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Expediente

Editorial

Edição # 209

Período de inovações

Conceitual Brasil - Jornalismo Total www.revistaplasticosul.com.br Fone: 51 3119.7148 editora@conceitualpress.com.br Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves DRT/RS nº 12.844 Departamento Comercial: Débora Moreira Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 99941.5777) Capa: rawpixel.com/Freepik Plástico Sul é uma publicação da Conceitual Brasil - Jornalismo Total, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Sul e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral. Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Sul. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 8.000 exemplares.

A

cada três anos acontece a Feira K, em Dusseldorf, Alemanha. Em 2019 o evento mais uma vez agitou o setor plástico. Ano de K é a certeza de um ano repleto de inovações. As empresas esmeram-se para apresentar ao mercado, na feira, tecnologias diferenciadas das já criadas em períodos anteriores. Um dos setores que mais dedica-se neste sentido é o de injeção de termoplásticos. Os fabricantes de máquinas para este fim deram um verdadeiro show em Dusseldorf, demonstrando que o principal diferencial competitivo a ser alcançado é mesmo alternativas que contribuam com o apelo sustentável. Nesta edição da Plástico Sul, fizemos uma reportagem especial sobre as novidades dos fabricantes de injetoras em 2019. Também destacamos matéria sobre a indústria de brinquedos e o desempenho macro deste mercado. Tais resultados são extremamente importantes para os transformadores que atuam nesta área. Ficar atento ao mercado que participa confere um olhar diferenciado e os resultados são claros. Ainda nesta edição, todo o potencial do PVC pode ser lido por você. O apelo social do material foi digno de premiação recentemente. Foram anunciados, em Dusseldorf, na Alemanha, os vencedores INOVYN Awards 2019, uma competição global que celebra as melhores inovações feitas com o PVC. Entre os mais de 90 projetos inscritos, as inovações brasileiras foram destaque na premiação. O projeto social 'Mobiliários Adaptados em PVC para crianças com disfunções neuromotoras', desenvolvido pela terapeuta ocupacional Grace Gasparini e apoiado pelo Instituto Brasileiro do PVC desde o seu início, foi o vencedor Gold na categoria Inovação em Design. Já o ConfortBanho, módulo inflável que permite o banho completo no leito, recebeu reconhecimento especial na categoria de Novos Produtos e também conta com o apoio do Instituto Brasileiro do PVC. O material está indo além, e buscando na inclusão social, alicerce para seu crescimento, com responsabilidade. Parabéns! Como podem observar a edição está recheada de assuntos que conferem ao plástico a notoriedade de um produto inovador. Boa leitura!

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EspecialInjeção

KJPARGETER/FREEPIK

Mais tecnologia para reativar o mercado A cadeia do plástico exige cada vez mais novas tecnologias em todos os segmentos, foco em sustentabilidade, adoção de práticas evolutivas como a Indústria 4.0, economia circular e os fabricantes de máquinas e equipamentos, principalmente do setor de injetoras, um dos mais fortes do processo, mas que enfrenta o desafio da eficiência e competitividade diante de uma queda na demanda do mercado. Aproveitando a realização da Feira K, o evento mais expressivo para o setor de plástico e borracha do mundo, a Revista Plástico Sul foi buscar junto as indústrias respostas para os problemas e soluções para os desafios do setor.

M

esmo com um cenário de baixo crescimento econômico no Brasil, há muitas empresas apostando e investindo em competitividade, renovando seu parque fabril com máquinas mais modernas, rápidas e econômicas. Conforme o vice-presidente da Indústrias Romi S.A, a empresa tem participado de diversos projetos com ganhos significativos em economia de energia, aumento de produtividade e aumento da precisão com máquinas Romi aumentando a competitividade dos negócios dos clientes. “O mercado brasileiro de máquinas para embalagens plásticas está muito competitivo utilizando as mesmas tecnologias modernas aplicadas nos principais mercados mundiais” destaca Reis. O executivo explica que exatamente por isso a Romi está continuamente buscando novas tecnologias para incrementar maior

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desempenho, produtividade e redução do consumo de energia dos equipamentos, visando aumentar ainda mais a competitividade dos transformadores brasileiros. Reis acrescenta que as novas tecnologias empregadas na transformação do plástico são complexas e avançadas, mas ao mesmo tempo simples e intuitivas na sua interface homem-máquina. “É fundamental ao profissional receber o treinamento de operação e programação do próprio fabricante destes equipamentos para se obter o máximo de desempenho e qualidade no processo. As escolas técnicas brasileiras necessitam dispor de equipamentos com tecnologias mais modernas para a prática do ensino técnico”, diz. Todavia, o executivo adverte que infelizmente, algumas escolas brasileiras ainda não dispõem de injetoras ou sopradoras em suas unidades de ensino, tornando o curso técnico apenas teórico. “Quanto ao conteúdo, seria muito interessante abordar


Linha ROMI EN

A linha de injetoras ROMI EN abrange os tamanhos entre 80 e 1500 toneladas de força de fechamento e possui acionamento hidráulico por servo-bomba com mais potência, velocidade e precisão. Sua precisão proporciona excelente repetitividade tanto em ciclos curtos ou longos. A linha ROMI EN conta com ampla gama de opções e tamanhos de unidades injetoras atendendo com muita versatilidade as diferentes demandas da injeção de peças técnicas, automotivo e embalagem. Esta linha de injetoras também possui versões de injeção em multimateriais, PVC e PET. As injetoras ROMI EN 600, 800, 1100 e

DIVULGAÇÃO

as novidades em tecnologias e processos, ao menos para o novo profissional ter o conhecimento da diversidade e tendências no processo de transformação do plástico. A Romi tem contribuído com diversas escolas ministrando palestras sobre competitividade e novas tecnologias na transformação do plástico”, sinaliza. A Indústrias Romi S.A., fundada em 1930, é líder na indústria brasileira de máquinas e equipamentos industriais. A Companhia está listada no “Novo Mercado”, que é reservado para as empresas com o maior nível de governança corporativa da B³. A Companhia fabrica máquinas-ferramenta, máquinas injetoras e sopradoras de termoplásticos; e peças fundidas em ferro cinzento e nodular, que podem ser fornecidas brutas ou usinadas. São 13 unidades fabris (11 no Brasil e 2 na Alemanha), que ocupam mais de 170 mil m² de área construída, sendo cinco de montagem final de máquinas industriais, duas fundições, três de usinagem de componentes mecânicos, dois para fabricação de componentes de chapas de aço e uma planta para montagem de painéis eletrônicos. A capacidade instalada de produção de máquinas industriais é de aproximadamente 2.900 máquinas/ano e a de fundidos é de aproximadamente 50.000 toneladas/ano.

1500 são equipadas com dois conjuntos de servo-bombas que permitem simultaneidade em quase todos os movimentos aumentando a produtividade em até 20%, além de proporcionar maior razão de injeção, maior capacidade de plastificação e mais velocidade nos movimentos do fechamento. As injetoras ROMI EN também se destacam pelo baixo consumo de energia e excelente desempenho.

Injetoras da Romi modelos EL e EN: alta eficiência energética como diferencial competitivo

Linha ROMI EL

A linha de injetoras ROMI EL é formada por injetoras com acionamento elétrico e abrange modelos entre 75 e 300 ton de força de fechamento. Esta linha de injetoras se destaca pela alta eficiência energética com alta velocidade e máxima precisão. Conta com simultaneidade completa em todos os movimentos e tem classificação 10+ em economia de energia conforme Eu-

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EspecialInjeção

Injeção é o segundo maior processo de transformação de plásticos no país

romap 60.1. A Linha ROMI EL atende uma larga gama de aplicações de paredes finas ou peças técnicas. O modelo Romi EL 300 tem maior área de moldes com 730 mm entre colunas e placa com dimensão de 1040 mm. Possui razão de injeção de até 1170 cm³/s e pressão máxima de 2420 bar com acionamento totalmente elétrico.

Linha ROMI ES

A linha ROMI ES é composta por injetoras híbridas para injeção de peças de paredes finas em ciclo rápido e alta razão de injeção. Possui acionamento por acumulador hidráulico e servo-válvula na injeção, e acionamento elétrico nos demais movimentos. O modelo ROMI ES 300 possui área de molde com 730 x 730 mm entre colunas e placa com dimensão de 1040 x 1040 mm. Sua razão de injeção alcança 3.850 cm³/s com pressão máxima de 2.100 bar. Possui simultaneidade completa em todos os movimentos. Esta nova injetora híbrida Romi atende as aplicações de paredes finas mais exigentes e ciclos mais rápidos.

BORCHE do Brasil

Do Rio Grande do Sul vem uma novidade bem recente. Desde setembro de 2019 a IMMAC (importadora de alimentadores, secadores, robôs e outros periféricos) fez sociedade com a BORCHE MACHINERY para criar a BORCHE BRASIL que atende todo mercado brasileiro com as injetoras da marca BORCHE. A BORCHE Machinery em Ghanghzou, China fabrica cerca de 5.000 injetoras ao ano, tendo filiais em vários países a exemplo desta filial brasileira. “Atualmente contamos com cerca de 15% do market share, mas este número deverá crescer pelo menos 15% em 2020 com a filial aqui no Brasil”, explica o diretor Gustavo Müller. O segmento de atuação na 8 > Plástico Sul >>>

Borche Brasil são máquinas injetoras de termoplásticos para atender todo mercado do plástico. Já na IMMAC vende-se os periféricos das injetoras. A empresa está atenta à automação. Um de seus negócios para 2020 é exatamente a venda de software de monitoramento da marca Keba (Austria). O trabalho foi iniciado em 2019 e a expectativa é que 2020 será o ano em que as indústrias irão aderir de forma massiva à indústria 4.0. “O custo ainda segue sendo um entrave para que o mercado não absorva ainda este sistema de monitoramento”. Atualmente a maior injetora fabricada na Ásia é da marca BORCHE: Tem 6.800 toneladas de força de fechamento e está trabalhando numa empresa na Indonésia. Müller explica que em 2019 a empresa cresceu cerca de 50% suas vendas de injetoras inteligentes 2 placas no Brasil. “E a tendência para o ano de 2020 é vender injetoras de 3.000 a 5.000 toneladas”. Nos modelos convencionais (de tesouras) a Borche do Brasil tem injetoras de 80 até 1.800 toneladas. Vantagens das injetoras: • Guias lineares de suporte permitem uma injeção mais precisa; • Sistema de extração na parte traseira do platô móvel dá mais espaço e facilita manutenção e troca de moldes; • Comparado com a máquina de joelho, este modelo BU tem somente 2 placas (platôs), estrutura compacta e grande espaço de utilização; • O curso de abertura pode ser configurado baseado no processo do produto e não limitado pela estrutura de fechamento. A máquina de 2 placas satisfaz requerimentos de moldes complexos e de produtos de muitas cavidades. • As colunas são fixadas no platô fixo e na base. Os movimentos do fechamento são suportados pela estrutura da máquina. • Fechamento de alta pressão pela placa móvel (patenteado). Mas quais são as demandas na hora da compra? Para o empresário, tecnologia, preço, facilidade de operação e principalmente o melhor serviço técnico para que a injetora permaneça sempre trabalhando, produzindo e faturando são determinantes. “Sempre enfatizamos aos nossos clientes que não vendemos preço. Vendemos uma solução completa de acordo com a necessidade do Comprador”, diz Müller. Já como tendência, ele percebe que as empresas estão comprando injetoras maiores, com maior espaçamento entre colunas e consequentemente com moldes de maior porte e maior número de cavidades. “Na realidade vemos que o mercado está se movendo para produtos de maior valor agregado. As recentes vendas de injetoras 2 placas demonstram exatamente o que o


mercado brasileiro está buscando: injetoras de maior qualidade, com mais recursos e produtividade”, finaliza.

HDB

No segmento de máquinas de Injection Blow, a HDB está precebendo em 2019 um equilíbrio nas vendas, porém a diretoria está convencida de que o mercado pode reagir mais, pelo grande potencial que tem. “O que continua faltando são financiamentos com juros muito mais acessíveis”, sinalizam. Para a empresa, com a situação financeira do Brasil no momento o preço tem grande peso na hora a compra. “Um ponto bastante considerado também é a qualidade da assistência técnica prestada pelo fornecedor”. Para a diretoria, o tratado bilateral entre Europa e Brasil vai ajudar a entrar neste ritmo da indústria 4.0. “Mas o Brasil tem que parar de se isolar do mundo com tarifas alfandegárias tão altas como as praticadas”, ponderam. Como novidade a empresa destaca as novas máquinas Exacta Injection Blow híbridas, com acionamento elétrico, em movimentos da mesa giratória, da extração e na plastificação. Outro destaque é o novo modelo JWM950, com 95ton de força de fechamento no lado da injeção (pré-formas) e 15ton no lado de sopro. Conta com conjunto de fechamento independente e acionado por baixo da mesa, peso máximo de injeção de 525g em PEAD, plastificação elétrica e conjunto servo-motor para acionamento da parte hidráulica. A máquina é capaz de produzir frascos com até 1,5 litros.

K 2019

A Feira K, que aconteceu em Dusseldorf, de 16 a 23 de outubro, certamente foi o principal palco de apresentação de novidades em injetoras dos últimos três anos. As multinacionais aguardam o momento deste evento para anunciar todos os investimentos em tec-

nologias realizados desde a última edição. Em 2019 não foi difernte. A fabricante de máquinas para plásticos KraussMaffei (Munique / Alemanha; www.kraussmaffei. com) apresentou uma nova identidade de marca uniforme, com um logotipo corporativo em azul e laranja. Segundo o CEO Frank Stieler, o realinhamento também foi impulsionado pelos clientes e pelo mercado. Além disso, a KraussMaffei iniciou o maior esquema de investimentos na história da empresa. Com o apoio do proprietário ChemChina, o fabricante de máquinas lançou quatro projetos para atualizar suas operações em todo o mundo. Além da expansão em andamento em Jiaxing, Zhejiang / China, o programa também inclui a substituição de edifícios na Alemanha em Munique, Hannover e Einbeck. O principal objetivo de todos os sites é reduzir a pegada de carbono e aumentar a eficiência geral. Em dezembro de 2018, a KraussMaffei entrou formalmente na Bolsa de Valores de Xangai. A listagem foi possível graças à consolidação das ações da ChemChinas na KM com a subsidiária THY (Instituto de Engenharia Química de Qingdao Tianhua), que já havia sido listada na Bolsa de Valores de Xangai. Como parte do IPO, a empresa foi renomeada recentemente como KraussMaffei Company Limited (KMCL). Além das funções existentes como CEO e CFO do grupo KraussMaffei, Stieler e Harald Nippel também foram confirmados como o novo CEO e CFO da KMCL, respectivamente. Ao ser questionado sobre a atual situação econômica da empresa alemã de máquinas, Stieler observou que mesmo clientes antigos estão demonstrando um comportamento mais relutante. Ele acrescentou que agora é um bom momento para reorientar e ajustar a configuração. A empresa familiar alemã Arburg é um dos principais fabricantes mundiais de máquinas de processamento de plástico. Seu portfólio de

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DIVULGAÇÃO

EspecialInjeção “ArburgXworld”

Sob a bandeira “arburgXworld”, a Arburg apresentou destaques e inovações de sua ampla gama de produtos e serviços digitais. Isso incluiu uma variedade de novos aplicativos para o portal do cliente com o mesmo nome - do "Machine Finder" para encontrar o Allrounder certo e o "Virtual Control" para simular o sistema de controle da máquina, até o "Self Service" para análise de erro e solução de problemas . O aplicativo "Configuration" permite que os clientes configurem uma nova máquina - a Allrounder 270 S compact - sozinhos pela primeira vez e façam o pedido on-line. A partir de K 2019, o “arburgXworld” também estará disponível internacionalmente em 18 idiomas.

ArburgGREENworld

Allrounder 1020 H, da multinacional Arburg: destaque na Feira K 2019

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produtos inclui máquinas de moldagem por injeção Allrounder com forças de aperto entre 125 e 6.500 kN, o freeformer para fabricação de aditivos industriais e sistemas robóticos, soluções prontas para o cliente e específicas da indústria e outros equipamentos periféricos. Mais do que o mundo digital da Arburg, a experiência concentrada na economia circular, 20 exposições em estandes próprios e de parceiros, incluindo estreias de produtos interessantes e aplicações inovadoras: na K 2019, a Arburg mostrou-se uma líder da indústria inovadora e sustentável, ajudando seus clientes a obter ainda mais eficiência de produção no processamento de plásticos. Com o “arburgXworld” e o “arburgGREENworld”, a empresa conseguiu capturar o espírito da época, como demonstrado pela resposta extremamente positiva do público. “Muitos de nossos clientes consideram a atual situação econômica não apenas como um desafio, mas também como uma oportunidade. Havia tantos visitantes em nosso estande que procuraram informações sobre inovações e tendências no setor de moldagem por injeção e nos fizeram perguntas muito específicas. ”Resumiu Michael Hehl, sócio-gerente e porta-voz da equipe de gerenciamento. "Reunimos mais de 550 funcionários e parceiros comerciais de mais de 50 países no K 2019 e mostramos aos profissionais do setor: 'Wir sind da' '", acrescentou Juliane Hehl, sócio-gerente atualmente responsável por tecnologia e marketing em Arburg. “Além dos grandes tópicos de digitalização e economia circular, nossos clientes estavam particularmente interessados em máquinas de moldagem por injeção especialmente configuradas - e a primeira de nossas máquinas disponíveis para pedidos on-line, o novo Allrounder 270 S compact, foi muito bem recebido.

Com seu programa “arburgGREENworld”, a Arburg colocou o foco na eficiência de recursos e na economia circular em K 2019. O programa é baseado nos quatro pilares a seguir: “Máquina verde” para tecnologia de máquina eficiente, “Produção verde” para processos e recursos inovadores produção amigável, “Serviços Verdes”, que abrange serviços e a transferência de conhecimentos, por exemplo no processamento de reciclados e "Ambiente Verde" para os processos internos da Arburg. Arburg apresentou duas exposições como exemplos de aplicações específicas em relação à economia circular: • Um novo Allrounder 1020 H na versão Packaging processou o material PP da Borealis junto com 30% de reciclagem de PP de tipo único adicionado para produzir copos de paredes finas. A Erema é a empresa parceira para fabricar o reciclado. Esta aplicação prova que, se os plásticos forem coletados de maneira sensível e confiável, eles também poderão ser reintroduzidos na cadeia de valor. • A segunda aplicação deixou claro como a PCR do lixo doméstico pode ser devolvida ao ciclo de produção como matéria-prima para produtos técnicos duráveis. Além disso, um Allrounder 630 A elétrico de dois componentes produzia cabos de PCR e TPE espumados para as portas de segurança nas máquinas de moldagem por injeção Allrounder. Na K-2019, a Sumitomo (SHI) Demag Plastics Machinery GmbH desvendou o futuro dos painéis de carros modernos e minimalistas, tornando a condução mais confortável para milhões de motoristas. Como resultado dos desenvolvimentos em direção autônoma, conectividade e eletro-mobilidade (e-mobilidade), os interiores dos carros estão mudando rapidamente. De acordo com a pesquisa mais recente, o mercado global de interiores automotivos deverá chegar a US $ 29,35 bilhões até 2025. Os painéis volumosos estão sendo substi-


tuídos por superfícies minimalistas mais agradáveis esteticamente. Controles personalizáveis estão aumentando o conforto. A iluminação interior, os sistemas acústicos e o isolamento acústico estão sendo integrados nas superfícies dos carros. A moldagem desses componentes internos de alta tecnologia requer maior precisão e estabilidade do processo. “Com menos interruptores, esses painéis táteis criam uma experiência mais sensorial para os motoristas. No futuro, aplicações como essa reduzirão o número de componentes em um veículo ”, observa Henrik Langwald, diretor de desenvolvimento de negócios automotivo da Sumitomo (SHI) Demag. Na K-2019, a Sumitomo (SHI) Demag demonstrou sua maior tela de decoração de moldes (IMD) até hoje. A decoração interativa de IMD touchfoil, pioneira e ainda não vista, para um console de veículo será produzida em um novo IntElect 500 que foi apresentado na feira. Dinâmica, precisa e com economia de energia, a nova série IntElect, agora com até 500 toneladas, apresenta a mais recente inovação da empresa em servoconversores, permitindo repetibilidade aprimorada e tempos de ciclo mais curtos. O grande espaçamento da barra de ligação, o aumento da altura do molde e o curso de abertura significa que os novos modelos IntElect podem acomodar moldes maiores. O resultado é uma máquina menos intensiva em energia para aplicações automotivas que anteriormente exigiria uma tonelagem maior. Langwald acrescenta: “À medida que a sociedade avança em direção a componentes eletrônicos com tela de toque mais integrados no interior de veículos, as máquinas de moldagem por injeção precisam se adaptar. Todos os aprimoramentos tecnológicos da IntElect 500 foram projetados para fornecer aos moldadores as ferramentas, a sincronização da máquina, a segurança do molde e o monitoramento da produção em tempo real necessários para as fábricas inteligentes automotivas de amanhã. ” A IntElect 500 foi projetada para obter um controle de tiro extremamente preciso, combinado com uma rigidez aprimorada da placa para melhorar a segurança da produção. A força otimizada da pinça do IntElect é o resultado de uma inovadora prensa de centro duplo. Projetado internamente pela Sumitomo (SHI) Demag, garante uma distribuição igual da pressão superficial. Além da alta precisão do sistema de acionamento, recursos como

activeLock (uma válvula de retenção ativa de fechamento) ou activeFlowBalance (garantindo o preenchimento uniforme de moldes de várias cavidades) podem ser usados para obter maior repetibilidade e precisão. A Engel (Schwertberg / Áustria; www. engelglobal.com) não foi poupada pelas turbulências na fabricação de máquinas na Europa. Os volumes de mercado da empresa sofreram um declínio drástico em todo o mundo, informou a CSO Christoph Steger na principal feira de plásticos K 2019 (www.k-online.com) em Düsseldorf / Alemanha. Para o atual ano fiscal de 2019/2020, uma queda de 19% nas vendas para 1,3 bilhão de euros está nos cartões. Como as razões do declínio são principalmente políticas, no entanto, isso dificulta as previsões, acrescentou. Também não é possível dizer até que ponto as novas oportunidades de mercado em digitalização, a economia de ciclo fechado e mudanças radicais na indústria automotiva poderiam contrariar a queda nas vendas. Steger citou o impacto de tarifas e sanções punitivas como influências políticas e macroeconômicas negativas, juntamente com a incerteza do Brexit que dificulta o investimento, o excesso de capacidade e o fim do atual ciclo econômico. Outro fator é a crise prevalecente no setor automotivo. Como grande consumidor, esse setor está sofrendo perdas consideráveis nos países de língua alemã e na China em particular, devido à incerteza do consumidor em relação aos conceitos futuros de veículos e ao debate sobre o diesel. Uma influência negativa adicional é a agora generalizada sacada plástica, uma vez que isso está provocando cortes no uso de plásticos em várias aplicações e levando a alterações nos requisitos legais em vários países. Nos segmentos de clientes da Engel, é a indústria automotiva e, portanto, a maior fonte de receita da empresa que é mais severamente afetada pelo declínio. Steger disse que a moldagem por injeção de componentes técnicos está funcionando conforme o planejado, e a tecnologia médica ainda está gerando crescimento. Os negócios com o setor de embalagens, no entanto, estão cada vez mais sob pressão.

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Tendências

Brinquedos

& Mercados

Desafios e oportunidades da indústria

FOTOS: FREEPIK

Apesar do crescimento, setor de brinquedos ainda precisa de atenção especial para lidar com os obstáculos que impedem o melhor desempenho

B

rinquedo é assunto sério na indústria. Os fabricantes de produtos voltados ao divertimento infantil vêem o crescimento de vendas porém ainda amargam desafios importantes, como custo elevado para certificação de itens e impostos acima do sustentável nas empresas. Ainda que submetido aos efeitos da economia, na palavra do presidente da ABRINQ – Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos, Synésio Batista da Costa, o setor segue há uma década com performance positiva. Os últimos 10 anos representa para o setor de brinquedos um quadro de seguido crescimento.

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Estatística da registra faturamento de R$ 6,871 bilhões em 2018, crescimento de 7,5% em relação ao ano anterior. A sazonalidade das vendas manteve-se praticamente estável, concentradas nos meses de agosto, setembro e novembro. Já o número de empregos diretos e indiretos no ano teve aumento de 161 postos de trabalho, destacando-se o aumento das vagas com carteira assinada e a ligeira diminuição das terceirizadas. As vendas por linhas de brinquedos continuam mostrando predominância das bonecas e bonecos nas vendas, com 19,2%, contra 18,9% em 2017. Cresceram em participação as linhas de veículos


(16,7%), jogos (9,75%), reprodução do mundo real (8,5%) e puericultura (6,8%). São Paulo continua sendo o maior mercado (33,7% contra 35,8% no ano anterior), e estados como Amazonas (3%), Paraná (6,5%) e Santa Catarina (6,8%) registram crescimento importante. “Completamos 36 anos de Abrin em 2019, e ao longo desse período acompanhamos os movimentos do mercado, com anos bons e outros nem tanto”, comenta Synésio Batista da Costa. “E esses anos nos mostram que é possível seguir existindo e crescendo. Temos orgulho de sermos a terceira maior feira de brinquedos do mundo, uma conquista de todo o setor.”

Desafios do segmento

Os desafios do setor estão por aqui mesmo. O custo elevado para a certificação de produtos, somado aos impostos, ainda são entraves para crescer ainda mais. Na opinião de Clayton Ost, proprietário da Carlu, fábrica de brinquedos localizada em Toledo, na região Oeste do Paraná, “com o excesso de regulamentações, temos que postergar investimentos, repensar nossas estratégias de negócios para continuar a crescer e permanecer no mercado. Acreditamos que para enfrentar isso precisamos acreditar no negócio, investindo em tecnologia, aumento de produção e procura de novos mercados”, diz.

Qualificação também é desafio

De acordo com a Abrinq, as indústrias de brinquedo empregam 33.952 pessoas, sendo 30.320 trabalhadores próprios e 3.632 terceirizados. Clayton Ost, filho de Carmem Ost, fundadora da empresa, explica que a mão de obra disponível nem sempre acompanha o crescimento do setor. “O mercado de trabalho não está oferecendo profissionais qualificados para trabalhar até mesmo nas mais simples atribuições. Isso demanda da indústria um alto investimento em treinamentos e capacitação em todo o quadro de colaboradores”, encerra Clayton. A dificuldade em contratar profissionais qualificados não é exclusividade das indústrias de brinquedos. Em todo o Paraná, o Sistema Fiep tem ampliado a oferta de suas instituições de ensino para atender à demanda do setor industrial. Por meio do Senai, a instituição trabalha com cursos de curta e longa duração, voltados tanto à educação profissionalizante quanto à capacitação técnica. A qualificação também pode ser contratada pela própria indústria que deseja investir no capital humano. De acordo com Vanessa Sorda Frason, gerente de Educação Profissional do Sistema Fiep, esse investimento é essencial para o futuro das atividades industriais. “É muito importante encontrar soluções para melhorar o ambiente e os processos da indús-

tria. Um dos pilares dessa evolução é o desenvolvimento profissional dos colaboradores”, analisa.

Testes de brinquedos

Líder global em Qualidade Total Assegurada, a empresa conta com extensa rede de laboratórios, em todo o mundo, onde faz ensaios para fins da certificação compulsória de brinquedos e produtos infanto-juvenis, como berços, carrinhos para crianças, artigos escolares, bicicletas infantis, entre outros. No Brasil (São Paulo) e na China (Hong Kong e Shenzhen), os laboratórios Intertek são acreditados pela Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro para Ensaios NBR ISO/IEC 17025 sob números CRLs 0538, 0483 e CRL 0480. Entre os serviços oferecidos pela empresa estão: ensaios de desenvolvimento de produto, controle de matéria-prima e para certificação compulsória; avaliações de design, projeto e riscos; e inspeção de pré-produção, produção e inspeção final. Além disso, a companhia também atua na gestão de fornecedores, avaliando-os de acordo com os protocolos específicos de cada segmento. “A Intertek dispõe de toda a expertise, estrutura e equipe necessárias para assegurar que as empresas do setor cumpram os requisitos de segurança e atinjam elevados níveis de qualidade e performance, em todas as etapas da cadeia de fornecimento, em conformidade com as normas e legislações vigentes”, afirma Érica Missiato, Gerente de Hard & Softlines da Intertek.

Indústria de brinquedos, que usa muito plástico como matéria-prima, cresce apesar dos obstáculos

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EventoMercopar

Mercopar registra

R$ 65 milhões em negociações

A

sinergia entre a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), que possui apelo muito grande junto ao meio industrial, e o Sebrae RS, com sua expertise na realização do evento, promoveu uma Mercopar 63% maior em número de expositores, totalizando 315 empresas nesta edição. A feira, que aconteceu em outubro na cidade de Caxias do Sul (RS) se consolida, cada vez mais, como oportunidade concreta de realização de negócios, espaço onde grandes e pequenas empresas se encontram para resolver e efetivar demandas comuns. Segundo pesquisa realizada no último dia da feira, para 92,4% dos expositores, a Mercopar superou e atendeu as expectativas e 97% dos entrevistados disseram que têm a intenção de participar da próxima edição, índice superior ao registrado em 2018, que foi de 92,3%. “Voltamos com força total. Juntos com a FIERGS, nosso parceiro estratégico, conseguimos superar todas as metas propostas e já estamos trabalhando para fazermos uma feira ainda mais qualificada em 2020, levando mais tecnologia, mais inovação e promovendo outras ações que aproximem as grandes empresas do setor industrial das pequenas de base tecnológicas e startups, provendo parcerias entre si”, acrescenta o diretor-superintendente do Sebrae RS, André Vanoni de Godoy.

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FREEPIK

Entre as realizadas pelos expositores e nas rodadas de negócio, o resultado das negociações foi 21% superior ao de 2018, o que demonstra a reação do setor industrial

A Mercopar 2019 apresentou novos conceitos, desmistificou paradigmas em relação à Indústria 4.0 e promoveu a maior Rodada de Negócios já realizada pelo Sebrae RS. “Os números positivos apresentados pela pesquisa e sentidos por nós durante a feira, na medida em que conversávamos com expositores e empreendedores participantes, também são resultados da confiança dos parceiros que nos ajudaram a fazer esta edição do evento”, destacou o diretor Técnico do Sebrae RS, Ayrton Pinto Ramos. Conforme o dirigente, a feira contou com a parceria da Marcopolo e da Randon (Projeto Hélice), da Sicredi Pioneira e do governo do Estado, por meio do Porto de Rio Grande. Nossa meta e desafio era receber 13 mil pessoas na Mercopar 2019 e chegamos a mais de 16 mil visitantes. Estamos muito satisfeitos com o desempenho da feira e de todos os reflexos positivos que ela proporcionou e ainda irá gerar ao setor da indústria em todo Estado”, complementou.

Maior Rodada de Negócios da história do Sebrae RS

Entre os dois primeiros dias da Mercopar foi realizada a maior Rodada de Negócios da história do Sebrae RS. Um total de 75 compradores e 310 vendedores efetivaram em torno de 40 reuniões de negócios cada, com duração de 15 minutos. A dinâmica


DIVULGAÇÃO

e agilidade foram alguns dos pontos marcantes da atividade. O supervisor de suprimentos da São José Industrial, Fábio Herman, buscava produtos inovadores. “Somos fabricantes de implementos agrícolas e achei as rodadas interessantes. Realizei 27 reuniões e fiquei interessado em pelo menos 12 fornecedores. Gosto de reuniões sucintas, é assim que fazemos na fábrica”, afirma Herman.

Primeira participação

Participando da feira pela primeira vez, a CS TECH, especializada em energia renovável, em especial a hídrica, pode comemorar um ótimo resultado na edição 2019 da Mercopar. A empresa, com sede em Ijuí, concretizou uma venda referente a uma usina hidrelétrica, no montante de R$ 12 milhões. Segundo Djalmo Cardinal, gerente comercial da CS TECH, participar da feira foi algo muito positivo para a empresa. “Foi a primeira vez que estivemos na Mercopar e, para nós, era um desafio muito grande. Viemos e acabou dando certo. Conseguimos fechar uma negociação de um grande volume. Vamos fazer todo o processo e gestão da usina, desde a viabilidade, como a construção, operação e a venda de energia. Do embrião até a finalização”, comemora.

Mercopar 2020

A Mercopar 2020 já tem data marcada. Acontecerá a partir do dia 6 de outubro, focada nos setores metalmecânico, eletroeletrônico, automação industrial, movimentação e armazenagem de materiais, serviços industriais, borracha, energia e meio ambiente, plásticos, Tecnologia da Informação (TI), voltadas à Industria 4.0 e startups.

Simplás: sete empresas associadas expondo em 2019

Sete empresas associadas do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) estiveram entre as expositoras da Mercopar 2019 – de 1º a 3 de outubro, nos Pavilhões da Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS). D´Zainer, Kaballa, Perfilmaq, Plasmosul, Plastiline, Soprano e Sulbras participaram do chamado Espaço Bom Negócio, organizado pelo Arranjo Produtivo Local Metalmecânico e Automotivo (APL-MMeA) da Serra Gaúcha. A área de 564m² esteve localizada no Pavilhão 1, próximo ao Projeto Comprador e, também, ao Espaço de Inovação. O estande coletivo foi dividido em seis espaços temáticos, de acordo com o mercado que a empresa deseja prospectar na feira: Automotivo, Energia, Serviços, Tecnologia, Agrícola e Utilidades. Cada espaço contou com 10 estandes, personalizáveis, e que permitem a instalação de um balcão ou um mostruário de vidro, conforme a necessidade da empresa. O Espaço Bom Negócio oferecerá um ambiente

denominado Arena Bom Negócio, que serviu como um espaço para palestras de temas relevantes e, também, para exposição e pitchs das empresas participantes. Esse mesmo espaço contou com um lounge, um ambiente destinado a aproximação entre os expositores e seus convidados. A 28ª edição da Mercopar foi realizada pelo Sebrae RS e pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS).

Espaço Bom Negócio, organizado pelo APL Metalmecânico e Automotivo da Serra Gaúcha, contou com empresas do Simplás

Polo plástico com diversidade de soluções

Além de marcar presença com as empresas representadas, o Simplás também participou de uma das principais feiras industriais da região com um estande institucional. Oportunidade para apresentar os benefícios da associação à entidade para os empreendedores e os impactos educativos e sociais do projeto Plástico do Bem. “A Mercopar é um evento importante para toda a economia da região e do Estado, porque conecta empresas de diferentes segmentos com novidades e oportunidades. O Simplás se engaja neste momento como referência de um polo de transformação plástica que está entre os três maiores do Brasil em número de empresas instaladas e entre os cinco que mais geram empregos no país. Parte das mais de 400 empresas representadas pelo sindicato estiveram também mostrando sua tecnologia e inovações”, afirma o presidente do Simplás, Gelson de Oliveira.

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FeedbackPVC

A versatilidade do PVC

A

FOTOS: DIVULGAÇÃO

resina PVC representa 12% do consumo nacional de plásticos, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). O material só fica trás do polipropileno (20,3%) e do Polietileno de alta densidade (13,5%). Tal realidade demonstra a força da resina no mercado nacional e avaliza os transformadores que investem seus esforços em Pesquisa & Desenvolvimento. Recentemente foram anunciados, em Dusseldorf, na Alemanha, os vencedores INOVYN Awards 2019, uma competição global que celebra as melhores inovações feitas com o PVC. Entre os mais de 90 projetos inscritos, as inovações brasileiras foram destaque na premiação. O projeto social 'Mobiliários Adaptados em PVC para crianças com disfunções neuromotoras', desenvolvido pela terapeuta ocupacional Grace Gasparini e apoiado pelo Instituto Brasileiro do PVC desde o seu início, foi o vencedor Gold na categoria Inovação em Design. “Atuamos para levar a tecnologia dos mobiliários adaptados em PVC a diversos locais do Brasil e ter o reconhecimento internacional é um grande feito para nós”, afirma Grace. Já o ConfortBanho, módulo inflável que permite o banho completo no leito, recebeu reconhecimento especial na categoria de Novos Produtos. “Ver a ideia de um enfermeiro do Brasil ser internacionalmente reconhecida na Europa como uma das práticas de impacto social mais inovadoras na área da saúde, faz bem para a alma”, afirma Arthur Pugliese, co-fundador da ConfortBanho. Para Miguel Bahiense, presidente do Instituto Brasileiro do PVC, a premiação eleva a pesquisa, o desenvolvimento e toda a versatilidade do PVC, colocando o Brasil em destaque. “Trabalhamos para difundir as diversas possibilidades de aplicação do PVC, um produto versátil, além de inerte, atóxico e com importante viés sustentável e o reconhecimento do INOVYN Awards 2019 vem evidenciar todos esses benefícios ao desenvolvimento socioambiental”, afirma o executivo.

Sobre as inovações

O projeto “Mobiliários Adaptados em PVC para crianças com deficiências neuromotoras”, começou a ser desenvolvido pela terapeuta ocupacional Grace Gasparini em 2006, na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), de Campo Grande (MS). A técnica permite a elaboração de mobiliários (cadeira de 90º, cadeira para vaso, motoca para banho, cadeira inclinada e outros) desenvolvidos sob medida para cada criança, usando produtos de PVC, entre eles tubos e conexões, com benefícios que vão 16 > Plástico Sul >>>

além da questão econômica, como leveza, facilidade de manuseio e adaptação ao tamanho e ao crescimento das crianças. O Instituto Brasileiro do PVC também apoia o ConfortBanho, que nasceu do objetivo de se promover a qualidade de vida para todos, por meio do desenvolvimento de produtos e parcerias inovadoras, que simplificam o dia a dia. Trata-se de um produto pensado e desenvolvido para facilitar a vida dos pacientes acamados e de seus cuidadores no momento do banho. O módulo inflável possibilita o banho completo no leito e o resultado é qualidade de vida tanto para quem se recupera de uma enfermidade, quanto para as pessoas em seu entorno.

PVC da Braskem

Oferecer soluções que qualifiquem e impulsionem o negócio dos clientes é um dos principais motores de inovação da Braskem. Com esta premissa, a empresa se aliou à Pormade, fabricante de portas, para o desenvolvimento e processo de normatização da nova linha PVC Wood, que alia a beleza da madeira à resistência do plástico em aplicações para portas, batentes, rodapés e guarnições. Segundo Mônica Mattana, engenheira de aplicação e desenvolvimento de Mercado de Vinílicos da Braskem, a linha PVC Wood tem grande potencial para agregar valor aos projetos de construção e design de interiores, pois é composta de produtos resistentes à água, que não propagam fogo, não atraem cupim, têm bom acabamento, são leves e de fácil manuseio. “Por serem feitos de PVC, os produtos têm mais durabilidade e, portanto, exigem menos manutenção do que os modelos convencionais encontrados no mercado. Trata-se de uma linha com um importante potencial, pois possui atributos técnicos e qualidades estéticas. A parceria da Braskem com a Pormade também é uma maneira de contribuir com o mercado da construção por meio de uma solução inovadora”, afirma a engenheira. Para impulsionar a utilização do produto em larga escala, a Braskem está apoiando a Pormade no processo de normatização, que depende de homologação no Sistema Nacional de Aprovações Técnicas (Sinat). Para isso, as empresas contrataram o Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), que está realizando os testes e enviará seus pareceres e amostras ao órgão. “Hoje em dia ainda não conseguimos utilizar produtos PVC Wood em alguns projetos devido à falta de normatização. Após a homologação do marco pelo Sinat, outros itens da linha devem ser norma-


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FeedbackPVC tizados, ampliando nossas possibilidades mercadológicas”, explica Miriam Mayer, executiva da área de Qualidade da Pormade.

Inovações Amanco

A Amanco, marca comercial da Mexichem, grupo líder mundial em tubos e conexões, lança o Ralo Linear, nova linha de soluções de esgoto da marca para a coleta de água (ou outros líquidos) de áreas molhadas, como banheiros, sacadas, cozinhas e áreas de serviço, entre outros locais. Desenvolvido com o objetivo de oferecer opção decorativa sofisticada e moderna ao consumidor final, o produto substitui integralmente a função dos ralos convencionais. “O diferencial do Ralo Linear é seu formato estreito e alongado, características que permitem uma instalação mais discreta nos ambientes com a mesma eficiência de um ralo convencional”, explica Adriano Andrade, diretor comercial da Mexichem Brasil. Fabricado em PVC, o produto pode ser encontrado nas cores branca e cinza, com os comprimentos de 50, 70 e 90 cm, sifonado e não sifonado, sendo todas as opções com 5 cm de largura. Inicialmente, o produto será comercializado na região dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Outra inovação leva em consideração o grande volume de água das chuvas que exige eficiência no escoamento da água de calhas e lajes. Pensando nisso, a Amanco desenvolveu o Amanco QuickStream, moderno sistema de captação que evita o acúmulo de água nesses locais. Feito de PVC reforçado para suportar a pressão negativa e evitar o colapso da tubulação, o Amanco QuickStream utiliza ralos sifonados que impedem a passagem de ar e possibilitam a pressurização natural da água. “Nosso sistema foi desenvolvido para que não seja necessário nenhum desnível ou bombeamento, pois a água está sob pressão em seu interior. Assim, é possível destiná-la diretamente ao ponto de armazenamento para o reúso”, afirma Adriano Andrade, diretor Comercial da Mexichem Brasil. O Amanco QuickStream pode ser colocado em áreas de grandes coberturas e edifícios residenciais e comerciais para impedir a formação de poças, combatendo possíveis criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor do vírus da dengue, chikungunya, zika e febre amarela. Outro diferencial do produto é a composição de fácil aplicação. Leve e rápido de instalar, o equipamento demanda uma quantidade mínima de tubos de queda e ralos de captação de água, podendo reduzir em até 40% o valor de uma obra que utiliza a instalação convencional. Além disso, possui um sistema de autolimpeza que impede o acúmulo interno de água. A tecnologia do Amanco QuickStream é reconhe18 > Plástico Sul >>>

cida e utilizada em diversos empreendimentos preocupados com sustentabilidade e a eficiência do uso da água ao redor do mundo, como no Aeroporto de Bogotá, na Colômbia, a fábrica da BMW na Alemanha, e o estádio de futebol de FrankFurt, também na Alemanha.

Ação da Tigre

Com uma história de mais de 75 anos, a Tigre é uma multinacional brasileira com forte presença internacional, líder em soluções para construção civil e cuidado com a água. A empresa recentemente fez uma homenagem ao empresário e fundador do Grupo Tigre João Hansen Júnior (in memorian) através do Parque Hansen , que foi implantado na área urbana central da cidade de Joinville, SC, na Rua Gothard Kaesemodel, 254, (Marquês de Olinda) no bairro Anita Garibaldi. O parque privado possui 66 mil metros quadrados e reúne atrações que promovem saúde, lazer e bem-estar e oferecem conforto para os usuários com segurança, limpeza e amplo estacionamento. Conta ainda com restaurante, lanchonete, quiosques ao ar livre, ampla academia, parque infantil, ginásios cobertos, campo de futebol oficial, quadras esportivas, quadra de tênis, futebol de salão, trilhas e pista de caminhadas e corridas, entre outros. “O Parque Hansen, a então sede da SER Tigre, faz parte da história de Joinville e reflete a preocupação da empresa com a qualidade de vida dos funcionários e de seus familiares. Assumimos esta gestão com o compromisso de zelar pelo patrimônio e pela filosofia da empresa de promover o bem-estar dos colaboradores, mas com a intenção de potencializar a utilização do espaço. Queremos que se torne referência em Santa Catarina e um destino de famílias que desejam aproveitar o contato com a natureza, lazer, esportes, gastronomia e bem-estar. Isso através de melhorias para a prática de atividades físicas no local, da captação de eventos esportivos, culturais e turísticos (uma de nossas grandes expertises), da atração de novas opções gastronômicas e ampliação das atrações de lazer para colaboradores e comunidade”, afirma Luciano Coradi, diretor da EXPOVILLE. O local, defronte à sede da empresa e a apenas um quilômetro da BR-101, seguirá atendendo com qualidade os funcionários do Grupo Tigre. A nova administração – a cargo da empresa CAEX cogestora da EXPOVILLE - ampliará o público que frequenta o espaço através da promoção de uma série de eventos de esportivos, culturais e de lazer, manutenção e modernização das áreas já existentes e desenvolvimento de novas atrações para comunidade e visitantes, além de oferecer serviços de saúde e bem-estar envolvendo qualificados profissionais.


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Foco

no Verde

Braskem integra o Índice de Sustentabilidade da B3 A petroquímica compõe a carteira anualmente desde que o índice foi criado, há 15 anos. Lista traz empresas com forte responsabilidade social e desenvolvimento sustentável

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Braskem mais uma vez compõe o grupo de empresas reconhecidas pela B3 com o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), uma carteira composta por companhias listadas na bolsa de valores que adotam as melhores práticas e obtém os melhores resultados em sustentabilidade corporativa. A petroquímica brasileira integrou a lista em todos os anos desde a criação do ISE, em 2005, sendo uma de apenas sete empresas que realizaram tal feito, sendo duas industriais (onde a Braskem está inserida), três do setor bancário e duas de energia. A avaliação reflete o compromisso da Braskem com as boas práticas de responsabilidade social, governança corporativa, gestão econômico-financeira e preservação ambiental. Jorge Soto, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, explica que a presença da companhia na lista seleta reforça o principal objetivo da Braskem, de melhorar a vida das pessoas criando soluções sustentáveis da química e do plástico. "Isto é verdadeiro para nossas operações e também para o ambiente que nos cerca”, diz o executivo. “Dentro dos nossos compromissos, um dos principais é atuar nas comunidades do entorno das operações da empresa, buscando oferecer além de trabalho, oportunidades para a maioria da população por meio de diversos projetos. Os quais beneficiam cerca de 200 mil pessoas por ano”, complementa.

ISE 2019/2020:

A nova carteira do ISE reúne 36 ações de 30 empresas, que representam 15 setores e somam R$ 1,64 trilhão em valor de mercado, o equivalente a 37,62% do valor total das empresas com ações negociadas na bolsa brasileira. O índice vai vigorar de 06 de janeiro de 2020 a 1º de janeiro de 2021. Pedro Freitas, Vice-presidente de Finanças, Relações com Investidores, Suprimentos e Relações Institucionais da Braskem, afirma que a companhia busca ser referência mundial no setor químico pela sua atuação em prol do desenvolvimento sustentável e fazer parte do ISE desde a sua criação, em 2005, reconhece este esforço. “A evolução da Braskem nesse tempo, se confunde com a do ISE. Assim como o índice, também somos uma empresa jovem, formada em 2002. Portanto, podemos dizer que nossas conquistas tiveram muita contribuição do engajamento no ISE. O fortalecimento 20 > Plástico Sul >>>

da dimensão Clima em 2010, por exemplo, coincide com o reforço da nossa estratégia empresarial no assunto. Foi nesse ano que nos tornamos os maiores produtores mundiais de biopolimeros”, conclui. Alguns projetos sociais da Braskem nas comunidades onde atua:

Edukatu

Desenvolvido em 2013 por meio de uma parceria entre nós e o Instituto Akatu, o Edukatu leva educação ambiental e conceitos de sustentabilidade e consumo consciente a escolas de todo o país. Também firmamos parcerias com Secretarias Municipais de Educação de sete cidades em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, além da Secretaria Estadual da Cultura de São Paulo, o que aumentou de forma significativa o alcance do projeto. O programa já apoiou mais de 43 mil alunos e professores.

Ecobarreira

O Ecobarreira é um projeto realizado em parceria com o Instituto Safeweb em Porto Alegre, criado com o objetivo de impedir que resíduos sólidos cheguem ao lago Guaíba. Instalada no Arroio Dilúvio em março de 2016, recebe nosso apoio desde 2017 em projetos de Educação Ambiental, tendo como foco a conscientização de crianças e adolescentes para o consumo consciente e pós-consumo sustentável. Desde a sua inauguração, o Ecobarreira já impediu que 475 toneladas de materiais fossem lançadas no lago, uma média de 180 toneladas por ano. Após estudos com o material coletado no Arroio, identificou-se que apenas 8,2% do material recolhido é plástico, e desses, cerca de 20% podem ser reciclados.

Pescadores de Mel

Realizado em parceria com a Uniprópolis, o projeto ensina o ofício de produção de mel e cultivo hidropônico para pescadores de quatro regiões de Alagoas: Maceió, Barra de São Miguel, Marechal Deodoro e Coqueiro Seco (Brasil). O objetivo é promover a geração de renda adicional aos pescadores durante a época de proibição anual da pesca, além de inclusão social e capacitação técnica. O mel e o própolis produzidos têm propriedades medicinais únicas e ajudam a fortalecer o comércio da região.

Ser+

Programa que visa aumentar a reciclagem de resíduos pós-consumo no Brasil de forma colaborativa e melhorar a vida e as condições de trabalho de catadores de materiais recicláveis. Já apoiou mais de 8.700 catadores.


Conheça algumas das diversas ações ambientalmente mais sustentáveis que os distribuidores associados à entidade têm aplicado em suas empresas

FREEPIK

Associados ADIRPLAST promovem ações mais sustentáveis dentro de suas empresas

A

s empresas que não mudam tendem ao fracasso e os associados ADIRPLAST, distribuidores oficiais das principais fabricantes de plásticos do mundo, sabem disso. O cenário globalizado do mercado atual exige ações sustentáveis e elas são essenciais para a transformação dos negócios de maneira positiva. "O desenvolvimento sustentável é baseado em desenvolvimento econômico, social e proteção ambiental e sabemos que as empresas que investem em um planejamento estratégico baseado nesses pilares têm ganhado mais espaço e destaque no mercado. Por isso, lançamos, em setembro, o projeto Distribuição Sustentável, que engloba todas as ações da entidade neste sentido", conta Laercio Gonçalves, presidente da ADIRPLAST. Além do programa Distribuição Sustentável, há alguns anos as empresas associadas à ADIRPLAST já vem trabalhando com essa questão. Um dos exemplos é a Polymark Embalagens. Cláudia Savioli, diretora da companhia, conta que a premissa que direciona seus processos é base também da economia circular: "Os resíduos gerados em nosso processo servem como matéria-prima reciclada para outras empresas e segmentos e a elas são destinadas", explica. A destinação de resíduos de BOPP e plásticos em geral é um exemplo do trabalho feito pela empresa. "Os refiles e mantas descartadas são destinadas às empresas de re-granulagem e o material obtido é destinado para confecção de peças plásticas de variados segmentos", conta Savioli. Além disso, a executiva explica que, desde o papel usado em impressoras até o papelão e a madeira dos pallets são reaproveitados. Fernando Tadiotto, diretor da Petropol, também fala das ações em sua empresa: "Visamos uma futura certificação ISO 14001/SGA - Sistema de Gestão Ambiental. Para tanto, temos a preocupação em destinar os nossos resíduos para empresas homologadas e licenciadas pelos órgãos ambientais pertinentes. Além disso, estamos empenhados em reduzir a geração destes resíduos, procurando sempre alternativas com tecnologias limpas para o processamento final".

Na Replas, além de ações internas, a empresa tem como meta a inclusão de materiais reciclados em seu portfólio. "Temos um programa de incentivo e estamos trabalhando para vender de 7% a 10% de reciclado", conta Marcelo Prando, diretor da empresa. Prando explica ainda que a Replas também auxilia transformadores de plástico no desenvolvimento de produtos reciclados. Por sua vez, a Fortymil, explica Ricardo Mason, diretor da empresa, participa da CNRPlas (Câmara Nacional dos Recicladores de Materiais Plásticos), coordenada pela ABIPLAST. "Lá debatemos e concretizamos diversas ações sobre reciclagem e economia circular. Participamos também da Plastivida, onde são implementadas várias ações sobre a imagem do Plástico e foi desenvolvido, em conjunto com a ABIPLAST, o Manual do Pellet Zero e um trabalho de monitoramento de partículas plásticas no litoral brasileiro". A Fortymil também conta com a Plastimil: "Essa é a empresa do Grupo responsável pelo braço de reciclagem. Ela desenvolve um trabalho incrível com o Mc Donalds e a economia circular pois os canudos e copos usados nos restaurantes, depois de usados, se tornam bandejas", finaliza. "Todos nós, associados ADIRPLAST, sabemos da importância do nosso papel para transformamos o mundo positivamente. Como distribuidores oficiais e empresários temos a obrigação de fazer com que a economia circular se torne uma realidade em toda a cadeia do plástico", finaliza Laercio Gonçalves.

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JCOMP/FREEPIK

Balanço

Receita e produção da indústria química caem em 2019 O setor tem perspectiva de recuperar a competividade com resultados do programa Novo Mercado de Gás e aguarda processo de abertura comercial gradual e cuidadosa

O

presidente do Conselho Diretor da Abiquim, Marcos De Marchi afirmou que o setor químico teve um ano difícil em 2019, com queda na produção e aumento da participação do produto importado no mercado doméstico, na abertura do 24º Encontro Anual da Indústria Química (ENAIQ), realizado em São Paulo. Além das dificuldades específicas do setor, que é obrigado a pagar pelo gás natural três a quatro vezes mais do que os concorrentes americanos e o dobro dos europeus, o “Custo Brasil” também afeta as empresas brasileiras. “É um sobrecusto de RS 1,5 trilhão ao ano”, aponta De Marchi. Em sua visão, a indústria pode se tornar mais competitiva por meio do programa Novo Mercado de Gás, que deverá criar condições para o setor ter acesso ao gás natural a preços competitivos em linha com o praticado no mercado externo. Ações conjuntas dos poderes executivo e legislativo que incluem as reformas estruturais, os acordos comerciais, a criação das Mesas Executivas da Química, de base e especialidades, pelo Ministério da Economia, ajudam a criar uma perspectiva positiva para os próximos anos. O secretário do Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação do Ministério da Economia, Caio Megale, garantiu que o processo de abertura comercial será gradual, cuidadoso e

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não colocará em risco os setores já duramente castigados pelo Custo Brasil. A abertura econômica e a inserção internacional do Brasil são temas importantes para a Abiquim. O setor é um dos mais abertos, com uma presença de 42% de importados no consumo nacional. “Sabemos do problema do ‘Custo Brasil’ e a ideia é mapear esses valores e fazer um programa contínuo para solucioná-los. São 500 anos de acúmulo de distorções, o País tem um custo muito elevado e todos temos o propósito de virar essa página”, declarou a uma plateia de 550 pessoas, composta por empresários e executivos da indústria química. “Os próximos passos para promover um ambiente mais competitivo são as reformas Tributária, que deixará o pagamento dos tributos mais simples e a Administrativa, que reformulará a administração pública”, afirmou. O diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas, Carlos Langoni, lembrou que a situação de monopólio na exploração e transporte do gás natural criou um ambiente para que o preço do insumo perdesse a competitividade. “Para reverter esta situação é preciso aproveitar o forte aumento de produção de gás natural. É o momento de diversificar essa oferta com grandes atores privados”. A vice-presidente do Conselho Diretor da Associação, Daniela Manique, anunciou que o fatura-


Cenário político

Segundo o deputado federal Alex Manente (Cidadania/SP), presidente da Frente Parlamentar da Química, além de trabalhar na pauta para que o setor tenha acesso a energia e gás competitivos é preciso oferecer segurança jurídica para as empresas investirem no Brasil. “Precisamos combater a corrupção e a impunidade. É hora de mudar isso e ter a segurança

PRESSFOTO/FREEPIK

mento do setor em 2019 deve ser de US$ 118,7 bilhões, 4,2% menor que em 2018. O déficit da balança comercial voltou a crescer e deve chegar a US$ 32,1. O volume de produção caiu 3,7% e as vendas internas caíram 1,7% em comparação com o ano passado e a capacidade ociosa atingiu 30% em 2019. O Brasil ainda possui a sexta maior indústria química do mundo, mas está se afastando das cinco maiores: China, Estados Unidos, Japão, Alemanha e Coréia. “Nossa matéria-prima, energia, custos logísticos e tributos superam os valores pagos pelas empresas nos países concorrentes”, lamenta Daniela. A executiva destacou que a química consome 25% do gás natural destinado à indústria, o que a torna o segmento que mais consome o insumo. “O programa Novo Mercado do Gás é um alento para promover a competitividade”. Segundo o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Décio Oddone, a partir de 2020 as indústrias sentirão os efeitos da liberação do transporte do gás natural liquefeito. “O Rio de Janeiro já aprovou esse marco regulatório e poderá ser usada toda uma infraestrutura do estado remunerando a distribuidora apenas pelo custo de manutenção de seus gasodutos. A tendência de redução no custo do gás natural para os próximos anos é o choque de competitividade e reindustrialização que revolucionará toda a indústria intensiva em energia, incluindo a química”, afirma. O economista e sócio-executivo da consultoria GO Associados, Gesner de Oliveira, abordou a importância de se reduzir o “Custo Brasil” para aumentar a competividade das indústrias e dessa forma criar condições para uma inserção comercial responsável, por meio de acordos com outros países, que ocorra por um processo transparente com avaliação de impactos sobre o mercado local. O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, explicou que o banco vai “destravar os gargalos necessários para o capital fluir”. Além de manter o apoio para o desenvolvimento da infraestrutura, na próxima década o banco investirá em três setores: saneamento básico, florestas e gás natural. “Neste último tema, o Banco atuará como facilitador para modelar o escoamento do gás e com sua fábrica de projetos para estruturar a privatização das operadoras de gás no Brasil”.

jurídica para que todos queiram investir no Brasil”. O diretor superintendente da Umbelino Lôbo Assessoria e Consultoria, Antônio Marcos Umbelino Lôbo, destacou que a pulverização no número de partidos aumentou a importância dos parlamentares e fortaleceu a atuação do Congresso Nacional. “Tivemos uma renovação com parlamentares que têm anseio em conhecer as demandas do setor privado”. Durante o ENAIQ também foi feita a entrega do prêmio Kurt Politzer de Tecnologia. Na categoria Startup a vencedora foi a T.N.S. Nanotecnologia pelo projeto “Substituição de Solventes Tóxicos e Diminuição do Consumo Energético no Processo Produtivo de Antimicrobianos para a Indústria Têxtil”. A vencedora da categoria Empresa foi a Solvay com o trabalho “EON – Solução Inovadora e Sustentável para Aumento de Produtividade”. Já na categoria Pesquisador, os vencedores foram Frank Nelson Crespilho e Graziela Sedenho pelo projeto “Baterias Orgânicas e Orgometálicas não corrosivas, seguras, sustentáveis e com baixa toxicidade”. O 24º ENAIQ – Encontro Anual da Indústria Química foi patrocinado pelas empresas: Ambipar Response, BASF, Braskem, Cesari, Croda, Deten, Elekeiroz, Indorama, Innova, Nitro Química, Rhodia Solvay, Oxiteno, Tronox, Unigel, Unipar e White Martins. O livreto Desempenho da Indústria Química 2019 está disponível para download no site da Abiquim (www.abiquim.org.br).

O setor químico tem a presença de 42% de importados no consumo nacional

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Bloco

de Notas

InPAR discute Logística Reversa com participantes do VI Workshop Sindiavipar

O Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR) marcou presença na VI edição do Workshop Sindiavipar, em Foz do Iguaçu, nos últimos dias 7 e 8 de novembro. O evento, que contou com mais de 400 participantes de todo o Estado, teve como objetivo reunir pesquisadores, empresas e entidades do agronegócio, para discutir as práticas e tendências do setor, em áreas como genética, nutrição, sanidade animal e sustentabilidade. Como parte da programação, o InPAR participou de uma das salas temáticas, dando ênfase para a temática da logística reversa e o trabalho desenvolvido pelo Instituto. “Muitos empresários ainda não aplicam a logística reversa por não terem conhecimento sobre a legislação específica do tema que pode, inclusive, penalizar aqueles que não cumprem com as determinações impostas. Por isso, participar de um evento como este é mais uma oportunidade que o Instituto tem para mostrar a sua atuação e conscientizar a classe empresarial do setor avícola sobre a importância de estar atento à logística reversa”, explica o Presidente do InPAR, Rommel Barion.

LANXESS é a melhor empresa do setor químico e petroquímico para trabalhar em 2019

A LANXESS, multinacional alemã líder em especialidades químicas, foi considerada a melhor empresa para trabalhar em 2019 do setor químico e petroquímico. A conquista é resultado da pesquisa realizada pela revista VOCÊ S/A, da editora Abril, em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA), da USP, que avalia os melhores ambientes corporativos no Brasil. A LANXESS adota práticas modernas de trabalho, como home office, horário flexível, trabalho parcial, período sabático entre outras iniciativas. Para Eliane Silviero, presidente da companhia, o prêmio é uma conquista muito valiosa e representa o fruto de todo um trabalho que integra a cultura com os valores da empresa, como respeito, confiança, integridade, senso de propriedade e profissionalismo. “Estou muito feliz por essa conquista. Parabéns a todos os colaboradores que contribuíram para propiciar um ambiente de trabalho colaborativo e positivamente energizado”, declara a presidente. A empresa planeja investir ainda mais no bem-estar dos colaboradores, de forma a gerar mais produtividade e inovação. “Para isso, além de saúde física e mental dos colaboradores, é essencial ter um ambiente seguro e colaborativo”, afirma Eliane. Na pesquisa, a LANXESS atingiu 86.4 pontos, um índice que representa a Felicidade no Trabalho (IFT), formado por dois aspectos: o índice de qualidade do Ambiente de Trabalho (IQAT) no qual os funcionários avaliam as organizações, e o Índice de Qualidade de Gestão de Pessoas (IQGP), em que a FIA e a Você S/A avaliam as práticas da organização.

Mitsubishi Electric do Brasil expande serviços para a Argentina

A divisão de Comando Numérico Computadorizado (CNC) da Mitsubishi Electric do Brasil expande os serviços de manutenção autorizada para além das fronteiras nacionais. A partir deste mês, a companhia passa a ser responsável pelo atendimento de clientes argentinos, proporcionando mais agilidade para os usuários locais de máquinas de usinagem. Serviços como manutenção autorizada e assistência técnica serão proporcionados pela empresa CNC+ de Buenos Aires, parceira da Mitsubishi Electric com acesso ao mercado local. As peças para reposição e troca de materiais serão fornecidas pela divisão brasileira, que estará em contato constante com os clientes. “Estamos muito satisfeitos com essa conquista. Esperamos que os clientes possam ser atendidos com o padrão de rigor e excelência que a Mitsubishi Electric mantém globalmente, além de contar com a agilidade proporcionada pela proximidade entre ambos os países”, destaca Denis Carvalho, gerente geral da divisão de CNC da Mitsubishi Electric do Brasil Em números, a expansão vai representar um aumento de 15% na carteira de clientes atendidos hoje pela companhia. Ao todo, a Mitsubishi Electric estima ter um aumento de 12% no número de atendimentos realizados já no primeiro ano de atuação. De acordo com o executivo, esse é apenas o primeiro passo que a unidade pretende tomar rumo à expansão na América Latina. “Queremos entender melhor o funcionamento do mercado argentino para passarmos a ter um estoque local, a exemplo do que fazemos com nossos clientes brasileiros. Também estamos estudando o aumento da área de cobertura em outros países, como Chile e Peru”, destaca Carvalho. 24 > Plástico Sul >>>


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Artigo

Anunciantes DIVULGAÇÃO

Fortalecendo a indústria

Battenfeld-Cincinnati / Página 7 Braskem / Páginas 2 e 5 Energia Virtual / Página 19 Inbra / Página 11 Interplast / Página 25 LS Mtron / Página 9 Replas / Página 17 Sepro / Página 28 Telas MM / Página 24

Fique por dentro das nossas Redes Sociais: Facebook - @plasticosul Twitter - @plasticosul Instagram - @plasticosul YouTube - TVplasticoSul Acessa lá. 26 > Plástico Sul >>>

Por Liliane Bortoluci

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inda que num ritmo menor que o desejado, os sinais de retomada da atividade econômica no País são claros: crescimento do PIB, inflação abaixo do centro da meta estabelecida pelo Banco Central, taxa básica de juros de volta ao patamar dos países em desenvolvimento. Este último fator merece destaque, já que juros baixos devolvem às famílias sua capacidade de consumo e, às empresas, a de investimento produtivo, o que tende a criar um círculo virtuoso e impulsionar o crescimento do Brasil acima dos 2% previstos para 2020. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) alcançou 96,3 pontos em novembro, maior nível desde maio de 2018. O indicador em médias móveis trimestrais avançou de 95,3 para 95,5 pontos. Da parte da indústria de bens de capital mecânicos também chegam boas notícias. A ABIMAQ - Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos acaba de divulgar que, em outubro, as vendas de máquinas e equipamentos tiveram incremento de 1,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado, puxadas principalmente pelo mercado interno. Em resumo, estes indicadores apontam que o cenário econômico melhorou e cada ator precisa fazer sua parte. Do lado do governo, é esperado que o equilíbrio das contas públicas proporcionado pela aprovação da Reforma da Previdência se reverta na retomada dos necessários investimentos em infraestrutura. Do lado da iniciativa privada, é preciso fortalecer a indústria para continuar produzindo mais e melhor. Exemplos de ações pontuais não faltam, como o recente acordo assinado entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para impulsionar a inovação em empresas de todos os portes. As medidas, voltadas para execução de projetos nas áreas de inovação, digitalização de processos e internacionalização devem beneficiar 3 mil empresas. Por sua vez, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) anunciou no início de novembro ter superado a marca de 800 projetos de inovação que unem a indústria e a pesquisa, e que beneficiaram 566 empresas de todos os portes. O último Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) apontou que a indústria de transformação foi um dos segmentos que puxaram a geração de empregos formais no País em outubro, com a criação de quase 9 mil novas vagas. Fortalecer a indústria, portanto, é fortalecer a economia, a geração de emprego, renda e consumo. Liliane Bortoluci é diretora da Informa Exhibitions, promotora da FEIMEC – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos, de 5 a 9 de maio, no São Paulo Expo.


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Plástico Sul #209  

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