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Editorial DIVULGAÇÃO

Expediente Jan/Fev de 2017 - # 182

Conceitual Brasil - Jornalismo Total www.revistaplasticosul.com.br Fone: 51 3407.0179

Avante 2017!

editora@conceitualpress.com.br Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves DRT/RS nº 12.844 Departamento Comercial: Débora Moreira Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 99941.5777) Capa: divulgação Plástico Sul é uma publicação da Conceitual Brasil - Jornalismo Total, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Sul e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral. Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Sul. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 8.000 exemplares.

Filiada à

P

ara frente é que se anda. Olhando pelo retrovisor a tempestade ainda está logo atrás, mas se afastando cada vez mais. As nuvens escuras estão passando e apesar dos pesares, para frente é que se anda. Na agricultura, por exemplo, o tal tsunami parece mesmo que foi marola. A reportagem que publicamos na página 18 confirma o bom desempenho do agronegócio brasileiro ainda no amargo ano de 2016. A média do PIB do setor nas últimas duas décadas representou 22% do PIB total do Brasil. Mesmo em meio a crise, no ano de 2016 (acumulado jan¬-out 2016), o PIB do agronegócio cresceu 4,28%, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – ESALQ/USP, enquanto que a indústria caiu (6,6%) em 2016. Dentro dessa onda positiva o plástico consegue surfar com mais tranquilidade, já que desenvolve diversas tecnologias para o setor agrícola, como: embalagens para agroquímicos, mulching para cobertura de solo, lonas plásticas, bolsas silo, geomembranas, coberturas para estufas, dentre ou-tros. Com base em estudos da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), do faturamento da indústria de transformados plásticos, aproximadamente 3% é prove-niente do setor agrícola. Apesar de, aparentemente, ser um número baixo em relação a setores como alimentos e bebidas ou construção civil, o uso do plástico na agricultura ainda é relativamente pequeno e tem grande potencial de crescimento, conforme o presidente da entidade, José Ricardo Roriz Coelho. Ainda pensando para frente, com o olhar realista de que o pior já passou, publicamos na página 10 uma matéria especial sobre a feira Plástico Brasil, que acontece de 20 a 24 de março, em São Paulo (SP). A expectativa para o evento são as melhores possíveis tendo em vista o momento de retomada da indústria. A feira reúne no São Paulo Expo Exhibition&Convention Center, diversos expositores dos mais variados segmentos do setor plástico. Além disso, os eventos paralelos prometem conteúdo relevante aos visitantes da mostra. Como podem perceber, com um olhar mais direcionado para as novas perspectivas da estrada, manobrando corretamente nas curvas sinuosas que surgirem, é possível ver um ano com grandes oportunidades. Dar uma espiada no retrovisor de vez em quando faz parte da jornada, mas não esqueçam: para frente é que se anda. Avante 2017! Boa leitura!

ANATEC - Associação Nacional das Editoras de Publicações Técnicas, Dirigidas e Especializadas Marca Registrada:

Melina Gonçalves / Editora melina.goncalves@conceitualpress.com.br 44 > Plástico Sul >>> > Plástico Sul >>>


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PlastVipLiliane Bortoluci

A engenheira elétrica nascida em Novo Horizonte (SP) tem formação em vendas, gestão, coaching com foco em pessoas e grande experiência em eventos do setor industrial

Plástico Brasil é o novo desafio da especialista em feiras

A

responsabilidade de organizar eventos exige, além de uma formação profissional, dedicação e competência, ingredientes que ao longo do tempo se conjugam com a experiência adquirida nas atividades do dia a dia. Assim pode ser caracterizado o perfil de Liliane Bortoluci, que hoje atua na empresa Informa Exhibitions e é diretora das feiras Expomafe, Feimec, Plástico Brasil, Serigrafia Sign e Formóbile. A executiva nasceu em 1º de janeiro de 1968 em Novo Horizonte (SP), possui graduação em Engenharia Elétrica pela FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado (1990), participou de cursos e treinamentos referentes a gestão de equipe, performance de vendas, negociação colaborativa, ROI e também fez coaching individual focado em desenvolvimento de pessoas. A experiência do setor de feiras e eventos vem desde 1990 quando começou a carreira nesta área. Desde essa época, vem atuando no setor de exposições e mostras em diversos setores da economia. A personalidade que admira é Ayrton Senna “pela simplicidade, força, perseverança, foco, exigência e história”. E destaca uma frase que gosta: “No que diz respeito ao desempenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo. Ou você

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faz uma coisa bem-feita ou não faz” (Ayrton Senna). Nesta entrevista, Liliane comenta sobre o desafio de organizar a feira Plástico Brasil em um período de dificuldades na economia, destaca os diferenciais do evento e o apoio de diversos setores que apostam no sucesso da feira. Revista Plástico Sul - Com toda sua experiência na realização de eventos para este segmento, qual considera ser o maior desafio para que o resultado final seja positivo para todos? Liliane Bortoluci - Depois de todos esses anos, acredito que o maior desafio é fazer o evento acompanhar a mudança de comportamento e novas necessidades dos visitantes. Como todos os setores, as feiras tiveram que evoluir e deixar de ser um evento de 4 ou 5 dias para uma plataforma de conhecimento e fonte de informações para o mercado por 365 dias a cada ano. Plástico Sul - Como é promover um evento em um período econômico difícil, quase recessivo, em um país que enfrenta problemas em vários setores, com PIB em baixa e pouco investimento em estrutura e inovação? Liliane - Fazer evento sempre é um desafio e tanto.


Plástico Sul - Quais os segmentos que estarão em evidência como expositores na Plástico Brasil? Liliane - Quando se fala em indústria do plástico logo se pensa em máquinas, equipamentos e indústria química, e a Plástico Brasil tem tudo isso. A feira teve completa adesão dos fabricantes de máquinas nacionais e importadas. Será a primeira feira do ano onde os expositores levarão para o São Paulo Expo os lançamentos, novidades e oportunidades de negócios. Historicamente, mais de 80% dos visitantes de feira procuram por máquinas e equipamentos e isso eles encontrarão somente na Plástico Brasil. Plástico Sul - Qual o foco da feira em termos de tecnologia: inovação, competitividade, redução de custos, novos negócios, abertura de mercado, etc? Liliane - A sua pergunta realmente contemplou tudo o que vai ser levado para a Plástico Brasil. Os expositores estão preparando lançamentos, novidades, novas soluções com foco em reduzir custos de produção. Muito será mostrado e falado sobre redução de consumo de energia, sustentabilidade, reciclagem e novos produtos. Plástico Sul - A cadeia do plástico, incluindo aí desde fabricantes de matérias-primas até os transformadores, já viveram momento de forte crescimento, mas hoje amargam déficits, fechamento de fábricas, redução de efetivo e queda na produção. Como a Plástico Brasil pode colaborar para reverter esse quadro? Liliane - A Plástico Brasil vai acontecer agora em março e o otimismo volta a fazer parte da vida das pessoas. Nós estamos trabalhando como fomentadores de conteúdo através do blog Mundo do Plástico, para que na feira o resultado seja a geração de negócios. É o momento de deixar as dificuldades para trás e se preocupar em gerar novas oportunidades e conhecer novos clientes. Afinal de contas nada supera o face to face.

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A situação econômica atual fez com que toda a sociedade repensasse necessidades, cortasse despesas, renegociasse tudo. Com as feiras não foi diferente. O que realmente ficou fortalecido foi a confiança que o mercado tem bons profissionais capazes de entregar o melhor ROI para cada expositor e a força que as associações representam setorialmente. A relevância do setor é que vai fazer o sucesso da Plástico Brasil agora em março, a superação de todas as expectativas que tínhamos no início é a certeza de que fizemos o certo. Os visitantes verão uma feira e um pavilhão de primeiro mundo. Há muito tempo todos estavam buscando um local que espelhasse a força da indústria.

Somente na Plástico Brasil o visitante encontrará a linha completa para transformação de plástico, somada ainda a reciclagem e muito conteúdo técnico. Plástico Sul - A falta de crédito para financiamento de máquinas, principalmente, tem sido uma queixa recorrente de fabricantes e transformadores. Como a Plástico Brasil avalia esta questão e como pode ajudar a amenizar a situação? Liliane - Acreditamos que o momento de retomada chegou e com isso as instituições financeiras começarão a liberar financiamentos para aquisição de máquinas e equipamentos. Os expositores estão se preparando para negociar. Nós temos o BNDES confirmado na feira. Plástico Sul - Quais setores estão apoiando a feira? E qual a participação ou apoio que o poder público (governos federal, estadual, municipal)? Liliane - Temos apoio de muitos sindicatos, associações, governo e também o apoio da mídia do setor. São 76 entidades e 39 mídias parceiras. Somente para citar alguns temos apoios nacionais da Apex, Abimaq, Abiquim, Abipet, Plastivida, Instituto Brasileiro do PVC, Onip, e internacionais da Euromap – VDMA, Assocomaplast, Caip, Aseplas, PIA/USA, muitos outros. Estamos também ancorados por federações estaduais da indústria, como FIESP, FIEA, FIEB, FIEPA, FIES e FIESC. Plástico Sul - Qual seria o número ideal de expositores para uma feira deste porte se a economia estivesse aquecida? E qual a expectativa para esta edição, na atual conjuntura? Liliane - Melhor do que a quantidade é a qualidade das empresas que estão participando da Plástico Brasil. As empresas participantes são realmente relevantes e de tecnologia de ponta; a feira de primeira <<< Plástico Sul < 7


PlastVipLiliane Bortoluci edição já superou muitos outros eventos conhecidos do público. Nossa expectativa é de levar mais de 400 marcas para o São Paulo Expo. Plástico Sul - Como pode ser avaliada a participação de expositores estrangeiros em termos de quantidade e de produtos inovadores? Liliane - Nós temos um pavilhão italiano confirmado na feira e muitas empresas multinacionais como Engel, Arburg, Battenfeld Cincinatti, Sepro, BMB Eurotech, Baumuller, Frigosystem, Hans Weber, Wittmann Battenfeld, Krauss Maffei, Sumitomo Shi Demag, Moretto e muitas outras. Plástico Sul - Que eventos paralelos foram programados para complementar a exposição e lançamento de novos produtos? Liliane - A Apex está nos apoiando na Rodada de Negócios e no Projeto Imagem, que trarão para a feira um grupo selecionado e pré-qualificado compradores de diversos países. A Abipet está organizando o PET Talk – Conferência Internacional da Indústria do Plástico A Abimaq, Abiquim, Plastivida e o Instituto Brasileiro do PVC e a Informa estão liderando o projeto Recicla

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Plástico Brasil e o Seminário de Sustentabilidade Temos ainda o Seminário de Eficiência Energética e Seminário Internacional da Plástico Brasil– Rumo à indústria 4.0 sob curadoria da Abimaq A Informa junto com o Senai, Staubli, Romi, Previsão Presilhas, Piovan e Berg Steel está organizando o SMED – Ação de troca rápida de moldes A Informa em parceria com diversas universidades e escolas técnicas apresentarão a Ilha de Inovação em Materiais Plásticos. Plástico Sul - Algo mais a acrescentar? Liliane - Faço questão de enfatizar que a Plástico Brasil vai acontecer no São Paulo Expo, que fica no KM 1,5 da Rodovia dos Imigrantes. A feira é aberta para profissionais do setor, maiores de 16 anos, e o credenciamento está aberto no site www.plasticobrasil.com.br. Teremos transfer na estação Conceição do Metrô e no Aeroporto de Congonhas. Visitem o site para obter informações da Plástico Brasil.


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Plástico Brasil

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Especial

Feira Plástico Brasil, que acontece de 20 a 24 de março, em São Paulo, abre o calendário anual de feiras e eventos importantes do setor, surgindo como grande oportunidade diante dos desafios de 2017

Oportunide X desafios

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ertamente todos sentiram na pele a crise intensificada nos anos de 2015 e 2016. A retração da economia agravada pela má condução da gestão política brasileira, deixou gosto amargo na boca dos empresários da indústria nacional. O produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu pelo segundo ano seguido em 2016 e confirmou a pior recessão da história do país, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A retração foi de 3,6% em relação ao ano anterior.Em 2015, a economia já havia recuado

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3,8%. Essa sequência, de dois anos seguidos de baixa, só foi verificada no Brasil nos anos de 1930 e 1931, quando os recuos foram de 2,1% e 3,3%, respectivamente.O desempenho dos três setores analisados pelo IBGE, que entram no cálculo do PIB, recuaram no ano. A queda na agropecuária foi de 6,6%, puxada pela agricultura; na indústria, de 3,8%, influenciada pela indústria de transformação; e, nos serviços, de 2,7%, consequência do mau desempenho de transportes. Desde pelo menos 2012, a retração não era generalizada como a observada em 2016.


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Entretanto, é preciso observar que, chegado o ano de 2017, as expectativas de melhora são percebidas e o pessimismo vai ficando dentro da gaveta. Após a divulgação do PIB, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o PIB de 2016 é "o espelho retrovisor", mas outros dados mostram que haverá crescimento no primeiro trimestre de 2017.O titular da Fazenda destacou que, apesar da nova queda do PIB, o Brasil está agora em processo de saída da crise e começa, "claramente", a crescer. Dentro deste contexto, surge a Plástico Brasil – Feira Internacional do Plástico e da Borracha, como grande oportunidade de geração de negócios e movimentação do setor para começar já no 1º trimestre a grande retomada. A Plástico Brasil é uma iniciativa da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos e da ABIQUIM – Associação Brasileira da Indústria Química, com organização e promoção da Informa Exhibitions.De 20 a 24 de março, no São Paulo Expo Exhibition&Convention Center, a Plástico Brasil será palco dos últimos avanços tecnológicos e tendências globais dos diversos segmentos que compõem a cadeia produtiva do plástico e da borracha: instrumen-

tação, controle e automação, máquinas, equipamentos e acessórios, moldes e ferramentas, produtos básicos e matérias-primas, reciclagem, resinas sintéticas, serviços e projetos técnicos e outros.O evento vai receber uma visitação altamente qualificada de transformadores e

Inaugurado em maio de 2016, o São Paulo Expo é o maior e mais moderno centro de exposições do Brasil

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EspecialPlástico Brasil atua nos mais variados setores da economia, com marcas que são referência em seus mercados de atuação. O Informa Group é o maior provedor mundial de informação especializada e serviços para as comunidades acadêmica e científica, profissional e empresarial. O grupo tem sede em Londres e outros 100 escritórios em 40 países, empregando 8.000 funcionários em todo o mundo. As ações do Informa Group estão listadas na Bolsa de Valores de Londres, compondo o índice das 250 maiores companhias (FTSE-250:INF). O Informa Group é hoje o maior organizador de feiras, conferências e treinamentos do mundo com capital aberto, com uma agenda de mais de 12 mil eventos por ano.

Setor da Borracha

O mesmo centro de eventos foi palco em 2016 da Feimec, outra feira organizada e promovida pela Informa Exhibitions

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profissionais de setores consumidores de plástico e de borracha, como indústrias dos segmentos de construção civil, automóveis e autopeças, agricultura, móveis, eletrônicos, instrumentos médicos, vestuário e calçados, eletrodomésticos e químico. Inaugurado em maio de 2016, o São Paulo Expo é o maior e mais moderno centro de exposições do Brasil, com 90 mil m2 de área de exposição, mais de 5 mil vagas de estacionamento (4,5 mil cobertas) e localização estratégica – a 850 metros do metrô Jabaquara, 10 minutos do aeroporto de Congonhas e fora do perímetro de restrição municipal (rodízio) de veículos de passeios e de carga. A climatização do pavilhão não só garante o conforto de expositores e visitantes, como também possibilita economia na montagem dos estandes. A ABIMAQ - A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos representa cerca de 7.800 empresas dos mais diferentes segmentos fabricantes de bens de capital mecânicos, cujo desempenho tem impacto direto sobre os demais setores produtivos nacionais e está estruturada nacionalmente com a sede em São Paulo, nove regionais e um Escritório Político em Brasília. Já a Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Químicaé uma entidade sem fins lucrativos fundada em 16 de junho de 1964, que congrega indústrias químicas de grande, médio e pequeno portes, bem como prestadores de serviços ao setor químico nas áreas de logística, transporte, gerenciamento de resíduos e atendimento a emergências. A Informa Exhibitions, parte do Informa Group, é uma das mais importantes promotoras de feiras de negócios no Brasil, e a principal promotora de eventos para a cadeia produtiva de alimentos e bebidas da América Latina. Detentora de um portfólio diversificado,

De agosto para setembro de 2016, o grupo “fabricação de produtos de borracha” subiu 3,2%, de acordo com o IBGE. Muito embora o setor tenha sofrido nos últimos anos com a retração das indústrias de automóveis, máquinas e equipamentos e construção civil – principais consumidores de artefatos de borracha – o recente indicador aponta para uma retomada gradual dos negócios. Nesse contexto de recuperação, a Plástico Brasilse posiciona como uma importante ferramenta para alavancar os negócios de toda a cadeia da borracha.“O período de realização da Plástico Brasil vai ajudar a impulsionar muito as vendas das indústrias do plástico e da borracha”, diz Liliane Bortoluci, diretora da feira. “A indústria, hoje com demanda reprimida, vai explorar as oportunidades oferecidas pelo evento para suprir suas necessidades em termos de tecnologia, soluções e insumos”. Para Liliane, a grande adesão das empresas à Plástico Brasil se deve ao fato de que a feira traz novas propostas ao mercado e mantém seu foco no desenvolvimento e fortalecimento das indústrias e de toda a cadeia do plástico e da borracha. “Num período de economia em lento aquecimento, as empresas precisam investir em ações e ideias diferentes. A Plástico Brasil está trabalhando para trazer aos expositores novos mercados, novos clientes”. A feira será palco dos últimos avanços tecnológicos e tendências globais dos diversos segmentos que compõem a cadeia produtiva do plástico: instrumentação, controle e automação, máquinas, equipamentos e acessórios, moldes e ferramentas, produtos básicos e matérias-primas, reciclagem, resinas sintéticas, serviços e projetos técnicos e outros. No âmbito internacional, a Plástico Brasil é a única feira brasileira a receber apoio oficial daEUROMAP – EuropeanPlasticsand Rubber Machinery, que agrega os fabricantes europeus de máquinas de plásticos e borracha. O evento tem exclusividade na parceria com a Apex-Brasil(Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) para a


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realização do programa de estímulo às exportações, o BrazilianMachinery.

Educação ambiental

Numa iniciativa da Plastivida, Instituto Brasileiro do PVC, ABIMAQ, ABIQUIM e Informa Exhibitions, e com apoio da Pavan Zanetti, Piovan, Romi e Wortex Máquinas, a Plástico Brasil vai realizar o Recicla Plástico Brasil,uma ação com objetivo de disseminar a educação ambiental em torno da reciclagem do plástico e sua reutilização, bem como promover a sua imagem. O projeto, que conta com o apoio institucional da Secretaria do Verde e Meio Ambiente da cidade de São Paulo, vai mostrar o ciclo de vida dos plásticos e como ele participa do dia a dia das pessoas. O Recicla Plástico Brasil também vai destacar a coleta seletiva dos plásticos, usando o estande como modelo para simular a coleta seletiva de uma cidade, formatada com a responsabilidade compartilhada entre prefeitura, sociedade civil, indústria e varejo, nos moldes da PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos. Segundo Miguel Bahiense, presidente da Plastivida e do Instituto Brasileiro do PVC, a relação dos plásticos com a sociedade vem se tornando mais harmônica a partir do ponto em que a informação correta e científica sobre as características, vantagens e aplicações dos plásticos são disseminadas. “Educação ambiental é a chave para que a sociedade moderna possa usufruir dos benefícios que os plásticos oferecem ao desenvolvimento, de forma responsável, buscando na reutilização e na reciclagem não apenas uma fonte de emprego e de renda, mas também uma forma de preservar o planeta”, afirma o executivo.

Ações práticas e conhecimento

O estande do Recicla Plástico Brasil será construído para valorizar as aplicações dos plásticos nos diversos setores da sociedade e será ambientado de forma a expor produtos feitos em plástico. Na prática, o espaço vai simular ambientes como cozinha, sala/home office (ambientação, mobília e decoração utilizando o plástico), área para lazer e brinquedos, com grama sintética, mobiliários plásticos, brinquedos, deck de madeira plástica e materiais esportivos e uma área médica com os produtos de plástico, como frascos de medicamentos, próteses, bolsas de sangue e seringas, entre outros. Convidados da Plástico Brasil poderão fazer visitas guiadas ao estande para obter uma visão mais detalhada do processo de reciclagem dos plásticos e sua aplicabilidade nos diversos segmentos da economia. Simultaneamente e de forma complementar, o espaço vai rodar uma linha de reciclagem e transformação do plástico, que vai funcionar ao vivo dentro da feira. Neste espaço, os resíduos gerados no evento serão selecionados, tratados, moídos e transformados em novos produtos reciclados. Os equipamentos que

integram a linha são de última geração, com tecnologia de ponta que garante mais produtividade e homogeneidade aos grãos, e, consequentemente, a qualidade do produto final. O Recicla Plástico Brasil conta também com a promoção de conteúdo e conhecimento, com a realização de dois workshops. No de Sustentabilidade palestrantes vão abordar temas como o Fórum Setorial dos Plásticos – Por um Mar Limpo; Estudo de Ecoeficiência de Janelas de PVC; Programa Atuação Responsável – Melhoria Contínua da Indústria Química; Reciclagem de EPS; Sistema Completo de Reciclagem de Material Pós-Consumo. No Workshop Mobiliários Adaptados em PVC, profissionais convidados vão aprender a usar produtos de PVC para confeccionar mobiliários adaptados a crianças com disfunção neuromotora (cadeiras, mesas, andadores). Além da oficina de construção do mobiliário, a programação inclui palestra.

Projeto Tampinha Legal: recursos que viabilizam a produção de mobiliários adaptados para crianças deficientes

Mais sustentabilidade

O Recicla Plástico Brasil conta ainda com outras atividades, que acontecem durante a feira. Reciclagem de credenciais: as credencias da feira, confeccionadas em plástico, serão coletadas em máquinas de Papa Cartão localizadas na saída do pavilhão e no estande do Recicla Plástico Brasil. Esse material será destinado à reciclagem, viabilizando a fabricação de porta copos, placas de sinalização, caixas, marcadores de páginas, cartões de visitas e outros, que ficarão expostos no estande do projeto. Reciclagem de EPS: haverá no estande um espaço dedicado exclusivamente ao EPS, em que será demonstrado como uma degasadora retira o ar do material reduzindo seu volume, eliminando o principal entrave <<< Plástico Sul < 13


EspecialPlástico Brasil

para reciclagem do EPS. Haverá também uma exposição de produtos fabricados a partir de EPS reciclado. Projeto Tampinha Legal: lançado no 2º Congresso Brasileiro do Plástico, o projeto foi idealizado pela Plastivida em parceria com o Sinplast, Simplás e Simplavi, tem como objetivo incentivar coleta de tampas plásticas de garrafa para que sejam reutilizadas e recicladas. Ao final da Plástico Brasil, o material reciclado será recolhido pela Recicladora a fim de gerar recursos que viabilizem a produção de mobiliários adaptados para crianças com disfunção neuromotora.

Indústria 4.0

O evento também dará sua contribuição para o desenvolvimento do setor com a realização do Seminário Internacional Plástico Brasil - Rumo à Indústria 4.0 no dia 20, a partir das 13h30. As palestras serão apresentadas por especialistas nacionais e internacionais da VDMA, a associação que representa os fabricantes de máquinas

Seminário Internacional Plástico Brasil - Rumo à Indústria 4.0

na Alemanha, um dos países mais avançados na implantação da Indústria 4.0. Realizada pela ABIMAQ e VDMA, a iniciativa visa principalmente oferecer aos visitantes da Plástico Brasil - transformadores e profissionais da indústria do plástico, que atendem e atuam em diversos segmentos – uma melhor compreensão sobre as novas aplicações e soluções práticas dentro do escopo da Indústria 4.0. As palestras acontecem no mezanino do São Paulo Expo e a inscrições podem ser feitas pelo linkhttp://plasticobrasil.com.br/pt/a-industria-do-plastico-rumo-a-industria-40. O investimento é de R$ 80 para associados da ABIMAQ, ABIQUIM e VDMA e R$ 120 para demais interessados.

Confira a programação: Dia 20 de março 13h30: Abertura - Moderador: Paulo Roberto dos Santos, da Zorfatec 13h45: Keynote Speaker Internacional: Global Trends for Plasticsand Rubber Machinery (Tendências Globais para Plásticos e Máquinas de Borracha), por ThorstenKü, Diretor Executivo da Câmara de Máquinas para Indústria do Plástico e da Borracha, VDMA - Associação Alemã de Fabricantes de Máquinas 14h25: Palestra: Máquinas para Plásticos e a Indústria 4.0, por Paulo Garrido, Chefe da Engenharia de Aplicação de Máquinas para Plásticos da Indústrias Romi 14h45: Palestra: Plástico Verde - Manufatura Aditiva, por Everton Simões Van Dal, da Braskem 15h30: Keynote Speaker Internacional: Standardisation as the Key for Industrie 4.0 (Padronização como Chave para Indústria 4.0), por Harald Weber, Gerente de Tecnologia, VDMA - Associação Alemã de Fabricantes de Máquinas 16h10: Palestra: Internet das Coisas 16h35: Palestra: Novo Perfil do Profissional da Indústria 4.0, por Osvaldo Maia, Gerente de Inovação e de Tecnologia do Senai São Paulo 17h: Perguntas dos participantes 17h30: Encerramento Posição em 22.02 – Sujeita a alterações 14 > Plástico Sul >>>


Eficiência energética

Dentro da estratégia de oferecer conteúdo profissional de alta qualidade e debater temas estratégicos para o desenvolvimento do setor, a Plástico Brasil vai sediar também o Seminário Eficiência Energética como Diferencial Competitivo. Realizado pela ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, o seminário visa a apresentar as soluções mais atuais sobre um tema relacionado não só à redução dos custos operacionais das indústrias – essencial em tempos de retração

da atividade econômica –, mas também ao uso racional dos recursos naturais. Especialistas e representantes de grandes empresas vão comentar cases e práticas adotadas em indústrias do setor de plásticos e borracha. As palestras acontecem no dia 23 de março no mezanino do São Paulo Expo, e a inscrições podem ser feitas pelo linkhttp://plasticobrasil.com. br/pt/seminario-eficiencia-energetica. O investimento é de R$ 80 para associados da ABIMAQ, ABIQUIM e VDMA e R$ 120 para demais interessados.

Seminário Eficiência Energética como Diferencial Competitivo

Confira a programação Dia 23 de março 14h: Abertura 14h20: Palestra: A Qualidade no Mercado de Eficiência Energética, por Alexandre SedlacekMoana, Presidente da ABESCO - Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia 14h45: Palestra: ISO 50001 - A Norma de Gestão de Energia na Indústria de Plásticos, por Edgard Dutra, Diretor Comercial da Metaplan Equipamentos Ltda 15h10: Palestra: Soluções e Cases do Setor Plástico, por Sidnei Amano, Coordenador do CNEE - Centro de Negócios de Eficiência Energética da Weg Equipamentos Elétricos S/A - Região Sudeste 15h35: Palestra: Eficiência Energética na Produção de Plásticos, por Cristiano dos Santos Gonçalves,Diretor Industrial da Schneider Electric Brasil Ltda 16h: Palestra: Benefícios da Cogeração nas Indústrias de Borracha, por Oliver Jones, Engenheiro Novos Produtos da Ecogen Brasil Soluções Energéticas S.A. 16h25: Perguntas dos participantes 16h45: Encerramento Posição em 22.02 – Sujeita a alterações

PETtalk

Outro evento simultâneo a ser realizado na Plástico Brasil é o o PETtalk – Conferência Internacional da Indústria do Plástico.Promovido pela ABIPET – Associação Brasileira da Indústria do PET, o evento ocupa parte da programação técnica de dois dias da feira, 21 e 22 de março. O conteúdo, sempre abordado de forma técnica e objetiva, vai tratar de sistemas de injeção, para condicionamento da resina, e para fechamento e rotulagem; aditivos e pigmentação; resina pet; processos de envase e equipamentos; entre outros temas. Dentro do macro tema Reciclagem, serão abordados: equipamentos para separação óptica; pós-condensação; filtragem; e soluções para bottle-to-bottle. Design de embalagem e eco design também fazem parte da grade, assim como a apresentação dos números do

setor (consumo de resina PET, mercados consumidores de embalagens de PET, tendências de consumo, reciclagem). A Política Nacional de Resíduos Sólidos, em vigor desde 2010, mais uma vez recebe atenção no PETtalk, dado seu impacto direto na indústria de embalagens, apontada pela legislação como corresponsável pela destinação adequada dos resíduos. O encontro é voltado a fabricantes de máquinas e equipamentos, prestadores de serviços, usuários das embalagens (brandowners), produtores de resinas e preformas, sopradores, recicladores e outros profissionais ligados à cadeia produtiva. As inscrições para PETtalk na Plástico Brasil estão abertas e podem ser feitas no site da ABIPET (www.abipet.org.br). O investimento é de R$ 340 para associados da entidade e R$ 620 para não associados. As vagas são limitadas. <<< Plástico Sul < 15


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DestaquePlástico no Agronegócio As entidades setoriais, os fornecedores de matérias-primas, aditivos, máquinas e os transformadores apostam em bons resultados

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Safra boa anima o setor plástico

Roriz Coelho: aproximadamente 3% do faturamento da indústria de transformados plásticos, vem do agronegócio

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queda de 3,6% no PIB em 2016 fez com que o Brasil registrasse a mais grave crise econômica desde 1930. Porém, se não fosse o desempenho positivo da cadeia produtiva do campo, certamente os resultados seriam piores, como destaca José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico - Abiplast. “O agronegócio é relevante e importante para todo o país, tendo em vista que a média do PIB do setor nas últimas duas décadas representou 22% do PIB total do Brasil. Mesmo em meio a crise, no ano de 2016 (acumulado jan-out 2016), o PIB do agronegócio cresceu 4,28%, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – ESALQ/USP, enquanto que a indústria caiu (6,6%) em 2016”, enfatiza. Para a indústria de transformados plásticos a importância do agronegócio se equivale, pondera o dirigente, pois o plástico está presente em todos os segmentos da economia e possui diversas soluções para o setor agrícola, como: embalagens para agroquímicos, mulching para cobertura de solo, lonas plásticas, bolsas silo, geomembranas, coberturas para estufas, dentre outros. “Em relação a contribuição com a sustentabilidade e logística reversa as embalagens de agroquímico são um case interessante, pois para alcançar melhores índices de reciclabilidade, os fabricantes de agroquímicos em parceria com os fabricantes das embalagens se uniram em prol do design for environment”, aponta Roriz Coelho.

Ele faz uma comparação pra explicar a evolução. “Antigamente as embalagens de cada fabricante de agroquímico tinha um design e/ou uma coloração diferente, dificultando sua reciclabilidade, porém atualmente todas as embalagens possuem o mesmo design e ausência de pigmentação, facilitando o retorno e aumentando o valor de mercado a fim de incentivar e viabilizar economicamente a reciclagem desse material”, ressalta. Além disso, enfatiza o dirigente, desde 2002 o Sistema Campo Limpo, implantado pelo inPEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, que recolhe essas embalagens, descontamina e as destina para centrais de reciclagem, já retirou e reciclou mais de 365 mil toneladas de material plástico.

Potencial e tecnologia

Com base em estudos da entidade, Roriz Coelho comenta que de todo o faturamento da indústria de transformados plásticos, aproximadamente 3% é proveniente do setor agrícola. Apesar de, aparentemente, ser um número baixo em relação a setores como alimentos e bebidas ou construção civil, o uso do plástico na agricultura ainda é relativamente pequeno e tem grande potencial de crescimento. “No atual cenário econômico que vivemos, em que a maior parte dos segmentos vem se retraindo, o setor agrícola tem perspectiva de safra recorde em 2016/2017. Segundo dados da Conab, a expectativa é de aumento de 17,4% na safra de grãos 2016/2017 em relação a safra anterior. Com o uso


intensivo da plasticultura é provável que nos próximos anos o setor agrícola ganhe maior representatividade na indústria de transformados plásticos e com isso registre novos recordes de produção”, projeta. Roriz Coelho cita que em outubro de 2016 a Abiplast promoveu o Workshop da Plasticultura em parceria com o Cobapla – Comitê Brasileiro de Desenvolvimento e Aplicação de Plásticos na Agricultura com a finalidade de apresentar aos fabricantes de soluções agrícolas, o Mapeamento do cultivo protegido com plástico, desenvolvido pela Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. “Esse mapeamento consiste em selecionar áreas do território brasileiro para dimensionar a plasticultura e estimar quantos quilômetros quadrados existem de plástico na agropecuária brasileira por meio de imagens aéreas ou de satélite de alta resolução espacial”, revela. A perspectiva de uma safra recorde, além de bons resultados em pecuária de corte, avicultura e suinocultura, animam a indústria do plástico. Roriz Coelho concorda e justifica. “Conforme comentado, o potencial de crescimento de atuação do setor plástico na agricultura é muito relevante, além do que o setor agrícola vem computando sucessivos índices de crescimento. Por conta destes indicadores positivos, o industrial do plás-

tico passa a dar maior enfoque neste setor de atuação com desenvolvimento de novas soluções e tecnologias disponíveis para atender as novas demandas”. Sobre a satisfação com máquinas e produtos, Roriz Coelho afirma que em relação aos novos materiais, no evento realizado em outubro de 2016, “as empresas A. Schulmant, Braskem, Dow, Exxon Mobil apresentaram as tecnologias relacionadas às matérias-primas que estão disponíveis para atender ao mercado agro demonstrando que estamos com a tecnologia atualizada aos mercados globais para atuação”, aponta. “Já o parque de máquinas para atender a este mercado está em conformidade com a necessidade, sendo importante neste momento o investimento focado em novos materiais e novas tecnologias, como automação e tecnologia da informação”, diz. E lembra que para o fechamento de 2016 a expectativa dos níveis de investimento do setor plástico é de aproximadamente de R$ 1,2 bilhão, sendo o setor de bens de capital responsável por 82% do montante total.

Satisfação da Abimaq

Máquinas e equipamentos são essenciais para o desenvolvimento do agronegócio e o atual momento é visto com otimismo por Gino Paulucci Junior, presiden-

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DestaquePlástico no Agronegócio

Acima, sacaria em fibra: agronegócio é o principal consumidor dos associados da Afipol Abaixo, Paulucci Junior: as feiras setoriais são importantes, para a atualização do produtor

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te da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico (CSMAIP). “Nós temos, juntamente com a indústria de transformação do plástico, muito orgulho de sermos parte fundamental dentro da cadeia produtiva do agronegócio. Como exemplo, começamos nos insumos, fertilizantes, defensivos agrícolas, produtos para pecuária, etc. tem nossa presença em suas embalagens. Plantadeiras, colheitadeiras, pulverizadores e outros equipamentos, também têm a nossa presença, e o plástico faz com que esses equipamentos sejam muito mais leves e resistentes, trazendo com isso economia de combustível e maior durabilidade dos mesmos”, explica o dirigente. Paulucci Júnior lembra que o ano agrícola 2015/2016 não foi dos melhores para o agronegócio, diante das dificuldades climáticas que impactaram negativamente a produção e com isso o setor andou de lado. “Já em 2016/2017 as expectativas são as melhores possíveis, devendo deixar margem para novos investimentos por parte dos produtores rurais e isso já está refletindo na venda de máquinas e equipamentos, também, no setor de insumos girando assim toda essa grande máquina que vem suportando nosso país”, ressalta. O dirigente lembra que as feiras setoriais são muito importantes, pois o produtor tem a oportunidade de conhecer o que há de mais moderno e tecnológico para seu segmento. “Aprimoramos a cada ano nossas máquinas e equipamentos para que nossos parceiros produtores possam obter o máximo a cada safra e é isso que garante que o agronegócio brasileiro continue sendo dos mais produtivos do mundo”, afirma. E comenta sobre a amplitude da cadeia. “Apenas para constar, tudo que é produzido no campo é transportado, industrializado, embalado e vendido aos consumidores, também, na sua grande maioria, em embalagens plásticas, o que

garante a esses produtos maior durabilidade, higiene e facilidade logística, entre outros benefícios”, finaliza.

Setor vital para Afipol

Se há um segmento da cadeia do plástico que está vibrando com as perspectivas positivas no agronegócio são as indústrias associadas à Afipol - Associação dos Produtores de Fibras Poliolefínicas. Conforme o presidente Eli Kattan as empresas associadas atuam muito forte no segmento agrícola, produzindo sacos e big bags para fertilizantes, usinas de açúcar, rações e farinha. “O agronegócio é muito importante, uma vez que o maior volume que produzimos se destina a esse mercado”, confirma o dirigente. No editoral no site da entidade, a mensagem do presidente é animadora. Ele justifica esse sentimento. “O setor está otimista, pois pelo que temos acompanhando, o agronegócio, o principal mercado consumidor de nossos produtos projeta um crescimento para este ano, principalmente no setor de fertilizantes que já teve um aumento de 12,5 % em 2016 e no mínimo vai manter este volume para este ano”, explica Kattan. “Além disso, o segmento de exportação de açúcar que deve crescer em função da falta no mercado mundial e a melhora dos preços, fazendo com que muitas usinas diminuam o volume de produção de etanol em troca de produção de açúcar, que será melhor remunerado”, avalia. “Para os outros mercados a previsão é de manutenção dos volumes de 2016”, lembra. Quanto à evolução tecnológica de matérias-primas e máquinas à disposição dos associados, Kattan foi objetivo na análise. “Com relação à matéria-prima, temos um único fabricante no Brasil que nos oferece produtos de excelente qualidade a nível dos melhores produtos importados. Com relação aos equipamentos, a indústria de ráfia no Brasil pode ser considerada uma das melhores do mundo, pois está sempre se atualizando, através de participação em feiras mundiais e modernizando os parques fabris, pois nossos clientes são altamente qualificados e muito exigentes e se não nos anteciparmos ao seu ritmo cada vez mais veloz de sofisticação, podemos perder mercado para produtos importados”, esclarece o dirigente.

O versátil PE da Braskem

O setor agronegócio ganha importância na participação das vendas da Braskem ano a ano. As soluções de plástico para este setor promovem ganho de produtividade, otimização no uso de recursos e redução de custo o que está muito alinhado com o desafio do agronegócio brasileiro que é manter-se competitivo frente aos concorrentes internacionais. Desta forma, a Braskem acredita e esta investindo no desenvolvimento e consolidação de soluções plásticas no agronegócio. São fabricantes de resinas, como a Braskem, “que tem um portfólio de polietilenos (PE) bastante amplo para


Inovação e soluções

A Braskem dedica boa parte de sua produção ao segmento agrícola. “Podemos citar como exemplo os grades em PEBD (Polietileno de Baixa Densidade) TX7001, TX7003 e TX8079 que são dedicados aos segmentos de filmes de grande tamanho como silo bolsa, lonas e cobertura de estufas, nessas aplicações a empresa também oferece como complemento alguns PEBDLs (Polietileno de Baixa Densidade Linear), direcionados a conferir resistência mecânicas nessas aplicações. As resinas LL5800N, HF22007B5, LH118 e Flexus 9211

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atender as aplicações de plástico nesse segmento, tanto com foco nos requisitos técnicos das soluções como quando analisamos questões mais relacionadas a processamento e produtividade que são também de suma importância”, destacam os porta-vozes da empresa Ana Paiva, especialista de Desenvolvimento de Mercado, Julio Lottermann, gerente de Engenharia de Aplicação Rígidos e Marcial César Vieira, da Engenharia de Aplicação responsável por filmes agrícolas Os especialistas da Braskem explicam que o PE é um polímero versátil, que pode ser moldado em inúmeros processos de fabricação. Suas características de ótima resistência química, resistência à umidade e facilidade de reciclagem, o colocam muito bem posicionado para atender as demandas do agronegócio. Outra característica importante desse plástico é atender produtos que exigem tanto rigidez como flexibilidade em suas aplicações. “São inúmeras as aplicações de PE no agronegócio, entre elas podemos destacar algumas: reservatórios e cisternas para água, embalagens para agroquímicos, peças para implementos agrícolas, tubos para irrigação, filmes para cobertura de estufa, telas, mulching para cobertura de solo, silo bolsa, stretch para envelopamento de silagem, lonas e recipientes para mudas”, ressaltam.

são as mais solicitadas nesse exigente mercado. Alguns desses produtos também são utilizados na produção de filmes mulching (cobertura de solo). Em PEAD, os grades GF4950HS, HS5407, HS5608 e HD9601C oferecem ao produtor de embalagens uma combinação de propriedades que permitem atender aos mais diversos requisitos da cadeia, desde a alta produtividade na produção de frascos e bombonas até elevadas exigências de resistência física e química. Nossos grades de rotomoldagem, tanto na linha de PEMDL quanto PEAD, também permitem o desenvolvimento de soluções robustas para armazenagem de água em regiões de escassez desse recurso”, informam os porta-vozes. Devido à escassez de água ocorrida nos últimos anos, algumas propriedades agrícolas tem utilizado geomembranas produzidas em polietilenos para impermeabilização de tanques e reservatórios de água a fim de aproveitar de forma racional esse re-

Bigbags: o PP confere características como baixo peso e resistências química, térmica e mecânica

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DestaquePlástico no Agronegócio

Acima: proteção de aviário em fibra poliolefínica: mais uma oportunidade para o setor

Dow oferece soluções

Ao lado: silobolsa com resinas Dow confere segurança e eficiência no armazenamento de produtos

curso, contam os especialistas da Braskem. “Algumas criações em viveiros como carcinicultura e piscicultura também se utilizam das geomembranas como elemento de impermeabilização nos tanques dedicados a esses cultivos. Da mesma forma, pudemos acompanhar diversos projetos e iniciativas de uso racional de água, dentre os quais podemos citar as soluções rotomoldadas de cisternas para coleta e armazenagem de água da chuva”, comentam. Os especialistas acrescentam que a empresa investe recursos buscando inovação no desenvolvimento de novos produtos. “Como exemplo, podemos citar a produção do Polietileno Verde, desenvolvido a partir da cana de açúcar. Também participa e apresenta trabalhos de pesquisa em eventos internacionais como na última Conferência Internacional de Filmes Plásticos (Agricultural Film 2016) em Barcelona, onde destacou a performance de seus produtos comparados a resinas de mercado em silo bolsa e também suas soluções em polietileno verde voltados ao segmento agrícola”.

Diversidade do PP

O portfolio diversificado de polipropileno (PP) da Braskem possibilita o desenvolvimento de soluções para o agronegócio cada vez mais versáteis, tanto nas aplicações quanto no processamento, destaca Andre Cortegoso Prezenszky, engenheiro de Aplicação e Desenvolvimento de Mercado de Polipropileno. “A 22 > Plástico Sul >>>

baixa densidade inerente ao PP garante soluções leves e com ótima resistência mecânica, características cada vez mais requisitadas no campo”, informa. O especialista explica que além do baixo peso, características do PP como resistência química, processabilidade, resistência térmica e resistência mecânica fazem com que o material possa ser utilizado em diversas aplicações. Dentre elas, podemos destacar as embalagens dos mais variados tamanhos, como as de 25kg e 50 kg até os bigbags, que podem transportar cargas acima de 1.000 kg com segurança. “Aplicações como a ráfia de solo, lonas de cobertura e sombreamento de frutos, panos para colheita de café, túneis para cobertura de culturas em tecidos não tecido (TNT), ensacamento de frutos com TNT e telas para aviário, são algumas das aplicações que vem ganhando espaço com o avanço da agricultura de precisão e maior preocupação com a qualidade dos produtos agrícolas”, completa Prezenskzy.

Em 2050, a população mundial estimada será de 9 bilhões de habitantes, segundo o Instituto Francês de Estudos Demográficos (Ined), havendo uma maior necessidade por alimentos. “Desta maneira, são necessários investimentos para a maximização da produtividade agrícola, por meio de inovações que otimizem a produção, dispondo de modernas técnicas de cultivo, e a qualidade nutricional dos alimentos, como a plasticultura”, ressalta Miguel Molano, gerente de Marketing para Embalagens Industriais e de Consumo na América Latina. “Nesse contexto, os plásticos podem ser empregados no cultivo por meio de aplicações como filmes para estufas agrícolas, mulching, silobolsas e ensilagem de fardos. E é essencial que sejam utilizados materiais de alta qualidade e resistência”, adverte. “A Dow possui resinas de polietileno, especialmente desenvolvidas para proporcionar produtos de excelente qualidade e maior durabilidade”, destaca o executivo, que comenta sobre alguns produtos: *Silobolsa - Em constante evolução e acompanhando a demanda da produção agrícola, os silobolsas são um eficiente e seguro sistema de armazenamento de grãos e forragens, com capacidade de armazenamento de até 200 toneladas. São produzidos com formulação de blendas de polietileno especialmente desenvolvidas para atender às necessidades da aplicação, tais como: resistência à perfuração e à propagação de rasgo, tenacidade e hermeticidade. Os silobolsas são geralmente compostos por 3 camadas de filme produzido em processo balão, sendo as camadas externas em contato com o ambiente de coloração branca, responsáveis por refletir a luz solar e a ajudar a manter a temperatura do interior da bolsa em aproximadamente 2ºC abaixo da externa, e


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Basf oferece soluções para produção de tecnologias na área, como estufas e mulching

a camada interna da bolsa é preta, filtrando os raios UV. Possuem espessuras de 150 a 250 μm, dependendo do tipo de reforço necessário e material armazenado, de 60 a 75 m de comprimento com diâmetros típicos de 3m. A produção de silobolsas utiliza blendas de polietilenos de baixa densidade e lineares como as famílias AGILITY™, que conferem boa processabilidade, e os lineares DOWLEX™, que asseguram as propriedades mecânicas. *Estufas agrícolas - Utilizadas para cobrir a área de cultivo, as estufas agrícolas ajudam a controlar a temperatura e a umidade do ambiente interior, protegendo a colheita de danos provocados por insetos e pássaros e permitindo o controle de pragas e ervas daninhas. Possibilitam o cultivo durante todo o ano, mesmo em áreas restritas, e proporcionam um uso mais eficaz de água e insumos. Os filmes elaborados com resinas da Dow são tipicamente feitos de polietileno mono ou multicamadas produzidos pelo processo balão, com espessuras de 70 a 200 μm. Os requerimentos dos filmes para estufas agrícolas são diretamente dependentes das condições ambientais às quais a estufa é exposta, da instalação da própria estrutura e da necessidade de proteção do cultivo: Dessa forma, o portfólio da Dow conta com resinas para a fabricação de blendas de polietileno de baixa densidade AGILITY™ e lineares da família DOWLEX™. A maior proporção de AGILITY™ confere melhor processabilidade, que permite a obtenção de filmes de grandes dimensões, podendo chegar a 15 24 > Plástico Sul >>>

metros de comprimento. Já as resinas de polietileno da família DOWLEX™ permitem um aumento na vida útil dos filmes, pois apresentam muito boa resistência ao impacto, à perfuração e ao rasgo, propriedades necessárias para resistir às mais adversas condições de uso. *Filmes para mulching – Esta técnica de cobrimento das culturas agrícolas e canteiros é cada vez mais utilizada para aumentar o rendimento, a qualidade e a produtividade das mesmas. O mulching ajuda a proteger a planta em todo o ciclo de seu crescimento e evita o desenvolvimento de ervas daninhas e outras plantas espontâneas, bem como a erosão do solo. Além dessas vantagens, otimiza técnicas de fumigação e uso da água, reduzindo o uso desses recursos em até 70%, ajudando também a controlar a temperatura da raiz, favorecendo um ótimo crescimento da planta. São filmes feitos de polietileno com espessuras de 17 a 50 μm, geralmente de três camadas, sendo a camada externa de cor branca ou prata para refletir os raios UV, e a camada interna de coloração preta, em contato com o solo, para manter o calor da raiz. Filmes para silagem - Uma prática moderna de preservação e armazenamento da silagem utiliza filmes de polietileno multicamadas no envolvimento da forragem (silage wrap), como excelente alternativa aos silos trincheiras ou silos metálicos tradicionais. Trata-se de uma alternativa prática, de alto custo-benefício e proporciona uma silagem de melhor qualidade e flexibilidade no manejo dos pastos e da própria forragem. A Dow é a líder mundial em fornecimento de soluções para ensilagem nas localidades onde a prática já é bem consolidada, sendo um fator chave na alta qualidade nutricional de rebanhos leiteiros e bovinos. Estudos apontam que este tipo de tecnologia oferece menores perdas de matéria seca (dry matter losses), sendo de 8%, contra 25% se armazenada em silo-trincheira. O objetivo vital é criar uma condição isenta de oxigênio no interior da bale silage, devendo manter sua integridade até sua abertura para utilização. Dois fatores contribuem para esta condição: a estrutura e a densidade do embalo e a hermeticidade. As inovações mais recentes da Dow são AGILITY™ 1200 e INNATE™ ST50, diz Molano, comentando cada produto: A INNATE™ ST50 apresenta um balanço inédito entre tenacidade e rigidez, combinado a uma excelente resistência ao rasgo e à perfuração, o que possibilita a produção de embalagens mais leves e resistentes. Já a AGILITY™ 1200, que será lançada na Feiplastic 2017, é uma resina de PEBD da Dow, indicada para processos balão, possibilitam uma maior produtividade nas linhas de produção, mantendo a uniformidade e a qualidade dos filmes.


BASF, líder em aditivos

Como fornecedor líder de aditivos plásticos, a BASF oferece uma gama de soluções para o agronegócio. “Os aditivos utilizados nos polímeros que serão destinados a indústria agrícola irão melhorar sua performance e aumentar a durabilidade. Como exemplo de plástico na agricultura podemos citar as estufas, Mulching, Silagem, Silobolsa, tela de sombreamento, entre outras aplicações”, aponta José Roberto Capozzi, gerente de negócios da unidade Aditivos para Plástico do grupo. Ele ressalta que entre os principais requisitos do plástico que será destinado a indústria agrícola é a resistência à luz e aos agroquímicos. “Por isso, dentro do portfólio da BASF, existem diferentes aditivos que têm a função de proteger o plástico da fotodegradação e degradação causada por agentes químicos usados na agricultura, que devem ser recomendados de acordo com a necessidade de cada cliente, levando em conta, por exemplo, qual a região onde o plástico ficará exposto e em qual cultivo será utilizado”, informa. A cada ano o setor contabiliza avanços e Capozzi explica que a tecnologia exclusiva de estabilizante à luz NOR® HALS proporciona excelente resistência aos raios UV, resistência térmica, química, à transmissão de luz e durabilidade. Também tem a vantagem de alta performance na presença de defensivos químicos, prolongando a durabilidade dos filmes agrícolas nos mais diversos cultivos. “Tinuvin® NOR® 371 e Tinuvin® XT 200 são principalmente indicados para filmes que exigem alta durabilidade, como estufas onde há queima de enxofre e filmes mulch expostos a teores altos de defensivos agrícolas. Em geral, esta tecnologia apresenta desempenho excepcional na proteção de filmes agrícolas expostos a radiação UV e a ambiente ácido”, diz. O executivo também conta sobre novidades recentes. “Com a estratégia ‘nós criamos a química para um futuro sustentável’, inovamos para tornar nossos clientes mais bem sucedidos. Por isso estamos constantemente trabalhando em pesquisa e desenvolvimento para oferecer novas tecnologias que atendam diferentes indústrias. Recentemente, na feira K (Dusseldorf, Alemanha), tivemos o lançamento de três aditivos para diferentes aplicações. Para o mercado agro os últimos lançamentos são os produtos citados acima, NOR® 371 e XT 200”, relembra Capozzi. Ele também destaca a importância do mercado brasileiro, “um dos maiores e mais importantes, onde vemos que o investimento e interesse em novas tecnologias é muito bem recebido”, analisa.

Poliuretano nas construções

Como uma empresa provedora de soluções no mercado, a BASF traz outras inovações com a aplicação do poliuretano para granjas e aviários. Segundo dados

da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil se consolidou em 2015 como segundo maior produtor de carne de frango do mundo, superando a China. “Diante de tamanha representatividade, o setor aviário chama atenção para as inúmeras oportunidades de otimização de processos e da qualidade”, comenta Beatriz Cassens, analista de Desenvolvimento de Negócios de Materiais de Performance da BASF Conforme a especialista, um dos enfoques de inovação é a necessidade de isolamento térmico nos aviários e granjas, visando melhor eficiência energética e produtividade, bem como a melhora na qualidade da carne oferecida ao mercado. “Em países de clima frio, já se tem como aceito a necessidade de isolamento térmico para granjas e aviários. Porém, em países de clima quente, como o Brasil, a manutenção do calor no interior do ambiente não parecia ser um problema. Recentemente foi constatado que o isolamento térmico pode representar inúmeros benefícios. Quando submetidas à grandes variações de temperatura, pode haver um aumento na taxa de mortalidade das aves criadas em aviários. Com o intuito de reduzir esta perda, os produtores se utilizam de ventiladores ou refrigeradores, aumentando, significativamente, os custos energéticos e, consequentemente, o custo do produto final”, explica Beatriz Cassens.. A analista explica os benefícios e diz que os poliuretanos são os mais versáteis dentre todos os polímeros. Suas aplicações incluem diversos tipos de espumas (flexíveis e rígidas), revestimentos, adesivos, selantes e elastômeros. “O poliuretano rígido produzido pela BASF, Elastopir, é utilizado como material de isolamento térmico devido à sua baixa condutividade térmica comparado com outros materiais isolantes e está em conformidade com a norma NBR7358 (ABNT) atendendo a classe R1 da norma: é um material auto extinguível e que não propaga chamas. Além de leve, garante melhora na eficiência energética de ambientes que necessitam a manutenção da temperatura, promovendo economia com relação aos custos energéticos e aumento da produtividade”, destaca. O poliuretano é utilizado como isolante em diversos setores da indústria, entre eles, o da construção civil. Para este setor, painéis e telhas de poliuretanos rígido são instalados em tetos e paredes, podendo gerar uma redução expressiva do consumo energético. Para tornar a utilização do poliuretano ainda mais acessível, a BASF possui opções do material que podem ser aplicadas por spray, o Elastospray ou seja, a necessidade de se reformar ou reconstruir uma construção para que os painéis de poliuretano sejam instalados. A aplicação por spray é feita de forma simples por uma máquina específica e produz um isolamento térmico tão eficiente quanto a aplicação tradicional. <<< Plástico Sul < 25


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A evolução dos transformadores

Há mais de 25 anos a Pacifil Brasil atende o setor agrícola com produtos, como o silo bolsa

A cadeia do agronegócio no Brasil tem demonstrado grande capacidade de superar desafios e agregar tecnologia ao processo produtivo, proporcionando ganhos de produtividade. Boa parte do mérito se deve aos investimentos da indústria de transformação do plástico com produtos eficientes como mostramos em alguns cases

S

ilo bolsa, destaque da Pacifil - Com sede em Sapiranga (RS), há mais de 25 anos a Pacifil Brasil atende o setor agrícola alguns com produtos. “No Brasil temos indústria de produtos plásticos desde 1974, mas entramos no agronegócio 12 anos atrás”, revela o diretor comercial Gustavo Borrat Bazzano. A Pacifil Brasil foi a primeira empresa a produzir o silo bolsa no pais. O lançamento do Pacifil Bag foi em 2010 e a nossa participação neste mercado vem aumentando a cada safra”, afirma.

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Bazzano informa que para fabricar o silo as principais matérias primas são principalmente polietilenos da Braskem combinadas com aditivos e pigmentos para proteção contra raios UV e para garantir a durabilidade do silo bolsa e do produto nele armazenado. “Atualmente temos duas coextrusoras de grande porte que produzem exclusivamente silo bolsas. Neste sentido a Pacifil tem a maior capacidade de produção de silo bolsas no Brasil”, ressalta. O diretor enfatiza que o silo bolsa é uma excelente ferramenta para o produtor de grãos e silagem, porque é um sistema de armazenagem econômico, versátil e eficiente que resolve vários problemas operacionais frequentes na hora da colheita que além de aumentar a produtividade e diminuir custos permite também a possibilidade de aumentar os ganhos na comercialização no caso dos grãos. A Pacifil Brasil desenvolveu uma parceria com a Braskem e a Bayer para dinamizar o uso do Pacifil Bag. Bazzano conta que a parceria com a Braskem é fruto de muitos anos de bom relacionamento comercial que se transformou naturalmente numa excelente atividade. No caso da Bayer passou a ser uma parceria muito interessante porque resulta no benefício real de todos. “A Bayer teve grande êxito na promoção de seu Programa de Pontos, os produtores um ótimo ganho trocando os pontos por silo bolsas e a Pacifil com a oportunidade de uma divulgação prática do produto”, explica. Sobre desempenho, Bazzano informa que as vendas de 2016 foram duramente afetadas pela quebra de safra, mas agora o cenário é outro, porque todas as projeções são animadoras.

Destaques da Electro Plastic

Uma das pioneiras no fornecimento de soluções para o mercado agrícola, a Electro Plastic, com sede em São Paulo, passou a atuar logo após sua fundação em 1956, com grande participação a partir de 1970. “Somos um dos principais transformadores de filmes Agroplás para estufa agrícolas, cobertura de solo “Mulching”, pioneira no dupla face preto&branco com garantia de até 18 meses, Superlona para silagens e coberturas em geral, Supersilo, silo bolsa para armazenagens de grão, único na América Latina com 5 camadas, Supertanque, lona em PE, para reservatórios entre outros”, informa Nelson Iida, diretor de marketing/vendas. Ao falar sobre destaques e lançamentos, o executivo não cita nenhum produto como carro-chefe, pois diz que toda esta linha é equilibrada. “O Supertanque é o produto mais recente, em função de grandes dificuldades com relação a seca e falta de água, este produto veio como uma alternativa econômica, pois seu custo benefício é melhor quando equiparada a Geomembrana”, informa. Para desenvolver seus projetos a Electro


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DestaquePlástico no Agronegócio ton./mês. Estamos prontos para voltar a crescer e colocar a disposição de todos os consumidores produtos de excelência”, promete.

Otimismo na Termotécnica

Empresa com sede em Joinville (SC) e unidades em outros estados, a Termotécnica se consolida como destaque em vários segmentos, entre eles o agronegócio, no qual iniciou em 2010. Atualmente, são três produtos voltados para este segmento, segundo informa o diretor-presidente Albano Schmidt: a Bandeja de Mudas, a conservadora de frutas, legumes e verduras DaColheita e caixa de abelhas MaisMel. “A linha de conservadoras DaColheita transformou-se em um case de sucesso entre os produtores de uva da região do Vale do São Francisco. Eles utilizam essas conservadoras nas versões que acondicionam 5kg, 8kg e 9Kg de frutas.”, destaca. De acordo com Schmidt, entre as conservadoras DaColheita, o carro-chefe é a opção que acondiciona 8kg de uvas a granel. Quanto ao lançamento mais recente, da linha DaColheita foi a conservadora específica para acondicionamento de potes/cumbucas de frutas. Ao avaliar resultados e perspectivas, o dirigente destaca a importância do setor para a sua empresa. “A Termotécnica vem apresentando nos últimos anos um crescimento médio de 15% e, para 2017, não será diferente. O agronegócio é um segmento importante para a empresa e um dos mercados que mais cresce no Brasil e no mundo. Trabalhar com soluções para esse mercado faz parte do nosso objetivo estratégico de Inovação Empreendedora e Crescimento em novos negócios”, finaliza.

Tigre: foco em irrigação

Acima: Eltro Plastic é importante transformadora de filmes Agroplas para estufas agricolas Abaixo, Albano Schmidt, da Termotécnica: entre as conservadoras DaColheita, o carro-chefe

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Plastic, é criteriosa e usa como matéria-prima o PE. “Sempre comprada de empresas de renome como a Dow e Braskem, nunca adquirimos aparas como é de costume neste mercado. Assim como aditivos atuais e mais técnicos. Utilizamos extrusoras modernas ou atualizadas sempre que necessárias para produção com alta tecnologia e qualidade”. O período recessivo de 2016 também repercutiu na Electro Plastic, mas Nelson Iida demonstra otimismo com o futuro. “Foi um ano que não conseguimos crescer em função do mercado em geral, mas continuamos a investir e concluímos uma das plantas mais modernas de toda América latina, com capacidade de produção próximo das 5.000

Uma das mais importantes indústrias de transformação do setor plástico das Américas, a Tigre, com sede principal em Joinville (SC), também tem forte atuação na cadeia do agronegócio. Rene Kuhnen, gerente de Marketing de Produtos da Tigre, destaca mais fortemente alguns itens voltados para a Irrigação. “Em 1960, a Linha Irriga EP (EP = Engate Plástico) foi a primeira lançada pela Tigre para o mercado de irrigação, sendo a pioneira no fornecimento de produtos plásticos para este segmento. Neste mesmo ano, a Tigre também lançou a Linha Irriga ES (ES = Engate Sela), como uma solução alternativa a Linha Irriga EP”, informa. O executivo ressalta que as duas são utilizadas em sistema de irrigação por aspersão, sendo consideradas como “sistemas móveis” - por sua concepção permitir a completa desmontagem da linha para a preparação do terreno para o cultivo de novas culturas. “Já em 1980, a Tigre lançou a Linha Irriga LF (LF = Linha Fixa), utilizadas na irrigação de culturas onde não há rotatividade de cultura. Dessa forma,


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DestaquePlástico no Agronegócio

Rene Kuhnen, da Tigre: empresa tem forte atuação na cadeia do agronegócio

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a Tigre aumentou seu portfólio e se consolidou no mercado de irrigação com soluções para sistemas fixos e móveis”, esclarece. Mesmo com produtos consolidados a Tigre valoriza a inovação. Kuhnen revela o que é destaque e qual a novidade. “Atualmente o carro-chefe é a Linha Irriga LF, em função do seu volume de vendas. Porém, a Linha Irriga EP não fica muito atrás em termos de volume. O último lançamento foi o modelo de registro de irrigação - que possui maior robustez e resistência, estanqueidade garantida e um volante mais anatômico”, conta. Pela variedade de produtos a Tigre precisa utilizar mais de uma matéria-prima e diferentes tipos de máquinas nas suas unidades. “As soluções para irrigação da Tigre são produzidas utilizando, principalmente, o PVC como matéria-prima. Porém, outras soluções como tubos para carretéis Autopropelido são fabricados utilizando o polietileno. No total, são três parques fabris que produzem tubos utilizando modernas extrusoras, garantindo uma alta produtividade e desempenho, além de uma excelente qualidade. Além dos tubos, a Tigre produz as conexões em injetoras de ponta, que agregam qualidade e um alto desempenho aos produtos”, diz Kuhnen. Ele finaliza com a

informação sobre o crescimento em 2016: “Podemos estimar que o crescimento foi aproximadamente de 20%. Para 2017 a previsão é semelhante”.

Amanco tem portfólio amplo

Indústria extremamente conceituada em vários setores produtivos, desde a criação da marca, há 10 anos, que a Amanco está presente no segmento de agronegócio, informa Fabiana Castro, Gerente de Inovação e Produtos da Mexichem Brasil. “Oferecemos uma linha composta por mais de 1.000 produtos, como microaspersores, aspersores, fita gotejadora e conexões, tubos e conexões de PVC, Tubos de polietileno e conexões, Tubo gotejador e conexões, filtros, válvulas de controle, registros, injetor de fertilizantes, entre outros”, revela. A executiva cita alguns lançamentos e destaques, como o Microaspersor MF 2, Fita gotejadora Amanco Drip e Fita gotejadora Lab Superline, Tubo Gotejador Mexdrip, lançados no ano passado. Para melhor compreensão, Fabiana Castro explica que o Microaspersor MF2 tem como principal diferencial o menor consumo de água e fertilizante, por irrigar somente onde está a raiz da planta, auxiliando também na economia de energia elétrica do sistema de bombeamento. “Esse ganho é garantido pela faixa


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DestaquePlástico no Agronegócio

Fabiana Castro, da Mexichem Brasil, “Oferecemos uma linha composta por mais de 1.000 produtos"

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de vazão uniforme de alto desempenho, que auxilia no controle de dispersão do volume de água utilizado. O Microaspersor funciona com pressão a partir de 1,2 kgf/cm² até 3,0 kgf/cm², e possui excelente curva de distribuição de água que proporciona maior eficiência. Outra característica da linha é o reforço em toda a sua estrutura, que é mais resistente a impactos e, consequentemente, possui maior vida útil”, acrescenta. No caso das fitas gotejadoras a executiva informa que a Amanco trabalha com dois tipos de gotejadores: “o gotejador tipo pastilha e com gotejador labirinto contínuo. A fita gotejadora Amanco drip com gotejador pastilha a sua vazão com 1 kgf/cm² é de 1,6 l/h e a Fita gotejadora Lab. Superline com labirinto contínuo a sua vazão é de 1,2 l/h sendo esta só com espaçamento de 10 cm”, complementa. O plástico é um dos principais componentes dos produtos fabricados pela empresa, com o uso de vários tipos de resinas. “Utilizamos polietileno, polipropileno, polioximetileno, poliamida e PVC. Estas são as principais matérias-primas usadas nos produtos da Amanco”, ressalta Fabiana Castro. Sem revelar modelos ou marcas, a executivo comenta sobre de forma abrangente sobre o processo industrial; “Como somos uma indústria voltada à inovação e praticidade, utilizamos nas nossas sete fábricas equipamentos que aliam tecnologia e eficiência na produção”, explica. Quanto ao desempenho, vendas em 2016 e previsão para este ano a executiva faz uma avaliação positiva deste segmento. “O agronegócio sempre foi o grande vetor do PIB nacional, pois independente da crise ele assegura bons resultados econômicos ao País. Num ano com baixas vendas nos segmentos de infraestrutura e predial, o setor de irrigação foi fundamental para equilibrar nossos resultados’, avalia Fabiana Castro.

JactoClean

Em 1995, a JactoClean foi instituída como um departamento da Jacto para desenvolver e fabricar soluções e componentes, principalmente para limpeza e climatização para o mercado de agronegócio. “Dez anos depois, em função de seu crescimento e por razões estratégicas, ganhou um parque fabril e marca própria”, informa o diretor geral Antonio Luis Francisco. A empresa oferece para o setor do agronegócio, um amplo portfólio de Lavadoras de Alta Pressão – que são nacionais e produzidas na fábrica em Pompeia (SP) e atendem propriedades e indústrias rurais de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos segmentos de agricultura, pecuária, avicultura e suinocultura. Colaboram com a limpeza de ambientes de manipulação de alimentos e criação animal - abatedouros, paredes, pisos, equipamentos, silos e demais estruturas que exigem limpeza profunda. A JactoClean também disponibiliza Aspiradores de pó e líquidos que são caracterizados pela multifuncionalidade e ótima relação entre custo e benefício. Vale destacar o uso do Aspirador de Pó e Líquidos de 22 Litros, modelo AJ2218, em propriedades rurais; e para climatizar e manter a umidade do ar, principalmente no período de seca, a as Motobombas para Climatização, que podem beneficiar propriedades rurais que cultivam plantas ornamentais, flores, hidroponia e hortaliças, que necessitam de umidade constante para não haver desidratação. O carro-chefe, segundo Francisco, seria a Lavadora de Alta Pressão J12000, que é reconhecida no setor do agronegócio por ser uma máquina robusta e durável - suporta longos períodos de trabalho. “Faz a limpeza de diferentes superfícies: pisos, ralos, paredes, silos, caixas d’água, comedouros, bebedouros, ninhos, estruturas metálicas e utensílios, utilizados em áreas de criação, sala de ordenha, estábulos, abatedouros, manipulação de matéria-prima e de alimentos, estocagem, etc.; e equipamentos e veículos utilizados da colheita ao transporte”, informa o diretor. O último lançamento que a marca fez para este segmento é a Lavadora de Alta Pressão J15000H ECO, a primeira a utilizar o etanol (álcool combustível) para o aquecimento de água, o que facilita a remoção da sujeira pesada. “Este equipamento exclusivo da JactoClean, sem similar no mercado mundial, é uma opção para quem busca soluções mais sustentáveis para limpeza’, completa o executivo.


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EventoFimec Feira no RS é o grande momento dos fabricantes brasileiros de tecnologia para couro e calçados

D

e 14 a 16 de março, nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo, ocorre a 41ª Fimec - Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes. A Fimec é sempre a grande plataforma de lançamento e demonstração de produtos para os fabricantes brasileiros de máquinas e equipamentos para couro e calçados. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas para Couro e Calçados (Abrameq), Marlos Schmidt, destaca que, “além de permitir um contato intenso com os clientes do mercado interno, é também uma oportunidade fundamental para disponibilizar tecnologias para os compradores da América Latina, que se fazem presentes em número significativo durante a feira”. Marlos acrescenta que, na Fimec, os clientes têm a oportunidade de conhecer presencialmente as tecnologias disponibilizadas pelas nossas empresas, porque os fabricantes valorizam a feira trazendo as suas principais máquinas, demonstrando suas características e benefícios para o aumento da competitividade das empresas que as adquirem. A Abrameq desenvolverá várias ações para potencializar os resultados da participação das empresas associadas: Projeto Comprador - Com tradição dentro da Fimec, o Projeto Comprador, realizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), traz para os pavilhões da Fenac compradores internacionais. Por meio do projeto BrazilianShoes + LeatherMachinery, a Abrameq trará sete compradores, sendo cinco do setor calçadista (Peru, Equador e Colômbia), e dois do setor coureiro (Bolívia e Peru). Linha Didática Senai - Neste ano, a feira terá uma novidade na Fábrica Conceito. O Senai participará dessa edição, assumindo uma das

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linhas de produção que ficará por conta dos alunos do centro de ensino. E a Abrameq é apoiadora desta iniciativa. Visitas guiadas - Durante a feira, a Abrameq também realizará visitas guiadas junto a técnicos químicos, numa parceria com o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e Associação Brasileira de Químicos e Técnicos da Indústria do Couro (Abqtic). Pocket Palestra - A Abrameq promoverá, em parceria com a Fenac, palestras rápidas tratando da tecnologia no processo produtivo do setor coureiro-calçadista. Assintecal - Outra forte entidade que participa ativamente do evento é a Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos – Assintecal. “Os associados da Assintecal participarão de ações exclusivas, como o Projeto Comprador, que apresenta as empresas a compradores internacionais. Teremos também ações como o Prêmio Primus, dando visibilidade e exposição às empresas associadas com todo o mercado, e a promoção do Jantar Anual que reúne as principais empresas do país em uma ação de aproximação e network para nossos associados”, conta Milton Killing, presidente da Assintecal.

Espaço Assintecal

O estande da Assintecal ficará no Corredor C, estande 1047e 1030. Além do espaço para divulgação das ações da entidade, ali acontece o relacionamento dos associados, com espaço destinado para rodadas de negócios com compradores internacionais.Ainda, através da parceria com a Conexo Assessoria e Consultoria em Comércio Exterior, serão disponibilizados intérpretes para auxiliar os associados em suas transações internacionais. O Projeto Comprador irá reunir 15 compradores, trazidos pela Assintecal e pela Abrameq, em uma ação conjunta através dos projetos By Brasil ComponentsandChemicals e BrazilianMachinery– ambas ações de promoção às exportações realizadas junto com a Apex-Brasil. Com mercados-alvo da América Latina, como México, Colômbia, Peru e Equador, e também China, Estados Unidos, Alemanha e Índia, as empresas participantes terão três dias intensosde rodadas de negócios. A expectativa é que elas gerem US$ 3 milhões em negócios. No dia 15, das 8h às 10h, a Assintecal ainda promove,em parceria com o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), no Auditório 2, uma sessãode negócios especial para o segmento de químicos para couros.


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Artigo

Por Thiago Moreira e Nelson Marconi

Desindustrialização precoce, recessão e crise fiscal

O

atual debate econômico brasileiro está fortemente concentrado nas propostas de limitação à evolução dos gastos públicos, mas não podemos perder de vista o impacto das mudanças na estrutura produtiva sobre a brutal recessão em que mergulhamos e suas consequências sobre o próprio quadro fiscal. Para explicar nosso argumento, vamos nos valer de um conjunto de dados macroeconômicos, denominado de Matriz Insumo Produto (MIP), divulgado em sua última versão pelo IBGE ao final de setembro, e que nos ajuda a entender em maiores detalhes as características principais da estrutura produtiva da economia brasileira. Uma MIP pode ser comparada a uma "fotografia" dos fluxos de produção e demanda envolvendo todas as atividades e setores

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econômicos ocorridos em um determinado ano. Dada a complexidade de mensuração dos fluxos, além da escassez de recursos do IBGE, há uma grande defasagem entre o ano da "fotografia" e sua respectiva divulgação no caso brasileiro. O ano de referência da MIP recém-divulgada é o de 2010, sendo a última disponível até então a correspondente a 2005. Antes mesmo da divulgação da matriz, já era sabido que a indústria de transformação foi um dos segmentos que mais perdeu espaço na estrutura produtiva brasileira. O peso médio da indústria de transformação no valor adicionado (PIB) total, no primeiro semestre de 2016, foi de 10,9%, significativamente inferior aos 15%, em 2010, ou aos 17,4%, em 2005. Vale lembrar que, a despeito dos efeitos da crise financeira internacional eclodida no fim de 2008, o período compreendido

entre as duas últimas MIPs (2005-2010) foi marcado pelo último ciclo de crescimento, no qual o PIB se expandiu, em termos reais, a um ritmo médio de 4,5% ao ano e, mesmo assim, a indústria registrou queda em sua participação relativa tal qual citada acima. O excelente desempenho da economia brasileira parece ter tornado este fato menos aparente. Com os novos dados da MIP de 2010, no entanto, obtemos informações complementares que apontam para novos efeitos perversos, que ainda não haviam sido estimados, de uma desindustrialização precoce. Embora tenha havido mudanças metodológicas entre as duas MIPs, análises comparativas em níveis mais agregados são válidas e elucidam mudanças estruturais importantes. Uma das análises refere-se ao cálculo dos chamados multiplicadores, os quais mensuram os efeitos diretos e indiretos que a produção de uma unidade monetária de cada atividade gera sobre o Valor Bruto de Produção (VBP) e Valor Adicionado (VA) das demais atividades. Quanto maior o efeito estimado, maior o grau de encadeamento produtivo, ou seja, maior o nível de


integração entre as atividades econômicas. Com base na MIP de 2005, em sua versão mais agregada composta por 12 atividades, a produção de R$ 1 de cada uma delas gerou direta e indiretamente R$ 4,10 no VBP da indústria de transformação. Considerando que o VA corresponde a uma parcela do VBP, o efeito direto e indireto da mesma unitária monetária de produção sobre o VA da indústria de transformação é naturalmente menor, sendo de R$ 1,04, em 2005. Em 2010, ano do auge do ciclo de crescimento, os efeitos multiplicadores incidentes sobre o VBP e VA mostraram-se, contraditoriamente, significativamente menores. Com base na mesma metodologia, o impacto total da produção de R$ 1 de cada atividade sobre o VBP da indústria de transformação foi de R$ 3,50, enquanto o efeito total sobre o VA desta indústria caiu para apenas R$ 0,87. Estes resultados mostram que a economia brasileira cresceu no período 2005-2010 com enfraquecimento da relação entre o centro dinâmico da atividade produtiva e o restante da economia. A expansão esteve essencialmente calcada no setor de serviços, em particular daqueles de baixa produtividade e intensivos em trabalho, com destaque para o comércio. A desconexão entre os setores industriais no âmbito da cadeia produtiva, por sua vez, esteve diretamente associada ao crescimento explosivo das importações no período, de 15,3% ao ano que, em grande medida, substituiu parte expressiva da produção industrial. A reversão do ciclo de crescimento, a partir de 2011, tem como uma de suas principais raízes a insustentabilidade deste modelo de crescimento. Embora não tenhamos MIPs para anos mais recentes, sabemos que, entre 2010 a 2014, as importações seguiram crescendo em ritmo muito acima do PIB (média de 4% contra 2,1% ao ano), enquanto a indústria de transformação apresentou variação média de 0,3% ao ano. Isto indica a continuidade na dinâmica de enfraquecimento dos encadeamentos produtivos, elemento também fundamental

para entendermos a recessão de 2015/16. Não estamos com essa afirmação defendendo um modelo de economia fechada, mas ressaltar que tal variação das importações no referido contexto é totalmente desproporcional a qualquer tentativa de crescimento consistente de longo prazo baseada em uma sofisticação da estrutura produtiva. Por fim, esse cenário também teve impactos sobre o resultado fiscal. Segundo as MIPs, cada R$ 1 produzido pela indústria de transformação arrecadou R$ 0,14, em 2010, superior aos R$ 0,04 arrecado com o mesmo R$ 1 produzido pelos serviços. Assim, o direcionamento da estrutura produtiva na direção dos serviços menos qualificados, com menor capacidade para gerar tributos, também contribui para explicar a reversão da tendência de crescimento das receitas do Tesouro, a partir de 2012. Portanto, a perda da relevância do setor industrial, principal centro dinâmico do crescimento, ajuda a explicar a recessão e a própria crise fiscal. Neste sentido, a política econômica deve ter como um dos seus pilares principais a retomada do crescimento da indústria e dos serviços modernos a ela interligados na cadeia produtiva, o que requer maior discussão sobre o papel da taxa de câmbio, taxa de juros, salários, infraestrutura e desenvolvimento tecnológico, reduzindo o excessivo foco que, hoje, recai apenas sobre a solução da crise fiscal. Thiago de Moraes Moreira é mestre em economia pela UFRJ e membro do Grupo de Reindustrialização. Nelson Marconi é professor de economia da EESP-FGV e da PUC-SP, presidente da Associação Keynesiana Brasileira e membro do Grupo de Reindustrialização.

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Foco

no Verde

A moda se rende ao reciclado

Com foco sustentável, o processo mantém o princípio dos três erres: reduzir, reutilizar e reciclar, bem como o tripé da sustentabilidade: economia, ecologia e equidade social

O

que antes era uma experiência com nuances de ‘aventura’ industrial, ganhou novo formado. Roupas e acessórios sustentáveis fornecem um novo mercado de oportunidades de trabalho, fluxo de dinheiro na economia e moderação do uso de matérias-primas originais. Com a tendência da sustentabilidade, o vestuário reciclado está cada vez mais na moda e mantém o princípio dos três erres: reduzir, reutilizar e reciclar, bem como o tripé da sustentabilidade: economia, ecologia e equidade social. Para um tecido ser produzido a partir da reciclagem de embalagens PET (politereftalato de etileno), por exemplo, o início se dá com a coleta das garrafas usadas, feita por catadores ou pelas empresas municipais de lixo, que posteriormente encaminham os recicláveis às cooperativas para serem devidamente separados. Uma garrafa PET é 100% composta de uma resina termoplástica de alta resistência, que é perfeita para fazer um tecido reciclado. No processo, as garrafas PETs são lavadas, moídas e descontaminadas para serem fundidas (aquecidas até a fusão) e transformadas em pequenos grãos. Posteriormente, os grãos são mudados para fios por equipamentos extrusores e esses são trançados com algodão, e o tecido de PET é fabricado. O resultado final é um produto de qualidade tão boa quanto aquele que foi confeccionado com material não reciclado As empresas do ramo têxtil que produzem moda casual e esportiva com tecido PET reciclável contribuem, de um jeito moderno, engajando-se na luta pela preservação da vida no planeta, sem abrir mão da beleza, do charme e do conforto, além de ainda agregarem valor ecológico à marca.

Adesão de famosos

A novidade da vez é o tênis ecológico de uma marca famosa (Adidas) lançado recentemente. Desenvolvido em parceria com uma ONG, ele é 100% feito com resíduos plásticos retirados do oceano. Entre o material coletado estão garrafas PETs, sacolas plásticas e redes de pesca, que, agora, vão calçar diversas pessoas. Os cadarços, a base, o 38 > Plástico Sul >>>

suporte do calcanhar e o forro foram feitos de materiais reaproveitados e transformados em malha a partir da mistura dos plásticos encontrados no mar (95%) e poliéster (5%). A marca garante que vai investir, ainda, no desenvolvimento de outros produtos feitos com resíduos plásticos, como shorts e camisetas. Cada vez mais o mundo da moda conta com iniciativas que utilizam plásticos na fabricação de peças ecológicas. O campeão mundial de surfe, Kelly Slater, lançou recentemente a coleção de roupas, composta por jaquetas, calças e camisetas, criada por ele para alertar para o problema do descarte de lixo de forma incorreta. O tecido é especial e feito a partir de redes de pesca abandonadas nos mares de todo o mundo. A atriz britânica Emma Watson, conhecida por interpretar Hermione nos filmes da saga Harry Potter, já declarou sua posição com relação à moda consciente ao usar um vestido feito de plástico reciclado no tapete vermelho. O vestido branco e preto foi produzido com tecidos de garrafas plásticas usadas e algodão e seda orgânicos. Até os zíperes são reciclados. Ícone da música, Pharrell Williams, também já assinou sua primeira direção criativa para uma marca de roupas ecologicamente consciente e sustentável e usou plásticos recicláveis na produção das peças. Assim, marcas e artistas famosos provam que criatividade, tecnologia e moda podem andar juntas, dando nova vida ao plástico.

Estilo

A tendência mundial é que, além de roupas, outros artigos também sejam feitos de plástico reciclado. Projetos de reciclagem são sempre bem-vindos, especialmente quando se pode transformar o plástico em algo novo e útil. O plástico PET com o qual as garrafas de bebidas geralmente são feitas é bastante versátil, resistente, flexível transparente ou não - e, por isso, há incontáveis aplicações para essas garrafas. Prova disso é o trabalho de Mel Chung, que mistura técnicas e materiais para confecção de acessórios. Ela já fazia joias com ouro, prata e pedras preciosas há 10 anos e resolveu mudar o estilo e o material das suas peças, adotando a ecoarte em favor da sustentabilidade e do não desperdício. "Faço tudo virar arte", enfatiza ela e continua, dizendo que já fez muitos colares de garrafas PET. O material é doado por familiares, amigos e clientes e viram verdadeiras obras de arte na mão dela. Por conceito, a moda é efêmera, pois dura apenas um certo tempo e demanda produtos novos a cada estação, é cada vez mais importante a conscientização de um número maior de pessoas para o uso de materiais que podem ser reciclados e transformados em algo a ser usado novamente, como é o caso do plástico. Consumir produtos reciclados é valorizar a qualidade de vida, é oferecer equilíbrio ao meio ambiente e uma nova oportunidade de preservação do futuro da Terra para as futuras gerações.


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Bloco

de Notas

Coalização Empresarial mostra resultados do Acordo Setorial

A Associação Brasileira da Indústria do Plástico – Abiplast, representada pelo presidente José Ricardo Roriz Coelho e pelo consultor Gilmar do Amaral, participou no Ministério do Meio Ambiente da entrega do 1º Relatório de Desempenho do Acordo Setorial para Implementação do Sistema de Logística Reversa de Embalagens em Geral. O relatório elaborado pela Coalizão Empresarial da qual a associação é integrante foi entregue ao Ministro José Sarney Filho juntamente com representantes de várias associações de classe, como os presidentes do Cempre, também integrantes da Coalizão. Dados desse relatório mostram que 422 municípios em 25 Estados registraram ações da Coalizão atingindo 51,2% da população brasileira. O relatório mostra também que 702 cooperativas de catadores foram apoiadas e 3151 ações foram contabilizadas para adequação e capacitação dessas cooperativas tornando-as aptas para a implantação do Sistema de Logística Reversa de Embalagens. Outro dado relevante é a instalação de 2103 PEVs - Pontos de Entrega Voluntária no Brasil para que a população possa encaminhar seus resíduos secos, incluindo as embalagens plásticas pós-consumo, devidamente separados em suas residências.

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Green Pallet no portfólio da Tetra Pak

Novidades no mercado gaúcho: a Tetra Pak deu início à comercialização de pallets feitos a partir do plástico e do alumínio reciclados de embalagens longa vida pós-consumo em parceria com a associada do Sinplast, Green Pallet. Segundo Luciano Mendes Ribeiro, da Green Pallet, o trabalho conjunto começou há mais de dois anos voltado para uso dos pallets em processos de produção e logística internos da Tetra Pak e, desde o final do ano passado, a empresa incluiu as peças no portfólio para público externo. O material em plástico têm vida útil, em média, 10 vezes maior do que o tradicional em madeira, além de dar um destino correto às embalagens, uma exigência legal de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).


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Anunciantes

Agenda DIVULGAÇÃO

Moscou (Rússia)

Ampacet / Página 29 AX Plásticos / Página 21 By Engenharia / Página 23 Coim / Página 11 DM Robótica / Página 2 Feiplastic / Página 41 Geremia / Página 37 Haitian / Página 35 Help Injetoras / Página 36 Imerys / Página 5 Krauss Maffei / Página 19 Matripeças / Página 31 Moretto / Página 9 Piovan / Página 15 Plástico Brasil / Página 39 Projedata / Página 27 Purgex / Página 36 Replas / Páginas 16 e 17 Sepro / Página 44 Simpep / Página 33 Sumitomo Demag / Página 30 Super Finishing / Página 43 Wittmann Battenfeld / Página 40 Zara / Página 8

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Agende-se para 2017 Interplastica - 20ª Feira Internacional do Plástico e da Borracha De 24 a 27 de janeiro Moscow – Rússia www.interplastica.de Plástico Brasil – Feira Internacional do Plástico e da Borracha De 20 a 24 de março de 2017 São Paulo Expo – São Paulo (SP) www.plasticobrasil.com.br Feiplastic – Feira Internacional do Plástico De 03 a 07 de abril de 2017 Expo Center Norte – São Paulo (SP) www.feiplastic.com.br Chinaplas 2017 De 16 a 19 de maio de 2017 China Import & Export Fair Complex – Guangzhou – China www.chinaplasonline.com Mercopar - Feira De Subcontratação E Inovação Industrial De 03 a 06 de outubro de 2017 Parque de Eventos da Festa da Uva – Caxias do Sul (RS) www.mercopar.com.br


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Ps 182  
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