PORTFÓLIO DO PROFESSOR
ANGÉLICA PRADO CRISTINA HÜLLE
PORTFÓLIO PARTE 1
BAMBINO EDUCAÇÃO INFANTIL INTEGRADO
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ANGÉLICA PRADO CRISTINA HÜLLE
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BAMBINO EDUCAÇÃO INFANTIL INTEGRADO
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Copyright © Angélica Prado, Cristina Hülle, 2018 Diretora editorial adjunta Gerente editorial Editora Editoras assistentes Assessoria Gerente de produção editorial Coordenador de produção editorial Gerente de arte Coordenadora de arte Projeto gráfico Projeto de capa Edição de arte e diagramação Tratamento de imagens Coordenadora de ilustrações e cartografia Ilustrações Coordenadora de preparação e revisão Supervisora de preparação e revisão Preparação Revisão Supervisora de iconografia e licenciamento de textos Iconografia Licenciamento de textos Supervisora de arquivos de segurança Diretor de operações e produção gráfica
Silvana Rossi Júlio Natalia Taccetti Luciana Pereira Azevedo Remião Juliana Rochetto Costa, Marina Candido, Mirian Pereira Carla Araujo Mariana Milani Marcelo Henrique Ferreira Fontes Ricardo Borges Daniela Máximo Daniela Máximo, Juliana Carvalho Juliana Carvalho Aparecida Pimentel, Bruno Attili Ana Isabela Pithan Maraschin, Eziquiel Racheti Marcia Berne Alexandre Koyama, Beatriz Mayumi, Carlos Meira, Daniel Bogni, Dnepwu, Dayane Raven, Edu Ranzoni, Gabriela Vasconcelos, Nicolas Santos da Silva, Rodrigo Pascoal, Wandson Rocha Lilian Semenichin Viviam Moreira Adriana Périco, Fernanda Rodrigues, Iracema Fantaguci, Sônia Cervantes, Veridiana Maenaka Camila Cipoloni, Carina de Luca, Célia do Nascimento, Felipe Bio, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Heloisa Beraldo, Paulo Andrade, Pedro Fandi, Rita Lopes Elaine Bueno Márcia Trindade Erica Brambila, Bárbara Clara Silvia Regina E. Almeida Reginaldo Soares Damasceno
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Prado, Angélica Itinerários do professor: bambino: educação infantil: integrado / Angélica Prado, Cristina Hülle. – 1. ed. – São Paulo : FTD, 2018. Bibliografia ISBN: 978-85-96-01639-1 1. Educação infantil 2. Livros-texto (Educação infantil). 3. Pedagogia I. Hülle, Cristina. II. Título. 18-17233
CDD-372.21
Índices para catálogo sistemático: 1. Ensino integrado: Livros-texto: Educação infantil 372.21 Cibele Maria Dias – Bibliotecária – CRB-8/9427 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Envidamos nossos melhores esforços para localizar e indicar adequadamente os créditos dos textos e imagens presentes nesta obra didática. No entanto, colocamo-nos à disposição para avaliação de eventuais irregularidades ou omissões de crédito e consequente correção nas próximas edições. As imagens e os textos constantes nesta obra que, eventualmente, reproduzam algum tipo de material de publicidade ou propaganda, ou a ele façam alusão, são aplicados para fins didáticos e não representam recomendação ou incentivo ao consumo.
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Apresentação
Cara professora, caro professor. Ao longo do tempo em que atuamos como professoras da Educação Infantil, tivemos a oportunidade de compartilhar experiências com diversos educadores e educadoras e vivenciamos a realidade de muitas crianças para compreender melhor quais são suas necessidades, como se desenvolvem e aprendem por meio de interações e brincadeiras. Foram essas experiências e vivências, além de extensa pesquisa, que deram origem à coleção Toni Itinerários. O objetivo deste guia é dialogar com você acerca dessa proposta. As orientações e sugestões de cada módulo e cada itinerário focam aspectos prioritários a serem considerados no desenvolvimento de cada tema. O intuito deste material é servir como um instrumento, um complemento ao trabalho desenvolvido no Portfólio do aluno. Desejamos que ele sirva como um norteador e que gere reflexões, mas que não seja diretivo ou impositivo. Contar com você neste trabalho nos dá muita alegria, e desejamos que juntos possamos assegurar as condições necessárias para que as crianças da Educação Infantil aprendam, se desenvolvam, vivam novas experiências e se expressem livremente. As autoras
ANGÉLICA PRADO
CRISTINA HÜLLE
LICENCIADA EM LETRAS PELAS FACULDADES INTEGRADAS TERESA D’ÁVILA. PÓS-GRADUADA LATO SENSU PELO CENTRO UNIVERSITÁRIO SALESIANO DE SÃO PAULO.
BACHAREL E LICENCIADA EM LETRAS PELA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO. LICENCIADA EM PEDAGOGIA PELA PUC-SP.
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PÓS-GRADUADA EM PSICOPEDAGOGIA PELA PUC-SP.
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EÇA SE H N UI CO TIN ERÁRIO C om o objetivo de facilitar o uso deste Itinerário,
ele foi dividido em duas partes. Na primeira, há as orientações gerais, uma introdução aos princípios que embasam a proposta didático-metodológica da coleção, textos complementares e referências bibliográficas. Na segunda parte, há orientações específicas para cada módulo do volume, detalhamento dos três itinerários de cada grande tema e seus objetivos de aprendizagem, além de um panorama com os objetos de conhecimento e as expectativas de aprendizagem de percurso sugerido.
ORGANOGRAMA COM OS OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO MÓDULO No início de cada módulo, um mapa indica quais objetivos de aprendizagem de cada um dos campos de experiências propostos na Base Nacional Comum Curricular são contemplados nos itinerários.
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Nesta seção, há uma apresentação do cartaz principal do módulo, além de um resumo das atividades que podem ser desenvolvidas com o auxílio dele.
Daniel Bogni
Explorar com as crianças a imagem da abertura do módulo no Portfólio, incentivando-as a identificar quais formas conseguem reconhecer e se descobrem as garças citadas na música. Perguntar se elas conhecem esse animal ou como acham que ele é. Depois, orientá-las a pegar o adesivo do Toni em ação e colar na imagem, no local onde quiserem.
PARA OUVIR
MÓDULO 1
PARA ASSISTIR
Crianceiras – Poesias de Manoel de Barros, de Márcio de Camillo, 2012.
TRAMAS E TEXTURAS Apresentar para as crianças a canção “O silêncio branco”, cuja letra aparece no Portfólio, criada pelo músico Márcio de Camillo a partir de uma poesia do cuiabano Manoel de Barros (1916-2014). Providenciar para que a ouçam em um ambiente calmo, com colchonetes e superfícies firmes, onde possam se movimentar, se quiserem.
Vídeo de trecho do espetáculo cênico Crianceiras, em que é apresentada a música “O silêncio branco”. Disponível em: <http://ftd.li/srtdpd>. Acesso em: 1º. nov. 2017.
CARTAZ: A FAMÍLIA BODE Aproximadamente 2 dias
Cartaz que traz uma representação do livro A família Bode. O cenário mostra um pouco do que é narrado na história do livro: as montanhas e a ponte que passa por cima do lago onde vive o monstro. As personagens são compostas de diferentes texturas, que as crianças podem descobrir tocando-as.
PARA ESTA VIVÊNCIA, VOCÊ VAI PRECISAR DE:
Contar ou ler para as crianças a história do livro. Fazer uma leitura expressiva, com vozes diferentes para cada personagem e os sons que retratam a passagem pela ponte. Aproveitar para explorar as características das personagens.
• Canção "O silêncio branco"; • Vídeo da canção "O silêncio branco"; • Adesivo do Toni em ação.
Se possível, mostrar também o vídeo da música, presente no boxe Para assistir, para que as crianças assistam à apresentação. Observar como elas reagem à música e se movimentam com a luz da projeção do vídeo.
PARA LER A família Bode. São Paulo: FTD, 2014. Livro que conta a história de uma família composta pelo papai Bode, mamãe Cabra e bebê Cabra, que vive perto de um rio e está faminta. Para chegar ao campo de grama verde, eles devem passar por uma ponte onde vive um monstro.
Editora FTD
Se parecer agradável às crianças, repetir a canção algumas vezes e continuar a exploração de movimentos corporais, incentivando-as a movimentar os pés, as pernas e as mãos, por exemplo. Observar a fala delas enquanto ouvem a canção e verificar se expressam sentimentos diante da experiência de andar e ouvir.
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“O silêncio branco”
Esse CD é um projeto educativo voltado às crianças, criado pelo músico Márcio de Camillo a partir da obra do poeta Manoel de Barros.
CARTAZ
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PARA LER/PARA ASSISTIR/ PARA OUVIR/PARA ACESSAR Indicações de livros, sites, músicas, vídeos e textos que podem auxiliar no desdobramento e no aprofundamento do tema do itinerário.
PANORAMA GERAL DO MÓDULO Também há um panorama geral do módulo, que apresenta a vivência inicial – atividade geradora de cada percurso proposto –, resume cada itinerário e indica os objetos de conhecimento e as expectativas de aprendizagem de cada um deles.
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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
A5 Itinerário
DESCUBRO TEXTURAS E SABORES
Indicação dos Objetivos de Aprendizagem por Campo de Experiências da Base Nacional Comum Curricular a serem alcançados em cada itinerário.
Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento segundo a BNCC
NO CAMPO DE EXPERIÊNCIAS
ORALIDADE E ESCRITA • (EI02OE02) • (EI02OE03)
• • • •
NO CAMPO DE EXPERIÊNCIAS
Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. Identificar e criar diferentes sons e reconhecer rimas e aliterações em cantigas de roda e textos poéticos. Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientação do adulto-leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita). (EI02OE04) Formular e responder perguntas sobre fatos da história narrada, identificando cenários, personagens e principais acontecimentos. (EI02OE06) Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos. (EI02OE07) Manusear diferentes portadores textuais, demonstrando reconhecer seus usos sociais e suas características gráficas. (EI02OE08) Ampliar o contato com diferentes gêneros textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, cardápios, notícias etc.). (EI02OE09) Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita para desenhar, traçar letras e outros sinais gráficos.
• (EI02OE01)
CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS
•
• (EI02CG01) Apropriar-se
de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras. Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações. (EI02CG03) Fazer uso de suas possibilidades corporais, ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas. (EI02CG04) Demonstrar progressiva independência no cuidado do seu corpo. (EI02CG05) Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc. (EI02CG06) Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros.
• (EI02CG02) •
Aproximadamente 2 semanas
• • •
NO CAMPO DE EXPERIÊNCIAS
TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS
• (EI02TS03)
•
NO CAMPO DE EXPERIÊNCIAS
NO CAMPO DE EXPERIÊNCIAS
ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES
• • • • • •
O EU, O OUTRO E O NÓS Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos. (EI02EO02) Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios. (EI02EO03) Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos. (EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender. (EI02EO05) Habituar-se a práticas de cuidado com o corpo, desenvolvendo noções de bem-estar. (EI02EO06) Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras. (EI02EO07) Valorizar a diversidade ao participar de situações de convívio com diferenças. (EI02EO08) Resolver conflitos nas interações e brincadeiras, com a orientação de um adulto.
• (EI02EO01)
Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (sonoridade, textura, peso, tamanho, posição no espaço). (EI02ET04) Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, durante e depois). (EI02ET05) Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.). (EI02ET06) Analisar situações-problema do cotidiano, levantando hipóteses, dados e possibilidades de solução. (EI02ET07) Utilizar conceitos básicos de tempo (agora, antes, durante, depois, ontem, hoje, amanhã, lento, rápido, depressa, devagar). (EI02ET08) Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos. (EI02ET09) Registrar com números a quantidade de crianças (meninas e meninos, presentes e ausentes) e a quantidade de objetos da mesma natureza (bonecas, bolas, livros etc.).
• (EI02ET01)
• • • • • • •
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Utilizar diferentes materiais, suportes e procedimentos para grafar, explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes. Expressar-se por meio de linguagens como a do desenho, da música, do movimento corporal, do teatro. (EI02TS04) Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias.
• (EI02TS02)
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PINTURA COM LUVAS Aproximadamente 3 dias
Providenciar luvas brancas de látex ou bexigas e enchê-las com tintas guache ou comestíveis, levemente diluídas em água. Pendurar as luvas com barbantes em um suporte. Forrar o chão com plástico ou folhas de papel.
PARA ESTA VIVÊNCIA, VOCÊ VAI PRECISAR DE: • Luvas brancas de látex ou bexigas; • Tintas guache ou comestíveis; • Barbantes; • Plástico ou papel para forrar o chão; • Agulha grossa ou outro material pontiagudo para fazer pequenos furos nas luvas; • Dispositivo eletrônico para registrar em vídeo e em fotografia as interações das crianças;
Antes de fazer a atividade, é importante providenciar roupas que as crianças possam sujar com tinta e trocá-las ao final. Após a vivência, orientar a limpeza para remover a tinta do corpo, garantindo o bem-estar e a higiene das crianças.
Permitir que as crianças explorem as luvas como quiserem, incentivando-as a manuseá-las. Observar como elas interagem com as luvas e como percebem a textura e os movimentos. Depois, com uma agulha grossa ou outro material pontiagudo, furar levemente as extremidades das luvas de tal forma que, ao apertá-las, a tinta pingue ou esguiche, conforme a força de preensão das crianças. Permitir que as crianças continuem explorando as luvas e percebam que conseguem criar efeitos com as tintas no plástico ou no papel que está no chão. Deixar que elas criem sua pintura usando os pingos e os próprios pés, se quiserem.
• Folha de sulfite; • Cola.
Auxiliar as crianças a representar na Vivência 8 do Portfólio as atividades que fizeram. Elas também podem registrar a pintura em uma folha à parte e, depois de seca, colar no Portfólio.
TEXTOS FORMATIVOS
Luvas de látex com tinta dentro foram penduradas em um espaço com chão forrado por plástico. Ao apertar as luvas, que têm pequenos furos nas pontas dos dedos, a tinta pinga no chão. A criança observa os esguichos e sente a tinta principalmente por meio de seus pés.
Registrar o momento de exploração das crianças com fotos e anotar as palavras que expressam suas sensações durante a vivência. Se achar interessante, colocar uma música ao fundo e incentivá-las a explorar movimentos com o ritmo.
Momentos de cuidado: higiene
Durante toda a atividade, usar nomenclaturas relacionadas às cores e aos movimentos. Se possível, registrar com fotografias ou vídeo essa vivência para enriquecer a documentação pedagógica.
Dotta2
No ato de alimentar ou trocar uma criança pequena não é só o cuidado com a alimentação e higiene que estão em jogo, mas a interação afetiva que envolve a situação. Ser carregado ao colo e, ao mesmo tempo, ter o seio ou mamadeira para mamar é uma experiência fundamental para o ser humano. Na relação estabelecida, por exemplo, no momento de tomar a mamadeira, seja com a mãe ou com o professor de educação infantil, o binômio dar e receber possibilita às crianças aprenderem sobre si mesmas e estabelecerem uma confiança básica no outro e em suas próprias competências. Elas começam a perceber que sabem lidar com a realidade, que conseguem respostas positivas, fato que lhes dá segurança e que contribui para a construção de sua identidade. Os constantes cuidados com o conforto que são efetivados pelas trocas de vestuário, pelos procedimentos de higiene da pele, pelo contato com a água do banho, pelos toques e massagens, pelos apoios corporais e mudanças posturais vão propiciando aos bebês novas referências sobre seu próprio corpo, suas necessidades e sentimentos e sobre sua sexualidade. BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a Educação Infantil: formação social e pessoal. Brasília, DF: MEC/SEF, 1998. v. 2, p. 16. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/volume2.pdf>. Acesso em: 19 dez. 2017.
Luvas de látex com tinta dentro.
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Textos complementares, com caráter formativo, que complementam os conteúdos e orientações didáticas, além de trazer dicas e instruções para aprimorar a prática em sala de aula.
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SUMÁRIO
PRESSUPOSTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA COLEÇÃO | 8 DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM | 30 VIVÊNCIAS | 44 TEMAS | 46 ATIVIDADES | 48 ITINERÁRIOS | 50 PORTFÓLIO | 52 FOCO NA LITERATURA E NA ORALIDADE | 54
DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA | 56 PROJETAR | 61 OBSERVAR | 61 REGISTRAR | 62 REFLETIR | 62 AVALIAR | 63
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QUADROS DE CONCEITOS E CONTEÚDOS | 64 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS | 72 ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS PARA ESTE VOLUME MÓDULO 1
TRAMAS E TEXTURAS | 74
MÓDULO 2
MÓBILES E SONS | 118
MÓDULO 3
GOSTOS E CHEIROS | 166
MÓDULO 4
OLHO E PERCEBO | 210
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PRESSUPOSTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA COLEÇÃO A coleção Toni Itinerários está apoiada nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Especial, na Base Nacional Comum Curricular e nos preceitos da abordagem educacional desenvolvida por Loris Malaguzzi (1999), baseada em uma relação simbiótica entre a filosofia progressista e suas práticas.
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A partir disso, a composição do conhecimento se dá em um entrelaçamento dinâmico de elementos interconectados, ou seja, a construção se dá em rede. Portanto, percepção, ação e reflexão tornam-se as estratégias fundamentais para os processos cognitivos e o conhecimento construído, desconstruído e consolidado como resultado das trocas e das relações com o outro, seja ele outra criança e/ou adulto.
Do ponto de vista das relações entre os indivíduos, a escola deve se constituir como um espaço estimulante, que promova as conexões entre as pessoas de maneira a valorizar os diferentes saberes, a invenção, a imaginação e a descoberta, e que permita à criança estabelecer seu percurso pelo conhecimento motivada, criativa, possibilitando a troca de experiências e análises que culminam na construção do pensamento crítico e reflexivo.
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Considerando esses aspectos, as teorias do desenvolvimento de Piaget, Vygotsky e Wallon permitem que as reflexões sobre o assunto sejam ampliadas. Para Piaget, a criança constrói sua realidade como ser humano único, de maneira que o cognitivo está acima do social e do afetivo; além disso, há uma relação de evolução entre o sujeito e o meio, isto é, a criança reconstrói suas ações e ideias quando exposta a novas experiências. Dessa forma, o conhecimento se constrói pela interação do indivíduo com o meio.
Wallon, por sua vez, entende que o indivíduo é essencialmente emocional e, gradualmente, por meio de trocas relacionais com os outros, vai constituindo-se em um ser sociocognitivo, com um mundo cultural e simbólico, que, nesse primeiro momento, é mediado por outras pessoas que darão às ações e aos movimentos formas de expressão. Para Wallon, diferentemente de Piaget, o desenvolvimento tem como base o conflito, e cada estágio da criança estabelece uma forma específica de interação com o outro de forma conflituosa. A questão social em Wallon – assim como em Vygotsky – prepondera sobre a biológica, e a linguagem e a cultura fornecem ao pensamento elementos para sofisticar as reflexões, que não acontecem de forma linear.
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Em Vygotsky, a questão da linguagem se constitui como a base de sua teoria, uma vez que a maneira que os indivíduos interagem no mundo é mediada por, essencialmente, dois elementos: os signos e os instrumentos; em linhas gerais, é na interação com o outro que as formas de pensar são construídas por meio da apropriação do saber da comunidade em que o sujeito está inserido.
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Assim, os princípios que norteiam o processo de educar são vistos como uma atividade comunitária e uma forma de participação na cultura através da exploração conjunta entre crianças e adultos, que, juntos, podem discutir tópicos relacionados à especulação a respeito da realidade que os cerca e à discussão das descobertas proporcionadas por essa interação.
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E, conforme propõe a Base Nacional Comum Curricular:
"Nessa direção, e para potencializar as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças, a prática do diálogo e o compartilhamento de responsabilidades entre a instituição de Educação Infantil e a família são essenciais". BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base: proposta preliminar: terceira versão. Brasília, DF: MEC, 2017. p. 32. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_publicacao.pdf>. Acesso em: 21 ago. 2017.
Do ponto de vista das relações de ensino-aprendizagem, é importante destacar que o ambiente interage, modifica-se e toma forma de acordo com os projetos e experiências de crianças e adultos, em um constante diálogo entre arquitetura e pedagogia, mediado pelo material didático.
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Assim, nesta coleção, o cuidado com o projeto gráfico e a escolha das temáticas, das ilustrações, dos itinerários, das vivências são um ato educativo que gera bem-estar psicológico, senso de familiaridade e pertencimento, gosto estético e prazer de interagir. A criança – nesta etapa de aprendizagem – precisa de segurança nas relações, qualidade gerada pelos diálogos e interações compartilhados entre diferentes profissionais que devem se ocupar dela, se preocupar com ela e, ao mesmo tempo, avaliar e potencializar a qualidade dos recursos disponibilizados.
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Incentivo ao desenvolvimento intelectual da criança.
Dessa forma, é importante levar em consideração aspectos como:
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Fortalecimento da parceria pais, escola e criança, que promove enga jamento nas questões que envolvem a relação ensino-aprendizagem.
Encora jamento para exploração do ambiente e expressão de si mesma por meio de suas "linguagens" naturais – palavras, movimentos, dramatizações, músicas – ou modos de se expressar – pinturas, montagens, desenhos, esculturas, teatro de sombras, colagens.
Ênfase na linguagem visual como forma de registrar ideias, observações, recordações, sentimentos, além de explorar os conhecimentos e reconstruir algo que já se conhece.
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Para além do exposto na página anterior, a Base Nacional Comum Curricular propõe a ideia dos "campos de experiência", fundamentais por abordar e acolher as múltiplas experiências das crianças em diferentes contextos.
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Considerando que, na Educação Infantil, as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças têm como eixos estruturantes as interações e as brincadeiras, assegurando-lhes os direitos de conviver, brincar, participar, explorar, expressar-se e conhecer-se, a organização curricular da Educação Infantil na BNCC está estruturada em cinco campos de experiências, no âmbito dos quais são definidos os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. Os campos de experiência constituem um arranjo curricular que acolhe as situações e as experiências concretas da vida cotidiana das crianças e seus saberes, entrelaçando-os aos conhecimentos que fazem parte de patrimônio cultural. A definição e denominação dos campos de experiências também se baseiam no que dispõem as DCNEI em relação aos saberes e conhecimentos fundamentais a ser propiciados às crianças e associados às suas experiências. Considerando esses saberes e conhecimentos, os campos de experiências em que se organiza a BNCC são:
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O eu, o outro e o nós Monkey Business Images/Shutterstock.com
É na interação com os pares e com adultos que as crianças vão constituindo um modo próprio de agir, sentir e pensar e vão descobrindo que existem outros modos de vida, pessoas diferentes, com outros pontos de vista. Conforme vivem suas primeiras experiências sociais (na família, na instituição escolar, na coletividade), constroem percepções e questionamentos sobre si e sobre os outros, diferenciando-se e, simultaneamente, identificando-se como seres individuais e sociais. Ao mesmo tempo que participam de relações sociais e de cuidados pessoais, as crianças constroem sua autonomia e senso de autocuidado, de reciprocidade e de interdependência com o meio. Por sua vez, no contato com outros grupos sociais e culturais, outros modos de vida, diferentes atitudes, técnicas e rituais de cuidados pessoais e do grupo, costumes, celebrações e narrativas, que geralmente ocorrem na Educação Infantil, é preciso criar oportunidades para as crianças ampliarem o modo de perceber a si mesmas e ao outro, valorizarem sua identidade, respeitarem os outros e reconhecerem as diferenças que nos constituem como seres humanos.
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Quadros de conceitos e conteúdos MÓDULOS
ITINERÁRIOS
TRAMAS, TEXTURAS E CORES
1.
VOAR AO VENTO
TRAMAS E TEXTURAS MÃOS QUE CONHECEM O MUNDO
OS SONS E O CORPO
2.
MÓBILES AO VENTO
MÓBILES E SONS EXPLORO SONS
CONHECIMENTOS ABORDADOS •
Cores: preta e branca
•
Texto de tradição oral
•
Diferentes texturas e relevos
•
•
Noção espacial
Representação de quantidades
•
Linguagem oral
•
Semelhanças e diferenças
•
Opostos
•
Aves: garça-branca
•
Diferentes texturas e relevos
•
Noções de massa e capacidade: leve e pesado
•
Linguagem oral
•
Semelhanças e diferenças
•
Opostos
•
Diferentes texturas
•
Noção espacial
•
Linguagem oral
•
Parlendas
•
Coordenação motora
•
Cantigas populares
•
Semelhanças e diferenças
•
Cantigas infantis
•
•
Linguagem oral
Representação de quantidades
•
Literatura: contos de fada
•
Coordenação motora
•
Produção de sons com o corpo
•
Noções de massa
•
Sons
•
Cores
•
Noção espacial
•
Semelhanças e diferenças
•
Contato com a natureza
•
Família
•
Diferentes texturas
•
Coordenação motora
•
Cantigas infantis
•
Cantigas populares
•
Músicas que não sejam do repertório infantil
•
Sons dos animais
•
Literatura: poesia
•
Sons de instrumentos musicais, de objetos do ambiente e de animais
•
Rimas e aliterações
•
Coordenação motora
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Volume Bambino MÓDULOS
ITINERÁRIOS
CONHECIMENTOS ABORDADOS •
DESCUBRO TEXTURAS E SABORES
3.
CRIO SABORES
GOSTOS E CHEIROS AROMAS DA NATUREZA
4.
OLHO E PERCEBO
EXPLORAÇÕES COM LUZ ARTIFICIAL E SOMBRAS EXPLORAÇÕES COM LUZ NATURAL EM TRANSPARÊNCIAS
PINTURAS E MARCAS
Sentidos: visão, tato, paladar
•
Parlenda
•
Aves: galinha
•
Numerais
•
Texturas
•
Temperatura
•
Transformação de alimentos
•
Representação de quantidades
Noção temporal
•
•
Linguagem oral
•
Literatura: contos de fada
•
•
Coordenação motora
Tamanhos
•
Cores primárias
•
Música popular
•
•
Temperatura
•
Receitas culinárias
Alimentação saudável
•
Estados da matéria: sólido e líquido
•
Transformação dos alimentos
•
Família
•
Sentidos: visão, tato, paladar
•
Linguagem oral
•
Linguagem oral
•
Cantiga popular
•
Transformação dos alimentos
•
Jardinagem
•
Representação de quantidades
•
Cantiga popular
•
Alimentos: frutas
•
Higiene de alimentos
•
•
círculo, quadrado, triângulo •
Formas geométricas:
•
Luz artificial
•
Sombras
•
Hábitos de higiene
Sentidos: visão, tato, paladar, olfato
•
Coordenação motora
Cores
•
Linguagem oral
•
Cantigas populares
•
Contagem oral
•
Luz natural
•
Contagem oral
•
Literatura
•
Sombras
•
•
Texturas
•
Coordenação motora
Representação de quantidades
•
Linguagem oral
•
Cores
•
Reflexo
•
Cantiga popular
•
Textura
•
Cores
•
Cores primárias
•
Luz artificial
•
Coordenação motora
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Quadros de conceitos e conteúdos MÓDULOS
ITINERÁRIOS
CONHECIMENTOS ABORDADOS • •
COMO EU SOU
• • •
1.
COMO EU ME VEJO
• •
PERCEBENDO O MEU CORPO
• • • •
• • •
CONHECENDO A MIM MESMO
• • •
2.
MINHA FAMÍLIA E MINHA HISTÓRIA
MORADIAS
COM QUEM EU MORO
MUITO PRAZER, EU ME CHAMO...
Identidade: diferenças pessoais Características físicas: partes do rosto Agrupamentos: critérios Representar quantidades até 10 Dança: lento/devagar, rápido/ depressa
•
Seres vivos: semelhanças e diferenças Características físicas: partes do corpo humano Noções de higiene e alimentação Mandala Sons do corpo Identidade: jeito de ser e expressões
•
Corpo humano Produzir sons Tamanhos: pequenos, médios e grandes Agrupamentos: critérios Identidade: documentos pessoais Grandezas e medidas: altura e peso
•
• • • • •
• • • • •
• • • • • •
Música: brincadeira “Estátua” Retrato e autorretrato: jogo da memória Simetria: rosto Letra da canção: padrões de leitura Linguagem oral Literatura – conto maravilhoso: Pinóquio Dança: “Sacudir o esqueleto“, “Cabeça, ombro, joelho e pé“ Música Linguagem oral Números: registros pictográficos ou numéricos Literatura – conto maravilhoso: O patinho feio Sentimentos Gráfico: alturas Autonomia: faço com ajuda ou sozinho Música: “Seu nome“ História pessoal Lugares de vivência Amizade: diversidade Formação do grupo
•
Noção espacial
•
Numerais
•
•
Noção temporal
•
Literatura – conto maravilhoso
•
Recursos naturais
Formas geométricas
•
Linguagem oral
•
Tipos de moradia
•
Poesia
•
Família
•
Noção espacial
•
•
Bichos de estimação
•
Numerais
Literatura – conto maravilhoso
•
Música
•
Linguagem oral
•
Noção temporal
•
Identidade
•
Apelido
•
Linguagem oral
•
Nome próprio
•
Música
•
Literatura – conto maravilhoso
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Volume 1 MÓDULOS
ITINERÁRIOS
CONHECIMENTOS ABORDADOS •
Partes das plantas
•
Formas
•
Noção espacial
•
Funções das partes das plantas
•
Cores
•
•
Tamanho
•
Conjuntos
Literatura: cantiga e contos maravilhosos
•
Linguagem oral
•
Simetria
•
Linguagem oral
•
Números
•
Alfabeto
•
Literatura: fábula
•
Números
•
Linguagem oral
•
Literatura: conto maravilhoso
PLANTAS
3.
TEM VIDA NO JARDIM
ANIMAIS DE JARDIM
SOLOS E ROCHAS
LUZES E AMBIENTES
4.
LUZ E SOMBRA
IMAGINE ONDE ESTOU! CORES E FORMAS
•
Recursos e usos das plantas
•
Insetos, anelídeos, aracnídeos, aves
•
Árvores
•
Noção espacial
•
Solo
•
Conjuntos
•
Cores
•
Solo
•
•
Raiz
Seres não vivos: rochas e pedras
•
Seres vivos: plantas
•
Música
•
Alimentos
•
Noção temporal
•
Luz natural
•
Dia e noite
•
Luz artificial
•
Passagem de tempo
•
Cores
•
Linguagem oral
•
Noção espacial
•
Música
•
Luz e sombra
•
Literatura: conto maravilhoso
•
Luz natural
•
Linguagem oral
•
Luz artificial
•
Personagem
•
Teatro de sombras
•
Sombras
•
Luz natural
Linguagem oral
•
Literatura: conto maravilhoso
•
•
Luz artificial
Personagem
•
•
Sombras
•
Teatro de sombras
•
Linguagem oral
•
Luz natural
•
Noção espacial
•
Cores
•
Luz artificial
•
Sombras
•
Formas
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Quadros de conceitos e conteúdos MÓDULOS
ITINERÁRIOS •
Identidade
•
Desenho e escrita
•
Rosto
•
Nomes próprios
•
Cores
•
Experimentando letras e palavras
APRENDENDO COM O CORPO
•
Corpo humano
•
Órgãos dos sentidos
•
Características físicas
A ESCOLA E OS COLEGAS
•
A escola
•
Dias da semana
•
Os ambientes da escola
•
Marcação do tempo
UM CONTO SOB DIFERENTES ÂNGULOS
•
Conto de fadas: A Bela Adormecida
•
Contagem de 1 a 10
•
Formar grupos
•
Contar e recontar
•
Vitrais
•
Contos de fadas
•
Reconto
•
Estrutura dos contos de fadas: personagem, tempo, espaço, conflito, desfecho
•
Música
•
Teatro
•
Registro escrito
•
Convite
•
Releitura de contos de fadas
É ASSIM QUE EU SOU
1.
CONHECIMENTOS ABORDADOS
PERCEBENDO O MUNDO
2.
CONTO E RECONTO
ERA UMA VEZ... AGORA É NOSSA VEZ!
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Volume 2 MÓDULOS
ITINERÁRIOS
SONS EM TODA PARTE
3.
CENÁRIO DE SONS
CONHECIMENTOS ABORDADOS
•
História Pedro e o Lobo e sua relação com os sons
Brincadeiras com músicas
•
Expressão corporal
•
Instrumentos musicais
•
Partes de uma ópera
•
Orquestra
•
Características da música erudita
•
Obras de arte: A noite estrelada, de Vincent van Gogh; Sol poente, de Tarsila do Amaral
•
•
Big Bang
•
Via Láctea
•
Filme: Planeta 51
Sistema Solar: o Sol e os planetas (suas diferentes cores e tamanhos; nomes dos planetas; quantidade e sequência de planetas do Sistema Solar; planeta; dinâmica dos movimentos com planetas e luas)
•
Estrelas
•
Planetários e telescópios
•
Estações espaciais e missões, as várias viagens espaciais
•
Música “Sol, Lua e Estrela”
•
O planeta Terra
•
Dia e noite: 24 horas
•
Água e Terra: continentes e oceanos
•
Meses e anos: 12 meses com 30 dias
•
As fases da Lua
•
Calendário
•
Sons: produzir e reconhecer
•
Instrumentos musicais
•
UM MUNDO DE SONS EXPLORANDO MÚSICA
O SISTEMA SOLAR
4.
OLHANDO PARA O CÉU
O QUE VEJO NO CÉU?
PASSAGEM DO TEMPO
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Quadros de conceitos e conteúdos MÓDULOS
ITINERÁRIOS
CONHECIMENTOS ABORDADOS •
EU GOSTO DE...
1.
CONHECENDO COLEÇÕES
PERGUNTAR POR QUÊ
2.
QUESTIONO E DESCUBRO
MÁQUINAS E INVENÇÕES LINHA DO TEMPO: MUDANÇAS
•
Escrever nomes
•
Profissões
•
Escrever nomes e listas de coleções
•
Bilhete e sua estrutura linguística
•
Descrever e nomear coleções
•
•
O que precisa para fazer uma coleção (quantidade, organização, critério, nomenclatura)
Características dos objetos das coleções (formas, cores, texturas, quantidades numéricas)
•
Calendários
COLEÇÕES
PREFERIDO, PREDILETO, FAVORITO
Preferências (de comer, de ter, de ir, de assistir, de estar com alguém etc.)
•
Como organizar? (mais/ menos, maior/menor, critério, divisão)
•
Agrupamentos de 10 em 10
•
Características das coleções
•
Sequência narrativa
•
Histórias de colecionadores
•
Tudo começa com uma pergunta
•
•
Poema
Perguntar por que, como, onde e quando em situações-problema reais e imaginárias
•
O que é? O que é?
•
•
Interesses e gostos infantis
Conto maravilhoso: João e Maria
•
Experimentos e descobertas
•
Invenções
•
Etapas de experimento
•
Grandes descobridores...
•
Texto científico ou informativo
•
Criar máquina
•
Máquinas
•
Máquinas
•
Marcar e medir o tempo
•
Linhas do tempo (ordem, evolução, novas tecnologias, antes-durante-depois, passado-presente-futuro, datas: ano)
•
Construir relógio de Sol
•
Observar o céu
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Volume 3 MÓDULOS
3.
POVOS E HISTÓRIAS
ITINERÁRIOS
OS POVOS ORIGINÁRIOS DO BRASIL: OS INDÍGENAS
OS POVOS ORIGINÁRIOS DO BRASIL: OS AFRICANOS OS POVOS ORIGINÁRIOS DO BRASIL: OS PORTUGUESES
ONDE EU VIVO
4.
A RIQUEZA DO BRASIL
MORO NO BRASIL MOSAICO DE CULTURAS
CONHECIMENTOS ABORDADOS •
Lendas indígenas
•
Povos indígenas (cultura, costumes e tradição)
•
Palavras indígenas que usamos (explorar algumas palavras que usamos no dia a dia, explorar som, letras iniciais e finais)
•
Pintura e grafismo indígena (costumes de pintura corporal, artesanato, formas geométricas, explorar o traçado para controle motor)
•
Animais da mata brasileira (tamanduá-bandeira, onça, jacaré, aves e outros)
•
Culinária indígena (receita indígena)
•
O continente africano
•
Culinária africana
•
Chegada dos africanos ao Brasil
•
Influências africanas na música
•
Lendas africanas
•
•
Animais africanos
Influências africanas em nossa vida
•
Lendas portuguesas
•
Culinária europeia
•
Influência portuguesa nos costumes brasileiros
•
Origem familiar (tradições familiares, países de origem)
•
Sequenciação
•
Animais europeus
•
Observar onde vivo
•
Canção sobre o Brasil
•
Conhecer o país em que vivemos
•
Exposição de trabalhos
•
Diversidade brasileira
•
Biomas brasileiros
•
Receita
•
Animais em extinção
•
Números e quantidades
•
Lenda
•
Comunidades ribeirinhas, indígenas, quilombolas
•
Danças e ritmos.
•
Jogos e brincadeiras
•
Produção de xilogravura e isogravura
•
Obras de arte
•
Manifestações culturais do Brasil: boi-bumbá, literatura de cordel
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MÓDULO 1
TRAMAS E TEXTURAS Apresentar para as crianças a canção “O silêncio branco”, cuja letra aparece no Portfólio, criada pelo músico Márcio de Camillo a partir de uma poesia do cuiabano Manoel de Barros (1916-2014). Providenciar para que a ouçam em um ambiente calmo, com colchonetes e superfícies firmes, onde possam se movimentar, se quiserem.
Aproximadamente 2 dias
PARA ESTA VIVÊNCIA, VOCÊ VAI PRECISAR DE: • Canção "O silêncio branco"; • Vídeo da canção "O silêncio branco"; • Adesivo do Toni em ação.
Se possível, mostrar também o vídeo da música, presente no boxe Para assistir, para que as crianças vejam a apresentação. Observar como elas reagem à música e como se movimentam com a luz da projeção do vídeo. Se parecer agradável às crianças, repetir a canção algumas vezes e continuar a exploração de movimentos corporais, incentivando-as a movimentar os pés, as pernas e as mãos, por exemplo. Observar a fala delas enquanto ouvem a canção e verificar se expressam sentimentos diante da experiência de andar e ouvir.
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A3
Daniel Bogni
Explorar com as crianças a imagem da abertura do módulo no Portfólio, incentivando-as a identificar quais formas conseguem reconhecer e se descobrem as garças citadas na música. Perguntar se elas conhecem esse animal ou como acham que ele é. Depois, orientá-las a pegar o adesivo do Toni em ação e colar na imagem, no local onde quiserem.
PARA OUVIR
PARA ASSISTIR
Crianceiras – Poesias de Manoel de Barros, de Márcio de Camillo, 2012.
“O silêncio branco” Vídeo de trecho do espetáculo cênico Crianceiras, em que é apresentada a música “O silêncio branco”. Disponível em: <http://ftd.li/srtdpd>. Acesso em: 1º. nov. 2017.
Esse CD é um projeto educativo voltado às crianças, criado pelo músico Márcio de Camillo a partir da obra do poeta Manoel de Barros.
CARTAZ: A FAMÍLIA BODE Cartaz que traz uma representação do livro A família Bode. O cenário mostra um pouco do que é narrado na história do livro: as montanhas e a ponte que passa por cima do lago onde vive o monstro. As personagens são compostas de diferentes texturas, que as crianças podem descobrir tocando-as. Contar ou ler para as crianças a história do livro. Fazer uma leitura expressiva, com vozes diferentes para cada personagem e os sons que retratam a passagem pela ponte. Aproveitar para explorar as características das personagens.
PARA LER A família Bode. São Paulo: FTD, 2014.
Editora FTD
Livro que conta a história de uma família composta pelo papai Bode, mamãe Cabra e bebê Cabra, que vive perto de um rio e está faminta. Para chegar ao campo de grama verde, eles devem passar por uma ponte onde vive um monstro.
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Itinerário
TRAMAS, TEXTURAS E CORES
Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento segundo a BNCC
NO CAMPO DE EXPERIÊNCIAS
Aproximadamente 3 semanas
ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (sonoridade, textura, peso, tamanho, posição no espaço). (EI02ET05) Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.). (EI02ET08) Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos. (EI02ET09) Registrar com números a quantidade de crianças (meninas e meninos, presentes e ausentes) e a quantidade de objetos da mesma natureza (bonecas, bolas, livros etc.).
• (EI02ET01)
•
•
•
NO CAMPO DE EXPERIÊNCIAS
ORALIDADE E ESCRITA Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. (EI02OE02) Identificar e criar diferentes sons e reconhecer rimas e aliterações em cantigas de roda e textos poéticos. (EI02OE05) Relatar experiências e fatos acontecidos, histórias ouvidas, filmes ou peças teatrais assistidos etc. (EI02OE08) Ampliar o contato com diferentes gêneros textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, cardápios, notícias etc.).
• (EI02OE01)
•
•
•
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NO CAMPO DE EXPERIÊNCIAS
O EU, O OUTRO E O NÓS Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos. (EI02EO02) Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios. (EI02EO03) Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos. (EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender. (EI02EO06) Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras.
• (EI02EO01)
•
•
•
•
NO CAMPO DE EXPERIÊNCIAS
TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS Utilizar diferentes materiais, suportes e procedimentos para grafar, explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes. (EI02TS03) Expressar-se por meio de linguagens como a do desenho, da música, do movimento corporal, do teatro. (EI02TS04) Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias. (EI02TS05) Imitar e criar movimentos próprios, em danças, cenas de teatro, narrativas e músicas.
• (EI02TS02)
•
•
•
NO CAMPO DE EXPERIÊNCIAS
CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS • (EI02CG01) Apropriar-se •
•
•
de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras. (EI02CG02) Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações. (EI02CG03) Fazer uso de suas possibilidades corporais, ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas. (EI02CG06) Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros.
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DIFERENTES TRAMAS E TEXTURAS Aproximadamente 5 dias
PARA ESTA VIVÊNCIA, VOCÊ VAI PRECISAR DE: • Materiais brancos ou de cores claras: colchonetes, tecidos com diferentes tramas e texturas, mangueiras de borracha transparentes, pedaços de espuma, telas de bordar, bandejas de papel etc.; • Roupas ou outros tecidos na cor branca que as crianças deverão trazer para a escola; • Formas geométricas do Toni em ação; • Materiais diversos para fazer pinturas em cores claras com variações de texturas, como tinta guache misturada com areia, farinha de trigo, fubá, glitter prata etc.; • Mascote da coleção; • Dispositivo eletrônico para registrar em vídeo e fotografia a interação das crianças; • Papéis ou tecidos brancos de diferentes tipos e texturas.
Para iniciar esta vivência, organizar na escola um ambiente inspirado pela obra de Alberto Burri, apresentada na Vivência 1 do Portfólio, de modo a fazer um trabalho quase monocromático utilizando diferentes texturas e materiais. A cor escolhida é a branca, já explorada na Vivência inicial com a canção “O silêncio branco”, que pode ser retomada nesta vivência. Para isso, providenciar colchonetes (brancos, de cor bem clara ou ainda encobertos por tecido branco), prendendo-os um ao lado do outro. Sobre eles, colocar elementos brancos ou de tons claros, como tecidos, tramas com diferentes texturas, mangueiras de borracha transparentes, pedaços de espuma, plumas, telas de bordar, camurça, bandejas de papel e outros objetos. É importante que esses materiais não sejam muito pequenos, evitando que, caso sejam levados à boca, ofereçam risco de serem engolidos ou de provocarem engasgo. O objetivo é possibilitar que as crianças explorem esse ambiente por meio dos sentidos e de suas percepções. Se possível, reproduzir a obra de Alberto Burri com as informações sobre ela na ambientação da vivência, expressando também a intencionalidade da atividade. A ação de organizar a documentação pedagógica, desde a inspiração em artistas e obras até as produções das crianças, ajuda a dar aos familiares a visibilidade das intenções dos projetos.
Dotta 2
Menina explora ambiente composto de diferentes tecidos de cores claras.
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Incentivar as crianças a explorarem de forma tátil e visual as nuances de branco, as texturas e as tramas, permitindo que amassem, enrolem, rasguem, sintam e percebam os diferentes materiais, deixando as suas marcas nesse ambiente.
Andar, falar e pensar A Educação Infantil tem como alvo o próprio corpo físico. Nos três primeiros anos são desenvolvidos o andar, o falar e o pensar, e a forma como acontecem essas aquisições traz consequências para toda vida futura (STEINER, 1994). Aprender a andar implica estabelecer uma relação harmoniosa com a força da gravidade e colocar-se em posição de equilíbrio no espaço. Primeiro as crianças colocam as pernas em equilíbrio com a gravidade, depois tentam o mesmo com os braços e as mãos. Todo o ser se orienta na direção vertical. O organismo tem em si as forças orientadoras. Ele está apto a sair da posição horizontal e colocar-se na vertical, mantendo-se em equilíbrio. Tudo isso é inerente à criança, originando-se, por assim dizer, dos próprios impulsos do organismo. [...] O falar desenvolve-se a partir da orientação no espaço. A criança aprende a andar, a converter os primeiros movimentos em gestos relacionados com o mundo exterior e depois esses gestos se transformam interiormente no elemento motor da fala. Assim, para Steiner, o falar é resultado do andar, isto é, orientar-se no espaço. E a maneira de acompanharmos amorosamente uma criança a andar influenciará sua maneira de dominar a fala. O som de uma criança que anda firme é diferente do som de uma criança que tropeça. Para ajudar no aprendizado da fala precisamos ser interiormente verdadeiros com as crianças. Dessa forma elas podem sentir coerência entre nossos gestos e expressões e nossa fala. Da mesma forma que a fala tem origem no movimento, no apalpar e no andar, o pensamento surge, mais tarde, a partir da fala. A criança aprende a dizer as primeiras palavras e pouco a pouco vai juntando uma palavra a outra, forma frases e começa a elaborar ideias, pensamentos. SOARES, Suzana Macedo. Vínculo, movimento e autonomia: educação até 3 anos. São Paulo: Omnisciência, 2017. p. 67-68.
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Propor às crianças que tragam de casa algumas roupas ou tecidos na cor branca com diferentes texturas e tramas. Antes, providenciar um bilhete para os responsáveis explicando a vivência e as características dos materiais. Depois, em uma roda de conversa, possibilitar que as crianças mostrem aos colegas que tecidos são aqueles e expliquem como são utilizados em sua casa. Explorar com elas o vocabulário que melhor caracteriza os tecidos e as tramas, chamando a atenção para observarem os diferentes tons de branco, que podem ser mais claros, amarelados ou mais escuros.
Dotta2
Depois, explorar a obra de Alberto Burri presente no Portfólio e incentivar as crianças a identificar formas e cores na imagem. Estimulá-las a pintar as formas que estão no Toni em ação com tons de branco e variações de texturas, que podem ser obtidas, por exemplo, com o uso de tinta guache misturada com areia, farinha de trigo, fubá, glitter prata ou outros materiais que considerar interessantes. Sugerir que pintem cada forma com uma mistura. Depois que estiverem secas, pedir que criem uma composição inspirada na obra de arte. Fotografar as produções das crianças e, depois, fornecer a elas uma cópia dessas imagens para que colem na Vivência 1 do Portfólio como registro da documentação do projeto.
Crianças brincam com papéis brancos de diferentes tipos.
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Apresentar às crianças a pelúcia de Toni, mascote da coleção, e explorar as diferentes texturas que podemos perceber no corpo dele. Deixar que elas descrevam as texturas que perceberam e incentivá-las a utilizar um vocabulário de acordo com o que veem. Se possível, durante toda a vivência registrar em vídeo as explorações dos materiais por parte das crianças, suas expressões e falas, para que posteriormente elas possam revisitar suas experimentações e perceber suas descobertas ou curiosidades, além de enriquecer a documentação pedagógica. Outra possibilidade de atividade é selecionar diferentes materiais, como papéis e tecidos brancos ou de cor clara, e separá-los de acordo com seu tipo, criando “ilhas”. Colocar o material em mesas, balcões ou no chão, para que as crianças possam explorar as formas e as cores, percebendo seu toque, a leveza de alguns tecidos, as texturas e tramas de outros, se são transparentes, se flutuam com sopro, se podem ser moldados etc. Permitir que as crianças escolham os materiais que vão explorar com os sentidos, manipulando para construir suas marcas e composições. Conforme elas forem descobrindo as diferentes propriedades dos materiais, explorar as nomenclaturas adequadas e suas composições. Se possível, demonstrar esses conceitos utilizando os mesmos materiais. Dotta2
Papéis retorcidos que, segundo um grupo de crianças de 2 anos, representavam cobras e outros animais.
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Imagens: Dotta2
Registrar com fotografias as marcas e as explorações que as crianças produziram durante a vivência. Esse material pode ser organizado para montar um painel que fique ao alcance delas e também exposto à apreciação de outras crianças.
Exemplos de produções feitas por crianças utilizando diferentes materiais de cores claras.
PARA ASSISTIR Projetos de artes Esse vídeo traz algumas propostas de projetos com arte na Educação Infantil. Disponível em: <http://ftd.li/kg7yzg>. Acesso em: 1º. nov. 2017.
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Experiências estéticas Entre o homem e a natureza colocam-se símbolos, linguagens. A linguagem é a significação que damos à existência, é o caminho que a criança inventa para se colocar. Isso é a constituição da linguagem – como a criança constrói esse caminho. Por meio da linguagem, a criança vai criando seu território expressivo e de ação, vivendo sua experiência estética. Todos nós temos experiências estéticas desde que nascemos, porque elas se relacionam com a estrutura que vai se criando, tanto em nosso pensamento como em nossa percepção. Fazem parte da experiência estética: cheiros, gostos, sons, temperaturas, texturas, imagens. Walter Benjamin fala que em cada gesto está contida toda nossa biografia. Tudo o que vivemos, tudo pelo que passamos, de alguma forma vai contribuindo para esse manancial de possibilidades que nós somos. Às vezes, experiências estéticas muito remotas nos remontam a outros momentos de nossa vida. Pessoas que viveram na roça, por exemplo, são levadas ao passado ao observar atentamente a cor da terra, o pôr do sol ou uma planta brotando. Essa experiência estética faz com que nossa linguagem seja mais ampla. Se observamos as relações cromáticas dos objetos ou na natureza, temos recursos mais precisos para percebê-las. Se já usamos muitas cores, quando vamos usar determinada cor, sabemos mais dela. E é assim, também, com as palavras. As pessoas que conhecem muitas palavras e sabem o sabor de cada uma, quando falam, mostram esses sabores, que vão se articulando e criando um discurso poético. [...] Esse universo de experiências é inerente, é algo que faz parte da existência humana, desde que a criança nasce. [...] Quando a criança chega à escola, por menor que seja, já traz consigo um universo de experiências. E isso vai fazendo com que sua linguagem tenha singularidade, ou seja, as palavras que ela já experimentou vão constituindo seu discurso. As cores que conhece, os movimentos que já fez, os cheiros que sentiu, os sons que ouviu. Nosso compromisso, como educadores, é justamente criar possibilidades para que as experiências estéticas sejam ricas e não se transformem em uma equação pronta que empobreça o universo da criança. BARBIERI, Stela. Interações: onde está a arte na infância? São Paulo: Blucher, 2017. p. 37.
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Compartilhar descobertas Em momentos diversos, compartilhar as descobertas das crianças com seus responsáveis e com a comunidade escolar e retomar o que foi feito. Essa prática também possibilita que elas apreciem suas criações e relembrem as estratégias usadas nas atividades e as habilidades empregadas em cada uma delas. Povoar constantemente a escola com a produção das crianças é mostrar a vida da escola. Dessa forma, professores compartilham com a comunidade escolar o que está acontecendo com seu grupo. É interessante ter um evento de vez em quando, com a participação dos pais, um ritual – como as mostras culturais. A escola também necessita de rituais de encontro, celebração do trabalho. Uma exposição pode ser um bom momento de encontro entre as pessoas, onde vemos e conversamos sobre os trabalhos e o aprendizado das crianças. Uma exposição pode ser uma celebração. Entretanto, isso não exclui a necessidade de expor o trabalho das crianças sempre. BARBIERI, Stela. Interações: onde está a arte na infância? São Paulo: Blucher, 2017. p. 58.
BRANCO E MAIS BRANCO Aproximadamente 1 dia
PARA ESTA VIVÊNCIA, VOCÊ VAI PRECISAR DE: • Cópias das fotografias das produções que as crianças fizeram na vivência anterior; • Cola;
Carlos Meira
• Materiais diversos para registro, como lápis de cor e giz de cera.
Incentivar as crianças a identificar a imagem apresentada na Vivência 2 do Portfólio, destacando os elementos que reconhecerem. Perguntar que cores foram utilizadas na ilustração. Espera-se que percebam que só foram usados tons diferentes de branco. Depois, incentivar que colem fotografias ou o registro das produções que fizeram na vivência anterior, quando exploraram diferentes materiais e tecidos brancos. Pedir também que registrem a quantidade de animais que conseguem contar na ilustração.
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Sistema tátil/proprioceptivo O tato envolve quatro diferentes habilidades sensoriais, cada uma com seu caminho neural distinto. Existe a habilidade de sentir o toque, ou seja, sentir que a pele está em contato com outra pessoa ou objeto, de sentir diferentes temperaturas, a dor e a propriocepção, ou seja, a posição e o movimento do corpo. As sensações do toque, temperatura e dor começam na pele, onde receptores de cada modalidade estão localizados. A propriocepção usa tanto informações da pele quanto sinais dos músculos e das articulações para informar o cérebro sobre onde os membros estão posicionados a qualquer instante. É a propriocepção que permite que uma pessoa saiba se seus braços estão cruzados ou se suas pernas estão se mexendo, mesmo de olho fechado. [...] as experiências táteis primárias possuem um papel fundamental na qualidade do desenvolvimento do cérebro. Pesquisas sugerem que principalmente a variedade da estimulação tátil é essencial não só para o desenvolvimento da sensibilidade ao toque, como também para o desenvolvimento cognitivo em geral. O tato é o primeiro sentido a surgir. Um embrião com apenas cinco semanas apresenta o lábio e o nariz sensíveis. Essa sensibilidade tátil rapidamente se estende ao resto do corpo. Na nona semana, o queixo, as pálpebras e os braços já estão sensíveis ao toque, e a partir da décima segunda semana quase toda a superfície do corpo já está responsiva, com exceção ao topo e a parte de trás da cabeça que se mantêm insensíveis ao longo da gestação (isto se mostra de extrema importância no momento do parto natural, quando o bebê tem sua cabeça comprimida). Embora o feto seja responsivo ao toque desde muito cedo, sua sensibilidade não é como a percepção consciente de um adulto. Por ocasião do nascimento o tato ainda está longe de ser maduro. Com um ano, o bebê processa a informação tátil aproximadamente quatro vezes mais rápido do que à época do nascimento. Aos seis anos de idade essa velocidade já terá duplicado mais uma vez, alcançando um nível próximo ao do adulto. Com o tempo e com experiências táteis, a criança se torna cada vez mais precisa para determinar a área de seu corpo que está sendo tocada. CAMINHA, Roberta Costa. Sistema tátil/proprioceptivo. In: ______. Autismo: um transtorno de natureza sensorial? Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2008. Disponível em: <http://www2.dbd.puc-rio.br/pergamum/tesesabertas/0710432_08_cap_02.pdf>. Acesso em: 7 dez. 2017.
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A coleção Toni Itinerários apresenta os conteúdos ao longo de módulos temáticos que dialogam com as diversas culturas, vivências e fases da infância, e com a integração de saberes de diferentes componentes curriculares. Essa coleção contém quatro Portfólios, em que serão registradas algumas das experiências vivenciadas pelas crianças. Cada Portfólio é acompanhado de Toni em ação e Itinerários da família. Além desses materiais, o professor recebe o Portfólio com orientações didáticas, os Itinerários, cartazes e outros materiais.
CRISTINA HÜLLE
PORTFÓLIO
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PARTE 1
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EDUCAÇÃO INFANTIL
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ISBN 978-85-96-01638-4
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