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Editorial DIVULGAÇÃO

Expediente Junho de 2017 - # 186

Conceitual Brasil - Jornalismo Total www.revistaplasticosul.com.br Fone: 51 3407.0179 editora@conceitualpress.com.br

A paciência em esperar

Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves DRT/RS nº 12.844 Departamento Comercial: Débora Moreira Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 99941.5777) Capa: divulgação Plástico Sul é uma publicação da Conceitual Brasil - Jornalismo Total, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Sul e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral. Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Sul. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 8.000 exemplares.

S

empre foi assim, desde crianças. O compasso da espera sempre foi desgastante. Esperar o dia do aniversário, a noite de natal, a festa junina. Depois que crescemos a ansiedade foi canalizada para outras demandas. A angústia dos dias entre as provas de vestibular e a data do listão dos aprovados. As noites em claro no aguardo de uma aprovação para o sonho da casa própria. A espera pelo dia do casamento. As semanas aguardando o telefone tocar com a resposta daquele grande cliente. Então viramos gente grande. E junto o Brasil vira um tsunami sem fim. Furacão Irma é pouco. E estamos esperando no tilintar das horas, dos dias e dos meses a situação melhorar. A gente vai fazendo a nossa parte, batalhando, unindo esforços e muitas vezes por mais que façamos, mais observamos que as coisas continuam difíceis. O segredo? Ter paciência. Esperar. Não como quem não tem pressa. Mas como quem faz sua parte e objetivamente silencia ao olhar ansioso do tempo. De nada adianta esbravejar contra ele, ora bolas. O relógio trabalhará no ritmo dele não no nosso. Temos que fazer o nosso trabalho, continuar investindo, e tentar ao máximo um descolamento da nossa gestão com a crise política brasileira. Por certo ela impacta a economia da nação, mas não podemos dar a ela mais relevância do que de fato tem. Baixemos a cabeça e trabalhemos em prol da nossa empresa, do nosso setor, da indústria brasileira. Não nos deixemos vencer. Juntos somos mais fortes. E sempre seremos. Boa leitura!

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EspecialPlástico na Indústria da Construção

Novas tecnologias para recuperar o setor A crise política e econômica que sacudiu o Brasil nos últimos dois anos abalou seriamente a indústria da construção, principalmente de moradias populares, além de obras de infraestrutura e saneamento. Essa grande usuária de produtos fornecidos pelos transformadores de plástico - 23,4% do total - sofreu um baque, mas o cenário começa a dar sinais de recuperação. Segundo avaliação de entidades do setor, fornecedores de matérias-primas, de máquinas e empresas convertedoras ouvidas pela Plástico Sul, novas tecnologias surgem para fortalecer o setor com produtos eficientes que ganham espaço nas obras substituindo madeira, concreto, alumínio, vidro etc.

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A

avaliação do presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico – Abiplast, Ricardo Roriz Coelho, sobre a importância da indústria da construção civil para o setor, é precisa e incontestável, com base em dados. Por isso, merece atenção. “Ela possui extrema relevância para a indústria de transformação plástica, pois representa 23,4% de todo o mercado consumidor de nossa indústria. O setor plástico fornece tubos, conexões, esquadrias, isolação acústica e térmica”, destaca. O dirigente acrescenta que, além disso, o material plástico vem sendo utilizado para a redução do uso de concreto, e consequente diminuição no peso das estruturas, o que contribui para a melhoria das características de segurança e resistência das construções. “No âmbito ambiental, o plástico também está presente. A utilização de conteúdo reciclado e produtos com maior eficiência e menor emissão de GEE's também contribuem para a Certificação Leed, de construções sustentáveis”, alerta. Segundo Roriz, devido a essa importância, o setor plástico sofreu um recuo de quase 20% entre 2015 e 2016, explicado em grande parte pela também retração de aproximadamente 24% na produção de insumos típicos para construção civil nesses dois anos. “Por isso, a recuperação da indústria de Construção Civil é fundamental para a retomada da indústria plástica, promovendo não somente crescimento da produção, mas também de novas oportunidades de implementação do material plástico, contribuindo para novas tecnologias”, aponta. O presidente da Abiplast também comentou sobre as novas tecnologias para melhorar a qualidade dos produtos e a competitividade do setor: ‘Na verdade, o que se tem visto nos últimos anos não é o desenvolvimento de novas matérias-primas ou aditivos, mas sim novas tecnologias em produtos plásticos para trazer mais eficiência e ganhos em sustentabilidade nas grandes obras de edificações, infraestrutura e saneamento. Essas novas tecnologias em produtos plásticos vão desde a contenção de solos até revestimentos e acabamentos das construções’, informa. E para explicar melhor relatou um case. “Uma dessas novas tecnologias é o concreto PVC, que consiste em um sistema modular de encaixe em que as paredes são feitas de perfis vazados de PVC acoplados entre si e que são preenchidos com concreto e aço estrutural. Uma casa com acabamento completo pode ser erguida em poucos dias usando esse sistema reduzindo perdas e consumo de água além da maior durabilidade, facilidade de limpeza e conservação’, conta. E comenta que outro bom exemplo “é o sistema BubbleDeck que usa esferas plásticas em PP (polipropileno) com o objetivo de reduzir o peso nas lajes uma vez que elas ocupam a zona de concreto que não

desempenha função estrutural proporcionando assim, maior agilidade na obra, menor custo e impacto ambiental quando comparado as lajes convencionais”. Os avanços do plástico são muitos e Roriz Coelho informa que os materiais plásticos também estão sendo empregados na fabricação de painéis solares conferindo mais eficiência energética às edificações com infinitas possibilidades em design, leveza e flexibilidade. “Há várias soluções para a construção civil que podem ser fabricadas com material plástico reciclado que possuem propriedades bem próximas às do material virgem e garantem a sustentabilidade da cadeia do plástico”, adverte. Entre tantas novidades boas o presidente da Abiplast comentou sobre o atual momento político brasileiro e como podem afetar as estimativas para 2017. “Um ambiente de negócios incerto sempre sugere cautela ao empresário. Incertezas políticas e econômicas interferem diretamente nas expectativas do setor produtivo, refletindo negativamente em seus investimentos. Entretanto, tendemos a acreditar que o pior já passou. A indústria de transformados plásticos passa por um momento de inflexão, ou seja, a trajetória de queda parou e passamos por um momento de estabilidade. Apesar dos acontecimentos políticos que estamos presenciando no cenário brasileiro, as expectativas do setor estão mais otimistas que anteriormente”, ressalta Roriz Coelho. O dirigente lembra que “o O ICEI – Índice de Confiança do Empresário Industrial da indústria de material plástico permeia a zona do otimismo e a última Sondagem Industrial da Abiplast realizada com nossos associados mostra perspectivas positivas para vendas, produção, estoques e contratação de mão-de-obra”. E acrescenta que, além disso, alguns dos principais mercados consumidores da indústria plástica vêm também mostrando sinais de recuperação. “O setor de artigos de higiene pessoal e limpeza registrou estabilidade

O sistema “Bubledeck”, que usa esferas plásticas de PP, dá mais agilidade à obra

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FOTOS: DIVULGAÇÃO

EspecialPlástico na Indústria da Construção no 1° semestre/17 em relação ao mesmo período de 2016. A indústria automotiva, de eletrônicos e máquinas e equipamentos apresentaram crescimento na produção física no mesmo período. Com este cenário em vista, para o ano de 2017, a expectativa é que o volume de produtos plásticos produzidos seja 0,8% maior que 2016”, completa.

CEF incentiva o comércio Roriz Coelho, presidente da Abiplast, destaca a importância da construção para o setor

Bahiense: presidente do IPVC ressalta as vantagens da ecoeficiência de janelas de PVC

A Caixa divulgou recentemente novas ações para incentivar segmento de materiais de construção. Em encontro com representantes da Associação Nacional de Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) houve um debate sobre ações de fortalecimento do varejo no setor. O banco divulgou mudanças no Construcard, linha de crédito para compra de materiais, com objetivo de auxiliar e dar suporte ao crescimento do setor, o que certamente terá reflexos em toda a cadeia do plástico. O representante da FIESP, Mário Willian Esper, destacou a importância do canal varejo para materiais de construção, tendo em vista que o setor recuperou as vendas nesse segmento em 5% em relação a 2016, e em relação a 2014 caiu apenas 6%, enquanto a arrecadação de ICMS caiu 20%. Para o presidente da Anamaco, Cláudio Conz, depois de passar por dois dos piores anos de sua série histórica, o varejo de material de construção tem obtido bons resultados em 2017, e esses números têm sido influenciados diretamente por ações como o Construcard. “A reformulação dessa linha de financiamento trouxe ao nosso setor aquilo que faltava para estimular o consumidor brasileiro a continuar construindo e reformando”.

PVC avança em ecoeficiência

O PVC é uma das principais matérias-primas utilizadas na indústria da construção e ganha mais valor a cada ano também pelas novas tecnologias aplicadas aos produtos. Miguel Bahiense, presidente do Instituto do PVC-IPVC revela o impressionante espectro de aproveitamento no setor, pois dentre os diversos produtos de PVC utilizados na construção civil e arquitetura destaca: Tubos e conexões; Janelas e portas; Telhas Pisos, Sistema construtivo concreto PVC (casas, prédios industriais e comerciais, hotéis, escolas, hospitais, postos bancários, lojas de conveniência); Persianas e venezianas; Forros e Divisórias; Revestimento de cabos e fios; Calhas e eletrodutos; Cobertura de arenas; Galpões infláveis e estruturados; Mantas de impermeabilização; Revestimento de piscinas; Revestimento de paredes (siding e papel de parede). Bahiense comenta sobre aplicações e vantagens. “O PVC possui características primordiais em produtos 8 > Plástico Sul >>>

utilizados na construção civil, por exemplo, resistência, reciclabilidade e alta durabilidade, sendo que esta última contribui tanto para a redução da geração de resíduos ao longo do tempo quanto com relação a questão de manutenção. Produtos da construção civil precisam ter longa vida útil, pois seria impraticável termos que trocar a tubulação de água de nossas casas, por exemplo, anualmente”, diz. Além disso, Bahiense informa que o PVC tem uma vantagem relacionada a economia de energia elétrica devido ao seu elevado poder de isolamento térmico, sem falar do conforto acústico proporcionando. “Isso porque um dos temas mais discutidos em termos de efeito estufa no mundo é a emissão de CO2 devido à geração de energia elétrica. Desperdiçar energia elétrica significa emitir CO2 desnecessariamente. O uso de produtos como pisos, forros, divisórias, portas, persianas em um escritório, por exemplo, ajuda a diminuir o consumo energético com ar-condicionado. Se forem instaladas janelas de PVC a economia será ainda maior”, informa. Este é um debate bem atual e, segundo o dirigente, foi o que mostrou os resultados da primeira análise de ecoeficiência de um produto de PVC realizado no país que comparou aspectos ambientais e econômicos de janelas brancas de PVC e janelas brancas de alumínio. “O estudo contemplou a produção, montagem, instalação, uso (com e sem ar condicionado), manutenção e destinação final dos produtos. Foram consideradas variações térmicas diferentes, em cidades como São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Natal (RN) e em diferentes horários: comercial e residencial. Os resultados mostraram que a janela de PVC é mais ecoeficiente que a janela de alumínio”, diz. Confira: na avaliação das 11 categorias analisadas, a janela de PVC apresentou melhor desempenho em 10, se destacando principalmente na categoria Consumo de Energia que tem a maior relevância no estudo, de 31%. Dentre os pontos que contribuíram para esse resultado está o desempenho positivo (eficiência energética) para o conforto térmico, quase duas vezes superior ao da janela de alumínio. No processo de produção, a janela de PVC apresenta consumo de energia 2,3 vezes menor em relação à produção da janela de alumínio. Na montagem, foi observada vantagem da alternativa em PVC por não precisar de pintura, visto que é naturalmente branca, ao contrário da de alumínio que precisa de pintura eletrostática, processo que consome muita energia elétrica. Bahiense observa que “o PVC se saiu melhor ainda nas categorias Consumo de Recursos, Potencial de Toxicidade, Potencial de Doenças Ocupacionais e Acidentes, Emissão de Resíduos Sólidos e Efluentes Líquidos, Potencial de Aquecimento Global e Acidificação, Uso da Terra e Potencial de Formação Fotoquímica de Ozônio. Dentre as categorias ambientais


FOTOS: DIVULGAÇÃO

Compósitos: Gilmar Lima, presidente da Almaco informa sobre crescimento nessa área

o alumínio só se sobressai em Potencial de Depleção da Camada de Ozônio, categoria que tem a menor relevância do estudo, 0,3%.”, aponta. E exemplifica tomando como base resultados obtidos no estudo, a instalação somente de janelas de PVC, em detrimento às de alumínio, em habitações que possuem ar condicionado, em todo o Brasil proporcionaria: ● Economia de 1.247.328.000KWh de energia o que equivale ao consumo de 415.776 casas durante um ano. ● Redução na emissão de 218.868.000kg CO2 em um ano. Essa medida é equivalente a um caminhão de 14 toneladas, percorrendo uma distância de 108.824.000km, ou seja, 366.000 trajetos de ida considerando o percurso SP-RJ. ● Redução na geração 14.996.240kg de resíduos em um ano, o que equivale a geração de 13.908.000 habitantes em um dia. ● Adicionalmente, a facilidade de limpeza e manutenção são outros atrativos dos produtos de PVC.

Compósitos em alta

No atual cenário de valorização de novas tendências, os produtos compósitos ganham mãos espaço na indústria da construção/infraestrutura. Segundo Gilmar Lima, presidente da Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos – Almaco, os itens mais procurados são: caixas d'água, pias, tanques, bancadas, piso box, banheiras, piscinas, caixas de passagem, tubulações, postes de luz, fachadas, e sistema construtivo modular industrializado para casas, escolas, postos de atendimento. “A tendência de crescimento nestes segmentos são: dormentes para ferrovias, banheiros modulares integrados para residências/ apartamentos e perfis em compósitos em geral para construção civil”, revela.

Quanto ao panorama dos negócios no Brasil na atualidade, a Almaco esboça alguns sinais de otimismo. Gilmar Lima ressalta que o atual momento da construção, apesar da crise, é positivo, pois as construtoras estão mais abertas a novos materiais e soluções que possam gerar diferenciais competitivos. “Entretanto, é importante reforçar que as nossas empresas terão essas oportunidades se investirem em conhecimento e pesquisa para criarem produtos inovadores e, principalmente, competitivos”, afirma. E seguindo uma tendência de avaliação de outros executivos, comenta sobre a interferência do atual cenário político no desenvolvimento do setor? ‘O atual cenário político caótico interfere em todos os segmentos, e no nosso não é diferente, mas cabe a nós com muito trabalho e criatividade reverter esta situação”, opina.

Nãotecidos vem ganhando espaço em obras de contenção na engenharia rodoviária

A vez dos nãotecidos e tecidos técnicos

Este setor que atende pelo nome um tanto estranho de Nãotecidos e Tecidos Técnicos, traz inovação e eficiência em diversos segmentos, mas ganha destaque em projetos de infraestrutura. Aplicados em obras viárias, de geotécnicas, hidráulicas, costeiras e de projeção ambiental, os produtos desempenham funções de filtração, drenagem, impermeabilização, entre outras. A Construção Civil e a Geotecnia são importantes mercados em que os produtos estão inseridos, em forma de geomantas, geogrelhas, georedes, geomembranas, geotubos, entre outros, são usados para proteção, filtração, drenagem, reforço, separação e barreira de impermeabilização de solo. O segmento de Nãotecidos, que nos últimos cinco anos investiu mais de US$ 70 milhões em atualização tecnológica em equipamentos de última geração e que hoje emprega no Brasil diretamente mais de 16.500 pessoas, apresenta um consumo aparente de 283.930 toneladas/ano, exportações de <<< Plástico Sul < 9


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EspecialPlástico na Indústria da Construção

O acrílico vem sendo muito utilizado em shopping centers por sua versatilidade e sua beleza

31.990 toneladas/ano e importações de 40.272 toneladas/ano. Já o setor de Tecidos Técnicos investiu, nos últimos dois anos, mais de US$ 47 milhões em atualização tecnológica e equipamentos e gera cerca de 22.000 empregos diretos. Apresenta consumo aparente de 302.010 toneladas, exportações de 6.235 toneladas e importações de 44.973 toneladas. O setor conta com o apoio da Abint para se desenvolver. Fundada em 1991, a Associação Brasileira das Indústrias de Nãotecidos e Tecidos Técnicos tem como objetivo representar, difundir e defender os interesses da indústria brasileira de Nãotecidos e Tecidos Técnicos, promovendo e apoiando o seu desenvolvimento e o crescimento do mercado de aplicações desses produtos, que são fundamentais a diversos e importantes setores da economia do país. Segundo o presidente da entidade, Carlos Eduardo Benatto, o fortalecimento dessa cadeia produtiva é objetivo da entidade. “Buscamos evidenciar a relevância desses produtos no desenvolvimento de importantes setores da economia, como a construção e a infraestrutura, por exemplo, afirma o executivo.

Múltiplas aplicações

Nas obras viárias e geotécnicas, os produtos são aplicados em sistemas drenantes subterrâneos, muros e taludes, para o controle de erosão, para aterros sobre cavidades, estacas ou solos moles, adensamento de solos, base e restauração de pavimentos, separação e reforço construtivo, túneis, etc. Os nãotecidos e tecidos técnicos também são usados em obras de proteção ambiental, tais como aterros de resíduos sólidos, cortinas verticais, lagoas de efluentes industriais, lagoas de estabilização, sistemas de tratamento de dejetos, rejeitos de mineração, entre outras. Outros tipos de obras, as hidráulicas e costeiras, também contam com nãotecidos e tecidos técnicos 10 > Plástico Sul >>>

(barragens, canais, reservatórios, contenção de aterros mecânicos e hidráulicos, obras em praias e portos). Obras industriais, dos segmentos de lazer e esportivos, de drenagem agrícola, entre tantas outras também usam os nãotecidos e tecidos técnicos. Segundo Fabricio Zambotto, coordenador do CTG – Comitê Técnico de Geossintéticos da Abint, a família dos Geossintéticos (soluções sintéticas usadas na geotecnia) tem um papel importante em obras de engenharia, trazendo desempenho com redução na utilização de recursos naturais, função fundamental na engenharia moderna. Zambotto explica que há muita oportunidade de crescimento para esse setor, que investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento, para atender às demandas do mercado de forma eficaz e competitiva. “Com vistas a esse crescimento, o CTG atua constantemente na formação e atualização de profissionais que buscam inovar nas soluções para a engenharia, para que ele conheça as inovações do setor e as aplique de forma a obter o melhor resultado”, afirma o executivo. O comitê é formado por empresas fabricantes e distribuidoras de geossintéticos em todo o Brasil e foi criado com o objetivo de divulgar as aplicações desses produtos em obras de engenharia, bem como os conceitos de qualidade a serem observados pelos fabricantes e usuários, o que contribui para o desenvolvimento desse mercado de forma ética e responsável.

A versatilidade do acrílico

Por ser um produto versátil, o acrílico vê ganhando espaço na construção e mostra muitas de suas funções em centros comerciais espalhados pelo país, tornando-os mais bonitos, seguros e atrativos. Por trás disto está o Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico – Indac, uma organização criada há 17 anos, por empresários da livre iniciativa do setor com objetivo de promover o uso correto do acrílico, difundir o conhecimento das suas propriedades e aplicações, além de ampliar sua participação no mercado, por meio da indicação de seus associados. A entidade, geradora de negócios e difusora de conhecimento para o setor de acrílico, reúne atualmente 40 filiados em todo o país. No caso específico da indústria da construção, quando o assunto é shopping center, conforto, conveniência, beleza e segurança, estão sempre entre as principais características apontadas pelos usuários que preferem esses estabelecimentos para fazer suas compras. “O cliente quando vai às compras precisa estar em um ambiente agradável, bonito, em que ele se sinta bem. O ponto de venda precisa ser atrativo, chamar a atenção do consumidor", explica Rosana Silva, gerente operacional da Menaf, empresa especializada no desenvolvimento de projetos em acrílico. Além da beleza, a versatilidade do acrílico contribui muito para sua maior utilização. A variedade das chapas abre um grande leque de opções para que


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EspecialPlástico na Indústria da Construção A Acriplanos, que já fez vitrines, cadeiras, painéis e até tetos de corredores de um shopping sabe bem disso. Claudia Souza, assistente de marketing da empresa conta que, também por isso, é cada vez mais comum o uso do material nos malls. Para projetistas, designers e arquitetos que ainda têm dúvidas sobre o material, o Indac mantém o programa Acrílico em Ação, por meio do qual, ajuda o cliente a pensar seu projeto e encontrar um transformador de acrílico indicado para cada caso. Tudo isso, gratuitamente.

Matérias-primas: Braskem é destaque

Multitriplex da Multinova: mantas de proteção de pisos acabados de PE da Braskem

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possamos desenvolver peças diferenciadas. Hoje, a sinalização não serve somente para indicar um local, mas participa da composição do ambiente. "O acrílico é utilizado em mobiliário, expositores e luminárias, além de diversos outros projetos personalizados. E mesmo as aplicações mais simples já conseguem agregar imenso valor às peças e espaços comerciais", diz Diogo Bernardes, da Centauri Acrílicos. O Salvador Shopping é um bom exemplo de como o material pode dar ainda mais vida a uma marca. Por lá, o acrílico é utilizado não apenas em peças de comunicação, como displays, placas de sinalização, urnas de sorteios de ações promocionais, mas também nas pombas, pássaro símbolo da cidade, expostas em grandes totens na área externa do mall. “Entre as principais razões que nos levaram a escolher o material estão a leveza, a versatilidade e a relação custo-benefício", afirma Júlio Carneiro, gerente de operações do Salvador Shopping. A sintonia entre as principais características do produto e as demandas do cliente é tanta que Paulo Hey Branco, diretor técnico da Placrim Sinalização Inteligente, ousa dizer que vê os shoppings centers como um dos principais consumidores de produtos em acrílico: "Além das características estéticas do acrílico, o material não exige nenhuma complicação logística e ainda é fácil de instalar. Sem falar que aspectos como capacidade de transmissão de luz, bom controle de qualidade e durabilidade e respeito ao meio ambiente também são inerentes ao acrílico". Assim como Carneiro, Branco destaca a boa relação custo-benefício do produto e ressalta o crescimento da área de revestimentos, feita com chapas de acrílico autocolantes, principalmente para o revestimento de móveis, além da impressão em acrílico: “Isso tudo ainda é novo e tem muita coisa ainda para ser desenvolvida”. Mais que beleza, o acrílico ainda ajuda a agregar segurança aos locais com grande circulação de pessoas.

A Braskem ganha espaço nesse segmento pois fornece uma linha completa de resinas de PVC para preparação de compostos para diversos tipos de produtos utilizados na construção civil, como por exemplo tubos, conexões, perfis diversos, telhas, Laminados e membranas, mangueiras, etc. Com um mercado em constante evolução a ocorrência de novas tecnologias é constante como comenta Antonio Rodolfo Jr., responsável por Engenharia de Aplicação e Desenvolvimento de Mercado – Vinílicos. “Recentemente nosso cliente Bazze (Porto/ RS) lançou uma nova linha de esquadrias denominada Design, com perfis mais delgados e construção mais inteligente, em total atendimento às normas ABNT NBR 10821 e 15575. Esta nova linha permite o atendimento dos requisitos de conforto acústico e desempenho mecânico, já consagrados nas esquadrias de PVC, com custos mais competitivos e maiores possibilidades de aplicação em construções seriadas dos mais diversos padrões”, explica. E quanto às questões de sustentabilidade, o executivo enfatiza a filosofia da empresa sobre os diversos benefícios. “O plástico de maneira geral na construção civil é extremamente sustentável, uma vez que reduz o peso das estruturas, é mais industrializado que outras soluções gerando menores perdas, e é durável, requerendo menor incidência de manutenções e substituições”, afirma. No entanto, mesmo com avanços processuais concorda que a crise política afetará as estimativas para 2017, “como em todos os setores da economia”, aponta Antônio Rodolfo Jr.

Resinas de PE

O portfólio da Braskem, no entanto, oferece mais produtos, conforme informa Jorge Alexandre O. A. da Silva, executivo de Desenvolvimento de Mercado – PE. “Além do PVC, a Braskem tem trabalhado intensamente no desenvolvimento de soluções que utilizem as suas resinas de polietileno (PE) tanto para o mercado de construção civil quanto para o de infraestrutura em geral, incrementando a sua participação em mercados consagrados como o de caixas d'água, cisternas e reservatórios em geral, bem como em novas aplicações como


Sustentabilidade e virtudes

A preocupação com a sustentabilidade é constante e a Braskem destaca que o plástico de maneira geral na construção civil e é extremamente sustentável, uma vez que reduz o peso das estruturas, é mais industrializado que outras soluções gerando menores perdas, e é durável, requerendo menor incidência de manutenções e substituições. “Em complemento ao que já foi mencionado, outra grande virtude do plástico (independentemente de ser PVC, PE ou PP) do ponto de vista ambiental é a sua leveza associada a resistência mecânica, resultando em facilidade de transporte e movimentação. Dessa forma, gasta-se menos combustível no seu transporte e nos processos de instalação (especialmente quando se trata de peças grandes como tubos, poços de visita e reservatórios)”, compara Jorge Alexandre. O executivo complementa com outra informação: “Além do mais, na grande maioria das suas utilizações na construção civil, os produtos plásticos são normalizados ou fomentam processos normativos setoriais, como forma de garantir e comprovar a sua eficácia e funcionalidade, resultando em produtos finais conformes e de qualidade garantida ao longo de sua vida útil. Com isso, se reduz as despesas e emissões relacionadas a manutenções e eventuais substituições”, diz. Para um setor que viveu o momento positivo do país, a crise política dos últimos anos afetou o desempenho como confirma o executivo de Desenvolvimento

de Mercado – PE da Braskem. “Interferiu sim, como em todos os segmentos da economia. O setor da construção civil e infraestrutura foi um dos mais afetados pela crise econômica e política pela qual o país tem passado desde 2015. A conclusão (ou, ao menos o encerramento) das obras relacionadas à Copa do Mundo de 2014 e também à Olimpíada de 2016, associada à interrupção de diversas obras governamentais vinculadas aos PAC I e II causaram um impacto negativo ao setor, somado ainda à grave crise econômica que reduziu a oferta de crédito no mercado e, também, diversos empregos. Até mesmo o setor varejista de matérias de construção, que tradicionalmente apresentava significativo crescimento, sofreu forte retração no período’, comenta. Mas há luz no fim do túnel. “Espera-se, no entanto, que mesmo com esse cenário algumas ações de retomada de obras paradas ocorram ainda em 2017, como por exemplo no setor de saneamento com a liberação de recursos do FI-FGTS. Também no setor varejista, conforme afirma a Anamaco, já se nota uma tênue recuperação fundamentada em uma maior disponibilidade de crédito, além de medidas de incentivo como o Cartão Reforma e a liberação de contas inativas do FGTS”, projeta Jorge Alexandre.

JULIANA TAHIRA

isolantes termo acústicos, mantas de proteção de pisos, poços de visita e de inspeção, tubos corrugados para drenagem e esgoto, etc., procurando destacar os seus benefícios e vantagens frente aos materiais tradicionalmente empregados”, ressalta. O executivo comenta sobre novidades relacionadas ao PE, como o lançamento no varejo das mantas de proteção de pisos acabados Multitriplex® em parceria com a Multinova de Farroupilha-RS. “Esse produto foi inicialmente comercializado apenas com as construtoras, que o utilizavam como forma de reduzir os custos de reposição e retrabalho dos pisos na ocasião da entrega aos seus clientes. As vantagens do produto estão diretamente relacionadas à sua estrutura de tripla camada (PE expandido na base para aderir ao piso, camada interna de plástico-bolha para suportar impacto e queda de objetos e, na camada superior, uma película de PE para torná-la lisa e impermeável a tintas, gesso e outras substâncias que possam manchar os pisos). Disponibilizando-se esse produto também no varejo, qualquer consumidor poderá adquirir o produto para sua reforma, mudança, pintura, etc..O mesmo já pode ser encontrado no RS nas lojas Tumelero, Costaneira e Elevato. Em breve, a distribuição será expandida para mais redes varejistas do estado e também no restante do Brasil”, informa o executivo.

Engenheira Luísa Nogueira revela as inúmeras vantagens dos Sistemas de PU da BASF

Eficiência é foco da BASF

Considerada uma das principais fornecedoras globais de matérias-primas para o segmento do plástico, a BASF oferece para a indústria da construção soluções sustentáveis e eficientes que visam conforto e segurança, tais como sistemas de poliuretano, impermeabilização e aglutinantes, destaca a engenheira Luisa Ferreira Belucio Nogueira, do Industry Team Construction da BASF. “Os Sistemas de Poliuretano são utilizados como isolante térmico na fabricação de painéis (Elastopor® e Elastopir®) ou aplicados in loco em forma de spray (Elastospray®). Estas soluções contribuem para uma eficiência energética superior nos mais variados sistemas construtivos, diminuindo o consumo de energia com ar condicionado ou aquecimento, e melhorando o conforto térmico dos ambientes. São painéis modulares e coberturas que podem ser aplicados na construção de câmaras frias, celeiros e galpões, residências, shopping centers, grandes superfícies, armazéns, fábricas, entre outras finalidades”, revela. No caso do Elastopir®, tecnologia global da BASF, por exemplo, a especialista informa que o produto apresenta níveis de condutividade térmica baixíssimos quando comparado a isolantes convencionais: reduz em até 90% a transferência de calor entre os ambientes. É 20 vezes mais isolante que tijolos e 80 vezes mais que o concreto. Outra característica importante é que alcança elevados requisitos de segurança ao fogo e possui geração de fumaça significativamente menor se comparado a produtos similares. “Para impermeabilização, proteção e melhoria do desempenho de diversas <<< Plástico Sul < 13


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EspecialPlástico na Indústria da Construção

Dow: uma fornecedora importante que oferece muitas opções para o setor da construção

superfícies, há os produtos Elastocoat® e Elastocast®, revestimentos de poliuretano, poliureia ou híbrido, que são aplicados in loco, em spray. Sua rápida aplicação e resistência à corrosão e à abrasão permite uma diminuição dos custos de aplicação, manutenção e um desempenho superior, comparado com outros materiais. Pode ser aplicado na impermeabilização de coberturas, piscinas, tanques industriais e de água potável, sacadas, áreas de estacionamento, proteção de peças metálicas e equipamentos’, acrescenta. Já os aglutinantes, enfatiza a engenheira, são produtos destinados à produção de pisos. “As soluções Elastan® e Elastocoast®, aglutinantes para produção de pisos para parques infantis, estacionamentos, ciclovias, parques, colégios, proteção para regiões costeiras, academias, margens de rios e lagos, entre outras possibilidades. Já, com o Elastopave® é possível construir pisos drenantes para áreas externas, com até 90% de permeabilidade. Ao serem combinados com diferentes materiais próprios do local da construção e seu entorno, criam um composto forte e durável. Podem ser utilizados, materiais diversos, como cascalhos, pedras, entre outros. O principal benefício é evitar a erosão dos solos, promovendo permeabilidade, durabilidade e resistência mecânica”, acentua Luísa Nogueira.

Novidades e soluções sustentáveis

Como indústria de vanguarda, a BASF sempre está atenta às necessidades do mercado com novidades em produtos. Luísa Nogueira comenta o lançamento mais recente feito pela BASF global: “é a espuma para isolamento térmico Elastospray® LWP, que fornece o isolamento térmico superior habitual, devido à sua estrutura de células fechadas, além de melhorar a compatibilidade ambiental. Tem excelentes propriedades para todas as aplicações que exigem 14 > Plástico Sul >>>

métodos de construção rápidos, simples, econômicos e sustentáveis. Adequado para quase todas as áreas de fachada dos edifícios, apresenta também propriedades mecânicas importantes, como alta resistência à compressão e permeabilidade adequada ao vapor de água. O produto é produzido com alternativas mais ecológicas de agentes de expansão em espumas, em substituição dos hidrofluorcarbonetos (HFC), que são convencionalmente utilizados. Vai de encontro à regulamentação europeia que busca um corte de dois terços nas emissões de gases F até 2030”, explica. A engenheira enfatiza que grande parte das soluções de Materiais de Performance da BASF voltadas à indústria de construção tem o apelo de sustentabilidade. “Os painéis isotérmicos para construção Elastopir ou Elastopor, por exemplo, oferecem significativo isolamento térmico, promovendo a eficiência energética da edificação. O Elastospray, espuma de isolamento, além de ter as características térmicas, também tem sido produzido com alternativas mais ecológicas de agentes de expansão, com redução expressiva na emissões de gases. Já, os pisos drenantes Elastopave têm sido uma solução usada pelos construtores para minimizar os impactos das chuvas, com as enchentes, e estão se tornando também um importante aliado para a captação e reaproveitamento da água para a lavagem de áreas externas e rega de jardins, por exemplo”, informa. Diante do atual cenário brasileiro, a crise política afetou a todos e Luísa Nogueira, avalia com cautela a situação. “O setor de construção civil, têm reação um pouco mais lenta aos movimentos de mercado e não devem apresentar aumento significativo de demanda até o final deste ano. O cenário é bastante desafiador, mas ainda acreditamos no potencial do mercado brasileiro. Procuramos estar cada vez mais próximos dos nossos clientes para entender e poder atender suas demandas e desenvolvendo soluções inovadoras direcionadas para as principais questões da sociedade do futuro, como energia e vida urbana”, completa a engenheira da BASF.

Aplicações da Dow em PU

Outro player importante para o setor é a Dow, que tem muitas opções para o setor da construção, segundo Marcelo Fiszner, diretor de Marketing de Poliuretanos da Dow para América Latina. “Os painéis termoisolantes representam uma solução versátil para a indústria e podem ser feitos com diversos tipos de núcleos isolantes. Os produtos desenvolvidos pela Dow e seus parceiros são feitos de espumas de Poliuretano (PUR) / Poliisocianurato (PIR) e oferecem mais estabilidade e resistência, podendo apresentar diversas aplicações”, diz. Para o mercado de construção, a Dow oferece Sistemas de poliisocianurato VORATHERM™, que atendem às normativas mais rígidas de resistência e reação ao fogo, oferecendo diversas oportunidades para os fabricantes de painéis rígidos termoisolantes para a


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EspecialPlástico na Indústria da Construção

Pedro Fortes, da Eastman: desenvolvimento de soluções com materiais inovadores

construção. A tecnologia oferece um excelente equilíbrio entre custo, produtividade e benefícios ao meio ambiente’, acrescenta. Fiszner destaca algumas vantagens: Os núcleos térmicos de espuma de poliuretano produzidos pela Dow conjuntamente com parceiros têm propriedades específicas ímpares e atuam na redução da troca térmica entre os ambientes interno e externo. Eles oferecem mais estabilidade dimensional e resistência à compressão. Como são mais versáteis, contam com diversos tipos de aplicações e podem ser injetados, moldados ou ter forma de chapas. Podem ser utilizados em edificações comerciais, residenciais, industriais, de logística, shopping, supermercados, entre outros. A utilização dos painéis oferece excelente isolante térmico (baixo coeficiente de condutividade térmica na faixa de 0,021 W/m.K). Além de otimizar a eficiência energética e o conforto térmico das edificações, também têm alta resistência mecânica (compressão, tração e fadiga) e possuem estabilidade química e física.

Impactos positivos

No segmento de construção, segundo o executivo da Dow, “a utilização dos painéis termoisolantes é uma solução alinhada às necessidades do mercado atual. Uma opção econômica, sustentável e com impacto positivo na produtividade de toda a obra’: Não utiliza água na sua fabricação; Redução de produção de resíduos na obra, já que são feitos sob medida, tornando a obra mais limpa; Otimização do espaço no canteiro de obra (ocupa menos espaço do que tijolos, por exemplo); Minimização da necessidade de mão de obra (12 no sistema convencional; 4 com os painéis); Uso de mão de obra qualificada, o que aumenta a produtividade nos canteiros; Diminuição de tempo de construção: em até 50%; Agilidade e segurança na instalação (Dados da Abiquim mostram que a montagem do telhado de uma residência, feita por quatro pessoas, dura 5 horas com os painéis; já com telha cerâmica, demora quatro dias);

Redução nos custos de construção. Além disso, Fiszner enfatiza que o uso de painéis termoisolantes oferece diversas vantagens técnicas que fazem desta solução uma escolha mais inteligente para obras de todos os tipos e tamanhos: Leveza, diminuindo significativamente o número de terças (viga de madeira que sustenta os caibros do telhado) nos telhados. Em um galpão industrial, por exemplo, uma cobertura convencional, com madeira, requer terças a cada 1600mm; já uma cobertura com painéis, requer terças a cada 3000mm, ou seja, uma economia de 46% nas terças; Força estrutural, boa adesão a superfícies de metal; Excelente isolante térmico (baixo coeficiente de condutividade térmica, na faixa de 0,021W/m.K), reduzindo os custos com climatização e ar condicionado em até 70%; Conforto térmico; Alta resistência mecânica (compressão, tração e fadiga); Atende as rígidas normas internacionais de reação ao fogo; Estabilidade química e física; Resistência ao ataque de roedores, insetos e fungos; Facilidade de aplicação e Conformidade com os Protocolos de Montreal e de Kyoto O executivo da Dow comenta que uma pesquisa da Abiquim mostra que, com a utilização de painéis PUR & PIR para a construção civil, a redução no consumo de energia pode chegar a 5% em um edifício de escritório; 15% em um edifício público; e 21% em um galpão industrial. Comparação: para se ter a mesma eficiência térmica que um painel de 50mm de poliuretano, são necessários 600mm de espessura de tijolo, 300 mm de ficrocimento e 70 mm de EPS (isopor), conforme o quadro no pé da página.

Eastman na Greenbuilding

A Eastman é uma das principais fornecedoras de especialidades, fibras e materiais de larga escala pela indústria de transformação do plástico, com destaque para o setor da construção, como ressalta Pedro Fortes, Diretor Geral de Operações da Eastman no Brasil. “Somos dedicados à indústria de edificações e de construção, especialmente no desenvolvimento de soluções com materiais inovadores. Todos os nossos produtos são projetados para fornecer desempenho excepcional, qualidade e durabilidade”, afirma o executivo. “Nossa atuação é ampla no setor, dentre nossas especialidades estão produtos específicos para a indústria do vidro Interlayers e películas de eficiência energética e de segurança com Saflex e Llumar, revestimentos, tintas, adesivos, plastificantes e tpus”, acrescenta Fortes Em sintonia com esse conceito a Eastman participou na Greenbuilding Conferência

Pavan Zanetti e as máquinas adequadas Matéria-prima de qualidade e design sob medida não garantem um produto eficiente se não houver a máquina adequada para dar a forma final ao produto. Por isso a Pavan Zanetti, tradicional fabricante brasi16 > Plástico Sul >>>


Custos e benefícios reais

Quanto aos recursos e propriedades destes modelos que garantem mais eficiência e competitividade ao transformador, Leandro Pavan faz uma exposição detalhada: “As injetoras Pavan Zanetti possuem opções de: bomba fixa + inversores, bomba variável e totalmente elétricas (acionadas por servo motores) resultando em maior repetibilidade e economia de energia por peças fabricadas. E alguns modelos de sopradoras série Bimatic possuem a versões híbridas, ou seja, no sistema de deslocamento dos carros porta moldes, que deixaram de ter acionamentos hidráulicos e passaram a ter acionamentos através de motores elétricos e inversor”, revela. O gerente de marketing informa que esta mudança trouxe uma redução no consumo energético na casa dos 6% em média comparada com máquina similar no mesmo trabalho e diz que há outras vantagens. “É que uma mudança destas não propicia apenas menor consumo energético, mas também, uma maior repetibilidade da máquina, menor nível de ruído, menor nível de

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leira de máquinas para a indústria do plástico oferece os modelos indicados para a fabricação de peças para a construção. Segundo Leandro Pavan, Gerente de Marketing da empresa, “a Pavan Zanetti possui equipamentos para os mais diversos segmentos, sendo as injetoras modelo HXF e sopradoras HDL /Bimatic mais utilizadas para produção de peças para a indústria da construção”. As injetoras Pavan Zanetti modelo HXF, conforme destaca o executivo, podem atender a um leque de produtos da construção ao acabamento como por exemplo: pisos plásticos permeáveis, fôrmas para lajes e paredes, torneiras, chuveiros, conexões em PVC e PP, coletores e suporte para calhas de PVC, caixas de inspeção, caixas de gordura, caixas de embutir e passagem, tomadas, interruptores e luminárias. “E também para a segurança dos colaboradores podem ser fabricados equipamentos de proteção individual, os EPI´s, como capacetes, óculos, etc. E as injetoras HXF ainda podem ser utilizadas para a fabricação de peças que armazenam produtos utilizados na indústria da construção como baldes para acondicionar impermeabilizantes, tintas e colas,silicones’, ressalta Leandro Pavan. O executivo cita outro tipo de máquina, as sopradoras modelo Bimatic e HDL, que podem ser utilizadas para produção de embalagem de 100ml a 200l para armazenamento de produtos químicos utilizados na indústria da construção, como impermeabilizantes, colas, etc. “O catálogo de sopradoras disponibiliza os modelos Bimatic extrusão continua, HDL e HPZ extrusão por acumulação, e podem atender o setor da construção com a fabricação de caixas de descarga, sifão ajustável, assentos sanitários, barreiras plásticas horizontais e verticais,balizadores e boias”, diz.

contaminantes no ar, menor troca de calor com o óleo (redução na energia da torre de resfriamento também), menor custo do óleo hidráulico na aquisição e no descarte do mesmo, ambiente mais limpo e sobreposição de movimentos. Resumindo tudo isso, um aumento de produtividade, mais peças com os mesmos recursos, menor custo individual”, enfatiza. Leandro Pavan também comenta sobre o mercado brasileiro para esse tipo de máquina e os reflexos do momento político nas vendas. “O mercado apresentou uma melhora em relação a 2016, mas a dificuldade de os clientes conseguirem financiamento tem grande peso para concretizar uma venda. A falta de estabilidade do governo influência na tomada de decisão para investimentos a longo prazo. Porém, segundo a "Agência Caixa de Noticias", a Caixa Econômica Federal promoveu encontro com representantes da Associação Nacional de Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) e com outras entidades com o objetivo de auxiliar e dar suporte ao crescimento do setor, que poderá ter um pequeno reflexo positivo para o segundo semestre”, afirma Leandro, que completa com uma notícia negativa: “na comparação de 2015 com 2016 ocorreu uma retração de 20,2% nas vendas”.

Sopradora Bimatic, da Pavan Zanetti, faz embalagens para impermeabilizantes, colas, entre outros

BY Engenharia: recuperar perdas

Uma empresa com sede em São Paulo e que se tornou referência em máquinas e equipamentos, a BY está confiante que poderá recuperar as perdas dos últimos anos com o novo cenário que se apresenta. O diretor Marco Gianesi informa que tem modelos para os transformadores que fabricam produtos para a indústria da construção. “Representamos a americana Davis Standard, que oferece linha completa de extrusão de chapas, perfis, fios e cabos e material estendido, e a italiana Sica, com linhas pós-extrusão <<< Plástico Sul < 17


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EspecialPlástico na Indústria da Construção Extrusora DR 75-32, da Extrusão Brasil, produz peças para uso no setor de construção

para tubos, puxadores, corte e rosca em tubo, embolsadeiras, bobinadores e automação”. Gianesi ressalta que há uma grande variedade de peças para a construção que podem ser fabricadas com eficiência pelas duas linhas citadas. As máquinas da Standard Davis pode produzir painéis solares, perfis em geral, fios e cabos e material de isolação XPS. Já a Sica é indicada para fabricar tubos para água quente/fria, esgoto, irrigação e tubos corrugados para a passagem de fios elétricos. Conforme o diretor da BY, os modelos da Davis Standard e da Sica têm recursos propriedades que garante mais competitividade ao transformador. “As máquinas caracterizam-se pela alta tecnologia, que somada à alta produtividade oferecem maior valor agregado, economia de energia e alto grau de automação. Gianesi afirma que o mercado brasileiro ainda não reagiu a ponto de ajudar na recuperação das perdas. “Desde 2014 o mercado está recessivo e raras são as oportunidades de novas linhas, apenas peças de reposição”, comenta. Mas na comparação de vendas de 2016 para 2015, a Davis Standard registrou retração de 45%, enquanto a Sica apontou aumento de 30%.

Extrusão Brasil aposta em telhas de PVC Os resultados das vendas de máquinas nos

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últimos três anos está em queda e o Diretor Comercial da Extrusão Brasil, Carlos Renato Borges não tem o que comemorar, mas mantém a esperança de recuperação. “O setor de Bens de Capital, assim como tantos outros, já vem sofrendo quedas de vendas e faturamento desde 2014, portanto 2015, 2016 e até o momento de 2017, foram e estão sendo anos muito difíceis para a indústria brasileira, com exceção do setor de máquinas agrícolas, que teve alguma melhora nos últimos meses”, analisa. Mas o executivo não desanima e resume em uma palavra porque acredita na recuperação. “Esperança”, diz. Carlos Renato confia que “o Pais retorne ao seu curso normal, que a economia volte a crescer, que os postos de trabalho sejam retomados, e que toda esta classe política entenda de uma vez que o Brasil é GRANDE demais para ser governado desta maneira irresponsável”, desabafa com uma crítica ao quadro atual. Mas a esperança não é a única arma ou estratégia da Extrusão Brasil para superar a crise. O executivo confia no crescimento e uso das telhas de PVC, o que se refleteria em maior aquisição de sistemas de extrusão para fabricar o produto. “A Extrusão Brasil, com o objetivo de propor novas oportunidades de negócios, apresenta um produto que será no futuro um dos principais responsáveis pelo avanço do PVC na construção civil e consequentemente trará resultados expressivos para as empresas que vinculam o sucesso de seus produtos a padrões de excelência em qualidade’, ressalta. E quem quer conhecer o processo, pode acessar o link: http://www.youtube. com/watch?v=fKLQ0Im8yl0 para ver o equipamento em pleno funcionamento. E há justificativa para entusiasmo. Carlos Renato informa que os processos de fabricação de telhas de barro, cerâmica, amianto, etc, geralmente são agentes causadores de poluição. “Em razão da consciência e a necessidade mundial em minimizar as agressões ao meio ambiente, estes produtos estão sujeitos a perder espaço ao dividir o mercado com uma nova alternativa: as telhas de PVC”, aponta o executivo. E acrescenta: as telhas de PVC, quando fabricadas dentro das normas de segurança e qualidade, são uma alternativa interessante em instalações onde se utilizam as telhas convencionais, garantindo um ótimo acabamento, alta resistência à impactos, longa vida útil, fácil instalação, mínima manutenção e redução nos custos de estrutura, além de não agredirem o meio ambiente em seu processo de fabricação”, explica o diretor. Reconhecida fabricante de máquinas e equipamentos para extrusão, a Extrusão Brasil disponibiliza ao mercado os equipamentos e o suporte técnico necessários para a fabricação da linha completa de telhas de PVC. “É importante destacar que a empresa está totalmente inserida no processo de desenvolvimento deste produto desde a chegada dos primeiros equipamentos”, adverte Carlos Renato. E fornece todos os equipamentos (importados ou nacionais) necessários para a fabricação


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da telhas modelo colonial ou plan., utilizando linhas de crédito como o Finame. No que se refere à fabricação de outros produtos, o executivo informa que os modelos de linhas de extrusão mais indicados para o mercado da construção, são máquinas voltadas para a produção de tubos de PVC e perfis em geral. O correto para estes casos é a utilização de Estruturas de Roscas Duplas, paralelas ou Cônicas, que são dimensionadas de acordo com produto e produção desejada”, orienta o diretor comercial. Estes modelos de extrusoras são utilizados normalmente para a produção de tubos de PVC, e as medidas mais procuradas são as linhas Marrom para água e toda a linha Branca para esgoto. Existe também um bom consumo de tubos para irrigação, conduites e até tubos para saneamento. Com relação aos perfis, os mais consumidos são os forros de PVC, portas sanfonadas, rodapés e canaletas para passagem de fios.

Novidades e tecnologia na Tigre

Uma verdadeira potência no segmento de transformação de plástico, o Grupo Tigre está presente em cerca de 40 países e possui sete mil funcionários. No total, são 23 plantas industriais, sendo 11 Brasil: Joinville (SC), Castro (PR), duas em Rio Claro (SP), duas em Indaiatuba (SP), Escada (PE), Manaus (AM), duas em Marechal Deodoro (AL) e Rio de Janeiro (RJ) e 12 no exterior: Argentina (2), Bolívia (2), Chile (2), Colômbia, Equador, Estados Unidos, Paraguai, Peru e Uruguai. O diretor de Manufatura Brasil e Engenharia Wagner Ferreira conta sobre o tipo de produtos e suas aplicações na indústria da construção: “O Grupo Tigre fabrica tubos, conexões, acessórios e material hidráulico em PVC. No segmento de soluções prediais, a companhia produz tubos, conexões e materiais hidráulicos para água, gás, ventilação, esgoto e combate a incêndio. Já no segmento de infraestrutura, a Tigre fabrica tubos e conexões para drenagem, elétrica, gás, esgoto e água. Em soluções para a indústria, são produzidos tubos e conexões para transporte de fluídos, rede de ar comprimido, ventilação e água. Já no segmento de acessórios, o Grupo Tigre desenvolve assentos sanitários, sistemas de descarga, torneiras, tanques e lavatórios”. Sobre quais segmentos são mais representativos para a empresa, Ferreira informa que o Grupo Tigre é líder na fabricação de tubos e conexões e um dos maiores provedores de soluções para o setor da construção civil. “Um dos principais focos da companhia é a condução de água e, por esse motivo, desenvolve produtos que se adequem a esse objetivo – seja dentro ou fora da parede dos consumidores”, esclarece o executivo. Dona de um portfólio atual com mais de 15 mil itens, Ferreira diz todos remetem sempre a qualidade, confiabilidade e segurança na instalação. “Além disso, a empresa lança mais de 500 produtos por ano e, assim, possui linhas completas que atendem todo o mercado”, lembra.

O executivo revela que recentemente a companhia apresentou sua nova linha de torneiras com 42 itens no portfólio. “São 19 torneiras para cozinha, 12 para banheiro, sete para área de serviço e quatro para reparos – todas desenvolvidas em Plástico de Engenharia (ABS), material com alta resistência e durabilidade. Além disso, o Grupo Tigre lançou a linha de Esgoto Tigre Redux. Fabricada com PVC mineralizado e com uma parede mais espessa, a solução tem como objetivo reduzir os ruídos causados pelos efluentes que passam pelas tubulações e garantir maior conforto acústico em empreendimentos imobiliários e comerciais. Outra novidade é a linha PVC-U Schedule 80, desenvolvida para a condução de fluídos e que pode ser utilizada em todos os segmentos da indústria” destaca o executivo. As principais matérias-primas utilizadas pela Tigre são resinas de PVC, PE e PP, mas Ferreira explica que por norma a empresa não divulga volume de matéria-prima utilizada. Quanto às novidades sobre as resinas e design, o executivo diz que “a principal tendência é utilizar matérias-primas inovadoras. Neste contexto de inovação avaliamos atributos de redução de custo, melhoria de performance nos produtos/processo e sustentabilidade”. E no que se refere ao parque industrial, Ferreira informa que o Grupo Tigre produz tubos utilizando modernas extrusoras, garantindo uma alta produtividade e desempenho, além de uma excelente qualidade. “Além dos tubos, a companhia desenvolve as conexões em injetoras de ponta, que agregam qualidade e um alto desempenho aos produtos”, complementa.

Tigre lançou a Linha Pack Esgoto Redux, com parede mais espessa e resistente

Qualidade e mercado

E quanto à qualidade das matérias-primas, aditivos e máquinas que a Tigre utiliza, Ferreira <<< Plástico Sul < 19


Amanco: o lançamento do Adaptador Click, de engate rápido para reservatórios

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EspecialPlástico na Indústria da Construção

informa que os compostos de PVC da Tigre são desenvolvidos internamente com o objetivo de atender aos requisitos de performance e qualidade de cada peça fabricada. “Todos os compostos de PVC rígidos, principal matéria-prima utilizada na Tigre, são desenvolvidos internamente. Um composto de PVC é uma mistura de várias matérias-primas: resina de PVC, estabilizantes e lubrificantes, cargas, modificadores de impacto e pigmento. O laboratório da Tigre possui equipamentos e pessoal técnico de classe mundial, que desenvolvem as novas formulações para todas as unidades do grupo. O desenvolvimento passa por análises reológicas, resistência a intemperismo, propriedades mecânicas, elétricas e químicas e requisitos de qualidade”, destaca. A crise brasileira afeta também as grandes empresas, mas segundo Ferreira, o pior momento está passando. “O setor da construção civil foi muito impactado pela recessão, mas a companhia sabe que a crise vai passar e que é fundamental estar preparado e alinhado com as mudanças que acontecem no segmento. Assim, apesar da atual situação econômica e política do País que tem gerado anos desafiadores, a empresa continua com seu foco em inovação – criando projetos e buscando maneiras de ampliar ainda mais o seu portfólio para atender todas as demandas do mercado. Dessa forma, segue buscando oportunidades que complementem a atuação ou, ainda, que possibilitem a entrada do Grupo em novos segmentos”, ressalta. E mesmo com toda a turbulência os números finais no ano passado não foram tão catastróficos. “Em 2016 as vendas se mantiveram estáveis comparadas com 2015”. Por isso existe uma esperança de melhorias no mercado. Ferreira encerra a análise com otimismo: “A expectativa para 2017 é de crescimento em relação ao ano anterior”, completa. 20 > Plástico Sul >>>

Amanco: foco em inovação

É com entusiasmo que Adriano Andrade, gerente de Desenvolvimento de Mercado da Mexichem Brasil, destaca as ações de outra gigante do setor de transformação de plástico. “A Amanco é líder na América Latina no mercado de tubos e conexões. A marca está presente nos seguintes segmentos de atuação: predial, infraestrutura e irrigação. Passamos também a atuar no fornecimento de tubulações para os setores químico, farmacêutico e de mineração, além de apresentamos soluções em plástico que significam custo menor de instalação e manutenção somados a vida útil superior”, destaca. E para atender à forte demanda do mercado brasileiro da construção, possui uma estrutura invejável, como relata o executivo: atualmente, a operação da Mexichem no Brasil possui 2,4 mil colaboradores e sete fábricas: Joinville (SC – duas unidades), Sumaré (SP), Suape (PE), Ribeirão das Neves (MG), Anápolis (GO) e São José dos Campos (SP). Sua sede administrativa está localizada em São Paulo, capital. “Estamos focados no desenvolvimento de novas tecnologias e inovação que agreguem valor aos produtos e levem facilidade e praticidade para o dia a dia dos clientes e do consumidor final. Além disso, ampliamos o nosso portfólio de produtos’, afirma Andrade. O gerente enfatiza que mesmo em um cenário interno instável, a companhia não alterou sua meta de investir em inovação para manter o crescimento. “Aumentamos a capacidade produtiva de linhas de produtos já existentes e de novas, nos três segmentos de atuação da marca (predial, infraestrutura e irrigação). Houve também investimentos não maturados que permitiram crescimento além do orgânico, inclusive com a entrada em novos segmentos de atuação como o industrial e de flúor”, conta o executivo. “Também trabalhamos fortemente em ações de racionalização logística (ex: roteitização e unitizador). Em gestão de resíduos sólidos, investimento em processo que permitiram redução de scrap e de sobrepeso’, acrescenta. O mercado é cíclico e muitas vezes o crescimento de um ou outro segmento depende do momento. Adriano Andrade avalia o desempenho de alguns setores. “A Amanco prioriza o conceito da inovação para facilitar a vida de seus clientes, independente da área de atuação. O segmento de irrigação tem suportado melhor o atual momento do mercado, pois o agronegócio tem sustentado a balança comercial e o PIB. Já o predial ainda sente as consequências da recessão econômica recente e o de infraestrutura aguarda a retomada dos investimentos para voltar a crescer. Ou seja, cada um tem sua relevância e acaba se destacando em determinado momento, conforme o andamento da atividade econômica nacional”, explica o executivo.


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FOTOS: DIVULGAÇÃO

EspecialPlástico na Indústria da Construção Linha Amanco Super CPVC FlowGuard foi desenvolvida em parceria com a Lubrizol

Atrações no catálogo

Adriano Andrade diz que a Amanco prioriza o conceito de inovação para crescer

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O setor industrial e dinâmico e exige atualizações constantes. Assim, Adriano Andrade revela que o portfólio da Amanco é composto por cerca de 4 mil itens de venda rotineira. “Lançamos recentemente o primeiro adaptador de engate rápido para reservatórios de boca aberta ou fechada, o Adaptador Click. Patenteado, o produto pode ser utilizado nos reservatórios da marca Amanco e na maioria dos reservatórios plásticos. Num clique, é possível fazer a instalação por fora, de forma prática, sem que se tenha de entrar no reservatório para fazer as conexões”, informa. O executivo diz que vale destacar também a linha Amanco Super CPVC FlowGuard, lançada no ano passado e desenvolvida em parceria com a empresa norte-americana Lubrizol. “Seus produtos possuem durabilidade muito superior a qualquer outro produto CPVC do mercado, com 50 anos de garantia, pois utilizam na sua composição o FlowGuard. Estudos mostram que os tubos com esse composto são 25% mais resistentes à temperatura e pressão em comparação a produtos similares do mercado e mais duráveis porque não apresentam oxidação nem incrustação”, alerta Andrade. Para concretizar um projeto é preciso matéria-prima de qualidade, máquinas e processo. O executivo se manifestou quanto ao tipo de matéria-prima mais usada e volume anual processado. “A mais utilizada é o PVC. Também temos produtos fabricados em ABS, PP, PE e CPVC. Porém, a maior representatividade fica mesmo para o PVC. Infelizmente, por questões estratégicas, não podemos informar o volume de matéria-prima utilizado anualmente”, pondera. Quanto à qualidade, há rígido controle. “Em resumo, todos os produtos são testados e homologados conforme as normas vigentes, além de ensaios que comprovam o perfeito funcionamento considerando a aplicação a que se destina. Uma vez homologados, eles seguem o plano de controle interno de matéria prima. A medida que a qualidade das matérias-primas é assegurada pelos fornecedores é possível diminuir a quantidade de testes internamente, aumentando a velocidade de processos internos”, explica. Some-se a isso o conjunto de máquinas para produção industrial. “Temos processo de extrusão, injeção e sopro. O de sopro é exclusivo para a fabricação de reservatórios. Somos a única empresa no Brasil que utiliza essa tecnologia na fabricação de

caixas d'água”, adverte Andrade, que também fala sobre novas tendências, e tecnologias. “Atualmente, a tecnologia CPVC é o destaque da marca. Em parceria com a empresa norte-americana Lubrizol, a Amanco desenvolveu o Amanco Super CPVC FlowGuard, tubo para condução de água quente e fria, que tem como principal característica a maior durabilidade, 25% mais resistente a temperatura e pressão, com 50 anos de garantia, graças ao uso do FlowGuard em sua composição”, explica. Adriano Andrade acrescenta que esse atributo soma-se à vantagem de a tecnologia ser uma alternativa mais barata e de aplicação mais fácil, se comparada com o antigo tubo de cobre que há décadas está no mercado. “A Amanco desenvolveu também uma solução em CPVC para as indústrias química e de mineração. Novamente em parceria com a Lubrizol, a marca lançou no ano passado a linha Amanco Corzan no mercado brasileiro. Os produtos dela são mais resistentes à corrosão interna e externa e têm maior vida útil, baixo custo de instalação e excelente capacidade hidráulica”, informa. A avaliação de desempenho e o comparativo de vendas (2016/2015) não foi fácil. Andrade ressalta que além de ações relatadas anteriormente, foram feitos ajustes operacionais a fim de garantir mais produtividade, firmando novos acordos de distribuição com o intuito de diminuir os custos com frete, substituindo algumas matérias-primas importadas por nacionais e renegociando contratos com fornecedores. “Em 2015 tivemos um crescimento no volume agregado de vendas que significou, no final, um índice bem superior ao registrado pelo setor da construção civil em geral. O faturamento de 2015 foi semelhante ao de 2014, o quem, considerada a crise econômica, foi um resultado positivo’, pondera.


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DestaqueAutomação Industrial e Indústria 4.0

A (r)evolução em busca da eficiência

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Quem frequenta o ambiente de uma unidade fabril moderna, certamente vai encontrar um cenário muito diferente do ambiente do século passado: máquinas inteligentes, robôs, conectores automatizados, salas de controle ocupando o espaço de equipamentos manuais, antigos... Seja bem-vindo mundo da automação e ao universo da Indústria 4.0 no setor plástico, uma verdadeira revolução nos processos de produção, do projeto à execução, em busca de mais eficiência e competitividade

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evolução tecnológica é necessária em todos os processos produtivos, a automação se tornou indispensável e o conceito de Indústria 4.0 é cada vez mais frequente no vocabulário das empresas. Oscar da Silva, diretor da Sepro Brasil – subsidiária da multinacional francesa Sepro -, comenta sobre quais as tendências atuais em automação e robótica industrial. “A Sepro já deu passos significativos em direção á Indústria 4.0 com nossa plataforma de controle Visual patenteada, que pode controlar robôs Sepro e de outros fabricantes de robôs e ser integrado a máquinas injetoras além de poder gerenciar diversos dispositivos periféricos para controle, rastreabilidade, montagem, corte, etc., e produzir assim peças de valor agregado. Mas como a Indústria 4.0 é maior do que a indústria do plástico sozinha, a Sepro está trabalhando com outras empresas e instituições para compartilhar conhecimentos, recursos e perspectivas”, adverte. O executivo explica como isso ocorre, por exemplo, no caso da Sepro, que está colaborando com o Robotics Institute da Carnegie Mellon University (o maior centro de pesquisa em robótica no mundo), em Pittsburgh, PA, para desenvolver a próxima geração de robôs e controles de máquinas de transformação por injeção. “O projeto ainda está em fase de desenvolvimento, mas é provável que os novos controles contenham elementos como a ergonomia 'ágil', semelhante aos tablets, a capacidade de 'aprender fazendo', a simulação 3D para facilitar a programação, a personalização extensiva e 'Aplicativos' que facilitem as funções rotineiras, como manutenção e solução de problemas”, relata. Mas faz uma ressalva importante: “A colaboração, no entanto, não pode ser confinada dentro de uma indústria. Assim, estamos ativamente envolvidos no desenvolvimento de práticas de gestão inovadoras com a Audencia Business School em Nantes, uma das principais escolas de negócios na França e na Europa”, complementa. E cita o CEO da Sepro, Jean-Michel Renaudeau, que chama isso de "cruzar a fronteira". “Quando pessoas e empresas compartilham recursos, elas desenvolvem uma visão mais global. Eles obtêm informações e a compreensão que lhes permite tornar-se mais forte, com mais rapidez. A Indústria 4.0 não se trata apenas de tecnologia que permite que as máquinas se comuniquem. Isso é apenas uma parte, mas o mais importante está relacionado às pessoas e empresas que multiplicam nossos próprios recursos através da colaboração e de uma visão compartilhada do futuro”, aponta. E para que a questão conceitual seja compreendida, Oscar da Silva afirma: “Nossa visão da Indústria 4.0, é "a visão do senso comum", e o compromisso da Sepro com ela, nos deu oportunidade para fazermos grandes coisas acontecerem em um curto período de tempo. Isso pode ajudar os trans-


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A Sepro possui a gama de robôs mais ampla do mercado

formadores de plástico por injeção a fazer grandes avanços também. Eles certamente descobrirão que, graças aos robôs de hoje e à tecnologia em evolução, o futuro está de portas abertas’, prevê o executivo.

Sepro no setor plástico

A presença da tecnologia da Sepro na indústria do plástico aumenta a cada ano e Oscar da Silva revela quais os principais modelos de robôs que o Grupo oferece para o setor. “A Sepro possui a gama de robôs mais ampla do mercado, desde pickers pneumáticos e servomotorizados, robôs de 3, 5 e 6 eixos todos controlados pela mesma plataforma eletrônica. Os robôs mais vendidos para o segmento plástico ainda são os robôs de 3 eixos, para uma utilização mais generalista podendo automatizar qualquer tamanho de máquina injetora e praticamente qualquer processo, desde operações de pega e depósito simples até aplicações complexas de sobre-injeção de insertos por exemplo”, diz. “No entanto, cada vez mais processos exigem mais recursos como multi-posicionamento, acompanhamento de trajetória (para flambagem ou rebarba de peças), e neste caso robôs de 5 ou 6 eixos são a solução perfeita, principalmente para os transformadores prestadores de serviço que nunca sabem que tipo de produto vão ter que injetar e com essas gamas de robôs eles ganham em versatilidade”, explica o executivo. “Os robôs laterais são robôs para ciclos de alta velocidade geralmente destinados a indústria de embalagem,

e para tal não são tão modulares quanto os demais robôs cartesianos”, esclarece. Muitas indústrias parecem desconhecer as vantagens e benefícios da automação, como conta Oscar da Silva. “O uso de robôs pode auxiliar na melhoria dos tempos de ciclo de produção e na garantia de estabilidade desse ciclo trazendo uma melhoria na qualidade do produto injetado e consequentemente uma diminuição dos refugos, ou seja uma economia em termos de energia e matéria prima consumidos. Os robôs também podem auxiliar nos processos pós-injeção, como controle de qualidade, empilhamento em caixas, etc... Eles também são utilizados para processos de sobre-injeção de material (como tecido, metais, IML,...) agregando assim um máximo de operações. Além disso o robô ajuda na melhoria das condições de segurança e de trabalho do operador. Todos esses pontos favorecem a produtividade e ajudam o transformador a se tornar mais competitivo. Resumindo, atualmente o robô para máquina injetora é um dos raros periféricos que permite baixar seu custo de produção”, ressalta. Confiante na recuperação do mercado brasileiro após um período de crise aguda, no início do ano a Sepro participou das duas feiras setoriais mais importantes, a Plástico Brasil e a Feiplastic. Oscar da Silva comentou sobre este momento. “Infelizmente, após um ano 2016 complicado em termos de produção/ investimentos, a feira do plástico se dividiu em duas, dividindo assim tanto os expositores quanto o público. Apesar do alto investimen<<< Plástico Sul < 25


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DestaqueAutomação Industrial e Indústria 4.0 Dal Maschio fabrica equipamentos de alta flexibilidade e fácil uso

já mostra sinais de recuperação. O atual é crítico, cheio de indefinições por parte de nosso Governo, mas a indústria precisa andar para não ficarmos defasados perante outras potências mundiais”, completa Saltori.

Dal Maschio em evolução contínua

to, participamos de ambas feiras e ambas dentro de seu mercado (segmento premium e econômico) deram bons resultados, signo que este ano 2017 está mostrando sinais de recuperação para toda a cadeia. Aliás já podemos dizer que estamos caminhando para um ano recorde de vendas”, completou.

Wittman-Battenfeld: tecnologia de ponta

O uso da tecnologia cada vez mais se consolida na indústria do plástico e Cássio Saltori , diretor Geral da Wittmann-Battenfeld no Brasil, faz uma avaliação do que está acontecendo na área de automação. “As tendências hoje são as buscas máximas para redução de tempo de ciclo, automatizar linhas para diminuir trabalho manual, ajuste de lay-out para ganho de espaços e também para aumentar os padrões de qualidade. Hoje a automação está ligada a todos os sistemas da empresa, não única e exclusivamente nos robôs, mas todos os dispositivos que englobam uma célula de produção. Quanto menos etapas produtivas tivermos para a montagem e produção de um determinado produto, melhor será a qualidade, diminuímos as probabilidades de erros, de refugos e otimizamos espaço, tempo e reduzimos custos”, ensina. Os eventos são oportunidades de apresentar aos clientes e a novos interessados o que as empresas tem de novidades em modelos e tecnologias. Cassio Saltori conta qual foi a estratégia da empresa na Plástico Brasil. “A Wittmann Battenfeld apresentou 26 > Plástico Sul >>>

integração completa de todos os dispositivos e centrais de alimentação, todos eles diretamente controlados pelo comando da Injetora e com informações em tempo real sendo enviados para Smartphones, tablets e sistemas de gerenciamento à distância”, lembra. O executivo também destaca quais as vantagens e benefícios que os equipamentos do Grupo proporcionam ao transformador. “Os produtos Wittmann-Battenfeld estão sempre na ponta da tecnologia, com os mais modernos controladores e equipamentos para fornecer ao seu cliente o melhor em produtividade, qualidade e relação custo x benefício”, informa. No estande do Grupo durante a feira, um cartz em destaque continha o seguinte slogan: Wittmann 4.0. Qual o significado desta expressão? Cássio Saltori foi objetivo na resposta. “Wittmann 4.0 é o sistema que identifica as interfaces de integração de todos os periféricos, robôs e células de automação ao comando da máquina. Com ele podemos conctar termorreguladores, robôs, controladores de fluxo de água, dosadores e demais periféricos através desta interface com reconhecimento imediato pelo comando da máquina”, explica. A tecnologia está ai, disponível, mas como a Wittmann-Battenfeld avalia o mercado brasileiro e até que ponto o atual momento político interfere nas vendas? O executivo está atento ao que envolve este cenário. “O mercado brasileiro está reagindo, porém com cautela, a situação para o setor de máquinas ainda é difícil para alguns segmentos, mas

Com matriz sediada próxima à Verneza, na Itália, a Dal Maschio é uma das mais antigas e principais fabricantes de sistemas para automação de injetoras de plástico do mundo. O grupo está no Brasil, em São Bernardo do Campo (SP), há mais de 20 anos com fábrica, assistência técnica e engenharia de desenvolvimento em constante evolução. O diretor comercial José Luiz Galvão Gomes, informa que a Dal Maschio produz equipamentos de alta flexibilidade e fácil uso, voltados para a automação de processos de injeção de termoplásticos, paletização de peças em final de linha e alimentação de centros de usinagem, entre outros processos. Gomes é objetivo do comentar sobre os propósitos da empresa nesse setor. “Para atender as demandas da indústria atuamos em contínua evolução, buscando inovações para fornecer sistemas a nossos clientes que agreguem valor aos seus produtos e serviços, redução de custos de fabricação, redução de refugos, etc.”, ressalta. “Temos assim fornecido diversos equipamentos, desde robôs padrão como robôs totalmente Taylor Made, com diversos e variados eixos servo controlados, robôs de montagem longitudinal, robôs para In Mold Labelling, robôs para a montagem de insertos nos moldes, robôs para paletização de caixas em final de linha, etc.”, informa. A Dal Maschio também tem novidades em automação. como revela Gomes com satisfação. “Neste ano lançamos o novo modelo de robôs de entrada lateral, Snap Tank, para ciclos ultra rápidos e com alta capacidade de carga, lançamos novos pulsos de rotação de peças com até três eixos servo controlados, novo comando numérico M8 com portas ethernet e USB permitindo integração com sistemas de gerenciamento de produção e com maior capacidade de comunicação e controle de periféricos”, diz. Segundo o executivo, essas medidas estão em sincronia com um processo de mercado. “Tudo é para atender a crescente e exigente demanda de nossos clientes, os quais cada vez mais valorizam a flexibilidade e eficácia dos equipamentos e do atendi-


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mento pré e pós venda”, enfatiza Gomes. Ele completa sua análise sobre o setor comentando sobre o cenário nacional. “O mercado brasileiro após algum tempo morno está em forte expansão, buscando recuperar competitividade e diferenciais, sendo que neste ano já ampliamos nossa capacidade de produção com a contratação de novos técnicos, certos que este crescimento será duradouro”, finaliza.

Engel com foco na integração

Com sede na Áustria, a Engel sabe que o processamento de plásticos é um desafio em constante mudança para o industrial e seu equipamento - durante toda a vida útil da máquina. Por isso a empresa fornece apoio competente com serviços globais e suporte no local, ferramentas de adaptação e otimização de qualidade disponíveis em todos os momentos, bem como treinamento profissional abrangente. Com forte atuação no Brasil, o diretor Udo Löhken também comenta sobre as tendências atuais em automação, tecnologia e robótica industrial. “A tendência é a integração horizontal e vertical entre as máquinas no processo de fabricação, permitindo uma grande flexibilidade na produção para atender a demanda dos clientes com alta produtividade, estabilidade e disponibilidade das máquinas”, ressalta o executivo. Udo Löhken prossegue e diz que, “além das interfaces de comunicação padronizadas que são desenvolvidas para atender toda a indústria de transformação de plástico, como as interfaces EUROMAP, que permitem a integração das máquinas em sistemas de MES e a integração dos robôs e equipamentos

Evolução: a Unidade de Controle CC330 da austríaca Engeli

periféricos, a Engel também está desenvolvendo alguns programas para a chamada fábrica inteligente”, informa. Esses programas na Engel estão abaixo do "guarda chuva" inject 4.0 e são divididos em: ● Smart machine: iQ weight control, iQ clamp control, iQ flow control e iQ vibration control; ● Smart service: e-connect.24, e-connect diagnostic e e-connect monitor; ● Smart production: e-factory com. diversos modulos de controle de produção. Dentro de um processo de atuação, a Engel disponibiliza um catálogo com vários equipamentos de automação para a indústria do plástico. A empresa fabrica os seus pró-

prios robôs lineares, além de integrar robôs de 6-eixos nos comandos das nossas máquinas. “Hoje oferecemos a nossos clientes os seguintes robôs e equipamentos de automação que podem ser totalmente integrados no nosso comando ENGEL CC300: robô para retirada de galhos de injeção e/ou peças pequenas: e-pic; robô linear para pesos de manipulação de 6 kg a 120 kg: viper 6, viper 12, viper 20, viper 40, viper 60, viper 90 e viper 120; robô de 6-eixos para máquinas de 28T até 5.500T de força de fechamento: easix TX 40 a TX 210; células de produção padronizadas: easiCell fornos de aquecimento de chapas orgânicas infra-vermelhos; sistemas de correias transportadoras como: esteiras,

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DestaqueAutomação Industrial e Indústria 4.0 Stäubli demonstrou troca rápida de moldes em evento recente

das mais diversas energias utilizadas na conexão de moldes: água e óleo para controle térmico, ar comprimido, óleo hidráulico, sinal e potência elétricos. E no espaço reservado para a divisão Robotics, foi apresentada uma célula robotizada com o modelo TX90 preparado com uma grande novidade, o uniVAL drive, uma solução “ready to plug“ para conduzir toda a gama de robos de 4 e 6 eixos da Stäubli, utilizando controladores industriais genéricos multieixos, perfeitamente adaptada para aplicações de fabricantes de máquinas, economizando tempo, custos e recursos. Além disso, será possível saber mais sobre o pacote Stäubli para aplicações de carga e descarga de injetoras como o nosso software de programação Valplast e solução Euromap (plug & play).

Novidade na Expomafe porta pallets, trayservers, etc; mesas de troca rápida de moldes com pesos de até 2 x 50T: famox. “Além dos equipamentos, temos uma equipe de automação especial que projeta células de automação e produção, fornecendo soluções turn key para os nossos clientes”, informa Udo Löhken. Dentro do conceito de atualização, a Engel também registra lançamentos recentes, conforme revela o executivo. “Na última feira K'2016 lançamos os fornos infra-vermelhos e a célula de automação easiCell’, revela o diretor, aproveitando para informar resumidamente, as vantagens e benefícios que os equipamentos e processos da Engel proporcionam ao setor plástico. “A grande vantagem dos nossos produtos, é que todos os equipamentos de automação e periféricos são controlados através do comando central ENGEL CC300 da máquina de injeção, inclusive com capacidade de se controlar mais de um robô pelo comando da máquina. Com isso a integração e sincronização de toda a célula é perfeita, e com somente um ponto de acesso a rede é possível monitorar a célula completa”, finaliza.

A versatilidade da Stäubli

Com forte atuação em vários setores, com engates rápidos, soluções de troca rápida de moldes e máquinas têxteis, a empresa franco-suíça Stäubli participou recentemente da Plástico Brasil. Por meio da subsidiária em São Paulo, teve ênfase em sua área de Soluções de Robótica para automação industrial, incluindo robôs Scara e robôs de 6 eixos, controlado28 > Plástico Sul >>>

res, softwares, bem como interfaces entre homem e máquina com alta produtividade, velocidade e precisão. A presença da Stäubli na indústria do plástico se evidencia por ser especialista em sistemas e equipamentos para trocas rápidas de moldes, oferecendo soluções para: Carregamento do molde: mesas e carros troca-moldes; Fixação do molde: sistemas magnéticos, hidráulicos e mecânicos; Conexão das energias: engates rápidos e placas de multiacoplamentos para conexão rápida e simultânea das energias e fluidos; Automação do processo: robôs industriais de 4 e 6 eixos e trocadores de ferramentas para robôs. Durante a Plástico Brasil a Stäubli exibiu todas as principais soluções fornecidas para a Indústria do Plástico.. O estande recebeua as divisões, Connectors e Robotics, cada uma exibindo produtos e soluções em funcionamento. No espaço reservado para a divisão Connectors, mostou uma linha de engates e placas de multiacoplamentos para conexão rápida das mais diversas energias utilizadas nos moldes: água e óleo para controle térmico, ar comprimido, óleo hidráulico, sinal e potência elétricos. Teremos ainda em exibição um dos nossos sistemas de fixação de moldes – versão magnética – totalmente operacional e disponível para demonstração de suas funcionalidades. A grande atração foi a apresentação de um molde real totalmente equipado com os principais produtos, e os visitantes puderam conhecer e manipular engates rápidos e placas multiacoplamentos para conexão rápida

A linha Stäubli de robôs para plásticos é a primeira linha de robôs de seis eixos concebida especificamente para utilização na indústria de plásticos. Eles foram desenvolvidos após consulta detalhada e avaliação por empresas de injeção por molde e integradores de sistemas, garantindo soluções de automação altamente especializadas. E a empresa aproveitou para apresentar a nova geração de robôs TX2 na Indústria 4.0. Em maio, durante a Expomafe 2017, a Stäubli transformou o seu estande em uma grande demonstração em torno do conceito de manufatura inteligente, esse projeto se chama Centro Tecnológico Smart Factory e tem a grande responsabilidade de apresentar o novo patamar em colaboração homem-máquina. Entre a variada lista de lançamentos apresentados no evento a principal é a série de robôs TX2, a evolução dos robôs colaborativos, que expostos em operação real em uma célula de carga e descarga de máquina-ferramenta, desenvolvida em parceria com a empresa DR Promaq. Gerald Vogt, Manager da Divisão Robótica da Stäubli, explica por que o fabricante especialista utiliza modelos padrão para a colaboração entre humanos e robôs e dispensou a construção de robôs assistentes típicos: "Não queríamos criar cinemática dedicada de alto custo para aplicações de HRC Human-Robot Collaboration (Colaboração Homem-Máquina). Tais robôs geralmente ficam sujeitos a excessivas restrições sobre carga e dinâmica. É por isso que optamos por adaptar os nossos robôs padrão para trabalhar com as pessoas sem comprometer o desempenho", ressalta.


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Indústria 4.0 - base da 4ª Revolução Industrial

A

quarta revolução industrial já começou e empresas de todo o mundo correm contra o tempo para entrar na era da chamada indústria 4.0. A indústria 4.0 pode funcionar como instrumento para reverter o processo de desindustrialização e recuperar a participação do setor industrial no PIB Brasileiro. É a solução para alavancar a manufatura no Brasil. É preciso revolucionar os processos produtivos inovando, reduzindo custos e otimizando sistemas e usando todas as possibilidades de inovação em Produtos, Inovação em Processos, Inovação em Mercados e Processos de negócio que a automação ou indústria 4.0 possibilitam. Em muitos países avançados todas as decisões para ações internas na fábrica já são tomadas pelas próprias máquinas, com base em informações fornecidas em tempo real. A indústria do futuro já chegou. Para abordar este tema a Plástico Sul contou com a participação de especialistas como: Paulo Roberto dos Santos, Engenheiro Industrial Mecânico, MBA em Gestão e Engenharia do Produto pela Escola Politécnica da USP, Sócio Diretor da Zorfatec, consultoria em Inovação Tecnológica, Especialista em Industria 4.0. Durante mais de 25 anos atuou na Festo Brasil, sendo responsável por P&D e pela Estratégia de Produtos na Região Américas e com várias especializações.

E também Eliane Regina Rodrigues Message, professora universitária, Mestre em Inovação Tecnológica e Cultura Organizacional pela UFABC (Universidade Federal do ABC), Pesquisadora do LabEI (Laboratório de Empreendedorismo e Inovação) da UFABC/CAPES, Consultora da Zorfatec – Consultoria em Inovação Tecnológica, desenvolve pesquisa sobre os temas Indústria 4.0 e Tendências Mercadológicas para Tecnologias Emergentes. E no final, um estudo do empresário Roberto Guarnieri, especializado em automação industrial

Como implantar a Indústria 4.0

A necessidade de evolução e seus reflexos - Indústria 4.0 ou Manufatura Avançada. Essas expressões nomeiam o que alguns especialistas definem como a base da 4ª Revolução Industrial, em andamento desde a década passada, envolvendo fábricas mais flexíveis e eficientes, que combinam velocidade, baixo custo e níveis mais elevados de qualidade para promover uma customização em massa e novos postos de trabalho altamente especializados. A Indústria 4.0 elevará a produção para um patamar inteligente, onde todos os processos de decisão das fábricas serão tomados pelas próprias máquinas, com base em informações fornecidas de dentro do sistema de manufatura em tempo real, a partir do uso intensivo de digitalização (ambien-

tes computacionais onde um processo se retroalimenta com informações), big data, internet das coisas, tecnologia operacional, inteligência artificial, tecnologias de computação cognitiva, sensoriamento, robótica colaborativa e manufatura híbrida. São os sistemas cyber-físicos que tomarão a decisão de quando ligar, desligar ou de quando acelerar ou reduzir a produção no ambiente da manufatura. Consultoras estimam que as tecnologias relacionadas à Indústria 4.0 podem injetar quase US$ 40 bilhões no PIB do Brasil até 2030. A Indústria 4.0 promete gerar diversos impactos na indústria, sendo uma das principais frentes tecnológicas vistas como prioritárias pelas empresas. Uma das mudanças previstas está relacionada ao aumento da personalização de produtos mantendo os custos similares aos produtos seriados. A otimização de processos, maior disponibilidade de ativos, redução no consumo de energia e maior transparência na gestão dos negócios. Contudo, mais do que essas alterações, a Indústria 4.0 promete movimentar com força a economia em todo o mundo. E não se trata somente de movimentar a economia do país, mas a Indústria 4.0 pode gerar uma série de benefícios para as indústrias, que, cada vez mais, buscam aumentar sua produtividade e reduzir os seus custos. Ao menos, três consequências são previstas com a disseminação das tecnologias, segundo a Mckinsey, empresa americana líder no mercado de consultoria empresarial: – Redução dos custos de manutenção e de equipamentos entre 10 e 40% – Diminuição do consumo de energia entre 10 e 20% – Aumento da eficiência do trabalho entre 10 e 25% <<< Plástico Sul < 29


DestaqueAutomação Industrial e Indústria 4.0 Resta aos empresários encontrar respostas para a grande pergunta: O que devo fazer para preparar meu negócio para a Indústria 4.0? Fazer a transição do padrão industrial vigente para o padrão sinalizado pela abordagem da indústria 4.0 requer a suplantação de uma série de variáveis dentro e fora da empresa. Considera-se fundamental reunir estratégias, competências, recursos e ferramentas para qualificar a empresa sob o ponto de vista tecnológico, humano e organizacional na direção no paradigma da indústria 4.0, o que implica as empresas orientarem-se para as seguintes premissas: Estabeleça uma estratégia de longo prazo para Indústria 4.0 - Antes de começar, é necessário buscar o entendimento das possibilidades de posicionamento nesse novo ambiente, no qual podemos destacar as seguintes soluções para a estratégia de conversão da empresa para a Indústria 4.0: Platform Enabler (habilitador de plataforma): desenvolvimento de produtos com características de conectividade, que possibilita a comunicação diretamente com a Internet, além da integração de funções avançadas de sensoriamento e diagnóstico, possibilitando a geração de dados úteis para os processos de gestão de ativos e da manutenção preditiva. Data Provider (fornecedor de dados) - a partir da análise dos dados fornecidos por produtos conectados à internet, são observados comportamentos do desempenho dos produtos nas respectivas aplicações, possibilitando melhores ajustes de processo. Esses dados podem ser fornecidos aos clientes na forma de serviços de manutenção remota e otimização de processos. Service Provider (fornecedor de serviço): fornecer a automação como serviço, em que o cliente efetua o pagamento pela produtividade do sistema, e não pelos ativos adquiridos. Platform Provider (fornecedor de plataforma): fornecimento de componentes de múltiplos sistemas de controle, automação e gestão, que atuam de forma integrada. Representa o estágio mais complexo e amplo de fornecimento, possibilitando uma solução completa para uma indústria específica. 30 > Plástico Sul >>>

Mapeamento e definição de uma estratégia Indústria 4.0 - É preciso diagnosticar os requisitos de produção atuais e o grau de maturidade digital atual vis-à-vis as condições ideais requeridas para o novo padrão industrial. Em seguida, é necessário definir metas claras para reduzir o déficit de tecnologias situadas no contexto da abordagem da indústria 4.0 e os caminhos para alcance desses objetivos. De forma subjacente, é preciso que esta transformação seja objeto de legitimidade da alta cúpula da empresa, apoiando todos os elementos que revestem a trajetória de transição. Implementação de um projeto-piloto - Para que o processo de transformação seja eficiente, é necessário estabelecer uma prova de conceito, de forma que valide os resultados experimentais e seja reproduzido. Para o projeto piloto que possa representar a estrutura, as regras de comportamento e decisões de produção inteligentes e em rede e a base de produtos de rede, equipamentos, sistemas de informação e pessoas. Embora com escopo inicial reduzido, é preciso incorporar ao projeto-piloto o conceito end-to-end da Indústria 4.0, isto é, prever dos materiais necessários até a entrega ao cliente (e serviços pós-venda). Definição dos recursos necessários Com base nas lições aprendidas no projeto-piloto, é necessário mapear em detalhes os recursos necessários para a implementação do projeto integral na empresa (pessoas, produtos, equipamentos, sistemas de informação de toda a organização), detectando o que já há disponível na empresa e o que é necessário adquirir de habilidades e competências profissionais e infraestrutura de TI ágil e funcional. Liderança e competências multifuncionais - Outra dimensão importante dos processos de transformação para a abordagem da indústria 4.0 reside na necessidade de estabelecer capacidades analíticas multifuncionais, estreitamente ligadas às prioridades estratégicas de toda a empresa. De forma combinada, é preciso estabelecer a interação de dados das diferentes áreas funcionais da empresa, como por exemplo, os dados de qualidade, logística com funções de engenharia. Aprender a obter valor dos

dados através de um design inteligente de sistemas, usando análises em tempo real para adequar os produtos para os clientes e melhorar continuamente seus processos. É preciso uma clara liderança desse processo, revestida de alto compromisso e visão integrada de todas as áreas interessadas. Para isso, desenvolver indicadores de desempenho dos processos inseridos no novo contexto industrial mostra-se ser uma ferramenta importante para garantir a integralidade dos resultados. Estruturação de cultura pautada na indústria 4.0 - No contexto da abordagem pautada na indústria 4.0, é importante que os profissionais da empresa sintam a necessidade de pensar e agir dentro dos novos padrões tecnológicos, estando dispostos a experimentar, aprender novas formas de funcionamento e adaptar os processos diários nessa direção. Construção de visão sistêmica e compartilhada - A indústria 4.0 induz ao desenvolvimento de produtos com relativo grau de complexidade. Portanto, na transição para este padrão industrial é premente a realização de parcerias e o alinhamento de plataformas para complementar competências para desenvolvimento dos produtos e processos em colaboração com atores externos à empresa, como universidades, parceiros, fornecedores, clientes e outras fontes de interação para acelerar os processos de digitalização.

Conclusão

Avalie sua maturidade digital no momento, projetando onde você precisa estar Defina metas claras para reduzir o gap, priorize as medidas que trarão mais valor a seu negócio e garanta que elas estejam alinhadas com a estratégia global, certifique-se de que toda a liderança esteja comprometida com essa abordagem e que esse compromisso seja evidente para todas as pessoas da empresa, que vão basear suas decisões no que acham que seus líderes querem. O processo de preparação para Indústria 4.0 é antes de ser uma transformação tecnológica, um exercício de planejamento estratégico. As empresas que realizarem melhor esse planejamento serão as líderes em seus segmentos de mercado.


Artigo

É

um conceito de indústria proposto recentemente e que engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e tecnologia da informação, aplicadas aos processos de manufatura. A partir de sistemas Cyber Física-Internet das coisas e internet dos Serviços, os processos de produção tendem a se tornar cada vez mais eficientes, autônomos e customizados. O termo indústria 4.0 se originou na edição de 2011 na feira de Hannover, a iniciativa, fortemente patrocinada e incentivada pelo governo Alemão em associação com empresas de tecnologia, universidades e centros de pesquisa do país, propõe uma importante mudança de paradigma em relação à maneira como as fabricas trabalham nos dias de hoje. Um dos maiores impactos causados pela indústria 4.0 será uma mudança que afetará o mercado como um todo. Consiste na criação de novos modelos de negócios. Em um mercado cada vez mais exigente, muitas empresas já procuram integrar ao produto necessidades e preferências de cada cliente. A customização prévia do produto por parte dos consumidores tende a ser uma variável a mais no processo de manufatura, mas as fábricas inteligentes serão capazes de levar a personalização de cada cliente em consideração, se adaptando às preferências. Os profissionais também precisarão se adaptar, pois com fábricas ainda mais automatizadas novas demandas surgirão enquanto algumas deixarão de existir, assim sendo quem quiser ter sucesso nesse novo cenário terá de desenvolver novas habilidades, tais como, Formação Multidisciplinar, Capacidade de adaptação, Senso de urgência, Bom relacionamento, Visão Técnica, Idioma, Flexibilidade dentre outros. E o Brasil, o consenso entre os especialistas é de que a indústria nacional ainda está em grande parte na transição

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Por Roberto Guarnieri*

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O que é a Indústria 4.0

do que seria a Indústria 2.0, nos dias de hoje temos uma defasagem entre a Alemanha, uma pequena idéia precisaríamos instalar cerca de 165 mil robôs industriais para nos aproximarmos da demanda robótica atual. Preocupado com esta realidade as empresas, Pollux, a Fiesc/Ciesc e a Embraco fundaram, em agosto de 2016, a Associação Brasileira de Internet Industrial. A ABII visa divulgar e fortalecer a Internet Industrial no Brasil e criar um fórum permanente de discussões sobre o tema, além de intercambio tecnológico e de negócios com parceiros internacionais, promoção do desenvolvimento econômico e geração de emprego. Atento a esta nova realidade nos da Trend7 juntos com parceiros especializados e com experiências na automatização industrial de linhas de produção, já estamos acompanhando esta realidade, onde já executamos projetos e finalizações trazendo grandes resultados econômicos e aumento na produtividade com ganho qualidade. *Especialista em automação industrial | Materiais extraídos de boletim técnicos, trabalhos de universidades e revistas. (Siemens engenharia, Citisystems, Sebrae inovação, Revista Exame)

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Artigo

Quarta Revolução Industrial, Ética e Princípios da Termodinâmica na Economia – Tudo a ver! De acordo com Jeremy Rifkin, a 4ª Revolução Industrial está nos levando para uma Sociedade de Custo Marginal Zero1

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Ronaldo Aloise Junior*

S

e nos anos 1990, quando ainda usávamos CD’s para ouvir música, aumentasse a demanda por CD’s e toca-CD´s, os fabricantes teriam que investir massivamente em ativos para poder produzir e distribuir este maior volume de produtos, e aumentaria o custo marginal na proporção desse crescimento. Hoje compramos arquivos de bits (músicas, softwares, livros, vídeos, etc.) e escutamos ou assistimos nos celulares. Todos os produtos digitalizáveis têm custo marginal quase zero, pois a replicação depende apenas da capacidade de multiplicar arquivos e entregar via Internet. Este simples exemplo já nos apresenta três características da 4ª Revolução Industrial: primeiro a Digitalização, em que produtos físicos (toca-CDs, rádios, GPS, câmeras fotográficas, etc.) são digitalizados (convertidos em software e componentes eletrônicos), depois a Desmaterialização, quando produtos deixam de existir como itens independentes ao serem todos incorporados em um único aparelho (o smartphone neste caso). Estes dois fenômenos causam o que chamamos de Disrupturas, quando produtos e serviços são substituídos por tecnologias digitais. Outros

exemplos são os sistemas virtuais de rede que substituem equipamentos de rede por softwares rodando em servidores (SDN – Software Defined Networks), e os Raio-X digitais em que as lâminas de filmes são substituídas por placas sensíveis à radiação que já fornecem as imagens instantaneamente em arquivos digitais. Empresas encolhem e até fecham por não se renovar e não conseguir superar pontos de inflexão disruptivos. As disrupturas não acontecem apenas em produtos, ocorrem também em processos. O ato de “baixar da web”, por exemplo, elimina intermediários e reduz os custos relacionados à remuneração ao longo da cadeia de distribuição, mais uma redução no custo marginal. Isto traz mais uma característica da nova economia, a Desintermediação. Algoritmos de ressuprimento automático alimentam sistemas inteligentes de estoques, otimizando logística e custos. Isto reduz o custo e diminui o “consumo de energia” da operação geral de negócio. Estas disrupturas também promovem uma Democratização, pois, na medida que a Internet expande, mais pessoas (o que corresponde a mais mercado) ganham acesso a estes serviços, estima-se que entre 2010 e 2020 serão 3 bilhões de pessoas agregadas à Internet (**). Na medida que aumenta exponencialmente a interconexão entre pessoas e processos, também maior fica a Complexidade deste

Custo Marginal corresponde ao acréscimo dos custos totais de produção quando se aumenta a quantidade produzida em uma unidade).

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Artigo sistema. As teorias de sistemas complexos nos ensinam que estes sistemas tendem a gerar Colaboração. Temos testemunhado o surgimento de novas empresas com modelos de negócio que escalam exponencialmente, pois, ao invés de criar grandes estruturas verticais para operar, elas criam estruturas empresariais colaborativas, que escalam junto. Esta “Des-hierarquização”, que une virtualmente operações transacionais, produtivas e financeiras, tende a funcionar muito melhor em economias que escalam rápido. Um outro aspecto é o “custo energético e econômico” que tende a ficar mais eficiente com a inteligência agregada pelos algoritmos de logística, vendas e produção. Qualquer sistema produtivo deve realizar sua tarefa com o menor consumo energético possível, e essa “eficiência termodinâmica” foi largamente negligenciada na economia industrial do século XX, porque estava associada exclusivamente ao processo produtivo quando deveria ser aplicada a toda a economia. Em seu livro – The Zero Marginal Cost Society (pg 10. texto adaptado) – Jeremy Rifkin trata deste tema: “Os economistas convencionais não reconhecem que as leis da termodinâmica governam toda a atividade econômica. A primeira lei, que postula que a energia não pode ser criada ou destruída – que a quantidade de energia no universo permaneceu a mesma desde o início dos Tempos e será a mesma até o fim dos tempos. E a segunda lei, que estabelece que a energia sempre flui de quente para frio, concentrada para dispersa, ordenada para desordenada. Por exemplo, se um pedaço de carvão é queimado, a soma total da energia permanece constante, mas é dispersa na atmosfera sob a forma de calor, CO2 e outros gases. Ou seja, nenhuma energia é perdida, mas a energia dispersa não é mais capaz de realizar trabalho útil. Os físicos referem-se a esta energia como Entropia. A conta entrópica para a Idade Industrial chegou. A acumulação nas emissões de dióxido de carbono na atmosfera provoca a mudança climática e a destruição da biosfera da Terra, colocando o paradigma do Capitalismo como melhor forma de sistema econômico em questionamento”. O aumento da eficiência produtiva, comercial, logística e financeira, oriundo da atuação colaborativa de economia interconectada contribui para a diminuição dessa entropia total do sistema econômico mundial. E esta “revo-

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lução” dos custos marginais zero está começando a afetar setores industriais de produtos não-digitais. Um exemplo interessante é a fabricação de remédios em impressoras 3D, que produzirão comprimidos com composição específica para o paciente, causando uma bela mudança nos modelos de logística e venda de remédios que conhecemos hoje, esperemos para ver. A atuação colaborativa das empresas não ocorre porque os empresários resolveram atuar assim, como vimos, isto é uma característica intrínseca dos sistemas complexos, que são, por natureza, auto gerenciáveis, adaptáveis a mudanças e formam grupos ou comunidades cooperativas, cuja interação resulta em um comportamento mais inteligente. E, como qualquer sistema, estabelece sua própria ética. A simples análise das características da economia interconectada (e exponencial) nos dá uma dica de como é esta ética. Sabemos que Sistemas Complexos são baseados em reciprocidade, e se auto ajustam a favor da manutenção dela. Uma clara constatação disso está no fato de que Reputação é a métrica da Internet (as “ cinco estrelinhas” que regem tudo). A desintermediação e a des-hierarquização, bem como algoritmização e automação dos processos transacionais e financeiros, aumentam a transparência das relações comerciais. Isto naturalmente reduz bastante o espaço para conchavos e compadrios. Reputação, Reciprocidade e Colaboração são as bases da Economia da Internet. Uma economia global e praticamente autoimune a protecionismos e compadrios. Quem quiser entrar, e vencer, nesta economia, precisará ser competitivo sem infringir esta ética, e cumprindo as leis de equilíbrio da “termodinâmica” da sustentabilidade econômica. * Ronaldo Aloise Jr. é COO, CSO e CMO na indústria de TIC e semicondutores | Acionista e co-fundador do WayToGrow Business Design for Growth


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Investir para prosperar

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No atual cenário brasileiro, fabricantes de aditivos procuram realizar investimentos para se sobressair em meio aos constantes desafios econômicos que atingem todos os setores da indústria

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mbora o ano de 2016 tenha sido de gosto amargo para a economia brasileira e que a retomada esperada em 2017 tenha sido lenta e gradual, a crise tem lá sua conjuntura de oportunidades. “É um fato que a crise freia investimentos em novos equipamentos, mas ela confere oportunidades de melhorias de processos e uso de aditivos auxiliares”, avalia Juliano Barbosa, Coordenador de Projetos e Produtos da Cromex. Com uma capacidade de 132.000 ton/ano, a Cromex está no mercado há 42 anos e exporta seus produtos para mais de 60 países da América do Norte, América Latina, Europa Ocidental, Leste Europeu e outros. Barbosa explica que empresa possui um amplo portfolio, porém destaca os auxiliares de fluxo combo (Auxiliar+Anti Oxidante) AX 14923 e AX 13279 que num único produto melhora o acabamento superficial de filmes e soprados reduzindo efeito de casca de laranja, aumentando o brilho, reduzindo a formação de soldas frias, minimizando a formação de linhas de fluxo e por fim seu uso prolongado reduz defeitos gerados por Die Build-up. A Cromex possui uma linha bem diversificada que vai desde os aditivos básicos para processamento de polímeros, como deslizantes (DL), antiestático(AE) e antibloqueios (AB), passando pelos aditivos melhoradores de desempenho como auxiliar de processo (AX), nucleantes (NC), compostos de purga (CP) além dos aditivos modificadores de propriedades que estão relacionados diretamente às propriedades mecânicas ou durabilidade dos produtos como, estabilizantes a luz (UV), antioxidantes (AO), extensores de cadeia (AD), aditivos minerais (CG), antimicrobianos (BC), retardantes de chama (RC), etc. Sobre os aditivos antimicrobianos, estes conferem aos plásticos ação bactericida (elimina as bactérias e impede sua proliferação) e podem ser usados em vários polímeros, como PE, PP, PS, ABS e PET, em todos os processos de transformação. Barbosa ressalta que os mais comercializados são os masterbatches e Aditivos que podem atuar tanto nos processos (para otimização e a redução das etapas) quanto nos produtos, permitindo a diferenciação. Os mais comercializados são os produtos relacionados aos mercados de embalagens flexíveis e rígidas como deslizantes (DL), antiestáticos (AE), antibloqueios (AB) e cargas minerais (CG). Como diferencial a empresa destaca uma linha de aditivos especialmente indicada para a indústria do agronegócio, que conta com estabilizantes a luz (UV), antioxidantes (AO), difusores de luz (DF), difusores térmicos (DT) entre outros. Também ressalta a linha de antimicrobianos (BC), indicados para utilidades domésticas, artigos sanitários, linha branca, fibras têxteis, brinquedos, etc. “A Cromex se considera uma das principais fornecedoras de masterbatches para a cadeia do agronegócio, com atuação em mais de 60 países”, diz o coordenador e projetos de produtos da empresa. O executivo revela que, bem abrangente, a linha envolve concentrados pretos, brancos e de aditivos de alto desempenho,


Tendências

Aditivos relacionados à reciclagem de polímeros, compatibilizantes e extensores de cadeia são tendências vistas pela empresa. Quanto a desempenho para os próximos meses, Barbosa acredita que as perspectivas são de um mercado ainda recessivo e passando por altos e baixos e eventuais crescimentos de demanda em alguns setores como PET, Agro e Automotivo. “Nos demais segmentos, continuaremos atuando cada vez mais, de forma a agregar valor aos produtos e aos diversos processos de transformados plásticos, de acordo com a necessidade do cliente”. A receita para se destacar em tempos difíceis como o vivido no Brasil não é tão simples quanto parece e exige muita dedicação. “O segredo é ouvir o cliente e estar alinhado com as demandas e necessidades de mercado, atuando em parcerias com fornecedores e buscando a inovação via desenvolvimento e uma boa gestão de produtos”. O executivo destaca o investimento no aperfeiçoamento do uso do MRP da SAP para melhorar o fluxo de atendimento ao pedido, além de investimento em mobilidade da força de vendas, com ferramentas para facilitar as atividades operacionais, otimizando o tempo para aumentar a presença no cliente. “A crise evidenciou a necessidade de redução de custos com estoque, por exemplo, e com isso pressionou os fornecedores para prazos de entregas mais curtos, impactando toda a cadeia que passou a gerenciar o estoque de seus clientes”. No caso da Cromex a implementação efetiva do S&OP (Planejamento de Vendas e Operações) vem colaborando para atender à necessidade na fase de pré-venda. “Disponibilizamos lotes menores de entrega embarcando diretamente da nossa planta na Bahia, para atendermos a demanda dos nossos clientes. Percebemos que o serviço pró-ativo na indicação por nossa área técnica e comercial para produtos de melhor performance e rendimento, vem sendo muito valorizado, bem como o acompanhamento na

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como a linha de produtos para proteção aos raios ultravioleta, com absorvedores, antiUVs convencionais e com alta resistência a pesticidas. Segundo o especialista em Aditivos, Juliano Barbosa, este último master possui em sua formulação um aditivo apropriado para assegurar maior vida útil a filmes em contato com pesticidas, que entram em reação com a molécula do antiUV, que protege a cadeia polimérica da degradação. Outro concentrado importante confere aos filmes redução do calor no ambiente interno da estufa – são os absorvedores de raios infravermelhos. A Cromex também formula em seus concentrados difusores de luz (responsáveis por difundir a luz de modo homogêneo), antigotejo e antiestáticos. Para o transformador, a aplicação direta de aditivos ou o uso dos concentrados pode fazer diferença, sim. A composição de ativos na forma de masterbatches leva a vantagem de oferecer melhores condições de dispersão e homogeneização no processo. “A incorporação do aditivo direto pode prejudicar essa dispersão e homogeneização”, pondera Barbosa. Os concentrados da empresa suprem as diversas ramificações do agronegócio. Além do mercado de filmes (para cobertura e mulching), as formulações de aditivos e também os pretos e brancos especiais entram na composição da nova vedete do mercado, os silos-bolsas, de tubos e mangueiras para irrigação, gotejadores e outros itens variados. Demandas associadas com aumento de desempenho de produtos como aumento de velocidade de processo, durabilidade e redução de perdas.

Plasticultura é um dos diferenciais da Basf no setor agropecuário

planta pelo suporte técnico”, complementa. As solicitações de desenvolvimento, explica Barbosa, seguem um fluxo mais enxuto e a empresa passou a disponibilizar cada vez mais um banco de dados a casos em que o prazo é um fator decisivo, além do pioneirismo de desenvolvimento digital com o simulador de cores, disponibilizado no site da Cromex e utilizado como ferramenta a força de vendas in loco no cliente, desde 2015.

25 anos de atuação

Mesmo que os desafios sejam diversos dentro do contexto econômico brasileiro, os empresários têm uma olhar otimista para o futuro. Antonio D'Angelo, diretor da Retilox, afirma que a empresa sentiu uma pequena retomada no inicio do segundo semestre, e está identificando os desafios que possam se tornar oportunidades. “Acreditamos na retomada do crescimento e na pujança do segmento de plásticos sua importância e cada vez maior na cadeia de valor da empresa”, revela D'Angelo. Para se destacar neste mercado o empresário afirma que a Retilox faz contínuo investimento em novas soluções tecnológicas, além de reposicionamento estratégico, treinamento da equipe técnica comercial, para um atendimento cada vez mais capacitado aos clientes e otimizações em todas as áreas que compõe a empresa. A Retilox está comemorando 25 anos de atuação no mercado latino americano e exporta para 15 países. A Companhia tem um área total de 2.000 m², contando com 18 profissionais em sua estrutura, sendo cinco na área técnico – comercial. Sua capacidade é de 5.000 tons / ano, com máquinas e equipamentos de última geração e laboratório próprio de apoio. Entre os destaques da empresa estão os aditivos especiais para melhorar as características físicas do Polietileno de Baixa e de alta densidade, sem que se perca a característica termoplástica do polímero, aplicáveis em artefatos rotomoldados, soprados, injetados e tubos. Além disso, a empresa produz também aditivo para aumento do Índice de fluidez do Polietileno; Aditivos para a degradação controlada do Polipropileno, alterando o melt index, assim como para master polímero para recuperar propriedades físicas do PP; Aditivos para melhorar as características físicas do PVC solido e micro-expandido; Peróxidos e Esponjantes especiais <<< Plástico Sul < 37


Aditivos

& Mercados

para EVA injetado, prensado e derramado. D'Angelo explica que os mais comercializados atualmente são os modificadores na reciclagem do PP, aditivos para PVC e Rotomoldagem.

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Tendências

Color Id e outras novidades

O mercado de uma forma geral tem sido muito influenciado pela crise política. Neste contexto, os clientes compram somente o necessário e seguram investimentos. Quem avaliza essa opinião é Judi Fardo, da Colorfix. Para manter o nível de faturamento, a empresária explica que foi necessário desenvolver projetos e inovar buscando linhas de produtos e tecnologia, tudo isso sem muito investimento. “Mesmo com o atual cenário de crise do Brasil, entendemos que investir em inovação e tecnologia agregam valor e tornam a empresa um referencial de mercado. Por estes motivos sempre buscamos algo novo para apresentar a nossos clientes. Recentemente lançamos o Color id, a Linha Marble e o Caderno de Tendências”, avalia Judi. O Color id, sensor cromático que faz a leitura das cores de objetos reais e decodifica essas cores no catálogo online da companhia, é um aplicativo com a função de identificar a cor solicitada pelo cliente, de forma mais rápida e assertiva. “Diferente do processo tradicional, em que os clientes nos enviam um padrão de cor, desenvolvemos e retornamos com o envio da amostra, com o aplicativo, o cliente irá apresentar a cor e o representante comercial, de forma online, fará a leitura, identificando a tonalidade e ainda indicando as possíveis variáveis e a sua ficha técnica”, explica. Essa é uma inovação, segundo Judi, no segmento da transformação do plástico brasileiro. A tecnologia já é bastante difundida no segmento de tecidos dos EUA. “Em um primeiro momento, o Color id conta com um armazenamento de 800 cores, nas versões com e sem textura, em PE (polietileno), PP (polipropileno) e PS (poliestireno)”. Já a Linha Marble, outro lançamento recente, alia a leveza do material plástico ao efeito visual do mármore. Judi explica que a linha possui efeitos visuais de acabamento de uma rocha mármore natural em peças nas quais o uso da pedra se torna inviável, como nos casos de injeção de termoplásticos. A empresária explica que outro diferencial do Marble é que também proporciona a exclusividade em cada peça, pois o efeito de linhas não é padronizado, simulando o efeito natural que a formação de uma rocha apresenta. “O aditivo também possui excelente compatibilidade com o PP, e seu padrão de efeito pode ainda ser controlado com os parâmetros do equipamento, permitindo ao cliente a obtenção de seu próprio padrão final, com menos ou mais efeito”, diz. Outra novidade da Colorfix este ano é o Catálogo de Tendências que chega aos clientes na versão 3.0. A edição é inspirada nas cores da natureza e também nas tendências apontadas por estudos de cores de mercado para a indústria, moda e design. “O slogan do catálogo deste ano é ‘Re-pensar’, que aliado a cor do ano (verde Greenery) significa a esperança, o recomeço, o repensar e o renovar”, comenta. Além do verde, o catálogo apresenta mais nove cores que serão tendências neste ano, entre as tonalidades do azul, amarelo, laranja, rosa e marrom, com efeitos diversos (metalizados, perolados, interferência e de forma transparente. Todas elas são desenvolvidas em PP/PE e acompanham suas características técnicas. Entre elas, o código, a aplicação, a resina de aplicação, a temperatura, a solidez à migração e à luz, e a sua toxicidade. 38 > Plástico Sul >>>

Ricardo Paulo enfatiza o grau de pureza dos aditivos da LANXESS

Outra criação recente da empresa é a linha Aditivos FIX. Com uma lista de mais de dez aditivos, a matéria-prima é toda encapsulada (envolta a uma película protetora) o que mantém o princípio ativo livre no meio polimérico, favorecendo a maior produtividade industrial. Entre os produtos da linha estão o – Bactfix (antimicrobial); Blockfix (antibloqueio); Clearfix (clarificante); Desmolfix (desmoldante); Exofix (expansor); Fiberfix (antifibrilante); Oxifix (antioxidante); Printfix (aditivo para impressão/ marcação a laser); Processfix/Antiaderente (auxiliar de processo); Processfix/Lubrificante (auxiliar de processo); Processfix HP (nucleante); Purgfix (agente de purga); Selofix (Selante); Slipfix (deslizante); Skidfix (antideslizante); Staticfix (agente antiestático) e whitefix (alvejante). Os três aditivos mais comercializados em volume pela Colorfix são: 1º lugar – Dryfix (dessecante); 2º lugar – Whitefix (alvejante); 3º lugar – Slipfix (deslizante). Os aditivos da empresa, segundo Judi, são desenvolvidos conforme necessidade do cliente. “Podemos destacar entre os mais interessantes, os de processo que ajudam o cliente a corrigir uma certa deficiência de seu processo sem investir na compra de um equipamento ou em manutenção, e outros aditivos que tornam o processo mais sustentável, por exemplo: ProcessFIX HP, Selofix, Purgfix e ProcessFix”, destaca. A Colorfix Masterbatches, desde 1990, trabalha na inovação e no desenvolvimento de concentrados de cor e aditivos, que promovem a melhoria tanto de produtos quanto de processos dos clientes. Com a matriz localizada em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná, a companhia conta ainda com unidades em São Paulo (São Caetano) e Pernambuco (Jaboatão dos Guararapes). Hoje a companhia atua com cerca de 200 colaboradores. A equipe técnica é formada por engenheiros-químicos que unem a formação intelectual à experiência no setor. Além disso, esses profissionais participam constantemente de atualizações e feiras nacionais e internacionais.


Redução do uso de energia e aumento de produtividade

A Dow acaba de lançar seu mais recente adesivo para laminação ADCOTE™ L805 A/C (High Solids). Ele é um adesivo base solvente de alto performance, e com alto conteúdo de sólidos, que possibilita aumentar a produtividade e a eficiência e, ao mesmo, tempo reduzir o consumo de energia trazendo menor custo como resultado final. Este adesivo é ideal na produção de embalagens que necessitam de alta resistência térmica, como alimentos envasados à quente à base de tomate e maioneses, ou alta resistência química, como cloro e outros produtos de limpeza. Além disso, ele é livre de BPA (Bisfenol A), cumprindo a regulação europeia e aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA. Esses benefícios são possíveis devido ao seu alto conteúdo de sólidos, que reduz a quantidade de solvente em sua formulação, em relação aos produtos existentes no mercado. ADCOTE™ L 805 A/C possibilita uma formulação com 15% a 20% menos solvente na composição do adesivo “Estamos oferecendo um produto mais concentrado e com alto teor de sólidos, o que ajuda a tornar o processo de produção da embalagem mais sustentável do ponto de vista ambiental, social e econômico, pois reduz a emissão de compostos orgânicos voláteis, garante a segurança da embalagem de produtos agressivos ou envasados a quente, e é mais econômico em função da maior produtividade no processo de laminação”, afirma Yasmin Gomez, gerente de Marketing de Adesivos para Embalagens na América Latina. Estudos e testes realizados pela Dow mostram que em uma embalagem de café cujo desafio era manter as cores e brilho numa alta velocidade e com grande quantidade de tinta, o ADCOTE™ 805 A/C trouxe ótimos resultados: a velocidade de laminação atingida aumentou de 90m/min para 350m/min e a temperatura de secagem que era entre 85°C e 95°C foi reduzida para 75°C a 85°C.

Expansão

Os aditivos para plásticos melhoram as propriedades dos produtos, tais como a resistência a riscos, estabilização a luz, térmica e otimização de processo, permitindo que produtores e convertedores de resina polimérica maximizem a retenção e extensão das propriedades do plástico. Com uma expertise de mais de 50 anos, a BASF é fornecedora líder de aditivos para plásticos, oferecendo um portfólio abrangente e inovador. Seus produtos atendem às necessidades específicas de mercados-chave tais como automotivo, agrícola, construção civil, elétro-eletrônicos, embalagem, fibras e têxteis. A BASF está empenhada em apoiar os negócios de aditivos plásticos com investimentos adicionais em capacidade. A expansão é uma decisão para atender a demanda futura de nossos clientes e melhor servi-los reagindo com maior agilidade às suas necessidades e assegurando um abastecimento estável de produtos. Alguns exemplos do portfólio são: O Tinuvin® 880, baseado em química moderna, é um estabilizador de luz de peso molecular médio, que permite aos formuladores a manutenção prolongada da aparência e um melhor desempenho das peças fabricadas. Eles são usados para produzir painéis de instrumentos, painéis de portas, consoles, porta luvas e muito mais; Tinuvin XT 55, última geração de HALS da BASF, oferece proteção contra condições climáticas

severas, como exposição prolongada à luz UV, variação de temperatura e poluição, oferecendo resistência ao envelhecimento. Além dos requisitos obrigatórios de estabilidade térmica e a luz, os convertedores são muitas vezes confrontados com desafios da fabricação industrial; Tinuvin® NOR 371 e XT 200 são principalmente indicados para filmes agrícolas que exigem alta durabilidade, como estufas onde há queima de enxofre e filmes mulch expostos a teores altos de defensivos agrícolas; Tinuvin® 494 AR, que está há mais de 20 anos no mercado, é principalmente indicado para filmes agrícolas que exigem média resistência a defensivos. Proporciona uma estabilização de longo prazo em ambientes com alta irradiação solar, mesmo na presença de altas concentrações de produtos químicos, como pesticidas, inseticidas ou desinfecção do solo; Melapur®, produto à base de melanina, faz parte de uma nova geração de retardantes a chama, pois são isentos de halogenados. A linha é voltada plásticos de engenharia, como exemplo, aplicações em poliamida (componentes eletrônicos) e em casos com carregamento de fibra de vidro; Flamestab NOR 116, tecnologia derivada da triazina, também faz parte dos produtos isentos de halogenados. Além de atuar como retardante a chama, possui ainda a função de um estabilizante a luz, garantindo assim uma solução mais completa e em um único produto. É indicado para aplicações poliolefínicas restritas a baixas espessuras, por exemplo, ráfias, não tecidos, fios e cabos, filmes, etc.

Macrolex e Bayplast

A LANXESS possui uma linha bastante completa de aditivos para plásticos. São plastificantes, retardantes à chama, promotores de adesão, agentes expansores, aditivos anti-hidrólise para poliésteres, entre outros. Além disso, possui uma linha para poliuretanos (catalisadores, surfactantes, agentes de cross-linkagem) e duas linhas de colorantes para plásticos. “As principais vantagens dos aditivos da empresa são o elevado grau de pureza, a eficiência e a alta performance”, ressalta Ricardo Paulo, Technical Sales da LANXESS . O executivo explica que as linhas de colorantes para plásticos - Macrolex e Bayplast - são reconhecidas mundialmente pela sua qualidade. “Os produtos Macrolex conferem melhor dispersão na sua aplicação devido à sua solubilidade, além da forma granular do produto que permite melhor fluidez na dosagem, sendo uma excelente opção para dosadores automáticos. Outro diferencial é que ele atende as normas mais rigorosas de regulamentação internacional para embalagens que tenham contato com alimentos e brinquedos, dessa forma, a linha Macrolex está registrada no REACh para o atendimento ao mercado europeu e atendem à RoHS”. Já a linha Bayplast, é composta por pigmento orgânico na cor amarela que tem como característica o brilho, estabilidade térmica e resistência a temperaturas adversas, podendo ser utilizado nos mais diversos tipos de plásticos, incluindo polielefinas e PVCs. As principais aplicações desse material são para a produção de fios de poliamida, grama sintética, entre outros.

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Foco

no Verde

S

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Novas aplicações da Trisoft para fibras de PET

Produtos para a indústria de agulhados no setor calçadista e outros segmentos são exemplo de como o material reciclado e 100% reciclável está revolucionando o mercado

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E

m pouco tempo, o produto feito com fibras de garrafas PET retiradas do meio ambiente estará em todos os mercados e, graças à Trisoft e sua inovação constante, o processo evolui. Os feltros industriais agulhados, utilizados na indústria calçadista, automobilística, de impermeabilização, de plastificação e dublagem, entre outras, ganha força e sustentabilidade com a experiência de mais de 55 anos da Trisoft, maior fabricante de itens com lã de PET da América Latina. Desde que decidiu trabalhar com a matéria prima reciclada e criar produtos que sejam 100% recicláveis, a Trisoft vem revolucionando mais de 97 segmentos da indústria. Os feltros industriais agulhados são um dos exemplos de usabilidade dos produtos: “nós estamos em constante evolução, buscando renovar produtos que já existem, incrementando tanto a qualidade, a aplicabilidade, quanto o fator sócio-ambiental”, explica Maurício Cohab, Diretor da Trisoft. Ele enfatiza as infinitas possibilidades dos materiais criados com a lã de PET: “recentemente, fizemos testes e criamos inclusive caixas para acondicionamento de óculos, por exemplo, que podem ser personalizadas e utilizadas por marcas conhecidas, que, além de oferecer um produto diferente e com ótima performance, ainda pode agregar ao seu trabalho de marketing a questão verde: oferecer um produto reciclado e 100% reciclável é, hoje, um caminho sem volta para todos os mercados”, esclarece o executivo. Entre os mercados atendidos pelas linhas de produtos com feltros industriais agulhados, a Trisoft tem:

• Setor Calçadista, com acabamentos diversos e palmilhas que suportam mais de 50 mil flexões, segundo testes do IPT, quando as convencionais não passam de 3,5 mil flexões e adquirem danos; • Filtração industrial de líquidos e ar; • Impermeabilização •Automobilística, com tetos e suporte para carpetes pré-moldados, porta pacotes, forros, absorção acústica. • Plastificação e Dublagem de móveis, calçados, automóveis e produtos de confecção. Mas o porfólio é mais amplo e, quanto às outras aplicações, a Trisoft também tem itens para a construção civil e para indústrias diversas, como base para flocados, insumo para manta fenólica, persianas verticais, ombreiras, entretelas para confecção e vestimentas industriais. “O uso da fibra de garrafas PET é extremamente amplo e rico”, enfatiza Maurício, “e um dos nossos objetivos é expandir sua absorção pela indústria e modificar hábitos de consumo, fazendo com que os clientes, tanto os diretos nossos, que são fabricantes, quanto o consumidor final, optem pelo produto reciclado e 100% reciclável, que não perde em nada em qualidade, pelo contrário, só melhora desempenho e durabilidade”, finaliza ele.


de Notas

Tupperware com resina ecoeficiente

Lembra da Tupperware? Há novidades, pois a Dart do Brasil, fabricante da marca Tupperware®, tem a sua disposição uma nova resina, o polímero RP 340R, parte da linha Maxio®, que oferece mais eficiência e ganhos ambientais na produção de plásticos. A empresa aprovou a resina em testes no Centro de Tecnologia da Tupperware na Bélgica, o que permitiu a sua homologação no Brasil e também na Europa, viabilizando seu uso global. “Esse é um grande passo. Com essa aprovação, podemos comercializar a resina para todas as unidades da Tupperware no mundo”, destaca Jefferson Bravo, Gerente de Contas da Braskem. O uso da resina Maxio® foi aplicado à aproximadamente 80% da linha de produtos da Dart, que conta mais de 40 injetoras em seu parque fabril no Rio de Janeiro. “A mudança possibilitou um aumento de mais de 10% no ciclo de produção e uma redução no consumo energético que superou os 7%, ampliando de forma significativa a competitividade do cliente, sem a necessidade de um investimento em novos equipamentos de injeção”, afirma Arinaldo Zanotta, Engenheiro de Aplicação da Braskem.

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Bloco

BASF recebe prêmio do Grupo Boticário

A BASF foi uma das empresas reconhecidas no Encontro Anual de Fornecedores de 2017 do Grupo Boticário. Premiada como fornecedor Ouro, a empresa também recebeu destaque por sua atuação sustentável. O prêmio é resultado do Programa de Avaliação e Desenvolvimento de Fornecedores, que comemora 20 anos em 2017, e tem o objetivo de reconhecer o desempenho e desenvolver os fornecedores estratégicos, buscando a valorização das relações. São avaliados diversos critérios, como diferenciais de inovação, itens de conformidade dos produtos e logística, lead time, sustentabilidade, qualidade e consistência e avaliação técnica. Os fornecedores estratégicos recebem pontuações num ranking anual. “Ficamos muito contentes com esse reconhecimento, pois trabalhamos com foco no cliente, espírito de equipe e excelência na execução e o resultado está sendo bastante positivo, indica que estamos no caminho certo”, comemora Renata Oki, gerente sênior do Negócio de Personal Care da BASF na América do Sul. “Nossos pilares estratégicos estão alinhados com as diretrizes do Grupo Boticário, principalmente no que se refere à inovação e sustentabilidade”, ressalta.

Dow: Andres Salgado e Adriano Aun em novas funções

A Dow tem investido em diversas iniciativas para garantir a oferta de soluções inovadoras para seus clientes do segmento de Embalagens e Plásticos de Especialidade (P&SP, em inglês). Seguindo essa diretriz, a empresa anuncia a reorganização da área de Marketing dessa unidade de negócios na América Latina, que passa a contar com três novos cargos, trazendo ainda mais robustez para a equipe. Andres Salgado assume a diretoria de Marketing de Embalagens e Plásticos de Especialidades da América Latina, cargo recém-criado. Salgado terá o desafio de liderar os esforços de marketing da região para aumentar a participação em mercados estratégicos para a Dow, incluindo Alimentos, Embalagens Industriais e Higiene. Ele terá em São Paulo e reportará diretamente para Paloma Alonso, vice-presidente comercial de Embalagens e Plásticos de Especialidades na região. A área de Alimentos & Plásticos de Especialidades passa a contar com dois gerentes de MKT para Alimentos e Embalagens de Especialidades para AL: Marcus Carvalho, atual gerente de Desenvolvimento de Mercado no Brasil, terá como foco os segmentos de resinas para embalagens flexíveis de alimentos e especialidades; e Juan Carlos Orzco, da Gerência de Conta para o México, se ocupará das áreas de revestimento por extrusão (extrusion coating), adesivos de laminação para embalagens flexíveis e adesivos para etiquetas. Adriano Aun foi confirmado como o novo diretor de Produtos para Adesivos, Embalagens e Plásticos de Especialidades para a América Latina. Aun terá como desafio implementar as estratégias do negócio de adesivos na região. O executivo fará parte da equipe de Gestão de Negócios Globais da Dow Adesivos e ficará baseado em São Paulo. A nova função reconhece a competente atuação de Adriano como gerente de Marketing para Alimentos & Embalagens Plásticas para a América Latina. <<< Plástico Sul < 41


Agenda Guangzhou (China)

Battenfeld-Cincinnati / Página 27

Braskem / Páginas 2, 11 e 23

Geremia / Página 25

Imerys / Página 21

Inbra / Página 31

Mercure / Página 33

Moretto / Página 15

Replas / Página 5

Retilox / Página 43

Sepro / Página 44

Vasco / Página 34

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Agende-se para 2017 Chinaplas 2017 De 16 a 19 de maio de 2017 China Import & Export Fair Complex – Guangzhou – China www.chinaplasonline.com Mercopar - Feira De Subcontratação E Inovação Industrial De 03 a 06 de outubro de 2017 Parque de Eventos da Festa da Uva – Caxias do Sul (RS) www.mercopar.com.br Congresso Sul-americano de Composites, Poliuretano e Plásticos de Engenharia 15 e 16 de 0utubro de 2017 Salguero Plaza - Jerónimo Salguero 2686 - Buenos Aires - Argentina www.congresosudamericano.com.br

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Anunciantes


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Plástico Sul 186  
Plástico Sul 186  
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