIS Online, o usuário é convidado a fazer um teste da subscrição (assinatura anual) do ArcGIS Online. O teste pode ser feito por até 30 dias e lhe dá direito a usar todas as funcionalidades do ArcGIS Online que serão apresentadas neste tutorial. Para fazer o teste, clique em 30 DIAS GRÁTIS PARA TESTES. Após o período de teste, caso você opte por não adquirir a sua assinatura anual, você pode migrar sua subscrição para uma conta pessoal do ArcGIS Online. A assinatura tem como principal foco o mundo corporativo, ou seja, empresas devem usar esta licença para ter seu GIS na cloud. E quanto à versão gratuita? Caso você queira fazer uso do ArcGIS Online como pessoa física, você deve acessar www.arcgis.com e clicar em PÁGINA INICIAL, localizado na área Mapas para Uso Pessoal, no rodapé da página principal do ArcGIS Online. Para mais informações sobre o ArcGIS Online, acesse http://ning.it/XagCEd. Você encontrará a Ajuda do ArcGIS Online totalmente em português.

Criando mapas com os visualizadores ArcGIS.com e ArcGIS Explorer Online Ao entrar com suas credenciais na tela de login, você terá acesso às funcionalidades do ArcGIS Online. No item pesquisar (localizado

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no canto direito, parte superior) faça uma busca pelas palavras chave: “ibge influencia”. Você encontrará um mapa chamado: Região de Influência das Cidades. Este mapa apresenta um estudo realizado pelo IBGE sobre a rede urbana brasileira, que serve de subsídio ao planejamento estatal e às decisões quanto à localização das atividades econômicas de produção, consumo privado e coletivo. Abra o primeiro mapa da lista de resultados com o ArcGIS.com. Clique em Marcadores para visualizar as regiões brasileiras. Pesquise outras camadas contidas neste mapa, tais como: Densidade Urbana, Densidade Rural, Evolução da Densidade entre 2000-2010, etc. Para cada região do Brasil, você vai perceber as relações sociais e os padrões espaciais que delas emergem. Salve uma cópia deste mapa, fornecendo nome, palavras chave (tags) e uma breve descrição sobre seu conteúdo (resumo). Toda vez que o IBGE modificar este mapa, você receberá as modificações neste mapa que você acabou de salvar.

Vamos enriquecer esta análise? Clique no menu Meu Conteúdo para acessar o mapa que você criou. Abra-o no ArcGIS Explorer Online, clicando na seta ao lado da palavra Abrir (Mais Opções) e selecionando Abrir com ArcGIS Explorer (você precisará instalar o Silverlight, caso não esteja instalado). Clique em adicionar conteúdo, digite “censo” e inclua em seu mapa o serviço de dados municípios do IBGE que possui a quantidade de analfabetos por faixa etária. O nome deste serviço é “Escolaridade”. Após alguns segundos, você verá o mapa adicionado.


Analfabetos. Faça um gráfico para cada faixa etária. Agora, ao clicar em qualquer município, você verá os gráficos criados e poderá analisar os resultados!

Atividade Extra

Na barra de ferramentas à esquerda, clique em camadas. Você verá todas as camadas referentes aos dados espaciais contidos em seu mapa como camadas. Clique em camada “Analfabetismo por faixa etária” e logo depois em detalhes. Para melhorar a visualização, mude a transparência da camada (sugiro 50%) no item Opacidade. Agora, vamos filtrar os dados deste mapa pelo campo região. Clique no botão adicionar, no item Filtro, escolha o campo REGIAO, operador Igual e digite o texto Sudeste. Agora você verá somente os municípios da Região Sudeste. Hora de adicionar alguns gráficos! Ainda na janela Detalhe da Camada, clique em Configurar no item Pop-ups. Faremos algumas alterações que permitirão entender nossos dados através de gráficos. Apague o conteúdo do item título, clique no botão azul (+) e selecione o campo NOME contido na lista. Clique em Desmarcar Tudo, habilite somente o campo REGIAO. Clique no item Mídia da janela Configurar Pop-ups. Criaremos gráficos agora! Clique em Adicionar e escolha o Gráfico em Colunas. Você verá os campos que têm valores numéricos que permitirão a geração de gráficos. Cada campo possui um destes prefixos. Digite o Título: Análise de Analfabetismo por Faixa Etária – 15 a 29 anos. No item Campos do Gráfico, selecione os campos: AN15A29, PO15A29 e PER15A29. Um detalhe, AN = Quantidade de Analfabetos, PO = População Total por faixa etária e PER = Percentual de

Além de criar um gráfico por município, você pode fazer comparações entre municípios em um Painel de Controle com o ArcGIS Explorer Online. Para fazer isso, clique no botão Painel que fica na barra de ferramentas central do ArcGIS Explorer Online, Adicionar Dispositivo, escolha o Dispositivo Indicador. Na janela Configurar Indicador, digite “Alerta de Analfabetismo” no item Título, “Faixa etária: 15 a 29” no segundo item Título (subtítulo), mude o estilo dos indicadores para polegar verde e vermelho, selecione o campo NOME no item Campo de Nome, selecione o campo PER15A29 no item Campo Valor, selecione “Menor ou Igual a” no item Comparação, digite 2 no item Valor Alvo e, por fim, marque a opção “Exibir dispositivo de comparação”. Pronto! Agora clique em um município e passe o cursor sobre outro município que você deseja comparar o percentual de analfabetismo na faixa etária de 15 a 29 anos. Faça o mesmo processo para outros campos e outras análises que desejar. Veja o meu como ficou:

Que tal geocolaborar com a comunidade compartilhando seu mapa? Após salvar seu mapa, volte à página principal do ArcGIS Online, clique no item pesquisar, selecione Pesquisar por Grupos, digite mundogeo. Você verá o grupo Tutorial de ArcGIS Online – MundoGeo. Entre neste grupo e clique no botão Participar deste grupo. Sua solicitação será enviada para o moderador do grupo. Após o aceite, você fará parte do grupo e poderá compartilhar os mapas que você fizer em seu ArcGIS Online. Neste grupo você verá as geocolaborações de pessoa que usou este tutorial. No próximo tutorial, falaremos sobre Espacialização de dados e geração de Dashboard Geográfico. Até lá! MundoGEO 71 | 2013

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pesquisa

Por dentro do mercado de VANTs MundoGEO continua a série de pesquisas sobre o mercado de geotecnologia. Os Veículos Aéreos Não Tripulados para mapeamento são tema desta edição

N

o início de 2012 a revista MundoGEO iniciou uma série de pesquisas de mercado com o objetivo de esquadrinhar o setor de geomática e soluções geoespaciais na América Latina. Já foram abordados o sensoriamento remoto, Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS), Sistemas de Informação Geográfica (GIS) e estações totais. Tema das matérias de capa da edição 60 da revista InfoGEO e do número 70 da MundoGEO, os Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) já são uma realidade no setor de mapeamento, e agora o que se debate não são mais as possibilidades de aplicação, mas sim a qualidade dos produtos gerados, a automatização dos processos e a regulamentação do setor. Tecnologia que ganha cada vez mais usuários a cada dia, os VANTs podem ser usados para diversas aplicações, desde inteligência e defesa, até a produção

de mapas. Também podem ser utilizados na detecção de manchas de óleo no oceano, rastreamento e identificação das praias em risco, monitoramento de deslizamentos de terra, mapeamento e estudo de florestas e regiões de interesse ecológico, levantamentos de áreas rurais de aspectos agropecuários, medição da composição do ar e de níveis de poluição, inspeção de grandes estruturas, levantamento de ocupação urbana e prospecção topográfica, mineral e arqueológica, entre outross. A pesquisa sobre VANTs contou com mais de 400 participantes em apenas dois dias. Veja um extrato dos resultados! Quais atributos são mais importantes para a escolha de um VANT? 70,9% Qualidade dos produtos gerados 66,6% Preço para aquisição/atualização 53,1% Precisão e/ou acurácia 50,0% Rapidez na coleta de dados 49,1% Facilidade de uso

Qual a sua relação com VANTs?

41,7% Autonomia em campo 37,4% Suporte técnico 34,3% Voo autônomo 32,6% Alcance 28,6% Robustez

24,1% Ensino/pesquisa 20,4% Processamento de imagens e/ou integração com GIS 18,5% Operação em campo (coleta de dados) 13,5% Avaliação/compra 8,6% Venda/fabricação 3,1% Planejamento de missão 1,2% Desenvolvimento de carga paga 11,1% Outro

26,3% Segurança operacional 24,3% Capacitação da equipe 21,7% Garantia 20,0% Altitude 19,7% Produto nacional 80 70

Para atender suas necessidades, você precisa de:

60 50 40

33,9% Solução completa que me permita tomar decisões 27,4% Mosaico fotográfico georreferenciado 18,8% Imagem (fotografia) 7,4% Mapas temáticos 7,1% Somente dados geográficos 2,3% Vídeo 3,1% Outro

40

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30 20 10 0

17,4% Redundância dos sistemas 7,7% Tempo no mercado 1,7% Outro


Como este ainda é um mercado em desenvolvimento, uma das perguntas abordou o modelo de negócio mais adequado. Para 62,4%, o ideal seria adquirir e manter o próprio VANT, enquanto os outros preferem contratar o serviço a partir de empresas especializadas. Já sobre o tipo de equipamento utilizado, pouco mais da metade (51,3%) está pesquisando o uso de equipamentos de asa fixa, enquanto 17,4% usa VANTs de asa removível, 15,6% multi-rotor e 6,9% dirigível. A classificação dos VANTs ainda não é consenso entre a comunidade mundial. Eles podem ser classificados de acordo com seu porte, sob o ponto de vista funcional, etc.. No caso do tamanho dos VANTs, mais da metade dos profissionais que responderam a pergunta (54,5%) usa VANTs de pequeno porte ou mini VANTs (de 2 a 7 quilos), 18,1% usa veículos de médio porte (aproximadamente 7 a 25 quilos), 15,7% os nano/ micro VANTs (menos de 2 quilos) e apenas 7,4% trabalha com grande porte (similar a pequenos aviões). Este resultado já era esperado, já que os veículos maiores são mais utilizados para o setor de defesa.

Decolagem e Pouso Assim como há diversos tipos de VANTs, também a forma de decolagem e pouso varia de acordo com a função, porte, tecnologia, etc.. Para os profissionais que responderam a pesquisa, 31,5% prefere veículo que decola de forma manual (arremessado), enquanto 25,5% escolheu a forma vertical/automática, 24,9% pista e 13,4% catapulta. Para o pouso, quase metade (45,5%) prefere superfície qualquer (pasto, gramado, etc.), 24,4% pouso vertical e 22,9% pista.

Conhecimento e Legislação A regulamentação dos VANTs para uso comercial, no Brasil e no mundo, ainda carece de regras mais claras, segundo os pesquisadores e profissionais que responderam a pesquisa. Perguntados se conhecem a legislação de VANTs no Brasil, apenas 28,7% respondeu que sim. Por outro lado, parece que a legislação não seria um

entrave, pois em uma pergunta sobre o motivo pelo qual ainda não utiliza VANTs, apenas 11% comentou que seria a falta de regulamentação clara. Neste quesito, a maioria (28,5%) declarou que o principal obstáculo ainda é o uso dos equipamentos, 27,6% a falta de conhecimento e 1,2% a falta de adaptação. Dentre os desafios para o setor de VANTs, pode-se destacar a divulgação efetiva da legislação vigente, as dificuldades na fiscalização, a falta de uma cultura aeronáutica nas empresas de mapeamento, a ausência de requisitos para certificação, o atendimento às necessidades e interesses das empresas e, principalmente, a garantia da segurança de voo.

Legislação No Brasil, existem três documentos oficialmente emitidos que versam especificamente sobre VANTs: a Circular de Informações Aeronáuticas (AIC) N 21/10, a Decisão 127 e a Instrução Suplementar (IS) 21-002A

Dentre os comentários dos participantes da pesquisa, a maioria não foi identificada, mas o principal tema é a legislação (ou falta de) sobre VANTs. Segundo um participante, ainda falta “popularizar os VANTs, divulgar resultados e a facilidade de manejar o equipamento, e uma política pública para que possa ser adquirido sem os juros de mercado e com linha de crédito diretamente do BNDES”. O ritmo dos órgãos governamentais para definição da legislação também tem sido muito comentado pela comunidade cartográfica. Outro participante – que não se identificou – declarou que “falta regulamentar melhor. As instituições governamentais não acompanharam a evolução tecnológica”. A próxima pesquisa terá como tema o Laser Scanner 3D. Participe e conte-nos sua experiência! Os resultados serão compartilhados com a comunidade, pelo portal e revista MundoGEO.

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Guia de Empresas de VANTs O Portal MundoGEO lançou recentemente uma seção de VANTs no Guia de Empresas. A criação desta nova categoria reflete a demanda e o interesse pelo assunto, que será tema de um seminário durante o MundoGEO#Connect LatinAmerica 2013, que acontece de 18 a 20 de junho em São Paulo (SP) +Info www.mundogeo. com/empresa

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GEOQUALITY

SAEBov Sistema de Análise Espacial para Tomada de Decisão Estratégica na Cadeia da Carne Bovina

Wilson Anderson Holler Engenheiro cartógrafo, analista GIS, supervisor do Núcleo de Análises Técnicas da Embrapa Gestão Territorial wilson.holler@embrapa.br

Paulo R. R. Martinho Engenheiro Agrônomo, Msc. Analista GIS na Embrapa Gestão Territorial paulo.martinho@embrapa.br

Claudio A. Spadotto Engenheiro Agrônomo, Ph.D.Gerente Geral da Embrapa Gestão Territorial claudio.spadotto@embrapa.br

Marcel Martins Graduando em Engenharia Agrícola pela Unicamp. Estagiário na Embrapa Gestão Territorial marcel.martins@aol.com

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A gestão territorial da agricultura insere-se no planejamento, implantação e acompanhamento das políticas públicas e dos setores privados devido a dinâmica das atividades agrícolas e pecuárias no espaço geográfico. O território rural é alterado por expansão, concentração, intensificação, diversificação e substituição de atividades que ocorrem, ao longo do tempo, em diferentes regiões do País. Nesse contexto, um dos projetos em desenvolvimento na Embrapa Gestão Territorial, o Sistema de Análise Espacial para Tomada de Decisão Estratégica na Cadeia da Carne Bovina (SAEBov), busca prover informações sobre a distribuição e a evolução do rebanho bovino de corte no Brasil e suas relações com os componentes da cadeia produtiva. O SAEBov é destinado a entidades ligadas à cadeia produtiva de carne bovina: produtores (associações, cooperativas, sindicatos, etc.), órgãos públicos e empresas privadas do setor. Entender as características deste setor e seus benefícios para a economia brasileira são estratégicos e ajudam o nosso país a se consolidar como potência no agronegócio mundial. No SAEBov as informações dos componentes da cadeia de produção são georreferenciadas para todo o território nacional. Ele permite o cruzamento de dados em diversas perspectivas, relacionando - e gerando - estatísticas sobre os dados da produção com as empresas processadoras da produção (frigoríficos). Possibilita visualizar a infraestrutura de transporte atual e prevista por investimentos públicos e privados, permitindo direcionar as políticas públicas do setor para áreas que necessitem de maior atenção.

Benefícios: • Destaca os principais municípios produtores do país; • Permite o planejamento do escoamento da produção através da visualização da infraestrutura de transporte atual e prevista; • Indica a evolução da produção em regiões desejadas; • Possibilita análises das tendências de expansão da produção; • Classifica a capacidade de processamento dos frigoríficos; • Ressalta os investimentos em transportes do governo federal nas regiões produtoras; • Determina as distâncias entre frigoríficos e municípios

que mais produzem; • Ilustram as rotas próximas às centrais de distribuição da produção; • Visualização espacial de cenários sobre a cadeia produtora; • Subsidia a tomada de ações de melhoria na cadeia produtiva da carne bovina. Utilizando o SAEBov, verificou-se que em 1991 o rebanho bovino na região Norte representava 10% do total nacional, e em 2011 esse percentual dobrou. A região Norte possui alguns dos principais municípios produtores, mas com limitações de acesso a frigoríficos para processamento da produção. A região Centro-Oeste, em especial Mato Grosso, se mantém como uma das maiores regiões pecuárias do país com a instalação de grandes frigoríficos. A região teve um aumento de 48 milhões para 72 milhões de cabeças de gado entre 1991 e 2011 e, nesse período, o rebanho triplicou no Mato Grosso. Na região Nordeste, a produção decaiu percentualmente no período de 1991 a 2001 e pouco evoluiu até 2011. No Sul e Sudeste o rebanho bovino está estabilizado desde 1991. Os investimentos do governo federal em rodovias e ferrovias beneficia a infraestrutura de transporte de grande parte das áreas de produção de bovinos de corte no país. Como exemplo, as melhorias das condições de trafegabilidade da BR-163, que corta a região Centro-Oeste de norte a sul, e sua ligação com a BR-262 e a BR267, que também receberão investimentos, contribuirão para o escoamento da produção através do estado de São Paulo e a exportação no Porto de Santos.


nova geografia

O mercado GIS de uma maneira jamais vista, mas sempre vislumbrada Novas ferramentas de armazenamento, busca e compartilhamento de dados se tornam cada vez mais eficientes e intuitivas

S

abe aquelas inovações que encantam e você se pergunta, como ninguém pensou nisso antes? Manipular com agilidade um globo tridimensional na ponta de seus dedos. Ligar e desligar camadas de informações suas, da sua empresa, de seus clientes e sobrepô-las sobre uma base rica em mapas, imagens e vídeos criteriosamente localizados no espaço geográfico. Carregar, de maneira rápida e segura, terabytes de informações em servidores espalhados pelos cantos mais remotos do Planeta. Gerenciar seus ativos, suas equipes em tempo real e com o máximo de eficiência. Integrar e trabalhar com diferentes bancos de dados de uma maneira simples e sem a necessidade de longos treinamentos. A realidade agora é outra e a palavra da vez é descomplicar! Um universo de possibilidades se abriu com a união do útil ao agradável. Em outras palavras, a utilidade inquestionável dos Sistemas de Informação Geográfica ganhou força com as geniais e intuitivas ferramentas de armazenamento, compartilhamento e apresentação de informações que convivemos hoje e que foram muito bem desenvolvidas através das redes sociais e de uma nova geração de aplicativos desenvolvidos recentemente.

Estamos na era da democratização do uso dos mapas, da massificação da Geografia. Mapa para todos! Esse seria o slogan da nova era. Um estudo recente, encomendado pela Google e publicado recentemente no Valor Econômico, revela que os serviços de geolocalização indicam um movimento entre 150 e 270 bilhões de dólares por ano no mundo. Em nome da comodidade e da rapidez, mesmo quem não é fã da tecnologia aprendeu a usar novidades que ajudam o usuário a chegar em algum lugar, como mapas digitais, sistemas de navegação via satélite e softwares de busca por estabelecimentos comerciais, como restaurantes e lojas. No mundo corporativo, a Geografia é muito mais que um mapa, é sinal de melhoria no relacionamento com clientes e na otimização de equipes e ativos. Mais do que isso, significa tomar decisões de alto nível apoiadas por incríveis aplicações e ferramentas. Nesse sentido, se destacam as empresas que valorizam a atividade criadora de seus profissionais, uma vez que as possibilidades estão mais tangíveis do que nunca. Esse é o momento de mudar, de ouvir, de buscar parcerias estratégicas, de concretizar sonhos. O ano de 2013 se torna um marco na história da geotecnologia e da própria geografia. Sejam todos bem vindos!

Felipe Seabra Gerente de Marketing da Geoambiente /Geo Partner Google. Geógrafo pela UNICAMP, Mestre em Geografia pelo Instituto de Geociências da Unicamp, MBA em Marketing pela FGV felipe.seabra@ geoambiente.com.br

A realidade agora é outra e a palavra da vez é descomplicar! 43


ALTA ACURÁCIA

Clima Espacial e Geomática Uma integração que pode gerar bons resultados

D João Francisco Galera Monico É graduado em engenharia cartográfica pela Universidade Estadual Paulista, com mestrado em ciências geodésicas pela Universidade Federal do Paraná e doutorado em engenharia de levantamentos e geodésia espacial pela Universidade de Nottingham. Professor e líder do Grupo de Estudo em Geodésia Espacial da Unesp. Autor do livro Posicionamento pelo GNSS galera@fct.unesp.br

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Clima Espacial, um área da Geofísica espacial e da Aeronomia, é ainda muito pouco conhecido para aqueles envolvidos com Geodésia e Geomática. Ela diz respeito à área do conhecimento que trata dos fenômenos solares e ocorrências físicas no ambiente espacial, os quais se manifestam de forma recorrente e afetam os astros e artefatos no espaço e na superfície da Terra. Entre os artefatos do espaço, os satélites de posicionamento são alguns deles. Na superfície, são sensores de navegação. Desta forma, as duas áreas se complementam, uma vez que os sistemas GNSS são de suma importância para as duas áreas, quer sejam de ordem científica ou operacional. No Clima Espacial, que se insere na área maior denominada Aeronomia, os dados coletados dos satélites GNSS permitem que se realizem vários estudos envolvendo a Ionosfera, a partir dos cálculos dos valores de Conteúdo Eletrônico Total (TEC, na sigla em inglês) e de suas variações. Dentre os trabalhos desenvolvidos dentro do Clima Espacial, inserem-se os mapas de TEC e suas variações, além de tentativas de previsão de seu comportamento, incluindo a ocorrência de cintilação. Por outro lado, o conhecimento e mitigação da influência da ionosfera nos sinais GNSS são de interesse para aqueles envolvidos com posicionamento e navegação. No Brasil, atividades relacionadas com o Clima Espacial estão sendo desenvolvidas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), inseridas no contexto do Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (Embrace). Utilizando dados GNSS da Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo dos Satélites GNSS (RBMC), do International GNSS Service (IGS) e da Rede GNSS-SP, que envolve estações no Estado de São Paulo, mapas de TEC estão sendo produzidos com um dia de atraso (ver figura). Também, encontra-se uma plataforma para produzir o mesmo tipo de mapa, mas em tempo quase real. Para tanto, dados GNSS da rede RBMC/IP e Rede GNSS-SP são essenciais para a geração desse produto. No Embrace, encontra-se também disponível

Figura mostrando um mapa de TEC para a região do Brasil o programa Sheffield University Plasmasphere-Ionosphere Model (Supim), que visa proporcionar previsões do comportamento da ionosfera, além de outras informações e dados úteis para as atividades espaciais, dentre outras. A missão do Embrace se coloca como: “Monitoramento, modelagem e difusão da informação do Clima Espacial com investigação dos fenômenos e previsão dos efeitos significativos no espaço próximo e na superfície do território brasileiro, incluindo impactos em sistemas tecnológicos espaciais e terrestres”. Veja mais em http://ning.it/XBqtmv. Os leitores interessados em detalhes adicionais podem visitar a página do Clima Espacial na Internet em www.inpe.br/climaespacial. Nesta página pode-se ter acesso também aos boletins diários do Clima Espacial


georreferenciamento

Sistema de Gestão Fundiária Mudanças na Certificação de Imóveis Rurais

P

ela Norma de Execução 105, de 26 de novembro de 2012, a Diretoria de Ordenamento da Estrutura Fundiária do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) regulamentou o procedimento de certificação dos imóveis rurais, determinando que a análise ficará restrita ao atendimento do parágrafo 5º do artigo 176 da Lei de Registros Públicos (Lei 6.015/73), ou seja, de que a poligonal objeto de análise não se sobrepõe a nenhuma outra constante do cadastro georreferenciado do Incra e que o memorial descritivo atende às exigências técnicas. Para cumprir essa Norma, o Incra noticiou, em 31 de janeiro deste ano, a implantação do Sistema de Gestão Fundiária (Sigef), que alterou a forma do processamento das certificações. Antes, o profissional necessitava protocolar pessoalmente vários documentos analógicos e digitais em uma das superintendências do Incra. A partir de agora, o protocolo resume-se apenas no envio, pela internet, da planilha de dados cartográficos em formato ODS. O envio somente poderá ser feito por profissional credenciado pelo Incra, com a utilização de sua assinatura eletrônica (dispositivo e-CPF). É importante ressaltar que essa simplificação no processamento perante o Incra não diminui a obrigatoriedade de cumprir todas as etapas de um bom trabalho de agrimensura, pois continuam em plena vigência as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), as normas do Incra e, principalmente, a Lei de Registros Públicos. Desta forma, o levantamento topográfico e a confecção de peças técnicas que compõem um processo de georreferenciamento continuarão com a necessidade de atender aos padrões e às precisões exigidos pela legislação em vigor. O envio do processo em formato digital não exime o profissional de sua responsabilidade técnica, podendo responder civil e criminalmente pelas informações incorretas contidas em seu trabalho. O parágrafo 2º do artigo 8º do Decreto 4.449/2002 diz claramente que a certificação do Incra não implica reconhecimento do domínio ou a exatidão dos limites e confrontações indicados nas peças técnicas. A Norma de Execução 105, além de ressaltar essa regra, acrescenta: “bem como não dispensará a qualificação registral, atribuição exclusiva do oficial de registro de imóveis”.

Portanto, não há nenhuma garantia de que um imóvel certificado pelo Incra tenha sua matrícula retificada pelo Registro de Imóveis, pois a qualificação registral é feita com base em regras próprias alusivas aos registros públicos. Diante disso, não serão poucos os casos em que um trabalho técnico certificado pelo Incra será qualificado negativamente para registro. Isso resultará na necessidade de cancelamento da certificação anterior e obtenção de uma nova, ocasionando enormes transtornos ao profissional e ao proprietário. A melhor maneira de evitar essa problemática seria inverter a ordem do processo, ou seja, inicialmente haveria a qualificação das peças técnicas pelo oficial de registro de imóveis, que analisaria os aspectos jurídicos da titularidade, confrontações e legalidade do pedido, para, somente depois, as peças serem submetidas à certificação pelo Incra, que trataria apenas dos quesitos que lhe competem, ou seja, a questão de sobreposição dos imóveis georreferenciados e precisão técnica dos dados apresentados. Isso tornaria o processo muito mais célere e seguro, colaborando para o sucesso desse programa de identificação da malha fundiária do País.

Elifas Valim Neto Engenheiro, Diretor da Métrica Tecnologia elifas@topoevn.com.br

Daniel Janini Engenheiro e Mestre, Diretor da Métrica Tecnologia contato@metrica.com.br

É importante ressaltar que essa simplificação no processamento perante o Incra não diminui a obrigatoriedade de cumprir todas as etapas de um bom trabalho de agrimensura 45


posicionamento submarino

Cartógrafos do Mar Posicionamento Submarino por Hidroacústica

Romero Meyrelles Duarte Técnico em Geomática. Graduando em Geografia pela UFES. Atua na Petrobras como Técnico de Exploração de Petróleo Especialista em Geodésia grinerdam@gmail.com

Como em todas as obras de engenharia civil, faz-se necessário levantar o terreno através da topografia e da geodésia antes de se preparar um projeto e para implementá-lo 46

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A

s operações de engenharia submarina em águas profundas requerem o posicionamento de estruturas artificiais no assoalho marinho, onde não é possível utilizar mão de obra humana. Para tais serviços muitas vezes são utilizados veículos operados remotamente (ROVs, na sigla em inglês). Como em todas as obras de engenharia civil, faz-se necessário levantar o terreno através da topografia e da geodésia antes de se preparar um projeto e para implementá-lo. Para se instalar as estruturas submarinas faz-se necessário também o posicionamento preciso das mesmas

para que todo o arranjo submarino fique disposto conforme os cálculos prévios. Malhas de dutos submarinos demandam levantamentos cadastrais, tais como dutos, redes elétricas e ruas que temos em terra. Os geólogos também requerem uma boa precisão ao se fazer a locação de um poço a ser perfurado, para que os objetivos litológicos previstos nos modelos estratigráficos possam ser atingidos. Todos esses serviços que são feitos por topógrafos em terra são feitos no mar com ROVs operados por offshore surveyors - ou hidrógrafos, em português - que são os topógrafos e cartógrafos do mar.


Georreferenciamento Submarino Um sistema que seja capaz de posicionar objetos no fundo do mar, primeiro deve ser capaz de posicionar a embarcação na qual está instalado. A posição da embarcação é o princípio de todo georreferenciamento submarino. No entanto, navios são objetos flutuantes que sofrem as ações do mar, estado em constante movimento de translação e de rotação. O primeiro passo, portanto, é localizar o navio, o qual realiza seis movimentos distintos, sendo três rotações e três translações, chamados pitch, roll, yaw, heave, surge e sway. Um rastreador GNSS é instalado no navio e posiciona a embarcação por satélites. A posição da antena é inserida no software de navegação sob a forma de um offset, de maneira que a posição de qualquer parte do navio possa ser calculada a partir da posição da antena. Uma bússola giroscópica fornece o aproamento da

embarcação e um sensor de atitude fornece os deslocamentos do centro de massa da embarcação, de forma que o software de navegação possa corrigir a posição de cada ponto do navio de acordo com a atitude medida. Uma vez que todos os pontos do navio estejam georreferenciados em tempo real, torna-se possível transportar coordenadas para o fundo do mar. Um transdutor acústico instalado usualmente no casco da embarcação, com coordenadas conhecidas atualizadas em tempo real pelo software de navegação, envia sinais acústicos pela água. Esses sinais são recebidos por transponders instalados em robôs submarinos ou estruturas submarinas, ou mesmo sobre o assoalho oceânico. Ao receber o sinal acústico o transponder responde com outro sinal. Quando este chega de volta ao transdutor, é feito o cálculo da distância entre eles, através do tempo de propagação dos dois sinais pela coluna d’água, pela velocidade de propagação do som na água e pelo ângulo de recepção do sinal pelo transdutor. Como este possui coordenadas conhecidas e o ângulo de recepção do sinal também é obtido, logo se torna possível saber a posição do transponder dentro da coluna d’água. Uma vez que a posição depende da medida da distância entre o transdutor e o objeto sendo posicionado, é necessário conhecer a velocidade de propagação do som na água em toda a coluna d’água. Antes de uma operação de posicionamento hidroacústico é feita uma perfilagem na coluna d’água com um sensor que meça direta ou indiretamente a velocidade de propagação do som. Com os dados é elaborado um perfil de velocidade do som que é inserido no software. O tempo de propagação do sinal sempre deve ser corrigido de acordo com o perfil para que o posicionamento atinja sua precisão esperada. Erros de propagação da velocidade do som são fontes comuns de erro em posicionamento submarino.

Métodos de Posicionamento Fundamentados nesse princípio básico de propagação do sinal acústico pela água, existem dois principais métodos de posicionamento hidroacústico: O método de Linha Base Super Curta (SSBL) e o método de Linha Base Longa (LBL).

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Os ROVs utilizados em mapeamentos são equipados com instrumentos e sensores que permitem seu posicionamento em tempo real, com informações de norte, este, profundidade, aproamento (azimute da proa do veículo), altura do fundo, entre outros. A partir dessas informações o ROV pode obter a posição de diversas feições submarinas, além de filmá-las e fotografá-las. Georreferenciar um objeto no fundo do mar requer métodos muito diferentes dos empregados em terra, pois não é possível enviar um topógrafo com uma estação total ou um rastreador GPS ao fundo do mar. Embora a tecnologia GNSS tenha se difundido e se popularizado em diversas finalidades onshore, não é possível utilizar um rastreador GNSS no ambiente submarino, visto que a energia eletromagnética é amplamente absorvida pela água. Para localizar ou posicionar um objeto no ambiente submarino faz-se necessário utilizar a energia acústica. Os princípios de trilaterações e de triangulações utilizados nos posicionamentos geodésicos utilizando tecnologia GNSS são os mesmos empregados sob a água. O método de se obter a posição de um objeto ou local submerso através da energia acústica é denominado de Hidroacústica.


O SSBL consiste em utilizar um transdutor multi-elementos, no qual vários pequenos elementos (hidrofones) podem enviar e receber sinais acústicos. Quando um sinal acústico é recebido pelo transdutor, cada elemento o recebe em um tempo diferente. A diferença no tempo de recepção do sinal por cada elemento permite o cálculo do ângulo de chegada do mesmo. A distância conhecida entre cada elemento constitui uma linha base que, junto com os ângulos de incidência do sinal, formam um triângulo o qual permite o cálculo da distância entre os elementos e o transponder. Assim, é possível obter a posição deste. O posicionamento SSBL fornece normalmente uma precisão de 0,5% da coluna d’água.

Já o método LBL consiste na instalação de um array georreferenciado de transponders no piso marinho. Primeiro os transponders são instalados no solo e fixados por um peso morto ou por um tripé. O transdutor então envia comandos acústicos para que os transponders realizem medições entre si. Uma vez conhecidas as linhas base, que são as distâncias entre

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os transponders, cada um é georreferenciado através de inúmeras medições em SSBL com o navio assumindo diversas posições diferentes que identificam e minimizam os erros sistemáticos. Uma vez georreferenciadas, as posições são ajustadas de acordo com os comprimentos das linhas base. O array georreferenciado se torna, assim, um sistema de referência. O próprio navio, um ROV, uma plataforma ou qualquer outro móvel equipado com um transdutor acústico capaz de interrogar o array na sua frequência programada pode se posicionar a partir das posições dos transponders, através de triangulações. Esse é o método que fundamenta o posicionamento dinâmico de plataformas, o chamado DP, o qual permite que elas permaneçam sobre uma mesma locação sem a necessidade de âncoras. O posicionamento LBL fornece precisão submétrica independentemente da profundidade, podendo ser centimétrica em operações especialmente preparadas nas quais os transponders são instalados sobre tripés fixos. O método SSBL costuma ser utilizado para posicionamentos em águas rasas nas quais seu erro de 0,5% da LDA não seja tão significativo. É utilizado também para mapeamentos e inspeções que requerem menor precisão. Já para a instalação de estruturas submarinas a partir das quais todo um arranjo submarino vai ser instalado, faz-se necessário um posicionamento mais preciso, principalmente em águas profundas. Nesses casos é utilizado o método LBL, que é mais demorado e, consequentemente, mais caro. A sinalização de uma locação onde será perfurado um poço normalmente é feita em SSBL quando em águas rasas e em LBL quando em águas profundas.


ESPAÇO JR

Geoplan Jr Empresa Júnior de Geografia – Unesp Rio Claro

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Geoplan Júnior surgiu, em 2009, da iniciativa empreendedora de alunos de graduação que se deparavam com um cenário muito propício no setor Geo, mas também com as incertezas e inseguranças de estarem prontos ou não para aproveitarem esta oportunidade e ingressarem nesse mercado. Sendo assim, viram na criação de uma empresa júnior a possibilidade de aproximação com o mercado de trabalho, e com temas muitas vezes pouco abordados durante a graduação, como empreendedorismo e a realidade empresarial. Temas estes que passam a ser muito presentes no dia-a-dia dos empresários juniores, uma vez que lidam com execução de projetos reais, que demandam trabalho em equipe, cumprimento de prazos e administração de tempo. Os alunos passam, desta maneira, a desenvolver as habilidades de um bom gestor, que sabe fazer um planejamento, mobilizar uma equipe de trabalho, estabelecer metas, se comunicar com clareza, além de adquirir grande experiência na execução dos projetos da área Geo. Desta maneira, a empresa júnior ajuda a formar um profissional geógrafo dotado de uma visão holística. Sempre buscando atualizar os seus membros e a comunidade acadêmica em geral, a Geoplan Júnior promove cursos e capacitações que possam trazer um diferencial na formação dos participantes. Além disso, por também se tratar de um projeto de extensão, a Geoplan Júnior realiza, em parceria com o setor público, projetos e campanhas sociais para aproximar a sociedade da Universidade. Mantém, ainda, contato constante com outras empresas juniores, a fim de trocar informações e experiências que possam auxiliar em um desenvolvimento mútuo.

Dividida em seis diretorias executivas (Marketing, Projetos, Jurídico/Financeiro, Relações Comerciais, Recursos Humanos, além da Presidência), a empresa é composta por diretores, gerentes e trainees e é orientada por seus professores tutores Dr. Auro Mendes, do Departamento de Geografia, e Dra. Andréia Pancher e Dr. Roberto Braga, do Departamento de Planejamento Territorial e Geoprocessamento. Oferece serviços de alta qualidade, divididos em três segmentos principais: Cartografia Digital, Estudos e Diagnósticos Socioambientais e também Consultoria em Educação Ambiental, o que comprova a versatilidade do Geógrafo para atuar em projetos de diferentes naturezas. Voltados a micro e pequenos empresários, todos os projetos são executados a preço abaixo do praticado no mercado.

Segundo a revista Nature (2005), o setor das Geotecnologias encontra-se entre os três mercados emergentes mais importantes da atualidade, juntamente com a Nanotecnologia e a Biotecnologia

Prêmio MundoGEO#Connect 2012 Eleita em 2012 como a Melhor Empresa Júnior de Geo pelo Prêmio MundoGEO#Connect, a Geoplan Júnior possui outra característica marcante: a realização de eventos inovadores. Nos dias 31 de maio e 1º de junho de 2013 será realizado em Rio Claro o I Encontro Nacional de Empresas Juniores do Setor Geo, que contará com a presença de célebres instituições e profissionais do setor, e proporcionará um ambiente extremamente propício ao benchmarking entre empresários juniores. Uma das metas do evento é a da criação de uma Liga Nacional de Empresas Juniores do Setor Geo que possa colocar todos os futuros profissionais do setor em contato constante.

+Info

Geoplan Júnior

Avenida 24ª, 1515 Ceapla/Unesp Rio Claro (SP) geoplanjr@geoplanjr.com.br (19) 8153-1142 www.geoplanjr.com.br Facebook: Geoplan Júnior Twitter: @GeoplanJr

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cadastro

ISO 19152 A Nova Norma Land Administration Domain (LADM) e sua incidência nos cadastros brasileiros

Ignacio Durán Diretor do Centro Especialista de SIG e Cadastro Informática el Corte Inglés (IECISA) ignacio_duran@ieci.es

Daniella Farias Scarassatti Doutoranda em SIGUnicamp Arquiteta - Prefeitura Municipal de Campinas daniella@sigmanet.com.br

Pode-se obter o texto da norma em http://ning.it/WY7Rgd

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Em primeiro de novembro de 2012 foi aprovada a ISO 19152, o novo padrão que define um modelo para o âmbito da gestão territorial, (conhecido como LADM, ou acrônimo em inglês da expressão Land Adminstration Domain Model). A motivação desta norma surgiu por iniciativa da Federação Internacional dos Agrimensores (FIG) e do programa para os assentamentos humanos da ONU UN-Habitat, e posteriormente foi desenvolvido pela ISO até alcançar a versão final. A gestão do território é um campo muito amplo e a LADM não pretende cobri-lo em toda a sua extensão. De maneira concreta, esta norma consolida a relação entre o elemento físico (lote, apartamento, etc.) e o elemento jurídico (direito de propriedade, de usufruto, etc.), continuando a tendência já estabelecida na Infraestrutura de Informação Geoespacial na União Europeia (Inspire). Como consequência, o lote aparece como o elemento espacial onde se materializa o direito de propriedade e outros direitos, seguindo a posição amplamente definida nas legislações sobre cadastro e registro da propriedade. LADM é um esquema conceitual e, como tal, se limita a descrever formalmente conceitos básicos que podem ser assumidos em todos os países do mundo, independentemente das singularidades nacionais existentes, sendo estes conceitos básicos os seguintes: • Parte: sujeito (em geral, interveniente) • DRR: Direito/Restrição/Responsabilidade • Unidade administrativa: objeto territorial registrado (ainda de maneira informal) ou suscetível de sê-lo • Unidade espacial: aspectos espaciais de um objeto territorial

No que diz respeito aos direitos, LADM distingue entre: • Direitos: propriedade, usufruto • Restrições que limitam o exercício destes direitos: hipoteca, servidões, etc., mas também imitações de domínio público (por exemplo, área de proteção ambiental) • Responsabilidades derivadas dos mesmos: obrigação de limpar um canal, manutenção de edifício histórico, etc. • Fonte administrativa ou título: escritura de compra e venda, hipoteca • Parte ou titular de direito: com independência de que seja uma pessoa física ou jurídica • Parte múltipla, quando são vários titulares de direito ou o são em um percentual do mesmo: casamento em comunhão de bens, herdeiros Destaca-se o conceito de “unidade administrativa”, entendendo como tal o objeto territorial registrado (ou ainda de maneira informal) ou passível de sê-lo. Uma unidade administrativa pode englobar várias unidades espaciais (exemplo: um apartamento e sua respectiva garagem). Assim mesmo, uma unidade administrativa por um direito concreto (exemplo: a titularidade do direito de passagem a um determinado lote), se vincula indissoluvelmente a outra parcela. O conceito de “unidade espacial” integra os aspectos espaciais de um objeto territorial. Uma unidade espacial pode conter outras unidades espaciais (exemplo: as sub-parcelas), e assim mesmo várias unidades espaciais podem agrupar-se (exemplos: o polígono, a quadra ou o município). Distingue-se pelo nível da unidade espacial (exemplo: urbano, rústico), assim como se trata de um espaço edificado (exemplo: casa, piso, local, etc.) ou de um espaço de rede de serviço (exemplo: esgoto). A geometria de uma unidade espacial pode ser especificada por distintas formas e descrita mediante texto, polígonos, poliedros, etc., sendo também diversas as fontes que são capturadas estas unidades (exemplos: croquis, observações GNSS, ortofotos, mapas topográficos). Finalmente, a LADM nasce plenamente coordenada com outras normativas que também


têm a intenção de padronizar, e especialmente com a Inspire, Land Parcel Identification System (LPIS) e Social Tenure Domain Model (STDM). Cada país deve personalizar o esquema LADM para adequá-lo a suas necessidades, eliminando alguns elementos, refinando outros, ou acrescentando novos. Vários países têm desenvolvido seus perfis nacionais: Portugal, Austrália, Indonésia, Japão, Hungria, Países Baixos, Coréia, Chipre, Rússia. No Brasil, as iniciativas para padronização de dados espaciais estão inseridas em um processo de políticas, normas de desenvolvimento e implantação da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (Inde), desde o nível nacional, estadual e municipal, e vem se consolidando através de um Plano de Ação, elaborado pelo Comitê de Planejamento da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (Cinde) do Comitê de Cartografia (Concar). Diante das distintas esferas de governo, são evidentes os desafios para a Inde quanto à orientação e suporte que necessitam as administrações na implantação de padrões de informações, esquemas de integração e compartilhamento de dados. Nesse sentido, o conteúdo de uma Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE) pode ter especificidades em cada esfera de governo ou em uma determinada instituição. Considerando o caso brasileiro, o protagonismo e responsabilidade das administrações locais quanto à gestão territorial, há a necessidade em se contemplar as particularidades referentes aos diferentes temas de políticas públicas relacionados ao território, como desenvolvimento sustentável, saúde, educação, administração pública, cadastro e outras aplicações de benefício à sociedade.

documentos consultados Portaria Ministerial 511, de 7 de dezembro de 2009 Manual de Apoio – CTM: Diretrizes para a criação, instituição e atualização do cadastro territorial multifinalitário nos municípios brasileiros / Organizadores: Eglaisa Micheline Pontes Cunha e Diego Alfonso Erba – Brasília: Ministério das Cidades, 2010

E o Cadastro? Em relação ao cadastro, a portaria publicada no ano de 2009 pelo Ministério das Cidades estabelece diretrizes para a criação, instituição e atualização do Cadastro Territorial Multifinalitário (CTM). Define conceitos básicos, além de fortalecer o papel do CTM na gestão plena do território como instrumento para o planejamento, parcelamento e ocupação do solo. Para atender as diferentes necessidades e assim lograr a multifinalidade, o CTM deve ser modelado em um sistema de referência e identificador único. Assim se reconhece a parcela cadastral como parte da informação básica sobre a qual se poderá gerar toda a infraestrutura de dados espaciais. A resolução orienta que os sistemas cadastrais dos municípios atendam as especificações técnicas produzidas no âmbito da Cinde para a estruturação de dados geoespaciais vetoriais e para a padronização da cartografia. Um dos fundamentos da resolução é o conceito de parcela, definida como a menor unidade cadastral com superfície contígua e sob um único regime jurídico. Esse conceito permite que um imóvel contenha uma ou mais parcelas, conforme as restrições de uso e ocupação, como por exemplo, são identificadas como parcelas as restrições ambientais, concessões de uso em áreas públicas. Assim, neste conceito a parcela permite uma flexibilidade na modelagem do cadastro em distintos aspectos: jurídicos, fiscal, etc.. As informações oriundas dos sistemas cadastrais tendem a ser cada vez mais usadas nas políticas territoriais e, portanto, irá exigir mais qualidade dos dados cadastrais, bem definidos através de metadados e avaliados de acordo com as normas acordadas como a LADM e a Inde. Podemos concluir que a adoção de normas e a utilização de padrões, componentes estruturantes para os sistemas cadastrais, possibilitarão a disponibilidade, acessibilidade, integração e fomento à distribuição de informações para a gestão do território.

Cada país deve personalizar o esquema LADM para adequá-lo a suas necessidades, eliminando alguns elementos, refinando outros, ou acrescentando novos

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mapa sp Laser Scanner 3D

(Mais) Métodos de Levantamento Técnicas de medição com LS3D Estático – Parte 2

A Rovane Marcos de França Professor de geodésia e georreferenciamento do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC) e consultor da Vector Geo4D. Engenheiro civil, técnico em geomensura e Estradas. Experiência em levantamentos com laser scanner há três anos em várias aplicações, usando diversos softwares de processamento e modelagem de nuvem de pontos rovane@vector.agr.br

escolha da técnica de medição é muito importante no desenvolvimento do trabalhando buscando aumentar a produtividade e atender a precisão necessária para a finalidade. Na edição anterior vimos os métodos de Poligonal Scanner e Scanner Livre. Continuamos nesta edição a explanar os métodos de levantamento que permitem registrar as cenas:

Elementos de Referência

Este método é muito útil quando existem na área escaneada vários elementos regulares, como planos, quinas, arestas e esferas. Em cada cena podemos identificar estes elementos naturais manualmente ou alguns softwares fazem até mesmo de forma automática. Algoritmos processam os dados e identificam basicamente planos. Um plano gerado sobre uma porta poderá servir de referência. Fazendo a interseção de dois planos gerados nas faces de um pilar, o software gera uma linha de referência que será a aresta do pilar. Utilizando a interseção de três planos criados nas faces de um quadro elétrico, teremos uma quina, que é o melhor elemento geométrico para uso no registro das cenas (ver figura). Não são necessários targets, já que os pontos existentes das cenas servirão como alvos naturais. Os elementos que forem em comum entre as cenas servirão de referência para a rotação e translação das mesmas. Pontos de controle usando targets colocarão todo o bloco de cenas no sistema de coordenadas correto, gerando uma única nuvem de pontos.

grande produtividade quando utilizado o GNSS, pois não necessita visibilidade com o ponto de referência, além de ser operado pelo mesmo profissional que está realizando o escaneamento. O equipamento necessita ter compensador angular para que a nuvem tenha um eixo Z (zenital) definido. Com o centro do LS3D coordenado, a cena está com o centro devidamente posicionado, mas a nuvem de pontos estará sem orientação, já que nesta técnica não é feita uma visada à ré. Esta orientação pode ser feita de duas formas: • Ponto identificado: é necessário identificar no mínimo um ponto que seja comum entre duas cenas. Desta forma, o software aplicará uma rotação nas duas nuvens para que o ponto medido fique justaposto, orientando a nuvem para que todos os pontos fiquem num mesmo sistema de coordenadas. • Aproximação das nuvens: é necessário rotacionar manualmente as nuvens de forma que elementos medidos nas duas estejam próximos espacialmente. Alguns equipamentos possuem bússolas magnéticas que trazem a nuvem já rotacionada (com precisão de alguns graus), eliminando o processo de rotação manual. O software parte então para fazer diversas interações, aplicando rotações e analisando, buscando pontos em comum automaticamente entre as cenas. Em áreas com muitos detalhes esta orientação fica bastante precisa, mas em áreas muito regulares o software pode encontrar uma menor diferença com uma orientação errada, exigindo maior atenção do técnico. Após orientadas todas as cenas, teremos uma única nuvem de pontos no sistema de coordenadas definido, conforme a figura.

Elementos criados sobre a nuvem de pontos a partir de planos

Scanner Coordenado Neste método de medição o centro ótico do Laser Scanner 3D (LS3D) é coordenado fazendo uso de medição com um equipamento auxiliar como a Estação Total ou GNSS. A medição do centro ótico do LS3D é feita através de um prisma ou antena GNSS centrado sobre o equipamento, conhecendo o afastamento do ponto de medição e o centro ótico do LS3D (altura da antena ou do Prisma). Muito utilizada para levantamentos na área de infraestrutura, esta técnica permite

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Processo de orientação das nuvens Cada método tem suas vantagens e desvantagens. O uso de alguns em conjunto poderá nos trazer melhores precisões, quando esta característica for importante. Para tomada de decisão é necessário analisar o ambiente a ser medido, finalidade do trabalho, equipamentos, acessórios e softwares disponíveis. Com estas informações, será possível eliminar alguns métodos e analisar qual é o mais produtivo entre os que poderão ser utilizados.


quem é quem A revista MundoGEO dá continuidade à série iniciada na edição 66 e mostra a você quem são os profissionais de destaque do setor de geotecnologia na América Latina

Takushi Narumi

Diretor Comercial para América do Sul da Geomax International GmbH. Engenheiro Cartógrafo, já atuou na Topcon Positioning Systems Inc.

Valenty Gonzalez

Diretor para América Latina e Caribe da Asociação gvSIG. Engenheiro Civil, já trabalhou na Hidrofalcon e Creativa (onde atualmente é o CEO).

R inaldo Zocolaro

Gerente Nacional de Vendas da Faro Technologies do Brasil Ltda. Com formação em Análise de Sistemas, já atuou na Mitutoyo Sul Americana Ltda.

N emer D ias Pelaes

Consultor GIS Sênior na CGI. Engenheiro Cartógrafo pela Universidade Estadual Paulista de Presidente Prudente, já atuou na Gempi Gestão Empresarial e Informática Ltda., Intare Tecnologia e Informação Ltda. e Imagem Sensoriamento Remoto.

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cloud GIS

rumo às nuvens? Padrões Geoespaciais na Nuvem: Conceitos, Vantagens e Aplicações

A Trevor Taylor Diretor de ServiçosAméricas - Open Geospatial Consortium (OGC) ttaylor@opengeospatial.org

Carl Reed Diretor Executivo do Programa Padrões e CTO - Open Geospatial Consortium (OGC) creed@opengeospatial.org

Tradução: Eduardo Freitas

A computação em nuvem é, essencialmente, um modelo de negócio, não uma tecnologia 54

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computação em nuvem é, essencialmente, um modelo de negócio, não uma tecnologia. Computação em nuvem é tudo que está relacionado à aquisição de capacidades de computação por meio de contratos, como serviços web livres, ao invés da aquisição de hardware e software. Seus dados e recursos de processamento não residem na sua área de trabalho, mas em uma infraestrutura que é mantida em grandes ou pequenos data centers que podem estar a milhares de quilômetros de distância. Hoje, os grandes data centers oferecem pelo menos uma vantagem de 6:1 em relação aos sistemas desktop e pequenos data centers em termos de economia de escala. Além da economia financeira, isto se traduz na redução de “pegadas de carbono” e na utilização de recursos, não só através de refrigeração reduzida e menor demanda de energia, mas também através de uma redução global na demanda por hardware de computadores, que têm o seu próprio impacto ambiental devido aos recursos energéticos e minerais incorporados. Há ainda outros benefícios: sistemas desktop e pequenos dispositivos conectados à internet, como smartphones e blocos de notas, podem utilizar os serviços na nuvem para proporcionar um desempenho extraordinário e flexibilidade, mesmo contendo capacidades modestas de armazenamento, chips de memória e CPUs, além de pouco ou nenhum software comprado. Os usuários podem evitar gastar dinheiro, não só em hardware e software, mas também na manutenção, refrigeração, seguros, atualizações de software, clientes, etc.. Podem, ainda, obter vantagens de contabilidade para evitar gastos de capital em computadores e software, e gastar, em vez disso, os serviços na nuvem que podem ser contabilizados como despesas operacionais. A confiabilidade pode ser muito elevada, devido à redundância dentro dos data centers e também porque os data centers comumente têm contrato com o outras empresas para gerenciar excessos repentinos de demanda ou para atender as necessidades dos clientes em caso de falta de energia, ataque cibernético ou falha do sistema. Tudo isso pressupõe ampla disponibilidade de conexões de alta velocidade à internet, e isto depende de “virtualização”, que se refere à criação de versões virtuais de sistemas operacionais, servidores, armazenamento e recursos de computação, entre outros que não são visíveis aos usuários. A virtualização ajuda a tornar possível para os clientes descarregar, de forma transparente, suas tarefas de computação e bancos de dados para a nuvem e permite, ainda, que os data centers reatribuam e reconfigurem internamente seus processadores e discos em tempo real, utilizando ao máximo os recursos.

A nuvem é adequada para aplicações geoespaciais Desde a implantação dos primeiros aplicativos de mapeamento online, em 1993, navegadores na web baseados em mapas, aplicativos habilitados com GPS, serviços de navegação para automóveis, sistemas de imageamento de alta resolução e aplicações móveis de localização inteligente em smartphones expandiram tremendamente a consciência de um indivíduo sobre “mapas em computadores”. “Mash-ups”, isto é, o uso de aplicações na web com interface aberta (servidores, muitas vezes de mapas), com dados fornecidos pelo usuário ou públicos, levaram os “Mapas e Apps” a tornarem-se uma parte muito importante do fenomenal mercado de smartphones. Essas tecnologias e produtos também aumentaram drasticamente o volume de dados geográficos (ou geoespaciais) digitais. A computação geoespacial em nuvem tem alguns condutores especiais no mercado: • Empresas e agências buscam criar informações através de mineração sofisticada de dados, baseada em critérios geográficos dos data centers mencionados anteriormente e fluxos de dados, mas isso muitas vezes requer poder computacional extraordinário, memória e armazenamento. • Demanda: O número altamente variável (mas grande) de usuários que requerem acesso a geoprocessamento complexo. Um exemplo bem conhecido é a navegação interior/exterior em um ambiente 3D. • Modelagem: A complexidade dos modelos de geoprocessamento requer grande capacidade de computação, mas de forma intermitente. Exemplos de modelos


Padrões agregam valor no ambiente em nuvem Formado em 2010, o Open Cloud Consortium (OCC) aborda a necessidade de padrões da indústria para apoiar o crescimento contínuo da computação em nuvem. Interoperabilidade entre plataformas, mecanismos de segurança consistentes e compartilhamento de conteúdo são questões fundamentais. A missão e a visão do Open Geospatial Consortium (OGC) são muito semelhantes aos do OCC, mas com foco em padrões geoespaciais que permitem o compartilhamento de conteúdo geoespacial e a integração de serviços geoespaciais e dados em uma grande variedade de infraestruturas. Algumas das aplicações geoespaciais e plataformas atualmente oferecidas como serviços baseados em nuvem da web são dependentes de interfaces proprietárias e codificações, mas a maioria dessas aplicações e plataformas também depende de interfaces abertas. A transparência promove a inovação, os mercados se expandem e criam novas oportunidades e eficiência para fornecedores e usuários. A profusão de padrões baseados em serviços permite aos desenvolvedores, de forma eficiente, tornar fluxos de trabalho em cadeias de serviços. Serviços hospedados no nível Software-as-a-Service (SaaS) na nuvem podem implementar padrões OGC, permitindo que outros serviços possam se vincular e, assim, “ligar” para eles, lhes permitindo então conectar-se a outros serviços.

Olhe para a cadeia de valor Na computação em nuvem, as normas desempenham um papel particularmente importante porque permitem ligações em cadeias de valor através de interoperabilidade e escolha: • Padrões fornecem flexibilidade para fazer negócios com um novo fornecedor de cloud sem esforço excessivo ou custo. • Padrões permitem aos multiplos provedores de nuvem, incluindo provedores de nicho, trabalhar em conjunto para oferecer soluções de valor agregado. Quando os seus sistemas encontram demanda inesperada, por exemplo, os provedores de nuvem podem mudar as cargas para os seus concorrentes. • Padrões permitem aos provedores de nuvem atender mais facilmente às necessidades variadas de diferentes clientes. Acordos de nível de virtualização, segurança e serviço são algumas das áreas em que a interoperabilidade é essencial para cadeias de valor em nuvem. Localização é outra. Muitos dos serviços comprados e vendidos em complexas e dinâmicas cadeias de valor de serviços exigem ou fornecem informação geoespacial. Serviços de localização podem ser simples ou complexos, de “onde estou” em um tweet para “qual satélite pode digitalizar mais rapidamente esta zona de inundação” e “o aeroporto estará acessível por estrada às 9h?” Projetistas de serviços em nuvem precisam pensar sobre as interfaces padrão, codificações e as melhores práticas que habilitam o “onde” para intercambiar informações entre os sistemas. Aqui, “sistemas” significa estruturas de serviços em nuvem e também aplicações de clientes que suportam a tomada de decisões com base na localização, movimento e proximidade de pessoas, lugares, coisas e fenômenos (como temperatura, por exemplo). Até mesmo os parâmetros mais simples de localização podem ser intercambiados de muitas maneiras diferentes e incompatíveis. Uma simples localização através de latitude/longitude, por exemplo, pode ser transmitida em mensagens Really Simple Syndication (RSS) em pelo menos três maneiras. Embora a maioria da navegação baseada em GPS e serviços de localização, hoje, use sistemas de referência espacial com base no WGS-84 - modelo matemático da Terra não-perfeitamente esférica -, há conjuntos de dados importantes que usam outros modelos, e há literalmente milhares de sistemas de referência espacial em uso ao redor do mundo. A interoperabilidade é mais difícil pelo fato de que existem várias tecnologias para representar informações de localização (raster, vetor, redes triangulares irregulares, nuvens de pontos, CAD de geometria euclidiana e outros). A semântica também é um grande problema, porque diferentes comunidades de usuários

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fortemente dependentes do uso de dados de múltiplas fontes geoespaciais são modelos de fluxo de hidrologia, modelagem climática, previsão de tempo, modelagem de correntes oceânicas. • Fusão: Há um crescimento exponencial de sensores implantados conectados à internet, o que resulta em maior crescimento exponencial dos dados de sensores de localização georreferenciados. Ao mesmo tempo, há grandes repositórios de dados de GIS e outros recursos “tradicionais” geoespacialmente habilitados, tais como pacotes de localização ativados na internet. Telefones inteligentes e outros dispositivos móveis também criam volumes de dados espaciais. Há uma exigência de “fundir” ou combinar essas fontes e recursos em novas formas de melhorar a consciência situacional, tomada de decisão e experiência do consumidor. • Os cientistas vão usar a computação em nuvem como cyber infraestrutura para intensivos experimentos virtuais, simulações, arquivamento e redes de sensores geolocalizadas. A computação em nuvem dá às agências financiadoras uma alternativa atraente para compras de financiamento de equipamentos de informática, que em muitos casos não é totalmente utilizada.


definem e nomeiam características espaciais de forma diferente (“É um cul-de-sac, ou um beco sem saída?”). A comunicação entre os serviços de software e de dados geralmente exige que as aplicações compartilhem interfaces e codificações comuns. A interface geoespacial aberta e os padrões de codificação desenvolvidos no OGC, muitas vezes, em coordenação com outras organizações de padrões, possibilitam que isto aconteça.

Isto é GIS?

As normas OGC Web Services (OWS) foram desenvolvidas para tornar os dados geoespaciais e serviços parte integrante da web baseada em computação distribuída e, assim, estes padrões estão prontos para a computação em nuvem

Antes do uso da grande variedade de padrões geoespaciais de interface e codificação do OGC, a maioria das informações geoespaciais era confinada a Sistemas de Informações Geográficas (GIS) e sistemas de imagens da Terra proprietários e a suas bases de dados espaciais especializadas e redes de usuários que utilizavam o software do mesmo fornecedor. Primeiro, os padrões abertos OGC habilitaram diferentes fornecedores de SIG com instruções para intercâmbio de dados. Em seguida, eles habilitaram fornecedores de software de banco de dados a acomodar todos os tipos de dados espaciais em seus produtos, e que permitiu melhorar a “fusão” de dados espaciais do tipo vetor e raster. O quadro de padrões geoespaciais continuou a evoluir e expandir para suportar comunicações móveis, navegadores de mapas e redes de sensores (cada sensor - incluindo dispositivos de vídeo, telefones celulares, monitores portáteis, dispositivos médicos, equipamentos de imageamento da Terra, controles de poluição de veículos, chips RFID, etc. - tem uma localização, e localização muitas vezes importa). Como resultado, embora ainda haja uma necessidade cada vez maior para os tipos de processamento espacial complexo concebidos, embalados e comercializados como GIS, existe uma necessidade crescente por dados geográficos e tipos simples de serviços de nuvens espaciais, tais como “Obter um mapa”, “Onde estou?”, “Onde está a pizzaria mais próxima?”, e “É seguro cavar aqui?”. Normalmente, estas informações são fornecidas sem um GIS. A indústria geoespacial - anteriormente designada universalmente como a indústria de GIS - está passando por rápidas mudanças, porque um número crescente de comunidades de usuários precisa de um número crescente de serviços geoespaciais, e todos esses serviços, do mais simples ao mais complexo, podem agora ser oferecidos como serviços web que se conectam a aplicações não espaciais.

O que é necessário e o que vem por aí?

A nuvem está baseada em uma estrutura de padrões para arquiteturas orientadas a serviços que oferece para “publicar, encontrar, vincular”: • Publicar: Recursos podem ser hospedados e sua

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descrição, localização de rede e interfaces podem ser publicados em padrões baseados em registros ou catálogos. • Encontrar: Aplicações cliente podem pesquisar os registros ou catálogos para encontrar um recurso. • Vincular: O aplicativo cliente pode invocar o servidor através de interfaces padrão. O que está faltando nesse esquema é “Concordo”. O “Publicar” atividade precisa ser capaz de fornecer metadados que descrevem, para um determinado serviço ou recurso de dados, detalhes sobre autenticação, autorização, confidencialidade, integridade, não-repúdio, proteção e privacidade. Servidores precisam ser equipados para gerir estas questões, e os proprietários de serviços de dados precisam de ferramentas e conhecimentos necessários para configurar os controles. O OGC tem feito e continua a fazer o trabalho de normas técnicas que fornecem a base para “gestão do contrato”, como o licenciamento, gestão de direitos, e autenticação/autorização que nos levará mais perto de plena realização de aplicações em nuvens geoespaciais. Além disso, em 2009 o Conselho de Administração do OGC criou a Lei OGC do Território e do Comitê de Política (http://www.opengeospatial.org/pressroom/ pressreleases/964) para fornecer um fórum aberto para membros conselheiros do OGC para discutir os temas legais e políticos exclusivos e crescentemente críticos, associados com dados e tecnologias espaciais. Outras áreas em que as novas ou melhoradas normas geoespaciais são necessárias incluem integração espacial indoor/outdoor, Realidade Aumentada, Lidar, engenharia civil, o Smart Grid e a internet das coisas.

Concluindo...

As normas OGC Web Services (OWS) foram desenvolvidas para tornar os dados geoespaciais e serviços parte integrante da web baseada em computação distribuída e, assim, estes padrões estão prontos para a computação em nuvem. Eles definem as interfaces abertas e codificações que são necessários para acolher, com êxito, todo tipo de geoprocessamento na nuvem. Isso fornece uma variedade de oportunidades para grandes e pequenas empresas, agências governamentais voltadas para a construção de infraestruturas de dados espaciais, e fornecedores tradicionais de software geoespacial e de dados. A eficiência oferecida pelo modelo de computação em nuvem irá contribuir para o crescimento na maioria dos setores do mercado geoespacial, incluindo aplicações no mercado de consumo de massa, redes de sensores, serviços de localização, mercados de dados de observação da Terra, CAD/geoespacial, modelagem 3D e gestão municipal. Ainda há muito a ser feito. O OGC trabalha com muitas outras organizações de padrões, a fim de coordenar seus esforços. Isso é necessário para evitar lacunas, redundâncias e inconsistências nos padrões, e para continuar a apoiar a convergência de tecnologias que irão produzir inúmeros benefícios para a sociedade.


IDE#Connect | Infraestruturas de Dados Espaciais | Gerenciamento da Informação Geoespacial |

a cial Brasileir a p s E ia c n ê g A rograma de p o v o n a ç n la spaciais atividades e ira pacial Brasile s E ia c n ê g A A nte u recenteme io c n u n a ) B E (A a Nacional m ra g ro P o v o que o n ciais (PNAE) a p s E s e d a id de Ativ s com diretrize está pronto, . 2012 e 2021 e ações entre articipação ap O aumento d ional e a nac da indústria programa m u e d o ã ç ta implan e tecnologias de domínio d rincipais metas sp críticas são a


IDE#connect Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres Cbers-3 e Cbers-4, o foguete Cyclone-4, que será lançado a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (MA), o Veículo Lançador de Satélites (VLS), o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), do satélite Amazônia-1 e o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). No período de 2016 a 2021, denominado como fase de expansão, busca-se o desenvolvimento de novos projetos de maior complexidade tecnológica, compreendendo a continuidade do programa Amazônia (AMZ-1B, AMZ-2), o desenvolvimento de um satélite meteorológico geoestacionário, o lançamento do segundo satélite de comunicação e o desenvolvimento do satélite radar de abertura sintética. Segundo o presidente da AEB, José Raimundo Coelho, o documento é produto de estudos realizados pela Agência. “Avaliamos os resultados dos três PNAEs anteriores (1996, 1998 e 2005) e também recebemos contribuições de importantes instituições governamentais e privadas em anos recentes”, conta. Além disso, foi feita uma análise da organização e do funcionamento do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (Sindae). “Acreditamos que o documento servirá como apelo à inventividade e ao empreendedorismo no Brasil”, afirma o presidente da AEB. De acordo com José Raimundo Coelho, é preciso atender às crescentes necessidades e demandas espaciais do país. “Precisamos ser capazes de usufruir, soberanamente e em grande escala, dos benefícios das tecnologias, da inovação, da indústria e das aplicações do setor em prol da sociedade brasileira”. Para isso, ele acredita ser necessário priorizar o desenvolvimento e o domínio das tecnologias críticas, “indispensáveis ao avanço industrial e à conquista da necessária autonomia nacional em atividade tão estratégica”. Para José Raimundo, esse domínio só será alcançado com intensa e efetiva participação sinérgica do governo, centros de pesquisa, universidades e indústrias.

Satélites, foguetes e veículos lançadores No novo documento busca-se, até 2016, concluir e consolidar diversos projetos em andamento, destacando-se os projetos dos Satélites

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Metas para 2013 Este ano será importante para o Programa Espacial Brasileiro, com o lançamento do Cbers-3, satélite importante para o monitoramento e na gestão territorial. Ainda em 2013, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado em Alcântara (MA), deverá ficar pronto para os lançamentos do VLS e do Cyclone-4. O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, localizado em Parnamirim (RN) também passará por reformas. “Estamos propondo a modernização de boa parte da infraestrutura do CLBI e a recomposição de outra, utilizando a experiência que adquirimos no CLA. Os dois centros de lançamentos são considerados estratégicos”, conta o presidente da AEB.

Recursos humanos A formação de recursos humanos para o Programa Espacial Brasileiro será fortalecida em 2013. “Queremos, por meio do programa Ciências sem Fronteiras, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação levar estudantes brasileiros para se especializarem em países já desenvolvidos na área espacial e, também, trazer especialistas desses países para o Brasil. Dessa forma, um dos grandes gargalos de nosso programa espacial, a falta de mão de obra especializada, começará a ser sanado”, completa o presidente da AEB, José Raimundo Coelho. INFO www.aeb.gov.br Com informações da AEB


CAF ingressa nas Nações Unidas A Assembleia Geral da ONU outorgou, em 14 de dezembro de 2012, a condição de Observador ao Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). A decisão foi tomada com o forte apoio de todos os países da América Latina e Caribe, pelos 193 Estados membros do Fórum. O presidente-executivo da instituição financeira multilateral, Enrique Garcia, disse que “o CAF tem se consolidado, ao longo dos últimos anos, como um banco de desenvolvimento para a América Latina e Caribe. Esta nova dimensão nos posiciona como um ator regional que desempenha um papel importante para promover a integração e desenvolvimento sustentável, assim como a integração na âmbito internacional, então era hora para a nossa adesão às Nações Unidas”. A participação do CAF como observador na Assembleia Geral permitirá um controle mais ativo de questões-chave da agenda regional e internacional, abordados nesse Fórum, e que são fundamentais para a sua missão de promover o desenvolvimento sustentável e a integração regional. Também favorecerá o fortalecimento das relações com os órgãos que fazem parte do sistema das Nações Unidas, para uma coordenação mais eficaz de programas e atividades sobre questões de interesse comum. A Assembleia Geral é o órgão deliberativo de formulação de políticas e representante da ONU. Os observadores são convidados a participar e ter direito a voz em suas sessões. Vale ressaltar que mais de 60 organizações internacionais qualificam como observadores, entre os que incluem instituições financeiras. Fonte: IDE-LAC

Embrapa cria sistema para catalogar imagens orbitais e metadados A Embrapa Gestão Territorial vem realizando o monitoramento de temáticas territoriais e de segurança institucional, atendendo às demandas do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSIPR), apresentadas através da sua Secretaria de Acompanhamento e Estudos Institucionais (SAEI), com o objetivo de subsidiar as manifestações do Conselho de Defesa Nacional (CDN) a respeito da gestão territorial, do acompanhamento das estruturas estratégicas, do assentimento prévio e da faixa de fronteira. Recentemente foi desenvolvido um sistema de automatização da catalogação de metadados e de dados das imagens orbitais, para a incorporação no banco de dados geocodificado, que foi implementado e vem sendo mantido. Imagens orbitais de alta e média resolução, para as áreas definidas como de interesse, foram adquiridas e tratadas.

WebGIS Foi também desenvolvido um sistema WebGIS para visualização das localizações de obras do governo federal e para análise das imagens de satélite. Foram gerados relatórios de acompanhamento de obras, que refletem as fases, etapas de operações e segmentos de cada obra, comparando-os temporalmente e mostrando sua evolução pontual no contexto do empreendimento. Além disso, a Embrapa Gestão Territorial ofereceu apoio metodológico, técnico-científico e operacional para a integração e compartilhamento dos dados espaciais de imagens orbitais e localizações de obras com instituições parceiras, utilizando padrões abertos de interconexão de dados espaciais, aplicativos de visualização em WebGIS e acesso ao banco de metadados e de dados espaciais. Com informações da Embrapa Gestão Territorial

Gabão implementa GIS para segurança alimentar

para a segurança alimentar, que visa reduzir em 5% por ano as importações de alguns produtos, como mandioca, arroz, carne, bananas, etc.. A implementação do GIS contribuirá para gerir a informação proveniente de várias das principais organizações ativas no domínio da segurança alimentar (importação, exportação, rendimentos, controles de saúde, movimentos de produtos no país) e para conseguir finalmente uma cartografia nacional das organizações envolvidas nesta questão. O projeto está dividido em seis componentes principais: coleta, análise; modelagem de dados; implementação da plataforma GIS (equipamentos, definição das metodologias, realização da cartografia); capacitação; e treinamentos.

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O governo do Gabão, país localizado no oeste da África, está implementando uma estrutura dedicada às questões de segurança alimentar e, para isso, irá contar com um GIS desenvolvido pela Agência Geográfica Francesa. Hoje, o Gabão gasta cerca de 250 bilhões de dólares por ano para importar alimentos. O objetivo das autoridades do país é alcançar auto-suficiência alimentar e ajudar os agricultores locais a desenvolver novas culturas. A criação da Agência Gabonesa para a Segurança Alimentar (Agasa) contribuirá para alcançar este plano de emergência


geomarketing

Mapeamento de Intenções Geográficas Vizinhança e comportamento geoespacial podem dizer muito sobre você

W Eduardo de Rezende Francisco PhD em Administração de Empresas pela FGV-EAESP, Bacharel em Ciência da Computação pelo IMEUSP, atua em GIS, Business Intelligence, Pesquisas de Mercado e Satisfação de Clientes. É professor de Métodos Quantitativos na FGV-EAESP, Consultor em Geomarketing, Estatística Espacial e Microcrédito e sócio-fundador do GisBI eduardo.francisco@fgv.br

aldo Tobler, conhecido por ter feito o primeiro mapa por meio de um computador, professor emérito do Departamento de Geografia da Universidade da Califórnia, enunciou certa vez (1970) o que viria a se tornar a Primeira Lei da Geografia: “Tudo está relacionado com tudo, mas as coisas mais próximas estão mais relacionadas entre si do que as mais distantes”. Em outras palavras, todos os fatos geográficos estão relacionados entre si, mas os fatos mais próximos possuem uma relação mais forte. Essa simples lei é base de grande parte do pensamento epistemológico que fundamenta os algoritmos e frameworks amplamente utilizados nas geotecno-

conforme a nacionalidade, configurando bairros ou cidades de colonização italiana, japonesa, portuguesa, alemã. O espaço geográfico e a dinâmica urbana determinam comportamentos não-aleatórios. Mais ainda, você já parou para pensar o quanto você é parecido com seu vizinho? A menos de atributos físicos e algumas preferências, certamente muitos hábitos, desejos, condições socioeconômicas e humanas são bastante parecidos. A variação de renda entre famílias de mesma tipologia e moradoras de um mesmo prédio de apartamentos é relativamente pequena. Modelos preditivos de renda e crédito que estão começando a serem praticados por grandes bancos estão levando em consideração essa “vizinhança” através do uso da Estatística Espacial. Pois bem, hoje em dia a “publicação” de nosso comportamento geográfico é cada vez maior. Endereços IP de nossos computadores pessoais são localizáveis já há um certo tempo, ofertas digitais conforme nossa localização são feitas a todo instante e, principalmente, nossos dispositivos móveis de comunicação estão dotados de um GPS e certa (ou muita) inteligência geográfica.

Compartilhando as intenções geográficas

logias e análises espaciais. Modelos espaciais como o GWR (vejam artigo que escrevi na edição 50 da revista InfoGEO) e muitos outros utilizados em geomarketing baseiam-se na premissa de que o comportamento dos fenômenos estudados pode ser explicado por relações de distância entre os elementos representados. Se prestarmos mais atenção, veremos que a dinâmica urbana e a configuração das grandes cidades, hoje, leva isso bastante em conta. Não é à toa que temos imigrantes tipicamente localizados próximos

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Se somos muito parecidos com nossa vizinhança, e nosso comportamento geográfico é deflagrado cada vez mais, poderíamos nos beneficiar (e à sociedade) do compartilhamento das intenções geográficas de todos. Na revista InfoGEO edição 65 discutimos sobre a integração do posicionamento geográfico e das redes sociais, citando diversas aplicações bastante populares, como o Foursquare, Google Latitude, etc.. Porém, não pudemos aprofundar o bate-papo o bastante para buscar a essência do que estou chamando de mapeamento das intenções geográficas – o movimento geográfico de cada um, em um contexto pessoal ou profissional, pode indicar um comportamento que está recheado de significados.


Cultura do compartilhamento Para a população em geral, uma adaptação cultural precisará ser feita – não temos ainda o bom hábito de compartilharmos esse recurso. Precisaremos dirimir impressões de uso não seguro que algumas pessoas dividindo o táxi possam vir a ter.

Por outro lado, no contexto empresarial, essa inovação de mapeamento das intenções geográficas é bastante interessante. A barreira cultural é inexistente e os compartilhamentos seriam bastante frequentes, afinal de contas é muito comum o deslocamento de funcionários entre bases de empresas para reuniões similares. Além disso, o simples mapeamento e monitoramento das viagens de táxi aprimoraria o controle de custos de transportes de funcionários, o que

por si só representa grande oportunidade de melhoria de gestão e economia. As empresas em geral têm muita dificuldade em realizar um bom acompanhamento desses gastos e a aplicação efetiva de sua política de uso de táxi e outros veículos. Isso é só o começo de uma transformação ainda maior. Quando integrarmos de fato as geotecnologias e o Business Intelligence, as intenções geográficas sinalizarão um comportamento das pessoas que será bastante importante para um melhor planejamento do espaço e dos recursos públicos. Já que olhando de perto, os mais próximos são realmente mais parecidos, suas intenções geográficas também devem ser. E salve Tobler!

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O Meia Bandeirada ganhou o prêmio de melhor empresa startup na Campus Party 2013 e vai representar o Brasil na Digital Shoreditch Festival, em Londres

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Poucas aplicações que conheço já antecipam essa tendência. O aplicativo mobile Meia Bandeirada é um desses casos. Trata-se da primeira solução automatizada de compartilhamento de táxi (ou multi-modal) baseada em otimização geográfica de trajetos pelos veículos conforme a localização dos passageiros. O aplicativo traz uma solução que permite o uso compartilhado dos táxis que estiverem se deslocando de e para locais próximos. Essa solução proporciona o uso inteligente do recurso e contribui para a redução do trânsito e da poluição. Nos dias de hoje, em que o transporte e a locomoção são problemas constantes na agenda das grandes cidades brasileiras, esse novo conceito de uso do táxi é bastante inovador e conveniente. Estudos recentes da FGV de São Paulo mostram que o táxi é o veículo recomendado para deslocamentos constantes de até 15 quilômetros nas grandes cidades, em comparação com os altos custos de aquisição e manutenção de automóvel próprio. Aplicativos para smartphones para chamar táxi já existem no mercado – alguns até muito simplórios, que sequer indicam o táxi mais perto de acordo com os logradouros. Soluções de indicação de uso compartilhado de veículos próprios, ou de caronas, também existem, mas baseados em blogs e intervenção humana para o “agrupamento” de solicitações. Porém, não existia até então uma solução automática que capturasse em tempo real a intenção de deslocamento de uma pessoa e comparasse-a, geograficamente, com a de outros pedidos de táxi, sugerindo um roteiro compartilhado com um deslocamento menos custoso para os passageiros e também atrativo ao taxista, que fará um percurso total no mínimo igual ao de algum passageiro. Ao que tudo indica, o Meia Bandeirada faz isso. Segundo a equipe de desenvolvimento, o aplicativo somente sugere o compartilhamento se houver economia de pelo menos 30% para todos os passageiros embarcados.


location intelligence

Location Analytics O próximo grande passo em Análise de Negócios

C Luigi C. M. Aulicino Mestre em Computação (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), arquiteto de soluções e especialista no sistema ArcGIS, líder de produto Location Analytics na Imagem lcarli@img.com.br

ada vez mais, os dados são vistos como a essência das organizações. As informações são organizadas em cubos e analisadas as tendências, anomalias e insights que levam a melhores resultados e estratégias. Em apoio a isso, mais e mais organizações têm adotado sistemas de Business Intelligence (BI) que ajudam a criar visões sobre os dados existentes na empresa e realizar análises comparativas que facilitem a sua tomada de decisões diárias. Análise de negócios tornou-se onipresente na maioria das grandes organizações públicas e do setor privado. As estimativas atuais são de que 97% das grandes empresas utilizam algum tipo de sistema analítico, totalizando mais de 100 milhões de usuários em todo o mundo, cobrindo todas as áreas funcionais, dos executivos até o nível operacional. Estes sistemas analíticos basicamente transformam dados de uma organização em informações, ajudando a descobrir padrões, tendências e relacionamentos. A saída típica é na forma de relatórios estatísticos que resumem os dados tabulares em gráficos e tabelas. As análises são frequentemente implementadas em sistema de BI independente ou como parte de sistemas maiores da empresa, como os Sistemas Integrados de Gestão Empresarial (Sige), em inglês Enterprise Resource Planning (ERP), e Gestão de Relacionamento com o Cliente (CRM).

Análise de Negócios e Geografia Há uma percepção crescente das organizações que a adição de localização geográfica aos dados de negócios pode aumentar rapidamente suas visões dos dados tabulares. As análises geográfi-

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cas fornecem um contexto totalmente novo que as tabelas e gráficos não mostram. Este contexto ajuda os usuários a descobrir novos entendimentos e ampliar a capacidade de análise dos sistemas de BI. Embora este aspecto geográfico tenha sido, em grande parte, ausente de soluções de análise de negócios, muitas organizações gostariam de incorporá-lo em suas operações. Por anos, somente algumas organizações fizeram uso integrado da geografia aos seus dados de negócios. Esta abordagem não se tornou comum até então, por causa dos altos custos envolvidos na integração e personalização dos sistemas corporativos e principalmente porque as capacidades de um Sistema de Informações Geográficas (SIG) estão além do conhecimento técnico dos usuários de análise de negócios.

Location Analytics A Perspectiva que Faltava Analistas do setor estão sugerindo que a demanda por inteligência geográfica está emergindo como um importante segmento da categoria de software de análise de negócios. Este novo segmento está sendo chamado de Location Analytics e foca no mapeamento temático e análise espacial para o mundo da análise de negócios. Esse tipo de solução envolve ferramentas simples, mas com grande capacidade de análise espacial que trabalham diretamente com os sistemas de análise de negócios da empresa, contudo, sem os grandes esforços de integração. Agora, as organizações podem visualizar a relação entre os dados corporativos, como receitas de vendas, clientes inadimplentes, rotatividade de clientes (churn) e a localização de dados especí-


Algumas funcionalidades específicas incluem: • Mapas interativos incorporados dinamicamente aos relatórios, painéis ou portais do BI, permitindo filtrar as informações no mapa para atualizar os relatórios e gráficos, ou filtrar as informações nos relatórios e gráficos para atualizar o mapa • Visualização no mapa: localização geográfica dos clientes, reclamações, pontos de vendas, área de cobertura ou atendimento, entre outros. Classificados por cores, em séries temporais, agrupados por faixas de valores ou mapa de calor • Análises Espaciais: proximidade, área de cobertura (áreas de serviço com base no tempo de deslocamento ou distância) e ferramentas de análise avançadas (geoprocessamento)

• Enriquecimento de informações geográficas: arruamento, imagens aéreas, dados demográficos e socioeconômicos, comportamento de compra do consumidor, entre outros

Location Analytics e o SIG O Location Analytics é projetado para analistas de negócios que passam grande parte do seu dia, utilizando ferramentas como BI para analisar padrões e relacionamentos em dados transacionais. Disponibiliza aos usuários um autosserviço de mapa e análises espaciais simples que são entregues dentro dos sistemas analíticos que utilizam todos os dias. Profissionais de SIG estão em uma posição única para ajudar esses analistas. A demanda por mapas é crescente nas empresas, fazendo com que esses profissionais de SIG criem estruturas de dados e mapas que permitam aos outros profissionais da organização começarem a usar a inteligência geográfica nos seus processos de negócio para tomarem melhores decisões. A inteligência geográfica integrada aos processos de negócio da empresa irá reforçar e alavancar a missão dos profissionais de SIG e transformar de forma positiva a maneira como as organizações fazem uso do conhecimento geográfico.

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ficos, como endereços de clientes e instalações. Especificamente, essas ferramentas ampliam o valor das tradicionais aplicações de BI, permitindo visualizar, analisar, interpretar e compreender os dados. Como resultado, o Location Analytics ajuda a descobrir relações, padrões e tendências que de outra forma permaneceriam desconhecidas.


sensores remotos

Sensoriamento Remoto no Brasil História, Estado da Arte e Previsões

Carlos Alberto Gurgel Veras Diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB). Professor adjunto do Departamento de Engenharia Mecânica da UnB. Formado em Engenharia Mecânica (UGF/ RJ), com Mestrado em Propulsão Aeroespacial (IME/RJ), Doutorado na Universidade de São Paulo (Escola Politécnica) com estágio no Technical Research Centre of Finland (VTT-Energy) e Pós-doutorados no Laboratório de Combustão e Propulsão do Inpe, como bolsista da Fapesp; e no College of Forest Resources (Universidade de Washington) em Seattle, EUA, como bolsista da Capes

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A técnica de sensoriamento remoto pode ser melhor entendida, em um primeiro instante, traduzindo-se o próprio termo. Remoto significa “sem contato direto” e sensoriamento é o uso de sensores para detectar dados variáveis de uma superfície, como temperatura, distribuição de cores, relevo e muitos outros. Para bem observar a superfície da Terra ou do mar, o sensor deve estar em posição o mais vertical possível sobre a área a ser observada, o que evita distorções na imagem. Isto se consegue instalando-se o sensor numa plataforma aérea, como um avião por exemplo. No fim do século XVIII, balões a gás eram usados para observação dos campos de batalha. Em termos de observação remota, pode-se dizer que os olhos dos militares eram os sensores e o balão a gás era a plataforma. Mas, o registro das imagens só podia ser repassado por meio de relatos. A observação da terra com registro de imagem aguardava a invenção da máquina fotográfica, na segunda década do século XIX. Aí surgiu uma técnica precursora do sensoriamento remoto. A expressão “sensoriamento remoto” foi cunhada e se popularizou nos idos de 1960, graças à Era Espacial, inaugurada em outubro de 1957 com o lançamento do Sputnik I. As primeiras teorias e técnicas, indispensáveis ao avanço do sensoriamento remoto, precederam à corrida espacial. Cabe destacar a teoria clássica do eletromagnetismo (James Clerk Maxwell, 1831-1879), o aprimoramento da aerofotografia (~1909), o desenvolvimento do radar (~1930) e de sensores infravermelhos (~1940). Tais técnicas e outras mais modernas são aplicadas nos sensores que constituem a carga útil necessária à observação da terra. Aí temos os sensores óticos (visível, infravermelho próximo e infravermelho térmico), micro-ondas e laser. Com o uso de tais sensores e suas combinações, é possível registrar variáveis de grande interesse, sem esgotar a lista: localização e dimensões planares, localização topográfica, cores, temperatura de superfícies, textura, umidade e tipo de vegetação.

Bancos de imagens Hoje, as imagens são largamente obtidas por satélites com missões específicas de observação da terra. No caso brasileiro, dados de sensoriamento remoto são coletados a partir de inúmeras plataformas satelitais. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mantém um banco de imagens dos seguintes satélites: Cbers-2 (China-Brasil), Cbers-2B (China-Brasil), Landsat1, Landsat2, Landsat3, Landsat4, Landsat5, Landsat7 (EUA), Resourcesat-1 (Índia), Terra (EUA) e Aqua (EUA). O Landsat7 está operacional, mas não transmite dados para o Brasil. Já o satélite Landsat6, lamentavelmente não chegou à órbita programada e não pôde cumprir sua missão. Os satélites Resourcesat-1, Terra e Aqua estão operacionais e fornecem diferentes tipos de imagens, inclusive para o Brasil. No momento, estamos negociando com a Índia o acesso aos dados do Resourcesat-2. As informações geradas por essas plataformas nos permitem tomar decisão vitais nas áreas de agricultura, recursos florestais, uso da terra, uso da água, exploração de recursos naturais e muitas outras. A família Cbers, Landsat e outras plataformas são usadas intensamente nestes campos. De grande importância para o Brasil são os dados, recebidos quase em tempo real, sobre incêndios florestais em todo o país. Algumas plataformas de observação da terra executam relevantes missões científicas, como as operados pela Nasa, sobretudo os satélites Terra e Aqua. O satélite Terra realiza sensoriamento remoto da terra, dos oceanos e da atmosfera. Como carga útil destacam-se os sensores para: • Energia radiante de nuvens e da superfície (Ceres), via ondas curtas e ondas longas e fluxo líquido • Imageamento estereoscópico por nove diferentes ângulos (MISR) • Imageamento multiespectral de alta definição (Aster) • Imageamento global de média resolução (Modis) em até dois dias • Medição global de concentrações de metano e monóxido de carbono na troposfera (MOPITT)


Alcançar este nível de capacitação tecnológica é meta do Programa Espacial Brasileiro. Cargas úteis similares estão planejadas para futuras missões nacionais. Em breve teremos o lançamento do Cbers-3 e, logo a seguir, do Cbers-4. Cada um deles carrega quatro tipos de câmaras (multiespectrais), com

resolução entre 5 e 80 metros e largura de faixa imageada entre 60 e 866 quilômetros. Há também outras missões brasileiras planejadas, com máximo de nacionalização das cargas úteis e módulos de serviço: satélite radar, satélite de observação do mar (Sabiá-Mar, Brasil-Argentina), satélite Amazônia e satélite meteorológico brasileiro.

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Programa Espacial Brasileiro


gestão pública

Administração Municipal de Precisão Dotando prefeituras de capacidade infraestrutural e intelectual para o uso intensivo das geotecnologias

D Rui Alberto Azevedo dos Santos Coordenador do Sistema Labgis. Professor do Departamento de Geologia Aplicada da Faculdade Geologia da Uerj. Atua ainda como Assessor da Reitoria e Coordenador da Câmara Setorial de Gestão e Políticas Públicas, do Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Rio de Janeiro (Alerj) rui@labgis.uerj.br

José Augusto Sapienza Ramos Coordenador Acadêmico do Sistema Labgis. Professor do Departamento de Geologia Aplicada da Faculdade de Geologia da UERJ. Formação na área de Ciência da Computação, atua há mais de 10 anos na área de Geotecnologias com pesquisa, ensino e consultoria. sapienza@labgis.uerj.br

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á-se início, em 2013, a mais um quadriênio de gestão municipal. E como sempre acontece, os munícipes realimentam a esperança de que os novos ou reconduzidos gestores façam da eficácia e da transparência vetores de uma moderna administração pública, ágil e sintonizada com os anseios da população, adotando um modelo de gestão há tanto preconizado, mas pouco vivenciado. Entretanto, apesar da característica morosidade do setor público, quando se trata de mudança de práticas, tais expectativas aos poucos vão tomando forma, pois sinais de modernização são hoje visíveis; e no vislumbre da adoção de condições estruturantes para se alcançar esse novo paradigma na gestão pública, destaca-se, inegavelmente, o despertar das administrações municipais para o uso de um poderoso ferramental: as geotecnologias. Este fato é corroborado pelos gerentes das empresas especializadas em soluções na área das geotecnologias, ao destacarem que, ao longo dos últimos anos, seu principal cliente tem sido o setor público. E é natural que assim seja, em função do notável aumento de demanda por qualificação dos estudos estratégicos e das ações operacionais em temáticas tão diversas e essenciais como planejamento urbano; estruturas de serviços de saúde, segurança e educação; mobilidade urbana; suprimento de energia; monitoramento ambiental, apenas para citar algumas, o que impõe o uso cada vez mais disseminado e refinado dessas tecnologias. Mas, ainda assim, a atual assimetria observada nas práticas administrativas desenvolvidas pelas diferentes prefeituras, no que tange ao uso dessas ferramentas, é o alerta do quanto há que se construir para se atingir o grau de eficácia e transparência tão almejados por todos os cidadãos, quer dirigentes quer usuários da máquina pública. Ainda que incorporadas de forma mais consolidada na gestão de alguns municípios, destacadamente nos de maior pujança econômica, o fato é que na absoluta maioria das administrações municipais o uso das geotecnologias é ainda incipiente, e não seria absurdo supor que em algumas sequer foi cogitado. E isto em tempos em que sistemas de informações geográficas, sistemas de posicionamento global e sensoriamento remoto são ferramentas cada vez mais populares, a partir do uso de aplicativos tão difundidos como Google Earth, Goo-

gle Maps, entre outros, embarcados na quase totalidade dos aparelhos de telefonia móvel ou tablets. O grande desafio que se estabelece, portanto, é o de não somente dotar-se as mais de 5.500 prefeituras de capacidade infraestrutural e intelectual para o uso intensivo das geotecnologias, mas o de promover-se, quase que simultaneamente, o necessário upgrade na forma de utilização dessas ferramentas, passando-se do estágio de simples organização e visualização dos dados de interesse dos gestores municipais, para o nível de incorporação do entendimento da dinâmica espacial na prática da tomada de decisões, instrumentalizando assim esses gestores para uma acurada definição de ações táticas e estratégicas a serem adotadas, no viés da maximização da eficácia na aplicação dos recursos públicos. Atento a tal contexto, o Sistema Labgis, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), no cumprimento de seu papel de gerador e difusor de conhecimentos e habilidades para o uso das geotecnologias, vem buscando constituir sólidas interações com o setor público fluminense, visando cooperar com a qualificação de seus quadros profissionais para a implantação de soluções técnicas mais eficientes, na perspectiva da reafirmação do compromisso social e do valor estratégico da Uerj para o desenvolvimento econômico-social de nosso estado.

Administração de Precisão O Sistema Labgis então inclui em sua agenda anual de eventos um Workshop sobre Administração Municipal de Precisão (AMP) que, juntamente com o já consolidado GGP (sigla para Geotecnologias na Gestão Pública), oportunizará a troca de experiências e a construção dos caminhos necessários para o nivelamento do padrão de qualificação do uso das geotecnologias nos municípios, independentemente de suas expressões econômicas. A ideia do desenvolvimento do tema Administração Pública de Precisão assenta-se na expectativa de que o citado despertar para as geotecnologias não se esgote na obtenção dos seus produtos mais elementares, mas sinalize para o início de uma firme caminhada em direção a uma administração pública ágil e sintonizada com os anseios da população, adotando um modelo de gestão há tanto preconizado, e possível de ser vivenciado.


Por isso mesmo, a programação do primeiro episódio do AMP, a realizar-se em abril próximo, dará destaque ao relato das experiências já consolidadas nas capitais da região sudeste, como referência para a disseminação dessa cultura nos municípios de menor porte, que serão tratados, por recortes regionais, como objetos temáticos nos eventos subsequentes. A participação do evento poderá se dar na forma presencial ou a distância para que assim mais interessados possam participar.

Deve ser destacado, ainda, que esta iniciativa se dá em estreita parceria com o Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no âmbito da ação de cooperação estabelecida pela Uerj e a Alerj, para a capacitação do corpo técnico das prefeituras do Rio de Janeiro. O evento também conta com o apoio do MundoGEO para divulgação, capilarização da proposta e resultados.

+Info www.amp.uerj.br

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Ainda que incorporadas de forma mais consolidada na gestão de alguns municípios, destacadamente nos de maior pujança econômica, o fato é que na absoluta maioria das administrações municipais o uso das geotecnologias é ainda incipiente


Geoincra

Anuência de Confrontante Carta Inequívoca de Anuência

Roberto Tadeu Teixeira

Engenheiro Agrimensor - Incra , Especialista em Georreferenciamento de Imóveis Rurais, formado pela FEAP-SP, Professor do Curso de Pós Graduação em Georreferenciamento de Imóveis Rurais – disciplina de Normas e Legislação aplicada ao Georrreferenciamento de Imóveis: Universidade Regional de Blumenau; Fundação Educacional de Fernandópolis; e União Educacional do Norte – Rio Branco. Professor do Curso Legeo- Legsilação e Georreferenciamento da Universidade Santiago & Cintra (www. unisantiagoecintra. com.br). Integrante da equipe técnica que elaborou a Norma de Georreferenciamento de Imóveis Rurais do Incra robertotadeuteixeira@ gmail.com

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e acordo com a Norma Técnica para Georreferenciamento de Imóveis Rurais do Incra em vigor, a declaração de respeito de limites deve ser apresentada para o processo de Certificação através de uma única declaração com assinaturas do proprietário do imóvel objeto da certificação e pelo profissional credenciado, responsável técnico, e registrada no Cartório de Títulos e Documentos da Comarca onde se localiza o imóvel. No entanto, para os cartórios de registro de imóveis a anuência de todos os confrontantes individualmente se faz necessária de acordo com a Lei 10.931/2004 em seu artigo 59 que alterou os artigos 212 e 213 da Lei 6015/73, a Lei de Registros Públicos. Com relação a uma das formas de se obter a anuência dos confrontantes que é a assinatura em planta e memorial descritivo , de acordo com o Dr. Eduardo Augusto, Oficial do Cartório de Registro de Imóveis de Conchas (SP), apesar de o inciso II do artigo 213 prever que tanto o memorial e a planta deverão estar assinados pelos confrontantes, e de o parágrafo 2º se referir à assinatura do confrontante na planta, não parece coerente que tal regra seja intransponível.

Certo é que, se os trabalhos técnicos vierem com as assinaturas de todos, tanto no memorial como na planta, não haverá qualquer dúvida de sua regularidade sobre esse aspecto formal. Entretanto, há casos em que tal providência se mostra difícil, quando não inviável. Por exemplo: quantidade imensa de confrontantes; confrontantes que residem em localidades distantes, dificultando o envio da mesma planta e memorial para todos; órgãos públicos que possuem norma expressa para efetivar a anuência por ofício (carta de anuência); dentre várias outras possíveis situações. Tanto nestes casos, como também nas situações corriqueiras, não parece burlar os objetivos da lei a aceitação de carta de anuência, desde que ela seja inequívoca. Carta de anuência inequívoca é aquela que traz, em seu teor, o “objeto da anuência”, o que se caracteriza com a exata descrição dos dados técnicos (vértices, azimutes e distâncias) das perimetrais que servem de limites entre os imóveis retificando e o da pessoa que está anuindo. Dessa forma, não se admite carta de anuência com texto que se limita a dizer: “concordo com a planta e memorial que me foram apresentados”, pois não existe prova alguma que ligue a “planta e o memorial” referidos nessa carta com os trabalhos efetivamente apresentados no serviço registral imobiliário. Essa falta de segurança jurídica pode prejudicar tanto o confrontante (que pode ter visto planta e memorial diferentes, por má-fé do requerente) como o proprietário e o agrimensor (caso o confrontante, num futuro e de má-fé, venha alegar que os trabalhos utilizados na retificação não eram os mesmos a que ele anuiu). Não há como provar nenhuma das duas situações. Portanto a carta de anuência, para ser válida, deve ser inequívoca, ou seja, seu inteiro teor deve bastar, por si só, para configurar a concordância com as alterações que se pretende fazer.

Colaborou neste artigo o Dr. Eduardo Augusto – Oficial do Cartório de Registro de Imóveis de Conchas (SP), Doutor em Direito Civil e Mestre em Direito Civil pela Fadisp, Diretor de Assuntos Agrários do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (Irib)


ONLINE As seguintes empresas, presentes no Portal MundoGEO, convidam-no para visitar seus sites com informação atualizada sobre negócios, produtos e serviços. Para participar desta seção, entre em contato pelo email comercial@mundogeo.com ou ligue +55 (41) 3338-7789

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