Portodaparte 8

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Caro aluno, conheça o seu livro de estudo da Arte! VEM ANIMAR! CANTAR!

VEM TOCAR!

Observe a imagem a seguir.

Observe a imagem a seguir. Ana Paula Costa

Filme de Céu D´Ellia. Pauliceia CANTA, TY-ETÊ!. Brasil, 2013

VEM! Você gosta de ser convidado? Imaginamos que sim. Logo de início fazemos convites: Vem olhar! Vem

Cena da animação Pauliceia CANTA, TY-ETÊ!, direção de Céu D’Ellia. Brasil, NUPA, 2012.

Cores e formas mostram para nós um lugar e indicam que algo ali Meninos do Morumbi, projeto social de inclusão por meio da música que envolve crianças e jovens de bairros como Paraisópolis, Campo Limpo e parte dos municípios de Embu das Artes e Taboão da Serra, em São Paulo. Apresentação no Parque do Ibirapuera, em São Paulo (SP), em 2009.

Cantar! Vem encenar, dançar, imaginar,

O desenhista tem algo a dizer, cria imagens, personagens. São pessoas a transitar pela cidade em uma noite chuvosa. De repente, algo se modifica, imagens em movimento e com cores

CLIQUE ARTE

Canta

Meninos do Morumbi. Site oficial do projeto com toda a sua trajetória e os programas que envolvem crianças e jovens com a inclusão social por meio da linguagem da música. Disponível em: <http://ftd.li/ykiobb>.

tramar, pintar... conhecer e fazer arte!

vai começar.

OUÇA ARTE Traje de princesa. Intérprete: Alcione. Autores: São Beto e Beto Scala. Disponível em: <http://ftd.li/kdvo22>.

tomam vida. Olhares atentos na narrativa.

Que hoje estou para alegria

O que será que vai acontecer?

Qualquer canção, qualquer poesia Vou transformar em batucada Hoje quero ficar de bem com a vida

Uma enorme forma colorida toma conta da tela do cinema, salta no ar e mergulha no rio. Rio, que antes era poluído, fica agora colorido.

[...]

A mágica das imagens dos desenhos de animação tem algo a dizer Trecho da letra da música Traje de princesa. SÃO BETO; SCALA, Beto. Traje de princesa. Intérprete: Alcione. In: _____. Morte de um poeta. Rio de Janeiro: Universal Music, 1976. [LP relançado em CD]. Faixa 10.

sobre a poluição. E essa história é contada no curta de animação Pauliceia CANTA, TY-ETÊ!. A arte é crítica, mas mostra suas ideias pela poética. Venha desenhar e animar essas imagens, e com elas expressar mensagens.

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TEMAS

MUNDO CONECTADO „ Celular, um aparelho multimídia Observe a imagem a seguir. Caia Image/Glow Images

By permission of Gary Varvel and Creators Syndicate, Inc

Observe a imagem a seguir.

Cartum de Gary Varvel.

Esse cartum é do artista estado-unidense Gary Varvel (1957). O acesso às tecnologias mais baratas, como as câmeras fotográficas e os celulares que contêm esse recurso, deixou o ato de fotografar mais comum. Tornou-se um ato tão corriqueiro que as pessoas estão fotografando cada vez mais e quase tudo o que veem! No entanto, para que a imagem produzida por esses meios seja arte, é necessário ter a intenção de fazer arte, além de explorar esses materiais e o entorno de forma pessoal e poética. „ Olhando para essa imagem, o que vem à sua cabeça? „ Você lembra de alguma situação que presenciou em que pessoas estavam fotografando algo? „ Como você se relaciona com o ato de fotografar? „ É bem comum ver pessoas fotografando em nossos dias, não é mesmo? Será que essa atitude torna todas essas pessoas fotógrafas?

Estudar Arte pode ser bem instigante e divertido, é como

Das invenções tecnológicas que sobrevivem até os dias de hoje, o celular tem conquistado lugar de destaque. Houve uma época em que somente era possível se comunicar a distância e em tempo real por meio de uma linha telefônica (conectada por fios). Aparelhos fixos podiam fazer ligações para outros aparelhos fixos. Após a invenção do telégrafo sem fio, por Guglielmo Marconi (1874-1937), no final do século XIX, a busca por Atualmente, o público dos grandes shows e eventos tecnologias de comunicação sem costumam fotografar e filmar partes das apresentações com seus celulares. Foto de 2014. fio foi intensificada. O celular surgiu como forma de fazer ligações telefônicas sem que uma conexão entre fios fosse necessária. Foi inventado nos Estados Unidos, em 1947, mas demorou algumas décadas até se tornar uma tecnologia acessível. Com sua popularização, intensificou-se a era da mobilidade na comunicação. Se antes, para falarmos a distância com determinada pessoa, precisávamos saber onde ela estava e qual era o número de telefone daquele local (casa, escola, clube etc.), na era da mobilidade a comunicação pode ser realizada em qualquer lugar em que o aparelho consiga conectar-se a uma rede remota, ou seja, onde o aparelho consiga captar o sinal de conexão com a rede. Atualmente, o celular tornou-se muito mais do que um aparelho telefônico com capacidade de deslocamento e de comunicação sem fio. Cada vez mais ele se aproxima de um computador portátil, com recursos tão variados que a função básica de telefone muitas vezes fica em segundo plano (até mesmo dublagem já pode ser feita por meio de aplicativos digitais desenvolvidos para os celulares mais modernos).

„ A fotografia é uma linguagem artística?

mergulhar em um mar de saberes sem fim. Existem muitas obras de arte, feitas por milhares de artistas em diferentes lugares e tempos. Nesta seção, escolhemos alguns temas e exemplos para que você conheça ideias e histórias do mundo da Arte. A arte está relacionada a outras disciplinas e à vida cotidiana. Você pode descobrir como isso aconte-

E qual será o destino do celular? Ele poderia substituir totalmente computadores e até mesmo o rádio e a televisão? Como ele poderia afetar o universo da arte?

„ Será que ao fotografar estamos fazendo arte? „ Diante do que você já estudou sobre as linguagens artísticas, pense e responda: O que é arte?

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ce lendo a seção Mundo conectado.

MAIS DE PERTO

MAIS DE PERTO „„Uakti„–„a„lenda„e„o„grupo Sylvio Coutinho

O ato fotográfico

Observe a imagem a seguir. Bruno Leão

Quando começamos a conhecer Arte e tudo que, neste universo de saberes, pode nos ajudar a compreender melhor o mundo, não queremos mais parar de conhecer! Assim, a seção Mais de perto resgata o convite feito inicialmente na seção Vem! para aprofundar seus conhecimentos sobre os temas e as linguagens estudados. E, para aproximar você ainda mais da Arte, trazemos sempre uma

Rembrant Van Rijn.1627. Óleo sobre tela. Coleção particular

Georges de la Tour. Séc. XVII. Óleo sobre tela. Museu do Louvre, Paris. Foto: Peter Willi/Getty Images

entrevista ou um depoimento na seção Palavra do artista.

A parábola do homem rico, de Rembrandt, 1627. Painel (carvalho), pintura a óleo, 31,9 cm × 42,5 cm

Mel Curtis/Fotosearch/Latinstock

São José, o carpinteiro, de Georges de La Tour, c. 1640. Óleo sobre tela.

Paleta em tons de terra, laranja e amarelo.

AMPLIANDO Paleta é um acessório utilizado pelos pintores, um recipiente em que se coloca a tinta. Geralmente, é de madeira ou cerâmica, possui um orifício em que o artista coloca o polegar para apoiar e uma base para pôr as tintas e fazer as misturas. Pinturas barrocas são obras produzidas entre os séculos XVI e XVIII no estilo barroco, caracterizadas por contrastes de luz e sombra e composição assimétrica. As pinturas geralmente são compostas de tons em escala que vai de terra escura aos tons de laranja e amarelo intenso. Esse estilo também apresenta dramaticidade na composição e na escolha dos temas.

Como são as cores nessas pinturas? Você percebe as tonalidades que os artistas usaram em suas paletas? Que tal fazer uma lista das cores que você percebe nas imagens? Quantas tonalidades de uma mesma cor podemos ver? Na história da pintura, temos registro da luz natural (Sol, Lua, estrelas, trovão) e da luz artificial (fogo). Os artistas barrocos aproveitaram a iluminação de ambientes a partir de luzes de velas para criar tonalidades amareladas, capturando a luz da vela e suas cores misteriosas. Percebemos isso em pinturas barrocas criadas entre os séculos XVI e XVIII

„ Em relação aos espaços de luz e sombra, como os artistas escolheram iluminar uma área da composição? Há um motivo para isso? „ Que sensações essas imagens causam a você? „ Você considera a luz das velas um bom recurso para explorar tonalidades de cores em pinturas? „ Na fotografia também podemos criar imagens com essas tonalidades? „ E no cinema, você se lembra de uma cena com essas nuances?

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Os músicos Marco Antônio Guimarães (primeiro à esquerda), Artur Andrés e Paulo Santos, do grupo instrumental Uakti, do qual também faz parte Décio Ramos.

Grupo Uakti durante apresentação.

Frosa

Tema 1

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Ilustração de um Uakti, conforme lenda indígena.

Ninguém sabe com certeza como as pessoas começaram a criar instrumentos. Há lendas indígenas que contam histórias que podem nos dar algumas pistas. Entre essas lendas está a história do Uakti, nome que inspirou um grupo musical. O povo Tukano conta que existiu, muito tempo atrás, um ser com o corpo cheio de furos, por onde o vento passava e ressonava um som que encantava as mulheres e as levava embora. Os homens resolveram capturar esse monstro. Houve luta e o Uakti morreu. Ele foi sepultado em um local em que, anos depois, nasceram palmeiras. São dessas plantas que a comunidade Tukano faz seus instrumentos de sopro. Assim, uma lenda brasileira de uma cultura indígena explica a origem do material usado para fazer instrumentos. Relações entre timbres, materialidades, mundos imaginários. Hoje, os músicos exploram os instrumentos já inventados há muito tempo, ao mesmo passo que criam novos. O grupo mineiro Uakti é composto de artistas inventores, criadores na arte da música e na arte de fazer instrumentos.

„ Será que histórias como essa explicam o desejo das pessoas em construir instrumentos?

Marco Antônio Guimarães (1948) e Uakti (1978) Marco Antônio Guimarães (1948), integrante e luthier do grupo de música instrumental Uakti (1978), é compositor, arranjador, violoncelista brasileiro e sempre foi um inventor de coisas. Desde criança inventava seus brinquedos e objetos sonoros. No Uakti, todos dedicam-se a estudar o som, a música e os materiais que podem potencializar as expressões culturais da nossa arte musical. Já fizeram arranjos para músicas de Heitor Villa-Lobos (1887-1959) e The Beatles, entre outros, e tocaram ao lado de grandes músicos brasileiros e estrangeiros. Marco teve contato com um músico que marcou a sua vida de inventor e compositor, o educador e músico Walter Smetak (1913-1984).

Em Salvador eu descobri que, no porão da Escola de Música, tinha um cara construindo instrumentos e fui lá saber o que era. Fiquei atordoado: era o violoncelista Walter Smetak, cercado por centenas de instrumentos esquisitos, extremamente coloridos. A minha vida mudou quando entrei naquele porão. [...] Quando se lida com materiais que nunca foram usados em instrumentos musicais, não se tem parâmetros nem referências; é preciso experimentar até atingir o resultado procurado... De repente, os timbres graves soam bem mas os agudos não, ou vice-versa. Então, você tem que encurtar ou esticar um pouco mais a corda, ou ainda fazer modificações na caixa, até obter uma boa extensão de afinação. RIBEIRO, Artur Andrés. Grupo Uakti. Estudos Avançados, São Paulo, v. 14, n. 39, maio/ago. 2000. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid= S0103-40142000000200016&script=sci_arttext>. Acesso em: 26 fev. 2016.

„ Será que todas as escolhas de materiais estão associadas a elementos da natureza? „ O que pode inspirar a criação de novos sons?

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AMPLIANDO Pode ser que algumas palavras sejam novas em seu vocabulário. Assim, preparamos um boxe em estilo de glossário para você saber mais sobre essas palavras e ajudá-lo a compreender melhor o universo da Arte e seus termos. No final do livro há um índice remissivo para você localizá-los sempre que precisar.

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