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Editorial DIVULGAÇÃO

Expediente Maio de 2017 - # 185

Conceitual Brasil - Jornalismo Total www.revistaplasticosul.com.br Fone: 51 3407.0179 editora@conceitualpress.com.br

Juntos e misturados

Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves DRT/RS nº 12.844 Departamento Comercial: Débora Moreira Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 99941.5777) Capa: divulgação Plástico Sul é uma publicação da Conceitual Brasil - Jornalismo Total, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Sul e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral. Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Sul. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 8.000 exemplares.

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título deste editorial na verdade é também o nome de um filme lançado em 2014. Mas vamos trabalhar aqui exclusivamente com o significado desta expressão, muito utilizada nas redes sociais, e não com o tema central da trama em questão. Nesta edição da Plástico Sul o leitor poderá conferir uma reportagem especial sobre o desempenho do polo plástico gaúcho. Dentro deste contexto apresentamos a união entre os dirigentes e empresários da cadeia produtiva como forma de superar o momento econômico vivido pelo país. Além disso, a crise política acaba afetando a confiança das pessoas e conseqüentemente diminuindo a circulação de compras e vendas no país. Mas acreditem: o pior já passou. Agora é andar para frente, fazendo a nossa parte para alavancar nosso Brasil e trazer resultados mais positivos do que os amargos anos anteriores. E no Rio Grande do Sul o pessoal está dando conta desse recado. Isso não quer dizer que seja fácil. Isso significa que há uma consciência de que de braços cruzados ninguém agrega nada: é preciso agir. E como entrar em ação depois de um tsunami? Unindo forças, se abraçando, buscando novas parcerias: todo mundo junto e misturado, batalhando para reconstruir essa importante cidade chamada indústria do plástico gaúcha. Como vai ser daqui para frente? Só vivendo um dia de cada vez para sabermos. O que nós, da Plástico Sul, podemos oferecer é muita informação sobre desempenho, análises de mercados, tendências internacionais, conteúdos sobre novidades para otimizar seu negócio e reduzir seus custos. Levamos até você o conhecimento para lhe auxiliar nessa nova obra que precisa ser feita, não só no Rio Grande do Sul, mas no Brasil. Para isso lhe ofertamos um cardápio de plataformas, tanto no impresso quanto no digital, a fim de que você colha os frutos da informação da melhor forma possível. Nós estamos ao seu lado: todos juntos e misturados. Boa leitura!

Filiada à

ANATEC - Associação Nacional das Editoras de Publicações Técnicas, Dirigidas e Especializadas Marca Registrada:

Melina Gonçalves / Editora melina.goncalves@conceitualpress.com.br 44 > Plástico > Plástico Sul Sul >>> >>>


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EspecialPolo Plástico Gaúcho

União é a arma para fortalecer o setor A cadeia do setor petroquímico-plástico do Rio Grande do Sul sempre apresentou um desempenho que lhe garantiu posição de destaque no contexto nacional. E essa condição melhorou com a instalação do Polo Petroquímico de Triunfo, em 1982. Com a entrada em operação do complexo, fornecendo vários tipos de matérias-primas e resinas, houve um considerável aumento no número de indústrias de transformação e também fabricantes de máquinas e equipamentos. No atual contexto, os players envolvidos neste cenário buscam na união uma forma de garantir o desenvolvimento do setor no Estado

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presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) José Ricardo Roriz Coelho destaca que o Estado tem atuação relevante para o segmento no Brasil. “O Rio Grande do Sul possui grande representatividade na indústria do plástico no país. De cerca de 11,5 mil empresas de transformados plásticos, o Estado do Rio Grande do Sul é responsável por cerca de 1300 empresas e somente fica atrás do Estado de São Paulo. Em número de empregos, consequentemente, a região gaúcha também possui importância - de um universo de 313 mil empregados no país, o Rio Grande do Sul possui 27 mil empregados no setor”, informa o dirigente, segundo dados do Perfil de Desempenho do ano base de 2016 – o Sindicato das Indústrias de Material Plástico do RS/Sinplast trabalha com um número atual mais elevado de postos de trabalho: 30 mil. Ainda, segundo Roriz Coelho, há, dentro do polo gaúcho, outras concentrações regionais de grande importância. “A cidade de Caxias do Sul (RS), por exemplo, é um dos principais municípios com plantas industriais de transformação de materiais plásticos, ficando também atrás somente de São Paulo. Além disso, o Estado também possui o polo petroquímico em Triunfo”, acrescenta o presidente da Abiplast. Quando a análise se torna mais detalhada e o assunto é reciclagem de material plástico, setor que vem crescendo ano a ano no país, o Estado também possui representatividade, revela Roriz Coelho. “O Rio Grande do Sul possui 110 empresas e 815 empregados nessa indústria, sendo o 4° Estado no país com maior participação nesse setor”, destaca o líder da entidade setorial. No que se refere aos dados sobre consumo de matéria-prima, um dos indicadores de desempenho em relação à produção nacional, o dirigente recorre a dados oficiais. “Utilizando dados fornecidos pelo IBGE, estima-se que a produção física de transformados plásticos no Estado do Rio Grande Sul foi de cerca de 365 mil toneladas em 2016, representando 6,3% do total de produtos plásticos produzidos no país no ano passado”, completa Roriz Coelho.

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Sinplast/RS destaca ações conjuntas

Criado originalmente como Associação Profissional das Indústrias de Material Plástico do Rio Grande do Sul, o Sinplast- Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do RS foi fundado em 1982 com o objetivo de congregar e fortalecer as indústrias gaúchas do segmento transformador do plástico para atender às necessidades de um mercado que entrou em expansão com a fundação do Pólo Petroquímico do Sul, em 1976. Edilson Luiz Deitos, da Zandei Plásticos, e o atual presidente da entidade e comenta sobre a atuação e momento da entidade que congrega 753 empresas filiadas em todo o Estado. <<< Plástico Sul < 7


EspecialPolo Plástico Gaúcho JOÃO ALVES

Deitos: valorizar o Grupo de Trabalho com vários setores para buscar benefícios

entradas de material transformado plástico vinda de outros Estados ou importações e um estudo da perda de competitividade de alguns setores como o da Plasticultura, onde nosso Estado foi um dos precursores desta técnica. Como coordenador do Conselho Temático de Energia da FIERGS, estamos apoiando os estudos de viabilidade do Polo Carboquímico bem com as demandas futuras de embalagens para este setor”, lembra o dirigente.

Qualificação e conquistas

Sobre o perfil das indústrias filiadas ao Sindicato, por segmento produtivo, o dirigente emite um parecer atual. “Possuímos no Estado o setor com extrusão de filmes e de não tecidos que representam os maiores volumes de transformação de polímeros, já os setores pelo processo de injeção, sopro e rotomoldagem apresentam um número maior de empresas transformadoras e geração de empregos. O plástico é o quinto setor em empregos no RS, com cerca de 30.000 empregos diretos. No Estado são 1.300 empresas”, informa Deitos. O processo evolutivo de qualquer setor pressupõe mudanças no cenário, com instalação de novas empresas, bem como fechamento ou transferência de outras. Porém, como o Brasil enfrenta uma forte crise houve uma mudança nesse contexto nos últimos dois anos, como explica o presidente. “Não possuímos dados concretos, pois muitas empresas encerram suas atividades e não efetuam a baixa na Junta Comercial, portanto para nossos arquivos continuam como ativas. Nos últimos dois anos, 88 empresas se cadastraram como filiadas ao Sinplast. Não possuímos registro de empresas que transferiram suas atividades para outros Estados”, informa Deitos. Por algum tempo, no passado, os diversos players do setor não concentravam seus esforços para um mesmo foco, atuando de forma isolada e com pouco sucesso. A partir da conscientização de que só com a união seria possível obter alguns benefícios, o sistema mudou. Deitos revela quais são as principais ações e projetos futuros que envolvem o Sinplast/ RS. “Criamos, em parceria com o Simplás, Simplavi, Braskem, Innova e Governo do Estado, o GT Plástico e Petroquímico, para uma análise mais profunda dos elos fracos de nosso setor, uma avaliação das 8 > Plástico Sul >>>

O presidente do Sinplast/RS também cita outras iniciativas bem sucedidas. “Da mesma forma, destacamos a criação do Congresso Brasileiro do Plástico (CBP) e do Tampinha Legal em parceria com o Simplás , Simplavi e Braskem, mostrando para a sociedade o plástico como indispensável como tudo o que faz bem para a vida deve ser. Pela necessidade do descarte consciente, o Tampinha Legal, em parceria com entidades beneficentes, trabalha para despertar junto aos consumidores o valor do plástico no pós-consumo, podendo ajudar a sociedade com os recursos arrecadados com a reciclagem do material”, destaca Edilson Deitos. Quanto às conquistas e ações do setor o presidente do Sinplast/RS o dirigente enfatiza questões relacionadas ao setor industrial, mas também aspectos que envolvem o poder público. “Apesar da queda do PIB nos últimos dois anos, o Sinplast buscou a capacitação dos empresários do setor, capacitação de mão-de-obra, correções de distorções quanto à entrada de material transformado de outros Estados com ICMS de 4%, o que resultou em índices de transformação superiores à média nacional com geração de empregos positiva e crescimento da arrecadação por parte do Sinplast, mesmo com a redução do percentual da contribuição assistencial”, revela. Deitos faz questão de enfatizar as conquistas tecnológicas por ações do segmento industrial. “Em termos de capacitação de pessoas e estudos e análises de polímeros cito o Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Polímeros - uma evolução do Centro Tecnológico de Polímeros SENAI – CETEPO, em São Leopoldo. O Instituto é uma unidade credenciada pela EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) para desenvolver projetos de PDI em suas áreas. E o Centro de Tecnologia e Inovação (CTI) da Braskem em Triunfo (RS) é um dos mais modernos centros de pesquisa em polímeros da América Latina, que recentemente inaugurou um laboratório de ensaios para o processo de rotomoldagem”, explica.

Vitórias e desafios

Apesar dos esforços, sempre existem lacunas a preencher, como reflexo de carências provocadas por


diversos motivos que resultam em queixas e reivindicações, seja pelo preço de insumos, tributação, infraestrutura e/e logística. Deitos comenta sobre estas questões com propriedade. “Ao longo do período buscamos ter uma boa interlocução entre filiados e fornecedores de matérias-primas e distribuidores, procurando aparar as arestas quanto ao fornecimento. Buscamos mostrar à Braskem as dificuldades da terceira geração nos repasses de preços, principalmente nas oscilações mais bruscas tanto de alta como de baixa. O que vimos foi uma precificação dos preços das resinas ao longo destes dois anos sem sobressaltos. Criamos um relatório semanal de acompanhamento dos preços das matérias-primas, que é enviado aos associados”, diz. O dirigente explica o que foi feito para buscar uma solução positiva em outras questões. “Quanto a equipamentos, o quesito NR-12 é o que mais impacta para o setor pois, por meio de uma NR, o governo acabou com o valor dos ativos imobilizados do setor produtivo não considerando uma data de corte, medida esta que seria semelhante ao determinar para os novos veículos air bags e freios ABS e exigir que os antigos se adequassem sob o risco de serem interditados. Estamos trabalhando

com o apoio da FIERGS e Abiplast, buscando amenizar as interdições e exigências, sem se descuidar com a segurança dos colaboradores. Bem como linhas de crédito específicas para a substituição de máquinas fora das especificações da NR-12, além da segurança, buscando maior eficiência produtiva e redução do consumo de energia”, avisa Deitos. E completa essa avaliação sobre a relação com o poder público. “Com relação à tributação, nosso pleito contínuo é a busca de uma reforma tributária como a proposta pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) liderado pelo economista Bernad Appy e o tributarista Eurico Marcos Diniz de Santi, na busca da melhor forma de corrigir tais distorções e fazendo com que as características desses tributos se aproximem do padrão internacional de tributação de bens e serviços, que é o imposto não-cumulativo sobre o valor agregado (IVA). Quanto à logística, nosso Estado, além de enfrentar dificuldades de infraestrutura de estradas, é o Estado Industrializado que se encontra mais distante dos polos de consumo e da nova fronteira agrícola do Brasil, encarecendo os produtos gaúchos. Nossa expectativa é a redução de custos via cabotagem pelo terminal Santa Clara”, informa o dirigente.

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NELI ALVANOZ

EspecialPolo Plástico Gaúcho uma ferramenta muito importante. Em diferentes estágios, todas as ações já estão em fase de implementação”, revela.

Plástico do Bem e Diálogo Mundial

Jaime Lorandi: presidente do Simplás destaca principais ações da entidade

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Simplás: quatro eixos de atuação

A necessidade de troca de informações técnicas e de mercado impulsionaram a criação, em 24 de agosto de 1989, do Simplás - Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho. A entidade que é presidida por Jaime Lorandi está instalada em sede própria, junto a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul, representando mais de 429 empresas, de 8 municípios da região (Caxias do Sul, Coronel Pilar, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Nova Pádua, São Marcos e Vale Real), responsáveis por aproximadamente 11 mil empregos diretos. As indústrias de transformação de plástico da região Nordeste consomem 70% da resina utilizada na produção de componentes técnicos e 85% no setor moveleiro do Estado. No entanto, mesmo uma região pujante economicamente e com uma entidade classista forte e atuante não está imune às crises que ocorrem no país. Por isso, ao invés de ampliar seu quadro associativo, o Simplás registrou decréscimos nos últimos anos, como informa o presidente. “Em 2013, o Simplás tinha 497 empresas cadastradas. Nestes três anos e meio, aproximadamente, 68 empresas encerraram as operações. Na maioria dos casos, em função da crise econômica e política instalada no país”, informa Lorandi, destacando o sistema produto por injeção é o mais forte do setor de transformação. Sobre as principais ações do Sindicato em andamento e em projetos futuros Lorandi apresenta uma consistente estratégia organizacional. “O Simplás tem quatro eixos de atuação definidos para os próximos anos. A educação está diretamente relacionada com três deles. E no outro, será, no mínimo,

Uma das ações destacada por Lorandi é o projeto Plástico do Bem, em etapa de captação de recursos, que vai engajar estudantes, familiares e professores do sistema público de ensino fundamental para aprender sobre o reaproveitamento de materiais plásticos, pôr este conhecimento em prática nas próprias casas, e ainda gerar uma importante renda extra para as escolas. Tudo a partir da educação para reciclagem. "Uma das principais ferramentas do programa será uma lixeira, com três compartimentos de separação – para resíduos orgânicos, plástico pós-consumo limpo e demais descartáveis. A lixeirinha, que já tem matriz desenvolvida, será distribuída e estudantes e professores do sistema público de ensino fundamental de municípios da área de abrangência do Simplás que optarem por participar da mobilização. O sindicato viabilizará orientação técnica e material didático para aprimorar o trabalho já realizado pelos professores – e sanar as dúvidas que surgirem – a fim de educar as crianças para a correta separação dos resíduos plásticos pós-consumo”, explica o dirigente. E acrescenta mais detalhes: ”O material recolhido nas residências dos alunos, com o engajamento das famílias, será reunido nas respectivas escolas, em grandes recipientes de coleta. A cada semana, uma empresa cadastrada e identificada passará nas escolas, pesará o volume arrecadado e pagará à escola pelo material, que será destinado à reciclagem. As crianças aprendem – e disseminam o conhecimento adquirido nas próprias famílias – e as instituições de ensino ainda podem obter uma renda extra, para empregar da maneira que considerarem mais adequada. Outra iniciativa é o Diálogo Mundial pela Educação para Reciclagem, que o Simplás deflagrou junto ao Vaticano, a partir da publicação da encíclica Laudato Si pelo Papa Francisco, ainda em 2015, e atualmente já se alastrou por diversos segmentos da indústria plástica e petroquímica do planeta, instituições das esferas pública e privada e governos, a fim de consolidar e disseminar um novo posicionamento educativo global em torno do descarte e reaproveitamento de materiais pós-consumo. No Brasil, conta com o apoio da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), conta Lorandi. Em nível continental, a proposta levantada pelo Simplás obteve respaldo na Associação Latino-Americana da Indústria Plástica (Aliplast), na associação dos fabricantes de máquinas da Europa e junto à Braskem, maior petroquímica das Américas, que sinalizou intenção de levar o assunto para a assembleia mundial dos produtores de matéria-


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EspecialPolo Plástico Gaúcho

Curso de Gestão na Prática é desenvolvido e ministrado em parceria com a Uniftec

-prima. “O objetivo do Simplás é buscar uma união mundial de todos os setores por uma educação para o descarte correto de materiais e para a reciclagem. E assim, promover uma mudança de comportamento nas próximas gerações”, conta Lorandi.

Educação e conquistas

Ainda tratando de educação, Lorandi informa que o Simplás já deu a largada, recentemente, no período letivo da terceira turma de seu Curso de Gestão na Prática, desenvolvido e ministrado em parceria com o centro universitário Uniftec, em Caxias do Sul (RS). São sete módulos de ensino, aplicados mensalmente, abrangendo Princípios Básicos de Gestão, Direito, Finanças, Marketing e Produto, Qualidade e Inovação, Vendas e Liderança. Com o sucesso das duas turmas anteriores e a terceira em andamento, o Simplás abre as inscrições para a quarta turma do curso já tendo aproximadamente uma centena de alunos capacitados. “A proposta consiste justamente em oferecer a empreendedores, gestores, executivos, colaboradores, profissionais da indústria, comércio ou serviços ferramentas de assimilação e aplicação rápidas, com didática sintonizada à realidade cotidiana das empresas locais”, avisa. Finalmente, enfatiza Lorandi, educação será uma ferramenta das mais estratégicas na realização de outro projeto do Simplás, visando à melhoria e busca por harmonia nas Relações de Trabalho. “O plano parte do entendimento de que um ambiente harmônico, que valorize comportamentos humanizados e éticos, é sinônimo de maior qualidade de vida, felicidade e produtividade. Neste sentido, o sindicato pretende promover ações de aproximação e diálogo entre sindicatos de empregadores e empregados, 12 > Plástico Sul >>>

além dos próprios Ministério do Trabalho, Ministério Público do Trabalho e Justiça do Trabalho. Entre os aspectos abordados de forma imediata estará a promoção da saúde e segurança no ambiente de trabalho”, explica o dirigente. Quanto às conquistas, reivindicações e queixas do setor – respondidas em conjunto pelas três entidades classistas, Lorandi foi pragmático ao avaliar. “Em análise local, é possível citar entre as maiores conquistas do setor a realização extremamente bem sucedida de duas edições do Congresso Brasileiro do Plástico, que, aliás, já encaminha-se para uma terceira; a equiparação do ICMS para filmes na indústria do arroz, articulada pelos três sindicatos do Rio Grande do Sul junto às secretarias estaduais da Fazenda e da Administração; a articulação mundial, iniciada aqui em nosso reduto, para um diálogo com o Vaticano, com o objetivo de melhorar a imagem do plástico e formular uma posterior proposta mundial de educação para destinação correta de resíduos pós-consumo. Também podemos citar como conquistas a aproximação da arrancada no projeto Plástico do Bem no município de Farroupilha e de nossa terceira turma do Curso de Gestão na Prática; e, finalmente, de nossas mobilizações político-empresariais nas manifestações nacionais contra a corrupção. Conseguimos levar o empresário para a rua”, destaca. Entre os desafios estão a crise, em si, antes de qualquer outra coisa, que vem corroendo as margens de maneira implacável, conforme Lorandi. “Também é preciso reivindicar a diminuição dos impostos sobre os reciclados, sob pena de se desestimular completamente esta indústria; a elaboração de uma pesquisa mundial em torno dos benefícios dos plásticos para a humanidade, em parceria com a Universidade de Caxias do Sul (UCS); a busca por maior harmonia nas Relações de Trabalho, ao lado dos sindicatos de trabalhadores, Ministério do Trabalho, Ministério Público do Trabalho e Justiça do Trabalho. Junto ao governo do Rio Grande do Sul, precisamos trabalhar para ampliar a competitividade da indústria gaúcha dentro do próprio Estado. E, na esfera nacional, é preciso melhorar de maneira urgente a infraestrutura do país e oferecer estímulo substancial à inovação”, completa o dirigente do Simplás.

Mensagem: hábitos e o futuro

Quanto a dados sobre consumo de matérias-primas e faturamento do setor, relação com o PIB estadual, Lorandi diz que não há um levantamento específico, contudo, todos os sinais apontam para redução nos volumes transformados. “Igualmente, não há um levantamento específico, porém, como houve queda no volume de transformação, certamente o faturamento foi impactado na mesma proporção”, avisa. Mas aproveita para enaltecer as


Atuação e parcerias do Simplavi

Também com atuação na Serra Gaúcha, com sede em Bento Gonçalves, o Sindicato das Indústrias de Material Plástico da Região dos Vinhedos, conta atualmente com 19 associados e o presidente Ivânio Ângelo Arioli ressalta que, apesar da crise na economia brasileira, a base da entidade permaneceu praticamente a mesma. Segundo o dirigente, o segmento de transformação mais forte é a injeção. Além das atividades produtivas de interesse comum dos associados, Arioli informa que o Sindicato é muito atuante e participa de várias ações, projetos e parceiras com entidades de várias categorias. “Hoje o Simplavi atua em parceria com o Congresso do Plástico, no programa Tampinha Legal, que busca fomentar a reciclagem de materiais, o valor arrecadado é destinado às entidades filantrópicas. Também atua com o Senai com turmas de Menor Aprendiz, a Escola do Plástico, que opera na qualificação profissional de jovens da região. Os planos futuros tem foco em investidos externos, o Simplavi está trabalhando para facilitar os projetos das empresas associadas. O Sindicato também é parceiro da Abiplast - Associação Brasileira do Plástico, que debate soluções e alternativas para o crescimento do setor. Na cidade, apoia a Escola do Plástico, em parceria com o Senai, formando dezenas de alunos, nas cinco turmas já concluídas.

Ivânio Arioli, presidente do Simplavi, queixase da tributação pesada

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qualidades e a função social do plástico em uma mensagem com foco no futuro: “O plástico é o material símbolo dos pobres. Porque o plástico é um material bom, bonito e barato. Porém, devido ao plástico ser tão útil e acessível, o ser humano produz muito material descartável e não tem o hábito ou a educação para o reaproveitamento. Plástico jogado fora, descartado incorretamente, não é poluição, é desperdício e irresponsabilidade. Não temos a cultura da responsabilidade. Ora, o plástico é material inerte. O que há é simples má destinação por parte das pessoas. O que o Simplás propõe são novos hábitos para as gerações futuras. O plástico é um material muito jovem, disseminado no mundo após a Segunda Guerra Mundial. Falta educação para se complementar o ciclo de descarte e reciclagem, que atualmente se conhece pelo nome de economia circular. Participamos da formulação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e sabemos que ela não prevê educação da população para destinação correta dos resíduos pós-consumo. A pessoa é a primeira responsável. Para criar novos hábitos nas novas gerações, precisamos trabalhar a educação. Talvez seja o momento de se discutir mudanças na legislação. Pensar em medidas de estímulo à educação para o descarte correto e punições para quem age de maneira errada”, finaliza.

Graças às ações em conjunto o setor apresentou conquistas importantes nos últimos anos, conforme destaca Arioli. “O Simplavi, em parceria com os demais sindicatos do estado, Simplás e o Sinplast, realiza o Congresso Brasileiro do Plástico, que apresenta ao público informações pertinentes sobre uma das matérias-primas mais estudadas e inovadoras do mundo. O plástico viabiliza as grandes tecnologias que nos cercam, está presente em cada momento da vida das pessoas, nas mais diferentes formas e produtos e, o principal, material 100% reciclável”, lembra o dirigente. E acrescenta que o plástico está presente nos principais avanços tecnológicos do mundo e, quando conta com uso e destinação correta, pode ser um grande aliado na economia e crescimento dos países. No que se refere às principais queixas e reivindicações do setor, Arioli é enfático: “Nossas indústrias vêm sofrendo nos últimos anos os fortes impactos da crise, em um cenário de recessão, momento político-econômico muito delicado, com capacidade fabril ociosa e endividamento das empresas. Apesar das expectativas de uma retomada ao longo de 2017, alguns aspectos ainda pesam para as indústrias de transformação do plástico, como IPI sobre o material reciclado, imposto alto para importação, ICMS sobre produto importado, logística”, enumera.

O Polo e suas indústrias: criação e expansão

O Polo Petroquímico do Sul constitui-se num empreendimento econômico e tecnológico destaque, mudando o perfil produtivo do Rio Grande do Sul, cuja base econômica era o agronegócio. É responsável por cerca de 95% do total da riqueza gerada no <<< Plástico Sul < 13


EspecialPolo Plástico Gaúcho município de Triunfo, onde está localizado , 3,5% da riqueza do estado. Tudo começou em 1975, com a elaboração do projeto do III Polo Petroquímico do País, seguindo modelos dos pólos de São Paulo e Bahia, e tendo como apoio diversos segmentos da sociedade gaúcha. Em 11 de novembro de 1976, durante a gestão do general Ernesto Geisel na Presidência da República, em ato solene com a presença do então Governador do Estado Amaral de Souza, foi efetuado o lançamento da pedra fundamental das obras do 3º polo. Instalado em área às margens do rio Caí, na localidade de Passo Raso, o polo do Sul ocupa uma área verde de 3.600 km² a 52 quilômetros da capital Porto Alegre. Com apoio do Governo Federal iniciou sua produção comercial em 5 de dezembro de1982, em tempo recorde à época para empreendimentos de natureza similar. A implantação do Polo Petroquímico do Sul consumiu investimentos de US$ 1,327 bilhão, aplicados na instalação das primeiras indústrias, na infraestrutura básica e na estação de tratamento de efluentes. Nos anos seguintes, novas empresas foram instaladas. No final dos anos 90, mais US$ 1,400 bilhão foram investidos na duplicação da capacidade produtiva do complexo industrial.

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O Cofip – Comitê de Fomento Industrial do Polo, destaca que entre tantos fatos significativos, em 2010, a Braskem, com investimento de US$ 250 milhões, deu início às operações da planta de eteno a partir de etanol, com capacidade de 200.000 toneladas/ano, com consumo de 460 milhões de litros/etanol. O polietileno verde produzido em Triunfo foi o primeiro a ser feito 100% a partir de fonte renovável no mundo, assumindo a liderança mundial na produção de biopolímeros. Em 2012, no ano em que o polo completou seus 30 anos, continuou crescendo, com investimentos de US$ 150 milhões em uma nova planta de butadieno, com expansão da capacidade da produção para 103 toneladas/ano, e planeja a expansão de capacidade em outras plantas. O polo conta com mais de 8.000 profissionais qualificados, entre seus empregados diretos e prestadores de serviços do complexo industrial. Atualmente as empresas associadas ao Comitê de Fomento Industrial do Polo – Cofip são: Braskem, Arlanxeo, Videolar-Innova, BRK Ambiental, Oxiteno e White Martins. E o polo Industrial de Montenegro, com estreita integração com o complexo de Triunfo, contempla uma área de 700 hectares e nele já estão instaladas as empresas Polo Films, Hexion, Fujikura, Masisa, John Deere e Bepo.


Entrevista | João Freire | Braskem

Plástico Sul - Qual o panorama da Braskem no Polo de Triunfo atualmente: o que produz? Quanto produz de cada item? João Freire – As capacidades de produção são as seguintes: ● Eteno: duas plantas com capacidade de cerca de 1,20 milhão de toneladas/ano ● Eteno Verde: uma planta com capacidade para 200 mil toneladas/ano ● Butadieno: 206 mil toneladas/ano ● MTBE: 175 mil toneladas/ano ● Benzeno: 287 mil toneladas/ano ● Polietileno: nove plantas com capacidade de produção de 1,3 milhão de toneladas/ano ● Polipropileno: três plantas de PP com capacidade produtiva de 740 mil toneladas/ano Plástico Sul - Quais os segmentos que abastece (embalagem, agronegócio, construção etc) João Freire – Os mais diversos segmentos que usam resinas termoplásticas, como embalagens, agronegócio, automotivo, setor têxtil, bens de consumo, entre outros. Plástico Sul - Quais os principais mercados (estados, países)? João Freire – A Braskem exporta para mais de 170 países. Os ativos do Brasil têm como foco a América do Sul e Europa. Plástico Sul - Qual a importância do Polo Plástico Gaúcho para a Braskem? Há dados de consumo? João Freire – A Braskem possui uma das mais modernas estruturas no Polo Petroquímico de Triunfo. A unidade também sedia o Centro de Tecnologia e Inovação da Empresa e uma completa estrutura de plantas piloto. Trata-se de um polo bastante estratégico para a empresa. Plástico Sul - Quando foi criado o CT&I e quais suas principais realizações? João Freire – Foi criado em 2012. Boa parte das inovações desenvolvidas pela Braskem passam por sua estrutura. O Centro de Tecnologia de Inovação (CT&I) da empresa é o mais moderno e completo centro de pesquisas em petroquímica da América Latina. Com 18 laboratórios e seis plantas piloto, a unidade conta com cerca de 180 profissionais, entre químicos, engenheiros e técnicos.

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A importância da Braskem no Sul

Plástico Sul - O plástico verde é um diferencial da Braskem no Pólo de Triunfo. Qual a produção atual? Quais as principais aplicações e mercados? João Freire – A unidade de Eteno Verde, situada no Polo Petroquímico de Triunfo, foi inaugurada em setembro de 2010. Sua capacidade de produção é de 200 mil toneladas. A Unidade atende a clientes de todo o mundo, especialmente Europa e Japão e no próprio Brasil. Entre os clientes estão Coca-Cola, Procter & Gamble, Tetrapk e os clientes nacionais Plásticos Suzuki, Lojas Pompeia, Natura e Tigre.

I’m Green representa o diferencial da Braskem com a produção do pioneiro PE Verde

Plástico Sul - Alguma novidade tecnológica que tenha sido implementada de 2016 para cá? João Freire – Em 2016, o Centro de Tecnologia e Inovação (CTI) da Braskem, um dos mais modernos centros de pesquisa em Polímeros da América Latina, localizado no polo petroquímico de Triunfo (RS), inaugurou em janeiro dois novos laboratórios, operacionalizando novos equipamentos. O investimento total nas obras de ampliação do Centro foi de R$ 1,5 milhão. Em março de 2017, o Centro de Inovação e Tecnologia no Polo Petroquímico de Triunfo, inaugurou um laboratório inédito de Rotomoldagem, com estrutura própria para desenvolver produtos rotomoldados, como aplicações de armazenamento de água, no agronegócio, mobiliário, brinquedos, entre outros. O investimento foi de R$ 1,7 milhão.

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EspecialPolo Plástico Gaúcho

Lirio Parisotto: empresário gaúcho na unidade produtora do EPS Newcel

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Momento histórico da Videolar/Innova

De tempos em tempos o cenário empresarial do Polo de Triunfo recebe uma “sacudida”, seja com novidades tecnológicas, investimentos para expansão, novas joint-ventures ou alterações de controle acionário como ocorreu 2016, quando a Videolar, do gaúcho Lírio Parisotto, adquiriu a Innova, da Petrobras. Com esse ato, os projetos do novo controlador mostram um panorama animador no processo evolutivo da Videolar/Innova, segundo o Diretor de Operações Claudio Rocha. ”Estamos vivenciando um momento histórico com a ativação do projeto de duplicação de nossa planta de fabricação do monômero de estireno (SM), elevando a capacidade para 420 mil toneladas/ano. E, ainda além desse passo de suma importância, vamos duplicar nossa linha de fabricação do poliestireno expansível Newcell, marca lançada em 2016 para atender a um volume crescente de exportações e com papel estratégico na substituição de importações pelo mercado brasileiro - o país importa hoje metade do que consome”, explica o executivo. A empresa demonstra um forte “apetite” em atender a um mercado crescente e as novas ações e investimentos confirmados revelam um perfil arrojado e empreendedor, enfrentando a crise de frente, como relata Claudio Rocha. “A conclusão do projeto e início da operação duplicada estão previstos para abril de 2019. O investimento é de R$ 500 milhões, com recursos próprios. Essa decisão de investimento, tomada mesmo considerando o atual cenário socioeconômico do país, traz consequências muito evidentes ao fortalecimento da cadeia petroquímica nacional, quando se leva em conta que está sendo dobrada a capacidade produtiva de um produto-chave para itens da relevância de asfalto, pneus, tintas, borrachas e resinas”, destaca Rocha. O executivo se refere ao monômero de estireno,

que está presente em aplicações como tratores, tecidos, tanques de postos de gasolina, tintas, pneus, piscinas, assentos de ônibus, barcos e uma gama de outras. “Do ponto de vista do negócio, o monômero de estireno é insumo cervical na fabricação das resinas que a Companhia produz: os poliestirenos de uso geral (GPPS) e alto impacto (HIPS) e o poliestireno expansível (EPS) Newcell”, informa Diretor de Operações da empresa. Vários segmentos utilizam os produtos da Videolar/Innova de Triunfo, como informa Cláudio Rocha. “O monômero de estireno está presente nas diversas áreas citadas acima. O poliestireno, em diferentes suas versões, cobre uma vasta gama de setores, da indústria de embalagens alimentícias, descartáveis, higiene e saúde, materiais escolares à construção civil. O executivo também comenta sobre os principais mercados e a importância do segmento plástico do Estado para a empresa. “Os produtos Innova estão presentes em todo o território nacional e homologados pelos mais exigentes mercados em todo o mundo”. E acrescenta: “O Polo Plástico Gaúcho é um centro de excelência na fabricação de plásticos e temos orgulho de que nele esteja situado nosso Centro de Tecnologia em Estirênicos (CTE), referência nacional no segmento”.

Newcel, a novidade

Os investimentos e o desenvolvimento tecnológico da Videolar/Innova são de fundamental importância para o setor petroquímico-plástico brasileiro, pelo portfólio dos itens que oferece ao mercado, como enumera Cláudio Rocha ao referir-se à produção do complexo em Triunfo: “A Unidade II da Innova produz o etilbenzeno (EB), o monômero de estireno (SM), os poliestirenos cristal (GPPS), alto impacto (HIPS), bem como o poliestireno expansível (EPS), este último com a marca Newcell”, informa. Quanto aos volumes produzidos a empresa reserva-se o direito de não comentar. No entanto, para quem acompanha o processo evolutivo das principais indústrias nacionais do setor, a Videolar/Innova apresentou uma grande novidade em 2016, como enfatiza Cláudio Rocha. “Em 2016 lançamos o poliestireno expansível (EPS) Newcell, produto extremamente importante para segmentos que vão da indústria de embalagens à construção civil, por isso demandando muito planejamento e tecnologia para atender às exatas demandas de cada um desses setores tão distintos”, revela. E acrescenta que o “Newcell chegou para um mercado que hoje importa metade do que consome e, além disso, já é vendido aos principais mercados internacionais”.

Arlanxeo em evidência

O Rio Grande do Sul abriga uma série de indústrias fornecedoras de matérias-primas e outros produtos para a indústria do plástico e entre estas destacam-se a Lanxess/ArlanXeo e a Polo Films. A Lanxess vem cres-


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cendo no País nos últimos anos, principalmente, através de aquisições. Em 2007, a empresa comprou por US$ 370 milhões a Petroflex, maior produtora de borracha sintética na América Latina, com três fábricas no Brasil: Cabo de Santo Agostinho (PE), Duque de Caxias (RJ) e Triunfo. Em 2011, adquiriu a DSM Elastômeros, por US$ 310 milhões, com uma unidade fabril também no município gaúcho. A Arlanxeo é uma empresa de especialidades químicas de atuação mundial, com equipes em 30 países e, aproximadamente, 16.100 colaboradores em todos os continentes. Como destaca a primeira edição da Revista Arlanxeo, de junho de 2016, com uma cadeia de valor integrada desde o poço de petróleo até o produto final, a Arlanxeo criada em 1º de abril de 2016 com a joint venture entre a Lanxess e a Saudi Aramco, já nasceu com a missão de ser o fornecedor mais produtivo do mercado mundial de borracha sintética e elastômeros, tendo quatro unidades no Brasil e duas em Triunfo. Convidada a participar da reportagem a diretoria da ArlanXeo declinou o convite e não forneceu dados, mas reproduzimos alguns estão disponíveis no site da empresa. Os produtos e soluções são desenvolvidos em 47 unidades distribuídas em todo o mundo. O portfólio da empresa abrange itens para química básica e fina, pigmentos orgânicos e inorgânicos, plásticos de engenharia, químicos para borracha e borrachas sintéticas, produtos químicos para couros, produtos de proteção e conservação de materiais, químicos funcionais, resinas para o tratamento de águas, entre muitas outras soluções para os mais variados segmentos da indústria. No Brasil, a empresa tem hoje cerca de 1.000 funcionários nas cidades de São Paulo, Porto Feliz (SP), São Leopoldo (RS), um escritório em Recife (PE), Triunfo-TRP (RS) e plantas da Lanxess Elastômeros em Duque de Caxias (RJ), Cabo de Santo Agostinho (PE) e Triunfo (RS). A unidade Arlanxeo PBR em Triunfo é uma subsidiária de propriedade integral da Lanxess Elastômeros do Brasil Ltda. e faz parte da unidade de negócios Performance Butadiene Rubber (PBR) . A unidade produz ESBR (borracha de butadieno estireno em emulsão), distribuída sob a marca: Buna SE. As borrachas sintéticas produzidas no sitio de PBR, em Triunfo, são usadas principalmente nas indústrias de pneus e automotiva. Outras aplicações incluem a fabricação de borracha, equipamentos médicos, calçados, materiais esportivos e de lazer. A planta de Triunfo tem uma área total de 487.033 m² e área construída de 26.242 m². O site em Triunfo PBR tem uma capacidade de produção de aproximadamente 110 mil toneladas por ano. A Lanxess PBR no Rio Grande do Sul emprega atualmente 66 pessoas e conta ainda com 242 prestadores de serviços. A outra unidade em Triunfo é a Arlanxeo TRP. A Lanxess Triunfo-TRP também é uma subsidiária de propriedade integral da Lanxess Industria Química Ltda.

e faz parte da unidade de negócios Technical Rubber Produtos (TRP). Em sua planta de TRP em Triunfo, a Lanxess produz EPDM (monômero de etileno-propilenodieno), EPM (monômero de etileno-propileno), aditivos para petróleo e plastificantes, distribuído ao mercado sob a marca: Keltan ®. As borrachas de EPM/EPDM produzidas no site TRP em Triunfo são usadas em peças automotivas, material de construção civil, isolamento de fios e cabos elétricos. Os aditivos produzidos são usados em lubrificantes. A planta tem uma área construída de 16.700 m², em um total de 200.000 m² para todo o site, que tem uma capacidade de produção de aproximadamente 42.000 ton/ano de EPM/EPDM, e 10.000 ton/ano de lubrificantes e aditivos plastificantes. A Lanxess em Triunfo atualmente tem 102 funcionários e 72 prestadores de serviços.

Lanxess, grupo mundial contora a Arlanxeo que tem atuação forte em Triunfo

Foco estratégico da Polo Films

A unidade da Polo Films no Rio Grande do Sul foi inaugurada em 2000, na cidade de Montenegro, bem próxima do Polo de Triunfo e tem uma importância estratégica para a cadeia do plástico no Estado graças à tecnologia de vanguarda e o conceito no mercado. A empresa, controlada do Grupo Unigel, produz filmes de Polipropileno Biorientado, conhecido no segmento de embalagens como BOPP, nas versões: Transparente, Opaco, Metalizado e Mate, fornecidos em bobinas e sem impressão. O BOPP é um filme versátil que oferece excelente proteção aos produtos embalados e é amplamente recomendado para confeccionar embalagens flexíveis que tenham contato direto ou indireto com alimentos e bebidas, aplicações industriais, rótulos e etiquetas autoadesivas, oferecendo a melhor combinação das suas principais <<< Plástico Sul < 17


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EspecialPolo Plástico Gaúcho

Uma vista da divisão de cortadeiras na unidade da Polo Films em Montenegro

propriedades como aparência, proteção e rendimento. A empresa destaca que, graças a estas vantagens, o BOPP é indicado para embalar desde biscoitos, chocolates, ovos de páscoa, barras de cereais, chás, massas secas, leite em pó, bem como, sabonetes, cd’s, dvd’s, cigarros, aplicações gráficas e outras aplicações. As informações divulgadas no site oficial de empresa informam que o parque industrial da Polo Films possui linhas de produção com larguras desde 7,20 m a 8,20 m, refletindo numa capacidade instalada de 78.000 toneladas anuais. Essas linhas podem produzir filmes de BOPP de até 5 camadas totalmente independentes, visto que o desenho dos “feed blocks” assim permite. Ou seja, é possível inserir na composição do filme quatro outras camadas completamente distintas a partir do núcleo de PP. O setor de acabamento tem possibilidade por metalizar até 10.000 toneladas anuais de filmes transparentes e brancos-opacos com a vantagem pela utilização do tratamento plasma que gera uma melhor uniformidade na aplicação e deposição do metal sublimado e, consequentemente, a propriedade de alta barreira ao vapor de água para os filmes, principalmente, de base transparentes. Ainda neste setor, a Polo Films conta com vasto parque de cortadoras primárias e secundárias para atender a partir de 100 mm de largura, dependendo do tipo e aplicação do filme de BOPP. A empresa mantém um moderno Centro de Pesquisa para atualização e desenvolvimento de novos produtos.

Adirplast valoriza a região

O polo plástico gaúcho desfruta de um bom conceito também no que se refere à participação no consumo de matérias-primas (resinas, aditivos, pigmentos etc) no cenário do setor plástico brasileiro. Essa é a avaliação de Laércio Gonçalves, presidente da Associa18 > Plástico Sul >>>

ção Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins (Adirplast) e diretor-presidente da Activas. “Se considerarmos que os três estados do Sul representam quase 35% do volume de plásticos comercializados no Brasil, o Rio Grande do Sul é o estado mais significativo dos três. Não temos dados consolidados, mas visto pela participação das empresas associadas à entidade que mantém negócios no Rio Grande do Sul, podemos dizer que o Polo de Plástico Gaúcho está acima da média nacional em gestão de processos no setor de transformação de plásticos”, ressalta o empresário e dirigente. Segundo informações de Laércio Gonçalves, atualmente são seis (6) empresas associadas à Adirplast e uma em processo final associação, com atuação em solo gaúcho. . Quanto aos dados sobre o consumo de resinas, aditivos, compostos, masterbatches e outros, tendo os distribuidores como agentes, o dirigente não tem dados consolidados, mas faz uma estimativa positiva. “Acredito que na região Sul, os distribuidores oficias sejam responsáveis por em média 50% do volume de resinas comercializadas no varejo”, revela. E completa informando que os produtos mais utilizados pelos transformadores gaúchos são os polietilenos (PE), seguidos por todo o portfólio de polipropilenos (PP).

Máquinas e transformadores

O desenvolvimento do Polo Plástico Gaúcho serviu de estímulo para alavancar também o setor metal-mecânico, ferramentarias, fabricantes de máquinas e acessórios para a indústria do plástico e da borracha, mas também empresas importadoras e de representação, tendo o Rio Grande do Sul como base de operações. É o caso da IMMAC, que iniciou suas atividades em 2013, importando, comercializando e representando grandes marcas da indústria de transformação plástica como Borche, Ineal, Qualiterme, Sepro, Tria, atuando com soluções e serviço técnico especializado na área, atuando na Região Sul do Brasil, conta o gerente comercial Cristian Heinen, com grande experiência no setor plástico. O executivo explica a forma de atuação da empresa. “A IMMAC auxilia clientes na compra e venda de máquinas, sempre trazendo novidades, tecnologia e apresentando o melhor custo/benefício, tendo assim, firmando cada dia, uma relação duradoura e de confiança com seus clientes, mantendo nossa posição no segmento de transformação de termoplásticos e focando no desenvolvimento próprio e das fábricas por nós representadas, sempre dentro dos princípios éticos, morais e legais”, enfatiza. Mesmo em pouco tempo de atuação no Brasil a IMMAC já conquistou uma forte fatia do mercado com um trabalho planejado e participação em eventos. “Hoje contamos com um pavilhão em Novo Hamburgo/RS onde temos o estoque de máquinas injetoras, robôs, alimentadores, secadores e outros periféricos para linha do plástico. Contamos com cerca de 15 colaboradores entre a matriz,


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filial em Joinville e representantes técnicos em Recife, Feira de Santana e Fortaleza”, informa Cristian Heinen. Essa estratégia tem garantido um aumento de faturamento nos últimos anos. “Temos vendido principalmente injetoras horizontais e rotativas. Em 2016 crescemos cerca de 25% no faturamento”, complementa o executivo.

Diferencial está na solução completa

Conhecedor do mercado de máquinas e equipamentos, Cristian Heinen informa que “o mercado do plástico não tem crescido de uma forma geral. Empresas de médio e grande porte tem diminuído o número de máquinas. E cresceu o número de empresas novas com 1 ou 2 injetoras”, comenta. E explica os motivos do sucesso da empresa. “A IMMAC cresceu no faturamento porque tem um trabalho diferenciado onde consegue apresentar ao cliente um projeto completo. Montando uma fábrica de injeção com as máquinas, os periféricos e todas soluções”. Quanto ao potencial do mercado, Cristian Heinen explica que a IMMAC não tem um segmento específico. “Vendemos tanto pro mercado calçadista como para utilidades domésticas, brinquedos, construção civil. Nossa vantagem é conseguir diversos segmentos”, opina. Com atuação em empresa fabricante gaúcha e muita experiência conquistado em mais de duas década de trabalho, o executivo comenta sobre o segmento no Rio Grande do Sul. “O mercado gaúcho segue sendo um bom mercado. Porém não tem crescido como outros estados. Tivemos bons números também em estados como Bahia e Ceará. Nosso principal cliente em máquinas injetoras está em Joinville, Santa Catarina”, completa o executivo.

Poloplast é o interior forte

O mercado do plástico pode ser considerado “democrático” porque abriga empresas de transformação de vários portes e sem a obrigatoriedade de se instalarem em áreas de grandes polos industriais. Há dezenas de indústrias bem sucedidas instaladas em municípios pequenos do Interior, como é o caso da Poloplast Embalagens Plásticas Ltda, de Santiago, no Rio Grande do Sul, que ilustra bem este fato. Fundada em 28 de outubro de 1991, a partir da venda de uma máquina de costura, e uma linha telefônica e muita vontade de vencer, atualmente conta com 15 funcionários, produz sacos, sacolas lisas e impressas, bobinas horti-fruti, sacos de lixo Ecolar e sacos domésticos Esquimó e tem clientes além das fronteiras do Estado. O sócio-proprietário João Batista de Castro avalia positivamente as condições do setor. “O mercado gaúcho tem um grande potencial, com muito ainda a ser explorado e descoberto, mas também vendemos para mais de oito estados”, diz. Quanto ao mercado como um todo, desempenho em 2016 e perspectivas para 2017, Castro também demonstra animação. “O mercado do

plástico tem um potencial enorme em todos os segmentos, muitos ainda a serem explorados, mas devido ao nosso modelo econômico-politico-financeiro-tributário e trabalhista no Brasil, muitos projetos acabam ficando apenas no projeto”, queixa-se. “As vendas em 2016 foram boas, mas não ótimas, pois a indústria assim como outros segmentos do mercado, sentiram a crise e seus efeitos colaterais como juros e retração para o consumo, entre outros”, diz. E acrescenta: “No ano de 2017 estamos um pouco mais otimistas, mas sabemos que será preciso trabalhar muito para podermos encerrar este ano com saldo positivo”, analisa o empresário. Dentro do catálogo de produtos que a Poloplast fabrica, conforme Castro, por dispor de um portfólio grande e variado, ocorre uma divisão na demanda. “Por estarmos fabricando uma gama grande de produtos, acabamos pulverizando a venda entre todos os produtos fabricados, como sacolas, sacos frigoríficos, sacos para outras indústrias, bobinas horti-fruti”, explica o dirigente. E como toda empresa que projeta crescimento, sabe que é preciso superar barreiras e vencer desafios. Para a Poloplast, segundo o dirigente, “ o crescimento da indústria esta diretamente ligada a estabilidade da política econômica, com juros atrativos para novos investimentos e capital de giro”, diz. O conceito da Poloplast está ancorado em planejamento e investimento em qualidade, como atesta Castro, citando duas premiações importantes no currículo da empresa: “A Empresa Poloplast aderiu em 2001 ao Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade do Sebrae PGQP, a qual conquistou o Prêmio Talentos Empreendedores, categoria Indústria / 2003 e Medalha Bronze em 2005(PGQP), e estamos continuamente investindo no desenvolvimento de novos produtos como sacos de Lixo Ecolar e sacos uso doméstico Esquimó”,

O conceito da Poloplast, de Santiago (RS), foca planejamento e investimento em qualidade

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EspecialPolo Plástico Gaúcho revela. Casto também deixa uma mensagem de sugestão aos dirigentes classistas. “Devido ao alto grau da importância da indústria do plástico, deveria existir uma política de incentivo permanente, pois toda a indústria seria beneficiada, pois se olharmos em nossa volta perceberemos o quanto o plástico fez e faz para termos acesso a coisas de menor preço”, completa.

Ousadia da Mulplast na crise

Um grupo empresarial que se dispõe a abrir uma nova unidade produtiva em pleno momento de efervescência política, reflexos do impeachment e crise econômica com fechamento de empresas em todos os setores, certamente seria considerada uma decisão temerária. Pois em um momento histórico foi inaugurada em 10 de junho de 2016 a Multplast Extrusão e Termoformagens Ltda em Osório, na localidade de Capão da Areia, na Estrada Municipal José Oliveira Ouriques, nº 3.801, com acesso pela E-RS030 no Litoral Norte gaúcho. A Multplast produz materiais descartáveis como pratos, copos e potes para consumo doméstico e industrial e iniciou operação com 30 funcionários. Ao final do projeto irá oferecer mais de 100 empregos, operando durante 24 horas. A projeção anual de faturamento da Multplast é de R$ 50 milhões no primeiro ano e uma projeção de ICMS anual de R$ 3 milhões.

Como forma de incentivo o município de Osório fez o investimento de R$ 7 milhões, na área que é pública, entre concessão do terreno e construção do prédio de 9.679,54m². A indústria é uma unidade de transformação de poliestireno (PS) fornecido pela Innova, localizada no polo petroquímico de Triunfo, e teve também o incentivo do governo do Estado por meio do Fundo Operação Empresa (Fundopem/RS) e do Integrar/ RS (Programa de Harmonização do Desenvolvimento Industrial do RS). O prefeito Eduardo Abrahão afirmou na inauguraçao que apesar da perda de orçamento, Osório não deixou de investir na pequena, média e grande empresa, como é o caso da Multplast. “Apesar do momento da crise o poder público municipal teve capacidade de ousar e investir”, disse. Na ocasião, o diretor da Multplast Gustavo Villac destacou que é o início de uma nova fase do projeto. “Agora passamos para o momento de muito trabalho e dedicação, espero retribuir a confiança do prefeito Eduardo Abrahão e do governador José Ivo Sartori e poder contribuir com o desenvolvimento”, finalizou.

Simplás cria Banco de Empregos para profissionais e empresas Ferramenta já está disponível no novo site do sindicato e permite cadastro e busca de currículos e vagas gratuitamente O Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) desenvolveu e lançou um novo recurso para ajudar empresas e trabalhadores a dar match no mercado. O Banco de Empregos do Simplás serve como plataforma para cadastro e pesquisa de currículos de profissionais em busca de recolocação e de vagas de empresas interessadas em contratar. A ferramenta é uma das principais novidades do novo site do sindicato (simplas.com.br) e já está disponível de forma gratuita no endereço simplas.com.br/icurriculos. Os currículos ficam cadastrados por um período de até seis meses. Depois, os candidatos recebem um e-mail pedindo atualização das informações. No caso das vagas oferecidas por empresas, o período de permanência é de 30 dias, mas pode ser renovado por mais 30, caso o posto ainda não tenha sido preenchido. O cadastro de vagas e consulta de currículos é uma exclusividade oferecida às empresas associadas ao Simplás, compreendendo um universo de aproximadamente 110 indústrias atualmente. Já o cadastro de currículos e a consulta de vagas, está disponível para qualquer profissional. “Com esta novidade, estamos atendendo a uma demanda antiga do setor. Agora, as empresas associadas ao Simplás recebem uma senha para fazer login no sistema e cadastrar as vagas que tenham em aberto. Através da plataforma, estas empresas podem consultar os 20 > Plástico Sul >>>

currículos disponíveis e ter acesso às informações de carreira e de contato dos candidatos. Já os profissionais, podem consultar e se candidatar às vagas disponíveis, a partir do cadastro do currículo. Tudo é feito diretamente pelo Banco de Empregos instalado no site do Simplás”, explica o presidente do sindicato, Jaime Lorandi. Como funciona o Banco de Empregos do Simplás: 1 – acesse o endereço simplas.com.br/icurriculos/ 2 – se for candidato, acesse o link PARA PROFISSIONAIS. Ali é possível cadastrar o currículo, verificar e se candidatar às vagas disponíveis 3 – se for empresa, acesse o link PARA EMPRESAS. Ali, preencha os campos login (com o CNPJ) e senha (enviada por e-mail pelo Simplás). Dentro do sistema, é possível cadastrar a vaga ou verificar os currículos disponíveis. Em caso de interesse, basta usar o contato cadastrado para acionar o candidato Obs: O cadastro de currículos e vagas é gratuito.


Crônica

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O polo despertou uma paixão Por Otávio Carvalho Executivo da Maxiquim

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ra o final dos anos 70, eu tinha 5 anos quando visitei o Pólo Petroquímico de Triunfo pela primeira vez. Levado a comer um churrasco em um galpão da obra, por um tio que participava do mega projeto de engenharia, tive a chance de ver aqueles dutos, fornos, reatores, tanques gigantescos ainda em construção, anos antes do início das operações. Não fazia ideia do que estava testemunhando naquele momento, nem da influência que isso teria em minha vida. Era o início da história da petroquímica no Rio Grande do Sul, tão bem retratado pelos livros A Petroquímica faz História, de Elmar Bones e Sérgio Lagranha e a Epopéia da Petroquímica no Sul, de Percy Louzada de Abreu. Essa visita talvez tenha sido a semente que me levou a escolher a engenharia química como profissão, já no início dos anos 90, quando a iminente duplicação do pólo prometia inúmeras oportunidades de trabalho qualificado, de alta complexidade, certamente desafiadoras, mas que ofereciam bons salários, na época em que ocorria a transição do sistema estatal para o capital privado. Ao longo da graduação foi fácil perceber o elevado grau de exigência do curso, não apenas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sabidamente um centro de excelência entre os cursos de engenharia nacionais, mas também da PUC, UCS e ULBRA, além de outras instituições de ensino técnico e profissionalizante que trazem ao mercado todo ano centenas de cérebros preparados para encarar essa atividade profissional. Ao ingressar no mundo da consultoria química e petroquímica, na MaxiQuim, empresa formada então por dois sócios oriundos do pólo, tive oportunidade de interagir com profissionais daquele complexo industrial, em diversos níveis, que têm em comum uma base sólida de conhecimento, educação, profissionalismo e tenacidade, qualidades extremamente valiosas para o mercado, que é absolutamente globalizado em termos de pessoas, negócios e valores. Nesses anos todos, foi fácil perceber que ao redor de um complexo petroquímico constroem-se inúmeros negócios, sejam eles de micro, pequeno, médio ou grande portes, durante a fase de construção de novas unidades, paradas de manutenção ou dentro da operação regular. O pólo de Triunfo é o mais exportador dos complexos petroquímicos brasileiros, é onde está localizada a maior planta de biopolímeros do mundo e o maior centro de inovação, pesquisa e desenvolvimento da

indústria petroquímica brasileira. Já esteve entre as 20 maiores centrais petroquímicas do mundo e continua atraindo investimentos relevantes. Para termos uma ideia de sua grandiosidade, todos os automóveis que rodam no Estado do Rio Grande do Sul consomem de gasolina volume semelhante ao que o pólo consome de nafta todos os dias. O pólo é um indutor de desenvolvimento com elevado efeito multiplicador. A existência de uma estrutura industrial de tal magnitude gera uma grande necessidade de serviços e produtos, fomenta a formação de clusters industriais, de centros de pesquisa, de relações com universidades, atrai negócios complementares, gera necessidades de comunicação com os mais diversos públicos, como governos, comunidades, entidades, impulsionando inclusive a criação de mídias especializadas no tema, como é o caso dessa revista. O pólo não é apenas tubulações, estruturas de aço, matérias-primas, catalisadores, produtos químicos, plásticos e controles computadorizados. É o que abre perspectivas de vida e negócios para milhares de pessoas, impactando positivamente a economia de uma região ou um país, sem descuidar com o meio-ambiente. É o que traz de benefícios e desafios para empresas, instituições de ensino, governos e pessoas. É o que faz um menino de 5 anos sonhar e ver, anos depois, sua vida ter ido por um rumo que não haveria, caso não houvesse o pólo, da mesma forma que abre caminhos para milhares de empresários, profissionais, governantes, estudantes, que de alguma forma se relacionam com essa complexa indústria. <<< Plástico Sul < 21


Artigos

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Sua indústria já iniciou a Transformação Digital?

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Por José Rizzo*

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omeço este texto provocando um questionamento a você, empresário da indústria. Suas unidades fabris já fazem uso das novas tecnologias que integram a transformação Digital? O potencial mundial dessas tecnologias cresce de forma acelerada principalmente nos segmentos de e-commerces e de empresas que oferecem experiências e entretenimento, como os serviços de streaming de vídeos, filmes e músicas. Estas mesmas tecnologias avançam agora fortemente na indústria no movimento conhecido como Internet Industrial, com avanços importantes observados na Europa, América do Norte e Ásia. Quando levamos essa realidade para as manufaturas brasileiras, temos uma defasagem visível, o que impacta consideravelmente a competitividade da indústria diante de países como Alemanha, Estados Unidos e China. Para termos uma ideia, precisamos instalar cerca de 165 mil robôs industriais para nos aproximarmos da densidade robótica atual da Alemanha. No ritmo atual - de cerca de 1.500 robôs instalados por ano no País - levaremos mais de 100 anos para atingir essa performance. A aplicação do conceito de Internet das Coisas (IoT) nas fábricas, conectando robôs e automatizando processos, recebeu o nome de Internet Industrial. Essa transformação implica na adoção de um conjunto de tecnologias de TI e de automação industrial na formação de um sistema de produção com intensa digitalização de informações e comunicação direta entre sistemas, máquinas, produtos e pessoas. Este processo gera ambientes de manufatura altamente flexíveis para atender a demanda crescente por produtos cada vez mais customizados. A boa notícia é que a indústria brasileira não precisará passar por todo o processo de modernização fabril ocorrido nos países desenvolvidos nas últimas décadas, para só então aderir a essas tecnologias. Devemos queimar etapas, sem ignorar essa evolução, se quisermos preservar a indústria presente no Brasil e prepará-la para um cenário no qual as tecnologias da informação e de automação gerarão as vantagens competitivas para as nações com setor de manufatura relevante. A Internet Industrial, que reúne máquinas

inteligentes, análise computacional avançada e trabalho colaborativo entre pessoas conectadas - e a Indústria 4.0 -, criam enormes oportunidades para setores industriais diversos, tais como manufatura, transporte, energia e saúde. Boa parte dessas tecnologias disruptivas ainda requer mais avanços, customização e a criação de soluções abrangentes que funcionem e gerem os benefícios esperados, tais como big data, analytics, nuvem, segurança e automação de conhecimento na área de software e em robótica avançada, manufatura aditiva, novos materiais, energias sustentáveis e simulação no campo da engenharia. Para empreendedores que já atuam nos segmentos diretamente impactados por essa revolução, a solução é investir tempo na formulação de um plano consistente para avaliar e aplicar as novas tecnologias em suas operações, reunir a equipe interna com especialistas do mercado e analisar a viabilidade e o impacto de cada uma delas. Para o sucesso do projeto, a consolidação de um conjunto único de padrões técnicos de comunicação e segurança será um elemento chave. Na transição, uma dica é pilotar cada ideia, medir os resultados e expandir para toda a operação. A outra é não esperar por um momento futuro. A hora é agora, antes que seus competidores o tirem do mercado. *CEO da Pollux e presidente-fundador da Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII).


Liderança: “dom” ou “treinamento”? Por Leonardo Cataldo*

“D

om” ou aptidão genética provém do latim “presente de Deus”. Será o líder fruto deste legado? Nestes mais de quarenta anos acompanhando carreiras de profissionais líderes tenho observado que a grande maioria, infelizmente, não trouxe o legado de seu berço e precisou lutar muito com o aprendizado da aptidão. Em nossa vida, normalmente, as dificuldades chegam antes do aprendizado, ou seja, a vida, em grande parte, ensina pelo sofrimento. Nas centenas de empresas que já trabalhei, o cargo de liderança é oferecido para muitas pessoas antes da aptidão para ser líder estar presente. Uma exceção que conquistei, há mais anos, é de uma empresa cliente que aceitou um projeto de investir na capacitação de funcionários para futuros cargos de lideranças. O que chamamos formação de monitores. Há muito tempo formo, em torno, de vinte profissionais para a organização por ano e os resultados são que esta grande empresa possui uma leva interna permanente de líderes para promoção. Tenho, com orgulho, muitos destes aprendizes de lideranças de turmas do passado, hoje como grandes supervisores e gerentes de área ou até de unidades. A formação prevê 48 semanas, sendo um encontro por semana ou, de forma intensiva quando fora do Estado uma semana por módulo todos os dias. A empresa tem uma visão que é muito mais em conta investir, mesmo que algumas pessoas procurem outra organização, do que tê-las sem qualificação e elas ficarem na empresa, porém não gerando resultados por falta de preparo. O grande supervisor, um precioso gerente, não nasce pronto e precisa ser lapidado. Mesmo que tenha a graça de trazer uma boa herança de liderança precisa de aperfeiçoamento para ter valor “comercial”. As aptidões de um funcionário operacional exemplar de uma equipe podem representar muito pouco ser promovido na função liderança frente a um grupo para coordenar. Assim quando a empresa promove, por ser ele um bom funcionário, corre o risco de perder um excelente funcionário e ganhar um líder sem aptidão. Somente a formação oferecida que poderá salvá-lo ou a vivência deste com o dia-a-dia, exigindo tolerância aos erros e as dificuldades como matéria-prima dos aprendizados. Os seis módulos que realizo no aperfeiçoamento de liderança são os mesmos que são dados na formação porém adaptados ao participante.

Os itens focam as qualidades e aptidões necessárias ao cargo de liderar, sendo eles: Aptidão de treinar Técnicas das boas relações com a equipe Estudos de analise de métodos e processos A liderança da equipe A comunicação A administração do tempo do líder As empresas dispõem de uma avaliação inicial de carências dos participantes em nível de entrevista e testes psicológicos com a psicóloga da minha equipe (Psicol. Organizacional Angela Candido) como um importante opcional inicial. Para contribuir com este desafio a esta aptidão a ser conquistada de liderar, condensei alguns aspectos importantes da liderança em um livro, onde exponho o tema de forma ilustrada com situações vivenciadas nas Empresas cujo título é LIDERANÇA lições. * Leonardo Cataldo Assistência Empresarial Ltda. - lcursos@terra.com.br

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Reciclagem Projeto Sindiplasc na Escola

recursos naturais. Os alunos conhecem e têm a prática da separação. Precisamos que eles sejam disseminadores da informação em casa e nas suas comunidades”, realçou a educadora ambiental da FALB, Darcinava Squena.

é sucesso em SC

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O papel da escola

Alceu Lorenzon e Djalma Velho de Azevedo entregam cheque à representante do lar do Idoso

Os alunos arrecadam 139 kg de material reciclável em um mês e os vencedores puderam ser conhecidos no Dia Mundial da Reciclagem

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escola é o melhor caminho para desenvolver uma consciência ambiental. Por isso, os 220 alunos das séries iniciais até o 9º ano do ensino fundamental do Colégio Dom Bosco, de Chapecó (SC) arrecadaram 139 quilos de tampas de plástico que foram encaminhadas para reciclagem. A iniciativa surgiu por meio do projeto Sindiplasc na Escola, desenvolvido pelo Sindicato da Indústria do Material Plástico e Artefatos de Borrachas do Oeste Catarinense (Sindiplasc), em parceria com a vice-presidência Oeste da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), o Colégio Dom Bosco, empresas Alcaplas Indústria de Plásticos e Aurora Alimentos e a Associação Beneficente Sagrado Coração de Jesus – Lar do Idoso, de Xanxerê. As turmas que mais arrecadaram tampas foram premiadas com ingressos para o cinema. O vice-presidente do Sindiplasc, Alceu Lorenzon, explicou que as tampas foram separadas em cores e o material foi transformado em resina. “Depois, comercializamos para indústrias de material plástico. A maior parte foi destinada para confecção de brinquedos”, expôs. O valor angariado com a venda foi doado ao Lar do Idoso, que atende cerca de 25 idosos. A revelação dos vencedores e a entrega do cheque ao Lar do Idoso ocorreram no Dia Mundial da Reciclagem (17/05). No evento também foram promovidas atividades com os alunos pela Turminha da Reciclagem e Roda de Leitura e Contação de Histórias da Fundação Aury Luiz Bonadese (FALB). A Turminha da Reciclagem abordou o tripé da sustentabilidade – econômico, social e ambiental – com foco na sensibilização. “Falamos sobre o gerenciamento dos resíduos sólidos e preservação dos

A preservação ambiental e a reciclagem já são temas abordados pelo colégio Dom Bosco. A diretora Annelise Schmidt relatou que, neste ano, a escola apostou na organização da separação de materiais recicláveis. “Foram trabalhados textos e vídeos em sala de aula em todas as turmas. Temos as parcerias desde o ano passado e é muito importante, pois elas possibilitam atividades práticas, com as quais as crianças internalizam mais a compreensão e a mudança de atitude”, enfatizou. Segundo o presidente do Sindiplasc, Djalma Velho de Azevedo, o objetivo do projeto é formar cidadãos mais conscientes com relação à sustentabilidade, transmitindo informações que permitam identificar que reciclar é muito mais do que simplesmente separar os resíduos. “Tudo é reciclável. O que precisamos é conscientizar as pessoas e os governos para encontrar maneiras para a reciclagem, pois alguns materiais acabam não sendo reciclados pela inviabilidade econômica”, destacou. Waldemar Schmitz, vice-presidente regional Oeste da Fiesc, ressaltou que a Federação apoia o projeto devido à importância de investir na educação e formar jovens conscientes, com a cultura de cuidar do meio onde vivemos. “Estamos oportunizando conhecer a indústria e a forma como acontece o trabalho. Além do conhecimento, os alunos estão sendo preparados para a vida, uma geração que no futuro vai estar no mercado de trabalho com um olhar para o mundo de forma consciente”, salientou.

O projeto

O Sindiplasc na Escola foi criado em 2016 com o objetivo de contribuir na formação de cidadãos mais conscientes com relação à sustentabilidade. Neste ano, serão desenvolvidas quatro etapas. A primeira foi de orientação e acompanhamento, com trabalhos em sala de aula sobre reciclagem, meio ambiente, poluição, deveres e direitos do cidadão e leis ambientais. A segunda etapa foi de mobilização e integração com a arrecadação das tampas de polipropileno. A terceira foi a premiação e a última etapa será a socialização dos resultados em reunião da vice-presidência Oeste da Fiesc, em novembro, com participação de alunos, pais e direção da escola.


no Verde

Braskem e Muzzicycles:

Muzzicycles: capacidade de produzir 132 mil quadros de bicicleta/ano

DIVULGAÇÃO

Foco

mais bicicletas de plástico reciclado

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rodutos reciclados de qualidade ganham cada vez mais espaço no mercado, como comprova uma parceria entre a Braskem e a Muzzicycles, fabricante brasileira de bicicletas, que promovem a reciclagem para transformação do plástico por meio do Wecycle. Ao integrar a plataforma, a Muzzicycles passa a receber resinas de polietileno de cooperativas de reciclagem apoiadas e verificadas pela Wecycle e também inseridas no programa ser+realizador, que colabora com a gestão de cooperativas em 11 estados brasileiros, com incentivos da Braskem. Atualmente, a Muzzicycles tem a capacidade de produzir 132 mil quadros de bicicleta ao ano, que representariam a reciclagem de 150 toneladas de resíduos plásticos, evitando que o material fosse descartado em aterros sanitários. Cada quadro contém cerca de três quilos de plástico, sendo 30% deles reciclado. A mistura entre polímero virgem e reciclado é necessária para garantir o bom desempenho mecânico da bicicleta. Entre as vantagens dos quadros de plástico, estão a resistência e a absorção de impacto - características do polietileno - e a garantia vitalícia para uso. Após a coleta, reciclagem e transformação do plástico, com apoio da Braskem, as bicicletas

são montadas e comercializadas em diversas cores. André Leonel Leal, da Braskem, destaca a importância da iniciativa. “Inserir o plástico reciclado como matéria-prima de bicicletas é mais uma demonstração da diversidade de aplicações desse material e um incentivo para práticas e atitudes mais sustentáveis e criativas em diversos setores produtivos”.

Wecycle

A plataforma Wecycle foi criada com o objetivo de fomentar negócios e iniciativas para a valorização de resíduos plásticos, reforçando o compromisso da Braskem com a cadeia do plástico no Brasil. Tem como foco o desenvolvimento de produtos com conteúdo reciclado pós-consumo com maior confiabilidade sobre a fonte de matéria prima, a qualidade e confiabilidade técnica e o compromisso ambiental e social da cadeia envolvida.

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Mercado FOTOS: DIVULGAÇÃO

Acrílico ganha espaço no varejo Peças confeccionadas em acrílico são chaves para franqueadores que buscam imprimir desejo, além de oferecer pontos de venda mais sofisticados e cheios de identidade

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as modernas relações de consumo é preciso estar atento a cada ação que pode capitalizar a atenção dos consumidores. Assim, foi constatado que o acrílico, material nobre, além de leve e resistente, tido como a melhor opção para PDV’s, tem conquistado cada vez mais espaço nas lojas e pontos de venda franqueados ou de grandes redes. Pedro Milano Grespan Cardozo, gerente comercial da Polimetal, conhece bem algumas das principais demandas desses clientes. A empresa trabalha com as principais redes de franquias do Brasil e do exterior: Mc Donald ’s, Starbucks e O Boticário estão entre elas. Além do segmento de franquias, a empresa ainda atende o segmento de Postos de Combustíveis, Bancos e Concessionárias. “As franquias hoje buscam produtos que entregam qualidade e durabilidade, e o acrílico oferece soluções para comunicação visual interna, expositores, letras caixa e totens, além de muitas alternativas”, afirma. O acrílico, segundo Cardozo, é um produto que apresenta um bom custo benefício, além de ser versátil, permitindo várias aplicações de uso, com adesivos e iluminação em Led. Além disso, é um material que permite o processo de termo-formagem, no qual a chapa adquire formatos de acordo com a necessidade do cliente. A Acrilplast, empresa com mais de 22 anos de experiência, outra associada do Indac – Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico também está nesta disputa. O executivo Mario Martins destaca a versatilidade do acrílico como um dos seus grandes atributos, inclusive na hora de produzir as peças: “Esse é um material que pode ser moldado, cortado, desenhado, colorido, iluminado, retroiluminado, translúcido ou transparente. Tudo isso permite a criação de expositores e peças extremamente chamativos”. Ainda segundo Martins, o acrílico admite diversas combinações, inclusive com outras matérias-primas, como a madeira ou o aço, e isso é muito positivo. “As peças, quando executadas com acrílico de boa qualidade e de forma correta, oferecem sempre a mesma aparência e

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brilho, e isso contribui na tarefa de reproduzir elementos que serão multiplicados em diferentes locais”, comenta.

Franchising e apoio do Indac

Esses atributos não poderiam ser deixados de lado quando o tema é franquia. Tendo que imprimir marcas desejadas e pontos de vendas atraentes, os franqueadores não abrem mão do uso do material, capaz de atender suas demandas mais comuns, como beleza, modernidade, durabilidade e bom custo-benefício, entre outros benefícios: “O acrílico é de fácil manutenção e limpeza. Comparando com vidro, é mais seguro, em caso de quebra, e ainda mais transparente, 92% de transparência contra apenas 84% do vidro. Além disso, é mais leve. Isso, além de facilitar a aplicação, ainda ajuda a reduzir custo de frete”, explica Martins, que atende clientes dos setores alimentício, de bebidas e cosméticos, entre outros. O mercado sabe que atrair investidores e clientes não é tarefa das mais fáceis. A Associação Brasileira de Franchising (ABF) estima que existam cerca 3 mil marcas franqueadoras no país. Juntas elas são responsáveis por 142 mil pontos de vendas. Valdir Lopes, da Total Acrílicos, que conhece bem o setor, conta que o maior objetivo dos itens no ponto de venda é o de chamar a atenção das pessoas para os produtos, mas diz que as marcas têm demandado que esses itens comuniquem também seu estilo. E é, justamente, graças às varias maneiras de se transformar o acrílico e de sua grande variedade de cores, entre outros atributos, o que permite a criação de peças tão diferentes. “Além de todos os processos, a combinação de acrílico com Leds abriu uma infinidade de possibilidades para esse mercado”, destaca Lopes. Entre inúmeros projetos, a empresa, que fica em Caldas Novas, Goiás, destaca os trabalhos desenvolvidos para a CVC. Para a rede de viagens desenvolveu toda comunicação visual interna nas lojas do Centro Oeste. Atualmente é a única empresa de comunicação visual da região homologada pela marca. Também atende lojas de varejo regionais importantes, como a Novomundo. Para projetistas, designers e arquitetos que ainda têm dúvidas sobre o material, o Indac mantém o programa Acrílico em Ação, por meio do qual, ajuda o cliente a pensar seu projeto e encontrar um transformador de acrílico indicado para cada caso. Tudo isso, gratuitamente. Contato através do site: www.indac.org.br, no link Iniciativas e Publicações e, depois, selecionar Acrílico em Ação. Pronto: informação eficiente.


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Distribuição

Associação abre espaço para o segmento de plásticos de engenharia e ganha mais quatro associados e passa a representar, no total, 21 distribuidoras oficiais

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Laercio Gonçalves é presidente da Adirplast

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mpliar a representatividade é sempre um avanço em qualquer setor produto e isso acontece quando uma entidade desenvolve suas propostas de forma eficiente., Por isso a Adirplast, formada por distribuidores que atuam no varejo de resinas plásticas e filmes de BOPP-PET, termina o primeiro semestre do ano com espaço para mais um segmento – o de Plásticos de Engenharia. As empresas que representam esse segmento e novas associadas da entidade são: Apta Resinas, Petropol, Polyfast e Thathi Polímeros. “Estar na Adirplast possibilita um amadurecimento do setor como um todo. O segmento de plástico de engenharia precisa, como outros no Brasil, de maior profissionalização. Também nós, distribuidores, devemos mostrar às Petroquímicas que elas precisam ter parceiros profissionais bem preparados, capacitados a executar um serviço completo de distribuição, obedecendo a um padrão ético tal qual ao das maiores empresas globais e com excelência em atendimento ao cliente na logística, nas questões técnicas e comerciais”, explica Marcelo Berghahn, da Apta Resinas. A parceria dentro da Adirplast contribui com a busca de soluções para problemas comuns de todo o segmento, como por exemplo, as questões tributárias, enfatiza João Rodrigues da Thathi Polímeros “O trabalho conjunto também pode aproximar vários elos da cadeia, capazes de promover tanto palestras técnicas como de gestão”, diz. Wagner Coentro, da Polyfast, concorda com Rodrigues: “Resolvemos nos associar à Adirplast objetivando concentrar nossos interesses estratégicos, econômicos e políticos em uma entidade que representa os interesses de todas as empresas Distribuidoras Oficiais, e consequentemente, possibilitando uma maior força junto aos fornecedores de serviços, bancos e outras entidades”.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Entidade amplia quadro com novos associados De acordo com Fernando Tadiotto, da Petropol, os participantes que aderiram ao grupo também possuem grande valor. “São todos empresários sérios, com longos anos de experiência e conhecimento de mercado e que acrescentará muito para todo o setor”. O executivo explica que, entre os desafios do segmento estão: fidelização do fornecimento mantendo preço, qualidade e prazo; abertura para desenvolvimento de novos materiais e alinhamento de produto a preço aceito pelo mercado. “O setor de plásticos de engenharia infelizmente enfrenta concorrência desleal da matéria-prima industrial com adulterações sendo vendida como primeira linha. É preciso combater isso”, finaliza. A entrada do segmento dos Plásticos de Engenharia na associação dá ainda mais força à entidade, que, neste ano, luta em prol da simplificação tributária, do combate à inadimplência e da sustentabilidade da cadeia da indústria do plástico, explica Laercio Gonçalves, presidente da Adirplast e diretor da Activas. Com as quatro novas associadas, a associação conta agora com 21 distribuidoras em seu quadro, todas formalmente ligadas a produtores de matérias primas.

Novo endereço

A Adirplast está de casa nova. O novo endereço da entidade é Alameda Santos 211, conjunto 302 – Cerqueira César – CEP 01419-000, São Paulo/SP. “O novo espaço é maior e mais central, nele será possível fazermos mais palestras técnicas e encontros com os associados”, explica Laercio Gonçalves. O número de telefone foi mantido: (11) 5102-3062.


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Tecnologia

Eastman lança inovador bioplástico de engenharia O novo produto pode ser usado para fabricar eletrônicos, óculos, telas, gabinetes e componentes automotivos

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íder mundial na produção de materiais à base de celulose, a Eastman Chemical Company apresenta lança o inovador bioplástico de engenharia Eastman TRĒVATM, que ajuda as marcas globais a atingirem simultaneamente suas necessidades de sustentabilidade e de desempenho para o mercado atual, que evolui tão rapidamente. “A Eastman agrega como vantagem seus quase 100 anos de expertise em celulose para o design e a performance do TRĒVA, para chegar ao melhor perfil sustentável e ao desempenho desejados pelas marcas, fabricantes, moldadores e outras companhias em sua cadeia de valores” diz Burt Capel, vice-presidente e gerente geral da unidade de negócios de Plásticos Especiais da Eastman, que fez o lançamento oficial à imprensa no Chinaplas Plastics & Rubber Trade Fair, na China. Os benefícios de TRĒVATM são o tripé: sustentabilidade, desempenho de uso final e flexibilidade de design e marca. É interessante conferir detalhes destas vantagens:

Benefícios de Sustentabilidade

Metade da composição de TRĒVATM é celulose, material proveniente de florestas de manejo sustentável que são certificadas pelo Forest Stewardship Council (FSC). O novo material é livre de BPA (Bisfenol A) e de ftalatos. Sua excelente fluidez, durabilidade e estabilidade dimensional permitem menor uso de materiais, peças mais finas e de vida útil mais longa, o que melhora as avaliações do ciclo de vida (LCA).

Desempenho de uso final

A empresa informa que TRĒVATM oferece excelente resistência química, comparado a outros termoplásticos de engenharia, para alguns dos produtos químicos mais agressivos, incluindo óleos para tratamento de pele, protetores solares e produtos de limpeza domésticos. A baixa taxa de tensões internas residuais do material significa eliminar o efeito não desejado do arco-íris que 30 > Plástico Sul >>>

alguns plásticos apresentam com luz polarizada, o que melhora a experiência do usuário com telas de dispositivos eletrônicos e displays de varejo.

Design e flexibilidade da marca

Conforme a Eastman, as excelentes características de fluidez do TRĒVA também possibilitam liberdade de design, o que permite que ele seja usado com peças de design complexo e em peças de paredes finas. Sob condições de processamento recomendadas, o recente teste de fluxo espiral de 30 mil de parede fina mostra que as taxas de fluxo de TRĒVATM são significativamente melhores do que as “blendas” de policarbonato, de policarbonato / ABS e são comparáveis às resinas ABS. TRĒVATM é projetado para permitir brilho superficial superior, transparência e toque sensorial térmico, habilitado por meio de uma combinação do material de base e a experiência tecnológica da Eastman. O material também oferece grande possibilidade de incorporação de cores e processos secundário mais fáceis, além de capacidade de decoração, o que cria opções adicionais de design e de branding.

Aplicações e produtos

A combinação superior de benefícios de sustentabilidade e de segurança de TRĒVATM, melhorias no desempenho do uso final e na flexibilidade de design e marca tornam a escolha de material ideal para as seguintes aplicações: Armações de óculos, eletrônicos que entram em contato com a pele, como fones de ouvido e muitos outros dispositivos de uso pessoal; Telas de Aparelhos eletrônicos, como lentes, já que os consumidores precisam enxergar através delas; Eletrônicos, gabinetes de equipamentos eletrônicos e outros produtos com alto design e especificações complexas; Componentes interiores automotivos nos quais a resistência química e a estética são desejadas; ● Outras aplicações que exigem alta sustentabilidade e requisitos de segurança.

Co-inovação com Eastman

Além de desenvolver materiais inovadores, a Eastman tem uma longa e produtiva história de trabalhar em colaboração com os clientes para garantir que seus designs de produtos e seus esforços de desenvolvimento sejam robustos e eficientes, ela faz isso fornecendo conhecimentos técnicos e de design para encurtar o tempo até o lançamento ao mercado.


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Bloco

de Notas

Grupo Solvay vende sua participação na empresa brasileira de PVC Dacarto Benvic ao seu parceiro de joint venture

O Grupo Solvay concordou em vender sua participação de 50% na Dacarto Benvic para seu parceiro de joint venture nesta empresa, que se tornará o único proprietário do processador brasileiro de compostos de PVC. A venda segue a saída da Solvay de atividades de PVC na Europa, Ásia e América Latina, incluindo o negócio de compostos de PVC Benvic, que foi vendido em 2014. As empresas parceiras são Dupre Empreendimentos e Participações Ltda., Tondella Empreendimentos e Participações Ltda, e WR3C Empreendimentos e Participações Ltda. A Dacarto Benvic tem sede em Osasco (SP) e conta com 450 funcionários em escritórios e instalações industriais em São Paulo e na Bahia. A conclusão desta transação está prevista para o final de 2017 e está sujeita às aprovações usuais, inclusive das autoridades governamentais de defesa econômica.

Sobre o Grupo Solvay

A Solvay é uma empresa química de multiespecialidades, comprometida com o desenvolvimento da química que aborda os principais desafios da sociedade. A Solvay inova e faz parcerias com clientes em diversos mercados finais globais. Seus produtos e soluções são utilizados em aviões, carros, dispositivos inteligentes e médicos, baterias, na extração de minerais e petróleo, entre muitas outras aplicações que promovem a sustentabilidade. Seus materiais leves e avançados aumentam a mobilidade mais limpa, suas formulações otimizam o uso de recursos e seus produtos químicos de desempenho melhoram a qualidade do ar e da água. A Solvay tem sede em Bruxelas e emprega 27.000 pessoas em 58 países. As vendas líquidas pró forma foram de € 10,9 bilhões em 2016, em 90% de atividades nas quais a Solvay está entre as 3 maiores empresas do mundo. A Solvay SA (SOLB.BE) está cotada na Euronext Bruxelas e Paris (Bloomberg: SOLB: BB- Reuters: SOLB.BR) e nos Estados Unidos as suas ações (SOLVY) são transacionadas através de um programa ADR de nível 1. No Brasil, a Solvay também atua com a marca Rhodia.

Vendas do varejo de material de construção se mantêm estáveis em junho

As vendas no varejo de material de construção ficaram estáveis no mês de junho com relação ao mesmo período do ano passado. Já na comparação com maio, o volume de vendas no mês foi 2% inferior. Os dados são da Pesquisa Tracking mensal da Anamaco, que entrevistou 530 lojistas entre os dias 26 e 30 de junho. "Com estes resultados, as vendas do primeiro semestre de 2017 apresentam um pequeno crescimento sobre 2016, de 4%. Nos últimos 12 meses, no entanto, o setor ainda tem retração de 5%”, explica Cláudio Conz, presidente da Anamaco. Segundo o presidente da Anamaco, mesmo que modesta, a reação do setor indica que o varejo está se recuperando das quedas sofridas nos últimos dois anos. “2016 e 2015 foram anos muito ruins para o nosso setor, muito afetados pela falta de crédito 32 > Plástico Sul >>>

ao consumidor e pelos problemas econômicos que o Brasil vinha enfrentando. Em situações como essa, de dois anos seguidos de retração depois de mais de 10 anos consecutivos batendo recorde histórico de faturamento, qualquer recuperação precisa ser muito estudada, mas não podemos deixar de ser otimistas, já que o nosso setor sempre melhora quando há uma maior oferta de crédito”, explica. Segundo a Anamaco, o segundo semestre do ano, tradicionalmente, corresponde a 65% das vendas do varejo de material de construção e a previsão é que até o final de 2017 o setor apresente um crescimento de 5% sobre 2016. “Além da liberação dos recursos das contas inativas do FGTS, o Cartão Reforma é outra medida que deve impactar positivamente o nosso desempenho, afinal o programa deve atingir o teto de R$ 1 bilhão só em 2017. A reforma trabalhista também terá forte influência na intenção de novos investimentos e contratações, pois facilitará, principalmente

com o trabalho intermitente, a contratação de pessoas para melhorar o atendimento em horários de maior movimento nas nossas lojas”, completa Conz. De acordo com a pesquisa da Anamaco, quatro regiões do país apresentaram retração de vendas em junho: Norte e Sul ( -10%) e Sudeste e Centro-Oeste (-6%). Já o Nordeste apresentou um resultado 2% superior ao mês anterior. Para julho, 61% dos lojistas entrevistados esperam que o volume de vendas cresça no mês. O mercado, porém, mostra-se sensível à instabilidade política. O pessimismo do setor com relação às ações do Governo nos próximos 12 meses é de 43%. Apesar disso, 13% dos entrevistados pretendem contratar novos funcionários em julho (aumento de 2% com relação a maio) e 1/3 dos lojistas pretendem fazer novos investimentos ainda em 2017. A Pesquisa Tracking Anamaco tem o apoio da Anfacer, Abrafati e Instituto Crisotila Brasil.


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Agenda Buenos Aires (Argentina)

DIVULGAÇÃO

Anunciantes

Cong. de Composites / Página 29

Geremia / Página 7

Moretto / Página 27

MP + / Página 33

Pavan Zanetti / Página 35

Replas / Página 11

Rulli / Página 5

Sepro / Página 36

Simplás / Página 9

Sinplast / Página 2

Wortex / Página 25

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Agende-se para 2017 Chinaplas 2017 De 16 a 19 de maio de 2017 China Import & Export Fair Complex – Guangzhou – China www.chinaplasonline.com Mercopar - Feira De Subcontratação E Inovação Industrial De 03 a 06 de outubro de 2017 Parque de Eventos da Festa da Uva – Caxias do Sul (RS) www.mercopar.com.br Congresso Sul-americano de Composites, Poliuretano e Plásticos de Engenharia 15 e 16 de 0utubro de 2017 Salguero Plaza - Jerónimo Salguero 2686 - Buenos Aires - Argentina www.congresosudamericano.com.br


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Plástico Sul 185  
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