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Expediente

Editorial

Edição # 204 | Março de 2019

Correndo contra o tempo

Conceitual Brasil - Jornalismo Total www.revistaplasticosul.com.br Fone: 51 3209.3525 editora@conceitualpress.com.br Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves DRT/RS nº 12.844 Departamento Comercial: Débora Moreira Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 99941.5777) Capa: divulgação Plástico Sul é uma publicação da Conceitual Brasil - Jornalismo Total, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Sul e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral. Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Sul. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 8.000 exemplares.

O

s acontecimentos políticos e econômicos ocorridos nos últimos anos não nos habilitam muitas alternativas. Iniciado novo ano, com novo presidente da república, é hora de arregaçar as mangas e tentar recuperar o tempo perdido. Os empresários do setor, auxiliados peles seus executivos, precisam acelerar para tentar se adaptar às novas circunstâncias de mercado e buscar novas alternativas para o crescimento. Dentro deste contexto, o setor plástico tem feito a sua parte. Prova disso é a participação da indústria em duas feiras importantes ocorridas já no primeiro semestre do ano. Corredores cheios, observamos o quanto o mercado está sedento por lançamentos e tecnologias que aumentem produtividade, gerem valor agregado ou diminuam custos. Exemplo é a Feiplastic 2019, evento que acontece no mês de abril, em São Paulo. Em matéria nesta edição você pode conferir novidades dos expositores e eventos paralelos em destaque. Outra reportagem extremamente relevante para o setor trata sobre o desempenho do mercado de resinas commodities. Apesar do aumento da demanda por parte do transformador, há enfraquecimento da produção interna e aumento nas exportações. O leitor também poderá conferir o balanço da maior petroquímica das Américas, Braskem, que supera as expectativas dos próprios dirigentes da empresa. Na seção Tendências & Mercados publicamos uma matéria sobre o universo da indústria calçadista com destaque para a Fimec 2019, que aconteceu em Novo Hamburgo (RS). A feira apostou em tecnologias atuais para este segmento e as empresas expositoras de produtos plásticos para esse fim não fizeram feio. Pelo contrário, apresentaram todo o valor agregado que o material pode levar aos pés do consumidor. Como você pode perceber o mercado está se mexendo, fazendo seu trabalho e correndo contra o tempo. Boa leitura!

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Melina Gonçalves / Editora melina.goncalves@conceitualpress.com.br 44 > Plástico > Plástico Sul Sul >>> >>>


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FREEPIK

EspecialCommodities

Desvio na balança Queda na produção de resinas termoplásticas e ao mesmo tempo aumento na sua demanda, sinalizam uma balança comercial com aumento preocupante de importações, mesmo que o resultado final ainda continue superavitário

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ONLYYOUQJ/FREEPIK

Mercado de resinas termoplásticas

• Exportação 2018: 1550 mil toneladas, queda de 17% em relação a 2017 • Importação 2018: 1579 mil toneladas, aumento de 10% em relação a 2017 • Produção 2018: 5951 mil toneladas, queda de 3% em relação a 2017 • Consumo aparente 2018: 5979 mil ton., um aumento de 5% em relação a 2017 Fonte: W4Chem

Mercado transformador

Os consumidores das resinas termoplásticas, que são os transformadores destas matérias-primas em produtos plásticos, são importantes termômetros para mensuração do mercado petroquímico. Conforme José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), a balança comercial de produtos transformados plásticos é historicamente deficitária. Em 2018, entraram no Brasil 747 mil toneladas de produtos, a um valor de US$ 3,37 bilhões. Isso equivale a um acréscimo de 8,9% em volume e de 12,2% em valores de importações. No mesmo período, as exportações tiveram um crescimento de 5,2% em volume (279 mil toneladas) e de 0,5% em valores (US$ 1,21 bilhão). “Sendo assim, no último ano, a balança comercial voltou a registrar um crescimento deficitário: 11,3% em volume (déficit de 468 mil toneladas) e 20% em valores (déficit de US$ 2,15 bilhões)”, explica Roriz. O dirigente explica que, por conta do custo logístico relativamente alto, o setor costuma exportar em torno de 5% do valor da produção de produtos plásticos. Em 2018, esse percentual ficou na mesma casa – foi registrado um índice de 5,6%. “Pelo mesmo motivo, grande parte desses produtos se mantém perto do parque industrial local e atende à demanda interna”, avalia.

JOSÉ RICARDO

O

ano de 2018 foi um período de início de recuperação, principalmente no último trimestre, quando foi observado um aumento significativo das importações de resinas termoplásticas. Mas para Marta Loss Drumond, CH.E Partner da W4Chem, parte desse volume fechou o ano em estoque. “Considerando-se o desempenho por resina, PVC apresentou o maior crescimento do consumo na comparação com 2017, na faixa de dois dígitos. Já poliolefinas cresceram 3,8% e PS, o menor crescimento, na faixa de 2%”, acrescenta. Para 2019, a executiva explica que os meses de janeiro e fevereiro apresentaram demanda ainda enfraquecida, mas com tendência e sinalização de melhora, principalmente no segundo semestre. Os dados da Comissão Setorial de Resinas Termoplásticas (Coplast), da Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim, levantados pela equipe de Economia e Estatística da associação, avalizam a opinião de Marta Loss Drumond apontando que em 2018 o segmento de resinas termoplásticas teve queda de 5,2% na produção (medida em toneladas), em comparação com o ano anterior. Apesar da queda na produção, a demanda interna, medida pela soma das vendas dos produtos fabricados no País mais os importados, teve um leve crescimento de 0,9%. Esse aumento foi ocupado por importações, que em 2018 cresceram 11,3%. A perda de competitividade também afetou as exportações, que tiveram queda de 6,2%. “O segmento de resinas termoplásticas ainda é um dos que possui superávit na balança comercial de produtos químicos de uso industrial acompanhados pela Abiquim. No entanto, as empresas nacionais disputam mercado com produtos importados, situação agravada em 2018 pela relação comercial conturbada entre Estados Unidos e China, que impactou a oferta de produtos no mercado internacional e no Brasil, fora as oscilações do câmbio ao longo do ano”, explica a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira. Para o coordenador da Coplast, Edison Terra Filho, o mercado brasileiro ainda tem demanda reprimida por resinas termoplásticas, o que gera oportunidades de crescimento para o setor. “Por meio da inovação, o setor consegue exportar e manter sua competitividade no ambiente nacional e internacional, mas acompanhamos o crescimento das importações no ano passado e precisamos resolver questões estruturais como a disponibilidade de matéria-prima e energia com preços competitivos, além de melhorar a infraestrutura logística”, finaliza Terra Filho.

Roriz fala sobre o mercado consumidor de resinas: os transformadores plásticos

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FOTOS: DIVULGAÇÃO

EspecialCommodities

Em 2018, a indústria de produtos transformados plásticos registrou recuperação da demanda doméstica (+1,5%), em parte atendida por importações. A produção física do setor também apresentou crescimento, de 0,8%, mas abaixo das expectativas para o ano (2,2%), haja vista o ambiente incerto para os negócios, principalmente diante da greve dos caminhoneiros no mês de maio. No total, foram produzidas 6,2 milhões de toneladas de produtos transformados no último ano; enquanto foram consumidas 6,6 milhões de toneladas de produtos plásticos.

Petroquímica brasileira

Fernando Musa, da Braskem (acima): "Estamos preparados para os desafios da economia mundial" Marta Loss (abaixo): no desempenho por resina, as poliolefinas cresceram 3,8% na comparação com 2017 8 > Plástico Sul >>>

A Braskem, maior petroquímica das Américas e líder na produção de biopolímeros, fechou o ano de 2018 com geração líquida de caixa recorde, atingindo R$ 7,1 bilhões, um crescimento de 187% em relação ao ano anterior. Esse resultado se deveu à variação positiva do capital de giro operacional, a depreciação do real frente ao dólar, ao menor pagamento de tributos no exterior e ao menor pagamento de juros. A receita líquida de vendas também cresceu 18% na comparação ano a ano, indo de R$ 49,3 bilhões em 2017 para R$ 58 bilhões em 2018. O EBITDA da Braskem recuou 8%, de R$ 12,3 bilhões para R$ 11,3 bilhões no ano passado. A empresa registrou um lucro líquido de R$ 2,87 bilhões no ano passado, inferior em 30% ao alcançado no ano anterior, de R$ 4,1 bilhões. A administração da Companhia propõe à Assembleia Geral Ordinária de 16 de abril de 2019, a distribuição de dividendos no montante de R$ 2.670 milhões relativo ao exercício de 2018, representando 100% do lucro líquido distribuível aos acionistas. “Mostramos solidez, resiliência e resultados consistentes num ano de redução de spreads

internacionais na nossa indústria e que tivemos que enfrentar vários eventos extraordinários que impactaram nossa operação ao redor do mundo: a greve dos caminhoneiros no Brasil, o rigoroso inverno nos Estados Unidos, as instabilidades no acesso a matérias-primas em determinados mercados, como a questão do baixo nível fluvial do rio Reno, na Europa, e o incidente na planta de cloro soda em Alagoas”, explica o presidente da Braskem, Fernando Musa. “Estamos preparados para enfrentar os desafios da economia mundial”, completa. Entre os destaques operacionais e comerciais de 2018, vê-se que a demanda de resinas (polietileno, polipropileno e PVC) no Brasil foi de 5,2 milhões de toneladas, uma expansão de 2,4% em relação a 2017, explicada pela melhora no nível de atividade econômica, impulsionada pela demanda dos setores agroquímico, cosméticos, farmacêutico e de embalagens para alimentos. Neste cenário, destaca-se o mercado de PVC que apresentou um crescimento de 1,4% após quatro anos consecutivos de retração. A taxa de utilização dos crackers no Brasil foi de 91% em 2018, 3 p.p. inferior a 2017 em função principalmente da greve dos caminhoneiros e de paradas não programadas no início do ano no Nordeste. Neste cenário, as vendas de resinas totalizaram 3,4 milhões de toneladas, 2% inferior a 2017; e a dos principais químicos foram 1% superior a 2017, totalizando 2,9 milhões de toneladas. Em 2018 as exportações de resinas foram de 1,3 milhão de toneladas e as dos principais químicos, 571 mil toneladas, 14% e 31% inferiores a 2017, respectivamente. No ano, as unidades do Brasil e exportações apresentaram EBITDA de US$ 1,96 bilhão (R$ 6,98 bilhões), representando 61% do consolidado de segmentos da Companhia. Nos EUA, a demanda de PP no mercado norte-americano foi 3,1% superior quando comparado a 2017, com destaque para os segmentos de tampas e filme orientado, muito utilizado em embalagens de alimentos. Já em relação ao mercado europeu, a demanda de PP apresentou uma queda ante 2017, seguindo o fraco desempenho econômico da região, em particular de países como Alemanha e Itália. A taxa de utilização das plantas nos EUA e Europa foi de 87%, 11 p.p inferior a 2017 devido principalmente a problemas operacionais nos Estados Unidos, a uma parada programada da unidade de Oyster Creek, no Texas, com duração de 50 dias, e à restrição logística no recebimento de propeno nas plantas da Europa explicado pelo baixo nível fluvial. As vendas de polipropileno foram 9% inferiores a 2017, totalizando 1,9 milhão de toneladas. No ano, as unidades dos Estados Unidos e Europa apresentaram EBITDA de US$ 608 milhões (R$ 2,208 bilhões), representando 19% do consolidado de segmentos da companhia.


JULIO BITTENCOURT

No México, a taxa de utilização das plantas de polietileno (PE) foi de 77%, 11 p.p inferior a 2017 em função do menor fornecimento de etano no período e da parada programada realizada em maio. Por conta disso, as vendas de PE foram 18% inferiores a 2017, totalizando 799 mil toneladas, das quais 67% foram direcionadas para atendimento do mercado mexicano. No ano, a unidade do México apresentou EBITDA de US$ 617 milhões (R$ 2,25 bilhões), representando 20% do consolidado de segmentos da Companhia.

Braskem fechou 2018 com geração líquida de caixa recorde, com crescimento de 187% em relação ao ano anterior

INICIATIVAS PARA A GLOBALIZAÇÃO

O ano de 2018 foi marcado pelo avanço de várias iniciativas que apontam para a estratégia de diversificação de matéria-prima e internacionalização da empresa. No Brasil, tivemos o primeiro ano de operação da central petroquímica da Bahia utilizando etano importado como matéria-prima. Nos Estados Unidos, já foram investidos US$ 382 milhões do total de até US$ 675 milhões previstos para a construção da nova planta de polipropileno – a sexta unidade industrial de PP nos Estados Unidos, que já tem cerca de metade do progresso físico já concluído. Adicionalmente, o Conselho de Administração

da Braskem aprovou a constituição de nova empresa na Índia com o objetivo de buscar novas oportunidades de crescimento e vendas. Houve início também do processo de transfor-

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PRESSFOTO/FREEPIK

EspecialCommodities das empresas mais amadas pelos integrantes em pesquisa feita pela Love Mondays, plataforma digital da Glassdoor, onde os funcionários podem avaliar as empresas onde trabalham, e ficou entre as Melhores Companhias para Começar a Carreira, de acordo com o levantamento da revista Você S/A.

Dow: parceria Sustentável

Aliança para o Fim dos Resíduos Plásticos planeja investir até US$ 1,5 bilhão em projetos e outras soluções

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mação digital da Braskem. Esse processo é definido por um roadmap que engloba mais de 50 iniciativas, cobrindo áreas como Operações Industriais, Marketing, Vendas, Supply Chain e Corporativa. A Braskem está adotando tecnologias como inteligência artificial, machine learning e advanced analytics, com o objetivo de criar ferramentas digitais de otimização de processo, manutenção preventiva, controle de qualidade, blockchain em logística, projeção de oferta e demanda, rastreamento de produtos, entre outras diversas ações. O avanço nessas iniciativas é fundamental para que a Braskem continue à frente do processo de inovação que acompanha a indústria petroquímica global, e se coloque na posição de reduzir custo e capturar vantagens competitivas, que constantemente surgem de novas tecnologias. Em janeiro de 2019, a Braskem aderiu, juntamente com outras 30 corporações globais, à Aliança para o Fim dos Resíduos Plásticos, uma organização sem fins lucrativos que planeja investir em cinco anos até US$ 1,5 bilhão em projetos, desenvolvimento de tecnologias, entre outras soluções, para acabar com o descarte de plástico no meio ambiente, especialmente nos oceanos. “Isso mostra nosso comprometimento em buscar um mundo melhor, em que o plástico possa trazer para a sociedade todos os benefícios que ele tem e, no pós-uso, tenha destinação correta”, diz Musa. A Braskem também conquistou importantes reconhecimentos na gestão de pessoas. Foi premiada pela Out & Equal Workplace Advocates, maior organização global em prol dos direitos LGBT+ no ambiente de trabalho, na defesa da diversidade e inclusão de pessoas LGBTQIA+ no meio profissional. Além disso, a Braskem foi eleita como uma

A Dow e a Boomera, startup especializada em economia circular, estão colaborando para o desenvolvimento de uma nova resina plástica feita de material reciclado pós-consumo (PCR). As empresas esperam apresentar o primeiro protótipo da resina no final deste ano. A Boomera atua em projetos de reciclagem com sua metodologia CircularPack®. Por meio dela, entende os desafios de empresas e usa sua expertise de tecnologia e design conectando parceiros para transformar materiais que iriam para o lixo e novos produtos. Dow e Boomera assinaram um memorando de entendimento de cinco anos e o investimento inicial é de R$ 400 mil. “Reconhecemos que nenhum lixo, seja ele plástico ou não, deveria acabar na natureza. Inovações e o desenvolvimento de novos produtos e mercados para o material pós-consumo são essenciais para resolver a questão do desperdício plástico. Dow e Boomera estão dando um passo importante nessa direção”, ressalta Carolina Mantilla, diretora de Sustentabilidade do negócio de Plásticos da Dow para América Latina. “A Boomera vem desenvolvendo soluções em PCR e logística reversa há mais de 7 anos no Brasil e sempre buscamos na tecnologia o apoio necessário para criar produtos que voltem para a sociedade com alta performance. A parceria com a Dow nos fortalece muito, com toda a experiência em aditivos dedicados à reciclagem e os especialistas em dedicados a esta iniciativa”, destaca Guilherme Brammer, CEO da Boomera. “Há uma forte demanda do mercado para as resinas plásticas recicladas pós-consumo e, com a solução que estamos criando com a Boomera, conseguiremos atender a indústria com uma tecnologia capaz de endereçar os desafios de sustentabilidade das empresas”, reforça Carolina. Os times de especialistas da Dow e da Boomera tem trabalhado em conjunto no Centro de Inovação da Dow, em Jundiaí (SP), usando as melhores fontes de plástico pós-consumo, para o desenvolvimento desta nova resina.


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DestaqueFeiplastic 2019

FREEPIK

Com panorama promissor, Feiplastic 2019 reúne indústria para fomentar negócios

Setor plástico encontra no evento importante alternativa para iniciar o 2º trimestre com o pé direito

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A

s perspectivas para a indústria do plástico em 2019 são promissoras. Após um período de retração, a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST) e o Sindicato das Indústrias de Resinas Plásticas (SIRESP), apoiadoras da FEIPLASTIC 2019, reaquecimento da indústria. O setor espera um crescimento de mais de 2,5%na produção de transformados plásticos. De acordo com a ABIPLAST, a perspectiva é que as empresas busquem destinar seus recursos para otimizar as plantas já existentes, investindo em melhorias de processos e produtos ligados à implementação da indústria 4.0, além de esboçar certo otimismopara realização de novos investimentos e contratações. Segundo o presidente da associação, José Ricardo Roriz Coelho, este ano o setor deve enfrentar os desafios de imagem e reputação do produto plástico. “Um evento como a FEIPLASTIC traz a possibilidade de divulgar ao grande público o que é a produção do plástico e a preocupação setorial em ter tecnologias que promovam a sustentabilidade. Várias ações estão sendo realizadas no nosso setor no sentido de promover as vantagens desse material e a economia circular”, afirma. Na visão do SIRESP, o mercado de embalagens também tem forte contribuição para o bom desempenho da indústria plástica. Outros segmentos, como o de bens duráveis e o automotivo, também devem puxar o crescimento do setor. Além disso, em PVC, cerca de 70% das aplicações estão relacionadas à construção civil, setor com forte expectativa de aumento para 2019. Para o diretor do Sindicato e da Braskem, Américo Bartilotti Neto, para enfrentar esses desafios, a indústria deve atuar de maneira conjunta. “É necessário encontrar alternativas para a gestão adequada de resíduos plásticos pós-consumo, atendendo aos anseios da sociedade como um todo e buscando

cada vez mais aumentar a eficiência no consumo”, complementa Neto. A produtividade do setor é outro desafio para 2019. “Quando falamos em produtividade, estamos relacionando às novidades nas formas de organização, monitoramento e integração da produção trazidas pelas tecnologias que já estamos acostumados a chamar de ‘indústria 4.0’. Nosso setor e o Brasil precisam também se adequar para não ficarem defasados tecnologicamente”, ressalta Roriz Essa proposta de inovação e sustentabilidade é justamente o que traz a FEIPLASTIC 2019, que tem por essência apontar os caminhos da indústria do plástico não só no Brasil, mas em toda a América Latina. Com uma tradição de quase quatro décadas,representa a cadeia completa do plástico e é reconhecida porcomoa feira que o mercado escolheupelos resultados concretos em negócios e networking qualificado para expositores e visitantes de mais de 30 países. A feira acontece entre os dias 22 e 26 de abril, no Expo Center Norte, em São Paulo.

América Latina

Os países latino-americanos são um grande mercado para o produto plástico. Por exemplo, no Chile o consumo é estimado em 51quilos por habitante/ano e na Argentina são 44 quilos. A preocupação da indústria do plástico é com as novas tecnologias e o destino final do produto entregue ao mercado. Durante o fórum 2019 da ANIPAC - Associação Nacional das indústrias de plásticos (México), o presidente Aldimir Torres Arenas reforçou a importância do setor se unir e criar políticas para a solução dos resíduos. "Precisamos avançar para uma mesma rota, através de uma política abrangente em relação aos resíduos. Unir o governo, indústria e as organizações da Sociedade Civil, para procurar uma solução que seja benéfica para todos", frisou.


A Acoplasticos, entidade da indústria do plástico na Colômbia, recentemente produziu um documento com 50 recomendações políticas para impulsionar a indústria de transformação no país. “As nossas preocupações vão desde a regulação do mercado às novas promoções da ciência, a inovação e a tecnologia, além da preocupação ambiental”, explica o presidente da entidade, Daniel Mitchell. No Brasil, entidades reforçam a necessidade de discutir aspectos urgentes dentro da indústria em relação à sustentabilidade e à implementação da indústria 4.0.Segundo o presidente da Abiplast – Associação Brasileira da Indústria do Plástico, José Ricardo Roriz Coelho, neste ano o setor deve enfrentar o desafio de imagem do produto plástico e a feira auxilia a construir uma boa reputação. “Um evento como a FEIPLASTIC traz a possibilidade de divulgar ao grande público o que é a produção do plástico e a preocupação setorial em ter tecnologias que promovam a sustentabilidade. Várias iniciativas estão sendo realizadas no nosso setor no sentido de promover as vantagens desse material e a economia circular, como a Rede de Cooperação para o Plástico, que será apresentada para o público da feira”, afirma. Tendo em vista esse cenário, em 2019, a FEIPLASTIC (Feira Internacional do Plástico) contará com

uma ação especialmente direcionada à disseminação do uso do plástico em aplicações alinhadas às novas necessidades da sociedade e do mercado: o projeto Inova Plastic. “O projeto Inova Plastic vai possibilitar ao visitante da feira vivenciar o tema inovação de uma forma diferenciada, interativa e embasada em iniciativas colaborativas e em conteúdo, abordando várias vertentes da inovação para fomentar a competitividade da indústria do plástico”, ressaltou a gerente de Produto da FEIPLASTIC, Patrícia Oliveira.

Projeção internacional

Reconhecida internacionalmente por promover o contato direto entre os representantes dos principais nomes da indústria que compõem a cadeia produtiva do plástico e um público qualificado, formado por tomadores de decisão, a Feiplastic espera mais de 1.000 marcas do mundo tudo. Nesta edição, expositores de quatorze países marcam presença no evento que abrange os principais pilares da inovação: tecnologias, negócios e conteúdos qualificados, garantindo uma visão panorâmica de todo o setor.Alemanha, Argentina, Estados Unidos, França, Itália, Portugal, Japão, Coréia do Sul, Índia, Turquia, Taiwan, Vietnã, China e Suíça trazem para o

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DestaqueFeiplastic 2019 evento marcas como: Moldes RP (Portugal), Pringles San Luis AS(Argentina), CollinLab&PilotSolutions GMBH(Alemanha) e Buss AG (Suiça). Dos 56 mil visitantes, cerca de 86% são da América do Sul, 6% Europa, 4% América do Norte, 2% África e 2% Ásia. A FEIPLASTIC conta com o apoio de grandes associações internacionais na América do Sul: AIUP – Cámara de Industrias delUruguay; ANIPAC – Asociación Nacional de Industrias del Plástico, A.C; CAIP – Camara Argentina De La Industria Plastica; e ACOPLASTICOS, da Colômbia.

Participação chinesa

Dos expositores estrangeiros, sete são países asiáticos: Japão, Coréia do Sul, Índia, Turquia, Taiwan, Vietnã e a China. A China, inclusive, é uma das que mais tem impactado o mercado desde o ano passado. Com as restrições em relação à importação de resíduos plásticos, a demanda de resinas plásticas do país aumentou em cerca de 1 milhão de toneladas em 2018. Para o Brasil, o país asiático é a principal origem de importados. Segundo a Abiplast – Associação Brasileira da Indústria do Plástico, 35,6% das importações de transformados plásticos vieram da China em 2018. Utilizando dados de 2017 do Comtrade e da PlasticsEurope, verifica-se ainda que a Ásia representa cerca de 50% da produção mundial de produtos plásticos. Estar atento ao que acontece no país asiático é extremamente relevante para a cadeia do plástico. Na área de exposições da feira, empresas como TongdaMachinery, QindgaoGreatMachinery e Sino Tech-Mould, trazem os avanços da indústria chinesa na transformação do plástico e as inovações do setor. Cerca de 2% dos visitantes da FEIPLASTIC são de países da Ásia: Afeganistão, China, Coréia do Sul, Emirados Árabes, Índia, Israel, Japão e Taiwan. Vale destacar o apoio das principais associações e entidades do setor na China, que têm como missão potencializar as oportunidades de negócios e atrair visitantes para o evento. Destaca-se a CCPIT CHEM – Câmara de Comércio Internacional da China de Química e Indústria, subsidiária da Federação de Petróleo e Indústria Química da China – CPCIF; e CCPIT JIANGSU (TAIZHOU) – Câmara de Comércio Internacional da Província de Jiangsu (China); e agentes promotores: Beijing Neogreen, Guangzhou Aoger, Shanghai Ruhr e ZhejiangHonger.

Inova Plastic

A FEIPLASTIC contará com uma ação especialmente direcionada à discussão sobre as inovações e o uso do plástico em aplicações alinhadas às novas necessidades da sociedade, do mercado e sobre os seus impactos na natureza: o projeto INOVA PLASTIC. 14 > Plástico Sul >>>

As inovações são responsáveis por orientar o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva do plástico e têm o poder de torná-lo a principal matéria-prima para suprir o atual mercado de alta tecnologia, formado por consumidores mais exigentes e que buscam por modelos de negócios mais sustentáveis. Tendo em vista esse cenário, em 2019, O projeto INOVA PLASTIC é uma iniciativa inédita que contará com a colaboração direta dos expositores da FEIPLASTIC 2019. As empresas e marcas foram convidadas para inscreverem projetos relacionados às suas áreas de atuação e que resultaram em inovações para o mercado, sendo divididos nas seguintes categorias: • Novas aplicações e produtos - A inovação que surge a partir da detecção de oportunidades de mercado. • Processos de inovação - Programas de inovação, estruturas organizacionais ou novas metodologias de gestão e criação de inovação que as empresas vêm aplicando. • Novas tecnologias - A inovação que surge dos esforços de pesquisa e desenvolvimento científico. • Novos modelos de negócio - A inovação que transcende a forma como a empresa faz negócios. • Sustentabilidade - Inovação por meio de produtos sustentáveis ou em processos de reciclagem, reuso, energia etc. Os cases estão sendo avaliados por um comitê composto por profissionais com experiência em várias facetas de inovação. Os melhores projetos terão uma participação diferenciada no INOVA PLASTIC, com apresentação aos visitantes em uma das seguintes modalidades: Showcase, Experiência ou Conteúdo. Além disso, o segmento já conta com um destaque especial, com uma comunicação multiplataforma, incluindo site, redes sociais, aplicativo e um canal exclusivo para divulgação de entrevistas realizadas durante a feira. Os resultados da avaliação dos cases serão divulgados pelo comitê no dia 11 de março. “O projeto INOVA PLASTIC vai possibilitar ao visitante da FEIPLASTIC 2019 vivenciar o tema inovação de uma forma diferenciada, interativa e embasada em iniciativas colaborativas e em conteúdo, abordando várias vertentes da inovação para fomentar a competitividade da indústria do plástico”, ressaltou a gerente de Produto da FEIPLASTIC, Patrícia Oliveira. Além do acesso às informações sobre inovação e sustentabilidade na indústria do plástico, na FEIPLASTIC 2019, os 56 mil visitantes contarão com uma agenda completa de atividades que possibilitarão a realização de novos negócios e a formação de network qualificado. Para saber mais sobre a feira e sobre o projeto Inova Plastic, acesse: www. feiplastic.com.br/InovaPlastic


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DestaqueFeiplastic 2019 Novidades dos expositores Entre os Tomra Sorting Recycling Flake diversos lança Noo Innosort stand D072 estará a Diretora Comercial da lançamentos TOMRA Sorting Brasil, Carina Arita, apresentando a nova máquina ao mercado e aos potenciais interesapresentados sados, com demonstrações ao vivo, bem comoresa dúvidas e com mais informações sobre a no evento, pondendo tecnologia e a empresa, além de demonstrar porque alguns a tecnologia líder da TOMRA e a inovação constante para o mercado brasileiro. destaques contribuem INNOSORT FLAKE. Duas palavras que não vão sair chegaram da sua cabeça. Apresentada sob o slogan “Materialmente diferente com excelentes resultados”, a nova máquina até a nossa no portfólio da TOMRA, o inovador sistema de seleção em duplos sensores é equipado com a combinaredação baseado ção exclusiva de câmaras RGB e sensores NIR de resolução ultra-altapara a identificação de materiais e cores, capaz de remover de forma confiável o PVC e outros plásticos, metais e flakes opacossimultaneamente em frações de particulas de 2 a 12 mm. É a solução ideal para purificação de flakes de PET com alta precisão e o melhor custo-benefício do mercado brasileiro e mundialgarantindo uma produção constante e de alta qualidade, além de alto rendimento - em condições atraentes. Valerio Sama, Gerente de Produtos da TOMRA Sorting Recycling, declarou: “Como a indústria de rPET visa obter melhores rendimentos para produtos de alta qualidade, o INNOSORT FLAKE oferece uma solução completa e perfeita para instalações de reciclagem de PET que buscam alta qualidade de produção, reduzir a perda e otimizar suas operações para melhorar as estruturas de custos de seus negócios”.

Classes premium rPET com alto rendimento

OINNOSORT FLAKE apresenta a tecnologia patenteada FLYING BEAM® da TOMRA - o segredo para sua grande precisão. Os sensores NIR de alta precisão e alta velocidade permitem o reconhecimento de polímeros de 2mm, reduzindo significativamente a perda de materiais valiosos de PET, com perdas finais abaixo de 2%. O sensor detecta as propriedades do material de diversos polímeros, de modo que os contaminantes como PVC, PE, PP, PA e POM são eliminados, resultando em produtos de maior qualidade. A remoção confiável de PVC, metais e flakes opacos resulta em uma classe rPET que atendem aos altos padrões de qualidade, garantindo maior lucratividade para o cliente.

Baixos custos operacionais e rápido retorno do investimento

O recurso de calibração contínua permite que os clientes monitorem e otimizem o desempenho de suas operações em tempo real. Isso resulta em maior estabili-

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dade e menos tempo de inatividade do sistema, obtendo um rendimento constante de alta qualidade. Além disso, o sistema de iluminação inovador e preciso resulta em até 70% de economia de energia e diminui os custos operacionais. O INNOSORT FLAKE é oferecido em condições atrativas que, combinadas com os baixos custos operacionais e alta lucratividade, resultam em um rápido retorno do investimento para o cliente. Com sua resolução ultra-alta, configuração de duplo sensores e capacidade de até 4,5 t/h, oINNOSORT FLAKE prova que eficiência,alta qualidade e rendimento podem ser facilmente alcançados. O equipamento já provou ser bem-sucedido no mercado chinês, onde foi lançado em setembro de 2018, com os clientes apreciando a alta pureza, baixade perda e alta produtividade. O INNOSORT FLAKE amplia a oferta de soluções de seleção de alta precisão da TOMRA, que incluem o premiado AUTOSORT FLAKE, o primeiro a combinar com sucesso a deteção de cores, informaçõesde materiais e objetos metálicos. Esses sistemas extremamente eficientes otimizam as aplicações de purificação de flakes e garantem um tempo de inatividade mínimo.

Papel da TOMRA Sorting Recycling e a importância da FEIPLASTIC

Para Carina Arita, a presença na FEIPLASTIC “é uma grande oportunidade de expor a nossa tecnologia ao mercado de plásticos de forma ampla, uma vez que se trata da mais abrangente feira da indústria de plástico”. A Diretora Comercial da TOMRA ressalta “que a TOMRA tem nos últimos anos conquistado um espaço importante no mercado brasileiro e é isso que vamos procurar reforçar e atrair mais potenciais clientes”. Além da visibilidade que a FEIPLASTIC proporciona, o objetivo da TOMRA também é trazer uma mensagem positiva ao mercado brasileiro, pois além de sua atuação direta na reciclagem de plásticos, a TOMRA Sorting Recycling tem feito um grande trabalho no segmento de Tratamento de Resíduos Sólidos visando retirar do meio ambiente os plásticos descartados pós-consumo e devolvendo para a industria promovendo a Economia Circular, tema esse que está cada vez mais latente promovendo maior consciência quanto a recuperação e valorização das embalagens para a efetiva reciclagem. A TOMRA entra ação com o desenvolvimento de tecnologias de ponta, que estão presentes em instalações capazes de recuperar materiais descartados. Através da identificação e seleção dos materiais valorizáveis é possível a recuperação do lixo e recuperar os materiais com valor agregado, o que se torna bastante vantajoso para o mercado e para as plantas que otimizam os seus resultados e aumentam os lucros.

Ineos Styrolution apresenta novas soluções em estireno

A presença da INEOS Styrolution na Feiplastic


demonstra o forte compromisso da empresa com a região - que foi identificada como uma área em expansão pela "Estratégia de Salto Triplo" da INEOSStyrolution. Os visitantes que comparecerem ao estande (J70) da INEOS Styrolution em São Paulo aprenderão muito sobre uma vasta gama de novas aplicações para indústrias como a automotiva, linha branca, médica, embalagens, eletrônica, construção e outros. Os especialistas da INEOS Styrolution irão mostrar os benefícios das mais recentes inovações, assim como as novas aplicações para o consumidor, que tiram proveito das respectivas propriedades desses materiais. Os produtos em destaque na Feiplastic deste ano incluem as últimas soluções em resinas estirênicas, assim como novidades no StyLight, o composto da companhia que possui uma superfície "Classe A" concebida para uso nas indústrias automotiva, eletrônica e de games. Os executivos da INEOS Styrolution estarão à disposição durante a Feiplastic para falar sobre os planos de crescimento da companhia na região, assim como os esforços da economia circular para o estireno, que miram a economia de recursos, a reciclagem dos dejetos do estireno e a minimizar os danos ao meio ambiente. "Estamos muito ativos na expansão de nossas capacidades de produção e, em colaboração com as empresas parceiras, investimos

significativamente em novas tecnologias de reciclagem, como a despolimerização do poliestireno," explica Alexander Glueck, Presidente da empresa para as Américas.

Cromex apresenta novidades em cores e soluções em aditivos

ACromex participará da Feiplasticpara apresentação de tendências e soluções em masterbatches de cores e aditivos para os mais variados segmentos do mercado. Durante o evento, a empresa vai expor toda a sua gama de soluções – produtos e serviços num espaço de 232 m2 – para a indústria de transformação de plásticos. São produtos que atendem, desde as aplicações de critérios técnicos mais básicos, até as mais complexas. Com opções de cores praticamente ilimitadas, a Cromex destacará no evento “a Cor do Ano 2019” – inspirada nas tonalidades dos corais encontrados escondidos nas profundezas de nossos oceanos, Living Coral, é a cor naturalmente ideal para aplicações em embalagens. Além da Living Coral, a Cromex apresentará 5 paletas de cores que harmonizam com a cor do ano e proporcionam mais liberdade aos designers para comporem seus projetos e explorarem as variadas possibilidades que essas belas cores inspiram. A equipe de profissionais da empresa estará à disposição do público visitante para detalhar este lançamento em cores

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DestaqueFeiplastic 2019 e também o portfólio de concentrados brancos, pretos e compostos com propriedades condutivas para aplicações específicas, tudo num estande mais aberto para que o público circule livremente e conheça essas e outras das melhores soluções em masterbatches com a orientação de nossos especialistas. Já as inovações em aditivos, estamos atuando fortemente no mercado de reciclagem, com uma linha de produtos específica, como branqueadores ópticos e toners para melhorar o aspecto de cor da resina reciclada, o novo extensor de cadeia que aumenta as propriedades mecânicas e reológicas do reciclado, permitindo até a exclusão do processo de pós-condensação para PET, redutores de odor com baixas dosagens, para retirar o odor do recuperado, antioxidantes, auxiliares de fluxo, reforços minerais, entre outros. Think Green, liveallcolors - Preocupada em promover práticas ambientalmente responsáveis, atuando em benefício da saúde, da natureza, do bem-estar da população e segurança no processo de produção da nossa matéria-prima e dos produtos no setor de transformados plásticos, a Cromex foi uma das empresas pioneiras a ter um portfólio de masterbatches de cores e aditivos totalmente isento de metais pesados. O masterbatch isento de metais pesados, evita o risco de contaminação cruzada e contribui para o meio ambiente devido ao fato de não possuir substâncias consideradas perigosas e não contaminar solo ou água com metais pesados no momento do descarte de embalagens ou produtos plásticos. Os benefícios de não usar metais pesados também atingem colaboradores proporcionando mais segurança a eles no ambiente de trabalho, uma vez que há a redução de risco de contaminação do organismo durante a manipulação dos concentrados, inclusive ocasionando na redução da necessidade de exames toxicológicos. Segundo Cesar Ortega, Diretor de Vendas da Cromex, a empresa tem investido em tecnologia, P&D e na qualificação de pessoas para ampliar e melhorar sua gama de soluções – produtos e serviços – para prestar o melhor serviço, além de produzir e entregar o melhor produto a seus clientes. “Com uma equipe de vendedores, distribuidores e assistência técnica regionais, o foco da companhia na feira, é estreitar o relacionamento com clientes, aumentar a visibilidade da marca, divulgar nosso portfólio de produtos, além de proporcionar contatos com outros empresários, futuros clientes e conquistar novas oportunidades.”

SABIC destaca soluções do portfólio de poliolefinas

Os fabricantes sempre conheceram a Sabic Inovative Plastics por sua oferta abrangente de plásticos de engenharia. No entanto, nos últimos anos a empresa apresentou um crescimento exponencial de vendas de polietileno (PE) na região. Uma das razões desse forte crescimento é a possibilidade da venda direta dos produtos após o lançamento, em 2017, do no estoque em Diadema-SP. 18 > Plástico Sul >>>

No estande, durante a Feiplastic, a Sabic irá expor várias aplicações criadas com seus materiais de PE e polipropileno (PP). Incluem produtos de tubulação PE, tampas e tampas, soluções de materiais não fibrosos para fraldas e roupas hospitalares; e produtos rotomoldados. Na área de embalagens, terá filmes tradicionais como stretch e shrink e filmes multicamadas mais especializados, com propriedades de vedação e barreira, fundamentais para a conservação de alimentos, entre outras finalidades. Na área automotiva, haverá peças estruturais fabricadas com STAMAX™ - PP de fibra de vidro longa para aplicações em módulos frontais e portas traseiras. A SABIC também possui um amplo portifólio para aplicações de tubos - incluindo as de infraestrutura, residencial, industrial, agricultura e aqricultura. Em infra-estrutura, por exemplo, tubos de plástico feitos de vários tipos de resinas PE e PP da SABIC (como nossa família PE80, PE100 e PP RELY ™) oferecem uma maneira eficiente, confiável e acessível de distribuir água potável e reduzir o risco de contaminação e doença. Outro importante destaque do estande é o compromisso com a sustentabilidade e a economia circular. A empresa apresentará o trabalho inovador da SABIC, pioneiro na produção de polímeros circulares certificados usando matéria-prima de resíduos plásticos mistos. Polímeros circulares certificados ajudarão os clientes da SABIC a atender à demanda do consumidor por produtos mais sustentáveis e contribuirão para fechar o ciclo de reutilização de resíduos de plástico.

Sepro expõe novidades em indústria 4.0

A principal atração do stand da especialista em robótica Sepro será o lançamento do robô S5-25 SPEED:com velocidades mais rápidas para menores tempos de ciclo. O diretor da empresa Oscar Silva explica que o robô S5-25 Speed foi projetado para máquinas de 120 a 450 toneladas e faz parte da família S5 Line de robôs de 3 eixos de alto desempenho para aplicações complexas. Este modelo Speed vem com uma velocidade no movimento vertical do eixo Z que é 50% mais rápida do que o modelo standard S5-25, garantindo assim um tempo de entrada/saída inferior a 1 segundo e ciclos gerais de injeção inferiores a 4 segundos. “É possível atingir essas velocidades graças a um motor mais potente que opera com um torque mais elevado, componentes eletrônicos melhorados, e um braço telescópico vertical mais leve. Tudo isso permite que o robô realize longos cursos horizontais e verticais com maior velocidade, sem afetar a precisão ou a confiabilidade”, observa o executivo. A versão Speed é especialmente recomendada para aplicações de embalagem simples, como bandejas e recipientes para alimentos de paredes finas (potes, tampas) e outros itens semelhantes. Como todos os robôs S5-25, o deslocamento horizontal do S5-25 Speed pode


ser configurado de 1500 a 6000 mm. Este modelo tem um curso de longitudinal de 700 mm e um curso vertical de 1200 mm. Sua carga útil máxima, incluindo a garra, é de 7 kg. Ele vem com o comando Sepro Visual 2, que oferece uma interface de por Touch-screen intuitiva que simplifica a programação e o controle do robô e que se integra à maioria dos comandos de injetoras.Além deste robô que estaráno stand da Sepro, a empresa ainda tem presença em 4 stands parceiros com 5 robôs: Haitian - 1x robô 5X-25 da gama Premium de 5 eixos servos numa Haitian JU-III 550T 1x robô S5-25 Speed numa Haitian ZE 300T Yizumi - 1x robô S5-25 numa 500T Chen Hsong - 1x robô SUCCESS 11 numa 200T Tederic - 1x robô SUCCESS 22 numa 328T

Covestro apresenta soluções para diversas áreas

A participação da fabricante de polímeros Covestro na Feiplastic 2019 destaca a versatilidade do material inventado há mais de 70 anos. A Covestro destaca suas mais recentes inovações divididas entre os segmentos de saúde, eletroeletrônico e automotivo. A sustentabilidade também se destaca como tema central e a empresa apresenta seus compromissos de sustentabilidade para o ano de 2025, em acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, além de iniciativas específicas assinadas pela companhia na cadeia do plástico. Conheça mais sobre as novidades que serão apresentadas no evento: Saúde - Na indústria de saúde é crescente a necessidade de miniaturização dos componentes. Dispositivos cada vez menores pedem materiais com propriedades específicas que aumentem o conforto do paciente. Entre os destaques para a Feiplastic estão cateteres intravenosos com dispositivos de segurança,

dispositivos para fixação óssea, sensores para cirurgias de reconstituição de joelhos, dispositivos de acessos venosos e ampolas de injeção sem agulha. Eletroeletrônico - No segmento eletroeletrônico o destaque vai para sistemas de iluminação LED que promovem eficiência em energia, como a luminária CircLED, que conta com um corpo integrado a partir do Makrolon® TC, além de uma solução para moldagem com sobreinjeção de LED e circuito impresso, promovendo ganhos em liberdade de design e redução de custos. Automotivo - Novas tecnologias alternativas, novas formas de conectividade e o advento dos veículos autônomos puxam a indústria a pensar em novos conceitos de automóveis. Um dos principais focos do trabalho da Covestro hoje é o uso do policarbonato em veículos elétricos. Na Feiplastic, os visitantes poderão conferir um conjunto de bateria de alta densidade de energia, dissipadores de calor integrado, diversas opções de iluminação estética e uma grade com inserto iluminado. Além disso, os participantes do evento poderão embarcar em uma experiência de realidade virtual a fim de conhecer o futuro da mobilidade – óculos de realidade virtual levarão os passageiros em uma jornada dentro de dois veículos autonômos até o ano de 2030. Digitalização está em tudo - Não é só na experiência de realidade virtual que a Covestro mostra sua capacidade digital. O stand da Covestro na Feiplastic também trará aos visitantes a possibilidade de conhecer os materiais e suas aplicações por meio do aplicativo SampleLab, e clientes poderão ter acesso aos novos canais digitais da empresa, com apoio da equipe local.

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Tendências

Calçados

& Mercados

FREEPIK

Cenário favorável

Os bons resultados da indústria calçadista, em especial a gaúcha que se destaca nas exportações, auxiliam na fomentação de negócios. A Fimec foi grande exemplo e deixou visitantes e expositores satisfeitos 22 > Plástico Sul >>>


KATEMANGOSTAR/FREEPIK

O

mês de fevereiro de 2019 manteve o crescimento nas exportações de calçados. Conforme levantamento elaborado pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), foram embarcados 11 milhões de pares que geraram US$ 84,4 milhões, incrementos de 17,4% em volume e de 8,8% em receita no comparativo com igual mês de 2018. Com isso, no acumulado do ano, somam comercializados no exterior 26 milhões de pares por US$ 183,7 milhões, altas tanto em volume (26%) quanto em dólares (16%). O presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, destaca que o resultado positivo tem sido puxado, sobretudo, pelo incremento das vendas aos Estados Unidos. “Como forma de precaução frente a possíveis entraves que possam ser provocados pela guerra comercial entre Estados Unidos e China, o importador daquele país vem diversificando suas fontes de fornecimento de calçados. Com isso,

As importações de partes de calçados como cabedais e saltos somaram US$ 6,58 milhões

ganhamos espaço”, avalia o executivo, ressaltando que em fevereiro os embarques para lá cresceram 66% na relação com o mesmo mês de 2018.

Destinos

O principal destino dos embarques brasileiros no bimestre foi os Estados Unidos. No acumulado, os norte-americanos

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Calçados

& Mercados

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Tendências Gaúchos seguem no topo do ranking dos exportadores de calçados: no bimestre, partiram do estado 4,84 milhões de pares

63,53 milhões, altas de 30,4% e de 43%, respectivamente, na relação com mesmo ínterim de 2018. Ultrapassando São Paulo no ranqueamento, a Paraíba foi o terceiro maior exportador de calçados no bimestre. Os paraibanos embarcaram 5 milhões de pares que geraram US$ 15 milhões, incrementos tanto em volume (36%) quanto em receita (36,8%) na relação com mesmo período de 2018.

JESHOOTS/FREEPIK

Importações

Os calçadistas gaúchos seguem no topo do ranking dos exportadores

Heitor Klein, da Abicalçados: resultado positivo tem sido puxado pelo incremento das vendas aos Estados Unidos

importaram 3 milhões de pares por US$ 37,74 milhões, altas de 67,7% em volume e de 59% em receita ante o mesmo ínterim de 2018. O segundo destino foi a França, que ultrapassou a Argentina no ranqueamento. No bimestre, os franceses compraram 2,7 milhões de pares por US$ 14,34 milhões, incremento de 8% em volume e queda de 12,4% em receita em relação ao ano passado. A Argentina, que vem diminuindo as importações desde o segundo semestre de 2018, importou, no período, 902 mil pares por US$ 11,27 milhões, quedas de 13,5% em volume e 24 > Plástico Sul >>>

de 34,3% em receita no comparativo com igual intervalo do ano passado.

Origens

Os gaúchos seguem no topo do ranking dos exportadores de calçados. No bimestre, partiram do estado do Sul 4,84 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 74,43 milhões, incrementos tanto em volume (18,4%) quanto em receita (6,8%) no comparativo com mesmo período do ano passado. A segunda origem das exportações do setor foi o Ceará, de onde foram embarcados 11,58 milhões de pares por US$

Já as importações de calçados, no bimestre, cresceram 9,5% em volume e registraram queda de 3,7% em receita no comparativo com período correspondente do ano passado. No bimestre, entraram no Brasil 6,28 milhões de pares por US$ 70 milhões. Segregando o mês passado, foram importados 3,5 milhões de pares por US$ 30,67 milhões, incremento de 24,3% em volume e queda de 6,7% em receita na relação com fevereiro de 2018. As principais origens dos dois primeiros meses foram Vietnã (2 milhões de pares e US$ 34,4 milhões, quedas de 12% e de 18,4%, respectivamente), Indonésia (1 milhão de pares e US$ 16 milhões, incrementos de 54,2% e 31,4%) e China (2,43 milhões de pares e US$ 8 milhões, incrementos de 23,5% e 11,5%). Em partes de calçados – cabedais, palmilhas, solas, saltos etc – as importações somaram US$ 6,58 milhões, 53,7% menos do que no primeiro bimestre de 2018. As principais origens foram China, Vietnã e Paraguai. Tais resultados aumentaram as expectativas dos expositores e visitantes da Fimec 2019, que aconteceu de 25 a 28 de março, em Novo Hamburgo (RS). E as perspectivas de bons negócios se confirmaram após o encerramento do evento, que contou com importantes indústrias participantes da cadeia do plástico, que por sua vez é importante matéria-prima para calçados e afins. Durante três dias, a 43ª Fimec (Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes) reuniu expositores e visitantes otimistas nos pavilhões da Fenac, apontando para uma retomada do setor. No último dia de evento, as entidades do setor coureiro-calçadista receberam a imprensa para uma coletiva de balanço final da feira. Segundo diretor-presidente


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Calçados

& Mercados

Ato simbólico de entrega dos calçados produzidos na Fábrica Conceito da 43ª Fimec

da Fenac, Marcio Jung, o sucesso desta edição é evidente. “A Fimec é uma feira construída por muitas mãos e o sucesso deste ano é percebido nos corredores e estandes. A Fenac está aqui para proporcionar o ambiente adequado para que ocorram negócios”, destacou. “É um posicionamento cultural da nossa gestão trazer o visitante certo para cada feira. É isso o que faz um evento crescer. Quando o visitante vem e fica satisfeito, todos ganham. O expositor começa a vir naturalmente e aumentar seus espaços, ter mais visibilidade, a feira em si cresce. E todo o entorno que movimenta uma indústria de feira também se movimenta e cresce”, explicou Jung. Para muitos expositores, a feira foi marcada por um volume de fechamento de negócios superior à última edição, além de diversos novos contatos profissionais. A Tecusi – Injetoras de Poliuretano dobrou a venda de máquinas em relação à edição do ano passado. “Esta edição com certeza superou a do último ano. Fizemos novos contatos, principalmente com profissionais da América Latina. Nossa estimativa é concretizar ainda mais algumas vendas nas próximas semanas e, com isso, atingirmos R$1,5 milhão em fechamento de negócios”, destacou Paulo Vinícius, diretor da Tecusi. Para a Roberpack essa foi a primeira participação na Fimec. “Achamos surpreendente, não esperávamos esse retorno na primeira vez que participamos. Apresentamos ao mercado uma solução inovadora e a res26 > Plástico Sul >>>

posta foi muito positiva. A perspectiva de venda para os próximos meses é muito boa e, justamente por isso, já renovamos nosso espaço para a próxima edição”, destacou o diretor comercial, Roberto Ostrzyzeck. A empresa apresentou na Fimec uma nova solução para substituir as caixas-master com filme plástico termoencolhível , proporcionando uma redução de custo de até 70%, além da redução de resíduos gerados. De acordo com a direção da Fenac, 25% dos expositores já renovaram o contrato para a Fimec 2020 nos dois primeiros dias de feira.

Visitantes encontraram novas soluções

Além de expositores satisfeitos, a Fimec também agradou aos visitantes em busca de novidades e tecnologia. “Nós precisamos ter excelência no processo produtivo e participar da Fimec é a melhor oportunidade para termos contato com novidades e tecnologias”, pontua Carlos Alberto Mestriner, diretor da Calçados Klin. Mestriner explica que a Fimec já faz parte da agenda da empresa, que está em constante busca pela inovação. “Todos os anos participamos da Fimec com uma grande equipe de diferentes áreas da empresa, pois é fundamental retornar à feira a cada ano para renovar nosso conhecimento de novas tecnologias. Isso é fundamental para nos mantermos competitivos”, finaliza. Neste ano, a qualificação do público foi ainda melhor. Somente dos principais

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Tendências

polos calçadistas, como Goiás, Birigui, Franca, Nova Serrana e Juazeiro do Norte, a feira recebeu grupos de empresários com em média 40 profissionais, que visitaram a feira com o intuito de fechar negócios. Além disso, a Fimec ainda contou com delegações internacionais de países como: Equador, Peru e Colômbia. Entre os visitantes estrangeiros, o clima também era de satisfação. "Viemos para a feira em uma delegação de 17 pessoas. Todas são da indústria do calçado do Equador e vieram fechar negócios nas áreas de couro, componentes, química e maquinário. Nosso país é responsável por gerar cerca de 100 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Estamos satisfeitos com os negócios que fechamos", explica Lilia Villavicencio, presidente da CALTU - Câmara Nacional do Calçado do Equador.

Fórum Fimec

Neste ano ocorreu a segunda edição do Fórum Fimec no contraturno do segundo dia de feira. A iniciativa vem ao encontro da nova cultura da Fenac em promover atividades de incentivo ao conhecimento e, assim, trouxe nomes de relevância para agregar conhecimento aos visitantes e potencializar o desenvolvimento do mercado através do debate de temas relevantes. Para os visitantes, o momento foi de aprendizagem. “Eventos como o Fórum Fimec enriquecem o setor e encorajam os profissionais, trazendo informações relevantes e promovendo um debate necessário. Seria ótimo ter mais eventos como esse ao longo do ano”, enfatiza Ana Carolina Grings, diretora de produto da Picadilly. Em sua segunda edição, o Fórum contou com nomes de relevância, como: Thomas Michaelis da Alemanha, que é Chefe de Revestimentos Têxteis da Europa, Oriente Médio e África da Covestro; e Cláudia Narciso, Consultora de Moda e Estratégia da Arezzo&Co. Além disso, ocorreu um painel de debate sobre exportação calçadista com diversos nomes: João Fernando Hartz, Diretor da Sunset; Nelson German, Diretor da Spectrum Shoes Brasil; Heitor Klein, Presidente-Executivo da Abicalçados; Luis Eduardo Fuga, Diretor da Fuga Couros de Marau/RS e Luís André Hamester da Rocha, Diretor da Orisol do Brasil, Master Máquinas e Equipamentos e Vice-Presidente de Inovação do IBB -


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Calçados

& Mercados

Basf apresentou soluções em PU e TPU para a indústria calçadista durante evento em Novo Hamburgo (RS)

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Tendências

contam com a parceria do Sebrae RS. A Fábrica Conceito é realizada pela Fenac, IBTeC e Coelho Assessoria Empresarial com apoio da Abicalçados/Projeto Sola.

Rodadas de Negócios

Instituto by Brasil. O Fórum Fimec teve patrocínio de BASF, Transduarte e Orisol, apoio master da Universidade Feevale e apoio do SEBRAE RS e das entidades do setor coureiro-calçadista.

Estúdio Fimec

O Estúdio Fimec deste ano contou com o tema Rel@ções Convergentes, apresentando diversas tendências, matérias-primas e produtos finalizados que proporcionam um direcionamento para as criações dos visitantes. “Esta pesquisa comportamental que desenvolvemos trata justamente da relação que existe entre as diferentes gerações. Temos também uma imersão em realidade virtual, trazendo uma experiência única para os visitantes”, destaca o estilista e diretor da Studio 10, Christian Thomas. A realidade virtual do Estúdio apresentou de forma inovadora materiais de moda no ramo calçadista. “Esta experiência representa uma nova possibilidade para o setor, já que o cliente pode visualizar todo o material antes mesmo de ser feito, otimizando o tempo e reduzindo os custos”, destacou Thomas. O projeto Estúdio Fimec é uma realização da Fenac com Coelho Assessoria Empresarial e o conteúdo de responsabilidade do Studio 10 e do Centro de Design Feevale.

Fábrica Conceito

Nesta edição, a Fábrica Concei-

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to completou o 10º ano de projeto, apresentando aos visitantes a aplicabilidade dos processos tecnológicos, logísticos e produtos expostos na Fimec, a partir da fabricação de calçados em tempo real. Com o tema “A tecnologia da informação a serviço da indústria calçadista”, o projeto reuniu em torno de 70 empresas, desde fornecedores de matérias-primas até sistemas de gestão, logística de distribuição, controle da produção, máquinas e destinação dos resíduos industriais da fábrica. Um dos destaques na Fábrica foi o Projeto SOLA (Sistema de Operações Logísticas Automatizadas), da Abicalçados, que consiste em um conjunto de elementos que se utilizam dos padrões internacionais de codificação GS1 para o controle de todo o processo logístico, desde a chegada da matéria-prima na fábrica até a ponta final, no varejo. No sistema, a embalagem leva um código de barras padrão e presente em mais de 150 países, facilitando todo o processo de produção, controle de estoques, rastreabilidade da carga, serviços de atendimento ao cliente e até ações de marketing. Uma das novidades deste ano foi a programação de pocketpalestras, com temas de interesse do setor calçadista, em apresentações de 15 minutos, nos três dias de feira. A realização é uma parceria da Feevale, Fenac, IBTeC e Coelho Assessoria Empresarial. As pocket palestras ainda

O FF Exchange é uma rodada de negócios no modelo speeddating que aconteceu durante a Fimec. Nesta iniciativa, os interlocutores tiveram três minutos para apresentar seus produtos e iniciar uma negociação. Nesta edição, o projeto reuniu calçadistas (âncoras), fornecedores da cadeia e empresas de tecnologia, com o objetivo de otimizar o tempo e proporcionar o máximo de contatos para a realização de negócios, aproximando todos os elos da cadeia. O FF Exchange é uma realização da Abicalçados, por meio do Future Footwear, programa mantido em parceria com as entidades setoriais Abrameq (máquinas), Assintecal (componentes) e CICB (couros). Outra iniciativa foi o Projeto Comprador, promovido pelo By Brasil Components, MachineryandChemicals como uma ação de incentivo às exportações executadas em parceria pela Apex-Brasil e a Assintecal.

Artecola lança palmilha reciclada

A Artecola Química lançou duas novidades de grande impacto na FIMEC 2019. Uma delas é o adesivo Régia PU 9500, que elimina o uso de prymer, limpeza e secagem (23 min) na colagem de palmilhas de EVA. O outro lançamento é a palmilha de montagem polimérica Artepalm Eco, reunindo alta performance em um produto desenvolvido com cerca de 90% de matéria prima reciclada.

BASF apresenta soluções para calçados esportivos e de segurança

A BASF apresentou toda a diversificação, versatilidade, alta performance e qualidade de seu portfólio em soluções em PU e TPU para a indústria calçadista na Fimec. Os visitantes conferiram as inúmeras inovações da BASF que atendem as indústrias de calçados de segurança, casuais e esportivos, transformando as principais tendências do mercado em novos materiais para os fabricantes do setor. A partir do investimento em Pesquisa & Desenvolvimento a BASF procura oferecer continu-


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FCC lançou 3 produtos para o mercado calçadista: 1 adesivo, 1 EVA e o TPU Expandido

amente inovações para contribuir para o desenvolvimento da indústria além de promover a sustentabilidade. Um exemplo recente é o material desenvolvido buscando reduzir consumo de energia e custos, o Elastopan® S 81090/AO. A solução é um Poliol Poliéster para sistemas macios que pode oferecer até 30% de redução de energia elétrica durante o processo de fusão do material quando comparado ao material convencional. Além disso, essa solução promove melhor processabilidade para trabalho em diferentes densidades, mantendo as propriedades mecânicas e físicas.

FCC apresenta novidades na Fimec

A FCC lançou três produtos durante a Fimec 2019: 1 adesivo, 1 EVA e o Poliuretano Termoplástico (TPU) Expandido – que foi o destaque da indústria nesta edição. O TPU Expandido nasceu para competir com a Borracha e o Poliuretano (PU) Derramado, já que ambos são polímeros termofixos e com processos mais caros, além da borracha ser mais pesada. O objetivo da FCC é apresentar um composto termoplástico com uma densidade baixa e que tenha boas propriedades. Outra qualidade do TPU expandido é que o mercado já possui o know-how de moldes e processos de injeção, uma vez que é um produto similar ao PVC expandido nestes quesitos. A máquina injetora rotativa reduz os ciclos e, consequen-

temente, os custos do processo. Apesar dessa similaridade com a matriz e injeção do PVC, O TPU expandido é um material de alta propriedade: abrasão abaixo de 100mm³, densidade de 0,64g/cm³, enquanto um TPU compacto é de 1,23 g/cm³, além da resistência à flexão a frio, que o PVC não possui. Além de se destacar pelas propriedades mecânicas, o TPU expandido é um material com toque emborrachado e que permite a redução de etapas na colagem, podendo ser usado tanto no segmento esportivo quanto feminino.

Killing apresenta inovações em soluções adesivas da Kisafix

A Killing – indústria química com mais de 55 anos de história apresentou entre seus destaques na Fimec, o KISAFIX 4085, adesivo policloropreno base água exclusivo no mercado, indicado para preparação de componentes de cabedais de calçado como forros, espumas e contrafortes, e colagem de artigos de couro e laminado sintético. Pronto para uso, de colagem úmida imediata, confere elevada resistência inicial e final de colagem, possibilitando ganhos de produtividade, flexibilidade de emprego de materiais e economia de tempo de processo e de equipamentos de secagem. O produto figura entre as 11 soluções inovadoras da Kisafix, que serão utilizados no 2º Desafio Kisafix de Design Calçadista, promovido pela Killing. <<< Plástico Sul < 29


Calçados

& Mercados

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Tendências

Durante ato simbólico de entrega dos 1.945 pares, entidades destacaram a importância da doação diante das fortes chuvas que atingiram Novo Hamburgo e a região no mês de março

Calçados produzidos na Fimec 2019 são doados para instituições sociais

A

Fenac, junto com o IBTeC (Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçados e Artefatos) e a Coelho Assessoria Empresarial, realizou o ato simbólico de entrega dos calçados produzidos na Fábrica Conceito da 43ª Fimec. Ao todo, foram repassados 1.945 pares de calçados para 12 entidades assistenciais da região, além da Secretaria de Desenvolvimento Social de Novo Hamburgo (SDS), que também foi contemplada. Na ocasião, o diretor-presidente da Fenac, Marcio Jung, realizou a doação de calçados à Secretaria de Desenvolvimento Social de Novo Hamburgo e destacou a importância do projeto nos aspectos sociais. “Achamos necessário antecipar a doação dos calçados para este momento considerando as circunstâncias de Novo Hamburgo e da região em virtude das fortes chuvas que atingiram a comunidade, buscando aju-

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dar as famílias atingidas”, destacou Jung. A prefeita municipal, Fátima Daudt, agradeceu a doação. “Este ato é de extrema importância neste momento que vivemos em nosso município. Inclusive visitamos uma família em que uma das meninas estava sem calçado para ir à escola em virtude das enchentes. Precisamos fazer deste ato um exemplo para a cidade”, comentou. Já o diretor da Coelho Assessoria Empresarial, Luís Coelho, por sua vez, repassou pares de calçados à Liga Feminina de Combate ao Câncer de Ivoti; Amigos do Mundo de Ivoti; ABEFI de Novo Hamburgo; ADEVIS de Novo Hamburgo; Casa João Bosco; APAE de Novo Hamburgo; Comunidade Evangélica de Novo Hamburgo; Kinder Centro de Integração da Criança Especial de Porto Alegre. “A Fábrica Conceito nasceu com o propósito de mostrar a tecnologia no setor, no entanto, neste décimo ano do pro-

jeto podemos dizer que este âmbito social - de geração de empregos, oportunidades e doação de calçados - é preponderante”, pontuou Coelho. Já o presidente executivo do IBTeC, Paulo Griebeler, doou calçados para a Secretaria de Desenvolvimento Social de Novo Hamburgo; o Lar São Vicente de Paula; Lar do Menino (Projeto Girassol); Horta Comunitária Joanna de Ângelis; e AMO Criança. “Além deste aspecto fundamental da doação dos calçados, é comovente ver como a Fábrica Conceito proporciona que pessoas em busca de recolocação no mercado consigam uma oportunidade a partir da demonstração de seu trabalho no projeto”, comentou.


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Sustentabilidade

DIVULGAÇÃO

Projeto Plástico do Bem incluirá 15 escolas e quase 6 mil estudantes na primeira etapa em Caxias do Sul (RS)

E

m abril, o Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) começa a implantar oficialmente na rede municipal de ensino de Caxias do Sul (RS) uma iniciativa de Educação Ambiental desenvolvida pela própria entidade para disseminar conhecimentos de separação, limpeza e destinação correta de resíduos pós-consumo para a reciclagem, fomentar a economia circular e criar oportunidade de geração de renda extra para escolas públicas e instituições de apoio social. A ação conta com apoio da Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Educação, e do instituto sócio-ambiental Plastivida. O projeto Plástico do Bem será implementado em 81 instituições de educação fundamental, oferecerá mais de 160 horas de capacitação para aproximadamente 3,5 mil educadores, e envolverá cerca de 35 mil estudantes e suas famílias. O lançamento para a comunidade, convidados e imprensa ocorrerá na escola Vereador Marcial Pisoni (Rua Guilherme Franzói, 35 – bairro Bela Vista), às 14h do dia 15 (segunda-feira). Devido à extensão e ao volume de participantes na rede municipal de Caxias do Sul, o processo ocorrerá em etapas. A primeira fase incluirá 15 escolas, quase 650 professores e 6 mil estudantes de três 32 > Plástico Sul >>>

núcleos administrativos da Secretaria Municipal de Educação. O grupo foi definido em função do interesse em integrar-se ao projeto (a adesão é voluntária para cada instituição) e da localização – que influi na logística de coleta da empresa recicladora parceira, que faz a pesagem, aquisição e pagamento dos materiais arrecadados por cada escola. A capacitação dos educadores ocorrerá no dia 9 (terça-feira). (Confira abaixo a lista completa das escolas participantes na primeira etapa do projeto Plástico do Bem em Caxias do Sul). “É o grande passo que o Simplás está dando em busca de uma mudança verdadeira e significativa para o futuro de todo o planeta, a começar pela nossa casa, na nossa comunidade. Já temos resultados que mostram como o Plástico do Bem vem transformando os lugares onde foi implantado”, revela o presidente do Simplás, Jaime Lorandi.

Transformação na prática

No município vizinho de Farroupilha (RS), onde foi implementada em 2018, com somente oito meses de operação, a iniciativa já proporcionou novos recursos às escolas públicas, graças à geração de renda extra. E na empresa recicladora parceira do projeto, novos postos de trabalho foram

abertos como consequência do volume de plástico limpo destinado corretamente. “Mas o principal são os efeitos que estamos apenas começando a ver agora e que serão realmente percebidos em alguns anos, quando todos estes estudantes se tornarem uma geração de adultos ambientalmente educados. Hoje, são crianças e jovens disseminando conhecimentos de reciclagem entre suas famílias, amigos e vizinhos. Amanhã, serão pessoas que conhecem os benefícios de cada material e que sabem de sua responsabilidade na destinação correta após o uso”, explica o presidente do Simplás, Jaime Lorandi. O dirigente lembra, também, que o projeto já está em operação em Caxias do Sul na Câmara de Indústria Comércio e Serviços (CIC), desde agosto de 2018. E, há pouco menos de um mês, o Plástico do Bem concluiu a capacitação de 16 educadores e 360 alunos e alunas do programa Florescer, do Instituto Elisabetha Randon, braço de ação social das Empresas Randon, nas unidades Interlagos (Randon) e Forqueta (Fras-le).

Como funciona

O projeto Plástico do Bem capacita educadores para multiplicar informações e conhecimento entre crianças e adolescentes em idade escolar, com o objetivo de conscientizar e estimular a adoção de novos hábitos de separação, limpeza e destinação correta de resíduos plásticos pós-consumo. Em paralelo, o material arrecadado pelos estudantes e suas famílias nas próprias residências e vizinhanças é reunido e comercializado pelas escolas, e assim, gera renda extra para cada instituição aplicar da forma que considerar mais adequada. O ciclo se completa com a participação de uma empresa recicladora conveniada, que faz a coleta, aquisição, processamento e reinserção de todo o volume na cadeia econômica do plástico.


A parte didática da capacitação de educadores e estudantes conta com a parceria do instituto sócio-ambiental Plastivida.

Engajamento em números

• Data de capacitação de estudantes na primeira etapa: a partir de 15 de abril • Número de educadores capacitados na primeira etapa: 647 • Número de estudantes e famílias alcançados na primeira etapa: 5.891 • Número de escolas envolvidas na primeira etapa: 15 • Número de educadores capacitados no total:3.465 • Número de estudantes e famílias alcançados no total: 35.000 • Número de escolas envolvidas no total: 81 • Carga total de capacitação: 162 horas

O projeto Plástico do Bem - em 7 passos

1. o Simplás, em parceria com o Instituto Plastivida, oferececapacitação e material didático para professores e orientadores dasescolas, empresas, associações, clubes ou quaisquer outras organizaçõesinteressadas em participar da iniciativa 2. os professores, orientadores ou líderes capacitados pelo Simplás, em parceria com o Instituto Plastivida,trabalham noções de reciclagem e sustentabilidade com suas turmas ou grupos, ensinando formas dedescarte correto, separação e limpeza dos materiais plásticos 3. em suas residências, os estudantes, funcionários ou demais participantes do projeto coletam, separam e limpam o material plástico que poderá ser reaproveitado e o levam de volta às respectivas escolas ou organizações 4. nas instituições, omaterial trazido pelos estudantes éarmazenado em recipientes de grande porte (os big bags), também fornecidos pelo Simplás. Quando o big bag estiver cheio, a entidade aciona a empresa recicladora para fazer a coleta do material 5. a empresa recicladoravai até cada entidade participante, mediante agendamento, recolhe o material, faz a pesagem e substitui os big bags cheios por outros vazios 6. o peso do material recolhido determina o valor pago a escola ou organiza-

ção pela empresa recicladora. É importante que o material esteja separado e limpo corretamente, de acordo com as orientações transmitidas anteriormente, na fase de capacitação 7. cada escola ou entidade participante do projeto Plástico do Bem poderáutilizar como quiser os recursos obtidos com a venda do material para reciclagem Que tipos de plásticos limpospodem ser encaminhados ao projeto Plástico do Bem? • garrafas PET de qualquer tamanho • embalagens rígidas, como as de xampu, cosméticos, detergentes e produtos de limpeza • potes e tampas diversos, como os de produtos alimenticios

Plástico do Bem - Números de Farroupilha (2018)

*de 27/03 a 30/12, em Farroupilha • Escolas participantes: 22 • Professores engajados:500 • Estudantes e famílias engajados:

6,5 mil • Volume de material encaminhado para a reciclagem: 18 toneladas • Renda obtida pelas escolas com o Plástico do Bem: R$ 14.000,00 • Veículo adquirido pela empresa recicladora com o projeto: 1 (aumento de 100% na frota) • Novos postos de trabalho gerados pela empresa recicladora com o projeto:4 (incremento de 200% na equipe) Melhorias ou recursos já adquiridos pelas escolas municipais de Farroupilha graças ao projeto Plástico do Bem: - compra de livros - lanche especial de Dia das Crianças - aluguel de brinquedos infláveis para festa da escola - mesa de futebol de botão - rede de badminton - maletas de jogos - bolas.

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Foco

no Verde

Produtos derivados de garrafas PET já são realidade na Construção Civil

O

Produto Interno Bruto (PIB) da construção civilbrasileira estima crescer 2,0% este ano, segundo dados do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), ao mesmo tempo em que o movimento da construção sustentável tem se tornado tendência e vem ganhando adesão a cada dia. Construções sustentáveis tendem a gerar menos resíduos ao meio ambiente, gerando ganhos através dos custos da operação, e gerando impactos positivos à sociedade e à natureza. Estima-se que em 2050 os oceanos terão mais plásticos do que peixes nos oceanos, segundo dados do Fórum Econômico Mundial

de Davos. Agora, imagine transformá-los em soluções efetivas para tratamentos acústicos e térmicos, podendo ser adaptadas aos projetos de construção civil – e o melhor, com foco sustentável e sem propagação de chamas (autoextinguível). De acordo com dados da Green Building Council Brasil, um projeto de construção sustentável médio é capaz de reduzir em 65% o desperdício. Agora os projetos podem contar com soluções sustentáveis e certificadas que também ofereçam segurança às obras, como produtos autoextinguíveis, testados e aprovados pelo Corpo de Bombeiros. Revestimentos de paredes e placas acústicas podem e devem melhorar a inteligibilidade do som e da temperatura do ambiente, uma vez que hoje já fazem parte dessa realidade durante o pré e o pós-obra. A Trisoft dispõe de um portfólio de alta performance, contendo produtos com tais finalidades, benefícios estéticos, decorativos, além de serem ecofriendly, seguros e autoextinguíveis. Cada metro quadrado (m²) de produto, fabricado pela Trisoft, representa um total de 35 a 250 garrafas PET. São itens 100% recicláveis e vem para atender uma nova demanda mundial que é a logística reversa. Conheça abaixo o portfólio de produtos da Trisoftque auxiliarão em projetos de construção sustentáveis. Baffles - Aliam beleza, funcionalidade e versatilidade em projetos de design de interior. São elementos suspensos que absorvem duas vezes mais os ruídos. Produzidos em lã de PET, são indicados para ambientes que necessitam de tratamento acústico como restaurantes, praças de alimentação, shopping centers, salas de aula, salas comerciais, saguões de hotel, salões de aeroportos, etc. Devem ser aplicados abaixo do forro, verticalmente, através de cabos reguláveis respeitando as indicações do projeto acústico, em ambientes internos. Os produtos oferecem segurança, são 100% recicláveis, fabricados com lã de PET, não mofam com a umidade, atuam como isolante acústico, fáceis de transportar e instalar, resistentes ao fogo e autoextinguível (Classificação II-A IT 10 do Corpo de Bombeiros). Nuvens - São painéis acústicos que

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aliam alta performance, beleza e leveza aos ambientes. Absorvem duas vezes mais os ruídos através de elementos suspensos, podendo serem aplicados em qualquer tipo de ambiente, contribuindo com a estética dos espaços aéreos dos projetos de arquitetura. Oferecem segurança, são 100% recicláveis, fabricados com lã de PET, não mofam com a umidade, atuam como isolante acústico, fáceis de transportar e instalar, resistentes ao fogo e autoextinguível (Classificação II-A IT 10 do Corpo de Bombeiros), e podem ser aplicados em quaisquer tipos de ambientes internos. Revest Frame - Indicado para revestimentos de paredes que melhoram a inteligibilidade do som, reduzindo a reverberação no ambiente. A junta seca dos painéis proporciona ótimo acabamento estético, ideal para quem busca flexibilidade de projeto e personalização de ambientes. Além da absorção sonora o Revest Frame é 100% reciclável e também contribui como elemento decorativo, em diversas cores, com opções lisas e estampadas. São resistentes ao fogo e autoextinguível (Classificação II-A IT 10 do Corpo de Bombeiros), e podem ser aplicados em quaisquer tipos de ambientes internos. Forros - Indicados para aplicação em áreas de grande público, como ambientes comerciais que exigem conforto térmico e acústico aliado à estética, sua principal função é absorver o som, evitando a reverberação excessiva nestes ambientes. Oferece absorção sonora e conta como elemento decorativo. São 100% recicláveis, fabricados com lã de PET, não mofam com a umidade, atuam como isolante térmico e acústico, são laváveis e auto extinguíveis, atendem a classificação II-A da norma IT 10 do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, leves e fáceis de transportar e instalar. Podem ser instalados em igrejas, aeroportos, call centers, escritórios, cinemas, teatros, outros. Fonte: Trisoft


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Bloco

de Notas

Tigre cresce e fatura R$ 3,5 bilhões

Com faturamento bruto consolidado de R$ 3,5 bilhões, o grupo Tigre encerrou 2018 com aumento de 9% de receita líquida em relação ao ano anterior. A Tigre cresceu em todos os segmentos de negócio e os maiores incrementos vieram da área Internacional, de ferramentas para pintura e da mais recente aquisição da companhia, a Tigre Metais. Para 2019 projeta, no Brasil, crescimento de 3% em volume e 9% em receita. O investimento previsto de R$ 150 milhões se dará no aumento da capacidade de produção e em inovação. As áreas que se destacaram em 2018 devem manter o bom desempenho em 2019. A Tigre está presente em 30 países, conta com aproximadamente 7 mil funcionários, 11 plantas no Brasil e 12 no exterior. Performance positiva Em 2018, o grupo teve performance positiva, alicerçada pela racionalidade nas despesas e pelo equilíbrio de suas operações, no Brasil e no exterior, o que, aliado a um sólido crescimento em vendas, teve como consequência uma boa margem de lucro afirma o presidente Otto von Sothen.

O Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico, PICPlast, realiza em Criciúma (SC), nos dias 15 e 16 de abril, dois workshops destinados aos colaboradores da indústria da transformação da região. O objetivo é promover o desenvolvimento do setor no estado, realizando ações que contribuam para a competitividade e a produtividade da cadeia. No dia 15 acontece o seminário “Vendas e Mercado”, em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC) e o Sindicato das Indústrias Plásticas do Sul Catarinense (Sinplasc). A atividade faz parte do Programa de Desenvolvimento em Gestão (PDG) realizado pelo PICPlast. A ideia é fortalecer ainda mais o mercado do sul do país, o segundo maior em número de transformadores desta indústria. Já na manhã seguinte, 16 de abril, os transformadores da região participam do workshop “Compliance como diferencial para a competitividade”. O treinamento tem como proposta discutir conceitos sobre compliance e os benefícios de suas aplicações como um diferencial competitivo para a cadeia do plástico. A iniciativa é ministrada pelo palestrante Wagner Giovanini, consultor especialista e diretor fundador da Compliance Total. Entre os assuntos da palestra, são discutidos temas relacionados à legislação atual e às mudanças nela previstas, além da aplicação dos mecanismos de integridade, do impacto nas empresas e seus negócios, entre outros temas.

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FOTOS: DIVULGAÇÃO

PICPlast leva seminários para transformadores de Criciúma

Covestro é destaque em ranking internacional de sustentabilidade

Por suas ações em sustentabilidade, a fabricante de polímeros Covestro recebeu novamente medalha de ouro em um ranking internacional. Na última edição da pesquisa realizada pela renomada agência EcoVadis, a Covestro subiu algumas posições e agora ocupa o seleto grupo de empresas à frente das mais de 50 mil companhias avaliadas. Com 80 de 100 pontos, a Covestro ficou acima da nota média de 44,6 pontos. O ganho de sete pontos se deve, entre outras ações, aos esforços para melhorar ainda mais as condições de trabalho dos colaboradores, a fim de permitir um maior equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. As iniciativas dedicadas à proteção do meio-ambiente e o alto nível de medidas sustentáveis implementadas na área de Procurement também foram elogiadas. A avaliação também leva em consideração a conduta ética e o respeito aos direitos humanos na empresa.


A Chem-Trend, empresa do Grupo Freudenberg que atua no mercado de especialidades químicas de processo com valor agregado, anuncia ao mercado a sua nova CEO no Brasil: Patricia Ajeje, que atualmente é Diretora de Vendas e, a partir de 01 de abril, acumulará as duas funções. Paulo Noce, há 17 anos na empresa, deixa o cargo e passará a se dedicar a novos projetos pessoais e profissionais. Ajeje assume o posto com a missão de sustentar a posição de liderança da Chem-Trend em mercados tradicionais de atuação, além de desenvolver novos negócios de maneira sustentável e fortalecer a participação da empresa no Hemisfério Sul. “Vou continuar promovendo a oferta de soluções inovadoras, sustentáveis e de alto valor agregado, além de intensificar as iniciativas de inovação, digitalização, diversidade e inclusão”, afirma a executiva. Para sustentar as ações, a Chem-

DIVULGAÇÃO

Chem-Trend, empresa do Grupo Freudenberg, anuncia nova CEO no Brasil

-Trend está aprimorando seu laboratório de desenvolvimento e aplicação, realizando investimentos fabris e encorajando a equipe comercial a se empenhar cada vez mais na geração de valor para os clientes, com serviços e soluções diferenciados e customizados. “Espero manter a motivação de todo o time em um propósito único, guiado pela nossa cultura. E, como CEO, atuar na gestão de pessoas em um ambiente cada vez mais volátil e complexo, garantindo empatia e engajamento”. Contando com sua vasta experiência de mercado, que inclui passagens em em-

presas como Rhodia e BlueStar Silicones, liderando times multifuncionais e multiregionais e desenvolvendo e implementando novos negócios e estratégias, a executiva está confiante no sucesso de sua nova jornada à frente da Chem-Trend. Ajeje é graduada em Administração de Empresas pela UNA – União de Negócios e Administração em Engenharia Química pela Universidade Federal de Minas Gerais. É pós-graduada em Finanças Empresariais pela Fundação Getúlio Vargas e possui MBA em Administração de Empresas e Marketing pela Universidade de São Paulo.

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Braskem / Página 5 BST Latina / Página 17 Bühler / Página 33 Chem TYrend / Página 26 Cromex / Página 9 Feiplastic / Página 31 Imerys / Página 11 Inbra / Página 29 Intermach / Página 35 NZ Cooperpolymer / Página 34 Polo Films / Página 39 Procolor / Página 19 Replas / Páginas 20 e 21 Rosciltec / Página 23 Rulli Standard / Página 15 Sepro / Página 40 Termocolor / Página 13 Wise / Página 25 Wortex / Página 2

Deputado Thiago Auricchio propõe Frente Parlamentar e apoio à Indústria Química

Com faturamento de US$ 119,6 bilhões em 2017 e responsável por empregar de forma direta e indireta cerca de 2 milhões de profissionais no país, a indústria química brasileira ganhou um importante aliado na Assembleia Legislativa. O deputado estadual Thiago Auricchio (PR) protocolou a criação de uma Frente Parlamentar em apoio à retomada da competitividade do setor químico, setor que, além de ser um dos que mais investe em inovação, está na base da maioria dos setores industriais sendo o motor para a recuperação da economia. “Vai ser um espaço permanente de discussão de ideias, projetos e ações para alavancar este importante setor que, por estar na base de várias cadeias produtivas, fomenta o crescimento econômico do Estado, a geração de renda e de empregos de qualidade”, explica Thiago Auricchio.

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Bloco

de Notas

Atividade Interativa mostra processo de reciclagem na Virada Sustentável

Porto Alegre será a primeira cidade a receber o projeto “Reciclar é Transformar”. A estreia da ação será durante a Virada Sustentável 2019. Nos dias 06 e 07 de abril, uma estrutura mostrará todas as etapas para transformar o plástico usado em novo produto com conteúdo reciclado. A estrutura será montada pela Braskem no Parque da Redenção, das 10h às 18h, junto ao Ecoponto da Virada Sustentável. A intenção é que o público descubra como as suas ações se inserem na economia circular e fortalecem este ciclo. Ao percorrer a estrutura, o participante conhecerá as etapas da reciclagem: separação, trituração, lavagem e secagem, extrusão e transformação, visualizando o caminho que os resíduos separados em casa fazem até que ingressem novamente no ciclo produtivo. A estrutura também contará com jogos em que as pessoas poderão interagir com o material e consolidar o conhecimento sobre reciclagem, importante elo da economia circular. Depois da estreia em Porto Alegre, o projeto será levado para as Viradas Sustentáveis de São Paulo e Salvador, além da Feiplastic e comunidades próximas às plantas da Braskem. A empresa aderiu aos compromissos setoriais de trabalhar para que a totalidade das embalagens plásticas sejam reutilizadas, recicladas ou recuperadas até 2040. Além de ações de educação ambiental, a empresa apoia cooperativas e associações de trabalhadores de reciclagem e promove pesquisas para promover melhorias na qualidade das resinas recicladas e para o desenvolvimento da reciclagem química.

Termotécnica investe em tecnologia

Mais do que um produto, a Termotécnica vem investindo em inovação empreendedora para desenvolver o que o consumidor precisa. Neste sentido, a empresa busca parcerias para entregar soluções híbridas e completas, que utilizam não apenas o EPS, mas também outro material e diferentes tecnologias em sua confecção. Com produtos mais estratégicos e desenvolvidos sob medida para as demandas, a Termotécnica também está investindo no registro de patentes dos itens que coloca no mercado. Hoje, a empresa detém um total de 39 patentes concedidas. Segundo o diretor Superintendente, Nivaldo Fernandes de Oliveira, como uma empresa de classe mundial, a Termotécnica está atenta a novas tecnologias e tem se inserido com diferenciais estratégicos no mercado de embalagens. Prova disso é o reconhecimento no WorldStar 2019, um dos mais importantes prêmios do mercado de embalagens. Concorrendo com outras 319 embalagens, de 35 países, a Termotécnica venceu nas categorias Food e Save Food. Além disso, a empresa utiliza como norteadores no desenvolvimento de produto tecnologias diversas, como rastreabilidade, materiais alternativos, sustentabilidade, embalagens ativas e embalagens inteligentes. Um dos cases realizados no conceito de inovação aberta foi a embalagem Fruta no Copo. Seguindo os parâmetros das embalagens da linha DaColheita, a caixa de EPS foi desenvolvida para acondicionar copos de plástico, nos quais são colocadas as frutas. A inovação foi feita em parceria com a empresa Copobras e teve seu posicionamento definido em workshop com clientes, em Petrolina (PE). Para a gerente de Inovação Empreendedora, Thaize Schmitz (foto), a iniciativa reforça nosso protagonismo ao unirmos cliente e produtor do copo e também ajuda o cliente a alinhar sua estratégia de lançamento e qualidade de produto. “Além disso, utilizamos conceitos de inovação aberta neste projeto, com um codesenvolvimento para entregar as soluções que o consumidor final precisa”, destaca.

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Revista Plástico Sul #204  

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