Plantar_LinguaPortuguesa_Volume 4

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Língua Portuguesa

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Lucas Sanches Oda Maria Tereza Arruda Campos

Componente curricular: Língua Portuguesa

Língua Portuguesa

Lucas Kiyoharu Sanches Oda

Pós-doutor em Linguística pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp-SP).

Doutor em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp-SP).

Mestre em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).

Licenciado em Letras pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).

Licenciado em Filosofia pelo Centro Universitário Ítalo Brasileiro (Uni Ítalo-SP).

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Trabalha há mais de 20 anos na área do Ensino de Língua Portuguesa para Anos Finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio, cursos pré-vestibulares e Ensino Superior, principalmente com a frente de literatura.

Autor de histórias em quadrinhos indicadas às principais premiações da área.

Autor de livros didáticos para Ensino Fundamental e Médio.

Maria Tereza Rangel Arruda Campos

Doutora e mestra em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Licenciada em Letras - Português pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP-SP).

Bacharela em Letras (Português e Espanhol) pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP-SP).

Atuou como professora por 14 anos em escolas particulares.

Consultora do Banco Mundial, tendo atuado na SEMTEC (atual Setec) do Ministério da Educação e na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.

Curadora de espaços para jovens na Bienal Internacional do Livro. Autora e editora de materiais didáticos.

Componente curricular: Língua Portuguesa

1ª edição

Londrina, 2025

Copyright © Editora Novo Rumo, 2025

Edição Angelo Stefanovits, Marcos Rogério Morelli, Taciane Marcelle Marques

Assistência editorial Ana Luiza Zambaldi, Joyce Graciele Freitas

Colaboração técnico-pedagógica Cristina Sayuri Koyama, Etianne Ribeiro da Silva, Talita

Graciara de Freitas, Vânia Muraschco

Preparação e revisão Moisés Manzano da Silva (coord.)

Gerência de produção editorial Camila Rumiko Minaki Hoshi

Supervisão de produção editorial Priscilla de Freitas Cornelsen Rosa

Assistência de produção editorial Lorena França Fernandes Pelisson

Coordenação de produção de arte Tamires Rose Azevedo

Edição de arte Tatiane Galheiro

Projeto gráfico e design Dayane Barbieri, Keithy Mostachi, Laís Garbelini

Projeto de capa Marcela Pialarissi

Ilustrações de capa Marilia Goldschmidt

Coordenação de diagramação Adenilda Alves de França Pucca - Nil

Diagramação JSDesign, Leda Cristina Silva Teodorico

Autorização de recursos João Henrique Pedrão Feliciano

Iconografia Alessandra Roberta Arias, Vinícius Costa (trat. imagens)

Objetos digitais

Gerência de produção Erick Lopes de Almeida

Roteiros Meire de F. dos Santos Sebastião

Edição de imagens Rogério Casagrande

Desenvolvimento Ohanna Schmitt Bolfe, Tatiana Tissa Kawakami

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Oda, Lucas Kiyoharu Sanches

Plantar língua portuguesa : 4º ano : anos iniciais do ensino fundamental / Lucas Kiyoharu Sanches Oda, Maria Tereza Rangel Arruda Campos. -- 1. ed. -- Londrina, PR : Editora Novo Rumo, 2025.

Componente curricular: Língua portuguesa.

ISBN 978-65-5158-147-2(livro do estudante)

ISBN 978-65-5158-124-3(livro do professor)

ISBN 978-65-5158-152-6(livro do estudante HTML5)

ISBN 978-65-5158-135-9(livro do professor HTML5)

1. Língua portuguesa (Ensino fundamental) I. Campos, Maria Tereza Rangel Arruda. II. Título. III. Série.

25-299283.0

CDD-372.6

Índices para catálogo sistemático:

1. Língua portuguesa : Ensino fundamental 372.6 Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA NOVO RUMO.

Avenida Doutor Adhemar Pereira de Barros, 1500, sala 804 - Bela Suíça - Londrina-PR CEP 86047-250 - Tel. (43) 3367-2030 contato@editoranovorumo.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

Acreditamos que o aprendizado em Língua Portuguesa é essencial para que os estudantes se tornem cidadãos ativos e capazes de pensar de forma autônoma e crítica. Esta coleção foi cuidadosamente pensada para ser uma parceira nessa missão, proporcionando uma abordagem integrada e relevante.

Ao longo de cada unidade, o conteúdo se conecta diretamente com a realidade dos estudantes, valorizando o que eles já sabem e incentivando a construção de novos conhecimentos. Nessa dinâmica, o professor não é apenas um detentor do saber, mas um guia e um mediador, orientando os estudantes a serem os protagonistas de sua aprendizagem.

Para apoiar essa jornada, apresentamos este Livro do Professor. Na primeira parte dele, você encontra informações sobre a estrutura da coleção e a Reprodução do Livro do Estudante com as orientações ao professor nas laterais e nos rodapés das páginas reproduzidas, com comentários práticos para auxiliar no dia a dia em sala de aula, como orientações sobre os conteúdos das unidades, atividades extras, momentos sugeridos de avaliação, entre outros subsídios. Na segunda parte, apresentamos o Manual do Professor, onde você encontra desde a estrutura da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e fundamentos teórico-metodológicos da coleção até recursos práticos, como estratégias de avaliação diversificadas, modelos de planejamento de rotina e de sequência didática, quadro de distribuição dos conteúdos e sugestões de cronogramas que contribuem para o desenvolvimento docente.

É importante ressaltar que as sugestões podem ser adequadas de acordo com a realidade da turma e da escola. Esperamos que seja uma ferramenta útil e enriquecedora no processo de ensino-aprendizagem, possibilitando a formação de cidadãos críticos e participativos na sociedade.

Desejamos a você um ótimo ano letivo!

SUMÁRIO

A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC) ................................................................ VII AS COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA ...................................................................... VII

AS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS........................ VIII

PRÁTICAS DE LINGUAGEM, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES ...........................IX OS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS .........................................................IX

INTEGRAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES CURRICULARES .................................................... X A PRÁTICA INTERDISCIPLINAR E O TRABALHO COM PROJETOS INTERDISCIPLINARES................... X AVALIAÇÃO .......................................................... XI O PAPEL DO PROFESSOR E A PRÁTICA DOCENTE ........................................................... XIII A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM AÇÃO .................... XIII O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA ........... XXII FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA ..................... XXII

QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DOS CONTEÚDOS ...........................................XXVI

SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS .................. XXX

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES PARA A PRÁTICA DOCENTE ......................................... XXX

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS – LIVRO DO PROFESSOR .............................. XXXI

MANUAL DO PROFESSOR

CONHEÇA A COLEÇÃO

Esta coleção é composta de três volumes, sendo 3º , 4º e 5º anos, destinados aos estudantes e professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Cada volume é organizado em 8 unidades que, por sua vez, são sempre ancoradas nos campos de atuação definidos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental (Campo da vida cotidiana; Campo artístico-literário; Campo das práticas de estudo e pesquisa; e Campo da vida pública) e exploram as práticas de linguagens, os gêneros discursivos, os objetos de conhecimento e as habilidades a eles associados. Além disso, durante o desenvolvimento dos conteúdos, a coleção aborda os temas contemporâneos transversais, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e atuantes na sociedade.

Além dos volumes impressos, a coleção apresenta a versão digital do Livro do Estudante e do Livro do Professor Esses materiais digitais apresentam recursos acessíveis, favorecendo a utilização por todos os estudantes. Nos livros digitais, também há alguns recursos, como infográficos clicáveis, que podem ser acessados por meio do sumário e de ícones indicados nas páginas dos livros.

O Livro

do Estudante

A seguir, apresentamos a estrutura do Livro do Estudante, explicando as características das seções e de outros elementos que compõem a coleção.

PÁGINAS DE ABERTURA

Têm como objetivos marcar o início de cada unidade, despertar a atenção dos estudantes para o que será abordado e relacionar os conteúdos aos conhecimentos prévios e à sua realidade próxima. Apresenta imagens variadas, perguntas para serem discutidas oralmente e uma lista dos conteúdos que serão abordados ao longo do trabalho.

RODA DE LEITURA

Essa seção propõe a leitura de textos de diferentes gêneros, de todos os campos de atuação previstos pela BNCC, em linguagem verbal e não verbal, incluindo produções multissemióticas. O boxe Antes de ler apresenta perguntas orais incentivando a conversa e o levantamento de pressuposições antecipadoras de sentido. A subseção Papo de leitor propõe questões que exploram sentidos, contexto e organização formal do gênero em foco. O boxe Agora que já lemos encerra o trabalho propondo questões de compreensão global e de extrapolação do texto para a vida cotidiana.

É LÍNGUA, É LINGUAGEM

Nessa seção, desenvolvem-se habilidades do eixo Análise linguística/semiótica da BNCC, que prevê trabalho com morfologia, sintaxe, morfossintaxe e questões ortográficas. Cabe destacar que são abordados alguns conceitos não previstos pela BNCC, mas que foram considerados pré-requisitos para o desenvolvimento de outros, previstos. Os estudos de reflexão linguística desenvolvidos na seção contam com atividades de construção de

conceito e de fixação. Estas últimas são apresentadas na subseção Para pensar e praticar

JANELAS

Explora textos que dialogam com o da leitura principal, seja por complementarem-na, seja por explorar, em dado gênero, elementos de composição de outro gênero. Cabe ressaltar que o trabalho desenvolvido complementa de forma importante o trabalho com leitura, ampliando o repertório dos estudantes e promovendo o desenvolvimento das habilidades de leitura de forma mais robusta.

DE OLHO NA ESCRITA

A seção explora questões que concorrem para a correção e clareza da linguagem, como, além de ortografia e acentuação, a pontuação, fundamental para a organização sintática dos períodos. Essa seção também conta com atividades de construção do conceito e de fixação, que são apresentadas na subseção Para pensar e praticar

PENSAR OS SENTIDOS

Essa seção promove um programa de estudo de questões semânticas. Assim, desdobra-se por meio de atividades que exploram o sentido de certas escolhas em determinado texto e situação nele configurada. Também conta com atividades de construção do conceito e de fixação, que são apresentadas na subseção Para pensar e praticar

HORA DE PRODUZIR

Seção dedicada a produções escritas e orais, compartilhadas ou autônomas, sempre relacionadas ao campo de atuação em foco na unidade. A metodologia acompanha todo o processo: define o que produzir, para quem e como circular; orienta planejamento, escrita, revisão e compartilhamento; e propõe avaliação do produto e do processo. Em diversos momentos há sugestões que incluem a produção digital, marcadas no boxe Papo digital

AGORA

NA PAUTA

No 3º ano, essa seção apresenta atividades com pauta caligráfica para treino das letras manuscritas estudadas, com exercícios de traçado em pontilhado e em mão livre.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

Seção que propicia um momento de autoavaliação e reflexão sobre os conteúdos estudados na unidade e a participação dos estudantes nas atividades. Também funciona como instrumento da avaliação formativa, permitindo a você mapear necessidades e potencialidades, de forma individual e coletiva, e planejar intervenções por meio de um olhar atento e personalizado.

SAIBA MAIS

Apresenta sugestões de recursos extras, como livros, filmes e sites. Cada sugestão é acompanhada por uma breve sinopse.

VOCABULÁRIO

Apresenta o significado de termos que os estudantes podem desconhecer e que são importantes para a compreensão do texto.

COLETIVAMENTE

Explora os temas contemporâneos transversais, contribuindo para a formação cidadã dos estudantes por meio de reflexões e propostas de resoluções de problemas, de modo que eles sejam atuantes na sociedade em que vivem. O tema contemporâneo transversal desenvolvido é identificado nas orientações ao professor.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

COMENTADAS

Presente ao final do livro, elenca referências comentadas de livros, artigos e sites que foram consultadas no elaboração do Livro do Estudante

DICA

Apresenta dicas variadas que contribuem para o aprendizado dos estudantes.

QUEM PRODUZIU?

Apresenta informações sobre quem produziu o texto ou sobre o veículo de comunicação onde ele foi veiculado.

ÍCONE DE RESPOSTA ORAL

Indica que os estudantes devem responder à atividade oralmente.

OBJETO DIGITAL

Indica que há Objeto Educacional Digital relacionado aos temas que estão sendo trabalhados e que pode ser acessado na versão digital do livro.

O Livro do Professor

Este Livro do Professor é organizado em duas partes. Esta primeira parte apresenta a estrutura da coleção e a Reprodução do Livro do Estudante, que se refere à reprodução das páginas do Livro do Estudante em tamanho reduzido, com respostas e possíveis comentários para você. Nas laterais e nos rodapés dessas páginas, as orientações ao professor propõem comentários, sugestões de condução para as atividades e respostas de algumas atividades que não foram apresentadas na reprodução da página do Livro do Estudante. Essas orientações colaboram para a prática docente e seu dia a dia em sala de aula e foram elaboradas de modo a explicitar os procedimentos das aulas de forma prática, e ao mesmo tempo detalhada, oferecendo suporte à prática docente.

A segunda parte, presente após a Reprodução do Livro do Estudante, é intitulada Manual do Professor. Ela apresenta a estrutura da BNCC, a fundamentação teórico-metodológica da coleção e aborda diversos assuntos que contribuem para o desenvolvimento docente e para o dia a dia em sala de aula. Além disso, apresenta um quadro de distribuição dos conteúdos com as habilidades e as competências da BNCC que estão sendo desenvolvidas em cada unidade e sugestões de cronogramas bimestrais, trimestrais e semestrais. Ao final dessa parte, são mostradas sugestões de referências complementares para a prática docente e as referências bibliográficas comentadas utilizadas como consulta para a produção das orientações ao professor e do Manual do Professor

Observe a seguir como as orientações ao professor, que constam na primeira parte deste Livro do Professor, estão estruturadas.

OBJETIVOS

Lista os objetivos pedagógicos das seções do Livro do Estudante.

BNCC

Apresenta habilidades da BNCC que estão sendo desenvolvidas em cada conteúdo, destacando as relações entre elas e o conteúdo.

RESPOSTAS

Apresenta as sugestões de respostas de algumas atividades e questões indicadas no Livro do Estudante.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

Fornece dicas para que você possa iniciar as aulas, abordar alguns conteúdos ou realizar uma avaliação diagnóstica de maneira diferente da que foi apresentada no Livro do Estudante

ATIVIDADE EXTRA

Apresenta sugestões de atividades complementares que contribuem para diversificar as estratégias de aprendizagem.

AVALIANDO

Propõe avaliações diagnósticas e formativas para que você possa acompanhar a aprendizagem dos estudantes em diferentes momentos.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

Destaca momentos em que é possível estabelecer relações entre componentes curriculares de diferentes áreas do conhecimento, além de orientações práticas sobre como realizar as articulações entre os conteúdos.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

Fornece sugestões de leituras, contribuindo para sua formação.

ANTES DE LER

Apresenta comentários específicos sobre o boxe Antes de ler do Livro do Estudante

AGORA QUE JÁ LEMOS

Apresenta comentários específicos sobre o boxe Agora que já lemos do Livro do Estudante

PAPO DIGITAL

Apresenta comentários específicos sobre o boxe Papo digital do Livro do Estudante.

COMENTÁRIOS DIVERSOS

Os comentários e as explicações de caráter prático referentes às atividades do Livro do Estudante e as considerações pedagógicas a respeito de possíveis dificuldades dos estudantes na resolução das atividades, bem como alternativas para consolidar conhecimentos, são inseridos em tópicos ao longo da unidade.

Nas orientações ao professor da seção Coletivamente, apresentamos os objetivos pedagógicos e as orientações sobre como desenvolver os conteúdos e as atividades da seção com os estudantes.

LIVRO DO ESTUDANTE

Língua Portuguesa

Lucas Kiyoharu Sanches Oda

Pós-doutor em Linguística pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp-SP).

Doutor em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp-SP).

Mestre em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).

Licenciado em Letras pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).

Licenciado em Filosofia pelo Centro Universitário Ítalo Brasileiro (Uni Ítalo-SP).

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Trabalha há mais de 20 anos na área do Ensino de Língua Portuguesa para Anos Finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio, cursos pré-vestibulares e Ensino Superior, principalmente com a frente de literatura.

Autor de histórias em quadrinhos indicadas às principais premiações da área.

Autor de livros didáticos para Ensino Fundamental e Médio.

Maria Tereza Rangel

Arruda Campos

Doutora e mestra em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Licenciada em Letras - Português pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP-SP). Bacharela em Letras (Português e Espanhol) pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP-SP). Atuou como professora por 14 anos em escolas particulares.

Consultora do Banco Mundial, tendo atuado na SEMTEC (atual Setec) do Ministério da Educação e na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.

Curadora de espaços para jovens na Bienal Internacional do Livro. Autora e editora de materiais didáticos.

Componente curricular: Língua Portuguesa

1ª edição Londrina, 2025

16/09/2025 12:25:10

Esta parte do Livro do Professor contém a Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido, com respostas das atividades e possíveis comentários para você. Além disso, nas laterais e rodapés há as orientações ao professor que servem como um guia para a prática pedagógica apresentando sugestões sobre como trabalhar as atividades, além de apresentar as respostas que não foram incluídas na reprodução das páginas. Para deixar mais evidente o sentido de leitura, em algumas páginas utilizamos as indicações e .

Copyright © Editora Novo Rumo, 2025

Edição Angelo Stefanovits, Marcos Rogério Morelli, Taciane Marcelle Marques

Assistência editorial Ana Luiza Zambaldi, Joyce Graciele Freitas

Colaboração técnico-pedagógica Cristina Sayuri Koyama, Etianne Ribeiro da Silva, Talita

Graciara de Freitas, Vânia Muraschco

Preparação e revisão Moisés Manzano da Silva (coord.)

Gerência de produção editorial Camila Rumiko Minaki Hoshi

Supervisão de produção editorial Priscilla de Freitas Cornelsen Rosa

Assistência de produção editorial Lorena França Fernandes Pelisson

Coordenação de produção de arte Tamires Rose Azevedo

Edição de arte Tatiane Galheiro

Projeto gráfico e design Dayane Barbieri, Keithy Mostachi, Laís Garbelini

Projeto de capa Marcela Pialarissi

Ilustrações de capa Marilia Goldschmidt

Coordenação de diagramação Adenilda Alves de França Pucca - Nil

Diagramação JSDesign, Leda Cristina Silva Teodorico

Autorização de recursos João Henrique Pedrão Feliciano

Iconografia Alessandra Roberta Arias, Vinícius Costa (trat. imagens)

Objetos digitais

Gerência de produção Erick Lopes de Almeida

Roteiros Meire de F. dos Santos Sebastião

Edição de imagens Rogério Casagrande

Desenvolvimento Ohanna Schmitt Bolfe, Tatiana Tissa Kawakami

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Oda, Lucas Kiyoharu Sanches Plantar língua portuguesa : 4º ano : anos iniciais do ensino fundamental / Lucas Kiyoharu Sanches Oda, Maria Tereza Rangel Arruda Campos. -- 1. ed. -- Londrina, PR : Editora Novo Rumo, 2025. Componente curricular: Língua portuguesa.

ISBN 978-65-5158-147-2(livro do estudante)

ISBN 978-65-5158-124-3(livro do professor)

ISBN 978-65-5158-152-6(livro do estudante HTML5)

ISBN 978-65-5158-135-9(livro do professor HTML5)

1. Língua portuguesa (Ensino fundamental) I. Campos, Maria Tereza Rangel Arruda. II. Título. III. Série.

CDD-372.6

25-299283.0

Índices para catálogo sistemático: 1. Língua portuguesa : Ensino fundamental 372.6

Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA NOVO RUMO.

Avenida Doutor Adhemar Pereira de Barros, 1500, sala 804 - Bela Suíça - Londrina-PR CEP 86047-250 - Tel. (43) 3367-2030 contato@editoranovorumo.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33 Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

13/10/2025 14:31:33

APRESENTAÇÃO

Caro estudante,

Este é o seu livro do 4º ano de Língua Portuguesa, material que vai acompanhar você durante todo o ano.

Neste livro, você vai compartilhar o que já viveu, retomar essas experiências e fazer novas descobertas. Você vai ler e produzir textos, interagir com seus colegas e participar de diversas atividades.

Esperamos que você aprenda e se divirta bastante! Torcemos para que, ao final do percurso, tenha boas lembranças e vários conhecimentos para compartilhar!

Um abraço, Os autores.

CONHEÇA SEU LIVRO

A seguir, vamos mostrar como o seu livro está organizado e de que jeito ele vai ajudar você a aprender e estudar melhor.

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC) • 4º ANO

A seguir, apresentamos as habilidades de Língua Portuguesa da BNCC referentes ao 4º ano do Ensino Fundamental. Elas podem ser consultadas sempre que necessário, para nortear os planejamentos de aula ou para esclarecer dúvidas a respeito das habilidades desenvolvidas em cada unidade.

(EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam.

ABERTURA DE UNIDADE

Você vai observar a imagem e responder às questões, iniciando uma conversa sobre o que vai estudar na unidade.

(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.

(EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em textos multissemióticos.

(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações

necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas.

(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.

(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando for o caso, em suporte adequado, manual ou digital.

(EF15LP08) Utilizar software, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multissemióticos disponíveis.

(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas.

(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.

(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário.

(EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor.

(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como direção do olhar, riso, gestos, movimentos da cabeça (de concordância ou discordância), expressão corporal, tom de voz.

(EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).

(EF15LP14) Construir o sentido de histórias em quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e interpretando recursos gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias).

(EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma dimensão lúdica, de encantamento, valorizando-os, em sua diversidade cultural, como patrimônio artístico da humanidade.

RODA DE LEITURA: POEMA Pássaro livre Gaiola aberta. Aberta a janela.

RODA DE LEITURA

QUEM PRODUZIU?

Nessa seção, você terá contato com diversos textos para ler, ouvir, estudar e apreciar. As atividades propostas ajudarão você a refletir sobre os textos e se tornar um bom leitor!

Sidônio Muralha (1920-1982) foi um poeta e escritor português que, morando no Brasil, contribuiu muito para a literatura infantil. Em diversas de suas obras abordou

É LÍNGUA, É LINGUAGEM

Adjetivo

1. Leia o trecho de uma reportagem sobre a reserva marinha de Abrolhos.

JANELAS

Juntos para se expressar

Saraus reúnem estudantes de várias idades para compartilhar arte na zona sul de SP Já ouviu falar em sarau? É um tipo de evento cultural que pode ser realizado em bibliotecas, casas ou até ao ar livre, em que as pessoas se encontram para se expressar ou se manifestar artisticamente. Pode ter leitura de poesia ou contos, apresentações de dança, música e teatro, ou tudo ao mesmo tempo e misturado. No CEU Emef Cantos do Amanhecer, no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, saraus são realizados desde 2010. As turmas do 8º e 9º anos são as responsáveis por organizar os encontros. A ideia, de acordo com o professor de língua portuguesa Fábio Barreto, é fazer um grande intercâmbio entre os estudantes mais velhos e os mais novos. “Esses eventos também estimulam a fluência em leitura e a reflexão sobre textos, além de incentivar as artes e colocar o estudante como protagonista”, explica. E a turma se solta na hora da apresentação... Quatro estudantes de 14 anos do 9º ano conversaram com a Qualé após um sarau temático sobre o Dia Internacional da Mulher. Davi conta que sempre foi muito tímido, mas depois que passou a participar dos encontros descobriu seus talentos. “Comecei a ler meus próprios textos lá na frente. A poesia ajuda a colocar meus sentimentos pra fora”, ressalta o garoto. [...]

Você poderá desenvolver ainda mais as habilidades de leitura, por meio da exploração de textos que dialogam com o texto da leitura principal.

se expressar.

São Paulo,

p.

1. O sarau é um evento cultural em que as pessoas podem se expressar. Você já participou de um sarau? Se

HORA DE PRODUZIR

HORA DE PRODUZIR

Você vai criar diferentes textos, falados e escritos, experimentando a comunicação em diversas situações e para públicos variados.

o primeiro passo é pensar em alguém que admira muito, que foi ou é muito importante para você. Por exemplo: que cuidou de você e lhe ensinou algo; que serve ou serviu de exemplo para você. Selecionada a pessoa, é o momento de pensar: Como essa pessoa influencia sua vida? Por que seria importante que essa pessoa soubesse disso? Produzir Selecionados o remetente e o tema da carta, é o momento de escrever a primeira versão. É importante destacar que essa carta deverá ser escrita à mão, em letra cursiva. Por isso, escolha uma folha bonita e atente ao traçado das letras, ao direcionamento e ao alinhamento do texto.

Dica: Ao escrever com letra cursiva, empregue adequadamente as letras maiúsculas e minúsculas. Lembre-se também de usar a pontuação adequada.

Agora, vamos lembrar da estrutura da carta:

VINÍCIUS COSTA/ARQUIVO DA EDITORA • cabeçalho (com o local e a data); • saudação; • corpo do texto; despedida; assinatura. 109

É LINGUA, É LINGUAGEM

Temporada das baleias aquece turismo em diversas regiões do litoral baiano A Bahia é o estado com maior número de destinos para a observação das baleias-jubarte, que proporcionam anualmente, de julho a novembro, um belo espetáculo de acrobacia. [...] Situada no Extremo Sul da Bahia, entre o mar e as terras cobertas pela Mata Atlântica, a Costa das Baleias abriga tesouro de belezas naturais como o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, considerado o maior berçário reprodutivo das baleias em todo o Atlântico Sul Ocidental. [...] Conhecidas também como baleias-cantoras ou baleias-corcundas, elas fogem do inverno rigoroso e do gelo da Antártida e migram à procura das águas mornas do litoral baiano. Elas saltam e batem a cauda nas águas, proporcionando aos observadores uma experiência única e inesquecível. [...]

Por meio de diferentes atividades, você vai estudar e aprender mais sobre a nossa língua. Na subseção Para pensar e praticar, você vai fixar os conteúdos estudados.

a ) Identifique a fonte de onde foi tirado esse trecho. b) Quem pode se interessar por um texto dessa fonte?

2. Assinale as alternativas que indicam objetivos do texto que você leu. Atrair visitantes para conhecer a região. Descrever o lugar para estudantes de Ciências. Mostrar a paisagem para os moradores. Informar onde as baleias passam pelo litoral baiano. TEMPORADA das baleias aquece turismo em diversas regiões do litoral

Aprendi a escrita de palavras terminadas em -agem -oso -eza -isar -izar? Ficha de autoavaliação 2 Participação nas atividades da unidade SIM NÃO Colaborei com os

exposições para brincar e construir com muita criatividade e trabalho em equipe. Poderá ser engenheiro e arquiteto de muitos projetos, ou então dar a volta ao

SAIBA MAIS

Você vai conhecer livros, sites e filmes para enriquecer seu aprendizado.

Chegou o momento de avaliar os conteúdos estudados nesta unidade e a sua participação nas atividades.

DE OLHO NA ESCRITA

Esta seção propicia a ampliação de seus conhecimentos sobre ortografia, acentuação e pontuação fundamentais para a organização e clareza de seus textos. Na subseção Para pensar e praticar, você vai fixar os conteúdos estudados.

PENSAR OS SENTIDOS

Esta seção apresenta atividades que exploram os sentidos produzidos em determinados contextos. Na subseção Para pensar e praticar você vai fixar os conteúdos estudados.

Colaborei com os colegas nas atividades coletivas?

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

Fiz as atividades de casa?

Você vai retomar os conteúdos, relembrar o que estudou e avaliar o que aprendeu.

Uma carta para Frank Nesse livro, um menino escreve uma carta para alguém chamado Frank, contando os acontecimentos um tanto estranhos que vêm ocorrendo em sua fazenda e convida-o para ajudá-lo a desvendar esse mistério. Será que há um fantasma rondando a casa? O que eles vão descobrir? SAGARDOY, Walter. Uma carta para Frank São Paulo:

(EF15LP17) Apreciar poemas visuais e concretos, observando efeitos de sentido criados pelo formato do texto na página, distribuição e diagramação das letras, pelas ilustrações e por outros efeitos visuais.

(EF15LP18) Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos.

(EF15LP19) Recontar oralmente, com e sem apoio de imagem, textos literários lidos pelo professor.

(EF35LP01) Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com autonomia e

(EF15LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor e, mais tarde, de maneira autônoma, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de assombração etc.) e crônicas.

fluência, textos curtos com nível de textualidade adequado.

(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em meios digitais para leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião, após a leitura.

(EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global.

(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos.

(EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto.

COLETIVAMENTE

COLETIVAMENTE

Você vai refletir sobre temas importantes que contribuem para a formação de cidadãos críticos e atuantes na sociedade, relacionados a situações do cotidiano.

(EF35LP06) Recuperar relações entre partes de um texto, identificando substituições lexicais (de substantivos por sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos, demonstrativos) que contribuem para a continuidade do texto. (EF35LP07) Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia, regras básicas de concordância nominal e verbal, pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso. (EF35LP08) Utilizar, ao produzir um texto, recursos de referenciação (por substituição lexical ou por pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos), vocabulário apropriado ao gênero, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível suficiente de informatividade. (EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual. (EF35LP10) Identificar gêneros do discurso oral, utilizados em diferentes situações e contextos comunicativos, e suas características linguístico-expressivas e composicionais (conversação espontânea, conversação telefônica, entrevistas pessoais, entrevistas no rádio ou na TV, debate, noticiário de rádio e TV, narração de jogos esportivos no rádio e TV, aula, debate etc.).

REFERÊNCIAS

BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

Essa seção contém as referências de livros e documentos que foram utilizados na elaboração do seu livro.

ÍCONES

2. Leia a seguir o trecho de uma crônica de Rubem Braga.

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BOXES

PAPO DIGITAL

atividades ou dicas que envolvem

No dia da apresentação, siga as orientações do professor e as elencadas a seguir.

1. Prepare o ambiente.

A minha borboleta! Isso, que agora eu disse sem querer, era o que eu sentia naquele instante: a borboleta era minha – como se fosse meu cão ou minha amada de vestido amarelo que tivesse atravessado a rua na minha frente, e eu devesse segui-la. Reparei que nenhum transeunte olhava a borboleta; eles passavam, devagar ou depressa, vendo vagamente outras coisas – as casas, os veículos – ou se vendo; só eu vira a borboleta, e a seguia, com meu passo fiel. Naquele ângulo há um jardinzinho, da Biblioteca Nacional. Ela passou entre os ramos de acácia e de árvore sem folhas, talvez um flamboyant; havia, naquela hora, um casal de namorados pobres em um banco, e dois ou três sujeitos espalhados pelos outros bancos, dos quais uns são de pedra, outros de madeira, sendo que estes são pintados de azul e branco. Notei isso pela primeira vez, aliás, naquele instante, eu que sempre passo por ali; é que a minha borboleta amarela me tornava sensível às cores. [...]

QUEM PRODUZIU?

VOCABULÁRIO

2. Providencie um equipamento de áudio para reproduzir alguma canção ao fundo.

3. Cada estudante terá sua vez de declamar.

4. Ouça os colegas com atenção e respeito e bata palmas no final.

PAPO DIGITAL

O pajé-gavião retornou à aldeia para orientar os guerreiros, e no caminho ainda aconselhou o ratinho, novamente tornando-o um camundongo: — Os ataques do feiticeiro funcionam somente naqueles que vivem fugindo de si e naqueles que não sabem que a verdadeira transformação acontece quando enfrentamos, nossos próprios medos.

5. Combine com o professor como será a gravação, a edição e a divulgação do vídeo.

• Se for gravar com o celular, faça-o de preferência na posição horizontal, para que a imagem fique melhor quando for reproduzida em computadores e televisores.

QUEM PRODUZIU?

Dizem que o ratinho saiu da floresta e foi morar na cidade. Só não se sabe se ele aprendeu alguma lição.

Para conseguir gravar um vídeo com boa qualidade de som e de imagem, é importante seguir algumas dicas.

JECUPÉ, Kaká Werá. O pajé e o ratinho. In As fabulosas fábulas de Iauaretê Ilustrações originais de Sawara. São Paulo: Peirópolis, 2007. p. 16-19.

• Para evitar uma imagem tremida, apoie a câmera ou o celular em uma superfície fixa ou use um pedestal.

Criança gravando vídeo.

Kaká Werá Jecupé nasceu em uma aldeia guarani no litoral de São Paulo em 1964. É escritor, ambientalista e fundador do Instituto Arapoty de cultura indígena. Já fez palestras em diversos países e publicou vários livros.

Apresenta o significado de algumas palavras.

O jornalista e escritor Rubem Braga (19131990) é considerado um dos grandes cronistas da literatura brasileira, especialmente por perceber acontecimentos poéticos que aparecem de repente na vida movimentada das grandes cidades.

BRAGA, Rubem. A borboleta amarela. In BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas 24. ed. Rio de Janeiro: Record, 2005. p. 258-259. Transeunte pessoa que transita a pé por algum lugar. Flamboyant: árvore com flores vibrantes, geralmente vermelhas, alaranjadas ou amarelas.

• Para obter um som mais claro, evite deixar a câmera ou o celular muito longe da pessoa que fala. Evite também lugares com muito barulho.

Papo de leitor

• Se for possível, grave as imagens em uma câmera ou celular e capte o som em outro aparelho, posicionando-o bem próximo da pessoa que fala. Assim o som ficará muito melhor. Depois, é só juntar imagem e som em um editor de vídeos.

Avaliar

a ) O cronista fica surpreso quando vê uma borboleta enquanto atravessa a rua. Por que ele se surpreende? Assinale as possibilidades.

1. Para iniciar as atividades escritas, vamos relembrar alguns pontos importantes para escrever bem. a ) Que tipo de letra foi usado na fábula que o professor leu? Letra cursiva. Reescreva no caderno o título e o primeiro parágrafo da fábula, usando: Letra bastão. Letra de imprensa.

A turma deve, então, avaliar o trabalho.

Todos participaram da atividade?

Porque é raro um animal desse no trânsito da cidade.

DICA

Porque a borboleta é muito leve e frágil.

Porque a borboleta é muito bonita.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

Apresenta uma dica que contribui para o seu aprendizado.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 5 set. 2025. Documento que determina as competências gerais e específicas, as habilidades e as aprendizagens que os estudantes brasileiros da Educação Básica precisam desenvolver e colocar em prática ao longo de sua trajetória escolar.

BRASIL. Ministério da Educação. Compromisso Nacional Criança Alfabetizada 2023. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/centrais-de-conteudo/ publicacoes/institucionais/compromisso-nacional-crianca-alfabetizada.pdf. Acesso em: 23 set. 2025. Documento de apresentação do programa Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, política pública que visa garantir o direito à alfabetização de todas as crianças brasileiras até o final do 2º ano do Ensino Fundamental e prevê ações para recuperar aprendizagens de crianças de 3º, 4º e 5º anos.

COELHO, Nelly Novaes. Literatura infantil: teoria, análise, didática. São Paulo: Moderna, 2000. Essa obra trata de importantes problemáticas relativas à literatura infantil, buscando não apenas responder às questões, mas também promover uma reflexão sobre a literatura infantil.

CUNHA, Celso Ferreira da; CINTRA, Luís Filipe Lindley. Nova gramática do português contemporâneo 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1975.

Obra de referência que descreve e explica o funcionamento da língua portuguesa, equilibrando tradição normativa e abordagem científica moderna.

Como foi declamar os poemas? Por quê?

De quais poemas a turma mais gostou?

Algum estudante se destacou no modo de declamar o poema? Por quê?

O pajé-gavião retornou à aldeia para orientar os guerreiros, e no caminho ainda aconselhou o ratinho, novamente tornando-o um camundongo:

Que dicas poderiam dar a outras turmas que venham a fazer a mesma atividade?

Lembre-se de centralizar o título; deixar um espaço antes de iniciar o parágrafo; alinhar bem o texto nas margens e segmentar alguma palavra que não couber na mesma linha usando hífen.

2. Escolha uma pessoa que goste de histórias e leia para ela o início da fábula que você reescreveu. Em seguida, continue a história oralmente de acordo com o que ouviu na leitura do professor. Ao final, pergunte o que ela achou. Depois compartilhe com a turma como foi a atividade.

QUEM PRODUZIU?

Apresenta informações sobre quem produziu o texto.

FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita 5. ed. Porto

Alegre: Artmed, 1999. Com base nos estudos de Piaget, a obra investiga como as crianças compreendem e se apropriam da língua escrita, construindo hipóteses sobre a escrita antes mesmo do ensino formal.

KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2006.

A obra explica os processos de construção de sentidos na leitura, mostrando que compreender um texto vai muito além da mera decodificação de palavras, pois envolve a construção de sentidos mediante a interação de texto, leitor e contexto.

OBJETOS DIGITAIS

RESPOSTA ORAL

Indica que a atividade deve ser feita oralmente.

SCHNEUWLY, Bernard et al Gêneros orais e escritos na escola. Tradução de Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004. Esse livro traz reflexões sobre os gêneros textuais, compreendendo sua importância no ensino escolar e na construção do senso crítico.

— Os ataques do feiticeiro funcionam somente naqueles que vivem fugindo de si e naqueles que não sabem que a verdadeira transformação acontece quando enfrentamos, antes de tudo, nossos próprios medos.

Dizem que o ratinho saiu da floresta e foi morar na cidade. Só não se sabe se ele aprendeu alguma lição.

JECUPÉ, Kaká Werá. O pajé e o ratinho. In: JECUPÉ, Kaká Werá. As fabulosas fábulas de Iauaretê Ilustrações originais de Sawara. São Paulo: Peirópolis, 2007. p. 16-19.

13/10/2025 12:47:02

QUEM PRODUZIU?

Kaká Werá Jecupé nasceu em uma aldeia guarani no litoral de São Paulo em 1964. É escritor, ambientalista e fundador do Instituto Arapoty de cultura indígena. Já fez palestras em diversos países e publicou vários livros.

Papo de leitor

1. Para iniciar as atividades escritas, vamos relembrar alguns pontos importantes para escrever bem.

a ) Que tipo de letra foi usado na fábula que o professor leu?

Letra cursiva.

Letra bastão. Letra de imprensa.

b) Reescreva no caderno o título e o primeiro parágrafo da fábula, usando:

• a letra bastão para o título; • a letra cursiva para o parágrafo.

Indica que existe, na versão digital deste livro, um infográfico clicável relacionado ao conteúdo.

SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura Tradução de Claudia Schilling. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998. Com o objetivo de incentivar os docentes a ponderarem acerca da importância de formar um leitor crítico, esse livro traz estratégias de leitura como ferramentas importantes para o desenvolvimento de uma leitura autônoma e reflexiva. 288

Dica: Lembre-se de centralizar o título; deixar um espaço antes de iniciar o parágrafo; alinhar bem o texto nas margens e segmentar alguma palavra que não couber na mesma linha usando hífen.

2. Escolha uma pessoa que goste de histórias e leia para ela o início da fábula que você reescreveu. Em seguida, continue a história oralmente de acordo com o que ouviu na leitura do professor. Ao final, pergunte o que ela achou. Depois compartilhe com a turma como foi a atividade.

Os sites indicados neste livro podem mostrar imagens e textos diferentes dos que foram pensados para o seu estudo. Isso acontece porque o conteúdo disponível on-line pode ser alterado com o tempo e variar conforme o histórico de pesquisa do usuário. Por isso, não temos como controlar as imagens e textos que aparecem em tais sites

lares fonema-grafema.

13/10/2025 15:22:26

13/10/2025 12:30:59

(EF35LP11) Ouvir gravações, canções, textos falados em diferentes variedades linguísticas, identificando características regionais, urbanas e rurais da fala e respeitando as diversas variedades linguísticas como características do uso da língua por diferentes grupos regionais ou diferentes culturas locais, rejeitando preconceitos linguísticos.

(EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregu-

(EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de uso frequente nas quais as relações fonema-grafema são irregulares e com h inicial que não representa fonema.

(EF35LP14) Identificar em textos e usar na produção textual pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos, como recurso coesivo anafórico.

(EF35LP15) Opinar e defender ponto de vista sobre tema polêmico relacionado a situações vivenciadas na escola e/ou na comunidade, utilizando registro formal e estrutura adequada à argumentação, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

(EF35LP16) Identificar e reproduzir, em notícias, manchetes, lides e corpo de notícias simples para público infantil e cartas de reclamação (revista infantil), digitais ou impressos, a formatação e diagramação específica de cada um desses gêneros, inclusive em suas versões orais.

(EF35LP17) Buscar e selecionar, com o apoio do professor, informações de interesse sobre fenômenos sociais e naturais, em textos que circulam em meios impressos ou digitais.

(EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de trabalhos realizadas por colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário.

(EF35LP19) Recuperar as ideias principais em situações formais de escuta de exposições, apresentações e palestras.

(EF35LP20) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio de recursos multissemióticos (imagens, diagrama, tabelas etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa.

(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.

(EF35LP22) Perceber diálogos em textos narrativos, observando o efeito de sentido de verbos de enunciação e, se for o caso, o uso de variedades linguísticas no discurso direto.

(EF35LP23) Apreciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, aliterações e diferentes modos de divisão dos versos, estrofes e refrões e seu efeito de sentido.

(EF35LP24) Identificar funções do texto dramático

SUMÁRIO

UNIDADE

CONTADAS

HISTÓRIAS DO TEMPO EM QUE OS ANIMAIS FALAVAM 12

RODA DE LEITURA: FÁBULA 12

JANELAS 19

Celebrando a cultura dos povos indígenas 19 É LÍNGUA, É LINGUAGEM 22

Pronomes pessoais e pessoas do discurso 22

PARA PENSAR E PRATICAR

HORA

(escrito para ser encenado) e sua organização por meio de diálogos entre personagens e marcadores das falas das personagens e de cena.

(EF35LP25) Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, sequências de eventos e imagens apropriadas para sustentar o sentido do texto, e marcadores de tempo, espaço e de fala de personagens.

(EF35LP26) Ler e compreender, com certa autonomia, narrativas ficcionais que apresentem cenários e personagens, observando os elementos da estrutura narrativa: enredo, tempo, espaço, personagens, narrador e a construção do discurso indireto e discurso direto.

(EF35LP27) Ler e compreender, com certa autonomia, textos em versos, explorando rimas, sons e jogos de palavras, imagens poéticas (sentidos figurados) e recursos visuais e sonoros.

(EF35LP28) Declamar poemas, com entonação, postura e interpretação adequadas.

(EF35LP29) Identificar, em narrativas, cenário, personagem central, conflito gerador, resolução e o ponto de vista com base no qual histórias são narradas, diferenciando narrativas em primeira e terceira pessoas.

UNIDADE

TROCANDO MENSAGENS, TROCANDO IDEIAS ................ 74 3

ESCREVER PARA RECLAMAR 76

RODA DE LEITURA: CARTA DE RECLAMAÇÃO 76

JANELAS 81

Conflitos e soluções em reportagem 81 É LÍNGUA, É LINGUAGEM 84

Pronomes demonstrativos e possessivos 84

PARA PENSAR E PRATICAR 90

HORA DE PRODUZIR 93

Carta de solicitação 93

CARTAS PARA O MUNDO 94

RODA DE LEITURA: CARTA PESSOAL 94

DE OLHO NA ESCRITA 100

Pontuação expressiva: exclamação e reticências 100

PARA PENSAR E PRATICAR 103

PENSAR OS SENTIDOS 105

Sinônimos 105

PARA PENSAR E PRATICAR 107

HORA DE PRODUZIR 109

Carta pessoal 109

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO 111

SAIBA MAIS 111

UNIDADE A GENTE LÊ

NO COTIDIANO ...................... 112 4

COMO FAZER? 114

RODA DE LEITURA: TEXTO INSTRUCIONAL 114 É LÍNGUA, É LINGUAGEM 119

Modo imperativo 119

PARA PENSAR E PRATICAR 121

JANELAS 123

Reportando um ciclo eterno 123

HORA DE PRODUZIR 126 Vídeo com explicação de montagem 126

BOLETOS E FATURAS 128

RODA DE LEITURA: BOLETO E FATURA 128 DE OLHO NA ESCRITA 134

Palavras terminadas em -agem -oso -eza -isar e -izar 134

PARA PENSAR E PRATICAR 138 PENSAR OS SENTIDOS 140 Siglas 140

PARA PENSAR E PRATICAR 142

HORA DE PRODUZIR 143 Tutorial para leitura de fatura 143

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO 145

SAIBA MAIS 145

(EF35LP30) Diferenciar discurso indireto e discurso direto, determinando o efeito de sentido de verbos de enunciação e explicando o uso de variedades linguísticas no discurso direto, quando for o caso.

(EF35LP31) Identificar, em textos versificados, efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos rítmicos e sonoros e de metáforas.

(EF04LP01) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares diretas e contextuais.

(EF04LP02) Ler e escrever, corretamente, palavras com sílabas VV e CVV em casos nos quais a combinação VV (ditongo) é reduzida na língua oral (ai, ei, ou).

(EF04LP03) Localizar palavras no dicionário para esclarecer significados, reconhecendo o significado mais plausível para o contexto que deu origem à consulta.

(EF04LP04) Usar acento gráfico (agudo ou circunflexo) em paroxítonas terminadas em -i(s), -l, -r, -ão(s).

(EF04LP05) Identificar a função na leitura e usar, adequadamente, na escrita ponto final, de interrogação, de exclamação, dois-pontos e travessão em diálogos (discurso direto), vírgula em enumerações e em separação de vocativo e de aposto.

(EF04LP06) Identificar em textos e usar na produção textual a concordância entre substantivo ou pronome pessoal e verbo (concordância verbal).

(EF04LP07) Identificar em textos e usar na produção textual a concordância entre artigo, substantivo e adjetivo (concordância no grupo nominal).

(EF04LP08) Reconhecer e grafar, corretamente, palavras derivadas com os sufixos -agem, -oso, -eza, -izar/-isar (regulares morfológicas).

(EF04LP09) Ler e compreender, com autonomia, boletos, faturas e carnês, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero (campos, itens elencados, medidas de consumo, código de barras) e considerando a situação comunicativa e a finalidade

do texto.

COLETIVAMENTE • Campanha de aquecer o coração! 146 7 13/10/2025 12:28:49

(EF04LP10) Ler e compreender, com autonomia, cartas pessoais de reclamação, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero carta e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.

(EF04LP11) Planejar e produzir, com autonomia, cartas pessoais de reclamação, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero carta e com a estrutura própria desses textos (problema, opinião, argumentos), considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.

(EF04LP12) Assistir, em vídeo digital, a programa infantil com instruções de montagem, de jogos e brincadeiras e, a partir dele, planejar e produzir tutoriais em áudio ou vídeo.

(EF04LP13) Identificar e reproduzir, em textos injuntivos instrucionais (instruções de jogos digitais ou impressos), a formatação própria desses textos (verbos imperativos, indicação de passos a ser seguidos) e formato específico dos textos orais ou escritos desses gêneros (lista/apresentação de materiais e instruções/ passos de jogo).

(EF04LP14) Identificar, em notícias, fatos, participantes, local e momento/tempo da ocorrência do fato noticiado.

(EF04LP15) Distinguir fatos de opiniões/sugestões em textos (informativos, jornalísticos, publicitários etc.).

(EF04LP16) Produzir notícias sobre fatos ocorridos no universo escolar, digitais ou impressas, para o jornal da escola, noticiando os fatos e seus atores e comentando decorrências, de acordo com as convenções do gênero notícia e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

(EF04LP17) Produzir jornais radiofônicos ou televisivos e entrevistas veiculadas em rádio, TV e na internet, orientando-se por roteiro ou texto e demonstrando conhecimento dos gêneros jornal falado/televisivo e entrevista.

UNIDADE

O QUE O DIA NOS CONTA? ... 148 5

O QUE ACONTECEU?

SAIU NO JORNAL 150

RODA DE LEITURA: NOTÍCIA 150

É LÍNGUA, É LINGUAGEM 158

Adjetivo 158

PARA PENSAR E PRATICAR 160

HORA DE PRODUZIR 162

Notícia escrita 162

NA TELINHA COM AS NOTÍCIAS 164

RODA DE LEITURA:

NOTÍCIA TELEVISIVA 164

DE OLHO NA ESCRITA 170

Ponto-final, vírgula e ponto e vírgula 170

PARA PENSAR E PRATICAR 173

PENSAR OS SENTIDOS 175

Homônimos 175

PARA PENSAR E PRATICAR 177

JANELAS 180

Bate-papo com o criador do Menino Maluquinho 180

HORA DE PRODUZIR 183

Entrevista em podcast 183 VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO 185

UNIDADE

RODA DE LEITURA: REPORTAGEM 188 É LÍNGUA, É LINGUAGEM 196

Artigo e numeral 196

(EF04LP18) Analisar o padrão entonacional e a expressão facial e corporal de âncoras de jornais radiofônicos ou televisivos e de entrevistadores/ entrevistados.

(EF04LP19) Ler e compreender textos expositivos de divulgação científica para crianças, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

(EF04LP20) Reconhecer a função de gráficos, diagramas e tabelas em textos, como forma de apresentação de dados e informações.

(EF04LP21) Planejar e produzir textos sobre temas de interesse, com base em resultados de observações e pesquisas em fontes de informa-

UNIDADE

ções impressas ou eletrônicas, incluindo, quando pertinente, imagens e gráficos ou tabelas simples, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

(EF04LP22) Planejar e produzir, com certa autonomia, verbetes de enciclopédia infantil, digitais ou impressos, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.

(EF04LP23) Identificar e reproduzir, em verbetes de enciclopédia infantil, digitais ou impressos, a formatação e diagramação específica desse gênero (título do verbete, definição, detalhamento, curiosidades), considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.

CURIOSIDADES CIENTÍFICAS 240

RODA DE LEITURA: TEXTO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA 240 DE OLHO NA ESCRITA 247

Acentuação de oxítonas e de monossílabos tônicos 247

PARA PENSAR E PRATICAR 249

PENSAR OS SENTIDOS 251 Generalização 251

PARA PENSAR E PRATICAR 254

HORA DE PRODUZIR 255 Vlog 255

PENSAR OS SENTIDOS 280

Advérbios modalizadores 280

PARA PENSAR E PRATICAR 282

HORA DE PRODUZIR 283

Apresentação oral de relatório 283

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO 285

SAIBA MAIS 285

COLETIVAMENTE • Tecnologias que cuidam 286

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS 288

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO 257 SAIBA MAIS 257 9 13/10/2025 12:28:49

PARA

AS NOVIDADES DA CIÊNCIA AO ALCANCE DE TODOS 260

RODA DE LEITURA: TEXTO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA 260 É LÍNGUA, É LINGUAGEM 265

Advérbio 265

PARA PENSAR E PRATICAR 267

HORA DE PRODUZIR 269

Relatório de observação 269

DADOS QUE CONTAM HISTÓRIAS 270

RODA DE LEITURA: INFOGRÁFICO 270

JANELAS 275

Artigo de opinião: Viva a Matemática 275 DE OLHO NA ESCRITA 277

Acentuação de paroxítonas e proparoxítonas 277

PARA PENSAR E PRATICAR 278

OBJETOS DIGITAIS

UNIDADE 2 • INFOGRÁFICO CLICÁVEL: VERBETE DE DICIONÁRIO 69 UNIDADE 4 • INFOGRÁFICO CLICÁVEL: FATURA DIGITAL DE ENERGIA 129

UNIDADE 5 • INFOGRÁFICO CLICÁVEL: TARTARUGA-DE-COURO: A GIGANTE DO MAR ESTÁ EM PERIGO! 166 UNIDADE 5 • INFOGRÁFICO CLICÁVEL: OS EQUIPAMENTOS DE UM ESTÚDIO DE PODCAST 183

UNIDADE 7 • INFOGRÁFICO CLICÁVEL: MITOS E LENDAS: COMO OS POVOS EXPLICAVAM O MUNDO? 224 UNIDADE 8 • INFOGRÁFICO CLICÁVEL:

CURIOSIDADES SOBRE O SISTEMA SOLAR 271

(EF04LP24) Identificar e reproduzir, em seu formato, tabelas, diagramas e gráficos em relatórios de observação e pesquisa, como forma de apresentação de dados e informações.

(EF04LP25) Representar cenas de textos dramáticos, reproduzindo as falas das personagens, de acordo com as rubricas de interpretação e movimento indicadas pelo autor.

(EF04LP26) Observar, em poemas concretos, o formato, a distribuição e a diagramação das letras do texto na página.

(EF04LP27) Identificar, em textos dramáticos, marcadores das falas das personagens e de cena.

OBJETIVOS

• Analisar uma imagem e refletir sobre o que ela provoca.

• Praticar a oralidade por meio da troca de ideias e da expressão de preferências e experiências de leitura.

• Refletir sobre as narrativas de origem popular e sua perpetuação.

BNCC

• Nas páginas de abertura, os estudantes mobilizarão habilidades relacionadas à oralidade, como a expressão clara, a escuta atenta, o respeito aos turnos de fala e a compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13). Além disso, desenvolverão diferentes competências, como o uso de diferentes linguagens para se expressarem e partilharem informações, experiências, ideias e sentimentos ( Competência geral 4) e o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação (Competência geral 9).

• Se possível, durante as atividades, tenha sempre à disposição uma ferramenta digital (computador, smartphone ou tablet) com acesso à internet. Dessa forma, ao surgir alguma dúvida, faça uma busca a fim de saná-la. Caso surja a necessidade de consultar exemplos de debates ou apresentações orais, recorra à ferramenta digital, de modo a ampliar o repertório dos estudantes. Outra possibilidade é selecionar um trecho de peça teatral para assistir com eles quando estiverem explorando o gênero texto dramático. Nesses momentos, mostre aos estudantes como proceder ao realizar buscas na internet, como identificar fontes confiáveis, como na-

UNIDADE1

HISTÓRIAS CONTADAS E

RECONTADAS

CONTEÚDOS

DESTA UNIDADE

• fábula;

• reportagem;

• pronomes pessoais e pessoas do discurso;

• reconto oral de fábula;

• texto dramático;

• sílabas;

• dicionário e ordem alfabética;

• cena final de texto dramático e encenação.

vegar com segurança, entre outros aspectos que julgar importantes.

• As questões propostas nesta seção possibilitam reflexões e trocas de ideias. Oriente os estudantes a se expressarem com clareza, a se posicionarem com seus argumentos e a ouvirem os colegas com atenção, sempre respeitando os turnos de fala.

• Os momentos de interação, como discussões, debates, trocas de ideias, produções orais e es-

O Leão e o Rato, de Milo Winter. Gravura do livro Esopo para crianças. Aquarela. 1919.

critas coletivas, possibilitam o desenvolvimento de competências socioemocionais relacionadas ao convívio respeitoso e harmonioso. Caso haja problemas de indisciplina ou de relacionamento, promova momentos de reflexão sobre a importância do respeito entre colegas de turma, levando-os a considerar a empatia, a paciência e a confiança fundamentais à boa convivência. Ao final de cada atividade, reflita com a turma sobre assuntos que julgar necessários.

Observe a imagem e converse com os colegas sobre as questões a seguir.

Essa imagem retrata dois animais. Você conhece alguma história em que esses animais são personagens? Comente.

Que outras narrativas com animais como personagens você conhece? O que acha dessas histórias?

Em sua opinião, de que forma essas histórias podem ser preservadas e continuar sendo transmitidas às pessoas?

Respostas e comentários nas orientações ao professor

13/10/2025 12:30:58

Respostas

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem a fábula “O leão e o ratinho”, atribuída a Esopo.

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem fábulas e outras histórias em que os personagens sejam animais.

3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes compartilhem seu conhecimento sobre a transmissão dessas narrativas, por meio da oralidade, da escrita e de outras formas de arte.

• Na atividade 1, primeiro analise detalhadamente a imagem com a turma, identificando os personagens e o cenário. Depois, leia a legenda, que identifica os animais: um leão e um rato. Após a resposta, caso os estudantes não se lembrem da fábula “O leão e o ratinho” ou não conheçam essa história, conte-a à turma.

• Na atividade 2, incentive os estudantes a compartilharem seu conhecimento de mundo e as narrativas que conhecem. Lembre-os especialmente das fábulas, que costumam apresentar animais como personagens, mas aceite também outras narrativas como resposta, como filmes, HQs e contos infantis.

• Na atividade 3, promova uma reflexão a fim de que eles concluam que isso é possível tanto pela leitura e contação de histórias quanto pela adaptação e representação dessas narrativas por meio de outras formas de arte, como o teatro, a pintura, a dança e o cinema. Aproveite para comentar com eles que as histórias que tradicionalmente trazem animais como protagonistas são muito antigas e transmitidas de geração em geração inicialmente por meio da oralidade.

OBJETIVOS

• Desenvolver habilidades leitoras por meio da leitura e análise de uma fábula, de modo a reconhecer as características do gênero.

• Praticar a escrita e a oralidade, em sala de aula, por meio de atividades relacionadas ao texto lido.

BNCC

• Organizados em círculo, os estudantes poderão ser levados a levantar hipóteses sobre o texto a ser lido com base no conhecimento prévio e nas pistas oferecidas pelo próprio material. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02, bem como as habilidades relacionadas à oralidade, como a expressão clara, a escuta atenta, o respeito aos turnos de fala e a compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF15LP13).

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

• O livro As fabulosas fábulas de Iauaretê, que traz a fábula a ser estudada, narra os melhores momentos de uma das mais divertidas lendas do ideário Guarani: as aventuras da onça Iauaretê, que adquiriu a forma humana, e de seus filhos, Juruá e Iauaretê-mirim. Se possível, apresente a obra aos estudantes comentando que ela aborda questões como medo, coragem, dúvida, amor, morte, paz, oportunidade, erros e acertos.

HISTÓRIAS

DO TEMPO EM QUE OS ANIMAIS FALAVAM

Algumas narrativas são passadas de geração em geração. Permanecem vivas porque gostamos de contar e ouvir histórias e porque dizem muito sobre as crenças, a natureza e a cultura do lugar onde nascem e circulam. Em geral são anônimas, ou seja, não têm autoria conhecida. Podem abordar lugares mágicos, pessoas e bichos, heróis e vilões ou a criação de coisas do céu, da terra ou do mar. Vamos conhecer um pouquinho desse mundo?

RODA DE LEITURA: FÁBULA

ANTES DE LER

1. Resposta pessoal. A resposta vai depender do conhecimento de mundo dos estudantes e das suposições

Responda às questões a seguir oralmente.

1. O título do texto que você vai ler é “O pajé e o ratinho”. Você sabe qual é a função de um pajé para o povo indígena? O que supõe que seja?

2. O que você conhece sobre as culturas indígenas?

Resposta pessoal. A resposta vai depender dos conhecimentos já adquiridos dos estudantes. que fizerem nesse momento.

3. Com base no título, o que você espera da leitura que fará a seguir?

Agora, acompanhe a leitura que o professor fará de uma fábula indígena.

O pajé e o ratinho

3. Resposta pessoal. A resposta deve revelar as expectativas dos estudantes com relação à leitura do texto.

Na aldeia Kamaiurá das Águas Claras da Lagoa do Morená existe um pajé muito sábio e poderoso. Ele conhece os segredos da transformação. Ele tem a capacidade de se transformar em qualquer animal. E também pode fazer isso com qualquer pessoa ou bicho.

Havia um ratinho, que vivia próximo à aldeia, que tinha medo da própria sombra e ficou sabendo da fama do pajé. Então foi procurá-lo e pediu-lhe que o transformasse em um sapo; assim, o gavião, seu inimigo número um, não o pegaria.

ANTES DE LER

• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a exporem as próprias ideias e ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala. Na atividade 1, incentive-os a compartilhar com a turma conhecimentos prévios ou hipóteses. Retome essa conversa posteriormente, no boxe Agora que já lemos

• Ao propor a atividade 2, viabilize um momento de troca de experiências e aproveite as colocações dos estudantes para promover a valorização dos povos indígenas e suas contribuições para a formação da cultura brasileira.

• Na atividade 3, permita que todos exponham suas expectativas de leitura, retomando-as nas atividades do boxe Agora que já lemos

O pajé assim o fez. E, uma vez sapo, ele passou a ter muito medo da cobra. Então implorou ao pajé que o transformasse em uma onça.

Assim foi feito. Não demorou três dias e lá apareceu ele morrendo de medo do caçador:

— Ah, se eu fosse um gavião! Ninguém me pegava lá no alto!

Foi o suficiente para o pajé transformá-lo em um gavião. Mas em seu primeiro voo, fugiu de medo de um bem-te-vi, indo direto à oca do sábio pajé.

— O que quer agora?!

— Sabe de uma coisa? Nós, os animais, somos injustiçados. Todos temos inimigos. E vocês, pajés, são poderosos. Se eu fosse um pajé como você…

Plim! Foi o bastante para o pajé transformá-lo em nada mais, nada menos que um pajé.

— Pronto. Fique no meu lugar. Enquanto isso eu vou voar e passear um pouco.

Vupt! O pajé transformou-se em um gavião-real.

Não demorou muito tempo e os guerreiros da aldeia trouxeram uma notícia ao novo pajé:

— Vamos ser atacados pelo feiticeiro da Aldeia da Escuridão, da outra margem do rio. O que o senhor nos aconselha, pajé?

Ao ouvir isso, ele saiu correndo imediatamente pela mata adentro.

— Gavião, gavião, gavião, cadê você? Não me deixe aqui! Socorro!!!

O gavião-real ouviu os gritos e pousou diante do ratinho metido a pajé, que lhe explicou o que estava acontecendo.

— O que eu faço? — perguntou ele tremendo e todo molhado de medo.

— Pois é, já transformei você em tanta coisa, mas você continua com o espírito de um ratinho medroso.

• Sempre que oportuno, chame a atenção deles para aspectos da cultura indígena que merecem destaque no texto para, além de reafirmar a importância dela, promover o respeito à diversidade.

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• A leitura do texto promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento das habilidades EF15LP16, EF35LP01 e EF35LP21 , bem como da Competência específica de Língua Portuguesa 3. Além disso, a leitura da fábula, de modo a considerar os elementos da narrativa, contempla a habilidade EF35LP26

• Ao lerem uma fábula indígena, os estudantes praticam a leitura literária, desenvolvendo também senso estético como respeito e apreciação da cultura indígena (Competência específica de Língua Portuguesa 9).

• O trabalho com a fábula indígena nesta seção contempla o tema contemporâneo transversal Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras, bem como as Competências gerais 1 e 3, uma vez que os estudantes são incentivados a conhecerem e valorizarem conhecimentos historicamente construídos pelos indígenas e sua cultura.

• Os estudantes desenvolvem também a habilidade EF15LP19, ao recontarem a fábula indígena oralmente para alguém, como propõe a atividade 2.

• Antes de continuar a leitura, proponha aos estudantes a análise da ilustração que acompanha a fábula, a fim de reconhecerem os personagens.

13/10/2025 12:30:59

BNCC

• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01, ao identificarem a função social da fábula, reconhecendo para que foi produzida, onde circula, quem a produziu e a quem se destina.

• Desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05, ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas.

• Ao reconhecerem a fábula indígena como texto literário e valorizá-la em sua diversidade cultural, assim como ao identificarem os elementos da narrativa nesse texto, os estudantes desenvolvem as habilidades EF15LP15 e EF35LP29

• Utilize a atividade 1 para fazer uma sondagem a fim de identificar se os estudantes dominam a pega de três pontos no lápis e as convenções gráficas, como tipos de letra, direcionamento da escrita, translineação, orientação, alinhamento, entre outros, e expressam conhecimentos alfabéticos, assim como aquisição da linguagem. Se necessário, faça intervenções de modo a corrigir aspectos que não estejam satisfatórios. Atente a isso em todas as atividades de prática de escrita do volume.

• Após a atividade 2, promova uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem como foi a receptividade dos ouvintes.

O pajé-gavião retornou à aldeia para orientar os guerreiros, e no caminho ainda aconselhou o ratinho, novamente tornando-o um camundongo:

— Os ataques do feiticeiro funcionam somente naqueles que vivem fugindo de si e naqueles que não sabem que a verdadeira transformação acontece quando enfrentamos, antes de tudo, nossos próprios medos.

Dizem que o ratinho saiu da floresta e foi morar na cidade. Só não se sabe se ele aprendeu alguma lição.

JECUPÉ, Kaká Werá. O pajé e o ratinho. In: JECUPÉ, Kaká Werá. As fabulosas fábulas de Iauaretê. Ilustrações originais de Sawara. São Paulo: Peirópolis, 2007. p. 16-19.

QUEM PRODUZIU?

Kaká Werá Jecupé nasceu em uma aldeia guarani no litoral de São Paulo em 1964. É escritor, ambientalista e fundador do Instituto Arapoty de cultura indígena. Já fez palestras em diversos países e publicou vários livros.

Papo de leitor

1. a) Resposta: Letra de imprensa. Retome os demais tipos de letra e chame a atenção dos estudantes para as diferenças entre os três tipos e as formas maiúscula e minúscula no caso da letra de imprensa e da letra cursiva.

1. Para iniciar as atividades escritas, vamos relembrar alguns pontos importantes para escrever bem.

a ) Que tipo de letra foi usado na fábula que o professor leu?

Letra cursiva.

Letra bastão. Letra de imprensa.

b) Reescreva no caderno o título e o primeiro parágrafo da fábula, usando:

• a letra bastão para o título;

• a letra cursiva para o parágrafo.

Resposta: Os estudantes devem reescrever o início da fábula de acordo com as dicas apresentadas. Use a atividade para retomar alguns aspectos da escrita e incentive-os a usá-los em todas as atividades escritas.

Dica: Lembre-se de centralizar o título; deixar um espaço antes de iniciar o parágrafo; alinhar bem o texto nas margens e segmentar alguma palavra que não couber na mesma linha usando hífen.

2. Escolha uma pessoa que goste de histórias e leia para ela o início da fábula que você reescreveu. Em seguida, continue a história oralmente de acordo com o que ouviu na leitura do professor. Ao final, pergunte o que ela achou. Depois compartilhe com a turma como foi a atividade.

14

Resposta

Resposta e comentários nas orientações ao professor

2. Os estudantes devem fazer o reconto da fábula para alguém e compartilhar as impressões do ouvinte e o que mais acharem importante. Promova um momento para essa troca de experiências e incentive essa prática sempre que possível.

3. A fábula que você leu vem da tradição oral. Antes de ser escrita por Kaká Werá Jecupé, foi contada e recontada oralmente pelo povo, inclusive por você. A forma como você recontou a história é exatamente igual à que o professor leu? Comente.

A autoria de uma narrativa popular, como a fábula, é atribuída ao povo. Contadas e recontadas, essas histórias revelam muito da cultura de quem as produziu. Como são contadas oralmente, podem apresentar modificações com o passar do tempo.

4. Releia os dois primeiros parágrafos do texto e responda: quem está contando a história?

O pajé.

O ratinho.

Resposta: Um narrador que não participa da história.

3. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que não e reflitam que, por ser de tradição oral, a história original pode sofrer modificações de acordo com o contador. Complemente que os ouvintes, a época e as circunstâncias da contação também podem influenciar nas pequenas alterações.

Um narrador que não participa da história.

Em uma narrativa, o narrador-personagem é aquele que narra os fatos e, ao mesmo tempo, participa deles. Já o narrador-observador é aquele que apenas narra os fatos sem fazer parte dos acontecimentos.

5. É possível saber quando essa história se passa? Por quê?

Resposta: Não, pois a história não menciona um tempo preciso. Ela se refere a um pajé que vive em certo lugar e os fatos narrados estão no passado.

As fábulas são um tipo de narrativa popular marcada pela personificação de animais e pelo fato de deixar, no final, uma espécie de moral para reflexão do leitor. Geralmente se desenvolvem em um tempo indeterminado, ou seja, que não é possível definir.

6. Por que o ratinho decidiu procurar o pajé?

Resposta: Porque o ratinho tinha medo do gavião, seu predador, e descobriu que o pajé poderia transformá-lo em outro animal, o sapo.

• Antes da atividade 3, faça com os estudantes a brincadeira Telefone sem fio. A mensagem pode ser de sua escolha. Por exemplo: “Nem com a ajuda do pajé, o ratinho deixou de ser medroso.”. Essa brincadeira promove a reflexão sobre a tradição de histórias recontadas oralmente de geração a geração. • Na atividade 3, auxilie os estudantes a concluírem que a história recontada oralmente pode sofrer alterações citando a brincadeira Telefone sem fio. Leve-os a refletir sobre o que acontece nessa brincadeira: conforme os participantes ouvem e repassam as informações, algumas delas vão se perdendo, outras vão sendo incorporadas, modificando-as.

13/10/2025 12:30:59

• As atividades 5 e 6 também podem ser usadas para fazer sondagens e intervenções para reforçar, corrigir e consolidar aspectos e convenções da escrita e conhecimentos alfabéticos que foram abordados anteriormente.

• Antes de os estudantes realizarem a atividade 7 , pergunte se conhecem palavras que sejam de origem indígena. Liste na lousa as que forem mencionadas por eles. Algumas sugestões: capivara, abacaxi, mandioca, pipoca, guaraná, jacaré, sabiá, mingau. Aproveite o momento para mostrar aos estudantes que as palavras de nossa língua podem ter diferentes origens e que, grande parte delas, inclusive de uso cotidiano, tem origem em línguas indígenas.

• Na atividade 8, chame a atenção dos estudantes para a presença de verbos de ação em narrativas. Comente que, em contos, fábulas e romances, por exemplo, há predomínio dessa sequência tipológica. No entanto, sequências descritivas ou que apresentam reflexões e posicionamentos dos personagens também podem fazer parte do texto. Aproveite o trecho transcrito na atividade 8 para explorar o diálogo em textos narrativos, desenvolvendo a habilidade EF35LP22

7. A fábula traz palavras que, apesar de pertencerem à língua portuguesa, têm origem indígena, como pajé. Leia a seguir a respeito dessa palavra.

Pajé, que vem de pa’ye, significa feiticeiro. Essa palavra vem da língua tupi-guarani, uma das muitas línguas indígenas que deixaram marcas em nosso idioma.

Agora, considere as ações do pajé nessa narrativa e responda às questões.

a ) Que poderes ele tem?

Resposta: O pajé tem poderes mágicos.

b) Que função o pajé exerce em sua aldeia?

Resposta: Ele é um líder a quem os guerreiros recorrem quando precisam se defender.

8. Uma narrativa é marcada por ações. Releia este trecho da fábula.

Não demorou muito tempo e os guerreiros da aldeia trouxeram uma notícia ao novo pajé:

— Vamos ser atacados pelo feiticeiro da Aldeia da Escuridão, da outra margem do rio. O que o senhor nos aconselha, pajé?

Ao ouvir isso, ele saiu correndo imediatamente pela mata adentro.

Escreva as palavras desse trecho que expressam as ações dos personagens.

Resposta: Trouxeram; vamos ser atacados; nos aconselha; e saiu correndo

9. Por que o ratinho se refere ao gavião, à cobra, ao caçador e ao bem-te-vi como inimigos?

Resposta: Porque ele é muito medroso e acredita que esses seres ameaçam a sua vida.

10. Em determinado momento, o ratinho diz:

— Sabe de uma coisa? Nós, os animais, somos injustiçados. Todos temos inimigos. E vocês, pajés, são poderosos. Se eu fosse um pajé como você…

O ratinho não conclui a frase. O que ele quis dizer? Complete a frase dele.

Resposta: Que se ele fosse poderoso como um pajé, teria poder para enfrentar seus inimigos. Possível resposta: “eu não teria medo de nada.”.

11. Quando o ratinho se torna pajé, surge um novo inimigo.

a ) Quem é o novo inimigo?

Resposta: O feiticeiro da Aldeia da Escuridão.

b) O que o nome desse inimigo sugere a você?

Resposta pessoal. Algumas possibilidades de interpretação: tristeza, trevas, sofrimento, incerteza, mistério, abismo e morte.

c ) Os inimigos do ratinho ameaçavam somente a ele. Quem o novo inimigo ameaçava?

Resposta: Ameaçava toda a aldeia da qual o ratinho tornou-se pajé. Por isso, trata-se de um perigo maior. Enfrentá-lo exigia do ratinho outras habilidades.

12. Releia esta fala do pajé.

— Pois é, já transformei você em tanta coisa, mas você continua com espírito de um ratinho medroso.

13/10/2025 12:31:00

• Na atividade 10, explore o emprego das reticências. Relembre com os estudantes o nome desse sinal de pontuação e uma das funções dele: permitir que o leitor conclua a ideia apresentada, seja por meio do contexto, seja por meio do conhecimento prévio. Comente que esse é um sinal de pontuação muito importante à continuidade do sentido no texto.

• A atividade 11 permite explorar com os estudantes o enredo da narrativa, principalmente o conflito e o clímax da história. Ajude-os a reconhecer esses momentos, a fim de que possam compreender as ações posteriores do personagem ratinho.

• Na atividade 12, auxilie os estudantes a inferirem o sentido da palavra pelo contexto. Comente que a palavra espírito apresenta mais de um sentido, mas apenas um é adequado ao contexto. Se necessário, apresente a eles a definição dela em um dicionário, para que escolham qual dos sentidos é o mais adequado.

• Após a atividade 14, chame a atenção dos estudantes para uma das características essenciais da narrativa, o enredo: situação inicial (o ratinho insatisfeito com a própria condição); conflito (as transformações pelas quais o ratinho passa); clímax (situação de perigo que só o pajé consegue resolver); e desfecho (o que aconteceu com o ratinho depois de tudo). É fundamental que eles estejam familiarizados com esse aspecto da narrativa para as futuras produções textuais.

AGORA QUE JÁ LEMOS

• Na atividade 1, retome os apontamentos feitos antes da leitura e conclua que, em diversas sociedades indígenas, o pajé exerce a função de liderança espiritual e orientador em determinados rituais. Um exemplo disso pode ser observado na cultura guarani, na qual o pajé tem um papel importante no cuidado com a saúde espiritual, atuando na cura de doenças consideradas de origem espiritual. Entre os Guarani, acredita-se que uma doença espiritual seja consequência do afastamento dos princípios do “tekó”, modo de viver ou comportamento, o que pode gerar um desequilíbrio profundo no espírito humano. Leve-os a entender que o importante não é acertar, mas reconhecer que as hipóteses podem ser aprimoradas ou reformuladas com base nos conhecimentos adquiridos por meio da leitura e compreensão do texto.

• Por meio da atividade 2, faça uma sondagem quanto à receptividade do texto e promova mais momentos para que a turma tenha contato com essas narrativas.

• Na atividade 3, permita que todos exponham seus medos, assegurando-os de que se trata de um sentimento

O que a palavra espírito significa nesse contexto?

Resposta: Ela se refere à essência do ratinho, à sua personalidade. As transformações que ele sofre em sua forma física não alteram a forma como é por dentro, o seu modo de ser e de sentir no mundo.

13. Que elementos das culturas indígenas você identifica na fábula que leu?

Resposta: Um dos personagens principais é um pajé e o lugar onde se passa a história é uma aldeia.

14. A fábula que você leu é uma história de medo e coragem.

a ) O pajé é corajoso? A coragem é importante para ele? Por quê?

Resposta: Sim, pois, além de sábio e poderoso, o pajé é corajoso. A coragem é importante para ele poder enfrentar perigos e inimigos.

b) Foi importante ter coragem diante do novo inimigo que surgiu na história? Por quê?

Resposta: Sim, pois, além de defender a própria vida, o pajé precisa proteger seu povo dos perigos que o ameaçam. A vida sempre deve ser entendida como bem supremo.

1. Resposta pessoal. A resposta vai depender do conhecimento de mundo dos estudantes.

AGORA QUE JÁ LEMOS

Responda às questões a seguir oralmente.

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes retomem as suposições feitas antes da leitura e as compartilhem com suas experiências de leitura proporcionadas pelo texto.

1. Seus conhecimentos a respeito da função de um pajé para o povo indígena mudaram após a leitura da fábula? Explique sua resposta.

2. Suas expectativas de leitura se concretizaram após ter lido o texto? Por quê? Compartilhe com os colegas o que achou dessa história.

3. O medo é um sentimento natural, todo mundo tem medo de alguma coisa. Do que você tem medo? Por quê?

Resposta pessoal. A resposta vai depender da personalidade e do comportamento de cada estudante.

4. Em que situação você agiu com muita coragem?

4. Resposta pessoal. A resposta deverá estar de acordo com as experiências pessoais dos estudantes.

natural. Comente que devemos buscar ajuda quando sentimos medo e que temos de ter o cuidado para não deixar esse sentimento crescer, a ponto de atrapalhar nossa vida.

• Na atividade 4, incentive os estudantes a se lembrarem de situações que os motivaram a ter coragem para enfrentar algo.

• Após essa conversa, leve-os a perceber que a formulação de hipóteses e sua eventual comprovação ou negação é uma etapa fundamental do processo de leitura.

AVALIANDO

• Após a correção dessas primeiras atividades, é possível discutir com os estudantes sobre como se saíram, a fim de identificar a percepção deles em relação ao nível de dificuldade para realizá-las e, a partir disso, preparar estratégias para as próximas abordagens.

JANELAS

Celebrando a cultura dos povos indígenas

A fábula que você leu coloca o leitor em contato com elementos da cultura indígena. O trecho de reportagem a seguir trata de duas datas que celebram os indígenas. Leia para saber quais são e refletir sobre o que significam.

Agosto indígena?!

[...]

O Dia Internacional dos Povos Indígenas e o Dia dos Povos Indígenas são datas importantes para a valorização dos direitos dos povos indígenas ao redor do mundo e no Brasil. Enquanto o primeiro destaca questões globais e fortalece o compromisso internacional de proteger essas comunidades, o segundo se volta para os desafios históricos e as conquistas e lutas por seus direitos à terra e à cultura. Celebrar essas datas na escola é uma oportunidade de conhecer líderes, como [...] Sonia Guajajara, e autores indígenas, como Daniel Munduruku, Eliane Potiguara, Kaká Werá Jecupé, Ailton Krenak e Cristino Wapichana, além de explorar jogos tradicionais indígenas e a rica diversidade cultural entre as etnias. Tudo isso promove uma compreensão mais profunda das tradições e contribuições desses povos, cultivando maior respeito pela diversidade entre as novas gerações e fortalecendo a preservação das diferentes culturas.

Ser indígena no Brasil é muito mais do que ter respeito à natureza e uma relação de harmonia com o ambiente natural, inclui também a luta pelo direito à terra, à história e à inclusão. Os povos originários sabem como é importante manter e valorizar suas culturas vivas (algo que só quem é indígena pode saber), mesmo convivendo com os demais, sem oprimir e impor seus valores. Por isso, é importante conhecer. Além do mais, muitos dos hábitos indígenas, como o respeito pela terra e a preservação da floresta, deveriam ser adotados pelas pessoas do mundo todo.

BARRETO, Marcos Rodrigues; SANTOS, Rosangela Daiana dos. Agosto indígena?! Ciência Hoje das Crianças, Rio de Janeiro, ano 37, n. 357, ago. 2024. p. 13.

• Desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04, EF35LP05 e EF35LP17, ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas, assim como ao buscarem e selecionarem informações de interesse na reportagem digital.

• Ainda nesta seção, os estudantes serão levados a debater com os colegas a valorização da cultura indígena, desenvolvendo as habilidades relacionadas a opinar e distinguir opiniões (EF35LP15 e EF04LP15), além das competências relacionadas à argumentação, defesa de um posicionamento

OBJETIVOS

• Ler um trecho de reportagem e refletir sobre o que ela provoca.

• Praticar a oralidade por meio de um debate sobre questões relacionadas a povos indígenas.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes mobilizarão habilidades da oralidade, como a expressão clara, a escuta atenta, o respeito aos turnos de fala e a compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF15LP13). Além disso, desenvolverão diferentes competências, como o uso de diferentes linguagens para se expressarem e partilharem informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4) e o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação (Competência geral 9).

• A leitura da reportagem, de forma silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes, desenvolve a habilidade EF35LP01 e contempla a Competência específica de Língua Portuguesa 3

• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01, ao identificarem a função social da reportagem, de modo a reconhecerem para que foi produzida, onde circula, quem a produziu e a quem se destina.

13/10/2025 12:31:00

e análise de posicionamentos (Competência geral 7 e Competência específica de Língua Portuguesa 6).

• Oriente a leitura individual e coletiva da reportagem, incentivando os estudantes a identificarem o assunto do texto.

• Após a leitura, chame a atenção deles para a reportagem, enquanto texto expositivo, cujo objetivo é apresentar informações sobre determinado assunto. Aproveite para verificar se eles já conheciam o assunto exposto.

Palestra de pajés durante encontro na aldeia urbana multiétnica Maracanã ou Marakana, instalada no antigo Museu do Índio, na cidade do Rio de Janeiro, 2024. LUCIANA

• Ao propor a atividade 1, oriente os estudantes a lerem a referência apresentada ao final da reportagem, evidenciando a ordem dos elementos e o que eles representam – nome dos autores, título da reportagem, nome da revista, cidade, ano, número, data e página.

• A atividade 3 é uma oportunidade para destacar a importância de se respeitar e valorizar a diversidade de culturas, etnias, crenças e outros aspectos das culturas indígenas.

1. Identifique quem escreveu e onde e quando foi publicada a reportagem.

Resposta: Marcos Rodrigues Barreto e Rosangela Daiana dos Santos escreveram a reportagem, publicada na revista Ciência Hoje das Crianças, em agosto de 2024.

2. A reportagem expõe informações sobre duas datas comemorativas da cultura e da vida indígena. Quais são elas? Qual é a diferença entre elas?

Resposta: O Dia dos Povos Indígenas, que é dedicado à luta pela defesa da cultura indígena e do direito à terra; e o Dia Internacional dos Povos Indígenas, que fortalece essa luta indígena em nível mundial.

3. O texto afirma que comemorar datas que valorizem os povos indígenas é importante. Por quê?

Resposta: Porque pode promover uma maior compreensão das tradições e contribuições desses povos, incentivando o respeito pela diversidade.

4. Os autores destacam certos hábitos indígenas que todos deveriam adotar. a ) Quais são os hábitos citados no texto?

Resposta: O respeito pela terra e a preservação da floresta.

b) Por que é importante adotar esses hábitos?

Resposta esperada: Porque todos vivemos no mesmo planeta e ele está ameaçado por ações humanas, que aos poucos o estão destruindo, por isso é preciso cuidar dele.

5. A reportagem cita nomes de algumas personalidades indígenas. Escolha uma e faça uma pesquisa para saber mais detalhes sobre ela.

Resposta pessoal. A resposta vai depender da personalidade escolhida e das fontes consultadas.

6. Possíveis respostas: “O Dia Internacional dos Povos Indígenas e o Dia dos Povos Indígenas são datas importantes”; “Celebrar essas datas na escola é uma oportunidade de conhecer líderes”; “a rica diversidade cultural entre as etnias”; “muitos dos hábitos indígenas [...] deveriam ser adotados pelas pessoas do mundo todo.”.

6. Em diversas partes do texto, o autor deixa transparecer seu posicionamento com relação ao assunto abordado. Sublinhe um trecho do texto que exemplifica isso.

7. Considere o seguinte roteiro para debater com os colegas algumas questões sobre o texto.

7. a) Resposta: Porque isso significa a sobrevivência deles mesmos, daquilo que são. Espera-se que os estudantes apresentem argumentos

• Disponham as cadeiras em círculo e sigam as orientações do professor, que será o mediador, indicando a vez e o tempo de cada fala.

• Empreguem o registro formal da língua e expressões de respeito.

• Respeitem a vez e as ideias dos colegas ouvindo-os com atenção.

• Elaborem perguntas aos colegas conforme as ideias forem apresentadas.

• Releiam o trecho a seguir e, a partir dele, reflitam sobre as questões.

Ser indígena no Brasil é muito mais do que ter respeito à natureza e uma relação de harmonia com o ambiente natural, inclui também a luta pelo direito à terra, à história e à inclusão. Os povos originários sabem como é importante manter e valorizar suas culturas vivas (algo que só quem é indígena pode saber), mesmo convivendo com os demais, sem oprimir e impor seus valores.

7. c) Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que apoiar essa luta é importante porque defender as terras indígenas é defender que esses povos tenham espaços para morar, plantar e viver de acordo com suas culturas e tradições.

a ) Por que para os indígenas é importante manter e valorizar suas culturas?

Por que é importante valorizarmos as culturas indígenas?

b) A reportagem destaca que ser indígena inclui a luta pela terra e pela inclusão. O que essa afirmação dá a entender?

c ) Em sua opinião, por que é importante apoiar essa luta?

7. b) Resposta: Dá a entender que

as terras indígenas estão ameaçadas, que estão querendo tirá-las e que não são incluídos, têm dificuldade de serem reconhecidos como cidadãos.

para sustentar seus posicionamentos e reflitam sobre a importância das culturas indígenas e seus valores, como o respeito à natureza, e sua luta por direitos. 21

• Para o primeiro tópico, pergunte acerca de algum hábito familiar dos estudantes. Surgirão várias respostas. Ao escolher uma de exemplo, ele poderia explicar que esse hábito estaria inserido na “cultura da sua família”. Isso facilita a compreensão do que é cultura e a importância de a preservarmos.

• Após os tópicos debatidos, se achar oportuno, amplie essa discussão explicando aos estudantes

13/10/2025 12:31:00

que a relação dos povos indígenas com a natureza vai além do respeito ao meio ambiente. Para esses povos, a terra não é apenas um recurso, mas um elemento essencial de sua identidade cultural e espiritual. Complemente o debate comentando como os indígenas não apenas preservam o meio ambiente, mas interagem com ele de maneira integrada, com práticas de manejo sustentável que respeitam o equilíbrio natural.

• Ao propor a atividade 5, oriente os estudantes a escolherem uma personalidade indígena com exceção de Kaká Werá Jecupé, pois já o conheceram na seção anterior. Instrua-os a analisar as fontes de pesquisa, a fim de verificarem se são confiáveis.

• Na atividade 6, os estudantes devem identificar os juízos de valor em algumas passagens do texto. Leve-os a perceber como a adjetivação contribui para isso, capacitando-os a distinguir fatos de opiniões em textos jornalísticos.

• A atividade 7 possibilita um debate entre os estudantes, para refletirem sobre alguns aspectos das culturas indígenas e a necessidade de promover o respeito e a valorização delas.

• Escolha um ambiente e disponha os estudantes em círculo, para que possam se ver.

• Determine a vez e o tempo de cada um deles falar, enfatizando a necessidade de haver atenção e silêncio enquanto alguém estiver falando.

• Explique que, em um debate, as opiniões e os posicionamentos não precisam ser divergentes, uma vez que eles podem se complementar ou motivar o surgimento de novas ideias.

• Chame a atenção para o respeito às opiniões e às ideias que serão apresentadas, bem como para o momento adequado de falar e ouvir.

OBJETIVOS

• Conhecer os pronomes pessoais retos e oblíquos.

• Refletir sobre as três pessoas do discurso.

• Associar o emprego de pronomes pessoais às pessoas do discurso.

• Compreender o papel coesivo dos pronomes pessoais no texto.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a identificar os pronomes pessoais e reconhecê-los como recurso coesivo anafórico, constatando as substituições pronominais nos textos. Dessa forma, eles desenvolvem as habilidades EF35LP06 e EF35LP14. Além disso, deverão perceber a concordância entre o pronome pessoal do caso reto e o verbo, desenvolvendo, assim, a habilidade EF04LP06.

• O estudo dos pronomes pessoais, inclusive do pronome você, permite aos estudantes não somente se apropriarem da norma-padrão, como também compreenderem a língua como fenômeno histórico, variável e heterogêneo, contemplando, assim, as Competências específicas de Língua Portuguesa 1, 2 e 4

• Ao lerem e compreenderem uma tirinha, construindo o sentido da história em quadrinhos e relacionando o texto a ilustrações e recursos gráficos, eles desenvolvem as habilidades EF15LP04, EF15LP14 e EF15LP18

• Desenvolvem ainda as habilidades EF15LP03 , EF35LP03 e EF35LP04, ao identificarem a ideia central dos textos explorados nesta seção e ao localizarem informações explícitas neles.

• A leitura da fábula permite desenvolver habilidade de

É LÍNGUA, É LINGUAGEM

Pronomes pessoais e pessoas do discurso

1. Releia este trecho da fábula “O pajé e o ratinho”.

Na aldeia Kamaiurá das Águas Claras da Lagoa do Morená existe um pajé muito sábio e poderoso. Ele conhece os segredos da transformação.

Resposta: Ao pajé.

a ) Identifique e assinale a que se refere a palavra ele À aldeia. Ao pajé. Ao animal.

Resposta: À pessoa de quem se fala.

b) Essa palavra se refere à pessoa: que fala. com quem se fala. de quem se fala.

A palavra ele é um pronome pessoal. Os pronomes pessoais se referem às pessoas que participam de uma situação de comunicação: quem fala, com quem se fala e de quem se fala.

2. Releia estes trechos da fábula.

[...] Não demorou três dias e lá apareceu ele morrendo de medo do caçador: A.

— Ah, se eu fosse um gavião! Ninguém me pegava lá no alto! B.

[...] E vocês, pajés, são poderosos. Se eu fosse um pajé como você… C.

a ) Qual dos trechos faz referência à pessoa que fala? Quais palavras fizeram você chegar a essa conclusão?

Resposta: O trecho B. As palavras eu e me

b) Em qual dos trechos é possível perceber com quem se fala? Que palavra é responsável por isso?

Resposta: O trecho C. A palavra você

c ) Em qual trecho há referência à pessoa de quem se fala? Que palavra comprova a sua resposta?

Resposta: No trecho A. A palavra ele

leitura autônoma de textos narrativos curtos, bem como de identificação dos elementos da narrativa (EF15LP16, EF35LP01, EF35LP21, EF35LP26 e EF35LP29).

• Além dos pronomes pessoais, os possessivos e os demonstrativos também têm a função referencial de identificar as pessoas do discurso. No entanto, nesta seção, serão trabalhados apenas os pronomes pessoais com função referencial.

• Ao propor a atividade 2, se necessário, promova uma atividade adaptada, simulando uma conversa, em que sejam empregadas as três pessoas do discurso e os pronomes que as representam, para que os estudantes as compreendam de fato. Por meio dessa atividade, é possível explorar a 2ª pessoa do discurso conforme a região e a realidade da turma, ou seja, você ou tu

13/10/2025 12:34:51

Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso em uma situação comunicativa.

Pronomes pessoais

Pessoas do discurso

Pronomes pessoais (no singular)

Pronomes pessoais (no plural)

1ª pessoa (quem fala) eu, me, mim, comigonós, nos, conosco

2ª pessoa (com quem se fala)

3ª pessoa (de quem ou de que se fala)

você, o, a, lhe, se, si, consigo tu, te, ti, contigo

vocês, os, as, lhes, se, si, consigo vós, vos, convosco

ele, ela, o, a, lhe, se, si, consigo eles, elas, os, as, lhes, se, si, consigo

BECK, Alexandre. Armandinho, 20 maio 2022. Disponível em: https://www.facebook.com/tirasarmandinho/posts/5462697917108803/. Acesso em: 14 mar. 2025.

a ) Armandinho considera importante respeitar as diferenças. Em sua opinião, por que nem todas as pessoas pensam como ele?

b) A qual pronome pessoal a expressão a gente equivale?

Eu.

Nós.

Resposta: Nós.

Vocês.

c ) Reescreva as falas de Armandinho substituindo a expressão a gente pelo pronome pessoal equivalente. Faça as alterações necessárias.

Resposta: Na escola nós convivemos com gente de todo tipo! Nós aprendemos a ouvir, a respeitar diferenças...

3. a) Resposta pessoal: Espera-se que os estudantes reflitam sobre o tema e exponham oralmente seus posicionamentos e hipóteses, a fim de compreender os eventuais motivos e as consequências de atitudes de desrespeito e intolerância.

conversem sobre o grau de formalidade entre a gente (mais informal) e nós (mais formal).

• Os exercícios de reflexão e reescrita propostos nos itens c e d favorecem o desenvolvimento de aspectos de coerência textual para a prática de escrita. Nesse caso, o uso de um pronome pessoal equivalente a uma expressão mais informal.

• Para aprofundar o conteúdo trabalhado, explique aos estudantes que, embora a expressão a gente substitua, no uso da língua, o pronome nós, seu emprego tem sido considerado pouco

13/10/2025 12:34:51

apropriado em textos mais formais. Destaque que, em alguns contextos, a gente pode equivaler ao pronome nós, com flexão verbal correspondente (“a gente tem medo”, “nós temos medo”), mas que seu uso é mais comum em situações e nem sempre a gente equivale ao pronome nós. Em “A gente brasileira tem na diversidade um importante patrimônio.”, por exemplo, equivale a “os brasileiros” ou “as pessoas do Brasil”. Na grafia: a gente (duas palavras) é diferente de agente, que designa pessoa que atua, opera ou agencia.

• Após analisarem a tabela, para aprofundar as explicações, apresente aos estudantes os pronomes, pessoais do caso reto e do caso oblíquo, e suas funções na frase. Mostre que vós, vos e convosco aparecem sobretudo em contextos solenes e religiosos, enquanto tu, te, ti, contigo, você, lhe e se são comuns em situações cotidianas, variando conforme a região do Brasil. Explique a diferença de o, a, os e as de acordo com a função: artigo ou pronome.

• Alguns gramáticos mais tradicionais não consideram o pronome você como pessoal do caso reto, mas obras mais recentes, como a Gramática Houaiss da Língua Portuguesa, de José Carlos de Azeredo, já o classificam dessa forma.

• Destaque o uso da letra bastão, comum em tirinhas e histórias em quadrinhos, e mostre na lousa as diferenças entre bastão, de imprensa e cursiva, maiúsculas e minúsculas.

• No item a da atividade 3, diga-lhes que o personagem parece indignado por haver pessoas que não acham importante respeitar as diferenças, mostrando que ele discorda disso.

• No item c da atividade 3, verifique se percebem as alterações necessárias: flexão dos verbos convivemos e aprendemos. Mostre que o uso do pronome nós (1ª pessoa do plural) exige a concordância verbal na 1ª pessoa do plural. Ao final,

3. Leia esta tirinha de Armandinho, do cartunista Alexandre Beck.
ARMANDINHO,

• O exercício de reescrita apresentado no item b da atividade 4 favorece o desenvolvimento de aspectos de coesão textual para a prática de escrita. Esclareça que o objetivo, nesse caso, é eliminar repetições desnecessárias.

• Na atividade 1 da subseção Para pensar e praticar, após a leitura do texto, reflita com os estudantes sobre o sentido da palavra repentinas, a fim de que compreendam a moral da fábula. Associe essa palavra à expressão de repente, para facilitar a compreensão. Em seguida, com os estudantes, enumerem os parágrafos do texto. Diferentemente da fábula “O pajé e o ratinho”, essa apresenta uma moral. Peça aos estudantes que a localizem e reflitam sobre ela: se concordam com ela e por quê. Leve-os a refletir sobre a importância de conhecer bem as pessoas para confiarmos nelas.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• Para ampliar o conhecimento e a percepção dos estudantes a respeito dos povos indígenas, antes de propor a atividade 4, selecione previamente e apresente-lhes imagens do Parque Indígena do Xingu mostrando onde ele fica no mapa. Comente com eles aspectos do território e da cultura desse povo, estabelecendo, assim, uma interdisciplinaridade com o componente curricular de Geografia

4. Leia um texto sobre os povos que habitam a região do Alto Xingu (MT).

O Parque Indígena do Xingu é habitado por vários povos. Esses povos têm um modo de vida e uma visão de mundo semelhantes e mantêm relações e laços por meio de rede de trocas, casamentos e ritos. Porém, cada um desses povos mantém suas raízes culturais com o propósito de cultivar a identidade que distingue esses povos uns dos outros.

Fonte de pesquisa: XINGU. Povos Indígenas no Brasil. Disponível em: https://www.povosindigenas.org.br/pt/Povo:Xingu. Acesso em: 2 ago. 2025.

a ) Que expressão foi repetida muitas vezes nesse trecho?

Resposta: A expressão esses/desses povos.

b) Reescreva o texto no caderno, eliminando as repetições desnecessárias. Para isso, substitua a expressão por um pronome.

Os pronomes pessoais podem ser usados para substituir palavras ou expressões e evitar repetições desnecessárias em um texto.

PARA PENSAR E PRATICAR

4. b) Resposta: O Parque Indígena do Xingu é habitado por vários povos. Eles têm um modo de vida e uma visão de mundo semelhantes e mantêm relações e laços por meio de rede de trocas, casamentos e ritos. Porém, cada um deles mantém suas raízes culturais com o propósito de cultivar a identidade que os distingue uns dos outros.

1. Leia a seguir uma fábula muito antiga. Depois, responda às questões.

O galo e a raposa

O galo e as galinhas viram que lá longe vinha uma raposa. Empoleiraram-se na árvore mais próxima, para escapar da inimiga.

Com sua esperteza, a raposa chegou perto da árvore e se dirigiu a eles:

— Ora, meus amigos, podem descer daí. Não sabem que foi decretada a paz entre os animais? Desçam e vamos festejar esse dia tão feliz!

Mas o galo, que também não era tolo, respondeu:

— Que boas notícias! Mas estou vendo daqui de cima alguns cães que estão chegando. Decerto eles também vão querer festejar.

A raposa mais que depressa foi saindo: — Olha, é melhor que eu vá andando. Os cães podem não saber da novidade e querer me atacar. É preciso ter cuidado com amizades repentinas.

ESOPO. O galo e a raposa. In: SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Ler e escrever: livro de textos do aluno. 3. ed. São Paulo: FDE, 2010. p. 140.

a ) O pronome eles foi empregado no segundo e no quinto parágrafo. Esse pronome se refere aos mesmos personagens? Explique sua resposta.

Resposta: Não. No segundo parágrafo, refere-se ao galo e às galinhas; no quinto, aos cães.

b) Na fala “— Olha, é melhor que eu vá andando.”, a quem se refere o pronome eu? Esse pronome faz referência a qual das três pessoas do discurso?

Resposta: Refere-se à raposa. Faz referência à primeira pessoa do discurso, a pessoa que fala, que, no caso, é a raposa.

c ) No trecho “Mas estou vendo daqui de cima alguns cães que estão chegando.”, que pronome poderia ser usado antes de estou?

Resposta: Eu

Ela. Você. Eu.

d) Para convencer o galo e as galinhas a descerem da árvore, que argumento a raposa usou?

Resposta: Ela disse que havia sido decretada a paz entre os animais, por isso o galo e as galinhas deveriam festejar com ela.

e ) Qual pode ter sido a intenção da raposa ao apresentar esse argumento?

Resposta esperada: Comer o galo e as galinhas.

f ) Além de não se deixar convencer pelo argumento da raposa, o galo mostrou-se mais esperto que ela. Explique por quê.

Resposta: Porque, para espantar a raposa, ele disse que alguns cães estavam se aproximando, com isso conseguiu convencê-la a ir embora.

• Após o item b, auxilie os estudantes a localizarem o pronome pessoal eu nos dois parágrafos, chamando a atenção deles para o fato de um mesmo pronome poder ser usado para fazer referência a elementos distintos em um mesmo texto.

• No item d, explique aos estudantes que, embora seja um texto narrativo, nessa fábula podemos perceber momentos de persuasão. Os últimos itens, de e a h, exploram a argumentação. Antes de propô-los, esclareça o que é argumento: recurso usado para tentar convencer alguém de algo ou a fazer algo.

13/10/2025 12:34:51

• No item b da atividade 2, chame a atenção dos estudantes para o fato de o pronome você ser usado, nesse caso, para se dirigir à pessoa com quem se fala (2ª pessoa do discurso).

g ) Qual dos argumentos foi mais convincente? Por quê?

Resposta: O argumento do galo, pois ele conseguiu espantar a raposa com sua esperteza.

• No item c, oriente os estudantes a consultarem a tabela de pronomes apresentada anteriormente. Nessa atividade, considera-se apenas a variedade do português brasileiro. As possibilidades de resposta não levam em conta o grau de formalidade, portanto, se julgar apropriado, comente isso. Os estudantes podem empregar a variedade mais próxima de seu uso. Se for conveniente, apresente as demais possibilidades citadas, a fim de que conheçam outras variantes. Ao final da atividade, chame a atenção deles para os pronomes comigo e me, que se referem ao entrevistado (1ª pessoa, pessoa que fala). Esse exercício de reescrita favorece o desenvolvimento de aspectos de coerência textual para a prática de escrita. Esclareça que o objetivo, nesse caso, é fazer substituições equivalentes e refletir sobre os efeitos produzidos. Que pronome pessoal foi empregado?

2. Leia o trecho de uma entrevista com o escritor Daniel Munduruku.

[...]

Qual é o principal ensinamento que os indígenas da sua família deixaram para você?

Uma das coisas que eu trago sempre comigo, que é do meu avô, é viver o momento e não querer estar em outro lugar. Esse grande ensinamento me ajuda a não ser vaidoso nem achando que sou um cara conhecido, porque me dá um sentimento de pertencimento. Eu pertenço a um povo, então o que eu faço não é por mim, é pelo meu povo inteiro. Eu não sou famoso, é meu povo que está ficando famoso. Isso permite que eu trabalhe sem achar que tudo isso é porque eu sou o melhor cara, o melhor escritor… O mais bonito eu sou mesmo (risos). Por que achar que somos grande coisa se todos nós vamos passar? Temos que viver o presente em um exercício de ser feliz a cada dia.

MUNDURUKU, Daniel Era uma vez na minha aldeia. Entrevista cedida a Maria Flor G. Joca, São Paulo, ed. 139, out. 2019. p. 10.

a ) Para Daniel Munduruku, qual é o principal ensinamento de seu povo?

Resposta: É o de saber viver o momento presente, sem querer estar em outro lugar, ter em mente que todos somos parte de um grupo e que estamos aqui de passagem.

b) Releia a pergunta da entrevistadora.

Qual é o principal ensinamento que os indígenas da sua família deixaram para você?

Resposta: O pronome você

c ) Reescreva a pergunta substituindo esse pronome por outro pronome pessoal, mantendo o sentido.

Possíveis resposta: “Qual é o principal ensinamento que os indígenas da sua família lhe deixaram?”; “Qual é o principal ensinamento que os indígenas da sua família te deixaram?”; “Qual é o principal ensinamento que os indígenas da sua família deixaram para ti?”.

HORA DE PRODUZIR

Reconto oral de fábula

Você conheceu algumas características do gênero fábula. Agora, é a sua vez de recontar uma história como essa.

O que vai produzir

Você vai recontar oralmente uma fábula. Esse momento será registrado pelo professor em vídeo ou fotografias e divulgado para toda a comunidade escolar.

Planejar

Para o planejamento da atividade, sigam as orientações apresentadas.

1. Forme um grupo com três colegas.

2. Pesquisem uma fábula em uma biblioteca ou na internet ou peçam sugestões a alguém.

Dica: A seguir, apresentamos algumas sugestões de fábulas que vocês podem pesquisar.

• “A festa no céu”

• “A cigarra e a formiga”

• “O leão e o ratinho”

• “A lebre e a tartaruga”

• “A raposa e as uvas”

• “O galo e a pérola”

• “O macaco e a cutia”

• “O homem, o menino e o burro”

3. Façam uma votação para eleger o texto que será recontado pela equipe.

4. Todos do grupo devem ler e compreender o texto selecionado.

5. Consultem no dicionário o significado das palavras que não conhecem.

6. Anotem as principais informações da história para debater com os colegas da equipe.

12:34:52

OBJETIVOS

• Recontar oralmente uma fábula.

• Planejar e produzir a apresentação de um reconto de fábula.

• Praticar a oralidade por meio do reconto oral.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a recontar oralmente uma fábula em uma apresentação pública, desenvolvendo, assim, a habilidade EF15LP19

• Para tanto, eles deverão reconhecer a finalidade do reconto oral e, durante a apresentação, empregar linguagem adequada, bem como utilizar gestos, expressões e tom de voz adequados ao texto, desenvolvendo, desse modo, as habilidades EF15LP12, EF15LP13 e EF35LP10 e contemplando a Competência geral 4 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 3 e 9

• A busca por agir com autonomia e responsabilidade, visando uma boa apresentação, contempla a Competência geral 10

• Ao propor a pesquisa, oriente os estudantes a observarem as sugestões apresentadas no boxe Dica ou, então, pesquisar e escolher outra em conjunto. Na internet, é possível encontrar versões de muitas histórias. Assim, é possível fazer uma busca usando o próprio título da história como palavra-chave. Para tanto, auxilie os estudantes a selecionarem versões de qualidade.

• No momento de esboçarem o texto, oriente os estudantes a consultarem no dicionário o significado das palavras que não conhecem. Por fim, verifique se é necessário elucidar alguma informação do texto. Isso pode ser feito no próprio grupo ou, em último caso, com a intervenção do professor.

FABIO EUGENIO/ARQUIVO DA EDITORA

• Embora a sugestão para a atividade seja cada estudante contar uma parte da história, esclareça que todos os integrantes do grupo precisam saber contá-la por inteiro, para o caso de alguém esquecer alguma passagem.

• Após a organização, combine com a turma o dia da apresentação. Escolha o local, a data e o horário das apresentações. Verifique a possibilidade de criar um cenário. Providencie os equipamentos necessários para a gravação e, se for preciso, crie uma mídia social com a turma para veicularem as produções realizadas ao longo do ano letivo.

PAPO DIGITAL

• Caso não seja viável o uso de recursos digitais, seja para a pesquisa, seja para o momento dos recontos, leve os estudantes a uma biblioteca para escolherem as histórias e organize um evento de contação de histórias, selecionando o local e decorando-o de modo a torná-lo aconchegante para esse momento.

• Caso algum estudante tenha uma postura mais tímida durante a atividade ou se mostre relutante em participar da narração, é importante respeitá-lo encorajando-o sem ultrapassar seus limites e buscando contornar a situação da melhor forma possível. Verifique se é necessário direcionar a proposta, por meio da personalização da atividade, atribuindo outra função ou papel a algum estudante que não consiga exercer o que lhe foi dado. É importante que todos participem de alguma forma da atividade.

• Prepare o ambiente para um momento de avaliação da atividade. Proponha as questões sugeridas, mas caso haja necessidade, elabore outras conforme tenha se dado a atividade

Produzir

Com tudo planejado, é hora de produzir.

1. Decidam como será a apresentação:

• quem vai contar o início;

• quem vai contar o meio;

• quem vai contar o final.

Dica: Embora cada um fique responsável por uma parte, todos devem conhecer bem a história, pois, no caso de algum esquecimento, a equipe poderá auxiliar no momento da apresentação.

2. Ensaiem a apresentação, atentando para os seguintes pontos:

• A fala está clara e expressiva?

• Há ênfase nos momentos adequados, para a história ficar atraente?

• O tom de voz alcança toda a turma?

Compartilhar

Na hora da apresentação:

1. lembrem-se do que ficou acertado nos ensaios;

2. olhem para todos os presentes;

3. respirem com calma;

4. falem expressivamente, articulando bem as palavras;

5. empreguem um tom de voz que todos possam ouvir.

PAPO DIGITAL

A internet nos possibilita ter contato com muitas histórias. Façam com o professor a edição do vídeo para ele postar nas mídias sociais da escola. Em seguida, divulguem esse conteúdo à comunidade escolar. Caso tenham sido feitas as fotografias, coloquem-nas em cartazes ou murais pela escola.

Avaliar

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor.

Avaliem o trabalho do grupo levando em conta estes itens.

1. Todos se empenharam na realização da atividade?

2. As falas e os modos de narrar possibilitaram entender a história?

3. Foi bom contar uma história? E ouvir as dos demais grupos? Por quê?

4. Que aspectos podem ser melhorados nas demais atividades como essa?

e o desempenho dos estudantes nela. Retome os momentos da produção, verifique como os estudantes ampliaram seu repertório e sua desenvoltura oral, faça uma sondagem para perceber as dificuldades e proponha remediações se for o caso. Ouça e acolha os apontamentos dos estudantes. Por fim, reforce os aspectos positivos e conscientize-os do aprendizado conquistado.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

LA FONTAINE, Jean de. Fábulas. São Paulo: Martin Claret, 2017.

Esse livro apresenta as clássicas fábulas de La Fontaine, histórias com animais personificados que visam ensinar uma moral a partir de temas universais, como a vaidade, a estupidez e o vício humanos.

13/10/2025 12:34:52

ERA UMA vez um podcast . Disponível em: https://eraumavezumpodcast.com.br/. Acesso em: 25 ago. 2025.

Acesse esse site de podcasts infantis, selecione algumas histórias e apresente-as aos estudantes para se inspirarem.

OBJETIVOS

HISTÓRIAS CONTADAS NO PALCO

Na cultura popular brasileira, há muitas histórias que são transmitidas de geração em geração. Algumas já viraram música, pintura, HQ e foram até adaptadas para serem representadas no palco. Vamos conhecer uma delas?

RODA DE LEITURA: TEXTO DRAMÁTICO

O texto que você vai ler traz um personagem do nosso folclore: o Curupira.

ANTES

DE LER

Responda às questões a seguir oralmente.

1. Leia o título do texto. O que você sabe sobre o Curupira? Por que alguém teria medo dele?

2. O texto dramático é escrito para ser encenado. Você já leu um? Quais diferenças ele tem em relação a outros textos narrativos?

Agora, você vai ler duas cenas em que o Curupira e outros personagens saem da mata e vão para a cidade à procura de respostas. As cenas retratam o momento em que eles chegam a uma cidade. O que será que pode acontecer?

Quem tem medo de Curupira?

[...]

Cena 4 — Na cidade

Aparecem num beco, talvez grafitado. Uma paisagem urbana qualquer. Podem estar com um figurino já mais urbano, mais pop. com óculos escuros etc.

BOITATÁ

(surpreso)

Isto aqui é que é cidade?

MÃE-D’ÁGUA

(catatônica)

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes já tenham ouvido falar do Curupira e mencionem que ele é um personagem folclórico, defensor da floresta. Por ter os cabelos vermelhos e os pés virados para trás, para confundir caçadores e predadores com suas pegadas, as pessoas que tentam atacar o meio ambiente têm medo dele.

Nenhum sinal de água... Nenhum sinal de rio...

Figurino: conjunto de roupas e acessórios usados pelos atores.

2. Resposta pessoal. Caso a resposta seja positiva, espera-se que os estudantes apontem algumas características do gênero, como nome do personagem antes de cada fala, indicações cênicas, entre outras. 29

ANTES DE LER

• Na atividade 1, incentive os estudantes a observarem atentamente os elementos que compõem a capa do livro, e explique que o gorro remete ao saci; a mulher, à Iara; e a cobra, ao Boitatá. Leve-os a se recordarem das narrativas folclóricas com as quais já tiveram contato ao longo da jornada escolar, principalmente a do Curupira, e a comentá-las. Auxilie-os a relembrar das características do Curupira: menino protetor da floresta e dos animais cujos cabelos são vermelhos; os dentes, afiados; e os pés, virados para trás, o que lhe permite enganar e amedrontar quem pretende prejudicar a natureza.

13/10/2025 12:34:52

• Combine com os estudantes uma leitura silenciosa do texto a fim de que possam perceber sua estrutura, que é diferente da maioria dos textos narrativos. Oriente-os a tentar compreender, pelo contexto, o sentido das palavras que desconhecem e, em último caso, recorrer ao dicionário.

• Posteriormente, promova uma leitura coletiva dramatizada. Para tanto, selecione alguns voluntários com base na quantidade de personagens que participam da cena.

• Desenvolver habilidades leitoras por meio da leitura e análise de duas cenas de texto dramático, de modo a reconhecer as características do gênero.

• Praticar a escrita e a oralidade, em sala de aula, por meio de atividades relacionadas ao texto lido.

BNCC

• Organizados em roda, os estudantes serão levados a levantar hipóteses sobre o texto a ser lido com base no conhecimento prévio acerca dos elementos e da estrutura do texto dramático e nas pistas oferecidas pelo próprio material. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02, bem como as habilidades relacionadas à oralidade, como a expressão clara, a escuta atenta, o respeito aos turnos de fala e a compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF15LP13).

• O trabalho com esta seção contempla o tema contemporâneo transversal Diversidade cultural, uma vez que explora a diversidade da cultura popular brasileira a partir de uma personagem do folclore brasileiro.

BNCC

• A leitura do texto, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta dramatizada, promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento das habilidades EF15LP16 , EF35LP01 e EF35LP21, bem como da Competência específica de Língua Portuguesa 3 Além disso, a leitura do texto teatral, considerando os personagens e suas falas, desenvolve a habilidade EF35LP26

• Ao lerem um texto teatral com personagens do folclore brasileiro, os estudantes praticam a leitura literária, desenvolvendo não apenas o senso estético como também o respeito e a valorização da cultura popular brasileira (Competências gerais 1 e 3 e Competência específica de Língua Portuguesa 9).

• Durante a leitura, chame a atenção dos estudantes para as rubricas, instruindo-os a considerá-las ao fazerem a leitura dramatizada, a fim de darem a ênfase adequada à fala.

• Sempre que oportuno, seja na leitura, seja no estudo do texto, explore com os estudantes os aspectos culturais presentes no texto, para que possam reconhecer nossa riqueza cultural e promover o respeito à diversidade.

SACI

Ainda tá em tempo de voltar. Eu bem que avisei. Não sei, não. Não sei, não...

CURUPIRA

Deixa de ser covarde, Saci! Bela assombração você, hein?

CAIPORA

Bom, agora é esperar pra ver.

BOITATÁ

Ver o quê? Não tô vendo nada.

CAIPORA

Tira os óculos.

MÃE-D’ÁGUA

Nenhum sinal de água... Nenhum sinal de rio...

SACI

Nenhum sinal de vida, isso sim. Acho que a gente veio foi pelo caminho errado.

CAIPORA

(irritado)

Errado coisa nenhuma.

CURUPIRA

Tive uma ideia. Em vez de ficarmos aqui, parados, que nem bicho empalhado, por que a gente não se separa e sai por aí? Vamos conhecer a cidade, a gente da cidade, ver como anda o nosso cartaz por estas bandas... [...]

Caipora comanda o grupo. Seguem todos atrás dele. Quando Caipora para, todos param junto.

SACI

Peraí! Como é que é isso? Vamos cada um pra um lado ou não?

BOITATÁ

Vamos organizar isto aqui.

Falam todos de uma vez: “por ali”, “acho que é por lá” etc.

CURUPIRA

(tomando a frente)

Parem! Boitatá, você vai por ali... eu vou por aqui... Iara, você segue adiante...

Caipora, ali... e Saci, você...

Cena 5 — Jacarandá

Vem um pé de jacarandá centenário, carregando uma mala; triste, abatido, olhos no chão... fala como se continuasse a fala do Curupira do fim da cena 4.

PÉ DE JACARANDÁ

Eu? Eu vou procurar melhor sorte... Em outro lugar...

CURUPIRA

Por quê?

PÉ DE JACARANDÁ

Ora, meu filho. Eu sou um jacarandá secular. Quero passar os dias de minha velhice em paz. E na mata não há mais paz. Todo dia vejo meus irmãos jatobás, samaúmas e copaíbas serem cortados ao meio... [...]

(chega ao foco de luz)

Oh, é horrível! Estão matando, destruindo tudo. Ficou insuportável morar lá. São muitos os perigos...

CURUPIRA

Olha, seu Jacarandá, eu também moro na mata, sabe? Mas eu não acho assim tão ruim morar lá, não...

PÉ DE JACARANDÁ

Ah, não? E o que você faz aqui, tão longe da mata?

CURUPIRA

Eu... Eu... Vim ver a cidade, ora. Saber se as pessoas daqui acreditam em mim... Se ainda temem o Curupira.

PÉ DE JACARANDÁ

Posso adiantar que não. Elas têm coisas mais terríveis para temer.

CURUPIRA

Mais do que eu? Mais do que meus amigos? Duvido muito!

31

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• Evidencie aos estudantes o início de uma nova cena (Cena 5 – Jacarandá) e a introdução de um novo personagem (o Pé de Jacarandá). Além disso, aproveite o momento da leitura para conversar com a turma sobre os personagens que fazem parte do folclore brasileiro e vivem na natureza e uma árvore que está em extinção. Amplie para uma discussão sobre o meio ambiente, considerando a busca do personagem Jatobá por um lugar melhor, sem desmatamento.

• Após a leitura do texto, faça uma sondagem para perceber a aceitação da obra pelos estudantes, se gostaram, se tiveram dificuldades para compreender alguma parte do enredo. Se for o caso, após a realização das atividades, proponha outra leitura para verificar se as atividades ajudaram na compreensão do texto e principalmente nas indicações das falas dos personagens.

PÉ DE JACARANDÁ

Pode duvidar.

(enigmático)

São muitos os perigos!

CURUPIRA

E onde estão esses perigos de que você tanto fala?

PÉ DE JACARANDÁ

Estão por aí... Estão aqui, estão em todo lugar... Luz com movimento no Jacarandá

Estão escondidos e, principalmente, bem escondidos.

(sugestão: projeção de imagens obscuras, misteriosas, no próprio Jacarandá)

Às vezes, é mais fácil temer o que a gente não vê.

CURUPIRA

O que a gente não vê?

PÉ DE JACARANDÁ

Um dia você vai entender o que eu lhe falo. Agora tenho que ir. Vou ver se acho um lugar melhor para viver. Adeus! [...]

BALEIRO, Zeca. Quem tem medo de Curupira? São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2016. p. 26-30. (Coleção Fora de Cena).

QUEM PRODUZIU?

Zeca Baleiro é o apelido do músico e escritor maranhense José Ribamar Coelho Santos, que nasceu em 1966. Ele é um dos grandes nomes da música brasileira e já ganhou vários prêmios musicais. Em Quem tem medo de Curupira?, ele busca conquistar também o público infantil com uma adaptação de uma história popular.

Papo de leitor

1. O Curupira e sua turma vão para a cidade em busca de respostas.

a ) O que eles procuravam?

Resposta: Procuravam por pessoas que acreditassem na existência deles.

b) Qual é a reação dos personagens ao chegarem à cidade?

Resposta: O Boitatá fica surpreso, a Mãe-d’Água (Iara) fica catatônica, paralisada, e o Saci fica com receio e quer voltar para a mata.

Zeca Baleiro em show na cidade do Rio de Janeiro, 2011.

2. Localize e contorne na cena 4 as falas da Mãe-d'Água.

Resposta: Os estudantes

devem contornar na cena 4 as falas da Mãe-d'Água, que são iguais.

a ) O que há em comum entre essas duas falas? Que efeito isso produz?

Resposta: Elas são iguais. Produz um efeito de intensidade, revelando que ela está muito preocupada em encontrar água e rio.

b) Por qual motivo a personagem repete sua fala?

Ela precisa de água e de rios para viver.

Resposta: Ela precisa de água e de rios para viver.

Ela está cansada e com sede depois da viagem.

3. O que os personagens mais estranham quando chegam à cidade?

Resposta: A falta de sinal de vida, a cidade vazia.

4. Como você imagina a paisagem que os personagens veem ao chegar à cidade? Descreva como acha que eram as ruas, as casas, os prédios etc.

Resposta pessoal. Os estudantes devem criar uma sequência descritiva com detalhes.

5. Na cena 5, o Curupira encontra o Pé de Jacarandá indo embora da mata.

a ) Por que ele está fugindo da mata?

Resposta: Porque todas as árvores estão sendo cortadas.

b) Em sua opinião, quem é o responsável pelo que está acontecendo na mata?

Resposta: O ser humano.

c ) De acordo com o que você respondeu, conclua: o que aconteceu com a fama do Curupira?

Resposta: Ele deixou de ser temido pelas pessoas, pois muitas estão destruindo as árvores.

6. Como são registradas as falas dos personagens nesse texto?

Resposta: Após o nome de cada personagem.

O texto dramático, também chamado de roteiro de teatro, orienta a encenação de uma peça. Uma peça teatral costuma ter diversas cenas.

• Para realizar o item b da atividade 2, verifique a necessidade de retomar com os estudantes as características da personagem Mãe-D’Água: trata-se de uma sereia, de cabelos longos, que atrai pessoas com seu canto. Enfatize o fato de se tratar de uma sereia e, portanto, estar relacionada à água.

• Na atividade 4, oportunize um momento para os estudantes compararem as descrições, chamando a atenção deles para as diferenças e as semelhanças identificadas entre as produções. Destaque o emprego de palavras e expressões caracterizadoras e o efeito que elas provocam no leitor, ao fazerem descrições.

BNCC

• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01, ao reconhecerem quem produziu o texto teatral e a quem se destina.

• Desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05, ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas no texto, inferindo o sentido delas.

• Ao reconhecerem o texto teatral com personagens folclóricos como texto literário e valorizá-lo em sua diversidade cultural, identificando nele os elementos da narrativa, os estudantes desenvolvem as habilidades EF15LP15 e EF35LP29

• A identificação de rubricas e marcadores de fala, próprios de textos teatrais, permite o desenvolvimento das habilidades EF35LP24 e EF04LP27

• Ao inferirem o sentido de palavras desconhecidas no texto a partir do contexto, eles desenvolvem a habilidade EF35LP05

• Após a atividade 2, pergunte aos estudantes se a Mãe-D’Água teria dificuldades para encontrar água ou rios ao chegar à cidade onde eles moram, e por quê. Chame a atenção deles para os rios, as represas, os lagos ou as praias do local onde vivem, ou para a ausência deles, devido ao processo de canalização.

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• Após a atividade 7, chame a atenção dos estudantes para os destaques gráficos das rubricas nesse texto (parênteses e itálico). No trecho A, explore a descrição do local, destacando a adjetivação e como ela colabora para descrever os elementos que o autor sugere na encenação.

• Aproveite a atividade 8 e explore o nível de formalidade na fala do personagem: a escolha das palavras dá um tom informal a ela. Esse exercício de reescrita favorece o desenvolvimento de aspectos de coerência textual para a prática de escrita. Esclareça que o objetivo, nesse caso, é fazer substituições por termos equivalentes.

7. Releia alguns trechos do texto dramático que recebem um destaque gráfico Em seguida, relacione-os às informações que explicam sua função.

A. (surpreso) B. (tomando a frente) C.

D.

Aparecem num beco, talvez grafitado. Uma paisagem urbana qualquer. Podem estar com um figurino já mais urbano, mais pop. com óculos escuros etc.

Falam todos de uma vez: “por ali”, “acho que é por lá” etc.

Luz com movimento no Jacarandá E.

Resposta: A – 4; B – 5; C – 2; D – 1; E – 3.

Orienta a fala dos atores. 1.

Orienta a movimentação do ator no palco. 2.

Orienta a iluminação. 3.

Indica o cenário e o figurino. 4.

Indica a expressão do ator. 5.

As partes do texto dramático que orientam a encenação se chamam rubricas Elas recebem um destaque gráfico e direcionam a movimentação do ator; indicam as emoções que os personagens devem demonstrar; descrevem o cenário, a iluminação, o figurino, os efeitos sonoros; sugerem as músicas para a peça e outros elementos que o autor do texto considera importantes para a encenação.

8. Releia uma fala do Curupira e converse com os colegas sobre essas questões.

Vamos conhecer a cidade, a gente da cidade, ver como anda o nosso cartaz por estas bandas...

8. a) Resposta: Cartaz tem o sentido de fama, imagem, reputação; e bandas tem o sentido de lugares.

a ) Qual é o sentido das palavras cartaz e bandas nessa fala?

b) Dependendo da situação, o texto tem tom mais formal (sério ou cerimonioso) ou informal (descontraído). Qual deles Curupira usou?

Resposta: Mais informal.

AGORA QUE JÁ LEMOS

Responda às questões a seguir oralmente.

1. O que as pessoas poderiam fazer para que os personagens do folclore e o Pé de Jacarandá não precisassem sair da floresta?

Resposta esperada: Não prejudicar a natureza.

2. As cenas que você leu respondem à pergunta que dá título ao texto? Por quê?

Resposta: Sim, pois o ser humano está desmatando as florestas e, dessa forma, parece não temer o Curupira.

3. Você ficou interessado em saber como essa história termina? Por quê?

3. Resposta pessoal. A resposta vai depender da receptividade do texto por parte dos estudantes. Incentive-os a justificar seus posicionamentos e, de acordo com o interesse despertado, instigue-os a ler o início e a continuação dessa história. 34

AGORA QUE JÁ LEMOS

• Na atividade 1, retome as características das narrativas originais do Curupira, que foram abordadas no boxe Antes de ler. Complemente a atividade perguntando aos estudantes se eles acham que, quem não conhece as narrativas originais do Curupira se interessaria em conhecê-las, após ter contato com esse texto dramático. Finalize essa reflexão concluindo com eles que essas adaptações ajudam a preservar as narrativas populares.

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DE OLHO NA ESCRITA

Sílabas

1. Analise as seguintes palavras do texto Quem tem medo de Curupira?.

medo • caminho • paz • amigos • assombração

a ) Qual dessas palavras não pode ser segmentada em sílabas? Por quê?

Resposta: A palavra paz. Porque ela é formada por apenas uma sílaba.

b) Reescreva as demais palavras do quadro separando-as em sílabas.

Resposta: Me-do; ca-mi-nho; a-mi-gos; as-som-bra-ção.

c ) Das sílabas que você escreveu no item b, indique uma formada por:

• consoante + vogal:

Possíveis respostas: Me e do, da palavra medo; ca e mi, da palavra caminho

• vogal + consoante:

Resposta: As, da palavra assombração

• vogal:

Possíveis respostas: A, da palavra amigos

• consoante + vogal + consoante:

Possíveis respostas: Gos, da palavra amigos; paz, da palavra paz; som, da palavra assombração.

• consoante + consoante + vogal:

Possíveis respostas: Nho, da palavra caminho; bra, da palavra assombração

d) Alguma sílaba é formada apenas por consoante?

Sim. Não.

Resposta: Não. 35

13/10/2025 12:39:47

OBJETIVOS

• Fazer a separação silábica das palavras e analisar as diferentes formações de sílabas (V, CV, VC, CCV, VVC, entre outras.).

• Classificar as palavras de acordo com o número de sílabas.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados à apropriação do sistema de escrita, ao separarem palavras em sílabas e classificá-las de acordo com o número de sílabas, desenvolvendo, assim, a habilidade EF04LP02 e a Competência específica de Língua Portuguesa 2

• A leitura da sinopse permite aprimorar a habilidade EF35LP01

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

• Para iniciar o trabalho de retomada das sílabas, apresente aos estudantes a canção “As sílabas”, de Luiz Tatit, que integra o álbum O meio, do mesmo artista, explorando as classificações poéticas que o eu lírico faz das sílabas com base na formação delas (posições de consoantes e vogais) e as sonoridades que essas formações criam. Nesse momento, leve-os a reconhecer algumas unidades fonológicas (rimas e sílabas) presentes na letra da canção.

• Ao propor a separação silábica das palavras no item b da atividade 1, verifique a necessidade de retomar alguns conhecimentos prévios acerca de separação silábica. Caso os estudantes ainda apresentem dificuldade de reconhecimento das sílabas como unidades fonológicas, proponha atividades com o apoio de materiais visuais, de modo a complementar a percepção sonora e auxiliar na separação silábica.

• Ao apresentar o conceito de formação das sílabas, retome os exemplos estudados nas atividades, apontando as estruturas: consoante + vogal; consoante + consoante + vogal; consoante + vogal + consoante; entre outras possibilidades.

• Como reforço para o que foi estudado na seção, proponha aos estudantes a seguinte brincadeira: a) Escolham um colega e o chamem sem pronunciar a primeira sílaba do nome dele; b) Escolham um colega e o chamem sem pronunciar a última sílaba do nome dele. A brincadeira pode ser em roda: cada estudante diz o nome de quem está à sua direita, em um efeito dominó. Aproveite esse momento para identificar as eventuais disparidades em relação ao conhecimento dos estudantes sobre sílabas e a necessidade de recuperar alguns conceitos.

• Para realizar o item d da atividade 2, proponha aos estudantes que busquem uma palavra com mais de quatro sílabas nos textos lidos nesta unidade ou em dicionários. Após escolherem e anotarem essa palavra, oriente-os a segmentá-la para comprovar a quantidade de sílabas.

ATIVIDADE EXTRA

• Caso o nível de conhecimentos dos estudantes permita, faça uma adaptação na atividade 2, tornando-a mais difícil. Para tanto, solicite que encontrem um exemplo de palavra monossílaba (pé, um, eu), dissílaba (uma, beco, talvez), trissílaba (urbano, surpreso, cidade) e polissílaba (grafitado, figurino, catatônica) no texto teatral lido nesta unidade.

As palavras são formadas por uma ou mais sílabas. As sílabas apresentam estruturas diversificadas com relação a vogais e consoantes. Uma sílaba pode ser formada por apenas uma vogal, mas nunca por apenas uma consoante.

2. Analise novamente as palavras a seguir.

medo • caminho • paz • amigos • assombração

a ) Qual dessas palavras é formada por duas sílabas?

Resposta: A palavra medo

b) Quais delas são compostas de três sílabas?

Resposta: As palavras caminho e amigos

c ) Alguma dessas palavras é formada por quatro sílabas? Qual?

Resposta: Sim, a palavra assombração.

d) Pesquise uma palavra com mais de quatro sílabas e escreva-a.

Resposta pessoal. Sugestões de resposta: armazenamento, curiosidade, aniversário, jabuticaba, independente.

Dependendo do número de sílabas, a palavra é classificada como:

• Monossílaba: formada por apenas uma sílaba.

• Dissílaba: formada por duas sílabas.

PARA PENSAR E PRATICAR

• Trissílaba: formada por três sílabas.

• Polissílaba: formada por quatro sílabas ou mais.

1. Leia a seguir a sinopse do livro Cheiro de domingo, de Alexandre Parente.

Maria Flor é uma menina linda e sorridente que ama brincar e estar com seus amigos, mas existe algo que a faz exalar alegria: passar os domingos ao lado do avô, com quem se diverte, aprende inúmeros ensinamentos e aprecia os melhores aromas da vida.

Uma relação de carinho e ternura, de aconchego e de muitas aventuras perfumadas. “Ah, que cheiro ma-ra-vi-lho-so!” Ele está saindo de dentro destas páginas! Então não perca tempo, respire fundo e boa leitura!

PARENTE, Alexandre. Cheiro de domingo. Ilustrações originais de Cecília Murgel. São Paulo: Carochinha, 2021. Quarta capa.

13/10/2025 12:39:47

a ) Que imagem de criança o trecho passa? Acha que, em geral, as crianças são como a do texto?

Resposta pessoal. A resposta vai depender da opinião de cada estudante.

b) Que palavra nesse texto foi escrita separada em sílabas?

Resposta: A palavra ma-ra-vi-lho-so

c ) Que efeito essa separação silábica feita no meio do texto criou para a frase?

Resposta: Criou um efeito de ênfase, destaque, pois ela deve ser lida e pronunciada pausadamente.

d) Todas as sílabas da palavra maravilhoso têm a mesma configuração de letras (consoante + vogal)? Explique sua resposta.

Resposta: Não, a sílaba lho é formada por consoante + consoante + vogal.

e ) Qual é a classificação dessa palavra quanto ao número de sílabas?

Resposta: Polissílaba.

Dissílaba.

Trissílaba.

Polissílaba.

f ) Cite outras três palavras desse texto que têm essa mesma classificação e separe-as em sílabas.

Possíveis respostas: As palavras sorridente; alegria; inúmeros; ensinamentos; aprecia; aconchego; aventuras; e perfumadas: sor-ri-den-te; a-le-gri-a; i-nú-meros; en-si-na-men-tos; a-pre-ci-a; a-con-che-go; a-ven-tu-ras; e per-fu-ma-das.

• No item a da atividade 2, instigue os estudantes a justificarem suas respostas com argumentação fundamentada no próprio conhecimento, mas com respeito aos princípios éticos.

• No item c, explique aos estudantes que essa estratégia foi uma escolha proposital, para criar esse efeito. Trata-se de um recurso apropriado ao gênero que não deve ser usado em qualquer situação. Comente que essa frase é repetida pelo avô da menina, personagem da história, por isso está entre aspas.

13/10/2025 12:39:47

OBJETIVOS

• Revisar os conhecimentos sobre ordem alfabética.

• Reconhecer a importância do dicionário.

• Analisar a estrutura de um verbete de dicionário.

• Fazer buscas no dicionário para eleger a acepção que melhor se aplica a determinado contexto.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados à apropriação do sistema de escrita, ao localizarem palavras no dicionário e compreenderem a estrutura do verbete, desenvolvendo, assim, as habilidades EF04LP03 e EF35LP12, bem como a Competência específica de Língua Portuguesa 2

• A leitura e análise da tirinha, construindo sentido com base no texto escrito, imagético e outros recursos gráficos, possibilita aos estudantes desenvolverem as habilidades EF15LP04, EF15LP14 e EF15LP18. Da mesma forma, a leitura e a compreensão da resenha sobre um espetáculo infantil lhes permite desenvolver a habilidade EF35LP01

• No item a da atividade 1, chame a atenção dos estudantes para os aspectos gráfico-visuais da tirinha, principalmente as expressões faciais dos personagens, com destaque para a da porca, que contribuem significativamente para a produção do efeito de humor.

• Chame a atenção para o emprego da letra bastão, muito comum em tirinhas e histórias em quadrinhos. Aproveite a oportunidade e mostre na lousa a diferenciação dos tipos de letra: bastão, de imprensa e cursiva, maiúsculas e minúsculas no caso destas últimas.

PENSAR OS SENTIDOS

Dicionário e ordem alfabética

1. Leia esta tirinha do cartunista Jean Galvão.

GALVÃO, Jean. Polissemia. Tirinhas Pedagógicas de Jean Galvão, 13 maio 2014. Disponível em: https://tiroletas.wordpress.com/2014/05/13/polissemia/. Acesso em: 17 mar. 2025.

a ) Na tirinha, que palavra causa confusão e deixa a situação engraçada?

Resposta: A palavra porca

b) O que exatamente o pai queria que o filho lhe trouxesse?

Resposta: Uma peça de metal para prender o parafuso.

c ) O que o filho entendeu?

Resposta: O filho entendeu que se tratava da porca, o animal, a fêmea do porco.

Na tirinha, não seria difícil perceber que a porca, animal, não ajudaria a encaixar o parafuso. Mas o desconhecimento da palavra fez o menino se confundir. Há várias maneiras de compreender o sentido de uma palavra. Uma delas é pelo contexto, ou seja, pela situação em que a palavra é empregada. Outra é com o uso do dicionário. Analise como a palavra porca é apresentada em um dicionário.

porca [ó] (por.ca) s.f. 1. (Zool.) Fêmea do porco. 2. Peça de metal perfurada, geralmente com rosca interna que se atarraxa num parafuso.

PORCA. In: ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Dicionário escolar da língua portuguesa 2. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008. p. 1006.

• Ao explorar o verbete correspondente à palavra porca, aponte cada uma das informações apresentadas no verbete: a pronúncia ([ó]); a separação silábica ((por.ca)); a classe gramatical (s.f.) – substantivo feminino; o número de cada acepção (1 e 2); e a área do conhecimento (Zool.) – Zoologia, nesse caso, ramo da biologia que estuda os animais.

13/10/2025 12:39:48

JEAN GALVÃO

A palavra e o conjunto de informações apresentadas para ela no dicionário recebem o nome de verbete. Um verbete pode trazer a pronúncia, a separação silábica, a classe gramatical, as acepções, isto é, os significados, entre outras informações.

As palavras no dicionário aparecem em ordem alfabética:

Após encontrar a palavra que estamos buscando no dicionário, é necessário ler todas as acepções, isto é, os significados que ele apresenta, e verificar qual se aplica ao contexto em questão.

PARA PENSAR E PRATICAR

um espetáculo teatral infantil.

Marco do repertório do Balé Guaíra, elenco destaca encanto de “Lendas Brasileiras”

Espetáculo volta ao Teatro Guaíra nesta semana do Dia das Crianças. Obra conquista o público infantil e é um marco entre os bailarinos e bailarinas que sobem ao palco de 12 a 15 de outubro, acompanhados pela Orquestra Sinfônica do Paraná.

Queridinho do público, o espetáculo “Lendas Brasileiras” volta ao Teatro Guaíra nesta semana do Dia das Crianças. [...]

A apresentação traz à luz cinco contos orais da tradição brasileira: “A Mula Sem Cabeça”, “Vitória-Régia”, “Caipora”, “Boto Cor-de-Rosa” e “Boitatá”. O espetáculo une as artes da dança, música, teatro e contação de histórias. O público verá trechos dessas narrativas com uma estética inspirada nas pinturas de Anita Malfatti, e texto e dramaturgia assinados pelo diretor teatral e autor Edson Bueno. [...].

MARCO do repertório do Balé Guaíra, elenco destaca encanto de “Lendas Brasileiras”. Agência Estadual de Notícias do Paraná, 12 out. 2023. Disponível em: https://www.aen.pr.gov.br/Noticia/ Marco-do-repertorio-do-Bale-Guaira-elenco-destaca-encanto-de-Lendas-Brasileiras. Acesso em: 18 mar. 2025.

• Como reforço para o trabalho com a ordem alfabética, revise com os estudantes a forma de apresentação das palavras no dicionário. Apresente-lhes as seguintes palavras: torta, preto, porta e prato. Explique que a primeira etapa é considerar a ordem alfabética verificando a primeira letra de cada palavra (nesse caso, T e P), portanto, as palavras iniciadas em P vêm antes da palavra iniciada em T. Como três dessas palavras são iniciadas com a letra P, identifica-se a segunda letra de cada uma delas (R, O e R, respectivamente). Logo, a palavra porta aparece antes das outras duas. Nas palavras prato e preto, a primeira e a segunda letra são iguais (P e R, respectivamente). É o momento, então, de ir para a terceira letra (nesse caso, A e E). Assim, a palavra prato aparece antes da palavra preto no dicionário. Caso as palavras tenham as três primeiras letras iguais, procuramos a quarta letra, e assim sucessivamente. Após essas explicações, proponha a busca de algumas palavras no dicionário para verificar os conhecimentos dos estudantes acerca da ordem alfabética, bem como a habilidade deles ao usarem essa ferramenta.

13/10/2025 12:39:48

1. Leia o trecho de uma resenha sobre

• No item a da atividade 1, é importante questionar os estudantes acerca das demais acepções encontradas, levando-os a analisar e refletir sobre como elas não se encaixam nesse contexto. Verifique se eles aplicaram os conhecimentos sobre ordem alfabética ao realizarem a busca.

• No item b, algumas palavras mais incomuns aos estudantes foram mantidas no texto propositalmente, para que possam treinar a consulta ao dicionário, entre elas repertório, dramaturgia, estética, marco e une Avalie se o manuseio dessa ferramenta é satisfatório e faça as intervenções necessárias.

a ) Em diversas partes do texto, o autor da resenha revela avaliações positivas do espetáculo. Transcreva uma passagem que comprove isso. Em seguida, justifique sua escolha.

Possíveis respostas: “Elenco destaca encanto de ‘Lendas brasileiras’”; “Obra conquista público infantil e é um marco entre os bailarinos e bailarinas”; “Queridinho do público”. Espera-se que os estudantes percebam juízos de valor que indicam que a obra tem encantos; foi bem recebida pelo público; é uma realização importante na carreira dos artistas; e sugere que o público já mostrou gostar do espetáculo, respectivamente.

b) Procure em um dicionário a palavra obra e:

• transcreva o sentido que essa palavra tem nesse contexto.

Resposta pessoal. A resposta vai depender do dicionário consultado. Espera-se que os estudantes escolham a acepção que indica ser uma produção artística, nesse caso, um espetáculo de dança.

• indique o termo que vem antes e o que vem após a palavra obra no dicionário.

Resposta pessoal. A resposta vai depender do dicionário consultado.

c ) Para compreender melhor o texto, busque no dicionário as palavras cujo significado você não conhece. Depois, escreva-as a seguir.

Resposta pessoal. A resposta vai depender dos conhecimentos dos estudantes.

d) Resposta esperada: Sim, pois o público pode ter contato com essas narrativas de outra maneira, em outro formato artístico e em outro momento de suas vidas. Além disso, quem não as conhecia pode se interessar pela leitura delas.

d) Esse espetáculo chamado Lendas Brasileiras é uma forma de manter vivas as histórias populares? Por quê? Troque ideias com os colegas.

e ) Você conhece alguma lenda brasileira? E já viu alguma adaptação de uma dessas lendas para espetáculos? Se sim, comente com os colegas sua experiência.

Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes que já tenham assistido a alguma adaptação, em apresentações teatrais, de dança, de balé etc., das lendas brasileiras, como do Curupira, da Iara, do Boto etc., compartilhem suas experiências.

HORA DE PRODUZIR

Cena final de texto dramático e encenação

Agora, você vai participar da produção e da encenação de um texto dramático.

O que vai produzir

Você vai colaborar para a criação de um final para a peça Quem tem medo de Curupira?. Depois, vai participar da encenação dela.

Planejar

Para o planejamento, siga as orientações apresentadas.

1. Forme um grupo com mais 5 ou 6 colegas.

2. Releiam as cenas 4 e 5 nas páginas 29 a 32 e imaginem o que aconteceu depois do que foi narrado.

3. Anotem as possibilidades de continuação para a narrativa.

Produzir

Com tudo planejado, é hora de produzir.

1. Pensem nas ações e nas falas dos personagens e escrevam-nas em um programa de computador.

2. Usem rubricas para:

• direcionar a movimentação dos atores;

• descrever o cenário, a iluminação, o figurino, os efeitos sonoros;

• indicar as emoções dos personagens;

• sugerir as músicas e outros elementos que considerarem importantes para a encenação.

3. Apliquem um destaque gráfico para as rubricas.

4. Revisem o texto, atentando para a relação dele com as duas cenas originais e verificando a escrita das palavras; o uso dos pronomes; as repetições desnecessárias e os eventuais problemas de escrita. Reescrevam-no fazendo as correções.

Competências específicas de Língua Portuguesa 3 e 9. Além disso, o trabalho em equipe e as ações individuais, sempre com autonomia, responsabilidade e determinação, levam os estudantes a desenvolverem a Competência geral 10

• Se necessário, apresente algumas sugestões de ideias para o final: eles encontram um caçador, um lenhador e um empresário que prejudicam a natureza e os convencem a mudar de atitude; eles convencem vários jovens a voltarem a acreditar neles e em sua importância para a proteção das matas.

OBJETIVOS

• Criar uma cena final de texto dramático.

• Planejar e produzir um roteiro de teatro e encenar.

• Praticar a oralidade por meio da encenação teatral.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes produzirão e encenarão um texto teatral, desenvolvendo, assim, as habilidades EF35LP25 e EF04LP25. O planejamento e a produção do final do texto, considerando as características do texto teatral, bem como sua revisão, utilizando conhecimentos linguísticos e gramaticais, possibilitam desenvolver as habilidades EF15LP05, EF15LP06, EF35LP07 e EF35LP09 O uso de recursos de referenciação, coesão pronominal (anafórica) e vocabulário adequado permite desenvolver as habilidades EF35LP08 e EF35LP14

• Ao utilizarem um editor de texto para digitar o texto teatral, dando destaque aos marcadores de falas e às rubricas, eles desenvolvem as habilidades EF15LP07, EF15LP08 e EF04LP27.

• Eles deverão também reconhecer a finalidade da encenação e empregar linguagem adequada, bem como utilizar gestos, expressões e tom de voz adequados ao texto, desenvolvendo as habilidades EF15LP12, EF15LP13 e EF35LP10, bem como a Competência geral 4 e as

12:39:48

• Para a produção, viabilize o uso de equipamentos de informática. Relembre aos estudantes a estrutura do texto dramático e auxilie-os na formatação, enfatizando os destaques necessários e adequados a cada situação, mas respeitando a autonomia deles ao editarem o texto.

• O exercício de revisão e reescrita apresentado nesta produção textual favorece o desenvolvimento de aspectos de coerência e coesão textuais para a prática de escrita. Esclareça que, nesse caso, o objetivo é o final estar coerente com as duas cenas originais da peça e coeso, isto é, com as partes componentes do texto bem articuladas, sem repetições desnecessárias etc.

PAPO DIGITAL

• Caso não seja viável o uso de recursos digitais, oriente os estudantes a formatarem o texto aplicando manualmente destaques às rubricas, por exemplo.

• É importante que as duas cenas lidas anteriormente sejam encenadas, para contextualizar a plateia. Portanto, defina com as equipes como isso se realizará.

• Se a escola não dispuser de um anfiteatro, improvise um palco em um espaço do pátio e disponha as cadeiras em torno dele. No momento da apresentação, cumprimente a plateia e contextualize o trabalho. Fotografe as apresentações para divulgar o trabalho nas mídias sociais da escola. Ao final, com os estudantes, agradeça a participação de todos.

• Com a participação dos estudantes, postem as cenas originais e as continuações criadas pelas equipes com fotos das encenações e divulguem à comunidade.

• Caso algum estudante tenha uma postura mais tímida durante a atividade ou se mostre relutante em participar da narração, é importante respeitá-lo encorajando-o sem ultrapassar seus limites e buscando contornar a situação da melhor forma possível. Verifique se é necessário adaptar a proposta, atribuindo outra função ou papel a algum estudante que não consiga desempenhar aquele que lhe dado. É importante que todos participem da atividade.

• Para avaliar o desempenho de cada um e o coletivo, organize uma roda de conversa a partir das questões apresentadas. Incentive todos a comentarem suas experiências, contribuições e atitudes, as quais podem ser diferentes nas próximas atividades, sobretudo nas coletivas.

PAPO DIGITAL

Os programas editores de texto têm diversas ferramentas para deixar o texto com um aspecto visual agradável ao leitor. Usem-nas com essa finalidade.

5. Com o texto impresso, ensaiem a encenação.

6. Definam quem vai interpretar os personagens e quem vai cuidar da sonoplastia (os sons que serão ouvidos); da iluminação; do cenário; do figurino; e da maquiagem.

Dica: Considere sua função na peça e siga essas instruções.

• Os atores, além de decorar suas falas, devem atentar às rubricas.

• Os responsáveis pela sonoplastia podem usar um equipamento de áudio ou reproduzir os sons com a voz ou com o corpo.

• Os responsáveis pelo figurino deverão usar a criatividade e adaptar o figurino com recursos fáceis de encontrar. Se resolverem criar um cenário, usem material simples: papelão, poliestireno expandido, pintura em papel etc.

7. Ensaiem quantas vezes forem necessárias para evitar imprevistos na apresentação. Se ocorrer algum imprevisto, ajam com tranquilidade para resolver.

8. Combinem com o professor o dia, o horário e o local da encenação e convidem outras turmas para apreciar esse momento.

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Na hora da apresentação:

1. os atores devem se lembrar de: falar articulando bem as palavras; garantir que as falas sejam expressivas; fazer pausas; dar ênfase às exclamações e interrogações para tornar a história atraente.

2. os demais participantes devem saber exatamente o que fazer nos bastidores e a hora exata de agir.

Avaliar

As equipes devem, então, avaliar o trabalho.

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

1. Todos contribuíram para a produção do final da história?

2. A produção e a realização da encenação tiveram a colaboração de todos?

3. Os atores falaram com clareza? Os demais souberam o momento de agir?

4. Foi bom participar de uma produção teatral? Por quê?

5. O que pode ser melhorado para próximas atividades como essa?

OBJETIVOS

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

Chegou o momento de avaliar os conteúdos estudados nesta unidade e a sua participação nas atividades.

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

Ficha de autoavaliação 1

Conteúdos estudados na unidade

Aprendi as características de uma fábula?

Entendi o que são pessoas do discurso e pronomes pessoais?

Compreendi as características de um texto dramático?

Aprendi a separar as palavras em sílabas e a classificá-las?

Aprendi a estrutura de um verbete e a usar o dicionário?

Ficha de autoavaliação 2

Participação nas atividades da unidade

Contribuí para as atividades orais em sala?

Colaborei com os colegas nas atividades coletivas?

Fiz as atividades de casa?

SAIBA MAIS

Eles se mudaram para o Brasil?!

Os autores Cristina Agostinho e Ronaldo Simões Coelho adaptaram narrativas de origem europeia para o contexto brasileiro e produziram a Coleção De Lá pra Cá O Pequeno Polegar se passa no Piauí e é apenas um dos títulos. Imagine a Rapunzel morando na Bahia, a Cinderela, em Minas Gerais, Joãozinho e Maria, na divisa de São Paulo e Rio de Janeiro e a Chapeuzinho Vermelho, na Amazônia!

AGOSTINHO, Cristina; COELHO, Ronaldo Simões. O Pequeno Polegar. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2014.

Outros povos, outras histórias

SIM NÃO

SIM NÃO

Muitos dos mitos e lendas que povoam nosso imaginário têm origem indígena. Em Nós: uma antologia de literatura indígena, você conhece histórias narradas por autores de diversas etnias indígenas do Brasil. No final de cada uma, há um texto contando a história da etnia e um glossário com palavras comuns do dia a dia desse povo.

NEGRO, Mauricio (org.). Nós: uma antologia de literatura indígena. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2019.

13/10/2025 12:39:49

• Avaliar os conteúdos estudados na unidade e a participação nas atividades.

• Os questionamentos propostos têm a finalidade de propiciar um momento para que os estudantes façam uma autoavaliação do aprendizado ao longo da unidade. É importante lembrar do papel que pode ter esse tipo de avaliação na gestão do aprendizado, a fim de que cada estudante possa refletir sobre as próprias estratégias de estudo e exercitar a responsabilidade pelo próprio aprendizado, aprimorando, assim, a autonomia nos estudos. Se necessário, retome os conteúdos estudados na unidade e verifique se algum estudante necessita de mais intervenções e acompanhamento para compreender melhor algum assunto. Se for o caso, aplique mais atividades para remediar eventuais defasagens.

MAZZA
EDIÇÕES

OBJETIVOS

• Analisar uma imagem e refletir sobre ela e o que ela provoca.

• Praticar a oralidade por meio da troca de ideias e da expressão de preferências e experiências de leitura.

• Refletir sobre os poemas, sua ludicidade e linguagem figurada.

BNCC

• Nas páginas de abertura, os estudantes mobilizarão habilidades da oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13). Além disso, desenvolverão diferentes competências, como o uso de linguagens variadas para se expressarem e partilharem informações, experiências, ideias e sentimentos ( Competência geral 4), exercendo também o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação (Competência geral 9).

• A observação e a análise da obra de arte permitem aos estudantes conhecerem e explorarem a linguagem artística, contemplando a Competência geral 3. Além disso, a discussão sobre heterogeneidade, respeito e paz, proposta com base na obra de arte, possibilita desenvolver o tema contemporâneo transversal Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras

UNIDADE2 JOGO DE PALAVRAS

CONTEÚDOS DESTA UNIDADE

• poema;

• discurso direto e discurso indireto;

• poema visual;

• reportagem;

• escrita de palavras com os ditongos -ai, -au, -ei e -ou;

• dicionário;

• sarau.

A dança da paz, de Pablo Picasso. Litogravura, 64 cm × 49 cm. 1961. 44

• As questões propostas nesta seção possibilitam reflexões e trocas de ideias. Oriente os estudantes a se expressarem com clareza, fazerem suas colocações e ouvirem as dos colegas com atenção, sempre respeitando os turnos de fala entre si.

• Os momentos de interação, como discussões, debates, trocas de ideias, produções orais e escritas coletivas proporcionam o desenvolvimento de competências socioemocionais relacionadas ao convívio respeitoso e harmonioso. Caso haja problemas de indisciplina ou de relacionamento, viabilize momentos para reflexões sobre a importância do respeito entre colegas de turma,

levando-os a considerar a empatia, a paciência e a confiança como elementos necessários para a boa convivência.

• Se possível, durante as atividades, tenha sempre à disposição uma ferramenta digital (computador, smartphone ou tablet) com acesso à internet que possibilite uma integração ao ensino. Ao surgir alguma dúvida, faça uma busca para obter informações que visem saná-la. Caso haja necessidade de consultar informações sobre gravuras ou exemplos de outros poemas ou declamação deles, faça uma busca para ampliar o repertório dos estudantes.

Observe a imagem e converse com os colegas sobre as questões a seguir.

1. 2. 3.

Que figuras fazem parte da gravura?

Que cores foram usadas para representar as figuras?

Em sua opinião, qual elemento da gravura mais se relaciona ao título

A dança da paz? Por quê?

4. Respostas e comentários nas orientações ao professor

A gravura transmite uma ideia que vai além do que as figuras sozinhas podem sugerir. Essa possibilidade também existe no poema. Com base nessa informação, o que pode haver em comum entre uma pintura ou uma gravura e um poema? O que você e os colegas imaginam?

trajetória escolar. Mencione que, no poema, a escolha das palavras, a distribuição delas em versos e estrofes, as relações entre elas e outros aspectos buscam criar sentidos diversos para o leitor. Portanto, assim como em uma pintura, os poemas exprimem um sentido figurado, que vai além do significado literal das palavras.

Respostas

1. As figuras representam pessoas dançando de mãos dadas em uma roda e uma pomba no centro com um ramo de oliveira no bico.

13/10/2025 12:42:16

2. Foram usadas as cores amarela, preta, vermelha, branca e azul para representar as figuras.

3. Resposta esperada: A pomba, porque ela simboliza a paz em diversas culturas ao redor do mundo.

4. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes lancem hipóteses, mesmo que simples ou equivocadas e, ao final, ao menos considerem a possibilidade de os poemas, assim como as pinturas e gravuras, exprimirem um sentido figurado, que vai além do significado literal das palavras.

• Leia para os estudantes a referência da obra A dança da paz e explique que, para produzir uma litogravura, o pintor desenha sobre a pedra utilizando água e substâncias gordurosas e depois passa a impressão para o papel. Explique à turma que Pablo Picasso (1881-1973) foi um artista espanhol muito importante para o mundo da arte.

• Ao propor a atividade 1, oriente os estudantes a observarem livremente a imagem, verificando suas primeiras impressões. Promova a introdução ao universo poético por meio da observação da litogravura, que valoriza metaforicamente a união, a paz, a diversidade e a harmonia entre as diferenças.

• Na atividade 2, explore as figuras representadas na obra levando os estudantes a atribuírem sentidos às cores, que supõem pessoas de etnias diferentes.

• Ao propor a atividade 3, aceite outras possibilidades, como as pessoas de mãos dadas em roda ou o fato de as pessoas serem representadas em diferentes cores. Chame a atenção dos estudantes para o elemento que cada figura humana carrega na mão e que a pomba carrega no bico: um ramo de oliveira. Comente que a oliveira também é vista como símbolo da paz por ser duradoura e dar frutos durante muito tempo.

• Ao promover a atividade 4, relembre com os estudantes os poemas que já leram ou que já conheceram em sua

OBJETIVOS

• Desenvolver habilidades leitoras por meio da leitura e análise de dois poemas para reconhecer as características do gênero.

• Praticar a escrita e a oralidade em sala de aula por meio de atividades relacionadas aos textos lidos.

BNCC

• Inicialmente, os estudantes participarão de uma roda de leitura sobre o texto a ser lido e serão levados a levantar hipóteses sobre o que é poema e poesia e sobre a relação deles com os pássaros, com base em conhecimentos prévios e nas pistas oferecidas pelo próprio material. Dessa forma, eles desenvolvem a habilidade EF15LP02, bem como as habilidades da oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13).

• A leitura do texto, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promovendo a autonomia dos estudantes, desenvolve as habilidades EF35LP01 e EF35LP21 , bem como contempla a Competência específica de Língua Portuguesa 3. Além disso, a leitura dramatizada dos poemas, considerando sua estrutura e suas características, desenvolve as habilidades EF35LP23, EF35LP27 e EF35LP28

• Ao lerem dois poemas, os estudantes envolvem-se em práticas de leitura literária, desenvolvendo o senso estético, respeitando e fruindo a cultura (Competência específica de Língua Portuguesa 9).

• A leitura dos poemas permite aos estudantes conhecerem e explorarem a linguagem poética, contemplando a Competência geral 3

3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem características dos pássaros, como o privilégio de voar, o canto, a beleza, a delicadeza, entre outras.

PALAVRAS, RITMOS E SONS

Escritos em versos e organizados em estrofes, os poemas brincam com as palavras e os sons, produzindo sentidos e provocando a reflexão do leitor.

RODA DE LEITURA: POEMA

ANTES DE LER

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes, de acordo com sua idade e seu repertório, apontem situações,

Responda às questões a seguir oralmente.

1. Para você, o que é um poema?

2. E poesia? O que, em sua opinião, pode ser poético?

1.

estranhas, engraçadas ou até tristes.

3. Os poemas que você vai ler se relacionam a pássaros. O que você mais admira nesses animais?

4. Que relação pode existir entre os pássaros e os poemas?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes deixem a imaginação fluir e apresentem suas reflexões. sentimentos ou experiências que considerem marcantes, emocionantes, curiosas,

Leia silenciosa e atentamente os poemas.

Pássaro livre

Gaiola aberta.

Aberta a janela.

O pássaro desperta.

A vida é bela.

A vida é bela

A vida é boa.

Voa, pássaro, voa.

MURALHA, Sidônio. Pássaro livre. In: MURALHA, Sidônio. A dança dos pica-paus Ilustrações de Isabel Pires. Rio de Janeiro: Nórdica, 1976. p. 51.

QUEM PRODUZIU?

Sidônio Muralha (1920-1982) foi um poeta e escritor português que, morando no Brasil, contribuiu muito para a literatura infantil. Em diversas de suas obras abordou a temática ambiental e a infância.

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes apontem alguma característica do gênero que os faça se lembrar dele, como um texto estruturado em estrofes e versos, com a presença de rimas, com a extensão mais curta, com ludicidade, entre outros. É importante que eles apresentem os significados comuns e objetivos para o gênero.

ANTES DE LER

• Oriente os estudantes a exporem suas ideias e a ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala entre si.

• Na atividade 2, conclua com os estudantes que poesia é aquilo capaz de inspirar, sensibilizar e despertar emoções e isso pode estar não

apenas nas coisas belas: um dia claro e quente pode ser poético para alguém; mas, para outra pessoa, o dia frio e chuvoso também pode. A poesia pode estar nos encontros, mas também nas despedidas; no barulho de uma fonte e no estrondo de um trovão ou de um vulcão; nas mais diversas formas de arte; em um pensamento; em palavras etc.

BRUNA MENEZES/ARQUIVO DA EDITORA

Os poemas

Os poemas são pássaros que chegam

não se sabe de onde e pousam no livro que lês.

Quando fechas o livro, eles alçam voo como de um alçapão.

Eles não têm pouso nem porto alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem.

E olhas, então, essas tuas mãos vazias, no maravilhoso espanto de saberes que o alimento deles já estava em ti...

QUEM PRODUZIU?

O gaúcho Mario Quintana (1906-1994) nasceu em Alegrete. Poeta, tradutor e jornalista, publicou vários livros de poemas para crianças, entre eles A rua dos cataventos, Pé de pilão e Pois é, poesia. Em 1981, ganhou da Academia Brasileira de Letras o importante Prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra.

Papo de leitor

1. a) Possíveis respostas: As rimas, os sons, as pausas, a entonação dos versos, entre outros aspectos. Professor, professora: Depois das leituras expressivas, retome o conceito de rima.

1. Você e os colegas vão fazer uma leitura expressiva dos poemas de acordo com o roteiro a seguir e com o auxílio do professor, se necessário.

• Organizem-se em quatro grupos: dois lerão o poema 1 e dois, o poema 2;

• Ensaiem a leitura prestando atenção no ritmo; nas palavras que merecem destaque; na entonação e nas pausas, que também são importantes na construção dos sentidos.

Depois de ler, respondam às questões a seguir.

a ) O que foi possível perceber na leitura expressiva que não havia sido percebido na leitura silenciosa?

b) O que mais se destacou nas leituras? Por quê?

Resposta pessoal. Espera-se que algo tenha se destacado aos estudantes nos momentos das leituras expressivas e que eles apontem isso.

13/10/2025 12:42:17

• A antologia Eu passarinho, além de apresentar os poemas de Mário Quintana, traz muitas outras produções desse poeta, desde aquelas publicadas em vida até outras publicadas postumamente. Nesses textos, Quintana retrata o cotidiano destacando o belo e o divertido, levando o leitor a refletir sobre isso. Se possível, apresente a obra aos estudantes e deixe-os folheá-la para que conheçam outros poemas desse autor.

• Após a leitura coletiva do poema 2, comente com os estudantes que ele contém uma descrição construída com linguagem figurada, por isso o poema é comparado a um pássaro.

• Sugira uma leitura silenciosa dos poemas e, posteriormente, faça uma leitura expressiva deles. Se possível, leve os estudantes a outro ambiente da escola, que seja silencioso, para a leitura expressiva proposta na atividade 1 da subseção Papo de leitor.

ATIVIDADE EXTRA

• Considerando a leitura expressiva do texto, proponha como atividade extraclasse que os estudantes declamem o poema para os familiares. Posteriormente, promova uma roda de conversa para compartilharem como foi a receptividade dos ouvintes.

QUINTANA, Mario. Os poemas. In: QUINTANA, Mario. Eu passarinho São Paulo: Ática, 2006. p. 86. (Coleção Para Gostar de Ler).

BNCC

• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social dos poemas, reconhecendo para que foram produzidos e quem os produziu.

• Os estudantes desenvolvem as habilidades

EF15LP03 , EF35LP03 , EF35LP04 e EF35LP05 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido quando necessário.

• Ao reconhecerem os poemas como um texto literário e valorizá-los em estrutura e temática, bem como ao identificarem os recursos rítmicos e sonoros e as metáforas, os estudantes desenvolvem as habilidades EF15LP15, EF35LP23, EF35LP27 e EF35LP31

• Após a atividade 5, complemente o conceito de metáfora, explicando aos estudantes que, em uma metáfora, deve haver alguma relação entre os elementos (geralmente dois substantivos). No caso dos poemas e dos pássaros, o eu lírico associa suas ações. Faça um teste, solicitando a eles que definam algo de modo criativo e apontem a relação entre o elemento e a definição dele. Apresente alguns exemplos: “Aquele jogador é fera”; “Minha mãe é uma flor”; “Seu irmão é um anjo”; “Meu computador é uma carroça”; “O ser humano é um grão de areia”.

• Na atividade 6, auxilie os estudantes a perceberem a ideia implícita de que cada leitor tem sua personalidade, carrega uma bagagem de conhecimentos e tem sentimentos. Diga que isso “alimenta” os poemas, criando-se, então, os sentidos dos

2. Muitos dos poemas de Sidônio Muralha abordam o meio ambiente. Isso ocorre no poema 1? Explique sua resposta.

Resposta: Sim. O poema 1 trata da liberdade de um pássaro, uma questão ambiental, já que prender pássaros é maltratá-los.

3. A saída do pássaro da gaiola é um modo de expressar qual das ideias a seguir?

As obrigações e as rotinas do nosso dia a dia.

A liberdade e as novas descobertas que a vida nos reserva.

Resposta: A liberdade e as novas descobertas que a vida nos reserva.

4. Que efeito a repetição da palavra voa no poema 1 cria? O que ela reforça?

Resposta: Cria um efeito de ênfase e reforça a velocidade para que o pássaro voe.

5. No texto 2, afirma-se que os poemas são pássaros. Por que eles ganharam essa definição, de acordo com o texto?

Resposta: Porque os poemas, como os pássaros, chegam de repente, pousam um instante e logo vão embora. Se necessário, evidencie aos estudantes que, no texto, o eu lírico diz que eles pousam no livro quando lemos e voam quando o fechamos. Isso mostra que os poemas são leves e breves, como a própria leitura deles, mas deixam algo importante em quem lê.

Dizer que poemas são pássaros é usar a linguagem de forma figurada, pois a palavra poemas ganhou outro significado. Quando damos um significado novo e criativo a um ser ou a um elemento, usamos uma figura de linguagem chamada metáfora

6. No final do texto 2, lemos que o “alimento” dos poemas não estava nas mãos do leitor, mas nele próprio. Releia o trecho que menciona isso.

E olhas, então, essas tuas mãos vazias, no maravilhoso espanto de saberes que o alimento deles já estava em ti...

Como você interpreta esse final do poema 2?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes apresentem suas interpretações conforme as ideias implícitas nos últimos versos do poema.

poemas de acordo com a percepção de cada leitor. Aproveite para explorar o uso das aspas na palavra alimento, nesse caso com a função de indicar que não se trata de um alimento no sentido denotativo, mas sim conotativo, isto é, foram usadas para chamar a atenção para o sentido com o qual a palavra foi empregada: um sentido diferente do convencional.

7. Compare a estrutura dos dois poemas. Qual é a principal diferença que você percebe entre eles?

Resposta: Que o poema 1 tem divisões, segmentações, e o poema 2 não tem.

Cada linha de um poema recebe o nome de verso. Cada agrupamento de versos forma uma estrofe

8. Releia em voz alta os seguintes versos do poema 1

A vida é bela.

A vida é bela

A vida é boa.

a ) Indique as sílabas que representam os sons fortes nesses versos.

Resposta: As sílabas vi, be e bo

b) O que o tamanho desses versos e a alternância entre as sílabas fracas e fortes criam para o poema?

Resposta: Ritmo.

Rima. Ritmo. Emoção.

O ritmo de um poema depende do tamanho e do corte dos versos, assim como da posição das sílabas fortes e fracas.

c ) Complete a seguinte afirmação:

Os sons de consoante que mais se repetem nesses três versos são os das letras , e

Resposta: V, D e B.

d) O que a repetição desses sons sugere nesse caso?

O barulho do pássaro acordando e se preparando para voar.

O barulho da porta da gaiola se abrindo para o pássaro entrar.

O barulho das janelas da casa onde o pássaro vivia.

Resposta: O barulho do pássaro acordando e se preparando para voar.

A repetição de sons consonantais produz um efeito sonoro chamado aliteração

• Na atividade 7, os estudantes também podem apontar que o poema 2 tem versos mais extensos e mais palavras, entre outras percepções. Auxilie-os na comparação estrutural dos poemas a fim de que eles percebam a construção dos versos em três estrofes, no poema 1; e em uma estrofe, no poema 2

• Após a leitura dos conceitos de verso e estrofe, explique aos estudantes que, no poema 1, a primeira estrofe é composta de quatro versos; a segunda, de dois versos; e a terceira, de um verso.

• No item a da atividade 8, explique aos estudantes que a contagem de sílabas em um poema (sílabas poéticas) é diferente da contagem regular de sílabas em palavras. As sílabas poéticas seguem a sonoridade dele e, em alguns casos, podem unir duas sílabas gramaticais em uma só sílaba sonora, como no verso “A vida é bela”, em que há quatro sílabas poéticas: a-vi-daé-be (a última sílaba átona nunca é considerada na contagem das sílabas poéticas).

• Antes de propor o item b da atividade 8, leve os estudantes a perceberem que os versos apresentados são curtos.

• No item d, enfatize que essa escolha no poema é proposital e que esse recurso deve ser empregado apenas quando se tem alguma intenção.

13/10/2025 12:42:17

• No item c da atividade 9, enfatize aos estudantes que essa escolha no poema também é proposital, assim como a assonância, e que esse recurso deve ser empregado apenas quando se tem alguma intenção.

• Na atividade 10, explique que um dos recursos poéticos mais estudados desde os anos iniciais do Ensino Fundamental é a rima, por isso não apresentamos o conceito, mas sim o solicitamos como resposta. Se necessário, ajude os estudantes a se recordarem desse recurso, que, muito provavelmente, já conhecem.

ATIVIDADE EXTRA

• Se julgar pertinente, após a atividade 9, proponha um jogo de escuta atenta. Para isso, selecione previamente um texto em que haja aliteração e assonância bem perceptíveis. Depois, organize os estudantes em uma roda e combine com eles que, a cada repetição de determinado som consonantal, eles devem erguer os braços e, a cada repetição de determinado som vocálico, eles devem pular. Dessa forma, eles se mostrarão atentos para identificar essas repetições no texto.

• Caso seja necessário, antes da atividade 10, proponha atividades de reconhecimento de rima como reforço ou para sanar alguma eventual defasagem que perceber. Uma possibilidade é a brincadeira das rimas. Para desenvolvê-la, forme duas equipes. Visite cada grupo individualmente e apresente uma terminação, por exemplo -ol, -á, -ão, -é, -or etc. Cada grupo deve receber uma terminação diferente. Peça a cada estudante que escreva cinco palavras com aquela terminação. Em seguida, cada grupo avalia as palavras sugeridas e elege cinco, podendo ser as cinco mais recorrentes, e as registra. Posteriormente, um grupo cita uma palavra

9. Agora, releia em voz alta estes versos do poema 1

Gaiola aberta.

Aberta a janela.

O pássaro desperta.

A vida é bela.

a ) Com a ajuda do professor, indique a última sílaba forte de cada verso.

Resposta: Ber, em aberta; ne, em janela; per, em desperta e be, em bela

b) Qual é a vogal que se repete nessas sílabas? O som dessa vogal é aberto ou fechado?

Resposta: A vogal E. O som é aberto.

c ) Que relação existe entre o som dessa vogal e o assunto do poema?

Resposta: É possível relacionar o som aberto da vogal e à gaiola aberta, por onde os pássaros devem sair e ser livres.

O efeito sonoro criado com a repetição de vogais se chama assonância

10. Leia em voz alta as seguintes palavras dos primeiros versos do poema 2

chegam • pousam

a ) O que elas têm de semelhante?

Resposta: A terminação -am

b) Que nome recebe esse recurso poético?

Resposta: Rima.

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes revisitem as hipóteses levantadas antes da leitura para responder e justificar suas respostas.

3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem seus conhecimentos

prévios em caso de resposta afirmativa e as justifiquem, ou apenas digam que não e fundamentem suas respostas.

AGORA QUE JÁ LEMOS

Responda às questões a seguir oralmente.

1. De qual dos poemas você mais gostou? Por quê?

2. A relação entre os pássaros e os poemas, apresentada no texto 2, foi a mesma que você pensou antes de ler o texto? Explique sua resposta.

3. Você já conhecia os recursos poéticos que foram estudados, como metáfora, aliteração, assonância e rima? O que acha desses recursos?

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes expressem suas preferências e justifiquem-nas.

para o grupo adversário dizer uma palavra que rima com ela. Se rimar, o grupo marca 1 ponto; se rimar e a palavra for uma das cinco que o grupo escreveu, marca 3 pontos. As rodadas se repetem até as palavras se esgotarem. Vence a equipe que marcar mais pontos.

AGORA QUE JÁ LEMOS

• Aproveite a atividade 1 para sondar as preferências de leitura dos estudantes e sugerir outras leituras relacionadas, a fim de ampliar o repertório deles. Uma possibilidade é selecionar outros títulos dos mesmos autores.

• Na atividade 2, retome as respostas apresentadas no boxe Antes de ler e amplie-as com as percepções dos estudantes após as leituras e as atividades realizadas.

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• Na atividade 3, conduza os estudantes a perceberem a importância desses recursos e a riqueza de sentidos produzida pelo uso deles. Comente que, na seção Hora de produzir, eles poderão usar esses recursos para criar os mais diversos sentidos em suas produções.

JANELAS

Poemas que descrevem, poemas que fazem pensar

Os poemas podem narrar uma história, expressar ideias, descrever o mundo ou defender uma posição. Leia estes poemas e perceba o que eles propõem.

Compro um barco cheio de vento

com velas cor de firmamento e uma bússola que aponte sempre para as luas de Saturno.

Compro um barco que conheça caminhos secretos de mares desconhecidos.

Um barco feito de vento onde caibam todos os meus amigos.

Compro um barco que saiba decifrar os segredos escondidos no coração das noites sem luar.

MURRAY, Roseana. Compro um barco cheio de vento. In: MURRAY, Roseana. Classificados poéticos Ilustrações de Mari lnes Piekas. 4. ed. São Paulo: Moderna, 2010. p. 23.

Videogame

Videogame não tem mola, não pula, estica, nem rola.

Não tem gosto, não tem cheiro, não tem pelúcia nem pelo.

Não tem peça pra encaixar, não tem jeito de montar.

Não tem bola, nem pedal, no mundo não tem igual.

rítmicos e sonoros e as metáforas, os estudantes desenvolvem as habilidades EF15LP15 e EF35LP31

• Por fim, ao participarem de um debate com os colegas sobre o uso de videogames, os estudantes desenvolvem habilidades da conversação espontânea, de interação e de argumentação, utilizando o registro linguístico adequado (EF15LP11, EF15LP13 e EF35LP15). O debate promove também as Competências gerais 4 e 7 e a Competência específica de Língua Portuguesa 6

É muitos jogos num só, faz o resto virar pó.

E às vezes dá saudade dos brinquedos de verdade.

OBJETIVOS

• Ler dois poemas e refletir sobre o que eles expressam e sua linguagem figurada.

• Praticar a oralidade por meio de um debate sobre questões relacionadas ao uso do videogame em relação a outros tipos de brinquedo.

BNCC

• A leitura do texto, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promovendo a autonomia dos estudantes, desenvolve as habilidades EF35LP01 e EF35LP21 , bem como contempla a Competência específica de Língua Portuguesa 3. Eles envolvem-se em práticas de leitura literária, desenvolvendo o senso estético, respeitando e fruindo a cultura indígena (Competência específica de Língua Portuguesa 9).

• A leitura dos poemas permite aos estudantes conhecerem e explorarem a linguagem poética, contemplando a Competência geral 3

• Os estudantes desenvolvem as habilidades EF15LP03 , EF35LP03 , EF35LP04 e EF35LP05 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas nele, inferindo o sentido quando necessário.

• Ao reconhecerem os poemas como um texto literário e valorizá-los em estrutura e temática, bem como ao identificarem os recursos

12:42:18

• Antes da leitura do poema 1, explique aos estudantes que anúncios classificados são textos que oferecem algum produto para venda ou procuram algum produto para compra. Se possível, apresente um exemplar e analise-o com a turma. Destaque o uso da linguagem objetiva e direta. Mostre que o poema faz parte do livro Classificados poéticos e pergunte que tipo de produto imaginam encontrar nesse poema. O poema contém uma descrição construída com linguagem figurada, por isso o barco não é descrito com objetividade.

CUNHA, Léo. Videogame In: CUNHA, Léo. Só de brincadeira. Ilustrações de Anna Cunha. Curitiba: PSD Educação, 2021. p. 9.

• Se necessário, na atividade  1, auxilie os estudantes na localização das rimas.

• Ao explorar a atividade 3, evidencie que várias das imagens são personificações, pois atribuem ao barco ações humanas, como decifrar segredos e conhecer caminhos.

• Na atividade 4, explique que o poema 2 apresenta uma argumentação construída sobre a negação de características e aspectos físicos e táteis que se esperam de um brinquedo e, portanto, o eu poético deixa implícita sua posição contrária ao uso do videogame

• A atividade 5 possibilita um debate sobre a relação dos estudantes com o videogame. Escolha um ambiente e disponha os grupos em dois semicírculos para que se vejam. Determine a vez e o tempo de cada um falar e enfatize que deve haver atenção e silêncio enquanto alguém estiver falando. Explique que as opiniões e os posicionamentos não precisam ser divergentes, mas complementares ou servir para que surjam novas ideias. Chame a atenção para o respeito às opiniões e às ideias e para o momento adequado de falar e ouvir. Enfatize a importância desse debate, que trata de um assunto relevante para a vida cotidiana e escolar. Propicie oportunidades para que os estudantes verbalizem seu raciocínio, participando autônoma e ativamente da troca de ideias.

• Converse com o grupo 1, incentivando os estudantes a pensarem nas possibilidades de interação proporcionada pelos jogos de videogame e nas habilidades que eles desenvolvem.

• Reúna-se com o grupo 2 e incentive os integrantes a considerarem as habilidades e as formas de interação proporcionadas pelos brinquedos “de verdade”.

4. a) Resposta pessoal: Espera-se que os estudantes reconheçam que se trata de um brinquedo com que se possa brincar na interação real, e não virtual.

1. Ambos os poemas apresentam rimas como recurso poético. Contorne-as.

2. O poema 1 descreve um barco.

a ) A descrição do barco é objetiva? Por quê?

Resposta: Não, porque o poema trata de um barco que o eu do poema imagina que possa levá-lo a viver aventuras. É um barco imaginário, que fala dos sentimentos do eu poético.

b) Que sensação ou emoção o poema 1 sugere?

Possíveis respostas: Liberdade, leveza, alegria.

3. Para descrever o barco, o poema 1 usa vários recursos da linguagem poética. Indique ao menos duas ocorrências de linguagem figurada no poema 1

Possíveis respostas: “barco cheio de vento”; “barco que conheça / caminhos secretos”; “barco feito de vento”; “bússola que aponte sempre / para as luas de Saturno”; barco que saiba decifrar / os segredos”; “coração das noites sem luar”.

4. O poema 2 compara um videogame a um brinquedo “de verdade”.

a ) Converse com os colegas: o que seria um brinquedo de verdade?

b) O eu poético deixa implícita uma opinião contrária ou favorável ao videogame? Que argumentos ele apresenta para justificar sua opinião?

Resposta: Expressa opinião contrária. Possível resposta: Todos os versos do poema, com exceção dos da última estrofe, são argumentos contrários ao uso do videogame

5. Considere essas instruções e questões para realizar um debate orientado.

• Formem dois grupos:

• o grupo 1 deve apresentar argumentos favoráveis ao uso do videogame

• o grupo 2 deve defender a utilização de brinquedos “de verdade”.

• Empreguem o registro formal da língua e expressões de respeito.

• Respeitem a vez e as ideias dos colegas ouvindo-os com atenção.

• Elaborem perguntas aos colegas conforme as ideias forem expostas.

Comentários nas orientações ao professor

A classe deve, então, avaliar o debate: os dois grupos apresentaram argumentos? Eles são válidos?

1. Resposta: No poema 1, os estudantes devem contornar as terminações nas palavras vento/ 52

firmamento; desconhecidos/amigos/escondidos. No poema 2, mola/rola; cheiro/pelo; encaixar/montar; pedal/igual; só/pó; saudade/verdade

• Apresente ideias para serem desenvolvidas pelos dois grupos. Por exemplo, o excesso de tempo nas telas pode prejudicar a capacidade de concentração, de aprendizagem e afetar a convivência e a saúde mental; o impacto que o uso de telas para diversão causa sobre os estudos; entre outras.

• Finalize incentivando os estudantes a avaliarem os argumentos apresentados pelos dois grupos e comente a recomendação de especialistas para o controle parental desse dispositivo para evitar riscos às crianças e impedir que elas se comportem de maneira inadequada no meio virtual.

OBJETIVOS

É LÍNGUA, É LINGUAGEM

Discurso direto e discurso indireto

1. No poema a seguir, o poeta Paulo Leminski se lembra da mãe. Leia-o.

1. a) Possíveis respostas: Poderosa, sábia, detentora de autoridade, mágica etc. Porque tudo lhe obedecia, isto é, as coisas funcionavam quando a mãe estava à frente delas.

minha mãe dizia

— ferve, água! — frita, ovo! — pinga, pia! e tudo obedecia.

QUEM PRODUZIU?

1. b) Resposta: Os estudantes devem pintar de amarelo os versos “minha mãe dizia” e “e tudo obedecia”.

LEMINSKI, Paulo. Minha mãe dizia. In: LEMINSKI, Paulo. Toda poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 39.

O escritor, poeta, crítico, tradutor e professor curitibano Paulo Leminski (1944-1989) é um dos grandes nomes da poesia recente no Brasil. Autor com estilo próprio e linguagem marcante. Sua obra é muito influenciada pelos ditados populares e pelos haicais da cultura japonesa.

a ) O eu lírico ou eu poético de um poema é aquele que fala no texto. Se fosse uma narrativa, seria o narrador. Como parece que era a mãe do eu lírico desse poema? Por quê?

b) Pinte de amarelo os versos em que é o eu lírico quem fala no poema.

c ) Pinte de azul os versos em que é a mãe quem fala no poema.

d) Que sinal de pontuação inicia as falas da mãe no poema?

Resposta: Travessão.

1. c) Resposta: Os estudantes devem pintar de azul os versos “— ferve, água!”, “— frita, ovo!” e “— pinga, pia!”.

No poema, as falas da mãe são um exemplo de discurso direto. O discurso direto é caracterizado pela fala direta de um personagem em um poema ou em uma narrativa e pode ser introduzido por um travessão ou vir entre aspas. Por exemplo: — Ferve, água!

“Ferve, água!”

• Como o gênero trabalhado no início da unidade é o poema, conduza o estudo do discurso direto e indireto por meio de exemplares desse gênero. Os estudantes poderão observar o funcionamento desses discursos em poemas e tirinhas, enriquecendo sua compreensão ao perceberem como eles ocorrem nesses gêneros.

• O item a da atividade 1 tem o objetivo de mostrar aos estudantes a função caracterizadora do discurso direto: aos olhos do eu lírico, a mãe tinha o poder quase mágico de interferir nos fenômenos da vida cotidiana. Acolha as respostas dos estudantes e peça-lhes que justifiquem suas impressões sobre a mãe do poeta.

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• Nos itens b e c, espera-se que eles percebam a função do travessão como indicador do discurso direto e localizem os dois trechos que expressam a voz do eu lírico. Explique-lhes que os verbos expressos em cada travessão (ferve, frita, pinga) são formas verbais conjugadas no modo imperativo e expressam uma ordem dada, respectivamente, à água, ao ovo e à pia.

• Após o item d, explique à turma que há no poema o discurso direto, mas que, por causa de sua maior liberdade, a linguagem poética não obedece às convenções dos textos narrativos. Por isso, não há dois-pontos na primeira fala do eu lírico e não se usa letra maiúscula no início das falas.

• Conhecer o discurso direto e o discurso indireto e diferenciar um do outro.

• Refletir sobre o efeito de sentido dos verbos de enunciação.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes são levados a identificarem o discurso direto e o discurso indireto e diferenciá-los, desenvolvendo a habilidade EF35LP30.

• O estudo dos discursos direto e indireto permite à turma apropriar-se da norma-padrão, contemplando as Competências específicas de Língua Portuguesa 1 e 2

• Ao lerem e compreenderem dois poemas e uma tirinha, construindo o sentido do poema e da história em quadrinhos, relacionando o texto a ilustrações e recursos gráficos, os estudantes desenvolvem as habilidades EF15LP04, EF15LP14 e EF15LP18

• Eles desenvolvem, ainda, as habilidades EF15LP03, EF35LP03 e EF35LP04 ao identificarem a ideia central dos textos explorados na seção e ao localizarem neles informações explícitas.

• A leitura dos poemas e da tirinha permite desenvolver a habilidade de leitura autônoma (EF15LP17, EF35LP01, EF35LP21 e EF35LP23).

• Após a leitura do conceito de verbo de enunciação, destaque aos estudantes que no poema de Paulo Leminski somente a primeira fala é introduzida por um verbo de enunciação. As demais se seguem uma à outra, bastando ao leitor perceber que elas são falas da mesma personagem (a mãe do eu lírico).

• Após a leitura do poema de Paulo Leminski, evidencie para a turma a estrutura não convencional do poema ao marcar o discurso direto sem os dois-pontos e com letras minúsculas. Se necessário, mostre-lhes um texto com uma sequência narrativa em que esses recursos tenham sido empregados para que os comparem e notem a diferença. Evidencie também a licença poética para casos como esse, em que o artista tem liberdade para transgredir as normas, nesse caso gramaticais, para expressar toda a sua criatividade.

• No item b da atividade 3, explore a mudança de sentido que a alteração do verbo de enunciação provocaria no texto.

• O exercício de reescrita na atividade 4 desenvolve nos estudantes aspectos de coesão e coerência, uma vez que eles precisam manter o sentido do texto e empregar um verbo de enunciação no trecho apresentado.

2. No poema, as falas da mãe são introduzidas por um verbo. Qual é esse verbo?

Resposta: O verbo dizer (dizia).

Os verbos que introduzem um discurso direto são chamados verbos de enunciação. Esses verbos são usados para apresentar a maneira pela qual uma pessoa se expressa, dando a ideia do tom, da atitude, do modo como ela disse aquela frase.

3. Imagine que no verso estivesse escrito: “Minha mãe ordenava [...]”.

a ) Que diferença de sentido causaria?

Resposta: Caracterizaria a mãe como uma pessoa autoritária, brava, dura, enérgica, dominadora etc.

b) Que outra forma verbal poderia ser usada como verbo de enunciação?

Possíveis respostas: Gritava, mandava, pedia, sussurrava.

4. Às vezes, os verbos de enunciação não estão escritos nos textos, mas é possível imaginar quais são eles.

a ) Releia um trecho da lenda O pajé e o ratinho, estudada na Unidade 1

Mas em seu primeiro voo, fugiu de medo de um bem-te-vi, indo direto à oca do sábio pajé. — O que quer agora?!

Reescreva esse trecho acrescentando um verbo de enunciação. Faça as adaptações necessárias.

Possível resposta: Mas em seu primeiro voo, fugiu de medo de um bem-te-vi, indo direto à oca do pajé, que lhe perguntou: — O que quer agora?

b) Em que tempo está esse verbo?

Resposta: Passado.

Presente. Passado. Futuro.

a ) A imagem que Armandinho faz de sua mãe é parecida com a que o eu lírico faz da dele? Por quê?

Resposta: Não, pois, na tirinha, Armandinho parece

se aborrecer com sua mãe, enquanto no poema o eu lírico parece se encantar com a dele.

b) O que o último quadrinho sugere: Armandinho concordou ou não com sua amiga? Como é possível saber?

Resposta: Ele concordou com o que sua amiga disse, pois foi arrumar o quarto sem que a mãe precisasse pedir.

c ) No primeiro quadrinho, pinte de verde o trecho que corresponde ao que a mãe de Armandinho diz.

Resposta: Os estudantes deverão pintar de verde o trecho “pra eu arrumar o quarto!”.

d) Na voz de quem está a fala da mãe do menino no primeiro quadrinho?

Na voz da própria mãe de Armandinho.

Na voz de Armandinho.

Resposta: Na voz de Armandinho.

e ) Copie o verbo de enunciação que introduz a fala da mãe no primeiro quadrinho.

Resposta: Dizendo. Verbo dizer.

A tirinha apresenta um exemplo de discurso indireto. No discurso indireto, a fala de um personagem aparece pela voz de outro personagem ou pela voz do narrador.

O discurso indireto também pode ser introduzido por um verbo de enunciação, em geral, no passado, porque se refere a algo que já foi dito.

Os verbos de enunciação podem ser usados para expressar sentimentos, intenções e atitudes: dizer, gritar, perguntar, implorar, sussurrar, exclamar, replicar, responder, entre muitos outros.

• Na atividade 5, a tirinha proposta para leitura também projeta uma imagem da mãe, assim como o poema de Paulo Leminski. A diferença reside no fato de que, na tirinha, a imagem da mãe está expressa por meio do discurso indireto de Armandinho.

• Como a tirinha menciona um dos cuidados típicos de mães, recomenda-se proceder com o máximo de tato e sensibilidade caso haja na sala de aula estudantes que não tenham mãe presente (por falecimento, abandono etc.) ou que são criados por outras pessoas.

• No item a, se os estudantes tiverem dificuldade para responder, chame a atenção deles para a fala de Armandinho no primeiro quadrinho (“Tem coisa pior que isso?”), que evidencia que ele se sente muito aborrecido com os pedidos da mãe para que ele arrume o quarto. Se necessário, apresente outras questões auxiliares, como: “Em qual caso o retrato da mãe é positivo?”; “Como Armandinho se sente com o pedido da mãe?”.

• Os itens b e c podem oferecer alguma dificuldade aos estudantes. Se for esse o caso, proponha que façam um exercício de adaptação da fala do primeiro quadrinho, introduzindo nele o discurso direto da mãe. O texto ficaria assim: “A mãe vive dizendo: — Vá arrumar o quarto, Armandinho”. 5. Leia esta tirinha em que Armandinho fala de sua

ATIVIDADE EXTRA

• Após as atividades desta página, reforce a informação de que os verbos de enunciação podem ser utilizados como elemento de caracterização dos personagens e incentive os estudantes a pesquisarem em dicionários o sentido dos verbos enumerados nos itens a e b da atividade 4 (ordenar, gritar, mandar, pedir e sussurrar), bem como procurar, em livros ou sites confiáveis, trechos de sequências narrati-

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vas em que esses e outros verbos tenham sido empregados.

• Posteriormente, oriente os estudantes a elaborarem uma lista com os exemplos colhidos na pesquisa, indicando em cada exemplo o modo como os verbos de enunciação foram usados para caracterizar os personagens. Por exemplo, o verbo sussurrar pode caracterizar o personagem como submisso ou dado a fofocas.

BECK, Alexandre. Armandinho cinco. Florianópolis: A. C. Beck, 2015. p. 77.

• Ao propor a atividade 1, evidencie aos estudantes que, no discurso indireto, o narrador relata o conteúdo da fala do personagem, e não a fala propriamente dita. Destaque o emprego da expressão “segundo ele” na primeira estrofe, na qual o narrador evidencia que não se responsabiliza pela informação dada porque ela foi transmitida pelo passarinho.

ATIVIDADE EXTRA

• Considerando a temática explorada no poema, promova uma dinâmica em sala de aula, de modo que os estudantes percebam a problemática da fofoca. Para tanto, organize-os em roda, entregue uma folha para cada um e oriente-os a desenhar um objeto e passá-lo para o integrante que estiver do lado direito. Este deve observar o desenho, dobrar a folha e descrever o objeto que viu com palavras e passar a folha para o próximo, que deverá ler a descrição, dobrar a folha e fazer um novo desenho com base naquilo que estava descrito. Todos devem fazer isso, até a folha retornar ao primeiro desenhista. Ele deverá observar as diferenças entre o primeiro e o último desenho. Na sequência, promova uma discussão sobre os ruídos na comunicação, muito frequentes em fofocas. Incentive-os a conversar abertamente sobre os problemas escolares e suas preocupações, chamando a atenção para o fato de que a fofoca pode ofender as pessoas, prejudicar as relações interpessoais e promover o bullying

PARA PENSAR E PRATICAR

1. Leia o poema a seguir, que fala sobre um passarinho.

O que disse o passarinho

Um passarinho me contou que o elefante brigou com a formiga só porque enquanto dançavam (segundo ele) ela pisou no pé dele!

Um passarinho me contou que o jacaré se engasgou e teve que cuspi-lo inteirinho quando tentou engolir, imaginem só, um porco-espinho!

Um passarinho me contou que o namoro do tatu e a tartaruga deu num casamento de fazer dó: cada qual ficou morando em sua casca em vez de morarem numa casca só.

Um passarinho me contou que a ostra é muito fechada, que a cobra é muito enrolada, que a arara é uma cabeça oca, e que o leão-marinho e a foca...

Xô, xô, passarinho, chega de fofoca!

a ) Por que o passarinho é considerado fofoqueiro?

Resposta: Porque ele fala da vida de todos os bichos da floresta.

b) Contorne, no texto, o verbo de enunciação que prova que o passarinho espalhava informações sobre a vida dos bichos.

Resposta: Os estudantes devem contornar o verbo contar (contou).

c ) Copie do texto um exemplo de discurso indireto.

Possível resposta: Um passarinho me contou/que o elefante brigou com a formiga/só porque enquanto dançavam (segundo ele)/ela pisou no pé dele!

AVALIANDO

• Depois da correção das atividades, é possível discutir com os estudantes como eles se saíram nas questões e verificar a percepção deles em relação ao nível de dificuldade que tiveram em cada atividade para, com base nisso, preparar as estratégias para as próximas abordagens.

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PAES, José Paulo. O que disse o passarinho. In: PAES, José Paulo. Um passarinho me contou. Ilustrações originais de Kiko Farkas. São Paulo: Ática, 1996. p. 2.
DANIEL

HORA DE PRODUZIR

Poema

Você já conheceu muitos poemas. Agora é a sua vez de escrever um.

O que vai produzir

Com o uso de um programa de edição de texto, você vai escrever um poema que fará parte de um livro de poemas da turma.

Planejar

Coloque em prática os recursos poéticos que você estudou: rima, aliteração, assonância, metáfora, agrupamento dos versos em estrofes. Decida como pretende construir seu poema. Seus versos vão rimar? Vão explorar a repetição de palavras ou de sons? Como eles estarão organizados? Lembre-se de que o corte pode destacar certas partes e, assim, provocar certos sentidos no poema.

Produzir

Faça um rascunho, depois escreva o poema no programa de edição de texto, verificando os seguintes itens.

1. Os sentidos estão de acordo com o que você quis dizer?

2. As partes dele estão de acordo entre si?

3. Há algo que precise ser melhorado?

Troque seu poema com um colega e analise os seguintes pontos:

1. O poema está claro e usa recursos que atraem o leitor?

2. Há alguma mudança para sugerir ao colega?

Depois de destrocar os textos, leia os comentários do colega. Se tiver dúvidas, converse com ele. Mostre-o também ao professor. Por fim, reescreva fazendo as alterações.

Compartilhar

Em um dia previamente combinado com o professor, você e os colegas vão produzir o livro de poemas e doá-lo à biblioteca da escola. Siga as instruções do professor e bom trabalho!

Avaliar

Avalie o trabalho levando em conta estes itens:

1. Foi importante planejar o texto antes de escrevê-lo?

2. Você fez os ajustes necessários antes da versão final do texto?

3. Foi bom contribuir para a produção de um livro de poemas?

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor 57

tidiano, natureza etc. Oriente-os a selecionar palavras explorando a sonoridade.

• Após a produção do texto, promova a revisão em pares e a reescrita para aprimorarem a coerência e a coesão textuais. Faça sugestões de melhoria por escrito, para que possam consultá-las, e destaque as qualidades do poema.

• Se não for possível usar um programa de edição, proponha o registro manuscrito, retomando a grafia dos diferentes tipos de letras e incentivando a prática da letra cursiva.

• Para compor o livro de poemas, divida-os em três grupos, cada um responsável por uma parte:

OBJETIVOS

• Escrever um poema para integrar o livro de poemas da turma.

• Planejar e produzir um poema usando recursos poéticos como rima, aliteração, assonância e metáfora.

BNCC

• Ao produzirem um poema considerando as características do gênero, os estudantes desenvolvem as habilidades EF15LP19 e EF35LP27. Assim, utilizam a linguagem verbal e desenvolvem a linguagem artística e o senso estético, contemplando as Competências gerais 3 e 4 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 3 e 9. O planejamento, a produção e a revisão do poema, utilizando conhecimentos linguísticos e gramaticais, possibilitam desenvolver as habilidades EF15LP05, EF15LP06 e EF35LP07. O uso de recursos de referenciação, coesão pronominal e vocabulário adequado permite desenvolver as habilidades EF35LP08 e EF35LP14. Por fim, ao usar o editor de textos, eles desenvolvem as habilidades EF15LP07 e EF15LP08

• No planejamento, retome com os estudantes recursos essenciais do poema, como ritmo, rima, efeitos sonoros e linguagem figurada. Depois, auxilie-os a definir o tema: sentimentos, emoções, co-

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sumário, capa e quarta capa. Oriente-os a reunir todos os poemas e a organizá-los por tema ou ordem alfabética (por título ou nome do autor).

• Para a avaliação, proponha as questões sugeridas e, se necessário, elabore outras baseadas no desenvolvimento da atividade e da turma. Retome os momentos da produção, identifique as dificuldades e os avanços dos estudantes e proponha remediações, se for o caso. Ouça e acolha seus apontamentos e reforce os aspectos positivos, conscientizando-os do aprendizado conquistado.

OBJETIVOS

• Desenvolver habilidades leitoras por meio da leitura e análise de poemas visuais para reconhecer as características do gênero.

• Praticar a escrita e a oralidade em sala de aula por meio de atividades relacionadas aos textos lidos.

BNCC

• Inicialmente, os estudantes participarão de uma roda de leitura sobre os textos a serem lidos e serão levados a levantar hipóteses sobre o que é poético com base em conhecimentos prévios e nas pistas oferecidas pelo próprio material. Dessa forma, eles desenvolvem a habilidade EF15LP02, bem como habilidades de oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13).

• Ao apreciarem e explorarem o poema-objeto do poeta catalão Joan Brossa a fim de compreenderem o poético, os estudantes desenvolvem a compreensão de mundo e a valorização de uma manifestação artística, contemplando as Competências gerais 1 e 3

POEMAS DE VER E LER

O poema pode explorar outras linguagens além da linguagem verbal. Por exemplo, os desenhos e as formas gráficas de letras podem ajudar a compor um poema e produzir sentido. É o que acontece na leitura a seguir.

RODA DE LEITURA: POEMA VISUAL

ANTES DE LER

A fotografia a seguir reproduz um poema-objeto do poeta Joan Brossa (1919-1998). Observe essa obra, depois responda oralmente às questões.

BROSSA, Joan. Poema-objeto (1969). In: BROSSA, Joan. Poesia vista São Paulo: Amauta Editorial, 2005. p. 109.

1. A esfera colocada sobre a plataforma de madeira é um dado.

a ) Ela se parece com um dado? Por quê?

Resposta: Não, porque os dados

que conhecemos apresentam a forma de um cubo, não de uma esfera.

b) O que há em comum entre a esfera apresentada nessa obra e um dado?

Resposta: Os pontos pretos que indicam a quantidade de pontos.

2. Que tipo de reação lhe parece mais comum diante de algo que achamos estranho: ignorar ou tentar entender o sentido? Explique.

Resposta: Tentar entender o sentido.

3. Lembre-se das discussões anteriores desta unidade e converse com os colegas: por que esse objeto pode ser considerado poético?

3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes se aproximem da ideia de que o objeto pode ser considerado poético por explorar a forma do dado de um modo inesperado, pouco usual.

ANTES DE LER

• Na atividade 1, caso os estudantes apresentem dificuldade de identificar o objeto que origina o poema, oriente a leitura do objeto: destaque a quantidade de bolinhas pretas na esfera e sua disposição. Se possível, mostre um dado para comparar.

• Ao explorar a atividade 3, destaque como se pode romper com o esperado apenas alterando a forma de objetos. Depois, retome a ideia de poética, evidenciando que, na arte, ela é o sentimento subjetivo do artista empregado em sua obra, que busca criar um impacto estético no espectador.

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Leia, silenciosamente, dois poemas que usam outros recursos além dos versos e efeitos sonoros. Depois, com a orientação do professor, faça uma leitura dos poemas em voz alta.

CAPPARELLI, Sérgio. Falta de sorte. In: CAPPARELLI, Sérgio. Tigres no quintal Ilustrações de Gelson Radaelli. 3. ed. Porto Alegre: Kuarup, 1989. p. 58. (Série Poesias no Quintal).

Paulo. Da árvore. In: LEMINSKI, Paulo. Toda poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 145.

O poema 1 foi produzido pelo escritor e professor Sérgio Capparelli (1947-), que tem uma longa carreira como autor de livros infantojuvenis, com mais de 30 publicações. Inclusive, já recebeu muitos prêmios por suas obras

Sérgio Capparelli.

Papo de leitor

1. Você leu dois poemas. Se não soubesse o que são, chamaria de poema? Por quê? Comente com os colegas.

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes considerem que a ausência de versos no formato tradicional, a presença de uma forma geométrica como parte do primeiro poema e a disposição das palavras nos dois poemas possam despertar dúvidas quanto ao gênero.

• Ao ler os poemas, explique aos estudantes que a lógica de leitura não é a mesma dos poemas do início da unidade. É possível que eles movimentem o livro para fazer a leitura.

• Organize a turma em quatro grupos e peça-lhes que ensaiem a leitura dos poemas 1 e 2, atentando ao ritmo e à abertura das vogais. Cada grupo fará a leitura do poema em voz alta para a turma. Incentive-os a refletir sobre a leitura expressiva: “Os grupos leram do mesmo jeito?”; “O que foi semelhante ou diferente?”; “A leitura foi clara?”; “Quais sons se destacaram?”.

• Retome com eles os tipos de letra dos poemas: no poema 1, letra de imprensa maiúscula no

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início dos primeiros versos; no poema 2, letra minúscula iniciando todos os versos e a palavra outono grafada em letra bastão.

• Na atividade 1, espera-se que eles citem elementos que possam despertar dúvidas quanto ao gênero, como o formato não tradicional dos versos, o círculo vermelho (poema 1) e a disposição das palavras.

• Se houver estudantes cegos ou com baixa visão, descreva os dois poemas. No poema 1, leia o texto e explique a figura humana formada pelo círculo e por parte do texto. No poema 2, leia o texto dramatizando-o e explique a disposição das palavras.

BNCC

• A leitura dos poemas visuais, silenciosa e em voz alta, leva os estudantes a observarem a distribuição e a diagramação das letras do texto na página, desenvolvendo a habilidade EF04LP26, além de promover a autonomia e o desenvolvimento das habilidades EF35LP01 e EF35LP21 e da Competência específica de Língua Portuguesa 3

• A leitura dramatizada dos poemas os leva a desenvolver as habilidades EF35LP23 , EF35LP27 e EF35LP28. Com a prática de leitura literária, desenvolvem o senso estético, respeitando e fruindo a temática (Competência específica de Língua Portuguesa 9).

• Ao reconhecerem o autor, o público-alvo e a ideia central do texto lido e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo sentidos, contemplam as habilidades EF15LP01, EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05

• Ao identificarem o poema como texto literário e o efeito de sentido criado pelo formato do texto, eles valorizam sua diversidade cultural, desenvolvendo as habilidades EF15LP15, EF15LP17 e EF15LP18, e reconhecem o texto como manifestação de sentidos e valores (Competência específica de Língua Portuguesa 9).

LEMINSKI,

• Ao explorar a atividade 2, oriente os estudantes a retomarem a leitura silenciosa do texto. Essa atividade visa auxiliá-los a compreender o percurso de leitura do poema 1.

• A atividade 3 tem por objetivo incentivar os estudantes a falarem sobre o enfrentamento de problemas. Destaque como, às vezes, fugir ou escapar não é a melhor solução, pois muitas vezes os problemas continuarão nos desafiando. Vários deles, inclusive, estão dentro de nós e nos acompanham, por isso é preciso coragem para enfrentá-los.

• Na atividade 4, destaque aos estudantes como a presença do advérbio hoje é fundamental para a adequada compreensão do poema 1 no que se refere à duração da experiência vivenciada pelo eu lírico.

2. Considere a ordem de leitura do poema 1 e escreva os versos de acordo com a ordem em que o texto deve ser lido.

1º verso

Resposta: 1º verso “Hoje estou sem sorte”; 2º verso “tudo me cai da mão”; 3º verso “Para não”; 4º verso “perder”; 5º verso “a cabeça”; 6º verso “vou fugir”; e 7º verso “para o Japão.”.

2º verso

3º verso

4º verso

5º verso

6º verso

7º verso

3. O eu lírico do poema 1 tem um problema. Relacione os versos do poema (coluna da esquerda) com as etapas de um problema (coluna da direita).

Resposta: A – 3; B – 2; C – 1.

A. B. C.

vou fugir / para o Japão.

Tudo me cai da mão.

Hoje estou sem sorte.

Causa. 1.

Consequência. 2.

Solução. 3.

O que você acha da solução do eu lírico para resolver seu problema?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes fundamentem suas respostas com base em seus conhecimentos, suas vivências e suas opiniões. Uma possibilidade é concluírem que fugir de um problema não o resolve.

4. O eu lírico afirma que está sem sorte.

a ) É possível dizer que ele nunca teve sorte em sua vida? Por quê?

Resposta: Não é possível afirmar, uma vez que o poema se refere apenas ao dia de hoje.

b) Contorne nos versos a seguir a palavra que justifica sua resposta anterior.

Hoje estou sem sorte

Tudo me cai da mão

Resposta: Os estudantes devem contornar a palavra hoje

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5. O eu lírico, no poema 1, acha que pode perder a cabeça por estar sem sorte.

a ) O que pode significar perder a cabeça?

Resposta: Perder o controle de suas ações e ficar com raiva ou furioso.

Perder o controle de suas ações e ficar com raiva ou furioso.

Ficar com dor de cabeça, porque ficou furioso e alegre.

Ficar sem a cabeça, porque ficou muito alegre.

b) Como a cabeça do eu lírico está representada no poema?

Resposta: Está representada por um círculo vermelho.

6. Analise a forma do poema.

a ) Que figura os versos representam?

Resposta: A figura de uma pessoa, e o último verso dá a ideia de que ela deu um passo, está andando.

b) Como essa figura demonstra a solução escolhida pelo eu lírico para resolver seu problema (a falta de sorte)?

Resposta: A figura reproduz uma pessoa se movimentando, andando e, de acordo com o que diz o poema, provavelmente fugindo para o Japão.

7. Confira a seguir a bandeira do Japão e responda: que relação há entre a bandeira desse país e o poema 1?

Resposta: O poema reproduz o círculo vermelho presente na bandeira do Japão, remetendo o leitor a esse país.

Explique aos estudantes que, na bandeira do Japão, o círculo vermelho simboliza o sol. Já no poema, está posicionado no lugar que corresponde à cabeça de uma pessoa.

• É possível, na atividade 5, pedir aos estudantes que compartilhem situações em que são tomados por afetos intensos que os fazem “perder a cabeça”. Discuta quais sentimentos são esses e as consequências que o fato de “perder a cabeça” pode trazer. É interessante que eles percebam que a temperança e o equilíbrio são fundamentais nas diversas situações da vida.

• Ao propor a atividade 6, caso haja alguma dificuldade na identificação da figura, sugere-se chamar um estudante à lousa para desenhar uma figura humana semelhante à representada no poema. Pode ser um boneco de palitos, não sendo necessário exigir a perfeição dos estudantes. Para desenvolver a atividade, mostre a imagem da bandeira do Japão (da atividade 7) para a turma e chame a atenção para o círculo vermelho, igual à cabeça do boneco. Ajude os estudantes a identificarem o pavilhão branco com o círculo vermelho ao centro.

• Após a atividade 7, se julgar oportuno, explique que o Japão é conhecido como o país do Sol nascente porque a rotação da Terra se dá no sentido oriente-ocidente ou leste-oeste. Quem navega entre o continente asiático e o Japão e olha para leste, onde nasce o Sol, só enxerga as ilhas que formam o território japonês e o Oceano Pacífico. Isso explica a expressão “Terra do Sol Nascente” ao se referir a esse país e à representação do Sol na bandeira japonesa.

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• Na atividade 8, leve os estudantes a compreenderem que os poemas concretos utilizam a página de maneira original e a leitura dos versos não precisa ser, necessariamente, de cima para baixo e da esquerda para a direita. Por isso, pedir a eles que criem novos percursos e direcionamentos de leitura pode potencializar um novo olhar para as possibilidades de produção de sentido e aumentar o repertório para a produção dos próprios poemas concretos.

• Chame a atenção dos estudantes, ao propor a atividade 10, para o fato de que algumas opções também apontam características próprias do outono, mas que não são exploradas pelo poema. Destaque a importância de prestarem atenção ao que é pedido no enunciado. A atividade oferece a oportunidade de os estudantes perceberem que um poema não tem como objetivo esgotar todas as informações possíveis sobre determinado tema. A escolha do que será escrito no poema obedece a critérios pessoais do autor, permitindo ao leitor conhecer novos pontos de vista a respeito da realidade.

8. Considere, agora, os seguintes versos do poema 2. Faça um tracejado sobre eles, indicando como deve ser a ordem de leitura.

Os estudantes devem iniciar o traçado na primeira letra O. Ao final do primeiro verso, descer para a letra O do segundo verso e dessa forma sucessivamente até o fim. O tracejado deve lembrar o formato de uma escadaria.

9. No poema 1, o eu lírico pretende fugir para o Japão. Além da palavra Japão, há outro elemento no texto que se refere a esse país: a bandeira. Considerando isso, preencha as lacunas das frases a seguir.

Resposta: Cabeça.

• A bandeira do Japão contribui para ampliar o sentido do poema ao se assemelhar à do boneco.

• Nessa bandeira, o círculo vermelho simboliza o Sol, que é quente. No poema, o círculo vermelho dá a entender que o eu lírico está com a cabeça como o Sol, ou seja, cheia de problemas. Algumas palavras se aproximam por fazerem parte de um contexto semelhante. Por exemplo: Sol, calor, verão. Nesse caso, dizemos que essas palavras pertencem ao mesmo campo semântico

Resposta: Quente.

10. O poema de Paulo Leminski refere-se ao outono. Assinale apenas as características da estação que são exploradas pelo poema.

Vem depois do verão.

Interfere no ciclo das árvores.

Vem antes do inverno.

Em algumas regiões, as folhas das árvores caem.

O chão fica forrado de folhas.

10. Resposta: Interfere no ciclo das árvores; Em algumas regiões, as folhas das árvores caem; O chão fica forrado de folhas.

11. Considerando a ordem de leitura do poema 2 e as características do outono, assinale a alternativa que indica o sentido produzido pela sua estrutura.

Os versos que formam a palavra outono remetem às folhas caindo.

A posição dos versos indica a queda de temperatura no inverno.

Os versos indicam que o ritmo da leitura diminui no final do poema.

Os versos indicam que a leitura deve ser feita de baixo para cima.

Resposta: Os versos que formam a palavra outono remetem às folhas caindo.

12. Os dois poemas utilizam um recurso gráfico para indicar a queda de algo. Explique qual é a estratégia presente em cada um.

Resposta: No primeiro poema, as letras da palavra cai parecem desprender-se

Poemas visuais exploram diferentes formatos na organização dos versos e das palavras e, às vezes, utilizam imagens. Para interpretá-los, precisamos considerar não somente as palavras, mas também recursos gráficos e imagens.

AGORA QUE JÁ LEMOS

Responda às questões a seguir oralmente.

1. Considerando o trabalho que os textos apresentados fazem com a linguagem, podemos considerá-los poemas?

2. Que solução você sugeriria para o eu lírico do poema 1 lidar com sua falta de sorte?

Resposta pessoal. Uma possibilidade de resposta é que a fuga não é uma solução para enfrentar um problema.

3. Imagine o segundo poema escrito em versos. da árvore o outono um tombo só

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que sim, pois, além do trabalho com as palavras e a disposição delas nos versos, eles produzem sentidos e despertam emoções no leitor.

O que seria perdido com esse tipo de representação?

3. Resposta: Com esse tipo de representação, a ideia da folha caindo se perderia. da linha em que estão e se dependurar como se fossem realmente cair. No segundo poema, cada letra da palavra outono aparece escrita como se estivesse em degraus, num movimento de cima para baixo, representando as folhas que caem das árvores no outono.

• Esse é o momento para avaliar o que os estudantes compreenderam do que foi trabalhado a respeito do gênero poema visual. Uma possibilidade é solicitar um levantamento do que foi trabalhado com uma pequena explicação do conceito. É fundamental que consigam reconhecer que os poemas visuais produzem sentidos para além da estrutura do verso e das palavras. A

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disposição de letras, palavras e versos no papel, bem como o tamanho, as cores e a tipologia produzem novos sentidos. Uma alternativa é pedir a eles que levem e leiam em sala de aula um poema visual em que apareça pelo menos um dos recursos estudados. Depois da leitura, os estudantes devem explicar o recurso que identificaram no poema. Essa atividade pode ser feita em duplas.

• Ao propor a atividade 11, oriente os estudantes a relerem o primeiro verso do poema (“da árvore”), a fim de identificarem a resposta correta (a queda das folhas, e não da temperatura).

• Por meio da exploração do boxe sobre poemas visuais, podemos considerar como recursos visuais utilizados em poemas concretos diferentes tipologias de fontes, bem como diversos tamanhos e cores. Na página em branco, o local em que as palavras e letras são dispostas e a direção que organiza a leitura também permitem uma utilização original do espaço da página. É possível ainda recorrer a elementos pictográficos, como ilustrações, fotografias e gráficos que podem ampliar as possibilidades de construção de sentidos de um poema visual.

AGORA QUE JÁ LEMOS

• Na atividade 1, evidencie como o trabalho com os sentidos por meio da disposição dos versos na frase garantem a classificação desses textos como poemas.

OBJETIVOS

• Ler uma reportagem e refletir sobre os benefícios de eventos literários como o sarau nas escolas.

• Praticar a oralidade por meio de um debate sobre questões relacionadas à realização de eventos literários como o sarau nas escolas.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes mobilizarão habilidades de oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10 , EF15LP11 e EF15LP13). Além disso, desenvolverão diferentes competências, como o uso de linguagens diversas para se expressarem e partilharem informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4); e ainda o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação (Competência geral 9).

• A leitura da reportagem, de forma silenciosa e em voz alta, promovendo a autonomia dos estudantes, desenvolve a habilidade EF35LP01 e contempla a Competência específica de Língua Portuguesa 3

• A reportagem sobre a importância dos saraus nas escolas para promover a poesia permite aos estudantes reconhecerem o texto como uma oportunidade de aprendizagem de conhecimento do mundo e como lugar de manifestação de sentidos, valores e ideologias (Competência geral 1 e Competência específica de Língua Portuguesa 7).

• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social da reportagem, reconhecendo para que foi produzida, onde circula, quem a produziu e a quem se destina.

JANELAS

A poesia invade a escola

1. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes que já tenham participado desse tipo de evento comentem como foi essa vivência deles, relatando o que aconteceu, como aconteceu e suas impressões. Além disso, espera-se que aqueles que nunca tenham participado comentem suas expectativas para o sarau, o que esperam encontrar nesse evento, como as apresentações orais dos poemas, com muito entusiasmo para cativar o público.

A seguir, você vai ler um trecho de reportagem sobre uma forma coletiva de a poesia entrar nas escolas: por meio dos saraus. Conheça um pouco mais sobre esse evento literário.

Juntos para se expressar

Saraus reúnem estudantes de várias idades para compartilhar arte na zona sul de SP

Já ouviu falar em sarau? É um tipo de evento cultural que pode ser realizado em bibliotecas, casas ou até ao ar livre, em que as pessoas se encontram para se expressar ou se manifestar artisticamente. Pode ter leitura de poesia ou contos, apresentações de dança, música e teatro, ou tudo ao mesmo tempo e misturado. No CEU Emef Cantos do Amanhecer, no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, saraus são realizados desde 2010. As turmas do 8º e 9º anos são as responsáveis por organizar os encontros. A ideia, de acordo com o professor de língua portuguesa Fábio Barreto, é fazer um grande intercâmbio entre os estudantes mais velhos e os mais novos. “Esses eventos também estimulam a fluência em leitura e a reflexão sobre textos, além de incentivar as artes e colocar o estudante como protagonista”, explica. E a turma se solta na hora da apresentação...

Quatro estudantes de 14 anos do 9º ano conversaram com a Qualé após um sarau temático sobre o Dia Internacional da Mulher. Davi conta que sempre foi muito tímido, mas depois que passou a participar dos encontros descobriu seus talentos. “Comecei a ler meus próprios textos lá na frente. A poesia ajuda a colocar meus sentimentos pra fora”, ressalta o garoto. [...]

, São Paulo, ed. 80, 25 mar./8 abr. 2024. p. 14.

1. O sarau é um evento cultural em que as pessoas podem se expressar. Você já participou de um sarau? Se sim, como foi sua experiência? Compartilhe com a turma. Se ainda não fez parte de um, o que esperaria de um evento como esse? Gostaria de participar? Comente com os colegas.

• Os estudantes desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04, EF35LP05 e EF35LP17 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas nele, inferindo o sentido quando necessário; e ao buscarem e selecionarem informações de interesse na reportagem digital.

• Ainda nesta seção, os estudantes serão levados a debater com os colegas a respeito da importância do sarau para a popularização e a valorização da poesia nas escolas, desenvolvendo as habilidades relacionadas a opinar e distinguir opiniões (EF35LP15 e EF04LP15) e promovendo competências relacionadas à argumentação, à defesa de um posicionamento e à análise de posicionamentos (Competência geral 7 e Competência específica de Língua Portuguesa 6).

13/10/2025 12:47:00

• Na atividade 1, incentive a partilha de experiências, sempre promovendo o respeito e a escuta atenta.

IBELLI, Marcela. Sarau: juntos para se expressar. Qualé

2. A reportagem apresenta uma definição de sarau no primeiro parágrafo. Preencha as lacunas a seguir com as informações expostas na reportagem.

a ) Os saraus podem acontecer em , e ao

Resposta: Bibliotecas, casas e ao ar livre.

b) O que compõe um sarau

Resposta: Leitura de poesias, leitura de contos, dança, música e teatro.

é: , , , e

3. A produção de saraus em escolas é um evento que pode trazer vários benefícios para os estudantes.

a ) Que benefícios são esses?

Resposta: Intercâmbio entre os estudantes mais velhos e os mais novos, estímulo da fluência em leitura, reflexão sobre textos, incentivo às artes e colocação do estudante no lugar de protagonista.

b) Em seu depoimento, o estudante Davi afirma que o sarau o ajudou a se colocar em público ao ler seus poemas. O que foi mais importante para ele nas suas leituras?

Resposta: A leitura de seus poemas diante do público o ajudou a colocar seus sentimentos para fora.

4. Releia este trecho do texto.

Resposta: Indicar que a fala do professor foi reproduzida tal como ele falou.

A ideia, de acordo com o professor de língua portuguesa Fábio Barreto, é fazer um grande intercâmbio entre os estudantes mais velhos e os mais novos. “Esses eventos também estimulam a fluência em leitura e a reflexão sobre textos, além de incentivar as artes e colocar o estudante como protagonista”, explica. E a turma se solta na hora da apresentação...

Qual é a função das aspas nesse trecho?

5. Você acha que os saraus podem trazer benefícios para seu desempenho e seu desenvolvimento escolar? Por quê? Troque ideias sobre isso com os colegas.

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes concluam que sim e fundamentem suas respostas de acordo com a troca de ideias e seus perfis.

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• Ao propor a atividade 2, evidencie que a revista Qualé utiliza informações, dados e depoimentos de uma escola usada como exemplo, a CEU Emef Cantos do Amanhecer. Se julgar pertinente, explique à turma que essa é uma Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) que fica em um Centro Educacional Unificado (CEU).

• Para desenvolver a atividade 4, relembre os estudantes do discurso direto nas narrativas. Entretanto, explique-lhes que, no caso dos textos jornalísticos, o discurso direto é reproduzido entre aspas, e não com travessão, como geralmente se faz nas narrativas.

• Na atividade 5, espera-se que os estudantes se expressem sem inibições, mas se você notar que alguns deles não ficam à vontade para falar desse assunto, respeite a discrição deles. Fique atento a eles quando for hora de organizar o sarau proposto na seção Hora de produzir e procure descontraí-los.

OBJETIVOS

• Identificar a escrita e a pronúncia de palavras com os ditongos -ai, -au, -ei e -ou

• Reconhecer que pessoas de regiões diferentes podem pronunciar os ditongos de formas diversas e respeitar essa variação linguística regional.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a se apropriarem do sistema de escrita, ao identificarem a escrita e a pronúncia de palavras com ditongos, desenvolvendo a habilidade EF04LP02 e contemplando a Competência específica de Língua Portuguesa 2

• A leitura dos poemas permite aprimorar as habilidades EF35LP01, EF35LP27 e EF35LP28.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

• É interessante retomar com os estudantes o conhecimento a respeito da separação de sílabas e dos encontros vocálicos, destacando o conceito de ditongo. Se possível, mostre na lousa exemplos de palavras que tenham como sílabas a estrutura VV (au-la; ou-tro; eu-ro-pa) e CVV (cau-le; cou-ro; neu-tro).

• Ao explorar a atividade 1, se julgar relevante, é possível apresentar um pouco mais do autor do poema, o poeta carioca Casimiro de Abreu, um dos grandes nomes da poesia romântica do século XIX, que tinha como um dos temas corriqueiros de sua poesia uma evasão da vida cotidiana por meio do resgate das lembranças do passado, mais precisamente da infância.

• Na atividade 2, lembre os estudantes de que recitar

DE OLHO NA ESCRITA

Escrita de palavras com os ditongos -ai, -au , -ei e -ou

Vamos conhecer mais sobre a escrita e a pronúncia de palavras com esses ditongos utilizando um novo poema.

Meus oito anos

Oh! Que saudades que tenho

Da aurora da minha vida, Da minha infância querida

Que os anos não trazem mais!

Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras

À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias

Do despontar da existência!

– Respira a alma inocência

Como perfumes a flor;

O mar é – lago sereno,

O céu – um manto azulado,

O mundo – um sonho dourado,

A vida – um hino d’amor! [...]

ABREU, Casimiro de. Meus oito anos. Academia Brasileira de Letras. Disponível em: https://www.academia.org.br/academicos/casimiro-de-abreu/textos-escolhidos. Acesso em: 10 abr. 2025.

Aurora: início. Fagueiras: agradáveis.

Despontar: começo. Manto: capa que cobre os ombros.

Hino: canto alegre.

1. O poema que você leu é do poeta carioca Casimiro de Abreu (1839-1860) e foi escrito quando ele tinha por volta de 20 anos. De acordo com o poema, do que o eu lírico mais sente saudades de sua infância? Comente com os colegas.

2. Forme grupos com quatro estudantes para recitar o poema. Cada estudante vai recitar dois versos por estrofe. Em seguida, vai trocar de versos com os colegas. A atividade termina depois que todos tiverem lido todos os versos.

Resposta: Os estudantes devem recitar o poema com expressividade.

PAPO DIGITAL

1. Resposta: O eu lírico sente saudades da inocência, dos sonhos e da natureza onde vivia em sua infância.

Há aplicativos que gravam a voz, podendo também alterá-la ou gerar efeitos interessantes. Com o auxílio do professor, usem esses aplicativos para gravar as leituras que vocês fizeram e, ainda, para testar os efeitos que eles disponibilizam.

não é apenas ler as palavras. Oriente-os a ler o poema silenciosamente, perceber o sentido dele e, depois, ler o poema interpretando-o, para tentar garantir um ritmo de leitura, isto é, uma musicalidade dos versos.

• Esse poema apresenta uma nova oportunidade de trabalhar com a leitura expressiva. Por isso, vale pedir aos estudantes que leiam o poema tentando dar destaque aos sentidos que ele produz por meio de uma leitura fluente e cadenciada.

PAPO DIGITAL

• Caso não seja possível gravar a leitura dos estudantes ou usar aplicativos que alteram a voz e geram diferentes efeitos, proponha aos estudantes que eles mesmos façam essas alterações criando diferentes efeitos em suas leituras.

3.

3. a) Resposta pessoal. A resposta vai depender das pronúncias e das percepções dos estudantes.

saudade bananeira debaixo dourado

Depois da leitura, discuta com os colegas:

a ) Houve diferenças de pronúncia entre os integrantes do grupo?

b) Os sons de todas as letras da palavra foram pronunciados?

Resposta pessoal. A resposta vai depender das pronúncias dos estudantes.

Nas palavras escritas, as letras representam determinados sons, mas, na fala, às vezes o falante não pronuncia todos os sons que estão representados. Dependendo da região do Brasil e do contexto em que ocorre a comunicação, certos sons representados na escrita não são pronunciados.

É comum que palavras como saudade, bananeira, debaixo e dourado sejam pronunciadas de modo semelhante ao representado na seguinte escrita:

sOdade bananÊra debAxo dOrado

Em todos os exemplos, é possível perceber que a pronúncia do ditongo foi substituída pela pronúncia de apenas uma vogal:

sAUdade – sOdade

bananEIra – bananÊra

debAIxo – debAxo

dOUrado – dOrado

Essa diferença entre escrita e pronúncia ocorre porque há diferentes formas de falar o português nas várias regiões do Brasil. Além disso, uma situação de comunicação mais formal ou menos formal também provoca mudanças nas maneiras como as palavras são faladas

Mas é importante notar que as formas da escrita e da fala são diferentes. Na escrita, devem ser registradas todas as letras que representam todos os sons.

Dica: Dependendo da região ou dos contextos de fala, um ditongo é pronunciado como vogal. É preciso ficar atento na hora de escrever, para registrar todas as letras, mesmo que na fala os sons que elas representam não sejam sempre pronunciados.

Em verbos na terceira pessoa do singular, no tempo passado, esse tipo de substituição ocorre com frequência na oralidade. Leia o exemplo.

Dica: Fique atento à escrita de alguns verbos da terceira pessoa do singular no passado. Esses verbos terminam com OU e não Ô: falou, avisou, jogou etc. Ele falou com o diretor. Ele falÔ com o diretor.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

ADAMOLI, Marco Antônio. Aquisição dos ditongos orais mediais na escrita infantil: uma discussão entre ortografia e fonologia. 2006. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2006.

Essa dissertação descreve e analisa o processo de aquisição gráfica dos ditongos orais mediais por meio da análise de textos produzidos por crianças dos dois primeiros anos do Ensino Fundamental.

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13/10/2025 12:47:00

VIEIRA, Nancy Mendes Torres. Monotongação de ditongos orais no português brasileiro: uma revisão sistemática da literatura. 2021. Dissertação (Mestrado em Filologia e Língua Portuguesa) – Programa de Pós-Graduação em Filologia e Língua Portuguesa, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021.

Essa dissertação explora o fenômeno da monotongação de ditongos orais no português brasileiro, que é a redução do ditongo a uma vogal simples.

• Para aprofundar o conteúdo trabalhado na atividade 3, destaque aos estudantes que há diferentes maneiras de pronunciar as palavras, mas há convenções de escrita. Embora na oralidade sejam possíveis pronúncias diferentes, a depender de dialetos e contextos, as palavras devem ser grafadas de uma só forma. Essa é uma oportunidade de discutir os dialetos e as diferentes formas de pronúncia de palavras e a convenção de escrita para essas diferenças.

• Para valorizar essas diferenças de pronúncia dos diferentes dialetos, peça aos estudantes que verifiquem se, no dialeto que utilizam, os fenômenos abordados com relação aos ditongos ocorreram ou não. Outra possibilidade é ampliar essa discussão para refletir como as diferenças entre dialetos vão muito além da pronúncia de algumas palavras, envolvendo elementos sintáticos, morfológicos e lexicais. Uma alternativa é pedir aos estudantes que observem a fala das pessoas com quem convivem por um tempo específico (uma semana, por exemplo) e anotem as palavras pronunciadas com as duas vogais em ditongo substituídas por apenas uma vogal. Depois, em um dia específico, eles podem compartilhar com a turma.

• Esse poema também apresenta uma nova oportunidade de trabalhar com a leitura expressiva. Por isso, vale pedir aos estudantes que leiam o poema tentando dar destaque aos sentidos que ele produz por meio de uma leitura fluente e cadenciada. Nessa leitura, vale ficar atento à pronúncia de algumas palavras, principalmente as que têm o ditongo ei

• No item c da atividade 1, se houver dúvidas, explique aos estudantes que uma indicação comum seria expressa assim, em linguagem cotidiana: “O menino está sempre postado à beira do córrego”.

• O item c da atividade 2 é uma oportunidade para discutir dialetos e diferentes formas de pronúncia de palavras e como há uma convenção de escrita que se sobrepõe a essas diferenças. Oriente os estudantes a falarem as palavras em voz alta e atentarem ao modo como as pronunciam.

ATIVIDADE EXTRA

• Como reforço para a sensibilização da leitura poética e a fruição do texto, oriente os estudantes a lerem o poema em casa para um adulto. Essa leitura é uma oportunidade para que eles possam trabalhar melhor sua leitura oral, conferindo ao texto, além de uma fluência leitora, um nível expressivo que potencialize os sentidos do poema. Por isso, é aconselhável que o poema seja lido para um adulto para que este possa emitir uma avaliação da leitura para os estudantes.

• Para realizar a atividade, primeiro, instrua os estudantes a relerem o poema “O menino e o córrego” silenciosamente, buscando entender seu sentido. Peça-lhes que ensaiem bem, de forma a garantir um ritmo de leitura e uma musicalidade dos versos. Depois, oriente-os a ler para um adulto e a perguntar o que ele achou e entendeu do poema. Por

Professor, professora: A palavra frondes significa folhas, mas provavelmente está empregada em sentido figurado. Já a palavra sarãs trata-se de um regionalismo,

PARA PENSAR E PRATICAR

1. Leia a seguir uma parte do poema “O menino e o córrego”.

1. a) Resposta: O córrego tinha cheiro de estrelas, tinha frondes distribuídas aos pássaros e ficava à beira de um menino.

O menino e o córrego [...]

O córrego tinha um cheiro de estrelas nos sarãs anoitecidos

O córrego tinha suas frondes distribuídas aos pássaros

O córrego ficava à beira de um menino… [...]

1. c) Resposta: Pode significar que o córrego é apresentado de acordo com o modo como o menino o vê. Em reforço a essa interpretação, pode-se mencionar o título do poema: “O menino e o córrego”, que pode indicar que o eu lírico não pois é outro nome para a planta sarandi, utilizado principalmente em Cuiabá, cidade natal de Manoel de Barros.

está falando do córrego, mas do modo como o menino o vê. Se ele quisesse falar do córrego, o título poderia ser simplesmente “O córrego”.

BARROS, Manoel de. O menino e o córrego. In: BARROS, Manoel de. Poesia completa.

a ) O poema apresenta três características do córrego. Quais são elas?

b) Os elementos da paisagem podem ajudar a indicar lugares. Por exemplo: A casa fica em frente a um ipê-branco. Porém, na última estrofe do poema, a indicação de lugar é feita de maneira incomum. Qual é essa indicação?

Resposta: O córrego fica à beira de um menino.

c ) Qual é o possível significado dessa indicação incomum?

2. Analise os sons das palavras do poema.

a ) A palavra córrego é repetida três vezes no poema. Que relação pode haver entre o som do RR e o próprio córrego?

Resposta: O som do RR pode ser associado ao som da água que corre.

b) Contorne no poema duas palavras que apresentam o ditongo EI

Resposta: Os estudantes devem contornar as palavras cheiro e beira.

c ) No cotidiano, ao pronunciar essas palavras, você pronuncia EI ou E?

Resposta pessoal. A resposta vai depender da variedade linguística usada pelos estudantes.

fim, agende um dia para que compartilhem essa experiência com os colegas, apresentando as eventuais dificuldades e qualidades indicadas pelo ouvinte.

AVALIANDO

• Após a atividade 3, avalie se os estudantes compreenderam que a pronúncia de algumas palavras não é igual à sua forma escrita, pois varia de acordo com o dialeto e a situação de comunicação, mas existe uma convenção de

escrita, a qual devem seguir. Para isso, solicite que completem diferentes palavras com a grafia correta. Confira alguns exemplos.

13/10/2025 12:47:01

• a) cad■ra (ei/e)

• b) vir■ (ou/o)

• c) ch■ro (ei/e)

• d) ■torizar (au/o)

• e) enc■xar (ai/a)

Respostas: a) cadeira; b) virou; c) cheiro; d) autorizar; e) encaixar.

São Paulo: LeYa, 2013. p. 97.
DANIEL

PENSAR OS SENTIDOS

Explorando o dicionário

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: VERBETE DE DICIONÁRIO

1. Leia as definições dadas à palavra mãe em um verbete de dicionário.

mãe s.f. 1. Mulher que deu à luz filho(s) ou que criou filho(s) adotivo(s). 2. Fêmea de animal que deu cria. 3. fig Alguém que dispensa cuidados e atenção (a outrem); protetora, defensora: Ela ficou conhecida como a mãe dos pobres e oprimidos. 4. Princípio gerador, causa, origem, fonte: A Primeira Guerra Mundial é considerada a mãe de todas as guerras do século XX [...]

MÃE. In: ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Dicionário escolar da língua portuguesa 2. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008. p. 806.

Agora, indique o número do significado que tem a palavra mãe em cada frase a seguir de acordo com esse verbete de dicionário.

A mãe dos cachorrinhos está brava com eles.

A mãe de Laura é muito carinhosa com ela.

Aquela doença foi a mãe de todos os outros males.

Ela é a mãe dos desabrigados.

Resposta: 2 – A mãe dos cachorrinhos está brava com eles. 1 – A mãe de Laura é muito carinhosa com ela. 4 – Aquela doença foi a mãe de todos os outros males. 3 – Ela é a mãe dos desabrigados.

Os verbetes de dicionário registram primeiro os significados objetivos de uma palavra e em seguida os significados figurados

2. Leia as definições dadas à palavra mãe no quadro decorativo a seguir.

panhamento mais de perto para a realização da atividade, auxiliando os estudantes no que for necessário.

• Explore a estrutura do verbete no dicionário, destacando que:

• a grafia da palavra é importante para situações em que pode existir alguma dúvida acerca de sua grafia correta. Por isso, a consulta permite a escrita sem desvios ortográficos.

• a classe gramatical permite verificar como determinada palavra pode ser utilizada e qual lugar pode ocupar em uma frase.

• os significados das palavras, também chamados “acepções”, são listados em ordem do

Fotomontagem de quadro decorativo em uma estante. Texto elaborado especialmente para esta obra.

OBJETIVOS

• Analisar a estrutura de um verbete de dicionário.

• Eleger entre as acepções de uma palavra a que melhor se aplica a determinado contexto.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a se apropriarem do sistema de escrita ao identificarem a estrutura do verbete e compreenderem as acepções dele, desenvolvendo a habilidade EF04LP03 e contemplando a Competência específica de Língua Portuguesa 2 Além disso, o uso do dicionário para realizar as atividades desenvolve a habilidade EF35LP12

• A leitura do verbete e da manchete permite aprimorar a habilidade EF35LP01 e a Competência específica de Língua Portuguesa 3

• Nesta seção, damos continuidade à leitura de verbetes de dicionário, iniciada na unidade anterior. A finalidade é conduzir os estudantes a uma compreensão relativamente detalhada do verbete. • A atividade 1 tem a finalidade de verificar se os estudantes conseguem relacionar o significado da palavra nas frases a exemplos apresentados pelo verbete. Consideramos que as acepções que apresentem frases-exemplo possam oferecer dificuldades, por isso é importante um acom-

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mais utilizado para o mais raro. Essa ordem, no entanto, pode variar de acordo com a região e de acordo com o tempo, pois esses significados podem se ampliar e se alterar toda vez que são utilizados.

• Na atividade 2, a fim de evitar riscos e danos emocionais aos estudantes, recomenda-se proceder com o máximo de tato e sensibilidade caso haja na turma estudantes em que a exposição a essas definições afetivas de mãe poderia causar desconforto ou tristeza, por não terem mãe presente (falecimento, abandono etc.) ou porque são criados por outras pessoas.

• Complemente a explicação do boxe explicando aos estudantes que os poemas em geral também são textos muito pessoais, por isso muitos dos sentidos figurados criados neles não estão registrados nos dicionários. Para ilustrar, retome com eles o poema “Os poemas”, de Mário Quintana, e explique a eles que o poema inteiro é construído com base no verso “Poemas são pássaros”, que cria para a palavra poema um significado figurado pessoal e original, que não será encontrado em verbetes de dicionário. Por outro lado, os poemas também podem recorrer a sentidos figurados registrados nos dicionários. Enquadra-se nesse caso o poema de Roseana Murray sobre o “barco cheio de vento” (página 49), que emprega a palavra coração com um sentido figurado registrado em dicionários: “Compro um barco que saiba decifrar / os segredos escondidos / no coração das noites sem luar” (coração = “o ponto central e importante de um lugar”, conforme o Dicionário escolar da língua portuguesa, da Academia Brasileira de Letras.

• Ao propor a atividade 1, explique aos estudantes que o slam é um evento cultural em que os participantes poetas apresentam para uma plateia uma poesia falada e ao final são avaliados por jurados.

• Para desenvolver o item a, é fundamental que os estudantes tenham acesso a um dicionário físico, virtual ou on-line, em sala de aula. Por isso, peça-lhes que levem o dicionário no dia combinado para a aula ou reserve os dicionários disponíveis na escola. Caso opte por usar dicionários virtuais ou on-line, separe previamente os equipamentos necessá-

2. a) Resposta: O “verbete” do quadro decorativo apresenta somente significados figurados da palavra mãe

a ) Qual é a diferença entre o verbete de dicionário e o “verbete” do quadro decorativo?

O “verbete” do quadro decorativo apresenta somente significados objetivos da palavra mãe.

O “verbete” do quadro decorativo apresenta somente significados figurados da palavra mãe

b) Que outra definição você daria à palavra mãe para incluir no quadro?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes criem uma definição figurada para a palavra mãe

Textos muito pessoais criam sentidos figurados que não estão registrados nos dicionários.

PARA PENSAR E PRATICAR

1. Leia a manchete a seguir sobre uma Copa do Mundo diferente.

Poeta de Belo Horizonte representa o Brasil na Copa do Mundo de poesia, na França

LEOCÁDIO, Thaís. Poeta de Belo Horizonte representa o Brasil na Copa do Mundo de Poesia, na França. G1, 28 maio 2019. Disponível em: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2019/05/28/poeta-de-belo -horizonte-representa-o-brasil-na-copa-do-mundo-de-poesia-na-franca.ghtml. Acesso em: 14 abr. 2025. Pieta Poeta tem 24 anos e é campeã nacional de slam. Competição internacional é aberta em Paris nesta terça-feira (28).

a ) Pesquise no dicionário a palavra copa. Você verá que ela pode ter vários significados. A qual deles se refere a palavra copa usada no texto?

A resposta vai depender do dicionário consultado, porém espera-se que os estudantes localizem o sentido de campeonato.

b) Quais palavras do texto permitem chegar a essa conclusão?

Resposta: As palavras campeã e competição

2. Os nomes próprios são palavras como todas as outras. Por que os dicionários não trazem nomes próprios? Pense e converse com os colegas e o professor na próxima aula.

Resposta pessoal. A resposta vai depender das conclusões a que os estudantes chegaram.

rios ou reserve a sala de informática da escola.

Na sequência, oriente-os a ler e comparar os verbetes para que possam identificar as diferenças entre eles. Possibilite a eles que, coletivamente, verbalizem seus raciocínios para encontrarem a resposta correta. No processo, acolha, engaje e dê oportunidade a todos.

• O exercício de escrita proposto no item b da atividade 2 favorece o desenvolvimento de aspectos

de coesão e coerência textuais, à medida que os estudantes precisarão elaborar uma definição que mantenha o tom afetivo das definições do quadro decorativo.

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• Na atividade 2 de Pensar e praticar, ajude os estudantes a compreenderem que os dicionários não trazem nomes próprios porque estes não se definem, pelo menos não como os substantivos comuns.

OBJETIVOS

HORA DE PRODUZIR

Sarau

O modo como compreendemos um poema quando o lemos, ouvimos ou declamamos é sempre diferente.

Declamar um poema é dizê-lo em voz alta, destacando os trechos que nos parecem mais importantes, fazendo as pausas que ele pede.

O que vai produzir

Sarau de poesia no Parque Ecológico da Rocinha, na cidade do Rio de Janeiro, 2024.

Nesta atividade, você e a turma vão organizar um sarau, evento em que vão declamar poemas de autoria própria ou não. Ele deverá ser gravado em vídeo e postado nas mídias sociais da escola.

Planejar

O primeiro passo é selecionar o poema que será declamado. Pode ser o que você produziu ou um de que goste muito. Também é viável pesquisar outro na biblioteca da escola ou da cidade onde vive ou procurar algum na internet. O ideal é que você escolha um poema que aprecie de verdade e que consiga declamar de forma fácil e envolvente.

Produzir

Selecionado o poema, leia-o com bastante atenção, procurando identificar:

1. Que reflexão ele propõe?

2. O poema narra alguma história?

3. Existe um eu lírico que diz algo de si?

4. O poema expressa algum sentimento ou alguma sensação?

Depois de entender o poema, verifique se existem recursos sonoros ou de estrutura que orientam sua leitura:

• repetição de muitas consoantes ou vogais;

• divisão de palavras ou versos de forma inesperada;

• sentidos produzidos por sinais de pontuação.

Lembre-se de que todos precisam entender o que você vai declamar, com todos os sentidos e recursos que o poema propõe. Por isso, faça alguns ensaios para que, na hora da apresentação, você siga um ritmo adequado, sua voz seja clara, sua postura corporal esteja de acordo, fazendo gestos que marquem ou reforcem os sentidos propostos pelo poema.

• Auxilie os estudantes a selecionarem o poema que vão apresentar no sarau. Relembre-os do poema que produziram no primeiro Hora de produzir desta unidade ou incentive-os a pesquisar outro na biblioteca da escola. Para isso, separe previamente algumas coletâneas de poemas e deixe-as disponibilizadas para a turma.

• Destaque aos estudantes a importância de ensaiar a apresentação. O ideal é que eles decorem

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o texto, mas não há problema se precisarem ler o poema no dia da apresentação. Ressalte também a importância de seguirem um ritmo adequado na apresentação, de modo compreensível e em um volume que permita a todos que ouçam a declamação. Por fim, a postura corporal também deve estar de acordo, fazendo gestos que marquem ou reforcem os sentidos propostos pelo poema.

• Declamar um poema em um sarau organizado pela turma.

• Selecionar o poema e ensaiar a declamação dele.

• Planejar e organizar o sarau.

• Praticar a oralidade por meio da declamação do poema.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a declamar um poema em um sarau, desenvolvendo a habilidade EF35LP28.

• Eles deverão reconhecer a finalidade da apresentação e empregar a linguagem adequadamente, além de utilizar gestos, expressões e tom de voz adequados ao texto, desenvolvendo as habilidades EF15LP09, EF15LP12 , EF15LP13 , EF35LP10 , EF35LP21 e EF35LP27, contemplando a Competência geral 4 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 3 e 9

• A busca e a seleção pelo poema a ser declamado, reconhecendo que todos são textos literários e valorizando-os, permitem desenvolver as habilidades EF15LP15 e EF35LP02

• A busca por agir com autonomia e responsabilidade visando uma boa apresentação contempla a Competência geral 10

• Caso alguns estudantes tenham uma postura mais tímida durante a atividade, é importante encorajá-los e criar um ambiente para que se sintam seguros para a declamação dos poemas. Caso alguém não queira participar da atividade coletivamente, é possível adaptar propondo a declamação individualmente, seguida de uma conversa de incentivo para que, na próxima atividade, ele tente realizar a leitura oral em público.

• Ao instruir os estudantes na organização do sarau, é importante evidenciar para todos a responsabilidade e a autonomia de cada um para que esse evento se realize. Incentive-os a pensar em estratégias pessoais de planejamento e comprometimento.

• Evidencie para a turma que, durante o sarau, deve existir uma postura de respeito entre todos os participantes. Além disso, é o momento de prestigiar a apresentação de todos. Por isso, é importante elogiar e aplaudir ou mesmo coibir algumas ações inadequadas.

PAPO DIGITAL

• Caso a gravação do sarau e sua publicação nas redes sociais da turma não seja uma opção, é possível promover um sarau com toda a comunidade escolar, inclusive aberto aos familiares, responsáveis e amigos dos estudantes que vão declamar seus poemas. Para tanto, combine com a direção da escola uma data e um local para promover a atividade. Além disso, solicite aos estudantes que elaborem cartazes e folhetos para divulgarem o evento e convidarem toda a comunidade.

Compartilhar

No dia da apresentação, siga as orientações do professor e as elencadas a seguir.

1. Prepare o ambiente.

2. Providencie um equipamento de áudio para reproduzir alguma canção ao fundo.

3. Cada estudante terá sua vez de declamar.

4. Ouça os colegas com atenção e respeito e bata palmas no final.

5. Combine com o professor como será a gravação, a edição e a divulgação do vídeo.

PAPO DIGITAL

Para conseguir gravar um vídeo com boa qualidade de som e de imagem, é importante seguir algumas dicas.

• Se for gravar com o celular, faça-o de preferência na posição horizontal, para que a imagem fique melhor quando for reproduzida em computadores e televisores.

• Para evitar uma imagem tremida, apoie a câmera ou o celular em uma superfície fixa ou use um pedestal.

• Para obter um som mais claro, evite deixar a câmera ou o celular muito longe da pessoa que fala. Evite também lugares com muito barulho.

• Se for possível, grave as imagens em uma câmera ou celular e capte o som em outro aparelho, posicionando-o bem próximo da pessoa que fala. Assim o som ficará muito melhor. Depois, é só juntar imagem e som em um editor de vídeos.

Avaliar

A turma deve, então, avaliar o trabalho.

1. Todos participaram da atividade?

2. Como foi declamar os poemas? Por quê?

3. De quais poemas a turma mais gostou?

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

4. Algum estudante se destacou no modo de declamar o poema? Por quê?

5. Que dicas poderiam dar a outras turmas que venham a fazer a mesma atividade?

• Depois das apresentações, seguindo a etapa Avaliar, é importante destacar as qualidades das declamações de todos, bem como informar como elas podem ser melhoradas. É interessante que essa indicação seja feita por escrito aos estudantes para que tenham preservada a privacidade e que possam consultar a dica posteriormente. Além disso, é importante dar ênfase ao momento de autoavaliação da turma como uma verificação dos momentos que podem ser melhorados no processo de desenvolvimento da atividade.

Criança gravando vídeo.

OBJETIVO

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

Avalie agora o que você estudou nesta unidade e sua participação nas atividades.

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

Ficha de autoavaliação 1

Conteúdos estudados na unidade

Entendi como é possível explorar os sons em um poema?

Entendi o que é discurso direto, indireto e verbos de enunciação?

Entendi como é possível explorar o espaço do papel em um poema?

Aprendi a escrever palavras com os ditongos -ai, -au, -ei e -ou?

Sei diferenciar os tipos de sentido nos dicionários?

Ficha de autoavaliação 2

Participação nas atividades da unidade

Colaborei com os colegas nas atividades coletivas?

Participei das atividades em sala de aula?

Fiz as atividades de casa?

SAIBA MAIS

Clássicos da poesia

No livro Ou isto ou aquilo, um dos maiores clássicos da literatura infantil brasileira, Cecília Meireles cria poemas que brincam com palavras. Uma das características dessa autora é explorar bastante a musicalidade por meio dos sons e ritmos dos poemas.

MEIRELES, Cecília. Ou isto ou aquilo Ilustrações de Odilon Moraes. São Paulo: Global, 2014.

Uma animação poética

SIM NÃO

SIM NÃO

• Avaliar os conteúdos estudados na unidade e a participação nas atividades.

• Os questionamentos propostos têm a finalidade de propiciar um momento para que os estudantes façam uma autoavaliação do aprendizado ao longo da unidade. É importante lembrar do papel que pode ter esse tipo de avaliação na gestão do aprendizado para que cada estudante possa pensar em suas estratégias pessoais de estudo e exercite a responsabilidade pelo próprio aprendizado, aprimorando, assim, a autonomia nos estudos.

O filme O menino e o mundo, escrito e dirigido por Alê Abreu, foi lançado em 2013 e indicado ao Oscar de melhor filme de animação. Ele narra a história de Cuca, um menino que vive em uma pequena aldeia, um lugar distante e mágico. Para encontrar seu pai, ele vai para a capital e acaba conhecendo mais sobre o mundo, cheio de sofrimento, mas também cheio de poesia.

O MENINO e o mundo, de Alê Abreu. Brasil, 2013 (80 min).

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OBJETIVOS

• Analisar duas imagens, interpretá-las e refletir sobre as relações intertextuais entre elas.

• Praticar a comunicação oral promovendo o intercâmbio de conhecimentos e a troca de experiências e opiniões.

• Refletir sobre os meios pelos quais uma mensagem pode circular.

BNCC

• Nas páginas de abertura, os estudantes mobilizarão habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10 , EF15LP11 e EF15LP13). Além disso, desenvolverão diferentes competências, como o uso de linguagens diversas para se expressarem e partilharem informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4) e o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação (Competência geral 9). Não obstante, a observação e a análise de uma pintura de um artista brasileiro e de uma fotografia inspirada nessa obra de arte proporcionam aos estudantes valorizarem, fruírem e respeitarem diferentes manifestações artísticas (Competência geral 3), além de promoverem o tema contemporâneo transversal Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras

UNIDADE

CONTEÚDOS

DESTA UNIDADE 3

• carta de reclamação;

• reportagem;

TROCANDO MENSAGENS, TROCANDO IDEIAS

• pronomes demonstrativos e possessivos;

• carta de solicitação;

• carta pessoal;

• pontuação expressiva: exclamação e reticências;

• sinônimos.

de

• Se possível, durante as atividades, tenha sempre à disposição uma ferramenta digital (computador, smartphone ou tablet) com acesso à internet que possibilite uma integração ao ensino. Ao surgir alguma dúvida, faça uma busca para obter informações que visem saná-la. Caso seja necessário consultar exemplos de debates ou apresentações orais, faça uma busca para ampliar o repertório dos estudantes. Seria interessante

mostrar aos estudantes outros exemplos de relações intertextuais entre imagens, como a famosa paródia da obra Mona Lisa, de Leonardo da Vinci (século XVI) produzida por Salvador Dalí (século XX). Explique-lhes que, nesse caso, a relação intertextual é de natureza humorística, enquanto nas duas imagens da abertura a relação é de homenagem e atualização.

Saudade,
José Ferraz de Almeida Júnior. Óleo sobre tela, 101 cm × 197 cm. 1899.

Você observou duas imagens: a primeira nos mostra a pintura Saudade, do pintor brasileiro José Ferraz de Almeida Júnior (1850-1899); a segunda, uma fotografia inspirada nessa obra. Converse com os colegas sobre as questões a seguir.

Quais diferenças entre as mulheres da pintura e da fotografia você destacaria?

• As questões propostas possibilitam reflexões e trocas de ideias. Oriente os estudantes a se expressarem com clareza, fazerem suas colocações e ouvirem as dos colegas com atenção, sempre respeitando os turnos de fala.

Respostas

1. Os estudantes podem destacar a vestimenta, a expressão de menos sofrimento que a moça fotografada revela, mas, sobretudo, que ela lê a mensagem em um celular.

2. Espera-se que os estudantes reconheçam que ela deve estar triste porque tem saudade da pessoa ou de algo que está contemplando na fotografia que está observando.

3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes compartilhem suas experiências com a escrita de mensagens para outras pessoas, de preferência por meio de cartas pessoais.

A pintura Saudade e a fotografia inspirada nela mostram diferentes meios de reprodução de uma fotografia: o impresso no papel e o digital no smartphone. As cartas também podem ser escritas assim? O que você acha da escrita da carta por esses dois suportes? 1.

Na pintura, vemos uma mulher contemplando uma fotografia. Ela parece chorar. O título do quadro dá uma pista que explica por que ela está triste. Qual é a pista?

Assim como a fotografia, as cartas também podem ajudar a amenizar a saudade que sentimos de alguém. Você já usou uma carta para se comunicar com alguém que estava distante? Comente com a turma.

Respostas e comentários nas orientações ao professor

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4. Sim. A mensagem enviada pelo smartphone garante a rapidez e a facilidade, se comparada à carta manuscrita no papel. O papel e o smartphone são dois suportes diferentes tanto fisicamente como no tempo de entrega: a mensagem no celular é entregue instantaneamente, enquanto a carta escrita no papel pode demorar um dia ou mais para ser entregue após postada no correio. Incentive os estudantes a compararem não apenas os meios de comunicação, mas também as emoções envolvidas na espera por uma resposta no passado e no presente.

• Os momentos de interação, como discussões, debates, trocas de ideias, produções orais e escritas coletivas, entre outros, proporcionam o desenvolvimento de competências socioemocionais relacionadas ao convívio respeitoso e harmonioso. Caso haja problemas de indisciplina ou de relacionamento nessas atividades, viabilize momentos para reflexões sobre a importância do respeito entre colegas de turma, levando os estudantes a considerarem a empatia, a paciência e a confiança como elementos necessários para a boa convivência. Ao final de cada atividade, reflita com a turma sobre os aspectos que julgar necessários.

Fotografia de Rita Barreto inspirada na pintura Saudade 2.

OBJETIVOS

• Incentivar a observação de problemas do cotidiano que podem gerar uma reclamação.

• Refletir sobre a função social da carta de reclamação.

• Formular hipóteses sobre o texto que será lido.

• Desenvolver a oralidade por meio da troca de ideias e do compartilhamento de experiências pessoais.

BNCC

• Os estudantes serão levados a levantar hipóteses sobre a carta de reclamação a ser lida com base nos conhecimentos prévios e nas pistas oferecidas pelo próprio material. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02 , bem como as habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13).

ESCREVER PARA RECLAMAR

RODA DE LEITURA: CARTA DE RECLAMAÇÃO

A carta de reclamação é escrita para manifestar algum tipo de insatisfação e abre a possibilidade de comunicação entre um consumidor e o responsável pelo problema.

ANTES DE LER

manutenção, brinquedos com peças soltas ou enferrujadas, ausência de iluminação noturna, sensação de insegurança, entre outros.

Responda às questões a seguir oralmente

1. Observe a condição do brinquedo mostrado na fotografia.

Balanço em parque.

Que problemas esse brinquedo apresenta?

Resposta: Um dos balanços está com a tábua solta, inutilizado.

2. Você brinca em algum parquinho ou em alguma praça? Você identifica algum problema neles?

3. Imagine que haja um parquinho em uma praça onde você costuma brincar. Alguns brinquedos quebraram e você gostaria de reclamar e solicitar que o arrumem. Para quem você poderia escrever uma carta de reclamação?

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes apontem problemas de naturezas diversas, como qualidade dos brinquedos e bancos, falta de Resposta esperada: Para as autoridades públicas.

4. Você vai ler uma carta de reclamação escrita por uma menina para uma loja de brinquedos. Qual poderia ser a queixa dela?

4. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes associem as informações e pensem em algo relacionado aos brinquedos.

ANTES DE LER

• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a exporem as próprias ideias e ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala.

• Na atividade 3, se julgar oportuno, conduza uma reflexão sobre o lugar onde está a praça, sobre quem cuida da cidade e como é organizada a administração municipal.

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Leia a seguir uma carta de reclamação que expressa uma queixa bem específica.

Londrina, 15 de maio de 2025.

Querida empresa de brinquedos,

Professor, professora: Explore com os estudantes o traçado das letras, o alinhamento do texto e o direcionamento da escrita. Chame a atenção para o fato de a letra cursiva ser muito comum no gênero carta.

Meu nome é Maria Luiza e tenho 11 anos. Semana passada, eu fui aí e percebi que a loja é organizada em seções de brinquedo para menina e para menino. Na minha opinião, as lojas deveriam organizar de outro jeito. Eu, por exemplo, gosto de alguns brinquedos que geralmente ficam na parte de menino, como animais selvagens e dinossauros. Vocês poderiam deixar alguns desses brinquedos na seção de meninas também. Acho que ficaria ótima essa organização, não só pra mim, mas para outras pessoas que têm esse gosto também. Ficaria mais fácil encontrar esses outros brinquedos se mudasse a organização.

Obrigada, Maria Luiza Aya Okamoto.

Produzido por Maria Luiza Aya Okamoto especialmente para esta obra.

Papo de leitor

1. A carta é enviada por um remetente – a autora da carta – para um destinatário – a pessoa a quem ela se dirige.

a ) O que a remetente da carta espera ao enviar essa carta de reclamação?

Resposta: A remetente espera uma mudança na organização da loja a quem ela dirige a reclamação.

b) Se a remetente quisesse tornar pública essa carta, onde ela poderia publicá-la?

Resposta: Espera-se que os estudantes citem canais como revistas, sites de reclamação, entre outros.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

• A carta de reclamação permite que as pessoas expressem suas insatisfações e busquem soluções para problemas do dia a dia envolvendo produtos e serviços geralmente comprados. Antes da leitura, converse com os estudantes sobre cartas, relembrando-os do que é uma carta pessoal. Depois, comente que existem diferentes tipos de carta e, entre elas, a carta de reclamação. Na sequência, conversem sobre situações em que já vivenciaram problemas no bairro, na cidade ou na escola, como ruas esburacadas, brinquedos

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quebrados na praça ou barulho excessivo no entorno do local onde moram. Comente que essas situações fazem parte da vida em comunidade e que, ao escreverem uma carta de reclamação, exercemos nossos direitos e colaboramos para a melhoria dos espaços onde vivemos.

• Após a leitura, incentive os estudantes a refletirem sobre como eventos públicos podem afetar o dia a dia das pessoas, devendo-se sempre considerar direitos coletivos, respeito ao próximo e convivência urbana.

BNCC

• A leitura da carta de reclamação, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento das habilidades EF35LP01 e EF04LP10, bem como da Competência específica de Língua Portuguesa 3. Ao exporem ideias de melhorias para a sociedade (seja na discussão sobre o problema no brinquedo da praça pública, seja na reclamação da organização da loja de brinquedos), os estudantes são expostos ao tema contemporâneo transversal Educação em direitos humanos

• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social da carta de reclamação, reconhecendo para que foi produzida, onde poderia circular, quem a produziu e a quem se destina. Eles ainda desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05, ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas pelo contexto.

• No item b da atividade 3, se considerar oportuno, discuta com os estudantes outras formas de tratamento e a quem se destinariam. Por exemplo, tratamentos como “Querido amigo”, “Querida amiga”, “Oi, (nome)” ou “Senhores condôminos” pressupõem destinatários diferentes. Pergunte à turma quem poderia ser e quais seriam mais formais ou mais informais.

• Mostre aos estudantes que, para compreender um texto é preciso entender para que ele serve, como ele é organizado e como deve ser escrito para atingir seu objetivo. Retome o uso das formas de tratamento e das expressões de despedida formal como parte dessas estratégias.

• Após ler com os estudantes o boxe de definição da carta de reclamação, comente, se julgar oportuno, que há outro destinatário possível para esse gênero: os sites dedicados exclusivamente a reclamações de consumidores. Esses sites são monitorados atentamente pelas empresas, que temem arranhões à sua reputação, por isso há a expectativa dos consumidores de que, ao destinar a carta a esses sites, sua reclamação seja atendida mais prontamente. Verifique com os estudantes se algum familiar já recorreu a canais desse tipo e peça-lhes que relatem o resultado.

2. Observe as informações sobre a postagem da carta.

a ) Identifique os elementos que compõem o cabeçalho da carta.

• Local e data:

Resposta: Londrina, 15 de maio de 2025.

• Destinatário, ou seja, a quem a carta é dirigida:

Resposta: A uma empresa de brinquedos.

b) A despedida faz parte da carta. Copie como a reclamante se despediu.

Resposta: Obrigada.

c ) Qual é a assinatura da remetente?

Resposta: Maria Luiza Aya Okamoto.

3. A remetente se dirige ao destinatário como Querida empresa de brinquedos a ) Ao utilizar a palavra Querida, é dado determinado tom à linguagem da carta. Que efeito pode ter esse modo de se dirigir à empresa?

Marca a distância entre a remetente e a empresa.

Marca a revolta da remetente.

Marca a busca de proximidade com a empresa.

Resposta: Marca a busca de proximidade com a empresa.

b) Complete com uma das palavras dos parênteses: é possível dizer que a linguagem da carta é (polida/indelicada), adequada ao tom (formal/informal) que a carta mantém.

Resposta: Polida; formal.

Cartas de reclamação são geralmente dirigidas a empresas, pessoas públicas ou repartições do governo. Por isso, devem apresentar uma linguagem formal. É importante usar expressões de polidez para se dirigir ao destinatário e ao se despedir, como Prezados senhores, Cordialmente e Obrigado(a).

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4. A remetente, ao escrever o cabeçalho da carta, dirige-se a uma empresa de brinquedos. Depois, ela continua e a chama de loja:

Meu

nome é Maria Luiza e tenho 11 anos. Semana passada, eu fui aí e percebi que a loja é organizada em seções de brinquedo para menina e para menino.

a ) É possível chamar toda loja de empresa? E toda empresa é uma loja? Comente com a turma.

b) Qual dessas duas palavras deixa o texto mais claro: empresa ou loja? Por quê?

Resposta: A palavra loja, porque especifica o tipo de empresa a que o autor está se referindo.

A palavra empresa, porque seu significado é mais específico.

A palavra loja, porque especifica o tipo de empresa a que se refere.

c ) Agora, observe a escrita da palavra seções, nesse trecho. O que essa palavra significa? Por que a loja é organizada em seções?

Resposta: Significa partes, espaços, divisões. Ela é organizada em seções para facilitar a busca pelo brinquedo.

d) Quais são as outras duas palavras que têm a mesma pronúncia de seção, no singular, mas são escritas de forma diferente? O que elas significam?

Dica: Se necessário, procure a palavra em um dicionário.

Resposta: As palavras sessão e cessão. Sessão, que tem o sentido de tempo ou período; e cessão, que é o ato de ceder, entregar.

5. O objetivo da carta de reclamação é apresentar reclamações.

a ) Qual é a reclamação da remetente que enviou essa carta?

Resposta: A remetente reclama do modo como os brinquedos estão organizados na loja: separados em seção de meninos e de meninas.

4. a) Resposta: Sim, toda loja é uma empresa. Não, nem toda empresa é uma loja. Uma loja é um estabelecimento comercial, já uma empresa é uma organização que pode ter diversos tipos de estabelecimento, como lojas, fábricas, agências e escritórios.

Os argumentos empregados são trabalhados no item b da atividade 5 e na atividade 6

• No item a da atividade 5, ressalte que, ao escrever uma carta de reclamação, é fundamental que a pessoa explique de modo direto e objetivo qual é sua reclamação, requisito que a carta atende plenamente. Além disso, ela não deve apenas apresentar uma opinião, mas sim trazer argumentos e fatos para convencer o destinatário sobre o problema e a necessidade de solução.

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• A atividade 4 visa desenvolver nos estudantes o cuidado com a precisão vocabular, importante não apenas na carta de reclamação, mas também nas comunicações escritas de modo geral. O item b mobiliza, sem nomeá-los, hipônimos e hiperônimos. Empresa, palavra de sentido mais abrangente, é hiperônimo de loja, palavra de sentido mais específico. Se julgar oportuno, explique aos estudantes que a alternância entre hiperônimos e hipônimos é um eficiente recurso de coesão textual em textos mais longos para evitar a repetição da mesma palavra. Por exemplo: “Os fabricantes deveriam parar de produzir tantos brinquedos de plástico. Essas empresas precisam se conscientizar da urgência da crise climática do planeta.” Mas, no caso específico de um texto mais curto, como a carta de reclamação, é preferível usar a palavra de sentido mais específico: loja, em vez de empresa. Os itens c e d associam a precisão vocabular a uma questão ortográfica que costuma causar muitas dificuldades aos estudantes: as palavras seção, sessão e cessão. Após a realização desses dois itens, certifique-se de que as diferenças ortográficas e de significado tenham ficado claras para os estudantes.

• A carta de reclamação recorre à argumentação para tentar convencer o destinatário a tomar as providências reclamadas pelo remetente.

• No item b da atividade 5, explique aos estudantes que não basta apresentar a reclamação de modo direto e objetivo. É necessário também formular argumentos para convencer o destinatário a atender sua reclamação e apresentar uma solução para ela.

• Sugere-se dedicar a máxima atenção à diferenciação entre opinião e argumento, muito importante em atividades de debate e em diversos gêneros textuais, mesmo naqueles que não são predominantemente argumentativos.

• No caso, a argumentação da remetente combate o estereótipo segundo o qual há “brinquedos de menino” e “brinquedos de menina” claramente delimitados, como se uma menina não pudesse gostar de “brinquedos de menino”, e vice-versa. Se julgar oportuno, ressalte aos estudantes que essa delimitação estereotipada traz implícita uma visão dos papéis e comportamentos sociais associados a meninos e meninas. Por exemplo, brinquedos que mobilizam comportamentos violentos e agressivos para meninos e brinquedos associados às tarefas domésticas para meninas.

• Se julgar oportuno, incentive os estudantes a refletirem sobre os estereótipos “brinquedos de meninos” e “brinquedos de meninas” e a expressarem suas experiências pessoais a respeito.

b) Argumento é uma afirmação feita para comprovar um fato ou uma ideia. Que argumentos da remetente justificam a reclamação?

Resposta: 1. A remetente também gosta de alguns brinquedos que geralmente

ficam na parte de menino e que outras pessoas podem ter esse gosto também.

2. A mudança na organização pode tornar mais fácil encontrar esses brinquedos.

7. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes elaborem uma resposta curta e educada dizendo que vão procurar alterar a configuração da loja para que todas as crianças tenham acesso com facilidade e sem constrangimento a todos os brinquedos.

Ao escrever a carta, a remetente emitiu uma opinião e usou argumentos para comprovar sua reclamação.

6. Por que não deve haver separação entre brinquedos de menino e brinquedos de menina? Assinale V para as alternativas verdadeiras e F para as falsas.

Porque os brinquedos não devem ser limitados ao gênero da criança.

Porque os brinquedos de menino são mais violentos e os de meninas, mais delicados.

Porque os brinquedos devem ficar à disposição de todos, para cada um escolher considerando seus gostos e suas preferências.

Para promover a igualdade de gênero.

Para que os piores brinquedos sejam desvalorizados.

Resposta: V; F; V; V; F.

7. Suponha que você seja o responsável por atender os clientes dessa loja e precise responder a essa carta de reclamação. O que você responderia? Escreva em seu caderno uma resposta curta e educada.

AGORA QUE JÁ LEMOS

Responda às questões a seguir oralmente

1. A reclamação da carta era sobre o que você tinha pensado antes da leitura?

Resposta pessoal. A resposta vai depender das hipóteses levantadas antes da leitura.

2. Você teria algum assunto para escrever e enviar uma carta de reclamação? Converse sobre isso com os colegas e o professor.

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes demonstrem espírito crítico e percebam aspectos de seu entorno que não funcionam como deveriam.

AGORA QUE JÁ LEMOS

• Na atividade 1, valorize as hipóteses levantadas antes da leitura e mostre aos estudantes que prever o tema de um texto é uma estratégia importante de leitura.

• Ao propor a atividade 2, organize uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem suas ideias sobre situações da própria vida, da escola, do bairro ou da cidade que poderiam ser alvo de uma carta de reclamação. Leve-os a analisar o que gostariam de mudar ou melhorar na escola, no bairro ou na cidade onde vivem e para quem deveriam enviar a carta de reclamação.

JANELAS

Conflitos e soluções em reportagem

Leia a reportagem a seguir e converse sobre ela com os colegas.

Guerra de caixinhas de som se perpetua no litoral de SP apesar de proibição

Prefeituras afirmam que realizam fiscalização nas praias e orientam moradores a denunciar uso dos aparelhos

GUARUJÁ, BERTIOGA, SÃO SEBASTIÃO, ILHABELA E UBATUBA

Mesmo proibidas, as caixinhas de som seguem às alturas nas praias de São Paulo. A Folha percorreu os litorais norte e sul na última semana e viu dos aparelhos miúdos e escondidos até os grandes e estrondosos.

Apenas nas praias da Baleia e Sahy, em São Sebastião, caixinhas de som não foram vistas.

Em Guarujá, onde a proibição é lei desde 1998, a fiscalização foi intensificada em 2024 com explosão de reclamações. À entrada das praias, avisos alertam os banhistas do veto. Mas isso não inibiu as pessoas que curtiam o mar em uma terça ensolarada.

Na praia de Pitangueiras, barracas abrigavam caixas de som — uma tocava axé, outra apostava no sertanejo. Perto dali, na praia de Enseada, caixinhas também foram vistas.

[...]

Segundo o secretário de Defesa do Guarujá, [...] há mais de cem agentes envolvidos na fiscalização. “A maioria das pessoas não sabe da proibição e, quando informadas, retiram os equipamentos do local”. No caso de reincidência, a pessoa é multada e tem o aparelho apreendido.

[...]

Reincidência: repetição do comportamento proibido.

MENON, Isabella; ARAÚJO, Rafaela. Guerra de caixinhas de som se perpetua no litoral paulista apesar de proibição. Folha de S.Paulo, São Paulo, ano 104, n. 34 997, 26 jan. 2025. p. A30.

modo a reconhecerem para que foi produzida e a quem se destina. Eles desenvolvem também as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04, EF35LP05 e EF35LP17, ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas, assim como ao buscarem e selecionarem informações de interesse na reportagem digital. Ainda nesta seção, eles serão levados a debater com os colegas o uso de caixas de som por banhistas nas praias, desenvolvendo as habilidades relacionadas a opinar e distinguir opiniões em textos

OBJETIVOS

• Ler uma reportagem refletindo sobre o problema apresentado e analisando a solução adotada pelas autoridades.

• Analisar a função dos depoimentos em reportagens.

• Praticar a oralidade por meio de um debate sobre convivência em espaços públicos e regras para o uso coletivo deles.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes mobilizarão habilidades de oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10 , EF15LP11 e EF15LP13 ). Além disso, desenvolverão diferentes competências, como o uso de linguagens variadas para se expressarem e partilharem informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4) e o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação (Competência geral 9).

• A leitura da reportagem, de forma silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes, desenvolve a habilidade EF35LP01 e contempla a Competência específica de Língua Portuguesa 3

• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social da reportagem, de

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(EF35LP15 e EF04LP15), além das competências relacionadas à argumentação, à defesa de um posicionamento e à análise de posicionamentos (Competência geral 7 e Competência específica de Língua Portuguesa 6).

• Ao reescreverem um trecho do texto substituindo a expressão “a maioria das pessoas” pelo pronome elas, os estudantes praticam a substituição pronominal, muito utilizada para a continuidade do texto, desenvolvendo a habilidade EF35LP06

Praia da Enseada, em Guarujá, estado de São Paulo.

• No item b da atividade 2, caso necessário, auxilie os estudantes a inferirem o sentido da palavra proibir com base no contexto da reportagem.

• Chame a atenção dos estudantes para o trecho de reportagem reproduzido, cujo objetivo é apresentar informações sobre um assunto. Compare os textos apresentados na unidade com esse para que os estudantes possam reconhecer semelhanças e diferenças. Seria interessante comparar o tema da reportagem com o da carta de reclamação, ressaltando as diferenças: a reportagem se refere a uma proibição vigente para o uso de um espaço público específico, as praias. Destaque aos estudantes que essa proibição foi implementada provavelmente porque houve reclamações dos frequentadores das praias que não gostam de música tocada em alto volume e que essa queixa deve ter sido explicitada em vários canais, por escrito ou oralmente (por telefone, por exemplo). Já a carta de reclamação lida expressa uma reclamação estritamente individual, da frequentadora de uma loja que reclama da maneira como os brinquedos estão organizados lá.

• Sugira aos estudantes que observem como a reportagem apresenta tanto o problema como as ações tomadas pelas autoridades e reflitam sobre os papéis do poder público e da própria população na solução de divergências entre grupos de cidadãos.

1. Observe o tema e a fonte da reportagem.

a ) Que leitor poderia se interessar por essa reportagem?

Resposta: Sobretudo o leitor que frequenta praias, mas também aquele que se interessa por problemas urbanos, humanos.

b) Observe a data. Por que a reportagem foi publicada nessa data?

Resposta: Porque janeiro é verão no Brasil, época em que muitas pessoas estão de férias e frequentam as praias.

2. A reportagem expõe um problema: o uso de caixinhas de som na praia.

a ) Por que isso é um problema?

Resposta: Porque muitas pessoas as levam à praia, ouvem música em volume alto e isso atrapalha outras pessoas que não gostam de determinado gênero musical ou não querem ouvir música, mas sim ficar em silêncio, escutar o mar.

b) Qual foi a solução?

Resposta: Proibir o uso de caixinhas de som na praia.

Proibir o uso de caixinhas de som na praia.

Permitir o uso de caixinhas de som na praia.

3. A reportagem expõe alguns detalhes do problema.

a ) Que cidades a reportagem visitou?

Resposta: Guarujá, Bertioga, São Sebastião, Ilhabela e Ubatuba.

b) Em que lugar o problema é maior?

Resposta: Nas praias do Guarujá.

c ) Em que lugar a proibição é mais antiga?

Resposta: No Guarujá.

ATIVIDADE EXTRA

• Proponha aos estudantes que discutam de que maneira a entrevista feita ao secretário de Defesa do Guarujá (uma autoridade) impacta a reportagem. Eles podem concluir que isso torna a notícia mais confiável, verdadeira, séria e informativa, entre outras possibilidades. Depois, peça-lhes que reflitam sobre a importância de ouvir pessoas que ocupam cargos de responsabilidade na produção de uma reportagem e como esse tipo de informação contribui para que o leitor confie mais no que é dito. Por fim, oriente-os a anotar as principais conclusões e a compartilhar com os colegas para socializar os aprendizados.

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4. Releia o trecho a seguir.

5. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam a importância de outras instituições, como a polícia, a guarda municipal e demais setores de segurança, apoiarem a campanha com orientações aos banhistas.

“A maioria das pessoas não sabe da proibição e, quando informadas, retiram os equipamentos do local”.

a ) O que poderia fazer mais pessoas saberem da proibição?

Resposta: As autoridades poderiam fazer uma campanha mais ampla e aumentar a fiscalização.

b) Reescreva o trecho substituindo a expressão “A maioria das pessoas” pelo pronome pessoal elas. Faça as adequações necessárias.

Resposta: “Elas não sabem da proibição e, quando informadas, retiram os equipamentos do local.”

5. Agora, você vai participar de um debate orientado sobre algumas questões relacionadas ao texto. Considere o seguinte roteiro.

5. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes tenham uma opinião sobre essa questão com base em suas preferências e na sua experiência de vida.

• Disponham as cadeiras em círculo.

• Sigam as orientações do professor, que será o moderador, indicando a vez de cada um falar e o tempo de cada fala.

• Empreguem o registro formal da língua e expressões de respeito.

• Respeitem a vez e as ideias dos colegas ouvindo-os com atenção.

• Elaborem perguntas aos colegas conforme as ideias forem apresentadas.

5. c) Possíveis respostas: Ter cuidado ao entrar no mar; recolher os resíduos que produzir; não tocar em animais; não tocar em plantas desconhecidas; manter crianças sempre perto de um adulto responsável.

a ) A prefeitura de uma cidade litorânea, isto é, próxima ao mar, lançou uma campanha educativa para orientar os banhistas a não levar caixas de som à praia. Você concorda com a ideia que essa campanha defende? Por quê?

b) Você acha que uma campanha como essa funcionaria por si só, isto é, sem o apoio de outras instituições? Explique sua resposta.

c ) Para ajudar a conservar as praias e contribuir para a tranquilidade, que outras orientações poderiam fazer parte dessa campanha?

• Incentive os estudantes a refletirem e verbalizarem seu raciocínio sobre a razão da existência de debates na escola. Verifique se eles percebem que os debates propostos são atividades que os levam a se posicionar a respeito de questões polêmicas ou conflitivas e a exercitarem a argumentação, que é essencial para a convivência em uma sociedade democrática.

• No item c da atividade 5, é importante esclarecer aos estudantes o que são instituições: prefeituras, escolas, hospitais.

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• O exercício de reescrita apresentado no item b da atividade 4 favorece o desenvolvimento de aspectos de coesão textual para a prática de escrita. Explique aos estudantes que o objetivo, nesse caso, é flexionar o verbo saber adequando-o ao pronome elas. Diga que com a expressão “a maioria de”, o verbo pode ser flexionado no singular, concordando com “a maioria”, como na reportagem, ou no plural, concordando com o complemento plural dessa expressão. No entanto, na linguagem formal, deve-se optar por uma das concordâncias e implementá-la na frase inteira, o que não ocorre na frase da reportagem: o verbo saber está no singular, enquanto o verbo retirar, no plural.

• A atividade 5 possibilita um debate entre os estudantes para que reflitam sobre campanhas educativas e políticas públicas. Escolha um ambiente e disponha os estudantes em círculo para que se vejam nesse momento. Determine a vez e o tempo de cada estudante falar e enfatize que deve haver atenção e silêncio enquanto alguém estiver falando. Explique que, em um debate, as opiniões e os posicionamentos não precisam ser divergentes, mas sim se complementarem ou servirem para que surjam novas ideias. Chame a atenção para o respeito às opiniões e às ideias que serão colocadas e para o momento adequado de falar e ouvir.

OBJETIVOS

• Compreender o uso dos pronomes demonstrativos e possessivos na construção de sentidos.

• Reconhecer como os pronomes demonstrativos ajudam a localizar objetos, pessoas ou situações no tempo, no espaço ou no próprio texto.

• Perceber que os pronomes são elementos fundamentais na organização dos enunciados e na coesão textual.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a identificar os pronomes demonstrativos e possessivos e a compreender a construção de sentidos deles no texto. Dessa forma, eles desenvolvem as habilidades EF35LP06 e EF35LP14.

• O estudo desses pronomes, além do reconhecimento do pronome você, permite aos estudantes não somente se apropriarem da norma-padrão, mas também compreenderem a língua como fenômeno histórico, variável e heterogêneo, contemplando, assim, as Competências específicas de Língua Portuguesa 1, 2 e 4

• Ao lerem e compreenderem a tirinha, construindo o sentido da história em quadrinhos e relacionando o texto a ilustrações e recursos gráficos, eles desenvolvem as habilidades EF15LP04, EF15LP14 e EF15LP18

• Os estudantes praticam ainda as habilidades EF15LP03, EF35LP03 e EF35LP04 ao identificarem a ideia central dos textos explorados nesta seção e ao localizarem informações explícitas neles.

• A leitura de trechos de biografia, trecho de reportagem e crônica permite desenvolver habilidades de leitura autônoma, bem como de identificação dos elementos da narrativa (EF15LP15,

É LÍNGUA, É LINGUAGEM

Pronomes demonstrativos e possessivos

Você vai estudar duas classes gramaticais que exprimem ideia de posse ou localizam o interlocutor no tempo ou no espaço. Complicou? Vamos por partes.

Pronomes demonstrativos e as referências que eles criam

1. Preste atenção ao uso da palavra aquela nesta tirinha dos Piratas do Tietê, da cartunista Laerte.

a ) Dizem que nasce uma verruga no dedo de alguém que aponta estrelas – essa é uma conhecida crença popular. A tirinha fica engraçada porque explora uma inversão na posição dos personagens. Que inversão é essa?

Resposta: Na tirinha, o personagem que acha que tudo é crendice vê a superstição virar realidade na ponta de seu dedo.

b) Na tirinha, o personagem que aponta para o céu usa duas vezes o termo aquela para mostrar algo ao amigo. O que ele quer mostrar?

Resposta: Ele quer mostrar estrelas no céu.

c ) Ele aponta para algo que está perto ou distante dele?

Resposta: Ele aponta para algo que está distante dele.

d) No último quadrinho, ele usa o termo essa. Por que não usou aquela? Qual é a diferença entre essas duas palavras?

Resposta: Porque está se referindo a algo que está perto dele, na ponta de seu dedo, e não distante.

EF15LP16, EF35LP01, EF35LP21, EF35LP26 e EF35LP29).

• As tirinhas de quadrinhos são gêneros em que a sequência tipológica narrativa é predominante. Dessa forma, a tirinha apresentada narra uma história que se desenvolve no tempo (no caso, o tempo decorrido nos três quadros), apresentando personagens devidamente caracterizados e diálogos.

• Mostre aos estudantes como os pronomes demonstrativos contribuem para a coesão do texto, ajudando os leitores a entenderem a quem ou a que os personagens estão se referindo.

• Retome a importância de relacionar o uso dos pronomes ao ponto de vista de quem fala, ou seja, como a localização (perto, longe, do falante ou do ouvinte) interfere na escolha do pronome.

• Chame a atenção dos estudantes para os efeitos de humor na tirinha, que resultam tanto do contraste entre personagens que representam distintos sistemas de crenças quanto do uso dos pronomes demonstrativos, que marcam mudança de referência no espaço e deslocamento de um sistema de crenças para outro. Aproveite para reforçar que, além da função gramatical, esses pronomes constroem sentido, gerando o humor do texto.

LAERTE. Piratas do Tietê. Folha de S.Paulo, São Paulo, ano 83, n. 27 023, 29 mar. 2003. Ilustrada, p. E9.

2. Você já ouviu falar de Malala? Ela é paquistanesa e, na infância, queria muito ir à escola, mas seu país passou a ser dominado por governantes que achavam que estudar não era coisa de meninas. Leia um trecho do livro que conta o dia em que ela ouve essa ordem do líder do governo.

[...] Foi pelo rádio que ele mandou noticiar que as meninas estavam proibidas de ir à escola.

— Eu quero ter educação e quero me tornar méd… — murmurou Malala pouco depois de receber a notícia. Ela ia dizer “médica”, mas mal conseguiu terminar a frase. Levou as mãozinhas delicadas ao rosto, emoldurado pelo véu cor-de-rosa, e chorou.

Aquele tinha sido o dia mais triste da vida de Malala até então.

Yousafzai, 2023.

Adriana. Malala,

a ) Você já imaginou ter a proibição de ir à escola? Como se sentiria em uma situação dessa? Comente com os colegas.

b) A que se refere o termo aquele, destacado no texto?

Ao dia em que ele mandou noticiar no rádio que as meninas estavam proibidas de ir à escola.

Ao dia em que Malala ouviu no rádio que as meninas estavam proibidas de ir à escola.

Resposta: Ao dia em que Malala ouviu no rádio que as meninas estavam proibidas de ir à escola.

c ) Por que foi usado o termo aquele, e não esse?

Resposta: Porque já faz tempo que o dia mencionado aconteceu.

d) Por que aquele pode ter sido o dia mais triste da vida de Malala?

Resposta: Provavelmente porque ela gostava de estudar e tinha sonhos que se tornaram impossíveis com a proibição imposta às meninas.

2. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam valorizando o privilégio de não apenas poder estudar, mas ter incentivo para isso vindo da família, dos amigos e dos governos.

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• Na atividade 2, antes da leitura, apresente brevemente quem é Malala Yousafzai, destacando sua luta pelo direito das meninas à educação, sua trajetória e seu reconhecimento mundial, inclusive como Prêmio Nobel da Paz. Durante a leitura, oriente os estudantes a observarem como o uso do pronome demonstrativo ajuda a situar os acontecimentos no tempo.

• No item a, incentive a reflexão sobre como seria não poder frequentar a escola e quais direitos estão sendo violados quando isso acontece. Proponha uma conversa sobre a importância da educação, fazendo conexões com a realidade dos próprios estudantes.

• Nos itens b e c, explique que o pronome aquele indica algo que está mais distante no tempo ou no espaço, enquanto esse é usado para indicar algo que está próximo no tempo, no espaço ou no discurso.

• Caso os estudantes tenham dificuldade de diferenciar os pronomes, pergunte: “Se Malala estivesse contando algo que acabou de acontecer, ela usaria esse ou aquele?”. Isso pode ajudá-los a compreender como os pronomes demonstrativos atuam na construção de sentidos no texto.

• No item d, é possível que os estudantes reflitam sobre a importância de valorizar a escola, os estudos e as oportunidades que têm, além de entenderem que, em muitos lugares do mundo, esse direito ainda é negado, especialmente para meninas.

Malala
CARRANCA,
a menina que queria ir para a escola São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2015. p. 44.

• Chame a atenção dos estudantes para a descrição presente no trecho de reportagem apresentado. As sequências descritivas são construídas, geralmente, com verbos de ligação, mas nesse caso recorreu-se a verbos de ação que cumprem uma função descritiva, pois as frases “Não olham nos olhos, não têm paciência” são usadas para caracterizar crianças com ansiedade. A segunda poderia ser parafraseada com um verbo de ligação. Em vez de “não têm paciência”, também se poderia dizer “são impacientes”.

• Ao final da atividade 4, reforce com os estudantes a regra de separação de sílabas em palavras com o dígrafo ss, como interesse, pássaro, professor etc. Se julgar oportuno, apresente palavras com outros dígrafos consonantais, como sc (nascer, consciência) e xc (excesso, excelência).

3. Você vai ler o trecho de uma reportagem que aborda o lançamento de um livro para crianças escrito por Lázaro Ramos, que também é ator. O livro trata da dificuldade de falar das emoções atualmente.

[...]

BACHEGA, Diogo. Lázaro Ramos quer que crianças entendam o que estão sentindo. Folha de S.Paulo São Paulo, ano 105, n. 35 031, 1 mar. 2025. Folhinha, p. C14.

a ) Segundo Lázaro Ramos, por que as crianças estão ficando ansiosas?

Resposta: Porque estão ficando muito tempo no mundo digital.

b) O autor descreve o comportamento das crianças que apresentam características de ansiedade. Copie o trecho com essa descrição.

Resposta: “Não olham nos olhos, não têm paciência de ter uma conversa um pouco mais longa sem recorrer a um tablet ou a um celular”.

4. Releia este trecho prestando atenção às palavras destacadas. [...] “Tenho visto várias crianças aumentando características de ansiedade, de tanto que estão ficando no mundo digital. Não olham nos olhos, não têm paciência de ter uma conversa um pouco mais longa sem recorrer a um tablet ou a um celular”, diz. Para ele, não é que seja necessário abandonar os dispositivos, mas é preciso buscar algum equilíbrio e dar espaço para outros prazeres. “Digo às crianças que, quando estou com um livro, nunca me sinto sozinho. Me sinto mais esperto. Deixo meus filhos me verem lendo o tempo todo, porque é nesse exemplo também que se faz a influência da leitura.”

Deixo meus filhos me verem lendo o tempo todo, porque é nesse exemplo também que se faz a influência da leitura.

a ) Qual é o exemplo a que se referem as palavras destacadas nesse exemplo? E onde ele foi mencionado no texto?

Resposta: O exemplo é “Deixo meus filhos me verem lendo o tempo todo”. Ele está mencionado no período anterior do texto.

b) Separe a palavra nesse em sílabas e identifique quantas são.

Resposta: Nes-se: duas sílabas.

As palavras destacadas que você estudou são pronomes demonstrativos. Como o nome diz, esses pronomes demonstram (mostram) ou localizam algo no espaço ou no tempo.

Pronomes demonstrativos Singular

Plural

este, esta, isto estes, estas

esse, essa, issoesses, essas

Uso

Usado para se referir a algo próximo de quem fala.

Usado para se referir a algo próximo da pessoa com quem se fala. aquele, aquela, aquiloaqueles, aquelasUsado para se referir a algo distante.

No uso da língua, não tem sido observada a diferença entre isso e isto.

Os pronomes demonstrativos também têm a função de se referir a algo já dito, retomando palavras ou ideias. Por exemplo, em:

Aquele tinha sido o dia mais triste da vida de Malala até então.

Refere-se ao dia em que as meninas foram proibidas de ir à escola.

Pronomes possessivos e as referências que eles criam

1. Leia esta tirinha de Jean Galvão, em que uma menina e um menino comparam relógios desenhados.

GALVÃO, Jean. Relógio celular. Tiroletas, 5 ago. 2025 Disponível em: https://tiroletas.wordpress.com/2025/08/05/relogio-celular/. Acesso em: 5 ago. 2025.

a ) Qual era a expectativa da menina?

Resposta: Que o relógio do menino estivesse desenhado no pulso, como o dela.

• Ao ler o boxe sobre os pronomes demonstrativos, oriente os estudantes a estarem atentos à coluna “Uso”, que ajuda na compreensão do conteúdo. Encoraje-os a participar ativamente, discutindo exemplos adicionais que possam encontrar em textos ou situações comunicativas do dia a dia.

• Na atividade 1, chame a atenção dos estudantes para o modo como o humor da tirinha é construído por meio da quebra de expectativas, recurso comumente utilizado nesse gênero textual. Além disso, destaque o uso dos pronomes que estabelecem relações entre os personagens da tirinha e seus respectivos pais. Explique que essa tirinha, enquanto narrativa, desenvolve-se no tempo (no caso, o tempo decorrido nos três quadros), apresentando personagens caracterizados e diálogos. Quanto à caracterização dos personagens, a tirinha dá mais ênfase à caracterização dos pais das crianças representadas. O pai da menina usa relógios para ver as horas, enquanto o pai do menino usa o celular. Uma interpretação possível é que o pai da menina é mais conservador, enquanto o pai do menino é mais “moderno”.

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• Se julgar oportuno, destaque aos estudantes que, no último quadrinho, é possível perceber um exemplo da onipresença das telas na vida contemporânea em razão de os smartphones reunirem funcionalidades que anteriormente eram desempenhadas por vários dispositivos diferentes (câmeras fotográficas, por exemplo, e relógios, como exemplificado na tirinha).

JEAN
GALVÃO

• Nas atividades 2 e 3, leve os estudantes a refletirem sobre o significado que o pronome meu transmite no texto e como funciona como um recurso para retomar termos e informações já mencionados, evitando repetições. Ajude-os a perceber que está relacionado a algo que pertence aos personagens, no caso, o pai de cada um.

• Ao trabalhar a atividade 4, explique aos estudantes que o rouxinol é um “muso excepcional” porque foi exaltado em muitas obras artísticas da cultura ocidental desde a Antiguidade, principalmente em poemas e canções. Pergunte se, no Brasil, o canto do rouxinol também é tão valorizado ou se há preferência pelo canto de outros pássaros. Explore como os pronomes possessivos, nesse caso, referem-se à autoria (“suas músicas”) porque foram criadas por Sam Lee e a algo imaterial e íntimo que constitui todos os seres humanos (“nossa identidade”). Se julgar pertinente, ao propor o item a, coloque para os estudantes ouvirem um áudio com sons da floresta e peça-lhes que tentem imaginar como seria esse mesmo ambiente se fosse privado de todos esses sons.

b) Como a tirinha produz humor?

Resposta: Ao quebrar a expectativa da menina e, por extensão, a do leitor.

2. Releia um trecho da tirinha: “Meu pai desenhou um relógio”. Que ideia transmite o termo meu?

Resposta: Posse.

Posse. Lugar. Dúvida.

3. No trecho “O meu também”, a quem se refere o pronome meu?

Resposta: Refere-se a pai, termo que está subentendido na frase.

4. Leia o trecho de uma reportagem sobre o músico, cantor, compositor e ambientalista Sam Lee, que faz apresentações ao vivo na floresta para os amantes da música e da natureza.

[...]

Suas músicas com rouxinóis são um tributo deslumbrante para um pássaro que provou ser um muso excepcional, atravessando culturas e gêneros; ao mesmo tempo, são um alerta necessário para o esgotamento da vida selvagem (incluindo rouxinóis) e dos ambientes naturais.

“Sinto que estamos perdendo nossa identidade, porque quando a gente for procurá-la, já terá ido embora. A ideia de como isso soaria, sem rouxinóis ou cucos nos lugares onde deveriam estar, é um pouco como se todos os rádios da terra fossem silenciados. [...].”

[...]

HAIDER, Arwa. Por que sons da natureza nos acalmam. BBC News Brasil, 14 jul. 2021. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/vert-cul-57635893. Acesso em: 5 maio 2025.

Muso: variação da palavra musa, que significa fonte de inspiração para os artistas.

a ) Feche os olhos e se imagine ouvindo música em uma floresta. Depois, troque ideias com os colegas: que sensações essa situação pode provocar?

Resposta pessoal. A resposta vai depender de cada estudante e a sensação que teve com a experiência. 88

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• Aproveite a atividade 4 para conversar sobre os temas que o texto aborda, como a relação entre música, natureza e preservação ambiental, que oportunizam a interdisciplinaridade com Geografia e Arte. Apresente um panorama sobre a situação atual do desmatamento no país, bem como a ação humana na conservação

ou degradação dessas áreas. Para uma relação com Arte, reproduza algumas composições musicais inspiradas em sons da natureza. Incentive os estudantes a se desconectarem por alguns instantes, fechando os olhos e imaginando o cenário descrito e peça-lhes que, depois, compartilhem suas percepções, sensações e emoções com a turma.

13/10/2025 12:51:30

b) Releia o trecho a seguir.

Suas músicas com rouxinóis são um tributo deslumbrante para um pássaro [...]

O pronome suas está ligado ao termo músicas. De quem são as músicas?

Resposta: De Sam Lee.

c ) Copie do texto outra palavra que indica posse e identifique o termo a que ela se refere.

Resposta: Nossa. Refere-se a um “nós” genérico, significando “nós, seres humanos”.

Os pronomes possessivos dão ideia de posse. Eles estão relacionados à primeira, segunda e terceira pessoas do singular e do plural.

Pronomes possessivos

Pessoas do discurso

Pronomes possessivos (no singular)

Pronomes possessivos (no plural)

1ª pessoa (quem fala) meu, minha nosso, nossa meus, minhas nossos, nossas

2ª pessoa (com quem se fala)

3ª pessoa (de quem ou de que se fala)

teu, tua vosso, vossa teus, tuas vossos, vossas

seu, sua dele, dela seus, suas deles, delas

5. Suponha o seguinte texto, baseado nas recomendações de Lázaro Ramos.

Deixo meus filhos me verem lendo o tempo todo. Recomendo que todos os pais façam o mesmo com os seus.

A quem se refere o pronome seus?

Resposta: Refere-se à palavra filhos

Os pronomes possessivos também criam referências no texto, ajudando o leitor ou o ouvinte a se situar e entender o sentido do texto.

(“minha cidade”), relação de parentesco (“meu pai”), relação de uso (“meu escritório”, ou seja, o escritório onde trabalho), de autoria (“meu poema”, ou seja, o poema que eu criei), de afetividade (“meu time”, isto é, o time para o qual eu torço), de compromisso/destinação (“minha função”, isto é, a função que me foi atribuída por superiores), entre outras.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

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AZEREDO, José Carlos de. Gramática Houaiss da língua portuguesa. São Paulo: Parábola, 2021. Esse livro apresenta a norma-padrão da língua portuguesa em uso no Brasil, com informações que vão além dos conteúdos tradicionais, pois parte de uma concepção moderna de estudo da língua, aquela que é sensível à variação dos usos.

• Ao trabalhar as atividades, mostre como os pronomes possessivos estão associados aos substantivos. Retome com os estudantes os trechos apresentados e questione: “De quem são essas músicas?”; “A quem pertence aquilo que está sendo dito?”, favorecendo que percebam como esses pronomes se relacionam aos termos do texto e evitam repetições.

• Complemente as informações sobre os pronomes possessivos, explicando aos estudantes que as formas vosso(s) e vossa(s) são usadas no Brasil somente em situações extremamente solenes, como nos discursos políticos do Congresso Nacional, em eventos da Academia Brasileira de Letras e no âmbito religioso. No Brasil, é comum usarmos os pronomes seu(s) e sua(s) para nos referirmos à pessoa com quem falamos, ou seja, à segunda pessoa.

• Se julgar oportuno, explique aos estudantes, em linguagem simples, a seguinte reflexão sobre os pronomes possessivos: O termo “possessivo” com que se designa esse grupo de pronomes pode levar a pensar que eles indicam sempre relação de posse, mas isso não corresponde à realidade. De acordo com a Gramática Houaiss da Língua Portuguesa, os vínculos estabelecidos entre os pronomes possessivos e as pessoas do discurso são de diversas naturezas, entre as quais: relação de origem

• Na atividade 1, incentive os estudantes a perceberem como o uso dos pronomes pessoais e possessivos é fundamental para a construção dos sentidos na interação entre os personagens da tirinha.

• No item a, conduza uma conversa sobre os hábitos atuais envolvendo o uso de celulares. Pergunte aos estudantes: “Vocês já se sentiram assim, querendo que alguém prestasse mais atenção em vocês e menos no celular?”. Isso ajudará a aproximar o tema à realidade deles e levá-los a refletir sobre o contexto comunicativo da tirinha.

• No item b, explique aos estudantes que, apesar das referências distintas, há um ponto comum: o pronome você está empregado para que cada falante se dirija ao seu interlocutor.

• Após o item f, explique aos estudantes que os pronomes possessivos concordam sempre com a coisa possuída, com exceção de dele e variações, que concordam com o possuidor. Escreva essas frases no quadro para exemplificar a diferença de concordância: “Eu quero o seu celular.”; “Eu quero a sua mochila.”; “Eu quero o celular dele.”; “Eu quero a mochila dele.”.

PARA PENSAR E PRATICAR

1. Leia esta tirinha, em que o personagem Armandinho conversa com seu pai.

a ) Armandinho pediu o celular do pai no Dia das Crianças para que o pai não usasse o aparelho. Por que ele fez esse pedido?

Possível resposta: Porque provavelmente acha que o pai gasta tempo demais com o celular; porque quer mais atenção do pai.

b) Identifique a quem se refere o pronome pessoal você no primeiro, segundo e terceiro quadrinhos.

Resposta: No primeiro e no segundo quadrinho, o pronome pessoal você se refere a Armandinho; no terceiro, refere-se ao pai.

c ) O uso de você pode ser caracterizado como: formal. informal.

Resposta: Informal.

d) Releia: “Eu quero o seu”. A que palavra se refere o pronome seu?

Resposta: Refere-se a celular, palavra que fica subentendida na frase: seu celular.

e ) Que outro pronome da tirinha se refere à palavra que você escreveu na resposta do item anterior?

Resposta: O pronome meu: meu celular.

f ) Se essa palavra fosse mochila, qual seria o pronome empregado?

Resposta: O pronome minha: minha mochila.

• O item b da atividade 1, que propõe a identificação do referente do pronome pessoal você na tirinha, pode ser utilizado como avaliação formativa. Esta atividade permite verificar se os estudantes conseguem compreender como os pronomes se relacionam com os elementos do contexto e como são fundamentais para a construção de sentido.

• Após a correção, conduza uma conversa com a turma para identificar se houve dificuldade em perceber que o referente do pronome varia conforme quem fala na situação comunicativa.

Nesse momento, estabeleça uma autoavaliação a fim de refletir sobre sua prática docente e seu papel social na sala de aula. Assim, caso os estudantes ainda apresentem dificuldades, retome o conteúdo com eles por meio de exemplos do próprio cotidiano da turma, proponha a leitura oral da tirinha destacando os pronomes e incentive que representem os papéis dos personagens para que visualizem a quem cada pronome se refere.

• Essa intervenção pode ajudar os estudantes a consolidarem a compreensão de que os pronomes, especialmente em textos dialogados, dependem do ponto de vista de quem fala e de quem ouve.

BECK, Alexandre. Armandinho oito. Florianópolis: A. C. Beck, 2016. p. 82.

2. Leia a seguir o trecho de uma crônica de Rubem Braga. [...]

A minha borboleta! Isso, que agora eu disse sem querer, era o que eu sentia naquele instante: a borboleta era minha – como se fosse meu cão ou minha amada de vestido amarelo que tivesse atravessado a rua na minha frente, e eu devesse segui-la. Reparei que nenhum transeunte olhava a borboleta; eles passavam, devagar ou depressa, vendo vagamente outras coisas – as casas, os veículos – ou se vendo; só eu vira a borboleta, e a seguia, com meu passo fiel. Naquele ângulo há um jardinzinho, da Biblioteca Nacional. Ela passou entre os ramos de acácia e de árvore sem folhas, talvez um flamboyant; havia, naquela hora, um casal de namorados pobres em um banco, e dois ou três sujeitos espalhados pelos outros bancos, dos quais uns são de pedra, outros de madeira, sendo que estes são pintados de azul e branco. Notei isso pela primeira vez, aliás, naquele instante, eu que sempre passo por ali; é que a minha borboleta amarela me tornava sensível às cores. [...]

BRAGA, Rubem. A borboleta amarela. In: BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas 24. ed. Rio de Janeiro: Record, 2005. p. 258-259.

QUEM PRODUZIU?

O jornalista e escritor Rubem Braga (19131990) é considerado um dos grandes cronistas da literatura brasileira, especialmente por perceber acontecimentos poéticos que aparecem de repente na vida movimentada das grandes cidades.

Transeunte: pessoa que transita a pé por algum lugar.

Flamboyant: árvore com flores vibrantes, geralmente vermelhas, alaranjadas ou amarelas.

a ) O cronista fica surpreso quando vê uma borboleta enquanto atravessa a rua. Por que ele se surpreende? Assinale as possibilidades.

Porque é raro um animal desse no trânsito da cidade.

Porque a borboleta é muito leve e frágil.

Porque a borboleta é muito bonita.

Resposta: Porque é raro um animal desse no trânsito da cidade. Porque a borboleta é muito bonita.

13/10/2025 12:51:31

• Na atividade 2, antes da leitura, pergunte aos estudantes se conhecem o gênero textual crônica e se sabem os temas que costuma abordar. Explore com eles o conceito, evidenciando que, em geral, a crônica acolhe acontecimentos da vida cotidiana, sobre os quais tece considerações de natureza variada, às vezes líricas, às vezes filosóficas ou até mesmo políticas.

• Durante a leitura, faça pausas estratégicas para questionar: “O que vocês acham que o autor sentiu ao perceber aquela borboleta no meio da cidade?”; “Por que será que ninguém mais percebeu a borboleta, além dele?”. Depois, incentive os estudantes a retomarem os trechos que mostram as sensações do cronista e como ele observa com mais atenção os detalhes ao seu redor.

• Conduza a leitura do Quem produziu? apresentando brevemente o autor, destacando que Rubem Braga, considerado um dos grandes cronistas do Brasil, é conhecido por transformar situações simples do cotidiano em textos poéticos e reflexivos.

• Na resolução do item a, oriente os estudantes a pensarem não apenas no fato de ver uma borboleta, mas no contexto em que isso acontece: uma rua movimentada, onde ninguém percebe aquele pequeno ser tão frágil, leve e bonito. Comente que, embora todas as alternativas apresentem características verdadeiras sobre a borboleta, a pergunta busca o motivo que, segundo o texto, mais surpreende o cronista.

• Se pertinente, conduza uma conversa sobre como, muitas vezes, na correria do dia a dia, as pessoas adultas deixam de perceber pequenas belezas ao seu redor — e que isso é justamente o que o autor quer destacar nessa crônica.

• Na atividade 3, chame a atenção dos estudantes para o que diz o cronista: a borboleta o tornou sensível às cores e, então, ele percebeu as cores dos bancos.

• Na atividade 4, a palavra naquele trata-se de uma contração da preposição em + o pronome aquele. Se julgar oportuno, apresente essa informação aos estudantes.

• Ao longo da resolução dos itens da atividade 5, incentive os estudantes a lerem os trechos em voz alta para reforçar a percepção sobre os pronomes e suas referências no texto. Sempre que possível, peça aos estudantes que expliquem suas respostas com base nas pistas que o próprio texto oferece. Isso os ajuda a desenvolver a autonomia na leitura e na interpretação de textos.

• Se perceber que há dúvidas recorrentes, retome o texto com a turma, faça a leitura conjunta dos trechos-chave e construa, coletivamente, a localização dos referentes dos pronomes.

b) Suponha que você fosse fazer uma descrição da borboleta que o cronista vê. Que informações o texto dá para isso?

Resposta: Que ela é amarela e voa entre acácias e árvores sem folhas.

Que ela é amarela e voa entre acácias e árvores sem folhas.

Que elas são pintadas de azul e branco.

Que pronome foi usado na resposta para substituir a palavra borboleta?

Ele está no singular ou no plural?

Resposta: O pronome pessoal ela. No singular.

3. Observe os pronomes no trecho: “A borboleta era minha – como se fosse meu cão ou minha amada de vestido amarelo”.

a ) Classifique os pronomes destacados e indique a quem eles se referem.

Resposta: Pronomes possessivos. Referem-se ao cronista, o eu que escreve.

b) Esses pronomes têm a mesma classificação e se referem à mesma pessoa, então, por que são diferentes?

Resposta: Porque cada um concorda com algo diferente, a coisa possuída: minha, com borboleta e meu, com cão

4. Releia: “Notei isso pela primeira vez, aliás, naquele instante, eu que sempre passo por ali”. Agora, relacione cada pronome ao que ele representa.

Resposta: 1 – A; 2 - B.

Pronome isso 1. Pronome naquele 2.

B.

Refere-se ao fato de uns bancos de madeira serem pintados de azul, outros de branco.

A. Refere-se ao momento em que ele notou as características dos bancos, dando a ideia de tempo.

5. Volte ao texto e releia o trecho em que aparece esta frase: “sendo que estes são pintados de azul e branco”.

a ) A que se refere o pronome estes?

Resposta: A bancos de madeira.

b) Por que o cronista usa estes, e não esses?

Resposta: Porque quer se referir ao termo mais próximo.

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HORA DE PRODUZIR

Carta de solicitação

O que vai produzir

Você vai se organizar com mais três colegas para escrever uma carta de solicitação à direção da escola. O objetivo será fazer um pedido de algo que o grupo considere importante.

Planejar

Discutam o que acham importante pedir à escola. O pedido pode se referir ao uso do pátio e dos espaços e materiais comuns, à cantina, à biblioteca, entre outras possibilidades. É preciso haver justificativa. Por que é importante o que pedem? Conversem sobre isso e definam os argumentos que vão usar na carta.

Produzir

O grupo deve deixar claro a quem será enviada e quem assinará a carta. A linguagem deve ser formal e respeitosa ao dirigir-se ao destinatário.

O grupo pode escrever coletivamente ou cada um pode trazer sugestões para compor a carta. Espere sempre sua vez de falar e ouça com atenção os colegas.

Depois de pronta, o grupo avalia se deve mudar alguma coisa: ajustar a linguagem, reforçar algum aspecto ou corrigir o emprego dos pronomes.

Reescrevam a carta em um editor de textos fazendo os ajustes e coloquem-na em um envelope.

Compartilhar

Em dia combinado com o professor, cada grupo lerá a carta para os colegas. Eles podem apontar os aspectos que mais se destacaram nas cartas, a clareza dos argumentos e o que mais desejarem.

Sob a correção e a coordenação do professor, a carta pode então ser encaminhada ao destinatário, ou seja, ao representante da direção escolar.

Avaliar

Avaliem como foi a experiência de produzir uma carta de solicitação:

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

1. Todos contribuíram para o planejamento e a escrita da carta?

2. Na reescrita, os problemas foram corrigidos?

3. O que você avalia de positivo nessa atividade?

respeito do gênero e organize-os em grupos produtivos de acordo com os níveis de aprendizagem para que elaborem um mapa mental sobre o gênero. Se necessário, auxilie-os na pesquisa de informações ou conceitos.

• No planejamento, discutam a diferença entre uma necessidade coletiva (que beneficia a comunidade escolar) e um desejo pessoal. Anote as sugestões na lousa e reflitam sobre quais são viáveis e

relevantes. Após escolher a solicitação, auxilie-os na construção dos argumentos, incentivando a reflexão sobre quem será beneficiado, a viabilidade do pedido e como ele contribui para melhorar a escola.

• Durante a produção, oriente-os quanto a uso de pronomes, grafia, pontuação e clareza das ideias, reforçando que a reescrita é fundamental para aprimorar a coesão e a coerência do texto, tornando-o mais compreensível, organizado e bem estruturado.

OBJETIVOS

• Planejar, produzir e socializar uma carta de solicitação, utilizando linguagem formal, respeitosa e adequada ao destinatário.

• Participar ativamente da sociedade ao produzir a carta, reconhecendo que a comunicação formal é uma ferramenta para expressar necessidades e promover melhorias.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes produzirão uma carta de solicitação, desenvolvendo a habilidade EF04LP11 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 2 e 3. O planejamento, a produção e a revisão do final do texto utilizando conhecimentos linguísticos e gramaticais, considerando as características gênero, possibilitam desenvolver as habilidades EF15LP05, EF15LP06, EF35LP07 e EF35LP09. O uso de recursos de referenciação, coesão pronominal (anafórica) e vocabulário adequado permite desenvolver as habilidades EF35LP08 e EF35LP14

AVALIANDO

• Faça uma avaliação diagnóstica e verifique se os estudantes conhecem o gênero carta de solicitação, suas características e finalidades. Para tanto, proponha uma roda de conversa com perguntas disparadoras a

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• Essa proposta integra a leitura crítica da carta de reclamação a uma produção textual de estrutura semelhante que permite aos estudantes exercerem protagonismo na vida cotidiana.

• Ao final, proponha as atividades da etapa Avaliar para serem feitas coletivamente. Faça uma sondagem dos aprendizados e planeje atividades de remediação, se for o caso.

OBJETIVOS

• Reconhecer as características da carta pessoal e compreender sua diferença em relação a outros tipos de carta, como a carta de reclamação.

• Refletir sobre as mudanças nos modos de comunicação ao longo do tempo.

BNCC

• Organizados em roda, os estudantes serão levados a levantar hipóteses sobre o texto a ser lido com base nos conhecimentos prévios e nas pistas oferecidas pelo próprio material, além de exercitar a curiosidade intelectual para elaborar e testar hipóteses. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02 e contemplarão a Competência geral 2 , bem como as habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13).

• Ao observarem a folha e o envelope como instrumentos essenciais para o envio de uma carta, principalmente no passado, os estudantes ampliam seus conhecimentos históricos sobre o mundo, contemplando a Competência geral 1

CARTAS PARA O MUNDO

RODA DE LEITURA: CARTA PESSOAL

Você já escreveu para um amigo? Um parente querido? Qual será a diferença entre uma carta para uma pessoa próxima e uma carta de reclamação? É o que vamos estudar agora.

ANTES DE LER

Professor, professora: A legenda da imagem não foi inserida para não comprometer a realização da atividade.

Responda às questões a seguir oralmente.

1. Resposta pessoal. A imagem retrata uma folha de papel, um envelope e uma caneta. Esses itens eram usados para enviar cartas.

1. Essa imagem remete a uma forma de comunicação que já foi muito usada, mas que hoje é rara. O que é? Para que serve?

2. Você já usou ao mesmo tempo todos esses elementos que aparecem na imagem? Para quê? Comente com os colegas.

3. Por que o uso desses objetos em conjunto não é mais tão comum? Converse com os colegas e aponte a alternativa verdadeira.

• Porque a tecnologia permite uma comunicação mais rápida e barata do que o envio da carta física.

• Porque as cartas não podem ser enviadas com envelope e selos pelo correio.

Resposta: Porque a tecnologia permite uma comunicação mais rápida e barata do que o envio da carta física.

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem se já utilizaram todos esses elementos para enviar uma carta para alguém.

ANTES DE LER

• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a exporem suas ideias e ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala.

• A atividade 1 permite explorar com a turma a importância sociocultural da carta mostrando episódios históricos em que esse gênero se fez presente, como o texto que Pero Vaz de Caminha escreve ao rei de Portugal comentando a recém-encontrada Terra Brasilis, ou ainda a carta de Mário de Andrade a Fernando Sabino sobre ser escritor.

• Na atividade 3, por meio da exploração da imagem, os estudantes vão construir hipóteses sobre o tema e o conteúdo que serão desenvolvidos na segunda parte da unidade. Vale a pena prepará-los para uma leitura atenta da imagem de modo que possam relacioná-la ao texto da leitura.

Leia a carta de uma brasileira que passou a infância na Colômbia e depois voltou para o Brasil. Como será que ela se sentiu com as mudanças?

Carta aberta para crianças e adolescentes migrantes em busca de afeto

Olá,

Meu nome é Atenea e fui uma criança migrante no Brasil. Já é difícil ser criança e adolescente, imagina então quando você pensa num idioma diferente que o de todo mundo ao seu redor? Eu fiquei assustada muitas vezes – MUITAS MESMO – mas, algo que aprendi foi, é normal ter medo, e o medo mostra que eu tenho coragem, então se eu sou corajosa por ter medo, sou mais corajosa ainda quando supero esse medo.

Eu vou resumir minha história pra você me conhecer melhor: Nasci em Brasília, mas minha mãe, minha avó e minha tia são colombianas. Quando eu era bem pequena a gente foi morar lá na Colômbia e fiquei até os 12 anos em Medellín. [...]

Quando fiz 13 anos a gente voltou para o Brasil. Foi muito confuso para mim. Eu era brasileira, legalmente, mas eu tinha uma cultura, uma língua e uns costumes, que não tinham nada a ver com o Brasil. Ao mesmo tempo eu não era colombiana, pois não tinha nascido lá.

Quem eu era então? Por muito tempo, eu tive para mim que não era nem colombiana, nem brasileira. [...] Hoje eu sei que sou colombo-brasileira, e isso faz de mim uma eterna migrante.

A seguir, eu quero deixar um recado para a criança que existe aí no seu mundo. [...]

Não esqueça suas raízes, e ainda, crie outras, somente assim será possível revelar a grande magnificência (duvido você conseguir falar três vezes essa palavra rapidão) que você leva dentro do seu coração. Nós somos como um pássaro migratório, que tem a potencialidade de se reconhecer em cada árvore que pousa, cada brisa que atravessa, cada nuvem que o acompanha.

Colombo-brasileira: de nacionalidade colombiana e brasileira.

Magnificência: glória.

• Aproveite o glossário para fazer uma breve explicação linguística sem perder de vista o sentido afetivo e acolhedor da carta. Ao final da leitura, abra espaço para os estudantes expressarem como se sentiram ao conhecer a história de Atenea.

• Mostre que a carta pessoal explora predominantemente a narrativa, pois a autora compartilha sua história de vida, relatando experiências, sen-

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timentos e desafios, utilizando marcas temporais, personagens e espaço. Apesar de esse texto ser uma carta aberta, ou seja, destinada a muitas pessoas, especialmente crianças e adolescentes que passaram por mudanças de país, cultura ou cidade, ela mantém as características de uma carta pessoal na medida em que promove a troca de conteúdos mais íntimos e emocionais entre remetente e destinatário.

BNCC

• A leitura da carta pessoal, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento das habilidades EF35LP01 e EF04LP10, bem como da Competência específica de Língua Portuguesa 3. Além disso, a leitura da carta aberta sobre a busca de afeto por crianças e adolescentes migrantes possibilita aos estudantes compreenderem que a linguagem pode ser usada para expressar subjetividade, aprendendo e ampliando as possibilidades de participação na vida social. Nesse sentido, ao perceberem que o texto trata de ideias para que crianças e adolescentes migrantes possam se sentir melhores, bem como sobre as diferenças culturais entre os povos mencionados pela autora da carta, os estudantes são expostos aos temas contemporâneos transversais Educação em direitos humanos e Diversidade cultural

• Durante a leitura, oriente os estudantes a prestarem atenção aos sentimentos expressos pela autora: medo, insegurança, superação e orgulho de suas origens. Depois, incentive reflexões, como: “O que ela quis dizer com ‘o medo mostra que eu tenho coragem’?”; “Por que ela se sentiu confusa sobre quem ela era?”; “Vocês acham importante valorizar o próprio sotaque e os costumes?”.

BNCC

• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social da carta aberta, reconhecendo para que foi produzida, onde poderia circular, quem a produziu e a quem se destina.

• Além disso, os estudantes desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas pelo contexto. Desenvolvem também a habilidade EF04LP03, ao pesquisarem três palavras no dicionário a fim de compreenderem o significado delas.

• Durante a mediação das atividades, é importante incentivar os estudantes a retomarem o texto, localizando informações que ajudem na construção das respostas.

• No item a da atividade 1, ao discutirem para quem a carta é dirigida, vale destacar que se trata de um texto aberto, voltado a crianças e adolescentes migrantes, ou seja, pessoas que vivenciam situações semelhantes às que a autora vivenciou. Ao levar os estudantes a refletirem sobre os motivos que levam alguém a deixar seu país, no item b, promova uma conversa sobre deslocamentos, com exemplos e experiências conhecidas, e fatores como busca por segurança, trabalho, melhores condições de vida ou estudos. Se tiver interesse em aprofundar as informações, há artigos acadêmicos, como “A mobilidade humana na tríplice fronteira: Peru, Brasil e Colômbia”, de Márcia Maria de Oliveira. No item c, oriente os estudantes na consulta ao dicionário e ajude-os a compreender os termos por meio de exemplos práticos, facilitando a associação dos conceitos ao contexto da carta.

Para finalizar: o seu sotaque é lindo, seus costumes são muito legais e o mais importante: seu nome é sua identidade. Não se esqueça disso, eles fazem de você a sua história, e você é a pessoa mais incrível do mundo inteiro. Espero que você fique bem, e acredite nas minhas palavras. Estarei aqui segurando sua mão. Sempre. Um beijo.

GÓMEZ, Atenea Garcia. Carta aberta para crianças e adolescentes migrantes em busca de afeto. MiRe, 9 out. 2023. Disponível em: https://mireplataforma.com.br/carta-aberta-para-criancas -e-adolescentes-migrantes-em-busca-de-afeto/. Acesso em: 6 maio 2025.

Papo de leitor

1. A carta foi publicada na plataforma MiRe, que publica informações educacionais e culturais sobre crianças e adolescentes migrantes e refugiados.

a ) A quem a carta é dirigida?

Resposta: A crianças que tenham experiências semelhantes às da autora.

b) O que levaria uma pessoa a deixar seu país de origem e viver em outro?

Resposta esperada: Necessidades básicas de sobrevivência, como oportunidades de trabalho e segurança; realização de sonhos; busca de melhor qualidade de vida e melhores oportunidades; em certos casos, condições climáticas.

c ) Procure no dicionário a definição das palavras a seguir. Depois, relacione cada uma ao que ela significa.

Migrar A.

Imigrar B.

Emigrar C.

Resposta: A – 2; B – 3; C – 1.

Sair de um país e viver em outro, definitivamente ou não. 1.

Deslocar-se periodicamente de lugar, região, país etc. 2.

Entrar em outro país para morar, definitivamente ou não.

2. Atenea ficou confusa, sem saber quem ela era.

a ) Releia: “Eu era brasileira, legalmente”. Isso significa que ela tinha documentos brasileiros, mas:

Resposta: Não se sentia exatamente brasileira.

não se sentia exatamente brasileira. precisava buscar os documentos colombianos.

• Na sequência, ao analisar o sentimento de confusão da autora sobre sua identidade na atividade 2, é possível aprofundar a reflexão sobre pertencimento e diversidade cultural, considerando aspectos como idioma, costumes, culinária, festas e tradições. Essas discussões ampliam a compreensão do texto e favorecem o desenvolvimento da empatia e do olhar para as diferentes culturas.

ATIVIDADE EXTRA

• Apresente um mapa da América do Sul (físico ou digital) e proponha aos estudantes que loca-

lizem, com sua mediação, a cidade de Brasília, no Brasil; e a cidade de Medellín, na Colômbia. A proposta é que observem a distância entre os dois países, reconheçam suas localizações e compreendam melhor o percurso de vida da autora da carta, que nasceu em Brasília e viveu em Medellín até os 12 anos. A atividade contribui para contextualizar geograficamente a experiência da autora e amplia a compreensão dos deslocamentos migratórios no continente, promovendo um aprofundamento do conteúdo.

b) Contorne as palavras que representam as diferenças que não deixam

Atenea considerar-se brasileira, mesmo tendo nascido no Brasil.

cultura

Resposta: Os estudantes devem contornar as palavras cultura, idioma e costumes. Se achar oportuno, pergunte aos estudantes o que poderia fazer parte de uma cultura. Eles podem citar as comidas, as crenças, o modo de se vestir, o folclore etc.

conhecimento

vestimenta costumes idioma nacionalidade

c ) Por que ficar entre duas culturas pode ser um problema?

Resposta: Porque pode não haver uma definição de identidade, pertencimento completo a uma comunidade e reconhecimento.

d) Como Atenea resolveu esse conflito?

Resposta: Reconhecendo que pode ser as duas coisas, identificando-se como “colombo-brasileira”.

3. A autora se dirige diretamente ao destinatário. Copie um trecho que mostre isso e identifique as palavras responsáveis por esse direcionamento.

Possíveis respostas: “Eu vou resumir minha história pra você me conhecer melhor:”; “Não esqueça suas raízes, e ainda, crie outras, somente assim será possível revelar a grande magnificência (duvido você conseguir falar três vezes essa palavra rapidão) que você leva dentro do seu coração!”.

4. O que Atenea pretende ao escrever a carta?

Expressar seu medo pelas crianças imigrantes como ela.

Passar coragem e segurança a quem se sentir como ela se sentia.

Resposta: Passar coragem e segurança a quem se sentir como ela se sentia.

Incentivar as crianças a escreverem cartas.

5. Atenea faz uma comparação: “Somos como pássaros migratórios”. O que os pássaros migratórios têm a ver com a vida dela?

Resposta: Os pássaros migratórios se mudam periodicamente, dependendo da época do ano. Atenea também teve de se mudar ao longo da vida.

6. Resposta: Os estudantes devem sublinhar o trecho “o seu sotaque é lindo, seus costumes são muito legais e o mais importante: seu nome é sua identidade. Não se esqueça disso, eles fazem de você a sua história, e você é a pessoa mais incrível do mundo inteiro”.

6. A autora recomenda aos leitores valorizar as diferentes culturas. Sublinhe esse trecho no texto.

A atitude de valorizar diferentes culturas pode ser adotada por todos? Que benefício isso pode trazer? Converse com os colegas.

Resposta pessoal: Espera-se

que os estudantes reconheçam que todos podem valorizar diferentes culturas. Essa atitude nos beneficia à medida que estimula a empatia e a solidariedade, amplia nosso repertório cultural e nosso conhecimento, além de fortalecer vínculos.

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• Oriente os estudantes a refletirem, ao longo das atividades, sobre os desafios de viver entre duas culturas, considerando que isso pode gerar inseguranças e dificuldades na construção da própria identidade, como mostra a autora da carta. Mostre que Atenea resolveu esse conflito ao aceitar suas duas origens e construir uma identidade que reúne ambas as culturas.

• Na atividade 3, chame a atenção dos estudantes para o uso de pronomes como você e expressões que criam proximidade, reforçando a intenção afetiva da carta.

• Ao propor a atividade 4, incentive a turma a perceber que atitudes de respeito e valorização da diversidade cultural contribuem para sociedades mais empáticas, acolhedoras e ricas em saberes.

• Na atividade 5, ao discutir a comparação com pássaros migratórios, auxilie os estudantes a compreenderem que, assim como essas aves, muitas pessoas se deslocam em busca de melhores condições.

• Na atividade 7, incentive os estudantes a perceberem como a formação de palavras permite compreender seus significados e ampliar o vocabulário.

• Na atividade 8, incentive a reflexão sobre os desafios próprios da fase da infância e adolescência, valorizando que cada resposta traz percepções válidas e singulares.

• Ao abordar a estrutura da carta na atividade 9, explique aos estudantes que, embora existam elementos tradicionais como cabeçalho e assinatura, nem toda carta segue rigorosamente esse modelo. Isso ocorre especialmente quando há maior proximidade entre quem escreve e quem lê, como na carta de Atenea, que mantém apenas a saudação e a despedida, sem deixar de cumprir seu propósito comunicativo.

7. Resposta: Carente; paciência; magnificente (ou magnífico). Se julgar necessário, explique o sentido de magnificente: grandioso, glorioso.

7. Releia um trecho da carta em que a autora desafia os leitores a pronunciarem essa palavra magnificência rapidamente, por achá-la difícil de pronunciar.

Não esqueça suas raízes, e ainda, crie outras, somente assim será possível revelar a grande magnificência (duvido você conseguir falar três vezes essa palavra rapidão) que você leva dentro do seu coração.

Agora, complete as lacunas a seguir para chegar ao sentido dessa palavra.

• Quem tem eficiência é eficiente.

• Quem tem carência é

• Quem tem é paciente.

• Quem tem magnificência é

8. A autora afirma: “Já é difícil ser criança e adolescente, imagina então quando você pensa num idioma diferente que o de todo mundo ao seu redor?”. Em sua opinião, é difícil ser criança e adolescente? Por quê?

8. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam conforme suas experiências pessoais e embasem suas respostas com argumentos.

As cartas pessoais permitem a troca de conteúdos mais íntimos e emocionais entre remetente e destinatário.

9. Uma carta em geral apresenta cabeçalho, saudação, corpo do texto, despedida e assinatura.

a ) Quais dessas partes faltam na carta de Atenea?

Resposta: Faltam o cabeçalho e a assinatura.

b) Identifique na carta de Atenea:

• Saudação:

Resposta: Olá.

10. Leia novamente o encerramento da carta.

• Despedida:

Resposta: Um beijo.

Espero que você fique bem, e acredite nas minhas palavras. Estarei aqui segurando sua mão

Sempre.

Um beijo.

a ) A que se refere a palavra aqui?

Ao Brasil.

À dupla nacionalidade.

1. Resposta: A tecnologia permite às pessoas que estão distantes consigam se comunicar e não fiquem isoladas. Retome a questão 3 do boxe Antes de ler e compare o prazo de entrega de uma carta postada nos correios (no mínimo um dia) com a entrega instantânea de uma carta como a que foi postada na plataforma.

A qualquer lugar onde a autora da carta estiver.

Resposta: A qualquer lugar onde a autora da carta estiver.

b) A quem se refere a expressão sua mão?

Resposta: A cada leitor da carta.

c ) Conheça outra forma como esse trecho poderia ter sido escrito.

Estarei sempre aqui segurando sua mão. Um beijo.

Qual das duas formas passa mais emoção? Por quê?

Resposta: A forma original passa mais emoção, pois, separadamente, o significado de cada palavra fica destacado, tem uma força maior.

Embora exista uma estrutura tradicional de cartas, é possível encontrar cartas que apresentam diferenças, já que dependem do grau de proximidade e dos objetivos de quem escreve

11. Com base no que leu na carta de Atenea para crianças imigrantes, que tipo de relação você considera que há entre a autora e essas crianças? Contorne a seguir as palavras que podem caracterizar essa relação.

Resposta: Os estudantes devem contornar as palavras carinho, respeito, cuidado e afeto

carinho

cuidado respeito incerteza frieza afeto

AGORA QUE JÁ LEMOS

Responda às questões a seguir oralmente.

1. A carta de Atenea foi publicada em um site. Qual é a importância dos recursos tecnológicos para multiplicar as formas de comunicação entre pessoas?

2. Qual é a importância para uma criança migrante ler uma carta como a de Atenea?

Resposta: Ela pode se sentir mais segura, corajosa, amparada por outras experiências e mais motivada a passar por uma situação de adversidade.

AGORA QUE JÁ LEMOS

• Na atividade 1, discuta com a turma a importância dos recursos tecnológicos e conduza a reflexão sobre como essas ferramentas ampliam as possibilidades de comunicação, permitindo que pessoas distantes compartilhem experiências, afetos e informações de forma quase instantânea.

• Ao propor a atividade 2, ressalte como a leitura de textos desse gênero pode fortalecer emocionalmente quem enfrenta mudanças e desafios culturais, ajudando essas crianças a se sentirem amparadas e mais confiantes.

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• No item a da atividade 10, mostre aos estudantes que, ao dizer “aqui”, a autora se refere ao espaço simbólico das palavras, da escuta e da empatia que oferece por meio da carta, mostrando-se presente na experiência compartilhada e no acolhimento afetivo e que a expressão “sua mão” estabelece um vínculo com o leitor, reforçando o tom de apoio e proximidade. No item c, conduza a turma a perceber que a forma original intensifica a emoção, pois valoriza cada expressão, dando um tom mais afetivo ao texto.

OBJETIVOS

• Compreender o uso da pontuação na construção de sentidos no texto.

• Perceber como a pontuação transmite emoções, intenções e marcas de oralidade na escrita.

• Aplicar a pontuação expressiva na produção de textos, tornando a escrita mais compreensível, envolvente e significativa.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a identificar no texto os sinais de pontuação (de exclamação e reticências) e compreender seus usos expressivos. Dessa forma, eles desenvolvem a habilidade EF04LP05. O estudo da pontuação permite aos estudantes se apropriarem da norma-padrão, contemplando, assim, a Competência específica de Língua Portuguesa 2

• A leitura da crônica permite desenvolver habilidade de leitura autônoma de textos narrativos curtos, bem como de identificação dos elementos da narrativa (EF15LP16, EF35LP01, EF35LP21 , EF35LP26 e EF35LP29). Já a leitura da carta permite aprimorar as habilidades de leitura e compreensão desse gênero (EF35LP01 e EF04LP10). Os estudantes também desenvolvem as habilidades EF15LP01, EF15LP03, EF35LP03 e EF35LP04, ao identificarem a função social e a ideia central dos textos e ao localizarem informações explícitas neles.

DE OLHO NA ESCRITA

Pontuação expressiva: exclamação e reticências

Nesta seção, vamos conhecer mais sobre o uso do ponto de exclamação e das reticências.

1. Leia o texto a seguir.

Brasil, 20 de dezembro de 1997.

Querido Papai Noel:

Eu sei que o seu serviço não é fácil. Eu e a minha turma ficamos imaginando o trabalho que dá ir a todas as casas bem na mesma hora.

A gente também imagina que, na manhã do dia 25, as renas que o senhor usa devem estar com dois palmos de língua pra fora!

Mas olha, comigo o senhor não precisa se preocupar, não. Eu já falei com o meu pai e a minha mãe, e eles mesmos vão trazer o presente que eu quero.

Vou contar pro senhor que o duro vai ser esperar até tarde no dia 24!

Não porque eu vou ter sono. Há tanta gente e tanta coisa pra comer e tanto nervoso esperando para abrir o presente que ninguém dorme.

Mas, bom, é o seguinte: apesar de o senhor só aparecer uma vez por ano, o senhor não é bobo e sabe o que acontece no Brasil.

As crianças aqui não vão bem. Não falta só presente. Falta escola, e muitas crianças trabalham...

Dizem que não é hora de lembrar essas coisas, mas não consigo evitar.

Então, eu pensei que, já que os meus pais vão dar o presente que eu pedi, o senhor podia dar o meu presente pra outra criança.

É! Podia dar pra uma criança que nem esteja esperando! Uma que ache que não vai ganhar nada.

Não vai atrapalhar o senhor, não é mesmo?

Bom, é só isso. Obrigado e até o ano que vem!

Um beijo do Fernando.

Fernando. Uma carta

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

• É interessante verificar os conhecimentos prévios dos estudantes em relação à pontuação. Para tanto, retome brevemente, na lousa, quais sinais de pontuação eles conhecem e qual é a função de cada um. Espera-se que os estudantes consigam ler e escrever com autonomia. Para isso, além do conhecimento do sistema alfabético da língua portuguesa e de suas correspondências grafofonêmicas, é importante que conheçam os sinais de pontuação e saibam emprestar, a cada um, a entonação adequada e as pausas requeridas no contexto em que foram empregados. O domínio

dessa habilidade mostra também se os estudantes compreenderam o sentido do texto. Os sinais de pontuação cumprem um papel fundamental não apenas na prosódia, mas também na sintaxe e no discurso, estando fortemente relacionados ao sentido e à lógica do texto.

• Durante a leitura da carta para o Papai Noel, é importante reforçar as características do gênero carta que são facilmente reconhecíveis. Destaque aos estudantes como o nível de informalidade da carta permite uma pontuação mais expressiva, que registra os sentimentos do remetente.

BONASSI,
pro Papai Noel. Folha de S.Paulo, São Paulo, ano 77, n. 25 098, 20 dez. 1997. Folhinha, p. 3.

a ) O texto que você leu é uma crônica em formato de carta para o Papai Noel. Mas ela traz uma diferença grande em relação a outras cartas desse gênero. Que diferença é essa?

Resposta: O remetente pede que seu presente seja doado a outra criança, pois seus pais já vão lhe dar um presente.

b) Que características podem ser atribuídas ao remetente dessa carta para o Papai Noel que você acabou de ler?

Possíveis respostas: Generoso, empático, atencioso, preocupado, nobre, entre outras.

2. Releia este trecho.

As crianças aqui não vão bem. Não falta só presente. Falta escola, e muitas crianças trabalham...

Nesse trecho, o remetente diz o que pensa da situação das crianças no Brasil.

a ) De acordo com ele, a situação das crianças é positiva ou negativa? Explique sua resposta.

Resposta: Negativa, pois faltam escolas e há trabalho infantil.

b) Os três pontos que aparecem no final da última frase produzem qual sentido? Assinale as alternativas corretas.

O sentido de que ainda há muito a discutir ou muitos problemas para descrever.

Resposta: O sentido de que ainda há muito a discutir ou muitos problemas para descrever. O sentido de uma emoção do narrador, certa tristeza.

O sentido de frase interrompida.

O sentido de uma emoção do narrador, certa tristeza.

O sentido de frase inacabada.

ATIVIDADE EXTRA

• Proponha aos estudantes que leiam a carta com a entonação indicada pelos sinais de pontuação, prestando atenção à mensagem e em como essa entonação contribui para a produção dos sentidos. Em seguida, peça-lhes que releiam o texto como se as exclamações e reticências da carta tivessem sido substituídas por pontos finais, quando possível. Depois de relerem, discuta com os estudantes as diferenças entre as duas leituras.

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• Para que os estudantes desenvolvam o raciocínio e o pensamento crítico necessários para responder à atividade 1, é importante reforçar as características do gênero carta que são facilmente reconhecíveis para que, assim, possam perceber a característica presente no texto que não corresponde ao gênero carta. Nesse momento, solicite a estudantes voluntários que expliquem à turma seu raciocínio para concluírem a resposta da atividade. Na sequência, destaque para todos como o nível de informalidade da carta permite uma pontuação mais expressiva e que registra os sentimentos do remetente.

• Selecionamos este texto por seu valor histórico como testemunho de uma época em que o Natal ainda era comemorado por uma grande parte da população brasileira. Apesar de essa situação ter mudado, ainda é muito grande o apelo do Natal na mídia, que associa a celebração ao consumismo, também muito explícito na carta. Se julgar oportuno, incentive os estudantes a manifestarem o que pensam do Natal e informarem se em sua família comemoram essa data e de que maneira. • Na atividade 2, explique aos estudantes que a carta foi escrita muitos anos atrás (precisamente em 1997) e pergunte-lhes se, na opinião deles, ela ficou desatualizada porque a situação das crianças mudou muito, e para melhor.

• Na atividade 3, destaque aos estudantes que também é possível encontrar sinais de pontuação duplicados em algumas frases, como “!!!!”. Esses sinais, muito utilizados em comunicações nas redes sociais, quando repetidos, acentuam a carga expressiva original.

• Ressalte aos estudantes que as reticências se limitam a três pontos apenas. Em contextos de comunicações em redes sociais, é possível encontrarmos marcações com mais de três pontos, quando não seria necessário.

3. Depois de propor uma forma de resolver o problema de pelo menos uma criança, o remetente escreve:

É! Podia dar pra uma criança que nem esteja esperando! Uma que ache que não vai ganhar nada.

Nessas frases, há o uso de duas exclamações. Que sentido elas produzem?

Produzem o sentido de ordem para o leitor.

Expressam uma emoção do remetente.

Resposta: Expressam uma emoção do remetente.

Indicam a dúvida do remetente.

As reticências (...) e a exclamação (!), além de marcarem a entonação de leitura das frases, ampliam os sentidos que elas produzem para além de suas palavras. Considere os exemplos a seguir.

Falta escola, e muitas crianças trabalham.

Falta escola, e muitas crianças trabalham...

Na primeira frase, o ponto-final indica que as informações foram dadas e já acabou.

No segundo exemplo, o uso de reticências, além de criar uma suspensão na leitura, significa que outras informações poderiam aparecer, mas que não foram ditas. Também sugere certa tristeza do enunciador.

É, podia dar pra uma criança que nem esteja esperando.

É! Podia dar pra uma criança que nem esteja esperando!

A primeira frase também é uma afirmação: o enunciador propõe um destino para o presente. Na segunda frase, há duas exclamações. Essa pontuação produz o sentido de alívio ou felicidade, pois o enunciador encontrou uma solução para os problemas das crianças sem presentes.

Na leitura, essas exclamações indicam a entonação de alívio e alegria que deve ser feita para indicar esse sentido.

As reticências marcam uma pausa na frase e podem indicar omissão, suspensão, insinuação, emotividade etc.

A exclamação pode expressar sentimentos diversos, como alegria, indignação e espanto. Em alguns casos, também pode indicar uma ordem.

PARA PENSAR E PRATICAR

1. Leia a carta a seguir, enviada pela escritora Maria Teresa Moreira para sua neta Rebekah.

Amadíssima Rebekah: Surpresa!!!

Aqui começa a primeira carta que te escrevo!!!

Devo dizer que começo a escrever com um punhado de emoções dançando aqui no peito: a emoção e a gravidade de te escrever pela primeira vez [...], as saudades que me rasgam por dentro, o amor que não cabe em mim… tudo junto e misturado!!! [...]

Tão raras as cartas, hoje em dia, não é mesmo Rebekah?! Ainda mais assim, escritas à mão e coração!! [...]

Por que te conto tudo isso?!?!? É porque isso tudo tem a ver com a beleza das cartas, Rebekinha, e também da Literatura e da Poesia!!! Escrevo para cutucar sua cabecinha e fazer cócegas em sua imaginação!! Para registrar tempo e história, ao mesmo tempo que te convidar a imaginar e mergulhar neles!! Precisamos quase que desesperadamente disso, Rebekah!! Você, eu, todo mundo, mormente neste tempo que enfrentamos!!!! Precisamos manter despertas nossas mentes que há quem insista em colocar em caixinhas… [...] precisamos desancorar nossas mãos, que tem sido coladas ao celular…!!!!!! [...]

Deixo, em cada palavra, meu coração e minha bênção!!

Sua avó,

Maria Teresa!

MOREIRA, Maria Teresa C. R. Carta 31: de Maria Teresa C. R. Moreira para Rebekah. A Poesia Sobrevive Disponível em: https://apoesiasobrevive.wordpress.com/2020/10/10/carta-31-de-maria-teresa -moreira-para-rebekah/. Acesso em: 20 maio 2025.

QUEM PRODUZIU?

Maria Teresa C. R. Moreira nasceu em Campinas, no estado de São Paulo. Pedagoga, formada pela Unicamp, escreve desde a infância. Autora de livros, tem poesias publicadas em várias mídias e em algumas coletâneas. Faz parte da Academia de Letras de Goiás (ALG), da Academia Mundial de Cultura e Literatura (AMCL) e do Portal do Poeta Brasileiro, além de integrar o coletivo Mulherio das Letras.

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• Proponha aos estudantes que façam uma leitura oral desse texto para treinarem a fluência leitora e aferir qual é o nível de leitor de cada um deles. Um leitor está no nível de leitura independente quando lê um texto e acerta cerca de 95% das palavras.

• De acordo com a Política Nacional de Alfabetização, no 4º ano do Ensino Fundamental, espera-se que os estudantes cheguem ao número médio de 100 palavras por minuto na leitura independente. Procure registrar a evolução dos estudantes no que diz respeito à fluência em leitura oral.

• Quando for acompanhar as leituras individuais, solicite aos estudantes que leiam o texto por 1 minuto. Se achar oportuno, utilize um timer ou cronômetro para controlar o tempo. Após a leitura, conte a quantidade de palavras lidas. Para facilitar, registre antes a quantidade de palavras de cada linha do texto. Para finalizar, anote em uma planilha a quantidade de palavras lidas e as observações sobre o processo de leitura para verificar regularmente a evolução na aprendizagem dos estudantes.

• No caso específico desse texto, é importante destacar a importância da entonação da leitura para garantir os efeitos de sentido indicados pelos sinais de pontuação.

• Se houver estudantes surdos na turma, adapte e personalize a atividade pedindo aos leitores de melhor desempenho que leiam o texto posicionados diante do estudante surdo para que ele possa realizar a leitura labial. Esse tipo de prática possibilita aos próprios estudantes promoverem a inclusão e a participação de todos na atividade.

• Depois da correção das atividades, é possível identificar as eventuais dificuldades dos estudantes e verificar se há necessidade de uma revisão sobre pontuação expressiva. Espera-se que os próprios estudantes sejam capazes de identificar e reconhecer quando não tiverem conseguido compreender alguma parte do texto, seu sentido global ou algum enunciado das atividades. Por isso, eles devem ser motivados a fazerem perguntas quando tiverem dúvidas, de modo que percebam que o questionamento durante o processo de leitura pode ser benéfico. Ao perceberem que não entenderam, a tendência dos estudantes em processo de construção de autonomia será fazer uma releitura em busca das respostas que não têm ou, como último recurso, perguntarem ao professor. Esse automonitoramento é fundamental para evitar que se gere um desnível considerável entre os estudantes em relação ao conhecimento sobre pontuação. Se algum estudante manifestar que não compreendeu os conteúdos, adapte as atividades de maneira a sanar suas dificuldades. É possível elaborar um material de apoio com os tipos de pontuação e suas funções no texto ou propor jogos e atividades lúdicas.

Nessa carta, Maria Teresa destaca para sua neta o papel da literatura e da poesia na vida das pessoas. Contorne a seguir as frases que indicam a importância da poesia.

Resposta: Os estudantes devem contornar as frases “Cutuca a cabeça”, “Faz cócegas na imaginação” e “Leva a imaginar”.

Cola as mãos ao celular.

Coloca a mente em caixinhas.

Cutuca a cabeça.

Ancora as mãos.

Faz cócegas na imaginação.

Leva a imaginar.

2. A autora usa muitas pontuações expressivas. Considere a seguinte frase:

Aqui começa a primeira carta que te escrevo!!!

a ) Se a frase terminasse em ponto-final, que diferença de sentido ela teria?

Resposta: A frase não expressaria tanta emoção.

b) Que sentido as exclamações trazem para a frase?

Resposta: Trazem um sentido de felicidade e entusiasmo.

c ) Uma exclamação já seria suficiente para expressar o que a autora quer. Por que ela usou três exclamações?

Para intensificar ainda mais seu sentimento.

Para não deixar dúvidas do que sentia.

Resposta: Para intensificar ainda mais seu sentimento.

3. Alguns textos trazem reticências entre chaves [...], que indicam que uma parte do texto foi ocultada. No trecho, no entanto, há reticências que fazem parte da frase, como:

Precisamos manter despertas nossas mentes que há quem insista em colocar em caixinhas…

a ) Essas reticências indicam: insinuação de que ainda há muito a ser dito.

interrupção da frase para que ela não fique muito longa.

Resposta: Insinuação de que ainda há muito a ser dito.

b) O que significa “colocar a mente em caixinhas”?

Resposta: Significa “limitar o pensamento”.

PENSAR OS SENTIDOS

Sinônimos

Quando há aproximação de significados entre duas ou mais palavras, dizemos que elas são sinônimas. Vamos conhecer um pouco mais sobre esse assunto.

1. Leia uma tirinha com os personagens Charlie Brown, Snoopy e Woodstock.

a ) Na tirinha, o personagem Charlie Brown escreve uma carta para fazer uma reclamação.

• Que tipo de letra foi usado para representar o que foi escrito na carta?

Resposta: A letra de imprensa maiúscula e minúscula manuscrita.

• Qual é o motivo da reclamação de Charlie Brown?

Resposta: Ele não recebeu o produto que encomendou.

b) A tirinha é engraçada porque Snoopy percebe que sabe o que tinha ocorrido. O que tinha acontecido com o brinquedo?

Resposta: O brinquedo havia sido entregue a Woodstock.

c ) Observe as palavras na coluna da esquerda, usadas na tirinha, e ligue cada uma delas à palavra da direita que poderia substituí-la sem alterar o sentido.

Resposta: A – 2; B – 3; C – 1.

Errado A. Consultar 1.

Aconteceu B. Verificar C. Incorreto 2. Houve 3.

identificarem a função social e a ideia central dos textos e ao localizarem informações explícitas neles.

• É importante que os estudantes tenham acesso a dicionários durante as atividades desta seção. Por isso, peça-lhes que tragam dicionários ou reserve alguns dicionários da biblioteca da escola. Caso os estudantes não tenham acesso a dicionários individuais, pode-se compartilhar um único exemplar, permitindo a cada estudante que o consulte em um momento oportuno, realizando as atividades em grupo.

OBJETIVOS

• Compreender o que são sinônimos e como eles ajudam na construção de sentidos em diferentes contextos.

• Perceber que o significado das palavras depende do contexto em que são usadas e que nem todo sinônimo serve para todas as situações.

• Ampliar o vocabulário e aprimorar a escrita, utilizando sinônimos para evitar repetições e tornar os textos mais compreensíveis, ricos e variados.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a identificar e compreender o uso dos sinônimos, desenvolvendo a habilidade EF35LP06. O estudo dos sinônimos, principalmente como recurso de substituição lexical, permite apropriar-se da norma-padrão, contemplando a Competência específica de Língua Portuguesa 2

• Ao lerem e compreenderem uma tirinha, construindo o sentido da história em quadrinhos e relacionando o texto a ilustrações e recursos gráficos, os estudantes desenvolvem as habilidades EF15LP04, EF15LP14 e EF15LP18. Já a leitura da carta permite aprimorar as habilidades de leitura e compreensão desse gênero (EF35LP01 e EF04LP10). Além disso, os estudantes desenvolvem as habilidades EF15LP01, EF15LP03, EF35LP03 e EF35LP04 ao

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• Na atividade 1, o desenvolvimento de vocabulário tem por objetivo tanto o vocabulário receptivo e expressivo como o vocabulário de leitura. Proponha aos estudantes que façam uma leitura expressiva do texto observando a pontuação e a emoção que o texto manifesta. A leitura pode ser individual para toda a turma (nesse caso, lê-se o texto quantas vezes forem necessárias para que todos tenham oportunidade de ler), uma leitura em pares (um estudante lendo para o outro) ou ainda uma leitura coletiva (com todos seguindo o mesmo ritmo).

SCHULTZ, Charles M. Felicidade é... Tradução de Alexandre Boide. Porto Alegre: L&PM, 2015. p. 81.

• Após ler com os estudantes o boxe sobre o conceito de sinônimos, aproveite para promover uma reflexão sobre a importância do uso de sinônimos e perguntar em quais situações podemos usá-los na escrita ou na fala. Enfatize que eles ajudam a enriquecer o vocabulário, evitar repetições e escolher palavras mais adequadas a cada situação.

• Se julgar oportuno, destaque para os estudantes que a sinonímia entre carta e epístola pode ser descrita também como um caso de variação etária. Somente uma pessoa de mais idade diria ou escreveria uma epístola, ao contrário de carta, palavra que atualmente é de uso mais corrente, empregada pela maioria dos falantes mais jovens do que aqueles que dizem/escrevem epístola

• Depois da correção das atividades, é possível identificar as eventuais dificuldades dos estudantes. Verifique se há necessidade de uma revisão sobre identificação das palavras no dicionário.

Algumas palavras apresentam um significado semelhante em certas situações. Elas são chamadas de sinônimos

Veja alguns exemplos de sinônimos:

Escrevendo uma carta de despedida ao meu dono.

Escrevendo uma correspondência de despedida ao meu dono.

Escrevendo uma epístola de despedida ao meu dono.

Todas as palavras em destaque atuam como sinônimos umas das outras, pois têm um significado muito semelhante.

Além das palavras, algumas expressões podem atuar como sinônimas de outras. Por exemplo: minha ausência, meu desaparecimento, meu sumiço.

Agora, leia a frase a seguir.

No restaurante, o garçom apresentou a carta ao cliente.

Nesse caso, a palavra carta não tem mais as palavras correspondência e epístola como sinônimas, já que não se refere mais ao texto escrito por alguém, mas a uma lista de pratos com os respectivos preços. O melhor sinônimo nesse contexto seria cardápio, o que levaria à frase:

No restaurante, o garçom apresentou o cardápio ao cliente.

É fundamental saber usar os sinônimos, pois cada palavra tem um significado específico em cada contexto e pode não corresponder exatamente ao sentido que se pretende expressar. Por isso, na dúvida, sempre consulte um dicionário.

Dica: Saber usar sinônimos em um texto é importante, pois evita que ocorram muitas repetições de palavras.

PARA PENSAR E PRATICAR

1. Leia a seguir uma carta do antropólogo e professor Lourival Aguiar para seu filho Akins.

Tudo bem, filho Akins? Espero que você tenha se tornado o cara incrível que eu, sua mãe, suas tias e avós veem que você pode se tornar. Estou escrevendo esta carta para te contar como a gente se apaixonou. Não eu e sua mãe, mas sim eu e você. Parece estranho, mas senta aí que eu te explico com calma.

Você entrou na minha vida já crescido. Já tinha dois anos quando te vi pela primeira vez em fotos [da rede social] da sua mãe [...] enquanto buscava por fotos dela antes da gente sair a primeira vez. Naquele momento eu não tinha ideia de que a sua mãe seria a mulher da minha vida e que você seria o maior presente que já ganhei. Semanas depois te conheci pessoalmente e você nem me deu moral, rs... Só queria saber do “colo da mamãe”.

De lá até hoje, muita coisa em nossa vida mudou: nós viajamos juntos, te levei no médico, no parque, te coloquei para dormir (e era cada baile que você dava em mim e na sua mãe... rs), cuidei de você, troquei sua fralda (tantas vezes... rs), mas foi de repente que entendi que você havia deixado de ser “o filho da Ju” para ser algo muito maior para mim.

[...]

Semanas mais tarde veio o golpe de misericórdia: ao buscá-lo na escola, já no final do ano, fui surpreendido, ao chegar na escola para te buscar, com você correndo para meus braços, me apertando forte e dizendo: “Pôfessora, hoje o MEU PAI veio me buscar”. PAI. Essa frase fez meus olhos encherem de lágrimas. Mil coisas passaram pela minha cabeça naquele momento. Foi como se uma nuvem de insegurança se dissipasse do meu coração e nele nascesse uma certeza. Você era meu filho e eu, seu pai. [...]

AGUIAR, Lourival. Uma carta para o meu filho, no futuro. Alma Preta, 12 ago. 2018. Disponível em: https://almapreta.com.br/sessao/quilombo/uma-carta-para-o-meu-filho-no-futuro/. Acesso em: 6 maio 2025. (Adaptado).

dantes a refletirem sobre os efeitos de sentido produzidos pelo texto, como a construção do afeto, da paternidade e das relações familiares.

• Destaque aos estudantes que a leitura da carta explora predominantemente a narrativa, uma vez que o autor narra episódios marcantes de sua experiência afetiva com o filho, organizando os fatos em uma sequência temporal. Entretanto, também estão presentes descrições, especialmente quando o autor descreve sentimentos, ações rotineiras e características das interações entre pai e filho.

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• A atividade 1 oportuniza o reforço do entendimento sobre os gêneros epistolares trabalhados ao longo da unidade. Oralmente, peça aos estudantes que identifiquem as características do gênero que estão e não estão presentes na carta escrita pelo personagem.

• Antes da leitura do texto, é possível propor aos estudantes um debate sobre cartas e quem já recebeu ou enviou alguma carta.

Pergunte: “Quem a enviou”; “Para quem a enviou?”; “Qual era o tema?”. Esse tipo de compartilhamento desenvolve a interação, mas também permite um entendimento maior do gênero carta em suas práticas cotidianas de circulação.

• Explique que, embora atualmente seja mais comum se comunicar por meios digitais, a carta ainda é muito utilizada em diferentes contextos, especialmente em situações afetivas, formais ou institucionais.

• Proponha que a leitura do texto seja realizada em voz alta de forma compartilhada entre os estudantes. Essa prática contribui para o desenvolvimento da fluência leitora, da entonação adequada e da compreensão dos sentidos do texto.

• Após a leitura, retome os elementos que caracterizam a carta pessoal, como a linguagem afetiva, pessoal e subjetiva, a narração de experiências vividas e a expressão de sentimentos.

• Por fim, incentive os estu-

• Os itens b e c da atividade 1 trabalham expressões próprias da linguagem informal e afetiva, muito presentes no gênero carta pessoal. Esses exercícios ajudam os estudantes a perceberem como a escolha de determinadas palavras ou expressões contribui para a construção de sentido e de proximidade entre autor e leitor.

• O exercício de reescrita apresentado no item d favorece o desenvolvimento de aspectos de coesão textual para a prática de escrita. O objetivo, no caso, é evitar a repetição desnecessária de palavras.

• O item e , por sua vez, propõe uma reflexão sobre os efeitos de sentido produzidos pela repetição de uma palavra-chave: pai Aqui, os estudantes podem compreender que, em certos contextos, a repetição não compromete a coesão, mas, ao contrário, reforça a intencionalidade do texto, destacando temas centrais, afetos e relações.

• Sugere-se que essa discussão seja feita de forma oral, em pequenos grupos ou em uma roda de conversa, para que os estudantes possam compartilhar suas interpretações e perceber como os recursos linguísticos estão a serviço dos efeitos de sentido e dos objetivos comunicativos do texto.

QUEM PRODUZIU?

Lourival Aguiar é doutor em Antropologia pela Universidade de São Paulo (USP). É professor e desenvolve pesquisas sobre relações étnico-raciais no Brasil e no Caribe.

a ) De acordo com Lourival Aguiar, que episódio mostrou que ele era, de fato, pai de Akins?

Resposta: O filho ter declarado para a professora que seu pai tinha ido buscá-lo na saída da escola.

b) O autor da carta revela que, quando conheceu Akins, ele não “deu moral”. Que outras expressões poderiam ser consideradas sinônimas de “dar moral”, mantendo a informalidade e a proximidade com o leitor?

Possíveis respostas: Não deu bola; não deu atenção; nem ligou; não se importou.

c ) Quando se refere ao trabalho que Akins dava para dormir, o autor revela que seu filho “dava muito baile”. Assinale as opções que podem ser sinônimas dessa expressão no mesmo contexto.

Tirar para dançar.

Dar trabalho.

d) Considere agora o seguinte trecho:

Resposta: Dar trabalho. Dar canseira.

Arrastar o pé.

Dar canseira.

Semanas mais tarde veio o golpe de misericórdia: ao buscá-lo na escola, já no final do ano, fui surpreendido, ao chegar na escola para te buscar, com você correndo para meus braços [...].

Nesse trecho, há palavras que se repetem. Reescreva-o usando sinônimos para evitar as repetições.

Resposta: Semanas mais tarde veio o golpe de misericórdia: ao buscá-lo na escola, já no final do ano, fui surpreendido, ao chegar no colégio para te pegar, com você correndo para meus braços.

e ) Deve-se evitar, ao longo do texto, a repetição de palavras. Essa carta, no entanto, repete muito a palavra pai. Converse com os colegas: por que, nesse texto, a repetição dessa palavra é necessária?

Resposta: Porque a principal questão da carta é o momento em que o filho reconhece em Lourival um pai e o quanto ele se reconhece como pai de Akins.

HORA DE PRODUZIR

Carta pessoal

Você leu várias cartas pessoais. Na maioria delas, um remetente discutia com um destinatário um assunto de interesse pessoal.

O que vai produzir

Agora é a sua vez de produzir uma carta pessoal. Nesta atividade, você vai escrever uma carta para alguém que seja de seu interesse.

Planejar

A carta pessoal que você vai escrever será limitada a um tema motivador: agradecer ou declarar sua admiração por alguém. Sendo assim, o primeiro passo é pensar em alguém que admira muito, que foi ou é muito importante para você. Por exemplo:

• que cuidou de você e lhe ensinou algo;

• que serve ou serviu de exemplo para você.

Selecionada a pessoa, é o momento de pensar:

• Como essa pessoa influencia sua vida?

• Por que seria importante que essa pessoa soubesse disso?

Produzir

Selecionados o remetente e o tema da carta, é o momento de escrever a primeira versão. É importante destacar que essa carta deverá ser escrita à mão, em letra cursiva. Por isso, escolha uma folha bonita e atente ao traçado das letras, ao direcionamento e ao alinhamento do texto.

Dica: Ao escrever com letra cursiva, empregue adequadamente as letras maiúsculas e minúsculas. Lembre-se também de usar a pontuação adequada.

Agora, vamos lembrar da estrutura da carta:

• cabeçalho (com o local e a data);

• saudação;

• corpo do texto;

• despedida;

• assinatura.

• Chame a atenção dos estudantes para os tipos de letra que já conheceram (letras de imprensa e cursiva; maiúsculas e minúsculas). Além disso, destaque os momentos adequados de emprego da letra maiúscula (início de parágrafo e nomes próprios, entre outros).

• Comece propondo um resgate das características da carta pessoal. Os estudantes podem consultar suas anotações ou o professor pode ouvir dos estudantes e anotá-las na lousa.

OBJETIVOS

• Compreender a função social e a estrutura da carta pessoal.

• Planejar, produzir e revisar uma carta pessoal com linguagem adequada, organização textual e recursos de coesão.

• Praticar a escrita cursiva com atenção à ortografia.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a produzir individualmente e com autonomia uma carta pessoal, considerando as características do gênero, desenvolvendo a habilidade EF04LP11. Para tanto, deverão utilizar a linguagem verbal, contemplando as Competências gerais 4 e 10 e a Competência específica de Língua Portuguesa 3. O planejamento e a produção da carta pessoal, bem como sua revisão, utilizando conhecimentos linguísticos e gramaticais, possibilitam desenvolver as habilidades EF15LP05, EF15LP06 e EF35LP07. O uso de recursos de referenciação, de coesão pronominal e de vocabulário adequado permite desenvolver as habilidades EF35LP08 e EF35LP14. Além disso, a organização da carta em parágrafos segundo sua estrutura promove a habilidade EF35LP09. Por fim, ao usarem o editor de textos, os estudantes desenvolvem as habilidades EF15LP07 e EF15LP08

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• Destaque aos estudantes que eles podem escolher como destinatário familiares, professores, amigos ou pessoas famosas. É importante que esse seja um momento de reconhecer a importância do outro na constituição de uma identidade e personalidade.

• Retome a correta forma gráfica da escrita dos diferentes tipos de letras e incentive os estudantes a praticarem a escrita de letra cursiva.

• Destaque aos estudantes que, assim como as cartas de reclamação e de solicitação, a carta pessoal com finalidade de elogio ou agradecimento também deve recorrer a argumentos. É por meio desses argumentos que o remetente vai convencer o destinatário da importância que teve na vida do remetente.

• Durante a correção das cartas, é importante destacar suas qualidades, bem como trechos que eventualmente possam ser melhorados. É interessante que essa indicação seja feita por escrito para que seja preservada a privacidade de todos e para que os estudantes possam consultar a dica posteriormente. A correção deve priorizar a construção dos argumentos e como atuam para convencer o destinatário.

• A atividade de reescrita, por meio da elaboração de rascunhos e da revisão, é essencial para o desenvolvimento da coesão e da coerência textuais. Ao revisarem, os estudantes têm a oportunidade de aprimorarem a organização das ideias, observarem a repetição desnecessária de palavras, melhorarem as sequências de informações e fazerem os ajustes necessários na construção dos períodos. Esse processo fortalece a capacidade de produzir textos mais objetivos, organizados e adequados à situação comunicativa.

No corpo do texto da carta, é sempre interessante começar perguntando sobre o destinatário (como ele está, o que anda fazendo), depois entrar no tema que pretende discutir; no caso dessa carta, explicar à pessoa por que ela é importante em sua vida. Não basta escrever que a admira ou agradecer; é preciso explicar os motivos, dar exemplos.

Lembre-se de que a saudação e a despedida variam de acordo com a sua proximidade com a pessoa. Por isso, você pode ser mais ou menos carinhoso, mais formal ou menos formal. Para terminar, assine a carta.

Reescreva a carta em uma versão definitiva, corrigindo eventuais erros e fazendo ajustes necessários para melhorá-la.

PAPO DIGITAL

Pode ser muito proveitoso fazer a primeira versão da sua carta pessoal em um programa de edição de textos. A vantagem é que você pode fazer correções mais rapidamente. Depois de chegar à versão definitiva do texto, reescreva-a à mão.

Compartilhar

Agora é hora de compartilhar sua carta com o destinatário. Você tem algumas opções:

1. enviar a carta pelo correio;

2. entregar a carta em mãos;

3. fotografar a carta e enviar por meio digital com o auxílio do professor: e-mail ou algum aplicativo de comunicação instantânea.

Depois, é só esperar por uma resposta.

Avaliar

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

A turma deve, então, avaliar o trabalho.

1. Foi legal escrever cartas? Por quê?

2. Por que foi importante fazer a primeira versão e depois reescrever a carta?

3. De que parte da atividade você mais gostou?

4. Que dicas poderia dar a outras turmas que venham a fazer a mesma atividade?

PAPO DIGITAL

• Caso a escola não disponha dos recursos tecnológicos sugeridos no boxe Papo digital, é possível adaptar a proposta utilizando o rascunho em papel. Os estudantes podem fazer as primeiras versões da carta em uma folha de rascunho, utilizando lápis para facilitar as correções. Essa prática mantém o mesmo objetivo da etapa digital: permitir aos estudantes que revisem, reorganizem e aperfeiçoem o texto antes de passá-lo a limpo na versão final manuscrita.

• Prepare o ambiente para um momento de avaliação da atividade. Proponha as questões sugeridas, mas caso haja necessidade, elabore outras conforme tenha se dado a atividade e o desempenho dos estudantes nela. Retome os momentos da produção; verifique como os estudantes ampliaram seu repertório e sua desenvoltura oral; faça uma sondagem para perceber as dificuldades e proponha remediações, se for o caso. Ouça e acolha os apontamentos dos estudantes. Por fim, reforce os aspectos positivos e conscientize-os do aprendizado conquistado.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

Chegou o momento de avaliar os conteúdos estudados nesta unidade e a sua participação nas atividades.

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

Ficha de autoavaliação 1

Conteúdos estudados na unidade

Entendi as características das cartas de reclamação?

Compreendi o que são pronomes possessivos e demonstrativos?

Entendi como os pronomes se relacionam a outras palavras?

Aprendi a forma e a finalidade de uma carta de solicitação?

Compreendi o que são cartas pessoais?

Entendi o que são sinônimos?

Aprendi a escrever uma carta pessoal?

Ficha de autoavaliação 2

Participação nas atividades da unidade

Contribuí nas atividades orais em sala de aula?

Colaborei com os colegas nas atividades coletivas?

Fiz as atividades de casa?

SAIBA MAIS

Uma carta para Frank

Nesse livro, um menino escreve uma carta para alguém chamado Frank, contando os acontecimentos um tanto estranhos que vêm ocorrendo em sua fazenda e convida-o para ajudá-lo a desvendar esse mistério. Será que há um fantasma rondando a casa? O que eles vão descobrir?

SIM NÃO

OBJETIVO

• Avaliar os conteúdos trabalhados na unidade e a participação nas atividades.

• Os questionamentos propostos têm a finalidade de propiciar um momento para que os estudantes façam uma autoavaliação do aprendizado ao longo da unidade. É importante lembrar do papel que pode ter esse tipo de avaliação na gestão do aprendizado para que cada estudante possa pensar em suas estratégias pessoais de estudo e exercite a responsabilidade pelo próprio aprendizado, aprimorando, assim, a autonomia nos estudos.

SIM NÃO

12:55:37

SAGARDOY, Walter. Uma carta para Frank São Paulo: Ciranda Cultural, 2023.

OBJETIVOS

• Observar a sequência de fotografias que traz o passo a passo de uma dobradura.

• Elaborar legendas para duas fotografias da sequência.

• Identificar outros textos instrucionais.

BNCC

• Nas páginas de abertura, os estudantes mobilizarão habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10 , EF15LP11 e EF15LP13). Além disso, desenvolverão diferentes competências, como o uso de linguagens diversas para se expressarem e partilharem informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4) e o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação (Competência geral 9). Não obstante, a observação e a análise de uma sequência de imagens que retratam a confecção de um barquinho de papel, bem como a reflexão sobre qual gênero textual se assemelharia à montagem do barquinho, permitem aos estudantes formularem e defenderem ideias (Competência geral 7).

• Se possível, durante as atividades, tenha sempre à disposição uma ferramenta digital (computador, smartphone ou tablet) com acesso à internet que possibilite uma integração ao ensino. Ao surgir alguma dúvida, faça uma busca em sites confiáveis para obter informações que visem saná-la.

• É muito provável que haja estudantes que saibam fazer a montagem de barquinhos de papel. Uma possibilidade é formar duplas produtivas, em que um estudante tenha

UNIDADE4 A GENTE LÊ NO COTIDIANO

conhecimentos com outro que não saiba, de modo que eles se ajudem. Pergunte se eles sabem o que é origami e explique que é uma forma de arte milenar que faz uso de papel para criar, por meio de dobraduras, figuras ou formas tridimensionais. Para ampliar o conhecimento dos estudantes, pesquise vídeos que ensinem o passo a passo da dobradura de barquinho e, se possível, oriente-os a selecionar uma folha de papel avulsa, lisa e sem rasgos, para tentar realizar a confecção seguindo as orientações dadas.

Barquinho de papel confeccionado por meio de origami

Respostas

CONTEÚDOS DESTA UNIDADE

• texto instrucional;

• modo imperativo;

• texto argumentativo;

• vídeo com explicação de montagem;

• boleto e fatura;

• palavras terminadas em -agem, -oso, -eza, -isar e -izar;

• siglas;

• tutorial para leitura de fatura.

Respostas e comentários nas orientações ao professor

Observe a imagem e converse com os colegas sobre as questões a seguir.

O que está sendo apresentado na sequência de fotografias da página anterior? Qual é o resultado que aparece na última?

Com os colegas, criem uma legenda para as fotografias 2 e 3. Quais foram os verbos empregados nas legendas e que sentido eles expressam: ordem ou vontade?

Que tipos de texto poderiam ter o mesmo objetivo que essa sequência de imagens?

1. O passo a passo para a construção de barquinhos de papel por meio de dobras em um pedaço de papel. Um barquinho de papel construído pela arte de origem japonesa que se chama origami

2. Fotografia 2: dobre as pontas de cima em direção ao meio do retângulo; Fotografia 3: dobre para cima uma das partes de baixo. A forma

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verbal dobre foi usada nas duas legendas, expressando ideia de ordem.

3. Resposta esperada: Receitas, manuais de instruções, orientações ou passo a passo sobre, por exemplo, como montar um brinquedo, como organizar um vaso para plantar temperos, como fazer um bolo, entre outras.

• As questões propostas nesta seção possibilitam reflexões e trocas de ideias. Oriente os estudantes a se expressarem com objetividade, a fazerem colocações e a ouvirem as dos colegas com atenção, sempre respeitando os turnos de fala deles.

• Os momentos de interação, como discussões, debates, trocas de ideias, produções orais e escritas coletivas, entre outros, proporcionam o desenvolvimento de competências socioemocionais relacionadas ao convívio respeitoso e harmonioso. Caso haja situações de indisciplina ou de dificuldade de relacionamento nessas atividades, viabilize momentos para reflexões sobre a importância do respeito entre colegas de turma, levando os estudantes a considerarem a empatia, a paciência e a confiança como elementos necessários para a boa convivência. Ao final de cada atividade, reflita com a turma sobre os aspectos que julgar necessários.

• Ao propor a atividade 1, verifique se os estudantes compreenderam que, para realizar a dobradura do barquinho, é necessário usar uma folha de papel. Aproveite o momento para conversar com a turma sobre a reciclagem e o uso consciente desse material muito presente no cotidiano escolar, evidenciando que sua matéria-prima é a madeira.

OBJETIVOS

• Incentivar o compartilhamento de experiências relacionadas a textos injuntivos.

• Refletir sobre a função dos textos injuntivos.

• Levantar hipóteses sobre os suportes em que é possível encontrar tais textos.

BNCC

• Os estudantes serão levados a levantar hipóteses sobre o texto instrucional de montagem de brinquedo a ser lido, com base em conhecimentos prévios e nas pistas oferecidas pelo próprio material. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02 , bem como as habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13).

COMO FAZER?

Alguns textos têm a função de ensinar o leitor a produzir algo passo a passo. Esses textos são chamados de injuntivos ou instrucionais. Vamos aprender mais sobre isso!

RODA DE LEITURA: TEXTO INSTRUCIONAL

ANTES DE LER

Criança brincando com jogos de montar.

Responda às questões a seguir oralmente.

1. Você já montou algum brinquedo? Se sim, qual?

Resposta pessoal.

A resposta vai depender das experiências de cada estudante.

2. Muitas vezes, quando vamos brincar com um jogo ou montar algum objeto, seguimos instruções.

a ) Para que elas servem?

Resposta: Para orientar alguém ou ensinar a jogar ou montar algo.

b) Que informações elas trazem?

Resposta esperada: As instruções informam

os materiais necessários e explicam como montar algo ou jogar um jogo.

3. Onde é possível encontrar manuais de instruções?

3. Resposta esperada: Os manuais de instruções acompanham diversos tipos de produtos, como televisores e máquinas de lavar roupa.

ANTES DE LER

• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a apresentarem suas ideias e a ouvirem as dos colegas, respeitando os turnos de fala.

• Converse com os estudantes sobre quando ganhamos jogos novos ou vamos aprender uma nova brincadeira ou um jogo que não conhecemos, o que procuramos fazer primeiro, como sabemos

o modo de iniciar o jogo, por exemplo. Assim, busque incentivar a participação dos estudantes para que comentem a necessidade de acesso a informações e orientações para jogar ou montar um brinquedo. Pergunte se ilustrações ou imagens seriam importantes e por quê. Pode-se comentar com eles que, atualmente, com a ampliação do uso da internet e de smartphones, também é possível acessar manuais de instruções de modo on-line, geralmente no site dos fabricantes.

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Você vai ler agora as orientações para a montagem de um brinquedo usando papel reciclado.

Aventuras na parede do quarto

Que tal decorar seu quarto com projeções cheias de efeitos?

Basta fazer este brinquedo muito fácil de construir!

Materiais

1. cartolina

2. tesoura de pontas arredondadas

3. plástico filme

4. rolo de papel higiênico

5. elástico de borracha

6. fita adesiva

7. lanterna

Como fazer

1. Faça na cartolina o desenho que você escolheu, medindo até 5 cm. Depois, recorte-o.

2. Estique bem o plástico filme e cole o desenho nele com a fita adesiva.

Atenção: o desenho tem que ficar centralizado no plástico.

3. Posicione o plástico com o desenho em uma das extremidades do rolo de papel higiênico. Prenda o plástico com um elástico.

4. Passe a fita adesiva na borda do plástico e retire o elástico. Por fim, encaixe o rolo com o desenho na lanterna. Está pronto. Agora, é só brincar!

BNCC

• A leitura do texto instrucional de montagem de brinquedo, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, relacionando a linguagem verbal com a não verbal, promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento das habilidades EF15LP18, EF35LP01 e EF04LP13, bem como da Competência específica de Língua Portuguesa 3

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

• Com antecedência, separe materiais recicláveis, como garrafas PET de diversos tamanhos, tampinhas de plástico, papelão, rolinhos de papelão de papel higiênico, plásticos de diversas cores e caixas de leite, entre outros materiais interessantes para a faixa etária. Antes de propor a leitura desta seção, apresente os materiais aos estudantes e peça-lhes que, voluntariamente, escolham um objeto e comentem como poderiam ser usados para criar outros objetos, como utilidades em geral ou brinquedos. Permita a eles que proponham o objeto criado e expliquem como seriam feitos. Dessa forma, é possível engajá-los de modo mais envolvente.

• Chame a atenção dos estudantes para a presença de verbos no modo imperativo em textos injuntivos. Comente que há predomínio deles em textos que têm como objetivo orientar, instruir ou determinar comportamentos, em que o interlocutor é aconselhado ou ordenado a seguir uma instrução, caso deseje obter um produto semelhante ao esperado. Pergunte em quais locais ou textos é comum observar essas características, como a estrutura organizada em etapas e a apresentação de passo a passo com imagens para atingir um objetivo. Verifique se os estudantes conseguem se lembrar de exemplos

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práticos do cotidiano. Depois, comente que essas características são comuns em manuais, regras de jogo e receitas, entre outros gêneros.

• Durante as atividades de montagem de brinquedo, cuide para que os estudantes estejam sempre acompanhados de um adulto, a fim de observar o manuseio dos materiais e evitar quaisquer possíveis riscos a eles. Além disso, caso se interessem em montar o projetor apresentado no texto lido, é importante ressaltar a eles que, ao manusearem a lanterna, é preciso atentar para não olhar diretamente para a luz emitida por esse objeto.

Fonte de pesquisa: Supersímbolo. Crescer, Rio de Janeiro, n. 320, jul. 2020. p. 76.

BNCC

• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social do texto de montagem, reconhecendo para que foi produzido, onde poderia circular, quem o produziu e a quem se destina. Eles ainda desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas pelo contexto. Esse texto permite identificar a estrutura dos textos injuntivos, levando os estudantes a desenvolverem a habilidade EF04LP13

• Converse com os estudantes sobre o que acharam do texto injuntivo e se, na opinião deles, o texto apresenta instruções claras sobre a montagem do brinquedo. Peça-lhes que reflitam sobre a importância de ter essas orientações escritas e pergunte se, caso fosse apenas dito diretamente para a criança, haveria algum impacto na compreensão e na execução do brinquedo. Nesse caso, pergunte o que seria mais prudente fazer e verifique se eles identificam que é necessário o acompanhamento de um adulto ou de uma pessoa responsável que possa auxiliá-los, evitando, assim, acidentes.

• Ao propor a atividade 3, solicite aos estudantes que reflitam sobre a estrutura e a organização do texto instrucional em comparação com textos descritivos e narrativos, já conhecidos por eles. Peça-lhes que citem diferenças ou semelhanças e anote-as na lousa.

• Nas atividades 4 e 5, os estudantes podem mencionar que ler a lista de materiais é importante para saber o

Papo de leitor

1. As instruções que você leu são usadas na confecção de um brinquedo. Quem pode ser o público principal desse texto?

Resposta: Crianças e adolescentes que queiram saber como fazer o brinquedo.

2. Releia o texto que está logo abaixo do título.

Que tal decorar seu quarto com projeções cheias de efeitos?

Basta fazer este brinquedo muito fácil de construir!

Qual é a função desse texto?

3. O texto é organizado em duas partes. Relacione essas partes com as informações que elas trazem ao leitor.

Possíveis respostas: Convidar o leitor a confeccionar um brinquedo; despertar o interesse do leitor para confeccionar um brinquedo. Resposta: 1 – B; 2 – A.

Materiais. 1. Como fazer.

2. Passo a passo instruindo a montar o brinquedo. A. Lista com os itens necessários para a confecção do brinquedo.

B.

4. Se você se interessasse em montar esse brinquedo, qual informação procuraria primeiro? Por quê?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem a lista de materiais, pois estes são fundamentais para tornar possível a montagem do brinquedo.

5. Por que é importante ler a lista de materiais antes de construir o brinquedo? Comente com os colegas.

Possível resposta: Porque pode faltar algum material e a pessoa só notar no meio da construção, o que a obrigará a interromper, modificar ou não concluir a execução da montagem, interferindo de algum modo no resultado.

que deve ser providenciado e se é acessível. Os estudantes podem responder que leriam o item “Como fazer” para, por exemplo, saber se eles se sentem capazes de montar o brinquedo. É importante levar em consideração o repertório dos estudantes. Muitos já devem ter produzido brinquedos na escola em anos anteriores na vida privada. Por isso, é válido fazer uma enquete para verificar se já produziram algum brinquedo, qual foi e o que acharam da experiência.

6. Releia no texto a parte que informa o modo de fazer.

a ) Que tipo de informação essa parte traz?

Resposta: Essa parte informa como deve ser montada a lanterna para projetar o desenho.

b) Identifique nessa parte do texto os verbos que expressam ordem, ou seja, que pedem ao leitor que faça alguma coisa, e registre-os a seguir.

Resposta: Faça, recorte, estique, cole, posicione, prenda, passe, retire e encaixe

Os verbos em textos que orientam como fazer algo estão no modo imperativo, ou seja, eles ordenam, dão um comando porque instruem e ensinam.

7. Forme dupla com um colega. Suponha que você o convidou a ir até sua casa.

a ) Explique a ele como chegar lá. Registre os verbos por escrito.

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes já dominem o conceito de verbo e registrem todas as formas verbais que usaram para explicar o caminho ao colega.

b) Os verbos que você usou para explicar o caminho de sua casa expressam a mesma ideia de ordem que os do texto lido?

Resposta esperada: Sim.

8. O objetivo do texto é ensinar a fazer uma lanterna que projete um desenho. Que outros tipos de texto têm objetivo de ensinar algo?

Resposta: As receitas, os manuais de instruções, as regras dos jogos, as regras de comportamento em certos locais, as indicações de rotas em guias ou GPS etc.

Alguns textos têm como objetivo instruir, ensinar e determinar regras. Trata-se de um tipo de texto chamado instrucional ou injuntivo.

• No item b da atividade 6, caso os estudantes tenham dificuldade em identificar os verbos que expressam ordem, analise com eles uma frase escrita na lousa, com verbo no modo imperativo. Primeiro, peça-lhes que identifiquem o verbo, depois, analisem o contexto e o que o verbo expressa. Na sequência, oriente-os a reler o texto e a identificar os verbos nele presentes. Comente ainda que verbos que expressam ordem ou pedem uma ação do leitor são essenciais em textos instrucionais, como receitas. Nesses textos, o objetivo é direcionar o leitor na realização de algo. Para tanto, é necessário empregar palavras que reforcem a necessidade de seguir a instrução dada.

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• Ao ler o boxe sobre verbos no modo imperativo, pode-se aproveitar e retomar com os estudantes verbos no modo indicativo para que compreendam a diferença entre os modos imperativo e indicativo. Para isso, pode-se escolher um dos verbos do texto apresentado e escrever as formas assumidas por ele no modo indicativo, pedindo aos estudantes que analisem e observem a diferença quanto ao sentido expresso. • Na atividade 7, explique aos estudantes que, ao explicar um caminho a uma pessoa, é importante considerar também direções como direita/ esquerda a partir de um referencial comum. Da mesma forma, deve-se considerar utilizar uma indicação de distância conhecida por ambos (em metro, quilômetro ou quarteirões) e uma indicação de tempo.

• Ao propor a atividade 8, incentive os estudantes a compartilharem o que sabem, ainda que demonstrem dúvidas, para que, assim, possa sondar se compreenderam as características do gênero.

DANIEL GUSTAVO SILVA GONÇALVES/ARQUIVO

• As atividades 9 e 10 focam no caráter objetivo e preciso da linguagem utilizada em textos instrucionais. A atividade 9 convida os estudantes a analisarem um trecho do texto escrito de forma objetiva e precisa. Já a atividade 10 apresenta, na segunda frase, um exemplo de linguagem que não é objetiva nem precisa. Desafie os estudantes a localizarem nela o que foge à objetividade e à precisão. Faça-os perceberem que a expressão “na minha opinião” dá a entender que se trata de uma orientação subjetiva, o que, portanto, leva o leitor a desconfiar dela. O adjetivo impecável também tem fortes traços de subjetividade e, além disso, de imprecisão. Esse adjetivo não informa que o desenho deve ficar centralizado no plástico filme, informação essa que é dada na primeira frase. • Na sequência, peça aos estudantes que leiam o boxe sobre a linguagem dos textos injuntivos e pergunte se há dúvidas quanto ao conteúdo expresso. Investigue se eles compreendem o sentido de linguagem precisa. Se necessário, explique que ela não usa palavras com duplo sentido, não abre margem para ambiguidades ou imprecisão e não provoca dúvidas. Nesse sentido, o vocabulário empregado deve ajudar a transmitir objetividade e clareza.

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que sim e mencionem que o texto lido informa os materiais necessários e explica como montar a imagem que será

9. Releia um item do Como fazer

projetada na parede.

1. Faça na cartolina o desenho que você escolheu, medindo até 5 cm. Depois, recorte-o.

Nesse trecho, a linguagem pode ser considerada objetiva, imparcial e precisa ou subjetiva, com impressões e opiniões do autor? Justifique sua resposta.

Resposta: A linguagem é objetiva, porque não tem opinião ou impressão do autor, ele apenas descreve como deve ser feito o desenho na cartolina.

3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes consigam explicar adequadamente o modo de montar a lanterna e que o colega entenda as instruções dadas. O objetivo dessa questão é reforçar o caráter injuntivo desse tipo de texto, além de preparar os estudantes para a produção do discurso oral que será necessário para a gravação do vídeo que vão produzir mais adiante.

10. O texto instrui o leitor a fazer uma lanterna que projete na parede um desenho. Compare essas duas formas de dar instrução e assinale a que deve ser usada em um texto instrucional.

O segundo passo é esticar bem o plástico filme e colar o símbolo nele, de forma que o desenho fique centralizado.

O segundo passo, na minha opinião, deve ser esticar bem o plástico filme e, no centro dele, colar o símbolo desenhado de forma impecável.

Resposta: O segundo passo é esticar bem o plástico filme e colar o símbolo nele, de forma que o desenho fique centralizado.

A linguagem dos textos instrucionais deve buscar sempre ser objetiva e precisa, porque esses textos vão ensinar ou instruir algo ao leitor.

AGORA QUE JÁ LEMOS

Responda às questões a seguir oralmente.

1. Retome as reflexões feitas antes da leitura. As informações que você esperava encontrar fazem parte das orientações que leu?

2. Seus pais ou responsáveis já montaram algum aparelho seguindo o manual de instruções? A montagem deu certo?

Resposta pessoal. A resposta vai depender das experiências de cada estudante.

3. Forme dupla com um colega e, sem ler o texto, explique a ele como montar a lanterna que projeta um desenho. Ele entendeu?

AGORA QUE JÁ LEMOS

• A atividade 1 possibilita aos estudantes que reflitam sobre as hipóteses levantadas anteriormente, no boxe Antes de ler, e as reformulem, se for o caso. Espera-se que depois da leitura do texto eles tenham compreendido as características de um texto instrucional.

• Na atividade 3, oriente a formação de duplas que se complementem, de modo que um estu-

dante possa ajudar o outro. Explique que ele deve conseguir ensinar o colega usando as próprias palavras com base no que compreendeu do texto. A intenção é reforçar o caráter injuntivo do texto, aproveitando para verificar se os estudantes compreenderam como empregar os verbos no modo imperativo. Caminhe por entre as duplas, observando como ocorrem as interações e as orientações.

É LÍNGUA, É LINGUAGEM

Modo imperativo

1. Observe esta propaganda.

a ) O objetivo dessa propaganda não é vender um produto específico, mas convencer o leitor a adotar uma atitude. Qual?

Resposta: Doar brinquedos.

b) Quais tipos de letra foram usados no texto a seguir?

Resposta: Nas palavras doação e coração, letra

cursiva; nas demais, letra de imprensa; todas

minúsculas.

Aproveite para apontar nos trechos "DOE UM BRINQUEDO"; "ATÉ 5/12" e "CDL" o uso da letra bastão.

2. A propaganda oferece dois canais de comunicação para quem quiser mais informações. Quais são esses canais?

Resposta: O endereço eletrônico em cima, à direita, e o número de telefone também do lado direito, acima da imagem das crianças. Explique aos estudantes que o site é um canal no qual o leitor pode encontrar mais informações sobre pontos de arrecadação de brinquedos, e o telefone é um canal em que o leitor pode ter mais informações sobre a campanha.

cotidianas que despertem o interesse deles. Nesse momento, não é necessário que os estudantes saibam as regras de conjugação do imperativo, apenas que consigam reconhecer sua função. O conhecimento sobre verbos e o modo imperativo serão construídos com os estudantes ao longo das atividades iniciais. Por isso, é importante que as primeiras atividades sejam feitas em conjunto.

• Antes de responderem à atividade 1, convide os estudantes a observarem atentamente a propaganda. Peça-lhes que analisem as ilustrações relacionando com o conteúdo e comentem a

OBJETIVOS

• Interpretar um cartaz de propaganda.

• Compreender a linguagem empregada para convencimento do público-alvo.

• Identificar o modo imperativo e o que ele expressa no contexto de uma propaganda.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a identificar o modo verbal imperativo como elemento característico dos textos injuntivos. Dessa forma, eles desenvolvem a habilidade EF04LP13. O trabalho com esse modo verbal permite aos estudantes se apropriarem da norma-padrão, contemplando, assim, a Competência específica de Língua Portuguesa 2

• Ao lerem e compreenderem o texto de campanha, um jogo de percurso e uma tirinha, os estudantes desenvolvem as habilidades EF35LP01 e EF15LP18 Praticam ainda as habilidades EF15LP01, EF15LP03, EF35LP03 e EF35LP04 ao identificarem a função social e a ideia central do texto e ao localizarem informações explícitas e implícitas neles.

• Promova uma conversa com os estudantes para sondar os conhecimentos prévios deles sobre verbos, abordando aspectos como pessoa, tempo e conjugação. Recorra a textos lidos anteriormente ou sugira frases

13/10/2025 12:59:08

relação delas com o texto verbal e o objetivo do cartaz. Explique-lhes que a sigla CDL significa Câmara de Dirigentes Lojistas e leve-os a perceber que a campanha tem a intenção de criar uma imagem positiva dos lojistas na época do Natal.

• No item b, revise as letras cursiva e de imprensa. Converse com a turma sobre os contextos de uso de cada estilo de letra , por exemplo: letra cursiva em anotações pessoais, diários etc.; letra de imprensa em livros, documentos formais e outros. Incentive a observação de diferenças no fluxo (ligação entre as letras) e no espaçamento entre as letras.

Cartaz da campanha Doação que faz bem ao coração, da CDL Blumenau, 2018.

• Em virtude de sua finalidade (convencer o leitor a agir, ou seja, adotar uma atitude), a propaganda também recorre ao uso de argumentos. Porém, nesse gênero, os argumentos mobilizam sentimentos e emoções do leitor, ao contrário de gêneros argumentativos como artigo de opinião e editorial. Nestes últimos, os argumentos apelam à razão do leitor e costumam empregar elementos objetivamente comprováveis, como dados estatísticos, fatos históricos e pesquisas científicas.

• Na atividade 3, comente com os estudantes que o texto argumentativo é aquele que tem como objetivo não apenas convencer, mas também justificar o ponto de vista sobre o que é afirmado. Ou seja, o que é apresentado ao público que fará com que ele se sinta motivado a doar e por que ele deveria fazer isso.

• Na atividade 5, comente com a turma que o modo imperativo também pode ser conjugado na forma negativa. Não é necessário, nesse momento, explicar as regras de conjugação do imperativo. O importante é que os estudantes consigam reconhecer sua função e os sentidos que produz.

• A fim de ampliar o conhecimento dos estudantes sobre verbos no imperativo, peça-lhes que, em casa, copiem em uma folha avulsa frases geralmente ouvidas por eles e ditas pelos familiares ou responsáveis quanto a deveres e afazeres ou solicite que pesquisem em livros que tenham em casa e as anotem. Em sala de aula, os estudantes poderão compartilhar com os colegas suas anotações.

3. A propaganda usa dois argumentos, ou seja, motivos, para convencer o leitor da ideia que está propondo. Quais são eles? Assinale as alternativas corretas.

O brinquedo doado fará outra criança feliz.

O brinquedo doado deixará a família rica.

Quem doa o brinquedo acaba se arrependendo, porque depois não se sente bem sem ele.

Quem doa também fica feliz, pois doar faz bem ao coração, faz a pessoa se sentir bem.

Resposta: O brinquedo doado fará outra criança feliz; Quem

doa também fica feliz, pois doar faz bem ao coração, faz a pessoa se sentir bem.

4. Releia o slogan

Sublinhe as formas verbais que exprimem ordem nesse slogan

Resposta: Os estudantes devem sublinhar as formas verbais doe e faça

5. Imagine que a propaganda também quisesse pedir ao leitor que não doasse brinquedos quebrados. Como poderia ser escrito esse pedido?

Possíveis respostas: Não doe brinquedos quebrados. Doe brinquedos que você também gostaria de receber.

O modo de um verbo indica a atitude da pessoa que fala. Ela pode querer expressar dúvida, ordem, necessidade, certeza etc. São três os modos do verbo: indicativo, subjuntivo e imperativo.

O modo imperativo expressa ordem (“Façam as atividades a seguir.”), pedido (“Durma, meu filho.”), conselho (“Não perca a calma.”), instrução (“Não siga o caminho da floresta!”), estímulo (“Vá em frente!”), podendo estar na forma afirmativa ou negativa.

ATIVIDADE EXTRA

• Em sala de aula, peça aos estudantes que observem as ilustrações relacionando-as ao texto e tentem explicar a relação das ilustrações com o objetivo do cartaz, que é convencer o leitor a doar brinquedos. As imagens que aparecem na parte superior do coração representam brinquedos e o fato de estarem junto à imagem do coração traduz

de forma visual a frase principal da propaganda: “Doação que faz bem ao coração”. As imagens de crianças felizes, por sua vez, ilustram a frase que está no topo do anúncio: “Doe um brinquedo e faça uma criança sorrir”. Na sequência, explore o público-alvo e a localização de informações complementares, como o público que se beneficiará com a campanha.

PARA PENSAR E PRATICAR

1. Você gosta de jogos de percurso? Observe este.

a ) Observando os desenhos e as mensagens ao longo do percurso, qual é o objetivo do jogo?

Resposta: Levar o personagem de bicicleta à cafeteria onde trabalha. Os estudantes devem prestar atenção às palavras INÍCIO e CHEGADA, que marcam quando o jogo começa e quando termina.

b) Há vários verbos no imperativo nas mensagens ao longo do percurso. Escreva dois exemplos.

Possíveis respostas: Calibre, fique, volte, aguarde, avance, conserte.

13/10/2025 12:59:09

• Considerando as regras apresentadas, o jogo de percurso também é um texto injuntivo. Evidencie isso aos estudantes mostrando-lhes os verbos no modo imperativo em cada regra do tabuleiro, os quais foram empregados com a finalidade de que os participantes realizem uma ação específica do jogo.

• No item b da atividade 1, pergunte se a forma verbal imperativa ocorre com o mesmo sentido no jogo de percurso e na propaganda lida anteriormente: “Qual diferença pode haver entre ‘doe um brinquedo’ e ‘pule 3 casas’?”. Se no primeiro caso o imperativo soa mais como um pedido do que uma ordem, esse pedido no segundo caso refere-se à realização de ações previstas pelo jogo, cujas regras são previamente aceitas pelos participantes e, portanto, quem joga está de acordo com elas, não tendo a opção de realizar ou não a ação. E, finalmente, pode-se ainda recuperar a função do imperativo no texto da seção Roda de leitura: nela, era necessário seguir na ordem dada os comandos enunciados pelos verbos no imperativo para que a construção do projetor de desenhos na parede fosse bem-sucedida. • Se julgar oportuno, pergunte aos estudantes se eles trocariam algumas das mensagens do jogo de percurso por outras, buscando incentivar a criatividade deles para o trajeto da brincadeira. Reforce o uso dos verbos no modo imperativo durante a atividade.

• Ao ler a tirinha da atividade 2, procure dar sentido à construção das narrativas da sequência dos quadrinhos, destacando os verbos no modo imperativo. Reforce que o uso do imperativo nos dois primeiros quadrinhos, indicados na fala de um terceiro vindo de um programa televisivo, tem o objetivo de instruir uma sequência de ações da atividade aeróbica. O sentido da sequência injuntiva para criar o humor da tirinha só é compreendido na leitura do último quadrinho, quando o rato explica o motivo do alarido das pulgas no segundo quadrinho.

• No item b, pergunte aos estudantes por que eles acham que foi empregada a letra bastão e não a letra cursiva nos balões de fala. Permita que levantem hipóteses e reflitam sobre as diferentes possibilidades. Além de ser uma convenção do gênero tirinha e das histórias em quadrinhos em geral, comente que o uso da letra bastão, em razão do formato delas e ao espaçamento entre elas, facilita a leitura por diferentes públicos, sendo possível também dar destaques que contribuem para o efeito de humor, como ocorreu na tirinha apresentada. O destaque em palavras ou expressões possibilita transmitir ao leitor emoções como raiva, surpresa e entusiasmo. Se julgar oportuno, peça aos estudantes que reproduzam a tirinha no caderno e reescrevam as falas usando letra cursiva. Depois, solicite que realizem a troca dos textos com os colegas e comentem se a leitura dos textos foi mais fácil ou mais difícil em relação às letras de imprensa.

c ) Suponha que na casa 3 o ciclista não tenha feito o que está escrito (não calibrou os pneus). Em vez de prêmio, deve receber uma advertência. Como pode ser escrita essa advertência com uma forma negativa do imperativo?

Possível resposta: Não jogue por duas rodadas.

d) O que há de semelhante entre as frases escritas nesse jogo e o texto da propaganda que você analisou?

Possíveis respostas: Ambos dão ordens ou instruções ao leitor/interlocutor. Ambos usam verbos no modo imperativo.

2. Na tirinha a seguir, Níquel Náusea assiste à ginástica aeróbica pela TV.

a ) Com quem Níquel Náusea está falando no último quadrinho?

Resposta: Com o leitor da tirinha.

b) Na tirinha, foi usada a letra bastão. Em quais palavras as letras receberam destaque? O que isso indica?

Resposta: Nas palavras pula e êêê. Indica que foram ditas com mais ênfase, força, em volume mais alto.

c ) Sublinhe os verbos que aparecem no 1º e no 2º quadrinho e complete: Os verbos do 1º e do 2º quadrinho da tirinha estão no modo e expressam

d) Suponha que uma das pulgas, em vez de abaixar, como é orientado no 1º quadrinho, se levantasse. Que ordem Níquel Náusea poderia dar a ela?

Possíveis respostas: Não se levante!; Abaixe-se!

c) Resposta: Os estudantes deverão sublinhar na tirinha as formas verbais abaixa, enrola, puxa, torce, vira, remexe e pula e completar as lacunas com as palavras imperativo e ordens/instruções

• Depois da correção das atividades dos itens c e d da atividade 2, é possível promover um momento de autoavaliação e discutir com os estudantes como eles se saíram nas questões, além de verificar a percepção deles em relação ao nível de dificuldade que tiveram em cada atividade para, com base nisso, preparar as estratégias para as próximas abordagens.

GONSALES, Fernando. Nem tudo que balança cai. São Paulo: Devir, 2003. p. 16.

JANELAS

Reportando um ciclo eterno

Leia o texto a seguir, que explica a importância da reciclagem.

Como a reciclagem do lixo ajuda o meio ambiente

O mundo passa por uma grave crise ambiental e precisamos com urgência mudar alguns hábitos. Mas antes, é fundamental entender como a reciclagem do lixo ajuda o meio ambiente e por que ela é tão importante para a sustentabilidade do planeta.

Primeiro e muito importante: ao reciclarmos materiais como papel, plástico, vidro e metal, reduzimos a quantidade de resíduos enviados para aterros sanitários, além de poupar recursos naturais e energia.

Outra grande vantagem da reciclagem do lixo é a diminuição da extração de matérias-primas. Por exemplo, ao reciclar papel, evitamos o corte de árvores, ajudando a preservar as florestas e os habitats naturais.

O mesmo princípio se aplica à reciclagem de plástico, que reduz a demanda por petróleo, uma fonte não renovável e responsável por boa parte das emissões atuais de gases do efeito estufa.

Outro benefício importante é a economia de energia. Os processos de reaproveitamento muitas vezes consomem menos energia do que a produção de novos materiais a partir de matérias-primas virgens. [...]

COMO a reciclagem do lixo ajuda o meio ambiente. Recicla Sampa, 27 fev. 2024. Disponível em: https://www. reciclasampa.com.br/artigo/como-a-reciclagem-do-lixo-ajuda-o-meio-ambiente. Acesso em: 21 abr. 2025.

Sustentabilidade: desenvolvimento econômico baseado no uso de recursos naturais renováveis, como energia solar e energia eólica. Gases do efeito estufa: gases que causam o aquecimento global.

1. O texto argumenta em defesa da reciclagem.

a ) Qual é o primeiro benefício da reciclagem citado no texto?

Resposta: A redução da quantidade de resíduos enviados para aterros sanitários.

produzida. Eles praticam também as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04, EF35LP05 e EF35LP17 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas, assim como ao buscarem e selecionarem informações de interesse na reportagem digital.

• Ainda nesta seção, os estudantes serão levados a debater com os colegas sobre a importância da reciclagem para o meio ambiente, desenvolvendo as habilidades relacionadas a opinar e distinguir opiniões em textos (EF35LP15 e EF04LP15). São

OBJETIVOS

• Ler uma reportagem refletindo sobre a importância da reciclagem para o meio ambiente.

• Analisar o emprego de argumentos na reportagem.

• Praticar a oralidade por meio de um debate sobre a importância da reciclagem para o meio ambiente e formas de propor essa prática no cotidiano.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes mobilizarão habilidades de oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10 , EF15LP11 e EF15LP13). Além disso, desenvolverão diferentes competências, como o uso de linguagens diversas para se expressarem e partilharem informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4) e o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação (Competência geral 9).

• A leitura da reportagem, de forma silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes, desenvolve a habilidade EF35LP01 e contempla a Competência específica de Língua Portuguesa 3

• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social da reportagem, de modo a reconhecerem para que foi

13/10/2025 13:01:40

contempladas as competências relacionadas à argumentação, à defesa de um posicionamento e à análise de posicionamentos (Competência geral 7 e Competência específica de Língua Portuguesa 6), bem como o tema contemporâneo transversal Educação ambiental

• As atividades propostas visam conduzir os estudantes a alcançarem uma compreensão aprofundada do texto e a desenvolverem a escrita reforçando sua compreensão dos mecanismos de coesão textual.

Planeta Terra.
PHOTOONGRAPHY/SHUTTERSTOCK.COM

• Ao explorar a atividade 2, comente que atualmente não se emprega mais o termo “lixo” para designar os resíduos não aproveitados de uma empresa ou residência. No lugar de “lixo”, usa-se a expressão “resíduos sólidos”. O exercício de reescrita favorece o desenvolvimento de aspectos de coerência e coesão textuais para a prática de escrita. Explique que o objetivo, nesse caso, é inverter as ideias a fim de destacar a ajuda e a importância da reciclagem, já que, agora, essa ideia vem em primeiro lugar. A reescrita proposta visa desenvolver nos estudantes a percepção dos mecanismos coesivos de um texto e a coerência de ideias. Se possível, acompanhe a reescrita apresentando opções, por exemplo, de operadores argumentativos, como pois, já que, mas, então, entre outros, a fim de que eles avaliem a coerência e elejam a melhor opção.

• Caso identifique estudantes com alguma dificuldade na reescrita, adapte a atividade: aproxime-se deles e auxilie-os a compreender o objetivo da atividade. Dê exemplos de frases mais simples com o uso de conectivos e peça-lhes que formulem alguma frase breve e simples empregando também o mesmo conectivo que você usou de exemplo. Na sequência, retome a atividade e observe se eles conseguem realizá-la com mais facilidade.

b) Explique como a reciclagem do plástico ajuda a diminuir o aquecimento global, de acordo com o texto.

Resposta: A reciclagem do plástico reduz o consumo do petróleo, fonte de energia não renovável que produz gases do efeito estufa, e estes contribuem para aumentar o aquecimento global.

c ) O texto afirma que a reciclagem traz economia de energia. Como se dá essa economia?

Resposta: Segundo o texto, gasta-se menos energia para reciclar materiais já existentes do que para produzir novos materiais.

2. Releia o 1º parágrafo do texto.

O mundo passa por uma grave crise ambiental e precisamos com urgência mudar alguns hábitos. Mas antes, é fundamental entender como a reciclagem do lixo ajuda o meio ambiente e por que ela é tão importante para a sustentabilidade do planeta.

Esse parágrafo apresenta duas ideias básicas:

•1 ª – o mundo passa por uma grave crise ambiental;

•2 ª – é fundamental entender como a reciclagem do lixo ajuda o meio ambiente.

Reescreva esse parágrafo iniciando com a 2ª ideia e, em seguida, insira a 1ª ideia. Faça as alterações necessárias, mantendo o sentido original.

Dica: Inicie com a seguinte expressão: “É fundamental entender...”.

Resposta: É fundamental entender como a reciclagem do lixo ajuda o meio ambiente e por que é tão importante para a sustentabilidade do planeta, pois o mundo passa por uma grave crise ambiental e precisamos com urgência mudar alguns hábitos.

ATIVIDADE EXTRA

• Para aprofundar a compreensão do texto, pode-se conduzir uma reflexão oral abordando o objetivo do texto (informar o leitor e convencê-lo a mudar comportamentos), a relevância do tema (ele é relevante para a sociedade, porque trata de prevenção e cuidados com o meio ambiente, do qual todos dependemos) e o provável público-alvo do texto (pessoas interessadas em obter informações mais detalhadas sobre reciclagem e preservação do meio ambiente).

3. Elabore um mapa conceitual representando os três benefícios da reciclagem citados pelo texto.

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes tracem um círculo ou outra forma geométrica no centro do mapa conceitual. Dessa forma geométrica, deverão partir setas ou linhas apontando para os nomes dos três benefícios, localizados ao redor dela: redução de resíduos; menor exploração da natureza; economia de energia nos processos de produção. O título do mapa pode ser “Benefícios da reciclagem”.

4. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem principalmente a redução do consumo, o que torna necessária uma revisão de hábitos pessoais para evitar compras desnecessárias.

4. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que essa diminuição é possível ao optar por produtos que usem outro tipo de matéria-prima nas embalagens, como papelão ou vidro. O excesso de plástico é um problema de extrema gravidade para o meio ambiente, por conta do tempo que esse material demora para se decompor.

Para fazer o mapa conceitual, você pode usar também ferramentas digitais. Com o auxílio do professor, pesquise na internet pela palavra-chave mapa conceitual e você encontrará alguns modelos. Selecione o mais adequado, copie-o em um editor de texto e digite os textos que você elaborou. PAPO

4. Reflita sobre algumas questões relacionadas ao texto para participar de um debate orientado. Considere o seguinte roteiro.

4. a) Resposta pessoal.

Espera-se que, depois da leitura do texto, os estudantes tenham entendido que a reciclagem é uma das formas de preservar os recursos naturais e, assim, investir na

• Disponham as cadeiras em roda.

saúde do planeta.

• Sigam as orientações do professor, que será o moderador.

• Empreguem o registro formal da língua e expressões de respeito.

• Respeitem a vez e as ideias dos colegas ouvindo-os com atenção.

• Elaborem perguntas aos colegas conforme as ideias forem apresentadas.

a ) Por que a reciclagem é importante para o futuro do planeta?

b) Que outras ações podem diminuir a exploração dos recursos naturais?

c ) Como diminuir o consumo de embalagens de plástico?

d) De que forma é possível promover a prática da reciclagem no dia a dia?

Possíveis respostas: Por meio de campanhas em diversas mídias, como rádio, TV, internet; com o apoio de empresas; com o apoio de governos etc.

em um debate, as opiniões e os posicionamentos não precisam ser divergentes, mas sim se complementarem ou servirem para que surjam novas ideias. Chame a atenção dos estudantes para o respeito às opiniões e às ideias que serão colocadas e para o momento adequado de falarem e ouvirem.

125

13/10/2025 13:01:40

• Incentive os estudantes a refletirem e verbalizarem seu raciocínio sobre a razão da existência de debates na escola. Verifique se eles percebem que os debates propostos são atividades que os levam a se posicionarem a respeito de questões polêmicas ou conflitivas e a exercitarem a argumentação, que é essencial para a convivência em uma sociedade democrática.

• Ao propor a atividade 3, providencie folhas de papel sulfite avulsas ou cartolina, canetas hidrocor ou lápis de cor e régua ou compasso. Oriente os estudantes a escreverem o tema principal no centro da folha e, com base nele, elaborarem ramificações com palavras-chave. Incentive o uso de cores diferentes para dar ênfase a categorias ou diferentes níveis de informação. Sugira que seja feito um rascunho primeiro e, depois, solicite aos estudantes que passem a limpo. Outra opção é levar para a sala de aula alguns modelos impressos para que eles possam se inspirar.

PAPO DIGITAL

• Caso não seja possível utilizar as ferramentas digitais porque a escola ou a turma não têm acesso a computadores ou internet para pesquisa, pode-se adaptar a pesquisa do conceito de mapa conceitual utilizando um dicionário ou disponibilizando exemplares para a turma observar a estrutura.

• A atividade 4 possibilita um debate entre os estudantes para que reflitam sobre a reciclagem e seu comportamento como consumidores. Escolha um ambiente e disponha os estudantes em círculo para que se vejam nesse momento. Determine a vez e o tempo de cada estudante falar e enfatize que deve haver atenção e silêncio enquanto alguém estiver falando. Explique que,

OBJETIVOS

• Produzir um vídeo com explicação de montagem de um objeto.

• Utilizar ferramentas digitais para a produção do vídeo.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes produzirão um vídeo com a explicação de montagem de um objeto, desenvolvendo, assim, as habilidades EF04LP12 e EF04LP13 e contemplando as Competências específicas de Língua Portuguesa 2 e 3 O planejamento do texto, considerando as características desse texto injuntivo, bem como sua revisão, utilizando conhecimentos linguísticos e gramaticais, possibilitam desenvolver as habilidades EF15LP05, EF15LP06, EF35LP07 e EF35LP09. O uso de recursos de referenciação, coesão pronominal (anafórica) e vocabulário adequado permite desenvolver as habilidades EF35LP08 e EF35LP14.

• A apresentação oral pautada em um roteiro escrito sobre a montagem do objeto possibilita aos estudantes desenvolverem a habilidade de expressão oral adequada à situação comunicativa (EF15LP09, EF15LP13 e EF35LP10), bem como competências relacionadas ao uso adequado do registro linguístico (Competência específica de Língua Portuguesa 5). A gravação e edição do vídeo, por sua vez, aprimoram habilidades relacionadas ao uso de programas de edição, ampliando o contato com a cultura digital (EF15LP08), contemplando as Competências gerais 4 e 5 e a Competência específica de Língua Portuguesa 10

HORA DE PRODUZIR

Vídeo com explicação de montagem

Você aprendeu a linguagem usada em textos instrucionais.

O que vai produzir

Com a orientação do professor, você e os colegas vão se organizar em grupos com 4 ou 5 integrantes. Cada grupo deverá gravar um vídeo explicando como montar algo – pode ser um objeto, um vaso de plantas ou um aquário, por exemplo. O vídeo deve ser dirigido a crianças da mesma idade de vocês e poderá ser compartilhado em uma plataforma de vídeos na internet, na plataforma da escola ou em uma página da turma.

Planejar

Depois de organizados os grupos, sigam as orientações para o planejamento.

1. A primeira providência será escolher o conteúdo do vídeo. Pode ser um objeto de papel – como o da brincadeira de Abre e fecha (também conhecido como boca de leão) –, um porta-lápis, uma horta, um vaso de ervas aromáticas, um aquário etc. Se houver mais de uma possibilidade, o grupo pode votar para escolher uma delas, sem esquecer o objetivo da atividade: gravar um vídeo dando instruções de montagem para crianças da sua idade.

2. Escolhido o conteúdo do vídeo, é o momento de verificar se todos entenderam bem quais instruções devem ser dadas. Em seguida, comecem a ensaiar a explicação para a gravação. O grupo vai decidir se somente um vai falar ou se será mais de um, repartindo as explicações. Não deixem de marcar bem na fala:

• o título do vídeo, ou seja, o que vão ensinar a montar; • os materiais; • o modo de fazer.

3. Se souberem, também podem apresentar o tempo estimado de preparo e o grau de dificuldade.

4. Depois de bem compreendida e bem ensaiada a explicação, é hora de gravar.

Produzir

O grupo deve providenciar um aparelho para gravar. Escolham um lugar, de preferência bem iluminado e silencioso. Gravem quantas vezes for necessário até que o resultado seja satisfatório.

• Para que os estudantes possam ter uma noção mais clara de como produzir vídeos de tutoriais, é possível separar previamente exemplares desse gênero e apresentá-los à turma. Oriente os estudantes a, após escolherem o objeto sobre o qual vão criar o vídeo, desenharem as etapas do processo, ilustrando as fases, ou a buscarem imagens que auxiliem a representar o passo a passo, apoiando o processo de gravação. Sugira aos grupos que dividam as funções.

• Para garantir a integridade física e o bem-estar de todos os envolvidos na atividade, verifique se algum objeto requer mais cuidado no manuseio e oriente os estudantes conforme a necessidade.

Em um vídeo como esse, toda a atenção do espectador se concentrará em como montar o objeto. Portanto, a câmera deve focalizar mais esse objeto e as partes que o compõem. Os membros do grupo não precisam aparecer de corpo inteiro; basta vocês se filmarem da cintura para cima e mostrarem nitidamente os braços e as mãos manipulando o objeto.

Se o grupo for gravar com celular, coloque o aparelho em posição horizontal. Assim, quando reproduzir em computadores ou televisores, a imagem ficará melhor.

Para evitar uma imagem tremida, sempre apoie a câmera ou o celular em uma superfície fixa ou em um pedestal.

Falem com firmeza ao mostrarem os passos da montagem para que o espectador não se distraia. Faça o espectador prestar atenção dizendo frases como “Agora preste muita atenção, porque esta etapa é a mais importante da montagem.”. Mantenha-o animado com frases como “Está vendo como a montagem é fácil? Então, sigamos em frente!”.

É importante colocar o título na abertura do vídeo e os créditos da equipe no final.

Também é possível baixar editores de vídeos gratuitos no celular. Veja quais são os mais bem avaliados.

Criança editando gravação com ajuda de um familiar.

Compartilhar

Com a ajuda do professor, decidam como apresentar: em uma plataforma de vídeos da internet ou em uma página da escola ou da turma.

Avaliar

Depois de finalizar a atividade, é hora de avaliar o trabalho.

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

1. Como o grupo avalia o vídeo que criou?

2. O que a turma achou da atividade?

3. Como a turma avalia os vídeos? Algum se destacou? Por quê?

4. Você ficou com vontade de montar alguma das sugestões?

• Acompanhe os estudantes sempre que eles estiverem usando o celular.

• Caso a escola não tenha recursos disponíveis para realizar a atividade, a proposta pode ser adaptada para uma apresentação oral com apoio visual. Dessa forma, os estudantes, após criarem um roteiro, poderão utilizar cartazes, esquemas e fotografias impressas para ilustrarem as fases do processo de montagem. É importante ressaltar que o foco é não somente realizar a gravação, mas sim elaborar um texto instrucional, com organização das ideias, do passo a passo e destacando as características desse gênero conforme estudaram anteriormente.

13:01:41

• Ao final, promova um momento para os estudantes avaliarem o trabalho como um todo e faça uma sondagem para verificar se há necessidade de propor alguma atividade de remediação a algum estudante. Enfatize os aspectos positivos da atividade e destaque o aprendizado que ocorreu por meio dela.

• Explique aos estudantes que, embora seja um vídeo e a proposta valorize a oralidade, é essencial que eles escrevam um roteiro do que vão falar no vídeo, de modo que, no momento da gravação, todos saibam seu momento de fala e como proceder. Após a escrita do roteiro, oriente-os a compartilhar o texto com você e a revisar buscando melhorias no texto, organizando as ideias e aplicando os conhecimentos sobre coesão e coerência textuais.

• Oriente os estudantes quanto ao momento de gravação, de modo que se organizem sem que haja interrupções desnecessárias e dispersão entre os colegas. Para isso, é importante que o papel de cada integrante esteja previamente definido.

PAPO DIGITAL

• Convide os estudantes a lerem o boxe Papo digital com atenção, buscando compreenderem as orientações e solucionarem possíveis dúvidas. Reforce aos estudantes a importância de se empenharem na produção e nas etapas que antecedem a gravação e na etapa de pós-produção para que obtenham um bom resultado. Explique que, ainda que tenham produzido um bom roteiro, é preciso ter cuidado ao realizarem a gravação para que o som saia limpo e audível e a imagem não fique tremida e desfocada. Portanto, é fundamental o comprometimento de todos.

OBJETIVOS

• Ler um boleto e uma fatura e compreender a função social e o contexto de uso desses gêneros.

• Reconhecer as características do boleto e compreender sua diferença em relação à fatura.

• Refletir sobre consumo e consumismo.

BNCC

• Organizados em uma roda, os estudantes serão levados a fazer um levantamento de hipóteses sobre o texto a ser lido com base em conhecimentos prévios e nas pistas oferecidas pelo próprio material, além de exercitarem a curiosidade intelectual para elaborar e testar hipóteses. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02 e será contemplada a Competência geral 2, bem como as habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13).

• Ao lerem e analisarem a charge, os estudantes identificam o efeito de sentido produzido pela relação entre as linguagens verbal e não verbal (EF15LP04), ampliam seus conhecimentos históricos sobre o consumismo, contemplando a Competência geral 1 e explorando os temas contemporâneos transversais Educação financeira e Educação para o consumo. Eles também são levados a explorar a linguagem da charge e os sentidos, os valores e as ideologias expressos nela, contemplando as Competências específicas de Língua Portuguesa 3 e 7

2. Resposta: À exploração e devastação de ambientes protegidos por lei. Aos compradores de madeira explorada de maneira ilegal.

BOLETOS E FATURAS

Você já viu algum adulto falando sobre os boletos ou as faturas que ele tem de pagar? Já viu um boleto ou uma fatura de perto? Sabe para que servem e que informações trazem? É o que vamos descobrir agora.

RODA DE LEITURA: BOLETO E FATURA

ANTES DE LER

Responda às questões a seguir oralmente.

1. A charge a seguir representa um código de barras. Geralmente, ele é composto de linhas verticais e serve para pagar contas e produtos.

MACHADO, Dalcio. Código (de barras) florestal. Blog do Barbosa. Disponível em: https://blogdobarbosa.jor.br/charge-dalcio-no-diario-do-povo-campinas/. Acesso em: 26 maio 2025.

a ) Na charge, as linhas foram substituídas pelo quê?

Resposta: Por troncos de árvores cortadas.

b) Por que a expressão (de barras) no título está entre parênteses?

Resposta: Para sugerir uma dupla leitura: código florestal e código de barras.

c ) O que a charge sugere ao associar código florestal ao código de barras?

Resposta: Sugere que as árvores foram cortadas para serem vendidas, comercializadas sem respeitar o código florestal.

2. Ao fazer essa associação, a charge faz uma crítica. Qual?

3. Faça uma pesquisa em casa com um adulto (familiar ou responsável): selecionem um boleto ou uma fatura que tenha código de barras, de água, luz, gás etc. Identifique as informações presentes nesse documento.

fim de terem uma prévia das informações desse documento, tão presente na vida de

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes analisem o boleto a todos, para que possam aprofundar a compreensão nas atividades de leitura a seguir.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

• Leia o texto introdutório para os estudantes e aproveite as perguntas para sondar os conhecimentos prévios deles antes de propor a leitura da charge. Em seguida, peça-lhes que observem atentamente a ilustração e relacionem com o texto. Depois, proponha a leitura do texto e leve-os a refletir sobre a relação dessa charge com o gênero fatura ou boleto. Permita que se expressem livremente.

ANTES DE LER

• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a exporem suas ideias e ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala.

• Na atividade 1, destaque as toras que representam linhas dos códigos de barra, as quais são de diferentes larguras por representarem códigos que são lidos por leitores ópticos específicos.

• Na atividade 3, oriente os estudantes a anotarem as informações relevantes encontradas no documento. Cuide para que não haja eventuais comparações relacionadas ao consumo.

Você vai ler um boleto, um gênero que apresenta um código de barras.

00198.49546 10015.336083 000007.702194 5 5418000002500 101-9

PAGÁVEL EM QUALQUER BANCO ATÉ O VENCIMENTO

BENEFICIÁRIO

Visconde de Sabugosa S/A.

20/05/2027

PAGADOR Anastácia Lobato

072955268

00587-8 DM REAL NÃO

20/05/2027

04/06/2027

1224-7 / 07585852-0

000000001-0

25,00

00198.49546 10015.336083 000007.702194 5 5418000002500 101-9

PAGÁVEL EM QUALQUER BANCO ATÉ O VENCIMENTO

BENEFICIÁRIO

Visconde de Sabugosa S/A.

20/05/2027

PAGADOR Anastácia Lobato

072955268

00587-8

DM REAL NÃO

20/05/2027

04/06/2027

1224-7 / 07585852-0 000000001-0 25,00

Papo de leitor

Produzido especialmente para esta obra.

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: FATURA DIGITAL DE ENERGIA

1. Releia o boleto e identifique as seguintes informações.

a ) Quem vai pagar o boleto?

Resposta: Anastácia Lobato.

b) Quem vai receber o pagamento?

Resposta: Visconde de Sabugosa S/A.

c ) Qual é o valor do pagamento?

Resposta: R$ 25,00.

d) Qual é a data de vencimento?

Resposta: 04/06/2027.

responder a essas questões de forma livre. Se houver identificação de dificuldades, anote-as para resolvê-las depois, durante a realização das atividades propostas.

• Oriente os estudantes sobre os números que aparecem no topo, comentando que há números que identificam a entidade bancária (geralmente os quatro primeiros números) e os demais constituem uma sequência numérica que codifica as

13/10/2025 13:01:41

informações presentes no boleto. Comente que é por meio desse número que o banco identifica o pagamento realizado.

• Na atividade 1, oriente os estudantes a retomarem a imagem e a localizarem as informações explícitas no boleto. Caso haja algum estudante com dúvidas, você pode propor a realização das atividades desta seção em duplas.

BNCC

• A leitura dos textos desta seção, o boleto e a fatura, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento das habilidades EF35LP01 e EF04LP09, bem como da Competência específica de Língua Portuguesa 3. A reflexão a respeito do consumo e do consumismo permite explorar os temas contemporâneos transversais Educação financeira, Educação fiscal e Educação para o consumo.

• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social do boleto e da fatura, reconhecendo para que foram produzidos, onde poderiam circular e a quem se destinam. Eles ainda desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas pelo contexto.

• Convide os estudantes a observarem a imagem do boleto apresentado e comentarem as informações nele presentes. Pergunte: “O que são essas informações?”; “Para que elas servem?”; “Em que situações cotidianas o uso de boletos é comum?”; “O que acontece se a pessoa não pagar até a data de vencimento?”. Verifique se os estudantes conseguem

• Na atividade 2, leia o enunciado e peça aos estudantes que levantem hipóteses em resposta à diferença entre produtos e serviços. Depois, peça a alguns estudantes que leiam as palavras do quadro e digam quais representam um produto e quais representam um serviço. Se desejar, proponha outras palavras para que também possam pensar nessa diferença.

• Ao ler o boxe conceito, pergunte aos estudantes se eles conhecem o “cheque”. É provável que muitos nunca tenham visto ou, caso tenham ouvido falar, desconheçam sua composição e estrutura. Aproveite para destacar que as relações de venda e compra de produtos e serviços se transformam de acordo com os avanços tecnológicos da sociedade. Por exemplo, o cheque, que era amplamente utilizado até meados da virada do século, nos dias atuais raramente é aceito em estabelecimentos comerciais. Mesmo o uso de cartões de débito e crédito começa a indicar mudanças com o desenvolvimento da tecnologia de pagamentos virtuais por meio de uma transferência bancária instantânea, o chamado Pix (que pode ser mais conhecido por eles do que as demais formas de pagamento). Se oportuno, pode ser um momento para comentar a necessidade de segurança ao realizar transações bancárias em razão da grande quantidade de golpes aplicados em pessoas com pouca informação sobre isso. Comente que é importante não passar informações por telefone nem a pessoas desconhecidas. Oriente-os a desconfiar de mensagens que pedem transferências urgentes e a sempre confirmar com a pessoa envolvida por outro meio de contato. Reforce que senhas e códigos de segurança jamais

2. Os boletos permitem pagar por produtos ou serviços. Você sabe a diferença entre os dois? Na lista de palavras a seguir, há algumas que se referem a produtos e outras relacionadas a serviços. Leia-as.

arroz • corte de cabelo • tênis limpeza de terreno • coleta de lixo • caderno

Agora, escreva essas palavras no quadro, nos espaços correspondentes, considerando suas classificações.

Boletos

Produtos

Resposta: Produtos: arroz, tênis, caderno; Serviços: corte de cabelo, limpeza de terreno, coleta de lixo.

Serviços

É possível pagar uma compra diretamente no estabelecimento comercial com dinheiro, pix, cartão ou cheque. Em alguns casos, no entanto, é possível realizar o pagamento em outro momento por meio de um boleto

3. Como os boletos permitem pagar depois da compra, é necessário estabelecer uma data-limite para esse pagamento. Identifique no boleto as seguintes informações.

a ) Data em que o documento foi produzido:

Resposta: 20/05/2027.

Resposta: 04/06/2027.

b) Data-limite para o pagamento: .

c ) Quantos dias o comprador ganhou para poder pagar sua compra?

Resposta: 15 dias ou duas semanas.

4. É possível que um boleto tenha como beneficiário uma pessoa ou empresa. Quando é uma pessoa, chamamos de pessoa física; se é uma empresa, dmos o nome de pessoa jurídica. O beneficiário do boleto é Visconde de Sabugosa S/A, o que quer dizer que é uma empresa com uma sociedade anônima (S/A), isto é, não sabemos quem são os donos. Complete a frase:

A Visconde de Sabugosa S/A é, portanto, uma .

devem ser compartilhados, mesmo que a solicitação pareça vir de um parente ou de uma instituição confiável.

• Ao trabalhar a atividade 4, explique aos estudantes que no Brasil existem, de modo simples e geral, dois tipos de pessoas: pessoa física, que são todos os cidadãos que desenvolvem alguma atividade remunerada e pagam seus impostos; e pessoa jurídica, que não é uma pessoa de verdade, mas uma empresa, com nome e endereço.

Resposta: Pessoa jurídica.

5. Agora, leia uma fatura de serviços, documento que também faz parte da vida dos adultos e contém um código de barras.

ÁGUA

RUA DO SÍTIO DO PICA PAU AMARELO BAIRRO: MONTEIRO LOBATO

80123-456 JERÔNIMO MONTEIRO

ROTEIRO DE LEITURA

Endereço: Av. Brasil nº 1234 CEP 80987-654 Curitiba - PR CNPJMF 12.345.678/0001-23 Inscrição Estadual 123.45678-90

• Na atividade 5, os estudantes devem ler a fatura e localizar as informações presentes nela. Vale destacar a necessidade de acompanhamento nesse momento, pois como se trata da leitura de um texto descontínuo, em que as informações não estão organizadas de maneira linear, como um texto em prosa tradicional, é comum que os estudantes enfrentem certa dúvida ou dificuldade na identificação das informações. Se necessário, pause a atividade e realize a leitura da fatura com a turma, mostrando como os dados estão dispostos graficamente e organizados dentro da estrutura específica desse tipo de documento. Essa atividade auxilia os estudantes no desenvolvimento de habilidades de localização e análise de informações.

EMISSÃO

DIAS DE CONSUMO

MÉDIA DE CONSUMO/m3 ÚLTIMOS 5 MESES

Produzido especialmente para esta obra.

Resposta: Visconde de Sabugosa.

a ) Quem vai pagar? .

b) Quem vai receber o pagamento?

Resposta: A companhia de água e esgoto.

ATIVIDADE EXTRA

• Considerando a importância e a contemporaneidade dos textos explorados nesta seção, boleto e fatura de serviço, proponha como dever de casa que os estudantes leiam os textos com os familiares. Oriente-os a explicar aos familiares ou responsáveis os conceitos que aprenderam relacionados a esses gêneros. Explique que eles devem escolher um boleto e uma fatura comum em casa e explicar aos familiares as informações contidas nesses documentos, bem como comentar a diferença entre um e outro. Outra opção

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que eles podem sugerir em casa é comentar a opção de receber contas de consumo (como água, energia, internet, gás etc.) por e-mail, em substituição à fatura de papel impresso em casa. Comente que essa escolha contribui para a redução do consumo de papel e, consequentemente, da derrubada de árvores, promovendo atitudes responsáveis em relação ao meio ambiente. Posteriormente, promova uma roda de conversa para os estudantes compartilharem como foi a receptividade dos ouvintes.

• Na atividade 7, comente com os estudantes que é possível encontrar diferenças entre faturas emitidas por diferentes instituições, que podem variar de região para região. No entanto, geralmente, as informações básicas sempre estão presentes.

• A atividade 8 ajuda os estudantes a verificarem em que medida são consumidores conscientes. Despertar esse tipo de consciência é necessário para a formação de cidadãos éticos e responsáveis com o meio ambiente.

• É importante também destacar que o consumidor é responsável pelo uso consciente e pelo pagamento dos serviços prestados, assim como as prestadoras de serviços são obrigadas a oferecerem um serviço de qualidade que justifique o pagamento.

c ) Qual é o valor do pagamento?

Resposta: R$ 104,95.

d) Qual é a data-limite para o pagamento?

Resposta: 15/06/2027.

6. Tanto o boleto quanto a fatura têm uma sequência de barras pretas no final, chamada código de barras. Esse código tem uma função específica.

a ) Para que serve o código de barras?

Resposta: Para facilitar o pagamento com os leitores de código de barras.

b) O código de barras traz as informações de pagamentos, como valor e data de vencimento. Se não houvesse esse código, como seria possível identificar as informações?

Resposta: Na leitura dos campos correspondentes na fatura ou no boleto.

Na leitura dos campos correspondentes na fatura ou no boleto.

Perguntando ao pagador no momento do pagamento.

7. Releia atentamente a fatura emitida e responda às questões.

a ) Que serviços foram prestados?

Resposta: Água e esgoto.

b) Em qual data foi feita a leitura do serviço?

Resposta: Em 06/05/2027.

As faturas apresentam para o cliente os detalhes de algum serviço prestado (água, luz, gás etc.) e servem para que seja realizado um pagamento.

8. Uma fatura também permite a comparação de consumo nos meses anteriores. Por que essa comparação é importante?

Resposta: Para que o pagador possa verificar se seu gasto aumentou ou diminuiu em determinado mês.

9. O cálculo de uso de água é feito por uma unidade de medida chamada metro cúbico (m 3). Para se ter uma ideia, 1 m 3 equivale a 1 000 litros de água. Analise os últimos meses de consumo do pagador da fatura. Ele está consumindo mais ou menos água?

Resposta: Ele está consumindo mais água. É importante os estudantes perceberem um avanço crescente no consumo desde 01/2027.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• Uma possibilidade de ampliar o trabalho com a turma é propor uma relação interdisciplinar com o componente curricular de Matemática. Para tanto, apresente aos estudantes uma tabela comparativa das unidades de medida, ampliando a noção de equivalência. Aproveite

para explorar como esse consumo é registrado, o porquê da unidade metro cúbico para registrar consumo e como esses valores são registrados. Eles podem ainda comparar o consumo de dois meses consecutivos; comparar o consumo de água e energia em meses de verão e inverno, identificando o motivo da diferença, e como conclusão refletir sobre hábitos de consumo.

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10. A fatura também explica a qualidade da água. Qual é a importância dessa parte em uma fatura?

Resposta: Demonstrar como o serviço de fornecimento de água oferece um produto de qualidade.

11. Identifique na fatura ou no boleto que você selecionou na seção Antes de ler as informações a seguir.

Resposta pessoal. A resposta vai depender da fatura analisada. Se os estudantes tiverem dificuldade em localizar esse dado, mostre a eles a informação na

a ) O valor da fatura:

b) Quanto foi consumido: .

Resposta pessoal. A resposta vai depender da fatura analisada.

c ) O consumo: diminuiu. aumentou. se manteve.

Resposta pessoal. A resposta vai depender da fatura analisada.

12. Agora, converse com os colegas: Como você pode contribuir para diminuir o consumo de água e luz em sua casa?

AGORA QUE JÁ

Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor metade inferior da fatura.

LEMOS

Responda às questões a seguir oralmente.

• Na atividade 12, observe as possibilidades levantadas pelos estudantes, incentivando-os a pensar em possibilidades não apenas no próprio lar onde moram, mas também no ambiente escolar, em que eles passam boa parte do tempo diário. Destaque a necessidade de consumo responsável: fechar a torneira enquanto escovam os dentes, apagar a luz de cômodos não usados, não abrir a geladeira constantemente, tomar banhos curtos, desligar a televisão quando não houver alguém assistindo etc.

1. Resposta: Semelhanças: boleto e fatura possibilitam o pagamento de algo; diferenças: o compras disponíveis aos consumidores e as facilidades de formas de pagamento como forma de incentivo ao consumismo.

boleto só permite o pagamento, e a fatura possibilita a análise e comparação de gastos.

1. Depois de tudo o que aprendeu, explique quais são as semelhanças e diferenças entre boleto e fatura.

PAGADOR Anastácia Lobato

PAGADOR Anastácia Lobato

2. É comum os adultos guardarem os comprovantes de pagamento de boletos e faturas. Por que fazem isso?

Resposta: Porque podem comprovar o pagamento da conta, caso surja um

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes expressem suas opiniões sobre a infinidade de possibilidades de questionamento, além de acompanhar a progressão de gastos ao longo do tempo.

3. Em sua opinião, o fato de poder pagar os boletos depois de adquirir o produto ou o serviço pode levar as pessoas a fazer compras desnecessárias?

AGORA QUE JÁ LEMOS

• As atividades do boxe Agora que já lemos devem ser respondidas oralmente.

• Na atividade 1, faça um quadro na lousa separando-o em duas colunas: faturas × boletos. Abra espaço para os estudantes comentarem semelhanças e diferenças e solicite voluntários para escreverem na lousa. Aproveite para ampliar o conhecimento deles caso algum estudante tenha em mãos outros exemplos de boletos ou

faturas. Finalize explicando que boleto é um documento emitido para pagamento em agência bancária; fatura é um documento que descreve produtos e serviços adquiridos que ainda não foram pagos.

• Na atividade 2, pergunte aos estudantes se eles já observaram isso na casa deles, com os responsáveis. Eles mesmos podem orientá-los quando os virem realizar uma compra pessoalmente, assim eles exercitam o que aprenderam em sala de aula e envolvem os familiares.

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• Depois da correção das atividades, converse com os estudantes sobre o que acharam das questões e verifique a percepção deles em relação ao nível de dificuldade que tiveram em cada atividade. Se for possível identificar a origem das dificuldades levantadas por eles, peça-lhes que refaçam as questões em casa, relendo os textos já apresentados. Uma possibilidade é propor que, em casa, façam um resumo em tópicos, elencando os principais pontos relevantes considerados por eles nos estudos.

• Na atividade 3, certifique-se de que os estudantes compreenderam a pergunta proposta. Em seguida, peça-lhes que expressem a opinião deles sobre a relação entre parcelamento de compras e incentivo ao consumo. Oriente-os a refletir se o fato de pagar um valor maior em parcelas menores pode gerar a sensação de que é possível comprar mais, o que pode acabar incentivando o consumo além do necessário.

OBJETIVOS

• Compreender os processos de formação de palavras terminadas em -agem, -oso, -esa, -eza, -isar e -izar

• Empregar os sufixos nas palavras corretamente.

• Desenvolver habilidade de reescrita de um trecho fazendo adaptações necessárias.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a identificar a formação de palavras e o emprego dos sufixos -agem, -oso, -esa, -eza, -isar e -izar. Dessa forma, eles desenvolvem as habilidades EF04LP01 e EF04LP08. O estudo da formação de palavras e dos sufixos permite aos estudantes se apropriarem da norma-padrão, contemplando, assim, a Competência específica de Língua Portuguesa 2

• A leitura da resenha, do trecho de quarta capa e da tirinha permite desenvolver a habilidade de leitura autônoma e a compreensão desses textos, bem como a identificação da ideia central e de informações explícitas e implícitas (EF35LP01, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05). Além disso, os estudantes desenvolvem a habilidade EF04LP06 e a Competência específica de Língua Portuguesa 1 ao usarem a concordância verbal na reescrita do trecho trocando a gente pelo pronome pessoal oblíquo nos.

DE OLHO NA ESCRITA

Palavras terminadas em -agem, -oso, -eza, -isar e –izar

1. Vamos aprender a formação de algumas palavras. Leia o texto a seguir.

“Alike”: um curta-metragem para ser assistido todos os dias

Este curta-metragem espanhol, em 7 minutos, faz a gente pensar na criatividade, na imaginação e no afeto como caminhos para uma vida mais colorida. Ele nos transporta para a rotina de um pai e seu filho, parecidos demais um com o outro, mas com visões de mundo que estão se distanciando.

O vídeo ficou famoso no mundo todo por tratar, de maneira simples, o cotidiano da vida moderna: a rotina e a falta de cor no dia a dia.

Alike retrata a forma como encaramos o mundo ao nosso redor, muitas vezes intoxicados pela rotina que nos cerca, vamos perdendo nossa vida, deixando de lado a imaginação e o afeto...

Um curta que merece ser assistido todos os dias da vida. Vale cada segundo!

ALIKE: um curta-metragem para ser assistido todos os dias. Instituto Fazendo História, 3 fev. 2017. Disponível em: https://www.fazendohistoria.org.br/blog-geral/2017/2/3/alike-um-curta-metragem-que-vale-ser -assistido-todos-os-dias. Acesso em: 22 abr. 2025.

Rotina: conjunto de atividades que as pessoas fazem todos os dias nos mesmos horários. Intoxicados: contaminados.

O trabalho faz parte da vida adulta. Mas trabalhar pode nos fazer cair em uma rotina. De acordo com essa resenha, o que a rotina pode nos fazer perder?

Resposta: Nossa vida, deixando de lado a imaginação.

2. Releia este trecho do texto.

Este curta-metragem espanhol, em 7 minutos, faz a gente pensar na criatividade, na imaginação e no afeto como caminhos para uma vida mais colorida.

Reescreva no caderno esse trecho, substituindo “a gente” pelo pronome pessoal oblíquo nos.

Possíveis respostas: Este curta-metragem espanhol, em 7 minutos, nos faz pensar na criatividade, na imaginação e no afeto como caminhos para uma vida mais colorida. Este curta-metragem espanhol, em 7 minutos, faz-nos pensar na criatividade, na imaginação e no afeto como caminhos para uma vida mais colorida.

• Convide os estudantes a lerem o título da resenha e a observarem a imagem do cartaz do filme que a acompanha. Antes de proceder à leitura, possibilite que comentem a relação entre a imagem e o título, fazendo um paralelo com a realidade deles. Na sequência, peça-lhes que leiam o texto e, caso haja mais palavras cujo significado seja desconhecido, solicite que grifem para procurar no dicionário posteriormente.

• Após a leitura, chame a atenção dos estudantes para os argumentos expostos na resenha, que ao comentar o filme também evidencia seu ponto de vista positivo sobre ele, no último parágrafo. A avaliação positiva está baseada no argumento de

que o filme faz uma crítica ao poder intoxicante da rotina, que pode contaminar as relações afetivas.

• O exercício de reescrita apresentado na atividade 2 favorece o desenvolvimento de aspectos de coerência textual para a prática de escrita. Ressalte aos estudantes que o objetivo, nesse caso, é instaurar no texto inteiro a opção pela linguagem formal. O texto inicia-se com a expressão a gente, que pertence à linguagem informal, e no restante do texto emprega-se o pronome pessoal oblíquo nos e o pronome pessoal reto nós (este implícito nas formas verbais encaramos e vamos).

Cartaz do filme Alike, de Daniel Martinez Lara e Rafael Cano Méndez.
DANIEL

3. O filme Alike tem apenas 7 minutos de duração. Antigamente, as produções ficavam registradas em rolos de fitas, que podiam ter vários metros de comprimento, dependendo da duração do filme.

a ) Assinale a alternativa que explica o significado de curta-metragem

Refere-se à ideia de que os personagens aparecem pouco na tela.

Resposta: O filme tem curta duração, por isso teria poucos metros de fita.

O filme tem curta duração, por isso teria poucos metros de fita.

Trata-se de um filme para ser visto em pé.

b) Quais palavras formam a palavra curta-metragem?

Resposta: Curta e metro.

4. Alike ganhou prêmios e já foi visto na internet mais de 10 milhões de vezes.

a ) Contorne uma característica que pode ser atribuída ao filme por esse sucesso.

Resposta: Fama.

fama • defeito • estranheza

b) Utilize a palavra que você contornou e escreva um adjetivo com base nela.

Resposta: Famoso.

5. Agora, escreva substantivos com base nos adjetivos entre parênteses.

a ) O que se destaca no filme Alike é sua (belo).

Resposta: Beleza.

b) O que se destaca no filme Alike é sua (delicado).

Resposta: Delicadeza.

c ) O que se destaca no filme Alike é sua (leve).

Resposta: Leveza.

6. Faça a divisão silábica dos substantivos que você encontrou na questão 5

Resposta: Be-le-za; de-li-ca-de-za; le-ve-za.

Na língua portuguesa, assim como em outras línguas, há palavras que são formadas a partir de outras. No texto que você leu, é possível encontrar algumas delas.

ATIVIDADE EXTRA

• O filme Alike recebeu, em 2016, o Prêmio Goya de melhor curta de animação. Desde que foi publicado na internet, sua popularidade cresceu e, em 2025, já contava com mais de 20 milhões de visualizações (Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=PDHIyrfMl_U. Acesso em: 12 ago. 2025). Proponha aos estudantes que pesquisem com um responsável o vídeo em casa e sugira assistirem em família. Depois, oriente-os

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a conversar com o familiar que assistiu ao vídeo com eles e peça-lhes que comentem como se sentiram e como foi a reação dessa pessoa. Incentive-os a criar um espaço de compartilhamento de emoções, expectativas e realidade em relação à conexão que têm e as que desejam ter com os familiares ou responsáveis, se essa for uma realidade possível para eles. Essa é uma oportunidade de colocar em prática o tema contemporâneo transversal Vida familiar e social

• No item b da atividade 3, é possível que os estudantes respondam a palavra metragem como uma das que compõem a principal. Nesse momento, releia o enunciado do item para que eles compreendam que o que se pede é a palavra que deu origem à palavra metragem, que nesse caso é metro

• No item a da atividade 4, é válido destacar que as palavras apresentadas são substantivos, e não adjetivos, para que os estudantes não relacionem características somente aos adjetivos, uma vez que esses substantivos expressam qualidades.

• A atividade 5, por sua vez, permite aos estudantes contextos para exercitarem a escrita de algumas palavras. Caso julgue necessário, é possível ainda passar uma lista de palavras com lacunas para que preencham com as terminações indicadas na seção.

• Na atividade 6, os estudantes exercitarão seu conhecimento dos padrões silábicos do português. Todas as palavras dadas têm sílabas CV.

AVALIANDO

• Antes de iniciar a apresentação dos sufixos, é interessante propor uma avaliação diagnóstica, a fim de verificar o conhecimento prévio dos estudantes em relação ao conceito de sufixo. Caso necessário, explore o sentido dessa palavra e evidencie-o nos exemplos apresentados na página. Na sequência, verifique o conhecimento prévio dos estudantes em relação à grafia de alguns termos. Como possibilidade, sugere-se escrever na lousa as seguintes palavras: baga__em, prince__a, certe__a, visuali__ar, ali__ar, capricho__o, e pedir aos estudantes que completem com as letras que julgarem corretas. Pode-se, antes, ler as palavras em voz alta: bagagem, princesa, certeza, visualizar, alisar e caprichoso.

• Após explorar o boxe sobre o sufixo -agem, comente com a turma que ele dá origem principalmente a nomes que têm o sentido genérico de conjunto, sendo o elemento sempre uma base nominal. Logo, metragem é um conjunto de metros e pode ter também o sentido de aglomeração, abundância, coleção

Sufixo -agem

A palavra curta-metragem é formada por CURTA + METRO + -AGEM. Assim, ela informa uma característica do filme, ou seja, que ele tem extensão curta.

O sufixo -agem pode indicar também ação:

Aprendizagem – ação de aprender Lavagem – ação de lavar

Esse sufixo ainda pode exprimir ideia de conjunto ou coleção:

Folhagem – conjunto de folhas Ramagem – conjunto de ramos

O sufixo -agem forma substantivos

Sufixos -oso/-osa

A palavra famoso também é formada a partir de outra palavra: FAMA + -OSO.

Os sufixos -oso/-osa indicam a ideia de ser ou estar cheio de algo.

Esse sufixo tem som de Z, mas é escrito com S. Veja os exemplos:

• gostoso: com muito gosto;

• carinhoso: com muito carinho;

• maravilhoso: cheio de maravilha.

Os sufixos -oso/-osa transformam substantivos em adjetivos

Terminações -esa/-eza

As terminações -esa e -eza têm o mesmo som (de Z), mas a forma de escrita é diferente conforme a palavra. Como fazer para não se confundir?

Na língua portuguesa é possível criar substantivos a partir da inclusão de uma terminação específica nas palavras, como:

BELO + -EZA = BELEZA

A terminação -eza, tanto na palavra beleza quanto nas demais palavras da atividade 5, origina substantivos. Observe os exemplos a seguir, com substantivos originados de adjetivos pela adição de -eza:

• esperto: esperteza;

• malvado: malvadeza.

ATIVIDADE EXTRA

• Após as explicações e as atividades, caso os estudantes ainda apresentem dificuldade na escrita de palavras com esses sufixos, proponha uma atividade de reforço, de modo que pesquisem em casa em folhetos, embalagens e outros suportes por palavras com essas terminações, recortem e colem em uma folha avulsa para serem apresentadas em aula.

Agora, veja exemplos de casos de substantivos no feminino.

• chinês: chinesa;

• francês: francesa;

• japonês: japonesa;

• duque: duquesa;

• barão: baronesa

Nos três primeiros casos, a adição da terminação -esa origina adjetivos pátrios (que indicam um lugar de origem) no feminino.

Nos dois últimos casos, a adição de -esa indica títulos de nobreza, também no feminino.

Lembrete! Os adjetivos pátrios e títulos de nobreza no masculino terminam em ês (francês, marquês); o feminino mantém o S já presente no masculino.

A terminação -eza origina substantivo a partir de adjetivo

A terminação -esa origina adjetivos pátrios no feminino e títulos de nobreza no feminino.

Terminações -isar/-izar

Verbos derivados de palavras que já têm a letra S permanecem grafados com S na palavra derivada. Acrescentando a terminação -ar, teremos -isar na forma final:

• preciso: precisar;

• análise: analisar;

• improviso: improvisar;

• paralisia: paralisar

Já os verbos derivados de palavras que não têm a letra S são grafados com o sufixo -izar:

• concreto: concretizar;

• ridículo: ridicularizar;

• ameno: amenizar;

• final: finalizar;

• símbolo: simbolizar.

A terminação -isar ocorre em verbos derivados de palavras que já têm S

A terminação -izar ocorre em verbos derivados de palavras que não têm S

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

MORAIS, Artur Gomes de. Jogos para ensinar ortografia: ludicidade e reflexão. São Paulo: Autêntica, 2022.

Nesse livro, há jogos, dicas e sugestões de como ensinar a ortografia para os estudantes de modo prazeroso e descontraído, sempre mostrando de forma lúdica as palavras e os grafemas que as compõem.

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• O trabalho com a ortografia pode ser desafiador, mesmo que se tente evidenciar a lógica das grafias por meio do estudo da formação de palavras. Por isso, é importante, durante a aula, repassar algumas formações e terminações por meio de atividades mais lúdicas e contextualizadas para os estudantes. Uma possibilidade é utilizar sites gratuitos de montagem de um quiz ou outros tipos de jogos que tornem a aprendizagem mais interessante para eles.

• Ao ler o enunciado inicial da seção, comente com os estudantes o que é a quarta capa em um livro. Se possível, mostre um exemplo em sala de aula e pergunte a eles se já leram textos de quarta capa antes. Explique que esses textos têm o objetivo de incentivar o leitor a ler o livro. Em seguida, oriente a leitura do trecho e a observação da imagem e pergunte se esse texto cumpriu adequadamente essa função na opinião deles.

• O livro comentado recorre a uma narrativa popular para a construção do enredo. Ressalte aos estudantes a menção a Câmara Cascudo no trecho e explique que se trata de um dos maiores estudiosos da cultura e do folclore brasileiro. Nascido no Rio Grande do Norte, em 1898, escreveu e publicou diversas obras, entre elas o Dicionário do folclore brasileiro, reconhecido mundialmente. Para conhecer mais, acesse o site oficial do Instituto Câmara Cascudo. Disponível em: https://www. cascudo.org.br/. Acesso em: 2 set. 2025.

• Ao propor a atividade 1, comente com os estudantes que princesas, heróis e animais falantes são elementos muito comuns em narrativas populares. Ainda que, atualmente, a imagem da princesa indefesa esteja sendo reformulada visando ao empoderamento feminino, o enredo baseado no enfrentamento do bem contra o mal e salvar inocentes ainda atrai muitos leitores.

• Na atividade 2, caso identifique dificuldades, sugere-se realizar atividades complementares com os estudantes, reforçando o emprego dessas terminações. Peça-lhes que citem outras palavras que sigam a mesma regra e anote-as na lousa.

PARA PENSAR E PRATICAR

1. Leia um trecho do texto de quarta capa de um livro infantil.

A festa da Princesa, que beleza!, adaptação livre da narrativa popular e oral recolhida por Câmara Cascudo, conta a história de um herói em busca da felicidade ao lado da amada. Elias José reconta como ninguém essa aventura e traz ao leitor contemporâneo uma leitura fluente – com suspense e motivos mágicos surpreendentes do início ao fim – que se completa com a riqueza das ilustrações de Rosinha Campos.

JOSÉ, Elias. A festa da Princesa, que beleza! Ilustrações de Rosinha Campos. São Paulo: DCL, 2005. Quarta capa.

O livro de Elias José é uma adaptação de uma narrativa popular. Assinale a seguir os elementos que são comuns nesse tipo de história.

Um herói covarde.

Uma princesa em perigo.

Animais que falam.

Uma princesa muito bela.

Resposta: Uma princesa em perigo. Animais que falam. Uma princesa muito bela.

2. O título do livro tem duas palavras que terminam com o mesmo som. a ) Que palavras são essas?

Resposta: Princesa e beleza

b) Preencha as lacunas com a regra que explica a grafia dessas palavras.

• Princesa termina com -eSa porque é

Resposta: Título de nobreza.

• Beleza termina com -eZa porque é

Resposta: Substantivo originado de adjetivo.

3. Assim como em outras histórias populares, o herói desse livro é corajoso. Agora, complete.

Resposta: Adjetivo; coragem.

Corajoso é um que se origina do substantivo

• Na atividade 3, pode ser interessante pedir aos estudantes que reescrevam a frase substituindo o referente herói por princesa e verifiquem quais adaptações foram necessárias, ressaltando que o adjetivo teve de se flexionar para concordar com o substantivo feminino.

4. Leia a tirinha a seguir, da cartunista Laerte.

a ) O humor da tirinha ocorre em razão de um desentendimento entre o que o motorista quis dizer e o que o homem na calçada entendeu. Relacione os personagens aos sentidos de seus entendimentos.

Resposta: A – 2; B – 1.

Motorista. A.

Homem na calçada. B.

b) A forma verbal avisa origina-se de qual verbo?

Resposta: Do verbo avisar.

Avise os minutos exatos em que o carro bater.

Avise no momento anterior ao carro bater.

c ) Por que esse verbo é grafado com S, e não com Z?

Resposta: Porque deriva da palavra aviso, que originalmente tem S

d) Complete as lacunas a seguir com S ou Z.

Resposta: Pisar.

• pi ar

Resposta: Realizar.

• reali ar

Resposta: Canalizar.

• canali ar

Resposta: Alisar.

• ali ar

compreenderam como saber a letra correta que deve preencher a lacuna. Caso perceba dificuldade na realização da atividade ou excesso de dúvidas entre os estudantes sobre a grafia das palavras, pause a atividade e faça uma revisão para que eles retomem regras e conceitos. Se necessário, deixe preparadas atividades complementares adaptadas. Leve para a sala de aula uma letra de canção que faça uso de palavras

Resposta: Pesquisar.

• pesqui ar

Resposta: Analisar.

• anali ar

Resposta: Oficializar.

• oficiali ar

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escritas com as terminações trabalhadas, um trecho de notícia ou reportagem e proponha a leitura e identificação das palavras, pedindo aos estudantes que as separem em blocos, conforme a regra que seguem e a terminação identificada. O processo de revisão de conteúdo é essencial para a sistematização da aprendizagem e a internalização do processo de escrita.

• As tiras de quadrinhos são gêneros textuais narrativos. Como geralmente ocorre nos gêneros pertencentes a essa tipologia textual, as tiras narram uma história que se desenvolve no tempo (no caso, o tempo decorrido nos três quadros), apresentando personagens caracterizados e diálogos entre eles. Explore essas características na tirinha apresentada na atividade 4. Antes de responder ao item a da atividade, proponha aos estudantes que explorem o humor da tirinha e comentem o que entenderam. Reforce que nem sempre o humor tem a ver com dar risada, mas sim com a exploração de uma sutileza que pode ser cômica. O intuito da tirinha é, além do humor, reforçar que uma expressão cujo sentido parece óbvio para alguns é entendida de maneira literal por outros. Pergunte aos estudantes: “Será que podemos afirmar que o motorista ou o homem na calçada estava errado? Por quê?”. Comente que o desentendimento se deve a uma falha na comunicação entre locutor e interlocutor. Embora o motorista tenha pedido o que esperava, a mensagem foi interpretada literalmente pelo outro homem. Guardadas as proporções, aconteceria o mesmo se a pergunta “Tem horas?” fosse respondida simplesmente com “Tenho.”, em vez de informar a hora naquele momento.

• Ao realizar o item d, procure observar se os estudantes

LAERTE. Classificados. São Paulo: Devir, 2001. p. 8.

OBJETIVOS

• Compreender o que são siglas e como elas são utilizadas em diferentes contextos.

• Perceber que o uso das siglas é um recurso para reduzir algumas expressões para que haja mais agilidade ao falar e escrever.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a identificar e compreender o uso das siglas, o que permite apropriar-se da norma-padrão, contemplando a Competência específica de Língua Portuguesa 2

• Ao lerem e compreenderem uma tirinha, construindo o sentido da história em quadrinhos e relacionando o texto a ilustrações e recursos gráficos, os estudantes desenvolvem as habilidades EF15LP04, EF15LP14 e EF15LP18. Já a leitura da notícia permite aprimorar as habilidades de leitura e compreensão desse gênero (EF35LP01 e EF04LP14). Os estudantes também desenvolvem as habilidades EF15LP01, EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05 ao identificarem a função social e a ideia central dos textos e ao localizarem informações explícitas e implícitas neles.

• Uma vez que reconhecem o tema da tirinha e são levados a refletirem sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, os estudantes desenvolvem o tema contemporâneo transversal Direitos da criança e do adolescente

PENSAR OS SENTIDOS

Siglas

Nesta seção, você vai estudar as siglas. Sabe o que é isso?

1. Vamos começar lendo uma tirinha.

O nascimento

CÂMARA DOS DEPUTADOS. Secretaria de Comunicação Social – Plenarinho. ECA em tirinhas para crianças. 4. ed. Brasília: Edições Câmara, 2015. p. 8. (Série Ações de Cidadania, 21).

Em vez de narrar com humor a história de algum personagem, a tirinha narra como surgiu o Estatuto da Criança e do Adolescente.

a ) Troque ideias com os colegas e responda: o que é esse estatuto?

Resposta: É uma lei que reforçou, organizou e detalhou os direitos das crianças e dos adolescentes.

b) Poderíamos descrever o homem do primeiro quadrinho desta maneira:

O homem que aparece no primeiro quadrinho é alto, magro e calvo. Veste paletó verde, camisa branca e gravata escura.

Elaborado especialmente para esta obra. Siga esse modelo e descreva os dois personagens novos que aparecem com o homem do primeiro quadrinho.

Resposta: Possiblidades: A mulher tem cabelo ruivo e usa óculos. Ela veste uma camiseta branca por baixo de uma blusa vermelha. O homem é pardo, tem bigode grisalho e cabelo preto. Veste um paletó azul, uma camisa branca e uma gravata amarela.

• Chame a atenção dos estudantes para a descrição do personagem na tirinha do item b da atividade 1. Ainda em relação a essa atividade e à leitura da tirinha, caso haja estudantes cegos ou com baixa visão, procure se aproximar deles e auxilie na leitura da tirinha e na descrição dela, de modo que consigam realizar a atividade proposta.

c ) Que outro nome foi usado para se referir ao Estatuto da Criança e do Adolescente na tirinha? Como você acha que é formada essa palavra?

Resposta: ECA. É formada com as iniciais de Estatuto da Criança e do Adolescente.

A sigla é um recurso utilizado para reduzir algumas expressões para que haja mais agilidade ao falar e escrever. Observe.

Professor, professora: Apresente outros

exemplos de siglas aos estudantes, como CBF: Confederação Brasileira de Futebol; ONG: organização não governamental; CLT: Consolidação das Leis do Trabalho.

SUS: Sistema Único de Saúde

RG: Registro Geral

VT: vale-transporte

OAB: Ordem dos Advogados do Brasil

CEP: Código de Endereçamento Postal

CNH: Carteira Nacional de Habilitação

A sigla é formada, geralmente, pelas letras iniciais das palavras de uma expressão.

As siglas também têm gênero (masculino e feminino). Em geral, é o mesmo da primeira palavra que compõe a sigla.

• O ECA (o Estatuto da Criança e do Adolescente) deve ser conhecido por todos.

• A PF (a Polícia Federal) começou uma investigação.

• O PF (o prato feito) de arroz e feijão estava ótimo.

Note que é possível que a mesma sigla se refira a diferentes expressões. Nesses casos, você precisará do contexto para saber a qual sentido se refere. É também muito comum encontrarmos em português siglas relacionadas a termos de outras línguas. Leia estes exemplos.

• CD (compact disc – disco compacto)

• HD (hard disc – disco rígido)

• USB (universal serial bus – porta serial universal)

• MC (master of ceremonies – mestre de cerimônias)

Dica: Em alguns casos, a sigla é tão utilizada que muitos nem imaginam a que expressão se refere.

antigos toda quinta-feira; FB (do inglês follow back, siga de “volta”), para que pessoas sigam seu perfil, DM (do inglês direct message, “mensagem direta”), para comunicação reservada em redes sociais, e LOL (do inglês laugh out loud, “rir muito alto”). Pergunte se eles costumam usar algumas siglas em conversas informais com os amigos, quais são e o que significam.

• Peça aos estudantes que anotem algumas regras também aplicadas à escrita de siglas:

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empregam-se apenas letras maiúsculas quando cada letra representa uma palavra, como em ABL (Academia Brasileira de Letras) e Ubes (União Brasileira de Estudantes Secundaristas). Quando as letras não correspondem exatamente a palavras isoladas, emprega-se somente a inicial maiúscula, como em Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas).

• Comente com os estudantes a importância de, como cidadãos de direito, conhecerem o ECA. Pergunte se eles já ouviram sobre esse estatuto e se sabem que tipo de direito e garantias ele traz. Questione ainda se sabem quem garante esses direitos. Incentive-os a, em casa, conversar com responsáveis ou familiares sobre a importância de ter acesso aos direitos fundamentais e pesquisar esse documento em sites oficiais. Compartilhe com eles o link da versão ilustrada do ECA, publicada no site da Câmara dos Deputados. Disponível em: https:// plenarinho.leg.br/wp-con tent/uploads/2018/07/ ECA_2015_150dpi.pdf. Acesso em: 12 ago. 2025. Oriente-os a pedir a um responsável que baixe o arquivo e leia com eles. Solicite que elaborem um esquema elencando as principais informações que chamaram a atenção deles para ser compartilhada em aula posterior, explicando os motivos das escolhas. • As siglas estão presentes em vários momentos do cotidiano. Comente com a turma que algumas palavras que usamos com frequência são, na verdade, siglas, como SUS, CPF, RG, CEP, DNA, USB, LASER e DJ. É interessante também destacar como, em contextos de comunicação virtual, há muitas siglas que surgem, como TBT (do inglês throwback Thursday , “quinta-feira nostálgica”), que se refere à postagem de conteúdos

• Comente com os estudantes que a notícia tem o objetivo de apresentar fatos de forma organizada para transmitir informações. Ao contrário de um texto como a resenha ou a sinopse, mostre aos estudantes que nesse texto não há marcas de subjetividade que revelem a opinião do autor, pois o objetivo é ser imparcial. Posteriormente, oriente a leitura do trecho da notícia, reforçando que destaquem no trecho qual é o principal fato noticiado. Peça-lhes que marquem expressões ou palavras cujo significado possa ser desconhecido para eles, para que possam, primeiro, tentar compreender pelo contexto e somente depois busquem a palavra no dicionário.

• Após a leitura do texto e a realização da atividade 1, peça aos estudantes que comentem o que entendem por “educação ambiental”. Ouça as respostas deles e incentive a participação de todos. Pergunte se eles conhecem outros órgãos ou instituições que ajudam a promover a educação ambiental e tenham práticas educativas voltadas à preservação do ambiente. Esclareça aos estudantes que o bairro Satélite fica na cidade de Teresina, capital do Piauí.

• Na atividade 2, os estudantes devem retomar a leitura do texto e localizar a menção às siglas.

ATIVIDADE EXTRA

• Entregue aos estudantes um quadro com duas colunas: a primeira coluna deve estar vazia para ser preenchida pelos estudantes, e a segunda coluna terá as siglas de todos os estados brasileiros, separadas por linhas. Proponha aos estudantes que preencham o nome dos estados brasileiros correspondente a cada sigla e que deixem em branco os que eles não saibam. Depois,

PARA PENSAR E PRATICAR

1. b) Resposta: Espera-se que os estudantes reflitam e tomem uma postura crítica favorável à iniciativa, pois a educação ambiental na Educação Infantil pode favorecer bons hábitos desde cedo, formar cidadãos conscientes, influenciar as famílias, entre outros aspectos positivos.

1. Leia a notícia a seguir, sobre uma iniciativa de educação ambiental.

Semarh realiza ação de educação ambiental com crianças da Educação Infantil no CMEI ABC

A iniciativa faz parte do plano de educação ambiental da Semarh, que visa sensibilizar, desde cedo, sobre a importância de preservar a natureza.

Na manhã desta sexta-feira (30), a equipe do Centro de Educação Ambiental (CEA) da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) esteve no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) ABC, localizado no bairro Satélite, para realizar uma atividade especial com as crianças da Educação Infantil. A visita foi marcada por muita alegria, aprendizado e brincadeiras que reforçaram a importância do cuidado com o meio ambiente. [...]

SEMARH realiza ação de educação ambiental com crianças da Educação Infantil no CMEI ABC. Governo do Piauí, 30 maio. 2025. Disponível em: https://www.pi.gov.br/semarh-realiza-acao-de -educacao-ambiental-com-criancas-da-educacao-infantil-no-cmei-abc/. Acesso em: 8 set. 2025.

a ) Com que objetivo a ação da Semarh do Piauí foi realizada?

b) Por que essa iniciativa é importante?

Resposta: Para sensibilizar crianças da Educação Infantil sobre a importância de preservar a natureza.

2. Escreva o significado das seguintes siglas do texto.

a ) Semarh:

Resposta: Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

b) CEA:

Resposta: Centro de Educação Ambiental.

c ) CMEI:

Resposta: Centro Municipal de Educação Infantil.

oriente-os a, em casa, pesquisar e completar as informações.

• Proponha aos estudantes que, em casa, pesquisem um mapa e no caderno façam um quadro com as macrorregiões brasileiras (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste) e escrevam o nome dos estados de acordo com as regiões em que se encontram. Depois, pergunte: “Em qual macrorregião há maior quantidade de estados?”; “Você sabia dessas informações?”; “Você conhece outros estados? Quais?”.

• Ainda como tarefa extraclasse, proponha a seguinte atividade para que seja realizada pelos estudantes:

1. Nas últimas linhas do texto, há o endereço da Semar, que fica no Piauí. Qual sigla se refere a esse estado?

Resposta: PI.

2. Pesquise e escreva por extenso a que se referem as seguintes siglas: a) CPF; b) CNPJ; c) S/A.

Respostas: a) Cadastro de Pessoa Física; b) Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica; c) Sociedade Anônima.

HORA DE PRODUZIR

Tutorial para leitura de

fatura

Você aprendeu a ler boletos e faturas. Agora, é a sua vez de auxiliar alguém a ler a fatura de uma conta.

O que vai produzir

Você vai produzir um tutorial para leitura de fatura de consumo.

Planejar

Para o planejamento, siga as orientações.

1. Solicite a um adulto de sua casa uma fatura de água, luz, gás ou outro serviço. Caso seja antiga, você poderá usar o documento original. Se for recente, faça uma fotocópia ou tire uma fotografia e a imprima. Você pode usar a mesma que usou ao estudar esse gênero.

2. Indique para o adulto todas as informações que aprendeu a identificar nesta unidade. Caso haja outras, peça explicação a ele.

3. Para realizar esta atividade, você também vai utilizar:

• canetas hidrográficas;

• régua;

• cola;

• papel sulfite ou cartolina.

4. Se a fatura que você conseguiu for grande, prefira a cartolina. Se for pequena, pode ser o papel sulfite.

Produzir

1. Cole a fatura no centro da folha e espere secar.

2. Enquanto isso, na parte de cima, escreva em letras cursivas:

Tutorial para leitura de fatura

• Ao sugerir a escrita do título do tutorial, chame a atenção dos estudantes para os tipos de letra que já conhecem (de imprensa e cursiva; maiúsculas e minúsculas). Além disso, destaque os momentos adequados de se empregar a letra maiúscula (início de parágrafo, nomes próprios, entre outros).

• Retome a escrita dos diferentes tipos de letra e incentive os estudantes a praticarem a escrita de letra cursiva. Verifique, nesse momento, como está o desempenho deles

ÁGUA Tutorial para leitura de fatura

OBJETIVOS

• Planejar, produzir e revisar um tutorial de leitura de fatura com linguagem adequada, organização textual e recursos de coesão.

• Praticar a escrita cursiva com atenção à ortografia.

BNCC

• O gênero proposto para esta seção possibilita aos estudantes desenvolverem as Competências gerais 4 e 10 e a Competência específica de Língua Portuguesa 3. O planejamento e a produção, bem como a revisão, utilizando conhecimentos linguísticos e gramaticais, possibilitam desenvolver as habilidades EF15LP05, EF15LP06 e EF35LP07. O uso de recursos de referenciação, de coesão pronominal e de vocabulário adequado permite praticar as habilidades EF35LP08 e EF35LP14. Por fim, ao usarem o editor de textos, os estudantes desenvolvem as habilidades EF15LP07 e EF15LP08

quanto à pega de três pontos no lápis e às convenções gráficas, como tipos de letra, direcionamento da escrita, translineação, orientação, alinhamento, entre outros. Se for o caso, faça intervenções para corrigir o que ainda não estiver satisfatório. Continue atentando a isso nas atividades de prática de escrita.

• Incentive os estudantes a realizarem as atividades com atenção, cuidado e organização.

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• Explique que o capricho é uma forma de valorizar o próprio trabalho. Sugira que iniciem os registros utilizando lápis, especialmente ao desenharem setas, círculos ou escreverem, para que possam revisar o que for necessário. Depois, convide-os a finalizar o trabalho com canetinha, conferindo cor e destaque à produção. Essa prática ajuda a desenvolver a autonomia, a atenção aos detalhes e o orgulho pelo que foi construído.

HELOÍSA

• Explique aos estudantes que é essencial revisar o texto e que, ao identificarem necessidades de correções, o tutorial deve ser reescrito. Comente que a reescrita de um texto é uma oportunidade de melhoria na comunicação, possibilitando a entrega de um texto claro, objetivo e sem ambiguidades. Além disso, pode-se também melhorar a coesão e a coerência, aplicando conhecimentos já adquiridos por eles.

• Oriente os estudantes para que no texto as ideias estejam bem organizadas e as frases e os parágrafos tenham relações claras entre si.

• Procure evidenciar os aspectos positivos de cada produção, ao mesmo tempo que aponta, de forma construtiva, aspectos a serem aprimorados.

• Na etapa de Avaliação, incentive os estudantes a refletirem sobre os trabalhos da atividade, identificarem o que funcionou bem e quais pontos poderiam ser ajustados em experiências futuras. Esse momento de autorreflexão fortalece a autonomia.

• Esta proposta integra leitura crítica e produção textual, à medida que as habilidades desenvolvidas na seção Roda de leitura darão origem a um tutorial de leitura que poderá ajudar familiares e outras pessoas da convivência dos estudantes.

3. Depois que a cola secar, utilize cores diferentes de caneta hidrográfica para identificar na fatura as partes mais importantes, como no modelo a seguir.

ÁGUA

Nome do pagador

Quanto foi consumido

Quando foi feita a leitura

4. Utilize uma cor diferente para cada dado, se possível. Você deverá identificar:

• nome do pagador;

• prestadora do serviço;

• quanto foi consumido;

• quando foi feita a leitura;

• vencimento;

• histórico de consumo;

• total a pagar.

5. Ao final, revise o tutorial para ver se não há erro ou se precisa de algum ajuste para melhorar algo. Reescreva o que for necessário.

Compartilhar

Agora, é hora de compartilhar seu tutorial com os familiares e colegas. Entregue o original para a leitura física a quem desejar ou tire uma fotografia do tutorial e compartilhe-a por e-mail, mensagem ou redes sociais. É importante verificar se a fotografia ficou boa e se é possível ler tudo o que está escrito.

Avaliar

A turma deve, então, avaliar o trabalho.

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

1. Todos participaram da atividade?

2. Foi legal escrever o tutorial? Por quê?

3. De que parte da atividade você mais gostou?

4. Que dicas poderia dar a outras turmas que queiram fazer a mesma atividade?

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

Chegou o momento de avaliar os conteúdos estudados nesta unidade e a sua participação nas atividades.

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

Ficha de autoavaliação 1

Conteúdos estudados na unidade SIM NÃO

Entendi as características de textos instrucionais?

Entendi o que é o modo imperativo dos verbos?

Entendi as características de boletos e faturas?

Aprendi a escrita de palavras terminadas em -agem, -oso, -eza, -isar, -izar?

Ficha de autoavaliação 2

Participação nas atividades da unidade SIM NÃO

Colaborei com os colegas nas atividades orais em sala?

Participei das atividades em sala de aula?

Fiz as atividades de casa?

SAIBA MAIS

Construir brincando

No Museu da Imaginação, você encontra diferentes exposições para brincar e construir com muita criatividade e trabalho em equipe. Poderá ser engenheiro e arquiteto de muitos projetos, ou então dar a volta ao mundo em uma jornada no tempo com blocos de montar.

Verifique se na cidade ou na região em que você vive há um espaço como esse, destinado a criar brinquedos com muita diversão e aprendizagem. Caso exista, confira a possibilidade de ir até lá com seus colegas e familiares para participarem dessa nova aventura.

MUSEU da Imaginação. Rua Virgilio Wey, 100. Cidade de São Paulo. Contato: contato@museudaimaginacao.com.br.

OBJETIVO

• Avaliar os conteúdos estudados na unidade e a participação nas atividades.

• Os questionamentos propostos têm a finalidade de propiciar um momento para que os estudantes façam uma autoavaliação do aprendizado ao longo da unidade. É importante lembrar do papel que esse tipo de avaliação pode ter na gestão do aprendizado para que cada estudante possa pensar em suas estratégias pessoais de estudo e exercite a responsabilidade pelo próprio aprendizado, aprimorando, assim, a autonomia nos estudos.

Divertido a seu gosto!

Você gosta de criar coisas, de montar brinquedos ou de confeccionar novos objetos? Esse livro propõe que você elabore diferentes objetos ou que crie alguns animais usando apenas papel, sua criatividade e uma arte chinesa milenar, aperfeiçoada e muito difundida no Japão: o origami

PRESS, Lake. Origami: livro de atividades. Cotia: VR Editora, 2024.

13/10/2025 13:03:41

OBJETIVOS

• Reconhecer e valorizar atitudes de cuidado, respeito e afeto no convívio social.

• Reconhecer seu potencial como agente de empatia, gentileza e solidariedade.

BNCC

• A proposta da atividade trabalha diretamente com os vínculos afetivos, dessa forma, há um alinhamento com o tema contemporâneo transversal Vida familiar e social.

• Ao compreenderem o valor do cuidado no convívio social e ao aplicarem esse conhecimento em ações concretas, os estudantes desenvolvem a Competência geral 1

• A Competência geral 6 é contemplada quando os estudantes desenvolvem atitudes de respeito, solidariedade e empatia nas relações escolares, aprendendo com essas ações a também atuarem na comunidade.

• Ao refletirem sobre o impacto dos sentimentos e ao entenderem e reconhecerem que com gestos e ações de carinho as pessoas são afetadas positivamente e isso impacta na saúde emocional, os estudantes desenvolvem a Competência geral 8

• A Competência geral 9 é contemplada quando os estudantes interagem com os colegas de forma respeitosa e colaborativa, buscando o bem comum.

COLETIVAMENTE

Campanha de aquecer o coração!

Conhecendo o problema 1

No dia a dia, muitas pessoas passam por momentos difíceis ou se sentem tristes, sozinhas, desanimadas.

Observe as imagens a seguir e converse com os colegas sobre o que vocês identificam.

Às vezes, um simples gesto pode fazer muita diferença no dia de uma pessoa: um abraço, uma palavra de carinho ou um bilhete com mensagem positiva podem transformar o dia de alguém.

1. CONHECENDO O PROBLEMA

• Oriente os estudantes a fazerem a leitura silenciosa do texto, observando as imagens e identificando do que elas tratam e as ideias que querem transmitir.

• Incentive-os a compartilhar experiências semelhantes e reconhecer o valor dos gestos identificados nas imagens.

• Caso haja estudantes com deficiência visual, apresente as imagens ampliadas e faça uma leitura guiada.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

Ao utilizar o desenho, a escrita sensível e a criação visual dos bilhetes como meio de comunicação, a proposta contempla o desenvolvimento do repertório artístico e da linguagem visual, conforme previsto no componente curricular de Arte.

A atividade também se articula com o componente curricular de Matemática, ao propor que os estudantes façam cálculos simples para organizar a campanha: quantificar o número de bilhetes necessários, repartir as produções entre os colegas, calcular sobras e distribuir proporcionalmente os materiais.

Avô recebendo abraço de neta.
Professora sendo abraçada por estudantes Pai e filho conversando.
Avó recebendo bilhete de neta.

Organizando as ideias 2

a ) Você já viu alguém triste e ajudou essa pessoa com palavras ou com um carinho? Como foi?

Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

b) Como você fica quando recebe um abraço ou um bilhete com palavras de carinho de alguém?

Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

c ) Por que atitudes amigáveis como um abraço, um bilhete ou palavras de carinho podem ajudar as pessoas? Comente com os colegas e o professor.

3

Sugestão de resposta: Porque essas atitudes mostram que nos importamos com os outros. Um abraço, um bilhete ou palavras carinhosas fazem a pessoa se sentir amada, feliz e menos sozinha.

Buscando soluções

Quando estamos tristes e recebemos um abraço ou palavras amigáveis, podemos nos sentir melhor e mais animados. Isso mostra que o carinho e o cuidado também são um direito: o de ser tratado com respeito e dignidade, e um dever: o de tratar os outros com gentileza.

Que tal dar alegria, carinho e motivação para pessoas que todos os dias, sentindo-se bem ou não, estão na escola preparando tudo para vocês estudarem? É possível fazer isso usando palavras, abraços e desenhos!

a ) Em grupos, calculem quantas pessoas trabalham na escola, incluindo professores, zeladores, diretores, monitores e outros funcionários. É preciso atenção para que ninguém fique de fora.

b) Em seguida, cada um de vocês criará bilhetes, com base na quantidade calculada, contendo frases de carinho, motivação e apoio ou com um desenho ou emoji que tenha como significado algo carinhoso.

c ) Quando tudo estiver pronto, usem uma cesta ou uma caixa decorada para colocar os bilhetes.

d) Caminhem pela escola encontrando todos aqueles que cuidam de vocês e deem a eles um bilhete, um abraço ou digam palavras de carinho.

Quando cuidamos das pessoas que estão ao nosso redor, estamos mostrando carinho, respeito, gratidão e atenção. Com gestos simples, podemos deixar o dia de alguém mais feliz e especial.

cortarem as folhas grandes em folhas menores, para que rendam a quantidade de bilhetes prevista.

• Escolha três estudantes para ajudar na confecção de uma caixa enfeitada onde serão colocados os bilhetes. Caso não seja possível criar a caixa, use uma cesta com um laço de enfeite.

• Organize com a turma a entrega dos bilhetes. Diga aos estudantes que, além dos bilhetes, eles podem dizer palavras de incentivo ou de agradecimento.

• Depois da atividade, promova um momento para a troca de percepções que tiveram.

2. ORGANIZANDO AS IDEIAS

• Converse com os estudantes sobre os questionamentos, trabalhando a compreensão dos seus sentimentos. Deixe que pensem e conversem sobre as questões antes de trazer as informações para ajudá-los.

• No item a, promova um momento para os estudantes apresentarem suas experiências e enriqueça o momento com questionamentos.

• No item b, espera-se que as respostas expressem sentimentos de acolhimento, alegria, conforto ou segurança. Muitas crianças reconhecem que gestos afetivos fazem com que se sintam importantes, lembradas e valorizadas.

3. BUSCANDO SOLUÇÕES

• Divida a turma em grupos para todos ficarem com uma frente de trabalho.

• Oriente um grupo a quantificar o número de funcionários da escola para quantificar os bilhetes. Verifique se não há pessoas que estão de licença, atestado, férias etc., para que todos recebam um bilhete, assegurando a inclusão e o cuidado com todos.

• Oriente outro grupo a distribuir proporcionalmente os materiais para a produção dos bilhetes, como: folhas brancas, canetinha, lápis de cor, tinta guache, papéis para recorte, tesoura com pontas arredondadas, cola escolar.

• Oriente os estudantes a

13/10/2025 13:05:36

VINÍCIUS COSTA/ARQUIVO

OBJETIVOS

• Analisar uma imagem e refletir sobre o que ela mostra e sugere.

• Praticar a oralidade por meio da escuta atenta, de perguntas e da troca de ideias em grupo.

• Analisar as mídias, os textos jornalísticos e sua forma de circulação no cotidiano.

BNCC

• Nas páginas de abertura, os estudantes mobilizarão habilidades relacionadas à oralidade, como a expressão clara, a escuta atenta, o respeito aos turnos de fala e a compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13). Além disso, desenvolverão diferentes competências, como o uso de diferentes linguagens para se expressarem e partilharem informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4) e o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação (Competência geral 9). A observação de uma fotografia de uma redação de jornal na era digital possibilita aos estudantes entenderem as relações próprias do mundo do trabalho (Competência geral 6), bem como promover os temas contemporâneos transversais Trabalho e Ciência e tecnologia.

UNIDADE5

CONTEÚDOS DESTA UNIDADE

• notícia;

• adjetivo;

• notícia escrita;

• notícia televisiva;

• ponto-final, vírgula e ponto e vírgula;

• homônimos;

• entrevista;

• entrevista em podcast

O QUE O DIA NOS CONTA?

• Se possível, durante as atividades, tenha sempre à disposição uma ferramenta digital (computador, smartphone ou tablet) com acesso à internet que possibilite uma integração ao ensino. Ao surgir alguma dúvida sobre o ambiente de trabalho jornalístico, as funções e os termos utilizados, faça uma pesquisa para obter informações que visem saná-la. Caso surja a necessidade de consultar exemplos de como notícias são lidas ou faladas em diversas mídias ou como jornalistas interagem em diferentes formatos, faça uma busca para ampliar o repertório dos estudantes.

Redação de um jornal na era digital.

Observe a imagem e converse com os colegas sobre as questões a seguir.

Os jornalistas produzem diferentes gêneros textuais para diversas mídias (impressa, digital, televisiva etc.). Quais você conhece? 1. 2. 3. Respostas e comentários nas orientações ao professor

Na fotografia, aparece a redação de um jornal em um dia típico de trabalho. O que pode significar redação, nesse caso?

A fotografia mostra várias pessoas trabalhando em computadores. Por que esses dispositivos podem ser importantes no trabalho de um jornalista?

nal impresso, digital, rádio e TV), configurando uma redação multimídia. Aponte elementos visuais que ajudem nessa compreensão: o uso dos computadores, o formato circular do espaço (favorecendo o trabalho em equipe) e as televisões (permitindo acompanhar o mundo em tempo real).

Respostas

149

13/10/2025 13:08:36

1. Espera-se que os estudantes reconheçam que se trata da sala onde os jornalistas trabalham.

2. Porque são um meio de os jornalistas obterem informações.

3. Os estudantes poderão citar: notícia, artigo de opinião, editorial, artigo de divulgação científica, reportagem, crônica, resenha crítica, classificados etc.

• As questões propostas nesta seção possibilitam reflexões e trocas de ideias. Oriente os estudantes a se expressarem com clareza, a fazerem suas colocações e a ouvirem as dos colegas com atenção, sempre respeitando os turnos de fala.

• Os momentos de interação, como discussões, debates, trocas de ideias, produções orais e escritas coletivas, proporcionam o desenvolvimento de competências socioemocionais relacionadas ao convívio respeitoso e harmonioso. Caso haja problemas de indisciplina ou de relacionamento nessas atividades, viabilize momentos para reflexões sobre a importância do respeito entre colegas de turma, levando-os a considerar a empatia, a paciência e a confiança como elementos necessários para a boa convivência. Ao final de cada atividade, reflita com a turma sobre os aspectos que julgar necessários.

• Para realizar a atividade 1, utilize a imagem e sua legenda para apresentar a redação de jornal. Proponha uma observação da fotografia, questionando: “O que mais chama a atenção?”; “Já viram um lugar assim?”; “Que tipo de trabalho é feito ali?”; “O que redação significa, nesse contexto?”. Explique que a redação é um ambiente coletivo e dinâmico, onde jornalistas pesquisam, escrevem, editam e organizam informações com agilidade, muitas vezes para diferentes mídias ao mesmo tempo (jor-

OBJETIVOS

• Reconhecer a função social e a importância da notícia no cotidiano.

• Identificar a estrutura e as características principais da notícia, incluindo lide e elementos visuais.

• Desenvolver estratégias de leitura para construir sentido e ampliar o vocabulário.

BNCC

• Os estudantes serão levados a levantar hipóteses sobre a notícia a ser lida com base no conhecimento prévio deles e nas pistas oferecidas pelo próprio material. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02 , bem como as habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13).

ANTES DE LER

• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a apresentarem suas ideias e a escutarem as dos colegas, respeitando os turnos de fala. Para garantir a participação e o protagonismo dos estudantes que necessitarem de mais apoio, reformule perguntas ou sugira pistas.

• Na atividade 1, incentive os estudantes a pensarem sobre como o acesso à informação pode influenciar decisões e atitudes na vida cotidiana concreta. Aproveite a imagem para ampliar a conversa sobre os meios de comunicação.

• Ao propor a atividade 2, leve-os a pensar em fatos do dia a dia e retome a questão depois da leitura para revisar as hipóteses. Espera-se que a maioria dos estudantes atribua valor 1 a “Notícias de sua cidade”. Se isso acontecer, incentive o debate para

O QUE ACONTECEU? SAIU NO JORNAL

RODA DE LEITURA: NOTÍCIA

Nesta unidade, vamos entrar no mundo do jornal. E começaremos por um gênero muito importante: a notícia. Como ela se organiza? Qual é a diferença entre ler uma notícia e gravá-la em áudio ou em vídeo? É o que vamos descobrir agora.

Publicada nos mais diversos meios de comunicação, a notícia faz parte do nosso cotidiano e é um dos principais textos que compõe o jornalismo. Ela relata um fato do dia a dia considerado relevante.

1. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem a importância da

ANTES DE LER

Responda às questões a seguir oralmente.

1. Muitos fatos acontecem todos os dias no mundo.

informação para ter conhecimento, cuidar da saúde (tomar vacinas, por exemplo) e saber de fatos que podem afetar a vida deles e da família (novas leis sobre educação e salário mínimo, por exemplo).

a ) Em sua opinião, é importante saber o que acontece no mundo? Por quê?

b) De que modo é possível saber dos fatos mais importantes do mundo? Onde é possível encontrar informações sobre eles?

As notícias são transmitidas às pessoas por diversos meios de comunicação.

Resposta e comentários nas orientações ao professor.

2. Qual você considera mais importante: uma notícia sobre algo do mundo, da região ou da cidade em que vive ou da escola em que estuda? Comente e compare sua resposta com a dos colegas.

Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

3. Que tipo de informação você acha que uma notícia deve apresentar ao público?

Resposta pessoal. A resposta vai depender da formação, do perfil e das opiniões dos estudantes.

4. Você vai ler uma notícia sobre um robô-tartaruga. O que você acha que será apresentado? Qual é o assunto dela?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes levantem hipóteses sobre o tema da notícia referindo-se, para isso, ao robô-tartaruga.

Você vai ler silenciosamente uma notícia sobre um robô muito diferente, que ajuda a cuidar dos ambientes aquáticos. Conheça essa invenção e depois discuta o texto com o professor e os colegas!

que possam perceber que, em certos momentos, uma notícia do mundo é mais relevante do que uma da própria cidade. Cite como exemplo as primeiras notícias sobre a difusão rápida da pandemia de COVID-19, que viria a afetar a população mundial.

• Na atividade 3, forme duplas para dialogarem antes de compartilhar com a turma. Incentive o debate sobre como a importância da notícia varia conforme o contexto, usando exemplos reais de notícias internacionais que impactam a vida local.

Resposta 1. b) Espera-se que os estudantes se refiram a TV, revistas, jornais impressos e digitais, blogs, canais de vídeos (vlogs) e redes sociais que repercutem as notícias mais importantes e possibilitam a avaliação dos fatos.

BNCC

Robô-tartaruga ajuda a monitorar ecossistemas aquáticos

O robô-tartaruga é capaz de se locomover dentro d’água e em ambientes terrestres.

Pesquisadores das universidades de Yale, Alabama e West Chester, nos Estados Unidos, produziram um robô em formato de tartaruga que consegue se locomover tanto embaixo d’água como na terra. Ele tem pernas robóticas que se transformam em nadadeiras antes de entrar na água. A novidade foi anunciada em um artigo da revista científica Nature, em 12 de outubro.

O projeto recebeu o nome de ART (sigla para Amphibious Robotic Turtle, ou “tartaruga robótica anfíbio”, em português) e foi desenvolvido para, entre outros objetivos, ajudar a monitorar os ecossistemas aquáticos, coletando informações sobre espécies que vivem ali. Além disso, o ART pode servir como apoio a mergulhadores e auxiliar pesquisadores a estudar locais de acesso difícil (como lugares em que ondas fortes impedem a navegação).

[...]

ROBÔ-tartaruga ajuda a monitorar ecossistemas aquáticos. Joca, ed. 196, out./nov. 2022. p. 9.

Monitorar: o mesmo que observar, controlar, vigiar, acompanhar.

Ecossistema: nome dado a um conjunto de seres que habitam determinado ambiente e se relacionam de certa maneira entre si e com o lugar onde vivem.

• Enfatize como a notícia é importante para garantir o acesso à informação, fortalecendo a cidadania. Comente que, por ser um gênero textual jornalístico, esse texto tem como principal função informar o leitor sobre um fato atual e relevante. Nesse caso, o fato é a criação de um robô em forma de tartaruga que ajuda a monitorar ecossistemas aquáticos.

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• A leitura da notícia, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento das habilidades EF35LP01 e EF35LP16, bem como da Competência específica de Língua Portuguesa 3.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

• Antes da leitura, proponha uma breve conversa com os estudantes para mobilizar conhecimentos e despertar o interesse pelo texto. Dialogue sobre a função social do gênero e convide a turma a observar o título e a imagem, incentivando a formulação de hipóteses; isso ajuda a estabelecer propósitos claros para a leitura.

• Após a leitura silenciosa, conduza uma leitura coletiva, estratégia que apoia especialmente os estudantes com menor fluência, promovendo confiança e engajamento. Enquanto lê em voz alta com a turma, modele o comportamento leitor, com entonação e ritmo. Faça pausas a cada parte da notícia: título, lide, corpo e legenda, para verificar a compreensão com perguntas simples, retomando as hipóteses e conectando-as ao texto. Esse percurso favorece a construção de sentido e valoriza a leitura como processo ativo.

BNCC

• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social da notícia, reconhecendo para que foi produzida, onde poderia circular, quem a produziu e a quem se destina. Eles ainda desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03 , EF35LP04 , EF35LP05 e EF04LP14 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas pelo contexto, bem como os fatos, os participantes, o local e o momento. Ao relacionar o assunto da notícia com a fotografia do robô que a acompanha, eles desenvolvem, ainda, a habilidade EF15LP18.

• Ao conduzir as atividades, estimule a leitura crítica, a troca de ideias e a relação entre o texto e as questões reais, como a preservação da vida marinha. Assim, a leitura contribui para a participação social e o exercício do pensamento crítico e da cidadania.

• Nas atividades 2 e 3, oriente os estudantes a perceberem que a notícia pode interessar a diferentes públicos e que avaliar a atualidade de uma notícia ajuda a tomar decisões mais informadas e a reconhecer se o conteúdo ainda tem impacto na vida cotidiana, o que é essencial para o exercício da cidadania. Na atividade 3, comente a importância de observar e avaliar a fonte do texto para verificar a qualidade da informação, considerando se o veículo de publicação tem ampla circulação, se é conhecido etc.

• A atividade 4 aborda um aspecto central no estudo do gênero: é essencial que os estudantes compreendam que o primeiro parágrafo

3. b) Resposta: Porque essa informação situa o leitor com relação aos fatos, se são antigos ou novos; dessa forma, poderá saber o quanto a notícia ainda tem relevância para ele.

Papo de leitor

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes demonstrem

autonomia na busca de palavras no dicionário e elucidem as dúvidas referentes a elas.

1. Verifique se há palavras no texto que você desconhece e as sublinhe. Depois, procure o significado delas no dicionário e anote no caderno sua descoberta.

2. Que leitor poderia se interessar por essa notícia?

Resposta esperada: Crianças e adultos que tenham interesse pela vida marinha.

3. Leia a fonte do texto.

a ) Onde e quando a notícia foi publicada? Ela era impressa ou on-line?

Resposta: No jornal Joca, edição 196, versão impressa, de outubro a novembro de 2022.

b) Por que é importante saber quando a notícia foi publicada? Comente.

4. Toda notícia traz, logo no início do texto, as informações mais importantes para o leitor. Complete os itens a seguir com as informações dadas no texto.

a ) Quem?

Resposta: Pesquisadores das universidades de Yale, Alabama e West Chester.

b) O quê?

Resposta: Produziram um robô em formato de tartaruga que consegue se locomover tanto embaixo da água como na terra.

c ) Quando?

Resposta: A invenção foi divulgada em 12 de outubro de 2022.

d) Onde?

Resposta: A invenção foi feita nos Estados Unidos e a sua divulgação ocorreu na revista Nature

e ) Como?

Resposta: Por meio de pesquisas, e a divulgação se deu mediante publicação em uma revista científica.

f ) Por quê? As notícias trazem as informações básicas no início do texto, que respondem a questões como quem, o quê, quando, onde, como e por quê. Essa parte da notícia é chamada de lide

Resposta: Para ajudar a monitorar os ecossistemas aquáticos.

da notícia, o lide, apresenta as informações principais: o que, quem, onde, quando e por quê. Essa estrutura, típica do gênero, possibilita ao leitor saber o que esperar do texto e ler com um propósito, como fazem aqueles que leem o início da notícia para decidir se ela lhes interessa. Compreender esse aspecto favorece o reconhecimento da função informativa da notícia e o desenvolvimento de estratégias de leitura mais autônomas.

• Ao explorar com os estudantes o boxe com o conceito de lide, explique-lhes que essa palavra foi emprestada e aportuguesada do inglês lead, que significa “primeiro período ou parágrafo de uma notícia, apresentando seus pontos mais importantes”, conforme a definição do Oxford Learner’s Dictionaries: LEAD (noun). Oxford Learner’s Dictionaries. Disponível em: https:// www.oxfordlearnersdictionaries.com/definition/ english/lead1_2. Acesso em: 9 set. 2025.

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5. Toda notícia tem um título que deve ser atraente.

a ) Que fato o título destaca?

Resposta: A atuação do robô-tartaruga no monitoramento de ecossistemas aquáticos.

b) Em sua opinião, o título da notícia é atraente? Por quê?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes tenham opinião própria sobre o que é um título atraente e que a justificativa apresente uma argumentação razoavelmente articulada.

6. Que papel tem o texto escrito logo abaixo do título?

Repetir o título.

Resposta: Resumir a notícia.

Resumir a notícia.

7. Releia o início da notícia. Yale, Alabama e West Chester são universidades dos Estados Unidos que estão entre as melhores do mundo. Ao noticiar uma pesquisa dessas instituições, qual foi a intenção do jornal que publicou a notícia?

Pesquisadores das universidades de Yale, Alabama e West Chester, nos Estados Unidos, [...] produziram um robô em formato de tartaruga.

Mostrar que o jornal considera que o leitor só se interessa pelo que é produzido nos Estados Unidos.

Mostrar ao leitor que só as universidades estadunidenses são confiáveis.

Mostrar ao leitor que esse é um jornal sério e confiável, pois se baseia em pesquisas de universidades renomadas.

Resposta: Mostrar ao leitor que esse é um jornal sério e confiável, pois se baseia em pesquisas de universidades renomadas.

8. Segundo a notícia, o robô-tartaruga foi inventado para ajudar a monitorar a vida aquática. Por que seria necessário fazer esse monitoramento? Imagine que razões teriam levado a essa necessidade.

Resposta: Espera-se que os estudantes entendam que, se há necessidade de monitorar, é porque algo ameaça esse ambiente, ou seja, ele corre perigo por algum motivo.

• Na atividade 5, certifique-se de que os estudantes identificam o título sem dificuldades. O título é “Robô-tartaruga ajuda a monitorar ecossistemas aquáticos”.

• As atividades 7 e 8 mobilizam a inferência de informações implícitas. A atividade 7 convida os estudantes à formulação de hipóteses sobre a razão da menção às universidades estadunidenses, e a 8 convida-os a recuperar seus conhecimentos prévios sobre as condições ecológicas dos ambientes aquáticos.

• Finalize atividade 7 reforçando a importância de reconhecer como certos elementos do texto podem influenciar a confiança do leitor na notícia. Essa atividade é importante porque possibilita aos estudantes perceberem que, ao citarem instituições acadêmicas, o texto busca apoiar-se em fontes reconhecidas para transmitir confiabilidade ao leitor. Ao analisar esse recurso, os estudantes desenvolvem uma leitura mais atenta aos efeitos de sentido que a seleção de informações pode produzir. Essa prática reforça a leitura como ação social e contribui para a formação de leitores mais críticos e conscientes sobre como as informações circulam e influenciam as pessoas.

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• Na atividade 8, se julgar oportuno, solicite aos estudantes que pesquisem em sites de busca o que ameaça os ecossistemas aquáticos, como plásticos, aquecimento global e pesca predatória. Alternativamente, pergunte se já ouviram falar desses problemas e o que sabem disso.

• A atividade 9 apresenta, por meio de um texto, as razões concretas para a conservação dos oceanos e a atividade 10 leva os estudantes a articularem a relação entre essas razões e a notícia lida. Após esse percurso, os estudantes têm todas as condições de perceber que as notícias têm relação com um contexto que torna relevantes os fatos noticiados, conforme explicita o boxe com o conceito que se segue à atividade 10. Esse encadeamento das duas questões ajuda os estudantes a perceberem a diferença prática entre fato (algo que aconteceu) e notícia (fato importante a ser divulgado), desenvolvendo, assim, a leitura crítica. Conduza as atividades estimulando o raciocínio lógico, incentivando a relação entre informações para formular hipóteses e fundamentar respostas. Promova a reflexão sobre a importância do fato noticiado, ajudando-os a reconhecer a conexão entre a conservação dos oceanos e o papel da tecnologia no monitoramento ambiental. Oriente-os a entender que a relevância do fato justifica sua divulgação como notícia, ampliando a percepção crítica sobre temas atuais e seu impacto social.

• Para desenvolver o item b da atividade 9, peça aos estudantes que façam uma leitura silenciosa do trecho. Chame a atenção de todos para o fato (“Os oceanos são essenciais para nossa vida”) e os argumentos que constituem a defesa dele. Compare esse exemplo com uma frase opinativa, como “Aquela praia não é bonita.”, e aponte a diferença entre um fato e uma opinião.

• A atividade 9 é um bom momento para trabalhar a argumentação, habilidade fundamental no desenvolvimento do pensamento crítico dos estudantes. Au-

9. Para os seres humanos, por que é importante conservar os oceanos? Verifique o que o trecho a seguir argumenta.

Por que os oceanos são tão

importantes?

Não importa onde vivemos, os oceanos são essenciais para nossa vida. Eles fornecem 50% do oxigênio que respiramos e abrigam peixes e outras espécies que fornecem alimento e renda para mais de três bilhões de pessoas. Seus recifes de corais e de ostras, além de florestas de algas, abrigam a vida marinha e protegem nossas costas reduzindo a energia das ondas e das marés de tempestade.

[...]

POR QUE os oceanos são tão importantes? The Nature Conservancy Disponível em: https://www.tnc.org.br/o-que-fazemos/nossas -prioridades/proteger-terras-e-aguas/protegendo-nossos-oceanos/.

Acesso em: 9 maio 2025.

a ) Que ideia é defendida no texto?

Resposta: A ideia de que os oceanos são essenciais à vida humana.

b) Quais são os três fatos apresentados para justificar essa ideia?

Resposta: Os fatos apresentados são: 1. Os oceanos fornecem 50% do oxigênio que respiramos. 2. Os oceanos abrigam espécies que fornecem alimento e renda para mais de três bilhões de pessoas. 3. Recifes de corais, ostras e algas e florestas de algas reduzem a força das ondas e das marés de tempestades.

10. Considerando as informações dadas no trecho da atividade anterior. Por que a invenção de um robô-tartaruga merece ser noticiada?

Resposta: Porque pode ser importante para a preservação da vida, já que vai ajudar a cuidar de um ecossistema tão importante para todos.

Toda notícia tem relação com um contexto, ou seja, com outros acontecimentos que ocorrem em certo momento e que são importantes para a vida das pessoas ou para os leitores.

xilie-os caso tenham dificuldade com o vocabulário. Chame a atenção para o fato de que a ideia do texto (ou posição, ou tese) é enunciada no primeiro período, e os seguintes apresentam fatos que funcionam como argumentos para defendê-la. No item b, caso haja necessidade de adaptação, é possível direcionar o olhar dos estudantes para identificar os fatos que justificam a ideia defendida, propondo uma leitura do trecho individualmente e utilizando a estratégia do grifo, orientando-os para que grifem cada fato de uma cor diferente.

• Ao explorar a atividade 10, incentive os estudantes a refletirem sobre a função social das notícias. Pergunte por que algumas invenções, como o robô-tartaruga, merecem destaque na mídia e leve-os a pensar sobre a importância da relação entre tecnologia e preservação ambiental. Retome a definição já trabalhada de notícia como um fato considerado relevante o suficiente para ser divulgado, destacando que nem todo fato se torna notícia.

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11. Observe as fotografias que acompanham a notícia.

a ) Que tipo de informação as fotografias trazem? Assinale as corretas.

Uma ideia de como é a invenção.

Resposta: Uma ideia de como é a invenção; Uma ideia de como é o lugar onde a invenção vai funcionar.

Uma ideia de como é o lugar onde a invenção vai funcionar.

A imagem de quem fez a invenção funcionar.

b) Elas deixam a notícia mais atraente ou não faz diferença para você?

Resposta: Espera-se que os estudantes reconheçam que as fotografias valorizam a notícia, pois ajudam a chamar a atenção do leitor para o texto.

c ) Quais informações são apresentadas na legenda dessas fotografias?

Resposta: A legenda das fotografias informa as ações que o robô-tartaruga é capaz de desenvolver, ou seja, locomover-se dentro da água e em ambiente terrestre.

d) As informações dadas na legenda já estão na notícia ou acrescentam informações novas para o leitor?

Resposta: As informações dadas na legenda já estão na notícia. Leve os estudantes a perceberem que essas informações são retomadas na legenda a fim de dar destaque a elas.

As fotografias que acompanham uma notícia dão uma ideia visual dos fatos e lugares noticiados, além de valorizar determinada informação. Elas são acompanhadas de uma legenda, que chama a atenção do leitor para algum detalhe da imagem ou acrescenta uma informação ao texto.

• Para o item c, leia com a turma a legenda (“O robô-tartaruga é capaz de se locomover dentro d’água e em ambientes terrestres.”) e pergunte: “Essa legenda nos ajuda a entender melhor a imagem? O que ela destaca?”. Incentive os estudantes a retomarem o que foi lido na notícia para identificar a relação entre as informações.

• No item d, oriente os estudantes a observarem que, no campo jornalístico, a legenda tem a

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função de contextualizar a imagem. Ela pode complementar o texto, apresentando novas informações, ou reforçar um aspecto já mencionado. Proponha uma breve comparação entre a legenda e o conteúdo do texto. Ajude os estudantes a perceberem que a legenda retoma informações já citadas, mas com a intenção de destacá-las visualmente.

• Na atividade 11, para conduzir a leitura da fotografia que acompanha a notícia, convide os estudantes a observarem os dois momentos retratados: o robô submerso na água e posicionado em solo firme. Pergunte o que eles percebem em cada imagem e incentive que descrevam com as próprias palavras o que percebem. Chame a atenção para os detalhes que revelam a função anfíbia do robô, como o formato das nadadeiras/ pernas e as adaptações que permitem o deslocamento em diferentes ambientes. Explore com a turma como a imagem complementa o texto da notícia e contribui para a compreensão do funcionamento e da utilidade do robô, destacando sua capacidade de se adaptar aos ambientes terrestre e aquático. Motive os estudantes a relacionarem o que observam na imagem com a função de monitoramento ambiental mencionada na notícia.

• Ao trabalhar o item a , oriente os estudantes a observarem a fotografia e descreverem o que notam. Conduza a conversa de forma que percebam que uma imagem pode retratar mais de um tipo de informação.

• No item b, promova uma discussão sobre a função das imagens na apresentação de uma notícia. Questione os estudantes: “Se essa fotografia não estivesse aqui, o que mudaria na leitura da notícia?”.

• Antes de trabalhar o item a da atividade 12, incentive os estudantes a observarem as palavras destacadas e a formularem, oralmente, hipóteses sobre a relação entre elas. Durante a conversa, anote no quadro os exemplos trazidos por eles e proponha comparações com outras palavras do cotidiano, ampliando o repertório lexical da turma. Aproxime as descobertas feitas e apresente o conceito de “família de palavras”, construindo-o coletivamente com base nas contribuições dos estudantes. Em seguida, organize-os em duplas produtivas para a realização das atividades.

• Para a realização do item b, oriente o uso do dicionário impresso ou digital, incentivando a pesquisa de outras palavras relacionadas à água. Se necessário, ressalte que as palavras dessa família serão todas derivadas do radical água ou da raiz aqu-.

• Na atividade 13, oriente os estudantes a realizarem as atividades em duplas, incentivando que conversem sobre suas respostas e comparem suas interpretações. Durante a realização, caminhe pela sala de aula observando como as duplas localizam as informações no texto e reformulam as frases, oferecendo apoio quando necessário. Faça perguntas que os ajudem a perceber o uso da impessoalidade no texto. Por exemplo: “Por que o texto diz ‘foi anunciado’ em vez de indicar diretamente quem anunciou?”; “Como isso ajuda o texto a parecer mais sério e objetivo?”. Incentive os estudantes a compararem o texto da notícia com a frase que eles reescreveram, destacando que uma notícia deve manter a neutralidade.

12. Releia dois trechos da notícia.

[...] um robô em formato de tartaruga que consegue se locomover tanto embaixo d’água como na terra [...].

[...] desenvolvido para [...] ajudar a monitorar os ecossistemas aquáticos [...].

a ) Qual das palavras em destaque dá origem a outra palavra em destaque?

Resposta: Água, que dá origem a aquáticos.

As palavras que têm a mesma origem formam uma família de palavras. Por exemplo: folha, folhagem, folhado, desfolhar; ou terra, terráqueo, território.

b) Escreva mais duas palavras da mesma família de água

Possíveis respostas: Aguado, aguaceiro, aguadeiro, desaguar, aquífero.

c ) Que palavras poderiam fazer parte da família da palavra nadadeiras?

13. Observe nestas frases as expressões destacadas.

A novidade foi anunciada em um artigo da revista científica Nature [...].

O projeto recebeu o nome de ART (sigla para Amphibious Robotic Turtle, ou “tartaruga robótica anfíbio”, em português) e foi desenvolvido para, entre outros objetivos, ajudar a monitorar os ecossistemas aquáticos, coletando informações sobre espécies que vivem ali.

a ) Quem anunciou a novidade? E quem desenvolveu o projeto?

Resposta: A revista científica Nature anunciou a novidade; e o projeto foi desenvolvido pelos pesquisadores das universidades de Yale, Alabama e West Chester.

12. c) Possíveis respostas: Nadar, natação, nadador, nado. Seria oportuno chamar a atenção dos estudantes para o fato de que, quando falamos a palavra nadadeira, é comum não pronunciar o ditongo, e sim “nadadera”. Mostre a importância de grafar corretamente o ditongo na língua escrita.

b) Reescreva a primeira frase começando por quem foi responsável pelo anúncio da novidade.

Resposta: A revista científica Nature anunciou a novidade em um artigo.

c ) Os textos do jornal procuram ser objetivos e impessoais. Que forma de escrita atinge esse objetivo: a que está no jornal ou a que você reescreveu a primeira frase da questão anterior?

Resposta: Espera-se que os estudantes percebam que ambos os textos escritos apresentam frases com impessoalidade. É importante explicar que na notícia o agente da ação não é destacado, enquanto na atividade sim, o que faz parecer que o texto do jornal tem mais impessoalidade.

14. Releia um comentário do autor do texto sobre o robô-tartaruga.

[...] o ART pode servir como apoio a mergulhadores e auxiliar pesquisadores a estudar locais de acesso difícil (como lugares em que ondas fortes impedem a navegação).

Nesse caso, o autor faz uma avaliação sobre as tarefas que a tartaruga-robô poderá executar ou apenas as descreve?

Resposta: Apenas descreve essas tarefas.

A linguagem da notícia, assim como de outros textos jornalísticos, costuma ser objetiva e impessoal, pois deve se referir aos fatos de modo imparcial, deixando ao leitor a reflexão sobre eles. Responda às questões a seguir oralmente.

AGORA QUE JÁ LEMOS

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes revisitem as reflexões e as hipóteses formuladas antes da leitura.

1. Volte às reflexões feitas antes da leitura da notícia sobre o robô-tartaruga. Você encontrou o tipo de informação que imaginava?

2. Você discutiu sobre a importância de conhecer os fatos que acontecem. E agora, mudou de opinião ou mantém a que tinha antes de ler a notícia? Por quê?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes apresentem seus posicionamentos e os defendam com argumentos.

3. No lugar onde você vive, há algum rio, lago ou praia? Em sua opinião, eles estão bem cuidados?

Resposta pessoal. A resposta vai depender da região onde os estudantes vivem e da percepção que eles têm do ambiente.

os pontos principais levantados, ajudando-os a visualizar o progresso coletivo. Incentive que todos expressem suas reflexões oralmente, valorizando a escuta, a troca de ideias e o diálogo entre os estudantes como parte do exercício da cidadania, em que cada um aprende a respeitar o outro, a argumentar com base em fatos e a participar da construção de sentidos coletivos.

ATIVIDADE EXTRA

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• Considerando a leitura dos textos sobre o robô-tartaruga e a importância dos oceanos, proponha como dever de casa que os estudantes criem um infográfico simples, com o auxílio dos familiares. Esse infográfico deverá mostrar a relação entre a importância dos oceanos e a ajuda que a tecnologia (como o robô) pode oferecer para cuidar deles. Eles podem usar desenhos, frases curtas e setas para conectar essas ideias e expor para o leitor a relação entre a vida no oceano e a tecnologia que pode protegê-la. Posteriormente, promova uma exposição na sala de aula para compartilharem seus infográficos.

• Na atividade 14, peça aos estudantes que observem palavras e expressões no texto, como “pode servir”, “auxiliar”, “estudar locais de acesso difícil”. Pergunte: “Essa palavra ou expressão indica que o autor está dando uma opinião ou só explicando o que o robô faz?”. Use essas pistas para ajudá-los a identificar que o texto é uma descrição objetiva. Após a atividade, evidencie que a linguagem da notícia é clara, objetiva e busca ampliar o conhecimento do leitor sobre uma inovação científica.

• Se os estudantes tiverem dúvidas, retome o texto e construa o raciocínio com eles, explicando que uma avaliação das tarefas seria expressa por frases como: “Essas duas tarefas representam uma contribuição muito importante para o monitoramento e o estudo dos ambientes aquáticos”. Como não há nenhuma frase desse tipo no texto, fica evidente que o texto apenas descreve as tarefas, sem emitir nenhuma avaliação a respeito delas.

AGORA QUE JÁ LEMOS

• Organize um momento de conversa estruturada para que os estudantes aprofundem a comparação entre o que pensavam antes e o que aprenderam. Use perguntas abertas para estimular o raciocínio, como: “Por que você acha que mudou de ideia?” ou “O que mais chamou sua atenção na notícia?”. Registre no quadro

OBJETIVOS

• Identificar adjetivos e locuções adjetivas em textos.

• Relacionar locuções adjetivas a adjetivos equivalentes.

• Explicar o sentido que os adjetivos e as locuções adjetivas produzem no texto.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a identificar os adjetivos e as locuções adjetivas e a compreender a construção de sentidos deles no texto. Dessa forma, eles apropriam-se da norma-padrão, contemplando a Competência específica de Língua Portuguesa 2 Além disso, ao identificarem a concordância nominal e a relação do adjetivo com o substantivo, eles desenvolvem a habilidade EF04LP07

• Ao lerem e compreenderem os trechos de reportagem, eles desenvolvem a habilidade EF35LP01 , bem como contemplam a Competência específica de Língua Portuguesa 3 Desenvolvem, ainda, as habilidades EF15LP01 , EF15LP03 , EF35LP03 , EF35LP04 e EF35LP05 ao identificarem a função social e a ideia central dos textos e ao localizarem informações explícitas e implícitas neles.

É LÍNGUA, É LINGUAGEM

Adjetivo

1. Leia o trecho de uma reportagem sobre a reserva marinha de Abrolhos.

Temporada das baleias aquece turismo em diversas regiões do litoral baiano

A Bahia é o estado com maior número de destinos para a observação das baleias-jubarte, que proporcionam anualmente, de julho a novembro, um belo espetáculo de acrobacia. [...]

Situada no Extremo Sul da Bahia, entre o mar e as terras cobertas pela Mata Atlântica, a Costa das Baleias abriga tesouro de belezas naturais como o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, considerado o maior berçário reprodutivo das baleias em todo o Atlântico Sul Ocidental. [...]

Conhecidas também como baleias-cantoras ou baleias-corcundas, elas fogem do inverno rigoroso e do gelo da Antártida e migram à procura das águas mornas do litoral baiano. Elas saltam e batem a cauda nas águas, proporcionando aos observadores uma experiência única e inesquecível. [...]

TEMPORADA das baleias aquece turismo em diversas regiões do litoral baiano. ba.gov.br, 16 ago. 2017. Disponível em: https://www.ba.gov.br/sufotur/noticias/temporada-das-baleias-aquece-turismo-em-diversas -regioes-do-litoral-baiano. Acesso em: 12 maio 2025. Baleia-jubarte no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, Bahia, 2022.

a ) Identifique a fonte de onde foi tirado esse trecho.

Resposta: Do site do governo da Bahia: ba.gov.br.

b) Quem pode se interessar por um texto dessa fonte?

2. Assinale as alternativas que indicam objetivos do texto que você leu.

Atrair visitantes para conhecer a região.

Descrever o lugar para estudantes de Ciências.

Mostrar a paisagem para os moradores.

Resposta: Atrair visitantes para conhecer a região. Informar onde as baleias passam pelo litoral baiano.

Informar onde as baleias passam pelo litoral baiano.

1. b) Resposta: Pesquisadores e estudiosos das baleias, leitores interessados na vida marinha, em visitar e conhecer o litoral baiano ou mesmo em ver o espetáculo das baleias no mar.

• Explore o texto por meio da leitura em eco: leia expressivamente uma unidade de sentido; em seguida, os estudantes repetem a leitura do mesmo trecho, modelando sua entonação. Essa estratégia é especialmente útil para leitores com pouca fluência, pois oferece um modelo de leitura expressiva e os aproxima da leitura autônoma.

• O foco principal destas e das próximas atividades é guiar os estudantes a identificarem e compreenderem a função dos adjetivos e das locuções adjetivas, explorando sua relação e seus efeitos de sentido no texto. No item a da atividade 1, peça que observem a referência

ao final do texto. Incentive-os a notar a parte .gov.br, perguntando: “O que a parte .gov.br indica sobre quem publicou essa notícia?”.

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• No item b, direcione a discussão para o propósito do texto, questionando: “Se essa notícia é do governo da Bahia, quem ela quer alcançar?”; “Por que alguém leria sobre baleias e turismo nesse site?”.

• Na atividade 2, promova uma discussão para que expliquem suas escolhas, relacionando-as a trechos do texto, a fim de que refinem a capacidade de explicar o sentido das informações.

3. Sugestão de resposta: O mar e as terras cobertas pela Mata Atlântica, as belezas naturais do local e a chegada das baleias-jubarte à procura das águas mornas do litoral baiano.

3. Que aspectos do lugar o trecho da notícia destaca?

4. O início do texto localiza o lugar para o leitor: extremo-sul do estado da Bahia. Converse com os colegas: qual é a diferença de sentido entre sul do estado e extremo-sul do estado da Bahia?

Resposta: Extremo-sul é ainda mais ao sul, uma porção limite do sul.

5. As baleias-jubarte viajam para a região de Abrolhos para fugir do inverno e encontrar um ambiente mais confortável.

a ) Identifique uma característica do inverno citada no texto.

Resposta: Rigoroso.

b) Qual é a característica das águas do mar da região para onde as baleias-jubarte viajam?

Resposta: São mornas.

6. As baleias-jubarte são chamadas também de baleias-cantoras e baleias-corcundas. Que características sugerem os termos cantoras e corcundas?

Resposta: O termo cantoras sugere que essas baleias emitem um som que parece canto; o termo corcundas sugere que elas têm o dorso (as costas) mais curvado do que os demais tipos de baleias.

7. Os termos única e inesquecível, no final do texto, referem-se a que palavra?

Resposta: Referem-se à palavra experiência

Adjetivos são palavras que caracterizam os seres e os objetos, dando-lhes uma qualidade, um aspecto (fitas coloridas), um estado (águas quentes).

8. No trecho a seguir, o parque é associado a um tesouro.

[...] a Costa das Baleias abriga tesouro de belezas naturais como o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos [...].

Como o leitor pode entender essa associação?

Que o parque é um lugar raro, preservado e precioso, por abrigar o espetáculo das baleias.

Que o parque é um lugar repleto de pedras preciosas e raras.

Resposta: Que o parque é um lugar raro, preservado e precioso, por abrigar o espetáculo das baleias. 159

esses adjetivos, juntos, criam um impacto emocional no leitor.

• Na atividade 8, pergunte aos estudantes: “Quando o texto chama o local de tesouro, o que ele quer indicar sobre o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos? Quais qualidades um tesouro tem?”. Guie a discussão para que percebam que essa associação amplia o significado da expressão “belezas naturais”.

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• Na atividade 3, auxilie os estudantes a perceberem como a descrição do lugar cria imagens. Na discussão, peça que compartilhem os aspectos que destacaram e expliquem por que o texto os enfatizou (por exemplo: belezas naturais para atrair; águas mornas para explicar a migração). Isso fortalece a habilidade de explicar o sentido das descrições.

• Na atividade 4, pergunte aos estudantes se conseguem sentir uma diferença na força entre as duas expressões. Leve-os a perceber que extremo sul intensifica a ideia de limite, o que torna a descrição mais específica e visual para o leitor.

• No item a da atividade 5, peça aos estudantes que localizem a frase sobre o inverno e localizem a palavra que o qualifica para que identifiquem qual característica do inverno da Antártida justifica a migração das baleias. No item b, instrua-os a encontrar a descrição das águas na região de destino para que observem qual característica da água justifica a busca de conforto pelas baleias.

• Na atividade 6, incentive os estudantes a associarem cantoras e corcundas aos sentidos (audição e visão), explicando como eles conferem uma qualidade especial às baleias, diferenciando-as e tornando-as mais interessantes para o leitor.

• Na atividade 7, peça aos estudantes que identifiquem a quem única e inesquecível se referem. Discuta como

• Na atividade 9, peça aos estudantes que analisem a expressão da Antártida no contexto “gelo da Antártida”. Pergunte: “Existe uma única palavra que significa da Antártida e que poderia substituir essa expressão?”. Reforce que essa troca mantém o sentido, mas modifica a estrutura da frase. Ao final, reforce como adjetivos e locuções adjetivas são ferramentas poderosas para tornar o texto mais descritivo, expressivo e impactante. Leia o boxe sobre locução adjetiva, solicitando exemplos adicionais aos estudantes para solidificar o conceito de que um grupo de palavras pode funcionar como um adjetivo.

• Na atividade 10, após relerem o trecho sobre as baleias, peça aos estudantes que pensem na impressão geral que o local lhes causou e preencham a frase com um adjetivo que transmita o tom positivo da reportagem. Incentive-os a justificar a escolha, perguntando: “Por que você escolheu esse adjetivo? O que, no texto, fez você pensar assim?”. Isso os ajudará a conectar a descrição à própria percepção, entendendo como os adjetivos moldam a impressão e explicam o sentido que produzem. Ao final, comente que a reportagem, por ser um gênero predominantemente expositivo, busca informar de maneira objetiva, e que os adjetivos também são usados para engajar o leitor e despertar seu interesse por ela.

• No item a da atividade 1, da subseção Para pensar e praticar, oriente os estudantes a identificarem a ideia central da reportagem sobre o museu submerso, utilizando o título e a introdução como guias. Em seguida, no item b, peça a eles que considerem quais grupos de pessoas poderiam ser atraídos por essa notícia. Incentive-os a descrever os

9. No trecho “fogem do inverno rigoroso e do gelo da Antártida”, que adjetivo poderia substituir o termo em destaque?

Resposta: Antártico.

Chamamos de locução adjetiva o conjunto de palavras que caracteriza um substantivo e que equivale a um adjetivo. Exemplo: onda do mar (= onda marinha), peixe de rio (= peixe fluvial).

10. Depois de ler o trecho da reportagem, com que impressão você ficou do lugar? Complete a frase com um adjetivo:

Achei que o lugar é

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes escolham um adjetivo que traga uma valorização ao lugar, condizente com o tom da reportagem.

PARA PENSAR E PRATICAR

1. Leia o trecho de reportagem a seguir, sobre um museu muito diferente.

Conheça o primeiro museu embaixo d’água do Atlântico

Ilhas Canárias recebem exposição em que é possível nadar entre esculturas de tamanho real

Mais de 400 esculturas em tamanho real foram colocadas no fundo do mar da costa de Lanzarote, nas Ilhas Canárias, Espanha. O Museo Atlántico é o primeiro do tipo no oceano que o batiza.

Recém-aberta para mergulho, a fantástica coleção é a fase inicial do projeto criado pelo visionário escultor marinho, Jason deCaires Taylor, que usou a areia do fundo do mar como espaço para exibir suas enigmáticas esculturas. As obras conversam sobre a existência do ser humano no mundo, sobre a nossa relação com a natureza e sobre o poder do mar e sua capacidade de regeneração.

[...]

Esculturas humanas no Museo Atlántico, na costa de Lanzarote, nas Ilhas Canárias, Espanha.

CONHEÇA o primeiro museu embaixo d’água do Atlântico. Forbes, 30 mar. 2016. Disponível em: https://forbes.com.br/outros_destaques/2016/03/conheca-o-primeiro-museu-embaixo-dagua-do-atlantico/. Acesso em: 12 maio 2025.

Qual é o assunto da reportagem?

diferentes motivos que levariam esses grupos a se interessarem pela reportagem, como curiosidade por novidades, interesse em arte subaquática ou busca por destinos de viagem incomuns.

• Na atividade 2, guie a discussão para que conectem a localização do museu (Espanha) com a língua. Explore o motivo pelo qual o texto opta por manter o nome original, que se dá como forma de respeito cultural, e peça que apresentem a versão em português, observando como essa escolha de palavra também produz um sentido específico de autenticidade e contextualização cultural.

Resposta: O museu submerso em Lanzarote, Espanha.

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2. Releia: “a fantástica coleção é a fase inicial do projeto”.

a ) A que termo está relacionado o adjetivo inicial?

Resposta: Ao termo fase

b) Que ideia sobre o projeto esse adjetivo sugere?

Resposta: Que o projeto terá várias fases.

3. Identifique no texto os adjetivos associados aos seguintes substantivos.

coleção • escultor • esculturas

Resposta: Fantástica coleção; visionário escultor marinho; enigmáticas esculturas.

4. A imagem que esses adjetivos passam é positiva ou negativa? Por quê?

Resposta: Positiva, pois, de modos diferentes, elogiam a obra, a inciativa e o escultor. Chame a atenção dos estudantes para a exceção: marinho trata-se de um adjetivo que não atribui juízo de valor, apenas aponta uma característica do escultor.

5. No trecho “As obras conversam sobre a existência do ser humano no mundo”, que adjetivo poderia substituir a locução adjetiva em destaque?

Resposta: O adjetivo humana

6. Suponha que o jornalista tivesse apresentado a seguinte informação:

Também existe um museu submerso em Cancún, que é o maior do mundo.

a ) Que ideia transmite a expressão o maior?

Resposta: A ideia de que não existe nenhum museu submerso que possa ser maior do que o de Cancún.

b) Se você fosse comparar o Museu de Cancún com o de Lanzarote, que é menor, como escreveria? Complete as frases:

Resposta: Maior.

• O museu submerso de Cancún é do que o museu submerso de Lanzarote.

Resposta: Menor.

• O museu submerso de Lanzarote é do que o museu submerso de Cancún.

sobre as diferenças de sentido ao usarem uma locução ou um adjetivo único, aprofundando a compreensão dos efeitos da escolha das palavras.

• No item a da atividade 8, leve os estudantes a explicarem o efeito de sentido do superlativo o maior, questionando o que ele indica sobre a intensidade. No item b, ao aplicarem o comparativo (maior e menor), direcione o diálogo sobre a função desses adjetivos em estabelecer relações de diferença.

AVALIANDO

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• A atividade 4 pode ser um indicador inicial na sua avaliação formativa. Observe se os estudantes conseguem identificar os adjetivos no texto (descritores de coleção, escultor e esculturas), oferecendo pistas se necessário. A atividade 5 traz informações para avaliar a compreensão do efeito de sentido do adjetivo, pedindo que expliquem por que a imagem transmitida é positiva ou negativa. Após a correção, debata com os estudantes sobre o desempenho e as dificuldades sentidas na realização dessas atividades para que você possa planejar abordagens.

• Na atividade 3, incentive a identificação do adjetivo inicial e sua relação de sentido com fase, desafiando os estudantes a explicarem a expectativa de continuidade que a palavra carrega.

• Para realizar a atividade 4, vá além da listagem ao pedir a identificação dos adjetivos; questione a característica específica que cada um confere ao substantivo, estimulando a percepção de qualidades.

• Na atividade 5, solicite que justifiquem a “sensação” provocada pelos adjetivos, enfatizando que são ferramentas de expressividade. Diferencie adjetivos “que indicam uma qualidade” dos que indicam “a que se refere”, como marinho, aprofundando a função semântica. Aproveite para explorar o sentido de palavras: por exemplo, fantástica significa “fora do comum”.

• Ao propor a atividade 6, reforce que a escrita correta do adjetivo (aberto ou aberta) é vital para a clareza da frase. Enfatize que erros de concordância prejudicam a compreensão. Essa atividade de reescrita desenvolve nos estudantes aspectos de coesão textual, levando-os a observar a concordância nominal. Se houver dúvida, explique que a palavra coleção comanda a concordância.

• A atividade 7 explora a relação entre locuções adjetivas e equivalentes. Ao propor a substituição de do ser humano por humana, convide os estudantes a refletirem

OBJETIVOS

• Planejar a produção de uma notícia, coletando e organizando informações relevantes.

• Redigir uma notícia, elaborando título, resumo e lide completo.

• Revisar, editar e formatar o texto produzido, inserindo elementos visuais e preparando-o para ser compartilhado.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes produzirão uma notícia, desenvolvendo, assim, as habilidades EF04LP16 e EF35LP16 , bem como a Competência geral 4 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 2 e 3. O planejamento e a produção do final do texto em parágrafos, considerando as características da notícia e sua revisão e utilizando conhecimentos linguísticos e gramaticais, possibilitam desenvolver as habilidades EF15LP05, EF15LP06, EF35LP07 e EF35LP09. O uso de recursos de referenciação, coesão pronominal (anafórica) e vocabulário adequado contempla as habilidades EF35LP08 e EF35LP14. Por fim, a elaboração da versão final da notícia em um programa de edição de texto, utilizando tecnologias digitais, possibilita aos estudantes desenvolverem as habilidades EF15LP07 e EF15LP08, bem como a Competência geral 5 e a Competência específica de Língua Portuguesa 10

HORA DE PRODUZIR

Notícia escrita

Você leu uma notícia. Agora, chegou a sua vez de escrever uma!

O que vai produzir

Com a orientação do professor, você e os colegas vão se organizar em grupos com 4 ou 5 integrantes. Cada equipe deverá escrever uma notícia, que será exposta em um painel para toda a comunidade escolar.

Planejar

Sigam as orientações para planejar a notícia.

1. A notícia terá de informar um fato importante que aconteceu ou vai acontecer na escola. Pode ser uma festa, a visita ou a excursão de uma das turmas a algum lugar, a compra de livros para a biblioteca, uma reunião com os pais, a visita de alguém, entre tantas outras possibilidades.

2. Escolham sobre o que vão escrever e façam um levantamento dos fatos.

3. Se necessário, procurem estudantes de outras turmas, professores, funcionários da secretaria, da cantina, da biblioteca ou da direção da escola e façam uma pesquisa sobre ocorrências que podem gerar notícia.

Produzir

Organizem os dados e retomem o que aprenderam sobre o gênero notícia.

1. Escrevam um título atraente para chamar o leitor para o texto e criem uma frase resumida embaixo dele.

2. Toda notícia começa com um lide, que deve responder às perguntas: “O quê?”; “Quem?”; “Quando?”; “Onde?”; “Como?”; “Por quê?”.

3. Se possível, que tal valorizar o texto com uma fotografia? Façam o registro com o celular e, depois, imprimam a imagem selecionada. A legenda é obrigatória e deve acrescentar alguma informação que o texto não traz. Menino estudando. Professor, professora: Verifique se a escola pode ajudar na impressão das fotografias.

• Para iniciar, oriente os grupos a debaterem fatos escolares, incentivando a escolha de um tema de real interesse da comunidade e contextualizando a notícia. Para o planejamento, oriente-os no levantamento de fatos, ensinando-os a formular perguntas para pesquisa. Sugira um roteiro simples de entrevista para coletar informações com outros estudantes ou funcionários, praticando a escuta ativa e a organização de dados.

• Antes de propor a produção do texto, retome o que aprenderam sobre a notícia. Proponha uma minioficina sobre o lide, com exemplos, garan-

tindo que as seis perguntas essenciais sejam respondidas de forma clara. Ao orientar sobre a fotografia e a legenda, enfatize que a imagem deve complementar o texto e a legenda deve trazer nova informação, enriquecendo a notícia. Retome a forma gráfica correta da escrita dos diferentes tipos de letras e incentive os estudantes a praticarem a escrita de letra cursiva, para aqueles que optarem pela produção manuscrita. Ressalte também o fluxo (ligação entre as letras) e o espaçamento entre as letras.

4. Os textos devem ser entregues ao professor para correção. Depois, o grupo deve reescrever a notícia em uma folha avulsa, corrigindo os erros e fazendo os ajustes indicados. Se tiverem tirado fotografias, colem as imagens no papel em que ela está registrada.

PAPO DIGITAL

A notícia pode ser produzida também em um programa de edição de texto. Nesse caso, digite o texto com atenção e use as ferramentas do programa para inserir a fotografia que acompanhará a notícia. Faça os ajustes necessários para que haja harmonia entre imagem e texto. Depois de pronta, é preciso imprimir a notícia. Faça isso em casa, se você tem impressora. Se não tem, envie o arquivo da notícia para a secretaria da escola e solicite a impressão.

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1. Os textos de todos os grupos devem ser organizados sobre um pedaço grande de papel. Pode ser, por exemplo, em uma folha de papel kraft

2. Com a ajuda do professor, escolham um lugar na escola onde o painel possa ser afixado.

3. Deixem um espaço para comentários dos leitores.

Avaliar

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

Depois, em grupo, a turma pode avaliar o trabalho.

1. O que deu certo e o que não deu?

2. Todos participaram da atividade? Houve respeito entre os participantes?

3. O que fariam igual se fossem repetir a atividade? O que fariam diferente?

funcionou ou não satisfatoriamente, buscando soluções em conjunto. Questione sobre os desafios encontrados na pesquisa, na redação e na revisão do texto. Além disso, pergunte como a colaboração entre os membros do grupo foi fundamental para superar os desafios. Ouça e acolha os apontamentos dos estudantes. Aproveite essa discussão para fazer uma sondagem das dificuldades de todos e proponha remediações, se for o caso. Por fim, reforce os aspectos positivos e conscientize-os do aprendizado conquistado.

PAPO DIGITAL

• Para o Papo digital, se faltarem recursos tecnológicos, adapte à produção manual. Oriente a diagramação em papel, usando desenhos ou colagens para a fotografia, prestando atenção ao equilíbrio visual e mantendo o objetivo de organizar o conteúdo de forma atrativa. O painel final pode ser montado com recortes e colagens, valorizando a produção artesanal.

• Ao propor o compartilhamento das notícias, converse sobre a escolha do local do painel, incentivando a turma a pensar estrategicamente na visibilidade para a comunidade. Ao montá-lo, auxilie na organização para que o conjunto de notícias seja harmonioso e convide a turma a ler. Reserve um espaço para comentários, promovendo interação e leitura crítica.

• Na etapa Avaliar, prepare o ambiente para um momento de avaliação da atividade, organizando a turma em grupos para refletir sobre a atividade. Proponha as questões sugeridas, porém, se necessário, elabore outras conforme a execução da atividade e o desempenho dos estudantes nela. Retome os momentos da produção e verifique como eles ampliaram seu repertório e sua desenvoltura escrita. Oriente-os a expressar suas opiniões de forma respeitosa e construtiva, focando a tarefa, e não as pessoas. Peça que identifiquem, juntos, o que

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OBJETIVOS

• Reconhecer as características da notícia televisiva e compreender sua diferença em relação à notícia impressa.

• Expressar percepções e opiniões sobre o consumo de mídia televisiva no cotidiano, manifestando saberes e engajamento.

BNCC

• Organizados em roda, os estudantes serão levados a levantar hipóteses sobre o texto a ser lido com base no conhecimento prévio e nas pistas oferecidas pelo próprio material, além de exercitar a curiosidade intelectual para elaborar e testar hipóteses. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02 e contemplarão a Competência geral 2 , bem como as habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13).

• Ao observarem a videoinstalação, os estudantes ampliam seus conhecimentos históricos sobre o mundo, contemplando, assim, as Competências gerais 1 e 4

ANTES DE LER

• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a exporem suas ideias e a ouvirem com atenção as dos colegas, respeitando os turnos de fala.

• Nas atividades 1 e 2, ao apresentar a videoinstalação de Nam June Paik, guie a observação dos estudantes. Peça a eles que, além de identificarem os objetos, reflitam: “Por que esses objetos, como as televisões, estão dentro de uma arca, assim como os animais estavam na Arca de Noé?”. Conecte essa ideia à pergunta sobre a diferença

NA TELINHA COM AS NOTÍCIAS

RODA DE LEITURA: NOTÍCIA TELEVISIVA

Você já assistiu a algum noticiário na TV? O que ele apresentou de diferente de um impresso? É o que vamos descobrir nesta parte da unidade.

ANTES DE LER

Responda às questões a seguir oralmente.

1. Confira uma fotografia da videoinstalação Arca de Noé, do artista sul-coreano Nam June Paik (1932-2006).

3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes não dediquem um tempo exagerado a essa diversão, pois isso pode atrapalhar os estudos e o sono, comprometendo o desenvolvimento deles.

1. Resposta: Em vez de animais, televisões estão sendo salvas na arca de Nam June Paik. Em vez de mar, plantas rodeiam o barco.

Na história da arca de Noé, o protagonista, Noé, agrupou animais que queria salvar de um dilúvio. Seria um modo de preservar a natureza e a diversidade de espécies. A arca de Nam June Paik carrega objetos que não estavam na de Noé. Qual é a diferença entre as duas cargas?

2. Na história original, os animais são salvos de um dilúvio. O que pode indicar a utilização de televisores e vídeos na instalação de Paik, em caso de dilúvio?

Resposta: Em caso de dilúvio, hoje, a televisão e a mídia são mais valorizadas que os animais.

3. Você assiste muito à televisão? Se sim, quanto tempo por dia? Discuta com os colegas o tempo que a televisão ocupa na vida de cada um.

Você vai ler agora a transcrição de uma notícia televisiva exibida pelo Jornal da Aperipê, da TV Aperipê de Sergipe. Ela se refere a uma ação do Projeto Tamar, que se dedica à conservação da vida marinha.

Professor, professora:

Se possível, assista à reportagem com a turma em sala de aula ou solicite aos estudantes que assistam ao vídeo em casa com o acompanhamento dos familiares.

das “cargas”. Se a história da Arca de Noé for pouco conhecida, sintetize a essência da história: a ideia de salvar o que é precioso de uma grande inundação, para que a substituição dos animais por televisões e as plantas ao redor do barco chamem a atenção deles e os ajudem a pensar o que essa nova arca estaria tentando salvar ou mostrar, incentivando uma primeira camada de interpretação do que a arte pode comunicar. Caso haja estudantes com deficiência visual, promova uma personalização da atividade e faça a audiodescrição da imagem.

• Na atividade 3, incentive os estudantes a refletirem sobre qual seria uma quantidade de horas de televisão razoável e que não interfira nos estudos nem na qualidade do sono. O objetivo dessa atividade é aprofundar a consciência sobre o consumo de mídia. Não se limite a registrar o tempo de tela; explore as motivações e os impactos. Conduza um diálogo qualificado em que os estudantes possam expressar não apenas “quanto”, mas “o que” e “como” essa mídia afeta suas rotinas e percepções.

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Videoinstalação Arca de Noé (1989), de Nam June Paik.

Soltura das tartarugas do Projeto Tamar

V. C. (repórter): Essa é a primeira soltura dos filhotes de tartarugas nascidos esse ano. E foi acompanhada de um grande público na orla da Atalaia. Ao chegarem no mar, as tartarugas foram soltas; aproximadamente cem delas, das mais diferentes espécies.

R. G. (biólogo): A gente vai fazer a caminhada com a tartaruga-oliva, né?

Que é a que mais desova aqui no estado de Sergipe e que tá recuperando bem a população. E com a cabeçuda, que também desova em menor número aqui em Sergipe, a gente tem desovas dela, e que também tá ameaçada de extinção. Todas as espécies de tartarugas marinhas, elas tão apresentando sinais de recuperação, mas ainda continuam ameaçadas de extinção por conta da ação humana.

V. C. (repórter): A ação, além de ser uma atração turística, também é um momento de conscientização da população para a preservação das espécies.

R. G. (biólogo): A atividade da caminhada, ela nada mais é do que uma atividade de educação ambiental – que é quando a gente mostra pra população, né, pra comunidade, a importância que tem, dos filhotes de tartaruga, pra o meio ambiente. E quando eles veem a fragilidade, o tamanho do animal, né, e eles percebem essa importância e ajudam a conservar também.

V. C. (repórter): E a soltura das tartarugas fez sucesso. Para cá, vieram pessoas de todos os lugares. É o caso da publicitária baiana C. R., que já tinha visto a soltura em outros lugares.

C. R. (publicitária): A gente já conhecia o projeto, que a gente é de Salvador, mas lá não tinha tido a oportunidade, e eu aqui eu conheci o “Biólogo por um dia”, que é super bacana pra criança entender... tem toda parte do manejo. E ela ficou encantada, né? De ver as tartarugas perto e de entender a importância dessa proteção, né?

V. C. (repórter): Por aqui, tem também turista que nunca tinha visto essa ação. L. D., que é de Manaus, ficou encantada ao ver os filhotes soltos.

situadas no tempo. Nesse gênero, predominam as sequências tipológicas narrativas, que podem coexistir com sequências tipológicas de outras naturezas. No caso dessa notícia, por exemplo, há sequências expositivas nas falas do entrevistado R. D., que é biólogo e apresenta explicações sobre as tartarugas e as finalidades da caminhada pública com os filhotes. Compare as sequências mostradas na unidade com as dessa notícia para que os estudantes possam diferenciá-las.

13/10/2025 14:31:02

• Antes da leitura, prepare o olhar dos estudantes para a relação entre imagem e texto, essencial em gêneros jornalísticos: peça que observem as fotografias, perguntando o que percebem e sentem. Se possível, oriente-os a assistir à reportagem em vídeo antes da leitura da transcrição: o vídeo enriquecerá a compreensão ao revelar entonação, expressões e gestos, características fundamentais de uma notícia televisiva, desenvolvendo, assim, a habilidade EF04LP18

BNCC

• A leitura da transcrição da notícia televisiva, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento da habilidade EF35LP01 e da Competência específica de Língua Portuguesa 3. Já ao assistirem à notícia televisiva, é possível observar e analisar o registro linguístico empregado, ampliando seu conhecimento sobre a língua (EF35LP11). Além disso, ao reconhecerem a importância da soltura das tartarugas marinhas para a preservação da espécie, os estudantes trabalham o tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia

• Incentive a curiosidade dos estudantes sobre os diferentes modos de apresentação da notícia. Em vez de apenas perguntar as diferenças, convide-os a evocar memórias afetivas e experiências com a TV e o jornal impresso. Esse resgate os ajudará a ativar conhecimentos prévios e a construir um repertório para futuras comparações mais formais. Destaque a importância de assistirem à notícia televisiva antes da leitura do texto, pois a contextualização pela mídia original enriquece a experiência de leitura.

• Chame a atenção dos estudantes para o fato de que a notícia televisiva é um gênero narrativo, que tem por objetivo relatar experiências

Tartarugas marinhas pouco antes da soltura na praia de Atalaia, no município de Aracaju, em Sergipe, em 2020.

BNCC

• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF35LP10 ao reconhecerem que o texto transcrito pertence a uma notícia televisiva, um gênero do discurso oral, reconhecendo suas características. As habilidades EF35LP16 e EF04LP14 são contempladas ao reconhecerem as características e a estrutura das notícias.

• Eles desenvolvem, ainda, as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05 quando identificam a ideia central do texto e localizam informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas pelo contexto. Além disso, eles deverão compreender a importância das fotolegendas para compreender o assunto da notícia, relacionando a imagem e o texto (EF15LP18).

• Ao promover a leitura individual, oriente os estudantes a atentarem para quem está falando (repórter, biólogo, turistas). Durante a leitura, encoraje-os a localizar as informações-chave: o que aconteceu (soltura das tartarugas), onde (a praia), quando (o ano) e quem participou (as pessoas). Peça que identifiquem a ideia central da notícia. Pergunte: “Por que essa notícia é importante?”; “O que o Projeto Tamar quer ensinar?”. Posteriormente, ao propor uma leitura coletiva, sugira que voluntários leiam cada fala para simular a estrutura de um telejornal.

• Na atividade 1, explique que a notícia não é aleatória: a soltura das tartarugas ocorre anualmente nessa época e isso mostra a relevância do evento único no tempo. Peça aos estudantes que busquem indicações de tempo na notícia e comparem com eventos sazonais, como o Natal, para que eles percebam que o tempo é essencial em uma notícia.

L. D. (personal trainer): É um momento único, embora a gente saiba que é... esse acontecimento tem aqui na praia de vez em quando. Mas, pra gente, é uma oportunidade única de presenciar esse... essa benfeitoria pra natureza, né? Esse ato de sustentabilidade, de preservação da natureza e das espécies é pra ficar pra sempre na nossa memória, é especial.

Tartaruga marinha indo em direção ao mar aberto após a soltura na praia de Atalaia, no município de Aracaju, registrada pelo jornal da Aperipê TV, exibido em 2 de janeiro de 2020.

V. C. (repórter): E até mesmo quem é de Aracaju não perdeu a oportunidade de acompanhar.

D. A. (fisioterapeuta): Isso é de suma importância, né, pra que elas se desenvolvam e cheguem na fase adulta, né? A gente aproveita que a criançada tá de férias e traz pra elas participarem e saber da importância que o projeto tem – Tamar – no nosso estado.

SOLTURA das tartarugas do Projeto Tamar. 0 s-2 min 47 s. Fundação Sergipana de Comunicação – Aperipê TV, 3 jan. 2020. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=liaqVKSrK_Y. Acesso em: 13 maio 2025.

Papo de leitor

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: TARTARUGA-DE-COURO: A GIGANTE DO MAR ESTÁ EM PERIGO!

1. Essa notícia foi ao ar na Aperipê TV, de Sergipe, em 2 de janeiro de 2020, logo após o Réveillon. Entre tantas possibilidades de notícias a serem divulgadas nessa data, por que a soltura dos filhotes teria sido selecionada?

Resposta: Porque a soltura só ocorre nessa época e pode despertar interesse no espectador.

2. Identifique em cada afirmação a seguir se o tipo de interesse que pode ser despertado no espectador da notícia é ambiental ou turístico.

a ) Tartarugas podem voltar à natureza e começar seu ciclo de vida.

Resposta: Interesse ambiental.

b) Evento que ocorre na orla da Atalaia, uma das principais praias de Aracaju.

Resposta: Interesse turístico.

c ) Exemplo de caso de sucesso de preservação.

Resposta: Interesse ambiental.

• Para responder à atividade 2, os estudantes devem encontrar pistas no texto. No item a, peça a eles que sublinhem trechos como “recuperando a população” ou “ajudam a conservar”, que indicam interesse ambiental. No item b, ajude-os a identificar expressões como “atração turística” ou “grande público”, revelando o interesse turístico. O objetivo é que compreendam os múltiplos motivos de uma notícia e as escolhas do jornalista, por isso, para complementar, você pode perguntar: “Se essa notícia fosse para um

guia de turismo, o que vocês destacariam?”; “E se fosse para protetores de animais?”. No item c, auxilie os estudantes a identificarem no texto as expressões que mostram resultados positivos e esperança para o futuro das tartarugas. Oriente-os a buscar frases como “recuperação da população” ou termos como conservação e proteção. O objetivo é levá-los a perceber como a notícia, além de informar, pode inspirar e educar, destacando o impacto benéfico das ações humanas na natureza.

3. O lide traz informações essenciais da notícia. Leia novamente a transcrição e identifique essas informações no primeiro parágrafo.

a ) O quê:

Resposta: Soltura dos filhotes de tartaruga.

b) Quando:

Resposta: No início do ano, dia 2 de janeiro de 2020.

c ) Onde:

Resposta: Na orla de Atalaia, Aracaju, em Sergipe.

As notícias veiculadas em meios midiáticos, como televisão, podcasts e rádio, obedecem à mesma estrutura da notícia escrita: manchete, lide e corpo do texto.

4. O infográfico a seguir traz informações sobre o ciclo de vida das tartarugas.

Área de alimentação costeira. Indivíduos jovens e adultos.

Adultos voltam para a área de desova.

Atingem a fase reprodutiva entre 20 e 30 anos.

Praia de desova. Cada fêmea realiza de 3 a 7 posturas com intervalo de 14 a 17 dias.

Filhotes recém-nascidos vão em direção ao mar aberto.

Fase de desenvolvimento. Migração em mar aberto.

Fonte de pesquisa: BRASIL. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Guia de licenciamento tartarugas marinhas: diretrizes para avaliação e mitigação de impactos de empreendimentos costeiros e marinhos. Brasília: ICMBio, 2017. Disponível em: https://www.gov.br/icmbio/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/ publicacoes-diversas/guia_licenciamento_tartarugas_marinhas_v8.pdf. Acesso em: 13 maio 2025.

a ) De acordo com esse infográfico, que numeração representa a fase de vida da tartaruga referida na notícia que você leu?

Resposta: A fase 5 representa a fase tratada na notícia lida.

b) O texto aborda a soltura das tartarugas na praia de Atalaia. Qual informação sugere que elas não chocaram seus ovos nessa praia?

Resposta: A informação de que os filhotes já chegaram nascidos quando foram soltos no mar.

de que o nascimento ocorreu em outro local e os filhotes foram trazidos para soltura. O propósito é desenvolver a leitura inferencial, deduzindo o não explícito. Peça que releiam o primeiro parágrafo, sublinhando a expressão-chave. Explique que os ovos foram chocados sob proteção e, após o nascimento, os filhotes foram soltos em Atalaia. Aproveite para explorar o ciclo de vida das tartarugas em uma atividade interdisciplinar com Ciências

ATIVIDADE EXTRA

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• Para ampliar a percepção da preservação ambiental, proponha aos estudantes que pesquisem e registrem com seus familiares ou responsáveis uma atitude positiva de cuidado ambiental ou de preservação de espécie em seu entorno. Eles podem fotografar ou desenhar essa ação e, abaixo da imagem, devem escrever um breve texto que inclua o que, quando e onde. Organize uma “Parede de Notícias do Bem”, celebrando o esforço e reforçando a responsabilidade ambiental.

• Na atividade 3, os estudantes devem entender que o primeiro parágrafo de uma notícia concentra as informações principais (o que, quando, onde) para que a pessoa saiba o essencial da notícia de forma rápida, mesmo que não leia o texto completo. Para cada item, incentive a releitura do parágrafo com a pergunta em mente, treinando a leitura focada em dados específicos.

• Para estudantes que precisam de mais apoio ou ainda não estão alfabetizados, adapte a atividade: é possível usar a leitura compartilhada e os cartões com ícones para representar as informações do lide. Caso ainda não consigam ler convencionalmente, eles podem identificar a resposta por meio da imagem. O objetivo é que eles compreendam a função do lide de forma prática, mesmo sem ainda dominar a leitura convencional.

• Na atividade 4, o propósito é que os estudantes conectem as informações visuais às textuais. Peça que localizem no infográfico a imagem e a descrição que correspondem à “soltura dos filhotes”. Essa ação ajuda a desenvolver o multiletramento, pois eles entenderão que é preciso relacionar as diferentes formas de apresentação da informação para uma compreensão completa do assunto.

• No item b da atividade 4, oriente os estudantes a atentarem a “nascidos esse ano”. Essa frase é a pista textual

RAFAEL

• No item a da atividade 5, comente que o jornalista que divulga informações não tem obrigação de conhecer o ciclo de vida das tartarugas, por isso foram inseridos dados de profissionais com credibilidade. Incentive a observação do vocabulário técnico do biólogo (desova, extinção), demonstrando a especialização da profissão que confere credibilidade à informação. É importante que percebam a necessidade de precisão da informação jornalística e como o conhecimento de um especialista valida os dados apresentados. Para completar lacunas (item b), reforce a localização de informações específicas. Peça que releiam a fala do biólogo, buscando as palavras exatas.

• A atividade 6 explora a leitura multissemiótica. Proponha que a turma compare imagem e texto para entender como se complementam e geram emoção. Pergunte: “O que a imagem mostra que o texto não consegue?”; “E o que o texto adiciona que a imagem não revela?”. Essa comparação aprimora a percepção de como diferentes linguagens constroem sentido. Discuta a função persuasiva da imagem, que informa e engaja emocionalmente, evidenciando o papel das mídias digitais. Explique que frame é cada uma das imagens que compõem um filme ou vídeo.

ATIVIDADE EXTRA

• Para ampliar a leitura multissemiótica, promova a leitura da linguagem não verbal (expressões e posturas), essencial para a leitura de mídia. Para tanto, é necessário exibir o vídeo da notícia televisiva. Oriente os estudantes a observarem a linguagem não verbal de todos os participantes. Faça pausas e incentive-os a demonstrar o que observaram,

5. Na notícia aparece um profissional para dar informações mais precisas sobre as tartarugas.

a ) Que profissional é esse?

Resposta: Um biólogo.

b) Complete as lacunas a seguir para descobrir a principal informação dada por esse profissional na notícia.

Os filhotes de tartaruga-oliva e tartaruga- são muito frágeis e estão ameaçados de pela ação humana, com destaque para a poluição.

Resposta: Cabeçuda; extinção.

6. Transmitida pela TV, a notícia traz um texto audiovisual. Nele, as imagens e os sons comunicam informações importantes. Confira os frames da notícia.

Tempo do frame do vídeo: 0:02. Tempo do frame do vídeo: 2:44.

Qual é a importância de mostrar as tartarugas para o espectador?

Resposta: Além de poder ver a tartaruga de que a notícia fala, comover o espectador e mostrar a fragilidade das tartarugas perante o tamanho do ser humano.

As notícias de telejornais contam com recursos que ampliam o acesso à informação pelo espectador, como imagens, entonação de falas e efeitos sonoros.

7. A transcrição do texto da notícia registra características de oralidade. Releia a fala de L. D. e identifique algumas, como descritas a seguir.

a ) Pausa para escolher as palavras:

Resposta: “Embora a gente saiba que é… esse acontecimento tem aqui na praia de vez em quando.”

b) Mudança de palavra a ser usada:

Resposta: “É uma oportunidade única de presenciar esse... essa benfeitoria pra natureza...”

simulando uma encenação. Posteriormente, conduza uma roda de conversa para relatarem o que corpo e expressões transmitem. O objetivo é que compreendam como gestos, posturas e feições comunicam, reforçando a leitura midiática. Se a escola não tiver tecnologia, descreva as cenas/os personagens ou simule expressões/ posturas; peça aos estudantes que imitem, como em jogo teatral.

• É possível, ainda, propor aos estudantes que sejam “investigadores de vozes” em notícias televisivas ou radiofônicas. Eles devem identificar quem fala, além do repórter: se é um especialista (dando informações confiáveis) ou uma pessoa comum (mostrando a opinião ou experiência). Peça que desenhem ou escrevam em poucas palavras o que cada voz trouxe à notícia. Na sala de aula, em uma roda de conversa, leve-os a compartilhar suas descobertas. Isso ajuda a entender como notícias combinam autoridade científica e visão do público, enriquecendo a informação.

8. a) Resposta: E com relação à tartaruga-cabeçuda, que também está ameaçada de extinção, há menos desovas aqui em Sergipe.

c ) Pronúncia de palavra típica da oralidade:

Resposta: Pra.

8. Releia uma fala do biólogo R. G., marcada pela repetição típica da oralidade.

E com a cabeçuda, que também desova em menor número aqui em Sergipe, a gente tem desovas dela, e também tá ameaçada de extinção.

a ) Assinale a alternativa com a frase que melhor reescreve essa fala.

E com relação à cabeçuda, que também desova mais aqui em Sergipe, ela está ameaçada de extinção.

E com relação à tartaruga-cabeçuda, que também está ameaçada de extinção, há menos desovas aqui em Sergipe.

b) Na língua oral, certas palavras perdem letras e ficam menores, facilitando a pronúncia. Qual é a forma contraída da palavra está nesse trecho?

Resposta: Tá

9. A palavra né é muito utilizada na entrevista.

a ) Você utiliza bastante essa palavra? O que ela significa?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que essa palavra está muito presente na oralidade. Ela resulta da contração da expressão interrogativa Não é?, portanto constitui uma espécie de pedido de confirmação ao interlocutor.

b) Quais das expressões a seguir têm a mesma função de né?

Então?

Certo?

OK?

Resposta: Certo?; OK?; Tá? Essa contração pede uma confirmação do que foi dito para o interlocutor, o que garante a continuidade de diálogo.

AGORA QUE JÁ LEMOS

Tá?

Tipo?

Por quê?

1. Resposta: Apresentar um problema ambiental

Responda às questões a seguir oralmente.

e, com isso, conscientizar a população para a preservação do meio ambiente.

1. Qual é a importância de notícias como a da soltura das tartarugas aparecerem nos telejornais diários?

2. Qual é o objetivo dos depoimentos nas notícias?

2. Resposta: Apresentar informações vindas de um especialista no assunto; apresentar o ponto de vista da população geral sobre o tema.

AGORA QUE JÁ LEMOS

• Na atividade 1, promova a conversa sobre o papel social do telejornalismo: “Por que é importante para nós, em casa, sabermos disso?”. Destaque o engajamento comunitário e o senso de responsabilidade cidadã.

• Aproveite a atividade 2 para aprofundar a análise da credibilidade da informação, explorando a diferença entre a voz do especialista (dados técnicos) e a da população geral (humaniza a notícia). Explique a importância dessa união para uma narrativa jornalística completa e fluente.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

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A MAGNÍFICA jornada das tartarugas-de-couro em tempo real! Projeto Tamar, 16 jul. 2025. Disponível em: https://www.tamar.org.br/noticia1. php?cod=1085. Acesso em: 6 set. 2025.

Essa página possibilita acompanhar em tempo real a jornada das tartarugas. Se possível, apresente essa jornada aos estudantes para que compreendam a importância da soltura delas para a preservação da espécie.

• No item c da atividade 7, explore a economia linguística na oralidade. Proponha um Jogo de rapidez (“É mais rápido falar está ou tá?”).

Essa estratégia mostra que a variação na fala agiliza a comunicação, diferentemente da escrita, que, conforme o contexto, requer formalidade para clareza e precisão.

• O foco da atividade 8 é a distinção entre fala e escrita. Os estudantes devem compreender que formas da fala do dia a dia não são erros, mas jeitos diferentes de usar a língua em contextos variados. Porém, ao escrever em textos formais, é preciso seguir outras regras para clareza e padronização.

• Na atividade 9, convide a turma a refletir sobre a função de né. Estimule a análise de situações com né e equivalentes (certo?, tá?) e dialogue sobre como essas expressões buscam a concordância ou o reconhecimento entre os interlocutores, servindo para manter o diálogo fluido.

OBJETIVOS

• Identificar a função dos sinais de pontuação (ponto-final, vírgula e ponto e vírgula) na organização e no sentido de frases e textos.

• Compreender os efeitos de sentido produzidos pelo uso da pontuação em textos.

• Aplicar corretamente os sinais de pontuação estudados na produção de frases e pequenos textos.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a identificar os sinais de pontuação e a compreender os efeitos de sentido produzidos pelo uso deles no texto. Dessa forma, eles desenvolvem a habilidade EF04LP05. Esse estudo permite, ainda, se apropriar da norma-padrão, contemplando, assim, a Competência específica de Língua Portuguesa 2

• Ao lerem e compreenderem os textos desta seção, eles aprimoram as habilidades EF15LP03, EF35LP01 e EF35LP03

• O texto a ser explorado é um poema que narra as características do Menino Maluquinho: apresenta uma estrutura em versos e uma linguagem simples, cheia de imagens que os estudantes conhecem. Suas características poéticas, como a repetição de se tinha e a forma como o personagem sempre encontra uma solução, pedem uma leitura que mostre a alegria e a criatividade dele.

• Realize uma leitura expressiva em voz alta, modulando a voz e usando as pausas para que a entonação e o ritmo contribuam para a construção do sentido do texto. Em seguida, proponha uma leitura compartilhada.

• Ao apresentar o boxe sobre Ziraldo, questione: “Por que é útil saber quem escreveu este poema? O que aprendemos sobre Ziraldo que pode

DE OLHO NA ESCRITA

Ponto-final, vírgula e ponto e vírgula

1. Vamos aprender um pouco mais sobre alguns sinais de pontuação.

O Menino Maluquinho

Na casa do Menino Maluquinho era assim: se tinha chuva ele queria inventar o sol pois sabia onde achar o azul e o amarelo; [...]

se tinha sombras ele inventava de criar o riso pois era cheio de graça; se, de repente, ficasse muito vazio ele inventava o abraço pois sabia onde estavam os braços que queria; se havia

o silêncio ele inventava a conversa pois havia sempre um tempo para escutar o que o menino gostava de conversar; se tinha dor ele inventava o beijo aprendido em várias lições.

ZIRALDO. O Menino Maluquinho. 14. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1980. p. 40-41, 43-46.

QUEM PRODUZIU?

Ziraldo (1932-2024) nasceu em Caratinga, Minas Gerais. Retratou em suas obras personagens e costumes da cultura brasileira. Suas criações mais conhecidas são o Menino Maluquinho e a Turma do Pererê.

Ziraldo em exposição de alguns de seus trabalhos em comemoração aos 80 anos de vida, no Cine Sesc, São Paulo, 2012.

Segundo o texto, como era o Menino Maluquinho?

Resposta: O Menino Maluquinho era alegre e cheio de energia para mudar as situações de que não gostava.

nos ajudar a entender o Menino Maluquinho?”. Essa pergunta leva os estudantes a conectarem autor e obra, ampliando seu repertório cultural.

• Na atividade 1, desafie os estudantes: “Onde no texto encontramos as pistas que descrevem o Menino Maluquinho? Citem os versos que mostram como ele era”. Isso desenvolve a habilidade de localizar informações explícitas e de justificar as respostas com evidências do próprio texto, ensinando a diferença entre o que está escrito e o que é imaginário. Os estudantes devem perceber que a resposta sobre o caráter do Menino Maluquinho é uma síntese do que o poema revela.

14:27:06

2. Resposta: Primeira linha: Sol; segunda linha: Riso; terceira linha: Abraço; quarta linha: Conversa; quinta linha: Beijo.

2. Complete o quadro a seguir para resumir o trecho que você leu.

A casa do Menino Maluquinho

O que havia

Chuva

Sombra

Vazio

Silêncio

Dor

O que ele inventava

3. O trecho enumera situações que existiam e outras que ele inventava. Que sinal de pontuação separa cada dupla de situações?

Resposta: O ponto e vírgula.

4. A última situação inventada pelo Menino Maluquinho foi aprendida em várias lições. Que sinal de pontuação marca essa situação?

Resposta: O ponto-final.

Os sinais de pontuação ajudam a organizar as frases e o texto, entre outras funções.

Vamos relembrar agora três desses sinais de pontuação. Considere a frase a seguir, reformulada com base no texto.

Ele inventava o beijo aprendido em várias lições.

Nessa frase, o ponto-final indica o fim de uma frase que afirma algo. No caso, a afirmação de que ele inventava o beijo.

O ponto-final também pode aparecer em algumas abreviaturas, como:

• prof. – professor;

• a.C. – antes de Cristo;

• obs. – observação;

• tel. – telefone.

O ponto-final finaliza frases declarativas e aparece também em abreviaturas.

• Para a atividade 5, é importante despertar a autonomia na aplicação do conhecimento. Peça aos estudantes que escolham palavras do quadro e, antes de escrever, questione: “Que sinal usamos para listar palavras sem terminar a frase?”. Isso instiga a aplicação correta da vírgula. Monitore as produções com intervenções individualizadas: “Por que esse sinal? Qual é a diferença?”. Essa mediação consolida o uso da pontuação na leitura e na escrita, preparando para o boxe com o conceito seguinte.

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• Para as atividades 2, 3, 4 e 5, sugere-se focar a interação ativa e a descoberta guiada, promovendo a compreensão da função da pontuação na organização textual.

• Na atividade 2, incentive a releitura do poema buscando as duplas “O que havia” e “O que ele inventava”. Pergunte: “No poema, o que existia e o que o Maluquinho criava? Vamos encontrar essas duplas no texto”. Isso reforça a habilidade de localizar informações e organizar dados. Chame a atenção dos estudantes para o uso de ter com sentido de existir (“se tinha chuva”), explicando que a norma-padrão prefere haver ou existir, mas que o autor usou tinha para tornar o texto mais coloquial.

• Na atividade 3, desafie os estudantes a analisarem a relação de sentido entre as duplas de “O que havia” e “O que ele inventava”. Pergunte: “Observando as duplas que preenchemos no quadro, percebemos que o ponto e vírgula as separa. Se usássemos uma vírgula, a pausa seria a mesma?”; “E se fosse um ponto-final, as ideias estariam tão ligadas quanto com o ponto e vírgula?”.

• Na atividade 4, direcione ao último verso do poema. Pergunte: “Onde a última ideia do Menino Maluquinho termina?”; “Que sinal está ali?”; “O que ele indica sobre o fim da frase?”. Reforce a função do ponto-final em encerrar uma afirmação.

• Para aprofundar a compreensão da pontuação, oriente os estudantes a analisarem as funções do ponto-final, da vírgula e do ponto e vírgula, focando o efeito de sentido que cada um gera no texto.

• No exemplo 1, pergunte: “O que a vírgula depois de Agora destaca na frase?”. Explique que ela separa expressões de tempo ou lugar no início, ajudando a destacar informações com uma pequena pausa na fala. Caso algum estudante precise de apoio, peça que imite a entonação da sua voz, enfatizando a pausa e a mudança no tom.

• No exemplo 2, comente: “Imaginem que Tininim está sendo chamado para a conversa”. Pergunte: “O que aconteceria se a vírgula não estivesse lá?”. O objetivo é salientar o fato de que a vírgula não só isola o vocativo, mas também mostra que o falante está se dirigindo diretamente a alguém, destacando a função comunicativa desse sinal.

• No exemplo 3, pergunte: “O trecho ‘como todo mundo’ está entre vírgulas. O que ele indica na frase?”. Auxilie-os a entender que essa vírgula isola uma explicação. Se julgar pertinente, peça que leiam apenas a frase principal (“E o menino maluquinho cresceu”) e, depois, que a leiam com a explicação entre vírgulas, enfatizando a pausa e a entonação diferenciada para que observem como a frase fica mais detalhada.

• No exemplo 4, dirija o foco para a enumeração: “Por que usamos vírgulas para separar os nomes, mas não antes do último nome?”; “O que isso nos mostra sobre listar coisas?”. Mostre que a vírgula organiza a lista e a conjunção e a finaliza.

• Ao analisar a lista de material, proponha um desafio: “Se lêssemos esta lista

Leia as frases a seguir, todas do livro O Menino Maluquinho

1. Agora, vejam se pode uma descoberta dessas! (p. 87)

2. Tininim, vamos brincar de descobrimento do Brasil? (p. 80)

3. E, como todo mundo, o Menino Maluquinho cresceu. (p. 100)

4. A Fabrízia, o Paulo e a Vilma também colaboraram [...]. (p. 109)

ZIRALDO. O Menino Maluquinho. 14. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1980.

No exemplo 1, a vírgula separa uma expressão que indica tempo e que está no começo da frase.

O mesmo pode ocorrer com expressões que indicam lugar:

No Brasil, veja se pode uma descoberta dessas.

No exemplo 2, a vírgula separa o que chamamos de vocativo, isto é, a palavra que nomeia alguém, usada em uma invocação, um chamamento.

A vírgula também pode separar um trecho da frase que explica uma característica de algo ou de alguém, como ocorre no exemplo 3. O outro uso é para separar palavras que estão enumeradas em uma mesma frase, como a sequência de nomes do exemplo 4.

Perceba que, nas enumerações, antes do último item colocamos a palavra e em vez de vírgula.

A vírgula pode separar, do resto da frase, expressões de tempo ou lugar, vocativos, explicações e palavras de uma enumeração.

No trecho de O Menino Maluquinho, o ponto e vírgula separa as palavras ou grupos de palavras em uma lista de situações. Observe este outro exemplo.

Lista de material:

• papel;

• cola;

• tesoura com pontas arredondadas;

• purpurina.

O ponto e vírgula separa uma listagem ou enumeração de frases, expressões ou palavras.

usando apenas vírgulas, qual seria a diferença no ritmo da leitura? E se cada item fosse separado por um ponto-final?”. Essa comparação pode auxiliar os estudantes a compreenderem, por contraste, o efeito de sentido do ponto e vírgula: ele serve para organizar uma lista em que os itens já podem conter vírgulas internas ou representam unidades de sentido mais complexas, exigindo uma pausa maior do que a vírgula, mas sem a ruptura total de um ponto-final. Se necessário, leia enfatizando as pausas e as entonações.

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PARA PENSAR E PRATICAR

1. Você já ouviu alguém falar em enquadramento? Tem ideia do que se trata? Para entender isso melhor, leia o texto a seguir.

Enquadramento

Muito se fala em enquadramento quando o assunto está relacionado a técnicas de filmagem. Mas você sabe exatamente do que se trata? Enquadramento nada mais é do que posicionar os elementos dentro de uma cena, de um quadro. Para conseguir resultados profissionais, é preciso treinar seu olhar. Com o tempo, você conseguirá fazer o melhor enquadramento de maneira automática.

[...]

Abaixo elencamos alguns planos de filmagem que podem ser utilizados em vídeos para internet. Escolha o que mais se adequar às suas ideias:

Plano geral: a câmera fica distante do objeto, mostrando uma paisagem ou cenário por completo;

Plano médio: a pessoa é enquadrada por inteiro, geralmente em pé;

Plano americano: a pessoa é enquadrada do joelho para cima;

Meio primeiro plano: apenas o tronco da pessoa é enquadrado;

Primeiro plano: muito utilizado por youtubers, enquadramento do peito para cima;

Primeiríssimo plano: apenas a cabeça é enquadrada, com foco no rosto.

TÉCNICAS de filmagem: aprenda como gravar vídeos com qualidade. e-goi, 14 ago. 2018. Disponível em: https://blog.e-goi.com/br/tecnicas-filmagem-aprenda-gravar-videos/. Acesso em: 14 maio 2025.

Converse com um colega sobre o texto. Explique a ele o que você entendeu por enquadramento e confira a explicação dele. Depois, registre a definição. Resposta esperada: Enquadramento é o que permite posicionar os elementos de uma cena dentro dos limites do quadro da filmagem.

• Oriente a leitura do texto da atividade 1 com um propósito: ler para identificar o que é enquadramento e quais são os seus tipos. Incentive uma leitura ativa, sugerindo, por exemplo, aos estudantes que grifem as definições e os exemplos de cada plano de filmagem enquanto leem.

• Após a leitura individual, oriente os estudantes a não apenas explicarem o que entenderam, mas a justificarem sua compreensão com base no texto, apontando os trechos que sustentam suas definições. Caminhe pela sala de aula, atentando às discussões e intervindo pontualmente para esclarecer dúvidas ou redirecionar a conversa, sem, contudo, fornecer a resposta pronta. Observe a interação entre os pares, pois essa troca entre colegas promove a aprendizagem de forma mais efetiva por meio da colaboração. Caso perceba equívocos persistentes, utilize perguntas investigativas para guiar os estudantes na autocorreção, como: “Onde o texto trata disso?” ou “Qual parte do texto levou você a pensar assim?”. No registro da definição, enfatize a importância de formular a resposta com as próprias palavras, porém com precisão conceitual, utilizando os termos técnicos mencionados no texto.

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O plano de enquadramento varia de acordo com o objetivo do projeto.
HIGOOD

• No item a da atividade 2, após a releitura do trecho, incentive os estudantes a justificarem suas escolhas explicando o raciocínio que utilizaram para selecionar a alternativa. Isso aprimora a metacognição, ou seja, a capacidade do estudante de refletir sobre o próprio processo de pensamento. A vírgula, nesse contexto, funciona como um marcador de elementos de uma enumeração ou explicitação, conectando cena e quadro como sinônimos ou termos complementares. Ao propor o item b, a resposta esperada evidencia a função aditiva ou alternativa da vírgula nesse trecho específico. Evidencie como a escolha da conjunção altera ligeiramente o sentido: enquanto a conjunção e sugere uma equivalência ou adição (“cena e quadro são aspectos semelhantes”), a conjunção ou indica uma alternativa (“cena ou quadro, um ou outro”). Esse destaque aprimora a sensibilidade linguística dos estudantes para as nuances de sentido que a pontuação e as conjunções podem gerar.

• Para a atividade 3, primeiro leve os estudantes a identificarem a expressão “Com o tempo”, conectando com o exemplo 1 mostrado anteriormente, em que a vírgula após Agora destacava a expressão de tempo inicial com uma breve pausa na fala. Questione: “Por que ‘Com o tempo’ está entre vírgulas aqui, assim como a vírgula depois de Agora naquela frase?”. Explique que, em ambos os casos, a vírgula isola expressões de tempo, conferindo-lhes destaque e organizando o fluxo da informação.

• O objetivo da atividade 4 é levar os estudantes a entenderem que o ponto e vírgula é empregado para separar

2. Agora, vamos analisar a utilização dos sinais de pontuação no texto.

a ) Releia o trecho a seguir.

Enquadramento nada mais é do que posicionar os elementos dentro de uma cena, de um quadro.

Nesse caso, a vírgula é usada para:

Separar vocativo.

Marcar frase afirmativa.

Separar palavras ou expressões enumeradas.

Separar explicação de nome com uma característica.

Resposta: Separar palavras ou expressões enumeradas.

b) Que palavra poderia substituir essa vírgula sem prejuízo de sentido?

Resposta: As conjunções e e ou

3. Identifique, no primeiro parágrafo do texto, uma expressão de tempo separada por vírgulas. Copie-a aqui.

Resposta: Com o tempo.

4. O sinal de ponto e vírgula aparece várias vezes no texto. Assinale a alternativa que justifica a sua ocorrência.

Expressões de tempo ou lugar.

Frases afirmativas.

Listagem de planos de filmagens.

Explicação de nome com uma característica.

Resposta: Listagem de planos de filmagens.

5. No item Primeiríssimo plano, o ponto e vírgula não foi utilizado. Por quê? Explique.

Resposta: Porque é o último item, ele encerra a lista. Por isso, o sinal de pontuação adequado é o ponto-final.

itens de uma enumeração complexa, em que cada item já contém vírgulas internamente. Destaque que o ponto e vírgula cria uma pausa mais longa do que a vírgula e menos abrupta do que o ponto-final, sendo ideal para organizar listas ou sequências de ideias que guardam relação entre si.

• Na atividade 5, a explicação do não uso do ponto e vírgula no último item de uma lista reforça a função de encerramento do ponto-final.

Oriente os estudantes a perceberem que cada sinal de pontuação tem um papel específico na estruturação do texto e que o ponto-final indica o término de uma ideia completa ou de uma sequência enumerativa. A compreensão dessas convenções possibilita aos estudantes que não só identifiquem, mas apliquem corretamente a pontuação nas próprias produções textuais, garantindo a clareza e a progressão da informação.

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OBJETIVOS

PENSAR OS SENTIDOS

Homônimos

1. O texto a seguir traz uma reflexão sobre um fenômeno da língua.

Projeto Educação ensina o uso correto das palavras homônimas

É preciso prestar muita atenção na hora de escrever. Em alguns casos, uma letra muda totalmente o sentido da palavra.

No cartório, todos os dias, são feitos registros de documentos. Imóveis, certidões de nascimento, casamento, óbito, entre outros. Não é raro que pessoas com nomes iguais façam o mesmo tipo de registro. [...].

Assim como existem pessoas com o mesmo nome, podem existir palavras muito parecidas, mas que têm significados diferentes. São as chamadas palavras homônimas.

“Nomes iguais. Iguais na escrita, iguais na pronúncia ou iguais em tudo, como os homônimos perfeitos. A palavra ‘manga’, escrita da mesma maneira, pode significar parte da camisa, a manga fruta, a manga do candeeiro e até a forma do verbo ‘mangar’. Aí eu teria homônimos perfeitos em tudo, só na frase que eu sei a diferença dos sentidos deles”, conta o professor.

[...]

E é preciso prestar muita atenção na hora de escrever. Em alguns casos, uma letra muda totalmente o sentido da palavra. ‘Sessão’ de cinema é com “ss”. Seção de departamento é com cedilha.

A fruta manga.

“Há uma frase muito solene que diz: em sessão solene, o chefe da seção de vendas fez cessão dos seus bens. Nela, ‘sessão’ é reunião. ‘Seção’ é setor, departamento. E fazer cessão dos bens é o ato de ceder. Palavras que têm a mesma pronúncia, mas com significados e escritas diferentes”, acrescenta o professor.

[...]

PROJETO Educação ensina o uso correto das palavras homônimas. G1, 19 set. 2012. Disponível em: https://g1.globo.com/pernambuco/vestibular-e-educacao/noticia/2012/09/ projeto-educacao-ensina-o-uso-correto-das-palavras-homonimas.html. Acesso em: 14 maio 2025.

• Inicie a aula com um desafio: escreva no quadro uma palavra homônima conhecida, como pé (parte do corpo; árvore; parte de um móvel).

Peça aos estudantes que citem frases com ela e as anote no quadro. Provoque a curiosidade deles: “Como nosso cérebro sabe de qual pé falamos?”. Analise o papel do contexto, orientando-os a identificar as pistas nas frases que revelam o sentido correto.

• Organize a leitura do texto em duplas, fomentando a aprendizagem entre pares e fortalecen-

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do a autoconfiança. Após a leitura, promova a socialização de ideias.

• Se necessário, ofereça suporte individualizado: confeccione fichas com uma palavra homônima de um lado e, no verso, um texto ou desenho de seus diferentes significados; incentive os estudantes a manusearem esses cartões, formando frases. Oriente a confecção de dicionários visuais de homônimos, com verbetes ilustrados para palavras homônimas, levando os estudantes a pensarem na representação de cada sentido.

• Reconhecer a relação entre grafia, pronúncia e múltiplos significados de palavras homônimas.

• Determinar o sentido adequado de homônimos em textos.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a identificar palavras homônimas, a consultar o dicionário para conhecer os sentidos de palavras homônimas e a memorizar a grafia correta de palavras que têm o mesmo som, mas escrita e sentidos diferentes, apropriando-se, assim, da norma-padrão e desenvolvendo as habilidades EF35LP13 e EF04LP03, bem como a Competência específica de Língua Portuguesa 2

• Ao lerem e compreenderem diferentes textos nesta seção, identificando a ideia central dos textos e localizando informações explícitas e implícitas, eles desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP01, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05

Camiseta com mangas.

• Na atividade 2, após a identificação dos significados, desafie os estudantes a pensarem em outras palavras comuns com múltiplos significados (pena, linha, copa). Anote as sugestões no quadro e peça que criem frases curtas para cada sentido. Incentive o diálogo sobre como as palavras vizinhas (o co-texto) e a situação de comunicação (o contexto) acionam um significado específico.

• Na atividade 3, aprofunde a distinção de homófonos. Após a identificação dos significados, proponha um ditado temático. Dite frases que levem à escolha do homófono correto, por exemplo: “A seção de esportes está fechada.” e “Teremos uma sessão de cinema à noite.”. Para facilitar, explore a etimologia popular: explique que sessão (reunião) vem de sentar, e seção (divisão), de cortar. Isso oferece uma âncora mnemônica. Crie um Mural dos homófonos difíceis, onde os estudantes contribuem com frases e pequenas ilustrações para cada palavra, tornando-os protagonistas na construção de um recurso visual coletivo.

• Na atividade 4, além de completar a frase, estimule a criação de desafios de homonímia. Organize a turma em pequenos grupos e peça a cada um que crie um par de frases em que a mesma palavra tem sentidos diferentes (homônimos perfeitos), ou em que palavras com sons iguais têm escritas diferentes (homófonos). Em seguida, os grupos trocam os desafios. A produção autoral e a resolução de problemas linguísticos elevam o nível de processamento cognitivo, transformando o conceito em conhecimento aplicável. Incentive o uso de um “caderninho de descobertas” em que os estudantes regis-

O texto refere-se às palavras com a mesma grafia, mas com significados diferentes, e toma como exemplo a palavra manga.

a ) Quais significados essa palavra pode apresentar, de acordo com o texto?

Resposta: Parte da camisa ou camiseta; fruta; manga do candeeiro; forma do verbo mangar

Dica: Se precisar, consulte um dicionário para escrever os significados das palavras.

b) Qual é o significado da palavra candeeiro?

Resposta: Lamparina.

c ) Qual é o significado da palavra mangar?

Resposta: Debochar, caçoar.

2. O texto também aponta para palavras que têm o mesmo som, mas escritas diferentes: sessão, seção e cessão

a ) Escreva a seguir o significado de sessão.

Resposta: Reunião.

b) Escreva a seguir o significado de seção.

Resposta: Setor, departamento.

c ) Escreva a seguir o significado de cessão

Resposta: Ato de ceder.

3. Agora, defina o conceito de homonímia. Para isso, complete a frase a seguir.

Homônimos são palavras parecidas, mas que têm diferentes. Podem ser iguais na ou na dos sons.

Resposta: Significados; escrita; pronúncia.

Alguns homônimos são idênticos na escrita e na fala. Leia alguns exemplos.

caminho (percurso) leve (com pouco peso) rio (água corrente) verão (estação do ano) são (saudável)

trem os homônimos encontrados e desenhem/ escrevam seus significados. Para os homônimos perfeitos (caminho/caminho, leve/leve), explore as classes gramaticais, mostrando que a mesma palavra pode mudar de função na frase (substantivo, verbo, adjetivo), o que é fundamental para a identificação do sentido. Pergunte: “O que essa palavra faz na frase?”. Isso aprofunda a análise sintática de forma intuitiva, conectando a gramática ao significado.

caminho (forma do verbo caminhar) leve (forma do verbo levar) rio (forma do verbo rir) verão (forma do verbo ver) são (forma do verbo ser)

Outros homônimos são idênticos apenas na escrita, mas têm pronúncia diferente. Leia em voz alta os exemplos a seguir para perceber essa diferença.

gosto (sabor)

jogo (entretenimento)

molho (caldo) colher (talher)

gosto (forma do verbo gostar) jogo (forma do verbo jogar)

molho (forma do verbo molhar) colher (forma do verbo colher)

Nesses casos, a diferença de pronúncia está na forma como são lidas as vogais E e O. As palavras da coluna à esquerda são lidas com a vogal da sílaba tônica fechada; as da coluna à direita, com a vogal da sílaba tônica aberta. No exemplo a seguir, a diferença está na posição da sílaba tônica, conforme marcam os destaques:

dúvida (incerteza) e duvida (forma do verbo duvidar)

Além desses já estudados, há homônimos que são idênticos apenas na pronúncia de seus sons, mas têm escrita diferente. Leia alguns exemplos a seguir.

alto (altura) cinto (de prender calças) noz (castanha)

mal (advérbio: incorretamente)

PARA PENSAR E PRATICAR

auto (automático)

sinto (forma do verbo sentir)

nós (pronome)

mau (adjetivo: ruim)

1. Leia a seguir o texto de quarta capa de um livro infantil.

O mal do Lobo Mau

O Lobo Mau ficou doente e foi para o hospital. Lá, ele tem uma grande surpresa, a enfermeira é uma inocente ovelhinha, um floquinho de algodão. Qual será o desfecho desta história? Será que fome pode virar paixão?

O mal do Lobo Mau conta em versos uma divertida história recheada de emoção.

FRAGATA, Claudio. O mal do Lobo Mau. Ilustrações de Heitor Neto. São

mite aos estudantes verificar, de forma autônoma, a correção da sua escolha ortográfica em contexto.

• Na atividade 1, peça aos estudantes que narrem trechos em que o Lobo seja mau ou que ele se dê mal. Para a distinção entre mau e mal (itens b e c), reforce a substituição desses termos por bom e bem, respectivamente. Se julgar pertinente, realize um “ditado de escolhas” com frases lacunadas, solicitando que as completem e justifiquem oralmente.

• Para conduzir as explicações, retome o conceito de sílaba com os estudantes, solicitando que façam a separação oral das palavras dadas na página. Em seguida, explore as distinções auditivas e visuais: ao apresentar os homógrafos como gosto (sabor) e gosto (verbo), articule as vogais da sílaba tônica, enfatizando a diferença sonora e pedindo aos estudantes que sintam a abertura da boca para perceber a diferença na pronúncia. O objetivo é desenvolver a percepção de que variações no som podem alterar o sentido da palavra e, por vezes, a escrita correta.

• Nos homófonos, como alto e auto, inicie a abordagem pelo significado, e não pela pronúncia, que pode ser idêntica para a maioria dos estudantes. A chave para a correta aplicação ortográfica é a associação semântica, já que a distinção sonora poderá ser nula ou sutil demais para ser um critério confiável. Apresente os pares oralmente e peça aos estudantes que expliquem o sentido de cada um antes de mostrá-los por escrito.

• Na subseção Para pensar e praticar, ensine a regra de substituição para mal e mau: escreva no quadro as frases “O lobo é mau.” e “O lobo se sente mal.”. Em seguida, solicite aos estudantes que substituam as palavras-chave pelos seus opostos: “O lobo é bom.” e “O lobo se sente bem.”. Essa estratégia é um recurso mnemônico que per-

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• Promova o diálogo constante: incentive os estudantes a explicarem suas escolhas, a criarem outros exemplos e a justificarem suas respostas, consolidando o conhecimento. Crie um Mural dos desafios de homônimos para que os estudantes registrem palavras descobertas, suas variações e frases contextualizadas, tornando-os protagonistas na construção de um recurso de referência visual e coletivo.

Paulo: Elo, 2020. Quarta capa.

• Inicie com a leitura expressiva do poema. Depois, promova a identificação oral dos múltiplos significados de vendo e imóvel fora do poema. Na análise dos sentidos das palavras no poema (item b), incentive uma “leitura detetive”: peça aos estudantes que busquem no texto as pistas (como passando e ótima localização) que guiam a interpretação de vendo como verbo ver e imóvel como paralisado ou edificação. Chame a atenção dos estudantes para a intencionalidade no uso da ambiguidade (imóvel), mostrando como poetas usam homônimos para enriquecer o texto. Para estudantes que necessitem de mais apoio, a visualização do poema projetado com palavras-pista sublinhadas auxilia na compreensão.

a ) O Lobo Mau é um personagem de contos de fadas que aparece em várias histórias. Que histórias você conhece com esse personagem?

Respostas possíveis: Chapeuzinho Vermelho e Os três porquinhos

b) Consulte um dicionário e indique o sentido das palavras homônimas a seguir.

Resposta: Mau: adjetivo (ruim/imperfeito); mal: advérbio (incorretamente/erradamente).

• Mau:

• Mal:

c ) Para evitar desentendimentos, substitua mau e mal na frase a seguir.

Resposta: Ruim/Malvado; equivocadamente/erradamente.

O Lobo é um personagem de contos de fadas e está sempre intencionado.

2. Leia a seguir um poema em formato de anúncio em classificado de jornal.

a ) Indique as palavras que rimam nesse poema.

Resposta: Localização e reação

FÉLIX, Bruno. Poemas classificados Belo Horizonte: Grupo Editorial Letramento, 2018. p. 7.

b) As palavras que compõem o título e o último verso do poema são homônimas. Que significados elas podem ter?

Resposta: No título, vendo é uma forma do verbo vender; no último verso, é uma forma do verbo ver Imóvel, no título, refere-se a uma edificação; no último verso, ao ato de ficar sem se movimentar.

ATIVIDADE EXTRA

• Promova um jogo com a turma: o Desafio das palavras gêmeas. Inicie a atividade explicando que você fará a mímica de frases com a palavra conto e que a turma deverá observar para descobrir o significado da palavra em cada uma.

• Realize as mímicas pausadamente, conferindo tempo para a reação dos estudantes: “Eu adoro

ler um bom conto de fadas antes de dormir.”; “Meu avô sempre tem um conto pra me dar quando o visito.”; “Eu conto nos dedos para não me perder.”. Ao final, pergunte: “Como a mímica nos ajuda a perceber o significado certo em cada frase?”. Em seguida, organize os estudantes em grupos para que cada grupo crie um desafio similar para a turma.

BRUNO

3. Leia a receita culinária a seguir.

Omelete de peixinho-da-horta com abobrinha

Se você quiser colocar mais plantas alimentícias não convencionais (PANC) na sua alimentação, que tal experimentar essa omelete de forno com abobrinha e peixinho-da-horta?

Ingredientes

8 ovos batidos

1 unid. de abobrinha italiana ralada (parte grossa)

1/2 cebola picada em cubos ou ralada

8 folhas de peixinho picado

2 colheres de sopa de salsinha picada

2 colheres de sopa de farinha de trigo

1 colher de sopa de óleo

Sal a gosto

Óleo e papel-manteiga para untar a forma

Modo de preparo

Em uma tigela, bata os ovos e misture um a um dos ingredientes para formar uma emulsão.

Unte uma assadeira ou use papel-manteiga para não grudar.

Despeje cuidadosamente a mistura na assadeira e leve para assar em forno pré-aquecido 220ºC por cerca de 30 min – até que esteja firme. Sirva em seguida.

OMELETE de peixinho-da-horta com abobrinha. Sustentarea, 14 jul. 2022. Disponível em: https://www.fsp.usp. br/sustentarea/2022/07/14/receita-omelete-de-peixinho-da-horta-com-abobrinha/. Acesso em: 14 maio 2025.

a ) Você já comeu peixinho-da-horta? Comente com os colegas.

Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor.

b) Na receita, foi usada a palavra gosto. Que significados ela pode ter?

Resposta: Preferência pessoal; sabor; conjugação do verbo gostar

c ) Que diferença há entre esses significados com relação ao som?

Resposta: Gosto, quando se refere a sabor ou preferência, tem vogal fechada (Ô). Gosto, quando se refere ao verbo gostar, tem vogal aberta (Ó). 179

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• No item a da atividade 3, incentive os estudantes a compartilharem oralmente suas listas pessoais, construindo coletivamente um registro no quadro. Explore o vocabulário, discutindo as características e a origem das verduras mencionadas. A finalidade dessa socialização é validar as experiências dos estudantes com suas famílias e enriquecer o repertório lexical de forma colaborativa. Em seguida, aborde a palavra gosto (itens b e c) por meio de exemplos orais claros. Apresente frases que demonstrem os diferentes significados de gosto, como: “Eu gosto de brócolis” e “Esse bolo tem gosto de chocolate”, e peça aos estudantes que identifiquem o sentido da palavra em cada contexto. Para evidenciar a diferença sonora (item c), pronuncie a palavra em cada sentido de forma nítida e oriente os estudantes a ouvirem atentamente a vogal o e a perceberem a variação entre o som aberto (como em só) e o fechado (como em avô).

• Ao explorar a receita, chame a atenção da turma para a sequência tipológica injuntiva. Destaque os verbos no “Modo de preparo” que indicam ações a serem realizadas (bata, misture, unte, leve, sirva), explicando que esses termos dão instruções ou comandam, o que é característico de textos como receitas, manuais de instrução ou regras de jogos.

OBJETIVOS

• Ler um trecho de entrevista e refletir sobre o que ela provoca.

• Praticar a oralidade por meio de um debate sobre questões relacionadas a como o Brasil e o mundo estão funcionando, bem como sobre a importância das pessoas idosas para o mundo.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes mobilizarão habilidades da oralidade, como a expressão clara, a escuta atenta, o respeito aos turnos de fala e a compreensão da finalidade das interações orais ( EF15LP09 , EF15LP10 , EF15LP11 e EF15LP13 ) empregando a linguagem adequada (Competência específica de Língua Portuguesa 5). Além disso, desenvolverão algumas competências, como o uso de diferentes linguagens para se expressarem e partilharem informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4) e o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação (Competência geral 9).

• A leitura da entrevista, de forma silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes, desenvolve a habilidade EF35LP01 e contempla a Competência específica de Língua Portuguesa 3. Além disso, eles desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social da reportagem, de modo a reconhecer para que foi produzida, e trabalham as habilidades EF15LP03 , EF35LP03 , EF35LP04 e EF35LP05 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas.

• Ainda nesta seção, os estudantes serão levados a debater com os colegas a valorização e a importância das pessoas idosas para o mundo, desenvolvendo as

Professor, professora: Explique aos estudantes que Quatro Cinco Um é o nome da revista para a qual a entrevista foi concedida.

JANELAS

Bate-papo com o criador do Menino Maluquinho

Leia a seguir uma entrevista concedida pelo escritor e cartunista Ziraldo.

Maluco beleza

Ziraldo relembra as peripécias do Menino Maluquinho, seu personagem mais famoso, que completa quarenta anos

O Menino Maluquinho, personagem-símbolo da liberdade da infância criado por Ziraldo, está — vejam só! — completando quarenta anos.

[...]

Você imaginou que o Menino Maluquinho faria tanto sucesso?

Ninguém poderia imaginar a repercussão e o sucesso do Maluquinho, inclusive eu. Mas com o tempo ficou claro que as crianças se identificam com o personagem porque se sentem e pensam do mesmo jeito.

Como você vê a evolução desse personagem aventureiro ao longo destes quarenta anos?

O coração das crianças não mudou, elas sofrem e são felizes da mesma maneira. Só o que muda é o entorno. Antigamente elas queriam soltar papagaio e hoje querem voar de asa-delta. Em vez de rodarem pião, elas jogam no computador. De onde acha que vem o apelo do personagem?

Do fato básico de que tudo o que as crianças querem é brincar, ser amadas e felizes. Como foi o surgimento do Menino Maluquinho?

Nasci numa cidade do interior de Minas, Caratinga, onde não havia televisão. Eu mal tinha conhecimento do mundo, a não ser através das histórias em quadrinhos. Na infância eu lia mais quadrinhos do que livros. Meus amigos eram o Batman, o Super-Homem, o Capitão América. E foi por causa deles que comecei a fazer histórias em quadrinhos. Meus primeiros personagens não eram heróis, eram astronautas. Foi assim que tudo começou, com as memórias dessa época, a relação com as pessoas e a imaginação infantil, que é fantástica.

CARVALHO, Paula. Maluco beleza. Quatro Cinco Um, ed. 39, nov. 2020. Disponível em: https://quatrocincoum. folha.uol.com.br/br/noticias/literatura-infantojuvenil/maluco-beleza. Acesso em: 26 abr. 2025.

habilidades relacionadas a opinar e distinguir opiniões (EF35LP15 e EF04LP15), além das competências relacionadas à argumentação, à defesa de um posicionamento e à análise de posicionamentos (Competência específica de Língua Portuguesa 6). Essa discussão também promove o tema contemporâneo transversal Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso. A gravação, a edição e a postagem do vídeo do debate favorecem o desenvolvimento das habilidades EF15LP07 e EF15LP08, bem como da Competência específica de Língua Portuguesa 10.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

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• Para aprimorar a compreensão e a expressividade oral dos estudantes, proponha uma leitura dramatizada da entrevista de Ziraldo, organizando-os em duplas. Observe e apoie a autonomia de leitura.

1. Resposta: O Menino Maluquinho: como surgiu, como Ziraldo vê o sucesso e a evolução do personagem.

1. Essa entrevista foi concedida por Ziraldo em ocasião da comemoração dos 40 anos de criação de seu personagem que teve tanto sucesso. Qual é o assunto principal da entrevista? Converse com os colegas.

2. Os personagens das histórias em quadrinhos que Ziraldo lia são heróis, por isso têm superpoderes. Embora o Menino Maluquinho não seja um herói, podemos afirmar que ele também tem “poderes”. Em dupla, releia o poema da página 170 e identifique os poderes desse menino, depois transcreva-os.

Resposta: Transformar a chuva em sol; transformar a tristeza em riso; transformar a falta de contato físico em abraço; transformar o silêncio em conversa; transformar a dor em beijo.

3. O entrevistador em geral prepara um roteiro de perguntas, mas uma entrevista pode ser considerada um diálogo. Identifique na resposta de Ziraldo uma palavra ou expressão que se refira aos elementos das perguntas:

a ) Você imaginou…

Resposta: Ninguém poderia imaginar.

Todo mundo também imaginou.

Ninguém poderia imaginar.

b) Como vê a evolução…

Resposta: O coração das crianças não mudou.

O coração das crianças não mudou.

O mundo mudou.

c ) Como foi o surgimento…

Resposta: Foi assim que tudo começou.

Foi assim que tudo começou.

Com a criação de personagens que eram heróis.

4. Se a resposta à terceira questão fosse lida sem a pergunta, ela não faria sentido.

a ) Que informação está oculta na resposta de Ziraldo?

Resposta: A informação relacionada a de onde vem o apelo do personagem. 181

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• Na atividade 1, conduza o compartilhamento das compreensões dos estudantes, mediando o diálogo para que a turma elabore coletivamente a ideia central do texto e compreenda a abordagem do entrevistado sobre o personagem.

• Ao propor a atividade 2, aprofunde a análise da linguagem figurada. Antes de pedir que identifiquem os “poderes”, retome o conceito de metáfora e personificação, explicando que, embora o Menino Maluquinho não tenha superpoderes literais, o poema atribui a ele ações extraordinárias que representam sua capacidade de transformar o ambiente e as emoções. Oriente as duplas a não apenas identificarem as frases, mas a interpretarem o que cada poder simboliza. Por exemplo: “transformar a chuva em Sol” pode ser discutido como a capacidade de trazer otimismo em momentos difíceis.

• Na atividade 3, explique aos estudantes que as respostas em uma entrevista frequentemente contêm “pistas” ou retomadas diretas da pergunta feita, o que garante a fluidez do diálogo e a conexão das ideias. Peça que identifiquem essas marcas linguísticas, como “ninguém poderia imaginar”, que retoma “Você imaginou”, ou “não mudou”, que se refere a “Como vê a evolução”. Essa estratégia ajuda os estudantes a perceberem a interdependência entre perguntas e respostas e como a linguagem é usada para manter a progressão temática.

• Aproveite o item a da atividade 4 para mostrar que a resposta de Ziraldo, lida sozinha, parece incompleta, mas tem pleno sentido quando lida logo em seguida à pergunta. Em um diálogo, é comum omitir informações já conhecidas pelo interlocutor para evitar redundância, porém essa omissão não significa ausência de sentido.

• No item b, leve os estudantes a compreenderem que a omissão ocorre em decorrência da economia linguística, tornando a conversa mais direta e natural. Ajude os estudantes a perceberem que essa economia é uma característica comum da nossa fala e de textos como entrevistas, e que entendê-la é fundamental para a compreensão desse gênero.

• A atividade 6 possibilita um debate entre os estudantes sobre a infância e a velhice. Explique que, em um debate, as opiniões e os posicionamentos não precisam ser divergentes, mas sim se complementarem ou servirem para que surjam novas ideias. Incentive-os a refletir e verbalizar seu raciocínio sobre a razão da existência de debates na escola. Verifique se eles percebem que os debates os levam a se posicionar a respeito de questões polêmicas ou conflitivas e a exercitar a argumentação, que é essencial para a convivência em uma sociedade democrática. No item a, espera-se que os estudantes citem pelo menos a extinção de espécies, tematizada nesta unidade, e outros problemas ambientais, como o aquecimento global, já tratados em unidade anterior. Além disso, espera-se que estejam cientes das grandes desigualdades sociais no Brasil. No item b, espera-se que percebam que as crianças dos dias atuais são os cidadãos adultos do amanhã, que poderão agir assertivamente para mudar o que consideram errado. E, como crianças, podem agir como “influenciadores” na sua família e no bairro, para difundirem as lições aprendidas na escola sobre meio ambiente e convivência respeitosa. No item c, espera-se que citem cuidados básicos de saúde, como alimentação equilibrada e prática

b) Por que essa parte oculta não foi dita por Ziraldo?

Resposta: Para evitar repetições, afinal a pergunta tinha acabado de ser feita.

5. Que outra pergunta você faria a Ziraldo sobre o Menino Maluquinho?

Resposta pessoal. Possíveis respostas: “De qual personagem seu você mais gosta?”; “O Menino Maluquinho foi inspirado em alguma pessoa real?”.

6. Considere o seguinte roteiro para debater com os colegas algumas questões relacionadas ao texto.

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

• Disponham as cadeiras em círculo.

• Sigam as orientações do professor, que será o moderador, indicando a vez de cada um falar e o tempo de cada fala.

• Empreguem o registro formal da língua e expressões de respeito.

• Respeitem a vez e as ideias dos colegas ouvindo-os com atenção.

• Elaborem perguntas aos colegas conforme as ideias forem apresentadas.

• Gravem em vídeo o debate de vocês para assistir ou para compartilhar com amigos e familiares.

a ) Em sua opinião, o mundo e o Brasil estão funcionando bem ou há coisas que precisam melhorar? Quais?

b) Quais são os poderes das crianças como você para mudar o mundo e o Brasil de hoje? E no futuro, quando forem adultos, que poderes vocês imaginam que terão?

c ) Ziraldo morreu com 91 anos de idade e permaneceu ativo praticamente até o fim da vida. O que as pessoas precisam fazer durante a vida para se manterem ativas quando se tornarem idosas?

d) Quais são os poderes das pessoas idosas para melhorar o mundo e o Brasil?

PAPO DIGITAL

Para fazer a gravação e edição do vídeo do debate, você pode usar ferramentas digitais. Com o auxílio do professor, façam a edição do vídeo e postem-no nas mídias sociais da escola. Em seguida, divulguem esse conteúdo à comunidade escolar.

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes utilizem os recursos adequados para a gravação e edição do vídeo com o debate roteirizado.

de atividades físicas. No item d, espera-se que respondam com base em seus conhecimentos prévios. Ajude os estudantes a perceberem que as pessoas idosas ativas podem mudar os próprios hábitos em prol de melhorias coletivas e se solidarizarem com os mais jovens para que tenham mais perspectivas de emprego. Além disso, muitas ocupam altos cargos nos poderes Legislativo e Executivo, cujas decisões podem exercer grande influência para a melhoria do mundo e do Brasil.

PAPO DIGITAL

• Se necessário, adapte a atividade para um formato que preserve o objetivo do debate e sua divulgação, conduzindo um “Papo ao Vivo” na sala de aula. Para a divulgação, os estudantes podem apresentar o debate para outras turmas da escola. Outra opção é criar um mural ou cartazes com os principais pontos e conclusões do debate, ilustrando com desenhos e expondo em locais de destaque na escola.

HORA DE PRODUZIR

Entrevista em podcast

Agora é a sua vez de fazer uma entrevista.

O que vai produzir

INFOGRÁFICO

Você vai entrevistar um familiar ou conhecido e gravar essa entrevista para ser publicada virtualmente, como se fosse um podcast.

Planejar

A entrevista terá como objetivo coletar uma história sobre como uma notícia mudou a vida do entrevistado. Você já fez uma pesquisa prévia sobre isso, mas poderá entrevistar outra pessoa com quem não tenha conversado anteriormente.

1. Inicialmente, confirme respeitosamente se a pessoa pode dar a entrevista, marcando o melhor dia e horário.

2. Elabore um roteiro das perguntas que fará na entrevista, com base nas questões a seguir e em outras que julgar necessárias.

• Que notícia já provocou uma grande reação em você?

• Como você entrou em contato com essa notícia? Como ficou sabendo dela?

• Que reação você teve depois de tomar conhecimento da notícia?

3. Revise o roteiro e reescreva-o, fazendo os ajustes necessários.

4. Prepare os equipamentos para gravar a entrevista, como um celular, um gravador de áudio ou uma câmera. Atenção: caso registre em vídeo, você utilizará apenas o áudio, já que se refere a um podcast

5. No dia da entrevista, não se prenda apenas a essas perguntas. Fique atento às respostas do entrevistado e, se surgir alguma informação interessante, não hesite em fazer uma pergunta não prevista com base no que ele disse.

Produzir

1. No dia e na hora marcados, em local apropriado, posicione adequadamente os equipamentos, pergunte ao entrevistado se ele está pronto para a gravação e inicie a entrevista.

2. Inicie com sua apresentação e, em seguida, apresente o seu convidado, dizendo que vai fazer uma entrevista com ele. Diga o nome, a idade e a relação que ele tem com você.

desenvolver a habilidade EF15LP08, bem como a Competência geral 5 e a Competência específica de Língua Portuguesa 10

• Ao iniciar o planejamento, para que eles percebam o registro linguístico que deverão empregar (formal ou informal), reforce a situação comunicativa, considerando o grau de intimidade entre os interlocutores, o assunto e o ambiente da entrevista.

OBJETIVOS

• Participar de uma entrevista oral.

• Planejar um roteiro de entrevista com perguntas pertinentes ao tema e ao objetivo proposto.

• Praticar a oralidade por meio da entrevista.

• Colaborar na criação de um podcast da turma, inclusive da gravação de uma abertura.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a conduzir uma entrevista oral em um podcast, desenvolvendo, assim, as habilidades EF15LP09 e EF04LP17 , bem como a Competência específica de Língua Portuguesa 3. O planejamento do roteiro, considerando as características da entrevista, bem como sua revisão e utilizando conhecimentos linguísticos e gramaticais, possibilita desenvolver as habilidades EF15LP05 , EF35LP07 e EF35LP09

• Durante a entrevista, o emprego do registro linguístico adequado à situação comunicativa promove o desenvolvimento da Competência específica de Língua Portuguesa 5. Além disso, a busca por agir com autonomia e responsabilidade, visando uma entrevista agradável e respeitosa, contempla a Competência geral 10

• O uso de programas para a gravação e edição do podcast possibilita também

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• Para o roteiro, oriente a elaboração de perguntas que estimulem narrativas detalhadas. Na revisão, ensine os estudantes a ajustarem perguntas confusas ou redundantes. Incentive-os a ensaiar o roteiro em duplas, simulando a entrevista.

• Essa atividade integra a leitura crítica da notícia e a produção textual, na medida em que resgata os conteúdos trabalhados na seção Roda de leitura e os aplica a uma situação concreta que recupera impactos de notícias em leitores próximos aos estudantes.

PAPO DIGITAL

• Para a gravação, oriente a respeito da postura do entrevistador, principalmente com relação ao tom de voz. Retome a necessidade de formular perguntas improvisadas, considerando a continuidade e a progressão da entrevista. Além disso, enfatize a importância da escuta ativa: instrua os estudantes a irem além do roteiro, formulando perguntas novas e pertinentes. Reforce a importância de agradecer ao entrevistado e de verificar a gravação para garantir a qualidade. Por fim, instrua todos a realizarem testes nos dispositivos e sugira que escolham um local para a gravação com pouca reverberação e ruído de fundo.

• Antes do compartilhamento, oriente a turma na organização dos arquivos. Para desenvolver a coesão e a coerência do texto oral, os estudantes podem reescrever trechos ou reformular as perguntas e as respostas do roteiro após a escuta da gravação, focando em como as ideias se conectam e se há clareza na progressão da narrativa.

• Ao compartilharem as entrevistas, instrua todos sobre a ética no tratamento das informações coletadas: garantir a privacidade do entrevistado, utilizar os dados apenas para o fim acordado (o podcast da turma) e não os compartilhar sem permissão expressa.

• Caso haja dificuldades com a infraestrutura tecnológica, adapte a atividade de divulgação: organize uma exposição de áudios na própria sala de aula, onde os grupos possam apresentar seus podcasts uns para os outros. O foco é a disseminação do conteúdo, mesmo em formatos off-line. Auxilie-os a pensar em um nome atrativo para o podcast.

3. Depois, faça as perguntas previstas no roteiro, com atenção às respostas, pois é possível descobrir informações muito interessantes fazendo novas perguntas com base nas respostas do entrevistado.

4. Ao final, agradeça ao participante pela disponibilidade e conclua a gravação. Confira se tudo deu certo e, caso tenha ocorrido algum problema, verifique a possibilidade de fazer uma nova gravação com o entrevistado.

PAPO DIGITAL

Para fazer uma gravação de áudio com qualidade, siga estas dicas.

• Privilegie sempre espaços que tenham pouco barulho, para que não haja interferência de som.

• Posicione o equipamento próximo à boca. Pode ser em uma distância próxima tanto do entrevistador quanto do entrevistado, ou movimente o equipamento próximo à boca daquele que fala.

• Para editar o seu arquivo, verifique se foi salvo em formato de áudio ou vídeo. Caso seja em formato de vídeo, você terá de converter a gravação em áudio. Há na internet vários sites e aplicativos que fazem isso.

• Verifique previamente se o equipamento está funcionando e, logo após a entrevista, confira se ela foi gravada corretamente.

Compartilhar

Agora é hora de compartilhar sua entrevista com seus familiares e colegas.

1. Caso tenha gravado em formato de vídeo, converta o arquivo para formato de áudio, seguindo as orientações do Papo Digital. É possível unir todos os áudios em um mesmo site, pasta ou agregador de áudio para criar um podcast da turma.

2. Escolham um nome para o podcast e gravem uma abertura coletiva, que poderá ser incluída no começo de todo arquivo de áudio da turma. Ela deverá ser curta e atrativa para o ouvinte.

Avaliar

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

A turma deve, então, avaliar o trabalho.

1. Todos participaram da atividade?

2. Foi legal fazer as entrevistas? Por quê?

3. De que parte da atividade você mais gostou?

4. Que dicas poderia dar a outras turmas que venham a fazer a mesma atividade?

• Na etapa Avaliar, prepare o ambiente para um momento de avaliação da atividade. Proponha as questões sugeridas, porém, se necessário, elabore outras conforme o progresso da atividade e o desempenho dos estudantes nela. Retome os momentos da produção; verifique como eles ampliaram seu repertório e sua desenvoltura oral; faça uma sondagem para perceber as dificuldades e proponha remediações, se for o caso. Incentive uma autoavaliação crítica e uma avaliação por pares, focando não apenas no que gostaram, mas em como poderiam ter

aprimorado a escuta, a formulação das perguntas ou a qualidade da gravação. Ouça e acolha os apontamentos dos estudantes. Por fim, reforce os aspectos positivos e conscientize-os do aprendizado conquistado.

• Ao final da proposta, aproveite também para refletir sobre sua prática e atuação docente, principalmente nas orientações prestadas aos estudantes durante a produção da entrevista oral. Analise sua relação com eles e reflita sobre como ela influencia o aprendizado deles, compreendendo seu papel social nesse momento.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

Chegou o momento de avaliar os conteúdos estudados nesta unidade e a sua participação nas atividades.

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

Ficha de autoavaliação 1

Conteúdos estudados na unidade SIM NÃO

Entendi as características das notícias?

Compreendi o que são adjetivos?

Entendi as características das notícias televisivas?

Aprendi a usar o ponto-final, a vírgula e o ponto e vírgula?

Compreendi o que são homônimos?

Entendi as características de uma entrevista?

Ficha de autoavaliação 2

Participação nas atividades da unidade SIM NÃO

Contribui para as atividades orais em sala?

Colaborei com os colegas nas atividades coletivas?

Fiz as atividades de casa?

SAIBA MAIS

Podcast Jornal da Criança

Se você quiser ficar antenado com tudo aquilo que os adultos estão discutindo, vale a pena ouvir o podcast do Jornal da Criança. Ele explica de forma divertida e na voz de várias crianças os grandes assuntos da atualidade. No site do jornal, você tem acesso ao podcast

JORNAL DA CRIANÇA. Disponível em: https://jornaldacrianca.com.br/. Acesso em: 6 jun. 2025. Jornal para o público infantojuvenil

Os jornais impressos e virtuais são escritos pensando em um público preferencial. Foi assim que surgiu o jornal Joca, em 2011, publicado pela editora Magia de Ler. Ele faz uma seleção de notícias e reportagens que podem interessar ao leitor infantojuvenil e explica de forma acessível os temas importantes de cada momento.

JOCA. Disponível em: https://www.jornaljoca.com.br. Acesso em: 21 maio 2025.

185

13/10/2025 14:27:15

OBJETIVO

• Avaliar os conteúdos estudados na unidade e a participação da turma nas atividades.

• Os questionamentos propostos têm a finalidade de propiciar um momento para que os estudantes façam uma autoavaliação do aprendizado ao longo da unidade. É importante lembrar do papel que pode ter esse tipo de avaliação na gestão do aprendizado para que cada um possa pensar nas estratégias pessoais de estudo e para que exercite a responsabilidade pelo próprio aprendizado, aprimorando, assim, sua autonomia nos estudos.

OBJETIVOS

• Analisar uma imagem e refletir sobre o que ela provoca.

• Praticar a oralidade por meio da troca de ideias, hipóteses e justificativas sobre os conteúdos surgidos a partir das imagens.

• Refletir sobre os possíveis assuntos que levariam uma pessoa a escrever para um jornal ou uma revista.

BNCC

• Nas páginas de abertura, os estudantes mobilizarão habilidades relacionadas à oralidade, como a expressão clara, a escuta atenta, o respeito aos turnos de fala e a compreensão da finalidade das interações orais ( EF15LP09 , EF15LP10 , EF15LP11 e EF15LP13). Além disso, desenvolverão diferentes competências, como o uso de diferentes linguagens para se expressarem e partilharem informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4) e o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação (Competência geral 9).

• Além do mais, ao levantar hipóteses sobre o assunto da notícia que poderia acompanhar as imagens da página de abertura, os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP02 e a Competência geral 2

UNIDADE6 AGORA, VAMOS AOS DETALHES

CONTEÚDOS DESTA UNIDADE

• reportagem;

• artigo e numeral;

• depoimento;

• carta de leitor;

• sílaba tônica;

• adjetivos que descrevem e que avaliam;

• spot de rádio para campanha.

• Se possível, durante as atividades, tenha sempre à disposição uma ferramenta digital (computador, smartphone ou tablet) com acesso à internet que possibilite uma integração ao ensino. Ao surgir alguma dúvida, faça uma busca para obter informações que visem saná-la. Caso haja a necessidade de consultar exemplos de debates ou interações orais como as propostas aqui, faça uma busca para ampliar o repertório dos estudantes.

• Ao abordar o tema das músicas e das expressões faciais das pessoas na foto, pesquise com

O uso de fones de ouvido é um hábito comum entre pessoas de todas as idades.

a turma diferentes gêneros musicais e promova momentos de escuta coletiva. Dê espaço para que os estudantes comentem o que sentiram, relacionem com suas vivências e compartilhem preferências. Valorize essas interações orais como oportunidades de troca e construção de sentido, conduzindo as conversas com escuta ativa e respeito às opiniões.

• Se na turma houver estudantes com deficiência visual, proponha uma personalização da atividade, fazendo a audiodescrição das imagens, promovendo, assim, a inclusão deles.

Observe a imagem e converse com os colegas sobre as questões a seguir. Nas fotografias vemos uma criança e um adolescente usando fones de ouvido. Suponha que estejam ouvindo uma música. Pela expressão deles, que tipo de música cada um deve estar ouvindo?

As fotografias que acompanham as notícias podem valorizar uma informação ou acrescentar novos dados. Imagine que as fotografias destas páginas acompanhassem uma notícia. De que assunto ela poderia tratar?

Notícias e outros gêneros podem levar o leitor a escrever uma carta para o jornal comentando, elogiando ou criticando o que foi publicado. Suponha que o jornal tenha recebido muitas cartas comentando a notícia que você imaginou na atividade 2. Elas seriam para elogiar ou criticar? Por que você acha isso?

Imagine que o jornal tenha recebido muitas cartas e resolvido publicar outro texto dando detalhes ou ampliando a informação trazida pela notícia. Que assunto a reportagem poderia explorar?

Respostas e comentários nas orientações ao professor 187

Respostas

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que a expressão relaxada do adolescente sugere uma música mais calma e tranquila – embora seja possível que alguém se sinta assim com uma música animada também. Já a expressão da criança prontamente sugere algo mais agitado.

2. Resposta pessoal. Os estudantes poderão responder que a notícia trata do lançamento de um fone de ouvido especial para crianças e adolescentes; uma pesquisa sobre os efeitos do uso do fone de ouvido na audição; pesquisa sobre hábitos dos jovens; ou, ainda, lançamen-

13/10/2025 14:22:33

to de uma música que só pode ser ouvida em fone de ouvido.

3. Resposta pessoal. O mais importante nesta questão é os estudantes explicarem suas respostas.

4. Resposta pessoal. A resposta depende da notícia que os estudantes imaginaram. Possibilidades: se escolheram lançamento de um fone de ouvido especial para crianças, a reportagem poderia ser um texto sobre fones de ouvido em geral; se escolheram pesquisa sobre os efeitos do uso do fone de ouvido na audição, o texto pode detalhar outros hábitos que fazem mal às crianças e aos jovens, e assim por diante.

• As questões propostas nesta seção possibilitam reflexões e trocas de ideias. Oriente os estudantes a se expressarem com clareza, a fazerem suas colocações e a ouvirem as dos colegas com atenção, sempre respeitando os turnos de fala. • Os momentos de interação, como discussões, debates, trocas de ideias, produções orais e escritas coletivas, entre outros, proporcionam o desenvolvimento de competências socioemocionais relacionadas ao convívio respeitoso e harmonioso. Caso haja problemas de indisciplina ou de relacionamento nessas atividades, viabilize momentos para reflexões sobre a importância do respeito entre colegas, levando-os a considerar a empatia, a paciência e a confiança como elementos necessários para a boa convivência. Ao final de cada atividade, reflita com a turma sobre os aspectos que julgar necessários.

OBJETIVOS

• Desenvolver habilidades leitoras por meio da leitura e análise de uma reportagem, de modo a reconhecer as características do gênero.

• Praticar a escrita e a oralidade em sala de aula por meio de atividades relacionadas ao texto lido.

BNCC

• Organizados em roda, os estudantes serão levados a levantar hipóteses sobre o texto a ser lido com base no conhecimento prévio e nas pistas oferecidas pelo próprio material. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02 e a Competência geral 2 , bem como as habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13).

• A leitura do texto, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento das habilidades EF35LP01 e EF04LP19, bem como da Competência específica de Língua Portuguesa 3. A leitura da reportagem permite explorar os benefícios e os malefícios do uso do fone de ouvido para a saúde de todos, inclusive dos próprios estudantes, desenvolvendo a Competência geral 8, e é uma forma de promover o tema contemporâneo transversal Saúde

UM MERGULHO NOS FATOS

RODA DE LEITURA: REPORTAGEM

As reportagens fazem circular mais do que informação. Vamos conhecer esse gênero e o que ele traz para o leitor.

ANTES DE LER

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes tenham ciência de que assuntos relacionados à saúde são importantes para todos.

Leia o título do texto a seguir e responda às questões oralmente.

1. De que assunto a reportagem vai tratar?

1. Resposta esperada: Uma reportagem relacionada ao uso de fones de ouvido e aos problemas que isso pode causar.

2. Você acha que esse assunto pode ser importante? Por quê?

3. Atualmente, muita gente ouve música usando fones de ouvido. Qual é a vantagem em ouvir música desse modo?

4. E quais podem ser as desvantagens? Troque ideias com os colegas.

Possíveis respostas: Problemas de audição se fizer mau uso dos fones; perda de contato com o próximo; ausência de trocas de experiências.

Você vai ler uma reportagem que tem relação com um fato, mas vai além dele. Observe por quê.

3. Possíveis respostas: Cada um ouve o que quer; é possível ouvir música e outros áudios em qualquer lugar sem incomodar as demais pessoas.

Música em alto volume faz mal!

Os jovens estão ouvindo música em um volume muito alto nos fones de ouvidos

Um estudo feito pela Sociedade Brasileira de Otologia (SBO) e pela PROTESTE Associação de Consumidores, em São Paulo, constatou que de 68 jovens, somente 14 ouviam música com volume menor do que 85 dB, considerado seguro para a audição. Para comparar, uma avenida movimentada tem, em média, ruído de 85 dB.

Além disso, 21 destes jovens ouvem música de duas a quatro horas diárias, tempo considerado excessivo para uso dos fones.

Observe nas ruas, nos ônibus, na academia. É muita gente com fones no ouvido escutando música.

dB: abreviação de decibel, que é a unidade de medida do volume do som.

ANTES DE LER

• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a exporem as próprias ideias e ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala. Na atividade 1, incentive-os a compartilhar com a turma conhecimentos prévios ou hipóteses. Retome essa conversa posteriormente, no boxe Agora que já lemos.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

• Para iniciar a leitura, proponha uma dinâmica. Para isso, toque, por alguns segundos, trechos de músicas com diferentes estilos e volumes variados. Depois, promova uma conversa breve com a turma perguntando como os estudantes se sentiram ouvindo as músicas, qual delas foi mais agradável e se já sentiram desconforto com o volume do fone de ouvido ou da música ambiente.

Até aí tudo bem, a música é parte essencial de nossa vida, relaxa e faz o tempo passar mais rápido. O problema não está na música e, sim, no volume da melodia que entra por nossos ouvidos.

Qualquer som muito elevado, por tempo prolongado – pode ser um barulho indesejável ou a sua música preferida muito alta, com ou sem fone de ouvido – gera uma energia sonora que, quando intensa e contínua, lesa a delicada estrutura anatômica auditiva.

O resultado é que pode surgir um zumbido desagradável e/ou perda auditiva progressiva e, o que é pior, irreversível. E isso pode acontecer em qualquer idade, inclusive entre os jovens.

A febre do fone de ouvido vem ocasionando uma triste estatística: é cada vez maior o número de jovens com problemas de audição. A fonoaudióloga Isabela Carvalho [...] alerta: “A grande preocupação é que a ‘Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados’ (PAINPSE) tem efeito cumulativo”.

Fones de ouvido podem prejudicar a audição.

Evite ouvir música muito alta dentro de casa ou do carro e modere o volume nos fones de ouvido.

De acordo com a especialista, um pequeno problema na audição já é um sinal de alerta. “Quanto maior a frequência a ambientes barulhentos, maiores os riscos. Além disso, na medida em que o volume da música passa dos 100 decibéis, aumenta o risco de uma possível lesão na cóclea – órgão dentro do ouvido responsável pela audição. Nesses casos, o tempo de exposição não deve passar de 30 minutos”, explica a fonoaudióloga [...].

“No entanto, vivemos em cidades com muitos ruídos, de obras, trânsito, buzinas, metalúrgicas e ainda a música alta direto nos fones de ouvido. São fatores que, em conjunto, podem ser prejudiciais à audição”, conclui a fonoaudióloga [...].

Um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) alerta que 360 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de perda auditiva. A entidade considera que a perda de audição relacionada ao ruído musical é a segunda maior causa de surdez no mundo.

• Durante a leitura, explore algumas palavras com os estudantes a fim de ampliar o vocabulário deles. Verifique, ainda, se entendem o sentido de algumas palavras-chave essenciais para a compreensão do texto, como volume, energia sonora, zumbido, irreversível e decibéis

• No trecho “A fonoaudióloga Isabela Carvalho [...] alerta: “A grande preocupação é que a ‘Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados’ (PAINPSE) tem efeito cumulativo”., questione se eles compreendem o que significa “efeito cumulativo”, levando-os a compreender que se trata de um efeito que se manifesta à medida que uma ação se repete muitas vezes.

• Ao final da leitura, chame a atenção dos estudantes para o objetivo da reportagem, que é apresentar informações sobre um assunto para um público-alvo.

13/10/2025 14:22:39

BNCC

• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social da reportagem, reconhecendo para que foi produzida, onde circula, quem a produziu e a quem se destina.

• Também desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas.

• Ao reconhecerem a reportagem como um texto informativo jornalístico constituído de fatos e opiniões, além de distingui-los no texto, os estudantes desenvolvem a habilidade EF04LP15

• Oriente os estudantes a terminarem de ler o texto atentos aos sinais de alerta sobre perda auditiva e promova uma breve reflexão sobre as próprias experiências com som alto. Em seguida, peça-lhes que respondam às questões do Papo de leitor usando informações do texto para fundamentar as respostas.

• Ao mediar a atividade 3, explique aos estudantes que a Sociedade Brasileira de Otologia (SBO) congrega os médicos especializados e atuantes em otologia, ramo da medicina que estuda anatomia, fisiologia e doenças da orelha. Verifique se sabem qual é o papel de associações de consumidores como a PROTESTE, citada no texto. Enfatize que o fato de o estudo ter sido feito em parceria entre a SBO e a PROTESTE contribui para dar mais credibilidade – do ponto de vista dos consumidores.

Fique

alerta se você

• Coloca a TV ou o rádio em volume mais alto do que as outras pessoas de seu círculo familiar;

• Tem dificuldade em entender conversas com ruídos ao fundo;

• Tem dificuldades em acompanhar conversas em grupo;

Mulher verificando se está ouvindo bem.

• Sempre pede aos outros para repetirem o que estão falando;

• Tem amigos ou familiares que dizem que você não está ouvindo bem.

MÚSICA em alto volume faz mal. Joca, 3 ago. 2015. Disponível em: https://web.archive.org/web/ 20220627140518/https://www.jornaljoca.com.br/musica-em-alto-volume-faz-mal/. Acesso em: 4 out. 2025.

Papo de leitor

1. Complete:

Resposta: A reportagem foi publicada na data de 3 de agosto de 2015 e a fonte é o Jornal Joca. Os estudantes também podem dar como resposta o endereço eletrônico de onde foi extraída a reportagem.

A reportagem foi publicada na data de e a fonte é o .

2. Quem teria interesse em ler essa reportagem? Assinale as alternativas. Pais de crianças e adolescentes.

Resposta: Pais de crianças e adolescentes.; Crianças e adolescentes.;

Todos que gostam de ouvir música.

Crianças e adolescentes.

Todos que só ouvem música com fone de ouvido.

Todos que gostam de ouvir música.

3. A reportagem parte de um fato. Qual?

Resposta: O lançamento de um estudo feito pela Sociedade Brasileira de Otologia (SBO) e pela PROTESTE Associação de Consumidores, em São Paulo.

4. A reportagem trata de um problema específico. Qual? Complete.

Ouvir som e por prejudica a audição.

Resposta: Ouvir som muito alto e por muito tempo prejudica a audição.

• Quanto à estrutura do texto, destaque o fato de a pesquisa estar mencionada logo no primeiro parágrafo, como uma estratégia de atração do leitor: ao ver os dados dessa pesquisa no parágrafo inicial, é mais provável que continue lendo a reportagem do que se o texto começasse com a observação de fatos cotidianos, como o terceiro parágrafo, por exemplo: “Observe nas ruas, nos ônibus, na academia. É muita gente com fones no ouvido escutando música.”. Nesse caso, poderia entender que a reportagem não tem nada de novo e desistiria da leitura.

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5. A notícia vive do fato, da novidade. É nisso que está o interesse nela.

a ) O fato a que a reportagem se refere é de 2015. A pesquisa deixou de ser novidade? Por quê?

Resposta: Deixou de ser novidade, pois foi feita há tempos, mas os fatos que ela atesta continuam atuais.

b) A reportagem apresenta dados científicos descobertos pela pesquisa. Esses dados deixaram de ser atuais? Por quê?

Resposta: Não, pois, sendo científicos, os dados permanecem válidos e importantes para o conhecimento de quem ouve música. Os dados só perdem a validade se outra pesquisa negar o que a anterior descobriu.

A notícia vive da novidade do fato, enquanto a reportagem apresenta informações de interesse mais permanente.

6. A reportagem traz o depoimento de duas autoridades.

a ) A primeira é uma fonoaudióloga. O que a reportagem ganha com a fala dela?

Resposta: Credibilidade, isto é, maior segurança de que as informações são verdadeiras.

Credibilidade, isto é, maior segurança de que as informações são verdadeiras.

Uma informação que vai além do que a pesquisa apresenta.

b) A segunda autoridade é a Organização Mundial da Saúde, respeitada no mundo todo. O que o estudo citado permite ao leitor entender sobre a perda de audição?

Resposta: O estudo permite entender que esse é um problema mundial e que, por isso, merece atenção de todos os países. 191

A reportagem usa a palavra de autoridade para convencer o leitor a tomar cuidados ao ouvir música.

No caso dessa reportagem, a palavra de autoridade é dita por uma pesquisa, por uma fonoaudióloga e por uma organização internacional reconhecida.

gada à Organização das Nações Unidas (ONU) que conecta nações, parceiros e pessoas para promover a saúde, manter o mundo seguro e servir aos vulneráveis — para que todos, em todos os lugares, possam atingir o mais alto nível de saúde. Uma de suas muitas atribuições é alertar para problemas mundiais, como o citado pela reportagem.

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• Explique o conceito de palavra de autoridade como um recurso usado para dar credibilidade ao texto, mostrando que a informação vem de fontes confiáveis. Questione: Por que é importante que o texto cite essas fontes? Como isso influencia a nossa confiança no que está sendo dito? Se possível, proponha uma atividade em que os estudantes tragam exemplos de outras matérias ou reportagens que usam depoimentos de especialistas ou dados de instituições importantes para reforçar sua credibilidade.

• Na atividade 5, é importante que os estudantes entendam que, embora a pesquisa não seja tão recente, ela se refere à estrutura anatômica da orelha e às consequências de ouvir música em volume muito alto, o que não mudou nos seres humanos nesse espaço de tempo. Se considerar relevante, peça aos estudantes que busquem na internet reportagens ou notícias mais recentes sobre potenciais danos à saúde auditiva causados pelo uso de fones de ouvido e verifiquem se os dados da pesquisa continuam atuais. Essa reportagem não trata de fones de ouvido em geral, mas sim dos que cancelam ruídos.

• Para exemplificar a diferenciação entre notícia e reportagem abordada no boxe com o conceito, mostre uma notícia recente e uma reportagem sobre o mesmo tema e peça aos estudantes que comparem o que esses textos enfatizam. Proponha que identifiquem também as características de cada um, como a linguagem, o “tempo de validade” da informação e o objetivo principal.

• No item a da atividade 6, se necessário, chame a atenção dos estudantes para o fato de a fonoaudióloga ser uma autoridade no assunto. A presença dela na reportagem dá mais segurança ao leitor para acreditar nas informações. Ao propor o item b, destaque para eles que a Organização Mundial da Saúde (OMS), fundada em 1948, é uma agência li-

• Na atividade 8, mostre à turma que o uso desses termos dá ao texto um tom mais preciso e confiável, pois está embasado em conhecimento especializado. No item b, auxilie-os a entender por que palavras como misteriosa ou confusa não se aplicam à reportagem, que tem o objetivo de esclarecer e informar com base científica.

• Ao propor a atividade 10, solicite aos estudantes que copiem um exemplo de fala direta com o leitor, como “Fique atento ao volume de som a que você expõe seus ouvidos”. Convém ressaltar que o exercício de reescrita proposto nesta atividade favorece o desenvolvimento de aspectos de coesão textual para a prática de escrita. Esclareça que o objetivo, nesse caso, é reescrever o trecho em linguagem formal, eliminando as expressões características da informalidade. Aproveite o momento para evidenciar que o nível de formalidade da reportagem depende do veículo de publicação e do público-alvo.

7. A fonoaudióloga menciona certas condições de vida que pioram o problema. Quais são essas condições?

Resposta: As condições de quem vive em cidades com muitos ruídos de obras, de trânsito, de buzinas, de metalúrgicas.

8. a) Possíveis respostas: Os estudantes podem sublinhar os seguintes trechos: "85 dB"; "energia sonora"; "intensa e contínua"; "perda auditiva progressiva"; "a ‘Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados’ (PAINPSE) tem efeito cumulativo”; "100 decibéis".

8. Além da palavra de autoridade, a reportagem traz alguns termos próprios de textos que tratam de assuntos científicos. Por exemplo, estrutura anatômica auditiva

a ) Sublinhe no texto outro termo que pode ser considerado assim.

b) Como você caracterizaria a reportagem com o emprego desses termos? Contorne as que parecerem corretas para você.

Resposta: Os estudantes devem contornar as palavras precisa e confiável

precisa confiável misteriosa confusa

9. A reportagem elogia um fato:

A boa notícia é que, graças aos avanços da tecnologia, os aparelhos auditivos hoje são minúsculos, [...] se acomodam discretamente no ouvido, preservando a vaidade de quem precisa deles para ouvir novas canções pela vida afora.

Resposta: Apresenta uma alternativa para quem sofre ou sofreu perda auditiva.

Esse trecho da reportagem: desestimula as pessoas a baixar o volume dos fones de ouvido. apresenta uma alternativa para quem sofre ou sofreu perda auditiva. incentiva a compra de aparelhos auditivos.

10. A reportagem tenta se aproximar do leitor usando uma linguagem mais informal, que fale mais diretamente com ele. Considere o seguinte trecho:

Observe nas ruas, nos ônibus, na academia. É muita gente com fones no ouvido escutando música.

Até aí tudo bem, a música é parte essencial de nossa vida, relaxa e faz o tempo passar mais rápido.

Reescreva o trecho substituindo os termos em destaque por outros menos informais.

Possível resposta: Observe nas ruas, nos ônibus, na academia. Há muitas pessoas com fones no ouvido escutando música. Ouvir música não gera problemas, a música é parte essencial de nossa vida, relaxa e faz o tempo passar mais rápido.

11. Releia:

A febre do fone de ouvido vem ocasionando uma triste estatística [...].

Avalie a posição do repórter: ao usar o adjetivo triste, ele é neutro ou coloca sua opinião? Explique.

Resposta: O repórter coloca sua opinião no texto, pois o adjetivo triste revela a impressão que ele tem da situação.

O uso de fones de ouvido deve ser feito com cuidado.

A notícia busca o máximo de objetividade. Já a reportagem permite a expressão da emoção e da opinião do jornalista. Dependendo do veículo, o repórter também pode usar uma linguagem mais informal, mais próxima do leitor.

12. A reportagem traz destaques diferentes no meio do texto. Que função têm esses destaques? Assinale as afirmações corretas.

Resumir a informação.

Repetir a informação.

Dar um respiro na leitura.

Resposta: Resumir a informação.; Dar um respiro na leitura.; Destacar informações importantes.

Destacar a fala da especialista.

Destacar informações importantes.

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• Na atividade 11, explore e retome a definição de adjetivo com os estudantes. Na sequência, destaque para eles que o adjetivo triste expressa uma avaliação do repórter sobre as estatísticas relativas aos casos de perda auditiva e surdez. Questione os estudantes: “Como vocês reescreveriam esse trecho de modo a eliminar a avaliação do repórter?”. Possível resposta: A febre do fone de ouvido se reflete nas estatísticas: é cada vez maior o número de jovens com problemas de audição.

• A diferença entre os adjetivos que expressam uma qualidade objetiva do substantivo e os que expressam uma avaliação do autor do texto será objeto da seção Pensar os sentidos desta unidade.

• Na atividade 12, peça aos estudantes que voltem ao texto para observar os destaques em outra cor e acrescente que esse tipo de recurso também é usado em outros gêneros jornalísticos. Em entrevistas, por exemplo, é comum aparecerem trechos destacados entre aspas, reproduzindo algumas frases que o entrevistado disse.

• A atividade 13 resgata elementos que a notícia tem em comum com a reportagem – título, linha fina e imagens –, mostrando que em ambos os gêneros esses elementos têm praticamente a mesma função. Ressalte que têm em comum a função de “fisgar” o leitor para que ele inicie ou continue lendo a reportagem. Outro elemento que tem a mesma função são os destaques com texto em outra cor no interior da reportagem. Como esses trechos são coloridos, o olhar do leitor se dirige a eles quase automaticamente e, se encontrar ali algo que o interesse, provavelmente lerá o texto na íntegra.

• Na atividade 14, leia o trecho com os estudantes e pergunte: “Alguém já ouviu a expressão “febre da internet” ou “febre da figurinha”? Reforce que, nesses contextos, “febre” significa algo que se espalha rapidamente, como uma moda ou mania.

13. Como a notícia, a reportagem tem título, linha fina e imagens.

a ) Copie o título no espaço a seguir.

Resposta: Música em alto volume faz mal!

b) Em sua opinião, o título é atraente? Por quê?

Resposta pessoal. O mais importante é os estudantes justificarem suas respostas após avaliarem a coerência entre as escolhas para a composição do título (palavras e sinal de pontuação) e a relação delas com o conteúdo do texto.

c ) Agora, transcreva a linha fina.

Resposta: Os jovens estão ouvindo música em um volume muito alto nos fones de ouvidos.

d) Qual é a função da linha fina?

Resposta: Ela complementa o título, dando mais informações ao leitor, para que ele possa decidir se continua ou não a leitura do texto.

Ela amplia o título, dando novas informações para o leitor, indicando quando e onde o fato ocorreu.

Ela complementa o título, dando mais informações ao leitor, para que ele possa decidir se continua ou não a leitura do texto.

e ) Qual é a função das imagens selecionadas?

Resposta: As imagens servem para ilustrar o que está sendo explicado.

14. Releia este trecho:

A febre do fone de ouvido vem ocasionando uma triste estatística […].

a ) Nessa frase, a palavra febre não tem o sentido de alta temperatura. Como ela pode ser entendida?

Resposta: Pode ser entendida como moda, mania.

b) A palavra febre está sendo usada no sentido: próprio. figurado.

Resposta: Figurado.

15. Releia este trecho: “A perda de audição é irreversível”.

a ) Irreversível significa que algo não pode ser revertido, que não tem reversão. Complete as frases a seguir.

• Quem não tem responsabilidade é

Resposta: Irresponsável.

Resposta: Irrecuperável.

• Aquilo que não tem recuperação é .

b) Quanto à escrita, o que essas palavras têm em comum?

Resposta: Todas começam com o prefixo i-. Chame a atenção dos estudantes para as palavras às quais o prefixo i- se liga. Nos casos selecionados, todas começam com R, por isso a consoante dobra.

4. Resposta esperada: Sim, pois de acordo com a construção textual e as informações expostas, o texto se mostra capaz de, ainda que indiretamente, convencer o leitor do problema e fazê-lo mudar de atitude. Pode ser produtivo chamar a atenção dos estudantes para os argumentos apresentados.

16. O fim da reportagem traz alguns alertas para o leitor.

a ) Para o que eles querem chamar a atenção?

Resposta: Para sintomas de perda auditiva que justificariam uma ida ao médico.

16. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes elaborem um mapa conceitual coerente com a proposta. Comentários e sugestões nas orientações ao professor

b) Crie no caderno ou em uma folha avulsa um mapa conceitual considerando os alertas ao final da reportagem.

2. Resposta esperada: Mudar o comportamento do leitor, bem como alertar para os perigos de ouvir música alta nos fones de ouvido.

AGORA QUE JÁ LEMOS

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes considerem importante porque é um tema que afeta muitas pessoas e tem a ver com um comportamento cotidiano.

Responda às questões a seguir oralmente.

1. Depois de ler a reportagem, você continua achando o tema importante?

2. O que essa reportagem pretende? Justifique sua resposta aos colegas.

3. Você costuma ouvir música em volume muito alto? Se sim, pretende mudar suas atitudes depois de conhecer os riscos desse hábito?

4. Você acha que a reportagem pode atingir o que pretende? Por quê?

3. Resposta pessoal. A resposta vai depender da realidade de cada estudante. Espera-se que eles reflitam sobre a importância de mudar esse hábito em caso de resposta positiva.

AGORA QUE JÁ LEMOS

• Na atividade 1, retome os apontamentos feitos antes da leitura. Leve-os a entender que o importante não é acertar, mas reconhecer que as hipóteses podem ser aprimoradas ou reformuladas com base nos conhecimentos adquiridos por meio da leitura e compreensão do texto.

• Ao propor a atividade 2, reforce que a reportagem visa informar e conscientizar, enquanto o texto publicitário quer vender ou promover algo. Se julgar pertinente, apresente um anúncio de aparelho auditivo e compare com o texto lido,

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pedindo aos estudantes que apontem as diferenças na linguagem, no objetivo e na forma de apresentação da informação.

AVALIANDO

• Após a correção das primeiras atividades, é possível discutir com os estudantes sobre como se saíram, a fim de identificar a percepção deles em relação ao nível de dificuldade para realizá-las e, com isso, preparar estratégias para as próximas abordagens.

• Ao mediar a atividade 15, destaque que o prefixo indá ideia de negação ou ausência. No item b, chame a atenção para o fato de que, quando a palavra começa com R, o prefixo in- provoca a duplicação da consoante (como em irreversível e irrecuperável). O prefixo in- também perde a letra N quando anteposto a palavras que se iniciam com outras letras que não R

• No item b da atividade 16, oriente os estudantes a escreverem o tema principal no centro da folha e, a partir desse tema, elaborarem ramificações com palavras-chave. Incentive o uso de cores diferentes para dar mais ênfase a categorias ou diversos níveis de informação. Sugira que primeiro seja feito um rascunho e, depois, passem-no a limpo. Outra opção é levar para a sala de aula alguns modelos impressos em que eles possam se inspirar. Oriente-os a elaborar um título para o mapa conceitual, que pode ser “Perda auditiva – Alertas”. Ao final, os estudantes podem compartilhar os mapas entre si e, posteriormente, com a comunidade escolar, em um mural ou nas mídias sociais da escola.

OBJETIVOS

• Reconhecer artigos e numerais como classes de palavras presentes em sintagmas nominais.

• Trabalhar a concordância entre palavras do sintagma nominal – substantivos, artigos, adjetivos – e aplicar à produção escrita.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a identificar os artigos e os numerais, e reconhecê-los como elementos importantes na concordância nominal. Dessa forma, desenvolvem as habilidades EF35LP06 e EF04LP07 Além disso, deverão se apropriar da norma-padrão, contemplando, assim, as Competências específicas de Língua Portuguesa 2

• A leitura de uma manchete e de trechos de notícia e reportagem aprimora as habilidades EF35LP01 e EF04LP19. Já ao lerem e compreenderem uma história em quadrinhos, construindo o sentido dela e relacionando o texto a ilustrações e recursos gráficos, os estudantes desenvolvem as habilidades EF15LP04, EF15LP14 e EF15LP18

• Eles desenvolvem, ainda, as habilidades EF15LP03, EF35LP03 e EF35LP04 ao identificarem a ideia central dos textos explorados nesta seção e ao localizarem informações explícitas neles.

• É interessante verificar o conhecimento prévio dos estudantes com relação a artigos e numerais e, com isso, mediar as atividades, de modo a adaptá-las para o nível turma.

• Os conceitos de artigos e numerais serão construídos ao longo das atividades iniciais desta seção. Por isso, é interessante que elas sejam feitas em grupo, dando desta-

É LÍNGUA, É LINGUAGEM

Artigo e numeral

Vamos estudar duas classes de palavras que acompanham um substantivo. Observe para que elas servem.

Artigo: determinar, indeterminar

1. Releia um trecho da reportagem que você analisou e preste atenção nas palavras destacadas.

1. a) Resposta: Os estudantes devem sublinhar as palavras volume, lesão, tempo e fonoaudióloga

[...] na medida em que o volume da música passa dos 100 decibéis, aumenta o risco de uma possível lesão na cóclea [...]. Nesses casos, o tempo de exposição não deve passar de 30 minutos, explica a fonoaudióloga [...].

a ) Os termos em destaque se referem a quais palavras? Sublinhe-as.

b) Qual é a diferença entre dizer uma lesão na cóclea e a lesão na cóclea?

Uma lesão é qualquer lesão; a lesão é uma lesão específica.

Uma lesão é a que o leitor imagina; a lesão é a que o autor imagina.

Resposta: Uma lesão é qualquer lesão; a lesão é uma lesão específica.

2. Leia agora o texto de quarta capa de um livro.

Ao cuidar da terra e plantar sementes, uma avó alimenta o corpo e a alma da família. Ao transformar a terra em máscaras e arte, a avó enriquece as memórias e os conhecimentos de sua comunidade. [...]

Carol;

a ) A palavra avó apareceu duas vezes nesse texto. Quais são os artigos que acompanham essa palavra?

Resposta: Na primeira ocorrência, o artigo uma; na segunda, o artigo a

b) Por que não foi usado o mesmo artigo nas duas vezes?

Resposta: Porque na primeira vez a avó é uma avó qualquer, indefinida; na segunda vez, porém, o leitor já sabe que se trata daquela avó identificada antes, a que cuida da terra e planta sementes, por isso usa-se o artigo definido.

que aos boxes que sistematizam o conteúdo que os estudantes devem fixar. Sugere-se que destaquem no livro ou copiem as informações dos boxes no caderno para facilitar uma consulta posterior.

• Na atividade 1, é importante deixar claro para os estudantes que o artigo acompanha o substantivo para introduzi-lo no texto (artigo indefinido) ou recuperá-lo, individualizado, depois da introdução. É por isso que, em certos contextos, o artigo definido depende de referente anterior, introduzido por um artigo indefinido, como se

nota no trecho reproduzido do texto da seção Roda de leitura: “O mau uso dos fones de ouvido pode causar uma lesão no ouvido. A lesão pode se tornar crônica e exigir outros tratamentos”.

• A atividade 2 aplica o que foi visto na atividade 1: assim, o artigo uma é usado para introduzir avó no texto; em seguida, recupera avó, agora com o artigo definido, porque o leitor já sabe de qual avó se trata.

FERNANDES,
FRANCCO, Yuri de. Terra. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2024. Quarta capa.

São Paulo: desfiles das escolas de samba terão audiodescrição e libras

A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que fornece detalhes sobre imagens, expressões faciais, figurinos, cenários e qualquer outra informação que componha o contexto a ser descrito. O serviço, informou a secretaria, será disponibilizado por meio de uma cabine instalada no Sambódromo. [...]

Além disso, será desenvolvido, também no canal da secretaria, o projeto Samba com as Mãos. O projeto está disponibilizando os sambas-enredo traduzidos em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para a comunidade surda. Ao todo, informou a secretaria, 22 sambas foram traduzidos e os vídeos estão sendo disponibilizados nas redes sociais da secretaria.

SÃO PAULO: desfiles das escolas de samba terão audiodescrição e libras. Agência Brasil, 17 fev. 2023. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-02/ sao-paulo-desfiles-das-escolas-de-samba-terao-audiodescricao-e-libras. Acesso em: 25 jul. 2025.

a ) No primeiro parágrafo, somente um substantivo está acompanhado por artigo indefinido. Identifique-o e explique por que foi usado o artigo indefinido nesse caso.

Resposta: É o substantivo cabine. O artigo indefinido foi usado porque se trata de uma cabine qualquer.

b) Ainda no primeiro parágrafo, por que não foi utilizado o artigo indefinido em “O serviço [...] será disponibilizado por meio de uma cabine instalada no Sambódromo.”?

Resposta: Porque “o serviço” se refere à audiodescrição dos sambas-enredo, explicada no período anterior; portanto, não se trata de um serviço qualquer.

c ) Em “Os vídeos estão sendo disponibilizados nas redes sociais da secretaria.”, o que é mostrado nos vídeos?

• A atividade 3 amplia a compreensão dos artigos definidos e indefinidos, bem como os recursos linguísticos que contribuem para a construção de sentido no texto. No item b, é possível analisar um caso mais complexo do uso do artigo definido. Se julgar pertinente, explique para os estudantes que esse trecho apresenta um mecanismo de coesão textual empregado com muita frequência em língua portuguesa: ele retoma o período anterior por meio de uma palavra que resume o conteúdo desse período. No caso, “o serviço” retoma o período “A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que fornece detalhes sobre imagens, expressões faciais, figurinos, cenários e qualquer outra informação que componha o contexto a ser descrito”. Por isso, a expressão “O serviço”, que inicia o segundo período, não apareceu anteriormente sob a forma “um serviço”. Mesmo sendo a primeira ocorrência de “serviço”, esse substantivo não poderia aparecer precedido do artigo indefinido, pois se trata de serviço já definido anteriormente, no período anterior.

• O mesmo ocorre no item c, com o substantivo vídeos Esse uso do artigo definido pode ser um tanto complexo para essa faixa etária, mas a atividade é válida como um exercício de compreensão detalhada do texto. 3. Leia a manchete e um trecho de

Resposta: Os vídeos mostram os sambas-enredo sendo traduzidos para a Libras por intérpretes que dominam essa língua. Se julgar pertinente, explique para os estudantes que o trecho reproduzido no item c apresenta um mecanismo de coesão textual similar ao que foi descrito no item b

197

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• Oriente os estudantes a observarem como os artigos se associam a preposições formando palavras novas, como do, na e pelas. Para fixar esse conteúdo, proponha que criem pequenos exemplos próprios, como “o caderno da professora” ou “as crianças estão no pátio”. Essa prática ajuda a compreender que o artigo continua ali, mesmo que “escondido” na preposição. Sugira aos estudantes que registrem o conteúdo do boxe de maneira resumida, usando esquemas ou setas para indicar a junção das palavras. Incentive o uso do caderno como um espaço de construção do próprio material de apoio, em vez de uma simples transcrição.

• Na atividade 4, explique que isso ocorre com frequência na língua falada e escrita e que esse tipo de junção é chamado de contração . Proponha como desafio que encontrem exemplos no texto.

• Ao introduzir o tópico “Numeral: expressar quantidades”, enfatize para os estudantes que agora se dará início a um grupo de palavras bem diferente do artigo.

• No item a da atividade 1, mostre que o uso de algarismos facilita a captação rápida dos dados — algo essencial na linguagem jornalística. No item b, proponha um quadro comparativo coletivo na lousa ou em cartazes. Incentive-os a pensar em outros contextos (listas, receitas, placas de trânsito, livros etc.) em que um ou outro aparece.

As palavras destacadas nas atividades são artigos. O artigo sempre acompanha um substantivo. Ele serve para definir ou indefinir o nome. Por isso são classificados em definidos e indefinidos. Observe o quadro.

Artigos

Gênero NúmeroArtigos definidosArtigos indefinidos

Masculino singular o um plural os uns

Feminino singular a uma plural as umas

4. Complete: No trecho “Você [...] se isola do mundo”, a palavra em destaque

na verdade junta duas palavras: de+ .

Resposta: O.

Um artigo pode se juntar a uma preposição, como em: da, das (de+a/de+as); do, dos (de+o/de+os); no, nos (em+o/em+os); na, nas (em+a/em+as); pelo, pelos (por+o/ por+os); pela, pelas (por+a/por+as).

Numeral: expressar quantidades

1. Releia mais um trecho da reportagem.

Um estudo [...] constatou que de 68 jovens, somente 14 ouviam música com volume menor do que 85 dB, considerado seguro para a audição.

Para informar as quantidades de jovens e o volume de decibéis, o texto recorre a algarismos (68, 14, 85), que fazem parte da linguagem matemática. Se em vez de algarismos tivessem usado numerais, o texto ficaria assim:

[…] de sessenta e oito jovens, somente catorze ouviam música em volume menor que oitenta e cinco dB [...]

a ) Por que a reportagem usa algarismos e não numerais?

Resposta: Porque é mais rápido para ler.

b) Com base em sua explicação, resuma: qual é a semelhança e a diferença entre empregar algarismos e numerais nos textos?

Resposta: Semelhança: ambos expressam quantidades. Diferença: os algarismos são símbolos numéricos que fazem parte da linguagem matemática; já os numerais são palavras que expressam quantidades na linguagem verbal.

ATIVIDADE EXTRA

• Após a atividade 4, trabalhe com os estudantes a atividade a seguir, a fim de ampliar o conhecimento deles sobre os artigos definidos e indefinidos. Para tanto, escreva na lousa frases como as apresentadas a seguir e oriente-os a completá-las com um artigo definido ou indefinido corretamente.

• Ontem comprei ■ fone de ouvido, mas ■ fone de ouvido que eu comprei veio com defeito.

• Contrataram ■ jornalista especializado para escrever ■ reportagem sobre fones de ouvido.

• ■ reportagem escrita pelo jornalista especializado ganhou ■ prêmio importante. Respostas: um; o; um; uma; a; um.

2. Leia a história em quadrinhos.

2. a) A letra bastão. Retome na lousa os demais tipos de letra (de imprensa e cursiva, maiúsculas e minúsculas) e reflita com os estudantes que a letra bastão é usada nas tirinhas e nas HQs por uma questão de tradição e porque confere mais clareza e agilidade para a leitura.

FREITAS, Digo. Mamu & Le Fan, 12 abr. 2025. Disponível em: https://digofreitas.com/ hq/mamu-le-fan-faz -a-media/. Acesso em: 26 maio 2025.

a ) Que tipo de letra foi usado nessa história em quadrinhos?

b) Que numeral registra a quantidade de quadros que compõem essa história em quadrinhos?

Resposta: Quatro.

c ) No terceiro quadrinho, que numeral Le Fan usa para indicar que Mamu tinha feito mais de uma pergunta?

Resposta: Segunda.

d) Para Le Fan, qual seria a primeira pergunta?

Resposta: “Quantos quadros terá essa tirinha?”

Os numerais são palavras que acompanham um substantivo e indicam:

• quantidade em números – são os numerais cardinais: um, dois, três, mil, um milhão etc.;

• ordem – são os numerais ordinais e indicam a ordem em que algo acontece: primeiro, segundo, quinto, vigésimo etc.;

• fração – são os numerais fracionários e indicam uma parte, uma fração de algo: um terço, dois quintos etc.;

• multiplicação – são os numerais multiplicativos: o dobro, triplo, quíntuplo etc.

ATIVIDADE EXTRA

• Após a atividade 2, explore com os estudantes a atividade a seguir, a fim de ampliar o conhecimento deles sobre os numerais. Para tanto, escreva em tiras de papel algumas frases e sorteie-as entre os estudantes. Depois, dê um tempo para que completem a frase com um dos numerais dados entre parênteses. Por fim, promova uma correção coletiva da atividade, incentivando-os a reescrever a frase na lousa de forma completa. Acate as respostas de todos e auxilie-os a corrigi-las caso necessário, de modo respeitoso.

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• Dizem que para fazer omeletes são necessários no mínimo ■ ovos. (segundo, dois)

• A maioria das tirinhas tem ■ quadros, além das linguagens verbal e não verbal. (três, triplo)

• O personagem não respondeu a ■ (segunda, duas) pergunta porque ficou combinado que ele só responderia ■ pergunta. (primeira, uma)

• Quando você diz que vai fazer só ■ (uma, duas) pergunta, não faça ■ (duas, dobro). Respostas: dois; três; segunda; uma; uma; duas.

• Na atividade 2, promova a leitura atenta dos quadrinhos, incentivando a compreensão do uso dos numerais como marcadores de ordem e quantidade em situações comunicativas.

• Ao mediar a leitura do boxe sobre os numerais, ressalte que até aquele momento haviam sido estudados apenas os numerais cardinais. Introduza agora os ordinais, fracionários e multiplicativos e enfatize que a classe dos numerais abrange as quatro categorias, e não apenas os cardinais. Dê exemplos ligados à realidade da sala de aula: “Na lista de chamada, qual é o primeiro nome?”; “Nossa turma tem X estudantes; quanto é um terço dessa quantidade?”; “E o dobro?”.

• Uma dificuldade especial envolve o artigo indefinido um e o numeral um. Nesse sentido, caso os estudantes tenham problemas em compreendê-los, já que as duas formas são idênticas, promova mais atividades de fixação do conteúdo. Além disso, para evitar essa dúvida, é importante esclarecer desde o início que o numeral indica quantidade, enquanto o artigo acompanha o substantivo para introduzi-lo no texto ou recuperá-lo depois de introduzido. Destaque que o contexto é essencial para fazer essa distinção.

DIGO FREITAS

• Em seguida ao item c da atividade 1, proponha aos estudantes que inventem frases orais com multiplicativos e fracionários com base no cardinal três do trava-língua: “Qual é o triplo de três?”; “E o quádruplo?”; “Quanto é um terço de três?”.

PARA PENSAR E PRATICAR

1. a) Resposta: Espera-se que os estudantes apontem que as consoantes T e R alternadas causam a maior dificuldade na pronúncia, no entanto as consoantes P e G seguidas de R também podem ser responsáveis

1. Leia rapidamente e em voz alta o trava-língua a seguir.

Três pratos de trigo Para três tigres tristes

Origem popular.

a ) Para você, o que dificulta mais a pronúncia desse trava-língua?

b) Contorne o numeral que foi empregado nesse trava-língua.

Resposta: Os estudantes devem contornar o numeral três.

c ) Qual é a classificação desse numeral?

Ordinal. Cardinal. Multiplicativo.

Resposta: Cardinal.

d) O que esse numeral indica nesse trava-língua?

Resposta: Indica a quantidade de pratos e a quantidade de tigres.

2. Leia a manchete a seguir sobre o murici, uma fruta com muitos benefícios.

“Fruta de ouro” tem mais vitamina C que tangerina e o dobro de proteína da banana; saiba qual

OLIVEIRA, Leonardo. “Fruta de ouro” tem mais vitamina C que tangerina e o dobro de proteína da banana; saiba qual. BNews, 5 ago. 2025. Disponível em: https://www.bnews.com.br/noticias/saude/fruta-de-ouro-tem -mais-vitamina-c-que-tangerina-e-o-dobro-de-proteina-da-banana-saiba-qual.html. Acesso em: 12 ago. 2025.

a ) Por que a fruta em questão é considerada uma fruta de ouro?

Resposta: Porque ela tem muitos benefícios nutricionais, como vitamina C e proteína.

b) Essa fruta foi comparada a quais outras? Como se dá essa comparação?

Resposta: À banana e à tangerina. Ela tem o dobro de proteína da banana e mais vitamina C do que a tangerina.

c ) Em uma das comparações, foi usado um numeral. Qual é esse numeral? Como ele é classificado?

Resposta: O dobro. Ele é um numeral multiplicativo. pela dificuldade na pronúncia. Comente com eles que os trava-línguas são um bom exercício para aprimorar a dicção.

ATIVIDADE EXTRA

• Caso os estudantes tenham dificuldade em diferenciar entre numerais cardinais e ordinais, proponha uma atividade prática em que formem uma fila e recebam cartões com números de 1 a 10. Cada um deve dizer o número em forma cardinal (quantidade) e, depois, sua posição na fila usando o ordinal (ordem). A dinâmica permite que compreendam a diferença entre “quantos” (cardinal) e “qual posição” (ordinal) de forma concreta, visual e interativa.

3. Leia a tirinha.

GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Folha de S.Paulo, 20 jul. 2003. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/quadrin/f32007200302.htm. Acesso em: 27 maio 2025.

a ) Com base na fala do primeiro quadrinho, quais números poderiam ser escolhidos pelo rato da direita?

Resposta: Poderia ser escolhido um destes números: um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove ou dez.

b) No último quadrinho, que numeral o rato da esquerda utiliza para se referir ao número que o outro rato teria escolhido?

Resposta: Primeiro.

4. No último quadrinho, o rato da esquerda usa um artigo definido em “no [em + o] primeiro número”.

a ) Por que ele usa o, artigo definido, e não um, artigo indefinido?

Porque ele se refere a um número específico.

Resposta: Porque ele se refere a um número específico.

Porque ele se refere a todos os números que disse depois.

Porque ele não quer especificar o número.

b) Agora responda: a que número o rato da esquerda está se referindo?

Resposta: Ao número que o outro rato deveria ter escolhido para acontecer a brincadeira.

5. Por que podemos dizer que a tirinha é engraçada?

Resposta: Porque o rato da esquerda fingiu acreditar que o outro rato tinha escolhido o número no começo e fez toda a brincadeira, para somente no final “adivinhar” que seu parceiro não tinha feito a escolha inicial.

AVALIANDO

• Utilize as atividades da subseção Para pensar e praticar como avaliação formativa do conteúdo explorado. Após a análise das respostas, caso haja um desnível considerável entre os estudantes com relação ao conhecimento dessas classes gramaticais, é importante que seja feita uma revisão ou produção de um material de apoio para que todos possam rever conhecimentos que ainda precisem de mais aprofundamento.

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• Na atividade 5, comente que o humor na tirinha surge da ambiguidade, do duplo sentido, algo comum nesse gênero textual. Pergunte-lhes: “Quando o rato da esquerda diz ‘Posso adivinhar?’, o que o leitor imagina que ele dirá no quadrinho seguinte?” (O leitor imagina que o rato da esquerda dirá o número resultante de todas as operações que ele ordenou ao rato da direita.); “Mas, em vez disso, o que é que o rato da esquerda adivinha no último quadrinho?” (Adivinha que o rato da direita não fez nenhuma das operações que ele ordenou nos três primeiros quadrinhos.).

FERNANDO

OBJETIVOS

• Ler um trecho de depoimento e refletir sobre o que ele provoca.

• Reconhecer e valorizar os saberes e as tradições dos povos indígenas.

• Analisar o uso das linguagens oral e escrita na construção de sentidos em narrativas pessoais.

BNCC

• A leitura do depoimento de um indígena, de forma silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes, desenvolvendo a habilidade EF35LP01 e contemplando a Competência específica de Língua Portuguesa 3

• Eles também desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social do depoimento, de modo a reconhecerem para que foi produzido e quem o produziu. Ainda, desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03 , EF35LP04 , EF35LP05 e EF35LP14 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas, assim como ao identificarem recursos de coesão textual na reescrita do trecho do depoimento.

• Ao explorar a temática do depoimento do indígena, é possível explorar o tema contemporâneo transversal Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.

JANELAS

Depoimento: testemunho vivo

Você vai ler a transcrição de um depoimento feito para o Museu da Pessoa por Inu Ibã Huni Kuin (Francisco de Assis Pinheiro Domingo).

[...]

Na floresta não existiam muitos instrumentos. Como a minha primeira missão é música, o primeiro desafio era cantar. [...]

Eu comecei a cantar sem instrumento. [...] Eu vi violões diferentes, pessoas diferentes, lugares diferentes, mas ninguém sabia tocar. Eu pedi também… Eu comecei a tocar assim, do nada, só que as pessoas com outros violões tinham ciúme de mim. “Não é seu, não é aquilo”... Você sabe, se você não tem o seu próprio material, mexe em outras coisas, as pessoas podem ficar com raiva de você.

Meu pai percebeu isso, que eu tinha o dom musical, que queria um instrumento. Tudo o que eu queria era ter dinheiro, muito dinheiro, porque eu precisava que o meu povo tivesse conforto, material pra estudar, pra tocar, pra animar. Então eu pensei: “Como é que eu vou ganhar dinheiro? Todo o dinheiro que meu pai gasta é só pra manter a família na aldeia”. [...] Comecei a juntar esse dinheiro pra conseguir meu próprio violão. Comecei a trabalhar, carregando alimentos pras pessoas, ajudar no trabalho manual pra poder ganhar dinheiro, até que eu pude comprar.

As pessoas viram. “Você tem dinheiro pra quê?” “Isso é pro violão. Eu quero um violão.” Tudo o que eu queria era um violão.

Como eu era criança, entreguei pro meu pai: “Vai lá comprar um violão pra mim.” Ele veio pra cidade; em Jordão não tinha violão. Em todo o município não tinha violão, então ele tinha que vir pra Rio Branco, em outra cidade. [...]

Um tempo depois, chegou o meu violão. Todo o povo ficou muito feliz, estava chegando um violão pela primeira vez na aldeia, [eu] tendo essa oportunidade de tocar e cantar, e ter um instrumento da família.

[...] A partir daí, eu tinha que tocar escutando a minha música e tentando acompanhar com o violão. Comecei indo, mas ainda estou batalhando pra encaixar a nossa música tradicional, acompanhando com o violão. [...]

KUIN, Inu Ibã Huni (Francisco de Assis Pinheiro Domingo). A tradição e a expansão do conhecimento. Museu da Pessoa, 30 nov. 2020. Disponível em: https://museudapessoa.org/historia-de-vida/ a-tradi-o-e-a-expans-o-do-conhecimento/. Acesso em: 27 maio 2025.

• Antes de propor a leitura aos estudantes, explique a eles que Inu, o autor do depoimento, vive na Aldeia Rosa Branca Samaúma, localizada na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão, estado do Acre. O Museu da Pessoa é um museu virtual que registra histórias de vida de quem quiser ser visto e ouvido. Os depoimentos são gravados em vídeo e transcritos em forma de texto, exatamente do jeito que foram falados.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• Se possível, apresente aos estudantes diferentes formas de manifestação musical indígena por meio de áudios, vídeos ou entrevistas. Promova um momento de escuta e experimentação sonora, estabelecendo uma integração com os componentes curriculares de Arte ou Educação Física. Nesse sentido, evidencie a presença de cidadãos indígenas em diferentes esferas sociais e profissionais, como é o caso de sua presença no Museu da Pessoa.

2. Resposta: A. Motivação inicial: Ver violões e querer tocar; B. Ações para atingir o objetivo: Trabalhar, carregar alimento; C. Como o objetivo é alcançado: Depois de Inu conseguir o

1. Complete de acordo com o texto: Inu Ibã se dedicou tanto para comprar um violão porque considerava

Resposta: Que sua missão era a música.

2. Inu Ibã narra as etapas que o levaram a conseguir seu violão. Preencha o quadro com as ações correspondentes a cada etapa.

Motivação inicial A.

B.

Ações para atingir o objetivo

C.

Como o objetivo é alcançado

3. Ao final do depoimento, Inu Ibã afirma que está “batalhando pra encaixar a nossa música tradicional, acompanhando com o violão”. Que instrumentos musicais não teriam de passar por encaixe algum para tocar as músicas indígenas?

Possíveis respostas: Instrumentos de percussão, como maracas e zabumbas, ou de sopro, como apitos e flautas.

4. Reescreva o trecho a seguir completando o sentido dos verbos destacados com expressões que se refiram a violão, mas sem repetir essa palavra. Você poderá utilizar pronomes ou sinônimos de violão na reescrita.

Eu vi violões diferentes, pessoas diferentes, lugares diferentes, mas ninguém sabia tocar. Eu pedi também... Eu comecei a tocar assim, do nada, só que as pessoas com outros violões tinham ciúme de mim.

Resposta: Eu vi violões diferentes, pessoas diferentes, lugares diferentes, mas ninguém sabia tocar esse instrumento de corda. Eu pedi também... Eu comecei a tocá-lo assim, do nada, só que as pessoas com outros violões tinham ciúme de mim. dinheiro, o pai vai comprar o violão em Rio Branco.

• Nas atividades 1 e 2, oriente os estudantes a perceberem que Inu Ibã narra sua trajetória em etapas, com começo, meio e fim — uma estrutura típica da sequência narrativa. Aproveite para reforçar que esse tipo de organização ajuda o leitor a acompanhar as ações e motivações do narrador com mais clareza.

• Para desenvolver a atividade 3, comente que os instrumentos já presentes na cultura de origem, como os de percussão e sopro, integram naturalmente as práticas musicais indígenas, ao contrário do violão, que é um elemento externo ao repertório original.

• O exercício de reescrita apresentado atividade 4 favorece o desenvolvimento de aspectos de coesão textual para a prática de escrita. Esclareça que o objetivo, nesse caso, é evitar a repetição, comum na oralidade, da palavra violão, mas é preferível ser evitada na escrita, principalmente em situações comunicativas formais.

13/10/2025 14:18:04

OBJETIVOS

• Elaborar uma reportagem em grupo.

• Planejar e produzir uma reportagem.

• Praticar a escrita por meio da reportagem.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes produzirão uma reportagem, contemplando a Competência geral 4 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 2 e 3. O planejamento e a produção do final do texto, considerando as características da reportagem, bem como sua revisão, utilizando conhecimentos linguísticos e gramaticais, possibilitam desenvolver as habilidades EF15LP05, EF15LP06, EF35LP07 e EF35LP09. O uso de recursos de referenciação, coesão pronominal (anafórica) e vocabulário adequado permite desenvolver as habilidades EF35LP08 e EF35LP14 Além disso, o uso de programas de edição e publicação de texto desenvolve as habilidades EF15LP07 e EF15LP08, bem como a Competência geral 5 e a Competência específica de Língua Portuguesa 10 • Caso os estudantes optem por produzir a reportagem em vídeo, deverão empregar linguagem adequada, utilizar gestos, expressões e tom de voz adequados ao texto, desenvolvendo as habilidades EF15LP12, EF15LP13 e EF35LP10, bem como a Competência geral 4 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 3 e 9 Além disso, o trabalho em equipe, combinado com as ações individuais, sempre com autonomia, responsabilidade e determinação, leva os estudantes a desenvolverem a Competência geral 10

HORA DE PRODUZIR

Reportagem

Você aprendeu um pouco sobre o gênero reportagem e as diferenciações entre ele e a notícia. Então, chegou a sua vez de ser repórter por um dia!

O que vai produzir

Com a orientação do professor, você e os colegas vão se organizar em grupos com 4 ou 5 integrantes. Cada grupo deverá escrever uma reportagem sobre algo importante para a escola ou para a turma de vocês. Ela pode ser impressa ou em vídeo e deve ser compartilhada com a comunidade escolar.

Planejar

1. Você e seu grupo vão definir o tema que vão pesquisar. Façam uma lista de possibilidades e votem naquela que julgarem ser mais interessante publicar. Considerem as informações que precisam levantar:

• quais são elas;

• onde podem ser encontradas;

• com quem podem contar para isso. Anotem ou gravem todas as informações.

Depoimentos enriquecem uma reportagem e transmitem mais credibilidade ao leitor.

2. O grupo deve discutir se tomará o depoimento de alguém. Se sim, deve pensar em quem será a pessoa, entrar em contato com antecedência, fazer o convite e perguntar se permite ser fotografada. Sendo aceita a proposta, combine um dia e um horário para gravar ou anotar o que ela tem a dizer. Verifiquem com o professor a possibilidade de usar um smartphone para isso.

3. Preparem com antecedência as perguntas que farão. A reportagem também pode contar com fotografias de lugares e objetos.

4. Por fim, façam um plano de texto. Quais informações vão aparecer na reportagem? Qual entra primeiro? Em que ordem deverão entrar as demais?

Produzir

1. Leiam o plano e façam mudanças se acharem necessário.

2. O grupo pode escrever junto toda a reportagem ou cada um escreve uma parte. Depois de finalizada, todos leem e acertam o que for necessário.

• Prevê-se que os estudantes produzam uma reportagem sobre algum tema que seja relevante para a comunidade escolar. Esclareça eventuais dúvidas e apoie-os na organização dos grupos.

• O levantamento de temas para a reportagem é o ponto de partida para essa produção. Para tanto, é interessante que possam percorrer espaços da escola em busca de algo que se destaque como assunto. Além disso, podem pensar em assuntos

de interesse geral que afetam a escola, como a preservação do meio ambiente ou a separação de materiais recicláveis. Escolhido o tema, os estudantes podem guiar a produção de sua reportagem por meio dos itens destacados no texto.

• Aconselhe os estudantes a entrevistarem pessoas para colherem depoimentos e solicitar-lhes autorização para a divulgação da entrevista na reportagem.

3. A reportagem deve ter um título e uma linha fina abaixo dele. Fotografias e depoimentos vão enriquecer a reportagem do grupo. Se forem gravar, devem retomar as orientações sobre gravação já apresentadas. Vocês se lembram?

PAPO DIGITAL

• Para gravar, o smartphone deve estar em posição horizontal. Assim a imagem fica mais bem distribuída na tela.

• Apoiar a câmera ou o smartphone em uma superfície fixa ou pedestal evita imagens tremidas.

• Cuidado com o enquadramento, para não deixar parte do corpo da pessoa fora da imagem.

• O grupo pode perguntar ao professor se a escola tem microfone e se poderia usar na atividade. Evite filmar com o aparelho muito longe da pessoa que fala.

• Se for possível, grave as imagens em um aparelho e capte o som com outro, posicionado muito próximo da pessoa que fala. Assim, o som será mais bem captado. Depois é só juntar imagem e som em um editor de vídeos.

• Coloque o título na abertura do vídeo e os créditos da equipe no fim.

• É possível baixar editores de vídeos gratuitos. Verifique com o professor quais são os mais bem avaliados.

4. Caso a turma prefira produzir a reportagem em formato impresso, deve reescrevê-la em um programa de computador, corrigindo eventuais erros e ajustando o texto para melhorá-lo, e imprimir.

Compartilhar

Se os grupos tiverem gravado, a turma deve, com o professor, combinar um dia para apresentar os vídeos à comunidade escolar. Uma possibilidade é organizar a sala de aula em roda, com vários computadores sobre as mesas, para que assistam às produções.

É possível, ainda, juntar as reportagens impressas em uma pasta e deixar em local acessível a pais, cuidadores, professores, funcionários e estudantes da escola.

Avaliar

Depois, em grupo, a turma pode avaliar o trabalho como um todo.

1. A reportagem produzida atendeu ao que todos esperavam?

2. Todos participaram da atividade? Houve respeito entre todos?

3. O que fariam da mesma forma se fossem repetir a atividade? O que fariam de modo diferente?

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor 205

das, se há repetição excessiva de palavras, se os tempos verbais estão adequados e se a ordem das informações favorece a clareza do texto.

• Para desenvolver o proposto na etapa Avaliar, prepare o ambiente. Proponha as questões sugeridas, mas, se necessário, elabore outras conforme tenha se dado a atividade e o desempenho dos estudantes nela. Retome os momentos da produção; verifique como os estudantes ampliaram seu repertório e sua desenvoltura oral; faça uma sondagem para perceber as dificuldades

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e proponha remediações, se for o caso. Ouça e acolha os apontamentos dos estudantes. Por fim, reforce os aspectos positivos e conscientize-os do aprendizado conquistado.

• Ao dar retorno para os estudantes, destaque os trechos de mais qualidade em cada vídeo e os trechos que eventualmente podem ser melhorados. É interessante que essa indicação seja feita por escrito aos grupos, para que tenham preservada sua privacidade e possam consultar a dica posteriormente.

• Oriente os estudantes a registrarem em vídeo a maior quantidade de imagens estáticas que conseguirem, pois estas serão fundamentais para a produção do vídeo final.

PAPO DIGITAL

• Enfatize que devem seguir as instruções do boxe Papo digital para obter o máximo de qualidade nos vídeos. Uma boa qualidade de imagem e som deixará a reportagem melhor e permitirá o entendimento de tudo o que é mostrado e dito.

• Caso a escola não disponha dos recursos necessários para a gravação e edição de vídeos, oriente os estudantes a produzirem a reportagem em formato impresso, digitando o texto na sala de informática (se disponível) ou escrevendo à mão com capricho. Retome a correta forma gráfica da escrita dos diferentes tipos de letras e incentive os estudantes a praticarem a escrita de letra cursiva. Nesse sentido, a divulgação pode ser feita por meio de painéis, murais ou exposição na biblioteca, de forma que a comunidade escolar possa acessar o conteúdo produzido.

• A atividade de reescrita da reportagem é uma oportunidade importante para desenvolver a coesão e a coerência textual. Oriente os estudantes a revisarem os principais itens – se as ideias estão bem conecta-

OBJETIVOS

• Desenvolver habilidades leitoras por meio da leitura e análise de uma carta do leitor, de modo a reconhecer as características do gênero.

• Praticar a escrita e a oralidade, em sala de aula, por meio de atividades relacionadas ao texto lido.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a levantar hipóteses sobre a temática do texto a ser lido com base no conhecimento prévio e nas pistas oferecidas pelo próprio material. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02 e a Competência geral 2 , bem como as habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13).

• Com base na história em quadrinhos e em seus conhecimentos prévios, os estudantes deverão diferenciar fato de opinião, defendendo um ponto de vista a respeito disso, além de analisar as exposições dos colegas a respeito desses conceitos, desenvolvendo as habilidades EF35LP15 e EF04LP15 e contemplando a Competência específica de Língua Portuguesa 6.

AS OPINIÕES DO LEITOR

Você já ouviu falar em cartas de leitor? A partir de agora, vamos saber um pouco mais sobre elas.

RODA DE LEITURA: CARTA DE LEITOR

ANTES DE LER

Leia esta história em quadrinhos da personagem Rã Zinza, do quadrinista e ilustrador paulista Rafael Marçal. Depois, responda às questões oralmente.

1. Resposta: Fatos referem-se a acontecimentos que podem ser comprovados e que são observáveis. Opiniões referem-se a interpretações pessoais desses fatos, a uma avaliação deles.

2. Resposta: Nas redes sociais, nos fóruns de sites, nos espaços que jornais, revistas, canais de notícia e portais de jornalismo destinam para isso. Os fatos podem ser conhecidos por meio dos sites de jornais, revistas, canais de notícias e portais de jornalismo.

MARÇAL, Rafael. Rã Zinza e a internet. In: MARÇAL, Rafael. Rã Zinza: ignorância artificial. Hortolândia: Ed. do Autor, 2024. p. 34.

1. Na tirinha, a Rã Zinza indica que há diferença entre fatos e opiniões. Discuta com os colegas qual seria essa diferença.

2. A Rã Zinza fala sobre fatos e opiniões expressos na internet. Em quais lugares da internet é possível emitir opiniões? E saber dos fatos?

3. Conhecer fatos e emitir opiniões é algo muito importante para uma vida cidadã. Mas muitas pessoas confundem fatos com opinião. Que problema causa essa confusão?

3. Resposta: Achar que a opinião de alguém é a única interpretação possível.

ANTES DE LER

• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a exporem as próprias ideias e ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala.

• Ao propor a atividade 1, incentive a turma a explorar situações cotidianas em que fatos e opiniões se misturam, como conversas em família ou postagens em redes sociais.

• Na atividade 2, leve-os a refletir criticamente sobre os espaços da internet e a necessidade de consultar fontes confiáveis para saber dos fatos.

• Para realizar a atividade 3, promova uma discussão coletiva sobre os impactos de confundir fatos e opiniões, trazendo exemplos que envolvam fake news ou julgamentos precipitados.

Você vai ler a seguir uma carta de leitor em que o autor expõe sua opinião sobre a revista e comenta uma matéria publicada na edição anterior.

Moradias

A Revista Arco tem realizado um trabalho de excelente qualidade, não só pela diagramação da revista, mas, sobretudo, pelos conteúdos abordados, de fácil leitura pelo público interno da UFSM e especialmente pelo público externo, que é a comunidade de Santa Maria. As reportagens na sua maioria têm cunho científico, mas são relatadas de maneira simples e com uma linguagem de fácil entendimento. Gostaria também de parabenizar os editores da revista pelas ótimas matérias apresentadas na última edição (Jan/Mar 2014), que tratavam sobre as “Moradias Ecologicamente Corretas”, inclusive abordando a pesquisa da ‘Casa Popular Eficiente’, que desenvolvo no Centro de Tecnologia, em um importante laboratório de estudo que certamente trará contribuições significativas para a comunidade de Santa Maria e região.

Marcos Vaghetti, professor do Departamento de Estruturas da Construção Civil

VAGHETTI, Marcos. Moradias. Revista Arco, 8 set. 2014. Disponível em: https://www.ufsm.br/midias/arco/carta-do-leitor-3. Acesso em: 27 maio 2025.

Diagramação: distribuição e organização de textos e imagens em uma página.

UFSM: Universidade Federal de Santa Maria (cidade do Rio Grande do Sul).

Cunho: característica.

Significativas: grandes, relevantes.

Papo de leitor

1. As cartas de leitor são publicadas em jornais e revistas e trazem a opinião dos leitores sobre as matérias publicadas. a ) Os leitores dessas cartas são outros leitores. Por que a revista teria publicado essa carta do professor Marcos Vaghetti?

Resposta: Porque é uma carta elogiosa, que cria uma imagem positiva da revista junto a outros leitores.

BNCC

• A leitura da carta do leitor, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento das habilidades EF35LP01 e EF04LP10 , bem como da Competência específica de Língua Portuguesa 3

• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social da carta do leitor, reconhecendo para que foi produzida, onde poderia circular, quem a produziu e a quem se destina. Eles ainda desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas pelo contexto.

• Ao debaterem a importância da construção de casas populares eficientes e ecologicamente corretas, explora-se com os estudantes o tema contemporâneo transversal Educação ambiental

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• No item a da atividade 1, comente com os estudantes que as cartas de leitor funcionam como um espaço de diálogo entre o público e o veículo de comunicação. Nesse caso, a carta do professor Marcos Vaghetti reforça a credibilidade da revista ao elogiá-la, valorizando seu conteúdo e, ao mesmo tempo, incentivando outros leitores a continuarem acompanhando ou até se interessarem pela publicação. É interessante observar que, além de expressar uma opinião, a carta cumpre uma função estratégica para o próprio veículo.

VINÍCIUS COSTA/ARQUIVO DA EDITORA

• Ao propor a atividade 2, destaque como a qualificação de quem escreve pode reforçar a credibilidade da opinião expressa, ajudando os leitores a confiarem mais na avaliação feita.

• No item a da atividade 4, aproveite a definição de comunidade dada pelo verbete de dicionário para discutir com os estudantes o conceito de pertencimento e se uma população numerosa pode partilhar valores, tradições e objetivos comuns. No caso específico de Santa Maria, é preciso considerar o fato de que a Universidade Federal de Santa Maria atrai estudantes vindos de outras cidades, o que contribui para dar diversidade à população. O autor da carta corrobora essa interpretação ao mencionar que trabalha em um projeto de pesquisa chamado “Casa Popular Eficiente”, portanto se supõe que os mesmos interesses não são partilhados por toda a população da cidade. O próprio autor da carta, professor universitário, certamente se distingue socioeconomicamente do público-alvo da pesquisa “Casa Popular Eficiente”.

• No item b, chame atenção para a escolha lexical do autor ao usar o termo comunidade, sugerindo o sentimento de coletividade e reforçando que a pesquisa busca beneficiar diretamente a população local.

b) Uma carta de leitor geralmente apresenta local de escrita do texto, saudação, despedida, data e assinatura do remetente. Mas esta carta apresenta somente o nome do remetente. Por quê? Levante hipóteses.

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que a maioria dos elementos foi omitida porque foi publicada on-line. De modo geral, revistas digitais costumam registrar data e hora. Também é possível que seja por economia de espaço e para tornar a leitura da carta mais rápida.

2. A carta foi escrita por um leitor que é professor do Departamento de Estruturas da Construção Civil. Que impressão essa informação pode causar nos outros leitores da revista? Assinale as alternativas corretas.

Ao elogiar as matérias da revista, o autor da carta pretende chamar a atenção pra ele próprio.

O fato de o autor da carta ser um especialista em estruturas da construção civil funciona como um argumento de autoridade.

Considerando que o leitor que escreveu a carta é um especialista, seu texto funciona como um argumento de exemplificação.

Se o autor, que é uma autoridade no assunto, está elogiando matérias da revista, isso pode indicar, para os leitores, a qualidade dela.

3. O autor da carta usa duas vezes a expressão comunidade de Santa Maria A quem essa expressão se refere?

Resposta: Aos habitantes da cidade de Santa Maria, considerados de modo geral.

4. Leia um dos significados de comunidade registrados em um dicionário.

[...] 2. Conjunto de pessoas que partilham o mesmo espaço geográfico e traços culturais e religiosos, as tradições e os interesses [...]

COMUNIDADE. In: ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Dicionário escolar da língua portuguesa 2. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008. p. 333.

a ) Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Santa Maria tinha, em 2024, uma população estimada de 282.244 pessoas. Parece possível imaginar que uma cidade com tantos habitantes seja uma comunidade no sentido dado pelo dicionário? Por quê?

Resposta e comentários nas orientações ao professor.

2. Resposta: O fato de o autor da carta ser um especialista em estruturas da construção civil funciona como um argumento de autoridade.; Se o autor, que é uma autoridade no assunto, está elogiando matérias da revista, isso pode indicar, para os leitores, a qualidade dela.

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Resposta

4. a) Possível resposta: Provavelmente não, porque dificilmente uma população tão grande pode ter os mesmos traços culturais e religiosos, as mesmas tradições e os mesmos interesses.

b) Por que o autor da carta teria preferido usar a palavra comunidade em vez de cidade ou habitantes de Santa Maria?

Resposta: Provavelmente para passar a ideia de que ele se identifica com os demais habitantes da cidade e que a UFSM faz pesquisas direcionadas para o bem-estar de toda a população.

5. Complete as lacunas escolhendo uma das palavras ou frases entre parênteses.

Resposta: A carta de leitor lida apresenta elogios aos conteúdos abordados pela revista e cumprimenta os editores pela matéria sobre moradias ecologicamente corretas.

A carta de leitor lida apresenta (elogios/críticas)

aos conteúdos abordados pela revista e (cumprimenta/censura) os editores pela matéria sobre moradias ecologicamente corretas.

As cartas de leitor são publicadas em jornais e revistas impressos ou digitais. Elas são um canal de comunicação em que os leitores podem dizer o que acharam dos textos publicados escrevendo críticas, elogios, sugestões.

6. O autor da carta tem uma opinião clara sobre a revista.

a ) Copie do texto a frase em que ele expressa sua opinião.

Resposta: A Revista Arco tem realizado um trabalho de excelente qualidade.

b) O autor apresenta um argumento para justificar sua opinião com relação ao conteúdo da revista. Qual é esse argumento?

Resposta: É de fácil leitura pelo público interno da UFSM e pelo público externo, que é a comunidade de Santa Maria.

c ) Releia: “As reportagens na sua maioria têm cunho científico, mas são relatadas de maneira simples e com uma linguagem de fácil entendimento”. Qual argumento esse trecho reforça?

Resposta: Reforça a ideia de que o conteúdo é tratado de forma acessível para todos os públicos.

Geralmente, as cartas de leitor apresentam argumentos que reforçam ou questionam a matéria ou o veículo a que se referem. Esses argumentos apresentam novos dados e informações que ampliam o debate sobre os temas em discussão.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

GUARALDO, Tamara de Souza Brandão. Cartas de leitores como espaços privilegiados de apropriação da informação e dos efeitos de sentido. Informação & Informação, Londrina, v. 25, n. 1, p. 373-404, jan./mar. 2020. Disponível em: https:// ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/ article/view/34846. Acesso em: 8 set. 2025.

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Esse artigo científico explora a finalidade e a importância das cartas de leitores e classificam-nas como um espaço privilegiado de expressão do sujeito leitor, pois por meio delas é possível reconhecer como os leitores se apropriam da informação apresentada a eles anteriormente nos textos jornalísticos e como levam essa informação para a vida quando as leem.

• Na atividade 5, reforce que a carta tem função de diálogo e avaliação, com tom positivo ou crítico, e que esse equilíbrio ajuda a manter o interesse e a relevância do espaço para o público leitor. • Para realizar a atividade 6, ajude os estudantes a identificarem expressões claras de opinião no texto, bem como a perceber que a justificativa apresentada serve para fortalecer a opinião, conectando a avaliação à facilidade de acesso e compreensão do público-alvo. No item c, reforce que o argumento destaca a importância de comunicar conteúdos complexos de forma clara e acessível para alcançar diferentes públicos, ampliando a compreensão e o impacto das reportagens.

• No item b da atividade 7, incentive reflexões sobre as motivações do autor ao citar sua pesquisa (orgulho, divulgação do trabalho e compromisso com o tema, valorizando a conexão entre leitor e conteúdo).

AGORA QUE JÁ LEMOS

• A atividade 3 possibilita um debate entre os estudantes para que reflitam sobre moradia e sustentabilidade, aproveitando o projeto de pesquisa conduzido pelo autor da carta lida. Escolha um ambiente e disponha-os em círculo para que se vejam nesse momento. Determine a vez e o tempo de cada estudante falar e enfatize que deve haver atenção e silêncio enquanto alguém fala. Explique que em um debate as opiniões e os posicionamentos não precisam ser divergentes, mas sim se complementarem ou servirem para que surjam ideias. Chame a atenção para o respeito às opiniões que serão colocadas e o momento adequado de falar e ouvir. Conduza o debate com o máximo de delicadeza e respeito, pois a reflexão sobre moradia pode ser sensível para alguns estudantes.

• Incentive os estudantes a refletirem e verbalizarem o raciocínio sobre a razão de haver debates na escola. Verifique se eles percebem que os debates são atividades que os levam a se posicionarem a respeito de questões polêmicas ou conflitivas e a exercitarem a argumentação.

1. Resposta pessoal: Espera-se que os estudantes reconheçam que sim, já que esse tipo de construção é importante para a preservação ambiental e por isso merece destaque.

7. O autor da carta também elogia os editores da revista pelas matérias sobre “Moradias Ecologicamente Corretas” e por citar sua própria pesquisa.

7. a) Resposta: Porque ele provavelmente se refere a um conjunto de matérias publicadas na 7. b) Possíveis respostas: Ele ficou orgulhoso, ficou agradecido, quis divulgar o próprio trabalho,

a ) Por que matérias está no plural? Imagine uma razão.

b) Por que ele cita a própria pesquisa?

AGORA QUE JÁ LEMOS

Responda às questões a seguir oralmente.

1. Na carta, o leitor elogia uma reportagem sobre moradias ecologicamente corretas. Discuta com a turma o sentido de “ecologicamente corretas” e responda: esse assunto mereceria os elogios do professor? Por quê?

2. Por que é importante, para um jornal ou revista, conhecer as opiniões e reações de seus leitores?

Resposta: Porque possibilita escolher novas matérias e direcionamentos.

3. Considere o roteiro para debater com os colegas um assunto citado no texto.

3. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes apontem que a indústria não produz materiais sustentáveis porque não tem a edição anterior da revista. quis destacar que ele também se preocupa com a construção de casas ecologicamente corretas etc.

tecnologia adequada para produzi-los ou porque as construtoras de casas não procuram esses materiais. Eles podem apontar também que as construtoras e os consumidores em geral ainda não conhecem esses materiais.

• Disponham as cadeiras em círculo.

• Sigam as orientações do professor, que será o moderador.

• Empreguem um registro mais formal da língua e expressões de respeito.

• Falem com um tom de voz moderado e respeitem a vez dos colegas.

• Elaborem perguntas aos colegas conforme as ideias forem sendo apresentadas.

3. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes justifiquem suas respostas com base em seus conhecimentos e suas percepções.

Agora, reflitam e discutam sobre as seguintes questões.

a ) A “Casa Popular Eficiente” é um projeto de pesquisa conduzido pelo autor da carta, Marcos Vaghetti. Ela utiliza materiais de construção sustentáveis e tem 55 m2 divididos em dois quartos, sala, banheiro, cozinha e área de serviço. Uma casa desse tamanho é suficiente para uma família morar? Por quê?

b) Quais são as principais diferenças entre uma casa popular e uma casa que não é popular?

c ) A “Casa Popular Eficiente” utiliza materiais sustentáveis, como telhas fabricadas usando caixas de leite longa vida, pisos de material reciclado e tintas feitas com terras misturadas. Por que os materiais sustentáveis ainda não são muito utilizados na construção de casas?

3. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes apontem a diferença de tamanho, a qualidade dos materiais utilizados na construção, a localização da casa.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• A atividade 3 permite articular saberes com Ciências e Geografia, abordando o tema das casas ecologicamente corretas e da realidade das moradias brasileiras. Nos itens a e b, é possível estabelecer uma relação com Geografia. Para tanto, no item a, leve-os a refletir sobre qualidade de vida em relação ao espaço físico de uma moradia. Proponha que façam uma comparação com dados reais sobre o tamanho médio de residências no Brasil. Leve a turma a considerar não só a metragem da casa, mas a distribuição dos espaços e o número de pessoas que a habitam. No item b, aborde como a renda, a localização e

o acesso a serviços públicos influenciam o tipo de moradia. Incentive-os a pensar criticamente sobre o que define uma moradia digna e as condições necessárias para isso.

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• Já o item c possibilita desenvolver uma relação interdisciplinar com Ciências. Nesse sentido, aproveite para explicar que, apesar de ambientalmente benéficos, os materiais sustentáveis ainda enfrentam barreiras de produção, custo, distribuição e aceitação cultural. Promova uma pesquisa e, posteriormente, uma roda de conversa sobre como esses materiais poderiam ser mais valorizados ou incentivados por políticas públicas.

OBJETIVOS

DE OLHO NA ESCRITA

Sílaba tônica

Nesta seção, vamos aprender um pouco mais sobre sílaba tônica.

1. Releia o seguinte trecho da carta de leitor.

As reportagens na sua maioria têm cunho científico, mas são relatadas de maneira simples e com uma linguagem de fácil entendimento. Gostaria também de parabenizar os editores da revista pelas ótimas matérias apresentadas na última edição [...].

Separe as sílabas das palavras a seguir e escreva como elas se classificam quanto ao número de sílabas.

• Ótimas:

• Maneira:

• Edição:

Resposta: Ó-ti-mas; trissílaba.

Resposta: Ma-nei-ra; trissílaba.

Resposta: E-di-ção; trissílaba.

Quando observamos como as sílabas das palavras são pronunciadas, é possível perceber que algumas delas são pronunciadas com mais intensidade, outras com menos. Leia as palavras a seguir em voz alta.

ótimas maneira edição

Ao lermos essas palavras, é possível perceber que as sílabas destacadas são pronunciadas em um som mais forte do que as demais. Esse som é chamado de tônico.

As sílabas tônicas das palavras são aquelas que são pronunciadas com maior intensidade.

As três palavras analisadas têm a mesma quantidade de sílabas, mas a sílaba tônica de cada uma ocupa uma posição diferente:

• em ótimas, a sílaba tônica é a antepenúltima;

• em maneira, a penúltima sílaba é tônica;

• em edição, a sílaba tônica é a última.

• Promova uma avaliação diagnóstica, verificando o conhecimento prévio dos estudantes com relação à separação de sílabas. Para tanto, escreva uma lista de palavras na lousa e solicite a estudantes voluntários que anotem na lousa como são separadas as sílabas dessas palavras. Na sequência, solicite a outros voluntários que as classifiquem de acordo com o número de sílabas, verificando se já dominam as nomenclaturas oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas

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• Oriente os estudantes a lerem as palavras em voz alta na atividade 1, percebendo a variação de intensidade com que é pronunciada cada sílaba. Aproveite para fazer uma escuta coletiva das leituras e, se necessário, repita os exemplos com a turma, destacando com a voz as sílabas tônicas.

• Reforce que, embora as três palavras sejam trissílabas, cada uma tem a tonicidade em uma posição diferente – isso ajuda a introduzir, de forma contextualizada, as classificações oxítona, paroxítona e proparoxítona, que serão abordadas ao longo das aulas.

• Reconhecer e classificar palavras quanto ao número de sílabas e à posição da sílaba tônica.

• Desenvolver a consciência fonológica por meio da identificação da sílaba tônica em palavras.

• Classificar palavras em oxítonas, paroxítonas ou proparoxítonas, compreendendo seu papel na construção do ritmo textual, especialmente em poemas.

BNCC

• O estudo da sílaba tônica permite se apropriarem da norma-padrão, contemplando a Competência específica de Língua Portuguesa 1 e 2

• A leitura da notícia permite desenvolver a habilidade de leitura autônoma, bem como de identificação dos elementos do texto (EF35LP01 e EF04LP14), enquanto a leitura do poema permite aprimorar habilidades de leitura do texto versificado, identificando rimas e ritmos (EF35LP23). Além disso, eles desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03 e EF35LP04 ao identificarem a ideia central dos textos explorados nesta seção e localizarem informações explícitas neles.

• Na subseção Para pensar e praticar, a leitura da notícia da atividade 1 promove a discussão sobre maus-tratos a animais em circos. Uma sugestão é propor uma roda de conversa após a leitura da notícia, iniciando com perguntas como: “Você já foi a um circo? Havia animais nas apresentações? O que achou disso?”. Informe aos estudantes que alguns ambientalistas criticam não só os circos, mas também os zoológicos como espaços de maus-tratos a animais. Incentive os estudantes a opinarem sobre os zoológicos, mesmo aqueles que nunca tenham visitado um.

• Comente com a turma que a notícia é um gênero predominantemente expositivo, mas isso não impede que que no texto apareçam outras sequências tipológicas, como a descritiva. Ressalte que nesse caso a sequência descritiva é elaborada de modo a construir empatia do leitor para com a elefanta: primeiro, ela fica desconfiada; depois, começa a se sentir mais à vontade; por fim, começa a brincar em um monte de areia. Valorize essa passagem lançando questionamentos: “O que aconteceu quando a elefanta chegou ao santuário? Ela ficou feliz? E depois?”.

• Pode-se também  levar os estudantes a refletirem sobre a questão dos maus-tratos a animais de um diferente ponto de vista: a redução ou destruição do hábitat de diversas espécies obriga alguns espécimes a adentrarem o espaço das cidades em busca de comida. São frequentes as notícias sobre esse tema. Resgate uma delas que seja recente em sua região e converse com os estudantes sobre a questão.

As palavras podem ser classificadas com relação à sua sílaba tônica como:

• oxítona – última sílaba tônica;

• paroxítona – penúltima sílaba tônica;

• proparoxítona – antepenúltima sílaba tônica.

PARA PENSAR E PRATICAR

1. Leia a notícia a seguir sobre um resgate de elefanta em Mato Grosso (MT).

Elefanta resgatada de circo chega em Santuário de Elefantes em MT

Um vídeo registrado pela equipe do Santuário mostra o momento em que Mara chega ao local. Ela fica parada um tempo, desconfiada, até começar a dar os primeiros passos e logo é recebida com um banho de mangueira.

Por Kethlyn Moraes, G1 MT 13/05/2020 19h44

A elefanta Mara chegou nesta quarta-feira (13) ao Santuário dos Elefantes, em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá. Com 50 anos, Mara chega ao local para ter uma nova vida depois de viver muitos anos sendo explorada em circo e, posteriormente, vivendo em zoológico.

Um vídeo registrado pela equipe do Santuário de Elefantes mostra o momento que Mara chega ao local. Ela fica parada um tempo, desconfiada, até começar a dar os primeiros passos e logo é recebida com um banho de mangueira. Alguns minutos depois, a elefanta começa a se sentir mais à vontade e caminha um pouco pelo espaço. Ela para em um monte de areia e começa a brincar.

[...]

MORAES, Kethlyn. Elefanta resgatada de circo chega em Santuário de Elefantes em MT. G1, 13 maio 2020. Disponível em: https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2020/05/13/ elefanta-resgatada-de-circo-chega-em-santuario-de-elefantes-em-mt.ghtml. Acesso em: 28 maio 2025.

Que importância tem o Santuário dos Elefantes para a sociedade?

Resposta: Trata-se de um ambiente importante para não apenas auxiliar na preservação de espécies, mas também para combater ações de exploração de animais.

2. Separe as palavras a seguir em sílabas e classifique-as em oxítona, paroxítona ou proparoxítona

• Elefantes:

Resposta: E-le-fan-tes; paroxítona.

Resposta: Gui-ma-rães; oxítona.

• Guimarães: .

Resposta: Cir-co; paroxítona.

• Circo: .

• Zoológico:

Resposta: Zo-o-ló-gi-co, proparoxítona.

3. Leia um poema de Elias José.

Caixa mágica de surpresa

Um livro é uma beleza, é caixa mágica só de surpresa.

Um livro parece mudo, mas nele a gente descobre tudo. [...]

Um livro é parque de diversões cheio de sonhos coloridos, cheio de doces sortidos, cheio de luzes e balões.

JOSÉ, Elias. Caixa mágica de surpresa. In: JOSÉ, Elias. Caixa mágica de surpresa Ilustrações originais de Helena Alexandrino. 8. ed. São Paulo: Paulinas, 1990. (Coleção Ponto de Encontro: Série Algodão Doce).

Elias José (1936-2008), escritor brasileiro, é autor de contos, romances e poemas. Com o sucesso de suas histórias para sua primeira filha, dedicou-se à produção de obras para o público infantojuvenil, tornando-se um escritor consagrado. QUEM PRODUZIU?

ATIVIDADE EXTRA

• Proponha aos estudantes que realizem um jogo chamado Eco da palavra, em duplas ou pequenos grupos. Um deles fala uma palavra em tom de voz normal, e os colegas devem repetir a palavra dando ênfase à sílaba tônica (o “eco”). Depois, todos discutem em qual sílaba colocaram a ênfase e classificam a palavra como oxítona, paroxítona ou proparoxítona. Para ampliar, monte um cartaz coletivo com as palavras ditas durante o jogo, organizando-as em colunas, segundo a classificação. Isso ajuda a fixar a identificação da sílaba tônica de maneira lúdica e colaborativa.

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• Na atividade 2, além das palavras indicadas para a separação de sílabas, é possível escolher outras do texto para essa prática. É importante fazer uma leitura em voz alta de cada palavra para que os estudantes percebam qual sílaba é pronunciada com mais intensidade. Uma alternativa é modular a intensidade da pronúncia com gestos das mãos, indicando qual sílaba é mais forte.

• Na atividade 3, explore o poema pedindo aos estudantes que identifiquem as rimas, como surpresa/ beleza; mudo/tudo; colorido/ sortido; diversões/balões. Destaque o uso de s e de z nas palavras surpresa e beleza e relembre o que foi estudado sobre palavras terminadas em -eza

• Na atividade 5, peça aos estudantes que releiam o poema e identifiquem palavras com diferentes números de sílabas, classificando-as como monossílabas, dissílabas ou trissílabas. Se necessário, façam uma leitura coletiva, marcando com palmas as sílabas de cada palavra para facilitar a percepção do ritmo e da tonicidade. No item d, os estudantes devem classificar palavras de acordo com a posição da sílaba tônica — oxítona, paroxítona ou proparoxítona. Oriente-os a retornar à leitura do poema, sublinhar a sílaba tônica em cada palavra e, com isso, preenchê-las no quadro correspondente.

• Se desejar, transforme a atividade em um jogo coletivo: diga palavras em voz alta e desafie a turma a classificá-las oralmente, promovendo um momento lúdico e reforçando os aprendizados.

De acordo com o poema, um livro é mais do que folhas com palavras escritas. O que ele é?

Resposta: Uma caixa mágica de surpresa em que podemos descobrir tudo, cheia de diversões.

4. Resposta: Os estudantes devem sublinhar a sílaba li em livro; le em beleza; má em mágica; pre em surpresa; li em livro; mu em mudo; gen em gente; tu em tudo; li em livro; sões em diversões; ri em coloridos; ti em sortidos; lões em balões

4. As sílabas tônicas são importantes em poemas para produzir o ritmo de leitura. Identifique e grife a sílaba tônica da última palavra de cada verso.

Leia o poema em voz alta, dando ênfase às sílabas tônicas que você grifou.

Resposta pessoal. Os estudantes deverão ler enfatizando as sílabas que sinalizaram.

5. Agora, agrupe as palavras do poema conforme as indicações a seguir.

a ) Três palavras monossílabas:

b) Três palavras dissílabas:

Possíveis respostas: Um, a, e, é, só, de, mas.

Possíveis respostas: Livro, uma, caixa, mudo, nele, gente, tudo, parque, cheio, sonhos, doces, luzes, balões.

c ) Finalmente, três palavras trissílabas:

Possíveis respostas: Beleza, mágica, surpresa, parece, descobre, diversões, sortidos.

d) Agora, complete o quadro com palavras do poema de acordo com as classificações.

Oxítonas A.

Paroxítonas B.

Proparoxítona C.

Possíveis respostas: Oxítonas: diversões, balões; Paroxítonas: livro, beleza, caixa, surpresa, parece, mudo, nele, gente, descobre, tudo, parque, sonhos, coloridos, cheio, doces, sortidos, luzes; Proparoxítona: mágica.

• As atividades propostas nesta seção permitem observar se os estudantes conseguem reconhecer a estrutura silábica (monossílabas, dissílabas e trissílabas) e a tonicidade das palavras (oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas). Depois da correção, é possível discutir com eles sobre como se saíram nas questões e verificar a percepção com relação ao nível de dificuldade que

tiveram em cada atividade para, assim, preparar as estratégias para as próximas abordagens. Caso perceba que muitos estudantes tiveram dificuldade, retome os conceitos com palavras do cotidiano da turma, promovendo atividades orais e lúdicas que ajudem a reforçar o conteúdo. Esse diagnóstico pode orientar intervenções pontuais ou atividades extras para garantir a aprendizagem de todos.

PENSAR OS SENTIDOS

Adjetivos que descrevem e que avaliam

Adjetivos que descrevem e adjetivos que avaliam: Qual é a diferença? Vamos descobrir!

1. Você já analisou a carta em que um leitor comenta o trabalho de uma revista e menciona matérias de uma edição anterior. Releia este trecho da carta prestando atenção aos adjetivos destacados.

Gostaria também de parabenizar os editores da revista pelas ótimas matérias apresentadas na última edição.

O adjetivo última se refere à edição. Nesse caso, significa “mais recente”, “mais nova”. Uma edição é última (nova) quando não existe nenhuma outra entre a anterior e a atual. Por isso, podemos dizer que o adjetivo descreve o termo a que se refere a ) E o adjetivo ótimas: descreve ou expressa uma opinião?

Resposta: Expressa uma opinião.

b) Retome a carta e responda: que argumento o autor dela usa para justificar que as matérias eram ótimas?

Resposta: O argumento de que os conteúdos abordados são de fácil leitura.

c ) Se o autor da carta achasse o contrário sobre as matérias, que adjetivo poderia usar?

Possíveis respostas: Péssimas, ruins, horríveis.

2. O autor da carta também diz que a maioria das reportagens têm cunho científico. O adjetivo destacado se refere a cunho (característica). O adjetivo científico, nesse caso, descreve ou avalia o cunho das reportagens?

Resposta: Descreve.

construir com eles um mapa conceitual dessa classe gramatical.

• Ao reler o trecho da carta ao leitor apresentado na atividade 1, é interessante que os estudantes comecem a perceber como a escolha de determinados adjetivos também atua na construção de argumentos. Assim, o emprego do adjetivo ótimas para se referir a matérias expressa uma avaliação do autor do texto. Os estudantes aprendem a identificar como esse autor utiliza o adjetivo ótimas para transmitir sua opinião sobre as matérias da revista e fundamentá-la

com argumento claro. Essa distinção é importante para o desenvolvimento do pensamento crítico e a compreensão de como a linguagem pode ser usada para persuadir ou informar em diferentes contextos.

• Os estudantes devem perceber, na construção do conceito, que o adjetivo pode agregar a um nome diferentes sentidos, e não apenas lhe conferir uma característica.

• Na atividade 2, ajude os estudantes a identificarem que o adjetivo científico, nesse contexto, é descritivo, pois qualifica a natureza das reportagens e não expressa opinião.

OBJETIVOS

• Diferenciar adjetivos que descrevem características objetivas daqueles que expressam avaliações ou opiniões.

• Reconhecer o papel dos adjetivos na construção do sentido e na persuasão.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a identificar o papel dos adjetivos na construção do sentido do texto e na persuasão, contemplando a Competência específica de Língua Portuguesa 2

• A leitura de trechos da carta do leitor e da resenha permite desenvolver habilidade de leitura autônoma (EF35LP01 e EF04LP10). Além disso, os estudantes desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03 e EF35LP04 ao identificarem a ideia central dos textos explorados nesta seção e ao localizarem informações explícitas neles. Também desenvolvem a habilidade EF04LP07 ao reconhecerem e empregarem a concordância nominal.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

• É interessante retomar com a turma o conceito de adjetivo estudado anteriormente. Se necessário, peça aos estudantes que retomem os boxes de conceito ou consultem suas anotações e gramáticas. É possível

• Na atividade 3, peça aos estudantes que releiam atentamente o trecho da carta de leitor, focando no adjetivo excelente. Leve-os a compreender que o adjetivo expressa uma avaliação pessoal do autor sobre a qualidade do trabalho da revista.

• Utilize os esquemas para diferenciar adjetivos que descrevem características verificáveis, como recente ou antiga (que podem ser comprovadas por dados concretos), dos que expressam avaliações subjetivas, como ótimo ou interessante, que dependem da opinião e não são universalmente verificáveis.

• Enfatize a importância de justificar avaliações pessoais com argumentos sólidos para evitar julgamentos baseados apenas em opiniões sem fundamentação, o que pode levar a preconceitos ou generalizações incorretas.

• Para consolidar a distinção entre descrição e avaliação, leia com a turma o conceito de adjetivo apresentado, reforçando que a argumentação é essencial para uma comunicação clara e ética.

3. Releia o início da carta de leitor que você estudou.

A Revista Arco tem realizado um trabalho de excelente qualidade [...]

O adjetivo excelente, em destaque, refere-se à qualidade do trabalho ao qual o autor da carta se refere. Esse adjetivo, nesse caso, descreve ou avalia a qualidade?

Resposta: Avalia.

Como você estudou anteriormente, os adjetivos são palavras que caracterizam os seres e os objetos, atribuindo a eles uma qualidade, um aspecto ou um estado. Em alguns casos, a característica atribuída pelos adjetivos pode ser verificável por qualquer pessoa. Por exemplo:

A edição é

recente antiga

Nesses exemplos, é possível comprovar essas características verificando o ano e o mês da edição. São, portanto, características que descrevem a edição.

Agora, observe os exemplos:

O trabalho da revista é

ótimo

interessante

Esses adjetivos apresentam uma avaliação pessoal da ideia que não é verificável por todas as pessoas. Alguém pode considerar o trabalho da revista maravilhoso, mas outra pessoa pode considerar que ele é ruim. Essas características dependem de um ponto de vista e devem ser acompanhadas de argumentos que as justifiquem. É importante saber que não basta avaliar algo do mundo sem saber justificar essa avaliação. Uma avaliação sem justificativa corre o risco de reproduzir preconceitos – o que não é nada legal!

Os adjetivos, além de atribuir características verificáveis por todos, podem expressar uma avaliação pessoal que deve ser justificada com argumentos.

PARA PENSAR E PRATICAR

1. Leia a seguir uma resenha de filme.

Resenha do filme O Rei Leão

[...] A história original foi mantida: nas Terras do Reino, uma savana africana, nasce um leão chamado Simba, filho do rei Mufasa. [...]

Um suricato e um javali (Timão e Pumba) encontram Simba e cuidam dele. Na companhia da dupla, o leão cresce feliz e despreocupado, conhecendo o valor da amizade. Porém, descobre que nas Terras do Reino, os animais estão sofrendo sem água e comida e decide voltar para lá para salvar o local e exercer seu papel de rei, como seu pai exercia.

Capa do filme O Rei Leão, de Jon Favreau. Estados Unidos, 2019 (118 min).

O filme, cuja história já era conhecida, impressionou por ser inteiramente feito em computação gráfica. [...]

[...] a maneira realista como o filme foi produzido permitiu, além de os animais serem mostrados com muitos detalhes, que os ambientes em que vivem fossem reproduzidos com perfeição, transportando o espectador à savana africana e proporcionando uma experiência nova, de uma ficção tão parecida com a realidade que até lembra um documentário. O fato é que o novo O Rei Leão aprimorou o uso da tecnologia de uma maneira que pode mudar as produções daqui para a frente e sendo, por enquanto, algo inovador e único.

MARTINS, Natália. Resenha do filme O Rei Leão. Fábrica de palavras, 27 set. 2021. Disponível em: https://fdepalavras.wordpress.com/2021/09/27/resenha-do-filme-o-rei-leao/. Acesso em: 25 jul. 2025.

a ) Após ler essa resenha, caso ainda não tenha assistido ao filme, você assistiria? Por quê?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que a resenha objetiva convencer o leitor a assistir ao filme, apresentando a opinião do autor.

• A subseção Para pensar e praticar propõe atividades de análise e reflexão sobre o uso de adjetivos descritivos e avaliativos em textos opinativos, por meio da leitura de uma resenha, gênero predominantemente argumentativo. Geralmente, as resenhas apresentam uma parte expositiva, que dá informações básicas sobre o enredo, e outra opinativa, que apresenta a opinião do crítico, devidamente baseada em argumentos. Na resenha selecionada, a parte expositiva está no segundo parágrafo; e a opinativa, no período final do último parágrafo. A argumentação usada para a avaliação positiva baseia-se em inovações técnicas introduzidas na produção do filme.

• Ao propor o item a da atividade 1, incentive os estudantes a empregarem diferentes adjetivos ao darem seus argumentos, explicitando se a resenha lida os incentivou ou não a querer assistir ao filme.

13/10/2025 14:15:52

• O item b da atividade 1 objetiva levar os estudantes a determinarem se a resenha é favorável ou desfavorável ao filme: “Quais palavras mostram que o autor gostou do filme? Que argumentos ele apresenta para justificar isso?”. Assim, eles perceberão como os adjetivos e os argumentos atuam juntos para compor a avaliação do filme.

• A atividade 2 visa reforçar a percepção dos estudantes sobre a distinção entre adjetivo avaliativo e adjetivo descritivo, enquanto a atividade 3 reforça seu domínio quanto ao reconhecimento dos adjetivos em geral. Oriente-os a localizar os adjetivos no texto, observando como caracterizam os substantivos. Incentive a releitura atenta do texto para que os estudantes percebam que alguns desses adjetivos ajudam a construir a avaliação positiva do filme.

• Na atividade 4, leve os estudantes a refletirem sobre suas experiências de fruição estética de filme. Pergunte-lhes: “Vocês gostam mais de histórias bem diferentes ou histórias parecidas com outras que já conhecem? Por quê?”; “Se um filme é inovador, isso quer dizer que ele é bom ou ruim? Por quê?”. Questionamentos como esses contribuem para que os estudantes comparem as próprias preferências estéticas com as que venham a ler em resenhas críticas de filmes, livros e outros produtos culturais.

b) Essa resenha sobre o filme é positiva ou negativa? Explique.

Resposta: É positiva, pois destaca as qualidades do filme.

2. Releia o trecho da resenha:

O fato é que o novo O Rei Leão aprimorou o uso da tecnologia de uma maneira que pode mudar as produções daqui para a frente [...].

a ) Que adjetivo caracteriza o filme? Que sentido tem esse adjetivo na frase?

Resposta: O adjetivo novo. Tem o sentido de inédito, de ser um lançamento recente. Explore com os estudantes o sentido implícito na frase: o fato de ser um novo filme sobre o Rei Leão sugere que a história já foi filmada antes, sendo esta uma nova versão.

b) Esse adjetivo descreve ou avalia o filme? Por quê?

Resposta: Esse adjetivo descreve o filme, pois se trata de uma característica objetiva dele, uma ideia verificável por todas as pessoas.

3. Observe os substantivos a seguir e encontre na resenha os adjetivos relacionados a cada um deles. Depois, anote-os nos espaços adequados.

• Leão:

Resposta: Feliz, despreocupado.

• Maneira:

Resposta: Realista.

• Savana:

Resposta: Africana.

• Experiência:

Resposta: Nova.

4. Em qual das expressões a seguir o adjetivo expressa uma opinião?

Resposta: Filme inovador.

História original Filme inovador

HORA DE PRODUZIR

Spot de rádio para campanha

Você viu que é possível construir casas sustentáveis. Que tal contribuir para a defesa dessa causa? Vamos lá!

O que vai produzir

Em dupla com um colega, você vai produzir um spot, ou seja, um texto de propaganda curto para rádio. Além da narração do texto, o spot pode contar com elementos sonoros, como músicas de fundo e efeitos especiais.

O objetivo será conscientizar as construtoras da necessidade de construir casas sustentáveis. É esperado que, depois de conhecer o seu spot, elas passem a utilizar materiais sustentáveis nas obras que produzem.

Planejar

Em um bom spot, a linguagem deve ser simples e o mais direta possível. O tempo de duração deve ser de, no máximo, 30 segundos.

PAPO DIGITAL

Para conhecer mais o gênero, ouçam os spots a seguir:

• Campanha Sinal Aberto pra Vida, da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes da Prefeitura de Piracicaba. Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=gbB9OmV8gzc. Acesso em: 10 set. 2025.

• Campanha contra a dengue, da Universidade Federal de Ouro Preto Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=tJobioMxHcg. Acesso em: 10 set. 2025.

Se preferirem, vocês podem buscar por outros exemplares na internet.

Produzir

Para a gravação ter uma boa qualidade, vamos rever algumas dicas.

1. Escolham sempre espaços com pouco barulho, para que não haja interferência de som.

2. Posicionem o equipamento próximo à boca de quem vai falar.

3. Para editar o arquivo, verifiquem se ele foi salvo em formato de áudio.

4. Verifiquem previamente se o equipamento está funcionando e, logo após a gravação, confirmem se foi gravado corretamente.

desenvolvendo as habilidades EF15LP12, EF15LP13 e EF35LP10, bem como a Competência geral 4 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 3 e 9. Além disso, o trabalho em equipe, combinado com as ações individuais, sempre com autonomia, responsabilidade e determinação, leva os estudantes a desenvolverem a Competência geral 10

• Os estudantes deverão pesquisar textos e informações sobre casas sustentáveis para que possam construir um texto per-

suasivo. Dessa forma, eles desenvolvem a habilidade EF35LP02, bem como contemplam a Competência específica de Língua Portuguesa 8. Essa ação aborda, ainda, o tema contemporâneo transversal Educação ambiental

• Apresente o gênero spot de rádio, destacando suas características: brevidade, linguagem clara, uso de música ou efeitos sonoros e mensagem objetiva.

OBJETIVOS

• Produzir um spot para rádio.

• Planejar e produzir a narração do texto e o uso de elementos sonoros.

• Promover a conscientização sobre o uso de materiais sustentáveis na construção de casas.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes produzirão um spot para rádio, contemplando a Competência geral 4 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 2 e 3 O planejamento e a produção do final do texto, considerando as características do gênero, bem como sua revisão, utilizando conhecimentos linguísticos e gramaticais, possibilitam desenvolver as habilidades EF15LP05, EF15LP06, EF35LP07 e EF35LP09. O uso de recursos de referenciação, coesão pronominal (anafórica) e vocabulário adequado permite desenvolver as habilidades EF35LP08 e EF35LP14 Além disso, o uso de programas de edição e publicação de spot permite desenvolver as habilidades EF15LP07 e EF15LP08, bem como a Competência geral 5 e a Competência específica de Língua Portuguesa 10 • Caso os estudantes optem por produzir a reportagem em vídeo, deverão empregar linguagem adequada e utilizar gestos, expressões e tom de voz adequados ao texto,

13/10/2025 14:15:52

PAPO DIGITAL

Ouçam juntos os exemplos indicados no boxe Papo digital e conversem sobre formato e vocabulário. Caso não haja acesso a equipamentos digitais, oriente os estudantes a escreverem o texto e o apresentarem oralmente para a turma. Nesse caso, precisarão dar atenção a aspectos como direção do olhar, gestos e expressão corporal, que não mereceriam tantos cuidados no spot gravado.

• Durante a produção do spot, tenha em mente que esta proposta integra a leitura crítica e a produção textual, pois desenvolve aspectos trabalhados na seção Roda de leitura a respeito da carta de leitor, de modo a relacioná-los à produção de texto. As questões referentes à sustentabilidade levantadas na seção desdobram-se aqui sob a forma de um spot de rádio dirigido às construtoras de casas, para que passem a utilizar materiais de construção sustentáveis.

• Incentive a dupla a revisar o texto que será narrado no spot com atenção após a correção, fazendo os ajustes necessários antes de gravar. O exercício de reescrita favorece o desenvolvimento de aspectos de coesão e coerência textual para a prática de escrita.

• Retome com a turma os materiais sustentáveis apresentados e discuta seus impactos ambientais positivos, incentivando o uso de argumentos para convencer as construtoras.

• Ao propor a etapa Avaliar, prepare o ambiente para um momento de avaliação da atividade. Se julgar pertinente, promova um momento coletivo em que os grupos possam refletir sobre os aspectos técnicos e de conteúdo de seus trabalhos. Esse momento contribui para o desenvolvimento da autonomia e da consciência crítica dos estudantes em relação ao próprio processo de aprendizagem. Para tanto, proponha as questões sugeridas, mas, caso haja necessidade, elabore outras conforme a atividade e o desempenho dos estudantes nela. Retome os momentos da produção; verifique como

5. Elaborem o texto que será narrado no spot e entreguem-no ao professor para correção. Depois que o receberem de volta, verifiquem eventuais problemas, pensem em como podem melhorá-lo e o reescrevam. Para a escrita do texto, considerem as seguintes informações sobre o assunto:

CASA POPULAR SUSTENTÁVEL

MATERIAIS UTILIZADOS

Telhas feitas a partir de caixas de leite longa vida;

Esquadrias em madeira, feitas com uma espécie de eucalipto que cresce mais rápido que o comum;

Tijolos em solo cimento, produzidos por prensagem, portanto poluem menos; Piso de PVC reciclado; Tinta de terra crua, resultado da mistura de terras;

Painéis para o forro da residência, produzidos com madeira reciclada.

Fonte de pesquisa: CARVALHO, Natasha. Lar, sustentável lar. Revista Arco, 7 jan. 2014. Disponível em: https://www.ufsm.br/midias/arco/lar-sustentavel-lar. Acesso em: 2 jun. 2025.

Os dois integrantes devem narrar o spot. A narração deve ser clara e bem articulada. Depois de gravar, verifiquem se ocorreu algum tipo de interferência, se a pronúncia está correta ou se houve algum engasgo. Caso haja algum problema, gravem novamente até ficar bom. Utilizem algum equipamento para deixar a música de fundo tocando enquanto vocês falam o texto – a música deve estar baixinha, o que importa é o texto com a mensagem principal.

Compartilhar

Combinem com o professor qual será o formato de entrega: se vão reproduzir a gravação em sala de aula, enviar por e-mail, por alguma mídia social ou vão publicar em alguma plataforma de internet.

Avaliar

Depois, em grupo, avaliem o trabalho como um todo.

1. O que deu e o que não deu certo no trabalho?

2. Todos participaram da atividade? Houve respeito entre todos?

3. O que fariam da mesma forma se fossem repetir a atividade? O que fariam diferente?

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

eles ampliaram o repertório e a desenvoltura oral; faça uma sondagem para perceber as dificuldades; e proponha remediações, se for o caso. Ouça e acolha os apontamentos dos estudantes. Por fim, reforce os aspectos positivos e conscientize-os do aprendizado conquistado.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

Chegou o momento de avaliar os conteúdos estudados nesta unidade e a sua participação nas atividades.

Ficha de autoavaliação 1

Conteúdos estudados na unidade SIM NÃO

Entendi as características da reportagem?

Compreendi o que é artigo e numeral?

Aprendi as características da carta de leitor?

Aprendi a identificar as sílabas tônicas de palavras?

Entendi quando os adjetivos avaliam e quando descrevem?

Ficha de autoavaliação 2

Participação nas atividades da unidade SIM NÃO

Contribuí para as atividades orais em sala de aula?

Colaborei com os colegas nas atividades coletivas?

Fiz as atividades de casa?

SAIBA MAIS

Jornal também é coisa de criança!

Alguns jornais infantis trazem matérias diversificadas e acessíveis às crianças.

A Folhinha, um suplemento do jornal Folha de S.Paulo, é um deles. Alguns permitem, ainda, o envio de cartas para os leitores mirins interagirem com as edições.

FOLHINHA. Folha de S.Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/folhinha/. Acesso em: 11 ago. 2025.

Jornais que guardam nossa história

A Biblioteca Nacional Digital do Brasil é uma fonte de acervos digitalizados de diferentes jornais para leitura de todos. A missão dessa biblioteca é preservar a memória cultural e proporcionar o amplo acesso às informações contidas em seu acervo. Dessa forma, permite ao leitor conhecer jornais históricos e aprender sobre a importância da imprensa na sociedade. Além dessa visita digital, é possível propor aos estudantes uma visita a jornais locais para conhecer a redação e os arquivos, se possível.

BIBLIOTECA Nacional Digital do Brasil. Disponível em: https://bndigital.bn.gov.br/. Acesso em: 11 ago. 2025.

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor 221

13/10/2025 14:15:53

OBJETIVOS

• Avaliar os conteúdos estudados na unidade e a participação nas atividades.

• Os questionamentos propostos têm a finalidade de propiciar um momento para que os estudantes façam uma autoavaliação do aprendizado ao longo da unidade. É importante lembrar do papel que pode ter esse tipo de avaliação na gestão do aprendizado, assim cada estudante pode pensar em estratégias pessoais de estudo e exercitar a responsabilidade pelo próprio aprendizado, aprimorando, assim, a autonomia nos estudos.

OBJETIVOS

• Analisar texto multimodal e refletir sobre a função social dele.

• Praticar a oralidade por meio da troca de ideias.

• Refletir sobre o papel da linguagem na construção do conhecimento científico, em especial a linguagem verbal e não verbal, que compõem a ficha técnica de animal.

BNCC

• Nas páginas de abertura, os estudantes mobilizarão habilidades de oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13). Além disso, desenvolverão competências como o uso de diferentes linguagens para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4) e o exercício de diálogo, resolução de conflitos e cooperação (Competência geral 9).

• Ao identificar o objetivo da ficha técnica de animal (dar informações básicas sobre o animal e mostrar como ele é), é possível abordar com a turma o tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia

• Se possível, durante as atividades, tenha sempre à disposição uma ferramenta digital (computador, smartphone ou tablet) com acesso à internet, para integrá-la ao ensino. Ao surgir alguma dúvida, busque informações para saná-la. Caso surja a necessidade de consultar exemplos de debates ou apresentações orais, faça uma busca e apresente aos estudantes, ampliando seu repertório.

• Uma possibilidade é explorar, coletivamente, páginas de divulgação científica, analisando com os estudantes a combinação entre textos

UNIDADE7

ENTENDER E ESTUDAR CIÊNCIAS

verbais e visuais em verbetes de enciclopédia, a linguagem utilizada e a organização das informações. Incentive-os a pesquisar outras espécies da fauna brasileira em sites confiáveis, com supervisão de um adulto. Eles devem compartilhar os achados com os colegas. Oriente-os sobre como fazer buscas seguras, selecionar fontes confiáveis e interpretar criticamente os conteúdos acessados.

• Se na sala houver estudantes com deficiência visual, faça a audiodescrição das imagens presentes no texto, promovendo a personalização da atividade e a inclusão desses estudantes.

Observe a imagem e converse com os colegas sobre as questões a seguir.

A ficha retratada na página anterior foi publicada na revista Uru, que é especializada em estudo de aves. Quem pode se interessar pela revista?

Respostas e comentários nas orientações ao professor.

Qual é o objetivo da ficha?

A ficha utiliza recursos gráficos e textuais. Quais são eles?

O que mais chama a sua atenção na ficha? Por quê?

CONTEÚDOS DESTA UNIDADE

• verbete de enciclopédia;

• concordância nominal e concordância verbal;

• mito;

• texto de divulgação científica;

• acentuação de oxítonas e de monossílabos tônicos;

• generalização;

• vlog

Na imagem de uma página de revista científica, temos um exemplo de texto verbal e visual combinados, para transmitir informações ao leitor.

SOUZA, Roney. Ficha técnica: topetinho-vermelho, o menor beija-flor do Brasil. Uru, 21 maio 2018. Disponível em: https://www.revistauru.com/post/topetinho-vermelho-lophornis -magnificus-frilled-coquette. Acesso em: 27 maio 2025.

• Na atividade 3, retome os dois tipos de letra presentes na ficha: de imprensa maiúscula e minúscula. Incentive os estudantes a compará-los com as letras cursivas maiúsculas e minúsculas.

• Ao explorar a atividade 4, é provável que a imagem chame mais a atenção dos estudantes. Neste caso, comente o quanto ela transmite informações de modo econômico e que dificilmente teriam a mesma eficácia se o pássaro fosse descrito com palavras.

Respostas

14/10/2025 17:08:38

1. Resposta: Pessoas interessadas em ciências e curiosos sobre assuntos científicos, além de estudiosos de Biologia e pesquisadores de pássaros.

2. Resposta: Dar informações básicas sobre o pássaro e mostrar como ele é.

3. Resposta: Imagem do pássaro; texto; letras de diferentes cores, tipos e tamanhos; mapa; ilustração; símbolo; o recurso da lente para mostrar onde o pássaro vive.

4. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes apontem os elementos que mais os atraem na imagem e justifiquem suas respostas.

• As questões propostas nesta seção possibilitam reflexões e trocas de ideias. Oriente os estudantes a se expressarem com clareza, a fazerem suas colocações e a ouvirem as dos colegas com atenção, sempre respeitando os turnos de fala.

• Os momentos de interação, como discussões, debates, trocas de ideias, produções orais, escritas coletivas, entre outros, proporcionam o desenvolvimento de competências socioemocionais relacionadas ao convívio respeitoso e harmonioso. Caso haja problemas de indisciplina ou de relacionamento nessas atividades, viabilize momentos para reflexões sobre a importância do respeito entre colegas de turma, levando-os a considerar a empatia, a paciência e a confiança como elementos necessários para a boa convivência. Ao fim de cada atividade, pondere com a turma sobre os aspectos que julgar necessários.

• Na atividade 1, converse com a turma sobre o público-alvo de revistas científicas, destacando que elas podem interessar tanto a cientistas quanto a estudantes, professores e pessoas curiosas sobre a natureza.

• Ao propor a atividade 2, incentive-os a identificar os dados principais apresentados na ficha — como nome científico, características físicas e hábitos da ave — e leve-os a perceber como esse formato facilita o acesso rápido à informação.

OBJETIVOS

• Desenvolver habilidades leitoras por meio da leitura e da análise de um verbete de enciclopédia, de modo a reconhecer as características do gênero.

• Praticar a escrita e a oralidade em sala de aula por meio de atividades relacionadas ao texto lido.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes deverão levantar hipóteses sobre o texto com base no conhecimento prévio e nas pistas oferecidas pelo próprio material. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02 e será contemplada a Competência geral 2, bem como as habilidades relacionadas à oralidade, tal qual expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais ( EF15LP09 , EF15LP10 , EF15LP11, EF15LP13).

• A leitura do texto, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento das habilidades EF35LP01 e EF04LP19, além de contemplar a Competência específica de Língua Portuguesa 3

• Ao conhecerem elementos da mitologia grega, os estudantes entram em contato com uma nova cultura, explorando, assim, o tema contemporâneo transversal Diversidade cultural

UM MODO DE ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES

RODA DE LEITURA: VERBETE

ANTES DE LER

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: MITOS E LENDAS: COMO OS POVOS EXPLICAVAM O MUNDO?

DE ENCICLOPÉDIA

1. b) Resposta esperada: Normalmente, uma enciclopédia geral aborda com mais superficialidade os assuntos,

Responda às questões a seguir oralmente

1. O texto que você vai ler foi extraído de uma enciclopédia especializada em mitologia.

1. a) Resposta pessoal. A resposta depende do contato dos estudantes com esse tipo de ferramenta de pesquisa.

a ) Você já consultou alguma enciclopédia? Se sim, por quê?

b) Qual seria a diferença na abordagem de um assunto entre uma enciclopédia especializada e uma geral?

2. Por que um leitor consulta uma enciclopédia? O que ele pode estar buscando?

Possíveis respostas: A fim de se informar para estudo, trabalho ou curiosidade.

3. Você já ouviu falar no mito de Prometeu? Conte para os colegas o que sabe e atente para o que eles vão contar.

3. Resposta pessoal. A resposta depende do conhecimento prévio dos estudantes. enquanto uma especializada os trata com mais profundidade.

Você vai ler a seguir um verbete de uma enciclopédia de mitologia que apresenta o titã Prometeu. Seres mitológicos foram temas de muitas pinturas, muitos livros e ainda são lembrados hoje em dia. Prometeu entregou aos seres humanos algo muito especial. Leia o texto para saber.

Prometeu

PROMETEU: de uma perspectiva patrilinear, Prometeu é um deus titã de segunda geração. De acordo com o poeta grego Hesíodo, é filho do titã Jápeto e de Clímene. [...] Prometeu, cujo nome significa “presciência”, é conhecido tanto pela astúcia quanto pela bondade para com os humanos. Na ocasião em que os deuses e os mortais estavam em conflito, Prometeu preparou uma refeição conjunta para todos, e pediu a Zeus que escolhesse a própria porção. O bocado que Prometeu suspeitou, com razão, que Zeus escolheria, na verdade, consistia apenas dos ossos de um animal envoltos em gordura brilhante, mas que parecia maior e mais saboroso do que o pedaço apenas de carne. Irritado por ter sido enganado e pelos humanos terem se beneficiado de sua escolha,

ANTES DE LER

• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a exporem as próprias ideias e ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala.

• Nas atividades 1 e 2, incentive-os a compartilhar conhecimentos prévios ou hipóteses. Retome essa conversa posteriormente, no boxe Agora que já lemos.

• Ao propor a atividade 3, viabilize um momento de troca de experiências e aproveite as colocações deles para promover a valorização dos textos mitológicos.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

• Antes da leitura, proponha uma roda de conversa a fim de verificar o que os estudantes sabem sobre mitologia grega, como histórias ou personagens. Em seguida, incentive-os a compartilhar como e onde aprenderam essas informações (filmes, jogos, livros, vídeos etc.), mapeando seu repertório e ativando o interesse deles pelo texto que será lido.

Zeus decidiu tomar o fogo dos humanos. Na ocasião, Prometeu voltou a enganá-lo e roubou o fogo, escondendo algumas chamas em um caule oco de erva-doce. Por essa transgressão, Zeus concebeu uma punição duradoura [...]. Prometeu foi libertado do tormento por Zeus e Hércules. [...] Dada a importância do fogo para o avanço da civilização e da cultura humanas, não é de se estranhar que Prometeu tenha sido apresentado não apenas como benfeitor da humanidade, mas também como um herói civilizador [...].

PROMETEU. In: GIESECKE, Annette. Origens da mitologia. Ilustrações originais de Jim Tierney. Tradução de Letícia Riberio Carvalho. Rio de Janeiro: Darkside Books, 2022. p. 88.

Patrilinear: por parte de pai. Presciência: previsão, pressentimento.

Papo de leitor

Transgressão: infração, desrespeito, violação. Concebeu: criou.

1. O verbete foi extraído de uma enciclopédia impressa.

a ) Onde é possível ter acesso a esse tipo de enciclopédia?

Resposta: Em bibliotecas e livrarias.

b) Se tivesse de pesquisar sobre Prometeu, qual seria a primeira fonte que você consultaria? Quais outros verbetes poderia consultar para enriquecer a pesquisa?

Resposta pessoal. A resposta depende das práticas de pesquisa dos estudantes. É provável que citem verbetes como deuses, Zeus, Olimpo, titãs, Hércules, entre outros.

c ) O que o leitor pode querer ao buscar esse verbete?

Possíveis respostas: Informar-se sobre algo. Aprender sobre mitologia.

2. O texto lido identifica Prometeu. Complete as frases sobre ele: Prometeu é um . Filho de e de A principal informação do verbete sobre Prometeu é que ele para dá-lo aos .

Resposta: Prometeu é um Deus titã. Filho de Jápeto e de Clímene. A principal informação do verbete sobre Prometeu é que ele roubou o fogo para dá-lo aos seres humanos. 225

em outros verbetes que poderiam ser lidos em conjunto com o de Prometeu para um trabalho sobre mitologia. Registre na lousa as sugestões dadas e, se possível, selecione algumas para leitura em outro momento. Essa troca contribui para o desenvolvimento da autonomia leitora e da pesquisa orientada por interesse.

• Ao explorar a atividade 2, peça aos estudantes que releiam o verbete com atenção, buscando localizar as informações sobre Prometeu. Incen-

BNCC

• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao identificarem a função social do verbete de enciclopédia, reconhecendo para que foi produzido, onde circula, quem o produziu e a quem se destina. Eles desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas.

• Para elaborar uma ficha técnica do personagem mitológico em análise, os estudantes precisarão pesquisar mais informações, desenvolvendo a habilidade EF35LP02 e a Competência específica de Língua Portuguesa 8. Eles desenvolvem também habilidades relacionadas a conhecimentos linguísticos, recursos de referenciação e organização do texto (EF35LP07, EF35LP08 e EF35LP09). Por fim, são contempladas as Competências específicas de Língua Portuguesa 2 e 3, uma vez que deverão utilizar diferentes linguagens (verbal e não verbal) e conhecimentos da norma-padrão.

• Na atividade 1, incentive os estudantes a compartilharem estratégias que costumam usar para confirmar dados em trabalhos escolares e reforce a necessidade de avaliar a confiabilidade das fontes. Proponha uma conversa entre eles para pensar

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tive que usem suas próprias palavras, reforçando a importância da paráfrase como estratégia de compreensão leitora. Evidencie a eles que a principal ação de Prometeu no mito é roubar o fogo e entregá-lo aos seres humanos. Aproveite para explorar ainda a palavra titã, já que o texto afirma que Prometeu é um dos Deuses Titãs, que eram seres gigantes. Com base nisso, auxilie-os a compreender que ser desse grupo dá vantagens físicas a Prometeu: força e vigor.

• Ao abordar a atividade 3, esclareça que os seres mitológicos pertencem ao universo da imaginação e da tradição oral de diferentes culturas.

• Na atividade 4, contextualize o conflito entre Prometeu e Zeus como uma forma de explicar a origem do fogo na mitologia grega. Peça aos estudantes que identifiquem as ações de cada personagem e discutam as consequências para os humanos. No item b, retome o trecho do texto que mostra como a punição de Zeus afetou todos os humanos, promovendo a ideia de que as decisões de figuras mitológicas costumam ter impacto coletivo, o que é recorrente nesse tipo de narrativa.

• A atividade 5 é uma questão aberta, por isso valorize as respostas pessoais dos estudantes e incentive que justifiquem suas opiniões com base no texto. Essa é uma boa oportunidade para promover uma roda de conversa sobre a noção de justiça e rebeldia na mitologia, explorando diferentes interpretações possíveis para as ações de Prometeu.

ATIVIDADE EXTRA

• Proponha uma conversa inicial com os estudantes sobre a importância do fogo na vida humana. Em seguida, peça que registrem suas ideias no caderno, justificando a resposta com exemplos de usos do fogo no dia a dia (como cozinhar, aquecer, iluminar ou fabricar objetos).

• Caso considere oportuno, amplie a discussão mencionando situações em que o fogo pode trazer prejuízos, como em queimadas de florestas, acidentes domésticos ou usos destrutivos em guerras. Esta atividade ajuda a contextualizar o papel simbólico e prático do fogo, aprofundando o entendimento do gesto de Prometeu no mito.

3. Prometeu é um ser mitológico. Isso significa que: faz parte de uma história criada pelos antigos para explicar algo do mundo.

já existiu no mundo, mas não pode mais ser visto, foi extinto.

é alguém que sabe todas as mitologias de cor e as ensina às pessoas.

Resposta: Faz parte de uma história criada pelos antigos para explicar algo do mundo.

O texto que você leu é um verbete de enciclopédia, gênero que expõe um assunto, define ou apresenta características de algo, informa sobre a vida ou as realizações de alguém.

4. Depois de preparar uma refeição para os deuses, Prometeu entra em conflito com Zeus, o deus mais poderoso da mitologia grega.

a ) Que atitude de Prometeu irrita Zeus?

Resposta: Disfarçar ossos com gordura para que parecesse o maior e mais saboroso pedaço de carne do banquete que ele oferece aos deuses.

b) Que castigo de Zeus atinge todos os humanos, além de Prometeu?

Resposta: Ele toma o fogo dos seres humanos.

5. Prometeu devolve o fogo aos humanos. Como você avalia a ação de Prometeu? Por quê?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes apresentem suas percepções e justifiquem suas respostas.

6. Numere as alternativas a seguir de 1 a 8 conforme a ordem em que aparecem no texto.

Resposta: 4 – Zeus é enganado.; 1 – Prometeu é identificado.; 5 – Zeus toma o fogo dos homens.;

Zeus é enganado.

2 – O significado do nome Prometeu é explicado.; 8 – Zeus e Hércules libertam Prometeu.; 3 – O conflito

Prometeu é identificado.

Zeus toma o fogo dos homens.

7 – Zeus pune Prometeu.; 6 - Prometeu rouba o fogo de Zeus e o

com Zeus começa.; devolve aos seres humanos.

O significado do nome Prometeu é explicado.

Zeus e Hércules libertam Prometeu.

O conflito com Zeus começa.

Zeus pune Prometeu.

Prometeu rouba o fogo de Zeus e o devolve aos seres humanos.

Um verbete pode organizar as informações de muitas maneiras. Neste caso, o verbete destaca o nome de Prometeu no início e narra a história dele conforme a sequência dos acontecimentos. Algumas enciclopédias incluem ilustrações.

7. Leia outro verbete sobre Prometeu e compare-o ao verbete lido nas páginas 224 e 225.

[...] Prometeu roubou o fogo dos deuses e o trouxe para os homens, pois tinha raiva de Zeus – que havia derrotado os Titãs, um dos quais era seu pai. Além disso, matou um boi cuja carne estava reservada parte aos deuses, parte aos homens. Depois, escondeu a carne debaixo do couro e cobriu os ossos com uma bela gordura branca para enganar Zeus [...]

PROMETEU. In: LAROUSSE jovem da mitologia. Tradução de Maria da Anunciação Rodrigues e Fernando Nuno. São Paulo: Larousse do Brasil, 2003. p. 24.

a ) Sublinhe a principal informação sobre Prometeu que também consta no outro verbete.

Resposta: Os estudantes devem sublinhar o trecho "Prometeu roubou o fogo dos deuses e o trouxe para os homens".

b) Pinte a informação sobre Prometeu que não aparece no outro verbete.

Resposta: Os estudantes devem pintar o trecho "Zeus - que havia derrotado os Titãs, um dos quais era seu pai".

ATIVIDADE EXTRA

• Depois de os estudantes organizarem os acontecimentos da história de Prometeu na atividade 6, proponha uma reflexão sobre a pergunta: Que outras informações você acha que deveriam aparecer no verbete? Peça que, em duplas, listem no caderno ao menos duas informações de que sentem falta no texto lido, tal qual o nome de outros titãs, o contexto histórico dos mitos, comparações com outras figuras mitológicas ou

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curiosidades sobre a representação de Prometeu na arte ou na literatura.

• Se desejar, oriente-os a escolher uma dessas ideias para desenvolver em um pequeno parágrafo expositivo, simulando uma ampliação do verbete original, mas mantendo o mesmo estilo informativo. Depois, eles podem ler suas contribuições para os colegas e discutir como essas novas informações ampliam o conhecimento sobre o personagem.

• Na atividade 6, oriente os estudantes a relerem o verbete com atenção, identificando a sequência dos acontecimentos. Esta atividade trabalha a compreensão global e a organização temporal do texto. É possível propor a eles que façam uma leitura em duplas ou pequenos grupos, discutindo juntos a ordem dos fatos antes de numerá-los. Se necessário, destaque os marcadores temporais e os conectivos usados no verbete para ajudar na organização cronológica.

• Aproveite o boxe sobre o verbete de enciclopédia para reforçar que, embora ele seja um texto predominantemente expositivo, ele pode apresentar sequências narrativas relativamente longas, especialmente quando aborda personagens mitológicos ou históricos. Mostre como o texto sobre Prometeu combina definição e relato de acontecimentos, apresentando uma ordem lógica e coesa.

• Na atividade 7, ajude os estudantes a identificarem semelhanças e diferenças entre as informações apresentadas, reforçando a importância de consultar mais de uma fonte ao fazer uma pesquisa. Leve-os a perceber como autores e obras distintos podem selecionar ou destacar informações diferentes, ainda que falem do mesmo personagem. Vale também explorar a ideia de que os textos podem ter propósitos e públicos distintos.

• Antes de iniciar a atividade 8, pergunte a eles se já consultaram enciclopédias impressas ou dicionários e qual é a estratégia usada para localizar palavras ou temas nesses materiais. Peça que observem a imagem atentamente, identificando se os títulos dos verbetes seguem uma ordem. Explique-lhes que a ordem alfabética é uma forma prática e padronizada de organizar conteúdos em verbetes, facilitando a localização rápida das informações.

• Para mediar a atividade 9, oriente os estudantes a observarem a enciclopédia digital apresentada, identificando a forma de busca e os recursos disponíveis. Convide-os a refletir sobre como a organização e os elementos interativos de sites como esse facilitam o acesso à informação, destacando as diferenças entre enciclopédias impressas e digitais. Se possível, projete a página em sala de aula ou viabilize aos estudantes que acessem essa e outras enciclopédias digitais, promovendo o letramento digital e a leitura crítica em ambientes virtuais.

8. Observe estas páginas de uma enciclopédia impressa e responda: quais semelhanças e diferenças há entre enciclopédias digitais e impressas?

Resposta: As duas apresentam verbetes com informações organizadas em ordem alfabética e algumas imagens. A enciclopédia impressa é em formato de livro, e a digital pode ser acessada pelo computador ou por outro dispositivo eletrônico, sendo mais rápido pesquisar nela e mais fácil atualizá-la.

9. Observe agora a página de entrada de uma enciclopédia digital.

https://enciclokids.com.br/. Acesso em: 27 maio 2025. Páginas de uma enciclopédia impressa.

ATIVIDADE EXTRA

• Para ampliar a compreensão da importância da imagem para o verbete de enciclopédia, proponha uma nova atividade. Solicite aos estudantes que escolham um verbete ilustrado no livro ou pesquisem um verbete com imagem em uma enciclopédia digital. Em duplas, eles devem observar a ilustração com atenção e responder:

“O que essa imagem mostra?”; “Ela ajuda a entender melhor o conteúdo do texto? Como?”; “A imagem traz alguma informação nova que não aparece no texto escrito?”. Depois, convide-os a compartilhar suas observações com a turma, destacando as diferentes funções que a imagem pode cumprir: explicar, complementar, reforçar ou tornar a leitura mais interessante.

Dica: Para responder, considere: a organização dos verbetes, a facilidade de busca, o objetivo, o espaço físico etc.
ENCICLOKIDS. Disponível em:

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes apresentem características de Prometeu, rememorem alguns fatos de sua história e comentem o que

a ) De que assunto essa enciclopédia trata?

mais lhes chamou a atenção.

Resposta: De assuntos gerais ligados a componentes de estudo.

b) Como os verbetes são organizados nessa enciclopédia?

Por autoria.

Por data.

Por tema.

Resposta: Por tema.

c ) Que recursos você imagina que existem na enciclopédia digital e não na impressa?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem recursos como links para outros verbetes, vídeos, imagens, mapas etc.

10. Com um colega, elaborem uma ficha técnica sobre Prometeu parecida com a da abertura da unidade, que apresenta a ave topetinho-vermelho.

• Escolham as informações que acham importante mencionar.

• Decidam onde elas ficarão dispostas. Depois de trocarem ideias, elaborem a ficha no caderno ou em uma cartolina e façam uma ilustração que represente o personagem. Após a correção do professor, combinem com ele como mostrar a ficha aos colegas.

Confira sugestões para a atividade nas orientações ao professor.

AGORA QUE JÁ

LEMOS

1. Resposta esperada: Parcialmente, pois seria necessário complementar a pesquisa buscando

Responda às questões a seguir oralmente.

informações em outras fontes.

1. Em sua opinião, o verbete que você leu no início da seção atende ao leitor que busca uma informação sobre mitologia?

2. O que você aprendeu sobre Prometeu? O que mais chamou a sua atenção?

3. Você ficou com vontade de saber mais sobre mitologia? Se sim, sobre o quê?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes exponham suas preferências com relação ao tema Mitologia

10. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes elaborem uma ficha coerente com o tema proposto e conforme as convenções do gênero ficha.

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• Na atividade 10, oriente a turma a selecionar informações relevantes e organizá-las de forma clara e objetiva, como é característico da ficha técnica. Caso necessário, retome com os estudantes os elementos presentes na ficha inicial: título, nome, origem, características, curiosidades, entre outros. Organize a turma em duplas ou trios para favorecer a troca de ideias. Para finalizar, combine com a turma a socialização das fichas por meio de uma exposição na sala de aula, como um mural coletivo, permitindo que compartilhem suas produções com os colegas e comentem de que mais gostaram ou o que aprenderam em cada uma.

AGORA QUE JÁ LEMOS

• No boxe Agora que já lemos, as atividades promovem uma reflexão final sobre a leitura do verbete e o tema da mitologia. Proponha-lhes que compartilhem suas impressões e aprendizagens em uma roda de conversa, valorizando a participação de todos. Utilize as respostas para avaliar a compreensão global do texto, o interesse despertado pelo tema e a capacidade de expressarem suas opiniões com base na leitura.

OBJETIVOS

• Compreender a concordância nominal, reconhecendo a necessidade de concordância em gênero e número entre o substantivo e as palavras que o acompanham.

• Refletir sobre a concordância verbal, identificando a relação de pessoa e número entre verbo e sujeito.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a identificar a concordância verbal e nominal, desenvolvendo as habilidades EF04LP06 e EF04LP07. Além disso, deverão se apropriar da norma-padrão, como também compreender a língua como fenômeno histórico, variável e heterogêneo, contemplando, assim, as Competências específicas de Língua Portuguesa 1, 2 e 4

• Ao lerem e compreenderem uma tirinha, construindo o sentido da história em quadrinhos e relacionando o texto a ilustrações e recursos gráficos, eles desenvolvem as habilidades EF15LP04, EF15LP14 e EF15LP18. Desenvolvem ainda as habilidades EF15LP03, EF35LP03 e EF35LP04 ao identificarem a ideia central do texto explorado nesta seção e ao localizarem informações explícitas nele.

• A leitura do trecho do mito permite desenvolver a habilidade de leitura autônoma de textos narrativos curtos (EF15LP16, EF35LP01 e EF35LP21).

• Os estudantes poderão desenvolver a habilidade EF35LP13 ao serem levados a compreender e memorizar a grafia de palavras de uso frequente nas quais as relações fonema-grafema são irregulares, como ocorre com o h inicial, que não representa fonema.

É LÍNGUA, É LINGUAGEM

Concordância nominal e concordância verbal

Você estudou que o adjetivo, o artigo e o numeral acompanham um substantivo. Vamos fazer uma revisão?

• Adjetivo: caracteriza um substantivo.

• Artigo: define ou indefine um substantivo.

• Numeral: liga-se a um substantivo expressando quantidades.

Também há certos tipos de pronomes que acompanham o nome. Por exemplo, em “Zeus – que havia derrotado os Titãs, um dos quais era seu pai.”. O pronome seu se refere ao substantivo pai; e o artigo os, ao substantivo Titãs.

As palavras que se referem ao substantivo precisam estar em acordo com ele, ou seja, precisam concordar em gênero e número.

Concordância nominal

1. Na frase a seguir, o substantivo herói está caracterizado por dois adjetivos. Observe o esquema que mostra essa ligação.

Prometeu era um herói bondoso e esperto.

a ) Sublinhe uma das palavras entre parênteses: o substantivo herói é do gênero (masculino/ feminino) e está no (singular/plural).

Resposta: Masculino; singular.

b) Em que gênero e número estão os dois adjetivos?

Resposta: Estão no masculino e no singular.

c ) Como ficaria a concordância se no lugar de herói estivesse escrito figura mitológica?

Resposta: Bondosa e esperta.

2. Leia agora essa outra frase e analise os dois substantivos em destaque.

Prometeu é uma figura mitológica que trouxe o fogo para todas as pessoas.

a ) Qual é o gênero e o número dos substantivos figura e pessoas?

Resposta: Figura: feminino e singular; pessoas: feminino e plural.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

• Antes de iniciar o conteúdo, é importante verificar se os estudantes já reconhecem as classes de palavras (substantivo, adjetivo, artigo, pronome e verbo) e se têm noções sobre concordância. Se necessário, retome a explicação dessas classes de palavras para evidenciar a função delas.

• Compreender e aplicar as concordâncias nominal e verbal é algo essencial para a leitura e a produção de textos, pois as relações de concordância garan-

tem a coesão e o sentido dos enunciados. Ao longo da unidade, avalie a compreensão dos estudantes e amplie as atividades, se necessário. O foco não é a classificação sintática, mas a percepção de como as relações de concordância funcionam.

• O conhecimento sobre concordância será desenvolvido ao longo das atividades iniciais. Por isso, recomenda-se que as primeiras propostas sejam feitas coletivamente, com atenção especial aos boxes que sistematizam o conteúdo. Oriente os estudantes a os destacarem no livro ou os copiarem para consulta futura.

b) Qual é a classe gramatical das palavras que se referem ao substantivo figura? Complete as frases a seguir.

Resposta: Artigo; adjetivo.

Uma é Mitológica é

c ) Por que podemos dizer que essas palavras estão concordando com o substantivo figura?

Resposta: Porque ambas estão no feminino e no singular, que são o gênero e o número desse substantivo na frase.

3. Observe os adjetivos que se referem aos substantivos destacados. Depois, responda às questões.

Nas histórias mitológicas da Grécia antiga, doze deuses moravam em um alto monte chamado Olimpo.

Vista panorâmica do Monte Olimpo, na Grécia.

a ) Os adjetivos concordam com os substantivos em destaque? Por quê?

Resposta: Sim, porque acompanham o gênero e o número do substantivo a que se referem.

b) A palavra doze está ligada ao substantivo deuses. Qual é a classe gramatical da palavra doze?

Resposta: Numeral.

c ) Por que o substantivo deuses está no plural?

Resposta: Para concordar com a quantidade expressa pelo numeral doze

As palavras que se referem ao substantivo devem concordar com ele em gênero e número. Como se trata de concordância entre nomes, chamamos essa relação de concordância nominal

ATIVIDADE EXTRA

• Proponha aos estudantes que, em casa e com a ajuda dos familiares, façam no caderno uma análise da frase: “O leal e corajoso Prometeu trouxe o fogo para todos os seres humanos.”. Eles deverão identificar as palavras que acompanham o substantivo Prometeu e indicar a classe gramatical de cada uma. Em seguida, peçam que

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observem a palavra todos, que acompanha o substantivo seres. Apesar de todos pertencer a uma classe gramatical que será estudada mais adiante (pronomes), é possível perceber que há concordância entre eles. Pergunte o que indica essa concordância. Depois, corrija a atividade coletivamente em sala de aula, promovendo a troca de ideias e esclarecendo dúvidas.

• Nas atividades 1, 2 e 3, os estudantes identificam a relação de concordância entre substantivos e palavras que os acompanham (adjetivos, artigos e numerais). Oriente-os a observar atentamente o gênero e o número das palavras, reforçando visualmente essas relações com o uso de setas. Estas atividades ajudam a consolidar a noção de concordância nominal de forma prática e contextualizada. Proponha variações nas frases para explorar a concordância de forma prática, alterando o gênero ou o número dos substantivos e observando como isso afeta as palavras que os acompanham. Ao identificar a classe gramatical, destaque como essas palavras se ajustam ao substantivo a que se referem, reforçando o conceito de concordância nominal.

• Ao apresentar para a turma as palavras história e herói nas atividades 3 e 1, respectivamente, aproveite para explorar a grafia dessas palavras, pois o h inicial não representa fonema. Incentive a memorização da grafia delas, considerando que não há, neste caso, uma relação evidente entre fonema e grafema.

• Para mediar a atividade 1, oriente os estudantes a identificarem, em cada versão da frase, quem realiza a ação (sujeito) e a verificarem como o verbo se adapta a ele em número e pessoa. Reforce a importância de observar o plural ou singular do sujeito e como isso exige alteração na forma verbal. Durante a correção, explore oralmente a lógica da concordância, incentivando os estudantes a justificarem suas escolhas verbais com frases como: “Usei prepararam porque divindades está no plural”. Essa verbalização ajuda a consolidar o entendimento do mecanismo da concordância verbal. Se necessário, proponha mais exemplos, com sujeitos variados, para serem comparados.

• Na atividade 2, destaque a argumentação na tirinha. Comente que Mirandinha argumenta a favor da importância das árvores ao apresentar razões para sua atitude de abraçar a árvore. A amiga dela é convencida pelos argumentos e abraça a árvore no último quadro, fechando o ciclo narrativo da tira. Aproveite para reforçar que, mesmo em textos curtos como tirinhas, diferentes sequências tipológicas podem se combinar. Durante a correção coletiva, incentive os estudantes a localizarem os argumentos no texto e a relacioná-los às atitudes da amiga de também abraçar a árvore.

Concordância verbal

1. Na seguinte frase do verbete que você leu, os substantivos estão destacados e as formas verbais estão sublinhadas.

Na ocasião em que os deuses e os mortais estavam em conflito, Prometeu preparou uma refeição conjunta para todos [...].

a ) Classifique deuses, mortais e Prometeu quanto ao número.

Resposta: Deuses e mortais: plural; Prometeu: singular.

b) As formas verbais a seguir se referem a esses substantivos. Identifique em que pessoa e número elas estão flexionadas.

• Estavam: .

• Preparou:

Resposta: Terceira pessoa do plural.

Resposta: Terceira pessoa do singular.

c ) Imagine se em lugar de deuses e mortais estivesse escrito o Olimpo e que no lugar de Prometeu estivesse escrito várias divindades. Reescreva a frase fazendo a concordância correta.

Resposta: Na ocasião em que o Olimpo estava em conflito, várias divindades prepararam uma refeição conjunta para todos.

2. Leia uma tirinha com a personagem Mirandinha.

ARAÚJO, Gió; MIRANDA, Noélia. Mirandinha, 31 mar. 2023. Disponível em: https://www.instagram.com/p/CqdQHUJOwS4/. Acesso em: 27 maio 2025.

a ) Mirandinha apresenta à amiga argumentos que justificam sua atitude de abraçar a árvore. Quais são eles?

Resposta: Os argumentos são que as árvores dão sombra e frutos e que as folhas que caem no chão adubam a terra. Abraçar a árvore é um modo de agradecer por tudo isso.

b) As razões apresentadas por Mirandinha convencem a amiga? Como é possível saber disso?

Resposta: Sim. É possível saber disso pois a amiga também abraça a árvore.

c ) As formas verbais caem e adubam estão na pessoa do

Resposta: Terceira; plural.

d) A que substantivo estão associadas as formas verbais caem e adubam?

Resposta: Ao substantivo folhas

3. Releia a fala do primeiro quadrinho.

• Nos itens c e d da atividade 2, chame a atenção para o fato de que o uso correto da concordância verbal contribui para que o texto tenha clareza e coerência, reforçando o sentido da mensagem. Esse tipo de mediação ajuda a integrar os componentes leitura, análise linguística e produção de sentido, promovendo uma aprendizagem mais significativa.

• A atividade 3 trabalha concordância entre verbo e pronome. Pergunte aos estudantes se eles se lembram dos pronomes, o que são, quais são os pronomes pessoais e faça-os exercitar a concordância verbal com os pronomes que eles citarem. Importante ressaltar que o vocábulo você, embora ainda classificado como pronome de tratamento em algumas gramáticas, já está consolidado no português brasileiro como o pronome pessoal de segunda pessoa mais usado. Você está abraçando esta árvore, Mirandinha?

a ) Escreva a forma verbal que se refere ao pronome em destaque.

Resposta: Está abraçando.

b) Essa forma verbal concorda com o pronome a que se refere? Por quê?

Resposta: Sim, porque está flexionada no mesmo número e na mesma pessoa que o pronome.

Os verbos devem concordar com o substantivo ou pronome a que se referem. A concordância ocorre em número (singular ou plural) e em pessoa (primeira, segunda ou terceira). A essa relação damos o nome de concordância verbal

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

BAGNO, Marcos. Gramática pedagógica do português brasileiro. São Paulo: Parábola, 2012. p. 751-752.

Nesse livro, há análises e informações sobre o uso do tu e do você no território brasileiro. CHAGAS, Danieli Silva. Concordância verbal: estratégias para o trabalho com os três eixos para

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o ensino de gramática. In: VIEIRA, Silvia Rodrigues. Gramática, variação e ensino: diagnose e propostas pedagógicas. São Paulo: Blucher, 2018. p. 61-93.

Nesse capítulo, há estratégias de ensino de concordância verbal para além da memorização de prescrições da gramática tradicional, promovendo sobretudo o uso reflexivo e criativo da linguagem.

• Na atividade 1 da subseção Para pensar e praticar, leve para a sala de aula informações sobre a tirinha e seu autor. Macanudo é uma série de tirinhas que mistura humor, poesia e reflexões sobre o cotidiano, explorando temas como amizade, afeto e a imaginação infantil, o que ajuda a conectar os estudantes com o conteúdo de forma leve e significativa. O autor, Liniers (Ricardo Siri), é um cartunista argentino, conhecido por seu traço delicado e pela capacidade de criar personagens que expressam sentimentos profundos de forma simples.

• No item c, ao trabalhar o verbo estar na primeira pessoa do singular, leve os estudantes a identificarem o sujeito desinencial por meio de perguntas que relacionem a conjugação verbal ao pronome eu

• Ao mediar as atividades, incentive a elaboração de exemplos próprios e a argumentação coletiva, sempre valorizando as contribuições individuais e o diálogo entre os estudantes.

PARA PENSAR E PRATICAR

1. No que você pensa quando olha as estrelas? Confira o que Enriqueta pensa.

a ) Madariaga é o nome do ursinho de Enriqueta. Ao nomear uma constelação dessa maneira, que sentimentos a personagem revela sentir pelo ursinho?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam nesta atividade que Enriqueta sente afeto e carinho pelo ursinho.

b) Em sua primeira fala, Enriqueta diz que está olhando as estrelas. E se ela dissesse céu em vez de estrelas, que mudança haveria na frase?

Resposta: O artigo mudaria de as para o: Estou olhando o céu.

c ) Nessa fala de Enriqueta, é usado o verbo estar flexionado na primeira pessoa do singular. A qual pronome pessoal essa forma verbal se refere?

Eu.

Resposta: Eu.

Tu.

Resposta: Nome.

Ele.

d) Complete a frase: o adjetivo adequado, no terceiro quadrinho, faz referência ao substantivo e concorda com ele em gênero (masculino) e número (singular).

e ) Na última fala da tirinha, Enriqueta usa o verbo fazer conjugado na terceira pessoa do plural. Por que ele está conjugado dessa forma?

Resposta: Para concordar com o substantivo pontinhos, que também está no plural e se refere à terceira pessoa.

LINIERS. Macanudo 2. Tradução de Claudio R. Martini. Campinas: Zarabatana Books, 2009. p. 55.

2. Leia a seguir mais um texto sobre Prometeu.

O mito de Prometeu

A história de Prometeu é uma das mais famosas da mitologia grega. Prometeu é um titã de segunda geração que participou da batalha contra os deuses, vencida por Zeus. E foi este mesmo Zeus quem condenou Prometeu a um dos destinos mais terríveis que se possa imaginar. O crime? Roubar o fogo dos deuses e compartilhá-lo com os homens.

[...]

MITOLOGIA grega: os 20 principais mitos da Grécia antiga. Hipercultura. Disponível em: https://www. hipercultura.com/mitologia-grega-principais-mitos-da-grecia-antiga/. Acesso em: 27 maio 2025.

a ) O fogo é utilizado para fazer o quê? Cite exemplos.

Possíveis respostas: Para cozinhar, aquecer, iluminar, proteger, transformar a matéria.

b) Como deveria estar escrito o título se, em vez da palavra mito, fosse usada a palavra história? Reescreva e explique o que mudou.

Resposta: A história de Prometeu. O artigo passou a ser feminino singular.

3. Veja os substantivos em destaque: “Prometeu é um titã de segunda geração”.

a ) Que palavras se referem a cada substantivo destacado? Qual é a classe gramatical desses termos?

Resposta: Um, que é artigo; segunda, que é numeral.

b) Atlas também é um titã de segunda geração. Imagine que a frase se referisse aos dois. Como ela deveria ser escrita?

Resposta: Prometeu e Atlas são titãs de segunda geração.

4. O que você entendeu por concordância nominal? E por concordância verbal?

Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes compartilhem os conhecimentos adquiridos por meio das reflexões e das atividades da seção.

AVALIANDO

• A atividade 4 pode ser utilizada como uma avaliação formativa para verificar o quanto os estudantes compreenderam os conceitos de concordância nominal e verbal ao longo da seção. Após o desenvolvimento da atividade, promova uma roda de conversa em que cada um compartilhe com suas palavras o que entendeu sobre os dois tipos de concordância. Essa escuta permite ao professor identificar se há compreensões equivocadas ou lacunas conceituais, para intervir de

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forma pontual, retomando exemplos vistos anteriormente ou propondo novas frases para análise coletiva. Essa troca entre os estudantes também pode fortalecer a construção do conhecimento ao valorizar diferentes formas de expressão e reflexão sobre os conteúdos. Caso perceba que a maioria ainda apresenta dificuldade, adapte suas estratégias, organizando um novo momento de explicação dialogada, com o apoio de frases no quadro, esquemas visuais e atividades em duplas para reconstrução do conceito.

• O exercício de reescrita apresentado no item b da atividade 2 favorece o desenvolvimento de aspectos de coesão textual para a prática de escrita. Esclareça que o objetivo, neste caso, é trocar um substantivo masculino por um feminino e reformular condizentemente a concordância entre artigo e substantivo. Incentive os estudantes a observarem como a troca da palavra mito por história se reflete nos elementos que acompanham o substantivo, neste caso, o artigo definido. Para ampliar o exercício de reescrita, proponha que criem novos títulos utilizando palavras de gêneros diferentes e comparem os efeitos dessa mudança. Incentive que justifiquem a reescrita com base na regra geral da concordância nominal.

• Na atividade 4, é importante que os estudantes percebam que, no caso da concordância nominal, as palavras associadas ao substantivo concordam com ele em gênero e número. Quanto à concordância verbal, espera-se que percebam que o verbo concorda com o nome em pessoa e número e, em casos em que concorda com mais de um nome, pode mudar de pessoa e flexionar no plural.

OBJETIVOS

• Ler um trecho de mito e refletir sobre o simbolismo que ele representa.

• Praticar a oralidade por meio de um debate sobre questões relacionadas ao renascimento da Fênix e sobre temas humanos universais, como transformação e recomeço.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes mobilizarão habilidades de oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF15LP13). Além disso, desenvolverão competências como o uso de diferentes linguagens para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4) e o exercício de diálogo, resolução de conflitos e cooperação (Competência geral 9).

• A leitura do mito permite desenvolver a habilidade de leitura autônoma de textos narrativos curtos, bem como de identificação dos elementos da narrativa (EF15LP16, EF35LP01 , EF35LP21 , EF35LP26 e EF35LP29), além de contemplar a Competência específica de Língua Portuguesa 3. Já o reconto oral do mito, após a leitura do professor, desenvolve a habilidade EF15LP19

• Eles desenvolvem as habilidades EF15LP03 , EF35LP03 , EF35LP04 , EF35LP05 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas.

• Ainda nesta seção, os estudantes serão levados a debater com os colegas a transformação e o recomeço, desenvolvendo as habilidades relacionadas

JANELAS

O mito da Fênix

O verbete que você leu relata como Prometeu trouxe o fogo aos seres humanos e permitiu importantes avanços nas civilizações humanas. Agora, você vai ler outra história em que o fogo tem papel importante: o mito da Fênix, um pássaro mítico que sempre renascia. Leia e saiba como.

No silêncio da noite, pouco antes do nascer do Sol, uma criatura magnífica constrói seu ninho. Ela se perfaz com cores quentes enquanto coloca cuidadosa e meticulosamente cada especiaria, cravo e ramo. O cansaço da criatura é evidente, mas isso não ofusca a sua beleza. À medida que o Sol começa a levantar, o pássaro se estica e expõe todos os seus espectros característicos. Suas penas são um belo matiz dourado com vermelho. Ela gira a cabeça para trás enquanto canta uma melodia assombrosa que faz com que os raios solares parem no tempo. Uma faísca cai dos céus e acende um grande fogo que consome tanto o pássaro como o ninho. Entretanto, uma coisa é certa: em três dias, o pássaro mitológico ressurgirá das cinzas para nascer mais uma vez. [...]

DESTÉFANO, Bruno. A lenda de Fênix, o poderoso pássaro da mitologia grega. Fatos Desconhecidos 3 jun. 2019. Disponível em: https://www.fatosdesconhecidos.com.br/lenda-de-fenix-o-poderoso-passaro -da-mitologia-grega/. Acesso em: 27 maio 2025.

Perfaz: completa.

Meticulosamente: detalhadamente, com muita atenção.

Especiaria: ervas e plantas aromáticas usadas na culinária, como canela e pimenta.

Ofusca: oculta, tira o brilho, atrapalha a vista.

Espectros: conjunto de elementos visuais.

Matiz: cor obtida pela combinação de cores.

1. Resposta: Espera-se que os estudantes recontem a narrativa mantendo os fatos e a sequência em que são narrados. Comentários e sugestões nas orientações ao professor

1. O professor vai ler essa história para a turma. Ouça com atenção e, depois, sob orientação dele, reconte a narrativa para um amigo ou um familiar.

2. Toda narrativa apresenta um conflito, ou seja, um problema que um ou mais personagens precisam resolver. Qual é o conflito dessa narrativa?

Resposta: O conflito é a previsível morte do pássaro, que morre e renasce sempre.

a opinar e distinguir opiniões (EF35LP15 e EF04LP15), além das competências relacionadas a argumentação, defesa de um posicionamento e análise de posicionamentos (Competência geral 7 e Competência específica de Língua Portuguesa 6). Essa discussão possibilita explorar o tema contemporâneo transversal Diversidade cultural

• O mito apresenta os elementos estruturais característicos da narrativa — enredo, personagens, tempo, espaço e conflito — e possibilita

a identificação do ciclo narrativo de morte e renascimento, fortemente marcado pelo simbolismo do fogo.

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• Na atividade 1, é possível adotar diferentes estratégias. Um exemplo é formar grupos e solicitar que cada estudante reconte a história para o grupo, até que todos tenham recontado a fim de perceber as diferenças naturais que ocorrem no reconto oral. Caso optem por recontar a alguém que não seja da turma, seria interessante que compartilhassem a experiência e a reação de quem ouviu a história.

3. No início da história, o pássaro constrói um ninho.

a ) O que se pode imaginar com base nessa ação?

Que o pássaro está preparando o ninho para receber um filhote.

Resposta: Que o pássaro está preparando o ninho para receber um filhote.

Que o pássaro está preparando o ninho antes de ir embora.

b) Que acontecimento interrompe a ação do pássaro e muda seu destino?

Resposta: Uma faísca cai dos céus e acende um grande fogo que consome tanto o pássaro como o ninho.

4. A narrativa apresenta um trecho descritivo, em que são citadas algumas características do pássaro. Quais são elas?

Resposta: Criatura magnífica, tem penas em dourado com vermelho. 5. a) Resposta esperada: Aos ciclos da vida e à possibilidade de renovação da vida. A associação pode ser feita pelo fato de a Fênix renascer das próprias cinzas, do próprio fim, recomeçar uma história, sugerindo que a vida sempre continua.

5. Considere o seguinte roteiro para debater com os colegas algumas questões sobre o texto.

• Disponham as cadeiras em círculo e sigam as orientações do professor.

• Empreguem o registro formal da língua e expressões de respeito.

• Respeitem a vez e as ideias dos colegas ouvindo-os com atenção.

• Elaborem perguntas aos colegas conforme as ideias forem apresentadas.

• Releiam o trecho a seguir e, com base nele, reflitam sobre as questões.

[...] Entretanto, uma coisa é certa: em três dias, o pássaro mitológico ressurgirá das cinzas para nascer mais uma vez.

a ) A que elementos da vida real humana você acha que o mito da Fênix pode ser associado? O que lhe permite fazer essa associação?

b) A narrativa da Fênix afirma que o pássaro pode renascer das cinzas e começar tudo outra vez. Nós também às vezes temos de começar outra vez – quando perdemos, por exemplo; quando queremos retomar uma amizade que se afastou etc. Em que outras situações podemos recomeçar? Você se lembra de algum filme ou algum livro em que isso acontece?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes troquem ideias sobre situações em que erramos, falhamos ou temos atitudes que precisamos rever, em que precisamos reconquistar uma amizade, a confiança de alguém. Também podem se referir a filmes, livros em que isso aconteça.

e silêncio enquanto alguém estiver falando. Explique que em um debate as opiniões e os posicionamentos não precisam necessariamente ser divergentes, sendo possível que se complementem. O debate também serve para que surjam novas ideias. Chame a atenção para o respeito às opiniões e às ideias que serão colocadas e para o momento adequado de falar e ouvir. Conduza o debate com o máximo de delicadeza e respeito, porque a reflexão sobre moradia pode ser sensível para alguns estudantes.

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• Incentive os estudantes a refletirem e a verbalizarem seu raciocínio sobre a razão da existência de debates na escola. Verifique se eles percebem que os debates propostos são atividades que os levam a se posicionar a respeito de questões polêmicas ou conflitivas e a exercitar a argumentação, que é essencial para a convivência em uma sociedade democrática e para a própria vida pessoal, na medida em que propicia uma convivência pacífica baseada no uso da razão.

• No item a da atividade 3, incentive os estudantes a fazerem inferências com base nas ações da personagem. Pergunte: “O que geralmente significa um animal construir um ninho?”; “Que intenção pode estar por trás dessa ação?”. Ajude-os a associar a construção do ninho à ideia de proteção e preparação para uma nova vida, conduzindo à suposição de que o pássaro teria um filhote. No item b, leve-os a perceber como a ação do fogo interrompe a expectativa construída anteriormente, o que reforça o conflito presente na narrativa.

• Na atividade 4, chame a atenção dos estudantes para a presença da descrição, na qual são explorados os adjetivos, classe de palavras estudada anteriormente. Chame a atenção para a diferença entre caracterizar como magnífica, adjetivo que supõe a avaliação do observador, e dizer que as penas são douradas e vermelhas, descrição objetiva que permite ao leitor formar uma ideia mais concreta da aparência do pássaro.

• A atividade 5 possibilita um debate entre os estudantes para que reflitam sobre a relação entre o mito da Fênix e a vida humana real, incluindo situações de recomeço em nossa vida pessoal. Escolha um ambiente e disponha a turma em um círculo, pois isso permite que os estudantes se vejam. Determine a vez e o tempo de cada um falar e enfatize que deve haver atenção

OBJETIVOS

• Planejar, produzir e revisar um verbete enciclopédico sobre um animal, selecionando, organizando e hierarquizando informações relevantes com base em pesquisas.

• Participar ativamente na escrita e no compartilhamento do texto final.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes produzirão um verbete de enciclopédia, desenvolvendo as habilidades EF04LP22 e EF04LP23. A atividade também contempla as Competências específicas de Língua Portuguesa 2 e 3. O planejamento e a produção final do texto, considerando as características do verbete de enciclopédia, bem como sua revisão, utilizando conhecimentos linguísticos e gramaticais, possibilitam desenvolver as habilidades EF15LP05, EF15LP06, EF35LP07 e EF35LP09

• A pesquisa das informações sobre o animal para a elaboração do verbete desenvolve a habilidade EF35LP02 e contempla a Competência específica de Língua Portuguesa 8

• A organização do texto e a inclusão de elementos visuais ou gráficos, e, se necessário, o uso de programas de edição de texto, desenvolvem as habilidades EF15LP07, EF35LP09 e EF04LP21.

• O uso de recursos de referenciação, coesão pronominal (anafórica) e vocabulário adequado permite desenvolver as habilidades EF35LP08 e EF35LP14

• Leia a proposta de produção sugerida e deixe claro o que vão produzir e como será o compartilhamento.

• Viabilize a escolha do animal de modo que haja respeito e para que nenhum se repita.

HORA DE PRODUZIR

Verbete de enciclopédia

Agora que você já estudou as características do verbete de enciclopédia, chegou a hora de colocar os conhecimentos em prática.

O que vai produzir

Com um colega, você vai produzir um verbete de enciclopédia sobre um animal. Ele fará parte da enciclopédia de animais da turma.

Planejar

Para planejar o verbete, sigam as orientações.

1. Cada dupla deve escolher um animal para que nenhum seja repetido.

2. Optem por animais que não sejam tão conhecidos: espécies de aves, de mamíferos, de peixes, de insetos, entre outros.

3. Selecionem as informações que considerarem importantes para compor o verbete.

PAPO DIGITAL

Com a supervisão do professor, confiram a seguir dois veículos que podem auxiliar na pesquisa.

SANTOS, Vanessa Sardinha dos. Pinguins. Mundo Educação. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/pinguins.htm. Acesso em: 11 set. 2025.

DESCUBRA 7 curiosidades sobre as vacas. Proteção Animal Mundial, 28 maio 2023. Disponível em: https://www.worldanimalprotection.org.br/ mais-recente/blogs/descubra-7-curiosidades-sobre-as-vacas/. Acesso em: 29 maio 2025.

4. Não se esqueçam de que a definição e a apresentação das características são importantes.

5. Para selecionar as informações que acham relevantes, leiam uma por uma e pensem no leitor: Essa informação pode ser importante para ele? Por quê?

6. Escolham como organizar os dados. Façam um planejamento da ordem de entrada das informações. Para isso, observem o exemplo de início de catalogação de dados, para usar de modelo para a organização prévia dos dados.

• Apoie os estudantes na seleção e organização das informações mais relevantes sobre o animal, refletindo junto com eles sobre o que pode interessar ao leitor de um verbete. Por exemplo: “Um leitor que quer conhecer melhor o animal se interessaria por saber onde ele vive?”; “É interessante saber do que ele se alimenta?”; “É curioso saber como o animal se comporta?”. Perguntas como essas ajudam a orientar a pesquisa e a seleção dos dados. Explique que os verbetes podem apresentar informações diferentes, pois dependem das escolhas feitas por cada dupla.

Exemplo:

Filo: Chordata. Classe: Mammalia.

Ordem: Artiodactyla. Família: Bovidae.

Incentive-os a justificar suas decisões com base na clareza, na relevância e no interesse que o texto pode despertar no leitor.

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PAPO DIGITAL

• Se não for possível fazer a consulta on-line proposta no boxe Papo digital, leve os estudantes à biblioteca da escola para que consultem enciclopédias impressas ou outros materiais que façam parte desse acervo.

7. Confiram agora um modelo de disposição dos dados.

Definição:

Informação 1:

Informação 2:

Informação 3:

8. Pensem também nos recursos que acompanharão o verbete, por exemplo, um desenho ou uma fotografia. As informações científicas podem ser dispostas em um quadro. Esses recursos podem enriquecer e tornar atraente sua página de enciclopédia.

Produzir

1. Leiam o plano e, se necessário, façam alterações.

2. Escrevam o verbete de enciclopédia se lembrando do que aprenderam: ele é lido por quem busca informações e a linguagem deve ser objetiva e simples.

3. Depois de pronto, revisem o texto e o reescrevam. Por fim, digitem o verbete em um programa editor de texto e o imprimam.

Compartilhar

Agora é hora de montar a enciclopédia da turma. Combinem com o professor a melhor maneira de fazer isso e os materiais necessários. Depois leiam a enciclopédia para ampliar seus conhecimentos sobre alguns animais. Por fim, disponibilizem-na na biblioteca para que outros estudantes a consultem.

Avaliar

Em grupo, a turma pode avaliar o trabalho como um todo.

1. Os verbetes estavam variados, com recursos diversificados?

2. O que estava igual em todos os verbetes? O que estava diferente?

3. Todos participaram da atividade?

4. Houve respeito na troca de opiniões e na discussão das propostas?

5. O que manteriam se fossem repetir a atividade? O que mudariam?

6. O que poderiam recomendar a outros estudantes se forem realizar uma atividade parecida com essa?

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor 239

enciclopédia e distribua as tarefas para que todos participem. Promova a leitura dela orientando os estudantes a observarem as diferenças e semelhanças entre os verbetes, analisando se todos conseguiram manter a objetividade e a clareza. Por fim, promova a entrega à biblioteca.

• Na etapa Avaliar, prepare o ambiente para um momento de avaliação da atividade. Proponha as questões sugeridas, mas, caso haja necessidade,

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elabore outras conforme o desempenho dos estudantes na atividade. Retome os momentos da produção, verifique como os estudantes ampliaram seu repertório e sua desenvoltura oral, faça uma sondagem para perceber as dificuldades e proponha remediações, se for o caso. Ouça e acolha os apontamentos deles. Por fim, reforce os aspectos positivos e conscientize-os do aprendizado conquistado.

• Acompanhe o trabalho das duplas, observando se estão conseguindo organizar as informações e se compreendem a estrutura do verbete. No momento em que estiverem redigindo o texto à mão, retome a correta forma gráfica da escrita dos diferentes tipos de letras e incentive os estudantes a praticarem a letra cursiva.

• Combine com a turma um prazo para a devolutiva dos textos e ofereça comentários escritos com sugestões específicas para cada dupla. Valorize os trechos bem escritos e dê orientações claras sobre os pontos que podem ser melhorados. A devolutiva escrita ajuda os estudantes a consultarem as orientações sempre que necessário e favorece a autonomia na reescrita.

• Ao propor a reescrita, oriente os estudantes a relerem o texto com atenção, identificando possíveis repetições desnecessárias, trocas inadequadas de tempos verbais, falta de conectores ou de informações, o que compromete a clareza do verbete. Incentive que avaliem se as ideias estão organizadas em uma sequência lógica e se os parágrafos se articulam por meio de elementos coesivos (como pronomes, advérbios, conjunções etc.). A atividade de reescrita é importante para focalizar a atenção em aspectos de coesão e coerência textual.

• Providencie os materiais necessários para a compilação dos verbetes em uma

OBJETIVOS

• Desenvolver habilidades leitoras por meio da leitura e da análise de um texto de divulgação científica, de modo a reconhecer as características do gênero.

• Praticar a escrita e a oralidade em sala de aula por meio de atividades relacionadas ao texto lido.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a levantar hipóteses sobre o texto a ser lido com base no conhecimento prévio e nas pistas oferecidas pelo próprio material. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02 e a Competência geral 2, bem como as habilidades de oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF15LP13 e a Competência geral 4).

ANTES DE LER

• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a exporem as próprias ideias e ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala.

• Na atividade 2, incentive-os a compartilhar com a turma conhecimentos prévios ou hipóteses sobre o que pode ser comunicado em um texto de divulgação científica. Retome essa conversa posteriormente, no boxe Agora que já lemos

• A ficha técnica apresentada faz parte de um texto bem mais longo. Se julgar pertinente, peça aos estudantes que, com supervisão de um adulto, acessem o texto completo no site indicado na referência e compartilhem as curiosidades com a turma na aula seguinte.

2. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes rememorem suas experiências e as compartilhem com a turma.

CURIOSIDADES CIENTÍFICAS

RODA DE LEITURA: TEXTO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

Na sequência, continuaremos estudando textos de divulgação científica, que nos proporcionam conhecimentos importantes sobre o ambiente em que vivemos.

ANTES DE LER

Leia as informações a seguir e responda às questões oralmente.

Lagartixa-leopardo: saiba algumas curiosidades sobre esse réptil original do Oriente Médio

Família: Gekkonidae

Nome científico:

Eublepharis macularius

Tamanho: mede entre 20 e 25 centímetros [...] [...]

Nome popular: Lagartixa-leopardo, osga-leopardo ou geco-leopardo

Filo: Chordata

Classe: Reptilia

Ordem: Squamata

Gênero: Eublepharis

Espécie: E. macularius

3. Resposta esperada: A imagem colabora para a divulgação da informação, uma vez que mostra o animal que está sendo divulgado.

Lagartixa-leopardo.

NEUMAM, Camila. Lagartixa-leopardo: saiba algumas curiosidades sobre esse réptil original do Oriente Médio. Portal do Butantan, 5 jan. 2024. Disponível em: https://butantan.gov.br/bubutantan/lagartixa -leopardo-saiba-algumas-curiosidades-sobre-esse-reptil-original-do-oriente-medio. Acesso em: 17 ago. 2025.

1. Essas informações são de um texto publicado em uma página de divulgação de curiosidades científicas para crianças. O que é divulgado nele? Explique.

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes indiquem que o texto está

2. Pense na informação que está apresentada.

divulgando informações sobre a lagartixa-leopardo.

a ) Você já tinha se deparado com algo semelhante?

b) Será que essas afirmações sobre o animal são de fato uma curiosidade científica? Por quê?

3. Essas informações estão acompanhadas de uma imagem. Qual é a relação dela com o texto? Comente.

2. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que sim, pois é uma informação sobre a lagartixa divulgada pela comunidade científica, mas de que nem todo mundo tem conhecimento.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• Seria interessante promover esta atividade de forma integrada com o componente de Ciências, para que sejam explicados os conceitos apresentados na ficha técnica (filo, classe, ordem etc.)

Você vai ler um texto de divulgação científica que expõe algumas informações sobre a lagartixa.

Se eu fosse... uma lagartixa

Andaria no teto das casas, veria o mundo de cabeça para baixo e mudaria de cor quando precisasse

Imagine um mundo invertido em que as pessoas caminham no teto das casas, no qual também estão cadeiras, mesa, sofá, TV... Pode parecer esquisito para você, que é um humano, mas, para uma lagartixa, isso é supernormal!

O “truque” dessa alpinista está nos dedos: há milhões de pequenas cerdas para que ela escale paredes sem cair.

Alguns pesquisadores estudam como funciona esse mecanismo, para tentar desenvolver algo parecido para os humanos. Já pensou poder subir na parede para pegar algo que está no alto?

Para os cientistas, as lagartixas que vivem em nossas casas ganham o nome de Hemidactylus mabouia. Popularmente, esse bicho é chamado de lagartixa-de-parede ou crocodilinho-de-parede. O nome também varia conforme a região do país: é conhecido como osga no Norte e como briba no Nordeste.

[...]

Se você é desses que não gostam de lagartixa, saiba que ela também não é sua fã: geralmente esse bicho foge quando um humano se aproxima. Ela também não é muito chegada a um “cafuné” de humanos e pode até morder, se alguém tentar pegá-la. Mas as mordidas não doem muito e não são venenosas.

As lagartixas perdem sua cauda facilmente quando querem fugir de algum predador. Depois de alguns meses, a cauda nasce novamente.

BNCC

• A leitura do texto, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento da habilidade EF35LP01, bem como da Competência específica de Língua Portuguesa 3. Além disso, a leitura do texto de divulgação científica, considerando a situação comunicativa e o tema, desenvolve a habilidade EF04LP19

• Ao lerem um texto de divulgação científica sobre um animal comum no cotidiano, os estudantes ampliam seus conhecimentos sobre o meio ambiente, contemplando a Competência geral 1 e abordando o tema contemporâneo transversal Educação Ambiental

• Para animar a turma antes da leitura, peça aos estudantes que compartilhem oralmente o que já sabem sobre lagartixas.

• Se possível, leve para a sala de aula livros e revistas que contenham textos de divulgação científica, como Ciência Hoje das Crianças, Superinteressante e Galileu, e deixe os estudantes folhearem.

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BNCC

• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01 ao reconhecerem a finalidade, quem produziu e a quem se destina o texto de divulgação científica.

• Eles desenvolvem as habilidades EF15LP03 , EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05 ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas no texto, inferindo o sentido delas.

• As questões da subseção Papo de leitor podem ser feitas inicialmente em casa, com o objetivo de preparar os estudantes para uma discussão mais aprofundada em sala de aula. Antes disso, recomenda-se fazer uma leitura compartilhada do texto com a turma, esclarecendo dúvidas e favorecendo a compreensão geral do conteúdo. Essa mediação é essencial, especialmente considerando as características do texto de divulgação científica, que combina linguagem acessível com termos específicos do campo da ciência.

• As atividades foram organizadas de forma progressiva, indo desde a identificação do público-alvo e das estratégias de linguagem até a avaliação crítica da importância da divulgação científica. Para facilitar a abordagem, você pode dividir a atividade em dois momentos: uma primeira rodada com as questões mais objetivas e informativas, e uma segunda com foco nas reflexões e opiniões dos estudantes.

O prato predileto da lagartixa inclui baratas, formigas, gafanhotos, grilos, mariposas e pequenas aranhas.

Uma lagartixa vive cerca de cinco anos. Cuidar dos filhotes é um instinto que não existe entre elas. Elas vão embora, depois de deixar seus ovos (em geral dois) em móveis pouco usados, em aparelhos de ar-condicionado ou no forro da casa. Na natureza, ficam no solo.

Mas um “bebê” lagartixa é muito independente. Assim que sai do ovo, já está pronto para viver sozinho!

Muitos parentes

A lagartixa que vive nas paredes e nos tetos de nossas casas tem muitos parentes. Pertence ao grupo chamado Gekkota, que tem 1.384 espécies no planeta, das quais 34 são encontradas no Brasil.

Guarda-roupa

Parece mas não é

Há diversas espécies de lagartos pequenos, pertencentes a outros grupos, que também são popularmente chamados de lagartixas. Mas, para os cientistas, não são de fato lagartixas.

Uma lagartixa consegue mudar de cor rapidamente. Por exemplo, em poucos minutos, pode deixar de ser bege e se tornar marrom-escuro. Ela pode adotar a cor de seu entorno para passar despercebida.

Daniel. Se

Papo de leitor

1. O texto que você leu foi publicado originalmente no suplemento infantil Folhinha, do jornal Folha de S.Paulo

a ) Qual seria o público leitor esperado para esse texto?

Resposta: O público infantil e o infantojuvenil.

b) Que características mostram que esse é um texto próprio para o leitor da Folhinha? Contorne as corretas.

Resposta: Linguagem informal; tema acessível; ilustrações.

linguagem formal tema acessível ausência de cor linguagem informal tema especializado ilustrações

• Observe que algumas questões são marcadas com ícone de oralidade e devem ser exploradas por meio de conversas em duplas, trios ou em rodas de conversa com toda a turma. Nessas atividades, incentive a escuta atenta, o respei-

to aos turnos de fala e o desenvolvimento da argumentação. Quando os estudantes forem convidados a opinar, incentive-os a justificar seus pontos de vista com base nas informações do texto ou em suas próprias experiências.

MASSARANI, Luisa; LOEBMANN,
eu fosse... uma lagartixa. Folha de S.Paulo ano 91, n. 30 005, 28 maio 2011. Folhinha, p. 6.

2. O texto apresenta informações científicas e algumas curiosidades.

a ) Complete o seguinte trecho: O texto explica como as lagartixas na parede, qual é sua preferida, como elas têm dos seres humanos e como são capazes de mudar de

Resposta: Andam/grudam; alimentação/comida; medo; cor.

b) Quais são as três curiosidades extras apresentadas além do texto principal?

Resposta: Os parentes da lagartixa, os lagartos que são chamados de lagartixas e a capacidade que elas têm de mudar de cor.

3. Para divulgar dados científicos sobre a lagartixa, o texto apresenta as informações como se fossem curiosidades. Assinale os tipos de informações que fazem parte desse planejamento.

Apresenta informações básicas sobre a lagartixa que não são amplamente conhecidas.

Apresenta informações aprofundadas para quem já conhece lagartixas.

Apresenta também informações extras que são divertidas ou curiosas.

Apresenta informações resumidas de forma divertida sobre como vive a lagartixa.

Resposta: Apresenta informações aprofundadas para quem já conhece lagartixas.;

Lagartixa-de-parede ou crocodilinho-de-parede.

Apresenta também informações extras que são divertidas ou curiosas.; Apresenta informações resumidas de forma divertida sobre como vive a lagartixa.

Textos de divulgação científica têm como objetivo propagar informações sobre as ciências para um público geral. Essa informação pode ser reproduzida de uma forma divertida e leve, como se fossem curiosidades da ciência.

• As atividades 2, 3 e 4 possibilitam que os estudantes aprofundem a leitura do texto de divulgação científica, reconhecendo tanto o conteúdo informativo quanto os efeitos da linguagem acessível e lúdica. Assim, buscam ampliar a compreensão leitora e promover a análise dos recursos próprios do gênero.

• Na atividade 3, explore com a turma os objetivos do autor ao escolher essa estratégia de apresentação das informações. Discuta como isso aproxima o texto do público-alvo e facilita o entendimento de conceitos científicos.

• Faça a leitura coletiva do boxe com o conceito do gênero textual. Destaque o papel social do texto de divulgação científica: tornar o conhecimento acessível e incentivar o interesse pela ciência. Pergunte aos estudantes: “Por que é importante entender melhor os animais que convivem conosco?”.

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VINICIUS

• Na atividade 5, incentive os estudantes a retomarem no texto os trechos que tratam da alimentação da lagartixa, podendo utilizar a estratégia de grifo para destacar esses trechos. Na sequência, leve-os a refletir sobre os impactos positivos que esse animal pode ter no ambiente doméstico. Essa é uma boa oportunidade para trabalhar o conceito de equilíbrio ecológico, mesmo que de forma introdutória.

• Durante a mediação da atividade 6 , promova a oralidade com uma roda de conversa para que todos compartilhem suas ideias.

• Na atividade 7, evidencie aos estudantes que o texto defende uma tese central — a de que a lagartixa é benéfica e inofensiva — e a sustenta por meio de argumentos baseados em dados científicos, como o fato de ela se alimentar de insetos prejudiciais e não transmitir doenças. Caso necessário, utilize a estratégia de grifar de cores diferentes a tese e os argumentos, deixando-os mais evidentes para os estudantes.

4. Uma característica das lagartixas é a capacidade de se fixar nas paredes. De acordo com o texto, o que possibilita às lagartixas se fixarem nas paredes?

Resposta: As milhões de pequenas cerdas que elas têm nos dedos.

5. As lagartixas têm hábitos alimentares próprios, como todos os animais.

a ) De acordo com o texto, de que as lagartixas se alimentam?

Resposta: De baratas, formigas, gafanhotos, grilos, mariposas e pequenas aranhas.

6. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes destaquem que o comportamento de fuga tem como objetivo evitar que predadores façam algum mal a ela, inclusive alguns seres humanos.

b) Considerando a alimentação das lagartixas, por que seria conveniente a presença delas em casa?

Resposta: Elas auxiliam no controle de algumas pragas, como insetos e aracnídeos.

7. a) Resposta: Como a lagartixa se alimenta de vários pequenos animais que podem ser prejudiciais à vida humana, ela deve ser preservada, e não é necessário ter medo dela.

6. Vários animais interagem com seres humanos. Outros, no entanto, preferem ficar longe deles. É o caso das lagartixas. Imagine uma explicação para esse comportamento medroso da lagartixa e exponha sua hipótese à turma.

7. O trecho de reportagem a seguir demonstra por que é importante preservar as lagartixas.

Lá está a lagartixa, tranquila andando pela parede. Calma, não precisa ter medo, pelo contrário: ela pode te proteger! O réptil é um grande aliado no controle de pragas domésticas.

As lagartixas se alimentam de traças, aranhas, pequenos escorpiões, insetos e uma das presenças mais indesejáveis em qualquer ambiente: as baratas. Aos seres humanos não fazem nenhum mal [...].

LAGARTIXA: o réptil protetor do seu lar. Pensamento Verde, 4 mar. 2019. Disponível em: https://www. pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/lagartixa-o-reptil-protetor-do-seu-lar/. Acesso em: 27 maio 2025.

a ) Que razões esse texto apresenta para provar que a lagartixa é uma aliada do ser humano?

b) Você se convenceu dessa importância? Por quê? Converse com os colegas.

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam a veracidade das informações e concordem com a ideia de que as lagartixas são aliadas do ser humano.

8. A lagartixa, assim como outros répteis, tem a capacidade de mudar de cor. Qual é a vantagem dessa característica?

Resposta: Ela se esconde melhor no meio em que vive para evitar predadores (camufla-se).

O papel da Ciência é produzir conhecimento sobre o mundo para que ele possa ser explicado e transformado em um lugar melhor para todos, com mais saúde, segurança, conforto e qualidade de vida. Divulgar as descobertas da ciência também permite que todos saibam dos avanços que ocorrem e incentiva o surgimento de mais cientistas.

9. Uma das curiosidades indicadas no texto é a de que a lagartixa tem a capacidade de perder o rabo.

a ) Assinale a alternativa que explica essa capacidade.

Resposta: Ela perde o rabo para distrair seu predador.

Ela perde o rabo por medo.

Ela perde o rabo para distrair seu predador.

Ela perde o rabo porque ele fica velho.

b) Vários animais são capazes de praticar a perda voluntária de parte do corpo. Por que isso não prejudica a lagartixa?

Resposta: Porque sua cauda cresce novamente (em média em três semanas).

10. Uma curiosidade apresentada no texto se refere ao ciclo de vida da lagartixa. De acordo com o texto, quantos anos ela vive?

Resposta: Vive em média cinco anos.

11. Além dos nomes populares pelos quais são mais conhecidos, os animais têm nomes científicos.

a ) De acordo com o texto, quais são os nomes populares da lagartixa?

Resposta: Lagartixa-de-parede ou crocodilinho-de-parede.

b) Você conhece outro nome para a lagartixa? Registre-o a seguir.

Possíveis respostas: Catengo; taruíra; catende; geco; carambolo; labigó; briba; osga.

ATIVIDADE EXTRA

• Após a leitura do texto, para ampliar o conhecimento dos estudantes, proponha uma breve comparação entre o comportamento de um bebê humano e o de uma lagartixa recém-nascida. Pergunte: Quais características são típicas de cada um? Peça que organizem um quadro com as informações. Oriente-os a anotar as seguintes características:

• nascem independentes;

• precisam de cuidados;

• locomovem-se sozinhos;

• precisam de ajuda para se alimentar.

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• Depois, abra uma roda de conversa para que compartilhem suas observações e discutam como esses comportamentos estão relacionados às necessidades e ao ambiente de cada espécie.

• Na atividade 8, mostre que há vários animais capazes de se camuflar para fugir de seus predadores, tal qual o bicho-pau, o sapo-folha, certos cavalos-marinhos, o louva-a-deus, o camaleão, entre outros. Se o assunto for do interesse dos estudantes, peça que façam uma pesquisa sobre esses animais e seus predadores. Seria uma forma de ampliar o repertório de leituras de artigos de divulgação e/ou verbetes enciclopédicos, já que esse tipo de informação circula com frequência nesses gêneros. Alerte-os para que não confiem na primeira informação que encontrarem, pois é necessário confirmar as informações em mais de uma fonte.

• Ao explorar a atividade 9, comente com a turma que a perda da cauda é um comportamento comum entre alguns répteis, fazendo parte de sua estratégia de sobrevivência.

• Aproveite a atividade 10 para dialogar brevemente com os estudantes sobre o ciclo de vida de diferentes animais, destacando que mesmo animais pequenos e comuns, como a lagartixa, têm comportamentos e características muito interessantes que podem ser estudados cientificamente.

• No item c da atividade  11, explique que os nomes científicos seguem uma convenção internacional e são formados por dois termos em latim. Destaque que, historicamente, o latim era a língua da ciência e que hoje o inglês ocupa posição semelhante, embora o uso do latim se mantenha nesses casos por tradição e padronização.

• Ao explorar a atividade 12, reforce que o uso de palavras como cafuné e supernormal aproxima o texto do leitor e contribui para uma leitura mais envolvente.

• Na atividade 13, reforce que, mesmo em textos com linguagem simples, é comum encontrarmos termos técnicos que ampliam o vocabulário e favorecem o aprendizado de conceitos científicos.

AGORA QUE JÁ LEMOS

• A atividade 1 é especialmente adequada para a socialização das leituras. Aproveite esse momento para promover a exposição de ideias, valorizando diferentes formas de compreensão, ampliando o repertório dos estudantes e reforçando a função social da ciência e da linguagem. Se houver repetições, um procedimento que pode ajudá-los a percebê-las é anotar na lousa o que for sendo apontado; só deve pedir para falar quem tiver algo diferente do que está registrado para dizer.

c ) Existem espécies de lagartixa que são muito semelhantes. O nome científico da que vive nas casas é a Hemidactylus mabouia. É importante que haja um nome científico para:

Resposta: Evitar confusões no momento de identificar uma espécie de animal.

evitar confusões no momento de identificar uma espécie de animal.

criar uma linguagem que só é entendida pelos cientistas.

Os nomes científicos são sempre escritos com duas palavras, em geral, com palavras derivadas do latim. A primeira é escrita sempre com inicial maiúscula; a segunda, com minúscula. Esses nomes também aparecem destacados em itálico.

12. Para se comunicarem com um público maior, textos de divulgação científica podem usar uma linguagem mais informal. Contorne a seguir as palavras ou expressões do texto características de uma linguagem informal.

Resposta: Espera-se que os estudantes contornem as expressões de cabeça para baixo, cafuné e supernormal

de cabeça para baixo cientista

cafuné espécie

mordidas supernormal

13. Embora seja destinado a um grande público, textos de divulgação científica sempre usam algum vocabulário científico. Um exemplo é o termo cerda. O que você acha que ele significa? Troque ideias com um colega para ver se ambos entenderam a mesma coisa. Depois, confirmem o significado procurando pela palavra cerda no dicionário.

Resposta pessoal. Pelos rígidos de alguns animais; estrutura existente em alguns animais artrópodes e anelídeos; fibras de escovas.

AGORA QUE JÁ LEMOS

Converse com os colegas sobre as questões a seguir e as responda oralmente. Lembre-se de respeitar o turno de fala e a opinião de cada um.

1. Depois de ler sobre a lagartixa, conte para os colegas quais são as informações que você descobriu.

Resposta pessoal. Espera-se que os

estudantes compartilhem seus conhecimentos e suas descobertas.

2. Qual é a importância de divulgar esses tipos de informação sobre os animais?

Resposta: Conhecer mais os animais para entender sua relevância.

3. Embora o texto se refira a estudos científicos sobre lagartixas, ele é acessível a qualquer leitor. Que aspecto mais contribuiu para que você conseguisse ler o texto sem grandes dificuldades?

3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes se refiram à linguagem do texto, que é bastante acessível ao leitor infantil e infantojuvenil.

ATIVIDADE EXTRA

• Após o item c da atividade 11, solicite aos estudantes que, junto aos familiares, pesquisem alguns nomes científicos de espécies animais. Eles devem começar procurando pelo nome popular e construir um pequeno glossário de nomes de animais. Guie a pesquisa indicando o nome popular dos animais ou mostrando imagens

deles para a turma: arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus); leão (Panthera leo); peixe-palhaço (Amphiprion percula); jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris). Após o compartilhamento da pesquisa, ressalte que os nomes científicos evitam ambiguidade e ajudam os cientistas do mundo todo a se referirem às mesmas espécies com precisão.

OBJETIVOS

DE OLHO NA ESCRITA

Acentuação de oxítonas e de monossílabos tônicos

1. Releia o início do texto de divulgação científica.

Imagine um mundo invertido em que as pessoas caminham no teto das casas, no qual também estão cadeiras, mesa, sofá, TV... Pode parecer esquisito para você, que é um humano, mas, para uma lagartixa, isso é supernormal!

O “truque” dessa alpinista está nos dedos: há milhões de pequenas cerdas para que ela escale paredes sem cair

a ) Classifique as palavras em destaque completando a tabela a seguir com as informações que faltam.

Classificação das palavras

Palavra Quantidade de sílabas

Sílaba tônica

Classificação também sofá parecer você supernormal está cair

b) O que essas palavras têm em comum?

Resposta: Todas são oxítonas.

• É interessante verificar o conhecimento prévio dos estudantes com relação à identificação de sílabas tônicas e à classificação de palavras em monossílabas e oxítonas. Para promover essa avaliação diagnóstica, escreva na lousa algumas palavras e solicite a voluntários que apresentem como elas são separadas em sílabas e quais são as sílabas tônicas. Além disso, examine se eles sabem como se classificam as palavras de acordo com a sílaba tônica. Dê preferência para anotar na lousa palavras oxítonas e monossílabas acentuadas.

Resposta: Também: 2 sílabas; sílaba tônica: bém; classificação: oxítona. Sofá: 2 sílabas; sílaba tônica: fá; classificação: oxítona. Parecer: 3 sílabas; sílaba tônica: cer; classificação: oxítona. Você: 2 sílabas; sílaba tônica: cê; classificação: oxítona. Supernormal: 4 sílabas; sílaba tônica: mal; classificação: oxítona. Está: 2 sílabas; sílaba tônica: tá; classificação: oxítona. Cair: 2 sílabas; sílaba tônica: ir; classificação: oxítona.

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• Na atividade 1, é importante orientar os estudantes a dividirem as palavras corretamente em sílabas, ajudando-os a perceber onde ocorre a divisão silábica. Destaque visualmente a sílaba tônica para reforçar o conceito de oxítona. Leve-os a observar atentamente a escrita das letras nas sílabas tônicas, especialmente as terminações que indicam a necessidade do acento gráfico (a, e, o, em, ens e formas terminadas em -éu, -ói, -éu, -éi).

• Identificar palavras oxítonas e monossílabos tônicos ao reconhecer a posição da sílaba tônica.

• Compreender e aplicar as regras de acentuação gráfica dessas palavras conforme suas terminações.

• Desenvolver a relação entre pronúncia e escrita correta, utilizando o acento gráfico de forma adequada na produção textual.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados à apropriação do sistema de escrita ao identificarem e compreenderem a acentuação das oxítonas e dos monossílabos tônicos, promovendo, assim, a Competência específica de Língua Portuguesa 2

• A leitura do texto expositivo (sobre a lagartixa e sobre as frutas do Brasil) permite aprimorar as habilidades EF35LP01 e EF04LP19

• Para facilitar a compreensão, utilize os exemplos do texto e dos boxes conceituais, reforçando que observar as terminações das palavras é fundamental para aplicar corretamente as regras de acentuação gráfica, tanto para oxítonas quanto para monossílabos tônicos. Incentive a prática da divisão silábica e a identificação da sílaba tônica, pois são estratégias essenciais para essa aprendizagem. Caso algum estudante apresente dificuldade para identificar as sílabas, promova a personalização da atividade. Para isso, solicite a todos que batam palmas com a pronúncia de cada som da palavra, reconhecendo, assim, as sílabas.

• Para além da segmentação das palavras em sílabas, verifique a necessidade de retomar com os estudantes as diferentes fontes de letras, destacando seu formato e a direção de escrita, pois o reconhecimento gráfico delas é fundamental para o reconhecimento das sílabas.

c ) Todas elas receberam acento gráfico?

Sim.

Não.

Resposta: Não.

d) Qual é a terminação das palavras oxítonas que receberam acento?

Resposta: Em; a; e. Auxilie os estudantes a delimitarem as terminações das palavras.

Como você percebeu, algumas palavras oxítonas são acentuadas e outras não. Para saber quando devemos ou não acentuar graficamente uma palavra, precisamos conhecer algumas regras, que estão relacionadas às terminações das palavras.

São acentuadas as oxítonas terminadas em A, E, O e em ÉU, ÉI, ÓI (seguidos ou não de S): SO-FÁ, SA-BI-ÁS, A-TÉ, VO-CÊS, VO-VÔ, DO-MI-NÓS, CHA-PÉU, FI-ÉIS, DES-TRÓI. São também acentuadas as oxítonas terminadas em -EM e -ENS: TAM-BÉM, AR-MA-ZÉNS

e ) Agora, observe estas três palavras do texto: que; é; há. Que classificação elas recebem quanto à quantidade de sílabas?

Resposta: Elas são monossílabas.

f ) Quais delas têm uma pronúncia “forte”?

Resposta: É e há têm a pronúncia “forte”.

g ) Qual delas tem a pronúncia "fraca"?

Resposta: A palavra que tem a pronúncia "fraca".

Os monossílabos podem ser átonos, com pronúncia “fraca”, e tônicos, com pronúncia mais “forte”. Os monossílabos átonos nunca são acentuados.

Já os monossílabos tônicos recebem acento gráfico dependendo da terminação. Observe os monossílabos sem, é e há, presentes no texto: os três são tônicos, mas só é e há são acentuados.

Da mesma forma, para saber se devemos acentuar graficamente um monossílabo tônico, precisamos conhecer as regras dessa categoria.

São acentuados os monossílabos tônicos terminados em A, E, O (seguidos ou não de S): JÁ, TRÁS, FÉ, PÉS, DÓ, NÓS. Os monossílabos tônicos que terminam em ÉU, ÉI, ÓI (seguidos ou não de S) também são acentuados: CÉU, CÉUS, RÉIS, DÓI, SÓIS

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PARA PENSAR E PRATICAR

1. Leia a seguir um artigo sobre frutas típicas do Brasil.

Bacuri, uma fruta típica da região amazônica.

Durante muito tempo, a polpa branca e doce do bacuri foi um sabor proibido para os indígenas caxinauás, da Amazônia. Na aldeia, um ser maligno, na forma de cabeça sem corpo, impedia que os nativos provassem o fruto. Um dia, no entanto, os indígenas se rebelaram contra a ordem. [...] Como o bacuri, dezenas de frutas se escondem nos meandros de nossas matas e florestas. Algumas se tornaram conhecidas e ganharam o mundo, como a goiaba, o guaraná, o maracujá, o abacaxi, o cacau ou o caju. Outras, nem tanto. Buriti, caraguatá, ingá, pequi são apenas alguns dos nomes de doçuras genuinamente brasileiras, que alimentavam lendas e estômagos indígenas desde antes da chegada dos portugueses e permaneceram escondidas pelo manto do regionalismo. [...]

ARANHA, Carla; D’AMARO, Paulo. Frutas do Brasil: o sabor brasileiro. Superinteressante, 31 out. 2016. Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/frutas-do-brasil-o-sabor-brasileiro/. Acesso em: 27 maio 2025. (Adaptado).

Meandros: caminhos cheios de curvas, voltas.

a ) O que impedia os caxinauás comerem bacuri?

Resposta: Um ser maligno, uma cabeça sem corpo.

b) Como eles conseguiram provar a fruta?

Resposta: Eles se rebelaram contra esse ser maligno e provaram o bacuri.

2. O Brasil tem frutas nativas muito apreciadas. Veja alguns exemplos.

guaraná • maracujá • ingá buriti • pequi • abacaxi cacau • caju

13/10/2025 14:03:09

• Para orientar a leitura do texto sobre frutas típicas do Brasil, peça aos estudantes que prestem atenção nas informações históricas e culturais apresentadas, especialmente ao modo como os indígenas caxinauás viviam a relação com o bacuri. Incentive-os a refletir sobre as razões que tornavam o consumo da fruta proibido e a forma como a tradição foi desafiada. Na sequência, explore também o vocabulário do texto, dando destaque à expressão figurada manto do regionalismo, levando os estudantes a compreenderem que essas frutas ainda permanecem mais conhecidas em suas regiões. Essa leitura cuidadosa ajudará a responder às questões propostas na atividade 1, que exploram a compreensão do texto e o entendimento das ações dos personagens diante das proibições.

• Na atividade 2, a depender da região, é possível que os estudantes também identifiquem e compartilhem os gostos relacionados a outras frutas, algumas populares e outras endêmicas, específicas da região.

• Para desenvolver o proposto no item b, oriente os estudantes a pronunciarem as palavras em voz alta, percebendo qual sílaba soa com mais força. Explique que dividir as palavras em sílabas facilita identificar a sílaba tônica. Depois, leve-os a notar que, apesar de todas as palavras serem oxítonas (com a última sílaba mais forte), apenas aquelas terminadas em a recebem acento gráfico, conforme a regra de acentuação das oxítonas. Esse exercício ajuda a relacionar a pronúncia com a escrita correta.

a ) Quais dessas frutas você já provou? De qual mais gosta? Por quê?

Resposta pessoal. A resposta depende das preferências dos estudantes.

b) Agora, divida as palavras em sílabas e sublinhe a sílaba tônica de cada uma delas.

• guaraná

Resposta: Gua-ra-ná. Sílaba tônica: ná.

• maracujá

Resposta: Ma-ra-cu-já. Sílaba tônica: já.

• ingá

Resposta: In-gá. Sílaba tônica: gá.

• buriti

Resposta: Bu-ri-ti. Sílaba tônica: ti.

• pequi

Resposta: Pe-qui. Sílaba tônica: qui.

• abacaxi

Resposta: A-ba-ca-xi. Sílaba tônica: xi.

• cacau

Resposta: Ca-cau. Sílaba tônica: cau.

• caju

Resposta: Ca-ju. Sílaba tônica: ju.

c ) O que há de semelhante entre todas as palavras com relação à sílaba tônica?

Resposta: Todas são oxítonas.

d) Por que somente algumas dessas palavras recebem acentuação?

Resposta: Porque são oxítonas terminadas em a

OBJETIVOS

PENSAR OS SENTIDOS

Generalização

1. Leia a seguir a tirinha de Fábio Coala.

COALA, Fábio. Mentirinhas #1576. Mentirinhas, 22 jul. 2020. Disponível em: https://mentirinhas.com.br/mentirinhas-1576/. Acesso em: 16 jun. 2025.

No diálogo do passarinho com a girafa, é possível perceber uma tristeza na ave.

a ) Do que reclama o passarinho?

Resposta: Ele reclama do fato de ninguém perceber a diferença entre as aves.

b) Que elogios ele faz à girafa?

Resposta: Diz que as girafas são incríveis, enormes, lindas e que sempre são reconhecidas.

c ) Assinale as verdadeiras: a girafa, para consolar o passarinho, diz que: ela pode ser notada pela visão, mas ninguém conhece o seu canto.

o passarinho é notado sim, que tudo não passa de uma impressão dele.

o canto do passarinho faz com que seja reconhecido de longe.

Resposta: Ela pode ser notada pela visão, mas ninguém conhece o seu canto.; O canto do passarinho faz com que seja reconhecido de longe.

para engajar e sensibilizar o leitor. Para os itens a e b, é interessante começar a discussão perguntando quem conhece uma girafa e quem já viu uma girafa. Essa conversa pode ser a disparadora para a reflexão sobre generalização: podemos dizer que todo mundo, do mundo todo, conhece girafas? Ou será que seria importante modalizar essa informação: muitas pessoas/algumas pessoas conhecem girafas?

• Amplie o trabalho com a tirinha com base na palavra canto, usada no último quadrinho. Leve os estudantes a concluírem que ela pode significar

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o som que ele emite, mas também o enquadramento do quadrinho, no qual só aparece parte da face da girafa. Assim, no primeiro sentido, a girafa está dizendo que ninguém as reconhece pelos sons que emitem, como acontece com os passarinhos. Porém, no segundo sentido, ao aparecer fora do enquadramento anterior, que era mais amplo, evidenciando sua principal característica (o pescoço longo), ela para de ser diferençável. Considerando a ambiguidade, ninguém a reconhece pelo canto (som) nem pelo canto (enquadramento).

• Compreender o uso e os efeitos de sentido das generalizações na linguagem cotidiana e nos textos.

• Refletir sobre a importância de evitar afirmações absolutas e desenvolver formas mais precisas de se expressar.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a compreender o uso e os efeitos de sentido das generalizações, contemplando a Competência específica de Língua Portuguesa 2

• A leitura e análise da tirinha, construindo sentido com base no texto escrito, imagético e outros recursos gráficos, possibilita aos estudantes desenvolverem as habilidades EF15LP04, EF15LP14 e EF15LP18. Da mesma forma, a leitura do artigo sobre paleontologia promove a habilidade EF35LP01. Ao identificarem a ideia central e informações implícitas nos textos, eles aperfeiçoam também as habilidades EF35LP03 e EF35LP04.

• A tirinha apresentada na atividade 1 permite explorar com os estudantes conflitos e sentimentos vivenciados, ao mesmo tempo que abre espaço para reflexões sobre temas como identidade, reconhecimento e as armadilhas da generalização. O diálogo, neste contexto, se mostra um recurso expressivo essencial

FÁBIO COALA

• Na atividade 2, seria interessante que os estudantes notassem que o passarinho, ao referir-se a todo mundo e a ninguém, exagera. Promova com a turma uma discussão sobre os sentidos que a generalização pode produzir. Embora ela seja fundamental nos discursos da ciência para a criação de conceitos, depois de pesquisas e experimentos objetivos e metódicos, a generalização pode, nos discursos cotidianos, produzir informações falsas e limitadas. Por isso, é importante sempre modalizar algumas informações com as expressões: alguns, muito, pouco, nem todos, às vezes, talvez, grande parte etc.

• Se julgar relevante e adequado para a turma, discuta como a generalização está na base de grande parte dos preconceitos, das mais diversas ordens. É por meio da generalização que se atribui a um grupo de pessoas determinadas características, como se cada integrante do grupo as tivesse obrigatoriamente. Saber reconhecer generalizações é fundamental para quebrar esses preconceitos e considerar as pessoas na riqueza de suas particularidades, sem generalizações.

2. O passarinho faz algumas afirmações.

• Girafas nunca passam despercebidas.

• Passarinho é tudo igual.

• Ninguém sabe diferenciar os passarinhos.

a ) Você concorda com essas afirmações do passarinho? Por quê?

Resposta pessoal. As respostas devem refletir as opiniões dos estudantes.

b) Explique quais são os possíveis problemas dessas frases.

Resposta: Todas são afirmações absolutas e pode haver situações que desmentem o que as frases afirmam.

c ) Em cada uma das frases, qual palavra generaliza o que é afirmado?

Resposta: Nunca, tudo e ninguém

3. Agora, assinale as alternativas que reescrevem as falas do passarinho, mas sem generalização.

Girafas quase nunca passam despercebidas.

Os passarinhos são semelhantes.

Resposta: Girafas quase nunca passam despercebidas.; Algumas pessoas não sabem a diferença entre os passarinhos.

Algumas pessoas não sabem a diferença entre os passarinhos.

Generalizar significa considerar uma característica, um comportamento ou uma ação de forma total para a maioria de pessoas, instituições, conceitos etc. Compare as duas frases a seguir.

Todo mundo conhece as girafas. Muita gente conhece as girafas.

Na primeira frase, é expressa a informação de que todas as pessoas conhecem girafas. Isso é um exagero, uma generalização, pois pode haver pessoas que não as conhecem. A segunda frase é menos genérica, pois deixa claro que há pessoas que conhecem e outras que não conhecem as girafas. Confira outro caso.

Ninguém conhece uma girafa. Nem todos conhecem uma girafa.

Na primeira frase, ocorre o mesmo problema: é generalizado que nenhuma pessoa conhece girafas. Se alguém conhece uma girafa, essa informação já é invalidada. Na segunda frase, não há generalização: fica claro que há quem conheça e quem não conheça girafas.

É comum que as generalizações apresentem palavras como todo, ninguém, sempre e nunca.

A melhor forma de evitar a generalização é relativizar as informações, utilizando expressões como alguns, muito, pouco, nem todos, às vezes, talvez e grande parte

As generalizações podem reproduzir informações equivocadas porque exageram e atribuem um comportamento ou uma característica particular à totalidade de um conjunto de seres.

Mas nem sempre as generalizações reproduzem informações equivocadas. Pode ser necessário generalizar quando, depois de pesquisas e comprovações, é definido um tipo de conhecimento que pode ser relacionado a uma espécie, a um grupo, a uma coletividade. Confira um exemplo.

O sono dos bichos

O sono tem um papel vital para a saúde, e não só dos seres humanos: os outros animais também precisam dormir! [...]

[...] Girafas descansam poucas horas por dia, enquanto os bichos-preguiça fazem jus ao nome e podem dormir até 18 horas diariamente! [...]

FERREIRA, Gabriel Vicente. O sono dos bichos. Ciência Hoje das Crianças, n. 361, 2 dez. 2024. Disponível em: https://chc.org.br/artigo/mundo-de-curiosidades-361/. Acesso em: 7 jul. 2025.

Nesse caso, a informação de que o sono tem um papel vital para a saúde dos seres humanos e de outros animais é uma generalização necessária, pois ela é derivada de um estudo de observação que levou a uma conclusão, a uma regra sobre o mundo.

As generalizações são necessárias quando se referem a um conhecimento sobre o mundo derivado da ciência, da prática, da observação e comprovação de um comportamento, do funcionamento ou de características de um conjunto de seres.

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• Dê destaque para as informações condensadas nos boxes de conceito e nas demais explicações, promovendo um momento de troca entre os estudantes. Oriente-os a iniciar com uma leitura individual. Em seguida, faça perguntas como: “Por que é perigoso acreditar em generalizações?”; “Vocês já ouviram frases como ‘todo adolescente é preguiçoso’ ou ‘ninguém gosta de estudar’? Elas são verdadeiras?”.

• Mostre como generalizações podem ser equivocadas quando não fundamentadas, mas também necessárias quando baseadas em estudos, conforme o exemplo científico sobre o sono dos bichos. Finalize reforçando a diferença entre generalizações exageradas e generalizações fundamentadas; peça aos estudantes que apresentem exemplos de cada uma.

• A atividade 1 permite relacionar os interesses da infância com escolhas profissionais futuras, favorecendo o autoconhecimento dos próprios estudantes. No item b, destaque que, embora a frase soe familiar, ela generaliza uma percepção individual. Já no item c, é essencial discutir o motivo de essa afirmação ser considerada exagerada; ao dizer “toda criança”, apaga-se a diversidade de gostos e experiências, caracterizando uma generalização. No item d, reforce que o uso de expressões que modalizam a informação é uma maneira de tornar a comunicação mais precisa e justa.

PARA PENSAR E PRATICAR

1. Leia o trecho de um artigo sobre Taissa Rodrigues Marques da Silva, uma paleontologista.

[...]

A família morava em um prédio com um grande jardim e área para brincar, mas Taissa também gostava de brincar dentro de casa, com jogos de tabuleiro e peças de montar. Durante o ensino básico, suas matérias preferidas eram Ciências e, depois, Biologia. “Eu acordava cedo nos fins de semana para assistir a programas sobre ciência na TV e também gostava de ler revistas, mesmo aquelas sobre temas científicos, até as escritas para público adulto.”. Ela conta que o filme Jurassic Park teve uma grande influência na sua escolha de carreira, pois foi a partir dele que decidiu ser paleontóloga. “Toda criança gosta de dinossauros, mas faço parte de um grupo que não desistiu da ideia depois de crescer”, brinca a pesquisadora.

CARQUEJA, Larissa. Paleontologia: uma viagem ao passado. Academia Brasileira de Ciências, 10 jun. 2021. Disponível em: https://www.abc.org.br/2021/06/10/paleontologia-uma-viagem-ao-passado/. Acesso em: 27 maio 2025.

a ) Cite ao menos três elementos que na infância já revelavam a paixão de Taissa pela Paleontologia.

b) A paleontologista diz que “Toda criança gosta de dinossauros [...]”. O que essa expressão pretende expressar?

Todas as crianças só gostam de dinossauros.

É muito comum as crianças gostarem de dinossauros.

Resposta: É muito comum crianças gostarem de dinossauros.

c ) Por que podemos considerar que essa afirmação é exagerada?

Resposta: Porque faz uma generalização.

d) Reescreva essa frase eliminando a generalização.

Possíveis respostas: Grande parte das crianças gosta de dinossauros. Muitas crianças gostam de dinossauros. A maioria das crianças gosta de dinossauros.

a) Possíveis respostas: Ela gostava de Ciências e Biologia; acordava cedo para assistir a programas de TV sobre ciências; gostava de ler revistas científicas; foi influenciada pelo filme Jurassic Park 254

13/10/2025 14:03:11

HORA DE PRODUZIR

Vlog

O que vai produzir

Em grupo com até quatro colegas, vocês vão produzir um vlog de curiosidades científicas sobre animais.

Planejar

1. Antes de começar, assistam a alguns vlogs para conhecer um pouco mais desse gênero.

PAPO DIGITAL

O vlog a seguir pode servir de inspiração para a produção.

O QUE tem na minha mochila?: vlog da Dorô. Quintal da Cultura, 11 maio 2018. Disponível em: https://youtu.be/HQHd-eZEx_o. Acesso em: 2 jun. 2025.

2. Cada integrante do grupo ficará responsável por uma das tarefas a seguir.

Pesquisa Filmagem Redação do roteiro Edição

Essa divisão é importante, mas todos devem ajudar em todas as etapas e tarefas.

3. Para criar um vlog que seja apreciado pelos colegas, lembrem-se de:

• escolher um animal do qual muitos na turma gostem;

• pesquisar esse animal e encontrar uma curiosidade sobre ele.

4. Selecionem trechos de vídeos, áudios e fotografias que possam ser utilizados na edição do vlog. Vocês poderão pesquisar em livros, revistas e na internet.

5. Na hora de escrever o roteiro do vlog, o ideal é que o texto:

• comece com uma frase que já reproduza a curiosidade, como: “Você sabia que o beija-flor bate as asas 80 vezes por segundo?”;

• apresente aspectos gerais do animal: onde vive, quanto tempo vive, o que come etc.;

• enumere as curiosidades.

e vocabulário adequado permite desenvolver as habilidades EF35LP08 e EF35LP14. Por fim, ao usarem programas para editar e publicar o vídeo, mobilizando práticas da cultura digital, eles desenvolvem as habilidades EF15LP07 e EF15LP08, a Competência geral 5 e a Competência específica de Língua Portuguesa 10

PAPO DIGITAL

• Antes de iniciar a produção do vlog, apresente à turma exemplo do gênero sugerido no link indicado nesta seção. Promova uma conversa sobre

OBJETIVOS

• Produzir em grupos um vlog de curiosidades científicas sobre animais, exercitando pesquisa, planejamento, escrita de roteiro, oralidade e uso de recursos audiovisuais.

• Compreender e aplicar as características do gênero vlog, desenvolvendo a comunicação científica de forma criativa, colaborativa e acessível ao público.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a produzir coletivamente um vlog de curiosidades científicas sobre animais, considerando as características do gênero e utilizando a linguagem verbal e não verbal, contemplando as Competências gerais 4 e 10, assim como a Competência específica de Língua Portuguesa 3

• Ao assistirem diferentes vlogs para compreender sua finalidade e estrutura, eles desenvolvem a habilidade EF35LP10

• A pesquisa sobre curiosidades científicas dos animais desenvolve a habilidade EF35LP17, bem como contempla a Competência geral 2

• O planejamento e a produção de roteiro, bem como sua revisão, utilizando conhecimentos linguísticos e gramaticais, possibilitam desenvolver as habilidades EF15LP05, EF15LP06 e EF35LP07. O uso de recursos de referenciação, coesão pronominal

13/10/2025 14:03:12

o que torna esse vídeo interessante e informativo, destacando aspectos como linguagem clara, curiosidades relevantes, imagens e narração bem articulada.

• Organize os estudantes em grupos e auxilie na divisão das tarefas (pesquisa, roteiro, filmagem e edição), lembrando que, embora cada um tenha uma função principal, todos devem colaborar em todas as etapas. Incentive os grupos a escolherem animais do interesse da turma e a buscarem curiosidades que despertem a atenção do público-alvo.

• Oriente os grupos a revisarem o roteiro dando atenção à clareza, correção gramatical e sequência lógica das ideias. A reescrita é importante também para desenvolver a coesão e coerência textual. Peça que ensaiem a leitura em voz alta antes da gravação e verifiquem se todos os trechos do texto estão bem distribuídos entre os participantes.

PAPO DIGITAL

• Caso os estudantes não tenham acesso a equipamentos para gravação ou à internet, proponha uma atividade analógica equivalente: a criação de um roteiro ilustrado de vlog. Cada grupo pode elaborar um cartaz ou uma apresentação em papel, com ilustrações, colagens ou imagens impressas, e os trechos que seriam falados no vídeo escritos em balões ou legendas. No lugar da filmagem, eles podem apresentar simulando a gravação.

• No momento de compartilhar, combine com a turma o melhor formato de exibição.

Garanta que todos os grupos tenham seu vídeo exibido e que o ambiente seja acolhedor e respeitoso com todas as produções.

• Prepare o ambiente para a autoavaliação e a avaliação coletiva da atividade. Organize os estudantes em grupos e peça a eles que reflitam sobre o que funcionou bem, o que poderia ser melhorado e como foi a colaboração entre os integrantes. Em seguida, incentive a troca de ideias sobre as apresentações, destacando pontos positivos e sugestões construtivas. Proponha as questões sugeridas, mas, caso haja necessidade, elabore outras conforme o desempenho

Produzir

1. Caso o texto do roteiro precise de ajuste, reescrevam-no corrigindo erros e melhorando o que for necessário.

2. Todos os integrantes do grupo devem aparecer na filmagem. A narração deve ser clara e bem articulada. Sempre olhem para a câmera na hora de falar e utilizem gestos para enfatizar o que vocês querem comunicar. Depois de finalizar, verifiquem se há necessidade de regravar alguma parte.

PAPO DIGITAL

Confiram a seguir algumas dicas de como fazer uma boa gravação de vídeo.

• Escolham sempre espaços silenciosos, para não ter interferência de som.

• Procurem espaços com boa iluminação. Verifiquem no visor do equipamento se a imagem está boa.

• É importante que todos que forem aparecer fiquem centralizados na filmagem. Tentem filmar sempre da cintura ou do tronco para cima.

• Verifiquem previamente se o equipamento está funcionando e, logo após a filmagem, averiguem se ela foi gravada corretamente.

• Caso filmem com um celular, posicionem o aparelho na horizontal.

• Filmem com o equipamento apoiado em alguma superfície para evitar que a imagem fique tremida.

3. Os vídeos devem ser entregues ao professor para avaliação e publicação. Decidam o melhor método de entrega: e-mail ou outros canais virtuais de comunicação.

Compartilhar

Combinem com o professor qual será o formato de compartilhamento: se vão reproduzir o vídeo em sala de aula, se vão enviar uma cópia por e-mail ou por alguma rede social ou se vão compartilhá-la em alguma plataforma de internet.

Avaliar

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

O grupo deve avaliar seu desempenho. Depois, a turma pode avaliar o trabalho como um todo.

1. Todos participaram da atividade? Houve respeito entre todos?

2. O que fariam igual se fossem repetir a atividade? O que fariam diferente?

dos estudantes na atividade. Retome os momentos da produção, verifique como os estudantes ampliaram seu repertório e sua desenvoltura oral, faça uma sondagem para perceber as dificuldades e proponha remediações, se for o caso. Ouça e acolha os apontamentos deles. Por fim, reforce os aspectos positivos e conscientize-os do aprendizado conquistado.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

Chegou o momento de avaliar os conteúdos estudados nesta unidade e a sua participação nas atividades.

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

Ficha de autoavaliação 1

Conteúdos estudados na unidade SIM NÃO

Compreendi as características do verbete de enciclopédia?

Entendi o que são concordância nominal e concordância verbal?

Identifiquei as características do texto de divulgação científica?

Entendi as regras de acentuação de oxítonas e de monossílabos tônicos?

Entendi o que é generalização?

Ficha de autoavaliação 2

Participação nas atividades da unidade SIM NÃO

Colaborei com os colegas?

Participei das atividades em sala de aula?

Fiz as atividades de casa?

Mantive meu material organizado?

SAIBA MAIS

Original e divertido

Esse livro divulga descobertas científicas de uma forma divertida e original. Nele, o leitor é convidado a se imaginar como água, dinheiro, entre outros elementos.

SMITH, David J. Se...: uma nova maneira de enxergar grandes conceitos. Ilustrações de Steve Adams. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2016. Faça aprendendo

O Manual do Mundo, criado em 2008, é um dos canais de maior sucesso na divulgação de ciência. Os vídeos explicam importantes conceitos com experimentos bem acessíveis. Alguns até podem ser feitos em casa.

MANUAL do Mundo. Disponível em: https://www.youtube.com/user/iberethenorio. Acesso em: 27 maio 2025.

OBJETIVOS

• Avaliar os conteúdos estudados na unidade e a participação nas atividades.

• Os questionamentos propostos têm a finalidade propiciar um momento para que os estudantes façam a autoavaliação do aprendizado ao longo da unidade. É importante lembrar do papel que pode ter esse tipo de avaliação na gestão do aprendizado, oportunizando que cada estudante pense em suas estratégias pessoais de estudo e exercite a responsabilidade por seu próprio aprendizado, aprimorando, assim, sua autonomia nos estudos.

13/10/2025 14:03:14

OBJETIVOS

• Analisar um infográfico e refletir sobre o que ele informa.

• Praticar a oralidade por meio da troca de ideias.

• Refletir sobre a articulação entre linguagem verbal e não verbal.

BNCC

• Nas páginas de abertura, os estudantes mobilizarão habilidades relacionadas à oralidade, como a expressão clara, a escuta atenta, o respeito aos turnos de fala e a compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11 e EF15LP13 ). Além disso, desenvolverão diferentes competências, como o uso de diferentes linguagens para se expressarem e partilharem informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4) e o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação (Competência geral 9).

• Os estudantes desenvolvem ainda a habilidade EF04LP24, ao identificarem o formato do infográfico e perceberem sua finalidade como forma de apresentação de dados e informações.

• Se possível, durante as atividades, tenha sempre à disposição uma ferramenta digital (computador, smartphone ou tablet) com acesso à internet que possibilite uma integração ao ensino. Ao surgir alguma dúvida, faça uma busca para obter informações que visam saná-la. Caso surja a necessidade de consultar exemplos de debates ou apresentações orais, faça uma busca para ampliar o repertório dos estudantes. Se possível, mostre como o infográfico pode ser visualizado na pá-

UNIDADE8 CIÊNCIA PARA TODOS

OLIVETO, Paloma. Conheça detalhes sobre o pouso histórico do Perseverance em Marte. Correio Braziliense, 19 fev. 2021. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/ ciencia-e-saude/2021/02/4907447-pouso-historico-em-marte.html. Acesso em: 20 jun. 2025.

gina em que foi publicado, orientando quando à importância da consulta à fonte original.

• Vale a pena preparar os estudantes para que façam uma leitura livre da imagem e discutam entre si o que conseguem interpretar a partir dela. As questões da abertura devem favorecer a discussão e a troca de ideias. Oriente-os a colocar suas ideias e a ouvir as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala.

• Os momentos de interação, como discussões, debates, trocas de ideias, produções orais e

escritas coletivas, entre outros, proporcionam o desenvolvimento de competências socioemocionais relacionadas ao convívio respeitoso e harmonioso. Caso haja problemas de indisciplina ou de relacionamento nessas atividades, viabilize momentos para reflexões sobre a importância do respeito entre colegas de turma, levando-os a considerar a empatia, a paciência e a confiança como elementos necessários para a boa convivência.

CONTEÚDOS DESTA UNIDADE

• texto de divulgação científica;

• advérbio;

• relatório de observação;

• infográfico;

• artigo de opinião;

• acentuação de paroxítonas e proparoxítonas;

• advérbios modalizadores;

• apresentação oral de relatório.

Observe a imagem e converse com os colegas sobre as questões a seguir.

Respostas e comentários nas orientações ao professor

1. 2. 3.

Você sabe o que são infográficos e para que servem? Levante e apresente hipóteses aos colegas.

Observe o infográfico sobre a missão do robô Perseverance em Marte. Que elementos compõem esse infográfico?

Esse infográfico acompanha uma reportagem publicada em um jornal de grande circulação. Do que pode tratar essa reportagem?

Respostas

1. Resposta pessoal. Espera-se que, observando o infográfico, os estudantes percebam que ele fornece informações diversificadas sobre a missão espacial protagonizada pelo robô Perseverance. Há informações detalhadas sobre o próprio robô, sobre o helicóptero que o levará até Marte e sobre o próprio planeta Marte. Com base nesse caso específico, eles podem generalizar a função do infográfico como sendo um gênero composto

13/10/2025 14:04:29

por textos e imagens que fornecem informações sobre determinado assunto.

2. O infográfico é composto pelas imagens do robô Perseverance, do helicóptero Ingenuity e do planeta Marte, acompanhadas por textos de naturezas diversas: alguns são destacados como títulos e subtítulos, outros funcionam como legendas explicativas para as imagens.

3. Resposta esperada: Provavelmente a reportagem trata do lançamento da missão.

• No conjunto, as questões permitem compor um quadro do repertório do grupo com relação ao universo de textos informativos e de estudo e pesquisa em geral. Seria interessante anotar suas conclusões sobre isso e conferir, ao final da unidade, quais foram os avanços obtidos.

• Ao propor a atividade 1, acolha as hipóteses dos estudantes. Incentive-os a explicar ou justificar suas opiniões.

• Na atividade 2, se achar oportuno, peça aos estudantes que calculem o número de meses que durará a missão do robô Perseverance em Marte.

• Antes de propor o item b da atividade 4, se achar possível, peça aos estudantes que façam uma pesquisa na internet para descobrir o país de origem do Rover Perseverance, o objetivo pretendido com essa produção e o que mais chamou a atenção sobre ele. Em seguida, devem trazer as informações para compartilhar com os colegas.

• Ao final das atividades, explique aos estudantes que Rover Perseverance é um veículo espacial produzido pela NASA, agência espacial estadunidense, com o objetivo de ser lançado ao planeta Marte e de cumprir a missão de encontrar evidências de vida no Planeta Vermelho, ainda que microbiana.

OBJETIVOS

• Desenvolver habilidades leitoras por meio da leitura e análise de um texto de divulgação científica, de modo a reconhecer as características do gênero.

• Praticar a escrita e a oralidade, em sala de aula, por meio de atividades relacionadas ao texto lido.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a levantar hipóteses sobre o texto a ser lido com base no conhecimento prévio e nas pistas oferecidas pelo próprio material. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02 e a Competência geral 2 , bem como as habilidades relacionadas à oralidade, como expressão clara, escuta atenta, respeito aos turnos de fala e compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF15LP13).

AS NOVIDADES DA CIÊNCIA AO ALCANCE DE TODOS

3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que sim, pois o acesso às descobertas científicas nos ajuda a compreender o mundo onde vivemos, inclusive a nós mesmos.

RODA DE LEITURA: TEXTO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

Algumas descobertas e pesquisas científicas podem afetar a vida de todos. Mas elas precisam ser comunicadas de modo acessível, para que leitores não especialistas possam compreendê-las. É disso que vamos tratar nesta sequência.

ANTES DE LER

Responda às questões a seguir oralmente.

1. Respostas pessoais. A resposta vai depender das experiências e da sensibilidade dos estudantes.

1. Você já viu um céu parecido com esse da imagem? O que pensa quando olha para um céu estrelado?

2. Você tem interesse em saber sobre estrelas, planetas e vida fora da Terra? O que sabe sobre isso?

3. O céu provoca a curiosidade humana desde sempre. Diversos especialistas já produziram muito conhecimento sobre o espaço, mas nem sempre é fácil compreender os textos que eles produzem. Você acha importante que esse conhecimento seja compreendido pelo leitor não especialista? Por quê?

4. Leia o título do texto a seguir. Que notícias você acha que ele vai trazer?

2. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes exponham seus interesses e conhecimentos acerca do assunto. 4. Resposta pessoal. A resposta vai depender das hipóteses levantadas pelos estudantes.

ANTES DE LER

• As questões do boxe Antes de ler devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a exporem as próprias ideias e ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala. Incentive a participação de todos durante uma roda de conversa.

• Nas atividades 1 e 2, caso sejam percebidas dificuldades na explicitação de raciocínios pelos estudantes, procure verificar se os desafios estão relacionados à articulação da

fala ou à construção das ideias (por falta de repertório e vivências anteriores, por exemplo). Registre e retome posteriormente, de maneira individual e personalizada, com elementos de apoio para provocar uma nova conversa, como fotos ou ilustrações que possam remeter ao tema tratado.

• Ao propor a atividade 4, permita que todos exponham suas hipóteses e expectativas de leitura, retomando-as nas atividades do boxe Agora que já lemos

Floresta sob céu estrelado.

Você vai ler a seguir um texto de divulgação científica sobre algumas descobertas no planeta Marte.

Notícias de Marte

Depois de muito tempo, os cientistas finalmente conseguiram responder àquilo que todo mundo queria saber: sim, existe água em estado líquido em Marte! O anúncio foi feito pela Nasa, agência espacial norte-americana, na manhã desta segunda-feira (28/09). Além de ajudar a compreender o ciclo da água no planeta vermelho, a descoberta alimenta a esperança de encontrar vida por lá.

Áreas montanhosas de Marte têm linhas que aparecem no verão e desaparecem no inverno marciano: para cientistas, são “riachos” de água salgada escorrendo.

BNCC

• A leitura do texto, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento das habilidades EF35LP01 e EF04LP19, bem como da Competência específica de Língua Portuguesa 3.

• Ao lerem um texto de divulgação científica sobre Marte, é possível abordar com os estudantes o tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

As evidências de “riachos” de água em Marte já apareciam em imagens capturadas por uma nave espacial há alguns anos, mas faltavam provas mais concretas. Na época, os cientistas perceberam que encostas de crateras apresentavam linhas com alguns metros de largura, só que não conseguiam enxergá-las com clareza. Foi preciso desenvolver um novo método que permitiu analisar as imagens detalhadamente e descobrir que substâncias poderiam estar presentes nas linhas – os tais “riachos”, que aparecem no verão marciano e somem no inverno.

A cratera Garni foi um dos quatro locais analisados por pesquisadores na superfície marciana.

• É interessante que os estudantes façam uma leitura oral desse texto para treinar a fluência da leitura. Oriente para que, durante a leitura, destaquem com lápis palavras desconhecidas, para que primeiramente tentem inferir o sentido pelo próprio contexto.

• Peça que observem as imagens e leiam as respectivas legendas, relacionando-as com o conteúdo do texto. Depois, incentive uma conversa em grupos sobre as imagens que acompanham o texto, perguntando que impacto elas podem provocar no leitor e que importância a presença delas pode ter para a compreensão do texto.

13/10/2025 14:04:36

Peça que compartilhem a opinião deles sobre os mistérios do universo e comente, ainda, como a curiosidade humana sobre o espaço sideral tem inspirados filmes, desenhos animados e obras literárias de ficção científica que exploram o tema de diferentes formas.

• Ao ler o último período do segundo parágrafo, que traz a palavra detalhadamente, destaque que a presença do termo sugere um olhar atento aos pequenos elementos, a aspectos que poderiam passar despercebidos, mas que são importantes em uma pesquisa.

• Os estudantes vão ler um texto que divulga descobertas que foram realizadas em Marte, possibilitadas por avanços científicos. Converse com a turma sobre benefícios que estudos científicos podem proporcionar à sociedade e o motivo pelo qual pesquisas científicas e seus resultados deveriam ser publicados. Espera-se que eles compreendam a importância da ciência para a melhoria da vida em sociedade e para o bem-estar do ser humano. Pergunte se eles gostam de pesquisar sobre assuntos científicos, que tipo de tema eles gostam e por quê. Na sequência, comente sobre as diferentes formas de publicação ou divulgação de textos científicos, como podcasts, vídeos, textos escritos, entre outros, e quais eles preferem e por quê.

• O texto apresenta imagens de duas diferentes paisagens. Após a primeira leitura silenciosa pelos estudantes, retome o texto fazendo uma leitura compartilhada e pausada, comentando os parágrafos e as imagens. Uma possível estratégia é pedir que observem a imagem de Marte e tentem relacionar com paisagens da Terra que já conhecem, como faz o próprio texto, que relaciona a paisagem de Marte à do deserto do Atacama, no Chile. Destaque para eles que os cientistas buscam semelhanças entre os planetas que podem trazer pistas sobre a origem do universo.

• Durante a leitura, explore o vocabulário do texto. Aproveite também para chamar a atenção dos estudantes para a palavra notícia, que é usada no título do texto. Após a leitura, pergunte-lhes por que o autor do texto teria escolhido essa palavra, já que o texto não é uma notícia, mas sim um artigo de divulgação científica. Espera-se que eles comentem que é porque são trazidas informações sobre o planeta Marte. Depois, reforce que embora tenha sido usada essa palavra, não se trata do gênero textual notícia – uma vez que este tem como principal função apresentar um fato atual e recente e tem uma estrutura específica (com elementos como manchete, linha fina, lide). O texto lido tem como propósito tornar acessível ao público em geral informações científicas. Conclua a explicação reforçando que reconhecer diferentes gêneros textuais é importante para compreender a maneira como as informações são organizadas e a intenção com que são transmitidas nos diferentes textos.

O que os pesquisadores encontraram fez o mundo da ciência entrar em polvorosa. Há sais minerais ricos em água por ali – um sinal de que foi água mesmo que passou pelos tais “riachos”. “Saber que a água líquida está associada a esses sais, que podem ser facilmente detectados por sensores, fornece uma ‘assinatura’ para a água. Essa descoberta pode servir de base para a busca de assinaturas semelhantes na superfície de Marte”, explica o geofísico Ricardo Trindade, da Universidade de São Paulo (USP). Ficou mais fácil, assim, encontrar outros locais onde a água pode estar presente.

A pergunta que não quer calar é: “onde tem água, tem vida”? Neste caso, os cientistas já sabem que as condições encontradas atualmente em Marte não seriam suficientes para suportar a vida como encontrada na Terra. Entretanto, comunidades de micróbios poderiam sobreviver em ambientes assim. “Um caminho interessante para os astrobiólogos seria simular as mesmas condições aqui na Terra e investigar o comportamento de tais organismos nessas condições”, diz Ricardo.

O deserto de Atacama, no Chile, tem características parecidas com Marte. Lá, o derretimento de cristais hidratados de sal sustenta a vida de comunidades microbianas. Será que esses micróbios também conseguiriam sobreviver em águas salgadas marcianas?

Além da possibilidade de encontrar vida, o geofísico lembra que a descoberta de água em estado líquido desperta outro sonho antigo da humanidade: colonizar Marte. “O fato de haver água, mesmo que em pequena quantidade e associada aos sais, é uma descoberta importante para pensarmos na possibilidade de habitar o planeta”, garante Ricardo.

O próximo grande passo das investigações deverá ser dado após 2020, quando a sonda não tripulada Exomars vai pousar em Marte em busca de amostras que poderão ser analisadas aqui na Terra. O caminho rumo ao planeta vermelho ainda é longo!

Polvorosa: grande agitação, tumulto.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

NOTÍCIAS de Marte. Ciência Hoje das Crianças. Disponível em: http://chc.org.br/noticias-de-marte/. Acesso em: 12 jun. 2025.

E-BOOKS gratuitos ajudam a falar de ciência com as crianças. Jornal da USP, 10 out. 2023. Disponível em: https://jornal.usp.br/universidade/e-books-gratuitos-ajudam-a-falar-de-ciencia-com-as-criancas/. Acesso em: 10 set. 2025. Nessa página do Jornal da USP, há diferentes e-books que abordam temas relacionados à ciência presente no dia a dia, até temas complexos mundo bacteriano, ou então a importância de pequenos seres vivos para a preservação do planeta.

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Papo de leitor

2. a) Resposta: Os estudantes devem sublinhar de amarelo o trecho “os cientistas”. Complemente que os cientistas são da Nasa.

1. Onde o texto que você leu foi publicado?

Resposta: No site da revista Ciência Hoje das Crianças

2. Releia o primeiro parágrafo e localize as informações básicas do texto.

a ) Sublinhe de amarelo os envolvidos no fato.

b) Sublinhe de azul o fato.

Resposta: Os estudantes devem sublinhar de azul o trecho "existe água em estado líquido em Marte".

c ) Sublinhe de vermelho quando ocorreu a divulgação.

3. O texto explica que os cientistas tinham evidências de riachos de água em Marte, mas precisavam de provas mais concretas.

a ) Qual é a diferença entre evidências e provas concretas?

Resposta: Evidências são sinais, indícios. Já provas são comprovações, algo que dê certeza do que os sinais indicam.

b) O que os cientistas chamaram de evidência e de prova concreta?

Resposta: Eles chamaram de evidência a imagem com “riachos” que aparecem no verão marciano e somem no inverno; e de prova os sais minerais, descobertos por sensores.

c ) Por que em um trabalho científico as provas são importantes?

Resposta esperada: Porque a ciência tem de se apoiar em dados que todos possam verificar.

4. Complete os espaços de acordo com o raciocínio dos cientistas para chegarem à conclusão de que existe água em Marte.

Resposta: Água; vida.

Se há sais minerais, então existiu . Se houve

água, então provavelmente existiu

5. De acordo com o texto, o próximo passo é o envio de sonda não tripulada para colher amostras. O que isso indica sobre a pesquisa?

Resposta: Que a pesquisa terá continuidade.

O texto lido é um texto de divulgação científica. Ele é escrito para que o leitor não especialista possa entender as descobertas e pesquisas. Informa, em linguagem acessível, o modo como as pesquisas foram desenvolvidas, as provas e as conclusões dos cientistas.

2. c) Resposta: Os estudantes devem sublinhar de vermelho o trecho “na manhã desta segunda-feira (28/09)”.

• A atividade 4 leva os estudantes a uma compreensão mais aprofundada do texto. O primeiro parágrafo diz “sim, existe água em estado líquido em Marte!”, como se existisse água no presente, mas o corpo do texto evidenciará que a água existiu no passado. Se julgar pertinente, explique-lhes que, às vezes, os textos de divulgação científica exageram ou distorcem as descobertas científicas a fim de “fisgar” o leitor para que ele continue lendo o texto após o primeiro parágrafo.

BNCC

• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01, ao identificarem a função social do texto de divulgação científica, reconhecendo para que foi produzido, onde circula, quem o produziu e a quem se destina.

• Desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05, ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas.

• A atividade 1 deve ser feita oralmente com os estudantes. Para isso, pode-se propor conversas em grupos. Retome o texto para indicar as informações que constam na referência, mencionando que ele está disponível para ser consultado na internet.

• A atividade 2 trabalha com alguns elementos que também estão presentes no gênero notícia (o quê, quem, quando). Mas o fato noticiado (existência de água em Marte) tem sua importância realçada porque o texto informa que essa descoberta responde a uma pergunta cuja resposta era aguardada pela comunidade científica. Leve-os a perceber que no primeiro parágrafo foi dada a informação básica do descobrimento da água em estado líquido em Marte, já no artigo como um todo é explicado como os cientistas comprovaram esse fato e se seria possível a existência de algum tipo de vida nesse planeta.

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• Na atividade 6, reforce a importância dos depoimentos para o texto com a apresentação do tema em uma linguagem acessível à população em geral. Indique o emprego das aspas para diferenciar o depoimento da voz do autor do texto.

• Ao propor a atividade 7, retome a função das imagens em textos do gênero, como um recurso didático que auxilia a compreensão do assunto, tendo também a função de tornar as páginas mais atraentes e despertar o interesse pelo conteúdo. Se oportuno, leve para a sala de aula mais imagens relacionadas ao assunto, de preferência mais recentes, sobre descobertas feitas nos planetas do sistema solar.

ATIVIDADE EXTRA

• Antes de propor as atividades do boxe Agora que já lemos, questione os estudantes sobre as características do texto de divulgação científica, levando-os a reconhecer, por exemplo, que trata de uma descoberta ou pesquisa; é escrito em linguagem acessível; permite identificar as instituições envolvidas na pesquisa; e apresenta o depoimento de algum especialista.

AGORA QUE JÁ LEMOS

• Saliente a necessidade de respeito ao turno de fala, orientando cada um a aguardar sua vez enquanto um colega estiver falando.

• Na atividade 4, instigue os estudantes a comentarem aspectos positivos do texto, apontando informações ou trechos que mais chamaram a atenção e porque isso pode representar um aprendizado significativo.

6. O texto traz o depoimento de Ricardo Trindade.

a ) Que formação ele tem e qual instituição representa?

Resposta: Ele é geofísico e representa a Universidade de São Paulo (USP).

b) Por que a fala dele é importante para esse artigo?

Resposta: Porque ele é uma autoridade no assunto, o que torna o artigo mais confiável.

A voz de especialistas tem valor de autoridade no texto de divulgação científica.

7. Qual é a importância das fotografias que acompanham o texto?

Resposta: Elas ajudam o leitor a entender o texto, a visualizar o que se diz ali. Conclua com os estudantes que as fotografias tornam o texto mais confiável, pois provam ou demonstram visualmente o que está escrito.

8. Releia o trecho: “Essa descoberta pode servir de base para a busca de assinaturas semelhantes na superfície de Marte”, explica o geofísico Ricardo Trindade”. Qual é o sentido da palavra assinatura na fala do geofísico?

Refere-se à presença de sais: uma prova de que existe ou existiu água.

Refere-se a um jeito próprio e único de escrever o nome.

Resposta: Refere-se à presença de sais: uma prova de que ali existe ou existiu água.

AGORA QUE JÁ LEMOS

Respostas e comentários nas orientações ao professor

Responda às questões a seguir oralmente.

1. O texto trata do que você pensou antes da leitura?

2. Qual é a informação mais importante do texto?

3. Em sua opinião, qual seria, para o ser humano, a principal vantagem de colonizar Marte?

4. O que você aprendeu com esse texto? Comente com os colegas.

Respostas

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes retomem as hipóteses levantadas antes da leitura e as verifiquem.

2. Resposta esperada: A informação principal é a descoberta de água em Marte.

3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes considerem que seria uma alternativa de sobrevivência para o caso de os recursos da Terra se esgotarem.

4. Resposta pessoal. A resposta vai depender do repertório dos estudantes e como foi a recepção deles para com o texto.

É LÍNGUA, É LINGUAGEM

Advérbio

Os advérbios são palavras que modificam um verbo, um adjetivo ou outro advérbio. Vamos entender melhor o que isso quer dizer?

1. Releia este trecho do texto e observe os destaques.

Depois de muito tempo, os cientistas finalmente conseguiram responder àquilo que todo mundo queria saber: sim, existe água em estado líquido em Marte! O anúncio foi feito pela Nasa, agência espacial norte-americana, na manhã desta segunda-feira (28/09).

Leia também um trecho sobre o lançamento do robô Perseverance, que você conheceu na abertura desta unidade, e observe os destaques.

Missão a Marte busca evidências de vida fora da Terra

No dia 30 de julho, na Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida, foi realizado o lançamento do robô Perseverance, com destino a Marte. [...]

MISSÃO a Marte busca evidências de vida fora da Terra. Joca, São Paulo, n. 154, 10-24 ago. 2020. p. 9.

As expressões destacadas a seguir, em roxo, se ligam às formas verbais, destacadas na cor laranja. Observe.

• Depois de muito tempo, os cientistas [...] conseguiram responder [...]

• No dia 30 de julho, [...] na Flórida, foi realizado o lançamento do robô Perseverance [...]

1. a) Resposta: Os estudantes devem contornar de vermelho “Depois de muito tempo” e “No dia 30 de julho”.

a ) Contorne de vermelho as expressões que marcam tempo.

b) Contorne de azul a expressão que situa um lugar.

Resposta: Os estudantes devem contornar de azul “na Flórida”.

c ) O advérbio sim responde afirmativamente a uma pergunta. Qual?

Resposta: A pergunta “Existe água em estado líquido em Marte?”.

2. No trecho “os cientistas finalmente conseguiram responder àquilo que todo mundo queria saber”, qual é o sentido do termo destacado? Lugar. Tempo. Modo.

Resposta: Tempo. 265

OBJETIVOS

• Compreender o conceito de advérbio.

• Reconhecer as circunstâncias indicadas pelos advérbios.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a identificar os advérbios, apropriando-se da norma-padrão, contemplando a Competência específica de Língua Portuguesa 2.

• A leitura dos textos dessa seção permite aos estudantes desenvolverem as habilidades EF35LP01 e EF04LP19, bem como as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05, ao identificarem a ideia central dos textos explorados nesta seção e ao localizarem informações explícitas e implícitas neles.

• O conhecimento sobre advérbio será construído com os estudantes ao longo das atividades iniciais. Por isso, é interessante que as primeiras atividades sejam feitas com os estudantes em conjunto, dando o devido destaque aos boxes que sistematizam o conteúdo. Proponha algumas frases mais simples escritas na lousa, como “O carteiro chegou rapidamente.”; “Maria chegou à escola às 8 horas.”; “Estava brincando no pátio.”. Em seguida, peça-lhes que identifiquem palavras que dizem “como algo foi feito

(modo)”, “quando aconteceu (tempo)”, e “onde aconteceu (lugar)”. Depois, converse com eles sobre a função dessas palavras e expressões em cada frase.

• Na atividade 1, pode-se propor aos estudantes que substituam os destaques dos textos por palavras ou expressões que sejam equivalentes e que, portanto, preencheriam também a função de advérbio. Ao desenvolver esse tipo de atividade, é válido sempre destacar a mudança de sentido que ocorre a cada substituição.

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• Leia o boxe que apresenta o conceito de advérbio para os estudantes e verifique se eles compreendem como e quando algumas palavras podem exercer essa função.

• Na sequência, proponha a leitura individual e silenciosa do texto da atividade 3. Após a primeira leitura, converse com a turma sobre o tema e pergunte se eles conhecem o filme ou se já ouviram falar dele. Caso os estudantes não o conheçam, explique que esse é um dos filmes mais famosos sobre seres extraterrestres e que a história fala da amizade entre uma criança e um extraterreste.

ATIVIDADE EXTRA

• Depois da correção dos itens da atividade 3, é possível ampliar a análise dos advérbios. Para tanto, solicite aos estudantes que completem a frase “E.T. ■ se caracterizou como filme de terror.” com um advérbio de negação, considerando o trecho do próprio texto: “Pensado, inicialmente, para ser um filme de terror, E.T. acabou se tornando um ícone do cinema.”. Leve-os a compreender que a frase deve ser completada com o advérbio de negação não • É possível propor outras atividades para reforçar o que aprenderam sobre advérbios e evidenciar a possibilidade de o advérbio modificar um verbo, um adjetivo ou outro advérbio, tendo em vista que muitas vezes é relacionado apenas ao verbo. Para tanto, separe previamente trechos de textos ou manchetes que tenham advérbios. Organize-os em duplas produtivas com estudantes de perfis diferentes e oriente-os a identificar o advérbio e a palavra que ele modifica, bem como o sentido que ele expressa.

Os advérbios são palavras que se referem a um verbo ou a uma expressão verbal e indicam circunstâncias de tempo, lugar, modo, intensidade, entre outras.

3. Leia texto a seguir sobre um dos filmes de maior sucesso no cinema.

E.T. – O Extraterrestre: Das telas para a biblioteca dos pequenos

E.T. – O Extraterrestre: marcando a infância dos pequenos desde os anos 80

Há 36 anos, mais especificamente em 11 de junho de 1982, estreava nos cinemas o filme E.T. – O Extraterrestre, de direção de Steven Spielberg e roteiro de Melissa Mathison, que marcaria a infância de muitas gerações. Pensado, inicialmente, para ser um filme de terror, E.T. acabou se tornando um ícone do cinema, conquistando o público e uma das maiores arrecadações da história do cinema, além de render mais de 10 prêmios internacionais.

OLIVEIRA, Ana Clara. E.T. – O Extraterrestre: Das telas para a biblioteca dos pequenos. Leiturinha, 13 set. 2018. Disponível em: https://leiturinha.com.br/blog/e-t-o-extraterrestre-das-telas-para -a-biblioteca-dos-pequenos/. Acesso em: 20 jun. 2025.

a ) Que informações do texto justificam o filme ser considerado um ícone do cinema, ou seja, um modelo para outros filmes?

b) A palavra especificamente é um advérbio. O que a autora quis expressar ao utilizar essa palavra?

A data exata de estreia do filme.

Resposta: A data exata de estreia do filme.

A data aproximada de estreia do filme.

c ) Na frase “O filme E.T. se tornou muito famoso.”, que ideia o advérbio muito atribui ao adjetivo famoso?

Resposta: Ideia de intensidade.

3. a) Resposta: O filme marcou muitas gerações, conquistou um grande público, foi uma das maiores arrecadações da história do cinema e recebeu mais de 10 prêmios internacionais.

O advérbio, além de modificar o sentido de um verbo ou expressão verbal, indicando circunstâncias, também pode modificar um adjetivo e outro advérbio.

PARA PENSAR E PRATICAR

1. Leia a seguir o trecho de um texto que trata das luas de Saturno.

7. Saturno tem 82 luas, e uma delas talvez possa abrigar

vida

Saturno é o recordista como o planeta com mais luas no Sistema Solar, 82 no total, a frente de Júpiter, que possui 67. [...]

E apesar de Saturno ser um planeta muito hostil para sustentar vida, não podemos dizer o mesmo de uma de suas luas, a Encélado.

Recentemente, a sonda Cassini da Nasa descobriu geysers de gelo saindo do polo sul de Enceladus. Isto significa que algum processo mantém a lua quente o suficiente para que a água possa permanecer em estado líquido sob a superfície. E onde quer que encontremos água líquida, há uma chance de encontrar vida. [...]

Representação das luas de Saturno.

SATURNO: 10 fatos e curiosidades para você conhecer melhor esse planeta. Hipercultura Disponível em: https://www.hipercultura.com/saturno-dados-fatos. Acesso em: 20 jun. 2025.

Geysers: fontes que lançam periodicamente jatos de água quente e vapor para o ar.

a ) Escreva, em letra bastão, o numeral correspondente à quantidade de luas de Saturno: .

Resposta: OITENTA E DUAS.

b) Relacione esses advérbios do texto com o sentido que ele expressa.

Resposta: A – 2; B – 3; C – 1.

Muito A.

Negação. 1.

Recentemente B. Não C.

Intensidade. 2. Tempo 3.

2. Sublinhe no título do texto o advérbio usado para indicar uma possibilidade.

Resposta: Os estudantes devem sublinhar o advérbio talvez

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• Se oportuno, antes de propor as atividades, escreva na lousa alguns sentidos comumente expressos pelos advérbios, como intensidade, finalidade, negação, tempo, entre outros que podem ser sugeridas pelos próprios estudantes.

• Ao explorar com os estudantes a atividade 1, comente que a reportagem faz uso de quantidades expressas em algarismos, que são expressões da linguagem matemática. As quantidades em Língua Portuguesa são expressas em palavras. No item a, é pedido o uso de letras de imprensa maiúscula (ou letra bastão). Verifique se todos sabem a diferença entre letra de imprensa e letra cursiva, reforçando momentos em que o uso de uma é mais apropriado que o da outra. É um momento oportuno também para reforçar atenção ao tamanho da letra, à direção da escrita e ao espaçamento entre elas.

JPL/CALTECH/NASA

• Os itens a e b da atividade 3 devem ser respondidos oralmente pela turma. Se necessário, retome a leitura do trecho com eles. Ressalte a importância do respeito ao turno de fala e de ouvir atentamente a opinião do colega. Comente ainda que a relevância de um fato pode ser algo subjetivo, mas que, nesse caso, o pouso em um planeta distante é relevante para a sociedade como um todo, uma vez que a exploração do espaço explica a origem do universo. Instigue os estudantes a comentarem o que, na opinião deles, também seria um fato relevante a ser noticiado no jornal local. Peça-lhes que justifiquem sua escolha, observando como se posicionam e se defendem suas opiniões com argumentos.

• O exercício de reescrita apresentado no item d favorece o desenvolvimento de aspectos de coesão textual para a prática de escrita. Esclareça que o objetivo, nesse caso, é substituir o advérbio já por outro que tenha o mesmo sentido.

3. Leia outro trecho da notícia sobre o robô Perseverance.

Perseverance pousará em uma cratera chamada Jezero, que os cientistas acreditam já ter recebido chuvas e até abrigado rios. “A cratera foi selecionada por ser o local em Marte que provavelmente preservaria sinais de vida que teria habitado o planeta bilhões de anos atrás”, explicam Briony Horgan e Melissa Rice, pesquisadoras da Nasa, em artigo publicado no site The Conversation [...]

a Marte busca evidências de vida fora da Terra.

a ) Qual fato está sendo noticiado nesse trecho?

Resposta: O lugar do pouso do robô – a cratera Jezero – e como ela é.

b) Converse com os colegas: esse fato merece ser noticiado? Por quê?

c ) Qual ideia o advérbio já expressa na frase em que está?

Resposta: Ideia de tempo.

d) Reescreva a frase, trocando o advérbio já sem mudar o sentido do texto.

Possíveis respostas: Perseverance pousará em uma cratera chamada Jezero, que os cientistas acreditam anteriormente/antes/no passado/antigamente ter recebido chuvas e até abrigado rios.

e ) O advérbio provavelmente expressa uma ideia de: certeza.

possibilidade.

negação.

Resposta: Possibilidade.

3. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que chegar a Marte e pousar no planeta é um feito relevante para o ser humano e uma conquista importante para a ciência. Podem relativizar reconhecendo que a notícia tem interesse geral, mas atende mais de perto ao interesse de estudantes, professores e pesquisadores de Ciências e leitores que se identificam com o tema.

f ) Qual é a importância desses advérbios no texto?

Eles enfeitam e tornam o texto mais atraente para o leitor.

Eles vão modificando os termos a que se referem, tornando o sentido do texto mais preciso.

Resposta: Eles vão modificando os termos a que se referem, tornando o sentido do texto mais preciso. 268

• Depois da correção das atividades, é possível discutir com os estudantes sobre como se saíram nas questões e verificar a percepção deles com relação ao nível de dificuldade que tiveram em cada atividade para, a partir disso, preparar as estratégias para as próximas abordagens. Observe como eles se expressam, como empregam o vocabulário e como fazem uma autoavaliação. Aproveite para identificar falhas, avanços e necessidades de um reforço complementar para planejar possíveis intervenções para apoiar o

desenvolvimento contínuo deles. Pode ser feita a produção de um material de apoio para que os estudantes possam rever alguns conhecimentos que eventualmente ainda precisam de aprofundamento.

• É importante utilizar esse momento de avaliação formativa para exercer sua própria autoavaliação. Avalie se sua prática docente, as estratégias e metodologias utilizadas, abrangeram a todos. Avalie também sua relação com os estudantes, reconhecendo seu papel social na aprendizagem deles.

MISSÃO
Joca, São Paulo, n. 154, 10-24 ago. 2020. p. 9.

HORA DE PRODUZIR

Relatório de observação

Nesta seção, você vai relatar a observação de um experimento científico.

O que vai produzir

Você vai se reunir com dois ou três colegas para escrever um relatório de observação da diluição do açúcar e da areia na água. O relatório deverá ser afixado em um mural da escola para leitura de todos.

Planejar

Você e os colegas vão realizar o experimento descrito pelo professor, prestando muita atenção ao modo de fazer. Anotem e fotografem o que acontece.

Dica: Respondam aos questionamentos a seguir para organizar os dados do relatório.

• O que aconteceu com o açúcar depois de adicionada a primeira colher na água? E depois de adicionada a segunda? Após qual quantidade não se misturou mais?

• O que aconteceu com a areia após adicionar a primeira colher? E após a segunda?

Produzir

1. Agora, vocês vão escrever o relatório do experimento seguindo estas etapas:

• Abertura: o título, o nome de cada integrante do grupo, o ano e a turma.

• Objetivo: o que se planejava observar com o experimento.

• Método: como foi realizado e as anotações feitas durante a realização.

• Conclusão: a que conclusão o grupo chegou com a observação.

2. Revisem o relatório e o reescrevam em um editor de textos. Insiram as imagens.

Compartilhar

Combinem com o professor como vão fazer a exposição dos relatórios no mural da escola, de acordo com a data e o local previamente agendados.

Avaliar

Em grupo, avaliem a atividade com base nas questões a seguir.

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

1. O relatório contém todas as partes?

2. Todos os integrantes participaram da atividade?

Como fazer

1. Numere os copos.

2. Encha os dois copos com a mesma quantidade de água.

3. Coloque uma colher de chá de açúcar no copo 1 e mexa a mistura. Faça isso várias vezes e vá descrevendo por escrito o que acontece com o açúcar. Pare apenas quando perceber que sobra açúcar sólido na água. Não deixe de registrar a quantidade de água no copo e quantas colheres de açúcar colocou.

4. Repita o mesmo procedimento utilizando a areia: Coloque no copo 2 e mexa a mistura.

• Durante a produção, oriente quanto ao uso de pronomes, à grafia, à pontuação e à clareza das ideias, reforçando que a reescrita é fundamental para aprimorar a coesão e a coerência do texto, tornando-o mais claro, organizado e bem estruturado.

• Para garantir o bem-estar e a segurança de todos, reforce que o manejo dos materiais deve ser cuidadoso.

OBJETIVOS

• Realizar um experimento científico e produzir um relatório de observação.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes produzirão um relatório de observação, desenvolvendo a habilidade EF04LP21 e contemplando as Competências específicas de Língua Portuguesa 2 e 3. O planejamento e a produção do final do texto, considerando suas características, bem como sua revisão, utilizando conhecimentos linguísticos e gramaticais, possibilitam desenvolver as habilidades EF15LP05, EF15LP06, EF35LP07 e EF35LP09. O uso de recursos de referenciação, coesão pronominal (anafórica) e vocabulário adequado permite desenvolver as habilidades EF35LP08 e EF35LP14

• Apresente o experimento para os estudantes – pode ser impresso e entregue em folhas à parte para cada grupo ou escrito na lousa para que eles copiem no caderno: EXPERIMENTO Materiais

• água

• açúcar

• areia

• 2 copos de mesmo tamanho

• uma colher de chá

• uma colher para mexer

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• Prepare o ambiente para um momento de avaliação da atividade. Proponha as questões sugeridas ou elabore outras, se necessário. Aproveite para identificar as dificuldades e propor remediações se for o caso. Ouça e acolha os apontamentos dos estudantes. Por fim, reforce os aspectos positivos e conscientize-os do aprendizado conquistado.

OBJETIVOS

• Desenvolver habilidades leitoras por meio da leitura e análise de um infográfico, de modo a reconhecer as características do gênero.

• Praticar a escrita e a oralidade, em sala de aula, por meio de atividades relacionadas ao texto lido.

BNCC

• Organizados em roda, os estudantes serão levados a levantar hipóteses sobre o texto a ser lido com base no conhecimento prévio e nas pistas oferecidas pelo próprio material. Dessa forma, eles desenvolverão a habilidade EF15LP02 e a Competência geral 2, bem como as habilidades relacionadas à oralidade, como a expressão clara, a escuta atenta, o respeito aos turnos de fala e a compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF15LP13).

• Os estudantes desenvolvem ainda a habilidade EF04LP24, ao identificarem o formato do infográfico e perceberem sua finalidade como forma de apresentação de dados e informações.

• O trabalho com esta seção contempla o tema contemporâneo transversal Diversidade cultural, uma vez que explora algumas estátuas mais altas do mundo, levando os estudantes a refletirem sobre a importância delas para a cultura de seu povo.

1. c) Resposta pessoal. É comum que muitos estudantes reconheçam a estátua do

Cristo Redentor, por se localizar no Brasil. O reconhecimento de outras estátuas deve variar de acordo com a vivência e o repertório cultural de cada um.

DADOS QUE CONTAM HISTÓRIAS

RODA DE LEITURA: INFOGRÁFICO

Presentes em textos tanto de jornais quanto de divulgação científica, os infográficos facilitam a compreensão do leitor sobre diversos assuntos.

ANTES DE LER

1. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes apresentem seus conhecimentos relacionados ao assunto.

Responda às questões a seguir oralmente.

1. b) Resposta: A maior delas, a Estátua da Unidade (Índia), com 182 m.

1. As obras que registram os recordes mundiais relacionados a diversas realizações humanas despertam a curiosidade das pessoas.

a ) Você conhece algum recorde? Conte para os colegas.

b) O infográfico que você observa a seguir compara o tamanho de algumas das maiores estátuas do mundo. Qual delas estaria em um livro de recordes?

Algumas das estátuas mais altas do mundo

c ) Você reconhece alguma dessas estátuas?

Estátua e País

Fonte de pesquisa: OLIVEIRA, Isabela. Animação compara maiores estátuas do mundo; veja o Cristo Redentor. Gizmodo, 25 jan. 2023. Disponível em: https://gizmodo.uol. com.br/animacao -compara-maiores -estatuas-do-mundo -veja-o-cristo -redentor/. Acesso em: 25 ago. 2025.

2. Os números na coluna à esquerda no infográfico correspondem à altura dos monumentos. Confira a sua altura para compará-la com a das estátuas.

a ) Tente indicar a sua altura no gráfico.

2. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes se surpreendam com as comparações e reconheçam que isso é essencial para ampliar a noção de tamanho da estátua do Cristo Redentor.

b) Se você não observasse as informações do gráfico, conseguiria ter noção da altura do Cristo Redentor? Seria mais fácil ou mais difícil? Por quê?

2. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que sim e reconheçam a importância da linguagem visual no gráfico.

c ) Você acha que as imagens que acompanham esse gráfico facilitam a compreensão dele?

2. a) Resposta pessoal. A resposta vai depender da altura de cada estudante, no entanto espera-se que eles façam a indicação no campo que vai de zero até 20 metros.

ANTES DE LER

• As questões devem ser discutidas oralmente. Oriente os estudantes a colocarem suas ideias e ouvirem as dos colegas com atenção, respeitando os turnos de fala.

• No item b, incentive os estudantes a observarem atentamente os elementos que compõem o infográfico e a relação entre eles. Auxilie-os na compreensão das informações do infográfico e na relação numérica estabelecida com as imagens. Aproveite para esclarecer que a altura indicada

para a estátua do Cristo Redentor considera seu pedestal de 8 m., portanto a estátua em si mede 30 m. O mesmo ocorre com a altura da Estátua da Liberdade, em que os 93 m são distribuídos entre o pedestal (46 m) e a estátua (também 46 m). É possível que alguns deles já tenham visto algum desses monumentos. Se for o caso, peça para que compartilhem essa experiência. Algumas cidades também têm monumentos grandiosos. A turma pode, então, pesquisar qual é a altura desse monumento e como ele ficaria no infográfico se comparado aos demais.

Estátua da Unidade (Índia)
Buda do Templo da Primavera (China)
Sekkya (Mianmar)
da Liberdade (EUA)
Mãe-Pátria Está Chamando (Rússia)
Cristo Redentor (Brasil)

Representação do Sistema Solar em infográfico do livro Se...: uma nova maneira de enxergar grandes conceitos, de David Smith.

Os planetas

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: CURIOSIDADES SOBRE O SISTEMA SOLAR

Se os planetas do sistema solar fossem encolhidos até ficar do tamanho de bolas variadas e a Terra fosse do tamanho de uma bola de beisebol...

• Mercúrio seria mais ou menos do tamanho de uma bola de pingue-pongue.

• Vênus, de uma bola de tênis.

• Marte, de uma bola de golfe.

• Júpiter, de uma bola de pilates.

• Saturno, de uma bola de praia.

• Urano, de uma bola de basquete.

• Netuno, de uma bola de futebol.

O Sol seria maior que qualquer bola, com um diâmetro aproximadamente dez vezes maior que o de Júpiter.

Se os planetas do Sistema Solar fossem distribuídos ao longo de um campo de futebol de cem metros de comprimento, e o Sol estivesse sobre a linha do gol e tivesse o tamanho de uma toranja

• Mercúrio estaria a cerca de quatro metros dele, Vênus, a sete, a Terra, a dez, e Marte, a quinze. Cada um desses planetas teria o tamanho aproximado de um grão de sal.

• Júpiter seria uma ervilha grande que estaria um pouco além do meio do campo, e Saturno seria uma ervilha um pouco menor sobre a linha do outro gol.

• Urano e Netuno, cada um do tamanho de uma semente de gergelim, estariam fora do alcance da visão, muito além da linha do gol.

SMITH, David J. Os planetas. In: SMITH, David J. Se...: uma nova maneira de enxergar grandes conceitos. Ilustrações originais de Steve Adams. Tradução de André Czarnobai. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2016. p. 12-13.

Toranja: fruta cítrica grande, de casca amarela e polpa avermelhada.

como o dinamismo, a interatividade, a facilidade de acesso e divulgação e a atualização de dados e informações. Além disso, há a presença de hiperlinks, que os estudantes já devem conhecer.

• Para estabelecer comparações de tamanho que fiquem mais visuais, recorra a objetos cotidianos acessíveis. Caso seja possível, é interessante levar os seguintes itens para a sala de aula ou pedir que os estudantes os levem: bola de pingue-pongue; bola de tênis; bola de golfe; bola de pilates; bola de praia; bola de basquete; bola de futebol; sal; ervilha; semente de gergelim; e toranja (ou laranja-baía).

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

13/10/2025 14:04:48

• O texto proposto para leitura permite a interdisciplinaridade com o componente curricular de Ciências, ao explorar Terra e Universo, na medida em que se pode relacionar o movimento cíclico dos planetas ao seu tamanho relativo entre si e em relação ao Sol. É possível estabelecer também relação interdisciplinar com o componente curricular de Matemática, ao explorar grandezas e medidas e mobilizar essa área para aprofundar o entendimento das proporções das bolas em relação ao tamanho real das bolas.

BNCC

• A leitura do infográfico em um texto de divulgação científica, de forma individual e coletiva, silenciosa e em voz alta, promove a autonomia dos estudantes e o desenvolvimento das habilidades EF35LP01, EF04LP19 e EF04LP20, bem como da Competência específica de Língua Portuguesa 3 Eles desenvolvem ainda a habilidade EF04LP24, ao identificarem o formato do infográfico e perceber sua finalidade como forma de apresentação de dados e informações.

• Ao perceber que o texto trata de informações do mundo físico, a fim de ampliar seus conhecimentos sobre ele, os estudantes são expostos ao tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia

• Inicie perguntando aos estudantes onde geralmente podemos encontrar infográficos. Espera-se que eles comentem que é um gênero bastante presente em artigos de divulgação científica, sites e revistas. Os infográficos são textos multissemióticos, por trabalharem diferentes linguagens (a verbal e a visual). Além disso, há infográficos dinâmicos, possibilitando uma interatividade com o leitor. Se possível, pesquise opções de infográficos dinâmicos na internet para mostrar à turma, ressaltando as vantagens desses formatos –

BNCC

• Os estudantes desenvolvem a habilidade EF15LP01, ao identificarem a função social do infográfico, reconhecendo para que foi produzido, onde poderia circular, quem o produziu e a quem se destina.

• Eles ainda desenvolvem as habilidades EF15LP03, EF35LP03, EF35LP04 e EF35LP05, ao identificarem a ideia central do texto e localizarem informações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas pelo contexto. Desenvolvem também as habilidades EF15LP04 e EF04LP20, ao reconhecerem a importância e o efeito de sentido dos recursos gráfico-visuais para o infográfico.

• As atividades da subseção Papo de leitor podem ser propostas para serem feitas como tarefa para casa. Se for o caso, primeiro, leia as questões com a turma, dirimindo possíveis dúvidas e orientando a realização delas. É recomendável deixar as questões do boxe Agora que já lemos para serem discutidas em sala de aula.

• Na atividade 1, é importante que os estudantes sejam incentivados a formular hipóteses e a desenvolver suas respostas justificando-as.

• Ao ler as instruções da atividade 2, verifique se os estudantes compreendem o que deve ser feito. Se necessário, combinem um dia para que a experiência seja feita na escola, em um espaço adequado. Uma possibilidade de adaptação dessa atividade, em caso de estudantes com baixa visão ou com deficiência visual, é utilizar um objeto sonoro no lugar do lápis (um chocalho, sino ou caixa com grãos). O estudante, então, deve estender as mãos e cami-

Papo de leitor

2. a) Resposta pessoal. A resposta deverá ser dada em centímetros e vai depender da observação e posição de cada dupla. Verifique se percebem que, à medida que o lápis se afastar, parecerá menor em virtude da diminuição do ângulo de visão.

1. Você já deve ter observado o céu e imaginado como seriam os planetas, a Lua, o Sol e outras estrelas. Com base em sua observação dos astros, o que parece maior: as estrelas, os planetas ou a Lua? Comente com os colegas.

2. Podemos perceber o mundo de diversos pontos de vista. Vamos fazer uma experiência?

1. Resposta esperada. O Sol, seguido da Lua, dado que, pela observação, são maiores do que as estrelas e os planetas.

a ) Peça a um colega que segure um lápis a um passo de você. Meça com uma régua quantos centímetros tem esse lápis nessa distância. Depois, peça a ele que se afaste três passos e meça o lápis novamente. Faça o mesmo com cinco passos. Por fim, registre cada medida em centímetros nos quadros a seguir.

1 passo: cm 3 passos: cm 5 passos: cm b) O que aconteceria se você observasse esse lápis apenas de um desses três pontos de vista?

Não perceberia que o lápis tem um tamanho realmente diferente, a depender da distância.

Não teria noção de que o ponto de observação muda a forma como vemos o mundo.

Resposta: Não teria noção de que o ponto de observação muda a forma como vemos o mundo.

3. Você leu um infográfico sobre o tamanho dos planetas. Como eles ficam a milhares de quilômetros de distância, não temos noção de seu real tamanho.

a ) Que recursos visuais foram utilizados para apresentar o tamanho dos planetas no infográfico?

Resposta: Bolas de diferentes tamanhos.

nhar guiando-se pelo som emitido pelo objeto e estimar a distância pelo tempo que leva para alcançar o objeto. Ele pode registrar oralmente, com a ajuda do professor ou de um colega, as percepções: “mais perto”, “distância média”, “mais longe”, e descrever como o som mudou em cada posição.

• Durante a atividade 3, destaque a importância de elementos que um infográfico precisa ter, como legendas e boxes, pois é através do texto verbal

que os significados são atribuídos às ilustrações. Ressalte ainda o infográfico é um gênero textual expositivo que facilita o acesso à informação ao apresentar conteúdos de maneira rápida e visualmente atrativa. Em um contexto marcado pelo intenso uso de imagens — especialmente em ambientes digitais como a internet e as redes sociais —, ele se destaca por reunir dados variados em composições visuais organizadas, que tornam a leitura mais ágil e eficiente.

b) Por que esse recurso dá uma ideia mais próxima do real tamanho de cada planeta?

Resposta: Porque utiliza objetos mais próximos de nosso cotidiano.

Porque utiliza objetos mais próximos de nosso cotidiano.

Porque utiliza objetos parecidos com os planetas do Sistema Solar.

Infográficos têm como objetivo divulgar uma informação combinando texto escrito com ilustrações, fotografias, números e legendas.

4. O infográfico utiliza bolas para representar os planetas. Considere o diâmetro de cada uma das bolas apresentadas a seguir.

Imagens sem proporção entre si

a ) Agora, oito estudantes devem representar essas bolas com a ajuda de régua ou fita métrica para ter uma ideia dos tamanhos reais delas.

b) Que outros objetos poderiam ser utilizados no infográfico para que ficasse mais próximo da sua vida cotidiana?

Possíveis respostas: Frutas, botões, relógios, panelas, entre outros itens.

5. Preencha a lacuna de acordo com o infográfico lido.

• Na atividade 4, explique aos estudantes que diâmetro é a medida entre dois pontos de uma circunferência determinada por uma reta que passa pelo seu centro. Faça uma ilustração na lousa para exemplificar essa explicação. Recomenda-se também pedir-lhes que, utilizando um compasso, registrem um círculo em uma folha e marquem o centro, traçando uma reta para identificar o diâmetro. No item b, comente com os estudantes que, ao refletir sobre objetos reais do cotidiano e buscar relacioná-los com a vida cotidiana, isso tornaria o infográfico mais próximo da nossa realidade, facilitando a compreensão das proporções e criando conexões visuais com o que já conhecemos.

• Ao propor a atividade 5, espera-se que os estudantes destaquem a informação do tamanho, já que é possível visualizar aquilo que se informa. Caso eles não compreendam o conceito dessa palavra, evidencie-o mostrando o tamanho de coisas reais presentes na sala de aula, como forma de adaptação da atividade.

As informações principais do infográfico representam a diferença de entre os planetas.

Resposta: Tamanho.

4. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes representem gestualmente o tamanho das bolas citadas.

13/10/2025 14:23:25

Bola de pingue-pongue.
Bola de basquete. Bola de tênis. Bola de praia. Bola de pilates.
Bola de futebol.
Bola de beisebol. Bola de pingue-pongue.

• Na atividade 6, reforce que as imagens transmitem as informações de maneira mais ágil, pois permitem visualizar de forma estruturada os dados apresentados no texto verbal. Aproveite esse momento para evidenciar para a turma aspectos da leitura do infográfico. Para isso, mostre-lhes possibilidades de ordem de leitura, considerando a ordem tradicional de leitura de texto (de cima para baixo, da esquerda para a direita), ou ainda considerando o tamanho e os destaques dados a palavras ou frases, indicando a ordem de importância e prioridade de leitura.

• Para desenvolver a atividade 8, é importante explicar aos estudantes quais aspectos configuram uma condição, isto é, dê exemplos de frases ou situações que expressem o sentido condicional. Na sequência, explique ainda que a expressão “mais ou menos”, embora inexata, contribui para indicar uma aproximação de tamanho.

Os infográficos traduzem informações para esquemas visuais que podem ser entendidos de forma rápida e fácil.

6. O infográfico é composto de linguagem verbal e linguagem não verbal, como as imagens. Comparando o texto escrito com as imagens, qual é mais fácil e rápido de ser entendido? Explique.

Resposta: As imagens, pois são capazes de representar as informações escritas, que por vezes são complexas, de forma simplificada e visual.

7. Os infográficos podem apresentar legendas que acompanham as imagens. Qual informação é apresentada na legenda das imagens do infográfico lido?

Resposta: O nome de cada planeta.

8. Confira a seguir uma afirmação do infográfico que expressa uma condição.

Se os planetas do sistema solar fossem encolhidos até ficar do tamanho de bolas variadas e a Terra fosse do tamanho de uma bola de beisebol...

• Mercúrio seria mais ou menos do tamanho de uma bola de pingue-pongue.

a ) Sublinhe as palavras que deixam claro que se trata de uma condição.

Resposta: Espera-se que os estudantes sublinhem as palavras se, fosse e seria

b) Se a condição fosse satisfeita, realizada, qual seria o resultado?

Resposta: Mercúrio teria o tamanho de uma bola de pingue-pongue.

A Terra teria o tamanho de uma bola de beisebol.

Mercúrio teria mais ou menos o tamanho de uma bola de pingue-pongue.

AGORA QUE JÁ LEMOS

Responda às questões a seguir oralmente.

1. Depois de ler sobre os planetas, você consegue ter uma ideia mais precisa da imensidão do Universo?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes compartilhem suas impressões de acordo com as análises feitas.

2. De que forma você acha que um infográfico ajuda o leitor a compreender um texto de divulgação científica e outros gêneros?

3. Que elementos do infográfico tornaram o conteúdo mais acessível, de modo que muitos entendessem o estudo mais aprofundado dos planetas?

Resposta: As ilustrações, com suas legendas e comparações, deixaram o texto mais compreensível.

2. Resposta pessoal. Espera-se dos estudantes a compreensão de que os infográficos apresentam informações com imagens e textos, facilitando a compreensão de um leitor não especializado.

AGORA QUE JÁ LEMOS

• Proponha uma roda de conversa com os estudantes, pedindo que leiam as questões e respondam oralmente a elas, compartilhando suas impressões e seus aprendizados sobre o assunto. Ressalte que é importante respeitar o turno de fala de cada um.

• Ao explorar a atividade 2 , espera-se que, após realizadas as atividades anteriores que propõem comparativos com elementos do cotidiano, eles percebam como as proporções de tamanho apresentadas pelas imagens são fundamentais para a visualização de alguns valores e proporções e até para a compreensão de conceitos. Reforce para eles que as imagens são importantes para tornar textos mais didáticos e compreensíveis.

JANELAS

Artigo de opinião: Viva a Matemática

Você vai ler um trecho de um artigo de opinião sobre a importância da Matemática, área do conhecimento que fornece as ferramentas básicas para a construção de gráficos e infográficos.

Economia e mundo do trabalho do amanhã dependem da matemática

O uso da matemática no ambiente profissional traz um impacto na economia, pois muitas profissões requerem habilidades como estabelecer padrões e perceber índices de acerto.

A matemática não está somente nas continhas de dividir ou multiplicar. Ela está também na sua ida ao supermercado, na conversa que tem em um café com um amigo ou amiga, ou naquela receita de família que leva dois ovos, meia xícara de farinha de trigo e 200 mL de leite. A matemática está, também, nas profissões onde menos se imagina encontrá-la.

No jornalismo, por exemplo, é comum ter que lidar com muitos dados, porcentagens e números de pesquisas. Em todos esses casos, é com a matemática que se faz necessário conversar para tentar explicar o mundo.

[...]

Olhar para as muitas possibilidades que a matemática oferece é um jeito de avançar em direção ao futuro, em direção aos desafios que estão sendo apresentados neste momento para jovens e adolescentes – quer sejam aqueles recém-chegados ao mercado de trabalho, quer ainda estejam nas salas de aula de escolas e ou universidades.

[...]

OLIVEIRA, Ruam. Economia e mundo do trabalho do amanhã dependem da matemática. Porvir, 7 dez. 2021. Disponível em: https://porvir.org/economia-e-mundo-do-trabalho-do -amanha-dependem-da-matematica. Acesso em: 20 jun. 2025.

1. Depois de ler o texto e de estudar infográficos, explique como a Matemática pode ajudar na construção de infográficos.

2. Algumas profissões são mais facilmente relacionadas com a Matemática, como a Engenharia e a Arquitetura. No texto, o jornalista defende que o Jornalismo também se relaciona com a Matemática. Que exemplo ele dá?

Resposta: O Jornalismo utiliza a Matemática para lidar com dados, porcentagens e números de pesquisas.

1. Resposta: A construção de alguns infográficos depende de cálculo dos elementos que o compõem, como o tamanho das imagens e a escolha dos números que serão utilizados para exposição dos dados. 275

mações explícitas e implícitas, inferindo o sentido delas, assim como ao buscarem e selecionarem informações de interesse na reportagem digital.

• Ainda nesta seção, os estudantes serão levados a debater com os colegas a valorização da matemática enquanto ciência, desenvolvendo as habilidades relacionadas a opinar e distinguir opiniões (EF35LP15 e EF04LP15), além das competências relacionadas à argumentação, defesa de um posicionamento e análise de posicionamentos (Competência geral 7 e Competência específica de Língua Portuguesa 6). Isso permite ainda ampliar o tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia.

OBJETIVOS

• Ler um trecho de artigo de opinião e refletir sobre a importância da matemática.

• Praticar a oralidade por meio de um debate sobre questões relacionadas à Matemática, área do conhecimento que fornece ferramentas para a construção de gráficos e infográficos.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes mobilizarão habilidades da oralidade, como a expressão clara, a escuta atenta, o respeito aos turnos de fala e a compreensão da finalidade das interações orais (EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF15LP13). Além disso, desenvolverão o uso de diferentes linguagens para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos (Competência geral 4) e o exercício do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação (Competência geral 9).

• A leitura do artigo de opinião promove a autonomia dos estudantes, desenvolvendo a habilidade EF35LP01 e contemplando a Competência específica de Língua Portuguesa 3

• Desenvolvem ainda a habilidade EF15LP01, ao identificarem a função social do artigo de opinião; e as habilidades EF15LP03, EF35LP03 , EF35LP04 , EF35LP05 e EF35LP17, ao identificarem a ideia central do texto e localizarem infor-

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• Antes da leitura do texto proposto, comente com os estudantes sobre a Matemática enquanto área do conhecimento, ressaltando que, apesar das separações em exatas, as áreas como Física e Matemática se complementam. Cite que cálculos matemáticos estão presentes na compreensão de fenômenos físicos, como velocidade da luz, e em outras profissões, como arquitetura, engenharia civil, medicina etc.

• Na atividade 4, incentive os estudantes a refletirem sobre o cotidiano deles nas diferentes esferas nas quais eles vivem, como a comunidade em que moram, o bairro, a cidade, e mesmo a escola. É importante que eles pontuem questões que sejam desafios a serem enfrentados e para os quais é fundamental tentarmos buscarmos e propor soluções, enquanto cidadãos.

• A atividade 5 propõe que os estudantes participem de um debate orientado pelo professor. Para isso, conduza a organização da turma e peça que leiam o roteiro e sigam passo a passo as orientações iniciais. Em seguida, explique como deve ser o debate, que se deve respeitar as falas dos colegas e que é necessário aguardar seu turno de fala. Reforce a importância de ouvir com atenção e não interromper os colegas.

• Incentive-os a formular perguntas que estejam relacionadas ao texto lido e à aprendizagem de conceitos matemáticos para a vida. Ao final, incentive uma autoavaliação da participação de cada um e pontos de melhorias.

3. No texto, são apresentados argumentos que justificam por que a Matemática é fundamental para as profissões. Preencha o organizador a seguir com os dados que completam um dos argumentos utilizados pelo jornalista.

Resposta: Está na ida ao supermercado, na conversa com um amigo em um café, na receita culinária.

Exemplo de Matemática na prática:

5. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam situações que podem envolver brincadeiras: organizar o tempo para estudar, ajudar os pais a medirem ingredientes em uma receita, dividir alimentos ou brinquedos entre os colegas ou irmãos, contar pontos em jogos etc.

4. Releia uma afirmação que o autor do artigo faz sobre a Matemática.

Olhar para as muitas possibilidades que a Matemática oferece é um jeito de avançar em direção ao futuro, em direção aos desafios que estão sendo apresentados neste momento para jovens e adolescentes [...]

Considerando sua realidade, quais problemas do cotidiano você acha que poderiam ser analisados ou enfrentados com o apoio da Matemática?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem desafios locais: distribuição desigual de água nos bairros, falta de iluminação pública, trânsito ou custo de transportes.

5. Reflita sobre algumas questões relacionadas ao texto para participar de um debate orientado. Considere o seguinte roteiro.

• Disponham as cadeiras em círculo e sigam as orientações do professor.

• Empreguem o registro formal e expressões de respeito.

• Respeitem a vez e as ideias dos colegas, ouvindo-os com atenção.

• Elaborem perguntas conforme as ideias forem apresentadas.

a ) Além dos exemplos do texto, em que outros contextos de sua vida pessoal o conhecimento matemático pode ser importante?

b) Segundo o texto, a Matemática pode estruturar raciocínios sobre problemas ou situações. Em que situações você já usa a Matemática e como a usaria para resolver um problema na escola ou em sua casa? Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem as situações em que já usam a Matemática e pensem em usar raciocínio lógico e matemático para resolver uma problemática do cotidiano.

ATIVIDADE EXTRA

• Para ampliar o conhecimento e despertar o interesse dos estudantes pelas Ciências Exatas, você pode propor que eles pesquisem, em casa, jovens cientistas (de preferência brasileiros/ as) que se destacaram nos estudos das áreas de exatas, como forma de incentivo ao estudo. Leve-os a pesquisar e a conhecer a trajetória das

irmãs Beatriz e Isabella Toassa, que se tornaram, em 2022, as cientistas mais jovens do Brasil e, em 2023, as primeiras embaixadoras mirins do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Se oportuno, essa pesquisa pode ser registrada em cartaz ou por uma apresentação oral, tendo como tema a valorização da participação juvenil na ciência.

Acentuação de paroxítonas e proparoxítonas

1. Leia a notícia a seguir, que trata da descoberta de um fóssil.

Novo réptil fóssil brasileiro dá pistas sobre a origem dos misteriosos tanistrofeídeos

A nova espécie, batizada de Elessaurus gondwanoccidens – em homenagem ao personagem Aragorn, de “O Senhor dos Anéis” –, indica que o grupo pode ter tido origem na América do Sul

Uma nova espécie de réptil fóssil brasileiro é o primo próximo do misterioso grupo dos tanistrofeídeos, de acordo com estudo publicado em 8 de abril de 2020, no jornal de acesso livre PLOS ONE. O estudo conta com a participação de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria e da Universidade Federal do Pampa (Rio Grande do Sul).

[...]

NOVO réptil fóssil brasileiro dá pistas sobre a origem dos misteriosos tanistrofeídeos. Universidade Federal de Santa Maria, 8 abr. 2020. Disponível em: https://www.ufsm.br/2020/04/08/novo -reptil-fossil-brasileiro-da-pistas-sobre-a-origem-dos-misteriosos-tanistrofeideos. Acesso em: 7 jul. 2025. Fóssil da nova espécie pode ajudar a compreender uma das primeiras linhagens de répteis após a extinção do período Permiano.

a ) Por que esse tipo de descoberta é importante?

b) Classifique as palavras fóssil e réptil quanto ao número de sílabas e indique qual é a sílaba tônica.

Resposta: Fós-sil; rép-til; ambas são dissílabas e têm a penúltima sílaba tônica.

1. a) Possíveis respostas: Permite entender melhor a história da vida na Terra, a evolução e as mudanças ambientais; contribui para as pesquisas científicas já existentes no assunto e incentiva novos estudos; entre outras.

c ) Que outra semelhança há entre essas palavras?

Resposta: Ambas têm a última sílaba terminada em l

2. Separe em sílabas as palavras América e próximo e indique a sílaba tônica.

Resposta: A-mé-ri-ca; pró-xi-mo. Sílabas tônicas: mé e pró

Que semelhança há entre elas que poderia justificar o acento gráfico?

Resposta: Tanto América quanto próximo têm a sílaba tônica na antepenúltima sílaba.

13/10/2025 14:23:26

OBJETIVOS

• Classificar palavras quanto à sílaba tônica.

• Conhecer regras de acentuação de proparoxítonas e oxítonas.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados à apropriação do sistema de escrita, ao identificarem a acentuação das palavras paroxítonas e das proparoxítonas, desenvolvendo, assim, a habilidade EF04LP04 e a Competência específica de Língua Portuguesa 2

• A leitura dos textos desta seção permite aprimorar a habilidade EF35LP01. Além disso, favorece a localização de informações explícitas, com a habilidade EF15LP03

• Na atividade 1, incentive os estudantes a compartilharem com a turma seus conhecimentos sobre dinossauros. O texto pode propiciar também um momento para que eles compartilhem o conhecimento prévio que têm sobre dinossauros e também sobre a saga O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien, composta pelos livros e filmes homônimos e por outros livros e filmes do mesmo universo, como O Hobbit

• Ao desenvolver a atividade 2, caso observe dificuldades entre os estudantes na separação silábica, aproveite o momento do exercício para retomar explicações. Ofereça exemplos práticos e escreva na lousa mais palavras para que eles possam treinar, ainda que oralmente, a separação silábica.

MÁRCIO L. CASTRO

• Reforce com os estudantes a regra de acentuação das proparoxítonas, pedindo que eles citem palavras que se enquadrem nessa classificação e escreva-as na lousa para acompanhamento de todos.

• As palavras paroxítonas têm outras regras que determinam sua acentuação que serão apresentadas nos anos seguintes. Se julgar pertinente e relevante, no entanto, essas regras podem ser apresentadas já no 4º ano. Para tanto, apresente as regras a seguir na lousa e peça aos estudantes que as registrem para consulta.

• São acentuadas as palavras paroxítonas:

• terminadas em x: fê-nix, lá-tex;

• terminadas em n: ab-dô-men, hí-fen;

• terminadas em ps: bí-ceps, fór-ceps;

• terminadas em ei, eis: hó-quei, jó-quei;

• terminadas em us: bô-nus, ló-tus;

• terminadas em on, ons, um , uns : e-lé-tron, ál-bum.

• A subseção Para pensar e praticar continua o trabalho com acentuação de paroxítonas e proparoxítonas. Inicie com a leitura do texto da atividade 1 e comente com os estudantes que o trecho faz referência ao tenista brasileiro Gustavo Kuerten, conhecido como Guga, o qual ganhou três vezes um dos torneios mais importantes do mundo, o de Roland Garros, e no ano 2000 chegou ao primeiro lugar no ranking mundial de tenistas.

Na notícia lida, há várias palavras acentuadas. Assim como as oxítonas e os monossílabos tônicos, as palavras paroxítonas e proparoxítonas têm uma sílaba tônica. Para saber quando usar acento gráfico, é preciso conhecer algumas regras.

Começando pelas proparoxítonas: todas são acentuadas, como as da notícia:

A-mé-ri-ca pró-xi-mo

São acentuadas todas as palavras proparoxítonas

Já a acentuação das paroxítonas depende de várias regras. Conheça algumas.

• Paroxítonas terminadas em -I, seguidas ou não de S: í-ris, jú-ri, grá-tis.

• Paroxítonas terminadas em -L: di-fí-cil, fós-sil, i-na-cei-tá-vel

• Paroxítonas terminadas em -R: a-çú-car, ím-par, néc-tar

• Paroxítonas terminadas em -Ã e -ÃO, seguidas ou não de S: bên-ção, í-mã, ór-fãs

As palavras paroxítonas terminadas em I(s), L, R, Ã(s) e ÃO(s) são acentuadas.

Professor, professora: Aponte as respectivas terminações nas palavras para que os estudantes comprovem cada regra.

PARA PENSAR E PRATICAR

1. Leia o trecho a seguir, sobre um dos maiores tenistas da história: Guga.

Sulista, Guga nasceu em Florianópolis no dia 10 de setembro de 1976. Aos amantes de astrologia podemos informar: Guga é virginiano.

Sua história no tênis começou com o apoio do pai, que aos 06 anos o incentivou a praticar o esporte, com auxílio de Paulo Allebrandt, seu primeiro treinador. Após 2 anos jogando tênis, Guga ficou órfão de pai, mas continuou com o esporte que fora por ele inspirado.

A VIDA do maior tenista brasileiro de todos os tempos: Guga. Cerâmica Clube. Disponível em: https://ceramicaclube.com.br/?p=2390. Acesso em: 20 jun. 2025.

a ) De acordo com o texto, o que incentivou Guga a iniciar a prática de tênis?

Resposta: O apoio de seu pai.

b) Que situação poderia ter feito com que ele parasse de praticar o esporte?

Resposta: A morte do pai.

c ) Identifique uma palavra proparoxítona acentuada e separe-a em sílabas.

Resposta: Flo-ri-a-nó-po-lis.

d) Identifique duas palavras paroxítonas acentuadas e separe-as em sílabas.

Resposta: Tê-nis; ór-fãos.

e ) Quais regras justificam a acentuação das palavras da atividade d?

Resposta: A regra das paroxítonas terminadas em I(S) e ÃO(S)

2. Leia a instrução de brincadeira a seguir e responda às questões no caderno.

Campo magnético no lápis

A segunda brincadeira que mistura ciência e ilusionismo é melhor de ser feita com crianças mais velhas, porque é bem sensível. Para brincar, você precisa de dois lápis, de qualquer cor.

Peça para seu filho encostar as partes do fundo dos lápis um no outro por 30 segundos.

Em seguida, fale para ele tentar separar os lápis bem devagarinho. Ele sentirá como se houvesse um ímã atraindo os lápis um para o outro.

Sabe o que acontece? Esta é uma brincadeira que comprova uma recente descoberta dos cientistas: que o grafite tem magnetismo. [...]

PATCAMARGO. Ciência e ilusão em brincadeiras dentro de casa. Tempojunto, 6 maio 2020. Disponível em: https://www.tempojunto.com/2020/05/06/3-brincadeiras-de-ciencia-e-ilusionismo-para -fazer-em-casa-com-os-filhos/. Acesso em: 20 jun. 2025. Mulher encostando as partes do fundo de dois lápis.

a ) Identifique a palavra paroxítona no título e faça sua divisão silábica.

Resposta: Lá-pis.

b) Encontre no texto uma palavra paroxítona terminada em L e faça sua divisão silábica:

Resposta: Sen-sí-vel.

c ) Agora, encontre uma palavra paroxítona terminada em Ã(s) e faça sua divisão silábica: .

Resposta: Í-mã.

3. Elabore no caderno um mapa conceitual representando as regras de acentuação das palavras proparoxítonas e paroxítonas com exemplos.

Resposta e comentários nas orientações ao professor

Respostas

3. Espera-se que os estudantes tracem formas geométricas no centro do mapa conceitual e delas puxem setas ou linhas apontando para as regras e os exemplos. O título do mapa pode ser “Acentuação de palavras paroxítonas e palavras proparoxítonas”.

13/10/2025 14:23:28

• A atividade 2 pode ser feita como tarefa para casa. Peça que, em casa, respondam inicialmente aos itens a e b e registrem as dúvidas. Depois, oriente a turma para que leiam o texto para um adulto, chamando a atenção para a parte do texto que explica a experiência. Eles devem tentar reproduzir a brincadeira em casa e registrar por escrito como foi essa experiência, as dificuldades e como foi realizá-la.

• Na atividade 3, oriente os estudantes a usarem a folha do caderno na direção horizontal para fazer o mapa conceitual e puxar setas que auxiliem na parte visual. Eles podem usar cores em palavras-chave, auxiliando na memorização. Se necessário, leve para sala de aula alguns exemplos de mapas conceituais variados.

• Depois da correção das atividades, verifique se há necessidade de uma revisão sobre separação de sílabas e identificação de sílabas tônicas. Caso exista um desnível considerável entre os estudantes com relação ao conhecimento sobre separação de sílabas e identificação da sílaba tônica, é importante que seja feita uma adaptação das atividades ou produção de um material de apoio para que eles possam rever alguns conhecimentos.

OBJETIVOS

• Analisar o sentido de palavras empregadas em um texto.

• Compreender que há palavras na língua que expressam modalizações (opiniões).

• Compreender a função de advérbios modalizadores.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes serão levados a identificar e compreender o sentido das palavras no texto, identificando modalizações, o que permite apropriar-se da norma-padrão, contemplando a Competência específica de Língua Portuguesa 2.

• A leitura do trecho de romance permite desenvolver a habilidade de leitura autônoma de textos narrativos, bem como a de identificação dos elementos da narrativa (EF15LP16, EF35LP01, EF35LP21 , EF35LP26 e EF35LP29).

• Ao lerem e compreenderem uma tirinha, construindo o sentido da história em quadrinhos e relacionando o texto a ilustrações e recursos gráficos, eles desenvolvem as habilidades EF15LP04, EF15LP14 e EF15LP18. Já a leitura da carta permite aprimorar as habilidades de leitura e compreensão desse gênero (EF35LP01 e EF04LP10).

• Além do mais, eles desenvolvem as habilidades EF15LP01 , EF15LP03 , EF35LP03 e EF35LP04, ao identificarem a função social e a ideia central dos textos e ao localizarem informações explícitas neles.

• Oriente os estudantes a lerem silenciosamente o texto. Em seguida, pergunte se têm alguma dúvida quanto ao vocabulário. Peça, depois, a alguns deles que recontem essa parte da narrativa. É esperado que narrem uma conversa que não parece fazer sentido. Caso alguns

PENSAR OS SENTIDOS

Advérbios modalizadores

1. O trecho a seguir, do livro Alice através do espelho, narra o encontro de Alice com Humpty Dumpty, personagem em forma de ovo. Leia-o.

[...]

“Parece um ovo sem tirar nem pôr!” disse alto, com as mãos prontas para segurá-lo, pois temia que caísse a qualquer momento.

“É muito irritante”, Humpty Dumpty disse após um longo silêncio, sem olhar para Alice enquanto falava, “ser chamado de ovo… muito!”

“Disse que parecia um ovo, Sir”, Alice explicou gentilmente. “E há ovos muito bonitos, sabe”, acrescentou, na esperança de transformar seu comentário numa espécie de elogio.

“Certas pessoas”, disse Humpty Dumpty, desviando os olhos dela como sempre, “parecem não ter mais juízo que um bebê!”

Alice não soube responder. Aquilo não se parecia nada com uma conversa, pensou, pois ele nunca dizia nada para ela; na verdade, seu último comentário foi evidentemente dirigido a uma árvore — assim, ficou quieta e repetiu suavemente para si mesma:

Humpty Dumpty num muro se aboletou,

Humpty Dumpty lá de cima despencou.

[...]

Se aboletou: instalou-se, acomodou-se.

“Não fique aí falando sozinha desse jeito”, Humpty Dumpty disse, olhando para ela pela primeira vez, “melhor me dizer seu nome e atividade.”

“Meu nome é Alice, mas…”

“Um nome bem bobo!” Humpty Dumpty a interrompeu com impaciência. “O que significa?”

“Um nome deve significar alguma coisa?” Alice perguntou [...]

CARROLL, Lewis. Através do espelho e o que Alice encontrou por lá. In: CARROLL, Lewis. Alice: edição comentada. Ilustrações originais de John Tenniel. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2002. p. 199-200.

estudantes não conheçam a história, pesquise sinopses para ler em sala de aula com eles antes da leitura do texto principal da seção.

• Chame a atenção dos estudantes para a presença de personagens, do narrador e do foco narrativo na terceira pessoa, sem envolvimento do narrador na história. Destaque a diferença em relação a textos das sequências tipológicas expositiva ou argumentativa, em que não há esses elementos.

• Ao responderem oralmente à atividade 1, intermedeie a discussão de modo que os estudantes respeitem a opinião um do outro. Pode ser que

alguns conheçam a origem do próprio nome e saibam seu significado, para outros isso pode não ser algo tão significativo.

• Retome a discussão sobre advérbios realizada anteriormente na unidade. Esse conhecimento é importante para o entendimento dos efeitos de sentido que os advérbios podem produzir. Para isso, registre na lousa os advérbios de modo a facilitar a visualização do objeto de aprendizagem desta seção.

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes troquem informações e experiências próprias a respeito do nome deles.

Alice pergunta: “Um nome deve significar alguma coisa?”. Você conhece o significado do seu nome? Discuta essa questão com os colegas.

2. Releia este trecho com atenção às palavras em destaque.

2. a) Resposta: Sim. Sem esses advérbios, há menos informações com relação ao modo como as ações foram realizadas pela personagem.

[...] seu último comentário foi evidentemente dirigido a uma árvore — assim, ficou quieta e repetiu suavemente para si mesma [...].

a ) Leia o trecho mais uma vez, agora sem os advérbios evidentemente e suavemente. O sentido foi alterado? O que mudou?

b) O advérbio evidentemente indica como o comentário de Humpty Dumpty foi dirigido a uma árvore. O sentido que ele produz indica que: há dúvidas de que o personagem conversava com a árvore.

o comentário foi dirigido a uma árvore de forma muito clara.

Resposta: O comentário foi dirigido a uma árvore de forma muito clara.

3. No texto, Alice explica: “E há ovos muito bonitos”. Considerando isso, compare as duas frases a seguir.

Os ovos às vezes são bonitos. A.

Os ovos sempre são bonitos. B.

a ) Sublinhe os advérbios ou as locuções adverbiais nas três frases.

Resposta: Os estudantes devem sublinhar muito, às vezes e sempre

b) Converse com os colegas: qual das duas frases reescritas tem o sentido mais parecido com a original do texto? Explique. Os textos trazem afirmações que podem ser consideradas verdadeiras. Mas, às vezes, o autor expressa uma opinião sobre o que está dizendo. Por exemplo:

[...] seu último comentário foi evidentemente dirigido a uma árvore.

Nesse caso, o narrador acha que era evidente a quem se dirigia a ação, que não havia dúvidas de que o personagem Humpty Dumpty falava, de forma estranha, com uma árvore, e não com Alice.

Palavras que indicam avaliações de quem fala ou escreve são chamadas de modalizadores. A modalização pode expressar certeza, negação, dúvida etc.

3. b) Resposta: A frase A tem o sentido mais semelhante ao original do texto. Às vezes indica que nem todos os ovos são bonitos, que é o mesmo que se pode entender da frase de Alice: se há ovos muitos bonitos, pressupõe-se que há outros que não são.

ATIVIDADE EXTRA

• Como forma de reforçar a aprendizagem sobre modalizadores, você pode pedir que eles elaborem uma continuação para a história lida, sem se preocupar em ater-se ao original. Proponha que escrevam de um a três parágrafos pelo menos, dando continuidade à narrativa da maneira como eles imaginam que a história pode se desenvolver. Peça que façam uso de advérbios modalizadores, empregando ao menos dois e que façam sentido

13/10/2025 14:23:29

ao contexto. Depois, eles devem compartilhar o texto com um colega a fim de indicar melhorias na escrita ou correções necessárias. Oriente que revisem o texto, passem a limpo a versão final e se preparem para lerem aos colegas, compartilhando a história elaborada por eles. Eles também podem ilustrar o trecho da história, se quiserem. Peça que os advérbios sejam destacados com uma cor diferente. Depois, monte um varal na sala de aula para que todos tenham acesso aos textos.

• Para auxiliar na realização das atividades, escreva na lousa os seguintes advérbios e oriente os estudantes a copiá-los no caderno, para consulta:

• Advérbios de modo –Assim, bem, depressa, devagar, mal, melhor, pior; e outros advérbios terminados em -mente: calmamente, pausadamente etc.

• Após a resolução das atividades, oriente a turma a ler o boxe com conceito de modalizadores e verifique se compreendem o sentido de modalização. Explique-lhes que os advérbios desempenham um papel essencial na escrita, na construção do texto e expressão de ideias, pois ajudam a qualificar as informações e a indicar o posicionamento do autor diante delas. Essa função é importante para evitar afirmações generalizadas e imprecisas, como já discutido anteriormente. Além disso, os advérbios modalizadores — que expressam opinião — são recursos valiosos na construção de argumentos, pois permitem que o autor insira no texto sua perspectiva pessoal, deixando marcas de subjetividade que reforçam seu ponto de vista.

• As atividades da subseção Para pensar e praticar podem ser feitas em duplas organizadas por você. Para isso, forme duplas heterogêneas combinando estudantes com diferentes níveis de desempenho, de modo que um possa apoiar o outro na realização das tarefas, promovendo colaboração e aprendizado mútuo.

• Para aprofundar a atividade, pode-se entregar aos estudantes uma folha avulsa com o molde da pirâmide, para que a construam em casa e possam visualizar os diferentes ângulos apresentados pelo personagem Armandinho, favorecendo a discussão em sala de aula. É possível encontrar modelos para impressão em diversos sites. Após a montagem, convide a turma a debater perguntas como: “Você concorda com os dois pontos de vista de Armandinho? E com a posição do pai?”. Verifique se os estudantes compreendem que a tirinha explora como a perspectiva influencia a maneira como interpretamos o que vemos. Amplie a discussão perguntando se eles identificam essa mudança de perspectivas em outras esferas da vida ou em momentos vivenciados por eles no dia a dia.

PARA PENSAR E PRATICAR

BECK, Alexandre. Armandinho, 8 abr. 2015 Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr. com/post/115869048829/tirinha-original. Acesso em: 20 jun. 2025.

a ) O que Armandinho está analisando?

Resposta: Uma pirâmide: ora vê um quadrado, ora vê um triângulo.

b) A cada vez que observa o objeto, Armandinho acha que chegou a uma certeza. Que advérbio modalizador poderia substituir as expressões “de certeza” e “certeza absoluta”?

Resposta: O advérbio certamente

c ) Que tipo de lição o pai dá a Armandinho com relação a suas declarações?

Resposta: A lição de que é necessário e importante observar considerando diferentes pontos de vista antes de concluir algo.

d) Para evitar equívocos e conclusões apressadas, quais modalizadores do quadro a seguir Armandinho poderia utilizar para se referir ao que estava observando no objeto?

obviamente necessariamente provavelmente possivelmente talvez

Resposta: Provavelmente; possivelmente; talvez.

• Aproveite a atividade 1 para promover uma avaliação formativa. Nesse sentido, sonde os estudantes para observar possíveis dificuldades. Avalie se há necessidade de retomar conteúdos relacionados aos advérbios e aos efeitos de sentido que essas palavras podem produzir nos textos. Caso necessário, apresente o conteúdo

de outra forma, usando outras estratégias para que estudantes de diferentes perfis possam compreendê-lo. É possível promover uma brincadeira com cartões de advérbios, colocando um exemplo em cada cartão. A ideia é que o estudante sorteie o cartão, indique o tipo do advérbio e depois construa uma frase com ele, podendo ser oralmente ou por escrito.

1. Leia a tirinha de Armandinho.

HORA DE PRODUZIR

Apresentação oral de relatório

Você estudou como os textos de divulgação científica podem comunicar dados científicos ao público de forma geral. Vamos colocar isso em prática?

O que vai produzir

Você vai produzir, com o mesmo grupo que realizou o experimento e o relatório, uma apresentação oral para comunicar, ao restante dos colegas da turma, os resultados que obtiveram. Nessa apresentação, vocês deverão exibir as etapas e a conclusão do grupo.

Planejar

1. Antes de começar, tenham em mãos o relatório que fizeram e releiam cada parte: abertura, objetivos, método e conclusão. Verifiquem se há algo que queiram complementar.

2. Vocês deverão expor a experiência realizada e as conclusões a que chegaram. Para tanto, deverão organizar as informações, que serão ditas oralmente para a turma, elaborando um roteiro de apresentação oral.

3. Escolham cada responsável por uma etapa da apresentação. Mas atenção: ficar responsável não quer dizer cuidar só de uma parte do trabalho. Todos devem se ajudar a todo momento.

4. A apresentação deve ser feita conforme a ordem a seguir.

Abertura: todos os integrantes se apresentam e explicam sobre o que será a apresentação oral.

Objetivo: um dos integrantes explica, de forma geral, a hipótese que se pretendia provar com a experiência da diluição da areia e do açúcar na água. Assim, é o momento de apresentar o experimento e os resultados pretendidos após a sua realização.

Método: outro integrante explica, passo a passo, como foi feita a experiência. Aqui, se possível, podem ser apresentadas fotografias do processo com o auxílio de slides

Conclusão: o último integrante apresenta as conclusões obtidas.

Perguntas: o grupo pergunta para a turma se ficaram dúvidas; se houver, é preciso saná-las.

em equipe e as ações individuais, sempre com autonomia, responsabilidade e determinação, levam os estudantes a desenvolverem a Competência geral 10.

• Organize os estudantes nos mesmos grupos que fizeram o experimento e o relatório escrito. Esclareça que a tarefa consiste em comunicar à turma os resultados obtidos, por meio de uma apresentação oral planejada e colaborativa.

• Para isso, oriente os grupos a retomarem o relatório produzido, relendo com atenção cada parte — abertura, objetivos, método e conclusão — e verificando se há informações que desejam

OBJETIVOS

• Planejar e realizar uma apresentação oral com base em experimento e relatório feitos anteriormente.

• Exercitar competências e habilidades exigidas pelo trabalho em equipe.

BNCC

• Nesta seção, os estudantes apresentarão oralmente o relatório produzido anteriormente, desenvolvendo a habilidade EF04LP21. O planejamento e a produção do final do texto, considerando as características da apresentação oral, bem como do roteiro a ser seguido, possibilitam desenvolver as habilidades EF15LP05, EF15LP06 e EF04LP21. O uso de recursos de referenciação, coesão pronominal (anafórica) e vocabulário adequado permite desenvolver as habilidades EF35LP08 e EF35LP14

• Ao utilizarem um programa para gravar, editar e publicar o vídeo, eles desenvolvem as habilidades EF15LP07 e EF15LP08

• Eles deverão também reconhecer a finalidade da apresentação oral e empregar linguagem adequada, bem como utilizar gestos, expressões e tom de voz adequados ao texto, desenvolvendo as habilidades EF15LP09, EF15LP12 e EF15LP13, bem como a Competência geral 4 e as Competências específicas de Língua Portuguesa 3 e 5. Além disso, o trabalho

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complementar ou ajustar para a apresentação. Na etapa da escrita, é importante que os estudantes revisem os textos, buscando aprimorar a coesão e a coerência textual.

• Durante o planejamento da apresentação oral, evidencie para os grupos a importância de se utilizar recursos gráfico-visuais como os infográficos para apresentar as informações do relatório de maneira mais simples, criativa e atrativa ao público. Portanto, sugira a eles que produzam tabelas, diagramas, gráficos ou infográficos, como forma de apresentação de dados e informações do relatório que exposto. Assim, eles aprimoram a habilidade EF04LP24.

• Oriente para que utilizem também os advérbios modalizadores cujos sentidos sejam adequados ao contexto de apresentação deles.

• Ajude-os a elaborar um roteiro oral que guie a exposição das etapas do experimento. Reforce que todos devem colaborar, mesmo que diferentes integrantes fiquem responsáveis por partes específicas da fala. Explique que a apresentação deve seguir uma ordem clara e combinada previamente. Incentive a participação de todos, especialmente daqueles mais tímidos, promovendo um ambiente acolhedor e solidário. Se necessário, auxilie na redistribuição de papéis ou na adaptação da proposta, de modo que todos tenham uma função e se sintam incluídos.

PAPO DIGITAL

• Caso seja viável, oriente a turma para o uso de recursos digitais. São facilmente encontrados templates, estruturas de slides já prontas que poderão ser utilizadas. Se não houver acesso a recursos tecnológicos na própria escola, oriente o uso de cartazes, painéis ou mesmo imagens impressas.

• Destaque para os estudantes a importância de uma boa dicção e postura durante a apresentação oral. Incentive que ensaiem previamente, o que ajuda a ganhar confiança e clareza na fala. Caso ocorram imprevistos ou erros durante a apresentação, é fundamental que os integrantes do grupo se apoiem, mostrando colaboração e respeito. Reforce que pequenos deslizes fazem parte do processo de aprendizagem e que o mais importante é a troca de experiências e o crescimento coletivo.

• Combine uma data com a turma para comentar as apresentações e prepare o ambiente, organizando-os

PAPO DIGITAL

Para fazer uma apresentação de apoio, vocês poderão utilizar programas de computador ou apresentações colaborativas disponíveis na internet.

• Criem um primeiro slide com o título da apresentação oral e os nomes dos integrantes do grupo.

• Criem slides para cada etapa da apresentação: objetivos, método e conclusão. Um bom slide não apresenta textos longos, pois deve servir de guia para o apresentador e o público.

• Utilizem sempre imagens que sejam pertinentes e tenham boa resolução.

Produzir

1. Organizem a apresentação e verifiquem se é necessário corrigir ou ajustar algo. É aconselhável também que o grupo faça um ensaio prévio.

2. No dia combinado com o professor, o grupo vai até a frente da sala de aula para apresentar o relatório oralmente.

Dica: Na hora da apresentação, fiquem atentos!

• Falem alto, pausadamente e com boa dicção.

• Tenham uma boa postura, ereta e séria.

• Sejam educados e simpáticos com a plateia.

• Caso algum integrante se esqueça de algo, o grupo deve auxiliá-lo.

• Vocês poderão utilizar uma folha com lembretes do que vão dizer, mas não é interessante ler todas as informações para o público.

Compartilhar

É possível gravar a apresentação em um aparelho com câmera, para que possa ser compartilhada pelo professor em um canal de vídeos da turma ou nas mídias sociais da escola.

Avaliar

Depois, em grupo, avaliem o trabalho como um todo.

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

1. O que deu certo e o que não deu certo no trabalho?

2. Todos participaram da atividade? Houve respeito entre todos?

3. Quais foram os pontos positivos da apresentação?

4. O que poderia ser melhorado, ou seja, que vocês fariam de um jeito diferente?

em roda. Proponha as questões sugeridas, mas caso haja necessidade, elabore outras conforme tenha se dado a atividade e o desempenho nela. Retome os momentos da produção; verifique como os estudantes ampliaram seu repertório e sua desenvoltura oral.

• Avalie as informações presentes no texto oral, mas também a prosódia, a clareza e a postura dos integrantes. Destaque os trechos de maior qualidade em cada apresentação e os trechos que eventualmente possam ser melhorados. Uma boa forma de garantir a privacidade dos

grupos e permitir que retomem a orientação quando necessário é fazer essa indicação por escrito. Dessa maneira, os estudantes podem consultar a dica sempre que precisarem, de forma discreta e autônoma.

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• Na etapa de avaliação, faça uma sondagem para perceber as dificuldades e proponha remediações se for o caso. Ouça e acolha os apontamentos dos estudantes. Por fim, reforce os aspectos positivos e conscientize-os do aprendizado conquistado.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

Chegou o momento de avaliar os conteúdos estudados nesta unidade e a sua participação nas atividades.

Ficha

Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

de autoavaliação 1

Conteúdos estudados na unidade SIM NÃO

Aprendi as características de um texto de divulgação científica?

Entendi o que são advérbios?

Compreendi as características de um infográfico?

Identifiquei os efeitos de sentido dos advérbios modalizadores?

Entendi as regras de acentuação estudadas na unidade?

Ficha de autoavaliação 2

Participação nas atividades da unidade SIM NÃO

Contribuí para atividades orais em sala de aula?

Colaborei com os colegas nas atividades coletivas?

Fiz as atividades de casa e mantive meu material organizado?

SAIBA MAIS

Aventuras fantásticas

Júlio Verne é o inventor da ficção científica. Seus livros, escritos no fim do século XIX, apresentam um universo com descobertas e aventuras fantásticas e invenções que só viriam muito tempo depois, como um submarino, que desperta tanta curiosidade.

VERNE, Júlio. Vinte mil léguas submarinas

Tradução de Andréia Manfrin Alves. Jandira: Principis, 2020.

Mais ciência e tecnologia para você!

O Museu de Ciências e Tecnologia tem um vasto acervo de fósseis, espécimes da biodiversidade e peças de escavações arqueológicas para você apreciar. No site do museu, é possível encontrar informação para quem gosta de ciência e tecnologia. Confira!

MUSEU de Ciências e Tecnologia. PUCRS. Disponível em: https://www.pucrs.br/mct/. Acesso em: 20 jun. 2025.

OBJETIVOS

• Avaliar os conteúdos estudados na unidade e a participação nas atividades.

• Os questionamentos propostos têm a finalidade de propiciar um momento para que os estudantes façam uma autoavaliação do aprendizado ao longo da unidade. É importante lembrar do papel que pode ter esse tipo de avaliação na gestão do aprendizado para que cada um possa pensar em suas estratégias pessoais de estudo e para que exercite a responsabilidade por seu próprio aprendizado, aprimorando, assim, sua autonomia nos estudos.

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OBJETIVOS

• Compreender como a ciência e a tecnologia podem ser utilizadas com finalidade social.

• Trabalhar de forma colaborativa, compartilhando responsabilidades e construindo conhecimento em grupo.

• Utilizar habilidades de pesquisa e comunicação para resolver situações-problema.

BNCC

• A atividade proposta se alinha ao tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia, pois incentiva os estudantes a conhecerem e refletirem sobre as invenções científicas e os recursos tecnológicos desenvolvidos para melhorar a vida das pessoas, especialmente as que enfrentam desafios físicos, sensoriais ou de mobilidade.

• Ao utilizarem saberes das ciências para compreender o papel da tecnologia na promoção da qualidade de vida, acessibilidade e inclusão, os estudantes desenvolvem a Competência geral 1

• A Competência geral 2 é contemplada quando são levados a analisar problemas reais e a refletir sobre soluções tecnológicas.

• Ao elaborar e compartilhar uma apresentação para a turma, os estudantes praticam o uso da linguagem oral, escrita e visual, desenvolvendo a Competência geral 4

• A Competência geral 9 é contemplada ao trabalharem em grupo e buscarem conhecer novas propostas no mercado que beneficiem pessoas que precisam delas.

COLETIVAMENTE

Tecnologias que cuidam

Conhecendo o problema 1

A ciência e a tecnologia nos surpreendem com invenções incríveis. Algumas criações são desenvolvidas especialmente para ajudar pessoas com algum tipo de deficiência.

Você sabia que há bengalas que avisam pessoas com deficiência visual, por som, quando há obstáculos? Veja a seguir os exemplos mais conhecidos de “tecnologias que cuidam” criadas pelo ser humano.

Além dessas tecnologias, existem diversas outras que colaboram para a vida de muitas pessoas com deficiência.

1. CONHECENDO O PROBLEMA

• Explique aos estudantes que a linha braile (ou display braile) é um aparelho com pontinhos que sobem e descem para formar as letras em braile. Assim, pessoas cegas conseguem ler com o tato o que está na tela do computador ou celular.

• Caso haja estudantes com deficiência visual, apresente as imagens ampliadas e faça uma leitura guiada.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

A atividade proposta leva os estudantes a sistematizarem explicações relativas ao corpo e à tecnologia, permitindo uma integração com componente curricular de Ciências. Além disso, ao propor linguagens variadas para que façam uma apresentação de sua pesquisa, a atividade ajuda a desenvolver o repertório artístico e a linguagem visual da turma, conforme previsto no componente curricular de Arte

Aparelho auditivo.
Cadeira de rodas motorizada. Linha braille.
Prótese de perna.

Organizando as ideias 2

2. b) Possíveis respostas: Adaptar calçadas e prédios para cadeiras de rodas; colocar sinais sonoros em semáforos; usar letras maiores em placas.

a ) Qual das invenções apresentadas mais chamou a sua atenção?

Resposta e comentários nas orientações ao professor

b) Além de invenções como as mostradas na página anterior, que outras medidas podem ajudar as pessoas com deficiência?

c ) Se você pudesse criar uma invenção para tornar a vida de alguém mais fácil, qual seria?

Resposta e comentários nas orientações ao professor

Buscando soluções 3

Chegou a hora de trabalhar em equipe e descobrir outras invenções já criadas pelo ser humano que visam ajudar quem mais precisa.

Vamos investigar o que já temos no mundo da ciência e da tecnologia que ajuda pessoas com deficiência física ou intelectual a terem mais autonomia, conforto e qualidade de vida.

Para isso, sigam estes passos.

a ) A turma será dividida em quatro grupos. Por meio de um sorteio, cada grupo ficará responsável por pesquisar uma tecnologia, sendo elas:

• tecnologia para ajudar pessoas com deficiência visual;

• tecnologia para ajudar pessoas com deficiência auditiva;

• tecnologia para ajudar pessoas com deficiência intelectual;

• tecnologia para ajudar pessoas com mobilidade reduzida.

b) Com a ajuda do professor, façam uma pesquisa em fontes confiáveis, como sites educativos, vídeos de divulgação científica e livros.

c ) Descubram:

• qual é a tecnologia;

• como ela funciona;

d) Anotem as principais informações.

• quem a criou ou desenvolveu;

• para que ela é útil.

e ) Preparem uma apresentação simples para a turma, explicando o que descobriram.

f ) Vocês podem usar fotografias, desenhos, objetos e esquemas ou, então, dramatizar o uso dessa tecnologia, se quiserem!

Também podem ajudar quem precisa ensinando aquilo que aprenderam com a pesquisa.

287

2. ORGANIZANDO AS IDEIAS

• Apresente exemplos de inovações tecnológicas e científicas que visam melhorar a vida das pessoas conforme o tipo de deficiência.

• Visual: leitores de tela (NVDA, JAWS), smartphones com acessibilidade (voz/ descrição de objetos), impressoras e livros em braile.

• Auditiva: aparelhos auditivos digitais, implante coclear, aplicativos de tradução para Libras, legendagem em tempo real em vídeos e aulas.

• Física/motora: cadeiras de rodas motorizadas, próteses robóticas/biônicas, exoesqueletos para locomoção (aparelho robótico vestido no corpo), computadores e teclados adaptados.

• Intelectual/TEA: softwares educativos adaptados, aplicativos de comunicação alternativa (CAA) com imagens/símbolos, dispositivos para organização de rotinas.

• Peça-lhes que troquem informações sobre o que fariam se pudessem inventar algo para ajudar pessoas com deficiência.

Respostas

a) Possível resposta: Os estudantes podem se interessar por invenções com funcionamento visualmente impactante ou de fácil identificação com o cotidiano, como as cadeiras de rodas motorizadas ou as bengalas inteligentes.

c) Possível resposta: Os estudantes podem imaginar

robôs que empurram cadeiras de rodas, brinquedos que “falam”, óculos que leem livros para pessoas cegas ou aparelhos que ajudam pessoas a se locomoverem.

3. BUSCANDO SOLUÇÕES

• Divida a turma em quatro grupos e sorteie um eixo temático para cada. Caso haja estudantes com deficiência, conduza a atividade com sensibilidade e não os exponha sem consentimento, valorizan-

do a diversidade como parte natural da convivência.

• Oriente os grupos na escolha de uma tecnologia específica dentro do tema, como leitor de tela, brinquedos inclusivos, brinquedos adaptados, aplicativos de comunicação alternativa, computador específico para quem tem deficiência intelectual.

• Organize um momento de pesquisa com acesso supervisionado à internet, ma-

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teriais impressos ou vídeos educativos previamente selecionados.

• Auxilie os grupos durante a leitura e seleção das informações, o registro das descobertas e a criação da apresentação.

• Disponibilize papéis em branco, canetas, canetas hidrográficas e lápis de cor.

• Após cada apresentação, promova uma roda de conversa para levantar as curiosidades ou reflexões da turma.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.

Documento que determina as competências gerais e específicas, as habilidades e as aprendizagens que os estudantes brasileiros da Educação Básica precisam desenvolver e colocar em prática ao longo de sua trajetória escolar.

BRASIL. Ministério da Educação. Compromisso Nacional Criança Alfabetizada 2023. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/centrais-de-conteudo/ publicacoes/institucionais/compromisso-nacional-crianca-alfabetizada.pdf. Acesso em: 23 set. 2025.

Documento de apresentação do programa Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, política pública que visa garantir o direito à alfabetização de todas as crianças brasileiras até o final do 2º ano do Ensino Fundamental e prevê ações para recuperar aprendizagens de crianças de 3º, 4º e 5º anos.

COELHO, Nelly Novaes. Literatura infantil: teoria, análise, didática. São Paulo: Moderna, 2000.

Essa obra trata de importantes problemáticas relativas à literatura infantil, buscando não apenas responder às questões, mas também promover uma reflexão sobre a literatura infantil.

CUNHA, Celso Ferreira da; CINTRA, Luís Filipe Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1975.

Obra de referência que descreve e explica o funcionamento da língua portuguesa, equilibrando tradição normativa e abordagem científica moderna.

FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita . 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 1999.

Com base nos estudos de Piaget, a obra investiga como as crianças compreendem e se apropriam da língua escrita, construindo hipóteses sobre a escrita antes mesmo do ensino formal.

KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2006.

A obra explica os processos de construção de sentidos na leitura, mostrando que compreender um texto vai muito além da mera decodificação de palavras, pois envolve a construção de sentidos mediante a interação de texto, leitor e contexto.

SCHNEUWLY, Bernard et al. Gêneros orais e escritos na escola . Tradução de Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004.

Esse livro traz reflexões sobre os gêneros textuais, compreendendo sua importância no ensino escolar e na construção do senso crítico.

SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura . Tradução de Claudia Schilling. 6. ed. Porto

Alegre: Artmed, 1998.

Com o objetivo de incentivar os docentes a ponderarem acerca da importância de formar um leitor crítico, esse livro traz estratégias de leitura como ferramentas importantes para o desenvolvimento de uma leitura autônoma e reflexiva.

13/10/2025 13:43:48

MANUAL DO PROFESSOR

Este Manual do Professor é um complemento à primeira parte do Livro do Professor, oferecendo um suporte para o desenvolvimento docente e para o dia a dia em sala de aula.

A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC)

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) propõe uma progressão de aprendizagens que visa à formação humana integral dos estudantes e à construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva. O documento estabelece um aprendizado mínimo e comum, orientado por competências e habilidades que devem ser desenvolvidas em cada etapa de ensino.

Na BNCC, as áreas de conhecimento são compostas de componentes curriculares. Por meio de unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades, esses componentes têm o objetivo de desenvolver as competências gerais e específicas.

As competências gerais da Educação Básica

A BNCC orienta que, ao longo da Educação Básica, os estudantes desenvolvam dez competências gerais, que envolvem a mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores. Essas competências são o alicerce, definindo o que se espera que o estudante desenvolva em toda a Educação Básica. Nesta coleção, elas são trabalhadas por meio de temas, discussões e atividades que incentivam a reflexão crítica, com sugestões nas orientações ao professor.

A seguir, apresentamos as competências gerais da BNCC.

Competências gerais da Educação Básica

1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.

4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital – bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.

5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.

7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.

8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.

9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 9-10. Disponível em: https://www.gov.br/mec/ pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.

A BNCC propõe que o conteúdo chegue à sala de aula de forma contextualizada, o que exige novas estratégias do professor, como a transposição didática. Isso significa converter o conteúdo científico em uma linguagem acessível e adaptada à realidade dos estudantes. Para isso, o

estudo e a reavaliação constante da prática docente são essenciais.

A seguir, apresentamos algumas ações que podem ser aplicadas para desenvolver as competências gerais em sala de aula.

Sugestões de ações docentes para as competências gerais

Competência geral 1: Incentive os estudantes a reconhecerem a importância dos conhecimentos já adquiridos, mostrando como eles servem de base para a compreensão da realidade e para a construção de novos saberes.

Competência geral 2: Exercite a curiosidade intelectual, levando os estudantes a usarem a abordagem científica para investigar, levantar hipóteses, resolver problemas e analisar os resultados por meio de experiências e observações.

Competência geral 3: Proporcione o contato com diferentes manifestações culturais em âmbito local, regional e global e promova atividades artísticas, como grupos de dança, elaboração de roteiros e atuação em peças de teatro, festivais musicais e saraus.

Competência geral 4: Dê subsídios para que os estudantes se comuniquem por meio de diferentes linguagens, ajudando-os a selecionar a mais apropriada para cada situação.

Competência geral 5: Utilize de forma intencional e pedagógica diversas tecnologias em sala de aula, verificando o conhecimento prévio dos estudantes e diversificando os recursos metodológicos.

Competência geral 6: Ajude os estudantes a refletirem sobre o futuro e a importância da liberdade, autonomia e consciência crítica em suas escolhas profissionais e pessoais, valorizando a diversidade de saberes e experiências.

Competência geral 7: Ofereça subsídios para que os estudantes desenvolvam a capacidade de argumentar com base em fatos e dados confiáveis, sabendo selecionar e verificar a origem de diferentes fontes para negociar pontos de vista e defender ideias.

Competência geral 8: Leve os estudantes a se compreenderem e se valorizarem dentro da diversidade, reconhecendo suas emoções e as dos outros, e exercitando a autocrítica.

Competência geral 9: Promova o exercício da empatia, do diálogo e da cooperação, incentivando os estudantes a resolverem conflitos de forma respeitosa e democrática.

Competência geral 10: Contribua para que os estudantes ajam de modo responsável, guiados por princípios éticos e de cidadania, e conscientes de que suas ações devem estar alinhadas à tomada de decisões inclusivas, sustentáveis e solidárias.

Nesta coleção, as competências gerais que são desenvolvidas nos textos e as atividades e seções que permeiam os conteúdos são destacadas nas orientações ao professor e listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos

As competências específicas

Para que as competências gerais se manifestem em cada componente, a BNCC estabelece as competências específicas. A organização dessas competências no Ensino Fundamental varia: em áreas como Matemática e Ciências

da Natureza, as competências específicas são as mesmas para o componente. Em áreas como Linguagens e Ciências Humanas, há competências específicas por área e também para cada componente curricular que as compõem (Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Língua Inglesa, Geografia e História), reconhecendo as particularidades de cada um. Em todos os casos, as competências específicas colaboram para que os objetivos de aprendizagem sejam claros e coerentes, do nível mais amplo ao mais específico.

A seguir, apresentamos as competências específicas de Língua Portuguesa.

Competências específicas de Língua Portuguesa

1. Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo-a como meio de construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem.

2. Apropriar-se da linguagem escrita, reconhecendo-a como forma de interação nos diferentes campos de atuação da vida social e utilizando-a para ampliar suas possibilidades de participar da cultura letrada, de construir conhecimentos (inclusive escolares) e de se envolver com maior autonomia e protagonismo na vida social.

3. Ler, escutar e produzir textos orais, escritos e multissemióticos que circulam em diferentes campos de atuação e mídias, com compreensão, autonomia, fluência e criticidade, de modo a se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos, e continuar aprendendo.

4. Compreender o fenômeno da variação linguística, demonstrando atitude respeitosa diante de variedades linguísticas e rejeitando preconceitos linguísticos.

5. Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de linguagem adequados à situação comunicativa, ao(s) interlocutor(es) e ao gênero do discurso/gênero textual.

6. Analisar informações, argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se ética e criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais.

7. Reconhecer o texto como lugar de manifestação e negociação de sentidos, valores e ideologias.

8. Selecionar textos e livros para leitura integral, de acordo com objetivos, interesses e projetos pessoais (estudo, formação pessoal, entretenimento, pesquisa, trabalho etc.).

9. Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o desenvolvimento do senso estético para fruição, valorizando a literatura e outras manifestações artístico-culturais como formas de acesso às dimensões lúdicas, de imaginário e encantamento, reconhecendo o potencial transformador e humanizador da experiência com a literatura.

10. Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais para expandir as formas de produzir sentidos (nos processos de compreensão e produção), aprender e refletir sobre o mundo e realizar diferentes projetos autorais. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 87. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/ escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.

Nesta coleção, as competências específicas que são desenvolvidas em textos, atividades e seções que permeiam os conteúdos são destacadas nas orientações ao professor e listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos

Práticas de linguagem, objetos de conhecimento e habilidades

Para garantir o desenvolvimento das competências gerais e específicas, a BNCC organiza o currículo de Língua Portuguesa em três elementos interligados: práticas de linguagem, objetos de conhecimento e habilidades:

[...] os eixos de integração considerados na BNCC de Língua Portuguesa são aqueles já consagrados nos documentos curriculares da Área, correspondentes às práticas de linguagem: oralidade, leitura/escuta, produção (escrita e multissemiótica) e análise linguística/semiótica (que envolve conhecimentos linguísticos – sobre o sistema de escrita, o sistema da língua e a norma-padrão –, textuais, discursivos e sobre os modos de organização e os elementos de outras semioses).

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 71. Disponível em: https://www.gov.br/ mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal. pdf. Acesso em: 14 ago. 2025. Além das práticas de linguagem, a BNCC apresenta os campos de atuação como categoria organizadora do currículo:

Em função disso, outra categoria organizadora do currículo que se articula com as práticas são os campos de atuação em que essas práticas se realizam. Assim, na BNCC, a organização das práticas de linguagem (leitura de textos, produção de textos, oralidade e análise linguística/ semiótica) por campos de atuação aponta para

a importância da contextualização do conhecimento escolar, para a ideia de que essas práticas derivam de situações da vida social e, ao mesmo tempo, precisam ser situadas em contextos significativos para os estudantes.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 84. Disponível em: https://www.gov.br/ mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal. pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.

Nos Anos Iniciais, são quatro campos de atuação considerados: Campo da vida cotidiana, Campo artístico-literário, Campo das práticas de estudo e pesquisa e Campo da vida pública.

Nesta coleção, os códigos das habilidades desenvolvidas em textos, atividades e seções são destacados nas orientações ao professor e listados no Quadro de distribuição dos conteúdos. O texto das habilidades, na íntegra, é apresentado nas orientações ao professor no início do volume. Para consultar os objetos de conhecimento, as práticas de linguagem e os campos de atuação, você pode verificar a BNCC.

Os temas contemporâneos transversais

Para enriquecer o trabalho com as habilidades e competências da BNCC e contextualizar o ensino, as propostas pedagógicas devem abordar os temas contemporâneos transversais (TCTs). Esses temas são assuntos relevantes para a formação cidadã dos estudantes e para a construção de uma sociedade mais justa, ética e sustentável. São temas com caráter interdisciplinar, que conectam os conteúdos escolares com o cotidiano dos estudantes e com questões importantes em discussão na sociedade.

De acordo com o documento Temas contemporâneos transversais na BNCC, publicado em 2019, esses temas são

de relevância local, regional e global e estão organizados em seis macroáreas: Meio ambiente (Educação ambiental e Educação para o consumo), Economia (Trabalho, Educação financeira e Educação fiscal), Saúde (Saúde e Educação alimentar e nutricional), Cidadania e civismo (Vida familiar e social, Educação para o trânsito, Educação em direitos humanos, Direitos da criança e do adolescente e Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso), Multiculturalismo (Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras) e Ciência e tecnologia (Ciência e tecnologia).

Nesta coleção, esses temas são explorados em diferentes momentos no desenvolvimento dos conteúdos e recebem destaque na seção Coletivamente, contribuindo para a formação cidadã dos estudantes por meio de reflexões e propostas de resoluções para problemas, de modo que eles sejam atuantes na sociedade em que vivem.

INTEGRAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES CURRICULARES

Ao integrar os diversos componentes, amplia-se a compreensão da realidade e contribui para a formação integral dos estudantes como cidadãos. No ambiente escolar, essa abordagem gera resultados positivos, pois incentiva a colaboração e a contextualização de temas, garantindo que o aprendizado esteja alinhado à vivência dos estudantes.

No desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar, tanto o professor quanto os estudantes devem estabelecer conexões entre saberes mais amplos e os conteúdos específicos dos diferentes componentes curriculares. Com base nessa articulação, espera-se que consigam construir uma síntese que amplie sua compreensão, superando o nível de entendimento inicial.

Para que esse processo ocorra de forma efetiva, é imprescindível que o professor assuma um papel mediador nesse percurso, sendo o primeiro a exercitar esse movimento de integração.

Além disso, para realizar um trabalho interdisciplinar de maneira significativa, é essencial que ele esteja pautado nas experiências, no cotidiano e nos interesses dos estudantes. Isso implica aproveitar as situações que emergem naturalmente em sala de aula, por exemplo: perguntas formuladas por eles, projetos em andamento, investigações e demais práticas pedagógicas, como oportunidades para articular diferentes saberes.

Nas propostas interdisciplinares, é comum que os estudantes atuem em grupo, promovendo a interação entre eles. Essa prática fortalece habilidades importantes como a argumentação, a escuta ativa e a organização de ideias.

Essa abordagem exige metodologias mais dinâmicas e colaborativas, favorecendo a construção coletiva do saber. Ao promover a articulação entre os conteúdos curriculares, ela amplia as possibilidades de leitura e interpretação do mundo, tanto para os professores quanto para os estudantes, permitindo uma compreensão do conhecimento como algo vivo, em constante transformação.

Nesta coleção, você encontrará atividades cujo propósito é integrar diferentes componentes curriculares. A seção Coletivamente, por exemplo, traz temas e reflexões que possibilitam um trabalho integrado. Além disso, o boxe Articulando conhecimentos detalha algumas integrações nas orientações ao professor, contribuindo para o aumento da criatividade e para a formação crítica e responsável dos estudantes na construção de seu conhecimento.

A prática interdisciplinar e o trabalho com projetos interdisciplinares

Para planejar um trabalho interdisciplinar, o ponto de partida é definir os objetivos de aprendizagem. Com base nisso, se for o caso, é importante dialogar com o professor de outros componentes para planejar estratégias conjuntas, considerando os objetivos previamente levantados, os conhecimentos prévios dos estudantes e como os conteúdos podem ser abordados de forma integrada. Quando não for possível contar com a colaboração do professor de outros componentes curriculares, cabe a você orientar os estudantes nas pesquisas, ensinando-os a buscar fontes confiáveis e adequadas à proposta, a fazer registros relevantes, a organizar as informações obtidas e a planejar como os resultados das pesquisas serão entregues.

PROJETOS INTERDISCIPLINARES

Projetos investigativos e pesquisas também são exemplos de atividades que favorecem o trabalho interdisciplinar em sala de aula, pois envolvem tarefas que integram conhecimentos de diferentes áreas, como planejamento, levantamento de hipóteses, coletas de dados, análises, deduções e conclusões.

Os projetos oferecem aos estudantes oportunidades concretas de participação ativa no processo de construção do conhecimento, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de diversas competências, como o pensamento crítico e reflexivo, a argumentação, a valorização do pluralismo de ideias, a criatividade, a cooperação, a autonomia e a comunicação.

Nesse contexto, você continua sendo o mediador, orientando e acompanhando os estudantes para que atuem com autonomia e sejam protagonistas do desenvolvimento do projeto.

É importante ressaltar que a estrutura de um projeto não deve ser encarada como um modelo fixo ou engessado. Os projetos podem assumir diferentes formatos, conforme os objetivos e os contextos de aplicação. Em geral, iniciam-se com uma situação-problema ou uma questão orientadora, que dá origem a um conjunto de etapas organizadas de forma lógica. A seguir, apresentamos um modelo com etapas fundamentais que podem nortear a construção de um projeto interdisciplinar.

Planejamento

• Definição da situação-problema ou da questão norteadora.

• Conversa sobre o tema e levantamento de hipóteses.

• Elaboração de questões norteadoras com base na situação-problema.

• Formação das equipes, distribuição de tarefas e estabelecimento de metas e prazos.

• Consulta de diversas fontes e coleta de informações.

Execução

• Organização, testes e execução do trabalho.

• Realização de ajustes finais.

• Avaliação durante o processo.

• Definição da participação dos integrantes que conduzirão a apresentação.

Divulgação

• Apresentação dos resultados para a comunidade escolar.

• Publicação do trabalho final.

Avaliação

• Avaliação dos resultados do projeto.

• Realização de autoavaliação.

• Verificação do desempenho e do desenvolvimento das aprendizagens dos estudantes.

Fonte de pesquisa: BENDER, William N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Tradução de Fernando de Siqueira Rodrigues. Porto Alegre: Penso, 2014. p. 61.

AVALIAÇÃO

A avaliação tem papel fundamental no processo de ensino-aprendizagem, pois é uma oportunidade de investigar, diagnosticar, refletir e intervir sobre o processo e acompanhar o desenvolvimento dos estudantes e sua atuação enquanto docente.

É fundamental compreender que a avaliação não deve ocorrer apenas em situações isoladas. O acompanhamento do percurso de aprendizagem dos estudantes precisa ser

Avaliação diagnóstica

contínuo, tendo como base observações frequentes e diversificadas. Nesse sentido, o processo avaliativo deve fazer parte das práticas pedagógicas do dia a dia, de modo integrado ao planejamento e às atividades desenvolvidas em sala de aula.

A você, a avaliação possibilita observar e refletir sobre sua prática docente e a oportunidade de readequar e reajustar atividades, práticas e estratégias para alcançar determinados objetivos, com a participação ativa dos estudantes nesse processo. Desse modo, é de grande importância a interpretação dos resultados para que, com base neles, você possa refletir sobre intervenções a serem feitas para sanar possíveis defasagens e, assim, auxiliar no processo de construção do conhecimento, identificando possibilidades de recuperação e progressão do aprendizado.

É essencial que a avaliação seja compreendida como uma ferramenta de inclusão e de apoio ao processo de ensino-aprendizagem, evitando que seja usada apenas como forma de analisar a eficiência e classificar os estudantes. Avaliar não deve ser sinônimo de rotular ou excluir, mas sim de compreender os percursos formativos deles.

Para que a avaliação realmente contribua para identificar os progressos, as dificuldades e as possíveis lacunas no desenvolvimento das aprendizagens, é necessário que os critérios sejam previamente compartilhados e discutidos com os estudantes, pois isso favorece a compreensão dos objetivos da avaliação e promove uma participação mais ativa por parte deles.

O planejamento das avaliações deve estar alinhado aos conteúdos e às atividades efetivamente trabalhados em sala de aula, com uma abordagem reflexiva e contextualizada. É essencial considerar os processos de aprendizagem mais adequados à turma e considerar a diversidade de perfis entre os estudantes. Além disso, é recomendável diversificar os instrumentos utilizados, não se restringindo a provas e testes, e incluir diferentes formas de expressão do conhecimento. Entre as possibilidades, destacam-se atividades em grupo, debates, produções escritas e orais, atividades práticas, questões objetivas e dissertativas, entre outros formatos que respeitem as múltiplas formas de aprender e se comunicar dos estudantes.

A avaliação diagnóstica é o momento de identificar os conhecimentos que os estudantes trazem consigo, além de suas necessidades e dificuldades.

Essa etapa é fundamental para você reajustar as rotas e os objetivos de ensino. É importante ressaltar que a avaliação diagnóstica não precisa de um registro formal; a simples observação de uma atividade em sala de aula, por exemplo, já permite que você identifique as habilidades que precisam ser desenvolvidas ou aperfeiçoadas.

Nesta coleção, a avaliação diagnóstica pode ser feita no início de cada unidade, pois as atividades das páginas de abertura possibilitam diagnosticar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre os temas e os conteúdos que serão abordados. Ao longo das orientações ao professor, no boxe Avaliando, também são sugeridos momentos em que ela pode ocorrer.

Avaliação formativa

A avaliação formativa acontece ao longo do período letivo. São os processos contínuos pelos quais você obtém indicadores a respeito da aprendizagem dos estudantes.

Desse modo, esse tipo de avaliação possibilita que você realize intervenções, propondo novas estratégias e procedimentos que visam à melhoria e/ou ao aprofundamento dos conhecimentos por parte dos estudantes.

Nesta coleção, a avaliação formativa é um processo contínuo e integrado. A seção Vamos avaliar o aprendizado, ao final de cada unidade do Livro do Estudante, oferece atividades que retomam os principais conceitos e noções trabalhados para verificar a aprendizagem com relação aos objetivos estabelecidos.

Nas orientações ao professor, o boxe Avaliando complementa essa prática com propostas de atividades avaliativas adicionais.

Além disso, é importante o hábito de transitar pela sala de aula e observar os estudantes durante as atividades propostas. Esse acompanhamento mais próximo contribui para que eles se reconheçam como parte do processo de ensino-aprendizagem, desenvolvam sua autonomia e busquem aprimoramento contínuo.

Avaliação somativa

A avaliação somativa é realizada ao final de um período de estudos, em consonância com as práticas pedagógicas da escola. Com base nas respostas a essa avaliação, você poderá refletir sobre ações a serem tomadas para sanar possíveis dificuldades dos estudantes.

Por ser comumente associada a testes e notas que visam classificar o desempenho dos estudantes, é fundamental que ela não seja o único foco do processo avaliativo. A nota é apenas uma das muitas formas de representar os resultados, e essa etapa deve ser considerada como a consequência natural das avaliações diagnóstica e formativa já realizadas.

Ao analisar os resultados, você pode refletir sobre as ações necessárias para sanar possíveis dificuldades, utilizando o desempenho como um indicativo para a retomada de conteúdos e a definição de novas estratégias. Dessa forma, resultados abaixo do esperado não são uma sentença, mas sim um ponto de partida para aprimorar o processo de ensino-aprendizagem. Nesta coleção, não há um momento específico indicado para realizar a avaliação somativa, mas você pode utilizar atividades diversas do Livro do Estudante, como as da subseção Para pensar e praticar e as propostas de produção da seção Hora de produzir.

Para um sistema de avaliação eficiente, é recomendável a combinação das três modalidades, além de usar diferentes instrumentos que auxiliem a obter informações

sobre o desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes. Apresentamos a seguir alguns exemplos.

Instrumentos de avaliação

Provas e testes Podem ser elaborados com questões abertas, análise de situações, questões objetivas e quizzes e realizados de forma regular, abordando conteúdos específicos ou referentes a determinado período.

Seminários e debates

Portfólios

Possibilitam a você perceber o desenvolvimento de habilidades relacionadas a tarefas como pesquisa, síntese das informações, pensamento crítico e comunicação.

A elaboração de portfólios com base em suas observações e registros em fichas avaliativas contribui não só para analisar o desenvolvimento cognitivo dos estudantes, mas também a maneira como cada um aprende, com atenção especial às habilidades que eles desenvolvem com mais facilidade e as que demandam mais atenção e auxílio para serem desenvolvidas.

Saraus Permite a você verificar o desenvolvimento de habilidades relacionadas a interação social, capacidade de expressão, criatividade, sensibilidade e conhecimento cultural.

Ditados

Autoavaliação

Possibilita que você acompanhe as principais dificuldades dos estudantes com relação à escuta e à escrita.

Incentiva o desenvolvimento da autonomia dos estudantes levando-os a refletir sobre sua participação nas atividades, suas dificuldades e aspectos que devem ser melhorados. Com base nessas informações, você pode debater com eles os caminhos para gerar mudanças no planejamento e melhorias para toda a turma.

Esses instrumentos também podem ser usados, com as devidas adaptações, como estratégias de monitoramento e avaliação da alfabetização e da aquisição da linguagem.

Para auxiliar no monitoramento das aprendizagens, sugerimos a utilização de uma ficha de avaliação de acompanhamento individual, como a que apresentamos a seguir. Essa ferramenta permite registrar a trajetória de cada estudante, observando seu desenvolvimento com relação aos objetivos e às habilidades trabalhados.

A ficha usa um sistema de marcação simples para identificar o nível de desenvolvimento do estudante.

• S (Sim): o estudante demonstrou ter alcançado o objetivo.

• P (Parcialmente): o estudante atingiu o objetivo de forma incompleta, necessitando de intervenção para avançar.

• N (Não): o estudante não alcançou o objetivo, sendo necessária uma intervenção imediata.

Quando o objetivo é alcançado e marcado com S, você deve incentivar o estudante a aprofundar seus saberes. Se a marcação for P ou N, a ficha serve como um diagnóstico claro, indicando a necessidade de planejar intervenções para que o estudante progrida nos estudos.

Você pode usar esse tipo de ficha para registrar observações feitas durante os momentos avaliativos, adequando-a ao contexto da turma.

Escola: preencher com o nome da escola.

Estudante: preencher com o nome do estudante.

Professor(a): preencher com o nome do(a) professor(a).

Turma: preencher com a indicação da turma. Período letivo do registro: preencher com o ano letivo.

MODELO

Objetivos ou habilidades avaliados

Preencher com o objetivo ou a habilidade.

Preencher com o objetivo ou a habilidade.

Ficha de acompanhamento individual das aprendizagens

S (Sim) P (Parcialmente) N (Não)

O PAPEL DO PROFESSOR E A PRÁTICA DOCENTE

No contexto atual da educação, o papel do professor dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental vai além da transmissão de conteúdo. Ele deve atuar como mediador do conhecimento, incentivando a autonomia dos estudantes e formando leitores e pensadores críticos. Acima de tudo, o professor é um agente essencial na construção da base educacional e emocional dos estudantes.

Essa etapa da escolarização é marcada por profundas transformações no desenvolvimento cognitivo, afetivo e social dos estudantes. Por isso, a prática pedagógica exige sensibilidade e escuta ativa. Você deve estar atento às necessidades individuais dos estudantes, respeitando seus ritmos de aprendizagem e suas realidades. A construção de vínculos afetivos é fundamental para fortalecer a autoestima e a autonomia, pois são eles que criam um ambiente acolhedor, onde o erro é considerado como parte do processo de aprendizagem e todos os estudantes se sentem seguros para se expressarem.

Sua atuação docente envolve uma reflexão constante sobre os conteúdos, as metodologias e, principalmente, sobre como os estudantes aprendem. Ao aproximar o conteúdo escolar dos conhecimentos prévios deles, você torna o aprendizado mais significativo e prazeroso. Essa abordagem, que valoriza a bagagem cultural e as experiências dos estudantes, é fundamental na construção de uma relação positiva deles com o ato de estudar.

O planejamento pedagógico é o ponto de partida, mas a prática em sala de aula é dinâmica e não linear. É no dia a dia que você conhece os perfis, as necessidades e os ritmos da turma, e que a flexibilidade e a capacidade de adaptação se tornam essenciais. O diálogo constante com a equipe pedagógica e a participação em formações continuadas são atitudes que favorecem o desenvolvimento de uma prática docente mais eficaz e alinhada às reais demandas da turma.

Nessa jornada, você é o principal organizador das ações pedagógicas. É quem acolhe, engaja e dá oportunidade para que os estudantes verbalizem seu raciocínio, escrevam e desenvolvam, no coletivo da turma, a compreensão sobre os motivos das atividades e a realização das respostas. O livro didático não é apenas um guia, mas um instrumento

Observações

cultural que serve como mediador entre você e o estudante, auxiliando na construção do conhecimento. Com autonomia, é você quem dá vida a esse material, ajustando-o às necessidades de cada turma para que os estudantes se tornem os protagonistas de sua aprendizagem.

A

prática pedagógica em ação

A sala de aula é marcada pela diversidade. Cada estudante traz consigo um conjunto de experiências, saberes e modos de aprender. Essa diversidade se expressa em aspectos comportamentais, cognitivos, afetivos e socioculturais, que influenciam diretamente o modo como cada um constrói o conhecimento. Já as trajetórias individuais são moldadas por fatores como o contexto familiar, as vivências culturais e o ambiente social em que estão inseridos. É seu papel e da equipe escolar acolher essas diferenças. Nesse sentido, compreender o desenvolvimento dos estudantes exige atenção ao contexto em que vivem, às suas práticas cotidianas e à maneira como atribuem significado às suas experiências. Por isso, uma das grandes questões que se impõe ao trabalho docente é: como planejar intervenções pedagógicas que deem conta da heterogeneidade presente em sala de aula, especialmente em turmas numerosas?

Diante desse desafio, é essencial que você reconheça que não há um único caminho para a aprendizagem. As interações, os ritmos e os interesses variam, e é seu papel estar atento a essas diferenças, promovendo práticas pedagógicas flexíveis e inclusivas. Só assim será possível garantir que todos os estudantes tenham oportunidades reais de desenvolvimento, respeitando suas singularidades sem comprometer a qualidade do processo de ensino-aprendizagem.

A seguir, apresentamos sugestões para auxiliar seu dia a dia, promovendo a adequação de atividades e a progressão do aprendizado, para que os estudantes avancem no próprio ritmo, com o apoio necessário para superar desafios.

A PEGA DO LÁPIS NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

Como os estudantes dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental estão no processo de alfabetização, é importante que você os auxilie na apropriação do sistema de

escrita. Uma das intervenções relevantes nesse processo é a orientação sobre a pega funcional do lápis. A pega de três pontos, também conhecida como pega tripoide ou trípode, é uma técnica considerada funcional, pois favorece movimentos mais precisos, fluidos e controlados, o que é essencial para o desenvolvimento da escrita e evita fadiga muscular. Para orientar os estudantes, incentive-os a:

• posicionar o lápis de forma relaxada, sem forçar os dedos;

• segurar o lápis entre a ponta do polegar e a lateral do dedo indicador;

• apoiar o lápis no dedo médio para dar suporte e estabilidade;

• deixar os outros dedos (anelar e mínimo) levemente dobrados na palma da mão, servindo de apoio.

É fundamental acompanhar o processo individualmente, observando se a pega está firme, mas não tensa. No entanto, trata-se de um desenvolvimento, desse modo, inicialmente não é recomendada a correção direta da pega, mas sim uma observação atenta para compreender como cada estudante está se apropriando desses movimentos e o que pode ser feito para progredir.

O desenvolvimento da pega do lápis não se resume apenas a segurar o instrumento. Ele é resultado de uma coordenação motora fina bem desenvolvida. Para auxiliar nesse processo, é importante incluir atividades lúdicas e variadas na rotina da sala de aula que ajudam a fortalecer a musculatura das mãos e dos dedos, como brincar com massinha de modelar ou argila, rasgar papel com as mãos, rasgar papel em pedaços pequenos e fazer bolinhas com as pontas dos dedos, cortar com tesoura de pontas arredondadas e colar pedaços de papel pequenos.

O LETRAMENTO MATEMÁTICO

Com relação ao letramento matemático, é fundamental que ele ocorra de forma integrada com todos os componentes curriculares. Para isso, ao abordar os conteúdos, procure criar situações didáticas contextualizadas que incentivem os estudantes a desenvolverem o raciocínio lógico e a aplicarem o conhecimento matemático na busca de soluções para situações-problema do cotidiano. Essa abordagem facilita a compreensão dos conceitos e reforça sua relevância.

Além disso, as atividades a seguir contribuem para o letramento matemático, por exemplo:

• contagem de objetos usando materiais concretos, como tampinhas e lápis;

• uso e escrita de algarismos por meio de jogos e brincadeiras;

• compreensão do conceito de números; realização de operações básicas; reconhecimento de formas geométricas na identificação de quantidades e na ordenação de elementos;

• comparação de medidas com o uso de instrumentos não padronizados, como palmos e passos;

• leitura e interpretação de gráficos e tabelas com dados reais sobre a turma e a escola.

A INCLUSÃO NAS ESCOLAS

Garantir a inclusão de estudantes com deficiência na escola regular não é apenas um dever legal, mas um compromisso ético e pedagógico com a equidade e a justiça social. A legislação brasileira, incluindo a Constituição Federal, de 1988, a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), de 2015, e as Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial, de 2008, reforça o papel da escola em assegurar que todos os estudantes tenham acesso a uma educação de qualidade.

Contudo, a inclusão vai além de permitir o acesso físico à sala de aula. Ela exige a participação ativa dos estudantes no cotidiano escolar, promovendo aprendizagens significativas e respeitando suas particularidades. Para isso, é essencial o envolvimento de toda a comunidade escolar na construção de um ambiente que valorize as diferenças e que favoreça as interações e o respeito à diversidade. Nesse contexto, o papel do professor é central, como mediador e agente de transformação.

O primeiro passo mais importante é levar ao professor o reconhecimento das diversas dificuldades que deverá encontrar, suas especificidades, suas formas de atuação e como identificá-las em seus alunos. Neste processo, ao professor caberá a autonomia de reconhecer as dificuldades e intervencionar, em sala de aula, para a aplicação de novas metodologias e saberes, para a chegada da cognição.

JOIA, Michele. A inclusão de crianças na escola: o papel do educador diante das dificuldades de aprendizagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak, 2023. p. 41.

A prática pedagógica inclusiva deve reconhecer que todo estudante tem a capacidade de aprender, desde que seja incentivado por vínculos afetivos e em um ambiente acolhedor. Para isso, as estratégias precisam ser flexíveis e adaptadas às necessidades individuais.

Práticas pedagógicas inclusivas

A seguir, sugerimos algumas ações que podem ser aplicadas em sala de aula para promover a inclusão.

• Materiais concretos e táteis: utilize materiais com diferentes texturas e relevos para que os estudantes possam explorar o conteúdo de forma sensorial. Ao utilizar recursos visuais, sempre descreva as imagens com clareza, indicando posições e características dos objetos.

• Comunicação clara: apresente os enunciados das atividades de forma clara e direta, evitando ambiguidades, figuras de linguagem ou construções muito complexas. Divida as tarefas em etapas menores e forneça uma instrução por vez. Durante as explicações, posicione-se de frente para os estudantes, facilitando a atenção à sua fala.

• Flexibilização e ritmo: ofereça prazos flexíveis para a entrega de atividades, respeitando o tempo de aprendizagem de cada estudante. Incentive a leitura compartilhada de textos e enunciados para promover a compreensão coletiva e o apoio mútuo.

• Incentivo à expressão: incentive a expressão oral, quando possível, e a organização do pensamento dos estudantes, auxiliando na estruturação das ideias. Ferramentas como alfabeto móvel e banco de palavras são ótimas aliadas para a alfabetização e o fortalecimento da participação dos estudantes no processo de aprendizagem.

• Uso de tecnologia: quando possível, adote recursos tecnológicos que atendem às necessidades específicas dos estudantes, ampliando as possibilidades de acesso ao conteúdo e tornando o aprendizado mais dinâmico e acessível.

• Valorização de estratégias de resolução de problemas: apresente e valorize diferentes estratégias para a resolução de problemas, respeitando a forma única de compreensão e de elaboração de soluções.

A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO

Para a organização do trabalho pedagógico em sala de aula, é essencial considerar a disposição do espaço e promover um ambiente pautado pela empatia, pelo respeito mútuo e pela valorização do coletivo, o que contribui para a construção de uma sala de aula acolhedora, na qual o desenvolvimento da autonomia dos estudantes seja incentivado de forma constante.

A fim de promover um ambiente mais dinâmico, inclusivo e colaborativo, você pode alterar a organização tradicional da sala de aula, que tem carteiras enfileiradas e o professor ocupando o papel central como único detentor do saber. Ao repensar a organização da sala de aula como um recurso pedagógico, você amplia as possibilidades de interação, cooperação e construção coletiva do conhecimento, aproximando a prática docente das demandas reais da turma. A seguir, apresentamos algumas sugestões para organizar a sala de aula de diferentes maneiras.

Disposição em grupo: indicada para atividades que exigem colaboração direta e trocas constantes entre os estudantes, como trabalhos em equipe, debates e projetos que precisam de divisão de tarefas, pois a proximidade física facilita a comunicação e o apoio mútuo, incentivando a resolução de problemas de forma coletiva.

Disposição em círculo: indicada para atividades que priorizam a participação de todos, a escuta ativa e a criação de um ambiente de igualdade, como rodas de conversa, discussões sobre temas específicos, contação de histórias e compartilhamento de experiências, permitindo que a construção do conhecimento, a troca de experiências e a comunicação sejam mais diretas e isonômicas entre você e os estudantes.

Representação de carteiras dispostas em grupo.

Representação de carteiras dispostas em círculo.

Outra estratégia que ajuda a aproximar o currículo da vida dos estudantes é incentivar a utilização de outros espaços dentro e fora da sala de aula para divulgar o trabalho desenvolvido pela turma, como os murais e as paredes, explorando diferentes recursos e estratégias.

A ORGANIZAÇÃO DO TEMPO E DA ROTINA ESCOLAR

Além da organização do espaço físico, é fundamental atentar à gestão do tempo e da rotina em sala de aula. Estabelecer uma rotina clara e bem estruturada favorece a execução do planejamento pedagógico, garantindo que os horários e as atividades sejam conduzidos de forma sequencial e coerente, sempre respeitando as particularidades e os diferentes ritmos de aprendizagem dos estudantes. Planejar a prática pedagógica de acordo com a proposta curricular proporciona um ambiente mais estável e acolhedor, no qual os estudantes sabem o que esperar e se sentem mais seguros diante das estratégias utilizadas no dia a dia. Além de facilitar a condução do trabalho docente, essa organização contribui para equilibrar e diversificar as atividades ao longo da semana, ampliando as possibilidades de aprendizagem.

Além das aulas nas quais os conteúdos e as atividades são abordados, é importante que você inclua atividades diversificadas em seu planejamento de rotina, como as sugeridas a seguir.

• Rodas de conversa: podem ser realizadas no começo ou no final da aula para solicitar aos estudantes que relatem alguma vivência pessoal (como forma de explorar os conhecimentos prévios) ou exponham o que aprenderam, quais dificuldades tiveram ou o que gostariam de aprender na próxima aula.

• Momentos de leitura: esses momentos podem ser conduzidos tanto por você, por meio da leitura em voz alta, quanto pelos próprios estudantes, com a leitura compartilhada ou um de cada vez. É importante reservar intervalos de tempo específicos na rotina para a leitura de diferentes textos com a intenção de proporcionar momentos de apreciação e, ao mesmo tempo, ampliar o repertório e os conhecimentos dos estudantes.

• Momentos de registro: essa estratégia consiste em reservar, ao final das aulas, alguns minutos para que os estudantes expressem o que aprenderam. Esse registro pode ser feito por meio da escrita, de esquemas visuais, de desenhos ou até pela oralidade, com gravações em áudio ou vídeo. Essa etapa funciona como uma forma de verificação da aprendizagem, permitindo a você identificar o que foi compreendido e o que ainda precisa ser retomado em aulas futuras ou em atividades de reforço. Os registros podem ser realizados individualmente, em duplas ou em pequenos grupos, de acordo com os objetivos da proposta.

• Visitas guiadas a diferentes espaços de aprendizagem: a sala de aula não é o único ambiente para o aprendizado dos estudantes, por isso é importante

sugerir atividades em outros espaços na escola, como laboratórios, bibliotecas, pátio, auditório e jardim, e fora da escola, como teatros, museus, espaços públicos, centros de pesquisas, cinema e centros culturais. Em casos de atividades em espaços fora da escola, é necessário que você solicite, com antecedência, as autorizações à direção e aos pais ou responsáveis dos estudantes, e com o acompanhamento de outros profissionais da escola, bem como a orientação do uso de filtro solar, da ingestão

Escola: preencher com o nome da escola.

Professor(a): preencher com o nome do professor.

de água e do uso de repelentes e de vestimentas e calçados adequados, visando à segurança, à integridade física e ao bem-estar dos estudantes.

Além dessas atividades, o planejamento de rotina deve incluir atividades lúdicas que incentivem a interação social e momentos que envolvam alimentação e higiene pessoal.

Apresentamos a seguir um exemplo de planejamento de rotina, que pode ser adaptado de acordo com as suas necessidades, as dos estudantes e as da escola.

MODELO

Componente curricular: preencher com o nome do componente curricular. Turma: preencher com a indicação da turma. Data: preencher com o período do planejamento.

Planejamento de rotina

Horário Local Atividade Objetivos

7h30 – 8h Sala de aulaAcolhimento e roda de conversa. Promover a socialização e desenvolver a oralidade.

8h – 9h30 Sala de aula

9h30 – 10h Refeitório, banheiro e pátio

10h – 11h Quadra

Leitura compartilhada de textos e atividades dirigidas de escrita.

Lanche, escovar os dentes, lavar as mãos e recreio.

Brincadeiras tradicionais e jogos cooperativos.

11h – 11h30 Sala de aulaRoda de leitura e fechamento.

A DIMENSÃO DO PLANEJAMENTO

O planejamento é uma das principais frentes de atuação docente, já que marca a intencionalidade do processo educativo. No percurso de refletir, registrar, projetar e articular as ações que serão colocadas em prática com os estudantes, volta-se a atenção para a realidade que se pretende transformar, ampliando a percepção para as necessidades deles e para as possibilidades de intervenção para que avancem.

A sequência didática

Outro recurso pedagógico que pode auxiliar a gestão do tempo e o planejamento de rotina é a sequência didática. Uma sequência didática é um plano de ensino estruturado, composto de um conjunto de atividades ordenadas e interligadas que são desenvolvidas ao longo de várias aulas. A elaboração de sequências didáticas é um recurso pedagógico que pode tornar o planejamento mais eficaz e alinhado às necessidades dos estudantes. Por meio delas, você consegue organizar o processo de ensino de maneira intencional e progressiva, estruturando atividades e estratégias de forma coerente e articulada.

Ao planejar uma sequência didática, você estabelece etapas claras e encadeadas que favorecem a construção

Desenvolver habilidades de leitura e de escrita.

Momento de descanso, alimentação, higiene e interação livre.

Desenvolver a expressão corporal e a coordenação motora.

Desenvolver a escuta ativa, retomar as aprendizagens do dia e organizar a sala de aula.

do conhecimento ao longo do tempo, seja em alguns dias, semanas ou até meses. Essa organização permite flexibilizar o percurso, ajustando-o conforme o ritmo de aprendizagem da turma e as particularidades do contexto escolar.

É fundamental que as sequências estejam alinhadas aos objetivos de ensino, considerando também os recursos didáticos disponíveis e a realidade da escola. Outro aspecto essencial é a inclusão de estratégias de avaliação que permitam acompanhar e refletir sobre o avanço dos estudantes ao longo do processo, verificando seu envolvimento e observando as dificuldades que possam surgir. Sempre que julgar necessário, faça intervenções que contribuam para ampliar a compreensão dos conteúdos.

Ao término da sequência didática, registre suas considerações sobre o processo de aprendizagem dos estudantes, destacando avanços e aspectos que ainda precisam ser desenvolvidos.

A seguir, apresentamos uma sugestão de modelo de sequência didática que pode servir como referência. Sinta-se à vontade para adaptá-lo conforme as necessidades da sua turma e os conteúdos que pretende desenvolver.

Escola: preencher com o nome da escola.

Planejamento de sequência didática

Professor(a): preencher com o nome do professor.

Componente curricular: preencher com o nome do componente curricular.

Turma: preencher com a indicação da turma.

Data: preencher com o período estimado para o desenvolvimento da sequência didática.

Assunto/conteúdo: preencher com os assuntos ou conteúdos a serem desenvolvidos.

Quantidade de aulas: preencher com a estimativa da quantidade de aulas que será necessária para desenvolver todas as atividades.

1. Objetivos gerais: definir o que se espera que os estudantes sejam capazes de fazer ao final da sequência didática.

2. Competências e habilidades da BNCC: identificar as habilidades da BNCC que serão trabalhadas.

3. Materiais necessários: fazer uma lista detalhada de todos os materiais que serão necessários para desenvolver as atividades.

4. Etapas da sequência didática: detalhar as etapas de cada aula, organizando as atividades em uma ordem lógica e progressiva.

• Aula 1: descrever o início do trabalho com a sequência didática, que pode ser uma atividade para verificar o que os estudantes já sabem sobre o assunto; pode ser uma roda de conversa, uma dinâmica ou uma pergunta deflagradora para despertar a curiosidade deles.

• Aula 2 em diante: descrever as atividades intermediárias que ajudarão os estudantes a construírem o novo conhecimento; podem ser pesquisas, leituras, discussões, atividades práticas, entre outras dinâmicas.

• Aula final: descrever a última aula, a culminância da sequência didática; planejar uma atividade final para que os estudantes coloquem em prática tudo o que aprenderam; pode ser a produção de um texto, a apresentação de um trabalho ou a criação de um projeto.

5. Avaliação: definir os critérios (o que será observado) e os instrumentos (como será registrado) que serão utilizados para avaliar a aprendizagem dos estudantes ao longo da sequência didática; a avaliação deve ser contínua e não apenas ao final.

6. Autoavaliação: após a execução da sequência didática, verificar se ela foi eficaz, se os objetivos foram alcançados, quais desafios surgiram, o que pode ser mudado para a próxima vez e anotar essas reflexões para aprimorar suas práticas pedagógicas.

A seguir, apresentamos duas sequências didáticas elaboradas com base nos conteúdos do Livro do Estudante.

Sequência didática – 3º ano – Unidade 6

MODELO

Escola: preencher com o nome da escola.

Professor(a): preencher com o nome do(a) professor(a).

Componente curricular: Língua Portuguesa.

Turma: 3º ano.

Data: preencher com o período estimado para o desenvolvimento da sequência didática.

Assunto/conteúdo: De verso em verso (cordel; verbo; artigo científico e reportagem; declamação de repentes e emboladas; poema; verbos de enunciação, prefixos e sufixos e produção de poema).

Quantidade de aulas: 10 aulas de 50 minutos.

1. Objetivos gerais

• Ler, interpretar e compreender as principais características do gênero cordel.

• Identificar e empregar corretamente verbos e verbos de enunciação em contextos variados.

• Ler, interpretar, debater e relacionar uma reportagem e um artigo científico com outro texto lido anteriormente.

• Declamar repentes e emboladas.

• Ler, interpretar e compreender as principais características do gênero poema.

• Reconhecer o papel dos prefixos e sufixos na formação das palavras.

• Produzir um poema.

2. Competências e habilidades da BNCC: Competências gerais 3, 4, 9, 10; Competências específicas de Língua Portuguesa 2, 3, 4, 5, 7, 9; habilidades EF15LP01, EF15LP02, EF15LP03, EF15LP05, EF15LP06, EF15LP07, EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF15LP12, EF15LP13, EF15LP15, EF35LP01, EF35LP03, EF35LP04, EF35LP05, EF35LP06, EF35LP07, EF35LP08, EF35LP10, EF35LP11, EF35LP21, EF35LP23, EF35LP27, EF35LP28, EF35LP30, EF35LP31, EF03LP10, EF03LP27.

3. Materiais necessários: livro didático, caderno, lápis, borracha, exemplares de cordel, poema, reportagem e artigo científico (do livro ou outros textos complementares), lousa e giz ou caneta.

4. Etapas da sequência didática

Aula 1 – Introdução ao tema da unidade e leitura e interpretação de cordel

• Exploração das páginas de abertura para introduzir o tema da unidade.

• Leitura coletiva de um cordel.

• Atividades de interpretação e das características do gênero.

Aula 2 – Estudo do verbo

• Apresentação e análise de verbos com base nos textos lidos.

• Atividades de fixação do conteúdo.

Aula 3 – Leitura e interpretação de reportagem e artigo científico

• Leitura de uma reportagem e um artigo científico que se relacionam com a leitura principal.

• Atividades de interpretação.

Aula 4 – Declamação de repentes e emboladas

• Declamação de repentes e emboladas em grupos.

• Troca de impressões entre as diferentes declamações.

5. Avaliação

• Participação em leituras, discussões e atividades orais.

• Atividades de identificação e uso de verbos, prefixos e sufixos.

Aula 5 – Leitura de poema

• Leitura coletiva de um poema.

• Atividades de interpretação e das características do gênero.

Aula 6 – Estudo dos verbos de enunciação

• Exploração dos verbos de enunciação.

• Atividades de fixação do conteúdo.

Aula 7 – Prefixos e sufixos

• Exploração de prefixos e sufixos.

• Atividades de fixação do conteúdo.

Aula 8 – Planejamento da produção de poema

• Planejamento do poema.

• Produção do rascunho de forma individual.

Aula 9 – Produção e revisão do poema

• Escrita do poema, com apoio do professor.

• Revisão e reescrita do texto.

Aula final – Produção de livro de poemas e declamação

• Produção coletiva de livro de poemas.

• Declamação dos poemas produzidos pelos estudantes.

• Conversa final sobre o aprendizado da unidade.

• Envolvimento e criatividade na declamação de repentes e emboladas.

• Produção do poema de acordo com as características estudadas.

6. Autoavaliação: após a execução da sequência didática, verificar se ela foi eficaz, se os objetivos foram alcançados, quais desafios surgiram, o que pode ser mudado para a próxima vez e anotar essas reflexões para aprimorar suas práticas pedagógicas.

Escola: preencher com o nome da escola.

Sequência didática – 4º ano – Unidade 1

Professor(a): preencher com o nome do(a) professor(a).

Componente curricular: Língua Portuguesa.

Turma: 4º ano.

Data: preencher com o período estimado para o desenvolvimento da sequência didática.

Assunto/conteúdo: Histórias contadas e recontadas (fábula; reportagem; pronomes pessoais e pessoas do discurso; texto dramático; sílabas; dicionário e ordem alfabética).

Quantidade de aulas: 10 aulas de 50 minutos.

MODELO

1. Objetivos gerais

• Ler, interpretar e compreender as principais características do gênero fábula.

• Ler, interpretar, debater e relacionar uma reportagem com outro texto lido anteriormente.

• Reconhecer e empregar pronomes pessoais em diferentes situações de discurso.

• Produzir reconto oral de fábula.

• Ler, interpretar e compreender as principais características do gênero texto dramático.

• Compreender o conceito de sílabas, reconhecer diferentes estruturas silábicas e classificar palavras de acordo com a quantidade de sílabas.

• Compreender a estrutura do dicionário e seus verbetes.

• Produzir cena final de texto dramático e encenação.

2. Competências e habilidades da BNCC: Competências gerais 3, 4, 7, 9, 10; Competências específicas de Língua Portuguesa 2, 3, 5, 6, 7, 9; habilidades EF15LP01, EF15LP02, EF15LP03, EF15LP05, EF15LP06, EF15LP07, EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF15LP12, EF15LP13, EF15LP15, EF15LP16, EF15LP19, EF35LP01, EF35LP03, EF35LP04, EF35LP05, EF35LP06, EF35LP08, EF35LP10, EF35LP12, EF35LP14, EF35LP21, EF35LP22, EF35LP24, EF35LP26, EF35LP29, EF35LP30, EF04LP02, EF04LP03, EF04LP25, EF04LP27.

3. Materiais necessários: livro didático, caderno, lápis, borracha, exemplares de fábula, texto dramático e reportagem (do livro ou outros textos complementares), dicionários, lousa, giz ou caneta e recursos para encenação (fantasias simples, objetos de sala, máscaras etc.)

4. Etapas da sequência didática

Aula 1 – Introdução ao tema da unidade e leitura e interpretação de fábula

• Exploração das páginas de abertura para introduzir o tema da unidade.

• Leitura coletiva de uma fábula.

• Atividades de interpretação e das características do gênero.

Aula 2 – Leitura e interpretação de reportagem

• Leitura de uma reportagem que se relaciona com a leitura principal.

• Atividades de interpretação da reportagem e debate sobre o tema.

Aula 3 – Estudo dos pronomes pessoais e pessoas do discurso

• Apresentação e análise de pronomes pessoais com base nos textos lidos.

• Atividades de fixação do conteúdo.

Aula 4 – Reconto oral

• Reconto oral da fábula em grupos.

• Troca de impressões entre os diferentes recontos.

5. Avaliação:

• Participação em leituras, debates e recontos.

Aula 5 – Leitura de texto dramático

• Leitura coletiva de um texto dramático.

• Atividades de interpretação e das características do gênero.

Aula 6 – Sílabas

• Apresentação ou retomada do conteúdo.

• Atividades de fixação do conteúdo.

Aula 7 – Dicionário e ordem alfabética

• Exploração do dicionário e seus verbetes.

• Atividades de fixação do conteúdo.

Aula 8 – Produção escrita de cena final de texto dramático

• Produção, em grupos, de uma cena final para o texto dramático lido.

• Revisão coletiva com atenção ao uso de pronomes e coerência.

Aula 9 – Preparação da encenação

• Organização da leitura dramatizada das cenas.

• Ensaios em pequenos grupos.

Aula final – Encenação e fechamento

• Apresentação das cenas.

• Conversa final sobre o aprendizado da unidade.

• Produção da cena final do texto dramático (clareza, criatividade, adequação ao gênero dramático).

• Atividades de pronomes, pessoas do discurso, sílabas e ordem alfabética.

• Desempenho na dramatização (entonação, postura e colaboração em grupo).

6. Autoavaliação: após a execução da sequência didática, verificar se ela foi eficaz, se os objetivos foram alcançados, quais desafios surgiram, o que pode ser mudado para a próxima vez e anotar essas reflexões para aprimorar suas práticas pedagógicas.

O plano de aula como ferramenta pedagógica

Para que o planejamento ocupe esse lugar e seja efetivamente orientador do fazer pedagógico cotidiano, faz-se necessário pensar em como as ideias e propostas serão materializadas e documentadas, em diálogo com as necessidades dos estudantes. Uma das possibilidades para esse registro é o plano de aula, que pode ser usado como ferramenta para organizar os objetivos de aprendizagem, os conteúdos, as atividades, os recursos didáticos, o tempo previsto e os instrumentos de avaliação. A sugestão a seguir pode ser uma referência de estrutura para o planejamento

Turma: 3º ano do Ensino Fundamental

Duração: 50 minutos

Componente curricular: Língua Portuguesa

de cada aula, considerando as necessidades de ajustes a depender do tema, das especificidades de cada realidade e do currículo local.

Apresentamos dois modelos de planos de aula prontos: o primeiro refere-se a uma aula com foco no trabalho com o gênero textual carta pessoal, apresentada na Unidade 1 do 3º ano, que também pode ser desenvolvido com outro texto desse gênero, independentemente do uso do livro didático. O segundo refere-se a uma proposta de atividade extra sobre cartum com base na abertura da Unidade 4 do 5º ano, que também pode ser desenvolvida com outro exemplar desse gênero, independentemente do uso do livro didático.

Carta pessoal literária

Conteúdo: Carta pessoal literária, considerando a situação comunicativa e o tema do texto.

MODELO

Habilidades da BNCC: EF15LP01, EF15LP02, EF15LP03, EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF35LP03, EF35LP04, EF35LP05, EF03LP12 e EF03LP17.

Objetivos

• Ler uma carta pessoal literária e compreender o assunto e as características do gênero.

• Refletir sobre a intenção comunicativa e o tom da escrita em uma troca de correspondência.

Materiais

• livro didático (ou um exemplar do gênero textual carta pessoal literária)

• lápis e borracha

Etapas

1. Conversa inicial (10 min)

Fazer levantamento prévio dos conhecimentos dos estudantes sobre o gênero textual em questão, perguntando se já receberam e/ou escreveram uma carta pessoal e se já leram uma carta pessoal literária.

2. Leitura do texto (10 min)

Ler o texto, sanar as dúvidas dos estudantes com relação ao vocabulário ou assunto do texto e apresentar o contexto de produção: quem produziu, onde foi publicado etc.

3. Atividades de interpretação (30 min)

Propor atividades de interpretação do texto lido e de características e estrutura do gênero trabalhado. As atividades podem ser feitas de forma individual ou coletiva.

4. Reflexão / sistematização (10 min)

Ao final, organizar uma conversa retomando as principais características do gênero, sistematizando o conteúdo em questão. Registro e avaliação

No momento de conversa inicial, anotar conhecimentos prévios, avanços e dificuldades possíveis de serem antecipados.

Após a atividade, acompanhe o progresso dos estudantes verificando se compreenderam as principais características do gênero e se apreenderam a ideia central do texto, por exemplo.

Crítica e humor

MODELO

Turma: 5º ano do Ensino Fundamental

Duração: 50 minutos

Componente curricular: Língua Portuguesa

Conteúdo: Cartum.

Habilidades da BNCC: EF15LP03, EF15LP04, EF15LP05, EF15LP06, EF15LP07, EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF15LP13. Objetivos

• Analisar e interpretar um cartum.

• Refletir sobre a possibilidade de tratar de assuntos relevantes por meio do humor contido em cartuns.

• Produzir um cartum.

Materiais

• livro didático (ou exemplares do gênero cartum)

Etapas

1. Conversa inicial (10 min)

• lápis e borracha

• lápis de cor

• caderno

• folha de papel avulsa

Fazer levantamento prévio dos conhecimentos dos estudantes sobre o gênero textual em questão, perguntando se já leram um cartum e o que sabem desse gênero.

2. Leitura do texto e exploração do gênero (10 min)

Ler o texto, analisando os recursos expressivos gráfico-visuais, e apresentar o contexto de produção: quem produziu, onde foi publicado etc. Propor atividades de exploração do gênero trabalhado.

3. Produção (30 min)

Produzir um exemplar do gênero, considerando suas características, principalmente o uso do humor como crítica.

4. Reflexão / sistematização (10 min)

Ao final, organizar uma conversa retomando as principais características do gênero, sistematizando o conteúdo em questão. Registro e avaliação

No momento de conversa inicial, anotar conhecimentos prévios, avanços e dificuldades possíveis de serem antecipados. Após a atividade, acompanhe o progresso dos estudantes. O produto final (cartum produzido) pode ser utilizado para avaliar se eles compreenderam as principais características do gênero, por exemplo.

O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS

A presença das tecnologias digitais no cotidiano das pessoas é cada vez mais comum, inclusive entre crianças e adolescentes. No entanto, a maneira como esses recursos, especialmente os dispositivos móveis como os celulares, têm sido utilizados dentro das escolas tem gerado muitos debates. O foco dessas discussões recai, principalmente, sobre os efeitos negativos do uso inadequado desses aparelhos no processo de aprendizagem e no desenvolvimento integral dos estudantes.

Estudos recentes reforçam essas preocupações, apontando prejuízos que vão desde a distração em sala de aula até impactos mais sérios, como problemas de saúde física e mental, que incluem aumento da ansiedade, distúrbios do sono, dificuldades de atenção, entre outros. Essas evidências contribuíram para a criação da Lei nº 15.100, de 13 de janeiro de 2025, que estabelece diretrizes para o uso de celulares nas escolas brasileiras.

Os desafios enfrentados com o uso inadequado e desregulado das tecnologias digitais não se restringem ao ambiente escolar. A Unesco destaca riscos que vão desde o enfraquecimento das relações humanas até ameaças à democracia e aos direitos fundamentais, como a disseminação de discursos de ódio e a violação da privacidade. Tais aspectos mostram que a tecnologia, sem orientação adequada, pode acentuar desigualdades e comprometer valores essenciais.

No contexto escolar, o uso excessivo e sem propósito de recursos digitais tem mostrado efeitos prejudiciais, como o isolamento social, a dependência de redes sociais e a dispersão durante as aulas. Por isso, torna-se indispensável repensar o papel desses recursos na educação.

Por outro lado, quando inserida de maneira planejada e intencional no cotidiano escolar, a tecnologia pode se tornar uma ferramenta poderosa para o processo de ensi-

no-aprendizagem. Recursos como computadores, tablets e celulares, quando utilizados com orientação pedagógica, promovem o acesso à informação, favorecem o desenvolvimento de habilidades críticas e éticas e ampliam o alcance da educação, especialmente em contextos de vulnerabilidade. A proposta, portanto, não é excluir a tecnologia do ambiente escolar, mas sim incorporá-la com responsabilidade, sempre pautada em objetivos pedagógicos claros e alinhados às competências e aos conteúdos previstos no currículo. Boas práticas no uso de tecnologias na educação

Para que a utilização de ferramentas tecnológicas seja eficaz e enriquecedora, é fundamental adotar algumas práticas pedagógicas intencionais. A seguir, apresentamos algumas dicas.

Planejamento pedagógico do uso de recursos tecnológicos

• Definir com clareza os objetivos de aprendizagem.

• Escolher as ferramentas tecnológicas adequadas para alcançar esses objetivos.

• Garantir que o uso dos recursos esteja articulado aos conteúdos e às competências curriculares.

Desenvolvimento de habilidades críticas

• Propor atividades que incentivem a análise crítica de fontes de informação pelos estudantes.

• Levar os estudantes a refletirem sobre o impacto da tecnologia no cotidiano.

• Incentivar o uso consciente, seguro e responsável da internet.

Integração com outras metodologias

• Combinar o uso de tecnologias com estratégias convencionais, como leitura, escrita e pesquisa de campo.

• Incentivar experiências interativas, como a visita a museus virtuais e o uso de acervos digitais, que ampliam o repertório cultural dos estudantes e fortalecem vínculos com a memória coletiva.

Para auxiliar na utilização de recursos digitais em consonância com seu planejamento pedagógico, a fim de complementar e enriquecer o desenvolvimento dos conteúdos, esta coleção apresenta alguns objetos educacionais digitais, como infográficos clicáveis.

A lista com os objetos digitais sugeridos em cada volume encontra-se no sumário. Além disso, os momentos de utilização desses recursos foram indicados nas páginas do Livro do Estudante por meio de ícones. Para acessá-los, basta clicar sobre os ícones indicados nas páginas da versão digital do Livro do Estudante

O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA

Fundamentos teórico-metodológicos no ensino de Língua Portuguesa

Pensar, comunicar-se, acessar informações, expressar e defender opiniões, partilhar e construir percepções do mundo são alguns exemplos de interações humanas. A língua é resultado dessas interações, levando o ser humano a organizar seu mundo, para compreender a si mesmo e constituir uma sociedade.

Os estudos do componente curricular de Língua Portuguesa compreendem a língua como uma característica humana resultante da interação do ser humano consigo mesmo e com o mundo. Para a linguista Irandé Antunes, a língua é

[...] parte de nós mesmos, de nossa identidade cultural, histórica, social. É por meio dela que nos socializamos, que interagimos, que desenvolvemos nosso sentimento de pertencimento um grupo, a uma comunidade. É a língua que nos faz sentir pertencendo a um espaço. É ela que confirma nossa declaração: Eu sou daqui. Falar, escutar, ler, escrever reafirma, cada vez, nossa condição de gente, de pessoa histórica, situada em um tempo e em um espaço. Além disso, a língua mexe com valores. Mobiliza crenças. Institui e reforça poderes.

[...]

ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola Editorial, 2007. p. 22.

Cabe à escola, em especial ao componente curricular de Língua Portuguesa, ensinar esse conhecimento para que os estudantes possam aprender e ampliar gradativamente seu saber linguístico, adquirindo novos conhecimentos, como o da língua escrita.

Considerando o percurso a ser vivenciado pelos estudantes nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, na

elaboração deste material, houve o cuidado em contemplar tanto as especificidades de cada etapa como as continuidades e progressões necessárias, em consonância com as diretrizes, os documentos e os programas oficiais do Governo Federal junto às Secretarias de Educação dos Estados e Municípios do país para a melhoria da qualidade da Educação no Brasil.

A coleção apresenta, então, projeto alinhado a tais diretrizes e documentos, estando de acordo com a BNCC e com o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, programa lançado em junho de 2023 com a finalidade de garantir o direito à alfabetização das crianças brasileiras até o final do 2º ano do Ensino Fundamental e focar a recuperação das aprendizagens dos estudantes do 3º , 4º e 5º ano.

Nesta coleção, o texto assume papel central para atividades de leitura e produção, além de análise linguística e semiótica, e ancora o trabalho com oralidade e argumentação. Essa perspectiva está em consonância com a BNCC: Tal proposta assume a centralidade do texto como unidade de trabalho e as perspectivas enunciativo-discursivas na abordagem, de forma a sempre relacionar os textos a seus contextos de produção e o desenvolvimento de habilidades ao uso significativo da linguagem em atividades de leitura, escuta e produção de textos em várias mídias e semioses.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 67. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_ EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.

ALFABETIZAÇÃO

Um dos grandes consensos nos debates mundiais sobre educação diz respeito ao papel da escola em assegurar que os estudantes aprendam a ler e a escrever. Considerando que o acesso à alfabetização é um direito que impacta o crescimento pessoal, a compreensão do mundo, a participação social e o uso eficiente de informações, faz-se necessário refletir sobre como as instituições educativas têm assegurado oportunidades de experimentar e aprender as práticas de leitura, escrita e oralidade, assim como as concepções que sustentam essa mediação.

É preciso mudar os pontos por onde nós fazemos passar o eixo central das nossas discussões. Temos uma imagem empobrecida da língua escrita: é preciso reintroduzir, quando consideramos a alfabetização, a escrita como sistema de representação da linguagem. Temos uma imagem empobrecida da criança que aprende: a reduzimos a um par de olhos, um par de ouvidos, uma mão que pega um instrumento para marcar e um aparelho fonador que emite sons. Atrás disso há um sujeito cognoscente, alguém que pensa, que constrói interpretações, que age sobre o real para fazê-lo seu.

FERREIRO, Emilia. Reflexões sobre a alfabetização. 18. ed. São Paulo: Cortez, 2011. p. 41.

Acreditamos que os pontos de partida levantados por Ferreiro (2011, p. 41) são fundamentais para pensar a alfabetização na escola. Em primeiro lugar, a concepção que se tem da escrita interfere diretamente nos caminhos e nas decisões pedagógicas. Como a pesquisadora ressalta, a escrita não é um código de transcrição gráfica das unidades sonoras, e sim um sistema de representação da linguagem. Isso implica considerar a escrita como um objeto conceitual, sobre o qual os estudantes pensam e cuja aprendizagem se dá pela interação dialética.

A autora destaca, ainda, uma concepção de estudante ativo, que, no esforço de compreender o mundo que o rodeia, levanta problemas, busca respostas e constrói objetos complexos de conhecimento. O sistema de escrita é um desses objetos, e cabe à escola o papel de assegurar as condições necessárias para que eles possam interagir, explorar e pensar sobre a complexidade desse objeto cultural.

No 3º, 4º e 5º anos do Ensino Fundamental, há uma ampliação dos conhecimentos adquiridos no processo de alfabetização. Ao fim desse segmento, é esperado que os estudantes tenham desenvolvido suas habilidades em leitura e escrita, assim como a capacidade de refletir sobre a língua e a linguagem, aspectos que serão aprofundados nos anos posteriores. Sendo assim, em toda a coleção, a escrita é concebida como objeto social e parte do patrimônio cultural, reforçando o papel da escola como espaço promotor de interações e investigações sobre esse universo, de forma articulada ao que se faz fora dela. Essa concepção se traduz em atividades com diferentes propósitos comunicativos, variados destinatários e, diversidade de gêneros e suportes. Assim, os estudantes podem exercer práticas de linguagem enquanto exploram a pluralidade de gêneros discursivos presentes em nossa cultura e compreendem, progressivamente, o funcionamento do sistema de escrita convencional.

LETRAMENTO

O termo letramento, no contexto da língua escrita, começou a ser difundido no Brasil na década de 1980, inicialmente associado ao conhecimento sobre os usos sociais da escrita e, mais tarde, à proficiência no uso da língua para ler e escrever. Surgiu como resposta às discussões sobre como pessoas já alfabetizadas revelavam “incapacidade de responder adequadamente às muitas e variadas demandas de leitura e de escrita nas práticas não só escolares, mas também sociais e profissionais” (SOARES, 2020, p. 11).

Esse debate evidenciou que uma concepção restrita de alfabetização – centrada apenas no domínio do sistema de escrita – não seria suficiente diante das múltiplas demandas de leitura e escrita presentes na vida social. A partir daí, consolidou-se o sentido de letramento hoje predominante, que enfatiza o desenvolvimento de habilidades e estratégias para ler, interpretar e produzir textos, articulando o conhecimento do sistema alfabético aos usos sociais da escrita.

Nesta coleção, a alfabetização é compreendida como um processo integrado, que envolve tanto os usos sociais da leitura e da escrita quanto os conhecimentos que os estudantes já construíram sobre essas práticas e sobre o

sistema de escrita. Trata-se de uma abordagem que valoriza a articulação entre os diferentes saberes mobilizados na apropriação das culturas da escrita, sem recorrer à distinção entre alfabetização e letramento. No decorrer dos volumes, as atividades estão amplamente pautadas na ideia de uso social da escrita. As propostas, especialmente nas seções voltadas para leitura e produção, têm como foco o desenvolvimento de habilidades necessárias para que os estudantes sejam praticantes ativos da linguagem, fazendo uso da língua escrita em diversos contextos sociais, como a leitura e escrita para obter informações, para fruição e imaginação, para interação com outros, para auto-orientação em situações do cotidiano, para apoio à memória, para interpretar e produzir diferentes tipos e gêneros textuais, para reconhecer convenções linguísticas, entre outros.

Além disso, reconhece-se que o conceito de letramento, hoje, expande-se para outros campos, como o digital, o científico, o racial e o ambiental, incorporando questões sociais, éticas e políticas. Considerar esses novos sentidos nas práticas contemporâneas de linguagem é essencial para favorecer a participação ativa, crítica e socialmente engajada dos estudantes.

LEITURA

Ler é uma atividade de interação, cuja realização exige a mobilização de muitas habilidades. Portanto, é necessário levar os estudantes a desenvolver em tais habilidades, para que interajam de forma plena com os textos que leem, construindo os sentidos e ampliando o repertório.

O trabalho com a seção Roda de leitura pretende levar os estudantes a conhecerem e analisarem diversos gêneros textuais dos diferentes campos de atuação da BNCC (Campo da vida cotidiana, Campo artístico-literário, Campo das práticas de estudo e pesquisa e Campo da vida pública), de modo a exercitar o uso de estratégias para interpretação e compreensão textual.

Os gêneros textuais são compreendidos como um instrumento que potencializa a competência comunicativa tanto na produção quanto na compreensão de textos adequados ao campo de atuação, por isso sua aplicação no trabalho de ensino de língua é extremamente importante. Segundo Marcuschi, gêneros textuais referem-se aos [...] textos materializados em situações comunicativas recorrentes. Os gêneros textuais são os textos que encontramos em nossa vida diária e que apresentam padrões sociocomunicativos característicos definidos por composições funcionais, objetivos enunciativos e estilos concretamente realizados na integração de forças históricas, sociais, institucionais e técnicas. [...] os gêneros são entidades empíricas em situações comunicativas e se expressam em designações diversas, constituindo em princípio listagens abertas. [...]

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais no ensino de língua. In: MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008. p. 155. (Educação Linguística).

Os gêneros funcionam como instrumentos que ampliam a competência comunicativa dos estudantes, tanto na leitura quanto na produção de textos dos diferentes campos de atuação. Sua presença como elemento central no processo de ensino-aprendizagem justifica-se pelo fato de favorecer o desenvolvimento da leitura e da escrita, incorporando aspectos sociais e históricos, o contexto de produção, os temas, a organização composicional e os estilos próprios de cada enunciador. Cabe ainda ressaltar que os gêneros textuais têm caráter dinâmico, já que são construções orais e escritas produzidas por falantes de uma língua em determinado contexto histórico, ou seja, formas relativamente estáveis de enunciado, como defende Bakhtin (2016), moldadas pelas intenções de quem fala, pelas condições de produção e pelas relações sociais que determinam como cada sujeito se coloca em uma interlocução.

É importante proporcionar aos estudantes o contato com uma representativa diversidade de gêneros, o que deve ocorrer desde os primeiros anos de alfabetização. Para isso, apresentamos gêneros adequados a cada faixa etária, procurando desenvolver o trabalho de maneira gradativa, aumentando o nível de complexidade ao longo dos volumes e em consonância com a BNCC.

Levar os estudantes a lerem de maneira fluente e a refletirem sobre os textos favorece o desenvolvimento da competência linguística e discursiva, além de proporcionar a eles um repertório para o uso significativo e autônomo da língua.

PRODUÇÃO DE TEXTOS ESCRITOS

Por meio das produções de texto, os estudantes podem desenvolver competências cognitivas para se comunicarem de forma autônoma tanto no ambiente escolar quanto fora dele. Para tanto, é necessário que tenham contato com uma diversidade de gêneros – dos variados campos de atuação – por meio da leitura e da produção de textos escritos.

Da mesma forma que na leitura, não se deve conceber que as habilidades de produção sejam desenvolvidas de forma genérica e descontextualizadas, mas por meio de situações efetivas de produção de textos pertencentes a gêneros que circulam nos diversos campos de atividade humana. Os mesmos princípios de organização e progressão curricular valem aqui, resguardadas a mudança de papel assumido frente às práticas discursivas em questão, com crescente aumento da informatividade e sustentação argumentativa, do uso de recursos estilísticos e coesivos e da autonomia para planejar, produzir e revisar/editar as produções realizadas. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 78. Disponível em: https://www.gov.br/ mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal. pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.

O desenvolvimento da escrita consiste em um processo de interação e mediação pelo outro e não termina em uma primeira versão. Por isso, a seção Hora de

produzir é desenvolvida com base em uma metodologia de passo a passo, partindo da compreensão da estrutura e das características do gênero textual a ser desenvolvido até chegar às avaliações realizadas pelos estudantes das próprias produções e dos processos realizados, levando-os a desenvolver senso crítico e autonomia.

É importante atribuir à atividade de escrita a visão de processo, ou seja, de que a primeira versão de um texto não é o fim, mas o início; de que os ajustes necessários devem servir como indicadores do caminho a ser percorrido; de que é preciso refletir sobre o texto escrito e revisá-lo a fim de melhorá-lo; e de que esse método deve ser ensinado e incentivado em diferentes situações de produção dos estudantes.

As produções sugeridas nesta coleção estão relacionadas ao campo de atuação em foco na unidade e respeitam a faixa etária dos estudantes e a gradação no desenvolvimento da aquisição da escrita alfabética.

ORALIDADE

A modalidade oral da língua faz parte da vida dos estudantes antes mesmo de eles entrarem na escola, pois é desenvolvida durante suas primeiras interações com a família e com a sociedade. Por isso, essa forma mais espontânea e informal de uso da língua deve ser valorizada. Assim, nesta coleção, os estudantes são orientados a mobilizar a modalidade oral da língua tanto em atividades orais mais espontâneas, as quais promovem o compartilhamento e o intercâmbio de ideias, quanto em atividades que exigem mais sistematização e mais monitoramento em relação ao uso da língua, como um debate ou um seminário.

É essencial levar os estudantes a considerarem válidos tanto o modo de expressão que eles trazem de casa quanto o modo empregado em determinados gêneros orais que exigem uma maior monitoração em relação ao uso da língua. O mais importante é que eles consigam diferenciar as situações comunicativas que permitem a eles mobilizar a modalidade oral de forma mais ou menos monitorada.

O ensino de Língua Portuguesa deve proporcionar aos estudantes oportunidades para que desenvolvam competências discursivas aplicáveis em diferentes situações comunicativas. Assim, é fundamental que o trabalho com variados gêneros orais e a prática da oralidade sejam incorporados de forma contínua aos conteúdos estudados, pois contribuem para que eles atuem de maneira mais eficaz no exercício da cidadania.

[...]

É importante, no trabalho com a modalidade oral, não perder de vista que os fatos da linguagem se dão na perspectiva dos gêneros textuais (DIAS, 2010). Isso significa que o ensino da oralidade deve ser encarado por meio de um modelo que inclui a organização estrutural e o funcionamento discursivo do texto. Assim, do mesmo jeito que observamos um gênero da

modalidade escrita (a carta pessoal, por exemplo) com determinada “cara”, também o texto de modalidade oral deve ser examinado com base no gênero em que se manifesta.

[...]

LIMA, Ana; BESERRA, Normanda. Sala de aula: espaço também da fala. In: LEAL, Telma Ferraz; GOIS, Siane (org.). A oralidade na escola: a investigação do trabalho docente como foco de reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2012. p. 67. (Coleção Língua Portuguesa na Escola, 3). Nesta coleção, os estudantes são orientados a mobilizar a oralidade em diferentes momentos, como em atividades de interpretação oral das seções Roda de leitura, Janelas, Coletivamente, entre outras. De maneira mais sistematizada, será mobilizada na seção Hora de produzir ao produzirem gêneros orais ou oralizarem gêneros escritos.

ANÁLISE LINGUÍSTICA/SEMIÓTICA

Considera-se que conhecer a língua faz parte de um conhecimento humano de mundo que precisa ser trabalhado e desenvolvido em toda pessoa. O ensino de Língua Portuguesa tem como um de seus objetivos capacitar os estudantes a utilizarem a língua em diferentes contextos comunicativos. Por isso, as atividades de análise linguística e semiótica visam levar os estudantes a compreenderem tais conteúdos de maneira sistemática e gradativa para que possam ampliar a competência discursiva e ter um melhor desempenho em qualquer situação comunicativa de que venham a participar em suas interações sociais.

Nessa perspectiva, a coleção proporciona o estudo de aspectos estruturais, linguísticos, estilísticos e funcionais dos textos, buscando ampliar as competências linguísticas dos estudantes. Dessa forma, os recursos estruturais, linguísticos, estilísticos e funcionais constituem ferramentas fundamentais para a produção de sentidos. Quando os estudantes dominam esses recursos, conseguem expandir e diversificar suas habilidades linguísticas, aplicando-as em situações reais de interação. Para que possam se comunicar de maneira plena em diferentes esferas sociais e se tornarem falantes competentes da língua, é indispensável articular o conhecimento das regras gramaticais a outros aspectos da língua, garantindo tanto o desenvolvimento da proficiência nas modalidades oral, escrita e multissemiótica quanto a capacidade de refletir sobre os fenômenos de língua e linguagem e analisá-los. Desse mesmo modo, o estudo da ortografia é essencial durante a etapa dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, pois é nessa fase de alfabetização que os estudantes estão adquirindo os principais conhecimentos sobre a língua escrita. É importante que eles compreendam que a forma correta de escrever uma palavra é uma convenção social e que as regras que a compõem têm como finalidade auxiliar na comunicação escrita. Portanto, é preciso aprendê-las e compreendê-las para se comunicar por escrito de maneira adequada com os demais. Assim, conforme afirma Morais,

A escrita do português é muito mais complexa do que a sua leitura. Isso porque, enquanto sequências diferentes de letras podem ser lidas da mesma maneira (p. ex. “nós” e “noz”. Ou “caza” e “casa”), nesses casos, que não são poucos na língua, tais sequências ou correspondem a palavras diferentes (caso de “nós e “noz”), ou só uma delas é palavra (“casa”, mas não “caza”). De qualquer modo, quer para a leitura, quer para a escrita, é dever do professor ter um conhecimento completo e preciso das regras do código ortográfico da sua língua.

Não basta saber escrever corretamente. Muitas pessoas escrevem sem cometer erros de ortografia e, no entanto, não sabem explicar por que escolheram uma maneira de escrever e não outra, isto é, em que regra se apoiaram. Porém, para quem ensina a escrever, o não conhecer as regras não lhe permite nem organizar adequadamente os exercícios de aprendizagem nem fornecer uma explicação (correção inteligente) ao aluno que escreve com erros.

[...]

MORAIS, José. Criar leitores: para professores e educadores. Barueri: Manole, 2013. p. 60. Nesta coleção, nas seções destinadas à análise linguística/semiótica (É língua, é linguagem; De olho na escrita e Pensar os sentidos), parte-se de uma reflexão sobre o conteúdo, seguida da sistematização dos conceitos e de atividades de fixação.

LEITURA LITERÁRIA

A leitura literária permite ao leitor ampliar sua compreensão de mundo ao entrar em contato com universos ficcionais de diferentes tempos, lugares e culturas. Como manifestação artística, a literatura é capaz de recriar a realidade e despertar no público uma variedade de emoções, como alegria, tristeza, encantamento ou indignação. De acordo com Regina Zilberman, [...] Ela sintetiza, por meio dos recursos da ficção, uma realidade, que tem amplos pontos de contato com o que o leitor vive cotidianamente. Assim, por mais exacerbada que seja a fantasia do escritor ou mais distanciadas e diferentes as circunstâncias de espaço e tempo dentro das quais uma obra é concebida, o sintoma de sua sobrevivência é o fato de que ela continua a se comunicar com o destinatário atual, porque ainda fala de seu mundo, com suas dificuldades e soluções, ajudando-o, pois, a conhecê-lo melhor.

ZILBERMAN, Regina. A literatura infantil na escola. 4. ed. São Paulo: Global, 1985. p. 22. Os momentos cotidianos de escutar histórias, manusear livros e participar de rodas de leitura são valiosos para a construção de vínculo com a cultura da escrita, para aprendizagens sobre a organização dos textos, para o reconhecimento de elementos como repetições, rimas,

personagens, narradores, diferentes tempos e espaços, além de outros recursos que rompem os limites da linguagem referencial e a visão estritamente utilitária da linguagem.

O contato com o literário, nesse sentido, contribui de múltiplas formas: amplia o vocabulário, possibilita compreender o texto como fonte de livre fruição estética, sem uma utilidade que vá além dele mesmo, e oferece acesso a um universo que transcende o pensamento lógico. Ao refinar relações e associações por meio do pensamento, digamos, analógico, favorece a superação de construções óbvias, incentivando a criatividade e a imaginação, elementos essenciais para a formação do sujeito cognoscente em diferentes esferas do saber.

No caso da leitura literária, a contação de histórias e a mediação de leitura funcionam como portas de acesso a esse campo de experiências, já que despertam a curiosidade, motivam a participação e convidam à exploração ativa da literatura. Nessas práticas, as crianças observam como o adulto interage com o livro, percebem a leitura como atividade significativa e o reconhecem como objeto de valor. Esse envolvimento não apenas fortalece o vínculo afetivo com a literatura, mas também amplia a disposição para ler, ouvir e compartilhar histórias.

O ensino de Língua Portuguesa não deve se limitar à simples inserção de textos literários, mas sim possibilitar variadas formas de leitura e compreensão desses textos. No contexto escolar, a interpretação textual, a ampliação do vocabulário e o estudo dos gêneros são indispensáveis; contudo, também é essencial assegurar momentos de fruição, de leitura compartilhada e de debate, favorecendo que os estudantes construam vínculos significativos com a leitura literária.

Nesse sentido, cabe ao ensino de Língua Portuguesa garantir que os estudantes tenham acesso a textos literários apropriados à sua idade e que possam compreendê-los considerando as imagens que evocam, os sentimentos que despertam e as conexões que permitem estabelecer.

A ARGUMENTAÇÃO E A CONSTRUÇÃO DE OPINIÃO

Para a formação de cidadãos críticos, é fundamental que os estudantes desenvolvam a capacidade de argumentar e de construir suas opiniões com base em estudos, informações e fontes confiáveis. Já nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, é possível desenvolver a argumen-

QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DOS CONTEÚDOS

O quadro apresentado a seguir mostra a progressão dos conteúdos deste volume, destacando as habilidades e os temas contemporâneos transversais da BNCC trabalhados em cada unidade.

tação – oral e escrita – de forma progressiva ao longo dos anos e respeitando a faixa etária dos estudantes. Segundo Dolz, Noverraz e Schneuwly, Dentro de um mesmo agrupamento, por exemplo, “argumentar”, há uma alternância entre gêneros orais, como o debate regrado, e gêneros escritos, como o pedido justificado, a carta do leitor e a petição. A cada ciclo/série aparecem novos objetivos de aprendizagem: dar sua opinião com um mínimo de sustentação, hierarquizar uma sequência de argumentos, escolher um plano de texto adaptado à situação, antecipar e refutar posições contrárias.

DOLZ, Joaquim; NOVERRAZ, Michèle; SCHNEUWLY, Bernard. Sequências didáticas para o oral e a escrita: apresentação de um procedimento. In: SCHNEUWLY, Bernard et al Gêneros orais e escritos na escola. Tradução de Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004. p. 123.

O trabalho com argumentação na escola tem como objetivo levar os estudantes a desenvolverem a capacidade de expor ideias, defenderem pontos de vista e fundamentarem opiniões de maneira clara, coerente, respeitosa e ética. Mais do que desenvolver a capacidade de argumentar e formar as próprias opiniões, os estudantes precisam aprender a valorizar e respeitar pontos de vista diferentes dos seus. Para orientar o trabalho com argumentação e construção de opinião, apresentamos alguns exemplos de atividades que podem ser propostas em sala de aula.

• Solicitar aos estudantes que justifiquem suas respostas a questionamentos que envolvem opinião.

• Propor rodas de conversa com temas do cotidiano.

• Propor a leitura e a produção de textos argumentativos, como resenha, carta do leitor, carta de reclamação, editorial, debate, vlog argumentativo etc.

• Instigar debates sobre temas de relevância social, incentivando a busca por informações em fontes confiáveis.

Em todas as unidades da coleção, há pelo menos uma proposta de debate sobre algum texto trabalhado ou tema relevante. Além disso, diversos gêneros argumentativos são explorados em momentos de leitura e produção textual (escrita ou oral), aumentando o repertório dos estudantes.

Trata-se de um quadro que pode ser utilizado para ter uma visão geral dos conteúdos das unidades, assim como facilitar a busca por orientações e comentários de práticas pedagógicas sugeridas nas orientações ao professor correspondentes ao Livro do Estudante

Unidade Conteúdos Habilidades da BNCC

1 – Histórias contadas e recontadas

Fábula

Reportagem

Debate

Pronomes pessoais e pessoas do discurso

Reconto oral de fábula

Texto dramático

Sílabas

Dicionário e ordem alfabética

Cena final de texto dramático e encenação

2 – Jogo de palavras Poema Debate

Discurso direto e discurso indireto Poema visual

Reportagem

Escrita de palavras com os ditongos -ai, -au, -ei e -ou

Dicionário

Sarau

3 – Trocando mensagens, trocando ideias

Carta de reclamação

Reportagem

Pronomes demonstrativos e possessivos

Carta de solicitação

Carta pessoal

Pontuação expressiva: exclamação e reticências

Sinônimos

EF15LP01; EF15LP02; EF15LP03; EF15LP04; EF15LP05; EF15LP06; EF15LP07; EF15LP08; EF15LP09; EF15LP10; EF15LP11; EF15LP12; EF15LP13; EF15LP14; EF15LP15; EF15LP16; EF15LP18; EF15LP19; EF35LP01; EF35LP03; EF35LP04; EF35LP05; EF35LP06; EF35LP07; EF35LP08; EF35LP09; EF35LP10; EF35LP12; EF35LP14; EF35LP15; EF35LP17; EF35LP21; EF35LP22; EF35LP24; EF35LP25; EF35LP26; EF35LP29; EF04LP02; EF04LP03; EF04LP06; EF04LP15; EF04LP25; EF04LP27.

Competências gerais e específicas e Temas contemporâneos transversais

CG1; CG3; CG4; CG7; CG9; CG10; CE1; CE2; CE3; CE4; CE6; CE9. Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras. Diversidade cultural.

EF15LP01; EF15LP02; EF15LP03; EF15LP04; EF15LP05; EF15LP06; EF15LP07; EF15LP08; EF15LP09; EF15LP10; EF15LP11; EF15LP12; EF15LP13; EF15LP14; EF15LP15; EF15LP17; EF15LP18; EF15LP19; EF35LP01; EF35LP02; EF35LP03; EF35LP04; EF35LP05; EF35LP07; EF35LP08; EF35LP10; EF35LP12; EF35LP14; EF35LP15; EF35LP17; EF35LP21; EF35LP23; EF35LP27; EF35LP28; EF35LP30; EF35LP31; EF04LP02; EF04LP03; EF04LP15; EF04LP26.

CG1; CG3; CG4; CG7; CG9; CG10; CE1; CE2; CE3; CE6; CE7; CE9. Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.

EF15LP01; EF15LP02; EF15LP03; EF15LP04; EF15LP05; EF15LP06; EF15LP07; EF15LP08; EF15LP09; EF15LP10; EF15LP11; EF15LP13; EF15LP14; EF15LP15; EF15LP16; EF15LP18; EF35LP01; EF35LP03; EF35LP04; EF35LP05; EF35LP06; EF35LP07; EF35LP08; EF35LP09; EF35LP14; EF35LP15; EF35LP17; EF35LP21; EF35LP26; EF35LP29; EF04LP03; EF04LP05; EF04LP10; EF04LP11; EF04LP15.

CG1; CG2; CG3; CG4; CG7; CG9; CG10; CE1; CE2; CE3; CE4; CE6. Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras. Educação em direitos humanos.

Diversidade cultural.

Unidade Conteúdos Habilidades da BNCC

4 – A gente lê no cotidiano

Texto instrucional

Modo imperativo

Texto argumentativo

Vídeo com explicação de montagem.

Boleto e fatura

EF15LP01; EF15LP02; EF15LP03; EF15LP04; EF15LP05; EF15LP06; EF15LP07; EF15LP08; EF15LP09; EF15LP10; EF15LP11; EF15LP13; EF15LP14; EF15LP18; EF35LP01; EF35LP03; EF35LP04; EF35LP05; EF35LP07; EF35LP08; EF35LP09; EF35LP10; EF35LP14; EF35LP15; EF35LP17; EF04LP01; EF04LP06; EF04LP08; EF04LP09; EF04LP12; EF04LP13; EF04LP14; EF04LP15.

Competências gerais e específicas e Temas contemporâneos transversais

CG1; CG2; CG4; CG5; CG6; CG7; CG8; CG9; CG10; CE1; CE2; CE3; CE5; CE6; CE7; CE10.

Educação ambiental.

Educação financeira. Educação para o consumo.

Educação fiscal.

Vida familiar e social.

Direitos da criança e do adolescente.

5 – O que o dia nos conta?

Notícia

Adjetivo

Notícia escrita

Notícia televisiva

Ponto-final, vírgula e ponto e vírgula

Homônimos

Entrevista

Entrevista em podcast

6 – Agora, vamos aos detalhes Reportagem

Artigo e numeral

Depoimento

Carta de leitor

Sílaba tônica

Adjetivos que descrevem e que avaliam Spot de rádio para campanha

EF15LP01; EF15LP02; EF15LP03; EF15LP05; EF15LP06; EF15LP07; EF15LP08; EF15LP09; EF15LP10; EF15LP11; EF15LP13; EF15LP18; EF35LP01; EF35LP03; EF35LP04; EF35LP05; EF35LP07; EF35LP08; EF35LP09; EF35LP10; EF35LP11; EF35LP13; EF35LP14; EF35LP15; EF35LP16; EF04LP03; EF04LP05; EF04LP07; EF04LP14; EF04LP15; EF04LP16; EF04LP17; EF04LP18.

CG1; CG2; CG4; CG5; CG6; CG9; CG10; CE2; CE3; CE5; CE6; CE10. Trabalho. Ciência e tecnologia. Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso.

EF15LP01; EF15LP02; EF15LP03; EF15LP04; EF15LP05; EF15LP06; EF15LP07; EF15LP08; EF15LP09; EF15LP10; EF15LP11; EF15LP12; EF15LP13; EF15LP14; EF15LP18; EF35LP01; EF35LP02; EF35LP03; EF35LP04; EF35LP05; EF35LP06; EF35LP07; EF35LP08; EF35LP09; EF35LP10; EF35LP14; EF35LP15; EF35LP23; EF04LP07; EF04LP10; EF04LP14; EF04LP15; EF04LP19.

CG2; CG4; CG5; CG8; CG9; CG10; CE1; CE2; CE3; CE6; CE8; CE9; CE10. Saúde.

Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.

Educação ambiental.

Quadro de distribuição dos conteúdos – 4º ano

Unidade Conteúdos Habilidades da BNCC

7 – Entender e estudar Ciências

Verbete de enciclopédia

Concordância nominal e concordância verbal

Texto de divulgação científica

Acentuação de oxítonas e de monossílabos tônicos

Generalização

Vlog

EF15LP01; EF15LP02; EF15LP03; EF15LP04; EF15LP05; EF15LP06; EF15LP07; EF15LP08; EF15LP09; EF15LP10; EF15LP11; EF15LP13; EF15LP14; EF15LP16; EF15LP18; EF15LP19; EF35LP01; EF35LP02; EF35LP03; EF35LP04; EF35LP05; EF35LP07; EF35LP08; EF35LP09; EF35LP10; EF35LP13; EF35LP14; EF35LP15; EF35LP17; EF35LP21; EF35LP26; EF35LP29; EF04LP06; EF04LP07; EF04LP15; EF04LP19; EF04LP21; EF04LP22; EF04LP23.

Competências gerais e específicas e Temas contemporâneos transversais

CG1; CG2; CG4; CG5; CG7; CG9; CG10; CE1; CE2; CE3; CE4; CE6; CE8; CE10.

Ciência e tecnologia.

Diversidade cultural.

Educação ambiental.

8 – Ciência para todos

Texto de divulgação científica

Advérbio

Relatório de observação

Infográfico

Artigo de opinião

Acentuação de paroxítonas e proparoxítonas

Advérbios modalizadores

Apresentação oral de relatório

EF15LP01; EF15LP02; EF15LP03; EF15LP04; EF15LP05; EF15LP06; EF15LP07; EF15LP08; EF15LP09; EF15LP10; EF15LP11; EF15LP12; EF15LP13; EF15LP14; EF15LP16; EF15LP18; EF35LP01; EF35LP03; EF35LP04; EF35LP05; EF35LP07; EF35LP08; EF35LP09; EF35LP14; EF35LP15; EF35LP17; EF35LP21; EF35LP26; EF35LP29; EF04LP04; EF04LP10; EF04LP15; EF04LP19; EF04LP20; EF04LP21; EF04LP24.

CG1; CG2; CG4; CG7; CG9; CG10; CE2; CE3; CE5; CE6.

Ciência e tecnologia. Diversidade cultural.

SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS

As propostas de cronogramas apresentadas a seguir têm como objetivo orientar a distribuição das unidades em planejamentos bimestrais, trimestrais e semestrais, respeitando a organização dos volumes anteriormente mencionada.

Cabe destacar que essas sugestões não contemplam outras atividades que possam surgir ao longo do ano letivo, como projetos, eventos escolares ou avaliações institucio-

Sugestão de planejamento bimestral

BimestreUnidades

1º bimestre

2º bimestre

3º bimestre

4º bimestre

Unidade 1

Unidade 2

Unidade 3

Unidade 4

Unidade 5

Unidade 6

Unidade 7

Unidade 8

nais, e que devem ser incorporadas ao planejamento de forma articulada.

Para elaborar essas sugestões, consideramos 200 dias letivos de aula, ou 40 semanas; no entanto, o cronograma deve ser ajustado conforme as especificidades de cada turma, levando em consideração o contexto, o ritmo de aprendizagem dos estudantes e o uso de diferentes recursos e estratégias pedagógicas, que vão além do livro didático.

Sugestão de planejamento trimestral

TrimestreUnidades

1º trimestre

Unidade 1

Unidade 2

Unidade 3

(p. 74-93)

2º trimestre

3º trimestre

Unidade 3 (p. 94-111)

Unidade 4

Unidade 5

Unidade 6 (p. 186-205)

Unidade 6 (p. 206-221)

Unidade 7

Unidade 8

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES PARA A PRÁTICA DOCENTE

BAGNO, Marcos. Gramática pedagógica do português brasileiro. São Paulo: Parábola, 2011.

A obra concilia a descrição científica da língua com uma abordagem didática e acessível, buscando superar a visão tradicional e normativa, valorizando o português brasileiro em sua diversidade real de usos.

BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

Nesse texto, o autor apresenta sua concepção

Sugestão de planejamento semestral

SemestreUnidades

1º semestre

Unidade 1

Unidade 2

Unidade 3

Unidade 4

2º semestre Unidade 5

Unidade 6

Unidade 7

Unidade 8

de gêneros do discurso – formas relativamente estáveis de enunciados, determinadas pelas condições sociais de comunicação.

BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 1999.

Obra de referência para o estudo sistemático da língua portuguesa. Apresenta os aspectos fonéticos, morfológicos, sintáticos e semânticos da língua de forma didática.

LIMA, Aurilia de Brito et al. (org.). Políticas de inclusão na educação básica. Curitiba: Appris, 2024.

Coletânea de textos que abordam os principais marcos das políticas públicas relacionadas à inclu-

são, desde as temáticas mais amplas até as mais específicas.

MIRANDA, Elaine (coord.). Educação inclusiva e a parceria da família: uma dimensão terapêutica. São Paulo: Literare Books International, 2021.

Nesse livro, a autora aborda aspectos da inclusão com base em evidências científicas. Além disso, ela busca evidenciar a importância da participação da família na educação inclusiva.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

COMENTADAS - LIVRO DO PROFESSOR

ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática : por um ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola Editorial, 2007.

A autora defende um ensino de Língua Portuguesa para além da memorização de regras gramaticais, propondo que a aprendizagem seja voltada para o uso real da língua, priorizando práticas de leitura, escrita e análise de textos em contextos significativos.

BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. Organização, posfácio, tradução e notas de São Paulo: Editora 34, 2016.

Nessa obra, o autor define os gêneros discursivos como formas relativamente estáveis de enunciados, caracterizados por aspectos temáticos, composicionais e estilísticos.

BENDER, William N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Tradução de Fernando de Siqueira Rodrigues. Porto Alegre: Penso, 2014.

Nesse livro, o autor destaca as diretrizes práticas para o trabalho com projetos em sala de aula, fornecendo subsídios para o professor planejar aulas mais eficazes e motivadoras.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final.

SILVA, Janssen Felipe da; HOFFMANN, Jussara; ESTEBAN, Maria Teresa. Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo. Porto Alegre: Mediação, 2012.

Os autores discutem as práticas avaliativas em diferentes áreas do currículo, com destaque para a elaboração de práticas de avaliação articuladas ao fazer pedagógico.

Brasília: MEC, 2018. Disponível em: https:// www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo -integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.

Documento que determina as competências gerais e específicas, as habilidades e as aprendizagens que os estudantes brasileiros da Educação Básica precisam desenvolver e colocar em prática ao longo de sua trajetória escolar.

BRASIL. Ministério da Educação. Compromisso Nacional Criança Alfabetizada: orientações para a formulação e implementação das estratégias de formação continuada no âmbito do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. 2023. Disponível em: https://www. gov.br/mec/pt-br/crianca-alfabetizada/pdf/ orientacoes_formacao_continuada.pdf. Acesso em: 23 set. 2025.

É um guia elaborado para orientar estados, municípios e a União no planejamento, na organização e na execução de políticas de formação continuada para profissionais da educação inseridos no Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.

BRASIL. Ministério da Educação. Conscientização para o uso de celulares na escola: por que precisamos falar sobre isso? Brasília: MEC, 2025. Disponível em: https:// www.gov.br/mec/pt-br/celular-escola/guia -escolas.pdf. Acesso em: 9 ago. 2025.

Esse documento traz orientações práticas que ajudam o professor na implantação da Lei nº 15.100, que regulamenta o uso de dispositivos eletrônicos portáteis pelos estudantes nas escolas.

BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC: contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília: MEC, 2019. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/implementacao/contextualizacao_ temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.

Esse documento apresenta os temas contemporâneos transversais da BNCC e explica a importância de sua utilização no processo de ensino-aprendizagem.

FERREIRO, Emilia. Reflexões sobre a alfabetização. 18. ed. São Paulo: Cortez, 2011.

A obra apresenta as reflexões da autora sobre o processo de alfabetização com base em suas pesquisas a respeito da construção da escrita pelas crianças, deslocando a investigação do “como se ensina” para “o que se aprende”.

JOIA, Michele. A inclusão de crianças na escola: o papel do educador diante das dificuldades de aprendizagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak, 2023.

Nesse livro, a autora fornece dicas sobre a inclusão na escola utilizando os conhecimentos que ela construiu com base em sua experiência em sala de aula.

LEAL, Telma Ferraz; GOIS, Siane (org.). A oralidade na escola: a investigação do trabalho docente como foco de reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2012. (Coleção Língua Portuguesa na Escola, 3).

A obra proporciona uma reflexão a respeito do ensino da oralidade em sala de aula, além de trazer estratégias didático-pedagógicas para orientar o professor neste trabalho.

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008. (Educação Linguística).

Essa obra trabalha a linguagem como ação, desenvolvendo a compreensão acerca da forma como os textos devem ser produzidos de acordo com a situação comunicativa.

MORAIS, José. Criar leitores: para professores e educadores. Barueri: Manole, 2013.

O livro auxilia professores, pais e profissionais a compreenderem o processo cerebral da criança que está aprendendo a ler, considerando seus processos cognitivos e as dificuldades da faixa etária e sugerindo intervenções e estratégias para facilitar a alfabetização.

MOREIRA, Antonio Flávio; CANDAU, Vera Maria (org.). Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas. Petrópolis: Vozes, 2008.

O termo multiculturalismo tem sido amplamente usado e envolve distintas instâncias. Na escola, apresenta relação direta com a pluralidade cultural e a realidade cultural contemporânea. A obra tem como objetivo incentivar discussões, estudos e pesquisas que instiguem práticas renovadas em prol de uma sociedade mais justa e solidária.

SCHNEUWLY, Bernard et al. Gêneros orais e escritos na escola. Tradução de Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004.

Esse livro apresenta as reflexões sobre os gêneros textuais, compreendendo sua importância no ensino escolar.

SOARES, Magda Becker. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São Paulo: Contexto, 2020.

Nessa obra, a autora defende que toda criança pode aprender a ler e a escrever. Ao longo dos capítulos, ela expõe um projeto de alfabetização e letramento bem-sucedido e mostra como ele pode ser aplicado.

ZILBERMAN, Regina. A literatura infantil na escola. 4. ed. São Paulo: Global, 1985.

O livro discute o papel da literatura infantil no processo educativo, destacando sua importância na formação do leitor e no desenvolvimento cultural e crítico das crianças.

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