História


Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Editor responsável: José Rodolfo Vieira
Organizadora:
EDITORA NOVO RUMO Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.
Componente curricular: História
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Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Editor responsável: José Rodolfo Vieira
Organizadora:
EDITORA NOVO RUMO Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.
Componente curricular: História
Organizadora: EDITORA NOVO RUMO
Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.
Editor responsável: José Rodolfo Vieira
Doutor em História pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp-SP) – campus Assis.
Mestre em História Social pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR). Licenciado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Professor no Ensino Superior. Editor e elaborador de materiais didáticos.
Componente curricular: História
1ª edição Londrina, 2025
Edição José Rodolfo Vieira
Assistência editorial Isabella Teodoro Machado
Preparação e revisão Moisés Manzano da Silva (coord.)
Copyright © Editora Novo Rumo, 2025.
Gerência de produção editorial Camila Rumiko Minaki Hoshi
Supervisão de produção editorial Priscilla de Freitas Cornelsen Rosa
Assistência de produção editorial Lorena França Fernandes Pelisson
Coordenação de produção de arte Tamires Rose Azevedo
Edição de arte Rafaela Panissa
Projeto gráfico e design Dayane Barbieri, Keithy Mostachi, Laís Garbelini
Projeto de capa Marcela Pialarissi
Ilustrações de capa Cajila Barbosa
Coordenação de diagramação Adenilda Alves de França Pucca - Nil
Diagramação EfeDois Editoração Ltda., JSDesign, Leda Cristina Silva Teodorico
Autorização de recursos João Henrique Pedrão Feliciano
Iconografia Alessandra Roberta Arias, Vinícius Costa (trat. imagens)
Objetos digitais
Gerência de produção Erick Lopes de Almeida
Roteiros Maria Eduarda Panobianco
Edição de imagens Vitor Ueno
Desenvolvimento Ohanna Schmitt Bolfe, Tatiana Tissa Kawakami
Elaboração de originais
José Rodolfo Vieira
Doutor em História pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp-SP) – campus Assis.
Mestre em História Social pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Professor no Ensino Superior. Editor e elaborador de materiais didáticos.
Júlia Rany Campos Freitas Pereira Uzun
Doutora e mestra em História, na área de História Cultural, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).
Licenciada e bacharela em História pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).
Elaboradora de materiais didáticos.
Vinícius Marcondes Araújo
Mestre em História pela Universidade Estadual de Maringá (UEM-PR).
Licenciado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Professor em escolas do Ensino Básico.
Elaborador de materiais didáticos.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Plantar história : 5º ano : anos iniciais do ensino fundamental / organizadora Editora Novo Rumo ; obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo ; editor responsável José Rodolfo Vieira. -- 1. ed. -- Londrina, PR : Editora Novo Rumo, 2025.
Componente curricular: História.
ISBN 978-65-5158-110-6(livro do estudante)
ISBN 978-65-5158-111-3(livro do professor)
ISBN 978-65-5158-134-2(livro do estudante HTML5)
ISBN 978-65-5158-163-2(livro do professor HTML5)
1. História (Ensino fundamental) I. Vieira, José Rodolfo. II. Série.
Índices para catálogo sistemático:
1. História : Ensino fundamental 372.89
Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA NOVO RUMO.
Avenida Doutor Adhemar Pereira de Barros, 1500, sala 804 - Bela Suíça - Londrina-PR CEP 86047-250 - Tel. (43) 3367-2030 contato@editoranovorumo.com.br
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
Acreditamos que o aprendizado em História é essencial para que os estudantes se tornem cidadãos ativos e capazes de pensar de forma autônoma e crítica. Com base nisso, esta coleção foi cuidadosamente pensada para ser uma parceira nessa missão, proporcionando uma abordagem integrada e relevante.
Ao longo de cada unidade, o conteúdo se conecta diretamente com a realidade dos estudantes, valorizando o que eles já sabem e incentivando a construção de novos conhecimentos. Nessa dinâmica, você é um guia e um mediador, orientando os estudantes a serem os protagonistas de sua aprendizagem.
Para apoiar essa jornada, apresentamos este Livro do Professor. Na primeira parte dele, você encontra informações sobre a estrutura da coleção e a Reprodução do Livro do Estudante com as orientações ao professor nas laterais e nos rodapés das páginas reproduzidas, com comentários práticos para auxiliar o dia a dia em sala de aula, como orientações sobre os conteúdos das unidades, atividades extras, momentos sugeridos de avaliação, entre outros subsídios. Na segunda parte, apresentamos o Manual do Professor, onde você encontra desde a estrutura da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e fundamentos teórico-metodológicos da coleção até recursos práticos, como estratégias de avaliação diversificadas, modelos de planejamento de rotina e de sequência didática, quadro de distribuição dos conteúdos e sugestões de cronogramas.
É importante ressaltar que as sugestões podem ser adequadas de acordo com a realidade da turma e da escola. Esperamos que seja uma ferramenta útil e enriquecedora no processo de ensino-aprendizagem, possibilitando a formação de cidadãos críticos e participativos na sociedade.
Desejamos a você um ótimo ano letivo!
COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS...........................IX AS UNIDADES TEMÁTICAS, OS OBJETOS DE CONHECIMENTO E AS HABILIDADES ...............IX
OS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS ... X
INTEGRAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES CURRICULARES ...................... XI
A PRÁTICA INTERDISCIPLINAR E O TRABALHO COM PROJETOS INTERDISCIPLINARES................ XII AVALIAÇÃO ........................................................ XII
O PAPEL DO PROFESSOR E A PRÁTICA DOCENTE .................................... XV
A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM AÇÃO ..................... XV
BOAS PRÁTICAS NO USO DE TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO ............................. XXI
O ENSINO DE HISTÓRIA.................................. XXII
FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS E PROPOSTA DIDÁTICO-PEDAGÓGICA .............. XXII
QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DOS CONTEÚDOS ......................................... XXVII
SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS .............. XXVIII
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES PARA A PRÁTICA DOCENTE ..........................XXIX
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS .................................................. XXX
Esta coleção é formada por três volumes, sendo 3º , 4º e 5º anos destinados aos estudantes e professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Cada volume é organizado em seis unidades que, por sua vez, são subdivididas em temas e seções que desenvolvem as habilidades relacionadas aos objetos de conhecimento e às competências gerais e específicas propostas pela BNCC. Além disso, durante o desenvolvimento dos conteúdos, a coleção aborda os temas contemporâneos transversais, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e atuantes na sociedade.
Além dos volumes impressos, a coleção apresenta a versão digital do Livro do Estudante e do Livro do Professor com recursos acessíveis, favorecendo a utilização por todos os estudantes. Os livros digitais também apresentam alguns recursos, como infográficos clicáveis, que podem ser acessados, na versão digital, por meio do sumário e de ícones indicados nas páginas dos livros.
O LIVRO DO ESTUDANTE
A seguir, apresentamos a estrutura do Livro do Estudante, explicando as características das seções e de outros elementos que compõem a coleção.
VAMOS INICIAR
Essa seção, presente no início de cada volume, tem o objetivo de avaliar os estudantes com relação aos conhecimentos esperados para o ano de ensino, permitindo a você fazer uma avaliação diagnóstica da turma.
PÁGINAS DE ABERTURA
Têm como objetivos marcar o início de cada unidade, despertar a atenção dos estudantes para o que será abordado e relacionar os conteúdos aos conhecimentos prévios e à sua realidade próxima.
DESENVOLVIMENTO DOS CONTEÚDOS
Os conteúdos são desenvolvidos por meio dos textos, das imagens, das atividades e das seções presentes nas unidades. Com o objetivo de tornar as aulas mais dinâmicas e envolventes, as atividades relacionadas aos conteúdos são apresentadas ao longo da teoria, de modo integrado. Além disso, as atividades têm estruturas variadas e auxiliam no desenvolvimento das habilidades e das competências da BNCC.
BOXE COMPLEMENTAR
Composto de textos e imagens com informações complementares aos conteúdos da unidade.
BOXE CONCEITO
Apresenta conceitos relevantes para o aprofundamento e a progressão do aprendizado.
Apresenta o significado de termos que os estudantes podem desconhecer e que são importantes para a compreensão do texto.
ENTRE TEXTOS
Promove o trabalho com diferentes gêneros textuais, possibilitando o desenvolvimento de habilidades relacionadas à leitura, à escrita, à oralidade e aos processos gerais de compreensão de leitura: localizar e retirar informação explícita de textos; fazer inferências diretas; interpretar e relacionar ideias e informações; analisar e avaliar conteúdos e elementos textuais. A seção apresenta as subdivisões Explorando o texto e Além do texto
Explora os temas contemporâneos transversais, contribuindo para a formação cidadã dos estudantes por meio de reflexões e propostas de resoluções de problemas, de modo que eles sejam atuantes na sociedade em que vivem. É subdividida em Conhecendo o problema, Organizando as ideias e Buscando soluções para que, assim, os estudantes tenham contato com uma situação-problema, reflitam sobre ela e busquem uma solução prática. O tema contemporâneo transversal desenvolvido é identificado nas orientações ao professor
Essa seção tem como objetivo sugerir uma avaliação formativa, de modo que você possa avaliar a aprendizagem dos estudantes com relação aos conteúdos abordados na unidade, fornecendo informações para intervenções caso haja defasagens ou dificuldade de aprendizagem.
Presente no final de cada volume, essa seção contém atividades cujo objetivo é sugerir uma avaliação somativa, de modo que você possa avaliar os estudantes quanto aos conhecimentos adquiridos durante o processo de ensino no ano letivo.
Apresenta sugestões de recursos extras, como livros, filmes e sites. Cada sugestão é acompanhada por uma breve sinopse.
Presente ao final do livro, apresenta referências comentadas de livros e sites que foram consultados na elaboração do Livro do Estudante
ÍCONE DE RESPOSTA NO CADERNO
Indica que os estudantes devem registrar as respostas da atividade no caderno.
ÍCONE DE RESPOSTA ORAL
Indica que os estudantes devem responder à atividade oralmente.
Indica que há Objeto Educacional Digital relacionado aos temas que estão sendo trabalhados e que pode ser acessado na versão digital do livro.
Este Livro do Professor é organizado em duas partes. A primeira apresenta a estrutura da coleção e a Reprodução do Livro do Estudante, que se refere à reprodução das páginas do Livro do Estudante em tamanho reduzido, com respostas e possíveis comentários para você. Nas laterais e nos rodapés dessas páginas, as orientações ao professor propõem comentários, sugestões de condução para as atividades e respostas de algumas atividades que não foram apresentadas na reprodução da página do Livro do Estudante. Essas orientações colaboram para a prática docente e seu dia a dia em sala de aula e foram elaboradas de modo a explicitar os procedimentos das aulas de forma prática e ao mesmo tempo detalhada, oferecendo suporte à prática docente.
A segunda parte, apresentada após a Reprodução do Livro do Estudante, é intitulada Manual do Professor. Ela apresenta a estrutura da BNCC, a fundamentação teórico-metodológica da coleção e aborda diversos assuntos que contribuem para o desenvolvimento docente e para o dia a dia em sala de aula. Além disso, disponibiliza um quadro de distribuição dos conteúdos com as habilidades e as competências gerais e específicas da BNCC que estão sendo desenvolvidas em cada unidade, além de sugestões de cronogramas bimestrais, trimestrais e semestrais. Ao final dessa parte, são apresentadas sugestões de referências complementares para a prática docente e as referências bibliográficas comentadas utilizadas como consulta para a produção das orientações ao professor e do Manual do Professor
Observe a seguir como as orientações ao professor, que constam na primeira parte deste Livro do Professor, estão estruturadas.
Nas orientações ao professor da seção Vamos iniciar, você encontra os objetivos pedagógicos e as sugestões de intervenção, com base nas respostas dos estudantes, considerando os conhecimentos prévios deles.
OBJETIVOS DA UNIDADE
Destaca os objetivos pedagógicos de cada unidade do Livro do Estudante
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
Fornece dicas para que você possa iniciar as aulas, abordar alguns conteúdos ou realizar uma avaliação diagnóstica de maneira diferente da que foi apresentada no Livro do Estudante
Evidencia habilidades, competências e temas contemporâneos transversais da BNCC que estão sendo desenvolvidos em cada conteúdo, destacando as relações entre esses elementos e o conteúdo.
COMENTÁRIOS DIVERSOS
Os comentários e as explicações de caráter prático referentes às atividades do Livro do Estudante e as considerações pedagógicas a respeito de possíveis dificuldades dos estudantes na resolução das atividades, bem como alternativas para consolidar conhecimentos, são inseridos em tópicos ao longo da unidade.
Disponibiliza as sugestões de respostas de algumas atividades e questões indicadas no Livro do Estudante
ATIVIDADE EXTRA
Mostra sugestões de atividades complementares que contribuem para diversificar as estratégias de aprendizagem.
Lista os objetivos pedagógicos de algumas seções do Livro do Estudante
Propõe avaliações formativas para que você possa acompanhar a aprendizagem dos estudantes em diferentes momentos, possibilitando, se for o caso, intervenções no ensino. Para facilitar a avaliação, esse boxe apresenta os objetivos das atividades e as sugestões de intervenção, com foco na recuperação da aprendizagem.
Destaca momentos em que é possível estabelecer relações entre componentes curriculares de diferentes áreas do conhecimento, além de orientações práticas sobre como realizar as articulações entre os conteúdos.
Apresenta sugestões de filmes, livros, sites e outros recursos, contribuindo para a sua formação.
Nas orientações ao professor da seção Coletivamente, apresentamos os objetivos pedagógicos e as orientações sobre como desenvolver os conteúdos e as atividades da seção com os estudantes.
Nas orientações ao professor da seção Entre textos, há os objetivos pedagógicos e as orientações sobre como desenvolver a competência leitora e a competência da escrita por meio do trabalho com essa seção.
Nas orientações ao professor da seção Vamos avaliar o aprendizado, estão os objetivos pedagógicos e as sugestões de intervenção, considerando possíveis dificuldades dos estudantes, além de alternativas para consolidar suas aprendizagens.
Nas orientações ao professor da seção Vamos concluir, tem-se os objetivos pedagógicos e as sugestões de intervenção, considerando possíveis dificuldades dos estudantes, além de alternativas para consolidar suas aprendizagens.
Organizadora:
EDITORA NOVO RUMO
Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.
Editor responsável: José Rodolfo Vieira
Doutor em História pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp-SP) – campus Assis.
Mestre em História Social pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR). Professor no Ensino Superior. Editor e elaborador de materiais didáticos.
Componente curricular: História
1ª edição Londrina, 2025
11/09/2025 14:06:58
Esta parte do Livro do Professor contém a Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido, com respostas das atividades e possíveis comentários para você. Além disso, nas laterais e rodapés há as orientações ao professor que servem como um guia para a prática pedagógica apresentando sugestões sobre como trabalhar as atividades, além de apresentar as respostas que não foram incluídas na reprodução das páginas. Para deixar mais evidente o sentido de leitura, em algumas páginas utilizamos as indicações e .
Copyright © Editora Novo Rumo, 2025.
Edição José Rodolfo Vieira
Assistência editorial Isabella Teodoro Machado
Preparação e revisão Moisés Manzano da Silva (coord.)
Gerência de produção editorial Camila Rumiko Minaki Hoshi
Supervisão de produção editorial Priscilla de Freitas Cornelsen Rosa
Assistência de produção editorial Lorena França Fernandes Pelisson
Coordenação de produção de arte Tamires Rose Azevedo
Edição de arte Rafaela Panissa
Projeto gráfico e design Dayane Barbieri, Keithy Mostachi, Laís Garbelini
Projeto de capa Marcela Pialarissi
Ilustrações de capa Cajila Barbosa
Coordenação de diagramação Adenilda Alves de França Pucca - Nil
Diagramação EfeDois Editoração Ltda., JSDesign, Leda Cristina Silva Teodorico
Autorização de recursos João Henrique Pedrão Feliciano
Iconografia Alessandra Roberta Arias, Vinícius Costa (trat. imagens)
Objetos digitais
Gerência de produção Erick Lopes de Almeida
Roteiros Maria Eduarda Panobianco
Edição de imagens Vitor Ueno
Desenvolvimento Ohanna Schmitt Bolfe, Tatiana Tissa Kawakami
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Plantar história : 5º ano : anos iniciais do ensino fundamental / organizadora Editora Novo Rumo ; obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo ; editor responsável José Rodolfo Vieira. -- 1. ed. -- Londrina, PR : Editora Novo Rumo, 2025.
Componente curricular: História.
ISBN 978-65-5158-110-6(livro do estudante)
ISBN 978-65-5158-111-3(livro do professor)
ISBN 978-65-5158-134-2(livro do estudante HTML5)
ISBN 978-65-5158-163-2(livro do professor HTML5)
1. História (Ensino fundamental) I. Vieira, José Rodolfo. II. Série.
25-299244.0
Índices para catálogo sistemático:
1. História : Ensino fundamental 372.89
Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA NOVO RUMO.
Avenida Doutor Adhemar Pereira de Barros, 1500, sala 804 - Bela Suíça - Londrina-PR CEP 86047-250 - Tel. (43) 3367-2030 contato@editoranovorumo.com.br
Elaboração de originais
José Rodolfo Vieira
Doutor em História pela Universidade Estadual Paulista
“Júlio de Mesquita Filho” (Unesp-SP) – campus Assis.
Mestre em História Social pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Professor no Ensino Superior.
Editor e elaborador de materiais didáticos.
Júlia Rany Campos Freitas Pereira Uzun
Doutora e mestra em História, na área de História Cultural, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).
Licenciada e bacharela em História pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).
Elaboradora de materiais didáticos.
Vinícius Marcondes Araújo
Mestre em História pela Universidade Estadual de Maringá (UEM-PR).
Licenciado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Professor em escolas do Ensino Básico.
Elaborador de materiais didáticos.
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
Olá, estudante!
Você sabia que aprender História é muito mais do que decorar datas e nomes? Estudar História nos permite conhecer melhor o mundo em que vivemos e perceber que as ações dos sujeitos históricos no passado moldaram o presente, e que nossas ações podem transformar a realidade.
Neste livro, as atividades, as imagens e os textos foram selecionados e preparados para que você interaja com fontes históricas e conheça diferentes pontos de vista. Com ele, você vai explorar os espaços do município, como museus, centros culturais, parques, ruas e patrimônios, e vai aprender com as histórias de seus familiares, colegas e profissionais da comunidade. Esperamos que você e seus colegas explorem o livro e participem das atividades. E não se esqueça de que você sempre poderá tirar suas dúvidas com a professora ou o professor.
Aproveite cada momento desse ano letivo e plante as sementes do conhecimento histórico.
Bom estudo!
05/10/2025 16:59:25
Esta coleção aborda diferentes conteúdos, possibilitando que você desenvolva o pensamento autônomo e crítico e trabalhe em coletivo com os colegas. A seguir, observe como o seu livro está organizado e como ele pode ajudá-lo a ser o protagonista em seu processo de aprendizado.
As atividades dessa seção servem para você mostrar o que já sabe e perceber o que precisa estudar um pouco mais.


Nessas páginas, você vai interagir com imagens relacionadas aos conteúdos que serão estudados na unidade e algumas atividades que exploram os seus conhecimentos.
Os conteúdos deste volume são organizados por temas que incentivam a leitura de textos, a análise de imagens e a interação com fontes históricas. Além disso, são apresentadas algumas atividades para que você e seus colegas verbalizem seus saberes e suas opiniões.



cultural brasileiro, importante certificação dada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A atribuição reconhece a presença das ancestralidades africanas na formação social e cultural do Amapá e da Amazônia. Além disso, pode assegurar condições de transmissão e reprodução dessa manifestação cultural. O anúncio aconteceu durante reunião do conselho consultivo do Iphan, em Belém (PA). De acordo com a membro do comitê gestor da Secretaria Extraordinária de Políticas para os Afrodescendentes (Seafro), Valdinete Costa, o marabaixo foi reconhecido como patrimônio cultural brasileiro por ser uma forma de expressão que reúne referências culturais vivenciadas e atualizadas pelos amapaenses, fundamental para a construção e afirmação da identidade cultural negra brasileira, além de compor a memória, a identidade e a formação da sociedade. [...] MARABAIXO reconhecido como patrimônio cultural brasileiro. Governo do Estado do Amapá nov. 2018. Disponível em: https://agenciaamapa.com.br/noticia/7772/ marabaixo-e-reconhecido-como-patrimonio-cultural-brasileiro. Acesso em: out. 2025. Ilustração que representa manifestação cultural Marabaixo. 130 ) Qual é o tema principal da notícia? b ) Em que veículo essa notícia foi publicada? Como você descobriu essa informação? c ) Por que podemos caracterizar esse texto como uma notícia? Reflita sobre as características desse tipo de texto e cite alguns argumentos aos colegas.
d ) Em sua região, há patrimônios reconhecidos pelos órgãos do governo? Com os colegas, formem grupos

Nessa seção, você vai aprender novos conhecimentos históricos com base no estudo de diferentes gêneros textuais.
Algumas palavras do texto são destacadas para te ajudar na compreensão de alguns conteúdos.

05/10/2025 16:59:28



Nessa seção, você vai se deparar com alguns problemas contemporâneos e, com a ajuda dos colegas, propor soluções para transformar o mundo em um lugar mais justo e igualitário.
Temas importantes são abordados como maneira de complementar o conteúdo trabalhado.

Apresenta conceitos importantes para o desenvolvimento do conteúdo abordado.


VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
Ao final de cada unidade, há uma seção de atividades para que você recupere o aprendizado dos conteúdos abordados.
Nas atividades dessa seção, você poderá recuperar o aprendizado e avaliar o progresso dos conhecimentos estudados durante o ano letivo.




Essa seção apresenta sugestões de livros, sites e filmes que estão relacionados com os conteúdos estudados.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
No final do volume serão apresentadas as referências bibliográficas comentadas que foram usadas para a elaboração dos temas e conteúdos abordados no livro.
RESPOSTA ORAL
Indica atividades e questões que você deve responder oralmente.
Indica atividades e questões que você deve responder no caderno.
OBJETOS DIGITAIS
Indica que existe, na versão digital deste livro, um infográfico clicável relacionado ao conteúdo.
Os sites indicados neste livro podem mostrar imagens e textos diferentes dos que foram pensados para o seu estudo. Isso acontece porque o conteúdo disponível on-line pode ser alterado com o tempo e variar conforme o histórico de pesquisa do usuário. Por isso, não temos como controlar as imagens e os textos que aparecem em tais sites
TEMA
OBJETOS DIGITAIS
UNIDADE 1 INFOGRÁFICO CLICÁVEL: O Código de Hamurabi 21
UNIDADE 1 INFOGRÁFICO CLICÁVEL: A religião e a natureza no Egito antigo 28
UNIDADE 2 INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Palácio do Congresso Nacional 42
UNIDADE 4 INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Cartas cuneiformes
UNIDADE 6 INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Complexo de Áreas
UNIDADE 6 INFOGRÁFICO CLICÁVEL: A biodiversidade de Paraty e Ilha Grande
05/10/2025 15:28:29
As atividades desta seção podem ser utilizadas como estratégia de avaliação, de retomada dos conteúdos do 4º ano e também de verificação dos conhecimentos prévios, contribuindo para o monitoramento da aprendizagem dos estudantes. Observe a seguir algumas orientações que podem auxiliar nesse processo.
1. Objetivo
Avaliar os conhecimentos dos estudantes sobre os elementos formadores da ciência histórica.
Sugestão de intervenção:
Caso algum estudante tenha dificuldade na realização da atividade, solicite a ele que leia novamente o texto e elenque os elementos presentes na caixa de memórias, indicando-os oralmente e criando uma lista no caderno. Peça a esse estudante que descreva cada fonte histórica da caixa, definindo a diferença entre elas – se são escritas ou não e se revelam algum tipo de cena do passado, por exemplo. Ao longo do ano letivo, é necessário observar e corrigir as possíveis defasagens relacionadas ao conceito de fonte histórica, visto que os estudantes vão explorar diversos tipos de fonte, constituindo um dos conceitos centrais da História. Monitore os aspectos da aprendizagem desse estudante e, se necessário, promova constantemente atividades que busquem suprir suas carências.
2. Objetivo
Avaliar se os estudantes são capazes de diferenciar as formas de fixação do ser humano.
Sugestão de intervenção:
Se algum estudante apresentar dificuldade, explique-lhe as características que diferenciam as formas de fixação dos seres humanos no ambiente. Se julgar pertinen-
Escreva as respostas no caderno.
2. Resposta: Nômades: populações que não têm moradia fixa e se mudam com frequência. Seminômades: populações que podem ter (as cartas), as fontes materiais (sapatinho de criança e o primeiro dente de Alice) e as fontes imagéticas (as fotografias).
residência fixa, mas se deslocam esporadicamente. Sedentárias: populações que estabelecem moradias fixas.
1. Leia o texto a seguir sobre a caixa de memórias de vovó Lúcia. Depois, responda às questões.
1. b) Resposta: É possível identificar as fontes escritas
Alice foi passar o feriado na casa de seus avós e encontrou uma caixa em um baú. Era a caixa de memórias da avó Lúcia, que tinha começado a organizá-la quando ainda era bem jovem. As duas abriram a caixa e vovó Lúcia mostrou a Alice vários elementos de sua história, como as cartas de amor que recebeu do vovô Pedro quando ainda eram namorados, o primeiro sapatinho da mãe de Alice, diversas fotografias e o primeiro dentinho de Alice.
Ilustração de uma menina segurando uma caixa.
Produzido especialmente para esta obra.
Sobre a caixa de memórias de vovó Lúcia, responda:
a ) Por que é possível dizer que o conteúdo da caixa é composto de fontes históricas?
Resposta: Porque a caixa é composta de registros da história de vovó Lúcia e de sua família.
b ) Quais tipos de fontes históricas é possível identificar na caixa de memórias de vovó Lúcia?
c ) Quais outros tipos de fontes históricas você conhece? Cite pelo menos três exemplos.
2. Copie e preencha o quadro a seguir explicando o que são populações nômades, seminômades e sedentárias. Caso não se recorde, faça uma pesquisa em livros ou na internet para descobrir as respostas.
Populações
Nômades
Seminômades
Sedentárias
Diferentes tipos de população
1. c) Resposta pessoal. É importante que os estudantes consigam identificar diferentes exemplos de fontes sonoras, fontes visuais, fontes arqueológicas, fontes orais e fontes imateriais.
te, indique características de cada uma dessas populações. Aproveite a oportunidade para retomar algumas sociedades nômades e seminômades da atualidade e valorizar a diversidade cultural. Monitore a aprendizagem dos estudantes a respeito desse objetivo ao longo do ano letivo.
3. Leia o texto a seguir e responda às questões.
A palavra “migrante” corresponde à pessoa que muda seu lugar de residência para outro. Essa mudança pode ser de cidade, de região ou até mesmo de país. Já “imigrante” é um termo específico para nomear qualquer pessoa que entra em um país estrangeiro, independentemente do motivo. Tanto o migrante quanto o imigrante se deslocam voluntariamente, diferente do que acontece com o refugiado.
ZAHZUK, Maisa. Eu estou aqui: crianças que deixaram seus países para começar uma nova vida no Brasil. São Paulo: Panda Books, 2019. p. 57.
4. a) Sugestão de resposta: Os emojis expressam que elas estão felizes pelo fato de uma delas ter adotado um cachorro.
a ) De acordo com o texto, o que significa a palavra migrante?
Resposta: Corresponde à pessoa que se muda de seu lugar de residência para outro.
b ) Qual a semelhança entre migrante e imigrante?
Resposta: Os dois se deslocam voluntariamente, diferente do refugiado.
4. Atualmente, muitas pessoas utilizam aplicativos de mensagens para se comunicar. Além das palavras escritas, é comum o uso de emojis para se comunicar e expressar algumas ideias. Agora, leia a conversa de Bruna e responda às questões.
a ) O que os emojis expressam sobre a conversa das duas amigas?
b ) Em sua opinião, por que a comunicação é tão importante para a vida em sociedade?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes indiquem a importância da comunicação como a forma de um indivíduo expor suas ideias, da relação entre os diversos membros de uma sociedade e como modo de mantê-los informados sobre os diversos acontecimentos de sua região e do mundo.
Ilustração representando duas mulheres conversando em um aplicativo de mensagens
O quê?
Amiga, você não sabe o que eu fiz ontem, depois que saí do trabalho!!
Não acredito!! Você adotou um cachorro??
Sim!!! Precisamos passear com ele.
Vamos!!!
3. Objetivo
Avaliar se os estudantes são capazes de refletir sobre os processos migratórios da atualidade.
Sugestão de intervenção:
Em caso de dificuldade, incentive os estudantes a refazerem a leitura coletiva do texto em voz alta. Para responder aos itens a e b, retome os conceitos de migração, imigração e emigração, pedindo aos estudantes que identifiquem a diferença entre eles. Depois, peça a eles que tentem resolver a atividade novamente. Para aprofundar a discussão da atividade, questione-os sobre as possíveis motivações que levam um grupo a deixar sua região de origem. Cite casos em contextos históricos para ativar a memória dos estudantes sobre o tema.
4. Objetivo
Avaliar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre a importância da comunicação nas sociedades. Sugestão de intervenção:
Caso algum estudante tenha dificuldade na realização desta atividade, peça a ele que a releia. Para a realização do item a, solicite a esse estudante que identifique cada emoji de forma individual, verificando o que cada um expressa. Em seguida, instrua-o a tentar refazer a atividade. Para a realização do item b, peça ao estudante que reflita sobre como é feita a comunicação no ambiente escolar, como o som do sinal para entrar e sair da sala de aula, a palavra falada para expressar ideias e opiniões sobre os conteúdos estudados e a escrita para registrar anotações importantes. Aponte também para as formas de comunicação não verbal utilizadas por pessoas com deficiência, como a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Solicite a ele, então, que refaça o item da atividade.
05/10/2025 15:29:29
OBJETIVOS DA UNIDADE
• Compreender o que são povos nômades, seminômades e sedentários.
• Conhecer características de Estados e ordenações sociais da Antiguidade e da atualidade.
• Estudar manifestações artísticas e culturais de povos da atualidade.
• Estudar sobre culturas e religiões da Antiguidade.
Para iniciar a abordagem da unidade, explore a imagem das páginas de abertura e promova uma roda de conversa com os estudantes. Para isso, comente que a pintura é uma cópia de um mural do século XIII a.C. que representa uma cena da vida após a morte, de acordo com a tradição egípcia. Em seguida, pergunte quais elementos eles identificam na pintura e, caso tenham dificuldade, explique que a cena representa Sennedjem e sua esposa realizando atividades agrícolas em um campo de junco, chamado Campo de Iaru, lugar onde, segundo a crença dos antigos egípcios, os mortos viviam em paz e harmonia. Verifique se eles perceberam que, nessa representação, a agricultura foi ilustrada como uma atividade sagrada para os egípcios antigos. Essa intervenção permite explorar como diferentes povos se organizavam e representavam suas práticas culturais e econômicas.

BNCC
Sennedjem e Iineferti nos campos de Iaru, de Charles K. Wilkinson. Têmpera sobre papel, 54 cm × 84,5 cm. 1922. Esta obra é cópia de uma pintura mural do Egito antigo de cerca de 3 300 anos atrás.
• O conteúdo das páginas de abertura favorece o desenvolvimento da habilidade EF05HI03, uma vez que os estudantes poderão analisar o papel da cultura e da religião na organização identitária dos povos egípcios. A análise da imagem favorece o desenvolvimento de aspectos da Competência específica de História 3, pois os estudantes formularão hipóteses em relação a determinado contexto histórico, recorrendo à linguagem imagética.
1. Resposta: O casal está semeando na terra e colhendo cereais.
Essa pintura mostra um mesmo casal em diversas atividades no campo. Quais são essas atividades?
Qual é a relação dos rios com a formação das primeiras aldeias e cidades na Antiguidade? Como você chegou a essa conclusão?
O que você conhece sobre os povos da Antiguidade? Comente com os colegas. 1. 2. 3.
2 e 3. Respostas e comentários nas orientações ao professor

Antiguidade. Pergunte aos estudantes o que conhecem ou estudaram sobre os povos antigos, como histórias, construções, costumes e crenças, e registre na lousa as informações apontadas por eles, de forma a produzir um repertório coletivo.
Respostas
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes levantem hipóteses sobre a relevância dos rios para o processo de sedentarização e o sur-
gimento das cidades. Eles podem indicar que chegaram a essa conclusão com base no conhecimento prévio sobre o tema.
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3. Resposta pessoal. Eles podem indicar a construção de pirâmides, as práticas religiosas e as manifestações artísticas de gregos antigos, romanos antigos, egípcios antigos e mesopotâmicos.
• Na atividade 1, convide os estudantes a observarem com atenção o casal representado na pintura. Pergunte o que acham que eles estão fazendo e por quê. Explique que, para os egípcios antigos, a agricultura não era apenas um trabalho, mas era também prática sagrada, ligada à sobrevivência e à harmonia com a natureza. Essa pode ser uma boa oportunidade para conversar com a turma sobre a importância da agricultura para os povos antigos e os ciclos da natureza que influenciavam suas vidas.
• Na atividade 2, engaje os estudantes para um debate explorando o cotidiano com algumas perguntas, como: “Qual é a importância dos rios na atualidade?”; “Por que é importante conservá-los?”. Incentive-os a responder com base nas funções dos rios para os seres humanos na atualidade, como o fornecimento de água, energia elétrica, transporte e lazer. Em seguida, conduza o diálogo para que percebam a importância dos rios na formação das primeiras aldeias e cidades, como a garantia de água para irrigar o solo e saciar a sede de humanos e animais, o fornecimento de alimentos por meio da pesca e o deslocamento de pessoas e mercadorias por meio da navegação.
• A atividade 3 possibilita sistematizar os conhecimentos prévios da turma sobre povos e culturas da
• O objetivo da atividade 1 é investigar o conhecimento prévio dos estudantes sobre os conceitos de nomadismo e sedentarismo. Caso eles não se lembrem, faça algumas perguntas para recuperar os conhecimentos. Pergunte, por exemplo, como é chamado o grupo de pessoas que se deslocam com frequência ou que se estabelecem por muito tempo no mesmo lugar. Em seguida, motive-os a relacionar as respostas aos conceitos de nomadismo e sedentarismo. Por fim, converse sobre os motivos que levaram os primeiros grupos humanos a se fixarem em determinados territórios, como a proximidade de rios, a descoberta da agricultura e a domesticação de animais.
• Na atividade 2, motive os estudantes a analisarem a pintura rupestre. Caso apresentem dificuldade, peça-lhes que observem atentamente cada elemento da imagem. Em seguida, faça algumas perguntas, como: “Quais são os elementos que compõem a imagem?”; “O que os seres humanos estão segurando?”; “Há algum animal representado? Se sim, qual?”; “Ele parece um animal doméstico ou selvagem?”. Espera-se que os estudantes levantem hipóteses sobre as atividades humanas representadas na pintura.
1. O que é nomadismo? E sedentarismo?
1. Resposta: Nomadismo é a prática de populações que não têm moradia fixa e se mudam com frequência. Sedentarismo é a prática na qual as populações estabelecem moradias fixas.
Os primeiros grupos humanos eram nômades, ou seja, não tinham moradia fixa. Eles organizavam acampamentos e construíam abrigos temporários com matérias-primas disponíveis, como pedras, madeira e folhas. Para se alimentar, pescavam, caçavam e coletavam alimentos. Quando os recursos naturais se esgotavam, mudavam em busca de um novo lugar para viver.
Por volta de 12 mil anos atrás, o desenvolvimento da agricultura e da criação de animais transformou o modo como diversos grupos humanos se relacionavam com a natureza. Além de produzirem o próprio alimento, passaram a permanecer por mais tempo no mesmo lugar. Esse processo é conhecido como sedentarização.
Porém, a sedentarização não foi a única alternativa. Muitos grupos permaneceram com seu modo de vida nômade ou seminômade. Isso não indica que esses grupos eram menos ou mais evoluídos que os sedentários. Eles apenas tinham modos de vida diferentes.
2. Em dupla, façam uma análise dessa pintura rupestre. O que é possível saber sobre os grupos humanos que a produziram?

As pinturas rupestres são vestígios dos primeiros grupos humanos. Por meio de sua análise, os historiadores podem descobrir aspectos da cultura e do modo de vida de nossos ancestrais.
Pintura rupestre feita por volta de 9 mil anos atrás. Sítio arqueológico de Tassili n’Ajjer, na Argélia. Fotografia de 2023.
Seminômade: pessoa ou grupo que pode ter residência fixa e praticar a agricultura, mas se desloca esporadicamente.
Cultura: conjunto de valores, práticas religiosas, costumes e formas de comunicação que são produzidos e compartilhados pelos diferentes grupos humanos.
2. Resposta pessoal. O objetivo da atividade é possibilitar a análise da representação de pessoas e animais em uma pintura rupestre.
• O estudo deste tema desenvolve a habilidade EF05HI01, uma vez que os estudantes poderão relacionar o nomadismo e o sedentarismo à ocupação do espaço geográfico. O tema mobiliza também as Competências específicas de História 5 e 6 ao promover a análise da pintura rupestre e abordar as noções de nomadismo, sedentarismo e seminomadismo, contribuindo para a compreensão a respeito do movimento de populações no tempo e no espaço.
Há cerca de 9 mil anos, a partir do processo de sedentarização, os grupos humanos passaram a transformar a natureza de acordo com as suas necessidades. Conforme aumentava a produção de alimentos, crescia o número de habitantes. Assim, aos poucos, começaram a se formar algumas das primeiras aldeias e cidades, como Çatal Hüyük, na atual Turquia, e Ur, onde hoje é território do Iraque.
Em geral, essas cidades eram construídas em lugares próximo aos rios, a fim de facilitar o consumo de água pelos humanos e animais e sua utilização na agricultura, para a irrigação. Os rios também eram aproveitados para a prática da pesca e como via de transporte, por meio de embarcações. Além disso, os habitantes das cidades produziam artefatos de cerâmica e realizavam trocas comerciais com outros povos.
3. Observe no mapa onde surgiram algumas das primeiras cidades.
Surgimento de algumas das primeiras cidades (entre 9 e 5 mil anos atrás)
Mar Negro
ANATÓLIA
Çatal Hüyük
Mar Mediterrâneo
Gizé Mên s
Tebas
Assuã
EGITO
Mar Vermelho
MESOPOTÂMIA
Susa Nipur Ur Eridu
IRÃ
ARÁBIA
ÍNDIA
OCEANO ÍNDICO
0 490 km
Erlitou
Pan-lou-cheng CHINA
Trópico de Câncer
Cidades Rios
Fonte de pesquisa: BOYLE, Charles (ed.). A aurora da humanidade. Rio de Janeiro: Time-Life: Abril Livros, 1993. p. 130-131. (Coleção História em Revista).
Agora, responda às questões.
3. a) Resposta: Nilo, Tigre, Eufrates, Indo, Huang-Ho (Amarelo) e Yang Tsé-Kiang (Azul).
a ) As primeiras cidades surgiram próximo aos rios, como os que aparecem no mapa. Cite o nome de cada um deles.
b ) Explique a relação entre o processo de sedentarização e os rios que aparecem no mapa. Como você chegou a essa conclusão?
3. b) Resposta: Os rios favoreciam o abastecimento de água para a agricultura e o consumo humano e dos animais. Para responder à atividade, espera-se que os estudantes relacionem o mapa com o texto da página.
• Para verificar se os estudantes compreenderam os conceitos de nomadismo e sedentarismo, crie um quadro na lousa com algumas palavras e expressões, tais como: nomadismo – caça – coleta – pesca – sedentarismo – agricultura –criação de animais – rios – cidade. Em seguida, solicite a eles que elaborem um pequeno texto utilizando-as. Se necessário, retome com eles de forma oral os conceitos de sedentarismo e nomadismo, de modo que recuperem o aprendizado estudado em sala de aula e consigam construir textualmente a argumentação.
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• O conteúdo favorece o desenvolvimento da habilidade EF05HI01 ao permitir aos estudantes que compreendam a relação entre o processo de sedentarização, a prática da agricultura e os rios, analisando o surgimento das primeiras cidades e a transformação do espaço pelas sociedades humanas.
• É importante destacar para os estudantes que as datas de surgimento das primeiras cidades podem variar de acordo com as diferentes pesquisas arqueológicas, pois novas descobertas de fósseis e artefatos podem alterar a datação. Comente com eles que entre as cidades mais antigas que aparecem no mapa está Çatal Hüyük, datada de cerca de 9 mil anos atrás.
• Na atividade 3, explore o mapa com os estudantes. No item a , caso tenham dúvidas para identificar o nome dos rios, peça-lhes que acompanhem, com o dedo no mapa, os cursos dos rios Nilo, Tigre, Eufrates, Indo, Azul e Amarelo. Essa intervenção contribui para o desenvolvimento do pensamento geográfico, uma vez que os estudantes poderão identificar a localização de algumas das primeiras cidades. No item b, engaje os estudantes em uma discussão que destaque a importância dos rios e sua relação com o processo de sedentarização. Instigue a formulação de hipóteses e valorize o esforço em estabelecer relações entre texto e mapa. Durante a realização da atividade, promova um ambiente acolhedor, possibilitando a todos que verbalizem o raciocínio.
• Avaliar se os estudantes compreenderam os conceitos de nomadismo e sedentarismo.
• Aproveite o tema abordado e comente com os estudantes alguns problemas causados pelas ações humanas no meio ambiente. Explique que, enquanto as enchentes são eventos naturais e periódicos no ciclo dos rios, as inundações ocorrem quando a água do rio transborda e invade as áreas urbanas. Em geral, as inundações são resultado de eventos naturais e humanos, como chuvas intensas, desmatamento e o descarte inadequado de resíduos sólidos. Explorar essa distinção auxilia na compreensão de como processos naturais interagem com ações humanas, afetando o equilíbrio ambiental.
• O conteúdo possibilita articulação com o componente curricular de Geografia ao explorar a localização do Rio Eufrates, que atravessa os atuais territórios da Turquia, Síria e Iraque. Se julgar pertinente, para recuperar o aprendizado sobre o surgimento das primeiras cidades, retome o mapa da página 17 e peça aos estudantes que identifiquem o nome de algumas cidades que surgiram nas margens desse rio. É possível ampliar a atividade incentivando-os a pesquisar na internet ou em livros na biblioteca os aspectos físicos (clima, relevo) e humanos (população) dos países que atualmente são atravessados por esse rio, favorecendo a compreensão integrada das relações entre meio ambiente e sociedade.
• Na atividade 1 , explore com os estudantes as imagens do Rio Eufrates em 2006 e 2009, promovendo a percepção sobre a redução drástica do volume de água nesse período. Pergunte-lhes quais são as possíveis causas dessa redução, possibilitando a eles levantar
Durante o processo de sedentarização, os rios tiveram papel fundamental, uma vez que possibilitavam a prática da agricultura e a criação de animais, além de servirem como fonte de água para as populações humanas.
Porém, ao longo dos milênios, os rios passaram por mudanças, muitas delas causadas pelas ações dos seres humanos. Nas cidades, por exemplo, vários rios foram canalizados, alterando seu curso natural e aumentando a ocorrência de inundações. Além disso, começaram a ser despejados nos rios resíduos orgânicos e esgoto, gerando poluição.
O Rio Eufrates, por exemplo, sofreu grandes alterações ao longo do tempo. Além da seca que atingiu a região em 2007, uma das principais causas da intensa diminuição do volume de água desse rio é seu uso indiscriminado para a irrigação.
Agora, responda às questões a seguir.
1. Compare as imagens do Rio Eufrates capturadas pelos satélites da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa, na sigla em inglês).

da Nasa que mostra o Reservatório Qadisiyah, no Rio Eufrates, no Iraque em 2009.
Imagem da Nasa que mostra o Reservatório Qadisiyah, no Rio Eufrates, no Iraque, em 2006.

O que aconteceu com o Rio Eufrates entre 2006 e 2009?
1. Resposta: O Rio Eufrates perdeu grande volume de água nesse período.
hipóteses sobre esse acontecimento. Caso tenham dificuldade, enfatize que essa diminuição pode ser resultado de fatores climáticos e da ação humana, como longos períodos de seca e uso intenso das águas do rio para irrigação. Aproveite a oportunidade e promova a discussão acerca da situação dos rios do município ou da região onde os estudantes moram, identificando se eles enfrentam problemas semelhantes, incentivando, dessa forma, o pensamento autônomo e crítico.
• O conteúdo apresentado favorece o desenvolvimento das Competências gerais 2 e 7 ao incentivar a investigação dos impactos humanos nos rios e ao possibilitar aos estudantes que argumentem por meio de fatos e dados para defender ideias e práticas sustentáveis.
2. No Brasil, o problema da destruição dos rios também é uma realidade. Leia o texto e a tirinha.
2. a) Resposta: Proteger rios e córregos,
impedindo que sujeiras sólidas cheguem aos rios e córregos.
A mata ciliar, por exemplo, funciona na natureza como os cílios funcionam para os nossos olhos Tal como os nossos cílios, que limpam e lubrificam nossos olhos, além de permitir que se fechem diante de uma luz muito forte, ou de uma ameaça qualquer (cisco de poeira, por exemplo); a mata Ciliar (ou Área de Preservação Permanente - APP) protege os rios e córregos, impedindo que sujeiras sólidas, como terra [...] e adubos cheguem aos rios, às lagoas e aos córregos.
ÁGUA. Embrapa. Disponível em: https://www.embrapa.br/contando-ciencia/ agua/-/asset_publisher/EljjNRSeHvoC/content/a-importancia-das-matas-ciliares /1355746?inheritRedirect=false. Acesso em: 3 out. 2025.
Ilustrações que representam galhos de árvore.

BECK, Alexandre. Armandinho. Tiras Armandinho, 14 dez. 2014. Disponível em: https://www.tumblr.com/ tirasarmandinho/105178875199/tirinha-original. Acesso em: 25 jul. 2025.
Agora, responda às questões.
2. b) Resposta: Porque tiramos a mata ciliar, que protege os rios e as nascentes, e depois reclamamos da falta de água
a ) De acordo com o texto, qual é a função das matas ciliares?
b ) Por que o personagem da tirinha pergunta para o pai dele se nós, humanos, somos mesmo inteligentes?
c ) Por que é importante a conservação das matas ciliares?
2. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam e compartilhem seus pontos de vista sobre a importância de conservar as matas ciliares.
e compartilhar com os estudantes em sala de aula. Comente que o uso de linguagens artísticas para denunciar problemas sociais e ambientais é uma prática comum na atualidade. Em seguida, motive os estudantes a produzirem as próprias tirinhas.
Materiais necessários
• folha de papel
• lápis de escrever
• lápis de cor
Passo a passo
a) Engaje os estudantes na produção de tirinhas representando ações que contribuem para a
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conservação da água, como fechar torneiras, tomar banhos rápidos e jogar os resíduos sólidos nos lugares adequados.
b) Incentive a criatividade e o senso crítico dos estudantes para a elaboração das tirinhas.
d) Por fim, promova um sarau para discutir as tirinhas produzidas pelos estudantes, possibilitando a eles que verbalizem o raciocínio. Essa intervenção contribui para a recuperação do aprendizado sobre os impactos ambientais nos rios ao longo da história e a interação com a linguagem do gênero textual tirinha.
• No item a da atividade 2, espera-se que os estudantes analisem o texto para responder à questão. Caso tenham dificuldade, comente que matas ciliares são vegetações nativas que margeiam rios e nascentes, essenciais para proteger o solo da erosão, manter a qualidade da água e garantir o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. No item b, ajude os estudantes a explorarem a tirinha. Para isso, verifique se eles perceberam que o personagem Armandinho está fazendo uma pergunta crítica ao seu pai e que há a ilustração de matas ciliares. Em seguida, pergunte por que o personagem questiona o pai sobre a inteligência humana, visto que tiramos a mata ciliar e depois reclamamos de falta de água. Promova a reflexão com base na realidade próxima, perguntando se os rios e nascentes do município têm matas ciliares conservadas e se elas estão protegidas. Aproveite o item c para promover um diálogo sobre a relevância das matas ciliares. Enfatize o respeito e a escuta ativa e promova um ambiente acolhedor para a diversidade de opiniões.
• Convide os estudantes para a sala de informática para pesquisarem outras tirinhas do personagem Armandinho, identificando os temas abordados. Uma alternativa é imprimir algumas tirinhas
• O objetivo da atividade 1 é investigar o conhecimento prévio dos estudantes sobre o tema. Instigue-os a estabelecer relações entre as funções dos primeiros Estados e as funções dos Estados na atualidade. Para isso, pergunte aos estudantes quais são as funções dos governos nos dias de hoje. Depois, peça-lhes que imaginem como era viver na Antiguidade e quais eram as atividades exercidas pelos Estados. Caso tenham dificuldade, comente que entre as funções dos primeiros Estados estavam a organização da defesa da cidade, o controle da produção de alimentos, a cobrança de impostos, a construção de obras hidráulicas, o estabelecimento de regras de convivência e a criação de leis.
• Comente que a vida nas sociedades sedentárias levou, pouco a pouco, à formação do Estado na Antiguidade, pois se tornou necessário organizar atividades do dia a dia e gerir questões administrativas, como as leis, a defesa da população e a coleta de impostos. Para promover a recuperação de aprendizados sobre as primeiras cidades, oriente os estudantes a retomarem o mapa da página 17 para localizar geograficamente a cidade de Ur, na Mesopotâmia. Aproveite a oportunidade e pergunte quais rios estão localizados perto dessa cidade.
• A respeito do conceito de Antiguidade, explique aos estudantes que uma das marcações estabelecidas por historiadores ocidentais define que esse período histórico começa por volta do ano 4 000 a.C., com o desenvolvimento da escrita, e vai até 476 d.C., com a queda do Império Romano do Ocidente. Ressalte que essa não é a única marcação de tempo existente na História e que o desenvolvimento da escrita não ocorreu em to-
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem a respeito de algumas funções administrativas exercidas por governantes e funcionários dos primeiros Estados da Antiguidade.
1. Em sua opinião, quais eram as funções dos primeiros Estados da Antiguidade?
Professor, professora: Sobre a abreviatura a.C., que aparece na fonte da ilustração, aos estudantes que significa “antes de Cristo”. explique
Antiguidade
Período histórico que tem início com o desenvolvimento da escrita, por volta de 6 mil anos atrás, e vai até cerca de 1 500 anos atrás.
Ao longo do tempo, conforme as aldeias e as cidades cresciam e se tornavam mais complexas, surgiam também novas necessidades. Assim, sob a administração de reis e governantes, essas cidades formaram sistemas de governo, dando origem aos primeiros Estados.
A administração dos primeiros Estados envolvia a organização da defesa da cidade, o controle da produção de alimentos, a cobrança de impostos e a construção de estradas, poços, canais de irrigação e represas. Os reis, geralmente, governavam sozinhos e seu cargo era hereditário, impedindo a participação da população no poder político. O estabelecimento de regras de convivência e a criação de leis também faziam parte das atribuições do Estado.
Observe a representação de Ur, na Mesopotâmia, uma das primeiras cidades da história, por volta de 5 mil anos atrás.
de Ur
Representação artística baseada em estudos históricos. Fonte de pesquisa: WOODHEAD, Henry (ed.). A era dos reis divinos: 3000-1500 a.C. Rio de Janeiro: Cidade Cultural, 1989. p. 22-23.

dos os lugares ao mesmo tempo. A explicação do conceito contribui para a progressão do aprendizado, uma vez que os estudantes poderão identificar temporalmente o período histórico referente à organização dos primeiros Estados.
BNCC
• Esse tema favorece a abordagem da habilidade EF05HI02, destacando os mecanismos de organização do poder político com vistas à compreensão da ideia de Estado. O tema também desenvolve aspectos das Competências específicas de História 1 e 2 ao promover discussões sobre o surgimento dos primeiros
Hereditário: que é transmitido de pai para filho.
Estados na Antiguidade e problematizar as marcações de tempo e a discussão sobre diferentes temporalidades.
2. a) Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que sim, pois a pessoa que cometeu o roubo tinha de pagar trinta vezes o valor do furto.
2. Um dos primeiros conjuntos de leis de que se tem conhecimento é o Código de Hamurabi, de cerca de 3 800 anos atrás, feito na Mesopotâmia. Leia um artigo desse código.
[...] n. 8 Se alguém roubar gado ou ovelhas, ou uma cabra, ou asno, ou porco, se este animal pertencer a um deus ou à corte, o ladrão deverá pagar trinta vezes o valor do furto [...].
TESOLIN, Fabiano da Rosa; MACHADO, André de Azevedo (coord.). Direito federal brasileiro: 15 anos de jurisdição no STJ dos Ministros Og Fernandes, Luis Felipe Salomão e Mauro Campbell Marques. Londrina: Thoth, 2023. p. 614.
INFOGRÁFICO CLICÁVEL:
O Código de Hamurabi
Corte: neste caso, pode se referir ao palácio do rei e às pessoas da nobreza.
a ) De acordo com o Código de Hamurabi, roubar um animal pertencente a um deus ou à corte era considerado crime grave? Justifique sua resposta.
b ) Qual é o principal conjunto de leis do Brasil na atualidade? Se necessário, converse com seus familiares ou faça uma pesquisa para responder à questão.
2. b) Resposta: A Constituição Federal de 1988.
Representação artística baseada em estudos históricos. Fonte de pesquisa: WOODHEAD, Henry (ed.). A era dos reis divinos: 3000-1500 a.C. Rio de Janeiro: Cidade Cultural, 1989. p. 22-23.

Ilustração que representa a cidade de Ur há cerca de 5 mil anos.
• A atividade 2 permite aos estudantes interagir com a Constituição Federal de 1988. Em sala de aula, motive-os a compartilhar os resultados da pesquisa ou da conversa com os familiares. Para isso, promova um ambiente acolhedor, possibilitando a todos que verbalizem o raciocínio e as ideias de forma respeitosa. Aproveite a oportunidade e destaque que o conjunto de leis do Brasil na atualidade é diferente do código de Hamurabi, uma vez que este é baseado na Lei de Talião, que punia os infratores com penas equivalentes ao dano causado às vítimas, e que uma das características da Constituição Federal de 1988 é a promoção da liberdade, da vida e dos direitos humanos.
• Explique que o Código de Hamurabi leva esse nome por ter sido elaborado durante o governo do rei com o mesmo nome, na Babilônia, por volta de 1780 a.C. Enfatize que, na Mesopotâmia, o soberano era considerado um enviado dos deuses, e, dessa maneira, infringir a lei era contrariar a vontade divina. Para aprofundar esse tema, leia o texto a seguir. Conferida ao homem pelos deuses, a realeza era a instituição central da sociedade mesopotâmica. Ao contrário dos faraós egípcios, os reis da Mesopotâmia não se consideravam deuses, mas grandes homens escolhidos pelos deuses para representá-los na Terra. Os deuses governavam através dos reis, que lhes prestavam informações sobre as condições na sua terra (que era propriedade dos deuses) e a eles pediam orientação. O rei administrava as leis, que vinham dos deuses. A principal coleção de leis na Mesopotâmia antiga foi o famoso código de Hamurabi (c. 1792-c. 1750 a.C.), o governante babilônico. Descoberto por arqueólogos franceses em 1901-1902, o código proporcionou revelações valiosas sobre a sociedade da Mesopotâmia. De maneira tipicamente mesopotâmica, Hamurabi afirmava que seu código se baseava na autoridade dos deuses, e que violá-la era contrariar a ordem divina.
[...]
PERRY, Marvin. Civilização ocidental: uma história concisa. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002. p. 12.
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• Ressalte para os estudantes as diferentes formas de ordenação social na Antiguidade. Além dos exemplos citados na página, comente com eles a organização do Reino de Cuxe, na África (cerca de 1070 a.C. a 350 d.C.). Vizinhos dos antigos egípcios, os cuxitas organizavam seu governo com base no poder dos reis e das rainhas, conhecidas como candaces. Elas detinham grande prestígio na sociedade, exercendo poder político, religioso e militar.
• Aproveite a atividade 3 para diferenciar o conceito de democracia no passado e no presente. Destaque que, em nossa sociedade, a Constituição de 1988 garante que pessoas acima dos 16 anos têm o direito de votar. Peça-lhes que retomem o texto e identifiquem quem podia e quem não podia participar das decisões da cidade em Atenas. Em seguida, motive-os a refletir por que, na sociedade ateniense, algumas pessoas tinham acesso às decisões políticas enquanto outras eram excluídas. Promova um ambiente respeitoso, acolhendo a diversidade de opiniões e reforçando a importância de todas as pessoas terem seus direitos e deveres assegurados.
• Para aprofundar o debate sobre a democracia ateniense, leia o texto a seguir.
[...]
A democracia ateniense era direta: todos os cidadãos podiam participar da assembleia do povo (Eclésia), que tomava as decisões relativas aos assuntos políticos, em praça pública. Entretanto, é bom deixar bem claro que o regime democrático ateniense tinha os seus limites. Em Atenas, eram considerados cidadãos apenas homens adultos (com mais de 18 anos de idade) nascidos de pai e mãe atenienses. Apenas pessoas com esses atributos podiam participar do governo democrático
Na Antiguidade, as sociedades se organizaram de diferentes maneiras. No Egito antigo, o principal governante era o faraó, e a sociedade egípcia devia total obediência a ele. Nessa sociedade, os sacerdotes também exerciam papel de destaque.

Na Grécia antiga, cada cidade-Estado tinha uma forma de governo própria. Vamos conhecer algumas delas.
• Monarquia: um rei governava sozinho ou com o auxílio de conselheiros.
• Diarquia: dois reis dividiam o poder entre si.
• Oligarquia: governo de poucos, geralmente formado pelas pessoas mais ricas da cidade.
• Democracia: um cidadão governava e os demais participavam das decisões de governo.
Na cidade-Estado de Atenas, por volta de 2 500 anos atrás, a democracia foi adotada como sistema de governo, permitindo a participação política de todos os cidadãos, ou seja, homens adultos livres, filhos de atenienses e nascidos em Atenas. Assim, mulheres, estrangeiros e pessoas escravizadas não podiam participar da vida política da cidade-Estado.
3. Quem podia participar das decisões políticas em Atenas? E quem estava excluído da vida política ateniense?
3. Resposta: Homens adultos livres, filhos de atenienses e nascidos em Atenas. Já mulheres, estrangeiros, menores de 18 anos e pessoas escravizadas não podiam participar das decisões políticas.
ateniense, o regime político do “povo soberano”. Os cidadãos tinham três direitos essenciais: liberdade individual, igualdade em relação aos outros cidadãos perante a lei e falar na Assembleia. [...]
FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2023. p. 38-39.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
LÉVÊQUE, Pierre (org.). As primeiras civilizações da Idade da Pedra aos povos semitas. Lisboa: Edições 70, 2020.
Nessa obra, os autores abordam aspectos e características das primeiras sociedades huma-
nas, destacando a organização política, econômica e social.
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BNCC
• O tema abordado contempla as habilidades EF05HI04 e EF05HI05 ao promover reflexões sobre a noção de cidadania, os quais permitirão aos estudantes identificar e comparar elementos de sociedades da Antiguidade e da nossa sociedade atual.
A organização política dos Estados passou por muitas transformações ao longo da história. Atualmente, em vários países, sua principal função é garantir o bem-estar da população.
No Brasil, o Estado é dividido em três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. O Poder Executivo administra o Estado e é representado por presidente da República, governadores (nos estados e no Distrito Federal) e prefeitos (nos municípios).
O Poder Legislativo cria leis e fiscaliza o Poder Executivo. Ele é representado por deputados federais, senadores, deputados estaduais (nos estados), deputados distritais (no Distrito Federal) e vereadores (nos municípios).
Já o Poder Judiciário processa e julga os conflitos sociais seguindo as leis do Brasil. Ele é representado por juízes e desembargadores, por exemplo

Em Brasília, no Distrito Federal, a sede da instituição mais importante do Poder Judiciário é o Supremo Tribunal Federal. Fotografia de 2024.
Atualmente, o principal conjunto de leis do Brasil é a Constituição Federal, promulgada em 1988. O sistema de governo da República Federativa do Brasil é chamado Presidencialismo, e os representantes políticos (Poderes Executivo e Legislativo) são escolhidos por meio do voto popular.
4. Com a ajuda de um familiar, pesquise quem são as pessoas que têm o direito ao voto no Brasil. Em sala de aula, compartilhe o resultado com os colegas.
4. Resposta: Espera-se que os estudantes pesquisem em livros ou sites confiáveis as pessoas que têm direito ao voto no Brasil.
Sugestão de intervenção
• Comente que o Palácio do Supremo Tribunal Federal foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012). Sobre a estátua na frente do prédio, diga que ela foi feita pelo escultor Alfredo Ceschiatti (1918-1989) e representa a Justiça com olhos vendados, simbolizando sua imparcialidade.
• A atividade 4 tem como objetivo mostrar aos estudantes que, atualmente, no Brasil o voto é um direito e um dever dos cidadãos. Para responder à questão, oriente-os a conversar com seus familiares ou a pesquisar em livros. Caso realizem a pesquisa na internet, recomende que sejam supervisionados por um adulto. Além disso, visando ao uso pedagógico da tecnologia, comente a importância de pesquisar em sites confiáveis, como o portal do Tribunal Superior Eleitoral. Por fim, caso tenham dificuldade, elucide que, no Brasil, pessoas alfabetizadas entre 18 e 70 anos de idade têm o direito e o dever de votar. Para pessoas não alfabetizadas, maiores de 70 anos e pessoas maiores de 16 e menores de 18 anos de idade, o voto é facultativo.
Objetivo
• Avaliar se os estudantes compreenderam quais são as funções dos três poderes no Brasil, nos âmbitos federal, estadual, distrital e municipal.
05/10/2025 15:35:33
• Crie na lousa um quadro e solicite aos estudantes que o ajudem a preenchê-lo. Se necessário, para que consigam compor o quadro, releia com eles as informações desta página.
Característica Poder Executivo
Função dos três poderes
Poder Legislativo
Qual é a sua função? Administrar o Estado. Elaborar as leis e fiscalizar o Poder Executivo.
Quem são seus representantes?
Presidente da República, governadores (nos estados e no Distrito Federal) e prefeitos.
Deputados federais, senadores, deputados estaduais (nos estados), deputados distritais (no Distrito Federal) e vereadores (nos municípios).
Poder Judiciário
Processar e julgar os conflitos seguindo as leis brasileiras.
Ministros, desembargadores e juízes.
Para iniciar o trabalho com o conteúdo desta página, motive os estudantes a produzirem cartazes com informações sobre os beduínos. Para isso, leve-os para a sala de informática ou para a biblioteca para que pesquisem imagens e informações sobre o modo de vida e os hábitos cotidianos desse povo. Na sala de aula, incentive-os na produção dos cartazes e explique que eles podem escrever sobre os hábitos, as atividades econômicas, as práticas culturais e as vestimentas. Por fim, convide-os para uma roda de conversa para que debatam sobre a importância da diversidade de ordenações sociais na atualidade.
• Ressalte que o processo de sedentarização ocorreu aos poucos, em diferentes regiões do planeta, e levou milhares de anos. Comente também que, atualmente, existem populações nômades e seminômades, que vivem de acordo com suas tradições culturais. Problematize essa questão com os estudantes e explique que manter hábitos nômades e seminômades não significa atraso, e sim que essas populações apresentam diferenças culturais em relação aos grupos sedentários, que também têm tradições, culturas e ordenamentos específicos.
• Na atividade 5, aproveite para ampliar o conhecimento dos estudantes sobre outras populações nômades e seminômades da atualidade, como os ciganos e os maasai . Instigue-os a conhecer mais sobre essas populações e suas atividades econômicas, buscando identificar semelhanças e diferenças.
Atualmente, há uma diversidade de maneiras como povos e culturas se organizam. Os beduínos, por exemplo, são povos seminômades que vivem nos desertos do Norte da África e do Oriente Médio. Sua organização social é centrada na figura dos anciões, também conhecidos como xeques, que são os responsáveis pela tomada de decisões do grupo.
Em geral, os beduínos deslocam-se com frequência, seguindo as condições climáticas e as estações do ano. No verão, geralmente montam tendas no deserto; no inverno, vivem em moradias construídas em aldeias.
Ao longo do tempo, os beduínos ficaram conhecidos pelo transporte de mercadorias realizado em caravanas pelo deserto. No entanto, eles também praticam o pastoreio de cabras e ovelhas, a criação de camelos, o artesanato e o comércio.

Beduínos conduzindo camelos em caravana no Deserto do Saara, em Douz, na Tunísia, em 2024.
Resposta: Além do transporte de mercadorias pelo deserto, eles praticam o pastoreio de cabras e ovelhas, a criação de camelos, o artesanato e o comércio.
5. Quais são as atividades econômicas praticadas pelos beduínos?
• O estudo sobre os povos beduínos favorece o desenvolvimento da Competência específica de História 5 ao permitir aos estudantes que conheçam outras formas de ordenação social, exercitando a valorização e o respeito às diferentes culturas.
As manifestações artísticas e culturais fazem parte da formação da identidade dos povos, tanto no território brasileiro como em outros países. No Brasil, cada localidade tem as próprias características, e isso contribui para a riqueza e a beleza da arte e da cultura nacionais.
Vamos conhecer alguns exemplos de manifestações artísticas e culturais que marcam as identidades da população brasileira.

No Brasil, muitas etnias indígenas manifestam sua cultura por meio do artesanato, da dança, da música, da pintura, da literatura, entre outras manifestações artísticas. Por isso, as culturas indígenas são elementos marcantes do país.
Cantores Waurá se preparando para o ritual do Kuarup, no Parque Indígena do Xingu, no município de Gaúcha do Norte, em Mato Grosso, em 2024.

A festa do Boi é uma característica marcante da cultura brasileira. Ela acontece em várias localidades, com características e nomes diferentes, como Bumba Meu Boi, Boi-Bumbá, Boi Calemba, Bumba de Reis, Boi Pintadinho, Boi de Mamão e Cavalo-Marinho.
Festa do Bumba Meu Boi no município de São Luís, no Maranhão, em 2022.

A influência africana também é marcante nas manifestações artísticas e culturais que ocorrem no território brasileiro. Ela está presente em vários campos da arte e da cultura, como literatura, dança, música e artes plásticas.
Apresentação do Grupo de Jongo Caxambu do Salgueiro, no município do Rio de Janeiro, em 2025.
levaram consigo a cultura de seus ancestrais. Desse modo, o Jongo também é uma referência presente nos morros cariocas, que, em seu processo inicial de formação, recebeu um contingente populacional de antigos escravizados oriundos de regiões rurais do interior do estado. Assim, o Jongo também fez parte das populações periféricas que moravam em grandes cidades como o Rio de Janeiro, a partir do início da Primeira República, sendo expressiva a sua influência no surgimento do samba. [...].
LACERDA, Nayara Ferreira. Jongo, cultura e resistência negra no Brasil. Revista Mosaico, v. 5, n. 23, 2023. p. 71.
05/10/2025 15:37:03
• O conteúdo apresentado favorece o desenvolvimento da Competência geral 3, uma vez que possibilita aos estudantes valorizar e fruir diferentes manifestações culturais e artísticas.
• Convide os estudantes a fazerem uma leitura coletiva dos textos e das imagens das páginas 25 e 26 Pergunte-lhes se conhecem essas manifestações artísticas e culturais. Caso algum estudante conheça, peça-lhe que compartilhe a experiência com os colegas.
• Para aprofundar o tema sobre o jongo, comente que essa manifestação também é conhecida como caxambu, batuque e tambu, originária dos ritos e saberes dos povos africanos de língua bantu. Sobre esse tema, leia o texto a seguir.
O Jongo é uma expressão cultural de matriz africana e suas origens estão nos saberes, ritos e tradições dos povos de língua Bantu, resultantes da diáspora africana, incitada pela escravidão no Brasil. Se consolidou, sobretudo, entre os escravizados que trabalhavam nas lavouras de cana-de-açúcar e café, localizadas nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, se destacando, principalmente, na região do Vale do Rio Paraíba, região que compreende parte da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul, – que se estende por parte de São Paulo e ao longo de quase todo o comprimento do estado do Rio de Janeiro e parte do estado de Minas Gerais.
A partir do fim da escravidão, grande parte das populações negras do campo migraram para os centros urbanos, em busca de maiores oportunidades de trabalho, e
• O objetivo da atividade 6 é promover a interação dos estudantes com as manifestações artísticas e culturais do município ou da região onde vivem. Se julgar pertinente, com base nas informações levantadas, produza um calendário das festividades regionais, identificando os motivos das celebrações e os grupos sociais que fazem parte dessas comemorações.
• Para explorar com os estudantes as histórias e as culturas africanas, organize uma exposição de máscaras africanas na escola. Explique para eles que muitas sociedades africanas valorizam o culto aos ancestrais e aos elementos da natureza. Em suas celebrações, elas produzem máscaras para serem usadas nos rituais e nas homenagens (explore a importância da valorização do saber dos ancestrais). Esses artefatos sagrados podem ser feitos de madeira, ferro ou argila.
ATIVIDADE EXTRA
• Para recuperar os aprendizados sobre as manifestações artísticas e culturais dos povos na atualidade, em especial da prática de produzir máscaras no continente africano, conduza a seguinte atividade.
Materiais necessários
• balões de festa
• jornais, revistas e papéis coloridos
• cola branca
• tesoura com pontas arredondadas
• tinta guache
• pincel para cola
Passo a passo
a) Peça aos estudantes que pesquisem imagens de máscaras africanas de determinada cultura. Eles deverão observar as cores e os desenhos tradicionais das máscaras.
Agora, você vai conhecer exemplos de manifestações artísticas e culturais que ocorrem em territórios de diferentes Estados do mundo.

As várias manifestações artísticas e culturais dos povos do continente europeu influenciaram muitos países. Pintura, escultura, arquitetura, dança, música, teatro, culinária e língua são alguns exemplos.
A partida de xadrez, de Sofonisba Anguissola. Óleo sobre tela, 72 cm × 97 cm. 1555.

O teatro no Japão é uma arte milenar e uma característica marcante do povo japonês. As peças teatrais envolvem canto, música, dança e representação. Os atores usam vestimentas tradicionais e os temas das peças envolvem diferentes aspectos da cultura japonesa.
Apresentação de peça teatral em Tóquio, no Japão, em 2021.

A produção de máscaras cerimoniais é uma das muitas manifestações artísticas e culturais de vários povos do continente africano, como os de Angola, Camarões, Costa do Marfim, Nigéria, República Democrática do Congo e Gabão. As máscaras são usadas principalmente em cerimônias religiosas.
Máscara produzida no século 20 pelo povo Tabwa, que vive na República Democrática do Congo.
6. Com a ajuda dos colegas, escolha algumas manifestações culturais do município ou da região e produza uma lista com as características de cada uma, como os grupos sociais que participam delas e os lugares onde acontecem.
Resposta: Espera-se que, por meio da lista, os estudantes identifiquem e valorizem as manifestações artísticas municipais e regionais.
b) Para iniciar a produção, oriente-os a encher o balão de festa e, depois, a cobri-lo com várias camadas de cola e pedaços de jornal.
c) Depois de secar totalmente, peça a eles que estourem o balão de festa e cortem o jornal no formato de uma máscara.
d) Com a tinta guache e os outros materiais, eles deverão decorar a máscara.
1. Leia o texto e responda à questão.
Os [mesopotâmicos] [...] acreditavam que deuses e deusas eram responsáveis por tudo o que acontecia no mundo. Cada deus tinha áreas específicas pelas quais era responsável, como amor ou justiça. [...]
Deuses e deusas tinham missões que afetavam o mundo em geral. Zelavam também por determinadas vilas, cidades e pessoas. Cada [mesopotâmico] era protegido por um deus ou deusa, assim como as cidades. [...]
Os deuses esperavam que as pessoas [...] seguissem rituais para mantê-los felizes. Sacerdotes e sacerdotisas especiais lavavam e vestiam imagens dos deuses todos os dias, perfumando-as e adornando-as com joias. [...]
Se os deuses estivessem felizes, cumpriam suas missões – faziam as plantas crescer e o povo prosperar. Se estivessem irados, puniam o povo. Causavam fomes, doenças e derrotas em batalha.
[...]

Escultura feita por volta de 4 500 anos atrás que representa uma sacerdotisa da Mesopotâmia. 1. Resposta: Sim. Para os mesopotâmicos, deuses e deusas eram responsáveis por tudo que acontecia no mundo: protegiam pessoas, vilas e cidades; faziam as plantas crescerem e o povo prosperar. Também acreditavam que os deuses, quando irados, puniam o povo.
p. 74.
Os mesopotâmicos acreditavam que deuses e deusas influenciavam a vida das pessoas? Justifique sua resposta com base nas informações do texto.
Objetivo
• Avaliar se os estudantes compreenderam a importância das religiões para os povos antigos.
Sugestão de intervenção
• Organize a turma em grupos e solicite uma pesquisa na sala de informática ou na biblioteca sobre a religiosidade dos povos da Antiguidade (mesopotâmicos, hebreus, egípcios ou gregos), identificando as múltiplas relações entre a religião e a cultura. Em seguida, promova uma roda
de conversa para que eles compartilhem os resultados das pesquisas com os colegas. Por fim, sugira a elaboração de um mural com os textos e os desenhos dos povos pesquisados.
BNCC
• Esse tema aborda a habilidade EF05HI03 ao promover a análise do papel das religiões na composição identitária dos povos antigos.
• O objetivo da atividade 1 é auxiliar na compreensão do papel desempenhado pelas práticas religiosas na vida dos mesopotâmicos e como essa religiosidade impactava as ações dos indivíduos. Caso algum estudante apresente dificuldade, faça a leitura coletiva do texto, buscando identificar trechos que contribuam para a resolução da atividade.
• A respeito das relações entre os mesopotâmicos e as divindades, leia o texto a seguir.
[...]
Os mesopotâmicos acreditavam que tudo que acontecia era resultado de um ato ou de uma vontade de alguma divindade. E, como esta infinita série de vontades era a origem de tudo, a maneira de evitar o mal seria abortá-lo em sua causa, obtendo acesso aos escritos do destino a fim de corrigi-lo, ou seja, era preciso saber o que já estava decretado, mas ainda não acontecido: o futuro. Esta concepção de história explica o papel dos adivinhos e de sua importância na sociedade, pois acreditavam que eles eram capazes de compreender e interpretar as mensagens criptografadas dos deuses. Juntamente com o exame das vísceras de animais sacrificados para este fim, a interpretação dos sonhos constituiu o procedimento divinatório mais antigo na Mesopotâmia.
[...]
POZZER, Katia. Rituais Apotropaicos Mesopotâmicos. In: ARTE EM AÇÃO: COLÓQUIO DO COMITÊ BRASILEIRO DA ARTE, 36., 2017, Campinas. Anais... Campinas: CBHA, 2017. p. 102. Disponível em: http:// www.cbha.art.br/coloquios/2016/ anais/pdfs/1_katia%20pozzer.pdf. Acesso em: 28 jul. 2025.
05/10/2025 15:37:06
• Esse conteúdo permite explorar com os estudantes a relação entre a religiosidade e a natureza na Antiguidade, destacando como os povos antigos buscavam compreender e interagir com o mundo ao seu redor. A abordagem pode ser enriquecida com mapas, imagens de obras de arte ou mitos curtos, incentivando a leitura e a construção de conexões entre natureza, cultura e modos de viver no passado.
• Pergunte aos estudantes se conhecem as divindades representadas na página. Ao explorar o mosaico, comente que, na mitologia grega, Gaia personificava a Terra e era considerada a mãe das demais divindades, como Zeus e Atenas. Ela estava relacionada à fertilidade do solo e às colheitas. Sobre a divindade Perséfone, elucide que ela era considerada a deusa da agricultura e protetora dos grãos alimentícios. Os gregos antigos a cultuavam para conseguirem boas colheitas. A respeito da divindade egípcia Rá, comente que ele podia ser representado com o corpo de homem e a cabeça de falcão. Em razão da importância do Sol para a agricultura, os egípcios antigos o consideravam uma das mais importantes divindades. Em relação à fotografia de Netuno, explique que os romanos antigos acreditavam que essa divindade vivia nos mares e, por isso, provocava as tempestades e tormentas.
Em sua maioria, os povos da Antiguidade acreditavam em diversos deuses, ou seja, eram politeístas. De modo geral, os deuses eram vistos como seres poderosos, responsáveis pela criação do Universo, pela vida e a morte e por controlar os fenômenos naturais e o destino dos seres humanos. Os deuses antigos estavam longe de ser considerados perfeitos. Diversas características humanas lhes eram atribuídas, inclusive a capacidade de ter sentimentos, como inveja e raiva. Uma colheita ruim costumava ser interpretada como um sinal da insatisfação divina. Nas religiões da Antiguidade, era comum haver divindades relacionadas à chuva, ao Sol e à terra. Assim, para obter boas colheitas, as pessoas procuravam agradar aos deuses com festas, oferendas e orações.
No Egito antigo, por exemplo, o deus Rá era relacionado ao Sol. Na religiosidade grega antiga, Perséfone era a deusa dos frutos e das flores, e para os antigos romanos Netuno era o deus dos mares.
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: A religião e a natureza no Egito antigo
Fonte de Netuno, de Giovanni Mazzoleni. Escultura em mármore. 1750. Localizada na cidade de Trieste, na Itália. Fotografia de 2025.

Mosaico do século 2 que representa Gaia, a deusa Terra para os antigos gregos.

CRUZ, Eduardo Rodrigues da. A persistência dos deuses: religião, cultura e natureza. São Paulo: Editora Unesp, 2004.
Na obra, o autor apresenta as religiões como elementos importantes da formação cultural de diversos povos, discutindo sua relação com a natureza.
A religiosidade ocupava lugar central entre os povos antigos, influenciando diversos aspectos dessas sociedades, como a cultura, as decisões políticas, as produções artísticas e a maneira como os fenômenos naturais eram percebidos.
Geralmente, não havia separação entre a religião e o Estado. As decisões políticas eram justificadas por meio da religião. No Egito antigo, por exemplo, os poderes administrativo, judicial e religioso estavam nas mãos dos faraós, que eram considerados divindades na Terra.
Algumas produções artísticas dos antigos egípcios retratam faraós e deuses no mesmo contexto, destacando como a religião era importante na vida e na identidade cultural desse povo.

Entre outros povos da Antiguidade, como os mesopotâmicos, os cuxitas, os antigos gregos e os antigos romanos, o conhecimento das práticas religiosas e dos deuses também era importante para as pessoas se sentirem integrantes da sociedade.
• Ao abordar o conteúdo desta página, ressalte o papel das culturas e religiões na formação da identidade cultural, tanto para os povos antigos quanto para os da atualidade. A respeito desse tema, leia o texto a seguir. [...]
O conhecimento religioso, resultado do processo cultural da humanidade, produzido por diferentes crenças, filosofias, tradições e/ou movimentos religiosos, entre outros, se constitui em um dos referenciais utilizados pelos sujeitos para (re)construir
caminhos, significados, sentidos e respostas a diferentes situações e desafios da vida cotidiana, configurando identidades pessoais e sociais.
05/10/2025 15:37:08
• Ao abordar o tema, destaque aos estudantes como as crenças religiosas influenciavam a política, a arte e a organização social, reforçando a identidade dos povos. Explore a ideia de que, para esses povos, não havia separação entre o sagrado e o cotidiano, e a religião era uma forma de pertencer, explicar e organizar o mundo e a vida em sociedade.
• Para aprofundar a abordagem, explore a imagem do relevo no topo da estela do Código de Hamurabi. Para isso, pesquise previamente a imagem e a imprima, compartilhando cópias com os estudantes. Solicite a eles que identifiquem quem são as pessoas representadas e o que elas estão fazendo. Caso tenham dúvidas, retome o conteúdo das páginas 20 e 21, e comente o papel do rei na sociedade mesopotâmica. Ajude-os a identificar que na estela está representado o rei da Babilônia frente a uma divindade para receber o poder para aplicar as leis. Para a inclusão de estudantes com necessidades educacionais específicas, faça a descrição oral dos elementos da imagem. Por fim, organize uma roda de conversa com o intuito de promover a reflexão acerca do papel da religião na identidade cultural dos povos da Antiguidade.
Nesse sentido, as elaborações simbólicas relativas ao religioso, presentes em cada grupo social, são parte integrante da diversidade cultural e, portanto, patrimônio da humanidade. Assim, as diferentes vivências, percepções e elaborações religiosas integram o substrato cultural dos povos, constituindo-se em uma rica fonte de conhecimentos a instigar, desafiar e subsidiar o cotidiano das gerações.
CECCHETTI, Elcio et al. Diversidade religiosa e direitos humanos: conhecer, respeitar e conviver. In: FLEURI, Reinaldo Matias et al. (org.). Diversidade religiosa e direitos humanos: conhecer, respeitar e conviver. Blumenau: Edifurb, 2013. p. 26-27. BNCC
• O conteúdo favorece o desenvolvimento da habilidade EF05HI03 ao analisar o papel das culturas e das religiões na identidade dos povos antigos.
• Promover o combate à intolerância religiosa.
• Exercitar o diálogo, a empatia e o respeito à diversidade cultural.
• Promover o contato com diferentes formas de religiosidade.
• Elaborar hipóteses e soluções para situações-problema.
• A seção propõe uma situação-problema que desenvolve o pensamento autônomo e crítico dos estudantes e os convida à reflexão sobre o respeito à diversidade religiosa. Comente que a personalidade Mãe Gilda de Ogum (19352000), importante yalorixá do Ilê Axé Abassá de Ogum, na Bahia, foi vítima de ataques públicos de intolerância religiosa e faleceu após episódios de violência simbólica e moral contra seu terreiro e sua imagem. Sua história deu origem aos debates que formalizaram, a partir de 2007, o dia 21 de janeiro como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.
• Analise com os estudantes o cartaz da campanha promovida pela UFMA para o combate à intolerância religiosa. Faça perguntas como “Por que é importante a divulgação desse material na internet?”; “De que maneira a liberdade religiosa fortalece a democracia e o convívio harmonioso?”; “Por que respeitar a fé do outro é o caminho para uma sociedade mais justa e igualitária?”. Durante a atividade, promova um ambiente acolhedor, incentivando-os a verbalizar o raciocínio.
• Comente com os estudantes que o Brasil é um país com grande diversidade cultural e religiosa. De acordo com o Censo Demográfico de 2022, a
Gildásia dos Santos e Santos (1935-2000), conhecida como Mãe Gilda de Ogum, foi uma líder religiosa do Candomblé e também uma ativista social. Em 2000, o templo em que atuava foi alvo de um ataque motivado pela intolerância religiosa. Mãe Gilda, que já estava com problemas de saúde à época, apresentou piora no quadro, e, pouco tempo após os ataques, veio a falecer. Em sua homenagem, foi instituída em 2007 a lei que estabeleceu 21 de janeiro como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.
Uma das maneiras de combater a intolerância religiosa é por meio da educação e da conscientização. Atualmente, muitas instituições promovem campanhas para sensibilizar a sociedade. Observe a seguir o material de divulgação digital da campanha contra a intolerância religiosa promovida pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em 2025.

população brasileira é composta de cerca de 57% de católicos, 27% de evangélicos, 1% de religiões de matrizes africanas, 2% de espíritas, 4% de outras religiões e 9% que declaram não professar nenhuma fé. Aproveite a oportunidade e apresente algumas religiões praticadas no Brasil para enfatizar a diversidade religiosa, como o judaísmo, o islamismo e as religiões indígenas.
• Explore as características das religiões de matrizes africanas. Por exemplo, comente que o Candomblé reconhece que há um deus maior e criador do mundo e dos seres humanos, chamado de Olorum (para a tradição ketu), Mawu (para a tradição jeje) ou Zambi (para a tradição bantu),
Material de divulgação digital de campanha contra a intolerância religiosa da UFMA, em 2025.
e também há orixás, que são representações das forças da natureza.
• A seção favorece o desenvolvimento da Competência geral 9, uma vez que os estudantes exercitam a empatia promovendo o respeito à diversidade religiosa. Além disso, a seção contempla o tema contemporâneo transversal Diversidade cultural ao valorizar diferentes culturas e a importância do combate à intolerância religiosa.
Assim como na Antiguidade, há atualmente diversas religiões no mundo e cada uma delas tem sua história, suas tradições e seus valores. No Brasil, as pessoas têm o direito de escolher qual religião desejam seguir ou a liberdade de não praticar nenhuma crença. No entanto, casos de desrespeito a esses direitos ocorrem com frequência, constituindo um sério problema a ser combatido.
2. a) Resposta: De acordo com material de divulgação, a intolerância religiosa afeta as crenças e os direitos humanos básicos.
2. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes dialoguem a respeito da importância de respeitar as diferenças religiosas.
a ) De acordo com o material de divulgação digital, quais direitos são afetados pela intolerância religiosa?
b ) Em sua opinião, por que é importante combater a intolerância religiosa? Converse com os colegas.
3
Buscando soluções
a ) Agora, forme um grupo com seus colegas e, com o auxílio do professor, organizem seminários sobre o combate à intolerância religiosa. Para isso, siga as instruções.
• Cada grupo deve pesquisar medidas para combater a intolerância religiosa.
3. a) Resposta: O objetivo da atividade é promover o debate acerca de propostas de soluções à intolerância religiosa no Brasil.
• Após a pesquisa, troquem ideias, indicando quais medidas podem ser aplicadas no cotidiano.
• Por fim, apresentem as soluções para o restante da turma.
• No item a, oriente os estudantes a identificarem no cartaz a informação. Aproveite a oportunidade para reforçar que o respeito é construído por meio de atitudes conscientes, especialmente em contextos de diversidade. Motive-os a refletir sobre o que significa aceitar o que é diferente e como isso se aplica às suas vivências.
• A respeito do item b, promova uma conversa acolhedora sobre a importância de respeitar as diversas formas de religiosidade, inclusive as pessoas que não seguem nenhuma. Instigue o diálogo entre os estudantes com base na escuta ativa, empatia e valorização da diversidade. Cuide para que o espaço seja seguro, respeitoso e sem julgamentos.
Ilustração que representa grupo de estudantes organizando um seminário.
• Para os seminários, auxilie os estudantes na organização dos grupos e na preparação das apresentações. Procure incentivar a participação de todos e motive-os a propor soluções que eles próprios possam colocar em prática, incluindo atitudes cotidianas. Se possível, promova um ambiente acolhedor em que eles se sintam à vontade para expressar suas opiniões. Durante o debate, intervenha de maneira respeitosa, ressaltando a importância da liberdade religiosa para vivermos em uma sociedade mais justa e igualitária.
05/10/2025 15:37:09
• Considere promover uma atividade que envolva os familiares e a comunidade escolar. Os estudantes podem organizar palestras com a participação de lideranças religiosas representando a diversidade cultural e religiosa do município ou da região. Oriente-os a agendar uma data com a direção da escola. Em seguida, eles podem entrar em contato com as lideranças convidando-as a falar sobre suas experiências e práticas religiosas. Motive-os a produzir cartazes para convidar os familiares e a comunidade escolar para o evento. Após as palestras, promova uma roda de conversa com os participantes para oportunizar a troca de experiências.
1. Objetivo
• Relacionar a importância dos rios com o surgimento das primeiras cidades.
Sugestão de intervenção
• Questione os estudantes sobre como o estabelecimento dos primeiro grupos humanos próximo às regiões com água facilitou o processo de sedentarização e o surgimento das cidades. Caso algum estudante apresente dificuldade promova a reflexão sobre o uso da água nas atividades cotidianas, como tomar banho, escovar os dentes, preparar alimentos, regar plantas e lavar as roupas. Em seguida, ajude-os a refletir sobre quais eram as atividades praticadas pelos primeiros grupos humanos sedentários que necessitavam de água.
2. Objetivo
• Identificar a importância da conservação da água para a sobrevivência humana.
Sugestão de intervenção
• Caso os estudantes apresentem dificuldade para responder, promova a leitura coletiva do texto. Em seguida, comente que o texto apresenta alguns problemas atuais relacionados à escassez de água. O objetivo do item a é fazer que os estudantes identifiquem as causas principais da escassez de água com base no texto, desenvolvendo habilidades de leitura e interpretação crítica. No item b, verifique se os estudantes perceberam que o texto destaca o papel coletivo dos sujeitos históricos como uma das maneiras de solucionar os desafios ambientais. No item c, ajude-os a analisar a fotografia, identificando de que maneira os resíduos contaminam as águas. No item d, promova o debate e ajude-os a perceber que as ações cotidianas contribuem para a transformação da realidade. Aproveite para propor a cons-
Escreva as respostas no caderno.
1. Explique a importância dos rios para o surgimento das primeiras aldeias e cidades. Onde foi possível encontrar essa resposta?
2. Leia o texto e observe a fotografia. Depois, responda às questões.
[...] Culturalmente tratado como um bem infinito, a água é um dos recursos naturais que mais tem dado sinais de que não subsistirá por muito tempo às intervenções humanas no meio ambiente e às mudanças do clima.
Em várias regiões do [Brasil], já são sentidos diferentes impactos, como escassez, desaparecimento de nascentes e rios, aumento da poluição da água. Os especialistas alertam que os problemas podem se agravar se não forem tomadas medidas urgentes e se a sociedade não mudar sua percepção e comportamento em relação aos recursos naturais.
[...]
1. Resposta: A água dos rios era consumida pelos humanos e animais e utilizada para a agricultura. Além disso, os rios eram aproveitados para a prática da pesca e como via de transporte. Espera-se que os estudantes retomem o conteúdo abordado em sala de aula.
BRITO, Débora. A água no Brasil: da abundância à escassez. Agência Brasil, Brasília, 25 out. 2018. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-10/agua-no-brasil-da-abundancia-escassez. Acesso em: 29 abr. 2025.
2. d) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes pensem em suas atitudes cotidianas com relação ao consumo responsável de água, como tomar banhos rápidos e fechar a torneira enquanto escovam os dentes. Eles também podem contribuir não jogando resíduos na água dos rios, lagos etc.

Subsistirá: sobreviverá.
Escassez: neste caso, refere-se à falta de água.
Poluição no Rio Negro, no município de Manaus, no Amazonas, em 2022.
a ) Segundo o texto, quais fatores indicam que a água corre risco de não subsistir por muito tempo?
Resposta: As intervenções humanas no meio ambiente e as mudanças do clima.
b ) De acordo com o texto, qual é o papel da sociedade para evitar que o problema da falta de água se agrave?
Resposta: Mudar sua percepção e o comportamento em relação aos recursos naturais.
c ) Qual é o problema mostrado na fotografia? Como você chegou a essa conclusão?
Resposta: O problema é a poluição de um rio. É possível que os estudantes respondam que há grande quantidade de resíduos no rio.
d ) Em sua opinião, o que você pode fazer em seu dia a dia para evitar o desperdício de água?
trução coletiva de um mural com sugestões de ações que promovam o uso responsável da água.
05/10/2025 15:37:10
3. Leia a seguir dois artigos da Constituição Federal de 1988.
[...]
4. b) Resposta: Cria leis e fiscaliza o Poder Executivo; deputados federais, senadores, deputados estaduais (estados), deputados distritais (Distrito Federal) e vereadores (municípios).
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
4. a) Resposta: Administra o Estado; presidente da
3. Objetivo
• Aprofundar os conhecimentos a respeito da Constituição Federal de 1988. Sugestão de intervenção
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I – construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II – garantir o desenvolvimento nacional;
III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
4. c) Resposta: Processa e julga conflitos sociais seguindo as leis do Brasil; ministros, desembargadores e juízes.
IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
[...]
3. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes apresentem no texto os objetivos fundamentais do Estado brasileiro, expressos no artigo 3º da Constituição de 1988.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 5 out. 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 29 abr. 2025.
a ) De acordo com o artigo 2º, quais são os poderes da União?
3. a) Resposta: Legislativo, Executivo e Judiciário.
b ) Com base no artigo 3º, escreva um texto sobre a importância da Constituição de 1988 para a sociedade brasileira.
4. Responda quais são as funções dos poderes da República Federativa do Brasil, assim como quem são os seus representantes.
a ) Poder Executivo. b ) Poder Legislativo. c ) Poder Judiciário.
5. Qual era o papel das religiões para os povos da Antiguidade?
Resposta e comentário nas orientações ao professor
6. Observe a imagem e responda às questões.
a ) Quem é a pessoa representada na escultura?
b ) Qual é a relação dessa pessoa com o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa?
6. b) Resposta: O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado em 21 de janeiro, foi instituído em homenagem a Mãe Gilda, que faleceu em 21 de janeiro de 2000 após ser vítima de intolerância religiosa.
6. a) Resposta: É a líder religiosa
Gildásia dos Santos
Mãe Gilda, de Márcia Magno. Escultura em bronze. 2014. Localizada na Lagoa do Abaeté, no município de Salvador, na Bahia. Fotografia de 2019.
República, governadores (estados e Distrito Federal) e prefeitos (municípios). e Santos, conhecida como Mãe Gilda de Ogum.

• Verifique se os estudantes apresentaram dificuldade com o vocabulário e, em caso afirmativo, escreva na lousa as palavras que eles desconhecem, explicando cada uma delas. Explore o texto perguntando por que é importante construir uma sociedade justa, livre e solidária e por que devemos lutar contra a pobreza e a marginalização. Em seguida, promova a reflexão sobre medidas públicas que podem contribuir para a redução das desigualdades sociais.
4. Objetivo
• Identificar as funções e os representantes dos três poderes no Brasil.
Sugestão de intervenção
• Caso os estudantes tenham dificuldade em identificar cada um dos poderes, comente que, em relação ao Poder Executivo, a palavra execução está relacionada à ideia de quem executa, aquele que faz, que coloca em prática os projetos e as obras públicas, por exemplo. Em seguida, ajude-os a relacionar a prática de elaboração e votação das leis aos integrantes do Poder Legislativo. Oriente-os a associar as palavras júri ou juiz ao Poder Judiciário, identificando que os servidores desse poder são aqueles que julgam a aplicação das leis. Por fim, elucide que, de acordo com a Constituição, os três poderes são independentes e harmônicos entre si.
5. Objetivo
• Refletir sobre a influência das religiões na Antiguidade.
Sugestão de intervenção
• Promova a reflexão sobre a influência das religiões na Antiguidade, recuperando exemplos e conteúdos da unidade, como o papel desempenhado pelas divindades no cotidiano das pessoas e a relação dos deuses antigos com a natureza. Caso algum estudante apresente dificul-
dade, incentive-o a localizar, no caderno ou no livro, textos sobre esse assunto, favorecendo o progresso na compreensão do papel social e simbólico das religiões na Antiguidade.
6. Objetivo
• Compreender a importância do respeito à diversidade religiosa.
Sugestão de intervenção
• Caso os estudantes não identifiquem quem é Mãe Gilda de Ogum, promova a recuperação dos conteúdos abordados em sala de aula. Para isso, retome a seção Cole-
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tivamente e peça-lhes que releiam o texto. Uma alternativa é pesquisar na biblioteca ou na sala de informática informações a respeito dessa personalidade histórica, identificando a sua importância para a sociedade.
Resposta
5. As religiões ocupavam lugar central entre os povos antigos, exercendo influência sobre diversos aspectos dessas sociedades, como na cultura, nas relações sociais, nas decisões políticas, nas produções artísticas e na maneira como os fenômenos naturais eram percebidos.
• Relacionar o conceito de cidadania aos princípios de respeito à diversidade, ao meio ambiente e aos direitos humanos.
• Reconhecer que os cidadãos têm direitos e deveres.
• Associar o conceito de cidadania às conquistas históricas de diferentes grupos sociais.
• Compreender como as leis no Brasil são formuladas.
• Para a atividade 1 , explore com os estudantes a imagem das páginas de abertura, incentivando-os a perceber as motivações do protesto com base nas frases dos cartazes, como “Amazônia livre”, “Floresta em pé” e “Terra protegida”.
• Na atividade 2 , conversem acerca do conceito de cidadania, explicando que consiste em um conjunto de direitos e deveres referente a todos os membros da sociedade. Dessa forma, destaque que, na imagem, são identificados os direitos de ir e vir, de liberdade de expressão, de garantia de manifestação, além do respeito ao próximo e às leis.
• Sobre a atividade 3, conversem sobre a importância da prática cidadã para manter a harmonia da vida em comunidade. Caso algum estudante tenha dificuldade, inicie a discussão apresentando algumas práticas cidadãs do ambiente da sala de aula, por exemplo, como manter os materiais coletivos em ordem, solicitar a permissão para se levantar da carteira, exercer o direito de aprender e de tirar dúvidas e respeitar a pluralidade de ideias e a diversidade social.
• Os conteúdos desta unidade desenvolvem as habilidades EF05HI04 e EF05HI05, pois abordam o conceito de cidadania,

Indígenas do Acampamento Terra Livre em ato pela demarcação e contra a mineração ilegal em terras indígenas, em Brasília, no Distrito Federal, em 2024.
associando-o aos princípios de respeito à diversidade, à pluralidade e aos direitos humanos, além de compreender as conquistas de direitos como conquistas históricas. A análise das imagens e as atividades da abertura desenvolvem a Competência específica de História 3, pois possibilitam aos estudantes formularem hipóteses em relação a contextos históricos específicos, recorrendo à linguagem oral.
• Para promover a recuperação do aprendizado e aprofundar o trabalho com o conceito de cidadania, desenvolva a atividade a seguir. Escreva cidadania na lousa e solicite aos estudantes que enumerem palavras relacionadas a ela, anotando-as ao redor como se fosse um mapa conceitual. Em seguida, oriente a escrita de um pequeno texto contemplando todas as palavras citadas. Recomenda-se aplicar novamente a atividade ao término da unidade, a fim de comparar os conhecimentos dos estudantes entre esta exploração inicial e ao final do estudo.
1 a 3. Respostas e comentários nas orientações ao professor.
1. 2. 3.
O que as pessoas retratadas na fotografia estão fazendo?
Em sua opinião, como a atividade retratada na fotografia está relacionada com a prática da cidadania?
Quais atitudes você pode tomar em seu dia a dia para exercer a cidadania?

05/10/2025 15:41:08
1. Na fotografia, os indígenas estão se manifestando por seus direitos.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam sobre a importância da ação cidadã. Os indígenas, por exemplo, estão manifestando contra a prática da mineração ilegal em suas terras e pelo direito de proteger o seu território.
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam sobre o assunto, citando práticas como conhecer e respeitar as leis do país, economizar água e energia elétrica, jogar resíduos sólidos na lixeira, separar os tipos de resíduos (reciclável, orgânico), cuidar da natureza, ter atitudes
antirracistas, respeitar as pessoas idosas, pensar coletivamente sobre a saúde pública e não furar filas.
A ÚLTIMA Floresta, de Luiz Bolognesi. Brasil, 2021 (74 min).
Nesse filme, contracenado por Davi Kopenawa Yanomami e Pedrinho Yanomami, uma aldeia indígena busca manter viva suas tradições, seus costumes e sua religiosidade enquanto é invadida por um grupo de garimpeiros.
• Durante a análise da fotografia com a turma, motive um debate acerca da importância da luta pelos direitos civis, como o acesso à saúde e à educação de qualidade, o direito à segurança, o direito de ir e vir e o direito a férias e a um salário justo. Como maneira de avaliar o conhecimento prévio de cada um, verifique se os estudantes sabem quando e como alguns desses direitos foram conquistados pela sociedade ao longo do tempo. Para aprofundar sobre o tema, leia o texto a seguir.
[...]
Ser cidadão é ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei: é, em resumo ter direitos civis. É também participar no destino da sociedade, votar, ser votado, ter direitos políticos. Os direitos civis e políticos não asseguram a democracia sem os direitos sociais, aqueles que garantem a participação do indivíduo na riqueza coletiva: o direito à educação, ao trabalho, ao salário justo, à saúde, a uma velhice tranquila. Exercer a cidadania plena é ter direitos civis, políticos e sociais. [...]
• O objetivo da atividade 1 é investigar o conhecimento prévio dos estudantes sobre regras e leis e sua importância na organização social e na vida em comunidade. Caso eles apresentem dificuldade em responder, promova uma discussão com base na pergunta: “Como seria viver em um mundo sem regras e sem leis?”. Em seguida, oriente-os a responder novamente à atividade.
• A atividade 2 objetiva aprimorar a habilidade de interpretação de texto e levar à compreensão das necessidades que motivam a criação das leis. Caso os estudantes apresentem dificuldade, engaje a turma em uma leitura coletiva do texto, destacando as passagens principais e relacionando-as com a ilustração que o acompanha. Em seguida, faça perguntas, como: “O que é o trânsito?”; “Por que as leis de trânsito são importantes?”; “Como elas ajudam na organização da vida social?”. Acolha as dúvidas dos estudantes e, em caso de dificuldade, utilize recursos visuais, como cartazes ou imagens que representem diferentes contextos de aplicação da lei, como no trânsito, na escola e em casa.
• O conteúdo apresentado contempla a Competência geral 10 ao promover reflexões sobre a importância das leis e regras para a vida em sociedade, incentivando a ter ações pessoais e coletivas com responsabilidade, ética e autonomia.
2. a) Resposta: Porque não havia veículos automotores nem risco de acidentes para os pedestres.
1. Em sua opinião, por que existem leis e regras de convivência?
Para vivermos com respeito e dignidade em sociedade, é necessário que existam regras, as quais devem ser cumpridas por todas as pessoas. As regras de funcionamento de nossa sociedade são estabelecidas por leis.
2. Sobre o surgimento das leis, leia o texto e responda às questões.
[...] Geralmente, as leis surgem a partir das necessidades impostas pela evolução da vida em conjunto. Por exemplo: há séculos, nenhum povo tinha necessidade de um código de trânsito, pois não havia veículos automotores e nem havia risco de vida para os pedestres. A lei sempre será resultado da necessidade de se organizar melhor a vida das pessoas. [...]
GARCIA, Edson Gabriel. Vivemos juntos: os direitos e deveres na vida em sociedade. São Paulo: FTD, 2014. p. 42. (Coleção Conversas sobre Cidadania).
a ) De acordo com o texto, por que há séculos os povos não tinham necessidade de código de trânsito?
b ) Por que as leis são criadas? Como você chegou a essa conclusão?
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes argumentem sobre a importância das leis e regras de convivência. Se julgar pertinente, organize uma roda de conversa
com eles para que possam trocar ideias, refletindo sobre a importância das regras de convivência na sociedade.
2. b) Resposta: As leis são criadas para atender à necessidade de organizar melhor a vida em sociedade. Espera-se que os estudantes retomem o texto para responder à questão.
Ilustração que representa um automóvel em uma estrada.

LOPES, Valdilson Aparecido. Educação para o trânsito e prevenção de acidentes. Curitiba: InterSaberes, 2020.
Nessa obra, o autor analisa o cotidiano das pessoas que vivem na área urbana, especialmente a relação entre motoristas e pedestres, e busca promover a reflexão sobre práticas que promovam a segurança no trânsito.
3. O que são direitos e deveres?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes
citem atividades cotidianas, como cumprir os horários e brincar, como exemplos.
A cidadania está presente em nosso cotidiano. Em um Estado, os indivíduos têm o benefício de direitos e precisam cumprir deveres. Assim, quando agimos de acordo com essas regras, estamos exercendo a cidadania.
Direitos e deveres
Os direitos são conjuntos de benefícios e garantias assegurados a todas as pessoas que fazem parte de uma sociedade. Existem várias leis que garantem os direitos, como as que estão registradas na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948. Entre esses direitos estão: direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Os deveres são as regras e obrigações que precisamos cumprir para vivermos de forma harmoniosa. Na escola, por exemplo, é dever dos estudantes entregar os trabalhos nos prazos estipulados pelos professores. No trânsito, para a segurança de todos, os pedestres devem atravessar a rua na faixa de pedestre e os motoristas devem parar os veículos antes da faixa.

Condutores de veículos aguardando pessoas atravessarem na faixa de pedestres em avenida no município de Bauru, em São Paulo, em 2023.
A cidadania é fundamental para que a convivência entre as pessoas seja harmoniosa e saudável. Para fortalecê-la, precisamos cumprir nossos deveres e lutar para que nossos direitos sejam respeitados.
Entender o que é cidadania é muito importante, pois nos dá condições de participar da vida em sociedade e ajudar a construir um mundo melhor.
4. Converse com os colegas a respeito do que vocês entenderam sobre a importância da cidadania.
4. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes compartilhem ideias acerca da importância do
respeito e da harmonia para a manutenção da vida em sociedade. Aproveite a oportunidade para promover o compartilhamento de ideias.
aprendizado sobre a importância da cidadania. Para isso, incentive o protagonismo estudantil, valorizando a participação de todos. Ao longo da conversa, motive o pluralismo de ideias, reforçando a importância de respeitar opiniões diferentes e promovendo um diálogo baseado na escuta ativa e no respeito aos direitos humanos.
ATIVIDADE EXTRA
• Proponha aos estudantes que produzam um desenho representando uma prática de cidadania no ambiente escolar. Para
isso, escreva na lousa uma lista de direitos e deveres, orientando a escolha de ao menos um direito e um dever. Disponibilize diversos recursos para a produção dos desenhos, como canetas hidrocor, lápis de cor e giz de cera. Para a inclusão de estudantes com necessidades educacionais específicas, disponibilize materiais táteis para a representação da prática cidadã em 3D. Em seguida, solicite que escrevam um pequeno texto identificando se os direitos e deveres ilustrados por eles estão sendo devidamente cumpridos e se eles precisam se empenhar mais. Ao final da
Para iniciar o conteúdo desta página, solicite aos estudantes que indiquem atividades feitas por eles em sala de aula, como as tarefas, o uso e a organização dos materiais coletivos, o respeito à fala dos colegas, a aprendizagem, a explicação de dúvidas, o trabalho em grupo, entre outros. Em seguida, ajude-os a identificar quais dessas atividades são direitos e quais são deveres. Por fim, organize uma roda de conversa e explique à turma a diferença entre os deveres e os direitos, ressaltando a importância deles para a vida em comunidade. Como maneira de recuperar o aprendizado, solicite a cada um que escreva um pequeno texto a esse respeito, argumentando se estão praticando a cidadania no ambiente escolar.
• O objetivo da atividade 3 é investigar o conhecimento prévio de cada um acerca dos direitos e deveres do cidadão e sua importância na vida em sociedade. Verifique se a turma identifica alguns direitos e deveres nas regras de convivência da escola, dos espaços públicos ou no ambiente familiar para responder à atividade. Essa intervenção contribui para o desenvolvimento do pensamento conceitual.
• Para realizar a atividade 4, organize uma roda de conversa com os estudantes, buscando investigar seu
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atividade, faça um acordo coletivo entre eles, de modo que todos busquem exercer seus direitos e cumprir seus deveres da melhor forma. O objetivo da atividade é promover a recuperação do aprendizado e a reflexão sobre as práticas de cidadania entre todos.
• Ao abordar o conteúdo destas páginas, convide os estudantes a refletirem sobre a importância das práticas cidadãs nas atividades cotidianas. Para isso, conduza a análise das ilustrações, identificando o que cada cena representa, os locais em que essas práticas são realizadas e as pessoas envolvidas. Por exemplo, oriente os estudantes a perceberem que, na ilustração do carro estacionado no local correto, a cena representa uma prática que respeita o direito de ir e vir das pessoas com deficiência e foi praticada em um espaço público. Em seguida, oriente os estudantes a elaborarem frases no caderno para cada uma das ilustrações, justificando os motivos pelos quais essas práticas são importantes para a vida em sociedade.
ATIVIDADE EXTRA
Materiais necessários
• papel sulfite
• lápis
• tinta guache
• lápis de cor
Passo a passo
a) Leve os estudantes a identificarem outras situações que representem o respeito aos direitos no cotidiano. Caso tenham dificuldade, cite alguns exemplos, como evitar escutar músicas com o som alto em horários ou em espaços inapropriados, respeitar filas preferenciais, jogar resíduos sólidos nos locais adequados e respeitar as pessoas idosas.
b) Oriente a escolha de uma das situações comentadas para desenhá-la no papel sulfite.
c) Promova um ambiente lúdico e criativo, motivando-os a produzir e a colorir os desenhos com lápis de cor ou tinta guache.
d) Para promover a progressão do aprendizado, organize a turma para a apresen-
Para convivermos melhor em sociedade, é necessário respeitar os direitos do outro. Esse é um dos nossos principais deveres. Dessa maneira, cumprindo os deveres, todos os cidadãos terão seus direitos respeitados.
5. Em dupla, observe as ilustrações a seguir.



tação dos desenhos, possibilitando que todos verbalizem o raciocínio e argumentem como o respeito aos direitos contribuem para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
• O conteúdo favorece o desenvolvimento de aspectos da Competência geral 9 ao incentivar a empatia, o diálogo, o respeito aos direitos humanos e a cooperação como atitudes fundamentais para a convivência em sociedade.
Ilustração que representa um menino cedendo assento em ônibus para mulher idosa.
Ilustração que representa um carro estacionado em lugar correto, deixando livre a rampa de acesso para pessoas com deficiência física.
Ilustração de pessoas respeitando as regras de trânsito de atravessar na faixa de pedestres e aguardar o pedestre atravessar.
5. c) Resposta: Espera-se que os estudantes escrevam um texto apresentando seus pontos de vista sobre o assunto. O objetivo da atividade é favorecer o debate respeitoso e o pluralismo de ideias.


Ilustração que representa pessoas de diferentes religiões se respeitando e convivendo de maneira harmônica.
Ilustração que representa pessoas expondo opiniões diferentes de maneira respeitosa.
5. a) Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes compartilhem seus pontos de vista sobre as situações apresentadas, relacionando-as ao conceito de cidadania.
a ) Qual é seu ponto de vista sobre cada uma das situações representadas nas ilustrações? Você considera cidadãs as atitudes representadas? Por quê?
b ) Pergunte ao colega de dupla qual é o ponto de vista dele sobre cada uma das situações ilustradas.
Resposta: Os estudantes podem compartilhar seus pontos de vista sobre o tema.
c ) Agora, compare o ponto de vista de vocês. Depois, ainda em dupla, elaborem um pequeno texto explicando as opiniões de cada um.
6. Com base no que você estudou em sala de aula, por que é importante respeitar os direitos do outro?
Resposta: É importante respeitar os direitos do outro para convivermos melhor em sociedade.
7. Com a ajuda do professor, faça uma lista de deveres que você costuma cumprir no seu dia a dia.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes
identifiquem alguns deveres que cumprem no dia a dia, como jogar os resíduos nos lugares adequados e respeitar a opinião dos outros.
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• O item a da atividade 5 promove a observação e a identificação de práticas cidadãs. Caso os estudantes apresentem dificuldade, ofereça ajuda na análise das ilustrações e, em seguida, indique qual direito está sendo respeitado em cada uma. Durante a intervenção, verifique se eles perceberam que as práticas cidadãs ilustradas são ações cotidianas. Nos itens b e c, o objetivo é promover o diálogo, a postura inclusiva e a reflexão acerca do respeito aos direitos. As atividades consistem em oportunizar o exercício da cidadania entre os estudantes, uma vez que eles devem debater e verbalizar o raciocínio com base no tema proposto, respeitando as opiniões contrárias.
• A atividade 6 promove a recuperação do aprendizado abordado em sala de aula. Caso os estudantes tenham dificuldade em organizar o raciocínio, oriente-os a escrever em tópicos os motivos pelos quais acreditam ser importante respeitar os direitos do outro.
• Para a atividade 7, ajude os estudantes a produzirem suas listas com base nos espaços de convivência. Por exemplo, solicite que indiquem os deveres que costumam cumprir no ambiente doméstico, no ambiente escolar e nos espaços públicos. Durante a atividade, verifique se eles identificaram outros deveres, como os cuidados com a natureza.
• O conteúdo abordado nas páginas 38 e 39 favorece o desenvolvimento da habilidade EF05HI04, pois os estudantes poderão associar as ilustrações de pessoas respeitando regras de convivência à noção de cidadania.
• Aproveite a oportunidade para debater sobre a política dos 5 Rs. Comente que é uma proposta de ação voltada ao consumo consciente e à sustentabilidade ambiental, amplamente difundida por organizações não governamentais e por políticas públicas de gestão de resíduos sólidos. O foco dessa política é orientar a população sobre como reduzir os impactos ambientais por meio de ações cotidianas, promovendo mudanças de hábitos e atitudes em relação ao consumo, descarte e reaproveitamento de recursos. O conceito foi amplamente divulgado a partir da década de 1990, no contexto das discussões ambientais globais, especialmente após a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Rio-92). Desde então, tornou-se uma diretriz educativa aplicada em escolas, campanhas públicas e legislações ambientais, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei nº 12.305/2010.
• A atividade 8 tem o objetivo de investigar o conhecimento prévio dos estudantes acerca de maneiras sustentáveis de lidar com o meio ambiente. Caso eles apresentem dificuldade, converse sobre o conceito de sustentabilidade, dando exemplos. Em seguida, solicite que refaçam a atividade.
Ser cidadão também é respeitar a natureza! Você costuma se preocupar com a conservação do meio ambiente? Conheça a seguir a política dos 5 Rs (repensar, reduzir, recusar, reutilizar e reciclar) e alguns exemplos de ações que podemos praticar em nosso cotidiano.
• Repensar: Comece a repensar seus hábitos de consumo e de descarte. Reflita antes de comprar algo novo, considerando aproveitar algo que já tem.
• Reduzir: Reduza o consumo de produtos, optando por aqueles que tenham embalagem econômica. Priorize a compra de refis e embalagens retornáveis.
• Recusar: Não consuma produtos de empresas que não são comprometidas com a conservação ambiental. Não aceite embalagens e sacos plásticos não recicláveis.
• Reutilizar: Reutilize produtos como potes de plástico, vidro, papel e metal. Desse modo, você evita que mais produtos sejam descartados.
• Reciclar: Separe os resíduos sólidos de maneira correta, fazendo a coleta seletiva. Geralmente, os cestos de coleta apresentam cores específicas para cada tipo de resíduo.






8. Resposta pessoal. São exemplos de atitudes de cuidado com a natureza: não desperdiçar água, jogar resíduos nos locais apropriados, apagar as luzes dos espaços nos quais ninguém esteja, cuidar bem das plantas e dos animais e consumir produtos sem desperdício.

Ilustrações que representam cestos de coleta seletiva.
8. Cite algumas atitudes do seu cotidiano que demonstrem os cuidados com a natureza.
• O conteúdo da página possibilita a articulação com o componente curricular de Ciências e os temas contemporâneos transversais Educação ambiental e Educação para o consumo. Para isso, converse com os estudantes sobre os benefícios da coleta seletiva, citando a economia de água e energia nos processos de produção industrial, a diminuição do desperdício de recursos naturais, a redução na poluição do solo e
• Ao promover a argumentação com base em fatos para a formulação de ideias e o desenvolvimento da consciência socioambiental, o conteúdo contempla a Competência geral 7. Além disso, a atividade da página promove o trabalho com os temas contemporâneos transversais Educação ambiental , ao propor ações práticas de cuidado com a natureza, e Educação para o consumo, ao incentivar o consumo consciente e responsável.
das águas e a economia do poder público com os gastos com a limpeza da cidade. Com a ajuda da turma, promova uma campanha de coleta seletiva na escola, divulgando cartazes informativos sobre as cores dos cestos de coleta seletiva e a importância da prática de separar os resíduos sólidos adequadamente no dia a dia. Se possível, mobilize a participação da comunidade escolar e dos familiares nessa ação coletiva.
Atualmente, é comum falarmos sobre cidadania, porém isso não significa que sempre foi assim. A partir de meados do século 20, com a promulgação da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1948, ampliaram-se as discussões sobre os direitos humanos e a cidadania.
A cidadania e os direitos são resultado de um longo processo histórico promovido pelos diferentes grupos sociais, povos e sociedades. Um exemplo desse processo é a conquista de direitos pelas mulheres no Brasil.
Em nosso país, por muitos anos, as mulheres tiveram menos liberdade do que os homens. No século 20, porém, a luta das mulheres por direitos ganhou mais espaço na sociedade. Elas conquistaram o direito de votar e de se candidatar a cargos políticos. E também conquistaram mais independência financeira e ampliaram sua participação no mercado de trabalho.
Uma importante conquista histórica feminina foi a criação da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida como Lei Maria da Penha, que contém medidas específicas para defender as mulheres e punir criminalmente quem as agredir.
• Ao comentar o processo histórico de conquista de direitos das mulheres no Brasil, destaque a atuação de Maria da Penha Maia Fernandes (1945-), cuja luta contribuiu para criar a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. Caso algum estudante pergunte quem foi Maria da Penha, explique que ela é farmacêutica e bioquímica e, a partir da década de 1980, passou a lutar por justiça após ser vítima de violência doméstica. Comente que, ao longo do tempo, a luta dela contribuiu para a elaboração de leis que buscam proteger as mulheres contra a violência. Aproveite a oportunidade para promover um ambiente de acolhimento e conscientização sobre a importância dos direitos humanos na atualidade.

Essa lei foi criada com base em um grave problema social do Brasil. Diariamente, as mulheres são vítimas de muitos tipos de violência, inclusive feminicídio. A Organização das Nações Unidas (ONU) considera a Lei Maria da Penha como um exemplo de lei no combate à violência contra as mulheres.
Material de divulgação de combate ao feminicídio, em 2024. Feminicídio: quando a vítima é morta por ser mulher. MINISTÉRIO
• Organize os estudantes em pequenos grupos e proponha que construam uma linha do tempo ilustrada com marcos importantes da história da cidadania no Brasil. Os grupos podem destacar momentos como: a conquista pelo direito ao voto feminino (1932); a promulgação da Constituição Federal (1988); o Estatuto da Criança e do Adolescente (1990); a criação do Estatuto da Pessoa Idosa (2003); a criação da Lei Maria da Penha (2006), entre outros. Considere indicar marcos que envolvam a mobilização social e a conquista de
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direitos por grupos sociais do município ou da região. Sugira que os estudantes pesquisem imagens, textos ou documentos históricos relacionados a cada marco, orientando o uso de recursos acessíveis, como cartolina, lápis de cor e recortes de revistas, e proponha que a turma sistematize os resultados da pesquisa em seminários e organize uma exposição para a comunidade escolar e os familiares. Além disso, incentive-os a incluir conquistas relacionadas a diferentes grupos sociais, como indígenas, população negra, mulheres e pessoas com deficiência.
• O tema da página favorece o desenvolvimento da Competência específica de História 1 , pois trata do processo histórico que transformou, ao longo do tempo, a ideia de cidadania ao discutir o papel social das mulheres no Brasil. Além disso, o conteúdo contribui para que os estudantes compreendam a realidade social e reconheçam os avanços conquistados por diferentes grupos na busca por uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva, trabalhando a Competência geral 1.
• Na atividade 1, caso os estudantes apresentem dificuldade, explore a realidade próxima. Pergunte se eles conhecem a Câmara dos Vereadores e a Prefeitura do município, explicando que a Câmara dos Vereadores, local onde trabalham os servidores do Poder Legislativo, os vereadores, as leis são analisadas, debatidas e votadas. A respeito da Prefeitura, local onde é exercido o Poder Executivo pelo prefeito, as leis são aprovadas. Em seguida, verifique se os estudantes conseguiram traçar paralelos entre a estrutura municipal e a federal.
• Comente com os estudantes que, na atualidade, as leis emergem das necessidades cotidianas da população, passando por um processo de elaboração que envolve a escuta e a participação popular para pressionar os governantes e os políticos que os representam. Explique que, mesmo que um projeto de lei passe por todas as etapas descritas na página e não seja aprovado pelo presidente da República, ele poderá ser votado novamente pelos deputados e se transformar em uma nova lei. Comente que o processo de aprovação de uma lei pode ser demorado, levando anos para se concretizar, em razão da grande demanda de leis propostas ao Poder Legislativo e do interesse dos envolvidos no processo de aprovação delas.
• Para iniciar a atividade, organize uma roda de conversa para que os estudantes proponham melhorias para a escola, como a disposição de mais cestos de coleta seletiva, a criação de um clube de leitura e cam-
1. Você sabe como as leis de nosso país são criadas?
Observe as ilustrações.
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Palácio do Congresso Nacional Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam com base em seus conhecimentos prévios.


Ilustração que representa o Palácio do Congresso Nacional.

panhas sociais, como doação e troca de livros. Organize a turma em pequenos grupos, e cada um será responsável por elaborar um projeto de lei escolar relacionado às sugestões discutidas previamente. Oriente os estudantes a seguirem um modelo com título do projeto, problema identificado, proposta de solução e justificativa. Depois, selecione um grupo para representar o papel do Congresso, dividido entre “Deputados” e “Senadores”. Um estudante (ou o próprio pro-
Um projeto de lei deve ser proposto. Esse projeto pode ser sugerido por diferentes segmentos da sociedade, por exemplo, pelos políticos eleitos pela população ou por meio de um abaixo-assinado.
Se for uma lei válida para todo o Brasil, ou seja, uma lei federal, o projeto será encaminhado à Câmara dos Deputados, em Brasília, Distrito Federal. Lá, o projeto é analisado e debatido pelos deputados e depois votado. Caso seja aprovado, ele segue para o Senado.
No Senado, o projeto é novamente analisado, debatido e votado. Caso seja aprovado pelos senadores, ele é enviado ao presidente da República.
O presidente da República pode aprovar ou não o projeto de lei. Caso seja aprovado, o texto da nova lei é publicado nos meios de comunicação oficiais do governo para que a população a conheça.
fessor) representará o presidente da República. Cada grupo apresentará seu projeto à “Câmara dos Deputados”, que votará nele, e os projetos aprovados seguem para o “Senado”. Por fim, o “presidente” decide sancionar ou vetar os projetos, justificando sua decisão. Após a intervenção, motive os estudantes a levarem os projetos aprovados à coordenação pedagógica.
As leis do nosso país são organizadas em diferentes documentos públicos.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por exemplo, é um conjunto de leis que trata da proteção às crianças e aos adolescentes.
O Código de Defesa do Consumidor (CDC) regulamenta as trocas comerciais e garante os direitos dos consumidores. Já o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é um conjunto de leis referente às regras de trânsito no país. Todos esses documentos podem ser consultados por qualquer cidadão, tanto no formato físico como na internet.
1. Resposta: Espera-se que os estudantes identifiquem algumas conquistas constitucionais como as eleições diretas para a presidência da República, direito de voto aos jovens maiores de dezesseis anos e para analfabetos.
Um dos mais importantes documentos de leis do Brasil é a Constituição Federal de 1988, conhecida como Constituição Cidadã. Ela foi promulgada após a ditadura militar (1964-1985), período marcado pelas restrições aos direitos civis da população, como o direito ao voto nas eleições presidenciais.
A criação dessa constituição foi marcada pela participação popular, com a mobilização de comícios e propostas de emendas populares às leis da Constituição. O documento final, publicado em 5 de outubro de 1988, reestabeleceu e ampliou os direitos civis no Brasil.
1. Com a ajuda de um familiar, pesquise alguns direitos garantidos pela Constituição Federal de 1988. Capa da Constituição Federal de 1988.

Emendas populares: propostas sugeridas pelo povo para alterar leis. Agora, responda à questão a seguir.
• Incentive os estudantes a refletirem acerca da importância de conhecer as leis do Brasil, identificando seus direitos e deveres. Para aprofundar a abordagem dessa proposta, sugere-se explorar com a turma alguns trechos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, ou um trecho da Constituição de 1988 que trate dos direitos das crianças. Se julgar pertinente, reproduza o trecho a seguir na lousa e peça aos estudantes que o copiem no caderno.
[...]
Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
[...]
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 5 out. 1988. Disponível em: https:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/ constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 22 maio 2025. • Na sequência, promova uma leitura conjunta e pausada do texto. Verifique se os estudantes apresentaram alguma dificuldade com o vocabulário e, em caso positivo, elucide o significado da palavra que gerou dúvida. Durante o processo, confira se eles compreenderam que a família, a sociedade e o Estado devem, cada um na sua esfera de atuação, assegurar o desenvolvimento pleno e saudável das crianças, dos adolescentes e dos jovens, garantindo-lhes o direito a uma vida digna.
• A atividade 1 oferece a oportunidade de aprofundamento e diálogo com a família. Oriente os estudantes a identificarem direitos civis, políticos e sociais, como o direito à educação, à saúde, ao voto, à liberdade de expressão, à igualdade de gênero e ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado. Promova um momento em sala de aula para que eles compartilhem suas descobertas e reflitam coletivamente sobre como esses direitos se manifestam em seu cotidiano.
Objetivo
• Avaliar a compreensão dos estudantes sobre as práticas cidadãs cotidianas.
Sugestão de intervenção
• Com base nos dados pesquisados pelos estudantes com os familiares sobre
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alguns direitos garantidos pela Constituição Federal de 1988, promova uma roda de conversa para motivá-los a discutir a importância da Constituição na manutenção de uma sociedade justa e igualitária. Em seguida, organize os estudantes em duplas, ou em grupos maiores, para escreverem coletivamente um texto sobre o tema, sintetizando o que aprenderam com a pesquisa.
• Ao abordar o conteúdo sobre as mobilizações dos trabalhadores, motive-os a refletir sobre a importância das conquistas trabalhistas ao longo do tempo. Por exemplo, explique que o direito às férias remuneradas é essencial para o repouso e a saúde física e mental dos trabalhadores. Se possível, faça uma lista de direitos trabalhistas na lousa, como o direito ao décimo terceiro salário, licença-maternidade e paternidade, seguro-desemprego e aposentadoria, e promova o debate, destacando a relevância de cada um para a vida dos trabalhadores.
• Para a progressão do aprendizado, explore com os estudantes o jogo eletrônico educativo a seguir. Por meio da interação com esse jogo, os estudantes refletirão sobre a relevância do estatuto para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes na vida cotidiana.
• CHEGOU o AventurECA. Plenarinho, 6 ago. 2024. Disponível em: https:// plenarinho.itch.io/ aventureca. Acesso em: 25 set. 2025.
A história e a cultura de uma sociedade influenciam a formulação de suas leis. Assim, conforme a sociedade passa por mudanças, elas também se transformam.
No Brasil, ao longo dos anos, os direitos e deveres dos cidadãos passaram por diversas mudanças. Muitos dos atuais direitos foram conquistados com as reivindicações da população brasileira.
2. Observe as fotografias a seguir.

Grevista: neste caso, pessoa ou grupo social que faz greve paralisando alguma atividade para reivindicar direitos e melhorias nas condições de trabalho.

• Para promover a recuperação do aprendizado sobre as conquistas históricas, divida a turma em cinco grupos, e cada um deverá pesquisar a conquista de direitos de um dos grupos apresentados nas páginas 44 e 45 : trabalhadores, mulheres, povos indígenas, afro-brasileiros e pessoas com deficiência, além de disponibilizar as informações pesquisadas em um seminário. Para isso, organize uma visita à biblioteca ou à sala de informática da escola para os estudantes pesquisarem as informações, sendo importante auxiliar aqueles com necessidades educacionais específicas no uso dos recursos de acessibilidade digital, como leitores de tela. Incentive os membros dos grupos a dividirem as tarefas, como organizar as informações pesquisadas e montar cartazes ou slides. Durante a apresentação, promova um ambiente de diálogo, possibilitando a eles que verbalizem o raciocínio e apresentem diferentes pontos de vista. O objetivo da atividade é possibilitar a compreensão de que os direitos conquistados são os resultados das mobilizações populares promovidas por diferentes sujeitos históricos.
Há cerca de 100 anos, grande parte dos direitos trabalhistas atuais não existia. As jornadas de trabalho podiam chegar a mais de 13 horas por dia e os trabalhadores não tinham direito a férias remuneradas, por exemplo. Após anos de mobilizações, os trabalhadores conquistaram os direitos que têm atualmente, como férias, décimo terceiro salário e a jornada de 8 horas de trabalho diário.
Os direitos femininos de votar e se candidatar a cargos políticos foram conquistados no Brasil após intensa luta das mulheres. O estado do Rio Grande do Norte foi o primeiro a legalizar o voto e a candidatura delas, em 1927. Alguns anos depois, em 1932, as mulheres brasileiras obtiveram o direito de votar nas eleições nacionais.
• O conteúdo favorece o desenvolvimento da habilidade EF05HI05, uma vez que os estudantes poderão compreender, por meio de fontes históricas, a mobilização de diferentes grupos sociais na luta por direitos. Além disso, o conteúdo trabalha a Competência específica de História 1, promovendo a compreensão de acontecimentos históricos, relações de poder e mecanismos de transformação das estruturas sociais, políticas e culturais no Brasil.

Indígenas diante do Congresso Nacional, em Brasília, no Distrito Federal, durante os trabalhos de elaboração da atual Constituição, em 1987.

Manifestação do Movimento Negro Unificado (MNU) contra o racismo, no município do Rio de Janeiro, em 1983.

Caminhada pela conscientização sobre respeito e inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no município de São Paulo, em 2025.
Ao longo de muitos anos de reivindicação, os povos indígenas que vivem no Brasil conquistaram diversos direitos, principalmente com a promulgação da Constituição de 1988. O reconhecimento do direito desses povos sobre as terras que tradicionalmente ocupam foi um dos mais importantes.
A mobilização da população afro-brasileira e de outros grupos em nosso país resultou na aprovação da Lei nº 7.716, de 1989. O artigo 1º dessa lei define que serão punidos os crimes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, por exemplo.
As pessoas com algum tipo de deficiência conquistaram importantes direitos nas últimas décadas, o que possibilitou que tivessem mais autonomia. A Lei nº 13.146, de 2015, busca garantir e assegurar condições de igualdade para as pessoas com deficiência.
a ) O que as pessoas retratadas nas fotografias das páginas 44 e 45 estão fazendo?
Resposta: Elas estão se manifestando para reivindicar a seus direitos.
b ) Por que é importante os atos das pessoas retratadas?
Resposta: Porque esses atos mobilizam a população e contribuem para a conquista de direitos.
uma democracia, a participação popular é fundamental para que as demandas sociais sejam atendidas.
• O item b da atividade 2 desenvolve a habilidade de os estudantes formularem argumentos para expressar suas opiniões, com base em fatos e informações. Essa proposta favorece o desenvolvimento da Competência específica de História 4.
05/10/2025 15:43:53
• Ao trabalhar as conquistas de direitos dos povos indígenas, comente que a Constituição Federal de 1988 foi um marco para a conquista de vários direitos no Brasil. Explique que, por meio dessa Constituição, os povos indígenas conquistaram o direito às terras tradicionalmente ocupadas por eles, o que lhes garantiu a preservação de sua organização social, seus costumes e suas crenças e tradições. Contudo, ressalte que, embora seus direitos estejam garantidos pela legislação, muitos povos indígenas ainda lutam pela demarcação de suas terras.
• O item a da atividade 2 objetiva aprimorar a habilidade de analisar e interpretar imagens. Tal abordagem contribui para fomentar a cidadania, o pensamento crítico e o respeito aos direitos humanos, incentivando a reflexão ética sobre o papel das manifestações sociais na conquista dos direitos coletivos. Se algum estudante apresentar dificuldade, oriente-o a ler atenciosamente as legendas e a atentar aos detalhes das fotografias, refazendo a atividade. No item b, promova a reflexão sobre a importância da mobilização popular para a conquista de direitos. Caso os estudantes apresentem dificuldade, retome alguns direitos conquistados por esses movimentos, identificando a relevância deles na atualidade. Com base nessa reflexão, explique que, em
• No item a da atividade 1, ajude os estudantes a identificarem que apenas Carlota Pereira de Queiroz (1892-1982) foi retratada na fotografia. Aproveite a oportunidade para explorar a imagem perguntando, por exemplo, onde ela está, o que ela está fazendo e se os homens estão prestando atenção ao que ela está fazendo. Durante a atividade, promova um ambiente acolhedor, possibilitando que os estudantes verbalizem o raciocínio e construam coletivamente o conhecimento. No item b, destaque a importância de reconhecer o papel das mulheres na política, promovendo uma postura inclusiva e o combate a todo tipo de preconceito. Incentive os estudantes a levantarem hipóteses sobre os motivos da ausência das mulheres em cargos públicos no Brasil no início do século XX. Aproveite a oportunidade e promova um debate sobre a importância da participação das mulheres na política.
• Ao trabalhar o conteúdo do boxe, promova a interação com o jogo eletrônico educativo indicado a seguir. Ele possibilita aos estudantes que reflitam sobre as conquistas das mulheres e os espaços ocupados por elas nos últimos anos. JOGO – Cadê a mulher aqui? Plenarinho, 1o abr. 2021. Disponível em: https://plenarinho. leg.br/index.php/2021/04/ jogo-cade-mulher-aqui/. Acesso em: 25 set. 2025.
ATIVIDADE EXTRA
• Engaje a turma na organização de um painel com o tema “Mulheres na Política”. Para isso, proponha que os estudantes se dividam em grupos e pesquisem a quantidade de mulheres candidatas e eleitas no município ou na região nas eleições municipais. Destaque a importância de pesquisar em fontes confiáveis, como jornais, livros e, caso utilizem a internet, sites de instituições como a Prefeitura Municipal e a Câmara dos Vereadores. Oriente-os
1. Analise a fotografia a seguir.

a ) Quantas mulheres foram retratadas na fotografia?
Resposta: Apenas
mulher.
b ) O que a fotografia demonstra sobre a participação feminina na política brasileira no início do século 20?
Ao longo dos anos, a participação feminina na política tornou-se cada vez maior. Atualmente, as mulheres constituem a maior parte dos eleitores brasileiros. Porém, a quantidade de mulheres em cargos políticos ainda é menor que a quantidade de homens; dos 513 deputados federais eleitos em 2022, apenas 91 eram mulheres.
Mesmo que um grande espaço na política tenha sido conquistado pelas mulheres, muito ainda precisa ser feito para que elas tenham uma representação maior na política brasileira para defender seus direitos.
1. b) Resposta: A fotografia demonstra que havia pouca participação feminina na política brasileira, pois retrata apenas uma representante em meio a diversos representantes masculinos.
a cruzar as informações coletadas com outras fontes de pesquisa, confirmando a veracidade das informações. É possível elaborar gráficos em barra comparando a quantidade de mulheres candidatas em relação à quantidade de mulheres eleitas. Para estudantes com necessidades educacionais específicas, disponibilize descrições orais detalhadas das imagens e incentive a produção do painel com materiais táteis, como texturas, barbantes e colagens. Organize uma roda de conversa em que cada grupo compartilhe o resultado das pesquisas. Por fim, promova o debate sobre o que pode ser feito para aumentar a participação das mulheres na política local.
PRIORE, Mary del. Sobreviventes e guerreiras: uma breve história da mulher no Brasil de 1500 a 2000. São Paulo: Planeta, 2020. Nesse livro, a autora busca apresentar a voz de diversas mulheres brasileiras, como indígenas, afrodescendentes, empregadas domésticas e amas de leite, que, apesar de contribuírem para a construção da história do Brasil, tiveram as suas versões da história silenciadas.
Em 1988, foi criado o Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, garantindo que todos os cidadãos recebam atendimento médico gratuito, como consultas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), vacinação e atendimento nos hospitais públicos. Atualmente, o SUS desempenha papel fundamental na saúde pública do país. Na Vila Paricatuba, no município de Iranduba, no Amazonas, por exemplo, alguns agentes comunitários de saúde mapearam a região com a ajuda de geógrafos, identificando as necessidades dos moradores ribeirinhos locais. Assim, eles podem oferecer assistência médica com mais rapidez e qualidade.
3. Resposta: São 6 gestantes e um acamado.


Detalhe ACS Rosimara. Aumento aproximado de 2 vezes no destaque em zoom da imagem.

Detalhe ACS Miriam. Aumento aproximado de 2 vezes no destaque em zoom da imagem.

Detalhe Legenda. Aumento aproximado de 2 vezes no destaque em zoom da imagem.
Mapa social produzido pelos agentes de saúde comunitários da Vila Paricatuba, em 2022.
4. Resposta: O mapa contribui para a localização dos ribeirinhos que precisam de assistência médica. Para responder à questão, espera-se que os estudantes percebam que o mapa produzido pelos agentes comunitários de saúde identifica as pessoas que mais precisam de cuidados médicos, favorecendo a oferta de saúde pública de qualidade.
3. De acordo com o mapa, quantas gestantes e quantos acamados são atendidos na Vila Paricatuba?
4. De que maneira o mapa ajuda os agentes comunitários de saúde da Vila Paricatuba na oferta de saúde de qualidade? Como você chegou a essa conclusão?
• Sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), explique que ele busca ofertar saúde de qualidade para a população brasileira e que o SUS tem princípios específicos que visam atender à diversidade cultural e social do país. Os princípios são a universalização, considerando a saúde como um direito de todos e que o Estado é responsável por ofertá-la; a equidade, princípio que busca diminuir as desigualdades sociais por meio de atendimentos específicos para cada região ou grupo social; e a integralidade, que considera o indivíduo como um todo, necessitando não somente de atendimento médico, mas também de medidas e campanhas que objetivam a promoção da saúde.
• Para conhecer um pouco mais sobre a história do SUS, leia o texto a seguir. [...]
Em 1975 foi instituído o Sistema Nacional de Saúde, por meio da Lei nº 6.229, a qual, para alguns analistas da história do SUS, teve como objetivo principal fomentar um sistema de saúde que visava a ampliação da cobertura da atenção médica.
A partir da década de 1980, o conceito de saúde foi revisto e ampliado, emergindo como resultado de amplas discussões em meio ao movimento da Reforma Sanitária, as quais resultaram na criação de um sistema de acesso universalizado à saúde, permitindo o acesso de milhões de pessoas aos serviços públicos de saúde, como direito fundamental de todo cidadão.
A necessidade de criação de um modelo de acesso à saúde que não estivesse restrito aos contribuintes da Previdência Social e a crescente demanda por serviços assistenciais fizeram com que o SUS se tornasse uma necessidade e se consolidasse.
[...]
SISTEMA Único de Saúde comemora 34 anos de democracia e cidadania. Agência Gov, Brasília, 19 set. 2024. Disponível em: https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202409/sistema-unico -de-saude-comemora-34-anos-de-democracia-e-cidadania
Acesso em: 31 jul. 2025.
• Na atividade 3, ajude os estudantes a identificarem os símbolos produzidos na legenda do mapa.
05/10/2025 15:44:28
• Para a atividade 4, promova uma roda de conversa para o levantamento de hipóteses e expressão de opiniões sobre como o mapeamento contribui para a oferta de saúde de qualidade. Durante o debate, pergunte aos estudantes como o mapeamento pode ajudar na organização das visitas ou por que é importante identificar a quantidade de pessoas que precisam de cuidados médicos, quais são esses cuidados e onde elas estão localizadas. Para responder à questão, espera-se que os estudantes observem a legenda do mapa.
• Na atividade 5, organize um momento para que os estudantes circulem pela escola, observando com atenção os locais de entrada, saída, corredores, banheiros, salas de aula, biblioteca, refeitório, escadas e demais ambientes. Oriente-os a anotar ou desenhar quais espaços apresentam facilidades de acesso, como rampas, corrimãos, sinalização em braile e portas largas, e quais espaços precisam de melhorias para garantir a inclusão. Após a observação, cada grupo pode esboçar seu mapa em uma folha de rascunho, usando símbolos próprios para representar os ambientes acessíveis e os que precisam de adaptação. O uso de legendas visuais deve ser incentivado, com destaque para cores ou formas específicas. Os mapas podem ser finalizados em papel A3, cartolina ou em formato digital, caso haja acesso à sala de informática e às ferramentas digitais na escola. Garanta que os estudantes sejam protagonistas do processo, desde o desenho à apresentação do trabalho. Para a inclusão de estudantes com necessidades educacionais específicas na elaboração dos materiais, proporcione o uso de recursos como massa de modelar, linhas de relevo com barbante, texturas diferentes ou aplicativos de desenho com descrição sonora.
• Comente com os estudantes que ainda há muito a ser feito para a inclusão de pessoas com deficiência na sociedade. Além do Estado, a sociedade civil é responsável por promover a inclusão. Sobre esse tema, leia o texto a seguir.
[...] entre seus avanços, [a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência] traz uma ideia ainda muito cara a nós: a de que a pessoa com deficiência tem direito, sim, à dignidade, e que isso não é uma responsabilidade somen-
No Brasil, existem milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Ao longo do tempo, elas também lutaram e conquistaram direitos de inclusão social. Atualmente, uma das principais legislações que garantem seus direitos é a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), Lei nº 13.146, de 2015. Leia um trecho dessa lei.
Art. 1º É instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ _ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em: 2 maio 2025.
No ambiente escolar, por exemplo, para que o ambiente se torne mais acessível, é preciso a instalação de rampas, banheiros adaptados, softwares para tradução de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e leitores de tela. Essas melhorias contribuem para o acesso à educação de qualidade para todas as pessoas.

em
em 2024.
5. Em grupo, façam um mapa da escola indicando os espaços de acessibilidade e os ambientes que precisam de melhoria para atender às pessoas com deficiência. Depois de finalizado, entregue-o para o diretor da escola.
Resposta: Espera-se que os estudantes produzam o mapa, indicando pontos de acessibilidade e melhorias necessárias na escola.
te do Estado brasileiro, mas também de todos nós. Um exemplo disso é o próprio conceito de “barreiras”, trazido pelo Estatuto. Ao definir “barreiras” como sendo “qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa”, a legislação procura chamar atenção para o fato de que a discriminação está presente, inclusive, em pequenas ações cotidianas. Devemos ficar atentos, assim, à nossa maneira de falar, de olhar e de se comunicar. [...]
MOREIRA, Alexandre Alves de Sousa. Uma breve história das pessoas com deficiência no Brasil. Senado Federal, Brasília, 2 jul. 2025. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/ institucional/arquivo/destaques/uma-breve-historia-das -pessoas-com-deficiencia-no-brasil. Acesso em: 31 jul. 2025.
• O conteúdo favorece o trabalho com a Competência específica de História 1, pois mostra que a instituição da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência é um acontecimento histórico e uma conquista desse grupo social.
Além dos direitos, os cidadãos têm vários deveres. Alguns estão estabelecidos em leis específicas e outros não estão, mas também são importantes. Leia o texto a seguir sobre alguns exemplos de atitudes que você pode adotar em seu dia a dia para exercer a cidadania.
[...]
• Não desperdice comida, água, energia nem produtos de limpeza. Saiba economizar e partilhar o que você tem; [...]
• Só jogue lixo no lixo! Rua não é lixeira;
• Conheça os sinais de trânsito e respeite-os quando for brincar na rua ou atravessar a faixa de pedestre; [...]
• Ajude pessoas idosas ou com deficiência a atravessarem a rua ou a chegarem a algum lugar específico sempre que pedirem a sua ajuda;
• Conheça e respeite as principais regras, normas e leis da sua cidade, estado e país [...].
CRIANÇA cidadã. Plenarinho, 6 jan. 2017. Disponível em: https://plenarinho.leg.br/ index.php/2017/01/crianca-cidada/. Acesso em: 2 maio 2025.

Ilustração que representa uma menina jogando resíduo sólido em um cesto de coleta seletiva.
Os adultos têm muitos deveres estabelecidos por lei, entre eles o dever de pagar impostos, o que possibilita aos governantes reverter esse dinheiro em serviços públicos como saúde, segurança e educação. Outro dever é votar nas eleições municipais e nacionais, escolhendo quem serão os seus representantes.
• Para promover a progressão do aprendizado e aprofundar a compreensão dos estudantes sobre os deveres do cidadão, proponha a eles que conversem com os seus respectivos familiares e conheçam os deveres dos cidadãos adultos. Em sala de aula, promova um debate para que compartilhem suas descobertas e faça intervenções para possibilitar reflexões sobre a importância desses deveres, como a escolha dos representantes por meio do voto nas eleições e o pagamento de impostos, que contribuem para a manutenção dos serviços públicos.
• Avaliar a compreensão dos estudantes sobre os deveres do cidadão.
Sugestão de intervenção
• Com a ajuda dos estudantes, liste na lousa alguns deveres, tais como: respeitar todas as pessoas, não jogar resíduos sólidos no chão, frequentar a escola e cumprir suas regras. Em seguida, organize uma roda de conversa para que eles avaliem as próprias condutas cotidianas, identificando o que podem aprimorar para cumprir seus deveres e, consequentemente, para melhorar o convívio com a família, os colegas, os funcionários da escola e as pessoas da comunidade.
05/10/2025 15:44:30
• O conteúdo favorece o desenvolvimento da habilidade EF05HI04, pois os estudantes poderão associar alguns deveres, como ajudar pessoas idosas e respeitar leis de trânsito, à prática da cidadania e ao respeito aos direitos humanos.
• Compreender a importância do pagamento e da fiscalização dos impostos.
• Ampliar o vocabulário.
• Desenvolver a produção escrita.
• Aprimorar a compreensão de textos.
• O conteúdo abordado nesta seção parte de uma situação-problema que permite uma exploração crítica de um dilema social que impacta diretamente a sociedade. O texto e a ilustração incentivam os estudantes a refletirem sobre o papel do Estado, da sociedade e de cada cidadão na fiscalização dos recursos públicos, favorecendo a construção do pensamento autônomo e crítico. Sobre a importância da educação fiscal no exercício da cidadania, leia o texto a seguir:
[...]
Para que haja mudança de comportamento na sociedade, com o despertar da consciência de cidadania, é necessária uma ação educativa permanente e sistemática, voltada para o desenvolvimento de hábitos, atitudes e valores. A Educação Fiscal é um trabalho de sensibilização da sociedade para a função socioeconômica do tributo. Nesta função, o aspecto econômico refere-se à otimização da receita pública, e o aspecto social diz respeito à aplicação dos recursos em benefício da população. [...]
PROGRAMA Nacional de Educação Fiscal Convite à Cidadania. Disponível em: https://www.fazenda. mg.gov.br/cidadaos/educacao _fiscal/programas/pnef.html
Acesso em: 22 maio 2025. BNCC
Conhecendo o problema 1
Observe a ilustração a seguir.
Enquanto isso, em uma escola pública...
A professora disse que os impostos são importantes para a sociedade, mas muito desse dinheiro é desviado para outras finalidades.
Sim, é verdade. Infelizmente, esse dinheiro deixa de ser utilizado para melhorias na sociedade.

Ilustração que representa um menino e uma menina conversando.
A administração responsável do dinheiro arrecadado pelos impostos é muito importante para a manutenção dos serviços públicos. Cabe aos representantes do poder público, como prefeitos, vereadores, governadores e deputados, distribuir as verbas para áreas como as da saúde e educação. Quando a verba é desviada, muitas pessoas são afetadas, pois escolas e hospitais podem deixar de receber a manutenção correta ou o material necessário para o seu funcionamento.
Atualmente, podemos consultar informações sobre o destino das verbas públicas no site Portal da Transparência. Fiscalizar a destinação do dinheiro público é um ato de cidadania.
Organizando as ideias 2
2. a) Resposta: Os estudantes estão conversando sobre a importância dos impostos e o desvio de verba pública.
a ) Sobre o que os estudantes estão conversando na ilustração?
b ) Com a ajuda do professor, pesquise quais são os impactos causados pelo desvio de verbas públicas na sociedade.
Resposta: Espera-se que os estudantes identifiquem que o desvio de verbas públicas afeta a qualidade dos serviços públicos.
• A elaboração do cartaz para a conscientização contempla a Competência geral 4 ao incentivar os estudantes a utilizarem diferentes linguagens – escrita, visual e artística – para expressarem e partilharem informações com a comunidade escolar. A seção favorece o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Educação fiscal
• O trabalho desta seção promove a articulação com o componente curricular de Geografia e o tema contemporâneo transversal Educação fiscal, uma vez que os estudantes podem identificar canais de participação social que visam à fiscalização dos gastos públicos, o Portal da Transparência, e mobilizar uma campanha de conscientização, abordando, de forma acessível à faixa etária, a importância dos impostos e da boa gestão do dinheiro público.
c ) Leia o texto a seguir.
Pode parecer que a parte fiscal da cidadania é feita somente de deveres e, pior ainda, que todos eles significam dar dinheiro – muito dinheiro –para o governo. Calma. O contribuinte também tem direitos fiscais. Um deles é o de saber para onde vai e como será usado o dinheiro recolhido. A lei obriga todos os governos – federal, estadual e municipal – a apresentar publicamente suas contas. Isso é chamado de prestação de contas públicas. Ela informa o cidadão quanto foi arrecadado pelo pagamento de cada imposto e como os governos já utilizaram e pretendem utilizar esses recursos. [...] O acompanhamento dos gastos públicos é importante para que possamos exigir aquilo que deveríamos ter em troca de todos esses pagamentos: saúde, educação, transportes, saneamento... [...]

Ilustração que representa a prestação das contas públicas.
PESSINI, Ana Cristina (ed.). Como exercer sua cidadania. São Paulo: Bei Comunicação, 2003. p. 66-67. (Coleção Entenda e Aprenda).
De acordo com o texto, o que é prestação de contas públicas?
Resposta: É o ato previsto por lei no qual os governos federal, estadual e municipal apresentam publicamente as suas contas.
a ) Com o auxílio do professor, faça um cartaz para conscientizar a comunidade escolar sobre a importância de acompanhar a prestação de contas públicas. Para isso, siga as instruções:
• com a ajuda de um adulto, pesquise informações sobre o tema em sites confiáveis, cartilhas e panfletos;
• use canetinhas coloridas, lápis de cor, giz de cera e papel kraft ou cartolina;
• escolha tipos de letra com os quais se sinta confortável e escreva frases curtas e objetivas;
• faça desenhos para complementar as frases;
• cole o cartaz em um lugar visível na escola.
3. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes pesquisem o tema e conscientizem a comunidade escolar sobre a relevância de fiscalizar a destinação das verbas públicas.
• Durante a produção do cartaz, valorize a colaboração entre os estudantes, garantindo que todos participem ativamente do planejamento à finalização, desenvolvendo o pensamento autônomo e crítico durante o processo. Oriente a turma a utilizar frases simples, com vocabulário acessível e imagens que transmitam a mensagem objetivamente. Durante o processo de produção dos cartazes, incentive-os a praticar a escrita de letra
cursiva. Para estudantes com necessidades educacionais específicas, o cartaz pode ser produzido com texturas, cola colorida em relevo e legenda em braile. Se possível, organize o processo em etapas visuais e objetivas, usando imagens e palavras-chave como apoio.
• A atividade pode ser expandida como projeto de culminância que envolve a família e a comunidade escolar. Sugere-se a realização de uma exposição dos cartazes com a apresentação de seminários sobre o uso responsável do dinheiro público, uma
• No item a , incentive os estudantes a identificarem e a refletirem sobre temas sociais relevantes. Se algum deles apresentar dificuldade, oralize os elementos da imagem, descrevendo personagens, falas e expressões.
• No item b, engaje os estudantes a realizarem a pesquisa, que pode ser feita em diferentes formatos conforme os recursos disponíveis. Em escolas com acesso à internet, indique fontes confiáveis, como o Portal da Transparência. Em escolas sem acesso à internet, o professor pode selecionar reportagens impressas de revistas e jornais.
• O item c fortalece a habilidade de localizar e interpretar informações explícitas em um texto. Caso necessário, promova a leitura coletiva do texto, explicando o que são contas públicas e como elas impactam a vida da comunidade escolar. Promova a reflexão por meio de perguntas: “Como saber quanto foi gasto na reforma da escola?” ou “Como descobrir se há verba para merenda escolar?”. Durante esse processo, acolha as opiniões dos estudantes.
05/10/2025 15:44:31
forma de os estudantes assumirem o protagonismo, apresentando suas produções e explicando o que aprenderam sobre o tema, além de responderem a eventuais perguntas dos participantes. Uma possibilidade é convidar profissionais, como contadores ou economistas, do município ou da região, para formar uma mesa redonda com os estudantes. Oriente-os a agendar uma data para a execução do projeto junto à coordenação pedagógica da escola. Essa abordagem reforça a aprendizagem ativa e significativa.
• Refletir sobre a arrecadação de impostos.
• Ampliar o vocabulário.
• Desenvolver a produção escrita.
• Aprimorar a compreensão de textos.
• Interpretar e relacionar ideias e informações.
• Para conduzir o trabalho com o trecho da entrevista, promova com os estudantes uma leitura coletiva do texto, destacando a estrutura do gênero textual entrevista e o papel de cada interlocutor (entrevistador e entrevistado). Em seguida, proponha uma discussão sobre o conteúdo abordado, especialmente a ideia defendida pelo economista Gabriel Zucman sobre a taxação de grandes fortunas como meio de promover justiça fiscal e melhorar o acesso a direitos como educação, saúde e infraestrutura.
• Explique aos estudantes que os impostos são valores pagos pela população e arrecadados pelo Estado para financiar os serviços públicos e que há debates na sociedade sobre como essa arrecadação deve ser distribuída entre os diferentes grupos sociais. Enfatize que, segundo Zucman, quando os mais ricos deixam de contribuir proporcionalmente à sua riqueza, quem mais sofre com os impactos disso são os grupos sociais de menor renda. Aproveite a oportunidade e amplie essa discussão em sala de aula. Para isso, engaje os estudantes a verbalizarem o raciocínio, possibilitando que compartilhem suas ideias e opiniões sobre o assunto. Promova um ambiente acolhedor, possibilitando a todos que contribuam para o debate e respeitem o pluralismo de ideias.
Em 2024, o economista francês Gabriel Zucman concedeu uma entrevista para a repórter Letícia Mori. Em geral, as entrevistas são feitas por meio da interação entre um entrevistador e um entrevistado, que debatem e discutem sobre algum tema. Nessa entrevista, o entrevistado comenta sobre a cobrança de impostos da população mais rica da sociedade. Leia a seguir um trecho da entrevista.




Ilustrações que representam elementos da reportagem.
BBC News Brasil – Um argumento frequentemente usado por quem se opõe a essa ideia é que o imposto poderia desencorajar o crescimento econômico e diminuir o ritmo de geração de riqueza.
Zucman – O impacto negativo de um imposto sobre grandes fortunas seria zero para a grande maioria dos contribuintes e seus negócios. O impacto sobre o crescimento econômico seria, na verdade, positivo, porque a arrecadação poderia ser usada para ampliar o acesso à educação e à saúde e ampliar a infraestrutura, que são a chave do crescimento econômico.
Para a sociedade, o efeito seria muito positivo não só pelos investimentos possíveis gerados pela arrecadação, mas por outras razões. Quando os super-ricos conseguem não pagar impostos, é o resto da população que paga, e isso não é sustentável.
[...]
ZUCMAN, Gabriel. ‘Quando super-ricos não pagam impostos, é o resto da população que paga’, diz economista Gabriel Zucman. Entrevista cedida a Letícia Mori. BBC News Brasil, 4 mar. 2024. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c72l4znklpwo. Acesso em: 3 maio 2025. [...]
Contribuintes: neste caso, pessoas que pagam impostos. Infraestrutura: neste caso, os serviços públicos oferecidos à população.




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• O trabalho com esta seção incentiva o uso pedagógico de tecnologias digitais, abordando aspectos da Competência específica de História 7. Certifique-se de que todos os estudantes tenham um endereço de e-mail a fim de lhes enviar uma lista. É muito importante que compartilhem os textos sob a supervisão de um adulto.
b) Resposta: O tema principal é o imposto sobre as grandes fortunas. Espera-se que os estudantes identifiquem o tema por meio do comentário cedido por Gabriel Zucman.
a ) Qual é o nome da pessoa que concedeu a entrevista?
Resposta: O entrevistado é o economista francês Gabriel Zucman.
b ) Qual é o tema principal da entrevista? Como você chegou a essa conclusão?
c ) Por que podemos caracterizar esse texto como uma entrevista? Reflita sobre as características desse tipo de texto e cite alguns argumentos aos colegas.
Resposta: Porque é uma interação entre um entrevistador e um entrevistado. Os estudantes podem indicar que no texto o entrevistador fez comentário voltado para o entrevistado e o entrevistado argumentou expressando a sua opinião.
d ) Faça uma entrevista com algum familiar a respeito dos impostos na atualidade. Para isso, siga o roteiro. Em seguida, faça a transcrição das respostas no caderno ou no computador, em um programa de edição de texto.
Resposta pessoal. A resposta depende dos resultados da entrevista.
Roteiro da entrevista
1. Anote a data da entrevista.
2. Anote o nome, a idade e a profissão do entrevistado.
3. Faça as perguntas a seguir para ele.
• Você paga algum tipo de imposto atualmente? Cite alguns exemplos.
• Em sua opinião, o valor desses impostos é justo?
• Você acha que o dinheiro arrecadado pelo governo com os impostos é bem investido?
• Qual é a importância da transparência na administração dos recursos públicos?
• Você considera importante que a população fiscalize o uso do dinheiro arrecadado pelo governo? Por quê?
• Em seu município, quais setores você acha que devem ser priorizados pelo governo na aplicação do dinheiro dos impostos? Por quê?
Por fim, com a autorização da pessoa entrevistada, as respostas podem ser enviadas aos colegas por e-mail ou por cópias impressas.
• Oriente os estudantes quanto aos cuidados metodológicos e éticos necessários durante a entrevista. Explique a importância de solicitar a autorização do entrevistado para registrar e compartilhar suas respostas, reforçando a prática do respeito à privacidade. Ajude-os a redigir uma autorização por escrito, assinada por um responsável. Além disso, para garantir a participação de todos, ofereça alternativas de realização da atividade, considerando os diferentes contextos escolares. Caso não tenham acesso à internet ou
computador em casa, os estudantes podem escrever as respostas no caderno ou realizar a entrevista oralmente e compartilhar os resultados em sala de aula. Para estudantes com necessidades educacionais específicas, é possível adaptar o roteiro com perguntas simplificadas, apoio visual, leitura em voz alta ou o uso de pranchas de comunicação alternativa, sempre proporcionando o protagonismo de cada estudante. Quanto ao uso pedagógico de tecnologias digitais, oriente os estudantes a utilizarem programas de edição de texto de forma responsável e segura.
• No item a, caso necessário, ajude os estudantes a localizarem onde aparece o nome do entrevistado. Para o item b, incentive os estudantes a verbalizarem o raciocínio, questionando “Por que acreditam que o tema central é a taxação das grandes fortunas?”. Motive o compartilhamento de ideias, promovendo um ambiente de acolhimento e escuta ativa. Para os estudantes que apresentarem dificuldade, destaque expressões do texto como “imposto sobre grandes fortunas” e “quando os super-ricos não pagam impostos”. Isso os ajudará a localizar o conteúdo e a desenvolver a compreensão sobre o motivo da atividade. No item c, retome com os estudantes as características do gênero entrevista, como a presença de dois interlocutores, perguntas e respostas e o uso da linguagem argumentativa. Considere fazer na lousa um pequeno esquema com as características principais do gênero, facilitando o acesso visual à estrutura do texto para todos. Por fim, incentive a turma a conversar sobre as entrevistas com as quais já tenham se deparado em jornais, revistas ou na televisão.
05/10/2025 15:44:32
Caso optem por enviar as entrevistas por e-mail, destaque a importância de fazerem isso acompanhados de um responsável. Os textos também podem ser lidos e compartilhados em sala de aula, intervenção que favorece o debate coletivo sobre a aplicação dos impostos na comunidade e incentiva a construção de uma consciência cidadã.
1. Objetivo
• Perceber a importância de seguir as regras de convivência.
Sugestão de intervenção
• Caso os estudantes tenham dificuldade, oriente-os a retomar o conteúdo do texto lendo-o em voz alta e indicando os elementos que julgarem mais relevantes. Anote esses itens na lousa e promova um breve debate sobre eles, incentivando cada estudante a manifestar suas opiniões e escutar as dos colegas de forma a garantir a progressão do conhecimento. Em seguida, instrua-os a refazer a atividade.
2. Objetivo
• Avaliar a capacidade de interpretação de imagens dos estudantes.
Sugestão de intervenção
• Para promover a progressão do aprendizado, caso alguns estudantes tenham dificuldade para realizar os itens a e b, conduza-os a descrever detalhadamente cada um dos elementos textuais e não textuais do cartaz para, em seguida, refazer a atividade. No item c, promova uma conversa para a troca de experiências, a fim de instigar a ajuda de uns aos outros para lembrarem de campanhas semelhantes no município ou na região onde vivem.
3. Objetivo
• Avaliar a capacidade de leitura e interpretação de texto dos estudantes.
Sugestão de intervenção
• No item a, oriente os estudantes a retomarem o conteúdo do texto relendo em voz alta o artigo da lei disposto no enunciado e a refletirem sobre os principais pontos. No item b, retome os conteúdos da página 41 sobre as conquistas históricas de direitos pelas mulheres. Essas intervenções contribuem para a recuperação do aprendizado.
Escreva as respostas no caderno.
1. Leia o texto e responda às questões.
[...] Lembra do que é ser cidadão? Lembra que todos têm direitos e deveres, e que toda ação tem implicações tanto para a própria pessoa como para os outros? Quando, por exemplo, respeitamos as leis de trânsito ou as regras da nossa escola, exercitamos a cidadania. Mas se você não concordar com algumas dessas regras, deve questioná-la e não infringi-la! Existem muitos caminhos para participar, para tentar mudar o que não está bom, para construir uma vida melhor. Questionar, lutar por seus direitos também é cidadania. Por isso não se pode falar de cidadania sem falar de participação.
Dá trabalho ser cidadão, mas vale a pena!
Infringir: neste caso, desobedecer a lei.
CHALITA, Gabriel. Valores: ética e poder. São Paulo: FTD, 2011. p. 18.
a ) O que devemos fazer quando discordamos de alguma regra?
Resposta: Devemos questionar essa regra e dialogar com outras pessoas sobre ela.
b ) Em sua opinião, por que não devemos infringir as regras?
c ) Por que é importante participar ativamente da vida em sociedade para conseguir mudanças?
2. Observe a imagem e responda às questões.

Resposta: Participar ativamente da vida em sociedade e das mobilizações sociais para conseguir mudanças é importante porque possibilita a construção de uma sociedade mais justa e igualitária para todos.
1. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes compreendam que as regras existem para melhorar nossa vida, mas, se não concordamos com alguma delas, há diversos caminhos para transformá-la.
Cartaz de campanha incentivando a reciclagem, produzido pela Prefeitura de Monte Azul, em Minas Gerais, em 2022.
Resposta 3. a) Condições para o exercício efetivo dos direitos à vida, à segurança, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, à moradia, ao acesso à justiça, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.
2. b) Resposta: Significa que nossas ações cotidianas, como a reciclagem, podem fazer a diferença na conservação do meio ambiente.
a ) Do que trata o cartaz?
Resposta: O cartaz trata da importância de reciclar resíduos sólidos.
b ) Qual é o significado da frase “Preservação do meio ambiente começa com pequenas atitudes diárias, que fazem toda a diferença.”?
c ) Onde você mora existem campanhas como essa? Você costuma participar?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem a realidade próxima, indicando as campanhas de reciclagem de resíduos do
3. Leia a seguir um trecho da Lei Maria da Penha, de 2006.
município ou da região.
Art. 3º – Serão asseguradas às mulheres as condições para o exercício efetivo dos direitos à vida, à segurança, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, à moradia, ao acesso à justiça, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.
3. b) Resposta: A lei é resultado da luta das mulheres contra diferentes tipos de violência e pelo reconhecimento de seus direitos e de sua proteção na sociedade brasileira, configurando uma conquista histórica desse grupo social.
BRASIL. Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm. Acesso em: 3 maio 2025.
4. Resposta: Espera-se que os estudantes comentem que o projeto de lei precisa ser sugerido, debatido e votado pelo Poder Legislativo e aprovado pelo Poder Executivo.
4. Objetivo
• Identificar como as leis federais são formuladas no Brasil.
Sugestão de intervenção
• Caso alguns estudantes apresentem dificuldade, retome com eles os conteúdos apresentados na página 42 e, em seguida, peça que respondam oralmente a essa atividade, lembrando-se do processo de formulação das leis federais. Por fim, solicite que refaçam a atividade no caderno como maneira de recuperar o conhecimento.
5. Objetivo
• Conhecer os documentos que estabelecem os direitos e os deveres no Brasil.
Sugestão de intervenção
Ilustração que representa diversidade de mulheres.
Resposta e comentário nas orientações ao professor
a ) Quais são alguns dos direitos garantidos pela Lei Maria da Penha? b ) De que forma essa lei está associada à conquista histórica de direitos pelas mulheres?
4. Explique como são formuladas as leis federais no Brasil.
5. Escreva o nome de alguns documentos públicos que estabelecem os direitos e os deveres dos cidadãos em nosso país.
Resposta e comentário nas orientações ao professor
6. Cite exemplos de grupos sociais que conquistaram direitos ao longo da história do Brasil.
Resposta pessoal. É possível que os estudantes citem, por exemplo, os trabalhadores, as mulheres, os indígenas, os afro-brasileiros e as pessoas com deficiência.
7. Com qual objetivo a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência) foi instituída?
Resposta: Para assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais pelas pessoas com deficiência, visando à sua inclusão social e à sua cidadania.
das lutas por direitos de cada movimento. Uma alternativa é retomar os conteúdos das páginas 44 e 45 para, depois, refazer a atividade.
7. Objetivo
• Identificar os motivos da instituição do Estatuto da Pessoa com Deficiência.
Sugestão de intervenção
• Oriente os estudantes a refletirem sobre as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência. Uma alternativa é levá-los à biblioteca ou à sala de informática para pesquisarem como o contexto social e político da redemocratização contribuiu para a instituição de leis que
buscam garantir direitos às pessoas com deficiência. Essa interação possibilita a progressão do aprendizado sobre os direitos civis no Brasil.
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Resposta
5. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar a Constituição Federal de 1988, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), por exemplo.
• Para promover a recuperação do aprendizado, caso os estudantes tenham dificuldade para realizar a atividade, oriente a retomada dos conteúdos da página 43. Em seguida, escreva na lousa o nome dos documentos conforme forem identificando no texto.
6. Objetivo
• Reconhecer diferentes tipos de movimentos sociais e as lutas por direitos civis no Brasil.
Sugestão de intervenção
• Para promover a progressão do aprendizado, caso alguns estudantes tenham dificuldade, faça uma lista na lousa com alguns desses movimentos, levando-os a refletir sobre os motivos
• Perceber que há diferentes tipos de calendário.
• Identificar formas de marcar a passagem do tempo entre povos originários do Brasil.
• Conhecer noções de tempo entre os povos africanos.
• Valorizar as culturas africanas.
• Analisar a percepção da passagem do tempo cronológico no cotidiano.
• Para iniciar o trabalho com esta unidade, leve para a sala de aula um calendário do ano vigente e o poema “Seis vezes dois dá doze meses”, de Pedro Bandeira (1942-). Antes da leitura do texto, organize os estudantes para que possam dialogar durante a atividade. Leia pausadamente o poema e, se possível, peça-lhes que se revezem na leitura. Depois, incentive-os a identificar o mês do aniversário deles. Explique-lhes que todo mês corresponde a um ciclo de 30 ou 31 dias, com exceção de fevereiro, que pode ter 28 ou 29 dias. Por fim, caso considere pertinente, produza um painel e divida-o em 12 partes, uma para cada mês do ano. Em seguida, preencha-o com as datas de aniversário dos estudantes. No final da atividade, espera-se que eles tenham compreendido a divisão do ano em ciclos mensais.
• Explore com os estudantes a fotografia das páginas de abertura, observando o tipo de atividade desenvolvida, o método utilizado (manual ou com auxílio de ferramentas) e a etnia da pessoa que está realizando a colheita. Verifique se eles compreendem que a observação da natureza é importante na prática da

agricultura tradicional para saber os períodos de plantio e colheita, a identificação dos frutos adequados para cada estação e a forma de colher sem prejudicar a reprodução contínua. Verifique se os estudantes reconhecem o urucum e explique sua importância para práticas tradicionais indígenas, principalmente ligadas às pinturas corporais com a pigmentação vermelha. Em seguida, explique que nesta unidade eles estudarão a importância na atualidade da observação do tempo da natureza para alguns povos indígenas que vivem no Brasil e diferentes povos da África.
3.
O que a pessoa retratada na fotografia está fazendo?
1. Resposta: A pessoa retratada na fotografia está colhendo urucum.
Em sua opinião, como a atividade retratada na fotografia está relacionada à observação da natureza?
Você consegue perceber a passagem do tempo pela observação de fenômenos naturais? Em caso positivo, de que maneira?
2 e 3. Respostas e comentários nas orientações ao professor 57

explique-lhes que é possível perceber a passagem temporal por meio da observação das mudanças climáticas ao longo das estações do ano, bem como por meio da observação das fases da Lua e do posicionamento do Sol ao despontar no horizonte (manhã) e se pôr (tarde).
Respostas
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes levantem hipóteses sobre o processo natural relacionado ao tempo de semeadura, plantio e colheita.
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem que percebem a passagem do
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tempo por meio da posição do Sol e das mudanças climáticas nas estações do ano.
BNCC
• Os conteúdos desta unidade favorecem o desenvolvimento da habilidade EF05HI08, pois abordam as formas de marcação da passagem do tempo em distintas sociedades, incluindo os diversos povos indígenas e africanos.
• A atividade 1 tem o objetivo de investigar a capacidade dos estudantes de perceber atividades e práticas humanas relacionadas à natureza. Comente com eles que nas áreas rurais e em comunidades tradicionais a relação com a natureza costuma ser mais frequente do que nas áreas urbanas. Alguns tipos de trabalho, por exemplo, dependem das relações entre os seres humanos e a natureza, como o cultivo de alimentos e a criação de animais, além de atividades extrativistas, como as Reservas Extrativistas (Resex), que são espaços criados com o objetivo de proteger o meio ambiente e as culturas tradicionais.
• O objetivo da atividade 2 é incentivar os estudantes a refletirem sobre a relação entre a observação da natureza e as atividades humanas. Se necessário, explique-lhes que na fotografia a pessoa está colhendo um fruto utilizado para condimentar alimentos, adicionando cor e sabor, e como pigmento natural na cor vermelha. A colheita envolve identificar corretamente a planta em meio à diversidade da natureza, saber o período de coletar os frutos, além de técnicas para colher sem prejudicar a planta.
• Na atividade 3, os estudantes poderão refletir sobre a percepção da passagem do tempo no cotidiano. Caso tenham dificuldade,
• Comente com os estudantes que, ao longo do tempo, muitos tipos de calendário foram criados por diferentes povos, de acordo com os padrões culturais e religiosos e para marcação do tempo ligado aos ciclos da natureza. A respeito dos primeiros calendários, leia o texto a seguir.
[...] Na Europa, há 20 000 anos, caçadores escavavam pequenos orifícios e riscavam traços em pedaços de ossos e madeira, possivelmente contando os dias entre fases da Lua.
Há 5 000 anos, os sumérios tinham um calendário bem parecido com o nosso, com um ano dividido em 12 meses de 30 dias, o dia em 12 períodos e cada um desses períodos em 30 partes.
Há 4 000 anos, na Babilônia, havia um calendário com um ano de 12 meses lunares que se alternavam em 29 e 30 dias, num total de 354 dias.
Os egípcios inicialmente fizeram um calendário baseado nos ciclos lunares, mas depois notaram que quando o Sol se aproximava da “Estrela do Cão” (Sírius), estava próximo [de o Rio] Nilo inundar. Notaram que isso acontecia em ciclos de 365 dias. Com base nesse conhecimento eles fizeram um calendário com um ano de 365 dias, possivelmente inaugurado em 4236 a.C. [...]
LAS CASAS, Renato. Calendários. Observatório Astronômico UFMG, 26 fev. 2002. Disponível em: http:// www.observatorio.ufmg.br/acervo/ calendarios/calendarios.html.
Acesso em: 26 maio 2025.
AVALIANDO
Objetivo
• A atividade 1 permite avaliar o conhecimento prévio dos estudantes sobre a relação entre a observação da natureza e a medição da passagem do tempo pelas primeiras sociedades humanas.
Sugestão de intervenção
• Se algum estudante tiver dificuldade em responder a esta atividade, explique
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes levantem hipóteses sobre a organização dos povos antigos com relação ao registro da passagem do tempo e das atividades cotidianas.
1. Em sua opinião, como as sociedades antigas registravam a passagem do tempo?
As sociedades da Antiguidade criaram diversas formas de marcar a passagem do tempo. Os primeiros calendários, por exemplo, foram criados com base na observação da natureza, seguindo as fases da Lua, a movimentação aparente do Sol ou uma combinação das duas. Ao observarem a passagem do tempo, essas sociedades organizavam suas atividades cotidianas.
Os antigos egípcios, por exemplo, contavam o tempo de acordo com as inundações do Rio Nilo. Inicialmente, elaboraram um calendário lunar com base nos ciclos da Lua e, ao longo do tempo, o adaptaram para o ciclo solar. Eles dividiam o ano em três períodos principais: inundação, semeadura e colheita. Seu calendário era organizado em ciclos de 12 meses, cada um com 30 dias.

Na Grécia antiga, cada cidade-Estado utilizava um calendário diferente. A maioria deles era lunar, porém, ao longo do tempo, eles foram adaptados para o calendário solar, alinhando-se às estações do ano. Em Atenas, por exemplo, era comum o uso do calendário ático, com 12 meses de 29 ou 30 dias.
que as primeiras sociedades humanas mediam o tempo por meio da observação da natureza, por exemplo, atentando para o nascer e o pôr do sol, a fim de perceber o intervalo de um dia, além das estações do ano e dos períodos de chuva e estiagem. Destaque ainda as fases da Lua (cheia, crescente, nova e minguante) e saliente que cada ciclo completo (de uma lua cheia a outra, por exemplo) tem 29,5 dias, o que corresponde a um mês lunar. Assim, a observação desse ciclo também foi fundamental para os primeiros agrupamentos humanos medirem a passagem do tempo.
1. Você sabe qual é o nome do calendário oficial do Brasil? Comente com os colegas.
1. Resposta: O calendário oficial do Brasil é o gregoriano.
O calendário gregoriano é usado na maioria dos países, incluindo o Brasil. Ele foi implantado em 1582 pelo papa Gregório XIII (1502-1585) em substituição ao antigo calendário juliano, criado durante o governo do líder militar romano Júlio César (100 a.C.-44 a.C.) em 46 a.C. O gregoriano é um calendário de origem cristã e tem como marco inicial o ano 1, com o nascimento de Jesus Cristo.
Outro exemplo de calendário é o chinês. Ele foi criado há cerca de 5 mil anos e é baseado nos ciclos lunar e solar. Esse calendário é dividido em ciclos de 12 anos, cada um representando um animal ou ser mitológico. Em 1912, o governo chinês adotou o calendário gregoriano para facilitar as trocas comerciais com outros países. Apesar disso, o calendário chinês ainda é usado no país para marcar eventos importantes e festividades, como o Ano-Novo chinês.
a.C.: abreviatura que significa “antes de Cristo”.
Ilustração que representa o calendário chinês.
O calendário islâmico foi criado em 638. Seu marco inicial, ou ano 1, corresponde à migração que o profeta Maomé (570-632) fez de Meca para Medina. Esse evento, conhecido como Hégira, ocorreu no ano 622 do calendário gregoriano. O calendário islâmico é baseado no ciclo lunar e é adotado como calendário oficial em vários países do Oriente Médio, além de comunidades muçulmanas ao redor do mundo, para marcar as comemorações religiosas, como o Ramadã.
• Para promover a recuperação do aprendizado sobre os diferentes tipos de calendário, convide os estudantes a criarem um calendário escolar. Para isso, leia as instruções a seguir.
Materiais
• lápis de cor
• régua
• cartolina ou papel sulfite
Passo a passo
a) Organize a turma em grupos.
b) Crie com os grupos um nome criativo para o calendário.
c) Os grupos devem listar datas comemorativas importantes, como Dia da Mulher, Dia dos Povos Indígenas, Dia de Zumbi e da Consciência Negra, e festividades, como o Carnaval e o período de festas juninas. Também devem incluir datas relevantes do município ou da região.
d) Também terão de identificar eventos relacionados às atividades escolares, como período de férias, entrega de trabalhos, provas e apresentações escolares.
• Promova a valorização dos diferentes tipos de calendário, comentando que eles refletem a diversidade cultural pelo mundo. Ressalte que o calendário oficial do Brasil é o gregoriano, mas que outros são usados pela população, principalmente para marcar eventos religiosos. Cite como exemplos o calendário islâmico, usado pela comunidade muçulmana no país, e o hebraico, da comunidade judaica, ambos elaborados com base em acontecimentos relevantes das respectivas religiões. Mencione que há diversos calendários indígenas usados para determinar os ciclos de plantios e colheitas, as celebrações religiosas, entre outros eventos considerados importantes.
• O objetivo da atividade 1 é investigar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o calendário oficial do Brasil, o gregoriano. Explique-lhes que é baseado na religião cristã, por isso utiliza o nascimento de Jesus Cristo como referência. Aproveite a oportunidade e apresente as abreviaturas a.C. (antes de Cristo) e d.C. (depois de Cristo). Na lousa, desenhe uma linha do tempo e delimite o ano 1 como o nascimento de Cristo. Nas datas próximas ao ano 1, coloque as abreviaturas a.C. (à esquerda) e d.C. (à direita). Se julgar pertinente, insira alguns marcos históricos na linha do tempo, possibilitando que os estudantes os identifiquem cronologicamente.
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e) Ajude os grupos a produzirem a divisão do calendário conforme as necessidades da turma – em semestres, trimestres ou bimestres, por exemplo.
f) Também os oriente a desenhar um modelo gráfico do calendário em cartaz, com símbolos, cores e imagens que representem meses e datas importantes.
• Comente com os estudantes que alguns povos indígenas percebem a passagem do tempo por meio da observação da natureza, identificando assim ciclos e estações do ano. Da mesma forma, explique que alguns povos indígenas têm regimes de historicidade diferentes das sociedades ocidentalizadas, percebendo de maneira distinta a ideia de tempo passado, presente e futuro. Sobre esse tema, leia o texto a seguir.
[...]
Grosso modo é possível afirmar que as sociedades indígenas são sociedades do presente. Toda a compreensão do mundo desenvolvida por elas passa pela urgência, pelo aqui e pelo agora. Homens e mulheres indígenas são educados para viverem tão somente o momento atual, e as crianças nunca são empurradas para “ser alguém quando crescerem”, porque sabem que o futuro é um tempo que não existe. Vivem, assim, cada fase de suas vidas motivadas pela urgência do cotidiano, não aprendendo a poupar ou acumular para o dia seguinte. Seu sistema educativo é todo fundamentado na necessidade de viver o hoje, e a cada fase da vida (infância, adolescência, maturidade e velhice) revivem fortes momentos rituais que lhes lembram seu grau de pertencimento àquele povo. [...]
Segundo os princípios que regem nosso existir, a vida é feita para ser vivida com toda a intensidade que o momento oferece. Essa “filosofia” se baseia na ideia do presente como uma dádiva que recebemos de nossos ancestrais e na certeza de que somos “seres de passagem”, portanto desejosos de viver o momento como ele nos apresenta. Nessa visão está implícita uma noção de tempo alicerçada do passado memorial, mas nunca numa vazia ideia de futuro. O “futuro” é, pois, um tempo que não se materializou, não
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem a relação entre o tempo, a observação da natureza e a organização do cotidiano dos povos indígenas.
1. Como você imagina que a observação da natureza influencia a organização do cotidiano dos povos indígenas?
A percepção da passagem do tempo entre vários povos indígenas que vivem no Brasil está relacionada ao contato com a natureza. A observação dos astros, como as constelações, o Sol e a Lua, e dos ciclos naturais, como os períodos de cheia dos rios, as estações do ano e os períodos de reprodução dos peixes, possibilitou aos indígenas o desenvolvimento de calendários. Dessa maneira, eles puderam se organizar e saber quais atividades deveriam desenvolver em cada período do ano, como pescar, preparar o solo, plantar e colher.
O conhecimento sobre os ciclos anuais e o melhor período do ano para desenvolver cada atividade costuma ser transmitido oralmente, com as pessoas idosas da comunidade ensinando aos mais jovens.
Além da transmissão oral, alguns povos indígenas passaram a representar a passagem do tempo por meio de calendários ilustrados. Atualmente, muitos povos se orientam tanto por calendários próprios quanto pelo calendário gregoriano.
Ilustração que representa uma mulher indígena contando histórias para um grupo.

se tornou presente e, por isso, impensável para a lógica que rege nossa existência. [...]
MUNDURUKU, Daniel. O caráter educativo do movimento indígena (1970-1990). São Paulo: Paulinas, 2012. p. 67-68.
• A atividade 1 tem como objetivo investigar o conhecimento prévio dos estudantes sobre o cotidiano dos povos indígenas e sua relação com a natureza. Caso eles tenham alguma dificuldade, ajude-os a levantar hipóteses sobre como o as chuvas, as estações do ano, os meses de seca e os períodos de cheia dos rios podem contribuir para a organização das atividades cotidianas dos diversos povos indígenas. Ressalte
Constelações: grupos de estrelas.
que, atualmente, além de utilizar o calendário gregoriano, muitos desses povos usam relógios e outros recursos tecnológicos para perceber e registrar a passagem do tempo, e isso não os descaracteriza como pessoas indígenas. Essa intervenção favorece o desenvolvimento do pensamento conceitual, uma vez que os estudantes poderão refletir sobre diferentes percepções sobre a passagem do tempo.
2. Leia o texto a seguir, que trata da relação entre algumas atividades desenvolvidas por famílias tradicionais guaranis kaiowás e a percepção sobre o tempo.
[...]
Apesar das mudanças climáticas que o mundo vem enfrentando, as fases da lua, a estação chuvosa, o canto de alguns pássaros e das cigarras, a floração do ipê e a mudança da posição do Sol seguem orientando a agricultura das famílias tradicionais kaiowá. Os cantos de certos pássaros nos orientam, funcionando como um calendário. Reconhecendo-os, podemos saber qual é a estação do ano, se é período de plantio ou ainda não, se já passou a época de frio no inverno, se é uma época boa com muitos peixes no rio, se vai ter um vento forte. Há quem reconheça até a chegada da tempestade pelo canto das aves.
[...]
JOÃO, Izaque. Língua vegetal Guarani. In: CARNEVALLI, Felipe et al (org.). Terra: antologia afro-indígena. São Paulo: Ubu; Belo Horizonte: PISEAGRAMA, 2023. p. 109.
Ilustração que representa indígenas escutando o canto de um pássaro.

De acordo com o texto, escreva a alternativa correta.
a ) Por causa das mudanças climáticas, muitos povos indígenas, como as famílias tradicionais guaranis kaiowás, utilizam somente calendários e relógios para marcar a passagem do tempo.
b ) O canto de certos pássaros indica somente o horário de começar e finalizar os trabalhos do dia.
c ) Elementos da natureza como as fases da Lua, a estação chuvosa, o canto de alguns pássaros e das cigarras e a posição do Sol orientam as atividades agrícolas de algumas famílias tradicionais guaranis kaiowás
d ) Para as famílias guaranis kaiowás, o inverno é uma época com tempestades e poucos peixes no rio.
2. Resposta: Alternativa c
• Ao propor a realização da atividade 2, peça aos estudantes que identifiquem o que há de incorreto em cada alternativa. Na alternativa a, comente que os Kaiowá utilizam elementos da natureza, e não somente relógios ou calendários convencionais. Na alternativa b, diga que o canto dos pássaros orienta mais do que o horário, mas também indica as estações, o período de pesca e o regime dos ventos, por exemplo. Na alternativa d, explique que o texto afirma que certos cantos indicam se vai ter tempestade, e não que o inverno sempre tem tempestades ou que há escassez de peixes.
05/10/2025 15:45:53
• A atividade apresentada contempla a Competência geral 6 ao valorizar os saberes e as vivências culturais do povo indígena Kaiowá e aproximar os estudantes de diferentes formas de organização do tempo vinculadas ao trabalho agrícola e à observação da natureza.
• Explique aos estudantes que os Kaiowá são um dos principais subgrupos do povo Guarani e vivem, majoritariamente, no estado de Mato Grosso do Sul, em áreas como Dourados, Amambai e Caarapó. Seu modo de vida é ligado a terra, aos ciclos naturais e à oralidade, com destaque para os saberes sobre o plantio, a pesca e o uso de plantas medicinais. A concepção dos Kaiowá de tempo está diretamente relacionada à observação do ambiente, como o canto de pássaros, a floração de árvores e as mudanças nas águas dos rios, o que orienta práticas cotidianas como plantio, colheita e pesca.
• Leve os estudantes a uma área externa da escola – se possível, sombreada. Organize uma roda de conversa para explorar a percepção deles sobre a passagem do tempo. Para isso, faça perguntas: “Como vocês organizam as tarefas do dia a dia?”; “Como vocês sabem que é a hora do almoço?”; “Como vocês identificam que é a hora de dormir?”. Em seguida, convide-os a fazer a leitura coletiva do texto, identificando os elementos que orientam os Kaiowá a perceberem a passagem do tempo. Por fim, proponha que os estudantes percebam sensorialmente os elementos naturais presentes no espaço da escola e como podem marcar a passagem do tempo.
• Ao abordar o conteúdo, informe aos estudantes que o povo Tukano é um grupo indígena formado por várias etnias, ligadas por meio de casamentos, trocas comerciais e rituais religiosos. Comente que eles habitam a parte noroeste do estado do Amazonas e parte do território da Colômbia. Caso julgue interessante, leve um mapa da América do Sul ou um globo terrestre para a sala de aula e ajude-os a localizar os territórios onde vivem esses povos.
• O item a da atividade 3 tem o objetivo de apresentar aos estudantes a maneira como os Tukano percebem os ciclos naturais mediante a observação das constelações. Engaje a turma em uma roda de conversa sobre o texto, acolhendo as diferentes interpretações e linhas de raciocínio apresentadas pelos estudantes. Comente que a observação de constelações como maneira de perceber a passagem do tempo é uma tradição entre diversos povos indígenas que habitam o território brasileiro.
• Já o item b da atividade 3 tem o intuito de aproximar o conteúdo desta página à realidade próxima dos estudantes. Caso eles tenham dificuldade em descrever suas experiências, apresente constelações do Brasil, como o Cinturão de Órion, popularmente chamado de Três Marias, e o Cruzeiro do Sul. Para promover a inclusão de estudantes com necessidades educacionais específicas, considere a possibilidade de elaborar e apresentar um mapa tátil das constelações, que pode ser feito com materiais como botões e barbantes, representando as estrelas e as linhas imaginárias que formam as constelações.
Entre os indígenas do povo Tukano, uma das maneiras de observar a passagem do tempo é por meio da observação de constelações. Eles observam as diferentes posições dos astros ao longo do ano para organizar suas atividades.
3. Leia a seguir o relato do indígena Ignácio Valência, do povo Tukano.
Para nós, é costume seguir as constelações, para medir o tempo e o que está acontecendo em cada época do ano. Por isso, nossos ancestrais observavam as constelações e diziam em que época estavam e que época viria, e de acordo com isso, eles sabiam o que estava acontecendo na selva, com os animais, os peixes, o homem e o rio. Quando há na selva abundância de frutos silvestres, espécies comestíveis e não comestíveis? Ou animais comestíveis e não comestíveis? Ou peixes comestíveis e não comestíveis? Com seu conhecimento, o homem dá o tratamento adequado ao território, de modo que tudo funcione em equilíbrio.
[...]
VALÊNCIA, Ignácio. Calendário ecológico. In: CABALZAR, Aloisio (org.). Manejo do mundo: conhecimentos e práticas dos povos indígenas do Rio Negro, noroeste amazônico. São Paulo: Instituto Socioambiental, 2010. p. 24. (Tradução nossa).
Ilustração que representa indígenas observando o céu.
3. b) Resposta pessoal.

Espera-se que os estudantes compartilhem suas experiências sobre o tema.
a ) O que os indígenas podem saber por meio da observação das constelações? Como você chegou a essa conclusão?
b ) Você tem o hábito de observar as constelações? Em caso afirmativo, comente com os colegas sua experiência.
3. a) Resposta: Podem saber o que está acontecendo em cada época do ano: se há abundância de frutas, animais e peixes comestíveis ou não. Espera-se que os estudantes encontrem a resposta no texto citado.
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes interajam com as constelações possíveis de serem observadas do município onde vivem.
As constelações estão presentes nas culturas e nos costumes dos povos originários. Em muitos casos, quando olhamos para o céu à noite e reconhecemos constelações como o Cruzeiro do Sul, os indígenas observam os mesmos astros e podem identificar outros conjuntos de estrelas, como o Jabuti, a Ema, o Caminho da Anta e o Homem Velho.
Conheça a seguir duas dessas constelações.


Agora, responda à questão a seguir.
Ilustração que representa a constelação Homem Velho.
Ilustração que representa a constelação Ema.
Imagens elaboradas com base em: AFONSO, Germano Bruno. As constelações indígenas brasileiras. Telescópios na Escola Disponível em: http://www. telescopiosnaescola.pro. br/indigenas.pdf.
Acesso em: 6 maio 2025.
1. Com a ajuda de um adulto, pesquise em um mapa celeste do Hemisfério Sul a localização das estrelas e constelações e observe o céu do município onde você mora durante a noite. Depois, conte aos colegas quais constelações você observou.
• Para promover a recuperação do aprendizado sobre as constelações indígenas, promova uma atividade interativa em sala de aula. Para isso, siga as instruções:
Materiais
• tubo de rolo de papel higiênico
• papel-alumínio
• palito de dente
• lanterna
• tesoura com pontas arredondadas
a) Os estudantes devem pesquisar ilustrações que representem constelações identificadas por povos indígenas, como Anta do Norte, Homem Velho, Cervo e Ema.
b) Em seguida, eles vão cobrir uma das extremidades dos tubos dos rolos de papel higiênico com papel-alumínio.
c) Depois, é preciso perfurar o papel-alumínio com o palito de dente para decalcar uma constelação (repetindo esse
• A atividade 1 permite a articulação entre o tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia e o componente curricular de Ciências. Solicite ao professor desse componente que oriente os estudantes a identificarem padrões de estrelas visíveis na região para compará-los com as constelações indígenas. Para promover a inclusão de estudantes com necessidades educacionais específicas, adapte as constelações indígenas e o mapa celeste com materiais táteis, como botões e barbantes. Aproveite a oportunidade para promover a progressão do aprendizado. Para isso, proponha uma atividade prática em que os estudantes observem o céu em horários diferentes (se possível, em casa, com apoio da família) e anotem o que percebem no caderno: posição da Lua, brilho das estrelas, mudanças no céu. Esses registros podem ser compartilhados em uma roda de conversa, possibilitando que os estudantes apresentem os resultados de suas experiências e observações.
• A atividade 1 favorece o trabalho com o tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia
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procedimento para cada constelação). É importante que essa etapa seja feita por um adulto, a fim de não expor os estudantes a objetos perfurantes.
d) Na outra extremidade do tubo, eles vão inserir a lanterna para projetar a constelação na parede ou na lousa.
Objetivo
• A atividade 4 permite avaliar a percepção dos estudantes sobre a função dos calendários.
Sugestão de intervenção
• Se algum estudante tiver dificuldade em compreender a função dos calendários, mostre um calendário anual gregoriano e explore os elementos que o compõem. Explique como estão organizados os dias, as semanas e os meses. Ressalte que o total de dias de um ano corresponde a uma volta completa da Terra em torno do Sol, marcando, assim, um ciclo que se repete a cada 365 dias, aproximadamente. Caso os estudantes tenham dificuldade em reconhecer outros calendários, retome com eles o conteúdo da página 59, que fornece informações sobre diferentes tipos de calendário.
• Convide os estudantes a produzirem um calendário circular. Para isso, peça-lhes que observem com atenção o calendário do povo Khisêtjê, identificando quais elementos foram representados nele. Organize a turma em grupos e os motive a associar determinados períodos do calendário com características naturais, como o clima, a fauna e a flora do município ou da região. Converse com os estudantes sobre as características do clima local, como estações do ano e época de chuvas ou secas. Liste, com a turma, o nome dos animais e plantas característicos da região. Se possível, organize um momento para a pesquisa de informações adicionais na biblioteca ou sala de informática. Para cada mês do calendário, os estudantes podem fazer uma ilustração, a colagem de imagens que representem as características do período
4. Resposta: Um calendário serve para marcar a passagem dos dias, meses, anos, ciclos etc.
4. Com base nos seus conhecimentos, para que serve um calendário? Comente com os colegas.
O calendário é um instrumento que utilizamos para medir a passagem do tempo, que divide-se em unidades, como dias, meses e anos.
Para organizar as atividades, alguns povos indígenas representam seus calendários com um círculo dividido em ciclos que se repetem todos os anos.
5. Observe um calendário organizado pelo povo Khisêtjê.
CALENDÁRIO INDÍGENA
Professor, professora: Explique aos estudantes que esse calendário foi elaborado pela indígena Thiauy Suyá e supervisionado por professores indígenas do Parque Indígena do Xingu, durante a realização de atividades didáticas do curso profissionalizante de professores indígenas.
INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL.
Geografia Indígena: Parque Indígena do Xingu. São Paulo: ISA, 1996. p. 55.

Esse calendário representa um ciclo anual dos Khisêtjê, também conhecidos como Suyá, que vivem no Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso. Nele, estão representados eventos importantes, como o período das chuvas, as épocas de plantio e colheita das roças, de pesca e de caça de vários animais, além da realização de festas e rituais.
e um texto explicativo com informações que eles consideram relevantes. Utilize folhas de papel sulfite, cartolina ou papel A3 para a confecção do calendário. Incentive o uso de cores, legendas e símbolos. Para estudantes com necessidades educacionais específicas, oriente a criação de calendários em alto-relevo com uso de texturas, barbantes, grãos e materiais táteis. Por fim, convide os estudantes a debaterem oralmente o resultado da atividade, possibilitando que verbalizem o raciocínio e compartilhem informações sobre o processo de pesquisa e produção do calendário.
a ) Quantos ciclos foram representados no calendário khisêtjê?
5. a) Resposta: Foram representados doze ciclos.
b ) Que tipos de desenhos aparecem nesse calendário?
5. b) Resposta: Aparecem principalmente desenhos de plantas e de animais.
6. Leia o texto a seguir sobre o calendário khisêtjê
Janeiro, mês que as matas ficam bem crescidas. As árvores ficam todas com folhas bem verdes. Os capins ficam grandes. As plantas crescidas na roça ficam no ponto de colher como: milho, que as mulheres colhem para fazer cozido de mingau, beiju torrado e assado. É o mês que chove muito.
Fevereiro, mês que tem muita chuva ainda. Mês que dá mais mosquito. Os rios continuam cheios e as frutas estão caindo. Nesse mês comemos muito matrinchã
Março, os homens começam a preparar as foices e machados para dar início à roçada.
Abril, as orquídeas estão em flores. Os rios começam a baixar e a chuva começa a baixar.
Maio, as praias estão bem grandes, têm muitas gaivotas e os peixes são fáceis de seres pescados.
Junho, tem muita arara comendo os cocos, que nesse mês dá muito.
Julho, [...] mês de brincar nas praias [...].
Agosto, é o mês de plantar a roça.
Outubro, época do pequi.
Novembro, mês que as plantas já estão brotando.
Dezembro, mês que dá muita melancia.
Matrinchã: peixe comum na região de Mato Grosso. Pequi: fruto do pequizeiro.
INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Geografia Indígena: Parque Indígena do Xingu. São Paulo: ISA, 1996. p. 55.
Agora, de acordo com o texto, responda às questões.
a ) Em que mês chove muito e em que mês a chuva começa a baixar?
6. a) Resposta: Em janeiro chove muito e em abril a chuva começa a baixar.
b ) Em qual mês os Khisêtjê começam a plantar a roça?
6. b) Resposta: No mês de agosto.
c ) Em qual mês as plantas da roça estão crescidas e ficam no ponto de colher?
6. c) Resposta: No mês de janeiro.
d ) Quais alimentos as mulheres preparam com o milho colhido?
6. d) Resposta: Elas preparam cozido de mingau, beiju torrado e assado.
e ) Por que as araras comem muito coco em junho?
6. e) Resposta: Porque dá muito coco nesse mês.
f ) Em outubro é a época do pequi. Como esse mês foi representado no calendário da página anterior?
6. f) Resposta: O mês foi representado com uma árvore com frutos e com alguns que estão caindo. 65
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• O objetivo da atividade 5 é promover a interação dos estudantes com o calendário do povo Khisêtjê a fim de que interpretem e identifiquem ciclos temporais e biológicos. No item a, explique-lhes que o calendário está dividido em 12 ciclos diferentes e cada um representa um mês do calendário gregoriano. No item b, para promover a progressão do aprendizado, solicite aos estudantes que façam uma lista com todos os elementos que identificarem no calendário, como o milho, o abacaxi, a tartaruga e o Sol. Se julgar pertinente, pergunte quais informações esses elementos podem fornecer sobre o cotidiano dos Khisêtjê.
• O objetivo da atividade 6 é promover a compreensão sobre como os Khisêtjê percebem a passagem do tempo, permitindo que os estudantes observem que os calendários, em geral, são organizados de acordo com as características culturais e as necessidades de cada povo. Oriente-os a fazer a leitura coletiva do texto, identificando quais atividades são realizadas em cada mês do ano. Em seguida, retome a ilustração do calendário da página 64 e ajude-os a relacionar as informações, identificando elementos ilustrados no calendário com as respectivas informações do texto.
• A abordagem do tema sobre o calendário Khisêtjê favorece o desenvolvimento de aspectos da Competência específica de História 2, pois compreende a historicidade desse povo no tempo e no espaço, relacionando acontecimentos e processos de manutenção das estruturas sociais e culturais, problematizando as lógicas de organização cronológica.
• A atividade 1 permite examinar o conhecimento prévio dos estudantes sobre o continente africano. Caso tenham dificuldade, pergunte-lhes: “Já ouviram falar de algum país desse continente?”. Em seguida, comente que as culturas brasileiras foram formadas com base em diferentes culturas africanas.
• Na atividade 2, depois de localizar os oceanos, explore o mapa verificando quais países os estudantes conhecem e explique que o continente africano é o terceiro maior em extensão territorial, abrigando uma enorme diversidade religiosa, étnica e cultural. Elucide que, além da divisão política atual (países), o continente é dividido entre África Saariana, ao norte, que de modo geral apresenta aspectos culturais semelhantes aos de países árabes; e África Subsaariana, ao sul, que apresenta grande diversidade religiosa, étnica, geográfica e cultural. Além disso, com o auxílio de um mapa-múndi ou um atlas geográfico, possibilite que os estudantes comparem o continente africano com os demais, percebendo a dimensão territorial e a pluralidade de países que fazem parte dele. Essa intervenção contribui para o desenvolvimento do raciocínio geográfico, uma vez que os estudantes poderão analisar as delimitações espaciais do continente africano.
1. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a compartilharem o que já sabem a respeito do continente africano.
1. Quais informações sobre o continente africano você conhece? Compartilhe com os colegas. A África é um continente com cerca de 1,3 bilhão de habitantes. Ela é formada por 54 países e tem uma diversidade de povos e culturas. Um exemplo disso é o país africano Sudão, que tem centenas de etnias diferentes, além de vários idiomas e dialetos
2. Analise o mapa a seguir e indique o nome dos oceanos que banham o continente africano.
África (divisão política)
MARROCOS
Saara Ocidental (MARROCOS)
MAURITÂNIA
SENEGAL
GÂMBIA
GUINÉ-BISSAU
MALI
ARGÉLIA
2. Resposta: Os oceanos que banham o continente africano são o Atlântico e o Índico.
TUNÍSIA
NÍGER
EGITO (parte asiática)
LÍBIA
Dialetos: variações de uma língua em determinadas regiões.
EGITO
SUDÃO
CHADE
ERITREIA DJIBOUTI GUINÉ
BURKINA FASSO
NIGÉRIA COSTA DO MARFIM SERRA LEOA
Equador
BENIN TOGO GANA
SUDÃO DO SUL
REP. CENTRO-AFRICANA QUÊNIA LIBÉRIA
GUINÉ EQUATORIAL
CAMARÕES
REP. DEMOCRÁTICA DO CONGO GABÃO
OCEANO ATLÂNTICO
Trópico de Capricórnio
0 600 km
Limite internacional
Meridiano de Greenwich
SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE
CONGO Cabinda (ANGOLA)
ANGOLA
NAMÍBIA
RUANDA UGANDA BURUNDI
TANZÂNIA
MALAUÍ
ZÂMBIA
ETIÓPIA SOMÁLIA
Trópico de Câncer 0°0°
OCEANO ÍNDICO
SEICHELES COMORES
MADAGASCAR
ZIMBÁBUE MOÇAMBIQUE
ÁFRICA DO SUL BOTSUANA LESOTO
ESWATINI
Fonte de pesquisa: IBGE. África: político. Atlas geográfico escolar. Disponível em: https://atlasescolar.ibge.gov.br/continentes-e-regioes-do-mundo/2966-africa.html. Acesso em: 27 maio 2025.
MACEDO, José Rivair. Antigas sociedades da África Negra. São Paulo: Contexto, 2021. Nessa obra, o autor aborda as relações dos africanos entre si e deles com outras culturas, destacando as trocas comerciais e culturais, o trânsito de pessoas e mercadorias e as organizações e os ordenamentos sociais entre os séculos XIII e XVI.
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Atualmente, os povos africanos percebem a passagem do tempo de diferentes maneiras, de acordo com sua cultura. Vários povos se orientam com relógios e calendários, como o gregoriano e o islâmico.

Em diversos países africanos, o calendário islâmico é usado para marcar celebrações e feriados religiosos.
Muçulmanos reunidos em cerimônia que celebra o fim do Ramadã, em Mogadíscio, na Somália, em 2025.
Além de usarem relógios e calendários, alguns povos orientam suas atividades cotidianas com base na observação dos fenômenos naturais. Outros seguem o tempo da natureza, como o nascer e o pôr do sol, para organizar o seu dia a dia.
Em Madagascar, por exemplo, o arroz é tradicionalmente cultivado, fazendo parte da dieta de boa parte dos habitantes do país. Além do preparo do campo para o plantio, os produtores da região aguardam o período de chuvas, uma vez que a semente de arroz precisa de muita água para germinar.

demonstram que a África está no início e no centro da história universal do mundo.
Ao recolocar o Ser negro no início e no centro da história da humanidade, essas pesquisas científicas fazem à África uma grande justiça, devolvendolhe sua contribuição ao mundo que ajudou a povoar e a construir e da qual foi rechaçada por razões ideológicas. Assim passamos a constatar que os africanos negros iniciaram e desenvolveram as invenções científicas e tecnológicas como agricultura, matemática, medicina, embarcações
Agricultores trabalhando na colheita de arroz em Ranomafana, em Madagascar, em 2022.
marítimas e tecnologia naval, metalurgia de bronze e de ferro, domesticação das plantas e dos animais, e outras que explicam sua capacidade de migrar para povoar e levar cultura a outros continentes (Ásia, Europa, América, Oceania).
[...]
MUNANGA, Kabengele. Apresentação. In: NASCIMENTO, Elisa Larkin. O tempo dos povos africanos. Ipeafro – Secad/MEC – Unesco, 2007. p. 7. Disponível em: https://ipeafro.org.br/wp-content/ uploads/2013/12/SUPLEMENTO-DIDATICO.pdf. Acesso em: 27 maio 2025.
• Ao abordar o conteúdo desta página, explique aos estudantes que, por conta da diversidade cultural dos povos da África, há variadas maneiras de perceber a passagem do tempo, que incluem o uso de calendários e relógios e a observação da natureza.
• Aproveite a oportunidade e promova um debate com os estudantes sobre a África na atualidade, ressaltando a valorização das matrizes africanas na cultura brasileira. Por muito tempo, a história da África foi propositalmente negligenciada por estudiosos europeus. Os povos desse continente foram tratados como inferiores, e suas contribuições culturais, sociais e econômicas, silenciadas ao longo do tempo. Leia o texto a seguir sobre esse tema.
[...]
As teorias racialistas negaram a contribuição da África ao desenvolvimento humano. Qualquer vestígio de arte, de tecnologia ou de civilização encontrado no continente africano seria atribuído a uma intervenção externa europeia ou asiática. Até hoje se especula que a Esfinge do Egito seria uma pedra gigantesca modelada pela força dos ventos e não uma obra humana com rosto negroide ou até que a construção da cidade murada de Monomotapa seria obra de extraterrestres!
67
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Pesquisas científicas recentes identificam na África o berço da humanidade e
LOPES, Nei; SIMAS, Luiz Antonio. Filosofias africanas: uma introdução. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2020. Nessa obra, os autores dão explicações e refletem sobre práticas, concepções e pensamentos que englobam temas compartilhados entre diferentes culturas africanas, como o Universo, a força vital, a morte, a ilusão do tempo e a religião.
• Na atividade 3, os estudantes poderão identificar a relação harmoniosa entre o personagem da história e a natureza. No item a, explique que o personagem interrompia a pesca durante a desova dos peixes para permitir que eles se reproduzissem e crescessem. No item b, engaje os estudantes em uma roda de conversa, promovendo a troca de ideias em grupo e a verbalização do raciocínio, incentivando-os a pensar sobre o motivo dessa alternância entre caça e pesca. Acolha as diferentes formas de expressão deles, inclusive com o uso de desenhos e dramatizações, respeitando estudantes com necessidades educacionais específicas. Comente que, durante o período de desova dos peixes, Buba caçava javalis, lebres ou antílopes adultos. Dessa forma, enquanto aguardava o amadurecimento dos peixes, ele poderia encontrar alimento na mata. Caso os estudantes tenham dificuldade em compreender esse processo, explique que, ao respeitar o ciclo de desova dos peixes e fazer o rodízio entre a pesca e a caça, Buba foi capaz de encontrar alimento para o ano todo sem prejudicar o equilíbrio do meio ambiente, caçando e pescando apenas o necessário para se alimentar.
Muitos povos do continente africano transmitem suas histórias, lendas, hábitos e costumes por meio de contos. Vários deles tratam de assuntos ligados ao tempo da natureza.
3. a) Resposta: Porque ele deixava as ovas virarem peixinhos e os peixinhos crescerem e se tornarem adultos.
Leia o trecho de um conto africano que trata da relação de um homem com o Rio Sankarani, no Mali.
Sozinho, sem mulher nem filhos, Buba era um pescador que vivia junto ao rio Sankarani, o seu grande amigo.
Do rio ele tirava tanto o seu sustento como o seu alimento: vendia peixe, camarãozinho e marisco no mercado e separava um pouco para comer. Na época da desova, quando os peixes soltam suas ovas no rio, ele não pescava; deixava as ovas virarem peixinhos e os peixinhos crescerem e se tornarem adultos. Nesse período, ia para a mata e caçava javali, lebre ou antílope.
[...]
SALERNO, Silvana. África:
3. Agora, responda às questões.
a ) Por que o personagem não pescava na época da desova dos peixes?
3. b) Resposta:
b ) O que ele fazia nesse período? Como você chegou a essa conclusão?
Nesse período, ele caçava javali, lebre ou antílope. Espera-se que os estudantes retomem o texto e identifiquem as atividades realizadas pelo personagem durante o período de desova.

SILVA, Daniela Barros Pontes e. Educação na tradição oral de matriz africana: a constituição humana pela transmissão oral de saberes tradicionais. Curitiba: Appris, 2019. (Coleção Educação, Tecnologias e Transdisciplinaridade).
Nesse livro, a autora aborda a relevância da tradição oral africana no processo de educação e transmissão de saberes. Para isso, apresenta a tradição oral como herança cultural africana e ferramenta de resistência contra a escravidão no passado, além de importante recurso no processo educativo no presente.
4. Leia a seguir trechos de dois contos africanos. O primeiro se refere a um conto originário de Senegal; o segundo, a um conto da África do Sul.
Durante o dia todo, Vento do Mar passa sobre ilhas e mares, as florestas e as planícies, guiando manadas de cervos tímidos até as fontes de água. Em todas as horas do dia, ele refresca as plantas, levanta os pássaros e anuncia a mudança das estações. [...]
MHLOPHE, Gcina. Vento do Mar. Contos africanos. Ilustrações de Rachel Griffin. Tradução de Filomena Devecchi. São Paulo: Ciranda Cultural, 2010. p. 60.

Ilustração que representa o vento e algumas folhas de árvore.
Era uma vez, muito tempo atrás, um boiadeiro que vivia nas campinas. Morava apenas com o rebanho, que tanto amava. Toda manhã, antes do nascer do sol, ordenhava as vacas e levava o gado para pastar. Quando o sol se punha, as vacas iam para dentro do Kraal se proteger de leopardos e hienas que vagavam pela noite.
[...]
SACRANIE, Magdalene. O amuleto perdido e outras lendas africanas Ilustrações de Sarah Bramley. Tradução de Luciano Vieira Machado e Elisa Zanetti. 2. ed. São Paulo: Panda Books, 2021. E-book

Ilustração que representa um rebanho de bovinos pastando.
Kraal: tipo de cercado para guardar o gado.
a ) No conto senegalês, qual aspecto da natureza anuncia a mudança das estações?
4. a) Resposta: O vento marítimo.
b ) E no conto sul-africano, quais fenômenos naturais orientam o criador de gado?
4. b) Resposta: O nascer e o pôr do sol.
-lhes, por exemplo, que podemos observar o céu pela manhã e notar que o Sol já nasceu, então é o momento de iniciar nossas atividades diárias. Ao observar o céu entre o final da manhã e o início da tarde, quando o Sol aparenta estar em seu ponto mais alto, é possível concluir que já é hora de almoçar. Por fim, ao observar o céu no final da tarde, quando o Sol está se pondo, pode-se constatar que o dia está terminando e a noite está próxima.
• Como atividade complementar, promova a articulação com o componente curricular de Língua Portuguesa. Proponha aos estudantes
• A atividade 4 permite avaliar se os estudantes reconhecem a relação entre a percepção da passagem do tempo e a observação da natureza.
• Antes da realização da atividade, proponha uma leitura coletiva dos textos. No item a, explique que os ventos marítimos podem indicar alterações atmosféricas, ou seja, se as massas de ar são secas ou úmidas e as direções em que sopram. Se possível, indique aos estudantes que entender essas mudanças climáticas permitia que parte dos senegaleses se orientasse sobre as estações do ano e, assim, organizasse suas atividades. No item b, elucide que a movimentação aparente do Sol durante o dia regula as atividades do criador de gado. Caso considere necessário, pontue que, mesmo sem consultar um relógio, o boiadeiro foi capaz de organizar suas atividades diárias. Se possível, destaque que a observação da natureza permite a diversos povos um vasto repertório de conhecimentos sobre o mundo natural que os rodeia. Por fim, caso eles tenham dificuldade em compreender a relação entre a percepção da passagem do tempo e a observação da natureza, procure estabelecer referências com base no cotidiano. Explique-
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que representem, por meio do gênero textual conto, a relação respeitosa entre seres humanos e elementos da natureza, inspirando-se na história de Buba. Eles poderão criar personagens, como pescadores, agricultores, caçadores ou guardiões das florestas, que adotem práticas sustentáveis para viver em equilíbrio com o meio ambiente. Após a elaboração dos textos, promova um sarau literário, possibilitando que todos leiam e compartilhem as histórias com os colegas. Essa abordagem desenvolve as capacidades necessárias para a escrita, a leitura e o uso social desses conhecimentos.
• Comente com os estudantes que o calendário iorubá foi criado em homenagem aos orixás, que são representações das forças da natureza. Explique que esse calendário é seguido também no Brasil por praticantes de religiões de matriz africana. Comente com os estudantes que o festival Ojude Oba é um dos maiores festivais celebrados pelos iorubás e reúne participantes de diversos lugares do mundo.
• A respeito do calendário etíope, comente que o feriado que celebra a virada do ano é o Enkutatash. Os etíopes festejam essa data durante uma semana, que é marcada por eventos familiares, como acender uma tocha para simbolizar a passagem da estação das chuvas para a estação de sol.
• O estudo sobre os calendários iorubá e etíope favorece o desenvolvimento da Competência específica de História 2, pois compreende a historicidade dessas populações no tempo e no espaço, relacionando acontecimentos e processos de manutenção das estruturas sociais e culturais, problematizando as lógicas de organização cronológica.
• Para promover a recuperação do aprendizado abordado em sala de aula, proponha a elaboração de cartazes sobre os calendários iorubá e etíope. Para isso, organize a turma em grupos de três a quatro integrantes. Cada grupo deverá confeccionar um cartaz com informações sobre um dos calendários apresentados, com o nome do calendário, a quantidade e o nome dos meses e dias e uma festa ou comemoração importante dessa cultura. Leve-os à sala de informática ou à biblioteca da escola e forneça subsídios
Alguns povos africanos têm o próprio calendário. Os povos iorubás que vivem na Nigéria costumam seguir um calendário chamado de kojoda
Nele, o período de um ano tem 13 meses e a semana tem 4 dias. Os iorubás costumam se basear nesse calendário para organizar suas atividades cotidianas, como a caça e a pesca, eorganizar reuniões e celebrações em dias específicos, como o dia 28, último dia de cada mês.
Nigerianos no festival anual Ojude Oba, celebração de caráter religioso, militar e cultural, em Ijebu Ode, na Nigéria, em 2023.

A população da Etiópia costuma seguir um calendário próprio, usado para as atividades cotidianas e para as cerimônias religiosas.
O ano no calendário etíope tem 13 meses, sendo 12 com 30 dias e 1 com 5 ou 6 dias. Para os seguidores desse calendário, as horas do dia começam a ser contadas a partir do nascer do Sol.
Etíopes no Timkat, festa religiosa anual que celebra o batismo de Jesus Cristo. Gondar, na Etiópia, em 2023

para que identifiquem as informações solicitadas. Para a produção do cartaz, podem ilustrar com desenhos ou recortes que representem os festivais, como o Ojude Oba ou o Timkat, os povos e os costumes relacionados ao calendário escolhido. Por fim, organize a sala de aula para que os estudantes apresentem seminários sobre os cartazes que produziram. Essa intervenção possibilita a eles verbalizarem o raciocínio, compartilharem informações coletadas no processo de pesquisa e compreenderem diferentes maneiras de registrar a passagem do tempo.
Os povos africanos contribuíram para a formação cultural do Brasil. Porém, em nosso calendário, quase não há datas comemorativas ligadas à história da África e dos afro-brasileiros.
Pensando em uma maneira de valorizar a cultura afro e combater o preconceito, a professora Larisse de Moraes, junto dos estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental Saint Hilaire, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, criou o projeto Afroativos: Solte o cabelo, prenda o preconceito
Entre suas ações, o grupo elaborou o Calendário Afroafirmativo, destacando datas importantes para a história da África e da cultura africana. Além de citar personalidades negras, o calendário traz datas de independências dos países africanos, congressos, leis, entre outras. Há também datas específicas da história afro-brasileira, como a Revolta dos Malês, que ocorreu na Bahia em 1835.

Agora, responda à questão a seguir.
1. Em grupo e com o auxílio do professor, façam uma pesquisa para descobrir algumas datas comemorativas importantes para a cultura afro-brasileira. Depois, mostrem aos demais colegas os resultados.
Resposta: Espera-se que os estudantes interajam com datas comemorativas e conheçam personalidades afro-brasileiras.
• A atividade 1 leva ao desenvolvimento da Competência específica de História 2, pois possibilita aos estudantes problematizar a lógica de organização cronológica ao pesquisarem personalidades e marcos históricos relacionados à cultura afro-brasileira. Além disso, mobiliza o trabalho com o tema contemporâneo transversal Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
• CALENDÁRIO Internacional e Nacional da Cultura Negra. Fundação Cultural Palmares, 3 fev. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/palmares/pt-br/ departamentos/fomento-a-cultura/ calendario-internacional-da-cultura -negra. Acesso em: 28 maio 2025. Calendário em constante atualização, com datas e acontecimentos marcantes para a história da cultura negra no Brasil e no mundo.
• Ao abordar o projeto, verifique se os estudantes conhecem algumas personalidades e datas comemorativas relacionadas à cultura afro-brasileira e faça uma lista na lousa com as contribuições compartilhadas por eles. A respeito da Revolta dos Malês, também conhecida como Levante dos Malês, explique-lhes que aconteceu durante o Período Regencial, na Bahia, em 1835, e foi liderada por pessoas escravizadas e ex-escravizadas praticantes do Islamismo, conhecidas no Brasil como malês, que estavam insatisfeitas com as péssimas condições de vida a que estavam submetidas.
• A atividade 1 contribui para que os estudantes aprofundem seus conhecimentos sobre a cultura afro-brasileira, promovendo, assim, sua valorização. Se possível, leve-os à sala de informática da escola para fazerem a pesquisa. Para isso, recupere a lista de personalidades e datas comemorativas indicadas por eles e acrescente outras. Se possível, aproxime o conteúdo abordado em sala de aula à realidade e indique personalidades afro-brasileiras do município ou região. Por fim, oriente-os a compartilhar o calendário com a comunidade escolar, colando-o em um espaço visível a todos.
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• AFROATIVOS ensina: “Solte o Cabelo. Prenda o Preconceito.”. POACast, 20 nov. 2020. Disponível em: https://prefeitura. poa.br/poacast/eucurtopoa/afroativos -ensina-solte-o-cabelo-prenda-o -preconceito. Acesso em: 28 maio 2025. Podcast que apresenta o projeto Afroativos, elaborado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Saint Hilaire, de Porto Alegre, destinado a valorizar a cultura afro-brasileira.
• A atividade 1 tem o objetivo de explorar o conhecimento prévio dos estudantes sobre as estações do ano. Pergunte se eles sabem dizer qual estação estão presenciando no momento.
• O objetivo da atividade 2 é ampliar os conhecimentos dos estudantes sobre a relação entre a sazonalidade e a produção de alimentos na região onde vivem. Durante a pesquisa, ajude-os a procurar informações confiáveis sobre o assunto, indicando, por exemplo, o portal da Embrapa. Em sala de aula, faça na lousa um quadro com quatro colunas: uma para o nome do alimento; uma para a época de plantio; outra para o período de colheita; e a última para a estação do ano. Com a ajuda dos estudantes, preencha o quadro com base nos resultados das pesquisas. Considere a possibilidade de levar para a sala de aula alguns exemplos de alimentos cultivados na região em cada época do ano, possibilitando que os estudantes interajam com eles. Por meio dessa intervenção, espera-se que percebam a influência das estações do ano na produção de alimentos, ampliando a compreensão sobre o tempo cíclico da natureza e a relação dela com a cultura local. Uma sugestão é convidar um agricultor da região para conversar com a turma sobre esse tema.
1. Você sabe quais são as estações do ano?
Resposta: Outono, inverno, primavera e verão.
Podemos perceber a passagem do tempo por meio das estações do ano. Cada uma tem características específicas, como frio ou calor. Em geral, cada estação do ano dura cerca de três meses.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes pesquisem os alimentos que são produzidos no município ou na região de acordo com as estações do ano.
Estações do ano

Ilustração que representa folhas de um calendário e o início das estações do ano.
Fonte de pesquisa: EFEMÉRIDES astronômicas. Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas Disponível em: https://www.iag.usp.br/cultext/materiais/efemerides. Acesso em: 9 maio 2025.
Apesar de suas características, em cada região do Brasil, as estações do ano são percebidas de maneiras diferentes, pois o país é extenso e a natureza das regiões apresenta características próprias.
Na Região Sul, por exemplo, durante o inverno, pode nevar em alguns lugares. Já na Região Nordeste, nessa mesma estação, não é tão frio.
2. Em dupla e com a ajuda do professor, façam uma pesquisa sobre a relação entre as estações do ano e a produção de alimentos na região onde você vive.
Para isso, siga as instruções.
• Pesquise quais alimentos costumam ser produzidos em cada estação.
• Identifique quando costumam ocorrer as épocas de plantio e de colheita desses produtos.
Outra forma de percebermos a passagem do tempo é por meio de instrumentos de marcação do tempo cronológico, como o relógio e o calendário. O calendário gregoriano é utilizado em nossa sociedade para marcar a passagem dos dias, meses e anos.
Tempo cronológico
Divisão do tempo em unidades de medida como segundos, minutos, horas, dias, meses e anos. Chamamos esse tempo de cronológico

3. Como você utiliza o calendário gregoriano no dia a dia?
Ilustração que representa um calendário gregoriano.
• Sobre o tempo cronológico, explore o calendário com os estudantes. Para isso, faça algumas perguntas: “Qual é a data do seu aniversário?”; “Qual é o período de aulas? E o de férias escolares?”; “Quais são as datas comemorativas da comunidade?”.
• A atividade 3 permite analisar a maneira como os estudantes interagem com o calendário gregoriano. Se possível, construa com eles um calendário do mês corrente. Durante a elaboração, incentive-os a interagir com os elementos que compõem o calendário, como as unidades de dias, as datas comemorativas e as fases da Lua. Depois, incentive-os a marcar datas importantes do mês, como aniversários dos colegas, feriados e datas de entrega de trabalhos e realização de provas. Se julgar necessário, solicite-lhes que anotem as datas em suas agendas.
• Refletir sobre a importância dos instrumentos que marcam a passagem do tempo.
Sugestão de intervenção
Atualmente, é comum utilizarmos tecnologias digitais quando precisamos consultar as horas ou verificar qual é o dia da semana. Elas facilitam a marcação do tempo cronológico em nosso dia a dia. Porém, precisamos saber usá-las com moderação, pois seu uso excessivo pode ser prejudicial à saúde.
3. Possíveis respostas: Para saber o dia da semana; agendar atividades escolares, como datas de provas; verificar os períodos de aulas e de férias.
os instrumentos de marcação da passagem do tempo, pergunte-lhes como sabem qual é o horário de começar as aulas ou a hora do intervalo; como fazem para saber em que horário precisam se arrumar para ir à escola; ou, ainda, como sabem que dia é hoje, qual dia será o próximo feriado ou em qual dia da semana cairá o aniversário de um colega. Após essa interação, convide-os para uma roda de conversa para que reflitam sobre a função e a relevância de instrumentos como o relógio e o calendário para a organização das atividades cotidianas.
• Pergunte aos estudantes quais são os instrumentos de marcação da passagem do tempo que conhecem. Eles poderão citar como respostas o calendário ou o relógio. Caso tenham dificuldade em identificar
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• Contribuir para que os estudantes percebam e reflitam sobre a ansiedade e suas possíveis causas.
• Identificar e analisar os possíveis efeitos do uso excessivo das tecnologias digitais.
• Refletir sobre práticas saudáveis que podem ser desenvolvidas cotidianamente.
• Incentivar o desenvolvimento da produção escrita.
• Esta seção apresenta uma situação-problema próxima da realidade dos estudantes, relacionada à saúde mental e ao uso das tecnologias digitais. Com base no texto jornalístico, eles são convidados a refletir criticamente sobre o impacto do uso excessivo de telas no cotidiano, desenvolvendo o autoconhecimento e o cuidado com a saúde emocional.
• Na primeira etapa desta seção, leia o texto pausadamente com os estudantes. Durante a leitura, incentive-os a refletir sobre o uso de dispositivos digitais no cotidiano. Explique-lhes que, apesar de os celulares serem uma ferramenta importante para a comunicação, em contraposição, o uso excessivo de dispositivos tecnológicos digitais pode causar o isolamento social diante de amigos e familiares. Se considerar necessário, aponte algumas atividades que não necessitam de tecnologias digitais e são importantes para a socialização, a saúde e o lazer no dia a dia, como práticas esportivas, jogos e brincadeiras, como pega-pega e esconde-esconde, que podem ser praticados com os amigos.
• Aproveite a oportunidade para fazer a integração entre o tema contemporâneo transversal Saúde e o
Você já teve a sensação de estar ansioso? A ansiedade se manifesta quando precisamos fazer alguma atividade que consideramos importante, como uma prova na escola ou uma viagem com a família.
Também podemos ficar ansiosos quando usamos em excesso tecnologias digitais, como computadores, celulares, videogames e tablets. Sobre esse tema, leia o texto a seguir.
crianças e jovens supera a de adultos pela 1ª vez no país

[...]
De modo geral, dados mostram que a piora em índices de saúde mental se acentua a partir da segunda década dos anos 2000. Além do maior acesso à informação pela internet, o período é marcado pela popularização do smartphone, com as câmeras frontais de selfies, das redes sociais e dos jogos on-line
Há anos, estudiosos se debruçam sobre a relação entre a tecnologia e o comportamento humano, em especial entre crianças e adolescentes, que ainda não desenvolveram todo o sistema de autocontrole. [...]
MARIANI, Daniel et al. Ansiedade entre crianças e jovens supera a de adultos pela 1ª vez no país. Folha de S.Paulo, São Paulo, ano 104, n. 34.758, 1 jun. 2024. Saúde, p. B1.
Ilustração que representa crianças utilizando celular, tablet e computador
componente curricular de Educação Física. Ao abordar o conteúdo da seção, convide o professor desse componente para conversar com os estudantes a respeito da importância de práticas esportivas e outras atividades, como brincadeiras e jogos coletivos, que contribuem para a socialização e a promoção da saúde do corpo e da mente. Após a intervenção do professor, convide os estudantes a organizarem uma agenda com atividades físicas e jogos coletivos que podem realizar com os colegas em determinados dias da semana, tanto no ambiente escolar, durante o intervalo das aulas, quanto no ambiente doméstico, nas horas reservadas ao lazer.
• O trabalho com esta seção favorece a abordagem do tema contemporâneo transversal Saúde, pois promove uma reflexão, por meio de uma situação-problema, sobre a saúde física e emocional dos estudantes. A seção também contribui para o desenvolvimento da Competência geral 8, pois promove a identificação e a compreensão de sentimentos comuns na infância, como a ansiedade, e incentiva a adoção de atitudes de cuidado com o bem-estar emocional.
2. a) Resposta: Maior acesso à internet e popularização dos smartphones com câmeras frontais, das redes sociais e dos jogos on-line.
Organizando as ideias 2
a ) De acordo com o texto, quais são os motivos que levaram à piora nos índices de saúde mental a partir da segunda metade dos anos 2000?
b ) Você costuma utilizar tecnologias digitais no dia a dia?
2. b) Resposta pessoal. Espera-se
que os estudantes comentem o cotidiano deles e o uso de tecnologia.
c ) Você costuma brincar, caminhar ou fazer atividades ao ar livre? Se sim, com que frequência?
2. c) Resposta pessoal. Os estudantes podem comentar as atividades de lazer que praticam no dia a dia.
d ) Você costuma se sentir ansioso? Em caso afirmativo, quando isso acontece?
2. d) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes
comentem seus sentimentos com relação ao uso de tecnologias.
Buscando soluções 3
3. a) Resposta pessoal. Os estudantes podem escrever um texto com base no
debate sobre a ansiedade e o uso excessivo de tecnologias digitais.
a ) Converse com os colegas sobre a relação entre a ansiedade infantil e o uso excessivo de tecnologias digitais. Em grupo, elaborem um texto coletivo com propostas para amenizar esse problema. Escolha tipos de letras com as quais se sinta à vontade para escrever.
b ) Por fim, coloque em prática no seu dia a dia as ideias que você teve ao elaborar o texto.
Ilustração que representa crianças jogando basquete.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam sobre o tema e apliquem o conhecimento apreendido em sala de aula na vida social.

• O item a favorece o desenvolvimento do pensamento crítico e autônomo dos estudantes ao incentivá-los a identificar e refletir sobre os fatores que contribuíram para a queda dos índices de saúde mental a partir dos anos 2000. Oriente-os a relacionar esses fatores com transformações sociais e tecnológicas recentes, como o uso intensivo de internet e jogos on-line, possibilitando que reflitam sobre o impacto dessas mudanças no cotidiano e na vida em sociedade.
• Ao abordar o item b , é possível que os estudantes respondam que costumam utilizar tecnologias no dia a dia. Nesse momento, procure descobrir a frequência de tempo com que eles utilizam essas tecnologias e se há o acompanhamento de adultos. Além dos cuidados com a saúde mental, aproveite a oportunidade para orientar os estudantes a utilizarem a internet somente com a supervisão de um adulto.
• No item c, incentive os estudantes a falarem sobre o próprio cotidiano, de modo que reflitam sobre o tempo que dispõem para atividades ao ar livre.
• No item d, faça a mediação de modo que compartilhem a realidade próxima deles. Reforce que a ansiedade é uma emoção humana e natural, mas em excesso pode trazer complicações à nossa saúde, por isso deve ser cuidada e tratada.
• Para promover a progressão do aprendizado, antes de os estudantes debaterem o assunto, apresente resultados de alguns estudos científicos e médicos sobre o tema. Em relação ao texto coletivo, possibilite que todos verbalizem o raciocínio e compartilhem ideias. Anote na lousa as propostas, possibilitando que consultem enquanto escrevem o texto no caderno.
• Como proposta de ampliação da atividade, sugere-se a realização de um projeto cultural envolvendo os familiares e a comunidade escolar. Engaje os estudantes a criarem cartazes, poesias, canções, esquetes teatrais, vídeos ou outras manifestações culturais que expressem suas propostas para a promoção da saúde mental. O projeto pode culminar em uma feira cultural, sarau ou mostra de convivência, aberta às famílias e à comunidade escolar. Por meio desse projeto, os estudantes poderão interagir com familiares, professores e funcionários
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da escola e, juntos, refletir sobre práticas que contribuem para a promoção da saúde mental.
• Aproveite a oportunidade para refletir sobre as transformações tecnológicas e os impactos no mundo e na infância. Com relação ao uso de telas, comente que a Lei nº 15.100/2025 restringe o uso de aparelhos eletrônicos nas escolas, visando à melhoria na qualidade de vida e na saúde mental dos estudantes. Elucide que a restrição dos celulares nas escolas oportuniza a descoberta de novas brincadeiras – individuais e coletivas.
1. Objetivo
• Recuperar o aprendizado sobre a percepção da passagem do tempo em diferentes sociedades.
Sugestão de intervenção
• Caso algum estudante tenha dificuldade, oriente-o a reler o texto. Após a leitura, pergunte qual seria a principal referência dos Tukano para a construção do calendário e quais outros elementos da natureza foram citados e que esse povo utiliza para identificar alguns ciclos.
2. Objetivo
• Refletir sobre os ciclos temporais relacionados ao próprio cotidiano.
Sugestão de intervenção
• Para promover a progressão do aprendizado, solicite aos estudantes que anotem as atividades cotidianas que costumam se repetir todos os anos, como festividades e o período de aulas. Incentive-os a agrupar as datas em ciclos (mensal, bimestral ou trimestral).
3. Objetivo
• Estabelecer relações entre a organização das atividades cotidianas e os fenômenos naturais.
Sugestão de intervenção
• Se algum estudante tiver dificuldade, comente que no período de chuvas há extensas áreas de pastagens e no período de estiagem a escassez faz que os pastores se desloquem para procurar novos campos para pastagem. Após responderem à atividade, explore o item b perguntando se eles também gostam de conhecer novos lugares, pessoas e histórias. Se possível, incentive-os a conhecer a história de vida de seus colegas, a fim de promover a interação entre eles. A atividade propicia a recuperação do aprendizado acerca da maneira como alguns povos africanos percebem a passagem do tempo.
Escreva as respostas no caderno.
1. O texto a seguir trata do calendário do povo Tuyuka, que vive na região amazônica. Leia-o e responda às questões.
1. b) Resposta: Períodos de
floração e frutificação das palmeiras e outras árvores frutíferas; os períodos de revoadas de diferentes espécies de formigas e cupins; do aparecimento das rãs grandes e das pequenas; as melhores épocas para derrubar a mata e a capoeira e para fazer a queima e plantar.
2. Oriente os estudantes na produção dos calendários explicando que podem escrever as atividades realizadas em cada ciclo e fazer desenhos para representá-las. Caso queira compartilhar as produções dos estudantes na escola, uma sugestão é que elas sejam produzidas em folha de papel sulfite ou em cartolina.
O calendário tuyuka é baseado na observação astronômica, da passagem das diversas constelações, como descritas e nomeadas pelos tuyuka. A este ciclo anual está associado o regime de chuvas e estiagens e a variação do nível das águas dos rios. As alternâncias neste regime são denominadas de acordo com a posição das constelações. Os Tuyuka assinalam a existência de treze enchentes e oito estiagens. [...]
Na narrativa do ciclo anual feita pelos conhecedores indígenas, os eventos e as atividades de subsistência destacados são os períodos de floração e frutificação das palmeiras e outras árvores frutíferas; os períodos de revoadas de diferentes espécies de formigas e cupins; [...] do aparecimento das rãs grandes e das pequenas; as melhores épocas para derrubar a mata e a capoeira e para fazer a queima e plantar. [...]
HUGH-JONES, Stephen; CABALZAR, Aloisio. Tuyuka. Povos Indígenas no Brasil, 20 jan. 2021. Disponível em: https://pib.socioambiental.org/ pt/Povo:Tuyuka. Acesso em: 9 maio 2025. identifiquem que a observação das constelações são importantes para a percepção da passagem do tempo. 1. c) Resposta: Espera-se que os estudantes
Capoeira: neste caso, vegetação que cresce em área que já foi utilizada para cultivo.
a ) Qual é a principal referência dos Tuyuka para a construção de seu calendário?
Resposta: A observação da passagem de diversas constelações.
b ) Quais são os outros eventos do ciclo anual indígena que foram citados no texto?
c ) De acordo com o que você estudou, qual é a importância da observação do céu para alguns povos indígenas como os Tuyuka?
2. Faça um calendário circular para representar as atividades que fazem parte do seu ano, como períodos de aula, épocas de férias, comemorações e festas da sua família e da comunidade. O calendário pode ser dividido mensalmente, assim como de forma bimestral ou trimestral.
2. Resposta: Espera-se que os estudantes organizem as atividades anuais e as reproduzam em um calendário circular.
• Organize a turma em grupos de no máximo quatro estudantes. Retome o mapa da África na página 66 e peça aos grupos que escolham um país para pesquisar informações sobre história, festividades tradicionais, costumes, alimentação, vestimentas típicas, literatura, músicas e outras manifestações culturais. Cada grupo deve confeccionar um cartaz com o resultado das pesquisas, que pode incluir textos e imagens, como desenhos e recortes de fotografias impressas. Incentive-os a buscar informações que valorizem a cultura desses países. No dia da apresentação,
ajude os estudantes a organizarem seminários para compartilharem o resultado das pesquisas e os cartazes. Promova um ambiente acolhedor, possibilitando que expressem seu raciocínio e dialoguem sobre os aspectos que mais gostaram de conhecer. Durante a atividade, verifique se compreenderam que o continente africano é formado por uma diversidade de países com culturas diferentes.
3. Leia o trecho de um conto originário do país africano Malauí. Ele trata da história de um jovem pastor de rebanhos chamado Makhosi.
[...]
5. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes relacionem cada estação do ano às suas características particulares, citando elementos como frio, calor, chuva e estiagem.
Naturalmente, durante a estação da chuva, o pasto era viçoso e em abundância, e os rapazes tinham muito tempo para conversar, jogar, falar sobre os seus sonhos e apreciar a beleza do campo. Mas, durante a estiagem, eram obrigados a andar longas distâncias procurando novos pastos. A maioria deles detestava isso, mas Makhosi considerava uma aventura o fato de viajar sozinho e explorar novos lugares, conhecer outras pessoas, ouvir as suas histórias e aprender sobre os seus costumes e hábitos.
[...]
MHLOPHE, Gcina. Contos africanos Ilustrações de Rachel Griffin. Tradução de Filomena Devecchi. São Paulo: Ciranda Cultural, 2010. p. 20.
Ilustração que representa um pastor.

a ) Quais fenômenos naturais influenciavam o trabalho de Makhosi?
Resposta: A estação da chuva e a estiagem.
b ) Por que Makhosi gostava de viajar sozinho?
Resposta: Porque ele considerava isso uma aventura.
4. Escreva algumas características dos calendários iorubá e etíope, destacando sua importância para as comunidades que os utilizam.
Resposta e comentários nas orientações ao professor.
5. Escreva um pequeno texto com as características de cada estação do ano na região onde você vive. Para acompanhar os textos, faça um desenho que represente cada uma dessas estações.
6. Quais instrumentos de marcação da passagem do tempo cronológico costumam ser usados por diferentes grupos humanos? Como você chegou a essa conclusão?
6. Resposta: O relógio e o calendário. Espera-se que os estudantes retomem os conteúdos abordados em sala de aula para responder à questão.
4. Objetivo
• Compreender a importância de calendários de diferentes povos africanos.
Sugestão de intervenção
• Retome com os estudantes os conteúdos da página 70, destacando as semelhanças e diferenças entre os calendários iorubá e etíope e, se possível, comparando-os também com o calendário gregoriano, propiciando, assim, uma referência próxima da realidade deles, de modo a ajudá-los a compreender melhor os demais calendários. Essa intervenção auxilia na progressão do conhecimento sobre a diversidade de calendários entre os povos africanos.
5. Objetivo
• Perceber as diferenças entre as estações do ano na região onde vive.
Sugestão de intervenção
• Retome com os estudantes o conteúdo da página 72 e peça-lhes que tentem se lembrar de cada momento do ano e associá-los às estações do ano – por exemplo, se são mais chuvosos ou se há estiagem; se as temperaturas são mais altas ou mais baixas; se é possível perceber as mudanças também na paisagem da região, observando se há mais flores na vegetação ou se as árvores estão com menos folhas.
6. Objetivo
• Identificar os instrumentos utilizados para marcar a passagem do tempo cronológico.
Sugestão de intervenção
• Engaje os estudantes em uma roda de conversa, questionando quais são os instrumentos de marcação do tempo cronológico mais difundidos ou mais comuns, utilizados por grande parte dos grupos humanos em diferentes regiões. Acolha as dúvidas e os conhecimentos prévios e, caso julgue pertinente, comente que os seres humanos buscaram aperfeiçoar suas ferramentas de medição da passagem do tempo ao longo de diversos séculos, e é por conta disso que atualmente há meios mais precisos de marcar a passagem do tempo cronológico.
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4. O calendário iorubá é chamado de kojoda. O período de um ano tem 13 meses, a semana tem 4 dias, e o último dia do mês é 28. Os iorubás costumam se basear nesse calendário para realizar suas atividades cotidianas e cerimônias religiosas e organizar reuniões e celebrações. O calendário etíope tem 13 meses, sendo 12 com 30 dias e 1 com 5 ou 6 dias.
• Reconhecer a importância das tradições orais na preservação da memória.
• Compreender a importância da comunicação escrita e suas diferentes manifestações.
• Reconhecer a diversidade de formas de comunicação ao longo do tempo, incluindo a Língua Brasileira de Sinais (Libras).
• Refletir sobre os cuidados e precauções com os meios de comunicação.
• Para iniciar o trabalho com esta unidade, promova uma roda de conversa com os estudantes sobre o aprendizado por meio da oralidade. Pergunte como eles aprenderam alguns conhecimentos extraescolares, como amarrar os cadarços, tomar banho e comer usando talheres. Anote todos os conhecimentos mencionados por eles na lousa. Em seguida, pergunte quem lhes ensinou tais práticas. Por fim, motiveos a refletir sobre a importância da oralidade para a transmissão de conhecimentos e costumes e explique que muitos desses saberes foram transmitidos de geração em geração ao longo do tempo.
• Os conteúdos desta unidade favorecem o desenvolvimento da habilidade EF05HI06 , pois os estudantes poderão comparar o uso de diferentes linguagens e tecnologias no processo de comunicação e avaliar os significados sociais, políticos e culturais atribuídos a elas.

Griô malinês Ballake Sissoko tocando kora durante apresentação em Bages, na França, em 2023.
• Pergunte aos estudantes se eles sabem qual é o nome do instrumento musical que o griô está tocando na fotografia. Caso não saibam, explique que a kora é um instrumento de origem africana com 21 cordas, sendo tocado principalmente com os dedos, de forma dedilhada. O som da kora acompanha a fala do griô enquanto ele organiza o ritmo da narrativa, destacando acontecimentos relevantes de suas histórias.
1.
Você sabe quem são os griôs? Comente com os colegas.
Você costuma escutar histórias de pessoas da sua família ou da comunidade? Comente com os colegas.
2. 3. 1 a 3. Respostas e comentários nas orientações ao professor
Em sua opinião, quais histórias e saberes podemos conhecer por meio da oralidade?

próprias experiências ou concepções, valorize o pluralismo de ideias e promova um ambiente de escuta respeitosa e acolhimento à diversidade de pensamentos, vivências e culturas. Incentive a troca de pontos de vista entre os estudantes, destacando que todos os saberes e histórias têm valor, independentemente de sua origem, e que ouvir atentamente o outro é parte fundamental da construção de uma convivência democrática.
Respostas
1. Resposta pessoal. Esperase que os estudantes compartilhem seus conhecimentos sobre as funções dos griôs, como a transmissão de saberes por meio da oralidade.
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2. Resposta pessoal. Esperase que os estudantes compartilhem as experiências sobre a transmissão de conhecimentos por meio da oralidade.
3. Resposta pessoal. Esperase que os estudantes compartilhem diferentes pontos de vista acerca de histórias e saberes que podem ser conhecidos por meio da tradição oral. Aproveite a oportunidade para promover o pluralismo de ideias e o respeito.
• Na atividade 1, os estudantes são convidados a compartilhar o que já sabem ou ouviram falar sobre os griôs, reconhecidos em várias culturas africanas e afrobrasileiras como guardiões da memória e transmissores de saberes por meio da oralidade, música, poesia e narrativa. Comente que os griôs têm papel fundamental na preservação das histórias, tradições, valores e ensinamentos.
• A proposta da atividade 2 é incentivar os estudantes a refletirem sobre a importância da oralidade em seu cotidiano, especialmente nas trocas com familiares e pessoas da comunidade. Histórias contadas por avós, pais, vizinhos ou conhecidos são formas de transmitir costumes, memórias, modos de vida e saberes que nem sempre estão presentes nos livros, mas que têm significativo valor histórico e afetivo. Engaje os estudantes a compartilharem suas experiências, acolhendo e valorizando suas vivências e promovendo um espaço de escuta ativa e respeito mútuo.
• A atividade 3 propõe que os estudantes reflitam sobre os diferentes saberes que podem ser transmitidos oralmente, como histórias de vida, ensinamentos culturais, práticas de cuidado com o corpo e com a natureza, receitas, crenças e costumes. Ao incentivar que eles compartilhem as
• O objetivo da atividade 1 é explorar a oralidade com os estudantes e promover a interação entre eles. Incentive a participação de todos. Se julgar pertinente, estabeleça um tempo limite, indicando que as participações devem ser breves para que os demais também possam contar suas histórias. Garanta que eles respeitem a intervenção dos colegas.
• A atividade 2 promove o respeito à diversidade cultural e intergeracional, favorecendo o desenvolvimento da empatia e da escuta ativa. Para torná la mais significativa, o professor pode incentivar os estudantes a relatarem experiências pessoais com pessoas idosas, como avós ou vizinhos, retomando histórias, costumes ou expressões culturais que tenham aprendido oralmente.
• Ao trabalhar os conteúdos desta página com os estudantes, desenvolva o pensamento conceitual em relação à tradição oral e sua relevância para vários povos e culturas. Para isso, enfatize a importância da tradição oral na preservação da memória social e na formação das identidades dos diferentes grupos sociais. Sobre o assunto, leia o texto a seguir. [...]
Nas sociedades tradicionais africanas as narrativas orais configuram os pilares onde se apoiam os valores e as crenças transmitidas pela tradição e, simultaneamente, previnem as inversões éticas e o desrespeito ao legado ancestral da cultura. A performance que acompanha essas narrativas responde pela atualização constante dos ensinamentos, tornando-se exercício vivo e interativo entre os membros da sociedade. Visual, mímico, imaginativo e encantatório,
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes façam uma apresentação oral para os colegas contando alguma história ou experiência. Oriente-os a prestar atenção na apresentação dos demais. O objetivo é introduzir o tema sobre tradições orais e promover um ambiente de interação entre os estudantes.
1. Conte para os colegas alguma história que considere interessante. Pode ser sobre sua família, seus amigos, seus vizinhos ou outras pessoas.

Ilustração que representa uma professora e estudantes em sala de aula.
Para os seres humanos, a preservação da memória é muito importante. As memórias de um povo contribuem para que as futuras gerações saibam quais são as origens de sua comunidade e quais foram os conhecimentos obtidos ao longo do tempo.
A transmissão dessas memórias pode ocorrer de diversas maneiras, como por meio da produção de imagens, da tradição oral e da tradição escrita. Ao longo da história, a tradição oral, ou seja, a transmissão de narrativas, saberes e conhecimentos por meio da fala, foi amplamente utilizada por diversos povos. Atualmente, mesmo com a escrita, a tradição oral permanece como uma das principais maneiras de comunicar em diversas comunidades pelo mundo. Nelas, as memórias são transmitidas pelas pessoas idosas, valorizadas por seu papel de guardiãs da memória de seu povo.
2. Com base no que você estudou, qual é o papel das pessoas idosas nas sociedades de tradição oral?
2. Resposta: Em geral, elas são guardiãs da memória de seu povo, pois são responsáveis pela transmissão de saberes e conhecimentos.
o texto oral transmite o legado mais legítimo das culturas locais através dos exemplos que visam à solidificação dos laços entre os membros do grupo e garante o discernimento do lugar de pertença do indivíduo, sua filiação identitária, permitindo-lhe uma visão de si mesmo e do outro com um mínimo de conflitos. [...]
DUARTE, Zuleide. A tradição oral na África. Estudos Sociológicos, v. 15, n. 2, 2009. p. 182. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revsocio/article/ view/235328/28321. Acesso em: 3 set. 2025.
05/10/2025 15:50:55
4. Resposta: Tapaxi visitou quatro aldeias. Espera-se que os estudantes analisem o mapa e identifiquem o nome dessas aldeias: São Jerônimo da Serra (canto superior esquerdo),
Mococa (canto superior direito), Campina (canto inferior esquerdo) e Apucaraninha (canto inferior direito).
Em geral, as pessoas idosas das comunidades indígenas são responsáveis por narrar histórias e transmitir conhecimentos e valores de sua cultura para os mais jovens.
Em um relato falado para os membros mais jovens da aldeia Apucaraninha, no Paraná, o indígena da etnia Kaingang João Maria Rodrigues Tapaxi contou os ensinamentos de sua avó. Tapaxi disse que ela era kujá e ensinou os alimentos que podia comer e os que não devia comer, pois faziam mal. Ela também o ensinou sobre como se comportar para ser respeitado pelas pessoas.
Tapaxi narrou as histórias de como era a vida na floresta e os lugares por onde caminhava para caçar e pescar. Ao escutar essas histórias, o indígena Cléber Kronum produziu um mapa dos caminhos percorridos por Tapaxi. Observe o mapa e conheça alguns lugares.

3. O que Tapaxi aprendeu com a avó?
Kujá: liderança religiosa dos Kaingang.
ZACARIAS, Armando Kóvíg Prá et al Os Kaingang do Apucaraninha e suas histórias
Curitiba: Renê Wagner Ramos, 2021. p. 126-127. (Adaptado).
3. Resposta: Tapaxi aprendeu os alimentos que podia ou não comer e como devia se comportar para ser respeitado.
4. De acordo com o mapa, quantas aldeias Tapaxi visitou pelos caminhos que percorreu? Como você chegou a essa conclusão?
5. Quais elementos da natureza foram representados no mapa?
5. Resposta: Árvores, pássaros e rio.
• Na atividade 4, engaje os estudantes em uma análise coletiva do mapa, orientandoos a localizar os nomes das aldeias indicadas. Caso tenham dificuldade, digalhes que as linhas sinuosas no mapa indicam os caminhos entre os lugares visitados por Tapaxi. Incentiveos a explicar como chegaram à resposta, acolhendo suas leituras e interpretações e promovendo o debate coletivo e a valorização de diferentes estratégias de leitura cartográfica.
• Na atividade 5, engaje os estudantes em uma observação detalhada do mapa, acolhendo as diferentes formas como cada um percebe os elementos representados.
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• O conteúdo da página contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05HI06, uma vez que os estudantes poderão avaliar os significados sociais e culturais relacionados à transmissão de conhecimentos por meio da oralidade.
• Explique que o mapa apresentado é um etnomapa, ou seja, uma representação do espaço construída por meio dos saberes, experiências e memórias dos próprios membros de uma comunidade – neste caso, a comunidade indígena Kaingang. Diferente dos mapas convencionais, que costumam seguir padrões técnicos, o etnomapa valoriza referências culturais, afetivas e práticas cotidianas da população, como os caminhos percorridos, os rios, as árvores e os lugares de caça e pesca. Essa forma de representação é fundamental para preservar e transmitir os conhecimentos tradicionais sobre o território, reforçando o protagonismo dos povos indígenas na construção e compartilhamento de suas memórias e modos de vida.
• Sobre os Kaingang, comente com os estudantes que os primeiros contatos entre esse povo e os colonizadores ocorreu no final do século XVIII. Atualmente, eles ocupam cerca de 30 Terras Indígenas na Região Sul do Brasil, preservando seus costumes e tradições.
• Na atividade 3, oriente os estudantes a retomarem o texto com atenção, destacando as lições recebidas por Tapaxi de sua avó. Incentiveos a indicar o que foi aprendido por Tapaxi, valorizando esse processo de escuta e memória.
• O objetivo da atividade 6 é verificar o conhecimento prévio dos estudantes em relação aos griôs e ao trabalho que realizam. É possível que os griôs sejam desconhecidos para a maioria deles. Portanto, durante a atividade, reforce que algumas sociedades valorizam a tradição oral como forma de preservação da memória e possuem algumas figuras responsáveis por manter essa tradição viva.
• Para promover a progressão do aprendizado, leve os estudantes à sala de informática para assistirem a vídeos de griôs se apresentando. Incentiveos a prestar atenção nas performances, nas roupas, na linguagem corporal e nos instrumentos musicais. Em sala de aula, explore o conteúdo dos vídeos pedindo lhes que compartilhem suas impressões acerca das apresentações, dizendo também se já conheciam esse tipo de performance. Nessa ocasião, promova um ambiente de respeito e valorização da diversidade cultural. Para estudantes com necessidades educacionais específicas, dê preferência a conteúdos que disponibilizem ferramentas de acessibilidade, como audiodescrição.
• O conteúdo favorece o desenvolvimento das Competências específicas de História 3 e 4, ao levar os estudantes a elaborarem argumentos, hipóteses e proposições em relação a interpretações, documentos e contextos históricos por meio de diferentes linguagens, exercitando o diálogo, a empatia e o respeito. Além disso, apresenta visões de sujeitos, povos e culturas distintos, propiciando aos estudantes a oportunidade de se posicionarem criticamente com base em princípios inclusivos, éticos, solidários e democráticos.
6. Você já ouviu falar em griôs? Sabe qual é a importância deles para a preservação da memória?
Na África, a tradição oral tem papel importante na comunicação e na preservação da memória e dos saberes e conhecimentos de vários povos e culturas. Em algumas delas, os griôs, pessoas responsáveis pela transmissão de informações, exercem a função de poetas, músicos, mensageiros oficiais e contadores de histórias. Em geral, as histórias narradas por eles são acompanhadas pelo canto e por instrumentos musicais, como a kora. As narrativas contadas pelos griôs fazem parte das tradições das comunidades e representam aspectos de sua história acumulados ao longo das gerações. Leia o texto e conheça um pouco mais sobre os griôs.
A arte de contar histórias é muito antiga; surgiu na época que não havia escrita. O griô, como é chamado na África, é um mestre das artes e da cultura popular que leva o conhecimento às aldeias. É um caminhante que conta histórias, um poeta que canta, toca, dança e representa, imitando os sons da natureza e a fala dos bichos. [...] a função dos griôs é tão importante que passa de geração para geração. [...]
SALERNO, Silvana. África: contos do rio, da selva e da savana. Ilustrações de Ana Lúcia. Barueri: Girassol, 2015. p. 6.
Desde a década de 1960, em alguns países da África, as mulheres também passaram a desempenhar o papel de griôs.
Griô gambiana
Sona Jobarteh (1983-) tocando kora em Savannah, nos Estados Unidos, em 2023.

6. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a comentarem o que sabem a respeito dos griôs e da tradição oral nas sociedades tradicionais africanas.
1. a) Resposta: Ele quis dizer que um griô é uma pessoa com muitos conhecimentos e
No Brasil, os mestres griôs são homens e mulheres que atuam na comunidade como bonequeiros, capoeiristas, cantadores, contadores de histórias, cordelistas, curandeiros, pajés, pais e mães de santo e artesãos.
Nas comunidades tradicionais, os griôs brasileiros contribuem para a educação das novas gerações. Por meio de músicas, contação de histórias, brincadeiras e danças, os griôs transmitem muitos saberes a crianças e adolescentes em aulas dinâmicas, que podem acontecer nas margens de um rio e à sombra de uma árvore, por exemplo.
Agora, responda à atividade a seguir.
1. Leia o texto a seguir, sobre a importância dos griôs brasileiros, e responda às atividade.
[...]
Quando um griô de uma comunidade tradicional morre, é como se uma biblioteca queimasse por inteiro e viesse abaixo. O termo griô vem da África Ocidental e se refere aos indivíduos que na tradição oral preservam e transmitem a memória, as histórias, as canções, mitos e outros elementos que definem a cultura de um povo [...].
MANEO, Adriano. Aqueles que perdemos. Folha de S.Paulo, São Paulo, n. 33 316, 20 jun. 2020. p. 84. a ) O que o autor quis dizer com a frase “Quando um griô de uma comunidade tradicional morre, é como se a biblioteca queimasse por inteiro e viesse abaixo”?
b ) Em sua opinião, por que o trabalho dos griôs é importante?

Ilustração que representa griôs brasileiros contando histórias para crianças.
1. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem que os griôs são importantes para a preservação da memória e a transmissão de saberes e conhecimentos. saberes e que, quando ele morre, muitos desses conhecimentos podem se perder.
sobre os conhecimentos que aprendemos com pessoas idosas e o quanto é importante registrálos e valorizálos. No item b, promova um ambiente acolhedor, possibilitando que os estudantes verbalizem o raciocínio e reconheçam que os griôs desenvolvem um papel importante na transmissão dos conhecimentos e histórias da comunidade, garantindo, assim, a manutenção das tradições e costumes.
• Aproveite a oportunidade para criar um espaço de trocas e transmissão de conhecimentos no ambiente escolar. Pesquise se, no município ou na região, há algum
mestre griô, como bonequeiros, contadores de história, cordelistas, artesãos, pais e mães de santo, capoeiristas ou pajés. Convideos para realizar uma palestra e compartilhar seus conhecimentos e saberes com os estudantes.
RÚBIA, Sinara. Inspiração Griot: por uma educação antirracista. Rio de Janeiro: Malê, 2025.
Nessa obra, a autora promove uma reflexão sobre a educação antirracista com base na herança cultural dos griôs, desta
Objetivo
• Compreender a importância dos griôs.
Sugestão de intervenção
• Retome com os estudantes os conteúdos das páginas 82 e 83. Destaque alguns trechos dos textos e peçalhes que interpretem o significado. Por exemplo, no trecho “O griô, como é chamado na África, é um mestre das artes e da cultura popular que leva o conhecimento às aldeias”, pergunte aos estudantes como eles acreditam que os griôs levam conhecimento às aldeias. No trecho “O termo griô vem da África Ocidental e se refere aos indivíduos que na tradição oral preservam e transmitem a memória, as histórias, as canções, mitos e outros elementos que definem a cultura de um povo”, pergunte como os griôs preservam e transmitem os conhecimentos. Por meio dessa interação, os estudantes poderão aprofundar seus conhecimentos sobre os griôs e desenvolver habilidades de interpretação de texto.
• No item a da atividade 1, explique aos estudantes que a frase comparando a morte de um griô ao incêndio de uma biblioteca é uma metáfora que nos ajuda a entender a riqueza e a importância dos saberes que essas pessoas carregam. Incentive a turma a refletir
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cando a contação de histórias como uma importante ferramenta pedagógica.
• O conteúdo favorece o desenvolvimento da Competência geral 9 ao propor uma reflexão sobre o papel dos griôs na preservação das memórias e saberes tradicionais, valorizando a diversidade cultural e social e incentivando os estudantes a exercitarem a empatia e o respeito às diferenças.
• Reconhecer a importância de respeitar as pessoas idosas.
• Promover o desenvolvimento da produção escrita.
• Aprimorar a compreensão de textos.
• A proposta da seção apresenta uma situação problema baseada em casos reais, o que favorece a identifi cação dos estudantes com os desafios enfrentados pelas pessoas idosas em nossa sociedade. O uso de uma manchete jornalística torna o tema mais próximo da realidade e convida os estudantes à reflexão crítica e empática.
• Explique aos estudantes que, de acordo com o Estatuto da Pessoa Idosa, considerase idosa a pessoa com 60 anos ou mais.
• A seção favorece a articulação entre o tema contemporâneo transversal Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso e o componente curricular de Ciências. Converse com os estudantes sobre o processo de envelhecimento, ressaltando que ele é natural do corpo e que faz parte da condição humana. Explique que é muito importante os cuidados com a alimentação, a prática de exercícios físicos e o acompanhamento médico, especialmente nessa fase da vida. Complemente dizendo que a exclusão social e o abandono tornam as pessoas idosas mais suscetíveis a doenças físicas e emocionais, como a depressão, e enfatize a importância de políticas públicas que garantam a saúde física e emocional dessas pessoas, como a prática de atividades físicas, o acesso ao lazer e a convivência familiar e social.
Conhecendo o problema 1
No Brasil, o Estatuto da Pessoa Idosa garante a essas pessoas o direito a vida, saúde, alimentação, educação, cultura, esporte, lazer, trabalho, cidadania, dignidade, respeito e convivência comunitária.
Mesmo assim, esses direitos são desrespeitados diariamente, por exemplo, ao não se respeitar assentos preferenciais nos transportes públicos nem vagas de estacionamento reservadas a pessoas idosas.
A respeito desse tema, leia a manchete a seguir.
Aumento de casos de violência contra idosos demonstra falta de políticas públicas
FUENTES, Patrick. Aumento de casos de violência contra idosos demonstra falta de políticas públicas. Jornal da USP, 6 ago. 2021. Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/aumento-de-casos-de -violencia-contra-idosos-demonstra-a-falta-de-politicas-publicas/. Acesso em: 15 maio 2025.

• A seção favorece o trabalho com os temas contemporâneos transversais Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso e Educação em direitos humanos, pois promove a reflexão sobre o desrespeito direitos das pessoas idosas, possibilitando aos estudantes exercitar a empatia e buscar soluções que garantam o respeito e os direitos humanos. O tema também incentiva a reflexão sobre o exercício da cidadania, convidando os estudantes a reconhecerem os direitos garantidos por lei e a se posicionarem de forma crítica diante de situações de desrespeito e exclusão.
Ilustração que representa pessoas dentro de um ônibus.
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2. c) Resposta pessoal. O objetivo da atividade é promover o debate entre os estudantes, argumentando acerca da importância de valorizar e respeitar os direitos das pessoas idosas.
Organizando as ideias
2. a) Resposta: A violação aos direitos das pessoas idosas e a falta de políticas públicas.
a ) Qual é o problema denunciado na manchete?
b ) Você já presenciou situações de desrespeito a pessoas idosas? Comente com os colegas.
c ) Em sua opinião, as pessoas idosas são valorizadas na sociedade brasileira? Justifique.
d ) Em grupo, elaborem um roteiro de perguntas para entrevistar uma pessoa idosa sobre como é estar nessa fase da vida. O entrevistado pode ser um parente, vizinho, amigo da família ou funcionário da escola.
2. d) Resposta: Espera-se que os estudantes coletem informações e relatos sobre o cotidiano
de pessoas idosas e os desafios enfrentados por elas.
Buscando soluções
3. b) Resposta: Espera-se que os estudantes produzam os cartazes com base nas entrevistas coletadas e nas reflexões em sala de aula sobre os problemas e as soluções.
a ) Após a realização das entrevistas, conversem com os colegas sobre as respostas dos entrevistados e busquem soluções para o problema do desrespeito e da exclusão social das pessoas idosas.
b ) Com o auxílio do professor, elaborem cartazes com propostas de ações que promovam a valorização e a inclusão social desse grupo. Para a produção dos cartazes, escolham tipos de letra com os quais se sintam confortáveis para escrever.
3. a) Resposta: O objetivo da 2. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes compartilhem acontecimentos relacionados ao desrespeito ao direito de pessoas idosas.
atividade é identificar problemas e refletir sobre soluções a respeito da exclusão social das pessoas idosas na atualidade.
Ilustração que representa pessoas dentro de um ônibus.

• As atividades desta etapa incentivam os estudantes a analisarem as informações coletadas nas entrevistas, identificarem problemas e proporem soluções para a valorização da pessoa idosa, favorecendo assim o desenvolvimento do pensamento crítico e autônomo, bem como o pluralismo de ideias. No item a, organize uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem os resultados das entrevistas. Anote na lousa os problemas identificados, a fim de leválos a pensar
em soluções que promovam a inclusão social das pessoas idosas de forma respeitosa e participativa. Para o item b, engajeos na confecção dos cartazes. Dividaos em grupos, deixando cada um responsável por fazer um cartaz com imagens e textos baseados em alguma das ações propostas. Incentiveos a praticar a escrita de letra cursiva. Eles devem incluir informações sobre a importância de respeitar os direitos das pessoas idosas. Para garantir a participação de todos, adapte os formatos de cartazes, permi
• No item b, a atividade relaciona o conteúdo da seção com a realidade dos estudantes. Incentiveos a comentar se já ouviram relatos de pessoas idosas que foram desrespeitadas ou se já presenciaram alguma situação desse tipo em transportes públicos, mercados, bancos etc. Para o item c, esperase que os estudantes analisem a situação das pessoas idosas na sociedade brasileira, a fim de reconhecer o problema do desrespeito. No item d, auxilie os estudantes a elaborarem os roteiros. As questões podem abordar as situações em que as pessoas idosas são des respeitadas ou valorizadas. Os estudantes também podem perguntar aos entrevistados se conhecem os seus respectivos direitos. Explique a importância de solicitar a autorização do entrevistado, garantindo o cuidado ético com a atividade. Recomende também que os estudantes sejam acompanhados por um adulto, como um familiar ou responsável legal, durante a realização da entrevista. Para facilitar o processo, auxilie na elaboração de um termo de autorização ou na adaptação dos roteiros conforme as condições sociais e culturais da comunidade escolar.
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tindo também produções com imagens, colagens ou recursos táteis, promovendo a inclusão de estudantes com necessidades educacionais específicas. Após a produção, organize com a turma a criação de um mural temático ou uma exposição na escola aberta à visitação da comunidade escolar e dos familiares. Essa ação pode integrar um projeto sobre cidadania e o processo de envelhecimento, contribuindo para o protagonismo estudantil e a sensibilização coletiva.
• O objetivo da atividade 1 é investigar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre as funções sociais da escrita na Antiguidade. Se julgar pertinente, apresente aos estudantes a personalidade Enheduanna (2285 a.C.–2250 a.C.), uma sacerdotisa e escritora da Mesopotâmia. Sobre ela, leia o texto a seguir.
[...] Enheduanna foi, sem dúvida, a mais proeminente sacerdotisa do deus Nanna (o deus lua, divindade masculina) em Ur, durante o reinado de seu pai, o poderoso rei Sargão de Akkad (2324-2285 AEC). Ela é conhecida por suas composições literárias e vários objetos contendo inscrições cuneiformes, incluindo um disco de alabastro, atualmente conservado no Museu de Arqueologia e Antropologia da Universidade da Pennsylvania. O conjunto dos hinos dos templos de Sumer, considerados os principais documentos teológicos da Mesopotâmia são uma composição de sua autoria. As evidências literárias mostram que Enheduanna realizou uma sistematização de hinos teológicos sumérios e sua poesia serviu de modelo para os hinos [...].
BERNABÉSÁNCHEZ, Estefanía; POZZER, Katia Maria Paim. Eu, Enheduanna. Revista Enunciação Seropédica, v. 8, n. 2, 2023. p. 10. Disponível em: https://www. editorappgfilufrrj.org/enunciacao/ index.php/revista/article/ view/186/201. Acesso em: 3 set. 2025.
1. Em sua opinião, quais eram as funções da escrita na Antiguidade?
A escrita é uma das mais importantes invenções da humanidade. Por meio dela, povos e culturas passaram a registrar as informações de um jeito durável e que não dependia somente da memória das pessoas. Além disso, ao lado da tradição oral, a escrita contribuiu para a preservação de muitas histórias e saberes transmitidos ao longo de gerações.
A escrita cuneiforme foi uma das primeiras formas de escrita de que temos conhecimento. Ela foi criada pelos sumérios, na região da Mesopotâmia, há cerca de 6 mil anos. É chamada de cuneiforme por conta do uso de instrumentos pontiagudos para escrever em tabletes de argila. Sobre o tema, leia o texto a seguir.
[...] No começo, a escrita serviu para controlar a circulação de produtos, os recebimentos e os pagamentos feitos pelos templos e palácios. Era uma espécie de contabilidade, composto por desenhos que significavam um bem qualquer (um boi, um peixe, a cevada) e sinais que indicavam as quantidades e medidas [...]. Com o tempo, o sistema foi modificado e transformou-se na escrita chamada cuneiforme, que foi utilizada para registrar textos religiosos, mitos, poemas, cartas, inscrições dos reis, contratos etc. [...]
REDE, Marcelo. A Mesopotâmia. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2002. p. 14. (Coleção Que História é Esta?).
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem o controle das produções e das trocas comerciais, a estruturação da cobrança de impostos e o registro de leis.
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Cartas cuneiformes
Placa de argila com escrita cuneiforme, produzida há cerca de 4 500 anos.

Na Antiguidade, além dos sumérios, outros povos e culturas desenvolveram diferentes tipos de escrita. Vamos conhecer alguns deles.
Há cerca de 5 mil anos, os egípcios antigos criaram um sistema de escrita, conhecido como hieroglífica, no qual as ideias e os sons eram representados por símbolos, os hieróglifos. Com o passar do tempo, foram criadas formas simplificadas da escrita hieroglífica: a escrita hierática, muito utilizada nos livros e textos sagrados; e a escrita demótica, de uso comum.
Para gravar os hieróglifos nas paredes dos templos e nos monumentos de pedra, os egípcios antigos utilizavam ferramentas pontiagudas de ferro e martelos. Para outros suportes, como placas de madeira e folhas de papiro, eram utilizados pincéis e tintas.
Por volta de 4 mil anos atrás, os chineses antigos criaram um sistema de escrita baseado em ideogramas, ou seja, imagens que representam ideias. Um ideograma, por exemplo, pode representar uma casa e o outro uma pessoa. Atualmente, esse sistema ainda é utilizado e originou outras formas de escrita, como a japonesa.
A princípio, os chineses utilizavam diferentes materiais para escrever, como ossos de animais e cascas de árvores. Com o passar do tempo, adotaram livros feitos da mistura de fibras de bambu e fios de seda. Esses eram os principais suportes para a escrita até a invenção do papel pelos chineses, no século 2.

Ideogramas chineses escritos em osso de animal há aproximadamente 3 200 anos.

ATIVIDADE EXTRA
• Proponha aos estudantes que elaborem um novo sistema de escrita. Para isso, ofereça alguns subsídios. Escolha o tipo de sistema que vão criar: ideogramas (símbolos que representam ideias) ou fonético (símbolos que representam sons). Defina os elementos da escrita, como quantos símbolos ou letras terá o sistema, como serão representados e se o sistema será lido, por exemplo, da esquerda para a direita ou de cima para baixo. Peça que produzam um pequeno dicionário ilustrado, desenhando os símbolos criados e explicando o que cada um representa. Depois, solicite que escrevam pequenas frases com base no sistema de escrita que elaboraram e troquem mensagens entre eles. Para a inclusão de estudantes com necessidades educacionais específicas, incentive o uso de materiais táteis para o dicionário e as mensagens, como barbante, miçangas ou EVA em relevo, possibilitando que eles identifiquem diferentes símbolos.
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• Ao trabalhar o conteúdo sobre o alfabeto fenício, comente com os estudantes a importância dele na ampliação do acesso à escrita por diferentes povos e grupos sociais ao longo da história, uma vez que as letras representavam sons, o que facilitava a adaptação para os diferentes idiomas. Sobre esse tema, leia o texto a seguir.
[...]
No alfabeto fenício, estes fonemas ou letras eram representados não mais pelos símbolos abstratos como nos hieróglifos ou no primeiro alfabeto cuneiforme de Ugrait, que não sobreviveu, mas pela figuração de seres animados e de objetos familiares de fácil memorização, que possuíam o mesmo nome nas diferentes línguas semíticas. De fato, em Ugrait, em meados do segundo milênio a.C., a escrita ideográfica cuneiforme foi reduzida a um alfabeto com aproximadamente trinta letras, contudo, ainda não era uma escrita para todos os indivíduos. Foi somente com a invenção do alfabeto acrofônico adotado pelos fenícios, de acesso fácil, que a escrita abriu para a grande massa, democratizando-a. [...]
MANDEL, Ladislas. Escritas, espelho dos homens e das sociedades. São Paulo: Edições Rosari, 2006. p. 43.
• O objetivo da atividade 1 é promover um momento de interpretação com os emojis apresentados na página, identificando o significado de cada um deles. Comente o alcance desses símbolos em nível mundial, pois eles podem ser compreendidos por diferentes culturas.
• Promova com os estudantes uma atividade envolvendo emojis. Para isso, convide o professor do componente curricular de Língua Portuguesa para realizar uma atividade conjunta que envolva o uso de emojis na produção e interpretação de mensagens. Proponha aos

Há cerca de 2 mil anos, os fenícios criaram o que consideramos o primeiro alfabeto fonético, ou seja, um sistema de escrita em que letras representam sons.
O alfabeto fenício tinha 22 letras. A combinação dessas letras permitia representar qualquer palavra, facilitando tanto a escrita quanto a adaptação para outros idiomas.
O alfabeto criado pelos fenícios foi adaptado pelos gregos e, posteriormente, pelos romanos, dando origem ao alfabeto latino, um dos mais usados no mundo atualmente, inclusive no Brasil.
Estela de cerca de 2 800 anos atrás com inscrição fenícia, exposta no Museu Arqueológico Nacional, em Cagliari, na Itália, em 2024.
Observe os emojis a seguir.
1. Em dupla, conversem sobre o que esses emojis representam. Conhecidos como emojis, esses símbolos foram criados no Japão, na década de 1990. Por volta de 2010, eles se popularizaram e passaram a ser utilizados em mensagens de textos.
Em geral, os emojis são utilizados na comunicação digital, representando sentimentos, emoções e ideias por meio de expressões faciais, objetos e gestos.
1. Possíveis respostas: “ok” ou concordar (like); amor; alegria; espanto; tristeza; raiva.
estudantes que criem pequenas histórias ou pesquisem ditados populares regionais que possam ser escritos com o auxílio de emojis. Orienteos a escrever falas ou frases e inserir emojis que complementem o sentido da mensagem. Depois, em sala de aula, organize uma roda de conversa para trocarem informações a respeito dessa experiência. Apresente situações comunicativas em que o uso social dos emojis pode causar ambiguidade, reforço ou quebra de expectativa no texto. Com base nessa apresentação, motive a reflexão sobre o uso de emojis, relacionandoos à linguagem informal, ao uso de recursos de imagem e à linguagem da internet.
Apesar dos esforços dos estudiosos, muitos sistemas antigos de escrita ainda não foram completamente decifrados. Observe alguns exemplos. Há mais de 5 mil anos, no Vale do Indo, o povo harappiano criou o próprio sistema de escrita. Ela era encontrada, principalmente, em pequenos blocos de pedra, chamados de selos, utilizados por negociantes para registrar seus bens.

Os minoicos, que viveram na ilha grega de Creta há aproximadamente 4 mil anos, desenvolveram um tipo de escrita chamada de linear A. Essa forma de escrita foi encontrada em diferentes objetos, principalmente em tabuletas de argila e selos de pedra. Acredita-se que seu uso principal era administrativo, servindo como uma forma de registro para o controle de bens e produtos.
Disco de Festo (frente) com inscrições em escrita linear A. O artefato arqueológico feito de argila cozida foi produzido pelos minoicos há aproximadamente 3 700 anos.
Tabuleta com escrita do Vale do Indo, encontrada em sítio arqueológico datado entre 5 mil e 4 mil anos atrás, na Índia.

mática ou na biblioteca, orienteos a pesquisar imagens que representem o sistema de escrita dessas culturas e os suportes utilizados para seu registro. Em sala de aula, com materiais recicláveis ou disponíveis na escola, como massinha de modelar, argila, papelão, papel kraft, papel sulfite, tinta guache, giz de cera e cola, os estudantes deverão registrar pequenas frases em
Objetivo
• Conhecer diferentes tipos de sistema de escrita.
Sugestão de intervenção
• Explore os conteúdos das páginas 89 e 90 com os estudantes. Pergunte se eles sabiam que alguns sistemas de escrita ainda não foram totalmente decifrados. Comente que o processo de decifração ocorreu com diversos sistemas de escrita antigos, como as escritas egípcias. Depois, peça aos estudantes que escolham um dos tipos de escrita apresentados nestas páginas para pesquisar. Em sala de aula, organize uma roda de conversa e solicite que apresentem o que mais lhes chamou a atenção, como os povos que as utilizavam e as características de cada uma. Essa interação possibilita aos estudantes que conheçam sistemas de escritas desenvolvidos por diversas culturas.
• Nessa atividade, os estudantes podem elaborar uma réplica de um objeto usado por povos antigos para registrar a escrita, como um selo, uma tabuleta, um vaso ou uma placa. Eles poderão se inspirar em sistemas estudados, como o egípcio, o chinês, o fenício, o etrusco e o maia. Na sala de infor
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um selo, tabuleta, vaso ou placa decorada com símbolos inspirados em escritas antigas. Organize uma pequena mostra em sala de aula com as criações. Em seguida, conduza uma roda de conversa para que a turma as compartilhe, explicando os símbolos, o povo escolhido e a função do objeto.
• Explique aos estudantes que uma das dificuldade enfrentadas pelos pesquisadores ao decifrar o sistema de escrita maia consiste na complexidade da língua, pois ela possui mais de mil símbolos. Para termos uma ideia dessa dificuldade, um mesmo símbolo pode representar tanto um som quanto uma ideia ou ação. Diga que, com base no estudo de pesquisadores e no desenvolvimento tecnológico, muitos símbolos da escrita maia já foram decifrados, mas o trabalho de interpretação dessa escrita continua.
• O objetivo da atividade 2 é desenvolver a compreensão histórica sobre a diversidade cultural e tecnológica de povos e culturas do passado, ao mesmo tempo que os estudantes refletem sobre os diferentes sentidos da escrita ao longo do tempo e em distintos contextos sociais. Incentiveos a organizar as informações em um quadro comparativo, listando os diferentes povos, os suportes materiais utilizados e as funções da escrita em cada contexto. Isso ajudará a perceber tanto as semelhanças quanto as especificidades culturais. Retome com a turma a importância dos materiais disponíveis na natureza e das necessidades sociais e econômicas de cada povo para a escolha dos meios de registro, promovendo reflexões sobre o papel do meio ambiente, da religião, da política e da economia na produção da escrita.
Há cerca de 2 600 anos, os etruscos, que ocuparam a região da Península Itálica, criaram um sistema de escrita baseado na adaptação do alfabeto grego. Inscrições com a escrita etrusca foram encontradas em vasos, espelhos, placas, tumbas e urnas funerárias. Provavelmente, a escrita era utilizada no comércio, para fins religiosos ou mesmo para indicar a posse de um determinado objeto.

Os maias, que viviam na região da América Central, criaram um sistema de escrita complexo, registrado em monumentos e edifícios, em que as escritas foram esculpidas em pedra ou madeira. Também foram pintadas em objetos de cerâmica, em tecidos e em livros, chamados de códices. Para os maias, a escrita era considerada sagrada, e apenas uma pequena parcela da elite podia ler e escrever.
Símbolos da escrita maia encontrados no sítio arqueológico de Copán, em Honduras. A cidade foi habitada pelos maias entre os anos de 250 e 900.

2. De acordo com o que você estudou, em quais lugares e objetos os diferentes povos registravam a escrita?
2. Resposta: Em geral, os povos antigos escreviam em blocos de pedra, tabuletas de argila, papiro, ossos de animais, selos de pedra, vasos, tumbas, urnas funerárias, tecidos e livros.
3. b) Resposta: De acordo com o texto, é possível saber como era a vida e a organização social dos povos que viveram no passado. Espera-se que os estudantes leiam o texto
3. Leia os textos a seguir e responda às questões.
3. c) Resposta: O autor quis dizer que, antes da escrita, os conhecimentos, saberes e histórias eram guardados na memória e transmitidos de geração a geração pela tradição oral.
A escrita é, portanto, uma invenção decisiva para a história da humanidade. Ela é a representação do pensamento e da linguagem humana por meio de símbolos. Um meio durável e privilegiado de comunicação entre as pessoas. Por meio de registros escritos há milhares de anos, ficamos sabendo como era a vida e a organização social de povos que viveram muito antes de nós. A invenção não surgiu por acaso, mas como consequência das mudanças profundas nas sociedades durante o período do surgimento das primeiras cidades.
[...]
COMO se deu o desenvolvimento da escrita? EBC, 4 ago. 2015. Disponível em: https://memoria.ebc.com.br/infantil/voce-sabia/2015/08/como-se-deu-o -desenvolvimento-da-escrita. Acesso em: 16 maio 2025.
[...] antes da constituição dos alfabetos e do letramento, toda a história era história oral. Tudo precisava ser lembrado, desde as destrezas e habilidades, assim como outros aspectos importantes relacionados ao tempo, às estações, ao céu, ao território, assim como as leis, as falas, as transformações, as negociações etc. A própria tradição oral era muito variada. [...]
SILVA, Sidney. Os saberes contidos na tradição oral. Revista e-scrita, Nilópolis, v. 7, n. 3, set./dez. 2016. p. 338. Disponível em: http://revista.uniabeu.edu.br/index.php/RE/article/viewFile/2303/pdf. Acesso em: 23 maio 2025.
Destrezas: agilidade física ou habilidade manual
a ) Quais são os meios de preservação da memória apresentados nos textos A e B?
3. a) Resposta: Texto A: escrita; texto B: tradição oral.
b ) De acordo com o texto A, o que podemos saber com os registros escritos há milhares de anos? Como você chegou a essa conclusão?
C ) O que o autor do texto B quis dizer com a frase "antes da constituição dos alfabetos e do letramento, toda a história era história oral"?
d ) Segundo o texto A, quais acontecimentos contribuíram para a invenção da escrita?
Resposta: As mudanças profundas nas sociedades durante o surgimento das primeiras cidades. para encontrar a resposta.
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• A atividade 3 tem o objetivo de incentivar os estudantes a estabelecerem comparações entre a tradição oral e os registros escritos, compreendendo a importância de cada meio para a preservação e a transmissão de saberes, conhecimentos e da memória. Esta atividade favorece o desenvolvimento da capacidade de argumentação com base na comparação entre dois textos informativos. Certifiquese de que eles compreenderam a diferença entre a tradição oral e os registros escritos. Depois, conversem sobre as atuais culturas ágrafas, indicando que essas sociedades produzem e transmitem conhecimentos até hoje por meio da oralidade. Explique que esses povos têm muitas formas de comunicação além da oral, como as pinturas corporais, que indicam aos membros do grupo a posição de um indivíduo na sociedade. Para a realização das atividades, engaje a turma em uma leitura coletiva ou em duplas e incentiveos a indicar trechos importantes dos textos que possam ajudar na formulação das respostas. Essa intervenção contribui para a autonomia na construção do raciocínio e promove o entendimento do motivo e da relevância da atividade no contexto do aprendizado.
• A atividade 3 favorece o desenvolvimento da habilidade EF05HI09, pois os estudantes poderão comparar pontos de vista distintos sobre o papel da oralidade e da escrita por meio de fontes escritas.
• Destaque que a Libras, além de ser uma língua amplamente utilizada entre as pessoas surdas, é um importante meio de incluílas em diversos âmbitos sociais. Explique aos estudantes que, além da língua portuguesa, as pessoas surdas se comunicam por meio de uma linguagem visual, com características próprias que pode variar de região para região, tal como a língua falada. Comente que a Libras é uma linguagem espaçovisual que possibilita a comunicação por meio de gestos e expressões faciais e corporais.
DICIONÁRIO da Língua Brasileira de Sinais. Disponível em: https://www.ines.gov. br/dicionario de libras/. Acesso em: 5 jun. 2025. Esse dicionário digital é uma ferramenta bilíngue que apresenta sinais em Libras acompanhados de vídeos demonstrativos, permitindo que professores e estudantes visualizem e compreendam a execução correta de cada sinal. Além disso, o dicionário oferece a opção de busca por palavras na língua portuguesa, facilitando a identificação dos sinais correspondentes.
• O trabalho com a Língua Brasileira de Sinais (Libras) favorece o desenvolvimento da Competência geral 4, ao incentivar os estudantes a utilizarem diferentes tipos de linguagem – neste caso, gestual – para se expressar, comunicarse e partilhar informações e sentimentos.
A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é reconhecida como meio de comunicação e expressão no Brasil. É utilizada pelas pessoas surdas, mudas e ouvintes para se comunicar por meio de gestos.
A Libras tem variações regionais e estrutura gramatical própria. Quando uma palavra não tem um gesto próprio, é possível recorrer ao alfabeto manual para soletrá-la. Conheça a seguir o alfabeto manual.
Alfabeto manual
Ilustrações que representam o alfabeto manual de Libras.
Objetivo
• Promover a interação dos estudantes com a Libras.
Sugestão de intervenção
• Acesse previamente o site do Dicionário da Língua Brasileira de Sinais. Disponível em: https:// www.ines.gov.br/dicionariodelibras/. Acesso em: 5 jun. 2025. Convide os estudantes a conhecerem a interface e a explorarem essa ferramenta. Em seguida, orienteos a aprender algumas palavras, como “olá”, “obrigado”, “com licença”
Fonte de pesquisa: DICIONÁRIO da Língua Brasileira de Sinais. Acessibilidade Brasil. Disponível em: https://www.ines.gov.br/ dicionario-de-libras/. Acesso em: 16 maio 2025.
e “tchau”. Se julgar pertinente, faça uma lista na lousa com palavras que considera relevantes e peça que aprendam algumas delas. Aproveite a oportunidade e promova um momento de interação entre os estudantes, possibilitando a eles que aprendam e ensinem palavras uns aos outros. Em sala de aula, organize uma roda de conversa para promover a reflexão sobre a importância da Libras como meio de comunicação e inclusão de pessoas com deficiência na sociedade.
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1. Quais meios de comunicação você e seus familiares costumam utilizar para se informar?
quais meios de comunicação se informam, como rádio, televisão, revistas e internet.
Na atualidade, os meios de comunicação desempenham importante papel na transmissão de informações sobre os acontecimentos locais, regionais e mundiais. Porém, devemos tomar alguns cuidados ao receber essas informações.
Em nosso dia a dia, recebemos diversas informações e notícias. No entanto, elas nem sempre representam os fatos como realmente aconteceram. Muitas vezes, somos apresentados a apenas um ponto de vista, que pode estar distorcido ou ser parcial, ou notícias com informações falsas, também conhecidas como fake news
Por isso, é muito importante pesquisarmos e consultarmos fontes variadas e confiáveis e até mesmo agências de checagem de notícias, que identificam se uma informação é verdadeira ou falsa.
2. Qual é o papel dos meios de comunicação na atualidade?
informações sobre os acontecimentos locais, regionais e mundiais.
Resposta: Eles transmitem comentem a prática de consultar informações e notícias que recebem no dia a dia.
3. Você tem o costume de verificar as informações compartilhadas pelos meios de comunicação?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes indiquem por Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes
4. De acordo com o cartaz a seguir, como podemos identificar uma informação falsa?

de Justiça para o combate às fake news em 2022.
4. Resposta: Verificando se a informação foi publicada em um portal conhecido e se foi assinada por alguém conhecido.
do Conselho Nacional de Justiça, alerte os estudantes a sempre conferir as informações disponíveis nos meios de comunicação, especialmente na internet. Comente que a disseminação de notícias falsas pode causar prejuízos econômicos, sociais e culturais, por isso é muito importante verificar as informações que consumimos em nosso cotidiano.
AVALIANDO
Objetivo
• Compreender a importância de verificar diversas fontes de informação.
• Retome a questão da importância de verificar diferentes fontes de informação com os estudantes. Para isso, apresente duas ou três fontes diferentes (jornais, revistas ou matérias em sites) que abordem o mesmo tema de maneiras diferentes. Orienteos a lêlas em voz alta e depois escrever um pequeno texto, identificando como cada uma das fontes abordou o assunto. Ao final da atividade, faça uma roda de conversa para debater as semelhanças e diferenças na maneira como as informações foram veiculadas em diferentes meios de comunicação.
• Na atividade 1, comente com os estudantes a diversidade de meios de comunicação disponíveis e incentiveos a compartilhar suas experiências, valorizando diferentes realidades e contextos regionais. Essa escuta ativa promove engajamento e participação, favorecendo o desenvolvimento do pensamento crítico.
• Ao debater sobre o papel dos meios de comunicação na atualidade, na atividade 2, comente que os profissionais do jornalismo prestam um importante papel à nossa sociedade, uma vez que publicam notícias, mantendo a população atualizada dos eventos, e contribuem para a fiscalização da administração pública. Dessa maneira, o jornalismo e a liberdade de imprensa devem ser valorizados, pois são importantes para a construção de uma sociedade justa e democrática.
• A atividade 3 favorece o desenvolvimento do pensamento crítico e autônomo, pois incentiva os estudantes a refletirem sobre os impactos da desinformação na vida cotidiana. Oriente a turma a levantar hipóteses a respeito dos prejuízos causados pela desinformação em situações como campanhas de vacinação ou emergências climáticas. Promova o pluralismo de ideias, acolhendo diferentes pontos de vista e incentivando o respeito às opiniões dos colegas.
• Na atividade 4, ao analisar o cartaz da campanha
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• A Competência geral 5 é contemplada ao incentivar o uso crítico, reflexivo e ético das tecnologias digitais de informação e comunicação.
1. Objetivo
• Reconhecer a diversidade de formas de escrita na Antiguidade.
Sugestão de intervenção
• Oriente os estudantes a analisarem a imagem para identificarem os hieróglifos. Se alguns apresentarem dificuldade nesta atividade, retome o conteúdo da página 87 e ajude-os a identificar qual sociedade utilizava essa escrita e suas características. Em seguida, solicite que refaçam a atividade.
2. Objetivo
• Conhecer formas variadas de comunicação, avaliando sua importância para os respectivos grupos.
Sugestão de intervenção
• Leve os estudantes a refletirem sobre a importância da comunicação inclusiva. Relembre-os de que a Libras promove a comunicação entre as pessoas surdas e as ouvintes. Espera-se que os estudantes apresentem argumentos que respeitem a inclusão social e promovam os direitos humanos, compreendendo que a Libras é um meio de inclusão social, política e cultural das pessoas surdas em nosso país. Se algum estudante apresentar dificuldade, peça-lhe que retome a leitura da página 92, promovendo a recuperação dos conhecimentos sobre a Libras. Em seguida, solicite que refaça a atividade.
3. Objetivo
• Identificar as principais características da escrita cuneiforme.
Sugestão de intervenção
1. Identifique o tipo de escrita que aparece na imagem e escreva um pequeno texto sobre ele.
1. Resposta: A escrita que aparece na imagem é a Escreva as respostas no caderno.
hieroglífica, criada pelos egípcios antigos. Espera-se que os estudantes contemplem em seus textos alguns aspectos da escrita hieroglífica abordados na unidade. pessoas surdas, mudas e ouvintes para se comunicar por meio de gestos e expressões. 2. b) Resposta pessoal.

2. Leia o texto a seguir e responda às questões.
Resposta
Relevo egípcio de cerca de 1 900 anos atrás.
A utilização da Língua de Sinais é uma forma de garantir a preservação da identidade das pessoas e comunidades surdas. Além disso, contribui para a valorização e [o] reconhecimento da cultura surda.
[...]
É por meio dessa língua que o surdo fará a interação na sociedade, construirá sua identidade e exercerá sua cidadania, sendo esta a forma mais expressiva de inclusão.
[...] a ) O que é a Língua Brasileira de Sinais (Libras)? b ) Em sua opinião, por que a Libras é importante?
A IMPORTÂNCIA da língua de sinais na educação. Senac Minas Gerais, 6 jan. 2020. Disponível em: https://www.mg.senac.br/Noticias/Paginas/a-importancia-da-lingua-de-sinais-na-educacao-.aspx. Acesso em: 23 maio 2025.
2. a) Resposta: É um meio legal de comunicação e expressão no Brasil, utilizado pelas
Espera-se que os estudantes expressem suas opiniões sobre a importância da Libras para a comunicação das pessoas surdas e para a inclusão.
• Acolha as diferentes formas de resposta dos estudantes, valorizando suas tentativas de recuperar o conteúdo estudado na unidade. Se apresentarem dificuldade, organize-os em duplas e retome o conteúdo da página 86, incentivando-os a consultar o material, reler trechos do texto e compartilhar o que compreenderam. Essa intervenção favorece a construção coletiva do conhecimento, promovendo a participação ativa e o respeito às ideias dos colegas.
3. A escrita cuneiforme foi uma das primeiras formas conhecidas de escrita, criada pelos sumérios há cerca de 6 mil anos. Era registrada em tabletes de argila com instrumentos pontiagudos. Espera-se que os estudantes retomem os conteúdos abordados na unidade para responderem à atividade.
3. Quais são as características da escrita cuneiforme? Como você chegou a essa conclusão?
4. Com base no que você estudou, escreva sobre a importância da tradição oral:
4. a) Resposta: Por meio da tradição oral, diferentes povos indígenas transmitem seus conhecimentos, saberes ancestrais e as histórias da
a ) para os povos indígenas.
3. Resposta e comentários nas orientações ao professor comunidade para as gerações mais jovens.
b ) para os povos africanos tradicionais.
5. Leia o texto a seguir.
4. b) Resposta: Entre diversos povos africanos, a tradição oral continua sendo de grande importância na transmissão e preservação da memória e dos conhecimentos da comunidade.
Recentemente, imagens de animais “fantásticos”, como a de um gato preto com manchas amarelas, viralizaram na internet. O mesmo aconteceu com o Papa Francisco vestindo um casacão branco. Sabe o que essas imagens têm em comum? O fato de serem falsas.
Criada por inteligência artificial, a imagem do Papa, por exemplo, ajudou a intensificar a polêmica sobre desinformação e fake news. Aqui no Brasil, o tema está sendo, inclusive, analisado por políticos no Congresso Nacional.
“A inteligência artificial, assim como várias outras tecnologias, nos traz muitas oportunidades, mas também desafios. É importante fazer uso responsável e consciente porque elas não estão livres de nos apresentar desinformação, discurso de ódio ou outros conteúdos inapropriados”, diz Daniela Machado [...].
[...]
IBELLI, Marcela; CABRAL, Maria Clara. Fake News: não caia nessa! Qualé, n. 65, maio 2023. p. 6-7.
Agora, escreva a alternativa correta de acordo com as informações do texto.
a ) As autoras afirmam que o gato preto com manchas amarelas era uma imagem verdadeira.
b ) Os políticos no Congresso Nacional estão analisando se o Papa Francisco realmente usou um casacão branco.
c ) As ferramentas tecnológicas, como a inteligência artificial, só trazem oportunidades e nenhum desafio.
d ) A imagem do gato preto com manchas amarelas e a do Papa Francisco com um casacão branco são falsas e causam desinformação.
5. Resposta: Alternativa d
comprova a veracidade da alternativa d. Essa reflexão é essencial para que aprendam a verificar informações com base em fontes confiáveis e a reconhecer conteúdos falsos. Por fim, proponha aos estudantes que discutam em duplas antes de responder, promovendo a troca de ideias e o acolhimento de diferentes pontos de vista.
ATIVIDADE EXTRA
• Para recuperar o aprendizado sobre a cultura oral, solicite aos estudantes que entrevistem algum de seus familiares, como pais e avós, sobre como eram as brincadeiras de infância no
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passado. Com a autorização dos entrevistados, oriente os estudantes a gravar ou registrar as entrevistas por escrito. Em sala de aula, promova uma roda de conversa para que compartilhem as informações com os colegas. Durante a apresentação, verifique se eles perceberam que foi possível conhecer várias histórias e brincadeiras por meio da oralidade. Ao final, peça-lhes que escolham uma das brincadeiras e a reproduza no pátio da escola. Promova um ambiente de respeito mútuo durante toda a atividade, de forma que todos participem da brincadeira.
4. Objetivo
• Reconhecer a importância da tradição oral para as comunidades indígenas e africanas tradicionais.
Sugestão de intervenção
• Se alguns estudantes não conseguirem desenvolver a atividade, peça-lhes que retomem a leitura em voz alta das páginas 81 a 83 e indiquem os elementos mais importantes. Entre os povos indígenas, as pessoas idosas são valorizadas por transmitirem os conhecimentos e valores de sua cultura aos membros mais jovens. Nas sociedades africanas, os griôs ocupam um lugar de destaque na transmissão das informações de geração em geração. Em seguida, eles devem refazer a atividade, recuperando os conhecimentos sobre a oralidade entre esses povos.
5. Objetivo
• Refletir sobre os impactos da circulação de informações falsas na internet.
• Oriente os estudantes a analisarem criticamente cada alternativa, identificando erros com base no texto lido. Esse tipo de exercício desenvolve a capacidade de interpretação e argumentação, além de incentivar o pensamento crítico diante de conteúdos que circulam na internet. Incentive-os a justificar por que as alternativas a, b e c estão incorretas e como o texto
• Compreender o conceito de marco de memória.
• Compreender o processo de produção dos marcos de memória.
• Discutir a presença e a ausência de diferentes grupos representados nos marcos de memória.
• Compreender que há conflitos em torno dos marcos de memória.
• Para iniciar o trabalho com esta unidade, peça aos estudantes que, em uma folha de papel sulfite, façam um desenho de um lugar do município ou da região que gostam de visitar ou em relação ao qual tenham lembranças afetivas, como um passeio com os familiares ou amigos no parque, na praça ou no teatro. Em seguida, organize uma roda de conversa para que eles reflitam sobre a relevância desses espaços para a memória individual. Para isso, peçalhes que apresentem aos colegas o desenho, explicando onde o espaço ilustrado está localizado e por que o escolheram. Durante as apresentações, verifique se eles perceberam que esses espaços são considerados marcos de memória individual, uma vez que foram escolhidos por conta de acontecimentos relevantes e lembranças afetivas. Aproveite para iniciar uma discussão crítica sobre o processo de escolha dos lugares de memória.

Fachada do Teatro Amazonas no município de Manaus, no Amazonas, em 2025.
• A análise das imagens e as atividades da abertura favorecem o desenvolvimento da Competência específica de História 3, pois os estudantes formularão hipóteses em relação a contextos históricos específicos, recorrendo à linguagem oral.
Respostas
1. Resposta pessoal. Esperase que os estudantes compartilhem os conhecimentos prévios sobre o monumento retratado.
• Os temas desta unidade possibilitam o desenvolvimento da habilidade EF05HI07, pois os estudantes identificarão os processos de produção, hierarquização e difusão dos marcos de memória e discutirão a presença e a ausência de diferentes grupos sociais na nomeação desses marcos.
2. Resposta pessoal. Esperase que os estudantes comentem que alguns monumentos representam sujeitos históricos e acontecimentos relacionados à história do município.
3. Resposta pessoal. O objetivo da atividade é explorar a realidade próxima dos estudantes. Eles podem identificar monumentos e patrimônios relacionados aos acontecimentos ou sujeitos históricos do município onde vivem.
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1 a 3. Respostas e comentários nas orientações ao professor
Você conhece o monumento retratado na fotografia?
Você sabe qual é a relação entre os monumentos e a história do município? Comente com os colegas.
Você conhece algum monumento histórico no município onde vive? 1. 2.
3.
• Na atividade 3, incentive os estudantes a refletirem sobre os espaços de memória do município ou da região onde vivem, como praças, igrejas, estátuas, museus e sítios arqueológicos. Pergunte aos estudantes quais monumentos históricos eles conhecem. Durante as respostas, anote na lousa os monumentos que eles indicaram e motiveos a pesquisar sobre os monumentos, identificando quando foram construídos, quem os construiu e as memórias de quais grupos sociais são preservadas. Com os resultados das pesquisas,
motiveos a elaborar um roteiro de monumentos históricos do município, com imagens e textos. Se julgar pertinente, ajudeos a fazer cópias do roteiro e a compartilhar com os familiares e a comunidade escolar, incentivando todos a conhecerem e valorizarem esses espaços.
SILVA, Luiz Carlos Braga da. Potencial turístico no entorno do Teatro Amazonas: caminhos e lugares de linguagens
• A respeito do Teatro Amazonas, localizado no município de Manaus, no Amazonas, comente com os estudantes que é um dos principais símbolos arquitetônicos do Brasil e representa um importante patrimônio histórico e cultural da Região Norte. Ele foi construído no fim do século XIX, durante o ciclo da borracha, período de crescimento econômico na Amazônia, em que a exportação da borracha para a Europa e os Estados Unidos trouxe riqueza para a elite local. A construção do teatro teve influência da arquitetura europeia, com materiais importados, como mármore italiano e ferro inglês. Aproveite a atividade 1 para retomar com os estudantes o tema do ciclo da borracha, abordado anteriormente, e contextualizar a construção do Teatro Amazonas nesse processo histórico.
• A atividade 2 favorece o desenvolvimento do pensamento crítico e a valorização da história local. Oriente os estudantes a observarem os monumentos como objetos que preservam memórias, identidades e acontecimentos significativos para determinados grupos sociais. Motive o diálogo entre eles, promovendo um ambiente acolhedor e respeitoso, no qual diferentes pontos de vista sobre o passado e sua representação no espaço público possam ser debatidos.
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artístico culturais. 2021. Dissertação (Mestrado em Ciências Humanas) –Programa de PósGraduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, Universidade do Estado do Amazonas, Manaus. O autor apresenta os pontos turísticos localizados ao redor do Teatro Amazonas, destacando esses lugares como um conjunto de elementos relevantes que contribuem para a compreensão da história do município de Manaus.
• A atividade 1 motiva a reflexão sobre o papel da memória na construção das identidades pessoais e coletivas. Promova um ambiente acolhedor e respeitoso, incentivando que todos verbalizem o raciocínio e dialoguem com base nas diferentes opiniões. Aproveite a oportunidade para destacar que a memória sobre determinados acontecimentos não é igual para todos, pois as pessoas ou os grupos sociais podem viver, registrar e preservar lembranças de maneiras distintas, o que torna o debate sobre a memória plural e diversificado. Essa abordagem incentiva o pluralismo de ideias e a prática do respeito às diferenças.
• Na atividade 3, promova um ambiente acolhedor, no qual todos se sintam confortáveis para relatar suas vivências. Essa troca favorece a valorização da memória individual, ao mesmo tempo que ajuda a compreender como diferentes pessoas atribuem significados variados aos acontecimentos da vida. Se possível, proponha uma atividade complementar, como a montagem de um mural da memória com desenhos, colagens ou relatos de acontecimentos significativos para cada estudante.
• Ressalte aos estudantes que, além da memória individual, há a memória coletiva, referente aos eventos políticos, sociais e culturais reconhecidos e compartilhados entre os membros de determinada comunidade. Essas memórias, em geral, referemse a lembranças de acontecimentos ou de personalidades consideradas relevantes para o grupo, que preservam essas memórias por meio de comemoração de festas populares, celebração de feriados municipais ou nacionais, tombamentos de monumentos e
1. Resposta pessoal. Os objetivos da atividade são explorar o conhecimento prévio dos estudantes sobre o conceito de memória e promover o debate
de ideias sobre o papel da memória para a sociedade. Eles podem responder que a memória preserva fatos e acontecimentos do passado.
1. Em sua opinião, qual é a importância da memória para a sociedade?
A memória é a capacidade de uma pessoa em preservar suas lembranças ao longo do tempo. É comum guardarmos recordações de acontecimentos importantes de nossa vida, como a comemoração de uma festividade familiar, uma viagem no fim do ano ou o primeiro dia de aula. Algumas maneiras de preservar essas lembranças são por meio de objetos, cartas e fotografias.
Ao longo da vida, podemos guardar objetos ligados às lembranças que consideramos importantes, aos lugares que visitamos, a pessoas que conhecemos e a acontecimentos que presenciamos, como a organização de um projeto escolar. Tais registros ajudam a preservar nossa memória individual, permitindo lembrar desses fatos anos depois de ocorridos.
2. Qual é a importância de preservar registros da memória individual?
3. Você costuma guardar objetos e fotografias de sua vida? Comente com os colegas.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem a prática de preservar as memórias individuais.

Ilustração que representa menina observando uma fotografia.
2. Resposta: A preservação dos registros de memória individual é importante para nos lembrarmos de acontecimentos mesmo depois de anos.
estátuas, construção de museus ou indicação e nomeação de logradouros.
BOSI, Ecléa. Memória e Sociedade: lembranças de velhos. São Paulo: Companhia das Letras, 2023.
Nessa obra, a autora reúne relatos de pessoas idosas e destaca a relevância das memórias individuais para compreender o cotidiano e as relações sociais entre os indivíduos,
evidenciando histórias pessoais sobre o trabalho, momentos de lazer, modos de fazer e o dia a dia na escola, por exemplo.
BNCC
• O tema favorece o desenvolvimento da Competência específica de História 4, pois permite a identificação de diferentes interpretações que expressam a visão de múltiplos sujeitos, povos e culturas sobre o mesmo contexto histórico.
Além da memória individual, há a memória coletiva, referente às lembranças de um grupo social ou uma comunidade. Em geral, estátuas, nome de ruas, praças, monumentos e datas comemorativas são considerados marcos de memória, pois representam fatos e acontecimentos importantes.
Em geral, o nome desses espaços homenageia personalidades ou acontecimentos considerados relevantes para as pessoas da comunidade ou para um grupo social.

4. Com a ajuda do professor, faça uma pesquisa sobre um marco de memória de seu município. Para isso, siga as instruções:
• escolha uma rua, uma estátua, um museu ou um edifício público;
• pesquise quem é o sujeito histórico, o grupo social ou o acontecimento registrado no marco de memória;
• desenhe o marco de memória em uma folha de papel sulfite;
• em sala de aula, compartilhe a sua pesquisa com os colegas.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem alguns marcos históricos do município onde vivem, destacando os grupos sociais representados e seus significados.
exposição com os desenhos e as informações pesquisadas pelos estudantes. Para garantir a participação ativa de estudantes com necessidades educacionais específicas, simplifique as instruções em etapas curtas e ofereça um modelo de roteiro de pesquisa com perguntas orientadoras simples. Em outros casos, ofereça modelos táteis, com relevo, papel lixa ou EVA, para que eles produzam representações em 3D e proporcione que a apresentação do trabalho seja oral, em áudio gravado ou vídeo, conforme as possibilidades do estudante.
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• Em sala de aula e com o auxílio dos estudantes, faça um quadro na lousa e solicite que eles preencham os campos com a descrição adequada para os seguintes conceitos: Memória individual e Memória coletiva. Caso os estudantes tenham dificuldade, orienteos a retomar o livro para encontrar as respostas.
• A respeito do Largo da Gente Sergipana, comente com os estudantes que se trata de um conjunto de esculturas que homenageia personalidades do folclore e da cultura popular sergipana, como o vaqueiro, o mestre de capoeira e a rezadeira, destacando a identidade cultural do povo sergipano. O monumento é um exemplo significativo de como o espaço público pode valorizar os saberes e as práticas de diferentes grupos sociais. Por fim, verifique se os estudantes perceberam que esse monumento é um importante marco de memória, pois celebra personagens históricos relevantes para a cultura sergipana. • Na atividade 4 , ofereça subsídios para que os estu dantes identifiquem os marcos de memória do município. Promova um debate sobre os sujeitos históricos, grupos sociais e acontecimentos que costumam ser homenageados nos marcos de memória do município. Durante a atividade, faça algumas intervenções, perguntando: “Quais personalidades ou grupos são frequentemente representados?”; “Há sujeitos históricos que foram deixados de fora?”. Motiveos a refletir sobre possíveis ausências de indígenas, afro brasileiros, mulheres ou outras maiorias minoritárias que fazem parte do município. Ao final da atividade, organize uma
• Explique aos estudantes que os marcos de memória são espaços de disputa entre os diferentes grupos sociais, povos e culturas que fazem parte de um município ou uma região. Em geral, o processo de escolha leva em consideração os interesses de grupos que buscam homenagear determinadas personalidades e eventos, selecionando as memórias a serem celebradas. Nesse processo, muitas histórias, memórias, sujeitos históricos e grupos sociais são silenciados do processo de construção da identidade cultural e histórica local. Sendo assim, ao abordar o tema, motive os estudantes a refletirem sobre o processo de escolha das narrativas produzidas pelos marcos de memória. Para ampliar o debate sobre o tema, leia o texto a seguir.
[...]
Dessa forma, sendo parte de um universo de representações sociais os campos da memória e do patrimônio cultural estão suscetíveis a disputas, sejam elas políticas, econômicas ou simbólicas que visam fazer lembrar determinados períodos ou personagens do passado efetivando escolhas sobre o que pode ou deve ser reconhecido como expressão material ou imaterial do patrimônio cultural de uma dada cidade, região, estado ou país. São resultados de processos de construção social, de usos, ativações e disputas ideológicas por legitimação que tem como pano de fundo um passado a ser ativado no presente. São campos em processo de litígio que vão sendo acionados e representados conforme interesses de grupos e que variam de acordo com épocas e espaços.
[...]
VITOR, Amilcar Guidolim. Os campos de memória e do patrimônio cultural: disputas, narrativas e representações. Revista de Estudos Interdisciplinares, v. 2, n. 4, jul./ago. 2020. p. 56.
Em geral, a análise e a escolha de marcos de memória, como o nome de uma rua ou praça ou a aprovação para a construção de um novo monumento, são atos coletivos que envolvem o debate entre os membros da sociedade e as autoridades políticas.
Para a escolha dos marcos de memória, algumas regras precisam ser seguidas. No Brasil, por exemplo, é proibido atribuir e homenagear qualquer espaço público com o nome de pessoas vivas ou que tenham explorado o trabalho de pessoas escravizadas.
Os grupos sociais, acontecimentos e sujeitos históricos escolhidos se tornam marcos históricos, considerados importantes registros para a história da sociedade. Um dos eventos históricos que nomeia vários marcos de memória no Brasil é a Proclamação da República, de 1889. No país, há ruas, praças e museus em homenagem a esse acontecimento.

Em geral, nomear os espaços públicos com base em eventos ou sujeitos históricos simboliza a construção de uma narrativa, voltada para celebrar a memória coletiva.
BNCC
• A abordagem deste tema promove o desenvolvimento das Competências específicas de História 1 e 4, pois permite a compreensão de relações de poder, de acontecimentos históricos e de transformação ou manutenção das estruturas políticas e sociais ao longo do tempo e a identificação de pontos de vista de diferentes sujeitos sobre um mesmo contexto histórico. Além disso, o tema favorece o trabalho com a Competência geral 1, ao promover a compreensão de que os marcos de memória são construções sociais que expressam interpretações do passado.
Monumentos em homenagem ao líder quilombola Zumbi dos Palmares (1655-1695), por exemplo, se tornaram marcos de memória, celebrando a resistência da população afrodescendente e a luta contra o racismo na atualidade.
Zumbi foi a principal liderança do maior quilombo brasileiro do Período Colonial, o Quilombo dos Palmares, lugar onde as pessoas escravizadas fugidas buscavam abrigo.
O Quilombo dos Palmares situava-se no atual estado de Alagoas e chegou a ter milhares de moradores, tornando-se um símbolo de resistência à escravidão. Em 1695, o quilombo foi destruído, mas a memória desse lugar de resistência à escravidão continuou inspirando muitos brasileiros, ao longo dos séculos, na luta pelos direitos dos afrodescendentes.
Zumbi dos Palmares, de Márcia Magno. Escultura em bronze, 2,20 m de altura. 2008. Escultura instalada na Praça da Sé, no Centro Histórico de Salvador, na Bahia. Fotografia de 2024.

Agora, responda à questão a seguir.
1. Por que Zumbi dos Palmares é considerado um importante sujeito histórico?
1. Resposta: Porque ele liderou um dos maiores quilombos do Brasil Colônia, considerado um símbolo de resistência à escravidão.
Porém, apesar da importância desse sujeito histórico, ele e outras personalidades afrodescendentes e indígenas, assim como mulheres, ainda são pouco representados nos marcos históricos dos municípios.
1. Com a ajuda do professor, produza uma planta do bairro da escola identificando os sujeitos históricos, acontecimentos e grupos sociais homenageados em nome de ruas, praças e monumentos.
1. Resposta: Espera-se que os estudantes identifiquem as presenças, as ausências e os silenciamentos de maiorias minoritárias nos marcos históricos do bairro da escola.
• A atividade 1 promove a articulação com o componente curricular de Geografia, pois permite aos estudantes produzirem as próprias representações cartográficas, identificando os marcos de memória, como ruas, praças, estátuas e placas do bairro da escola. Para a realização da atividade, com o auxílio do professor do componente, planeje um trabalho de campo com a turma. Nesse caso, é necessário solicitar autorização dos pais ou responsáveis; orientar o uso de protetor solar, repelente, boné ou chapéu e roupas adequadas; redobrar os cuidados com o trânsito, estabelecendo rotas se
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guras de caminhada; e registrar os elementos observados por meio de desenhos ou anotações. Caso o passeio não seja viável, sugerese o uso de programas de imagens tiradas de satélite, que podem ser consultadas junto aos estudantes para localizar os monumentos próximos à escola. Oriente os estudantes a identificarem o nome das ruas e praças, verificarem quem são os sujeitos históricos representados e qual é o papel deles na história do município e refletirem sobre quais grupos sociais estão ausentes ou pouco representados, como mulheres, indígenas e afrodescendentes.
• Para realizar a atividade 1 do boxe complementar, comente com os estudantes que Zumbi nasceu livre, em 1655, mas foi sequestrado quando era criança. Aos 15 anos de idade, fugiu para o Quilombo dos Palmares, onde iniciou sua trajetória de luta e de resistência contra a escravidão. Ele foi morto em 20 de novembro de 1695 e, por isso, celebrase nessa data o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. Explique aos estu dantes que ele é considerado um símbolo da resistência à escravidão e da luta contra o racismo na atualidade. Aproveite a oportunidade e promova o debate sobre a ausência de representatividade de alguns grupos sociais e sujeitos históricos nos marcos de memória dos municípios. Para isso, leia o trecho a seguir.
[...]
Mulheres, negros e indígenas estão certos ao reclamar por não se verem representados nos monumentos dos espaços públicos da cidade. Desde que surgiram, e isso em qualquer parte do mundo ocidental, essas obras foram pensadas de maneira autoritária e excludente, visando impor a visão de mundo de determinados grupos privilegiados. [...]
SALVADORI, Fausto. Um problema monumental. Apartes, 13 dez. 2021. Disponível em: https://www.saopaulo.sp.leg.br/ apartes/umproblema monumental/. Acesso em: 20 maio 2025.
• O conteúdo apresentado permite abordar com os estudantes a relevância da celebração de datas comemorativas como um instrumento de memória e identidade coletiva, valorizando determinados sujeitos históricos e grupos sociais. Pergunte aos estudantes por que o Dia dos Povos Indígenas pode ser considerado uma data importante. Caso tenham dúvida, explique que essa comemoração busca reconhecer a pluralidade das culturas indígenas no Brasil, bem como denunciar os preconceitos e as violações que ainda persistem. Explique à turma que até 2022 essa data era conhecida pela nomenclatura “Dia do Índio”, sendo alterada por meio da Lei nº 14.402/2022, fato legal que representa um avanço político, pois reconhece a diversidade dos mais de trezentos povos indígenas existentes no Brasil, com culturas, línguas, histórias e organizações sociais distintas.
Homenagear grupos sociais, sujeitos históricos e acontecimentos no calendário nacional ou regional também é uma maneira de produzir marcos históricos. Em geral, a escolha dos homenageados contribui para a construção de uma identidade nacional.
No dia 19 de abril, por exemplo, é comemorado o Dia dos Povos Indígenas. Além de celebrar a diversidade cultural e as contribuições desses povos para a sociedade, o dia marca a resistência e a luta dos povos originários pelos seus direitos na atualidade. Sobre o tema, leia o texto a seguir.
[...]
Em 19 de abril, comemoramos o Dia dos Povos Indígenas, data estabelecida para celebrar a diversidade de culturas dos povos indígenas brasileiros; implementar políticas públicas que garantam os direitos dos povos originários; combater preconceitos contra esses povos; promover reflexões sobre a importância desses povos, destacando sua relevância para a proteção e preservação ambiental.
[...]
Esses povos possuem um grande e valiosíssimo conhecimento sobre os ecossistemas onde vivem, tendo desenvolvido uma profunda conexão com a terra, as plantas e os animais, ao longo de milhares de anos, vivendo em harmonia com o meio ambiente. [...]
SCABIN, Denise. 19 de abril – Dia dos Povos Indígenas. Portal de Educação Ambiental, 19 abr. 2025. Disponível em: https://semil.sp.gov.br/educacaoambiental/2025/04/19-de-abril-dia-dos-povos-indigenas/. Acesso em: 21 maio 2025.

• Converse com os estudantes sobre a importância de valorizar e identificar marcos de memória que representem a pluralidade de povos e culturas que fazem parte da sociedade brasileira e promova um sarau cultural. Para isso, organize a turma em duplas e peça aos estudantes que façam uma pesquisa na sala de informática ou na biblioteca da escola identificando personalidades, eventos históricos e festividades de indígenas e afrobrasileiros. Aproveite a oportunidade e adapte a atividade para contemplar sujeitos históricos, povos e culturas que fazem parte do município ou da região. Para garantir o uso pedagógico da tecnologia, oriente os estudantes a pesquisarem em sites confiáveis, como instituições governamentais, educacionais e de divulgação científica. Com a pesquisa realizada, solicite que cada dupla escreva um texto informativo, um poema ou faça uma ilustração enfatizando a importância do objeto de pesquisa como um marco de memória. Caso o elemento escolhido para a pesquisa não seja um marco histórico, oriente os estudantes a escreverem um texto indicando os motivos pelos quais ele deveria ser considerado um. Durante as apresentações, motive os estudantes a interagirem com os colegas, fazendo perguntas e comentários nos momentos apropriados.
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Os museus também são marcos de memória. Em geral, profissionais conhecidos como curadores são responsáveis por escolher e preservar as peças que compõem o acervo do museu, como pinturas, esculturas, objetos pessoais, móveis, cartas e livros que ficarão em exposição para o público. Essa escolha constrói uma narrativa do que é considerado importante sobre a história de determinado grupo social ou localidade.
O acervo do Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos (Muquifu), em Belo Horizonte, é formado por objetos dos moradores da comunidade, os quais narram as próprias histórias e valorizam a herança cultural africana e quilombola.
2. Resposta: Porque os museus constroem narrativas de acontecimentos, sujeitos históricos

Peças do acervo do Muquifu no município de Belo Horizonte, em Minas Gerais, em 2014.
ou grupos sociais por meio de seus acervos. Os estudantes podem responder a esta questão com base no conteúdo abordado na página.
2. De acordo com o que você estudou, por que os museus são considerados marcos de memória? Onde foi possível encontrar a resposta?
3. Com a ajuda do professor, realize uma visita guiada ao acervo de um museu, centro de cultura ou centro de documentação do município ou da região onde você mora. Para isso, siga as instruções:
• escolha três objetos ou documentos do acervo digital;
• leia a descrição de cada um;
• anote as informações que considerar importantes;
• na sala de aula, compartilhe com os colegas o resultado da visita guiada.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes interajam com os objetos, documentos e artefatos de museus, centros culturais ou centros de documentações, identificando quais histórias e memórias estão sendo preservadas.
• Na atividade 2, caso os estudantes tenham dificuldade, explique que, ao organizarem os objetos em exposições, os museus constroem uma narrativa sobre o passado, destacando o que se considera importante preservar para as futuras gerações. Engaje os estudantes convidandoos a refletir sobre quais objetos cotidianos eles consideram importantes para a construção da memória individual. Acolha diferentes percepções sobre o valor dos acervos apresentados, incentivando o diálogo entre as experiências individuais e os conteúdos históricos.
• Para a visita guiada, oriente os estudantes a localizarem museus, centros culturais e centros de documentação do município. Em seguida, entre em contato com o responsável pelo espaço e agende a visita. Junto à coordenação pedagógica, peça a solicitação de liberação para os familiares e responsáveis, recomendando o uso de protetor solar, repelente e roupas confortáveis. Durante a visita, peça aos estudantes que escutem com atenção a explicação e anotem as informações que considerarem relevantes. Em sala de aula, promova uma roda de conversa para que
• O Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos (Muquifu) é considerado uma referência em museologia social no Brasil. Criado em 2013, o museu reúne objetos do cotidiano dos moradores de comunidades urbanas, especialmente quilombolas. O acervo é composto de itens que contam histórias pessoais e coletivas, ressignificando o espaço museal como lugar de resistência, memória e identidade afrobrasileira e periférica. Sobre a museologia social, leia o trecho a seguir.
[...]
A museologia social [...] está comprometida com a redução das injustiças e desigualdades sociais; com o combate aos preconceitos; com a melhoria da qualidade de vida coletiva; com o fortalecimento da dignidade e da coesão social; com a utilização do poder da memória, do patrimônio e do museu a favor das comunidades populares, dos povos indígenas e quilombolas, dos movimentos sociais [...].
CHAGAS, Mario; GOUVEIA, Inês. Museologia social: reflexões e práticas (à guisa de apresentação). Cadernos do CEOM, ano 27, n. 41, 2014, p. 17. Disponível em: https:// bell.unochapeco.edu.br/revistas/ index.php/rcc/article/view/2592. Acesso em: 6 jun. 2025.
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compartilhem suas impressões. Verifique se eles perceberam quais sujeitos e grupos sociais têm suas memórias preservadas nesses espaços.
• Explique aos estudantes que, por muitos anos, apenas datas, eventos e figuras emblemáticas do passado, como políticos, generais, guerras e conflitos, eram escolhidos como marcos de memória. Essas escolhas contribuíram para a narra tiva de uma história que valorizava determinadas pessoas e acontecimentos ligados à história oficial dos grupos que estiveram no poder. Comente com os estudantes que essa tendência tem se transformado nos últimos anos, visto que os historiadores passaram a levar em consideração a pluralidade de pontos de vista e o papel desempenhado por diferentes sujeitos históricos e grupos sociais, especialmente aqueles que tiveram suas histórias apagadas pela escrita da História. Por isso, em alguns municípios, os marcos de memória passaram a relembrar e a homenagear mulheres, afrobrasileiros e indígenas.
• Na atividade 1, motive os estudantes a pesquisarem na biblioteca da escola quem foi dom Pedro I (17981834) e a refletirem sobre os motivos pelos quais os políticos do século XIX o escolheram para ser homenageado com uma estátua no município do Rio de Janeiro.
Os marcos de memória ajudam a formar o sentimento de identidade entre as pessoas, criando mais vínculos entre seus membros, que passam a encontrar pontos em comum entre suas histórias de vida.
Identidade
Conjunto de elementos ligados às características de um grupo, compartilhados entre os seus membros, que permite a eles perceber semelhanças entre si. Entre os principais elementos de identidade estão a língua, a cultura, a história, a memória e os usos do espaço.
Há diferentes tipos de marcos de memória que celebram elementos distintos da história de um povo. Alguns marcos representam os grupos que estão no poder em diferentes períodos da história, baseando-se no passado para valorizar os grupos dominantes ou os seus interesses.

Inauguração do monumento em homenagem a dom Pedro I (1798-1834), imperador do Brasil entre 1822 e 1831, no município do Rio de Janeiro, em 1862.
Os principais exemplos desses marcos são as ruas, os monumentos e as estátuas com nomes de políticos e governantes, que celebram a memória daqueles que estiveram no poder. Durante muitos anos, esse foi o principal tipo de marco de memória no Brasil.
1. Quem está sendo homenageado no monumento retratado na imagem? Como você chegou a essa conclusão?
1. Resposta: Dom Pedro I, imperador do Brasil entre 1822 e 1831. Espera-se que os estudantes leiam a legenda para responder à questão.
ADICHE, Chimamanda Ngozi. O perigo de uma história única. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Nessa obra, a autora nigeriana promove uma reflexão sobre a produção de narrativas históricas estereotipadas e a importância da construção de novas histórias que empoderam, humanizam e valorizam diversos povos e culturas até então desprezados ou marginalizados nas narrativas históricas.
• Este tema favorece o desenvolvimento da habilidade EF05HI07, uma vez que aborda a presença de determinados grupos sociais nos marcos históricos e promove a reflexão sobre a ausência de outros.
Porém, nos últimos anos, a luta de grupos sociais, como indígenas, negros e mulheres, possibilitou que outros sujeitos históricos fossem representados nos marcos históricos. Foi o caso do surgimento de ruas como a Rua 20 de Novembro, em comemoração ao Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, e a Rua Bertha Lutz, em homenagem a uma das primeiras mulheres do movimento feminista brasileiro, além do Parque Memorial Quilombo dos Palmares, em Alagoas, em memória da resistência contra a escravidão.
Em 2022, a estátua de Carolina Maria de Jesus (1914-1977) foi inaugurada no município de São Paulo. Além de representar uma personalidade negra, a estátua também foi esculpida por uma artista negra, Néia Ferreira Martins (1964-).

Estátua em homenagem a Carolina Maria de Jesus no município de São Paulo, em 2025.
Outro exemplo de personalidade negra homenageada em um marco histórico é a bailarina e coreógrafa brasileira Mercedes Baptista (1921-2014). Ela foi a criadora do balé afro-brasileiro, um estilo de dança que unia o balé clássico com passos e movimentos das danças africanas e afro-brasileiras.

Estátua em homenagem a Mercedes Baptista, feita por Mario Pitanguy em 2016. A estátua foi instalada no município do Rio de Janeiro. Fotografia de 2021.
2. Com o auxílio do professor, pesquise a história de Carolina Maria de Jesus e escreva um texto explicando por que ela foi homenageada.
2. Resposta: Espera-se que os estudantes pesquisem a biografia de Carolina Maria de Jesus e percebam que ela foi uma escritora brasileira, reconhecida internacionalmente.
de conversa motivando os estudantes a compartilharem os resultados da pesquisa e, com base nessas informações, refletirem sobre a importância dessa personalidade e os motivos pelos quais foi homenageada. Para acolher os diferentes ritmos de aprendizagem e promover a acessibilidade de estudantes com necessidades educacionais específicas, ofereça textos adaptados com linguagem simples, imagens ilustrativas e apoio de leitura guiada e utilize recursos de leitura em voz alta, audiolivros ou softwares leitores de tela. Em outros casos, forneça ma
teriais escritos e, se possível, vídeos com tradução em Libras.
ATIVIDADE EXTRA
• Promova uma atividade prática para identificar possíveis nomes de logradouros municipais que foram trocados ao longo do tempo. Para isso, oriente os estudantes a localizarem esses logradouros perguntando aos familiares. Na sala de aula, peçalhes que compartilhem o antigo e o novo nome. Em seguida, ajudeos a pesquisar o motivo pelo qual esse logradouro mudou de nome. Proponha aos
• Carolina Maria de Jesus (19141977) foi uma escritora brasileira nascida no município de Sacramento, em Minas Gerais. Ela viveu parte de sua vida em uma comunidade na zona norte do município de São Paulo, onde registrou os eventos do dia a dia em cadernos, destacando as dificuldades da vida e a desigualdade social enfrentada por ela e outras mulheres afrobrasileiras e pobres. Seu livro mais conhecido, Quarto de despejo: diário de uma favelada (1960), foi traduzido em mais de quarenta países, incluindo Estados Unidos, França, Alemanha, Itália e Japão. A obra teve grande repercussão nacional e internacional, tornando Carolina uma das primeiras escritoras afro brasileiras a ganhar notoriedade fora do país. Sobre Mercedes Baptista (19212014), comente que ela foi responsável pela criação do balé afrobrasileiro, inspirado nas religiões de matriz africana. Ela também foi a primeira mulher negra a integrar o grupo de balé do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
• Na atividade 2, os estudantes serão incentivados a fazerem uma pesquisa biográfica. Organize uma visita à sala de informática ou à biblioteca da escola e oriente os estudantes a identificarem aspectos da vida e da obra de Carolina Maria de Jesus. Em seguida, promova uma roda
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estudantes uma roda de conversa para a socialização dos resultados e para refletirem sobre os motivos para a mudança de nome de um marco de memória. No final da atividade, eles podem compartilhar os resultados da pesquisa com a comunidade escolar, elaborando uma lista com os marcos de memória do município que tiveram o nome alterado.
• Explique aos estudantes que a hierarquização dos marcos de memória também depende da importância que eles têm para grupos distintos da sociedade e que determinados marcos de memória são significativos para um pequeno grupo, enquanto outros são importantes para uma diversidade de grupos. Explore as imagens da página, perguntando: “O que está representado em cada fotografia?”; “Quem são os sujeitos históricos envolvidos?”; “Em que região do Brasil esses eventos acontecem?”; “O que esses registros visuais representam sobre a memória de grupos sociais específicos, como indígenas e quilombolas?”. Essas intervenções contribuem para o engajamento dos estudantes, incentivando o exercício da escuta ativa, da observação crítica e do diálogo.
• Sobre a HukaHuka, comente com os estudantes que é uma prática cultural de alguns povos indígenas que habitam o estado de Mato Grosso. De acordo com a tradição, a Huka Huka começou no início dos tempos, quando os peixes viviam como seres humanos e os donos do mundo eram o Sol, a Lua e Mavutsini. A respeito do Grupo Reisado Mirim, comente que é uma manifestação cultural comumente praticada na Região Nordeste, envolvendo a preservação e a transmissão de danças e folguedos.
Os marcos de memória têm abrangências diferentes. Alguns deles simbolizam elementos característicos da história local ou são celebrados por determinados grupos de uma sociedade, como os descendentes de imigrantes de uma nação, as mulheres, os povos indígenas ou as comunidades quilombolas.

Desfile de guerreiros indígenas que disputam a luta marcial Huka-Huka durante cerimônia do Kuarup, no Parque Indígena do Xingu, município de Querência, em Mato Grosso, em 2021.

Além disso, há os marcos de memória comemorados por uma nação, como é o caso de feriados e festividades nacionais. Por exemplo, Tiradentes (21 de abril), Independência do Brasil (7 de setembro) e Proclamação da República (15 de novembro).
Objetivo
• Avaliar a compreensão dos estudantes sobre a abrangência dos marcos de memória.
Sugestão de intervenção
• Organize uma roda de conversa e pergunte aos estudantes sobre comemorações do município, como festas de imigrantes e celebrações indígenas ou afrobrasileiras. Depois, questioneos
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sobre comemorações realizadas tanto na região onde vivem quanto em outras regiões do Brasil, como o Carnaval ou a Páscoa. Sempre que os estudantes citarem uma comemoração, pergunte qual é sua abrangência, se ela está restrita a uma região específica ou se é comemorada e celebrada em diferentes regiões do Brasil.
Existem também marcos de memória que são comemorados em nível estadual, tal como o Dia da Batalha do Jenipapo, celebrado no Piauí em 13 de março, e o Dia da Independência do Brasil na Bahia, celebrado em 2 de julho.

O contexto dessas datas comemorativas estaduais está relacionado com 7 de setembro de 1822. Nesse dia, o príncipe Pedro de Alcântara (1798-1834), futuro imperador dom Pedro I, proclamou a independência do Brasil com relação a Portugal.
Porém, essa proclamação não foi aceita de imediato e teve início uma série de conflitos entre tropas brasileiras e tropas portuguesas em diferentes lugares do Brasil, como nos atuais estados de Maranhão, Piauí, Pará e Bahia.
No Piauí, o conflito mais conhecido é a Batalha do Jenipapo, em 13 de março de 1823, no qual piauienses, cearenses e maranhenses lutaram para conter o avanço das tropas portuguesas na região.

do processo de independência brasileiro. Apesar de terem perdido, os brasileiros conseguem debandar levando os suprimentos de guerra portugueses, e com isso os enfraquecem.
[...]
BATALHA do Jenipapo. Impressões Rebeldes, 11 maio 2022. Disponível em: https://www.historia.uff.br/ impressoesrebeldes/revolta/batalhadojenipapo/. Acesso em: 26 ago. 2025.
ATIVIDADE EXTRA
• Para recuperar o aprendizado sobre os sujeitos históricos que participaram dos conflitos
Bandeira do estado do Piauí, com a data de 13 de março de 1823.
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pela independência, motive os estudantes a produzirem cartazes destacando o protagonismo desses sujeitos. Para isso, organize a turma em grupos e peça aos estudantes que escolham uma das personalidades apresentadas no livro, como Joanna Angélica (17611822), Maria Quitéria de Jesus (17921853) e Maria Felipa de Oliveira (séculos 1819). Em seguida, leveos à biblioteca ou à sala de informática e orienteos a pesquisar a vida desses sujeitos históricos e o papel desempenhado por eles na luta pela independência. Após a produção dos cartazes, peçalhes que compartilhem o resultado com os colegas.
• Explique aos estudantes que, após a Proclamação da Independência, em 1822, ocorreram vários conflitos entre brasileiros e portugueses que resistiam à independência do Brasil. Entre os brasileiros combatentes estavam escravizados, indígenas e marisqueiros. Uma das batalhas mais conhecidas desse processo foi a Batalha do Jenipapo. A respeito dela, leia o trecho a seguir.
[...]
No Piauí, a Junta prólusitana foi criada em 7 de abril de 1822, e seu governador das armas era João José da Cunha Fidié, português experiente que havia lutado nas guerras napoleônicas. Ao longo da província, no entanto, algumas vilas foram contra o processo, como Parnaíba, Campo Maior e até uma parte da capital Oeiras. No dia 19 de outubro de 1822, pouco mais de um mês após o Grito do Ipiranga dado pelo novo Imperador Dom Pedro I, Parnaíba declara adesão ao movimento de independência. Fidié vai com suas tropas para lá conter o movimento rebelde mas acaba recebendo a notícia de que Oeiras também se encontra em polvorosa. No caminho de volta, é surpreendido por uma coluna de brasileiros às margens do Rio Jenipapo, em Campo Maior. No dia 13 de março de 1823 ocorre a Batalha do Jenipapo, que configura um dos momentos mais importantes
• Comente com os estudantes que, além dos soldados, indígenas, escravizados e marisqueiros, as mulheres tiveram um papel importante na resistência e nos combates pela independência do Brasil. Ao longo dos anos, a memória dessas mulheres foi celebrada em diferentes marcos de memória. A respeito da escultura que homenageia a marisqueira Maria Felipa, leia o relato da escultora Nádia Taquary.
[...]
Para Nádia, produzir a escultura foi uma grande felicidade: “Me juntar à fala de muitos para falar dela é muito importante, precisamos saber quem é essa Maria que vive a 200 anos. Produzir o monumento foi um grande presente pra minha vida como artista e mulher, me senti muito honrada por poder fazer essa obra para Salvador.”
[...]
INAUGURAÇÃO do monumento à Maria Felipa fecha as celebrações do 2 de Julho. Prefeitura de Salvador, 27 jul. 2023. Disponível em: https://fgm.salvador.ba.gov.br/ inauguracaodomonumento amariafelipafechamas celebracoesdo2dejulho/.
Acesso em: 25 ago. 2025.
• Na atividade 3, comente com os estudantes que o dia 13 de março é considerado um importante marco histórico para o estado do Piauí, uma vez que celebra a luta de piauienses, cearenses e maranhenses contra as tropas portuguesas.
• Na atividade 4, verifique se os estudantes perceberam que essa data é celebrada na Bahia porque marca a expulsão dos portugueses contrários à independência do território brasileiro. Aproveite a oportunidade e promova uma roda de conversa, possibilitando que os estudantes reflitam sobre a relevância desse marco histórico para o processo de independência do Brasil. Se julgar pertinente, destaque que o país foi uma colônia de Portugal durante mais de
4. Resposta: É celebrado o Dia da Independência do Brasil na Bahia, que marca a expulsão dos portugueses da Bahia em 2 de julho de 1823.
Na Bahia, os principais conflitos foram a Batalha de Pirajá, em 8 de novembro de 1822, e a Batalha da Ilha de Itaparica, de 7 a 9 de janeiro de 1823. Participaram desses conflitos diferentes grupos populacionais, como africanos, afro-brasileiros e indígenas. Em 2 de julho de 1823, as tropas portuguesas foram expulsas da Bahia.
Nesse contexto, as mulheres da Bahia atuaram como protagonistas, entre elas a religiosa Joanna Angélica (1761-1822), a soldado Maria Quitéria de Jesus (1792-1853) e a marisqueira Maria Felipa de Oliveira (séculos 18-19).
Em 2023, Maria Felipa foi homenageada em uma escultura da artista Nádia Taquary (1967-), instalada no município de Salvador, na Bahia, no contexto das comemorações do Dia da Independência do Brasil na Bahia.
Marisqueira: pessoa que coleta e vende mariscos.

Por causa da importância do dia 2 de julho para a história do país, o Governo Federal propôs, em 2025, a criação do Dia Nacional da Consolidação da Independência do Brasil (2 de julho).
3. Resposta: Porque foi em 13 de março de
3. Por que o dia 13 de março é feriado estadual no Piauí?
4. O que é celebrado em 2 de julho no estado da Bahia?
5. Em sua opinião, por que é importante a proposta de criação do Dia Nacional da Consolidação da Independência do Brasil (2 de julho)?
Resposta: Espera-se que os estudantes reconheçam que o dia 2 de julho é importante para a história do Brasil, por representar a luta de diferentes grupos sociais, além de valorizar o protagonismo de mulheres. 1823 que ocorreu a Batalha do Jenipapo, na qual piauienses, cearenses e maranhenses lutaram contra as tropas portuguesas.
trezentos anos e que a expulsão das tropas marca a consolidação da independência após um período de luta contra os portugueses contrários à liberdade do Brasil.
• Para promover o debate na atividade 5, comente com os estudantes que, em 2025, o Projeto de Lei nº 3220/2025 propôs a criação do Dia Nacional da Consolidação da Independência do Brasil (2 de julho), celebrando a vitória dos brasileiros contra as forças coloniais travadas na guerra de independência e a expulsão dos portugueses do Brasil.
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STARLING, Heloisa; PELLEGRINO, Antonia. Independência do Brasil: as mulheres que estavam lá. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2022. Nessa obra, as autoras buscam dar voz aos feitos de várias mulheres que foram silenciadas ou esquecidas na escrita da História. Para isso, elas destacam a participação de algumas combatentes, panfletistas e líderes de revoltas que fizeram parte do processo de independência do Brasil.
Nos municípios, quem determina quais pessoas, fatos ou datas devem ser homenageados são os membros do Poder Executivo e do Poder Legislativo: o prefeito e os vereadores, respectivamente. Os vereadores apresentam as propostas de novos nomes para os espaços públicos, enquanto o prefeito confirma ou não as propostas. Nesse processo, a população pode participar por meio de debates ou consultas públicas.
Também é possível que os nomes de alguns espaços públicos se tornem oficiais pela forma popular como eles são chamados. No Período Colonial, algumas ruas recebiam nomes de atividades que eram realizadas nelas, como a Rua do Comércio, ou de hábitos praticados pela sociedade. Sobre esse tema, leia o texto a seguir.
[...]
Rua das Marrecas: O nome original, Rua das Belas Noites, tinha a ver com o hábito dos cariocas de então, quando as jovens gostavam de sair para um passeio noturno, acompanhadas pelo marido ou outro homem da família. Até que, em 1785, a prefeitura inaugurou uma fonte no local, logo apelidada de Chafariz das Marrecas, porque a água jorrava do bico de cinco marrequinhas de bronze.
[...]
MACHADO, Sandra. Mesma cidade, ruas diferentes e muitas histórias. MultiRio, 22 out. 2014. Disponível em: https://www.multirio.rj.gov.br/index.php/reportagens/922-mesma-cidade-ruas-diferentes. Acesso em: 21 maio 2025.

Fotografia da esquina entre a Rua do Passeio com a Rua das Marrecas, no município do Rio de Janeiro, cerca de 1925.
1. De acordo com o texto, por que a Rua das Belas Noites passou a ser chamada de Rua das Marrecas?
1. Resposta: Porque, em 1785, a Prefeitura inaugurou um chafariz apelidado de Chafariz das Marrecas.
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• Explique aos estudantes que a oficialização da escolha dos marcos de memória, que leva à nomeação de espaços públicos ou à construção de monumentos, passa por um processo que envolve o Poder Legislativo e é sancionado pelo Poder Executivo, constituindo um movimento de consagração de determinados grupos que deve ser vinculado pelo poder público. Ressalte que a comunidade também pode eleger de forma autônoma os próprios marcos de memória, como ocorre em casos em que espaços públicos recebem epítetos que se tornam mais famosos do que seus nomes oficiais.
• Antes de iniciar a atividade 1, proponha uma leitura coletiva do texto com os estudantes. Faça perguntas como “O que o nome ‘Rua das Belas Noites’ revela sobre os hábitos sociais de determinado período da história do município do Rio de Janeiro?”; “Por que o chafariz passou a ser um marco para a mudança de nome da rua?”. Essa análise ajuda os estudantes a relacionarem o nome dos logradouros aos processos históricos e culturais.
• Neste tema, é desenvolvida a habilidade EF05HI09, buscando levar os estudantes a compararem diferentes pontos de vista sobre a instituição dos marcos de memória. Explique que os marcos de memória podem ser definidos pelos governantes ou aclamados pela própria população com base em elementos de sua cultura, considerados representativos de um povo ou grupo social.
• Na atividade 2, engaje os estudantes em um debate sobre os motivos que levam grupos sociais a contestarem certos marcos de memória. Acolha diferentes opiniões, criando um ambiente favorável para que todos possam expressar suas ideias com base em argumentos que respeitem os direitos humanos e as experiências históricas de povos explorados e silenciados. Verifique se eles perceberam que os protestos representam as disputas pelos lugares de memórias, como monumentos, estátuas e nomes de ruas.
• A respeito da derrubada da estátua de Edward Colston (16361721) no Rio Avon, em Bristol, e sobre os debates que seguiram esse ato, leia o trecho a seguir.
[...] A estátua foi pisoteada, arrastada e arremessada no rio Avon, onde aportavam, séculos antes, embarcações do então senador, filantropo e promissor comerciante Colston. Os protestos em Bristol, motivados pelo movimento Black Lives Matter, colocaram em questão todos estes adjetivos publicamente atribuídos à figura monumentalizada do antigo escravocrata.
Durante a semana seguinte à derrubada da estátua, os meios de comunicação apresentaram opiniões divergentes sobre o ocorrido. De modo geral, o debate se estendia na divisão entre duas caracterizações contrastantes. Para alguns, tratava-se de uma derrubada legítima de grupos com reivindicações justas. Contrapondo-se a esta, e mais predominante no que se refere à mídia, estava a opinião de que atos similares a este configurariam tanto uma demonstração de vandalismo quanto o apagamento arbitrário do passado por meio do revisionismo histórico impulsionado por grupos ditos “minoritários”. [...]
AGUIAR, Isaura de; MACIEL, Lucas da Costa. Remoções e derrubadas de monumentos como política dos incomuns Mana, v. 29, n. 2, 2023. p. 5. Disponível em: https://www.scielo.br/j/mana/a/ pNGfzptXfkcZtfqZVBqXVQK/ ?lang=pt. Acesso em: 25 ago. 2025.
Em alguns casos, marcos de memória produzidos ao longo dos séculos 19 e 20 homenageavam personalidades como escravizadores e colonizadores que exploraram o trabalho de africanos e indígenas. Nos últimos anos, movimentos sociais passaram a protestar contra a manutenção desses marcos em espaços públicos.
O movimento intensificou-se em 2020 nos Estados Unidos, após o assassinato de um afrodescendente por um policial branco em Minneapolis. Revoltada, parte da população realizou protestos, nos quais depredou estátuas que representavam símbolos da escravidão em várias cidades do país. Em Richmond, por exemplo, a estátua de Jefferson Davis (1808-1889), um defensor do sistema escravista, foi depredada.

O movimento se espalhou também para a Europa, onde estátuas de pessoas ligadas à escravidão foram depredadas e derrubadas. Na Inglaterra, a estátua de Edward Colston (1636-1721), um traficante de pessoas escravizadas, foi arremessada em um rio.

Manifestantes jogam a estátua de Edward Colston no Rio Avon, em Bristol, na Inglaterra, em 2020.
2. Por que os movimentos sociais passaram a protestar contra esses marcos de memória?
2. Resposta: Porque esses marcos de memória homenageiam escravizadores ou colonizadores que exploraram africanos e indígenas.
• Para promover a recuperação do aprendizado, solicite aos estudantes uma pesquisa de monumentos, edifícios, nomes de logradouros, centros culturais ou museus que representem lugares de memória sobre a escravidão no Brasil, como o Cais do Valongo, o Museu AfroBrasil e o Parque Memorial Quilombo dos Palmares. Orienteos a solicitar apoio aos familiares para a identificação desses espaços. Na sala de aula, organize uma roda de conversa e incentiveos a compartilhar os resultados. Durante o debate, destaque o papel social desempenhado por esses espaços
para a salvaguarda da memória coletiva sobre a escravatura no país e como símbolo para a luta contra a discriminação, o racismo e o preconceito na atualidade.
Desde o início do século 21, alguns marcos de memória têm sido alvos de protestos no Brasil, entre eles o Monumento às Bandeiras e a estátua de Borba Gato, no município de São Paulo.
Esses dois marcos de memória homenageiam os bandeirantes paulistas, que, entre os séculos 17 e 18, exploraram o território brasileiro em busca de ouro e pedras preciosas. Apesar de expandir o território por meio de expedições pelo interior do Brasil, os bandeirantes capturavam e vendiam indígenas para trabalhar nas lavouras como escravizados. Em 2021, algumas pessoas protestaram contra a estátua de Borba Gato (1649-1734). Sobre esse tema, leia o texto a seguir.
[...]
Para o professor [Nabil Bonduki], o acontecimento foi relevante para colocar a discussão sobre monumentos que honram figuras históricas consideradas, atualmente, controversas. “Tem se debatido muito sobre a necessidade de se repensar essas homenagens feitas aos bandeirantes, que foram, durante uma época da nossa história, exaltados como heróis, mas que hoje são muito contestados pelo papel que tiveram no genocídio dos povos indígenas.”
[...]
PACHECO, Denis. Violência não é a solução diante de monumentos que honram figuras controversas. Jornal da USP, 5 ago. 2021. Disponível em: https://jornal.usp.br/radio -usp/violencia-nao-e-a-solucao-diante -de-monumentos-que-honram-figuras -controversas/. Acesso em: 22 maio 2025.
Borba Gato, de Júlio Guerra. Estátua de ferro e concreto revestida com mármore e basalto, 10 m de altura. 1963. Nessa fotografia, a estátua aparece com pichações, em 2016.

3. De acordo com o texto, por que há a necessidade de repensar as homenagens feitas aos bandeirantes?
3. Resposta: Porque foram por muito tempo exaltados como heróis, mas tiveram papel no genocídio dos povos indígenas.
esse sujeito histórico ou povo poderia ser homenageado em um monumento público. Em seguida, incentiveos a desenhar ou a escrever como seria esse monumento, explicando quem ou o que está sendo homenageado; por que essa homenagem é importante; onde o monumento poderia ser instalado no município; e qual mensagem ele transmitiria à sociedade. Os estudantes com necessidades educacionais específicas podem construir representações utilizando massinha de modelar e materiais de artesanato ou recicláveis. Por fim, ajudeos a organizar um semi
nário para que apresentem suas produções e verbalizem os motivos pelos quais consideram importante a preservação da memória do sujeito ou povo escolhido.
NAPOLITANO, Marcos; KAMINSKI, Rosane (org.). Monumentos, memória e violência. São Paulo: Letra e Voz, 2022.
Nessa obra, diversos pesquisadores promovem a reflexão sobre a fundação, consolidação e destruição de monumen
• A atividade 3 propõe um exercício de reflexão crítica sobre os marcos de memória. Ao discutir os protestos contra monumentos como os dos bandeirantes, os estudantes serão engajados em uma leitura histórica que considera os diferentes pontos de vista e as disputas pela memória no espaço público. Orienteos a relacionar as homenagens feitas no passado aos debates atuais.
• Promova com os estudantes uma reflexão sobre os atos de protesto nos marcos de memória mencionados. Converse com eles a respeito dos pontos de vista sobre a figura dos bandeirantes, discutindo a presença e/ou a ausência de diferentes grupos sociais na escolha desses marcos de memória.
• Convide os estudantes a elaborarem uma proposta de monumento que represente a resistência e a história dos povos indígenas. Para isso, orienteos a pesquisar a história de uma liderança indígena, de um povo originário ou de um acontecimento ligado à resistência indígena no Brasil. A pesquisa pode ser realizada na sala de informática, proporcionando o uso pedagógico da tecnologia, ou por meio de materiais impressos na biblioteca da escola. Peça aos estudantes que planejem como
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tos e esculturas controversos nos espaços públicos.
BNCC
• O tema promove o respeito aos direitos humanos ao incentivar o debate sobre a memória coletiva e os protestos contra homenagens a figuras ligadas à escravidão, exercitando a empatia e o reconhecimento das injustiças históricas, contemplando assim a Competência geral 9
• Discutir o ensino de história e a representatividade das culturas africanas e afrobrasileira.
• Valorizar a influência das culturas africanas no Brasil.
• Favorecer o desenvolvimento da produção de escrita.
• Aprimorar a compreensão de textos.
• Esta seção apresenta uma situação problema contemporânea ao abordar o modelo eurocêntrico de ensino e sua consequência na invisibilização de sujeitos e culturas africanas e afrobrasileira. Essa abordagem convida os estudantes a refletirem sobre as ausências e os silenciamentos na história ensinada, incentivando o pensamento crítico e o reconhecimento da importância da diversidade cultural no currículo escolar.
• As atividades desta seção favorecem o desenvolvimento dos temas contemporâneos transversais Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras, que reforçam a importância da contribuição das culturas africanas e afro brasileira. Reforce com os estudantes que os povos africanos colaboraram de maneiras diferentes para a formação do Brasil. A atividade de pesquisa sobre os povos africanos que colaboraram para a formação da cultura brasileira favorece o desenvolvimento de aspectos da Competência específica de História 1, ao permitir que os estudantes compreendam os processos de manutenção e transformação das estruturas sociais e das relações de poder ao longo do tempo.
Até meados da década de 2000, nos livros didáticos de História produzidos no Brasil, era dada pouca visibilidade para a história e as culturas africanas e afro-brasileira. Isso acontecia por causa de um modelo de ensino eurocêntrico, que não valorizava as raízes africanas na formação do nosso país.
Eurocêntrico: que tem a Europa como centro de referência.
Em geral, nos livros daquela época, dava-se mais importância aos feitos de sujeitos históricos e acontecimentos da Europa do que à pluralidade cultural dos demais continentes, como os povos africanos. Como resultado, poucas contribuições culturais dessas sociedades para a cultura brasileira foram difundidas, não sendo reconhecidos os marcos de memória dos africanos e afrodescendentes.
Porém, essa situação começou a mudar a partir de 2003, com a publicação da Lei nº 10.639, que tornou obrigatório o ensino de história e culturas africana e afro-brasileira nas escolas públicas e particulares do Brasil. Essa lei foi resultado do esforço dos movimentos negros brasileiros, que lutaram pela inclusão desses temas no sistema de ensino e nos livros didáticos.
Ilustração de crianças fazendo pesquisa em livros.

FALOLA, Toyin. O poder das culturas africanas Petrópolis: Vozes, 2020.
• Nessa obra, o autor apresenta a pluralidade das culturas africanas, destacando características da identidade cultural, das religiões tradicionais, do Islamismo, do nacionalismo e dos movimentos diaspóricos.
3. a) Resposta: Os estudantes podem pesquisar influências das culturas africana e afro-brasileira em suportes como sites, livros, revistas, vídeos e podcasts.
2. b) Resposta: A lei tornou obrigatório o ensino de história e culturas africana e afro-brasileira nas escolas públicas e particulares.
a ) Por que os livros didáticos produzidos no Brasil até meados da década de 2000 não contemplavam a história e as culturas africana e afro-brasileira?
Resposta: Porque predominava no Brasil um modelo de ensino eurocêntrico.
b ) O que determinou a Lei nº 10.639, de 2003?
c ) Em sua opinião, por que essa lei é importante?
2. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes compartilhem suas opiniões sobre a relevância da Lei nº 10.639 para a ampliação do conhecimento acerca da história e das culturas africanas e afro-brasileira.
3. c) Resposta: Espera-se que os estudantes produzam um texto com informações e imagens que representem as culturas africanas e afro-brasileira.
a ) Que tal conhecer um pouco mais das raízes africanas na cultura brasileira? Com a ajuda do professor, formem grupos e pesquisem esse tema, investigando a influência africana na língua portuguesa, na literatura, nas artes, na alimentação e nas festas populares.
b ) Apresentem um pequeno seminário para a turma sobre o tema que vocês pesquisaram.
Resposta: Espera-se que os estudantes organizem os resultados da pesquisa para compartilhá-los com a turma.
c ) Por fim, cada grupo deve escrever um texto coletivo e ilustrá-lo com imagens sobre o tema pesquisado, compondo um álbum das matrizes africanas na cultura brasileira. O álbum deve ficar disponível para toda a comunidade escolar. Para escrever o texto, escolha tipos de letra com os quais se sinta confortável.
Ilustração de crianças fazendo pesquisa em livros.

plorarem diferentes linguagens e fontes de informação, os estudantes são incentivados a questionar, refletir e ampliar sua compreensão sobre a diversidade cultural que compõe a sociedade brasileira.
• No item a, para a realização da pesquisa, oriente os estudantes a utilizarem fontes confiáveis, especialmente ao acessarem a internet. Sugira que busquem informações em sites de instituições educacionais, museus e portais de cultura.
• Auxilie os estudantes na apresentação dos resultados das pesquisas. Considere diferentes formas de expressão, como
uso de recursos visuais, leitura de textos previamente preparados, gravação de áudios ou apoio de tecnologias assistivas, respeitando as necessidades e potencialidades de cada estudante. Durante as apresentações, quando necessário, intervenha destacando a importância de valorizarmos a história e a cultura africana e afrobrasileira como formadoras da identidade nacional.
• O álbum das matrizes africanas pode ser ampliado como projeto coletivo da turma. Organize uma atividade de culminância, promovendo a apresentação dos
• Ao trabalhar o item a, verifique se os estudantes relacionaram a determinação da Lei nº 10.639, de 2003, às mudanças na narrativa histórica dos livros didáticos. Aproveite a oportunidade para retomar e refletir com os estudantes sobre a importância das influências africanas na cultura brasileira.
• No item b, comente que a Lei nº 10.639, de 2003, tornou obrigatório o ensino sobre história e cultura africana e afrobrasileira nas escolas públicas e particulares do Brasil. Esperase que os estudantes reconheçam a importância dessa lei para a identificação das matrizes históricas e culturais africanas no Brasil.
• No item c, acolha os diferentes pontos de vista, possibilitando que os estudantes verbalizem o raciocínio. Caso tenham dificuldade, explique que essa lei é importante, uma vez que possibilita que histórias que foram silenciadas sejam conhecidas e valorizadas na atualidade.
• As atividades desta seção desenvolvem o pensamento crítico e autônomo dos estudantes, pois eles são envolvidos em pesquisas, debates e produções autorais sobre a influência africana na cultura brasileira. Ao ex
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álbuns em um mural interativo ou em uma exposição cultural, aberta à comunidade escolar e às famílias. Os estudantes podem ser protagonistas da ação, guiando os visitantes, apresentando os conteúdos e promovendo rodas de conversa sobre o tema. Essa ação fortalece a valorização das raízes africanas, promove o respeito à diversidade e amplia o vínculo entre escola, família e comunidade. Para a escrita do texto, incentive os estudantes a praticarem a escrita em letra cursiva.
1. Objetivo
• Diferenciar a memória individual da memória coletiva.
Sugestão de intervenção
• Solicite aos estudantes que se lembrem de um marco de memória pessoal, como uma viagem ou o nascimento de um parente próximo. Em seguida, peça-lhes que retomem um dos marcos de memória coletivos trabalhados na unidade e que comparem os dois, refletindo sobre as semelhanças e as diferenças entre eles, em especial sobre o alcance dessas memórias e para quem elas são importantes. Espera-se que os estudantes compreendam que a memória coletiva celebra datas, eventos e personalidades representativas de determinada comunidade, que são celebrados como uma forma de garantir a identidade de seus membros.
2. Objetivo
• Recuperar o aprendizado sobre os marcos de memória.
Sugestão de intervenção
• Se os estudantes apresentarem dificuldade, comente que os marcos de memória são importantes para preservar a memória de determinados acontecimentos e personalidades. Em seguida, apresente fotografias ou escreva na lousa uma lista de marcos de memória do município e peça aos estudantes que identifiquem quais grupos sociais, sujeitos históricos ou acontecimentos são celebrados nesses monumentos, edifícios, estátuas ou museus.
3. Objetivo
• Compreender o papel do Museu do Ipiranga como marco histórico e reconhecer os elementos que compõem sua função simbólica, cultural e educativa.
Sugestão de intervenção
Escreva as respostas no caderno.
1. Como é possível diferenciar a memória individual da memória coletiva?
2. O que são marcos de memória?
2. Resposta: São elementos representativos da memória coletiva de determinado grupo, como museus, monumentos, espaços públicos e estátuas.
3. Leia o texto a seguir. Concebido originalmente como um monumento à Independência, o Museu do Ipiranga foi construído entre 1885 e 1890 e foi inaugurado em 7 de setembro de 1895 como museu de História Natural e marco representativo da Independência, da História do Brasil e Paulista. Seu primeiro núcleo de acervo foi a coleção do Coronel Joaquim Sertório, que constituía um museu particular em São Paulo. É o museu público mais antigo de São Paulo e um dos mais antigos do país.
[...]
COSTA, Claudia. Integrado à USP desde 1963, Museu do Ipiranga atende funções de ensino, pesquisa e extensão. Jornal da USP, 2 set. 2022. Disponível em: https://jornal.usp.br/universidade/integrado-a-usp-desde-1963-museu -do-ipiranga-atende-funcoes-de-ensino-pesquisa-e-extensao/. Acesso em: 22 maio 2025. De acordo com o texto, escreva a alternativa correta.
3. Resposta: Alternativa c
a ) O Museu do Ipiranga é um marco histórico relacionado à Proclamação da República no Brasil.
b ) Em 1885, o prédio do museu foi inaugurado para servir originalmente como um hospital. Só em 1890 é que foi transformado em museu.
c ) O Museu do Ipiranga foi inaugurado em 7 de setembro de 1895, marco histórico da Independência do Brasil.
d ) Inicialmente, o Museu do Ipiranga foi construído para ser um monumento em homenagem aos imperadores do Brasil.

relacionada às experiências pessoais de cada ser humano, enquanto a memória coletiva está relacionada a uma série de experiências comuns a um grupo.
• Promova uma leitura coletiva e atenta do texto da atividade. Oriente os estudantes a observarem as informações mais importantes, como datas e funções atribuídas ao museu. Caso necessário, incentive uma releitura em voz alta, marcando os dados que ajudam a eliminar as alternativas incorretas. Incentive o debate sobre a importância dos museus como espaços de preservação da memória e da história e destaque o papel simbólico do Museu do Ipiranga na construção de uma narrativa oficial sobre a Independência. Motive os estudantes a expressarem oralmente suas hipóteses e justificativas antes de escolherem a alternativa correta, promovendo o engajamento e o acolhimento às suas contribuições.
4. Leia a reportagem a seguir e responda às questões.
Quem passa pela praça localizada no cruzamento das ruas do Catete e Conde de Baependi, no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro, se depara com uma grande estátua no centro: um José de Alencar esculpido em bronze, sentado em uma cadeira imponente. Na base do monumento, há cenas de algumas das obras mais famosas do escritor, como O guarani e Iracema. No entanto, não há menção ao outro lado de José de Alencar, o de político influente do Império, membro do Partido Conservador e defensor da escravidão no Brasil.
Cartas escritas por Alencar, sob o pseudônimo de Erasmo, dirigidas ao imperador dom Pedro II, mostravam as opiniões do escritor sobre o sistema escravista, que, segundo ele, foi necessário para o avanço da “marcha da humanidade”. [...]
MUNIZ, Bianca. Por que é tão difícil derrubar estátuas de escravizadores? Pública, 20 mar. 2025. Disponível em: https://apublica. org/2025/03/por-que-e-tao-dificil-derrubar -estatuas-de-escravizadores/. Acesso em: 22 maio 2025.
Pseudônimo: neste caso, nome falso adotado por um escritor.
Monumento a José de Alencar, de Rodolfo Bernardelli. Escultura em bronze. 1897. Esse monumento localiza-se no município do Rio de Janeiro. Fotografia de cerca de 1920.

4. d) Resposta: Cartas escritas por ele, sob o pseudônimo de Erasmo, que mostravam suas opiniões sobre o sistema escravista, afirmando que ele era necessário para o avanço da “marcha da humanidade”. Espera-se que os estudantes retomem o texto para responder à questão.
a ) De acordo com o texto, qual é o monumento encontrado entre as ruas do Catete e Conde de Baependi?
Resposta: A estátua de José de Alencar esculpida em bronze.
b ) Quais objetos são representados na base do monumento?
Resposta:
São representadas cenas de obras famosas do escritor, como O guarani e Iracema
c ) Segundo a autora, qual é o “outro lado” de José de Alencar?
d ) Quais são as fontes históricas citadas pela autora para confirmar o “outro lado” de José de Alencar? Como você chegou a essa conclusão?
4. c) Resposta: De político influente no Império, membro do Partido Conservador e defensor da escravidão no Brasil.
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o debate, ressaltando a importância de compartilharmos nossas opiniões e nos expressarmos publicamente, desde que façamos isso de maneira respeitosa. Após a realização do debate, promova a construção de um texto coletivo na lousa com a participação de todos, que deve registrar a conclusão da turma sobre o assunto. Se julgar pertinente, peça aos estudantes que leiam o texto juntos e que depois o copiem no caderno.
4. Objetivo
• Analisar criticamente a construção dos marcos de memória e refletir sobre os sujeitos históricos homenageados.
Sugestão de intervenção
• Nos itens a, b e c, incentive uma leitura atenta e coletiva do texto. Caso os estudantes apresentem dificuldade, proponha a releitura do trecho correspondente em voz alta, destacando as informações-chave que ajudam a localizar a resposta. Retome os conceitos trabalhados ao longo da unidade, como o que são marcos de memória e quem decide quais sujeitos históricos serão homenageados. No item d, promova uma roda de conversa com os estudantes sobre o papel das fontes históricas na construção das narrativas do passado. Reflita com a turma sobre o motivo pelo qual determinados aspectos da vida de José de Alencar (1829-1877) são realçados (como sua obra literária) e outros são omitidos (como seu posicionamento político a favor da escravidão). Incentive o pensamento crítico e o respeito aos diferentes pontos de vista expressos pelos estudantes, acolhendo suas opiniões e engajando-os no debate.
• Para promover a progressão do conhecimento sobre os conflitos em torno dos marcos de memória, solicite aos estudantes que se reúnam em duplas, conversem sobre o tema e escrevam por que existem esses conflitos. Depois, peça a cada dupla que leia sua resposta em voz alta. Se possível, anote essas respostas na lousa. Em seguida, organize um debate sobre o tema com toda a turma, verificando se as opiniões estão de acordo com as respostas dos colegas. Incentive a participação de todos durante
• Conhecer os patrimônios culturais materiais e imateriais no Brasil e no mundo.
• Compreender a importância de preservar a memória.
• Compreender o conceito de patrimônio natural e sua importância.
• Conhecer o conceito de patrimônio misto.
• Explore com os estudantes a imagem das páginas de abertura, incentivando que verbalizem seus raciocínios e conhecimentos prévios. Peça que digam em voz alta o que sabem a respeito do que veem, do que se trata, da localização, das características. Questione se já viram construções com o mesmo estilo arquitetônico ou se na região onde vivem há construções semelhantes.
• Sobre a fotografia, comente com os estudantes que a igreja e o convento localizados na Praça Senhor dos Passos começaram a ser construídos no final do século XVII pelos religiosos que haviam chegado à região no início do mesmo século. No século XVIII, o edifício passou por diversas ampliações, modificando a sua estrutura original. Atualmente, o complexo funciona como convento e é considerado um dos principais patrimônios do município de São Cristóvão.
• Durante o estudo desta unidade, promova a educação patrimonial por meio do Inventário Participativo , fornecida pelo Iphan, disponível em: https://www.gov.br/iphan/ pt-br/patrimonio-cultural/ educacao-patrimonial/ inventarios-participativos. Acesso em: 29 ago. 2025. Por meio das Fichas Estruturantes, Fichas das Categorias e dos manuais

disponibilizados pelo instituto, é possível documentar, organizar e divulgar o inventário dos patrimônios por meio da perspectiva e dos conhecimentos dos estudantes. Sobre a importância do Inventário Participativo, leia o texto a seguir.
[...]
O inventário participativo deu uma guinada na orientação das práticas educativas, propondo que, em vez de conhecer o patrimônio acautelado pelo
Estado, as práticas educativas se voltem, em primeiro lugar, para a produção de conhecimento sobre a cultura do próprio grupo social. Propôs, assim, superar aquela velha noção de alfabetização cultural, como se a cultura estivesse fora dos grupos e a memória e o patrimônio fossem exterioridades. [...]
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SCIFONI, Simone. Patrimônio e educação no Brasil: o que há de novo? Educ. Soc., Campinas, v. 3, e255310, 2022. p. 8. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/ zK7BLX6XmXMX5QnZFhLbRBS/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 29 ago. 2025.
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes compartilhem seus conhecimentos prévios sobre o tema. Eles podem dizer que é um convento, uma igreja, uma praça ou um patrimônio material.
2. Resposta pessoal. Os estudantes podem dizer que o lugar é considerado um patrimônio cultural por conta de sua importância para a história local ou do Brasil.
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes indiquem monumentos, estátuas e museus, por exemplo, considerados patrimônios culturais do município ou da região. O objetivo da atividade é explorar a realidade próxima deles acerca do conteúdo.

Qual tipo de patrimônio cultural é retratado na fotografia?
Por que esse lugar é considerado um patrimônio cultural?
Você conhece algum patrimônio cultural de seu município? Compartilhe com os colegas.
• Para iniciar o trabalho com esta unidade, peça aos estudantes que, em uma folha de papel sulfite, desenhem ou escrevam sobre algum elemento do cotidiano que consideram culturalmente valioso, como construções, monumentos, festividades e manifestações artísticas regionais. Após finalizarem o desenho, organize uma roda de conversa e peça-lhes que apresentem o que produziram para os colegas, explicando os motivos pelos quais escolheram esse elemento cultural. Durante as apresentações, motive-os a refletir e a argumentar a respeito da importância desses elementos culturais para a memória coletiva da comunidade.
• O objetivo da atividade 1 é investigar o conhecimento prévio dos estudantes sobre o patrimônio material retratado na fotografia. Verifique se eles identificaram os principais elementos da arquitetura dos edifícios, motivando-os a observar os detalhes decorativos do frontispício e as cores das paredes e das janelas e a levantar hipóteses sobre as funções desses monumentos no passado.
• Na atividade 2, promova a reflexão sobre o valor histórico e simbólico de determinados espaços para a comunidade. Incentive os estudantes a pensarem os motivos pelos quais certos lugares são considerados importantes, como a relação com determinados fatos históricos, a memória coletiva ou a preservação de características arquitetônicas. Caso necessário, complemente a explicação com exemplos de patrimônios reconhecidos pelo Iphan ou pela Unesco.
• O objetivo da atividade 3 é possibilitar aos estudantes que identifiquem patrimônios culturais no município onde vivem, como festas tradicionais, feiras, lendas regionais e monumentos. Caso os estudantes tenham dúvidas, escreva na lousa uma lista com alguns patrimônios do município e incentive-os a pesquisar informações sobre eles.
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BNCC
• Os temas desta unidade desenvolvem a habilidade EF05HI10, pois os estudantes identificarão os patrimônios materiais e imateriais da humanidade, criando o próprio inventário e podendo analisar as transformações e as permanências entre esses patrimônios ao longo do tempo.
• Comente com os estudantes que o templo de Abul Simbel foi construído no século XIII a.C. a mando do faraó Ramsés II (1303 a.C.1213 a.C.), e fica localizado na fronteira entre o Egito e o Sudão. Ao analisar a fotografia, comente que, no final da década de 1950, o templo corria o risco de ser alagado pelas águas do Rio Nilo por conta da construção de uma barragem. Nesse período, vários profissionais de diversas áreas trabalharam juntos para a transferência do monumento. Nesse processo, partes do templo foram cerradas cuidadosamente e montadas em um novo lugar. Se julgar pertinente, apresente aos estudantes algumas fotografias preservadas no acervo da Unesco, disponível em: https://whc.unesco. org/en/story-abu-simbel/. Acesso em: 29 ago. 2025. • O objetivo da atividade 1 é identificar a compreensão dos estudantes sobre a importância da Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural, de 1972, na definição dos tipos de patrimônio cultural e seus critérios de conservação. Se julgar pertinente, comente com a turma os motivos pelos quais a convenção foi organizada. Para isso, leia um trecho do documento.
Observando que o patrimônio cultural e o patrimônio natural estão cada vez mais ameaçados de destruição, não só pelas causas tradicionais de degradação, mas também pelas mudanças nas condições sociais e econômicas que agravam a situação com fenômenos de deterioração ou destruição ainda mais terríveis,
Considerando que a deterioração ou o desaparecimento de qualquer item do patrimônio cultural ou natural constitui um empobrecimento prejudicial ao patrimônio de todas as nações do mundo, [...]
Em 1972, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) se reuniu com várias lideranças internacionais para a realização da Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural.
Além de definirem que o patrimônio cultural é formado pelo conjunto de monumentos, esculturas, pinturas e artefatos arqueológicos considerados relevantes para a história da humanidade, foram estabelecidos critérios para a preservação e a conservação dos patrimônios culturais pelo mundo.
Preservar os patrimônios é uma maneira de transmitir histórias, saberes e conhecimentos para outras gerações. Na década de 1960, por exemplo, antes mesmo da convenção, os governos do Egito e do Sudão se uniram à Unesco para preservar o templo de Abul Simbel, construído há cerca de 3 500 anos, que corria o risco de ser alagado por conta da construção de uma represa. Por meio dessa iniciativa, os dois países africanos e a Unesco desmontaram o templo e o transportaram para outro lugar, preservando parte da história do Egito antigo.

Transferência do templo de Abul Simbel, no Egito, na década de 1960.
1. Com base no que você estudou o que foi definido na Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural de 1972?
1. Resposta: Foi definido que patrimônio cultural são os monumentos, esculturas, pinturas e artefatos arqueológicos, por exemplo, e os critérios para preservação e conservação desses patrimônios.
Tendo decidido, na sua décima sexta sessão, que esta questão deveria ser objeto de uma convenção internacional,
Adota neste décimo sexto dia de novembro de 1972 a presente Convenção.
CONVENÇÃO sobre a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural. Unesco, 16 nov. 1972. Disponível em: https:// whc.unesco.org/en/conventiontext/. Acesso em: 29 ago. 2025.
Considerando que partes do patrimônio cultural ou natural são de interesse excepcional e, portanto, precisam ser preservadas como parte do patrimônio mundial da humanidade como um todo, [...]
2. Resposta: Uma lista com os patrimônios culturais e naturais considerados importantes para a humanidade. Espera-se que os estudantes retomem os conteúdos abordados em sala de
aula para responder a esta questão.
Com base na Convenção de 1972 da Unesco, foi determinada a Lista do Patrimônio Mundial, que reúne um conjunto de elementos culturais e naturais considerados importantes para toda a humanidade e que, por esse motivo, precisam ser valorizados e preservados. Essa lista está em constante atualização. A escolha dos bens que fazem parte dela é feita pelos países que participam da Convenção, sendo aprovada pelo Comitê do Patrimônio Mundial.
Fazem parte da lista os seguintes tipos de patrimônio: cultural, natural, misto (cultural e natural) e transnacionais, ou seja, que pertence a dois ou mais países ao mesmo tempo, como é o caso das ruínas das missões jesuítas guaranis de São Miguel das Missões, situadas na fronteira entre o Brasil e a Argentina.

Ruínas de igreja do século 18 no Sítio Arqueológico Missioneiro São Miguel Arcanjo, no município de São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul, em 2024. Professor, professora: Em um mapa-
2. O que é a Lista do Patrimônio Mundial? Como você chegou a essa conclusão?
3. Resposta: Fazem parte da lista os patrimônios culturais, naturais, mistos (culturais e naturais) e transnacionais. -múndi, mostre aos estudantes a localização dos países citados ao longo desta unidade.
3. Quais tipos de patrimônio fazem parte da Lista do Patrimônio Mundial?
que algumas regiões concentram muito mais patrimônios mundiais que outras. Aproveite a oportunidade e levante algumas hipóteses sobre os motivos dessas diferenças. Por fim, se julgar pertinente, apresente fotografias e vídeos de alguns patrimônios, possibilitando que os estudantes compreendam a importância deles para a humanidade. Se necessário, utilize mapas com relevo para a inclusão de estudantes com necessidades educacionais específicas.
• A proposta da atividade 2 é engajar os
estudantes na compreensão da importância da Lista do Patrimônio Mundial para a preservação da diversidade cultural e ambiental. Incentive os estudantes a verbalizarem o raciocínio utilizado para chegar à resposta, acolhendo diferentes interpretações e formas de expressão.
• A atividade 3 propõe que os estudantes identifiquem os diferentes tipos de patrimônios reconhecidos pela Lista do Patrimônio Mundial. Se possível, incentive a turma a pesquisar alguns exemplos na sala de informática ou na biblioteca da escola.
• Comente com os estudantes que, além da Lista do Patrimônio Mundial, há a Lista do Patrimônio Mundial em Perigo, que monitora patrimônios que estão ameaçados. Em 2025, a Unesco monitorava 53 bens em perigo, entre eles o Centro Histórico de Odessa (Ucrânia), a Cidade Velha de Hebron/Al-Khalil (Estado da Palestina), o Parque Nacional Everglades (Estados Unidos) e as Cidades Antigas de Djenné (Mali). Terremotos, conflitos armados, desmatamento, caça ilegal, poluição, urbanização descontrolada e o desenvolvimento do turismo são algumas das causas da deterioração desses patrimônios.
• Promova uma intervenção para articular o tema com o componente curricular de Geografia. Explore com os estudantes a distribuição atual dos patrimônios mundiais reconhecidos pela Unesco. Para isso, consulte a lista dos patrimônios atualizada, disponibilizada pela Unesco em seu portal, disponível em: https://www.unesco.org/ es/world-heritage/map. Acesso em: 29 ago. 2025. Caso não tenham acesso à internet, é possível imprimir a lista previamente e localizar os patrimônios com o auxílio de um mapa-múndi ou globo terrestre. Durante a intervenção, verifique se os estudantes perceberam
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REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
FRANCO, Francisco Carlos. Educação, patrimônio e cultura local: concepções e perspectivas pedagógicas. Curitiba: CRV, 2020.
Nesse livro, o autor propõe a reflexão da educação patrimonial na sala de aula, possibilitando que estudantes da Educação Básica compreendam sua herança cultural e se conscientizem de seu papel como sujeitos históricos.
• Aproveite a oportunidade e apresente aos estudantes uma lista com os nomes de alguns patrimônios reconhecidos pela Unesco localizados na África, Ásia, Oceania, América do Sul e América Central, destacando sua importância para a humanidade. Se julgar pertinente, disponibilize algumas imagens e analise com eles, observando características arquitetônicas e as riquezas naturais. Durante a intervenção, verifique se os estudantes perceberam a diversidade de bens culturais e naturais nesses continentes.
• Ao trabalhar com o Cais do Valongo, convide os estudantes a refletirem sobre esse sítio arqueológico como lugar de memória afetiva e sensível. Para isso, leia o texto a seguir.
[...] O trânsito entre o passado e o presente, mobilizado pela história trazida pela evidência do patrimônio material, pode ser realizado com muito mais efetividade. E, portanto, pode se construir uma compreensão mais sensível e, nesse sentido, mais completa do significado humano desse sítio histórico.
Em 2024, cerca de 170 países tinham sítios incluídos na Lista do Patrimônio Mundial. Em sua maioria, os patrimônios estavam localizados na Europa e no norte da América, indicando que por muitos anos foram valorizados apenas a memória, os costumes e as crenças dos povos dessas áreas. Apenas recentemente os patrimônios africanos, asiáticos e latino-americanos passaram a ser mais reconhecidos pela Unesco.
Um dos patrimônios brasileiros presentes na Lista do Patrimônio Mundial é o Sítio Arqueológico Cais do Valongo. Localizado no município do Rio de Janeiro, foi o principal porto do século 19 por onde entraram africanos escravizados. Ele foi construído em 1811, quando o Rio de Janeiro era a capital da colônia portuguesa na América.
O Cais do Valongo foi um dos portos que mais recebeu africanos escravizados de diversas nações, cerca de um milhão. Isso só se encerrou em 1850, quando o tráfico de pessoas escravizadas foi proibido no Brasil.
Em 2011, os vestígios do cais foram encontrados durante uma reforma no município. O Movimento Negro do Rio de Janeiro reivindicou o espaço como um marco de memória da escravidão e a Prefeitura o transformou em um lugar de memória e aberto à visitação.

[...]
LIMA, Monica. História, Patrimônio e Memória Sensível: o Cais do Valongo no Rio de Janeiro. Outros Tempos, v. 15, n. 26, 2018. p. 105. Disponível em: https://www.outrostempos.uema. br/index.php/outros_tempos_uema/article/view/657/pdf. Acesso em: 29 ago. 2025.
Ao contextualizar o tema, é importante recordar que essa dor existia apesar do fato de naquela época a escravidão ser legalizada e as pessoas acreditarem ter o direito de escravizar alguém. Cabe lembrar, da parte dos que sofreram, a presença do medo, da incompreensão e do espanto frente a uma realidade que mais parecia um pesadelo. Esse conjunto de sensações também define, junto com a força da criação de tantas coisas belas, a atmosfera do Valongo. Tudo isso faz desse lugar onde tanto se celebra – com toda razão – a presença africana e negra na cidade do Rio de Janeiro e no país, um sítio de memória sensível. Um lugar no qual durante tantos anos desaguou um mar de gente (milhares, como em nenhuma outra parte) depois de uma travessia em que não morrer poderia ser esperar sobreviver dolorosamente.
SANCHES, Mônica (org.). Pretos novos do Valongo: escravidão e herança africana no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2024. Nesse livro, os autores abordam temas relacionados ao Cais do Valongo e a sua relevância histórica e cultural para o município do Rio de Janeiro e a comunidade afro-brasileira.
Em julho de 2017, o Cais do Valongo passou a compor a Lista do Patrimônio Mundial da Unesco, indicando a sua importância universal como um marco de memória da violência do período da escravidão e como uma herança da luta das pessoas escravizadas pela liberdade.
Leia o texto a seguir.
[...] O Cais do Valongo passou a integrar o Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana, que estabelece marcos da cultura afro-brasileira na região portuária, ao lado do Jardim Suspenso do Valongo, Largo do Depósito, Pedra do Sal, Centro Cultural José Bonifácio e Cemitério dos Pretos Novos.
CAIS do Valongo – Rio de Janeiro (RJ). Iphan. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1605/. Acesso em: 10 jun. 2025.
Na gravura, é possível identificar a pedra da Prainha, derrubada no século 19 e, ao fundo, o pontal do Valongo.
Cercanias de Val-Longo, de Thomas Ender. Gravura. 1817.

Agora, responda à atividade a seguir.
1. Com base na leitura das páginas 120 e 121, identifique a alternativa incorreta e faça a correção no caderno.
a ) O Sítio Arqueológico Cais do Valongo está na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco.
b ) O Cais do Valongo integra o Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana, no Rio de Janeiro.
c ) O Movimento Negro do Rio de Janeiro reivindicou o Cais do Valongo como um marco de memória da escravidão.
d ) Patrimônios culturais como o Cais do Valongo não são importantes, pois representam apenas a memória de um grupo social.
Resposta: A alternativa d. Correção: Patrimônios como o Cais do Valongo são importantes, pois representam a memória de pessoas escravizadas.
foi intensificado na década de 1880, tendo a área portuária carioca como destino. Em busca de empregos, atraídos pelos aluguéis baratos e pela maior facilidade de obtenção de alforrias, os baianos engrossaram o contingente de africanos e afrodescendentes estabelecidos na Saúde. Mais tarde, na década de 1920, essa região viria a ser alcunhada por Heitor dos Prazeres como Pequena África, denominação que perdura até os dias atuais. [...]
LIMA, Tania Andrade et al. Os estivadores esquecidos: arqueologia do Trapiche da Pedra do Sal, Rio de Janeiro, século XIX. Anais do Museu Paulista, São Paulo, v. 30, 2022. p. 9-10.
Disponível em: https://www.scielo.br/j/anaismp/a/ GfScSJH87R4dVcbMZChYMTg/?format=html& lang=pt. Acesso em: 29 ago. 2025.
• Destaque que o cais funcionou até 1843, quando foi inteiramente reformado para receber a princesa Teresa Cristina Maria de Bourbon (1822-1889), futura esposa do imperador dom Pedro II (1825-1891). No início do século XX, o porto do Rio de Janeiro passou por outras reformas, e o cais foi novamente aterrado. Durante a explicação, verifique se os estudantes perceberam que o Cais do Valongo foi duas vezes aterrado, uma no século XIX e outra no século XX.
• Sobre o Cais do Valongo, se considerar pertinente, comente com os estudantes que, além do cais, a região portuária contava com um cemitério, onde os africanos que não suportavam o translado eram enterrados, um lazareto para o isolamento daqueles que chegavam doentes e lojas que serviam de mercado para os comerciantes de escravizados. Além disso, próximo ao Cais do Valongo havia a Pedra do Sal, importante lugar de encontro e moradia de africanos e afro-brasileiros. Sobre esse tema, leia o texto a seguir.
[...]
A implantação do complexo de venda de escravizados no vizinho Valongo trouxe para a região um grande afluxo de africanos. Embora a esmagadora maioria tenha sido comercializada e se dispersado pelo país, muitos nela permaneceram temporariamente como mão de obra local, enquanto outros se fixaram definitivamente, acabando por formar, no entorno da Pedra do Sal e suas imediações, um reduto da população negra urbana, composta por escravizados, libertos e livres. Essa população foi encorpada ainda mais pela chamada “diáspora baiana”, um deslocamento maciço de negros oriundos da Bahia tendo como principal destino o Rio de Janeiro. Movimento iniciado após a Revolta dos Malês, em 1835, devido à violenta repressão policial que se seguiu em Salvador e à deportação de suspeitos de rebeldia, o êxodo
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• A atividade 1 possibilita promover uma postura inclusiva e empática com os estudantes, uma vez que eles poderão refletir sobre a importância do Cais do Valongo como marco de memória para os afro-brasileiros e de combate ao preconceito e à discriminação na atualidade.
• Em 2025, cerca de 170 países tinham 1 248 bens registrados na lista de Patrimônios Mundiais da Unesco. Esses patrimônios representam as histórias e as memórias de diversas sociedades ao longo do tempo, sendo celebrados como uma forma de recordar a diversidade cultural e reconhecer a herança deixada por elas para o mundo atual. Com base nessas informações, promova o debate entre os estudantes a respeito da importância da preservação dos patrimônios culturais. Durante o debate, possibilite que eles verbalizem o raciocínio e acolha diferentes pontos de vista.
• Na atividade 1, incentive os estudantes a identificarem alguns patrimônios culturais materiais com base na realidade próxima, apontando alguns do município ou da região, como acervo de museus, artefatos, monumentos e esculturas.
• Na atividade 2, oriente os estudantes a localizarem no texto as características dos bens móveis e imóveis. Em seguida, ajude-os a verificar as diferenças entre eles. Por fim, aproveite a oportunidade e peça-lhes que identifiquem esse tipo de bens nos patrimônios do município e da região.
• Para a realização da atividade 3, leve os estudantes à sala de informática ou à biblioteca da escola. Após a pesquisa, promova um ambiente acolhedor, possibilitando que todos compartilhem as informações coletadas no processo de pesquisa. A análise deste mapa contribui para o desenvolvimento do pensamento geográfico, uma vez que os estudantes poderão localizar diferentes patrimônios culturais pelo mundo.
bens imóveis são fixos. Espera-se que os estudantes retomem o texto para
1. O que são patrimônios culturais materiais?
2. Resposta: Os bens móveis podem ser transportados e os responder a atividade.
Os patrimônios culturais materiais são documentos, objetos, edificações e monumentos considerados importantes para a sociedade por conta de seu valor artístico, arqueológico, bibliográfico, bem como por sua relação com a história de um povo ou cultura.
Esses patrimônios podem ser divididos em dois tipos diferentes. O primeiro é o dos bens móveis, que podem ser transportados de um lado para o outro, como os acervos dos museus, as fotografias, as coleções arqueológicas, os registros escritos, as obras de arte e os objetos de uso cotidiano.
O segundo tipo é o dos bens imóveis, que são os situados em um lugar fixo, como as cidades históricas, os edifícios e os sítios arqueológicos. Observe alguns exemplos de patrimônios materiais presentes na lista da Unesco.
2. Qual é a diferença entre os bens móveis e imóveis? Como você chegou a essa conclusão?
3. Escolha um dos patrimônios culturais materiais apresentados no mapa e faça uma pesquisa sobre ele.
Exemplos de patrimônios culturais materiais do mundo (2025)
Resposta: Espera-se que os estudantes pesquisem informações sobre a localidade do patrimônio, quando ele foi registrado pela Unesco e qual a importância dele para a história.
Fonte de pesquisa: IBGE. Atlas Geográfico Escolar. Disponível em: https://atlasescolar.ibge.gov.br/mundo/2982-divisoes-politicas-e-regionais/continentes.html. Acesso em: 26 maio 2025.
Espanha
Etiópia China
Micronésia Mali
1. Resposta pessoal. São conjuntos de bens móveis e imóveis que representam a história de um povo. O objetivo da atividade é verificar o conhecimento prévio dos estudantes.
• Com base no planisfério desta página e nos resultados das pesquisas sobre os patrimônios culturais pelo mundo, motive os estudantes a produzirem a própria representação cartográfica. Em um papel kraft, peça-lhes que reproduzam o planisfério e as indicações dos respectivos países. Ao lado, eles podem colar fotografias ou fazer ilustrações dos patrimônios culturais pesquisados, inserindo informações como a localização, quando foi construído, o estado de conservação e sua importância para a história. Após finalizado, oriente-os a expor o material em um
espaço visível para a comunidade escolar. Essa intervenção contribui para a recuperação do aprendizado.
• O conteúdo e as atividades deste tema desenvolvem a Competência específica de História 2, pois os estudantes terão a oportunidade de compreender a historicidade no tempo e no espaço, relacionando acontecimentos e processos de transformação e manutenção das estruturas culturais de um povo ao longo do tempo.

Pirâmide da cidade de El Tajín, formada entre os séculos 9 e 13, no México, em 2025.

Grande Mesquita de Djenné, construída no século 13, situada no Mali, em 2024.

Igreja de São Jorge, esculpida em pedra no século 12, em Lalibela, na Etiópia, em 2024.

Pintura rupestre feita por volta de 15 mil anos atrás na caverna de Altamira, na Espanha, em 2022.

Palácios imperiais das dinastias Ming e Qing, construídos entre os séculos 17 e 18, em Pequim, na China, em 2025.

Ruínas do centro cerimonial de Nan Madol, construído entre os séculos 12 e 15, na costa de Pohnpei, na Micronésia, em 2020.
• As imagens desta página permitem aos estudantes compreenderem a diversidade do patrimônio cultural material pelo mundo, percebendo não só a presença de diversas culturas, como também as manifestações culturais promovidas por elas ao longo do tempo. Faça com os estudantes a leitura cuidadosa de cada uma das imagens, adaptando-a conforme as necessidades da turma: use projeção em tela ampliada, descrições orais ou textos com linguagem simples. Peça que indiquem se são bens móveis ou imóveis, oferecendo exemplos concretos e recursos visuais táteis, se disponíveis, como miniaturas, maquetes ou imagens em relevo. Alguns estudantes com necessidades educacionais específicas podem ser apoiados com o uso de legendas, Libras ou recursos visuais complementares, em parceria com o(a) intérprete, se houver.
• A respeito dos patrimônios, explique que muitos deles representam o desenvolvimento de grandes sociedades fora da Europa, como o caso da cidade de El Tajín, no México, que foi construída pelos povos mesoamericanos (habitantes da Mesoamérica, região do continente americano que inclui o sul do México e os territórios da Guatemala, El Salvador e Belize, bem como as porções ocidentais da Nicarágua, de Honduras e da Costa Rica) antes das invasões europeias. Sobre a mesquita de Djenné, comente que ela representa uma herança do Império do Mali, que foi um dos principais centros comerciais e religiosos africanos.
• Explique que os sítios arqueológicos também são um tipo de patrimônio cultural material, como é o caso da caverna de Altamira, na Espanha. Com base nas ruínas do centro cerimonial de Nan Madol, na Micronésia, e a Igreja de São Jorge,
na Etiópia, promova uma reflexão a respeito da importância da preservação dos patrimônios culturais materiais. Por fim, discuta com os estudantes como alguns tipos de patrimônio são importantes não apenas por sua edificação, mas também pelo conjunto de símbolos que representam em sua estrutura, como é o caso dos palácios imperiais das dinastias Ming e Qing, na China.
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• Comente com os estudantes que nem sempre grupos sociais, como mulheres, indígenas e afro-brasileiros, no Brasil, tiveram suas memórias valorizadas e reconhecidas pelo Estado. Apesar dos esforços atuais, muitas histórias foram apagadas, esquecidas e marginalizadas. Além disso, por muito tempo, a construção das narrativas históricas públicas, seja na exposição dos museus ou na escolha dos patrimônios culturais que deveriam ser preservados, foram produzidas e organizadas por grupos que não levavam em consideração a pluralidade cultural e o ponto de vista de outros povos e culturas. Para promover um debate sobre a preservação da memória e os esquecimentos, leia o texto a seguir.
As instituições que tratam da preservação e difusão do patrimônio cultural, sejam elas arquivos, bibliotecas, museus, galerias de arte ou centros culturais, apresentam um determinado discurso sobre a realidade. Compreender esse discurso, composto de som e silêncio, de cheio e vazio, de presença e ausência, de lembrança e esquecimento, implica a operação não apenas com o enunciado da fala e suas lacunas, mas também a compreensão daquilo que faz falar, de quem fala e do lugar de onde se fala.
[...]
CHAGAS, Mario. Memória e poder: dois movimentos. Cadernos de Sociomuseologia, v. 19, n. 19, 2002. Disponível em: https:// revistas.ulusofona.pt/index.php/ cadernosociomuseologia/article/ view/367. Acesso em: 30 ago. 2025.
4. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes apresentem suas ideias argumentando que esse fato contribui para a representação da diversidade cultural do país.
4. Em sua opinião, por que é importante que todos os grupos sociais do Brasil tenham patrimônios materiais reconhecidos?
O patrimônio cultural material está relacionado aos bens materiais, que podem ser tocados, como construções históricas, monumentos e sítios arqueológicos. Esses patrimônios, em geral, contribuem para a construção da identidade do país. Em 2025, o Brasil contava com 15 bens materiais na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco.
Em nosso país, além da Unesco, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), fundado em 1937, tem a responsabilidade de registrar os patrimônios culturais, preservando esses bens materiais e possibilitando que eles sejam transmitidos para as futuras gerações.
Atualmente, o patrimônio material do Brasil busca representar a diversidade dos povos formadores da nossa sociedade. Por esse motivo, ele combina, por exemplo, elementos ligados aos diferentes povos indígenas, aos grupos vindos de diversas nações africanas e aos imigrantes europeus e asiáticos que chegaram ao país em momentos distintos. Conheça a seguir alguns exemplos de patrimônios materiais do Brasil.

Casa de Chico Mendes. A construção recebe esse nome em homenagem ao ativista do movimento socioambiental no Brasil nas décadas de 1970 e 1980 e está situada no município de Xapuri, no Acre. Em 2007, o Iphan reconheceu o imóvel como patrimônio cultural. Fotografia de 2023.
• O objetivo da atividade 4 é investigar se os estudantes compreenderam a importância de o conjunto de patrimônio cultural no Brasil representar a diversidade social do país. Converse com eles sobre a diversidade cultural em nosso país e a importância de os diversos grupos serem representados. A representação dessa diversidade contribui para uma sociedade mais justa e igualitária, evitando a marginalização e o apagamento da história de determinados grupos. Ao conduzir a discussão, promova um ambiente acolhedor, no qual todas as opiniões sejam respeitadas e valorizadas, propiciando, assim, o pluralismo de ideias. Incentive a turma a considerar diferentes pontos de vista e as realidades culturais presentes no país, como os patrimônios ligados a comunidades indígenas, quilombolas, populações ribeirinhas e migrantes, por exemplo.
• A atividade 4 favorece o desenvolvimento da Competência específica de História 4, uma vez que os estudantes poderão refletir e se posicionar com base em princípios democráticos, inclusivos e solidários sobre a importância da representação e a celebração de diversos grupos sociais no Brasil nos patrimônios culturais.

A estação ferroviária do município de Teresina, no Piauí, foi inaugurada no ano de 1926 e é parte do patrimônio ferroviário. No ano de 2013, o Iphan reconheceu o monumento como patrimônio cultural. Fotografia de 2022.

Fortaleza de São José de Macapá, inaugurada em 1782, no município de Macapá, no Amapá. O patrimônio foi registrado em 1950 pelo Iphan por conta de sua importância arquitetônica. Fotografia de 2024.
Para que um bem material seja preservado no Brasil, ele deve passar por um processo conhecido como tombamento
Tombamento
O tombamento foi instituído em 1937 como um instrumento de proteção dos bens culturais. Ele foi a primeira forma de proteger o patrimônio cultural criada no continente americano, permitindo a preservação dos bens culturais pelos países. O processo de tombamento estabelece regras para preservar os patrimônios e evitar que sua essência seja perdida em caso de necessidade de mudanças.
Vale Tombado, de Carlos Daniel Reichel. Brasil, 2016 (47 min).
Esse documentário aborda o tombamento histórico nos bairros Rio da Luz, em Jaraguá do Sul, e Testo Alto, em Pomerode, no ano de 2007, problematizando o processo de tombamento dos patrimônios históricos brasileiros.
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RAIOL JUNIOR, Leonardo. O mundo do trabalho colonial e a construção da Fortaleza de São José do Macapá. Brasília: Senado Federal, 2024. Nessa obra, o autor destaca o processo de construção da Fortaleza de São José do Macapá, destacando o papel dos soldados, escravizados e indígenas no canteiro de obras e a vida cotidiana nos arredores do forte.
• Ao fazer a leitura das imagens, peça aos estudantes que descrevam oralmente o que conseguem identificar em cada uma delas e incentive-os a ler com atenção todas as legendas. Crie um roteiro que os auxilie a interpretá-las de modo a responder como é possível descrever o patrimônio material da imagem, onde está localizado, a que grupo da sociedade brasileira está vinculado e por que ele é importante para a memória e a história do Brasil.
• A respeito da Casa de Chico Mendes, retratada na página 124 , comente que esse patrimônio preserva a memória do seringueiro, sindicalista e ambientalista Chico Mendes (1944-1988), conhecido por seu trabalho de luta pela preservação do meio ambiente. Se julgar pertinente, retome com os estudantes os eventos históricos relacionados ao ciclo da borracha e ao deslocamento de imigrantes nordestinos para a Região Norte. Em relação à Estação Ferroviária de Teresina, comente que ela foi construída em 1929 e representa o processo de integração do Brasil. Desde 2025, a estação passou a sediar o Iphan no Piauí. Sobre a Fortaleza de São José de Macapá, comente que ela foi construída no século XVIII para defender o território de invasões pelo norte do país e é reconhecida pelo seu valor arquitetônico.
• Explique aos estudantes que entre as características do Barroco Mineiro estão a riqueza de detalhes e os ornamentos em ouro nas partes internas das igrejas e o uso de pedra-sabão na produção de esculturas. Comente que o escultor Antônio Francisco de Lisboa (c.1738-1814), conhecido como Aleijadinho, e o pintor Manoel da Costa Ataíde (1762-1830) foram alguns dos principais artistas do Barroco Mineiro.
• A identidade de Aleijadinho é um ponto de discussão na historiografia. Alguns historiadores sugerem que o “Aleijadinho mítico” seria uma criação mais do que uma figura histórica concreta. O fato de sua condição física ter sido romantizada, com alguns considerando-a uma metáfora para o sofrimento do gênio criador, também alimenta a mitificação de sua figura. Outro ponto que gera debate é a questão da autoria de suas obras. Em razão da quantidade de obras atribuídas a ele, muitos estudiosos questionam se ele realmente produziu tudo o que lhe é creditado. Nos séculos XVIII e XIX, era comum que obras de aprendizes fossem atribuídas aos mestres. Além disso, questões mercadológicas influenciaram a atribuição de obras a Aleijadinho, muitas vezes de forma imprecisa.
• Na atividade 1, engaje os estudantes na leitura atenta do texto, incentivando que retomem as informações disponíveis para localizar qual era a atividade econômica predominante no período. Promova um ambiente de diálogo no qual todos possam verbalizar seus raciocínios e compartilhar suas conclusões com a turma, acolhendo diferentes formas de expressão e respeitando os tempos e ritmos de aprendizagem.
O Barroco é uma manifestação de origem europeia criada no fim do século 16. Porém, no Brasil, foram desenvolvidas características próprias.
Esse estilo, que ficou conhecido como Barroco Mineiro, se desenvolveu principalmente em Minas Gerais, durante o período da mineração no século 18. Nessa época, muitas pessoas que enriqueceram com a extração de ouro faziam doações para as instituições conhecidas como irmandades religiosas. Essas irmandades eram associações de fiéis católicos responsáveis pela organização de rituais e pela gestão das igrejas.
Além disso, promoviam o encontro de diferentes grupos sociais por meio de eventos e, com o dinheiro de doações, contratavam artistas para decorar os espaços religiosos.

Igreja de São Francisco de Assis, construída no século 18, em estilo Barroco Mineiro, no município de Ouro Preto, em Minas Gerais, em 2021.

Glorificação da Virgem Maria, de Manoel da Costa Ataíde. Óleo sobre madeira. 1801-1812. Essa pintura foi feita no teto da Igreja de São Francisco de Assis, no município de Ouro Preto, em Minas Gerais.
Agora, responda à questão a seguir.
1. Qual atividade econômica está relacionada ao Barroco Mineiro? Como você chegou a essa conclusão?
Resposta: A mineração. Os estudantes podem retomar informações do texto para responder à questão.
• Proponha aos estudantes que formem grupos para pesquisar esculturas e pinturas do Barroco Mineiro, como as obras atribuídas a Aleijadinho e Manoel da Costa Ataíde. Caso a escola não disponha de sala de informática, selecione previamente algumas imagens impressas de obras desses artistas, acompanhadas de legendas com informações como local, data e dimensões da obra. Com a ajuda do professor do componente curricular de Arte, oriente-os a observar detalhes das obras, como o uso de linhas curvas, ornamen-
tos, douramento e dramaticidade nas pinturas e esculturas. Em seguida, peça-lhes que organizem apresentações de seminários, explicando as características das obras que pesquisaram e analisaram. Para garantir a participação de todos, faça a descrição detalhada de imagens para os estudantes com necessidades educacionais específicas e valorize diferentes formas de expressão, possibilitando que, além da apresentação oral, produzam maquetes, colagens e desenhos.
O patrimônio cultural imaterial é formado por saberes e práticas da vida cotidiana de uma sociedade, como festas, tradições, práticas religiosas, celebrações, formas de expressão e ofícios, ou ainda lugares, como feiras e mercados.
A cultura imaterial é transmitida entre as gerações principalmente por meio da oralidade e da convivência. Por esse motivo, ela pode ser alterada e modificada de acordo com o momento histórico, pela interação com a natureza e pelas mudanças sofridas dentro das próprias sociedades. Conheça dois exemplos de patrimônios imateriais.


Em 2003, na França, foi criada a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, que determinou grandes avanços para compreender a importância desse novo tipo de patrimônio.
Salvaguarda
Salvaguarda são medidas, como a investigação e a documentação, que buscam garantir a proteção e a preservação do patrimônio cultural imaterial, bem como a sua transmissão.
1. A respeito dos patrimônios culturais imateriais, escreva a alternativa correta.
a ) Os patrimônios imateriais são aqueles que podemos tocar, como monumentos e estátuas.
b ) Festas, práticas religiosas, celebrações, formas de expressão e ofícios não são considerados patrimônios.
c ) Os patrimônios culturais imateriais são transmitidos principalmente por meio da oralidade e da vivência.
d ) A Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial determinou que somente os patrimônios materiais são importantes.
Resposta: Alternativa c
• Sobre o conteúdo das páginas 127 e 128, discuta com os estudantes o conceito de patrimônio imaterial, apresentando a pluralidade de práticas e celebrações. Com a participação deles, elabore um mapa mental em forma de diagrama na lousa, destacando o conceito e as diferentes práticas. Durante o preenchimento do mapa mental, engaje-os a indicar outras formas de expressão cultural que eles conside-
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ram como patrimônios imateriais. Para tornar a dinâmica mais acessível a estudantes com necessidades educacionais específicas, verifique a possibilidade de ilustrar cada tipo de patrimônio com objetos ou imagens impressas ou faça a descrição detalhada de cada uma. Essa intervenção contribui para a recuperação do aprendizado sobre os patrimônios culturais imateriais.
• Comente com os estudantes que o patrimônio cultural imaterial é transmitido pela tradição oral e práticas culturais cotidianas. Explore a realidade próxima dos estudantes e pergunte se eles já aprenderam algumas manifestações culturais e brincadeiras, por exemplo, por meio da oralidade ou da observação. Em seguida, promova a reflexão sobre a importância de reconhecer esses saberes e conhecimentos e quais métodos, como a salvaguarda, possibilitam que essas manifestações sejam registradas, valorizadas e preservadas.
• A respeito das imagens, comente que o Festival Durbar, realizado no norte da Nigéria, é uma manifestação cultural que representa a autoridade dos governantes locais, com desfiles de cavalos e camelos enfeitados, além de manifestações religiosas e culturais. Sua origem está associada às tradições islâmicas e monárquicas da região. Já o Gion Matsuri, celebrado em Kyoto, no Japão, é um festival religioso que começou a ser celebrado como ritual de purificação espiritual dedicado ao deus Yasaka. Uma das principais atrações é a procissão de carros alegóricos acompanhada de danças e orações.
• Sobre o conteúdo desta página, explique aos estudantes que o reconhecimento do patrimônio cultural imaterial é um processo relativamente recente: no Brasil, enquanto o tombamento dos bens materiais ocorre desde a fundação do Iphan, na década de 1930, o registro do patrimônio imaterial começou a ser realizado apenas no século XXI. Solicite aos estudantes que descrevam cada uma das imagens da página. Incentive-os a apresentar hipóteses sobre os motivos pelos quais esses bens culturais foram considerados patrimônios culturais imateriais e questione-os sobre quais grupos estão associados.
• Na atividade 2, os estudantes podem compartilhar suas experiências pessoais em relação aos patrimônios culturais imateriais discutidos em sala de aula. O objetivo é fomentar a troca de vivências e o aprofundamento do conhecimento sobre a diversidade cultural presente nas diferentes manifestações estudadas.
No Brasil, enquanto a proteção do patrimônio cultural material é feita por meio do tombamento, os bens culturais imateriais são protegidos por outro tipo de instrumento, o registro
Registro
O registro do patrimônio cultural imaterial permite identificar quais elementos permanecem e quais se transformam ao longo do tempo, identificando que esses patrimônios podem ganhar novos significados a cada geração.
Observe alguns exemplos de patrimônios culturais imateriais registrados no Brasil.

Fotografia de dançarinos de Frevo no município de Recife, em Pernambuco, em 2023.

Na imagem, Arte Kusiwa produzida por Katirina Wajãpi, estampada em selo dos Correios de 2014.

Fotografia de músicos do grupo Samba de Roda Filhos da Terra, no município de Terra Nova, na Bahia, em 2019.
O Frevo é um ritmo e uma dança pernambucanos que mistura elementos de diversos ritmos e também da capoeira. A.
O Samba de Roda do Recôncavo Baiano é uma forma de expressão que vem sendo transmitida entre as gerações.
B. A Arte Kusiwa é realizada pelos indígenas Wajãpi do Amapá, praticada geralmente no próprio corpo e em cerâmicas.
2. Você conhece algum desses patrimônios culturais imateriais?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes compartilhem suas experiências pessoais acerca dos patrimônios culturais imateriais abordados em sala de aula.
• O estudo sobre a proteção e a valorização dos patrimônios culturais imateriais do Brasil contribui para abordar a Competência geral 3, uma vez que propõe aos estudantes valorizar e fruir diversas manifestações artísticas e culturais.
PATRIMÔNIO Imaterial. Iphan. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/234. Acesso em: 3 jul. 2025.
O portal do Iphan possibilita explorar práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas que diversas comunidades e grupos sociais no Brasil reconhecem como patrimônio cultural imaterial, além de disponibilizar o acesso a acervos e publicações relevantes, como os Livros de Registro.
Você conhece a capoeira? Ela é uma manifestação cultural baseada em antigas tradições africanas que mistura luta, dança e música. Acredita-se que tenha sido criada no Brasil por africanos e afrodescendentes escravizados durante o Período Colonial Diversas fontes históricas revelam que a prática da capoeira era comum entre as pessoas escravizadas nesse período, principalmente em municípios como Salvador e Rio de Janeiro. Porém, muitas pessoas foram reprimidas por praticar a capoeira. No fim do século 19, a capoeira chegou a ser proibida por lei. Quem fosse pego praticando-a podia ficar preso por vários meses.
Ao longo do século 20, houve uma mobilização para combater o preconceito contra a capoeira, que aos poucos foi diminuindo, fazendo-a ser cada vez mais praticada.
Em 2014, a Roda de Capoeira foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco. Esse reconhecimento foi um marco importante para valorizar e divulgar uma das mais importantes expressões culturais afro-brasileiras.

Agora, responda à questão a seguir.
1. Você já praticou capoeira ou conhece alguém que pratique? Comente com os colegas.
Resposta pessoal. Incentive os estudantes a falarem a respeito da realidade próxima deles.
Patrimônios culturais no Brasil e no Mundo
05/10/2025 16:08:45
Informações Patrimônio cultural materialPatrimônio cultural imaterial
O que é?
Exemplo no mundo
Exemplo no Brasil
Conjunto das produções humanas concretas importantes para a identidade de um povo.
Pirâmide da cidade de El Tajín, Grande Mesquita de Djenné e Igreja de São Jorge.
Casa de Chico Mendes, Estação Ferroviária de Teresina e Fortaleza de São José do Macapá.
Conjunto das práticas humanas que são consideradas importantes para a identidade de um povo.
Festival Durbar e Gion Matsuri.
• Na atividade 1, levante algumas questões sobre a capoeira, perguntando aos estudantes se eles já ouviram falar sobre, se já praticaram e se conhecem algumas características, como as vestimentas, os movimentos e alguma música ou instrumento musical.
• O monumento Arena da Capoeira, instalado no município de Salvador, na Bahia, e inaugurado em 2024, foi idealizado pelo artista baiano André Moreno e visa celebrar a tradição e os mestres da capoeira.
CASTRO JÚNIOR, Luís Vitor; OLIVEIRA, Denise de Almeida. A capoeira pelas lentes da pesquisa histórica: olhares e fatos. Salvador: EDUFBA, 2024. A obra reúne estudos diversos sobre a prática da capoeira, destacando o papel dos mestres, a memória e a oralidade para a transmissão desses saberes e conhecimentos.
Objetivo
• Retomar os conceitos de patrimônio cultural material e imaterial.
Sugestão de intervenção
• Elabore um quadro na lousa e solicite aos estudantes que auxiliem o preenchimento com as descrições adequadas. Aproveite a oportunidade para explorar patrimônios culturais materiais e imateriais no município ou na região. Observe a seguir um modelo que pode ser reproduzido em sala de aula.
Arte Kusiwa, Frevo, Samba de Roda do Recôncavo Baiano e Roda de Capoeira.
• Reconhecer a importância do Marabaixo como patrimônio cultural imaterial do Brasil.
• Promover o desenvolvimento de vocabulário.
• Trabalhar o gênero textual notícia.
• Aprimorar a compreensão de textos.
• Analisar e avaliar conteúdos e elementos textuais.
• Antes da leitura do texto, explique aos estudantes que a notícia é um gênero textual que tem por objetivo divulgar um acontecimento atual. Explique que, ao lerem o texto, eles devem observar as pistas oferecidas pela notícia, como fatos e informações básicas e o contexto da sua produção. Além disso, eles podem deduzir fatos ou situações com base em seu conhecimento de mundo. Em seguida, promova a leitura coletiva do texto em voz alta. Durante a leitura, ajude-os com palavras, termos e conceitos que despertarem dúvidas e oriente a turma a ter empatia e respeito com os colegas que apresentarem dificuldades na leitura. Peça também que leiam o crédito do texto para descobrir a fonte da notícia.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• A seção possibilita a articulação entre o componente curricular de Língua Portuguesa e o tema contemporâneo transversal Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras. Com o auxílio do professor de Língua Portuguesa , destaque algumas características do gênero textual notícia, como a linguagem imparcial e a estrutura geralmente composta de linha fina e lide. Aproveite
A notícia a seguir foi publicada em 8 de novembro de 2018, em uma edição digital do portal de notícias do governo do estado do Amapá. Ela tem como objetivo informar a população que o Marabaixo foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Brasil. No texto, podemos identificar informações gerais sobre o fato relatado, como ocorreu, onde e por quê.
Leia a notícia e faça as atividades.
Marabaixo é reconhecido como patrimônio cultural brasileiro
O marabaixo, manifestação cultural do Amapá, recebeu nesta quinta-feira, 8, o título de patrimônio cultural brasileiro, importante certificação dada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A atribuição reconhece a presença das ancestralidades africanas na formação social e cultural do Amapá e da Amazônia. Além disso, pode assegurar condições de transmissão e reprodução dessa manifestação cultural. O anúncio aconteceu durante reunião do conselho consultivo do Iphan, em Belém (PA).
De acordo com a membro do comitê gestor da Secretaria Extraordinária de Políticas para os Afrodescendentes (Seafro), Valdinete Costa, o marabaixo foi reconhecido como patrimônio cultural brasileiro por ser uma forma de expressão que reúne referências culturais vivenciadas e atualizadas pelos amapaenses, fundamental para a construção e afirmação da identidade cultural negra brasileira, além de compor a memória, a identidade e a formação da sociedade.
[...]
MARABAIXO é reconhecido como patrimônio cultural brasileiro. Governo do Estado do Amapá, 8 nov. 2018. Disponível em: https://agenciaamapa.com.br/noticia/7772/ marabaixo-e-reconhecido-como-patrimonio-cultural-brasileiro. Acesso em: 4 out. 2025. Ilustração que representa a manifestação cultural Marabaixo.

o momento para promover uma conversa a respeito da função desse gênero, explicando que a notícia tem a finalidade de informar a população sobre acontecimentos atuais.
• Nos itens a e b, oriente os estudantes a explorarem a notícia para responder às atividades. Na manchete, por exemplo, eles podem identificar o tema principal da notícia. No crédito, é possível identificar o nome do veículo de informação:
Governo do Estado do Amapá; a data de publicação: 8 de novembro de 2018; e que se trata de uma notícia veiculada no meio digital.
• No item c, espera-se que os estudantes notem que o texto relata um acontecimento, com informações sobre como ocorreu, onde e por quê. Comente que as notícias geralmente apresentam uma linguagem formal e informativa e são acompanhadas de um título que busca atrair a atenção do leitor.
a ) Qual é o tema principal da notícia?
Resposta: O reconhecimento do marabaixo como patrimônio imaterial brasileiro.
b ) Em que veículo essa notícia foi publicada? Como você descobriu essa informação?
Resposta: Ela foi veiculada em um jornal digital amapaense,
como indica a referência. Auxilie os estudantes a identificarem essa informação.
c ) Por que podemos caracterizar esse texto como uma notícia? Reflita sobre as características desse tipo de texto e cite alguns argumentos aos colegas.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem que o texto informa um tema e é veiculado em um portal de notícias do governo amapaense.
d ) Em sua região, há patrimônios reconhecidos pelos órgãos do governo? Com os colegas, formem grupos para pesquisar o tema. Para isso, sigam as orientações:
• com ajuda do professor, definam em que veículos de informação vocês vão fazer a pesquisa;
• selecionem fontes de informações confiáveis, como sites oficiais da Prefeitura ou do governo estadual, do Iphan e sites de notícias regionais ou nacionais;
• busquem notícias sobre patrimônios da região onde vocês vivem, indicando quando foram tombados ou registrados;
• selecionem apenas uma das notícias pesquisadas;
• com os colegas, leiam as notícias em uma roda de conversa e discutam a importância da valorização patrimonial no contexto regional.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes interajam com o gênero textual notícia para explorar e conhecer os patrimônios culturais do município ou da região.
Ilustração que representa a manifestação cultural Marabaixo.

05/10/2025 16:08:47
• No item d , após analisar o texto, os estudantes poderão ampliar seus conhecimentos por meio da pesquisa de notícias sobre os patrimônios culturais do município onde vivem. Nessa etapa de pesquisa, é importante que eles tenham compreendido as características de uma notícia para que possam fazer a busca por esse texto. Eles devem ser orientados a não se esquecerem de anotar o nome, o link do site em que pesquisaram e a data de acesso.
• Aproveite a oportunidade para explorar os patrimônios culturais tombados e registrados pelos órgãos municipais e estaduais. Para isso, faça uma lista de alguns patrimônios culturais do município, destacando, se possível, os que representam indígenas, afro-brasileiros e mulheres.
• Ao ler e analisar a notícia sobre o reconhecimento do Marabaixo como patrimônio cultural brasileiro, é possível articular o conteúdo com o tema contemporâneo transversal Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
• Na atividade 1 , após a troca inicial de ideias, proponha uma discussão próxima da realidade dos estudantes. Pergunte sobre as características naturais do lugar onde vivem: “Quais elementos da natureza em sua região poderiam ser considerados patrimônios naturais?”. Isso pode incluir rios, morros, flora e fauna ou outras características que desempenham um papel importante no ecossistema da região. Após a discussão, incentive uma reflexão coletiva sobre como os patrimônios naturais contribuem para a qualidade de vida e para a sustentabilidade do meio ambiente. Aproveite para abordar também os desafios relacionados à conservação ambiental e como os estudantes podem se engajar em ações nesse sentido.
• Sobre o conteúdo desta página, explique aos estudantes o conceito de patrimônio natural. Discuta com eles o conceito de paisagem e a importância que determinados espaços têm na comunidade. Reflita com eles sobre os desafios para a proteção do patrimônio natural. Para isso, promova a articulação com os componentes curriculares de Ciências e Geografia. Promova o debate a fim de que todos reflitam sobre a relação entre as formas de ocupação humana do espaço e seus respectivos impactos na natureza, como a poluição do ar promovida pelos veículos e pelas fábricas, a poluição dos rios e das nascentes pelo despejo incorreto de resíduos sólidos e orgânicos e o processo de erosão do solo impulsionado pela agricultura intensiva.
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Complexo de Áreas Conservadas do Pantanal
1. Você sabe o que são patrimônios naturais? Compartilhe com os colegas. Os patrimônios naturais são lugares de conservação ambiental, como florestas e montanhas, reconhecidos pela Unesco. Eles apresentam significativa diversidade de plantas e animais com grande importância para a humanidade. Em geral, as populações tradicionais são relevantes agentes na conservação desses patrimônios.
Em 2025, a Unesco reconhecia cerca de 250 sítios naturais pelo mundo, oito deles localizados no Brasil, como a Reserva de Mata Atlântica do Sudeste, o Complexo de Áreas Conservadas do Pantanal e o Complexo de Conservação da Amazônia Central. A seguir, conheça alguns patrimônios naturais.

Rinocerontes no Parque Nacional Ujung Kulon, na Indonésia, em 2017. O parque é um espaço de conservação desses animais.

Vista do Parque Nacional do Iguaçu, no município de Foz do Iguaçu, no Paraná, em 2022. O parque fica localizado na região da tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai e foi inscrito na Lista do Patrimônio Natural em 1986.
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes relacionem os patrimônios naturais à necessidade de conservar o meio ambiente. O objetivo da atividade é avaliar o conhecimento prévio deles sobre o conteúdo.
Objetivo
• Compreender a importância dos patrimônios naturais.
Sugestão de intervenção
• Escreva na lousa uma lista com os sítios do patrimônio mundial natural no Brasil reconhecidos pela Unesco. Em seguida, divida a turma em duplas e peça-lhes que escolham um dos patrimônios e façam uma pesquisa sobre ele, identificando quando foi reconhecido, onde está localizado e quais espécies de animais e plantas são
conservadas. Oriente que façam desenhos e que escrevam textos argumentando a importância desse patrimônio para a humanidade. Por fim, engaje-os em uma roda de conversa para expor os resultados da pesquisa. Aproveite a oportunidade e elabore um painel do patrimônio natural brasileiro com os desenhos e textos produzidos por eles. Para garantir a inclusão de estudantes com necessidades educacionais específicas, flexibilize a data de entrega da pesquisa e possibilite que eles apresentem os resultados da pesquisa em outros suportes, como áudio ou vídeo em Libras.
Os lugares de relevância cultural e natural são reconhecidos pela Unesco como patrimônios mistos. Eles são importantes tanto pelo valor histórico e artístico como pela diversidade de fauna e flora. . Conheça dois exemplos de patrimônios mistos.
O Penhasco de Bandiagara, no Mali, é conhecido pelos planaltos arenosos e as residências, os santuários e os costumes dos povos que vivem na região. Assim, a preservação das tradições culturais e da arquitetura, bem como da rica paisagem natural, torna Bandiagara um patrimônio misto reconhecido pela Unesco.

Tradicional vila Dogon, em Bandiagara, no Mali, em 2021.
No Brasil, Paraty e Ilha Grande são reconhecidas pela preservação de Mata Atlântica, onde ficam localizadas a Serra da Bocaina e a Serra do Mar, pelo valor histórico e pela arquitetura colonial característica dos séculos 18 e 19.

INFOGRÁFICO
CLICÁVEL: A biodiversidade de Paraty e Ilha Grande
Porto de Paraty, no Rio de Janeiro, em 2025.
1. Quais são as características do patrimônio misto? Como você chegou a essa conclusão?
Resposta: O patrimônio misto é caracterizado pelo valor cultural, histórico e natural. Espera-se que os estudantes localizem no texto a resposta da questão com base na análise das fotografias.
de patrimônio por meio da leitura do texto ou da análise das imagens.
Objetivo
• Compreender o conceito de patrimônio misto.
Sugestão de intervenção
• Explore a fotografia de Paraty e Ilha Grande e promova a discussão sobre a importância natural, histórica e cultural desse patrimônio misto. Leve-os para a sala de informática ou biblioteca
05/10/2025 16:08:49
da escola para que realizem uma pesquisa sobre o patrimônio. Em seguida, em sala de aula e com o auxílio dos estudantes, faça uma lista indicando a importância desse patrimônio. Durante a atividade, verifique se eles perceberam que esse patrimônio é um importante núcleo de conservação da biodiversidade, do bioma Mata Atlântica, da arquitetura colonial dos séculos XVIII e XIX e da presença das culturas indígenas, africanas e afro-brasileiras.
• Para promover a progressão do aprendizado sobre os patrimônios mistos, retome com os estudantes os conteúdos estudados ao longo desta unidade. Faça na lousa um quadro com duas colunas e escreva na primeira “patrimônio cultural” e na segunda “patrimônio natural”. Solicite aos estudantes que citem exemplos de patrimônios para cada classificação. Caso apresentem dificuldade, peça-lhes que pesquisem informações no livro ou nas anotações do caderno. Essa intervenção possibilita aos estudantes que retomem conhecimentos relevantes para a compreensão do conceito de patrimônio misto.
• Em relação às imagens, oriente os estudantes a identificarem características culturais, históricas e naturais dos patrimônios retratados. Na vila Dogon, em Bandiagara, verifique se eles perceberam que há diversas construções e que elas compartilham a paisagem com algumas montanhas. No caso de Paraty e Ilha Grande, ajude-os a perceber que a igreja e as construções contrastam com a vegetação.
• O objetivo da atividade 1 é avaliar a compreensão dos estudantes sobre o conceito de patrimônio misto. Incentive-os a identificar as características desse tipo
• Reconhecer a importância do Cerrado.
• Desenvolver habilidades de leitura e interpretação de texto.
• Refletir sobre as consequências da ação humana no meio ambiente.
• Identificar possíveis soluções para o problema do desmatamento.
• Esta seção aborda uma situação-problema relacionada ao bioma Cerrado, destacando a importância desse ecossistema para o equilíbrio ambiental do Brasil e as graves consequências do seu desmatamento. Essa abordagem promove a reflexão sobre um desafio contemporâneo relevante, incentivando os estudantes a pensarem nas causas e nos efeitos do desmatamento e em possíveis soluções para a conservação do meio ambiente. Ao trabalhar esse tipo de situação-problema, a seção proporciona um espaço para que os estudantes formulem ideias e soluções para a problemática apresentada.
• As atividades desta seção favorecem o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Educação ambiental, pois reforçam a importância da conservação do meio ambiente. Elas também favorecem o desenvolvimento da Competência geral 7, uma vez que permite aos estudante que se baseiem em fatos, dados e informações para formular e defender ideias que promovam a consciência socioambiental.
CONHECIMENTOS
• A seção favorece a articulação entre o componente
Conhecendo o problema 1
Leia o texto a seguir, sobre a importância do bioma Cerrado, um dos patrimônios naturais mundiais do Brasil, e as consequências do seu desmatamento.
O Cerrado tem nascentes de oito das 12 principais bacias hidrográficas que abastecem o Brasil e conecta a Amazônia ao norte, a Caatinga a nordeste, o Pantanal a sudoeste e a Mata Atlântica ao sudeste. Apesar de sua importância socioambiental, é o bioma mais rapidamente devastado do país: em 2023, perdeu cerca de 1 milhão de hectares de vegetação nativa para o desmatamento. O número representa uma área do tamanho de dois Distritos Federais e um aumento de 67,7% em relação ao ano anterior. Foi também a primeira vez que a área desmatada de Cerrado foi maior que a área amazônica, desde o início da publicação do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD) da rede MapBiomas.
Por “bombear” água para o restante do território brasileiro, o Cerrado é chamado de “Coração das Águas” em uma nova campanha cujo objetivo é sensibilizar brasileiros e brasileiras sobre o bioma e esta região. Ao todo, são mais de 3.500 nascentes que correm apenas para a Amazônia, sem falar no Pantanal, na Caatinga e na Mata Atlântica, e abastecem milhares de cidades, a indústria e a própria agropecuária. [...]
A magnitude do Cerrado também está embaixo da terra, uma vez que abriga uma “floresta invertida”, ou seja, tem árvores com raízes profundas que atuam como uma esponja gigante absorvendo e estocando água da chuva, distribuída para milhões de nascentes durante todo o ano, inclusive no período de seca. [...]
COM OITO das 12 principais bacias hidrográficas que abastecem o país, Cerrado é bioma mais devastado do Brasil. WWF, 11 set. 2024. Disponível em: https://www.wwf.org.br/?89580/Com-oito-das-12-principais-bacias -hidrograficas-que-abastecem-o-pais-Cerrado-e-bioma-mais-devastado-do-Brasil. Acesso em: 11 jun. 2025.

curricular de Geografia e o tema contemporâneo transversal Educação ambiental, uma vez que os estudantes poderão conhecer o atual estado de conservação do bioma Cerrado, refletir sobre possíveis soluções e produzir material de conscientização envolvendo os familiares e a comunidade escolar.
Respostas
2. a) O bioma é importante porque é a nascente de oito das 12 principais bacias hidrográficas do Brasil.
b) Recentemente, o Cerrado foi o bioma mais de-
vastado pelo desmatamento em 2023, perdendo 1 milhão de hectares de vegetação nativa.
3. b) Resposta pessoal. Os estudantes podem fazer um cartaz para cada patrimônio natural, indicando o estado de conservação e as possibilidades de resolução dos problemas ambientais.
c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam acerca dos problemas e soluções a respeito da conservação dos patrimônios naturais brasileiros em conjunto com a comunidade escolar, debatendo diferentes ideias a respeito do tema.


Organizando as ideias
e comentários nas orientações ao professor
a ) De acordo com o texto, qual é a importância do bioma Cerrado para a população brasileira?
b ) Partes do Cerrado são consideradas patrimônios naturais mundiais do Brasil. De acordo com o texto, qual é o estado de conservação atual desse bioma?
c ) Quais são as consequências da devastação do Cerrado? Comente com os colegas.
Resposta: Com base no texto, os estudantes podem comentar que, além de desaparecer, a devastação do Cerrado pode afetar o abastecimento de água nas bacias hidrográficas.
a ) Que tal ajudar a conscientizar a comunidade escolar e os familiares sobre a importância de conservar o patrimônio natural do Brasil? Formem grupos e pesquisem o estado de conservação dos patrimônios naturais do país.
b ) Em seguida, criem uma campanha de conscientização sobre o tema. Para isso, sigam as orientações:
3. b) e c) Respostas e comentários nas orientações ao professor.
• separem cartolina ou papel kraft para a produção de cartazes;
• escolham tipos de letra com as quais se sintam confortáveis e escrevam frases curtas a respeito do estado de conservação de cada patrimônio natural;
• escrevam algumas dicas de como podemos ajudar na conservação desses patrimônios;
3. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes
• recortem ou imprimam fotografias para colar no cartaz.
2. a) e b). Respostas pesquisem os patrimônios naturais do Brasil e identifiquem o estado de conservação de cada um.
c ) Por fim, com a ajuda do professor, convidem os familiares e a comunidade escolar para uma roda de conversa sobre quais ações podem ser colocadas em prática no cotidiano para ajudar a conservar esses patrimônios. Anotem o resultado dessa conversa.
Ilustração que representa o Cerrado.
da campanha de conscientização, é importante que todos participem ativamente, de modo a exercitarem a cidadania e práticas de sustentabilidade. Durante a roda de conversa, possibilite a todos que participem da atividade, contribuindo com argumentos sobre a importância da conservação da natureza e sobre como cada um pode ajudar cotidianamente nesse sentido. Além disso, considere a elaboração de um projeto contínuo de conscientização e ação que envolva a comunidade escolar e as famílias. O projeto pode incluir patrimônios regionais e a
05/10/2025 16:08:52
realidade ambiental da comunidade onde os estudantes vivem, por meio de um levantamento de patrimônios naturais, parques e unidades de conservação. Com base nos resultados da pesquisa, os estudantes podem organizar, em grupos, a produção de cartazes, panfletos e apresentações que informem o estado de conservação desses espaços, incluindo dados sobre a importância desses biomas e as ações necessárias para sua conservação. Para a escrita do material de conscientização, incentive os estudantes a praticarem a escrita de letra cursiva.
• O item a permite verificar se os estudantes conseguem identificar no texto a importância do Cerrado para a população brasileira, enfatizando o papel que esse bioma desempenha nas bacias hidrográficas do país.
• O item b possibilita analisar o atual estado de conservação do Cerrado. Se necessário, desenhe na lousa um gráfico de setores apresentando visualmente o percentual referente ao aumento de desmatamento no Cerrado em 2023.
• Já o item c permite aos estudantes debater sobre as consequências do desmatamento no Cerrado por meio de dados e informações apresentados no texto.
• A atividade proposta visa promover o desenvolvimento do pensamento crítico e autônomo dos estudantes, incentivando-os a pesquisar sobre o estado de conservação dos patrimônios naturais do Brasil. Auxilie os estudantes durante a realização das pesquisas. Incentive a participação de todos e motive-os a apresentar diversos elementos dos patrimônios pesquisados, como sua localização, atual estado de conservação e características da fauna e da flora. Para a elaboração e preparação
1. Objetivo
• Avaliar a compreensão dos estudantes sobre o conceito de patrimônio cultural material.
Sugestão de intervenção
• Retome com os estudantes o tema das páginas 124 a 126 e explique que o santuário é um exemplo de patrimônio cultural material, ou seja, um bem físico e tangível que tem importância histórica e arquitetônica. Para trabalhar a progressão do conhecimento, explique que, além de seu valor artístico e cultural, esse patrimônio contribui para a memória coletiva de Minas Gerais e do Brasil, representando um marco do Barroco Mineiro.
2. Objetivo
• Avaliar a compreensão dos estudantes sobre o conceito de patrimônio imaterial.
Sugestão de intervenção
• Para garantir uma compreensão mais aprofundada, promova uma leitura compartilhada em voz alta do texto. Durante a leitura, faça comentários sobre alguns trechos, destacando o que caracteriza o Bumba Meu Boi de Costa de Mão como patrimônio imaterial, como a tradição oral, os ritmos, as danças e os bordados das indumentárias. Pergunte aos estudantes o que entenderam sobre os riscos de desaparecimento desse patrimônio, focando na questão do preconceito racial e da violência histórica sofrida pelos grupos afrodescendentes. Ao final, peça que refaçam a atividade, reforçando as ideias discutidas na leitura. Para promover a progressão do aprendizado, proponha que compartilhem exemplos de outras manifestações culturais que enfrentam desafios semelhantes.
Escreva as respostas no caderno.
1. Observe a imagem a seguir. Escreva no caderno a alternativa correta.
a ) A fotografia retrata um patrimônio natural, importante pelo seu valor histórico e cultural.
b ) O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos é um patrimônio cultural imaterial do Brasil.

Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, no município de Congonhas, em Minas Gerais, em 2023.
c ) A fotografia retrata um patrimônio cultural material, relevante pelo seu valor histórico e arquitetônico.
d ) O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos é um patrimônio misto, importante para a história do Brasil e de Minas Gerais.
1. Resposta: Alternativa c
2. Leia o texto.
O sotaque de Bumba meu boi de Costa de mão tem como origem a região do Litoral Ocidental Maranhense, especificamente os municípios de Cururupu, Serrano do Maranhão e Bacuri. Os grupos desse sotaque se distinguem por um ritmo próprio, pelos bordados de suas indumentárias, pela forma de tocar pandeiro, utilizando o dorso da mão, e pela presença marcante de brincantes negros.
Apesar da existência de um rico contexto que envolve a tradição oral, a cultura e a religiosidade, os grupos de Costa de Mão correm risco de desaparecimento. Esse cenário de desvalorização está relacionado ao preconceito racial e à violência sofrida, historicamente, pelo povo negro.
[...]
NUNES, Izaurina Maria de Azevedo (org.). Aprendendo sobre o nosso patrimônio cultural Ilustrações de Robson Araújo. São Luís: Iphan, 2022. p. 36. Agora, responda às questões no caderno
a ) Com base no que você estudou em sala de aula, qual tipo de patrimônio é o Bumba Meu Boi de Costa de Mão?
Resposta: É um patrimônio imaterial.
b ) De acordo com o texto, por que esse patrimônio corre o risco de desaparecer?
Resposta: Porque ele é desvalorizado por causa do preconceito racial e da violência que historicamente os afrodescendentes sofrem no Brasil.
• Pesquise previamente alguns exemplos de fotografias retratando patrimônios culturais materiais e imateriais, se possível, da região onde se localiza a escola, aproximando a abordagem do conteúdo à realidade dos estudantes. Imprima as fotografias ou use um projetor. Organize uma roda de conversa e apresente uma imagem por vez aos estudantes, perguntando o que cada uma delas retrata, o tipo de patrimônio que caracteriza e quais grupos sociais são representados. Motive-os a falar sobre as diferenças entre os tipos de patrimônio.
05/10/2025 16:08:53
3. Há diferentes instrumentos para a preservação dos vários tipos de patrimônio. Copie o quadro a seguir no caderno e complete-o definindo quais são as principais formas de preservação e a quais tipos de patrimônio elas se relacionam.
Instrumentos de preservação
Formas de preservação
Tombamento
Registro
Salvaguarda
Tipos de patrimônio
MODELO
4. Leia o texto a seguir e responda às questões no caderno.
3. Resposta: Tombamento: Estabelece regras para preservar os patrimônios materiais e evitar que sua essência se perca. Registro: Preserva os bens imateriais e permite observar suas mudanças e permanências. Salvaguarda: Conjunto de medidas que garantem a manutenção do patrimônio imaterial, como a identificação, a documentação e a valorização.
A Convenção do Patrimônio Mundial Cultural e Natural, adotada em 1972 pela Organização das Nações Unidas para a Ciência e a Cultura (Unesco), tem como objetivo incentivar a preservação de bens culturais e naturais considerados significativos para a humanidade. Trata-se de um esforço internacional de valorização de bens que, por sua importância como referência e identidade das nações, possam ser considerados patrimônio de todos os povos. [...]
RECONHECIMENTO internacional. Iphan. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/ pagina/detalhes/24. Acesso em: 27 maio 2025.
a ) Qual é o tema principal do texto?
4. b) Resposta: A convenção iniciou debates internacionais a respeito da importância da proteção do patrimônio cultural e estabeleceu os primeiros instrumentos de proteção mundial do patrimônio.
Resposta: A Convenção do Patrimônio
Mundial Cultural e Natural, realizada pela Unesco em 1972.
b ) Qual foi a importância dessa convenção?
c ) Explique o que é o patrimônio natural mundial e cite um exemplo desse tipo de patrimônio no Brasil.
Resposta: O patrimônio natural mundial
é o conjunto de espaços naturais considerados importantes para toda a humanidade, como o Parque Nacional do Iguaçu, no município de Foz do Iguaçu, no Paraná.
05/10/2025 16:08:53
3. Objetivo
• Avaliar se os estudantes conseguem identificar os diferentes instrumentos utilizados para preservar os patrimônios.
Sugestão de intervenção
• Caso os estudantes não se lembrem de quais são esses instrumentos, retome com eles os conceitos na unidade. Peça que localizem os textos e leiam em voz alta para que se recordem do significado e realize novamente a atividade. Para aprofundar a compreensão, sugira aos estudantes que discutam a diferença entre os instrumentos, reforçando que o tombamento é destinado à preservação de patrimônios materiais, enquanto o registro e a salvaguarda estão mais voltados para o patrimônio imaterial. Incentive-os a pensar em exemplos de cada tipo de patrimônio e como os instrumentos são aplicados na prática para garantir sua preservação.
4. Objetivo
• Avaliar o entendimento dos estudantes sobre patrimônio e sua relação com instituições voltadas para a preservação.
• Caso os estudantes apresentem dificuldade em compreender os conceitos do texto, promova uma leitura compartilhada em voz alta. Durante a leitura, incentive os estudantes a identificarem a relação entre a Unesco e os esforços internacionais de proteção ao patrimônio. Após a leitura, peça que refaçam a atividade, reforçando os pontos discutidos. Para garantir a progressão do conhecimento, incentive os estudantes a refletirem sobre a importância dos patrimônios naturais e culturais não apenas para as nações que os têm, mas para toda a humanidade. Incentive-os a pensar sobre outros exemplos de patrimônios naturais e culturais que podem ser reconhecidos, tanto no Brasil como no mundo.
As atividades desta seção podem ser utilizadas como avaliação, contribuindo para o monitoramento da aprendizagem dos estudantes. Observe a seguir algumas orientações que podem auxiliar nesse processo.
1. Objetivo
• Avaliar a compreensão dos estudantes sobre a importância das religiões na Antiguidade.
Sugestão de intervenção:
• No item a, peça aos estudantes que analisem a imagem. Após lerem a legenda, solicite a eles que destaquem seus pontos principais. No item b, incentive os estudantes a citarem as características dos outros povos e culturas da Antiguidade, comparando o papel das religiões em diferentes contextos e na atualidade. Isso ajudará na progressão do conhecimento sobre a importância da religião para as sociedades humanas.
2. Objetivo
• Avaliar a compreensão dos estudantes sobre os direitos e deveres do cidadão.
Sugestão de intervenção:
• Se algum estudante não se lembrar de direitos ou deveres que precisa exercer no ambiente escolar, peça-lhes que retome os conteúdos da unidade 2 para refletir sobre os conceitos apresentados. Durante a atividade, proponha aos estudantes que compartilhem exemplos de como exercem seus direitos e deveres na escola, promovendo uma discussão acerca da prática da cidadania no ambiente escolar. Essa intervenção promove a recuperação dos conhecimentos sobre cidadania.
1. a) Resposta: Porque o faraó recebe um objeto da mão de Anúbis, simbolizando que essa divindade está concedendo poder ao governante.
Escreva as respostas no caderno.
1. A sociedade do Egito antigo cultuava diversas divindades. Seu principal líder político, o faraó, era considerado o intermediário entre os seres humanos e os deuses, sendo considerado uma divindade. Sobre esse tema, analise a imagem.

1. b) Resposta: Espera-se que os estudantes expliquem que as pessoas cultuavam as divindades, as relacionavam com elementos da natureza e que os governantes eram considerados intermediários dos deuses ou, até mesmo, divindades.
3. a) Resposta: Um calendário marca a passagem do tempo e as datas significativas para a sociedade que o criou.
Representação do deus Anúbis concedendo poder ao faraó Seti I. Templo mortuário em Abidos, no Egito, de cerca de 3 300 anos atrás.
a ) Com base na imagem, por que o faraó pode ser considerado um intermediário entre os seres humanos e as divindades?
b ) Assim como para os egípcios, as diversas religiões foram muito importantes para os povos da Antiguidade. Explique de que maneira as religiões influenciavam a vida cotidiana desses povos.
2. A cidadania é o conjunto de práticas dos direitos e deveres de um indivíduo em seu lugar de vivência. Explique dois direitos e dois deveres que você precisa exercer no ambiente escolar que fazem parte da sua prática cidadã.
2. Resposta: Os estudantes podem retomar o conceito de cidadania, observando suas características, e identificar quais direitos e quais deveres são praticados no ambiente escolar.
3. O calendário islâmico foi criado em 638. Ele é regido pelos ciclos da Lua. O acontecimento que marca o início do calendário é a fuga do profeta Maomé de Meca para Medina, em 622. Com base nessas informações e em seus conhecimentos, responda às questões a seguir.
a ) Quais são as funções de um calendário?
b ) Todas as sociedades vivem sob um mesmo calendário ou existem calendários diferentes? Explique sua resposta.
3. b) Resposta pessoal.
Espera-se que os estudantes identifiquem que os povos e as culturas utilizam diferentes tipos de calendários e maneiras de perceber a passagem do tempo, com técnicas variadas de observação da natureza para isso.
3. Objetivo
• Avaliar a compreensão dos estudantes sobre as formas de medir o tempo em diferentes sociedades.
Sugestão de intervenção:
• No item a, retome o que é um calendário e quais são suas funções. Se necessário, retome os conteúdos que trabalham o tema na unidade 3
No item b, solicite aos estudantes que releiam o enunciado da questão, comparando o calendá-
rio muçulmano com o gregoriano. Durante a reflexão sobre os diferentes tipos de calendários, incentive os estudantes a pensarem em outros calendários que conhecem, como o calendário hebraico ou o chinês, e discutirem como esses calendários influenciam o cotidiano e as tradições culturais. Esse exercício ajuda na progressão dos conhecimentos sobre como diferentes culturas organizam o tempo e dão significado a eventos específicos.
4. A Porta do Não Retorno é um monumento construído em Ouidah, no Benin, em 1995. Ele representa o local onde os africanos capturados eram embarcados para a América para serem escravizados.

4. a) Resposta: O monumento recebeu esse nome porque os africanos capturados que eram embarcados nesse ponto para a América não voltavam para a África.
Monumento Porta do Não Retorno, em Ouidah, no Benin, em 2024.
a ) Por que o monumento recebeu o nome de Porta do Não Retorno?
b ) Por que a Porta do Não Retorno é considerada um marco da memória da escravidão?
5. Leia o texto a seguir. [...]
4. b) Resposta: Porque ela representa as histórias e memórias daqueles que deixaram sua terra à força para trabalhar em condição de escravizados.
O Centro Histórico de São Luís do Maranhão foi inscrito como Patrimônio Mundial em 1997. O local é um exemplo de cidade colonial portuguesa que tem conservado suas características urbanas harmoniosamente integradas ao ambiente que o cerca.
A área reúne cerca de quatro mil imóveis remanescentes dos séculos 18 e 19. [...]
CONHEÇA 23 Patrimônios da Humanidade que ficam no Brasil. Gov.br, 31 jan. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/turismo/pt-br/secretaria-especial-da-cultura/assuntos/noticias/conheca-23-patrimonios -da-humanidade-que-ficam-no-brasil. Acesso em: 28 maio 2025. De acordo com o que você estudou e o texto, escreva no caderno a alternativa correta.
a ) O Centro Histórico de São Luís do Maranhão foi inscrito como patrimônio cultural imaterial pela Unesco.
b ) Devido à conservação de suas características urbanas, exemplo de cidade colonial portuguesa, o Centro Histórico de São Luís do Maranhão foi inscrito como Patrimônio Mundial.
c ) O Centro Histórico de São Luís do Maranhão é reconhecido como patrimônio natural, pois conserva as características urbanas coloniais.
4. Objetivo
• Avaliar os conhecimentos sobre a memória da escravidão.
Sugestão de intervenção:
• No item a, peça aos estudantes que releiam o enunciado em voz alta e reflitam sobre a importância do monumento para o contexto da escravidão. No item b, converse com eles e relembre a importância da memória da escravidão para garantir que esse processo nunca mais se repita. Durante a reflexão sobre a memória da escravidão, incentive os estudantes a pensarem sobre outros monumentos históricos e memoriais ao redor do mundo que visam preservar as lembranças de grandes tragédias humanas, como o Holocausto. Isso ajudará na progressão do conhecimento sobre a importância da memória para o conhecimento histórico e a defesa dos direitos humanos.
5. Objetivo
• Avaliar a compreensão dos estudantes sobre o conceito de patrimônio e a importância de sua preservação.
Sugestão de intervenção:
• Oriente os estudantes a lerem o texto atentamente e a refletirem sobre os motivos pelos quais o Centro Histórico de São Luís é inscrito como Patrimônio Mundial pela Unesco. Retome os conteúdos explicando que essa inscrição ocorre quando um patrimônio tem significativo valor histórico e cultural para a humanidade. Ao discutir as alternativas da atividade, reforce que a conservação das características urbanas é um ponto-chave para a inscrição do centro histórico como Patrimônio Mundial. Para promover a progressão do conhecimento, oriente os estudantes a citarem outros centros históricos brasileiros que também são considerados Patrimônios Mundiais, identificando sua importância para a história regional, nacional e internacional.
d ) O Centro Histórico de São Luís do Maranhão é um dos mais importantes bens móveis do Brasil.
5. Resposta: Alternativa b
05/10/2025 16:10:22
• As sugestões de livros desta seção possibilitam trabalhar as habilidades de leitura dos estudantes. Para isso, incentive-os a propor uma leitura com os pais ou responsáveis. Oriente-os para que anotem as palavras que não conhecem o significado e, com os pais ou responsáveis, procurem os significados delas em um dicionário.
• Eles podem anotar também os principais assuntos abordados em cada sugestão e trocar ideias com os colegas em sala de aula.
A seguir, apresentamos sugestões para você ampliar seus conhecimentos sobre os temas abordados ao longo deste volume. Aproveite a oportunidade para interagir com os seus familiares! Leia com eles os livros, acessem os sites, assistam juntos aos filmes e conversem sobre os novos conhecimentos adquiridos.
Unidade 1. Diferentes
culturas, povos e Estados
Os Croods 2: uma nova era
Nesse filme, os Croods, uma família de nômades, procuram um novo lar para morar. No caminho, encontram um grupo de pessoas sedentárias que compartilham costumes e hábitos diferentes dos deles.
CROODS 2: uma nova era, de Joel Crawford. Estados Unidos, 2020 (96 min).
Diário de Pilar no Egito
Nesse livro, você poderá se aventurar com Pilar, Breno e o gato Samba pelo Egito antigo, conhecendo faraós, divindades e o Rio Nilo.

Unidade 2. Cidadania
Plenarinho: o jeito criança de ser cidadão

O site aborda como as leis são criadas e o papel dos cidadãos nesse processo de uma forma divertida e interativa. Nele, você encontra histórias em quadrinhos, jogos, vídeos e textos que ajudam a entender melhor os direitos, os deveres e a importância de ser um cidadão.

PLENARINHO: o jeito criança de ser cidadão. Disponível em: https://plenarinho.leg.br/. Acesso em: 26 jun. 2025.
Uma viagem nos direitos das crianças
O livro foi produzido por crianças e aborda os temas da infância e da cidadania, mostrando que toda criança tem direito a brincar, a ser escutada, a viver com dignidade, a aprender e a participar das decisões que envolvem sua vida. Com imagens poéticas e textos curtos, ele ajuda a entender que ser criança também é ter voz e ser respeitada.
UMA VIAGEM nos direitos das crianças. Salvador: Solisluna, 2023.
Unidade 3. A passagem do tempo
Ciclos anuais dos povos indígenas do Rio Tiquié

O vídeo demonstra como os povos indígenas da região do Rio Tiquié (especialmente os Tukano), no nordeste da Amazônia, concebem a passagem do tempo de forma cíclica, criando um calendário vinculado às transformações da natureza e à compreensão das estrelas.
Ciclos anuais dos povos indígenas do Rio Tiquié: calendário indígena, de Thiago Carvalhaes e Gustavo
Unidade 4. A transmissão de saberes
Contos indígenas brasileiros
O livro reúne contos tradicionais de diversas etnias indígenas, como Guarani, Karajá, Munduruku e Tukano. As histórias abordam a origem do fogo, o dilúvio e outros mitos que revelam os saberes e valores desses povos.
MUNDURUKU, Daniel. Contos indígenas brasileiros. São Paulo: Global, 2021.
África: contos do rio, da selva e da savana
O livro traz várias histórias que foram preservadas e transmitidas pelos griôs ao longo do tempo. Além disso, a autora explica a origem delas e as relações desses saberes com o Brasil.

SALERNO, Silvana. África: contos do rio, da selva e da savana. 2. ed. Ilustrações de Ana Lúcia. Barueri: Girassol, 2022.

05/10/2025 16:11:42
Dandara e Zumbi
O livro conta a história da guerreira Dandara e de Zumbi, o líder do Quilombo dos Palmares. Pela resistência e por sua luta contra a escravidão, o casal se transformou em símbolo do combate ao racismo e da valorização das culturas africanas e afro-brasileira.
MALTESE, Maria Julia. Dandara e Zumbi. Sumaré: Mostarda, 2021. (Coleção Black Power).

O Museu da Pessoa reúne um acervo de histórias de vida de diversas pessoas, registrando e preservando tradições, costumes, saberes e modos de fazer a partir de seus próprios depoimentos. Você e seus familiares também podem acessar o museu e contar a sua história enviando um vídeo, um áudio ou um texto!
MUSEU da Pessoa. Disponível em: https://museudapessoa.org/. Acesso em: 4 jul. 2025.

Turma da Mônica – Defesa do Patrimônio Cultural
O vídeo apresenta o que é patrimônio cultural e sua importância. No Brasil, esse patrimônio é riquíssimo e está presente em muitos aspectos do nosso dia a dia: nas músicas, nas danças e festas típicas, nas lendas do folclore, nas artes, no artesanato e na culinária.
TURMA da Mônica – Defesa do Patrimônio Cultural. Controladoria-Geral da União – CGU, 17 fev. 2020. Disponível em: https://youtu.be/SuSd2sDTPdo?si=QMhEaiu-FJj7MhrT. Acesso em: 25 jun. 2025.
A Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham) foi desenvolvida para preservar o patrimônio natural, cultural e arqueológico da Serra da Capivara, no estado do Piauí. Que tal acessar o site e interagir com pinturas rupestres brasileiras?

FUNDAÇÃO Museu do Homem Americano. Disponível em: http:// fumdham.org.br/. Acesso em: 4 jul. 2025
05/10/2025 16:11:42
ALMEIDA, Juniele Rabêlo de; RODRIGUES, Rogério Rosa (org.). História pública em movimento. São Paulo: Letra e Voz, 2021. Nessa obra, os autores apresentam diversos artigos que abordam a relevância da História na esfera pública, destacando a relação entre História Local e História pública e o papel dos historiadores no combate ao negacionismo.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 5 out. 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 9 set. 2025. Conjunto de leis fundamentais do Brasil, a Constituição de 1988 determina os direitos e os deveres dos cidadãos e estabelece o papel do Estado, delineando as regras de funcionamento dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Disponível em: https://www.planalto. gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/ l11645.htm. Acesso em: 9 set. 2025.
Lei que determina a inclusão de conteúdos sobre as histórias e as culturas afro-brasileiras e indígenas nos currículos da Educação Básica, discutindo temas diversos que valorizem a contribuição desses povos na formação econômica, política, social, étnica e cultural do Brasil.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Disponível em: https://www.planalto. gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/ l13146.htm. Acesso em: 9 set. 2025.
Essa lei busca promover o combate à discriminação, a igualdade e a inclusão da pessoa com deficiência na sociedade brasileira, assegurando o direito de transporte e mobilidade, a participação na vida pública e o acesso à informação.
BRASIL. Resolução nº 2, de 15 de junho de 2012 . Disponível em: https://portal.mec.gov. br/dmdocuments/rcp002_12.pdf. Acesso em: 9 set. 2025.
Nesse texto, estão reunidos alguns princípios voltados à Educação Ambiental,
apontando objetivos, propostas de organização curricular e subsídios para abordar o tema em sala de aula.
CARINE, Bárbara. Como ser um educador antirracista. São Paulo: Planeta do Brasil, 2023. Obra que apresenta reflexões sobre o papel da escola e da educação na construção de práticas pedagógicas antirracistas, abordando conceitos como branquitude, racismo estrutural, cotas raciais e educação emancipatória.
CARVALHO, Aline; MENEGUELLO; Cristina (org.). Dicionário temático de patrimônio: debates contemporâneos. Campinas: Editora da Unicamp, 2020.
A obra apresenta diversos conceitos e temas relevantes para o estudo dos patrimônios culturais, como acervos, centros históricos e restauração.
DECLARAÇÃO Universal dos Direitos Humanos. 1948. Disponível em: https://www. unicef.org/brazil/declaracao-universal-dos -direitos-humanos. Acesso em: 17 jun. 2025.
Adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948, essa declaração estabelece os princípios básicos de direitos humanos, como liberdade, justiça social e igualdade.
ESTEVES, Bernardo. Admirável Novo Mundo: uma história da ocupação humana nas Américas. São Paulo: Companhia das Letras, 2023.
Com base em evidências arqueológicas, o autor promove uma interdisciplinaridade com Física, Genética e Linguística para descrever o modo de vida dos primeiros grupos humanos que se instalaram nas Américas.
LE GOFF, Jacques. História e memória 7. ed. Campinas: Editora da Unicamp, 2013. Nessa obra, trabalhando sob uma perspectiva investigativa, o autor destaca a importância da memória para a identidade cultural e aborda a relação entre a ciência histórica e a memória individual e coletiva.
MARÇAL, José Antonio; LIMA, Silvia Amorim. Educação escolar das relações étnico-raciais: história e cultura 143
05/10/2025 16:49:47
afro-brasileira e indígena no Brasil. Curitiba: InterSaberes, 2024.
A obra aborda o surgimento e a consolidação das políticas de ações afirmativas no Brasil, destacando a importância delas para a redução da desigualdade social. Além disso, os autores fornecem subsídios para a valorização da diversidade cultural brasileira nas práticas educacionais.
MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. 5. ed. São Paulo: Autêntica, 2019. (Coleção Cultura Negra e Identidade).
Com base no multiculturalismo racial, o autor analisa criticamente a ideia de “democracia racial” no Brasil, abordando a formação do povo brasileiro, o racismo estrutural e a valorização das identidades negras.
MUNDURUKU, Daniel. O banquete dos deuses: conversa sobre a origem e a cultura brasileira. Ilustrações de Mauricio Negro e Luciano Tasso. São Paulo: Global, 2013. (Coleção Estudos, Propostas, Leitura e Formação).
Nessa obra, o autor propõe a discussão sobre a importância de uma educação voltada para a valorização das culturas indígenas, apresentando um novo ponto de vista sobre a história do Brasil e refletindo sobre a representação dos povos originários nos livros didáticos e nas salas de aula.
PIMENTA, Angelise Nadal; MENEZES, Paula Mendonça de (org.). Firmando o pé no território: temática indígena em escolas. Visconde de Mauá: Pachamama Editora, 2020. O livro é resultado do curso de especialização em Cultura e História dos Povos Indígenas, ministrado entre 2014 e 2015 na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), sendo Ailton Krenak um de seus idealizadores. A obra busca propor estratégias e temáticas voltadas para o ensino das histórias e dos saberes dos povos originários.
RIBEIRO, Djamila. Pequeno manual antirracista. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
Com reflexões sobre as origens do racismo estrutural, essa obra oferece subsídios para o enfrentamento cotidiano. A autora
também discute temas como negritude, branquitude, violência racial e afetos, propondo caminhos para a construção de práticas antirracistas.
SANTOS, Ynaê Lopes dos. Racismo brasileiro: uma história da formação do país. São Paulo: Todavia, 2022.
Nessa obra, a autora apresenta a história do Brasil sob o ponto de vista dos afro-brasileiros, destacando o papel desempenhado por sujeitos históricos negros na luta contra a escravidão e na resistência contra o racismo.
SILVA, Givânia Maria da et al. (org.). Educação quilombola: territorialidades, saberes e as lutas por direitos. São Paulo: Jandaíra, 2025. Nessa obra, os autores promovem a reflexão acerca da educação quilombola, debatendo estratégias para a formação de professores, o papel da educação antirracista e a realidade dos estudantes quilombolas na atualidade.
VIANA, Iamara; GOMES, Flávio dos Santos (org.). Vidas impressas: intelectuais negras e negros na escravidão e na liberdade. São Paulo: Selo Negro, 2024. E-book Nessa obra, os autores destacam a relevância de personalidades negras que foram esquecidas ou apagadas das narrativas históricas, como Maria Firmina dos Reis, Joaquim Candido Soares de Meirelles, Luiz Gama e Maria Odília Teixeira. VIEZZER, Moema; GRONDIN, Marcelo. Abya Yala: genocídio e sobrevivência dos povos originários das Américas. Rio de Janeiro: Bambual Editora, 2021.
A obra promove a reflexão sobre o processo de colonização do continente americano e a resistência dos povos originários, destacando, por exemplo, a luta dos povos indígenas no Brasil.
ZLATIC, Carlos Eduardo. História regional: convergências entre o local e o global. Curitiba: InterSaberes, 2020.
Nesse livro, o autor propõe a reflexão interdisciplinar entre História e Geografia, debatendo a relevância do conceito de História regional para os estudos das Ciências Humanas e a relação entre a macro e a micro-história nos estudos da História Local.
05/10/2025 16:49:47
Este Manual do Professor é um complemento à primeira parte do Livro do Professor, oferecendo um suporte para o desenvolvimento docente e para o dia a dia em sala de aula. Neste manual, você encontrará uma série de informações importantes, como a estrutura da BNCC, sugestões para desenvolver um trabalho interdisciplinar, informações sobre conceitos, objetivos e instrumentos de avaliação, reflexões sobre o papel do professor e a prática docente, e a fundamentação teórico-metodológica da coleção. Além disso, há um quadro de distribuição
dos conteúdos com as habilidades, competências gerais e específicas de cada componente curricular e os temas contemporâneos transversais da BNCC que estão sendo desenvolvidas em cada unidade, além de sugestões de cronogramas bimestrais, trimestrais e semestrais. Ao final desta parte, são também apresentadas sugestões de referências complementares para a prática docente e as referências bibliográficas comentadas utilizadas como consulta para a produção das orientações ao professor e deste Manual do Professor
Desde a publicação da Constituição Federal de 1988, o artigo 210 já previa a necessidade de uma base comum para a educação brasileira. Em 1996, com a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), as discussões sobre um documento que orientasse os currículos da Educação Básica em todo o Brasil ganharam ainda mais força. Em 2018, após um amplo processo de debates e contribuições de educadores e da sociedade, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi homologada.
A BNCC propõe uma progressão de aprendizagens que visa à formação humana integral dos estudantes e à construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva. O documento estabelece um aprendizado mínimo e comum, orientado por competências e habilidades que devem ser desenvolvidas em cada etapa de ensino.
Na BNCC, as áreas de conhecimento são compostas de componentes curriculares. Por meio de unidades
temáticas, objetos de conhecimento e habilidades, esses componentes têm o objetivo de desenvolver as competências gerais e específicas.
A BNCC orienta que, ao longo da Educação Básica, os estudantes desenvolvam dez competências gerais, que envolvem a mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores. Essas competências são o alicerce, definindo o que se espera que o estudante desenvolva em toda a Educação Básica. Nesta coleção, elas são trabalhadas por meio de temas, discussões e atividades que incentivam a reflexão crítica, com sugestões nas orientações ao professor
A seguir, apresentamos as competências gerais da BNCC.
Competências gerais da Educação Básica
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 9-10. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
A BNCC propõe que o conteúdo chegue à sala de aula de forma contextualizada, o que exige novas estratégias do professor, como a transposição didática. Isso significa converter o conteúdo científico em uma linguagem acessível e adaptada à realidade dos estudantes. Para isso, o estudo e a reavaliação constante da prática docente são essenciais.
A seguir, apresentamos algumas ações que podem ser aplicadas para desenvolver as competências gerais em sala de aula.
Sugestões de ações docentes para as competências gerais
Competência geral 1: Incentive os estudantes a reconhecerem a importância dos conhecimentos já adquiridos, mostrando como eles servem de base para a compreensão da realidade e para a construção de novos saberes.
Competência geral 2: Exercite a curiosidade intelectual, levando os estudantes a usarem a abordagem científica para investigar, levantar hipóteses, resolver problemas e analisar os resultados por meio de experiências e observações.
Competência geral 3: Proporcione o contato com diferentes manifestações culturais em âmbito local, regional e global e promova atividades artísticas, como grupos de dança, elaboração de roteiros e atuação em peças de teatro, festivais musicais e saraus.
Competência geral 4: Dê subsídios para que os estudantes se comuniquem por meio de diferentes linguagens, ajudando-os a selecionar a mais apropriada para cada situação.
Competência geral 5: Utilize de forma intencional e pedagógica diversas tecnologias em sala de aula, verificando o conhecimento prévio dos estudantes e diversificando os recursos metodológicos.
Competência geral 6: Ajude os estudantes a refletirem sobre o futuro e a importância da liberdade, autonomia e consciência crítica em suas escolhas profissionais e pessoais, valorizando a diversidade de saberes e experiências.
Competência geral 7: Ofereça subsídios para que os estudantes desenvolvam a capacidade de argumentar com base em fatos e dados confiáveis, sabendo selecionar e verificar a origem de diferentes fontes para negociar pontos de vistas e defender ideias.
Competência geral 8: Leve os estudantes a se compreenderem e se valorizarem dentro da diversidade, reconhecendo suas emoções e as dos outros, e exercitando a autocrítica.
Competência geral 9: Promova o exercício da empatia, do diálogo e da cooperação, incentivando os estudantes a resolverem conflitos de forma respeitosa e democrática.
Competência geral 10: Contribua para que os estudantes ajam de modo responsável, guiados por princípios éticos e de cidadania, e conscientes de que suas ações devem estar alinhadas à tomada de decisões inclusivas, sustentáveis e solidárias.
Nesta coleção, as competências gerais que são desenvolvidas em textos, atividades e seções que permeiam os conteúdos são destacadas nas orientações ao professor e são listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos
Para que as competências gerais se manifestem em cada componente, a BNCC estabelece as competências específicas. A organização dessas competências no Ensino Fundamental varia: em áreas como Matemática, Ciências
Naturais, as competências específicas são as mesmas para os componentes. Em áreas como Linguagens e Ciências Humanas, há competências específicas por área e também para cada componente curricular que as compõem (Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Língua Inglesa, Geografia e História), reconhecendo as particularidades de cada um. Em todos os casos, as competências específicas colaboram para que os objetivos de aprendizagem sejam coerentes, do nível mais amplo ao mais específico. A seguir, apresentamos as competências específicas de História.
Competências específicas de História para o Ensino Fundamental
1. Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo contemporâneo.
2. Compreender a historicidade no tempo e no espaço, relacionando acontecimentos e processos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais, bem como problematizar os significados das lógicas de organização cronológica.
3. Elaborar questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em relação a documentos, interpretações e contextos históricos específicos, recorrendo a diferentes linguagens e mídias, exercitando a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos, a cooperação e o respeito.
4. Identificar interpretações que expressem visões de diferentes sujeitos, culturas e povos com relação a um mesmo contexto histórico, e posicionar-se criticamente com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
5. Analisar e compreender o movimento de populações e mercadorias no tempo e no espaço e seus significados históricos, levando em conta o respeito e a solidariedade com as diferentes populações.
6. Compreender e problematizar os conceitos e procedimentos norteadores da produção historiográfica.
7. Produzir, avaliar e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de modo crítico, ético e responsável, compreendendo seus significados para os diferentes grupos ou estratos sociais.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 402. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
Nesta coleção, as competências específicas que são desenvolvidas em textos, atividades e seções que permeiam os conteúdos são destacadas nas orientações ao professor e listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos
AS HABILIDADES
Para garantir o desenvolvimento das competências gerais e específicas, a BNCC organiza o currículo em três elementos interligados: unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades.
As unidades temáticas são os grandes blocos de conhecimento que orientam a organização curricular. Elas funcionam como eixos estruturantes que agrupam temas e conceitos de forma mais ampla, garantindo uma abordagem contextualizada e progressiva ao longo dos anos escolares.
Dentro de cada unidade temática, os objetos de conhecimento são os conteúdos, conceitos e processos que devem ser ensinados.
As habilidades representam o que o estudante deve ser capaz de fazer com o conhecimento. Elas indicam ações, processos e competências a serem desenvolvidos.
Juntos, esses três elementos garantem que o processo de ensino não seja apenas a transmissão de conteúdos. A unidade temática fornece o contexto, o objeto de conhecimento define o tema, e a habilidade explicita a ação que o estudante precisa executar, garantindo um aprendizado significativo e o desenvolvimento das competências.
Nesta coleção, as habilidades desenvolvidas na abordagem dos conteúdos são destacadas nas orientações ao professor e são listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos, mostrando a relação entre os diferentes elementos da BNCC.
A seguir, apresentamos as unidades temáticas, os objetos de conhecimento e as habilidades de História da BNCC referentes ao 5º ano.
Unidades temáticas
Objetos de conhecimento
O que forma um povo: do nomadismo aos primeiros povos sedentarizados
As formas de organização social e política: a noção de Estado
Povos e culturas: meu lugar no mundo e meu grupo social
O papel das religiões e da cultura para a formação dos povos antigos
Cidadania, diversidade cultural e respeito às diferenças sociais, culturais e históricas
Registros da história: linguagens e culturas
As tradições orais e a valorização da memóri
O surgimento da escrita e a noção de fonte para a transmissão de saberes, culturas e histórias
Os patrimônios materiais e imateriais da humanidade
Habilidades
(EF05HI01) Identificar os processos de formação das culturas e dos povos, relacionando-os com o espaço geográfico ocupado.
(EF05HI02) Identificar os mecanismos de organização do poder político com vistas à compreensão da ideia de Estado e/ou de outras formas de ordenação social.
(EF05HI03) Analisar o papel das culturas e das religiões na composição identitária dos povos antigos.
(EF05HI04) Associar a noção de cidadania com os princípios de respeito à diversidade, à pluralidade e aos direitos humanos.
(EF05HI05) Associar o conceito de cidadania à conquista de direitos dos povos e das sociedades, compreendendo-o como conquista histórica.
(EF05HI06) Comparar o uso de diferentes linguagens e tecnologias no processo de comunicação e avaliar os significados sociais, políticos e culturais atribuídos a elas.
(EF05HI07) Identificar os processos de produção, hierarquização e difusão dos marcos de memória e discutir a presença e/ou a ausência de diferentes grupos que compõem a sociedade na nomeação desses marcos de memória.
(EF05HI08) Identificar formas de marcação da passagem do tempo em distintas sociedades, incluindo os povos indígenas originários e os povos africanos.
(EF05HI09) Comparar pontos de vista sobre temas que impactam a vida cotidiana no tempo presente, por meio do acesso a diferentes fontes, incluindo orais.
(EF05HI10) Inventariar os patrimônios materiais e imateriais da humanidade e analisar mudanças e permanências desses patrimônios ao longo do tempo.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 414-415. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
Para enriquecer o trabalho com as habilidades e competências da BNCC e contextualizar o ensino, as propostas pedagógicas devem abordar os temas contemporâneos transversais (TCTs). Esses temas são assuntos relevantes para a formação cidadã dos estudantes e para a construção de uma sociedade mais justa, ética e sustentável. São temas com caráter interdisciplinar, que conectam os conteúdos escolares com o cotidiano dos estudantes e com questões importantes em discussão na sociedade.
De acordo com o documento Temas Contemporâneos Transversais da BNCC, publicado em 2019, esses
temas são de relevância local, regional e global e estão organizados em seis macroáreas.
Meio ambiente
Educação ambiental
Educação para o consumo
Trabalho
Educação fiscal Economia
Educação financeira
Saúde
Cidadania e civismo
Saúde
Educação alimentar e nutricional
Vida familiar e social
Educação para o trânsito
Educação em direitos humanos
Direitos da criança e do adolescente
Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso
Multiculturalismo
Ciência e tecnologia
Diversidade cultural
Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
Ciência e tecnologia
Nesta coleção, esses temas são explorados em diferentes momentos no desenvolvimento dos conteúdos e recebem destaque na seção Coletivamente, contribuindo para a formação cidadã dos estudantes por meio de reflexões e propostas de resoluções para problemas, de modo que eles sejam atuantes na sociedade em que vivem.
Desde a década de 1990, o trabalho interdisciplinar tem ganhado relevância no Brasil, sendo incentivado em todos os níveis da Educação Básica. A interdisciplinaridade é a relação entre dois ou mais componentes curriculares que se unem para obter um conhecimento mais amplo e unificado. Essa abordagem vai além da simples comunicação de ideias; ela integra conceitos, metodologias e terminologias para que o conhecimento se torne mais significativo e conectado à realidade dos estudantes.
Ao integrar os diversos componentes, a interdisciplinaridade amplia a compreensão da realidade e contribui para a formação integral dos estudantes como cidadãos. No ambiente escolar, essa abordagem gera resultados positivos, pois incentiva a colaboração e a contextualização de temas, garantindo que o aprendizado esteja alinhado à vivência dos estudantes.
No desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar, tanto o professor quanto os estudantes devem estabelecer conexões entre saberes mais amplos e os conteúdos específicos dos diferentes componentes curriculares. Com base nessa articulação, espera-se que consigam construir uma síntese que amplie sua compreensão, superando o nível de entendimento inicial.
Para que esse processo ocorra de forma efetiva, é imprescindível que o professor assuma um papel mediador nesse percurso, sendo o primeiro a exercitar esse movimento de integração. Nesse contexto, o professor deve mobilizar algumas competências, como:
[...]
• diferenciação, comparação e contraste entre diferentes perspectivas disciplinares, profissionais e interdisciplinares;
• identificação de pontos comuns e esclarecimento de como as diferenças se relacionam com a tarefa a ser cumprida;
• delineamento de um entendimento holístico baseado nos pontos comuns, mas que continua suscetível às diferenças.
[...]
KLEIN, Julie Thompson. Ensino interdisciplinar: didática e teoria. In: FAZENDA, Ivani Catarina Arantes (org.). Didática e interdisciplinaridade 17. ed. Campinas: Papirus, 2017. p. 121. (Coleção Práxis). E-book Além disso, para realizar um trabalho interdisciplinar de maneira significativa, é essencial que ele esteja pautado nas experiências, no cotidiano e nos interesses dos estudantes. Isso implica aproveitar as situações que emergem naturalmente em sala de aula, por exemplo: perguntas formuladas por eles, projetos em andamento, investigações e demais práticas pedagógicas, como oportunidades para articular diferentes saberes.
Nas propostas interdisciplinares, é comum que os estudantes atuem em grupo, promovendo a interação entre eles. Essa prática fortalece habilidades importantes como a argumentação, a escuta ativa e a organização de ideias.
Essa abordagem exige metodologias mais dinâmicas e colaborativas, favorecendo a construção coletiva do saber. Ao promover a articulação entre os conteúdos curriculares, ela amplia as possibilidades de leitura e interpretação do mundo, tanto para os professores quanto para os estudantes, permitindo uma compreensão do conhecimento como algo vivo, em constante transformação.
Nesta coleção, você encontrará atividades cujo propósito é integrar diferentes componentes curriculares. As seções Coletivamente e Entre textos, por exemplo, trazem temas e reflexões que possibilitam um trabalho integrado. Além disso, o boxe Articulando conhecimentos detalha algumas integrações nas orientações ao professor, contribuindo para o aumento da criatividade e para a formação crítica e responsável dos estudantes na construção de seu conhecimento.
E O TRABALHO COM PROJETOS
INTERDISCIPLINARES
Para planejar um trabalho interdisciplinar, o ponto de partida é definir os objetivos de aprendizagem. Com base nisso, se for o caso, é importante dialogar com o professor de outros componentes para planejar estratégias conjuntas, considerando os objetivos previamente levantados, os conhecimentos prévios dos estudantes e como os conteúdos podem ser abordados de forma integrada. Quando não for possível contar com a colaboração do professor de outros componentes curriculares, cabe a você orientar os estudantes nas pesquisas, ensinando-os a buscar fontes confiáveis e adequadas à proposta, a fazer registros relevantes, a organizar as informações obtidas e a planejar como os resultados das pesquisas serão entregues.
PROJETOS INTERDISCIPLINARES
Projetos investigativos e pesquisas também são exemplos de atividades que favorecem o trabalho interdisciplinar em sala de aula, pois envolvem tarefas que integram conhecimentos de diferentes áreas, como planejamento, levantamento de hipóteses, coletas de dados, análises, deduções e conclusões.
Os projetos oferecem aos estudantes oportunidades concretas de participação ativa no processo de construção do conhecimento, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de diversas competências, como o pensamento crítico e reflexivo, a argumentação, a valorização do pluralismo de ideias, a criatividade, a cooperação, a autonomia e a comunicação.
Nesse contexto, você continua sendo o mediador, orientando e acompanhando os estudantes para que atuem com autonomia e sejam protagonistas do desenvolvimento do projeto.
É importante ressaltar que a estrutura de um projeto não deve ser encarada como um modelo fixo ou engessado. Os projetos podem assumir diferentes formatos, con-
A avaliação tem papel fundamental no processo de ensino-aprendizagem, pois é uma oportunidade de investigar, diagnosticar, refletir e intervir sobre o processo e acompanhar o desenvolvimento dos estudantes e sua atuação enquanto docente.
É fundamental compreender que a avaliação não deve ocorrer apenas em situações isoladas. O acompanhamento do percurso de aprendizagem dos estudantes precisa ser contínuo, tendo como base observações frequentes e diversificadas. Nesse sentido, o processo avaliativo deve fazer parte das práticas pedagógicas do dia a dia, de modo integrado ao planejamento e às atividades
forme os objetivos e os contextos de aplicação. Em geral, iniciam-se com uma situação-problema ou uma questão orientadora, que dá origem a um conjunto de etapas organizadas de forma lógica. A seguir, apresentamos um modelo com etapas fundamentais que podem nortear a construção de um projeto interdisciplinar.
Planejamento
• Definição da situação-problema ou da questão norteadora.
• Conversa sobre o tema e levantamento de hipóteses.
• Elaboração de questões norteadoras com base na situação-problema.
• Formação das equipes, distribuição de tarefas e estabelecimento de metas e prazos.
• Consulta de diversas fontes e coleta de informações.
Execução
• Organização, testes e execução do trabalho.
• Realização de ajustes finais.
• Avaliação durante o processo.
• Definição da participação dos integrantes que conduzirão a apresentação.
Divulgação
• Apresentação dos resultados para a comunidade escolar.
• Publicação do trabalho final.
Avaliação
• Avaliação dos resultados do projeto.
• Realização de autoavaliação.
• Verificação do desempenho e do desenvolvimento das aprendizagens dos estudantes.
Fonte de pesquisa: BENDER, William N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Tradução de Fernando de Siqueira Rodrigues. Porto Alegre: Penso, 2014. p. 61.
desenvolvidas em sala de aula.
A você, a avaliação possibilita observar e refletir sobre sua prática docente e a oportunidade de readequar e reajustar atividades, práticas e estratégias para alcançar determinados objetivos, com a participação ativa dos estudantes nesse processo. Desse modo, é de grande importância a interpretação dos resultados para que, com base neles, você possa refletir sobre intervenções a serem feitas para sanar possíveis defasagens e, assim, auxiliar no processo de construção do conhecimento, identificando possibilidades de recuperação e progressão do aprendizado.
É essencial que a avaliação seja compreendida como uma ferramenta de inclusão e de apoio ao processo de ensino-aprendizagem, evitando que seja usada apenas como forma de analisar a eficiência e classificar os estudantes. Avaliar não deve ser sinônimo de rotular ou excluir, mas sim de compreender os percursos formativos deles.
Para que a avaliação realmente contribua para identificar os progressos, as dificuldades e as possíveis lacunas no desenvolvimento das aprendizagens, é necessário que os critérios sejam previamente compartilhados e discutidos com os estudantes, pois isso favorece a compreensão dos objetivos da avaliação e promove uma participação mais ativa por parte deles.
O planejamento das avaliações deve estar alinhado aos conteúdos e às atividades efetivamente trabalhados
Avaliação diagnóstica
em sala de aula, com uma abordagem reflexiva e contextualizada. É essencial considerar os processos de aprendizagem mais adequados à turma e considerar a diversidade de perfis entre os estudantes. Além disso, é recomendável diversificar os instrumentos utilizados, não se restringindo a provas e testes, e incluir diferentes formas de expressão do conhecimento. Entre as possibilidades, destacam-se atividades em grupo, debates, produções escritas e orais, atividades práticas, questões objetivas e dissertativas, entre outros formatos que respeitem as múltiplas formas de aprender e se comunicar dos estudantes.
Nesta coleção, a ação avaliativa do processo de ensino-aprendizagem propõe três tipos principais: a avaliação diagnóstica, a avaliação formativa e a avaliação somativa.
A avaliação diagnóstica é o momento de identificar os conhecimentos que os estudantes trazem consigo, além de suas necessidades e dificuldades.
Essa etapa é fundamental para você reajustar as rotas e os objetivos de ensino. É importante ressaltar que esse tipo de avaliação não exige, obrigatoriamente, um registro formal. A simples observação de uma atividade em sala de aula, por exemplo, já permite que você identifique as habilidades que precisam ser desenvolvidas ou aperfeiçoadas.
Onde ocorre
Nesta coleção, um exemplo de avaliação diagnóstica está na seção Vamos iniciar, no início de cada volume. Nela, são propostas atividades que possibilitam determinar se será necessário retomar conteúdos, estabelecer objetivos e definir as práticas e as estratégias didáticas. Nas orientações ao professor, você encontra sugestões de intervenção com base na análise das respostas e nas dificuldades dos estudantes.
A avaliação diagnóstica também pode ser feita no início de cada unidade, pois as atividades das páginas de abertura possibilitam diagnosticar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre os temas e os conteúdos que serão abordados.
Avaliação formativa
A avaliação formativa acontece ao longo do período letivo. São os processos contínuos pelos quais você obtém indicadores a respeito da aprendizagem dos estudantes.
Desse modo, esse tipo de avaliação possibilita que você realize intervenções, propondo novas estratégias e procedimentos que visam à melhoria e/ou ao aprofundamento dos conhecimentos por parte dos estudantes.
A avaliação formativa pode ter um papel fundamental na melhoria das aprendizagens de todos os alunos. A sua utilização sistemática deve permitir que os alunos conheçam bem: a) o que têm de aprender no final de um dado período de tempo; b) a situação em que se encontram quanto às aprendizagens que têm de desenvolver; e c) os esforços que têm de fazer para aprenderem o que está previsto e descrito nos documentos curriculares. Para tal, a comunicação entre professores e alunos é fundamental, pois é através dela que os alunos podem receber orientações que os ajudam a aprender. [...]
FERNANDES, Domingos. Avaliação formativa: Folha de apoio à formação: Projeto de Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (Maia). Ministério da Educação/Direção-Geral da Educação, 2021. p. 4. Onde ocorre
Nesta coleção, a avaliação formativa é um processo contínuo e integrado. A seção Vamos avaliar o aprendizado, ao final de cada unidade do Livro do Estudante, oferece atividades que retomam os principais conceitos e noções trabalhados para verificar a aprendizagem com relação aos objetivos estabelecidos.
Nas orientações ao professor, o boxe Avaliando complementa essa prática com propostas de atividades avaliativas adicionais. Ele inclui objetivos e estratégias de intervenção, caso seja necessária a retomada de conteúdos e conceitos.
Além disso, é importante o hábito de circular pela sala de aula e observar os estudantes durante as atividades propostas. Esse acompanhamento mais próximo contribui para que eles se reconheçam como parte do processo de ensino-aprendizagem, desenvolvam sua autonomia e busquem aprimoramento contínuo.
Avaliação somativa
A avaliação somativa é realizada ao final de um período de estudos, em consonância com as práticas pedagógicas da escola. Com base nas respostas a essa avaliação, você poderá refletir sobre ações a serem tomadas para sanar possíveis dificuldades dos estudantes.
Por ser comumente associada a testes e notas que visam classificar o desempenho dos estudantes, é fundamental que ela não seja o único foco do processo avaliativo. A nota é apenas uma das muitas formas de representar os resultados, por isso essa etapa deve ser considerada como a consequência natural das avaliações diagnóstica e formativa já realizadas.
Ao analisar os resultados, você pode refletir sobre as ações necessárias para sanar possíveis dificuldades, utilizando o desempenho como um indicativo para a retomada de conteúdos e a definição de novas estratégias. Dessa forma, resultados abaixo do esperado não são uma sentença, mas sim um ponto de partida para aprimorar o processo de ensino-aprendizagem.
Onde ocorre
Nesta coleção, a avaliação somativa acontece ao final de cada volume, na seção Vamos concluir, a qual oferece atividades que permitem a você verificar os conhecimentos adquiridos pelos estudantes no decorrer do ano letivo. Nas orientações ao professor, você encontra sugestões de intervenção para analisar as respostas e identificar a necessidade de estratégias de remediação, garantindo que os objetivos pedagógicos sejam alcançados.
Para um sistema de avaliação eficiente, é recomendável a combinação das três modalidades, além de usar diferentes instrumentos que auxiliem a obter informações
Provas e testes
Seminários e debates
Portfólios
Saraus
Ditados
Autoavaliações
sobre o desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes. Apresentamos a seguir alguns exemplos.
Instrumentos de avaliação
Podem ser elaborados com questões abertas, análise de situações, questões objetivas e quizzes e realizados de forma regular, abordando conteúdos específicos ou referentes a determinado período.
Possibilitam a você perceber o desenvolvimento de habilidades relacionadas a tarefas como pesquisa, síntese das informações, pensamento crítico e comunicação.
A elaboração de portfólios com base em suas observações e registros em fichas avaliativas contribui não só para analisar o desenvolvimento cognitivo dos estudantes, mas também a maneira como cada um aprende, com atenção especial às habilidades que eles desenvolvem com mais facilidade e as que demandam mais atenção e auxílio para serem desenvolvidas.
Permitem verificar o desenvolvimento de habilidades relacionadas a interação social, capacidade de expressão, criatividade, sensibilidade e conhecimento cultural.
Possibilitam acompanhar as principais dificuldades dos estudantes com relação à escuta e à escrita.
Incentivam o desenvolvimento da autonomia dos estudantes levando-os a refletir sobre sua participação nas atividades, suas dificuldades e aspectos que devem ser melhorados. Com base nessas informações, você pode debater com eles os caminhos para gerar mudanças no planejamento e melhorias para toda a turma.
Para auxiliar o monitoramento das aprendizagens, sugerimos a utilização de uma ficha de avaliação de acompanhamento individual, como a que apresentamos a seguir. Essa ferramenta permite registrar a trajetória de cada estudante, observando seu desenvolvimento com relação aos objetivos e às habilidades trabalhados.
A ficha usa um sistema de marcação simples para identificar o nível de desenvolvimento do estudante.
• S (Sim): o estudante demonstrou ter alcançado o objetivo.
• P (Parcialmente): o estudante atingiu o objetivo de forma incompleta, necessitando de intervenção para avançar.
• N (Não): o estudante não alcançou o objetivo, sendo necessária uma intervenção imediata.
Quando o objetivo é alcançado e marcado com S, você deve incentivar o estudante a aprofundar seus saberes. Se a marcação for P ou N, a ficha serve como um diagnóstico objetivo, indicando a necessidade de planejar intervenções para que o estudante progrida nos estudos.
Você pode usar esse tipo de ficha para registrar observações feitas durante o trabalho com as seções Vamos iniciar, Vamos avaliar o aprendizado e Vamos concluir do Livro do Estudante, e com o boxe Avaliando das orientações ao professor
Escola: Professor(a):
Estudante:
Turma: Período letivo do registro:
Ficha de acompanhamento individual das aprendizagens
Objetivos ou habilidades avaliados S (Sim) P (Parcialmente) N (Não) Observações
Preencher com o objetivo ou a habilidade.
Preencher com o objetivo ou a habilidade.
No contexto atual da educação, o papel do professor dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental vai além da transmissão de conteúdo. Ele deve atuar como mediador do conhecimento, incentivando a autonomia dos estudantes e formando leitores e pensadores críticos. Acima de tudo, o professor é um agente essencial na construção da base educacional e emocional dos estudantes.
Essa etapa da escolarização é marcada por profundas transformações no desenvolvimento cognitivo, afetivo e social dos estudantes. Por isso, a prática pedagógica exige sensibilidade e escuta ativa. Você deve estar atento às necessidades individuais dos estudantes, respeitando seus ritmos de aprendizagem e suas realidades. A construção de vínculos afetivos é fundamental para fortalecer a autoestima e a autonomia, pois são eles que criam um ambiente acolhedor, onde o erro é considerado como parte do processo de aprendizagem e todos os estudantes se sentem seguros para se expressarem.
Sua atuação docente envolve uma reflexão constante sobre os conteúdos, as metodologias e, principalmente, sobre como os estudantes aprendem. Ao aproximar o conteúdo escolar dos conhecimentos prévios deles, você torna o aprendizado mais significativo e prazeroso. Essa abordagem, que valoriza a bagagem cultural e as experiências dos estudantes, é fundamental na construção de uma relação positiva deles com o ato de estudar.
O planejamento pedagógico é o ponto de partida, mas a prática em sala de aula é dinâmica e não linear. É no dia a dia que você conhece os perfis, as necessidades e os ritmos da turma, e que a flexibilidade e a capacidade de adaptação se tornam essenciais. O diálogo constante com a equipe pedagógica e a participação em formações continuadas são atitudes que favorecem o desenvolvimento de uma prática docente mais eficaz e alinhada às reais demandas da turma.
Nessa jornada, você é o principal organizador das ações pedagógicas. É quem acolhe, engaja e dá oportu-
nidade para que os estudantes verbalizem seu raciocínio, escrevam e desenvolvam, no coletivo da turma, a compreensão sobre os motivos das atividades e a realização das respostas. O livro didático não é apenas um guia, mas um instrumento cultural que serve como mediador entre você e o estudante, auxiliando na construção do conhecimento. Com autonomia, é você quem dá vida a esse material, ajustando-o às necessidades de cada turma para que os estudantes se tornem os protagonistas de sua aprendizagem.
A sala de aula é marcada pela diversidade. Cada estudante traz consigo um conjunto de experiências, saberes e modos de aprender. Essa diversidade se expressa em aspectos comportamentais, cognitivos, afetivos e socioculturais, que influenciam diretamente o modo como cada um constrói o conhecimento. Já as trajetórias individuais são moldadas por fatores como o contexto familiar, as vivências culturais e o ambiente social em que estão inseridos. É seu papel e da equipe escolar acolher essas diferenças.
Nesse sentido, compreender o desenvolvimento dos estudantes exige atenção ao contexto em que vivem, às suas práticas cotidianas e à maneira como atribuem significado às suas experiências. Por isso, uma das grandes questões que se impõe ao trabalho docente é: como planejar intervenções pedagógicas que deem conta da heterogeneidade presente em sala de aula, especialmente em turmas numerosas?
Diante desse desafio, é essencial que você reconheça que não há um único caminho para a aprendizagem. As interações, os ritmos e os interesses variam, e é seu papel estar atento a essas diferenças, promovendo práticas pedagógicas flexíveis e inclusivas. Só assim será possível garantir que todos os estudantes tenham oportunida-
des reais de desenvolvimento, respeitando suas singularidades sem comprometer a qualidade do processo de ensino-aprendizagem.
A seguir, apresentamos sugestões para auxiliar seu dia a dia, promovendo a adequação de atividades e a progressão do aprendizado, para que os estudantes avancem no próprio ritmo, com o apoio necessário para superar desafios.
Como os estudantes dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental estão no processo de alfabetização, é importante que você os auxilie na apropriação do sistema de escrita. Uma das intervenções relevantes nesse processo é a orientação sobre a pega funcional do lápis. A pega de três pontos, também conhecida como pega tripoide ou trípode, é uma técnica considerada funcional, pois favorece movimentos mais precisos, fluidos e controlados, o que é essencial para o desenvolvimento da escrita e evita fadiga muscular. Para orientar os estudantes, incentive-os a:
• posicionar o lápis de forma relaxada, sem forçar os dedos;
• segurar o lápis entre a ponta do polegar e a lateral do dedo indicador;
• apoiar o lápis no dedo médio para dar suporte e estabilidade;
• deixar os outros dedos (anelar e mínimo) levemente dobrados na palma da mão, servindo de apoio.
É fundamental acompanhar o processo individualmente, observando se a pega está firme, mas não tensa. No entanto, trata-se de um desenvolvimento, desse modo, inicialmente não é recomendada a correção direta da pega, mas sim uma observação atenta para compreender como cada estudante está se apropriando desses movimentos e o que pode ser feito para progredir.
O desenvolvimento da pega do lápis não se resume apenas a segurar o instrumento. Ele é resultado de uma coordenação motora fina bem desenvolvida. Para auxiliar nesse processo, é importante incluir atividades lúdicas e variadas na rotina da sala de aula que ajudam a fortalecer a musculatura das mãos e dos dedos, como brincar com massinha de modelar ou argila, rasgar papel com as mãos, rasgar papel em pedaços pequenos e fazer bolinhas com as pontas dos dedos, cortar com tesoura de pontas arredondadas e colar pedaços de papel pequenos.
Com relação ao letramento matemático, é fundamental que ele ocorra de forma integrada com todos os componentes curriculares. Para isso, ao abordar os conteúdos, procure criar situações didáticas contextualizadas que incentivem os estudantes a desenvolverem o raciocínio lógico e a aplicarem o conhecimento matemático na busca de soluções para situações-problema do cotidiano. Essa abordagem facilita a compreensão dos conceitos e reforça sua relevância.
Além disso, as atividades a seguir contribuem para o letramento matemático, por exemplo:
• contagem de objetos usando materiais concretos, como tampinhas e lápis;
• uso e escrita de algarismos por meio de jogos e brincadeiras;
• compreensão do conceito de números; realização de operações básicas; reconhecimento de formas geométricas na identificação de quantidades e na ordenação de elementos;
• comparação de medidas com o uso de instrumentos não padronizados, como palmos e passos;
• leitura e interpretação de gráficos e tabelas com dados reais sobre a turma e a escola.
Garantir a inclusão de estudantes com deficiência na escola regular não é apenas um dever legal, mas também um compromisso ético e pedagógico com a equidade e a justiça social. A legislação brasileira, incluindo a Constituição Federal (1988), a Lei Brasileira de Inclusão (LBI, 2015) e as Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial (2008), reforça o papel da escola em assegurar que todos os estudantes tenham acesso a uma educação de qualidade. Contudo, a inclusão vai além de permitir o acesso físico à sala de aula. Ela exige a participação ativa dos estudantes no cotidiano escolar, promovendo aprendizagens significativas e respeitando suas particularidades. Para isso, é essencial o envolvimento de toda a comunidade escolar na construção de um ambiente que valorize as diferenças e que favoreça as interações e o respeito à diversidade. Nesse contexto, o papel do professor é central, como mediador e agente de transformação.
O primeiro passo mais importante é levar ao professor o reconhecimento das diversas dificuldades que deverá encontrar, suas especificidades, suas formas de atuação e como identificá-las em seus alunos. Neste processo, ao professor caberá a autonomia de reconhecer as dificuldades e intervencionar, em sala de aula, para a aplicação de novas metodologias e saberes, para a chegada da cognição.
JOIA, Michele. A inclusão de crianças na escola: o papel do educador diante das dificuldades de aprendizagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2023. p. 41.
A prática pedagógica inclusiva deve reconhecer que todo estudante tem a capacidade de aprender, desde que seja incentivado por vínculos afetivos e em um ambiente acolhedor. Para isso, as estratégias precisam ser flexíveis e adaptadas às necessidades individuais.
A seguir, sugerimos algumas ações que podem ser aplicadas em sala de aula para promover a inclusão.
• Materiais concretos e táteis: utilize materiais com diferentes texturas e relevos para que os estudantes possam explorar o conteúdo de forma sensorial. Ao
utilizar recursos visuais, sempre descreva as imagens com precisão, indicando posições e características dos objetos.
• Comunicação objetiva: apresente os enunciados das atividades de forma objetiva e direta, evitando ambiguidades, figuras de linguagem ou construções muito complexas. Divida as tarefas em etapas menores e forneça uma instrução por vez. Durante as explicações, posicione-se de frente para os estudantes, facilitando a atenção à sua fala.
• Flexibilização e ritmo: ofereça prazos flexíveis para a entrega de atividades, respeitando o tempo de aprendizagem de cada estudante. Incentive a leitura compartilhada de textos e enunciados para promover a compreensão coletiva e o apoio mútuo.
• Incentivo à expressão: incentive a expressão oral, quando possível, e a organização do pensamento dos estudantes, auxiliando na estruturação das ideias. Ferramentas como alfabeto móvel e banco de palavras são ótimas aliadas para a alfabetização e o fortalecimento da participação dos estudantes no processo de aprendizagem.
• Uso de tecnologia: quando possível, adote recursos tecnológicos que atendem às necessidades específicas dos estudantes, ampliando as possibilidades de acesso ao conteúdo e tornando o aprendizado mais dinâmico e acessível.
• Valorização de estratégias de resolução de problemas: apresente e valorize diferentes estratégias
Pensar-conversar-compartilhar
para a resolução de problemas, respeitando a forma única de compreensão e de elaboração de soluções.
O uso de metodologias ativas favorece o engajamento dos estudantes e o desenvolvimento de diversas habilidades. A prática pedagógica exige um planejamento cuidadoso, momentos de discussão em grupo, atividades colaborativas e trocas de saberes, especialmente quando o objetivo é fortalecer competências como leitura, escrita e raciocínio lógico-matemático.
[...]
Metodologias ativas são estratégias de ensino centradas na participação efetiva dos estudantes na construção do processo de aprendizagem, de forma flexível, interligada e híbrida. As metodologias ativas, num mundo conectado e digital, expressam-se por meio de modelos de ensino híbridos, com muitas possíveis combinações. A junção de metodologias ativas com modelos flexíveis e híbridos traz contribuições importantes para o desenho de soluções atuais para os aprendizes de hoje.
MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. In: BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. p. 4.
A seguir, apresentamos três metodologias ativas que promovem o protagonismo e a autonomia dos estudantes.
É uma estratégia eficaz para aumentar o engajamento dos estudantes, pois promove o pensamento individual e a colaboração, permitindo que todos participem ativamente da aula. A fase individual garante que todos os estudantes tenham oportunidade de organizar suas ideias e de se expressar. A fase em duplas e a discussão geral mantêm os estudantes ativos e envolvidos no processo de aprendizagem, incentivando o pensamento crítico, a argumentação e a formulação de ideias. Para iniciar, você deve fazer uma pergunta ou lançar um desafio relacionado ao conteúdo da aula e estipular um tempo para os estudantes pensarem sozinhos na resposta. É o momento de organizar as ideias e formular uma primeira hipótese. Depois do tempo de reflexão individual, os estudantes se juntam a um colega. Em duplas, eles devem conversar, compartilhar ideias e chegar a uma conclusão, consolidando o raciocínio e construindo o conhecimento de forma colaborativa. Na etapa final, o professor deve escolher algumas duplas, ou todas, para apresentarem suas ideias, incentivando a participação de todos, levando-os a perceber que há diferentes formas de pensar e de resolver o mesmo problema.
Vire e fale
Essa estratégia é eficaz para aumentar o engajamento e a participação dos estudantes, pois modifica o formato de pergunta e resposta e cria um espaço para que eles possam expressar suas ideias. A conversa em duplas incentiva os estudantes a organizarem suas ideias e a praticarem a escuta ativa. É uma estratégia rápida e simples que pode ser utilizada várias vezes durante a aula para checar a compreensão e manter o ritmo de forma dinâmica e interativa. Para começar, faça uma pergunta objetiva e direta relacionada ao conteúdo que está sendo trabalhado, que possa ser respondida em cinco minutos. Imediatamente após a pergunta, peça aos estudantes que virem para um dos colegas para conversarem sobre a pergunta, tentando chegar a uma resposta em até cinco minutos. Esse é o momento em que eles devem verbalizar suas ideias uns para os outros, escutando o que o outro tem a dizer e chegando juntos a uma conclusão. Após a conversa em duplas, escolha alguns estudantes, ou todos, para compartilharem as ideias de cada dupla e faça intervenções quando julgar necessário. Caminhada na galeria
Essa é uma estratégia colaborativa que envolve a produção de cartazes sobre os conteúdos estudados que devem ser expostos como em uma galeria de arte. A atividade foge da rotina da sala de aula e envolve movimento, o que é indicado para essa faixa etária. Os estudantes aprendem uns com os outros e desenvolvem a capacidade de escutar e argumentar, além de aprimorar a comunicação, o raciocínio e a organização de ideias de forma lúdica e prática, aprofundando os conteúdos que aprenderam. Para trabalhar com essa metodologia, organize a turma em grupos e proponha um tema, uma pergunta ou
um problema para ser trabalhado em cada grupo. Oriente os grupos a fazerem pesquisas sobre o assunto e a registrarem as conclusões em cartazes. Depois de prontos, os cartazes devem ser fixados na sala de aula ou outro espaço da escola, como se fossem obras de arte, e cada grupo deve escolher um apresentador que ficará ao lado para explicar o trabalho. O restante da turma, em grupos, começa a caminhada pela galeria, observando e analisando as produções dos colegas. Após todos os grupos visitarem as obras da galeria, reúna todos e incentive uma conversa sobre o que foi aprendido. Esse é o momento para discutir as diferentes soluções encontradas, os pontos em comum e o que mais chamou a atenção dos estudantes.
Para a organização do trabalho pedagógico em sala de aula, é essencial considerar a disposição do espaço e promover um ambiente pautado pela empatia, pelo respeito mútuo e pela valorização do coletivo, o que contribui para a construção de uma sala de aula acolhedora, na qual o desenvolvimento da autonomia dos estudantes seja incentivado de forma constante.
A fim de promover um ambiente mais dinâmico, inclusivo e colaborativo, você pode alterar a organização tradicional da sala de aula, que tem carteiras enfileiradas e o professor ocupando o papel central como único detentor do saber. Ao repensar a organização da sala de aula como um recurso pedagógico, você amplia as possibilidades de interação, cooperação e construção coletiva do conhecimento, aproximando a prática docente das demandas reais da turma. A seguir, apresentamos algumas sugestões para organizar a sala de aula de diferentes maneiras.
Disposição em grupo: indicada para atividades que exigem colaboração direta e trocas constantes entre os estudantes, como trabalhos em equipe, debates e projetos que precisam de divisão de tarefas, pois a proximidade física facilita a comunicação e o apoio mútuo, incentivando a resolução de problemas de forma coletiva.
Em grupo

Representação de carteiras dispostas em grupo.
Disposição em círculo: indicada para atividades que priorizam a participação de todos, a escuta ativa e a criação de um ambiente de igualdade, como rodas de conversa, discussões sobre temas específicos, contação de histórias e compartilhamento de experiências, permitindo que a construção do conhecimento, a troca de experiências e a comunicação sejam mais diretas e isonômicas entre você e os estudantes.
Em círculo

Representação de carteiras dispostas em círculo.
Disposição em U: indicada para apresentações orais, demonstrações, debates supervisionados ou quando você precisa circular entre as carteiras para dar assistência individual, pois combina sua visibilidade com a possibilidade de interação entre os estudantes, permitindo que todos mantenham o foco na atividade.
Em U

Representação de carteiras dispostas em U.
Disposição de frente uns para os outros: parecida com a disposição em grupo, mas pode ser utilizada para trabalhos em duplas, entrevistas ou atividades de reflexão, pois promove uma interação mais focada e próxima, permitindo aos estudantes que se concentrem na troca de informações e ideias entre si, sem a dispersão que um grupo maior poderia causar.
De frente uns para os outros

Representação de carteiras dispostas de frente umas para as outras.
Outra estratégia que ajuda a aproximar o currículo da vida dos estudantes é incentivar a utilização de outros espaços dentro e fora da sala de aula para divulgar o trabalho desenvolvido pela turma, como os murais e as paredes, explorando diferentes recursos e estratégias.
Além da organização do espaço físico, é fundamental atentar à gestão do tempo e da rotina em sala de aula. Estabelecer uma rotina bem estruturada favorece a execução do planejamento pedagógico, garantindo que os horários e as atividades sejam conduzidos de forma sequencial e coerente, sempre respeitando as particularidades e os diferentes ritmos de aprendizagem dos estudantes.
Planejar a prática pedagógica de acordo com a proposta curricular proporciona um ambiente mais estável e acolhedor, no qual os estudantes sabem o que esperar e se sentem mais seguros diante das estratégias utilizadas no dia a dia. Além de facilitar a condução do trabalho docente, essa organização contribui para equilibrar e diversificar as atividades ao longo da semana, ampliando as possibilidades de aprendizagem.
Além das aulas nas quais os conteúdos e as atividades são abordados, é importante que você inclua atividades diversificadas em seu planejamento de rotina, como as sugeridas a seguir.
• Rodas de conversa: podem ser realizadas no começo ou no final da aula para solicitar aos estudantes que relatem alguma vivência pessoal (como forma de explorar os conhecimentos prévios) ou exponham o que aprenderam, quais dificuldades tiveram ou o que gostariam de aprender na próxima aula.
• Momentos de leitura: podem ser conduzidos tanto por você, por meio da leitura em voz alta, quanto pelos próprios estudantes, com a leitura compartilhada ou um de cada vez. É importante reservar intervalos de tempo específicos na rotina para a
Escola:
Professor(a):
Componente curricular:
leitura de diferentes textos com a intenção de proporcionar momentos de apreciação e, ao mesmo tempo, ampliar o repertório e os conhecimentos dos estudantes.
• Momentos de registro: essa estratégia consiste em reservar, ao final das aulas, alguns minutos para que os estudantes expressem o que aprenderam. Esse registro pode ser feito por meio da escrita, de esquemas visuais, de desenhos ou até pela oralidade, com gravações em áudio ou vídeo. Essa etapa funciona como uma forma de verificação da aprendizagem, permitindo a você identificar o que foi compreendido e o que ainda precisa ser retomado em aulas futuras ou em atividades de reforço. Os registros podem ser realizados individualmente, em duplas ou em pequenos grupos, de acordo com os objetivos da proposta.
• Visitas guiadas a diferentes espaços de aprendizagem: a sala de aula não é o único ambiente para o aprendizado dos estudantes, por isso é importante sugerir atividades em outros espaços na escola, como laboratórios, bibliotecas, pátio, auditório e jardim, e fora da escola, como teatros, museus, espaços públicos, centros de pesquisas, cinema e centros culturais. Em casos de atividades em espaços fora da escola, é necessário que você solicite, com antecedência, as autorizações para a direção e para os pais ou responsáveis, assim como o acompanhamento de outros profissionais da escola. Também é importante orientar o uso de filtro solar, a ingestão de água e o uso de repelentes e de vestimentas e calçados adequados, visando à segurança, à integridade física e ao bem-estar dos estudantes.
Além dessas atividades, o planejamento de rotina deve incluir atividades lúdicas que incentivem a interação social e momentos que envolvam alimentação e higiene pessoal.
Apresentamos a seguir um exemplo de planejamento de rotina, que pode ser adaptado de acordo com as suas necessidades, as dos estudantes e as da escola.
7h30 – 8h00Sala de aulaAcolhimento e roda de conversa. Promover a socialização e desenvolver a oralidade.
8h00 – 9h30Sala de aula
9h30 – 10h00 Refeitório, banheiro e pátio
Leitura compartilhada de textos e atividades dirigidas de escrita. Desenvolver habilidades de leitura e de escrita.
Lanche, escovar os dentes, lavar as mãos e recreio.
10h00 – 11h00 Quadra Brincadeiras tradicionais e jogos cooperativos.
11h00 – 11h30 Sala de aulaRoda de leitura e fechamento.
Momento de descanso, alimentação, higiene e interação livre.
Desenvolver a expressão corporal e a coordenação motora.
Desenvolver a escuta ativa, retomar as aprendizagens do dia e organizar a sala de aula.
Outro recurso pedagógico que pode auxiliar a gestão do tempo e o planejamento de rotina é a sequência didática. Uma sequência didática é um plano de ensino estruturado, composto de um conjunto de atividades ordenadas e interligadas que são desenvolvidas ao longo de várias aulas. A elaboração de sequências didáticas é um recurso pedagógico que pode tornar o planejamento mais eficaz e alinhado às necessidades dos estudantes. Por meio delas, você consegue organizar o processo de ensino de maneira intencional e progressiva, estruturando atividades e estratégias de forma coerente e articulada.
Ao planejar uma sequência didática, você estabelece etapas objetivas e encadeadas que favorecem a construção do conhecimento ao longo do tempo, seja em alguns dias, semanas ou até meses. Essa organização permite flexibilizar o percurso, ajustando-o conforme o ritmo de aprendizagem da turma e as particularidades do contexto escolar.
É fundamental que as sequências estejam alinhadas aos objetivos de ensino, considerando também os recursos didáticos disponíveis e a realidade da escola. Outro aspecto essencial é a inclusão de estratégias de avaliação que permitam acompanhar e refletir sobre o avanço dos estudantes ao longo do processo, verificando seu envolvimento e observando as dificuldades que possam surgir. Sempre que julgar necessário, faça intervenções que contribuam para ampliar a compreensão dos conteúdos.
Ao término da sequência didática, registre suas considerações sobre o processo de aprendizagem dos estudantes, destacando avanços e aspectos que ainda precisam ser desenvolvidos.
A seguir, apresentamos uma sugestão de modelo de sequência didática que pode servir como referência. Sinta-se à vontade para adaptá-lo conforme as necessidades da sua turma e os conteúdos que pretende desenvolver.
Planejamento de Sequência Didática
Escola: preencher com o nome da escola.
Professor(a): preencher com o nome do professor.
Componente curricular: preencher com o nome do componente curricular.
Turma: preencher com a indicação da turma.
Data: preencher com o período estimado para o desenvolvimento da sequência didática.
Assunto/conteúdo: preencher com os assuntos ou conteúdos a serem desenvolvidos.
Quantidade de aulas: preencher com a estimativa da quantidade de aulas necessárias para desenvolver todas as atividades.
1. Objetivos gerais: definir o que se espera que os estudantes sejam capazes de fazer ao final da sequência didática.
2. Competências e habilidades da BNCC: identificar as competências e as habilidades da BNCC que serão trabalhadas.
3. Materiais necessários: fazer uma lista detalhada de todos os materiais que serão necessários para desenvolver as atividades.
4. Etapas da sequência didática: detalhar as etapas de cada aula, organizando as atividades em uma ordem lógica e progressiva.
• Aula 1: descrever o início do trabalho com a sequência didática, que pode ser uma atividade para verificar o que os estudantes já sabem sobre o assunto; pode ser uma roda de conversa, uma dinâmica ou uma pergunta deflagradora para despertar a curiosidade deles.
• Aula 2 em diante: descrever as atividades intermediárias que ajudarão os estudantes a construírem o novo conhecimento, como pesquisas, leituras, discussões, atividades práticas, entre outras dinâmicas.
• Aula final: apresentar a última aula, a culminância da sequência didática; planejar uma atividade final para que os estudantes coloquem em prática tudo o que aprenderam, que pode ser a produção de um texto, a apresentação de um trabalho ou a criação de um projeto.
5. Avaliação: definir os critérios (o que será observado) e os instrumentos (como será registrado) que serão utilizados para avaliar a aprendizagem dos estudantes ao longo da sequência didática; a avaliação deve ser contínua e não apenas ao final.
6. Autoavaliação: após a execução da sequência didática, verificar se ela foi eficaz, se os objetivos foram alcançados, quais desafios surgiram, o que pode ser mudado para a próxima vez e anotar essas reflexões para aprimorar suas práticas pedagógicas.
A presença das tecnologias digitais no cotidiano das pessoas é cada vez mais comum, inclusive entre crianças e adolescentes. No entanto, a maneira como esses recursos, especialmente os dispositivos móveis como os celulares, têm sido utilizados dentro das escolas tem gerado muitos debates. O foco dessas discussões recai, principalmente, sobre os efeitos negativos do uso inadequado desses aparelhos no processo de aprendizagem e no desenvolvimento integral dos estudantes.
Estudos recentes reforçam essas preocupações, apontando prejuízos que vão desde a distração em sala de aula até impactos mais sérios, como problemas de saúde física e mental, que incluem aumento da ansiedade, distúrbios do sono, dificuldades de atenção, entre outros. Essas evidências contribuíram para a criação da Lei n º 15.100, de 13 de janeiro de 2025, que estabelece diretrizes para o uso de celulares nas escolas brasileiras.
Os desafios enfrentados com o uso inadequado e desregulado das tecnologias digitais não se restringem ao ambiente escolar. A Unesco destaca riscos que vão desde o enfraquecimento das relações humanas até ameaças à democracia e aos direitos fundamentais, como a disseminação de discursos de ódio e a violação da privacidade. Tais aspectos mostram que a tecnologia, sem orientação adequada, pode acentuar desigualdades e comprometer valores essenciais.
No contexto escolar, o uso excessivo e sem propósito de recursos digitais tem mostrado efeitos prejudiciais, como o isolamento social, a dependência de redes sociais e a dispersão durante as aulas. Por isso, torna-se indispensável repensar o papel desses recursos na educação.
Por outro lado, quando inserida de maneira planejada e intencional no cotidiano escolar, a tecnologia pode se tornar uma ferramenta poderosa para o processo de ensino-aprendizagem. Recursos como computadores, tablets e celulares, quando utilizados com orientação pedagógica, promovem o acesso à informação, favorecem o desenvolvimento de habilidades críticas e éticas e ampliam o alcance da educação, especialmente em contextos de vulnerabilidade.
A proposta, portanto, não é excluir a tecnologia do ambiente escolar, mas sim incorporá-la com responsabilidade, sempre pautada em objetivos pedagógicos alinhados às competências e aos conteúdos previstos no currículo.
Você tem um papel fundamental nesse processo. Cabe a você planejar atividades que façam uso significativo da tecnologia, promovendo a aprendizagem ativa e a reflexão crítica por parte dos estudantes. A intencionalidade no uso desses recursos deve estar presente desde o momento da escolha da ferramenta até a avaliação dos resultados.
Além disso, é importante lembrar de que tecnologias educacionais não se limitam às mais recentes. Televisão, rádio, lousa, projetores e outros dispositivos já fazem parte da rotina escolar há décadas e desempenham papel importante na mediação pedagógica.
Para que a utilização de ferramentas tecnológicas seja eficaz e enriquecedora, é fundamental adotar algumas práticas pedagógicas intencionais. A seguir, apresentamos algumas dicas.
Planejamento pedagógico do uso de recursos tecnológicos
• Definir com precisão os objetivos de aprendizagem.
• Escolher as ferramentas tecnológicas adequadas para alcançar esses objetivos.
• Garantir que o uso dos recursos esteja articulado aos conteúdos e às competências curriculares.
Desenvolvimento de habilidades críticas
• Propor atividades que incentivem a análise crítica de fontes de informação pelos estudantes.
• Levar os estudantes a refletirem sobre o impacto da tecnologia no cotidiano.
• Incentivar o uso consciente, seguro e responsável da internet.
Integração com outras metodologias
• Combinar o uso de tecnologias com estratégias convencionais, como leitura, escrita e pesquisa de campo.
• Incentivar experiências interativas, como a visita a museus virtuais e o uso de acervos digitais, que ampliam o repertório cultural dos estudantes e fortalecem vínculos com a memória coletiva.
Em resumo, o uso da tecnologia na educação não deve ser encarado como uma solução isolada ou um fim em si mesmo. Ela deve estar a serviço do processo de ensino-aprendizagem e contribuir para a formação crítica, ética e cidadã dos estudantes. Seu olhar pedagógico enquanto docente é essencial para transformar esses recursos em verdadeiros aliados do conhecimento.
Para auxiliar na utilização de recursos digitais em consonância com seu planejamento pedagógico, a fim de complementar e enriquecer o desenvolvimento dos conteúdos, esta coleção apresenta alguns objetos educacionais digitais, como infográficos clicáveis.
A lista com os objetos digitais sugeridos em cada volume encontra-se no sumário. Além disso, os momentos de utilização desses recursos foram indicados nas páginas do Livro do Estudante por meio de ícones. Para acessá-los, basta clicar sobre os ícones indicados nas páginas da versão digital do Livro do Estudante.
O ensino de História tem como uma de suas premissas o trabalho com as noções de tempo e de espaço. O estudo de diferentes culturas e sociedades, localizadas em diferentes espaços e períodos históricos, permite a interação dos estudantes com diferentes contextos e organizações sociais, possibilitando a reflexão acerca da diversidade de modos de vida, valores, tradições e culturas. Ao observarem que, ao longo do processo histórico, os diferentes grupos desenvolveram percepções distintas do espaço que ocupavam e diferentes percepções sobre o tempo, os estudantes podem compreender que os seres humanos pautaram suas ações cotidianas de acordo com as condições e necessidades culturais, sociais, técnicas e econômicas da realidade que vivenciavam. Dessa maneira, o estudo da História oferece subsídios para os estudantes reconhecerem características que compartilham com determinados grupos e outras que os diferenciam, favorecendo, assim, a capacidade de acolher, respeitar e valorizar as diferenças culturais e sociais.
[...] O estudo de sociedades de outros tempos e lugares pode possibilitar a constituição da própria identidade coletiva na qual o cidadão comum está inserido, à medida que introduz o conhecimento sobre a dimensão do “outro”, de uma “outra sociedade”, “outros valores e mitos”, de diferentes momentos históricos. Identidade e diferença se complementam para a compreensão do que é ser cidadão e suas reais possibilidades de ação política e de autonomia intelectual no mundo da globalização, em sua capacidade de manter e gerar diferenças econômicas, sociais e culturais como as do nosso país. [...]
ALMEIDA, Adriana Mortara et al O saber histórico na sala de aula Organização de Circe Bittencourt. São Paulo: Contexto, 2002. p. 27. (Coleção Repensando o Ensino).
Buscando valorizar a diversidade cultural, os conteúdos abordados nesta coleção privilegiam a interação com culturas de diferentes origens, destacando as histórias, os saberes e os conhecimentos dos múltiplos sujeitos históricos e dos grupos sociais que participam, direta ou indiretamente, dos processos de mudanças e permanências. Além disso, os temas propostos nesta coleção buscam promover o pensamento autônomo e crítico, considerando os estudantes sujeitos históricos que, ao longo de suas vidas, se apropriaram de diversos conhecimentos e saberes por meio das relações sociais e familiares. Nas propostas de atividades, tais conhecimentos são mobilizados para desenvolver a consciência histórica, possibilitando que os estudantes reflitam com base nos eventos do passado, compreendendo como determinadas práticas culturais
foram construídas ao longo do tempo e, assim, desnaturalizar hábitos e costumes do presente, manifestados nas práticas cotidianas, para a promoção de uma sociedade mais justa e igualitária no futuro.
Compreender que o presente também é resultado das práticas de outros sujeitos históricos que transformaram a sociedade por meio de suas ações cotidianas prepara os estudantes para intervirem de maneira consciente e responsável na sociedade em que vivem. Esse contexto, por sua vez, promove a autopercepção dos indivíduos como sujeitos históricos transformadores da realidade.
[...]
Nesse contexto, um dos importantes objetivos de História no Ensino Fundamental é estimular a autonomia de pensamento e a capacidade de reconhecer que os indivíduos agem de acordo com a época e o lugar nos quais vivem, de forma a preservar ou transformar seus hábitos e condutas. A percepção de que existe uma grande diversidade de sujeitos e histórias estimula o pensamento crítico, a autonomia e a formação para a cidadania.
[...]
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 400. Disponível em: https:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal_site.pdf. Acesso em: 28 ago. 2025. Por meio do ensino de História, espera-se que os estudantes desenvolvam uma atitude historiadora durante o Ensino Fundamental. Para tal atitude e com o objetivo de aprimorar a autonomia deles, a BNCC recomenda que sejam desenvolvidos os seguintes processos: identificação, comparação, contextualização, interpretação e análise dos objetos de estudo, que serão contemplados por meio das atividades desta coleção. Acreditamos que essas intervenções são fundamentais na formação da consciência histórica, uma vez que, além de estudar a História enquanto componente curricular, os estudantes podem compreender que também fazem parte do processo histórico.
OS SUJEITOS HISTÓRICOS
A forma como os sujeitos históricos foram compreendidos pela historiografia passou por transformações significativas ao longo do tempo. Até meados do século XX, privilegiou-se a narrativa centrada em grandes acontecimentos, líderes políticos e heróis nacionais, alinhados à noção de identidade nacional. Esse modelo foi progressivamente questionado, abrindo espaço para a valorização de diferentes atores, experiências coletivas e pontos de vista. Assim, sujeitos históricos e grupos sociais, bem como seus saberes e conhecimentos que foram esquecidos ou silenciados, passaram, cada vez mais, a enriquecer as narrativas sobre o passado.
Refletir sobre uma noção ampla de sujeitos históricos possibilita que as vozes de indígenas, afro-brasileiros, mulheres, crianças, pessoas idosas e com deficiência, por exemplo, reivindiquem o protagonismo nas narrativas históricas. Não é apenas a possibilidade de reescrever os fatos com a presença dessas populações, mas também viabilizar que essas histórias sejam contadas e escritas pelos próprios grupos marginalizados e silenciados no processo histórico. Em vez de compreender “a história”, somos então convidados a conhecer “as histórias”.
[...]
As histórias importam. Muitas histórias importam. As histórias foram usadas para espoliar e caluniar, mas também podem ser usadas para empoderar e humanizar. Elas podem despedaçar a dignidade de um povo, mas também podem reparar essa dignidade despedaçada.
[...]
ADICHIE, Chimamanda. O perigo de uma história única São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 32.
Desse modo, há um deslocamento na compreensão tradicional da História, que, antes centrada em grandes heróis e feitos das elites econômicas e políticas, passa a privilegiar uma perspectiva que reconhece a ação cotidiana de diferentes grupos sociais como agentes de transformação. Para o Ensino Fundamental, essa abordagem implica ensinar que “fazer história” não é privilégio de alguns, mas um processo plural e coletivo, no qual os estudantes e suas famílias também se inserem como sujeitos e agentes das mudanças sociais.
Nesta coleção, buscamos reconhecer o papel desempenhado pelos diversos sujeitos históricos. Para isso, procuramos compartilhar a autoridade sobre a narrativa histórica, destacando que a construção e a escrita da História não são funções exclusivas do ofício do historiador, mas um trabalho coletivo que envolve a escuta ativa e o diálogo entre os indivíduos da sociedade, independentemente das condições econômicas, sociais e culturais (Frisch, 2016, p. 62-63).
Assim, por meio da apreciação de diferentes fontes históricas, sobretudo os relatos orais, buscamos oferecer uma narrativa polifônica, com diferentes pontos de vista sobre a história, no qual diferentes indivíduos compartilham seus saberes, seus conhecimentos e suas tradições. Além disso, os debates, as resoluções coletivas de situações-problema e as atividades propostas ao longo da coleção buscam promover a participação dos estudantes nos processos de mudanças sociais, possibilitando que eles repensem as construções narrativas sobre o passado e compreendam que também fazem parte do processo de escrita da História.
As fontes históricas são consideradas as matérias-primas do ofício dos historiadores. Por meio delas, eles analisam os vestígios e indícios da presença humana em
determinados períodos históricos e, com base nessas evidências, produzem a escrita da História. Ao longo do desenvolvimento da ciência histórica, a relação entre os historiadores e as fontes passaram por transformações significativas, sobretudo na passagem do século XIX para o século XX. Inicialmente, os registros oficiais e formais, como documentos administrativos e diplomáticos, correspondências reais, crônicas ou outros registros produzidos pelas elites, eram considerados fontes históricas por excelência. A escolha desse universo restrito de vestígios sobre o passado delimitou a compreensão dos acontecimentos históricos, uma vez que privilegiava, em sua maioria, as experiências de determinados grupos sociais, como a elite política e econômica.
Com o passar do tempo, outras correntes historiográficas, como a Escola dos Annales, a História Cultural e a História Social, ampliaram esse escopo, reconhecendo a relevância de diferentes fontes para a prática do historiador. A partir de então, relatos orais, registros comunitários, fotografias, processos criminais, livros, histórias em quadrinhos, filmes e objetos do cotidiano passaram a fazer parte das matérias-primas da História. [...]
Podemos compreender melhor a nova demanda por uma ampliação das possibilidades de fontes se atentarmos para a ampliação que também vinha ocorrendo em relação às temáticas de estudo visadas pelos historiadores. A diretriz que passaria a nortear os historiadores ligados aos Annales, acompanhando uma tendência que também ocorreu em outros países, foi a de rejeitar veementemente tudo aquilo que se começava a considerar como uma historiografia demasiado particularizante, individualizadora, factual, narrativa ou descritiva [...] da análise redutoramente política em detrimento das demais dimensões da vida humana.
Empreendendo tanto uma crítica aos setores mais conservadores do Historicismo, como também rejeição imediata da tarefa factual à qual se haviam adequado alguns dos historiadores ligados ao projeto positivista, os Annales das duas primeiras gerações tinham passado a propor explicitamente uma história-problema, econômico-social, valorizadora dos movimentos coletivos em detrimento das ações individuais. Um aspecto sistemático desse discurso de rompimento em relação à historiografia anterior foi o desinteresse, ao menos nos primeiros momentos, por toda aquela documentação política de arquivo que vinha sendo privilegiada pela História da Política do século precedente.
[...]
BARROS, José D’Assunção. Fontes históricas: introdução aos seus usos historiográficos. Petrópolis: Vozes, 2019. p. 124-125. O reconhecimento dessa variedade de fontes históricas possibilitou que novos objetos, como práticas culturais,
e novas abordagens, como a história vista de baixo, fossem explorados pelos historiadores, pluralizando a compreensão dos processos de mudanças e permanências. Nesta coleção, buscando apresentar diferentes pontos de vista sobre os acontecimentos históricos, selecionamos uma variedade de fontes, como representações cartográficas, registros de relatos orais, fotografias e gravuras, muitas delas produzidas por diferentes sujeitos históricos e que fornecem informações sobre realidades sociais e culturais distintas. Além disso, as atividades propostas no material visam promover a interação e a análise de fontes históricas pelos estudantes, possibilitando que eles reconheçam diferentes vestígios e resquícios das práticas humanas no passado e façam perguntas e questionamentos problematizando a construção da narrativa histórica.
Dessa maneira, a coleção contempla discussões sobre diversidade de fontes alinhadas à BNCC, reforçando a análise crítica, a interpretação de múltiplas narrativas e o protagonismo de professores e estudantes. Vale destacar que, ao trabalhar com fontes próximas da realidade dos estudantes, como memórias familiares, registros da comunidade ou manifestações culturais locais, o ensino se torna mais significativo, promovendo o desenvolvimento do senso de pertencimento e a autonomia.
No Ocidente, durante séculos, a ideia de patrimônio e de preservação patrimonial esteve centrada em narrativas hegemônicas e nas identidades nacionais, muitas vezes privilegiando elites e líderes políticos, enquanto grupos minoritários ou marginalizados permaneciam invisibilizados dos grandes acontecimentos. No século XX, o conceito de patrimônio passou a considerar não apenas os bens materiais, mas também o patrimônio natural, as manifestações culturais, as tradições e os saberes populares. Nesse contexto, festividades, ofícios, músicas e narrativas comunitárias passaram a ser reconhecidas como patrimônios significativos, capazes de transmitir valores, saberes e conhecimentos. Essa mudança de olhares e perspectivas sobre o conceito de patrimônio foi acompanhada da necessidade de proteger e preservar os bens culturais, as tradições, os costumes e as memórias coletivas regionais do processo de universalização da cultural promovida pela globalização.
As concepções de o que, para que e de como preservar ou proteger têm se modificado e ampliado bastante ao longo dos últimos decênios. Essas modificações, em grande parte, podem ser explicadas a partir do fenômeno da globalização. De um lado, a mundialização e o desenvolvimento tecnológico redundaram na aceleração da história, provocando, como forma de reação, a necessidade de preservar traços da memória coletiva e aumentar os lugares de memória na tentativa de eternizar o passado. De outro lado, a globalização tem derrubado fronteiras e
imposto a homogeneização do mundo, provocando a valorização do regional, do local, daquilo que é específico a povos ou grupos sociais ou étnicos. Em decorrência, passou a haver maior respeito à diversidade cultural. Esses fatores, combinados a outros tantos, contribuíram decisivamente para aprofundar e ampliar o conceito de patrimônio cultural.
[...]
VOGT, Olgário Paulo. Patrimônio cultural: um conceito em construção. Métis: história e cultura, [S. l.], v. 7, n. 13, jan./jun. 2008. p. 14. Disponível em: https://sou.ucs.br/etc/revistas/index.php/metis/article/ view/687/498. Acesso em: 15 set. 2025.
O reconhecimento dos patrimônios culturais e históricos do município ou da região permite explorar espaços, objetos e tradições que contribuem para a construção do sentimento de pertencimento social e cultural. Nesse processo, a identificação de características associadas aos patrimônios, como a localização, o processo de construção de sentidos e a compreensão de como eles são hierarquizados e difundidos possibilita valorizar os patrimônios e problematizar as presenças, as ausências e os esquecimentos de grupos sociais. Atividades como mapeamento de patrimônios locais, visitas a espaços históricos, registros de relatos orais das pessoas da família ou comunidade permitem que os estudantes se reconheçam como parte de um processo histórico vivo e desenvolvam empatia e senso de pertencimento, noções fundamentais da BNCC.
Além disso, é relevante considerar o papel das instituições nacionais e internacionais, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Unesco, no reconhecimento do patrimônio, definindo critérios e promovendo políticas educativas para a preservação e transmissão. Em atividades práticas e de pesquisas, os estudantes podem investigar o papel dessas instituições, analisando como os patrimônios municipais ou regionais foram reconhecidos, tombados ou registrados, e discutir de que maneiras as políticas públicas influenciam a construção da memória coletiva. Essas interações ampliam a compreensão da função social e da política do patrimônio, aproximando conceitos teóricos da realidade prática dos estudantes com relação ao lugar onde vivem. Sendo assim, é possível promover discussões sobre quais memórias e grupos foram valorizados ou silenciados, incentivando o reconhecimento de lacunas e a reflexão crítica sobre os usos do passado e a construção da narrativa histórica.
[...]
Ao nível da Educação Histórica, merece destaque a problematização sistemática dos “usos” da História e do patrimônio, com vista à elaboração de propostas de desenvolvimento do pensamento histórico de jovens e de abordagens metodológicas dos educadores. Simultaneamente, ao nível da Educação Patrimonial, a implementação de atividades de contato direto com fontes patrimoniais permite despertar nos jovens sentidos de responsabilidade em relação ao patrimônio
histórico, e ainda a reflexão crítica e construtiva face às memórias das comunidades com vista à compreensão temporal.
[...]
PINTO, Helena. A interculturalidade em educação patrimonial: desafios e contributos para o ensino de história. Educar em Revista, Curitiba, n. 63, jan./mar. 2017. p. 210. Disponível em: https://www.scielo.br/j/er/a/ kfVQQDBC574qGYwXg4bbmFg/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 15 set. 2025. Portanto, valorizar o patrimônio histórico, material e imaterial, permite que os estudantes compreendam a construção de diversas identidades culturais na sociedade. O trabalho com memórias locais, tradições e espaços históricos, no contexto do ensino de História, contribui para a formação de cidadãos críticos e conscientes de seu papel na sociedade. Projetos que conectem memória, identidades e comunidades incentivam a reflexão crítica e consolidam a compreensão de que a história é dinâmica e continuamente construída por sujeitos de diferentes épocas e contextos. Assim, é possível aproximar o patrimônio da realidade cotidiana, promovendo a autonomia e a participação ativa dos estudantes. O estudo de tradições e manifestações culturais permite que eles se percebam como protagonistas da história e cidadãos capazes de interagir com o mundo à sua volta.
A Educação em Direitos Humanos no Ensino Fundamental visa sensibilizar os estudantes sobre valores universais como dignidade, igualdade, liberdade, justiça e solidariedade. O ensino de História oferece um contexto privilegiado para essa sensibilização, pois permite compreender como diferentes grupos sociais conquistaram direitos, resistiram a opressões e enfrentaram injustiças ao longo do tempo. Ensinar Direitos Humanos envolve mostrar como decisões e ações históricas repercutem na vida das pessoas e comunidades na atualidade, promovendo reflexões sobre direitos, deveres e responsabilidade social. Na BNCC, o estudo sobre os direitos humanos permeia habilidades e competências do componente curricular de História. [...]
A discussão de direitos humanos é citada também na contextualização da área das ciências humanas e nas competências específicas das ciências humanas, tanto do ensino fundamental quanto do médio. No caso específico da disciplina de História, os direitos humanos aparecem de forma direta, citando a expressão em habilidades a serem desenvolvidas em vários anos diferentes e também de forma indireta, visando conhecimentos relacionados a democracia, cidadania, liberdade, igualdade e a povos que historicamente são excluídos das narrativas históricas tradicionais, tais como mulheres, negros e povos indígenas, além de diversos outros tipos de discrimi-
nações realizadas pela humanidade em múltiplos tempos históricos.
[...]
SILVA, Felipe Rodrigues da; VENERA, Raquel Alvarenga Sena. Ensino de história, direitos humanos e narrativas: potencialidades da pesquisa-formação. História Hoje, v. 9, n. 17, 2020. p. 147. Disponível em: https://rhhj.emnuvens.com.br/RHHJ/article/view/646/359. Acesso em: 15 set. 2025.
O ensino de História voltado aos Direitos Humanos deve enfatizar a análise das lutas sociais e das conquistas históricas, mostrando que direitos não são garantias naturais, mas resultado de processos coletivos de resistência e negociação. Por exemplo, a trajetória da abolição da escravidão, das lutas sufragistas e da resistência indígena evidencia como diferentes grupos sociais conquistaram direitos, enfrentando barreiras e desigualdades estruturais. Tal reflexão permite o desenvolvimento do senso crítico e da compreensão de que injustiças do passado podem dialogar com problemas contemporâneos, como discriminação, desigualdade de gênero e racial ou violações de direitos sociais.
Temas sensíveis, como ditaduras, escravidão, conflitos raciais ou marginalização de grupos sociais, podem ser tratados em sala de aula com responsabilidade pedagógica, utilizando estratégias que promovam a reflexão ética e a prática da cidadania. Cada vez mais os traumas, as injustiças, o combate ao preconceito e o sofrimento passam a fazer parte dos debates em sala de aula (Gil; Eugenio, 2018, p. 141). Atividades como debates mediados, dramatizações de acontecimentos históricos ou análise de relatos de sobreviventes permitem que os estudantes reflitam sobre dilemas morais e sociais, assim como sobre soluções e formas de acolhimento.
Nesta coleção, são apresentados conteúdos voltados à Educação em Direitos Humanos e que incentivam o protagonismo estudantil, promovendo a percepção de que cada estudante pode agir de forma ética e responsável em sua comunidade. Projetos que conectem História e realidade cotidiana, como a produção de campanhas educativas, ajudam a engajar e a consolidar a compreensão de que o exercício da cidadania exige participação ativa, reflexão crítica e consciência histórica. Desse modo, o currículo escolar pode funcionar como espaço para que estudantes reconheçam sua capacidade de transformar o ambiente onde vivem, estabelecendo relações de justiça, respeito e equidade.
A relação entre História e Direitos Humanos também permite problematizar conceitos de autoridade, justiça e moralidade. Por meio da análise de períodos de violação sistemática de direitos, os estudantes aprendem a identificar padrões de opressão, a questionar injustiças sociais e a refletir sobre alternativas para promoção da equidade. Abordar temas sensíveis com os devidos cuidados metodológicos e pedagógicos permite aos estudantes o reconhecimento das atuais lutas por direitos civis e a percepção de que o conhecimento histórico é uma ferramenta de consolidação da aprendizagem como prática emancipatória, refletindo sobre problemas atuais, desenvolvendo empatia e participando de forma consciente na sociedade.
CULTURA AFRO -BRASILEIRA E POPULAÇÕES INDÍGENAS
O ensino de História da África, da cultura afro-brasileira e das populações indígenas é fundamental para promover uma compreensão plural do passado e conhecer a diversidade das relações sociais no Brasil. As Leis nº 10.639 de 2003 e nº 11.645 de 2008 estabelecem a obrigatoriedade desses conteúdos nos currículos escolares, reconhecendo a importância de valorizar narrativas historicamente invisibilizadas ou marginalizadas. Tal perspectiva amplia as abordagens do ensino de História em sala de aula, pluralizando os sujeitos históricos, uma vez que introduz africanos, afro-brasileiros e indígenas como protagonistas da história, permitindo que os estudantes percebam múltiplas formas de atuação social ao longo do tempo.
O reconhecimento das heranças culturais afro-indígenas não se limita à transmissão de fatos ou datas; trata-se de compreender saberes, conhecimentos e resistências que configuram identidades coletivas. Exemplos de manifestações culturais, histórias e saberes transmitidos pelas tradições orais e relatos comunitários podem aproximar os estudantes das culturas africanas e indígenas. Dessa forma, o ensino deixa de privilegiar uma narrativa colonizadora única, promovendo o pensamento crítico e a reflexão ética sobre as desigualdades históricas, os silenciamentos e a diversidade cultural presente na sociedade contemporânea. Historicamente, afrodescendentes e indígenas foram
representados como coadjuvantes, indivíduos oprimidos ou invisibilizados, reforçando a perspectiva eurocêntrica da história brasileira. Discutir essas representações em sala de aula, por meio de comparações entre diferentes fontes históricas, permite que os estudantes identifiquem brechas e questionem a ideia de uma história única. No contexto brasileiro, isso inclui conhecer líderes comunitários, tradições regionais, datas comemorativas e ações de preservação territorial, destacando que a história foi construída por múltiplos grupos sociais e não apenas pelas elites econômicas e políticas do país. Essas intervenções favorecem o processo de autoconhecimento dos estudantes, que passam a compreender as próprias origens, as trajetórias familiares e os vínculos com a comunidade como parte integrante da História.
Nos conteúdos desta coleção, são propostas atividades que envolvem pesquisas, entrevistas, registros de relatos orais, análise de fontes históricas e produção de trabalhos colaborativos que ajudam os estudantes a se reconhecerem como sujeitos históricos e a interagirem com diferentes pontos de vista sobre a história regional e nacional. Além disso, projetos e atividades que exploram as festas tradicionais, as narrativas afro-brasileiras ou indígenas e a preservação de saberes engajam o pensamento autônomo, o protagonismo e as habilidades interpretativas, articulando teoria e prática. Neste volume, foram selecionados alguns conteúdos que podem ser explorados no ano letivo, voltados para a valorização das culturas afro-brasileiras e indígenas.
Orientações para a abordagem do ensino de História da África, da cultura afro-brasileira e das populações indígenas
Conteúdo Página
Diversidade de ordenações sociais na atualidade
Manifestações artísticas e culturais dos povos na atualidade
Coletivamente
As leis são conquistas históricas
Os indígenas e o tempo
Os povos africanos e o tempo
A valorização da cultura afro
Indígenas e tradição oral
Africanos e a tradição oral
Diferentes tipos de escrita
Orientações
24 Analisar a organização social dos beduínos, destacando seu modo de vida adaptado às condições do deserto e suas diversas atividades.
25 Reconhecer as manifestações artísticas e culturais indígenas e africanas presentes no Brasil, analisando como elas contribuem para a formação da identidade cultural brasileira.
30-31
44-45
60-65
66-70
71
81
82
87
Discutir o caso de Mãe Gilda de Ogum como exemplo de resistência contra a intolerância às religiões de matriz africana, refletindo sobre a importância da valorização da diversidade religiosa no Brasil.
Reconhecer a mobilização histórica dos povos indígenas e a luta da população afro-brasileira na conquista de direitos civis.
Compreender como alguns povos indígenas do Brasil, como Guarani Kaiowá, Tukano e Khisêtjê, percebem a passagem do tempo com base na observação da natureza. Além disso, o conteúdo favorece a interação com algumas constelações indígenas.
Valorizar a diversidade cultural do continente africano, destacando que a África não é um bloco homogêneo, mas sim que é formada por muitos povos com histórias e culturas distintas. Além disso, é possível explorar como alguns povos africanos percebem a passagem do tempo e a relação da natureza e o tempo. Apresentar os calendários iorubá e etíope.
Reconhecer a importância de registrar e valorizar datas relacionadas à história e à cultura afro-brasileira.
Analisar mapa produzido por um indígena com base no relato oral, valorizando os saberes, conhecimentos e as experiências transmitidos de geração em geração por meio da tradição oral.
Conhecer a tradição griô e valorizar o papel desempenhado por eles na transmissão da memória coletiva, dos saberes e dos conhecimentos.
Reconhecer a escrita hieroglífica como expressão da cultura e dos conhecimentos dos egípcios antigos, valorizar sua função para a preservação da história e compreender seu papel na organização social e religiosa.
Produção dos marcos de memória
Como os marcos históricos são hierarquizados e difundidos?
Coletivamente
Sítio arqueológico Cais do Valongo
101-103
Compreender as presenças e as ausências dos povos indígenas, africanos e afro-brasileiros nos marcos de memória. Destacar a relevância de monumentos, celebração de datas comemorativas e museus para a valorização da memória, da história e cultura desses povos.
104-108 Analisar a importância dos marcos de memória na valorização de sujeitos históricos, como Zumbi dos Palmares, Carolina Maria de Jesus e Mercedes Baptista, e para a comemoração de determinados acontecimentos históricos.
112-113 Compreender a importância da Lei nº 10.639/2003 para a valorização dessas culturas no ensino de História.
120-121 Analisar a importância do Cais do Valongo como marco de memória da resistência contra a escravidão e da luta contra o racismo na atualidade.
A Capoeira 129 Refletir sobre a importância de compreender a capoeira como um símbolo da luta contra a opressão e do fortalecimento da identidade afro-brasileira.
Entre textos 130-131 Valorizar o Marabaixo como expressão cultural afro-brasileira, destacando sua importância para a preservação das culturas africanas.
Alguns autores da literatura afro-brasileira e indígena podem contribuir para a preparação de aulas e o aprofundamento sobre algumas abordagens para promover a discussão, o debate e a conscientização dos estudantes. A seguir, conheça algumas obras que podem ajudar na construção do saber historiográfico com a turma.
• ALMEIDA, Mariléa de. Devir quilomba: antirracismo, afeto e política nas práticas de mulheres quilombolas. São Paulo: Elefante, 2022.
Com base na experiência de mulheres quilombolas, a historiadora Mariléa de Almeida busca compreender a rede política e afetiva construída por elas na luta contra o racismo.
• GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
Nessa obra, por meio de ensaios, a autora aborda temas sobre cultura, etnicidade, a mulher negra na sociedade brasileira e a questão negra no Brasil.
• KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo São Paulo: Companhia das Letras, 2021.
O autor promove a reflexão sobre a necessidade de conservarmos o meio ambiente, destacando a relação harmoniosa dos indígenas com a terra.
• MUNDURUKU, Daniel. Vozes ancestrais: dez contos indígenas. São Paulo: FTD, 2022.
Nessa obra, diversos indígenas compartilham conhecimentos, saberes e experiências e narram suas histórias sobre a criação das águas e como o fogo foi roubado.
• NASCIMENTO, Beatriz. Uma história feita por mãos negras. Organização de Alex Ratts. Rio de Janeiro: Zahar, 2021.
Buscando ampliar as narrativas históricas, essa obra promove a reflexão sobre temas relacionados a intelectualidade, escravismo, resistência, papel dos quilombos e papel Movimento Negro na luta por direitos civis na atualidade.
O quadro apresentado a seguir mostra a progressão dos conteúdos deste volume, destacando as habilidades, as competências e os temas contemporâneos transversais da BNCC trabalhados em cada unidade.
Trata-se de um quadro que pode ser utilizado para ter uma visão geral dos conteúdos das unidades, assim como facilitar a busca por orientações e comentários de práticas pedagógicas sugeridas nas orientações ao professor correspondentes ao Livro do Estudante.
Quadro de distribuição dos conteúdos – 5º ano
Unidade Temas
1 – Diferentes culturas, povos e estados
1. Do nomadismo ao sedentarismo
2. Diferentes estados e ordenações sociais
3. Culturas e religiões na Antiguidade
Conteúdos Habilidades da BNCC
• Surgimento das primeiras aldeias e cidades.
• Estados da Antiguidade;
• Manifestações artística e culturais dos povos na atualidade.
• Religião, natureza e identidade cultural.
EF05HI01
EF05HI02
EF05HI03
EF05HI04
EF05HI05
Competências gerais e específicas
CG2; CG3; CG7; CG9
Temas contemporâneos transversais
CEH1; CEH2; CEH3; CEH5; CEH6 Diversidade Cultural
2 – Cidadania 4. Exercendo a cidadania
5. Como as leis são feitas
6. Deveres do cidadão
3 – A passagem do tempo
7. Os primeiros calendários
8. Os indígenas e o Tempo
9. Os povos africanos e o tempo
10. O tempo em minha vida
4 – A transmissão de saberes
5 – Marcos de memória
11. As tradições orais e a valorização da memória
12. A invenção da escrita
13. A língua brasileira de sinais
14. Os cuidados com as informações
15. O que são marcos de memória?
16. Produção dos marcos de memória
17. Como os marcos históricos são hierarquizados e difundidos?
18. Quem define os marcos de memória?
6 - Patrimônios 19. O que são patrimônios?
20. Patrimônios culturais materiais do mundo
21. Patrimônios culturais imateriais do mundo
22. Patrimônios naturais
23. Patrimônios mistos
• A importância da cidadania.
• O respeito aos direitos.
• Cidadania e educação ambiental.
• Cidadania é uma conquista histórica.
• Como conhecer as leis.
• Luta das mulheres.
• O direito à saúde de qualidade.
• A lei brasileira de inclusão da pessoa com deficiência.
• Diferentes tipos de calendário.
• Indígenas e a percepção da passagem do tempo.
• Relação entre os povos africanos e o tempo.
• Estações do ano.
• Ansiedade e uso de tecnologias digitais.
• Indígenas e tradição oral.
• Africanos e tradição oral.
• Griôs no Brasil.
• Diferentes tipos de escrita.
• Registros da memória.
• Marcos de memória.
• Monumentos.
• Formação da identidade.
• Protestos contra marcos de memória.
• Conflitos em torno dos marcos de memória.
• Lista do patrimônio mundial.
• Sítio arqueológico Cais do Valongo.
• Patrimônios culturais materiais do mundo.
• Patrimônios culturais imateriais do Brasil.
EF05HI04
EF05HI05
CG1; CG4; CG7; CG9; CG10
CEH1; CEH3; CEH4; CEH7
EF05HI08
CG2; CG6; CG8
CEH 2
EF05HI06
EF05HI09
EF05HI07
EF05HI09
CG4; CG5; CG9
CEH3; CEH4
Educação Fiscal; Educação Ambiental; Educação para o Consumo
EF05HI10
CG1; CG9
CEH1; CEH3; CEH4;
Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras; Ciência e tecnologia; Saúde
Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso; Educação em direitos humanos
Diversidade cultural; Educação para a valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
CG3; CG7
CEH2; CEH4
Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras; Educação ambiental
As propostas de cronogramas apresentadas a seguir têm como objetivo orientar a distribuição das unidades em planejamentos bimestrais, trimestrais e semestrais, respeitando a organização dos volumes anteriormente mencionada.
Cabe destacar que essas sugestões não contemplam outras atividades que possam surgir ao longo do ano letivo, como projetos, eventos escolares ou avaliações institucionais, e que devem ser incorporadas ao planejamento de forma articulada.
Para elaborar essas sugestões, consideramos 200 dias letivos de aula, ou 40 semanas; no entanto, o cronograma deve ser ajustado conforme as especificidades de cada turma, levando em consideração o contexto, o ritmo de aprendizagem dos estudantes e o uso de diferentes recursos e estratégias pedagógicas, que vão além do livro didático.
Sugestão de planejamento bimestral
Bimestre Unidades e temas
1º bimestre
2º bimestre
3º bimestre
4º bimestre
Unidade 1 - Diferentes culturas, povos e estados
Unidade 2 - Cidadania
Unidade 3 - A passagem do tempo
Unidade 4 - A transmissão de saberes
Unidade 5 - Marcos de memória
Unidade 6 - Patrimônios
Sugestão de planejamento trimestral
Trimestre Unidades e temas
1º trimestre
2º trimestre
3º trimestre
Unidade 1 - Diferentes culturas, povos e estados
Unidade 2 - Cidadania
Unidade 3 - A passagem do tempo
Unidade 4 - A transmissão de saberes
Unidade 5 - Marcos de memória
Unidade 6 - Patrimônios
Sugestão de planejamento semestral
Semestre Unidades e temas
Unidade 1 - Diferentes culturas, povos e estados
1º semestre
2º semestre
Unidade 2 - Cidadania
Unidade 3 - A passagem do tempo
Unidade 4 - A transmissão de saberes
Unidade 5 - Marcos de memória
Unidade 6 - Patrimônios
BACICH, Lilian; HOLANDA, Leandro (org.). STEAM em sala de aula: a aprendizagem baseada em projetos integrando conhecimentos na educação básica. Porto Alegre: Penso, 2020. (Série Desafios da Educação).
A obra aborda o STEAM como uma ferramenta importante para desenvolver competências, como a criatividade, o pensamento crítico, a comunicação e o trabalho com a colaboração dos estudantes.
BRASIL. Ministério da Saúde. Proteger e cuidar da saúde de adolescentes na atenção básica. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: https:// bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/proteger_cuidar_ adolescentes_atencao_basica_2ed.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Documento que visa auxiliar as Equipes de Atenção Básica/Saúde da Família no trabalho com adolescentes nos aspectos relacionados à saúde.
COSTA, Renato Pinheiro da; BRITO, Adilson Junior Ishihara. Ensino de História em espaços educativos não formais: perspectivas teórico-metodológicas na formação docente de licenciatura. História & Ensino, v. 8, n. 2, p. 129-149, jul./dez. 2022. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/histensino/ article/view/43064. Acesso em: 14 ago. 2025.
Buscando alternativas para o ensino de História, os autores discutem a relevância de abordagens que relacionem o componente curricular com o tempo presente, destacando a intervenção dos professores em espaços educativos não formais.
COSTA, Renato Pinheiro da; CASSIMIRO, Élida Estevão; SILVA, Rozinaldo Ribeiro da. Tecnologias no processo de alfabetização nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Docência e Cibercultura, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1,
p. 97-116, jan./abr. 2021. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/re-doc/article/ view/53068/36747. Acesso em: 16 ago. 2025.
Nesse artigo, os autores abordam a influência da tecnologia no desenvolvimento do processo de alfabetização.
GRISA, Gregório Durlo et al Neurociência e alfabetização: noções fundamentais. Bento Gonçalves: IFRS, 2022.
Nesse livro, os autores se baseiam nos estudos da Neurociência para explicar os processos de alfabetização.
LIMA, Aurilia de Brito et al. (org.). Políticas de inclusão na educação básica. Curitiba: Appris, 2024.
Coletânea de textos que abordam os principais marcos das políticas públicas relacionadas à inclusão, desde as temáticas mais amplas até as mais específicas.
MARIA, Fábio Genésio dos Santos. O Ensino de História em ambientes não formais: o museu como ambiente educativo. 2019. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Docência para a Educação Básica, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Bauru. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/ entities/publication/c1308459-565a-45b9-8b2b -fca332729d18. Acesso em: 14 ago. 2025.
Diante das dificuldades enfrentadas pelo ensino de História no século XXI, sobretudo com o advento das novas tecnologias digitais, o autor propõe a intervenção de práticas educativas em ambientes não formais, privilegiando o museu como espaço de memória.
MIRANDA, Elaine (coord.). Educação inclusiva e a parceria da família: uma dimensão terapêutica. São Paulo: Literare Books International, 2021.
Esse livro aborda aspectos da inclusão com base em evidências científicas. Além disso, busca evidenciar a importância da participação da família na educação inclusiva.
SILVA, Janssen Felipe da; HOFFMANN, Jussara; ESTEBAN, Maria Teresa. Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo. Porto Alegre: Mediação, 2012.
Os autores discutem as práticas avaliativas em diferentes áreas do currículo, com destaque para a elaboração de
práticas de avaliação articuladas ao fazer pedagógico.
VICKERY, Anitra. Aprendizagem ativa nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Porto Alegre: Penso, 2016. O livro aborda a importância da aprendizagem ativa e do protagonismo do estudante para a concretização do processo de aprendizagem em sala de aula. Além disso, traz a teoria e a prática da aprendizagem ativa, reunindo pesquisas e estudos de casos que vão inspirar os professores a criarem e a explorarem estratégias para desenvolver a própria abordagem de ensino.
ADICHIE, Chimamanda. O perigo de uma história única
São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Nesse texto, a escritora nigeriana Chimamanda Adichie critica a estereotipação e a narrativa eurocêntrica da história, convidando os leitores a refletirem sobre a importância da pluralização dos pontos de vista sobre os eventos históricos.
ALMEIDA, Adriana Mortara et al. O saber histórico na sala de aula. Organização de Circe Bittencourt. São Paulo: Contexto, 2002. (Coleção Repensando o Ensino).
Nessa obra, os autores promovem a reflexão acerca das práticas de ensino de História, discutindo a relevância dos métodos de ensino.
ALZINA, Rafael Bisquerra et al. Atividades para o desenvolvimento da inteligência emocional nas crianças. São Paulo: Ciranda Cultural, 2009.
O autor apresenta atividades que contribuem para desenvolver as competências emocionais, que envolvem a consciência, a adequação e a autonomia emocional, e as habilidades socioemocionais para a vida e o bem-estar emocional.
BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018.
Esse livro apresenta a importância das estratégias de metodologias ativas para desenvolver a autonomia dos estudantes, valorizando a participação efetiva deles no processo de aprendizado.
BARROS, José D’Assunção. Fontes históricas: introdução aos seus usos historiográficos. Petrópolis: Vozes, 2019. Nesse livro, o autor discute o papel das fontes históricas no ofício do historiador, debatendo a historicidade das fontes, a introdução de novas abordagens, os usos e os métodos.
BENDER, William N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Tradução de Fernando de Siqueira Rodrigues. Porto Alegre: Penso, 2014.
Nesse livro, o autor destaca as diretrizes práticas para o trabalho com projetos em sala de aula, fornecendo subsídios para o professor planejar aulas mais eficazes e motivadoras.
BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069. htm. Acesso em: 5 set. 2025.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) visa garantir os direitos fundamentais de crianças e adolescentes, assegurando proteção integral, saúde, educação e dignidade.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_ EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Documento que determina as competências gerais e específicas, as habilidades e as aprendizagens que os estudantes brasileiros da Educação Básica precisam desenvolver e colocar em prática ao longo de sua trajetória escolar.
BRASIL. Ministério da Educação. Conscientização para o uso de celulares na escola: por que precisamos falar sobre isso? Brasília: MEC, 2025. Disponível em: https:// www.gov.br/mec/pt-br/celular-escola/guia-escolas.pdf. Acesso em: 9 ago. 2025.
Esse documento traz orientações práticas que ajudam o professor na implantação da Lei nº 15.100, de 13 de janeiro de 2025, que regulamenta o uso de dispositivos eletrônicos portáteis pelos estudantes nas escolas.
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica: diversidade e inclusão. Brasília: Conselho Nacional de Educação, 2013. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/media/ etnico_racial/pdf/diretrizes_curriculares_nacionais_para_ educacao_basica_diversidade_e_inclusao_2013.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Esse documento traz princípios, fundamentos e procedimentos que norteiam as políticas públicas de educação e auxiliam o professor a elaborar, planejar, executar e avaliar práticas pedagógicas na Educação Básica.
BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC: contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília: MEC, 2019. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec. gov.br/images/implementacao/contextualizacao_temas_ contemporaneos.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Esse documento apresenta os temas contemporâneos transversais da BNCC e explica a importância de sua utilização no processo de ensino-aprendizagem.
BRITO, Giseli Artioli; FLORES, Maria Marta Lopes. A inclusão de alunos com deficiência intelectual: em foco
as práticas pedagógicas. Boletim de Conjuntura, Boa Vista, ano V, v. 16, n. 48, 2023. Disponível em: https://revista.ioles.com.br/boca/index.php/revista/ article/view/2879/966. Acesso em: 18 ago. 2025. Nesse artigo, as autoras abordam os principais aspectos que influenciaram os resultados de uma pesquisa sobre a inclusão escolar e a qualidade da educação.
CORDEIRO, Claudia Talochinski; OLIVEIRA, Ivanete da Rosa Silva de (org.). Educação e políticas inclusivas: ressignificando a diversidade. Londrina: Syntagma Editores, 2020.
Nessa obra, as autoras discutem a inclusão de estudantes com deficiência na escola regular.
FAZENDA, Ivani (coord.). Práticas interdisciplinares na escola. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2017.
Essa obra reúne diversos textos sobre práticas docentes interdisciplinares no espaço escolar.
FAZENDA, Ivani (org.). Didática e interdisciplinaridade Campinas: Papirus, 2012. (Coleção Práxis).
O livro apresenta as contribuições de vários autores sobre os temas da interdisciplinaridade e da didática, nos quais o professor, com base no cotidiano de suas práticas, segue o caminho da invenção, da descoberta, da pesquisa e da construção.
FAZENDA, Ivani (org.). O que é interdisciplinaridade? 2. ed. São Paulo: Cortez, 2013.
Essa obra destaca como são feitas e articuladas diferentes áreas de conhecimento, sob a mediação do professor, ao longo de etapas de projetos que nascem e se desenvolvem dentro das salas de aula.
FERNANDES, Domingos. Avaliação formativa: folha de apoio à formação: Projeto de Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (Maia). Ministério da Educação: Direção-Geral da Educação, 2021. Disponível em: https:// apoioescolas.dge.mec.pt/sites/default/files/2021-02/ folha_avaliacao_formativa.pdf. Acesso em: 6 set. 2025.
Esse material apresenta ações práticas que podem auxiliar o professor no planejamento das estratégias de avaliação.
FERREIRO, Emilia. Alfabetização em processo. 21. ed. São Paulo: Cortez, 2015.
Nesse livro, a autora explica como o processo de alfabetização ocorre no cérebro dos estudantes e sua influência no desenvolvimento dos conhecimentos de outras áreas.
FONSECA, Selva Guimarães. História local e fontes orais: uma reflexão sobre saberes e práticas de ensino de história. História Oral, v. 9, n. 1, p. 125-141, jan./jun. 2006. Disponível em: https://www.revista.historiaoral.org.br/index.php/rho/ article/view/193/197. Acesso em: 8 ago. 2025.
O artigo analisa a interação entre o ensino de História e a História Local na sala de aula, indicando o trabalho com a tradição oral como uma ferramenta para abordar memórias, lembranças e histórias das comunidades do município e da região.
FRISCH, Michael. A história pública não é uma via de mão única, ou, de a Shared Authority à cozinha digital, e viceversa. In: MAUAD, Ana Maria; ALMEIDA, Juniele Rabêlo
de; SANTHIAGO, Ricardo (org.). História pública no Brasil: sentidos e itinerários. São Paulo: Letra e Voz, 2016. Nesse capítulo, o autor promove a reflexão sobre a importância da autoridade compartilhada e do papel do historiador na esfera pública.
GIL, Carmem Zeli de Vargas; EUGENIO, Jonas Camargo. Ensino de história e temas sensíveis: abordagens teóricometodológicas. História Hoje, [S. l.], v. 7, n. 13, 2018. Disponível em: https://rhhj.emnuvens.com.br/RHHJ/ article/view/430/273. Acesso em: 15 set. 2025.
O artigo debate a necessidade dos temas sensíveis em sala de aula, destacando o papel das universidades na formação de professores e na produção e ampliação da produção acadêmica e científica sobre o tema.
GREGO, Sonia Maria Duarte. A avaliação formativa: ressignificando concepções e processos. In: COLVARA, Laurence Duarte (coord.). Caderno de formação: formação de professores: bloco 3. São Paulo: Cultura Acadêmica: Unesp: Univesp, 2013. v. 3.
O texto traz reflexões sobre a avaliação formativa e sua aplicação em salas de aula brasileiras.
HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do processo ensinoaprendizagem. São Paulo: Ática, 2008.
Nesse livro, a autora explicita que a avaliação deve ser uma ação contínua, pois faz parte do processo de ensino-aprendizagem. Por isso, a ação avaliativa também deve ser aplicada de diversas maneiras para diagnosticar, controlar e classificar esse processo.
HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do caminho. Porto Alegre: Mediação, 2005.
Aborda as relações entre uma concepção dialética de avaliação e os caminhos da aprendizagem.
JOIA, Michele. A inclusão de crianças na escola: o papel do educador diante das dificuldades de aprendizagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak, 2023.
Nesse livro, a autora fornece dicas sobre a inclusão na escola com base em conhecimentos construídos em sua experiência em sala de aula.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 22. ed. São Paulo: Cortez, 2018.
Esse livro traz artigos que apresentam estudos, propostas e direcionamentos sobre a prática avaliativa no processo de ensino-aprendizagem, contribuindo, assim, para a prática docente.
MAINGAIN, Alain; DUFOUR, Barbara. Abordagens didáticas da interdisciplinaridade. Lisboa: Instituto Piaget, 2008.
Essa obra propõe uma reflexão a respeito da interdisciplinaridade e das condições favoráveis para a transdisciplinaridade.
MELLO, Fabiane de Oliveira; ALLIPRANDINI, Paula Mariza Zedu. Estratégias de aprendizagem de alunos do ensino fundamental em processo de alfabetização. Revista de Psicología, Lima, v. 40, n. 2, 2022. Disponível em: https:// revistas.pucp.edu.pe/index.php/psicologia/article/ view/25503/24038. Acesso em: 16 ago. 2025.
Nesse artigo, as autoras fazem uma análise qualitativa de algumas estratégias de ensino comumente utilizadas no processo de alfabetização.
MORAES, Dirce Aparecida Foletto de. Avaliação formativa: ressignificando a prova do cotidiano escolar. 2008. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2008.
A avaliação é um importante instrumento para nortear a prática pedagógica do professor. Assim, o estudo proposto nessa dissertação busca trazer novos significados à avaliação para que ela não seja utilizada como um instrumento de classificação, mas de formação.
OLIVEIRA, Maria Marly de. Projetos, relatórios e textos na educação básica: como fazer. Petrópolis: Vozes, 2009.
Obra voltada a professores da Educação Básica no cotidiano das salas de aula.
PERRENOUD, Phillipe. Avaliação: da excelência à regularização das aprendizagens: entre duas lógicas. Porto Alegre: Artmed, 1999.
Com uma reflexão a respeito do significado da avaliação escolar, esse livro tem o propósito de orientar os professores para o uso da avaliação não como instrumento de medida de conhecimento, mas como uma prática pedagógica que pode ser usada para identificar e suprir as necessidades dos estudantes.
PINTO, Helena. A interculturalidade em educação patrimonial: desafios e contributos para o ensino de história. Educar em Revista, Curitiba, n. 63, jan./mar. 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/er/a/ kfVQQDBC574qGYwXg4bbmFg/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 15 set. 2025.
Ancorada na interculturalidade e na formação da consciência histórica, a autora promove a reflexão a respeito da relevância de abordar e trabalhar com os patrimônios culturais na prática de ensino de História.
REIS, Ana Valéria Sampaio de Almeida; DAROS, Thuinie; TOMELIN, Karina Nones. Layouts criativos para aulas inovadoras. Maringá: B42, 2023.
Nesse livro, as autoras sugerem diferentes estratégias de layout das salas de aula a fim de envolver e criar experiências marcantes para os estudantes.
RÜSEN, Jörn. Razão histórica: teoria da história: os fundamentos da ciência histórica. Tradução de Estevão de Rezende Martins. Brasília: Universidade de Brasília, 2001.
Nessa obra, o autor enfatiza a relevância da teoria da História, destacando a função da teoria, a aplicação do pensamento histórico na vida prática e a constituição dos métodos da ciência histórica.
RÜSEN, Jörn. Teoria da história: uma teoria da história como ciência. Tradução de Estevão C. de Rezende Martins. Curitiba: UFPR, 2015.
Buscando articular fundamentos epistemológicos, metodológicos e fenomenológicos, o autor promove a reflexão sobre o papel da teoria da História enquanto ciência aplicada na didática da História e nas ações que orientem as atividades cotidianas.
SADDI, Rafael. Jörn Rüsen e a didática da história. p. 123-136. In: OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de;
SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das Chagas Fernandes; LIMA, Caio Rodrigo Carvalho. Jörn Rüsen: teoria, historiografia, didática. Ananindeua: Cabana, 2022. E-book
O autor analisa a relevância dos trabalhos de Jörn Rüssen para a didática da história no Brasil, desvinculando a didática da área da Pedagogia e a relacionando como uma das áreas da ciência histórica.
SILVA, Eva Aparecida Gomes da. O desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem do aluno com necessidades educacionais especiais. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, São Paulo, v. 9, n. 3, mar. 2023. Disponível em: https:// periodicorease.pro.br/rease/article/view/8972/3542. Acesso em: 14 ago. 2025.
Nesse artigo, a autora destaca a importância das atividades lúdicas no processo de ensino-aprendizagem dos estudantes com necessidades educacionais especiais.
SILVA, Felipe Rodrigues da; VENERA, Raquel Alvarenga Sena. Ensino de história, direitos humanos e narrativas: potencialidades da pesquisa-formação. História Hoje, [S. l.], v. 9, n. 17, 2020. Disponível em: https://rhhj. emnuvens.com.br/RHHJ/article/view/646/359. Acesso em: 15 set. 2025.
Nesse artigo, os autores defendem a importância de debater temas relacionados aos direitos humanos na prática de ensino de História, destacando a relevância da formação dos professores para a promoção desses debates em sala de aula.
SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. 5. ed. São Paulo: Contexto, 2018.
Nesse livro, a autora incentiva a releitura de artigos que discutem as práticas escolares de alfabetização e letramento.
VIEIRA, Martha Victor. Ensino de História e Interdisciplinaridade. Revista Fragmentos de CulturaRevista Interdisciplinar de Ciências Humanas, Goiânia, v. 32, n. 2, p. 309-321, 2022. Disponível em: https://seer.pucgoias.edu.br/index.php/fragmentos/ article/view/12171. Acesso em: 14 ago. 2025.
Nesse artigo, com base na trajetória da disciplina de História, do século XIX à atualidade, a autora analisa a escrita e o ensino de História no Brasil como uma prática interdisciplinar que dialoga com diversas disciplinas, tanto no âmbito escolar como no campo universitário.
VIOLÊNCIA escolar e bullying: relatório sobre a situação mundial. Brasília: Unesco, 2019. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000368092/ PDF/368092por.pdf.multi. Acesso em: 5 set. 2025.
Nesse relatório, são apresentados dados sobre a violência escolar e o bullying, além de iniciativas que podem contribuir para a redução dessas ocorrências.
VOGT, Olgário Paulo. Patrimônio cultural: um conceito em construção. Métis: história e cultura, [S. l.], v. 7, n. 13, jan./jun. 2008. Disponível em: https://sou.ucs.br/etc/ revistas/index.php/metis/article/view/687/498. Acesso em: 15 set. 2025.
Nesse artigo, o autor apresenta um panorama a respeito dos patrimônios culturais, destacando as transformações e as mudanças no conceito de patrimônio que ocorreram nos últimos anos.