__MAIN_TEXT__

Page 1

< Plรกstico Nordeste < 1


2 > Plรกstico Nordeste >


< Plรกstico Nordeste < 3


Expediente

Editorial

Edição # 39 | Abril - Junho/2019

O governo vacila, mas o setor vai à luta

Conceitual Brasil - Jornalismo Total www.revistaplasticonordeste.com.br Fone: 51 3209.3525 editora@conceitualpress.com.br Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Júlio Sortica | DRT/RS nº 8244 Redação: Melina Gonçalves | DRT/RS nº 12.844 Departamento Comercial: Débora Moreira Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 99941.5777) Capa: divulgação Plástico Nordeste é uma publicação da editora Conceitual Brasil, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Nordeste e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral. Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Nordeste. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 3.000 exemplares.

E

mbora o entusiasmo do início da gestão Bolsonaro tenha impactado a maioria dos empresários com a perspectiva de um recomeço do processo de desenvolvimento econômico, ao final do primeiro trimestre percebe-se uma mudança de sentimento. Nâo que o Governo Federal já esteja desacreditado, pois ainda é o início de um programa, mas... Ocorre que alguns erros na composição de estrutura da máquina administrativa e a implementação de medidas concretas causa uma certa apreensão em que passou anos esperando pela retomada. Ação! Esta é a palavra que todos querem ouvir. Mas os empresários dos mais diversos segmentos, mas principalmente os integrantes da cadeia do plástico não aceitam mais ficar esperando por soluções mágicas, pelas reformas da Previdência ( a desculpa usada para o adiamento de muitos projetos), a Tributária e outras. Decidiram arregaçar as mangas e agir. Ou melhor, demonstrar que seus planos devem sair do papel e ganhar o chão de fábrica. Isso foi demonstrado na primeira grande feira setorial, a Plástico Brasil, em março, tendo continuidade na Feiplastic, em abril. A busca por inovação em máquinas, equipamentos e matérias-primas demonstra o interesse em investir e recuperar o tempo perdido. Enquanto as indústrias de transformação se reequiparam para estar preparadas quando o crescimento for concreto, alguns setores da cadeia do plástico mostram sua evolução, como no caso dos fabricantes de masterbatches, aditivos e compostos, que apresentam novidades e serviços mais eficientes para melhorar o produto final. Isso também pode ser comprovado nos estandes das empresas que divulgaram suas estratégias nas feiras. E nesse ritmo o Nordeste está bem sintonizado, pois muitas iniciativas demonstram o interesse em evoluir. Isso pode ser comprovado pelas ações do Sindiverde que lançou a Exporecicla 2019, do Simpepe, com as ações na Escola Técnica em Ipojuca, a posse da nova diretoria do Sindiplast do Espírito Santo, as orientações do Sinplast de Alagoas e a nova unidade do Senai em Candeias, na Bahia. Em termos técnicos ainda temos a comparação Plástico x Metal, como também uma série de noticias sobre matérias-primas, novos produtos, ações de sustentabilidade e reciclagem e outros temas. Confira com atenção a edição que preparamos e boa leitura.

Correção - Na edição 39, na reportagem sobre Perspectivas 2019, na página 11, no intertítulo ‘Fornecedores animados”, no terceiro parágrafo, o nome correto da fonte é Elisangela Melo, e não Rosangela Melo. Filiada à

ANATEC - Associação Nacional das Editoras de Publicações Técnicas, Dirigidas e Especializadas

44 > Plástico > Plástico Nordeste Sul >>> >

Júlio Sortica / Editor julio.sortica@conceitualpress.com.br


< Plรกstico Nordeste < 5


Especial Masterbatches e Componentes

Benefícios muito além das cores

Ao consultar as empresas fabricantes de masterbatches a PN descobriu que elas investem tempo e dinheiro em pesquisas e aprimorando seus produtos, oferecendo benefícios que vão muito além da cor. Atuam com soluções sustentáveis, efeitos visuais, anti-microbianos e outros, garantindo mais qualidade e eficiência ao produto final 6 > Plástico Nordeste >

D

iante da constante evolução de máquinas, equipamentos e matérias-primas para a indústria do plástico, o segmento de masterbatches também acompanha esse processo de modernização, como conta Elisangela Melo, Gerente Nacional de Vendas da Pro-Color Masterbatches . “Nosso compromisso é levar ao cliente um produto que realmente faz a diferença” enfatiza. A empresa que tem 32 anos no mercado brasileiro de masterbatches, aditivos, Dry-Blend, Compostos e Especialidades se orgulha ao longo de sua história de sua visão estratégica marcada pela inovação e qualidade em seus produtos, possibilitando aos seus clientes uma diferenciação consistente e efetiva. Elisangela informa que são duas unidades fabris, a matriz em São Paulo e unidade em Pernambuco, uma filial em Bauru interior de São Paulo e um centro de distribuição em Jaraguá do Sul em Santa Catarina e que leva ao mercado suas soluções, equipe especializada, atendimento personalizado, consultoria técnica e visitas contínuas. “Para tanto a empresa investiu em equipamentos de alta tecnologia em seu laboratório para garantir os efeitos e resultados finais e sopradora bicamada visando otimizar e conferir customização ao cliente final, além de contratação de um time totalmente dedicado e com experiência de mais de 20 anos no mercado”, ressalta. Para atender às exigências do mercado a executiva conta sobre as novidades: em 2018 houve o start de uma máquina extrusora dupla rosca que aumentou a capacidade produtiva e melhoria continua da qualidade, além da reformulação nova marca; uma identidade que aponta os novos tempos no mercado de masterbatches, onde a Pro-Color já é um ator protagonista”, garante. “Nosso foco tem sido em oferecer soluções sustentáveis ou até mesmo gerar melhorias em processos como por exemplo nosso pacote sustentabilidade para recicladores”, confirma Elisangela Melo. A executiva cita a Linha de produtos sustentáveis para recicladores: Supressor de Odor Pro-Tech CPD 0134 que é um aliado ao reciclador, ampliando o uso de resinas pós uso industrial e até mesmo de uso interno contribuindo com o maior percentual de reutilização. A já consagrada linha de aditivos dessecantes de alta performance: CPD 0200 e CPD 0080 que proporcionam o uso de resinas em condições muito degradas de umidade e contaminação, além de reduzir uso de recursos naturais como água e energia elétrica. O clarificante CPD 0119, CPD 0129, o branqueador ótico CPD 0173 que auxiliam no uso das resinas mais difíceis no que tange a cor, oferecendo uma alternativa para algo que seria descartado”, completa. Outra fornecedora conceituada é a Cromex, empresa brasileira líder no mercado nacional de concentrados de cores e aditivos para plásticos, que atua há mais de 40 anos e exporta seus produtos para mais de 60 países. Com matriz em São Paulo, onde são produzidos masterbatches coloridos (grânulo e líquido) e produtos especiais e uma moderna fábrica em Simões Filho (BA), onde estão concentradas as produções dos masterbatches brancos, pretos e aditivos. A empresa ainda conta com CD’s em São Paulo (SP) e opera em todo o Brasil com a melhor relação custo benefício do mercado.

Produtos diferenciados

O Diretor de Vendas César Ortega comenta com entusiasmo


FOTOS: DIVULGAÇÃO

Fábrica da Cromex de Simões Filho, na Bahia, produz masterbatches brancos, pretos e aditivos

Elisangela Melo destaca um novo produto da Pro-Color, o aditivo anti risco Pro-Tech CPD 2000

sobre os produtos diferenciados da Cromex para o mercado. “Como novidade, destacamos a nossa expansão da linha de masterbatches pretos, que traz soluções para todos os segmentos, desde aplicações mais técnicas como plasticultura, até aplicações mais tradicionais, como filmes industriais, compostos, sacos e sacolas. Contamos com uma linha ampla de produtos , desde os mais concentrados até os menos concentrados, que trazem excelente custo-benefício”, ressalta o executivo. Uma série de grandes fabricantes já se consolidaram no mercado e sempre têm novidades, como ocorre com Colorfix, que há mais de 25 anos oferece produtos e serviços diversificados para o mercado de transformação de plástico, injeção, sopro, extrusão, termoformagem, rotomoldagem entre outros. Com a matriz localizada em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná, contamos ainda com unidades em São Caetano (São Paulo) e Jaboatão dos Guararapes (Pernambuco). Segundo o diretor Francielo Fardo, “o nosso grande destaque é a Linha Marble, concentrado de cor capaz de reproduzir efeitos visuais de acabamento de uma rocha mármore natural em peças, nas quais o uso do mármore se torna inviável ou até impossível, como nos casos de injeção de peças. Há também os efeitos madeira e madrepérola”, informa. E acrescenta: “Considerando as peças monocromáticas, o Marble proporciona a exclusividade em cada peça, pois o efeito de linhas não é padronizado, simulando o efeito natural que a formação de rochas apresenta, por exemplo. A Linha Marble também destaca-se por oferecer praticidade, versatilidade e exclusividade aos nossos clientes, sendo hoje o único concentrado de cores para plástico do Brasil com efeitos mármore, madrepérola e madeira”, explica Fardo. Com uma estratégia de atender às necessidades específicas de cada cliente de forma customizada, analisando detalhadamente as características de cada projeto, para oferecer as melhores opções e diferenciais, a Termocolor, com sede em Diadema (SP), “possui um moderno parque fabril e laboratórios com equipamentos de última tecnologia”, ressalta Wagner Catrasta, Gerente Comercial da América Latina. “A Termocolor está completando 35 anos de atividade e comemorou esta data tão importante, brindando com os clientes as novida¬des no stand durante a Feiplastic. Apresentamos toda nossa linha de Masterbatches, Aditivos, Tingimentos e Composto de cargas minerais, bem como nosso serviço de beneficiamento para todas as linhas

de produtos. E tudo estará no Catálogo das Tendências de cores para 2019/2020”, avisa.

Lançamentos

Os fabricantes já assimilaram a ideia de que é preciso oferecer novas soluções e por isso os lançamentos são tão aguardados. A Pro-color está sempre atenta e Elisangela Melo destaca um novo produto. “O aditivo anti risco Pro-Tech CPD 2000 para poliolefinas e resinas especiais que melhora o acabamento de superfície, ajuda no ciclo de produção, permitindo maior velocidade, redução do desgaste e limpeza das máquinas, dentre outras. O mercado automotivo tem mostrado interesse para aplicação e melhoria do aspecto do painel do carro”, revela. Na Cromex, César Ortega descreve com ênfase os lançamentos: “Destacamos duas importante linhas: a primeira, é a família de Produtos para o Segmento de Reciclagem, com redutor de odor, agente dessecante, auxiliar de processo, antioxidantes, branqueadores óticos, clarificantes, além do inovador extensor de cadeia para PET que proporciona aumento de viscosidade e melhoria nas propriedades mecânicas durante a extrusão, além de reduzir drasticamente o tempo do processo de pós-condensação. A segunda, é a família de Produtos para Plasticultura, contemplando soluções para estufas, tuneis, mulching, geomembranas, sistemas de silagem, telas de sombreamento entre outras, trazendo importante contribuição ao crescimento do Agronegócio’, ressalta. Enquanto isso, Francielo Fardo, da Colorfix, exalta os benefícios do Colorid, aplicativo para busca de cor. “O Colorid é um sensor cromático que faz a leitura das cores de objetos reais e decodifica essas cores no catálogo online da Colorfix por meio de um aplicativo. É um sistema que traz inovação, praticidade e agilidade”, informa. O diretor também destaca o Caderno de Tendências com as cores de 2019: neste ano a Colorfix® traz mais uma edição do catálogo oferecendo aos seus clientes inovação e suporte para sua inspiração e seus produtos, com conteúdo elaborado a partir de análises de tendências apontadas pelo mercado e empresas especializadas. Nesta edição estão presentes as cores tendência para 2019, incluindo o coral (Living Coral), aposta como Cor do Ano. É uma cor revitalizante, que transmite tranquilidade e frescor. No mesmo ritmo inovador, a Termocolor também apronta suas armas para conquistar os clientes. Wagner Catrasta aposta nos lançamentos e nas tendências de cores e sustentabilidade. < Plástico Nordeste < 7


FOTOS: DIVULGAÇÃO

EspecialMasterbatches e Componentes

O grande destaque da Linha Marble, da Colorfix, é reproduzir efeitos visuais de acabamento A crise foi superada e a Termocolor está otimista, com planos de instalar uma unidade no Nordeste

“Iremos lançar o nosso masterbatch colorido com aditivação OxioBiodegradavel, e as novas cores de masterbatches desenvolvidas com base na tendência de cores para 2019/2020. Nosso masterbatches com aditivação biodegradável, permite a degradação do produto em até 2 anos e 6 meses, uma vez descartado em local apropriado, permitindo ainda a possibilidade de ser reutilizado em um novo processo de reciclagem. Este produto está sendo a sensação do momento, pois vem de encontro com uma demanda mundial de Sustentabilidade. 8 > Plástico Nordeste >

Crise, vendas e Nordeste

O fraco desempenho da economia brasileira nos últimos anos comprometeu as vendas da maioria dos setores e a cadeia do plástico não ficou imune. Muitas empresas tiveram que rever planos, mudar estratégias para se manter em atividade. Elisangela Melo, da Pro-Color, comenta que “os anos de crise sempre nos forçam a ser melhores e reduzir custos, em situação extrema de reajustes de matérias primas, queda de demanda, aumento da inadimplência e pessimismo generalizado são vetores que forçam as empresas a utilizar criatividade e inovação para soluções para problemas e oportunidades”. E foi preciso ser criativo. “Tivemos que buscar novas fontes, reduzir custos e aumentar a produtividade e, claro, buscar novos clientes. Desenvolver novos produtos e aplicações, portanto consideramos que passamos pela crise com algum ganho, seja de share em mercados que já atuávamos seja em novos mercados”, avalia a Gerente Nacional de Vendas da Pro-color. E para uma análise mais regional, elogia o Nordeste. “A região sofreu muito com a queda de demanda e aumento de matérias primas assim como todo o Brasil, porém percebemos uma resiliência muito maior, é inegável a garra e a força do Nordeste nas adversidades. Estamos buscando parcerias desenvolvendo novos produtos e neste sentido tivemos aumento na vendas na região”, ressalta. Situação semelhante foi vivenciada pela Cromex, que conseguiu superar as dificuldades, como conta César Ortega. “Os anos de 2014 a 2017 foram realmente difíceis, mas soubemos oferecer ao mercado opções de produto para podermos ser mais competitivos, bem como novas soluções em produtos para mantermos nossa liderança na Região. 2018 já foi um ano de retomada de crescimento e para 2019 estamos confiantes no nível de produção de nossos clientes e em conjunto com nossos lançamentos vamos apoiar o mercado regional com todo o suporte técnico–comercial para superarmos o ano de 2018 e crescer novamente”, projeta. O diretor da Colorfix Francielo Fardo foi extremamente objetivo na sua avaliação da crise e projeção futura. “Para 2018 e 2019 as vendas se estabilizaram e estão dentro da meta orçada para estes períodos. Participamos da Feiplastic, em São Paulo e além da Linha Marble, os visitantes também puderam conhecer o Color id, Caderno de Tendências 2019 e a cor do ano”, sintetiza o executivo. Enquanto isso, Wagner Catrasta, da Termocolor, deixa a crise de lado e aposta no futuro e também no desenvolvimento do Nordeste, com planos audaciosos. “A Termocolor está sempre investindo e buscando inovações no mercado do plástico ao redor do mundo, por este motivo estamos sempre trazendo novidades para nossos clientes, e mesmo com o momento difícil do mercado brasileiro que vivemos, com reajustes e elevação do dólar, tivemos um excelente ano e conseguimos superar as metas estipuladas. Nossas expectativas para o Nordeste vem crescendo a cada ano, inclusive com estudos de montarmos uma unidade fabril para atender com mais agilidade toda região’, finaliza.


Setorial

PICPlast: pesquisa sobre o perfil do transformador de plástico Interesse por capacitação em sustentabilidade cresce entre os players do mercado, que apontam fatores externos como o principal desafio para o crescimento do setor pelo tema dobrou de 2017 para 2018, atingindo 10%. A busca por desenvolvimento nas áreas de gestão e inovação continuam no topo do ranking de demandas em relação à capacitação, citados por quase 40% dos participantes da análise. O foco de quem atua na cadeia, assim como ocorreu na pesquisa de 2017, se mantém: abrir novos mercados (55,2%) por meio de produtos (46,7%). O investimento em renovação tecnológica vem logo na sequência, surgindo como prioridade para 39,9% dos ouvidos no estudo, que contou com a participação de 3.613 players do mercado. Outro destaque é o interesse em participar de iniciativas voltadas à eficiência operacional. Ações que promovam a redução de perdas atraem 75,4% dos envolvidos com o setor enquanto 68,3% querem ter mais produtividade.

Desafios para o crescimento

A

prioridade para os transformadores de plástico em 2019 é crescer. É o que aponta a nova pesquisa do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico, realizada em novembro de 2018. Dos 353 players ouvidos, 39,4% disseram que querem expandir seus negócios e fatores externos são os principais desafios neste sentido. A análise indica que, em 2017, 54,5% dos empresários entre responsabilizavam a gestão interna como aspecto determinante para o crescimento e apenas 23,7% sinalizavam o impacto de movimentações externas. Em 2018, ainda há um olhar atento para dentro das empresas (53,4%), porém os números mostram que questões extrínsecas, como concorrência e cenário político-econômico, preocupam muito mais, indicadas como responsáveis por dificultar o desenvolvimento das empresas de acordo com 82% dos participantes do estudo. O estudo também mostrou que aumentou o interesse dos transformadores de plástico por capacitação com foco em sustentabilidade. O percentual de entrevistados que demonstraram interesse

Para 39,4% dos entrevistados a prioridade para os próximos 12 meses é crescer. Ao contrário da amostra do ano anterior, os números de 2018 mostram que fatores externos são as maiores preocupações da indústria de transformação. A análise indica que, em 2017, 53,4% dos entrevistados apontavam questões extrínsecas como responsáveis por dificultar o crescimento de suas empresas. Em 2018, este número saltou para 82%. Preço dos insumos (30,9%), concorrência (30,2%) e cenário político-econômico brasileiro (30,2%) são os principais pontos de atenção para este público. (ver arte) De acordo com os dados da pesquisa, o perfil do transformador de plástico presente na amostra é masculino (79,3%), com mais de 35 anos (85,7%) e com escolaridade superior à graduação (83%). As empresas que esses transformadores conduzem são familiares em sua maioria (67,7%), possuem de 50 a 500 funcionários (65,3%) e estão localizadas em quase a metade no estado de São Paulo (48,4%). A extrusão de filmes é o ramo mais citado entre os empresários participantes da pesquisa, com 39,1%, seguido por injeção (29,2%) e sopro (15,3%). Empresas que produzem embalagens ou tampas para o segmento de alimentos e bebidas estão entre as mais ouvidas pelos pesquisadores (28,3%). Também foram entrevistados transformadores que atuam na construção civil (11,3%), bobinas (11,3%), produtos para agronegócios (11,1%), peças para setor automotivo (9,4%) e embalagens para cosméticos (8,8%). Outros segmentos como fármacos, brinquedos e descartáveis aparecem com menor participação.

< Plástico Nordeste < 9


Nordeste em Foco

Sindiverde lança a IX Exporecicla na FIEC A feira, que será realizada de 13 a 15 de junho no Centro de Eventos do Ceará, foi apresentada em solenidade na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará

L

ogística reversa, economia circular, negócios sustentáveis e outros assuntos relativos à indústria da reciclagem estarão em pauta na nona edição da Exporecicla. O evento, que será realizado de 13 a 15 de junho no Centro de Eventos do Ceará, foi apresentado nesta terça-feira (9/4), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), e contará com programação de seminários, palestras, networking e exposição de produtos e serviços. A Exporecicla é uma realização do Sindicato das Empresas de Reciclagem de Resíduos Sólidos, Domésticos e Industriais no Estado do Ceará (Sindiverde), com apoio do Sistema FIEC e do Sebrae. O presidente do Sindiverde, Mark Pereira, explicou que a feira terá nesta edição um formato diferente, com um aumento na área da exposição e mais interação com o público. Ele destacou a participação do secretário de Estado do Ambiente de Portugal, Carlos Martins, entre outros grandes nomes na programação. “A Exporecicla evolui ano a ano e temos planos audaciosos para esta edição. Estamos tendo uma receptividade muito boa, inclusive fechando contratos importantes. Apostamos na crise para crescer”, declarou. De acordo com ele, a estimativa de público é de 3 mil pessoas ao longo dos três dias de evento. As inscrições estão abertas e podem ser feitas neste link. Para Marcos Albuquerque, diretor do Sindiverde, a feira é uma excelente oportunidade para networking com toda a cadeia da sustentabilidade. “O evento chega a 2019 ainda mais completo e com participação de empresas portuguesas”, afirma. O diretor administrativo da FIEC, Ricardo Cavalcante, 10 > Plástico Nordeste >

participou do lançamento do evento e ressaltou o trabalho que o Sindiverde desenvolve em prol do aperfeiçoamento da legislação ambiental no Ceará. O diretor elogiou a Exporecicla e falou da importância do evento para o setor e para a sociedade como um todo, desejando sucesso para a próxima edição. O diretor técnico do Sebrae no Ceará, Alci Porto, também prestigiou o lançamento da feira.

Reciclagem

A indústria de reciclagem vem se desenvolvendo, no Brasil, há cerca de 30 anos, o que resulta em elevados índices de reciclagem e tecnologia de ponta no reaproveitamento dos insumos recicláveis. Requisitada como estratégia para a gestão dos resíduos no destino final, a reciclagem possui a particularidade de ser uma atividade econômica bastante rentável no mundo.

Sindiverde

Criado em 1998, o Sindiverde é um dos 40 sindicatos patronais ligados à Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e conta hoje com 76 empresas associadas, ligadas à indústria de reciclagem, incineradoras, consultoria ambiental, transformação e usinas de aterro.

Serviço

9ª Exporecicla | Data: 13 a 15 de junho de 2019 Local: Centro de Eventos do Ceará Inscrições: http://exporecicla.xtage.com.br/usuario


Maifredo assume a administração do sindicato até 2022, com desafio de fortalecer a imagem do plástico

O

Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Espírito Santo (Sindiplast¬-ES) passou a ter uma nova gestão desde o dia 11 de abril, quando aconteceu a cerimônia oficial de posse da nova diretoria da en¬tidade. A solenidade foi realizada no Salão da Indústria, da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), em um coquetel para empre¬sários e convidados. Dentre as presenças confirmadas, estavam o presi¬dente da Associação Brasileira da Indústria do Plásti¬co (Abiplast-ES), José Ricardo Roriz, o presidente da Findes, Leonardo de Castro, o presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast), Gerson Albano Haas, e o presidente da Associação dos Empresários da Serra (Ases), Djalma Quintino Malta Neto. A nova diretoria será liderada pelo empresário Jackley Maifredo, da Maifredo Embalagens, que substituirá Gilmar Régio na presidência da entidade. O grupo, que administrará o sindicato até 2022, contará ainda com os empresários Giuliano Castro (Fibrasa), na vice-presidência; Neviton Gasparini (Plastin), como 1º diretor Financeiro; e o próprio Gilmar Régio (Fibravit), no cargo de 1º diretor Administrativo. A escolha ocorreu por meio de uma votação em chapa única ocorrida no mês de janeiro, com a participação de 52,38% dos associados habilitados. Prioridades - Segundo Jackley Maifredo, dentre as prioridades da gestão está a continuidade do estímulo ao engajamento buscado junto aos associados, assim como a geração de mais negócios às indústrias locais. Outro desafio é a mudança da imagem do plástico perante a sociedade, por meio do fortalecimento de ações de conscientização voltadas para a educação socioambiental e a reciclagem. "O setor de Plásticos no Estado é um setor que vem crescendo bastante pelo poder de união e entrega entre os associados. Acredito que podemos gerar muito mais empregos e contribuir ainda mais com a economia capixaba. É isto o que buscaremos durante a nossa gestão: engajamento, parcerias, promoção de negócios e uma visão do plástico como produto que pode gerar valor e renda para toda a sociedade, quando utilizado de forma consciente", afirma. Natural de Marilândia, no noroeste do Espírito Santo, Jackley Maifredo integra o setor de Plásticos desde 2005. Ganhou destaque nos últimos anos com a expansão da Maifredo Embalagens, indústria e distribuidora de embalagens Pet para pequenas e grandes indústrias de bebidas, alimentos, cosméticos, fármacos e fitoterápicos. O empresário tem 43 anos, é morador do município da Serra, solteiro e pai de uma filha.

Jackley Maifredo (D), da Maifredo Embalagens, substituirá Gilmar Régio no comando do Sindiplast-ES

Trajetória crescente em boas práticas sindicais - Desde 2009, o Sindiplast-ES tem vivenciado uma trajetória crescente na reestruturação e profissionalização da sua gestão. A entidade construiu, de forma colaborativa com os associados, um Planejamento Estratégico, que é revisado anualmente. Também foi o primeiro a implementar um Código de Ética entre os sindicatos afiliados à Findes e tem realizado um trabalho intenso de valorização e fortalecimento do associativismo, identificação de oportunidades de investimentos e negócios, promoção do conhecimento e estímulo da capacitação gerencial e tecnológica nas empresas. De acordo com Gilmar Régio, presidente do Sindiplast-ES na Gestão 2016/2019, os últimos três anos foram desafiadores e com conquistas importantes para a entidade. "Conseguimos aumentar em 20% no número de associados e, mesmo com o fim da contribuição sindical compulsória, o Sindiplast-ES manteve a sua sustentabilidade financeira, registrando ainda um crescimento de 30% em sua receita". O empresário conta que durante a sua gestão, a Escola Senai do Plástico, uma conquista especial do setor, ofereceu 14 cursos e qualificou mais de 200 pessoas para o mercado, sendo uma das cinco unidades educacionais do Brasil que oferecem habilitação técnica em plástico. Também articulou e promoveu a participação das empresas do setor em eventos como Super Acaps Panshow, Mecshow, Feiplastic, Plástico Brasil, e missões internacionais à Feira K, na Alemanha, e NPE Plastic Show, nos Estados Unidos. "A profissionalização da gestão do Sindiplast-ES foi reconhecida, por dois anos consecutivos, com a conquista da placa Primeiros Passos para a Excelência, no Prêmio Qualidade Espírito Santo (PQES). Agora seguimos, em parceria com a Findes, para levar o setor de Plásticos a ser protagonista na implantação da Indústria 4.0 no Espírito Santo, por meio do Programa Plástico 4.0", finaliza. < Plástico Nordeste < 11

DIVULGAÇÃO

Nova diretoria do Sindiplast-ES toma posse


SIMPEPE investe em capacitação

O Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Estado da Pernambuco/SIMPEPE, na gestão do presidente Gessé Batista, vem desenvolvendo uma série de ações que valorizam a capacitação e ampliam os conhecimentos das empresas associadas. Uma iniciativa marcante foi realizada no dia 21 de março, quando diretores e representantes de empresas associadas ao Sindicato, ao lado de executivos do SEBRAE e SENAI, participaram de uma apresentação da Escola Técnica do Plástico, em Ipojuca. A unidade reúne equipamentos de ponta, além de 15 salas de aula e 15 laboratórios. O diretor do SENAI/PE, Danilo Fagundes, proferiu a palavra aos presentes. Participam da visita representante das empresas associadas: Liner Plásticos, Jucá Plásticos, Marx Tubos, Tramontina Delta, Astra, Labortecne e Plasticos Guararapes. Curso de Operador de Máquinas – Outro evento importante ocorreu no dia 18 de março, quando o professor Willman Prado, do Senai/AL, apresentou na Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco/FIEPE, o programa do Curso de Operador de Máquinas, para representantes de empresas associadas ao SIMPEPE. E no dia 20 de março, empresários do Agreste participaram da apresentação do professor Willman Prado, sobre o SENAI, de Caruaru. Na ocasião, o diretor, Andre Zarzar, falou aos presentes em nome do SIMPEPE. Participaram representantes das empresas associadas Caplal, Nortplast, Progresso, Liner Plásticos, Gesseplast e Vitrine. Todas participaram do curso em 2015 e darão continuidade à capacitação em 2019. A Doka Plástico, que ainda não é associada, também marcou presença. Outros eventos foram realizados nos primeiros meses deste ano. Capacitação para técnicos do chão de fábrica – Dando continuidade aos projetos estratégicos, o SIMPEPE participou, no dia 27 de fevereiro, de reunião com o SENAI e SEBRAE para definir as diretrizes pra continuação do curso de capacitação para os técnicos do chão de fábrica. A executiva, Solange Macêdo, representou o sindicato no encontro.

Sinplast-AL divulga processo de extrusão para tubos

O site do Sindicato das Indústrias de Plásticos e Tintas do Estado de Alagoas/Sinplast-AL divulga um vídeo muito interessante sobre processo produtivo de extrusão de tubos. E explica:“ hoje em dia é cada vez mais usual o uso de tubos em PEAD (Polietileno) para trazer a água que bebemos e levar o esgoto que produzimos”. Mas os sistemas de tubulação e acessórios em PEAD cobrem uma ampla variedade de atividades e aplicações para os mais variados mercados, não somente na área de saneamento, tais como: mineração, gás e energia, anti-incêndio, indústrias, petróleo em alta pressão, distribuição de combustível para postos de serviços, mediante orientações normativas seguras para cada segmento de atuação. Saiba mais acessando pelo link http://www.sindicatodaindustria.com.br/noticias/2019/04/72,133861/processo-de-extrusao-para-tubos.html

Candeias ganha centro de formação profissional do Senai

Foi inaugurado na última sexta-feira (12/04), em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, o Centro de Formação 12 > Plástico Nordeste >

DIVULGAÇÃO

Nordeste em Foco

Diretores e representantes de empresas associadas e executivos do Sebrae e Senai conheceram a Escola

Profissional (CFP) do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-BA). A unidade foi inaugurada pelo diretor regional do SENAI-BA, Rodrigo Vasconcelos, com a presença do prefeito de Candeias, Pitágoras Ibiapina, representantes da Câmara de Vereadores e secretários municipais. Com investimentos da ordem de R$ 2 milhões, a unidade de ensino foi construída no bairro de Ouro Negro, em um terreno com área total de 6000 m2, doado pela Prefeitura Municipal de Candeias. O empreendimento de 417 m² conta com dois pavimentos educacionais e ofertará programas de formação profissional, com 4 salas de aula, 1 sala de informática e 1 sala de leitura, além do galpão integrado com 225 m² onde serão realizadas aulas práticas. A nova unidade, que tem capacidade para oferecer 700 vagas em cursos de formação profissional, atuará na região com cursos em áreas como eletrotécnica, eletromecânica, mecânica, gestão, informática, logística e operação de equipamentos. A unidade, que já está em operação desde o mês de janeiro de 2019, oferecendo cursos de qualificação profissional, resultado de um contrato com a prefeitura e que prevê formar, em 2019, 25 turmas de qualificação profissional, totalizando 540 alunos. Os cursos são gratuitos e destinados a pessoas de baixa renda, cadastradas no bolsa família no município ou em situação de vulnerabilidade social. Além da parceria com o município, o SENAI também está com dois cursos de aprendizagem industrial em Assistente de Produção e Assistente Administrativo, totalizando 160 vagas gratuitas. A previsão é que em maio o SENAI abra inscrições para cursos de qualificação profissional em áreas como operação de empilhadeira, eletricista e em segurança do trabalho, dentre outros, conforme a demanda do mercado profissional.


Gestão

Onyx Lorenzoni reafirma compromisso de retomar a economia Ministro Onyx afirma que o trabalho do presidente Bolsonaro possui autonomia e diálogo

A

32ª edição do Fórum da Liberdade foi realizada em Porto Alegre, em abril, mas muitas palestras repercutem em todo o Brasil. Por exemplo, na noite de 8 de abril o Ministro-Chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, falou sobre o governo de Jair Bolsonaro e foi destaque na Palestra Especial do evento. Com a apresentação de uma linha do tempo que iniciou em 2013, passou pela crise e impeachment do governo Dilma, e chegou à vitória do atual presidente, Onyx exaltou o esforço do governo para mudar o país e retomar o crescimento econômico. Segundo o ministro, quando a crise se instalou no governo Dilma, um político que até então passava despercebido começou a chamar a atenção. "No meio disso tudo tínhamos um homem improvável", afirmou. Com um governo que não possui dependência e sem condições para que os ministros façam a organização de suas equipes, Onyx afirma que o trabalho de Bolsonaro possui autonomia e diálogo. "Hoje o presidente determina que estamos aqui para servir o Brasil. Não podemos errar." Como exemplo, lembrou que o governo atual reduziu o poder hierárquico e diminuiu os cargos em comissão além de retomar a confiança do brasileiro a partir dos planos de combate à corrupção e anti-crime, proposto pelo Ministro da Justiça, Sérgio Moro.

DIVULGAÇÃO

Ministro-Chefe da Casa Civil foi o destaque da Palestra Especial de evento realizado em Porto Alegre Reforma da Previdência foi outro tema que Onyx não deixou de lado. "Reforma é uma coisa ruim para uma coisa boa", ressaltou. "O cidadão tem que entender que previdência é sistema de seguridade, diferente de assistência, que causa dependência de Estado. A nova previdência é o portal da prosperidade." O ministro ainda citou a Grécia e Portugal, que sofreram no início com reformas, mas hoje vivem em crescimento. "Um governo desequilibrado é um risco constante. Nós temos a chance de um governo que quer respeitar o cidadão e reduzir a máquina pública", enfatizou. Segundo Onyx, a partir do momento que o Brasil equilibrar a economia, o país será o o ponto e o foco de investimento do mundo. Quando o assunto é o empreendedorismo, Onyx afirma que é preciso simplificar processos e, pela primeira vez no país, acabar com declarações, autorizações e reconhecimentos, burocracias exigidas na hora de negociar. "A verdade está com ele até que o estado prove o contrário", disse. Ao final, reafirmou o compromisso do governo com princípios e valores e ressaltou que o país tem um time que não está no governo para roubar, e sim para servir, de maneira humilde, sabendo que a chance de mudar o país é agora. "Hoje temos um governo que tem mérito e tem uma certeza: lutar muito para chegar aqui e não perder a oportunidade. As próximas gerações merecem ter uma grande e próspera nação."

Sobre o IEE

O Instituto de Estudos Empresariais foi fundado em Porto Alegre há mais de 30 anos por 20 integrantes. A entidade tem como intuito a formação de jovens lideranças empresariais que se comprometam com um modelo de organização social e política para o Brasil baseado no ideal democrático de liberdades individuais e orientado à defesa e manutenção dos valores da economia de mercado e da livre-iniciativa. Desde 1988, o IEE promove anualmente o Fórum da Liberdade – consagrado nacionalmente e considerado o maior evento liberal da América Latina.

Reforma da Previdência

Assunto que ganhou os jornais nas última semanas, a < Plástico Nordeste < 13


DestaqueEntrevista/Márcio Marques/igus

As buchas de plástico podem substituir as metálicas? Há muito tempos os materiais metálicos são escolhidos para buchas e mancais. Mas a igus® do Brasil vem produzindo buchas de plástico por anos e diversos engenheiros comprovam com muitas informações seus benefícios. Marcio Marques, Gerente de produtos para buchas e mancais dry-tech da igus®, nos dá uma visão geral sobre as buchas em polímero de engenharia, como elas se comparam às versões metálicas e as vantagens dos plásticos. 14 > Plástico Nordeste >

Como as buchas de plástico e metal se comparam em termos de custo e desempenho? De um modo geral, em termos de custo as buchas feitas de plástico são muito similares às buchas feitas de metal. Se compararmos as buchas de plástico com as buchas metálicas simples, os preços típicos por peça são muito parecidos. No entanto, as

DIVULGAÇÃO

Buchas e mancais: Plásticos x Metal


buchas em plástico eliminam qualquer necessidade de manutenção e lubrificação constante. Assim, ao longo da vida útil da bucha, os rolamentos de plástico autolubrificantes são mais econômicos. Para comparações de desempenho, precisamos olhar para um plástico simples e um plástico composto. Por exemplo, em muitos casos, os plásticos simples não oferecem a mesma resistência ao desgaste ou resistência ao composto, por isso é difícil compará-los com buchas metálicas. Os plásticos compostos, por outro lado, geralmente mantêm um ótimo desempenho e custo-benefício contra as concorrentes metálicas.

Quais são as vantagens da capacidade de pedir buchas de polímero em várias cores? A cor nem sempre é uma preocupação. Mas para alguns clientes, pode ser importante "esconder" o rolamento quando a estética é importante. Além disso, tivemos muitos clientes nas indústrias de embalagens que desejam componentes em cores que são detectáveis e destacam-se. Essa é a principal razão pela qual temos três materiais voltados para a indústria alimentar que são azuis. Por que alguns engenheiros, designers e compradores di-

zem que não podem ou não vão usar buchas de plástico? Existem aplicações que as buchas de plástico podem manipular e as metálicas não podem? Os plásticos são excelentes em aplicações onde pode haver atrito ou impacto por cargas e movimentos, pois são inerentemente mais elásticos. Por exemplo, entre nossos plásticos de buchas, temos alguns que são muito elásticos e alguns menos, e ambos podem absorver choques e vibrações. A linha é bem extensa e atende as mais diversas aplicações e necessidades. Os plásticos também melhoram em aplicações onde há exposição à umidade ou a bucha estará completamente submersa. As buchas de plástico são resistentes à corrosão e vários plásticos compostos têm mínima ondulação. Aplicações onde o peso pode ser uma preocupação também favorecem as soluções em plásticos. Como nos setores automotivo, de bicicletas, veículos esportivos e interiores de aeronaves. Esses são só alguns exemplos, mas atualmente atendemos praticamente todas as indústrias e setores de atuação. É muito difícil encontrar uma aplicação onde as buchas em polímero não atendam e superem as expectativas. Em aplicações com grande quantidade de sujeira e poeira, o uso das buchas de plástico também pode ser extremamente benéfico. A sujeira e a poeira podem arranhar e danificar os revestimentos metálicos, causando danos à bucha consequentemente o desgaste prematuro. Este tipo de ambiente também causará problemas para uma bucha de bronze lubrificada, uma vez que a sujeira e a poeira podem ficar presas com o lubrificante, causando comprometimento ou travamento do sistema, bem como desgaste prematuro da bucha. As buchas de plástico também podem oferecer conformidade com a certificação FDA com algumas combinações e também contam com padrões compatíveis com a RoHS, o que a maioria das buchas metálicas não conseguem atender.

Existem vantagens desconhecidas ou pouco conhecidas sobre as buchas de plástico? As buchas de plástico oferecem muitas vantagens (algumas mencionadas acima), porém ainda sofrem preconceito. Estamos tentando quebrar esse paradigma e demonstrar quão melhor essa solução é quando comparada com as metálicas. Mas muitas vezes, as pessoas não percebem que, devido à grande variedade de misturas de plástico composto, existem materiais de buchas com características extremamente resistentes e que possuem propriedades impressionantes como resistência a temperaturas extremas (250°C de longo prazo e aproximando 315°C para exposições de curto prazo).

Muita coisa é questão de percepção. Para aqueles que estão familiarizados com o padrão da indústria anterior (buchas de metal), eles acreditam que o metal é mais forte. Parece mais forte e é um material que as pessoas associam à força. Dito isto, é comum subestimar a força dos plásticos compostos e suas habilidades. Conforme mencionado anteriormente, as buchas de plástico, graças à sua elasticidade, podem suportar altas cargas, fortes choques e impactos que podem quebrar as buchas metálicas. Além disso possuem muitas outras vantagens técnicas que promovem redução de custo e uma vida útil mais longa.

Como está sendo a aceitação dessa nova tecnologia aqui no Brasil? Tenho ouvido dos meus colegas que as buchas de plástico enfrentam os mesmos desafios em todos os lugares. No geral, a maioria das pessoas tem uma tendência maior em acreditar que o metal é melhor. Nos últimos anos, houve uma ligeira mudança na percepção. A maioria ainda sente que uma bucha ou um mancal metálico é melhor, mas há mais pessoas começando a descobrir as capacidades dos plásticos. As pessoas também estão mais dispostas a testar, uma vez que conhecem os benefícios que elas trazem, passam a aplica-las em todos os seus projetos seguintes.

O que será necessário para convencer os designers de que as buchas de plástico podem melhorar os projetos, reduzir custos e peso e ao mesmo tempo atender aos requisitos para muitas aplicações? Desejamos ansiosamente provar para as pessoas que o plástico não só funcionará, mas muitas vezes funcionará melhor e apresentará um desempenho com muito mais ganho, seja com o aumento da produtividade ou com a redução de custos de manutenção e lubrificação. Para fazer isso, oferecemos amostras grátis para testes e podemos até testar as soluções nas aplicações deles. Além disso, temos um sistema de especialistas on-line que consegue demonstrar o desempenho dos produtos de acordo com a aplicação, é só inserir seus dados que ele já mostra uma vida útil aproximada de cada peça de acordo com a necessidade de aplicação. Essas ferramentas levam em conta todos os testes já realizados para cada material em diferentes condições de aplicação e em diferentes eixos. E com isso, podemos dizer-lhes o número de horas que a bucha durará em suas aplicações. Nós também sempre estamos à disposição para realizar visitas gratuitas para analisar e entender as necessidades do cliente. As buchas de material plástico iglidur® são uma mistura homogênea de polímeros base, fortalecimento de fibras, e lubrificantes sólidos que fazem o coeficiente de atrito permanecer constante durante a totalidade da vida útil da bucha. < Plástico Nordeste < 15


DestaqueEntrevista/Márcio Marques/igus

5 Razões para substituir buchas de película de PTFE

cargas estão presentes nas bordas das buchas. Em comparação, buchas desenvolvidas em plástico são feitas de compostos de polímeros avançados, que contém partículas de lubrificante sólido embutido em milhões de minúsculas câmaras ao longo de todo o material. Durante a operação, essas partículas de lubrificante sólido são transferidas para o eixo para ajudar a baixar o coeficiente de atrito e a taxa de desgaste, e eliminar o risco do contato de metal com metal. Isso permite a quantia de desgaste aceitável determinada pelo tipo de aplicação, diferentemente das opções de película de PTFE que falharão se o desgaste exceder os 0.05 mm da espessura do revestimento.

2. Resistência à corrosão e produtos químicos

M

uitas vezes, buchas de plástico de alta performance são confundidas com buchas metálicas com película de PTFE, que são uma tecnologia muito ultrapassada. Ao longo das últimas três décadas, houve uma revolução no avanço e uso de plásticos altamente projetados em aplicação de buchas. Buchas de plástico são agora projetadas para elevarem-se em alta velocidade e resistência, temperaturas extremas, produtos químicos cáusticos, e uma ampla gama de outros requisitos de aplicação e fatores ambientais. Neste tech talk, descubra as 5 razões para substituir buchas de película de PTFE por opções projetadas em plástico.

1. Superfície de desgaste mais espessa

Uma bucha de película de PTFE é composta de um revestimento de metal e uma camada bem fina de Politetrafluoroetileno, ou PTFE, aplicado para o interior como a superfície de desgaste da bucha. Esse tipo de bucha geralmente tem uma superfície de desgaste máxima de 0.05 mm, ou cerca de 0.002 polegadas. Como o revestimento de PTFE é despido ou desgastado durante a operação, o revestimento de metal fica exposto, gerando um efeito de metal sobre metal entre a bucha e o eixo; isso pode causar danos sérios ao eixo, ou desgaste da bucha. Este problema é muito comum quando buchas são usadas em aplicações de oscilação, ou onde altas 16 > Plástico Nordeste >

O revestimento de metal de uma bucha de película de PTFE se torna problemático em aplicações onde água e produtos químicos estão presentes. Nestes tipos de ambientes, o metal enferruja, corrói, e contamina áreas sensíveis, enquanto também leva à falha da bucha. Buchas feitas inteiramente de plástico são resistentes à ferrugem, e materiais altamente desenvolvidos estão disponíveis para resistir a produtos químicos, óleos, e outros meios de corrosão. A tendência em relação a usar biocombustíveis tem criado novos problemas para buchas de película de PTFE. Biodiesel e outros biocombustíveis tendem de absorver um alto nível de umidade, o que pode afetar muito a bucha de metal. Após exposição limitada à umidade, partes do revestimento de metal da bucha podem descascar-se do revestimento de PTFE. Para combater este problema, buchas de material plástico foram desenvolvidas para serem usadas especificamente em biocombustível ou outras aplicações de alta umidade.

3. Economias de peso

Buchas de película de PTFE pesam muito mais que uma opção completamente de plástico. Ao usar uma bucha mais pesada, não importa o material, mais energia é necessária para operar o sistema de buchas. Isto pode ser problemático, especialmente em aplicações em veículos, como automóveis, aplicações aeroespaciais, veículos recreativos e bicicletas. Em contraste, buchas de plástico são extremamente leves, pesando aproximadamente 80% menos que uma opção de película de PTFE. O peso reduzido pode reduzir o consumo de combustível e emissão de dióxido de carbono, reduzindo o requerimento de potência de condução geral. Para comparar, uma bucha de plástico iglidur® G300 pesa 6.5 gramas, enquanto uma bucha de película de PTFE de tamanho comparável pesa pouco mais que 34 gramas.

4. Coeficiente de atrito constante

Devido aos valores muito baixos do PTFE, o coeficiente de atrito de uma bucha de película de PTFE geralmente é muito bom durante o início de sua vida útil. No entanto, a camada muito fina de PTFE será desgastada com o tempo, gerando um rápido aumento no coeficiente de atrito enquanto o contato de metal sobre metal ocorre. Por outro lado, as buchas de material plástico iglidur® são


uma mistura homogênea de polímeros base, fortalecimento de fibras, e lubrificantes sólidos. Com partículas de lubrificante ao longo de toda a sua espessura, as buchas têm uma breve fase de início enquanto elas se juntam à superfície de eixo, após o qual o coeficiente de atrito permanece constante durante a totalidade da vida útil da bucha. Veja uma comparação entre buchas iglidur® e buchas de película de PTFE em termos de rotação vs. Coeficiente de atrito (COF) no gráfico abaixo. O teste interno foi também realizado para investigar como o atrito entre as buchas autolubrificantes e seus eixos mudaram durante a vida útil/desgaste da bucha. O COF das buchas de plástico iglidur® e das opções de buchas de película de PTFE metálicas foram testados como peças novas, e após 100 horas de rotação. Esse teste foi realizado a 0.33 ft./s (0.1 m/s) sob uma carga de 145 psi (1 MPa). Os resultados mostraram que enquanto as duas buchas obtiveram o mesmo COF quando novas, conforme ocorreu o desgaste, o COF da bucha de película de PTFE aumentou exponencialmente, em oposição a apenas um aumento nominal no COF das buchas iglidur®.

5. Conformidade com o RoHS

polibromados, éter de difelino polibromado e cádmio na fabricação de eletrônicos e equipamento elétrico. Com as mais novas normas RoHS II, um valor máximo de 0.1% do peso total do produto é permitido para a maior parte dessas substâncias, com a exceção sendo o cádmio, que é limitado a 0.01%. Estas normas são similares aos regulamentos que estão também em vigor em países como Alemanha, Japão, e China, portanto adequar-se a essas normas de material está se tornando de importância global para fabricantes. Apesar de usadas em uma vasta gama de aplicações, buchas de metal de película de PTFE contêm ligas que não são compatíveis a essas novas normas. Clientes que precisam aderir à Conformidade das normas de RoHS podem recorrer às buchas plásticas iglidur® no lugar de ligas metálicas. Todas as substâncias cobertas pelas novas normas RoHS estão ausentes da composição do material plástico de cada iglidur®. Para saber mais sobre as buchas plásticas iglidur®, opções de material, ou para dúvidas sobre aplicação individual, contate igus® do Brasil diretamente via e-mail vendas@igus.com.br ou pelo telefone +55 11 3531-4487. Saiba mais em http://www. igus.com.br/iglidur

Desde 2006, RoHS (Restrição do uso de Substâncias Perigosas), tem endurecido firmemente as orientações para limitar os valores de substâncias industrialmente necessárias, porém prejudiciais, incluindo chumbo, crómio hexavalente, mercúrio, bifelinos

< Plástico Nordeste < 17


EventosFeiplastic 2019

O futuro do plástico é aqui A cada instante a cadeia do plástico apresenta novidades ao mercado e as indústrias de transformação aproveitam os eventos para se atualizarem tecnologicamente com o que há de mais moderno para o setor. E a FEIPLASTIC – Feira Internacional do Plástico, realizada de 22 a 26 de abril passado no ExpoCenter Norte, em São Paulo/SP, ofereceu aos visitantes essa oportunidade

C

Com 30 anos de história, a FEIPLASTIC é uma das principais feiras de plástico. A primeira edição foi realizada em 1987 como Brasilplast, com o apoio da Abiplast. A partir de 2013, internacionalizou-se como FEIPLASTIC, que sempre teve como missão disseminar conteúdo e atualizar seu público com as principais tecnologias e inovações da indústria do plástico. É uma feira que representa toda a cadeia produtiva do plástico, com players desde matéria-prima e máquinas até reciclagem, proporcionando aos seus visitantes e expositores um ambiente favorável para geração de negócios e networking qualificado. A cada edição, o evento fica mais completo e atraente ao grande público, indo além das novidades brasileiras e apresentando tendências mundiais, tornando-se a Feira Internacional do Plástico. Além das centenas de marcas expositores de produtos industriais, máquinas, equipamentos, matérias-primas, aditivos e serviços, os visitantes são atraídos com uma série de iniciativas importantes:

Plástico Transforma

A feira ofereceu a oportunidade imperdível de conhecer o espaço do Movimento Plástico Transforma e interagir com projetos inovadores que colocam o plástico como protagonista, com 18 > Plástico Nordeste >

muita tecnologia e criatividade. O visitante pode desafiar um robô resolvedor de cubo mágico, desenhar com as canetas 3D, entender como funciona um sistema de autoirrigação em hortas automatizadas, entre outras atividades instigantes. Outra possibilidade foi conhecer as principais iniciativas do Movimento Plástico Transforma, que surgiu em 2016 e já realizou inúmeras ações de sucesso para os colaboradores da indústria e para a sociedade, educando e conscientizando sobre os benefícios do plástico e a importância do descarte correto. O site www. plasticotransforma.com.br já conta com mais de 175 mil acessos. A plataforma, em que o plástico é protagonista, traz conteúdos de educação, inovação, tecnologia e iniciativas sustentáveis no Brasil e no mundo. A Estação Plástico Transforma é uma experiência educativa sobre a reciclagem do plástico na KidZania, no shopping Eldorado, em São Paulo. O público infanto-juvenil aprende, na prática, a importância do descarte consciente e como o material pode transformar-se em um novo produto.

Plástico Premiado e PlastCoLab

Outras duas iniciativas de grande sucesso são: a Promoção


Operação Reciclar

Essa ação, que acontece tradicionalmente durante a FEIPLASTIC, inovou na edição de 2019 com uma ação socioeducativa que transcendeu o pavilhão de exposições e fortaleceu o compromisso e comprometimento com a sustentabilidade, fomentando a correta destinação dos resíduos. Em parceria com a Abiplast e com apoio da Braskem, a primeira atividade do projeto foi com a população que reside na Zona Norte de São Paulo. Foram 12 horas de coleta de resíduos nas margens do córrego Carandiru, próximo ao conjunto habitacional Cingapura. A dinâmica outside ocorreu no dia 16 de abril, contando com um apoio de um efetivo de 20 pessoas,

Oito projetos no Inova Plastic O plástico sempre esteve ligado a grandes avanços tecnológicos e industriais e, em uma sociedade cada vez mais preocupada com a sustentabilidade e em tornar a economia circular uma realidade, as indústrias de transformação e reciclagem do plástico se movem para seguir na vanguarda, apresentando soluções e ditando tendências. Oito projetos tiveram destaque no Inova Plastic, como inovações para a inclusão de PCR em embalagens em larga escala e a remoção de tinta de resíduos plásticos. O espaço Inova Plastic, que foi inaugurado na FEIPLASTIC – Feira Internacional do Plástico, serviu para apresentar as principais inovações e tecnologias que têm apontado para o futuro do setor e impactado outros mercados consumidores. Dentre os 30 projetos inscritos para exposição física no Inova Plastic, uma comissão avaliadora – que incluiu representantes da Rede de Cooperação para o Plástico, da Inventta (consultoria especializada em inovação) e da Fraunhofer (centro de pesquisa especializado em inovações) – selecionou os oito cases que tiveram um momento individual para palestra e debate. “Tivemos vários projetos expostos no Inova Plastic, mas queríamos dar destaque a alguns dos projetos que trazem importantes inovações para os segmentos alimentício, automobilístico, hospitalar e agrícola, para citar alguns – o que demonstra como o plástico continua ligado ao progresso de diversos setores”, explica José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abi-

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Plástico Premiado, mais de 17 mil colaboradores das indústrias de transformação e reciclagem do plástico participaram de quiz educativo, que sorteou, em duas edições, 50 TVs e 50 smartphones; e as edições do PlastCoLab, que atraíram mais de 23 mil pessoas em São Paulo, Porto Alegre e Salvador, proporcionando experiências incríveis, com muita interatividade e tecnologia, para entenderam a versatilidade do plástico e sua relevância em novas soluções para um mundo melhor. E vêm mais edições por aí! Também foi apresentado o jogo virtual educativo Eckoblocks, inspirado no conceito do Minecraft® e as crianças aprendem a gerenciar uma cidade de forma sustentável. Os conteúdos divulgados nas ações e canais do Movimento disseminam conceitos importantes, como a economia circular, além de iniciativas inovadoras de uso, reúso e reciclagem do plástico que podem trazer inúmeros benefícios para o dia a dia e o futuro.

dividido entre agentes coletores, gestor ambiental e monitores, para conscientizar sobre o descarte, além de estimular o apoio voluntário dos moradores. Outras ações deram sequência ao programa.

A reciclagem no Brasil

Segundos dados de pesquisa do Ibope/2018 os números são estes: 75% das pessoas dizem que não sabem separar os materiais recicláveis em casa; 66% afirmam saber pouco ou nada a respeito de coleta seletiva; 39% não fazem nenhuma separação do lixo em casa; 81% afirmam saber pouco ou nada sobre cooperativas de reciclagem; 59% afirmam não saber quem recicla os materiais e os transforma em novos produtos; 56% não utilizam coleta seletiva.

plast), entidade responsável pela iniciativa do novo espaço e da feira. Novas tecnologias puderão ser observadas nos painéis da Deink Brasil, com uma inovação para a remoção de tinta dos resíduos plásticos, a qual transforma aparas plásticas impressas em um novo material com características semelhantes às do plástico virgem; e da Lubrizol, promovendo um material que elimina pequenos arranhões e cortes de molduras de óculos. Já a Amcor trouxe mudanças em modelos de negócios por meio do redesign de embalagens. Na feira, apresentram uma nova garrafa PET, transparente e com características diferenciadas, para a indústria láctea. Os bons exemplos voltados para a sustentabilidade incluem a experiência da JBS Ambiental na gestão dos resíduos sólidos gerados pelas unidades de negócio do grupo, garantindo a isenção de passivos ambientais e fortalecendo o conceito de economia circular; o desenvolvimento de embalagens com a inclusão de PCR (plástico reciclado pós-consumo) em larga escala pela Unilever; e a solução da ExxonMobil para reciclar cordas e transformá-las em compostos para produção de caixas agrícolas. Ainda tiveram visibilidade os novos produtos desenvolvidos pela Sabic, para aplicações do reforço estrutural da tampa traseira dos automóveis; e pela Solvay – um grampo invisível que não apresenta radiopacidade.

< Plástico Nordeste < 19


Eventos Plástico Brasil 2019

Negócios, tecnologia e otimismo

D

esde o primeiro dia, a segunda edição da Plástico Brasil – Feira Internacional do Plástico e da Borracha, realizada de 23 a 29 de março, no São Paulo Expo, registrou corredores cheios, muitos negócios, tecnologia e conhecimento, marcando o sucesso também em 2019. Uma iniciativa da Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química e Informa Exhibitions, o evento se consolidou com a entrada de mais de 100 novas empresas, área de exposição 20% maior que a edição de 2017 e, segundo os organizadores, uma visitação de 45 mil compradores e profissionais do setor, confirmando as suas expectativas. Outro motivo de satisfação foi reunir mais de 800 marcas nacionais e de outros 13 países: Alemanha, Argentina, Áustria, China, Estados Unidos, Hungria, Índia, Itália, México, Portugal, Suíça, Taiwan e Turquia. Para José Velloso, presidente-executivo da Abimaq, conquistar esta posição num espaço tão curto de tempo tem uma explicação simples: tecnologia. “Quando idealizamos a Plástico Brasil anos atrás, nós queríamos transformar as feiras para indústria do plástico e fazer não só um evento de negócios, mas de tecnologia”, lembra. Na avaliação do dirigente, a situação econômica dos últimos anos represou os investimentos; no cenário atual, a expectativa de retomada do crescimento econômico fez com que os transformadores viessem à feira “com apetite”. “A Plástico Brasil apresentou o que há de mais moderno em tecnologia para máquinas para a indústria do plástico. O visitante pôde entrar em contato com essa tecnologia, se atualizar e aprender como melhorar seus índices de produtividade”, acrescentou. O presidente da Abiquim, Fernando Figueiredo reforça que a feira acontece num momento de otimismo e confiança na retomada do crescimento econômico, quando os empresários estão projetando seus investimentos futuros. “Quando as fábricas se modernizam com máquinas de última geração e ganham produtividade, a indústria de resinas termoplásticas se beneficia pelo aumento da demanda por matéria-prima. Para Figueiredo, a participação da entidade como correalizadora da Plástico Brasil vai ao encontro da tendência mun20 > Plástico Nordeste >

DIVULGAÇÃO

A edição da Plástico Brasil em 2019 registrou um clima de otimismo e expectativa de investimentos para modernização da indústria, com muitos negócios e tecnologia

dial pela busca de soluções colaborativas e promove a integração da cadeia do plástico, da qual a indústria de resinas termoplásticas é parte fundamental. E para Gino Paulucci Jr., presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico da Abimaq e da Comissão Organizadora da Plástico Brasil 2019, o retorno que recebeu dos expositores é que todos ficaram muito satisfeitos. Mais que isso, ele ouviu elogios dos visitantes, que destacaram ambiente favorável à realização de negócios, tanto em termos de estrutura dos estandes e do pavilhão, quanto da tecnologia à disposição. “Os clientes vieram à feira dispostos a romper o represamento dos investimentos. Eles sabem que parque industrial brasileiro precisa ser renovado com urgência se quiser ganhar competividade no mercado mundial”, lembra Paulucci. “E a Plástico Brasil ofereceu isso totalmente”.

Conteúdo Técnico

A oferta de conteúdo técnico ocupou papel de destaque na Plástico Brasil 2019. Foram mais de 80 horas de seminários, palestras e workshops, como o Parque de Ideias, VDI Road Show, 1º Abinfer Business Center – ABC 2019, PETtalk 2019, SEBRAE


Sustentabilidade

A área de exposição da feira refletiu a atenção com que a indústria do plástico trata a questão da Sustentabilidade e o investimento em pesquisa e desenvolvimento feito pelos fornecedores de máquinas voltadas para o processamento de resíduos plásticos. Além disso, uma programação técnica com palestras ministradas

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Móvel, Escola Móvel de Indústria 4.0 do SENAI – SP e o SMED (Single Minute Exchange of Die), demonstração de troca rápida de moldes automatizada. Com foco na produtividade e redução do tempo de setup, o SMED demonstrou uma injetora ROMI EM 170 equipada com moderno sistema de troca rápida de molde, composto por robô, placas magnéticas e sistemas de acoplamentos rápidos. O sistema é adequado às trocas frequentes de moldes em injetoras de todos os tamanhos. A troca rápida em demonstração na Plástico Brasil levou, em média, 1’55”. Responsável pelo 1º Abinfer Business Center – ABC 2019, Christian Dihlmann, presidente da Abinfer – Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais destacou o sucesso da parceria entre a Plástico Brasil e a entidade. “Foi acima do esperado, tanto para nós da Abinfer como para as ferramentarias participantes”. Ainda segundo Dihlmann, alguns expositores do espaço tiveram o retorno de todo o investimento já no primeiro dia. “Nosso balanço é extremamente positivo”, elogiou Dihlmann, comentando que a iniciativa se destacou ainda por colocar no mesmo espaço empresas de portes diferentes: “O visitante pôde negociar com empresas grandes ou menores, dentro daquilo que ele procurava”. Marco Basso, presidente da Informa Exhibitions, lembra que, além de maior promotora de eventos do mundo, a empresa tem expertise em oferecer conteúdo que contribui de forma decisiva para o desenvolvimento profissional, técnico e econômico dos segmentos em que atua, como ficou contatado na recém-encerrada Plástico Brasil 2019. “A Plástico Brasil cumpriu seu papel ao oferecer não só muita tecnologia nos estandes das 800 marcas, mas também muito conhecimento na rica programação técnica com mais de 80 horas de atividades”, reforça o executivo.

pela Plastivida, instituto socioambiental dos plásticos que atua na educação ambiental; TriCiclos, empresa de engenharia de economia circular aplicada; e Braskem, maior produtora de resinas das Américas, tiveram destaque na programação do Parque de Ideias. Desde a montagem até a desmontagem da Plástico Brasil, os resíduos gerados pelos expositores e visitantes foram coletados por catadores da Cooperativa Prioridade Ambiental, que separaram o material em caçambas. Com o término da coleta, a cooperativa transportou os resíduos para seu galpão, onde receberam destino ambientalmente corretos e se converteram em renda para os cooperados. Também numa parceria com a Plastivida e a empresa Plastimil – Fortymil, a Plástico Brasil realizou mais uma vez o projeto Tampinha Legal, que promoveu a educação ambiental por meio da coleta de tampas plásticas dos produtos consumidos na Praça de Alimentação da feira e produzidas por empresas expositoras nas demonstrações de seus equipamentos.

< Plástico Nordeste < 21


EventosK 2019

Executivos apresentam o evento na Plástico Brasil

Os materiais e tecnologias de vanguarda sempre caracterizaram as apresentações da K de Düsseldorf, a plataforma mais importante de novidades em todo o mundo para a indústria de plásticos e borracha. Os executivos destacaram que um dos objetivos da K 2019 é apresentar novas tecnologias como motor de inovação.

DIVULGAÇÃO

Exposição e Campo da Ciência

Desta forma, enquadram-se perfeitamente no contexto uma exposição especial e o Campus da Ciência, pois tratarão de questões fundamentais para a indústria de polímeros. De 16 a 23 de outubro, os dois estandes e o programa-quadro do K 2019 serão voltados para temas como economia de reciclagem, conservação de recursos e digitalização. Em particular, a exposição especial na K 2019, mais uma vez intitulada “Plastics shape the Future/Plásticos moldam o futuro”, ecoa como os plásticos podem criar um futuro sustentável, os desenvolvimentos que já estão tomando forma e as perspectivas de que amanhã eles podem ser realidade. Durante os sete dias temáticos serão realizados debates especializados, palestras, demonstrações de entretenimento e experimentos fascinantes. Os aspectos econômicos e ecológicos serão abordados em igual medida, sem ignorar questões problemáticas e propor soluções. A exposição especial é um projeto da indústria alemã de plásticos sob a liderança da Plastics Europe Deutschland eV e da Messe Düsseldorf. «Plastics shape the future» promete ideias e perspectivas para expositores e visitantes profissionais do K 2019, O Campus da Ciência de K 2019 é o elo entre pesquisa e indústria. Aqui, expositores e visitantes têm a oportunidade de obter uma visão concentrada das atividades científicas e resultados no setor de plásticos e borracha, bem como trocar experiências entre universidades e empresas. Os pontos do programa Science Campus e a exposição especial são preparados em estreita coordenação entre os dois. Ambos os fóruns giram em torno das questões que nos próximos anos irão moldar o desenvolvimento do mercado da indústria de polímeros em todo o mundo. Estes temas principais foram definidos pelos cientistas e especialistas do Innovation Circle da K 2019.

Números e expectativa

A

Feira K 2019, maior evento mundial dos setores de plásticos e borrachas, que acontece de 16 a 23 de outubro em Düsseldorf, na Alemanha, foi uma das apresentações com destaque especial durante a Feira Plástico Brasil, em São Paulo, em março. Os palestrantes Erhard Wienkamp, Diretor Executivo da Messe Düsseldorf, e Ulrich Reifenhäuser, Presidente do Board da Feira K e Managing Director do Grupo Reifenhäuser, falaram sobre a relevância da feira para diversos segmentos que permeiam a indústria, forneceram informações do evento e avaliaram a participação da América Latina na mostra. 22 > Plástico Nordeste >

A edição de 2016 contou com 232,000 visitantes, 71% internacionais e dentro deste núcleo, 12% latino-americanos. Dos 3,293 mil expositores, 149 foram das Américas. Para a edição de 2019 está programada a participação de 10 empresas brasileiras. Os principais temas a serem abordados na edição que acontece neste ano em Dusseldorf, Alemanha, são: Plásticos para desenvolvimento sustentável; digitalização da cadeia de valor agregado/indústria 4.0; integração de sistemas: funcionalidade através de digitalização de material, processos e design; promoção estratégica de jovens profissionais para a indústria de plásticos. Além de tais abordagens, a edição de 2019 terá um pavilhão - VDMA "economia circular", com expositores permanentes, apresentações e discussões.


Mercado

P

ioneira e líder no segmento de torneiras em plástico ABS no Brasil desde 2004, a Víqua, situada em Santa Catarina, lança um novo design em todas as linhas de torneiras, incorporando o cartucho cerâmico com acionamento ¼ de volta nas linhas Foz e Marujá. As duas totalizam 32 modelos, que representam o maior volume de vendas de torneiras da empresa. Com 24 anos no mercado, a empresa alia pioneirismo e inovação para trazer soluções que facilitem o dia a dia, valorizem a casa e o ambiente, sendo acessíveis para todos os bolsos. O acionamento ¼ de volta agora garante um total de 200 mil acionamentos para as torneiras, o que corresponde ao uso por mais de 15 anos. “O acionamento ¼ de volta traz um grande benefício ao cliente porque, em um movimento simples e rápido, pode-se abrir ou estancar totalmente o fluxo de água da torneira. É mais fácil e prático”, ressalta Daniel Alberto Cardozo Junior, presidente da Víqua. Com desenvolvimento próprio, foram dois anos de estudos para lançar o mecanismo. A necessidade foi observada em pesquisas de mercado e demandas de clientes à área comercial. “Era um mecanismo que tínhamos em algumas torneiras mais caras, mas o nosso propósito é levar torneiras boas, bonitas, com boa garantia, preço e funcionalidade, à toda a população. A intenção é de que todas as nossas linhas de torneiras, no futuro, sejam ¼ de volta”, frisa o presidente. Os investimentos em inovações fazem parte do DNA da Víqua. Neste ano, a empresa ainda planeja incorporar novos modelos de torneiras para banheiro e cozinha. As torneiras em ABS são o carro-chefe: em 2019, a expectativa é crescer cerca de 20% em vendas desse produto. Todas as torneiras Víqua têm ga-

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Víqua lança novo design de torneiras As torneiras em ABS são o carrochefe: em 2019, a expectativa é crescer cerca de 20%

rantia de 12 anos e vêm com arejador, com jato suave e redução do consumo de água em até 50%. A empresa aposta na retomada da economia, com reflexos importantes no desempenho dos principais setores em que atua. "A retomada da confiança por parte do consumidor e das próprias empresas, ao lado da queda nas taxas de juros, garantem maior fôlego para a construção civil. A queda do estoque de imóveis prontos, à venda, e a retomada das concessões do governo também geram expectativa de melhoras”, sublinha o presidente. “Trabalhamos em um quadro de retomada do mercado de materiais de construção para este ano em torno de 4% a 5%”, detalha

Soprano moderniza abertura de móveis Empresa lança pulsadores magnéticos que dispensam o uso de puxadores

Portas e gavetas sem puxadores aparecem cada vez mais em projetos de decoração elegantes e funcionais. Essa tendência costuma agradar especialmente quem busca ambientes com aparência mais clean e moderna. Para dispensar a necessidade de puxadores, é preciso buscar uma alternativa de abertura para os móveis. Pensando nessa demanda crescente de mercado, a Soprano acaba de lançar opções de pulsadores magnéticos. Com a novidade da marca, é possível abrir os móveis com apenas um "clique". Ao tocar na parte frontal das portas, o

dispositivo é imediatamente ativado, gerando um impulso que resulta na abertura. Os pulsadores magnéticos são voltados principalmente para móveis e projetos de médio e alto padrão. A novidade da Soprano abrange dois designs diferentes, sendo que um deles conta com o diferencial de ter uma capa metálica. O pulsador dos itens é produzido em plástico nas cores branco e cinza, enquanto o batente é fabricado em aço niquelado. Os produtos possibilitam ajuste na ponta magnética de 4,5 mm, com acionamento aproximado de 2 mm e avanço de 40 mm. Os novos itens acompanham o parafuso para instalação do batente. Além das vantagens estéticas nos móveis, a dispensa dos puxadores também proporciona outros benefícios. A limpeza, por exemplo, se torna mais prática, já que normalmente os puxadores são produzidos com materiais que exigem cuidados específicos. Aliando tecnologia com funcionalidade, os pulsadores magnéticos da Soprano proporcionam versatilidade para a decoração.

< Plástico Nordeste < 23


Matéria-prima

O crosslinker híbrido silano/poliuretano VESTANAT® EP-EF 203 e 205 foi lançado na European Coatings Show, na Alemanha

24 > Plástico Nordeste >

DIVULGAÇÃO

Evonik lança crosslinker para revestir metal e madeira

A

Evonik lançou seu mais recente desenvolvimento à família de produtos VESTANAT® na European Coatings Show, na Alemanha. Como constituinte de vernizes monocomponentes, o novo crosslinker híbrido silano/poliuretano VESTANAT® EP-EF 203 e 205 confere uma aparência visual particularmente sofisticada aos revestimentos de metal e madeira. O crosslinker ambientalmente amigável contém somente quantidades mínimas de compostos orgânicos voláteis. Ele é adequado tanto para uso profissional quanto para aplicações ‘faça você mesmo’. Os revestimentos formulados com o produto são muito fáceis de processar: a cura ocorre à temperatura ambiente e a secagem se dá após uma hora, permitindo um rápido processamento adicional. “Aspectos ambientais como baixo teor de solvente são cada vez mais importantes nas decisões de compra dos consumidores. Com o VESTANAT® EP-EF 203 e 205 ajudamos a atender as exigências dos nossos clientes nesse sentido, permitindo que eles formulem revestimentos de alto desempenho, mas com baixo nível de emissão”, diz Dr. Guido Streukens, responsável por Serviços Técnicos VESTANAT. Na feira de Nuremberg, a Evonik também forneceu informações sobre outros produtos da família VESTANAT® EF/MF aos visitantes. Todos eles combinam as vantagens da química dos silanos com a dos poliuretanos para conferir excelente resistência a arranhões com retenção simultânea das propriedades do poliuretano nos revestimentos. O melhor crosslinker pode ser selecionado dentre várias opções, dependendo do substrato e da temperatura de cura. VESTANAT® EP-MF 201 e VESTANAT® EP-MF 204 são crosslinkers híbridos livres de solvente e prontos para uso que já curam à temperatura ambiente. Eles podem ser usados como resinas de cura por umidade ou em combinação com resinas adequadas, como as resinas acrílicas.


Dow apresenta o Adesivo CV DOWSIL™ EA-4700 A Dow, líder global em silicones, tecnologia baseada em silício e inovação, lançou hoje o adesivo DOWSIL ™ EA-4700 CV, uma solução de silicone de última geração para montagem de transporte que é capaz de curar temperatura ambiente em velocidades mais rápidas, mantendo as vantagens de desempenho esperadas de adesivos de silicone. Esta nova solução avançada liga-se à temperatura ambiente aos metais e plásticos tradicionais usados na montagem de componentes eletrônicos. O Adesivo Eletrônico DOWSIL ™ EA-4700 também oferece baixos níveis de materiais condensáveis voláteis para suportar seu uso próximo a componentes eletrônicos sensíveis. "O desenvolvimento de veículos elétricos e veículos autônomos está acelerando em todo o setor, e engenheiros em todo o mundo buscam soluções inovadoras para atender aos requisitos de segurança e confiabilidade, atingindo um rendimento mais eficiente para produzir baterias e módulos de sensores ADAS como RADAR, LiDAR e câmeras", disse Bruce. Hilman, líder do segmento global para montagem de transporte na Dow Performance Silicones. “A Fita Adesiva DOWSIL ™ EA-4700 proporciona aderência durável e vedação ambiental de substratos usados em módulos eletrônicos automotivos, incluindo alumínio, PBT e PPS. É importante ressaltar que a capacidade desse adesivo de silicone de fornecer cura mais rápida à temperatura ambiente permite maior produtividade para produção em massa eficiente com menos uso de energia ”. Com cura à temperatura ambiente (25 ° C), o novo Adesivo

CV DOWSIL ™ EA-4700 alcança uma força de adesão de 1 Megapascal (MPa) dentro de três horas, dependendo do material do substrato. Usando novas técnicas químicas e de formulação, tempos de cura mais rápidos são alcançados com razoável tempo aberto e dispensação. Ambos os fatores são importantes para a eficiência do processo de montagem. Ao reduzir ou eliminar a cura do forno, os fabricantes podem reduzir o gasto de capital e o uso de energia durante a operação. A tecnologia usada no Adesivo Eletrônico DOWSIL ™ EA-4700 também permite a exposição ao calor para acelerar o desenvolvimento de adesão, sem o risco de vazamento. Por exemplo, a exposição ao calor a 80 ° C, uma temperatura compatível com a maioria dos substratos de plástico, por menos de 5 minutos permite que 1 MPa de adesão se baseie em polibutileno tereftato (PBT). Um adesivo de duas partes, sem primer, DOWSIL ™ EA-4700 CV Adhesive cura rapidamente após a mistura e fornece desempenho estável de aderência e vedação sob um ambiente operacional típico de 150 ° C, choque térmico e 85 ° C / 85% de umidade relativa. Essa solução de montagem avançada também possui 600% de alongamento, o que a torna adequada para módulos maiores que apresentam um coeficiente de incompatibilidade de expansão térmica (CTE) entre os substratos. O Adesivo CV DOWSIL ™ EA-4700 está disponível globalmente pela Dow diretamente ou pela extensa rede de parceiros de distribuição da Dow.

FCI: um ano de fabricação

A produção local também permite que a FCI customize os desmoldantes semipermanentes de acordo com determinadas condições de processo apresentadas pelos seus clientes. “Investimos na construção de uma estrutura laboratorial de ponta, que dá todo o suporte para que possamos ajustar os desmoldantes conforme as necessidades apresentadas”. Além disso, a planta em Barueri possibilita que a FCI desenvolva formulações próprias, caso da linha Ycon – é composta por uma ampla gama para tratamento de superfície, de desmoldantes semipermanentes e coatings a promotores de barreira química e adesão para substratos de diferentes coeficientes de dilatação.

de desmoldantes semipermanentes Braço da inglesa Marbocote na América Latina, a Florence Chemical Industry (FCI) completa um ano de fabricação local de desmoldantes semipermanentes, produtos usados principalmente na moldagem de borracha, pneumáticos e compósitos. Situada em Barueri, na Grande São Paulo, a unidade produtiva da FCI tem capacidade instalada de 2 milhões de litros/ano, potencial que deve ser ampliado até o final de 2019, prevê Ana Clara Cordeiro, diretora de vendas da empresa. “Construímos uma estrutura que permite a duplicação do volume produtivo de forma bastante rápida. Com a expansão das vendas aos segmentos de borracha e compósitos, mais a entrada em breve nas áreas de fricção e poliuretano, tudo indica que ampliaremos a nossa capacidade nos próximos meses”, ela afirma. Ao todo, a FCI fabrica 40 tipos de desmoldantes semipermanentes no Brasil, todos isentos de silicone – em aplicações no mercado de borracha, por exemplo, o silicone normalmente presente nos desmoldantes dificulta a adesivação das peças. “Faz parte da lista de produtos que fabricamos localmente o Marbocote W3010, desmoldante à base d´água para borracha que é líder de vendas em todo o mundo”, observa Ana Clara.

América do Sul

A operação brasileira da FCI também serve de plataforma para o avanço da empresa em toda a América do Sul. “Por ora, já credenciamos um distribuidor na Argentina, dedicado ao atendimento do mercado de compósitos, e no Peru, que é focado no setor de borracha. Mas esse é só o começo”, conclui Ana Clara.

Sobre a FCI

Fundada em 2018, em Barueri (SP), a Florence Chemical Industry (FCI) é uma subsidiária da inglesa Marbocote, líder global em desmoldantes semipermanentes para borracha, pneumáticos e compósitos. Para mais informações, acesse www.marbocote.co.uk.

< Plástico Nordeste < 25


Sustentabilidade e Reciclagem

Covestro é destaque em ranking internacional

P

or suas ações em sustentabilidade, a fabricante de polímeros Covestro recebeu novamente medalha de ouro em um ranking internacional. Na última edição da pesquisa realizada pela renomada agência EcoVadis, a Covestro subiu algumas posições e agora ocupa o seleto grupo de empresas à frente das mais de 50 mil companhias avaliadas. Com 80 de 100 pontos, a Covestro ficou acima da nota média de 44,6 pontos. O ganho de sete pontos se deve, entre outras ações, aos esforços para melhorar ainda mais as condições de trabalho dos colaboradores, a fim de permitir um maior equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. As iniciativas dedicadas à proteção do meio-ambiente e o alto nível de medidas sustentáveis implementadas na área de Procurement também foram elogiadas. A avaliação também leva em consideração a conduta ética e o respeito aos direitos humanos na empresa.

Sustainability no centro

“A sustentabilidade em todas as áreas é algo de importância central para a Covestro e a EcoVadis indica claramente esta posição. Nós utilizamos esta classificação para revelar detalhes sobre nossos pontos positivos e negativos, e para ver onde ainda podemos fazer melhorias”, explica Christian Haessler, Head de Sustentabilidade da Covestro. Muitos dos principais clientes da Covestro já utilizam a classificação EcoVadis por sua confiabilidade. A Covestro também realiza a mesma pesquisa para avaliar a performance de sustentabilidade de seus fornecedores. Isso é realizado como parte da iniciativa “Juntos pela Sustentabilidade” – um consórcio das principais empresas químicas com o objetivo de estabelecer um padrão global para um supply chain sustentável na indústria.

Covestro

Com 14,6 bilhões de euros em vendas em 2018, a Co-

Canguru: sustentabilidade e economia com sacola reciclada

A Canguru Plásticos, em parceria com a fabricante de rações para cães e gatos Magnus, iniciou um ciclo sustentável para minimizar o impacto ambiental que os resíduos das embalagens (aparas) produzidas causavam no meio ambiente. "Para resolver o problema das sobras inutilizadas, juntamente com a Magnus, pensamos em uma logística interessante de reuso, transformando a perda em um novo produto", explica Marcelo Sá, gerente comercial da Canguru. Segundo o executivo, por enquanto a parceria é exclusiva e rendeu mais de 120 mil sacolas feitas de filme reutilizado desde julho do ano passado, gerando uma economia de 15% nos custos do cliente. 26 > Plástico Nordeste >

vestro é uma das maiores empresas mundiais de polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de materiais de polímeros de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras para produtos usados em muitas áreas da vida cotidiana. Os principais segmentos atendidos são o automotivo, de construção, processamento de madeira e móveis e as indústrias elétrica e eletrônica. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. A Covestro tem cerca de 30 unidades produtivas no mundo todo e, no final de 2018, empregava aproximadamente 16,8 mil pessoas (em equivalência à jornada integral).

Sobre a EcoVadis

A EcoVadis é a principal plataforma de classificação de sustentabilidade, inteligência e performance colaborativa para supply chains. Baseada em uma poderosa plataforma de tecnologia e uma equipe global de especialistas, as fichas de resultados da EcoVadis fornecem informações detalhadas sobre riscos ambientais, sociais e éticos em mais de 198 categorias de compras e 155 países. Líderes da indústria como Johnson & Johnson, Verizon, L’Oréal, Subway, Nestlé, Salesforce, Michelin e BASF estão entre as mais de 55 mil empresas da rede EcoVadis, todas utilizandos com uma única metodologia para avaliar, colaborar e melhorar a performance de sustentabilidade a fim de proteger suas marcas, promover transparência e inovação e acelerar o crescimento. Saiba mais sobre em ecovadis. com. Mais informações em www.covestro.com.

De acordo com o gerente técnico da Canguru, Jucenei Pereira, o reprocessamento do material proporciona, ainda, a redução no consumo de matéria-prima virgem, envolvendo menor consumo de recursos naturais. "É uma iniciativa inovadora, já que envolve a cadeia de produção das embalagens, tendo por auxílio direto, o cliente. Assim, despertando o pensar na questão da sustentabilidade e formando um ciclo interessante no reuso de materiais", explana Pereira. Vantagens - A Canguru informa que para fabricar as sacolas sustentáveis são necessárias apenas 48 horas a mais em comparação às tradicionais, tempo justificado pelas etapas de reciclagem do filme reutilizado. "Estas sacolas plásticas serão utilizadas em nossas


ações comerciais junto a clientes, feiras e eventos (Trade Marketing) que receberão um material com baixíssimo impacto ambiental", comenta Leonardo Dalmagro Moreira, gerente de pesquisa e desenvolvimento de embalagens da Magnus. Além de ser uma oportunidade de avançar nessa área, Dalmagro ainda revela que o grande desafio da marca é fazer com que esse comprometimento com a sustentabilidade se traduza na prática, sendo internalizado por cada um dos colaboradores. "É um material inutilizado que está retornando para a cadeia produtiva, são aparas que se transformam em algo novo. Antes, um desperdício, hoje, um gerador de economia. Nos alegra muito fazer parte de um projeto como este!", completa com entusiasmo.

Plástico Verde da Braskem passa a compor equipamentos da Guarany

O Plástico Verde da Braskem passará a ser usado na fabricação de pulverizadores da Guarany, produtora de máquinas para aplicação de defensivos agrícolas e de equipamentos para o agronegócio. A resina, que tem como matéria-prima a cana-de-açúcar, será usada nos produtos da linha Katu, que a Guarany está lançando para reforçar seu portfólio de produtos sustentáveis. A linha, que conta com os pulverizadores de 8422alta pressão de 5 L, ompressão prévia de 1,2 L e 7,6 L, alavanca de 10 L, além dos modelos Multisprayer de 500 ml e Export de 350 ml, feitos com a resina renovável, já estão disponíveis para o mercado. Os equipamentos são voltados para jardinagem e terão como diferencial o selo I'm green™, identificando os produtos. "Sempre tivemos o compromisso com a sustentabilidade como um dos principais pilares da nossa operação. Instituímos medidas e incentivamos condutas ecologicamente corretas por todos os colaboradores e no desenvolvimento de produtos, o que nos proporcionou, entre outros reconhecimentos, as certificações ISO 9001 e ISO 14001 no Brasil. Aplicar o Plástico Verde da Braskem na linha de equipamentos para jardinagem reforça a estratégia de inovação de nossos produtos e boas práticas ambientais", afirma Ronaldo Callmann, gerente de Novos Produtos da divisão Equipamentos da Guarany. Um dos principais diferenciais do Plástico Verde é sua contribuição para a redução da emissão dos gases do efeito estufa na atmosfera, ao capturar 3,09* toneladas de gás carbônico para cada tonelada produzida durante seu processo produtivo. Por ser 100% reciclável, o CO2 que é capturado em sua produção permanece fixado durante todo o ciclo de vida do produto final. Expansão do PE Verde - Atualmente, mais de 150 marcas mundo afora já adotaram o Plástico Verde em embalagens e produtos para os mais diversos segmentos, como embalagens para o setor alimentício, higiene pessoal e bens duráveis. Com as mesmas propriedades, desempenho e versatilidade do polietileno de origem fóssil, a resina renovável pode ser utilizada nas mesmas cadeias produtivas do plástico e da reciclagem convencionais. "A proposta da linha Katu está alinhada com o propósito do Polietileno Verde, que atende uma demanda cada vez maior do consumidor por soluções inovadoras e sustentáveis. Por esse motivo, a adoção do biopolímero tem crescido em todo o mundo, estando presente em mais de 150 marcas na Europa, Estados Unidos, Ásia, África e América do Sul", reforça Gustavo Sergi, diretor de Químicos Renováveis da Braskem.

A Braskem produz polietileno de origem renovável desde 2010, no Polo Petroquímico de Triunfo (RS). Com capacidade de produção de 200 mil toneladas por ano, esta é a maior unidade industrial de eteno derivado da cana-de-açúcar do planeta. O desenvolvimento do Plástico Verde e o incentivo ao seu uso são ações alinhadas com o compromisso da Braskem para promover a sustentabilidade na cadeia do plástico. Em novembro de 2018, a empresa definiu uma série de iniciativas globais para impulsionar a Economia Circular, entre eles, realizar parceiras com os clientes na concepção de novos produtos para ampliar e facilitar a reciclagem e a reutilização de embalagens plásticas. O "Posicionamento da Braskem em Economia Circular" pode ser acessado no site: www.braskem.com/economiacircular *Estudo de ACV conduzido pela ACV Brasil em 2018, do berço ao portão.

Uso de PE reciclado em tubulações ganha impulso

A utilização de polietileno de alta densidade reciclado, proveniente de resíduos pós-indústria e pós-consumo, em tubulações corrugadas para a drenagem de águas pluviais está se tornando uma realidade no Brasil. Isso porque, em projeto junto à Tigre-ADS, quatro laboratórios do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) trabalharam no desenvolvimento de um documento que serviu de referência técnica para a Diretriz Sinat n°13, que inclui requisitos, critérios de desempenho e métodos de avaliação técnica para esse tipo de produto. Atualmente, a maioria das normas brasileiras de tubos plásticos permite apenas a utilização de resina virgem e material reprocessado originado de processo próprio de produção. A elaboração de uma diretriz no âmbito do Sinat tem justamente o objetivo de avaliar o produto, que é inovador na cadeia nacional, já que não existem normas técnicas prescritivas específicas aplicáveis a ele. “O uso de polietileno reciclado em tubulações corrugadas já é uma realidade para a empresa ADS, que produz estes tubos nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, existe uma desconfiança no uso de material reciclado na construção civil, por conta de experiências anteriores que foram mal conduzidas”, explica Simone Nakamoto, pesquisadora do Laboratório de Instalações Prediais e Saneamento do IPT. “Esse estudo quebra paradigmas pois estabelece, no Brasil, parâmetros de matéria-prima, qualidade, resistência, desempenho e instalação de um produto de construção civil com percentagem de material reciclado”, completa Daniel Setrak, responsável pelo laboratório. O estudo durou um ano e envolveu pesquisas e visitas técnicas, a fim de conhecer tanto o processo produtivo dos tubos no exterior quanto na planta de produção brasileira, além da realização de diversos ensaios em amostras produzidas com diferentes percentagens de polietileno reciclado. A diretriz Sinat n°13 prevê, inicialmente, a utilização de tubos produzidos com polietileno reciclado apenas em empreendimentos privados.

< Plástico Nordeste < 27


Bloco

de Notas Vemplast completa 10 anos e entra no varejo

O ano de 2019 representa um marco na história da Vemplast – empresa paulista que atua no desenvolvimento de artigos para o segmento de cozinhas industriais e utilidades domésticas – já que pontua uma nova fase nos negócios. Em comemoração aos 10 anos, a indústria continuará atendendo restaurantes, hotéis, grandes redes de alimentação e hospitais, mas dará início a introdução da marca no varejo. “Nessa década de trabalho aprendemos a evoluir e inovar, nos tornamos competitivos em nosso segmento, recebemos reconhecimento e sentimos muita satisfação pela jornada que percorremos. Porém, esse é um momento de mudança. Vamos ampliar nosso mercado, traçar novas metas e conquistar outras oportunidades de negócios”, explica Ricardo Oliveira, diretor comercial da Vemplast. E o primeiro passo já foi dado. A empresa vem apostando na variedade de produtos para oferecer um mundo de possibilidades ao consumidor. Atualmente, o portfólio conta com cerca de 800 itens, em diversos tamanhos e cores, com destaque para bandejas, saladeiras, travessas, bowls, copos, pratos, cremeiras, sopeiras, molheiras, ramequins e xícaras, e tantas outras peças produzidas em polipropileno e policarbonato – materiais sustentáveis, mais resistentes que o vidro, a melamina e o acrílico e que suportam altas temperaturas.

ALMACO divulga compósitos na França Tampinha Legal distribui mais de R$ 300 mil

No mês em que completa dois anos de atuação na destinação adequada do material plástico, o Programa Tampinha Legal chega a quantia de R$ 300 mil destinados para entidades assistenciais cadastradas que fizeram a entrega do material coletado. Hoje, o Tampinha Legal está presente em três estados brasileiros: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, com quase dois mil pontos de coleta. No mês de abril, Goiás também irá aderir ao programa. “Todas as tampinhas são separadas por cor através de mãos humanas. Isso significa que estamos mobilizando verdadeiros exércitos em prol do lúdico e da transformação. O Tampinha Legal tem caráter educativo, buscando a conscientização da sociedade quanto a importância de destinar o material plástico adequadamente, seja através do reaproveitamento ou da reciclagem, retornando-o para a indústria e caracterizando o processo de Economia Circular”, entende a coordenadora do programa Tampinha Legal, Simara Souza. Ao todo, mais de trezentas entidades estão cadastradas junto ao programa e 159 toneladas de tampinhas plásticas já foram destinadas à reciclagem. Além de se transformarem em recursos para que as entidades assistenciais possam incrementar seus orçamentos, o plástico retorna para a indústria, como matéria-prima, permitindo a fabricação de produtos como vassoura, prendedores de roupa e baldes. 28 > Plástico Nordeste >

A Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (ALMACO) participou em março de eventos paralelos à JEC World, maior feira global do setor de compósitos –, em Paris. Marcelo de Aguiar, vice-presidente da ALMACO, fez uma apresentação sobre o mercado brasileiro em um encontro que reuniu representantes de associações de compósitos de diversas partes do mundo. A organização do evento foi da European Composites Industry Association (EuCia), entidade baseada em Bruxelas. “Uma excelente oportunidade para falar não só a respeito do nosso mercado, mas também sobre o novo cenário econômico brasileiro e igualmente um espaço interessante para a troca de experiências com as outras associações”, diz. Conselheiros da ALMACO também representaram a entidade em uma reunião na embaixada brasileira em Paris. O encontro teve como objetivo promover os produtos brasileiros e atrair investimentos. Em 2018, o setor brasileiro de compósitos registrou um faturamento de R$ 2,653 bilhões, alta de 2,1% em comparação ao ano anterior. O consumo de matérias-primas no período alcançou 201 mil toneladas, volume 2,6% maior do que o anotado em 2017. Para este ano, a ALMACO projeta um faturamento de RS$ 2,797 bilhões (+5,5%) e um consumo de 210 mil toneladas (+4,5%).


Artigo

Os robôs estão chegando! Por Ronaldo Cavalheri *

V

ocê será substituído por um robô? Essa é uma pergunta que muitos profissionais se fazem ou que deveriam começar a pensar a respeito. O mundo passa por grandes transformações desde a revolução rural, onde tudo era mais controlável e previsível. Passamos pela era industrial, onde máquinas entraram em cena com uma produção abundante. Veio a era digital onde a informação e a conectividade impulsionaram ainda mais o consumismo. São evoluções naturais que impactam o mercado de trabalho. E agora estamos vivendo uma mudança de era, na qual começamos a passar por uma revolução exponencial, porém mais acelerada, com tecnologia de ponta disponível. Termos como computação em nuvem, IoT, Big Data, robótica, inteligência artificial, impressão em 3D e nanotecnologia se tornaram comuns no nosso dia a dia. Mas como isso vai impactar na vida dos profissionais? Uma coisa é certa, nos próximos anos teremos muitas e rápidas mudanças. Segundo uma pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em torno de 57% das vagas de emprego estão suscetíveis à robotização e automação. Mais da metade das funções hoje exercidas pelo homem podem ser substituídas por máquinas. Outra previsão bastante curiosa é do Fórum Mundial Econômico que diz que 65% das crianças vão trabalhar em empregos que ainda não existem. Crianças em idade escolar sendo preparadas para algo que ainda não sabemos como será. Temos um futuro cheio de incógnitas em relação ao que irá acontecer com os profissionais. Quais serão as profissões do futuro? O ser humano terá espaço? Como os profissionais devem se preparar para tudo isso? Não me arrisco a dizer quais serão as profissões mais requisitadas, pois elas ainda não existem. Porém, com toda a certeza me arrisco a dizer quais serão os profissionais mais requisitados pelo mercado. Parece complexo, mas a resposta é muito simples. Todo trabalho que envolva atividades repetitivas e com uma lógica previsível, que não precise de socialização e intervenção criativa, que não resolva nenhum tipo de problema complexo e que ainda coloca em risco a vida será substituído por uma máquina. Com isso fica fácil concluir que os profissionais mais disputados serão aqueles com características inerentes dos seres humanos como criatividade, capacidade de aprendizado e de adaptação, visão do momento e facilidade para se relacionar. Estou falando de soft skills, que são as competências e habilidades mais

desejadas para os profissionais do século XXI. Mais relevante do que uma coleção de diplomas e certificados técnicos, as características comportamentais e sociais é que manterão o espaço das pessoas no mercado combinada com toda a tecnologia disponível. Estou falando de um cenário muito mais inteligente. O que é desafiador e prazeroso o homem faz, o contrário será direcionado para um robô. E como desenvolver as soft skills? Algumas pessoas têm habilidades natas e outras precisam correr atrás. E sim, é possível desenvolver essas características, mas para isso é preciso treino. Erroneamente muitos profissionais só enxergam o ensino tradicional como ambiente de capacitação. Falamos de comportamento, logo temos que estar em contato com outras pessoas onde possamos exercer essas competências. É preciso viver experiências diferentes. Em um trabalho voluntário é possível desenvolver habilidades como relacionamento interpessoal e o espírito colaborativo. Em um Hackathon, que são iniciativas que estimulam a inovação, os participantes colocam a prova o seu potencial de resolver problemas complexos e extrapolar sua visão empreendedora. Em um curso de Fotografia é possível desenvolver um pensamento crítico e estimular o olhar criativo. Ou até mesmo em uma formação para chef de cozinha você vive experiências na qual ajudam a desenvolver suas características de líder e de trabalho em equipe. Independente da área de atuação é preciso se colocar em situações desafiadoras que auxiliem no desenvolvimento de características fundamentais para qualquer profissional de sucesso. O avanço da tecnologia é inevitável, a robotização em massa será uma realidade, as pessoas devem assumir o que de fato é da sua natureza. Somos dotados de uma grande capacidade de criar e de se reinventar. Pode ser que nem todos acompanhem essa evolução. Naturalmente essa mudança trará perdedores e ganhadores. Meu papel aqui é a provocação para que todos enxerguem essa necessidade e tenham atitude para serem ganhadores. Não devemos temer as máquinas, e sim usá-las a nosso favor. A vida é feita de escolhas, nós somos feitos de escolhas. Você vai ser substituído por um robô? *Ronaldo Cavalheri é diretor do geral do Centro Europeu - primeira escola de economia criativa do Brasil e Business Development Manager do Microsoft Innovation Center Curitiba.

< Plástico Nordeste < 29


DIVULGAÇÃO

Agenda

Agende-se para 2019

www.exporecicla.com.br

Feiplastic 2019 - Feira Internacional do Plástico De 22 a 26 de abril de 2019 – Das 11h às 20h Expo Center Norte – São Paulo - SP www.feiplastic.com.br

Embala Nordeste – Feira da Indústria da Embalagem De 13 a 16 de agosto de 2019 Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda - PE.

ExpoRecicla – Feira da Reciclagem e Sustentabilidade De 13 a 15 de junho de 2019 Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza - CE 30 > Plástico Nordeste >

K 2019 – Feira Internacional do Plástico e da Borracha De 16 a 23 de outubro de 2019 Centro de Eventos de Dusseldorf, em Düsseldorf – Alemanha www.k-online.com e www.k-tradefair.pt


< Plรกstico Nordeste < 31


32 > Plรกstico Nordeste >

Profile for Revista Plástico Sul

Plástico Nordeste 39  

Plástico Nordeste 39  

Advertisement