

Língua Portuguesa

Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Lucas Sanches Oda Maria Tereza Arruda Campos
Componente curricular: Língua Portuguesa
Língua Portuguesa
Lucas Kiyoharu Sanches Oda
Pós-doutor em Linguística pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp-SP).
Doutor em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp-SP).
Mestre em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).
Licenciado em Letras pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).
Licenciado em Filosofia pelo Centro Universitário Ítalo Brasileiro (Uni Ítalo-SP).
Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Trabalha há mais de 20 anos na área do Ensino de Língua Portuguesa para Anos Finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio, cursos pré-vestibulares e Ensino Superior, principalmente com a frente de literatura.
Autor de histórias em quadrinhos indicadas às principais premiações da área.
Autor de livros didáticos para Ensino Fundamental e Médio.
Maria Tereza Rangel Arruda Campos
Doutora e mestra em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Licenciada em Letras - Português pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP-SP).
Bacharela em Letras (Português e Espanhol) pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP-SP).
Atuou como professora por 14 anos em escolas particulares.
Consultora do Banco Mundial, tendo atuado na SEMTEC (atual Setec) do Ministério da Educação e na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.
Curadora de espaços para jovens na Bienal Internacional do Livro. Autora e editora de materiais didáticos.
Componente curricular: Língua Portuguesa
1ª edição Londrina, 2025
Copyright © Editora Novo Rumo, 2025
Edição Angelo Stefanovits, Marcos Rogério Morelli, Taciane Marcelle Marques
Assistência editorial Ana Luiza Zambaldi, Joyce Graciele Freitas
Colaboração técnico-pedagógica Cristina Sayuri Koyama, Etianne Ribeiro da Silva, Talita
Graciara de Freitas, Vânia Muraschco
Preparação e revisão Moisés Manzano da Silva (coord.)
Gerência de produção editorial Camila Rumiko Minaki Hoshi
Supervisão de produção editorial Priscilla de Freitas Cornelsen Rosa
Assistência de produção editorial Lorena França Fernandes Pelisson
Coordenação de produção de arte Tamires Rose Azevedo
Edição de arte Tatiane Galheiro
Projeto gráfico e design Dayane Barbieri, Keithy Mostachi, Laís Garbelini
Projeto de capa Marcela Pialarissi
Ilustrações de capa Marilia Goldschmidt
Coordenação de diagramação Adenilda Alves de França Pucca - Nil
Diagramação JSDesign, Leda Cristina Silva Teodorico
Autorização de recursos João Henrique Pedrão Feliciano
Iconografia Alessandra Roberta Arias, Vinícius Costa (trat. imagens)
Objetos digitais
Gerência de produção Erick Lopes de Almeida
Roteiros Meire de F. dos Santos Sebastião
Edição de imagens Rogério Casagrande
Desenvolvimento Ohanna Schmitt Bolfe, Tatiana Tissa Kawakami
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Oda, Lucas Kiyoharu Sanches
Plantar língua portuguesa : 5º ano : anos iniciais do ensino fundamental / Lucas Kiyoharu Sanches Oda, Maria Tereza Rangel Arruda Campos. -- 1. ed. -- Londrina, PR : Editora Novo Rumo, 2025.
Componente curricular: Língua portuguesa.
ISBN 978-65-5158-150-2(livro do estudante)
ISBN 978-65-5158-146-5(livro do professor)
ISBN 978-65-5158-144-1(livro do estudante HTML5)
ISBN 978-65-5158-148-9(livro do professor HTML5)
1. Língua portuguesa (Ensino fundamental) I. Campos, Maria Tereza Rangel Arruda. II. Título. III. Série.
25-299289.1
CDD-372.6
Índices para catálogo sistemático:
1. Língua portuguesa : Ensino fundamental 372.6 Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA NOVO RUMO.
Avenida Doutor Adhemar Pereira de Barros, 1500, sala 804 - Bela Suíça - Londrina-PR CEP 86047-250 - Tel. (43) 3367-2030 contato@editoranovorumo.com.br
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
APRESENTAÇÃO
Acreditamos que o aprendizado em Língua Portuguesa é essencial para que os estudantes se tornem cidadãos ativos e capazes de pensar de forma autônoma e crítica. Esta coleção foi cuidadosamente pensada para ser uma parceira nessa missão, proporcionando uma abordagem integrada e relevante.
Ao longo de cada unidade, o conteúdo se conecta diretamente com a realidade dos estudantes, valorizando o que eles já sabem e incentivando a construção de novos conhecimentos. Nessa dinâmica, o professor não é apenas um detentor do saber, mas um guia e um mediador, orientando os estudantes a serem os protagonistas de sua aprendizagem.
Para apoiar essa jornada, apresentamos este Livro do Professor. Na primeira parte dele, você encontra informações sobre a estrutura da coleção e a Reprodução do Livro do Estudante com as orientações ao professor nas laterais e nos rodapés das páginas reproduzidas, com comentários práticos para auxiliar no dia a dia em sala de aula, como orientações sobre os conteúdos das unidades, atividades extras, momentos sugeridos de avaliação, entre outros subsídios. Na segunda parte, apresentamos o Manual do Professor, onde você encontra desde a estrutura da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e fundamentos teórico-metodológicos da coleção até recursos práticos, como estratégias de avaliação diversificadas, modelos de planejamento de rotina e de sequência didática, quadro de distribuição dos conteúdos e sugestões de cronogramas que contribuem para o desenvolvimento docente.
É importante ressaltar que as sugestões podem ser adequadas de acordo com a realidade da turma e da escola. Esperamos que seja uma ferramenta útil e enriquecedora no processo de ensino-aprendizagem, possibilitando a formação de cidadãos críticos e participativos na sociedade.
Desejamos a você um ótimo ano letivo!
SUMÁRIO
UNIDADE 2 – COMPOSIÇÕES POÉTICAS ......... 50 UNIDADE 3 – VAMOS NOS DIVERTIR? .............80 UNIDADE 4 – RIR, PENSAR, DISCUTIR ............ 116
UNIDADE 5 – ENTRE A ESCRITA E A ORALIDADE ................................................ 154
UNIDADE
UNIDADE
A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC) ................................................................ VII AS COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA ...................................................................... VII
AS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS........................ VIII
PRÁTICAS DE LINGUAGEM, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES ...........................IX OS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS .........................................................IX
INTEGRAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES CURRICULARES .................................................... X A PRÁTICA INTERDISCIPLINAR E O TRABALHO COM PROJETOS INTERDISCIPLINARES................... X AVALIAÇÃO .......................................................... XI O PAPEL DO PROFESSOR E A PRÁTICA DOCENTE ........................................................... XIII A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM AÇÃO .................... XIII O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA ........... XXII FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA ..................... XXII QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DOS CONTEÚDOS ...........................................XXVI
SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS .................. XXX
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES PARA A PRÁTICA DOCENTE ......................................... XXX
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS – LIVRO DO PROFESSOR .............................. XXXI
MANUAL DO PROFESSOR
CONHEÇA A COLEÇÃO
Esta coleção é composta de três volumes, sendo 3º , 4º e 5º anos, destinados aos estudantes e professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Cada volume é organizado em 8 unidades que, por sua vez, são sempre ancoradas nos campos de atuação definidos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental (Campo da vida cotidiana; Campo artístico-literário; Campo das práticas de estudo e pesquisa; e Campo da vida pública) e exploram as práticas de linguagens, os gêneros discursivos, os objetos de conhecimento e as habilidades a eles associados. Além disso, durante o desenvolvimento dos conteúdos, a coleção aborda os temas contemporâneos transversais, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e atuantes na sociedade.
Além dos volumes impressos, a coleção apresenta a versão digital do Livro do Estudante e do Livro do Professor Esses materiais digitais apresentam recursos acessíveis, favorecendo a utilização por todos os estudantes. Nos livros digitais, também há alguns recursos, como infográficos clicáveis, que podem ser acessados por meio do sumário e de ícones indicados nas páginas dos livros.
O LIVRO DO ESTUDANTE
A seguir, apresentamos a estrutura do Livro do Estudante, explicando as características das seções e de outros elementos que compõem a coleção.
PÁGINAS DE ABERTURA
Têm como objetivos marcar o início de cada unidade, despertar a atenção dos estudantes para o que será abordado e relacionar os conteúdos aos conhecimentos prévios e à sua realidade próxima. Apresenta imagens variadas, perguntas para serem discutidas oralmente e uma lista dos conteúdos que serão abordados ao longo do trabalho.
RODA
DE LEITURA
Essa seção propõe a leitura de textos de diferentes gêneros, de todos os campos de atuação previstos pela BNCC, em linguagem verbal e não verbal, incluindo produções multissemióticas. O boxe Antes de ler apresenta perguntas orais incentivando a conversa e o levantamento de pressuposições antecipadoras de sentido. A subseção Papo de leitor propõe questões que exploram sentidos, contexto e organização formal do gênero em foco. O boxe Agora que já lemos encerra o trabalho propondo questões de compreensão global e de extrapolação do texto para a vida cotidiana.
É LÍNGUA, É LINGUAGEM
Nessa seção, desenvolvem-se habilidades do eixo Análise linguística/semiótica da BNCC, que prevê trabalho com morfologia, sintaxe, morfossintaxe e questões ortográficas. Cabe destacar que são abordados alguns conceitos não previstos pela BNCC, mas que foram considerados pré-requisitos para o desenvolvimento de outros, previstos. Os estudos de reflexão linguística desenvolvidos na seção contam com atividades de construção de
conceito e de fixação. Estas últimas são apresentadas na subseção Para pensar e praticar
JANELAS
Explora textos que dialogam com o da leitura principal, seja por complementarem-na, seja por explorar, em dado gênero, elementos de composição de outro gênero. Cabe ressaltar que o trabalho desenvolvido complementa de forma importante o trabalho com leitura, ampliando o repertório dos estudantes e promovendo o desenvolvimento das habilidades de leitura de forma mais robusta.
DE OLHO NA ESCRITA
A seção explora questões que concorrem para a correção e clareza da linguagem, como, além de ortografia e acentuação, a pontuação, fundamental para a organização sintática dos períodos. Essa seção também conta com atividades de construção do conceito e de fixação, que são apresentadas na subseção Para pensar e praticar
PENSAR OS SENTIDOS
Essa seção promove um programa de estudo de questões semânticas. Assim, desdobra-se por meio de atividades que exploram o sentido de certas escolhas em determinado texto e situação nele configurada. Também conta com atividades de construção do conceito e de fixação, que são apresentadas na subseção Para pensar e praticar
HORA DE PRODUZIR
Seção dedicada a produções escritas e orais, compartilhadas ou autônomas, sempre relacionadas ao campo de atuação em foco na unidade. A metodologia acompanha todo o processo: define o que produzir, para quem e como circular; orienta planejamento, escrita, revisão e compartilhamento; e propõe avaliação do produto e do processo. Em diversos momentos há sugestões que incluem a produção digital, marcadas no boxe Papo digital
AGORA NA PAUTA
No 3º ano, essa seção apresenta atividades com pauta caligráfica para treino das letras manuscritas estudadas, com exercícios de traçado em pontilhado e em mão livre.
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
Seção que propicia um momento de autoavaliação e reflexão sobre os conteúdos estudados na unidade e a participação dos estudantes nas atividades. Também funciona como instrumento da avaliação formativa, permitindo a você mapear necessidades e potencialidades, de forma individual e coletiva, e planejar intervenções por meio de um olhar atento e personalizado.
SAIBA MAIS
Apresenta sugestões de recursos extras, como livros, filmes e sites. Cada sugestão é acompanhada por uma breve sinopse.
VOCABULÁRIO
Apresenta o significado de termos que os estudantes podem desconhecer e que são importantes para a compreensão do texto.
COLETIVAMENTE
Explora os temas contemporâneos transversais, contribuindo para a formação cidadã dos estudantes por meio de reflexões e propostas de resoluções de problemas, de modo que eles sejam atuantes na sociedade em que vivem. O tema contemporâneo transversal desenvolvido é identificado nas orientações ao professor.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COMENTADAS
Presente ao final do livro, elenca referências comentadas de livros, artigos e sites que foram consultadas no elaboração do Livro do Estudante
DICA
Apresenta dicas variadas que contribuem para o aprendizado dos estudantes.
QUEM PRODUZIU?
Apresenta informações sobre quem produziu o texto ou sobre o veículo de comunicação onde ele foi veiculado.
ÍCONE DE RESPOSTA ORAL
Indica que os estudantes devem responder à atividade oralmente.
OBJETO DIGITAL
Indica que há Objeto Educacional Digital relacionado aos temas que estão sendo trabalhados e que pode ser acessado na versão digital do livro.
O LIVRO DO PROFESSOR
Este Livro do Professor é organizado em duas partes. Esta primeira parte apresenta a estrutura da coleção e a Reprodução do Livro do Estudante, que se refere à reprodução das páginas do Livro do Estudante em tamanho reduzido, com respostas e possíveis comentários para você. Nas laterais e nos rodapés dessas páginas, as orientações ao professor propõem comentários, sugestões de condução para as atividades e respostas de algumas atividades que não foram apresentadas na reprodução da página do Livro do Estudante. Essas orientações colaboram para a prática docente e seu dia a dia em sala de aula e foram elaboradas de modo a explicitar os procedimentos das aulas de forma prática, e ao mesmo tempo detalhada, oferecendo suporte à prática docente.
A segunda parte, presente após a Reprodução do Livro do Estudante, é intitulada Manual do Professor. Ela apresenta a estrutura da BNCC, a fundamentação teórico-metodológica da coleção e aborda diversos assuntos que contribuem para o desenvolvimento docente e para o dia a dia em sala de aula. Além disso, apresenta um quadro de distribuição dos conteúdos com as habilidades e as competências da BNCC que estão sendo desenvolvidas em cada unidade e sugestões de cronogramas bimestrais, trimestrais e semestrais. Ao final dessa parte, são mostradas sugestões de referências complementares para a prática docente e as referências bibliográficas comentadas utilizadas como consulta para a produção das orientações ao professor e do Manual do Professor
Observe a seguir como as orientações ao professor, que constam na primeira parte deste Livro do Professor, estão estruturadas.
OBJETIVOS
Lista os objetivos pedagógicos das seções do Livro do Estudante.
BNCC
Apresenta habilidades da BNCC que estão sendo desenvolvidas em cada conteúdo, destacando as relações entre elas e o conteúdo.
RESPOSTAS
Apresenta as sugestões de respostas de algumas atividades e questões indicadas no Livro do Estudante.
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
Fornece dicas para que você possa iniciar as aulas, abordar alguns conteúdos ou realizar uma avaliação diagnóstica de maneira diferente da que foi apresentada no Livro do Estudante
ATIVIDADE EXTRA
Apresenta sugestões de atividades complementares que contribuem para diversificar as estratégias de aprendizagem.
AVALIANDO
Propõe avaliações diagnósticas e formativas para que você possa acompanhar a aprendizagem dos estudantes em diferentes momentos.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
Destaca momentos em que é possível estabelecer relações entre componentes curriculares de diferentes áreas do conhecimento, além de orientações práticas sobre como realizar as articulações entre os conteúdos.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
Fornece sugestões de leituras, contribuindo para sua formação.
ANTES DE LER
Apresenta comentários específicos sobre o boxe Antes de ler do Livro do Estudante
AGORA QUE JÁ LEMOS
Apresenta comentários específicos sobre o boxe Agora que já lemos do Livro do Estudante
PAPO DIGITAL
Apresenta comentários específicos sobre o boxe Papo digital do Livro do Estudante.
COMENTÁRIOS DIVERSOS
Os comentários e as explicações de caráter prático referentes às atividades do Livro do Estudante e as considerações pedagógicas a respeito de possíveis dificuldades dos estudantes na resolução das atividades, bem como alternativas para consolidar conhecimentos, são inseridos em tópicos ao longo da unidade.
Nas orientações ao professor da seção Coletivamente, apresentamos os objetivos pedagógicos e as orientações sobre como desenvolver os conteúdos e as atividades da seção com os estudantes.
LIVRO DO ESTUDANTE
Língua Portuguesa
Lucas Kiyoharu Sanches Oda
Pós-doutor em Linguística pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp-SP).
Doutor em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp-SP).
Mestre em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).
Licenciado em Letras pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).
Licenciado em Filosofia pelo Centro Universitário Ítalo Brasileiro (Uni Ítalo-SP).
Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Trabalha há mais de 20 anos na área do Ensino de Língua Portuguesa para Anos Finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio, cursos pré-vestibulares e Ensino Superior, principalmente com a frente de literatura.
Autor de histórias em quadrinhos indicadas às principais premiações da área.
Autor de livros didáticos para Ensino Fundamental e Médio.
Maria Tereza Rangel
Arruda Campos
Doutora e mestra em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Licenciada em Letras - Português pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP-SP). Bacharela em Letras (Português e Espanhol) pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP-SP). Atuou como professora por 14 anos em escolas particulares.
Consultora do Banco Mundial, tendo atuado na SEMTEC (atual Setec) do Ministério da Educação e na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.
Curadora de espaços para jovens na Bienal Internacional do Livro. Autora e editora de materiais didáticos.
Componente curricular: Língua Portuguesa
1ª edição Londrina, 2025
16/09/2025 12:26:36
Esta parte do Livro do Professor contém a Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido, com respostas das atividades e possíveis comentários para você. Além disso, nas laterais e rodapés há as orientações ao professor que servem como um guia para a prática pedagógica apresentando sugestões sobre como trabalhar as atividades, além de apresentar as respostas que não foram incluídas na reprodução das páginas. Para deixar mais evidente o sentido de leitura, em algumas páginas utilizamos as indicações e .
Copyright © Editora Novo Rumo, 2025
Edição Angelo Stefanovits, Marcos Rogério Morelli, Taciane Marcelle Marques
Assistência editorial Ana Luiza Zambaldi, Joyce Graciele Freitas
Colaboração técnico-pedagógica Cristina Sayuri Koyama, Etianne Ribeiro da Silva, Talita
Graciara de Freitas, Vânia Muraschco
Preparação e revisão Moisés Manzano da Silva (coord.)
Gerência de produção editorial Camila Rumiko Minaki Hoshi
Supervisão de produção editorial Priscilla de Freitas Cornelsen Rosa
Assistência de produção editorial Lorena França Fernandes Pelisson
Coordenação de produção de arte Tamires Rose Azevedo
Edição de arte Tatiane Galheiro
Projeto gráfico e design Dayane Barbieri, Keithy Mostachi, Laís Garbelini
Projeto de capa Marcela Pialarissi
Ilustrações de capa Marilia Goldschmidt
Coordenação de diagramação Adenilda Alves de França Pucca - Nil
Diagramação JSDesign, Leda Cristina Silva Teodorico
Autorização de recursos João Henrique Pedrão Feliciano
Iconografia Alessandra Roberta Arias, Vinícius Costa (trat. imagens)
Objetos digitais
Gerência de produção Erick Lopes de Almeida
Roteiros Meire de F. dos Santos Sebastião
Edição de imagens Rogério Casagrande
Desenvolvimento Ohanna Schmitt Bolfe, Tatiana Tissa Kawakami
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Oda, Lucas Kiyoharu Sanches Plantar língua portuguesa : 5º ano : anos iniciais do ensino fundamental / Lucas Kiyoharu Sanches Oda, Maria Tereza Rangel Arruda Campos. -- 1. ed. -- Londrina, PR : Editora Novo Rumo, 2025. Componente curricular: Língua portuguesa.
ISBN 978-65-5158-150-2(livro do estudante)
ISBN 978-65-5158-146-5(livro do professor)
ISBN 978-65-5158-144-1(livro do estudante HTML5)
ISBN 978-65-5158-148-9(livro do professor HTML5)
1. Língua portuguesa (Ensino fundamental) I. Campos, Maria Tereza Rangel Arruda. II. Título. III. Série.
CDD-372.6
25-299289.1
Índices para catálogo sistemático: 1. Língua portuguesa : Ensino fundamental 372.6
Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA NOVO RUMO.
Avenida Doutor Adhemar Pereira de Barros, 1500, sala 804 - Bela Suíça - Londrina-PR CEP 86047-250 - Tel. (43) 3367-2030 contato@editoranovorumo.com.br
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33 Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
13/10/2025 08:54:58
APRESENTAÇÃO
Caro estudante,
Este é o seu livro do 5º ano de Língua Portuguesa, material que vai acompanhar você durante todo o ano.
Neste livro, você vai compartilhar o que já viveu, retomar essas experiências e fazer novas descobertas. Você vai ler e produzir textos, interagir com seus colegas e participar de diversas atividades.
Esperamos que você aprenda e se divirta bastante! Torcemos para que, ao final do percurso, tenha boas lembranças e vários conhecimentos para compartilhar!
Um abraço, Os autores.
CONHEÇA
SEU LIVRO
A seguir, vamos mostrar como o seu livro está organizado e de que jeito ele vai ajudar você a aprender e estudar melhor.
BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC) • 5º ANO
A seguir, apresentamos as habilidades de Língua Portuguesa da BNCC referentes ao 5º ano do Ensino Fundamental. Elas podem ser consultadas sempre que necessário, para nortear os planejamentos de aula ou para esclarecer dúvidas a respeito das habilidades desenvolvidas em cada unidade.
(EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam.


ABERTURA DE UNIDADE
Você vai observar a imagem e responder às questões, iniciando uma conversa sobre o que vai estudar na unidade.
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
(EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em textos multissemióticos.
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos
ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas.
(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando for o caso, em suporte adequado, manual ou digital.
(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas.
(EF15LP08) Utilizar software, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multissemióticos disponíveis.
(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
(EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como direção do olhar, riso, gestos, movimentos da cabeça (de concordância ou discordância), expressão corporal, tom de voz.
(EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).
(EF15LP14) Construir o sentido de histórias em quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e interpretando recursos gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias).
(EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma dimensão lúdica, de encantamento, valorizando-os, em sua diversidade cultural, como patrimônio artístico da humanidade.
NO RITMO DOS SENTIDOS
RODA DE LEITURA: POEMA
É LÍNGUA, É LINGUAGEM
Agora, vamos continuar conhecendo mais sobre os poemas, experimentando o prazer que a leitura dele desperta em nós.
Concordância verbal
1. Releia as falas a seguir e contorne as formas verbais.
ANTES DE LER
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Observe o cartum do mexicano
Angel Boligán Corbo, premiado no 40º Salão Internacional de Humor de Piracicaba.
a ) Que figuras podem ser identificadas na obra?
RODA DE LEITURA
b) Que tipo de interação há entre os personagens?
2. Você viu como as palavras podem produzir sentidos inesperados, que vão além do significado mais comum. Isso também ocorre com as imagens. Esse cartum faz você pensar sobre o quê? Troque ideias com os colegas.
Nessa seção, você terá contato com diversos textos para ler, ouvir, estudar e apreciar. As atividades propostas ajudarão você a refletir sobre os textos e se tornar um bom leitor!
64
DE OLHO NA ESCRITA
Palavras homófonas
1. Leia a seguir um poema de Guilherme de Almeida.
“Eu procurei de todos os lados, meu carro estava meio sujo e nem reparei.”

Angel.
“A gente acha que alguém que bate no seu carro pode sair correndo, ainda mais nesta idade, mas eu achei um gesto de uma doçura, de uma honestidade grande.”
Qual palavra ou expressão se refere cada uma dessas formas verbais?
É LINGUA, É LINGUAGEM
Hora de ter saudade
Houve aquele tempo... (E agora, que a chuva chora, ouve aquele tempo!)
Guilherme
DE OLHO NA ESCRITA
a ) Escreva uma palavra que rime com saudade

Por meio de diversas atividades, você vai estudar e aprender mais sobre a nossa língua. Na subseção Para pensar e praticar, você vai fixar os conteúdos estudados.
2. No trecho “A gente acha...”, a expressão a gente dá ideia de várias pessoas e pode ser entendida como nós Mas o verbo está flexionado na terceira pessoa do singular, ele/ela Por quê?
Porque não concorda com a ideia, mas com a forma gramatical gente que está no singular e corresponde à terceira pessoa.
Porque se refere a uma pessoa genérica e o verbo identifica a pessoa.
3. Considere este trecho: “alguém que bate no seu carro pode sair correndo”.
a ) A que palavra da frase se refere a forma verbal bate?
3. Que sentimentos esse cartum despertou em você? Comente. Um cartum, de modo semelhante ao que ocorre com um poema, pode sugerir muitos sentidos que vão além do que é mais evidente. No cartum, as imagens expressam a ideia; no poema, as palavras podem ganhar novos sentidos dependendo do contexto.
JANELAS
Grafite e poesia
6 jan. 2023. Disponível em: https://www.instagram.com/p/ CnFIFe3ue8r/?hl=en. Acesso em: 23 jun. 2025.
Você vai ampliar seus conhecimentos sobre ortografia, acentuação e pontuação. Na subseção Para pensar e praticar, você vai aplicar os conteúdos estudados.
b) No verso “Houve aquele tempo...”, o eu lírico se refere a qual tempo?
A um tempo do passado.
A um tempo do futuro.
A um tempo do presente.
c ) Considerando o título do poema, o eu lírico acha que esse tempo foi positivo ou negativo? Justifique sua resposta.
b) Alguém é um pronome e está na terceira pessoa do singular. A forma verbal bate também está na terceira pessoa do singular. O que é possível concluir dessas constatações? Use as palavras a seguir para completar a frase.
expressão • palavra • concorda
A seguir, você vai ler uma reportagem sobre um projeto cultural que levou beleza e poesia para os muros de uma cidade.
Agora, leia silenciosamente dois poemas. Depois, você e os colegas se organizarão em quatro grupos e farão uma leitura em voz alta deles. Dois lerão o texto 1 e os outros dois, o texto 2. Ensaiem a leitura, prestando atenção ao ritmo, ao corte dos versos, à entonação, ao som das palavras e ao modo como elas foram arranjadas no texto.
2. O poema explora a sonoridade entre as palavras chuva e choro e constrói uma relação entre elas. a ) Como essa sonoridade é construída?
O verbo em número e pessoa com a ou com a a que se refere.
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
PENSAR OS SENTIDOS
PENSAR OS SENTIDOS
Escritor grafita poesias nos muros da periferia de Suzano
Aumentativos e diminutivos
JANELAS
Hoje em dia estão até tirando selfie nos muros do Jardim Revista, bairro da periferia de Suzano, cidade na Grande São Paulo. Com grafites e frases poéticas que chamam a atenção, as paredes de algumas das casas dão cara nova ao bairro depois que o escritor Ademiro Alves, 33, mais conhecido como Sacolinha, criou o projeto “Literatura e Paisagismo – Revitalizando a Quebrada”.
Você poderá desenvolver ainda mais as habilidades de leitura, por meio da exploração de textos que dialogam com o texto da leitura principal.

Muro do Jardim Revista, bairro da periferia de Suzano, com grafites e frases poéticas do escritor Ademiro Alves, Sacolinha.
A primeira intervenção foi no muro e portão da casa do próprio escritor, em maio. Já são oito no total. O grafiteiro Todyone, de Guaianases, na zona leste de São Paulo, é quem assina todas as obras, com exceção de uma delas, feita pelo susanense Raça. De acordo com Sacolinha, a ideia é fazer dez intervenções no bairro e outras dez em cada região que receber a iniciativa.
HORA DE PRODUZIR
Texto dramático e encenação
Chegou o momento de avaliar os conteúdos estudados nesta unidade e participação nas atividades.
b) Complete as lacunas para perceber melhor essa relação. Assim como a chuva é água que cai do , o choro é água que cai dos
1. Leia a seguir um trecho da obra O menino no espelho, do escritor Fernando Sabino. Neste trecho, o protagonista da história, Fernando, acaba de conhecer um homem que lhe ensina muito sobre a vida.
O menino e o homem
Essa seção apresenta atividades que exploram os sentidos produzidos em determinados contextos.
Ficha de autoavaliação 1
Conteúdos estudados na unidade SIM NÃO
Entendi as características de um soneto?
Entendi o que são palavras simples e palavras compostas?
Na subseção Para pensar e praticar, você vai fixar os conteúdos estudados.
Entendi as características de um poema?
[...] Gostei daquele homem: ele sabia uma porção de coisas que eu também sabia. Ficamos conversando um tempão, sentados na beirada da caixa de areia, como dois amigos [...]. Falei na minha galinha Fernanda, [...] o Birica, valentão da minha escola, o dia em que me sagrei campeão de futebol, o meu primeiro amor, o capitão Patifaria, a passarinhada que Mariana e eu soltamos. [...] Hindemburgo apareceu correndo, a agitar o rabo. Para surpresa minha, nem o homem ficou com medo do cachorrão, nem este o estranhou; parecia feliz, até lambeu-lhe a mão. [...]
O homem disse que tinha de ir embora — antes queria me ensinar uma coisa muito importante: — Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz para o resto da sua vida?
[...] Além de levar literatura e arte à periferia, o escritor descreve como “um projeto de qualidade de vida”. “A pessoa está indo trabalhar com a cabeça cheia, pensando nas dívidas, no trem lotado e de repente vê uma poesia: ‘quando eu era criança vivia correndo atrás das pipas, hoje que sou grande e as pipas caem em meu quintal’. Que bagulho louco, ela pensa, é verdade, hoje cresci e não tenho tempo para as brincadeiras de criança”.
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: PROFISSÕES NOS
Você leu um texto dramático e conheceu as características desse gênero. Agora vai colocar em prática o que aprendeu.
O que vai produzir
Entendi quando usar -ão ou -am na terminação das palavras?
Sei identificar polissemia em um texto?
Ficha de autoavaliação 2
Participação nas atividades da unidade SIM NÃO Colaborei com os colegas?
Participei das atividades em sala de aula?
Fiz as atividades de casa?
Mantive meu material organizado?
— Quero — respondi. O segredo se resumia em três palavras, que ele pronunciou com intensidade, mãos nos meus ombros e olhos nos meus olhos:
“A gente se preocupa muito em malhar o corpo e às vezes esquecemos de malhar a mente. Os olhos veem cor no bairro, não só o cinza”, comentou. Atrelado a este exercício, estimula-se o plantio de árvores próximo às intervenções.
Forme grupo com mais três ou quatro colegas. Juntos, vocês vão continuar a peça João Cabeça de Feijão, criando um final para ela. Em seguida, vão apresentá-la à turma.
Planejar
Chegou o momento de avaliar os conteúdos estudados nesta unidade e a sua participação nas atividades.
Ficha de autoavaliação 1 Conteúdos estudados na unidade
— Pense nos outros. [...]
GOMES, Tamiris. Escritor grafita poesias nos muros da periferia de Suzano. Folha de S.Paulo 20 jun. 2017. Disponível em: https://mural.blogfolha.uol.com.br/2017/06/20/ escritor-cria-projeto-que-grafita-poesias-nos-muros-de-suzano/. Acesso em: 2 jul. 2025.
Entendi as características de uma narrativa de aventura?
Compreendi o que são palavras primitivas e palavras derivadas?
Aprendi as características de um texto dramático?

Entendi o efeito de sentido do aumentativo e do diminutivo?
Releiam o trecho da peça. O que poderia acontecer depois que os soldados aparecem? Para criarem esse final, é importante lembrar os seguintes detalhes:
1. João precisa encontrar a gansa;
HORA DE PRODUZIR
2. o Ogro Gigante não pode confrontar João;
Você vai criar diferentes textos, falados e escritos, experimentando a comunicação em diversas situações e para públicos variados.
3. João deve conseguir voltar para casa.
Produzir
SABINO, Fernando. O menino no espelho romance. Rio de Janeiro: Record, 2003. LISLLEY GOMES FEIGE/ARQUIVO DA EDITORA 40
SAIBA MAIS
Poesia no cinema Essa animação retrata a jornada de Chihiro, uma menina de 10 anos que vai para um mundo fantástico. Com imagens poéticas, o filme fala, de maneira delicada, sobre um destino inevitável: o fim da infância.
Você concorda com essa ideia de que é preciso pensar nos outros para ser feliz? Discuta com os colegas, respeitando o turno de fala de todos.
Sei usar todos os sinais de pontuação?
Ficha de autoavaliação 2 Participação nas atividades da unidade SIM NÃO
13/10/2025 09:23:26
Contribuí nas atividades orais em sala de aula?
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
Colaborei com os colegas nas atividades coletivas?
Fiz as atividades de casa?
Depois de o grupo definir o final, imaginem como ele será encenado e como devem ser as falas de cada personagem.
SAIBA MAIS
Aventuras na estação de trem
O grupo pode se organizar e imaginar como seriam as ações dos personagens e suas falas. Lembrem-se de que as falas vêm com o nome do personagem antes e de que as ações e emoções são indicadas pelas rubricas.
A escrita pode ser feita em conjunto, em um mesmo caderno ou em um mesmo arquivo compartilhado no computador. Revisem o texto e o reescrevam corrigindo os erros e ajustando-o para melhorá-lo.
Depois, ensaiem a apresentação. Para isso, escolham quem vai interpretar os personagens e quem vai cuidar da sonoplastia (os sons que serão produzidos), da iluminação, do cenário e do figurino.
Dica: Com uma lanterna, é possível criar efeitos de luz interessantes.
Você vai retomar os conteúdos, relembrar o que estudou e avaliar o que aprendeu.
O menino órfão Hugo Cabret vive escondido em uma estação de trem de Paris em 1931 e mantém funcionando os gigantescos relógios da estação. Lá, Hugo se envolve em um mistério na companhia de Isabelle, uma menina curiosa.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO MAURICIO

(EF15LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor e, mais tarde, de maneira autônoma, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de assombração etc.) e crônicas.
(EF15LP17) Apreciar poemas visuais e concretos, observando efeitos de sentido criados pelo formato do texto na página, distribuição e diagramação das letras, pelas ilustrações e por outros efeitos visuais.
(EF15LP18) Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos.
(EF15LP19) Recontar oralmente, com e sem

SELZNICK, Brian. A invenção de Hugo Cabret São Paulo: SM, 2007. À procura do cachorro perdido

Turma da Mônica: Laços é um filme inspirado na história em quadrinhos de mesmo nome, criado por Vitor e Lu Cafaggi. A história narra o sumiço de Floquinho, cachorro de estimação de Cebolinha.
TURMA da Mônica: Laços, de Daniel Rezende. Brasil, 2019 (97 min).
A VIAGEM de Chihiro, de Hayao Miyazaki. Japão, 2003 (125 min). PAES, José Paulo. É isso ali Ilustrações de Walter Vasconcelos. São Paulo: Salamandra, 2005.

Fazer poético Nesse livro, o poeta José Paulo Paes faz versos sobre o abecedário, conta piadas, propõe adivinhações, narra histórias de terror e brinca com paródias.
SAIBA MAIS
Apresenta indicações de livros, filmes, visitações ou sites que podem expandir seu conhecimento.
apoio de imagem, textos literários lidos pelo professor.
13/10/2025 10:51:40
(EF35LP01) Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com autonomia e fluência, textos curtos com nível de textualidade adequado.
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em meios digitais para leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião, após a leitura.
(EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global.
BOLIGÁN,
Día de Reyes
COLETIVAMENTE



COLETIVAMENTE
Você vai refletir sobre temas importantes que contribuem para a formação de cidadãos críticos e atuantes na sociedade, relacionados a situações do cotidiano.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
Essa seção contém as referências de livros e documentos que foram utilizados na elaboração do seu livro.
ÍCONES
— Ayrton, o motivo por que lhe pedimos para vir é bastante grave. Um navio está à vista da ilha. Com o óculo de alcance, Ayrton, bastante comovido, percorreu
o horizonte. Depois focalizou-o na direção indicada, mudo e imóvel.
— De fato é um navio, mas não creio que seja o Duncan
— E por que razão você supõe que não seja? — perguntou Spilett.
— Porque o Duncan é um iate a vapor e não vejo sinal de fumaça, nem por cima nem em volta do navio.
[...]
Depois disso, Ayrton sentou-se em silêncio. A discussão acerca do navio prosseguiu por muito tempo, mas ele não tomou parte.
Produzir
[...] Eram cinco horas da tarde e dentro de pouco tempo seria noite, o que tornaria difícil qualquer observação. Decidiram, então, que se acenderia uma fogueira. [...]
BOXES
PAPO DIGITAL
PARA PENSAR E PRATICAR

(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos.
Escreva seu texto com base no planejamento que você fez. Caso considere necessário mudar alguma parte da história, lembre-se do fim que você imaginou: a história deve ser contada para chegar até ele.
PAPO DIGITAL
[...] Tudo combinado, decidiram que Nab e Pencroff iriam ao porto Balão e logo que fosse noite acenderiam aí uma fogueira enorme cujo clarão atrairia a atenção dos tripulantes.
Apresenta atividades ou dicas que envolvem tecnologia.
1. O texto a seguir explica a origem mineral da pedra água-marinha. Água-marinha – Variante do berilo, com tonalidades que vão de azul-claro a verde-azulado. Encontrada na Itália, Afeganistão e Rússia, entre outros países, tem no Brasil o seu maior produtor, especialmente no Nordeste. Conhecida por simbolizar coragem e proteção.
No momento, porém, em que os dois iriam sair, o navio mudou de rumo e navegou direto para a ilha, dirigindo-se à baía União com extrema rapidez. Ayrton observou-o com o óculo e disse:
— Não é o Duncan. Eu bem via que não podia ser ele.
[...]
A poesia é uma pulga
VOCABULÁRIO
(EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto.
Ao concluir o trabalho, faça uma revisão dele e verifique os eventuais erros e o que pode ser melhorado. Ao final, com o auxílio do professor, reescreva-o em um editor de textos e insira na página uma imagem que represente a sua narrativa.

Compartilhar
— Não é bandeira americana — afirmou Pencroff —, nem inglesa, alemã ou francesa. Não é a bandeira branca da Rússia, nem a amarela da Espanha. Parece uma cor uniforme... Vejamos: a bandeira do Chile? É tricolor... Brasileira? Verde... Japonesa? Amarela e preta... enquanto esta... Neste momento uma aragem desenrolou inteiramente a bandeira des nhecida. Ayrton agarrou o óculo e, olhando por ele, exclamou em voz baixa: — O pavilhão negro!
3.
1. O professor vai organizar a turma em grupos de cinco estudantes. Assim, todos poderão ler o texto.
a ) Quais são as características de destaque da pedra água-marinha? b) Justifique o nome dessa pedra.
Então, os colonos, com toda a razão, podiam tomar agora o navio como suspeito! ANA
Apresenta o significado de algumas palavras.
A poesia é uma pulga, coça, coça, me chateia, entrou por dentro da meia, saiu por fora da orelha, faz zumbido de abelha, mexe, mexe, não se cansa, nas palavras se balança, fala, fala, não se cala, a poesia é uma pulga, de pular não tem receio, adora pular na escola... Só na hora do recreio!
DICA
2. Você vai ler sua história para os colegas do seu grupo em voz alta. Antes
c ) Água-marinha é uma palavra simples ou composta? Por quê?
QUEM PRODUZIU?

4. Depois de ler, pergunte aos colegas para os quais você leu se eles
Preste atenção à leitura dos colegas e não esqueça: sua avaliação deve ajudá-los. Boa
(EF35LP06) Recuperar relações entre partes de um texto, identificando substituições lexicais (de substantivos por sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos, demonstrativos) que contribuem para a continuidade do texto.
13
d) A água-marinha vai de azul-claro a verde-azulado Quais outras cores têm nomes compostos?
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
RARIDADE e fulgor das pedras preciosas que rendem belas joias. Disponível em: https://www.opovo.com.br/agencia/flipar/2025/04/30/ raridade-e-fulgor-das-pedras-preciosas-que-rendem-belas-joias.html. Acesso em: 2 jul. 2025. sol viva benta luz de colônia métrica Pedra água-marinha. ALBERT RUSS/SHUTTERSTOCK.COM
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular Versão final. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 5 set. 2025. Documento que determina as competências gerais e específicas, as habilidades e as aprendizagens que os estudantes brasileiros da Educação Básica precisam desenvolver e colocar em prática ao longo de sua trajetória escolar.
BRASIL. Ministério da Educação. Compromisso Nacional Criança Alfabetizada 2023. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/centrais-de-conteudo/ publicacoes/institucionais/compromisso-nacional-crianca-alfabetizada.pdf. Acesso em: 23 set. 2025. Documento de apresentação do programa Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, política pública que visa garantir o direito à alfabetização de todas as crianças brasileiras até o final do 2º ano
do Ensino Fundamental e prevê ações para recuperar aprendizagens de crianças de 3º 4º e 5º anos.
COELHO, Nelly Novaes. Literatura infantil teoria, análise, didática. São Paulo: Moderna, 2000. Essa obra trata de importantes problemáticas relativas à literatura infantil, buscando não apenas responder às questões, mas também promover uma reflexão sobre a literatura infantil.
CUNHA, Celso Ferreira da; CINTRA, Luís Filipe Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1975. Obra de referência que descreve e explica o funcionamento da língua portuguesa, equilibrando tradição normativa e abordagem científica moderna.
FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita 5. ed. Porto
Alegre: Artmed, 1999. Com base nos estudos de Piaget, a obra investiga como as crianças compreendem e se apropriam da língua escrita, construindo hipóteses sobre a escrita antes mesmo do ensino formal.
KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2006. A obra explica os processos de construção de sentidos na leitura, mostrando que compreender um texto vai muito além da mera decodificação de palavras, pois envolve a construção de sentidos mediante a interação de texto, leitor e contexto.
SCHNEUWLY, Bernard et al Gêneros orais e escritos na escola Tradução de Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004. Esse livro traz reflexões sobre os gêneros textuais, compreendendo sua importância no ensino escolar e na construção do senso crítico. SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura Tradução de Claudia Schilling. 6. ed. Porto Alegre:
RESPOSTA ORAL
Indica que a atividade deve ser feita oralmente.
a história tem suspense; • o final resolve o problema do herói.
Sylvia Orthof nasceu em 1932. É autora de muitos livros infantojuvenis premiados, que passeiam desde a poesia até o teatro.

Os textos podem ser expostos em um mural para os demais colegas lerem e serem postados pelo professor nas mídias sociais da escola para atingirem mais leitores.
Avaliar
Com os colegas, avaliem a atividade.
ORTHOF, Sylvia. A poesia é uma pulga. In ORTHOF, Sylvia. A poesia é uma pulga Ilustrações originais de José Flávio Teixeira. São Paulo: Atual, 1991. p. 3. (Série Caderno de Poesia).
1. Você gostou de escrever uma narrativa de aventura? Gostou do seu texto?
Apresenta uma dica que contribui para o seu aprendizado.
e ) Tente juntar a palavra água aos termos a seguir, formando outras. Depois, compare sua lista com as dos colegas.
vento que é vento fica
parede parede passa
meu ritmo bate no vento e se des pe da
QUEM PRODUZIU?
Apresenta informações sobre quem produziu o texto.
OBJETOS DIGITAIS

LEMINSKI, Paulo. Toda poesia
14. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 97.
O que achou das leituras? Gostou de ouvir as histórias dos colegas? 27
13/10/2025 09:04:56
(EF35LP07) Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia, regras básicas de concordância nominal e verbal, pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso.
Paulo Leminski, artista múltiplo, nasceu em 1944. Seus poemas são influenciados pelas culturas japonesa e popular de seu tempo.
QUEM PRODUZIU? Paulo Leminski.

Indica que existe, na versão digital deste livro, um infográfico clicável relacionado ao conteúdo.
Os sites indicados neste livro podem mostrar imagens e textos diferentes dos que foram pensados para o seu estudo. Isso acontece porque o conteúdo disponível on-line pode ser alterado com o tempo e variar conforme o histórico de pesquisa do usuário. Por isso, não temos como controlar as imagens e textos que aparecem em tais sites
gráficas e de acordo com as características do gênero textual.
(EF35LP10) Identificar gêneros do discurso oral, utilizados em diferentes situações e contextos comunicativos, e suas características linguístico-expressivas e composicionais (conversação espontânea, conversação telefônica, entrevistas pessoais, entrevistas no rádio ou na TV, debate, noticiário de rádio e TV, narração de jogos esportivos no rádio e TV, aula, debate etc.).
(EF35LP11) Ouvir gravações, canções, textos falados em diferentes variedades linguísticas, identificando características regionais, urbanas e rurais da fala e respeitando as diversas varie-
dades linguísticas como características do uso da língua por diferentes grupos regionais ou diferentes culturas locais, rejeitando preconceitos linguísticos.
(EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema.
(EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de uso frequente nas quais as relações fonema-grafema são irregulares e com h inicial que não representa fonema.
(EF35LP08) Utilizar, ao produzir um texto, recursos de referenciação (por substituição lexical ou por pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos), vocabulário apropriado ao gênero, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível suficiente de informatividade.
(EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas
(EF35LP14) Identificar em textos e usar na produção textual pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos, como recurso coesivo anafórico.
(EF35LP15) Opinar e defender ponto de vista sobre tema polêmico relacionado a situações vivenciadas na escola e/ou na comunidade, utilizando registro formal e estrutura adequada à argumentação, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF35LP16) Identificar e reproduzir, em notícias, manchetes, lides e corpo de notícias simples para público infantil e cartas de reclamação (revista infantil), digitais ou impressos, a formatação e diagramação específica de cada um desses gêneros, inclusive em suas versões orais.
(EF35LP17) Buscar e selecionar, com o apoio do professor, informações de interesse sobre fenômenos sociais e naturais, em textos que circulam em meios impressos ou digitais.
(EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de trabalhos realizadas por colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
(EF35LP19) Recuperar as ideias principais em situações formais de escuta de exposições, apresentações e palestras.
(EF35LP20) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio de recursos multissemióticos (imagens, diagrama, tabelas etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa.
(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.
SUMÁRIO
UNIDADE
NO MAR DA AVENTURA ......... 10 1
AVENTURA E MISTÉRIO 12
RODA DE LEITURA: CAPÍTULO DE ROMANCE DE AVENTURA 12 É LÍNGUA, É LINGUAGEM 21
Palavras primitivas e palavras derivadas 21
PARA PENSAR E PRATICAR 24
HORA DE PRODUZIR 26 Narrativa de aventura 26
RODA DE LEITURA:
DE OLHO NA ESCRITA 36 Sinais de pontuação:
UNIDADE
(EF35LP22) Perceber diálogos em textos narrativos, observando o efeito de sentido de verbos de enunciação e, se for o caso, o uso de variedades linguísticas no discurso direto.
(EF35LP23) Apreciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, aliterações e diferentes modos de divisão dos versos, estrofes e refrões e seu efeito de sentido.
(EF35LP24) Identificar funções do texto dramático (escrito para ser encenado) e sua organização por meio de diálogos entre personagens e marcadores das falas das personagens e de cena.
(EF35LP25) Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, se-
quências de eventos e imagens apropriadas para sustentar o sentido do texto, e marcadores de tempo, espaço e de fala de personagens.
(EF35LP26) Ler e compreender, com certa autonomia, narrativas ficcionais que apresentem cenários e personagens, observando os elementos da estrutura narrativa: enredo, tempo, espaço, personagens, narrador e a construção do discurso indireto e discurso direto.
(EF35LP27) Ler e compreender, com certa autonomia, textos em versos, explorando rimas, sons e jogos de palavras, imagens poéticas (sentidos figurados) e recursos visuais e sonoros.
UNIDADE
VAMOS NOS DIVERTIR? ......... 80 3
VAMOS JOGAR O QUÊ? 82
RODA DE LEITURA: REGRAS DE JOGO 82
É LÍNGUA, É LINGUAGEM 87
Revisão: substantivo e verbo 87
PARA PENSAR E PRATICAR 90
JANELAS 92
Poesia na brincadeira 92
HORA DE PRODUZIR 94
Regras de jogo 94
QUE TAL UM FILMINHO? 95
RODA DE LEITURA: RESENHA CRÍTICA 95
DE OLHO NA ESCRITA 102
Acentuação gráfica 102
PARA PENSAR E PRATICAR 104
PENSAR OS SENTIDOS 106
Advérbios que marcam opinião 106
PARA PENSAR E PRATICAR 108
JANELAS 111
Jogos e estudos 111
HORA DE PRODUZIR 113
Roda de dicas 113
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO 115
SAIBA MAIS 115
UNIDADE
RIR, PENSAR, DISCUTIR ........ 116 4
CONHECIA ESTA? 118
RODA DE LEITURA: PIADA 118 É LÍNGUA, É LINGUAGEM 123
Verbo: modo indicativo 123
PARA PENSAR E PRATICAR 127
JANELAS 131
Os bichos sorriem? 131
HORA DE PRODUZIR 133
Reconto de causo em podcast 133 AS IMAGENS TAMBÉM
FALAM: CARTUNS 134
RODA DE LEITURA: CARTUM 134 JANELAS 141
Uma árvore muito brasileira 141 DE OLHO NA ESCRITA 143
Palavras terminadas em -isse e -ice 143
PARA PENSAR E PRATICAR 144
PENSAR OS SENTIDOS 146
Os sentidos dos sons: interjeições e onomatopeias 146
PARA PENSAR E PRATICAR 147
HORA DE PRODUZIR 150 Cartum 150
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO 151
SAIBA MAIS 151
COLETIVAMENTE • Cuidar da cidade também é nosso dever! 152 7
(EF35LP28) Declamar poemas, com entonação, postura e interpretação adequadas.
(EF35LP29) Identificar, em narrativas, cenário, personagem central, conflito gerador, resolução e o ponto de vista com base no qual histórias são narradas, diferenciando narrativas em primeira e terceira pessoas.
(EF35LP30) Diferenciar discurso indireto e discurso direto, determinando o efeito de sentido de verbos de enunciação e explicando o uso de variedades linguísticas no discurso direto, quando for o caso.
(EF35LP31) Identificar, em textos versificados, efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos rítmicos e sonoros e de metáforas.
(EF05LP01) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares, contextuais e morfológicas e palavras de uso frequente com correspondências irregulares.
(EF05LP02) Identificar o caráter polissêmico das palavras (uma mesma palavra com diferentes significados, de acordo com o contexto de uso), comparando o significado de determinados termos utilizados nas áreas científicas com esses mesmos termos utilizados na linguagem usual.
(EF05LP03) Acentuar corretamente palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas.
(EF05LP04) Diferenciar, na leitura de textos, vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos e reconhecer, na leitura de textos, o efeito de sentido que decorre do uso de reticências, aspas, parênteses.
(EF05LP05) Identificar a expressão de presente, passado e futuro em tempos verbais do modo indicativo.
(EF05LP06) Flexionar, adequadamente, na escrita e na oralidade, os verbos em concordância com pronomes pessoais/nomes sujeitos da oração.
(EF05LP07) Identificar, em textos, o uso de conjunções e a relação que estabelecem entre partes do texto: adição, oposição, tempo, causa, condição, finalidade.
(EF05LP08) Diferenciar palavras primitivas, derivadas e compostas, e derivadas por adição de prefixo e de sufixo.
13/10/2025 08:58:21
(EF05LP09) Ler e compreender, com autonomia, textos instrucional de regras de jogo, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto.
(EF05LP10) Ler e compreender, com autonomia, anedotas, piadas e cartuns, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto.
(EF05LP11) Registrar, com autonomia, anedotas, piadas e cartuns, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto.
(EF05LP12) Planejar e produzir, com autonomia, textos instrucionais de regras de jogo, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto.
(EF05LP13) Assistir, em vídeo digital, a postagem de vlog infantil de críticas de brinquedos e livros de literatura infantil e, a partir dele, planejar e produzir resenhas digitais em áudio ou vídeo.
(EF05LP14) Identificar e reproduzir, em textos de resenha crítica de brinquedos ou livros de literatura infantil, a formatação própria desses textos (apresentação e avaliação do produto).
(EF05LP15) Ler/assistir e compreender, com autonomia, notícias, reportagens, vídeos em vlogs argumentativos, dentre outros gêneros do campo político-cidadão, de acordo com as convenções dos gêneros e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF05LP16) Comparar informações sobre um mesmo fato veiculadas em diferentes mídias e concluir sobre qual é mais confiável e por quê.
(EF05LP17) Produzir roteiro para edição de uma reportagem digital sobre temas de interesse da turma, a partir de buscas de informações, imagens, áudios e vídeos na internet, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF05LP18) Roteirizar, produzir e editar vídeo para vlogs argumentativos sobre
UNIDADE
ENTRE A ESCRITA E A ORALIDADE ....................154 5
A NOTÍCIA E SUAS FONTES 156
RODA DE LEITURA: NOTÍCIA 156
É LÍNGUA, É LINGUAGEM 164
Concordância verbal 164
PARA PENSAR E PRATICAR 165
HORA DE PRODUZIR 167
Notícia 167 É HORA DE PODCAST! 169
RODA DE LEITURA: PODCAST 169
DE OLHO NA ESCRITA 177
Palavras com S , SS , C e Ç 177
PARA PENSAR E PRATICAR 179
PENSAR OS SENTIDOS 182 Os sentidos da entonação 182
PARA PENSAR E PRATICAR 184
JANELAS 185
Narração de futebol 185
HORA DE PRODUZIR 187
UNIDADE
É LÍNGUA, É LINGUAGEM 199
Palavras que ligam palavras e frases 199
PARA PENSAR E PRATICAR 201
produtos de mídia para público infantil (filmes, desenhos animados, HQs, games etc.), com base em conhecimentos sobre os mesmos, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.
(EF05LP19) Argumentar oralmente sobre acontecimentos de interesse social, com base em conhecimentos sobre fatos divulgados em TV, rádio, mídia impressa e digital, respeitando pontos de vista diferentes.
(EF05LP20) Analisar a validade e força de argumentos em argumentações sobre produtos de mídia para público infantil (filmes, desenhos ani-
mados, HQs, games etc.), com base em conhecimentos sobre os mesmos.
(EF05LP21) Analisar o padrão entonacional, a expressão facial e corporal e as escolhas de variedade e registro linguísticos de vloggers de vlogs opinativos ou argumentativos.
(EF05LP22) Ler e compreender verbetes de dicionário, identificando a estrutura, as informações gramaticais (significado de abreviaturas) e as informações semânticas.
(EF05LP23) Comparar informações apresentadas em gráficos ou tabelas.
HORA DE PRODUZIR 238
Verbete de enciclopédia 238 DICIONÁRIO 240
RODA DE LEITURA: VERBETE DE DICIONÁRIO 240
DE OLHO NA ESCRITA 244
Palavras homógrafas 244
PARA PENSAR E PRATICAR 245
PENSAR OS SENTIDOS 247
Sentidos das conjunções: tempo e finalidade 247
PARA PENSAR E PRATICAR 249
HORA DE PRODUZIR 251
Verbete literário 251
DE OLHO NA ESCRITA 275
Palavras homófonas 275
PARA PENSAR E PRATICAR 277
PENSAR OS SENTIDOS 279
Sentidos das conjunções: causa e condição 279
PARA PENSAR E PRATICAR 281
HORA DE PRODUZIR 283
Apresentação oral com gráficos 283
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO 285
SAIBA MAIS 285
COLETIVAMENTE • Um Brasil de muitas raízes: valorizando nossas culturas 286
(EF05LP24) Planejar e produzir texto sobre tema de interesse, organizando resultados de pesquisa em fontes de informação impressas ou digitais, incluindo imagens e gráficos ou tabelas, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF05LP25) Planejar e produzir, com certa autonomia, verbetes de dicionário, digitais ou impressos, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/ finalidade do texto.
DIVULGANDO NOSSA HISTÓRIA 256
RODA DE LEITURA: REPORTAGEM 256 É LÍNGUA, É LINGUAGEM 261
Construindo sentidos no texto: relações entre palavras 261
PARA PENSAR E PRATICAR 262
JANELAS 264
Carnaval, cultura e economia 264
HORA DE PRODUZIR 266
Mapa mental 266
DIVULGANDO DADOS 268
RODA DE LEITURA: NOTÍCIA COM GRÁFICO 268
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS 288
OBJETOS DIGITAIS
UNIDADE 1 • INFOGRÁFICO CLICÁVEL: PROFISSÕES NOS
BASTIDORES DO TEATRO 47 UNIDADE 2 • INFOGRÁFICO CLICÁVEL: POLISSEMIA 74
UNIDADE 3 • INFOGRÁFICO CLICÁVEL: CONHECENDO A BRINCADEIRA CINCO MARIAS 83
UNIDADE 4 • INFOGRÁFICO CLICÁVEL: DESCOBRINDO AS ONOMATOPEIAS 146
UNIDADE 4 • INFOGRÁFICO CLICÁVEL: CONHECENDO AS INTERJEIÇÕES! 147
UNIDADE 8 • INFOGRÁFICO CLICÁVEL: AS FAMOSAS MARCHINHAS DE CARNAVAL 258
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO 253 SAIBA MAIS 253 9
13/10/2025 08:58:22
(EF05LP26) Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, convenções de escrita de citações, pontuação (ponto final, dois-pontos, vírgulas em enumerações) e regras ortográficas.
(EF05LP27) Utilizar, ao produzir o texto, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível adequado de informatividade.
(EF05LP28) Observar, em ciberpoemas e minicontos infantis em mídia digital, os recursos multissemióticos presentes nesses textos digitais.
OBJETIVOS
• Analisar uma imagem e refletir sobre ela e o que ela provoca.
• Praticar a oralidade por meio da troca de ideias.
• Refletir sobre a narrativa de aventura e seus elementos constitutivos.
BNCC
• Nas páginas de abertura, os estudantes mobilizarão habilidades relacionadas a oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais ( EF15LP09 , EF15LP10 , EF15LP11, EF15LP13). Além disso, desenvolverão competências como o uso de diferentes linguagens para se expressarem e partilharem informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4) e o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação (Competência geral 9).
• Se possível, durante as atividades, tenha sempre à disposição uma ferramenta digital (computador, smartphone ou tablet) com acesso à internet que possa ser integrada ao ensino. Ao surgir alguma dúvida, busque por meio do dispositivo informações que visem saná-la. Caso surja a necessidade de consultar exemplos de debates ou apresentações orais, procure recursos para ampliar o repertório dos estudantes.
• Uma possibilidade é promover uma sessão de cinema ou, caso não seja viável exibir o filme completo, selecionar uma cena de A fera do mar para apresentar a eles enquanto exploram o gênero romance de aventura. Isso os levará a refletir sobre a importância de adotar um olhar crítico, analisar informações e questionar ideias consideradas verdades absolutas, frequentemente utilizadas
UNIDADE1 NO MAR DA AVENTURA

para manter a ordem vigente e os privilégios de certos grupos sociais, mensagem central do filme. Além disso, eles poderão observar os elementos constituintes da narrativa de aventura, marcada pela presença de um herói ou heroína em uma jornada repleta de perigos, conflitos e superações em cenários desconhecidos ou hostis.
Cena do filme A fera do mar, de Chris Williams. Estados Unidos, 2022 (115 min).
Observe a imagem e converse com os colegas sobre as questões a seguir.
Respostas e comentários nas orientações ao professor
O filme A fera do mar é uma narrativa de aventura. Que elementos você acha que fazem parte dela?
A cena mostra a jovem heroína Maisie Brumble, que embarca em uma aventura em direção a mares desconhecidos, onde vivem terríveis e gigantescas criaturas marinhas. Além dela, quem parece ser o outro personagem no barco?
Observe a expressão dos personagens. Como eles parecem se sentir? Que elementos permitem essa constatação?
O que poderia estar despertando neles esses sentimentos?
CONTEÚDOS DESTA UNIDADE
• capítulo de romance de aventura;
• palavras primitivas e palavras derivadas;
• narrativa de aventura;
• texto dramático;
• sinais de pontuação: revisão e aprofundamento;
• aumentativos e diminutivos;
• resenha crítica;
• texto dramático e encenação.

• Se na sala houver estudantes com deficiência visual, promova a inclusão. Para tanto, faça a audiodescrição da imagem analisada. Uma alternativa é pedir aos outros estudantes que façam a audiodescrição, a fim de exercitarem a descrição.
Respostas
13/10/2025 09:01:41
1. Possíveis respostas: Perigos, desafios, enfrentamentos.
2. Um adulto, que provavelmente é o responsável por conduzir o barco.
3. Possíveis respostas: Parecem se sentir ameaçados, com medo, desconfiados. Os olhos arregalados, o olhar de lado.
4. Possíveis respostas: Um monstro; Uma criatura monstruosa.
• As questões da abertura favorecem a discussão e a troca de ideias. Oriente os estudantes a colocarem suas ideias e a ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala.
• Os momentos de interação, com discussões, debates, trocas de ideias, produções orais e escritas coletivas, proporcionam o desenvolvimento de competências socioemocionais relacionadas ao convívio respeitoso e harmonioso. Caso haja problemas de indisciplina ou de relacionamento nessas atividades, viabilize momentos para reflexões sobre a importância do respeito entre colegas de turma, levando-os a considerar a empatia, a paciência e a confiança como elementos necessários para a boa convivência.
• Na atividade 1, proponha aos estudantes que elaborem hipóteses com base principalmente no título do filme e nas características do gênero. Valorize a criatividade e a construção de sentidos próprios, incentivando o uso de intertextualidade com outras histórias similares.
• Ao propor a atividade 3, guie os estudantes na análise das expressões faciais dos personagens e a respeito de quais elementos da imagem sustentam suas percepções.
• Na atividade 4 , retome o título do filme e os principais elementos das narrativas de aventura, relacionando-os a histórias do repertório da turma.
OBJETIVOS
• Desenvolver habilidades leitoras por meio da leitura e da análise de um capítulo de romance de aventura.
• Praticar a escrita e a oralidade em sala de aula por meio de atividades relacionadas ao texto lido.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes são levados a levantar hipóteses sobre o texto que vão ler com base em conhecimento prévio e pistas oferecidas pelo próprio material. Dessa forma, desenvolverão a habilidade EF15LP02, a Competência geral 2, as habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF15LP13), e a Competência geral 4
ANTES DE LER
• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a exporem as próprias ideias e ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala. Incentive a participação de todos durante uma roda de conversa. Depois, retome pontos da conversa no boxe Agora que já lemos
• Na atividade 1, incentive-os a compartilhar com a turma conhecimentos acerca de Júlio Verne e suas obras mais conhecidas. Se possível, apresente-as a eles e incentive sua leitura, para que ampliem o repertório.
• Na atividade 2, proporcione um momento de levantamento de hipóteses e expectativas de leitura.
AVENTURA E MISTÉRIO
RODA DE LEITURA: CAPÍTULO DE ROMANCE DE AVENTURA
Vamos iniciar os estudos lendo um capítulo de um romance de aventura.
ANTES DE LER
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Você vai ler um capítulo de uma das obras do escritor Júlio Verne.
a ) Você já ouviu falar desse escritor? O que sabe sobre ele?
b) Você gosta de ler obras de aventura? De que tipo? Compartilhe com os colegas.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes expressem suas preferências de maneira articulada e inteligível para os colegas.
2. O título do livro ao qual pertence o capítulo que você vai ler é A ilha misteriosa
2. a) Resposta pessoal. Os estudantes podem imaginar algum tesouro ou algo escondido nela, ou poderes que ela pode ter
a ) Que mistério pode haver em uma ilha?
1. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes já tenham ouvido falar de Júlio Verne e algumas de suas obras mais icônicas, como Viagem sobre as pessoas. ao centro da Terra, A volta ao mundo em 80 dias, 20 mil léguas submarinas, entre outras.
b) O que os personagens podem encontrar lá?
Resposta pessoal. Os estudantes podem imaginar, por exemplo, piratas, monstros, animais perigosos, tesouros e mapas.
O romance A ilha misteriosa narra a história de Cyrus Smith e seus companheiros de viagem, que sofrem um acidente durante uma jornada de balão e acabam indo parar em uma ilha. Enquanto aguardam resgate, eles conseguem sobreviver com recursos da natureza, mas se deparam com muitos mistérios. Um dia, um navio se aproxima da ilha... Quem estaria nesse navio? O que poderiam querer ali? Qual foi a reação do grupo de amigos que estava na ilha?
Acompanhe a leitura do professor. Depois, sob orientação dele, cada estudante deve recontar uma parte da história.
O segredo da ilha
Havia já dois anos e meio que os náufragos do balão tinham sido lançados na ilha Lincoln e desde então estavam incomunicáveis com o resto de seus semelhantes.
[...]
Eis que naquele dia, 17 de outubro, outros homens aparecem de repente à vista da ilha. Sim, porque não se podia duvidar: ali estava um navio!
[...]
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
• Converse com os estudantes sobre o que imaginam ao ouvir a expressão ilha misteriosa e pergunte se conhecem histórias ambientadas em ilhas. Anote na lousa as ideias citadas, possivelmente ligadas a aventuras, perigos e descobertas. Em seguida, apresente o título do texto e comente que se trata de uma adaptação feita por Clarice Lispector da obra do autor francês Júlio Verne, conhecido por suas histórias de aventura e ficção científica.
— Ayrton, o motivo por que lhe pedimos para vir é bastante grave. Um navio está à vista da ilha.
Com o óculo de alcance, Ayrton, bastante comovido, percorreu o horizonte. Depois focalizou-o na direção indicada, mudo e imóvel.
— De fato é um navio, mas não creio que seja o Duncan.
— E por que razão você supõe que não seja? — perguntou Spilett.
— Porque o Duncan é um iate a vapor e não vejo sinal de fumaça, nem por cima nem em volta do navio.
[...]
Depois disso, Ayrton sentou-se em silêncio. A discussão acerca do navio prosseguiu por muito tempo, mas ele não tomou parte.
[...]
Eram cinco horas da tarde e dentro de pouco tempo seria noite, o que tornaria difícil qualquer observação. Decidiram, então, que se acenderia uma fogueira. [...]
[...]

Tudo combinado, decidiram que Nab e Pencroff iriam ao porto Balão e logo que fosse noite acenderiam aí uma fogueira enorme cujo clarão atrairia a atenção dos tripulantes.
No momento, porém, em que os dois iriam sair, o navio mudou de rumo e navegou direto para a ilha, dirigindo-se à baía União com extrema rapidez. Ayrton observou-o com o óculo e disse:
— Não é o Duncan. Eu bem via que não podia ser ele.
[...]
— Não é bandeira americana — afirmou Pencroff —, nem inglesa, alemã ou francesa. Não é a bandeira branca da Rússia, nem a amarela da Espanha. Parece uma cor uniforme... Vejamos: a bandeira do Chile? É tricolor... Brasileira? Verde... Japonesa? Amarela e preta... enquanto esta...
Neste momento uma aragem desenrolou inteiramente a bandeira des conhecida. Ayrton agarrou o óculo e, olhando por ele, exclamou em voz baixa: — O pavilhão negro!
Então, os colonos, com toda a razão, podiam tomar agora o navio como suspeito!
A história deve ser recontada quantas vezes forem necessárias para que todos participem. Podem-se adotar diferentes estratégias para isso além da sugerida. Por exemplo, é possível formar grupos e cada estudante contar uma parte da história ou trazer as gravações para a turma e mostrá-las em pequenos grupos. Caso essas estratégias não sejam viáveis, peça que escrevam o reconto no caderno. É possível solicitar que recontem a história para outros colegas e familiares, partilhando posteriormente como foi a experiência. O reconto permite trabalhar a sequência de ideias e o raciocínio lógico, bem como promove a ampliação do vocabulário.
Óculo: luneta.
Aragem: vento fraco, brisa.
Pavilhão: bandeira.
Colonos: pessoas estrangeiras que ocupam, desbravam e exploram um território.
BNCC
• A leitura do texto, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento das habilidades EF15LP16, EF35LP01 e EF35LP21 e da Competência específica de Língua Portuguesa 3. Além disso, eles desenvolvem as habilidades EF35LP22, EF35LP26 e EF35LP29 durante a leitura do trecho de romance, ao perceberem o diálogo em texto narrativo, considerarem os elementos da narrativa e identificarem espaço, personagens e enredo.
• Ao lerem um romance, os estudantes praticam a leitura literária, desenvolvendo senso estético e respeito e apreciação do mundo do imaginário ( EF15LP15 e Competência específica de Língua Portuguesa 9).
• Um dos personagens caracteriza a bandeira do Japão como amarela e preta. Embora a bandeira vermelha e branca fosse a mais utilizada, também há relatos de bandeiras com círculos dourados com um fundo azul escuro. Somente em 27 de janeiro de 1870, a bandeira vermelha e branca, conhecida como Hinomaru, foi oficializada como a bandeira do Japão em embarcações comerciais.
• Faça uma leitura expressiva do texto e, em seguida, proponha-lhes que recontem a história lida, desenvolvendo a habilidade EF15LP19
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• Durante a leitura do texto, conduza os estudantes a identificarem os principais elementos do gênero romance de aventura, como os personagens centrais, o cenário inóspito, os perigos enfrentados e os desafios da jornada. Incentive-os a fazer inferências sobre as ações e os sentimentos dos personagens, observando como a coragem, a inteligência e a cooperação se manifestam ao longo da narrativa.
• Ao fim, promova uma conversa relacionando a narrativa a experiências pessoais e a outras histórias do repertório dos estudantes. Também é interessante incentivá-los a imaginar o que poderia acontecer depois do trecho lido, ampliando a construção criativa com base na leitura. Questione, por exemplo: “O que vocês acham que vai acontecer agora?”; “Como vocês acham que os personagens vão sair dessa situação?”.
Seria um navio pirata? Muitas ideias lhes passaram pela cabeça: fariam concorrência aos malaios? Buscariam ancoradouro? Esconderijo para cargas roubadas? Refúgio para os meses de inverno?
Cyrus interferiu para que não perdessem tempo em discussões.
— Meus amigos — disse ele —, quem sabe o navio virá apenas observar o litoral da ilha? Melhor será ocultar nossa presença aqui. Desarmar as velas do moinho e ocultar com galhos as janelas do Palácio de Granito. E apagar de todo o fogo.
— E o nosso barco? — lembrou Harbert.
— Está bem abrigado no porto Balão e desafio a que o encontrem — respondeu Pencroff.
Tudo foi feito conforme Cyrus ordenara. [...]
E o brigue se aproximava. Cyrus o sentia como se fosse uma ameaça à obra que ele e os companheiros construíram e tão bem dirigiam até então. Estavam todos decididos a resistir em defesa da ilha até a última extremidade. [...]
— Quem sabe — disse Pencroff — levante ferros essa noite e ao amanhecer não esteja mais lá?
[...]
A distância do barco até a praia era bem pequena. Aí já se podia ouvir o barulho das correntes que se desenrolavam. O navio acabara de ancorar, portanto, em frente ao Palácio de Granito.
Malaios: piratas que aterrorizam a ilha fictícia onde a história se passa. Brigue: navio.

• Proponha aos estudantes que criem um final para o trecho do romance A ilha misteriosa que foi lido. Eles podem imaginar o que acontece após a chegada do navio suspeito e desenvolver uma continuação com base nas pistas deixadas pelo texto. Incentive a inclusão de elementos do gênero aventura, como conflitos, soluções engenhosas e atitudes corajosas dos personagens. A produção pode ser feita individualmente ou em
duplas e, se possível, compartilhada oralmente com a turma. Essa proposta pode ser usada como uma avaliação diagnóstica para sondar os conhecimentos dos estudantes com relação a habilidades de leitura, escrita e oralidade. Dependendo do desempenho dos estudantes, verifique as melhores estratégias para abordar os conteúdos da unidade e/ou se é necessário remediar algum aspecto já nesse momento, com atividades específicas para cada caso.
AVALIANDO
VERNE, Júlio. A ilha misteriosa. Adaptação de Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Rocco, 2007. p. 187-191.
Papo de leitor
Dica: Você já estudou a letra cursiva, a direção da escrita, o alinhamento do texto e a segmentação de palavras. Coloque esses conhecimentos em prática ao responder às atividades por escrito.
1. Em sua opinião, o que os leitores buscam em uma narrativa de aventuras?
Possíveis respostas: Emoção, ação, novos conhecimentos, histórias que prendam pelo suspense ou pelo mistério.
2. A história ocorre em um passado distante.
a ) Identifique no texto algum elemento que indique isso.
Possíveis respostas: Uso de monóculo para olhar à distância; ausência de aparelhos tecnológicos (como celular ou computador); presença de conjunto de velas em navios.
b) Complete: A história é narrada em (primeira/terceira) pessoa.
Resposta: Terceira.
3. O texto que você leu corresponde a uma parte de um romance. Há muitos acontecimentos antes e depois dessa parte.
a ) Lembre-se da contextualização apresentada antes do texto. Por que os personagens são chamados de “náufragos do balão”?
Resposta: Porque sofreram um acidente de balão e caíram no mar.
b) Releia o trecho a seguir.
Cyrus o sentia como se fosse uma ameaça à obra que ele e os companheiros construíram e tão bem dirigiam até então.
O que os personagens podem ter construído depois de dois anos e meio na ilha?
Resposta: Construíram coisas necessárias à sobrevivência, como abrigos e instrumentos para colher alimentos e prepará-los.
tos, sinalizando que o lápis é conduzido com refinamento pelos dedos. É importante que sustentem o lápis com o apoio do polegar e do indicador e do dedo médio (estes em oposição) com economia de esforço no traçado. Caso algum estudante demonstre dificuldade para o traçado das letras, proponha diferentes estratégias que favoreçam o desenvolvimento motor fino. Brincadeiras que envolvam a manipulação e o encaixe de peças, uso de pinças, massinha, prendedores ou elementos de encaixe podem contribuir para o fortalecimento da coordenação necessária à escrita.
BNCC
• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social do romance, reconhecendo para que foi produzido. Desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas. • Ao perceberem os diálogos e os verbos de enunciação, bem como ao identificarem os elementos da narrativa no texto, os estudantes aprimoram as habilidades EF35LP22 e EF35LP29. Além disso, a habilidade EF05LP02 é contemplada quando eles exploram o vocabulário do texto, identificando a polissemia de certas palavras.
• Aproveite o boxe Dica para retomar a correta forma gráfica da escrita dos diferentes tipos de letras e incentive os estudantes a praticarem a escrita de letra cursiva observando seu formato e a orientação da escrita. Esse momento é uma oportunidade para verificar se, ao escreverem, os estudantes mantêm controle do gesto gráfico com foco na fluidez e na direção do traçado das letras. Procure notar como seguram o lápis e o posicionamento que adotam ao usar o papel. Observe se há estabilidade na pega de três pontos e se os movimentos se mostram suaves e estrei-
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• Leia com eles todas as questões e verifique se compreenderam o que é pedido em cada uma. Elucide que as questões marcadas com ícone são destinadas à discussão oral em sala de aula. Durante a correção, valorize a troca de ideias, a justificativa das respostas e as conexões com as experiências dos estudantes.
• Na atividade 3, conduza a reflexão da turma com base nas questões: “Onde estão os personagens?”; “Eles estavam preparados para viver na ilha?”; “Há quanto tempo estão lá?”; “Como fizeram para sobreviver?”.
• Na atividade 4, inicie a discussão perguntando aos estudantes o que eles sentiriam se estivessem na situação dos personagens, prestes a enfrentar uma ameaça desconhecida como a chegada de um navio pirata. Incentive-os a expressar suas ideias sobre o que o navio representa para quem está na ilha e por quê. Depois, peça que reflitam sobre quais qualidades pessoais seriam essenciais para enfrentar um perigo assim. Leve-os a relacionar essas qualidades a exemplos de coragem, força e determinação presentes em outras histórias ou até em situações reais que conhecem.
• Ao fazer a leitura do conceito de narrativas de aventura, discuta com os estudantes o conceito de herói/heroína e, se possível, aponte os diferentes recursos que aparecem nesses personagens quando retratados em narrativas de aventura e contos maravilhosos. Incentive-os a citar exemplos conhecidos e a refletir sobre como essas características são relevantes para a história.
• Ao mediar a atividade 6, valorize as possibilidades que eles levantarem. A discussão incentiva a imaginação e deve considerar o contexto de aventura da narrativa. Promova a troca colaborativa de ideias.
4. Os personagens da ilha se preparam para uma luta.
a ) Para eles, o que representa a chegada de um navio pirata?
Resposta: Representa perigo e ameaça à sobrevivência deles, pois não sabem o que os piratas podem fazer.
b) Que qualidade você imagina que eles precisam ter para enfrentar e resistir a um ataque pirata?
Possíveis respostas: Coragem, força, determinação.
As narrativas de aventura são vividas por um herói ou uma heroína que se destaca por sua astúcia, força e coragem. São essas qualidades que permitem a eles enfrentar os perigos e resistir aos inimigos.
5. Ao avistar o navio que se aproxima da ilha, Pencroff tenta identificar sua bandeira. O que a bandeira de um navio permite saber?
Resposta: A nacionalidade do navio, de que país ele é.
6. Ayrton observa que o navio tem uma bandeira negra, e os personagens tentam imaginar as intenções dos tripulantes desse navio. Complete o quadro com o que é possível supor pelas perguntas dos personagens.
Perguntas feitas pelos personagens
Perguntas
Fariam concorrência aos malaios?
Buscariam esconderijo para cargas roubadas?
Buscariam refúgio para os meses de inverno?
O que é possível supor pelas perguntas
É possível supor que os malaios
Possível resposta: Se destacavam na pirataria.
É possível imaginar que os tripulantes do barco
Possíveis respostas: Eram piratas / haviam acabado de saquear um navio.
É possível imaginar que, durante o inverno, a navegação naquele lugar
Possíveis respostas: Era impossível em razão das baixas temperaturas / ficava muito difícil / causava muito sofrimento em razão do frio.
7. Resposta: Porque se referem a possibilidades que deixam o leitor tenso até saber o que os tripulantes do navio querem.
7. As perguntas dos personagens destacadas na atividade 6 ajudam a criar suspense na narrativa. Por quê?
Porque se referem a possibilidades que deixam o leitor tenso até saber o que os tripulantes do navio querem.
Porque mencionam desde o começo da história dúvidas que são do leitor.
Porque contam antecipadamente tudo o que vai ocorrer na história.

8. No mapa conceitual a seguir há um momento de tensão na narrativa. Complete-o com outros dois momentos.
Possíveis respostas: O descobrimento da origem do navio. / A espera pelo movimento do navio que se aproximava. / As respostas podem variar de acordo com a percepção dos estudantes.
A dúvida
se o navio
seria ou não o Duncan.
O suspense é fundamental em uma narrativa de aventura para prender a atenção do leitor e criar emoção.
9. Em sua opinião, qual parte do texto parece a mais tensa, a que apresenta maior suspense? Justifique sua resposta.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes indiquem o período final do texto, que narra a ancoragem do navio suspeito em frente ao Palácio de Granito. Esse trecho sugere que os tripulantes do navio encontrarão os personagens que estão na ilha ou, pelo menos, os vestígios de sua presença no local.
• Ao trabalhar a atividade 7, leia as alternativas em voz alta e retome os trechos do texto com perguntas dos personagens, ajudando os estudantes a perceberem como elas despertam tensão ao levantar hipóteses e incertezas.
• Na atividade 8, incentive a análise de diferentes momentos da narrativa perguntando quais situações aumentam a expectativa e por quê. Isso lhes dará elementos para completar o mapa conceitual proposto na atividade. Relacione as respostas ao conceito de suspense, destacando que ele surge da dúvida, da espera e do desconhecido. Para complementar o conceito, é importante destacar que toda narrativa parte de um conflito a ser resolvido, o que gera dúvidas e expectativas tanto no herói quanto no leitor. Para manter o interesse pela história, faça perguntas que criem tensão: “Quem está chegando? São piratas?”; “Há perigo?”; “Os heróis conseguirão se defender?”. Essas perguntas compõem o suspense e fazem parte do conflito maior da trama. Essa compreensão será útil quando eles forem produzir a própria narrativa de aventura, na seção Hora de produzir. Oriente-os a pensar em que perguntas podem ser feitas ao leitor ao longo da história. Mostrar esse recurso ajudará na construção de textos desse gênero.
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• Por fim, na atividade 9, valorize as opiniões dos estudantes, pedindo que justifiquem suas escolhas com base no texto. Incentive-os a identificar o trecho que mais os deixou curiosos ou apreensivos, promovendo uma troca de percepções sobre o efeito do suspense na leitura.
TENSÃO
ANA KOZUKI/ARQUIVO
• Ao trabalhar a atividade 10, mostre que o mar é o território da aventura por excelência. Vasto, sem limites, aberto ao inesperado e ao novo, pode conduzir a surpresas e trazer perigos que vão testar a coragem do herói. Assim é desde Homero e seu Ulisses, que volta de Troia por um mar cheio de ameaças. O contexto de produção das narrativas escritas a partir da segunda metade do século XIX está marcado, sobretudo na França e na Inglaterra, pelo desenvolvimento dos impérios e da ciência. Por isso, as viagens e a representação de lugares exóticos são tão frequentes nessas narrativas. Outros romances que exploram esse universo são A ilha do tesouro, de Robert Louis Stevenson, e Robinson Crusoé, de Daniel Dafoe.
• Na atividade 11, leve os estudantes a perceberem a semelhança de ambas as velas no uso do vento como força que movimenta e na estrutura que sustenta o tecido. Além disso, mostre que, para identificar o sentido de uma palavra, é preciso analisar o contexto em que ela aparece, pois muitas têm múltiplos significados.
• No item a da atividade 12, auxilie-os a buscar em dicionários, físicos ou digitais, os significados de ancoradouro e refúgio, destacando que são palavras relacionadas a proteção e abrigo. Verifique se eles compreenderam que ancoradouro é um local seguro onde embarcações podem parar ou permanecer e que refúgio é qualquer lugar usado para se proteger de ameaças ou intempéries.
• Aproveite para conversar com a turma sobre como esses espaços aparecem em histórias de aventura e qual a importância deles para personagens que estão iso-
10. Muitas narrativas de aventura têm o mar como cenário. A ilha misteriosa é uma delas. Que característica do mar é própria para esse tipo de história?
Possíveis respostas: A amplidão, a abertura para todas as direções, a possibilidade de encontrar perigos, de viver o inesperado.
11. Releia este trecho: “Melhor será [...] Desarmar as velas do moinho...”.
a ) Observe na imagem as velas de um moinho. O que elas têm em comum com as velas de um navio?
Resposta: Ambas contam com uma armação que segura um tecido estendido; essa estrutura se mexe com a força do vento, movimentando as velas do moinho ou mesmo as do navio.
b) Que outro sentido tem a palavra vela?

Resposta: Utensílio geralmente de cera com um pavio que pode ser acendido para iluminar algo.
12. Os personagens da ilha se perguntam:
Buscariam ancoradouro? Esconderijo para cargas roubadas? Refúgio para os meses de inverno?
a ) Pesquise no dicionário o significado de ancoradouro e refúgio
b) Por que a ilha poderia ser um refúgio? Resposta esperada: Ancoradouro: lugar próprio para ancorar navios. Refúgio: lugar onde uma pessoa pode se proteger de algo, resguardar-se.
Possíveis respostas: Porque é um lugar pouco habitado, ou sem habitantes; porque é distante de lugares com pessoas; porque eles poderiam pensar serem os únicos habitantes do local; porque poderiam governar o local como quisessem; porque ficariam em uma posição estratégica para eventuais ataques; entre outras possibilidades.
lados ou em perigo. Mesmo que os conceitos sejam novos para alguns estudantes, é possível contextualizá-los de forma concreta, fazendo uma relação com o próprio cenário da ilha na narrativa.
• Reforce que o local onde o navio suspeito ancorou tem características naturais — como a formação de uma baía — que o tornam um possível esconderijo ou ponto estratégico, o que aumenta o suspense na história.
• O item b favorece a troca de ideias entre os estudantes. Incentive a escuta atenta e o respeito ao tempo de fala dos colegas. Observe como eles justificam suas respostas e encoraje-os a utilizar elementos do texto para sustentar suas opiniões. Essa prática contribui para o desenvolvimento da argumentação e para o aprofundamento da compreensão do enredo e do espaço narrativo.
Moinho movido a velas.
13. Releia o trecho.
— Quem sabe — disse Pencroff — levante ferros essa noite e ao manhecer não esteja mais lá?
A que ferros Pencroff se refere?
Resposta: À(s) âncora(s). A âncora prende o navio e, quando levantada, permite que ele parta.
14. O texto descreve alguns movimentos do navio.
a ) Em “o navio mudou de rumo e navegou direto para a ilha, dirigindo-se à baía União”, o que significa “navegar direto”?
Resposta: Significa que o barco rumou para determinado lugar sem se desviar.
b) Suponha que um barco faça o seguinte movimento por uma ilha:

Descreva o trajeto desse barco.
Dica: Lembre-se de que você pode citar pontos cardeais: norte, sul, leste, oeste; além de outras palavras como saiu, navegou, chegou
Sugestão de resposta: O barco saiu do norte da ilha, navegou pela costa leste e chegou ao sul da ilha.
• Na atividade 13, incentive os estudantes a deduzirem o sentido da expressão levantar ferros com base na situação apresentada na narrativa. Explique que essa é uma expressão náutica antiga que significa suspender a âncora para que o navio possa partir. Na sequência, aproveite para explorar com eles o trecho evidenciando o discurso direto e o verbo de enunciação, característicos do texto narrativo.
• Ao propor o item a da atividade 14, explore o significado da palavra diretamente com base no contexto da navegação. O item b pode ser desafiador ao propor a descrição de trajeto. Apoie-os guiando a observação de como as expressões que indicam direção são importantes: virar (à esquerda/à direita), contornar, dirigir-se à/ao, encaminhar-se, direcionar e apontar para. Diga a eles que essas expressões podem auxiliá-los a compor a descrição. Chame a atenção para a relevância da atividade, pois esse tipo de descrição poderá compor a narrativa que irão produzir adiante, na seção Hora de produzir
• Chame a atenção dos estudantes para o fato de que o texto que eles produziram constitui uma descrição. Explique ainda que, embora as sequências descritivas tipicamente empreguem verbos de estado, há muitos casos em que uma descrição exige verbos de ação, como no caso da descrição de um trajeto.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• Se considerar pertinente, na atividade 14, proponha uma abordagem interdisciplinar com o componente curricular de Geografia. Dessa forma, discuta a noção de mapa e as direções norte, sul, leste e oeste, introduzindo a imagem da rosa dos ventos, elemento essencial em um mapa. Caso julgue interessante, apresente outras representações para explicar de forma mais clara esse conceito.
13/10/2025 09:01:44
ANA KOZUKI/ARQUIVO
AGORA QUE JÁ LEMOS
• Nas atividades 1 e 2, retome com os estudantes as reflexões iniciais e incentive-os a comparar suas primeiras impressões com os fatos e as emoções presentes no texto, valorizando tanto as hipóteses confirmadas quanto as reformuladas. Em seguida, conduza a leitura do trecho destacado e promova uma conversa sobre as qualidades reveladas pelos personagens, como coragem, senso de responsabilidade e orgulho pelo que construíram, destacando como esses elementos contribuem para a construção do herói na narrativa de aventura.
• Para promover a atividade 3, compartilhe que o mistério da ilha revelado no romance é que ela abriga o esconderijo do submarino Nautilus e do enigmático Capitão Nemo, ambos já conhecidos, pois figuram na obra Vinte mil léguas submarinas, também de Júlio Verne. É Nemo quem salva os náufragos, fornece a eles uma caixa de armas e destrói o navio pirata. Pouco depois de ser encontrado, morre de velhice.
• A atividade 4 possibilita um debate lúdico em grupo para que exercitem a argumentação e a contra-argumentação. Escolha um ambiente e disponha os estudantes que formarão o júri alinhados à frente. Os grupos devem formar círculos para decidir quais itens levariam para uma ilha deserta. Determine a vez e o tempo de cada grupo falar e enfatize que devem ter atenção e fazer silêncio enquanto alguém estiver falando. Explique que é preciso haver respeito às opiniões e ideias que serão colocadas, assim como para o momento adequado de falar e ouvir. Incentive o júri a questionar a utilidade dos itens escolhi-
2. Possíveis respostas: Resistência, honradez, orgulho do que foi feito, zelo com as próprias realizações, coragem, força moral.
AGORA QUE JÁ LEMOS
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Retome o título do livro A ilha misteriosa. Você encontrou no texto os fatos e as emoções que achou que ele inspirava?
Cite um exemplo.
2. Releia o trecho.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes recuperem suas hipóteses e compare-as com a narrativa lida.
Cyrus o sentia como se fosse uma ameaça à obra que ele e os companheiros construíram e tão bem dirigiam até então. Estavam todos decididos a resistir em defesa da ilha até a última extremidade.

Que qualidade dos personagens essa determinação mostra?
3. O que você acha que acontece com os tripulantes do navio suspeito?
E com os personagens da ilha?
4. Em grupo, você vai participar de um debate lúdico. O tema dele é:
O que levar para uma ilha deserta?
As regras são as seguintes:
Comentários nas orientações ao professor
• Elejam cinco estudantes para ser um “júri”.
• Os demais estudantes devem formar grupos e cada grupo deve escolher três itens para levar para uma ilha deserta.
• Os itens escolhidos devem garantir a sobrevivência do grupo por uma semana.
• Passado esse prazo, o grupo terá de garantir a própria sobrevivência explorando os recursos naturais da ilha. Por isso, é importante que alguns ou todos os itens escolhidos sejam úteis para auxiliar na sobrevivência do grupo da segunda semana em diante.
• Cada grupo deve expor para o “júri” os três itens e os motivos de cada escolha, tentando convencer de que foram boas escolhas.
• O “júri” deve analisar a exposição do grupo e:
• se a maioria for convencida, o grupo marca cinco pontos;
• se todos forem convencidos, o grupo marca seis pontos;
• se menos de três forem convencidos, o grupo ganha apenas um ponto.
• Vence o grupo que tiver mais pontos.
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes antecipem alguma forma de conflito entre os dois grupos de personagens, pois ele é essencial às narrativas em geral.
dos por meio de perguntas como: “Não é muito pesado levar uma caixa de suco? Além disso, na ilha deserta não há geladeira.”; “Vocês não vão levar jogos de tabuleiro? Como vão passar o tempo lá?”. Quanto à vitória, é provável que haja empates. O importante é praticar a argumentação, a defesa de ideias e o convencimento.
• Incentive os estudantes a verbalizarem o raciocínio sobre a razão da existência de debates na escola. Leve-os a perceber que o debate proposto
força o exercício de argumentação em torno de questões práticas de sobrevivência, embora seja uma situação fictícia. Em debates com outras temáticas, a argumentação geralmente se desenvolve com base em questões polêmicas ou conflitivas, o que é essencial para a solução negociada de problemas em uma sociedade democrática e para a própria vida pessoal, na medida em que propicia uma convivência pacífica baseada no uso da razão.
13/10/2025 09:04:53
OBJETIVOS
É LÍNGUA, É LINGUAGEM
Palavras primitivas e palavras derivadas
1. Leia a seguir o início do capítulo “O segredo da ilha” escrito de outra forma.
Havia dois anos e meio que os viajantes do balão tinham sido lançados na ilha Lincoln.
a ) Complete: Viajante é aquele que
Resposta: Viaja.
b) Que ideia a palavra viajante exprime?
Resposta: Qualidade ou estado.
Modo. Qualidade ou estado. Origem.
c ) Acrescente a terminação -ante às palavras do quadro e faça as alterações necessárias para formar outras palavras.
estudar • negociar • governar • tripular
Resposta: Estudante, negociante, governante, tripulante.
2. A palavra marinheiro é muito comum em narrativas de aventura.
a ) Assim como essa palavra, cite outras que também são derivadas de mar
Possíveis respostas: Marinha, maresia, marujo, marisco, marina.
b) Que ideia a terminação -eiro expressa na palavra marinheiro?
Resposta: Profissão.
Tempo. Uso. Profissão.
c ) Forme nomes de profissões com as palavras do quadro, usando a terminação -eiro
barba • cozinha • cabelo • sapato
Resposta: Barbeiro, cozinheiro, cabeleireiro, sapateiro.
explorados nesta seção e ao localizarem informações explícitas neles.
• As atividades desta seção podem ser feitas em sala de aula ou em casa, desde que seja possível tirar dúvidas em sala de aula. Observar a formação das palavras contribui para o domínio ortográfico, pois conhecer a palavra de origem ajuda a evitar erros de grafia. É importante destacar exceções, como viagem (com g) e viajar (com j), trabalhadas na atividade 1
• Explique também que a identificação da palavra primitiva depende do sentido: se indicar
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ação, o verbo costuma ser o termo de origem; se nomear objetos ou substâncias, o substantivo é o primitivo. Mais relevante, nesse momento, é que eles reconheçam a formação de palavras com prefixos e sufixos.
• A atividade 2 é uma oportunidade importante para aprofundar a consciência morfológica dos estudantes. Ao identificarem mar como a palavra primitiva de marinheiro e reconhecerem o sufixo -eiro como indicativo de profissão, eles ampliam o vocabulário e compreendem como o uso de afixos contribui para a construção do sentido nas palavras.
• Compreender os conceitos de palavra primitiva e palavra derivada.
• Refletir sobre a formação das palavras.
• Compreender que as palavras derivadas podem ser formadas pelo acréscimo de sufixos e prefixos.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes serão levados a identificar palavras primitivas e palavras derivadas, compreendendo que as palavras derivadas podem ser formadas pelo acréscimo de prefixos e sufixos, desenvolvendo a habilidade EF5LP08. Além disso, eles deverão identificar o caráter polissêmico das palavras, compreendendo-as pelo contexto, o que aprimora a habilidade EF05LP02. Diante disso, eles se apropriarão da norma-padrão, contemplando a Competência específica de Língua Portuguesa 2
• Ao lerem e compreenderem tirinhas, construindo o sentido da história em quadrinhos e relacionando o texto a ilustrações e recursos gráficos, eles aperfeiçoam as habilidades EF15LP04, EF15LP14 e EF15LP18. A leitura do cartaz de campanha permite aprimorar a habilidade de leitura autônoma (EF35LP01). • Desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03 e EF35LP04 ao identificarem a ideia central dos textos
• Nos itens d e e da atividade 2, conduza uma conversa com a turma sobre o uso das terminações -eiro e -eira, destacando que, além de indicar profissão, também podem se referir a recipientes e a árvores frutíferas. Incentive-os a ampliar a lista com palavras do cotidiano e explore como o contexto ajuda a identificar o sentido da terminação em cada caso.
• Se possível, ao mediar a atividade 4, mostre imagens de monóculo, binóculo e óculo para facilitar a compreensão. Explique que monosignifica um e bi- significa dois e relacione com outras palavras, como bicicleta e monocromático. O item c faz o primeiro aprofundamento do conceito de palavras primitivas e derivadas ao mostrar que as palavras em questão são derivadas que foram formadas com o uso de prefixos que alteram seu sentido.
d) As terminações -eiro ou -eira também podem dar ideia de lugar para guardar algo. Por exemplo: saleiro. Que outras palavras com essas terminações funcionam dessa forma?
Possíveis respostas: Galinheiro, açucareiro, manteigueira, estaleiro, fruteira.
e ) Cajueiro, mangueira, abacateiro e goiabeira também terminam com -eiro ou -eira. O que essas palavras têm em comum?
Resposta: Todas são nomes de árvores frutíferas.
3. Observe um trecho do texto.
Resposta: Ideia de inverso.
Neste momento uma aragem desenrolou inteiramente a bandeira desconhecida. Ayrton agarrou o óculo [...].
As palavras desenrolou e desconhecida expressam uma mesma ideia. Qual?
Ideia de inverso.
Ideia de modo.
Ideia de tempo passado.
4. Leia o exemplo e complete as duas frases a seguir.
4. a) Sugestão de resposta: Monóculo é um instrumento com uma só lente de aumento.
a ) Monóculo é
b) Binóculo é
Óculo é uma luneta.
4. b) Sugestão de resposta: Binóculo é um instrumento com um par de lentes que permite ver de perto o que está distante.
As palavras da língua portuguesa podem ser primitivas ou derivadas Palavras primitivas são as que não têm como base nenhuma outra, como mar, ilha e navio. As derivadas são originadas de outras palavras, como marinheiro, ilhota e navegante
c ) Para formar a palavra monóculo, foi acrescentado mono-, que significa único. E para formar binóculo, o que foi acrescentado? O que significa?
Resposta: No início da palavra, foi acrescentado bi-, que significa dois.
5. Escreva uma palavra derivada de:
• Pirata:
• Aventura:
Sugestões de respostas: Pirataria; aventureiro. 5. a) Sugestão de resposta: Os estudantes devem sublinhar as partes -ria e -eiro nas palavras que escreveram.
a ) Sublinhe a parte que foi acrescentada às palavras pirata e aventura
Resposta: No fim da palavra.
b) Essas partes foram acrescentadas: no fim da palavra. no início da palavra.
As palavras podem ser derivadas por meio do acréscimo de um sufixo, ou seja, de um elemento que se junta ao final da palavra, modificando o sentido dela. Esse tipo de derivação é chamado sufixal
6. Leia a tirinha a seguir.

a ) O que o pai de Armandinho quis dizer com a expressão “antes do sol nascer”? O que Armandinho entendeu?
Sugestão de resposta: O pai de Armandinho quis dizer antes de o dia começar, antes de o céu começar a ficar claro. Armandinho entendeu como a data em que o sol passou a existir, a data de sua origem.
b) A palavra impossível é derivada de qual palavra?
Resposta: Possível.
c ) O elemento que foi acrescentado à palavra impossível está no começo ou no final dela?
Resposta: O elemento im- no começo da palavra.
As palavras podem ser derivadas por meio do acréscimo de um prefixo, ou seja, de um elemento que se junta ao início da palavra, modificando o sentido dela. Esse tipo de derivação é chamado prefixal.
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• Ao mediar a atividade 5, conduza os estudantes na identificação das palavras derivadas, destacando visualmente os sufixos acrescentados às palavras primitivas. Ajude-os a compreender que o sufixo modifica o sentido e, muitas vezes, a classe gramatical da palavra. Reforce a explicação do conceito de derivação sufixal e incentive-os a pensar em outras palavras que seguem o mesmo padrão de formação. Essa atividade reforça o reconhecimento de estruturas na língua e contribui para a ampliação do vocabulário e o domínio ortográfico.
• Ao promover a leitura da tirinha da atividade 6, oriente-os a analisar o efeito de humor gerado pela ambiguidade no uso do verbo nascer. Em seguida, ao tratar da palavra impossível, ajude a turma a identificar o prefixo im- como um elemento que altera o sentido original da palavra, formando uma derivação prefixal. Mostre a diferença entre o acréscimo no início (prefixo) e no fim (sufixo) da palavra.
BECK, Alexandre. Armandinho três. Florianópolis: A. C. Beck, 2014. p. 33.
• Ao mediar a leitura e a discussão da atividade 1, relacione o conceito de pirataria presente no cartaz com os impactos econômicos e sociais da falsificação de produtos. Explique que comprar produtos falsificados pode causar prejuízos à saúde (como no caso dos óculos) e à economia formal, afetando empregos e impostos que financiam serviços públicos. Incentive os estudantes a refletirem sobre a importância do consumo consciente, o papel do Estado na fiscalização e a responsabilidade do consumidor na luta contra a pirataria. Essa temática explora os temas contemporâneos transversais Trabalho, Educação financeira e Educação fiscal.
• Chame a atenção deles para a argumentação presente no cartaz da campanha. Explique que ele busca convencer o leitor sobre um ponto de vista: a importância de evitar a compra de óculos piratas (falsificados) para preservar a saúde ocular. O cartaz apresenta uma tese clara, seguida de um argumento de impacto, buscando persuadir o público. Esse tipo de texto é comum em campanhas públicas e serve para conscientizar e influenciar atitudes, utilizando linguagem direta e clara.
• Explore com eles o tipo de letra usado no texto principal do cartaz: letra de imprensa maiúscula e minúscula. Explique que esse tipo de escrita apresenta as letras separadas, não interligadas, semelhante ao que se vê em livros, revistas e jornais. Essa tipologia é muito utilizada em cartazes por sua alta legibilidade, especialmente quando impressa em tamanhos maiores e com contraste em relação ao fundo, o que chama a atenção do leitor, facilita a leitura rápida e a compreensão da mensagem.
PARA PENSAR E PRATICAR
1. Leia o cartaz de uma campanha a seguir e note que a palavra piratas tem sentido diferente daquele usado nas narrativas de aventura.

Cartaz da campanha Óculos Piratas Podem Causar Cegueira, do Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico, Fotográfico e Cinematográfico do Rio Grande do Sul (Sindióptica) e da Associação do Comércio de Joias, Relógios e Óptica do Rio Grande do Sul (Ajorsul), com o apoio do Procon Porto Alegre, 2019.
a ) Qual tipo de letra foi usado nos textos principais desse cartaz?
Resposta: A letra de imprensa maiúscula e minúscula.
b) Qual é o sentido da palavra piratas no cartaz?
Resposta: Tem o sentido de falsificação.
c ) Qual é a ideia defendida na campanha?
Resposta: A ideia de que as pessoas não devem comprar óculos falsificados.
d) Que argumento é usado?
Resposta: O argumento de que a pessoa que usa óculos falsificados pode ficar cega.
e ) Por que campanhas como essa são importantes?
Possíveis respostas: Para conscientizar as pessoas sobre a importância de proteger os olhos. Para que as pessoas compreendam os perigos e a ineficácia de adquirir óculos falsificados. Para reduzir a compra de óculos falsificados.
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2. O cartaz apresenta duas palavras formadas por sufixo.
a ) Quais são elas?
Resposta: Falsificado e cegueira
b) Escreva palavras com a mesma terminação de:
• falsificado: .
• cegueira:
3. Leia a tirinha a seguir.

a ) Que tipo de letra foi usado nessa tirinha?
Resposta: Letra bastão.
b) Qual é o objetivo de Calvin ao se imaginar um gigantesco polvo gosmento?
Resposta: Chamar a atenção da mãe.
c ) A origem do adjetivo gosmento é gosma. Sublinhe o sufixo dele e responda: que ideia ele cria para o adjetivo?
Resposta: Os estudantes devem sublinhar o sufixo -ento; Qualidade.
Movimento.
Qualidade.
Aproximação.
2. b) Possíveis respostas: Falsificado: passado, autenticado, certificado, sentenciado. Valem todos os particípios passados com a terminação -ado. Cegueira: frieira, verdadeira, cafeteira, chuteira. Professor, professora: Caso queira desafiar os estudantes, proponha palavras do mesmo campo lexical.
d) Complete a afirmação: A palavra descuidada é formada por um que tem sentido de ação contrária.
Resposta: Prefixo.
4. No caderno, represente em um mapa conceitual o que você aprendeu sobre palavras primitivas e palavras derivadas.
Resposta: Espera-se que os estudantes elaborem um mapa conceitual. Comentários nas orientações ao professor
façam comparações entre ambos. Também é possível apresentar outros exemplos e esquemas. Sobretudo, aceite outras formas de representação que revelem compreensão dos conceitos.
ATIVIDADE EXTRA
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• Proponha aos estudantes que, em grupos, elaborem uma árvore de palavras. Cada grupo deve escolher uma palavra primitiva (como mar, luz, flor ou viagem) e listar em ramificações o maior número possível de palavras derivadas dela. Incentive a criatividade explicando que podem incluir substantivos, verbos, adjetivos e advérbios. Em seguida, cada grupo pode apresentar sua árvore à turma e explicar como identificou os afixos usados.
• Chame a atenção dos estudantes para o fato de que, na tirinha da atividade 3, o personagem Calvin descreve, com riqueza de detalhes, como imagina um gigantesco polvo gosmento. Explique que esse tipo de sequência tem como objetivo caracterizar seres, objetos ou situações com base em suas qualidades e seus aspectos físicos ou comportamentais. A tirinha usa esse recurso para criar humor e destacar a imaginação do personagem, aproximando a linguagem da descrição à fantasia e ao exagero. No item a, mostre que a escolha da letra bastão é padrão nas tirinhas e está relacionada à clareza e legibilidade, já que os quadrinhos exigem leitura rápida e eficaz.
• Na atividade 4, instrua-os a elaborar um mapa conceitual em que haja dois campos em destaque maior ao centro: Palavras primitivas; Palavras derivadas. Do campo Palavras primitivas, deve sair uma seta para a seguinte explicação: não são formadas a partir de nenhuma outra palavra. Do campo Palavras derivadas, deve sair uma seta para a seguinte explicação: têm origem em outras palavras. Desta última explicação, devem sair duas setas para as últimas explanações: 1) derivação prefixal (acréscimo de prefixos); 2) derivação sufixal (acréscimos de sufixos). Se necessário, retome o mapa conceitual apresentado anteriormente para que eles
WATTERSON, Bill. Os dez anos de Calvin e Haroldo. Tradução de Marcelo de Castro Bastos. São Paulo: Best News, 1996. v. 1. p. 30.
OBJETIVOS
• Planejar e produzir uma narrativa de aventura.
• Desenvolver a escrita com estrutura narrativa, suspense e resolução de conflitos.
• Praticar a oralidade por meio da leitura do texto em sala de aula.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes produzirão uma narrativa de aventura, o que desenvolve a habilidade EF35LP25 e contempla a Competência geral 4 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 3 e 5. O planejamento e a produção do final do texto, considerando as características da narrativa, bem como sua revisão, possibilitam aprimorar as habilidades EF15LP05 e EF15LP06. O uso de conhecimentos linguísticos e gramaticais (concordância e pontuação), de recursos de referenciação, coesão pronominal (anafórica), articuladores de sentido (tempo, causa, conclusão) e vocabulário adequado permite desenvolver as habilidades EF35LP07 , EF35LP08 , EF35LP14 , EF05LP26 e EF05LP27. Além disso, eles aperfeiçoam a habilidade EF35LP09 ao organizarem o texto em parágrafos, considerando o enredo da narrativa.
• A leitura do texto produzido para o grupo e a escuta dos textos produzidos pelos colegas exploram a Competência geral 3 e a Competência específica de Língua Portuguesa 9 Ao ampliarem o sentido da narrativa com o uso de aspectos não linguísticos, eles desenvolvem a habilidade EF15LP12
• Retome com os estudantes as características das narrativas de aventura e destaque a importância de uma escrita clara e bem estruturada, com atenção à
HORA DE PRODUZIR
Narrativa de aventura
Nesta primeira parte da unidade, você conheceu um pouco sobre narrativas de aventura. Agora é o momento de você se aventurar no mundo da criação.
O que vai produzir
Você vai escrever uma história de aventura para ser lida para os colegas e os familiares. Ela deve se passar em um desses dois lugares retratados:


Planejar
Para planejar seu texto, pense nos seguintes aspectos:
1. Quem são os personagens?
2. Como foram parar nesse lugar? Eles querem sair de lá?
3. Qual problema eles enfrentam? Alguma perseguição? Algum perigo?
4. Têm inimigos?
5. Com que recursos contam para resolver o problema? Como farão isso?
6. Sua história vai começar:
• desde antes de os personagens chegarem ao local?
• com os personagens já no lugar e contar como isso ocorreu?
7. Qual vai ser o momento mais difícil para o herói ou a heroína?
8. Como a história vai terminar?
Lembre-se de que a trajetória do herói ou da heroína deve ter algum momento muito difícil para ele e seus ajudantes, amigos ou companheiros. Esse deve ser o ponto de maior suspense da história.
ortografia, pontuação e organização das ideias. Oriente que o texto seja escrito em rascunho e revisado antes da versão final, considerando especialmente a coesão e coerência textual. Sugira observar o uso de conectivos, expressões temporais e retomadas adequadas de informações ao longo da narrativa.
• Durante o planejamento, chame a atenção para a necessidade de haver um conflito bem definido e para a sequência lógica dos fatos. Se achar pertinente, apresente a eles os principais passos da jornada do herói, como a partida, os desafios e o retorno. Essa estrutura pode servir como apoio para o desenvolvimento do enredo.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
LIVROS com piratas para levar a imaginação muito além dos 7 mares. Blog Letrinhas, 16 mar. 2024. Disponível em: https://www.companhiadasletras. com.br/blogDaLetrinhas/Post/6706/livros-com -piratas-para-levar-a-imaginacao-muito-alem -dos-7-mares. Acesso em: 13 set. 2025.
Acesse a página do Blog Letrinhas, da Companhia das Letras, para encontrar livros infantis sobre narrativas de aventura com piratas. Se possível, apresente alguns aos estudantes para se inspirarem.
Praia tropical com mar e palmeiras. Trilha dentro de uma floresta.
Produzir
Escreva seu texto com base no planejamento que você fez.
Caso considere necessário mudar alguma parte da história, lembre-se do fim que você imaginou: a história deve ser contada para chegar até ele.
PAPO DIGITAL
Ao concluir o trabalho, faça uma revisão dele e verifique os eventuais erros e o que pode ser melhorado. Ao final, com o auxílio do professor, reescreva-o em um editor de textos e insira na página uma imagem que represente a sua narrativa.
Compartilhar
1. O professor vai organizar a turma em grupos de cinco estudantes. Assim, todos poderão ler o texto.
2. Você vai ler sua história para os colegas do seu grupo em voz alta. Antes disso, treine a clareza e o ritmo de leitura.
3. Preste atenção para articular bem as palavras.
4. Depois de ler, pergunte aos colegas para os quais você leu se eles entenderam a história e o que acharam dela.
Dica: A avaliação da leitura deve considerar se:
• o problema do herói está claro;
• a história tem suspense;
• o final resolve o problema do herói.
Preste atenção à leitura dos colegas e não esqueça: sua avaliação deve ajudá-los. Boa leitura e boa escuta!
Os textos podem ser expostos em um mural para os demais colegas lerem e serem postados pelo professor nas mídias sociais da escola para atingirem mais leitores.
Avaliar
Com os colegas, avaliem a atividade.
1. Você gostou de escrever uma narrativa de aventura? Gostou do seu texto?
2. O que achou fácil? O que achou difícil?
3. O que achou das leituras? Gostou de ouvir as histórias dos colegas?
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor. 27
processo de escrita e de leitura das narrativas. Incentive os estudantes a responderem com sinceridade, reconhecendo avanços e dificuldades. Esse momento é importante para que eles desenvolvam a capacidade de autoavaliação e aprendam a valorizar o trabalho dos colegas, fortalecendo a escuta, o respeito e o espírito colaborativo.
AVALIANDO
• Caso perceba dificuldades recorrentes entre os textos produzidos, como ausência de conflito ou incoerências na sequência narrativa, anote
PAPO DIGITAL
• Caso a escola não disponha de recursos tecnológicos para a digitação e inserção de imagem no editor de textos, a atividade pode ser adaptada para o formato manual. Os estudantes podem reescrever a versão final da narrativa em papel e ilustrá-la com um desenho representando a cena principal da história. Os textos finalizados podem ser reunidos em um mural coletivo, que pode ser exposto em sala de aula, ou encadernados em formato de livro artesanal, para compartilhar com a comunidade escolar e as famílias.
• Na etapa Compartilhar, é possível propor a cada grupo que selecione um ou dois textos para serem lidos à turma toda. Essa estratégia pode enriquecer o momento de compartilhamento e fortalecer o exercício de escuta atenta e avaliação respeitosa. Oriente a turma quanto aos critérios de apreciação: se o conflito está claro, se há momentos de suspense e se a conclusão resolve adequadamente o problema enfrentado pelos personagens.
• Se alguns estudantes apresentarem dificuldade para construir o conflito ou desenvolver a narrativa, adapte a atividade. Acompanhe a produção passo a passo, oferecendo sugestões e perguntas norteadoras para que ganhem segurança na escrita.
• A etapa de avaliação propõe uma reflexão sobre o
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os erros mais frequentes e avalie a necessidade de retomar conteúdos a eles relacionados. Essa pode ser uma boa estratégia para promover a aprendizagem contínua.
• Aproveite ainda para refletir sobre sua prática docente. Analise o que poderia ser melhorado para ampliar a aprendizagem dos estudantes nos conteúdos em que tiveram defasagem e quais estratégias poderiam ser empregadas. Além disso, avalie sua relação com a turma e compreenda seu papel social no processo de aprendizagem deles.
OBJETIVOS
• Desenvolver habilidades leitoras por meio da leitura e da análise de um trecho de texto dramático.
• Praticar a escrita e a oralidade em sala de aula por meio de atividades relacionadas ao texto lido.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes serão levados a levantar hipóteses sobre o texto a ser lido com base no conhecimento prévio e nas pistas oferecidas pelo próprio material. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02, a Competência geral 2, as habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13) e a Competência geral 4. Ao relacionar o texto a ser lido com um conto e utilizar os conhecimentos historicamente construídos, a Competência geral 1 é contemplada.
• A leitura do texto, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes, o que aprimora as habilidades EF15LP16, EF35LP01 e EF35LP21, bem como as Competências específicas de Língua Portuguesa 3 e 9. Além disso, a leitura do texto dramático, de modo a considerar os elementos da narrativa, contempla a habilidade EF35LP26
ANTES DE LER
• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a exporem as próprias ideias e a ouvirem as dos colegas com atenção e respeito aos turnos de fala. Na atividade 1, viabilize um momento de troca de experiências e aproveite as
TEATRO:
CENA DRAMÁTICA
RODA DE LEITURA: TEXTO DRAMÁTICO
O teatro, em seus vários estilos, encanta a humanidade há mais de 2 mil anos. Vamos conhecer um pouco do teatro de bonecos!
ANTES DE LER
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Você já assistiu a uma peça de teatro de bonecos? Compartilhe sua experiência com os colegas.
2. O texto dramático que você vai ler chama-se João Cabeça de Feijão
a ) De que história esse título faz você se lembrar?
Resposta esperada: João e o pé de feijão
b) Como era essa história? Relembre os principais personagens e acontecimentos dela.
Resposta nas orientações ao professor
c ) O que você imagina que possa ter de diferente na história que vai ler?
3. Para que uma cena de teatro possa ser representada, que tipo de texto os atores ou os bonequeiros usam para se orientar?
Resposta esperada: Um texto teatral ou dramático.
4. No teatro, em geral, não é um narrador que conta a história. Como você imagina que isso ocorre no teatro?
Resposta: São utilizadas as ações e falas dos personagens.
Leia a seguir uma adaptação de um conto tradicional infantil para o teatro de bonecos.
João Cabeça de Feijão
[...]
MÃE: Chegou, João?
JOÃO: Mãe! Mãe!
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes já tenham tido contato com peças de teatro com bonecos, principalmente no ambiente escolar. Eles podem compartilhar suas impressões nesse momento e conhecer como foi a experiência dos colegas.
MÃE: Ai, João, não vejo a hora de comprar o meu leitinho. Vendeu a vaca vazia por um bom dinheiro, João?
JOÃO: Vendi não, mãinha. Fiz coisa mió...
MÃE: Que coisa mió?
JOÃO: Troquei.

2. c) Resposta pessoal. Os estudantes devem levantar hipóteses com base no título do texto e em suas próprias expectativas.
colocações deles para promover a valorização da literatura e do teatro.
• Ao propor a atividade 2, incentive-os a compartilhar com a turma conhecimentos prévios ou hipóteses. Retome essa conversa posteriormente, no boxe Agora que já lemos.
• Na atividade 3, é importante que todos cheguem à conclusão de que uma peça de teatro geralmente não é produzida com base em improviso, mas em um texto anterior, um roteiro que guia a interpretação dos atores e a produção geral da peça.
Respostas 2. b) Resposta esperada: João era um menino muito pobre, que vendeu sua vaquinha para comprar grãos de feijão mágicos. Os grãos magicamente germinam, e o pé de feijão cresce até o céu. O menino escala por ele e se depara com um castelo onde vive um gigante que aprisiona uma galinha que bota ovos de ouro. O menino liberta a galinha e foge de volta para casa com ela, cortando o pé de feijão para que o gigante não o persiga. Pode haver algumas variações na resposta.
MÃE: Trocou?
JOÃO: Troquei a vaca veia por feijão.
MÃE: Ai, ai, ai, minha meia furada dos dois lados. Mas que história é essa, menino?
JOÃO: E a novidade, mãinha, é que troquei a vaca por feijões mágicos!
MÃE: Feijões mágicos não existem, seu cabeça de feno, cabeça oca, cabeça de melão, sem pé nem cabeça!
JOÃO: Existe, sim, mãinha. Ó!
MÃE: Ai, misericórdia divina, meu pai, minha mãe, minha tia, meu avô, minha avó, meu sobrinho e sobrinha. Ai, minha madrinha e padrinho, que Deus os tenha.
[...]
MÃE: [...] Ai, meus pés de pato, mangalô três veiz. Vai dormir de castigo [...].
[...]
João vai dormir e sonha. Enquanto isso, o pé de feijão mágico cresce vertiginosamente, enroscando-se em seu corpo
JOÃO: O que é isso? O feijão é mágico mesmo! Mãe! O pé cresceu da noite pro dia. Foi lá pro céu. É gigante!
João olha para cima e tenta ver o tamanho do pé. Inclina-se tanto que cai uma, duas vezes
JOÃO: O pé de feijão sumiu nas nuvens.
João dá uma risadinha sapeca e começa a escalar o pé.
JOÃO: Vixe, daqui de cima dá pra ver o céu. Dá pra ver o mar. E a minha casa é do tamanho de uma formiga. Quantas nuvens...

Surgem nuvens e João vai pulando sobre elas. João chega até um castelo e entra.
[...]
João para sobre uma superfície estranha, parecida com a aba de um chapéu, um grande chapéu! Ouve um choro.
JOÃO: Quem está chorando?
DONA DA GANSA: Quem está aí? Um menino?
JOÃO: Meu nome é João. Mas por que a senhora está chorando?
Vertiginosamente: de modo muito rápido e intenso.
• Durante a leitura, destaque a importância das rubricas — indicações do autor sobre ações, emoções ou entonações das falas. Sugere-se que a leitura seja feita de forma coletiva e oral, priorizando a leitura dramática, na qual os estudantes interpretem com entonação as falas das personagens. As rubricas podem ser lidas por você, para orientar e apoiar a expressividade deles.
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
• Os estudantes lerão um trecho da peça João Cabeça de Feijão, do dramaturgo Dario Uzam, livremente inspirada no conto popular João e o pé de feijão. Antes de iniciar a leitura, é interessante resgatar oralmente com a turma a história original. Caso queira, você pode ler uma versão do conto para a turma.
• Chame a atenção para o título da peça, que modifica o nome da famosa história em que se baseia — João e o pé de feijão. Explore com eles as diferenças de sentido que essa escolha provoca. Cabeça de Feijão torna-se um epíteto do personagem, uma característica que o define, enquanto o título original associa diretamente dois elementos do enredo.
• Leve-os a observar também como o autor adapta a narrativa ao contexto da cultura nordestina. No trecho apresentado, essa ambientação pode ser percebida, por exemplo, no uso de expressões regionais como mãinha. Verifique se eles identificam outras características como essa.
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• Para enriquecer a compreensão deles sobre o texto dramático e o universo teatral, é interessante apresentar um vídeo com um trecho da peça, com o objetivo de observar a atuação, a entonação, o uso do corpo, o cenário e os figurinos. Isso contribuirá para tornar mais concreta a experiência com o texto que será lido.
• O boxe Quem produziu? traz informações sobre o autor da peça e sua trajetória no teatro infantil, especialmente com teatro de bonecos. Leve os estudantes a perceberem como o contexto de produção pode influenciar as escolhas do autor quanto à linguagem, aos personagens e ao formato da encenação. Esse é um bom momento para discutir a função do dramaturgo e apresentar brevemente o trabalho da Cia. Articularte Teatro de Bonecos, caso deseje ampliar a discussão.
• É interessante destacar aos estudantes que a peça foi escrita por um dramaturgo com ampla experiência no teatro, especialmente no teatro infantil com bonecos.
João Cabeça de Feijão, por exemplo, foi criada para ser encenada com bonecos articulados. Assim, peça-lhes que observem as imagens que acompanham o texto e proponha que imaginem o que está acontecendo naquele momento da peça, assim como que relacionem a cena com os diálogos ou monólogos possíveis para os personagens retratados. Essa observação ajuda a desenvolver a leitura visual e a compreensão das relações entre texto e encenação.
DONA DA GANSA: É porque eu era dona da gansa de ouro.
JOÃO: Gansa de ouro?
DONA DA GANSA: Ela bota ovos de ouro.
JOÃO (surpreso): Uma gansa mágica!
DONA DA GANSA: Sim, mas o Ogro Gigante roubou e aprisionou minha gansinha.
JOÃO: Não, não chora, não chora... Dona da Gansa... não chora... Eu vou me afogar em suas lágrimas...
João é jogado de um lado para o outro, até que a Dona da Gansa se acalma.
JOÃO: Eu encontro a gansa para a senhora.
DONA DA GANSA: Você, um menino?
JOÃO: Eu já cheguei até aqui! E vou conseguir...
DONA DA GANSA: Se você conseguir, eu te darei ovos de ouro!
JOÃO: Verdade?
DONA DA GANSA: Darei a você muitos ovos de ouro!
JOÃO: Então, eu também vou salvar a minha mãinha!
DONA DA GANSA: Eu só quero a minha gansa...
Ouve-se um barulho.
JOÃO: Que barulho é esse?

DONA DA GANSA (muito assustada): São os soldados do castelo! Os soldados do Ogro Gigante!
JOÃO: E agora?
DONA DA GANSA: Estátua! Finja-se de estátua!
[...]
UZAM, Dario. João Cabeça de Feijão. Ilustrações originais de Tatiana Paiva. São Paulo: Panda Books, 2010. p. 20-21, 23-24, 33-34.
QUEM PRODUZIU?
O escritor e ator Dario Uzam trabalhou com grandes nomes do teatro brasileiro. Coordenou a Cia. Articularte Teatro de Bonecos e produziu peças relacionadas ao universo infantil. João Cabeça de Feijão concorreu como finalista ao prêmio de Melhor Trilha Sonora (2008).
BNCC
Papo de leitor
1. Essa peça foi inspirada em João e o pé de feijão. Preencha o quadro a seguir com semelhanças e diferenças entre os dois textos.
Comparação entre a peça e a história original
Elementos
Semelhanças
Resposta: Personagens –
Personagens
Diferenças
Semelhanças: João, Mãe; Diferenças: Gansa, Dona da Gansa, Ogro Gigante e Galinha dos ovos de ouro.
Resposta: Cenário – Semelhanças: Casa de João e Castelo nas nuvens; Diferenças: Não há.
Resposta: História –
Semelhanças: O pé de feijão cresce até o céu, e o menino o escala até um castelo.
Diferenças: No castelo do gigante, João encontra uma galinha que bota ovos de ouro.
PAPO DIGITAL
A internet pode ser um meio muito prático de obter informações ou refrescar a memória. Se você não sabe ou não se lembra da história João e o pé de feijão, com o auxílio do professor, pode pesquisar na internet. No entanto, é preciso ter cuidado para não acessar informações incorretas, por isso, consulte sempre os responsáveis pelos sites, verificando se são fontes confiáveis.
• Na atividade 1, a proposta de comparar a peça lida com o conto tradicional é uma excelente oportunidade para desenvolver a leitura comparativa. Incentive os estudantes a identificarem não apenas personagens e cenários, mas também aspectos como tom da narrativa, presença de humor, regionalismos e variações culturais.
PAPO DIGITAL
• Leia o boxe Papo digital e reforce com eles a importância de buscar informações em fon-
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tes confiáveis e de sempre solicitar o apoio do professor. Se a escola tiver acesso à internet, esta pode ser uma atividade prática: proponha aos estudantes que façam uma breve busca por diferentes versões de João e o pé de feijão, comparando as variações que encontrarem. Caso o acesso à internet não seja possível, organize a sala de aula para que consultem livros de literatura infantil ou outras versões impressas disponíveis.
• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF35LP24 ao identificarem no texto lido as funções do texto dramático e sua organização, e aperfeiçoam a habilidade EF35LP22 ao perceberem nos diálogos o discurso direto.
• Eles desenvolvem também a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social do texto, reconhecendo quem o produziu e a quem se destina. As habilidades EF15LP03 , EF35LP03 , EF35LP04 e EF35LP05 são aprimoradas ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas.
• Ao reconhecerem o texto teatral como texto literário e valorizá-lo em sua diversidade, assim como ao identificarem os elementos da narrativa nesse texto, eles aprimoram as habilidades EF15LP15 e EF35LP29.
• Os estudantes serão levados a compreender que a fala do personagem representa uma fala nordestina e reconhecer que se trata de uma variedade linguística. Além disso, deverão refletir sobre a valorização e o prestígio linguístico, de modo a contemplar as Competências específicas de Língua Portuguesa 1 e 4
Cenário
História
• Durante a discussão proposta na atividade 2, é importante destacar para os estudantes que, embora existam limitações de expressões faciais nos bonecos, o corpo e os gestos podem indicar emoções também.
• Após a resposta da atividade 3, amplie a discussão explicando que, além da escolha das palavras, a entonação, o volume, o ritmo e a pausa são recursos essenciais para transmitir emoções e intenções. Se possível, promova uma breve atividade prática. Escolha uma fala curta de personagem e peça a diferentes estudantes que a leiam de modos variados (com raiva, medo, alegria, dúvida, surpresa). Essa vivência ajuda a perceber como a oralidade carrega significados que vão além do texto escrito.
• Na atividade 4, aproveite para conversar sobre a língua como meio de comunicação e como adaptações são necessárias para que as histórias façam sentido em diferentes realidades culturais e linguísticas.
• A atividade 5 convida os estudantes a refletirem sobre o comportamento dos personagens e os desdobramentos da narrativa. Após a resposta, destaque o tom de humor da cena e incentive-os a identificar elementos cômicos no texto, como exageros ou reações inesperadas. Ressalte que esse tipo de humor é característico de muitas histórias populares e adaptações teatrais, pois ajuda a envolver o público e tornar a narrativa mais divertida e acessível.
2. Resposta nas orientações ao professor
2. Em sua opinião, quais são as diferenças e as semelhanças entre as peças de teatros de bonecos e as que são encenadas por atores?


teatral O Quebra-Nozes e o Rei dos Ratos, interpretada por atores. Na cidade de Kamenskoye, na Ucrânia, em 2020.
3. Como a fala pode ajudar a demonstrar as emoções dos personagens?
Resposta: A entonação e o ritmo da fala ajudam a transmitir emoção. Se considerar oportuno, explique aos estudantes que muitos aspectos da fala constroem sentido.
Por exemplo, falar alto ou baixo, em tom exclamativo, interrogativo, ameaçador, conciliador, ou suspensivo, entre outras possibilidades.
4. A peça João Cabeça de Feijão foi adaptada da cultura europeia para o leitor brasileiro por Dario Uzam.
a ) Que elementos da peça mostram a origem europeia da história?
Resposta: Castelo e ogro.
b) Contorne a seguir o principal elemento que geralmente passa por mudança quando uma peça de teatro é representada em outros países.
Língua Nomes dos personagens Cenário
Resposta: Língua.
5. A história tem início com a troca de uma vaca por feijões.
a ) O que leva João a fazer essa troca?
Resposta: A promessa de que os feijões eram mágicos.
b) Por que a mãe reage daquela forma ao descobrir a troca feita por João?
Resposta: Porque acabaram perdendo uma vaca e ganharam apenas feijões. Destaque o tom de humor presente nessa passagem.
Respostas
2. Resposta pessoal. Entre as semelhanças, é possível que os estudantes respondam que ambas contam histórias, são encenadas em teatros ou espaços organizados para apresentações etc. Sobre as diferenças, eles podem mencionar que, no teatro de bonecos, os atores costumam não aparecer ou não ter destaque, encenando a peça por meio da manipulação de bonecos; já nas peças encenadas diretamente por atores, eles dão vida aos personagens com o próprio corpo.
Peça teatral Cinderela, apresentada com bonecos. Na cidade de Dnipro, na Ucrânia, em 2016.
Peça
6. Releia este trecho da peça.
JOÃO: O que é isso? O feijão é mágico mesmo! Mãe! O pé cresceu da noite pro dia. Foi lá pro céu. É gigante!
João olha para cima e tenta ver o tamanho do pé. Inclina-se tanto que cai uma, duas vezes.
a ) A parte escrita em destaque (itálico) não faz parte da fala do personagem. Qual é a função dela no texto dramático?
Resposta: Indicar ao ator o que ele deve fazer no palco.
O texto dramático conta com orientações para os atores e para os responsáveis pelo cenário, pelo som e pela iluminação. Essas orientações são chamadas rubricas
b) Copie uma rubrica que indica uma ação do personagem João.
Possíveis respostas: João vai dormir e sonha. / João para sobre uma superfície estranha, parecida com a aba de um chapéu, um grande chapéu!
c ) Copie uma rubrica que indica algo que ocorre em cena.
Resposta: Enquanto isso, o pé de feijão mágico cresce vertiginosamente, enroscando-se em seu corpo.
7. Alguns personagens são mencionados e não participam de cenas de diálogo. Relacione a seguir os personagens à sua ação no texto.
Mãe A.
João B.
Ogro Gigante C.
Dona da Gansa D.
Vaca E.
Gansa F.
Soldados G.
Pratica ações e dialoga no palco. 1. Pratica ações fora do palco. 2. É apenas mencionado. 3.

Resposta: A-1; B-1; C-3; D-1; E-3; F-3; G-2.
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• A atividade 6 tem como objetivo que os estudantes compreendam a função das rubricas no texto teatral. Explique que são indicações feitas pelo autor para orientar as ações dos personagens e a encenação, mas que não são faladas em cena. No item a, reforce que as rubricas ajudam o ator a compor o personagem com gestos, movimentação e expressões corporais. Se possível, proponha uma leitura dramatizada do trecho pedindo a um estudante que leia a fala de João enquanto outro desempenha a ação indicada pela rubrica — isso tornará o conceito mais concreto.
• Para realizar a atividade 7, peça aos estudantes que retomem o texto e localizem onde e como cada personagem aparece ou é citado. Explique que, mesmo não estando em cena, alguns personagens têm papel importante para o desenvolvimento da história, o que é comum em textos dramáticos.
• Na atividade 8, peça aos estudantes que localizem o trecho do monólogo de João e leiam-no em voz alta. Em seguida, questione: “O que João revela nesse momento?”; “O público já sabia disso?”. Esse exercício ajuda a compreender a função do monólogo como construção de sentido para quem assiste à peça.
• Use os boxes que trazem conceitos como apoio para sistematizar o aprendizado. Eles ajudam a fixar o vocabulário específico do gênero teatral, importante para a análise e a produção de textos dramáticos.
• Na atividade 9, leia com eles o conceito de discurso direto e discurso indireto. Explique a diferença entre as duas formas de discurso, destacando o papel do narrador no discurso indireto. Durante a atividade de preencher lacunas, incentive-os a observar o sentido de cada verbo para fazer escolhas adequadas ao contexto. É possível propor que eles adaptem outro pequeno trecho da peça, por escrito ou oralmente, passando do discurso direto para o indireto, como forma de fixar o conteúdo de maneira mais autônoma.
Embora grande parte de um texto dramático seja organizado com base em diálogos, algumas peças também apresentam monólogos. Um monólogo ocorre quando um personagem fala sozinho em cena, expressando um pensamento ou conversando com a plateia.
8. Sublinhe no texto o monólogo de João. Depois responda: qual é a função desse monólogo?
Resposta: Os estudantes devem sublinhar os trechos com as seguintes falas: “O que é isso? O feijão é mágico mesmo! Mãe! O pé cresceu da noite pro dia. Foi lá pro céu. É gigante! / O pé de feijão sumiu nas nuvens. / Vixe, daqui de cima dá pra ver o céu. Dá pra ver o mar. E a minha casa é do tamanho de uma formiga. Quantas nuvens...”. A função é verbalizar, transmitir os pensamentos de João.
9. Como vimos, a maior parte de um texto dramático corresponde aos diálogos entre os personagens. Esses diálogos aparecem em discurso direto.
O discurso direto é caracterizado pela fala direta de um personagem em uma narrativa. Ele pode ser introduzido por um travessão ou vir entre aspas:
— Eu encontro a gansa para a senhora.
“Eu encontro a gansa para a senhora.”
No discurso indireto, a fala de um personagem aparece pela voz de outro personagem ou pela voz do narrador:
João disse que encontraria a gansa para a Dona da Gansa.
Imagine que você fosse adaptar um trecho da peça para um conto e substituir o discurso direto pelo discurso indireto. Complete as lacunas selecionando, entre as palavras a seguir, a que melhor se ajusta ao texto em cada caso.
Possível resposta: informou; respondeu; discordou; disse; mandou.
informou
discordou respondeu
mandou disse
João à mãe que tinha trocado a vaca por feijões mágicos. A mãe que feijões mágicos não existiam. João da mãe e que eles existiam sim. A mãe que ele fosse dormir de castigo.
VINÍCIUS
As cenas de teatro mudam de acordo com a entrada e a saída de personagens do palco.
10. Resposta: Os estudantes devem indicar uma divisão abaixo do trecho “João vai dormir e sonha. [...]” e abaixo de “Surgem nuvens e João vai pulando sobre elas. João chega até um castelo e entra.”.
10. No texto que você leu, não há divisão de cenas. Divida o trecho em cenas e indique no texto, com um traço, onde seria a divisão.
11. Na peça, foi empregada uma palavra, muito comum em algumas regiões do Nordeste, para se referir a mãe
a ) Que palavra é essa?
Resposta: Mãinha.
b) Qual é a grafia oficial dessa palavra?
Resposta: Mãezinha.
2. Resposta esperada: Sim, pois as indicações cênicas (rubricas) direcionam a interpretação, ajudando os atores ou os bonequeiros no momento da atuação.
12. O texto também utiliza palavras que se referem a elementos típicos de contos de fadas de origem europeia. Contorne a seguir quais seriam essas palavras.
Resposta: Castelo, ogro, gigante.
1. Resposta: Retome as reflexões feitas antes da leitura a fim de que os
a eventualidade de dificuldades em compreender a diferença entre as rubricas e as falas dos personagens no primeiro contato com o texto e a superação após as atividades. estudantes comprovem as suposições feitas.
AGORA QUE JÁ LEMOS
Responda às questões a seguir oralmente
1. As suposições que você fez antes da leitura sobre as diferenças entre a história original e essa adaptação para o teatro se confirmaram ao ler o texto? Explique.
2. Você achou que o texto teatral consegue auxiliar o ator ou o bonequeiro na interpretação dos personagens? Por quê?
3. No primeiro contato com o texto, foi mais difícil entender o que eram as rubricas e o que eram as falas dos personagens? No final do estudo, essa dificuldade foi superada? Compartilhe sua experiência com os colegas.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes compartilhem

AGORA QUE JÁ LEMOS
• Durante a mediação das questões do boxe Agora que já lemos, se possível, organize uma roda de conversa para que os estudantes possam trocar opiniões, argumentar e escutar diferentes pontos de vista. Valorize as respostas pessoais e incentive-os a justificar suas opiniões com base no que observaram na leitura da peça e nas discussões anteriores.
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• Na atividade 1, retome as diferenças que imaginaram que pudesse haver entre a história original e a adaptação que leram. Após essa conversa, leve-os a perceber que a formulação de hipóteses e sua eventual comprovação ou negação é uma etapa fundamental do processo de leitura.
• Explore com os estudantes, na atividade 2, como o uso da linguagem regional contribui para a construção da identidade dos personagens e da ambientação da peça.
• Na atividade 10, converse com a turma sobre os critérios que normalmente definem a mudança de cena: entrada ou saída de personagens, mudança de ambiente e passagem de tempo. Em seguida, oriente-os a marcar no texto os pontos sugeridos e justificar oralmente suas escolhas.
• Ao propor a atividade 11, aproveite para destacar a diferença entre grafia e pronúncia explicando que ambas as formas (a regional e a padrão) são válidas em seus contextos de uso. Reforce a ideia de que nenhuma variante é “errada” nem deve ser desprestigiada. Aponte que o uso de cada variedade deve estar adequado à situação comunicativa. É uma oportunidade para trabalhar a ideia de variação linguística e respeito às diferentes formas de falar o português.
• Na atividade 12, explique que são figuras e cenários recorrentes nos contos de fadas de tradição europeia. Faça a relação com a atividade anterior, sobre a origem da história, para reforçar a ideia de adaptação cultural.
OBJETIVOS
• Revisar o uso dos principais sinais de pontuação.
• Compreender as diferentes funções dos sinais de pontuação em diferentes contextos de uso.
• Identificar como os sinais de pontuação contribuem para a expressividade, a clareza e a organização do texto, especialmente no texto dramático.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes serão levados a identificar os sinais de pontuação, reconhecer o sentido que eles expressam no texto e apropriar-se da norma-padrão, o que desenvolve a habilidade EF05LP04 e a Competência específica de Língua Portuguesa 2
• A leitura da resenha permite aprimorar a habilidade de leitura autônoma (EF35LP01 e EF35LP21). Além disso, eles desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03 e EF35LP04 ao identificarem a ideia central dos textos explorados nesta seção e ao localizarem informações explícitas neles.
DE OLHO NA ESCRITA
Sinais
de pontuação:
revisão e aprofundamento
1. Leia novamente este trecho de João Cabeça de Feijão.
DONA DA GANSA: Se você conseguir, eu te darei ovos de ouro!
JOÃO: Verdade?
DONA DA GANSA: Darei a você muitos ovos de ouro!
JOÃO: Então, eu também vou salvar a minha mãinha!
DONA DA GANSA: Eu só quero a minha gansa...
Ouve-se um barulho.
JOÃO: Que barulho é esse?
DONA DA GANSA (muito assustada): São os soldados do castelo! Os soldados do Ogro Gigante!

Em um texto dramático, há indicação de quem fala nos diálogos, e as rubricas dão instruções variadas: sobre a iluminação e o som, por exemplo.
a ) Que sinais de pontuação você consegue identificar nesse trecho?
Resposta: Dois-pontos, vírgula, exclamação, interrogação, parênteses, reticências e ponto-final.
b) O ponto-final é um dos sinais de pontuação mais utilizados em textos. Por que nesse texto há mais sinais de exclamação do que pontos-finais?
Porque em textos dramáticos a exclamação é característica das falas.
Porque as falas no texto dessa peça pedem uma entonação que sugere emoção.
Resposta: Porque as falas no texto dessa peça pedem uma entonação que sugere emoção.
c ) Que sinal de pontuação indica o início de uma fala?
Resposta: Dois-pontos.
d) Quais sinais de pontuação indicam a rubrica?
Resposta: Parênteses.
• Retome com os estudantes a importância dos sinais de pontuação para marcar pausas e dar entonação e sentidos na leitura. Escreva os sinais na lousa e peça-lhes que digam suas funções, registrando-as também na lousa.
• Na atividade 1, proponha uma leitura dramatizada do trecho para que percebam na prática como a pontuação influencia a oralidade. Oriente-os
a identificar os elementos narrativos ao longo do texto e a perceber como eles se articulam para construir a progressão da história. Ressalte que, mesmo sendo um texto dramático, a peça mantém a estrutura típica da narrativa, adaptada ao formato teatral, com o desenvolvimento da ação por meio de diálogos e rubricas em vez de narração.
2. Releia um trecho do texto dramático.
MÃE: Ai, misericórdia divina, meu pai, minha mãe, minha tia, meu avô, minha avó, meu sobrinho e sobrinha.
a ) A mãe de João enumera oito elementos nessa fala. Quais são eles?
Resposta: Misericórdia divina, meu pai, minha mãe, minha tia, meu avô, minha avó, meu sobrinho e sobrinha.
b) Que sinal de pontuação foi usado entre esses elementos?
Ponto-final.
Vírgula.
Resposta: Vírgula.
Reticências. Parênteses.
c ) Entre o penúltimo e o último elemento, não foi usado o sinal de pontuação, mas sim uma palavra. Que palavra é essa?
Resposta: A palavra e
Agora, vamos revisar os sinais de pontuação e conhecer um pouco mais sobre eles.
Nos casos a seguir, a vírgula cumpre diferentes funções.
• Separar uma expressão que indica lugar.
No castelo, João encontrou a Dona da Gansa.
• Separar uma expressão que indica tempo.
No dia seguinte, o pé de feijão sumiu nas nuvens.
• No próximo exemplo, a vírgula separa o que chamamos vocativo, isto é, o termo que nomeia a pessoa que estamos chamando:
MÃE: Chegou, João?
A vírgula pode separar do resto da frase expressões de tempo ou lugar, vocativos e palavras de uma enumeração.
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• Após a atividade 2, ao abordar os usos da vírgula, releia os exemplos destacando pausas naturais na leitura. Para mediar a leitura do conceito de vírgula, leia o conteúdo em voz alta com a turma e, a cada explicação, traga exemplos simples do cotidiano. Assim, você vai destacar na lousa os diferentes usos da vírgula: em enumerações, expressões de tempo ou lugar e vocativos. Ajude-os a perceber o papel da vírgula na organização das ideias. Em seguida, proponha que construam frases coletivamente para aplicar os casos estudados e, ao final, retome o conceito com novos exemplos dados pelos estudantes.
• Explore os exemplos apresentados relacionando-os aos usos reais nas falas dos personagens e nas rubricas. Destaque como os sinais –vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos, aspas, parênteses e reticências – ajudam a organizar o texto, marcar pausas, indicar emoções e orientar a leitura. Ao mediar os boxes que definem conceitos, promova momentos de leitura coletiva e discussão sobre os efeitos de sentido provocados por cada sinal, favorecendo a compreensão e o uso consciente da pontuação na escrita.
• Ao abordar ponto e vírgula e dois-pontos, explique aos estudantes que, exceto se seguidos de nome próprio, depois desses sinais de pontuação, usa-se letra minúscula. Aproveite para comentar que as expressões usadas pela mãe do personagem estão em um contexto fantasioso e foram usadas em tom humorístico, não devendo ser usadas em relações interpessoais.
• Ao explorar especificamente os dois-pontos, explique que, no primeiro exemplo, esse sinal de pontuação indica a fala referente ao nome do personagem no texto dramático. No segundo, há um discurso direto mais usual nos demais gêneros de texto, com um verbo, os dois-pontos e a fala separada por aspas.
O trecho a seguir reproduz uma das enumerações que há no texto, mas organizadas em forma de lista. Observe o emprego do ponto e vírgula.
João Cabeça de Feijão era:
• cabeça de feno;
• cabeça oca;
• cabeça de melão;
• sem pé nem cabeça.
O ponto e vírgula separa uma listagem ou enumeração de frases, expressões ou palavras. Esse exemplo ainda traz dois-pontos, sinal que introduz uma enumeração.
Observe duas formas de registrar o discurso direto nos textos, com dois-pontos e aspas
JOÃO: Vendi não, mãinha. Fiz coisa mió...
João respondeu: “Vendi não, mãinha. Fiz coisa mió...”
Os dois-pontos são utilizados para introduzir discurso direto, como falas ou citações, e enumerações.
As aspas destacam as falas dos discursos diretos.
Confira agora o uso de reticências no seguinte exemplo:
JOÃO: Não, não chora, não chora... Dona da Gansa... não chora...
Eu vou me afogar em suas lágrimas...
Nesse exemplo, o uso de reticências, além de criar uma suspensão na leitura, indica grande emotividade e pausa para escolha de palavras.
As reticências marcam uma pausa na frase e podem indicar uma omissão, suspensão, insinuação, emotividade etc.
Os parênteses, em textos teatrais, marcam as rubricas, como neste exemplo:
DONA DA GANSA (muito assustada): São os soldados do castelo!
Além disso, os parênteses podem separar explicações sobre termos em uma sentença. Confira.
A peça infantil (indicada para maiores de 4 anos de idade) foi um sucesso.
Os parênteses podem indicar rubricas e explicações de um termo de uma frase.
ATIVIDADE EXTRA
• Proponha aos estudantes a reescrita de um pequeno trecho da peça João Cabeça de Feijão com a pontuação ausente. Distribua o trecho sem sinais de pontuação e oriente a turma a reler e pontuar o texto corretamente, com atenção especial aos diálogos, às rubricas e às entonações sugeridas. Em seguida, promova uma leitura dramatizada dos trechos reescritos, incentivando os estudantes a justificarem suas escolhas de pontuação com base nas emoções e nos sentidos que desejam transmitir.
PARA PENSAR E PRATICAR
1. Leia a seguir um trecho de uma resenha de livro.
Entrevistas – Contos de fadas
Quando lemos e conhecemos muitas histórias, acabamos nos familiarizando com alguns personagens: escolhendo os preferidos, brincando de ser cada um deles… E toda essa convivência, por meio dos livros e também da fantasia, faz com que estes seres que habitam nossa imaginação passem a fazer parte também das nossas próprias histórias.
Em Entrevistas, o leitor poderá se aproximar ainda mais de alguns dos seus personagens favoritos, descobrindo curiosidades e conhecendo-os melhor, para além dos enredos clássicos das histórias das quais fazem parte. [...]

MOREYRA, Carolina. Entrevistas: contos de fadas. Ilustrações de
SETTON, Luisa. Entrevistas: contos de fadas. A Taba, 1 ago. 2020. Disponível em: https://blog.ataba.com.br/entrevistas-contos-de-fadas/. Acesso em: 30 jun. 2025.
Segundo a autora, por que o livro citado permite ao leitor conhecer melhor personagens famosos de contos de fadas?
Resposta: Porque, por meio das entrevistas, os leitores podem descobrir curiosidades sobre a vida dos personagens.
2. A primeira frase do texto apresenta uma enumeração.
a ) Que sinais de pontuação são utilizados nessa enumeração?
Resposta: Dois-pontos, vírgulas e reticências.
b) Que função cada um desses sinais de pontuação cumpre no trecho?
Resposta: Os dois-pontos introduzem a enumeração, a vírgula separa seus termos e as reticências indicam que ela poderia continuar.
AVALIANDO
• Após a realização das atividades sobre sinais de pontuação, proponha uma avaliação formativa. Para isso, organize uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem como foi a experiência de identificar e refletir sobre os usos dos sinais de pontuação no texto dramático. Observe quais sinais ainda geram dúvidas e quais funções eles já reconhecem com mais segurança. Essa
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escuta permitirá identificar pontos que precisam ser retomados. Caso necessário, proponha atividades complementares que retomem os sinais com que tiveram mais dificuldade. Para isso, utilize exemplos de gêneros conhecidos por eles. Avaliar a leitura em voz alta — especialmente nos trechos dramatizados — pode revelar se os estudantes compreendem a função dos sinais na construção de entonação e sentido.
• Na atividade 1, proponha a leitura coletiva do trecho da resenha e incentive os estudantes a identificarem a opinião da autora sobre o livro Entrevistas: contos de fadas. Pergunte o que eles acham da ideia de entrevistar personagens de histórias clássicas e encoraje a troca de ideias com os colegas. Destaque que a pergunta busca explorar como o livro amplia o olhar sobre personagens já conhecidos, oferecendo informações além das narrativas tradicionais.
• Para desenvolver a atividade 2, oriente-os a localizar os sinais de pontuação utilizados no trecho de resenha e a refletir sobre como cada um contribui para expressar as ideias do autor. Aproveite esse momento para retomar os conceitos discutidos anteriormente sobre os usos dos dois-pontos, das vírgulas e das reticências, mediando a leitura do enunciado com ênfase no reconhecimento prático dessas funções. Motive-os a dar outros exemplos de enumeração e a refletir sobre a escolha de sinais nesses contextos.
Odilon Moraes. São Paulo: Moderna, 2020.
OBJETIVOS
• Compreender o uso dos sufixos na formação de aumentativos e diminutivos.
• Refletir sobre os efeitos de sentido produzidos pelo uso de aumentativos e diminutivos.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes serão levados à apropriação do sistema de escrita ao compreenderem o uso dos sufixos na formação de aumentativos e diminutivos, aprimorando a habilidade EF05LP08 e a Competência específica de Língua Portuguesa 2
• A leitura do trecho de romance, de notícia e de reportagem, bem como o reconhecimento da ideia central desses textos, permite aprimorar as habilidades EF35LP01 e EF35LP03
• A atividade de reescrita textual com substituição lexical permite aos estudantes aperfeiçoarem as habilidades EF35LP06 e EF35LP08
PENSAR OS SENTIDOS
Aumentativos e diminutivos
1. Leia a seguir um trecho da obra O menino no espelho, do escritor Fernando Sabino. Neste trecho, o protagonista da história, Fernando, acaba de conhecer um homem que lhe ensina muito sobre a vida.
O menino e o homem
Gostei daquele homem: ele sabia uma porção de coisas que eu também sabia. Ficamos conversando um tempão, sentados na beirada da caixa de areia, como dois amigos [...]. Falei na minha galinha Fernanda, [...] o Birica, valentão da minha escola, o dia em que me sagrei campeão de futebol, o meu primeiro amor, o capitão Patifaria, a passarinhada que Mariana e eu soltamos. [...]
Hindemburgo apareceu correndo, a agitar o rabo. Para surpresa minha, nem o homem ficou com medo do cachorrão, nem este o estranhou; parecia feliz, até lambeu-lhe a mão. [...]
O homem disse que tinha de ir embora — antes queria me ensinar uma coisa muito importante:
— Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz para o resto da sua vida?
— Quero — respondi.
O segredo se resumia em três palavras, que ele pronunciou com intensidade, mãos nos meus ombros e olhos nos meus olhos:
— Pense nos outros.
[...]

SABINO, Fernando. O menino no espelho: romance. Rio de Janeiro: Record, 2003.
Você concorda com essa ideia de que é preciso pensar nos outros para ser feliz? Discuta com os colegas, respeitando o turno de fala de todos.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes tirem algumas conclusões com base na troca de ideias e justifiquem seus posicionamentos.
• Proponha a leitura em voz alta do trecho. Em se tratando de um texto literário, é importante observar a expressividade da leitura. Oriente os estudantes a relerem o texto observando sua pontuação. Peça-lhes que imaginem como deve ser a entonação em cada trecho.
• Em seguida, façam uma leitura em voz alta. Cada estudante pode ler um trecho. É possível recomeçar a leitura e continuar até que todos tenham lido. Oriente-os a articular bem as palavras e falar em tom audível para todos.
• Explique aos estudantes que o trecho de O menino e o homem, de Fernando Sabino, relata, um após o outro, os momentos que marcaram o encontro do narrador com o homem não nomeado. Nesse sentido, na atividade 1, incentive-os a refletir sobre a mensagem central do texto, promovendo um momento de escuta e troca de ideias. Incentive que expressem suas opiniões com argumentos e que respeitem a fala dos colegas, valorizando diferentes pontos de vista sobre a ideia de felicidade e empatia proposta no texto.
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2. Nos dois primeiros parágrafos do texto, há três palavras que estão no grau aumentativo: tempão, valentão e cachorrão
a ) Qual terminação indica o grau aumentativo?
Resposta: A terminação -ão.
b) O grau aumentativo, em geral, indica o tamanho maior de algo. O que expressaria o aumentativo da palavra tempo?
Resposta: Expressaria um tempo mais longo.
c ) A palavra valentão também indica um tamanho maior de um valente?
Que sentido ela produz?
Resposta: Não, ela expressa de forma negativa a ideia de que alguém é “metido a valente”.
3. Pássaro é uma palavra primitiva. Com base nela e no acréscimo de prefixos e sufixos, outras podem ser formadas.
a ) Que palavra do texto se origina de pássaro?
Resposta: Passarinhada.
b) Qual seria o diminutivo de pássaro?
Resposta: Passarinho
c ) Que sentido é produzido pela palavra que você identificou no item a?
As palavras são divididas em pequenas unidades, chamadas morfemas, que têm significados. Os sufixos são um tipo de morfema. Alguns desses sufixos marcam a flexão de grau (aumentativo e diminutivo). Confira os exemplos a seguir.
Flexão de grau do substantivo Sufixo aumentativoExemplo -aço jogaço -anzil corpanzil -ão cachorrão -ona cadeirona -arra bocarra
Flexão de grau do substantivo Sufixo diminutivoExemplo -acho riacho -inho Narizinho -ote caixote -eta saleta -isco chuvisco
Resposta: O sentido de um conjunto de pequenos pássaros. 41
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• Na atividade 2, retome com os estudantes o conhecimento prévio deles sobre aumentativo e diminutivo. Se possível, faça uma brincadeira com o nome deles. Pergunte-lhes: “Como ficaria o nome (nome de um estudante) no aumentativo? E no diminutivo?”. Indague, ainda, se alguém se refere a eles utilizando aumentativo ou diminutivo. Essa atividade personalizada é importante para perceberem que as terminações que indicam graus de uma palavra não se referem sempre a uma diferença de tamanho, expressando, muitas vezes, afetividade e prestígio. Ao trabalhar os itens b e c, incentive-os a apresentar outros exemplos e analisar, coletivamente, o efeito de sentido produzido em diferentes contextos.
• Para desenvolver a atividade 3, conduza a observação sobre a palavra derivada passarinhada, retomando com eles a ideia de palavras primitivas e derivadas.
• Explore o sentido que outras palavras podem ter quando usadas no diminutivo ou no aumentativo, dependendo do contexto. Pergunte-lhes que sentido podem ter as palavras domingão e showzaço
Leve-os a observar que um substantivo como showzaço inclui uma avaliação do espetáculo, querendo significar um show ótimo; já domingão pode associar-se a qualidades do domingo — aquele dia de descanso, em que não se faz nada, em que se pode dormir até mais tarde. Então, questione sobre palavras no diminutivo, como queridinha e garotinha. Comente como um adjetivo como queridinha, por exemplo, pode ter sentido irônico ou carinhoso. Leia o conceito de flexões de grau com os estudantes, destacando a importância do contexto para interpretar o valor expressivo dos sufixos.
• Na atividade 1 da subseção Para pensar e praticar, oriente-os a fazer uma leitura atenta do texto, relacionando-o com a pintura Independência ou morte, de Pedro Américo. Explique o significado do número romano IV (quatro) e sua leitura no texto (quarto). Caso seja possível, projete a imagem do quadro mencionado para que comparem visualmente o casebre retratado com a casa da fotografia. Isso permitirá compreender como a arquitetura da Casa do Grito foi restaurada com base em elementos visuais da pintura, e não o contrário, como o texto destaca. Ao final, se necessário, ajude-os a localizar no texto a informação para completar corretamente a frase proposta.
Popularmente, relacionamos os graus aumentativo e diminutivo ao tamanho de algo. Por exemplo:
cachorro cachorrão (cachorro grande) cachorrinho (cachorro pequeno)
A variação de grau, no entanto, nem sempre expressa variação de tamanho. Pode também expressar afetividade, emoção ou crítica. Confira.
valentão – indica desprestígio e não um valente grande.
amigão – indica afetividade e não um amigo grande.
Considerando que os sufixos são os mesmos para indicar tanto a variação de tamanho quanto certos sentimentos, é necessário analisar o contexto para entender seu significado.
As flexões de grau no aumentativo ou no diminutivo podem expressar tanto variação de tamanho quanto desprestígio ou afetividade, entre outros sentimentos.
Professor, professora: Se possível, projete para os estudantes a pintura de Pedro Américo intitulada O grito do Ipiranga, também conhecida como
PARA PENSAR E PRATICAR
1. Leia um trecho de notícia sobre pontos turísticos históricos da capital paulista.
Casa do Grito
Este nome estranho, que remete a uma casa assombrada, tem ligação com o grito de independência retratado no quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo. Na pintura, aparece um casebre parecido com esse, porém, como o registro mais antigo é de 1844, percebe-se que o movimento foi o contrário. No restauro da construção para as comemorações do IV Centenário, a casa localizada no Ipiranga passou a incluir elementos parecidos com a casinha retratada no quadro.
Casa do Grito, no Parque da Independência, na cidade de São Paulo, em 2016.
De acordo com o texto, a Casa do Grito foi para se parecer com a casa da pintura.

FLAMINGO, Julia. Museu da Cidade: você já foi, mas provavelmente não sabe. Veja São Paulo, 19 fev. 2016. Disponível em: https://vejasp.abril.com.br/cultura-lazer/museu-da-cidade. Acesso em: 30 jun. 2025.
Possíveis respostas: Reformada; restaurada. Independência ou morte, para que observem a casa retratada na pintura e a comparem com a casa retratada na fotografia que acompanha o texto.
2. No texto, a Casa do Grito é chamada de casebre e casinha
a ) Quais sufixos dessas palavras indicam variação de grau?
Resposta: Os sufixos são -ebre e -inha
b) Ambas as palavras indicam o diminutivo de casa. Uma delas, no entanto, também sugere que, além de pequena, a casa é mais humilde. Que palavra é essa?
Resposta: Casebre.
3. Releia.
Na pintura, aparece um casebre parecido com esse, porém, como o registro mais antigo é de 1844, percebe-se que o movimento foi o contrário.
a ) No trecho há duas palavras semelhantes, que pertencem à mesma “família”. Sublinhe essas palavras.
Resposta: Os estudantes devem sublinhar as palavras aparece e parecido
b) Reescreva o trecho substituindo uma dessas palavras.
Possíveis respostas: Na pintura, vê-se um casebre parecido com esse [...]; A pintura retrata um casebre parecido com esse [...]; Na pintura, aparece um casebre semelhante a esse [...].
4. Leia a seguir um trecho de reportagem sobre a árbitra de futebol Amanda Lanollete, da cidade de Paranaguá, no Paraná.
[...]
O sonho de Amanda, que hoje é árbitra de futebol, é criar uma escolinha voltada exclusivamente para garotas. [...]
Amanda lembra que há alguns anos era mais difícil lidar com a cultura machista, que acredita que o futebol é “esporte de menino” [...].
Hoje, Paranaguá possui sete equipes femininas que disputam campeonatos e torneios que ocorrem no litoral. “Sem contar as demais mulheres que escolheram o futebol por hobby e batem aquela bolinha para descontrair e se reunir com as amigas”, lembrou Amanda.
sequência, promova uma conversa rápida sobre os estereótipos que ainda cercam o futebol feminino e como a fala da entrevistada aponta a necessidade de mudança cultural. É uma boa oportunidade para discutir igualdade de gênero no esporte e encorajar o respeito à diversidade de talentos e escolhas profissionais.
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• Ao propor a atividade 2, oriente os estudantes a observarem a formação das palavras casebre e casinha, destacando os sufixos que indicam variação de grau. Explique que tanto o sufixo -inha quanto -ebre podem indicar diminutivo, mas têm efeitos de sentido diferentes. Conduza a turma à percepção de que casinha é uma forma mais neutra ou até afetiva, enquanto casebre sugere simplicidade ou precariedade. Esse contraste é um bom exemplo de como os sufixos contribuem para expressar diferentes nuances de significado.
• Na atividade 3, incentive-os a buscar sinônimos e variações de vocabulário que enriqueçam a escrita, propondo a reescrita do trecho com novas palavras. Motive o uso do dicionário ou de um glossário coletivo como apoio. Explique que ampliar o repertório lexical contribui para tornar os textos mais expressivos e interessantes.
• O exercício de reescrita apresentado no item b favorece o desenvolvimento de aspectos de coesão textual para a prática de escrita. Esclareça que o objetivo, neste caso, é tornar o vocabulário do texto mais rico, evitando o emprego de duas palavras da mesma família (aparece e parecido) por meio da substituição lexical.
• Chame a atenção dos estudantes, na atividade 4, para o objetivo da reportagem, que é apresentar informações sobre um assunto. Na
• Na atividade 5, explore com os estudantes o uso do diminutivo escolinha e os sentidos que ele pode assumir. Mostre que, embora o sufixo normalmente indique tamanho, neste caso ele se refere ao público-alvo da escola (crianças), e não ao tamanho físico do espaço. No item c, promova um momento específico para a divisão silábica e aproveite para revisar conceitos básicos de sílaba e tonicidade, caso necessário. Sobretudo, auxilie-os a reconhecer as sílabas considerando as unidades fonológicas sonoras e peça que, depois, registrem-nas graficamente.
• Ao trabalhar a atividade 6, mostre como, no contexto da reportagem, os sufixos não expressam literalmente o tamanho do objeto, mas diferentes intenções comunicativas. O diminutivo bolinha transmite informalidade e leveza, enquanto o aumentativo bolão indica que a pessoa joga muito bem. Incentive os estudantes a compartilharem outras palavras que conhecem com usos afetivos ou expressivos semelhantes.
PAPO DIGITAL
• Ao mediar a leitura do boxe Papo digital, proponha-lhes que façam a pesquisa em duplas ou pequenos grupos. Oriente-os a verificar se a cidade de Paranaguá ampliou a participação feminina no futebol e incentive o uso de fontes confiáveis. Acompanhe a busca e promova a comparação entre os dados do texto e os mais atuais encontrados. Isso amplia o repertório deles e desenvolve habilidades de pesquisa e leitura crítica.
Sobre a resistência dos homens em prestigiar o futebol feminino, ela acredita que é preciso mudar a cultura de achar que mulheres não jogam bem. “Os homens ainda não sabem o quanto as mulheres batem um bolão [...]”. [...]
A MULHER deve ser quem e o que ela quiser. Folha do Litoral, 8 mar. 2019. Disponível em: https:// folhadolitoral.com.br/mulher/a-mulher-deve-ser-quem-e-o-que-ela-quiser/. Acesso em: 30 jun. 2025.
De acordo com Amanda, os homens não se interessam muito pelo futebol feminino. Como ela justifica essa opinião?
Resposta: Por causa do machismo, que leva os homens a achar que mulheres não jogam bem.
5. O sonho de Amanda é criar uma escolinha de futebol para garotas.
a ) Que sentido seria esperado para a palavra escola no diminutivo?
Resposta: O sentido de escola pequena.
b) Que sentido é produzido pela palavra escolinha nesse contexto?
Resposta: O sentido de escola para crianças.
c ) Divida a palavra escolinha em sílabas.
Resposta: Es-co-li-nha.
6. No texto, a palavra bola aparece no aumentativo e diminutivo. Explique o sentido produzido em cada caso.
a ) “[...] batem aquela bolinha para descontrair [...]”
Resposta: Jogam bola para se divertir; sentido afetivo.
b) “[...] as mulheres batem um bolão [...]”
Resposta: Jogam muita bola, jogam muito bem.
PAPO DIGITAL
Pesquisar na internet também pode ser útil na busca por informações mais atualizadas. Quando o texto foi escrito, Paranaguá possuía sete equipes femininas. Que tal verificar como está essa situação hoje? Faça uma pesquisa, lembrando-se sempre de consultar sites confiáveis.
Professor, professora: Acompanhe a pesquisa, guiando os estudantes e analisando com eles as fontes e as informações acessadas. 44 13/10/2025 09:14:39
JANELAS
Teatro e crítica
Professor, professora: Recomendamos que faça também uma leitura conjunta, pausada, para esclarecer eventuais dúvidas dos estudantes.
O trecho de resenha crítica a seguir avalia outra adaptação da história João e o pé de feijão para o teatro. Leia-o observando os termos que podem expressar uma avaliação.
“João e o Pé de Feijão na Terra do Nunca” é espetáculo de circo para públicos variados
Mistura de fábulas vai ser encenada na quinta e sexta-feira, com entrada gratuita, no Sesc Horto
[...]
“João e o Pé de Feijão na Terra do Nunca” é um espetáculo de teatro-circo com diálogo direto com a manipulação de objetos, a literatura em verso e a música; a obra é contemporânea na sua encenação, propõe um ator-criador, diálogo direto com outras linguagens artísticas e a vanguarda de um novo campo de proposição teatral: espetáculo infantil engajado.
[...]
A obra em si é um lugar de reflexão e posicionamento crítico, tanto dela mesma, quanto do seu entorno, sua comunidade e questões características de sua cultura e posicionamento geográfico — questões frequentemente negadas ao conhecimento de crianças e jovens, público-alvo desse projeto — não perdendo seu caráter lúdico, recreativo e artístico.
[...]
“JOÃO e o Pé de Feijão na Terra do Nunca” é espetáculo de circo para públicos variados. A Crítica, 1 mar. 2017. Disponível em: https://www.acritica.net/editorias/cultura/ joao-e-o-pe-de-feijao-na-terra-do-nunca-e-espetaculo-de-circo/190607/. Acesso em: 30 jun. 2025.
1. Essa avaliação foi publicada no site de um jornal. Qual é o público-alvo de um texto como esse?
Resposta: Adultos que têm interesse em levar crianças ao teatro, outros trabalhadores do teatro, outros críticos.
2. Releia o primeiro parágrafo do texto.
a ) Contorne o sentido mais provável que a palavra engajado tem no texto.
Resposta: Reflexivo crítico.
Reflexivo
b) Que característica esse termo destaca na peça?
Resposta: A característica de ser uma peça que provoca reflexões e discussões sobre questões sociais. 45
assim como a Competência específica de Língua Portuguesa 2
• Na atividade 1, incentive os estudantes a identificarem o gênero do texto. Para isso, chame a atenção deles para a avaliação positiva de um espetáculo, a qual foi justificada com argumentos. Após essa identificação, leve-os a refletir sobre o público-alvo. Explore o papel social de textos opinativos que orientam o consumo cultural e informe que esse tipo de produção é comum em veículos voltados ao público adulto. Reforce
OBJETIVOS
• Ler um trecho de resenha crítica e refletir sobre o que ela provoca.
• Identificar e interpretar opiniões, argumentos e avaliações presentes em críticas teatrais.
BNCC
• A leitura da resenha, de forma silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes, o que contempla a habilidade EF35LP01 e a Competência específica de Língua Portuguesa 3
• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social da resenha, de modo a reconhecer para que foi produzida, onde circula, quem a produziu e a quem se destina. Eles desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04, EF35LP05 e EF05LP02 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas, bem como identificando a polissemia de algumas palavras.
• Ao reconhecerem os argumentos e a importância deles para a resenha, os estudantes aprimoram as habilidades EF05LP16 e EF05LP20 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 6 e 7
• A atividade de reescrita textual com substituição lexical permite aos estudantes desenvolverem as habilidades EF35LP06 e EF35LP08,
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que eles também podem ser leitores críticos de espetáculos infantis.
• Para a atividade 2, oriente a releitura guiada do primeiro parágrafo. Destaque o uso do termo engajado e conduza a interpretação do seu sentido. Ao apresentar as opções, incentive-os a justificar sua escolha com base no contexto. Aproveite para discutir o que significa um teatro reflexivo crítico e pergunte quem se interessaria por esse tipo de peça, promovendo uma rápida troca de opiniões.
• Ao explorar a atividade 3, destaque a presença da opinião do autor no segundo parágrafo. Pergunte aos estudantes: “O que o autor pensa sobre a peça?”; “Como ele mostra isso?”. Oriente-os a sublinhar trechos que indicam juízos de valor e argumentos positivos. Ajude a turma a compreender que a crítica não apenas elogia, mas também apresenta justificativas — nesse caso, o fato de tratar temas relevantes sem perder o caráter lúdico da obra.
• Na atividade 4, converse com eles sobre como evitar repetições na escrita torna o texto mais fluido e interessante. Incentive-os a sugerir alternativas e promova uma breve oficina de reescrita coletiva. Aproveite o momento para revisar o uso de conectivos e sinônimos que ajudam a manter a coesão textual.
• O exercício de reescrita apresentado no item b da atividade 4 favorece o desenvolvimento de aspectos de coesão textual para a prática de escrita. Esclareça que o objetivo, nesse caso, é evitar repetições desnecessárias.
c ) Que tipo de público se interessaria por um teatro engajado?
Resposta: Um público que gosta de peças que propõem reflexões sobre temas sociais.
3. No segundo parágrafo, o autor expressa sua opinião sobre a peça.
Resposta: Positiva.
a ) A opinião é: positiva. negativa.
b) O crítico afirma que a peça trata de questões “frequentemente negadas ao conhecimento de crianças e jovens”. O que ele quis dizer com isso?
Resposta: Ele quis dizer que, muitas vezes, crianças e adolescentes não são convidados a participar de debates críticos sobre questões culturais.
c ) A afirmação do item b pode ser considerada um argumento favorável ou desfavorável à peça?
Resposta: Pode ser considerada favorável, pois o texto valoriza o teatro engajado.
d) Identifique nesse parágrafo outro argumento que valoriza a peça. Justifique sua resposta.
Resposta: A peça não perde “seu caráter lúdico, recreativo e artístico”. O argumento mostra que a peça é engajada e divertida ao mesmo tempo, o que a torna um espetáculo muito bom.
4. Releia.
4. a) Resposta: Os estudantes devem contornar a expressão diálogo direito, que ocorre duas vezes no parágrafo.
“João e o Pé de Feijão na Terra do Nunca” é um espetáculo de teatro-circo com diálogo direto com a manipulação de objetos, a literatura em verso e a música; a obra é contemporânea na sua encenação, propõe um ator-criador, diálogo direto com outras linguagens artísticas e a vanguarda de um novo campo de proposição teatral: espetáculo infantil engajado.
a ) Contorne a expressão que foi repetida nesse parágrafo.
b) Reescreva o parágrafo sem usar a expressão que está repetida.
Resposta nas orientações ao professor. 46
Respostas 4. b) Sugestão de resposta: [...] é um espetáculo de teatro-circo baseado na manipulação de objetos, na literatura em verso e na música; a obra é contemporânea na sua encenação, propõe um ator-criador, a relação com outras linguagens artísticas e a vanguarda de um novo campo de proposição teatral: espetáculo infantil engajado.
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OBJETIVOS
HORA DE PRODUZIR
Texto dramático e encenação
Você leu um texto dramático e conheceu as características desse gênero. Agora vai colocar em prática o que aprendeu.
O que vai produzir
Forme grupo com mais três ou quatro colegas. Juntos, vocês vão continuar a peça João Cabeça de Feijão, criando um final para ela. Em seguida, vão apresentá-la à turma.
Planejar
Releiam o trecho da peça. O que poderia acontecer depois que os soldados aparecem?
Para criarem esse final, é importante lembrar os seguintes detalhes:
1. João precisa encontrar a gansa;
2. o Ogro Gigante não pode confrontar João;
3. João deve conseguir voltar para casa.
Depois de o grupo definir o final, imaginem como ele será encenado e como devem ser as falas de cada personagem.
Produzir
O grupo pode se organizar e imaginar como seriam as ações dos personagens e suas falas. Lembrem-se de que as falas vêm com o nome do personagem antes e de que as ações e emoções são indicadas pelas rubricas.
A escrita pode ser feita em conjunto, em um mesmo caderno ou em um mesmo arquivo compartilhado no computador. Revisem o texto e o reescrevam corrigindo os erros e ajustando-o para melhorá-lo.
Depois, ensaiem a apresentação. Para isso, escolham quem vai interpretar os personagens e quem vai cuidar da sonoplastia (os sons que serão produzidos), da iluminação, do cenário e do figurino.
Dica: Com uma lanterna, é possível criar efeitos de luz interessantes. INFOGRÁFICO
aprimora as habilidades EF15LP12, EF15LP13, EF35LP10 e EF35LP24, a Competência geral 4 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 3 e 9. Além disso, o trabalho em equipe e as ações individuais, sempre com autonomia, responsabilidade, determinação, cooperação e, quando necessário, empatia para resolver conflitos, levam os estudantes a desenvolverem as Competências gerais 9 e 10
• Os estudantes deverão, em grupos, escrever e encenar uma continuação (criação de final) para a peça João Cabeça de Feijão com base

na leitura e nos estudos realizados ao longo da unidade. Oriente-os a reler o trecho da peça antes de iniciar a produção, refletindo sobre os possíveis desdobramentos da história. Reforce que o final criado deve respeitar os elementos definidos: João precisa encontrar a gansa, o Ogro não pode confrontá-lo diretamente e ele deve conseguir voltar para casa.
• Durante a escrita, destaque a importância de seguir a estrutura do texto dramático, com as falas dos personagens antecedidas por seus nomes e com o uso adequado das rubricas para indicar ações, emoções e efeitos de cena.
• Planejar e produzir uma cena final de texto dramático e encená-lo.
• Praticar a escrita e a oralidade por meio da elaboração do texto teatral e de sua encenação.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes produzirão e encenarão um texto teatral, desenvolvendo a habilidade EF35LP25. O planejamento e a produção do final, considerando as características do texto teatral, e sua revisão, utilizando conhecimentos linguísticos e gramaticais, possibilitam desenvolver as habilidades EF15LP05, EF15LP06, EF35LP07 e EF35LP09 O uso de concordância nominal e verbal, pontuação, ortografia, recursos de referenciação, coesão pronominal (anafórica) e vocabulário adequado permite desenvolver as habilidades EF35LP08 , EF35LP14 , EF05LP26 e EF05LP27
• Ao utilizarem um editor de texto para digitar, dando destaque aos marcadores de falas e às rubricas, eles desenvolvem as habilidades EF15LP07 e EF15LP08
• Eles deverão reconhecer a finalidade da encenação e empregar linguagem adequada, bem como compreender que o texto teatral foi escrito para ser encenado e utilizar gestos, expressões e tom de voz adequados ao texto, o que
• Incentive os grupos a escreverem de forma colaborativa, podendo usar um caderno coletivo ou um arquivo digital compartilhado. Após a redação do roteiro, oriente-os a revisar o texto, corrigindo eventuais erros e ajustando a escrita para garantir coesão e coerência textual.
• Na preparação para a encenação, incentive a criatividade deles na composição dos personagens, cenários e sonoplastia. Explique que materiais simples podem ser utilizados para compor o cenário e o figurino, tal qual papelão, tecidos, lanternas e até bonecos. Os grupos deverão definir quem serão os atores, quem cuidará da sonoplastia e da iluminação e como os sons e movimentos de cena serão produzidos. Caminhe entre os grupos durante os ensaios, oferecendo sugestões de interpretação, entonação e ambientação e orientando a leitura das rubricas e a expressividade das falas.
• Lembre os estudantes da importância de ensaiar bastante antes da apresentação final, garantindo uma boa articulação das palavras, volume de voz adequado e domínio da cena. Combine previamente a data da apresentação e da entrega do texto final.
• Caso alguns estudantes tenham uma postura mais tímida durante a atividade, é importante encorajá-los e criar um ambiente em que se sintam seguros para a interpretação dos personagens. Se alguém não quiser participar da atividade coletivamente, proponha uma adaptação com uma encenação solo. Outra opção é sugerir que fique responsável por um trabalho técnico da encenação, seguido de uma conversa de incentivo para que, na próxima atividade, ele tente interpretar um dos papéis publicamente.
• Depois das apresentações, prepare o ambiente para um momento de avaliação da
Os atores, além de decorarem suas falas, precisam prestar muita atenção nas rubricas para saber como devem se movimentar e que emoções devem interpretar em cada momento. O grupo também pode usar bonecos para representar os personagens, como ocorreu na montagem original da peça.
Com a orientação do professor, os responsáveis pela sonoplastia podem usar um dispositivo eletrônico para reproduzir os sons com a voz ou instrumentos, como ranger de portas e passos.
Os responsáveis pelo figurino deverão pensar em um figurino adaptado: como a gansa será representada? E o Ogro? Usem a criatividade!
Caso resolvam criar um cenário, podem ser usados materiais simples: papelão, isopor, desenho em papel etc.
Ensaiem bastante para evitar imprevistos no dia da apresentação e para que tudo ocorra da melhor maneira possível.
Durante a apresentação da peça, os atores devem se lembrar de:
1. falar articulando bem as palavras;
2. falar em um tom e em uma altura que a plateia toda possa ouvir;
3. garantir que as falas sejam expressivas: é preciso lembrar de fazer pausas, exclamações e interrogações, tornando a história atraente.
Compartilhar
Feito isso, é hora de combinar com o professor o dia da encenação e da entrega do texto. Na hora de se apresentar, cada integrante deve assumir sua respectiva função e, caso surjam imprevistos, cabe a todos se ajudarem para resolvê-los. Bom trabalho!
Compartilhem os textos nas mídias sociais da escola para que mais pessoas conheçam o trabalho de vocês.
Avaliar
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
Ao final, avaliem o trabalho de vocês.
1. Todos falaram com clareza? As histórias puderam ser entendidas?
2. Todos participaram da atividade?
3. Foi bom ouvir e contar histórias? Por quê?
4. De qual história a turma mais gostou?
5. Algum grupo se destacou pelo modo como contou a história? Por que se destacou?
6. Que dicas poderiam dar a outras turmas caso façam a mesma atividade?
atividade. Proponha as questões sugeridas, mas é possível elaborar outras conforme tenham se dado a atividade e o desempenho dos estudantes nelas. Retome os momentos da produção; verifique como eles ampliaram o repertório e a desenvoltura oral; faça uma sondagem para perceber as dificuldades e proponha remediações se for o caso. Ouça e acolha os apontamentos dos estudantes. É importante destacar as qualidades das encenações, bem como o que pode ser melhorado. É interessante que essa indicação seja feita por escrito ao grupo, para que seja preservada a privacidade de todos e para que eles possam consultar a dica posteriormente.
OBJETIVOS
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
Chegou o momento de avaliar os conteúdos estudados nesta unidade e a sua participação nas atividades.
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
Ficha
de autoavaliação 1
Conteúdos estudados na unidade SIM NÃO
Entendi as características de uma narrativa de aventura?
Compreendi o que são palavras primitivas e palavras derivadas?
Aprendi as características de um texto dramático?
Entendi o efeito de sentido do aumentativo e do diminutivo?
Sei usar todos os sinais de pontuação?
Ficha de autoavaliação
2
Participação nas atividades da unidade SIM NÃO
Contribuí nas atividades orais em sala de aula?
Colaborei com os colegas nas atividades coletivas?
Fiz as atividades de casa?
SAIBA MAIS
Aventuras na estação de trem
O menino órfão Hugo Cabret vive escondido em uma estação de trem de Paris em 1931 e mantém funcionando os gigantescos relógios da estação. Lá, Hugo se envolve em um mistério na companhia de Isabelle, uma menina curiosa.

SELZNICK, Brian. A invenção de Hugo Cabret. São Paulo: SM, 2007.
À procura do cachorro perdido

Turma da Mônica: Laços é um filme inspirado na história em quadrinhos de mesmo nome, criado por Vitor e Lu Cafaggi. A história narra o sumiço de Floquinho, cachorro de estimação de Cebolinha.
TURMA da Mônica: Laços, de Daniel Rezende. Brasil, 2019 (97 min).
13/10/2025 09:14:41
• Avaliar os conteúdos estudados na unidade e a participação nas atividades.
• Os questionamentos propostos têm a finalidade de propiciar um momento para que os estudantes façam uma autoavaliação do aprendizado ao longo da unidade. É importante lembrar do papel que pode ter esse tipo de avaliação na gestão do aprendizado, para que cada estudante possa pensar em suas estratégias pessoais de estudo e para que exercite a responsabilidade pelo próprio aprendizado, aprimorando, assim, sua autonomia nos estudos.
EDIÇÕES
OBJETIVOS
• Promover a leitura e a interpretação de obras de arte como formas de linguagem poética e simbólica.
• Desenvolver a sensibilidade estética e a autoria em diferentes linguagens.
BNCC
• Nas páginas de abertura, os estudantes mobilizarão habilidades relacionadas a oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10 , EF15LP11 e EF15LP13). Além disso, poderão colocar em prática as Competências gerais 3 e 4 e a Competência específica de Língua Portuguesa 3 ao entrarem em contato com uma obra de arte e exporem oralmente suas impressões sobre ela. O trabalho com esta seção explora o tema contemporâneo transversal Diversidade cultural, por promover a interação com uma obra de um importante artista de reconhecimento internacional.
• Por meio da exploração da imagem de abertura e da leitura da lista de conteúdos, os estudantes começarão a se preparar para o trabalho que será desenvolvido na unidade. A aula será como um “aquecimento” para as próximas atividades e uma oportunidade de mapear alguns conhecimentos prévios.
• Proponha-lhes que observem a tela e pergunte suas primeiras impressões, o que chama sua atenção e que ideias ou sentimentos essa primeira observação provoca. Esse aquecimento pode prepará-los para a observação guiada pelas questões.
• Explore as figuras representadas na obra de Miró, conduzindo a observação
UNIDADE
COMPOSIÇÕES POÉTICAS 2

CONTEÚDOS
DESTA UNIDADE
• soneto;
• palavras simples e palavras compostas;
• poema;
• palavras terminadas em -ão e -am;
• polissemia;
• reportagem;
• vídeo-sarau.

dos estudantes para que atribuam sentidos às cores, às figuras e sua disposição no espaço da tela. Reforce a ideia de que na linguagem verbal, às vezes até associada a recursos não verbais, é possível trabalhar esses planos de sentido que vão além do que aparece dito.
• A associação entre a obra de arte e os recursos da linguagem poética se dá pela metáfora, ou seja, pela representação de algo que quer dizer muito mais do que aquilo que está representado.
Estrela azul, de Joan Miró. Óleo sobre tela, 80 cm × 60 cm. 1927.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• A atividade 5 possibilita uma articulação com o componente curricular de Arte Oriente os estudantes a separarem os materiais necessários e a elaborarem sua composição com base nas formas observadas na obra de Miró. Valorize a diversidade de interpretações e estilos, uma vez que vão criar uma composição partindo de seu repertório. Ao fim, promova uma roda de apreciação e convide-os a falar sobre o processo de criação: o que
Observe a imagem e converse com os colegas sobre as questões a seguir.
Respostas e comentários nas orientações ao professor
Joan Miró (1892-1983) foi um artista espanhol nascido em Barcelona. Ele criou esculturas, pinturas, gravuras e cerâmicas. A pintura apresentada, além de ser considerada por ele uma obra poética, desafia a compreender símbolos. Nela, é possível identificar alguns grafismos que se assemelham a formas geométricas. Quais?
Além das figuras geométricas, quais outros desenhos você percebe na pintura?
O quadro organiza as figuras em um fundo azul. Analise as afirmações a seguir e comente com a turma qual você identifica como correta.
• Elas parecem soltas e ocupam livremente o espaço.
• Elas ocupam o espaço seguindo um molde que as encaixa.
• Elas ocupam o espaço dando forma ao que o pintor quis expressar.
O nome escolhido para o quadro foi Estrela azul. Se você tivesse que nomear essa pintura, escolheria esse? Caso tivesse que mudá-lo, que título daria à pintura?
Use as formas da pintura e crie sua própria composição.
imaginaram, o que foi mais fácil e o que foi mais desafiador. Esse momento favorece a metacognição e amplia o sentido da atividade. Incentive-os a compartilhar sua produção com familiares e amigos.
Respostas
1. A pintura trabalha formas como triângulo, quadrado e cone.
2. É possível reconhecer o pássaro (no alto à esquerda), a mulher (cone rosa) e algumas estrelas (pontos pretos).
• As questões propostas nesta seção possibilitam reflexões e trocas de ideias. Oriente os estudantes a se expressarem com clareza e a ouvirem as considerações dos colegas com atenção, sempre respeitando os turnos de fala.
• Os momentos de interação, como discussões, debates, trocas de ideias, produções orais e escritas coletivas, proporcionam o desenvolvimento de competências socioemocionais relacionadas ao convívio respeitoso e harmonioso. Caso haja problemas de indisciplina ou relacionamento nas atividades, viabilize momentos para reflexões sobre a importância do respeito entre colegas de turma, levando-os a considerar a empatia, a paciência e a confiança como elementos necessários para a boa convivência. Ao fim de cada atividade, reflita com eles sobre os aspectos que julgar necessários.
• Se julgar pertinente, leve-os à sala de informática para visitar o site da Fundação Miró, para que possam conhecer outras obras do artista e verificar elementos comuns entre elas, como o uso de signos e formas geométricas, ou escolher uma obra para criar uma breve análise.
13/10/2025 09:17:59
3. Espera-se que os estudantes descrevam suas percepções sobre a organização das figuras no fundo azul do quadro.
4. Espera-se que os estudantes indiquem nomes para o quadro que sejam condizentes com seus elementos.
5. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes criem uma composição artística inspirada na obra apresentada.
OBJETIVOS
• Levantar hipóteses sobre o texto que vai ser lido.
• Ler um soneto e identificar sentidos expressos pelo eu lírico.
• Observar a estrutura de um poema e reconhecer seus elementos de composição.
• Explorar os efeitos de sentido produzidos por escolhas de linguagem e organização dos versos.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes farão levantamento de hipóteses sobre o texto a ser lido com base em conhecimentos prévios e nas pistas oferecidas. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02, bem como habilidades relacionadas a oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10 e EF15LP11) e a Competência geral 4
• O contato com o poema favorece o desenvolvimento das habilidades EF35LP23 e EF35LP27, da Competência geral 3 e da Competência específica de Língua Portuguesa 9.
• Os temas contemporâneos transversais Trabalho e Vida familiar e social são contemplados nesta seção, pois o eu lírico discute como ele deseja ter sua inserção social quando “for grande”. Ele fala sobre as profissões que quer exercer, onde quer levar seus projetos, quais habilidades quer ter e como quer ser visto.
ARTE COM PALAVRAS
2. Resposta pessoal. A resposta vai depender das preferências e percepções dos estudantes. Espera-se que eles façam suposições e levantes hipóteses justificando suas respostas. Retome a discussão após os estudos do texto.
RODA DE LEITURA: SONETO
Nos poemas, o arranjo das palavras é responsável por construir sentidos. Vamos conhecer agora um tipo de poema que deve seguir regras específicas.
ANTES DE LER
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem algumas profissões que desejam ter no futuro.
Responda às questões a seguir oralmente.
1. O que você quer ser quando crescer? Por quê?
2. No poema que vai ler, aparecem muitas profissões. Quais você imagina que vão ser citadas? Por quê?
Professor, professora: Incentive os estudantes a falarem respeitosamente e monitore para que não haja nenhum desrespeito ou preconceito em relação a qualquer tipo de profissão.
Leia agora o “Soneto a parecer”.
Soneto a parecer
Quando eu crescer, quero ser arquiteto, (A) governador, senador, capitão. (B) Hei de levar a Paris meu projeto, Vou reformar os jardins do Japão.
Quando eu chegar à altura do teto, vou ser capaz de falar alemão, vou escrever e aprovar um decreto que obrigará o planeta a ser são.
Quando eu crescer, quero ser importante, (C) não para a imprensa, os jornais, a tevê. (D) Quero que o mundo me ache brilhante, não por vaidade (vaidade de quê?), não por orgulho (não tenho o bastante), só por supor que é você quem me vê.

Hei de levar: levarei.
Decreto: ordem emitida por uma autoridade, como prefeito, governador ou presidente. Supor: achar, considerar.
SERVA, Jayme. Soneto a parecer. In: SERVA, Jayme. Cem sonetos, pouco mais, pouco menos São Paulo: Laranja Original, 2017. p. 26. (Coleção Poetas Essenciais, 5).
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
• Amplie as atividades 1 e 2 convidando os estudantes a partilharem o que desejam ser quando crescer e que diferença querem fazer no mundo. Incentive a escuta atenta e o respeito pelas falas dos colegas. Essa conversa cria uma ponte entre suas vivências e os desejos do eu lírico do poema. Além disso, essas trocas proporcionam o desenvolvimento de competências socioemocionais relacionadas à empatia, à valorização do outro e à construção de vínculos. É possível registrar no quadro as palavras mais citadas para serem retomadas após a leitura.
ANTES DE LER
• As questões devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a exporem as próprias ideias e ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala. Incentive a participação de todos durante uma roda de conversa.
Papo de leitor
1. d) Resposta: É uma pessoa muito importante para ele. Professor, professora: Reforce a importância da pessoa a quem o eu lírico se dirige, pois a razão de seus planos é ter a atenção dessa pessoa.
1. Assim como em uma narrativa temos um narrador, em um poema temos um eu lírico.
a ) O eu lírico desse soneto é uma criança ou um adulto?
Resposta: Uma criança.
b) Qual dos trechos a seguir comprova sua resposta ao item anterior?
Resposta: “Quando eu crescer”.
“Hei de levar a Paris meu projeto”.
“Quando eu crescer”.
“quero ser importante”.
c ) No final do poema, há uma palavra que permite descobrir a quem o eu lírico se dirige. Que palavra é essa?
Resposta: A palavra você
d) Sobre a pessoa a quem o eu lírico se dirige, é correto afirmar que: é uma pessoa muito importante para ele.
é uma pessoa completamente desconhecida dele.
é uma pessoa que ele vai conhecer no futuro.
2. O eu lírico faz diversas previsões do que quer ser quando crescer.
a ) Quais profissões ou cargos ele apresenta?
Resposta: Arquiteto, senador, governador, capitão.
b) Os cargos que o eu lírico quer ocupar são importantes. Por quê?
Resposta: Porque são cargos de bastante responsabilidade.
papel. Observe se há estabilidade na pega de três pontos e se os movimentos se mostram suaves e estreitos, sinalizando que o lápis é conduzido com refinamento pelos dedos. Faça intervenções para corrigir, se for necessário.
• Na atividade 1, conduza uma conversa sobre quem é o eu lírico e seu interlocutor. O mais importante é eles perceberem que o poema tem um tom íntimo e que esse “você” é o motivo de
tantos sonhos grandiosos.
13/10/2025 09:18:01
• Na atividade 2, destaque como o eu lírico usa exemplos exagerados para expressar o quanto deseja se destacar. Releia com a turma os versos correspondentes e explique que, neste soneto, o exagero é um recurso poético para sugerir sentidos.
BNCC
• As atividades propostas visam à identificação da função social do texto lido, de sua autoria, circulação e público-alvo. Também objetiva a localização de informações explícitas e implícitas, a exploração da ideia central do texto e a identificação de efeitos de sentido decorrentes de recursos rítmicos, sonoros e de metáforas, o que possibilita o desenvolvimento das habilidades EF15LP01, EF15LP03 , EF35LP03 , EF35LP04 e EF35LP31.
• O soneto é um tipo de poema com forma fixa: tem quatro estrofes (duas com quatro versos e duas com três versos) e catorze versos. As rimas seguem um padrão, o que dá a ele ritmo e musicalidade. Com foco na análise da figura do eu lírico, ou seja, a “voz” que fala no texto – alguém que o autor criou para expressar sentimentos ou ideias –, as atividades objetivam levar os estudantes a identificarem sentidos no texto, reconhecerem a intenção do eu lírico e observarem como a linguagem poética pode ser usada para expressar sentimentos.
• Nestas primeiras atividades escritas da unidade, verifique se, ao escreverem, os estudantes mantêm controle do gesto gráfico com foco na fluidez e na direção dos traços das letras. Procure notar como seguram o lápis e o posicionamento dele no
• No item a da atividade 3, antes da resposta, releia os dois versos com a turma, destacando o tom firme da fala. Pergunte: “Por que o poema fala em ‘obrigar o planeta’?”. Explique que o eu lírico usa uma forma de linguagem de autoridade –exagero poético – para expressar o desejo de mudança, associando-o à urgência de ações ambientais.
• No item b, guie o preenchimento da tabela com perguntas como: “De que uma floresta precisa para estar bem?”; “O que machuca a natureza?”; “Como podemos tratar melhor as pessoas diferentes de nós?”. Auxilie os estudantes a perceberem que o poema é um ponto de partida para pensar sobre o bem comum e que a linguagem poética pode inspirar ações concretas.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• Essa etapa pode ser desenvolvida com uma integração com o componente curricular de Ciências, discutindo o impacto ambiental de hábitos cotidianos. Incentive a construção de argumentos com base nas falas dos colegas e valorize o raciocínio de cada um. Para estudantes com pouca fluência em leitura e escrita, adapte a atividade usando imagens, cartões com palavras-chave ou apoio de colegas. É possível também adequar o tempo e os modos de participação.
• Para ampliar a abordagem, leia com a turma o livro Contos para garotos que sonham em mudar o mundo, que também trata de sonhos para o futuro e pode inspirar outras produções poéticas ou orais.
• Como aprofundamento, proponha aos estudantes que escrevam dois versos imaginando como gostariam de transformar o mundo. Para reforço, proponha a lei-
c ) O eu lírico quer falar alemão para ser notado. Por que isso pode chamar a atenção de alguém?
Resposta: Porque alemão é uma língua considerada difícil, pouco falada no Brasil.
3. Releia este trecho do poema.
vou escrever e aprovar um decreto que obrigará o planeta a ser são.
a ) O que essa afirmação leva o leitor a entender?
Que a Terra precisa ser plural.
Que a Terra está sem decreto.
Que a Terra está doente.
Que a Terra precisa de mais habitantes.
Resposta: Que a Terra está doente.

b) O que seria, para você, um planeta são? Converse com os colegas e preencham coletivamente os quadros a seguir.
O que considerar
Florestas
Águas
Ar
Geleiras
O que considerar
Minorias
Diversidade
Natureza
O que fazer
Possíveis respostas: Florestas: não destruir, aproveitar os recursos de maneira sustentável, preservar; Águas: preservar as fontes, não poluir, diminuir a quantidade de lixo, plástico e outros itens que vão parar nas águas dos rios e dos mares; Ar: diminuir emissão de gases poluentes, usar fontes limpas de energia, não poluir; Geleiras: preservar, lutar contra o aquecimento global.
Convivência
O que fazer
Possíveis respostas: Minorias: respeitar, incluir na vida social; Diversidade: valorizar, entender como um bem da sociedade.
tura de poemas curtos com estrutura simples (como quadrinhas) para revisar rimas e versos. Adapte o nível de complexidade conforme o perfil da turma ou de cada estudante. Durante a escrita dos versos, retome a correta forma gráfica da escrita dos diferentes tipos de letras, o alinhamento nas linhas e o espaçamento entre palavras, incentivando-os a praticar a escrita de letra cursiva. Registre avanços individuais e colete produções escritas e orais para acompanhar o processo. Use rodas de conversa como ferramenta avaliativa informal.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
MARVEL, G. L. Contos para garotos que sonham em mudar o mundo: 50 histórias inspiradoras de super-heróis de carne e osso. Ilustrações de Sara C. Labrada. Tradução de Martha Dolin. São Paulo: Outro Planeta, 2018. Essa obra traz histórias divertidas sobre 50 personalidades que cresceram e se destacaram por seus feitos, que podem inspirar o leitor infantil a construir um mundo melhor.
4. Quantas estrofes há no poema e quantos versos há em cada estrofe?
Resposta: Quatro estrofes. As duas primeiras têm quatro versos; as duas últimas, três.
5. Agora, você vai marcar as rimas do poema com as primeiras letras do alfabeto em formato bastão. Ao final de cada verso, há um espaço para isso, no qual você deve fazer essa indicação, considerando alguns critérios:
• Marque com A os versos cuja última palavra rime com arquiteto
• Marque com B os versos cuja última palavra rime com capitão.
• Marque com C os dois versos cuja última palavra rime com importante
• Marque com D os dois versos cuja última palavra rime com tevê Como ficou a sequência de letras? Reproduza-a a seguir.
Resposta: A B A B / A B A B / C D C / D C D.
Poemas compostos de dois quartetos (estrofes de quatro versos) e dois tercetos (estrofes de três versos) e que tenham o esquema de rimas que você identificou são chamados sonetos.
6. O eu lírico desse poema sonha em reformar os jardins do Japão. Observe a fotografia de um jardim japonês.

Jardim em Kyoto, no Japão, em 2020.
a ) Com base na imagem, quais elementos podem fazer parte de um jardim japonês?
Resposta: Lago com peixes coloridos (carpas), pedras, pontes, calçada, vegetação baixa (forração) e árvores.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• Estas atividades desenvolvem a percepção do ritmo e da musicalidade do poema e podem ser articuladas com o componente curricular de Arte. Incentive os estudantes a perceberem como os sons e a forma fixa do poema criam um efeito estético.
• Ao explorar o boxe com o conceito de soneto, mostre que os sonetos seguem padrões de rimas organizados em esquemas fixos, como o identificado no poema por meio da atividade 4, ou seja: A B A B / A B A B / C D C / D C D. Isso os ajuda a perceber a musicalidade planejada do poema e a se familiarizarem com a estrutura desse gênero poético.
• Complemente o conceito de soneto explicando que a criação dessa forma fixa de fazer poemas é atribuída a Francesco
• Na atividade 4, se necessário, releia o poema com a turma, marcando visualmente cada estrofe e contando os versos em voz alta. Oriente os estudantes a observarem o agrupamento dos versos e a regularidade da forma. Valorize as tentativas de identificar padrões, mesmo que contenham erros. Reconheça o esforço daqueles que observam, arriscam hipóteses e participam da construção coletiva. Caso necessário, adapte a atividade com apoio visual (como marcações no quadro ou cópia ampliada do poema).
• A atividade 5 pode exigir seu acompanhamento; se for o caso, realize-a coletivamente. Leia os versos em voz alta, em duplas, e destaque o som final de cada um. Em seguida, oriente: “Agora, vamos usar letras iguais para marcar os versos que rimam. Se dois versos terminam com palavras que rimam, usamos a mesma letra para os dois.”. Faça os primeiros pares coletivamente e depois deixe que continuem sozinhos. Para estudantes com pouca fluência em leitura, adapte a proposta usando cores para destacar as sílabas e os sons que rimam (-eto, -ão, -ante, -ê) ou símbolos visuais para marcá-los.
13/10/2025 09:18:02
Petrarca, poeta italiano do século XIV. Essa composição poética continua sendo utilizada até hoje.
• No item a da atividade 6, explore a imagem antes da leitura da pergunta e anote no quadro as falas dos estudantes. Esse momento estimula a leitura visual e a ampliação de vocabulário. Para turmas com diferentes níveis de letramento, adapte usando cartões com palavras e imagens (exemplos: ponte, lago, árvore) para que eles as associem.
• No item c da atividade 6, registre na lousa as ideias citadas pelos estudantes e oriente-os a fazer um resumo coletivo usando as palavras destacadas. Se necessário, construa com eles uma frase-modelo. Para estudantes com pouca fluência em leitura e escrita, adapte o registro orientando que escrevam com apoio de colegas ou usando frases incompletas para completar com palavras-chave.
• Se você perceber que os estudantes ainda têm dificuldade em descrever a imagem, interpretar intenções do eu lírico ou fazer inferências, retome o poema e relacione-o à imagem novamente. Proponha uma nova leitura do trecho “Vou reformar os jardins do Japão.”. Então, pergunte: “Que ideia o autor quer passar com essa frase?”.
• Como atividade de aprofundamento, proponha-lhes que criem um desenho de um jardim inspirado na imagem. Isso reforça a observação e a expressão criativa. Para reforço, apresente outros trechos do poema e peça-lhes que relacionem a linguagem usada às intenções do eu lírico. Para turmas com menos familiaridade com leitura poética, ofereça frases curtas com diferentes tons (sério, brincalhão, mandão, sonhador) e peça que classifiquem qual se parece mais com a fala do poema. Durante as falas e os registros, monitore a oralidade, a escrita e a capacidade de inferência deles. Observe se identificam a intenção comunicativa por trás das escolhas do eu lírico. Registre avanços e dificuldades e use esses registros para planejar retomadas em duplas ou pequenos grupos.
• Na atividade 7, leia as palavras com a turma e pergunte se todas parecem
b) Os jardins japoneses buscam o equilíbrio de formas e elementos para transmitirem paz e harmonia. Por que reformar esse ambiente pode valorizar o eu lírico e ajudá-lo a chamar atenção da pessoa a quem ele se dirige? Comente sobre isso com os colegas.
c ) Agora, registre as conclusões às quais a turma chegou.
6. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes troquem ideias e, com base nelas, perceber as possíveis intenções do eu lírico.
6. c) Resposta pessoal. A resposta vai depender da troca de ideias feita anteriormente.
7. No soneto, aparece a palavra decreto, que faz parte do vocabulário jurídico e significa “ordem” ou “resolução imposta por uma autoridade”. O quadro a seguir traz outros termos jurídicos, mas alguns deles são invasores e não fazem parte dessa esfera. Descubra quais são e transcreva-os a seguir.
Despacho • Magnânimo • Crime • Alvará Penalidade • Denúncia • Legislação • Argênteo
Resposta: Magnânimo e argênteo.
8. Agora, que tal consultar em um dicionário as palavras da atividade anterior para confirmar sua resposta? Após a pesquisa, escreva uma breve definição para cada uma delas.
a ) Despacho:
b) Alvará:
Resposta: Decisão escrita de autoridade pública.
Resposta: Documento de licença ou permissão.
c ) Legislação:
d) Magnânimo:
e ) Penalidade:
f ) Argênteo:
Resposta: Leis ou conjunto de leis.
Resposta: Pessoa generosa.
Resposta: Tipo de pena: máxima, financeira etc.
Resposta: Feito de prata ou que contém prata.
g ) Crime: .
Resposta: Delito, transgressão da lei.
Resposta: Ato de comunicar uma transgressão.
h) Denúncia: .
pertencer ao mesmo grupo. Antes da transcrição das palavras invasoras, incentive o diálogo sobre os possíveis significados. Valorize a escuta ativa e leve os estudantes a justificarem suas ideias. Adapte a proposta para aqueles que necessitarem usando recursos como glossários ilustrados ou associação entre palavras e imagens. Se necessário, proponha uma retomada com foco em palavras do mesmo campo
semântico usadas no cotidiano escolar, como regras, autorização e proibição.
• Na atividade 8, organize os estudantes em duplas ou trios. Oriente-os a procurar primeiro as palavras marcadas como possíveis “invasoras”, para confirmar ou revisar suas hipóteses. Incentive os grupos a explicarem as palavras aos colegas, contribuindo com o desenvolvimento da autonomia.
9. Releia o poema e reflita sobre os decretos que o eu lírico determinou para si. Na sequência, defina quais podem ser os seus e registre-os a seguir. Depois, releia o texto e verifique se algo precisa ser ajustado. Por fim, compartilhe seu texto com um colega.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes criem decretos fictícios com base no poema que leram e nas ideias que foram discutidas até aqui.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que sim, pois muitos dos recursos são utilizados para criar efeitos sonoros, como rimas, ritmo regular e mesmo repetição de sons internos, como em “Quando eu crescer, quero ser arquiteto, / governador, senador, capitão”.
10. Releia os seguintes versos do soneto.
não por vaidade (vaidade de quê?), não por orgulho (não tenho o bastante),
Os parênteses nesses versos:
marcam uma fala do eu lírico em tom mais baixo.
Resposta: Marcam uma pausa para explicar as ideias que ele está desenvolvendo.
marcam uma pausa para explicar as ideias que ele está desenvolvendo.
marcam um recomeço para o soneto.
AGORA QUE JÁ LEMOS
Responda às questões a seguir oralmente.

1. As profissões citadas antes da leitura do poema foram as mesmas que apareceram no texto? E os motivos pelos quais elas foram citadas também foram os mesmos apresentados pelo eu lírico? Troque ideias e compartilhe sua resposta.
Resposta pessoal. A resposta vai depender das hipóteses levantadas antes da leitura.
2. Soneto é uma palavra de origem italiana, que poderia ser traduzida como “pequeno som”. Depois de observar a forma do poema, discuta com os colegas: ele produz um pequeno som? Por quê?
3. Para escrever um soneto é necessário conhecer a estrutura dele? Por quê?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes considerem que é imprescindível conhecer a estrutura de um soneto para escrevê-lo, pois ele segue uma forma exata em relação à quantidade de estrofes e versos e às posições das rimas.
• Durante a escrita, observe o direcionamento da grafia das letras, o uso do espaço na folha e a pontuação. Esses aspectos devem ser registrados como parte do acompanhamento do processo de alfabetização. Use os textos produzidos como instrumento de avaliação formativa e como ponto de partida para replanejamento.
• Na atividade 10, mostre os parênteses no poema e leia os versos novamente, marcando a pausa que eles indicam. Pergunte: “Por que ele diz essas frases ‘baixinho’?”. Leve a turma a pensar que o eu lírico revela um sentimento mais íntimo. Explique que os parênteses são um recurso
13/10/2025 09:18:03
expressivo, ajudando a desenvolver uma leitura mais sensível e a percepção da linguagem como escolha com efeito de sentido.
AGORA QUE JÁ LEMOS
• O boxe Agora que já lemos, além de retomar as hipóteses formuladas antes da leitura do poema, propõe reflexões que levarão os estudantes a aprofundarem o entendimento do conceito de soneto. Se necessário, retome algum aspecto do gênero e do conteúdo do poema que foi tratado nas atividades.
• Na atividade 9, retome os versos do poema em que o eu lírico cria decretos para si mesmo e pergunte: “Se vocês fossem escrever decretos para o seu futuro, o que diriam?”. Encoraje a turma a elaborar decretos com base em seus sonhos, valores ou ideias de transformação.
• Após a escrita, proponha que releiam o texto, verificando se as frases estão claras, se fazem sentido e se o texto está organizado. Explique que revisar e ajustar o que foi escrito é parte do ato de escrever. Enfatize a importância de as ideias estarem conectadas e de haver continuidade lógica no texto, para assegurar a coesão e coerência textual.
• Durante a troca de textos, oriente a leitura atenta e respeitosa, lembrando que todos estão compartilhando sonhos e desejos pessoais. Valorize comentários como” “Gostei da sua ideia de…”; “Achei legal você pensar em…”. Isso incentiva o desenvolvimento de empatia, autoconfiança e pensamento crítico. Se possível, proponha que alguns decretos sejam lidos para a turma, como forma de valorização da autoria.
• Como atividade de aprofundamento, proponha aos estudantes que transformem seus decretos em cartazes ilustrados. Para reforço, prepare modelos de decretos com lacunas, para que completem. Adapte o nível de complexidade conforme a turma.
GUSTAVO RAMOS/ARQUIVO DA EDITORA
OBJETIVOS
• Identificar palavras simples e compostas em diferentes contextos de uso.
• Classificar palavras como compostas ou derivadas ao reconhecer os elementos que as formam.
• Relacionar a estrutura das palavras ao sentido produzido nos textos em que aparecem.
BNCC
• Os textos presentes nas atividades da seção possibilitam a exploração das habilidades EF15LP14 , EF15LP15 e EF35LP04, da Competência geral 4 e da Competência específica de Língua Portuguesa 2
• Ao diferenciarem palavras simples e compostas, os estudantes desenvolvem a habilidade EF05LP08
• As duas primeiras atividades estão ancoradas em uma sequência tipológica expositiva/argumentativa, ou seja, o autor apresenta (expõe) uma opinião (“o Homem-Aranha é especial”) e, em seguida, desenvolve argumentos que sustentam essa opinião. Essa tipologia textual favorece o trabalho com a leitura crítica e o reconhecimento de intenções comunicativas no texto.
• O item a da atividade 1 convida os estudantes a localizarem o argumento do autor que justifica a opinião dele sobre o personagem Homem-Aranha. Essa é uma oportunidade para explorar com eles a noção de opinião, ressaltando que o autor usa um argumento para justificar por que o personagem é tão admirado. Oriente-os a localizar essa justificativa no texto.
• Nos itens b e c, o foco é a palavra super-herói, formada pela união do prefixo super- com a palavra herói. Explique que o prefixo é uma parte colocada antes da
É LÍNGUA, É LINGUAGEM
Palavras simples e palavras compostas
1. Nos últimos anos, filmes, séries e animações de super-heróis são frequentes na televisão e serviços de streaming. Leia a seguir um trecho de reportagem com a opinião do escritor e ator Reece Connolly sobre o Homem-Aranha.
Por que o Homem-Aranha continua sendo um dos super-heróis mais populares?
[...] o escritor-intérprete e fã de quadrinhos Reece Connolly descreve o Homem-Aranha – seu super-herói favorito – como “um herói em sua forma mais simples de usar o que lhe foi dado para ajudar as pessoas”. [...]
Ele observa que a vida do Homem-Aranha –cheia de problemas na escola e com sua família – apresenta cenários que muitos fãs experimentaram em suas próprias vidas.
Cena do filme Homem-Aranha, de Sam Raimi, 2000.

KHALIL, Hafsa. Por que o Homem-Aranha continua sendo um dos super-heróis mais populares. CNN Brasil, 29 abr. 2022. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/ por-que-o-homem-aranha-continua-sendo-um-dos-super-herois-mais-populares/. Acesso em: 2 jul. 2025.
a ) De acordo com Connolly, por que o Homem-Aranha seria um super-herói tão especial?
Sugestão de resposta: Porque é um herói com quem o leitor pode se identificar, que tem problemas escolares e familiares.
b) Super- é um prefixo. No texto, há uma palavra formada com ele. Qual?
Resposta: Super-herói.
c ) Essa palavra é derivada. Qual é o tipo de derivação dela?
Derivação prefixal.
Resposta: Derivação prefixal.
2. A palavra Homem-Aranha não é derivada.
Derivação sufixal.
a ) Ela é formada pela junção de duas palavras com significado próprio. Quais?
Resposta: Homem e aranha
palavra para mudar ou reforçar o sentido dela. Nesse caso, o prefixo dá a ideia de algo além do comum. Outros exemplos que podem ser lembrados são supermercado e superpoder.
• Na atividade 2, os estudantes analisam a palavra Homem-Aranha, que não é derivada, mas composta. Explique que uma palavra composta é formada pela junção de duas palavras com significado próprio, como ocorre em homem + aranha. Incentive-os a pensar em outros exemplos semelhantes (como guarda-chuva ou paraquedas).
b) Quais outros nomes de super-herói ou super-heroína juntam duas palavras com significado próprio?
Possíveis respostas: Mulher-Maravilha; Mulher-Gato; Homem-Formiga; Homem-Borracha.
3. Leia o trecho de um poema do poeta amazonense Thiago de Mello.
Os estatutos
do homem
(Ato Institucional Permanente)
[...]
ARTIGO III - Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança. [...]

a ) O poema usa uma forma de texto própria de leis. O conteúdo também é característico de legislações? Converse com os colegas.
b) Ao escrever esse decreto, quais sentimentos o eu lírico quer expressar?
Sugestão de resposta: Sentimentos de alegria, esperança, liberdade.
c ) O termo girassóis é composto da junção de duas palavras. Quais?
Resposta: Gira e sóis
3. a) Resposta: Não. Espera-se que os estudantes reconheçam que o conteúdo do poema é subjetivo e expressivo, ao
d) A que classe gramatical elas pertencem?
Resposta: Verbo e substantivo, respectivamente.
contrário dos decretos, que regulamentam leis e dispõem sobre a organização da sociedade.
As palavras da língua portuguesa podem ser simples ou compostas. As simples têm apenas um radical, que é a parte da palavra que tem significado: pai, vida e pessoa são alguns exemplos. Já as compostas são formadas por mais de um radical, que ganham significado próprio, como segunda-feira, passatempo, pés-de-galinha e planalto
discutidas em grupo e pergunte-lhes como chegaram a elas. Incentive que justifiquem oralmente suas escolhas; isso possibilita observar seu raciocínio, corrigir eventuais equívocos e reforçar a aprendizagem.
• Para estudantes com pouca fluência em leitura, adapte as atividades usando apoio visual. Também é possível oferecer fichas com as frases separadas para que eles as organizem em sequência.
• Como atividade de aprofundamento, peça aos estudantes que inventem nomes de super-heróis compostos por duas palavras e expliquem o que
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esses nomes significam. Incentive a escrita cursiva legível e de acordo com o direcionamento correto, atentando para a separação entre as palavras.
• Crie momentos em que eles expliquem seus pensamentos e compartilhem ideias. Desenvolva pequenos roteiros com perguntas-chave para guiar essas trocas. Promova a escuta mútua e o acolhimento de diferentes interpretações, valorizando o processo de construção coletiva das respostas e desenvolvendo competências socioemocionais.
• No item b da atividade 2, incentive os estudantes a lembrarem de outros nomes, contribuindo para ampliar a escuta ativa e valorizar seu repertório.
• Observe que a linguagem do texto a ser lido na atividade 3 se aproxima da forma usada nas leis, mas o conteúdo sugere desejos, sentimentos e imagens poéticas. O item a convida os estudantes a observarem essa contradição, favorecendo a construção de opinião e o desenvolvimento da argumentação. Para apoiar essa reflexão, organize uma conversa em grupo e conduza o debate com base nas perguntas: “O que o autor está propondo com esse poema?”; “Qual é a diferença entre esse texto e uma lei de verdade?”; “Por que ele usou esse formato?”.
• Os itens c e d propõem a análise de uma palavra formada por um verbo (gira) e um substantivo (sóis) para que os estudantes a reconheçam como uma palavra composta.
• Faça a leitura dos conceitos de palavra simples e palavra derivada com eles e pergunte se conhecem outras palavras compostas. Registre as contribuições na lousa, destacando a junção dos radicais e o novo sentido que a palavra adquire. Amplie os exemplos do boxe com outros relacionados ao cotidiano dos estudantes (beija-flor, passatempo, quebra-cabeça, pontapé).
• Para a correção, proponha que as respostas sejam
MELLO, Thiago de. Os estatutos do homem. In: MELLO, Thiago de. Faz escuro mas eu canto. 16. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1997. p. 19.
GUSTAVO
• Na atividade 1, antes da leitura, destaque que o texto é uma sequência tipológica descritiva e que reconhecer o tipo de texto ajuda a prever o conteúdo. Explique que textos descritivos apresentam características de algo; neste caso, da pedra água-marinha. Pergunte: “O que vocês já ouviram falar sobre a pedra água-marinha?”. Depois, faça a leitura coletiva com a turma.
• No item b, leve os estudantes a observarem o nome da pedra como uma pista visual e sensorial. Peça que se perguntem: “O que o nome sugere antes mesmo de vermos a pedra?”. Conduza-os à percepção de que o nome foi escolhido pela semelhança com a cor da água do mar.
• No item c, oriente que analisem a palavra água-marinha e se perguntem: “As partes dessa palavra têm sentido sozinhas?”; “Será que o novo sentido tem a ver com os sentidos das duas palavras que a formam?”. Use esse exemplo para reforçar o conceito de composição de palavras.
• No item d, proponha-lhes que recordem onde já viram nomes de cores compostas, como em caixas de lápis e embalagens de tinta, anotando exemplos como verde-oliva, rosa-choque ou cinza-chumbo. Se for possível, apresente imagens que ilustrem cada cor nomeada. Por meio de perguntas como “Por que dizemos verde-oliva em vez de apenas verde?”, ajude-os a perceber que o adjetivo composto funciona como recurso descritivo para comunicar detalhes que uma única cor não revela.
• No item e, coloque água no centro do quadro e distribua ao redor as demais palavras, encorajando os estudantes a verificarem quais combinações são mais adequadas. Você pode aprofundar su-
PARA PENSAR E PRATICAR
Professor, professora: A palavra verde-azulado não consta nos dicionários. Trata-se, portanto, de um neologismo.
1. O texto a seguir explica a origem mineral da pedra água-marinha.
Água-marinha – Variante do berilo, com tonalidades que vão de azul-claro a verde-azulado. Encontrada na Itália, Afeganistão e Rússia, entre outros países, tem no Brasil o seu maior produtor, especialmente no Nordeste. Conhecida por simbolizar coragem e proteção.
1. a) Resposta: A cor azul-claro e verde-azulado e a simbologia relacionada a coragem e proteção.

RARIDADE e fulgor das pedras preciosas que rendem belas joias. O Povo, 30 abr. 2025. Disponível em: https://www.opovo.com.br/agencia/flipar/2025/04/30/ raridade-e-fulgor-das-pedras-preciosas-que-rendem-belas-joias.html. Acesso em: 2 jul. 2025.
a ) Quais são as características de destaque da pedra água-marinha?
b) Justifique o nome dessa pedra.
Resposta: A cor dela é um tom de azul que lembra o da água do mar.
c ) Água-marinha é uma palavra simples ou composta? Por quê?
Resposta: Composta, porque é a junção de duas palavras que têm sentido próprio, formando outra também com sentido próprio.
d) A água-marinha vai de azul-claro a verde-azulado. Quais outras cores têm nomes compostos?
Possíveis respostas: Verde-oliva, amarelo-ouro, azul-celeste, marrom-café, azul-marinho, azul-piscina, entre outras.
e ) Tente juntar a palavra água aos termos a seguir, formando outras. Depois, compare sua lista com as dos colegas.
Dica: Nem todas essas palavras podem formar compostos com água! sol viva benta luz de colônia métrica Pedra água-marinha.
Resposta: Água-benta; água-viva; água-de-colônia.
gerindo que cada um escolha uma combinação — real ou inventada — e produza um breve texto de definição, acompanhado de um desenho, promovendo uma atividade lúdica que consolida a compreensão da formação de palavras compostas e a criatividade no uso do vocabulário.
• Como estratégias de monitoramento e avaliação da linguagem, durante as atividades orais, anote como os estudantes formulam hipóteses sobre palavras compostas e quais estratégias usam para
interpretar os nomes. Se possível, proponha que criem um pequeno catálogo de pedras inventadas com nomes compostos e avalie a aplicação do conceito de composição lexical com criatividade e sentido. Além do acerto, considere a ampliação do repertório; estudantes que inventam ou reconhecem novas combinações estão demonstrando atenção ao funcionamento da linguagem.
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2. a) Resposta: Armandinho pensou em tempo cronológico, o das horas e dos minutos; já o pai se referiu ao tempo atmosférico.
2. Leia a tirinha a seguir, em que o humor é construído por uma confusão dos personagens com o sentido de uma palavra.

a ) Armandinho e o pai entendem tempo de modos diferentes. Por quê?
b) Guarda-chuva é um substantivo composto. A quais classes de palavras pertencem os termos que o compõem?
Resposta: A palavra guarda pertence à classe dos verbos e chuva é um substantivo.
c ) Como se dá a junção das palavras em guarda-chuva?
Elas conservam sua forma e se juntam para formar outra.
Resposta: Elas conservam sua forma e se juntam para formar outra.
Elas perdem a forma original quando se juntam para criar outra.
3. Pesquise e anote no caderno outras palavras compostas que podem ser formadas com o termo guarda
Possíveis respostas: Guarda-comida, guarda-noturno, guarda-roupa, guarda-sol, guarda-volume, guarda-costas, guarda-florestal etc.
Professor, professora: Explique aos estudantes que, no caso das palavras guarda-noturno e guarda-florestal, a palavra guarda é substantivo.
PAPO DIGITAL
Para fazer uma pesquisa na internet, fique de olho na fonte: dê preferência a sites relacionados a universidades, órgãos oficiais, jornais e revistas de ampla circulação. Lembre-se sempre de comparar diferentes fontes para chegar a informações corretas.
Se você quer que sua busca tenha necessariamente determinada palavra ou expressão, coloque aspas. Por exemplo: “palavras compostas”.
• Na atividade 3, oriente-os a compartilhar com os colegas as palavras pesquisadas. Destaque que, em algumas dessas palavras, como guarda-florestal, guarda é usado como substantivo, e não como verbo. Esse movimento os ajuda na percepção de como as classes gramaticais envolvidas em uma palavra composta podem variar conforme o contexto.
PAPO DIGITAL
• No boxe Papo digital, aborde as boas práticas de pesquisa on-line e mostre como fazer buscas, eleger fontes confiáveis e navegar com segurança.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
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FORMAÇÃO de palavras: composição e derivação. Língua Portuguesa, 8º ano, Ensino Fundamental. Canal Futura, 16 mar. 2020. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v= ztYQluDOecc&t=1s. Acesso em: 30 ago. 2025. Consulte esse vídeo para aprofundar alguns conceitos e elucidar eventuais dúvidas sobre os processos de composição e derivação na formação de palavras.
• A atividade 2 propõe a leitura e a análise de uma tirinha com foco na polissemia (palavras com mais de um sentido conforme o contexto) e na formação de palavras compostas, introduzindo a análise de aspectos gramaticais. Essa tirinha é um exemplo de sequência tipológica narrativa, pois apresenta personagens, um pequeno enredo e um desfecho. É importante que os estudantes reconheçam essa estrutura — início, meio e fim — para analisar os efeitos de sentido criados pelo uso da linguagem em diferentes contextos. Por conter uma quebra de expectativa que gera humor, essa leitura favorece o desenvolvimento da habilidade de analisar efeitos de sentido.
• No item a da atividade 2, os estudantes devem identificar que a palavra tempo tem sentidos diferentes na fala de cada personagem. Oriente-os a reler o trecho em que ela aparece e destaque que o humor da tirinha surge do uso dela com dois sentidos distintos, explorando a noção de polissemia. No item b, o foco é a formação de palavras compostas, especialmente a análise das classes gramaticais das palavras que compõem a nova palavra: a palavra guarda-chuva é formada pela junção de um verbo (guarda) e um substantivo (chuva). Isso possibilita que eles observem como palavras de classes diferentes podem se combinar para formar uma nova unidade de sentido, favorecendo reflexões sobre a estrutura e o funcionamento da língua.
BECK, Alexandre. Armandinho Dois. Florianópolis: A. C. BECK, 2014. p. 42.
ARMANDINHO, DE ALEXANDRE
OBJETIVOS
• Produzir um poema com base em um tema de interesse explorando rimas, ritmo e organização em versos e estrofes.
• Revisar o próprio texto com apoio de colegas, identificando aspectos a melhorar quanto à forma e ao conteúdo.
• Apresentar a produção poética em diferentes suportes, valorizando a escrita autoral e a expressão artística.
BNCC
• A proposta de produção textual apresentada nesta seção promove o desenvolvimento das habilidades EF15LP05, EF15LP06, EF15LP07 e EF15LP08, além das Competências gerais 4 e 5, pois apresenta um direcionamento para a produção segmentada em etapas de planejamento, produção, compartilhamento de avaliação, bem como o uso de recursos digitais como alternativa de compartilhamento.
• Além dessas habilidades e competências, os estudantes aprimoram também a Competência específica de Língua Portuguesa 3 por meio do contato com práticas de leitura literária.
HORA DE PRODUZIR
Poema
Pelo estudo do soneto, você descobriu que o sentido é construído pelas palavras e pelos significados delas, bem como pela forma do texto, por meio da rima e do ritmo. Agora, experimentará o uso desses recursos na escrita de um poema.
O que vai produzir
Você vai escrever um poema, que pode ser livre ou ter forma fixa, como o soneto, sobre um tema de seu interesse. Ele deverá ter rimas e explorar o sentido das palavras. Depois de pronto, ficará exposto em um varal, que pode ser montado na sala de aula ou no pátio da escola, junto das produções de colegas.
Planejar
1. Para iniciar, considere um tema sobre o qual você gostaria de escrever: um elemento da natureza, um brinquedo, um acontecimento ou um sonho, por exemplo.
2. Depois de definir o assunto, pense em termos que podem estar associados a ele. Na sequência, considere o som deles para selecionar outros que rimem, criando um banco de palavras, mesmo que você não use todas (por exemplo: lua: rua, crua, sua; jardim: enfim, flautim, nanquim, clarim, jasmim). Ao final, defina se escreverá um poema de forma fixa, como o soneto, ou livre.
Produzir
1. Partindo do planejamento, escreva o poema, usando as palavras e considerando as rimas em que pensou. Além disso, crie um título atrativo e relacionado ao tema escolhido.
2. Depois, você e os colegas vão se organizar em grupos com quatro integrantes para ler os poemas uns dos outros e avaliá-los. Verifique se a produção do colega foi dividida em versos e estrofes, se há rimas, se o tema está claro e se há alguma palavra escrita errada. Você deve fazer apontamentos para que o autor possa melhorar o texto.
3. Observe os apontamentos feitos em seu texto pelos colegas e, se necessário, reescreva-o, ajustando o que for preciso, corrigindo erros, trocando palavras e fazendo outras alterações que possam melhorar o texto.
Dica: Escreva a versão final do poema com letra cursiva, empregando adequadamente letras maiúsculas e minúsculas. Além disso, verifique o alinhamento do texto à esquerda da margem.
• Na apresentação da proposta, destaque que o poema deve explorar tanto o sentido quanto a sonoridade das palavras, combinando conteúdo e forma para provocar efeitos no leitor. Reforce que a escolha das palavras é primordial para criar imagens, sensações e ritmo.
• Na etapa Planejar, valorize o uso das rimas como recurso criativo.
• Na etapa Produzir, lembre-os de que o texto precisa ser escrito em versos e estrofes, respeitando a forma poética. Explique que o título deve chamar a atenção e criar expectativa, funcionando
como uma espécie de convite para a leitura do poema. A revisão e a reescrita dos textos produzidos desenvolvem nos estudantes o cuidado com a coesão e coerência textual.
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• Durante a troca de textos, destaque a necessidade de evitar apontamentos pessoais e elaborar comentários construtivos, que ajudem o colega a melhorar sua produção.
• No boxe Dica, chame a atenção para a apresentação visual. Relembre o uso de maiúsculas e minúsculas e valorize o cuidado com a caligrafia e o direcionamento da escrita.
Compartilhar
1. Com a ajuda do professor, a turma vai montar o varal em que os textos serão expostos. Para isso, vai precisar de:
• uma corda fina ou um fio de náilon grosso;
• algum tipo de prendedor, como os de roupa, ou clipes. Esses itens podem ser decorados.
2. Sigam os passos:
• Estiquem a corda no lugar combinado com o professor e fixem os textos nela no ponto indicado pelo professor.

• Depois, todos podem ler os poemas da turma. Se armarem o varal em um lugar acessível a colegas, professores, pais e funcionários da escola organizem, nas proximidades, um banco ou uma mesinha com um caderno, para que os visitantes possam escrever o que acharam dos textos.
PAPO DIGITAL
Como outra forma de socialização do texto, você também pode gravar a leitura dramatizada de seu poema. Para tanto, pode usar como cenário o varal de poemas. Caso não seja um lugar silencioso, escolha outro, em que não haja muitos ruídos capazes de interferir na qualidade do áudio. Depois, com o auxílio do professor, faça a edição do vídeo, ajustando o som ou a imagem caso necessário. Por fim, após obter permissão dos responsáveis, o professor pode publicar o vídeo nas mídias sociais da escola e vocês podem divulgar para toda a comunidade.
Avaliar
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
Agora, com os colegas e o professor, chegou o momento de avaliar a atividade. Para isso, reflita sobre as questões a seguir e exponha sua opinião.
1. Como você avalia seu poema? Gostou do resultado? Por quê?
2. Você acha que ajudou os colegas na avaliação dos poemas deles? Eles também ajudaram você? Como isso foi utilizado para melhorar seu texto?
3. O que foi o melhor na atividade? Como você faria para repetir isso?
4. E o que não gostaria que se repetisse? Teria como melhorar ou evitar isso em uma próxima produção textual?
uso da voz, a entonação e as pausas nos versos, promovendo a escuta ativa e o aprimoramento da oralidade. A edição dos vídeos pode ser uma oportunidade para dar a eles noções básicas de produção audiovisual e promover o cuidado com a apresentação. Após a autorização das famílias, a publicação amplia o alcance da atividade e fortalece o vínculo da escola com a comunidade.
• Caso a turma não tenha acesso a ferramentas digitais para gravação e edição de vídeos, proponha uma adaptação da atividade. Os estudantes podem apresentar seus poemas oralmente para a turma, em pequenos grupos ou em um sarau coletivo, valorizando da mesma forma a leitura dramatizada.
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• Na etapa Avaliar, conduza uma roda de conversa incentivando que falem sobre suas experiências durante a produção, revisão e socialização dos poemas. Valorize as trocas entre os colegas e destaque como a escuta atenta e os retornos construtivos ajudaram a melhorar os textos. Esse momento também pode ser utilizado para planejar as próximas atividades de escrita com base no que foi mais significativo para a turma.
• Na etapa Compartilhar, incentive os estudantes a exporem seus poemas no varal. Combine previamente em que ponto cada um vai expor seu poema, garantindo a organização da proposta. Estabeleça com eles um critério para a disposição dos textos, como tema ou ordem alfabética de autoria. Enfatize a importância da interação entre a comunidade escolar e a turma, mostrando que o varal de poemas ajuda a dar visibilidade às produções, reconhecendo sua autoria. Explique que esse tipo de exposição valoriza o esforço criativo de cada um e fortalece a identidade deles como autores. Incentive que colegas, professores e familiares deixem comentários escritos no caderno disponível, promovendo o diálogo entre leitores e autores e contribuindo para o desenvolvimento de competências socioemocionais como autoconfiança, ao perceber que seu texto gera interesse; empatia, ao se colocar no lugar do leitor; e senso de pertencimento, por sentir-se parte de uma comunidade que valoriza a expressão individual.
PAPO DIGITAL
• No boxe Papo digital, incentive-os a explorar a leitura expressiva como forma de ampliar os sentidos do poema. Antes da gravação, organize ensaios em duplas ou trios, propondo que façam comentários sobre o
OBJETIVOS
• Ler um cartum e poemas, reconhecendo diferentes formas de construção de sentido por meio das linguagens verbal e não verbal.
• Observar o ritmo, a sonoridade e a organização dos versos na leitura em voz alta de poemas.
• Explorar os efeitos de sentido produzidos por escolhas de linguagem, como jogos de palavras, imagens poéticas e recursos gráficos.
BNCC
• Neste tópico, os estudantes farão levantamento de hipóteses sobre o texto que vão ler com base em conhecimentos prévios e nas pistas oferecidas. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02, bem como habilidades relacionadas a oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10 e EF15LP11) e a Competência geral 4
• Por se tratar de uma conversa que tem início na análise de um cartum, aprimoram também a habilidade EF15LP04, a Competência geral 3 e a Competência específica de Língua Portuguesa 9
• O assunto abordado no cartum possibilita uma abordagem do tema contemporâneo transversal Vida familiar e social
NO RITMO DOS SENTIDOS
1. a) Resposta: É possível identificar um menino com roupa de goleiro e uma bola e várias crianças sentadas em bancos com seus celulares. 1. b) Resposta: Nenhuma. Cada um deles está olhando para o próprio celular e, no centro, o outro está sozinho.
RODA DE LEITURA: POEMA
Agora, vamos continuar conhecendo mais sobre os poemas, experimentando o prazer que a leitura dele desperta em nós.
ANTES DE LER
2. Resposta pessoal. A resposta vai depender das considerações e da troca de ideias dos estudantes.
3. Resposta pessoal. Espera-se que mencionem pena, dó ou tristeza relacionadas à solidão do menino à espera de
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Observe o cartum do mexicano
Angel Boligán Corbo, premiado no 40º Salão Internacional de Humor de Piracicaba.
a ) Que figuras podem ser identificadas na obra?
b) Que tipo de interação há entre os personagens?
2. Você viu como as palavras podem produzir sentidos inesperados, que vão além do significado mais comum. Isso também ocorre com as imagens. Esse cartum faz você pensar sobre o quê? Troque ideias com os colegas.
3. Que sentimentos esse cartum despertou em você? Comente.

BOLIGÁN, Angel. Día de Reyes, 6 jan. 2023. Disponível em: https://www.instagram.com/p/ CnFIFe3ue8r/?hl=en. Acesso em: 23 jun. 2025.
Um cartum, de modo semelhante ao que ocorre com um poema, pode sugerir muitos sentidos que vão além do que é mais evidente. No cartum, as imagens expressam a ideia; no poema, as palavras podem ganhar novos sentidos dependendo do contexto.
Agora, leia silenciosamente dois poemas. Depois, você e os colegas se organizarão em quatro grupos e farão uma leitura em voz alta deles. Dois lerão o texto 1 e os outros dois, o texto 2. Ensaiem a leitura, prestando atenção ao ritmo, ao corte dos versos, à entonação, ao som das palavras e ao modo como elas foram arranjadas no texto.
Professor, professora: Depois de ler, a turma pode avaliar
os seguintes aspectos: Os grupos que leram o mesmo poema o fizeram da mesma maneira? O que foi igual? O que foi diferente? Alguma leitura se destacou? Por quê? companheiros de brincadeira.
ANTES DE LER
• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a expressarem suas ideias e ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala.
• Na atividade 1, incentive-os a descrever em voz alta os elementos visuais do cartum antes de responder às perguntas. Isso ajudará aqueles com deficiência visual que porventura haja na sala.
• Na atividade 2, dialogue sobre que reflexões a imagem desperta, valorizando diferentes leituras e mostrando que uma imagem pode provocar sentidos distintos. Pergunte-lhes: “O que será que o autor quis provocar com essa cena?”.
• Na atividade 3, acolha as respostas dos estudantes e incentive que expliquem por que se sentiram daquela forma, fortalecendo a empatia e ampliando a leitura crítica da imagem.
A poesia é uma pulga
A poesia é uma pulga, coça, coça, me chateia, entrou por dentro da meia, saiu por fora da orelha, faz zumbido de abelha, mexe, mexe, não se cansa, nas palavras se balança, fala, fala, não se cala, a poesia é uma pulga, de pular não tem receio, adora pular na escola... Só na hora do recreio! vento que é vento fica parede parede passa

QUEM PRODUZIU?
Sylvia Orthof nasceu em 1932. É autora de muitos livros infantojuvenis premiados, que passeiam desde a poesia até o teatro.

ORTHOF, Sylvia. A poesia é uma pulga. In: ORTHOF, Sylvia. A poesia é uma pulga. Ilustrações originais de José Flávio Teixeira. São Paulo: Atual, 1991. p. 3. (Série Caderno de Poesia).
BNCC
• A leitura de poemas proposta nesta seção, com o direcionamento à exploração de recursos poéticos com a utilização das linguagens oral e escrita, possibilita aos estudantes o desenvolvimento das habilidades EF35LP21 , EF35LP23 , EF35LP27 e EF35LP31, assim como o aprimoramento das Competências gerais 3 e 4 e da Competência específica de Língua Portuguesa 9
meu ritmo bate no vento e se des pe da ça

LEMINSKI, Paulo. Toda poesia 14. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 97.
QUEM PRODUZIU?
Paulo Leminski , artista múltiplo, nasceu em 1944. Seus poemas são influenciados pelas culturas japonesa e popular de seu tempo.
Paulo Leminski.

e destacar o que mudou de um para o outro. Mostre que, ao defenderem como entenderam o poema e por que fizeram certas escolhas de leitura, eles estão construindo argumentos e formando opinião. Para apoiar esse processo, proponha perguntas como: “O que no poema fez vocês escolherem essa entonação?”; “Essa leitura ajuda a destacar qual parte do poema?”; “Que interpretação o grupo quis dar com esse ritmo?”; “Vocês concordam com esse jeito de ler?
13/10/2025 09:21:06
Por quê?”. Essas perguntas incentivam a escuta, a troca de ideias e o exercício da argumentação oral com base no texto.
• Nos boxes Quem produziu?, relacione a biografia dos autores com os poemas. Pergunte-lhes: “O que no poema da Sylvia Orthof mostra que ela gostava de teatro?”; “O que no poema de Leminski parece mais próximo da música ou do movimento?”.
• Antes da leitura silenciosa, explique que os poemas “brincam” com sons, pausas e sentidos. Incentive os estudantes a lerem mais de uma vez e a marcarem palavras que chamaram a atenção pelo som, pela forma ou pelo significado. No poema “A poesia é uma pulga”, destaque a repetição de sons e palavras como recurso expressivo. Indague: “O que essa repetição faz você sentir?”. Essa reflexão favorece a escuta sensível e a leitura com atenção ao ritmo.
• Ao explorar o poema de Paulo Leminski, chame a atenção para a organização gráfica dos versos com perguntas como: “Por que será que o poeta escolheu escrever assim, com o texto ‘caindo’ na página?”. Leve-os a perceber o componente visual como parte da linguagem poética.
• Ao fim da leitura em voz alta, oriente-os a comparar as leituras dos grupos
Sylvia Orthof.
BNCC
• As atividades propostas visam à identificação da função social do texto lido, de sua autoria, circulação e público-alvo. Também objetivam a localização de informações explícitas e implícitas, a exploração da ideia central do texto e a identificação de efeitos de sentido decorrentes de recursos rítmicos, sonoros e de metáforas, o que possibilita o desenvolvimento das habilidades EF15LP01, EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP31. Da mesma forma, essa exploração permite o aprimoramento das Competências gerais 3 e 4 e da Competência específica de Língua Portuguesa 9
• Na atividade 2, conduza a conversa sobre o eu lírico, incentivando os estudantes a perceberem que ele é uma voz criada pelo texto e não deve ser confundida com o autor. Para ampliar essa percepção, proponha que, em duplas, eles criem uma frase em primeira pessoa representando como imaginam o eu lírico de cada poema com base no que sentiram ou pensaram durante a leitura. Depois, peça-lhes que comparem com a biografia dos autores e destaquem as diferenças entre autor e eu lírico.
• Na atividade 4, escreva na lousa os termos verso, estrofe, rima e título. Peça que, em duplas, localizem esses elementos nos poemas lidos, marcando com lápis de cor. Em seguida, selecione um verso de cada poema para a turma analisar coletivamente. Faça questionamentos como: “Onde está a rima?”; “Quantos versos formam uma estrofe?”; “Como o título se relaciona com o conteúdo?”.
Papo de leitor
1. Quem são os autores de cada poema lido?
Resposta: Sylvia Orthof é a autora do primeiro poema; Paulo Leminski, do segundo.
2. O eu lírico do poema não é necessariamente o autor dele. O que é possível dizer sobre o eu lírico de cada poema?
Resposta: O eu lírico do primeiro poema gosta de poesia porque ela o afeta; no segundo, ele cria uma relação entre o vento e seu poema.
3. Assinale a alternativa que indica quem seriam os leitores desses poemas.
Apenas adultos.
Apenas crianças.
Crianças e adultos.
Resposta: Crianças e adultos.
4. Considere as palavras a seguir e contorne aquelas que indicam o que os poemas têm em comum.
Resposta: Espera-se que os estudantes contornem as palavras versos, rimas e estrofe
parágrafos estrofe versos título rimas pontuação
5. Complete as frases a seguir considerando aquelas que indicam o tema de cada poema.
a ) O primeiro poema fala sobre como surge a na gente e a compara com uma
Resposta: Poesia; pulga.
b) No segundo texto, o eu lírico cria uma relação entre o e o , considerando o ritmo produzido pelos elementos que o compõem.
Resposta: Vento; poema.
• Na atividade 5, oriente os estudantes a relerem os poemas com atenção ao tema central e às imagens criadas. Conduza-os a uma reflexão sobre o que está sendo comparado e como essa comparação ajuda a entender o tema central do poema.
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6. Vamos relembrar o que são metáforas.
As metáforas são um tipo de comparação que relaciona duas palavras e produz um novo sentido. Assim, quando dizemos que alguém é “um leão”, isso não significa que é um animal felino, mas que tem características associadas a ele: valentia e coragem.
a ) No primeiro poema, o eu lírico afirma: “A poesia é uma pulga”. Qual característica do pequeno inseto possibilita essa associação?
Resposta: A pulga não para quieta e acaba causando incômodo. De maneira semelhante, a poesia fica mexendo com o eu lírico o tempo todo.
b) As ações da pulga despertam reações que são relacionadas àquilo que faz surgir a poesia no eu lírico. Quais são elas?
Resposta: O eu lírico fica incomodado, balançando, falando: é assim que surge a poesia.
7. Releia estes versos do texto 2 que exploram a sonoridade das palavras. vento que é vento fica
Pinte, nesses versos, as letras que sugerem o som do vento.
Resposta: Espera-se que os estudantes pintem as letras V e F
8. Uma das formas mais usadas para produzir ritmo de leitura nos poemas é a repetição de alguns sons em vários versos. Na palavra despedaça, identifique sons que se repetem, mas são representados por diferentes letras.
Resposta: Repete-se o som /s/, que é representado por S e Ç.
9. No segundo poema, o eu lírico faz uma relação entre meu ritmo e vento.
a ) Qual é o resultado dessa relação?
Resposta: O ritmo se despedaça.
• Na atividade 8, leia a palavra despedaça em voz alta e peça-lhes que identifiquem o som repetido. Escreva na lousa e pergunte: “Quais letras fazem esse som?”. Mostre como o som /s/ se repete com grafias diferentes, criando ritmo.
• No item a da atividade 9, releia o poema, pare antes da palavra despedaça e pergunte: “O que essa palavra parece anunciar?”. Depois, leia como ela aparece no poema e inicie uma
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conversa sobre o que transmite a forma como essa palavra aparece no poema. Ajude-os a perceber que a maneira como o poema é escrito também transmite uma ideia ou sensação. No item b, use a forma da palavra para mostrar que o visual também comunica. Pergunte: “Se essa palavra fosse uma imagem, como seria?”. Por fim, incentive os estudantes a desenharem a ideia.
• Na atividade 6, retome com a turma o conceito de metáfora usando exemplos do cotidiano antes de voltar ao texto. Pergunte: “Se alguém diz que está com a cabeça nas nuvens, o que essa frase quer mostrar?”. Relacione esse recurso à forma como o poema transforma palavras comuns em imagens com novos significados. Valorize as tentativas dos estudantes de explicar com as próprias palavras. No item a, leve-os a pensar na metáfora “A poesia é uma pulga” como uma forma de expressar sensações. Pergunte: “O que a pulga faz no corpo?”, “Isso se parece com uma ideia que não sai da cabeça?”. Aprofunde a interpretação perguntando: “Se a poesia não fosse uma pulga, o que mais poderia ser?”. Então, peça aos estudantes que criem metáforas para descrever a sensação de ter uma ideia poética surgindo. No item b, ajude-os a perceber que o poema mostra a poesia como algo que surge do incômodo. Pergunte: “Vocês já ficaram com uma ideia ‘martelando’ na cabeça? Como isso faz o corpo reagir?”. Relacione as respostas com o texto.
• Na atividade 7, destaque para os estudantes que a repetição de sons de consoantes ajuda a criar ritmo e reforçar o sentido. Peça, então, que leiam os versos em voz alta, marcando os sons que mais se repetem. Pergunte: “O que vocês sentem quando esses sons se repetem?”.
• Após ler o conceito de linguagem poética, peça aos estudantes que criem versos curtos com sons repetidos. Depois, eles devem ler os versos em voz alta, o que levará a uma conversa sobre que efeito esses sons produzem. Você pode indagar: “Parece leve?”; “Parece barulhento?”; “Fica mais rápido ou mais lento?”. Isso ajuda a turma a experimentar como a repetição de sons nas palavras cria ritmo no poema.
• No item b da atividade 10, recorde com os estudantes, se achar pertinente, que, quando o substantivo designa objeto ou substância, será a palavra primitiva; o verbo, a derivada. Quando o substantivo designa ação, será a derivada; o verbo, a primitiva. Ao trabalhar com prefixo e palavra-base, escreva despedaçar na lousa e destaque suas partes. Peça, então, a eles que criem outras palavras com o prefixo des- e discutam o sentido de separação ou negação.
• Durante as atividades, avalie quais estudantes identificam elementos como rima, ritmo, metáfora e estrutura em versos e conseguem explicar com suas palavras o que sentiram ao ler os poemas ou criar comparações. Use uma lista de verificação com critérios simples como: reconhece a estrutura do poema, identifica sons repetidos, expressa sensações com clareza etc. Esses indicadores ajudam a visualizar as aquisições na aprendizagem.
b) Esse resultado é expresso não apenas pela palavra, mas pela forma como ela é escrita. De que maneira ela é grafada? O que isso mostra?
Resposta: A palavra despedaça é dividida em sílabas, grafada na forma de degraus, como se estivesse, de fato, despedaçada.
A linguagem poética conta com alguns recursos para produzir ritmo e explorar a sonoridade, como a aliteração, que explora a repetição de sons das consoantes, e a assonância, que brinca com os sons pela repetição de vogais.
10. Você estudou palavras primitivas e derivadas e aprendeu como é possível acrescentar prefixos e sufixos a elas. Agora, analise a formação de um termo.
a ) Que prefixo foi adicionado para formar a palavra despedaçar?
Resposta: Foi adicionado o prefixo des-
b) Qual substantivo deu origem à palavra despedaçar?
Resposta: O substantivo pedaço
11. Assinale a afirmação que explica como a ação de despedaçar acontece com ritmos e palavras.
O despedaçar acontece com a interrupção do vento pela parede, que impede a criação de novos versos.
O despedaçar acontece com a divisão das sílabas em diferentes versos: cada uma delas se torna um pedaço.
Resposta: O despedaçar acontece com a divisão das sílabas em diferentes versos: cada uma delas se torna um pedaço.
AGORA QUE JÁ LEMOS
1. Resposta: Os textos são divididos em versos, têm rimas e recursos que lhe dão ritmo e produzem
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Por que podemos dizer que os dois textos são poemas?
2. Releia os poemas, mas agora dando ênfase aos recursos de ritmo que você identificou.
Confira como conduzir esta leitura nas orientações ao professor
3. Agora é com você! O que age como uma pulga, deixando você inquieto e maravilhado? Compartilhe com a turma.
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes se expressem oralmente compartilhando impressões, sensações e sentimentos. sentidos que nos fazem ver o mundo de modo diferente.
AGORA QUE JÁ LEMOS
• Na atividade 1 do boxe Agora que já lemos, convide os estudantes a justificarem, com base no que já exploraram, por que os textos estudados são poemas. Escreva na lousa as características mencionadas, construindo um repertório coletivo.
• Na atividade 2, organize a leitura em duplas ou trios, incentivando que combinem como dar ênfase aos sons e às pausas. Depois, proponha uma roda de comentários sobre como a leitura mudou com o uso dos recursos rítmicos.
• A atividade 3 é uma oportunidade para compartilharem seus gostos e as sensações que tiveram, como alegria e satisfação. Incentive que compartilhem ideias, sensações ou imagens que despertam curiosidade, alegria ou inquietação. Valorize as falas e conecte-as com a metáfora da pulga, mostrando como as emoções inspiram a criação poética. Para estudantes com perfil mais reflexivo ou tímido, adapte a atividade, propondo o registro das ideias em um bilhete antes do compartilhamento oral.
OBJETIVOS
DE OLHO NA ESCRITA
Palavras terminadas em -ão e -am
1. Leia o trecho a seguir de um poema do poeta gaúcho Mário Quintana.
Poeminho
do contra
Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho, Eles passarão... Eu passarinho!

QUINTANA, Mário. Poeminho do contra. In: QUINTANA, Mário. Eu passarinho. Ilustrações originais de Mariana Newlands. 2. ed. São Paulo: Ática, 2014. p. 70. (Para Gostar de Ler).
a ) No poema, o eu lírico, para lidar com aqueles que atravancam e atrapalham seu caminho, sugere uma postura semelhante à de um passarinho. Qual atitude é recomendada por ele?
Resposta: A atitude sugerida é a de ir além e superar aquilo que atrapalha, como um passarinho que voa.
b) O que acontece com aqueles que atravancam o caminho do eu lírico?
Resposta: Eles ficam para trás, pois o eu lírico continua seu caminho.
2. Na pronúncia das formas verbais passaram e passarão, ocorre uma mudança da sílaba tônica: é isso que marca os diferentes tempos verbais.
a ) Se no poema fosse usada a forma passaram, qual seria o tempo verbal?
Resposta: O pretérito perfeito, ou seja, o passado.
b) Considerando as terminações das formas verbais, complete as frases com a conjugação do verbo buscar
• Passado: Ontem eles
• Presente: Hoje eles
• Futuro: Amanhã eles
Resposta: Buscaram; buscam; buscarão.
A terminação de verbos que apresentam sons parecidos pode provocar dúvidas: -AM ou -ÃO? Observe:
Eles passarão…Eles passaram…
O verbo passar, no primeiro exemplo, está conjugado no tempo futuro, na terceira pessoa do plural (eles). Por isso, termina em -ÃO. Caso fosse se referir a um tempo passado, passaria a ser -AM. Observe a regra a seguir.
• Na atividade 1, incentive os estudantes a identificarem o tom do poema e a postura do eu lírico diante dos obstáculos. Aproveite para explorar a metáfora do passarinho como alguém que segue em frente com leveza, evidenciando mais uma alternativa de expressão poética. No item b, leve a turma a perceber a oposição entre o eu lírico e os que atravancam seu caminho.
• Na atividade 2, mostre que mudanças sutis na pronúncia — como a posição da sílaba tônica — indicam diferenças gramaticais. Proponha a leitura em voz alta de pares como falaram/falarão,
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incentivando a comparação e a escuta atenta para relacionar som, forma e tempo verbal. No item a, evite focar apenas na regra. Incentive-os a imaginar situações cotidianas que envolvam ações no passado e no futuro para que analisem as terminações verbais -am e -ão nas formas correspondentes, favorecendo a contextualização do conceito de flexão temporal e tornando a aprendizagem mais significativa. No item b, vá além da correção. Peça aos estudantes que expliquem suas escolhas verbais e o tempo que indicam, promovendo reflexão e autonomia na escrita.
• Interpretar textos poéticos e visuais para identificar sentidos.
• Aplicar regras de flexão verbal observando as terminações -am e -ão
• Analisar o impacto das formas verbais na construção dos sentidos.
BNCC
• Os poemas presentes na seção permitem o desenvolvimento da habilidade EF35LP27
• Os estudantes aprimoram as habilidades EF05LP01 e EF05LP05, as Competências gerais 1 e 4 e a Competência específica de Língua Portuguesa 2 ao grafarem palavras utilizando e diferenciando as terminações -am e -ão, percebendo a expressão de tempo nas palavras com essas terminações. As atividades possibilitam valorizar e utilizar conhecimentos gramaticais e as linguagens oral e escrita, tanto para se expressar bem quanto para apropriar-se da linguagem escrita visando à interação nos diversos campos de atuação.
GUSTAVO
• Ao trabalhar o boxe com o conceito do que foi visto na página anterior, valorize o contraste entre regra e exceção. Proponha que identifiquem verbos como são e vão em músicas ou textos e discutam por que, mesmo terminando em -ão, estão no presente.
• Ao longo das atividades, adapte a abordagem conforme as necessidades da turma, monitorando o desenvolvimento individual por meio da observação das respostas e da participação em debates. Ofereça mais tempo para respostas, divida as tarefas em etapas menores ou organize grupos com apoio direcionado, garantindo que todos participem efetivamente, respeitando seus ritmos e estilos de aprendizagem, bem como promovendo um ambiente inclusivo e colaborativo.
• Valorize as contribuições dos estudantes, criando um ambiente seguro para que expressem suas opiniões e desenvolvam o raciocínio crítico. Oriente a construção coletiva do significado das tarefas, favorecendo a compreensão do propósito da atividade.
• Para a avaliação, utilize estratégias contínuas, como registros de participação, análise das produções escritas e autoavaliação dos próprios estudantes, focando o desenvolvimento da leitura e da argumentação.
• Na atividade 1, leia em voz alta a manchete destacando a terminações -am. Incentive os estudantes a repetirem essa palavra observando o som final e pergunte o que mudaria se a ação ocorresse no presente ou no futuro, para ajudá-los a perceber a relação entre terminação e tempo verbal. Escreva essas formas no quadro, sublinhando as terminações, e
Na terceira pessoa do plural, verbos conjugados no passado ou no presente terminam em -AM: eles falaram; eles falam. Já os conjugados no futuro, na terceira pessoa do plural, terminam em -ÃO: eles falarão.
Existem, porém, algumas exceções: as formas verbais dão, estão, são, vão, apesar de conjugadas no presente, apresentam terminação em -ÃO.
PARA PENSAR E PRATICAR
1. Leia a manchete a seguir.
Jogos Estudantis Cuiabanos reuniram 2 mil atletas em 291 partidas realizadas
MARQUES, Alessandra. Jogos Estudantis Cuiabanos reuniram 2 mil atletas em 291 partidas realizadas. Prefeitura de Cuiabá, 24 jun. 2025. Disponível em: https://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias/jogos-estudantis -cuiabanos-reuniram-2-mil-atletas-em-291-partidas-realizadas. Acesso em: 15 ago. 2025.
a ) Por que competições como essa que foi noticiada são importantes?
Possíveis respostas: Porque ajudam no desenvolvimento físico, cognitivo e social. Porque ajudam a valorizar o esporte. Porque estimulam a prática esportiva. Porque promovem o talento de atletas estudantis. Porque incentivam práticas saudáveis entre os estudantes. Porque promovem a sociabilidade de estudantes.
b) Sublinhe a forma verbal do verbo reunir presente na manchete.
Resposta: Os estudantes devem sublinhar a forma verbal reuniram.
c ) Qual é a sílaba tônica dessa forma verbal?
Resposta: A sílaba ni
d) Essa forma verbal está em que tempo? Presente. Passado. Futuro.
Resposta: Passado.
e ) Reescreva essa manchete flexionando a forma verbal nos dois tempos que você não assinalou no item anterior.
Dica: Você deverá reescrever a manchete duas vezes.
Resposta: Jogos Estudantis Cuiabanos reúnem 2 mil atletas em 291 partidas realizadas / Jogos Estudantis Cuiabanos reunirão 2 mil atletas em 291 partidas realizadas.
peça-lhes que citem outros verbos no presente e no futuro. Por fim, solicite que formem frases simples, fortalecendo a conexão entre som, forma e significado.
• Essa proposta de reescrita favorece o desenvolvimento da coesão e da coerência textuais, uma vez que os estudantes precisam manter o sentido em cada reescrita e articular os elementos textuais para que isso se concretize.
2. No trecho do poema de Pedro Bandeira, apresentado a seguir, foram retiradas propositalmente algumas formas verbais. Confira.
Quem sempre foi sempre será
No passado e no futuro, preste muita atenção, para os dois não misturar, pois só vai dar confusão!
[...]
Os cantores e as cantoras vão cantar sua canção.

Se no passado, no futuro ! [...]
BANDEIRA, Pedro. Quem sempre foi sempre será. In: BANDEIRA, Pedro. Mais respeito, eu sou criança! Ilustrações originais de Odilon Moraes. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2009. p. 66. (Série Risos e Rimas).
a ) Para atribuir sentido ao poema, escreva, no espaço ao lado dos versos, o verbo cantar conjugado no tempo adequado ao contexto.
Resposta: Cantaram; cantarão.
b) No título do poema também há formas verbais conjugadas no passado e no futuro. Quais são elas?
Respostas: A forma verbal foi, no passado, e a forma verbal será, no futuro.
3. Complete as frases a seguir com a forma verbal adequada conforme a dica apresentada entre parênteses.
a ) Ontem as estrelas mais. (brilhar – passado)
Possíveis respostas: Brilharam; brilhavam.
b) Os carros aqui. (estacionar – futuro)
Possíveis respostas: Estacionarão; vão estacionar; irão estacionar.
c ) Na infância, meus tios na terra. (brincar – passado)
Possíveis respostas: Brincavam; brincaram.
d) As pessoas no parque à tarde. (caminhar – presente)
Possíveis respostas: Caminham; estão caminhando.
ATIVIDADE EXTRA
• Desafie a turma a criar uma Missão do Tempo. Em duplas, os estudantes devem inventar uma cena com vários personagens e desenhá-la. Cada dupla receberá um número. Providencie três cartões de cores diferentes e associe cada cor a um tempo verbal: passado, presente e futuro.
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Organize um sorteio de números e cores. Uma dupla, chamada desafiante, mostra sua cena desenhada. Em seguida, essa dupla sorteia um cartão com uma cor que indica um tempo verbal — passado, presente ou futuro — e sorteia o número de outra dupla, que deverá falar a frase que representa a cena do desafiante no tempo verbal sorteado.
• No item a da atividade 2, leia o texto com a turma fazendo pausas para que completem as lacunas com as formas verbais nos tempos adequados. Dessa forma, você promove a escuta ativa e a atenção à mudança na sílaba tônica, que sinaliza o tempo verbal. Organize as formas verbais na lousa em colunas distintas para passado e futuro, favorecendo a visualização das diferenças e o entendimento do papel desses tempos na construção do sentido poético e narrativo.
• Faça a leitura completa do poema preenchido, destacando a importância dos tempos verbais para a interpretação do texto.
• No item b da atividade 2, pergunte: “Quais palavras do título mostram algo que já aconteceu?”; “E quais indicam algo que ainda vai acontecer?”. Incentive-os a localizar as formas verbais no título e relacioná-las ao conteúdo do poema, reforçando a distinção entre passado e futuro por meio da observação do uso dos verbos.
• Promova debates coletivos para que os estudantes expressem suas opiniões e desenvolvam a argumentação, especialmente sobre o uso dos tempos verbais. Promova a autonomia deles ao propor que busquem verbos em textos do cotidiano e analisem as terminações.
• Após a atividade 3, peça aos estudantes que sublinhem ou contornem a sílaba tônica de cada forma verbal que usaram para completar as frases.
GUSTAVO
OBJETIVOS
• Reconhecer polissemia e suas funções na produção de sentidos em textos diversos.
• Expressar interpretações variadas com base na polissemia presente nos textos.
BNCC
• Ao identificarem o caráter polissêmico das palavras por meio de textos, praticando a leitura e a escrita, os estudantes desenvolvem as habilidades EF35LP03 e EF05LP02, além das Competências gerais 1 e 4 e da Competência específica de Língua Portuguesa 2
• O texto da atividade 1 explica que a palavra letra tem diferentes sentidos: a caligrafia, as notas musicais ou o texto de uma música cantada. A pesquisa mencionada se relaciona ao último sentido: letra de canção. Esse texto é um artigo de opinião e configura uma sequência tipológica argumentativa. Leve os estudantes a reconhecerem que o autor apresenta uma tese (a valorização da letra como poema) e a desenvolve com argumentos.
• Conduza-os no processo de identificar que a palavra letra pode se referir tanto à notação musical quanto ao poema cantado. Incentive-os a relacionar esses diferentes sentidos para compreender qual deles é o foco da pesquisa do autor. Essa reflexão os ajudará a reconhecer o sentido central do texto.
• No item a da atividade 2, valorize a polissemia como um fenômeno natural da língua, que exige do leitor atenção ao contexto. Proponha a eles que citem outras palavras que conhecem e que podem assumir significados diferentes conforme o uso.
PENSAR OS SENTIDOS
Polissemia
1. Leia a seguir um trecho de artigo sobre música, canção e letra.
Quantas letras há num alfabeto?
[...]
Quando manuscrevemos nossos documentos, nossos poemas de amor, por exemplo, caprichamos no desenho das letrinhas, a grafia sai bonita, até embebemos com perfume o papel [...].

Assim também ocorre a um músico. Ele se coloca como aparelho de sua arte e, ao escrever seus “textos” musicais [...] por meio da notação específica da teoria musical, manifesta ora uma boa letra, bem legível, [...] ora uma letra deplorável. Entretanto, [...] não é exatamente desse tipo de letra que nos apropriamos em nossa pesquisa doutoral.
Para nós, o que nos interessou, não foi exatamente a letra da música, no sentido da notação musical, mas a letra da música no sentido da arte, do poema cantado [...].
PESSOA, Marcelo. Breves apontamentos sobre música, canção e letra. Guavira Letras, Três Lagoas, n. 16, jan./jul. 2013. p. 97.
De acordo com o último parágrafo do trecho, qual foi o objetivo da pesquisa desenvolvida por Marcelo Pessoa?
Resposta: Estudar a letra das músicas entendidas como poemas.
2. A expressão letra da música é utilizada em dois sentidos diferentes.
a ) Que sentidos são esses?
Resposta: A letra da música pode se referir às notas musicais com que a música foi escrita e aos versos que compõem a canção.
b) Qual é o sentido mais comum da palavra letra?
Resposta: O sentido de sinal gráfico de um alfabeto.
• Ao propor as atividades, adapte os encaminhamentos conforme os diferentes perfis da turma, oferecendo recursos visuais, organizando as tarefas em etapas e possibilitando o trabalho em duplas, para favorecer a participação de estudantes com necessidades educacionais específicas. Ao fim, retome os conceitos-chave coletivamente, promovendo a oralização dos raciocínios e a construção compartilhada do conhecimento.
c ) Qual é o sentido diferente da palavra letra utilizado nesse artigo?
Resposta: O sentido de conjunto de palavras que compõem uma canção, o texto dela.
3. Para evitar criar algum tipo de confusão, reescreva o trecho a seguir sem usar a palavra letra
[…] não foi exatamente a letra da música, no sentido da notação musical, mas a letra da música, no sentido da arte […].
Compreender o significado das palavras é essencial para entender qualquer texto. Algumas palavras, no entanto, não têm apenas um significado. Observe os exemplos a seguir.
• O pássaro abriu as asas e voou.
• Pegue pela asa, porque a xícara está muito quente.
• Ela queria asas para realizar seus sonhos.
A palavra asa tem significado diferente em cada contexto. Na primeira frase, refere-se ao membro superior de aves. Na segunda, ao suporte para segurar xícara. Na terceira, pode ser entendida como liberdade. Por isso, podemos dizer que esse termo pode ser polissêmico (poli = vários, muitos; sêmico = sentido). Observe outros exemplos de palavras polissêmicas.
Astro
Cabeça
Coluna
• Corpo celeste
• Pessoa muito famosa
• Parte do corpo humano
• Líder de um grupo
• Espinhal dorsal de animais
• Sustentação de prédios
Algumas palavras têm capacidade de apresentar diferentes significados de acordo com o contexto em que aparecem: essa característica é chamada de polissemia. Um termo pode se tornar polissêmico ao adquirir novos significados no uso da língua.
Sugestão de resposta: Não foram exatamente as notas da música, no sentido da notação musical, mas o texto da música, no sentido da arte. 73
AVALIANDO
• As atividades de leitura e análise de palavras polissêmicas possibilitam a realização de uma avaliação formativa. Observe se os estudantes identificam os diferentes sentidos apresentados e se conseguem associá-los ao uso em cada frase.
• Apresente a eles uma lista de palavras polissêmicas, como dama, gato, ponto, banco, manga, cabeça, entre outras, e oriente-os a construir duas frases com sentidos distintos para cada uma delas. Essa atividade possibilita verificar se eles conseguem aplicar o conceito de polissemia
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a novos contextos. Se necessário, retome esse conceito com a turma utilizando exemplos do cotidiano e promovendo a análise coletiva de frases que apresentem variação de sentido. Essas atividades favorecem a ampliação do repertório e o uso contextualizado da linguagem.
• Depois da correção das atividades, é possível discutir com os estudantes sobre como se saíram nas questões e verificar a percepção deles com relação ao nível de dificuldade que tiveram em cada atividade para, então, preparar as estratégias para as próximas abordagens.
• No item c da atividade 2, considere que nem todos os estudantes conhecem notação musical. Apresente imagens simples de partituras e os auxilie a associar as notas musicais ao sentido da palavra desejado pelo autor. Adapte essa introdução conforme os conhecimentos prévios dos estudantes.
• Na atividade 3, organize uma conversa coletiva e peça-lhes que sugiram reformulações do trecho lido substituindo a palavra letra por sinônimos adequados a cada sentido. Valorize os exemplos trazidos e incentive a explicação das escolhas feitas. Essa prática reforça a importância da escolha lexical precisa para a clareza da comunicação, conectando a atividade à produção textual dos estudantes, e desenvolve a coesão textual.
• Ao sistematizar o conteúdo trabalhado nas atividades introdutórias, faça uma leitura pausada e expressiva do texto para a turma, chamando a atenção para as diferentes situações em que a palavra asa aparece. Explore os exemplos e peça que comparem os sentidos em cada frase. Incentive que expliquem o que os ajudou a entender cada uso. Use imagens, gestos ou objetos concretos, se necessário, para adaptar a proposta para acolher diferentes perfis, dividindo etapas e oferecendo apoio visual ou verbal.
• Na atividade 1, a graça da charge está no duplo sentido da expressão “nascimento de uma estrela”. De um lado, ela se refere ao asteroide que recebeu o nome de Juliana. De outro, faz referência ao surgimento de Juliana como uma “estrela” na ciência, pois se destacou e ganhou reconhecimento como uma jovem cientista. Explore esses sentidos com os estudantes antes de responderem à pergunta.
• Explique a eles que Juliana Davoglio Estradioto é uma jovem pesquisadora brasileira, nascida no município gaúcho de Osório, que ganhou o direito de nomear um asteroide como prêmio em uma feira internacional de Ciências nos Estados Unidos, na qual apresentou um projeto de aproveitamento de resíduos originários da produção da macadâmia. Aos 18 anos, ela já havia recebido 11 premiações científicas com projetos vinculados à biotecnologia.
• No item a da atividade 2, oriente-os a formar duplas (para apoiar quem tiver menos fluência em leitura) e a consultar o dicionário para responder à pergunta. No item b, oriente a análise da expressão nasce uma estrela no contexto do observatório astronômico, em seu sentido literal: o surgimento de um novo corpo celeste. No item c, leve-os a refletir sobre o sentido figurado da expressão, vinculado à premiação de Juliana, para perceberem que o vocábulo estrela também pode indicar alguém em ascensão. Pergunte: “Vocês já ouviram falar que alguém ‘é uma estrela’?”; “Em que circunstâncias isso acontece?”. O item d sistematiza o raciocínio em construção desde o item a. Incentive-os a responder sozinhos e verifique quem conseguiu construir o conceito de polissemia e quem precisa que esse conceito seja retomado.
PARA PENSAR E PRATICAR
1. Leia a charge referente a Juliana Davoglio Estradioto, estudante que ganhou o prêmio da Feira Internacional de Ciências e Engenharia para Jovens Cientistas.

LUTE. Hoje em Dia 25 maio 2019. Disponível em: https://www.facebook.com/ jornalhojeemdia/posts/ charge-do-lute-deste-s%C3%A1ba do-25052019/2278130742232946/. Acesso em: 3 jul. 2025.
Além do reconhecimento por sua pesquisa, o que mais Juliana ganhou?
Resposta: O nome dela foi dado a um asteroide.
2. Observe a palavra estrela, usada na segunda fala, e responda às questões.
a ) No dicionário, qual é o significado mais tradicional dessa palavra?
Resposta: Um corpo celeste que emite luz.
b) Considerando que a fala vem de um observatório astronômico, qual é o sentido da expressão “nasce uma estrela”?
Resposta: Nesse contexto, a frase remete à observação do nascimento de um novo corpo celeste pelos astrônomos.
c ) Levando em conta a premiação que Juliana ganhou, que outro sentido a frase pode ter?
Resposta: O sentido de que uma pessoa – no caso, Juliana, – estava se tornando famosa.
d) A palavra estrela é polissêmica?
Resposta: Sim. O outro sentido da palavra estrela é o de pessoa muito famosa.
• Para monitorar e avaliar a alfabetização e a aquisição da linguagem durante as atividades, observe como eles interpretam os diferentes sentidos das palavras e expressões no contexto e se conseguem identificar e justificar a polissemia, como na palavra estrela. Registre as contribuições orais e escritas para acompanhar o desenvolvimento do repertório vocabular e a compreensão contextual.
• Faça perguntas abertas que incentivem a reflexão para avaliar o raciocínio e a articulação das
ideias. Promova momentos de socialização para que expliquem suas interpretações, favorecendo a escuta ativa e a argumentação.
• Proponha atividades de produção textual oral em que possam usar palavras em sentidos variados, evidenciando a apropriação do conceito. O feedback deve valorizar o processo de construção do conhecimento, destacando avanços e apontando estratégias para superar dificuldades.
JANELAS
Grafite e poesia
A seguir, você vai ler uma reportagem sobre um projeto cultural que levou beleza e poesia para os muros de uma cidade.
Escritor grafita poesias nos muros da periferia de Suzano
Hoje em dia estão até tirando selfie nos muros do Jardim Revista, bairro da periferia de Suzano, cidade na Grande São Paulo. Com grafites e frases poéticas que chamam a atenção, as paredes de algumas das casas dão cara nova ao bairro depois que o escritor Ademiro Alves, 33, mais conhecido como Sacolinha, criou o projeto “Literatura e Paisagismo – Revitalizando a Quebrada”.

do escritor Ademiro Alves, Sacolinha.
A primeira intervenção foi no muro e portão da casa do próprio escritor, em maio. Já são oito no total. O grafiteiro Todyone, de Guaianases, na zona leste de São Paulo, é quem assina todas as obras, com exceção de uma delas, feita pelo susanense Raça. De acordo com Sacolinha, a ideia é fazer dez intervenções no bairro e outras dez em cada região que receber a iniciativa.
[...]
Além de levar literatura e arte à periferia, o escritor descreve como “um projeto de qualidade de vida”. “A pessoa está indo trabalhar com a cabeça cheia, pensando nas dívidas, no trem lotado e de repente vê uma poesia: ‘quando eu era criança vivia correndo atrás das pipas, hoje que sou grande e as pipas caem em meu quintal’. Que bagulho louco, ela pensa, é verdade, hoje cresci e não tenho tempo para as brincadeiras de criança”.
“A gente se preocupa muito em malhar o corpo e às vezes esquecemos de malhar a mente. Os olhos veem cor no bairro, não só o cinza”, comentou. Atrelado a este exercício, estimula-se o plantio de árvores próximo às intervenções.
GOMES, Tamiris. Escritor grafita poesias nos muros da periferia de Suzano. Folha de S.Paulo, 20 jun. 2017. Disponível em: https://mural.blogfolha.uol.com.br/2017/06/20/ escritor-cria-projeto-que-grafita-poesias-nos-muros-de-suzano/. Acesso em: 2 jul. 2025.
• Explique que a reportagem traz informações reais sobre um projeto cultural em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, e oriente-os a focar a atenção em quem fez, o quê, onde e por quê.
• Leia o texto em voz alta fazendo pausas a cada unidade de sentido – ideia completa – para checar a compreensão dos estudantes. Use entonação expressiva para manter a atenção e sane dúvidas relendo ou explicando.
• Para estudantes com menos fluência, peça que acompanhem no texto impresso
apontando as palavras enquanto você lê, o que favorece a conexão com a escrita.
• Ao fim de cada trecho maior, proponha que reformulem o conteúdo ou o relacionem com suas experiências, ajudando a construir o sentido coletivo do texto.
• Após a leitura, chame a atenção dos estudantes para a presença na reportagem da sequência tipológica expositiva, que organiza as informações de forma clara e objetiva, detalhando quem realiza a ação, onde ela ocorre, como é feita e quais são seus objetivos e impactos na comunidade.
OBJETIVOS
• Localizar informações explícitas em uma reportagem.
• Participar de um debate orientado expressando opiniões e pontos de vista com base na leitura de uma reportagem.
BNCC
• A interação oral promovida por um debate sobre arte urbana possibilita aos estudantes aprimorarem as habilidades EF15LP09, EF05LP15 e EF05LP19, a Competência geral 7 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 2, 3, 5 e 6
• A leitura do texto e o tema proposto para o debate possibilitam que a habilidade EF35LP03 seja explorada, bem como a Competência geral 6, além de fazer relação com o tema contemporâneo transversal Vida familiar e social
13/10/2025 09:23:26
• Oriente os estudantes a analisarem os argumentos apresentados na reportagem, mostrando como eles sustentam a defesa do projeto cultural. Por exemplo, destaque o trecho em que o grafiteiro diz que a pessoa está indo trabalhar preocupada e, ao ver uma poesia no muro, começa a refletir sobre a própria vida. Mostre como esse exemplo serve como um argumento a favor do projeto, pois demonstra o impacto positivo da arte no cotidiano das pessoas.
Muro do Jardim Revista, bairro da periferia de Suzano, com grafites e frases poéticas
• Na atividade 2, destaque a importância de relacionar as intervenções artísticas com seus efeitos estéticos e sociais no espaço urbano. Incentive os estudantes a reconhecerem como a linguagem da reportagem constrói sentidos que vão além da simples descrição, promovendo reflexões sobre a cultura e a vida nas cidades. Chame a atenção para o trecho em que o escritor afirma que “os olhos veem cor no bairro, não só o cinza”. Mostre como essa frase expressa um efeito estético — o colorido dos muros — e um efeito simbólico, relacionado à mudança de percepção sobre o lugar onde se vive.
• A atividade 3 possibilita um debate sobre a arte urbana. Escolha um ambiente e separe-os em dois grupos, os quais devem ficar dispostos de frente, em semicírculos, para que se vejam, configurando, dessa forma, uma maneira de organização da turma diferente da convencional. Determine a vez e o tempo de cada um falar e enfatize que deve haver atenção e silêncio enquanto alguém estiver falando. Explique que as opiniões e os posicionamentos não precisam ser divergentes, mas complementares ou servir para que surjam novas ideias. Chame a atenção para o respeito às opiniões e às ideias e para o momento adequado de falar e ouvir.
• Podem-se adotar diferentes estratégias alternativas para a realização do debate. É possível formar grupos e seguir o roteiro para o debate ou propor que o debate seja realizado coletivamente. Caso não seja viável para sua turma, peça que escrevam as respostas aos questionamentos no caderno. Também é possível articular primeiro oralmente e, em seguida, registro por escrito, ou o contrário. A discussão estruturada e mediada permite trabalhar a sequência de
1. A reportagem faz referência a algumas intervenções urbanas na cidade de Suzano, no estado de São Paulo. Considere as informações sobre a primeira delas, citadas pela reportagem, e responda.
a ) Quem começou?
Resposta: O escritor Sacolinha.
b) O quê?
Resposta: Grafitar muros de algumas casas com desenhos e frases poéticas.
c ) Onde?
Resposta: No bairro Jardim Revista, na cidade de Suzano.
d) Por quê?
Resposta: Para levar literatura e arte à periferia, no que o escritor descreve como “um projeto de qualidade de vida”.
2. As vantagens do embelezamento dos muros das cidades seria:
levar arte e reflexões para romper com um cotidiano difícil.
valorizar o bairro com obras de arte de alto valor econômico.
Resposta: Levar arte e reflexões para romper com um cotidiano difícil.
3. Agora é sua vez de debater com os colegas a importância da arte urbana. Para isso, considere o roteiro e as questões a seguir.
Comentários nas orientações ao professor
• organizem-se em círculo para uma roda de conversa;
• definam a ordem de fala e o tempo disponível para cada um;
• usem o registro linguístico formal e expressões de respeito;
• conversem com tom de voz moderado e respeitem a vez dos colegas.
a ) Você vê grafites e poesias nos muros com frequência? Quais e como eles são?
Resposta pessoal. A resposta vai depender da experiência de cada
estudante. Espera-se que eles descrevam os grafites, caso respondam afirmativamente.
b) Que efeito essas artes produzem em você ou em alguém que conhece? Você sente que elas são importantes? Explique.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam sobre a influência dessas artes nas vidas deles e de pessoas conhecidas, apresentando as conclusões aos colegas.
ideias e o raciocínio lógico, além da ampliação do vocabulário.
• Durante toda a sequência, encoraje o uso da linguagem escrita e oral como formas de interação e construção de conhecimento, ressaltando a importância da autonomia e do protagonismo dos estudantes na produção e análise dos textos.
• Apresente aos estudantes a canção “Gentileza”, de Marisa Monte, e explique quem foi essa pessoa e as contribuições dele para a arte de rua na cidade do Rio de Janeiro.
• Como apoio ao debate, sugira uma pesquisa no entorno da escola para verificar se há alguma arte urbana na rua.
14/10/2025 10:43:39
OBJETIVOS
HORA DE PRODUZIR
Vídeo-sarau
Você leu vários poemas e conheceu alguns recursos utilizados para a produção de sentidos. Alguns deles foram lidos em voz alta para toda a turma. Agora, será o momento de inovar: um vídeo-sarau será produzido.
O que vai produzir
Você vai declamar um poema em um sarau virtual – evento no qual várias pessoas declamam poemas, que podem ter sido escritos por elas mesmas ou por outros poetas. Essa declamação precisa ser expressiva e transmitir emoção ao público.
Planejar
Para começar, escolha um poema que queira declamar. Pode ser o que produziu ou algum outro de que goste. Pesquise na biblioteca da escola, da cidade ou na internet. Escolhido o poema, siga estas orientações.
1. Primeiro, você deve compreender perfeitamente o que vai declamar. Se necessário, recorra ao dicionário ou peça ajuda aos colegas.
2. Estude a pronúncia correta das palavras, caso haja alguma dúvida.
3. Treine bastante a voz, pensando em alcançar um tom que possa ser ouvido por todos.
Dica: Faça exercícios de aquecimento vocal: inspire o ar e vibre a língua, fazendo “trrr” e sentindo a vibração da língua no céu da boca; inspire o ar e emita o som “dzzz”, com a ponta da língua encostada nos dentes da frente e de cima. Lembre-se de beber água para hidratar a garganta!
4. Esteja atento à pontuação e à divisão dos versos, que são muito importantes para a fluência leitora.
5. Memorizar o poema não é obrigatório, mas é recomendável. Isso pode deixar a declamação mais fluida.
6. Pratique também postura, expressão facial e gestos que sejam condizentes com o sentido do poema.

Treino de leitura e gravação de vídeo em celular.
• Durante o planejamento, incentive os estudantes a escolherem poemas que tenham sentido para eles, valorizando seu repertório cultural. Reforce a importância de compreender o texto para transmiti-lo com emoção, usando linguagem oral, corporal, visual e digital.
• Organize momentos de treino coletivo e individual, com escuta entre colegas e devolutivas construtivas. Garanta que todos tenham acesso aos recursos necessários para a gravação do vídeo e oriente sobre cuidados com cenário, iluminação e som.
• Valorize a preparação como parte do processo criativo e da expressão artística no sarau digital.
13/10/2025 09:23:27
• Planejar e gravar a declamação de um poema para um sarau virtual.
• Revisar e ajustar a apresentação oral considerando entonação, postura e qualidade do vídeo.
• Utilizar recursos digitais para registrar, compartilhar e avaliar declamações poéticas.
BNCC
• A proposta de produção textual oral com sugestão de uso de ferramentas digitais apresentada nesta seção promove o desenvolvimento das habilidades EF15LP05, EF15LP08 , EF15LP09 , EF15LP12 e EF35LP28, das Competências gerais 3, 4 e 5 e da Competência específica de Língua Portuguesa 10, pois apresenta um direcionamento para uma produção segmentada em etapas de planejamento, produção e compartilhamento de avaliação, bem como promove o uso de recursos digitais como alternativa de compartilhamento.
• Na etapa Produzir, incentive a prática da leitura em voz alta com atenção a aspectos como entonação, ritmo, gestos e postura, destacando que esses elementos contribuem para dar vida ao poema e envolver quem assiste. A produção do vídeo deve ser planejada com atenção tanto à clareza da fala quanto à qualidade da imagem.
PAPO DIGITAL
• Incentive que atentem para as dicas do boxe Papo digital Valorize o uso da linguagem digital como forma de criação artística e comunicação, promovendo a autonomia dos estudantes na organização do conteúdo e o protagonismo na produção de sentidos. Reforce que a apresentação em vídeo não precisa ser perfeita, mas deve ser feita com cuidado e intenção.
• Na etapa Compartilhar, oriente-os a escolher coletivamente os melhores repositórios digitais seguros para divulgar as produções. Aproveite esta etapa para desenvolver no grupo noções de educação midiática, destacando que é importante avaliar onde e como os conteúdos são publicados, quem terá acesso a eles e com que finalidade. Converse com eles sobre segurança digital, alertando para cuidados como não divulgar dados pessoais nos vídeos, pedir autorização de familiares ou responsáveis antes de publicar em plataformas abertas e não compartilhar conteúdos de colegas sem consentimento. Reforce que, ao usarem mídias digitais, estão se comunicando publicamente e devem agir com responsabilidade, respeitando os direitos autorais e a privacidade de todos os envolvidos.
• Na etapa Avaliar, conduza
Produzir
1. Como o sarau será virtual, você não precisará recitar o poema ao vivo para toda a turma. Com o apoio do professor, deverá gravar sua declamação de poema em um vídeo que será compartilhado. Se não for possível gravar, faça a declamação do poema em sala de aula.
PAPO DIGITAL
Para fazer uma gravação de vídeo com qualidade:
• Privilegie sempre espaços com pouco barulho e boa iluminação. Verifique, no visor do equipamento, se a imagem está boa.
• É importante centralizar na filmagem tudo o que for aparecer. Verifique previamente se o equipamento está funcionando e se o vídeo foi gravado corretamente.
• Caso a escola forneça um smartphone para a filmagem, posicione-o na horizontal.
• Sempre filme com o equipamento apoiado em alguma superfície. Assim, é possível evitar que a imagem fique tremida.
2. Antes de declamar seu poema, lembre-se de se apresentar para o espectador, informando quem é você, qual é o título do poema e quem é o autor dele.
Compartilhar
1. Os vídeos podem ser compartilhados por transferência de arquivos ou por meio de links de plataformas. A turma vai decidir qual é o melhor método: e-mail, mídias sociais ou outros canais virtuais de comunicação.
2. Ao final da avaliação do professor, todos os vídeos podem ser disponibilizados em um mesmo canal. Desse modo, a turma terá um sarau virtual para ver quando desejar e compartilhar com quem quiser!
Avaliar
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
A turma deve, então, avaliar o próprio trabalho.
1. Todos recitaram bem os poemas? O que poderia ser melhorado?
2. Todos participaram da atividade?
3. Quais dicas poderiam ser dadas a outras turmas que venham a fazer essa atividade?
a turma em uma escuta sensível e respeitosa. Incentive os estudantes a comentarem os efeitos que cada declamação provocou neles, apontando aspectos como emoção transmitida, entonação, criatividade ou expressividade. Reforce que o objetivo é apreciar e aprender uns com os outros.
• Caso a turma não tenha acesso a equipamentos de gravação e internet, proponha uma versão analógica da atividade. Eles podem apresentar suas declamações oralmente em sala, em pequenos grupos ou para a turma toda, conforme as possibilidades. As apresentações podem ser registradas por meio de fotos, áudios ou anotações feitas pelos colegas e por você, professor.
• Lembre-se de adaptar as propostas para acolher estudantes com diferentes perfis e necessidades educacionais específicas. Isso pode incluir apoio na leitura do poema, uso de recursos visuais ou auxílio na gravação do vídeo. Garantir a participação de todos é essencial para uma prática inclusiva e significativa.
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
Chegou o momento de avaliar os conteúdos estudados nesta unidade e sua participação nas atividades.
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
Ficha de autoavaliação 1
Conteúdos estudados na unidade SIM NÃO
Entendi as características de um soneto?
Entendi o que são palavras simples e palavras compostas?
Entendi as características de um poema?
Entendi quando usar -ão ou -am na terminação das palavras?
Sei identificar polissemia em um texto?
Ficha de autoavaliação 2
Participação nas atividades da unidade SIM NÃO
Colaborei com os colegas?
Participei das atividades em sala de aula?
Fiz as atividades de casa?
Mantive meu material organizado?
SAIBA MAIS
Poesia no cinema
Essa animação retrata a jornada de Chihiro, uma menina de 10 anos que vai para um mundo fantástico. Com imagens poéticas, o filme fala, de maneira delicada, sobre um destino inevitável: o fim da infância.
A VIAGEM de Chihiro, de Hayao Miyazaki. Japão, 2003 (125 min).

Fazer poético

Nesse livro, o poeta José Paulo Paes faz versos sobre o abecedário, conta piadas, propõe adivinhações, narra histórias de terror e brinca com paródias.
PAES, José Paulo. É isso ali. Ilustrações de Walter Vasconcelos.
São Paulo: Salamandra, 2005.
13/10/2025 09:23:28
OBJETIVOS
• Avaliar os conteúdos estudados na unidade e a participação nas atividades.
• Os questionamentos propostos têm a finalidade de propiciar um momento para que os estudantes façam uma autoavaliação do aprendizado ao longo da unidade. É importante lembrar do papel que pode ter esse tipo de avaliação na gestão do aprendizado, para que cada estudante possa pensar em suas estratégias pessoais de estudo e para que exercite a responsabilidade pelo próprio aprendizado, aprimorando, assim, sua autonomia nos estudos.
OBJETIVOS
• Analisar uma imagem e compreender qual é a situação apresentada.
• Praticar a oralidade por meio da troca de ideias e do compartilhamento de opinião sobre a importância das regras em jogos e brincadeiras.
• Refletir sobre a necessidade de seguir regras em situações em que elas são exigidas.
BNCC
• Nas páginas de abertura, os estudantes mobilizarão habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF15LP13). Além disso, desenvolverão competências como o uso de diferentes linguagens para se expressarem, partilhando informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4), e o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação (Competência geral 9).
• Se possível, durante as atividades, tenha sempre à disposição uma ferramenta digital (computador, smartphone ou tablet) com acesso à internet que possa ser integrada ao ensino. Ao surgir alguma dúvida, busque por meio do dispositivo informações que visem saná-la. Caso surja a necessidade de consultar exemplos de debates ou apresentações orais, procure recursos para ampliar o repertório dos estudantes.
• Inicie a conversa com os estudantes possibilitando que comentem a brincadeira representada na imagem. Oriente a leitura da legenda e pergunte se eles já visitaram um local semelhante ao da imagem, se costumam brin-
UNIDADE3 VAMOS NOS DIVERTIR?
CONTEÚDOS
DESTA UNIDADE
• regras de jogo;
• revisão: substantivo e verbo;
• jogos de palavras (parlenda e trava-língua);
• resenha crítica;
• acentuação gráfica;
• advérbios que marcam opinião;
• reportagem;
• roda de dicas.

car ao ar livre como as crianças da imagem, e se onde moram as crianças ainda costumam brincar juntas na rua. Nesta última, se algum estudante mencionar que o local onde mora não possibilita isso, pergunte o que eles costumam fazer para poder se reunir com os amigos. Indague também qual é, na opinião deles, a importância do brincar juntos, em brincadeiras coletivas. Reforce que você não se refere a jogos on-line nem videogames, mas a brincadeiras de interação direta com colegas.
Crianças brincando em dunas, ao pôr do sol, na Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba, no município de Tutoia, no Maranhão, em 2022.
Observe a imagem e converse com os colegas sobre as questões a seguir.
Respostas e comentários nas orientações ao professor

Respostas
1. 2. 3. 4.
Você conhece a brincadeira representada nessa imagem? Brincadeiras e jogos seguem algumas regras. Qual é a importância dessas regras e por que todos devem segui-las?
A vida cotidiana também coloca regras para todos. Quais regras temos de seguir no cotidiano? Converse com os colegas para se lembrarem de exemplos.
O que pode acontecer quando alguém não segue as regras em uma brincadeira ou no dia a dia?
1. Resposta pessoal. Trata-se da brincadeira chutar bola.
2. Sugestão de resposta: As regras ensinam a brincar e impõem limites a todos os brincantes/ jogadores, igualando a condição de todos. São as regras que determinam como é a brincadeira ou o jogo e possibilitam a boa convivência entre os participantes. Espera-se que os estudantes entendam que, mesmo em brincadeiras de faz de conta, os brincantes criam e impõem suas regras para que a brincadeira funcione.
13/10/2025 09:26:34
3. Possíveis respostas: Regras de trânsito, da escola, dos condomínios etc.
4. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que seguir regras é condição da vida cidadã, fundamental porque vivemos com outras pessoas diferentes de nós, com necessidades e vontades diferentes. Assim, é preciso seguir regras comuns para que todos possamos viver nossa individualidade. Quando não são seguidas ou são infringidas, pode haver diversos tipos de sanções conforme o contexto.
• As questões propostas nesta seção possibilitam reflexões e trocas de ideias. Oriente os estudantes a se expressarem com clareza, a fazerem suas colocações e a ouvirem as dos colegas com atenção, sempre respeitando os turnos de fala. • Os momentos de interação, como discussões, debates, trocas de ideias, produções orais e escritas coletivas, proporcionam o desenvolvimento de competências socioemocionais relacionadas ao convívio respeitoso e harmonioso. Caso haja problemas de indisciplina ou de relacionamento, viabilize momentos para reflexões sobre a importância do respeito entre colegas de turma, levando-os a considerar a empatia, a paciência e a confiança como elementos necessários para a boa convivência. Ao fim de cada atividade, valorize cada participação dos estudantes, de modo que se sintam confortáveis em comentar. Valorize as respostas, destacando como as brincadeiras e jogos contribuem para o desenvolvimento da criatividade, da autonomia, do relacionamento interpessoal e para a construção e o fortalecimento de amizades. • Na atividade 1, incentive-os a descrever em voz alta os elementos visuais da foto antes de responder à pergunta. Isso ajudará os estudantes com deficiência visual que porventura haja na sala, promovendo a inclusão.
OBJETIVOS
• Desenvolver habilidades leitoras por meio da leitura e da análise de texto instrucional de regras de jogo, de modo a reconhecer as características do gênero.
• Praticar a escrita e a oralidade em sala de aula por meio de atividades relacionadas ao texto lido.
BNCC
• Organizados em roda, os estudantes serão levados a levantar hipóteses sobre o texto a ser lido com base no conhecimento prévio e nas pistas oferecidas pelo próprio material. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02, bem como habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF15LP13). Além disso, desenvolverão competências como o uso de diferentes linguagens para se expressarem, partilhando informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4), e o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação (Competência geral 9).
ANTES DE LER
• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a apresentarem suas ideias e a ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala.
• Na atividade 1, pergunte-lhes de que brincadeiras eles costumavam brincar quando mais novos que hoje não brincam mais e por quê. Pode ser que alguns estudantes não reconheçam algumas das brincadeiras
VAMOS JOGAR O QUÊ?
RODA DE LEITURA: REGRAS DE JOGO
As regras são muito importantes para a vida cidadã. Também estão presentes na vida cotidiana e no mundo dos jogos e das relações humanas em geral. Entre outros assuntos, nesta unidade vamos falar dessas regras.
ANTES DE LER
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Brincar é uma atividade muito importante por toda a vida do ser humano, mas o tipo de brincadeira muda ao longo do tempo.
a ) Você tem um jogo ou alguma brincadeira favoritos?
b) Quais das brincadeiras a seguir você conhece?
Resposta pessoal. A resposta vai depender das preferências dos estudantes. É provável que eles citem mais de uma brincadeira.
Mãe da rua
Trilha
Amarelinha
Gato mia
Cabra-cega
Queimada
2. Quais informações as regras de um jogo devem apresentar aos jogadores?
Resposta esperada: As etapas do jogo, quantas pessoas são necessárias e quais materiais são necessários, entre outras.
3. Que tipo de jogo se pode fazer com saquinhos como os desta imagem?
Resposta esperada: Cinco Marias. O nome do jogo pode variar conforme a região.
4. Algumas brincadeiras são acompanhadas por parlendas próprias. Leia esta parlenda.
1. b) Resposta pessoal.
A resposta depende dos conhecimentos e das vivências de cada estudante. Deixe que os estudantes conversem um pouco sobre essas brincadeiras e permita que expliquem as que conhecem para quem não as conhece.
Corre, cutia, na casa da tia.
Corre, cipó, na casa da avó.
Origem popular.
Este jogo tem origem na tradição popular.
Como é a brincadeira que essa parlenda acompanha?
Resposta: É uma brincadeira de roda.
listadas no item b por conta da nomenclatura.
É comum que uma mesma brincadeira tenha nomes diferentes a depender da região do país.
Aproveite o momento para explorar a variação linguística regional.
• Na atividade 2, permita que todos exponham suas hipóteses sobre as regras de jogo, retomando-as nas atividades do boxe Agora que já lemos

ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• Aproveite o momento e a conversa sobre as brincadeiras para trabalhar a interdisciplinaridade com o componente curricular de Educação Física. Ao explorar a dinâmica das brincadeiras, seus movimentos e suas regras, discuta também a importância de exercitar o corpo e de praticar atividades físicas.
BNCC
Você vai ler a seguir as regras de um jogo bastante popular no Brasil. Será que você já jogou?
Cinco Marias
Também conhecido como Jogo das pedrinhas, consiste em lançar para o alto com a mão um dos cinco saquinhos (ou pedrinhas) e pegar os demais que ficaram no chão.
É uma brincadeira que evolui em cinco fases. Para iniciar cada fase é necessário ter um saquinho de lançamento. Lance os saquinhos para o alto, apanhe um deles com as costas da mão e deixe os outros no lugar em que caíram. Se for muito difícil apanhar o saquinho dessa maneira, faça diferente: escolha o saquinho que vai jogar, lançando todos no chão e pegando um sem encostar nos outros. Esse será seu saquinho de lançamento.

Fase 1: lançar o saquinho para cima, pegar um dos outros quatro que estão no chão e segurar o saquinho na volta, com a mesma mão, sem deixá-lo cair no chão. Repetir apanhando todos os saquinhos restantes, um de cada vez.
Fase 2: repetir a etapa anterior, lançando um saquinho e recolhendo de dois em dois os que estão no chão.
Fase 3: repetir pegando um saquinho e, depois, os três restantes ao mesmo tempo.
Fase 4: repetir pegando os quatro saquinhos de uma só vez.
Fase 5: última etapa. Apoie o polegar e o indicador da outra mão no chão, mantendo os outros três dedos fechados, formando um “túnel” pelo qual os quatro saquinhos restantes deverão ser passados, um de cada vez, enquanto o saquinho escolhido for lançado ao ar. Nesta fase, o lançamento dos saquinhos é diferente. Com a mão do “túnel” apoiada no chão, a mão com os saquinhos a serem lançados deverá passar por baixo do antebraço da mão apoiada, e os saquinhos, lançados de trás para a frente por cima do túnel, caindo próximos à entrada para serem passados nos lançamentos seguintes.
Se deixar cair algum saquinho, passará a vez para o outro.
Algumas crianças usam um saquinho maior, que é utilizado para lançar, e os outros menores (para facilitar a pegada).
• Apresente a brincadeira aos estudantes e pergunte se a conhecem com esse nome ou outro. Brincadeiras tradicionais como Cinco Marias costumam ser conhecidas ou nomeadas de diferentes formas a depender da região onde se pratica.
• Faça uma leitura do texto intervindo com comentários, explicações e elucidações de partes, ideias ou termos que possam causar dúvida nos estudantes. Na sequência, verifique se eles compreendem que se trata de um texto instrucional, um gênero já estudado por eles, mas de cujas características
13/10/2025 09:26:36
podem não se lembrar. A leitura pode ser feita de modo pausado, verificando o acompanhamento deles e a compreensão das fases.
• Se possível, incentive os estudantes a brincarem após a leitura do texto. Ainda que não haja os saquinhos ou as pedrinhas tradicionais, é possível improvisar utilizando materiais escolares, como borrachas. Após a partida, converse com eles sobre como foi o jogo, pergunte de que maneira a leitura do texto os auxiliou a jogar ou se foi importante para relembrar como se jogava, para aqueles que já conheciam.
• A leitura do texto, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento da habilidade EF35LP01, bem como da Competência específica de Língua Portuguesa 3. Além disso, a leitura do texto instrucional de regras de jogo, de modo a considerar sua finalidade e suas características, contempla a habilidade EF05LP09
• O trabalho com a regra de jogo nesta seção contempla o tema contemporâneo transversal Vida familiar e social, bem como as Competências gerais 1 e 3, uma vez que os estudantes são incentivados a conhecer e valorizar conhecimentos populares comuns na vida cotidiana.
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
• Antes de iniciar a leitura do texto, convide os estudantes a se sentarem em uma roda de conversa e pergunte: “É possível brincar sozinho ou em grupo. Qual você prefere? Por quê?”; “Imagine que você tem um amigo que é alguns anos mais novo que você. Como você o ensinaria a jogar seu jogo preferido? Que linguagem usaria?”; “É melhor ensinar passo a passo ou de uma vez só?”. Observe a participação deles e como se expressam, de modo a realizar uma sondagem.
NASTARI, Ricardo. Brincando com a Turma da Mônica. São Paulo: Senac, 2016. p. 70.
CLICÁVEL: CONHECENDO A BRINCADEIRA CINCO MARIAS
• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social das regras de jogo, reconhecendo para que foram produzidas, onde circulam, quem as produziu e a quem se destinam. Desenvolvem ainda as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas.
• A análise da palavra passar, reconhecendo seus diferentes sentidos em dois contextos de uso, possibilita desenvolver a habilidade EF05LP02
• Na reescrita do texto, trocando o infinitivo pelo imperativo e fazendo as concordâncias necessárias, eles desenvolvem a habilidade EF05LP06
• Se considerar mais proveitoso, você pode dividir a leitura e a discussão do texto em dois momentos, trabalhando metade das questões em um primeiro momento e o restante em outro. Ou você pode selecionar algumas delas para serem feitas em casa, e as demais em sala de aula.
• Para garantir que todos compreendam o que deve ser feito, leia previamente com a turma todas as questões que serão respondidas em casa. Nesse momento, retome a correta forma gráfica da escrita dos diferentes tipos de letras e incentive-os a praticar a escrita de letra cursiva.
• Na atividade 5, ressalte que, geralmente, as palavras ou expressões destacadas em textos têm a função de organizar e facilitar a leitura, para a melhor compreensão das informações apresentadas.
Papo de leitor
1. Qual é o objetivo do texto lido?
2. Qual é o objetivo do jogo?
Resposta: Apresentar as regras do jogo Cinco Marias.
Resposta: O objetivo é fazer o maior número possível de pontos vencendo as sucessivas dificuldades e pegando os saquinhos conforme as orientações das regras.
3. O autor afirma que o jogador pode escolher o saquinho de lançamento de duas maneiras. Quais são elas?
Resposta: Lançando os saquinhos para o alto e apanhando um deles com as costas da mão ou lançando-os no chão e pegando um sem encostar nos outros.
4. O jogo estabelece fases que colocam dois tipos de mudança. Associe os itens da coluna da esquerda às explicações registradas na coluna da direita.
Resposta: A – 1; B – 2; B – 3; A – 4.
Mudanças no modo de jogar.
B.
A. Mudanças no grau de dificuldade.
Muda a quantidade de saquinhos a serem pegos. 1.
Exige maior rapidez do jogador. 3.
Exige maior habilidade do jogador. 2. Muda o modo de lançar os saquinhos. 4.
5. Observe a forma gráfica (visual) do texto.
a ) Quais marcadores se destacam?
Resposta: Os que introduzem mudanças de fase, destacados em negrito.
b) Qual função podem ter esses marcadores?
Resposta: Facilitar a leitura e chamar a atenção do leitor para passos importantes do jogo.
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6. Que outros textos têm objetivo semelhante ao do texto Cinco Marias? Poema. Conto. Receita.
Resposta: Receita.
Os textos que apresentam regras de jogo são do tipo prescritivo e têm como objetivo instruir sobre algo: como fazer, como montar, como usar etc.
7. Releia o trecho a seguir.
Lance os saquinhos para o alto, apanhe um deles com as costas da mão e deixe os outros no lugar.
a ) Identifique as formas verbais presentes nesse trecho.
Resposta: Lance, apanhe, deixe
b) Essas formas verbais expressam: hipóteses, reflexões, palpites. comandos, ordens, instruções. passado, presente, futuro.
Resposta: Comandos, ordens, instruções.
Textos instrucionais ou prescritivos, como o que você leu, em geral expressam ordem. As formas verbais nesses textos geralmente aparecem no modo imperativo
8. O texto destaca a palavra fase
a ) O que essa palavra marca no texto?
Resposta: Marca as etapas do jogo.
b) Escreva uma frase utilizando a palavra fase com o mesmo sentido utilizado no texto. Sugestões de resposta: Estou em uma fase muito boa da vida; A casa está em fase final de acabamento; A Lua entrou na fase minguante.
• Na atividade 6, você pode propor aos estudantes que, em casa, pesquisem e, depois, tragam para a sala de aula outros exemplos de textos instrucionais ou de regras de um jogo de que eles gostem de brincar quando em casa, no tempo livre. Coletivamente, eles podem analisar esses textos e apontar características comuns.
• No item a da atividade 8, mostre a eles que, nesse contexto, o sentido da palavra fase está relacionado ao aumento progressivo do grau de dificuldade no jogo, indicando que cada etapa exige mais habilidade do que a anterior.
• É importante promover a leitura dos boxes de conceitos com a turma, verificando se compreenderam as definições apresentadas.
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• O item a da atividade 10 propõe a reescrita do trecho de modo que os estudantes recuperem a resposta da atividade 7, que eles identificaram anteriormente. Oriente que retomem essa atividade e releiam a resposta dada, compreendendo o modo verbal que deve ser empregado. Esclareça que o objetivo, nesse caso, é empregar o modo imperativo, substituindo os verbos no infinitivo. Espera-se que eles observem que houve apenas a mudança dos verbos e que não foi preciso fazer mais alterações no restante.
• Se eles apresentarem dificuldade ao responder a alguma atividade, aproveite o momento da correção para identificar a origem desses obstáculos. Em seguida, retome o texto com a turma, promovendo uma nova leitura e interpretação coletiva, de modo que os estudantes possam esclarecer suas dúvidas e superar os desafios encontrados.
AGORA QUE JÁ LEMOS
• Conduza as questões para que sejam respondidas oralmente. Para isso, organize a turma em roda de conversa, podendo ser em duplas ou trios. É importante criar um ambiente no qual os estudantes se sintam confortáveis para participar e compartilhar opiniões.
• Na atividade 1, eles devem retomar o que já responderam anteriormente. Incentive a comparação entre as expectativas formadas antes da leitura e as informações encontradas no texto, favorecendo a construção de sentido. Após essa conversa, leve-os a perceber que a formulação de hipóteses e sua eventual comprovação ou negação é uma etapa fundamental do processo de leitura.
• Nas demais questões, promova a troca de experiências sobre a brincadeira apresentada, valorizando as diferentes formas de brincar.
9. Observe o uso do verbo passar nos trechos a seguir.
[...] a mão com os saquinhos a serem lançados deverá passar por baixo do antebraço da mão apoiada.
Se deixar cair algum saquinho, passará a vez para o outro.
Qual é o significado de passar em cada caso? Complete.
a ) No primeiro trecho, passar significa
Resposta: Mover-se, cruzar.
b) No segundo trecho, passar significa
Possíveis respostas: Ceder, pular.
10. Neste trecho do texto é usado o infinitivo. Observe.
10. b) Respostas pessoais. Espera-se que os
estudantes justifiquem suas respostas com uma argumentação razoavelmente articulada.
Fase 1: lançar o saquinho para cima, pegar um dos outros quatro que estão no chão e segurar o saquinho na volta, com a mesma mão.
a ) Reescreva o trecho flexionando os verbos no modo imperativo.
Resposta: Lance o saquinho para cima, pegue um dos outros quatro que estão no chão e segure o saquinho na volta, com a mesma mão.
b) Com qual modo verbal você acha que o texto se comunica melhor com o leitor: no infinitivo ou no imperativo? Justifique sua resposta.
AGORA QUE JÁ LEMOS
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes recuperem as reflexões que antecederam à leitura e as comparem com aquelas que encontraram no texto lido.
1. Retome as reflexões feitas antes da leitura do texto. O texto apresentou as informações que você esperava?
2. Você já conhecia todas as regras do jogo? Já jogava desse modo?
3. Considere as regras expostas no texto que você leu.
Respostas pessoais. A resposta vai depender das vivências e experiências de cada estudante.
a ) Converse com os colegas: você sentiu falta de alguma informação?
Em caso afirmativo, qual?
Respostas pessoais. Os estudantes podem mencionar o número de jogadores.
b) O modo de organizar o texto deixa as regras do jogo compreensíveis? Você mudaria algo? O quê?
Ao discutir a clareza e a organização do texto, incentive-os a expressar suas percepções e sugerir melhorias, desenvolvendo a leitura crítica e o pensamento argumentativo.
AVALIANDO
• Após a correção das primeiras atividades, discuta com os estudantes como se saíram, a fim de identificar a percepção deles com relação ao nível de dificuldade para realizá-las e, com base nisso, preparar estratégias para as próximas abordagens.
Respostas pessoais. A resposta vai variar de
acordo com a percepção de cada estudante.
OBJETIVOS
• Revisar substantivo e verbo.
É LÍNGUA, É LINGUAGEM
Revisão: substantivo e verbo
1. Releia este trecho do texto com as regras do jogo Cinco Marias
Algumas crianças usam um saquinho maior, que é utilizado para lançar, e os outros menores (para facilitar a pegada).
a ) Contorne a palavra desse trecho que nomeia os seres que praticam a ação de usar um saquinho maior?
Resposta: Os estudantes devem contornar a palavra crianças
b) Que outra palavra poderia ser usada no lugar da que você contornou?
Possíveis respostas: Jogadores, competidores. Comente a necessidade de se fazer a flexão do pronome algumas, caso a palavra fosse substituída por uma no masculino.
2. Complete a frase com uma das palavras a seguir.
qualidade • ação • sensação • possibilidade
A palavra usam indica uma das crianças.
Resposta: Ação.
3. Leia a tirinha do Níquel Náusea a seguir.

a ) No primeiro quadrinho, por que o menino está triste?
Resposta: Porque o videogame dele quebrou.
b) No segundo quadrinho, o que a mãe do menino sugere?
Resposta: A mãe sugere que o menino brinque com o cachorro.
• Nesta seção, serão trabalhadas atividades que compõem um processo de revisão dos conceitos de substantivo e verbo, estudados em anos anteriores, e cuja relação é básica para o estudo de concordância verbal.
• Ao lerem o item a da atividade 1, é importante que os estudantes busquem uma palavra que esteja no plural. Caso não a identifiquem, faça
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perguntas como: “Quem usa?” (Resposta: “Algumas crianças”,) assim, eles devem identificar que o termo crianças se liga a usam
• A atividade 3 requer inferência por meio da leitura dos textos verbais e da análise da linguagem não verbal. Avalie como os estudantes trabalham a articulação entre as linguagens e como está a habilidade deles de inferir informações implícitas.
• Compreender o sentido de tiras e cartazes de propaganda.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes deverão revisar substantivo e verbo, bem como compreender a relação de concordância entre eles, o que aprimora a habilidade EF05LP06. Além disso, deverão compreender os tipos de substantivos e aprender a grafar corretamente essas palavras, utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares ou irregulares, desenvolvendo a habilidade EF05LP01. Desse modo, eles se apropriam da norma-padrão, contemplando a Competência específica de Língua Portuguesa 2
• Ao lerem e compreenderem uma tirinha, construindo o sentido da história em quadrinhos e relacionando o texto a ilustrações e recursos gráficos, eles desenvolvem as habilidades EF15LP04, EF15LP14 e EF15LP18. Já a leitura da manchete e do cartaz de campanha possibilita aprimorar a habilidade EF35LP01
• Eles desenvolvem as habilidades EF15LP03 , EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05 ao identificar a ideia central dos textos explorados nesta seção, localizar informações explícitas e inferir o sentido de algumas palavras.
GONSALES, Fernando. Níquel Náusea: vá pentear macacos! São Paulo: Devir, 2004. p. 42.
FERNANDO
• Se oportuno, aproveite o item d da atividade 3 para incentivar uma discussão reflexiva entre os estudantes quanto ao uso excessivo de tela, sejam celulares, sejam videogames, e como isso pode afetar as relações sociais, tanto entre amigos quanto na própria família. Sugere-se encaminhar a conversa de modo que eles mesmos apontem problemas e sejam incentivados a refletir sobre possíveis soluções.
• Chame a atenção dos estudantes para a presença de verbos de ação nessa tira. Comente que em contos, fábulas e romances também há predomínio desse tipo de verbo.
• É importante, durante as atividades, retomar os conhecimentos prévios dos estudantes, como forma de revisar o que já aprenderam e reforçar conceitos importantes para o estudo da sintaxe. Sugira uma atenção maior à relação entre nomes e verbos. Essa relação é fundamental não apenas por envolver classes que compõem os termos essenciais da oração — formando a base da sintaxe —, mas também por contribuir para que eles compreendam e apliquem corretamente a concordância verbal.
• Uma forma lúdica de revisar os conceitos de substantivo e verbo é utilizar os próprios objetos da sala de aula e as ações dos estudantes como ponto de partida. Peça que observem atentamente o ambiente e nomeiem tudo o que veem; registre essas palavras no quadro. Quanto mais detalhada for a atividade, melhor será para desenvolver habilidades de observação. Além dos itens mais óbvios, como lousa, carteiras e mochilas, desafie-os a pensar em elementos menos evidentes, como ar, luz e pessoas; todos esses nomes são exemplos de substantivos.
• Para o trabalho com ações expressas pelos verbos de
c ) O que surpreende o leitor no terceiro quadrinho?
Resposta: O fato de o cachorro estar jogando videogame
d) A tirinha critica um tipo de comportamento muito frequente em nossa sociedade. Explique essa afirmação.
Resposta: A tirinha critica o hábito exagerado de jogar videogame, expresso no fato de que até mesmo o cachorro joga.
4. Considere o primeiro quadrinho da tirinha.
a ) Copie a palavra que dá nome a um objeto.
Resposta: Videogame
b) Copie a palavra que expressa o que aconteceu com o objeto.
Resposta: Quebrou.
c ) Complete considerando a expressão do menino nesse quadrinho.
Sugestão de resposta: Ficou/está; jogar.
O menino decepcionado por não poder
5. Observe as imagens da tirinha.
a ) Que outros objetos você identifica nela?
Possíveis respostas: Sofá, controle remoto, mesa, televisão.
b) Quais ações podem ser atribuídas a cada personagem? Complete.
Possíveis respostas: Reclama; sugere; afirma/diz.
• O menino do videogame quebrado.
• A mãe que ele brinque com o cachorro.
• O cachorro que não vai emprestar o videogame
As palavras que dão nome a seres, objetos, pessoas e sentimentos são chamadas substantivos
As palavras que expressam ação (por exemplo: jogar, brincar, emprestar, estudar), estado (por exemplo: ser, estar, parecer) ou fenômeno da natureza (por exemplo: chover, nevar, trovejar) são chamadas verbos. Quando conjugados de acordo com a palavra a que se referem, os verbos são chamados de formas verbais. Exemplo: Pedro joga futebol.
modo geral, proponha uma brincadeira de mímica. Cada um deve representar uma ação sem dizer qual é, enquanto os colegas tentam adivinhar. As ações descobertas devem ser registradas no quadro.
• O item c da atividade 4 traz sugestões de respostas, mas pode ocorrer de o estudante indicar um verbo no presente (está em vez de ficou); o importante é identificar que a lacuna deve ser preenchida por certo tipo de verbo.
• Faça a leitura do boxe com os conceitos de substantivo e verbo com a turma e, se necessário, amplie os exemplos, apresentando outros substantivos e verbos.
6. Escreva um substantivo que inicia com a mesma parte em destaque nas palavras a seguir.
a ) livro:
Possíveis respostas: Livraria; livreiro.
b) pedra:
Possíveis respostas: Pedrinha; pedregulho.
c ) chuva:
Possíveis respostas: Chuveiro; chuvisco; chuvarada.
d) banana:
Possíveis respostas: Bananeira; bananada; bananinha.
7. Agora acrescente uma ou mais palavras aos substantivos a seguir e forme outros substantivos de acordo com a pista fornecida entre parênteses.
Dica: Verifique se basta apenas juntar as palavras; se é necessário o uso de hífen; ou se é necessário fazer alguma outra adequação ortográfica. Consulte o dicionário.
a ) flor (legume):
Resposta: Couve-flor.
b) gira (flor):
Resposta: Girassol.
c ) bem (pássaro):
Resposta: Bem-te-vi.
d) tempo (divertimento):
8. Leia as palavras a seguir.
Resposta: Passatempo.
Uruguai São Francisco
a ) Com relação à escrita, o que essas palavras têm em comum?
Resposta: Todas iniciam com letra maiúscula.
b) Com relação à função dessas palavras, o que elas têm em comum?
Resposta: Todas são nomes próprios.
Os substantivos têm diversas classificações. Podem ser:
Primitivos → não se formam de outras palavras: porta, livro
Derivados → formam-se de outras palavras: portal, livraria.
Simples → formados por uma única palavra: cachorro, áudio
Compostos → formados por mais de uma palavra (em alguns casos, com uso do hífen): cachorro-quente, audiovisual
Comuns → nomeiam um conjunto de seres ou objetos da mesma espécie: homem, país
Próprios → nomeiam um único ser de determinada espécie: João, Brasil
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• Caso as atividades não sejam propostas como tarefa de casa, organize a turma para fazê-las em duplas ou trios. Garanta que os grupos tenham estudantes em níveis diferentes de aprendizagem, de modo que um ajude o outro.
• Se achar necessário, amplie os exemplos. Para trabalhar substantivos primitivos e derivados, apresente pares como: arte/artista, carro/ carroça, dente/dentista, ferro/ferreiro, jardim/jardineiro, lixo/lixeira, pedra/pedreira, rosa/roseiral, sorvete/ sorveteria, mar/maremoto, música/musicista. Esses exemplos ajudam a mostrar como novas palavras podem ser formadas de outras já existentes.
• Ao abordar substantivos simples e compostos, reforce a diferença entre palavras formadas por um único radical e aquelas compostas por mais de um. Para os substantivos comuns e próprios, uma boa estratégia é listar os nomes dos próprios estudantes, além de cidades próximas e países, destacando que nomes específicos de pessoas, lugares e instituições são exemplos de substantivos próprios.
Maria
• Ao fim da atividade 1, explore o sentido que o sufixo -aço atribui à palavra jogo, denotando um jogo grande no sentido de ser admirável, extraordinariamente bom.
ATIVIDADE EXTRA
• Divida a turma em duplas ou trios e entregue a cada grupo uma folha com uma tabela dividida em quatro colunas: Substantivos primitivos; Substantivos derivados; Substantivos simples; Substantivos compostos.
• Peça aos estudantes que preencham a tabela com exemplos retirados de revistas, jornais, embalagens ou até mesmo do ambiente da sala de aula. Eles podem recortar palavras, escrever à mão ou ilustrar, se preferirem. Leve-os a refletir sobre a origem das palavras (para identificar os derivados) e sobre sua estrutura (para diferenciar simples e compostos).
• Após o preenchimento, cada grupo pode apresentar alguns exemplos à turma, explicando por que classificaram cada substantivo daquela forma. Finalize com uma roda de conversa para revisar os conceitos e esclarecer dúvidas.
PARA PENSAR E PRATICAR
Marta dá show em jogaço com 8 gols e Brasil ganha Copa América feminina nos pênaltis
MARTA dá show em jogaço com 8 gols e Brasil ganha Copa América feminina nos pênaltis. Santa Portal, 2 ago. 2025. Disponível em: https://santaportal.com.br/esporte/marta-da-show-em-jogaco -com-8-gols-e-brasil-ganha-copa-america-feminina-nos-penaltis. Acesso em: 16 ago. 2025.
a ) Sublinhe as duas formas verbais presentes nessa manchete.
Resposta: Os estudantes devem sublinhar as formas verbais dá e ganha
b) A quais substantivos cada uma dessas formas verbais se refere?
Resposta: Dá se refere ao substantivo Marta; ganha, ao substantivo Brasil.
c ) Quais são os três substantivos próprios empregados nessa manchete?
Resposta: Marta, Brasil e Copa América.
d) Nessa manchete há um substantivo derivado. Qual é? De que outro substantivo ele deriva?
Resposta: Jogaço. Deriva de jogo.
Resposta: Uma opinião positiva sobre a partida.
e ) O substantivo derivado, que você apontou no item anterior, revela: um conselho sábio sobre a partida.
uma recomendação sobre a partida. uma opinião positiva sobre a partida.
2. Preencha as lacunas conjugando os verbos entre parenteses utilizando formas verbais que completem o sentido das afirmações.
a ) As meninas bem. (jogar)
Possíveis respostas: Jogaram; jogam; jogarão.
b) O jogo no horário marcado. (começar)
Possíveis respostas: Começou; começará; começa.
c ) Os meninos o mesmo uniforme que as meninas. (usar)
Possíveis respostas: Usaram; usam; usarão.
1. Leia a manchete a seguir.
3. a) Resposta esperada: Cartazes como esse promovem o cuidado com a saúde. Cartazes como esse incentivam a prática esportiva. Cartazes como esse colaboram para uma vida mais saudável.

3. b) Resposta: Ministério da Cidadania é substantivo próprio, pois faz referência ao nome de um ministério específico, e não a um conjunto de ministérios com a mesma função.
• A atividade 3 explora os substantivos e verbos presentes no cartaz. Aproveite para comentar com os estudantes os benefícios de manter uma vida ativa e saudável e ter hábitos alimentares saudáveis.
3. d) Resposta: estresse, depressão, humor, concentração, autoestima, confiança, qualidade, sono, trabalho, equipe e liderança.
Cartaz da campanha Benefícios do esporte para a saúde mental, da Secretaria Especial do Esporte e do Ministério da Cidadania, 2020.
a ) Qual é a importância da circulação de cartazes como esse na sociedade?
b) A campanha foi feita pelo Ministério da Cidadania. Considere o nome “Ministério da Cidadania” e classifique-o como substantivo comum ou próprio. Explique sua classificação.
c ) O trecho “Benefícios do esporte para a saúde mental” não apresenta verbos. Qual dos verbos a seguir poderia ser inserido nesse trecho?
Resposta: Conheça.
Ensine Conheça Recuse
d) Considere o texto em letras menores à direita do cartaz e copie os substantivos presentes nele.
e ) Entre os substantivos que você contornou, qual é um substantivo composto?
Resposta: O substantivo autoestima MINISTÉRIO
AVALIANDO
• Aproveite a correção da atividade 3 para identificar as eventuais dificuldades dos estudantes, avaliando o desempenho individual. Verifique se há necessidade de uma revisão sobre os conceitos trabalhados e disponibilize atividades extras voltadas para as principais defasagens da turma.
• Aproveite o cartaz para comentar com eles o uso mesclado de letras de imprensa maiúsculas e minúsculas. Explique que esse estilo é comum em cartazes informativos e publicitários, pois busca equilibrar clareza e expressividade. A letra de imprensa facilita a leitura, sobretudo para crianças em processo de alfabetização, enquanto a variação entre maiúsculas e minúsculas ajuda a organizar visualmente as informações, destacando títulos, palavras-chave ou frases de impacto. O uso intencional das letras pode influenciar a forma como o conteúdo é percebido. Pergunte: “Por que o trecho ‘para a saúde mental’ foi destacado com cor diferente e em negrito?”. Então, verifique se compreendem que é para dar ênfase e destacar visualmente uma informação importante atrelada ao assunto do cartaz. Essa análise contribui para o desenvolvimento da leitura crítica e da compreensão de elementos gráficos e textuais.
13/10/2025 09:26:38
OBJETIVOS
• Ler e interpretar uma parlenda e um trava-língua.
• Identificar formas verbais e rimas no texto.
• Compreender intencionalidades dos jogos de palavras nos textos orais.
• Praticar a oralidade por meio da leitura oralizada.
BNCC
• A leitura dos textos, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento das habilidades EF15LP16, EF35LP01 , EF35LP21 e EF05LP10, bem como da Competência específica de Língua Portuguesa 3 Além disso, a leitura dos textos versificados, de modo a considerar sua estrutura e seu ritmo, promove as habilidades EF35LP23 e EF35LP27. Ao praticarem a leitura literária, desenvolvem o senso estético, assim como o respeito e a apreciação da cultura popular (Competências específicas de Língua Portuguesa 1 e 9).
• A análise dos textos possibilita localizar informações explícitas e identificar os tempos verbais, aprimorando as habilidades EF15LP03 e EF05LP05
JANELAS
Poesia na brincadeira
Você vai ler uma parlenda e um trava-língua. O que será que eles exploram?
1. Parlenda
O macaco foi à feira, não sabia o que comprar. Comprou uma cadeira pra comadre se sentar. A comadre se sentou, a cadeira esborrachou. Coitada da comadre, foi parar no corredor.
Origem popular.
2. Trava-língua

Um ninho de mafagafos tinha sete mafagafinhos. Quem desmafagafizar esses mafagafinhos bom desmafagafizador será.
Origem popular.

1. A parlenda que você leu explora recursos de linguagem que o poema também trabalha.
a ) A parlenda narra uma história. Sublinhe as formas verbais que indicam o que acontece na narrativa.
formas verbais foi, comprar, sentar, sentou, esborrachou e foi parar
b) A parlenda explora rimas. Quais são elas?
Comentários nas orientações ao professor Resposta: Os estudantes deverão sublinhar as Resposta: Feira/cadeira; comprar/sentar; e sentou/esborrachou.
2. As parlendas fazem parte da tradição oral, ou seja, são passadas oralmente de geração em geração e precisam ser fáceis de lembrar. Quais características da parlenda permitem isso?
Possíveis respostas: A sonoridade, certa regularidade do ritmo e as rimas.
• Sugere-se que os estudantes leiam silenciosamente a parlenda e o trava-língua. As atividades 1 e 2 têm como foco a leitura da parlenda.
• No item a da atividade 1, o destaque é para o caráter narrativo que a parlenda traz. Ao trabalhar a identificação de verbos que expressam ação, leve os estudantes a refletirem sobre a sequência de acontecimentos. Já no item b, o objetivo é a percepção sonora e rítmica do texto.
• Na atividade 2, explique que a sonoridade, o ritmo regular e as rimas são recursos importantes para a memorização e fazem parte da tradição oral.
3. A parlenda e o trava-língua exploram jogos de palavras. a ) Relacione cada texto com o recurso explorado nele.
Parlenda. A.
Trava-línguas. B.
Resposta: A – 2; B – 1.
Texto com sons semelhantes em sequência difícil de pronunciar.
Texto com rimas e ritmo. 2.
b) Por que podemos chamar essa exploração de linguagem de jogo de palavras?
Porque brinca com as palavras.
Porque trabalha com palavras antigas.
Porque explora o que a linguagem tem de tradicional.
Resposta: Porque brinca com as palavras.
4. Sob a orientação do professor, faça uma leitura em voz alta da parlenda e do trava-língua.
a ) Marque com palmas o ritmo dos versos da parlenda.
b) Você e os colegas leram o trava-língua sem errar?
c ) O que foi mais difícil falar?
d) Que efeito teve a leitura em voz alta?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes tenham achado divertido.
4. a) Resposta: Espera-se que os estudantes leiam a parlenda e batam palmas nas sílabas tônicas: ca, em macaco; fei, em feira; bi, em sabia; prar, em comprar; prou, em comprou; dei, em cadeira; ma, em comadre; e tar, em sentar

4. b) Resposta pessoal. Espera-se que tenha havido tropeços, pois esse é o objetivo do trava-língua.
4. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem o som das letras f e g na sequência em que aparecem.
Dica: Os poemas, as parlendas e os trava-línguas exploram não apenas o sentido das palavras, mas também a sonoridade, o ritmo que se pode criar em dada sequência.
Ao fazer isso, entendem a linguagem também como jogo, explorando o que ela pode ter de lúdico e divertido.
Jogos de palavras são muito antigos e existem desde as primeiras formações da sociedade humana. Estão presentes em diversas manifestações, como festas, brincadeiras, celebrações e ritos. Não à toa, continuam a ser cultivados e apreciados nas mais diferentes culturas.
• A atividade 3 propõe uma comparação entre os dois gêneros da tradição oral. Leve os estudantes a perceberem que, embora ambos sejam textos curtos, a parlenda foca na musicalidade e no ritmo poético, enquanto o trava-língua desafia a articulação e a pronúncia.
• Ao propor a atividade 4, oriente os estudantes a marcarem com palmas as sílabas tônicas. Espera-se que eles percebam a regularidade rítmica. Sugere-se que a classe seja organizada em grupos de quatro estudantes. Cada grupo pode ler novamente o trava-língua duas vezes em um rodízio de leitura. Na primeira rodada, o primeiro grupo lê uma vez ; depois, o segundo, até completar todos os grupos. Em seguida, o rodízio é retomado, sem interrupção, mas dessa vez cada grupo tentará ler o trava-língua mais rápido que na primeira vez. Como o objetivo do trava-língua é justamente provocar tropeços na fala, é esperado que os estudantes tenham dificuldade. O trava-língua trabalha com consoantes que variam no modelo e no ponto de articulação. Essas variações impõem certa dificuldade com a qual o trava-língua joga.
13/10/2025 09:29:15
NATHALIA
OBJETIVOS
• Planejar e produzir um texto instrucional coletivo.
• Desenvolver habilidades de escrita colaborativa, revisão e reescrita.
• Utilizar recursos digitais para aprimorar texto.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes produzirão um texto instrucional de regras de jogo, desenvolvendo a habilidade EF05LP12 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 2 e 3. O planejamento e a produção do fim do texto, considerando as características das regras de jogo, bem como sua revisão, utilizando conhecimentos linguísticos e gramaticais, possibilitam aprimorar as habilidades EF15LP05 , EF15LP06 , EF35LP07, EF35LP09 e EF05LP26
• O uso de recursos de referenciação, coesão pronominal (anafórica) e vocabulário adequado aperfeiçoa as habilidades EF35LP08, EF35LP14 e EF05LP27
• Ao reescreverem o texto e o editarem usando um programa de edição, eles desenvolvem as habilidades EF15LP07 e EF15LP08, a Competência geral 5 e a Competência específica de Língua Portuguesa 10
• Peça aos grupos que discutam e registem regras claras para o jogo Adedonha, incluindo categorias, pontuação e encerramento. Durante a produção, oriente-os quanto a aspectos como o uso de pronomes, a grafia, a pontuação e a clareza das ideias. Reforce que a reescrita é fundamental para aprimorar a coesão e a coerência do texto, tornando-o mais claro, organizado e bem estruturado.
HORA DE PRODUZIR
Regras de jogo
Que tal colocar em prática as características que você estudou sobre os textos que apresentam regras de jogo?
O que vai produzir
Com a ajuda do professor, você e os colegas vão se organizar em grupos de três integrantes e escrever as regras do jogo Adedonha (Stop!). Os grupos vão trocar as regras com os outros grupos e jogar seguindo o que está escrito nelas.
Planejar
As regras do jogo podem variar, por exemplo, nas categorias de palavras em que cada participante deve escrever, no modo de contar os pontos ou de escolher a letra que vai guiar cada rodada do jogo. As regras também devem prever como o jogo acaba: se por tempo ou por pontos. Decidam como vai ser o jogo.
Produzir
Escrevam as regras apoiando-se no planejamento que você e o grupo fizeram. Montem uma tabela-modelo para o jogo. Passem essa tabela com as regras que vocês criaram.
O grupo deve fazer uma leitura conjunta das regras para verificar se elas estão compreensíveis e se vai haver alguma mudança. Depois, deve reescrever o texto, corrigindo-o ou ajustando-o. Usem um editor de textos para isso e façam uma impressão dele.
Compartilhar
É hora de jogar! Com a ajuda do professor, os grupos vão se organizar para jogar Adedonha (Stop!). Os grupos podem trocar as regras para verificar se elas estão compreensíveis e se funcionam bem.
Avaliar
Depois de jogar, avalie a atividade com a turma.
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
1. As regras que vocês receberam estavam fáceis de entender?
2. Vocês acham que faltou alguma informação?
3. O formato das regras e da tabela facilitou a leitura e a compreensão do texto?
4. Todos participaram da atividade?
5. Se fizessem novamente, o que fariam igual? E o que fariam diferente?
Professor, professora: Se achar conveniente, estipule um tempo para que os grupos joguem. É importante prever cerca de 5 minutos para a avaliação da atividade. 94
• A releitura do texto promove a autonomia dos estudantes para as práticas de revisão e produção textual. Se o uso de um editor de texto não fizer parte da realidade da escola, oriente que reescrevam o texto à mão.
• Depois da revisão e da reescrita, os grupos trocam as regras e jogam, verificando se estão claras e funcionais.
• Por fim, prepare o ambiente para um momento de avaliação da atividade. Proponha as questões sugeridas, mas, caso haja necessidade, elabore outras conforme tenha ocorrido a atividade e o desempenho dos estudantes nela. Retome os momentos da produção; verifique como eles ampliaram seu repertório e sua desenvoltura oral; faça uma sondagem para perceber as dificuldades e proponha remediações se for o caso. Ouça e acolha os apontamentos dos estudantes. Por fim, reforce os aspectos positivos e conscientize-os do aprendizado conquistado.
13/10/2025 09:29:15
QUE TAL UM FILMINHO?
2. Resposta pessoal. Os estudantes podem sentir falta de outras informações ou não gostar do gênero sugerido pelo cartaz, por exemplo.
RODA DE LEITURA: RESENHA CRÍTICA
Vamos continuar explorando possibilidades de diversão, mas agora com produções cinematográficas, lendo análises críticas de filmes.
ANTES DE LER
1. a) Resposta: Título no Brasil, título original, direção, gênero, ano de lançamento, duração, país de origem e classificação indicativa.
Responda às questões a seguir oralmente.
1. A ficha a seguir traz várias informações sobre o filme Flow
Título no Brasil: Flow
Título original: Straume
Direção: Gints Zilbalodis
Gênero: Animação, Aventura, Fantasia
Ano: 2024
Duração: 84 minutos
País de origem: Letônia
Classificação: Livre
Fonte de pesquisa: FLOW. IMDb. Disponível em: https://www.imdb.com/pt/title/tt4772188/. Acesso em: 7 jul. 2025.

Cartaz do filme Flow, de Gints Zilbalodis. Letônia, 2024 (85 min).
a ) Quais informações sobre o filme o texto apresenta?
b) Que tipo de publicação traz informações como essa?
Sugestão de resposta: Jornais, revistas ou sites da internet.
c ) Releia a última informação dessa ficha: Classificação: Livre O que essa informação significa?
• O filme foi avaliado por qualquer pessoa.
• O filme pode ser visto por pessoas de todas as idades.
• O filme pode circular em qualquer país.
Resposta: O filme pode ser visto por pessoas de todas as idades.
2. Em sua opinião, essas informações são suficientes para você decidir se assistiria ou não a esse filme? Por quê?
3. Antes de assistir a um filme, jogar um jogo ou ouvir um álbum de música, você procura saber a opinião de outras pessoas? Por quê?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes digam que sim e comentem que isso é importante para saber se vale a pena gastar tempo e, eventualmente, dinheiro.
ANTES DE LER
• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a exporem suas ideias e ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala.
• Apresente o cartaz do filme e leia a ficha técnica com eles. Encoraje a observação dos elementos informativos, como título, direção, gênero e classificação. Promova uma conversa sobre onde costumam ver esse tipo de texto e se essas informações ajudam a decidir se assistiriam ao filme.
OBJETIVOS
• Desenvolver habilidades leitoras por meio da leitura e da análise de uma resenha crítica, de modo a reconhecer as características do gênero.
• Praticar a escrita e a oralidade em sala de aula por meio de atividades relacionadas ao texto lido.
BNCC
• Organizados em roda, os estudantes serão levados a levantar hipóteses sobre o texto a ser lido com base no conhecimento prévio e nas pistas oferecidas pelo próprio material, além de exercitar a curiosidade intelectual para elaborar e testar hipóteses. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02 e a Competência geral 2 , bem como as habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13).
• Ao observarem a ficha técnica da animação infantil, os estudantes identificam informações sobre o filme do qual a resenha a ser lida vai tratar e refletem sobre a validade dessas informações para o público, ampliando seus conhecimentos, o que aprimora a habilidade EF15LP03 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 6 e 7
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BNCC
• A leitura da resenha crítica, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento das habilidades EF35LP01 e EF05LP13, bem como da Competência específica de Língua Portuguesa 3
• Verifique a melhor forma de promover a leitura inicial do texto. Você pode sugerir que a primeira leitura seja silenciosa e, depois, coletiva. Oriente os estudantes a numerarem os parágrafos do texto para facilitar a localização de informações e a análise da estrutura. Durante a leitura, destaque como a autora organiza suas ideias e apresenta o enredo.
• Destaque que algumas palavras ou expressões do texto têm o seu significado apresentado no glossário. No entanto, oriente-os a destacar outras cujo sentido possa ser desconhecido. Peça-lhes que primeiro tentem inferir o significado pela leitura do texto e, caso não consigam, solicite que consultem um dicionário.
• Ao explorar o termo flow, que em inglês quer dizer “fluxo”, “movimento fluido”, pergunte aos estudantes por que, na opinião deles, o título escolhido foi esse. Espera-se que mencionem que a animação apresenta personagens que vagam em um mundo hostil, como se seguissem o fluxo e se movimentassem nesse cenário.
Você vai ler a seguir uma resenha crítica do filme Flow, ganhador do Oscar de melhor animação em 2025 e o primeiro filme da Letônia a concorrer a essa grande premiação.
Professor, professora: Numere os seis parágrafos do texto com os estudantes.
Flow
Embalado de forma encantadora e sem um único diálogo, Flow traz uma jornada universal repleta de mensagens fundamentais à harmonia do convívio incentivando a compaixão, quebra de preconceitos e luta pela defesa dos princípios, entre outras. Uma produção da Letônia, dirigida por Gints Zilbalodis e feita através de um software gratuito, o filme se tornou um sucesso mundial e símbolo de orgulho nacional. Visualmente belíssima, equilibra com excelência imagens densas e deslumbrantes durante a história contada através de olhos que acompanham a jornada do gatinho por um mundo livre da presença de humanos.
Logo no início do filme temos o conflito universal entre cães e gatos, interrompido por um grupo de cervos fugindo de uma força maior: a inundação que conduz a história e os personagens num “flow” magnífico. Tapei a boca em completo choque ao assistir a água engolir todo cenário e arrastar o pobre gatinho pelo fluxo da correnteza. Não pude respirar até o resgate dele ser feito pela dócil capivara num barquinho. A partir desse momento, surgem os outros personagens da trama conforme as circunstâncias. A doce capivara sendo a primeira a aparecer com sua enorme compaixão, o vaidoso lêmure, o justo pássaro secretário e, até mesmo, o labrador amigável desvencilhado duma matilha egocêntrica. Todos esses animais, com exceção da capivara e o próprio gato, tiveram seus momentos em bando e precisaram se separar dos seus para seguir o rumo no barco com outras espécies que, até então, não havia tamanha proximidade.

Embalado: contado.
Densas: ricas, intensas; intelectual e emocionalmente profundas.
Cervos: veados.
Flow: fluxo.
Circunstâncias: o que pode estar envolvido em uma ação, como tempo, lugar, modo etc.
Desvencilhado:
que se separou. Matilha: cães.
Cena do filme Flow, de Gints Zilbalodis. Estados Unidos, 2024 (85 min).
Em certo ponto da história, conhecemos um animal aquático de porte colossal e até mesmo intimidador em meio ao caos provocado pela água. De primeiro momento, fiquei apreensiva por não saber qual seria a interação dele com os demais animais. Porém, desde sua aparição até o último suspiro, sua função foi somente existir em seu hábitat natural, além de ajudar o gatinho quando foi preciso. Nós, humanos, com nossa mania grotesca de temer o desconhecido.
Um acontecimento marcante para mim, se for possível escolher entre tantas cenas lindas desse filme, foi certamente o momento transcendental da partida do pássaro em companhia do gato. Pela minha percepção, o gato ter ido até certo ponto junto com o pássaro e depois retornado pode significar tanto ele “gastando” uma das sete vidas felinas, quanto o sentido espiritual, onde os gatinhos tudo sentem e absorvem, o transformando num ser energético que ali estava sentindo toda energia da vida se esvaindo do pássaro.

Traçando o fim da história do gatinho e seus companheiros de navegação, o nível da água baixa drasticamente a ponto de transformar rios em abismos. Numa das poças que sobraram, temos a cena final que nos transporta para o início do filme onde o gato encarava seu próprio reflexo na água, porém nesta última cena temos ele junto aos companheiros do barco: capivara, cachorro e lêmure. Um filme para assistir por muitas outras vezes, emocionante e repleto de uma sensibilidade impagável. Gostaria, nesse momento, de estar na sala de cinema assistindo esse filme pela primeira vez.
Maravilhosa produção, uma animação para todas as idades de todos os lugares.
BARTHÔ, Kari. Flow. Recanto das Letras, 5 mar. 2025. Disponível em: https://www.recantodasletras.com.br/ resenhasdefilmes/8278185. Acesso em: 18 ago. 2025.
Colossal: muito grande.
Caos: desequilíbrio, confusão.
Transcendental: momento especial e profundo, entre a vida e a morte.
Se esvaindo: saindo.
Drasticamente: de modo muito rápido.
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• Antes de partir para a subseção Papo de leitor, possibilite um momento de conversa com os estudantes sobre o texto lido. Encoraje-os a compartilhar o que acharam da resenha, se ficaram com vontade de assistir ao filme e quais aspectos chamaram mais a atenção. • Esclareça a eles que a resenha reproduzida é um gênero argumentativo. Comente e enfatize as atividades que direcionam o olhar deles para os argumentos empregados na resenha, levando-os a compreender como estão organizados no texto. Convide-os a refletir sobre sua força persuasiva. Esse momento de conversa ajuda a consolidar a compreensão do texto, antes de prosseguir para as atividades.
Cena do filme Flow, de Gints Zilbalodis. Estados Unidos, 2024 (85 min).
BNCC
• Os estudantes desenvolvem as habilidades EF05LP14 e EF15LP01 ao identificarem a estrutura da resenha crítica, bem como sua função social, reconhecendo para que foi produzida, onde circula, quem a produziu e a quem se destina.
• Eles ampliam as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas pelo contexto. E, ao analisarem a validade e a força dos argumentos presentes no texto, aprimoram a habilidade EF05LP20
• O Papo de leitor propõe uma conversa reflexiva e crítica sobre a resenha lida, aproximando os estudantes desse gênero argumentativo.
• Na atividade 1, peça-lhes que compartilhem suas impressões, respeitando diferentes opiniões.
• Ao propor a atividade 2, se necessário, retome a classe dos adjetivos, que é abundante nessa resenha. Explore alguns adjetivos empregados no texto e mostre a relação deles com os substantivos aos quais se referem.
• Para realizar a atividade 3, oriente os estudantes a compararem Flow com outras animações que conhecem, destacando como a ausência de diálogos é uma escolha estética e narrativa que propõe uma experiência sensível e reflexiva ao público, reforçando a originalidade da obra. Leve-os a perceber que isso é valorizado como um ponto positivo porque convida o espectador a in-
Papo de leitor
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes opinem sobre o filme, comparando suas opiniões ao que é exposto no texto ou apontem comentários que ouviram dele.
1. A resenha crítica que você leu avalia a animação Flow. Você já assistiu a essa animação? Em caso positivo, comente o que achou dela e se concorda com a crítica feita no texto. Se ainda não assistiu, já tinha ouvido falar dessa animação?
2. Sobre os personagens de Flow, responda às questões a seguir.
a ) Qual é o personagem principal?
Resposta: Um gato preto.
b) Quais são os personagens secundários?
Resposta: A capivara, o lêmure, o pássaro secretário e o cão (labrador).
c ) Os adjetivos são usados para atribuir características aos substantivos. Que adjetivos a autora do texto usou para caracterizar os personagens secundários do filme?
Resposta: Capivara: doce; lêmure: vaidoso; pássaro: justo; cão: amigável.
3. Geralmente, os filmes apresentam diálogos entre os personagens. Esse recurso contribui para organizar a narração.
a ) Com relação aos diálogos, de que maneira Flow se destaca quando comparado a outros filmes de animação?
Resposta: Flow não apresenta diálogos.
b) Essa escolha do diretor produz uma:
confusão sobre a história, pois o espectador não encontra as explicações do que ocorre em cena.
dificuldade de entender o que a história quer contar e o que os personagens sentem.
reflexão sobre a vida sem que haja a necessidade de muitas explicações sobre o que ocorre em cena.
Resposta: Reflexão sobre a vida sem que haja a necessidade de muitas explicações sobre o que ocorre em cena. 98
terpretar e sentir. Saliente que essa escolha não compromete a compreensão, mas convida o espectador a interpretar as ações e emoções por meio das imagens e dos sons. Incentive a turma a refletir sobre como isso pode tornar a experiência mais sensível e subjetiva, dando espaço para interpretações livres.
4. Como o mundo é retratado em Flow?
Resposta: O mundo sofre uma inundação e não há presença de seres humanos.
As resenhas costumam apresentar uma sinopse da obra analisada. A sinopse deve conter informações suficientes para que o leitor verifique se a obra interessa ou não a ele.
5. Ao apresentar a sinopse, a autora expõe ao leitor alguns acontecimentos da história. Em que parte dessa resenha a sinopse é apresentada?
No início do texto.
Ao longo do texto.
No final do texto.
Resposta: Ao longo do texto.
6. Nessa resenha, a autora apresenta seu ponto de vista sobre o filme Flow.
a ) Qual é a visão da autora em relação a essa produção cinematográfica?
Negativa. Positiva. Neutra.
Resposta: Positiva.
b) Transcreva do texto um trecho que comprove a sua resposta anterior.
Possíveis respostas: “Visualmente belíssima”; “imagens densas e deslumbrantes”; “emocionante e repleto de uma sensibilidade impagável”; entre outras possibilidades em que a autora apresenta uma opinião favorável ou positiva sobre a obra ou sobre algum aspecto dela.
c ) Releia o seguinte trecho da resenha crítica.
Tapei a boca em completo choque ao assistir a água engolir todo cenário e arrastar o pobre gatinho pelo fluxo da correnteza. Não pude respirar até o resgate dele ser feito pela dócil capivara num barquinho.
Nesse trecho, a autora compartilha com o leitor:
reações físicas que teve ao assistir à animação.
opiniões suas sobre o filme e que todos os leitores terão. reações físicas que os leitores terão ao assistir ao filme.
Resposta: Reações físicas que teve ao assistir à animação.
ATIVIDADE EXTRA
• Para ampliar a discussão sobre sinopses, é possível pedir aos estudantes que produzam uma sinopse sobre a última produção artística que apreciaram, como filmes, séries, animações, livros, jogos, álbuns etc. Incentive-os a apresentar as informações essenciais da obra de forma clara e objetiva, como título, tema central, personagens ou elementos marcantes, sem revelar detalhes importantes do enredo.
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• As atividades 4 a 6 aprofundam a análise da resenha, levando os estudantes a refletirem sobre escolhas narrativas do filme, a estrutura do gênero resenha e as impressões da autora do texto.
• Para reforçar a diferença entre os gêneros, explique que a sinopse não traz a opinião do autor, apenas apresenta um resumo da história para situar o leitor. Localize com eles alguns trechos em que não há julgamentos, mas apenas exposição dos principais acontecimentos, como o início e o fim do segundo parágrafo e o início do quinto parágrafo.
• Também é importante destacar que as sinopses costumam aparecer de forma bem acessível em livros, filmes e jogos — geralmente na contracapa ou na embalagem — para que o público possa obter informações rápidas e decidir se tem interesse em consumir aquele produto, obra ou evento.
• Aproveite a oportunidade para explicar o que é spoiler, informação que revela partes importantes do enredo de um livro, filme ou série. Em resenhas, costumam ser evitados para não estragar as surpresas de quem ainda não conhece a obra.
• Após a atividade 6, avalie com os estudantes a força argumentativa da passagem em que a autora relata as emoções que sentiu ao ver o filme. Essa passagem pode reforçar a intenção de convencer o leitor, que pode também querer provar das mesmas emoções.
• Na atividade 7, se necessário, explique o que seria a trama da história: a sucessão de acontecimentos que constituem a ação de uma obra de ficção, ou seja, o enredo. Já a produção refere-se ao conjunto de ações que levaram à realização do produto.
AVALIANDO
• Aproveite esse momento para propor uma avaliação formativa que permita verificar se os estudantes compreenderam as características do gênero resenha, sobretudo o uso de argumentos para defender um ponto de vista. Para isso, divida a turma em grupos e entregue a cada grupo dois textos curtos: um exemplo de sinopse e outro de resenha (podem ser sobre a mesma obra ou obras diferentes). Oriente que analisem os textos e identifiquem qual é sinopse e qual é resenha. Eles devem justificar a escolha explicando quais elementos indicam que um dos textos é uma sinopse (resumo objetivo da obra, sem opinião) e os que indicam que é resenha (presença de opinião, argumentos, avaliação da obra).
• Após a correção das atividades, converse com eles sobre como se sentiram ao realizá-las e quais questões acharam mais fáceis ou difíceis. Esse momento ajuda a identificar desafios e ajustar as próximas estratégias de ensino, conforme as necessidades da turma.
7. Releia os seguintes trechos do texto e assinale o que está sendo avaliado em cada um deles.
a ) “[...] mensagens fundamentais à harmonia do convívio incentivando a compaixão, quebra de preconceitos e luta pela defesa dos princípios, entre outras”.
Aparência.
Resposta: Temas.
b) [...] dirigida por Gints Zilbalodis e feita através de um software gratuito [...]”.
Aparência.
Resposta: Produção.
c ) “Visualmente belíssima, equilibra com excelência imagens densas e deslumbrantes [...]”.
Aparência.
Resposta: Aparência.
Produção. Temas. Trama. Produção. Temas. Trama. Produção. Temas. Trama.
d) “[...] temos o conflito universal entre cães e gatos, interrompido por um grupo de cervos fugindo de uma força maior: a inundação que conduz a história e os personagens num ‘flow’ magnífico”.
Aparência.
Resposta: Trama.
Produção. Temas. Trama.
8. Responda às questões a seguir sobre as imagens que acompanham a resenha.
a ) O que são essas imagens?
Resposta: São cenas do filme Flow.
b) Assinale as alternativas que explicam o que essas imagens podem acrescentar ao texto.
As imagens ilustram o espetáculo visual que a animação proporciona.
As imagens apresentam algumas cenas para o leitor ter uma ideia do estilo da animação.
As imagens explicam as escolhas que o diretor fez para encaminhar a história.
Resposta: As imagens ilustram o espetáculo visual que a animação proporciona; As imagens apresentam algumas cenas para o leitor ter uma ideia do estilo da animação.
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9. A classe dos adjetivos é muito explorada nessa resenha como recurso para expressar as opiniões da autora. Indique os adjetivos que ela usou para caracterizar os seguintes elementos:
a ) imagens (no primeiro parágrafo):
Resposta: Densas e deslumbrantes.
• Na atividade 9, retome mais uma vez a classe dos adjetivos e auxilie os estudantes a localizarem no texto os elementos citados e os adjetivos que lhes foram atribuídos.
b) filme (no penúltimo parágrafo): .
Resposta: Emocionante.
Resposta: Maravilhosa.
c ) produção (no último parágrafo): .
10. A avaliação que a autora faz do filme consegue despertar no leitor o interesse por ele? Por quê?
Resposta esperada: Sim, pois, além de apresentar diversas características positivas sobre a obra e os temas que ela traz, ela compartilha suas reações ao assistir ao filme.
A resenha crítica é um gênero que apresenta análises, avaliações ou opiniões sobre obras artísticas, como filmes, livros, álbuns musicais, canções, séries, peças de teatro, jogos etc. Ela tem o objetivo de convencer o leitor a respeito das qualidades da obra, tanto positivas quanto negativas.
AGORA QUE JÁ LEMOS
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes pautem suas respostas nos argumentos apresentados no texto.
1. A avaliação da animação Flow convenceu você de que ela é boa? Por quê?
2. Qual dos argumentos você julgou mais convincente? Por quê?
3. Como a leitura de resenhas críticas pode auxiliá-lo a escolher filmes, livros, jogos e outras obras?
PAPO DIGITAL
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem funções das resenhas críticas, como apresentar opiniões, destacar pontos fortes e fracos da obra e ajudar a avaliar se ela corresponde aos interesses do leitor ou espectador antes de escolher um produto cultural.
Com a ajuda de um responsável, pesquise resenhas críticas na internet. Leia algumas delas e, se encontrar resenhas tanto positivas quanto negativas de um mesmo filme, assista ao filme e forme a própria opinião. Consulte sempre a classificação indicativa do filme e pesquise apenas em fontes confiáveis. Em caso de dúvida, peça a opinião de seu responsável.
2. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes destaquem algum dos argumentos expostos pela autora e expliquem como esse argumento foi suficiente para produzir convencimento.
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• A atividade de escrita apresentada na atividade 10 favorece o desenvolvimento de aspectos de coerência e coesão textual para a prática de escrita. Esclareça que o objetivo é produzir uma resposta argumentativa com coesão e coerência de acordo com a situação.
• Leve-os a concluir que a autora não diz apenas que o filme é bom; ela o faz de forma indireta, apresentando as características dele que embasam a opinião dela.
AGORA QUE JÁ LEMOS
• A atividade 3 retoma a atividade 2 do boxe Antes de ler. Volte a ela e esclareça aos estudantes que, quando eles não conhecem ninguém que assistiu a um filme, eles podem procurar resenhas para obter informações e opiniões sobre o filme. Destaque ainda que há vários sites e portais especializados em resenhas que são de fácil acesso.
PAPO DIGITAL
• O boxe propõe um exercício de leitura crítica, em que, com a supervisão de um adulto, os estudantes vão pesquisar diversas resenhas do mesmo filme e, depois, assistir a ele para formar a própria opinião.
OBJETIVOS
• Revisitar regras de acentuação de palavras monossílabas tônicas, oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas.
• Aplicar as regras de acentuação, tornando a escrita mais clara, envolvente e significativa.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes serão levados a revisar as regras de acentuação das palavras, desenvolvendo a habilidade EF05LP03. Além disso, o estudo da acentuação permite que se apropriem da norma-padrão, o que contempla a Competência específica de Língua Portuguesa 2
• Ao lerem e compreenderem uma tirinha, construindo o sentido da história em quadrinhos e relacionando o texto a ilustrações e recursos gráficos, eles aprimoram as habilidades EF15LP04, EF15LP14 e EF15LP18. Já a leitura desse texto e do texto opinativo aperfeiçoa a leitura autônoma (EF35LP01).
• Eles desenvolvem, ainda, as habilidades EF15LP03, EF35LP03 e EF35LP04 ao identificarem a ideia central dos textos explorados nesta seção e ao localizarem informações explícitas neles.
• Se considerar necessário retomar o conteúdo sobre sílabas tônicas, você pode propor aos estudantes algumas reflexões iniciais. Explique que toda palavra tem uma sílaba pronunciada com mais força (a sílaba tônica) e que nem todas as sílabas tônicas recebem acento gráfico. A tirinha lida pode servir como ponto de partida para levá-los a observar palavras acentuadas e discutir o motivo de algumas receberem acento e outras não. Reforce que há regras específicas que orientam o uso do acento gráfico em diferentes tipos
DE OLHO NA ESCRITA
Acentuação gráfica
Leia esta tirinha do personagem Armandinho.

1. Na tirinha, Armandinho faz uma pergunta para a mãe, trazendo uma crítica. Qual crítica é essa?
Resposta: Armandinho critica o excesso de atividades que tem, as quais o impedem de ser criança, ou seja, brincar.
2. Você já estudou algumas regras de acentuação. Para retomar esse conteúdo, escreva palavras retiradas da tirinha de acordo com a posição da sílaba tônica.
a ) Monossílabas:
b) Oxítonas:
Sugestão de resposta: Às, vai, ao, seis, na, e, ao, que, eu, vou, ser.
Sugestão de resposta: Você, francês, futebol.
c ) Paroxítonas:
Sugestão de resposta: Hoje, duas, horas, quatro, oito, reforço, aula, alguma, criança.
d) Proparoxítonas:
Sugestão de resposta: Música, dúvida.
Nesta seção, vamos relembrar algumas regras de acentuação das palavras monossílabas tônicas, oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. Na tirinha que você leu, é possível identificar palavras com quantidades diversas de sílabas. Todas as palavras com mais de uma sílaba têm sempre uma sílaba pronunciada com mais intensidade. Esta é a chamada sílaba tônica. Algumas levam acento, outras, não. Por exemplo: você e dúvida, futebol.
de palavras, as quais serão estudadas e revistas nesta seção.
• Recorde o que são monossílabos tônicos, oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. Como há muitas regras de acentuação para palavras paroxítonas, é importante que eles tenham acesso fácil a uma tabela com todas elas. Por isso, solicite que copiem o quadro da página 103 em uma folha separada ou no caderno, para que possam consultá-la sempre que necessário. Por fim, peça a eles que tenham em mãos as anotações das regras de acentuação que fizeram, consultando-as enquanto fazem as atividades.
BECK, Alexandre. Armandinho cinco. Florianópolis: A. C. Beck, 2015. p. 45.
As palavras com apenas uma sílaba são chamadas monossílabas. Quando são pronunciadas com mais força são chamadas monossílabas tônicas, como a palavra é
As palavras monossílabas tônicas terminadas em a, e, o e éu, éi, ói, seguidas ou não de s, são acentuadas.
cá pé céus céu réis dói sóis pés dó pó
As oxítonas são acentuadas de modo muito semelhante às monossílabas tônicas. Leia estas palavras da tirinha: francês, você.
Acentuam-se as oxítonas terminadas em a, e, o e em éu, éi, ói
es-tá ca-ra-tê
cha-péu pa-péis cons-trói ju-dô do-mi-nó
cha-péus
São também acentuadas as oxítonas terminadas em -em e -ens
tam-bém pa-ra-béns
Conheça, a seguir, as regras para acentuar as palavras paroxítonas
Acentuação das paroxítonas
São acentuadas as paroxítonas terminadas em Exemplos -l, -n, -r, -x di-fí-cil i-nú-til rép-til glú-ten pó-len ím-par néc-tar tó-rax clí-max -ps bí-ceps trí-ceps Qué-ops -ã, -ão, seguidos ou não de s í-mã ór-fãs ór-fão -i, -is jú-ri lá-pis tê-nis -us ví-rus hú-mus bô-nus
• Reforce com a turma que os monossílabos tônicos são palavras de uma só sílaba que têm entonação mais forte na fala. Já as oxítonas têm a última sílaba como tônica; as paroxítonas, a penúltima; e as proparoxítonas, a antepenúltima.
• As palavras paroxítonas terminadas em -ei , -io e -ia, seguidas ou não de s, recebem acento gráfico porque terminam em ditongo crescente. Nesse sentido, se oportuno, explicite essa regra e amplie a explicação de que ela se aplica a palavras que apresentam outros encontros vocálicos, como -ea (área), -ao (mágoa), -ie (espécie) etc.
ATIVIDADE EXTRA
A regra de acentuação das palavras proparoxítonas é simples. Confira a seguir.
São acentuadas todas as palavras proparoxítonas. Exemplos:
-um, -uns, -om, ons fó-rum ál-buns pró-tons -ei, -io, -ia, seguidos ou não de s jó-quei(s) rá-dio(s) gló-ria(s) fór-mu-la bá-si-co pró-xi-mo
• Outra sugestão é levar para a sala de aula nomes de filmes ou de músicas que contenham essas palavras acentuadas e propor-lhes que as classifiquem.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
NEY, Luanda Alvariza Gomes; MIRANDA, Ana Ruth Moresco. Um estudo sobre o acento gráfico na aquisição da escrita: ortografia e fonologia.
• Como atividade extra para reforçar o conteúdo de acentuação gráfica das palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas, proponha uma dinâmica coletiva. Escreva no quadro três colunas com os nomes das classificações (oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas) e distribua cartões com palavras variadas entre os grupos. Cada grupo deve analisar as palavras sorteadas, identificar a posição da sílaba tônica, dizer se a palavra deve ou não ser acentuada e justificar com base na regra correspondente. Em seguida, a palavra é fixada na coluna correta. Os demais grupos podem concordar ou sugerir correções, promovendo o debate e a troca de ideias.
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Ilha do Desterro, Florianópolis, v. 72, n. 3, p. 223-248, set./dez. 2019. Disponível em: https:// periodicos.ufsc.br/index.php/desterro/article/ view/2175-8026.2019v72n3p223/40987. Acesso em: 14 set. 2025.
Acesse o artigo para conhecer diferentes critérios utilizados por crianças para compreensão e uso do acento gráfico no sistema de escrita. Os autores apresentam ainda as hipóteses das crianças para o uso do acento gráfico.
• Ao propor a leitura do texto na atividade 1, chame a atenção dos estudantes para a descrição do primeiro período do segundo parágrafo do texto reproduzido. Esse período descreve os atributos que caracterizam os jogos eletrônicos.
• Se oportuno, após propor o item a, reserve um tempo para promover uma discussão sobre jogos eletrônicos poderem ser considerados esportes ou não. Investigue o que eles sabem sobre o que seria um esporte. Incentive a argumentação oral. Se possível, liste na lousa os argumentos, de modo que todos tenham acesso e foquem no cerne da discussão. Ao abordar o item b, direcione a atenção dos estudantes para o nome da revista e evidencie que se trata de uma publicação especializada em tecnologia. Considerando essa temática, é previsível, portanto, que uma publicação desse tipo defenda a inclusão dos eSports nos Jogos Olímpicos.
• A atividade de reescrita apresentada no item c favorece o desenvolvimento de aspectos de coerência textual para a prática de escrita. Esclareça que o objetivo é substituir o vocábulo sobre-humanos por um adjetivo condizente com qualidades humanas. Como a coerência consiste na manutenção da relação lógica entre as ideias, a atividade levará os estudantes a buscarem adjetivos compatíveis com ações humanas, já que os jogos eletrônicos são jogados por seres humanos, portanto é inadequado falar em “tempos de reação sobre-humanos”.
• O item d tem como propósito reforçar o reconhecimento das regras de acentuação gráfica, com foco nos monossílabos tônicos e nas palavras proparoxítonas.
PARA PENSAR E PRATICAR
1. a) Resposta: Porque são baseados em habilidades, requerem treinamento, demandam tempos de reação sobre-humanos e envolvem tomada de decisão.
1. Leia a seguir um texto sobre jogos eletrônicos.
[...] Os eSports estão apenas agora começando a ser considerados esportes legítimos pelo público. Por quê? Porque os jogos competitivos estão em ascensão e milhões de dólares estão em disputa todos os anos por vitórias em torneios de eSports. [...]
[...] Jogos eletrônicos são baseados em habilidades, requerem treinamento, demandam tempos de reação sobre-humanos e envolvem tomada de decisão; são, portanto, esportes. É difícil argumentar que eSports não deveriam estar nas Olimpíadas quando nado sincronizado, tênis de mesa e curling estão. [...]
Disputa pela medalha de ouro de curling em cadeira de rodas nas Paralimpíadas de Inverno de Pequim, China, 2022.

TANABE, Guilherme. Os eSports devem entrar nos Jogos Olímpicos? Tecmundo, 11 ago. 2020. Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/156084-esports-devem-entrar-jogos-olimpicos.htm Acesso em: 7 jul. 2025.
a ) De acordo com o texto, por que os jogos eletrônicos podem ser considerados esportes?
b) Qual seria o possível significado do adjetivo destacado em “demandam tempos de reação sobre-humanos”?
Resposta: Superiores àqueles possíveis para os seres humanos.
c ) Reescreva a frase “Jogos eletrônicos demandam tempos de reação sobre-humanos”, substituindo o adjetivo por outro mais adequado para qualificar ações humanas.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes empreguem expressões parecidas com muito rápidos ou espantosamente rápidos
d) No trecho, há um monossílabo tônico e várias proparoxítonas acentuadas. Contorne-os e indique as regras que justificam a acentuação dessas palavras.
Resposta: Espera-se que os estudantes contornem as palavras legítimos, público, dólares, olimpíadas, eletrônicos e quê e justificar que todas as proparoxítonas são acentuadas e os monossílabos tônicos terminados em -e também.
2. Nesta tirinha de Jean Galvão, pai e filho interagem em uma brincadeira.


GALVÃO, Jean. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DIBvMc5xtCE/. Acesso em: 7 jun. 2025.
a ) O que provoca o humor da tirinha?
Resposta: O humor se dá pela quebra de expectativa quando o pai sugere jogar tênis e não se referia ao esporte.
O humor se dá pelo incidente causado quando pai e filho vão chutar para o gol e seus sapatos saem dos pés.
O humor se dá pela quebra de expectativa quando o pai sugere jogar tênis e não se referia ao esporte.
b) Qual tipo de letra foi utilizado nessa tirinha?
Resposta: A letra de imprensa maiúscula e minúscula.
c ) Algumas palavras da tirinha são acentuadas. Relacione as palavras da coluna da esquerda com a regra que justifica a acentuação na coluna da direita.
Resposta: A – 2; B – 1.
Também. A.
Péssimo. B.
Palavra proparoxítona. 1.
Oxítona terminada em -ém 2.
d) No segundo quadrinho, há uma palavra paroxítona que recebe acento. Qual é essa palavra?
Resposta: Tênis.
e ) Qual regra justifica a acentuação dessa palavra?
Resposta: Palavras paroxítonas terminadas em -is devem ser acentuadas.
AVALIANDO
• Depois da correção das atividades, é possível identificar as eventuais dificuldades dos estudantes. Havendo necessidade de um reforço sobre o tópico acentuação, adapte as atividades. Prepare um material de apoio extra ou proponha atividades práticas que reforcem o conteúdo, como jogos linguísticos, dinâmicas de classificação de palavras ou produção de frases com palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas.
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• Verifique se os estudantes compreendem o jogo de sentidos provocado pelo uso da palavra tênis pelo personagem e a quebra de expectativa promovida ao fim da tira. Reforce que a quebra de expectativa é um recurso típico do gênero para promover o humor.
• No item b da atividade 2, dependendo do repertório dos estudantes, a letra de imprensa minúscula pode não ser o mais comum nas tirinhas que leem. Verifique isso questionando se eles costumam se deparar com esse tipo de letra nas tirinhas. É provável que respondam que é mais comum nas tirinhas a letra de imprensa maiúscula.
JEAN GALVÃO
OBJETIVOS
• Compreender que os advérbios podem ser usados com a função de marcar opiniões.
• Ampliar o vocabulário ao identificar os advérbios e o sentido que eles expressam na frase.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes serão levados a identificar e compreender o uso dos advérbios para expressar opiniões, permitindo a eles se apropriarem da norma-padrão, contemplando a Competência específica de Língua Portuguesa 2
• Ao lerem e compreenderem a resenha crítica e a tirinha, eles aprimoram a leitura autônoma (EF35LP01). Com a leitura da tirinha, construindo o sentido da história em quadrinhos e relacionando o texto a ilustrações e recursos gráficos, eles desenvolvem as habilidades EF15LP04, EF15LP14 e EF15LP18. Além disso, aprimoram as habilidades EF15LP03, EF35LP03 e EF35LP04 ao identificarem a ideia central dos textos e localizarem informações.
• Ao analisar o trecho da resenha de Flow, os estudantes são convidados a identificar termos que expressam avaliação positiva e a compreender que alguns advérbios, como certamente, reforçam a argumentação e a valorização de elementos da obra.
• Nas atividades 1 e 2, explique-lhes que há palavras carregadas de subjetividade e que revelam impacto emocional no autor do texto.
• Reforce com essas atividades e exemplos que escolhas linguísticas revelam posicionamentos, por isso é importante estudar as rela-
PENSAR OS SENTIDOS
Advérbios que marcam opinião
1. Você já estudou que os adjetivos são um recurso muito importante para marcar as análises, as avaliações e as opiniões em uma resenha. Mas outra classe de palavras também pode cumprir esse papel. Releia o início da resenha crítica de Flow
Um acontecimento marcante para mim, se for possível escolher entre tantas cenas lindas desse filme, foi certamente o momento transcendental da partida do pássaro em companhia do gato.

Cena do filme Flow, de Gints Zilbalodis.
Estados Unidos, 2024 (85 min).
a ) Qual palavra a autora usou nesse trecho para enfatizar que tinha certeza do acontecimento que foi mais marcante para ela?
Resposta: A palavra certamente.
b) A que classe pertence essa palavra?
Resposta: Advérbio.
Substantivo. Adjetivo. Advérbio.
2. Agora, releia este outro trecho da resenha.
Embalado de forma encantadora e sem um único diálogo, Flow traz uma jornada universal repleta de mensagens fundamentais à harmonia do convívio incentivando a compaixão, quebra de preconceitos e luta pela defesa dos princípios, entre outras.
a ) A expressão de forma encantadora equivale a qual dos advérbios a seguir?
Encantadoramente. Rapidamente. Vagarosamente.
Resposta: Encantadoramente.
ções de sentido que elas expressam ou que elas proporcionam.
• Como forma de contrapor a função do advérbio, apresente o trecho “o nível da água baixa drasticamente a ponto de transformar rios em abismos”, no qual o advérbio apenas marca objetivamente a ação de baixar, intensificando-a, mas não revelando, como nos casos analisados, a opinião ou o posicionamento da autora.
b) Nesse trecho, a locução de forma encantadora expressa: uma ação necessária aos leitores que vão assistir ao filme.
uma avaliação positiva sobre o modo como a história se desenvolve.
uma recomendação da autora para os leitores.
Resposta: Uma avaliação positiva sobre o modo como a história se desenvolve.
O advérbio é uma classe de palavras que tem como função indicar circunstâncias de tempo, modo, lugar, negação, intensidade, entre outras.
Como você pôde perceber, em certos casos, além de expressar circunstâncias, os advérbios podem revelar o ponto de vista ou a opinião de um autor a respeito de uma ação. Acompanhe os exemplos a seguir.
A.
Infelizmente, várias animações têm um enredo muito simples e repetitivo.
Nesse caso, o advérbio infelizmente expressa uma opinião sobre certas animações: considera-se que animações sem originalidade não seriam boas.
B.
As pessoas que leem esse livro, sem dúvida, se sentem emocionadas.
Já nesse caso, a locução adverbial sem dúvida expressa a opinião de que não há dúvida do poder de emocionar que o livro em questão tem.
Advérbios e locuções adverbiais, além de modificar o sentido de verbos, adjetivos e outros advérbios, podem revelar o ponto de vista do autor.
Identificar esses advérbios ajuda o leitor a entender a visão de mundo expressa em textos e, assim, abre a possibilidade a esse leitor de se colocar de maneira favorável ou contrária a essa visão.
3. De acordo com a sua opinião sobre a animação
Flow, complete esta frase usando um dos advérbios ou locuções adverbiais a seguir.
Dica: Se ainda não tiver uma opinião sobre o filme, pense em uma com base na resenha crítica que você estudou.
Resposta pessoal. Incentive os estudantes a compartilharem suas respostas.
Claramente • Obviamente • Certamente • Sem dúvida • Definitivamente • Lamentavelmente • Verdadeiramente • De forma alguma
a animação é tocante e original.
13/10/2025 09:50:45
• O segundo boxe conceitual amplia a reflexão ao mostrar que advérbios carregam julgamentos e avaliações, revelando a visão de mundo do autor.
• Após explorar os exemplos de advérbios, comente com os estudantes que geralmente o escritor/falante apresenta uma postura neutra ou avaliativa. Para esta última, é possível usar diferentes recursos linguísticos, como a modalização. Assim, os advérbios modalizadores expressam diferentes valores.
• Se julgar necessário, antes da leitura da resenha da atividade 1, questione os estudantes sobre o que torna um texto uma resenha. Espera-se que eles comentem sobre o gênero resenha e seu propósito: apresentar uma opinião fundamentada sobre uma obra artística, destacando aspectos como enredo, temas abordados e impacto cultural.
• Na sequência, explique que eles vão ler o trecho de outra resenha, sobre mais uma animação. Aproveite para apontá-lo como um texto multimodal, uma vez que as imagens são essenciais para sua compreensão. É provável que alguns deles já tenham assistido ao longa ou tenham ouvido falar dele. Se for esse o caso, peça que compartilhem se gostaram ou não do filme, sem prolongar demais as conversas. Eles podem mencionar alguma cena do filme ou fala que tenha causado mais impacto emocional ou visual. Peça-lhes, então, que justifiquem a escolha, explicando aos demais colegas que não assistiram ao filme.
• É importante destacar para os estudantes o papel que os advérbios podem ter para a construção da argumentação, revelando avaliações e julgamentos que marcam determinado ponto de vista.
• Durante a leitura deles, oriente-os a observar palavras e expressões que revelam a opinião do autor sobre o filme.
• Após a leitura, promova uma conversa sobre como o autor articula informações objetivas (como o enredo e os elementos culturais) com sua opinião pessoal, construindo uma resenha envolvente e informativa.
PARA PENSAR E PRATICAR
1. Leia a seguir o trecho de uma resenha crítica sobre o filme de animação Viva – a vida é uma festa, de Adrian Molina e Lee Unkrich.
“Viva - A vida é uma festa” (2017)
Miguel Rivera, um menino mexicano de 12 anos, acidentalmente é transportado para o mundo dos mortos. Lá, precisa encontrar seu trisavô cantor, que o ajudará a voltar para o, digamos, mundo dos vivos, onde está sua família. A animação [...] é um mergulho na cultura mexicana mais tradicional, sobretudo no culto aos antepassados, celebrado no Día de los Muertos, mas com citação a elementos da história asteca e a artistas locais, como Frida Kahlo – que, inclusive, tem um papel na trama. O visual colorido, a bela trilha sonora e a história emocionante certamente plantarão nos pequenos a vontade de, um dia, conhecer de perto o país latino-americano que, obviamente, tem muito mais a oferecer do que apenas esse aspecto mais folclórico, apresentado no longa.

Día de los Muertos: celebração tradicional mexicana em homenagem a entes queridos falecidos, marcada por cores, música, flores e outros elementos.
MAIA, Eduardo. Dez filmes infantis para viajar com as crianças sem precisar sair de casa. O Globo, Rio de Janeiro, 27 jun. 2020. Disponível em: https://oglobo.globo.com/boa-viagem/dez-filmes-infantis-para -viajar-com-as-criancas-sem-precisar-sair-de-casa-24500583. Acesso em: 13 jun. 2025.
• Você também pode perguntar onde foi publicado o texto, como descobriram essa informação e por que ela é relevante. Reforce também que o fato de ter sido publicado na internet, em um site de fácil acesso e leitura, possibilita que mais pessoas tenham acesso ao texto, o que ajuda na divulgação do filme.
Cena do filme Viva – a vida é uma festa, de Adrian Molina e Lee Unkrich. Estados Unidos, 2017 (105 min).
Como se lê na resenha, a animação destaca a tradição do Día de los muertos da cultura mexicana. A última frase do trecho enumera qualidades, demonstrando que o filme não se resume a essa tradição. Releia.
O visual colorido, a bela trilha sonora e a história emocionante certamente plantarão nos pequenos a vontade de, um dia, conhecer de perto o país latino-americano que, obviamente, tem muito mais a oferecer do que apenas esse aspecto mais folclórico, apresentado no longa.
a ) Quais são essas qualidades?
Resposta: O visual colorido, a história emocionante e a bela trilha sonora.
b) Nessa frase, o advérbio obviamente expressa uma opinião do autor porque revela que, para ele:
o uso da cultura mexicana é uma estratégia óbvia na animação.
seria absurdo reduzir o país ao folclore padronizado.
Resposta: Seria absurdo reduzir o país ao folclore padronizado.
Vista aérea de Guanajuato, no México.

c ) Ainda com relação à última frase do texto, há um advérbio que expressa a ideia do autor de que as crianças que assistirem ao filme futuramente vão querer conhecer o México. Identifique e copie a seguir esse advérbio.
Resposta: Certamente.
d) Por que podemos dizer que esse advérbio expressa uma opinião do autor?
Possível resposta: Porque há crianças que podem assistir ao filme e não querer conhecer o México, o que tira o caráter de certeza da informação.
• Reforce que o advérbio obviamente, indicado no item b da atividade 1, foi usado para reforçar a ideia de que o México vai muito além do aspecto folclórico retratado no filme. Ao escolher essa palavra, o autor expressa sua opinião de forma enfática, sugerindo que é evidente (ou deveria ser) que o país tem uma cultura muito mais ampla e complexa.
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LEO KOHOUT/SHUTTERSTOCK.COM
• Depois de ler a tirinha e desenvolver as atividades, escreva na lousa, com a participação dos estudantes, alguns dos tipos de advérbios mais comuns.
• Advérbios de lugar: perto, longe, dentro, fora, aqui, ali, lá, atrás.
• Advérbios de tempo: antes, depois, hoje, ontem, amanhã, sempre, nunca, cedo, tarde.
• Advérbios de modo: rápido, devagar, bem, mal, e outros com o sufixo -mente
• Advérbios de intensidade: muito, pouco, bastante, demais, tanto, tão.
• Advérbio de negação : não, nem.
• Advérbios de dúvida: talvez, quiçá, porventura.
• Em seguida, questione: “Que tipos de advérbios há na tira?”. Verifique se eles identificam advérbios de lugar (no universo, num livro) e de modo (certamente). Por fim, pergunte: “Qual desses tipos de advérbio marca a expressão de opiniões?”. Leve-os a perceber que são os advérbios de modo.
2. Na tirinha a seguir, do cartunista Bennet, dois personagens dialogam sobre livros e universos.

https://www.instagram.com/p/CofGq_nrfMS/?hl=en.
a ) Por que podemos dizer que a garota está certa quando responde que todos os livros cabem no Universo?
Porque todos os livros feitos estão no planeta Terra, que faz parte do Universo.
Resposta: Porque todos os livros feitos estão no planeta Terra, que faz parte do Universo.
Porque os livros podem conter histórias do Universo e, por isso, fazem parte dele.
b) Explique o sentido que esta oração pode ter: “Todos os Universos cabem em um livro”.
Resposta: Um livro pode registrar histórias de todos os Universos que já foram descobertos e Universos inventados. Não há limites para essa criação.
c ) A tirinha repete em duas falas o advérbio certamente. Qual sentido esse advérbio expressa?
Resposta: O sentido de que alguma ação é certa, certeza.
d) Considerando que a conversa da tirinha é informal, por que podemos dizer que esse advérbio expressa uma opinião?
Porque não se pode verificar quantidades nesse caso; é uma afirmação de quem gosta de livros.
Resposta: Porque não se pode verificar quantidades nesse caso; é uma afirmação de quem gosta de livros.
Porque pesquisaram e não chegaram a nenhuma conclusão das respostas que deram.
BENETT. Disponível em:
Acesso em: 7 jul. 2025.
JANELAS
Jogos e estudos
Os parágrafos que você vai ler a seguir fazem parte de uma reportagem sobre como os jogos podem favorecer a concentração e o estudo.
Oficinas de jogos desenvolvem potencialidades de crianças
OBJETIVOS
• Ler e compreender um trecho de reportagem.
• Praticar a oralidade por meio de um debate sobre jogos eletrônicos e esportes olímpicos.
BNCC

Desenvolver a concentração, a estratégia, a matemática e o emocional. Essas características fazem parte dos jogos de tabuleiro, entre eles, o xadrez, que é apresentado nas oficinas da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) João Luiz de Campos, da Prefeitura de Jundiaí. Nesta semana, os alunos dos 1º Anos aos 5º Anos da unidade realizaram torneio da modalidade para encerrar o trimestre.
A Oficina de Jogos foi iniciada no início deste ano e atende a todos os cerca de 400 estudantes da unidade e é realizada de forma intercalada com as Oficinas de Horta e de Reciclagem. De acordo com a coordenadora pedagógica da EMEB, Leslie Savietto, a implementação do xadrez na unidade proporcionou vários ganhos nos diversos conteúdos. “Com os jogos, as crianças passaram a trabalhar a concentração, que é estendida para a grade como matemática, história e língua estrangeira”, explica.
Kaillainy Roberta Oliveira Leonel, 10 anos, estudante do 5º Ano, não conhecia o xadrez. Se encantou e identificou muitas vantagens na prática constante do jogo. “Eu percebi que estou pensando mais, não resolvo as coisas sem estudar exatamente o que poderá acontecer e como resolver. Fiquei mais concentrada e focada”, argumenta. [...]
OFICINAS de jogos desenvolvem potencialidades de crianças. Prefeitura de Jundiaí, Jundiaí, 27 nov. 2019. Disponível em: https://jundiai.sp.gov.br/noticias/2019/11/27/ oficinas-de-jogos-desenvolvem-potencialidades-de-criancas/. Acesso em: 7 jul. 2025.
1. A reportagem apresenta informações sobre uma ação no contexto escolar.
a ) Identifique essa ação e quando e com qual finalidade ela ocorreu.
Resposta: A ação foi uma oficina de jogos, produzida na EMEB João Luiz de Campos, em Jundiaí, para desenvolver a concentração dos estudantes.
diferentes linguagens para se expressarem, partilhando informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4), e o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação (Competência geral 9). Eles serão levados a debater com os colegas sobre jogos eletrônicos e esportes olímpicos, desenvolvendo as habilidades relacionadas a opinar e distinguir opiniões (EF35LP15), além das competências relacionadas à argumentação, à defesa de um posicionamento e à análise de posicionamentos (Competência geral 7, Competência específica de Língua Portuguesa 6).
• A leitura da reportagem, de forma silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes, o que desenvolve as habilidades EF35LP01 e EF05LP15 e a Competência específica de Língua Portuguesa 3
• Eles aprimoram a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social da reportagem, de modo a reconhecer para que foi produzida, onde circula, quem a produziu e a quem se destina. Também aperfeiçoam as habilidades EF15LP03, EF35LP03 , EF35LP04 , EF35LP05 e EF35LP17 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas, assim como ao buscarem e selecionarem informações de interesse na reportagem digital.
• Ainda nesta seção, os estudantes mobilizarão habilidades de oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13). Além disso, vão aprimorar competências como o uso de
13/10/2025 09:50:48
• Chame a atenção da turma ao objetivo da reportagem, que é apresentar informações sobre um assunto, e explique que o foco dela é mostrar que os jogos de tabuleiro podem contribuir para o desenvolvimento cognitivo e emocional dos estudantes. Incentive-os a perceber que a reportagem também destaca os impactos positivos dessa prática em outras áreas do conhecimento, como matemática, história e língua estrangeira.
Tabuleiro de xadrez.
• A atividade 3 possibilita um debate entre os estudantes para que reflitam sobre os esportes olímpicos e os jogos eletrônicos, retomando um texto já lido na unidade. Escolha um ambiente e disponha-os em círculo, para que se vejam nesse momento. Determine a vez e o tempo de cada estudante falar e enfatize que deve haver atenção e silêncio enquanto alguém estiver falando.
• Explique que em um debate as opiniões e os posicionamentos não precisam ser divergentes, mas podem se complementar ou servir para que surjam novas ideias. Chame a atenção para o respeito às opiniões e às ideias que serão colocadas e para o momento adequado de falar e ouvir.
• Ao fim do debate, registre com a turma os principais pontos discutidos, destacando ideias comuns, argumentos interessantes e possíveis conclusões.
b) A primeira frase do texto tem a função de apresentar: os objetivos da oficina para justificar sua realização na escola. os benefícios de alguns jogos para justificar a realização da oficina.
Resposta: Os benefícios de alguns jogos para justificar a realização da oficina.
2. Qual é a importância da fala da estudante Kaillainy nessa reportagem?
Sugestão de resposta: Essa fala apresenta um exemplo concreto de como a oficina de xadrez produziu efeitos positivos na estudante, que começou a planejar e a se concentrar mais em suas atividades.
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes relatem suas experiências com jogos de tabuleiro e argumentem a favor ou contra seus efeitos positivos sobre a capacidade de concentração, o planejamento e os estudos.
3. A seguir, você vai debater com os colegas questões relacionadas ao texto. Organizem-se de acordo as orientações.
Comentários nas orientações ao professor
• disponham as cadeiras em círculo e sigam as orientações do professor;
• usem um registro formal da língua e usem expressões de respeito;
• falem com um tom de voz moderado e respeitem a vez dos colegas;
• elaborem perguntas conforme as ideias forem apresentadas.
Como os jogos de tabuleiro – xadrez, damas ou outros – podem auxiliar na concentração, no planejamento e nos estudos?
4. Releiam o trecho de um dos textos lidos nesta unidade.
4. b) Resposta pessoal. Incentive os estudantes a compartilhar sua opinião.
[...] Jogos eletrônicos são baseados em habilidades, requerem treinamento, demandam tempos de reação sobre-humanos e envolvem tomada de decisão; são, portanto, esportes. É difícil argumentar que eSports não deveriam estar nas Olimpíadas quando nado sincronizado, tênis de mesa e curling estão.
a ) Os Jogos Olímpicos testam as capacidades físicas do ser humano, como velocidade na natação e na corrida; ou flexibilidade, força, coordenação e equilíbrio nos movimentos na ginástica olímpica, por exemplo. Para você, jogos eletrônicos deveriam fazer parte de competições olímpicas?
b) Em sua opinião, os desafios apresentados pelos jogos eletrônicos são equivalentes aos dos esportes físicos? Por quê?
4. a) Resposta pessoal. A resposta vai depender da percepção de cada estudante com relação ao assunto. Espera-se que, ao apresentar suas ideias, eles fundamentem as posições que defendem.
OBJETIVOS
HORA DE PRODUZIR
Roda de dicas
Você conheceu o gênero resenha crítica, que traz uma avaliação de obras culturais. Toda opinião deve ser justificada por argumentos e dados.
O que vai produzir
Nesta produção, você vai participar de uma roda de dicas com os colegas para compartilhar os gostos de vocês e incentivar o acesso à cultura entre todos.
Planejar
Primeiro, é importante destacar que uma roda de dicas é um evento informal e oral. Nesse evento, todos os participantes, sentados em círculo, vão ter direito à fala para expressar sua opinião.
O primeiro passo é escolher a obra que você vai indicar. A sugestão é que a turma seja organizada em quatro grupos. Os integrantes de cada grupo vão ficar responsáveis pela indicação de diferentes tipos de objeto cultural:
Formados os grupos e sorteados os temas, escolha o que você vai indicar. Nessa etapa, o que vale é seu gosto pessoal. Mas lembre-se: você deve fazer com que os colegas gostem também. Por isso, ao selecionar a produção, tente responder às seguintes questões.
1. Quais são as qualidades da obra que você escolheu?
2. Quais são os eventuais problemas da obra que você escolheu?
3. O que faz essa obra ser diferente de outras obras semelhantes?
4. Quem produziu essa obra? Quando?
5. Que aspecto técnico mais se destaca para você? Algumas opções:
• enredo bem construído;
• imagens interessantes;
• som/música cativante;
• utilização de metáforas e outras figuras de linguagem.
livros 1. filmes 2. séries 3. álbuns de música 4. 113
senvolvem a habilidade EF05LP13 ao assistirem aos vídeos com as apresentações dos colegas sobre suas opiniões das obras.
• A participação na roda de dicas de obras leva os estudantes a agirem com autonomia, responsabilidade e determinação ao exporem opiniões sobre uma obra cultural. Dessa forma, contempla-se a Competência geral 10
• Ao transformarem a prática da resenha em uma roda de dicas, os estudantes são convidados a compartilhar suas preferências culturais com a turma, exercitando a argumentação, a escuta ativa e o respeito às opiniões dos colegas.
13/10/2025 09:50:48
• A atividade valoriza o gosto pessoal deles, mas também os desafia a justificar suas escolhas com argumentos claros, coerentes e bem estruturados. A divisão por grupos e categorias culturais (livros, filmes, séries, álbuns) vai ajudar a ampliar o repertório da turma. Se houver necessidade, auxilie nas escolhas. Verifique se todos compreenderam o papel que devem exercer.
• Essa proposta integra a leitura crítica e a produção textual, na medida em que os estudantes aplicarão as habilidades adquiridas na seção de leitura da resenha para apresentar a própria resenha oral.
• Participar de uma roda de conversa sobre produtos culturais.
• Usar argumentação para convencer os colegas da qualidade dos produtos culturais indicados.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes mobilizarão habilidades de oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala, percepção dos elementos não verbais nas exposições e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10 , EF15LP11 , EF15LP12 e EF15LP13). Além disso, desenvolverão competências, como o uso de diferentes linguagens para se expressarem, partilhando informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4), e o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação (Competência geral 9).
• Ao selecionarem um livro, analisarem-no e elaborarem argumentos para incentivar a leitura de uma obra por todos, os estudantes aprimoram a habilidade EF35LP02, bem como a Competência geral 7 e a Competência específica de Língua Portuguesa 8. Na sequência, ao observarem os argumentos dos colegas sobre as obras escolhidas por eles, avaliando sua validade e força, aperfeiçoam a habilidade EF05LP20. Eles ainda de-
• Durante a roda, atue como mediador, garantindo que todos tenham espaço para falar e que o ambiente seja acolhedor e respeitoso. O uso de um roteiro para a apresentação oral ajuda os estudantes a se sentirem mais seguros e a manterem o foco nos elementos essenciais da resenha: apresentação da obra, qualidades, possíveis limitações e avaliação pessoal com justificativa. Reforce que, ainda que seja um momento mais informal caracterizado por uma conversa entre colegas, é importante utilizar argumentos que defendam suas escolhas.
• A sugestão de registrar as apresentações em vídeo e compartilhá-las nas mídias sociais da escola é uma forma de dar visibilidade ao trabalho dos estudantes e valorizar suas vozes. Isso também contribui para o desenvolvimento de competências digitais e de comunicação. Verifique se há essa possibilidade com recursos da escola.
• Por fim, o momento de avaliação coletiva é fundamental para promover uma reflexão sobre o próprio processo de aprendizagem. Ao discutirem o que funcionou bem, o que pode ser aprimorado e quais dicas foram mais marcantes, os estudantes desenvolvem senso crítico e autonomia para continuar aprendendo.
Anote todas as respostas no caderno para não se esquecer de se referir a elas no dia da roda de dicas.
Produzir
No dia da roda, o professor vai sortear a sequência dos grupos e passar a palavra para o primeiro estudante. Enquanto você ouve, vale a pena ter um caderno em mãos para anotar as dicas que receber dos colegas.
No momento de sua participação, siga este roteiro.
1. Revele o título da obra, autor(es) e ano de lançamento.
2. Apresente uma breve sinopse (resumo) do enredo ou dos temas das canções.
3. Destaque os pontos positivos.
4. Indique os pontos negativos, se houver.
5. Apresente uma avaliação explicando por que, pessoalmente, você gosta da obra. Nesse momento, você pode se referir a questões emotivas (foi uma pessoa querida que indicou, faz você se lembrar de um episódio de sua vida etc.).
Lembre-se: não basta indicar uma obra e dizer que ela é legal ou boa, você deve citar pelo menos um argumento que justifique sua avaliação.
Compartilhar
Para que as dicas alcancem mais pessoas além dos colegas, com a supervisão do professor, a turma pode filmar esse momento e depois compartilhar o vídeo nas mídias sociais da escola. É importante que a câmera seja direcionada sempre à pessoa que está falando.
Avaliar
A turma toda deve avaliar o trabalho.
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
1. Todos participaram da atividade?
2. O que poderia ser melhorado?
3. Foi bom ouvir as dicas? Por quê?
4. De qual dica a turma mais gostou?
5. Quais dicas vocês poderiam dar a outras turmas que venham a fazer a mesma atividade?
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
Chegou o momento de avaliar os conteúdos estudados nesta unidade e sua participação nas atividades.
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
Ficha de autoavaliação 1
Conteúdos estudados na unidade SIM NÃO
Entendi as características das regras de jogo?
Compreendi o que são substantivos e verbos?
Aprendi as características das resenhas críticas?
Entendi quando o advérbio expressa opinião?
Compreendi as regras de acentuação abordadas na unidade?
Ficha de autoavaliação 2
Participação nas atividades da unidade SIM NÃO
Colaborei com os colegas?
Participei das atividades em sala de aula?
Fiz as atividades de casa?
Mantive meu material organizado?
SAIBA MAIS
Brincadeiras de todo o Brasil
No site Mapa do brincar, você pode conhecer brincadeiras de todas as regiões do Brasil. É um mapa interativo muito animado em que você pode ver as crianças brincando, falando e cantando. Você também pode aproveitar e praticar as brincadeiras com os colegas.
MAPA do brincar. Disponível em: https://mapadobrincar.folha. com.br/brincadeiras/regioes.shtml. Acesso em: 17 jun. 2025.
Vamos ao cinema!

Na cidade onde você mora tem cinema? Se não tem, deve haver algum lugar que passe filmes em tela grande, como um centro cultural ou uma associação de bairro. Procure e descubra. Confira a programação e escolha um filme adequado para sua idade. Depois, combine com seus familiares ou responsáveis e vá lá se divertir!
OBJETIVOS
• Avaliar os conteúdos estudados na unidade e a participação nas atividades.
• Os questionamentos propostos têm a finalidade de propiciar um momento para que os estudantes façam uma autoavaliação do aprendizado ao longo da unidade. É importante lembrar do papel que pode ter esse tipo de avaliação na gestão do aprendizado, para que cada estudante possa pensar em suas estratégias pessoais de estudo e para que exercite a responsabilidade por seu próprio aprendizado, aprimorando, assim, sua autonomia nos estudos.
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OBJETIVOS
• Analisar e interpretar um cartum.
• Refletir sobre a possibilidade de tratar de assuntos relevantes por meio do humor contido em cartuns.
BNCC
• Por meio da análise de um cartum, das reflexões e das trocas de ideias feitas oralmente sobre o assunto dele, os estudantes mobilizarão conhecimentos, sentidos e valores, além de habilidades relacionadas à oralidade, como a expressão clara, a escuta atenta, o respeito aos turnos de fala e a compreensão da finalidade das interações orais, desenvolvendo, assim, as habilidades EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13, as Competências gerais 1 e 4 e a Competência específica de Língua Portuguesa 7
• Por se tratar de um assunto relacionado ao meio ambiente, as análises e reflexões contemplam o tema contemporâneo transversal Educação ambiental
• Durante a exploração do gênero cartum, é possível selecionar outros exemplos com temática ambiental para leitura e discussão com a turma. Aproveite esses momentos para ensinar o uso consciente das ferramentas de busca, como identificar fontes confiáveis, navegar com segurança e fazer pesquisas eficazes.
UNIDADE

RIR, PENSAR, DISCUTIR

ARIONAURO. Poluição no mar. Arionauro Cartuns, 6 set. 2016. Disponível em: http://www.arionaurocartuns.com.br/2016/09/ charge-poluicao-no-mar.html. Acesso em: 18 jun. 2025.
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CONTEÚDOS DESTA UNIDADE
• piada;
• verbo: modo indicativo;
• reportagem;
• reconto de causo em podcast;

• cartum;
• verbete;
• palavras terminadas em -isse e -ice;
• interjeições e onomatopeias.
Respostas e comentários nas orientações ao professor.
Observe a imagem e converse com os colegas sobre as questões a seguir. Essa imagem é um cartum. O que você vê nela? Descreva o que faz parte dela.
Os animais marinhos estão mostrando a plaquinha com a nota zero para o banhista. O que o leitor pode entender com isso?
O cartum pode ser considerado engraçado? Por quê? Converse com os colegas.
Embora possa ser engraçado, o cartum trata de um assunto sério. De qual assunto esse cartum trata?
Em sua opinião, o humor pode ou não permitir a discussão de um assunto sério? Por quê?
conheçam a crítica tanto à poluição das praias e do mar quanto à responsabilidade humana pelo descarte inadequado de resíduos sólidos.
• Na atividade 5, pergunte-lhes se conhecem algum exemplo em que o humor foi usado para tratar de temas sérios, incluindo filmes ou desenhos.
Respostas
1. Um banhista deitado em uma praia cheia de resíduos sólidos na areia e na água e três animais marinhos levantando placas com o número zero, que representa a nota dada ao banhista.
2. Que o banhista deixou a sujeira na praia e na água do mar.
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3. Espera-se que os estudantes reconheçam que sim, pois o cartum dá aos animais um poder que é próprio dos humanos: o de se manifestar e avaliar.
Ao fazer isso, cria uma espécie de confusão, o que deixa o cartum engraçado.
4. A poluição das praias e dos mares.
5. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes entendam que sim. O efeito do humor pode tornar mais leve a discussão de assuntos difíceis e sérios.
• As questões propostas nesta seção possibilitam reflexões e trocas de ideias. Oriente os estudantes a se expressarem com clareza, a fazerem suas colocações e a ouvirem as dos colegas com atenção, sempre respeitando os turnos de fala.
• Os momentos de interação, como discussões, debates, trocas de ideias, produções orais e escritas coletivas, entre outros, proporcionam o desenvolvimento de competências socioemocionais relacionadas ao convívio respeitoso e harmonioso. Caso haja problemas de indisciplina ou de relacionamento nessas atividades, incentive-os a refletir sobre a importância do respeito entre os colegas, levando-os a considerar a empatia, a paciência e a confiança como elementos necessários para a boa convivência. Ao final de cada atividade, discuta com a turma os aspectos que julgar necessários.
• Na atividade 1, incentive-os a nomear objetos, ações, expressões faciais e cores.
• Na atividade 2, facilite a compreensão de que o cartum atribui aos animais uma forma de julgamento crítico sobre a atitude do banhista.
• Na atividade 3, ajude-os a identificar os elementos que geram comicidade, como a personificação dos animais e a crítica explícita. Reforce que o humor muitas vezes nasce do inusitado ou da inversão de expectativas.
• Na atividade 4, conduza a conversa para que eles re-
OBJETIVOS
• Desenvolver habilidades leitoras por meio da leitura e análise de uma piada para reconhecer as características do gênero.
• Praticar a escrita e a oralidade em sala de aula por meio de atividades relacionadas ao texto lido.
BNCC
• As atividades de leitura desta seção, por meio da oralidade, levam os estudantes a fazerem o levantamento de hipóteses sobre o texto a ser lido com base em conhecimentos prévios e pistas oferecidas. Dessa forma, eles desenvolvem a habilidade EF15LP02, bem como as habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala, compreensão da finalidade das interações orais e apresentação de opiniões ( EF15LP09 , EF15LP10 , EF15LP11 e EF15LP13) e a Competência geral 4
• Pela leitura de uma narrativa de humor, eles desenvolvem a Competência geral 3 e a Competência específica de Língua Portuguesa 9, uma vez que entram em contato com uma dimensão lúdica da literatura popular, com a oportunidade de fruí-la e valorizá-la.
CONHECIA ESTA?
3. a) Resposta: Espera-se que os estudantes reconheçam que se trata de um engano produzido pelo modo como as perguntas estão encadeadas: aquele que responde supõe que a pergunta se refira à palavra farmácia, como seria de se esperar.
RODA DE LEITURA: PIADA
Você gosta de uma boa gargalhada? O humor pode nos fazer rir de nós mesmos, mostrando as confusões do dia a dia. Também pode provocar reflexão ao abordar assuntos sérios de maneira leve e bem-humorada.
ANTES DE LER
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Quais gêneros humorísticos você conhece entre os exemplos a seguir? Converse com os colegas sobre o assunto.
Resposta pessoal.
anedota charge piada
crônica de humor
A resposta vai depender do repertório de leitura dos estudantes. devem citar os conteúdos audiovisuais de humor que conhecem.
tirinha de humor cartum
2. Na TV e na internet, circulam programas e vídeos de humor. Você já assistiu a algum? O que achou dele(s)?
3. Leia esta piada.
— Como se escrevia farmácia antigamente?
— Com ph — E hoje?
— Com f.
— Não, “hoje” se escreve com h
POSSENTI, Sírio. Os humores da língua: análises linguísticas de piadas. Campinas: Mercado de Letras, 1998. p. 31.
a ) Por que essa piada é engraçada?
b) O que é humor para você? O que faz você rir?
Resposta pessoal.
Resposta pessoal. Os estudantes

A resposta vai depender dos gostos e preferências dos estudantes.
ANTES DE LER
• Oriente os estudantes a conversarem, respeitando os turnos de fala, sobre os gêneros de humor que conhecem e a compartilharem exemplos de piadas e anedotas, assim como vídeos e programas engraçados. Após a leitura da piada, incentive a identificação do mal-entendido que gera o humor e promova reflexões pessoais sobre o que consideram engraçado.
• Lembre-os de que o humor pode estar presente em vários gêneros textuais, como piadas, cartuns,
charges, tirinhas e certas crônicas. Em geral, o humor explora duplos sentidos de palavras, modos de ver o mundo e compreender as pessoas. Explora também as inversões, a falta de lógica e as fraquezas do ser humano, podendo ser crítico e tornar mais fáceis certas discussões. No entanto, piadas podem envolver temas delicados, por isso, nem todo tipo de humor é apropriado. Reforce para a turma que não há humor quando uma pessoa é ofendida, exposta ou sofre algum tipo de preconceito.
Leia a seguir dois textos de humor que fazem parte de um livro do escritor Ziraldo, o mesmo criador do personagem Menino Maluquinho.
Texto 1
Um amigo perguntou pro outro:
— Vamos ver quem come mais frutas no pomar?
— Vamos.
E os dois saíram correndo, cada um subiu numa árvore e começaram a comer.
O primeiro começou a contar:
— Uma, duas, três… vinte e oito…
Quando ele chegou lá pelo cem, o outro disse:
— Uma!
E ele continuou:
— Cento e dez… cento e vinte e sete…
E o outro:
— Duas!
Lá pelo quinhentos e trinta, ele já não aguentava mais nem falar, e o outro:
— Quatro!
— O que há, rapaz? Tu não saíste da quarta?
— O que você está comendo?
— Jabuticabas. E você?
— Ai, meu Deus, subi no pé de jaca!
ZIRALDO. As anedotinhas do Bichinho da Maçã São Paulo: Melhoramentos, 2011. p. 40.

Texto 2
Na lojinha da estação:
— Me dá uma ratoeira, rápido, que eu tenho de pegar o trem.
— Desse tamanho nós não temos.
Ziraldo. As anedotinhas do Bichinho da Maçã São Paulo: Melhoramentos, 2011. p. 15.
• Durante as leituras, explore com a turma os jogos de linguagem e os efeitos do humor em cada texto. Questione: “O que torna a situação engraçada?”; “Há trocadilhos, mal-entendidos ou exageros?”. Incentive os estudantes a compartilharem do que mais gostaram em cada piada ou algo que os tenha surpreendido.

AVALIANDO
13/10/2025 09:59:30
• As atividades desta seção podem ser usadas como uma avaliação diagnóstica para perceber o nível de desempenho dos estudantes com relação a habilidades de leitura, escrita e oralidade. Verifique se há necessidade de remediar algum aspecto e, se for o caso, proponha atividades diversificadas conforme a necessidade de cada um.
BNCC
• A leitura de duas piadas e a realização de atividades referentes a elas, a fim de explorar seus conteúdos, os sentidos criados e a finalidade, levam os estudantes a aprimorarem as habilidades EF35LP01, EF35LP21 e EF05LP10.
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
• Inicie perguntando se conhecem Ziraldo e seus personagens, como o Menino Maluquinho. Pergunte o que esperam de um texto de humor e se já leram piadas ou anedotas em livros. Essa conversa ativa o repertório dos estudantes e os prepara para identificar o humor nas situações criadas pelo autor.
• Chame a atenção dos estudantes para a presença de verbos de ação em sequências tipológicas narrativas. Comente que em contos, fábulas e romances, por exemplo, há predomínio dessa sequência tipológica, mas sequências descritivas ou mesmo outras que tragam reflexões e posicionamentos dos personagens também podem fazer parte do texto. • A graça de uma piada pode estar também no modo como é contada. Seria interessante pedir pelo menos duas leituras diferentes de cada texto, a fim de discutirem a importância da expressividade da leitura na produção do humor.
BNCC
• Por meio das atividades, os estudantes percebem a função social e a ideia central dos textos, localizam informações explícitas e implícitas e são guiados a inferirem o sentido de palavras com base no contexto, desenvolvendo, assim, as habilidades EF15LP01, EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05
• Ao final das atividades, o debate proposto leva os estudantes a refletirem e opinarem sobre os limites do humor e a defenderem um ponto de vista. Com isso, aprimoram a habilidade EF35LP15.
• Uma possibilidade de aplicar as atividades é propondo que as questões sejam respondidas em casa e discutidas em sala de aula. Para isso, leia todas as que devem ser respondidas em casa para garantir a compreensão da turma. As questões compõem um contínuo que desenvolve uma compreensão progressiva dos textos, partindo do contexto para chegar à avaliação valorativa. Se achar produtivo, combine com a turma uma exploração dos textos em duas etapas: por exemplo, um deles na primeira etapa; o outro na segunda.
• Durante as correções, oriente os estudantes a colocarem suas ideias e a ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala. Essa é também uma ótima oportunidade para desenvolver a argumentação: quando as questões se referirem a uma opinião, peça sempre que a justifiquem. Leve-os a pensar nos recursos da oralidade (gestos, tom de voz, pausas, expressões faciais) e como eles influenciam no efeito cômico.
• Ao longo das atividades, adapte a abordagem conforme as necessidades da
Papo de leitor
1. Resposta pessoal. A resposta depende da experiência de cada estudante com o gênero piada.
1. Você provavelmente conhece piadas. Como aprendeu elas?
Lendo.
Escutando.
2. Qual é a diferença entre ouvir ou contar oralmente uma piada e ler ou escrever uma piada?
Resposta esperada: Na fala, quem conta a piada tem outros recursos para dar graça ao texto, como os gestos, a entonação e a expressão facial.
3. Qual é, em geral, o objetivo de uma piada?
Resposta: Fazer rir, divertir.
4. O texto 1 fala de uma aposta.
a ) Qual foi a aposta combinada?
Resposta: Dois amigos apostam quem seria capaz de comer mais frutas no pomar.
b) O que eles não combinaram?
Resposta: Qual tipo de fruta eles comeriam.
5. O que faz o leitor rir depois de ler o texto 1?
Possíveis respostas: A diferença entre o grande e o pequeno; entre comer jabuticaba e comer jaca; a ideia de que alguém poderia vencer uma aposta como essa comendo uma fruta tão grande.
6. O que o leitor pode imaginar ao saber que um dos amigos quer vencer a aposta comendo jaca?
Resposta esperada: Que ele não é esperto, por isso não pensou em uma fruta pequena.
Que ele não é esperto, por isso não pensou em uma fruta pequena.
Que ele tinha pressa e preocupação com o tempo.
Que ele não gosta de jaca, mesmo assim escolheu essa fruta.
turma, monitorando o progresso individual por meio da observação das respostas. Ofereça mais tempo para respostas, divida as tarefas em etapas menores ou organize grupos com apoio direcionado, garantindo que todos participem efetivamente, respeitando seus ritmos e estilos de aprendizagem, promovendo um ambiente inclusivo e colaborativo.
• Na atividade 5, chame a atenção dos estudantes para o fato de que o humor é um efeito buscado pelo texto. Nem sempre ou nem para todos os leitores o efeito se cumpre. Essa pode ser uma boa oportunidade para discutir esse aspecto.
13/10/2025 09:59:30
7. No texto 2, acontece outra confusão.
a ) O que o comprador quis dizer?
Resposta: Que ele precisava ser atendido rapidamente, pois o trem que esperava chegaria logo.
b) O que o vendedor entendeu?
Resposta: Que ele queria pegar o trem com uma ratoeira.
8. Uma palavra causa um mal-entendido no texto 2.
a ) Qual é a palavra?
Resposta: A palavra pegar
b) Com qual sentido o personagem do comprador entende essa palavra?
Possíveis respostas: Tomar, alcançar, embarcar.
c ) Com qual sentido o personagem do vendedor entende essa palavra?
Possíveis respostas: Prender, capturar.
9. Relacione as colunas explicando o que provoca humor em cada texto.
Resposta: A – 2 e 4; B – 1 e 3
Texto 1 A.
Texto 2 B.
Confusão de palavras. 1.
Ingenuidade, falta de esperteza. 2.
Duplo sentido. 3.
Confusão de ideias. 4.
Piadas ou anedotas têm o objetivo de divertir por meio do humor. Trata-se de uma narrativa simples e curta, geralmente com final surpreendente. Podem explorar confusões com palavras, quebra de expectativas, entre outras técnicas. O humor pode estar presente em vários gêneros textuais, como piadas, cartuns, charges, tirinhas e certas crônicas. Em geral, explora duplos sentidos de palavras, modos de ver o mundo e compreender as pessoas, a falta de lógica e as fraquezas do ser humano, podendo ser crítico e facilitar discussões.
Dica: É preciso ter cuidado porque o humor também pode reproduzir preconceitos e ferir as pessoas. Humor só tem graça quando é produzido com responsabilidade e respeito!
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
POSSENTI, Sírio. Os humores da língua: análise linguística de piadas. Campinas: Mercado de Letras, 2010.
Nessa obra, Sírio Possenti analisa linguisticamente os recursos que provocam os efeitos de humor nas piadas. Com linguagem menos técnica, torna-se uma obra acessível a não especialistas que queiram se aprofundar no assunto.
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• Ao mediar as atividades, mostre aos estudantes que uma das formas de produzir humor é explorar a falta de sentido, de lógica, o absurdo. De certo modo, são essas condições que produzem humor em algumas piadas.
• Sempre que necessário, retome a correta forma gráfica da escrita dos diferentes tipos de letras e incentive os estudantes a praticarem a escrita em letra cursiva. Atente para a pega de três pontos no lápis e, caso ainda não esteja satisfatória, faça intervenções de acordo com cada caso.
• Medeie a leitura do boxe com o conceito de piada, orientando que leiam com atenção. Peça que identifiquem, nos textos lidos, quais estratégias de humor aparecem (confusão, exagero, quebra de expectativa). Incentive os estudantes a darem exemplos de outras piadas que seguem essa estrutura. Se possível, proponha a criação de pequenas piadas escritas ou contadas oralmente pela turma.
• Conduza também a leitura coletiva do boxe Dica e explore com a turma os efeitos do humor: “Pode fazer pensar?”; “Pode criticar algo?”; “Pode ofender?”. Incentive uma conversa franca para reforçar os limites do humor e a importância do respeito e da responsabilidade nas produções e nas interpretações.
• Na atividade 10, se necessário, auxilie os estudantes na compreensão do termo genérico. Para isso, utilize como exemplo as palavras martelo e ferramenta, da atividade. Diga a eles que martelo é uma ferramenta, mas que nem toda ferramenta é um martelo, por isso o termo ferramenta é mais genérico, isto é, refere-se a vários itens da mesma categoria.
AGORA QUE JÁ LEMOS
• Ao explorar o boxe Agora que já lemos, promova uma roda de conversa e incentive a turma toda a responder oralmente às atividades 1, 2 e 3. Seria interessante escrever as respostas da atividade 2 na lousa e pedir aos estudantes que anotem o conteúdo, fazendo um resumo das diferenças no caderno.
• A atividade 4 possibilita um debate entre os estudantes, para que reflitam sobre os limites do humor. Escolha um ambiente e peça-lhes que formem um círculo, de modo que todos se vejam. Determine em qual ordem eles vão falar e enfatize que deve haver atenção e silêncio enquanto alguém estiver falando. Explique que, em um debate, as opiniões e os posicionamentos não precisam ser divergentes, mas sim se complementar ou servir para que surjam novas ideias. Chame a atenção para o respeito às opiniões e às ideias que serão colocadas e para o momento adequado de falar e ouvir.
• Provoque a construção de argumentos a partir das falas dos colegas e valorize o raciocínio de cada um. Para estudantes com pouca fluência na expressão oral, adapte a atividade usando imagens, cartões com palavras-chave ou apoio de colegas, bem como o tempo e os modos de participação.
10. Os amigos apostaram quem comeria mais frutas do pomar. A confusão ocorre porque a palavra fruta é genérica, ou seja, tem sentido muito amplo. Contorne a seguir as palavras que também são genéricas.
martelo esporte transporte país água
ferramenta natação metrô Uruguai bebida
Resposta: Ferramenta, esporte, transporte, país e bebida.
AGORA QUE JÁ LEMOS
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Retome sua resposta sobre o que faz você rir, no item b da atividade 3, realizada antes da leitura. Você mudaria essa resposta depois de ler e analisar as piadas?
Resposta pessoal. A resposta vai variar conforme as
2. Que diferenças há entre o cartum do homem na praia e as duas piadas?
Resposta e comentários nas orientações ao professor
3. De qual das duas piadas você mais gostou? Por quê?
Resposta pessoal. A resposta depende das preferências e dos gostos dos estudantes.
4. A seguir, você vai debater com os colegas algumas questões relacionadas aos textos lidos. Organizem-se de acordo com o roteiro a seguir:
• disponham as cadeiras em círculo;
• sigam as orientações do professor, que será o moderador;
• empreguem o registro formal da língua e usem expressões de respeito;
• falem com um tom de voz moderado e respeitem a vez dos colegas;
• questionem os colegas conforme as ideias forem apresentadas. Para provocar o riso, as piadas exploram situações inesperadas e usam diversos recursos para fazer divertir, mas às vezes exageram ou tocam em temas sensíveis, que ofendem e faltam com o respeito. Com base nessas reflexões, debatam as seguintes questões.
a ) Por que os humoristas devem respeitar limites ao escolher os assuntos de suas piadas?
Resposta e comentários nas orientações ao professor
b) Toda piada é mesmo engraçada ou deixa de ser engraçada conforme o assunto? Quais assuntos?
Resposta e comentários nas orientações ao professor
c ) A aceitação ou rejeição de uma piada pode variar conforme o meio social em que ela circula ou todos os meios sociais têm a obrigação de rejeitar piadas discriminatórias?
4. c) Resposta: Espera-se que os estudantes percebam que piadas discriminatórias não podem ser toleradas em nenhum meio social. ideias discutidas durante o estudo dos textos.
Respostas
2. O fato de o cartum trabalhar com linguagens verbal e não verbal; e as piadas, só com a verbal. O cartum faz uma crítica aberta à poluição das praias e dos mares, enquanto as piadas fazem humor com base em certas confusões.
4. a) Espera-se que os estudantes considerem que não se admitem piadas de natureza discriminatória contra nenhum grupo social, nenhuma
religião, nenhuma etnia e nenhuma deficiência. Tampouco se admitem piadas que zombem de corpos, de idosos, de mulheres, de crianças etc.
4. b) Espera-se que os estudantes afirmem que alguns assuntos não podem ser objeto de piadas e, quando o são, estas deixam de ser engraçadas, por exemplo, brincadeiras com apelidos, bullying disfarçado de brincadeira, racismo recreativo etc.
É LÍNGUA, É LINGUAGEM
Verbo: modo indicativo
1. Releia um trecho do texto 1
1. a) Resposta: Os estudantes devem sublinhar as formas verbais subiu e começaram a comer
E os dois saíram correndo, cada um subiu numa árvore e começaram a comer.
a ) Saíram correndo é uma locução verbal, ou seja, são dois verbos que valem um só. Sublinhe as outras formas verbais da frase.
b) Os verbos sublinhados se referem a fatos que estão acontecendo, já aconteceram ou vão acontecer?
Resposta: Já aconteceram.
Os verbos são palavras que expressam ação, estado ou fenômenos da natureza. Eles também situam o leitor ou ouvinte no tempo de quem fala. O enunciador, aquele que fala, pode se referir a algo do presente, do passado e do futuro
Esses tempos podem também estar em diferentes modos. O modo indica uma posição do falante. Por exemplo, o modo imperativo, que você já estudou, é o modo da ordem. Vamos aqui estudar os tempos do modo indicativo, que faz referência a fatos e certezas.
2. Leia esta fábula bem-humorada.
A causa da chuva
Não chovia há muitos e muitos meses, de modo que os animais ficaram inquietos. Uns diziam que ia chover logo, outros diziam que ainda ia demorar. Mas não chegavam a uma conclusão.
— Chove só quando a água cai do telhado do meu galinheiro — esclareceu a galinha.
— Ora, que bobagem! — disse o sapo de dentro da lagoa. — Chove quando a água da lagoa começa a borbulhar suas gotinhas.
— Como assim? — disse a lebre. — Está visto que chove quando as folhas das árvores começam a deixar cair as gotas d’água que tem dentro. Nesse momento começou a chover.
• As questões desta seção integram um processo de estudo dos tempos do indicativo, com atenção especial ao valor durativo do pretérito imperfeito e ao caráter pontual do pretérito perfeito. Recomenda-se que as atividades sejam feitas em sala de aula, mas os estudantes também podem realizá-las em casa e trazer dúvidas para discutir com a turma.
• Retome os conhecimentos prévios dos estudantes sobre verbos para facilitar a compreensão do conteúdo. Se julgar pertinente, volte à leitura das piadas e questione as ações expressas nos tempos verbais. Por exemplo: “Quando o personagem diz: ‘Me dá uma ratoeira, rápido, que eu tenho de pegar o trem’, ele vai pegar o trem

OBJETIVOS
• Conhecer e aprender a empregar o modo verbal indicativo.
• Refletir sobre como os tempos verbais situam os acontecimentos no tempo.
BNCC
• Os textos narrativos verbais e a tirinha, presentes nas atividades escritas e orais, possibilitam aos estudantes o desenvolvimento da leitura e da compreensão textual, a identificação da ideia central do texto e a construção de sentidos relacionando imagens e palavras, desenvolvendo, assim, as habilidades EF15LP14, EF15LP16 e EF35LP03, além da Competência geral 4
• A exploração da expressão de tempo dos verbos e a flexão destes para concordar com pronomes e nomes sujeitos da oração viabilizam a exploração das habilidades EF05LP05 e EF05LP06 e da Competência específica de Língua Portuguesa 2
13/10/2025 09:59:32
antes ou depois de falar com o atendente?”; “Que ideia de tempo isso sugere?”.
• Após a atividade 1 e a leitura do conceito de verbo, diga aos estudantes que eles vão ler uma fábula divertida em que os personagens têm explicações muito curiosas sobre um fenômeno natural: a chuva. Peça que prestem atenção em como cada personagem explica esse fenômeno.
• Chame a atenção dos estudantes para o fato de que a fábula é um gênero predominantemente narrativo, mas nessa fábula há também sequências tipológicas argumentativas sob a forma dos argumentos com que cada animal explica a causa da chuva.
• A atividade 2 propõe uma leitura atenta e interpretativa da fábula, incentivando os estudantes a organizarem informações com base no ponto de vista de cada personagem. Ao completar o quadro, eles exercitam a habilidade de identificar diferentes opiniões em um texto narrativo. Além disso, exercitam a reflexão crítica, ao demonstrar que os personagens confundem efeitos com causas reais da chuva. Aproveite o momento para reforçar a diferença entre observações empíricas (baseadas na experiência) e explicações científicas (construídas com base em métodos de investigação e que podem ser comprovadas).
• Se achar oportuno, destaque para os estudantes como os tempos verbais situam o leitor/interlocutor em relação aos acontecimentos narrados.
• Ao propor a atividade, adapte os encaminhamentos conforme os diferentes perfis da turma, oferecendo recursos visuais, organizando a tarefa em etapas e promovendo o trabalho em duplas, para favorecer a participação de estudantes com necessidades educacionais específicas.
— Viram? — gritou a galinha. O telhado do meu galinheiro está pingando. Isso é chuva!
— Ora, não vê que a chuva é a água da lagoa borbulhando? — disse o sapo.
— Mas, como assim? — tornou a lebre. — [...] Não veem que a água cai das folhas das árvores?
MORAL: Todas as opiniões estão erradas.
FERNANDES, Millôr. A causa da chuva. In: FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas São Paulo: Círculo do Livro, 1987. p. 41.
a ) Explique a causa da chuva de acordo com o entendimento de cada animal.
Resposta: Sapo: Quando a água da lagoa começa a borbulhar. Lebre: Quando as folhas das árvores começam a deixar cair as gotas de água que tem dentro delas. Galinha: Quando a água cai do teto do galinheiro.



b) Explique por que a opinião de cada animal está errada.
• Sapo:
Resposta: A chuva não faz borbulhar a água; a água se movimenta por causa dos pingos que caem na superfície.
• Lebre:
Resposta: Não é a água que existe dentro da folha que cai, e sim a que cai do céu e se acumula nas folhas.
• Galinha:
Resposta: A água não cai do teto; ela cai do céu, molha o teto e escorre.
c ) O que podemos aprender com as diferentes opiniões dos personagens? Por que é importante ouvir as ideias dos outros, mesmo que não estejam totalmente corretas?
2. c) Sugestão de resposta: Escutar diferentes pontos de vista pode ampliar nosso entendimento sobre algo,
mesmo que nem todos estejam certos. O diálogo e o respeito às diferentes opiniões são importantes para a boa convivência.
Sapo
Lebre
Galinha
3. a) Resposta: Os estudantes devem sublinhar as formas verbais da fala do narrador: chovia, ficaram; e contornar as formas verbais da fala da galinha: chove, cai
3. Releia um trecho da fábula “A causa da chuva”.
Não chovia há muitos e muitos meses, de modo que os animais ficaram inquietos. [...]
— Chove só quando a água cai do telhado [...].
a ) Sublinhe as formas verbais da fala do narrador e contorne as formas verbais da fala da galinha.
b) O narrador se refere a fatos que: já aconteceram.
Resposta: Estão acontecendo.
estão acontecendo. vão acontecer.
c ) As formas verbais da fala da galinha estão no presente. A galinha acha que está expressando: uma verdade.
Resposta: Uma verdade.
uma dúvida.
4. Releia e compare.
Não chovia há muitos e muitos meses.
Nesse momento começou a chover.
a ) Em qual tempo estão essas formas verbais?
Resposta: No passado.
b) Qual é a diferença entre elas?
uma ordem.

• Na atividade 3, ajude os estudantes a perceberem como o tempo verbal revela o ponto de vista e a função da fala no texto. Se necessário, proponha a eles que reescrevam trechos mudando os tempos verbais, para compararem os efeitos de sentido.
• Na atividade 4, reforce a diferença entre o pretérito imperfeito (ação contínua, durativa, repetida) e o pretérito perfeito (ação pontual, concluída). Incentive os estudantes a pensarem em outras situações que possam ilustrar essa diferença.
• Na atividade 5, aproveite para explicar que o mais-que-perfeito composto é empregado para se referir a um passado anterior a outro passado. Comente que esse tempo verbal é muito comum na escrita formal e em textos narrativos que relembram ações.
Chovia expressa algo que durou algum tempo. Começou se refere a algo que ocorreu em um instante.
Resposta: Chovia expressa algo que
durou algum tempo. Começou se refere a algo que ocorreu em um instante.
Chovia expressa algo que podia ter acontecido. Começou se refere a algo que ocorreu no passado incerto.
5. Imagine que o narrador quisesse se lembrar do ano anterior e contar ao leitor. Qual das formas verbais a seguir ele deveria empregar?
Resposta: Tinha sido; havia demorado.
Não chovia há muitos meses. No ano anterior, também (é/tinha sido/vai ser) assim: a chuva (havia demorado/demora/vai demorar) mais que o habitual.
• Além disso, pode ser empregado para atualizar fatos passados, sobretudo em textos jornalísticos ou históricos:
• Em 1888, a princesa Isabel assina a Lei Áurea, que abole a escravidão no Brasil.
• No português contemporâneo, o mais-que-perfeito do indicativo na forma simples tem sido cada vez menos usado, sendo substituído, com frequência, pela forma composta. Se julgar
• Se achar oportuno, destaque para os estudantes os diferentes sentidos que o presente do indicativo pode assumir. Além de indicar ações que ocorrem no momento da enunciação, o presente também pode expressar ações habituais. Por exemplo:
• Minha avó vai agora ao supermercado.
• Minha avó vai ao supermercado todos os dias.
• O presente do indicativo também é utilizado na apresentação de verdades científicas, como em:
• A Terra é um planeta que gira ao redor do Sol.
13/10/2025 09:59:33
adequado, proponha aos estudantes que reescrevam frases do tempo simples para o composto, como nos exemplos:
• Comera muito antes da aula de ginástica e passou mal. – Tinha comido muito antes da aula de ginástica e passou mal.
• Pescara muitos peixes e convidou a família para uma moqueca. – Tinha pescado muitos peixes e convidou a família para uma moqueca.
• No item a da atividade 6, incentive os estudantes a perceberem gestos de solidariedade, amizade, cuidado e empatia, como exemplificado na tirinha. Valorize as respostas que demonstrem olhar crítico, mas também esperançoso. Conduza a reflexão, orientando-os a perceber situações favoráveis, ainda que outras não tão favoráveis possam ser percebidas. Mostre aspectos positivos do mundo, a importância da fraternidade, da paz, do afeto e do acolhimento, como faz a criança da tirinha com relação ao bichinho de jardim. Nos itens b e c, mostre que as formas verbais seria e teria conseguido expressam uma possibilidade não realizada no passado que pode aparecer em uma forma simples ou composta.
• Leia com a turma o conceito de modo indicativo e use os exemplos da tabela para mostrar a flexão dos verbos nos diferentes tempos, incentivando os estudantes a identificá-los em frases ou pequenos textos.
• Comente com os estudantes que a letra usada na tirinha é bastão, um tipo de letra padrão nesse gênero. Mostre que esse estilo facilita a leitura e dá uniformidade aos quadrinhos, sendo amplamente usada nesse gênero.
6. a) Resposta pessoal. A resposta vai depender da realidade e das experiências de cada estudante.
6. Leia a tirinha a seguir, em que os bichinhos falam sobre Einstein, um dos maiores físicos da história.

GOMES, Clara. A pergunta mais importante. Bichinhos de Jardim, 15 jul. 2021. Disponível em: https:// bichinhosdejardim.com/pergunta-mais-importante/. Acesso em: 18 jun. 2025.
a ) Considere o universo com o qual você convive diariamente, ele é amigável? Por quê?
b) A forma verbal seria está no passado porque: expressa algo que podia ter acontecido, mas não aconteceu. expressa algo que aconteceu muitas vezes.
Resposta: Expressa algo que podia ter acontecido, mas não aconteceu.
c ) Sublinhe na tirinha uma locução verbal que expresse a mesma ideia de tempo que a forma verbal seria.
Resposta: Teria conseguido.
O modo indicativo é usado para expressar algo de que se tem certeza ou algo possível. No indicativo, o verbo pode ser flexionado no presente, no passado (pretérito) ou no futuro. Há três tipos de passado e dois tipos de futuro.
Modo indicativo
Presente
Pretérito perfeito
Pretérito imperfeito
GritaGritouGritava
Chove ChoveuChovia
Cai CaiuCaía
• Leia a seguir algumas considerações sobre o modo indicativo.
Entende-se por MODO [...] a propriedade que tem o verbo de indicar a atitude (de certeza, de dúvida, de suposição, de mando etc.) da pessoa que fala em relação ao fato que enuncia; e, por TEMPO, a de localizar o processo verbal no momento de sua ocorrência, referindo-o seja à pessoa que fala, seja a outro fato em causa.
Pretérito mais-que-perfeito
Futuro do presente
Futuro do pretérito
Gritara ou tinha gritado GritaráGritaria
Chovera ou tinha chovido
ChoveráChoveria
Caíra ou tinha caído Cairá Cairia
[...]
Com o MODO INDICATIVO exprime-se, em geral, uma ação ou um estado considerados na sua realidade ou na sua certeza, quer em referência ao presente, quer ao passado ou ao futuro. É, fundamentalmente, o modo da oração principal.
CUNHA, Celso; CINTRA, Luís F. Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p. 448.
CLARA GOMES/BICHINHOS DE JARDIM
1. a) Possíveis respostas: A vaidade do pescador, que exagera seus feitos no início do causo, e sua covardia no final, quando fica sabendo que seu interlocutor é um policial florestal.
PARA PENSAR E PRATICAR
1. Causos de pescadores são parte da nossa cultura popular. Eles contam histórias engraçadas e exageradas. Leia um a seguir e responda às questões.
Mentira de pescador
Um pescador estava na beira do rio com o cesto cheio, de repente chegou um policial florestal à paisana e começou a especular:
— E aí, amigo, pegou bastante? — pergunta o policial.
— Vixe, peguei muito, esse cesto não é nada! Já mandei uma camionete lotada pra cidade!
— Mas você pegou tudo na vara?
— Não, eu tenho mais ou menos umas 50 redes armadas aí pra cima.
E, então, o policial disse:
— O senhor sabe com quem está falando?
— Não, disse o pescador.
— Sou policial florestal e o senhor está preso!
— E o senhor sabe com quem está falando?
— Não — disse o policial.
— Com o maior mentiroso aqui da redondeza.
a ) O que torna esse causo engraçado?

Origem popular.
b) No início do causo, o pescador conta vantagem relatando que pescou uma enorme quantidade de peixes.
• De que forma ele pescou tantos
Resposta: Usando redes.
• Por que o final do causo permite inferir que esse modo de pescar é ilegal na região
Resposta: Porque o policial florestal dá voz de prisão ao pescador.
que, em muitas regiões, são proibidas por causarem impactos negativos ao meio ambiente. Embora as atitudes descritas no causo sejam ilegais, ele deve ser compreendido como parte das culturas populares brasileiras. Valorize o causo como manifestação do nosso patrimônio cultural, mas oriente os estudantes a fazerem uma leitura crítica, entendendo que nem tudo o que é tradicional é aceitável do ponto de vista legal ou ambiental, por exemplo.
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• Na atividade 1, explique que causos de pescador fazem parte da tradição oral brasileira e costumam ser marcados pelo exagero e pelo humor. Incentive que leiam com atenção ao tom do narrador e ao comportamento dos personagens.
• Após a leitura do texto, seria oportuno destacar que o pescador, ao se declarar mentiroso, reestabelece ou cria uma verdade em benefício de si mesmo: salvar-se da punição prevista em lei. Ressalte que, embora o motivo no causo tenha um tom humorístico, a mentira pode ter consequências negativas. É necessário diferenciar a “mentira de pescador” (exagero) da mentira com intenção de trapaça. Também seria importante chamar a atenção para o papel do policial como representante da lei e discutir sobre o dever de respeitar a autoridade.
• Ao mediar o item a, pergunte: “O que torna a história divertida?”; “O pescador é valente de verdade ou só na conversa?”. Promova a troca de ideias e de experiências pessoais entre os estudantes. No item b, leve-os a refletir sobre como é possível preservar as culturas populares e, ao mesmo tempo, ter consciência crítica sobre algumas propostas de humor que elas trazem, que podem envolver estratégias de mentira, exagero ou enganação.
• Reforce que existem leis ambientais que regulam a pesca no Brasil, incluindo restrições ao uso de redes,
• Nos itens c e d, mostre como o pescador muda de postura para evitar punição, o que revela oportunismo. Leve os estudantes a refletirem sobre os valores éticos e a convivência em sociedade. Questione: “É justo se beneficiar desrespeitando as regras?”; “O que esse comportamento causa aos que seguem as leis?”. Ajude-os a perceber que o desrespeito às leis prejudica a coletividade e enfraquece a confiança nas instituições.
• No item e, oriente-os a observar o efeito de ambiguidade no final do texto, que é parte do efeito humorístico e reforça o caráter fictício e oral do causo, típico das culturas populares. Incentive que discutam o duplo sentido como um recurso do humor.
• Na atividade 2, mostre a diferença de aspecto entre as formas verbais: estava indica uma ação contínua, que se prolonga no tempo, e chegou expressa uma ação pontual, que ocorre num instante. Reforce que o uso combinado desses tempos ajuda a construir o ritmo e a progressão da narrativa.
c ) Por que não se pode ter orgulho de obter vantagens desrespeitando as leis?
Sugestão de resposta: Porque esse comportamento é desrespeitoso para com os cidadãos que cumprem as leis. Equivale a chamar esses cidadãos de tolos por não obterem as mesmas vantagens que os infratores das leis.
d) No final do causo, o pescador se declara “o maior mentiroso aqui da redondeza”. Por que ele diz isso?
Resposta: Para não ser preso pelo policial.
e ) O título do causo é “Mentira de pescador”. O texto deixa claro se o pescador mentiu? Explique.
Resposta: Não, porque o leitor fica sem saber se ele pescou mesmo enormes quantidades de peixe, já que no final se declara um grande mentiroso. Porém, o leitor não sabe se ele diz isso porque é mesmo um mentiroso (nessa hipótese, deixaria de sê-lo) ou apenas porque não quer problemas com o policial.
2. Observe as formas verbais destacadas no trecho a seguir.
Um pescador estava na beira do rio [...], de repente chegou um policial florestal [...].
a ) Em qual tempo estão as formas verbais estava e chegou?
Resposta: No passado.
b) Relacione cada forma verbal ao tipo de ação que ele indica. Resposta: A – 2; B – 1.
Estava. A.
Chegou. B.
Ação instantânea, pontual. 1.
Ação que tem duração. 2.
5. b) Resposta: 1 - foram pescar no rio; 2 - puxaram a rede; 3 - subiram a barranca; 4 - acenderam o fogo; 5 - o narrador se deitou na rede.
3. Considere o trecho “— Vixe, peguei muito, esse cesto não é nada!” e faça as atividades.
a ) Complete as lacunas a seguir.
Resposta: Passado; presente.
Peguei se refere ao tempo ; é se refere ao tempo
b) Identifique no texto outro verbo usado no presente e explique por que foi usado esse tempo verbal.
Possível resposta: “Eu tenho mais ou menos umas 50 redes armadas”. O verbo ter no presente foi usado para afirmar ao policial algo que ocorre no momento que ele fala e como se fosse uma verdade. Isso também vale para sabe e está
4. Se você fosse contar a um amigo como o pescador se saiu no final, quais tempos verbais do modo indicativo usaria? Complete a frase com as formas verbais de acordo com os verbos entre parênteses.
Resposta: Disse; falava/estava falando.
O pescador (dizer) que o policial (falar) com o maior mentiroso das redondezas.
5. Leia o trecho de uma crônica escrita pelo carioca Rubem Braga.
[...] A gente tinha ido pescar no rio, de noite. Puxamos a rede afundando os pés na lama, na noite escura, e isso era bom. Quando ficamos bem cansados, meio molhados, com frio, subimos a barranca, no meio do mato, e chegamos à choça de um velho seringueiro. Ele acendeu um fogo, esquentamos um pouco junto do fogo, depois me deitei numa grande rede branca – foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. [...]
BRAGA, Rubem. Um sonho de simplicidade. Portal da Crônica Brasileira. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11548/um-sonho-de-simplicidade. Acesso em: 9 jul. 2025.
a ) Do que o cronista se lembra?
b) Enumere os fatos a seguir na sequência em que aconteceram.
acenderam o fogo o narrador se deitou na rede subiram a barranca foram pescar no rio puxaram a rede
Resposta: De uma viagem de pescaria, quando ficou na cabana de um seringueiro. 129
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• No item a da atividade 3, reforce que diferentes tempos verbais podem coexistir numa mesma fala, dependendo do que se quer expressar. No item b, explique que o presente do indicativo é usado para expressar ações que estão ocorrendo no momento da fala ou verdades que o falante considera permanentes.
• Na atividade 4, incentive os estudantes a usarem corretamente os tempos verbais em narrativas no passado. Ajude-os a perceber que, ao relatar um diálogo em discurso indireto, é comum usar verbos de enunciação (“disse”) e usar os verbos no pretérito (“estava falando”).
• Antes da leitura proposta na atividade 5, explique que Rubem Braga foi um cronista que registrava momentos simples do cotidiano com muita sensibilidade. Após a leitura, verifique a necessidade de elucidar o sentido de alguma palavra, como choça, que significa cabana Peça aos estudantes que localizem os detalhes do trecho que ajudam a construir o ambiente e as sensações vividas. Reforce que o cronista valoriza a memória e a experiência pessoal.
• No item b, leve-os a observar a ordem dos verbos no trecho para identificar a sequência dos fatos. Peça que releiam com atenção para entender a progressão da ação, do esforço físico à sensação de acolhimento final. Mostre que a ordem em que os verbos aparecem indica a sequência das ações: os personagens subiram a barranca depois de ficarem cansados e, em seguida, chegaram à choça. Isso ajuda a construir a progressão temporal do texto.
• Essa atividade ajuda a compreender como os verbos e a estrutura das frases contribuem para a organização do texto.
• Na atividade 6, reforce que esse tempo verbal contribui para organizar a narrativa como uma lembrança de momentos específicos. Explique que o narrador recupera uma sequência vivida, e o uso do pretérito perfeito reforça o caráter episódico e concluído de cada ação.
• Depois da correção das atividades, é possível identificar as eventuais dificuldades dos estudantes. Verifique se há necessidade de uma revisão sobre os conceitos trabalhados.
• Caso sejam percebidas dificuldades na realização das atividades ou na compreensão dos conceitos, procure verificar se os desafios estão relacionados à identificação dos tempos verbais ou aos aspectos que eles expressam. Registre e retome o assunto posteriormente, de maneira individual, com elementos de apoio para provocar uma nova conversa, como textos de gêneros variados para ampliar o repertório dos estudantes.
6. Releia este trecho.
Quando ficamos bem cansados [...] subimos a barranca [...] e chegamos à choça de um velho seringueiro.
a ) Em qual tempo estão as formas verbais destacadas?
Resposta: Estão no passado.
b) Quando as pessoas subiram a barranca?
Resposta: Depois de ficarem cansadas.
Depois de ficarem cansadas. Antes de ficarem cansadas.
c ) Subimos e chegamos são duas ações que ocorrem: uma depois da outra. ao mesmo tempo.
Resposta: Uma depois da outra.
7. Releia o trecho a seguir.
Ele acendeu um fogo, esquentamos um pouco junto do fogo, depois me deitei numa grande rede branca – foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados.
a ) Sublinhe as formas verbais.
Resposta: Acendeu; esquentamos; deitei; foi.
b) Essas formas verbais estão no pretérito perfeito ou imperfeito?
Resposta: No pretérito perfeito.
c ) Por que elas estão nesse tempo?
Resposta: Porque expressam uma ação que aconteceu em um instante e terminou.
d) Desafio! Explique a diferença entre “isso era bom” e “isso foi bom”.
Resposta: “Isso era bom” se refere a algo que teve duração: algo bom que durou um tempo; “isso foi bom” se refere a um acontecimento específico que foi bom, mas que não teve duração.
ATIVIDADE EXTRA
• Proponha a roda de conversa “Ontem, hoje e amanhã”: cada estudante deve elaborar três frases: uma sobre algo que fez no passado, uma sobre algo que faz no presente e outra sobre algo que deseja fazer no futuro. Após pensarem individualmente, devem compartilhar suas frases em pequenos grupos e, depois, alguns voluntários podem apresentá-las para toda a turma. Ao final, construa coletivamente um cartaz com algumas
das frases, destacando os tempos verbais usados com cores diferentes (exemplo: azul para o passado, verde para o presente, laranja para o futuro). O objetivo é que os estudantes partam de experiências pessoais para refletir sobre o uso dos tempos verbais do modo indicativo, tornando o conteúdo mais significativo, além de desenvolver competências socioemocionais, como expressão pessoal, respeito ao outro e cooperação.
JANELAS
Os bichos sorriem?
Leia silenciosamente a reportagem a seguir, publicada originalmente em uma conhecida revista para crianças. Em seguida, você vai conhecer uma característica importante desse gênero textual.
Sorriso de bicho
A leitora Lara Alves me deixou muito curioso. Ela enviou uma mensagem para a CHC Online perguntando se existe algum animal que sorri assim como os humanos.
Para tirar essa dúvida, conversei com o neurocientista Adolfo Reis, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ele me explicou que nenhum animal, além dos humanos, mostra os dentes para sinalizar alegria. “No caso dos cachorros, por exemplo, o sorriso com dentes é uma demonstração de agressividade”, disse. “Mesmo os chimpanzés, que têm as expressões mais parecidas conosco, mostram os dentes como forma de demonstrar submissão”.

OBJETIVOS
• Ler uma reportagem e refletir sobre um recurso que garante a confiança do leitor.
• Conhecer e refletir sobre a expressão de sentimentos de alguns animais.
BNCC
• A leitura proposta e as atividades subsequentes permitem aos estudantes exercitarem a curiosidade, perceberem a função social e a ideia central dos textos, localizar informações explícitas e implícitas e serem guiados a inferir o sentido de palavras com base no contexto, desenvolvendo, assim, as habilidades EF15LP01, EF15LP03 , EF35LP01 , EF35LP03 , EF35LP04 , EF35LP05 e EF05LP15, além da Competência geral 2 e da Competência específica de Língua Portuguesa 2
Os humanos são os únicos animais que mostram os dentes para demonstrar felicidade. Mesmo o “sorriso” do chimpanzé não é de alegria como o nosso.
No entanto, isso não significa que os animais não usem outros mecanismos para demonstrar seus sentimentos. “Quando estão contentes, os ratos produzem sons que humanos não conseguem ouvir”, contou Adolfo. “Além disso, eles também dão saltos, literalmente pulam de alegria”.
Cada espécie tem sua própria forma de demonstrar sentimentos. Conhecendo os animais, aprendemos a perceber isso. Por exemplo, você já deve saber que, para descobrir se um cachorro está feliz, em vez de procurar um sorriso, é melhor olhar do outro lado. Uma cauda abanando vale mais do que mil risadas!
SORRISO de bicho. Ciência Hoje das Crianças, 15 jan. 2014. Disponível em: http://chc.org.br/acervo/sorriso-de-bicho/. Acesso em: 18 jun. 2025.
• Proponha uma leitura silenciosa do texto e, posteriormente, uma leitura em voz alta, de modo que cada estudante leia um trecho. Depois da leitura, promova uma roda de conversa a partir de perguntas que levem à reflexão sobre o tema, como: “Os animais sorriem como os humanos?”; “Por que o sorriso de um cachorro ou de um chimpanzé não representa felicidade como o sorriso dos seres humanos?”; “De que outras formas os animais demonstram sentimentos?”; “Qual é a importância de compreender essas diferenças para nos relacionarmos com os animais?”. Após a
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discussão, retome com a turma as características da reportagem, destacando que esse gênero textual tem como objetivo informar de maneira clara, utilizando linguagem acessível, recursos explicativos e entrevistas com especialistas.
• Chame a atenção dos estudantes para a sequência tipológica expositiva notada no trecho de reportagem reproduzido, cujo objetivo é apresentar informações sobre um assunto. Compare as sequências apresentadas na unidade com essa, para que eles possam diferenciá-las.
• Para mediar as atividades propostas, incentive os estudantes a retomarem a leitura do texto sempre que necessário, para fundamentar suas respostas com base nas informações da reportagem.
• Na atividade 1, faça a comparação entre os textos de forma mais ampla, pedindo exemplos de como o humor é construído nas piadas e de que maneira a reportagem trata o riso de forma informativa. Pergunte aos estudantes se eles acham que a reportagem também pode provocar algum tipo de humor e, se sim, por quê.
• Na atividade 2 , leve os estudantes a observarem os elementos do texto que indicam a existência de uma interação com o leitor. Aproveite para relembrar o que são as seções de cartas do leitor e como funcionam os canais de comunicação entre leitores e revistas.
• Na atividade 3, para além do preenchimento da tabela, proponha uma conversa sobre o que pode acontecer quando os humanos interpretam o comportamento animal de forma equivocada. Isso ajuda a ampliar a compreensão sobre a importância do conhecimento científico.
• Na atividade 4, destaque a importância da presença de especialistas em textos informativos, explicando que essa estratégia reforça a credibilidade do conteúdo apresentado. É possível propor uma breve discussão sobre o que torna uma fonte confiável e como identificar isso em outros textos informativos.
• Na atividade 5, valorize a diversidade de perguntas dos estudantes e proponha que compartilhem suas curiosidades com os colegas. Essa troca pode gerar novas questões e ampliar o interesse pelo tema, favorecendo a escuta ativa e o respeito às
1. Qual é o tema dessa reportagem? De que forma ele se relaciona com as piadas que você leu nesta unidade.
Resposta: A reportagem fala de riso e outros sentimentos. Todos os textos se referem a humor, mas de modos diferentes: nas piadas se quer fazer humor; já na reportagem, explicar o riso e outros sentimentos.
2. O autor escreve a reportagem porque ficou curioso com a pergunta de uma leitora. Para onde a leitora pode ter enviado a pergunta?
Sugestão de resposta: Para uma seção de mensagens da revista on-line
3. A reportagem compara o significado de mostrar os dentes para diferentes animais. Complete o quadro com as informações.
O significado de mostrar os dentes
Cachorro
Chimpanzé
Humanos
Resposta: Agressividade.
Resposta: Submissão.
Resposta: Alegria, simpatia.
4. Qual recurso a reportagem usa para garantir a confiança do leitor?
Resposta: Cita a fala de um especialista.
Faz comparações.
Cita a dúvida de uma leitora.
Cita a fala de um especialista.
5. Qual pergunta você faria ao autor depois de ler essa reportagem?
Resposta pessoal. A resposta vai depender da curiosidade e do interesse dos estudantes pelo assunto.
diferentes formas de pensar. Se possível, organize a produção coletiva de uma carta com as dúvidas da turma para enviar à revista ou simular essa ação como exercício de escrita.
• Depois da correção dos exercícios, é possível identificar as eventuais dificuldades dos estudantes. Verifique se há necessidade de uma revisão sobre os conceitos trabalhados relacionados à reportagem e aos tempos verbais.
• Para retomar os tempos verbais, recentemente estudados, pergunte aos estudantes qual tempo verbal predomina na reportagem. O passado aparece no primeiro parágrafo porque ele está contando como nasceu o interesse pelo tema da reportagem. Em seguida, predomina o presente, porque o texto enuncia dados científicos, verdades. O presente é o tempo verbal adequado a essa finalidade discursiva.
OBJETIVOS
HORA DE PRODUZIR
Reconto de causo em podcast
O que vai produzir
Com um colega, você vai escolher um causo popular para recontar à turma e gravar com o acompanhamento do professor. A gravação deve ser enviada para familiares e conhecidos e postada nas mídias sociais da escola.
Planejar
1. O primeiro passo é escolher um causo engraçado para recontar. Para isso, peçam sugestões aos adultos com os quais vocês convivem.
2. Marquem um horário com a pessoa e, ao ouvir a história, anotem as principais informações para depois escrevê-la e contá-la do jeito de vocês.
Produzir
Escrevam a história e verifiquem o que poderia ser melhorado nela. Depois, reescrevam em uma versão definitiva. Dividam as partes entre vocês e ensaiem
PAPO DIGITAL
Para fazer uma gravação com qualidade, siga estas dicas.
• Grave em espaços com pouco barulho.
• Posicione o equipamento próximo à boca.
• Para editar o arquivo, verifique se foi salvo em formato de áudio.
• Verifique sempre se tudo ficou gravado.
Compartilhar
É hora de ouvir o causo que vocês gravaram. O professor vai combinar um dia para que todos ouçam as gravações. Depois, vocês e o professor podem combinar como farão a divulgação e as postagens na internet.
Avaliar
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
1. Todos participaram da atividade?
2. O que foi fácil? O que foi difícil?
PAPO DIGITAL
• Caso não seja possível gravar um podcast, adapte a proposta do reconto de causo para ser feito apenas oralmente na sala de aula, em uma apresentação para os colegas. Avalie o que é mais adequado ou possível para a turma.
• Ao compartilhar, é possível hospedar o arquivo, deixando-o com uma imagem fixa ou em algum agregador de áudios. Caso opte pela apresentação oral do reconto, combine um dia para a apresentação das duplas.
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• Prepare o ambiente para um momento de avaliação da atividade e proponha as questões sugeridas. Caso haja necessidade, elabore outras conforme tenham ocorrido a atividade e o desempenho dos estudantes. Retome os momentos da produção; verifique como eles ampliaram o repertório e a desenvoltura oral; faça uma sondagem para perceber as dificuldades e proponha remediações, se for o caso. Anote as percepções manifestadas pelos estudantes durante esse momento. Valorize as conquistas do grupo e o momento lúdico com a turma, fortalecendo os vínculos e conscientizando-os do aprendizado conquistado.
• Recontar um causo oralmente.
• Planejar e produzir a apresentação de um reconto de causo em formato de podcast
BNCC
• A proposta de produção de texto desta seção permite o desenvolvimento da habilidade EF05LP11, pois incentiva o registro de um causo. Por se tratar de uma apresentação oral; ser direcionada em etapas de planejamento, produção, compartilhamento e avaliação; propor a escolha de uma variedade e estilo de linguagem adequados à situação; e por requerer o uso de ferramentas digitais, os estudantes também aprimoram as habilidades EF15LP09 , EF15LP10 , EF15LP11 e EF35LP10 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 3, 5, 7 e 10
• Na etapa de planejamento, os estudantes podem pesquisar em sites ou em plataformas de vídeo para ouvir e registrar causos para depois recontá-los. Caso essa opção seja possível, leve-os para a sala de informática e acompanhe a pesquisa, instruindo-os sobre o uso consciente e cuidadoso da internet.
OBJETIVOS
• Desenvolver habilidades leitoras por meio da leitura e análise de textos multissemióticos.
• Praticar a oralidade em sala de aula por meio de atividades relacionadas aos textos lidos.
BNCC
• As atividades desta seção, por meio da oralidade, levam os estudantes a fazerem o levantamento de hipóteses sobre os textos a serem lidos com base em conhecimentos prévios e pistas oferecidas. Dessa forma, eles desenvolvem a habilidade EF15LP02, bem como as habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala, compreensão da finalidade das interações orais e apresentação de opiniões ( EF15LP09 , EF15LP10 , EF15LP11 e EF15LP13) e as Competências gerais 4 e 5
AS IMAGENS TAMBÉM FALAM: CARTUNS
RODA DE LEITURA: CARTUM
Vamos conversar sobre a capacidade que as imagens têm de nos transmitir muitos tipos de mensagem, especificamente no caso do cartum, que é conhecido e produzido no mundo todo.
ANTES DE LER
Responda às questões a seguir oralmente.
1. A fotografia a seguir mostra uma pintura rupestre, ou seja, feita sobre rochas, encontrada em um parque arqueológico que está na lista de Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

2. a) Resposta pessoal. A resposta vai depender do repertório dos estudantes. É possível que eles citem grafites, charges, cartuns, tirinhas, histórias em quadrinhos etc.
a ) Quais elementos compõem a cena do desenho?
b) Qual narrativa parece ser contada na cena?
Resposta: Está sendo narrada uma caça a um animal.
Pintura rupestre encontrada no parque arqueológico Tassili n’Ajjer, na Argélia, continente africano. 1. a) Sugestão de resposta: Caçadores, um boi, búfalo ou outro animal de cascos e cachorros.
2. As pinturas rupestres mostram como, há muito tempo, os desenhos são registros importantes do nosso cotidiano.
a ) Você conhece outros registros em imagem que tratam de assuntos cotidianos?
b) Os jornais e as revistas publicam charges e cartuns que defendem opiniões sobre fatos do dia a dia. Você leu uma charge ou um cartum em algum jornal ou revista? Troque informações com os colegas.
Resposta pessoal. A resposta depende dos conhecimentos dos estudantes e da experiência deles com a leitura e o manuseio de jornais e revistas.
ANTES DE LER
• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a colocarem suas ideias e ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala.
• Na atividade 1, a depender da resposta dos estudantes, informe que no Piauí, na Serra da Capivara, há sítios arqueológicos com pinturas rupestres que datam de 12 000 anos.
• No item b da atividade 2, acolha as reflexões dos estudantes. Se achar produtivo, mostre à turma exemplos de charges e cartuns em jornais e revistas.
A seguir, você vai ler dois cartuns do brasileiro Caulos, publicados no livro Só dói quando respiro.
Cartum 1

CAULOS. Só dói quando eu respiro Porto Alegre: L&PM, 2001. p. 14.
QUEM PRODUZIU?
Cartum 2

Só dói quando eu respiro
Alegre: L&PM, 2001. p. 104.
O cartunista mineiro Caulos trabalhou como desenhista em grandes jornais, como Jornal do Brasil e The New York Times. Nos anos 1960 e 1970, foi um dos integrantes do famoso semanário O Pasquim. Fez várias exposições individuais em museus e galerias, como no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
Papo de leitor
1. No livro Só dói quando respiro, Caulos aborda temas ecológicos.
a ) Podemos dizer que os cartuns de Caulos contribuem para a discussão dos problemas ambientais? Por quê? Sugestão de resposta: Sim. Porque tematizam o meio ambiente (desmatamento e poluição).
• Promova a leitura atenta e silenciosa dos textos. Oriente os estudantes a buscarem o significado dos conteúdos a partir do contexto, observando as informações contidas no título da obra, o ano de publicação e os temas que estavam em evidência naquele período, tanto no Brasil quanto no mundo. Leve-os a refletir sobre questões como a poluição, as mudanças climáticas e outros temas relacionados ao meio ambiente.
• Com relação ao cartum 2, explique que, há algumas décadas, era relativamente comum o uso de aviões para lançar panfletos sobre áreas urbanas ou eventos, como forma de divulgar mensagens
BNCC
• A proposta de leitura de dois cartuns, bem como a exploração de características desse gênero e dos conteúdos de cada um, por meio de atividades orais e escritas, leva os estudantes a desenvolverem a habilidade EF05LP10. Por identificarem a função social dos textos, a ideia central em cada um, explorarem as ilustrações, localizarem informações explícitas e inferirem o sentido de palavras e informações implícitas, eles desenvolvem também as habilidades EF15LP01, EF15LP03, EF15LP18 , EF35LP03 , EF35LP04 e EF35LP05, além da Competência geral 3 e da Competência específica de Língua Portuguesa 7, uma vez que podem reconhecer os textos como instrumentos de negociação de sentidos, valores e ideologias.
• Por fazerem relação com o meio ambiente, os cartuns e o trabalho proposto com eles dialogam com o tema contemporâneo transversal Educação ambiental
• Nesta seção, são apresentados dois cartuns, gênero que se insere na categoria de textos multissemióticos ou multimodais. Se julgar interessante, prepare uma coletânea de cartuns para apresentar previamente aos estudantes, a fim de que tenham mais contato com o gênero.
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políticas, promocionais ou publicitárias. Hoje em dia, essa ação é proibida ou altamente restrita devido a preocupações ambientais, questões de segurança e regulamentações sobre a poluição visual. Essa contextualização pode ajudá-los a compreender melhor o humor da charge e refletir sobre como as formas de comunicação mudaram com o tempo.
• Após a leitura dos textos, é interessante explorar com os estudantes a biografia do autor deles, o cartunista Caulos, um dos integrantes do O Pasquim, importante jornal crítico que circulou no Brasil nos 1960 e 1970.
CAULOS.
Porto
• Para aprofundar a discussão da atividade 1, vale conferir com os estudantes os compromissos que os Estados podem assumir com relação ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável por meio dos 17 objetivos da ONU (Organização das Nações Unidas). Desses objetivos, destaca-se o de número 15: “Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda da biodiversidade”.
REFERÊNCIAS
COMPLEMENTARES
SOBRE o nosso trabalho para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil. Nações Unidas Brasil. Disponível em: https://brasil.un.org/ pt-br/sdgs. Acesso em: 4 set. 2025.
Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU buscam promover um mundo mais igualitário e sustentável, abordando os principais desafios de desenvolvimento enfrentados no mundo.
b) A qual tipo de leitor se destina esse tipo de cartum? Explique sua resposta.
Sugestão de resposta: Destina-se a um leitor que tenha interesse em assuntos relacionados ao meio ambiente e a um público geral, para conscientização, e, mais especificamente, a um público que tenha interesse pelo assunto e que goste do gênero cartum.
2. Todo cartum tem como base uma ilustração na qual se estrutura o texto.
a ) Quais imagens você reconhece em cada cartum? Complete o quadro a seguir.
Imagens nos cartuns
Resposta: É possível reconhecer uma árvore cortada cujo pensamento expressa a parte perdida.
Resposta: É possível reconhecer um avião voando entre prédios e soltando panfletos.
b) Qual tema cada cartum desenvolve?
Resposta: Cartum 1: desmatamento. Cartum 2: poluição.
Cartuns são textos gráficos com tom humorístico que produzem uma crítica a determinados comportamentos humanos e não se restringem a um evento ou a personalidades específicas.
3. O cartum 1 utiliza um recurso típico de histórias em quadrinhos.
a ) A que recurso a copa da árvore se assemelha?
Resposta: Um balão de pensamento.
• Na atividade 2, explique que a imagem é fundamental para a criação de sentidos nesse gênero textual. Incentive-os a descrever as ilustrações com as próprias palavras, reconhecendo objetos e elementos do ambiente, mesmo que sejam estilizados ou simbólicos. Conduza uma conversa que os ajude a relacionar os elementos visuais ao tema de cada cartum.
• Faça com a turma uma leitura compartilhada do boxe que define o conceito de cartum e, em seguida, discuta coletivamente o conteúdo.
Pergunte, por exemplo: “O que torna um cartum engraçado e crítico ao mesmo tempo?” e “Por que vocês acham que esse tipo de texto é usado para tratar de temas sérios?”. Essas perguntas podem ajudar a consolidar a compreensão do gênero cartum como uma forma de comunicação que traz uma crítica social.
• Na atividade 3, caso seja necessário, é interessante resgatar com os estudantes os formatos dos balões de histórias em quadrinhos e suas funções.
Cartum 1
Cartum 2
b) Qual é a função desse recurso nos quadrinhos e no cartum?
Resposta: Expressar o pensamento de um personagem.
4. A questão do desmatamento é uma das grandes preocupações mundiais.
a ) Como o cartum 1 provoca a discussão sobre esse assunto?
Resposta: Mostrando um toco de árvore cortada que se lembra do restante que foi cortado: o tronco e a copa.
b) Observe novamente a imagem do cartum 1. Qual associação o cartunista quis fazer?
Resposta: O balão de pensamento da árvore cortada foi feito no formato da copa perdida.
O balão de pensamento da árvore cortada foi feito no formato da copa perdida.
O formato de nuvem do balão de pensamento fica sem relação com o tema do desmatamento.
5. O cartum 2 também discute questões ambientais.
a ) Qual discussão esse cartum propõe?
Resposta: A discussão sobre a poluição das cidades.
b) Quais elementos desse cartum permitem identificar o tema?
Resposta: A nuvem de papel sendo despejada na cidade e a parte escrita dos panfletos.
6. O cartum 2 é composto de texto e imagem.
a ) O que aconteceria com esse cartum sem o texto escrito nos panfletos?
Resposta: Não seria possível identificar o objetivo do despejamento de papéis.
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• Na atividade 4, destaque como elementos visuais e simbólicos são usados para provocar uma reflexão sobre o desmatamento. Ao discutir o item a, incentive os estudantes a pensarem sobre o que a árvore representaria se pudesse se expressar — que sentimentos ou críticas o cartunista pode estar transmitindo por meio da imagem? Explore a ideia da memória da árvore como um recurso sensível para falar de um problema ambiental. No item b, ao analisar o balão de pensamento, leve-os a compreender como a forma gráfica contribui para reforçar a mensagem crítica do cartum.
• Na atividade 5, é possível iniciar a mediação relembrando o conceito de poluição urbana, discutindo brevemente suas formas e seus impactos. No item a, incentive os estudantes a relacionarem a imagem com situações reais que observam em suas comunidades, como o acúmulo de resíduos sólidos ou o excesso de publicidade nas ruas. No item b, destaque como os detalhes gráficos funcionam como pistas visuais para compreender o tema. Mostre como há uma intenção crítica por trás da cena: o excesso de consumo, a produção de resíduos e a interferência humana no ambiente.
• Na atividade 6, é interessante promover uma reflexão entre os estudantes sobre as situações em que panfletos são amplamente distribuídos na sociedade, por exemplo, propagandas ou “santinhos” de políticos. Destaque como esses panfletos, muitas vezes, acabam sendo descartados na rua de forma pouco responsável e acabam poluindo o ambiente.
• Na atividade 7, é importante destacar que a ironia é uma figura de linguagem amplamente utilizada em contextos de humor. No entanto, a ironia pode ser empregada, por vezes, como ferramenta de crítica e conflito, quando é utilizada de forma negativa, com a finalidade de ofender alguém. Por isso, ao ser praticada, é necessário que se tenha responsabilidade e respeito ao interlocutor.
• Durante a leitura do boxe de conceito, promova uma conversa rápida sobre o papel social do cartum. Pergunte: “Vocês acham que o humor pode nos fazer pensar de forma mais crítica sobre a realidade? Por quê?”. Incentive a turma a perceber que o cartum tem uma função crítica e educativa e que o humor pode ser um caminho para despertar a consciência ambiental e social.
• Na atividade 8, para conhecer mais sobre o ciclo do papel, se possível, reproduza para os estudantes a animação a seguir: DE ONDE vem o papel? #Episódio 15. De onde vem?, 31 mar. 2015. Disponível em: https://youtu. be/rjUaQW0VG0k. Acesso em: 4 set. 2025. Se o vídeo e o infográfico despertarem neles a curiosidade sobre o processo de fabricação do papel, peça-lhes que façam uma pesquisa mais detalhada e a apresentem para a turma oralmente, com o apoio dos recursos visuais disponíveis.
b) Compare a mensagem dos folhetos e o modo como são distribuídos. O que o cartum está criticando?
Resposta: Critica o modo como as pessoas poluem mesmo para espalhar mensagens contra a poluição.
7. A ironia e o humor são recursos característicos dos cartuns. A ironia ocorre quando o sentido de um texto é o contrário daquele que é expresso. Por que podemos dizer que a frase “Mantenha sua cidade limpa” é irônica?
Resposta: Porque o ato de jogar papel na cidade produz o sentido contrário do que a frase expressa.
Os cartuns apresentam uma visão crítica da realidade e do comportamento das pessoas de forma bem-humorada ou explorando a emoção.
8. O papel é feito com a celulose obtida das árvores. O ciclo do papel impresso começa com o corte das árvores, mas há modos de produzi-lo respeitando o meio ambiente. Observe o infográfico.

A.
B.
C.
D.
E.
F.
a ) De acordo com o infográfico, qual ação é fundamental para evitar que se cortem mais árvores?
Resposta: É fundamental coletar e reciclar o papel.
b) O tema abordado em cada cartum está relacionado a um momento do ciclo do papel, mostrado no infográfico. A qual momento do ciclo se refere o cartum 1?
Resposta: Ao momento A, de corte das árvores.
c ) Represente em um mapa conceitual o ciclo do papel impresso, considerando que todo papel que chega nas gráficas seja proveniente da reciclagem.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam o ponto de partida do mapa conceitual será a etapa D do infográfico, correspondente à circulação e ao consumo dos materiais impressos. Espera-se que eles produzam um mapa conceitual combinando a parte verbal com a não verbal, explorando tipos e tamanhos de letras, formas geométricas e cores. Se necessário, retome os mapas conceituais vistos na unidade 1
ser descartados corretamente, o que leva à etapa da coleta seletiva, fundamental para separar os resíduos recicláveis.
• C: Centro de reciclagem: O material coletado é enviado para os centros de reciclagem, onde o papel é transformado em nova matéria-prima.
• D: Entrega do papel reciclado na gráfica e impressão de jornais e revistas: O papel reciclado é destinado às gráficas, que utilizam esse papel reciclado para imprimir novas publicações, reiniciando o ciclo.
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• Incentive os estudantes a usarem setas para indicar a ordem e o fluxo do ciclo e a escreverem palavras-chave em caixas ou balões para representar cada etapa. Reforce a ideia de que esse ciclo só é possível com a participação ativa das pessoas, sobretudo na etapa da coleta seletiva.
• É possível ainda propor uma atividade complementar de criação coletiva de um cartaz ilustrando esse ciclo, reforçando a consciência ambiental e a importância da reciclagem.
• No item a da atividade 8, oriente os estudantes a observarem com atenção as etapas do infográfico, sobretudo os elementos visuais associados ao reaproveitamento do papel. Explique que, ao coletar e reciclar o papel usado, evitamos a necessidade de cortar novas árvores para produzir mais papel.
• No item b, peça aos estudantes que localizem no infográfico os momentos que correspondem aos temas centrais de cada cartum. Incentive-os a relacionar as imagens dos cartuns ao ciclo apresentado: no cartum 1, o corte da árvore remete diretamente à etapa A (derrubada das árvores). Complemente que, no cartum 2, a crítica à poluição provocada por papéis remete às etapas D (uso do papel) e E (descarte pelo leitor). Para facilitar a marcação no infográfico, você pode sugerir que usem lápis de cor.
• No item c, ao orientar a construção do mapa conceitual, ajude os estudantes a pensarem em como organizar visualmente o ciclo do papel a partir de uma sequência que deve seguir a lógica de reaproveitamento e circulação do papel.
• A: Circulação e consumo de materiais impressos: É o ponto de partida do ciclo, representado no topo do desenho, onde os materiais já impressos (jornais, gibis, revistas etc.) são consumidos pelos leitores.
• B: Coleta seletiva: Após o uso, esses materiais devem
• Ao mediar as atividades 9, 10 e 11, oriente os estudantes a olharem para os cartuns como produções artísticas, valorizando o estilo próprio do autor, Caulos.
AGORA QUE JÁ LEMOS
• Na atividade 1 do boxe Agora que já lemos, chame a atenção dos estudantes para a economia da linguagem visual: o leitor visualiza de forma muito rápida o que o autor quis discutir.
• Na atividade 2, reforce que os cartuns são comuns nas seções de opinião de jornais justamente porque combinam humor e crítica social em linguagem acessível e atrativa, o que contribui para ampliar o alcance das mensagens e provocar a reflexão dos leitores sobre temas de interesse público.
• Na atividade 3, valorize as respostas dos estudantes e incentive que compartilhem, em pequenos grupos, o que mais os impactou ou surpreendeu nos cartuns analisados.
• Na atividade 4, proponha a estudantes voluntários que escrevam na lousa ações possíveis relacionadas a consumo consciente, reciclagem, coleta seletiva e proteção ambiental, levando em conta tanto ações pessoais quanto atitudes coletivas. Após a conclusão dessa etapa, promova uma discussão coletiva para ampliar o repertório de ideias da turma. Se possível, incentive-os a elaborar cartazes ou campanhas informativas com base nessas ações, relacionando o conteúdo das aulas com práticas sustentáveis no ambiente escolar.
• Para estudantes com perfil mais reflexivo ou tímido, adapte a atividade propondo o registro das ideias em uma folha à parte antes do compartilhamento oral.
9. Que material Caulos parece ter usado para produzir os cartuns?
Possível resposta: Lápis ou caneta preta.
10. Quais cores Caulos usou em nos cartuns lidos?
Resposta: Apenas preto.
11. Que recurso predomina nos desenhos?
Resposta: Traçado.
Traçado. Pintura. Pincelada.
12. A palavra cartum vem do inglês cartoon, pois originalmente era o nome dado a desenhos feitos em cartões. Essa palavra sofreu um fenômeno conhecido como aportuguesamento. Pesquise ao menos cinco palavras da nossa língua que passaram por esse mesmo processo e escreva-as a seguir.
Possíveis respostas: Fôlder; pôster; balé; xampu; caratê; surfe; piquenique; bife; basquete; boxe; chique; clipe, entre outras.
4. Possíveis respostas: Consumo consciente: evitar desperdícios, comprar o estritamente necessário, economizar papel, levar a própria sacola para fazer compras etc. Reciclagem: reutilizar embalagens, sacos e potes, utilizar sacos retornáveis, comprar produtos que tenham refil etc. Coleta seletiva: descartar vidro, papel, plástico e metais em recipientes próprios para esse fim, destinando-os à reciclagem. Proteção ambiental: não desperdiçar energia, economizar água, reciclar o lixo e praticar o consumo consciente.
AGORA QUE JÁ LEMOS
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que sim, porque é um assunto que interessa a todos.
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Na sua opinião, a discussão proposta pelos cartuns atinge o leitor? Por quê?
3. Resposta pessoal. Se necessário, retome a leitura dos cartuns com os estudantes.
2. Diversos jornais e revistas publicam cartuns nas seções de opinião. Qual é a importância desses textos para os jornais?
3. Você já leu e discutiu sobre meio ambiente e formas de preservação. Qual informação ou reflexão nova os cartuns vistos trouxeram para você?
4. Algumas ações podem reduzir os problemas ambientais, por exemplo: consumo consciente, reciclagem, coleta seletiva e proteção ambiental. Cite ao menos uma atitude que podemos ter que represente cada uma dessas ações.
2. Sugestão de resposta: Os cartuns permitem a discussão de temas importantes de forma rápida e leve, pois exploram humor, e em linguagem acessível.
JANELAS
Uma árvore muito brasileira
O pau-brasil é parte da vegetação da Mata Atlântica e está em risco de extinção. Para evitar isso, em 1999, foi criado o Parque Nacional do Pau Brasil. Conheça um pouco mais dessa árvore.
Pau-Brasil
Árvore que dá nome ao país, o pau-brasil tem muitos espinhos em seus galhos mais novos e floresce na primavera. Foi muito utilizado na construção civil e naval, porém seu principal valor reside na “brasileína”, um colorante extraído do lenho e muito usado para tingir tecidos e fabricar tintas para canetas.
Hoje, é a madeira preferida de músicos para confecção de arcos de violino. Também é utilizada para tornar as cidades mais arborizadas, o que diminui seu risco de extinção.
Lenho: tronco.

de um pau-brasil.
PAU-BRASIL. Instituto Inhotim. Disponível em: https://www.inhotim.org.br/item-do-acervo/pau-brasil/. Acesso em: 20 jun. 2025.
1. O verbete descreve o pau-brasil. Complete as frases com as informações.
OBJETIVOS
• Desenvolver a leitura e a produção de sequência descritiva.
• Refletir sobre o pau-brasil, relacionando-o à história do país e ao risco de extinção dessa árvore.
• Promover a consciência ambiental.
BNCC
a ) têm espinhos.
Resposta: Galhos mais novos.
Resposta: Primavera.
b) Floresce na .
2. O verbete descreve a árvore, destacando possíveis usos comerciais.
a ) O que isso mostra da descrição?
A descrição defende a extinção da árvore.
A descrição dá pouca atenção à necessidade de proteger a árvore contra a extinção.
A descrição destaca a importância de preservar a árvore para que ela seja explorada comercialmente.
A descrição defende a utilização do pau-brasil para tornar as cidades mais arborizadas.
Resposta: A descrição dá pouca atenção à necessidade de proteger a árvore contra a extinção.
estoques antigos legalizados ou de projetos de manejo sustentável.
• Ao mediar a atividade 1, incentive os estudantes a localizarem no texto as características físicas do pau-brasil, destacando como esses dados são apresentados de maneira objetiva. Reforce o uso de estratégias de leitura, como sublinhar informações e usar o glossário.
• No item a da atividade 2, explique que, ao mencionar usos comerciais da árvore, o texto não faz uma defesa explícita da preservação, o que revela uma descrição apenas informativa e não
• A proposta desta seção visa desenvolver nos estudantes a habilidade EF35LP01, pois os conduz à autonomia e à fluência em leitura. Por meio das atividades, eles podem aprimorar também as habilidades EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP07, assim como a Competência específica de Língua Portuguesa 2, pois são levados a identificar a ideia central do texto, inferir informações implícitas e utilizar os conhecimentos linguísticos já adquiridos para produzir uma sequência descritiva.
• Na leitura do segundo parágrafo do texto, reforce aos estudantes que, por ser uma espécie ameaçada de extinção e protegida por lei, o uso do pau-brasil é rigorosamente controlado. O comércio legal de pau-brasil para fabricação de instrumentos musicais exige autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e, muitas vezes, a madeira provém de
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engajada ambientalmente. A partir disso, comente que a ideia central do texto é apresentar as características da planta.
• Chame a atenção dos estudantes para a sequência tipológica descritiva presente nesse texto. Para a descrição de um objeto, podem-se adotar diferentes pontos de vista. No caso desse texto, predomina o ponto de vista das utilidades do pau-brasil, ou seja, dos modos como ele é empregado pelo ser humano em atividades diversas. Compare as sequências apresentadas na unidade com essa para que eles possam diferenciá-las.
Tronco
• No item b, incentive os estudantes a justificarem suas opiniões com base nas expressões do texto.
• Para a produção da descrição proposta no item c , oriente-os a observar atentamente as imagens e a organizar as ideias com base nas características visuais: altura, largura da copa, floração, tronco, cor e textura. Se necessário, apresente um modelo de texto descritivo na lousa.
• Na atividade 3, explore a expressão implícita na segunda frase, observando se os estudantes percebem que a forma verbal é se refere ao mesmo sujeito (a madeira), o que implica uma continuidade temática. O exercício de reescrita favorece o desenvolvimento de aspectos de coerência e coesão textual para a prática de escrita. O parágrafo está coeso, já que a terminação verbal da segunda frase retoma o sujeito “madeira” expresso na primeira frase. Esclareça que o objetivo, nesse caso, é reescrever a frase deixando seu sujeito explícito. Esclareça a eles que, com a reescrita, o parágrafo ficou mais coerente, já que não é a madeira que é utilizada para tornar as cidades mais arborizadas, e sim a árvore, ou seja, o pau-brasil.
b) Na sua opinião, o verbete permite ao leitor imaginar a árvore? Por quê?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que a descrição da árvore auxilia o leitor a imaginá-la por apresentar detalhes dela.
c ) Escreva uma descrição do pau-brasil, considerando as imagens a seguir e o texto da página anterior.


Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes elaborem um texto descritivo com algumas informações, como: a medida da árvore, a dimensão da copa, o que ocorre na primavera, a espessura do tronco e a cor do miolo.
Professor, professora: As legendas das imagens não foram inseridas para não comprometerem a realização da atividade.
3. Reescreva o segundo parágrafo do texto substituindo a palavra madeira por outro termo que mantenha o sentido. Faça os ajustes necessários.
Hoje, é a madeira preferida de músicos para confecção de arcos de violino. Também é utilizada para tornar as cidades mais arborizadas, o que diminui seu risco de extinção.
Possíveis respostas: O pau-brasil também é utilizado para tornar as cidades mais arborizadas, o que diminui seu risco de extinção. Essa árvore também é utilizada para tornar as cidades mais arborizadas, o que diminui seu risco de extinção.
DE OLHO NA ESCRITA
Palavras terminadas em -isse e -ice
1. Leia a seguir o trecho de uma crônica.
E várias postagens legais foram surgindo para que eu curtisse. Comecei aos poucos, mas as pessoas me achavam sem que eu agisse. A fase inicial foi de alguma fanfarronice. Logo postei um vídeo da música de abertura do Nacional Kid, ou Nacionaro Kido, um herói japonês da minha criancice.
OBJETIVOS
• Compreender os usos e significados das terminações -isse e -ice
• Ampliar o vocabulário e desenvolver a ortografia ao observar padrões e regularidades da língua.
BNCC
Não dominava bem a técnica virtual, com minha habitual tontice. E foram surgindo ouvintes solicitando amizade com muita meiguice. Demorei um pouco pra entender essa simpática doidice. Segurei alguns pedidos até que me permitisse, mas não houve nada que fingisse. [...]
ABAKI, Haisem. No reino mágico da feicibuquice. Estadão, 25 mar. 2016. Disponível em: https://sao-paulo. estadao.com.br/blogs/haisem-abaki/no-reino-magico-da-feicibuquice/. Acesso em: 28 abr. 2025.
De acordo com o autor da crônica, quais foram as primeiras dificuldades que ele enfrentou quando começou a usar redes sociais?
Resposta: A dificuldade era saber o que postar e quais amigos aprovar para que o seguissem.
2. O texto cria um ritmo por meio da repetição do som de algumas terminações de palavras.
a ) Que som é esse?
Resposta: O som de /isse/.
3. Sublinhe no texto as palavras com as terminações identificadas na atividade 2. [...]
b) De quais formas aparece a representação gráfica (escrita) desse som?
Resposta: Aparece nas formas -ice e -isse
Resposta: Curtisse; agisse; fanfarronice; criancice; tontice; meiguice; doidice; permitisse; fingisse.
Em língua portuguesa, há vários sons que são representados graficamente de diferentes formas. O som de /s/, por exemplo, pode ser representado graficamente por S, C, SS, Ç, SC, SÇ, XC e XS
• É interessante retomar o conhecimento que os estudantes já têm sobre a semelhança de sons entre algumas letras e verificar se sabem a diferença entre a escrita de palavras terminadas em -ice e -isse
• Na atividade 1, incentive uma leitura atenta aos sentidos implícitos e ao tom bem-humorado do autor. Após a leitura, discuta com a turma os principais desafios do cronista, retomando trechos que mostrem suas incertezas iniciais no ambiente virtual. Valorize as interpretações pessoais dos estudantes e a conexão com suas próprias experiências.
• A leitura dos textos presentes na seção e as atividades escritas possibilitam o desenvolvimento das habilidades EF15LP01 e EF35LP01 e da Competência geral 4. Já o conteúdo ortográfico leva os estudantes ao desenvolvimento das habilidades EF35LP13 e EF05LP01 e da Competência específica de Língua Portuguesa 2
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• Na atividade 2, para facilitar a escuta do padrão sonoro, leia algumas frases em voz alta com ênfase nas terminações. Em seguida, conduza a turma a observar como esse som pode ser representado graficamente de maneiras diferentes.
• Na atividade 3, após a correção coletiva, promova uma conversa sobre o efeito sonoro e expressivo que a repetição das terminações provoca no texto. Pergunte, por exemplo: “O que vocês sentiram ao ler tantas palavras com esse som final?”; “O texto ficou mais leve, engraçado, repetitivo?”. Isso ajuda a conectar forma e efeito de estilo.
• Peça aos estudantes que destaquem o texto dos dois boxes de conceito no livro ou que o copiem no caderno, acrescentando um exemplo de cada caso para fixar melhor o conteúdo e poderem consultá-lo de forma mais eficiente durante a realização das atividades.
• Na atividade 1 da subseção Para pensar e praticar, vale a retomada do que são fábulas: gênero literário curto no qual os personagens geralmente são animais com características humanas praticando ações que levam a uma moral final.
No texto que você leu, várias palavras terminam com o mesmo som, mas são representadas na escrita por -isse e -ice. Observe os seguintes exemplos.
curtisse criancice
São terminadas em -isse as formas verbais que indicam hipótese, desejo ou possibilidade no passado. Por exemplo: “Se eu agisse...; “Se eu permitisse...”.
São terminados em -ice os substantivos abstratos que indicam uma ação típica ou uma qualidade: meigo – meiguice; tolo – tolice
PARA PENSAR E PRATICAR
1. Leia a seguir uma indicação da peça teatral Fabulices, da Cia. de Repertório de Teatro Musical.
Histórias com humor para crianças em Niterói
Todos os domingos, a partir do dia 5 de janeiro a 2 de fevereiro, às 11h, vai acontecer, no Solar do Jambeiro, no Ingá, o espetáculo “Fabulices”, que tem o objetivo de dar uma repaginada nas fábulas mais populares. [...]
São encenadas “A casa da onça e do bode”, “O macaco e a velha” e “Moça baratinha” com o grande charme desta encenação que é o teatro dentro do teatro. Com a tagarelice própria de gente do ambiente teatral, os atores se transformam em seus personagens, enquanto levam pra cena as suas mesmices, tolices, rabugices do cotidiano.
Todas as fábulas “contadas” – em uma linguagem popular e atualizada – são construídas em cena, com a ajuda da plateia, mostrando o processo do criar/construir. [...]
HISTÓRIAS com humor para crianças em Niterói. Enfoco Notícias, 27 dez. 2019. Disponível em: https://enfoco. com.br/entretenimento/historias-com-humor-para-criancas-em-niteroi-14363. Acesso em: 20 jun. 2025.
a ) De acordo com o texto, quais são as inovações da peça Fabulices?
Resposta: A peça repagina fábulas populares e é construída em cena com ajuda da plateia.
b) Quais são as fábulas recontadas na peça?
Resposta: As fábulas “A casa da onça e do bode”, “O macaco e a velha” e “Moça baratinha” 144
2. Identifique no texto as palavras que indicam:
• A partir da atividade 2, é possível incentivar os estudantes a formarem novas palavras com a terminação -ice
a ) o que é característico de fábulas: .
b) o que é característico de tagarelas:
c ) ação típica de tolos:
Resposta: Fabulice.
Resposta: Tagarelice.
Resposta: Tolices.
d) ação típica de rabugentos:
Resposta: Rabugices.
3. O que você entende por mesmice?
Possíveis respostas: Algo que não muda; que não altera; que permanece.
4. Complete as lacunas a seguir conjugando os verbos dos parênteses no tempo passado indicando hipótese, desejo ou possibilidade.
a ) Se eu quisesse assistir à peça, seria necessário que (adquirir) o ingresso antes.
Resposta: Adquirisse.
Resposta: Construísse.
b) Seria interessante se eu (construir) a peça com os atores e com a plateia.
Resposta: Assistisse.
c ) Os ingressos para que eu (assistir) à peça chegaram pelos correios.
5. Vamos treinar! Complete as palavras a seguir com -isse ou -ice
a ) Meigu
Resposta: -ice.
Resposta: -ice.
• Na atividade 3, leve a turma a pensar em situações em que já ouviram ou usaram a palavra mesmice, por exemplo: “a mesmice da rotina”, “cansado da mesmice” etc. Incentive que compartilhem interpretações pessoais e ampliem o vocabulário, pensando em outras palavras que carregam a mesma terminação e analisem o sentido delas.
• Antes de iniciar a atividade 4, retome com a turma a explicação sobre o pretérito do subjuntivo. Escreva na lousa a estrutura “Se eu + verbo no pretérito do subjuntivo” e dê exemplos. Durante a realização da atividade, oriente os estudantes a identificarem o verbo entre parênteses e fazerem a conjugação correta, prestando atenção à mudança da terminação.
b) Part .
c ) Corrig . d) Menin e ) Fof . f ) Insist .
Resposta: -isse.
Resposta: -isse.
Resposta: -ice.
Resposta: -isse.
6. Reescreva as palavras da atividade anterior separando-as em sílabas.
Resposta: Mei-gui-ce; par-tis-se; cor-ri-gis-se; me-ni-ni-ce; fo-fi-ce; in-sis-tis-se.
marcando todas elas e enfatizando a tônica, a fim de que os estudantes percebam a emissão de som que é feita na pronúncia de cada uma. Comente também sobre o som final igual em todas elas.
AVALIANDO
• A atividade 5 pode ser utilizada como uma avaliação formativa para verificar se os estudantes compreenderam a diferença entre palavras terminadas em -isse e -ice, relacionando forma,
• Na atividade 5, peça-lhes que leiam cada palavra em voz alta e tentem identificar se é um substantivo ou uma forma verbal. Após completar as lacunas, promova uma correção coletiva na lousa, explicando o porquê de cada resposta.
• Como atividade de aprofundamento, proponha que os estudantes construam frases com as palavras dadas. Para reforço, prepare frases com lacunas para que eles completem.
• Use a atividade 6 para reforçar as sílabas que compõem as palavras. Recite-as
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som e sentido. Após a correção coletiva, promova uma conversa com a turma sobre os critérios usados para completar as palavras corretamente. Pergunte quais itens consideraram mais fáceis ou difíceis e por quê. Essa escuta pode orientar na identificação de dúvidas específicas, como confusão entre substantivos e formas verbais, permitindo propor atividades de reforço, como a produção de frases contextualizadas ou jogos de classificação das palavras.
OBJETIVOS
• Revisar os conhecimentos sobre interjeições e onomatopeias.
• Refletir sobre como são usadas interjeições e onomatopeias em tirinhas e HQs.
• Observar e interpretar a forma e função das fontes e seus efeitos de sentido em tirinhas e HQs.
BNCC
• Os gêneros tirinha e história em quadrinhos, presentes nas atividades da seção, e a exploração das onomatopeias viabilizam o aprimoramento das habilidades EF15LP04, EF15LP14, EF15LP18 e EF35LP05, da Competência geral 3 e das Competências específicas de Língua Portuguesa 7 e 9
• Para a preparação desta seção, é importante retomar o que os estudantes já conhecem sobre interjeições e onomatopeias. Talvez eles não tenham um conhecimento prévio sistematizado, mas certamente já viram muitas dessas palavras em quadrinhos, cartuns e charges.
• Durante a sistematização, se for possível o acesso a histórias em quadrinhos por parte dos estudantes, pode ser feita uma pesquisa por interjeições e onomatopeias em textos em seus contextos originais.
• Ao trabalhar a HQ, chame a atenção para os diferentes tipos de letra utilizados na construção visual dos quadrinhos. A fonte usada nos primeiros quadros é estilizada, fugindo do padrão convencional, com letras grandes e soltas, evocando a estética do rock e o som da voz do vocalista. Essa escolha não é aleatória: a forma das letras reforça a identidade sonora e emocional da cena, ajudando o leitor a “ouvir” o quadrinho. Já no final, vê-se a letra bastão.
PENSAR OS SENTIDOS
Os sentidos dos sons: interjeições e onomatopeias
1. Leia a seguir a HQ dos quadrinistas brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá.

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: D ESCOBRINDO AS ONOMATOPEIAS
MOON, Fábio; BÁ, Gabriel. Quase nada. Folha de S.Paulo São Paulo, ano 93, n. 30 873, 12 out. 2013. Ilustrada, p. E13.
a ) Nessa tirinha, a palavra voz tem dois sentidos. Quais são eles?
Resposta: Som produzido por um animal e expressão da identidade de uma geração.
b) O que representam as palavras escritas fora do balão de texto?
Resposta: Representam os sons dos animais e o canto do vocalista.
c ) Como a voz dos personagens é registrada na tirinha?
Resposta: Por meio das palavras rooop, cócóc, óóiii e iiiiieeaaa
d) Qual som não é nem do músico, nem dos animais?
Resposta: No último quadrinho, o som da guitarra: iiiiiiiiiiiiiiii
As onomatopeias são figuras de linguagem que reproduzem sons. São muito utilizadas em cartuns, charges e histórias em quadrinhos.
Leia alguns exemplos de onomatopeias.
Atchim – som de espirro.
Cof-cof – som de tosse.
Nhac – som de mordida.
Bum/boom – som de explosão.
• Aproveite esse momento para abordar os seguintes aspectos:
• Diferentes tamanhos e fontes de letra: comente que é comum em balões de fala e nas onomatopeias conforme a expressividade desejada e, no caso da letra bastão, facilita e torna mais ágil a leitura das HQs.
• Estilização das letras: explore como variações de forma, tamanho e espessura contribuem para sugerir volume, intensidade ou emoção.
Au-au – som do cachorro.
Piu-piu – som do passarinho.
Bi-bi – som de buzina.
Trrrim – som de telefone tocando.
• Direção da escrita e alinhamento: observe com a turma como as letras seguem da esquerda para a direita, mas podem se curvar, inclinar ou saltar dependendo do efeito sonoro que pretendem sugerir.
• Segmentação e orientação gráfica: destaque que os sons estão fora dos balões (como rooop, cócóc, iiiiieeaaa) e que essa localização espacial também contribui para criar sentidos.
Em meios virtuais de comunicação, como redes sociais e aplicativos de comunicação instantânea, surgem novas onomatopeias, por exemplo, para simular o som da risada, como mostrado a seguir.
Kkkkkk Ashuashuashua Hahahahaha Rsrsrsrsrs
Vamos conhecer agora uma classe de palavras chamada interjeição
Leia a seguir alguns exemplos de interjeição.
Alegria – Ah! Oh! Oba! Ê! Uhul!
Alívio – Ufa! Arre! Ah!
Aprovação – Bis! Bravo! Boa!
Atenção – Olá! Psiu! Ei!
Desapontamento – Ah! Ué!
Dor – Ai! Ui!
Dúvida – Hã? Hum?
Espanto – Oh! Xi! Ué! Uai! Vish!
Perceba que uma interjeição como ah! pode ter vários significados dependendo do contexto. Observe.
Ah! Ainda bem que você chegou! (alívio)
Ah! Por essa eu não esperava! (espanto)
Ah! Esqueci de pegar o guarda-chuva! (desapontamento)
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: CONHECENDO AS INTERJEIÇÕES!
As interjeições constituem uma classe de palavras que expressa sensações, sentimentos e emoções.
PARA PENSAR E PRATICAR
1. Relacione o objeto (coluna da esquerda) com a onomatopeia que representa o seu som (coluna da direita).
Resposta: A – 2; B – 1; C – 3.

Rec-rec. 1. Fom-fom. 2. Blém-blém. 3. A. B. C.


13/10/2025 10:09:57
• Para complementar o conteúdo apresentado, enfatize que algumas interjeições são regionais, como bá e tchê (RS), uai (MG), oxe (BA), entre outras. Pergunte aos estudantes quais são as interjeições de sua região.
• Algumas onomatopeias também são regionais e variam em todas as línguas, como o som do latido do cachorro: gav (russo), waouch (francês), woof (inglês), bau (italiano), hev (persa), meong (coreano), guau (espanhol) e wan (japonês).
• Destaque a importância das interjeições nas histórias em quadrinhos e nos textos que procuram representar a fala. Seria interessante que os estudantes levassem HQs ou tirinhas para a sala de aula que apresentassem interjeições e as lessem de modo a apresentar, na entonação e/ou no gestual, o sentido que elas expressam no contexto da historinha.
• Outro assunto interessante para abordar com os estudantes são as onomatopeias da linguagem da internet. Pergunte quais eles conhecem e usam.
• Na atividade 2, mostre que as interjeições são fundamentais na construção do tom emocional da HQ. Para explorar esse aspecto, pergunte aos estudantes se já ouviram ou usaram essas expressões e em que situações. Promova uma leitura dramatizada das falas, pedindo que expressem com entonação as emoções associadas a hein, hmm e aff. Mostre que essas expressões reforçam a oralidade e a expressividade dos personagens — recurso típico de tirinhas e HQs. É possível também propor uma ampliação com a criação de balões alternativos para cada fala, trocando as interjeições e observando como isso altera o tom da situação.
• Na atividade 3, leia a tirinha coletivamente e pergunte: “O que vocês entenderam da primeira fala?”; “Poderia ter mais de um sentido?”. Apresente as duas interpretações propostas na atividade e explore com os estudantes a ideia de duplo sentido, bastante comum em tirinhas de humor.
2. Leia a seguir a HQ do quadrinista Rafael Marçal.

a ) Por que a Rã Zinza foi embora depois da resposta da outra rã?
Resposta: Porque ela se irrita muito facilmente.
b) Quais emoções ou sensações as interjeições Hein, hmm e aff expressam?
3. Leia a tirinha do Guri de Uruguaiana.
Resposta: Hein expressa dúvida; hmm, autocontrole; e aff, inconformismo, irritação.

A primeira fala da tirinha tem duas possibilidades de interpretação:
• Ele queria ter dinheiro equivalente ao que custam 10 elefantes.
• Ele queria comprar 10 elefantes.
MARÇAL, Rafael. Rã Zinza irritada. In: MARÇAL, Rafael. Rã Zinza: ignorância artificial. Hortolândia: Ed. do Autor, 2024. p. 6.
KOBE, Jair. As tirinhas do Guri de Uruguaiana. Ilustrações de Paulinho Tscherniak. Porto Alegre: L&PM, 2015. v. 1. p. 92.
a ) Como seria possível reescrever a primeira fala da tirinha para que ela não tenha duplo sentido?
Possíveis respostas: Queria ter dinheiro equivalente ao valor de 10 elefantes. Queria comprar 10 elefantes.
b) A interjeição chê é muito utilizada no dialeto gaúcho e também pode ser escrita na forma tchê. Ela pode se referir a uma saudação, espanto, dúvida, inconformismo e outras sensações, dependendo do contexto. O que ela significa na tirinha?
Resposta: Inconformismo. Aceite outras respostas, desde que coerentes com o contexto.
c ) Na tirinha, é possível identificar qual outra interjeição? O que ela pode expressar nesse contexto?
Resposta: A interjeição ué. Expressa estranheza, enfado.
d) Que tipo de letra foi usado nessa tirinha?
Resposta: Letra bastão.
4. E na sua região, você consegue identificar interjeições típicas?
a ) Converse com seus familiares para lembrar algumas dessas palavras e registre-as nas linhas a seguir.
Dica: Caso não encontre ou encontre poucas interjeições típicas de sua região, pode ser de outros lugares, conforme as sugestões dos familiares.
Possíveis respostas: Uai; vixe; diacho; nó; nu; arreda; eita etc. Há muitas opções de interjeições, a depender da sua região. Os sentidos são muito amplos e podem significar espanto, indignação, inconformismo etc.
b) Na sala de aula, compartilhe essas palavras com os colegas para descobrirem as sensações e emoções que elas expressam.
Resposta pessoal. A resposta vai depender das descobertas dos estudantes. 149
13/10/2025 10:09:58
• O exercício de reescrita apresentado no item a favorece o desenvolvimento de aspectos de coerência textual para a prática de escrita. Esclareça que o objetivo, nesse caso, é reescrever a fala para que ela deixe bem claro aquilo que se quer dizer.
• No item b, reforce a ideia de que a linguagem expressiva regional também é parte da identidade cultural e deve ser valorizada.
• No item c, peça que os estudantes reflitam sobre o tom com que a interjeição ué é dita no contexto da tirinha e como ela marca estranheza ou surpresa.
• No item d, explore com a turma os formatos de letra (bastão, de imprensa maiúscula, de imprensa minúscula, cursiva maiúscula e cursiva minúscula). Se possível, apresente os modelos na lousa. Ao final, converse sobre o tipo mais comum em histórias em quadrinhos e em tirinhas.
• No item a da atividade 4, oriente que a pesquisa seja feita em casa, incentivando o resgate de expressões típicas da região em família. Para o item b, organize um momento de partilha das palavras encontradas em sala de aula. Escreva as interjeições na lousa e construa, com os estudantes, uma tabela com significados e sensações expressas. Aproveite para destacar as variedades linguísticas do português falado no Brasil, mostrando que todas são legítimas e revelam aspectos culturais importantes.
OBJETIVOS
• Planejar, produzir, revisar, editar e compartilhar cartuns autorais.
• Refletir sobre consumismo.
• Desenvolver a articulação entre linguagem verbal e não verbal na criação de cartuns.
BNCC
• A proposta de produção de texto desta seção permite o desenvolvimento da habilidade EF05LP11, pois propõe a criação de um cartum. Por direcionar a produção em etapas de planejamento, produção, compartilhamento e avaliação, promove também o aprimoramento das habilidades EF15LP05 e EF15LP07, das Competências gerais 3 e 4 e da Competência específica de Língua Portuguesa 3 Devido à delimitação da temática do cartum ser para questões relacionadas ao consumismo, ela dialoga com os temas contemporâneos transversais Educação para o consumo e Educação ambiental
• Na etapa Planejar, como forma de auxiliar no entendimento da diferença entre consumo e consumismo e para conscientizar sobre como o consumismo desenfreado impacta diretamente o meio ambiente, selecione alguns vídeos condizentes com o perfil da turma e promova um momento para assistir e trocar algumas ideias.
• Na etapa Produzir, vale incentivar a criatividade dos estudantes para que eles consigam superar eventuais desníveis de técnica que possam ter com relação aos colegas.
• Na etapa Compartilhar, incentive-os a participar ativamente da curadoria dos trabalhos ajudando a escolher a disposição dos cartuns, a escrever pequenos textos explicativos ou dar um título coletivo à mostra.
HORA DE PRODUZIR
Cartum
O que vai produzir
Você vai produzir um cartum sobre consumismo utilizando ilustrações e linguagem escrita. Os cartuns serão expostos no mural da turma ou no pátio da escola.
Planejar
Discuta com os colegas os tópicos a seguir.
1. Diferenças entre consumo e consumismo.
2. Como o consumismo afeta o meio ambiente.
3. Como o consumismo pode ser evitado.
Depois, imagine situações ligadas ao consumismo e escolha uma que seja possível de ilustrar recorrendo ao humor ou à emoção para alertar o leitor.
Produzir
1. Seu cartum deve ocupar no máximo metade de uma folha de sulfite e ser produzido na horizontal. Para ilustrar, você pode usar lápis preto, lápis de cor, aquarela, ou até misturar foto com desenho.
2. A cena reproduzida no cartum deve, obrigatoriamente, ter algum trecho escrito, que pode aparecer tanto em balões quanto em onomatopeias na ilustração. Você também poderá criar um título para o cartum. Se achar conveniente, tire foto do desenho ou escaneie-o para editá-lo no computador.
Compartilhar
Combine com o professor um dia para montar uma exposição com os cartuns. A turma pode fazer uma exposição no mural ou em outro espaço do colégio, criando um varal para expor as criações de todos.
Avaliar
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
1. Todos participaram da atividade?
2. Quais dicas poderiam dar a outras turmas que venham a fazer a mesma atividade?
• Na etapa Avaliar, os estudantes podem, em roda, comentar o que acharam dos cartuns. Além disso, é importante dar ênfase ao momento de autoavaliação como uma verificação dos passos que podem ser melhorados no desenvolvimento da atividade. Essa proposta integra leitura crítica e produção textual. Nesse momento, eles aplicarão as reflexões críticas desenvolvidas durante as atividades de leitura à produção de um cartum com temática relacionada à educação ambiental.
OBJETIVOS
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
Chegou o momento de avaliar os conteúdos estudados nesta unidade e a sua participação nas atividades.
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
Ficha de autoavaliação 1
Conteúdos estudados na unidade SIM NÃO
Entendi as características das piadas?
Compreendi os usos dos tempos do modo indicativo?
Aprendi as características do cartum?
Entendi o que são a interjeição e a onomatopeia?
Compreendi a escrita de palavras terminadas em -isse e -ice?
Ficha de autoavaliação 2
Participação nas atividades da unidade SIM NÃO
Colaborei com os colegas?
Participei das atividades na sala de aula?
Fiz as atividades de casa?
SAIBA MAIS
Esperteza ou ingenuidade?
Esse livro apresenta cinco causos adaptados da cultura popular sobre o famoso personagem Pedro Malasartes e suas artimanhas para escapar de muitas enrascadas.

BRAZ, Júlio Emílio. Causos de Pedro Malasartes. São Paulo: Cortez, 2017.
Navegando com um rio

Nesse livro, um rio narra seu percurso, desde o local onde nasce até encontrar o mar. Ele mostra a importância dos rios e mares para os seres humanos.
SOUSA, Mauricio de. Sou um rio. Ilustrações de Mauro Souza. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2021.
13/10/2025 10:10:00
• Avaliar os conteúdos estudados na unidade e a participação nas atividades.
• Os questionamentos propostos têm a finalidade de propiciar um momento para que os estudantes façam uma autoavaliação do aprendizado ao longo da unidade. É importante lembrar do papel que pode ter esse tipo de avaliação na gestão do aprendizado, para que possam pensar em suas estratégias pessoais de estudo e para que exercitem a responsabilidade pelo próprio aprendizado, aprimorando a autonomia nos estudos.
OBJETIVOS
• Reconhecer problemas ambientais locais e refletir sobre suas causas e consequências.
• Desenvolver o senso de responsabilidade ambiental e a cidadania ativa.
• Exercer o protagonismo social na resolução de situações-problema por meio da observação, organização de dados e propostas de solução.
BNCC
• Esta proposta da atividade promove a cultura de responsabilidade socioambiental e incentiva a atuação coletiva para a preservação e recuperação de espaços comuns, dialogando com a Competência geral 5
• Dessa forma, há um alinhamento com o tema contemporâneo transversal Educação ambiental
• Ao investigarem um problema ambiental presente em sua cidade, ao utilizarem conhecimentos de Ciências e Geografia para compreender o mundo ao seu redor, os estudantes desenvolvem a Competência geral 1
• A carta destinada à prefeitura representa uma ação concreta, fundamentada em argumentos e evidências levantadas pela turma, desenvolvendo, assim, a Competência geral 2
• Ao refletirem sobre o problema, levantarem dados e elaborarem uma proposta por escrito (a carta), os estudantes constroem argumentos com base em informações reais, organizando suas ideias com clareza e propósito. Dessa forma, é possível identificar o desenvolvimento da Competência geral 7
COLETIVAMENTE
Cuidar da cidade também é nosso dever!
Conhecendo o problema 1
Você já observou algum lugar da cidade onde mora que parece estar esquecido? Pode ser um rio com resíduos sólidos, uma praça malcuidada ou um terreno cheio de sujeira.
Se jogarmos embalagens, folhetos ou outros objetos nas vias, o local fica sujo, triste e desagradável. Além disso, os resíduos sólidos podem entupir bueiros, atrair insetos e causar doenças. Por isso, é muito importante conservar os espaços onde vivemos!
Conheça alguns cuidados que ajudam a conservar os espaços públicos.




1. CONHECENDO O PROBLEMA
• Promova uma conversa sobre locais semelhantes aos retratados nas fotos que existam na cidade onde moram.
• Caso haja estudantes com dificuldade visual, apresente as imagens ampliadas e faça uma leitura guiada.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
Ao trabalhar a análise do impacto ambiental, a relação ser humano-natureza, a conservação e a sustentabilidade, a atividade proporciona o trabalho com o componente curricular de Ciências
O componente curricular de Geografia é trabalhado por meio da observação do espaço urbano, da localização do local a ser trabalhado, da leitura da paisagem.
Profissional de manutenção urbana atuando na poda de grama, em Salvador, estado da Bahia, em 2022.
Espaço público com lixeiras de coleta seletiva, em Belém, estado do Pará, em 2025.
Sacos plásticos para recolhimento de dejetos animais em parque na cidade de São Paulo, em 2014.
Praia com lixeira para descarte de resíduos sólidos, em Florianópolis, estado de Santa Catarina, em 2014.
Organizando as ideias
Junte-se aos colegas e escolham um local do município que precise ficar limpo e organizado, como nas imagens observadas na página anterior.
Depois, façam uma pesquisa sobre a situação em que ele se encontra e guardem as informações para usarem na próxima etapa. Para isso, pensem juntos a respeito das questões a seguir.
a ) O que está acontecendo nesse lugar?
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor.
b) Como isso afeta as pessoas que moram por perto?
c ) Os animais, as plantas e o solo também são afetados?
d) Alguém é responsável por cuidar desse lugar?
e ) Nós, como cidadãos, podemos ajudar de algum jeito?
Buscando soluções
Chegou a hora de agirem como cidadãos responsáveis e buscarem uma solução para o problema.
A turma vai escrever uma carta de reclamação coletiva à prefeitura (ou a um órgão relacionado a ela) para apresentar o que foi observado e sugerir possíveis soluções aos problemas que foram apontados.
A carta precisa cumprir as seguintes regras.
a ) Explicar qual é o problema e onde ele está acontecendo.
b) Mostrar o que a turma pesquisou e observou (podem incluir fotos, mapas e ilustrações).
c
) Sugerir ideias simples para melhorar a situação do local indicado, como limpeza e manutenção, plantio de árvores e outras plantas, instalação de lixeiras e cestos de coleta seletiva e colocação de placas educativas sobre conservação ambiental.
d) Ser assinada pela turma.
Dica: Vocês podem assinar como Estudantes do 5º ano: defensores do meio ambiente!
Quando a carta estiver pronta, vocês e o professor podem entregá-la à direção da escola, que vai enviá-la à prefeitura ou ao órgão responsável.
A direção da escola vai informar à turma os acontecimentos envolvendo o pedido feito na carta.
2. ORGANIZANDO AS IDEIAS
• Organize uma votação para escolher o local que será foco do projeto.
• Incentive a turma a localizar esse espaço em um mapa da cidade.
• Se possível, solicite aos estudantes registros do local (fotos, relatos de familiares, vídeos, mapas etc.)
• Oriente a turma a pesquisar informações sobre o local e o problema ambiental identificado.
• Garanta que os estudantes anotem as informações para usarem na etapa seguinte.
• Promova uma troca de ideias e percepções guiada pelos questionamentos e faça as intervenções necessárias. Ao final, espera-se que os estudantes compreendam que atitudes pequenas, como limpar um espaço ou plantar uma árvore, podem causar um impacto positivo.
3. BUSCANDO SOLUÇÕES
• Oriente a turma na escrita coletiva da carta, ajudando os estudantes a criarem uma carta formal, com as características do gênero.
• Divida responsabilidades entre os estudantes: redação, revisão, colagem de fotos, montagem final.
• Incentive os estudantes a usarem os dados coletados, como fotos, número de lixeiras, extensão da área, relatos, ou seja, o que estiver relacionado ao problema levantado por eles.
13/10/2025 10:10:04
• Organize a entrega simbólica da carta à direção, com registro fotográfico.
• Acompanhe, com a direção, o andamento da entrega da carta à prefeitura local, com o intuito de dar uma resposta aos estudantes sobre o resultado do esforço deles.
OBJETIVOS
• Analisar imagem relacionando-a com a realidade pessoal.
• Praticar a oralidade por meio da troca de ideias.
• Refletir sobre características da oralidade e da escrita, sobre os gêneros correspondentes e os suportes usados para a circulação de cada um.
BNCC
• Nas páginas de abertura, os estudantes mobilizarão habilidades relacionadas à oralidade, como a expressão clara, a escuta atenta, o respeito aos turnos de fala e a compreensão da finalidade das interações orais ( EF15LP09 , EF15LP10 , EF15LP11 e EF15LP13). Além disso, desenvolverão diferentes competências, como o uso de diferentes linguagens para se expressarem e partilharem informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4) e o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação (Competência geral 9).
• Se possível, durante as atividades, tenha sempre à disposição uma ferramenta digital (computador, tablet ou smartphone) com acesso à internet que possibilite uma integração ao ensino. Ao surgir alguma dúvida, faça uma busca para obter informações que visam saná-la. Caso surja a necessidade de consultar exemplos de debates ou apresentações orais, faça uma busca para ampliar o repertório dos estudantes.
• Por meio da exploração da imagem de abertura e da leitura da lista de conteúdos, os estudantes começarão a se preparar para o trabalho que será desenvolvido nesta unidade sobre a oralidade e a escrita. Explore os elementos da imagem e observe o grau de familiaridade deles com os itens retratados.
UNIDADE5 ENTRE A ESCRITA E A ORALIDADE

CONTEÚDOS DESTA UNIDADE
• notícia;
• concordância verbal;
• podcast;
• palavras com S, SS, C e Ç;
• os sentidos da entonação;
• narração de futebol.
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
• Pergunte a eles que gêneros da oralidade conhecem e liste-os na lousa. Se necessário, apresente alguns: podcast, narração esportiva, notícia, reportagem, entrevista televisiva, entre outras. Prossiga levando-os a refletir sobre a entonação em cada um desses gêneros, por exemplo, a notícia tem um tom ameno e velocidade moderada, já uma narração de futebol é mais emotiva e acelerada. Já em uma apresentação em vídeo, um texto multimodal, o apresentador pode usar recursos como expressão corporal, gestos e outros para se comunicar.
Pessoas utilizando diferentes suportes de comunicação – revista, TV e celular – para acessar notícias, programas e outros conteúdos.
Observe as imagens e converse com os colegas sobre as questões a seguir.
As imagens mostram pessoas utilizando diferentes suportes de comunicação para acessar conteúdos do dia a dia, como notícias, programas esportivos, podcasts, telejornais e vídeos diversos. Você costuma usar esses suportes? Quais? Em quais deles circulam gêneros orais? Em quais circulam gêneros escritos?
2. 3. comentários nas orientações ao professor Respostas e
Considerando a diferença entre a escrita e a oralidade, que características tem uma notícia que circula em jornal impresso e a que é transmitida em vídeo na televisão e na internet, por exemplo?

Respostas
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes compartilhem os usos que fazem desses suportes no dia a dia.
2. Gêneros orais podem circular no computador, no tablet e no smartphone. Já os escritos, em todos esses e nos jornais e revistas impressos.
3. No jornal impresso, o texto escrito produz os sentidos esperados; já em formato audiovisual, a entonação, as expressões corporais e gestuais auxiliam a produzir alguns efeitos de sentido para quem recebe a notícia.
• As questões da abertura devem favorecer a discussão e a troca de ideias. Estão previstas para serem respondidas oralmente. Oriente os estudantes a colocarem suas ideias e a ouvir as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala.
• Os momentos de interação, como discussões, debates, trocas de ideias, produções orais e escritas coletivas, entre outros, proporcionam o desenvolvimento de competências socioemocionais relacionadas ao convívio respeitoso e harmonioso. Caso haja problemas de indisciplina ou de relacionamento nessas atividades, viabilize momentos para reflexões sobre a importância do respeito entre colegas de turma, levando-os a considerar a empatia, a paciência e a confiança como elementos necessários para a boa convivência. Ao final de cada atividade, reflita com a turma sobre os aspectos que julgar necessários.
• Ao propor a atividade 1, se achar oportuno, pergunte aos estudantes se eles conhecem outros suportes por onde se pode ter acesso a gêneros do dia a dia e que não estão representados na imagem.
• Auxilie os estudantes a refletirem sobre o desafio feito na atividade 3. Se necessário, apresente exemplos. A ideia é que eles se sintam instigados a explorar as características da escrita e da oralidade ao longo da unidade.
OBJETIVOS
• Desenvolver habilidades leitoras por meio da leitura e análise de uma notícia.
• Comparar duas notícias sobre o mesmo assunto estruturadas em formatos diferentes.
• Praticar a escrita e a oralidade em sala de aula por meio de atividades relacionadas ao texto lido.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes serão levados a levantar hipóteses sobre o texto a ser lido com base no conhecimento prévio e nas pistas oferecidas pelo próprio material. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02 e a Competência geral 2 , bem como as habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13), bem como contemplar a Competência geral 4
A NOTÍCIA E SUAS FONTES
RODA DE LEITURA: NOTÍCIA
O jornal foi, por algum tempo, o principal veículo pelo qual as pessoas podiam se informar. A chegada do rádio e da TV ampliou essa possibilidade e, depois, a internet viabilizou ainda mais esse acesso.
ANTES DE LER
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Observe as características de dois jornais nos mapas conceituais a seguir.
Temas e conteúdos:
• crimes, tragédias
• fofocas
• escândalos
Objetivo:
• chocar, impactar, atrair a atenção rapidamente
Temas e conteúdos:
• política
• economia
• ciência
• cultura, atualidades
Objetivo:
• informar com qualidade e credibilidade
Manchetes:
• exageradas
• apelativas
• em letras grandes
Informação:
• superficial
• descomprometida
Manchetes:
• informativas, objetivas e moderadas
Linguagem:
• simples
• subjetiva
• descuidada
• com apelos emocionais
Imagens:
• fotografias impactantes (acidentes, violência)
Linguagem:
• formal
• objetiva e técnica quando necessário
Imagens:
Informação:
• análises detalhadas
• ilustrativas e explicativas Jornal B
• checagem em várias fontes
ANTES DE LER
• Essas questões devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a exporem as próprias ideias e ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala. Incentive a participação de todos durante uma roda de conversa. Depois, retome pontos da conversa no boxe Agora que já lemos.
• A atividade 1 propõe aos estudantes duas situações para que eles refitam sobre suas escolhas com base nos próprios interesses e no que cada jornal oferece. Incentive o pensamento reflexivo e crítico.
Jornal A
1. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que a escolha pelo jornal B seja mais adequada e que justifiquem suas posições comparando as duas fontes e argumentando.
O jornal em que uma notícia circula tem um papel muito importante na credibilidade das informações. Imagine que você quer se informar sobre um acontecimento e encontra a mesma matéria nesses dois jornais.
a ) Em qual deles você acha mais seguro confiar? Por quê? Converse com os colegas sobre sua escolha.
b) Você já ouviu a palavra sensacionalismo? Leia a seguir a definição dessa palavra em um dicionário escolar.
sensacionalismo (sen.sa.ci:o.na.lis.mo) s.m. Divulgação de notícias com o fim de chocar a opinião pública. – sensacionalista adj. s.m. e f.
SENSACIONALISMO. In: ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Dicionário escolar da língua portuguesa. 2. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008. p. 1171.
Entre os jornais A e B apresentados nos mapas conceituais, qual dos dois está alinhado ao sensacionalismo? Por quê?
2. A notícia que você vai ler a seguir foi publicada em um portal de abrangência nacional e que está mais alinhado à opção B que você analisou na atividade 1. O que você espera encontrar nela?
Leia a notícia.
1. b) Resposta: O jornal A, porque o conteúdo, a estrutura e os objetivos dele estão de acordo com a definição de sensacionalismo.
Bilhete de criança de 7 anos que caiu de bicicleta e riscou veículo viraliza: “Como ficar bravo?”, diz dono do carro
Caso aconteceu em Curitiba. Menino pediu desculpas e deixou telefone do pai no bilhete. Dono do carro disse que só viu o risco na lataria por causa do recado do garoto.
Por G1 PR
19/09/2020 13h41
2. Resposta esperada: Uma notícia que não tenha o objetivo de chocar, mas apenas informar com qualidade e credibilidade, com os fatos checados e verificados em fontes confiáveis.
Uma postagem que mostra um pedido de desculpas por causa de um carro riscado viralizou na internet.
Um garoto escreveu um bilhete para dizer que tinha se desequilibrado da bicicleta e batido no veículo. A criança anotou o telefone do pai para que pudesse pagar o conserto e deixou o recado no para-brisa do carro.
Ao encontrar o bilhete, o dono do carro compartilhou o achado nas redes sociais.
BNCC
• A leitura do texto, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento da habilidade EF35LP01, bem como da Competência específica de Língua Portuguesa 3. Além disso, a leitura da notícia, de modo a perceber as características do gênero e o assunto do texto, desenvolve a habilidade EF05LP15
ANTES DE LER
• Ao propor a atividade 2, acolha as respostas dos estudantes. Não se espera que acertem, mas que pensem, reflitam e arrisquem hipóteses. A questão será retomada no boxe Agora que já lemos
• Verifique a possibilidade de propor duas leituras aos estudantes: uma silenciosa e outra em voz alta. Diferentes voluntários podem ler um trecho de modo a trabalhar fluência em leitura oral. Os textos lidos por conta própria neste momento devem estar no nível de leitura independente.
• Oriente que, durante a leitura, eles destaquem palavras ou expressões desconhecidas. Peça que, inicialmente, tentem inferir o significado pelo contexto e, só depois, busquem aqueles que ainda não compreenderam em um dicionário.
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• Chame a atenção dos estudantes para o objetivo da notícia que é apresentar informações sobre um assunto e destaque os trechos em que as informações são expostas.
• Converse com os estudantes sobre o texto lido. Pergunte se algum deles já se envolveu em alguma situação acidental que provocou algum prejuízo, dano ou constrangimento a ele ou a algum terceiro envolvido. Que medidas foram tomadas? Quais medidas seriam consideradas éticas? Qual a opinião deles sobre a atitude do garoto?
• Verifique se os estudantes percebem o hiperlink apresentado no terceiro parágrafo (a palavra aqui) e questione-os: “Se o leitor clicar no hiperlink, o que ele encontrará?” (A entrevista do menino da notícia.); “Em sua opinião, por que o leitor poderia se interessar em ler essa entrevista?” (Resposta pessoal.); “O que significam as aspas desse trecho?” (Reproduzem uma declaração do menino.).
“Como ficar bravo com essa criança?” postou Marcelo Martins.
A foto, de domingo (13), teve mais de 350 mil curtidas e 35 mil compartilhamentos.
Ao G1, o menino disse que ficou preocupado, “mas o bem vai e volta” (leia entrevista aqui).
Criança juntou dinheiro para pagar
O autor do bilhete é Benício Esmanhoto Hoffmann, de 7 anos. Ele andava de bicicleta com o pai na rua quando se desequilibrou e bateu com o guidão no carro.
Segundo o pai do menino, Marcel Weiss Hoffmann, o garoto não sossegou enquanto não encontrou uma solução para o estrago no carro.
“Ele ficou muito incomodado, ficou perguntando se ia custar caro. Ele até juntou um trocadinho dele e ficou se lamentando que o dinheirinho dele não ia dar para pagar”, lembrou o pai.
Benício falou ao G1 neste domingo (20). Ele afirmou que em nenhum momento pensou em “fugir” das responsabilidades. Segundo ele, o mundo já está “ruim demais para mais pessoas fazerem o mal”.
“Honestidade grande”, diz dono de carro
O dono do carro, no entanto, afirmou que nem notou o risco na lataria quando viu o bilhete.
“Eu procurei de todos os lados, meu carro estava meio sujo e nem reparei. Se não fosse o bilhete eu nem tinha notado”, afirmou o dono do carro.
Segundo Marcelo, o gesto o surpreendeu. “A gente acha que alguém que bate no seu carro pode sair correndo, ainda mais nesta idade, mas eu achei um gesto de uma doçura, de uma honestidade grande”, disse Marcelo.
Pai orgulhoso
O pai do Benício afirmou que, apesar da idade do garoto, ficou orgulhoso com a forma como ele encarou a situação.
“Eu fiquei muito orgulhoso, porque a gente tenta educar para isso. Que ele seja responsável pelas ações dele no futuro, que aprenda com os erros”, afirmou o pai.
O próprio Benício afirmou que o objetivo dele era consertar o que tinha causado. “Causar o problema e deixar o problema não é bom”, completou o garoto.
BILHETE de criança de 7 anos que caiu de bicicleta e riscou veículo viraliza: “Como ficar bravo?”, diz dono do carro. G1, 19 set. 2020. Disponível em: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2020/09/19/bilhete-de-crianca-de-7-anos -que-caiu-de-bicicleta-e-riscou-veiculo-viraliza-como-ficar-bravo-diz-dono-do-carro.ghtml. Acesso em: 21 jun. 2025.
Papo de leitor
1. Possíveis respostas: O leitor que tem interesse por atitudes que inspiram. O leitor que tem interesse em fatos que emocionem.
1. Que leitor pode se interessar por notícias com esse tema?
2. Identifique na notícia os itens a seguir.
a ) Data de publicação:
Resposta: 19 set. 2020.
b) Nome do veículo que publicou:
Resposta: G1.
3. A notícia conta com três intertítulos. Localize-os e contorne-os.
4. O parágrafo logo após o título da notícia recebe um destaque chamado itálico. Qual costuma ser a função desse parágrafo?
Repetir as informações do título.
Apresentar um resumo da notícia.
Resposta: Apresentar um resumo da notícia.
Professor, professora: Comente que a linha fina pode ajudar o leitor a perceber se a notícia lhe interessa ou não, se quer ou não continuar a leitura dela.
Criticar a postura dos envolvidos no fato noticiado.
A linha fina, ou subtítulo, é uma frase que aparece após o título e serve para completar seu sentido ou dar outras informações resumidas sobre a notícia.
5. O parágrafo inicial de uma notícia geralmente informa o que aconteceu, com quem, onde, quando, como e por quê.
a ) Responda com as informações do primeiro parágrafo do texto:
BNCC
• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social da notícia, reconhecendo para que foi produzida, onde circula, quem a produziu e a quem se destina. Desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas.
• Ao perceber a estrutura da notícia, com a manchete, o lide e o corpo da notícia, os estudantes desenvolvem a habilidade EF35LP16 . Além disso, desenvolvem a habilidade EF05LP16 ao compararem informações sobre o mesmo fato veiculadas em notícias em mídias diferentes.
• Quem? .
• O quê?
Resposta: Quem? Um garoto; O quê? Avisou ao proprietário do carro que havia arranhado o carro dele; Como? Deixando um bilhete com o telefone do pai no para-brisa do carro; Por quê? Para pagar o conserto do carro.
• Como?
• Por quê?
3. Resposta: Os estudantes devem contornar os intertítulos “Criança juntou dinheiro para pagar”; “’Honestidade grande’, diz dono de carro”; e “Pai orgulhoso”. Explique aos estudantes que os intertítulos ajudam na leitura da notícia, mostrando ao leitor cada aspecto do fato que a notícia explora.
Professor, professora: Explique que, apesar de não constar no lide, a linha fina informa que o fato foi em Curitiba e que é possível saber quando ocorreu pela data da publicação (setembro de 2020). 159
• Na atividade 3, explique aos estudantes que, além de guiar o leitor ao longo do texto, os intertítulos ajudam a tornar a leitura mais leve, já que dão arejamento à massa de texto, e mais organizada, por sinalizarem quais aspectos do fato estão sendo abordados em cada bloco.
• Leia com todos o boxe com o conceito de linha fina e verifique se compreendem onde se localiza e qual a função. Se possível, apresente outros
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exemplos de textos jornalísticos para que eles observem que o tamanho do subtítulo é variável, mas a função dele continua a mesma.
• Ao propor a atividade 5, incentive os estudantes a retomarem o texto e a observarem os elementos informados no parágrafo inicial, em que o leitor faz o primeiro contato com a notícia. Explique que esse parágrafo é essencial para que o leitor decida se vai continuar lendo a notícia ou não.
• O debate proposto ao final sobre a responsabilidade ao postar algo nas redes sociais permite aos estudantes argumentarem sobre um acontecimento social, desenvolvendo a habilidade EF05LP19 e contemplar a Competência geral 7 e a Competência específica de Língua Portuguesa 6, bem como os temas contemporâneos transversais Vida familiar e social e Educação para o trânsito
• Na atividade 6, explique à turma que os depoimentos são declarações dadas pelas pessoas envolvidas no fato que contribuem para dar mais credibilidade ao fato noticiado e para envolver mais o leitor com a notícia, na medida em que depara com emoções que podem criar identificação com as pessoas citadas. Se julgar oportuno, reforce com os estudantes as demais funções das aspas em diferentes contextos de uso: além de marcar falas no discurso direto de textos jornalísticos, são usadas para destacar expressões estrangeiras, indicar ironia ou dúvida, marcar títulos de obras e sinalizar palavras ou termos que tenham algum outro sentido diferente do original.
b) Em que ponto do texto o leitor encontra informações sobre o lugar e a data em que ocorreu o fato?
Resposta: O lugar está informado na linha fina, e a data, no registro feito pelo jornal antes do corpo da notícia.
O lide é o parágrafo inicial de uma notícia que, geralmente, informa de que ou de quem a notícia trata, o que aconteceu, onde, quando, como e por quê.
6. A notícia traz depoimentos dos principais envolvidos no fato.
a ) Copie um trecho como exemplo de cada depoimento.
• Menino: .
Possíveis respostas: “o menino disse que ficou preocupado, ‘mas o bem vai e volta’”; “Ele afirmou que em nenhum momento pensou em ‘fugir’ das responsabilidades. Segundo ele, o mundo já está ‘ruim demais para mais pessoas fazerem o mal’”; “‘Causar o problema e deixar o problema não é bom’, completou o garoto.”.
• Pai do menino:
Possíveis respostas: “Ele ficou muito incomodado, ficou perguntando se ia custar caro. Ele até juntou um trocadinho dele e ficou se lamentando que o dinheirinho dele não ia dar para pagar”; “Eu fiquei muito orgulhoso, porque a gente tenta educar para isso. Que ele seja responsável pelas ações dele no futuro, que aprenda com os erros”.
• Dono do carro riscado:
Possíveis respostas: “‘Como ficar bravo?’, diz dono do carro”; “Eu procurei de todos os lados, meu carro estava meio sujo e nem reparei. Se não fosse o bilhete eu nem tinha notado”.
b) Os depoimentos estão destacados por um sinal gráfico. Qual?
Resposta: As aspas.
c ) Quais das opções a seguir justificam a importância dos depoimentos em uma notícia?
Deixam a notícia mais confiável.
Resposta: Deixam a notícia mais confiável. Dinamizam a leitura.
Funcionam como argumento no texto.
Dinamizam a leitura.
Constroem um histórico dos fatos.
ATIVIDADE EXTRA
• Como forma de ampliar a compreensão da função do lide, pesquise ao menos quatro notícias que tenham lides completos. Em sala de aula, divida a turma em grupos. Proponha que os estudantes escrevam um lide para a manchete dada, tendo por base apenas a manchete. Escreva na lousa os elementos que compõem o lide para que eles orientem a escrita do lide. Provavelmente eles
criarão uma situação fictícia, mas que mesmo assim pode ser útil para eles reforçarem sua compreensão e apropriação do conceito de lide. Depois, proponha uma comparação entre os lides originais e os escritos pelos estudantes.
• A atividade proposta é útil para o estudante praticar a coesão e a coerência textual em sua escrita. Chame a atenção deles para esse aspecto da atividade.
7. Cada depoimento traz um ponto de vista dos fatos. Relacione as colunas ligando cada um dos envolvidos à palavra que resume o que sentiu.
O menino. A.
O pai do menino. B.
O dono do carro. C.
Resposta: A – 3; B – 1; C – 2.
Orgulho. 1.
Surpresa. 2.
Respeito. 3.
8. A notícia tem um hiperlink para outra página. Releia o trecho em que isso ocorre.
Ao G1, o menino disse que ficou preocupado, “mas o bem vai e volta” (leia entrevista aqui).
a ) Contorne o hiperlink presente nesse trecho.
Resposta: Os estudantes devem contornar a palavra aqui.
b) Ao clicar no hiperlink, o que o leitor vai poder conferir?
Resposta: A entrevista que o menino deu ao portal de notícias.
9. A história de Benício foi notícia também na televisão. O telejornal começou a reportagem com as falas do âncora (apresentador) e do repórter. Leia, a seguir, a transcrição do início do vídeo.
Menino deixa bilhete de desculpas ele riscou o carro do vizinho com bicicleta
Âncora – A gente vai te contar agora a história do Benício. Ele tem só 7 anos, mas deu um exemplo de honestidade. Quem mostra pra gente é o repórter Marcos de Pato.
Repórter – Um descuido no passeio de bicicleta na rua rendeu um risco no carro estacionado. Benício podia ter ido embora, mas não: deixou um bilhete para o dono pedindo que ligasse para o pai dele. O menino quis reparar o dano, mesmo sem saber o quanto aquilo poderia custar.
[...]
MENINO deixa bilhete de desculpas ele riscou o carro do vizinho com bicicleta. 0 s-28 s Grupo RIC, 22 set. 2020. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=SLurFjCJ6vA. Acesso em: 2 jul. 2025.
161
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• Se oportuno, amplie a discussão sobre educação no trânsito. É válido ressaltar com a turma a importância de respeitar as leis de trânsito e de usar equipamentos de proteção que evitam que a pessoa se machuque ou machuque a terceiros. Algumas regras que os ciclistas devem seguir incluem:
• utilizar ciclovias, ciclofaixas ou acostamentos sempre que estiverem disponíveis;
• evitar circular em calçadas, a menos que haja sinalização autorizando;
• manter atenção constante às condições do trajeto, como buracos, sujeira, clima desfavorável ou obstáculos.
• Na atividade 8, se considerar pertinente, comente que os hiperlinks oferecem ao leitor a possibilidade de explorar outros assuntos relacionados à notícia lida. Eles funcionam como caminhos para aprofundar o tema. Se oportuno, comente que os hiperlinks também têm a função estratégica de aumentar o tempo de permanência do usuário em um portal, site ou página.
• Na atividade 9, se achar adequado para a turma, proponha que assistam na escola (se houver equipamento para isso – na sala de informática, por exemplo) ou em casa à notícia do telejornal, acessando o hiperlink informado na referência. Atenção! Ao acessar o vídeo, vemos Benício andando de bicicleta para as filmagens, e ele está sem capacete. É possível que a equipe do programa tenha se esquecido de providenciar o material, já que era apenas uma breve encenação, mas jamais devemos abrir mão desse importante equipamento de proteção. Dê o alerta de eventuais riscos aos estudantes cuidando para que compreendam a importância desse equipamento.
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• Promova um projeto interdisciplinar com o componente curricular de Geografia, envolvendo a análise do espaço geográfico verificando se ele está garantindo a segurança e o bem-estar de todos os usuários (infraestrutura urbana, sinalização, fluxo de pessoas e veículos etc.). Elabore com os estudantes ações educativas, campanhas internas ou produção de materiais informativos. Comente que o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) criou o MAIO AMARELO, com campanhas de conscientização sobre a valorização da vida no trânsito. Você pode propor que, em casa, eles pesquisem, com supervisão de um adulto, qual é/foi o último tema da campanha ou o tema do ano.
• Para desenvolver o item a da atividade 9, verifique se os estudantes compreendem por que motivo a âncora do telejornal classifica o comportamento do menino como “exemplo de honestidade”. Peça a eles que comentem sobre o que entendem disso e que compartilhem outras ações que julgam ser exemplos de comportamento no dia a dia escolar.
• Na atividade 10, é importante que eles pensem em um termo de sentido semelhante, de modo a manter a coerência da frase. Ao acompanhar a reescrita dos estudantes, verifique se a palavra escolhida está adequada ao contexto semântico e se eles fizeram ajustes gramaticais necessários, preocupando-se em manter o sentido original da frase, sem criar ambiguidades. Mostre a eles que o uso de sinônimos em textos é um mecanismo de coesão que auxilia a evitar repetições que deixariam o texto mais pobre.
a ) O que é ressaltado nessa introdução do vídeo?
Um exemplo de honestidade.
Resposta: Um exemplo de honestidade.
O gesto do dono do carro.
O orgulho de um pai.
b) Que recursos a matéria em vídeo pode explorar que a escrita não pode?
Dica: Para responder, pense em aspectos relacionados à fala, à oralidade.
Sugestão de resposta: A matéria em vídeo pode explorar a entonação das falas, as imagens em movimento, os gestos das pessoas que aparecem, as expressões corporais delas, a entrevista em que se pode ouvir a fala do entrevistado etc.
A mesma notícia pode ser publicada em diferentes fontes ou mídias, como jornais e revistas impressos ou digitais, TV e rádio, e se dirigir a públicos variados, com interesses e expectativas diversas.
10. No trecho “eu achei um gesto de uma doçura, de uma honestidade grande”, que palavra poderia substituir gesto? Reescreva a frase trocando essa palavra por outra, sem alterar o sentido. Faça os ajustes necessários.
Possível resposta: Atitude, comportamento; “eu achei uma atitude / um comportamento de uma doçura, de uma honestidade grande”.
11. A internet levou à criação de palavras e atribuiu novos sentidos a outras já existentes. Contorne a seguir a palavra que não faz parte desse grupo.
Resposta: Despertar
clicar viralizar despertar
postagem hiperlink internet

ATIVIDADE EXTRA
• Acesse com os estudantes a notícia ou a notícia televisiva, a fim de que eles possam analisar o bilhete escrito pelo menino. Proponha-lhes que observem o tipo de letra usado para escrever o bilhete. Questione-os qual tipo foi empregado: letra de imprensa ou letra cursiva? Na sequência, oriente-os a justificar a resposta. Espera-se que
eles saibam identificar que foi empregada a letra de imprensa, considerando seu traçado.
• Aproveite ainda para chamar a atenção deles para a direção da escrita. Uma vez que não há linhas para o menino escrever, é comum crianças em idade de alfabetização terem dificuldade em escrever em linha reta, quando não há uma pauta para demarcar o espaço.
1. Resposta pessoal. Oriente os estudantes a retomarem as hipóteses levantadas antes da leitura.
AGORA QUE JÁ LEMOS
Responda às questões a seguir oralmente.
1. O que você esperava encontrar na notícia se concretizou? Por quê? Responda considerando suas hipóteses feitas antes de ler o texto e as discussões feitas sobre sensacionalismo.
AGORA QUE JÁ LEMOS
• Na atividade 1, solicite aos estudantes que retomem a resposta dada à atividade indicada. Independentemente da resposta dada por eles, é importante que eles justifiquem. Com essa atividade, consegue-se incentivar o pensamento reflexivo e a construção de argumentação.
Respostas e comentários nas orientações ao professor
2. Você leu uma notícia que foi publicada em diferentes fontes depois de o caso viralizar nas redes sociais. Com base nisso, agora você vai debater com seus colegas algumas questões. Organizem-se de acordo com as orientações a seguir.
• Disponham as cadeiras em círculo.
• Sigam as orientações do professor, que será o moderador.
• Empreguem o registro formal da língua e expressões respeitosas.
• Falem com tom de voz moderado e respeitem a vez dos colegas.
• Elaborem perguntas aos colegas conforme as ideias forem apresentadas.
a ) Releia: “Segundo ele [Benício], o mundo já está ‘ruim demais para mais pessoas fazerem o mal’”. Você concorda com essa afirmação de Benício? Como avalia o comportamento dele?
b) Em sua opinião, Benício fez algo extraordinário?
c ) Esse caso fez muito sucesso e ganhou atenção de vários veículos de imprensa. O que isso mostra sobre as pessoas em geral?
d) O fato viralizou depois que o dono do carro postou o bilhete nas redes sociais. O que isso mostra sobre o poder das redes sociais na divulgação de um fato?
e ) Que cuidados é preciso ter ao postar nas redes sociais?
As redes sociais são hoje um importante canal de divulgação de informação. Por possibilitar a muitas pessoas publicar ou ler conteúdos, exigem muita responsabilidade tanto dos autores como dos leitores. Crianças só podem acessar esses canais com o acompanhamento de um adulto.
Respostas
2. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes apresentem argumentos para defender a opinião sobre as ações das pessoas no cotidiano, mostrando pontos em acordo com a opinião de Benício e, para isso, apresentem exemplos do dia a dia.
2. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes apresentem comentários sobre a atitude do menino, considerando que demonstrou maturidade, honestidade e alteridade.
• A atividade 2 possibilita a argumentação e a contra-argumentação entre os estudantes sobre o significado e as repercussões da atitude do menino ciclista. Escolha um ambiente e disponha os estudantes em círculo para que se observem nesse momento. Determine a vez e o tempo de cada um falar e enfatize que deve haver atenção e silêncio enquanto alguém estiver falando. Chame a atenção para o respeito às opiniões e às ideias e para o momento adequado de falar e ouvir.
• Durante as discussões, registre as ideias principais e o desenvolvimento expressivo de cada estudante. No item d, ressalte a responsabilidade e o cuidado que devem acompanhar o uso das redes sociais por seu poder de ampla e rápida propagação da informação.
2. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes primeiro reconheçam como esse tipo de comportamento é correto e exemplar e, depois, como esse tipo de atitude e os exemplos positivos, que podem ser considerados bons, são importantes para as pessoas. De certa forma, a divulgação dessa notícia dá esperança de um mundo melhor, mais justo, e isso comove as pessoas.
2. d) Resposta esperada: Mostra que as redes sociais têm poder de fazer as informações chegarem a muitas pessoas.
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2. e) Resposta: Antes de tudo, é preciso ter o acompanhamento de um adulto; é necessário cuidado para não expor a própria intimidade e a da família e informações confidenciais como senhas e endereços; não acreditar em tudo o que vê; denunciar casos de violação de leis; não acessar e não compartilhar informações falsas e difamação; entre outros.
OBJETIVOS
• Compreender a relação de concordância do verbo com o termo a que se refere.
• Identificar expressões (a gente, o pessoal, a multidão etc.) que dão ideia de plural, mas o verbo considera a forma gramatical, ficando no singular.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes serão levados a compreender a concordância verbal, desenvolvendo a habilidade EF05LP06. Além disso, eles se apropriam da norma-padrão, contemplando a Competência específica de Língua Portuguesa 2
• A leitura da entrevista permite desenvolver habilidade de leitura autônoma (EF35LP01) e a da tirinha permite relacionar imagens e texto para construir o sentido (EF15LP14). Além disso, eles desenvolvem as habilidades EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05 ao localizarem informações explícitas nos textos desta seção e ainda inferir o sentido de palavras e expressões.
É LÍNGUA, É LINGUAGEM
Concordância verbal
1. Releia as falas a seguir e contorne as formas verbais.
estava; reparei; acha; bate; pode sair correndo; achei
Resposta: Procurei;
“Eu procurei de todos os lados, meu carro estava meio sujo e nem reparei.”
“A gente acha que alguém que bate no seu carro pode sair correndo, ainda mais nesta idade, mas eu achei um gesto de uma doçura, de uma honestidade grande.”
Qual palavra ou expressão se refere cada uma dessas formas verbais?
Resposta: Procurei e reparei – eu; estava – carro; acha – a gente; bate e pode sair correndo – alguém; achei – eu
2. No trecho “A gente acha...”, a expressão a gente dá ideia de várias pessoas e pode ser entendida como nós. Mas o verbo está flexionado na terceira pessoa do singular, ele/ela. Por quê?
Porque não concorda com a ideia, mas com a forma gramatical gente, que está no singular e corresponde à terceira pessoa.
Resposta: Porque não concorda com a ideia, mas com a forma gramatical gente, que está no singular e corresponde à terceira pessoa.
Porque se refere a uma pessoa genérica e o verbo identifica a pessoa.
3. Considere este trecho: “alguém que bate no seu carro pode sair correndo”. a ) A que palavra da frase se refere a forma verbal bate?
Resposta: À palavra que, que retoma alguém
b) Alguém é um pronome e está na terceira pessoa do singular. A forma verbal bate também está na terceira pessoa do singular. O que é possível concluir dessas constatações? Use as palavras a seguir para completar a frase.
expressão • palavra • concorda
O verbo em número e pessoa com a ou com a a que se refere.
Resposta: Concorda; palavra; expressão.
• Retome o conhecimento prévio dos estudantes relacionado a verbos como forma de tornar mais fácil a compreensão do conteúdo. Formule frases simples com a participação deles, identificando sujeito e verbo na oração; depois trabalhe tempos presente, passado e futuro simples, sempre com a participação da turma em assuntos do interesse deles.
• A depender do nível de conhecimento da turma, você pode ampliar o estudo com a atividade 3, propondo essa mesma estrutura com outras frases escritas na lousa. Depois, proponha aos estudantes que escrevam frases simples na qual o termo que retoma o item antecedente. Você pode também propor que eles busquem títulos de notícias em que o termo que tem essa mesma função, extrapolando a atividade como um aprofundamento para casa.
Os verbos concordam com o termo a que se referem em pessoa (primeira, segunda e terceira) e número (singular ou plural). Essa relação é chamada concordância verbal Algumas expressões, por sua vez, dão ideia de plural, por exemplo, a gente, o pessoal, a multidão, entre outras, mas o verbo considera a forma gramatical, portanto fica no singular quando se referir a essas expressões.
1. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes compreendam que a informação responsável, aquela que não dissemina inverdades, pode ajudar as
PARA PENSAR E PRATICAR
1. Leia o trecho de uma entrevista com a jornalista Cynthia Martins, que se dedica a programas que combatem o racismo.
O jornalismo antirracista de Cynthia Martins [...]
1. a) Resposta: O motivo é que ela queria mudar as coisas, mudar o mundo, e acreditava que levar informação às pessoas seria uma forma
O que te levou a ser jornalista?
Quando criança eu admirava algumas professoras, então queria ser uma. E minha geração foi muito criada pela televisão, então, às vezes, tinha um personagem que era bombeiro, e eu falava: “Ah, quero ser bombeiro”. Conforme fui crescendo, tive contato com outras opções. Escolhi o jornalismo porque sempre achei que era um caminho para mudar as coisas. Pensando de uma maneira um pouco gigantesca, um desejo de mudar o mundo. [...]
MARTINS, Cynthia. O jornalismo antirracista de Cynthia Martins. Entrevista cedida a Juan F. Joca, São Paulo, n. 213, p. 9-23, out. 2023. p. 11.
a ) Que motivo a jornalista cita para justificar sua escolha profissional?
b) Você concorda que a informação pode transformar o mundo? Por quê?
c ) Com quais formas verbais as palavras eu, geração e personagem, destacadas no texto, estão concordando?
Resposta: Eu – admirava; geração – foi criada; personagem – era.
d) Releia: “Escolhi o jornalismo porque sempre achei que era um caminho para mudar as coisas.”. Com qual pronome as formas verbais escolhi e achei estão concordando?
Resposta: Com o pronome eu
pessoas a formarem opinião e, a partir disso, adotarem condutas que podem contribuir para um mundo melhor. de fazer isso. 165
13/10/2025 10:13:17
• Destaque que, em expressões como o pessoal e a gente, os artigos o e a estão no singular, pois concordam com palavras que correspondem à terceira pessoa do singular. Por isso, o verbo, quando se refere a elas, deve estar na terceira pessoa do singular.
• Relembre com os estudantes quais são as três pessoas do discurso (primeira, segunda e terceira, do singular e do plural) e apresente um quadro com os pronomes referentes a elas.
• Aproveite o momento para estabelecer um comparativo entre a gente e nós, mostrando que a expressão a gente é utilizada, na linguagem coloquial, como forma de primeira pessoa do plural. Nesse sentido, quando o falante constrói frases como “a gente vamos”, o faz devido à ideia de pluralidade que o pronome pessoal carrega.
• Ao explorar o item d da atividade 1, explique aos estudantes que se trata de um pronome oculto, implícito na frase. Apresente outras possibilidades para refletirem e compararem: “Se a forma verbal fosse escolhemos, qual pronome estaria implícito?”; “E se fosse a forma escolheu?”. Espera-se que eles reconheçam os pronomes nós e ele como possibilidades, respectivamente.
• Na atividade 2, pergunte aos estudantes se eles sabem o significado de compostagem; sugira que pesquisem no dicionário, incentivando a autonomia deles no manejo e na pesquisa de palavras. Aproveite para conversar com eles sobre a importância da reciclagem e de separar o resíduo sólido dos materiais recicláveis. Pergunte se na casa deles a família tem o hábito de separá-los; caso algum deles comente que não o fazem, sugira que comecem a incentivar a separação em casa, conversando com os adultos. No item b, explore os demais tipos de letra com os estudantes (de imprensa e cursiva, maiúscula e minúscula) e comente que a letra bastão é a mais recorrente nas tirinhas e HQs. Se desejar, e julgar oportuno, sugira a eles que reescrevam as falas da personagem Fê em letra cursiva, troquem com o colega ao lado e comentem o que isso mudou na leitura para eles.
• No item b da atividade 3, diga que a concordância verbal ajuda a garantir a lógica do texto e as relações entre palavras, frases e ideias. Ou seja, a coerência e a coesão textual.
AVALIANDO
• Caso perceba dificuldades recorrentes na resolução das atividades sobre a concordância verbal, anote os erros mais frequentes e avalie a necessidade de retomar conteúdos relacionados, como os substantivos e os verbos, ou ainda a concordância nominal.
• Aproveite também para refletir sobre sua prática docente, analisando o que poderia ser melhorado para ampliar a aprendizagem dos estudantes nos conteúdos que tiveram defasagem, quais estratégias poderiam ser empregadas. Além disso, avalie sua relação com a turma e compreenda seu papel social no processo de aprendizagem deles.
2. Leia a tirinha a seguir.
Professor, professora: Reforce que o termo mais adequado é resíduos sólidos e não lixo.

BECK, Alexandre. Armandinho. 18 ago. 2016. Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr.com/ post/149111935389/tirinha-original. Acesso em: 29 abr. 2025.
a ) O que a Fê quis dizer com “não sobra muita coisa”?
Que nós produzimos muito lixo.
Que nós produzimos pouco lixo.
Que, de tudo o que descartamos, pouca coisa é lixo mesmo.
Resposta: Que, de tudo o que descartamos, pouca coisa é lixo mesmo.
b) Indique o tipo de letra empregado nessa tirinha.
Resposta: Letra bastão.
3. Releia a frase do segundo quadrinho: “...E o material reciclável, que o pessoal recolhe...”.
a ) O verbo recolher (recolhe) está na terceira pessoa do singular. Por quê?
Resposta: Porque se refere a pessoal, palavra que, embora sugira várias pessoas, está no singular e se refere à terceira pessoa gramatical.
b) Reescreva essa frase trocando a forma verbal recolhe por recolhem e ajustando a palavra à qual esse verbo se refere.
Possíveis respostas: “...E o material reciclável, que as pessoas / os outros / os trabalhadores / todos recolhem...”.
4. A que palavra se refere o verbo sobrar (sobra), no último quadrinho?
Resposta: Refere-se à coisa (ou muita coisa).
ATIVIDADE EXTRA
• Proponha aos estudantes que retomem o título da notícia lida: “Bilhete de criança de 7 anos que caiu de bicicleta e riscou veículo viraliza”. Pergunte a que palavra estão ligados os verbos cair, riscar e viralizar. O desafio é entender que o pronome relativo retoma a palavra criança, à qual se referem os verbos cair e riscar, ao passo que viraliza se refere a bilhete. Essa análise pode
ser interessante para que comecem a formular hipóteses sobre como se constrói a concordância em contextos mais complexos. Durante essa atividade, caminhe por entre os estudantes e observe as discussões em torno da proposta. Se necessário, faça questionamentos como este: “Foi a criança ou o bilhete que viralizou na internet?”. Faça registro do que julgar necessário para avaliar o desenvolvimento deles.
OBJETIVOS
HORA DE PRODUZIR
Notícia
As notícias sobre nosso ambiente próximo, como nosso bairro, nossa comunidade e nossa escola, também têm importância muito grande para nós.
O que vai produzir
Nesta seção, você vai produzir, coletivamente, uma notícia sobre algum fato importante ocorrido na escola. Ao final, todas elas poderão ser afixadas em um painel de papel kraft ou outro tipo, ou ser publicadas nas mídias sociais da escola. Planejar
1. Com a ajuda do professor, formem grupos de três ou quatro estudantes.
2. Façam uma reunião de pauta para decidir que fatos da escola podem ter interesse para todos os colegas e escolher um deles para trabalhar. Por exemplo:
• eventos e comemorações;
Dica: Uma reunião de pauta é aquela em que são apresentadas várias sugestões de tema para a notícia.
• algo ligado ao espaço comum (cantina, pátio ou biblioteca);
• algo referente aos recursos da escola (ela pode ter recebido algum material novo ou um material pode estar faltando);
• alguma reforma;
• alguma novidade sobre o calendário de provas.
3. Escolham o que considerarem mais interessante para noticiar e iniciem uma pesquisa sobre o fato escolhido, levantando dados para a notícia.
4. Toda notícia deve ter um lide. Então, pensem nas informações que vão compor o primeiro parágrafo, respondendo às perguntas indicadas a seguir.
5. Depois, discutam no grupo: a notícia deve incluir depoimentos? Será necessário entrevistar alguém?
6. Considerem também: a notícia será acompanhada de fotografia ou de desenho? É necessário incluir algum mapa ou um infográfico? Quem? Onde? Como? Por quê? O quê? Quando?
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
• Antes de iniciar, retome com os estudantes as características do gênero notícia. Para tanto, organize-os em grupos produtivos e disponibilize exemplares de notícias adequadas à faixa etária. Incentive a leitura e análise da notícia. Solicite que destaquem o tema e a estrutura do texto lido.
• Na sequência, oriente-os a elaborar um mapa conceitual sobre o gênero, com base no exem-
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plo fornecido e nos conhecimentos adquiridos nesta unidade. Instrua-os a incluir as principais características da notícia, sua finalidade e sua estrutura no mapa conceitual. Para esse momento, disponibilize também cartolinas e canetas coloridas.
• As etapas indicadas nesta seção têm o objetivo de habilitar os estudantes a construir autonomia na produção de textos.
• Planejar e produzir uma notícia.
• Praticar a escrita por meio da elaboração coletiva de uma notícia do âmbito escolar.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes produzirão uma notícia, desenvolvendo, assim, a habilidade EF35LP16 e contemplando a Competência geral 4 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 3 e 5. O planejamento, a produção e a edição do texto, considerando as características da notícia, bem como sua revisão, possibilitam desenvolver as habilidades EF15LP05, EF15LP06 e EF15LP07 • O uso de conhecimentos linguísticos e gramaticais (concordância e pontuação), de recursos de referenciação, coesão pronominal (anafórica), articuladores de sentido (tempo, causa, conclusão) e vocabulário adequado permite desenvolver as habilidades EF35LP07, EF35LP08, EF05LP26 e EF05LP27. Além disso, a habilidade EF35LP09, ao organizar o texto em parágrafos considerando o lide e o corpo da notícia.
ILUSTRAÇÕES:VINÍCIUS COSTA/ ARQUIVO DA EDITORA
• Na etapa Produzir, oriente os estudantes a aplicarem os conhecimentos gramaticais aprendidos, como ortografia, regras básicas de concordância nominal e verbal, pontuação (ponto-final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumerações) e pontuação do discurso direto, e uso de aspas, quando for o caso.
• Se possível, faça uma correção gramatical e textual de modo a assegurar clareza. Após a correção, os estudantes podem passar o texto a limpo. Ao revisar o texto e reescrevê-lo para ajustar possíveis correções, eles estão trabalhando o desenvolvimento de aspectos de coerência e coesão textual para a prática de escrita.
• Na etapa Compartilhar, a montagem do painel ou outro suporte pode se tornar um espaço interativo, sobretudo se houver um campo reservado para comentários dos leitores. Necessário que esse campo apresente regras, para que não haja uso de linguagem inoportuna ou desrespeito.
• Quanto à publicação, se for possível e a escola tiver uma página em alguma plataforma, incentive uma discussão com a turma sobre cuidados necessários com a linguagem em meio digital e a responsabilidade na divulgação de conteúdos, inserindo fontes de pesquisas confiáveis.
• Por fim, prepare o ambiente para um momento de avaliação da atividade. Proponha as questões sugeridas, mas, caso haja necessidade, elabore outras conforme tenham se dado a atividade e o desempenho dos estudantes nela. Retome os momentos da produção; verifique como
Produzir
1. Sigam o que foi planejado.
2. Se forem incluir depoimentos ou entrevistas, não se esqueçam das aspas ou do parágrafo e do travessão para separar a fala das pessoas.
3. Se forem incluir um mapa, pesquisem os elementos que fazem parte desse texto: rosa dos ventos com os pontos cardeais, título, legendas para identificar elementos no mapa, entre outros. Peçam ajuda ao professor para completarem os dados.
4. No caso de utilização de um infográfico, lembrem-se de que ele é composto por imagens e textos, às vezes por linha do tempo, dependendo do assunto que fará parte da representação.

5. Façam uma leitura conjunta do texto para verificar se a notícia está clara, se deixa alguma dúvida, se faltou alguma informação e se será necessário mudar alguma coisa e a reescrevam em uma versão definitiva.
Compartilhar
Agora, com a ajuda do professor, organizem-se para compartilhar as notícias com a escola. Para montar o painel, combinem com o professor onde será possível afixar um papel grande (kraft ou outro tipo) com as notícias coladas. Deixem no painel um espaço para comentários dos leitores. Além disso, se possível, publiquem as notícias para divulgar aos colegas, familiares e toda a comunidade escolar.
Avaliar
Depois de publicar as notícias, avalie a atividade.
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
1. Você ficou satisfeito com a notícia que ajudou a escrever?
2. As notícias despertaram o interesse dos colegas da escola?
3. Como foi o trabalho no grupo? Todos participaram e contribuíram?
4. No grupo, todos respeitaram a vez de cada integrante falar e ouviram com interesse as ideias dos colegas?
5. Se fizessem novamente essa atividade, o que fariam igual? O que fariam diferente?
eles ampliaram o repertório e a desenvoltura oral; faça uma sondagem para perceber as dificuldades e proponha remediações se for o caso. Ouça e acolha os apontamentos dos estudantes. Por fim, reforce os aspectos positivos e conscientize-os do aprendizado conquistado.
3. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes descrevam suas experiências com podcasts e as comparem com as experiências de leitura de
É HORA DE PODCAST !
notícias em veículos impressos e com a audiência em rádio e TV.
RODA DE LEITURA: PODCAST
Agora, vamos falar de uma mídia de divulgação de notícias, fatos e assuntos do dia a dia, que surgiu para ampliar as formas de comunicação digital: o podcast.
3. a) Resposta pessoal. A resposta vai depender da experiência dos estudantes com o acesso a notícias transmitidas pelo rádio.
ANTES DE LER
1. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes destaquem que pode ser um podcast ou um vlog
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Nesta imagem, você vê uma pessoa falando ao microfone e outra a acompanhando em seu smartphone
1. b) Resposta: O balão com a imagem da mulher falando ao microfone e a fala dela. Além de não haver nenhum elemento relacionado à música.
Até mais, pessoal! Espero que tenham gostado do conteúdo que preparei para hoje!

a ) O que você acha que ela está acompanhando pelo smartphone?
b) Que elementos da imagem levaram você a essa conclusão?
2. Você ou as pessoas com quem convive têm acesso a noticiários? Se sim, por meio de quais dispositivos?
Resposta pessoal. Espera-se
que os estudantes respondam de acordo com a sua realidade.
3. Durante muito tempo, os jornais impressos e o rádio dominaram a divulgação de notícias.
a ) Você já ouviu algum noticiário no rádio? Se sim, o que achou?
b) Uma forma de noticiar fatos, semelhante ao rádio, é o podcast. Você já ouviu ou ouve algum podcast? Compartilhe sua experiência.
Professor, professora: Vale destacar que, a depender dos podcasts que forem mencionados, muitos podem pertencer a diferentes tipologias: narrativos, argumentativos etc.
ANTES DE LER
• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a exporem as próprias ideias e ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala.
• Na atividade 1, incentive-os a compartilhar com a turma conhecimentos prévios ou hipóteses.
OBJETIVOS
• Desenvolver habilidades leitoras por meio da leitura e análise de um podcast
• Praticar a escrita e a oralidade em sala de aula por meio de atividades relacionadas ao texto lido.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes serão levados a levantar hipóteses sobre o texto a ser lido com base no conhecimento prévio e nas pistas oferecidas pelo próprio material. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02 e a Competência geral 2 , bem como as habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13), bem como contemplar a Competência geral 4
13/10/2025 10:15:10
Retome essa conversa posteriormente, no boxe Agora que já lemos. Aproveite o momento para comentar que, após uma explosão no mercado digital por conta da flexibilidade do gênero, é possível encontrar os diversos temas em diferentes podcasts. Muitos podem pertencer a diferentes tipologias: narrativos, argumentativos, entre outros.
RAFAEL
BNCC
• A leitura do texto, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento da habilidade EF35LP01, bem como da Competência específica de Língua Portuguesa 3. Além disso, a leitura da transcrição do podcast, de modo a considerar as características e a estrutura desse gênero, contempla a habilidade EF05LP15
• Ao explorar o papel das abelhas e reconhecer sua função para continuação da vida na Terra, os estudantes são levados a explorar o tema contemporâneo transversal Vida familiar e social Além disso, ao reconhecer que a conversa do podcast, possibilitada por meio de recursos tecnológicos, permite destacar o tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia.
Você vai ler a transcrição de um trecho do podcast do Jornal da Criança, produzido pela apresentadora Vivi e sua filha Isa, de 8 anos, que divulga mensalmente notícias de destaque. Esse episódio se refere às notícias que circularam no mês de outubro de 2020.
[...]
VIVI — E chegamos na editoria de meio ambiente. Isa, qual o destaque desta editoria?
ISA — O destaque dessa editoria é... a importância das abelhas para a vida na Terra.
VIVI — Hummm, é verdade! Afinal de contas elas são insetos polinizadores e sem elas, a gente não vive. Qual que é a função das abelhas, Isa?

ISA — A função das abelhas... é... elas tiram o pólen, coletam o pólen, né? Assim que se diz...
VIVI — Elas levam o pólen de flor em flor...
ISA — E com isso ela vai fazendo alimentos não só pros animais, pra natureza.
VIVI — Hummm...
ISA — E com isso... se não existir mais tantas abelhas, não vai existir tantos frutos e flores, e é, hummm... ma... monezadores das plantas...
VIVI — É mais ou menos isso. Na verdade, o que elas fazem? Elas levam o pólen masculino [...] de uma flor pra outra e, dessa forma, nascem os frutos, as plantas e as vegetações que alimentam todos os animais, como nós também, né?
ISA — E somos um outro tipo de animais...
VIVI — Somos animais racionais, né?
ISA — Uhum!
VIVI — E a gente bateu um papo, sabe com quem, Isa? Com Wilson Donnini [...]. Ele é um apicultor e na opinião dele, sabe o que ele diz?
ISA — O quê?
Editoria: seção dentro de um veículo de comunicação. Apicultor: quem cria abelhas.
• É aconselhável que a turma ouça todo o podcast antes de fazer a atividade, observando o tom de voz, como recurso paralinguístico que atribui sentido ao texto, bem como a variação e o registro linguístico utilizado pelas apresentadoras, a fim de atingir o público-alvo. Dessa forma, os estudantes desenvolvem as habilidades EF15LP12 e EF05LP21
• Caso não seja possível, é indicado que ouçam pelo menos a parte aqui transcrita, que vai até o minuto 5’17’’. Aproveite para destacar
a importância dos recursos tecnológicos e da internet para a gravação e propagação dessas informações importantes para a sociedade e para o meio ambiente.
• Pode ser interessante realizar uma leitura dramatizada com os estudantes. Você lê as falas de Vivi e eles, alternadamente, leem as falas de Isa. Assim, eles vivenciarão na prática as características da oralidade presentes no podcast, as quais são mais frequentes nas falas de Isa.
VIVI — Ele acredita que as abelhas vão resistir, mesmo em extinção – elas não tão em extinção, né? – mas muitas abelhas morrem. E ele acredita que as abelhas vão sobreviver. Afinal de contas, elas resistiram na época dos dinossauros, então elas vão sobreviver nos tempos de hoje. Mas elas estão sofrendo um grande problema... Quais são os problemas?
ISA — Hummm...
VIVI — O que vai acontecendo com o meio ambiente?
ISA — O meio ambiente está sendo, tipo, queimado. [...]
VIVI — E não só as queimadas, Isa, assim como também as mudanças climáticas, o derretimento das calotas polares, a poluição e principalmente os agrotóxicos estão matando esses enxames de abelhas. Agrotóxicos? O que são agrotóxicos mesmo? São aqueles produtos que são colocados nas plantações pra matar os insetos que são aquelas pragas que acabam com as plantações...
ISA — Como exemplo... é... abelha...
VIVI — Abelha não estraga a plantação...
ISA — Eu sei, mas...
VIVI — Pelo contrário... Não, o que acontece é que eles usam os agrotóxicos nas plantações pra acabar com essas pragas, né, que destroem as plantações. Mas acaba destruindo também a abelha, que é um inseto do bem, que faz a polinização. Então esse é um grande problema que tá acontecendo e a gente fala desse assunto em homenagem ao dia da abelha, que é comemorado no dia 3 de setembro, o ouvinte com certeza deve tá pensando: “Poxa! mas o dia 3 de setembro já passou!” Mas é muito importante lembrar da importância de abelhas sempre, a vida inteira, né, Isa?
ISA — É verdade.
[...]
#8 – ENTENDA alguns assuntos das aulas a partir das notícias do Podcast do Jornal da Criança (JC) de outubro/2020! É divertido! Podcast do JC, Jornal da Criança e Jovens, 6 out. 2020. Disponível em: https://open.spotify.com/episode/3SpCGjFQ3hV5sf1ShZzr3p. Acesso em: 3 jul. 2025.
Papo de leitor
1. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que o público-alvo é composto por crianças e pessoas interessadas nesse universo, como pais e educadores.
1. O podcast do Jornal da Criança é produzido por Viviane Zanardo (jornalista e autora de livros infantis) e sua filha Isa, de 8 anos. Qual é o público-alvo do podcast, ou seja, quem pode ter interesse em ouvi-lo?
• Por ser um gênero relativamente recente, o podcast ainda conta com relativamente poucos estudos acadêmicos. Contudo, é comumente considerado um modo de produção oral e de disseminação livre de programas distribuídos sob demanda do público.
• Ao propor as atividades 1 e 2, leve os estudantes a considerarem o assunto do podcast para levantarem hipóteses sobre o público-alvo, relacionando-os.
BNCC
• A análise do texto possibilita aos estudantes identificarem o podcast como um gênero do discurso oral, percebendo sua finalidade, suas características e sua estrutura, desenvolvendo as habilidades EF15LP13, EF35LP10 e EF35LP16.
• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social do podcast, reconhecendo para que foi produzido, onde circula, quem o produziu e a quem se destina. Desenvolvem ainda as habilidades EF15LP03, EF35LP03 e EF35LP04 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas no texto. Além disso, desenvolvem a habilidade EF35LP12, por meio da pesquisa da palavra pólen no dicionário, identificando e registrando seu significado.
• A análise do registro linguístico empregado no podcast compreendendo sua adequação à situação comunicativa possibilita contemplar a Competência específica de Língua Portuguesa 4
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• Na atividade 3, verifique se os estudantes identificam a relação do tema das abelhas com o dia 3 de setembro, em que se celebra o Dia da Abelha; além disso, caso algum estudante comente outras indicações, procure observar o que ele levanta e como justifica. É possível que algum estudante cite que setembro também é o mês em que se muda a estação do ano para primavera, o que não é de todo incorreto relacionar com as abelhas, uma vez que elas polinizam flores. Com essa relação, é possível partir para a atividade 4, reforçando o papel das abelhas no equilíbrio ecológico. Se for possível, leve para a sala de aula uma imagem com boa resolução que mostre o pólen sendo coletado pelas abelhas. É possível também trabalhar de modo interdisciplinar com o componente curricular de Ciências
• A atividade 5 auxilia os estudantes a pensarem de modo crítico e reflexivo para buscarem diferenciar os impactos positivos e negativos dos seres vivos sobre a agricultura, propiciando-lhes uma visão mais aprofundada da biodiversidade.
2. Resposta: Espera-se que os estudantes reflitam que, como o público-alvo é infantil, ter reproduzida a voz de uma criança gera reconhecimento no público.
2. Vivi poderia produzir sozinha esse podcast para crianças. Que diferença faz para o público-alvo a participação de Isa?
3. Além da importância das abelhas, que outro fato ocorre em setembro e que poderia justificar a escolha desse tema para ser destaque do mês?
Resposta: O dia da abelha, em 3 de setembro.
Um podcast é um conteúdo em áudio semelhante ao do rádio, com a diferença de que o ouvinte pode acessá-lo quando quiser. Ele pode se dedicar a temas específicos (moda, meio ambiente, educação etc.) ou se ocupar de assuntos gerais. Os noticiários em formato de podcast podem seguir a mesma estrutura de um jornal impresso, por exemplo, ter chamadas de destaque, notícias e reportagens.
4. O trecho do podcast que você leu discute sobre abelhas.
a ) De acordo com o texto, qual é a importância das abelhas para o meio ambiente?
Resposta: As abelhas são responsáveis pela polinização das plantas.
b) Você sabe o que é pólen? Procure essa palavra no dicionário para chegar a uma definição e, depois, registre o resultado no espaço a seguir.
Resposta esperada: Pólen é um pó muito fino, responsável por fecundar a planta para que ela produza um fruto.
5. O trecho transcrito do podcast, além de destacar a importância das abelhas, mostra como elas estão ameaçadas.
a ) Qual seria a principal ameaça para a morte de abelhas?
Resposta: A utilização de agrotóxicos nas plantações.
b) Insetos, fungos, pássaros, vírus e bactérias podem ser considerados pragas de plantações. Sabendo que a abelha é um inseto, é possível considerá-la uma praga?
Resposta: Não, pois ela não destrói plantações, ela ajuda na sua reprodução.
Sim, pois a abelha é um inseto, e insetos são pragas de plantações.
Não, pois ela não destrói plantações, ela ajuda na sua reprodução.
14/10/2025 10:44:53
6. Vivi e Isa são, respectivamente, mãe e filha, e elas não são especialistas no assunto de insetos nem de abelhas.
a ) Quem foi convidado por Vivi para falar mais sobre abelhas? Por quê?
Resposta: Foi convidado o apicultor Wilson Donnini, por ser um especialista em abelhas.
b) Que informação sobre as abelhas o convidado passou aos ouvintes?
Resposta: De acordo com Donnini, as abelhas vão resistir à extinção como resistiram desde a época dos dinossauros.
c ) Qual foi a contribuição que o convidado deu para o assunto das abelhas?
Resposta: Ele contribui dando uma informação científica, que ajuda o ouvinte a entender a importância das abelhas.
7. Um podcast pode ocorrer em forma de diálogo entre os apresentadores.
a ) Qual é a função da fala de Isa no trecho a seguir?
VIVI — [...] Ele é um apicultor e na opinião dele, sabe o que ele diz?
ISA — O quê?
Resposta: Perguntas seguidas para dar sequência ao diálogo.
Perguntas seguidas para dar sequência ao diálogo.
Pergunta dupla porque Isa não entendeu o que Vivi falou.
b) Qual é a função da fala de Vivi no trecho a seguir?
ISA — E somos um outro tipo de animais...
VIVI — Somos animais racionais, né?
Resposta: Complementação da fala de Isa para dar uma explicação.
Interrupção da fala de Isa para introdução de novo assunto.
Complementação da fala de Isa para dar uma explicação.
Os podcasts podem ser informativos e reproduzir notícias, mas também podem assumir outras características que fazem com que sejam argumentativos ou narrativos.
• Na atividade 6, comente com os estudantes que a presença de um especialista em abelhas é fundamental para trazer o argumento de autoridade necessário para dar maior credibilidade às informações do podcast, já que nem Vivi nem Isa são especialistas no assunto.
• Aproveite a atividade 7 para comentar a importância da dinâmica dos diálogos, que contribuem para fazer o ouvinte continuar prestando atenção. Se desejar, amplie a observação dos estudantes para identificarem intenções comunicativas, como as perguntas feitas, as complementações entre as participantes e as interações espontâneas, que reforçam a informalidade da conversa. No item b, destaque que a fala de Vivi complementa a de Isa, demonstrando como a relação entre os interlocutores colabora na construção de sentido.
• Antes de seguir para a próxima atividade, recupere com os estudantes a forma né. Pergunte-lhes se é uma forma que eles costumam usar ou ouvir e se eles sabem que significado ela tem. Pergunte ainda se eles acham que é uma marca do texto escrito ou da linguagem oral e que reflitam sobre seu uso.
13/10/2025 10:15:10
• A atividade 8 possibilita ampliar a discussão para trabalhar a noção de variação linguística e os níveis de formalidade presentes nas falas das pessoas com idades diferentes, níveis de escolaridade diferentes, de regiões diferentes, entre outros aspectos. Espera-se que os estudantes compreendam, ao comparar as falas de Vivi e Isa, que a formação, a idade e o contexto influenciam o modo como nos comunicamos. Nesse momento, sugira-lhes que reflitam, por exemplo, sobre quando interagem entre si e quando interagem com adultos, se eles percebem diferenças no modo como falam. Possibilite que eles comentem como eles veem essa diferença.
• É muito importante destacar para os estudantes que, sobretudo em uma interação mais informal, não devemos classificar as falas como certas ou erradas, reforçando a noção de adequação: há formas de falar que são adequadas a determinados contextos e interlocutores. Comente, ainda, como a linguagem é uma ferramenta usada para informar, perguntar, responder e interagir.
• Na atividade 9, proponha aos estudantes que se coloquem na situação de Isa. Depois de entenderem como funciona o ciclo das plantas e a importância das abelhas para a polinização, como se sairiam explicando todo esse conhecimento? Proponha uma roda de explicações seguida da discussão sobre as eventuais dificuldades.
8. Como vimos, Vivi é formada em Jornalismo e Isa, provavelmente, está nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. As falas das duas apresentam pistas que mostram essas diferenças de formação. Associe as características apresentadas a seguir às falas de Vivi ou de Isa, considerando os números 1 e 2, respectivamente relacionados a elas.
Resposta: A – 2, 3, 5; B – 1, 4, 6.
Vivi A.
Isa B.
Mais informal. 1.
Mais formal. 2.
Apresenta informações mais completas. 3.
Apresenta informações menos completas. 4.
Faz perguntas para dar direção ao diálogo. 5.
Responde às questões que lhe são feitas. 6.
9. O podcast de Vivi e Isa é bem espontâneo. É possível perceber que elas não estão lendo um roteiro, mas dialogando durante a gravação.
a ) Em alguns momentos, Isa apresenta dificuldades com relação às informações que quer reproduzir. Considere a seguinte fala:
ISA — E com isso... se não existir mais tantas abelhas, não vai existir tantos frutos e flores, e é, hummm... ma... monezadores das plantas...
Que palavra Isa tentou pronunciar nessa fala, mas não conseguiu?
Resposta: A palavra polinizadores.
b) Qual destas situações espontâneas acontece no podcast?
Vivi lembra que Isa tem dever de casa para fazer e, por isso, interrompe o programa.
Isa confunde abelhas com pragas que prejudicam as plantações, mas Vivi a corrige na sequência.
Isa desvia o assunto das abelhas e passa a falar de outras coisas, demorando a voltar ao assunto do podcast.
Resposta: Isa confunde abelhas com pragas que prejudicam as plantações, mas Vivi a corrige na sequência. 174
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10. Em vários momentos, na fala de Isa, há pausas. Na fala de Vivi essas pausas praticamente não ocorrem.
a ) Como as pausas são representadas na transcrição do podcast?
Resposta: Por meio de reticências.
b) Marque a alternativa que melhor explica as pausas nas falas de Isa. Há muitas pausas na fala de Isa porque elas criam um efeito dramático que chama a atenção do ouvinte.
Resposta: Há muitas pausas na fala de Isa porque ela não domina o assunto e tem que pensar para falar.
Há muitas pausas na fala de Isa porque ela não domina o assunto e tem que pensar para falar.
Assim como ocorre nos programas de rádio, um podcast pode apresentar diálogos entre apresentadores, sendo possível notar marcas da oralidade como pausas, interrupções, hesitações, gaguejo, repetições, entre outras.
11. Para se referir às abelhas, o texto recorre a termos técnicos da Biologia.
a ) Copie esses termos técnicos no espaço a seguir.
Resposta: Pólen, polinização, fecundação.
b) Como é possível perceber que Isa tem dificuldades na utilização desses termos?
Resposta: Quando ela vai falar a palavra polinizadores, diz monezadores
12. Leia a seguir a descrição de uma parte da abelha.
[...]
Na cabeça estão os cinco olhos (dois compostos e três simples denominados ocelos) e as antenas, onde estão os sensores de três sentidos: audição, olfato e tato, fundamentais na identificação dos cheiros das flores e na escuridão da colônia. [...]
ANATOMIA e estruturas externas. A.B.E.L.H.A: Associação Brasileira de Estudos das Abelhas, 19 ago. 2020. Disponível em: https://abelha.org.br/anatomia-e-estruturas-externas/. Acesso em 27 jun. 2025.
a ) Que informações são apresentadas nessa descrição?
Resposta: As partes da cabeça da abelha: olhos e antenas, bem como suas funções.
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• Ao trabalhar a proposta da atividade 10, é importante que os estudantes percebam marcas de oralidade como uma característica do gênero digital oral podcast. Observe se eles identificam a função das reticências nesse contexto. Explique que a pausa ou hesitação precisa de uma representação gráfica na escrita. Comente que as reticências também podem indicar reflexão da pessoa que fala ou escreve. No caso de Isa, as reticências representam as pausas de pensamento dela, fato que é comum em situações espontâneas de diálogos, como no podcast • No item b da atividade 11, destaque para os estudantes a necessidade do uso de termos técnicos característicos da linguagem científica para falar do assunto em pauta. Destaque que o podcast não pretende simular uma situação irreal, que apresentaria Isa como alguém que domina o conhecimento sobre abelhas e todos os termos técnicos. No podcast, optou-se pelo registro com todos os eventuais improvisos e problemas que seriam decorrentes do fato de Isa não ser especialista no assunto e de ainda ser criança. Relembre-os de que o podcast é produzido para o público infantil, o que torna esse aspecto importante como fator gerador de identificação do público-alvo com a apresentadora mirim.
• Caso sejam percebidas dificuldades na resposta de algumas atividades, é interessante, durante a correção, identificar a origem dessas dificuldades. Depois, é importante retomar o texto com os estudantes para que possam sanar essas dificuldades com a releitura e interpretação.
• O item c da atividade 12 promove a articulação entre a linguagem verbal e a não verbal e motiva o desenvolvimento de habilidades de localização e associação. Se julgar oportuno, incentive os estudantes a pesquisarem as funções dessas partes na abelha, compreendendo a importância delas. Visando a uma adaptação da atividade para estudantes com baixa visão, promovendo a inclusão deles, se for o caso na turma, uma possibilidade é usar material impresso em fonte ampliada e com alto contraste (de preferência fundo branco, para que a imagem da abelha se destaque); ou, se for possível, um modelo em relevo para exploração tátil.
AGORA QUE JÁ LEMOS
• Conduza as questões do boxe Agora que já lemos para que sejam respondidas oralmente. Para isso, organize a turma em roda de conversa, podendo ser em dupla ou trios. É importante criar um ambiente no qual os estudantes se sintam confortáveis para participar e compartilhar opiniões.
• É um momento para promover a reflexão dos estudantes sobre a importância das abelhas para a vida em geral e o que fazer para evitar sua extinção. Além disso, promove a análise crítica sobre o gênero ao requerer que eles comparem o podcast com notícias impressas.
b) De que forma o conhecimento dos nomes das partes da abelha pode ajudar a entender o processo de polinização explicado no podcast?
Resposta: A descrição apresenta as antenas, que são responsáveis por guiar as abelhas até as flores.
c ) Observe a imagem a seguir e insira legendas que indiquem o nome das partes da abelha citadas na descrição.
Resposta: A – antenas; B – olhos.

d) Segundo o texto, quais sentidos são mais utilizados pelas abelhas dentro das colônias onde vivem? Por quê?
Resposta: O tato, o olfato e a audição. Como dentro de suas colônias é muito escuro, as abelhas usam mais esses sentidos para poderem se localizar e se comunicar.
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes destaquem que o diálogo de mãe e filha e as pausas e equívocos de Isa deixam o texto menos formal e direto, sem o mesmo o cuidado que recebe o texto escrito dos jornais impressos.
AGORA QUE JÁ LEMOS
2. Sugestão de resposta: A proibição de agrotóxicos e a proteção da natureza ajudariam a
Responda às questões a seguir oralmente.
preservar as abelhas.
1. Depois de ler o podcast e responder às questões, reflita: como você acha que o bem-estar das abelhas afeta a sua vida?
2. Que medidas podem ser tomadas para que as abelhas não morram?
3. Você considera esse podcast mais ou menos formal e direto do que costumam ser as notícias impressas? Por quê? Converse com os colegas.
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que, como as abelhas são responsáveis pela polinização das plantas, sem elas, não há mais vida vegetal.
AVALIANDO
• Depois da correção dos exercícios, é interessante retomar as discussões sobre podcast para uma sistematização final. Além disso, é interessante discutir com os estudantes sobre o que acharam das questões e verificar a percepção deles com relação ao nível de dificuldade que tiveram em cada atividade. Se necessário, apresente outras atividades e estratégias para sanar as dificuldades ainda persistentes sobre as características do gênero, como a elaboração de um mapa conceitual sobre ele.
A.
B. A. . B. .
Palavras com S, SS, C e Ç
1. Releia, a seguir, um trecho transcrito do podcast DE OLHO NA ESCRITA
Professor, professora: Antes de iniciar a seção, relembre com os estudantes o que são dígrafos: duas letras que representam apenas um som.
VIVI — Pelo contrário... Não, o que acontece é que eles usam os agrotóxicos nas plantações pra acabar com essas pragas, né, que destroem as plantações. Mas acaba destruindo também a abelha, que é um inseto do bem, que faz a polinização. Então esse é um grande problema que tá acontecendo e a gente fala desse assunto em homenagem ao dia da abelha, que é comemorado no dia 3 de setembro, o ouvinte com certeza deve tá pensando: “Poxa! mas o dia 3 de setembro já passou!”.
Considere as seguintes palavras desse trecho:
acontece • usam • inseto • assunto esse • polinização • pensando • passou
a ) Nessas palavras, o som de /s/ pode ser representado por quais letras ou dígrafos?
Resposta: Pode ser representado por S, C, Ç e SS
b) E o som de /z/ pode ser representado por quais letras?
Resposta: Pelas letras S e Z.
2. Leia as palavras a seguir e preencha o quadro.
Resposta: Fica entre vogais e tem som de /s/: passou, esse; fica entre vogais e tem som de /z/: usam; fica entre uma consoante e uma vogal e tem som de /s/: pensando, inseto
usam • inseto • esse • pensando • passou
Uso do S e do SS
Posição na palavra Som de /s/ Som de /z/
Entre vogais.
Entre uma consoante e uma vogal.
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
• Antes de iniciar as atividades da seção, aproveite para sondar conhecimentos prévios dos estudantes sobre as letras e os sons representados pela letra S. Escreva algumas palavras na lousa com lacunas para eles ditarem oralmente a letra que completa a palavra. Observe quais estudantes se destacam e quais demonstram alguma defasagem.
• Oriente os estudantes a terem registradas as regras ortográficas de cada letra para facilitar a consulta durante atividades em sala de aula ou em casa. Durante as atividades, incentive a leitura oral das palavras, de modo que eles possam trabalhar a percepção de sons, promovendo maior consciência fonológica.
OBJETIVOS
• Compreender padrões ortográficos relacionados ao uso de S, SS, C e Ç
• Compreender os contextos em que a letra S tem som de /s/ ou de /z/.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes deverão compreender os padrões ortográficos relacionados ao uso de S, SS, C e Ç, bem como reconhecer o contexto em que a letra S tem som de /s/ ou de /z/, desenvolvendo as habilidades EF35LP13 e EF05LP01. Desse modo, eles se apropriam da norma-padrão, contemplando a Competência específica de Língua Portuguesa 2 • Ao lerem e compreenderem uma página do programa e uma notícia, eles aprimoram a habilidade EF35LP01. Eles desenvolvem ainda as habilidades EF15LP03 , EF35LP03 , EF35LP04 e EF35LP05 ao identificarem a ideia central dos textos explorados nesta seção, localizarem informações explícitas e implícitas e inferirem o sentido de palavras pelo contexto.
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• Na atividade 2, aproveite o momento para orientar os estudantes a completarem o quadro escrevendo as palavras com letra cursiva. Dessa forma, verifique se conseguem integrar curvas, linhas inclinadas e retas em um traçado contínuo, mantendo a fluidez sem interromper o movimento ao grafar as palavras com a letra S. Se necessário, proponha treinos em pautas caligráficas para a escrita do S e do SS, dando atenção e orientação à pega em três pontos com o próprio lápis.
• Ao trabalhar o uso de SS, aproveite para explorar a separação silábica de palavras que apresentem esse dígrafo, destacando que ele aparece no meio das palavras, nunca no início. Escreva algumas palavras na lousa e peça que façam a divisão silábica no caderno, por exemplo, massa (mas-sa) e passarinho (pas-sa-ri-nho), entre outras. Dê tempo para que eles reflitam sobre a divisão silábica. Faça a correção coletiva e reforce que, na divisão silábica, o hífen sempre vai separar o dígrafo SS
• Se identificar estudantes com maiores dificuldades, proponha atividades complementares que envolvam a divisão oral e a escrita das sílabas ou dos jogos com rimas e formação de palavras.
ATIVIDADE EXTRA
• Distribua uma lista de palavras com SS para a turma e peça aos estudantes que encontrem palavras que rimem com as da lista, mesmo que não sejam grafadas com o dígrafo. Depois, proponha que criem versos curtos ou quadrinhas com as rimas formadas. Ao final, solicite que troquem de texto com o colega para indicar melhorias ou correções possíveis. Depois de revisado o texto, eles devem ler para a turma.
3. Considerando apenas o uso do S e do SS, complete as lacunas.
• Quando se usa apenas um S entre vogais, ele fica com som de
Para se ter som de /s/ entre vogais, devem ser usados
Resposta: /z/; SS.
• Quando fica entre uma consoante e uma vogal, o terá som de
Resposta: S; /s/.
Muitas pessoas ficam em dúvida, na hora da escrita, sobre as letras que devem escrever para representar o som do /s/: usar o S, C, Ç ou SS?
Embora não exista uma orientação única para esse uso, há algumas regras que podemos seguir para facilitar a nossa escrita.
Uso do S
Quando ocorre no início da palavra, o S sempre terá som de /s/:
saci, selva, sol
Entre uma consoante e uma vogal, o S também terá som de /s/:
inseto, bolso, urso
Atenção: há alguns casos em que essa regra não vale, como em trânsito e obséquio. Nesses casos, o S tem som de /z/.
Quando o S aparece entre duas vogais, tem som de /z/:
casa, liso, mesa
Uso do SS
Entre duas vogais, o som de /s/ é representado pelo S duplicado, ou seja, SS, como em:
passou, osso, assento
Uso do C
O C representa o som de /s/ apenas antes da vogal E:
alface, cebola, acento
Ou antes da vogal I:
macio, ácido, saci
Uso do Ç
O C com cedilha, Ç, representa o som de /s/ antes das vogais A, O ou U: calça, calço, calçada
O Ç nunca surge em início de palavra, nem é usado antes das vogais E e I, pois nesses casos o C já tem o valor de /s/.
Atenção: em algumas palavras homófonas, isto é, que têm os mesmos sons, podemos encontrar diferentes letras para designar o som de /s/. Nesses casos, a depender da letra, pode mudar também o sentido da palavra:
• Assento – lugar para sentar.
• Acento – sinal gráfico de acentuação.
• Seção – parte de uma obra, setor de alguma instituição.
• Sessão – tempo de uma reunião ou espetáculo.
• Cessão – transferência de bens ou direitos para alguém.
PARA PENSAR E PRATICAR
1. Leia um trecho da página do programa Sessão Família, da TV Brasil.
Sessão Família
Exibição domingo a sexta, 14 horas.
[...]
Becassine, a babá dos sonhos
Spark: uma aventura espacial
Seefood – um peixe fora d’água [...]
Sobre o programa
A TV Brasil exibe uma faixa de cinema para reunir toda a família na frente da telinha!
SESSÃO Família. TV Brasil. Disponível em: https://tvbrasil.ebc.com.br/sessao-familia. Acesso em: 28 jun. 2025.
a ) Explique o título do programa, considerando a diferença de sentido entre as palavras seção, sessão e cessão
Resposta: A palavra sessão é usada com significado de momento de exibição de filmes, um intervalo de tempo. Seção é o mesmo que departamento em local de trabalho ou que um trecho em um livro; e cessão é um substantivo, com significado de ceder algo.
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ATIVIDADE EXTRA
• Para reforçar o trabalho com as palavras homófonas, você pode propor algumas atividades. É possível elaborar e distribuir cartões com as palavras homófonas e outros com suas definições. Os estudantes, em duplas, devem formar os pares corretos e, depois, criar uma frase com cada palavra.
• Outra atividade possível é elaborar pedaços de papel com frases com lacunas para que os estudantes sorteiem e completem corretamente. Confira algumas possibilidades.
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• O teatro estava lotado, então não encontrei nenhum ■ disponível. (assento ou acento). Resposta: Assento.
• A professora explicou o uso do ■ agudo nas palavras oxítonas. (assento ou acento). Resposta: Acento.
• A próxima ■ do livro fala sobre os personagens principais. (seção ou sessão). Resposta: Seção.
• A ■ de cinema começa às 19h. (seção ou sessão). Resposta: Sessão.
• Houve a ■ dos direitos autorais para a editora. (cessão ou sessão). Resposta: Cessão.
• Chame a atenção dos estudantes para as palavras homófonas (que apresentam mesma pronúncia, mas diferentes grafias) e para as diferenças de sentido que apresentam a depender das letras utilizadas. É importante reforçar que a diferenciação dessas palavras depende do contexto no qual se inserem.
• Incentive os estudantes a consultarem fontes confiáveis quando estiverem em dúvida sobre a grafia ou o significado de uma palavra. O uso de dicionários físicos ou digitais deve ser valorizado como ferramenta de apoio à escrita. Apresente também o Vocabulário ortográfico da língua portuguesa, disponível em versão impressa, on-line e como aplicativo, que traz a grafia oficial das palavras reconhecidas pela norma-padrão da língua.
• Para apoiar os estudantes na realização das atividades, é recomendável que eles tenham acesso às anotações feitas durante a explicação das regras de uso de S, SS, C e Ç. Esses registros funcionam como uma referência rápida e ajudam a reforçar a aprendizagem. Incentive-os a manter essas anotações organizadas no caderno ou em uma folha destacável, que possa ser consultada sempre que necessário. Além disso, proponha que atualizem esse material com exemplos novos ao longo das aulas, transformando-o em um guia ortográfico pessoal, útil para futuras produções de texto.
AVALIANDO
• Use a atividade 2 para uma avaliação formativa. Solicite que leiam o texto e reflitam sobre seu conteúdo, destacando as palavras novas ou que sejam desconhecidas. Depois, prossiga com as questões, aproveitando essa questão para verificar os conhecimentos adquiridos pelos estudantes nessa seção.
• Depois da correção das atividades, é possível discutir com os estudantes sobre como se saíram nas questões e verificar a percepção deles com relação ao nível de dificuldade que tiveram em cada atividade para, a partir disso, preparar as estratégias para as próximas abordagens.
b) Relacione as palavras da coluna à esquerda às explicações da direita.
Resposta: A – 1, 2; B – 1, 3; C – 3, 4.
Seção A.
Sessão B.
Cessão C.
O S no início de palavras tem som de /s/. 1.
O Ç antes da letra A tem som de /s/. 2.
O SS entre vogais tem som de /s/. 3.
O C antes de E tem som de /s/. 4.
2. Preencha as lacunas, a seguir, com as sílabas que faltam.
Em busca do baú perdido: Caça ao Tesouro diverte famílias no Verão Maior Paraná
Resposta: Preparação; começa; movimentação; personagens; sereia; cigano; receber; tesouro. Se necessário, diga aos estudantes que todas as silabas têm som de /s/.
A dinâmica é simples, mas envolve toda uma prepara que come cedo, no dia da brincadeira. Isso porque logo pela manhã, quando não há movimenta de pessoas nos postos, as equipes esportivas do Verão Maior Paraná enterram o baú que terá que ser encontrado pelos participantes. E tem que tomar cuidado para que o item escondido possa ser encontrado depois, até mesmo pelos próprios organizadores. Depois, já durante a brincadeira, as equipes recebem uma pista inicial e, a partir disso, vão atrás de novas dicas com per nagens como pirata, reia, gano e fada. “O pessoal participa das mais diversas atividades, desde charadas, brincadeiras, cumprindo provas para que possam re ber uma nova pista até que seja levado ao ponto que a gente enterrou o te ro”, explicou o coordenador do Posto de Caiobá do Verão Maior Paraná, Rafael Borges.
[...]
EM BUSCA do baú perdido: Caça ao Tesouro diverte famílias no Verão Maior Paraná. Governo do Estado do Paraná, 15 jan. 2025. Disponível em: https://www.aen.pr.gov.br/Noticia/Em-busca-do-bau-perdido -Caca-ao-Tesouro-diverte-familias-no-Verao-Maior-Parana. Acesso em: 28 jun. 2025.
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a ) Por que podemos considerar a dinâmica promovida pelo evento Verão Maior Paraná como uma diversão para as famílias?
Resposta: Porque as famílias, juntas, precisam decifrar enigmas.
b) Considere as palavras caça e casa. Explique por que caça tem som de /s/, mas casa tem som de /z/.
Resposta: Caça tem som de /s/ porque tem Ç antes de A Casa tem som de /z/
porque tem S entre vogais.
3. Leia a piada a seguir.
– Quantos acentos tem um ônibus? – Um! – Errado. Tem 36 assentos. [...]
DUARTE, Marcelo. Tem ônibus sem acento circulando pelas faixas exclusivas de São Paulo. SP para Curiosos, 27 set. 2013. Disponível em: https://www.spcuriosos.com.br/ cotidiano/onibus-sem-acento/. Acesso em: 28 jun. 2025.
Dica: Em casa, leia a pergunta da piada para um adulto e preste atenção no que ele responde. Lembre-se de que essa pergunta pode ser feita em tom de simples curiosidade ou em tom de piada. Tente deixar claro que você está fazendo, de fato, uma piada.
a ) Quando o ouvinte ouve a palavra acento ou assento, ele consegue perceber a diferença? Por quê?
Resposta: Não, pois as duas têm os mesmos sons.
b) Por que o interlocutor responde que só tinha um assento, e não 36?
Resposta: Porque ele entendeu que a palavra se referia ao sinal gráfico de letras, e não aos lugares para se sentar. 181
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
DICIONÁRIO de divisão silábica. Disponível em: http://www.portaldalinguaportuguesa.org/about. html?action=syllables. Acesso em: 20 set. 2025. Acesse essa página do LI – Portal da Língua Portuguesa – e mostre-a aos estudantes para que possam consultar a divisão silábica de diferentes palavras. Se possível, selecione algumas palavras e mostre-as no site. Essa prática poderá auxiliá-los na busca e na memorização das palavras que têm regras de correspondência fonema-grafema regulares, contextuais e morfológicas e de palavras com correspondências irregulares.
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• Na atividade 3, pode-se trabalhar a ambiguidade associada ao uso de palavras homófonas. Caso os estudantes não compreendam a intencionalidade, comente que a piada explora esse aspecto, e, assim, promove um efeito humorístico baseado nessa dupla interpretação levando em apenas a escuta e oralidade. Explique-lhe que, se a piada estivesse escrita, o efeito humorístico se perderia.
• Aproveite para ampliar a discussão com outros exemplos de homófonas (como: cela e sela, censo e senso ). Você pode até sugerir que eles elaborem as próprias charadas com palavras homófonas.
• Caso exista um desnível considerável entre os estudantes com relação ao conhecimento sobre grafia de palavras, é importante que seja feita uma revisão ou produção de um material de apoio para que eles possam rever alguns conhecimentos que eventualmente ainda precisam trabalhar mais.
OBJETIVOS
• Compreender que a entonação dada a uma frase pode alterar o sentido que ela produz.
• Compreender que gestos e expressões também comunicam.
• Praticar a oralidade por meio de um debate sobre o que poderiam fazer para solucionar problemas ambientais locais.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes serão levados a compreender que a entonação usada em uma frase pode alterar o sentido expresso por ela, aprimorando a habilidade EF05LP21.
• Com a leitura e a compreensão dos textos, eles aprimoram a habilidade de leitura autônoma (EF35LP01) e, ao identificarem a ideia central dos textos e localizarem informações, desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03 e EF35LP04
• Ainda nesta seção, os estudantes mobilizarão habilidades da oralidade, como a expressão clara, a escuta atenta, o respeito aos turnos de fala e a compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13 ). Além disso, desenvolverão diferentes competências, como o uso de diferentes linguagens para se expressarem e partilharem informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4) e o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação (Competência geral 9). Eles serão levados a debater com os colegas sobre o que poderiam fazer para solucionar os problemas ambientais que existem na localidade em que moram, desenvolvendo as habilidades relacionadas a opinar e distinguir opiniões (EF35LP15), além das com-
PENSAR OS SENTIDOS
Os sentidos da entonação
1. Você vai ler, a seguir, a transcrição de uma parte do vídeo “Afinal, o que é meio ambiente?”, do canal MAP – Meio Ambiente na Prática

Apresentadora falando sobre meio ambiente.
Afinal, o que é Meio Ambiente?
Alguma vez alguém já te perguntou o que é meio ambiente?
Bom, esse canal foi criado pra falar sobre meio ambiente; então esse vídeo não poderia faltar aqui.
Geralmente em treinamentos, aulas, palestras, quando surge a pergunta “O que é meio ambiente?”, começam a surgir respostas como: “Ah, as árvores.”; “Os animais.”; “A água.”. E isso é normal, exatamente porque é comum as pessoas fazerem essa associação de natureza como sinônimo de meio ambiente.
E isso é um conceito errado que muita gente tem. Mas a verdade é que meio ambiente é tudo! Isso mesmo! Meio ambiente é tudo! Tudo o que nos cerca. Afinal, é o ambiente em que algo ou alguém tá inserido. Então as árvores, os animais, a água, essas coisas todas fazem parte do meio ambiente. Assim como os prédios, as avenidas das cidades, essas coisas também fazem parte do meio ambiente [...].
AFINAL, o que é Meio Ambiente? MAP – Meio Ambiente na Prática, 23 maio 2017. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=tPGtO8EFwwk. Acesso em: 25 jun. 2025.
A apresentadora define meio ambiente.
a ) De acordo com ela, que ideia errada as pessoas têm do que é meio ambiente?
Resposta: A ideia de que o meio ambiente seria apenas as árvores, os animais e a água.
b) Afinal, o que é meio ambiente? Converse com os colegas.
Sugestão de resposta: Meio ambiente é tudo, animais, plantas, água, mas também prédios, cidades e seres humanos.
petências relacionadas à argumentação, defesa de um posicionamento e análise de posicionamentos (Competência geral 7, Competência específica de Língua Portuguesa 6). Essa proposta explora ainda o tema contemporâneo transversal Educação ambiental
• Na atividade 1, seria interessante assistir ao vídeo analisado. Se possível, organize essa atividade coletivamente, de modo que os estudantes possam assistir ao vídeo juntos. É possível ainda pedir que assistam em casa, com a supervisão de um adulto, e respondam às questões em casa para discussão em sala de aula.
• Chame a atenção dos estudantes para observarem não apenas a prosódia e o ritmo de fala da apresentadora, mas também seus gestos e suas expressões.
13/10/2025 14:45:41
• Se for possível e a infraestrutura da escola possibilitar, reproduza trechos do vídeo para discutir com os estudantes. Faça pausas estratégicas e repetições, permitindo que eles observem com atenção gestos e expressões. Outra possibilidade é assistir ao vídeo de forma interativa, interrompendo em momentos-chave para fazer perguntas que orientem a análise e incentivem a interpretação.
2. a) Resposta: “Alguma vez alguém já te perguntou o que é meio ambiente?” e “O que é meio ambiente?”.
2. O audiovisual produz sentido pelas palavras, pela entonação com que são ditas e pelos gestos e expressões faciais.
a ) Sublinhe com uma linha dois momentos do texto em que a apresentadora usa uma entonação de pergunta.
b) Identifique as perguntas que a apresentadora faz. Em seguida, sublinhe com duas linhas os trechos que apresentam entonação de resposta.
c ) A entonação ao pronunciar uma pergunta é a mesma da pronúncia da resposta? Explique.
2. c) Resposta: Não. A entonação geralmente sobe no final de uma pergunta; já em respostas a entonação parece descer ou permanecer mais estável. Conduza os estudantes a perceberem essas diferenças, de modo que eles não respondam necessariamente dessa forma, mas observem ou reproduzam as entonações de cada caso.
2. b) Resposta: “Bom, esse canal foi criado para falar sobre meio ambiente; então esse vídeo não poderia faltar aqui” e “Ah, as árvores.”; “Os animais.”; “A água.”.
Quando falamos ou lemos em voz alta, a forma de pronunciar as palavras também produz sentidos. As diferenças de ritmo, de velocidade e de volume, a ênfase, as pausas e o prolongamento de sílabas constituem o que chamamos entonação
3. A apresentadora destaca algumas palavras na entonação, pronunciandoas com mais força, maior ênfase. Os trechos destacados no texto foram pronunciados dessa maneira. Que ideia a apresentadora quer destacar?
Resposta: Quer destacar que meio ambiente é tudo mesmo, o que desfaz a ideia de que meio ambiente é só aquele em que há elementos naturais, como florestas, rios, mares etc. Cada elemento é parte do meio ambiente.
• Ao analisar trechos do vídeo, os estudantes são convidados a perceber que o audiovisual comunica não apenas por meio das palavras, mas também por gestos, expressões faciais e entonação. Dessa forma, desenvolve-se a consciência da oralidade como recurso na construção de sentidos.
• Na atividade 2, oriente os estudantes a identificarem variações na entonação, sobretudo nas perguntas e respostas. Ajude-os a perceber que perguntas geralmente têm entonação ascendente, enquanto respostas tendem a ser mais estáveis ou descendentes. Não é necessário que reproduzam com perfeição, mas é interessante que reconheçam essas diferenças.
• Na atividade 3, destaque como a apresentadora usa ênfase para reforçar ideias importantes; ao fazer isso, ela chama a atenção do ouvinte para essas palavras e as ideias ou os conceitos que elas transmitem.
Embora seja comum um falante variar a entonação das palavras em uma conversa, é importante estudar os efeitos que ela produz. Isso permite entender o que o falante quer destacar para chamar a atenção do ouvinte.
A entonação reforça e intensifica os sentidos do texto. São recursos de entonação: velocidade, volume, pausas, prolongamentos de sílabas, tom em que certas palavras são ditas etc.
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• A atividade 1 possibilita um debate entre os estudantes sobre o meio ambiente. Escolha um ambiente e organize-os em círculo, de forma que todos possam se observar. Determine a vez de cada um falar e o tempo disponível para a fala. Enfatize que deve haver atenção e silêncio enquanto alguém estiver falando. Explique que, em um debate, as opiniões e os posicionamentos não precisam ser divergentes, mas devem se complementar ou servir para que surjam novas ideias. Chame a atenção para o respeito às opiniões e às ideias que serão colocadas e para o momento adequado de falar e ouvir.
• Para o desenvolvimento do debate entre os estudantes, incentive-os a pensar criticamente sobre os problemas ambientais locais/regionais e a propor soluções. Oriente para que haja respeito aos turnos de fala e que cada um, ao falar, procure ser objetivo e claro.
• Incentive os estudantes a registrarem o que for relevante para a discussão e reforce que as comparações de ideias também são importantes para fortalecer o diálogo e o pensamento crítico.
• Conduza a sistematização dos tópicos e conteúdos anotando na lousa com foco nos principais aprendizados, destacando convergências para serem abordadas posteriormente.
4. Ao ver a imagem do vídeo, percebemos que o texto oral é marcado e reforçado também pelos gestos da apresentadora. Observe-os.
Resposta: Elenca uma lista de coisas.

Essa cena retrata o momento em que a apresentadora: cumprimenta a todos. elenca uma lista de coisas.
Assim como a entonação, os gestos complementam a fala produzindo sentidos.
Professor, professora: Se possível, assista com a turma à parte do vídeo que foi mostrada e identifique com os estudantes o momento em que os gestos
PARA PENSAR E PRATICAR
1. Que tal colocar em prática o que você acabou de estudar sobre a fala? Volte ao texto “Afinal, o que é meio ambiente?” para participar de um debate. Junte-se a dois ou três colegas e sigam este roteiro.
• Conversem sobre as questões a seguir e anotem as respostas e conclusões.
1. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam considerando seus conhecimentos prévios e
a ) O que é meio ambiente para vocês?
reforçam a fala. É importante que percebam como a entonação produz sentidos e os gestos reforçam aqueles que se pretende destacar. o estudo feito na seção.
b) Que problemas ambientais vocês veem no lugar onde moram?
c ) O que cada um poderia fazer para ajudar a resolver essas situações?
• Cada grupo vai escolher uma pessoa para apresentar as respostas.
• Enquanto cada colega fala, os outros devem escutar com atenção e anotar ideias parecidas ou diferentes.
• Depois que todos falarem, o professor vai ajudar a sistematizar, na lousa, o que foi mais importante e o que foi aprendido com as falas dos colegas.
1. b) Resposta pessoal. A resposta vai depender da situação do lugar e da percepção dos estudantes.
• Ao final, a turma pode produzir um cartaz com a resposta para a pergunta: “Por que é importante discutir o meio ambiente na escola?”.
1. c) Resposta pessoal. A resposta deve estar de acordo com os problemas citados no item anterior e coerente com as possibilidades de resolução.
OBJETIVOS
JANELAS
Narração de futebol
Em uma narração de uma partida de futebol, a entonação é muito importante para transmitir as emoções do jogo a quem ouve. Leia a transcrição da narração a seguir. Trata-se da final da Copa América em 2025, com as seleções femininas do Brasil e da Colômbia. A narração foi feita por Renata Silveira.
Colômbia 4 (4) × (5) 4 Brasil Melhores
Momentos +
[...]
Pênaltis Final Copa América Feminina 2025
Yasmim tentando tirar da marcação.
Vêm duas pra cima dela.
Yasmim carrega a jogada.
Puxa por dentro.
Faz o passe na Angelina, autora do primeiro gol do Brasil.
Levantou pra dentro da área.
Podendo chegar a Marta só pra bater.
Que golaço!
Gol!
Do Brasil!
Muito ainda pra dar e vender.
Vamos ver de novo:
Tirou a Carabalí.
Sobrou no pé daquela canhota abençoada.
[...]
Carabalí: Jorelyn Carabalí, integrante da seleção colombiana feminina de futebol na final da Copa América contra o Brasil em 2025.
SILVEIRA, Renata. Colômbia 4 (4) × (5) 4 Brasil Melhores Momentos + Pênaltis Final Copa América Feminina. 2 min 56 s – 3 min 30 s. GE. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=UNLRiy22dRc. Acesso em: 20 ago. 2025.
1. Forme dupla e leia com o colega esse trecho de narração de futebol como se fosse um narrador de futebol. Esse tipo de narração, em geral, tem uma entonação muito marcada, veloz e carregada de emoção. Tente passar essa emoção com sua leitura. Ouça a narração do colega e comente sobre ela, dando dicas sobre o que poderia melhorar.
Resposta: Espera-se que os estudantes leiam a narração de futebol com entonação e emoção, além de avaliar a leitura do colega.
um momento apropriado, ou seja, com objetos claros e definidos. O que também contribui para desenvolver habilidades comunicativas e a criatividade. Dessa forma, eles aprimoram as habilidades EF15LP09 e EF15LP10
• Antes da leitura da transcrição, verifique com os estudantes o que eles já sabem sobre narrações esportivas. Muitos estudantes provavelmente já ouviram esse tipo de transmissão e são capazes de reconhecer — ou até imitar — o ritmo acelerado,
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13/10/2025 10:17:36
a entonação vibrante e os recursos expressivos típicos desse gênero oral.
• Explique aos estudantes que os algarismos indicam as quantidades de gols marcados na partida, sendo que os que estão entre parênteses referem-se aos gols marcados nos pênaltis.
• Aproveite para destacar o papel da mulher tanto no futebol quanto na narração de uma partida, papéis que sempre foram desempenhados por figuras masculinas.
• Ler e compreender a transcrição de uma narração de uma partida de futebol.
• Compreender o papel da entonação em narrações esportivas.
BNCC
• A leitura da narração de uma partida de futebol, de forma silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes, desenvolve a habilidade EF35LP01 e contempla a Competência específica de Língua Portuguesa 3. Além disso, a escuta da narração permite desenvolver a habilidade EF35LP11
• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social da narração de futebol, de modo a reconhecer para que foi produzida, onde circula, quem a produziu e a quem se destina. Eles desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas.
• Ao reconhecer características dos discursos orais na narração de futebol, os estudantes desenvolvem as habilidades EF15LP11 e EF35LP10. Além disso, a narração da partida de futebol na aula de Educação Física possibilita que eles exercitem a narração esportiva, desenvolvendo também a capacidade de dar ritmo e entonação adequada a
• A atividade 3 é uma oportunidade para explorar vocabulário específico e recursos linguísticos característicos das narrações esportivas, como as de futebol. Diga que a narração tem uma dinamicidade marcada pela entonação, pela informalidade das expressões e pelo ritmo acelerado, que promove a emoção típica desse gênero oral.
• Na atividade 4, sugere-se que a narração esportiva seja desenvolvida em conjunto com o professor de Educação Física. Para isso, tenha uma conversa prévia para verificar qual seria a melhor aula para o desenvolvimento da atividade, informando-se sobre o esporte que será praticado. Organize a ordem de narração. Se possível, grave-a para transmiti-la para a turma posteriormente.
• Caso tenha sido possível fazer a gravação, reproduza-a em sala de aula para que todos possam analisar. É importante que os narradores se revezem durante a gravação para que diferentes estilos possam aparecer e serem analisados.
2. As narrações de futebol, em geral, têm características semelhantes seja no rádio, seja na televisão.
a ) Marque a alternativa que explica por que narrações de futebol têm a estrutura de frases curtas como as que você leu no texto.
As frases curtas indicam que os lances da partida são simples.
As frases curtas dão maior agilidade à narração.
Resposta: As frases curtas dão maior agilidade à narração.
As frases curtas demonstram certa a dificuldade da narradora.
b) Antes do gol, em que tempo verbal é conjugada a maioria dos verbos? Por quê?
Resposta: No presente, pois o jogo acontece enquanto a locutora o narra. Comente com os estudantes que após o gol a narradora se refere à reprise, por isso nessa parte os verbos são conjugados no passado, pois narra algo que já ocorreu.
3. Que expressões do texto são típicas de narrações de futebol? Copie-as a seguir.
Possíveis respostas: “Tirar da marcação”; “pra cima dela”; “carrega a jogada”; “Puxa por dentro”; “Faz o passe”; “pra dentro da área”; “só pra bater”.
4. Agora, vamos exercitar a narração de esportes? Siga as orientações para desenvolver esta atividade.
• Na aula de Educação Física, com a autorização do professor, narre a atividade esportiva que foi proposta.
• Organizem-se seguindo a ordem estipulada pelo professor, de modo que todos vocês possam narrar dois minutos de jogo.

• Lembre-se: para agilizar a narração, podem ser usados verbos no tempo presente e frases curtas. E não se esqueça de usar entonação para garantir a emoção do jogo!
• Vocês podem gravar em áudio a narração do esporte e, depois, compartilhar com toda a turma.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes narrem um jogo dos colegas na aula de Educação Física, com a entonação necessária, emoção e fluidez.
HORA DE PRODUZIR
Podcast
Agora é a sua vez de produzir um podcast constituído de notícias e reportagens. Com a ajuda do professor, forme grupo com mais dois colegas.
O que vai produzir
Vocês vão criar um jornal em formato de podcast de até dez minutos que apresente um resumo dos principais fatos do mês. O podcast será apresentado para a turma.
Planejar
1. O primeiro passo é fazer uma pesquisa para selecionar os acontecimentos mais importantes e relevantes para serem pauta do podcast. Para isso, consultem jornais, revistas, áudios e sites na internet e selecionem cinco assuntos que considerarem importantes.
2. Em um segundo momento, cada integrante do grupo pode ficar responsável por escrever o roteiro básico de duas notícias e duas reportagens, destacando as informações principais, aquelas que compõem o lide:
OBJETIVOS
• Planejar e produzir um podcast de notícias e reportagens.
BNCC
Dica: Como o público-alvo do podcast será a própria turma, utilizem como critério de seleção os assuntos que mais poderiam interessar aos colegas.
Onde? Por quê? Como?
Com quem?
3. Para o roteiro da reportagem, é importante que, além das informações básicas, destaquem um aspecto do tema a ser problematizado, selecionem alguns trechos de fontes confiáveis para serem lidos e gravem ao menos um depoimento.
4. Com os textos básicos em mãos, é o momento de preparar os equipamentos necessários. Verifiquem com o professor como vocês poderão gravar o podcast: com um smartphone ou com uma câmera. Atenção: caso filmem, vocês utilizarão apenas o áudio, já que se refere a um podcast.
5. Não se esqueçam de escolher um nome para o podcast e, se possível, uma vinheta para a abertura.
Produzir
1. No dia e hora marcados com os colegas, em local apropriado, preparem-se para as gravações. Posicionem adequadamente os equipamentos e comecem a gravar.
O que aconteceu? Quando? 187
de diferentes linguagens para se expressarem e partilharem informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4) e o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação em grupo para a elaboração do podcast (Competência geral 9). A participação leva os estudantes a agirem com autonomia, responsabilidade e determinação, contemplando-se a Competência geral 10
• É necessária a seleção dos temas a partir da consulta de jornais, revistas e outras fontes. Auxilie os estudantes com essa seleção, dando ênfase a acontecimentos que sejam relevantes para eles e para a região. É possível consultar jornais e revistas impressos ou virtuais. Comente que eles podem usar como critério o interesse dos colegas como guia para a escolha dos assuntos.
13/10/2025 10:17:38
• Nesta seção, os estudantes deverão pesquisar os principais acontecimentos do mês e planejar o roteiro de notícias e reportagens para o podcast, desenvolvendo as habilidades EF15LP05 e EF05LP17, bem como a Competência geral 2, ao investigar as notícias mais importantes. Deverão ainda produzir o texto, organizando-o em unidades de sentido e utilizando recursos linguísticos e gramaticais adequados, desenvolvendo as habilidades EF35LP07 e EF35LP09, bem como as Competências específicas de Língua Portuguesa 3 e 5 A gravação e edição do texto possibilita ainda desenvolver as habilidades EF15LP07 e EF15LP08, bem como a Competência geral 5 e a Competência específica de Língua Portuguesa 10 • Os estudantes mobilizarão também habilidades da oralidade, como a expressão clara, a escuta atenta, o respeito aos turnos de fala, a percepção dos elementos não verbais nas exposições e a compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP12 , EF15LP13 ). Além disso, desenvolverão diferentes competências, como o uso
• A turma deve escolher um nome para o podcast e criar uma vinheta falada para a abertura. Se oportuno, a abertura pode ser coletiva, com todos os estudantes dizendo o nome do podcast da turma.
PAPO DIGITAL
• Caso a escola não disponha de dispositivos tecnológicos que auxiliam na produção, proponha aos estudantes que apresentem oralmente seus episódios para a turma, simulando uma apresentação “ao vivo”. Os colegas serão o público ouvinte.
• Para a apresentação, os grupos apresentam seus roteiros, seguindo a ordem: vinheta, apresentação, leitura das notícias e reportagens, e encerramento com convite para uma “próxima edição”.
• Após as apresentações, pode-se propor que cada grupo escreva um resumo das notícias e reportagens que foram marcantes ou relevantes, considerando tudo o que já estudaram nesta unidade. Pode-se organizar a sala de aula com as carteiras organizadas em círculo e os apresentadores se revezando à frente da turma.
• Por fim, prepare o ambiente para um momento de avaliação coletiva da atividade. Proponha as questões sugeridas, mas, caso haja necessidade, elabore outras conforme tenham se dado a atividade e o desempenho dos estudantes nela. Retome os momentos da produção; verifique como eles ampliaram o repertório e a desenvoltura oral; faça uma sondagem para perceber as dificuldades e proponha remediações se for o caso. Ouça e acolha os apontamentos dos estudantes. Por fim, reforce os aspectos positivos e conscientize-os do aprendizado conquistado.
2. O podcast deve ser iniciado com a apresentação do seu nome, vinheta e apresentação dos locutores. A turma pode escolher um nome para o podcast e gravar uma abertura coletiva, que poderá ser incluída no começo do arquivo com todos os podcasts
3. Depois, apresentem os assuntos que serão a pauta da edição. Em seguida, cada locutor começa apresentando as notícias e as reportagens.
4. Ao fim do jornal, podem se despedir e sugerir que o podcast terá uma nova edição no mês seguinte.
PAPO DIGITAL
Para fazer uma gravação de áudio com qualidade com qualquer equipamento de captação de som, é importante prestar atenção às seguintes dicas:
1. Escolham espaços com pouco barulho, para não ter interferência de som.
2. Posicionem o equipamento próximo à boca. Pode ser em uma distância próxima tanto do entrevistador quanto do entrevistado ou o equipamento pode ser movimentado próximo à boca daquele que fala.
3. Para editar o arquivo, verifiquem se foi salvo em formato de áudio ou vídeo. Caso seja em formato de vídeo, convertam a mídia para áudio. Há, na internet, vários sites e aplicativos que fazem isso.
4. Confiram, previamente, se o equipamento está funcionando e, logo após a entrevista, verifiquem se tudo ficou registrado.
5. Para produzir uma vinheta de abertura, é interessante procurar por sites que fornecem músicas com direito autoral livre.
Compartilhar
Agora é hora de compartilhar o podcast com o professor e os demais colegas. Caso tenham gravado em formato de vídeo, convertam o arquivo para formato de áudio, seguindo as orientações do Papo digital. A turma poderá unir todos os áudios em um mesmo site, pasta ou agregador de áudio para criar um podcast
Avaliar
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor.
Avalie a atividade considerando as questões a seguir.
1. Todos participaram da atividade?
2. Vocês consideram as notícias dos podcasts interessantes? Por quê?
3. Que dicas dariam a outras turmas que fizerem a mesma atividade?
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
Chegou o momento de avaliar os conteúdos estudados nesta unidade e a sua participação nas atividades.
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
Ficha
de autoavaliação 1
Conteúdos estudados na unidade SIM NÃO
Entendi as características de notícias?
Entendi o que é concordância verbal?
Entendi as características de podcasts?
Entendi o uso de S, SS, C e Ç?
Entendi os sentidos da entonação?
Ficha de autoavaliação 2
Participação nas atividades da unidade SIM NÃO
Colaborei com os colegas nas atividades coletivas?
Participei das atividades em sala de aula?
Fiz as atividades de casa?
Mantive meu material organizado?
SAIBA MAIS
Jornalismo para os pequenos
A revista Qualé é voltada especialmente para crianças. Com seleção de assuntos feita por especialistas e uma linguagem que considera crianças de 7 a 11 anos, a Qualé procura levar para o público infantil um jornalismo sério, mas divertido, como uma ferramenta de transformação social.

QUALÉ. São Paulo: Papo Editora. Podcast que dá voz às crianças

O podcast Ideia de criança foi criado para levar ao público infantil muita diversão e informação. Thiago Queiroz é o idealizador desse projeto e, com a ajuda de seus filhos, Dante e Gael, apresenta curiosidades e dúvidas dos ouvintes.
IDEIA de criança. Disponível em: https://open.spotify.com/ show/4qYy62AngqhSkg0hW0Y0Ue. Acesso em: 7 jul. 2025.
13/10/2025 10:17:39
OBJETIVOS
• Avaliar os conteúdos estudados na unidade e a participação nas atividades.
• Os questionamentos propostos têm a finalidade de propiciar um momento para que os estudantes façam uma autoavaliação do aprendizado ao longo da unidade. É importante lembrar do papel que pode ter esse tipo de avaliação na gestão do aprendizado para que eles possam pensar em suas estratégias pessoais de estudo e para que exercitem a responsabilidade pelo próprio aprendizado, aprimorando a autonomia nos estudos.
OBJETIVOS
• Identificar os espaços digitais onde circulam postagens em vídeo.
• Refletir sobre temas relevantes para um canal de comunicação pessoal e justificar suas escolhas com base em interesses e adequação ao público.
• Conscientizar-se sobre a importância do acesso à internet com o acompanhamento de um adulto responsável.
BNCC
• As reflexões e trocas de ideias por meio da oralidade, propostas nesta seção, possibilitam aos estudantes expressar-se com clareza, escutar com atenção e reconhecer características da conversação espontânea presencial, desenvolvendo, dessa forma, as habilidades EF15LP09 , EF15LP10 e EF15LP11 e a Competência geral 1
• Por se tratar de uma temática relacionada a gêneros comuns que circulam na internet, a unidade dialoga com o tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia, possibilitando aos estudantes o aprimoramento da Competência geral 5 e da Competência específica de Língua Portuguesa 10
• Por meio da exploração da imagem de abertura e da leitura da lista de conteúdos, os estudantes começarão a se preparar para o trabalho que será desenvolvido nesta unidade sobre o mundo digital.
• Explore os elementos da imagem e observe o grau de familiaridade dos estudantes com os dispositivos que ela mostra. Converse com eles sobre os diferentes dispositivos e meios tecnológicos que aparecem na imagem.
UNIDADE6 COMPARTILHAR
O QUE FAZ BEM

CONTEÚDOS DESTA UNIDADE
• postagem de vlog;
• palavras que ligam palavras e frases;
• notícia;
• postagem de mídia social;
• palavras com S e Z; X e CH;
• sentidos das conjunções: adição e oposição;
• miniconto.
Pergunte se já utilizam esses aparelhos no dia a dia e para que tipos de atividades, para identificar o grau de familiaridade e o repertório tecnológico dos estudantes. Ressalte que toda e qualquer atividade de crianças na internet deve ocorrer com a supervisão de um adulto responsável.
• Por meio de perguntas, procure ampliar a compreensão dos estudantes sobre a variedade de formatos e gêneros textuais que circulam no ambiente digital.
• Aproveite para conscientizar os estudantes sobre a importância de usar equipamentos digitais com moderação, mantendo o interesse por atividades físicas e presenciais.
• As questões devem favorecer a discussão e a troca de ideias e estão previstas para serem respondidas oralmente. Oriente os estudantes a colocarem suas ideias e a ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala.
Mulher gravando vlog

Observe a imagem e converse com os colegas sobre as questões a seguir.
A pessoa na imagem está gravando um vídeo. Onde ela poderia postar essa gravação?
Imagine que ela tenha um canal pessoal para se comunicar com um determinado público. Qual poderia ser o assunto principal do canal? Conheça alguns temas possíveis a seguir, troque ideias com os colegas e explique suas escolhas.
• Explicações sobre um assunto específico que ela domina (como informática, cuidados com pets, jardinagem etc.).
• Algum passatempo predileto (por exemplo, culinária, jogos, esporte etc.).
• Assuntos escolares (como dicas de estudos, resumos etc.).
• Política (como notícias, opiniões, debates etc.).
A internet é uma ferramenta muito importante na divulgação de conteúdos educativos e inspiradores. As mídias sociais podem ser veículos para ajudar a disseminar conteúdos do bem, no entanto, crianças precisam do acompanhamento de um adulto responsável para acessá-las. Por que esse acompanhamento é importante?
Professor, professora: O trabalho nesta unidade de modo algum recomenda ou incentiva que os estudantes acessem mídias sociais tampouco criem contas e perfis nesses ambientes. A intenção é explorar os gêneros que ali circulam, desenvolver uma postura crítica em relação ao contato com eles e destacar que o acesso a esses gêneros deve ser feito com a supervisão de um adulto responsável. Respostas e comentários nas orientações ao professor.
Respostas
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que ela pode postar na internet: em mídias sociais, sites ou canais em plataformas de vídeo, ou que ela pode enviar o vídeo a colegas ou familiares por aplicativos de mensagens instantâneas.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes escolham assuntos que poderiam interessar à
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pessoa retratada de acordo com o que indica sua aparência, seu modo de vestir etc., explicando os critérios que usaram para seus palpites.
3. Resposta pessoal. É importante que os estudantes identifiquem que a presença de um adulto responsável é necessária para ajudar a buscar informações confiáveis e a verificar conteúdos adequados à idade, protegendo contra possíveis riscos, como o cyberbullying
• Os momentos de interação, como discussões, debates, trocas de ideias, produções orais e escritas coletivas, proporcionam o desenvolvimento de competências socioemocionais relacionadas ao convívio respeitoso e harmonioso. Caso haja problemas de indisciplina ou de relacionamento nessas atividades, viabilize momentos para reflexões sobre a importância do respeito entre colegas de turma, levando-os a considerar a empatia, a paciência e a confiança como elementos necessários para a boa convivência. Ao final de cada atividade, reflita com a turma sobre os aspectos que julgar necessários.
• Na atividade 1, aproveite para destacar os formatos próprios de cada plataforma de comunicação.
• Na atividade 2, valorize a diversidade de temas sugeridos. Pergunte: “Por que esse assunto combina com o canal?” ou “Que tipo de pessoa você gostaria de ver em um vídeo com esse conteúdo?”.
• A reflexão da atividade 3 amplia a conscientização sobre os cuidados no acesso a ambientes virtuais e a necessidade de crianças serem acompanhadas.
OBJETIVOS
• Ler uma transcrição de postagem de vlog
• Construir o sentido do texto por meio de atividades e esclarecer o significado de palavras desconhecidas com o uso de dicionários.
• Praticar a escrita, ao redigir respostas, e a oralidade, nos momentos de troca de ideias, levantamento e verificação de hipóteses e debate.
BNCC
• As atividades de leitura desta seção, por meio da oralidade, levam os estudantes a fazerem o levantamento de hipóteses sobre o texto a ser lido com base nos conhecimentos prévios e nas pistas oferecidas. Dessa forma, eles desenvolvem a habilidade EF15LP02, bem como as habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala, compreensão da finalidade das interações orais e apresentação de opiniões ( EF15LP09 , EF15LP10 , EF15LP11 e EF15LP13), a Competência geral 4 e a Competência específica de Língua Portuguesa 3
• Por estar relacionada ao universo digital, a seção aborda o tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia, e os estudantes aprimoram a Competência geral 5
PESSOAS EM REDE
RODA DE LEITURA: POSTAGEM DE VLOG
Com o progresso da tecnologia, novas possibilidades de interação entre as pessoas vão surgindo. Atualmente, moradores de diferentes regiões no mundo todo podem estar em contato por mensagens ou por mídias sociais e comentar fatos e interesses pessoais. Nesta unidade, você vai estudar alguns desses recursos de comunicação e sua utilização no dia a dia.
Vamos iniciar os estudos com um gênero audiovisual que faz muito sucesso na internet.
ANTES DE LER
Professor, professora: Aproveite para conscientizar os estudantes sobre o tempo gasto com entretenimento virtual. Leve-os a perceber a importância de usar equipamentos digitais de forma consciente, sem perder o interesse por atividades físicas e presenciais.
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Você vai ler a transcrição de um texto que faz parte de uma postagem de um vlog chamado Ler antes de morrer. De que assunto pode tratar um vlog com esse título?
Resposta esperada: O título remete ao universo da leitura e dos livros.
2. Em sua opinião, que passatempos mais interessam a seus colegas? E quais são os seus preferidos? Observe algumas sugestões.
Resposta pessoal. A resposta vai depender das preferências dos estudantes.
jogos virtuais
histórias em quadrinhos filmes e animações livros esportes vídeos

ANTES DE LER
• Ao conduzir a atividade 1, explore com a turma o efeito do título do vlog, destacando a função expressiva dessa escolha. Essa atividade contribui para o desenvolvimento da inferência de informações implícitas e da interpretação do uso intencional da linguagem.
• Na atividade 2, incentive a escuta ativa e o respeito pelas preferências dos colegas, promovendo um ambiente de troca. Valorize os repertórios
diversos da turma. Essa abordagem favorece a oralidade e a ampliação do campo semântico dos estudantes.
• Ao comentar os passatempos citados, retome com a turma a diferença entre práticas virtuais e presenciais, propondo uma reflexão crítica sobre o uso consciente de tecnologias. Essa discussão pode ser ancorada no letramento digital, contribuindo para a formação de usuários conscientes, éticos e críticos das mídias.
A transcrição que você vai ler é parte de uma postagem de vlog, que fala sobre um livro de Júlio Verne. Esse escritor ficou famoso por escrever histórias de ficção científica para o público infantojuvenil.
Faça uma primeira leitura silenciosa e sublinhe as palavras que desconhece. Procure o significado delas em um dicionário. Depois, releia o texto. Seu professor pode orientar uma releitura da turma em voz alta.
Viagem ao centro da Terra, de Júlio Verne (#269)
[...]
Professor, professora: Enumere os sete parágrafos do texto com os estudantes para facilitar a localização de informações.
Tudo começa quando o professor Lindenbrock, professor de mineralogia de Hamburgo, na Alemanha – o nosso personagem principal – descobre um livro antigo, islandês, no sebo de um amigo dele. Ele descobre esse exemplar antiquíssimo e percebe que está escrito dentro de um papelzinho, dentro do livro, uma mensagem cifrada em caracteres rúnicos, que são esses caracteres aqui, típicos da mitologia nórdica. [...]
Ele faz questão de decifrar essa mensagem e, com ajuda do seu sobrinho Axel, eles conseguem descobrir quem escreveu a mensagem e o nome do autor, Arnes Saknussemm, que vinha a ser um alquimista islandês. E essa mensagem contém instruções para como chegar ao centro do planeta Terra. [...]
Os primeiros capítulos do livro – vocês mesmos comentaram – são muito descritivos [...].
No entanto, uma vez que eles entram vulcão adentro, tudo acontece. A vida deles corre risco o tempo todo: eles ficam sem água, o Axel se perde, e eles só conseguem se localizar pelos ecos sonoros da voz deles que reverbera por entre as rochas, eles acabam caindo no fosso que os leva a uma amplitude, uma espécie de cavidade gigantesca tão grande a ponto de ter um alagado que lembra o mar. [...]
• Para facilitar a prática de leitura, solicite aos estudantes que leiam silenciosamente a transcrição e, nesse momento, levantem as palavras que lhes causarem dúvida. Escreva-as na lousa e divida o trabalho de pesquisa dos significados. A releitura pode ser feita distribuindo uma parte a cada estudante, garantindo que todos leiam o texto. Seria interessante incentivar os estudantes a pensarem nos significados que podem ser inferidos pelo contexto ou mesmo pela formação das palavras. Mineralogia, por exemplo, pode ser entendida com base em mineral, minério

13/10/2025 10:20:16
• A transcrição do vlog apresenta trechos selecionados que permitem aos estudantes imaginar o assunto do livro e concentra-se na avaliação que a vlogueira faz dele e dos argumentos que utiliza. Foram mantidas algumas marcas de oralidade, mas eliminadas outras que podem confundir os estudantes dessa etapa da escolaridade.
• Se possível, assista aos trechos do vídeo com os estudantes e aponte os aspectos que achar mais relevantes no gênero, como entonação, expressões faciais e gestos.
BNCC
• A leitura de uma transcrição de postagem de vlog possibilita aos estudantes desenvolver a competência leitora, aprimorando, assim, as habilidades EF35LP01 e EF05LP01, a Competência geral 1 e a Competência específica de Língua Portuguesa 3
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
• Organize a turma em duplas. Escreva na lousa: “Você teria coragem de viajar ao centro da Terra? Como seria essa aventura?”. Combine três minutos para que imaginem o que encontrariam, quais perigos enfrentariam e quais descobertas fariam. Convide as duplas a compartilharem suas ideias. Valorize a criatividade e diga que imaginar também é uma forma de explorar o mundo.
• Em seguida, fale que, há mais de 160 anos, o escritor Júlio Verne fez algo parecido: usou a imaginação e criou uma aventura fantástica, contada no livro Viagem ao centro da Terra. Diga aos estudantes que eles vão ler a transcrição de uma postagem (vlog) sobre essa obra.
LISLLEY GOMES FEIGE/ ARQUIVO DA EDITORA
BNCC
• As atividades propostas conduzem os estudantes a praticarem a escrita; a perceberem a função social e a ideia central do texto; a localizarem informações explícitas e implícitas; a inferirem sentidos de ideias e palavras com base no contexto; a reconhecerem o texto como lugar de manifestação de valores e ideologias; e a argumentarem sobre um tema, desenvolvendo, assim, as habilidades EF15LP01, EF15LP03 , EF35LP03 , EF35LP04 e EF35LP05, a Competência geral 7 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 2 e 7
• É necessário que pelo menos as seguintes palavras e expressões sejam esclarecidas durante ou após a leitura do texto: mineralogia; sebo; cifrada; caracteres rúnicos; mitologia nórdica; alquimista; reverbera; amplitude; cavidade; eficiente.
• No item a da atividade 1, converse com a turma sobre os elementos que caracterizam a linguagem oral em gêneros digitais: frases curtas, pausas marcadas por expressões como “sabe?” e o tom coloquial. Isso ajuda os estudantes a reconhecerem diferentes formas de construir textos, ampliando seu repertório linguístico.
• O item b ajuda os estudantes a perceberem o público-alvo do texto, o que é necessário para leituras com senso crítico no ambiente digital.
• No item c, explique que os “clássicos” são obras que, mesmo escritas há muito tempo, continuam sendo lidas e discutidas por gerações diferentes.
• No item a da atividade 2, destaque que, mesmo sendo uma transcrição de fala, o texto mantém uma estrutura
Um livro como o Viagem ao centro da Terra parece um brinquedo de um parque de diversões, um desses em que você entra, aqueles cinemas em que a cadeira balança, sabe? E que você tá lá dentro e de repente você cai no abismo, e você vai para a direita, você vai pra esquerda, aí aparece um dinossauro, aí cai água em você, aí espirram água, vem vento na sua cara – e você ali na cadeira, sabe? Essa é a intenção, esse é o tipo de literatura que Júlio Verne criava. [...]
Ele é uma história de aventura emocionante, que realmente prende atenção, é fácil de ler, é divertido, ensina algumas coisas pra gente, e faz o que acho que é mais importante ainda: nos sentirmos maravilhados com as descobertas dos personagens. O protagonista desse livro não são esses três, esses personagens humanos; o protagonista dessa obra é o planeta Terra, é a natureza que é o verdadeiro protagonista. É a descoberta das maravilhas que a Terra guarda escondidas. E quanto a isso, o livro é muito eficiente. Ele consegue fazer com que nós nos sintamos encantados pela natureza. [...]
Então gente, beijos, beijos, beijos, muito obrigada. A gente se vê no próximo vídeo então. Tchau!
VIAGEM ao centro da Terra, de Júlio Verne. 7 min 19
Ler antes de morrer, 22 abr. 2020. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=igKXVVHj77k&t=1384s. Acesso em: 24 jun. 2025.
Papo de leitor
1. A postagem sobre o livro Viagem ao centro da Terra faz parte de uma série que dá nome ao vlog: Ler antes de morrer
1. a) Resposta: Em vídeo; grava; oral.
a ) Complete cada lacuna da afirmação com uma das palavras entre parênteses:
O vlog é um espaço com postagens (em vídeo/ em texto) em que uma pessoa (escreve/grava)
sobre algum assunto. A linguagem, portanto, é (oral/escrita).
1. c) Resposta esperada: Outros livros que a vlogueira considere que devem ser lidos; outros clássicos da literatura.
b) Que público pode se interessar por esse vlog?
Resposta: Pessoas que gostem de literatura, professores, profissionais do livro.
c ) Que tipo de livro provavelmente é abordado em outros episódios?
2. A vlogueira apresenta ao leitor um resumo da história.
a ) Contorne os parágrafos em que esse resumo é apresentado.
estudantes devem contornar o primeiro e o segundo parágrafos.
b) Que função tem o resumo nesse caso?
Resposta: Os
Resposta: Contextualizar a história para o leitor, situar o leitor para saber que história ela vai abordar, avaliar.
organizada em blocos de ideias. Isso contribui para o desenvolvimento da habilidade de segmentar e localizar informações.
• Durante a leitura, sempre que possível, relacione cada palavra ao contexto do livro ou mostre imagens e exemplos que ajudem a visualizar o significado, contribuindo para a construção de sentido.
• Se necessário, adapte as atividades. Ofereça apoio visual, leitura compartilhada, auxílio entre
pares e tempo ampliado. Em caso de traçados irregulares ou inversões na escrita de palavras e números, modele o movimento correto, promovendo a atenção ao traçado e à direção da escrita. Promova momentos em que os estudantes expliquem oralmente suas respostas e escutem os colegas, favorecendo o fortalecimento de competências socioemocionais como empatia, respeito e colaboração.
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3. Quais elementos comuns em histórias de mistério, suspense o resumo apresenta?
Descoberta inesperada de mensagem antiga.
Resposta: Descoberta inesperada de mensagem antiga. Instruções para chegar a algum lugar. Uma mensagem em linguagem que precisa ser decifrada.
Brincadeiras do sobrinho para encontrar o autor da mensagem.
Instruções para chegar a algum lugar.
4. b) Resposta: É positiva, porque passa a ideia de um livro divertido, que pode agradar ao leitor.
Uma mensagem em linguagem que precisa ser decifrada.
4. A vlogueira compara o livro a um brinquedo de parque de diversões.
a ) Sublinhe, no quarto parágrafo da transcrição, os acontecimentos do livro que justificam essa comparação.
b) Essa comparação é positiva ou negativa para o livro? Por quê?
5. No penúltimo parágrafo, a vlogueira resume a opinião dela sobre o livro.
a ) Qual é a opinião dela?
Resposta: O livro é emocionante, divertido, fácil de ler e passa ensinamentos ao leitor.
b) Que argumentos justificam essa opinião?
Resposta: Os argumentos são os muitos fatos que acontecem na história fazendo com que as personagens corram risco o tempo inteiro, e o leitor se sinta em um parque de diversões; além disso, a história coloca o leitor em contato com as maravilhas escondidas na Terra, o que lhe ensina algo sobre a natureza e o planeta.
6. Releia:
[...] o protagonista dessa obra é o planeta Terra, é a natureza que é o verdadeiro protagonista. É a descoberta das maravilhas que a Terra guarda escondidas. E quanto a isso, o livro é muito eficiente.
Por que, para a vlogueira, seriam o planeta e a natureza os protagonistas da história, em vez do professor e seu sobrinho?
Resposta: Porque, para a vlogueira, o que o livro conta sobre o centro da Terra e as maravilhas do planeta tem muito destaque.
4. a) Resposta: Os estudantes devem sublinhar o trecho que destaca as ações da história, que a vlogueira enumera: “eles ficam sem água, o Axel se perde, e eles só conseguem se localizar pelos ecos sonoros da voz deles que reverbera por entre as rochas, eles acabam caindo no fosso que os leva a uma amplitude, uma espécie de cavidade gigantesca”.
diferentes maneiras de enxergar uma narrativa, desenvolvendo a capacidade de leitura subjetiva e crítica.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• Para explorar a interdisciplinaridade, sugere-se a integração com os conteúdos de Arte, pois os estudantes podem expressar por meio de desenhos, pinturas ou colagens as cenas e sensações
13/10/2025 10:20:16
despertadas pela história, explorando a imaginação e a criatividade, e de Educação Física, com atividades que representem movimentos e ações vivenciados pelos personagens, como movimentos de equilíbrio ou de tensão. Essa abordagem interdisciplinar amplia a compreensão do texto ao envolver diferentes formas de linguagem e expressão corporal.
• Na atividade 3, destaque com os estudantes os elementos típicos do mistério e do suspense. Essa identificação contribui para a formação do repertório literário e ajuda a reconhecer marcas estruturais de diferentes narrativas ficcionais. Incentive a turma a explicar, com as próprias palavras, por que esses elementos causam curiosidade ou expectativa no leitor.
• No item a da atividade 4, oriente os estudantes a perceberem como a sequência de acontecimentos é usada para construir a comparação com o parque de diversões. Isso favorece a leitura inferencial e amplia a capacidade de interpretar metáforas e comparações. Aproveite o item b para discutir o efeito positivo dessa imagem, destacando o uso da linguagem figurada como estratégia para envolver o leitor.
• No item a da atividade 5, chame a atenção para a presença da opinião no discurso da vlogueira. A atividade é uma boa oportunidade para trabalhar a construção de ponto de vista e o uso de argumentos em textos orais e escritos. No item b, oriente os estudantes a identificarem os argumentos que sustentam essa opinião, promovendo a leitura analítica e o desenvolvimento da argumentação.
• Na atividade 6 , valorize a interpretação da fala da vlogueira como uma forma de atribuir novos sentidos à história. Incentive os estudantes a refletirem sobre
• Na atividade 7, incentive os estudantes a identificarem as palavras desconhecidas e esclareça seus significados com exemplos simples e relacionados ao contexto. Explique que descrições como essa usam recursos da linguagem para criar sensações no leitor, como mistério, medo ou encanto. Incentive-os a refletir sobre as imagens sugeridas pelo texto e sobre o que a expressão “jamais iria rever” indica sobre a aventura, incentivando a interpretação e a inferência. Observe que essa expressão indica que o professor e seu sobrinho sabem que não voltarão a ver o céu da Islândia, ou seja, que estão entrando em uma jornada da qual não esperam retorno imediato: sugerindo um sentido de risco, mistério e aventura profunda.
• Na atividade 8 , destaque que vlogs são gêneros orais com características pessoais, mesmo quando tratam de assuntos de interesse coletivo. Chame a atenção dos estudantes para o modo como o conteúdo do vlog analisado articula opiniões da autora com temas mais amplos, como a literatura. Caso seja possível apresentar o vídeo do vlog, incentive a turma a atentar ao tom de voz, à escolha de palavras e ao modo da vlogueira se apresentar e como esses elementos também constroem sentidos.
• Reforce a importância da supervisão de um adulto na navegação digital. Tenha em mente que é papel da escola promover discussões que fomentem o pensamento crítico sobre o uso das mídias digitais, desenvolvendo a consciência sobre segurança, responsabilidade e respeito no ambiente on-line
• Promova diálogos para que os estudantes expressem suas dúvidas, opiniões e percepções sobre o texto e os gêneros digitais estudados. Dessa forma, promove-se a prática da oralidade, o
7. Leia um trecho do livro que descreve a caverna por onde o professor e seu sobrinho caminham para se dirigir ao centro da Terra.
Professor, professora: Leia a descrição com os estudantes e peça a eles que identifiquem as dúvidas de vocabulário. É provável que seja necessário esclarecer o sentido de palavras como divisei, porosa, quartzo, opaco, ornados, límpidas, abóbada e dir-se-ia. Depois de esclarecidas as dúvidas, peça-lhes que releiam silenciosamente a descrição.
[...]
No momento de mergulhar naquele corredor escuro, ergui a cabeça e divisei pela última vez, através de espaço do imenso tubo, o céu da Islândia que jamais iria rever.
[...] A lava, porosa em certos pontos, apresentava pequenas bolhas arredondadas. Cristais de quartzo opaco, ornados de límpidas gotas de vidro e suspensos à abóbada como lustres, pareciam iluminar-se à nossa passagem. Dir-se-ia que os gênios das cavernas iluminavam suas caudas para receber os visitantes da Terra. [...]
122-123.
a ) Como era a caverna descrita nesse trecho?
Resposta: Escura, com algumas gotas de vidro que iluminavam a passagem.
b) Que sensação a descrição produz no leitor?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que a descrição pode provocar estranhamento, medo, encantamento.
c ) Releia: “divisei pela última vez [...] o céu da Islândia que jamais iria rever”. O que o trecho sugere sobre a aventura do professor e seu sobrinho?
Resposta: Que eles não sairiam da caverna.
8. Os vlogs, assim como os blogs, podem ter diferentes objetivos. O vlog que estamos estudando pode ser considerado pessoal?
O vlog pode ser considerado pessoal, mas aborda questões que interessam a mais pessoas, como as que gostam de literatura.
Resposta: O vlog pode ser considerado pessoal, mas aborda questões que interessam a mais pessoas, como as que gostam de literatura.
O vlog não pode ser considerado pessoal, porque é apresentado por uma especialista que fala sobre literatura.
O vlog pode ser considerado pessoal porque sua autora fala apenas sobre seu dia a dia.
respeito às diferentes visões e a construção coletiva do conhecimento.
• Por fim, lembre a importância de adaptar as estratégias conforme as necessidades da turma, utilizando recursos como a leitura em voz alta pelo professor, a escuta coletiva de trechos do texto, a leitura em duplas ou em pequenos grupos e o uso de perguntas guiadas para apoiar a interpretação. Para os estudantes que necessitarem, ofereça apoio individualizado, como leitura mediada, explicitação de vocabulário e retomada de trechos-chave, garantindo que todos possam participar ativamente e acompanhar o desenvolvimento das atividades.
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VERNE, Júlio. Viagem ao centro da Terra. São Paulo: Hemus, 1982. p.
9. Esse vlog conta com a participação de internautas.
a ) Copie um trecho da transcrição que apresente marcas desse diálogo.
Possíveis respostas: “Os primeiros capítulos do livro – vocês mesmos comentaram – são muito descritivos”; “Um livro como o Viagem ao centro da terra parece um brinquedo de um parque de diversões, um desses em que você entra, aqueles cinemas em que a cadeira balança, sabe? E que você tá lá dentro e de repente você cai no abismo, vai para a direita, você vai pra esquerda, aí aparece um dinossauro, aí cai água em você, aí espirram água, vem vento na sua cara – e você ali na cadeira, sabe?”; “Então gente, beijos, beijos, beijos, muito obrigada. A gente se vê no próximo vídeo então. Tchau!”.
b) Releia a saudação final e complete a afirmação com uma das palavras dos parênteses:
Resposta: Informal; proximidade.
A vlogueira se despede do seu público com uma saudação (formal/informal) e com isso busca (proximidade/distanciamento) dele.
10. Releia:
Ele descobre esse exemplar antiquíssimo e percebe que está escrito em um papelzinho dentro do livro uma mensagem cifrada em caracteres rúnicos, que são esses caracteres aqui, típicos da mitologia nórdica.
a ) Lembre as características da postagem de vlog e responda: que sentido teria o advérbio de lugar aqui nesse texto?
Refere-se aos caracteres rúnicos que a apresentadora localiza no livro e mostra aos internautas.
Refere-se ao lugar onde a apresentadora grava o vídeo.
b) Que gesto a apresentadora provavelmente faz ao dizer isso?
Resposta: O gesto de apontar no livro o lugar onde estão registrados os caracteres rúnicos.
Professor, professora: Seria oportuno destacar para os estudantes que essa construção é própria de situações enunciativas orais. Nesse caso, a vlogueira faz o gesto de mostrar ao internauta o lugar onde estão os caracteres rúnicos para que ele tenha ideia de como são. Destaque que esse recurso não seria possível no texto escrito, pois o gesto, nesse caso, é fundamental para a compreensão do que se quer dizer.
O vlog, assim como o blog, nasceu como um diário digital. O vlog seria um blog que, em vez de textos escritos, traz postagens em vídeo com o objetivo de compartilhar conteúdos na internet. Hoje, há vlogs de muitos tipos: pessoais, jornalísticos, especializados em culinária, literatura, moda, decoração, arquitetura, educação etc.
comunicação mais direta, dinâmica e expressiva. Oriente os estudantes a perceberem que essa transformação do texto escrito para o vídeo reflete mudanças nas formas de expressão e nas tecnologias disponíveis, ampliando as possibilidades de interação e permitindo que pessoas de diferentes áreas criem e compartilhem conteúdos variados. Incentive a turma a pensar sobre como essa evolução impacta a forma de consumir e produzir informações atualmente. Ressalte que o formato em vídeo combina imagens, sons e
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fala. Isso é importante para quem tem diferentes maneiras de aprender e se comunicar, pois nem todos compreendem bem apenas lendo textos. Além disso, o vídeo permite que quem produz o conteúdo se comunique de um jeito mais próximo e expressivo, o que ajuda o público a entender melhor a mensagem. Por isso, conhecer essa evolução ajuda todos a usarem as mídias digitais com mais facilidade, aproveitando melhor o que veem e ouvem para aprender e para se comunicarem no dia a dia.
• No item a da atividade 9, chame a atenção para as falas que indicam a presença do público, como perguntas ou comentários dirigidos aos internautas. Isso ajuda os estudantes a perceberem que o vídeo é construído como um diálogo, mesmo que só a vlogueira fale diretamente. Incentive-os a identificar expressões como “vocês comentaram”, “sabe?” ou “a gente se vê”.
• No item b, explore com a turma o efeito de uma despedida informal no vídeo. Pergunte como cada um costuma se despedir de amigos e compare com a fala da vlogueira. Isso ajuda a perceber como o tom da linguagem aproxima quem fala de quem ouve.
• No item a da atividade 10, ajude os estudantes a relacionarem o uso do advérbio aqui com o provável gesto da vlogueira. Esse uso é típico da linguagem falada e depende da imagem ou da ação para ser bem compreendido. Peça que imaginem o que ela está mostrando nesse momento do vídeo.
• No item b, incentive os estudantes a descreverem o gesto com clareza. Depois, discuta como esse tipo de gesto não funciona no texto escrito. Aproveite para reforçar que, no vlog, o corpo e a fala trabalham juntos para construírem o sentido.
• Ao ler o boxe conceito com a turma, explique que o vlog é uma evolução do blog, pois o conteúdo é compartilhado em vídeo, permitindo uma
• Na atividade 11, incentive os estudantes a assumirem o protagonismo desde o início, decidindo coletivamente como organizar o espaço para o debate. Sugira que posicionem as carteiras de outra forma que não a convencional, como um semicírculo, e que registrem no caderno suas opiniões e os motivos que as sustentam.
• Combine com a turma uma forma de organizar a ordem das falas: eles podem decidir por sorteio, lista ou outro critério coletivo.
• Oriente-os também a falar com clareza, evitar repetições desnecessárias e acolher diferentes pontos de vista. Após a discussão, conduza a produção coletiva de um resumo com as principais ideias debatidas.
• Essa atividade favorece o desenvolvimento da argumentação, da construção de opiniões, da escuta ativa, do respeito às opiniões diversas, da autonomia e da capacidade de síntese.
• Atente aos estudantes com necessidades educacionais específicas. Em alguns casos, pode ser necessário combinar previamente com eles se preferem se expressar oralmente ou por escrito. Também é possível propor que participem em duplas ou pequenos grupos. Mantenha-se disponível como apoio durante o debate. É importante garantir que todos se sintam acolhidos e respeitados, adaptando o formato sempre que necessário para promover a inclusão e o bem-estar de todos.
AGORA QUE JÁ LEMOS
• Retome as hipóteses levantadas antes da leitura e verifique agora se elas se concretizaram ou não. Se necessário, ajude os estudantes a se recordarem do que pensaram e falaram antes da leitura do texto.
11. A seguir, você e toda a turma vão debater algumas questões sobre a postagem de vlog que estão estudando. Reúnam-se e sigam o roteiro.
• Antes de discutir com os colegas, façam uma reflexão pessoal e anotem as ideias no caderno.
• Anotem também as razões que justificam suas opiniões.
• Sob orientação do professor, a turma pode se organizar para a troca de ideias. Pode, por exemplo, colocar as carteiras em círculo para todos se verem durante a conversa.
• O professor ou um colega pode ficar responsável por fazer uma lista para organizar a ordem das falas.
• Prestem atenção à fala dos colegas e evitem repetir o que já foi dito. Respeitem a vez de falar de cada um.
• Quando forem colocar suas ideias, falem de modo claro, articulando as palavras com clareza e em um volume de voz que garanta que todos escutem o que for dito.
• Ao final da discussão, seria interessante fazer um resumo do que foi falado. Discuta com seus colegas as seguintes questões.
a ) Que outras informações podem fazer parte da postagem sobre o livro Viagem ao centro da Terra?
b) As informações e argumentos da vlogueira convencem o internauta de que o livro é bom?
c ) Você ficou com vontade de ler o livro? Por quê?
Respostas e comentários nas orientações ao professor
AGORA QUE JÁ LEMOS
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Volte à resposta que você deu para a atividade 1 realizada antes da leitura. Sua resposta foi confirmada após a leitura do texto? Comente com os colegas.
Resposta pessoal. A resposta vai depender da hipótese levantada pelos estudantes no boxe Antes de ler
2. Em sua opinião, o que pode fazer com que o vídeo de um vlog seja visto por muitas pessoas? Converse com os colegas justificando suas colocações.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem casos concretos de vlogueiros que produzem conteúdo de qualidade e que têm grande número de seguidores e percebam o motivo para tanto sucesso, explicando-o com clareza e coerência.
• Após a realização das atividades, retome as principais ideias do texto, reforce aspectos que porventura causaram dúvidas durante as atividades e verifique se não restou nada a ser esclarecido.
Respostas
11. a) Resposta esperada: Mais detalhes sobre as peripécias dos personagens ou sobre os fundamentos científicos que Júlio Verne tinha na época; curiosidades sobre o autor e sobre a obra; críticas, opiniões e impressões etc.
11. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes apontem os argumentos que a vlogueira apresenta, como características do livro, passagens e suas opiniões com as respectivas justificativas. 11. c) Resposta pessoal. A resposta vai depender das preferências dos estudantes e da afinidade deles com histórias clássicas. Ao final da discussão, seria interessante anotar as principais ideias na lousa, de modo a orientar os estudantes na elaboração de um texto que resuma o que foi discutido.
OBJETIVOS
É LÍNGUA, É LINGUAGEM
Palavras que ligam palavras e frases
1. Releia estes trechos da transcrição do vídeo sobre Viagem ao centro da Terra
Ele descobre esse exemplar antiquíssimo e percebe que está escrita em um papelzinho, dentro do livro, uma mensagem cifrada [...].
Os primeiros capítulos do livro – vocês mesmos comentaram – são muito descritivos [...].
No entanto, uma vez que eles entram vulcão adentro, tudo acontece.
a ) Observe, no primeiro trecho, a palavra e em destaque e complete:
Resposta: Descobrir; perceber.
O termo destacado soma duas ações:
e
b) Agora, observe no segundo trecho o termo no entanto, em destaque, e assinale que ideia ele expressa.
Resposta: Oposição.
Oposição. Adição. Tempo.
2. Releia agora este outro trecho.
Ele é uma história de aventura emocionante, que realmente prende atenção, é fácil de ler, é divertido, ensina algumas coisas pra gente e faz o que é mais importante: nos sentirmos maravilhados com as descobertas dos personagens.
Os termos de e pra, destacadas no trecho, ligam palavras e estabelecem relações de sentido entre elas. Assinale o sentido em cada caso.
a ) História de aventura.
Origem.
Resposta: Assunto.
Assunto. Modo.
Resposta: Alvo.
b) Ensina algumas coisas pra gente. Assunto. Lugar. Alvo.
Professor, professora: Lembre aos estudantes que, nesse caso, pra é contração de para a
• Utilizamos a nomenclatura frase para fazer uma simplificação didática, pois o conceito de oração é complexo para os estudantes desse segmento. Esclarecemos, no entanto, que as conjunções ligam orações e palavras de mesma função.
• No item a da atividade 1, oriente os estudantes a perceberem que o conectivo e une duas ações diferentes que acontecem em sequência ou simultaneamente (descobrir e perceber). Explique que esse conectivo serve para mostrar que uma ação acontece com a outra.
• No item b, destaque que o conectivo no entanto equivale a mas: sinaliza uma oposição ou contraste entre ideias.
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• No item a da atividade 2, oriente os estudantes a identificarem que a palavra de indica o assunto ou a origem da informação. Por exemplo, em “história de aventura”, a palavra de mostra o assunto: aventura.
• No item b, ajude-os a perceber que a palavra pra indica o alvo ou o destinatário da ação, como em “ensina algumas coisas pra gente”.
• Adapte a atividade para os estudantes que ainda estão construindo habilidades de leitura e escrita, propondo que acompanhem os textos em voz alta ou trabalhem em pequenos grupos.
• Identificar conjunções e preposições, reconhecendo suas funções em textos.
• Analisar relações de sentido estabelecidas por conjunções e preposições em frases ou textos.
• Classificar conectores conforme o tipo de relação semântica que expressam (oposição, adição, causa, assunto, alvo etc.).
BNCC
• O conteúdo explorado nesta seção proporciona aos estudantes repertório linguístico para fazer referenciações nas produções textuais, articulando as partes do texto e tornando-o coeso e coerente. Dessa forma, eles aprimoram as habilidades EF35LP08, EF05LP07 e EF05LP27, bem como a Competência geral 4 e a Competência específica de Língua Portuguesa 2
• Ao chamar a atenção para a poluição dos mares e oceanos, a atividade 3 trabalha com aspectos do tema contemporâneo transversal Educação ambiental
• Leia o boxe com os conceitos, explicando que tanto as conjunções quanto as preposições são palavras que ajudam a ligar partes do texto, indicando relações de lugar, tempo, causa, posse, alvo, assunto, entre outras. Destaque que ambas contribuem para os sentidos do texto, organizando-o para que a mensagem seja mais clara. Se julgar oportuno, reproduza na lousa as informações a seguir e sistematize o assunto com os estudantes.
• Conjunção e: liga dois elementos ou duas ações (“Gosto de suco e de bolo.”; “Gosto de tomar suco e comer bolo.”).
• Conjunção mas: mostra uma ideia contrária (“Queria brincar, mas choveu.”).
• Conjunção porque: explica o motivo de algo (“Não fui porque estava doente.”).
• Conjunção se: indica uma condição (“Se chover, abro meu guarda-chuva.”).
• Preposição de: indica posse ou origem (“O brinquedo de João.”).
• Preposição para: indica destino ou finalidade (“A carta é para a Ana.”).
• Preposição com: indica companhia ou instrumento (“Fui com meu irmão.”).
• Preposição em: indica lugar ou tempo (“Estou em casa.”).
• No item a da atividade 3, leia a tirinha com a turma e promova uma conversa rápida. Pergunte: “O mar fala?”; “O que a criança quis dizer com isso?”. Ajude os estudantes a perceberem que a fala inventada expressa preocupação com a poluição. Seria interessante discutir com eles a consciência das novas gerações para um problema crescente, que atinge a todos, sugerindo que seria possível “recomeçar”, ou seja, tornar o mar mais limpo a partir de agora.
• No item b, destaque que o se indica uma condição. Peça-lhes que observem como a segunda parte da frase depende da primeira para fazer sentido.
Algumas palavras ligam frases ou termos de mesma função em uma mesma frase. Por exemplo: e, no entanto. Elas são chamadas conjunções Outras ligam palavras, por exemplo: de, para, com. São chamadas preposições
Tanto a conjunção quanto a preposição estabelecem relações de sentido que podem ser de oposição, conclusão, adição, finalidade, tempo, entre muitas outras.
3. Leia a tirinha a seguir.

, 17 jul. 2016. Disponível em: https://jeandesenhista.wordpress.com/2016/07/11/o-pequeno-jean-tira-voce-ja-ouviu-o-mar/. Acesso em: 24 jun. 2025.
a ) Não é possível o menino ter ouvido a concha dizer “parem de jogar lixo em mim”. O que o autor quis destacar ao colocar essa frase na fala de uma criança?
Sugestão de resposta: Quis destacar a importância de se combater a poluição do mar.
b) Releia: “Se você colocar uma concha no ouvido, dá pra ouvir o mar”. O que a conjunção se expressa nesse trecho?
Condição.
Resposta: Condição.
Oposição. Adição.
c ) Reescreva a frase anterior substituindo a conjunção se por outra a seguir que mantenha o sentido da frase. Faça as mudanças necessárias.
porque • mas • caso • e
Resposta: “Caso você coloque uma concha no ouvido, dá pra ouvir o mar”.
• No item c, proponha que reescrevam a frase com uma das palavras sugeridas, mantendo o sentido original. Mostre como pequenas mudanças podem afetar o modo como as ideias se conectam. Seria oportuno chamar a atenção para o registro informal e adequado à situação enunciativo-discursiva da tirinha: uma conversa entre mãe e filho. O exercício de reescrita apresentado no item c favorece o desenvolvimento de aspectos de coesão e coerência textuais para a prática de escrita. Esclareça que o objetivo, nesse caso, é substituir uma conjunção por outra que passe a mesma ideia de condição.
OKADA, Jean. O pequeno Jean (Tira) – Você já ouviu o mar? Jean Desenhista
4. Releia a fala do menino no último quadrinho: “Parem de jogar lixo em mim”.
Que sentido essas preposições têm na frase?
De: finalidade; em: quantidade.
De: origem; em: matéria.
PARA PENSAR E PRATICAR
1. Leia um trecho do livro O pequeno Nicolau.
[...]
Resposta: De: modo de agir; em: lugar.
De: modo de agir; em: lugar.
Quando a mamãe me disse que uma amiga dela vinha tomar chá com a sua filhinha, eu não gostei nem um pouco. [...]
Quando a mamãe quer mostrar que eu sou bem-educado, ela me veste com a calça azul e a camisa branca e eu fico parecendo um bobo. Falei para a mamãe que eu preferia ir com os meus colegas ao cinema ver um filme de caubóis, mas a mamãe olhou para mim com os olhos de quando ela não está para brincadeiras.
“E faça-me o favor de não ser estúpido com a garotinha, senão você vai se ver comigo, entendeu?”, a mamãe disse. [...]

a ) A linguagem do texto é marcada por muitas repetições. Quem poderia ser o personagem que apresenta essa linguagem? Por quê?
Resposta: Uma criança, pois trata-se de uma linguagem tipicamente infantil.
b) O narrador parece não estar gostando da visita da amiga da mãe. Que informação do texto permite ao leitor saber disso?
Resposta: Além de ele dizer isso diretamente, ele diz que preferiria ir com colegas ao cinema assistir a um filme de caubóis.
Diga que essa forma de mostrar o comportamento da mãe por meio do olhar do menino nos ajuda a entender a relação entre os personagens e o jeito de cada um.
ATIVIDADE EXTRA
• Proponha o jogo cooperativo Conectando ideias. Organize a turma em pequenos grupos. Cada grupo receberá cartas aleatórias, algumas com frases incompletas e outras com conectivos: conjunções ou preposições. Os grupos deverão completar suas frases trocando cartas entre
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si, livremente, mas seguindo estas regras: só é possível receber uma carta entregando outra em troca; as trocas devem ocorrer apenas com autorização do professor, para manter a organização; as decisões devem ser discutidas com calma, ouvindo todos os integrantes; no momento da troca, apenas um representante negocia com os outros grupos. Ao final, cada grupo apresenta suas frases e explica os sentidos das ligações escolhidas. Para concluir, a turma reflete sobre o papel dos conectivos na construção do sentido e da fluidez do texto.
• Na atividade 4, explique que as palavras de e em são preposições. Oriente a turma a pensar no sentido que essas palavras têm dentro da frase e não de forma isolada: de liga o verbo parar à ação que deve ser interrompida, ou seja, “jogar lixo em mim”; em indica o lugar onde o lixo está sendo jogado: “em mim”.
• No item a da atividade 1, destaque que as repetições e o vocabulário simples são pistas para identificar o narrador. Reforce que essa escolha marca o ponto de vista infantil, o que dá graça e leveza ao texto. Convide os estudantes a imaginarem outras formas de contar a mesma história: como seria se fosse contada pela mãe? Ou por outro adulto? Essa comparação pode tornar mais evidente o estilo de linguagem do texto.
• No item b, incentive-os a procurar indícios no próprio texto que mostram os sentimentos do personagem (a frase em que ele diz que preferia ir ao cinema, por exemplo, mostra que ele não deseja a visita). Explique que, muitas vezes, os textos não dizem tudo diretamente, mas dão pistas para o leitor descobrir.
• No item c, ajude a turma a observar como a mãe é retratada nas falas do filho. Peça aos estudantes que identifiquem expressões que indicam autoridade, como “olhou para mim com os olhos de quando ela não está para brincadeiras”.
GOSCINNY, René. O pequeno Nicolau. 2. ed. Ilustrações originais de Jean-Jacques Sempé. São Paulo: Martins Fontes, 1988. p. 59.
LISLLEY GOMES FEIGE/ARQUIVO DA EDITORA
• Ao conduzir o item d da atividade 1, retome com a turma o conceito de conjunção e incentive os estudantes a identificarem frases que começam com conjunções de tempo, como quando. Proponha que comentem o que essas conjunções indicam sobre o momento das ações no texto, fortalecendo a atenção ao contexto temporal das frases.
• Na atividade 2, oriente a turma a refletir sobre a relação de oposição entre as vontades do filho e da mãe (item a). No item b, peça que encontrem a conjunção que marca essa oposição e explique brevemente seu uso para ligar ideias contrárias, usando exemplos simples. No item c, destaque que a preposição indica direção, sugerindo que os estudantes pensem no sentido da palavra dentro da frase, evitando explicações isoladas e abstratas.
• Durante a atividade 3, ajude os estudantes a perceberem que a conjunção e liga termos que têm o mesmo valor na frase (itens relacionados). Complete com exemplos de outras frases em que e une elementos que se somam, reforçando a ideia de adição.
• Na atividade 4, explique que a conjunção senão funciona como uma expressão condicional equivalente a caso contrário. Utilize situações cotidianas para exemplificar esse sentido, facilitando a compreensão de um termo que pode ser novo para os estudantes.
AVALIANDO
• Durante e após a realização das atividades, use as respostas dos estudantes como uma avaliação diagnóstica sobre o que entenderam das conjunções e das preposições no texto. Pergunte, por exemplo, por que escolheram determinada conjunção ou o que uma preposição
c ) Que retrato o texto faz da mãe de Nicolau?
Possível resposta: O texto a retrata como uma mãe exigente, que quer preservar as aparências, parecer simpática e sugerir que tem um filho educado e atencioso com visitas como a da amiga.
d) Registre as frases do texto que se iniciam com uma conjunção indicando tempo.
Resposta: “Quando a mamãe me disse que uma amiga dela vinha tomar chá com a sua filhinha [...]”; “Quando a mamãe quer mostrar que eu sou bem-educado [...]”.
2. Releia: “Falei para a mamãe que eu preferia ir com os meus colegas ao cinema ver um filme de caubóis, mas a mamãe olhou para mim com os olhos de quando ela não está para brincadeiras”.
a ) A frase expressa uma oposição entre mãe e filho. O que cada um quer?
Resposta: O filho quer sair com colegas, e a mãe quer que ele fique para receber a visita.
Resposta: Mas.
b) Complete: a conjunção que marca essa oposição é .
c ) Na frase: “mamãe olhou para mim”, a preposição para tem o sentido de: finalidade. direção. lugar.
Resposta: Direção.
Resposta: Dois termos de mesmo valor na frase.
3. Em “ela me veste com a calça azul e a camisa branca”, a conjunção e liga: dois termos opostos.
dois termos de mesmo valor na frase.
4. A mãe adverte: “E faça-me o favor de não ser estúpido com a garotinha, senão você vai se ver comigo, entendeu?”. Por qual palavra ou expressão poderia ser substituída a conjunção senão?
Resposta: Caso contrário.
Porém. Caso contrário. Quando.
indica em uma frase. Incentive os estudantes a explicarem com as próprias palavras e a darem exemplos. Observe quem demonstra clareza e quem apresenta dúvidas. Para aqueles que demonstram não haver compreendido, retome os pontos-chave em pequenos grupos ou de forma individual, com exemplos mais simples e linguagem acessível. Com essas informações, planeje as próximas aulas focando os pontos que exigem mais atenção, garantindo que todos avancem no aprendizado.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
VIEIRA, Francisco Eduardo; FARACO, Carlos Alberto. Orações coordenadas por outros conectivos de oposição. In: VIEIRA, Francisco Eduardo; FARACO, Carlos Alberto. Gramática do português brasileiro escrito. São Paulo: Parábola, 2023. p. 117-120.
Neste capítulo de uma das mais reconhecidas obras de gramática da língua portuguesa, os autores apresentam alguns conectivos ligando orações coordenadas. Ele pode contribuir para reflexões e para o aprofundamento do conteúdo em sala de aula.
JANELAS
Uso de celular na escola
Você leu a transcrição de uma postagem de vlog, gênero comum na internet. A internet traz vantagens, como acesso a conteúdo e comunicação, mas também desafios, como excesso de tela, dependência e riscos de exposição de informações pessoais. A proibição do uso de celulares nas escolas gerou debates: uns veem como prejuízo à aprendizagem, outros como recurso educativo. Em 2025, uma lei proibiu o uso do aparelho nas escolas do Brasil. Leia uma notícia sobre isso.
CNE determina que celular pode ficar com professor, com escola ou na mochila
Texto do Conselho Nacional de Educação que orienta sobre lei diz que unidades decidirão como aparelho será armazenado
O Conselho Nacional de Educação aprovou nesta quinta-feira (20) um documento com orientações para a proibição do uso de celulares nas escolas brasileiras. O texto confirma que as unidades têm autonomia para definir como será o armazenamento dos aparelhos e detalha três possíveis modelos de guarda, que contemplam diferentes realidades escolares, para facilitar a decisão dos gestores
“A escolha do modelo mais adequado dependerá das características específicas de cada escola, incluindo sua infraestrutura, cultura institucional e as necessidades dos estudantes. Cada abordagem apresenta benefícios e desafios, que devem ser considerados”, diz o texto do relator Israel Batista.
[...]

Além da guarda com o estudante — na mochila ou em armário —, o conselho prevê a possibilidade de o aparelho ficar sob supervisão do professor na sala de aula, em caixas, ou sob a supervisão da escola, sendo entregue pelo aluno na chegada à escola.
Autonomia: liberdade para tomar decisão Gestores: diretores e coordenadores de escolas.
Infraestrutura: instalações da escola, como armários, salas de aula, quadras etc.
• Durante a leitura, incentive os estudantes a localizarem as informações principais e a opinarem sobre as soluções apresentadas. Promova uma conversa que relacione o conteúdo do texto à experiência escolar da turma. Observe como eles argumentam, se retomam o texto para sustentar suas falas e se conseguem diferenciar fato de opinião.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
13/10/2025 10:25:39
OCHS, Mariana. Uso de telas: o que é indicado em cada faixa etária? EducaMídia, 17 dez. 2024. Disponível em: https://educamidia.org.br/uso-de -telas-o-que-e-indicado-em-cada-faixa-etaria/.
Acesso em: 9 set. 2025. Nessa página, é possível acessar um guia que pode aprofundar a discussão e possibilitar aos estudantes mais explanações sobre os prejuízos do uso excessivo de telas.
OBJETIVOS
• Ler e interpretar uma notícia.
• Inferir informações implícitas em uma notícia.
• Participar de discussões sobre os efeitos do uso do celular.
BNCC
• A leitura de uma notícia e as atividades e discussões propostas possibilitam aos estudantes desenvolver alguns aspectos da competência leitora, como ler e compreender com autonomia considerando a situação comunicativa; da oralidade, como argumentar oralmente; e da escrita, como apropriar-se da linguagem escrita, reconhecendo-a como forma de interação. Com isso, são aprimoradas as habilidades EF35LP15, EF05LP15 e EF05LP19, além das Competências gerais 4 e 7 e da Competência específica de Língua Portuguesa 6
• O tema de fundo das questões está relacionado ao uso do celular, portanto, dialoga com o tema contemporâneo transversal Vida familiar e social.
LISLLEY GOMES
• Na atividade 1, oriente os estudantes a identificarem as informações essenciais de uma notícia, direcionando uma leitura atenta e a marcação de informações no texto. Esclareça aos estudantes que, em geral, documentos federais oficiais são publicados no Diário Oficial da União e que a proibição do uso de celulares se aplica a todo o território nacional, em escolas públicas e particulares, conforme determinação da Lei nº 15.100/2025.
• No item a da atividade 2, incentive a turma a perceber a dúvida que surgiu nas escolas sobre onde deixar os celulares durante o período escolar. Leve os estudantes a discutirem por que essa questão é importante e como ela afeta o cotidiano deles e dos professores. Isso contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico e da inferência. No item b, trabalhe a compreensão global do texto.
• No item a da atividade 3, promova um diálogo em que os estudantes expressem se concordam ou não com o parecer da Unesco, sempre solicitando exemplos concretos para justificar suas opiniões. Considere e avalie os argumentos dos estudantes. Esclareça que o uso de celulares nas escolas ficou condicionado à supervisão do professor desde que seja para fins didáticos e pedagógicos. O professor pode propor atividades em que o uso do aparelho seja necessário e monitorar os estudantes nesse momento. No item b, incentive a turma a identificar situações em que o celular pode ser um recurso útil para o aprendizado, como pesquisas rápidas e consulta a materiais digitais. Oriente a reflexão sobre o uso equilibrado da tecnologia, destacando a importância da convivência social e do diálogo presencial.
O documento destaca que deixar o celular na mochila tem a vantagem de que a guarda é responsabilidade do estudante. O modelo, no entanto, tem o risco de distrair os alunos. “Segundo a Unesco, a proximidade com o aparelho celular pode desencadear episódios de distração.”
Sobre a guarda em caixas com o professor, o conselho destaca que as vantagens incluem maior controle por parte do docente, que pode garantir que os aparelhos sejam usados apenas quando autorizado para fins pedagógicos. E reduz o risco de extravio.
Quanto ao armazenamento na entrada da escola, o conselho diz que a vantagem é o menor risco de acesso indevido no horário escolar, além de reduzir a responsabilidade do professor em sala. O modelo tem custos associados à instalação de armários ou caixas.
PALHARES, Isabela. CNE determina que celular pode ficar com professor, com escola ou na mochila. Folha de S.Paulo, São Paulo, ano 105, n. 35 024, 22 fev. 2025. Cotidiano, p. A39.
Unesco: entidade da Organização das Nações Unidas (ONU) especializada em questões de ciência, educação e cultura.
Desencadear: provocar.
Extravio: perda.
1. Indique as informações básicas da notícia.
Resposta nas orientações ao professor
Quem? O quê?
Quando?
Onde?
2. A Lei nº 15.100/2025 proibiu o uso de celulares nas escolas, mas pode-se inferir da notícia que essa lei causou uma grande dúvida.
a ) Qual era essa dúvida?
Resposta: Com quem o celular deveria ficar guardado durante o período em que o estudante estivesse na escola.
b) Como o Conselho Nacional de Educação resolveu essa dúvida?
Resposta: Oferecendo três opções para a guarda do celular na escola.
3. Releia: “Segundo a Unesco, a proximidade com o aparelho celular pode desencadear episódios de distração”. Converse com os colegas sobre as questões a seguir.
Respostas e comentários nas orientações ao professor
a ) Você concorda que o uso do celular na escola dificulta a concentração, a memorização e a compreensão? Por quê?
b) Em que situações o celular pode ajudar o aprendizado?
Respostas
1. Quem?: Conselho Nacional de Educação; O quê?: publicou documento com orientações para a proibição do uso de celulares nas escolas brasileiras; Quando?: no dia 20 de fevereiro de 2025; Onde: não informado/território nacional.
3. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes justifiquem a resposta dando exemplos concretos relativos a si mesmos.
3. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam algumas situações como
pesquisa, busca de informação pontual, busca por conteúdos que complementem ou ampliem o que está sendo visto em sala de aula. Seria oportuno também chamar a atenção para um uso responsável desse recurso, sendo limitado, na escola, a finalidades pedagógicas. Ressalte ainda a importância da convivência com colegas e da troca com a diversidade, avaliando com a turma se o celular contribuiria ou não para o isolamento e a falta de diálogo.
HORA DE PRODUZIR
Postagem de vlog
Que tal ser vlogueiro ou vlogueira por um dia?
O que vai produzir
Planejar
Antes da produção, sigam as orientações.
1. Com o professor, acessem uma postagem de vlog e assistam atentamente ao vídeo.
2. Analisem como os apresentadores conversam com o público, como o assunto é abordado e como são as expressões faciais e corporais deles.
3. Anotem as principais considerações de vocês, como dicas para a produção que vão fazer.
4. É hora de definirem um assunto sobre o qual gostariam de tratar. O que importa é ter um foco estabelecido. Observem algumas sugestões.
• Dinossauros
• Dicas de como estudar
• Como organizar armários
• Receitas culinárias
• Como ter uma horta em casa
• Os games preferidos
5. Cada integrante do grupo deve pensar em um aspecto mais específico, ou seja, em um tema. Se o assunto geral do canal é dinossauros, podem ser abordados como tema: porque os dinossauros desapareceram; as variedades de dinossauros; os hábitos dos dinossauros; fósseis encontrados recentemente; entre outras possibilidades.
6. Cada integrante do grupo deve pesquisar sobre o que vai falar e preparar um roteiro por escrito. O texto deve render entre 2 e 3 minutos de fala. Depois de escrever o que vai dizer, leia o texto em voz alta. Procure decorar o texto, porém o mais importante é que você saiba falar sobre o que escreveu.
Com o acompanhamento do professor, você vai se organizar com os colegas, formando grupos de três ou quatro estudantes. Vocês vão criar uma postagem de vlog, ou seja, um vídeo para compartilhar com os demais colegas de turma pela internet. 205
• As etapas propostas nesta seção visam promover a autonomia dos estudantes no planejamento e na realização de uma produção textual oral.
• Na etapa Planejar, apresente um vídeo para os estudantes se inspirarem. Uma opção é o seguinte vídeo da jornalista Daisy Carias: VOCÊ conhece? #02: Catarina Sobral. A Cigarra, 13 dez. 2017. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=-OLjed-yVMk. Acesso em: 18 set. 2025. Daisy compartilha vídeos com
dicas de leitura para pais, mães e outros apaixonados pela literatura infantojuvenil. Analise com os estudantes como ela conversa diretamente com o público, como destaca as qualidades de cada livro apresentado e como a variedade linguística e as expressões corporais e faciais são usadas para isso. Oriente-os a observar o vídeo, focando não só o conteúdo, mas também os aspectos paralinguísticos, como entonação, gestos e expressões faciais, que tornam a comunicação mais
OBJETIVOS
• Planejar e organizar apresentação oral com base no tema definido.
• Apresentar oralmente conteúdo com fluência, clareza e recursos expressivos.
• Avaliar a própria produção e a dos colegas.
BNCC
• A proposta de produção desta seção explora a oralidade e os recursos digitais, conduzindo os estudantes a se expressarem com clareza. Além disso, são levados a atribuir significado a aspectos não linguísticos da fala (gestos, expressões faciais, postura corporal etc.). Assim, desenvolvem as habilidades EF15LP09 e EF15LP12, as Competências gerais 4 e 5 e a Competência específica de Língua Portuguesa 10.
• Por se tratar de uma produção específica de vlog, eles vão roteirizar, produzir e editar um vídeo, analisar o padrão entonacional e as escolhas linguísticas e explorar recursos não linguísticos, aprimorando as habilidades EF05LP18 e EF05LP21
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clara e atrativa. Divida a observação em partes, destacando como a apresentadora se dirige ao público, valoriza os pontos principais e usa gestos para reforçar a fala. Após isso, forme grupos; incentive-os a escolher um assunto geral e oriente cada integrante a definir um tema específico dentro desse assunto – por exemplo, “por que os dinossauros desapareceram” ou “fósseis recentes”. Reforce que temas definidos facilitam a organização e a participação de todos.
• Na etapa Produzir, acompanhe cada estudante para garantir que ele fale com clareza e segurança o que preparou. Oriente que a linguagem seja informal, mas sempre respeitando a organização das ideias.
PAPO DIGITAL
• Por meio do boxe Papo digital, ajude os estudantes a posicionarem o celular ou a câmera na horizontal, apoiando-o em superfície estável para evitar tremores. Verifique o enquadramento, cuidando para que a imagem mostre pelo menos da cintura para cima, sem cortar partes do rosto. Incentive que fiquem próximos do aparelho para que a voz seja captada com qualidade. Lembre-os de gravar uma introdução breve, apresentando o grupo, o tema e o motivo do interesse pelo assunto. Finalize orientando sobre a importância de colocar título no início e créditos no final do vídeo para organizar o material produzido.
• Caso não haja condições para gravar vídeos, adapte a atividade, sugerindo aos estudantes que façam uma apresentação oral ao vivo para a turma. Eles podem organizar a fala seguindo o mesmo roteiro planejado para o vídeo, apresentando o tema, cada integrante falando seu trecho e explicando o interesse pelo assunto. Use cartazes, desenhos ou textos escritos para apoiar a fala, garantindo que a apresentação seja clara e envolvente. Essa adaptação mantém o foco na expressão oral, no trabalho em grupo e na organização das ideias, mesmo sem o uso de recursos digitais.
• Na etapa Compartilhar, faça com os grupos o envio ou a postagem dos vídeos, garantindo que todos saibam como acessar o material. Combine com a turma se assistirão juntos em sala de aula ou em casa, para depois discutir o conteúdo. Caso
Produzir
1. Com a supervisão do professor, cada integrante do grupo deve gravar o que preparou. A linguagem pode ser informal.
2. O grupo também pode gravar uma introdução apresentando seus integrantes e o assunto de que vão tratar, e explicar por que ele é interessante.
PAPO DIGITAL
Para gravar, coloque o celular em posição horizontal. Para evitar uma imagem tremida, apoie a câmera ou o celular em uma superfície fixa ou pedestal.
Cuidado com o enquadramento: preste atenção se a cabeça ou uma parte do rosto não está sendo cortada da imagem. O ideal é que a pessoa apareça pelo menos da cintura para cima.
Evite filmar com a câmera ou o celular muito longe da pessoa que fala para que o som seja captado sem problemas.
Lembre-se de que é importante colocar o título na abertura do vídeo e os créditos da equipe no final.
Compartilhar

Agora, com a ajuda do professor, os grupos vão se organizar para compartilhar os vídeos. Eles podem ser postados ou enviados via aplicativo de mensagens instantâneas. Combine com o professor se a turma fará uma sessão coletiva ou se cada um assistirá aos vídeos em casa para depois discutirem o resultado.
Avaliar
Depois que todos tiverem assistido aos vídeos, avalie a atividade com a turma.
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
1. Como foi o trabalho no grupo? Todos puderam dar opinião? Todos tiveram sua vez de falar respeitada?
2. O que aprendeu com a atividade?
3. Se fosse repetir a atividade, o que faria igual? O que faria diferente?
seja necessário, em vez de compartilhar os vídeos on-line ou por aplicativo de mensagens, os grupos podem exibir seus vídeos em sala de aula, em uma sessão de exibição coletiva, organizada com o seu apoio.
• Na etapa Avaliar, conduza uma conversa reflexiva com a classe, perguntando como foi o trabalho em grupo, se todos participaram e tiveram espaço para falar, e como se sentiram com os próprios vídeos e com os dos colegas. Use esse momento para valorizar a colaboração, a expressão de opiniões e o respeito mútuo, incentivando a autorreflexão sobre o processo e o produto final.
Professor, professora: O projeto Mais amor por favor foi criado pelo artista Ygor Marotta, paulista de 27 anos que se expressa em diversas linguagens artísticas.
POSTAGEM NA REDE
RODA DE LEITURA:
POSTAGEM DE MÍDIA SOCIAL
OBJETIVOS
• Identificar informações explícitas e implícitas em postagem de mídias sociais.
Brasil: São Paulo. Um segundo de atenção, um momento de reflexão, um instante para o amor.
Agora, vamos estudar outro gênero que circula nos ambientes virtuais: a postagem de mídia social.
ANTES DE LER
Responda às questões a seguir oralmente.
Professor, professora: Explique aos estudantes que lambe-lambe é o nome de uma técnica de colagem de pôsteres em espaços públicos.
1. Observe os cartazes do tipo lambe-lambe, colados em uma parede, e a mensagem que eles trazem. A quem estaria dirigida essa mensagem?
Resposta: Às pessoas que passam por ali.

KOVALHUK, Marcela. Mais amor por favor: um pedido de reflexão. Inspi, 5 mar. 2014. Disponível em: https://inspi.com.br/2014/03/mais-amor-por-favor -um-pedido-de-reflexao/. Acesso em: 24 jun. 2025.
2. Se essa mensagem circulasse em meios digitais, onde você imagina que ela poderia ser compartilhada?
3. A mensagem do lambe-lambe é curta.
a ) Qual é a vantagem de textos com uma mensagem curta?
Sugestão de O slogan “Mais amor por favor” propõe um momento de reflexão sobre o amor em uma das cidades mais caóticas do
2. Resposta pessoal. A resposta vai depender da maior ou menor familiaridade dos estudantes com as redes sociais.
• Analisar a função comunicativa de recursos linguísticos e visuais em textos que circulam em ambientes digitais.
• Justificar opiniões sobre campanhas digitais por meio da leitura de postagem informativa.
BNCC
• A análise oral de uma fotografia com imagens de cartazes do tipo lambe-lambe, aliada à troca de percepções e à reflexão sobre ambientes virtuais e as mensagens que circulam neles, possibilita aos estudantes desenvolver as habilidades EF15LP04, EF15LP09 e EF15LP10, as Competências gerais 4 e 5 e a Competência específica de Língua Portuguesa 3
Professor, professora: Pergunte aos estudantes que meios virtuais de compartilhamento de mensagens eles conhecem e reforce que eles só devem acessar a internet sob a supervisão de um adulto.
resposta: A mensagem curta permite uma leitura e um entendimento mais rápidos. Sugestão de resposta: Porque mensagens curtas
b) Por que mensagens curtas circulam com frequência nos ambientes virtuais de comunicação?
são lidas rapidamente, o que agiliza a comunicação.
ANTES DE LER
• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a explanarem suas ideias e a ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala.
• Na atividade 1, peça aos estudantes que observem todos os elementos visuais presentes. Destaque as cores vibrantes, os desenhos e a disposição dos personagens.
• Na atividade 2, faça perguntas abertas para que expressem seus conhecimentos sobre redes
13/10/2025 10:25:40
sociais, destacando a importância do uso seguro da internet, sempre com acompanhamento de um adulto responsável.
• Na atividade 3, procure conectar as perguntas com o cotidiano deles.
• Durante toda a sequência, conduza a leitura da imagem e do texto de forma integrada, sempre orientando os estudantes a relacionarem o conteúdo visual com o verbal.
YGOR MAROTTA
BNCC
• A proposta de leitura de uma postagem de mídia social sobre vacinação possibilita aos estudantes aprimorar a competência leitora, enquanto as atividades relativas a ela contribuem para a participação na cultura letrada por meio da escrita, desenvolvendo aspectos como a identificação da função social do texto, a localização de informações explícitas e a identificação dos efeitos de sentidos produzidos pelos recursos expressivos gráfico-visuais. Assim, eles aprimoram as habilidades EF15LP01, EF15LP03, EF15LP04 e EF05LP15 e a Competência específica de Língua Portuguesa 2
• Por se tratar de um texto sobre vacinação, a seção dialoga com o tema contemporâneo transversal Saúde.
• Ao conduzir a leitura de um texto multissemiótico, oriente os estudantes a observarem não só as palavras, mas também as imagens, as cores, as formas e outros elementos visuais presentes, pois esses recursos, juntos, cooperam para construir o significado do texto.
• Chame a atenção dos estudantes para o fato de essa postagem conter duas partes, sendo uma delas um infográfico, à esquerda.
• Após a leitura, verifique como foi a aceitação do texto, o que acharam, se tiveram dificuldade em entender algo e retome o que for necessário durante as atividades.
• No item a da atividade 1, reforce a importância de reconhecer a fonte da informação. Explique que o Unicef Brasil é o Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (do inglês: United Nations International Children’s Emergency Fund – Unicef), um órgão internacional da
Leia uma postagem que trata de um assunto muito importante: saúde.


A CADA etapa da vida, uma vacina. Unicef Brasil, 21 mar. 2025. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DHeRpntsgNv/. Acesso em: 27 jun. 2025.
Papo de leitor
1. A postagem que você leu foi feita no dia 21 de março de 2025.
a ) Que órgão foi o responsável pela postagem?
Resposta: O Unicef Brasil.
b) Quem seria o público-alvo dessa postagem, ou seja, a quem é dirigida?
Resposta: Mães, pais, cuidadores e responsáveis por cuidar da saúde e do calendário das vacinas de crianças e jovens.
Dica: Para a sua segurança, o acesso à internet deve ser feito sempre com a supervisão de um adulto.
ONU (Organização das Nações Unidas) que tem como objetivo promover a defesa dos direitos das crianças e dos jovens. Localize com eles o ícone que identifica o perfil dessa instituição e destaque os nomes que ele recebe nas redes sociais: perfil, página ou conta. Aponte como eles são grafados (sem espaçamento). Isso os ajuda a entender melhor o funcionamento de ambientes digitais. Essa etapa contribui para que eles saibam distinguir quem produz o texto e qual é a intenção por trás dele, o que é fundamental para a leitura crítica.
• No item b, oriente a turma a refletir sobre o público-alvo da postagem, destacando que o texto se dirige a pessoas que cuidam da saúde de crianças, como familiares e responsáveis. Essa compreensão ajuda os estudantes a perceberem que textos são produzidos pensando em leitores específicos, o que influencia o conteúdo e a linguagem usada.
2. Além de apresentar um calendário de vacinação, que função tem essa postagem?
Resposta: Lembrar da importância da vacinação na idade certa.
Apresentar as leis que regulam vacinas para crianças.
Lembrar da importância da vacinação na idade certa.
Lembrar a importância da vacina para crianças e idosos.
Apresentar os canais parceiros do Unicef.
3. Observe o infográfico que faz parte da postagem.
a ) Em que direção o infográfico deve ser lido?
De cima para baixo, em colunas.
Da esquerda para a direita, em linhas.
Resposta: Da esquerda para a direita, em linhas.
b) Em qual idade as seguintes vacinas são necessárias?
• Pentavalente:
Resposta: 2, 4 e 6 meses.
• Febre amarela:
Resposta: 9 meses e 4 anos.
Professor, professora: Seria interessante fazer uma pesquisa em
sites oficiais para que os estudantes saibam contra o que cada vacina
previne. Se não puderem fazer essa pesquisa, forneça essa informação
• Após a atividade 1, explique o conceito de seguidores e mostre que o público leitor do perfil do Unicef inclui pessoas interessadas em temas relacionados à infância e juventude. Isso ajuda a turma a entender melhor como a comunicação funciona no ambiente digital e a ampliar sua visão sobre o alcance das mensagens.
• Na atividade 2, oriente a turma a identificar a função principal da postagem, que é lembrar da importância da vacinação na idade adequada para crianças e adolescentes até 14 anos. Essa reflexão ajuda os estudantes a perceberem que o texto tem objetivos claros e planejados, ligados à informação e à conscientização.
• COVID-19:
Resposta: 6 e 7 meses.
Resposta: 15 meses.
• Tetra viral: .
4. A postagem do Unicef só faz sentido se alcançar muitas pessoas.
a ) Quais formas você conhece para divulgar serviços e produtos?
Possíveis respostas: Propagandas em mídias impressas, televisão, rádio, outdoors e meios digitais.
b) Por que podemos dizer que a utilização de mídias sociais amplia e torna mais rápida a divulgação de campanhas e ações?
Porque as pessoas são informadas instantaneamente e podem compartilhar a postagem.
Porque impedem a interação entre quem divulga e quem recebe a postagem.
Resposta: Porque as pessoas são informadas instantaneamente e podem compartilhar a postagem.
das na idade certa, aumentam-se as chances de prevenir infecções graves e proteger não só a si mesmos, mas também a comunidade. Leve-os a refletir sobre as consequências da não vacinação, acolhendo diferentes opiniões e experiências. Se possível, e sob a sua supervisão, sugira que realizem uma pesquisa em sites oficiais para conhecerem contra quais doenças cada vacina protege, reforçando a importância da vacinação no tempo certo.
para reafirmar a importância de se vacinar na idade certa. 209
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• Utilize o item a da atividade 4 para identificar o que eles já sabem sobre comunicação e ampliar essa compreensão durante as discussões.
• No item b, auxilie a turma a compreender que as mídias sociais aceleram e ampliam a divulgação de campanhas, fazendo com que a informação chegue instantaneamente e possa ser compartilhada facilmente. Essa percepção contribui para o entendimento do impacto das redes sociais na comunicação atual.
• No item a da atividade 3, destaque que a leitura de um infográfico depende do seu formato e da organização visual, que podem variar: a leitura pode ser feita de cima para baixo, da esquerda para a direita, em colunas ou mesmo em círculos. Por isso, é importante ensinar os estudantes a observarem setas, títulos, números ou outros indicativos visuais que orientam a sequência correta da leitura, para que eles compreendam bem a informação apresentada. Nesse infográfico, a direção de leitura se assemelha à de textos verbais.
• No item b da atividade 3, incentive os estudantes a valorizarem o calendário de vacinação. Destaque que, quando as vacinas são toma-
• No item a da atividade 5, seria interessante alertar a turma para o fato de que, em casos de doenças infectocontagiosas, como a COVID-19, não só aumenta o número de crianças doentes como também o risco de que a doença se espalhe, atingindo muitas pessoas. Seria oportuno enfatizar a importância da vacinação para o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes e para a saúde de todos.
• Proponha o item b da atividade 5 para ser feito em casa com a participação de familiares. Adapte a proposta para acolher estudantes que não tenham acesso à carteira de vacinação ou que não consigam consultar um responsável. Nesses casos, você pode oferecer uma situação fictícia para que todos possam participar igualmente. É possível que citem que ela contém os dados pessoais do paciente e os esquemas de vacinação dele, com o nome e o lote das vacinas e a data em que foram aplicadas e a data das doses de reforço, além de servir como um documento comprobatório de imunização.
• A proposta de reflexão na atividade 6 seria um momento muito oportuno para orientar o uso de páginas e sites da internet. São muitos os riscos da navegação na internet: conteúdo inadequado ou mesmo criminoso, contato com desconhecidos, exposição excessiva nas redes, informações falsas, agressão e outros tipos de violência. Destaque a importância de uma navegação segura e da parceria supervisionada dos pais ou responsáveis na navegação pelas páginas. Procure perceber práticas abusivas, manipulativas, que aparecem a crianças e adolescentes mediante rolagem infinita (reprodução automática de vídeos), premiações
As postagens de mídias sociais permitem uma divulgação mais rápida de informações, pois chegam ao público de forma instantânea e podem ser compartilhadas.
5. Leia este parágrafo de uma notícia publicada pelas Nações Unidas.
[...] No cenário de estagnação em 2023, mais 2,7 milhões de crianças não foram vacinadas ou estavam sub-imunizadas em relação a 2019.
Dados lançados nesta segunda-feira revelam que até 6,5 milhões de crianças não completaram a terceira dose da vacina DTP para a prevenção da difteria, do tétano e da coqueluche, também conhecida como tosse convulsa. Essa imunização é necessária para a proteção contra doenças nas fases da infância e da primeira infância.
NÍVEIS globais de imunização infantil estagnaram em 2023. ONU News, 15 jul. 2024. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2024/07/1834536. Acesso em: 25 jun. 2025.
a ) Que consequências pode ter essa diminuição no número de crianças vacinadas contra diferentes doenças?
Resposta esperada: O número de crianças doentes aumentará.
b) Você conhece uma carteira de vacinação? Sabe como é e como funciona?
Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor.
6. Leia este trecho de uma cartilha sobre segurança na internet.
Navegar com segurança
Por uma internet segura para crianças e jovens
Assim como famílias preparam crianças e adolescentes para se protegerem e agirem corretamente no mundo real, elas também se preocupam em estender este cuidado para o mundo virtual, buscando que seus filhos e filhas estejam em segurança e privacidade na internet. O mundo virtual é muito povoado por jovens, e oferece riscos específicos de violências, golpes e comportamentos desrespeitosos. [...]
NAVEGAR com segurança. Childhood Brasil. Disponível em: https://www.childhood.org.br/navegarcomseguranca/. Acesso em: 9 jul. 2025.
Converse com os colegas e o professor: que cuidados devem ser tomados ao acessar a internet?
Resposta pessoal. A resposta vai depender das experiências que os estudantes já tiveram na internet, de relatos que já
tenham ouvido e da percepção e consciência que têm quanto ao acesso à internet na infância. Comentários nas orientações ao professor
pelo uso contínuo das redes, reforços positivos por meio de “joinhas”, caixa de recompensas aleatórias (loot box) que impactam na compra de moedas específicas de jogos e critérios para mudar de níveis em jogos, a fim de orientar e alertar os estudantes sempre que necessário.
• Como reforço, os estudantes podem pesquisar outras campanhas de vacinação e apresentar os formatos em que são veiculadas ou criar um cartaz coletivo com dicas de segurança na
internet, consolidando o conteúdo da atividade 6 com linguagem acessível à turma.
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• Oriente os estudantes quanto à escrita correta de letras e números e à organização das informações no papel, reforçando aspectos formais da escrita. Observe como localizam informações no texto, organizam suas respostas e se conseguem escrever com clareza, coerência e coesão. Use esses dados como parte do acompanhamento do processo de alfabetização e da aquisição da linguagem.
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que sim, pois a postagem em mídia social permite um acesso mais rápido à informação e pode chegar a mais pessoas.
7. Alguns recursos são utilizados nas postagens de mídias sociais.
a ) Um deles é este: @. Sublinhe os três que aparecem na postagem.
b) Assinale as duas informações corretas sobre ele.
Ele foi usado no nome das instituições citadas.
Ele indica uma reação de um internauta.
Resposta: Ele foi usado no nome das instituições citadas. Ele transforma o nome em um link que leva o internauta à página da instituição.
Ele transforma o nome em um link que leva o internauta à página da instituição.
c ) Algo muito importante em uma postagem de rede social é um símbolo que pode acompanhar o nome do perfil de quem a publicou:
O que esse símbolo indica?
Resposta: Que o perfil ou a conta foi verificado pela plataforma.
Que o perfil ou a conta foi verificado pela plataforma.
Que o perfil ou a conta foi criado recentemente.
Que o perfil ou a conta é desconhecido.
d) Outro símbolo comum na internet são as hashtags: #. Elas acompanham palavras-chaves e facilitam a pesquisa em ambientes virtuais. Que hashtags poderiam acompanhar a postagem que você leu?
Sugestão de resposta: #vacinas; #saúdeinfantil; #prevençãodedoenças; #vacinassalvamvidas; entre outras.
7. a) Resposta: Os estudantes devem sublinhar o símbolo @ em: @unicefbrasil; @cnmpoficial (Conselho Nacional do Ministério Público; e @arpenbr (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais).
AGORA QUE JÁ LEMOS
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Você considera que a postagem do Unicef em uma mídia social ajudou a divulgar a necessidade de vacinação? Por quê?
2. Volte à atividade 3 realizada antes da leitura e responda: para ser mais eficiente, essa postagem do Unicef deveria ser um texto curto?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que nesse caso a postagem não poderia ser curta, já que há necessidade de passar informações muito detalhadas sobre as vacinas e os períodos em que elas devem ser aplicadas.
AGORA QUE JÁ LEMOS
• Na atividade 1 do boxe Agora que já lemos, promova uma roda de conversa para que os estudantes expressem sua opinião sobre o alcance da postagem do Unicef. Valorize os argumentos que relacionem a rapidez de circulação das postagens à sua eficácia. Use essa oportunidade para incentivar a construção da opinião com base em evidências do próprio texto.
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• Na atividade 2, retome com a turma o que foi discutido na atividade 3 do boxe Antes de ler, incentivando-os a refletir sobre a linguagem concisa usada em postagens de redes sociais. Oriente a turma a perceber que, nesses espaços, textos curtos e diretos costumam ser mais eficazes para chamar a atenção e facilitar o compartilhamento da informação.
• No item a da atividade 7, oriente os estudantes a identificarem o símbolo @ (arroba) como um recurso típico das mídias sociais, usado para marcar perfis ou páginas de instituições, por exemplo. Explique que, nesse caso, ele integra o nome de usuário tornando-o um link direto, ou hiperlink, facilitando a navegação. Use essa atividade para ampliar o letramento digital deles, aproximando-os das formas reais de comunicação nas redes sociais.
• No item b, destaque que o símbolo de verificação indica que o perfil foi checado pela plataforma. Explique que isso é importante para que os usuários saibam que estão acessando informações de uma fonte oficial. Essa discussão é uma oportunidade para abordar com a turma os cuidados com notícias falsas e perfis não verificados.
• Já no item c, aproveite para mostrar que as hashtags (#) funcionam como marcadores de assunto e ajudam as postagens a serem encontradas por outras pessoas interessadas no mesmo assunto. Incentive os estudantes a proporem hashtags relacionadas a saúde, vacinação e infância, valorizando a escrita clara e objetiva de palavras-chave. Esse exercício contribui para que eles compreendam a função social da linguagem digital e saibam usá-la com intencionalidade.
OBJETIVO
• Escrever corretamente palavras com S/Z e X/CH em diferentes contextos.
BNCC
• O conteúdo desta seção permite aos estudantes aprimorarem seus conhecimentos ortográficos para avançar nos conhecimentos linguísticos e na aquisição da escrita. Além disso, por estar relacionado a contextos de usos, também aprimora a competência leitora. Dessa forma, os estudantes desenvolvem as habilidades EF35LP01 , EF35LP13 e EF05LP01, bem como as Competências gerais 1 e 4 e a Competência específica de Língua Portuguesa 1
• O tema contemporâneo transversal Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras é referenciado na seção por trazer um texto que trata da literatura infantil negra.
• Na atividade 1, valorize a experiência prévia dos estudantes com esse gênero textual multissemiótico. Incentive-os a justificar suas respostas com base nos elementos que observam, como palavras-chave e imagens.
• No item a, ajude-os a perceber que, nas redes sociais, o objetivo principal costuma ser alcançar muitas pessoas e provocar alguma reação (curtir, comentar, compartilhar). Possibilite que expressem suas hipóteses antes de confirmar ou complementar com informações adicionais.
• No item b, incentive os estudantes a observarem os detalhes visuais da imagem, como as cores, o movimento, a quantidade de pessoas e os elementos que transmitem alegria. Promova um mo-
DE OLHO NA ESCRITA
Palavras com S e Z; X e CH
1. Leia a seguir duas postagens de mídias sociais. A postagem A está na página do Governo de Pernambuco. A postagem B está na página da Bahia Pesca, organização criada pelo Governo do Estado da Bahia.

CHÃ de Alegria. Governo de Pernambuco, 3 maio 2025. Disponível em: https://www. instagram.com/p/DJNAvvRuGLk/. Acesso em: 26 ago. 2025.
a ) Qual é o objetivo de cada postagem?

ALERTA sobre o Peixe-Leão na Bahia. Bahia Pesca, 25 fev. 2025. Disponível em: https://www.instagram.com/p/ DGfh7LjxO7T/. Acesso em: 26 ago. 2025.
b) O nome da cidade de Pernambuco remete à alegria. Que elementos da imagem sugerem esse sentimento?
Resposta: O tema da foto, que sugere uma festa coletiva, e as cores, muito vivas e vibrantes.
c ) Que imagem é utilizada para dar a ideia de alerta que a postagem B quer passar?
Resposta: A imagem da placa com o sinal de exclamação, que indica alerta, advertência, perigo.
1. a) Resposta: Postagem A - Divulgar uma cidade do estado de Pernambuco chamada Chã de Alegria; Postagem B - Alertar a população sobre a presença de uma espécie de peixe invasora e perigosa em águas baianas. Professor, professora: A palavra chã significa área plana, planície.
mento de troca em duplas ou pequenos grupos para que compartilhem suas interpretações antes de registrar.
• No item c, peça que expliquem com as próprias palavras como os elementos da imagem ajudam a comunicar a ideia de alerta, promovendo uma leitura que envolve mais do que só o texto escrito.
• Durante a análise das postagens, chame a atenção dos estudantes para os diferentes tipos de
letras utilizados: a letra bastão, a letra cursiva, o uso de letras maiúsculas e minúsculas. Proponha a comparação das duas formas em que aparece o nome Chã de Alegria e o que esses modos de escrever podem sugerir. Uma leitura possível é que a grafia com letras bastão na cor verde sugere alegria, festa, movimento e acolhimento, reforçando a ideia de celebração e aproximando o leitor do tom positivo da postagem.
A.
B.
2. Algumas palavras dessas postagens apresentam o som /x/.
a ) Identifique essas palavras.
Resposta: Chã, cheirosa, peixe.
b) Quais letras representam o som /x/ nessas palavras?
Resposta: X e CH
3. Imagine que um restaurante da cidade pernambucana Chã de Alegria fez o seguinte anúncio.
Servimos arroz com erém e urrasco com maca eira.
Complete as lacunas com X ou CH para grafar corretamente essas palavras.
Resposta: Xerém; churrasco; macaxeira.
4. Observe a seguir o grupo de palavras da mesma família.
lixo lixeira, lixão, lixeiro
Agora, escreva outras palavras da mesma família para cada palavra a seguir.
a ) Peixe
Resposta: Peixinho, peixão, peixeiro, peixaria.
b) Chuva
Resposta: Chuvisco, chuvinha, chuvarada, chuviscar.
c ) Caixa
Resposta: Caixinha, caixão, caixote, encaixotar.
d) Lanche
Atenção! Algumas palavras têm o mesmo som /x/ e são pronunciadas da mesma forma, mas são escritas com letras diferentes. Nesses casos, o sentido das palavras também pode ser outro. Observe.
Chá: bebida feita com plantas. Xá: título usado pelos antigos reis do país Irã.
Cheque: ordem de pagamento. Xeque: jogada de xadrez.
Tacha: pequeno prego.
Resposta: Lanchinho, lanchonete, lancheira. 213
Taxa: imposto.
de ter certeza é consultando uma fonte confiável. Essa é uma oportunidade para apresentar o uso do dicionário como ferramenta de apoio à escrita.
• Por fim, destaque o quadro que traz exemplos de palavras homófonas, que têm o fonema /x/ representado por grafemas diferentes. Convide
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os estudantes a lerem em voz alta os pares de palavras e, depois, pergunte em quais situações cada uma seria usada. Aproveite esse momento para reforçar que, muitas vezes, só conseguimos saber como escrever uma palavra observando o contexto em que ela aparece.
• Na atividade 2, oriente os estudantes a localizarem palavras que apresentem o som /x/ nas postagens lidas anteriormente. Para isso, convide a turma a reler as postagens, agora com atenção especial às palavras que, ao serem pronunciadas, têm esse som. Aproveite esse momento para destacar que, embora o som seja o mesmo, a forma de escrever pode variar: usamos tanto X quanto CH para representá-lo. Chame a atenção para as palavras chã, cheirosa e peixe e incentive os estudantes a observarem a letra e o dígrafo usados para grafar esse som em cada uma.
• Na atividade 3, antes de propor a escrita, retome coletivamente os exemplos anteriores e incentive os estudantes a refletirem sobre o que pode ajudá-los a escolher a grafia correta. Deixe claro que, nesse caso, não há uma regra ortográfica regular que funcione para todas as palavras. Algumas grafias dependem da história e da formação da palavra, por isso é comum termos que consultar o dicionário. Essa reflexão é importante para que os estudantes compreendam que o som /x/ pode ser representado de duas formas em nosso idioma e que escrever corretamente envolve observação, memória e pesquisa.
• Quando for conveniente, reforce que algumas regularidades nos ajudam a saber como escrever ortograficamente, contudo, há muitos casos em que a única forma
• Na atividade 5, o ponto de partida é a leitura da manchete e da linha fina de uma reportagem jornalística. Destaque para a turma a função dessas partes do texto: a manchete destaca o tema principal e chama a atenção do leitor; a linha fina amplia essa informação com mais detalhes. Reforce a importância do protagonismo de autores negros na literatura, pois trazem novos olhares, histórias e referências culturais que muitas vezes foram silenciados.
• No item a, incentive os estudantes a localizarem a resposta no próprio texto – esse é um exercício importante de leitura atenta e de extração de informações explícitas. Explique que o termo identidade aparece na linha fina e que ele está relacionado à ideia de quem somos. Se necessário, releia o trecho com a turma, em voz alta, para favorecer a compreensão coletiva.
• No item b, oriente os estudantes a pensarem sobre o que significa “construir identidades” com base nas opções apresentadas. Você pode propor uma conversa sobre como as pessoas formam ideias sobre si mesmas, sua história, sua aparência e seus valores. Essa reflexão contribui para o desenvolvimento do autoconhecimento e do respeito às diferenças. Valorize as contribuições dos estudantes e aproveite para explicar que nossa identidade se forma aos poucos, por meio das experiências que vivemos.
• Nos itens c e d, destaque que a palavra representatividade tem relação com o verbo representar, tornar presente. Conduza-os a pensar em outras palavras relacionadas a essa ideia – como representação ou apresentar – e peça que observem como são escritas. Esse é um bom momento para reforçar que as pala-
5. Leia a manchete e a linha fina de uma reportagem a seguir.
Literatura infantil negra: a importância da representatividade nos livros
Obras infantis com protagonistas negros e histórias que resgatam a ancestralidade africana fortalecem a construção das identidades em crianças afro-brasileiras
MEDEIROS, Daniel. Literatura infantil negra: a importância da representatividade nos livros. Folha de Pernambuco, 2 nov. 2019. Disponível em: https://www.folhape.com.br/cultura/ literatura-infantil-negra-a-importancia-da-representatividade-nos-livr/121548/. Acesso em: 10 jul. 2025.
a ) Qual é a importância dos livros infantis com protagonistas negros e histórias que remetem às culturas africanas?
Sugestão de resposta: Essas obras fortalecem a construção das identidades em crianças afro-brasileiras.
b) Construir identidades é: refletir sobre nossas ações no mundo e se estamos fazendo a coisa certa.
Resposta: Perceber, aos poucos, quem somos no mundo, nossos valores e nossas crenças.
perceber, aos poucos, quem somos no mundo, nossos valores e nossas crenças.
elaborar, dia a dia, regras para a boa convivência no mundo em que vivemos.
c ) Qual das palavras a seguir são da mesma família da palavra representatividade?
Resposta: Presente.
Presente. Preso. Pressa.
d) Escreva outras duas palavras da mesma família de representatividade
Possíveis respostas: Apresentação, representação, apresentar, representar e várias conjugações dos verbos apresentar e representar
e ) Nas palavras que escreveu, você utilizou S ou Z?
Resposta: S
Professor, professora: Explore o raciocínio seguido pelos estudantes para a escrita das palavras, que provavelmente foi atentar para a grafia de uma para escrever as demais.
vras da mesma família costumam ter partes parecidas na escrita e no significado. Chame a atenção para o uso das letras S e Z e mostre que a escrita correta pode ser descoberta observando palavras conhecidas. Essa é uma estratégia simples e eficaz de ampliar o vocabulário e fortalecer a escrita.
ATIVIDADE EXTRA
• Realize um Ditado com anotador de dúvidas Organize a turma em grupos e peça a cada grupo que escolha um anotador. Explique que,
durante o ditado, você lerá palavras com o som /z/ em voz alta e eles deverão escrevê-las, compartilhando entre si as dúvidas que surgirem. Enquanto isso, o anotador registra as dúvidas ortográficas do grupo. Após o ditado, promova uma roda de conversa para que os grupos apresentem dúvidas, debatam possíveis grafias e consultem o dicionário para confirmar as respostas. Por fim, construam juntos um painel com as palavras que geraram dúvidas, para que possam consultá-lo futuramente.
6. Todas as palavras a seguir têm uma sílaba com ditongo ausência faisão lousa causa coisa
a ) Sublinhe as sílabas com ditongos.
Resposta: Os estudantes devem sublinhar as sílabas coi, cau, lou, fai e au
b) Observe a letra que vem depois do ditongo e complete:
Depois do ditongo usamos o , mas o pronunciamos com o som de Resposta: Depois do ditongo usamos o S, mas o pronunciamos com o som de Z
Na escrita, é comum encontrar letras diferentes que representam o mesmo som. Por exemplo, as palavras represa e natureza apresentam o som /z/, mas ele é representado com letras diferentes: S e Z. Vamos conhecer agora algumas regras que podem facilitar a escrita desse tipo de palavra?
Quando usar S
• Nas palavras derivadas de outra que seja escrita com S atraso – atrasar; paralisação – paralisar; pesado – peso
• Nos adjetivos terminados em -esa, -oso/-osa, -isa portuguesa; espalhafatoso; espalhafatosa; poetisa
• Depois de ditongo. coisa; faisão; repouso
• Na conjugação dos verbos pôr e querer. se eu pusesse; eles quiseram; se eu quisesse
• Nos verbos terminados em -isar, derivados de palavras que tem S. pesquisa – pesquisar; piso – pisar; aviso – avisar
Quando usar Z
• Nas palavras derivadas de outra que seja escrita com Z. enraizado – raiz; realização – realizar; vizinhança – vizinho
• Nos substantivos terminados em -ez, -eza timidez – dureza – moleza
• Nos verbos terminados em -izar derivados de palavras que não tem S formal – formalizar; oficial – oficializar; poético – poetizar
• Nos substantivos terminados em -ização/-izações atualização; realização; utilizações
• Nos aumentativos e diminutivos, quando a palavra da qual são formados não termina em S. homem – homenzinho, homenzarrão; mãe – mãezinha, mãezona
215
• No item a da atividade 6, oriente os estudantes a trabalharem em duplas para identificarem as sílabas com ditongos. Incentive-os a fazer a separação silábica das palavras para localizarem a sílaba com ditongo em cada uma. Intervenha apenas em casos mais extremos, permitindo que eles desenvolvam a autonomia nesse reconhecimento. Esse trabalho em parceria favorece o desenvolvimento da autonomia e das competências socioemocionais, sobretudo no respeito às ideias do outro e na colaboração entre pares.
• No item b , incentive a turma a buscar em textos palavras que apresentem o fonema /z/, escritas com S ou Z. Peça aos estudantes que registrem essas palavras para comparar e refletir sobre suas escritas. Acolha as hipóteses deles e permita que verbalizem seu raciocínio. Ao comentar suas observações, ajude a turma a perceber o sentido da atividade e a função de refletir sobre a escrita.
• Ao apresentar a sistematização das regras de uso do S e do Z, forme grupos e atribua a cada um uma regra específica. Os grupos devem localizar palavras que se encaixem nessa regra – em textos, no ambiente escolar ou no cotidiano – e, depois, apresentá-las aos colegas. Durante a socialização, atue como mediador, incentivando o debate e ajudando a consolidar os aprendizados, ampliar as observações e
esclarecer dúvidas. Proponha um roteiro simples para que os grupos expliquem sua regra, justifiquem as palavras escolhidas e ouçam contribuições dos colegas, favorecendo a argumentação e a construção de opinião.
• Considere adaptar as atividades, sempre que necessário, para atender às diferentes modalidades de aprendizagem e garantir a participação de todos os estudantes. Avalie a necessidade de orientar sobre o traçado correto de letras e números, promovendo a legibilidade e o cuidado com a grafia.
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• Caso observe estudantes que precisem de mais apoio, proponha atividades de reforço, como a criação de um pequeno dicionário ilustrado com palavras contendo o fonema /z/, ou jogos de memória com as escritas variadas. Para os estudantes que demonstram domínio, proponha desafios de aprofundamento, como criar pequenas narrativas ou bilhetes usando ao menos cinco palavras com o fonema /z/. Outra opção é organizar um quadro comparativo explicando por que cada palavra se escreve com S ou Z
• Na subseção Para pensar e praticar, a atividade 1 é uma boa oportunidade para explorar com os estudantes a escrita de palavras com X ou CH. Reforce que essa distinção nem sempre segue uma regra clara, e que, nesses casos, o mais seguro é consultar o dicionário. É importante destacar que o uso do X em mexerica, por exemplo, está ligado a uma convenção da língua, não a uma regra absoluta. Oriente os estudantes a observarem as palavras que já conhecem e a registrarem as que ainda geram dúvidas.
• No item a, incentive os estudantes a compartilharem os diferentes nomes regionais da fruta, valorizando a variedade linguística na turma. Explique que, no Brasil, é comum uma mesma coisa receber nomes distintos conforme a região, o que revela a riqueza e a diversidade da nossa língua. Reforce que nenhuma forma está errada – são apenas maneiras diferentes de dizer a mesma coisa. Caso seja possível, registre as variações no quadro ou em um cartaz coletivo, destacando que todas fazem parte do patrimônio linguístico do país. Aproveite para apresentar a ideia de variação linguística como uma característica dos idiomas, que mudam conforme o lugar, o grupo social e a situação de uso. Promova o respeito pelas diferentes formas de falar, criando um ambiente em que todos se sintam acolhidos e reconhecidos.
• No item b, promova a escuta entre os colegas para identificar quem já provou variedades da fruta. Isso ajuda a perceber que, mesmo sendo chamada pelo mesmo nome, a fruta pode variar no cheiro, na casca ou no sabor. Use esse momento para relacionar o conteúdo com a experiência concreta dos estudantes, o que ajuda a fixar a aprendizagem.
PARA PENSAR E PRATICAR
1. Leia o texto a seguir e complete as lacunas com X ou CH
Resposta: Mexerica (em todas as ocorrências), deixam, cheiro, chamada.
Qual a diferença entre tangerina, me erica e poncã?
Tanto a poncã quanto a me erica são tangerinas, com sabor, aroma e aspecto bem parecidos. Entretanto, as duas variedades apresentam diferenças importantes. “A principal é que a me erica vem da planta Citrus deliciosa, enquanto a poncã se origina da espécie Citrus reticulata, de onde surge também a maioria dos outros tipos de tangerinas”, afirma o engenheiro agrônomo Ygor da Silva Coelho [...]. Os especialistas ainda apontam uma outra distinção: a me erica possui em sua casca muito mais óleos essenciais – substâncias que dei am aquele eiro forte e ácido quando se descasca a fruta – do que a poncã. Outra fonte de confusão são os diferentes nomes que a me erica recebe em todo o país. “No Rio Grande do Sul, ela é amada de bergamota. Em outras regiões, o nome muda para mimosa, mas a fruta é sempre a mesma”, diz a bióloga Rose Mary Pio, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). [...]

QUAL a diferença entre tangerina, mexerica e poncã? Superinteressante, 22 fev. 2024. Disponível em: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-a-diferenca-entre-tangerina-mexerica-e-ponkan/. Acesso: em 24 jun. 2025.
a ) A fruta mencionada no texto recebe qual nome em sua região?
Resposta pessoal. De acordo com a região, a fruta recebe nomes diferentes, como mexerica, tangerina, bergamota, poncã, mimosa, murcote.
b) Há diferenças entre as variedades da fruta que existem em sua região?
Resposta esperada: Sim, em geral há diferenças de sabor, cheiro ou textura.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• O item a da atividade 1 também possibilita a interdisciplinaridade com Geografia. Ao investigar os nomes regionais da fruta, relacione-os ao mapa do Brasil, identificando onde certas formas são mais comuns, verificando as diferenças étnico-culturais expressas nas formas de falar nas diferentes partes do território brasileiro. Ressalte
que alguns de seus nomes se vinculam a grupos étnicos que formam a população brasileira, como bergamota (de origem turca, que significa “pera do príncipe”) e poncã (uma adaptação da palavra japonesa ponkan). Essa abordagem favorece a compreensão da diversidade cultural do país, estimulando o respeito às diferenças e o interesse por distintos saberes.
2. Leia, a seguir, o trecho de uma notícia e complete as lacunas com S ou Z
2. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes desta etapa de ensino já tenham assimilado a ideia da importância da diversidade cultural e citem o respeito à história, à diversidade, às identidades, aos costumes, aos saberes e outros aspectos desses povos.
Sete mil indígenas se reúnem em Bra ília no Acampamento Terra Livre
Repre entantes de povos indígenas do Bra il, outros paí es da América do Sul e ilhas do Oceano Pacífico participaram da 21ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), em Bra ília (DF), de 7 a 11 de abril. O encontro, que é anual, teve 7 mil pre entes e foi marcado por reivindicações pela garantia dos direitos indígenas estabelecidos na Constituição Federal. [...]

Alcineide Piratapuya, que estuda relações internacionais na Univer idade de Bra ília (UnB), participou pela quinta ve do ATL. Ela acredita que os movimentos indígenas estão mais organi ados e que há abertura dos governantes para negociações. Mesmo assim, segundo Alcineide, há muito o que fa er: “Temos demandas em relação a direitos bá icos, de saúde e educação e sobre os impactos que as mudanças climáticas tra em para nós”. [...]
Resposta: Brasília; representantes; Brasil; países; Brasília; presentes; Universidade; Brasília; vez; organizados; fazer; básicos; trazem.
SANTOMAURO, Beatriz; SALI, Felipe. Sete mil indígenas se reúnem em Brasília no Acampamento Terra Livre. Joca, n. 240, 22 abr.-5 maio 2025. p. 2.
a ) O que você conhece das culturas indígenas do nosso país?
b) Por que é importante preservar as culturas indígenas?
c ) Considere novamente a palavra repre entantes. Você a preencheu com S ou com Z? Por quê?
Resposta: Com S, porque representante deriva de uma palavra que originalmente já era escrita com S: representar
2. a) Resposta pessoal. Dependendo dos conhecimentos prévios dos estudantes, eles podem citar que são muito ricas e diversificadas, que oferecem muitos saberes e ensinamentos; que contribuíram com nossas atuais danças, festas, nossa culinária, nossa língua, certos hábitos; entre outros.
é possível destacar que os povos indígenas têm um conhecimento importante sobre o meio ambiente e mantêm práticas sustentáveis, que fazem uso racional e sustentável de recursos, que podem ajudar na preservação da biodiversidade e atenuar os efeitos das mudanças climáticas. Os povos indígenas são os defensores da floresta, protegem áreas de grande importância ecológica e contribuem para a conservação da biodiversidade.
• No item c, convide os estudantes a refletirem sobre o porquê de terem escolhido S ou Z na palavra representantes
ATIVIDADE EXTRA
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• Como atividade complementar, após a leitura da notícia sobre o Acampamento Terra Livre, proponha que cada estudante crie, em uma folha avulsa, a simulação de uma página de jornal para colar no caderno. Eles devem registrar, em forma de notícia, as informações principais desse evento (o quê, quem, quando, onde e por quê), inventar um nome para o jornal, criar uma manchete e ilustrar a página com desenhos ou colagens.
• Na atividade 2, aproveite a leitura do trecho da notícia como uma oportunidade para aproximar os estudantes de temas sociais relevantes, como os direitos dos povos indígenas. Leia o trecho em voz alta e dialogue sobre o conteúdo. Explique que o Acampamento Terra Livre (ATL) é o maior encontro dos povos indígenas brasileiros, organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), quando, anualmente, milhares de indígenas de diversas etnias se reúnem em Brasília para debater e defender seus direitos, focando as garantias da Constituição e a proteção da vida indígena. É um espaço para reafirmar a identidade, a cultura e a luta por território, além de buscar soluções para os desafios enfrentados. Caso haja estudantes indígenas na turma, promova um ambiente de escuta e respeito, permitindo que compartilhem informações que complementem o texto lido, caso queiram.
• Nos itens a e b, incentive a escuta e a valorização dos saberes que os estudantes trazem sobre as culturas indígenas.
• Após o item b, seria interessante lembrar aos estudantes que as culturas indígenas são parte da diversidade cultural brasileira e que essa diversidade sempre amplia o repertório social de práticas e de ideias e contribui para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e inclusiva. Além disso,
Cartaz do Acampamento Terra Livre, edição 2025.
OBJETIVOS
• Identificar conjunções de adição e oposição em tirinhas e textos informativos.
• Classificar conjunções segundo os sentidos de adição e oposição, com base no contexto.
• Interpretar o efeito das conjunções no sentido das frases e dos textos.
BNCC
• O conteúdo linguístico proposto para esta seção contribui não apenas para o desenvolvimento linguístico dos estudantes, mas também para as práticas de escrita, pois eles estudam os elementos textuais coesivos. Por serem explorados por meio de textos (verbal e multissemióticos – tirinha), desenvolvem também a competência leitora. Com isso, aprimoram as habilidades EF15LP14, EF35LP01, EF35LP08, EF05LP07 e EF05LP27, as Competências gerais 1 e 4 e a Competência específica de Língua Portuguesa 2
• No item a da atividade 1, apresente na lousa os demais formatos de letra para que os estudantes relembrem: letra de imprensa minúscula e letra cursiva maiúscula e minúscula. Reforce o traçado delas e a direção da escrita de cada uma. Comente que a letra bastão é muito recorrente em tirinhas e histórias em quadrinhos. A leitura dela é mais fácil e rápida, mesmo em tamanhos pequenos, comuns nos balões de fala. Como os quadrinhos precisam ser lidos de forma ágil, a letra bastão evita confusões.
PENSAR OS SENTIDOS
Sentidos das conjunções: adição e oposição
1. Agora, vamos discutir diferentes formas de usar as conjunções para adicionar elementos ou para incluir informações contrárias em uma frase. Leia a tirinha a seguir.

https://www.facebook.com/ photo?fbid=1578255685553065&set=a.488361671209144. Acesso em: 7 jul. 2025.
a ) Que tipo de letra foi usado nessa tirinha? Resposta: Letra bastão.
Letra bastão.
Letra cursiva.
b) O que é amar, segundo a tirinha?
Resposta: É querer bem ao outro, é generosidade.
c ) O que não é amar, segundo a tirinha?
Letra minúscula.
Resposta: Não é egoísmo, posse ou satisfazer a própria vontade.
d) Complete: Para enumerar o que não é amor, o texto utiliza duas vezes a conjunção
Resposta: Nem.
e ) Assinale a seguir a alternativa em que a reescrita da fala do último quadrinho apresenta uma conjunção que passa a ideia de adição.
Amar é querer bem ao outro e é ter generosidade.
Resposta: Amar é querer bem ao outro e é ter generosidade.
Amar é querer bem ao outro, porque é ter generosidade.
AVALIANDO
• Os itens c e d da atividade 1 oferecem oportunidades para fazer uma avaliação formativa e verificar se os estudantes reconhecem os sentidos expressos pelas conjunções. Pelo item c, é possível observar se os estudantes identificam corretamente o uso da conjunção nem para marcar negação. No item d, é importante observar se a escolha da alternativa está baseada
na leitura e no entendimento do que a conjunção está ligando ou acrescentando.
• Depois da correção das atividades, é possível discutir com os estudantes sobre como se saíram nas questões e verificar a percepção deles com relação ao nível de dificuldade que tiveram em cada atividade para, com base nisso, preparar as estratégias para as próximas abordagens.
BECK, Alexandre. Armandinho, 14 jun. 2017. Disponível em:
Considere as seguintes frases.
Amar é generosidade e é bondade. Amar é generosidade bem como é bondade.
Essas conjunções adicionam uma informação nova que define o que é amor. É possível, no entanto, adicionar uma característica que o amor não tem:
Amar não é egoísmo nem posse.
Nesse caso, essa nova característica que o amor não tem é introduzida pela conjunção nem. Agora, observe o seguinte caso:
O homem era egoísta, mas amava a esposa.
Em geral, quem é egoísta só ama a si mesmo. A informação seguinte, no entanto, contraria o fato de o homem ser egoísta ao revelar que ele ama a esposa. Essa é uma informação contrária à que seria esperada. A oposição aparece marcada pela conjunção mas, que tem o mesmo sentido das conjunções porém e contudo
As conjunções podem passar uma ideia de informações que são adicionadas a uma frase (conjunções aditivas) ou de informações que contrariam as anteriores (conjunções adversativas).
PARA PENSAR E PRATICAR
1. Leia o trecho a seguir de um artigo sobre o futuro das crianças.
Sim, as crianças são os adultos de amanhã. Mas também vivem e participam intensamente do aqui e agora.
[...]
O papel dos mais velhos não é apenas preparar os pequenos para lidar com os desafios do amanhã, mas também cuidar do mundo que deixaremos para eles como herança.
AS CRIANÇAS não são apenas o futuro: elas também são o presente. Laboratório de Educação, 14 jun. 2017. Disponível em: https://labedu.org.br/as-criancas-nao-sao-apenas-o-futuro-elas-tambem-sao-o-presente/. Acesso em: 25 jun. 2025.
a ) No primeiro parágrafo do texto, qual conjunção liga duas palavras que se referem a lugar e tempo?
Resposta: A conjunção e, de “aqui e agora”.
uma indica, como acrescenta ou contraria, podendo usar cores diferentes para facilitar a associação visual.
• Na atividade 1 da subseção Para pensar e praticar, observe que o primeiro parágrafo une duas ideias, lugar e tempo, por meio da conjunção e. Ao orientar os estudantes a responderem ao item a, incentive-os a identificar a palavra que conecta as expressões aqui (lugar) e agora (tempo).
• Ao conversar com a turma, use uma linguagem simples para esclarecer o que são conjunções:
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palavras que unem partes do texto, como ideias, palavras ou frases, para que o sentido fique completo. Reforce que, nesse caso, a conjunção e mostra que as crianças não estão só no futuro, mas também no momento presente, ligando essas duas ideias.
• Durante a correção, incentive os estudantes a justificarem a escolha da conjunção com base no que leram, fortalecendo a habilidade de relacionar o significado das palavras dentro do texto.
• Antes da leitura, escreva no quadro os termos e, bem como, mas, porém, contudo e nem. Pergunte aos estudantes se já viram essas palavras em textos e o que elas costumam fazer numa frase. Explique que essas palavras ligam ideias e ajudam a entender melhor o que o texto quer dizer. Para estudantes com necessidades educacionais específicas, apresente as frases acompanhadas de imagens simples, que ajudem a visualizar as ideias ligadas pela conjunção. Durante a leitura das frases, leia com entonação adequada, destacando as conjunções. Convide os estudantes a repetirem oralmente, oferecendo apoio visual para os que precisam. Peça-lhes que tentem explicar o que foi acrescentado ou modificado com o uso da conjunção, incentivando o uso de exemplos concretos e do cotidiano.
• Após a leitura, proponha que completem frases com as conjunções estudadas e observem como o sentido muda ao trocar, por exemplo, mas por e. Para estudantes com dificuldades de leitura ou escrita, ofereça cartões com as conjunções e figuras que representem ações ou ideias, para que possam montar frases com apoio.
• Para explorar o boxe conceito, leia-o em voz alta com os estudantes, fazendo pausas para discutir os exemplos. Incentive-os a sublinhar as conjunções e anotar ao lado o que cada
• Na atividade 1, itens b, c e d, é importante que você oriente os estudantes a identificarem como a locução conjuntiva mas também funciona para adicionar informações novas sobre as crianças, destacando que elas vivem e participam intensamente do presente. Explique que ela indica acréscimo, ou seja, acrescenta algo ao que já foi dito. Ajude a turma a perceber que outras conjunções, como e, também podem cumprir esse papel de ligar informações que se somam, mantendo o sentido original do texto. Essa reflexão contribui para que os estudantes compreendam como as palavras conectam ideias, tornando o texto mais claro e coeso.
• É fundamental que você acolha as contribuições de todos, criando um espaço onde os estudantes expressem suas dúvidas e raciocínios. Incentive-os a explicar, com as próprias palavras, por que determinadas conjunções foram usadas e como elas conectam as informações. Use perguntas abertas, como: “Em sua opinião, por que o autor usou mas também aqui?” ou “Como vocês acham que a conjunção e muda o sentido da frase?”.
• Na atividade 2, peça aos estudantes que localizem as conjunções que indicam adição no diálogo entre Mamu e Le Fan. Ressalte que conjunções como e são comuns para ligar elementos em uma lista ou acrescentar informações. Ao discutir a relação entre as propostas de Mamu e as respostas de Le Fan (item c), conduza a turma a identificar o tipo de relação expressa no diálogo, focando as alternativas apresentadas. Nesse caso, destaque que a conjunção mais adequada para introduzir as respostas de Le Fan seria mas, que
b) Que palavras atuam como conjunção para adicionar novas informações sobre as crianças na segunda frase?
Resposta: Mas também.
c ) Que novas informações são adicionadas?
Resposta: As informações de que as crianças também vivem e participam intensamente do aqui e agora.
d) Que outra conjunção poderia ser usada para manter esse sentido de adição na frase?
Resposta: A conjunção e
2. Leia, na tirinha a seguir, um diálogo entre as personagens Mamu e Le Fan.

FREITAS, Digo. Mamu e Le Fan #46: tirinha. Diário de Ideias Gráficas Quase Originais, 25 out. 2011. Disponível em: https://digofreitas.com/hq/ml-46-tirinha/. Acesso em: 25 jun. 2025.
a ) Mamu descreve a Le Fan sua ideia para uma tirinha. Por que, segundo Le Fan, suas ideias não vão funcionar?
Resposta: Porque ou são cópias de outras
tirinhas ou é aquela que estamos lendo, em que ambos são personagens.
b) Contorne no texto as conjunções que passam a ideia de adição
c ) Le Fan aponta problemas nas ideias de Mamu. Releia o primeiro e o segundo quadrinho da tira. Que relação é possível identificar entre as propostas de Mamu e as respostas de Le Fan?
Tempo.
Adição.
Resposta: Oposição.
Oposição.
Concordância.
d) Que conjunção poderia introduzir as respostas de Le Fan?
Sugestão de resposta: Mas, porém, contudo.
2. b) Resposta: Os estudantes devem contornar as duas conjunções e (“e tem”; “um elefante e um mamute”).
indica oposição, pois ele critica ou contesta as ideias de Mamu. Essa análise ajuda os estudantes a perceberem que diferentes conjunções indicam diferentes relações entre as ideias no texto, ampliando a compreensão do funcionamento dos textos.
• Ao longo dessas orientações, incentive o uso de exemplos simples e cotidianos para explicar o papel das conjunções, evitando termos técnicos complexos.
• Quando os estudantes discutirem as conjunções no diálogo entre Mamu e Le Fan, proponha que escrevam suas respostas e seus raciocínios de modo que o grupo possa analisar e construir juntos o entendimento sobre o uso das conjunções que indicam adição e oposição. Valorize as ideias apresentadas, levando-os a perceber que o processo de explicar o pensamento é tão importante quanto a resposta correta.
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OBJETIVOS
JANELAS
Uma pequena narrativa
Muitas mensagens postadas em mídias sociais são condensadas em poucas palavras e ainda assim fazem sentido. Em alguns contos, isso também pode acontecer. Leia a seguir um miniconto do escritor hondurenho Augusto Monterroso, publicado em uma revista digital.
Quando acordou o dinossauro ainda estava lá.
MONTERROSO, Augusto. In: LEITE, Carlos Willian. De Hemingway a Kafka: 30 microcontos de até 100 caracteres. Revista Bula, 10 out. 2022. Disponível em: https:// www.revistabula.com/1787-30-contos-de-ate-100-caracteres/. Acesso em: 24 jun. 2025.
1. Contorne a seguir o termo que indica como esse miniconto poderia ser classificado.
Humor
Mistério Amor Popular Resposta: Mistério.
2. Uma palavra do miniconto dá a entender que essa história teria um começo que não foi apresentado.
a ) Qual é essa palavra?
Resposta: A palavra ainda
b) Que informação é possível inferir a partir dessa palavra? Assinale as alternativas que podem explicar o que teria acontecido antes do início do conto.
Quando o personagem foi dormir, sonhou com dinossauros e, ao acordar, ele estava ao seu lado.
O personagem achava que delirava ao ver um dinossauro e foi dormir, mas ao acordar ele ainda estava lá.
O personagem acordou o dinossauro porque ele tinha dormido e ainda estava no mesmo lugar.
Resposta: Quando o personagem foi dormir, sonhou com dinossauros e, ao acordar, ele estava ao seu lado.; O personagem achava que delirava ao ver um dinossauro e foi dormir, mas ao acordar ele ainda estava lá. 221
• Na atividade 1, conduza os estudantes a perceberem que textos curtos também podem provocar emoções e levantar questionamentos, mostrando que a narrativa não depende do tamanho para ser eficaz.
• Na atividade 2, oriente-os a pensar sobre o que pode ter ocorrido antes do miniconto e qual é a
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palavra que indica isso, usando as opções do item b para inferir possíveis acontecimentos não explicitados. Incentive os estudantes a expressarem suas ideias e a dialogarem sobre como uma palavra pode promover diferentes interpretações, mostrando que a narrativa convida à imaginação e à reflexão.
• Ler um miniconto e explorar as características do gênero.
• Localizar informações explícitas sobre personagens, tempo e espaço em um miniconto.
• Inferir informações implícitas com base nas pistas linguísticas presentes no texto.
• Analisar como determinadas palavras e expressões alteram o sentido em textos narrativos curtos.
BNCC
• A exploração do gênero miniconto, por meio de um exemplar que circula em ambiente digital, possibilita aos estudantes ampliar sua competência leitora e identificar elementos em uma narrativa, aprimorando, assim, as habilidades EF35LP01 , EF35LP29 e EF05LP28, a Competência geral 3 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 9 e 10
• Nos itens a, b e c da atividade 3, faça perguntas para que eles percebam que, apesar da brevidade do texto, o miniconto apresenta as características fundamentais de um texto narrativo. Reforce que entendê-las ajuda na compreensão geral da história, mesmo quando ela é curta.
• Durante toda a abordagem, crie oportunidades para que os estudantes compartilhem interpretações, acolhendo as diferentes respostas. Incentive a construção coletiva da compreensão, ressaltando que esse processo de diálogo fortalece o entendimento.
• Na atividade 4, explique que o conflito é o problema ou a tensão que move a história. Ajude-os a entender que o dinossauro gera conflito porque, apesar de extinto, é um ser amedrontador e pode representar perigo, o que causa surpresa e expectativa no leitor. Durante a conversa, incentive os estudantes a expressarem suas ideias sobre o motivo de a presença do dinossauro chamar a atenção e gerar esse conflito, acolhendo todas as interpretações para ampliar a compreensão coletiva.
• No item c, auxilie a turma a refletir sobre o uso dos artigos definidos e indefinidos (“o dinossauro” versus “um dinossauro”), ressaltando que o indica algo conhecido ou específico, enquanto um aponta para algo indefinido ou qualquer um, o que altera o sentido da frase. Utilize exemplos simples para que eles percebam como pequenas mudanças nas palavras podem influenciar o significado do texto.
• No boxe conceito, reforce que o conto, mesmo curto, sempre gira em torno de um conflito, diferentemente de textos maiores, como romances, que podem ter vários conflitos. Explique que, nos minicontos, esse
3. Mesmo reduzido, o miniconto obedece às características de um texto narrativo. Identifique:
Resposta: Ele/ela e dinossauro.
a ) Personagens: .
b) Quando se passa a história:
Resposta: Quando acordou.
Resposta: Lá (onde o personagem dormia).
c ) Onde se passa a história: .
4. Apesar de ter apenas uma linha, o conto apresenta um conflito.
a ) Qual elemento na história produz um conflito?
Resposta: A presença de um dinossauro.
b) Por que esse elemento gera um conflito?
Possíveis respostas: Porque dinossauros já foram extintos e podem representar grande perigo.
c ) Que diferença de sentido existe entre usar a expressão o dinossauro e um dinossauro?
Resposta: Se fosse um dinossauro, poderia ser qualquer dinossauro, e o personagem não o conheceria. Quando se diz o dinossauro, trata-se de um dinossauro específico, já conhecido.
O conto é um texto narrativo que em geral se concentra em um só conflito, um só problema. É diferente do romance, em que um personagem pode ter de enfrentar vários problemas. Nos minicontos, o conflito não só é concentrado como também reduzido. Tão reduzido que o leitor precisa imaginar muito do que acontece a partir das dicas que o texto dá. Podem ainda, mesmo com tamanho reduzido, ter outros elementos, como tempo e espaço.
Dica: Conforme você viu, assim como algumas postagens na internet, os minicontos condensam em poucas palavras os elementos necessários para um texto narrativo. Faça uma busca na internet por minicontos e por ciberpoemas Você vai se surpreender com a criatividade dos textos e dos recursos gráficos usados. Ah, não se esqueça de pedir a supervisão de um adulto!
conflito é ainda mais condensado e que a imaginação do leitor é fundamental para completar as informações que o texto não diz diretamente.
• Quanto ao boxe Dica, incentive a turma a explorar outros minicontos e ciberpoemas encontrados na internet, sempre com a supervisão de um adulto responsável. Essa atividade pode ampliar o interesse dos estudantes pela literatura curta e pela criatividade na escrita, mostrando como é possível expressar muito com poucas palavras e até com recursos gráficos.
OBJETIVOS
HORA DE PRODUZIR
Miniconto
O que vai produzir
Agora é a sua vez de produzir um miniconto. Você vai escrever uma narrativa com até 500 caracteres.
Planejar
1. Para criar o seu miniconto, você deverá produzir uma narrativa com personagens que participem de um conflito. Para ter mais ideias, utilize como base do conflito algum dos ditados populares a seguir.
A corda sempre arrebenta do lado mais fraco.
A esperança é a última que morre.
Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
Antes tarde do que nunca.
A união faz a força.
Origem popular.
2. Em primeiro lugar, leia os ditados e interprete-os. Discuta com os colegas os sentidos que cada ditado pode ter e em que situações eles podem ser aplicados. Depois, escolha o ditado que mais lhe agrade.
3. Agora é o momento de pensar em uma situação na qual a ideia do ditado possa ser utilizada. Por exemplo: o ditado “O apressado come cru” sugere a ideia de que quem faz as coisas com pressa não faz como deveria, e, assim, elas acabam saindo malfeitas. Basta imaginar um personagem que vive um conflito por causa da pressa. Por exemplo, um estudante que tem pressa para acabar uma prova e quer sempre ser o primeiro a entregá-la ao professor. Que conflito pode surgir daí?
Produzir
1. Depois de pensar nos personagens e no conflito, é hora de produzir o miniconto e condensar as informações em poucas palavras.
2. Vamos retomar o exemplo do estudante que tinha pressa para acabar a prova. Qual seria o conflito que surgiria daí? Ele poderia errar as questões ou deixá-las incompletas e, como consequência, teria uma nota ruim.
• Leia e explique a proposta apresentada, elucidando as dúvidas que eventualmente surgirem e reforçando que caracteres são letras, números, espaços e sinais de pontuação. Em um programa de edição de texto, basta selecionar o texto e acionar a contagem automática de caracteres; deve-se considerar a quantidade de caracteres com espaço. No papel, será preciso contar manualmente.
• Incentive a escolha de um ditado que os inspire, para servir de base para o miniconto. Reforce que o conflito é o problema vivido pelo personagem e que ele movimenta a narrativa. Incentive-os a
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imaginar situações próximas da sua realidade para criar o conflito.
• Mostre aos estudantes como é possível construir uma narrativa curta com poucas palavras bem selecionadas. Reforce que, mesmo em textos breves, é importante apresentar um personagem, um conflito e uma situação que faça sentido. Aproveite o exemplo dado como referência para orientar os estudantes na produção de seu miniconto.
• Na produção do miniconto, destaque que o limite de 500 caracteres exige concisão e clareza.
• Interpretar ditados populares como ponto de partida para criar um miniconto.
• Planejar e produzir minicontos respeitando o limite de caracteres.
• Revisar e melhorar o texto com base em critérios narrativos e orientações do professor.
BNCC
• A proposta de produção textual desta seção permite aos estudantes planejar, produzir, revisar, compartilhar e avaliar o trabalho, usando conhecimentos linguísticos e gramaticais básicos, como concordâncias, pontuação, acentuação, regras ortográficas, recursos de coesão pronominal e articuladores de relações de sentido, desenvolvendo as habilidades EF15LP05, EF15LP06, EF15LP07 , EF05LP26 e EF05LP27, bem como as Competências gerais 3 e 4 e a Competência específica de Língua Portuguesa 3
• Acompanhe mais de perto o momento de planejamento de estudantes com necessidades educacionais específicas. Proponha-lhes que contem oralmente o que imaginam para o miniconto, e, com base nisso, ajude-os a registrar com poucas palavras o essencial: quem é o personagem, qual é o problema e como termina. Você também pode oferecer modelos de frases iniciais, como: “Era uma vez...” e “Tudo mudou quando...”, para facilitar o início da escrita. Trabalhe com esses estudantes em pequenos grupos ou de forma individual, garantindo que participem da proposta de forma significativa.
• Para os estudantes com alto domínio da escrita, proponha desafios adicionais: sugerir mais de um final possível para o mesmo miniconto, usar um ditado popular de forma inesperada ou, ainda, explorar recursos de humor, ironia ou surpresa no enredo. Considere também a produção de minicontos com temas mais complexos ou estrutura narrativa menos previsível. Dessa forma, esses estudantes continuam avançando nos próprios desafios.
PAPO DIGITAL
• No boxe Papo digital, os estudantes têm a oportunidade de aprender a manusear ferramentas digitais. Leve-os à sala de informática e acompanhe o uso dessas ferramentas, instruindo-os no que for necessário. Se a turma não tiver acesso a computadores com editores de texto, adapte a proposta: o contador de caracteres pode ser substituído por uma régua de medição feita pela própria turma (por exemplo, em tiras de papel com limite de linhas e colunas, para simular o espaço disponível). Isso mantém o foco na proposta de síntese, mesmo sem recurso digital.
3. Vamos imaginar um exemplo:
Com pressa para acabar a prova, não foram só as respostas da prova que ficaram em branco.
Produzido especialmente para esta obra.
4. Nesse caso, há a indicação do personagem (quem fez a prova), do que causa o conflito (a pressa) e do conflito (as respostas em branco, que podem gerar uma nota ruim). Ao todo, esse texto tem apenas 88 caracteres.
5. Agora é sua vez! Pense em um miniconto bem original e que respeite os limites de 500 caracteres.
PAPO DIGITAL
Já imaginou o trabalhão que seria contar os caracteres um por um cada vez que você fizer um ajuste em seu texto? Por isso, uma proposta como esta, que define o número máximo de caracteres, fica mais fácil de produzir em um programa de edição de texto. Se estiver usando um, assim que finalizar sua produção, acione o contador de caracteres e pronto! Saberá instantaneamente se seu texto está dentro do limite determinado.
Compartilhar
No dia marcado, entregue o miniconto para o professor e, depois de recebê-lo corrigido, reescreva-o, fazendo as alterações e correções que forem neces-
sárias. Depois, compartilhe o miniconto com os colegas em um dia específico em uma roda de leitura ou fixando-o no mural da sala de aula.
Avaliar
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
A turma deve então avaliar o trabalho.
1. Todos participaram da atividade?
2. Foi legal produzir os minicontos? Por quê?
3. De que parte da atividade você mais gostou?
4. Que dicas poderia dar a outras turmas que venham a fazer a mesma atividade?
• Na etapa Compartilhar, promova um momento de leitura coletiva, com escuta atenta e respeito às produções de todos. Ao devolver os textos com sugestões de reescrita, comente com os estudantes sobre a importância de garantir a coesão textual (ligação entre as partes do texto) e a coerência textual (sentido geral do que foi escrito). Incentive-os a revisar a sequência das

ideias e o uso de palavras conectivas, para que o miniconto seja coerente do início ao fim.
• Na etapa Avaliar, utilize as perguntas sugeridas para promover uma roda de conversa sobre o processo vivido. Esse momento é importante para que os estudantes reconheçam o próprio percurso de escrita e fortaleçam o interesse por criar e compartilhar seus textos.
Menina lendo sua produção para a turma.
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
Chegou o momento de avaliar os conteúdos estudados nesta unidade e a sua participação nas atividades.
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
Ficha de autoavaliação 1
Conteúdos estudados na unidade SIM NÃO
Aprendi as características da postagem de vlog?
Compreendi o que são conjunções e preposições?
Entendi os sentidos das conjunções: adição e oposição?
Compreendi as características de uma postagem de mídia social?
Aprendi o uso de S e Z, X e CH?
Entendi as características do miniconto?
Ficha de autoavaliação 2
Participação nas atividades da unidade SIM NÃO
Contribui nas atividades orais em sala de aula?
Colaborei com os colegas nas atividades coletivas?
Fiz as atividades de casa?
SAIBA MAIS
Cores e histórias
Lápis de cor, giz de cera ou canetinha na mão e olhos atentos às histórias inspiradoras de Minicontos para colorir, uma obra em que o leitor participa da criação das histórias com o autor.
MOTA, Orlando. Minicontos para colorir. São Paulo: Labrador, 2018.
Segurança na rede

Que tal aprender a se proteger na internet, e fazer isso de forma divertida? Com a cartilha Internet Segura você vai ver que se manter seguro na rede não é um bicho de sete cabeças.
INTERNET Segura. Disponível em: https://internetsegura.br/ pdf/guia-internet-segura.pdf. Acesso em: 10 jul. 2025.
OBJETIVO
• Avaliar os conteúdos estudados na unidade e a participação nas atividades.
• Os questionamentos propostos têm a finalidade de propiciar um momento para que os estudantes façam uma autoavaliação do aprendizado ao longo da unidade. É importante lembrar do papel que esse tipo de avaliação pode ter na gestão do aprendizado, para que cada estudante possa pensar em suas estratégias pessoais de estudo e para que exercite a responsabilidade por seu próprio aprendizado, aprimorando, assim, a autonomia nos estudos.
AVALIANDO
• Utilize estratégias de monitoramento da alfabetização e aquisição da linguagem para fazer uma avaliação formativa e garantir que todos os estudantes, sobretudo aqueles que ainda estão em níveis incipientes da leitura e da escrita, compreendam e realizem as atividades propostas. Organize a turma em grupos pequenos ou duplas heterogêneas para que possam trocar ideias e experiências. Faça leituras cole-
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tivas em voz alta, pausando para explicar palavras difíceis e verificar a compreensão com perguntas simples. Use recursos visuais, como imagens e esquemas, para facilitar o entendimento. Dê instruções claras e curtas, certificando-se de que todos entenderam antes de seguir adiante. Incentive os estudantes a pensarem antes de expor por escrito seu posicionamento, para que ganhem segurança. Apresente modelos ou exemplos que sirvam de guia para uma produção escrita, apoiando sobretudo quem está construindo a escrita. Ofereça ajuda individual, principalmente para quem tem mais dificuldade, e promova momentos para que compartilhem suas respostas com os colegas, fortalecendo a confiança e a troca entre eles. Com essas estratégias, você cria um ambiente inclusivo e colaborativo, onde todos podem avançar, mesmo com turmas grandes e heterogêneas.
OBJETIVOS
• Analisar uma imagem e refletir sobre ela.
• Relacionar recursos e ferramentas de busca às respectivas informações e objetivos.
• Conhecer e refletir sobre os conceitos de Biografia, Enciclopédia e Dicionário.
• Praticar a oralidade por meio da troca de ideias e expressão de opiniões.
BNCC
• As reflexões e as conversas iniciais da unidade a partir de uma imagem e de questões provocadoras levam os estudantes a expressarem-se oralmente com clareza, escutar com atenção e reconhecer características da conversação, respeitando os turnos de fala. Com isso, eles desenvolvem as habilidades EF15LP09, EF15LP10 e EF15LP11, bem como as Competências gerais 1 e 4 e a Competência específica de Língua Portuguesa 5
• Por meio da exploração da imagem de abertura e da leitura da lista de conteúdos, os estudantes começarão a se preparar para o trabalho que será desenvolvido nesta unidade sobre verbetes de enciclopédia e de dicionário. Explore os elementos da imagem e observe o grau de familiaridade deles com os recursos que ela mostra.

UNIDADE7 ENTENDER, SABER MAIS, DEFINIR
CONTEÚDOS DESTA UNIDADE
• verbete de enciclopédia;
• concordância nominal;
• reportagem;
• verbete de dicionário;
• palavras homógrafas;
• sentidos das conjunções: tempo e finalidade;
• verbete literário.
Notebook e livros em uma biblioteca.
Observe a imagem e converse com os colegas sobre as questões a seguir.
1. 2. Em qual dessas ferramentas você procuraria cada uma das informações a seguir?
A imagem apresenta objetos muito utilizados em pesquisas escolares. Imagine a seguinte situação: o professor propõe uma pesquisa sobre uma árvore brasileira que você não conhece. Em quais objetos presentes na imagem você pode pesquisar informações como essas?
Cada pesquisa pode exigir um tipo diferente de recurso e de busca.
Observe alguns exemplos:
Biografia

Enciclopédia Dicionário
Respostas e comentários nas orientações ao professor
• O significado de uma palavra.
• A vida de um cientista importante.
• Um acontecimento histórico.
consideram mais eficiente para obter bons resultados em pesquisas escolares. A partir desse diálogo, proponha uma atividade em duplas ou grupos, em que escolham um tema simples e façam uma busca utilizando diferentes recursos (livros, enciclopédias, dicionários, sites confiáveis). Depois, oriente-os a comparar os resultados encontrados e apresentar à turma suas conclusões, refletindo sobre a clareza, profundidade e confiabilidade das informações. Essa prática incentiva a análise crítica e a autonomia na seleção de fontes de pesquisa.
Respostas
09:34:08
1. Espera-se que os estudantes destaquem livros (enciclopédias e dicionários) e sites da internet, como enciclopédias virtuais, encontrados em mecanismos de busca.
2. Dicionário, biografia e enciclopédia, respectivamente.
• As questões da abertura devem favorecer a discussão e a troca de ideias. Estão previstas para serem respondidas oralmente. Oriente os estudantes a colocarem suas ideias e a ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala.
• Os momentos de interação, como discussões, debates, trocas de ideias, produções orais e escritas coletivas, entre outros, proporcionam o desenvolvimento de competências socioemocionais relacionadas ao convívio respeitoso e harmonioso. Caso haja problemas de indisciplina ou de relacionamento nessas atividades, viabilize momentos para reflexões sobre a importância do respeito entre colegas de turma, levando-os a considerar a empatia, a paciência e a confiança como elementos necessários para a boa convivência. Ao final de cada atividade, reflita com a turma sobre os aspectos que julgar necessários.
• Se possível, durante as atividades, tenha sempre à disposição uma ferramenta digital (computador, tablet ou smartphone) com acesso à internet que possibilite uma integração ao ensino. Ao surgir alguma dúvida, faça uma busca para obter informações que visam saná-la. Caso surja a necessidade de consultar exemplos de debates ou apresentações orais, faça uma busca para ampliar o repertório dos estudantes.
• Se julgar oportuno, pergunte aos estudantes qual dos recursos apresentados
OBJETIVOS
• Desenvolver habilidades leitoras por meio da leitura e análise de um verbete de enciclopédia.
• Reconhecer as características do gênero verbete de enciclopédia.
• Praticar a escrita e a oralidade por meio de atividades relacionadas ao texto.
BNCC
• Ao interagirem oralmente sobre práticas de estudo e pesquisa e sobre o gênero a ser estudado, os estudantes se expressam com clareza, escutam com atenção, reconhecem características da conversação, identificam finalidades da interação oral e estabelecem expectativas de leitura, desenvolvendo, assim, as habilidades EF15LP02, EF15LP09, EF15LP10 , EF15LP11 e EF15LP13, bem como as Competências gerais 1 e 4 e a Competência específica de Língua Portuguesa 5
ANTES DE LER
• As atividades do boxe Antes de ler devem ser feitas oralmente. Oriente os estudantes a colocarem suas ideias e a ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala.
• Na atividade 1 , apoie as respostas dos estudantes retomando situações em que já fizeram pesquisas. Se possível, apresente versões físicas de um dicionário e de uma enciclopédia para que possam manuseá-las e analisá-las. É comum que muitos não tenham tido a oportunidade de conhecer esses materiais impressos.
CONHECIMENTO EM REDE
RODA DE LEITURA: VERBETE DE ENCICLOPÉDIA
1. b) Resposta esperada: Semelhanças: ambos trazem verbetes; elencam os verbetes em ordem alfabética; costumam ter muitas páginas. Diferenças: as enciclopédias trazem conteúdos sobre diversos assuntos, de diversas áreas, enquanto os dicionários se limitam a apresentar informações relacionadas às palavras.
Vamos estudar textos que nos ajudam a saber mais sobre o mundo em que vivemos.
1. a) Resposta pessoal. A resposta vai depender das experiências dos estudantes com esse recurso de pesquisa e da facilidade de acesso que tiveram a ele até o momento.
ANTES DE LER
1. c) Resposta esperada: Sim, pois as enciclopédias são uma fonte para estudos e pesquisas, já que disponibilizam ao leitor uma extensa quantidade de informações.
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Hoje, muitas enciclopédias digitais podem nos apoiar e ajudar nas pesquisas escolares. Elas também nos acompanham durante a vida profissional, já que, no trabalho, também será necessário buscar novos conhecimentos. Observe um exemplo.

Criança pesquisando em uma enciclopédia digital.
a ) Você já consultou uma enciclopédia? Com qual objetivo?
b) Você saberia dizer as semelhanças entre uma enciclopédia e um dicionário? E as diferenças?
c ) Você considera importante fazer busca em enciclopédias? Por quê?
2. Você vai ler um verbete enciclopédico sobre o jequitibá-rosa. Conhece essa árvore? Que informações espera encontrar?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes formulem hipóteses referentes às características dessa árvore e ao risco de extinção, visto que esse assunto ocorre com frequência nas aulas de Ciências.
• A atividade 2 é um bom exercício para o levantamento de hipóteses de leitura. Seria interessante perguntar se já conhecem algo sobre o jequitibá-rosa para compartilhar com a turma. Outra opção é ampliar a discussão para diferentes árvores típicas de cada região.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• O verbete oferece uma excelente oportunidade de articulação com os conteúdos do componente curricular de Ciências, sobretudo os relacionados a ecologia, botânica e preservação ambiental. Proponha uma atividade em que os estudantes pesquisem outras espécies endêmicas do Brasil que estão ameaçadas de extinção, comparando suas características com as do jequitibá-rosa.
Cariniana legalis
Jequitibá-rosa
Família das lecitidáceas (Lecythidaceae)
O jequitibá-rosa é uma das maiores árvores da flora brasileira. No interior da mata primária, pode atingir até 50 m de altura e tronco de até 7 m de diâmetro. Considerada nobre pelo porte majestoso, a espécie também corre risco de extinção devido ao extrativismo pela importância comercial da madeira. As flores, que despontam no início do verão, não têm valor ornamental. Deve ser cultivada apenas em grandes áreas, como parques e praças.
Árvore semidecídua, é endêmica do Brasil – ocorre nos estados da Paraíba, Pernambuco e Bahia, na região Nordeste; nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, na região Sudeste; e no estado do Paraná, na região Sul [...]. De crescimento moderado, pode atingir 3 m de altura em dois anos. [...] A reprodução é por sementes.



Jequitibá-rosa. Tronco do jequitibá-rosa. Copa do jequitibá-rosa.
Ornamental: decorativo.
Semidecídua: que perde parte de suas folhas em certo período do ano. Endêmica: nativa, originária.
• Durante a leitura do verbete, conduza a atividade de forma coletiva e dialogada. Leia o texto em voz alta ou convide os estudantes para fazerem a leitura em turnos, garantindo que todos acompanhem. A cada parágrafo ou trecho, pause para discutir o conteúdo e verificar a compreensão. Em seguida, explore os elementos característicos do gênero, como a linguagem objetiva, o uso de termos científicos e o modo de organização da informação.
BNCC
• O texto apresentado possibilita aos estudantes desenvolver a competência leitora, apropriando-se da escrita para construir conhecimentos, por isso eles desenvolvem a habilidade EF35LP01 e as Competências gerais 1 e 4 e a Competência específica de Língua Portuguesa 2
• Por abordar informações sobre a extinção da espécie, a seção dialoga com o tema contemporâneo transversal Educação ambiental
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
• Proponha uma conversa inicial para explorar o que os estudantes já conhecem sobre esse gênero textual. Pergunte: “O que vocês esperam encontrar em um verbete de enciclopédia?” ou “Que tipo de informação costuma aparecer nesse gênero de texto?”. Anote as contribuições na lousa e, se possível, projete ou distribua cópias de diferentes verbetes curtos (de temas variados), para que observem aspectos como estrutura, linguagem e organização. Em seguida, pergunte quais dessas características eles acham que estarão presentes no verbete sobre o jequitibá-rosa. Essa atividade ativa conhecimentos prévios sobre o gênero e prepara os estudantes para uma leitura mais crítica e consciente do texto que será explorado.
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• Finalize com uma breve conversa sobre o papel do jequitibá-rosa no ecossistema e sua importância para o meio ambiente e para a cultura brasileira. Promova a reflexão com perguntas como: “Por que será que uma árvore tão grande corre risco de extinção?” ou “Como podemos proteger espécies como essa?”.
CARINIANA legalis In: ROMAHN, Valerio. Enciclopédia das árvores. São Paulo: Europa, s/d. p. 10. v. 3.
BNCC
• As atividades, orais e escritas, propostas nesta subseção permitem aos estudantes identificarem a função social e a ideia central do texto, localizarem informações explícitas, inferirem informações implícitas e o sentido de palavras e expressões, levando-os a desenvolver as habilidades EF15LP01, EF15LP03, EF35LP03 , EF35LP04 , EF35LP05 e as Competências gerais 1, 2 e 4
• Já o debate proposto ao final, visa inserir os estudantes em um contexto de opinar e defender ponto de vista, buscar e selecionar informações e praticar a oralidade, aprimorando, assim, as habilidades EF35LP15 e EF35LP17, a Competência geral 7 e a Competência específica de Língua Portuguesa 6
• As questões podem ser respondidas em casa e discutidas em sala de aula. Se optar por essa possibilidade, leia todas as que devem ser respondidas em casa para garantir a compreensão da turma. É previsto que a última seja respondida oralmente em sala de aula.
• Retome a correta forma gráfica da escrita dos diferentes tipos de letras e incentive os estudantes a praticarem a escrita de letra cursiva. Monitore a pega do lápis em três pontos e faça intervenções se perceber a necessidade de corrigir ou melhorar o mecanismo da escrita.
• Na atividade 1, lembre os estudantes do que discutiram na abertura da unidade e no boxe Antes de ler
• Na atividade 2, seria oportuno lembrar aos estudantes que toda língua viva está em constante transformação e apresenta variações.
• Na atividade 3, destaque que os textos informativos
Papo de leitor
1. Para qual tipo de leitor esse verbete se dirige? O que esse leitor está buscando?
Resposta: O leitor que busca informações ou quer saber mais sobre o jequitibá-rosa ou árvores brasileiras. Lembre os estudantes do que discutiram na abertura da unidade e no boxe Antes de ler
2. Na biologia, todo ser vivo recebe um nome científico, que é o mesmo em todos os países. O nome científico da árvore no verbete, Cariniana legalis, está em latim, língua que não é mais falada. Por que é usado o latim nesses casos?
Resposta: Como o latim é uma língua que não se fala mais, não passa por mudanças. Assim, a ciência terá uma referência estável, segura e fixa.
Por ser uma língua que não se fala mais, sua compreensão fica restrita aos biólogos e estudiosos dessa língua.
A informação em latim é compreendida facilmente por todos, pois é muito comum que as pessoas saibam essa língua.
Como o latim é uma língua que não se fala mais, não passa por mudanças. Assim, a ciência terá uma referência estável, segura e fixa.
3. A introdução do verbete traz informações fundamentais para o conhecimento do que é um jequitibá-rosa. Copie o trecho que apresenta uma definição da árvore.
Resposta: “O jequitibá-rosa é uma das maiores árvores da flora brasileira.”.
4. O texto faz referência à utilização do jequitibá-rosa pelos seres humanos com a comercialização da madeira. Que alerta é feito referente a essa utilização?
Resposta: O alerta que, em razão da extração da árvore, esta corre risco de extinção.
costumam apresentar, logo no início, uma definição ou caracterização do tema abordado. Incentive-os a identificar essa frase de forma autônoma antes de confirmar a resposta.
• Na atividade 4, pergunte: “O que acontece com essa árvore por causa da extração da madeira?” e “Esse uso é positivo ou negativo? Por quê?”. Incentive os estudantes a refletirem sobre o equilíbrio entre a utilização dos recursos naturais e a preservação ambiental.
5. Em que estados brasileiros o jequitibá-rosa pode ser encontrado? Responda de acordo com a região.
Resposta: Nordeste – Paraíba, Pernambuco e Bahia; Sudeste – Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo; Sul – Paraná.
• Nordeste: , e
• Sudeste: , , e
• Sul: .
6. Além do texto escrito, o verbete apresenta três imagens. a ) O que cada imagem destaca? Relacione.
1 A.
B.
C.
Resposta: A - 2; B - 3; C - 1.
b) De que maneira a presença das imagens pode ampliar o sentido do verbete para o leitor?
Resposta: O leitor pode visualizar as informações que são apenas descritas no texto.
7. Que tempo verbal predomina no texto: presente, passado ou futuro?
Resposta: Presente.
Por que predomina esse tempo verbal?
Porque se trata de um texto que define um elemento e apresenta conceitos, portanto não varia no tempo.
Porque faz previsões do que ainda está por acontecer com o elemento do qual trata.
Porque apresenta fatos que já ocorreram na existência do elemento apresentado.
Resposta: Porque se trata de um texto que define um elemento e apresenta conceitos, portanto não varia no tempo.
direcionado, garantindo que todos participem efetivamente, respeitando seus ritmos e estilos de aprendizagem, promovendo um ambiente inclusivo e colaborativo.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
DALAMURA, Anna Carolina Santos Reis; MAGALHÃES, Tânia Guedes. Construção de uma “bichopédia” nos anos iniciais do Ensino Fundamental: articulando língua portuguesa e ciências.
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Raído, Dourados, v. 16, n. 40, p. 72-99, jan./jun. 2022. Disponível em: https://ojs.ufgd.edu.br/ Raido/article/view/16376. Acesso em: 11 set. 2025. Por essa referência, é possível acessar uma proposta de criação de uma “bichopédia” com os estudantes. Trata-se de uma proposta de trabalho interdisciplinar com os componentes curriculares de Língua Portuguesa e Ciências que pode ser muito apreciado pela turma.
• Na atividade 5, peça aos estudantes que localizem o trecho do texto no qual os estados são citados. Caso julgue oportuno, associe essa atividade a um mapa do Brasil, permitindo-lhes localizar visualmente os estados mencionados e compreendam a distribuição geográfica da espécie.
• Na atividade 6, destaque a importância da linguagem visual nos textos informativos. Explique que imagens ajudam a ilustrar, reforçar e complementar informações escritas, tornando o conteúdo mais acessível e compreensível, principalmente para leitores em formação.
• Na atividade 7, lembre os estudantes de que o modo indicativo exprime certezas, declarações de verdades. No caso do texto, o presente do indicativo é usado para definições e caracterizações de algo que não tem mudança significativa no tempo, pois se refere a um fenômeno da natureza, e não a acontecimentos que se desenvolvem no tempo. Chame a atenção para o uso frequente do verbo ser, o que indica intencionalidade de definir, estabelecer uma verdade.
• Ao longo das atividades, adapte a abordagem conforme as necessidades da turma, monitorando o progresso individual por meio da observação das respostas e da participação em debates. Ofereça mais tempo para respostas, divida as tarefas em etapas menores ou organize grupos com apoio
Foto
Foto 2
Foto 3
Copa da árvore 1. Tamanho 2. Tronco 3.
• Na atividade 8, apresente as regras do debate de maneira clara, valorizando o espaço de escuta, o respeito à vez de fala e a construção coletiva de ideias. Organize os estudantes em semicírculo e escolha, com a turma, quem ficará responsável por indicar a ordem de fala. Instrua-os a anotar os nomes dos colegas que pedirem a palavra na ordem em que eles levantarem as mãos. Esse estudante deve chamar, um por vez, os colegas para se manifestarem, dentro da ordem anotada. Caso ele queira fazer uma fala, ele deve anotar seu nome, sem pular a ordem. Durante o debate, incentive-os a retomar informações do verbete e de seus conhecimentos prévios. Se necessário, conduza intervenções para esclarecer dúvidas, ampliar ideias ou retomar argumentos apresentados. Reforce a importância da argumentação com base em informações confiáveis, promovendo o respeito às diferentes opiniões.
• Provoque a construção de argumentos a partir das falas dos colegas e valorize o raciocínio de cada um. Para estudantes com pouca fluência na expressão oral, adapte a atividade usando imagens, cartões com palavras-chave ou apoio de colegas, bem como o tempo e os modos de participação para que todos sejam incluídos na atividade.
AGORA QUE JÁ LEMOS
• Durante as atividades do boxe Agora que já lemos, promova um momento de escuta coletiva e diálogo entre os estudantes. Retome o que foi discutido antes da leitura e acompanhe as confirmações das hipóteses levantadas. Por fim, leve-os a fazer um comparativo do que sabiam antes de estudar o texto e do que sabem agora. Valorize os conhecimentos adquiridos e esclareça a importância da realização das atividades para o aprendizado.
O verbete enciclopédico é um gênero com estrutura definida e informações organizadas para facilitar a consulta. Geralmente, apresenta explicações, notas, exemplos e outros dados sobre determinado termo. Pode também trazer fotos, esquemas explicativos, mapas e outras figuras que ajudem o leitor a compreender ou ampliar as informações.
2. Resposta pessoal. A resposta vai depender do que os estudantes já sabiam sobre o jequitibá-rosa e talvez não tenham encontrado nos verbetes.
8. Você vai participar de um debate com os colegas. Para isso, formem um semicírculo para que todos possam se ver e sigam o roteiro.
Respostas e comentários nas orientações ao professor
• Todos que quiserem falar devem pedir a palavra.
• Um dos estudantes deve ficar responsável por indicar a ordem de fala.
• Todos devem ouvir quem estiver falando e demonstrar respeito.
• É possível requisitar a fala se sentir necessidade de complementar algo.
• Ao final do debate, os estudantes podem redigir um cartaz com frases de conscientização sobre o que foi debatido.
• Releiam o seguinte trecho do verbete de enciclopédia estudado como base para o debate e reflitam sobre as questões a seguir.
Considerada nobre pelo porte majestoso, a espécie também corre risco de extinção devido ao extrativismo pela importância comercial da madeira.
a ) Qualquer madeira pode ser explorada? Como deve ser feita a extração?
b) Quais são as consequências do desmatamento para o meio ambiente?
c ) Que ações ajudam a combater o desmatamento?
AGORA QUE JÁ LEMOS
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que sim, porque, nesta fase da vida escolar, eles provavelmente já tenham expectativas realistas sobre o que podem encontrar em verbetes de enciclopédia.
1. Retome a conversa e as reflexões feitas antes da leitura e responda: você encontrou nos verbetes as informações que esperava? Comente.
2. Em sua opinião, há mais alguma informação que o texto deveria apresentar além das que foram fornecidas? Converse com os colegas.
3. Com que tipo de pesquisa esse verbete pode colaborar? Converse com os colegas.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que esse tipo de verbete pode colaborar com as pesquisas propostas no componente curricular de Ciências
Respostas
8. a) Resposta esperada: Não. A madeira deve ser explorada de acordo com as regulamentações do Ministério do Meio Ambiente, de forma sustentável, seguindo práticas que minimizem os impactos sociais e ambientais. Deve seguir um planejamento cuidadoso da área de extração, das técnicas adequadas de corte e de transporte e de descarte de resíduos.
8. b) Respostas esperadas: Acarreta mudanças climáticas, o clima fica “desregulado”; animais
perdem seus hábitats naturais; diminuição das chuvas, pois a vegetação ajuda a regular o ciclo da água; perda de recursos naturais, pois a natureza fornece meios de sustento para muitas pessoas; aldeias indígenas são prejudicadas, pois correm risco de terem suas habitações comprometidas.
8. c) Possíveis respostas: Extrair madeira apenas em áreas de conservação e regulamentadas pelo Ministério do Meio Ambiente; reflorestamento; fiscalização intensa; combate ao comércio ilegal de madeira.
OBJETIVOS
É LÍNGUA, É LINGUAGEM
Concordância nominal
Professor, professora: Antes de iniciar esta seção, faça uma revisão com os estudantes dos conceitos de substantivo, adjetivo, artigo, numeral e pronome.
1. Releia estes trechos do verbete de enciclopédia.
O jequitibá-rosa é uma das maiores árvores da flora brasileira. No interior da mata primária, pode atingir até 50 m de altura e tronco de até 7 m de diâmetro.
[...] De crescimento moderado, pode atingir 3 m de altura em dois anos.

a ) Leia os substantivos a seguir e escreva uma palavra que se refere a cada um deles nos trechos lidos.
Resposta: Flora – brasileira; mata – primária; crescimento – moderado.
Mata Flora
Crescimento
b) Preencha as lacunas escolhendo uma das palavras entre parênteses.
Resposta: Feminino; singular; feminino; singular.
A palavra brasileira está no (masculino; feminino) e no (singular; plural), para concordar com o substantivo flora, que também está no (feminino; masculino) e no (singular; plural).
c ) Por que podemos dizer que a palavra que se refere ao substantivo crescimento concorda com ele?
Resposta: Porque o substantivo crescimento está no masculino e no singular, e a palavra que se refere a ele, moderado, também está no masculino e no singular.
As palavras que acompanham um substantivo devem concordar com ele em gênero e número. Esse acordo entre o substantivo e o adjetivo, o pronome, o artigo e o numeral é chamado de concordância nominal. Garantir essa concordância assegura a lógica de um texto.
• Retome o conhecimento prévio dos estudantes relacionado a classes de palavras (substantivo, adjetivo, artigo, numeral e pronome). Vale anotar suas observações na lousa para comparação posterior.
• Na atividade 1, reforce que essas palavras qualificam os substantivos e, por isso, devem concordar com eles em gênero e número.
• Peça aos estudantes que copiem o boxe de conceito no caderno para que possam fixar melhor o conteúdo.
13/10/2025 09:34:12
• Compreender que as palavras que acompanham um substantivo devem concordar com ele em gênero e número.
• Compreender que a concordância nominal assegura a lógica de um texto.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes ampliam seus conhecimentos linguísticos ao trabalharem com as regras básicas de concordância nominal, que configurarão como repertório para produções de texto. Dessa forma, desenvolvem a habilidade EF05LP26 e a Competência específica de Língua Portuguesa 2
• Os textos da seção possibilitam aprimorar a autonomia em leitura, a localização de informações explícitas e implícitas e a relação do texto com imagens, levando-os a desenvolver as habilidades EF15LP03, EF15LP18, EF35LP01, EF35LP03 e EF35LP04 e a Competência geral 2
• É interessante que os estudantes possam sempre comparar informações de diferentes fontes para checarem sua veracidade. Nesse caso, acesse com eles uma enciclopédia virtual para checarem as informações sobre o pau-formiga e a castanheira-do-pará.
• Leia a seguir algumas considerações sobre a concordância nominal.
No português culto do Brasil, os fenômenos de concordância de número plural são considerados obrigatórios e redundantes, uma vez que repetem marcas contendo a mesma informação em pontos diversos da cadeia sintagmática. Nos casos gerais, a tradição gramatical brasileira prevê o seguinte:
• na concordância dentro do sintagma nominal, colocam-se marcas explícitas de plural em todos os seus elementos flexionáveis quando o núcleo do sintagma for formalmente plural;
• na concordância do predicativo com o sujeito, repetem-se marcas formais de plural em todos os elementos flexionáveis dos predicativos quando o sujeito for formalmente plural; e
• na concordância verbal, colocam-se marcas explícitas de plural no verbo, quando o sujeito for formalmente plural ou quando for composto. Todavia, pesquisas diversas têm mostrado que, no português falado do Brasil, a concordância de número plural [...] é um fenômeno de natureza variável, apresentando tanto a preservação das marcas redundantes (variantes explícitas) quanto a perda das marcas redundantes (variantes zero), condicionadas por fatores linguísticos e não-linguísticos. [...]
SCHERRE, Maria Marta Pereira. Concordância nominal e funcionalismo. Alfa, São Paulo, v. 41, n. esp., 1997. p. 181-182. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp. br/alfa/article/view/4038. Acesso em: 11 set. 2025.
PARA PENSAR E PRATICAR
1. Leia a apresentação destas duas árvores brasileiras.
Pau-formiga
Triplaris brasiliana Cham
Árvore tropical majestosa, ornamental, de 8 a 20 m de altura. Floresce durante os meses de agosto e setembro. Possui madeira de baixa resistência, usada para tábuas, caixotes e embalagens leves. Seu tronco é elegante e oco, abrigando formigas em seu interior. É uma relação de simbiose, que acontece quando seres de espécies diferentes vivem como um só organismo, um ajudando o outro.

LALAU. Árvores do Brasil: cada poema no seu galho. Ilustrações de Laurabeatriz. São Paulo:
Castanheira-do-pará
Bertholletia excelsa O. Berg
Está entre as maiores árvores da Amazônia: atinge de 30 a 50 m. Pode viver mais de 500 anos. Floresce durante os meses de novembro a fevereiro, e é conhecida internacionalmente por suas deliciosas castanhas. A madeira é de excelente qualidade, porém sua extração está proibida por lei no Brasil, Bolívia e Peru. O corte ilegal e a abertura de clareiras representam uma ameaça contínua para essa árvore.

LALAU. Árvores do Brasil: cada poema no seu galho. Ilustrações de Laurabeatriz. São Paulo: Peirópolis, 2011. p. 45.
O que esses textos têm em comum com o verbete de enciclopédia que você leu?
Resposta: Ambos também apresentam características de árvores.
Ambos também combatem o desmatamento.
Ambos também apresentam características de árvores.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
NASCIMENTO, Jeferson Silva do. A concordância nominal e variação no ensino fundamental: perspectiva do livro didático. 2021. Dissertação (Mestrado Profissional em Letras) – Universidade Federal da Paraíba, Paraíba. Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/ 123456789/25786. Acesso em: 11 set. 2025.
Nesse trabalho, o autor apresenta constatações que podem servir de apoio para as aulas e o aprofundamento no assunto. Trata-se de uma análise comparativa entre a abordagem da concordância nominal em alguns materiais didáticos e o que prescrevem as gramáticas normativas tradicionais.
Peirópolis, 2011. p. 44.
2. Na descrição do pau-formiga, a primeira frase traz o substantivo árvore; na da castanheira-do-pará, a primeira frase traz o substantivo árvores
a ) Que palavras acompanham cada um desses substantivos?
• Árvore:
Resposta: Tropical, majestosa, ornamental.
Resposta: Maiores.
• Árvores: .
b) Quanto ao número (singular e plural), o que há de diferente entre as palavras que acompanham uma e outra?
Resposta: As palavras que acompanham árvore estão no singular; a palavra que acompanha árvores está no plural.
3. Identifique a que substantivos dos textos se referem os adjetivos a seguir.
• Leves:
Resposta: Tábuas, caixotes e embalagens.
• Oco:
Resposta: Tronco.
• Deliciosas:
• Excelente:
• Ilegal:
Professor, professora: Nesse caso, pode ser também apenas embalagens, pois o adjetivo pode concordar apenas com o último elemento.
• Na atividade 2, é interessante refletir com os estudantes sobre as diferenças de sentidos que determinados adjetivos podem agregar a um substantivo. Por exemplo: o adjetivo tropical confere à arvore uma especificação que pode ser verificável cientificamente. O adjetivo majestosa, no entanto, relaciona à árvore uma visão subjetiva sobre ela. Afinal, outro redator poderia optar pelos adjetivos grande ou enorme. O adjetivo majestosa relaciona à arvore, além de uma ideia de grandeza, também uma ideia de realeza e nobreza, elevando ainda mais a sua importância.
Resposta: Castanhas.
Resposta: Qualidade.
4. Complete as lacunas com os pronomes adequados, fazendo a concordância com o substantivo em destaque.
Resposta: Seu; sua.
Árvore majestosa, impressiona pelo porte e pela floração muito vistosa. Essa maravilha é nativa do Brasil.
5. Agora complete as lacunas com o artigo adequado, fazendo a concordância com o substantivo em destaque.
Resposta: Os; as.
sua nosso meu seu o a os as
Castanha-do-brasil, noz amazônica, tocari e tururi. São muitos nomes da semente que conhecemos em geral como castanha-do-pará. amêndoas são utilizadas tanto na culinária em geral como na fabricação de xampus, condicionadores e sabonetes.
Resposta: Corte. 235
13/10/2025 09:34:13
• Na atividade 3, oriente os estudantes a relerem os trechos em que os adjetivos aparecem, observando com atenção a palavra a que cada um se refere. Explique que o adjetivo deve concordar em gênero e número com o substantivo que acompanha. Em leves, por exemplo, ajude-os a perceber que o adjetivo pode se referir a todos os elementos ou apenas ao último da lista.
• Na atividade 4, destaque que os pronomes devem concordar com o substantivo a que se referem.
• Na atividade 5, oriente os estudantes a analisarem o substantivo que acompanha cada lacuna para definir o artigo adequado. Reforce que os artigos definidos (o, a, os, as) também devem concordar em gênero e número com o substantivo.
OBJETIVOS
• Ler uma reportagem e compreender o assunto por meio de atividades.
• Reconhecer a importância da araucária.
BNCC
• A leitura proposta nesta seção e as atividades escritas relacionadas a ela possibilitam aos estudantes aprimorarem a competência leitora por meio da identificação da função social e da ideia central do texto, da localização de informações explícitas, da inferência de informações implícitas e da percepção do texto como uma fonte de consulta para a extração de informações, com isso eles desenvolvem as habilidades EF15LP01, EF15LP03, EF35LP01 , EF35LP03 , EF35LP04 , EF35LP17 e EF05LP15, além das Competências gerais 1 e 4 e da Competência específica de Língua Portuguesa 2.
• Por se tratar de um assunto relacionado à preservação do meio ambiente, esta seção também dialoga com o tema contemporâneo transversal Educação ambiental
• Antes da leitura, apresente a reportagem como uma fonte jornalística que aborda a importância da araucária para a biodiversidade e a cultura brasileira, destacando que ela é símbolo do Paraná e está ameaçada de extinção. Incentive os estudantes a observarem a imagem da planta e a compartilharem o que já sabem sobre ela ou sobre outras árvores nativas de sua região. Durante a leitura, oriente-os a prestar atenção às informações principais, como as características físicas da araucária, sua relação com as aves da Região Sul,
JANELAS
A árvore do pinhão
Você vai ler a seguir uma reportagem sobre a araucária.
Dia Nacional da Araucária: conheça curiosidades da planta pré-histórica símbolo do Paraná e fonte do pinhão
[...]
24/06/2023 06h30
Planta pré-histórica, árvore masculina e feminina, semente comestível, abrigo para aves, símbolo do Paraná.
Essas são apenas algumas características que fazem da araucária (Araucaria angustifolia) uma das plantas mais importantes para a flora e fauna brasileira. Neste sábado, dia 24 de junho, é celebrado o Dia Nacional da Araucária. A data foi criada em 2005 por decreto presidencial.
Também conhecida como pinheiro-do-paraná, a planta é nativa da região Sul do Brasil. A exploração indiscriminada fez com que, desde a segunda metade do século XX, a araucária esteja em risco crítico de extinção, conforme a lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais.
[...]
Ramificação com flor da planta.
Características da planta

Com até 50 metros de altura, tronco reto e em forma de cilindro, com ramificações somente no topo, a araucária tem folhas pontiagudas.
As sementes ficam agrupadas nas pinhas que, quando maduras, podem pesar até cinco quilos. O tempo médio de vida dela é de 300 a 400 anos.
A gralha-azul – ave símbolo do Paraná –, a maitaca, o papagaio-de-peito-roxo e o papagaio-charão são exemplos de aves que se alimentam das sementes e que também podem habitar a planta.
[...]
GIOMBELLI, Gilvana. Dia Nacional da Araucária: conheça curiosidades da planta pré-histórica símbolo do Paraná e fonte do pinhão. G1, 24 jun. 2023. Disponível em: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2023/06/24/ dia-nacional-da-araucaria-conheca-curiosidades-da-planta-pre-historica-simbolo-do -parana-e-fonte-do-pinhao.ghtml. Acesso em: 30 jun. 2025.
sua importância histórica e ecológica, além da criação do Dia Nacional da Araucária. Após a leitura, promova uma conversa sobre os riscos da exploração excessiva e incentive-os a refletir sobre atitudes sustentáveis para a preservação da natureza. Para aprofundar, proponha pesquisas sobre outras espécies ameaçadas no Brasil e a importância da conservação ambiental.
1. Quais são as três principais informações sobre a araucária que o título da reportagem revela?
Resposta: Ela é um planta pré-histórica, símbolo do Paraná e fonte do pinhão.
2. Observe a data em que a reportagem foi publicada.
24/06/2023
Qual é a relação entre essa data e o assunto da reportagem?
Resposta: Nessa data, celebra-se o Dia Nacional da Araucária.
3. A reportagem apresenta algumas informações sobre a araucária para o leitor que não conhece a árvore. Quais são essas informações?
Tamanho.
Quem a descobriu.
Forma.
Reprodução.
Resposta: Tamanho, forma, reprodução, tempo de vida e animais associados a ela.
Outros países onde é encontrada.
Como plantar.
Tempo de vida.
Animais associados a ela.
4. Por que a araucária é importante também para a fauna brasileira?
Resposta: Porque a gralha-azul, a maitaca, o papagaio-de-peito-roxo e o papagaio-charão se alimentam das sementes dela e também podem habitar a planta.
5. A reportagem é acompanhada de uma fotografia. Assinale a seguir três elementos da árvore que a fotografia mostra.
Flores. Altura.
Folhas.
Ramificações da copa.
Resposta: Flores, folhas e ramificações da copa. 237
13/10/2025 09:29:53
• Para mediar as atividades propostas após a leitura da reportagem, retome com os estudantes os pontos principais do texto, incentivando-os a localizar as informações diretamente na reportagem.
• Na atividade 1 , mostre como o título antecipa dados importantes sobre a araucária, ajudando na compreensão do tema antes mesmo da leitura.
• Na atividade 2 , leve os estudantes a relacionarem a data com o conteúdo da reportagem, identificando a celebração do Dia Nacional da Araucária como motivação para a publicação.
• Na atividade 3, peça aos estudantes que releiam o trecho que descreve a árvore e marquem apenas as informações que foram de fato mencionadas, discutindo quais itens não fazem parte do texto.
• Para a atividade 4, retome o parágrafo que fala das aves associadas à araucária, incentivando os estudantes a perceberem a importância dela como abrigo e fonte de alimento para a fauna.
• Na atividade 5, promova uma leitura visual atenta: pergunte o que eles observam na fotografia e como esses elementos confirmam o que foi descrito na reportagem.
• Ao longo de toda a mediação, valorize a troca entre os estudantes, promovendo momentos de leitura compartilhada, interpretação coletiva e argumentação a partir das evidências do texto e da imagem.
OBJETIVOS
• Planejar e produzir um verbete de enciclopédia.
• Praticar a leitura e a pesquisa para a elaboração do verbete.
BNCC
• A proposta de produção de texto desta seção, segmentada em etapas de planejamento e pesquisa; produção e revisão; compartilhamento e avaliação, busca desenvolver nos estudantes as habilidades EF15LP05 , EF15LP06 , EF15LP07, EF05LP24 e a Competência específica de Língua Portuguesa 2
• A sugestão de compartilhamento das produções em uma enciclopédia coletiva dialoga com o tema contemporâneo transversal Vida familiar e social e pretende aprimorar nos estudantes as Competências gerais 3, 4 e 10
• Prevê-se que os estudantes produzam um verbete sobre um tema de seu interesse a partir de pesquisas em grupo.
• Como essa atividade será feita em grupo, oriente os estudantes durante a formação dos grupos. É aconselhável que aqueles com os mesmos interesses fiquem no mesmo grupo. Caso não seja possível, é necessário que possam negociar interesses de forma respeitosa.
• Na etapa Planejar, apoie os estudantes, pensando e refletindo com eles diante de cada informação. Por exemplo: “Um leitor da enciclopédia oferecida na biblioteca da escola pode se interessar por quais informações?”. Essa etapa também é uma boa oportunidade para trabalhar o respeito à opinião e aos turnos de fala entre os estudantes. É importante garantir espaço para todos que quiserem se colocar,
HORA DE PRODUZIR
Verbete de enciclopédia
Que tal participar da produção de uma enciclopédia coletiva de assuntos gerais para ser doada à biblioteca da escola? Acompanhe as etapas a seguir.
O
que vai produzir
1. Com a ajuda do professor, você vai se organizar com os colegas formando grupos de 3 ou 4 integrantes.
2. Cada grupo deve escrever coletivamente um verbete que seja significativo para a turma. Por exemplo, pode se relacionar a algum tema ou conteúdo que estejam estudando, a algum evento da escola ou data comemorativa próxima (Proclamação da República, Natal, Réveillon, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, entre outros) ou, ainda, a algo sobre a cidade onde moram.
3. O verbete produzido pelo grupo deverá ser reunido ao dos outros grupos, integrar a enciclopédia da turma, que e ficará disponível na biblioteca para que outros estudantes e integrantes da comunidade escolar tenham acesso a ela.
Planejar
Em grupo, definam o nome do verbete e as informações que ele vai apresentar. Pensem nas pesquisas que precisam ser feitas para alimentar a escrita. Considerem a possibilidade de pesquisar em livros, revistas, sites ou até mesmo levantar informações por meio de entrevistas.

Dica: As fontes pesquisadas podem ser incluídas ao final do verbete.
Em seguida, planejem a estrutura do verbete, ou seja, as partes que vão compor o texto, e refletir sobre estas questões.
1. Deverá ser feita uma caracterização? Uma definição?
2. Que subtítulos podem ser pensados para o desenvolvimento do verbete?
desde que as colocações estejam voltadas à colaboração com o grupo que lê o trabalho.
• Retome com os estudantes as anotações sobre a estrutura de um verbete realizadas durante as atividades de leitura, orientando-os a utilizá-las nesta atividade.
• É interessante que cada integrante do grupo fique responsável por uma parte do verbete, mas sem ignorar as demais, já que todos serão corresponsáveis pela versão final do texto.
• As etapas seguintes visam promover a autonomia dos estudantes na produção e revisão textual.
Produzir
O grupo deve decidir se a escrita será coletiva ou se cada integrante produzirá uma parte do texto. Sugere-se escrever as informações, depois o título e, por fim, as fontes.
Para escrever o verbete, filtrem as informações coletadas, selecionando as mais relevantes. Não se trata de copiar partes, mas articular as informações, compondo um texto próprio. Lembrem-se de que, se fizerem alguma citação, ela deve estar entre aspas.
Cada grupo deve ler o verbete que produziu para a turma avaliar. Se houver alguma sugestão de alteração, o grupo decide se deve ou não fazer. A cada leitura, a turma deve verificar os seguintes aspectos.
1. O assunto é relevante? Por quê?
2. O texto está claro?
3. As informações são suficientes? Acrescentaria alguma?
Após a avaliação, o grupo deverá reescrever o texto, corrigindo os erros e fazendo os ajustes necessários.
Compartilhar
1. Com a ajuda do professor, os grupos vão se organizar para agrupar os verbetes em uma enciclopédia.
2. A turma pode escrever um texto coletivo de apresentação, explicando o trabalho. Cada grupo também pode justificar a escolha do verbete que desenvolveu, dizendo por que o tema despertou interesse.
3. Os textos devem ser digitados no computador e impressos. Depois, serão reunidos em formato de livro. Criem uma capa, numerem as páginas e produzam o sumário. Combinem com o professor quando e como o trabalho será entregue à biblioteca da escola.
Avaliar
Depois de concluído o trabalho, a turma deve avaliar as seguintes questões.
1. Os assuntos escolhidos pelos grupos para a elaboração dos verbetes são relevantes? Por quê?
2. Como foi o trabalho no grupo? Todos puderam dar opinião?
3. Se fosse repetir a atividade, o que faria igual? O que faria diferente?
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor 239
canetinhas, revistas para recorte, cola escolar, tesoura com pontas arredondadas etc. para que eles criem manualmente a capa da enciclopédia, numerem as páginas e elaborem um sumário. Ao final, combine com a turma a data para entrega do trabalho finalizado à biblioteca da escola.
• Na etapa Avaliar, é importante dar retorno aos estudantes. Destaque os trechos de maior qualidade em cada verbete e os trechos que eventualmente possam ser melhorados. É inte-
13/10/2025 09:29:54
ressante que essa indicação seja feita por escrito aos grupos para que eles tenham preservada sua privacidade e para que possam consultar a dica posteriormente.
• Ao fim da atividade, os estudantes podem, em roda, comentar os verbetes. Além disso, é importante dar ênfase ao momento de autoavaliação da turma como uma verificação do que pode ser melhorado no processo de desenvolvimento da atividade.
• Na etapa Produzir, é fundamental que os grupos selecionem cuidadosamente as informações coletadas, priorizando as mais relevantes e adequadas ao tema. Lembre-os de que o objetivo não é copiar trechos prontos, mas articular as informações com as próprias palavras, construindo um texto autoral.
• Nessa etapa e na seguinte, é muito importante reforçar a reescrita do texto atentando para aspectos de coesão e coerência textuais. Chame a atenção para os articuladores textuais e os sentidos almejados e produzidos. Aproveite a oportunidade para reforçar também aspectos gráficos da escrita, como alinhamento e direcionamento do texto, segmentação de palavras, traçado das letras, pega do lápis e outros que julgar necessários.
• Na etapa Compartilhar, auxilie os grupos a se organizarem para reunir os verbetes em uma enciclopédia coletiva. A turma pode elaborar, em conjunto, um texto de apresentação, explicando como foi realizado o trabalho, e cada grupo também pode escrever um pequeno parágrafo explicando o motivo da escolha do tema do seu verbete.
• Caso a escola ou os estudantes não tenham acesso à internet ou a computadores, os textos podem ser escritos à mão com atenção à legibilidade e à organização visual. Providencie materiais, como cartolina, papel-cartão ou reciclado, lápis de cor,
OBJETIVOS
• Reconhecer as utilidades do dicionário.
• Ler verbetes de dicionário e analisar a estrutura deles.
• Praticar oralidade ao responder às atividades e discutir coletivamente sobre elas.
• Produzir um verbete de dicionário de acordo com as características estudadas.
BNCC
• As reflexões propostas em forma de atividades orais levam os estudantes a expressarem-se com clareza em situações de intercâmbio, escutarem falas, reconhecerem características da conversação espontânea presencial, identificarem finalidades da interação oral, identificarem a função social de textos que circulam em campos da vida social e estabelecerem expectativas em relação ao texto que vão ler. Com isso, desenvolvem as habilidades EF15LP01, EF15LP02 , EF15LP09 , EF15LP10 , EF15LP11 e EF15LP13, assim como as Competências gerais 1 e 2
ANTES DE LER
• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a exporem suas ideias e ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala. Reforce aspectos da fala, principalmente a variedade empregada, combatendo sempre qualquer tipo de preconceito linguístico.
• As atividades desse boxe exploram diferentes tipos de dicionário. Sugere-se que os estudantes levem dicionários de casa ou que a escola disponibilize exemplares para manuseio neste momento e uso posterior em sala de aula.
1. a) Resposta: O dicionário A é para estudantes de modo geral; o dicionário B, para crianças; o C é para pessoas que querem saber palavras em língua inglesa.
DICIONÁRIO
Espera-se que os estudantes apontem palavras-chave, como escolar e ilustrado nos dicionários A e B, e a falta de uma palavra que especifique o público no dicionário C, mas com a indicação dos idiomas na capa.
RODA DE LEITURA: VERBETE DE DICIONÁRIO
Você sabe tudo o que um dicionário pode informar? Além do significado de tantas palavras, você pode consultá-lo para saber a maneira adequada de escrevê-las e muitas outras coisas.
ANTES DE LER
1. b) Resposta pessoal. A resposta vai depender dos conhecimentos prévios dos estudantes. Eles podem citar
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Observe as capas de dicionário.

ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Dicionário escolar da língua portuguesa 2. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008.

INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS DE LEXICOGRAFIA (org.). Dicionário Houaiss ilustrado. São Paulo: Moderna, 2016.
dicionários de outras línguas estrangeiras, de alguma área específica, on-line, entre outros.

MICHAELIS. Moderno dicionário inglês-português, português-inglês. São Paulo: Melhoramentos, 2000.
a ) Qual é o provável público-alvo de cada um desses dicionários? Comente como você chegou às suas conclusões.
b) Você conhece algum outro tipo de dicionário? Compartilhe com os colegas.
3. Resposta esperada: Significados de uma palavra, classe gramatical, grafia, área em que são empregadas etc.
2. Qual é a importância do dicionário na vida de um estudante?
3. Você vai ler dois verbetes de dicionário. O que espera encontrar neles?
2. Resposta esperada: É uma ferramenta que auxilia nos estudos, possibilitando esclarecer dúvidas, fazer comparações, conhecer a escrita e a origem de uma palavra, ampliar nosso vocabulário etc.
A.
B.
Professor, professora: Instigue os estudantes a decifrar as abreviações que aparecem nos verbetes: MOB – mobiliário; fig. – sentido figurado;
BNCC
Texto 1
Texto 2
armário s.m. (sXIV) 1 MOB móvel de madeira, metal ou outro material (ou vão aberto na parede), dividido internamente por prateleiras ou gradis, para guardar roupas, louças etc. 2 fig. B; infrm. homem muito grande e forte. [...] a. embutido MOB aquele que é integrado na parede, total ou parcialmente. [...] bolso \ô\ s.m. (1450) 1 saquinho de pano costurado na parte interna ou externa da roupa, com uma fenda numa das extremidades, us. para guardar pequenos objetos ou como enfeite. 2 prega de tecido, esp. de roupa cortada com imperícia ou que se ajusta mal; papo, tufo. [...] 5 MAR porção de pano que, depois de colhida a vela [...], fica ainda a receber o vento. [...] botar ou pôr no b. B infrm. 1 enganar, ludibriar 2 ser muito superior a ‹em matemática, ele põe no b. muitos professores› • de b. 1 reduzido no tamanho e no formato, passível de ser guardado num bolso de roupa ‹livro de b.› 2 cujas dimensões são reduzidas em relação às das coisas similares ‹teatro de b.› [...]
Papo
ARMÁRIO. In: HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. p. 183.
BOLSO. In: HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. p. 309.
de leitor
1. Os textos que você leu indicam os significados que uma palavra pode ter, dependendo do contexto em que ela aparece. Em quais situações alguém procuraria o significado de uma palavra?
Possível resposta: Quando não a
B. – brasileirismo; infrm. – informal; us. – usado para; MAR – termo da Marinha. Comente que as abreviações são necessárias para poupar espaço no verbete. conhece ou quando a ouve ou lê essa palavra pela primeira vez.
2. A seguir, algumas opções que podemos usar para procurar o significado de uma palavra que desconhecemos. Quais delas oferecem informações mais confiáveis? Por quê?
Sites da internet.
Dicionário virtual na internet.
Dicionário impresso.
Pessoa conhecida.
Sugestão de resposta: Os dicionários impressos ou virtuais, pois são obras publicadas por autores, pesquisadores e editoras que geralmente têm mais cuidado ao publicar uma obra impressa.
situações do dia a dia em que precisam consultar o significado de uma palavra. Valorize as experiências pessoais deles verificando se entendem o motivo e a necessidade de praticar essas consultas.
• Na atividade 2, ajude-os a refletir sobre a confiabilidade das fontes, destacando que dicionários são produções elaboradas por especialistas e, embora conversar com pessoas conhecidas possa ajudar, nem sempre garante uma explicação completa e precisa.
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• A leitura de verbetes de dicionário e as atividades escritas propostas possibilitam aos estudantes lerem e compreenderem sua estrutura, identificarem a função social deles, localizarem informações explícitas, planejarem e produzirem, com certa autonomia, exemplares do gênero. Assim, aprimoram as habilidades EF15LP01, EF15LP03, EF05LP22 e EF05LP25
• Ao propor a leitura dos textos, destaque que os verbetes apresentam informações detalhadas sobre origem, classe gramatical, áreas de uso e exemplos de aplicação. Incentive a leitura atenta das abreviações e proponha que tentem deduzi-las com base no contexto antes de apresentar o significado de cada uma. Explique que essas siglas servem para economizar espaço, mantendo o texto conciso e informativo.
• Ao propor as atividades, adapte os encaminhamentos conforme os diferentes perfis da turma, oferecendo recursos visuais, organizando as tarefas em etapas e promovendo o trabalho em duplas, para favorecer a participação de estudantes com necessidades educacionais específicas. Ao final, retome os conceitos-chave coletivamente, promovendo a oralização dos raciocínios e a construção compartilhada do conhecimento.
• Na atividade 1, leve os estudantes a pensarem em
• Na atividade 3, verifique se todos os estudantes conhecem e fazem uso da ordem alfabética como forma de organização. Caso seja necessário, mostre como ocorre essa organização, usando um dicionário para exemplificar. Como reforço da aprendizagem, proponha que leiam em voz alta as palavras da lista e, em duplas ou grupos, tentem colocá-las na sequência correta. Após a atividade, promova uma breve conversa: “Por que os dicionários usam a ordem alfabética?”. Leve-os a concluir que essa organização facilita a busca das palavras.
• Na atividade 4, incentive a curiosidade sobre a história das palavras e seus contextos de surgimento. Ao comparar com a palavra blogueiro, destaque que os verbetes também nos ajudam a perceber como a língua evolui com a sociedade e com as novas tecnologias. Use esse momento para trabalhar a noção de linguagem viva e em constante transformação.
• No item c, incentive os estudantes a tentarem, de forma autônoma, separar as palavras em sílabas e, em seguida, a consultarem o dicionário para verificar se a separação está correta. Para turmas com mais dificuldade, faça uma adaptação: retome as regras básicas de divisão silábica antes da atividade. Enfatize a emissão do som em cada sílaba como forma de reforçar o processo de alfabetização.
• Promova uma conversa sobre variação linguística, destacando que os dicionários costumam registrar a palavra conforme a norma-padrão, mas que existem diversas formas legítimas de falar, conforme a região, o grupo
3. No dicionário impresso, em que ordem as palavras são listadas?
Resposta: Em ordem alfabética.
Numere as palavras a seguir na ordem em que elas aparecem no dicionário impresso.
Resposta: 1. armário; 2. armazém; 3. balsa; 4. barra; 5. bolsa; 6. bolso; 7. gaveta; 8. gola.
barra gola gaveta bolsa balsa armazém armário bolso
Os dicionários registram as palavras que foram oficializadas pela língua de um país. Atualmente, temos os dicionários virtuais, de fácil acesso na internet, e os dicionários impressos.
4. Os verbetes lidos apresentam a palavra e uma data entre parênteses que indica o ano em que ela surgiu.
a ) Quando surgiram as palavras armário e bolso?
Resposta: Armário – século XIV; Bolso – 1450.
b) Considere a palavra blogueiro. Você acha que é uma palavra recente ou tão antiga quanto as palavras armário e bolso? Por quê?
Resposta: Recente, pois os gêneros virtuais surgiram com a internet.
c ) Esses verbetes não apresentaram as palavras separadas em sílabas. Separe-as em sílabas e consulte outro dicionário para conferir se você acertou.
Resposta: Ar-má-rio ou ar-má-ri-o; bol-so.
5. A maioria dos dicionários traz a pronúncia das palavras conforme a norma-padrão da língua.
5. b) Resposta esperada: Porque a palavra armário não gera nenhum tipo de dúvida quanto à pronúncia.
a ) No caso da palavra bolso, vemos a indicação \ô/. O que ela quer dizer?
Resposta: Que a pronúncia do O é fechada, como se fosse Ô, e não Ó
b) Por que a palavra armário não tem indicação de pronúncia?
Além dos significados, os verbetes do dicionário trazem outras informações sobre a palavra, como origem, pronúncia e locuções que a utilizam.
social ou a situação de uso. Explique que a variação linguística é um fenômeno natural da língua e que todas as formas de falar carregam valor cultural e histórico. Aproveite para discutir o preconceito linguístico, explicando que julgar alguém pela forma como fala é um tipo de discriminação.
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6. Relacione as palavras destacadas na coluna da esquerda aos seus significados nas frases da coluna da direita, conforme os verbetes que você leu.
Resposta: A – 3, B – 4, C – 1, D – 2.
A.
Quando aceitou a luta, não sabia que o oponente era um armário
B.
Seus segredos estavam bem escondidos na gaveta do armário
Parte de uma roupa. 1.
Ser muito superior. 2.
C. Nadava tão bem que colocava os competidores no bolso
Sua timidez fazia com que ficasse com as mãos sempre no bolso
Homem grande e forte. 3.
D. Móvel de madeira. 4.
7. Coloque em prática o que você estudou: produza, no caderno, um verbete de dicionário. Para isso, selecione uma palavra incomum, ou antiga, ou engraçada e pesquise sobre ela para escrever. O professor tem algumas instruções.
Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
Dica: Apresente a palavra, sua divisão silábica, a classe gramatical, o gênero (se houver) e outras informações importantes sobre ela. Lembre-se de separar as acepções com números.
Uma palavra pode ter diversos significados. Esses significados são registrados no verbete em diferentes acepções. Cada acepção se refere ao significado que a palavra apresenta em determinado contexto de uso.
AGORA QUE JÁ LEMOS
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que encontraram o que esperavam, mas também conheceram novas informações.
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Retome a conversa e as reflexões feitas antes da leitura e responda: o que você leu nos verbetes foi o que esperava? Você se deparou com algo novo? Comente.
2. Você já conhecia todas as informações que um verbete pode apresentar? Comente sua resposta.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes tenham conhecido informações inéditas sobre as indicações que os verbetes de dicionário podem apresentar. 243
charanga, alvissareiro, apropinquar, entre outras que julgar apropriadas. Reforce que devem aplicar a disposição gráfica que observaram nos verbetes, como separação silábica, classe gramatical, destaques, exemplos etc. Oriente-os a revisar e a reescrever os textos verificando os mecanismos de coesão e mantendo a coerência. Posteriormente, os verbetes podem ser transcritos para cartolinas e expostos em um mural para que os demais estudantes possam conhecer esse trabalho.
AGORA QUE JÁ LEMOS
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• Ao mediar as atividades do boxe Agora que já lemos, crie um ambiente acolhedor de troca de ideias, incentivando a participação de todos. Aproveite esse momento para retomar o que foi estudado ao longo das atividades, reforçando a função dos dicionários como ferramenta de aprendizagem e de ampliação do vocabulário.
• Ao conduzir a atividade 5, incentive os estudantes a observarem como o mesmo termo pode ter sentidos diferentes, dependendo do contexto em que é usado. Reforce que essa diversidade de significados está registrada nos verbetes e que compreender esses sentidos é essencial para a boa interpretação dos textos. Mostre que palavras como armário e bolso podem aparecer em contextos figurados e informais, o que também é contemplado nos dicionários.
• Na atividade 6 e durante a leitura do boxe de conceito, destaque a importância de o dicionário apresentar todas as acepções de uma palavra. Ajude os estudantes a perceberem que, ao consultar um verbete, o leitor deve sempre considerar o contexto da frase em que a palavra aparece. Essa habilidade favorece a leitura crítica e a compreensão precisa de diferentes textos.
• Para a atividade 7, selecione algumas palavras, apresente-as aleatoriamente, peça aos estudantes que as elenquem em ordem alfabética e, por fim, oriente-os a pesquisar o significado delas em pelo menos dois dicionários escolares para criar uma versão inédita de verbete para cada palavra. Algumas possibilidades para também se divertirem com as descobertas são: gamboa, alvoroço, labor, balaústre, taperebá, precípuo, jirau, quimera, borborigmo, fuzuê, escarcéu, bulhufas,
OBJETIVOS
• Retomar o conceito de palavras homógrafas.
• Desenvolver a habilidade de identificar palavras homógrafas com base no contexto.
• Compreender como o sentido e a pronúncia das palavras variam conforme o contexto.
BNCC
• Ao aprofundar os conhecimentos acerca de homônimos, os estudantes aprimoram a memorização da grafia de palavras de uso frequente e identificam o caráter polissêmico das palavras, desenvolvendo, assim, as habilidades EF35LP13 e EF05LP02, além da Competência geral 2 e a Competência específica de Língua Portuguesa 2.
• Antes de iniciar o trabalho com esta seção, é interessante retomar o conhecimento que os estudantes já têm sobre palavras de sentidos diferentes, mas escritas de forma semelhante ou idêntica. É possível ouvir os exemplos dos estudantes e listá-los na lousa. Peça-lhes que identifiquem o que é semelhante e o que é diferente nessas palavras: escrita ou som.
• Inicie a atividade 1 com a leitura coletiva das manchetes propostas e, em seguida, oriente a turma a localizar as palavras iguais nas duas frases. Promova a análise do sentido de cada palavra em seu contexto e a comparação de suas pronúncias.
• Se julgar pertinente, peça aos estudantes que destaquem a definição de palavras homógrafas no livro ou que copiem essa definição no caderno para fixarem melhor
DE OLHO NA ESCRITA
Palavras homógrafas
1. Leia as manchetes a seguir.
Texto 1
Robôs programados para colher frutas
JOKURA, Tiago. Robôs programados para colher frutas. Pesquisa Fapesp, 19 out. 2023. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/robos-programados-para-colher-frutas/. Acesso em: 12 jul. 2025.
Texto 2
Colher de pau: saiba por que evitar o uso prolongado desse utensílio na sua cozinha
CARVALHO, Raisa. Colher de pau: saiba por que evitar o uso prolongado desse utensílio na sua cozinha. Folha BV, 8 abr. 2025. Disponível em: https://www.folhabv.com.br/saude-e-bem-estar/colher-de-pau -saiba-por-que-evitar-o-uso-prolongado-desse-utensilio-na-sua-cozinha/. Acesso em: 12 jul. 2025.
a ) Contorne as duas palavras que têm a mesma escrita.
Resposta: Os estudantes devem contornar a palavra colher no texto 1 e colher no texto 2 Resposta: Têm significados diferentes.
b) Quanto ao significado, as palavras que você contornou: significam a mesma coisa. têm significados diferentes.
c ) Essas palavras têm a mesma pronúncia? Explique.
Resposta: Não. No texto 1, a pronúncia da vogal E é fechada. No texto 2, é aberta.
Palavras que são escritas exatamente da mesma maneira, mas com significado e pronúncia diferentes, são chamadas de homógrafas.
2. Explique a diferença de sentido e de pronúncia entre as palavras homógrafas em destaque nas frases a seguir.
• O apoio ao amigo é essencial para manter a amizade.
• Eu apoio meus amigos em suas escolhas.
Resposta: Na primeira frase, a palavra significa ajuda ou amparo e tem a pronúncia da primeira vogal O fechada. Na segunda, refere-se a uma conjugação do verbo apoiar e tem a pronúncia da primeira vogal O aberta.
e poderem consultar o conteúdo de forma mais eficiente durante a realização das atividades.
• Conduza a análise das frases da atividade 2, incentivando os estudantes a explicarem com suas palavras as diferenças de significado e pronúncia das palavras destacadas.
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Conheça a seguir outros casos de palavras que são homógrafas:
• acerto (exatidão) e acerto (verbo acertar);
• choro (pranto) e choro (verbo chorar);
• começo (princípio) e começo (verbo começar);
• cor (coloração) e cor (memória);
• força (vigor) e força (verbo forçar);
• gelo (água solidificada) e gelo (verbo gelar);
• gosto (sabor) e gosto (verbo gostar);
• jogo (brincadeira/competição) e jogo (verbo jogar);
• olho (órgão da visão) e olho (verbo olhar);
• seca (estiagem) e seca (verbo secar).
PARA PENSAR E PRATICAR
1. Leia a seguir um trecho transcrito do podcast BallasCast, do palhaço e ator Marcio Ballas, que entrevista o professor de design de jogos Fernando Tsukumo, conhecido como Buda.
BUDA – O melhor jogo que eu jogo hoje em dia é aquele que eu tô jogando agora...
BALLAS – É o do momento...
EPISÓDIO 67 – Buda: o mestre dos jogos (final). 24 min 27 s-24 min 31 s. BallasCast, 8 abr. 2018. Disponível em: https://open.spotify.com/episode/5T7MtKu4R3QRiSezffB139. Acesso em: 13 jul. 2025.
a ) De acordo com o entrevistado, qual seria o melhor jogo?
Resposta: Seria o jogo que ele está jogando no momento.
b) No trecho lido, há palavras homógrafas. Contorne-as e explique a diferença de sentido entre elas.
Resposta: Os estudantes devem contornar as palavras jogo e jogo. No primeiro caso, a palavra jogo é substantivo que nomeia um tipo de entretenimento; no segundo, é uma forma verbal de jogar
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
CEZAR, Kelly Priscilla Lóddo. Uma proposta linguística para o ensino da escrita formal para surdos brasileiros e portugueses. 2014. Tese (Doutorado em Linguística e Língua Portuguesa)
– Programa de Pós-Graduação em Linguística e Língua Portuguesa, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), Araraquara. Nesse material, é possível encontrar elementos que podem contribuir com a formação docente para o ensino de pessoas com deficiência.
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• Uma estratégia didática é pedir aos estudantes que leiam em voz alta a lista de palavras homógrafas apresentadas para que percebam as diferenças de pronúncia.
• Na atividade 1, destaque para os estudantes que, embora seja fácil identificar na fala se jogo é substantivo (o jogo) ou uma forma verbal (eu jogo), na escrita, sabemos a diferença apenas pelo contexto.
• Caso a turma demonstre interesse, explique que o designer de games é o profissional responsável por criar jogos eletrônicos, desde a ideia inicial até os testes finais, desenvolvendo o enredo, os personagens, as regras, o cenário e as animações. Além do entretenimento, esse profissional também atua na área educacional, com a criação de jogos e recursos de gamificação usados para apoiar o ensino e a aprendizagem.
• Na atividade 2, oriente os estudantes a lerem os versos com atenção e refletirem sobre os valores expressos no trecho. No item b, conduza a turma a refletir sobre o significado de cada ocorrência e a diferença na pronúncia (aberta ou fechada da vogal o) da palavra gosto. Para facilitar, proponha que pronunciem em voz alta as duas formas. No item c, mostre como a repetição das palavras cria ritmo e musicalidade, características comuns nas canções.
c ) Qual é a diferença de pronúncia entre as palavras homógrafas que você identificou no trecho da entrevista?
Resposta: Na primeira, a pronúncia da vogal O é fechada; na segunda, aberta.
2. Leia a seguir um trecho da canção da Banda do Mar.
[...]
Eu gosto do gosto da coragem
A melhor viagem é seguir a trilha que eu abri
[...]

a ) A que valores estão relacionados esses versos?
Paciência e respeito.
Resposta: Coragem e esforço.
Coragem e paciência.
Coragem e esforço.
Honestidade e esforço.
b) No texto, aparecem duas palavras homógrafas. Identifique-as e explique a diferença de sentido entre elas.
Resposta: Gosto – forma verbal de gostar; gosto – sinônimo de sabor.
Qual é a diferença de pronúncia entre elas?
Resposta: Na primeira, a vogal O tem pronúncia aberta; na segunda, fechada.
c ) Que efeito de sentido se produz pela repetição de palavras tão parecidas em um mesmo verso?
Produz-se um efeito de comparação entre dois elementos.
Produz-se um efeito de mistério no texto.
Produz-se uma musicalidade com a repetição dos sons.
Resposta: Produz-se uma musicalidade com a repetição dos sons.
CAMELO, Marcelo; FERREIRA, Fred; MAGALHÃES, Mallu. Me sinto ótima. Intérprete: Banda do Mar. In: Banda do Mar. Sony Music, 2014. Faixa 8.
PENSAR OS SENTIDOS
Sentidos das conjunções: tempo e finalidade
1. Leia a seguir um trecho do conto “A pequena sereia”.
OBJETIVOS
• Compreender o uso de conjunções e a relação de sentido que elas estabelecem.
• Desenvolver habilidades leitoras através da leitura de gêneros diversos.
BNCC
— Eu sei exatamente o que você deseja – disse a feiticeira do mar. — [...] Você quer se livrar de sua cauda de peixe e no lugar ter um par de tocos para andar como um ser humano, a fim de que o jovem príncipe se apaixone por você e lhe dê uma alma imortal.
— Pense nisso com cuidado — alertou a feiticeira. — Uma vez tomada a forma de um ser humano, nunca mais voltará a ser uma sereia. Você não será capaz de descer nadando ao encontro do palácio de seu pai e de suas irmãs. A única maneira de conseguir uma alma imortal é conquistando o amor do príncipe e fazer com que ele esqueça o pai e a mãe por amor a você. [...]
a ) O que a sereia queria?
c ) Que expressão no primeiro parágrafo indica uma finalidade? [...]

ANDERSEN, Hans Christian. A pequena sereia. In: AVILA, Marina (org.). Contos de fadas em suas versões originais: edição de colecionador. 4. ed. São Caetano do Sul: Wish, 2021. p. 39.
Resposta: Ela queria se livrar de sua cauda e ter pernas e pés.
b) De acordo com a feiticeira do mar, quais seriam as consequências do desejo da sereia?
Resposta: Ela não mais voltaria a ser sereia e não veria mais sua família e seu reino.
Resposta: A expressão a fim de que
cintura para cima), mencionar o nome do personagem ou da pessoa
• [...]
• Começar a descrever da esquerda para a direita, de cima para baixo. Informe as cores: fotografia em tons de cinza, em branco e preto.
• Descrever todos os elementos de um determinado ponto da foto e só depois passe para o próximo ponto, criando uma sequência lógica. Os trajes devem vir depois das características físicas.
• O conteúdo linguístico proposto nesta seção possibilita aos estudantes identificarem, em textos diversos, o uso de conjunções e a relação (tempo e finalidade), recuperando relações entre partes de um texto e, desenvolvendo, assim, as habilidades EF15LP14, EF35LP01, EF35LP06 e EF05LP07, bem como a Competência geral 3 e a Competência específica de Língua Portuguesa 9.
• Proponha uma leitura silenciosa e a resolução das atividades sem qualquer intervenção a fim de aprimorar a autonomia dos estudantes. Em um segundo momento, faça a correção, enfatizando o que julgar necessário de acordo com o que observou durante a realização delas.
• Se na turma houver estudantes com deficiência visual, faça a audiodescrição da foto que acompanha o texto. Para tanto, podem ser úteis as orientações a seguir: [...]
• iniciar a descrição da seguinte maneira: fotografia colorida/ em preto e branco, em primeiro plano (do peito para cima), em plano médio (da
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• Localizar onde a pessoa está e caracterizar o lugar, quando possível.
• Não é necessário mencionar todas as características físicas, somente as mais marcantes. [...]
ALMEIDA, Ana Carolina Correia; MOREIRA, Maria das Graças. Introdução à audiodescrição em sala de aula. Ponta Grossa: Atena, 2021. p. 25. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/ server/api/core/bitstreams/d6fcf8ea-59f6-44f8-ad5f -e130975267b3/content. Acesso em: 12 set. 2025.
A pequena sereia, de Edvard Eriksen. Escultura em bronze, 125 cm de altura. Copenhague, Dinamarca. 1913.
• O exercício de reescrita apresentado no item d da atividade 1 favorece o desenvolvimento de aspectos de coesão textual para a prática de escrita. Esclareça que o objetivo, nesse caso, é reescrever um trecho, mantendo o sentido, usando outra locução conjuntiva de finalidade.
• Na atividade 2, discuta oralmente outras formas de indicar a noção de tempo, promovendo comparações entre expressões semelhantes e suas funções nos textos.
• O exercício de reescrita apresentado no item b favorece o desenvolvimento de aspectos de coesão textual para a prática de escrita. Esclareça que o objetivo, nesse caso, é reescrever um trecho, mantendo o sentido, substituindo a locução conjuntiva de tempo por uma conjunção de tempo.
• Durante a leitura coletiva do boxe de conceito com os estudantes, incentive-os a dar exemplos cotidianos de cada tipo de conjunção, favorecendo a construção de sentidos a partir de suas experiências.
desde que para que agora que
Resposta: — Eu sei exatamente o que você deseja – disse a feiticeira do mar. — [...] Você quer se livrar de sua cauda de peixe e no lugar ter um par de tocos para andar como um ser humano, para que o jovem príncipe se apaixone por você e lhe dê uma alma imortal.
2. Considere a seguinte frase, adaptada do trecho que você leu.
Depois que tomasse a forma de um ser humano, ela não mais voltaria a ser uma sereia.
a ) Contorne a expressão utilizada para indicar uma ideia de tempo.
Resposta: Os estudantes devem contornar a expressão depois que
b) Reescreva a frase, substituindo essa expressão por uma das apresentadas a seguir, sem alterar o sentido.
d) Reescreva o primeiro parágrafo, substituindo essa expressão por uma das apresentadas a seguir, sem alterar o sentido. porque antes que quando
Resposta: Quando tomasse a forma de um ser humano, ela não mais voltaria a ser uma sereia.
Na atividade 1, as locuções a fim de que e para que indicam a finalidade do pedido da sereia à feiticeira do mar: fazer o príncipe se apaixonar por ela. A informação que vem depois da locução é que traz a finalidade da ação.
Na atividade 2, a locução depois que e a conjunção quando introduzem a ideia do momento em que ocorreu a transformação da sereia e as consequências dessa transformação.
Algumas conjunções podem passar uma ideia do tempo em que ações ocorrem em uma frase (conjunções temporais) ou apresentar a finalidade de determinadas ações que são praticadas (conjunções finais).
ATIVIDADE EXTRA
• Releia o trecho do conto. Em seguida, proponha a seguinte discussão oral: “Segundo a feiticeira, o que a sereia perderia se realizasse seu desejo? Você acha que valeria a pena?”. Promova uma reflexão sobre o tema. Para ampliar a conversa, pergunte se os estudantes já passaram por alguma situação em que precisaram renunciar a algo para conquistar outra coisa, promovendo conexões com o cotidiano deles.
PARA PENSAR E PRATICAR
1. Leia a tirinha a seguir.
1. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam, prestando atenção na expressão triste de Téo, que ele se refere a algo desagradável, que lhe causa desgosto.

"Quando é que isso vai acabar", tirinha publicada no Livro "Téo & O Mini Mundo –Vol. 2 – O lugar do Outro" de Caetano Cury.
a ) A história não deixa claro a que Téo se refere com a palavra isso. Você consegue imaginar o que ele quer que passe?
b) Que tipo de letra foi usado nessa tirinha?
Resposta: Imprensa maiúscula e minúscula.
c ) Qual é a conjunção e a locução conjuntiva de tempo que Téo usou?
Resposta: Quando e desde quando
d) Por que Téo usa essas referências ao tempo na tirinha?
Porque quer explicar algo à borboleta.
Porque tem dúvidas sobre o tempo de algo que o incomoda.
Porque quer indicar a finalidade de algo que o incomoda.
Resposta: Porque tem dúvidas sobre o tempo de algo que o incomoda.
12. descrever elementos gráficos, como pontos de interrogação, exclamação, gotas de suor, raios, nuvenzinhas, formatos diferentes de balõezinhos onde estão as falas, pois transmitem significados; 13. usar o presente do indicativo.
ALMEIDA, Ana Carolina Correia; MOREIRA, Maria das Graças. Introdução à audiodescrição em sala de aula. Ponta Grossa: Atena, 2021. p. 40. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/ server/api/core/bitstreams/d6fcf8ea-59f6-44f8-ad5f -e130975267b3/content. Acesso em: 12 set. 2025.
13/10/2025 09:28:00
• Já no item c, conduza uma leitura pausada dos balões da tirinha e incentive que identifiquem, sublinhando ou destacando no quadro, as palavras que indicam tempo.
• No item d, proponha que trabalhem em duplas. Essa troca entre colegas pode ser compartilhada com a turma ao final, promovendo o debate e a argumentação oral com base nos elementos do texto e da imagem.
• Na atividade 1 , oriente a turma para a leitura da tirinha, promovendo uma observação cuidadosa das expressões faciais e corporais dos personagens. Vale chamar a atenção também para o tipo de letra utilizado nos balões. Diferentemente do que é mais comum em tirinhas e HQs, que costumam usar letra bastão, essa utiliza a letra de imprensa com letras maiúsculas e minúsculas. Essa observação pode despertar o olhar dos estudantes para diferentes estilos gráficos e a intenção comunicativa por trás dessas escolhas.
• Se na turma houver estudantes com deficiência visual, faça a audiodescrição da tirinha. Para tanto, podem ser úteis as orientações a seguir:
[...]
1. iniciar a descrição usando expressões como: “a tirinha mostra/apresenta…”;
[...]
4. mencionar quem e quantos são os personagens, caracterizá-los, falar sobre o cenário e o tempo (dia, noite, inverno, verão), [...]; 5. descrever quadro a quadro, marcando-os com a letra Q e o número correspondente;
[...]
7. a fala dos personagens deverá ser anunciada, usando para isso os verbos: dizer, responder, perguntar, comentar, continuar, gritar, falar; [...]
• O texto da atividade 2 se refere a um livro no qual crianças apresentam definições de palavras em um dicionário divertido. Uma sugestão é pedir aos estudantes que apresentem também definições divertidas e alternativas de objetos da sala de aula.
• No item a, retome com a turma o que foi estudado sobre o dicionário e incentive que comparem os dois textos. O objetivo é perceber que ambos apresentam palavras acompanhadas de definições, ainda que em formatos diferentes. No item b, proponha uma breve conversa sobre o contexto de criação do livro, relacionando com situações escolares semelhantes que os estudantes já tenham vivenciado. Para o item c, aproveite para reforçar que quando e desde então marcam a ordem cronológica das ações.
• Por fim, no item d, oriente a turma a refletir sobre a intenção das ações expressas nas frases e a escolher as conjunções de finalidade mais adequadas. Reforce que expressões como para que e a fim de que explicam o propósito de uma ação.
• Após a atividade, é interessante propor que os próprios estudantes definam algumas palavras importantes no cotidiano escolar, criando uma pequena coletânea inspirada no livro Casa das estrelas
2. Leia a seguir o trecho de uma reportagem sobre o livro Casa das estrelas
Significado de criança
Criança “é responsável pelo dever de casa”, segundo Luisa, de oito anos. Já para Johanna, de dez, criança é o que ela está vivendo. Essa é apenas uma das muitas palavras definidas em “Casa das Estrelas”, livro do professor colombiano Javier Naranjo [...].
Javier teve a ideia de unir frases de seus alunos em 1988, durante uma festa de comemoração do Dia da Criança, quando pediu para que cada um da turma escrevesse em seu caderno uma resposta para a questão “O que é uma criança para você?”.
Desde então, o professor foi juntando definições de crianças para palavras como adulto (“Pessoa que, em toda coisa que fala, vem primeiro ela”, segundo Andrés, 8), branco (“O branco é a cor que não pinta”, Jonathan, 11), corpo (“É no que colocamos a roupa”, Camila, 7) e tempo (“É hora, é demora”, Ligeya, 9). [...]
PASSOS, Úrsula. Significado de criança. Folha de S.Paulo, São Paulo, ano 93, n. 30 950, 28 dez. 2013. Folhinha, p. C12.
a ) O livro de Javier Naranjo se parece com qual outro livro que estudamos nesta unidade? Por quê?
Resposta: Com o dicionário, pois apresenta palavras e suas definições.
b) Como se originou a ideia do livro de Javier Naranjo?
c ) Os termos quando e desde então introduzem o tempo em que as ações foram praticadas. Relacione esses termos com a ação correspondente.
Resposta: A – 2; B – 1.
Quando A.
Desde então B.
Ação de juntar outras definições de estudantes. 1.
Ação de pedir aos estudantes que escrevessem definições no caderno. 2.
d) Complete as lacunas com conjunções que indiquem finalidade.
• Javier pediu aos estudantes que escrevessem definições no caderno (para que / já que) entendesse o que pensavam sobre ser criança.
Resposta: Para que.
• Javier continuou colecionando definições dos estudantes (desde que / a fim de que) pudesse publicar um livro.
Resposta: A fim de que.
2. b) Resposta: Originou-se de uma atividade em que os estudantes deveriam definir o que era uma criança para eles.
AVALIANDO
• A partir da atividade 2, verifique se os estudantes entenderam de fato os sentidos produzidos por conjunções temporais e finais. Depois da correção das atividades, é possível discutir com eles sobre como se saíram nas questões e verificar a percepção deles com relação ao nível de
dificuldade que tiveram em cada atividade para, a partir disso, preparar as estratégias para as próximas abordagens e refletir sobre a prática docente. Caso exista um desnível considerável entre os estudantes, é importante que seja feita uma revisão ou produção de um material de apoio para que eles possam rever alguns conhecimentos que ainda precisam trabalhar.
HORA DE PRODUZIR
Verbete literário
O que vai produzir
Agora, é a sua vez de criar definições de palavras como verbetes de um dicionário literário. Porém, vamos fazer esta atividade como se fosse uma grande brincadeira.
Planejar
O objetivo da brincadeira é criar três acepções originais para uma palavra.
Essas definições devem ser diferentes e inesperadas, mas permitir que o ouvinte identifique a qual palavra se referem. Para ficar mais fácil, serão duas rodadas de definições: uma de palavras que sejam nomes de animais e outra com nomes de objetos da sala de aula.
O primeiro passo é pensar em um nome de animal e em um nome de objeto. Não há problema se os nomes se repetirem, afinal as definições serão criativas.
Depois de escolhidas as palavras, pense em três formas de defini-las com relação aos seguintes aspectos:
1. forma: seu formato, cor e tamanho;
2. função: o que faz ou para que serve;
3. curiosidade/humor: algum aspecto que seja interessante e diferente das palavras escolhidas.
Exemplo:
• palavra: tartaruga;
• forma: tem o formato semelhante a uma caixa oval, feita de material muito duro;
• função: vive a vida toda muito vagarosamente;
• curiosidade/humor: sempre ganha corridas contra lebres e coelhos.

As descrições não devem revelar de forma tão fácil qual é a palavra. Use a criatividade e abuse dos recursos de linguagem que você já conhece, como as metáforas, por exemplo.
OBJETIVOS
• Planejar e produzir verbetes de um dicionário literário criando definições originais para animais e objetos.
BNCC
• As atividades propostas nesta seção possibilitam mais uma vez aos estudantes planejar o texto que vão produzir e reler e revisar a produção usando os conhecimentos linguísticos. Com a sugestão de oralizarem uma parte da produção, eles podem se expressar com clareza e praticar a escuta. Essas práticas possibilitam o desenvolvimento das habilidades EF15LP05, EF15LP06 , EF15LP09 , EF15LP10 e EF35LP07; a Competência geral 3 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 3 e 9
• Na etapa Planejar, reforce que o objetivo é brincar com o significado e surpreender os colegas. Para ajudar, é possível propor uma rodada coletiva de exemplos antes que cada um escreva as suas definições. Também é válido retomar o uso de metáforas e comparações como estratégia para enriquecer as definições criadas. Incentive o uso de elementos de humor e jogos de linguagem.
13/10/2025 09:28:00
• Na etapa Produzir, ajude a turma a organizar o espaço, fugindo do modo convencional, de modo que todos possam se ouvir durante a brincadeira. Caso a turma seja muito numerosa, organize os estudantes em grupos menores, o que facilita a participação de todos e mantém a atenção. Durante a atividade, incentive a escuta atenta e o respeito à vez do outro. Ao final de cada rodada, convide-os a comentar as definições mais criativas e o que as tornou interessantes. Aproveite esse momento para destacar a riqueza da linguagem e a potência da imaginação na construção de sentidos.
• Na etapa Compartilhar, como forma de envolver a família e a comunidade escolar no processo de aprendizagem, oriente os estudantes a explicarem o jogo para familiares ou amigos, enfatizando as regras e o uso criativo da linguagem. Incentive que levem anotações ou reescrevam as definições com capricho para facilitar a compreensão de quem for brincar. Proponha que compartilhem a experiência com a turma depois, contando como foi a recepção da brincadeira fora da escola e que novas definições foram criadas.
• Na etapa Avaliar, conduza uma roda de conversa com os estudantes para retomar os objetivos da atividade de forma reflexiva. Incentive-os a comentar o que aprenderam com a experiência, quais estratégias usaram para criar as definições e como se sentiram durante a brincadeira. Registre as sugestões dadas pela turma, para que possam servir de referência em futuras atividades semelhantes.
Escreva as três definições de cada palavra no caderno e reserve para o dia da atividade.
Produzir
1. Marque com o professor e os colegas um dia e uma hora para realizar a brincadeira.
2. A primeira rodada será a de palavras que sejam nomes de animais. Você e os colegas vão se organizar em roda, em ordem alfabética do último sobrenome. O primeiro começa dizendo:
Minha palavra é o nome de um animal que...
Então, diz a primeira acepção (forma); a segunda acepção (função); e a terceira (curiosidade/humor). Depois de terminar, diga “Valendo!”, e todos dizem o nome do animal que acham que é.
3. A atividade se repete com todos. Depois, é a hora da rodada de objetos. Nesse momento, basta seguir a ordem inversa, começando do último estudante que apresentou seu animal.
4. Conforme as rodadas avançam, elejam um estudante para anotar na lousa quantos pontos cada um fez. Pontua o primeiro que acertar o nome. Caso mais de um diga o nome ao mesmo tempo, os dois ganham pontos. Vence quem tiver mais pontos no final das rodadas.
Compartilhar
Agora, é a vez de compartilhar a atividade fora da escola, com os amigos e familiares. Para isso, explique as regras do jogo e peça-lhes que criem as três acepções. Você poderá inventar novos temas, diferentes de animais e objetos de sala de aula. Use a criatividade e boa diversão!
Avaliar
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
A turma deve, enfim, avaliar o trabalho.
1. Todos participaram da atividade?
2. Foi legal brincar de fazer um dicionário divertido? Por quê?
3. De que parte da atividade você mais gostou?
4. Que dicas você daria a outras turmas que venham a fazer a mesma atividade?
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
Chegou o momento de avaliar os conteúdos estudados nesta unidade e a sua participação nas atividades.
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
Ficha de autoavaliação 1
Conteúdos estudados na unidade SIM NÃO
Aprendi as características do verbete de enciclopédia?
Entendi o que é concordância nominal?
Entendi as características do verbete de dicionário?
Compreendi o que são palavras homógrafas?
Compreendi os sentidos de conjunções de tempo e de finalidade?
Ficha de autoavaliação 2
Participação nas atividades da unidade SIM NÃO
Contribui nas atividades orais em sala de aula?
Colaborei com os colegas nas atividades coletivas?
Fiz as atividades de casa?
SAIBA MAIS
Rindo e aprendendo
Essa enciclopédia oferece verbetes com explicações fáceis e divertidas, da descoberta da Antártida ao funcionamento da eletricidade.

ACETI, Laura; SCUDERI, Mário. Minha primeira enciclopédia São Paulo: Lafonte, 2020.
O que é? Para que serve?

Quer saber para que serve e como funciona? Esse dicionário traz informações e definições que respondem a muitas perguntas de forma fácil e compreensível.
BECHARA, Evanildo. Dicionário infantil ilustrado. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017.
13/10/2025 09:28:00
OBJETIVOS
• Avaliar os conteúdos estudados na unidade e a participação nas atividades.
• Os questionamentos propostos têm a finalidade de propiciar um momento para que os estudantes façam uma autoavaliação do aprendizado ao longo da unidade. É importante lembrar do papel que pode ter esse tipo de avaliação na gestão do aprendizado para que eles possam pensar em suas estratégias pessoais de estudo e para que exercitem a responsabilidade por seu próprio aprendizado, aprimorando, assim, a autonomia nos estudos.
OBJETIVOS
• Analisar uma imagem e refletir sobre o que ela provoca.
• Praticar a oralidade por meio da troca de ideias.
• Refletir sobre a relação entre as linguagens verbal e não verbal.
BNCC
• Nas páginas de abertura, os estudantes mobilizarão habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13). Além disso, desenvolverão diversas competências, como o uso de diferentes linguagens para se expressarem e partilharem informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4) e exercitarem o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação (Competência geral 9).
• Se possível, durante as atividades, tenha sempre à disposição uma ferramenta digital (computador, smartphone ou tablet) com acesso à internet que possibilite uma integração ao ensino. Ao surgir alguma dúvida, faça uma busca para obter informações que visem saná-la. Caso surja a necessidade de consultar exemplos de debates ou apresentações orais, faça uma busca para ampliar o repertório dos estudantes.
• A imagem de abertura apresenta um infográfico em que é representada uma sequência cronológica que marca mudanças na evolução dos aparelhos de som. Uma sequência assim representa um processo em que os acontecimentos se sucedem. Observe se os

DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES
CONTEÚDOS DESTA UNIDADE
• reportagem;
• construindo sentidos no texto: relações entre palavras;
• mapa mental;
• notícia com gráfico;
• palavras homófonas;
• sentidos das conjunções: causa e condição;
• apresentação oral com gráficos.
estudantes se apropriam da noção de processo, estrutura tão presente em vários textos com que terão contato ao longo da vida escolar.
• Oriente os estudantes a explorarem livremente a imagem, observando atentamente as ilustrações. Pergunte se conhecem algum dos aparelhos representados no infográfico.
A evolução do som.

Respostas
Respostas e comentários nas orientações ao professor
Observe a imagem e converse com os colegas sobre as questões a seguir.
1. 2. 3.
O modo como ouvimos música mudou muito ao longo do tempo. Observe o infográfico A evolução do som, converse com os colegas sobre ele e responda: Que informações ele apresenta? Como ele está organizado?
O infográfico apresenta imagens e texto. O que informa o texto? O que a imagem acrescenta?
De que outra maneira essas informações poderiam ser apresentadas?
Texto A.
Animação D.
Escultura B.
Pintura E.
Gráfico C.
Documentário em vídeo F.
Imagine que sua turma fez uma pesquisa sobre gêneros de música prediletos. O resultado foi o seguinte: 4.
8 estudantes – rock
6 estudantes – rap 5 estudantes – sertanejo 4 estudantes – pop
Agora, a turma precisa registrar o resultado da pesquisa. Como o leitor compreenderia mais rapidamente os dados coletados? Leia as opções e comente com os colegas qual ou quais você considera mais adequada(s) e o porquê.
Em um gráfico. A.
Em um verbete. B.
Em um texto didático. C.
1. Os diferentes aparelhos usados ao longo do tempo para reproduzir som. Ele está disposto em sequência temporal, ou seja, em ordem cronológica.
2. O nome de cada aparelho. Além de traduzir visualmente o texto verbal, a imagem permite ao leitor que não conhece o aparelho identificado pelo texto saber como era, além de ter uma ideia do formato e supor como funcionava.
13/10/2025 09:25:53
3. Espera-se que os estudantes apresentem suas ideias e hipóteses para o grupo. Mostre que um processo histórico pode ser representado de muitas maneiras, mas a escultura e a pintura não são os gêneros mais favoráveis para esse tipo de representação.
4. Espera-se que os estudantes reconheçam que os dados seriam mais bem apresentados em um gráfico, para que o leitor os compreendesse mais rapidamente.
• As questões da abertura favorecem a discussão e a troca de ideias e estão previstas para serem respondidas oralmente. Oriente os estudantes a colocarem suas ideias e a ouvir as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala.
• Momentos de interação, como discussões, debates, trocas de ideias, produções orais, escritas coletivas, entre outros, proporcionam o desenvolvimento de competências socioemocionais relacionadas ao convívio com respeito e harmonia. Caso haja problemas de indisciplina ou de relacionamento nessas atividades, viabilize momentos para reflexões sobre a importância de os estudantes se respeitarem, levando-os a considerar a empatia, a paciência e a confiança elementos necessários para uma boa convivência. Ao final de cada atividade, reflita com a turma sobre os aspectos que julgar necessários.
• Para desenvolver a atividade 1, pergunte aos estudantes se conhecem e se já usaram algum dos aparelhos mostrados no infográfico. Se considerar oportuno, pergunte que tipo de música eles gostam de ouvir e promova uma troca entre os estudantes como forma de aproximá-los.
• As atividades 3 e 4 exploram o repertório dos estudantes. Incentive-os a apresentar suas ideias e hipóteses. Ao final da atividade 4, mostre como o gráfico favorece a representação numérica.
VINÍCIUS COSTA/ARQUIVO DA EDITORA
OBJETIVOS
• Desenvolver habilidades leitoras por meio da leitura e análise de uma reportagem.
• Praticar a escrita e a oralidade em sala de aula por meio de atividades relacionadas ao texto lido.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes vão levantar hipóteses sobre o texto a ser lido com base no conhecimento prévio e nas pistas oferecidas pelo próprio material, desenvolvendo a habilidade EF15LP02, a Competência geral 2 e as habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10 , EF15LP11 e EF15LP13), bem como a Competência geral 4
• A pesquisa em livros ou na internet por fotografias antigas da cidade onde moram, a fim de compreenderem a vida das pessoas em determinada época, possibilita aos estudantes o desenvolvimento da habilidade EF35LP17 e da Competência específica de Língua Portuguesa 8
4. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes se refiram aos meios de transporte ainda movidos a animais, às vestimentas e à presença de construções baixas, sem edifícios, remetendo a um estilo de vida bastante diferente.
DIVULGANDO NOSSA HISTÓRIA
RODA DE LEITURA: REPORTAGEM
A divulgação científica registra processos e fatos. Para isso, pode recorrer a vários gêneros. Vamos discutir, nesta unidade, as possibilidades desse registro.
ANTES DE LER
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes partilhem seus conhecimentos e suas experiências sobre o Carnaval.
Responda às questões a seguir oralmente.
1. Você já brincou o Carnaval? Como? O que conhece dessa festa?
2. Na sua opinião, é importante conhecer a história de países, pessoas e eventos? Qual vantagem o conhecimento do passado pode trazer para alguém?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes troquem ideias e apresentem suas conclusões com base no conhecimento que já têm.
3. Onde, em geral, encontramos informações históricas sobre fatos, pessoas, eventos e lugares?
4. Observe a fotografia.
Possíveis respostas: Em documentos escritos, como livros, jornais, revistas, documentos legais etc.; em artefatos, como obras de arte e fotografias; em museus, bibliotecas e internet.

4. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes se organizem para desenvolver a atividade de pesquisa.
Imagem do fotógrafo Marc Ferrez representando o município de São Paulo no fim do século XIX.
a ) Como você imagina que era a vida das pessoas nessa época?
b) A cidade em que você mora também tem fotografias antigas como essa? Faça uma pesquisa na biblioteca da escola ou na internet com a supervisão do professor, para descobrir.
5. A seguir, você vai ler uma reportagem intitulada “Histórias do Carnaval”. O que espera encontrar nessa reportagem?
Resposta pessoal. A resposta vai depender das associações que os estudantes fizerem.
Professor, professora: No item b da atividade 4, oriente os estudantes a pesquisarem também o Carnaval na cidade onde moram, remetendo ao tema que será abordado.
ANTES DE LER
• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a exporem as próprias ideias e ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala. Incentive a participação de todos durante uma roda de conversa. Depois, retome o momento no boxe Agora que já lemos.
• Na atividade 2, solicite a eles que reflitam e expliquem suas ideias à turma. É interessante
discutir a importância da História e como o conhecimento do passado pode nos fazer entender melhor o presente.
• Ao propor a atividade 5, proporcione um momento de levantamento de hipóteses e expectativas de leitura. Sempre que possível, solicite aos estudantes que verbalizem o raciocínio, mostrando como foi construído para criar suas hipóteses, ou que justifiquem suas escolhas e opiniões.
Leia uma reportagem sobre uma das mais populares festas brasileiras: o Carnaval.
Histórias do Carnaval
De onde vem o Carnaval?
Ninguém sabe ao certo a origem do Carnaval, mas historiadores acreditam que a festa tenha tido origem em celebrações ligadas à agricultura e à chegada da primavera na Europa, comemorada com festejos na Grécia e em Roma, na Antiguidade. No ano 590 d.C., a Igreja Católica incorporou ao seu calendário o Carnaval. A Quarta-Feira de Cinzas, último dia do Carnaval, marca o início da Quaresma, que vai até a Páscoa. No Brasil, o Carnaval chegou no século 18, e era chamado de entrudo, vindo das ilhas de colonização portuguesa da Madeira, Açores e Cabo Verde.
Como surgiram as escolas de samba?
Na década de 1840, nasceram os primeiros bailes de Carnaval do Brasil, e as pessoas começaram a se fantasiar e a usar máscaras que vinham da Europa. O Carnaval começou a se organizar com as grandes sociedades, organizações que contavam com o apoio de políticos e escritores. No início do século 20, a festa brasileira ganhou a contribuição definitiva dos ritmos e costumes dos negros, e os ranchos passavam pelas ruas da cidade animando o Carnaval com marchinhas. Os ranchos criaram o casal de mestre-sala e porta-bandeira e deram os primeiros elementos que viriam a formar as escolas de samba. A primeira delas se chamava Deixa Falar e foi fundada no bairro do Estácio, no Rio, em 1928.
Existe Carnaval em outros países?

BNCC
• A leitura do texto, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento da habilidade EF35LP01, bem como da Competência específica de Língua Portuguesa 3. Além disso, a leitura da reportagem, de modo a perceber as características do gênero e o assunto tratado, desenvolve a habilidade EF05LP15
• Ao lerem uma reportagem sobre a história do Carnaval, os estudantes entram em contato com os temas contemporâneos transversais Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
Existe, sim. As comemorações são um pouco diferentes das que vemos no Brasil. A cidade de Veneza, na Itália, tem um dos carnavais mais famosos e antigos do mundo, conhecido pelas belas máscaras usadas pelos foliões. Nos Estados Unidos, é famoso o carnaval da cidade de Nova Orleans, levado pela colonização francesa e embalado pelo jazz dos negros.
Ranchos: blocos.
• Ao ler o texto com os estudantes, valorize as diferentes maneiras de brincar o Carnaval. Lembre-os de que o Brasil conta com diferentes ritmos e festas – o frevo, o axé, os ranchos e os maracatus. Situe o Carnaval como uma das manifestações da cultura, ao lado de outras, como as festas juninas, muito comemoradas no Nordeste brasileiro, ou a tradição dos bois de Parintins, no Amazonas.


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• Se oportuno, faça uma leitura compartilhada, dando oportunidades a voluntários para ler trechos do texto, desenvolvendo, assim, a fluência leitora. Explore também o vocabulário específico, como entrudo, mestre-sala, porta-bandeira, marchinhas etc., orientando-os a reconhecer o sentido das palavras ou expressões desconhecidas pelo próprio contexto em que foram empregadas, desenvolvendo, assim, a habilidade EF35LP05
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
• Previamente, separe fotos de celebrações nacionais que representem as grandes regiões do país. Em sala de aula, converse com os estudantes sobre as imagens, questionando se sabem o que representa cada uma. Pergunte por que é importante conhecer a diversidade da cultura brasileira e peça-lhes que justifiquem as respostas. Depois, converse a respeito de como e onde podemos encontrar informações sobre aspectos históricos e culturais do Brasil.
BNCC
• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social da reportagem, reconhecendo para que foi produzida e a quem se destina. Desenvolvem também as habilidades EF15LP03, EF35LP03 e EF35LP04 ao identificarem a ideia central do texto e ao localizarem informações explícitas e implícitas.
• Ao relacionarem trechos do texto com fotografias que os representem, os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP18. Além disso, desenvolvem a habilidade EF05LP19 ao argumentarem oralmente sobre a importância do Carnaval, acontecimento de interesse social. Essa discussão os leva a valorizar a festividade como manifestação artística e utilizar seus conhecimentos para respeitá-la em sua diversidade, colaborando com a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva, contemplando, assim, as Competências gerais 1 e 3
• As questões da subseção Papo de leitor podem ser respondidas em casa e corrigidas coletivamente na aula seguinte. Para isso, leia as questões, tirando possíveis dúvidas. Retome a correta forma gráfica da escrita dos diferentes tipos de letra e incentive os estudantes a praticarem a escrita da letra cursiva.
• As questões foram organizadas de forma progressiva, favorecendo uma compreensão cada vez mais aprofundada do texto, começando pelo contexto e avançando até reflexões mais valorativas.
• É recomendável deixar as questões do boxe Agora que já lemos para serem respondidas em sala de aula, de
De onde vêm as marchinhas?
Às vezes, parece que as marchinhas de Carnaval sempre estiveram por aí. Elas são antigas mesmo, animam carnavais desde o começo do século 20. A primeira composição especialmente feita para o Carnaval foi “Ô Abre Alas”, de Chiquinha Gonzaga, em 1899, antes mesmo do surgimento do samba – que só apareceu oficialmente em 1917. [...]
HISTÓRIAS do Carnaval. Folha de S.Paulo, ano 84, n. 27.702, 5 fev. 2005. Folhinha, p. F6.
Papo de leitor
1. Possíveis respostas: Crianças que querem conhecer as origens do Carnaval. O leitor que pesquisa a história do Carnaval. Quem quer conhecer a história das escolas de samba.
1. Qual leitor pode se interessar por essa reportagem?
2. A reportagem menciona que as origens do Carnaval estão ligadas a um período do ano.
a ) A que está relacionada a origem mais antiga desse festejo?
Resposta: Está ligada à agricultura e à chegada da primavera na Europa.
b) Em sua opinião, por que seria importante celebrar esse período?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes associem esse período ao renascimento da natureza e à renovação das plantações de alimentos. Acolha as hipóteses dos estudantes e questione o porquê delas. Oriente-os a pensar nessa estação do ano que vem depois do inverno e no que ela traz, como Sol e calor, permitindo o início do plantio.
3. Associe os eventos às datas em que aconteceram, segundo a reportagem.
Resposta: A – 4; B – 3; C – 1; D – 2.
1840 B.
Início do século 20 C. Século 18 A.
1917 D.
1.
Ganhou a contribuição definitiva dos ritmos e costumes dos negros.
2.
Começam os bailes de Carnaval no Brasil. 3. Surgimento do samba.
4. A reportagem mostra que o Carnaval no Brasil também é a expressão da diversidade brasileira. Quais informações do texto comprovam essa ideia? Carnaval chega ao Brasil. 4.
Resposta: O fato de os ritmos e o modo de festejar o Carnaval contarem com contribuições europeias e africanas.
maneira que se possa observar a troca de ideias e o desenvolvimento da argumentação de cada estudante, fazendo registros de aprendizagem conforme necessário.
• O item b da atividade 2 possibilita uma conexão entre texto e conhecimento de mundo. Reforce a importância da primavera como símbolo de renovação e abundância. Podem-se usar imagens ou vídeos curtos sobre estações do ano para enriquecer a discussão.
• Na atividade 4, incentive a turma a refletir sobre como diferentes culturas influenciam as festas populares. Se oportuno, amplie brevemente o debate com a participação dos estudantes, levantando curiosidades sobre músicas, vídeos ou depoimentos sobre o Carnaval e como ele é visto e valorizado também por outras nacionalidades. Ressalte a importância de darmos ênfase à pluralidade de manifestações culturais regionais.
5. a) Resposta: Os estudantes devem contornar os intertítulos: “De onde vem o Carnaval?”, “Como surgiram as escolas de samba?”, “Existe Carnaval em outros países?”
5. Observe a estrutura gráfica da reportagem.
a ) Contorne os intertítulos presentes nela.
b) O que há em comum entre esses intertítulos? O que eles pretendem provocar no leitor?
Resposta: Eles são questionamentos. Tentam despertar a curiosidade do leitor para a resposta das perguntas.
6. Observe estas duas fotografias.


Copie um trecho do texto que pode ser associado à:
• fotografia A:
Resposta: A cidade de Veneza, na Itália, tem um dos carnavais mais famosos e antigos do mundo, conhecido pelas belas máscaras usadas pelos foliões.
• fotografia B:
Resposta: Nos Estados Unidos, é famoso o carnaval da cidade de Nova Orleans, levado pela colonização francesa e embalado pelo jazz dos negros.
7. Nos veículos de comunicação, os textos costumam ser organizados e classificados de acordo com o assunto. Em qual dos temas a seguir essa reportagem poderia ser classificada?
Resposta: Cultura. e “De onde vêm as marchinhas?”.
Turismo. Política. Cultura. Tecnologia.
• Na atividade 5, retome a importância dos intertítulos, verificando se os estudantes compreendem a função desse recurso na reportagem lida, como o convite à leitura e a criação de expectativa em relação ao que se vai ler. Se oportuno, incentive-os a pensar em outros intertítulos para a reportagem, com base no que é explorado em cada tópico.
• A atividade 6 desenvolve um trabalho com a leitura multimodal, incentivando os estudantes a refletirem sobre frases da reportagem que se relacionem ao que representa cada imagem. Se na sala de aula houver estudantes cegos ou com baixa visão, promova a inclusão deles na atividade. Para tanto, faça uma adaptação, descrevendo as imagens de modo bastante detalhado. Pode-se ampliar a atividade com uma pesquisa sobre o Carnaval de outros países, criando um mural comparativo. Valorize a diversidade cultural e a influência histórica nas festas populares.
• Para aprofundamento da atividade 7, considerando uma turma de nível mais elevado, comente com os estudantes que textos informativos podem ser agrupados por assunto, o que facilita a organização dos veículos de comunicação. Proponha-lhes que justifiquem por que a reportagem não se enquadraria em Turismo, Política ou Tecnologia, desenvolvendo o pensamento crítico.
13/10/2025 09:25:57
Carnaval em Veneza, na Itália.
Carnaval em Nova Orleans, nos Estados Unidos.
• Ao realizar a atividade 8, é interessante destacar para os estudantes que a divulgação científica pode ser feita por meio de diversos gêneros, como o artigo, a reportagem e a entrevista, que têm a esfera científica como denominador comum. Leve-os a refletir sobre o papel dessa reportagem na preservação da memória e na valorização da cultura. Pode-se propor uma comparação com outros gêneros informativos, como notícias ou entrevistas, por exemplo.
• A atividade 9 destaca a importância dos marcadores temporais em uma reportagem que trata da história de um evento cultural. Reforce a função desses marcadores para a construção de uma linha do tempo, incentivando os estudantes a concluírem que essas expressões ajudam a compreender melhor a evolução histórica – a cronologia de determinado objeto de estudo. Se possível, retome o conceito de advérbio, destacando a diferença de função das expressões de tempo na notícia, que localizam o leitor quanto a um fato específico, e nessa reportagem, organizada por uma cronologia que quer recuperar uma história.
• Verifique se os estudantes compreendem o caráter polissêmico de uma palavra e como isso contribui para a coesão textual. Você pode propor, ainda, que eles reescrevam o trecho, fazendo a substituição do adjetivo grande por outro de igual sentido. Pode também propor uma atividade de substituição de trocar “grandes sociedades” por “sociedades importantes” e discutir o efeito da mudança coletivamente, incentivando a argumentação e o pensamento crítico.
• Se achar oportuno, destaque a História como uma Ciência Social muito importante para a construção de identidades individuais e coletivas.
8. Essa reportagem, diferentemente dos artigos de divulgação científica, não apresenta uma descoberta. Qual tipo de conhecimento ela divulga?
Uma previsão de como será o Carnaval no futuro.
Um conhecimento histórico-cultural.
Opiniões de estudiosos e de especialistas em Carnaval.
A reportagem é um gênero jornalístico que pode tratar de diversos assuntos. É um texto que demanda empenho no levantamento e na confirmação de informações, as quais podem ser estruturadas com intertítulos, que facilitam a organização de acordo com os assuntos.
9. Releia a reportagem e copie uma locução conjuntiva de tempo.
Possíveis respostas: Na década 1840; no início do século 20; em 1928, entre outras.
Por que as expressões adverbiais são importantes nesse texto?
Elas marcam o tempo do Carnaval.
Resposta: Elas expressam as datas dos fatos elencados no texto.
Elas expressam as datas dos fatos elencados no texto.
10. Releia:
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes construam sua resposta retomando as hipóteses que levantaram antes da leitura do texto e comparando-as com o que eles pensam sobre o Carnaval após a leitura do texto.
O Carnaval começou a se organizar com as grandes sociedades, organizações que contavam com o apoio de políticos e escritores.
Qual sentido o adjetivo grande tem nesse trecho?
Numerosas. Importantes. Existentes.
AGORA QUE JÁ LEMOS
2. Possíveis respostas: Contribui para celebrar a nossa cultura; demonstra como a nossa cultura é Resposta: Importantes.
Responda às questões a seguir oralmente.
Resposta: Um conhecimento histórico-cultural. rica e diversa; ajuda a combater preconceitos; entre outras.
1. As informações apresentadas sobre o Carnaval nessa reportagem eram o que você tinha imaginado antes da leitura? Eram o que você conhecia sobre ele?
2. Qual é a importância de divulgar um evento tão conhecido na nossa cultura como o Carnaval?
AGORA QUE JÁ LEMOS
• Na atividade 1, retome com os estudantes as reflexões iniciais e incentive-os a comparar suas primeiras impressões com o que foi de fato apresentado no texto, valorizando tanto as hipóteses confirmadas quanto as reformuladas.
É LÍNGUA, É LINGUAGEM
Construindo sentidos no texto: relações entre palavras
Ao estudar concordância verbal e concordância nominal, você observou que as concordâncias são feitas entre palavras que estão ligadas umas às outras. Essas relações também acontecem de outra maneira em um texto e são muito importantes para que ele tenha sentido.
1. Releia este trecho da reportagem sobre a história do Carnaval.
Ninguém sabe ao certo a origem do Carnaval, mas historiadores acreditam que a festa tenha tido origem em celebrações ligadas à agricultura e à chegada da primavera na Europa, comemorada com festejos na Grécia e em Roma, na Antiguidade.

a ) Qual expressão retoma o substantivo Carnaval substituindo-o?
Resposta: A expressão a festa.
b) Por que não se usou apenas a palavra Carnaval?
Para o autor mostrar que tem vocabulário.
Resposta: Porque a repetição deixaria o texto menos agradável de ler.
Porque a repetição deixaria o texto menos agradável de ler.
2. Releia outro trecho:
Os ranchos criaram o casal de mestre-sala e porta-bandeira e deram os primeiros elementos que viriam a formar as escolas de samba. A primeira delas se chamava Deixa Falar [...].
A palavra em destaque: refere-se às pessoas que desfilam no Carnaval.
Resposta: Retoma a expressão escolas de samba

retoma a expressão escolas de samba.
No texto, as palavras criam relações umas com as outras. Essas relações podem ser de substituição, quando termos com sentido semelhante são trocados por outros, ou de retomada, quando um termo recupera outro. Esse movimento de substituição e retomada é importante na construção de sentido do texto.
expressão clara, a escuta atenta, o respeito aos turnos de fala e a compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13). Além disso, desenvolverão diferentes competências, como o uso de linguagens variadas para se expressarem e partilharem informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4) e o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação (Competência geral 9). Eles serão levados a debaterem com os colegas sobre patrimônio cultural, natural, material e imaterial, desenvolvendo as habilidades relacionadas a opinar e distinguir opiniões
OBJETIVOS
• Reconhecer mecanismos de coesão textual, como substituição e retomada de palavras por pronomes ou expressões equivalentes.
• Compreender que a substituição lexical evita repetições e promove clareza.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes serão levados a recuperar relações entre partes do texto identificando substituições lexicais e pronominais, desenvolvendo a habilidade EF35LP06. Além disso, eles deverão identificar o caráter polissêmico das palavras, compreendendo-as pelo contexto, desenvolvendo a habilidade EF05LP02 Diante disso, eles se apropriarão da norma-padrão, contemplando a Competência específica de Língua Portuguesa 2
• A leitura de reportagens permite aprimorar as habilidades EF35LP01 e EF05LP15. Já a leitura da tirinha aprimora as habilidades EF15LP04, EF15LP14 e EF15LP18.
• Os estudantes desenvolvem, ainda, as habilidades EF15LP03, EF35LP04 e EF35LP05 ao localizarem informações explícitas e implícitas nos textos lidos, bem como ao inferirem o sentido de palavras do texto pelo contexto.
• Ainda nesta seção, os estudantes mobilizarão habilidades da oralidade, como a
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(EF05LP19 e EF35LP15), além das competências relacionadas à argumentação, defesa de um posicionamento e análise de posicionamentos (Competência geral 7 e Competência específica de Língua Portuguesa 6).
• Leia o boxe conceito com a turma, verificando se compreendem que a substituição de termos só deve ser feita em casos em que há equivalência de sentido. Se oportuno, explore os textos anteriormente trabalhados e proponha aos estudantes que identifiquem casos de substituição semelhantes.
• Ao longo das atividades, adapte a abordagem conforme as necessidades da turma, monitorando o progresso individual por meio da observação das respostas e da participação em debates. Ofereça mais tempo para responderem, divida as tarefas em etapas menores ou organize grupos com apoio direcionado, garantindo que todos participem efetivamente, respeitando ritmos e estilos de aprendizagem, promovendo um ambiente inclusivo e colaborativo.
• A atividade 1 leva os estudantes a perceberem o uso de expressões adverbiais de tempo como elementos coesivos. Oriente-os a observar como essas expressões evitam a repetição e mantêm o sentido temporal. Pode-se propor que eles criem frases com diferentes formas de marcar tempo, substituindo datas por expressões como “naquele período”, “naquela década” etc.
• A coesão textual é fundamental para a produção e interpretação de textos. Se julgar pertinente e adequado, é possível introduzir para os estudantes a definição de coesão como a relação que se dá entre palavras de um texto, através da qual um termo retoma outro, garantindo a clareza e a construção de sentidos.
• Depois da correção da atividade 2, é possível identificar as eventuais dificuldades dos estudantes. Verifique se há necessidade de uma revisão sobre os conceitos trabalhados ou da aplicação de outras atividades com diferentes estratégias, a fim de que compreendam a substituição como elemento importante para a coesão textual.
PARA PENSAR E PRATICAR
1. Leia um trecho de outra reportagem que explica as sociedades carnavalescas.
Por volta de 1840, formaram-se as chamadas sociedades carnavalescas. Eram grupos organizados que, em geral, usavam fantasias reproduzindo as roupas da Corte e desfilavam em carros maravilhosos pelas ruas do centro da cidade. Nessa época, surgiram também os bailes de máscaras. [...]
SOIHET, Rachel. Quem não gosta de samba... Ciência Hoje das Crianças, Rio de Janeiro, ano
O que a expressão nessa época substitui nesse parágrafo?
2. Leia a tirinha a seguir.

a ) Por que é importante lavar as mãos antes das refeições?
b) O que a resposta de Hagar mostra sobre seus hábitos?
c ) Ao que se refere o pronome isso, no segundo quadrinho?
Resposta: Porque
Resposta: A expressão por volta de 1840 a eventual sujeira pode contaminar o alimento que ingerimos e causar doenças. Resposta: Que ele não tem a devida preocupação com higiene.
Resposta: Isso refere-se a lavar as mãos antes de sentar-se à mesa.
d) Ao que se refere o pronome esta, no terceiro quadrinho?
Refere-se à Helga, sua esposa.
Refere-se à desculpa que Hagar apresentou anteriormente.
Resposta: Refere-se à desculpa que Hagar apresentou anteriormente.
9, n. 65, dez. 1996. p. 3.
BROWNE, Dik. Hagar, o Horrível. Folha de S.Paulo, ano 85, n. 27.862, 15 jul. 2005. Ilustrada, p. E13.
3. Leia a seguir um texto que explica o que é um patrimônio.
Que o Brasil possui incontáveis riquezas naturais e culturais todo mundo já sabe, mas algumas delas são reconhecidas internacionalmente por seu valor inestimável para a humanidade. A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) identifica e cataloga esses atrativos a fim de protegê-los e preservá-los para as demais gerações. [...]
Eles são divididos entre Patrimônio da Humanidade Cultural, Natural e Misto – este último quando um único lugar possui características singulares dos dois segmentos. Os Patrimônios Mundiais, como também são chamados, podem ser prédios, monumentos, paisagens ou cidades inteiras. Atualmente, existem 23 desses lugares espalhados pelo Brasil, entre 15 Culturais, sete Naturais e um Misto.
CASTRO, Vanessa. Conheça 23 Patrimônios da Humanidade que ficam no Brasil. Gov.br, 28 jan. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/turismo/pt-br/assuntos/noticias/patrimonios-da -humanidade-no-brasil-23-lugares-que-todo-mundo-deveria-conhecer. Acesso em: 20 maio 2025.
Identifique no primeiro parágrafo uma expressão que:
• se refere ao trecho em destaque:
Resposta: Algumas delas.
• A atividade 4 possibilita um debate entre os estudantes para que reflitam sobre os tipos de patrimônio cultural e natural. Escolha um ambiente e disponha-os em círculo para que se vejam nesse momento. Determine a vez e o tempo de cada estudante falar e enfatize que deve haver atenção e silêncio enquanto alguém estiver falando. Explique-lhes que em um debate as opiniões e os posicionamentos não precisam ser divergentes, mas sim se complementarem ou servirem para que surjam ideias. Chame a atenção para o respeito às opiniões dos colegas e o momento adequado de falar e ouvir.
Resposta: Esses atrativos.
• substitui o trecho em destaque: .
4. Com base nesse trecho, você e seus colegas debaterão sobre patrimônio.
a ) A turma será organizada em grupos:
• Grupo 1: pesquisar o que é patrimônio cultural e dar exemplos;
• Grupo 2: pesquisar o que é patrimônio natural e dar exemplos;
• Grupo 3: pesquisar o que é patrimônio material e dar exemplos;
• Grupo 4: pesquisar o que é patrimônio imaterial e dar exemplos.
b) Discutam a seguinte questão: o lugar onde vivem tem alguma manifestação cultural, alguma construção ou algum lugar que poderia ser considerado patrimônio cultural ou natural?
c ) Troquem ideias justificando sempre suas colocações e opiniões. Ouçam os colegas respeitosamente e aguardem sua vez de falar.
d) Por fim, escrevam um texto coletivo, com as ideias finais da turma.
• Para a elaboração do texto coletivo, oriente os estudantes a reunirem as ideias principais discutidas e que, nesse texto, haja uma reflexão clara sobre o que aprenderam acerca do patrimônio e o que identificaram na comunidade local. Se oportuno, o texto coletivo pode ser exposto na sala de aula ou publicado em um mural da escola ou da turma, de modo a valorizar o trabalho deles.
Comentários nas orientações ao professor 263
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
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LIVRO das celebrações. Disponível em: https://bcr.iphan.gov.br/livros-de-registro/ livro-das-celebracoes/. Acesso em: 21 set. 2025. Para inspirar a realização das pesquisas, apresente essa página do site do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que tem algumas celebrações e festas brasileiras que marcam vivência coletiva, religiosidade e entretenimento.
• No item a, oriente a pesquisa dos estudantes, que pode ser feita na biblioteca da escola, em casa ou em uma biblioteca pública. Caso a escola tenha uma sala de informática, a pesquisa pode ser feita na internet. Nesse caso, supervisione e oriente a busca em sites confiáveis.
• No momento de compartilhamento de ideias, oriente os estudantes a justificarem as opiniões expostas com base nas pesquisas realizadas. Estimule a construção de argumentos com base nas falas dos colegas e valorize o raciocínio de cada um. Para estudantes com pouca fluência na expressão oral, adapte a atividade usando imagens, cartões com palavras-chave ou apoio de colegas, bem como o tempo e os modos de participação.
OBJETIVOS
• Ler e compreender uma reportagem.
• Praticar a oralidade por meio de um debate sobre a importância do patrimônio cultural imaterial.
BNCC
• A leitura da reportagem sobre Carnaval, cultura e economia, de forma silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes, desenvolve as habilidades EF35LP01 e EF05LP15, bem como contempla a Competência específica de Língua Portuguesa 3. Além disso, coloca os estudantes em contato com o tema contemporâneo transversal Diversidade cultural
• Os estudantes desenvolvem as habilidades EF15LP03 , EF35LP03 , EF35LP04 e EF35LP17 ao identificarem a ideia central do texto e ao localizarem informações explícitas e implícitas.
• Ainda nesta seção, eles mobilizarão habilidades da oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais ( EF15LP09 , EF15LP10 , EF15LP11 e EF15LP13). Além disso, desenvolverão diversas competências, como o uso de diferentes linguagens para se expressarem e partilharem informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4) e o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação (Competência geral 9). Eles serão levados a debaterem com os colegas sobre a importância dos patrimônios culturais imateriais, desenvolvendo as habilidades relacionadas a opinar e distinguir opiniões (EF05LP19 e EF35LP15), além das competências relacionadas a argumentação,
JANELAS
Carnaval, cultura e economia
A reportagem a seguir defende o Carnaval como manifestação importante da cultura brasileira. Leia-o silenciosamente e sublinhe as palavras que não conhece. Resolva suas dúvidas consultando um dicionário ou em uma discussão com os colegas. Em seguida, releia o texto com atenção às razões que ele aponta.
Carnaval fortalece bens culturais e desenvolve a economia criativa das regiões
Pouco mais de 52 bens culturais são reconhecidos como Patrimônio Cultural do Brasil. Além de preservar tradições, manifestações geram emprego e renda e movimentam o país
É tempo de Carnaval, festividade mais popular do Brasil. As ruas se enchem de cores, ritmos e alegria. Mais do que uma festa, o Carnaval é uma celebração enraizada de diversidade cultural.
[...]
Conforme o Iphan, para uma manifestação ser considerada um patrimônio cultural imaterial, ela precisa “se difundir a partir das relações comunitárias, familiares e religiosas” e ter relação direta aos saberes antigos, celebrações e formas de expressão vinculados às práticas simbólicas, ritualísticas, artísticas, étnicas ou produtivas.
Por meio da autarquia, o MinC tem ações voltadas para salvaguardar a tradição carnavalesca. O Frevo, o Cavalo-Marinho, o Tambor de Crioula, o Caboclinho, o Maracatu Nação, o Maracatu de Baque Solto, as Matrizes do Samba e do Samba de Roda do Recôncavo Baiano são alguns dos bens culturais protegidos.
Economia criativa
Além de preservar essas tradições e celebrar a cultura, o Carnaval também se revela como oportunidade para a geração de emprego e renda para músicos, artistas, vendedores ambulantes e outras variedades de profissionais.
defesa de posicionamento e análise de posicionamentos (Competência geral 7 e Competência específica de Língua Portuguesa 6).
• É provável que os estudantes tenham alguma dificuldade com os termos ritualístico e simbólico. Faça a associação deles com outras palavras – rito, ritual (culto ou prática de natureza religiosa) e símbolo (representação) – para que infiram os respectivos sentidos.
• Ao conversar com os estudantes sobre o texto lido, promova uma reflexão que os leve a com-
preender o Carnaval como uma manifestação legítima do patrimônio cultural imaterial; incentive-os a pensar como manifestações culturais podem impactar positivamente a economia local e nacional – através do turismo, por exemplo.
• Sugira aos estudantes que façam anotações ou destaquem trechos importantes durante a leitura do texto. Solicite-lhes que sublinhem as palavras ou expressões desconhecidas, buscando compreender o sentido por meio do contexto ou ao discutir com os colegas; oriente para só depois procurarem o sentido no dicionário.
Seja na música popular ou nas ruas, garantindo o divertimento, alimentação e hidratação dos foliões, a festa popular abre portas. É o caso de Glênio da Silva, vendedor ambulante de Brasília que aproveita o festejo para trabalhar. “A gente vive disso e quanto mais tem evento e blocos de Carnaval, melhor pra gente. A melhor época do ano pra vender é o Carnaval.”
[...]
Vitrine para artistas
Músicos e artistas encontram nos palcos e blocos de rua espaço para mostrar seus talentos e também se lançarem no mercado. Conforme a cantora de samba e música popular brasileira, Karla Sangaleti, o Carnaval também impulsiona a carreira de muitos artistas.
“O Carnaval é uma oportunidade daquele artista que não é muito conhecido se sobressair e ficar conhecido e ser contratado em outras oportunidades por causa do bom trabalho realizado no Carnaval”, disse Sangaleti.
CARNAVAL fortalece bens culturais e desenvolve a economia criativa das regiões. Gov.br, 10 fev. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/noticias/carnaval-fortalece-bens-culturais-e -desenvolve-a-economia-criativa-das-regioes. Acesso em: 15 maio 2025.
3. a) Resposta: Porque gera emprego e renda para músicos, artistas, vendedores ambulantes e outras variedades de profissionais.
1. O texto registra a definição do Iphan daquilo que pode ser considerado um Patrimônio Cultural Imaterial. Qual é ela?
Resposta nas orientações ao professor
2. Por que o Carnaval pode ser considerado um Patrimônio Imaterial do Brasil?
Porque precisa ganhar espaço e ser admirado por mais pessoas.
Porque é uma forma de expressão popular, artística, étnica e produtiva.
Porque gera empregos e movimenta a economia das cidades.
Resposta: Porque é uma forma de expressão popular, artística, étnica e produtiva.
3. O texto defende a importância do Carnaval para a cultura e a economia.
a ) Por que ele é importante para a economia?
b) Como os artistas se beneficiam do Carnaval?
3. b) Resposta: Lançando músicas e tocando em blocos e palcos, o que pode dar destaque a eles.
c ) A reportagem reproduz a fala de algumas pessoas que trabalham durante o Carnaval. Qual efeito tem essa fala no texto?
Resposta: Ela reforça a importância do Carnaval na geração de emprego.
4. Você concorda com as ideias da reportagem? Você acha que o Carnaval é um Patrimônio Cultural importante? Por quê? Troque ideias com os colegas.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes utilizem argumentos para defender seu posicionamento e que percebam o Carnaval como Patrimônio Cultural.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• A atividade 4 possibilita uma articulação com os componentes curriculares de História, abordando tradições culturais e suas manifestações no tempo; Geografia, explorando as regiões em que ocorrem determinadas manifestações; e Arte, incentivando uma pesquisa sobre expressões visuais e musicais relacionadas às diferentes tradições culturais de cada região.
Respostas
13/10/2025 09:19:58
1. É a manifestação que pode “se difundir a partir das relações comunitárias, familiares e religiosas” e ter relação direta aos saberes antigos, celebrações e formas de expressão vinculados às práticas simbólicas, ritualísticas, artísticas, étnicas ou produtivas.
• Na atividade 2, caso alguns estudantes tenham assinalado a opção incorreta, procure primeiro entender o motivo pelo qual assinalaram outras opções. Peça a eles que justifiquem sua resposta expondo seu raciocínio para chegar a tal resultado. Depois, retome a leitura do texto com eles, destacando os motivos que permitem considerar o carnaval um patrimônio cultural imaterial. Se possível, escreva na lousa frases ou expressões do texto que destaquem essa importância.
• Na atividade 4 , oriente a discussão de modo que todos possam expor suas ideias e respeitar as dos colegas. Observe a argumentação dos estudantes. Outras manifestações culturais podem ser apresentadas aos estudantes ou eles mesmos podem comentar as que conhecem, como frevo, maracatu ou samba de roda.
OBJETIVOS
• Planejar e produzir um mapa mental.
• Desenvolver habilidades de pesquisa e síntese de informações.
• Praticar a escrita de texto multimodal.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes produzirão um mapa mental sobre um patrimônio da sua localidade e apresentarão oralmente explicações sobre o conteúdo com base nessa produção, desenvolvendo as habilidades EF35LP20 e EF05LP24, além de contemplar a Competência geral 4 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 3 e 5. Além disso, a valorização do patrimônio explora o tema contemporâneo transversal Diversidade cultural e contempla as Competências gerais 1 e 6
• O planejamento e a produção do final do mapa mental, considerando suas características, bem como sua revisão, possibilitam desenvolver as habilidades EF15LP05 e EF15LP06. Já a habilidade EF15LP07 é desenvolvida no decorrer da edição do texto, considerando a estrutura do mapa mental, com linguagem verbal e imagética.
• O uso de conhecimentos linguísticos e gramaticais (concordância e pontuação) e de recursos de referenciação, coesão pronominal (anafórica) e vocabulário adequado permite desenvolver as habilidades EF35LP07 , EF35LP08 , EF35LP14 , EF05LP26 e EF05LP27
• A pesquisa em diferentes fontes para selecionar informações sobre um patrimônio local leva os estudantes a desenvolverem as habilidades EF35LP02 e EF35LP17,
HORA DE PRODUZIR
Mapa mental
O mapa mental tem utilização variada. Com textos, setas e formas geométricas, ele pode ser usado para a apresentação de trabalhos, a divulgação de informações e até como resumo para estudos. Agora, você produzirá um!
O que vai produzir
Você vai se organizar com os colegas, formando grupos com quatro ou cinco integrantes. Cada grupo vai produzir um mapa mental contando a história de um patrimônio, de preferência de sua região. O mapa mental deve ser feito em uma peça de papel grosso, como o kraft. O tamanho deve ser de pelo menos 40 cm × 60 cm e deverá ficar exposto na escola.
Planejar
1. Organizem-se para pesquisar na internet, em livros, revistas etc. Definam a história que vão apresentar resumidamente e escolham os momentos mais marcantes em ordem cronológica.
2. Selecionem, com o professor, os materiais necessários e aproveitem para pensar nas formas geométricas que vão ilustrar no mapa mental.
3. Leiam um exemplo para se inspirar.

bem como são contempladas a Competência geral 2 e a Competência específica de Língua Portuguesa 8
• A apresentação oral para a escola, com base no mapa mental, possibilita aos estudantes desenvolverem as habilidades EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF15LP12 e EF15LP13
• Ao organizar os grupos, promova a interação entre diferentes perfis de estudantes.
• Relembre aos estudantes o que é ordem cronológica. Reforce que o importante é o desafio de organizar de modo resumido informações em dada sequência temporal. Sugira que busquem histórias locais, como festas tradicionais, construções históricas, comidas típicas ou manifestações artísticas.
• As etapas propostas têm o objetivo de promover a autonomia dos estudantes na produção e na revisão textual.
Produzir
1. Decidam como será a escrita da primeira versão do texto: coletiva ou dividida entre os integrantes. Então produzam as formas geométricas e os textos sobre os acontecimentos.
2. Revisem o texto com a ajuda do professor e façam as correções e os ajustes necessários.
3. Por fim, o grupo deve reescrever o texto definitivo no papel escolhido, destacando algumas partes para facilitar a leitura.
Dica: Um mapa mental deve conquistar o interesse das pessoas, comunicando de forma rápida e atrativa. Portanto, usem a criatividade na escolha da disposição do texto no papel e nas cores.
Compartilhar

Combinem com a direção da escola uma data e um lugar para expor ou afixar os mapas mentais que seja acessível a todos. Durante a exposição, cada grupo deve ficar junto deles para dar explicações, se necessário. Além disso, a exposição pode ficar aberta por alguns dias para todos poderem visitá-la.
Avaliar
Depois de concluído o trabalho, a turma deve avaliar a atividade.
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
1. No trabalho em grupo, todos puderam dar opinião e tiveram a vez de falar respeitada? As discussões foram produtivas?
2. Você ficou satisfeito com a exposição que o grupo montou?
3. O que achou dos mapas mentais dos colegas?
4. O que aprendeu com a atividade?
5. Se fosse repetir a atividade, o que faria igual? O que faria diferente?
• Retome os momentos da produção; verifique como os estudantes ampliaram o repertório e a desenvoltura oral; faça uma sondagem para perceber as dificuldades e proponha remediações, se for o caso. Ao discutir se todos puderam participar, se as opiniões foram respeitadas e se as decisões foram tomadas em conjunto, eles aprendem sobre cooperação, escuta ativa e resolução de conflitos. Incentive-os a refletir de modo crítico quanto à participação deles, de modo a instigar o senso de autocrítica construtiva.
13/10/2025 09:20:00
No caso de alguns identificarem pontos negativos, reforce que o foco é pensar em melhorias.
• Ouça e acolha os apontamentos dos estudantes. Valorize as conquistas e o enfrentamento dos desafios. É importante destacar as qualidades das produções, bem como o que possa ser melhorado. É interessante que essa indicação seja feita por escrito ao grupo, para que seja preservada a privacidade de todos e os estudantes possam consultar a dica posteriormente.
• Durante a elaboração do mapa mental pela turma, caminhe por entre os grupos observando como estão selecionando e organizando as informações. Se necessário, auxilie-os a identificar os momentos mais marcantes e relevantes da história do patrimônio escolhido e a organizá-los de modo cronológico. Incentive o uso de cores, desenhos e destaques criativos para tornar o mapa visualmente atrativo. Após a primeira versão, revise-o com os estudantes, corrigindo erros e ajustando a clareza das informações. A revisão do texto favorece o desenvolvimento da coesão textual.
• Na etapa Compartilhar, combine previamente com a direção escolar uma data e um local acessível para a exposição.
• É importante destacar que, ao organizar e promover uma exposição, os estudantes passam a ocupar um papel ativo como comunicadores e mediadores culturais, à medida que ensinam, dialogam e interagem com os visitantes da exposição.
• Depois das exposições, prepare o ambiente para um momento de avaliação da atividade. Proponha as questões sugeridas, mas, caso haja necessidade, elabore outras conforme tenham se dado a atividade e o desempenho dos estudantes nela. É importante que haja uma reflexão coletiva e individual do papel exercido e do processo vivenciado por eles.
OBJETIVOS
• Desenvolver habilidades leitoras por meio da leitura e análise de uma notícia com gráfico.
• Praticar a escrita e a oralidade em sala de aula por meio de atividades relacionadas ao texto multimodal lido.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes serão levados a levantar hipóteses sobre o texto a ser lido com base no conhecimento prévio e nas pistas oferecidas pelo próprio material. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02 e a Competência geral 2 , bem como as habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13), além de contemplar a Competência geral 4
• Ao analisarem um infográfico e um gráfico e compararem as informações apresentadas neles, os estudantes desenvolvem a habilidade EF05LP23
DIVULGANDO DADOS
RODA DE LEITURA: NOTÍCIA COM GRÁFICO
Agora, veremos as características dos gráficos que acompanham as notícias.
ANTES DE LER
Responda às questões a seguir oralmente.
1. O infográfico a seguir traz dados do desmatamento na Amazônia de 2022, mostrando a média da quantidade de árvores derrubadas.

Fonte de pesquisa: AMAZÔNIA brasileira perdeu mais de 300 milhões de árvores em 2022. ClimaInfo, 11 ago. 2022. Disponível em: https://climainfo.org. br/2022/08/11/amazonia -brasileira-perdeu -mais-de-300-milhoes -de-arvores-em-2022/. Acesso em: 28 ago. 2025.
a ) Qual é a relação entre o desenho das árvores e os números abaixo de cada desenho?
Resposta: Quanto maior o número registrado de
árvores derrubadas, maior é o número de árvores desenhadas.
b) Como o desenho das árvores ajuda na compreensão do infográfico?
2. Observe como seria o gráfico do número de árvores derrubadas por minuto.
1. b) Resposta: Ele deixa mais concreto para o leitor o significado dos números: o número de árvores é maior à medida que o número de árvores derrubadas também é maior.
Média da quantidade de árvores derrubadas
2. Resposta pessoal. Espera-se que, nesse caso, os estudantes reconheçam que o infográfico é mais eficaz porque os dados são mais ilustrativos.
Em sua opinião, qual formato é mais eficaz para transmitir a informação ao leitor: o gráfico ou o infográfico? Por quê?
ANTES DE LER
• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a exporem as próprias ideias e ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala. Incentive a participação de todos durante uma roda de conversa. Depois, retome pontos da conversa no boxe Agora que já lemos.
• Na atividade 1, é possível ampliar a compreensão do infográfico, levando os estudantes a refletirem
como seriam os dados do infográfico na atualidade, verificando se a quantidade de árvores desmatadas teria aumentado ou diminuído. Para tanto, incentive-os a pesquisar esses dados em diferentes fontes confiáveis.
13/10/2025 09:20:01
• Ao propor a atividade 2, mostre aos estudantes casos em que o gráfico poderia ser mais eficaz – por exemplo, mostrando o crescimento do desmatamento ao longo de dez anos.
BNCC
Acre sofre uma das piores enchentes de sua história
Nas últimas semanas, o Acre tem enfrentado alagamentos severos. Em 23 de fevereiro, o estado publicou um decreto de alerta para todo o território. [...] dos 22 municípios acrianos, apenas Bujari, Acrelândia e Senador Guiomard não haviam declarado situação de emergência, que permite que o governo utilize recursos financeiros complementares para conter danos e ajudar vítimas.

Jordão, uma das cidades mais atingidas no Acre, teve 40% da área urbana comprometida, e um hospital foi inundado.
As enchentes são causadas, sobretudo, pelo transbordamento incomum de rios e igarapés (cursos de água conectados a um principal). Em entrevista [...], o meteorologista Sidney Abreu, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), disse que o período chuvoso da região (entre novembro e abril) apresentou média dentro da normalidade. “O caso da enchente do rio Acre neste ano está relacionado aos acumulados de chuvas nas nascentes, na região dos Andes. Por consequência, o efeito é sentido na bacia do rio Acre”, explica ele. Segundo Waldemir Lima dos Santos, especialista em hidrogeomorfologia (estudo da interação entre água e relevos) da Amazônia e professor da Universidade Federal do Acre, uma das possíveis razões para a irregularidade das chuvas é o El Niño. “Este ano, as chuvas atrasaram devido a esse mecanismo, de modo que vieram a se concentrar agora no fim de fevereiro”, diz. “Mas não foi só uma questão da ocorrência de chuva, até porque elas estão ocorrendo dentro da normalidade.”
Hidrogeomorfologia: estudo das relações entre os processos que envolvem a água e o relevo. El Niño: fenômeno climático natural que se dá pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico, especialmente perto da costa oeste da América do Sul, próximo ao Peru.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• A leitura dessa notícia pode ser uma oportunidade para envolver outros componentes curriculares, ampliando a compreensão dos estudantes sobre o assunto. Nesse sentido, é possível estabelecer uma interação com Geografia, ao explorar com eles as causas das enchentes; com Ciências, as consequências das enchentes, principalmente para a saúde da população afetada; com Matemática, propondo uma análise do gráfico que acompanha a notícia lida e a interpretação de seus dados.
13/10/2025 09:20:02
• A leitura da notícia, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento das habilidades EF35LP01 e EF05LP15, bem como da Competência específica de Língua Portuguesa 3.
• Ao ler e compreender uma notícia sobre as enchentes no Acre, reconhecendo-as como um problema ambiental, é possível abordar o tema contemporâneo transversal Educação ambiental
• O texto apresentado para leitura possibilita diferentes trabalhos com os estudantes, como a leitura crítica de textos jornalísticos e a interpretação de dados visuais por meio dos gráficos e infográficos, bem como a análise da fotografia que acompanha a notícia. Retome com eles a importância da legenda em textos jornalísticos e observe se identificam que o tema é de interesse social, por isso se tornou objeto da notícia. Se oportuno, durante a leitura, incentive-os a comentar aspectos desse gênero textual, considerando que sua finalidade é apresentar informações sobre um assunto.
• Durante a leitura do texto, observe se os estudantes recorrem à leitura do glossário para o termo destacado e se compreendem a definição apresentada de acordo com contexto em que foi empregada. Isso ajuda a ampliar o vocabulário e facilita a compreensão de termos técnicos.
BNCC
• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social da notícia, reconhecendo para que foi produzida e a quem se destina. Desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, bem como ao inferirem o sentido de palavras pelo contexto.
• Ao analisarem e compararem informações apresentadas em diferentes gráficos, os estudantes desenvolvem a habilidade EF05LP23
• A atividade 1 propicia um momento inicial para que os estudantes comentem a notícia lida e o que compreenderam da observação dos dados apresentados – ainda que não aprofundem, podem levantar alguns pontos. Essa questão os convida a ampliar o olhar sobre o alcance das notícias locais, reconhecendo que problemas como as enchentes, embora ocorram em uma região específica – nesse caso, o Acre –, têm implicações universais e podem se repetir em diversos contextos geográficos.
• Ao propor o item b, incentive os estudantes a desenvolverem a argumentação e o senso crítico. Ao refletirem sobre a relevância da notícia, são levados a considerar os impactos das enchentes –como perda de moradias, danos à infraestrutura, riscos à saúde e à segurança – e a importância de acompanhar e compreender fenômenos naturais e suas causas. Além disso, essa pergunta abre espaço para que todos expressem empatia pelas populações afetadas e reconheçam a necessidade de políticas públicas eficazes.
Para Waldemir, outro fator que contribuiu foi o desmate irregular de florestas, substituídas indevidamente por áreas de pastagem ou agricultura. “Quando a água cai na superfície [de áreas que deveriam ter permanecido florestais], a tendência é de que não haja processo de infiltração eficiente da chuva no solo. Ela, então, chega mais rápido aos cursos de água, promovendo picos repentinos de cheias”. Segundo o professor, a água da chuva acaba carregando consigo materiais como argila e outros sedimentos para dentro do rio, promovendo seu assoreamento
de
Altura da água (em metros)
Cheia
Fonte: Governo Estadual do Acre
MARQUES, Vinicius. Acre sofre uma das piores enchentes de sua história. Joca, São Paulo, n. 219, 11-25 mar. 2024. p. 3.
Sedimentos: materiais sólidos que se desprendem de rochas que sofreram alterações e que são transportados pelo ar ou pela água.
Assoreamento: acúmulo de sedimentos em rios e lagos, reduzindo sua profundidade e capacidade de armazenamento.
Papo de leitor
1. a) Resposta: Aos leitores do Acre, a estudiosos e pesquisadores de questões ambientais, a políticos e todos os envolvidos com políticas públicas e a todos que se interessam por questões ambientais.
1. A notícia trata de um problema local, mas que pode acontecer em vários outros lugares: as enchentes.
a ) A quem pode interessar essa notícia?
b) Você acha que essa notícia é importante? Por quê? Comente.
Resposta
pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que sim, já que as enchentes podem afetar a vida de muitas pessoas, levar à perda de bens, de moradia etc.
Recordes
cheia do Rio Acre, em Rio Branco (AC)
c ) Complete as informações a seguir com os dados básicos da notícia.
• O quê?
Resposta: O quê? – alagamentos; Quando? – em fevereiro/março de 2024; Onde? – no Acre; Como? – transbordamento incomum de rios e igarapés.
• Quando? .
• Onde?
• Como?
2. A notícia traz o depoimento de um meteorologista, Sidney Abreu, e de um professor, Waldemir Lima dos Santos.
a ) Qual efeito produz para o leitor o depoimento desses especialistas?
Resposta: Acrescenta confiabilidade, seriedade, mostra que a matéria é responsável perante o leitor e quer garantir informação de qualidade.
b) Como a fala desses especialistas aparece?
Resposta: Entre aspas.
c ) Registre a causa das enchentes apontadas pelos especialistas.
Resposta: O acúmulo de chuvas nas nascentes, na região dos Andes, ocasionando a cheia na bacia do Rio Acre.
• Sidney Abreu: .
Resposta: O fenômeno do El Niño e o desmatamento irregular de florestas, substituídas
• Waldemir Lima dos Santos:
Aproveite para reforçar a importância da preservação e conservação de áreas verdes e da exploração de áreas de florestas apenas com os devidos processos legais, que seguem normas ambientais. indevidamente por áreas de pastagem ou agricultura.
3. A notícia traz uma fotografia.
a ) O que ela mostra?
Resposta: Mostra uma cidade atingida pelas enchentes das quais a notícia trata.
b) Qual importância têm as fotografias que acompanham as notícias?
Resposta: Elas comprovam o que está sendo noticiado com imagens dos fatos.
• No item c da atividade 1, se julgar necessário, faça um quadro na lousa com as perguntas que compõem o lide e solicite a participação dos estudantes para completá-lo. Durante essa atividade, observe como eles localizam as informações e se conseguem sintetizar nos casos em que é necessário.
• Já na atividade 2, é importante que os estudantes compreendam o papel de especialistas na construção da credibilidade da notícia. Explore com eles o conceito de autoridade da fonte e como isso influencia a confiança do leitor no texto lido. Questione-os, principalmente, sobre como podemos fazer para determinar se uma notícia é confiável ou não. Observe o que os estudantes comentam e, se necessário, amplie a discussão para a importância da verificação das fontes. No item c, se julgar oportuno, aprofunde a discussão sobre a relação El Niño, desmatamento e impactos climáticos; reforce a importância da preservação ambiental e da exploração legal e sustentável das florestas.
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• Na atividade 3, a compreensão da proposta incentiva a uma leitura multimodal do texto. Para tanto, no item a, leve os estudantes a descreverem a imagem com precisão, observando detalhes que complementam a notícia. É importante que compreendam também como as imagens comprovam, ilustram e ampliam o impacto da notícia. Se na turma houver estudantes com deficiência visual, promova a inclusão deles na atividade. Para tanto, solicite a alguns voluntários que façam a descrição da imagem para eles ou apresente a audiodescrição da imagem analisada.
• Na atividade 4, incentive os estudantes a compreenderem que gráficos são formas visuais de organizar informações, facilitando a comparação e a análise. Solicite a leitura cuidadosa de título, eixos e legendas do gráfico. Aproveite para trabalhar leitura de valores e a identificação de extremos (maior/menor). Além disso, incentive-os a pensar na importância do histórico. Para que reflitam, questione: “Por que é relevante saber quando começaram os registros?”. Para concluir, discuta como o gráfico contextualiza o evento atual, mostrando que enchentes são recorrentes, e não isoladas.
• A atividade 5 amplia a compreensão sobre temas ambientais e sociais, como a gestão de resíduos, por meio da leitura do gráfico de barras. Ensine os estudantes a identificarem os eixos dos gráficos: vertical (geralmente, categorias ou regiões) e horizontal (valores ou anos). Na sequência, explore com a turma o crescimento ou a estagnação da coleta seletiva nas diferentes regiões. Proponha perguntas como: “Qual região teve maior avanço?”; “Por que algumas regiões podem ter coleta seletiva mais eficiente?”.
4. A notícia é acompanhada de um gráfico de barras.
a ) Quais dados são representados nesse gráfico?
Resposta: As maiores enchentes do estado do Acre e o ano em que aconteceram.
b) Em qual ano se deu a maior enchente? 2024. 2015. 1974. 1997.
Resposta: 2015.
c ) Qual é o ano mais antigo que o gráfico registra?
Resposta: 1974.
5. Observe outro gráfico que também usa barras.
Municípios com iniciativas de coleta seletiva

a ) O que o gráfico marca na vertical?
Resposta: O Brasil e suas regiões.
OLIVEIRA, Nelson. Aumento da produção de lixo no Brasil requer ação coordenada entre governos e cooperativas de catadores. Agência Senado, 7 jun. 2021. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/ noticias/infomaterias/2021/06/ aumento-da-producao-de-lixo -no-brasil-requer-acao-coordenada -entre-governos-e-cooperativas-de -catadores. Acesso em: 26 jul. 2025.
b) O gráfico compara a coleta seletiva em dois anos diferentes. Quais?
Resposta: 2010 e 2019.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• Proponha uma atividade interdisciplinar com o componente curricular de Matemática. Para tanto, após análise dos gráficos sobre enchentes e coleta seletiva, pode-se solicitar aos estudantes que elaborem tabelas com os dados extraídos dos gráficos. Desse modo, oriente-os a apresen-
tar na tabela quantos anos se passaram entre a maior enchente e a atual e outras informações relacionadas ao crescimento ou redução dos fenômenos climáticos, envolvendo também outros componentes, como Geografia e Ciências. Essas abordagens ajudam a fortalecer o pensamento crítico e a capacidade de sintetizar informações com clareza e precisão.
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c ) Os anos estão indicados no gráfico: com barras sem cores. com barras de cores iguais. com barras de cores diferentes.
Resposta: Com barras de cores diferentes.
d) Ao que remetem as lixeiras na base do gráfico?
À coleta pública de resíduos.
À reciclagem.
À higiene pessoal.
Resposta: À reciclagem.
Professor, professora: Seria oportuno lembrar com os estudantes ao que é destinada cada lixeira: vermelha: plástico e isopor; amarela: metal; verde: vidro; azul: papel e papelão.
e ) Qual região do país apresentou o maior aumento no número de municípios que fazem coleta seletiva?
Resposta: Região Centro-Oeste.
f ) Observe novamente o aumento da coleta seletiva no Brasil.

Faça o cálculo no espaço a seguir para descobrir quanto a coleta seletiva aumentou no Brasil.
Resposta: Aumentou 16,5%.
Professor, professora: Verifique a necessidade de explicar o cálculo necessário para chegar a essa resposta, que é a diferença entre o ano de 2010 (56,6%) e o ano de 2019 (73,1%).
5. g) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que essa região, assim como a Região Sul, já mantinha coleta seletiva em um número grande de municípios. Além disso, mesmo tendo crescido pouco, a Região Sudeste tem quase 90% dos municípios com coleta seletiva, número próximo ao da Região Sul.
g ) A região do país que apresentou o menor aumento no número de municípios que fazem coleta seletiva foi o Sudeste: 11%. Converse com os colegas e imagine uma razão para esse aumento não ser tão grande.
• No item d da atividade 5, ao abordar o significado das lixeiras coloridas, amplie a discussão para temas ambientais e práticas sustentáveis. Relembre com os estudantes a destinação correta de cada cor de lixeira, o que não só reforça o conteúdo da atividade, mas também promove consciência ecológica. Essa etapa pode ser enriquecida e aprofundada com uma dinâmica prática, como a criação de cartazes ou simulações de separação de resíduos, conectando o conteúdo à realidade dos estudantes e estimulando o engajamento com o tema da reciclagem.
• Ao propor o item e, assegure-se de que os estudantes compreendam como se chega ao valor de 16,5% de aumento na coleta seletiva. Explique que se trata de uma subtração entre os percentuais de dois anos (2019 e 2010), o que ajuda a consolidar noções de variação percentual e leitura de dados. Ao discutir o crescimento mais modesto na Região Sudeste, incentive o pensamento crítico e a argumentação, mostrando que um crescimento pequeno pode significar que a região já estava em um patamar elevado.
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• A atividade 6 reforça que os gráficos são ferramentas visuais que facilitam a leitura e a interpretação de dados numéricos, tornando informações complexas mais acessíveis. Se julgar o momento oportuno, aproveite para explorar os diferentes tipos de gráficos (barras, linhas e setores) e discutir em quais contextos cada um é mais eficaz.
• Na atividade 7, ao analisar as fontes dos gráficos, os estudantes são levados a refletir sobre a credibilidade dos dados com que se deparam. Oriente uma conversa sobre o que torna uma fonte confiável, como a transparência, a especialização e o compromisso com o interesse público. Essa discussão é sobretudo relevante em tempos de circulação intensa de informações e dados nas redes sociais.
• Ao abordar a função da legenda nos gráficos, a atividade 8 incentiva os estudantes a pensarem em como os gráficos contribuem para a clareza, a objetividade e o impacto da informação.
Encoraje-os a criar os próprios gráficos com base em dados simples, como hábitos de reciclagem na escola ou consumo de água em casa, promovendo uma aplicação prática e interdisciplinar do que foi aprendido.
6. Assinale a alternativa que explica os sentidos que os gráficos em geral produzem.
Os gráficos permitem uma melhor visualização de dados numéricos.
Os gráficos apenas permitem conhecer mais sobre as enchentes.
Resposta: Os gráficos permitem uma melhor visualização de dados numéricos.
7. A base de todo gráfico são os dados numéricos que ele representa. Esses dados devem vir de fontes oficiais e devem ser obtidos de forma confiável. Observe a fonte de cada um dos gráficos que você analisou.
Fonte: Governo Estadual do Acre.
Fonte: Agência Senado.
Com base em seus conhecimentos, você considera essas fontes confiáveis? Por quê?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam afirmativamente, considerando que os dados vêm de plataformas oficiais, de organizações que defendem a preservação do ambiente ou de veículos de ampla circulação.
8. Nos gráficos, a legenda serve para identificar ao que correspondem os dados numéricos. Volte ao gráfico sobre municípios que oferecem coleta seletiva de lixo e responda: se não houvesse legenda explicando ao que correspondem as barras de cores diferentes, seria possível compreender o gráfico? Por quê?
Resposta: Não. Porque o leitor não saberia o que está sendo comparado.
Gráficos de barras representam de forma resumida e com visual atrativo informações relacionadas a quantidades, tanto na horizontal quanto na vertical. O tamanho das barras é proporcional ao número representado. Eles podem ser uma ferramenta para auxiliar na apresentação de informações em notícias e reportagens.
AGORA QUE JÁ LEMOS
Responda à questão a seguir oralmente.
1. Você considera que a presença de gráficos em textos facilita a leitura? Justifique sua resposta com base no que estudou nesta seção.
1. Resposta esperada: Sim, pois permitem uma melhor visualização de dados numéricos. 274
AGORA QUE JÁ LEMOS
• Na atividade 1, retome com os estudantes as reflexões iniciais e incentive-os a comparar suas primeiras hipóteses sobre a contribuição dos gráficos para a compreensão do texto, com suas percepções atuais, valorizando tanto as confirmadas quanto as reformuladas.
13/10/2025 09:20:04
DE OLHO NA ESCRITA
Palavras homófonas
1. Leia a seguir um poema de Guilherme de Almeida.
Hora de ter saudade
Houve aquele tempo... (E agora, que a chuva chora, ouve aquele tempo!)

ALMEIDA, Guilherme de. Hora de ter saudade. In: ALMEIDA, Guilherme de. Encantamento, Acaso, Você. Campinas: Editora da Unicamp, 2002. p. 218.
a ) Escreva uma palavra que rime com saudade
Possíveis respostas: Liberdade, bondade, caridade, cidade.
b) No verso “Houve aquele tempo...”, o eu lírico se refere a qual tempo?
Resposta: A um tempo do passado.
A um tempo do passado.
A um tempo do futuro.
A um tempo do presente.
c ) Considerando o título do poema, o eu lírico acha que esse tempo foi positivo ou negativo? Justifique sua resposta.
Resposta: Foi positivo, pois deixou saudade.
2. O poema explora a sonoridade entre as palavras chuva e choro e constrói uma relação entre elas.
a ) Como essa sonoridade é construída?
Resposta: Pela repetição das letras ch
b) Complete as lacunas para perceber melhor essa relação.
Assim como a chuva é água que cai do , o choro é água que cai dos
Resposta: Céu; olhos.
AVALIANDO
• Antes de iniciar, promova um momento de avaliação diagnóstica, a fim de resgatar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre palavras com grafia ou som semelhantes. É possível solicitar a eles que encontrem essas palavras em jornais e revistas, verificando se conseguem reconhecê-las ou não.
• Oriente o uso de dicionários durante a resolução das atividades. Incentive os estudantes a localizarem e anotarem a definição de palavras homófonas no livro, no caderno ou em uma folha
OBJETIVOS
• Reconhecer palavras homófonas.
• Compreender o uso correto dessas palavras em contexto.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes serão levados a identificar palavras homófonas, compreendendo a importância de usá-las corretamente no texto. Além disso, deverão recorrer ao dicionário para conhecer a grafia correta delas e memorizar essa grafia, desenvolvendo as habilidades EF35LP12 e EF35LP13. Diante disso, eles se apropriarão da norma-padrão, contemplando a Competência específica de Língua Portuguesa 2.
• A leitura dos textos dessa seção permite aprimorar a habilidade de leitura autônoma EF35LP01. Além disso, a leitura do poema desenvolve as habilidades EF35LP23 e EF35LP27. Já ao lerem e compreenderem tirinha e charge, construindo os sentidos dos textos, desenvolvem as habilidades EF15LP04, EF15LP14 e EF15LP18
• Desenvolvem, ainda, as habilidades EF15LP03 , EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05 ao identificarem a ideia central dos textos explorados nesta seção, ao localizarem informações explícitas e implícitas neles e ao inferirem o sentido de palavras e expressões desconhecidas pelo contexto.
13/10/2025 09:17:23
separada, o que ajuda na memorização e facilita a consulta durante as atividades.
• Uma boa prática é propor a leitura em voz alta da lista de palavras homófonas. Isso permite que os estudantes percebam nuances na pronúncia e compreendam melhor as diferenças de significado entre palavras que soam iguais.
• O poema de Guilherme de Almeida, apresentado na atividade 1, apesar de sua concisão, carrega uma carga emocional intensa e convida os estudantes a refletirem sobre o sentimento de saudade e a relação entre memória e emoção. A imagem da chuva que “chora” reforça o tom melancólico e introspectivo do texto.
• Ao propor o item c da atividade 3 , verifique se os estudantes percebem a diferença gráfica entre as duas palavras. Se necessário, considerando o nível da turma ou de alguns estudantes, disponibilize letras móveis e oriente a mobilização delas para formar essas duas palavras, a fim de que percebam que houve tem 5 letras, enquanto ouve tem apenas 4, evidenciando a diferença pelo acréscimo da letra h. Na sequência, no item d, solicite-lhes que pronunciem as palavras, se necessário, separando em sílabas, para que percebam que a pronúncia delas é a mesma, identificando que nesse caso a letra h não representa nenhum som.
• Após a leitura do quadro com as palavras homófonas, solicite aos estudantes que construam frases com as duplas de palavras apresentadas, para que percebam tanto as diferenças de pronúncia quanto as de sentido.
• Se julgar pertinente, reproduza na lousa outras palavras homófonas para que os estudantes possam copiá-las em uma folha avulsa ou caderno e realizar atividades extras de formação de frases para diferenciar seus sentidos:
• seção (divisão funcional), sessão (espaço de tempo em que ocorre alguma apresentação) e cessão (ato de ceder algo);
• cem (numeral) e sem (falta);
• concelho (município) e conselho (ato de aconselhar);
• aço (metal) e asso (verbo assar);
• cela (pequeno espaço fechado) e sela (de cavalo ou verbo selar);
• cerração (neblina) e serração (ato de serrar);
3. O poema também explora com criatividade as palavras houve e ouve
a ) Qual dessas palavras poderia ser substituída pela palavra existiu sem alterar o sentido do texto?
Resposta: A palavra houve
b) Qual dessas palavras poderia ser substituída pela palavra escute sem alterar o sentido do texto?
Resposta: A palavra ouve.
c ) Indique as duas diferenças entre essas palavras.
Resposta: A escrita: uma inicia com a letra H, a outra não. O sentido: houve é uma forma do verbo haver; ouve é uma forma do verbo ouvir
d) Pronuncie as palavras houve e ouve. O que há em comum entre elas?
Possíveis respostas: Elas têm o mesmo som; elas são pronunciadas da mesma maneira.
As palavras que são pronunciadas com os mesmos sons, mas são escritas de forma diferente são chamadas palavras homófonas
Observe a seguir outros casos de palavras que são homófonas.
Assento (lugar para sentar) – acento (sinal gráfico)
Caçar (perseguir) – cassar (anular)
Cauda (rabo) – calda (líquido açucarado)
Cela (cômodo pequeno) – sela (forma do verbo selar ou arreio do cavalo)
Cem (numeral) – sem (preposição que indica falta)
Concerto (espetáculo musical) – conserto (reparação de algo)
Mal (antônimo de bem) – mau (antônimo de bom)
Saudar (cumprimentar) – saldar (liquidar contas)
Traz (verbo trazer no presente) – trás (local posterior)
• cinto (para prender roupas) e sinto (verbo sentir);
• cozer (cozinhar) e coser (costurar);
• nós (pronome) e noz (castanha);
• censo (pesquisa estatística) e senso (sentido);
• vaso (para plantar) e vazo (verbo vazar);
• tachado (criticado) e taxado (tributado).
PARA PENSAR E PRATICAR
1. Leia em voz alta a tirinha a seguir.

LEITE, Pedro. Os quatro porquês #203. Sofia e Otto, 25 jan. 2024. Disponível em: https://sofiaeotto2.blogspot.com/2024/01/os-quatro-porques-203.html. Acesso em: 17 jul. 2025.
a ) O que cria efeito de humor na tirinha?
Possível resposta: O fato de a menina fazer um abaixo-assinado para mudar ou cancelar uma regra gramatical, e o menino aderir a ele prontamente assim que descobriu a justificativa. Isso combinado com os usos que eles fazem dos termos por quê; porquê; porque e por que. Auxilie os estudantes a chegarem a essas conclusões. Avalie a coerência das respostas, pois elas podem variar.
b) O que os termos em destaque na tirinha têm em comum?
Possíveis respostas: A pronúncia. Eles são homófonos.
c ) Indique a seguir a escrita do termo de acordo com a descrição:
• usado em frases interrogativas: .
Resposta: Por que.
• usado em frases explicativas:
Resposta: Porque.
• sinônimo de motivo, sempre antecedido de o:
Resposta: Porquê.
• em final de uma frase interrogativa ou não:
Resposta: Por quê.
2. Pronuncie as palavras a seguir e pinte os pares homófonos. Use uma cor para cada par.
Resposta: Cesta – sexta; sessão – seção; xeque – cheque; traz – trás.
seção canção nesta sessão xeque gás cesta chegue sexta cheque traz trás
• Antes de iniciar as atividades, escreva na lousa, se possível com a participação dos estudantes, as formas por que, porque, por quê e porquê, de modo que eles relembrem as possibilidades de uso.
• Na atividade 1, a proposta de um abaixo-assinado para mudar a regra gramatical é uma crítica bem-humorada à complexidade desse tópico da norma-padrão, e o menino aderir sem hesitar reforça o tom cômico.
• Verifique se os estudantes compreendem que as formas por que, porque, por quê e porquê são homófonas porque têm a mesma pronúncia, mas grafias e usos diferentes.
• Durante as atividades, auxilie os estudantes a fixarem as regras de uso com clareza. Proponha a eles que escrevam no caderno as formas e as regras de uso para cada uma. Depois, peça-lhes que criem frases de exemplo para cada caso, como:
• Por que você saiu mais cedo?
• Saí mais cedo porque estava cansado.
• Não entendi o porquê da sua saída.
• Você saiu mais cedo por quê?
13/10/2025 09:17:23
• Na atividade 2, desenvolve-se a habilidade de discriminação auditiva e visual. Os pares homófonos têm sons iguais ou muito semelhantes, mas significados e grafias diferentes, o que pode confundir na escrita. Pintar ou contornar os pares ajuda a visualizar e memorizar essas diferenças.
• A charge destaca a importância da educação e mostra como o lobo, desistindo de seus planos para comer os porquinhos, optou por um novo rumo em sua vida.
• Aproveite a atividade 3 para, se julgar necessário, retomar com a turma a história original Lobo Mau e os Três Porquinhos. Se for relevante, pode retomar a história Chapeuzinho Vermelho, visando ampliar ainda mais as situações contrastantes de como o lobo, que, sem acesso à educação, tinha um comportamento inadequado, seguindo a lógica da charge.
• Ainda com relação à atividade, explore os conceitos das classes de palavras advérbio e adjetivo, propondo a escrita ou a leitura de exemplos na lousa.
• Depois da correção das atividades, é possível identificar as eventuais dificuldades dos estudantes. Verifique se há necessidade de uma revisão sobre palavras homófonas.
Agora, procure no dicionário os pares de palavras que você pintou e explique o significado delas.
Resposta: Cesta: recipiente; sexta: numeral ordinal; sessão: período, tempo; seção: local delimitado, espaço; xeque: jogada de xadrez; cheque: forma do verbo checar ou cédula de pagamento; traz: forma do verbo trazer; trás: local posterior.
3. Leia esta charge:

JUNIÃO, Antonio. 9 ago. 2018. Disponível em: https://www. instagram.com/p/ BmRMQpNBTzr/. Acesso em: 17 jul. 2025.
a ) Complete com o nome pelo qual o personagem da charge é conhecido.
Resposta: Mau.
b) Cite a palavra homófona da que você escreveu no item anterior.
Resposta: Mal.
c ) Complete as informações a seguir para verificar qual é a diferença de sentido entre essas duas palavras.
Resposta: Mau; mal.
é adjetivo, indica o contrário de bom. é advérbio, indica modo ruim.
4. Preencha as lacunas com a palavra apropriada para cada contexto.
Resposta: Cauda; concerto; seção.
• A lagartixa solta a quando está em perigo. (cauda/calda)
• Assisti ao da orquestra. (concerto/conserto)
• Li a de notícias do jornal. (sessão/seção)
ATIVIDADE EXTRA
• Se desejar, após a finalização das atividades da seção, proponha aos estudantes que leiam individualmente as frases a seguir e expliquem a diferença de sentido produzida pelas palavras homófonas.
• O Lobo Mau assoprou o casebre.
• O Lobo era mal-intencionado.
• Com essa atividade, os estudantes devem compreender que mau é uma característica do lobo, enquanto mal indica que as intenções do lobo não eram boas, eram negativas.
Lobo
OBJETIVOS
PENSAR OS SENTIDOS
Sentidos das conjunções: causa e condição
1. Leia a seguir uma tirinha.

a ) Qual tipo de letra foi usado nessa tirinha? Esse formato é mais ou é menos comum em tirinhas?
Resposta: A letra bastão. É o formato de letra mais comum em tirinhas.
b) Ao ler as duas primeiras falas de Calvin, qual comportamento ou postura o leitor poderia esperar dele no final?
Possíveis respostas: Que ele não tivesse uma atitude egoísta; que ele se mostrasse altruísta. Aproveite a oportunidade para apresentar aos estudantes o antônimo de egoísta: altruísta.
c ) Como Calvin se mostra no último quadrinho?
Resposta: Uma pessoa egoísta.
d) Compare as primeiras falas de Calvin com a última. O que é possível perceber?
Resposta: Uma contradição, isto é, ideias opostas.
Um conselho, pois demonstra sabedoria.
Uma conclusão, ou seja, o resultado de sua fala.
Uma contradição, isto é, ideias opostas.
e ) Complete: a última fala de Calvin quebra a expectativa do leitor e produz o efeito de na tirinha.
Resposta: Humor.
• Para a preparação desta seção, é importante retomar o conteúdo sobre conjunções das unidades anteriores. Nesse momento, o objetivo é que entendam a diferença de sentido que as conjunções produzem, e não sua mera classificação.
• Escreva na lousa algumas das principais conjunções e proponha aos estudantes que as copiem em uma folha avulsa ou no caderno para que possam fazer uma consulta rápida durante a realização das atividades.
13/10/2025 09:17:24
• Compreender a função das conjunções para estabelecer os sentidos de causa e condição.
• Refletir sobre os efeitos de sentido produzidos pelo uso das conjunções causais e condicionais.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes serão levados à apropriação do sistema de escrita ao compreenderem o uso das conjunções causais e condicionais, aprimorando a habilidade EF05LP07 e a Competência específica de Língua Portuguesa 2
• A leitura dos textos e o reconhecimento da ideia central deles, além da inferência de informações implícitas e explícitas e de sentidos da palavra pelo contexto, permitem aprimorar as habilidades EF35LP01, EF15LP03 , EF35LP03 , EF35LP04 e EF35LP05
• A reflexão sobre altruísmo e egoísmo, promovida com base na temática da tirinha, possibilita explorar com a turma o tema contemporâneo transversal Vida familiar e social.
WATTERSON, Bill. Os dias estão todos ocupados: as aventuras de Calvin e Haroldo. Tradução de Alexandre Boide. São Paulo: Conrad, 2011. p. 108.
• De modo a ampliar o estudo, após a leitura do boxe com o conceito das conjunções causais e condicionais, proponha aos estudantes que formulem oralmente frases que contenham as diferentes conjunções para verificarem as diferenças de sentido que podem produzir.
• Ao apresentar as conjunções causais (como, porque ) e condicionais ( se, caso, desde que), mostre aos estudantes como essas palavras funcionam como pontes lógicas entre ideias, revelando relações de causa e condição. Durante a explicação, dê exemplos contextualizados:
• Como estava chovendo, ficamos em casa. (causa)
• Se fizer sol, vamos ao parque. (condição)
• Se oportuno, proponha também outras atividades em que os estudantes completem frases com diferentes conjunções ou criem as próprias frases, analisando como a escolha de uma conjunção altera o sentido expresso no texto.
f ) Para você, quais atitudes devemos ter para não sermos egoístas?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem atitudes como prestar atenção nos outros, oferecer ajuda ou o que temos para quem precisa, avaliar se nossas ações ou posturas não magoaram alguém, entre outras.
2. Releia a parte positiva da fala de Calvin.

a ) De acordo com essa fala, qual é a condição para que o mundo seja melhor?
Resposta: As pessoas pararem de pensar em si mesmas e começarem a pensar nos outros.
b) Contorne a palavra que é responsável por estabelecer essa ideia de condição.
Resposta: Os estudantes devem contornar a palavra se.
3. Leia a frase a seguir, criada com base na tirinha de Calvin.
Como as pessoas são egoístas, o mundo não melhora.
a ) De acordo com essa frase, qual é a causa para o fato de o mundo não melhorar?
Resposta: As pessoas serem egoístas.
b) Qual palavra é responsável por estabelecer essa relação de causa entre as duas ideias apresentadas nessa frase?
Resposta: A palavra como.
As conjunções podem expressar uma causa, um motivo que provoca algo (conjunções causais: como, porque). Podem também apresentar a condição para que determinadas ações sejam praticadas (conjunções condicionais: se, desde que).
PARA PENSAR E PRATICAR
1. Uma leitora enviou uma pergunta aos editores de uma revista infantil e foi atendida. Leia a pergunta dela e a resposta que recebeu.
A água do planeta vai acabar?
[...]
Dizem que a água do planeta Terra está diminuindo. Ela vai acabar um dia? Existe previsão de quando isso vai acontecer? O que está sendo feito para resolver a situação?
O engenheiro Léo Heller, da Universidade Federal de Minas Gerais, explicou que a quantidade de água no planeta é a mesma nos últimos milênios e não deve mudar no futuro, ou seja, a água como um todo não vai acabar. O problema, porém, é que a quantidade de água de boa qualidade e disponível para o consumo humano – aquela que podemos usar para beber e cozinhar – está diminuindo.
Ele conta que as mudanças no clima do planeta geram secas, enchentes e outros eventos que causam impactos nos rios e lagoas que abastecem as cidades. [...]
Se cada um fizer sua parte, o desperdício de água será cada vez menor. Pequenas atitudes como evitar banhos muito demorados, fechar a torneira enquanto escovamos os dentes e até mesmo regar as plantas ao amanhecer e ao entardecer já fazem uma grande diferença!
A ÁGUA do planeta vai acabar? Ciência Hoje das Crianças. Disponível em: https://chc.org.br/acervo/a-agua-do-planeta-vai-acabar/. Acesso em: 22 maio 2025.
a ) Para dar a resposta, a revista encaminhou a pergunta a um especialista. Qual impressão isso passa da revista?
Resposta: Passa a impressão de uma revista responsável, séria, que respeita o leitor e busca informações em fontes confiáveis, como um estudioso do assunto.
b) Como é possível resumir a resposta do especialista?
A água é sempre a mesma há milênios, mas o consumo excessivo pode fazer com que ela acabe.
A quantidade será a mesma, mas a água boa para consumo pode diminuir.
Resposta: A quantidade será a mesma, mas a água boa para consumo pode diminuir.
13/10/2025 09:17:25
• Incentive uma primeira leitura silenciosa. Peça aos estudantes que observem palavras sobre as quais têm dúvidas e pesquisem no dicionário.
• Comente ainda que, ao responder à pergunta enviada por uma criança, a revista valoriza a curiosidade infantil e mostra como a ciência pode se comunicar com o público.
• Verifique se os estudantes compreenderam a importância da credibilidade das fontes, algo essencial para a formação de leitores críticos.
• Peça-lhes que observem, ainda, a foto que acompanha o texto e comentem de que forma ela está relacionada a esse texto, pois, assim, pode-se verificar como os estudantes analisam a articulação entre a linguagem verbal e a não verbal em textos jornalísticos.
• Proponha que as atividades 2 e 3 sejam realizadas em duplas, de modo que um estudante auxilie o outro. Caminhe por entre as duplas, observando a interação e qual estudante pode estar com mais dificuldade ou dúvida, fazendo as intervenções que julgar necessárias.
• Os exercícios de reescrita, apresentados no item c da atividade 2 e no item c da atividade 3, favorecem o desenvolvimento de aspectos de coesão textual para a prática da escrita. No primeiro caso, o objetivo é substituir uma conjunção sem alterar o sentido original do texto, fazendo as alterações e adaptações necessárias. No segundo caso, o objetivo é inverter a posição da oração que expressa causa, o que obrigará o uso de uma conjunção diferente.
c ) Releia o penúltimo parágrafo do texto da página anterior. Qual outro texto desta unidade pode ser relacionado a essa afirmação?
Resposta: A notícia “Acre sofre uma das piores enchentes de sua história”.
2. Releia esta afirmação:
Se cada um fizer sua parte, o desperdício de água será cada vez menor.
a ) Sublinhe a parte em que se expressa uma condição nessa frase.
Resposta: Os estudantes devem sublinhar a parte "se cada um fazer a sua parte".
b) Contorne a conjunção que expressa essa condição.
Resposta: Os estudantes devem contornar a conjunção se
c ) Reescreva essa afirmação trocando a conjunção por outra que expresse o mesmo sentido. Faça as alterações necessárias.
Possíveis respostas: Caso cada um faça sua parte, o desperdício de água será cada vez menor. Desde que cada um faça sua parte, o desperdício de água será cada vez menor.
3. Leia um trecho de uma reportagem sobre a presença de vida em Vênus.
Vida extraterrestre?
As chances de encontrar vida em Vênus eram consideradas baixas porque lá chove ácido sulfúrico o tempo todo. A superfície do planeta é pura lava, com temperaturas altíssimas, que variam de 400 a 500 graus Celsius. Com solo muito quente e atmosfera bastante espessa, é como se tudo estivesse coberto por um grosso edredom, que segura todo o calor por ali. [...]
SOARES, Verônica. Vida extraterrestre? Minas Faz Ciência, n. Especial, 2020. p. 22-23.
a ) Qual é a causa das chances de encontrar vida em Vênus serem baixas?
Resposta: Chover ácido sulfúrico o tempo todo.
b) Contorne a conjunção que foi usada para introduzir essa ideia de causa.
Resposta: Os estudantes devem contornar a conjunção porque
c ) Reescreva a primeira frase iniciando-a com a conjunção causal como
Resposta: Como lá chove ácido sulfúrico o tempo todo, as chances de encontrar vida em Vênus eram consideradas baixas.
AVALIANDO
• Após a correção das atividades, pode-se abrir um diálogo com os estudantes, promovendo uma escuta ativa sobre o desempenho deles. Incentive-os a compartilhar como se sentiram nas atividades que realizaram, quais foram os maiores desafios e em quais pontos se sentiram mais seguros.
• Com essas observações, você pode planejar intervenções mais eficazes; esse momento deve ser visto como uma etapa formativa, em que o foco está no desenvolvimento dos estudantes.
HORA DE PRODUZIR
Apresentação oral com gráficos
Você estudou um tipo de gráfico e viu como ele é eficaz em sintetizar e expor informações. Que tal agora elaborar um gráfico e colocar em uso o que estudou?
O que vai produzir
Você vai criar um gráfico de barras e apresentá-lo à turma, explicando-o oralmente. Para isso, faça uma pesquisa na turma para obter os dados necessários.
Planejar
1. Para facilitar a coleta, a organização dos dados e a produção do gráfico, você deverá se juntar a mais três ou quatro colegas. Um gráfico só pode ser obtido a partir de dados numéricos, que são o resultado de uma pesquisa ou de um experimento.
2. O primeiro passo é escolher um tema a ser pesquisado entre os demais colegas. Vocês podem definir entre estas opções:
• Esporte favorito.
• Ritmo musical que mais ouve.
• Desenho animado favorito.
• Filme de animação de que mais gostou.
• Componente curricular de que mais gosta na escola.
• Comida preferida.
• Brincadeira preferida.
Produzir
1. Verifiquem com o professor os materiais necessários para a produção do gráfico.
2. Para fazer a pesquisa, vocês podem perguntar individualmente a cada colega da turma e anotar todas as respostas em um caderno ou fazer a pesquisa virtualmente, orientando-se pelas dicas apresentadas a seguir no Papo digital.
• Nesta atividade, os estudantes vão produzir um gráfico e apresentá-lo oralmente aos colegas. O gráfico será produzido com base em uma pesquisa relacionada aos gostos pessoais da turma.
• Oriente a formação dos grupos e garanta que escolham temas diferentes, para que o momento das apresentações seja mais rico e dinâmico. Caso haja algum problema na divisão dos temas, é possível sorteá-los.
• As pesquisas podem ser realizadas durante a aula. É interessante que todos os estudantes respondam à pesquisa de todos os grupos. Oriente-os a registrar com cuidado todos os dados para, depois, criar os gráficos.

OBJETIVOS
• Fazer uma pesquisa e colher dados para a produção de um gráfico.
• Produzir um gráfico de barras e apresentá-lo à turma.
• Praticar a escrita e a oralidade por meio da elaboração de uma apresentação oral com gráficos.
BNCC
• Nesta seção, os estudantes deverão participar de uma apresentação oral expondo suas pesquisas, com apoio de recursos multissemióticos, desenvolvendo a habilidade EF35LP20. O planejamento da apresentação, a elaboração do roteiro e do gráfico e a própria apresentação oral, bem como sua revisão, utilizando conhecimentos linguísticos e gramaticais, possibilitam desenvolver as habilidades EF15LP05, EF15LP06, EF35LP07 e EF35LP09. O uso da concordância nominal e verbal, da pontuação, da ortografia, de recursos de referenciação, coesão pronominal (anafórica) e de vocabulário adequado permite desenvolver as habilidades EF35LP08, EF35LP14, EF05LP26 e EF05LP27
13/10/2025 09:17:26
BNCC
• Ao utilizarem programas digitais na elaboração do formulário para coletar os dados do gráfico, os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP08, bem como a Competência geral 5 e a Competência específica de Língua Portuguesa 10. Na sequência, a edição do gráfico com base na análise, interpretação e comparação dos dados coletados promove as habilidades EF15LP07 e EF05LP23 e contempla a Competência geral 2
• Eles deverão também reconhecer a finalidade da apresentação oral e empregar linguagem adequada, bem como compreender que devem utilizar gestos, expressões e tom de voz pertinentes à situação comunicativa, desenvolvendo as habilidades EF15LP12, EF15LP13 e EF35LP10, bem como a Competência geral 4 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 3 e 5. Além disso, o trabalho em equipe e as ações individuais, sempre com autonomia, responsabilidade, determinação, cooperação e, quando necessário, empatia para resolver conflitos, levam os estudantes a desenvolverrem as Competências gerais 9 e 10
• Ao assistirem às apresentações dos colegas, eles são levados a escutar com atenção, formular perguntas e solicitar esclarecimentos quando necessário, desenvolvendo a habilidade EF35LP18 . Além disso, desenvolvem a habilidade EF35LP19 ao identificarem as ideias principais de cada apresentação.
PAPO DIGITAL
Para produzir um formulário on-line com perguntas em aberto, sigam estes passos, acompanhados pelo professor.
1. Acessem o site escolhido para construir o formulário, entre as opções indicadas pelo professor. Deem um título ao formulário.
2. Criem duas perguntas. A primeira com o nome do participante e a segunda de acordo com o tema de sua pesquisa.
3. Deixem a resposta em aberto para o participante informar os dados.
4. Depois, compartilhem o link da pesquisa e esperem todos responderem.
5. Ao final, vocês terão acesso a uma tabela com todos os dados e, a depender do site utilizado, terão também gráficos para analisar.
3. Façam o gráfico em uma cartolina. Caprichem na letra e variem os tamanhos e formatos. Atentem às formas e à clareza dele.
Compartilhar
Para expor o trabalho, o grupo deve fixar o gráfico na lousa e apresentá-lo aos demais colegas, seguindo esta ordem:
1. apresentação do grupo;
2. tema da pesquisa;
3. como foi feita a pesquisa (física ou virtualmente);
4. quais respostas obtiveram;
5. apresentação do gráfico e análise de como essas respostas aparecem nele.

Se possível, filmem as apresentações. Assim, a turma poderá compartilhar os vídeos com os familiares e amigos. Não se esqueçam de filmar na horizontal.
Avaliar
Com os colegas do grupo, avalie o trabalho.
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
1. Todos participaram da atividade?
2. De que parte da atividade você mais gostou? Por quê?
• É importante que todos os estudantes, durante a apresentação, tenham a postura adequada, tanto os que apresentam quanto os que assistem. Caso alguém queira fazer uma pergunta, deverá levantar a mão e esperar que lhe seja concedida a fala.
• Durante as apresentações, todos os estudantes que compõem o público deverão fazer anotações relacionadas às pesquisas de todos os grupos. Isso garantirá o desenvolvimento da habilidade de realizar anotações e registro de apresentações orais e permitirá uma maior atenção por parte do público.
• Após o término das apresentações orais, promova a avaliação da atividade. Para tanto, pre-
pare o ambiente para um momento de avaliação coletiva, como uma roda de conversa, em que os estudantes possam compartilhar suas impressões sobre as apresentações, comentar as pesquisas realizadas e destacar as que mais chamaram a atenção. Proponha as questões sugeridas, mas, caso haja necessidade, elabore outras conforme tenham se dado a atividade e o desempenho dos estudantes nela. Faça uma sondagem para perceber as dificuldades e proponha remediações, se for o caso. Ouça e acolha os apontamentos dos estudantes. Por fim, reforce os aspectos positivos e conscientize-os do aprendizado conquistado.
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
Chegou o momento de avaliar os conteúdos estudados nesta unidade e a sua participação nas atividades.
Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
Ficha de autoavaliação 1
Conteúdos estudados na unidade SIM NÃO
Entendi as características da reportagem?
Entendi como se dá a relação entre as palavras?
Entendi as características e a importância de gráficos em notícias?
Consigo identificar as palavras homófonas?
Entendi os sentidos de conjunções de causa e condição?
Ficha de autoavaliação 2
Participação nas atividades da unidade
Colaborei com os colegas?
Participei das atividades em sala de aula?
Fiz as atividades de casa?
Mantive o material organizado?
SAIBA MAIS
Gráficos: o que são e para que servem
A coleção Gráficos Informativos se propõe a explicar conceitos complexos num piscar de olhos. Os livros apresentam gráficos variados reunidos em três grandes temas: Corpo humano, Reino animal e Espaço.
COLEÇÃO Gráficos Informativos. São Paulo: Mov Palavras, 2015.

SIM NÃO
OBJETIVOS
• Avaliar os conteúdos estudados na unidade e a participação nas atividades.
• Os questionamentos propostos têm a finalidade de propiciar um momento para que os estudantes façam uma autoavaliação ao longo da unidade. É importante lembrar o papel que pode ter esse tipo de avaliação na gestão do aprendizado para que eles possam pensar em estratégias pessoais de estudo e para que exercitem a responsabilidade pelo próprio aprendizado, aprimorando, assim, a autonomia nos estudos.

Aprender com jogos e aplicativos
Destinado a crianças, o canal Smile and Learn – Português é composto de vídeos com material original e divertido sobre conteúdos de diversas áreas da Ciência: Química, Física, Geografia, História etc.
SMILE and Learn – Português. Disponível em: https://www.youtube.com/c/ SmileandLearnPortugu%C3%AAs. Acesso em: 5 jul. 2025.
13/10/2025 09:17:28
OBJETIVOS
• Reconhecer e valorizar as contribuições das matrizes culturais indígena, africana e europeia para a cultura brasileira.
• Participar ativamente de ações coletivas que promovam o respeito à diversidade.
BNCC
• Ao reconhecer as três grandes matrizes culturais como partes fundamentais da formação do povo brasileiro, a atividade promove o estudo e a valorização de suas contribuições históricas, sociais e culturais. Essa proposta, portanto, está alinhada ao tema contemporâneo transversal Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
• Ao utilizarem saberes de História e Arte para compreender a formação do povo brasileiro e sua diversidade cultural, os estudantes desenvolvem a Competência geral 1
• A proposta amplia o contato com músicas, expressões, objetos e manifestações culturais das três matrizes, desenvolvendo, assim, a Competência geral 3
• O trabalho em grupo e a construção da exposição favorecem atitudes de respeito, escuta, partilha e valorização das diferenças, desenvolvendo nos estudantes a Competência geral 9
COLETIVAMENTE
Um Brasil de muitas
raízes: valorizando nossas culturas
Conhecendo o problema 1
Muitas pessoas não sabem que o povo brasileiro foi formado a partir de três diferentes matrizes culturais. Cada uma dessas culturas contribuiu com costumes, comidas, festas, tradições, danças e modos de viver que hoje compõem a nossa cultura brasileira. Observe as imagens a seguir.
Os povos indígenas, habitantes originários do território brasileiro, enriqueceram nossa cultura em diversas áreas, como vocabulário e hábitos alimentares.


Os africanos, trazidos forçadamente como escravizados, contribuíram com várias tradições, como a capoeira e o maracatu.

Pessoas praticando capoeira em Salvador, na Bahia, em 2023.
Os europeus colonizaram o território brasileiro. A língua portuguesa e a arquitetura são alguns exemplos da influência desses povos.
Arquitetura colonial de influência portuguesa, em Paraty, no estado do Rio de Janeiro, em 2024.
Além dos povos que moldaram nossa identidade, diversos outros construíram suas comunidades no Brasil e contribuem cotidianamente com nossa cultura: italianos, alemães, poloneses, japoneses, bolivianos, peruanos, venezuelanos, haitianos, sírios, libaneses, palestinos, turcos, entre outros.
1. CONHECENDO O PROBLEMA
• Incentive os estudantes a identificarem nas imagens elementos visuais (roupas, instrumentos, celebrações).
• Explore sentimentos relacionados a essas culturas, como o pertencimento.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
O componente curricular de História propicia aos estudantes trabalhar com as origens da formação da população brasileira e perceber suas contribuições culturais para o nosso país.
O componente curricular de Arte é acionado quando há a expressão visual e criativa por meio de colagens, pinturas, releituras e exposição artística.
Indígenas da etnia Pataxó no Ritual da Vitória, na Reserva da Jaqueira, em Porto Seguro, na Bahia, em 2024.
Organizando as ideias 2
Respostas e comentários nas orientações ao professor
Converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.
a ) Por que é importante conhecer a história e as tradições dos diferentes povos que compõem o Brasil?
b) Quais tradições e elementos brasileiros vocês conhecem que têm origem indígena, africana ou europeia?
c ) Em sua opinião, o que levou os imigrantes europeus a deixarem seus lugares de origem e vir para o Brasil?
d) Como podemos valorizar as diferentes culturas em nossa escola ou comunidade?
Buscando soluções 3
Agora é hora de mostrarmos a importância desses povos para a nossa cultura. Assim, com a ajuda do professor, você e os colegas vão organizar uma exposição multicultural.
Para iniciar os trabalhos, a turma deve ser dividida em três grupos. Cada grupo ficará responsável por uma das matrizes culturais: indígena, africana ou europeia.
Observem as etapas a seguir.
a ) Pesquisem, com a ajuda do professor, sobre a matriz cultural pela qual o seu grupo ficou responsável.
b) Procurem manifestações culturais, receitas, palavras, roupas, brincadeiras, danças e símbolos que representam essa cultura.
c ) Dividam as tarefas entre os integrantes do grupo para todos participarem e para que as pesquisas sejam concluídas mais rapidamente.
d) Criem um painel usando desenhos, colagens, textos curtos ou objetos.
Com tudo pronto, será organizada uma exposição multicultural na escola. Cada grupo deverá montar seu espaço e apresentar aos colegas o que aprendeu. Também pode ser criado um Dia da Cultura Brasileira na escola, podendo ser aberto para a comunidade externa.
3. BUSCANDO SOLUÇÕES
• Divida a turma em três grupos e faça um sorteio de uma matriz cultural para cada um.
• Ajude os estudantes a organizarem as pesquisas, consultando fontes seguras e acessíveis, como vídeos curtos, livros didáticos e materiais digitais educativos.
• Oriente-os a montar uma linha do tempo com recortes, ilustrações e marcos históricos simplificados.
• Incentive o diálogo entre os grupos e promova o respeito e a curiosidade pelas diferentes culturas apresentadas.
2. ORGANIZANDO AS IDEIAS
• Conversem sobre as dificuldades trazidas pelo novo momento (os indígenas), por uma nova terra e uma vida sem liberdade (os negros) e por um novo local com cultura diferente (os imigrantes europeus). Registre as respostas coletivas para usar na etapa seguinte.
Respostas
a) Sugestão de resposta: Porque nos ajuda a compreender nossas origens, valorizar a diversidade cultural, respeitar as diferenças e preservar saberes e costumes que formam a identidade do nosso país.
b) Possíveis respostas: Indígena – cultivo e uso da mandioca; rede de dormir; palavras e nomes de lugares; hábitos ligados à natureza; cultivo e uso de ervas medicinais. Africana – capoeira; ritmos musicais; religiões; culinária (acarajé, vatapá, feijoada com raízes africanas); festas populares (congadas e maracatu). Europeia – festas juninas; Natal, Carnaval; café; arquitetura colonial; igrejas grandiosas; língua portuguesa.
c) Possível resposta: A busca por melhores condições de vida.
d) Possível resposta: Por meio de celebrações com danças e músicas características dessas culturas, estudo de suas histórias, preparo e consumo de pratos tradicionais e partilha em sala de aula e na sociedade em geral.
13/10/2025 09:14:08
• Auxilie-os na criação da exposição multicultural, garantindo a cada grupo espaço para se expressar de forma criativa.
• Organize com a gestão da escola um dia para a realização da exposição multicultural. Ela pode ocorrer no pátio ou em outro local movimentado da escola.
• Converse com a turma sobre a elaboração do Dia da Cultura Brasileira na escola. O evento pode ser aberto à comunidade externa, com a presença de pais, avós, responsáveis e artistas locais que possam falar ou mostrar algo sobre suas heranças culturais.
VINÍCIUS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Documento que determina as competências gerais e específicas, as habilidades e as aprendizagens que os estudantes brasileiros da Educação Básica precisam desenvolver e colocar em prática ao longo de sua trajetória escolar.
BRASIL. Ministério da Educação. Compromisso Nacional Criança Alfabetizada 2023. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/centrais-de-conteudo/ publicacoes/institucionais/compromisso-nacional-crianca-alfabetizada.pdf. Acesso em: 23 set. 2025.
Documento de apresentação do programa Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, política pública que visa garantir o direito à alfabetização de todas as crianças brasileiras até o final do 2º ano do Ensino Fundamental e prevê ações para recuperar aprendizagens de crianças de 3º, 4º e 5º anos.
COELHO, Nelly Novaes. Literatura infantil: teoria, análise, didática. São Paulo: Moderna, 2000.
Essa obra trata de importantes problemáticas relativas à literatura infantil, buscando não apenas responder às questões, mas também promover uma reflexão sobre a literatura infantil.
CUNHA, Celso Ferreira da; CINTRA, Luís Filipe Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1975.
Obra de referência que descreve e explica o funcionamento da língua portuguesa, equilibrando tradição normativa e abordagem científica moderna.
FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita . 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 1999.
Com base nos estudos de Piaget, a obra investiga como as crianças compreendem e se apropriam da língua escrita, construindo hipóteses sobre a escrita antes mesmo do ensino formal.
KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2006.
A obra explica os processos de construção de sentidos na leitura, mostrando que compreender um texto vai muito além da mera decodificação de palavras, pois envolve a construção de sentidos mediante a interação de texto, leitor e contexto.
SCHNEUWLY, Bernard et al. Gêneros orais e escritos na escola . Tradução de Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004.
Esse livro traz reflexões sobre os gêneros textuais, compreendendo sua importância no ensino escolar e na construção do senso crítico.
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura . Tradução de Claudia Schilling. 6. ed. Porto
Alegre: Artmed, 1998.
Com o objetivo de incentivar os docentes a ponderarem acerca da importância de formar um leitor crítico, esse livro traz estratégias de leitura como ferramentas importantes para o desenvolvimento de uma leitura autônoma e reflexiva.
13/10/2025 09:12:53
MANUAL DO PROFESSOR
Este Manual do Professor é um complemento à primeira parte do Livro do Professor, oferecendo um suporte para o desenvolvimento docente e para o dia a dia em sala de aula.
A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC)
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) propõe uma progressão de aprendizagens que visa à formação humana integral dos estudantes e à construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva. O documento estabelece um aprendizado mínimo e comum, orientado por competências e habilidades que devem ser desenvolvidas em cada etapa de ensino.
Na BNCC, as áreas de conhecimento são compostas de componentes curriculares. Por meio de unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades, esses componentes têm o objetivo de desenvolver as competências gerais e específicas.
AS COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA
A BNCC orienta que, ao longo da Educação Básica, os estudantes desenvolvam dez competências gerais, que envolvem a mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores. Essas competências são o alicerce, definindo o que se espera que o estudante desenvolva em toda a Educação Básica. Nesta coleção, elas são trabalhadas por meio de temas, discussões e atividades que incentivam a reflexão crítica, com sugestões nas orientações ao professor.
A seguir, apresentamos as competências gerais da BNCC.
Competências gerais da Educação Básica
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital – bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 9-10. Disponível em: https://www.gov.br/mec/ pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
A BNCC propõe que o conteúdo chegue à sala de aula de forma contextualizada, o que exige novas estratégias do professor, como a transposição didática. Isso significa converter o conteúdo científico em uma linguagem acessível e adaptada à realidade dos estudantes. Para isso, o
estudo e a reavaliação constante da prática docente são essenciais.
A seguir, apresentamos algumas ações que podem ser aplicadas para desenvolver as competências gerais em sala de aula.
Sugestões de ações docentes para as competências gerais
Competência geral 1: Incentive os estudantes a reconhecerem a importância dos conhecimentos já adquiridos, mostrando como eles servem de base para a compreensão da realidade e para a construção de novos saberes.
Competência geral 2: Exercite a curiosidade intelectual, levando os estudantes a usarem a abordagem científica para investigar, levantar hipóteses, resolver problemas e analisar os resultados por meio de experiências e observações.
Competência geral 3: Proporcione o contato com diferentes manifestações culturais em âmbito local, regional e global e promova atividades artísticas, como grupos de dança, elaboração de roteiros e atuação em peças de teatro, festivais musicais e saraus.
Competência geral 4: Dê subsídios para que os estudantes se comuniquem por meio de diferentes linguagens, ajudando-os a selecionar a mais apropriada para cada situação.
Competência geral 5: Utilize de forma intencional e pedagógica diversas tecnologias em sala de aula, verificando o conhecimento prévio dos estudantes e diversificando os recursos metodológicos.
Competência geral 6: Ajude os estudantes a refletirem sobre o futuro e a importância da liberdade, autonomia e consciência crítica em suas escolhas profissionais e pessoais, valorizando a diversidade de saberes e experiências.
Competência geral 7: Ofereça subsídios para que os estudantes desenvolvam a capacidade de argumentar com base em fatos e dados confiáveis, sabendo selecionar e verificar a origem de diferentes fontes para negociar pontos de vista e defender ideias.
Competência geral 8: Leve os estudantes a se compreenderem e se valorizarem dentro da diversidade, reconhecendo suas emoções e as dos outros, e exercitando a autocrítica.
Competência geral 9: Promova o exercício da empatia, do diálogo e da cooperação, incentivando os estudantes a resolverem conflitos de forma respeitosa e democrática.
Competência geral 10: Contribua para que os estudantes ajam de modo responsável, guiados por princípios éticos e de cidadania, e conscientes de que suas ações devem estar alinhadas à tomada de decisões inclusivas, sustentáveis e solidárias.
Nesta coleção, as competências gerais que são desenvolvidas nos textos e as atividades e seções que permeiam os conteúdos são destacadas nas orientações ao professor e listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos
AS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
Para que as competências gerais se manifestem em cada componente, a BNCC estabelece as competências específicas. A organização dessas competências no Ensino Fundamental varia: em áreas como Matemática e Ciências
da Natureza, as competências específicas são as mesmas para o componente. Em áreas como Linguagens e Ciências Humanas, há competências específicas por área e também para cada componente curricular que as compõem (Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Língua Inglesa, Geografia e História), reconhecendo as particularidades de cada um. Em todos os casos, as competências específicas colaboram para que os objetivos de aprendizagem sejam claros e coerentes, do nível mais amplo ao mais específico.
A seguir, apresentamos as competências específicas de Língua Portuguesa.
Competências específicas de Língua Portuguesa
1. Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo-a como meio de construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem.
2. Apropriar-se da linguagem escrita, reconhecendo-a como forma de interação nos diferentes campos de atuação da vida social e utilizando-a para ampliar suas possibilidades de participar da cultura letrada, de construir conhecimentos (inclusive escolares) e de se envolver com maior autonomia e protagonismo na vida social.
3. Ler, escutar e produzir textos orais, escritos e multissemióticos que circulam em diferentes campos de atuação e mídias, com compreensão, autonomia, fluência e criticidade, de modo a se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos, e continuar aprendendo.
4. Compreender o fenômeno da variação linguística, demonstrando atitude respeitosa diante de variedades linguísticas e rejeitando preconceitos linguísticos.
5. Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de linguagem adequados à situação comunicativa, ao(s) interlocutor(es) e ao gênero do discurso/gênero textual.
6. Analisar informações, argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se ética e criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais.
7. Reconhecer o texto como lugar de manifestação e negociação de sentidos, valores e ideologias.
8. Selecionar textos e livros para leitura integral, de acordo com objetivos, interesses e projetos pessoais (estudo, formação pessoal, entretenimento, pesquisa, trabalho etc.).
9. Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o desenvolvimento do senso estético para fruição, valorizando a literatura e outras manifestações artístico-culturais como formas de acesso às dimensões lúdicas, de imaginário e encantamento, reconhecendo o potencial transformador e humanizador da experiência com a literatura.
10. Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais para expandir as formas de produzir sentidos (nos processos de compreensão e produção), aprender e refletir sobre o mundo e realizar diferentes projetos autorais. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 87. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/ escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
Nesta coleção, as competências específicas que são desenvolvidas em textos, atividades e seções que permeiam os conteúdos são destacadas nas orientações ao professor e listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos
PRÁTICAS DE LINGUAGEM, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES
Para garantir o desenvolvimento das competências gerais e específicas, a BNCC organiza o currículo de Língua Portuguesa em três elementos interligados: práticas de linguagem, objetos de conhecimento e habilidades:
[...] os eixos de integração considerados na BNCC de Língua Portuguesa são aqueles já consagrados nos documentos curriculares da Área, correspondentes às práticas de linguagem: oralidade, leitura/escuta, produção (escrita e multissemiótica) e análise linguística/semiótica (que envolve conhecimentos linguísticos – sobre o sistema de escrita, o sistema da língua e a norma-padrão –, textuais, discursivos e sobre os modos de organização e os elementos de outras semioses).
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 71. Disponível em: https://www.gov.br/ mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal. pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
Além das práticas de linguagem, a BNCC apresenta os campos de atuação como categoria organizadora do currículo:
Em função disso, outra categoria organizadora do currículo que se articula com as práticas são os campos de atuação em que essas práticas se realizam. Assim, na BNCC, a organização das práticas de linguagem (leitura de textos, produção de textos, oralidade e análise linguística/ semiótica) por campos de atuação aponta para
a importância da contextualização do conhecimento escolar, para a ideia de que essas práticas derivam de situações da vida social e, ao mesmo tempo, precisam ser situadas em contextos significativos para os estudantes.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 84. Disponível em: https://www.gov.br/ mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal. pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
Nos Anos Iniciais, são quatro campos de atuação considerados: Campo da vida cotidiana, Campo artístico-literário, Campo das práticas de estudo e pesquisa e Campo da vida pública.
Nesta coleção, os códigos das habilidades desenvolvidas em textos, atividades e seções são destacados nas orientações ao professor e listados no Quadro de distribuição dos conteúdos. O texto das habilidades, na íntegra, é apresentado nas orientações ao professor no início do volume. Para consultar os objetos de conhecimento, as práticas de linguagem e os campos de atuação, você pode verificar a BNCC.
OS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS
Para enriquecer o trabalho com as habilidades e competências da BNCC e contextualizar o ensino, as propostas pedagógicas devem abordar os temas contemporâneos transversais (TCTs). Esses temas são assuntos relevantes para a formação cidadã dos estudantes e para a construção de uma sociedade mais justa, ética e sustentável. São temas com caráter interdisciplinar, que conectam os conteúdos escolares com o cotidiano dos estudantes e com questões importantes em discussão na sociedade.
De acordo com o documento Temas contemporâneos transversais na BNCC, publicado em 2019, esses temas são
de relevância local, regional e global e estão organizados em seis macroáreas: Meio ambiente (Educação ambiental e Educação para o consumo), Economia (Trabalho, Educação financeira e Educação fiscal), Saúde (Saúde e Educação alimentar e nutricional), Cidadania e civismo (Vida familiar e social, Educação para o trânsito, Educação em direitos humanos, Direitos da criança e do adolescente e Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso), Multiculturalismo (Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras) e Ciência e tecnologia (Ciência e tecnologia).
Nesta coleção, esses temas são explorados em diferentes momentos no desenvolvimento dos conteúdos e recebem destaque na seção Coletivamente, contribuindo para a formação cidadã dos estudantes por meio de reflexões e propostas de resoluções para problemas, de modo que eles sejam atuantes na sociedade em que vivem.
INTEGRAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES CURRICULARES
Ao integrar os diversos componentes, amplia-se a compreensão da realidade e contribui para a formação integral dos estudantes como cidadãos. No ambiente escolar, essa abordagem gera resultados positivos, pois incentiva a colaboração e a contextualização de temas, garantindo que o aprendizado esteja alinhado à vivência dos estudantes.
No desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar, tanto o professor quanto os estudantes devem estabelecer conexões entre saberes mais amplos e os conteúdos específicos dos diferentes componentes curriculares. Com base nessa articulação, espera-se que consigam construir uma síntese que amplie sua compreensão, superando o nível de entendimento inicial.
Para que esse processo ocorra de forma efetiva, é imprescindível que o professor assuma um papel mediador nesse percurso, sendo o primeiro a exercitar esse movimento de integração.
Além disso, para realizar um trabalho interdisciplinar de maneira significativa, é essencial que ele esteja pautado nas experiências, no cotidiano e nos interesses dos estudantes. Isso implica aproveitar as situações que emergem naturalmente em sala de aula, por exemplo: perguntas formuladas por eles, projetos em andamento, investigações e demais práticas pedagógicas, como oportunidades para articular diferentes saberes.
Nas propostas interdisciplinares, é comum que os estudantes atuem em grupo, promovendo a interação entre eles. Essa prática fortalece habilidades importantes como a argumentação, a escuta ativa e a organização de ideias.
Essa abordagem exige metodologias mais dinâmicas e colaborativas, favorecendo a construção coletiva do saber. Ao promover a articulação entre os conteúdos curriculares, ela amplia as possibilidades de leitura e interpretação do mundo, tanto para os professores quanto para os estudantes, permitindo uma compreensão do conhecimento como algo vivo, em constante transformação.
Nesta coleção, você encontrará atividades cujo propósito é integrar diferentes componentes curriculares. A seção Coletivamente, por exemplo, traz temas e reflexões que possibilitam um trabalho integrado. Além disso, o boxe Articulando conhecimentos detalha algumas integrações nas orientações ao professor, contribuindo para o aumento da criatividade e para a formação crítica e responsável dos estudantes na construção de seu conhecimento.
A PRÁTICA INTERDISCIPLINAR
E O TRABALHO
COM PROJETOS
INTERDISCIPLINARES
Para planejar um trabalho interdisciplinar, o ponto de partida é definir os objetivos de aprendizagem. Com base nisso, se for o caso, é importante dialogar com o professor de outros componentes para planejar estratégias conjuntas, considerando os objetivos previamente levantados, os conhecimentos prévios dos estudantes e como os conteúdos podem ser abordados de forma integrada. Quando não for possível contar com a colaboração do professor de outros componentes curriculares, cabe a você orientar os estudantes nas pesquisas, ensinando-os a buscar fontes confiáveis e adequadas à proposta, a fazer registros relevantes, a organizar as informações obtidas e a planejar como os resultados das pesquisas serão entregues.
PROJETOS INTERDISCIPLINARES
Projetos investigativos e pesquisas também são exemplos de atividades que favorecem o trabalho interdisciplinar em sala de aula, pois envolvem tarefas que integram conhecimentos de diferentes áreas, como planejamento, levantamento de hipóteses, coletas de dados, análises, deduções e conclusões.
Os projetos oferecem aos estudantes oportunidades concretas de participação ativa no processo de construção do conhecimento, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de diversas competências, como o pensamento crítico e reflexivo, a argumentação, a valorização do pluralismo de ideias, a criatividade, a cooperação, a autonomia e a comunicação.
Nesse contexto, você continua sendo o mediador, orientando e acompanhando os estudantes para que atuem com autonomia e sejam protagonistas do desenvolvimento do projeto.
É importante ressaltar que a estrutura de um projeto não deve ser encarada como um modelo fixo ou engessado. Os projetos podem assumir diferentes formatos, conforme os objetivos e os contextos de aplicação. Em geral, iniciam-se com uma situação-problema ou uma questão orientadora, que dá origem a um conjunto de etapas organizadas de forma lógica. A seguir, apresentamos um modelo com etapas fundamentais que podem nortear a construção de um projeto interdisciplinar.
Planejamento
• Definição da situação-problema ou da questão norteadora.
• Conversa sobre o tema e levantamento de hipóteses.
• Elaboração de questões norteadoras com base na situação-problema.
• Formação das equipes, distribuição de tarefas e estabelecimento de metas e prazos.
• Consulta de diversas fontes e coleta de informações.
Execução
• Organização, testes e execução do trabalho.
• Realização de ajustes finais.
• Avaliação durante o processo.
• Definição da participação dos integrantes que conduzirão a apresentação.
Divulgação
• Apresentação dos resultados para a comunidade escolar.
• Publicação do trabalho final.
Avaliação
• Avaliação dos resultados do projeto.
• Realização de autoavaliação.
• Verificação do desempenho e do desenvolvimento das aprendizagens dos estudantes.
Fonte de pesquisa: BENDER, William N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Tradução de Fernando de Siqueira Rodrigues. Porto Alegre: Penso, 2014. p. 61.
AVALIAÇÃO
A avaliação tem papel fundamental no processo de ensino-aprendizagem, pois é uma oportunidade de investigar, diagnosticar, refletir e intervir sobre o processo e acompanhar o desenvolvimento dos estudantes e sua atuação enquanto docente.
É fundamental compreender que a avaliação não deve ocorrer apenas em situações isoladas. O acompanhamento do percurso de aprendizagem dos estudantes precisa ser
Avaliação diagnóstica
contínuo, tendo como base observações frequentes e diversificadas. Nesse sentido, o processo avaliativo deve fazer parte das práticas pedagógicas do dia a dia, de modo integrado ao planejamento e às atividades desenvolvidas em sala de aula.
A você, a avaliação possibilita observar e refletir sobre sua prática docente e a oportunidade de readequar e reajustar atividades, práticas e estratégias para alcançar determinados objetivos, com a participação ativa dos estudantes nesse processo. Desse modo, é de grande importância a interpretação dos resultados para que, com base neles, você possa refletir sobre intervenções a serem feitas para sanar possíveis defasagens e, assim, auxiliar no processo de construção do conhecimento, identificando possibilidades de recuperação e progressão do aprendizado.
É essencial que a avaliação seja compreendida como uma ferramenta de inclusão e de apoio ao processo de ensino-aprendizagem, evitando que seja usada apenas como forma de analisar a eficiência e classificar os estudantes. Avaliar não deve ser sinônimo de rotular ou excluir, mas sim de compreender os percursos formativos deles.
Para que a avaliação realmente contribua para identificar os progressos, as dificuldades e as possíveis lacunas no desenvolvimento das aprendizagens, é necessário que os critérios sejam previamente compartilhados e discutidos com os estudantes, pois isso favorece a compreensão dos objetivos da avaliação e promove uma participação mais ativa por parte deles.
O planejamento das avaliações deve estar alinhado aos conteúdos e às atividades efetivamente trabalhados em sala de aula, com uma abordagem reflexiva e contextualizada. É essencial considerar os processos de aprendizagem mais adequados à turma e considerar a diversidade de perfis entre os estudantes. Além disso, é recomendável diversificar os instrumentos utilizados, não se restringindo a provas e testes, e incluir diferentes formas de expressão do conhecimento. Entre as possibilidades, destacam-se atividades em grupo, debates, produções escritas e orais, atividades práticas, questões objetivas e dissertativas, entre outros formatos que respeitem as múltiplas formas de aprender e se comunicar dos estudantes.
A avaliação diagnóstica é o momento de identificar os conhecimentos que os estudantes trazem consigo, além de suas necessidades e dificuldades.
Essa etapa é fundamental para você reajustar as rotas e os objetivos de ensino. É importante ressaltar que a avaliação diagnóstica não precisa de um registro formal; a simples observação de uma atividade em sala de aula, por exemplo, já permite que você identifique as habilidades que precisam ser desenvolvidas ou aperfeiçoadas.
Nesta coleção, a avaliação diagnóstica pode ser feita no início de cada unidade, pois as atividades das páginas de abertura possibilitam diagnosticar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre os temas e os conteúdos que serão abordados. Ao longo das orientações ao professor, no boxe Avaliando, também são sugeridos momentos em que ela pode ocorrer.
Avaliação formativa
A avaliação formativa acontece ao longo do período letivo. São os processos contínuos pelos quais você obtém indicadores a respeito da aprendizagem dos estudantes.
Desse modo, esse tipo de avaliação possibilita que você realize intervenções, propondo novas estratégias e procedimentos que visam à melhoria e/ou ao aprofundamento dos conhecimentos por parte dos estudantes.
Nesta coleção, a avaliação formativa é um processo contínuo e integrado. A seção Vamos avaliar o aprendizado, ao final de cada unidade do Livro do Estudante, oferece atividades que retomam os principais conceitos e noções trabalhados para verificar a aprendizagem com relação aos objetivos estabelecidos.
Nas orientações ao professor, o boxe Avaliando complementa essa prática com propostas de atividades avaliativas adicionais.
Além disso, é importante o hábito de transitar pela sala de aula e observar os estudantes durante as atividades propostas. Esse acompanhamento mais próximo contribui para que eles se reconheçam como parte do processo de ensino-aprendizagem, desenvolvam sua autonomia e busquem aprimoramento contínuo.
Avaliação somativa
A avaliação somativa é realizada ao final de um período de estudos, em consonância com as práticas pedagógicas da escola. Com base nas respostas a essa avaliação, você poderá refletir sobre ações a serem tomadas para sanar possíveis dificuldades dos estudantes.
Por ser comumente associada a testes e notas que visam classificar o desempenho dos estudantes, é fundamental que ela não seja o único foco do processo avaliativo. A nota é apenas uma das muitas formas de representar os resultados, e essa etapa deve ser considerada como a consequência natural das avaliações diagnóstica e formativa já realizadas.
Ao analisar os resultados, você pode refletir sobre as ações necessárias para sanar possíveis dificuldades, utilizando o desempenho como um indicativo para a retomada de conteúdos e a definição de novas estratégias. Dessa forma, resultados abaixo do esperado não são uma sentença, mas sim um ponto de partida para aprimorar o processo de ensino-aprendizagem. Nesta coleção, não há um momento específico indicado para realizar a avaliação somativa, mas você pode utilizar atividades diversas do Livro do Estudante, como as da subseção Para pensar e praticar e as propostas de produção da seção Hora de produzir.
Para um sistema de avaliação eficiente, é recomendável a combinação das três modalidades, além de usar diferentes instrumentos que auxiliem a obter informações
sobre o desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes. Apresentamos a seguir alguns exemplos.
Instrumentos de avaliação
Provas e testes Podem ser elaborados com questões abertas, análise de situações, questões objetivas e quizzes e realizados de forma regular, abordando conteúdos específicos ou referentes a determinado período.
Seminários e debates
Portfólios
Possibilitam a você perceber o desenvolvimento de habilidades relacionadas a tarefas como pesquisa, síntese das informações, pensamento crítico e comunicação.
A elaboração de portfólios com base em suas observações e registros em fichas avaliativas contribui não só para analisar o desenvolvimento cognitivo dos estudantes, mas também a maneira como cada um aprende, com atenção especial às habilidades que eles desenvolvem com mais facilidade e as que demandam mais atenção e auxílio para serem desenvolvidas.
Saraus Permite a você verificar o desenvolvimento de habilidades relacionadas a interação social, capacidade de expressão, criatividade, sensibilidade e conhecimento cultural.
Ditados
Autoavaliação
Possibilita que você acompanhe as principais dificuldades dos estudantes com relação à escuta e à escrita.
Incentiva o desenvolvimento da autonomia dos estudantes levando-os a refletir sobre sua participação nas atividades, suas dificuldades e aspectos que devem ser melhorados. Com base nessas informações, você pode debater com eles os caminhos para gerar mudanças no planejamento e melhorias para toda a turma.
Esses instrumentos também podem ser usados, com as devidas adaptações, como estratégias de monitoramento e avaliação da alfabetização e da aquisição da linguagem.
Para auxiliar no monitoramento das aprendizagens, sugerimos a utilização de uma ficha de avaliação de acompanhamento individual, como a que apresentamos a seguir. Essa ferramenta permite registrar a trajetória de cada estudante, observando seu desenvolvimento com relação aos objetivos e às habilidades trabalhados.
A ficha usa um sistema de marcação simples para identificar o nível de desenvolvimento do estudante.
• S (Sim): o estudante demonstrou ter alcançado o objetivo.
• P (Parcialmente): o estudante atingiu o objetivo de forma incompleta, necessitando de intervenção para avançar.
• N (Não): o estudante não alcançou o objetivo, sendo necessária uma intervenção imediata.
Quando o objetivo é alcançado e marcado com S, você deve incentivar o estudante a aprofundar seus saberes. Se a marcação for P ou N, a ficha serve como um diagnóstico claro, indicando a necessidade de planejar intervenções para que o estudante progrida nos estudos.
Você pode usar esse tipo de ficha para registrar observações feitas durante os momentos avaliativos, adequando-a ao contexto da turma.
Escola: preencher com o nome da escola.
Estudante: preencher com o nome do estudante.
Professor(a): preencher com o nome do(a) professor(a).
Turma: preencher com a indicação da turma. Período letivo do registro: preencher com o ano letivo.
MODELO
Objetivos ou habilidades avaliados
Preencher com o objetivo ou a habilidade.
Preencher com o objetivo ou a habilidade.
Ficha de acompanhamento individual das aprendizagens
S (Sim) P (Parcialmente) N (Não)
O PAPEL DO PROFESSOR E A PRÁTICA DOCENTE
No contexto atual da educação, o papel do professor dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental vai além da transmissão de conteúdo. Ele deve atuar como mediador do conhecimento, incentivando a autonomia dos estudantes e formando leitores e pensadores críticos. Acima de tudo, o professor é um agente essencial na construção da base educacional e emocional dos estudantes.
Essa etapa da escolarização é marcada por profundas transformações no desenvolvimento cognitivo, afetivo e social dos estudantes. Por isso, a prática pedagógica exige sensibilidade e escuta ativa. Você deve estar atento às necessidades individuais dos estudantes, respeitando seus ritmos de aprendizagem e suas realidades. A construção de vínculos afetivos é fundamental para fortalecer a autoestima e a autonomia, pois são eles que criam um ambiente acolhedor, onde o erro é considerado como parte do processo de aprendizagem e todos os estudantes se sentem seguros para se expressarem.
Sua atuação docente envolve uma reflexão constante sobre os conteúdos, as metodologias e, principalmente, sobre como os estudantes aprendem. Ao aproximar o conteúdo escolar dos conhecimentos prévios deles, você torna o aprendizado mais significativo e prazeroso. Essa abordagem, que valoriza a bagagem cultural e as experiências dos estudantes, é fundamental na construção de uma relação positiva deles com o ato de estudar.
O planejamento pedagógico é o ponto de partida, mas a prática em sala de aula é dinâmica e não linear. É no dia a dia que você conhece os perfis, as necessidades e os ritmos da turma, e que a flexibilidade e a capacidade de adaptação se tornam essenciais. O diálogo constante com a equipe pedagógica e a participação em formações continuadas são atitudes que favorecem o desenvolvimento de uma prática docente mais eficaz e alinhada às reais demandas da turma.
Nessa jornada, você é o principal organizador das ações pedagógicas. É quem acolhe, engaja e dá oportunidade para que os estudantes verbalizem seu raciocínio, escrevam e desenvolvam, no coletivo da turma, a compreensão sobre os motivos das atividades e a realização das respostas. O livro didático não é apenas um guia, mas um instrumento
Observações
cultural que serve como mediador entre você e o estudante, auxiliando na construção do conhecimento. Com autonomia, é você quem dá vida a esse material, ajustando-o às necessidades de cada turma para que os estudantes se tornem os protagonistas de sua aprendizagem.
A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM AÇÃO
A sala de aula é marcada pela diversidade. Cada estudante traz consigo um conjunto de experiências, saberes e modos de aprender. Essa diversidade se expressa em aspectos comportamentais, cognitivos, afetivos e socioculturais, que influenciam diretamente o modo como cada um constrói o conhecimento. Já as trajetórias individuais são moldadas por fatores como o contexto familiar, as vivências culturais e o ambiente social em que estão inseridos. É seu papel e da equipe escolar acolher essas diferenças. Nesse sentido, compreender o desenvolvimento dos estudantes exige atenção ao contexto em que vivem, às suas práticas cotidianas e à maneira como atribuem significado às suas experiências. Por isso, uma das grandes questões que se impõe ao trabalho docente é: como planejar intervenções pedagógicas que deem conta da heterogeneidade presente em sala de aula, especialmente em turmas numerosas?
Diante desse desafio, é essencial que você reconheça que não há um único caminho para a aprendizagem. As interações, os ritmos e os interesses variam, e é seu papel estar atento a essas diferenças, promovendo práticas pedagógicas flexíveis e inclusivas. Só assim será possível garantir que todos os estudantes tenham oportunidades reais de desenvolvimento, respeitando suas singularidades sem comprometer a qualidade do processo de ensino-aprendizagem.
A seguir, apresentamos sugestões para auxiliar seu dia a dia, promovendo a adequação de atividades e a progressão do aprendizado, para que os estudantes avancem no próprio ritmo, com o apoio necessário para superar desafios.
A PEGA DO LÁPIS NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO
Como os estudantes dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental estão no processo de alfabetização, é importante que você os auxilie na apropriação do sistema de
escrita. Uma das intervenções relevantes nesse processo é a orientação sobre a pega funcional do lápis. A pega de três pontos, também conhecida como pega tripoide ou trípode, é uma técnica considerada funcional, pois favorece movimentos mais precisos, fluidos e controlados, o que é essencial para o desenvolvimento da escrita e evita fadiga muscular. Para orientar os estudantes, incentive-os a:
• posicionar o lápis de forma relaxada, sem forçar os dedos;
• segurar o lápis entre a ponta do polegar e a lateral do dedo indicador;
• apoiar o lápis no dedo médio para dar suporte e estabilidade;
• deixar os outros dedos (anelar e mínimo) levemente dobrados na palma da mão, servindo de apoio.
É fundamental acompanhar o processo individualmente, observando se a pega está firme, mas não tensa. No entanto, trata-se de um desenvolvimento, desse modo, inicialmente não é recomendada a correção direta da pega, mas sim uma observação atenta para compreender como cada estudante está se apropriando desses movimentos e o que pode ser feito para progredir.
O desenvolvimento da pega do lápis não se resume apenas a segurar o instrumento. Ele é resultado de uma coordenação motora fina bem desenvolvida. Para auxiliar nesse processo, é importante incluir atividades lúdicas e variadas na rotina da sala de aula que ajudam a fortalecer a musculatura das mãos e dos dedos, como brincar com massinha de modelar ou argila, rasgar papel com as mãos, rasgar papel em pedaços pequenos e fazer bolinhas com as pontas dos dedos, cortar com tesoura de pontas arredondadas e colar pedaços de papel pequenos.
O LETRAMENTO MATEMÁTICO
Com relação ao letramento matemático, é fundamental que ele ocorra de forma integrada com todos os componentes curriculares. Para isso, ao abordar os conteúdos, procure criar situações didáticas contextualizadas que incentivem os estudantes a desenvolverem o raciocínio lógico e a aplicarem o conhecimento matemático na busca de soluções para situações-problema do cotidiano. Essa abordagem facilita a compreensão dos conceitos e reforça sua relevância.
Além disso, as atividades a seguir contribuem para o letramento matemático, por exemplo:
• contagem de objetos usando materiais concretos, como tampinhas e lápis;
• uso e escrita de algarismos por meio de jogos e brincadeiras;
• compreensão do conceito de números; realização de operações básicas; reconhecimento de formas geométricas na identificação de quantidades e na ordenação de elementos;
• comparação de medidas com o uso de instrumentos não padronizados, como palmos e passos;
• leitura e interpretação de gráficos e tabelas com dados reais sobre a turma e a escola.
A INCLUSÃO NAS ESCOLAS
Garantir a inclusão de estudantes com deficiência na escola regular não é apenas um dever legal, mas um compromisso ético e pedagógico com a equidade e a justiça social. A legislação brasileira, incluindo a Constituição Federal, de 1988, a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), de 2015, e as Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial, de 2008, reforça o papel da escola em assegurar que todos os estudantes tenham acesso a uma educação de qualidade.
Contudo, a inclusão vai além de permitir o acesso físico à sala de aula. Ela exige a participação ativa dos estudantes no cotidiano escolar, promovendo aprendizagens significativas e respeitando suas particularidades. Para isso, é essencial o envolvimento de toda a comunidade escolar na construção de um ambiente que valorize as diferenças e que favoreça as interações e o respeito à diversidade. Nesse contexto, o papel do professor é central, como mediador e agente de transformação.
O primeiro passo mais importante é levar ao professor o reconhecimento das diversas dificuldades que deverá encontrar, suas especificidades, suas formas de atuação e como identificá-las em seus alunos. Neste processo, ao professor caberá a autonomia de reconhecer as dificuldades e intervencionar, em sala de aula, para a aplicação de novas metodologias e saberes, para a chegada da cognição.
JOIA, Michele. A inclusão de crianças na escola: o papel do educador diante das dificuldades de aprendizagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak, 2023. p. 41.
A prática pedagógica inclusiva deve reconhecer que todo estudante tem a capacidade de aprender, desde que seja incentivado por vínculos afetivos e em um ambiente acolhedor. Para isso, as estratégias precisam ser flexíveis e adaptadas às necessidades individuais.
Práticas pedagógicas inclusivas
A seguir, sugerimos algumas ações que podem ser aplicadas em sala de aula para promover a inclusão.
• Materiais concretos e táteis: utilize materiais com diferentes texturas e relevos para que os estudantes possam explorar o conteúdo de forma sensorial. Ao utilizar recursos visuais, sempre descreva as imagens com clareza, indicando posições e características dos objetos.
• Comunicação clara: apresente os enunciados das atividades de forma clara e direta, evitando ambiguidades, figuras de linguagem ou construções muito complexas. Divida as tarefas em etapas menores e forneça uma instrução por vez. Durante as explicações, posicione-se de frente para os estudantes, facilitando a atenção à sua fala.
• Flexibilização e ritmo: ofereça prazos flexíveis para a entrega de atividades, respeitando o tempo de aprendizagem de cada estudante. Incentive a leitura compartilhada de textos e enunciados para promover a compreensão coletiva e o apoio mútuo.
• Incentivo à expressão: incentive a expressão oral, quando possível, e a organização do pensamento dos estudantes, auxiliando na estruturação das ideias. Ferramentas como alfabeto móvel e banco de palavras são ótimas aliadas para a alfabetização e o fortalecimento da participação dos estudantes no processo de aprendizagem.
• Uso de tecnologia: quando possível, adote recursos tecnológicos que atendem às necessidades específicas dos estudantes, ampliando as possibilidades de acesso ao conteúdo e tornando o aprendizado mais dinâmico e acessível.
• Valorização de estratégias de resolução de problemas: apresente e valorize diferentes estratégias para a resolução de problemas, respeitando a forma única de compreensão e de elaboração de soluções.
A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO
Para a organização do trabalho pedagógico em sala de aula, é essencial considerar a disposição do espaço e promover um ambiente pautado pela empatia, pelo respeito mútuo e pela valorização do coletivo, o que contribui para a construção de uma sala de aula acolhedora, na qual o desenvolvimento da autonomia dos estudantes seja incentivado de forma constante.
A fim de promover um ambiente mais dinâmico, inclusivo e colaborativo, você pode alterar a organização tradicional da sala de aula, que tem carteiras enfileiradas e o professor ocupando o papel central como único detentor do saber. Ao repensar a organização da sala de aula como um recurso pedagógico, você amplia as possibilidades de interação, cooperação e construção coletiva do conhecimento, aproximando a prática docente das demandas reais da turma. A seguir, apresentamos algumas sugestões para organizar a sala de aula de diferentes maneiras.
Disposição em grupo: indicada para atividades que exigem colaboração direta e trocas constantes entre os estudantes, como trabalhos em equipe, debates e projetos que precisam de divisão de tarefas, pois a proximidade física facilita a comunicação e o apoio mútuo, incentivando a resolução de problemas de forma coletiva.
Disposição em círculo: indicada para atividades que priorizam a participação de todos, a escuta ativa e a criação de um ambiente de igualdade, como rodas de conversa, discussões sobre temas específicos, contação de histórias e compartilhamento de experiências, permitindo que a construção do conhecimento, a troca de experiências e a comunicação sejam mais diretas e isonômicas entre você e os estudantes.

Representação de carteiras dispostas em grupo.

Representação de carteiras dispostas em círculo.
Outra estratégia que ajuda a aproximar o currículo da vida dos estudantes é incentivar a utilização de outros espaços dentro e fora da sala de aula para divulgar o trabalho desenvolvido pela turma, como os murais e as paredes, explorando diferentes recursos e estratégias.
A ORGANIZAÇÃO DO TEMPO E DA ROTINA ESCOLAR
Além da organização do espaço físico, é fundamental atentar à gestão do tempo e da rotina em sala de aula. Estabelecer uma rotina clara e bem estruturada favorece a execução do planejamento pedagógico, garantindo que os horários e as atividades sejam conduzidos de forma sequencial e coerente, sempre respeitando as particularidades e os diferentes ritmos de aprendizagem dos estudantes. Planejar a prática pedagógica de acordo com a proposta curricular proporciona um ambiente mais estável e acolhedor, no qual os estudantes sabem o que esperar e se sentem mais seguros diante das estratégias utilizadas no dia a dia. Além de facilitar a condução do trabalho docente, essa organização contribui para equilibrar e diversificar as atividades ao longo da semana, ampliando as possibilidades de aprendizagem.
Além das aulas nas quais os conteúdos e as atividades são abordados, é importante que você inclua atividades diversificadas em seu planejamento de rotina, como as sugeridas a seguir.
• Rodas de conversa: podem ser realizadas no começo ou no final da aula para solicitar aos estudantes que relatem alguma vivência pessoal (como forma de explorar os conhecimentos prévios) ou exponham o que aprenderam, quais dificuldades tiveram ou o que gostariam de aprender na próxima aula.
• Momentos de leitura: esses momentos podem ser conduzidos tanto por você, por meio da leitura em voz alta, quanto pelos próprios estudantes, com a leitura compartilhada ou um de cada vez. É importante reservar intervalos de tempo específicos na rotina para a leitura de diferentes textos com a intenção de proporcionar momentos de apreciação e, ao mesmo tempo, ampliar o repertório e os conhecimentos dos estudantes.
• Momentos de registro: essa estratégia consiste em reservar, ao final das aulas, alguns minutos para que os estudantes expressem o que aprenderam. Esse registro pode ser feito por meio da escrita, de esquemas visuais, de desenhos ou até pela oralidade, com gravações em áudio ou vídeo. Essa etapa funciona como uma forma de verificação da aprendizagem, permitindo a você identificar o que foi compreendido e o que ainda precisa ser retomado em aulas futuras ou em atividades de reforço. Os registros podem ser realizados individualmente, em duplas ou em pequenos grupos, de acordo com os objetivos da proposta.
• Visitas guiadas a diferentes espaços de aprendizagem: a sala de aula não é o único ambiente para o aprendizado dos estudantes, por isso é importante
sugerir atividades em outros espaços na escola, como laboratórios, bibliotecas, pátio, auditório e jardim, e fora da escola, como teatros, museus, espaços públicos, centros de pesquisas, cinema e centros culturais. Em casos de atividades em espaços fora da escola, é necessário que você solicite, com antecedência, as autorizações à direção e aos pais ou responsáveis dos estudantes, e com o acompanhamento de outros profissionais da escola, bem como a orientação do uso de filtro solar, da ingestão
Escola: preencher com o nome da escola.
Professor(a): preencher com o nome do professor.
de água e do uso de repelentes e de vestimentas e calçados adequados, visando à segurança, à integridade física e ao bem-estar dos estudantes.
Além dessas atividades, o planejamento de rotina deve incluir atividades lúdicas que incentivem a interação social e momentos que envolvam alimentação e higiene pessoal.
Apresentamos a seguir um exemplo de planejamento de rotina, que pode ser adaptado de acordo com as suas necessidades, as dos estudantes e as da escola.
MODELO
Componente curricular: preencher com o nome do componente curricular. Turma: preencher com a indicação da turma. Data: preencher com o período do planejamento.
Planejamento de rotina
Horário Local Atividade Objetivos
7h30 – 8h Sala de aulaAcolhimento e roda de conversa. Promover a socialização e desenvolver a oralidade.
8h – 9h30 Sala de aula
9h30 – 10h Refeitório, banheiro e pátio
10h – 11h Quadra
Leitura compartilhada de textos e atividades dirigidas de escrita.
Lanche, escovar os dentes, lavar as mãos e recreio.
Brincadeiras tradicionais e jogos cooperativos.
11h – 11h30 Sala de aulaRoda de leitura e fechamento.
A DIMENSÃO DO PLANEJAMENTO
O planejamento é uma das principais frentes de atuação docente, já que marca a intencionalidade do processo educativo. No percurso de refletir, registrar, projetar e articular as ações que serão colocadas em prática com os estudantes, volta-se a atenção para a realidade que se pretende transformar, ampliando a percepção para as necessidades deles e para as possibilidades de intervenção para que avancem.
A sequência didática
Outro recurso pedagógico que pode auxiliar a gestão do tempo e o planejamento de rotina é a sequência didática. Uma sequência didática é um plano de ensino estruturado, composto de um conjunto de atividades ordenadas e interligadas que são desenvolvidas ao longo de várias aulas. A elaboração de sequências didáticas é um recurso pedagógico que pode tornar o planejamento mais eficaz e alinhado às necessidades dos estudantes. Por meio delas, você consegue organizar o processo de ensino de maneira intencional e progressiva, estruturando atividades e estratégias de forma coerente e articulada.
Ao planejar uma sequência didática, você estabelece etapas claras e encadeadas que favorecem a construção
Desenvolver habilidades de leitura e de escrita.
Momento de descanso, alimentação, higiene e interação livre.
Desenvolver a expressão corporal e a coordenação motora.
Desenvolver a escuta ativa, retomar as aprendizagens do dia e organizar a sala de aula.
do conhecimento ao longo do tempo, seja em alguns dias, semanas ou até meses. Essa organização permite flexibilizar o percurso, ajustando-o conforme o ritmo de aprendizagem da turma e as particularidades do contexto escolar.
É fundamental que as sequências estejam alinhadas aos objetivos de ensino, considerando também os recursos didáticos disponíveis e a realidade da escola. Outro aspecto essencial é a inclusão de estratégias de avaliação que permitam acompanhar e refletir sobre o avanço dos estudantes ao longo do processo, verificando seu envolvimento e observando as dificuldades que possam surgir. Sempre que julgar necessário, faça intervenções que contribuam para ampliar a compreensão dos conteúdos.
Ao término da sequência didática, registre suas considerações sobre o processo de aprendizagem dos estudantes, destacando avanços e aspectos que ainda precisam ser desenvolvidos.
A seguir, apresentamos uma sugestão de modelo de sequência didática que pode servir como referência. Sinta-se à vontade para adaptá-lo conforme as necessidades da sua turma e os conteúdos que pretende desenvolver.
Escola: preencher com o nome da escola.
Planejamento de sequência didática
Professor(a): preencher com o nome do professor.
Componente curricular: preencher com o nome do componente curricular.
Turma: preencher com a indicação da turma.
Data: preencher com o período estimado para o desenvolvimento da sequência didática.
Assunto/conteúdo: preencher com os assuntos ou conteúdos a serem desenvolvidos.
Quantidade de aulas: preencher com a estimativa da quantidade de aulas que será necessária para desenvolver todas as atividades.
1. Objetivos gerais: definir o que se espera que os estudantes sejam capazes de fazer ao final da sequência didática.
2. Competências e habilidades da BNCC: identificar as habilidades da BNCC que serão trabalhadas.
3. Materiais necessários: fazer uma lista detalhada de todos os materiais que serão necessários para desenvolver as atividades.
4. Etapas da sequência didática: detalhar as etapas de cada aula, organizando as atividades em uma ordem lógica e progressiva.
• Aula 1: descrever o início do trabalho com a sequência didática, que pode ser uma atividade para verificar o que os estudantes já sabem sobre o assunto; pode ser uma roda de conversa, uma dinâmica ou uma pergunta deflagradora para despertar a curiosidade deles.
• Aula 2 em diante: descrever as atividades intermediárias que ajudarão os estudantes a construírem o novo conhecimento; podem ser pesquisas, leituras, discussões, atividades práticas, entre outras dinâmicas.
• Aula final: descrever a última aula, a culminância da sequência didática; planejar uma atividade final para que os estudantes coloquem em prática tudo o que aprenderam; pode ser a produção de um texto, a apresentação de um trabalho ou a criação de um projeto.
5. Avaliação: definir os critérios (o que será observado) e os instrumentos (como será registrado) que serão utilizados para avaliar a aprendizagem dos estudantes ao longo da sequência didática; a avaliação deve ser contínua e não apenas ao final.
6. Autoavaliação: após a execução da sequência didática, verificar se ela foi eficaz, se os objetivos foram alcançados, quais desafios surgiram, o que pode ser mudado para a próxima vez e anotar essas reflexões para aprimorar suas práticas pedagógicas.
A seguir, apresentamos duas sequências didáticas elaboradas com base nos conteúdos do Livro do Estudante.
Sequência didática – 3º ano – Unidade 6
MODELO
Escola: preencher com o nome da escola.
Professor(a): preencher com o nome do(a) professor(a).
Componente curricular: Língua Portuguesa.
Turma: 3º ano.
Data: preencher com o período estimado para o desenvolvimento da sequência didática.
Assunto/conteúdo: De verso em verso (cordel; verbo; artigo científico e reportagem; declamação de repentes e emboladas; poema; verbos de enunciação, prefixos e sufixos e produção de poema).
Quantidade de aulas: 10 aulas de 50 minutos.
1. Objetivos gerais
• Ler, interpretar e compreender as principais características do gênero cordel.
• Identificar e empregar corretamente verbos e verbos de enunciação em contextos variados.
• Ler, interpretar, debater e relacionar uma reportagem e um artigo científico com outro texto lido anteriormente.
• Declamar repentes e emboladas.
• Ler, interpretar e compreender as principais características do gênero poema.
• Reconhecer o papel dos prefixos e sufixos na formação das palavras.
• Produzir um poema.
2. Competências e habilidades da BNCC: Competências gerais 3, 4, 9, 10; Competências específicas de Língua Portuguesa 2, 3, 4, 5, 7, 9; habilidades EF15LP01, EF15LP02, EF15LP03, EF15LP05, EF15LP06, EF15LP07, EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF15LP12, EF15LP13, EF15LP15, EF35LP01, EF35LP03, EF35LP04, EF35LP05, EF35LP06, EF35LP07, EF35LP08, EF35LP10, EF35LP11, EF35LP21, EF35LP23, EF35LP27, EF35LP28, EF35LP30, EF35LP31, EF03LP10, EF03LP27.
3. Materiais necessários: livro didático, caderno, lápis, borracha, exemplares de cordel, poema, reportagem e artigo científico (do livro ou outros textos complementares), lousa e giz ou caneta.
4. Etapas da sequência didática
Aula 1 – Introdução ao tema da unidade e leitura e interpretação de cordel
• Exploração das páginas de abertura para introduzir o tema da unidade.
• Leitura coletiva de um cordel.
• Atividades de interpretação e das características do gênero.
Aula 2 – Estudo do verbo
• Apresentação e análise de verbos com base nos textos lidos.
• Atividades de fixação do conteúdo.
Aula 3 – Leitura e interpretação de reportagem e artigo científico
• Leitura de uma reportagem e um artigo científico que se relacionam com a leitura principal.
• Atividades de interpretação.
Aula 4 – Declamação de repentes e emboladas
• Declamação de repentes e emboladas em grupos.
• Troca de impressões entre as diferentes declamações.
5. Avaliação
• Participação em leituras, discussões e atividades orais.
• Atividades de identificação e uso de verbos, prefixos e sufixos.
Aula 5 – Leitura de poema
• Leitura coletiva de um poema.
• Atividades de interpretação e das características do gênero.
Aula 6 – Estudo dos verbos de enunciação
• Exploração dos verbos de enunciação.
• Atividades de fixação do conteúdo.
Aula 7 – Prefixos e sufixos
• Exploração de prefixos e sufixos.
• Atividades de fixação do conteúdo.
Aula 8 – Planejamento da produção de poema
• Planejamento do poema.
• Produção do rascunho de forma individual.
Aula 9 – Produção e revisão do poema
• Escrita do poema, com apoio do professor.
• Revisão e reescrita do texto.
Aula final – Produção de livro de poemas e declamação
• Produção coletiva de livro de poemas.
• Declamação dos poemas produzidos pelos estudantes.
• Conversa final sobre o aprendizado da unidade.
• Envolvimento e criatividade na declamação de repentes e emboladas.
• Produção do poema de acordo com as características estudadas.
6. Autoavaliação: após a execução da sequência didática, verificar se ela foi eficaz, se os objetivos foram alcançados, quais desafios surgiram, o que pode ser mudado para a próxima vez e anotar essas reflexões para aprimorar suas práticas pedagógicas.
Escola: preencher com o nome da escola.
Sequência didática – 4º ano – Unidade 1
Professor(a): preencher com o nome do(a) professor(a).
Componente curricular: Língua Portuguesa.
Turma: 4º ano.
Data: preencher com o período estimado para o desenvolvimento da sequência didática.
Assunto/conteúdo: Histórias contadas e recontadas (fábula; reportagem; pronomes pessoais e pessoas do discurso; texto dramático; sílabas; dicionário e ordem alfabética).
Quantidade de aulas: 10 aulas de 50 minutos.
MODELO
1. Objetivos gerais
• Ler, interpretar e compreender as principais características do gênero fábula.
• Ler, interpretar, debater e relacionar uma reportagem com outro texto lido anteriormente.
• Reconhecer e empregar pronomes pessoais em diferentes situações de discurso.
• Produzir reconto oral de fábula.
• Ler, interpretar e compreender as principais características do gênero texto dramático.
• Compreender o conceito de sílabas, reconhecer diferentes estruturas silábicas e classificar palavras de acordo com a quantidade de sílabas.
• Compreender a estrutura do dicionário e seus verbetes.
• Produzir cena final de texto dramático e encenação.
2. Competências e habilidades da BNCC: Competências gerais 3, 4, 7, 9, 10; Competências específicas de Língua Portuguesa 2, 3, 5, 6, 7, 9; habilidades EF15LP01, EF15LP02, EF15LP03, EF15LP05, EF15LP06, EF15LP07, EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF15LP12, EF15LP13, EF15LP15, EF15LP16, EF15LP19, EF35LP01, EF35LP03, EF35LP04, EF35LP05, EF35LP06, EF35LP08, EF35LP10, EF35LP12, EF35LP14, EF35LP21, EF35LP22, EF35LP24, EF35LP26, EF35LP29, EF35LP30, EF04LP02, EF04LP03, EF04LP25, EF04LP27.
3. Materiais necessários: livro didático, caderno, lápis, borracha, exemplares de fábula, texto dramático e reportagem (do livro ou outros textos complementares), dicionários, lousa, giz ou caneta e recursos para encenação (fantasias simples, objetos de sala, máscaras etc.)
4. Etapas da sequência didática
Aula 1 – Introdução ao tema da unidade e leitura e interpretação de fábula
• Exploração das páginas de abertura para introduzir o tema da unidade.
• Leitura coletiva de uma fábula.
• Atividades de interpretação e das características do gênero.
Aula 2 – Leitura e interpretação de reportagem
• Leitura de uma reportagem que se relaciona com a leitura principal.
• Atividades de interpretação da reportagem e debate sobre o tema.
Aula 3 – Estudo dos pronomes pessoais e pessoas do discurso
• Apresentação e análise de pronomes pessoais com base nos textos lidos.
• Atividades de fixação do conteúdo.
Aula 4 – Reconto oral
• Reconto oral da fábula em grupos.
• Troca de impressões entre os diferentes recontos.
5. Avaliação:
• Participação em leituras, debates e recontos.
Aula 5 – Leitura de texto dramático
• Leitura coletiva de um texto dramático.
• Atividades de interpretação e das características do gênero.
Aula 6 – Sílabas
• Apresentação ou retomada do conteúdo.
• Atividades de fixação do conteúdo.
Aula 7 – Dicionário e ordem alfabética
• Exploração do dicionário e seus verbetes.
• Atividades de fixação do conteúdo.
Aula 8 – Produção escrita de cena final de texto dramático
• Produção, em grupos, de uma cena final para o texto dramático lido.
• Revisão coletiva com atenção ao uso de pronomes e coerência.
Aula 9 – Preparação da encenação
• Organização da leitura dramatizada das cenas.
• Ensaios em pequenos grupos.
Aula final – Encenação e fechamento
• Apresentação das cenas.
• Conversa final sobre o aprendizado da unidade.
• Produção da cena final do texto dramático (clareza, criatividade, adequação ao gênero dramático).
• Atividades de pronomes, pessoas do discurso, sílabas e ordem alfabética.
• Desempenho na dramatização (entonação, postura e colaboração em grupo).
6. Autoavaliação: após a execução da sequência didática, verificar se ela foi eficaz, se os objetivos foram alcançados, quais desafios surgiram, o que pode ser mudado para a próxima vez e anotar essas reflexões para aprimorar suas práticas pedagógicas.
O plano de aula como ferramenta pedagógica
Para que o planejamento ocupe esse lugar e seja efetivamente orientador do fazer pedagógico cotidiano, faz-se necessário pensar em como as ideias e propostas serão materializadas e documentadas, em diálogo com as necessidades dos estudantes. Uma das possibilidades para esse registro é o plano de aula, que pode ser usado como ferramenta para organizar os objetivos de aprendizagem, os conteúdos, as atividades, os recursos didáticos, o tempo previsto e os instrumentos de avaliação. A sugestão a seguir pode ser uma referência de estrutura para o planejamento
Turma: 3º ano do Ensino Fundamental
Duração: 50 minutos
Componente curricular: Língua Portuguesa
de cada aula, considerando as necessidades de ajustes a depender do tema, das especificidades de cada realidade e do currículo local.
Apresentamos dois modelos de planos de aula prontos: o primeiro refere-se a uma aula com foco no trabalho com o gênero textual carta pessoal, apresentada na Unidade 1 do 3º ano, que também pode ser desenvolvido com outro texto desse gênero, independentemente do uso do livro didático. O segundo refere-se a uma proposta de atividade extra sobre cartum com base na abertura da Unidade 4 do 5º ano, que também pode ser desenvolvida com outro exemplar desse gênero, independentemente do uso do livro didático.
Carta pessoal literária
Conteúdo: Carta pessoal literária, considerando a situação comunicativa e o tema do texto.
MODELO
Habilidades da BNCC: EF15LP01, EF15LP02, EF15LP03, EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF35LP03, EF35LP04, EF35LP05, EF03LP12 e EF03LP17.
Objetivos
• Ler uma carta pessoal literária e compreender o assunto e as características do gênero.
• Refletir sobre a intenção comunicativa e o tom da escrita em uma troca de correspondência.
Materiais
• livro didático (ou um exemplar do gênero textual carta pessoal literária)
• lápis e borracha
Etapas
1. Conversa inicial (10 min)
Fazer levantamento prévio dos conhecimentos dos estudantes sobre o gênero textual em questão, perguntando se já receberam e/ou escreveram uma carta pessoal e se já leram uma carta pessoal literária.
2. Leitura do texto (10 min)
Ler o texto, sanar as dúvidas dos estudantes com relação ao vocabulário ou assunto do texto e apresentar o contexto de produção: quem produziu, onde foi publicado etc.
3. Atividades de interpretação (30 min)
Propor atividades de interpretação do texto lido e de características e estrutura do gênero trabalhado. As atividades podem ser feitas de forma individual ou coletiva.
4. Reflexão / sistematização (10 min)
Ao final, organizar uma conversa retomando as principais características do gênero, sistematizando o conteúdo em questão. Registro e avaliação
No momento de conversa inicial, anotar conhecimentos prévios, avanços e dificuldades possíveis de serem antecipados.
Após a atividade, acompanhe o progresso dos estudantes verificando se compreenderam as principais características do gênero e se apreenderam a ideia central do texto, por exemplo.
Crítica e humor
MODELO
Turma: 5º ano do Ensino Fundamental
Duração: 50 minutos
Componente curricular: Língua Portuguesa
Conteúdo: Cartum.
Habilidades da BNCC: EF15LP03, EF15LP04, EF15LP05, EF15LP06, EF15LP07, EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF15LP13. Objetivos
• Analisar e interpretar um cartum.
• Refletir sobre a possibilidade de tratar de assuntos relevantes por meio do humor contido em cartuns.
• Produzir um cartum.
Materiais
• livro didático (ou exemplares do gênero cartum)
Etapas
1. Conversa inicial (10 min)
• lápis e borracha
• lápis de cor
• caderno
• folha de papel avulsa
Fazer levantamento prévio dos conhecimentos dos estudantes sobre o gênero textual em questão, perguntando se já leram um cartum e o que sabem desse gênero.
2. Leitura do texto e exploração do gênero (10 min)
Ler o texto, analisando os recursos expressivos gráfico-visuais, e apresentar o contexto de produção: quem produziu, onde foi publicado etc. Propor atividades de exploração do gênero trabalhado.
3. Produção (30 min)
Produzir um exemplar do gênero, considerando suas características, principalmente o uso do humor como crítica.
4. Reflexão / sistematização (10 min)
Ao final, organizar uma conversa retomando as principais características do gênero, sistematizando o conteúdo em questão. Registro e avaliação
No momento de conversa inicial, anotar conhecimentos prévios, avanços e dificuldades possíveis de serem antecipados. Após a atividade, acompanhe o progresso dos estudantes. O produto final (cartum produzido) pode ser utilizado para avaliar se eles compreenderam as principais características do gênero, por exemplo.
O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS
A presença das tecnologias digitais no cotidiano das pessoas é cada vez mais comum, inclusive entre crianças e adolescentes. No entanto, a maneira como esses recursos, especialmente os dispositivos móveis como os celulares, têm sido utilizados dentro das escolas tem gerado muitos debates. O foco dessas discussões recai, principalmente, sobre os efeitos negativos do uso inadequado desses aparelhos no processo de aprendizagem e no desenvolvimento integral dos estudantes.
Estudos recentes reforçam essas preocupações, apontando prejuízos que vão desde a distração em sala de aula até impactos mais sérios, como problemas de saúde física e mental, que incluem aumento da ansiedade, distúrbios do sono, dificuldades de atenção, entre outros. Essas evidências contribuíram para a criação da Lei nº 15.100, de 13 de janeiro de 2025, que estabelece diretrizes para o uso de celulares nas escolas brasileiras.
Os desafios enfrentados com o uso inadequado e desregulado das tecnologias digitais não se restringem ao ambiente escolar. A Unesco destaca riscos que vão desde o enfraquecimento das relações humanas até ameaças à democracia e aos direitos fundamentais, como a disseminação de discursos de ódio e a violação da privacidade. Tais aspectos mostram que a tecnologia, sem orientação adequada, pode acentuar desigualdades e comprometer valores essenciais.
No contexto escolar, o uso excessivo e sem propósito de recursos digitais tem mostrado efeitos prejudiciais, como o isolamento social, a dependência de redes sociais e a dispersão durante as aulas. Por isso, torna-se indispensável repensar o papel desses recursos na educação.
Por outro lado, quando inserida de maneira planejada e intencional no cotidiano escolar, a tecnologia pode se tornar uma ferramenta poderosa para o processo de ensi-
no-aprendizagem. Recursos como computadores, tablets e celulares, quando utilizados com orientação pedagógica, promovem o acesso à informação, favorecem o desenvolvimento de habilidades críticas e éticas e ampliam o alcance da educação, especialmente em contextos de vulnerabilidade. A proposta, portanto, não é excluir a tecnologia do ambiente escolar, mas sim incorporá-la com responsabilidade, sempre pautada em objetivos pedagógicos claros e alinhados às competências e aos conteúdos previstos no currículo. Boas práticas no uso de tecnologias na educação
Para que a utilização de ferramentas tecnológicas seja eficaz e enriquecedora, é fundamental adotar algumas práticas pedagógicas intencionais. A seguir, apresentamos algumas dicas.
Planejamento pedagógico do uso de recursos tecnológicos
• Definir com clareza os objetivos de aprendizagem.
• Escolher as ferramentas tecnológicas adequadas para alcançar esses objetivos.
• Garantir que o uso dos recursos esteja articulado aos conteúdos e às competências curriculares.
Desenvolvimento de habilidades críticas
• Propor atividades que incentivem a análise crítica de fontes de informação pelos estudantes.
• Levar os estudantes a refletirem sobre o impacto da tecnologia no cotidiano.
• Incentivar o uso consciente, seguro e responsável da internet.
Integração com outras metodologias
• Combinar o uso de tecnologias com estratégias convencionais, como leitura, escrita e pesquisa de campo.
• Incentivar experiências interativas, como a visita a museus virtuais e o uso de acervos digitais, que ampliam o repertório cultural dos estudantes e fortalecem vínculos com a memória coletiva.
Para auxiliar na utilização de recursos digitais em consonância com seu planejamento pedagógico, a fim de complementar e enriquecer o desenvolvimento dos conteúdos, esta coleção apresenta alguns objetos educacionais digitais, como infográficos clicáveis.
A lista com os objetos digitais sugeridos em cada volume encontra-se no sumário. Além disso, os momentos de utilização desses recursos foram indicados nas páginas do Livro do Estudante por meio de ícones. Para acessá-los, basta clicar sobre os ícones indicados nas páginas da versão digital do Livro do Estudante
O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA
FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA
Pensar, comunicar-se, acessar informações, expressar e defender opiniões, partilhar e construir percepções do mundo são alguns exemplos de interações humanas. A língua é resultado dessas interações, levando o ser humano a organizar seu mundo, para compreender a si mesmo e constituir uma sociedade.
Os estudos do componente curricular de Língua Portuguesa compreendem a língua como uma característica humana resultante da interação do ser humano consigo mesmo e com o mundo. Para a linguista Irandé Antunes, a língua é [...] parte de nós mesmos, de nossa identidade cultural, histórica, social. É por meio dela que nos socializamos, que interagimos, que desenvolvemos nosso sentimento de pertencimento um grupo, a uma comunidade. É a língua que nos faz sentir pertencendo a um espaço. É ela que confirma nossa declaração: Eu sou daqui. Falar, escutar, ler, escrever reafirma, cada vez, nossa condição de gente, de pessoa histórica, situada em um tempo e em um espaço. Além disso, a língua mexe com valores. Mobiliza crenças. Institui e reforça poderes.
[...]
ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola Editorial, 2007. p. 22.
Cabe à escola, em especial ao componente curricular de Língua Portuguesa, ensinar esse conhecimento para que os estudantes possam aprender e ampliar gradativamente seu saber linguístico, adquirindo novos conhecimentos, como o da língua escrita.
Considerando o percurso a ser vivenciado pelos estudantes nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, na
elaboração deste material, houve o cuidado em contemplar tanto as especificidades de cada etapa como as continuidades e progressões necessárias, em consonância com as diretrizes, os documentos e os programas oficiais do Governo Federal junto às Secretarias de Educação dos Estados e Municípios do país para a melhoria da qualidade da Educação no Brasil.
A coleção apresenta, então, projeto alinhado a tais diretrizes e documentos, estando de acordo com a BNCC e com o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, programa lançado em junho de 2023 com a finalidade de garantir o direito à alfabetização das crianças brasileiras até o final do 2º ano do Ensino Fundamental e focar a recuperação das aprendizagens dos estudantes do 3º , 4º e 5º ano.
Nesta coleção, o texto assume papel central para atividades de leitura e produção, além de análise linguística e semiótica, e ancora o trabalho com oralidade e argumentação. Essa perspectiva está em consonância com a BNCC: Tal proposta assume a centralidade do texto como unidade de trabalho e as perspectivas enunciativo-discursivas na abordagem, de forma a sempre relacionar os textos a seus contextos de produção e o desenvolvimento de habilidades ao uso significativo da linguagem em atividades de leitura, escuta e produção de textos em várias mídias e semioses.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 67. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_ EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
ALFABETIZAÇÃO
Um dos grandes consensos nos debates mundiais sobre educação diz respeito ao papel da escola em assegurar que os estudantes aprendam a ler e a escrever. Considerando que o acesso à alfabetização é um direito que impacta o crescimento pessoal, a compreensão do mundo, a participação social e o uso eficiente de informações, faz-se necessário refletir sobre como as instituições educativas têm assegurado oportunidades de experimentar e aprender as práticas de leitura, escrita e oralidade, assim como as concepções que sustentam essa mediação.
É preciso mudar os pontos por onde nós fazemos passar o eixo central das nossas discussões. Temos uma imagem empobrecida da língua escrita: é preciso reintroduzir, quando consideramos a alfabetização, a escrita como sistema de representação da linguagem. Temos uma imagem empobrecida da criança que aprende: a reduzimos a um par de olhos, um par de ouvidos, uma mão que pega um instrumento para marcar e um aparelho fonador que emite sons. Atrás disso há um sujeito cognoscente, alguém que pensa, que constrói interpretações, que age sobre o real para fazê-lo seu.
FERREIRO, Emilia. Reflexões sobre a alfabetização. 18. ed. São Paulo: Cortez, 2011. p. 41.
Acreditamos que os pontos de partida levantados por Ferreiro (2011, p. 41) são fundamentais para pensar a alfabetização na escola. Em primeiro lugar, a concepção que se tem da escrita interfere diretamente nos caminhos e nas decisões pedagógicas. Como a pesquisadora ressalta, a escrita não é um código de transcrição gráfica das unidades sonoras, e sim um sistema de representação da linguagem. Isso implica considerar a escrita como um objeto conceitual, sobre o qual os estudantes pensam e cuja aprendizagem se dá pela interação dialética.
A autora destaca, ainda, uma concepção de estudante ativo, que, no esforço de compreender o mundo que o rodeia, levanta problemas, busca respostas e constrói objetos complexos de conhecimento. O sistema de escrita é um desses objetos, e cabe à escola o papel de assegurar as condições necessárias para que eles possam interagir, explorar e pensar sobre a complexidade desse objeto cultural.
No 3º, 4º e 5º anos do Ensino Fundamental, há uma ampliação dos conhecimentos adquiridos no processo de alfabetização. Ao fim desse segmento, é esperado que os estudantes tenham desenvolvido suas habilidades em leitura e escrita, assim como a capacidade de refletir sobre a língua e a linguagem, aspectos que serão aprofundados nos anos posteriores. Sendo assim, em toda a coleção, a escrita é concebida como objeto social e parte do patrimônio cultural, reforçando o papel da escola como espaço promotor de interações e investigações sobre esse universo, de forma articulada ao que se faz fora dela. Essa concepção se traduz em atividades com diferentes propósitos comunicativos, variados destinatários e, diversidade de gêneros e suportes. Assim, os estudantes podem exercer práticas de linguagem enquanto exploram a pluralidade de gêneros discursivos presentes em nossa cultura e compreendem, progressivamente, o funcionamento do sistema de escrita convencional.
LETRAMENTO
O termo letramento, no contexto da língua escrita, começou a ser difundido no Brasil na década de 1980, inicialmente associado ao conhecimento sobre os usos sociais da escrita e, mais tarde, à proficiência no uso da língua para ler e escrever. Surgiu como resposta às discussões sobre como pessoas já alfabetizadas revelavam “incapacidade de responder adequadamente às muitas e variadas demandas de leitura e de escrita nas práticas não só escolares, mas também sociais e profissionais” (SOARES, 2020, p. 11).
Esse debate evidenciou que uma concepção restrita de alfabetização – centrada apenas no domínio do sistema de escrita – não seria suficiente diante das múltiplas demandas de leitura e escrita presentes na vida social. A partir daí, consolidou-se o sentido de letramento hoje predominante, que enfatiza o desenvolvimento de habilidades e estratégias para ler, interpretar e produzir textos, articulando o conhecimento do sistema alfabético aos usos sociais da escrita.
Nesta coleção, a alfabetização é compreendida como um processo integrado, que envolve tanto os usos sociais da leitura e da escrita quanto os conhecimentos que os estudantes já construíram sobre essas práticas e sobre o
sistema de escrita. Trata-se de uma abordagem que valoriza a articulação entre os diferentes saberes mobilizados na apropriação das culturas da escrita, sem recorrer à distinção entre alfabetização e letramento. No decorrer dos volumes, as atividades estão amplamente pautadas na ideia de uso social da escrita. As propostas, especialmente nas seções voltadas para leitura e produção, têm como foco o desenvolvimento de habilidades necessárias para que os estudantes sejam praticantes ativos da linguagem, fazendo uso da língua escrita em diversos contextos sociais, como a leitura e escrita para obter informações, para fruição e imaginação, para interação com outros, para auto-orientação em situações do cotidiano, para apoio à memória, para interpretar e produzir diferentes tipos e gêneros textuais, para reconhecer convenções linguísticas, entre outros.
Além disso, reconhece-se que o conceito de letramento, hoje, expande-se para outros campos, como o digital, o científico, o racial e o ambiental, incorporando questões sociais, éticas e políticas. Considerar esses novos sentidos nas práticas contemporâneas de linguagem é essencial para favorecer a participação ativa, crítica e socialmente engajada dos estudantes.
LEITURA
Ler é uma atividade de interação, cuja realização exige a mobilização de muitas habilidades. Portanto, é necessário levar os estudantes a desenvolver em tais habilidades, para que interajam de forma plena com os textos que leem, construindo os sentidos e ampliando o repertório.
O trabalho com a seção Roda de leitura pretende levar os estudantes a conhecerem e analisarem diversos gêneros textuais dos diferentes campos de atuação da BNCC (Campo da vida cotidiana, Campo artístico-literário, Campo das práticas de estudo e pesquisa e Campo da vida pública), de modo a exercitar o uso de estratégias para interpretação e compreensão textual.
Os gêneros textuais são compreendidos como um instrumento que potencializa a competência comunicativa tanto na produção quanto na compreensão de textos adequados ao campo de atuação, por isso sua aplicação no trabalho de ensino de língua é extremamente importante. Segundo Marcuschi, gêneros textuais referem-se aos [...] textos materializados em situações comunicativas recorrentes. Os gêneros textuais são os textos que encontramos em nossa vida diária e que apresentam padrões sociocomunicativos característicos definidos por composições funcionais, objetivos enunciativos e estilos concretamente realizados na integração de forças históricas, sociais, institucionais e técnicas. [...] os gêneros são entidades empíricas em situações comunicativas e se expressam em designações diversas, constituindo em princípio listagens abertas. [...]
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais no ensino de língua. In: MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008. p. 155. (Educação Linguística).
Os gêneros funcionam como instrumentos que ampliam a competência comunicativa dos estudantes, tanto na leitura quanto na produção de textos dos diferentes campos de atuação. Sua presença como elemento central no processo de ensino-aprendizagem justifica-se pelo fato de favorecer o desenvolvimento da leitura e da escrita, incorporando aspectos sociais e históricos, o contexto de produção, os temas, a organização composicional e os estilos próprios de cada enunciador. Cabe ainda ressaltar que os gêneros textuais têm caráter dinâmico, já que são construções orais e escritas produzidas por falantes de uma língua em determinado contexto histórico, ou seja, formas relativamente estáveis de enunciado, como defende Bakhtin (2016), moldadas pelas intenções de quem fala, pelas condições de produção e pelas relações sociais que determinam como cada sujeito se coloca em uma interlocução.
É importante proporcionar aos estudantes o contato com uma representativa diversidade de gêneros, o que deve ocorrer desde os primeiros anos de alfabetização. Para isso, apresentamos gêneros adequados a cada faixa etária, procurando desenvolver o trabalho de maneira gradativa, aumentando o nível de complexidade ao longo dos volumes e em consonância com a BNCC.
Levar os estudantes a lerem de maneira fluente e a refletirem sobre os textos favorece o desenvolvimento da competência linguística e discursiva, além de proporcionar a eles um repertório para o uso significativo e autônomo da língua.
PRODUÇÃO DE TEXTOS ESCRITOS
Por meio das produções de texto, os estudantes podem desenvolver competências cognitivas para se comunicarem de forma autônoma tanto no ambiente escolar quanto fora dele. Para tanto, é necessário que tenham contato com uma diversidade de gêneros – dos variados campos de atuação – por meio da leitura e da produção de textos escritos.
Da mesma forma que na leitura, não se deve conceber que as habilidades de produção sejam desenvolvidas de forma genérica e descontextualizadas, mas por meio de situações efetivas de produção de textos pertencentes a gêneros que circulam nos diversos campos de atividade humana. Os mesmos princípios de organização e progressão curricular valem aqui, resguardadas a mudança de papel assumido frente às práticas discursivas em questão, com crescente aumento da informatividade e sustentação argumentativa, do uso de recursos estilísticos e coesivos e da autonomia para planejar, produzir e revisar/editar as produções realizadas. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 78. Disponível em: https://www.gov.br/ mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal. pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
O desenvolvimento da escrita consiste em um processo de interação e mediação pelo outro e não termina em uma primeira versão. Por isso, a seção Hora de
produzir é desenvolvida com base em uma metodologia de passo a passo, partindo da compreensão da estrutura e das características do gênero textual a ser desenvolvido até chegar às avaliações realizadas pelos estudantes das próprias produções e dos processos realizados, levando-os a desenvolver senso crítico e autonomia.
É importante atribuir à atividade de escrita a visão de processo, ou seja, de que a primeira versão de um texto não é o fim, mas o início; de que os ajustes necessários devem servir como indicadores do caminho a ser percorrido; de que é preciso refletir sobre o texto escrito e revisá-lo a fim de melhorá-lo; e de que esse método deve ser ensinado e incentivado em diferentes situações de produção dos estudantes.
As produções sugeridas nesta coleção estão relacionadas ao campo de atuação em foco na unidade e respeitam a faixa etária dos estudantes e a gradação no desenvolvimento da aquisição da escrita alfabética.
ORALIDADE
A modalidade oral da língua faz parte da vida dos estudantes antes mesmo de eles entrarem na escola, pois é desenvolvida durante suas primeiras interações com a família e com a sociedade. Por isso, essa forma mais espontânea e informal de uso da língua deve ser valorizada. Assim, nesta coleção, os estudantes são orientados a mobilizar a modalidade oral da língua tanto em atividades orais mais espontâneas, as quais promovem o compartilhamento e o intercâmbio de ideias, quanto em atividades que exigem mais sistematização e mais monitoramento em relação ao uso da língua, como um debate ou um seminário.
É essencial levar os estudantes a considerarem válidos tanto o modo de expressão que eles trazem de casa quanto o modo empregado em determinados gêneros orais que exigem uma maior monitoração em relação ao uso da língua. O mais importante é que eles consigam diferenciar as situações comunicativas que permitem a eles mobilizar a modalidade oral de forma mais ou menos monitorada.
O ensino de Língua Portuguesa deve proporcionar aos estudantes oportunidades para que desenvolvam competências discursivas aplicáveis em diferentes situações comunicativas. Assim, é fundamental que o trabalho com variados gêneros orais e a prática da oralidade sejam incorporados de forma contínua aos conteúdos estudados, pois contribuem para que eles atuem de maneira mais eficaz no exercício da cidadania.
[...]
É importante, no trabalho com a modalidade oral, não perder de vista que os fatos da linguagem se dão na perspectiva dos gêneros textuais (DIAS, 2010). Isso significa que o ensino da oralidade deve ser encarado por meio de um modelo que inclui a organização estrutural e o funcionamento discursivo do texto. Assim, do mesmo jeito que observamos um gênero da
modalidade escrita (a carta pessoal, por exemplo) com determinada “cara”, também o texto de modalidade oral deve ser examinado com base no gênero em que se manifesta.
[...]
LIMA, Ana; BESERRA, Normanda. Sala de aula: espaço também da fala. In: LEAL, Telma Ferraz; GOIS, Siane (org.). A oralidade na escola: a investigação do trabalho docente como foco de reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2012. p. 67. (Coleção Língua Portuguesa na Escola, 3). Nesta coleção, os estudantes são orientados a mobilizar a oralidade em diferentes momentos, como em atividades de interpretação oral das seções Roda de leitura, Janelas, Coletivamente, entre outras. De maneira mais sistematizada, será mobilizada na seção Hora de produzir ao produzirem gêneros orais ou oralizarem gêneros escritos.
ANÁLISE LINGUÍSTICA/SEMIÓTICA
Considera-se que conhecer a língua faz parte de um conhecimento humano de mundo que precisa ser trabalhado e desenvolvido em toda pessoa. O ensino de Língua Portuguesa tem como um de seus objetivos capacitar os estudantes a utilizarem a língua em diferentes contextos comunicativos. Por isso, as atividades de análise linguística e semiótica visam levar os estudantes a compreenderem tais conteúdos de maneira sistemática e gradativa para que possam ampliar a competência discursiva e ter um melhor desempenho em qualquer situação comunicativa de que venham a participar em suas interações sociais.
Nessa perspectiva, a coleção proporciona o estudo de aspectos estruturais, linguísticos, estilísticos e funcionais dos textos, buscando ampliar as competências linguísticas dos estudantes. Dessa forma, os recursos estruturais, linguísticos, estilísticos e funcionais constituem ferramentas fundamentais para a produção de sentidos. Quando os estudantes dominam esses recursos, conseguem expandir e diversificar suas habilidades linguísticas, aplicando-as em situações reais de interação. Para que possam se comunicar de maneira plena em diferentes esferas sociais e se tornarem falantes competentes da língua, é indispensável articular o conhecimento das regras gramaticais a outros aspectos da língua, garantindo tanto o desenvolvimento da proficiência nas modalidades oral, escrita e multissemiótica quanto a capacidade de refletir sobre os fenômenos de língua e linguagem e analisá-los. Desse mesmo modo, o estudo da ortografia é essencial durante a etapa dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, pois é nessa fase de alfabetização que os estudantes estão adquirindo os principais conhecimentos sobre a língua escrita. É importante que eles compreendam que a forma correta de escrever uma palavra é uma convenção social e que as regras que a compõem têm como finalidade auxiliar na comunicação escrita. Portanto, é preciso aprendê-las e compreendê-las para se comunicar por escrito de maneira adequada com os demais. Assim, conforme afirma Morais,
A escrita do português é muito mais complexa do que a sua leitura. Isso porque, enquanto sequências diferentes de letras podem ser lidas da mesma maneira (p. ex. “nós” e “noz”. Ou “caza” e “casa”), nesses casos, que não são poucos na língua, tais sequências ou correspondem a palavras diferentes (caso de “nós e “noz”), ou só uma delas é palavra (“casa”, mas não “caza”). De qualquer modo, quer para a leitura, quer para a escrita, é dever do professor ter um conhecimento completo e preciso das regras do código ortográfico da sua língua.
Não basta saber escrever corretamente. Muitas pessoas escrevem sem cometer erros de ortografia e, no entanto, não sabem explicar por que escolheram uma maneira de escrever e não outra, isto é, em que regra se apoiaram. Porém, para quem ensina a escrever, o não conhecer as regras não lhe permite nem organizar adequadamente os exercícios de aprendizagem nem fornecer uma explicação (correção inteligente) ao aluno que escreve com erros.
[...]
MORAIS, José. Criar leitores: para professores e educadores. Barueri: Manole, 2013. p. 60. Nesta coleção, nas seções destinadas à análise linguística/semiótica (É língua, é linguagem; De olho na escrita e Pensar os sentidos), parte-se de uma reflexão sobre o conteúdo, seguida da sistematização dos conceitos e de atividades de fixação.
LEITURA LITERÁRIA
A leitura literária permite ao leitor ampliar sua compreensão de mundo ao entrar em contato com universos ficcionais de diferentes tempos, lugares e culturas. Como manifestação artística, a literatura é capaz de recriar a realidade e despertar no público uma variedade de emoções, como alegria, tristeza, encantamento ou indignação. De acordo com Regina Zilberman, [...] Ela sintetiza, por meio dos recursos da ficção, uma realidade, que tem amplos pontos de contato com o que o leitor vive cotidianamente. Assim, por mais exacerbada que seja a fantasia do escritor ou mais distanciadas e diferentes as circunstâncias de espaço e tempo dentro das quais uma obra é concebida, o sintoma de sua sobrevivência é o fato de que ela continua a se comunicar com o destinatário atual, porque ainda fala de seu mundo, com suas dificuldades e soluções, ajudando-o, pois, a conhecê-lo melhor.
ZILBERMAN, Regina. A literatura infantil na escola. 4. ed. São Paulo: Global, 1985. p. 22. Os momentos cotidianos de escutar histórias, manusear livros e participar de rodas de leitura são valiosos para a construção de vínculo com a cultura da escrita, para aprendizagens sobre a organização dos textos, para o reconhecimento de elementos como repetições, rimas,
personagens, narradores, diferentes tempos e espaços, além de outros recursos que rompem os limites da linguagem referencial e a visão estritamente utilitária da linguagem.
O contato com o literário, nesse sentido, contribui de múltiplas formas: amplia o vocabulário, possibilita compreender o texto como fonte de livre fruição estética, sem uma utilidade que vá além dele mesmo, e oferece acesso a um universo que transcende o pensamento lógico. Ao refinar relações e associações por meio do pensamento, digamos, analógico, favorece a superação de construções óbvias, incentivando a criatividade e a imaginação, elementos essenciais para a formação do sujeito cognoscente em diferentes esferas do saber.
No caso da leitura literária, a contação de histórias e a mediação de leitura funcionam como portas de acesso a esse campo de experiências, já que despertam a curiosidade, motivam a participação e convidam à exploração ativa da literatura. Nessas práticas, as crianças observam como o adulto interage com o livro, percebem a leitura como atividade significativa e o reconhecem como objeto de valor. Esse envolvimento não apenas fortalece o vínculo afetivo com a literatura, mas também amplia a disposição para ler, ouvir e compartilhar histórias.
O ensino de Língua Portuguesa não deve se limitar à simples inserção de textos literários, mas sim possibilitar variadas formas de leitura e compreensão desses textos. No contexto escolar, a interpretação textual, a ampliação do vocabulário e o estudo dos gêneros são indispensáveis; contudo, também é essencial assegurar momentos de fruição, de leitura compartilhada e de debate, favorecendo que os estudantes construam vínculos significativos com a leitura literária.
Nesse sentido, cabe ao ensino de Língua Portuguesa garantir que os estudantes tenham acesso a textos literários apropriados à sua idade e que possam compreendê-los considerando as imagens que evocam, os sentimentos que despertam e as conexões que permitem estabelecer.
A ARGUMENTAÇÃO E A CONSTRUÇÃO DE OPINIÃO
Para a formação de cidadãos críticos, é fundamental que os estudantes desenvolvam a capacidade de argumentar e de construir suas opiniões com base em estudos, informações e fontes confiáveis. Já nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, é possível desenvolver a argumen-
QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO
DOS CONTEÚDOS
O quadro apresentado a seguir mostra a progressão dos conteúdos deste volume, destacando as habilidades, as competências gerais (CG), as competências específicas de Língua Portuguesa (CE) e os temas contemporâneos transversais da BNCC trabalhados em cada unidade.
tação – oral e escrita – de forma progressiva ao longo dos anos e respeitando a faixa etária dos estudantes. Segundo Dolz, Noverraz e Schneuwly, Dentro de um mesmo agrupamento, por exemplo, “argumentar”, há uma alternância entre gêneros orais, como o debate regrado, e gêneros escritos, como o pedido justificado, a carta do leitor e a petição. A cada ciclo/série aparecem novos objetivos de aprendizagem: dar sua opinião com um mínimo de sustentação, hierarquizar uma sequência de argumentos, escolher um plano de texto adaptado à situação, antecipar e refutar posições contrárias.
DOLZ, Joaquim; NOVERRAZ, Michèle; SCHNEUWLY, Bernard. Sequências didáticas para o oral e a escrita: apresentação de um procedimento. In: SCHNEUWLY, Bernard et al Gêneros orais e escritos na escola. Tradução de Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004. p. 123.
O trabalho com argumentação na escola tem como objetivo levar os estudantes a desenvolverem a capacidade de expor ideias, defenderem pontos de vista e fundamentarem opiniões de maneira clara, coerente, respeitosa e ética. Mais do que desenvolver a capacidade de argumentar e formar as próprias opiniões, os estudantes precisam aprender a valorizar e respeitar pontos de vista diferentes dos seus. Para orientar o trabalho com argumentação e construção de opinião, apresentamos alguns exemplos de atividades que podem ser propostas em sala de aula.
• Solicitar aos estudantes que justifiquem suas respostas a questionamentos que envolvem opinião.
• Propor rodas de conversa com temas do cotidiano.
• Propor a leitura e a produção de textos argumentativos, como resenha, carta do leitor, carta de reclamação, editorial, debate, vlog argumentativo etc.
• Instigar debates sobre temas de relevância social, incentivando a busca por informações em fontes confiáveis.
Em todas as unidades da coleção, há pelo menos uma proposta de debate sobre algum texto trabalhado ou tema relevante. Além disso, diversos gêneros argumentativos são explorados em momentos de leitura e produção textual (escrita ou oral), aumentando o repertório dos estudantes.
Trata-se de um quadro que pode ser utilizado para ter uma visão geral dos conteúdos das unidades, assim como facilitar a busca por orientações e comentários de práticas pedagógicas sugeridas nas orientações ao professor correspondentes ao Livro do Estudante
Unidade Conteúdos Habilidades da BNCC
1 – No mar da aventura
Capítulo de romance de aventura
Palavras primitivas e palavras derivadas
Narrativa de aventura
Texto dramático
Sinais de pontuação: revisão e aprofundamento
Aumentativos e diminutivos
Resenha crítica
Texto dramático e encenação
2 – Composições poéticas Soneto
Palavras simples e palavras compostas
Poema
Palavras terminadas em -ão e -am
Polissemia
Reportagem Vídeo-sarau
EF15LP01; EF15LP02; EF15LP03; EF15LP04; EF15LP05; EF15LP06; EF15LP07; EF15LP08; EF15LP09; EF15LP10; EF15LP11; EF15LP12; EF15LP13; EF15LP14; EF15LP15; EF15LP16; EF15LP18; EF15LP19; EF35LP01; EF35LP03; EF35LP04; EF35LP05; EF35LP06; EF35LP07; EF35LP08; EF35LP09; EF35LP10; EF35LP14; EF35LP21; EF35LP22; EF35LP24; EF35LP25; EF35LP26; EF35LP29; EF05LP02; EF05LP04; EF05LP08; EF05LP16; EF05LP20; EF05LP26; EF05LP27.
Competências gerais e específicas e Temas contemporâneos transversais
CG1; CG2; CG3; CG4; CG9; CG10; CE1; CE2; CE3; CE4; CE5; CE6; CE7; CE9.
Trabalho.
Educação Financeira. Educação Fiscal.
EF15LP01; EF15LP02; EF15LP03; EF15LP04; EF15LP05; EF15LP06; EF15LP07; EF15LP08; EF15LP09; EF15LP10; EF15LP11; EF15LP12; EF15LP13; EF15LP14; EF15LP15; EF35LP03; EF35LP04; EF35LP21; EF35LP23; EF35LP27; EF35LP28; EF35LP31; EF05LP01; EF05LP02; EF05LP05; EF05LP08; EF05LP15; EF05LP19.
CG1; CG3; CG4; CG5; CG6; CG7; CE2; CE3; CE5; CE6; CE9; CE10. Diversidade cultural. Trabalho. Vida familiar e social.
3 – Vamos nos divertir?
Regras de jogo
Revisão: substantivo e verbo
Jogos de palavras (Parlenda e trava-língua)
Resenha crítica
Acentuação gráfica
Advérbios que marcam opinião
Reportagem
Roda de dicas
EF15LP01; EF15LP02; EF15LP03; EF15LP04; EF15LP05; EF15LP06; EF15LP07; EF15LP08; EF15LP09; EF15LP10; EF15LP11; EF15LP12; EF15LP13; EF15LP14; EF15LP16; EF15LP18; EF35LP01; EF35LP02; EF35LP03; EF35LP04; EF35LP05; EF35LP07; EF35LP08; EF35LP09; EF35LP14; EF35LP15; EF35LP17; EF35LP21; EF35LP23; EF35LP27; EF05LP01; EF05LP02; EF05LP03; EF05LP05; EF05LP06; EF05LP09; EF05LP10; EF05LP12; EF05LP13; EF05LP14; EF05LP15; EF05LP20; EF05LP26; EF05LP27.
CG1; CG2; CG3; CG4; CG5; CG7; CG9; CG10; CE1; CE2; CE3; CE6; CE7; CE8; CE9; CE10. Vida familiar e social.
Unidade Conteúdos Habilidades da BNCC
4 – Rir, pensar, discutir Piada
Verbo: modo indicativo
Reportagem
Reconto de causo em podcast
Cartum
Verbete
Palavras terminadas em -isse e -ice
Interjeições e onomatopeias
EF15LP01; EF14LP02; EF15LP03; EF15LP04; EF15LP05; EF15LP07; EF15LP09; EF15LP10; EF15LP11; EF15LP13; EF15LP14; EF15LP16; EF15LP18; EF35LP01; EF35LP03; EF35LP04; EF35LP05; EF35LP07; EF35LP10; EF35LP13; EF35LP15; EF35LP21; EF05LP01; EF05LP05; EF05LP06; EF05LP10; EF05LP11; EF05LP15.
Competências gerais e específicas e Temas contemporâneos transversais
CG1; CG2; CG3; CG4; CG5; CG7; CE2; CE3; CG5; CE7; CE9; CE10. Educação ambiental.
Educação para o consumo.
5 – Entre a escrita e a oralidade
Notícia
Concordância verbal Podcast
Palavras com S, SS, C e Ç
Os sentidos da entonação
Narração de futebol
EF15LP01; EF15LP02; EF15LP03; EF15LP05; EF15LP06; EF15LP07; EF15LP08; EF15LP09; EF15LP10; EF15LP11; EF15LP12; EF15LP13; EF15LP14; EF35LP01; EF35LP03; EF35LP04; EF35LP05; EF35LP07; EF35LP08; EF35LP09; EF35LP10; EF35LP11; EF35LP12; EF35LP13; EF35LP15; EF35LP16; EF05LP01; EF05LP06; EF05LP15; EF05LP16; EF05LP17; EF05LP19; EF05LP21; EF05LP26; EF05LP27.
CG2; CG4; CG5; CG7; CG9; CG10; CE2; CE3; CE4; CE5; CE6; CE10.
Vida familiar e social. Educação para o trânsito. Ciência e tecnologia. Educação ambiental.
6 – Compartilhar o que faz bem
Postagem de vlog
Palavras que ligam palavras e frases
Notícia
Postagem de mídia social
Palavras com S e Z; X e CH
Sentidos das conjunções: adição e oposição
Miniconto
EF15LP01; EF15LP02; EF15LP03; EF15LP04; EF15LP05; EF15LP06; EF15LP07; EF15LP09; EF15LP10; EF15LP11; EF15LP12; EF15LP13; EF15LP14; EF35LP01; EF35LP03; EF35LP04; EF35LP05; EF35LP08; EF35LP13; EF35LP15; EF35LP29; EF05LP01; EF05LP07; EF05LP15; EF05LP18; EF05LP19; EF05LP21; EF05LP26; EF05LP27; EF05LP28.
CG1; CG3; CG4; CG5; CG7; CE1; CE2; CE3; CE6; CE7; CE9; CE10. Ciência e tecnologia. Educação ambiental. Vida familiar e social. Saúde.
Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
Quadro de distribuição dos conteúdos – 5º ano
Unidade Conteúdos Habilidades da BNCC
7 – Entender, saber mais, definir
Verbete de enciclopédia
Concordância nominal
Reportagem
Verbete de dicionário
Palavras homógrafas
Sentidos das conjunções: tempo e finalidade
Verbete literário
EF15LP01; EF15LP02; EF15LP03; EF15LP05; EF15LP06; EF15LP07; EF15LP09; EF15LP10; EF15LP11; EF15LP13; EF15LP14; EF15LP18; EF35LP01; EF35LP03; EF35LP04; EF35LP05; EF35LP06; EF35LP07; EF35LP13; EF35LP15; EF35LP17; EF05LP02; EF05LP07; EF05LP15; EF05LP22; EF05LP24; EF05LP25; EF05LP26.
Competências gerais e específicas e Temas contemporâneos transversais
CG1; CG2; CG3; CG4; CG7; CG10; CE2; CE3; CE5; CE6; CE9. Educação ambiental. Vida familiar e social.
8 – Divulgação de informações
Reportagem
Construindo sentidos no texto: relações entre palavras
Mapa mental
Notícia com gráfico
Palavras homófonas
Sentidos das conjunções: causa e condição
Apresentação oral com gráficos
EF15LP01; EF15LP02; EF15LP03; EF15LP04; EF15LP05; EF15LP06; EF15LP07; EF15LP08; EF15LP09; EF15LP10; EF15LP11; EF15LP12; EF15LP13; EF15LP14; EF15LP18; EF35LP01; EF35LP02; EF35LP03; EF35LP04; EF35LP05; EF35LP06; EF35LP07; EF35LP08; EF35LP09; EF35LP10; EF35LP12; EF35LP13; EF35LP14; EF35LP15; EF35LP17; EF35LP18; EF35LP19; EF35LP20; EF35LP23; EF35LP27; EF05LP02; EF05LP07; EF05LP15; EF05LP19; EF05LP23; EF05LP24; EF05LP26; EF05LP27.
CG1; CG2; CG3; CG4; CG5; CG6; CG7; CG9; CG10; CE2; CE3; CE5; CE6; CE8; CE10.
Diversidade cultural.
Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
Educação ambiental.
Vida familiar e social.
SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS
As propostas de cronogramas apresentadas a seguir têm como objetivo orientar a distribuição das unidades em planejamentos bimestrais, trimestrais e semestrais, respeitando a organização dos volumes anteriormente mencionada.
Cabe destacar que essas sugestões não contemplam outras atividades que possam surgir ao longo do ano letivo, como projetos, eventos escolares ou avaliações institucio-
Sugestão de planejamento bimestral
BimestreUnidades
1º bimestre
2º bimestre
3º bimestre
4º bimestre
Unidade 1
Unidade 2
Unidade 3
Unidade 4
Unidade 5
Unidade 6
Unidade 7
Unidade 8
nais, e que devem ser incorporadas ao planejamento de forma articulada.
Para elaborar essas sugestões, consideramos 200 dias letivos de aula, ou 40 semanas; no entanto, o cronograma deve ser ajustado conforme as especificidades de cada turma, levando em consideração o contexto, o ritmo de aprendizagem dos estudantes e o uso de diferentes recursos e estratégias pedagógicas, que vão além do livro didático.
Sugestão de planejamento trimestral
TrimestreUnidades
1º trimestre
Unidade 1
Unidade 2
Unidade 3
(p. 80-94)
2º trimestre
3º trimestre
Unidade 3 (p. 95-115)
Unidade 4
Unidade 5
Unidade 6 (p. 190-206)
Unidade 6 (p. 207-225)
Unidade 7
Unidade 8
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES PARA A PRÁTICA DOCENTE
BAGNO, Marcos. Gramática pedagógica do português brasileiro. São Paulo: Parábola, 2011.
A obra concilia a descrição científica da língua com uma abordagem didática e acessível, buscando superar a visão tradicional e normativa, valorizando o português brasileiro em sua diversidade real de usos.
BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
Nesse texto, o autor apresenta sua concepção
Sugestão de planejamento semestral
SemestreUnidades
1º semestre
Unidade 1
Unidade 2
Unidade 3
Unidade 4
2º semestre Unidade 5
Unidade 6
Unidade 7
Unidade 8
de gêneros do discurso – formas relativamente estáveis de enunciados, determinadas pelas condições sociais de comunicação.
BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 1999.
Obra de referência para o estudo sistemático da língua portuguesa. Apresenta os aspectos fonéticos, morfológicos, sintáticos e semânticos da língua de forma didática.
LIMA, Aurilia de Brito et al. (org.). Políticas de inclusão na educação básica. Curitiba: Appris, 2024.
Coletânea de textos que abordam os principais marcos das políticas públicas relacionadas à inclu-
são, desde as temáticas mais amplas até as mais específicas.
MIRANDA, Elaine (coord.). Educação inclusiva e a parceria da família: uma dimensão terapêutica. São Paulo: Literare Books International, 2021.
Nesse livro, a autora aborda aspectos da inclusão com base em evidências científicas. Além disso, ela busca evidenciar a importância da participação da família na educação inclusiva.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COMENTADAS - LIVRO DO PROFESSOR
ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática : por um ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola Editorial, 2007.
A autora defende um ensino de Língua Portuguesa para além da memorização de regras gramaticais, propondo que a aprendizagem seja voltada para o uso real da língua, priorizando práticas de leitura, escrita e análise de textos em contextos significativos.
BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. Organização, posfácio, tradução e notas de São Paulo: Editora 34, 2016.
Nessa obra, o autor define os gêneros discursivos como formas relativamente estáveis de enunciados, caracterizados por aspectos temáticos, composicionais e estilísticos.
BENDER, William N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Tradução de Fernando de Siqueira Rodrigues. Porto Alegre: Penso, 2014.
Nesse livro, o autor destaca as diretrizes práticas para o trabalho com projetos em sala de aula, fornecendo subsídios para o professor planejar aulas mais eficazes e motivadoras.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final.
SILVA, Janssen Felipe da; HOFFMANN, Jussara; ESTEBAN, Maria Teresa. Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo. Porto Alegre: Mediação, 2012.
Os autores discutem as práticas avaliativas em diferentes áreas do currículo, com destaque para a elaboração de práticas de avaliação articuladas ao fazer pedagógico.
Brasília: MEC, 2018. Disponível em: https:// www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo -integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
Documento que determina as competências gerais e específicas, as habilidades e as aprendizagens que os estudantes brasileiros da Educação Básica precisam desenvolver e colocar em prática ao longo de sua trajetória escolar.
BRASIL. Ministério da Educação. Compromisso Nacional Criança Alfabetizada: orientações para a formulação e implementação das estratégias de formação continuada no âmbito do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. 2023. Disponível em: https://www. gov.br/mec/pt-br/crianca-alfabetizada/pdf/ orientacoes_formacao_continuada.pdf. Acesso em: 23 set. 2025.
É um guia elaborado para orientar estados, municípios e a União no planejamento, na organização e na execução de políticas de formação continuada para profissionais da educação inseridos no Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.
BRASIL. Ministério da Educação. Conscientização para o uso de celulares na escola: por que precisamos falar sobre isso? Brasília: MEC, 2025. Disponível em: https:// www.gov.br/mec/pt-br/celular-escola/guia -escolas.pdf. Acesso em: 9 ago. 2025.
Esse documento traz orientações práticas que ajudam o professor na implantação da Lei nº 15.100, que regulamenta o uso de dispositivos eletrônicos portáteis pelos estudantes nas escolas.
BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC: contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília: MEC, 2019. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/implementacao/contextualizacao_ temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Esse documento apresenta os temas contemporâneos transversais da BNCC e explica a importância de sua utilização no processo de ensino-aprendizagem.
FERREIRO, Emilia. Reflexões sobre a alfabetização. 18. ed. São Paulo: Cortez, 2011.
A obra apresenta as reflexões da autora sobre o processo de alfabetização com base em suas pesquisas a respeito da construção da escrita pelas crianças, deslocando a investigação do “como se ensina” para “o que se aprende”.
JOIA, Michele. A inclusão de crianças na escola: o papel do educador diante das dificuldades de aprendizagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak, 2023.
Nesse livro, a autora fornece dicas sobre a inclusão na escola utilizando os conhecimentos que ela construiu com base em sua experiência em sala de aula.
LEAL, Telma Ferraz; GOIS, Siane (org.). A oralidade na escola: a investigação do trabalho docente como foco de reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2012. (Coleção Língua Portuguesa na Escola, 3).
A obra proporciona uma reflexão a respeito do ensino da oralidade em sala de aula, além de trazer estratégias didático-pedagógicas para orientar o professor neste trabalho.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008. (Educação Linguística).
Essa obra trabalha a linguagem como ação, desenvolvendo a compreensão acerca da forma como os textos devem ser produzidos de acordo com a situação comunicativa.
MORAIS, José. Criar leitores: para professores e educadores. Barueri: Manole, 2013.
O livro auxilia professores, pais e profissionais a compreenderem o processo cerebral da criança que está aprendendo a ler, considerando seus processos cognitivos e as dificuldades da faixa etária e sugerindo intervenções e estratégias para facilitar a alfabetização.
MOREIRA, Antonio Flávio; CANDAU, Vera Maria (org.). Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas. Petrópolis: Vozes, 2008.
O termo multiculturalismo tem sido amplamente usado e envolve distintas instâncias. Na escola, apresenta relação direta com a pluralidade cultural e a realidade cultural contemporânea. A obra tem como objetivo incentivar discussões, estudos e pesquisas que instiguem práticas renovadas em prol de uma sociedade mais justa e solidária.
SCHNEUWLY, Bernard et al. Gêneros orais e escritos na escola. Tradução de Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004.
Esse livro apresenta as reflexões sobre os gêneros textuais, compreendendo sua importância no ensino escolar.
SOARES, Magda Becker. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São Paulo: Contexto, 2020.
Nessa obra, a autora defende que toda criança pode aprender a ler e a escrever. Ao longo dos capítulos, ela expõe um projeto de alfabetização e letramento bem-sucedido e mostra como ele pode ser aplicado.
ZILBERMAN, Regina. A literatura infantil na escola. 4. ed. São Paulo: Global, 1985.
O livro discute o papel da literatura infantil no processo educativo, destacando sua importância na formação do leitor e no desenvolvimento cultural e crítico das crianças.