

História

Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Editor responsável: José Rodolfo Vieira
Organizadora:
EDITORA NOVO RUMO Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.
Componente curricular: História
História
Organizadora: EDITORA NOVO RUMO
Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.
Editor responsável: José Rodolfo Vieira
Doutor em História pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp-SP) – campus Assis.
Mestre em História Social pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR). Licenciado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Professor no Ensino Superior. Editor e elaborador de materiais didáticos.
Componente curricular: História
1ª edição Londrina, 2025
Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Edição José Rodolfo Vieira
Assistência editorial Isabella Teodoro Machado
Preparação e revisão Moisés Manzano da Silva (coord.)
Copyright © Editora Novo Rumo, 2025.
Gerência de produção editorial Camila Rumiko Minaki Hoshi
Supervisão de produção editorial Priscilla de Freitas Cornelsen Rosa
Assistência de produção editorial Lorena França Fernandes Pelisson
Coordenação de produção de arte Tamires Rose Azevedo
Edição de arte Rafaela Panissa
Projeto gráfico e design Dayane Barbieri, Keithy Mostachi, Laís Garbelini
Projeto de capa Marcela Pialarissi
Ilustrações de capa Cajila Barbosa
Coordenação de diagramação Adenilda Alves de França Pucca - Nil
Diagramação EfeDois Editoração Ltda., JSDesign, Leda Cristina Silva Teodorico
Autorização de recursos João Henrique Pedrão Feliciano
Iconografia Alessandra Roberta Arias, Vinícius Costa (trat. imagens)
Objetos digitais
Gerência de produção Erick Lopes de Almeida
Roteiros Maria Eduarda Panobianco
Edição de imagens Vitor Ueno
Desenvolvimento Ohanna Schmitt Bolfe, Tatiana Tissa Kawakami
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Plantar história : 4º ano : anos iniciais do ensino fundamental / organizadora Editora Novo Rumo ; obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo ; editor responsável José Rodolfo Vieira. -- 1. ed. -- Londrina, PR : Editora Novo Rumo, 2025. Componente curricular: História.
ISBN 978-65-5158-116-8(livro do estudante)
ISBN 978-65-5158-096-3(livro do professor)
ISBN 978-65-5158-132-8(livro do estudante HTML5)
ISBN 978-65-5158-162-5(livro do professor HTML5)
1. História (Ensino fundamental) I. Vieira, José Rodolfo. II. Série.
25-299250.0
CDD-372.89
Índices para catálogo sistemático:
1. História : Ensino fundamental 372.89
Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA NOVO RUMO.
Avenida Doutor Adhemar Pereira de Barros, 1500, sala 804 - Bela Suíça - Londrina-PR CEP 86047-250 - Tel. (43) 3367-2030 contato@editoranovorumo.com.br
Elaboração de originais
José Rodolfo Vieira
Doutor em História pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp-SP) – campus Assis.
Mestre em História Social pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Professor no Ensino Superior. Editor e elaborador de materiais didáticos.
Júlia Rany Campos Freitas Pereira Uzun
Doutora e mestra em História, na área de História Cultural, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).
Licenciada e bacharela em História pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).
Elaboradora de materiais didáticos.
Vinícius Marcondes Araújo
Mestre em História pela Universidade Estadual de Maringá (UEM-PR).
Licenciado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Professor em escolas do Ensino Básico. Elaborador de materiais didáticos.
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
APRESENTAÇÃO
Acreditamos que o aprendizado em História é essencial para que os estudantes se tornem cidadãos ativos e capazes de pensar de forma autônoma e crítica. Com base nisso, esta coleção foi cuidadosamente pensada para ser uma parceira nessa missão, proporcionando uma abordagem integrada e relevante.
Ao longo de cada unidade, o conteúdo se conecta diretamente com a realidade dos estudantes, valorizando o que eles já sabem e incentivando a construção de novos conhecimentos. Nessa dinâmica, você é um guia e um mediador, orientando os estudantes a serem os protagonistas de sua aprendizagem.
Para apoiar essa jornada, apresentamos este Livro do Professor. Na primeira parte dele, você encontra informações sobre a estrutura da coleção e a Reprodução do Livro do Estudante com as orientações ao professor nas laterais e nos rodapés das páginas reproduzidas, com comentários práticos para auxiliar o dia a dia em sala de aula, como orientações sobre os conteúdos das unidades, atividades extras, momentos sugeridos de avaliação, entre outros subsídios. Na segunda parte, apresentamos o Manual do Professor, onde você encontra desde a estrutura da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e fundamentos teórico-metodológicos da coleção até recursos práticos, como estratégias de avaliação diversificadas, modelos de planejamento de rotina e de sequência didática, quadro de distribuição dos conteúdos e sugestões de cronogramas.
É importante ressaltar que as sugestões podem ser adequadas de acordo com a realidade da turma e da escola. Esperamos que seja uma ferramenta útil e enriquecedora no processo de ensino-aprendizagem, possibilitando a formação de cidadãos críticos e participativos na sociedade.
Desejamos a você um ótimo ano letivo!
SUMÁRIO
AS COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA .......................................... VII AS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS...........................IX
AS UNIDADES TEMÁTICAS, OS OBJETOS DE CONHECIMENTO E AS HABILIDADES ...............IX
OS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS ... X
INTEGRAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES CURRICULARES ...................... XI
A PRÁTICA INTERDISCIPLINAR E O TRABALHO COM PROJETOS INTERDISCIPLINARES................ XII AVALIAÇÃO ........................................................ XII
O PAPEL DO PROFESSOR E A PRÁTICA DOCENTE .................................... XV A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM AÇÃO ..................... XV
BOAS PRÁTICAS NO USO DE TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO ............................. XXI
O ENSINO DE HISTÓRIA.................................. XXII FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS E PROPOSTA DIDÁTICO-PEDAGÓGICA .............. XXII
QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DOS CONTEÚDOS ......................................... XXVII
SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS .............. XXVIII
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES PARA A PRÁTICA DOCENTE ..........................XXIX
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS .................................................. XXX
MANUAL DO PROFESSOR
CONHEÇA A COLEÇÃO
Esta coleção é formada por três volumes, sendo 3º , 4º e 5º anos destinados aos estudantes e professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Cada volume é organizado em seis unidades que, por sua vez, são subdivididas em temas e seções que desenvolvem as habilidades relacionadas aos objetos de conhecimento e às competências gerais e específicas propostas pela BNCC. Além disso, durante o desenvolvimento dos conteúdos, a coleção aborda os temas contemporâneos transversais, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e atuantes na sociedade.
Além dos volumes impressos, a coleção apresenta a versão digital do Livro do Estudante e do Livro do Professor com recursos acessíveis, favorecendo a utilização por todos os estudantes. Os livros digitais também apresentam alguns recursos, como infográficos clicáveis, que podem ser acessados, na versão digital, por meio do sumário e de ícones indicados nas páginas dos livros.
O LIVRO DO ESTUDANTE
A seguir, apresentamos a estrutura do Livro do Estudante, explicando as características das seções e de outros elementos que compõem a coleção.
VAMOS INICIAR
Essa seção, presente no início de cada volume, tem o objetivo de avaliar os estudantes com relação aos conhecimentos esperados para o ano de ensino, permitindo a você fazer uma avaliação diagnóstica da turma.
PÁGINAS DE ABERTURA
Têm como objetivos marcar o início de cada unidade, despertar a atenção dos estudantes para o que será abordado e relacionar os conteúdos aos conhecimentos prévios e à sua realidade próxima.
DESENVOLVIMENTO DOS CONTEÚDOS
Os conteúdos são desenvolvidos por meio dos textos, das imagens, das atividades e das seções presentes nas unidades. Com o objetivo de tornar as aulas mais dinâmicas e envolventes, as atividades relacionadas aos conteúdos são apresentadas ao longo da teoria, de modo integrado. Além disso, as atividades têm estruturas variadas e auxiliam no desenvolvimento das habilidades e das competências da BNCC.
BOXE COMPLEMENTAR
Composto de textos e imagens com informações complementares aos conteúdos da unidade.
BOXE CONCEITO
Apresenta conceitos relevantes para o aprofundamento e a progressão do aprendizado.
VOCABULÁRIO
Apresenta o significado de termos que os estudantes podem desconhecer e que são importantes para a compreensão do texto.
ENTRE TEXTOS
Promove o trabalho com diferentes gêneros textuais, possibilitando o desenvolvimento de habilidades relacionadas à leitura, à escrita, à oralidade e aos processos gerais de compreensão de leitura: localizar e retirar informação explícita de textos; fazer inferências diretas; interpretar e relacionar ideias e informações; analisar e avaliar conteúdos e elementos textuais. A seção apresenta as subdivisões Explorando o texto e Além do texto
COLETIVAMENTE
Explora os temas contemporâneos transversais, contribuindo para a formação cidadã dos estudantes por meio de reflexões e propostas de resoluções de problemas, de modo que eles sejam atuantes na sociedade em que vivem. É subdividida em Conhecendo o problema, Organizando as ideias e Buscando soluções para que, assim, os estudantes tenham contato com uma situação-problema, reflitam sobre ela e busquem uma solução prática. O tema contemporâneo transversal desenvolvido é identificado nas orientações ao professor
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
Essa seção tem como objetivo sugerir uma avaliação formativa, de modo que você possa avaliar a aprendizagem dos estudantes com relação aos conteúdos abordados na unidade, fornecendo informações para intervenções caso haja defasagens ou dificuldade de aprendizagem.
VAMOS CONCLUIR
Presente no final de cada volume, essa seção contém atividades cujo objetivo é sugerir uma avaliação somativa, de modo que você possa avaliar os estudantes quanto aos conhecimentos adquiridos durante o processo de ensino no ano letivo.
SAIBA MAIS
Apresenta sugestões de recursos extras, como livros, filmes e sites. Cada sugestão é acompanhada por uma breve sinopse.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
Presente ao final do livro, apresenta referências comentadas de livros e sites que foram consultados na elaboração do Livro do Estudante
ÍCONE DE RESPOSTA NO CADERNO
Indica que os estudantes devem registrar as respostas da atividade no caderno.
ÍCONE DE RESPOSTA ORAL
Indica que os estudantes devem responder à atividade oralmente.
OBJETO DIGITAL
Indica que há Objeto Educacional Digital relacionado aos temas que estão sendo trabalhados e que pode ser acessado na versão digital do livro.
O LIVRO DO PROFESSOR
Este Livro do Professor é organizado em duas partes. A primeira apresenta a estrutura da coleção e a Reprodução do Livro do Estudante, que se refere à reprodução das páginas do Livro do Estudante em tamanho reduzido, com respostas e possíveis comentários para você. Nas laterais e nos rodapés dessas páginas, as orientações ao professor propõem comentários, sugestões de condução para as atividades e respostas de algumas atividades que não foram apresentadas na reprodução da página do Livro do Estudante. Essas orientações colaboram para a prática docente e seu dia a dia em sala de aula e foram elaboradas de modo a explicitar os procedimentos das aulas de forma prática e ao mesmo tempo detalhada, oferecendo suporte à prática docente.
A segunda parte, apresentada após a Reprodução do Livro do Estudante, é intitulada Manual do Professor. Ela apresenta a estrutura da BNCC, a fundamentação teórico-metodológica da coleção e aborda diversos assuntos que contribuem para o desenvolvimento docente e para o dia a dia em sala de aula. Além disso, disponibiliza um quadro de distribuição dos conteúdos com as habilidades e as competências gerais e específicas da BNCC que estão sendo desenvolvidas em cada unidade, além de sugestões de cronogramas bimestrais, trimestrais e semestrais. Ao final dessa parte, são apresentadas sugestões de referências complementares para a prática docente e as referências bibliográficas comentadas utilizadas como consulta para a produção das orientações ao professor e do Manual do Professor
Observe a seguir como as orientações ao professor, que constam na primeira parte deste Livro do Professor, estão estruturadas.
Nas orientações ao professor da seção Vamos iniciar, você encontra os objetivos pedagógicos e as sugestões de intervenção, com base nas respostas dos estudantes, considerando os conhecimentos prévios deles.
OBJETIVOS DA UNIDADE
Destaca os objetivos pedagógicos de cada unidade do Livro do Estudante
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
Fornece dicas para que você possa iniciar as aulas, abordar alguns conteúdos ou realizar uma avaliação diagnóstica de maneira diferente da que foi apresentada no Livro do Estudante
BNCC
Evidencia habilidades, competências e temas contemporâneos transversais da BNCC que estão sendo desenvolvidos em cada conteúdo, destacando as relações entre esses elementos e o conteúdo.
COMENTÁRIOS DIVERSOS
Os comentários e as explicações de caráter prático referentes às atividades do Livro do Estudante e as considerações pedagógicas a respeito de possíveis dificuldades dos estudantes na resolução das atividades, bem como alternativas para consolidar conhecimentos, são inseridos em tópicos ao longo da unidade.
RESPOSTAS
Disponibiliza as sugestões de respostas de algumas atividades e questões indicadas no Livro do Estudante
ATIVIDADE EXTRA
Mostra sugestões de atividades complementares que contribuem para diversificar as estratégias de aprendizagem.
OBJETIVOS
Lista os objetivos pedagógicos de algumas seções do Livro do Estudante
AVALIANDO
Propõe avaliações formativas para que você possa acompanhar a aprendizagem dos estudantes em diferentes momentos, possibilitando, se for o caso, intervenções no ensino. Para facilitar a avaliação, esse boxe apresenta os objetivos das atividades e as sugestões de intervenção, com foco na recuperação da aprendizagem.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
Destaca momentos em que é possível estabelecer relações entre componentes curriculares de diferentes áreas do conhecimento, além de orientações práticas sobre como realizar as articulações entre os conteúdos.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
Apresenta sugestões de filmes, livros, sites e outros recursos, contribuindo para a sua formação.
Nas orientações ao professor da seção Coletivamente, apresentamos os objetivos pedagógicos e as orientações sobre como desenvolver os conteúdos e as atividades da seção com os estudantes.
Nas orientações ao professor da seção Entre textos, há os objetivos pedagógicos e as orientações sobre como desenvolver a competência leitora e a competência da escrita por meio do trabalho com essa seção.
Nas orientações ao professor da seção Vamos avaliar o aprendizado, estão os objetivos pedagógicos e as sugestões de intervenção, considerando possíveis dificuldades dos estudantes, além de alternativas para consolidar suas aprendizagens.
Nas orientações ao professor da seção Vamos concluir, tem-se os objetivos pedagógicos e as sugestões de intervenção, considerando possíveis dificuldades dos estudantes, além de alternativas para consolidar suas aprendizagens.
LIVRO DO ESTUDANTE
História
Organizadora:
EDITORA NOVO RUMO
Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.
Editor responsável: José Rodolfo Vieira
Doutor em História pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp-SP) – campus Assis.
Mestre em História Social pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR). Professor no Ensino Superior. Editor e elaborador de materiais didáticos.
Componente curricular: História
1ª edição Londrina, 2025
11/09/2025 14:06:30
Reprodução do Livro do Estudante
Esta parte do Livro do Professor contém a Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido, com respostas das atividades e possíveis comentários para você. Além disso, nas laterais e rodapés há as orientações ao professor que servem como um guia para a prática pedagógica apresentando sugestões sobre como trabalhar as atividades, além de apresentar as respostas que não foram incluídas na reprodução das páginas. Para deixar mais evidente o sentido de leitura, em algumas páginas utilizamos as indicações e .
Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Copyright © Editora Novo Rumo, 2025.
Edição José Rodolfo Vieira
Assistência editorial Isabella Teodoro Machado
Preparação e revisão Moisés Manzano da Silva (coord.)
Gerência de produção editorial Camila Rumiko Minaki Hoshi
Supervisão de produção editorial Priscilla de Freitas Cornelsen Rosa
Assistência de produção editorial Lorena França Fernandes Pelisson
Coordenação de produção de arte Tamires Rose Azevedo
Edição de arte Rafaela Panissa
Projeto gráfico e design Dayane Barbieri, Keithy Mostachi, Laís Garbelini
Projeto de capa Marcela Pialarissi
Ilustrações de capa Cajila Barbosa
Coordenação de diagramação Adenilda Alves de França Pucca - Nil
Diagramação EfeDois Editoração Ltda., JSDesign, Leda Cristina Silva Teodorico
Autorização de recursos João Henrique Pedrão Feliciano
Iconografia Alessandra Roberta Arias, Vinícius Costa (trat. imagens)
Objetos digitais
Gerência de produção Erick Lopes de Almeida
Roteiros Maria Eduarda Panobianco
Edição de imagens Vitor Ueno
Desenvolvimento Ohanna Schmitt Bolfe, Tatiana Tissa Kawakami
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Plantar história : 4º ano : anos iniciais do ensino fundamental / organizadora Editora Novo Rumo ; obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo ; editor responsável José Rodolfo Vieira. -- 1. ed. -- Londrina, PR : Editora Novo Rumo, 2025. Componente curricular: História.
ISBN 978-65-5158-116-8(livro do estudante)
ISBN 978-65-5158-096-3(livro do professor)
ISBN 978-65-5158-132-8(livro do estudante HTML5)
ISBN 978-65-5158-162-5(livro do professor HTML5)
1. História (Ensino fundamental) I. Vieira, José Rodolfo. II. Série.
CDD-372.89
25-299250.0
Índices para catálogo sistemático:
1. História : Ensino fundamental 372.89
Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA NOVO RUMO.
Avenida Doutor Adhemar Pereira de Barros, 1500, sala 804 - Bela Suíça - Londrina-PR CEP 86047-250 - Tel. (43) 3367-2030 contato@editoranovorumo.com.br
Elaboração de originais
José Rodolfo Vieira
Doutor em História pela Universidade Estadual Paulista
“Júlio de Mesquita Filho” (Unesp-SP) – campus Assis.
Mestre em História Social pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Professor no Ensino Superior.
Editor e elaborador de materiais didáticos.
Júlia Rany Campos Freitas Pereira Uzun
Doutora e mestra em História, na área de História Cultural, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).
Licenciada e bacharela em História pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).
Elaboradora de materiais didáticos.
Vinícius Marcondes Araújo
Mestre em História pela Universidade Estadual de Maringá (UEM-PR).
Licenciado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Professor em escolas do Ensino Básico.
Elaborador de materiais didáticos.
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
APRESENTAÇÃO
Olá, estudante!
Você sabia que aprender História é muito mais do que decorar datas e nomes? Estudar História nos permite conhecer melhor o mundo em que vivemos e perceber que as ações dos sujeitos históricos no passado moldaram o presente, e que nossas ações podem transformar a realidade.
Neste livro, as atividades, as imagens e os textos foram selecionados e preparados para que você interaja com fontes históricas e conheça diferentes pontos de vista. Com ele, você vai explorar os espaços do município, como museus, centros culturais, parques, ruas e patrimônios, e vai aprender com as histórias de seus familiares, colegas e profissionais da comunidade.
Esperamos que você e seus colegas explorem o livro e participem das atividades. E não se esqueça de que você sempre poderá tirar suas dúvidas com a professora ou o professor.
Aproveite cada momento desse ano letivo e plante as sementes do conhecimento histórico.
Bom estudo!
03/10/2025 15:13:52
CONHEÇA SEU LIVRO
Esta coleção aborda diferentes conteúdos, possibilitando que você desenvolva o pensamento autônomo e crítico e trabalhe em coletivo com os colegas. A seguir, observe como o seu livro está organizado e como ele pode ajudá-lo a ser o protagonista em seu processo de aprendizado.
VAMOS INICIAR
As atividades dessa seção servem para você mostrar o que já sabe e perceber o que precisa estudar um pouco mais.



PÁGINAS DE ABERTURA
Nessas páginas, você vai interagir com imagens relacionadas aos conteúdos que serão estudados na unidade e algumas atividades que exploram os seus conhecimentos.

CONTEÚDOS


Os conteúdos deste volume são organizados por temas que incentivam a leitura de textos, a análise de imagens e a interação com fontes históricas. Além disso, são apresentadas algumas atividades para que você e seus colegas verbalizem seus saberes e suas opiniões.
ENTRE TEXTOS
Leia com atenção as duas narrativas sobre o encontro entre portugueses e indígenas durante o início da colonização do Brasil, por volta de 1500. Depois, faça as atividades propostas.
e depois de um tempo os mais velhos se reuniam e decidiam se mudar de novo. Somos um povo tradicional, originário destes vales. Antigamente, vivíamos em várias aldeias, mais ou menos distantes umas das outras e sempre acompanhando o curso dos rios: quando algum de nós morria, mudávamos de aldeia; quando surgia algum conflito, mudávamos de aldeia; quando ficava difícil encontrar caça e pesca, mudávamos de aldeia. Fazíamos roças grandes e plantávamos bananeiras, batatas, mandioca, inhames, que comíamos junto com a carne que caçávamos ou com os peixes que pescávamos. Antigamente não havia brancos aqui. Quando os primeiros brancos chegaram, eram muito bravos. [...] Texto A
Texto B

sementes que as árvores jogam no chão. Mesmo assim, são tão saudáveis quanto nós! [...] BRANDÃO, Toni. A carta de Pero Vaz de Caminha (para crianças)
ENTRE TEXTOS
Nessa seção, você vai aprender novos conhecimentos históricos com base no estudo de diferentes gêneros textuais.
03/10/2025 15:13:55

COLETIVAMENTE

Nessa seção, você vai se deparar com alguns problemas contemporâneos e, com a ajuda dos colegas, propor soluções para transformar o mundo em um lugar mais justo e igualitário.
BOXE COMPLEMENTAR

Temas importantes são abordados como maneira de complementar o conteúdo trabalhado.


BOXE CONCEITO
Apresenta conceitos importantes para o desenvolvimento do conteúdo abordado.
VOCABULÁRIO
Ao final de cada unidade, há uma seção de atividades para que você recupere o aprendizado dos conteúdos abordados.

1.

VAMOS CONCLUIR
Nas atividades dessa seção, você poderá recuperar o aprendizado e avaliar o progresso dos conhecimentos estudados durante o ano letivo.
Algumas palavras do texto são destacadas para te ajudar na compreensão de alguns conteúdos. 7
03/10/2025 15:13:58


SAIBA MAIS
Essa seção apresenta sugestões de livros, sites e filmes que estão relacionados com os conteúdos estudados.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
No final do volume serão apresentadas as referências bibliográficas comentadas que foram usadas para a elaboração dos temas e conteúdos abordados no livro.
ÍCONES E DESTAQUES
RESPOSTA
ORAL
Indica atividades e questões que você deve responder oralmente.
RESPOSTA NO CADERNO
Indica atividades e questões que você deve responder no caderno.
OBJETOS DIGITAIS
Indica que existe, na versão digital deste livro, um infográfico clicável relacionado ao conteúdo.
Os sites indicados neste livro podem mostrar imagens e textos diferentes dos que foram pensados para o seu estudo. Isso acontece porque o conteúdo disponível on-line pode ser alterado com o tempo e variar conforme o histórico de pesquisa do usuário. Por isso, não temos como controlar as imagens e os textos que aparecem em tais sites.
SUMÁRIO
• Vamos acolher os refugiados
OBJETOS DIGITAIS
UNIDADE 2 • INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Pinturas rupestres no Brasil 41 UNIDADE 2 • INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Beduínos: povos que vivem no deserto 44
UNIDADE 3 • INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Representações cartográficas 68 UNIDADE 4 • INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Organização dos quilombos 92
UNIDADE 5 • INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Os Candangos 110
UNIDADE 6 • INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Retratos do passado: do daguerreótipo ao cinema
07/10/2025 17:58:53
As atividades desta seção podem ser utilizadas como estratégia de avaliação, de retomada dos conteúdos do 3º ano e também de verificação dos conhecimentos prévios, contribuindo para o monitoramento da aprendizagem dos estudantes. Observe a seguir algumas orientações que podem auxiliar nesse processo.
1. Objetivo
• Identificar os diferentes tipos de espaço e suas utilizações.
Sugestão de intervenção
• Caso algum estudante tenha dificuldade na realização da atividade, convide-o a pensar no trajeto que faz de casa até a escola. Peça a ele que desenhe uma linha em seu caderno e, a cada lugar lembrado, marque um ponto e escreva o nome do lugar. Se necessário, adapte os textos com pictogramas ou recursos visuais simplificados para estudantes com necessidades educacionais específicas ou dificuldades de leitura. A partir daí, retome as noções de espaços públicos e privados, bem como de espaços urbanos, rurais e áreas de conservação ambiental, e oriente-o a identificar os lugares de seu trajeto com base na explicação.
2. Objetivo
• Avaliar o conhecimento dos estudantes a respeito das áreas de conservação ambiental.
Sugestão de intervenção
• Em caso de dificuldade, proponha uma reflexão sobre a importância da conservação do meio ambiente para a vida cotidiana. Estabeleça relações com a realidade dos estudantes: o acesso à água potável e a conservação das nascentes e rios; a importância das florestas e árvores para a qualidade do ar e a manutenção dos ciclos de chuva; e a conservação da fauna e
VAMOS INICIAR
1. Leia o texto a seguir.
Escreva as respostas no caderno.
Otávio e sua família vão viajar para a praia nas próximas férias. A estrada que liga a casa de Otávio até a praia passa por três pontos principais: o primeiro deles é uma fazenda de girassóis, o segundo é a área central de uma cidade grande e o terceiro é um Parque Nacional protegido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
1. b) Respostas: A área central da cidade e o Parque Nacional são espaços públicos, pois são administrados pelo governo, que deve mantê-los e protegê-los. Já a fazenda de girassóis é um espaço privado, pois ela é de propriedade de um indivíduo ou empresa particular.
Produzido especialmente para esta obra. Sobre o caminho que leva a família de Otávio para a praia, responda às questões.
a ) Por quais tipos de espaços a família de Otávio vai passar até chegar à praia?
b ) Quais desses espaços são públicos? E quais são privados?
Resposta: A família vai passar pelo espaço rural (fazenda de girassóis), ambiental (Parque Nacional). pelo espaço urbano (área central de uma cidade grande) e por uma área de conservação
2. Observe a fotografia e responda à questão.

O Parque Nacional do Iguaçu é uma área de conservação ambiental. Com base na análise da fotografia e em seus conhecimentos, explique o que são áreas de conservação ambiental e por que elas são importantes.
Resposta: São espaços naturais protegidos por órgãos do governo e leis ambientais. Elas são importantes porque garantem a conservação e a proteção das águas, da fauna e da flora de uma determinada região.
da flora. Explique como diferentes lugares têm características distintas e formas de vida únicas. Caso julgue pertinente, proponha pesquisas e ações ao longo do ano visando à fixação do conteúdo.
3. Objetivo
• Reconhecer as diferentes formas de tecnologia utilizadas nas áreas rurais.
Sugestão de intervenção
• A respeito da atividade 3 da página 13, solicite aos estudantes que façam uma pesquisa sobre as principais atividades nas áreas rurais de seus municípios. Depois, oriente-os a identifi-
car máquinas, ferramentas, utensílios, veículos e outras formas de tecnologia para a realização das atividades. Em caso de dificuldade, explique-lhes que a tecnologia vai além do virtual e do eletrônico, sendo também o desenvolvimento de técnicas e métodos para obtenção de resultados específicos. Peça aos estudantes que compartilhem os resultados de suas pesquisas como forma de socialização do conhecimento, visando a um melhor entendimento da atividade.
03/10/2025 14:05:47
Visitantes no Parque Nacional do Iguaçu, no município de Foz do Iguaçu, no Paraná, em 2022.
3. Resposta pessoal. A resposta depende da realidade próxima dos estudantes. Se necessário, oriente-os a realizar uma pesquisa para responder à atividade.
3. Cite alguns exemplos de tecnologias antigas e novas utilizadas nos trabalhos das áreas rurais do seu município.
4. Leia o texto a seguir e responda às questões.
[...]
5. a) Resposta: Ele representa um marco de memória para os grupos indígenas porque simboliza a resistência contra a dominação de espanhóis e portugueses durante o século XVIII.
— PRIIIIIMMM! É o despertador que toca às 7 horas, não está certo?
— Está certo, sim! Às 7 horas, PRIM! Toca o despertador. Você levanta, vai se lavar, toma café, veste sua roupa, pega seus livros e...
— Eu saio correndo para a escola, que já estou atrasado!
— E aí PRIM, de novo!
4. a) Resposta: Espera-se que os estudantes indiquem possíveis atividades cotidianas do
— PRIM de novo, Marcelo?
personagem durante o período em que está na escola e após sair dela.
— É. Às 8 em ponto, PRIIIIIMMM! Toca o sinal para eu entrar na escola. Das 8 às 9 a gente estuda matemática. Das 9 às 10 a gente estuda português. E às 10 em ponto...
ROCHA, Ruth. De hora em hora. São Paulo: Quinteto Editorial, 1998. p. 20. (Coleção Hora dos Sonhos).
a ) O texto trata da rotina do personagem Marcelo, um menino que mora na cidade. Como você imagina que continuaria a rotina dele ao longo do dia?
b ) A rotina do personagem se parece com a sua? Por quê?
4. b) Respostas
pessoais. Os estudantes devem comparar a rotina deles com a de Marcelo.
5. Sepé Tiaraju (1723-1756) foi uma liderança
Guarani que lutou contra os espanhóis e portugueses no século 18, sendo considerado um símbolo da resistência de seu povo.
Sobre a importância dessa personalidade para a memória brasileira, responda às questões.
a ) Para quais grupos ele representa um marco de memória? Por quê?
b ) O monumento em homenagem a Sepé Tiaraju é um exemplo de qual tipo de patrimônio? Por quê?
Sepé Tiaraju são-luizense e missioneiro, de Vinícius Ribeiro. Concreto armado, 2 m de altura. 2006. Município de São Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul. Fotografia de 2014.

5. b) Resposta: O monumento é um exemplo de patrimônio histórico material, pois é uma estátua que representa uma figura importante para um determinado período da história do Brasil.
5. Objetivo
• Identificar uma personalidade histórica e, ao mesmo tempo, reconhecer as noções de marcos de memória e patrimônio histórico.
Sugestão de intervenção
• Caso algum estudante tenha dificuldade, retome com a turma a importância do entendimento das múltiplas narrativas que compõem a história. Comente que Sepé Tiaraju (1723-1756), que lutou para defender seu território e o modo de vida de seu povo contra a dominação dos colonizadores espanhóis e portugueses no século XVIII, especialmente durante os conflitos nas Missões
4. Objetivo
• Reconhecer as noções de rotina e cotidiano, identificando semelhanças e diferenças com base na vivência de um personagem e na comparação com a realidade dos estudantes.
Sugestão de intervenção
• Por meio da atividade proposta, peça aos estudantes que compartilhem suas impressões sobre a continuidade da rotina do personagem Marcelo, destacando como ele se organiza para realizar suas atividades ao longo do dia. Incentive a turma a imaginar como sua rotina pode continuar: “O que ele faz depois do almoço?; “Com quem ele brinca?”; Aonde ele vai?”. Essa abordagem contribui para a construção de sentido, uma vez que os estudantes podem compartilhar experiências semelhantes desse personagem. Em seguida, solicite a eles que elenquem as semelhanças e as diferenças entre suas rotinas e a do personagem, identificando pontos comuns e diversos entre suas realidades. Caso algum estudante tenha dificuldade, peça a ele que retome o texto da atividade e, com isso, descreva a própria rotina, com atenção para as atividades realizadas. Peça a esse estudante que identifique cada atividade que ele e o personagem Marcelo fazem em comum, retomando a noção de semelhança. A cada diferença, peça a ele que anote no caderno.
03/10/2025 14:05:48
no Sul do Brasil. Explique que sua luta é considerada um símbolo da resistência indígena e que seu nome é lembrado com respeito em várias comunidades indígenas até os dias atuais. Aproveite o item a da atividade para promover uma conversa com os estudantes sobre a importância de conhecer diferentes marcos de memória, pois, mesmo que não façam parte de nossa realidade individual, compõem a história da sociedade em que vivemos. No item b, retome com os estudantes as diversas noções de patrimônio e convide a turma a compartilhar exemplos de suas realidades.
SÃO LUIZ GONZAGA/ALE RUARO/PULSAR IMAGENS
OBJETIVOS DA UNIDADE
• Compreender a importância do estudo da História para o cotidiano.
• Compreender-se como sujeito histórico.
• Interagir com fontes históricas diversas.
• Refletir sobre a relevância dos marcos históricos.
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
Ao abordar as páginas de abertura, avalie o conhecimento prévio dos estudantes perguntando se eles já foram a um museu. Em caso positivo, incentive-os a compartilhar sua experiência. Em seguida, visando promover o uso pedagógico da tecnologia, leve a turma à sala de informática para acessar algum site de museu brasileiro com a opção de fazer um tour virtual. Explore o acervo solicitando aos estudantes que anotem no caderno o objeto ou a obra de arte que despertou sua curiosidade. Oriente os estudantes com necessidades educacionais específicas quanto à navegação pelas ferramentas de acessibilidade disponíveis no site, como leitura em voz alta, contraste e audiodescrição. Na sala de aula, promova uma roda de conversa para compartilharem suas impressões sobre o tour virtual.
• Em relação à imagem A, peça aos estudantes que identifiquem os objetos que estão expostos no museu. Conforme eles indicarem os objetos, escreva-os na lousa. Em seguida, com base nas respostas dos estudantes, oriente-os a analisar o conjunto dos objetos e promova a reflexão acerca de qual grupo social está sendo representado nessa exposição.
UNIDADE1

O ESTUDO DA HISTÓRIA
• Sobre a imagem B , explique aos estudantes que a análise de fontes históricas é um dos trabalhos dos historiadores. Na imagem C, aproveite a oportunidade para comparar com eles a boneca egípcia com a boneca atual a fim de verificar semelhanças e diferenças entre elas. Se necessário, explique que o Egito é um país que fica no norte do continente africano. Indique a localização desse país em um mapa-múndi ou globo terrestre.
sa ocasião, deixe-os manifestar livremente suas opiniões e senso crítico. Essa abordagem contribui para a progressão dos conhecimentos que serão estudados ao longo da unidade.
BNCC
• Outra sugestão de abordagem seria uma conversa para explorar a opinião dos estudantes em relação à História como área do conhecimento. Os seguintes questionamentos podem ajudar a conduzir essa discussão: “O que é a História?”; “Por que é importante estudar História?”. Nes-
• O estudo desta unidade promove o desenvolvimento de aspectos das habilidades EF04HI01, EF04HI02 e EF04HI03. Os momentos específicos em que elas serão desenvolvidas estarão indicados ao longo da unidade.
Objetos de indígenas da Amazônia expostos no Museu Intiñan, em Quito, no Equador, em 2025.
Boneca produzida pelos egípcios antigos, por volta de 4 mil anos atrás, encontrada em escavações arqueológicas.
1. Resposta: O objetivo da atividade é avaliar o conhecimento prévio dos estudantes sobre os museus. Caso algum deles afirme que conhece um espaço assim, peça-lhe que compartilhe a experiência.
B.

C.

1. 2. 3.
Boneca produzida no século 21.

2 e 3. Respostas e comentários nas orientações ao professor
Que lugar é retratado na fotografia A? Você já visitou um lugar parecido com esse? Comente com os colegas.
Ao analisar a imagem B, o que é possível saber sobre os egípcios antigos? Como você chegou a essa conclusão?
Compare as imagens B e C e converse com os colegas sobre as semelhanças e as diferenças entre as bonecas.
• Na atividade 1, verifique se os estudantes identificaram que a exposição retratada do Museu Intiñan mostra vários objetos e utensílios dos povos indígenas da Amazônia. Comente que os museus expõem temas diversificados. Nesse momento, algum estudante que tenha visitado um museu pode relatar que não encontrou objetos relacionados ao passado. Nesse caso, explique que, além dos museus históricos, existem museus de artes, museus ecológicos, museus de ciências, entre outros. Se julgar pertinente, apresente alguns exemplos de museus, como o Museu da Amazônia, o Museu Afro Brasil, o Museu da Gente Sergipana, o Museu Subaquático de Bonito, o Museu Catavento e o Museu Oscar Niemeyer.
• Em relação à atividade 2, explique que a boneca egípcia é uma fonte histórica, pois faz parte dos vários vestígios de cultura material deixados pelos egípcios antigos. Em relação a esse objeto, é possível inferir que as crianças brincavam de boneca com ele e saber de quais materiais essa boneca é feita. Acolha as diferentes hipóteses e engaje a turma em uma conversa coletiva, destacando a importância de verbalizar o raciocínio. Incentive-os a dizer o que observaram na imagem para chegar à conclusão apresentada. Se possível, apresente réplicas de brinquedos antigos ou imagens táteis de brinquedos históricos, permitindo aos estudantes com necessidades educacionais específicas explorarem os objetos com o tato. Reforce que, assim como hoje, as crianças do passado brincavam e que os brinquedos são um reflexo do tempo em que foram criados.
• Sobre a atividade 3, leve os estudantes a observarem as semelhanças e diferenças entre a boneca egípcia e a boneca atual. Como semelhança, verifique se eles perceberam que ambas têm formato humano e representam uma imagem feminina.
A respeito das diferenças, ajude-os a identificar os materiais com que foram
produzidas. Informe que entre as duas bonecas há um intervalo de pelo menos 4 mil anos, o que só reafirma que a brincadeira de boneca é uma diversão milenar. Comente que, mesmo sendo o mesmo tipo de brinquedo, as formas de brincar podem ter se alterado ao longo dos anos.
Respostas
2. É possível saber que os egípcios antigos produziam bonecas e que provavelmente as crianças brincavam com elas. Por meio da observação da imagem, espera-se que os estudantes deduzam algumas características sobre a prática de produzir e de
03/10/2025 14:10:43
brincar com bonecas no Egito antigo.
3. Espera-se que os estudantes percebam semelhanças e diferenças entre as bonecas do presente e do passado. Durante a atividade, verifique se eles percebem as diferenças entre os materiais usados na produção das bonecas e seu formato, por exemplo, além da permanência do ato de brincar de boneca desde a Antiguidade.
• Ao conduzir a atividade 1, acolha as diferentes respostas e interpretações que os estudantes apresentarem sobre o significado do que é a História. Explique que não há uma única forma de compreender o passado e que o conhecimento histórico se constrói com base em diferentes perspectivas e vivências. Engaje a turma em uma roda de conversa em que cada estudante possa expressar sua opinião e escutar as dos colegas, sempre com respeito mútuo. Para apoiar os estudantes com dificuldade de leitura ou expressão oral, disponibilize recursos de inclusão, como o uso de imagens, símbolos ou recursos auditivos. Caso necessário, organize os estudantes em duplas para que compartilhem suas ideias com mais segurança antes da exposição no coletivo. Enfatize que, ao estudar História, aprendemos a dialogar com opiniões diferentes das nossas.
• A respeito das fotografias, aproveite para promover a valorização das culturas de matriz africana. Comente que a Festa de Iemanjá acontece em vários municípios brasileiros e que o orixá Iemanjá costuma ser representado como uma mulher branca, embora atualmente haja uma ressignificação da sua imagem como mulher negra. Explique à turma que o Maracatu Rural é uma manifestação artística e cultural típica da Zona da Mata de Pernambuco, também conhecido como Maracatu de Baque Solto, em contraposição ao Maracatu Nação ou Maracatu do Baque Virado. Entre as principais características do Maracatu Rural está a bateria composta de instrumentos de sopro, como o clarinete e o trompete. O desfile é composto de baianas, caboclos de lança, caboclos de pena, corte real, orquestra, toadas e sambadas, elemen-
1 FALANDO SOBRE A HISTÓRIA
Qual é o significado da História? Você já parou para pensar sobre isso? Sabe qual é a importância da História? Sobre esse tema, leia o texto a seguir.
A ideia popular é a de que saber História significa memorizar acontecimentos, datas e nomes de personagens famosos. Errado. [...] Muito mais do que decorar fatos, precisamos buscar compreender por que as coisas aconteceram de determinada maneira. E também por que não acontecem do mesmo jeito em todas as sociedades humanas. [...]
BOSCHI, Caio César. Por que estudar história? Belo Horizonte: Editora PUC Minas, 2019. p. 11.
1. A explicação sobre o que é História apresentada no texto é parecida ou diferente do que você sabia sobre o assunto? Conte aos colegas.
Ao estudar História, podemos conhecer os motivos pelos quais diferentes povos e culturas no Brasil praticam determinadas celebrações, festas, danças e ritmos tradicionais, como a Festa de Iemanjá e o Maracatu Rural.

de Iemanjá no município de Salvador, na Bahia, em 2023.

Maracatu Rural no município de Nazaré da Mata, em Pernambuco, em 2024. 1. Resposta: Espera-se que os estudantes compartilhem os conhecimentos prévios sobre o que é História. Se julgar pertinente, aproveite a oportunidade para explorar o debate de ideias, permitindo que todos expressem suas opiniões sobre o tema.
tos que representam a luta dos trabalhadores rurais nas lavouras de cana-de-açúcar.
BNCC
• O conteúdo do tema favorece a abordagem de aspectos da habilidade EF04HI01, pois os estudantes vão perceber que a história é resultado da ação do ser humano no tempo e no espaço.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
BOSCHI, Caio César. Por que estudar História? Belo Horizonte: Editora PUC Minas, 2019. Nessa obra, o autor aborda temas relacionados à importância de estudar História e do papel dos indivíduos como sujeitos históricos.
Festa
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem problemas atuais do lugar onde vivem e indiquem ações e condutas que contribuam para a construção de
O QUE A HISTÓRIA PODE NOS PROPORCIONAR?
uma sociedade mais justa e igualitária.
2. Em dupla, reflitam sobre algumas maneiras de agir que podem melhorar a realidade do lugar onde vocês vivem. Façam uma lista de ideias.
Ao estudarmos os acontecimentos do passado, podemos compreender o presente. Quando analisamos os motivos de uma comemoração importante, como o Dia Internacional das Mulheres, entendemos que esse dia marca a luta histórica das mulheres por igualdade, como o direito ao voto e os direitos trabalhistas.
Além disso, os estudos históricos permitem perceber que nossas ações no presente podem transformar o futuro. Ao descartarmos os resíduos sólidos nos lugares adequados, por exemplo, ajudamos a conservar o meio ambiente.
3. De acordo com o que você estudou, de que maneira os estudos sobre o passado ajudam a compreender o presente?
4. Que outras datas comemorativas você conhece que estejam ligadas à nossa história?
3 e 4. Respostas e comentários nas orientações ao professor
5. Observe a fotografia a seguir.
5. a) Respostas: A função desse objeto é reproduzir músicas. Espera-se que os estudantes percebam que, além da plataforma giratória para o disco de vinil, há uma corneta para amplificar o som.
5. b) Resposta: Espera-se que os estudantes levantem hipóteses sobre o funcionamento do gramofone, indicando que, ao girar a manivela, o disco rotaciona fazendo a agulha vibrar, por exemplo.

do início do século 20.
5. c) Resposta: Os estudantes podem indicar objetos de uso cotidiano que tenham a função de reproduzir músicas, como rádios, leitores de MP3, além de dispositivos que têm diversas funções além da reprodução de músicas, como o smartphone
Analise o objeto retratado na fotografia e converse com os colegas sobre as seguintes questões.
a ) Qual é a função desse objeto? Como você chegou a essa conclusão?
b ) Como você imagina que ele funcionava?
c ) Existem objetos que têm a mesma função nos dias atuais?
• Na atividade 2, comente que nossas ações individuais no presente podem contribuir para a sociedade futura. Nesse contexto, caso apresentem dificuldade, explique que tais ações se referem ao bem-estar social, por exemplo, conhecer e valorizar nossos direitos e deveres de cidadãos, respeitar as diferenças entre os colegas de turma, respeitar os animais e conservar a natureza. Na lousa, liste as ações identificadas pelos estudantes, perguntando, ao mesmo tempo, como elas colaboram para construirmos uma sociedade mais justa e democrática.
• Na atividade 3, caso os estudantes apresentem dificuldade, retome o exemplo citado a respeito do Dia Internacional das Mulheres. Explique que conhecer as lutas das mulheres no passado ajuda a compreender por que hoje temos direitos que antes eram negados. Incentive os estudantes a compartilharem exemplos de outros acontecimentos estudados em anos anteriores relacionando-os com situações do presente. Durante a atividade, ajude-os a verbalizar suas ideias e a escrever coletivamente trechos que contribuam para a estruturação das respostas. Engaje a turma em conversas que valorizem suas experiências e compreensões sobre o passado.
• Na atividade 4, pergunte aos estudantes se conhecem exemplos de transformações sociais promovidas por maiorias minoritárias. Caso necessário, proponha uma atividade prática, como a criação de cartazes com frases e desenhos sobre atitudes do presente que contribuem para um futuro mais justo e igualitário.
Incentive a participação de todos, oferecendo alternativas de registro por meio de escrita, desenho ou relato oral. Inclua recursos acessíveis, como imagens com pistas visuais e frases de apoio, e garanta tempo adicional para os estudantes que necessitarem.
• Para a atividade 5, convide os estudantes a analisarem o gramofone como uma fonte histórica, identificando características que o relacionem a um objeto do presente, compreendendo mudanças e permanências em sua materialidade e funcionalidade ao longo do tempo.
Respostas
03/10/2025 14:11:01
3. O objetivo da atividade é possibilitar a reflexão crítica sobre a relevância dos estudos da História. Espera-se que os estudantes percebam que o estudo das ações humanas no passado pode ajudar a compreender algumas mudanças e permanências no presente.
4. Os estudantes podem indicar datas como o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, o Dia dos Povos Indígenas, o Dia do Orgulho LGBTQIA+ e o Dia da Independência do Brasil. Aproveite a oportunidade para identificar datas comemorativas relacionadas ao município ou à região, destacando, se possível, comemorações que valorizem grupos sociais que foram silenciados no processo histórico.
Gramofone
• Na atividade 6, explique aos estudantes que eles podem relacionar os trechos do texto com a diversidade de pessoas representadas nas ilustrações. Ressalte que estudar História pode contribuir para a tolerância e o respeito às diferenças étnicas e culturais, pois quando compreendemos as diferentes culturas evitamos preconceitos. Comente também que o estudo da História contribui para a reflexão de nossas ações, compreendendo como elas surgiram e quando começaram a ser praticadas e que isso contribui para uma sociedade mais justa e igualitária. Essa abordagem promove a reflexão sobre práticas culturais cotidianas que foram naturalizadas ao longo do tempo, possibilitando aos estudantes que as problematizem e busquem soluções e alternativas.
ATIVIDADE EXTRA
POR QUE ESTUDAR HISTÓRIA?
6. Leia o texto a seguir, que contém algumas das principais contribuições da História para nosso dia a dia.
A História...
• nos ajuda a entender melhor o mundo onde vivemos;
• nos possibilita refletir sobre quem somos e o nosso papel na sociedade;
• nos ajuda a realizar transformações sociais necessárias e humanizadoras;
• nos fornece informações e explicações sobre as diferentes perspectivas do passado;
• nos ajuda a despertar a curiosidade;
• nos permite conhecer outros povos, que têm culturas e costumes diferentes dos nossos;
• nos ajuda a nos tornar mos conscientes e tolerantes.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes indiquem, com base nas alternativas citadas, uma contribuição da História que consideram importante.
Produzido especialmente para esta obra.

AVALIANDO
Objetivo
• Para essa atividade, providencie cartolinas e lápis de cor. Peça aos estudantes que resumam o texto desta página em uma cartolina. Antes da realização da atividade, leia o texto com a turma em voz alta, explicando cada item com exemplos práticos do cotidiano dos estudantes. Caso necessário, prepare uma versão do texto com pictogramas ou recursos visuais de apoio para estudantes com necessidades educacionais específicas. No momento da apresentação, incentive todos a compartilharem suas produções com a turma, promovendo um ambiente respeitoso e inclusivo. Caso deseje ampliar a atividade, organize a produção de um mural coletivo com colagens, desenhos ou frases ilustrando as diferentes contribuições da História. Exponha o mural em um espaço acessível, promovendo a recuperação dos conhecimentos, o protagonismo dos estudantes e o envolvimento da comunidade escolar.
Ilustração que representa pessoas de diversas etnias e culturas. Identifique no texto a contribuição do estudo da História que você considera mais importante. Em seguida, leia o trecho escolhido para os colegas e explique por que fez essa escolha.
• Perceber que os objetos mudam ao longo do tempo.
Sugestão de intervenção
• Com o objetivo de recuperar os conhecimentos estudados em sala de aula, analise a prática de ouvir música e seus suportes de reprodução como fontes históricas. Separe um disco de vi-
nil, uma fita cassete, um CD e um reprodutor de MP3. Se não encontrar esses itens, mostre imagens deles. Em seguida, ajude os estudantes a colocarem esses objetos em ordem cronológica, do mais antigo para o mais recente. Se possível, reproduza músicas ou vídeos da época referentes a cada aparelho e oriente-os a atentar para os diferentes ritmos, a portabilidade dos aparelhos e como as pessoas escutavam música no passado (em grupo ou individualmente). Em seguida, peça-lhes que façam uma lista apontando as mudanças e permanências entre os objetos que observaram.
O RESPEITO ÀS DIFERENTES CULTURAS
Quando estudamos povos do passado ou de outros lugares, entramos em contato com outras culturas, ou seja, com o conjunto de conhecimentos, costumes, crenças e valores que são compartilhados entre diferentes gerações de um mesmo grupo.
O fato de outros povos terem costumes diferentes dos nossos não indica que o modo de vida deles seja pior ou melhor. Significa apenas que somos povos diferentes, com histórias e modos de vida próprios, e que devemos sempre nos respeitar.
Assim, estudar História nos ajuda a conhecer diferentes culturas e como é importante respeitar todas elas.
7. Resposta: O objetivo desta atividade é despertar a empatia dos estudantes com relação à diversidade social e cultural no mundo Espera-se que eles apontem práticas sociais que podem ser usadas no cotidiano, visando respeitar o próximo.


Apresentação de música tradicional em Aourir, no Marrocos, em 2024.
Apresentação de dança tradicional em Samut Prakan, na Tailândia, em 2025.
7. Em grupo e com a ajuda do professor, produzam um texto coletivo relacionando a História e a questão do respeito às diferentes culturas.
tudantes alguns Patrimônios Mundiais do Marrocos reconhecidos pela Unesco, como a Cidade Histórica de Meknes. A respeito da Tailândia, explique que o país fica localizado na Ásia e é conhecido por suas belezas naturais e templos, como a Cidade Histórica de Sukhothai e Cidades Históricas Associadas.
03/10/2025 14:11:07
• Na atividade 7, peça aos estudantes que respondam: “De que modo o estudo da História promove o respeito à diversidade cultural?”. Anote as respostas na lousa, conversem a respeito de cada uma e oriente-os a construir frases com base nas ideias anotadas. Em seguida, elabore o texto com os estudantes, ressaltando que as ideias devem ser organizadas com introdução, desenvolvimento e conclusão. Por fim, leiam o texto finalizado, destacando a clareza e a coerência das ideias. Valorize diferentes formas de expressão, como respostas orais, que possam tornar a atividade acessível a pessoas com necessidades educacionais específicas. Em seguida, promova o debate para incentivar uma postura inclusiva e empática em relação à diversidade cultural.
BNCC
• O conteúdo desta página contribui para o desenvolvimento da Competência geral 9, ao incentivar o respeito às diferentes culturas e promover a empatia por meio do conhecimento histórico.
• Sobre as fotografias da página, comente que o Marrocos é um país do norte da África, culturalmente influenciado pelos berberes, árabes e europeus. Se possível, apresente aos es-
OBJETIVOS
• Dialogar acerca da pluralidade cultural.
• Promover práticas que visem à tolerância entre os estudantes.
• Explorar a diversidade étnica e cultural dos povos que habitam o Brasil.
• Promover uma postura inclusiva e empática no combate à xenofobia.
• Desenvolver o vocabulário dos estudantes.
1. CONHECENDO O PROBLEMA
• As manchetes apresentam aos estudantes uma situação-problema real e atual, promovendo o pensamento autônomo e crítico por meio de um desafio que dialoga com o cotidiano e com a realidade social dos estudantes, incentivando a análise dos motivos que levam à desvalorização das diferenças culturais e sociais. Espera-se que os estudantes reconheçam que nem sempre as diferenças são respeitadas, de maneira que muitas pessoas sofrem com isso. Explique o significado da palavra xenofobia, os diferentes tipos de preconceito e como eles são prejudiciais. Por fim, reforce que as diferenças agregam riquezas culturais e devem ser valorizadas.
• Ao abordar os temas da seção, os estudantes são convidados a desenvolverem empatia e a perceberem que a convivência democrática é possível quando todos os grupos sociais são valorizados e respeitados. Desse modo, a proposta promove, de forma significativa e conectada à realidade, a valorização da diversidade cultural como um princípio essencial para o fortalecimento da cidadania, da justiça social e do respeito mútuo.
Valorizando a diversidade cultural COLETIVAMENTE
Conhecendo o problema 1
Leia as manchetes a seguir, que tratam de casos de preconceito e xenofobia
Racismo e preconceito contra povos originários permanecem vivos na sociedade
RACISMO e preconceito contra povos originários permanecem vivos na sociedade. Tribunal de Justiça da Paraíba, 26 jun. 2024. Disponível em: https://www. tjpb.jus.br/noticia/racismo-e-preconceito-contra-povos -originarios-permanecem-vivos-na-sociedade. Acesso em: 13 fev. 2025.
Haitianos e venezuelanos denunciam xenofobia em abrigos do RS
LÉON, Lucas Pordeus. Haitianos e venezuelanos denunciam xenofobia em abrigos do RS. Agência Brasil, 15 maio 2024. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc. com.br/geral/noticia/2024-05/haitianos-e -venezuelanos-denunciam-xenofobia-em-abrigos-do-rs. Acesso em: 13 mar. 2025.
Xenofobia: aversão, antipatia por pessoas estrangeiras.
Os casos de desrespeito à diversidade cultural no Brasil acontecem cotidianamente. Indígenas, quilombolas e imigrantes são exemplos de grupos que sofrem preconceito e discriminação em nosso país. Em geral, isso ocorre porque muitas pessoas não aceitam as diferenças, são intolerantes e não reconhecem o valor da diversidade cultural.
Para vivermos em uma sociedade mais justa, todos nós precisamos aprender a conviver com as diferenças. A diversidade cultural nos enriquece.
Ilustração que representa estudantes segurando cartazes com fotografias.

Quilombola trabalhando na produção de farinha de mandioca na comunidade quilombola de Mangabeira, no município de Mocajuba, no Pará, em 2025.
BNCC
• O conteúdo dessa seção favorece aspectos da Competência específica de História 4, pois os estudantes deverão se posicionar criticamente com base em princípios éticos, inclusivos e solidários. Além disso, favorece aspectos das Competências gerais 4 e 6, pois os estudantes são incentivados a utilizar diferentes linguagens para partilhar informações e promover o entendimento mútuo e a conhecerem os saberes e vivências culturais de povos indígenas, quilombolas, imigrantes e migrantes internos. Além disso, essa seção contempla o tema contemporâneo transversal Diversidade cultural, ao proporcionar
situações de aprendizagem que colocam os estudantes em contato com diferentes formas de viver, pensar, sentir e se expressar, fortalecendo o sentimento de cidadania.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• A seção promove a articulação entre o tema contemporâneo transversal Diversidade cultural e o componente curricular de Geografia, uma vez que os estudantes são convidados a refletir sobre o deslocamento e a adaptação de indígenas, quilombolas e imigrantes no território.
Organizando as ideias
a ) Quais grupos sociais foram mencionados nas manchetes?
Resposta: Foram mencionados os povos originários e os imigrantes.
b ) O que as pessoas retratadas nas fotografias estão fazendo?
Resposta: Elas estão trabalhando.
c ) De acordo com o que você estudou, por que ainda acontecem casos de desrespeito à diversidade cultural no Brasil?
Resposta e comentários nas orientações ao professor.
d ) Você conhece algum órgão público ou movimento social que luta contra o racismo e o preconceito na atualidade?
Buscando soluções 3
Resposta: Espera-se que os estudantes compartilhem seus conhecimentos prévios sobre movimentos sociais, órgãos ou instituições no país que lutam contra o racismo e o preconceito. Se julgar pertinente, dê alguns exemplos para eles.
Vocês perceberam que muitas pessoas não respeitam as diferenças e frequentemente não conhecem a diversidade cultural das populações que vivem no Brasil. Vamos fazer a nossa parte para mudar essa situação?
a ) Em grupo, e com a ajuda do professor, pesquisem as diferentes culturas dos povos que habitam o Brasil. Cada grupo pode ficar responsável por pesquisar um conjunto de pessoas que vive em nosso país, como os vários povos indígenas, os quilombolas, os imigrantes de diferentes países ou mesmo os migrantes internos.
Resposta e comentários nas orientações ao professor
b ) Em seguida, produzam cartazes com as informações pesquisadas e, com a ajuda do professor, organizem na escola uma exposição com o tema Diversidade cultural do Brasil. Convidem a comunidade escolar para visitar a exposição. Para a produção dos cartazes, escolham tipos de letra com que se sintam confortáveis para escrever.
Resposta e comentários nas orientações ao professor
Ilustração que representa estudantes segurando cartazes com fotografias.

Imigrante venezuelano trabalhando como barbeiro no município de Manaus, no Amazonas, em 2019.
Professora da etnia Kalapalo trabalhando em escola no Parque Indígena do Xingu, no município de Querência, em Mato Grosso, em 2023.
a diversidade de povos indígenas, as diferenças entre os territórios quilombolas e as diversas nacionalidades entre os povos imigrantes. Garanta que cada grupo tenha acesso a fontes variadas – livros da biblioteca, vídeos, materiais acessíveis e recursos digitais.
• Para o item b, ajude os estudantes a elaborarem cartazes com textos escritos e imagens. Esse projeto pode ocorrer como uma exposição aberta à comunidade escolar, incentivando a presença das famílias e de funcionários da escola. Envolva
os estudantes na montagem do espaço, na apresentação dos cartazes e na recepção dos visitantes, fortalecendo o protagonismo e a valorização das suas produções. Se possível, convide representantes de grupos culturais locais para dialogar com os estudantes e enriquecer o projeto. Durante a produção dos cartazes, incentive os estudantes a praticarem a escrita com letra cursiva.
Respostas
2. c) Porque muitas pessoas ainda não aceitam as diferenças, são intolerantes e
2. ORGANIZANDO AS IDEIAS
• No item a, ajude os estudantes a identificarem os grupos sociais mencionados nas manchetes. No item b, oriente-os a observar com atenção as imagens. Comente que, nas fotografias, as pessoas estão exercendo diferentes profissões e saberes em suas comunidades, o que mostra a diversidade cultural e econômica do país. Para o item c, engaje a turma no debate sobre as causas do preconceito e da intolerância. Incentive-os a verbalizar e escrever coletivamente suas compreensões. No item d, pergunte se eles conhecem algum grupo, ONG ou movimento que lute pelos direitos humanos e que seja contra a discriminação. Caso não conheçam, apresente alguns exemplos, como: Movimento Negro Unificado (MNU), Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Casa Chama (vol tada à população LGBTQIA+). Comente também sobre ações escolares ou comunitárias que valorizam as culturas locais.
3. BUSCANDO SOLUÇÕES
• No item a, auxilie os estudantes na organização dos grupos e na escolha do conjunto cultural que vão pesquisar. Aproveite a oportunidade para explorar
03/10/2025 14:11:14
não reconhecem o valor de outros povos e outras culturas.
3. a) O objetivo da atividade é possibilitar aos estudantes que interajam com hábitos, costumes, crenças e tradições de diferentes povos e culturas que fazem parte do país.
3. b) Espera-se que os estudantes organizem as informações coletadas na pesquisa e produzam cartazes para conscientizar a comunidade escolar sobre a importância da diversidade cultural no país.
• Explique aos estudantes que, por muitos anos, os historiadores consideravam sujeitos históricos apenas as pessoas proeminentes, como reis, rainhas, políticos, inventores e religiosos. No entanto, nas últimas décadas, eles ampliaram esse conceito, uma vez que todos os indivíduos contribuem para as transformações sociais.
• Ao abordar a história em quadrinhos, instigue o senso crítico dos estudantes questionando-os da seguinte maneira: “Quem são os sujeitos históricos apresentados na HQ?”. Após a leitura, aborde os processos que envolvem a criação de notícias, destacados na narrativa. Saliente, por exemplo, que os personagens pesquisaram em diferentes fontes, confirmaram as informações com a professora de Ciências, escreveram as notícias e só depois publicaram o jornal. Espera-se que os estudantes compreendam que a atitude dos sujeitos históricos representados na HQ contribui para a conscientização sobre o estado de conservação do rio do município.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• A proposta de leitura da história em quadrinhos favorece o trabalho interdisciplinar com o componente curricular de Língua Portuguesa. Para isso, apresente aos estudantes diferentes tipos de HQs e explore os elementos que compõem esse gênero textual, como personagens, cenário, onomatopeias, sequência de quadros e balões de fala e pensamento. Em seguida, peça aos estudantes que identifiquem esses elementos, observando o tipo de letra usado para destacar emoções, ações e elementos gráficos presentes nas imagens. Incentive-os a dramatizar os quadrinhos
2 TODOS SOMOS SUJEITOS HISTÓRICOS
Todas as pessoas são sujeitos históricos, ou seja, elas podem atuar individual ou coletivamente para transformar a realidade. Leia a história em quadrinhos a seguir sobre a maneira como alguns sujeitos históricos atuam na sociedade em que vivem.
O professor de Língua Portuguesa pediu que pensemos em um projeto que cause impacto em nossa comunidade escolar. Você teve alguma ideia?

Podemos elaborar uma notícia sobre o alagamento do rio do nosso município e alertar sobre os resíduos que não estão sendo descartados corretamente.
Podemos utilizar a sala de informática para fazer as pesquisas. Compartilhem a ideia com a turma!
oralmente, trabalhando a construção do sentido por meio da escuta e da fala. Para estudantes com necessidades educacionais específicas, apresente exemplares de HQs táteis ou com tinta braile.
ATIVIDADE EXTRA
• Para recuperar os conhecimentos abordados no tema Todos somos sujeitos históricos, organize uma visita à sala de informática e auxilie os estudantes a navegarem no site do Museu da Pessoa. Na seção Coleções virtuais, selecione
um eixo temático, como História, Família, Profissões, Infância ou Esportes. Na sequência, oriente-os a explorar alguns dos relatos disponíveis. Em sala de aula, incentive os estudantes a compartilharem suas descobertas dizendo por que essas pessoas podem ser consideradas sujeitos históricos. Auxilie os estudantes com necessidades educacionais específicas a utilizarem os recursos de acessibilidade disponíveis no site. Outra possibilidade, caso não seja possível acessar o site do museu, é coletar relatos de histórias de vida de alguns funcionários da escola.
História em quadrinhos que representa estudantes organizando um projeto na escola.
Boa sugestão!
Então, vocês querem criar um jornal para a escola? Que ideia interessante!
Os

A professora de Ciências confirmou algumas informações.
Em seguida, eles distribuíram o jornal para a comunidade escolar.
Caio, dê uma olhada nas notícias da nossa região! Essa do rio é bem importante. Nós precisamos nos conscientizar e cuidar melhor dele!
História em quadrinhos que representa estudantes organizando um projeto na escola.
Nessa história em quadrinhos, várias pessoas da comunidade escolar atuaram como sujeitos históricos para a produção do jornal.
Ao longo da história, todas as pessoas foram e são sujeitos históricos, construindo a História no contexto em que viveram e vivem. Os sujeitos históricos podem atuar de maneira coletiva, como nos movimentos sociais, e de maneira individual, como a indígena Txai Suruí (1997-).
1. Faça uma pesquisa para conhecer a história de Txai Suruí.

Suruí, no município de São Paulo, em 2022.
Resposta: O objetivo da atividade é permitir aos estudantes que interajam com um sujeito histórico que, por meio de suas ações, busca transformar a realidade.
03/10/2025 14:11:20
• A atividade 1 tem como objetivo proporcionar aos estudantes o conhecimento sobre a trajetória de um sujeito histórico contemporâneo, identificando como suas ações individuais podem transformar realidades e inspirar outras pessoas, sobretudo no que diz respeito à defesa da natureza e dos direitos dos povos indígenas. Para iniciar a pesquisa sobre a personalidade Txai Suruí (1997-), oriente os estudantes na elaboração de um roteiro de investigação, propondo perguntas, como: “Qual é o nome completo dela?”; “A qual povo indígena ela pertence?”; “Onde ela nasceu?”; “Qual causa ela defende?”; “Como sua atuação se relaciona com a conservação ambiental?”. Organize a turma em duplas ou trios para facilitar a sociabilidade e o trabalho colaborativo. Em seguida, incentive os estudantes a compartilharem oralmente as descobertas com a turma e a registrarem as informações coletivas em um cartaz ou mural da sala de aula, que poderá ser ampliado ao longo do ano com novos sujeitos históricos.
• Comente que Txai Suruí é uma ativista indígena do povo Paiter Suruí, do estado de Rondônia, e que sua atuação ganhou destaque internacional ao representar os povos originários do Brasil na COP26, em 2021, na Escócia. Destaque sua luta pela conservação ambiental, contra o desmatamento da Amazônia e em defesa dos direitos indígenas. Caso haja estudantes com necessidades educacionais específicas, forneça um roteiro em áudio ou com fontes ampliadas. Considere também trabalhar com vídeos acessíveis, como entrevistas ou trechos do discurso de Txai Suruí na COP26 com legendas ou tradução em Libras. Essa intervenção promove o reconhecimento de sujeitos históricos pertencentes a grupos marginalizados, ampliando o repertório cultural e despertando o protagonismo dos estudantes como agentes de transformação da realidade.
Txai
• Sobre o conceito de fontes históricas, leia o texto a seguir.
[...] as fontes históricas constituem uma espécie de “máquina do tempo” para os historiadores – ou poderíamos dizer que elas são o seu “visor do tempo”, se pudermos tomar de empréstimo estas imagens que no momento ainda fazem parte da literatura ou filmografia de ficção científica. Uma vez que o historiador trabalha com sociedades que já desapareceram ou se transmutaram – ou, mais ainda, com processos que já se extinguiram ou que fluíram através de transformações que terminaram por atravessar os tempos até chegar ao presente produzindo novos efeitos – não existiria outro modo de perceber estas sociedades ou apreender estes processos senão a partir das chamadas “fontes históricas”, aqui entendidas como os diversos resíduos, vestígios, discursos e materiais de vários tipos que, deixados pelos seres humanos historicamente situados no passado, chegaram ao tempo presente através de caminhos diversos. [...]
1. Resposta: Espera-se que os estudantes compartilhem seus conhecimentos prévios sobre o conceito de fontes históricas.
FONTES HISTÓRICAS 3
1. Você sabe o que são fontes históricas? Comente com os colegas. Para estudar sociedades de diferentes épocas, os historiadores analisam e interpretam as fontes históricas, como anúncios publicitários, esculturas, pinturas, fotografias, objetos do cotidiano, relatos e tudo aquilo que foi produzido pelos seres humanos.
Observe a seguir alguns exemplos de fontes históricas.

fotográfica

Imagens sem proporção entre si

Página do jornal Gazeta do Rio de Janeiro, publicado em 1808.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
BARROS, José D’Assunção. Fontes históricas: introdução aos seus usos historiográficos. Petrópolis: Vozes, 2019. Nesse livro, o autor apresenta uma diversidade de fontes históricas – escritas, memoriais e imagéticas – e os métodos de análise aplicados à ciência histórica.
BARROS, José D’Assunção. Fontes Históricas: uma introdução à sua definição, à sua função no trabalho do historiador e à sua variedade de tipos. Cadernos do Tempo Presente, v. 11, n. 2, 2020. p. 4. Disponível em: https:// periodicos.ufs.br/tempo/article/ view/15006/11329. Acesso em: 18 jun. 2025. • Na atividade 1, comente que fontes históricas correspondem a toda a produção humana, como objetos e documentos, que fornecem informações sobre o passado e possibilitam aos historiadores construirem o conhecimento histórico. Destaque que há uma diversidade de fontes históricas, como as fontes orais, compostas de entrevistas, relatos e depoimentos; as fontes visuais, referentes às fotografias, gravuras e filmes; as fontes materiais, que englobam vestígios da cultura material; as fontes sonoras, que incluem as músicas e os relatos orais; e as fontes escritas, como cartas, cartazes, livros e documentos oficiais.

Anúncio publicitário de cerca de 1930.
BNCC
• O conteúdo desse tema favorece o desenvolvimento de aspectos da Competência específica de História 3, pois proporciona aos estudantes elaborarem questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em relação a documentos, interpretações e contextos históricos específicos.
Câmera
do início do século 20.
Brinquedo da década de 1950.
Vaso de cerâmica da cultura Nazca, do Peru, feito por volta de 2 mil anos atrás.

Pinturas rupestres feitas entre 5 mil e 3 mil anos atrás, na Cueva de las Manos, em Santa Cruz, na Argentina. Fotografia de 2017.

no município do Rio de Janeiro, em 2025.
2. Em dupla, levantem hipóteses sobre quais informações os historiadores podem obter por meio da análise das fontes históricas apresentadas nas páginas 24 e 25
Pinturas rupestres: são desenhos, inscrições ou gravuras produzidas pelos primeiros seres humanos em cavernas ou paredões rochosos.
Resposta e comentários nas orientações ao professor
OS MUSEUS
Os museus são lugares onde podemos encontrar diferentes tipos de informações. Nesses espaços são guardados diversos objetos, como pinturas, moedas, ferramentas e demais fontes históricas que fazem parte da história e da memória de um povo ou de um grupo de pessoas.
Há vários tipos de museus, como de arte, de ciências e tecnologias, dos povos indígenas e de brinquedos.
Agora, faça a atividade a seguir.

1. Acompanhados pelo professor, façam uma visita guiada a um museu do município ou da região e conheçam um pouco mais o seu acervo.
Para isso, sigam as instruções:
• agendem um horário com um dos responsáveis pelo museu;
• preparem um roteiro com perguntas sobre o nome do responsável, a sua função e quais documentos, artefatos e objetos estão preservados no museu;
• anotem as informações descritas pelo responsável do museu;
• com a autorização do responsável pelo museu, tirem algumas fotografias para registrar a visita.
Resposta: Espera-se que os estudantes organizem uma visita guiada para um museu do município e interajam com os profissionais e as fontes históricas preservadas no acervo.
de sua infância para a sala de aula, como roupas, brinquedos, fotografias ou cadernos antigos. Organize uma roda de conversa para analisarem os objetos, identificando o tipo de fonte histórica de cada um e quais informações podem revelar. Leve-os a identificar as diferenças nos materiais, como modelos, cores e formas de usá-los.
• Sobre a atividade 1, auxilie os estudantes na elaboração do roteiro promovendo uma roda de conversa para engajar todos no planejamento. Durante a visita, oriente-os a manter comportamento respeito-
so, evitando tocar nos objetos, falando em voz baixa e mantendo-se atentos às explicações dos responsáveis. Solicite o uso de roupas leves, calçados confortáveis, protetor solar e repelente, especialmente se o deslocamento envolver exposição ao Sol. Após a visita, promova uma atividade em sala de aula: os estudantes podem montar uma exposição com desenhos representando os objetos observados no museu, construir uma linha do tempo ou redigir um pequeno texto coletivo sobre o que aprenderam. Para garantir a participação de estudantes com necessidades educacionais específicas, antecipe-se ve-
• Em relação à atividade 2, oriente os estudantes a analisarem as fotografias das fontes históricas. Caso tenham dificuldade, forneça algumas informações. Sobre a câmera fotográfica, comente que se trata de uma fonte material, fabricada em madeira no século XX. Em relação ao brinquedo da década de 1950, explique que também se trata de uma fonte material produzida com ferro. A respeito do vaso de cerâmica, diga que é uma fonte material e que fornece pistas sobre práticas culturais de indígenas do Peru. Quanto ao jornal do século XIX, trata-se de uma fonte escrita que exemplifica as notícias do passado. Como fonte imagética, tem-se o anúncio publicitário dos anos 1930, o qual fornece informações de como eram os cremes dentais antigamente, e a pintura rupestre que evidencia os costumes das pessoas que viveram na região há cerca de 5 mil anos. Por fim, o relato da pessoa idosa é uma fonte oral, que fornece informações sobre práticas cotidianas do passado. Durante a atividade, pergunte se os estudantes compreenderam o significado do conceito de fontes históricas, reforçando o desenvolvimento do pensamento conceitual.
ATIVIDADE EXTRA
• Com a autorização dos responsáveis, peça aos estudantes que levem objetos
03/10/2025 14:11:59
rificando as condições de acessibilidade do museu (presença de rampas, elevadores ou banheiros adaptados e materiais táteis).
Resposta
2. Espera-se que os estudantes identifiquem quais informações podem ser obtidas por meio da análise das fontes históricas. Eles podem comentar a materialidade e as funções dos objetos e quem ou qual grupo social pode ter produzido essas fontes.
Crianças indígenas entrevistando o cacique da aldeia Plurietnica Marakanã,
Coleção de bonecas japonesas no Museu do Castelo de Josselin, na França, em 2024.
• Sobre a draisiana, explique que ela foi criada em 1817 e que seu nome é inspirado no sobrenome do criador, o alemão Karl Drais von Sauerbronn (1785-1851).
• Na atividade 3, explique que a invenção de Drais era impulsionada com os pés, o que exigia muita força e energia de seu condutor.
• Para a atividade 4, estabeleça comparações entre a draisiana e as bicicletas atuais. Para isso, solicite aos estudantes que descrevam como são as bicicletas atuais, de que materiais elas são produzidas e quais são suas peças. Depois, peça-lhes que analisem a fotografia da draisiana a fim de estabelecer a comparação entre as duas. Para isso, faça uma tabela comparativa na lousa ou organize os dados em um diagrama, destacando elementos comuns e distintos. Incentive-os a verbalizar suas conclusões, refletindo sobre como chegaram às respostas. Caso algum estudante tenha dificuldade, acolha diferentes formas de participação: desenho, escrita com apoio de palavras-chave no quadro ou uso de recursos visuais. Reforce a importância de cada estudante compreender o motivo da atividade e o caminho percorrido para a construção da resposta.
• Sobre a atividade 5, comente que o estudo das fontes históricas nos permite compreender como era o dia a dia dos seres humanos em diferentes temporalidades.
AVALIANDO
Objetivo
• Explorar a história do município por meio de fontes históricas.
Sugestão de intervenção
• Para essa atividade, leve os estudantes à sala de informática ou à biblioteca para pesquisarem fotografias antigas do município ou da região. Para promover a
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes levantem hipóteses acerca do funcionamento e dos usos da draisiana no passado.
ANÁLISE DE UMA FONTE HISTÓRICA
Você sabia que a primeira bicicleta foi inventada há mais de 200 anos? O modelo criado na época ficou conhecido como draisiana e tinha semelhanças e diferenças em relação às bicicletas da atualidade.
A draisiana pode ser considerada uma fonte histórica. Observe a seguir uma análise dessa fonte.

A draisiana era fabricada com madeira.
Essa bicicleta tinha um sistema de direção que permitia ao condutor fazer curvas.
Fotografia de 1900 que retrata uma draisiana.
Seu assento era semelhante à sela que se colocava no cavalo e podia ser ajustado conforme a altura da pessoa.
Como não tinha pedal, era deslocada por meio da impulsão dos pés do condutor no chão.
Essa bicicleta podia alcançar a velocidade de 15 quilômetros por hora, o que era considerado rápido para a época.
3. Como você imagina que era andar em uma bicicleta como essa?
4. Compare a draisiana com as bicicletas atuais e aponte o que mudou e o que permaneceu. Como você chegou a essa conclusão?
Resposta e comentários nas orientações ao professor
5. Em sua opinião, por que é importante estudar fontes históricas como a draisiana?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que certas fontes, como a draisiana, podem fornecer informações sobre os meios de transporte no passado.
recuperação dos conhecimentos sobre o tema, procure jornais e revistas e leia com eles algumas matérias. Ao obterem informações dessas fontes, peça-lhes que mostrem aos colegas, comentando o que eles puderam descobrir sobre a história local. Por fim, oriente-os a escrever um texto sobre a história do lugar onde vivem, com informações provenientes das fontes.
BNCC
• A análise da draisiana favorece o desenvolvimento da Competência geral 2, pois convida os estudantes a exercitarem a curiosidade intelec-
tual ao levantarem hipóteses sobre o passado com base na observação de fontes históricas.
03/10/2025 14:15:42
Resposta
4. Mudaram os materiais dos quais são feitas as bicicletas; elas passaram a ter pedais; o modelo do banco foi modificado; entre outros elementos. O formato permaneceu semelhante, com uma estrutura montada sobre duas rodas e um sistema de direção que permite fazer curvas.
6. Leia as duas fontes históricas a seguir, que tratam da chegada dos portugueses ao Brasil, em 1500. O texto A é uma adaptação da carta que Pero Vaz de Caminha (1450-1500) escreveu ao rei de Portugal, em 1500. O texto B é uma narrativa de 2022, de Olívio Jekupé (1965-), indígena do povo Guarani.
Texto A
Vossa Alteza!
Como outros capitães estão lhe escrevendo sobre esta vossa terra, eu também vou fazê-lo, mas aviso desde já:
Sou o pior contador de todos, mas tenho boa vontade. Por isso não colocarei aqui nada que eu mesmo não tenha visto, ou que não seja a minha opinião. Tampouco usarei palavras para embelezar o que não merece, ou para enfeitar aquilo que é bonito.
TERNI, Fabia. Uma semana
Texto B
[...]
E os nossos antepassados indígenas receberam os portugueses muito bem, só que eles não imaginavam que naquele momento se dava início à destruição e que o interesse deles era na verdade explorar e roubar todo esse imenso território.
Para os jurua kuery, como eles mesmo dizem: 22 de Abril é o dia do descobrimento do Brasil. Mas para nós indígenas não, porque esse é o dia da invasão dos portugueses.
Antes deles invadirem aqui, toda essa terra tinha dono, de várias nações que aqui viviam, mas hoje tudo é diferente. [...]
11.
• Sobre a carta de Pero Vaz de Caminha (1450-1500), além da versão adaptada, leia para os estudantes a versão do trecho disponibilizada pelo Ministério da Cultura, comparando-o com o texto lido por eles.
Senhor:
Posto que o Capitão-mor desta vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que ora nesta navegação se achou, não deixarei também de dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que –para o bem contar e falar – o saiba pior que todos fazer.
[...]
A CARTA de Pero Vaz de Caminha. Ministério da Cultura. Disponível em: https://objdigital.bn.br/ objdigital2/Acervo_Digital/ livros_eletronicos/bndigital0009/ bndigital0009.pdf. Acesso em: 18 jun. 2025.
JEKUPÉ, Olívio. A invasão dos portugueses em 1500. Holofote, 22 abr. 2022. Disponível em: https://www. holofotenoticias.com.br/dia/foi-invasao-nao-descobrimento-afirma-escritor-indigena-sobre-chegada-dos -portugueses-ao-brasil. Acesso em: 17 mar. 2025.
Jurua kuery: termo usado pelos povos Guarani para se referir aos não indígenas.
a ) De acordo com o autor do texto A, quem era o dono desta terra?
Resposta: Era o rei de Portugal.
b ) De acordo com o autor do texto B, quem eram os donos destas terras?
Resposta: Eram as várias nações indígenas, que viviam no território brasileiro.
c ) O que o autor do texto B quis dizer com a frase “como eles mesmo dizem: 22 de Abril é o dia do descobrimento do Brasil. Mas para nós indígenas não, porque esse é o dia da invasão dos portugueses.”?
Resposta: Espera-se que os estudantes identifiquem que o indígena Olívio Jekupé considera 22 de abril o dia da invasão dos portugueses ao território, contrariando a ideia do “dia do descobrimento”.
• Seus textos tratam da sabedoria dos mais velhos, da convivência com a natureza e da importância das tradições orais dos povos indígenas.
• A atividade 6 permite aos estudantes interagirem com fontes históricas escritas. Sobre o item a, caso tenham dificuldade, ajude-os a observar que Pero Vaz de Caminha repete o pronome de tratamento Vossa Alteza que, além de demonstrar o respeito do remetente ao destinatário, identifica o rei de Portugal,
na ocasião, dom Manuel I (1469-1521), a quem é oferecida “esta vossa terra”.
• Para o item b, oriente a turma a reler o trecho em que Jekupé afirma que a terra já era habitada por várias nações indígenas antes da chegada dos portugueses. Destaque que, ao afirmar isso, ele está reivindicando o reconhecimento da presença, da história e dos direitos dos povos originários.
• No item c, destaque que a frase de Jekupé evidencia o conflito entre diferen-
03/10/2025 14:15:43
• Apresente aos estudantes a trajetória de Olívio Jekupé (1965-), escritor e ativista indígena brasileiro da etnia Guarani Mbya, reconhecido por sua atuação na valorização das culturas indígenas e por sua contribuição para a literatura infantil e juvenil. Com mais de 20 livros publicados, Jekupé escreve em língua portuguesa e em guarani, aproximando leitores de diferentes culturas e promovendo o respeito à diversidade étnica e linguística do Brasil. Entre suas obras destacam-se O presente de Jaxy Jaterê e Ajuda do Saci – Kamba’i.
tes interpretações históricas. Incentive os estudantes a refletirem sobre o uso do termo descobrimento e por que, do ponto de vista indígena, o mais adequado seria falar em invasão. Esse momento é ideal para acolher e engajar os estudantes no debate, incentivando-os a verbalizar seus raciocínios e sentimentos em relação aos diferentes significados que um mesmo acontecimento histórico pode representar.
na Terra de Vera Cruz: adaptação para jovens da Carta de Pero Vaz de Caminha sobre o Descobrimento do Brasil. Ilustrações de Camila Mesquita. São Paulo: Landy, 2000. p.
OBJETIVOS
• Compreender que há diversos pontos de vista sobre o mesmo acontecimento histórico.
• Interagir com fontes históricas.
• Levantar hipóteses por meio da análise de fontes históricas.
• Desenvolver a habilidade de produção de escrita.
• Desenvolver a compreensão de textos.
• Para iniciar a leitura dos textos A e B, divida a turma em pequenos grupos e organize uma leitura coletiva oral, garantindo a participação de todos. Durante a leitura do texto A, incentive os estudantes a identificarem elementos da cultura, do território e do modo de vida indígena. Por exemplo, utilize recursos como imagens ampliadas de alimentos citados, como banana, batata, mandioca e peixe, ou materiais táteis que possam ser manipulados por estudantes com necessidades educacionais específicas. Proponha a construção de um glossário coletivo na lousa, utilizando imagens e sinônimos.
• No texto B, que representa a visão de Pero Vaz de Caminha, oriente a turma a observar a linguagem utilizada e os juízos de valor atribuídos aos indígenas. Promova uma roda de conversa para que os estudantes comparem os dois textos, verbalizando suas impressões e engajando-se em um debate coletivo sobre como a história do Brasil é contada com base em diferentes pontos de vista.
BNCC
ENTRE TEXTOS
Texto A
Os Tikm˜u’˜un sempre andaram por aqui, nestas terras que vocês brancos chamam de Vale do Mucuri e que nós chamamos kõnãg mõgyok, onde o rio corre reto. Éramos muitos antigamente e vivíamos acompanhando o rio. Fazíamos uma aldeia, caçávamos, pescávamos e dançávamos com os yãmiyxop, os povos-espíritos, e depois de um tempo os mais velhos se reuniam e decidiam se mudar de novo. Somos um povo tradicional, originário destes vales. Antigamente, vivíamos em várias aldeias, mais ou menos distantes umas das outras e sempre acompanhando o curso dos rios: quando algum de nós morria, mudávamos de aldeia; quando surgia algum conflito, mudávamos de aldeia; quando ficava difícil encontrar caça e pesca, mudávamos de aldeia. Fazíamos roças grandes e plantávamos bananeiras, batatas, mandioca, inhames, que comíamos junto com a carne que caçávamos ou com os peixes que pescávamos.
Antigamente não havia brancos aqui. Quando os primeiros brancos chegaram, eram muito bravos. [...]
São Paulo: Ubu; Belo Horizonte: PISEAGRAMA, 2023. p. 308.
Texto B
Leia com atenção as duas narrativas sobre o encontro entre portugueses e indígenas durante o início da colonização do Brasil, por volta de 1500. Depois, faça as atividades propostas. [...]
Ilustração que representa peixe e mandiocas.

Aproveitamos para fazer pequenas cruzes e as demos de presente para eles. Acredito, Alteza, que se conseguissem nos entender, logo se tornariam cristãos, porque, ao que nos parece, não têm crença alguma.
• A análise dos textos e as atividades propostas nesta seção desenvolvem as Competências específicas de História 4 e 6, na medida em que ajudam a identificar as interpretações de sujeitos, povos e culturas diferentes sobre o mesmo contexto histórico, de tal maneira que os estudantes se posicionem criticamente com base em princípios democráticos e éticos. As atividades desta seção promovem o trabalho com o tema contemporâneo transversal Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• A pesquisa e a produção de texto acerca de personalidades indígenas ou afrodescendentes relacionadas à história do Brasil favorece a articulação entre o componente curricular de Língua Portuguesa e o tema contemporâneo transversal Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
MAXACALI, Isael; MAXACALI, Sueli. Aldeia – escola – floresta. In: CARNEVALLI, Felipe et al (org.). Terra: antologia afro-indígena.
Alteza, é curioso que eles não plantam e não criam. Não há aqui boi, vaca, cabra, ovelha, galinha nem qualquer outro animal acostumado a viver junto aos homens.
Alimentam-se do peixe que pescam, da mandioca e do inhame que colhem e de outros frutos e sementes que as árvores jogam no chão. Mesmo assim, são tão saudáveis quanto nós!
[...]
b) Resposta: Ele define os indígenas como povos com uma cultura muito simples, pois afirma que eles não têm nenhuma crença, que não plantam, não criam animais e se alimentam apenas dos produtos que colhem do chão.
BRANDÃO, Toni. A carta de Pero Vaz de Caminha (para crianças). São Paulo: Studio Nobel, 1999. p. 26.
EXPLORANDO O TEXTO
a) Resposta: Eles afirmam que são um povo tradicional, originário da região. Descrevem que viviam em várias aldeias e que seguiam o
curso dos rios. Nas aldeias, faziam grandes roças, plantavam bananeiras, batatas, mandioca e inhames e comiam a carne que caçavam e os peixes que pescavam.
a ) Como os autores do texto A descrevem o modo de vida dos indígenas antes da chegada dos “brancos”?
b ) Como o autor do texto B define a cultura dos indígenas?
c ) Em sua opinião, por que os indígenas são caracterizados de forma tão diferente nessas duas narrativas? Converse com os colegas.
c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem que os textos representam pontos de vista diferentes do mesmo acontecimento histórico. O texto
ALÉM DO TEXTO
A enfatiza a narrativa indígena e o texto B destaca a perspectiva dos portugueses.
d ) Até poucos anos atrás, as narrativas sobre a história dos indígenas e dos negros no Brasil não privilegiavam a importância desses povos para a formação da sociedade. Em grupo, e com o auxílio do professor, pesquisem uma personalidade indígena ou afrodescendente da história brasileira. Para isso, leia as orientações a seguir.
• Com a ajuda do professor, definam em que veículos de informação farão a pesquisa, como livros e revistas da biblioteca ou sites de informações confiáveis.
• Busquem informações sobre personalidades indígenas e afrodescendentes da história do Brasil.
• Em seguida, selecionem uma personalidade afrodescendente e uma indígena e produzam um texto sobre elas. Escolham tipos de letra com que se sintam confortáveis para escrever.
• Em uma roda de conversa, discutam o papel dessas personalidades para a história do Brasil, refletindo sobre a importância da valorização das histórias indígenas e afrodescendentes na formação da cultura brasileira.
Resposta: O objetivo da atividade é possibilitar aos estudantes que conheçam personalidades indígenas e afrodescendentes, identificando a importância dessas pessoas para a formação da cultura brasileira.
os textos representam pontos de vista distintos sobre o mesmo fato histórico.
ALÉM DO TEXTO
• Organize os estudantes em grupos e auxilie na definição das fontes de pesquisa. Caso utilizem a internet, ajude-os a identificar sites confiáveis e a cruzar as informações quando necessário. Para garantir a inclusão, ofereça material impresso adaptado com fontes ampliadas e imagens explicativas, bem como apoio à leitura por meio de leitores de tela ou apoio oral.
Durante a pesquisa, oriente cada grupo a escolher uma personalidade indígena e uma afrodescendente, preferencialmente com diferentes áreas de atuação (educação, arte, política, meio ambiente etc.). Para a produção do texto, incentive-os a praticar a escrita em letra cursiva.
• Após a elaboração dos textos, organize uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem as descobertas com os colegas. Oriente-os a verbalizar seus raciocínios e ouvir com respeito os relatos dos outros grupos, promovendo
• No item a, auxilie os estudantes na leitura do texto A, destacando os aspectos do cotidiano indígena descritos pelos autores. Para facilitar a compreensão, elabore com a turma um quadro comparativo na lousa com as principais práticas do povo Tikmũ’ũn antes da chegada dos colonizadores, como a caça, a pesca, o plantio e a mobilidade entre aldeias.
• Na atividade b, ajude os estudantes a perceberem que Pero Vaz de Caminha representa uma visão de mundo e juízos de valores etnocêntricos, baseados no desconhecimento frente às diferenças, não levando em consideração as múltiplas práticas e manifestações culturais dos indígenas. Para apoiar os estudantes com necessidades educacionais específicas, anote na lousa os trechos do texto que expressam essa visão e discuta-os coletivamente. Utilize perguntas, como: “O autor achava que os indígenas eram parecidos com ele? Por quê?” ou “O que ele achava estranho no modo de vida dos indígenas?”.
• No item c, proponha uma roda de conversa com a turma para que discutam suas impressões sobre os dois textos. Oriente os estudantes a verbalizarem suas ideias de maneira respeitosa, acolhendo diferentes opiniões e reforçando que
03/10/2025 14:15:46
o engajamento coletivo na construção do conhecimento. Ao final, incentive a turma a refletir sobre a importância dessas personalidades para a formação da identidade brasileira e para o reconhecimento da diversidade cultural. Para valorizar o protagonismo estudantil, proponha a organização de uma exposição para a comunidade escolar com os textos produzidos.
• Explique aos estudantes que, ao longo dos anos, as sociedades passaram por diversas transformações, porém cada uma se alterou de uma maneira diferente, pois os ritmos de mudança nem sempre são iguais para todos os povos.
• Na atividade 1, comente que a análise de fontes históricas nos ajuda a compreendermos as mudanças e permanências. Retome o conteúdo abordado no tema 3 solicitando aos estudantes que escolham uma das fontes históricas apresentadas e oriente-os a compará-la com objetos similares da atualidade. Por exemplo: a câmera fotográfica do início do século XX era grande, pesada e feita de madeira. Na atualidade, as câmeras portáteis são menores e produzidas com vários materiais, entre eles o plástico. Comente que tanto a câmera de madeira como as câmeras portáteis possuem a mesma função: fotografar.
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem que as fontes históricas podem fornecer informações sobre o passado, possibilitando comparações com o presente.
4 MUDANÇAS E PERMANÊNCIAS
1. Em sua opinião, por que as fontes históricas são tão importantes para estudarmos as mudanças e permanências na história?
Nos estudos históricos, as mudanças são aqueles elementos que se alteraram com o passar dos anos. As permanências são os elementos que continuaram os mesmos, ou pouco se alteraram, no decorrer do tempo.
AS TRANSFORMAÇÕES NAS CIDADES
Ao longo dos anos, as cidades brasileiras passaram por diversas transformações. Aos poucos, muitos núcleos urbanos adquiriram mais importância econômica.
A partir do final do século 19, com a instalação de indústrias no Brasil, algumas cidades passaram a atrair cada vez mais pessoas em busca de melhores condições de vida. As paisagens urbanas foram profundamente alteradas nesse processo.
2. Em dupla, analisem as fotografias a seguir.

AVALIANDO
Objetivo
• Identificar as mudanças e permanências da cidade por meio de fontes históricas orais.
Sugestão de intervenção
• Oriente os estudantes a prepararem um roteiro de pesquisa envolvendo seus familiares ou pessoas da comunidade. Nesse processo, caso entreviste alguém da comunidade, é importante o estudante estar acompanhado de um adulto da família. Explique a eles que deverão pesquisar como era a cidade no passado por meio de
fontes orais. Para a entrevista, oriente-os a perguntar, por exemplo, se a cidade era pavimentada e se havia energia elétrica, saneamento básico, cinemas, teatros, parques e museus. Eles devem anotar as respostas no caderno. Na sala de aula, produza um quadro contendo uma coluna referente ao passado e outra referente ao presente. Dessa forma, anote as informações coletadas pelos estudantes na coluna passado. Em seguida, peça-lhes que descrevam como esses lugares estão atualmente, anotando os dados na coluna presente . Essa atividade promove a recuperação de conhecimentos sobre fontes históricas e a história dos municípios.
Aqueduto da Carioca, conhecido como Arcos da Lapa; a partir do Morro do Santo Antônio, de Augusto Malta. 1915.
2. b) Resposta: Comparando as duas fotografias, identifica-se que há a permanência do mar e dos morros ao fundo, além dos Arcos da Lapa.

a ) Que transformações podem ser notadas ao comparar as fotografias?
b ) Que permanências podem ser identificadas?
Na passagem do século 19 para o século 20, a instalação de serviços públicos em algumas cidades brasileiras alterou a paisagem e o cotidiano da população.
3. Leia o texto a seguir.
2. a) Resposta: É possível notar que a maioria dos casarões que existiam no início do século XX não estão mais presentes na fotografia recente, e que na atualidade existem em seu lugar diversos edifícios altos e uma ampla praça.
No início do século [20], a cidade Rio de Janeiro passou por uma remodelação a fim de renovar a sua imagem como capital de um país que deveria ser apresentado como uma nação moderna e civilizada. [...] A administração municipal, comandada pelo então prefeito Pereira Passos, seria responsável pela abertura e o alargamento de outras ruas além do saneamento e embelezamento da cidade.
TEIXEIRA, Suelem Demuner. Reformas urbanas no Rio de Janeiro. Arquivo Nacional, 7 jul. 2021. Disponível em: https://querepublicaeessa.an.gov.br/index.php/que-republica-e-essa/assuntos/temas/ 323-reformas-urbanas-do-rio-de-janeiro-no-inicio-do-seculo-xx. Acesso em: 24 abr. 2025.
De acordo com a autora, por quais mudanças a administração municipal foi responsável na cidade do Rio de Janeiro no início do século 20?
Resposta: A administração pública foi responsável pela abertura e pelo alargamento de ruas, além do saneamento e do embelezamento da cidade.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
03/10/2025 14:16:12
• A respeito do item a da atividade 2, verifique se os estudantes observaram que, na fotografia de 2023, os prédios são maiores do que os da fotografia do início do século XX. Comente que a grande quantidade de prédios pode indicar o aumento populacional do município do Rio de Janeiro. Em relação ao processo de urbanização, verifique se eles perceberam que os casarões ao redor dos Arcos da Lapa cederam espaço para a construção de uma praça, distanciando as moradias do monumento. No item b, além dos Arcos da Lapa, aponte os aspectos geográficos, como os morros e o mar.
• Na atividade 3, antes de iniciar a leitura do texto, contextualize que o Rio de Janeiro foi capital do Brasil entre 1763 e 1960, por isso passou por diversas reformas para representar uma imagem de modernidade. Durante a leitura, destaque os termos remodelação , saneamento e embelezamento, explicando seus significados de forma acessível. Caso algum estudante apresente dificuldade na compreensão da função da administração pública ou dos tipos de intervenção urbana, explique que os gestores municipais são responsáveis por cuidar da infraestrutura e da qualidade de vida nas cidades. Dê exemplos atuais de reformas em ruas, praças ou prédios públicos no município onde os estudantes vivem. Em seguida, acolha as respostas da turma sobre os motivos e os impactos dessas mudanças, engajando-os em uma reflexão coletiva sobre o que muda e o que permanece nos municípios com o passar do tempo.
BNCC
• A identificação das transformações ocorridas no meio urbano aborda aspectos das habilidades EF04HI01 e EF04HI03
SANTOS, Milton. A urbanização brasileira. 5. ed. São Paulo: Edusp, 2023. Nessa obra, o autor analisa o processo do crescimento urbano no Brasil, identificando o papel dos elementos econômicos, sociais e territoriais na estruturação do espaço.
Vista dos Arcos da Lapa, no município do Rio de Janeiro, em 2023.
• Na atividade 4, os estudantes devem identificar as transformações ocorridas na cidade ao longo do tempo e discutir suas interferências no modo de vida dos habitantes. Explique que essas são implementações de serviços públicos, muito importantes para o desenvolvimento da cidade e, principalmente, para a qualidade de vida dos habitantes. Comente que elas são promovidas pela Prefeitura municipal, cuja conquista, muitas vezes, ocorre por meio da mobilização popular, o que consiste em uma forma de agir como sujeito histórico individual e coletivo. Oriente os estudantes a pesquisarem em sites confiáveis, como o da Prefeitura do município e o do IBGE Cidades.
• Na atividade 5, oriente os estudantes a problematizarem as respostas obtidas para produzirem um texto. Tente averiguar onde os serviços públicos de energia elétrica, saneamento básico e transporte público chegaram e onde ainda faltam chegar. Com o auxílio da turma, produza um painel com a linha do tempo desses serviços públicos. A respeito das áreas de lazer, pergunte aos estudantes se esses ambientes estão presentes nos bairros ou comunidades onde vivem e como eles são desfrutados pela comunidade. Questione-os sobre o estado de conservação dos parques e praças, com o objetivo de averiguar se as autoridades públicas prestam serviços de conservação desses ambientes comunitários.
4. Vamos agora analisar as transformações ocorridas em sua cidade ao longo do tempo, partindo do tempo presente. Em grupo, e com a ajuda de um responsável, realizem uma pesquisa em livros, revistas e sites e respondam às questões a seguir.
a ) Os habitantes da cidade têm acesso à rede de luz elétrica? Quando esse serviço foi disponibilizado pela primeira vez?
b ) A população da cidade tem acesso à água encanada e à rede de esgoto? Quando esses serviços foram implantados?
c ) O transporte público da cidade atende satisfatoriamente todos os habitantes? Quando esse serviço passou a funcionar pela primeira vez?
d ) Há áreas de lazer na cidade, como parques e praças?
Resposta: As respostas
dependem das pesquisas dos estudantes. Comentários nas orientações ao professor
5. Depois, elaborem um texto coletivo com suas conclusões a respeito das interferências que essas transformações ocasionaram no modo de vida dos habitantes. No texto, procurem responder às questões seguintes. Essas transformações foram positivas para todos os habitantes de maneira igual? Caso respondam não, quais pessoas não foram beneficiadas?
Resposta: As respostas dependem das pesquisas dos estudantes. Comentários nas orientações ao professor
6. Finalizem afixando o texto no mural ou publicando no jornal da escola.
Resposta: Espera-se que os estudantes compartilhem seus textos com a comunidade escolar.
Mudanças e permanências Sol Coração
Hoje, vamos pesquisar o lugar onde vivemos!
Ilustração que representa professora na sala de aula com estudantes.
• Na atividade 6, aproveite a oportunidade e promova um projeto, conscientizando a comunidade escolar a respeito da importância dos serviços públicos para a população do município. Para isso, organize uma roda de conversa para os estudantes compartilharem seus textos. Se possível, separe um dia no calendário escolar para apresentarem coletivamente os resultados da pesquisa para outras turmas ou, se preferir, organize uma exposição dos resultados em um espaço da escola ao qual as demais turmas tenham acesso.
• Caso julgue pertinente, é possível utilizar os dados levantados na atividade 4 para produzir um mapa do bairro da escola destacando os lugares que ainda necessitam de serviços públicos e da interferência dos gestores municipais.
• As atividades 4 e 5 favorecem favorece o desenvolvimento da habilidade EF04HI03, pois convida os estudantes a identificarem as transformações ocorridas no município e permite o diálogo sobre as interferências no modo de vida de seus habitantes.
BNCC
MARCOS HISTÓRICOS
1. Resposta: Espera-se que os estudantes indiquem algum marco histórico, como a respectiva data de fundação ou algum acontecimento importante.
1. Você conhece algum marco histórico do seu município?
Ao longo do tempo, diversos acontecimentos marcaram a história da humanidade, como o surgimento da agricultura, a formação de cidades, a invenção da escrita, o desenvolvimento do comércio entre os povos de diferentes continentes e o processo de industrialização. Esses acontecimentos são chamados de marcos históricos, pois mudaram significativamente a trajetória da história.
Tablete de argila com escrita cuneiforme, feito pelos sumérios por volta de 4 500 anos atrás, exposto no museu Louvre Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em 2024.

DIFERENTES PERIODIZAÇÕES
Cada sociedade tem os próprios marcos históricos, indicando os importantes períodos de mudanças. Observe a linha do tempo a seguir.
Reino de Gana
330: Fundação do Reino de Gana.
770: Etnia soniquê toma o poder no Reino de Gana.
900: Auge do Reino de Gana.
1240: Reino de Gana é conquistado pelo Império do Mali.
China
303: Estrangeiros passam a governar a China. 589: Reunificação da China. 907: Início do governo das dinastias chinesas. 1368: Expulsão dos mongóis da China.
Na parte de cima da linha do tempo, aparecem os marcos históricos do Reino de Gana, na África. Na parte de baixo, os marcos históricos da China antiga, no continente asiático. Nela, é possível verificar que, ao mesmo tempo, aconteceram marcos históricos nas duas regiões.
2. Cite os marcos históricos do Reino de Gana e da China antiga que aconteceram depois do auge do Reino de Gana.
Resposta: Depois do auge do Reino de Gana, no ano 900, houve o início do governo das dinastias chinesas, em 907; a conquista do Reino de Gana pelo Império do Mali, em 1240; e a expulsão dos mongóis da China, em 1368.
cotidianas do ser humano resultou em técnicas de cozimento dos alimentos e na proteção contra os animais predadores. A atividade contribui para a recuperação de conhecimentos acerca do significado dos marcos históricos.
03/10/2025 14:16:15
• Sobre a atividade 1, pesquise algumas informações históricas do município. Verifique quando ele foi construído, quem foram as pessoas que estiveram presentes na fundação, quais eram os povos que já habitavam o território antes da chegada dos fundadores, além de outras datas e eventos históricos importantes. Pesquise por jornais do município ou documentos nos acervos, físico ou digital, do museu, centro de documentação ou biblioteca, e compartilhe o material com os estudantes. Na sala de aula, liste na lousa alguns marcos históricos e pergunte-lhes por que esses acontecimentos podem ser considerados importantes e como esses eventos mudaram a vida da população
AVALIANDO
Objetivo
• Compreender a relevância e os desdobramentos dos marcos históricos.
Sugestão de intervenção
• Comente que os marcos históricos são acontecimentos que trouxeram consequências para a sociedade. Em seguida, pergunte-lhes, por exemplo, se o domínio sobre a produção do fogo, há milhares de anos, pode ser considerado um marco na história da humanidade. Nesse caso, verifique se os estudantes compreenderam que a utilização do fogo nas práticas
China
Reino de Gana
• Para a realização da atividade 3, engaje a turma em uma leitura coletiva dos textos da página, fazendo observações específicas e identificando os sentidos dos grandes marcos da história da humanidade. Sobre o desenvolvimento da espécie humana na África, comente com os estudantes que a origem dos seres humanos pode ser explicada mediante a teoria evolucionista, resultado das pesquisas do naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882). De acordo com essa teoria, os seres humanos são primatas que desenvolveram determinadas características que os diferenciaram dos demais. Em relação à expansão do Homo sapiens para fora do continente africano, explique que o desenvolvimento cultural dos nossos ancestrais permitiu a migração para outros continentes. A respeito do início do processo de sedentarização, explique que ele marca o chamado Período Neolítico, que sucede o Período Paleolítico. Também chamado de “pedra polida” ou “pedra nova”, o Período Neolítico ficou conhecido pela produção de ferramentas com pedra polida, como enxadas, foices e machados. Comente que essas ferramentas proporcionaram o desenvolvimento da agricultura e a domesticação de animais, favorecendo a sedentarização.
ALGUNS MARCOS DA HISTÓRIA
DA HUMANIDADE
Vamos conhecer alguns marcos da história da humanidade com base em periodizações elaboradas por historiadores ocidentais.
Desenvolvimento da espécie humana na África: De acordo com estudos arqueológicos, a espécie humana (Homo sapiens sapiens) se desenvolveu na África entre 300 mil e 200 mil anos atrás.
Grupos de Homo sapiens deixam o continente africano: Por volta de 100 mil anos atrás, alguns grupos humanos começaram a migrar para outros continentes, motivados pela busca de lugares com água e com animais para caça.
Início do processo de sedentarização: Há cerca de 12 mil anos, o desenvolvimento da agricultura e do pastoreio possibilitou que alguns grupos humanos deixassem o modo de vida nômade para fixar moradia.
Surgimento das primeiras cidades: Há cerca de 9 mil anos, o crescimento das aldeias deu origem às primeiras cidades, que tinham uma estrutura mais complexa.
Grandes Navegações: Entre os séculos 15 e 17, os europeus começaram a explorar os oceanos, colocando em contato povos de diferentes culturas e escravizando indígenas e africanos.
Revolução Industrial: Há cerca de 300 anos, as fábricas introduziram máquinas no processo de produção para aumentar a quantidade de produtos e os lucros. Nesse período, muitos artesãos e camponeses se tornaram trabalhadores assalariados. Também houve grande aumento da poluição atmosférica causada pela fumaça das fábricas.
Gravura do século 19 que representa Manchester, na Inglaterra.

3. Converse com os colegas sobre os motivos de cada um dos eventos apresentados ser considerado marco da história da humanidade.
Resposta: Espera-se que os estudantes percebam quais foram as mudanças significativas de cada marco histórico da humanidade.
ATIVIDADE EXTRA
• Organize uma roda de conversa sobre os marcos históricos importantes para o município ou
• Em relação ao surgimento das primeiras cidades, explique aos estudantes que o excedente de alimentos produzidos graças aos avanços na agricultura e na pecuária culminou no aumento populacional. Conforme as aldeias cresciam, via-se a necessidade de organização social, surgindo então os Estados. A respeito das Grandes Navegações, explique que a expansão comercial europeia foi promovida pelo desenvolvimento das tecnologias de navegação, como o quadrante e o astrolábio. Explique que foi nesse marco histórico que os portugueses chegaram à atual costa brasileira pela primeira vez. Na Revolução Industrial, comente que houve grandes mudanças na paisagem urbana da Inglaterra. Com o advento das fábricas, além das chaminés que exalavam fuligem e contaminavam o ar, surgiram novos bairros de trabalhadores que saíram do campo para tentar a vida na cidade.
a região onde vivem. Cada estudante deve criar um desenho e um pequeno texto explicando as consequências e as mudanças do marco histórico escolhido. Por fim, exponha os trabalhos em um varal cultural na sala de aula, organizando os marcos em ordem cronológica.
03/10/2025 14:16:19
1. Explique três contribuições importantes da História para o nosso cotidiano.
Resposta: Espera-se que os estudantes selecionem três contribuições da História que eles consideram relevantes para o cotidiano.
2. Observe as fotografias a seguir.

Vista da praia Areia Preta, no município de Natal, no Rio Grande do Norte, em 1993. B. A.

Agora, responda às questões.
a ) O que mudou nesse lugar? O que permaneceu?
Vista da praia Areia Preta, no município de Natal, no Rio Grande do Norte, em 2021.
2. a) Respostas: A principal mudança no lugar retratado foi a construção de vários edifícios. As permanências foram aspectos da paisagem natural da praia.
b ) Cite algum lugar em seu município que também passou por mudanças com o passar do tempo.
Resposta pessoal. Os estudantes podem citar lugares onde foram construídos edifícios, casas, ruas, avenidas e pontes nos últimos anos.
3. A linha do tempo é um instrumento utilizado para a organização dos eventos históricos de forma cronológica, ou seja, na ordem em que eles ocorreram. Crie uma linha do tempo do município onde mora, inserindo nela os marcos importantes da história do lugar, da história da sua família e dos acontecimentos importantes para você, com as datas e respectivas descrições.
Resposta pessoal. Os estudantes podem produzir a linha do tempo no caderno. Como recorte temporal, eles podem estabelecer um período de 50 anos, por exemplo, indicando acontecimentos simultâneos da história do município e da família.
1. Objetivo
• Refletir sobre o papel da História e sua atuação no presente.
Sugestão de intervenção
• Caso eles tenham dificuldade na atividade, recupere o conteúdo da página 18 Depois, engaje a turma em uma roda de conversa e solicite a eles que reflitam sobre cada uma das contribuições. Nesse processo, verifique se eles recuperam o conteúdo acerca do papel dos sujeitos históricos enquanto agentes nas mudanças sociais que ocorrem no mundo.
2. Objetivo
• Observar as mudanças e as permanências na paisagem urbana.
Sugestão de intervenção
• Pergunte aos estudantes quais são os elementos retratados nas duas fotografias. Para estudantes com necessidades educacionais específicas, busque apresentar imagens em tamanho ampliado ou fazer a descrição oral dos elementos da imagem. Solicitelhes que identifiquem as mudanças, como a construção dos prédios, e que o farol, no pico do morro, ficou escondido pelas novas construções. Nesse momento, ajudeos a formular hipóteses sobre a construção de prédios na orla da praia Areia Preta. Em seguida, engaje a turma em uma discussão sobre lugares conhecidos do município que passaram por mudanças recentes. Anote na lousa os lugares lembrados e apresente outros exemplos para despertar a curiosidade. Essa atividade contribui para a progressão dos conhecimentos acerca das mudanças e permanências ao longo do tempo.
3. Objetivo
• Relacionar os marcos históricos ao tempo cronológico.
Sugestão de intervenção
• Para essa atividade, retome os conteúdos da página 33, recuperando os conhe
cimentos dos estudantes sobre os conceitos de marcos históricos e periodizações. Caso tenham dificuldade, ajudeos a delimitar os marcos históricos, como a fundação do município, as festividades importantes e os acontecimentos pessoais e os da família, como o dia do nascimento, o primeiro dia de aula, a queda do primeiro dente e o nascimento de um novo membro da família. Para delimitar melhor os acontecimentos, peçalhes que pintem de uma cor os marcos históricos do município e de outra os acontecimentos familiares e pessoais. Acolha
03/10/2025 14:16:43
diferentes formas de criação e expressão na construção da linha do tempo, como objetos materiais e imagens. Depois de criarem a linha do tempo, confira se os estudantes perceberam que alguns marcos históricos do município podem ter ocorrido concomitantemente aos acontecimentos pessoais e familiares.
OBJETIVOS DA UNIDADE
• Identificar o surgimento dos seres humanos no continente africano.
• Conhecer algumas hipóteses de povoamento do continente americano.
• Estabelecer comparações entre o modo de vida nômade e o modo de vida sedentário.
• Conhecer o processo de formação das primeiras cidades.
• Compreender as relações entre os seres humanos e a natureza em diferentes momentos da história do Brasil.
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
Para avaliar o conhecimento prévio dos estudantes acerca das primeiras migrações humanas, apresente a eles um mapa-múndi ou um globo terrestre e peça-lhes que indiquem em qual região do mundo os seres humanos surgiram, além de hipóteses sobre as possíveis rotas de povoamento. Registre as indicações dos estudantes em uma folha sulfite e, ao longo da unidade, retome os registros com o objetivo de promover a progressão do aprendizado.
• Inicie o estudo desta unidade explorando com os estudantes a imagem das páginas de abertura. Oriente-os a ler a legenda que acompanha a imagem, para que possam identificar o lugar e a atividade representada. Pergunte se eles já pensaram sobre a origem dos seres humanos e como eles imaginam que tenha sido. Em seguida, leia com eles as perguntas e converse sobre possibilidades de respostas. É possível que alguns estudantes apresentem versões da origem dos se-
2 CIRCULAÇÃO E FIXAÇÃO DE PESSOAS
1. Resposta: Fica em Mossel Bay, África do Sul. Espera-se que os estudantes relacionem a África do Sul, localizada no continente africano, com o surgimento dos primeiros seres humanos.
2. Resposta: O objetivo da atividade é analisar o conhecimento prévio dos estudantes sobre o surgimento dos seres humanos. Espera-se que eles respondam que os seres humanos surgiram na África.
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes levantem hipóteses sobre o início da migração dos seres humanos para fora da África.
Turistas visitando uma região em Mossel Bay, África do Sul, em 2020. De acordo com estudos arqueológicos, por volta de 150 mil anos atrás viveram nessa região alguns dos ancestrais dos seres humanos.


res humanos baseadas em preceitos religiosos e culturais, por isso é importante ressaltar o respeito às diversas concepções da origem humana e, ao mesmo tempo, diferenciar as características das explicações religiosas das científicas.
BNCC
• O estudo desta unidade promove o desenvolvimento das habilidades EF04HI02, EF04HI04,
EF04HI05, EF04HI09 e EF04HI10. Os momentos específicos em que elas serão desenvolvidas aparecerão indicados ao longo da unidade. A análise da imagem e as atividades da abertura favorecem o trabalho com a Competência específica de História 3, pois os estudantes formularão hipóteses em relação a contextos históricos específicos.
Onde fica o lugar que os turistas estão visitando? Por que você acredita que ele atrai visitantes na atualidade?
Em qual continente surgiram os seres humanos?
Por volta de 100 mil anos atrás, os ancestrais dos seres humanos começaram a migrar da África para outros continentes. Em sua opinião, por quais motivos eles teriam iniciado essas migrações?


tirem acolhidos para falar e compartilhar suas hipóteses com os colegas.
• Para aprofundar o conhecimento sobre as migrações humanas, leia o texto a seguir.
[...]
Os pesquisadores conseguiram demonstrar que a nossa espécie, que surgiu há cerca de 250 mil anos, tem uma origem única no continente africano. Paralelamente, a variante europeia heidelbergensis deu origem aos neandertais (Homo neanderthalensis) há aproximadamente 450 mil anos.
Na Ásia, coexistiram denisovanos, Homo erectus remanescentes e, nas ilhas filipinas,
os pequenos Homo floresiensis, de apenas um metro de altura. A variante daliensis, porém, parece não ter dado origem a outro grupo.
O cruzamento de sapiens com alguns indivíduos das outras espécies humanas, dentro e fora da África, pode ser observado nos traços genéticos de neandertais e denisovanos em algumas populações humanas atuais.
Mesmo assim, esses pequenos vestígios não alteram as principais características dos sapiens originais, como a capacidade craniana, a face plana, a presença do queixo e dentição pequena dos humanos modernos. Todos nós temos uma origem e uma estrutu-
• Na atividade 1, os estudantes são incentivados a responder sobre a localidade e sua relevância histórica e turística. Auxilie-os utilizando um mapa-múndi ou um programa de imagens tiradas por satélite para localizar a cidade de Mossel Bay, na África do Sul. Explique aos estudantes que essa cidade é um ponto turístico com atrativos arqueológicos, onde foram encontradas evidências da presença de ancestrais dos seres humanos.
• Comente que, nos períodos históricos referentes ao surgimento da humanidade e às primeiras migrações humanas, os continentes não tinham os nomes como conhecemos hoje. Os atuais territórios correspondentes a África, Europa, Ásia, América, Oceania e Antártida foram nomeados ao longo da história, principalmente por europeus.
• Na atividade 2, caso algum estudante tenha dificuldade, por meio de um mapa-múndi, ajude-o a localizar a África oferecendo alguns subsídios, como dicas sobre a localização, o nome dos oceanos que banham o continente e o nome de alguns países.
• A atividade 3 busca incentivar os estudantes a levantarem hipóteses acerca dos motivos que permitiram aos seres humanos se deslocarem para outros continentes, partindo da África. Nesse momento, é importante os estudantes se sen-
03/10/2025 14:21:59
ra corporal comum, bem diferente dos humanos que foram extintos.
A chegada dos humanos modernos ao Oriente Médio ocorreu há 180 mil anos. Na Europa, a chegada da nossa espécie há 50 mil anos coincide com o declínio da população de neandertais. Aos poucos, os Homo sapiens também substituíram as espécies humanas do Leste Asiático, como o Homo daliensis e o Homo longi [...]
CONTERNO, Ivan. Quando os humanos da África dominaram o mundo. Jornal da USP, 27 fev. 2024. Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/quando -os-humanos-da-africa-dominaram-o-mundo/. Acesso em: 18 jun. 2025.
• O objetivo da atividade 1 é investigar o conhecimento prévio dos estudantes sobre como é possível conhecer o modo de vida dos primeiros seres humanos, considerando elementos como sítios arqueológicos, artefatos e fósseis. Ao propor a atividade, acolha as diferentes respostas dos estudantes, incentivando-os a verbalizar e registrar suas ideias, mesmo que ainda tenham concepções iniciais. Explique que o objetivo é resgatar o que já sabem para construir novos aprendizados ao longo da unidade. Caso algum estudante apresente dificuldade em formular a resposta, auxilie-o com perguntas orientadoras, como: “O que você acha que pode ser encontrado em lugares muito antigos?” e “Como podemos saber o que as pessoas faziam há muito tempo?”.
BNCC
• A atividade contribui para o desenvolvimento da Competência específica de História 3, pois possibilita a interpretação de contextos históricos específicos, incentivando a elaboração de hipóteses e argumentações.
REFERÊNCIAS
COMPLEMENTARES
MACEDO, José Rivair. Pré-história africana. In : História da África. São Paulo: Contexto, 2013. O autor oferece uma perspectiva a respeito do processo de hominização e das primeiras grandes migrações humanas.
6 SURGIMENTO E EVOLUÇÃO DOS SERES HUMANOS NA ÁFRICA
1. Você sabe como é possível conhecer o modo de vida dos primeiros seres humanos?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem seus conhecimentos prévios sobre o tema.
Com base nos estudos dos fósseis, os cientistas acreditam que os seres humanos são primatas, assim como os gorilas e os chimpanzés, e compartilham um ancestral em comum. Há cerca de 7 milhões de anos, os descendentes desse ancestral evoluíram em diferentes tipos de hominídeos, como o Australopithecus e o Homo erectus
A espécie de que fazemos parte, o Homo sapiens, surgiu no continente africano, entre 300 e 200 mil anos atrás. De acordo com os cientistas, o surgimento de uma espécie não significava a extinção de outra, apontando que algumas espécies conviveram.
Fósseis: vestígios materiais de antigos organismos, como plantas e animais, conservados em rochas, solos, gelo, sedimentos ou cavernas.
Hominídeos: primatas que andam eretos e sob duas pernas.

Menino observando painel e réplicas de fósseis de ancestrais humanos no Museu de História Natural Smithsonian, em Washington, D.C., nos Estados Unidos, em 2023.
AS PRIMEIRAS MIGRAÇÕES DA ÁFRICA PARA OUTRAS REGIÕES
Da África, os primeiros ancestrais humanos se deslocaram para outras regiões da Terra.
As primeiras migrações humanas para fora da África foram para a Europa e Ásia. Grupos de seres humanos foram aos poucos se espalhando, como pode ser percebido no mapa a seguir.
Primeiras migrações humanas
África Ásia
Fonte de pesquisa: SMITHSONIAN INSTITUTION. History of the world map by map. Nova York: Dorling Kindersley, 2023. p. 16-17.
Atualmente, alguns estudiosos defendem a ideia de que a migração teria iniciado por volta de 100 mil a 120 mil anos atrás. Possivelmente, os seres humanos começaram a migrar em busca de melhores condições de vida. Ao longo do tempo, eles foram se adaptando aos diferentes climas e regiões por onde chegavam.
2. Com base no que você estudou, por que os seres humanos começaram a migrar?
Resposta: Os seres humanos começaram a migrar em busca de melhores condições de vida.
3. De acordo com o mapa, quando os seres humanos chegaram à Oceania?
Resposta: Os seres humanos chegaram à Oceania há cerca de 65 mil anos.
AVALIANDO
Objetivo
• Avaliar se os estudantes compreenderam as teorias mais aceitas a respeito das primeiras migrações humanas.
Sugestão de intervenção
• Após a realização das atividades, oriente os estudantes a criarem um mapa conceitual em seus cadernos. Eles devem completar e ligar três informações: de onde partiram os seres humanos; para qual(is) destino(s) foram; e quando esse mo-
vimento aconteceu. Exemplo: África Europa há cerca de 50 mil anos.
03/10/2025 14:22:07
BNCC
• O conteúdo desta página desenvolve aspectos da Competência específica de História 3, pois possibilita a interpretação de contextos históricos específicos, incentivando a elaboração de hipóteses e argumentações. Além disso, aborda a habilidade EF04HI09, uma vez que incentiva a reflexão a respeito das migrações e suas motivações.
• Oriente os estudantes a analisarem os elementos que compõem o mapa, indicando-lhes as setas, nomeando os locais e comentando as datas apresentadas. Explique que essas datas são hipóteses baseadas em vestígios arqueológicos, como fósseis e pinturas rupestres, sobre a presença humana nessas regiões.
• O objetivo da atividade 2 é retomar e mobilizar o conhecimento dos estudantes sobre a migração dos seres humanos ao longo da história, estabelecendo relações com a busca por melhores condições de vida. Caso algum estudante apresente dificuldade, engaje a turma em uma conversa coletiva, incentivando os estudantes a verbalizarem hipóteses sobre por que os seres humanos migraram para outras regiões. Incentive-os a pensar sobre fatores como a busca por alimentos e condições climáticas mais favoráveis.
• Durante a realização da atividade 3, caso algum estudante apresente dificuldade, oriente-o apontando no mapa os principais continentes e datas indicativas para que eles possam localizar a Oceania. Se possível, apresente uma versão tátil do mapa para estudantes com necessidades educacionais específicas.
Círculo Polar Ártico
Trópico de Câncer
Equador
Trópico de Capricórnio Meridiano de Greenwich
OCEANO ÍNDICO
OCEANO PACÍFICO
OCEANO ATLÂNTICO
OCEANO GLACIAL ÁRTICO
Ao iniciar o tema, promova a reflexão crítica dos estudantes com base na análise de um mapa-múndi ou de um globo terrestre. Com o auxílio desses recursos, peça-lhes que levantem hipóteses acerca dos caminhos e rotas que interligam os continentes. Com base nessa identificação, questione-os a respeito das formas como os seres humanos conseguiram, a partir da África, ocupar os demais continentes. Durante a atividade, possibilite que reflitam sobre as técnicas e tecnologias desenvolvidas pelos primeiros grupos humanos para atravessarem rotas terrestres e marítimas.
• O objetivo da atividade 1 é promover a reflexão entre os estudantes acerca dos primeiros movimentos migratórios da humanidade e os espaços alcançados por eles ao longo do tempo.
• Na atividade 2, os estudantes devem comparar o texto da página com o mapa, a fim de identificar quais hipóteses foram representadas nele. O objetivo é avaliar a compreensão dos estudantes a respeito das teorias apresentadas e o raciocínio geográfico, uma vez que os estudantes poderão analisar as hipóteses de deslocamento e de distribuição dos seres humanos no continente americano.
REFERÊNCIAS
COMPLEMENTARES
ESTEVES, Bernardo. Admirável Novo Mundo: uma história da ocupação humana nas Américas. São Paulo: Companhia das Letras, 2023.
Nessa obra, com base em estudos científicos produzidos no Brasil, o autor debate a presença e a chegada dos primeiros seres humanos ao continente americano.
7 HIPÓTESES DE POVOAMENTO DA AMÉRICA
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes levantem hipóteses sobre a chegada dos primeiros seres humanos à América.
1. Você sabe como os primeiros seres humanos chegaram à América?
Após o início das primeiras migrações para fora da África, os seres humanos passaram a povoar os demais continentes, sendo a América um dos últimos deles. Por meio de vestígios arqueológicos, como fósseis, ferramentas de pedra e restos de fogueiras, os cientistas levantaram algumas hipóteses sobre as rotas que os seres humanos percorreram para chegar à América.
Uma delas, indica que os seres humanos chegaram ao continente atravessando o Estreito de Bering, localizado entre a Ásia e a América. Essa hipótese indica duas rotas. A rota terrestre, indicando a travessia por uma ponte de gelo formada há cerca de 24 mil anos, e a rota marítima, usando embarcações para navegar pelo litoral do continente americano, por volta de 15 mil anos atrás. Outra, conhecida como rota transpacífica, aponta que os seres humanos usaram embarcações para atravessar o Oceano Pacífico, saindo da Ásia e da Oceania em direção ao continente americano.
Observe o mapa e conheça essas rotas.
Hipóteses de povoamento da América
de Bering
Trópico de Câncer Equador
Trópico de Capricórnio Meridiano de Greenwich
OCEANO PACÍFICO
OCEANO ÍNDICO
litorâneo há 12 mil anos
AMÉRICA DO NORTE
OCEANO ATLÂNTICO
AMÉRICA DO SUL
A DISPERSÃO dos Seres Humanos. Museu da UFRGS. Disponível em: https://www.ufrgs.br/ museu/a-dispersao-dos-seres-humanos-homo-sapiens/. Acesso em: 28 maio 2025. 02 465 km
2. Em dupla, analisem o mapa e indiquem quais hipóteses de povoamento da América foram representadas.
Resposta: O mapa mostra as hipóteses do Estreito de Bering e da rota transpacífica
BNCC
• A atividade 2 promove o desenvolvimento da habilidade EF04HI09, pois permite a identificação de migrações ocorridas em diferentes tempos e seus destinos.
AVALIANDO
Objetivo
• Avaliar a compreensão dos estudantes a respeito das possíveis rotas para o povoamento do continente americano.
Sugestão de intervenção
• Após a realização das atividades desta página, oriente os estudantes a retomarem o mapa concei tual que construíram (orientado na página 39 ). Agora, eles devem completar o mapa com as migrações que se direcionaram à América, dando atenção aos mesmos itens: de onde partiram, para qual destino e quando esses movimentos ocorreram.
Estreito
OCEANIA
Limite
Hipótese do Estreito de Bering Hipótese da rota transpacífica
Fontes de pesquisa: SMITHSONIAN INSTITUTION. History of the world map by map. Nova York: Dorling Kindersley, 2023. p. 20-21.
Para a arqueóloga brasileira Niède Guidon (1933-2025), os primeiros seres humanos teriam chegado à América por rotas diversas, não somente pelo estreito de Bering. Em suas pesquisas no Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, foram descobertos diferentes vestígios, como pinturas rupestres, dentes humanos e restos de fogueiras, que datam de 33 a 58 mil anos atrás, indicando que a chegada dos seres humanos à América pode ser anterior ao que é aceito atualmente pela maior parte dos estudiosos da área.
Niède Guidon no município de São Paulo, em 2017

PARQUE NACIONAL SERRA DA CAPIVARA
Em 1979, o Parque Nacional Serra da Capivara foi criado para preservar os vestígios arqueológicos referentes à presença dos primeiros seres humanos na América do Sul. Localizado no estado do Piauí, o parque ocupa parte dos municípios de São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias. Nele, encontra-se uma das maiores concentrações de sítios arqueológicos das Américas, com diversas pinturas rupestres. Ele também abriga, desde 1998, o Museu do Homem Americano.

Agora, responda à questão a seguir.
Sítios arqueológicos: espaços em que os seres humanos deixaram vestígios, como pinturas, ferramentas, objetos de cerâmica, sepulturas etc.
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Pinturas rupestres no Brasil
Turistas observando pinturas rupestres no Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, em 2024.
1. Você conhece algum lugar do Brasil onde já foram encontrados vestígios do passado, como fósseis, objetos antigos ou pinturas rupestres? Comente.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes compartilhem o que sabem sobre sítios arqueológicos, mesmo que não estejam próximos da sua região. A pergunta também permite que mencionem exemplos aprendidos em sala de aula.
ATIVIDADE EXTRA
• Para recuperar conhecimentos abordados em sala de aula, referentes à presença humana em diferentes regiões do Brasil, e valorizar o patrimônio arqueológico nacional, promova uma visita guiada on-line ao Parque Nacional do Peruaçu, em Minas Gerais, utilizando o recurso de vivência 3D no site oficial do ICMBio. Disponível em: https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/centros-de-pesquisa/cavernas/ vivencias3d/vivencias3d. Acesso em: 13 ago. 2025. Durante a visita virtual, oriente
os estudantes a explorarem a Lapa dos Desenhos, lugar com diversas pinturas rupestres e anotarem no caderno os aspectos que mais chamarem sua atenção, como a quantidade de pinturas, os tipos de figuras desenhadas e os elementos da natureza observados na paisagem. Essa atividade promove o uso pedagógico da tecnologia para a exploração de ambientes históricos e naturais, incentivando o aprendizado ativo e a aproximação com o patrimônio cultural e ambiental do país. Caso não seja possível fazer a visita guiada
• Explique que os estudos arqueológicos são fundamentais para entender não apenas a presença dos seres humanos, mas também parte de seus comportamentos, por meio da análise de registros e objetos utilizados por eles. Aproveite a oportunidade para apresentar a arqueóloga Niède Guidon (1933-2025), uma importante personalidade da ciência brasileira. Ela se destacou pelos seus estudos no Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, onde coordenou pesquisas que revelaram alguns dos mais antigos vestígios da presença humana nas Américas. Explique que, graças ao seu trabalho, atualmente reconhecemos a importância desse sítio arqueológico, considerado um Patrimônio Mundial da Humanidade. Conhecer a trajetória de personalidades como Niède Guidon pode despertar a curiosidade dos estudantes sobre a Arqueologia e a História, reforçando o papel das mulheres na ciência.
• Na atividade 1, o objetivo é incentivar os estudantes a compartilharem experiências acerca dos sítios arqueológicos. Caso desconheçam a informação solicitada, oriente a pesquisa a esse respeito e, se não encontrarem, pesquisem sobre o Parque Nacional Serra da Capivara ou sobre os sambaquis encontrados no litoral brasileiro.
03/10/2025 14:22:17
de forma on-line, de maneira antecipada, faça prints das telas que mostrem algumas das pinturas rupestres e apresente para os estudantes na sala de aula.
BNCC
• A abordagem do conteúdo desta página favorece o desenvolvimento da Competência específica de História 4, ao auxiliar os estudantes a identificarem diferentes interpretações sobre o povoamento na América.
Para ampliar o trabalho com a temática do nomadismo e da sedentarização, oriente os estudantes a fazerem uma pesquisa em dicionários. Leve-os à biblioteca da escola e organize-os a fim de pesquisarem os termos de nomadismo, sedentarismo, agricultura e tecnologia. Organize duplas ou trios para que a pesquisa seja feita em grupo, promovendo apoio mútuo, especialmente para estudantes que apresentem dificuldade de leitura ou compreensão de texto. O objetivo da atividade é avaliar o conhecimento prévio dos estudantes e permitir que se familiarizem com esses termos antes de abordar o conteúdo em sala de aula. Destaque a importância de registrarem as definições dos termos em seus cadernos para futuras consultas.
• Ao abordar o tema Nomadismo e sedentarização, é importante caracterizar cada uma dessas condições por meio de uma perspectiva processual. Destaque que elas são motivadas pela necessidade de adaptação ao ambiente, questões que se transformaram ao longo do tempo. O nomadismo entre os primeiros grupos humanos, por exemplo, era motivado pela procura por alimentos e água.
• Para realizar a atividade 1, engaje os estudantes em uma roda de conversa, perguntando se seu modo de vida é nômade ou sedentário, e incentive-os a explicar como chegaram a essa conclusão, verbalizando seus raciocínios. Durante o diálogo, acolha as diferentes vivências, lembrando que algumas famílias podem ter histórias de deslocamento, como no caso de circos, comunidades ciganas ou grupos indígenas. Ajude os estudantes a perceberem as semelhanças e diferenças
8
1. Resposta pessoal. O objetivo da atividade é identificar o conhecimento prévio dos estudantes sobre as semelhanças e diferenças entre os povos nômades e sedentários. Espera-se que eles percebam se o seu modo de vida é sedentário, com moradia fixa, ou se é itinerante, como os casos de famílias circenses, ciganas ou de alguns povos indígenas.
NOMADISMO E SEDENTARIZAÇÃO
1. O seu modo de vida é nômade ou sedentário? Como você chegou a essa conclusão?
Os primeiros grupos humanos eram nômades, ou seja, não tinham habitação fixa. Eles viviam da caça, da pesca e da coleta. Assim, era comum que se mudassem quando os recursos naturais começavam a diminuir.
Por volta de 12 mil anos atrás, alguns grupos humanos aprenderam a praticar a agricultura e a criação de animais. Isso foi muito importante, pois diminuiu a necessidade de deslocamentos constantes, permitindo que pudessem se fixar em um lugar e ocupá-lo por mais tempo.
Aos poucos, muitos grupos humanos deixaram de ser nômades e se tornaram sedentários. Dessa maneira, foi a possibilidade de transformação do meio natural que fez que os seres humanos pudessem fixar moradia. Mesmo com a sedentarização de alguns grupos, outros ainda continuaram com o modo de vida nômade.
de sedentários

Sedentários: aqueles que têm habitação fixa.
Ilustração feita com base em estudos históricos. Referência utilizada: PINSKY, Jaime. As primeiras civilizações São Paulo: Contexto, 2011.
entre as necessidades humanas no passado e no presente, como a busca por água, alimento e abrigo. Se possível, registre as contribuições da turma na lousa para que todos possam visualizar e refletir coletivamente sobre as formas de organização dos modos de vida ao longo do tempo.
BNCC
• O trabalho com esse tema contribui para o desenvolvimento da Competência específica de História 5, ao incentivar a reflexão sobre os movimentos populacionais. Além disso, as habilidades EF04HI04 e EF04HI05 são trabalhadas ao apresentar aos estudantes informações refe-
rentes aos primeiros grupos humanos, discutindo sobre o nomadismo e a sedentarização, com destaque para o processo de ocupação do espaço e as intervenções na natureza.
Ilustração que representa um grupo de humanos em uma aldeia.
Aldeia

AGRICULTURA E PASTOREIO
De modo geral, os grupos humanos costumavam se fixar próximo aos rios, o que garantia o abastecimento de água para a agricultura e a criação de animais.
Com o sedentarismo, as intervenções humanas no meio natural se expandiram. Aos poucos, o aumento na produção de alimentos contribuiu para o crescimento populacional, o que exigiu cada vez mais espaço para a construção de moradias, a criação de animais e o desenvolvimento da agricultura, por exemplo.
Os espaços ao redor das aldeias foram transformados pelos humanos, que, além de extrair recursos naturais, como madeira e rochas para construções de moradias e cercas para os animais, passaram a adaptar o ambiente para o plantio dos alimentos.
2. Sobre a agricultura e o pastoreio, escreva a alternativa correta.
Resposta: Alternativa c
a ) Os povos sedentários não praticavam a agricultura e o pastoreio.
b ) O aumento na produção de alimentos diminuiu a população.
c ) Os seres humanos transformaram os espaços ao redor das aldeias para suprir suas necessidades.
d ) Os povos sedentários se fixavam próximo dos rios somente para pescar.
Ilustração que representa um grupo de humanos praticando a agricultura e o pastoreio.

Ilustração feita com base em estudos históricos. Referência utilizada: PINSKY, Jaime. As primeiras civilizações São Paulo: Contexto, 2011.
• O objetivo da atividade 2 é reconhecer a importância da agricultura e do pastoreio no processo de sedentarização dos seres humanos, analisando como essas práticas levaram à transformação dos espaços naturais em áreas cultivadas e habitáveis. Caso algum estudante apresente dificuldade na realização da atividade, engaje a turma em uma leitura coletiva de cada alternativa, questionando o que há de correto ou incorreto em cada uma. Se necessário, retome a leitura do texto da página.
AVALIANDO
Objetivo
• Avaliar a compreensão dos estudantes a respeito dos conceitos de nômade e sedentário, bem como as principais diferenças entre as duas formas de organização.
Sugestão de intervenção
• Apresente frases aos estudantes para que identifiquem se essas atividades são praticadas por grupos nômades ou sedentários. Na lousa, escreva as seguintes frases:
• Grupos humanos que garantiam seu sustento apenas pela caça e pela coleta.
• Grupos humanos que começaram a construir moradias fixas.
• A agricultura foi essencial para o desenvolvimento das primeiras cidades.
03/10/2025 14:22:49
• Os grupos migravam com frequência para outras localidades em busca de alimentos.
Respostas
• Nômades.
• Sedentários.
• Sedentários.
• Nômades.
Aldeia de sedentários
• A atividade 1 tem por objetivo verificar os conhecimentos prévios dos estudantes a respeito da condição de nomadismo e seminomadismo na atualidade. Reforce que muitos desses povos preservam tradições e práticas antigas, transmitidas ao longo do tempo. Durante a atividade, possibilite aos estudantes que reflitam sobre a diversidade cultural e identifiquem que não há distinção de superioridade e inferioridade entre nômades e seminômades de um lado e sedentários de outro.
• Para promover a progressão do conhecimento, com o auxílio de um mapa-múndi ou um globo terrestre, mostre aos estudantes o local onde habitam os povos Maasai (entre o Quênia e a Tanzânia) e as regiões habitadas por beduínos (norte da África e Oriente Médio). A respeito dos ciganos, indique a Índia como possível lugar de origem e explique que eles formam um povo heterogêneo com costumes e tradições próprias.
• Ao trabalhar esse conteúdo, acolha possíveis estranhamentos dos estudantes em relação à existência atual de povos nômades e seminômades. Explique que o modo de vida nômade ou seminômade é uma forma de organização social e cultural que carrega saberes, tradições e histórias importantes. Enfatize que reconhecer diferentes formas de viver é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e plural.
POPULAÇÕES NÔMADES E SEMINÔMADES DA ATUALIDADE
1. Povos nômades e seminômades ainda existem? Conversem sobre isso em dupla.
Atualmente, há diversos povos que mantêm o modo de vida nômade ou seminômade. Como vimos, povos nômades são aqueles que não possuem moradia fixa, já os povos seminômades, por praticarem agricultura ou pastoreio, mantêm residência temporária, deslocando-se com certa frequência. Observe as fotografias a seguir e conheça alguns desses povos.

Pessoas em uma vila comunitária maasai, no Quênia, em 2024.
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Beduínos: povos que vivem no deserto
Beduíno em frente à tenda, na Arábia Saudita, em 2022.

Os ciganos são outro exemplo de povos nômades ou seminômades. Essas populações, também conhecidas como Roma, são divididas em diferentes grupos étnicos, como calon, rom e sinti Acredita-se que os ciganos são originários da Índia e migraram para diversos países. Eles chegaram ao Brasil em diferentes ondas migratórias vindas da Europa entre o final do século 19 e meados do século 20.
Em geral, essas populações apresentam um modo de vida que valoriza o artesanato, o comércio, a música e a dança. Além disso, consideram-se povos livres, que respeitam a natureza.
1. Resposta: O objetivo da atividade é identificar o conhecimento prévio dos estudantes sobre os modos de vida nômade e seminômade na atualidade.
BNCC
• O conteúdo contribui para o desenvolvimento da Competência específica de História 5, pois são abordados movimentos de populações no tempo e no espaço, buscando desconstruir preconceitos e valorizar o respeito e a solidariedade com diferentes populações. A abordagem também
trabalha aspectos da Competência geral 6, pois incentiva os estudantes a valorizarem a diversidade de saberes e vivências culturais, e o tema contemporâneo transversal Diversidade cultural, proporcionando a oportunidade de compreender, valorizar e respeitar a diversidade cultural existente no Brasil e no mundo.
Em muitos países, essas populações são vítimas de preconceito e exclusão social. Respeitar as tradições dos ciganos é uma forma de valorizar a diversidade cultural.
A diversidade de tradições e os modos de vida tornam o mundo um lugar mais rico e plural. Devemos reconhecer e valorizar a diversidade de culturas e compreender que não existe um modo único ou “melhor” de viver, pois todas as formas de organização são importantes e devem ser respeitadas para que todos possamos conviver em harmonia.

População cigana em apresentação cultural no Festival Tradições e União dos Povos, no município do Rio de Janeiro, em 2024.
Agora, responda à questão a seguir.
2. O que podemos fazer para respeitar os costumes de povos que têm modos de vida e tradições diferentes das nossas? Comente com os colegas. Resposta pessoal. O objetivo da atividade é fomentar o debate de ideias sobre práticas que podem ser realizadas no cotidiano, voltadas para o respeito à diversidade cultural. Espera-se que os estudantes identifiquem que o acolhimento às diferentes culturas e a conscientização contribuem para uma sociedade mais justa e igualitária.
Se considerar pertinente, registre na lousa as principais ideias levantadas pela turma, valorizando cada contribuição.
ATIVIDADE EXTRA
• Para recuperar o conteúdo sobre as populações nômades e seminômades da atualidade, organize um trabalho de pesquisa com os estudantes. Divida a turma em grupos de três ou quatro integrantes e atribua a cada grupo a pesquisa sobre uma comunidade nômade ou seminômade atual. Os grupos devem pesquisar informações como os lugares
de deslocamentos desses povos, as principais práticas econômicas e culturais e a organização social. Oriente os estudantes para que não reforcem estereótipos e que pesquisem em fontes confiáveis. Incentive-os a levar imagens, se possível, a fim de representar visualmente essas populações. Os grupos devem preparar uma apresentação para o restante da turma, com data previamente marcada. Abra possibilidades para que a apresentação final seja um sarau cultural, com a apresentação de diferentes manifestações como cartazes com imagens e símbolos,
• O conteúdo desta página permite aos estudantes a construção de relações entre presente e passado. Pergunte a eles se conhecem ou já viram acampamentos ciganos alguma vez. Em seguida, explique que existem diferentes grupos ciganos pelo mundo e que muitos se adaptaram aos países para os quais migraram, contribuindo para a diversidade cultural.
• Ao trabalhar a atividade 2, incentive os estudantes a refletirem e compartilharem diferentes formas de respeitar a diversidade cultural em suas rotinas. Durante a conversa, destaque a importância de acolher as opiniões dos colegas, mesmo quando forem diferentes das suas, e engaje a turma na construção coletiva de ideias que valorizem a convivência harmônica entre culturas distintas. Promova uma postura inclusiva e empática entre os estudantes, promovendo ações de combate a qualquer tipo de preconceito. Reforce que o respeito às diferenças é essencial para uma sociedade mais justa e igualitária. Oriente os estudantes a ouvirem com atenção, sem julgamentos, reconhecendo que todos têm vivências e perspectivas únicas. Dessa forma, a atividade contribui para promover o contato com diferentes pontos de vista e concepções, encorajando o pluralismo de ideias e o respeito às diferenças.
03/10/2025 14:23:04
vídeos curtos com legendas, maquetes ou mesmo dramatizações com apoio visual. O objetivo das apresentações é reconhecer a diversidade cultural, valorizando e respeitando costumes e tradições.
LUCIANA WHITAKER/PULSAR IMAGENS
• Inicie o trabalho com o tema comparando a estrutura das cidades no presente em relação ao passado. Peça aos estudantes que citem características das cidades na atualidade, acolhendo as manifestações e listando as palavras mencionadas na lousa. Na sequência, ajude-os a levantar hipóteses sobre quais características mencionadas existiam no passado e, então, contorne essas palavras. Por fim, diga-lhes para registrar essas palavras em seus cadernos para, ao longo do estudo do tema, confirmarem se esses elementos existiam ou não nas primeiras cidades.
• Explore com os estudantes a ilustração da página, promovendo a progressão do conhecimento sobre o tema. Auxilie-os a identificar elementos importantes, como a localização da cidade próxima a um rio, as características das construções, as plantações e as atividades desenvolvidas pelos moradores. Para contextualizar melhor o trabalho com o sítio arqueológico de Çatal Hüyük, informe que essa cidade, situada na atual Turquia, é considerada uma das primeiras aglomerações urbanas da humanidade. Nessa cidade, as casas eram construídas muito próximo umas das outras, sem ruas, e o acesso às residências se dava pelos telhados, utilizando escadas. Internamente, essas casas tinham fogueiras para cozinhar e aquecer. Próximo das casas, os habitantes cultivavam cereais como trigo, cevada e ervilha, cuidavam de rebanhos de animais e produziam peças de artesanato para troca.

9 AS PRIMEIRAS CIDADES DA HISTÓRIA
Como estudamos no início desta unidade, com a sedentarização, alguns grupos humanos passaram a transformar cada vez mais a paisagem natural. Com o crescimento das aldeias esse processo de transformação teve continuidade e surgiram as primeiras cidades. Acredita-se que uma das primeiras a se formar foi Çatal Hüyük, na atual Turquia, há cerca de 9 mil anos.
Cidade de Çatal Hüyük
• O estudo sobre o conteúdo referente às primeiras cidades favorece o desenvolvimento das habilidades EF04HI02 e EF04HI04, pois se discute a fixação das primeiras comunidades humanas e a importância do desenvolvimento da agricultura e do pastoreio para o surgimento das primeiras cidades.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
03/10/2025 14:28:58
BENEVOLO, Leonardo. História da cidade. São Paulo: Perspectiva, 2019.
Nesse livro, o autor analisa a cidade como construção histórica, apresentando a transformação do espaço urbano desde os primeiros núcleos populacionais até a atualidade.
BNCC
Ilustração que representa um pastor observando a cidade de Çatal Hüyük
Ilustração feita com base em estudos históricos. Referência utilizada: LÉVÊQUE, Pierre (dir.). As primeiras civilizações da Idade da Pedra aos povos semitas. Lisboa: Edições 70, 2009.
Em geral, os habitantes de Çatal Hüyük cultivavam cereais, cuidavam de rebanhos de animais, produziam peças de artesanato e trocavam com outros povos o excedente da produção.
Além de Çatal Hüyük, há vestígios arqueológicos de outras cidades antigas espalhadas por diferentes regiões, das quais muitas surgiram há mais de 6 mil anos. Observe a seguir as fotografias e conheça algumas delas.

Zigurate em Ur, no atual Iraque, cidade criada por volta de 6 mil anos atrás. Fotografia de 2024.

Zigurate: tipo de templo religioso em forma de pirâmide.

Caral, no atual Peru, foi a cidade mais antiga do continente americano, criada há mais de 5 mil anos. Fotografia de 2022.
Ilustração que representa moradias na cidade de Çatal Hüyük
Ilustração feita com base em estudos históricos. Referência utilizada: LÉVÊQUE, Pierre (dir.). As primeiras civilizações da Idade da Pedra aos povos semitas. Lisboa: Edições 70, 2009.
É organizado pela própria comunidade, que possui e controla a totalidade dos solos, fixa a tarefa de cada um e distribui os bens sociais produzidos pelo trabalho de todos.
[...]
LÉVÊQUE, Pierre (dir.). As primeiras civilizações da Idade da Pedra aos povos semitas. Lisboa: Edições 70, 2009. p. 14.
AVALIANDO
Objetivo
• Avaliar o conhecimento dos estudantes a respeito das primeiras cidades da humanidade.
Sugestão de intervenção
03/10/2025 14:29:06
• Os estudantes devem fazer uma pesquisa sobre as cidades Ur e Caral, identificando informações a respeito das características arquitetônicas e da organização social e econômica de cada uma. Peça-lhes que procurem também por fotografias dessas cidades. As informações pesquisadas devem ser registradas em seus cadernos. Em seguida, promova o compartilhamento das informações coletadas nas pesquisas, garantindo que todos os estudantes participem da atividade.
• As fotografias dos sítios arqueológicos apresentadas na página mostram algumas das primeiras cidades da humanidade. Objetiva-se que os estudantes concluam que nesses espaços existem construções humanas que não só alteraram as paisagens, como também contribuíram para a organização social e o surgimento das primeiras cidades. Se possível, com um globo terrestre ou mapa-múndi, indique a localização de cada sítio arqueológico.
• Analise com os estudantes as fotografias das primeiras cidades. Incentive-os a apontar as semelhanças (como as cores e os materiais) e as diferenças (como os formatos dos edifícios e suas datas) entre cada uma das construções. Reforce que os povos construíram diferentes tipos de edificações, de acordo com a sua cultura e o lugar onde viviam.
• A respeito da organização social das primeiras cidades, leia o texto a seguir.
Com o Neolítico, e mesmo logo nos primeiros inícios do Neolítico, dá-se o surgimento de comunidades camponesas algumas das quais, como Çatal Hüyük na Anatólia ou Jericó na Palestina, são suficientemente importantes para serem qualificadas de cidades. As trocas de produtos estão sem dúvida longe, de serem excluídas entre comunidades, mas é o trabalho da terra que constitui a riqueza essencial.
Cidade de Çatal Hüyük
OBJETIVOS
• Discutir sobre a importância da alimentação saudável.
• Refletir sobre as transfor mações dos hábitos alimentares ao longo dos anos.
1. CONHECENDO O PROBLEMA
• A seção propõe uma situação-problema que possibilita o desenvolvimento do pensamento autônomo e crítico dos estudantes. Ao refletirem sobre os hábitos alimentares ao longo do tempo, eles são convidados a explorar, questionar e debater de forma coletiva os impactos de suas escolhas no cotidiano, construindo propostas para melhorar sua alimentação e sua qualidade de vida.
• Pergunte aos estudantes se eles conhecem a diferença entre alimentos naturais, industrializados e ultraproces sados. Em segui da, cons trua um quadro na lousa com três colunas ( natural , industrializado e ultraprocessado) e preencha com os exemplos citados pelos estudantes. Por fim, engaje a turma na reflexão sobre mudanças alimentares ao longo do tempo, levantando hipóteses sobre como era a alimentação no passado, que tipos de alimentos existiam, se eram industrializados e como eram preparados. Essa intervenção aproxima o conteúdo ao cotidiano dos estudantes, favorecendo a reflexão sobre o direito à alimentação, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
• Durante o trabalho com esta seção, esteja atento e não permita que estudantes que eventualmente não tenham hábitos alimentares saudáveis sejam constrangidos pelos colegas. Conduza a abordagem de modo respeitoso, sem culpabilizar esses estudantes.
COLETIVAMENTE
Precisamos ter hábitos alimentares saudáveis
Conhecendo o problema 1
Desde a descoberta da agricultura, os hábitos alimentares humanos passaram por diversas transformações. Com o passar do tempo, o crescimento das cidades causou um afastamento cada vez maior dos seres humanos em relação à natureza.
Nos últimos 150 anos, o ritmo de vida nas grandes cidades tornou-se mais acelerado. Com menos tempo para preparar as próprias refeições, as pessoas passaram a consumir alimentos prontos, muitos deles industrializados. Além disso, o preço de determinados alimentos orgânicos e saudáveis também dificulta o seu consumo por parte da população.
A publicidade em torno dos produtos industrializados contribuiu para o aumento de seu consumo, em geral, associando esse tipo de alimento à ideia de uma vida mais prática e saudável. Porém, muitos desses produtos, conhecidos como alimentos ultraprocessados, guardam poucos nutrientes e têm ingredientes artificiais para serem conservados.
Refrigerantes, salgadinhos e sopas instantâneas são alguns exemplos desse tipo de alimento. Muitos têm baixo valor nutricional e contêm altos teores de açúcar, sódio, corantes e conservantes. O consumo constante desses alimentos pode trazer sérios problemas à saúde, como diabetes, colesterol elevado e pressão alta.

BNCC
• A seção favorece o desenvolvimento dos temas contemporâneos transversais Educação alimentar e nutricional e Saúde, pois faz uma contextualização a respeito dos hábitos alimentares dos seres humanos ao longo da história, problematizando a questão do consumo excessivo de alimentos industrializados e ultraprocessados para a saúde humana e a sustentabilidade. Além disso, amplia o desenvolvimento da Competência geral 8, ao incentivar os estudantes a refletirem sobre seus hábitos alimentares e compreende-
rem a relação entre o consumo de alimentos e o cuidado com a saúde física.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
A produção do cartaz promove a articulação entre o componente curricular de Ciências e os temas contemporâneos transversais Educação alimentar e nutricional e Saúde
Ilustração que representa diversos alimentos saudáveis.
MARIA GABRIELA
2. d) Resposta pessoal. O objetivo da atividade é possibilitar que os estudantes reflitam sobre seus hábitos alimentares. Espera-se que eles identifiquem quais alimentos são ultraprocessados e quais não são.
Organizando as ideias 2
2. a) Resposta: O excesso de consumo de alimentos industrializados que afetam a saúde das pessoas.
a ) De acordo com o texto, qual é o problema apresentado?
b ) Segundo o texto, quais doenças podem estar associadas à má alimentação?
Resposta: Diabetes, colesterol elevado e pressão alta.
c ) Com a ajuda do professor, pesquise os nomes de três alimentos ultraprocessados.
Resposta: Espera-se que os estudantes identifiquem os nomes de alguns alimentos ultraprocessados. Se julgar pertinente, verifique quais são conhecidos por eles.
d ) Quais são os seus hábitos alimentares? Faça um levantamento semanal da sua alimentação anotando tudo o que consome e indique se são industrializados ou naturais.
e ) Em grupo, com a ajuda do professor, façam uma pesquisa sobre os riscos de uma alimentação com excesso de produtos industrializados. O que pode acontecer com a saúde das pessoas?
Resposta: Espera-se que os estudantes pesquisem os riscos de uma alimentação baseada em alimentos ultraprocessados.
3
Buscando soluções
3. a) Resposta pessoal. O objetivo da atividade é possibilitar que os estudantes reflitam sobre a realidade próxima e o consumo cotidiano de alimentos saudáveis e ultraprocessados.
a ) Agora que já pesquisaram o assunto, vocês consideram a própria alimentação saudável? Por quê?
b ) Em grupo, produzam um cartaz com dicas de boa alimentação e o apresentem para a comunidade escolar. Para isso, escrevam o texto usando tipos de letras com que se sintam confortáveis para escrever.
Resposta: Espera-se que os estudantes produzam um cartaz conscientizando a comunidade escolar sobre a relevância de uma alimentação saudável.
Ilustração de uma família durante a refeição.

• Sobre o item e, comente com os estudantes que consumir produtos ultraprocessados em excesso não é saudável. No geral, eles não são alimentos nutritivos e podem causar problemas que vão além das doenças indicadas no texto, como inflamações.
3. BUSCANDO SOLUÇÕES
• No item a, espera-se que os estudantes reflitam e apresentem argumentos baseados em dados coletados e informações confiáveis, analisando e justificando se
os hábitos alimentares são ou não saudáveis.
• Para a realização do item b, organize a turma em grupos e incentive-os a elaborar frases curtas com dicas práticas de boa alimentação, utilizando linguagem simples e acessível. Oriente os estudantes a ilustrarem os cartazes com desenhos feitos por eles mesmos ou com imagens retiradas de revistas. Caso haja estudantes com necessidades educacionais específicas, garanta sua participação ativa utilizando materiais com relevo, textos em
2. ORGANIZANDO AS IDEIAS
• As atividades propostas nesta etapa permitem aos estudantes relacionarem o contexto histórico dos hábitos alimentares com os impactos da alimentação na saúde humana. Ao discutirem os efeitos do consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e realizarem um levantamento dos próprios hábitos alimentares, eles podem aplicar conceitos científicos relacionados à nutrição e prevenção de doenças. Estas atividades podem ser enriquecidas com ações práticas, como a criação de tabelas comparativas de alimentos (naturais, processados e ultraprocessados), discussões sobre rotulagem de alimentos ou confecção de cartazes informativos com os resultados da pesquisa sobre os riscos do consumo exagerado de certos produtos.
• No item c, oriente os estudantes a identificarem alimentos ultraprocessados por meio de uma breve pesquisa em materiais impressos ou digitais, como embalagens, peças publicitárias e sites confiáveis. Caso julgue pertinente, organize uma lista coletiva na lousa para que todos compartilhem exemplos.
• No item d, espera-se que os estudantes elenquem os alimentos que consomem e percebam se são naturais, processados ou ultraprocessados.
03/10/2025 14:29:14
braile, figuras táteis ou descrições orais dos elementos do cartaz, bem como promovendo o trabalho em duplas colaborativas. Durante o processo de produção do cartaz, incentive os estudantes a praticarem a escrita de letra cursiva.
• A atividade proposta pode acontecer com uma apresentação dos cartazes em murais da escola, na cantina ou nos corredores, envolvendo outros estudantes, professores, gestores e familiares. Além de contribuir para a formação cidadã, essa ação reforça o protagonismo estudantil.
MARIA
• O trabalho com o tema 10 é proposto por meio da análise de diferentes períodos da história do Brasil, apresentando algumas das práticas econômicas desenvolvidas no país e seus impactos no meio ambiente. Dessa maneira, para iniciar o tema, a atividade 1 tem o objetivo de fazer que os estudantes reflitam sobre sua relação com a natureza. Se julgar pertinente, proponha uma roda de conversa em que todos possam se expressar livremente. Engaje os estudantes com perguntas que incentivam a reflexão, como: “Você costuma brincar ao ar livre?”; “Já plantou alguma árvore?”; e “Como cuida da natureza em casa ou na escola?”. Caso algum estudante apresente dificuldade, incentive-o a pensar em gestos simples, como não jogar resíduos sólidos no chão, economizar água ou respeitar os animais.
• A fim de auxiliar os estudantes na localização temporal, construa uma linha do tempo com base nos conteúdos abordados ao longo do tema, destacando os principais marcos históricos. Ao apresentar a linha do tempo, é importante destacar que o início de uma atividade econômica não implica no término da apresentada anteriormente. Essa intervenção contribui para o desenvolvimento do pensamento conceitual, uma vez que os estudantes poderão compreender as mudanças e permanências nas relações entre os sujeitos históricos e a ocupação das terras.
BNCC
10 AS RELAÇÕES DAS PESSOAS COM A NATUREZA NO BRASIL
1. Como você se relaciona com a natureza?
Ao longo da história do Brasil, as várias populações que aqui viveram relacionaram-se com a natureza de modos diferentes. Vamos conhecer alguns exemplos.
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes compartilhem as maneiras como eles se relacionam com a natureza em seu cotidiano.
OS POVOS INDÍGENAS
Os diferentes povos indígenas têm uma ligação muito próxima com a natureza. Conheça a seguir alguns exemplos:
• os rios são muito importantes para esses povos. Suas águas são utilizadas para diversas atividades, como tomar banho e pescar;
• suas plantações são geralmente pequenas e não usam substâncias químicas. Dessa maneira, o desgaste do solo é menor e os alimentos são saudáveis;
• esses povos praticam a caça apenas para seu sustento. Desse modo, eles não prejudicam a conservação das espécies;
• a observação do céu é fundamental para os indígenas identificarem as épocas do ano e organizarem, por exemplo, o plantio e a colheita.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
Crianças da etnia Sateré Mawé brincando em rio na aldeia Nova Alegria, município de Parintins, no Amazonas, em 2024.
MESGRAVIS, Laima. História do Brasil Colônia
São Paulo: Contexto, 2015.
A obra apresenta um panorama geral do período colonial do Brasil, explorando, entre outros assuntos, as principais atividades econômicas que foram praticadas no território e seus impactos sociais.
• Ao trabalhar questões relacionadas aos diferentes modos de se relacionar com a natureza, o tema contribui para o desenvolvimento da habilidade EF04HI04, promovendo discussões relacionadas às características de alguns povos indígenas e suas relações com a natureza e a terra.
2. Os indígenas têm um modo muito específico de lidar com a terra. Leia o texto a seguir.
Para nós, Kaiowá, as plantas não são apenas recursos. Cada uma possui uma função no mundo terrenal que vai além de sua utilidade para os humanos porque, além de formar parte da vida terrestre, elas nos trazem conhecimentos [...] no pensamento kaiowá entendemos que é urgente desvincular a ideia de submissão das plantas e destacar que elas nos trazem conhecimentos.
Para compreender o que é um animal ou uma planta no pensamento kaiowá é preciso conhecer a história da origem, ypy, que fala sobre o surgimento e a criação de tudo. Todas as coisas possuem uma origem divina. Cada coisa que existe – humanos, aves, animais, plantas, objetos – foi criada pelas divindades no Áry Ypy, tempo-espaço da origem, e a elas pertence. [...]
JOÃO, Izaque. Língua vegetal Guarani. In: CARNEVALLI, Felipe et al. (org.). Terra: antologia afro-indígena. São Paulo: Ubu Editora; Belo Horizonte: PISEAGRAMA, 2023. p. 103-104
a ) Qual é a origem do narrador do texto?
Resposta: Ele é um indígena da etnia Kaiowá.
b ) De acordo com o autor, o que as plantas significam para os indígenas Kaiowá?
Resposta: De acordo com o autor, as plantas para os indígenas Kaiowá são fontes de conhecimento.
c ) Qual é a diferença entre o pensamento kaiowá e o pensamento do não indígena?
Resposta: Segundo o pensamento kaiowá, as plantas vão além de sua função no mundo terrenal, pois fornecem conhecimentos. Por sua vez, o pensamento do não indígena está ligado à submissão das plantas.
Uma das formas de respeitar a natureza é não utilizá-la de maneira predatória Assim, depois de alguns anos caçando, pescando e plantando em determinado lugar, alguns grupos indígenas costumam se mudar, permitindo que a natureza se recupere, contribuindo para a conservação dela e das espécies nativas.
Predatória: destrutiva.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Nesse livro, o autor e líder indígena reflete sobre problemas da sociedade atual, em especial a questão ambiental e o respeito aos povos indígenas.
Ilustração que representa folhagem de plantas.
03/10/2025 14:29:28
• A atividade favorece o desenvolvimento da habilidade EF04HI04, pois contribui para a compreensão da relação entre os povos indígenas e a natureza.
• A atividade 2 tem por objetivo compreender diferentes visões de mundo em relação à natureza, valorizando os saberes tradicionais indígenas, especialmente do povo Kaiowá. Ao trabalhar esta atividade, destaque aos estudantes que há diferentes formas de compreender o mundo natural. Explique-lhes que, no pensamento indígena kaiowá, as plantas não são apenas vistas como algo útil aos seres humanos, mas como entidades que têm papel simbólico e educativo. Para aprofundar o tema, proponha uma leitura compartilhada do texto, engajando-os com perguntas, como: “Você já aprendeu algo com a natureza?”.
• No item b, para auxiliar os estudantes, retome a leitura do texto, destacando que, para os Kaiowá, as plantas não têm apenas um valor utilitário, como é comum em sociedades não indígenas. Incentive os estudantes a verbalizarem sua compreensão sobre a visão de mundo dos Kaiowá. Para o item c, retome com a turma o trecho do texto em que o autor afirma que, para o pensamento kaiowá, é necessário desvincular a ideia de submissão das plantas e destacar que elas oferecem conhecimentos.
BNCC
• A respeito da invasão portuguesa ao atual território do Brasil e o desenvolvimento de suas primeiras práticas econômicas, comente que, nas primeiras décadas, os europeus priorizaram a exploração e exportação do pau-brasil. Explique que, em um primeiro momento, alguns grupos indígenas trabalhavam mediante trocas de objetos, prática conhecida como escambo, e que, anos depois, passaram a ser escravizados. A respeito da exploração do trabalho dos indígenas, leia o texto a seguir.
[...]
A colonização levou à exploração do trabalho indígena e foi responsável por muita dizimação. É ainda na conta da colonização que se deve pôr o recrudescimento das guerras indígenas, que, se já existiam internamente, eram agora provocadas também pelos colonos, os quais faziam aliados na mesma velocidade com que criavam inimigos.
[...]
SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 40-41.
• Sobre o pau-brasil, explique aos estudantes que é uma planta nativa do bioma de Mata Atlântica.
• O objetivo da atividade 3 é promover uma reflexão em sala de aula sobre as atividades econômicas que tiveram início com a chegada dos portugueses e, ao longo do tempo, transformaram os meios naturais do Brasil. Para sua realização, auxilie os estudantes a fazerem a análise da imagem. Pergunte-lhes quem são as pessoas representadas no detalhe do mapa, o que elas estão fazendo, onde essas pessoas estão, quais ferramentas elas estão utilizando e por que elas estão fazendo essa atividade.
A OCUPAÇÃO DAS TERRAS INDÍGENAS
Em 1500 existiam entre 2 e 4 milhões de indígenas vivendo no território que atualmente corresponde ao Brasil. Suas tradições valorizavam o uso não predatório das terras e o respeito à natureza.
Nessa época, porém, uma expedição portuguesa, liderada pelo navegador Pedro Álvares Cabral (1467-1520), desembarcou no litoral do território indígena. Esse acontecimento deu início a uma mudança na forma como as terras eram ocupadas e exploradas.
O trabalho indígena
A primeira atividade econômica dos portugueses ao se instalarem no litoral foi a extração em grande quantidade da árvore pau-brasil para ser vendida na Europa. Usada para tingir tecidos, a madeira dessa árvore era bastante procurada no mercado europeu e gerava altos lucros para os portugueses.
Na extração do pau-brasil, os indígenas realizavam o corte e o transporte da madeira até as embarcações portuguesas. Em troca, eles recebiam produtos que eram úteis em seu dia a dia, como machados e facas de metal. Essa prática era conhecida como escambo.

do mapa Terra Brasilis, de Lopo
Com a expansão da ocupação portuguesa, os indígenas passaram a ser escravizados e trabalhavam sem receber nada em troca. No entanto, eles lutaram e resistiram de diversas maneiras contra a imposição do trabalho por meio da violência.
3. Em dupla, conversem sobre as consequências ambientais da atividade representada na imagem. Resposta: Espera-se que os estudantes identifiquem as consequências ambientais causadas pela exploração predatória do pau-brasil, como a degradação da floresta e a ameaça de extinção da espécie.
• O conteúdo das páginas 52 e 53 fomenta o trabalho com as habilidades EF04HI04 e EF04HI05, pois contribui para a compreensão das diferentes relações com a natureza praticadas por indígenas e por portugueses, assim como os impactos que a ocupação portuguesa do território exerceu sobre o meio ambiente. O conteúdo também favorece o desenvolvimento da Competência geral 1, uma vez que os estudantes podem utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre os modos de vida dos povos indígenas depois da invasão portuguesa e refletir sobre a realidade atual.
BNCC
Detalhe
Homem, de cerca de 1520, que representa indígenas trabalhando na extração de pau-brasil.
4. a) Resposta: O mapa fornece informações sobre a extensão da Mata Atlântica no século XVI e as áreas remanescentes no século XXI.
INTERVENÇÕES NA NATUREZA
Até cerca de 1530, os portugueses mantiveram a exploração do território indígena restrita ao litoral, com a extração do pau-brasil.
No entanto, com o passar dos anos, eles transformaram esse território em uma colônia e passaram a ocupar tanto o litoral como o interior. Com isso, iniciou-se um longo processo de transformação das paisagens naturais. A região da Mata Atlântica, por exemplo, foi uma das mais afetadas.
4. Analise o mapa.
Mata Atlântica (século 16 e século 21)
4. b) Resposta: Durante o período representado no mapa, a Mata Atlântica teve uma grande diminuição. Espera-se que os estudantes identifiquem que a área ocupada atualmente é menor que a área ocupada no século XVI.
0º
Áreas ocupadas pela Mata Atlântica no século 16
Áreas ocupadas pela Mata Atlântica no século 21
0 350 km
a ) Quais são as informações fornecidas pelo mapa?
Fontes de pesquisa: ATLAS dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica: período 2022-2023, relatório técnico. São Paulo: SOS Mata Atlântica/ INPE. p. 62. PINTO, Luís Fernando Guedes et al. Lições de governança da Mata Atlântica para a preservação da Amazônia. SOS Mata Atlântica, 3 dez. 2022. Disponível em: https://www. sosma.org.br/artigos/ licoes-de -governanca-da-mata -atlantica-para-a -preservacao-da -amazonia/. Acesso em: 16 abr. 2025.
4. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam sobre a importância da conservação do meio ambiente e expressem suas opiniões nesse sentido.
b ) A Mata Atlântica aumentou ou diminuiu durante o período representado no mapa? Como você chegou a essa conclusão?
c ) Em sua opinião, por que é importante conservar a Mata Atlântica? Converse com os colegas.
d ) Com a ajuda do professor, reproduza o mapa da unidade da federação que você mora e descubra a diferença entre a cobertura vegetal entre o passado e o presente.
Resposta: O objetivo da atividade é possibilitar aos estudantes que construam representações cartográficas.
• A atividade 4 tem como objetivo fazer que os estudantes identifiquem os impactos das atividades econômicas na Mata Atlântica. Com base na leitura das legendas, solicite que comparem as áreas representadas no mapa, acolhendo suas diferentes observações. Engaje os estudantes em uma conversa coletiva, propondo-lhes que verbalizem suas observações e troquem impressões com os colegas, explicando, por exemplo, como chegaram às suas conclusões. Explique que, atualmente, em razão da alta densidade demográfica no litoral do Brasil, a Mata Atlântica é um dos biomas mais devastados do país, restando cerca de 12% da cobertura vegetal original.
• No item d, ajude os estudantes a localizarem a unidade da federação (estado) onde vivem, utilizando um atlas geográfico escolar. Para a produção cartográfica, uma possibilidade prática é fotocopiar um mapa atual do estado e distribuí-lo aos estudantes sobre um papel de seda, que pode ser utilizado para fazer a reprodução com um lápis. Após esse passo, oriente-os a pintar, com cores distintas, a cobertura vegetal do passado e a atual. O uso de programas de imagens tiradas por saté lite pode contribuir para a atividade, favorecendo o uso pedagógico da tecnologia. Durante a atividade, instrua os estudantes a observarem mudanças e permanências nas paisagens naturais e a registrarem suas descobertas.
tópicos e promova uma roda de conversa para que eles compartilhem as informações entre si, discutindo soluções para diminuir o desmatamento do bioma.
03/10/2025 14:29:32
do tema contemporâneo transversal Educação ambiental, incentivando uma reflexão crítica acerca da sustentabilidade.
AVALIANDO
Objetivo
• Conhecer os motivos dos desmatamentos na Mata Atlântica.
Sugestão de intervenção
• Oriente os estudantes a pesquisarem os motivos do desmatamento da Mata Atlântica. Em seguida, ajude-os a organizar as informações pesquisadas em
BNCC
• O conteúdo desenvolve aspectos da Competência geral 7, uma vez que os estudantes são incentivados a argumentar com base em dados históricos e geográficos, refletindo criticamente sobre os efeitos da ocupação e da exploração econômica na Mata Atlântica. Além disso, o conteúdo favorece a abordagem
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• A análise do mapa promove a articulação entre o tema contemporâneo transversal Educação ambiental e o componente curricular de Geografia. Para aprofundar essa análise, compare o mapa da Mata Atlântica com mapas de outros biomas brasileiros analisando em quais estados cada bioma é predominante.
OCEANO PACÍFICO
OCEANO ATLÂNTICO
Equador
Trópico de Capricórnio
• Explique aos estudantes que nos engenhos se fazia todo o processo de fabricação do açúcar, desde a extração do caldo de cana até a cristalização. Em razão da intensa movimentação de pessoas e mercadorias, muitas vilas e cidades surgiram no entorno desses espaços.
• Converse sobre o fato de o açúcar ter sido, na época, um produto de muito valor, o que acabava por incentivar a ampliação de sua produção e a exploração do trabalho de pessoas escravizadas. Ressalte que esse tipo de trabalho era extenuante e desumano.
• A atividade 5 tem por objetivo avaliar os conhecimentos dos estudantes a respeito da ocupação do espaço no período dos engenhos. Caso tenham dúvidas, oriente-os a retornar ao texto da página para que se certifiquem das respostas.
BNCC
• O conteúdo desta página favorece o desenvolvimento da habilidade EF04HI05, pois contribui para a compreensão dos impactos que a ocupação do território exerceu sobre o meio ambiente, além de aspectos da habilidade EF04HI10 , auxiliando os estudantes na compreensão da importância dos africanos para a construção da sociedade brasileira.
ATIVIDADE EXTRA
• Divida a turma em grupos para a construção de uma maquete que represente um engenho de açúcar colonial. Apresente aos estudantes as diversas estruturas de um engenho, como a plantação, a casa-grande, a senzala, a casa das caldeiras, a casa da moenda, a casa de purgar, a vila dos trabalhadores livres, o curral e a capela. Cada grupo deve se responsabilizar pela
A OCUPAÇÃO NA ÉPOCA DOS ENGENHOS
A partir de 1530, os portugueses passaram a praticar a monocultura de cana-de-açúcar no Brasil para a produção de açúcar. Por muitos anos, essa foi a principal atividade econômica desenvolvida na Colônia.
Monocultura
O cultivo da cana para a produção de açúcar foi, por muitos anos, a única atividade agrícola praticada em larga escala na Colônia. Chamamos esse tipo de cultivo exclusivo, centrado em um único produto e voltado para a exportação, de monocultura.
Naquela época, o açúcar era um produto raro e muito apreciado na Europa. Por isso, tinha preços de venda elevados, gerando altos lucros.
O lugar de produção açucareira era chamado engenho. Em geral, usavam o trabalho de africanos escravizados, que trabalhavam em praticamente todas as etapas de produção de açúcar.
Analise a pintura que mostra algumas etapas da produção de açúcar em um engenho.
Moagem de Cana – Fazenda Cachoeira – Campinas, de Benedito Calixto de Jesus. Óleo sobre tela, 105 cm × 136 cm. 1830.

5. Copie as questões a seguir e responda a elas corretamente.
Engenho
a ) O que era?
b ) Que produto era cultivado?
c ) Que mercadoria era produzida?
d ) Quem eram seus principais trabalhadores?
Respostas: a) Lugar de produção açucareira; b) Cana-de-açúcar; c) Açúcar; d) Africanos escravizados.
construção de uma dessas estruturas, usando cartolina, palitos de sorvete, tintas e materiais recicláveis. Ao final da atividade, cada grupo deve apresentar a função de sua estrutura para os demais. Por fim, os estudantes devem fazer uma síntese de todo o funcionamento do engenho de açúcar colonial em seu caderno e realizar um debate sobre as condições dos trabalhadores escravizados. Além de favorecer a progressão do conhecimento, a atividade incentiva a elaboração de diferentes representações cartográficas.
A OCUPAÇÃO NA ÉPOCA DA MINERAÇÃO
A atividade mineradora no Brasil teve início no final do século 17, quando foi encontrado ouro na região onde atualmente se localiza o estado de Minas Gerais. Ao longo do século 18, diversas minas foram descobertas e muitas pessoas migraram para a região, na esperança de enriquecer com a extração do ouro. Naquela época, a mineração tornou-se uma importante atividade econômica no interior do Brasil.
A extração do ouro de aluvião era feita por lavagem na bateia. Os trabalhadores escravizados ficavam imersos na água fria dos riachos por longos períodos e sob o sol forte, o que causava sérios problemas de saúde.
Por volta de 1730, a atividade de batear não era mais lucrativa em diversas minas pela escassez do ouro de aluvião. Passou-se, então, a adotar métodos mais intensivos, como escavar os leitos dos rios e desviar seu curso para permitir a exploração no fundo dos rios. Essas atividades degradaram a natureza, causando diversos danos aos rios e, consequentemente, a todos os seres vivos que dependiam de suas águas.
Ouro de aluvião: encontrado nos depósitos de areia, argila e cascalho que se formam nas margens ou nos leitos dos rios. Bateia: vasilha de madeira usada na lavagem do ouro de aluvião.
a) Resposta: Os estudantes podem descrever que há várias pessoas perto de um rio com

6. Analise a imagem e depois responda às questões.
a ) Descreva a imagem.
b ) Qual é a atividade econômica representada?
• O objetivo da atividade 6 é possibilitar aos estudantes que analisem uma fonte histórica, identificando quem são as pessoas e a atividade econômica representada.
BNCC
Resposta: Mineração. quedas d’água. Algumas pessoas estão dentro dos rios com algumas ferramentas.
Detalhe de Lavagem de minério de ouro, próximo à montanha Itacolomi, de Johann Moritz Rugendas. Gravura. 1835.
• Comente com os estudantes que, no final do século XVII, os portugueses buscavam uma nova fonte de exploração, pois a concorrência com a produção de cana-de-açúcar no Caribe acabou por diminuir seus lucros. Explique que, diferentemente do período anterior, essa exploração ocorreu no interior do Brasil, e não mais apenas no litoral. Esse movimento contribuiu para a expansão e posse territorial do Brasil pelos portugueses, bem como para a construção de cidades nas regiões interioranas do país. A respeito desse tema, leia o texto a seguir. [...]
Teve início então uma corrida que provocou a maior migração de homens brancos e livres dentro da colônia. Em dez anos, a população das futuras Minas – pois a região integrava a capitania de São Vicente, que antecedeu o estado de São Paulo – atingiu a cifra de 50 mil indivíduos. [...] Com eles, veio a rápida urbanização, caminhos se abriram, desregramentos e precariedade. Relatos de época estão cheios de imagens do caos de ajuntamentos que se movimentavam de um lado para o outro, acompanhando a descoberta de novos veios ou a extinção de velhas lavras. [...]
03/10/2025 14:29:45
• A atividade favorece o desenvolvimento da habilidade EF04HI05, pois contribui para a compreensão dos impactos que a mineração exerceu sobre o meio ambiente.
PRIORE, Mary del. Histórias da gente brasileira: colônia. São Paulo: LeYa, 2016. p. 107. v. 1.
1. Objetivo
• Avaliar se os estudantes identificam o continente de origem da humanidade e os destinos das primeiras migrações.
Sugestão de intervenção
• Engaje os estudantes em uma leitura coletiva em voz alta do texto. Acolha e solucione as possíveis dúvidas em relação ao vocabulário e ao sentido do texto antes da realização das atividades. Caso apresentem dificuldade, oriente-os a retomar os conteúdos das páginas 38 a 40. Para o item a, incentive os estudantes a verbalizarem o raciocínio utilizado na escolha de suas respostas, promovendo um espaço no qual diferentes interpretações sejam acolhidas com respeito, reforçando o desenvolvimento de competências argumentativas e de leitura crítica. Para o item b, retome com os estudantes os mapas desta unidade, reforçando os períodos e as rotas de migração. Incentive-os a explicar como chegaram às suas conclusões.
2. Objetivo
• Avaliar a capacidade de sequenciamento e a compreensão dos estudantes.
Sugestão de intervenção
• Esta atividade permite a retomada dos conteúdos trabalhados ao longo de toda a unidade. Para facilitar o ordenamento das frases, incentive os estudantes a se perguntarem, para cada enunciado: “O que veio antes para que isso fosse possível?”. Essa estratégia favorece a construção lógica da sequência temporal e contribui para que percebam relações de causa e consequência entre os eventos históricos. Caso algum estudante apresente dificuldade, disponibilize os enunciados impressos em tiras de papel com fonte ampliada, possibilitando o manuseio físico e a reorganização tátil das frases.
Escreva as respostas no caderno.
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
1. Leia o texto a seguir.
1. a) Resposta: Espera-se que os estudantes interpretem que a descoberta de fósseis fora da África indica que o Homo sapiens migrou do continente africano em direção a outros continentes.
[...]
Fósseis recentemente descobertos no Marrocos (África do Norte) intensificaram o debate sobre a disseminação do H. sapiens depois que ele surgiu, há 315 mil anos. A localização desses fósseis pode significar que o Homo sapiens percorreu a África inteira. Do mesmo modo, a dispersão de fósseis fora da África revelou suas migrações para vários continentes. Embora bastante polêmicas, as hipóteses giram em torno de uma única dispersão ou várias dispersões para fora do continente africano. Todavia, mesmo com a origem da migração para a Europa sendo ainda um tema de debate parece que o H. sapiens esteve presente em Israel há 180 mil anos. Pode ser, então, que a migração para a Europa não tenha ocorrido diretamente a partir da África, mas indiretamente, após uma permanência em Israel-Ásia. [...]
DRUBBEL, Regine V.; GODFRAIND, Theophile. Um breve retrospecto da evolução humana para jovens. Unesp para Jovens, 4 maio 2022. Disponível em: https://parajovens.unesp.br/um-breve-retrospecto -da-evolucao-humana-para-jovens/. Acesso em: 27 mar. 2025.
a ) O que os autores do texto quiseram dizer com a frase “Do mesmo modo, a dispersão de fósseis fora da África revelou suas migrações para vários continentes.”?
b ) Para quais continentes os primeiros seres humanos migraram? Onde foi possível encontrar a resposta?
Resposta: Ásia, Europa, Oceania e América. Para responder a essa atividade, espera-se que os estudantes retomem os conteúdos e mapas abordados nos temas 6 e 7
2. Organize corretamente as frases a seguir de acordo com a ordem dos acontecimentos, criando, assim, um pequeno texto.
a ) O desenvolvimento da agricultura possibilitou a sedentarização de grupos humanos.
b ) Os primeiros agrupamentos humanos eram nômades.
c ) Após a sedentarização e o crescimento das aldeias, começaram a surgir as primeiras cidades.
d ) O desenvolvimento dos primeiros seres humanos ocorreu na África.
e ) Ao longo de milhares de anos, aconteceram migrações de grupos humanos para outros continentes.
f ) Existem diferentes hipóteses de como os seres humanos chegaram à América.
Resposta: Espera-se que os estudantes organizem as frases na seguinte ordem: d, e, f, b, a e c
BNCC
• A atividade 1 favorece o trabalho com a habilidade EF04HI09, pois aborda o surgimento dos seres humanos na África e as migrações para outros continentes. A atividade 2 contribui para o desenvolvimento de aspectos das habilidades EF04HI04 e EF04HI09, pois solicita aos estudantes que organizem cronologicamente eventos relacionados a migrações de grupos humanos, nomadismo e formação de cidades.
03/10/2025 14:29:46
3. b) Resposta: Com a sedentarização, os seres humanos puderam se fixar nas localidades dando início à organização social e, então, às primeiras cidades.
3. Sobre o processo de sedentarização, responda às questões.
a ) Como ele aconteceu?
Resposta: Espera-se que os estudantes percebam que a fixação das primeiras comunidades humanas está ligada ao processo de desenvolvimento agrícola.
b ) Qual é a sua importância para a formação das primeiras cidades?
c ) Quais atividades os primeiros grupos humanos desenvolveram, as quais contribuíram para o processo de sedentatização?
Resposta: A agricultura e o pastoreio.
d ) Por que os seres humanos passaram a transformar o espaço ao redor deles?
Resposta: Eles passaram a transformar o espaço para a construção de
moradias, cercas para os animais e para a preparação da terra para o plantio de alimentos.
e ) Em geral, em quais localidades os grupos humanos se fixavam?
Resposta: Em geral, os grupos humanos se fixavam próximo aos rios, garantindo o abastecimento de água.
4. Atualmente existem grupos humanos nômades e seminômades. Qual é a diferença entre esses grupos?
Resposta: Nômades são aqueles que não possuem moradia fixa, já os seminômades, por praticarem agricultura ou pastoreio, mantêm residência fixa apenas por um período, deslocando-se com certa frequência.
5. Leia o texto a seguir, escrito por indígenas do povo Maxakali. Depois, responda às questões.
[...] Nós nascemos todos junto com a floresta, nascemos todos junto com a caça. Esta terra é nossa mãe, porque ela alimenta todos nós, mas quando chegamos aqui a terra estava muito seca, os galhos não tinham folhas. Pensamos que as árvores estavam todas secando. Agora estamos organizando a terra para plantar mudas de árvores, de frutas, para ter uma escola, um posto de saúde para atender a comunidade, uma sede para a Funai.
Temos que curar a terra para a floresta e para as nascentes voltarem, porque a mata faz a água para nós bebermos. E também para termos nossa comida tradicional de volta. Temos que produzir para abastecer a escola, porque hoje os nossos estudantes comem alimentos de não indígenas e ficam fracos. [...]
MAXAKALI, Isael; MAXAKALI, Sueli. Aldeia – Escola – Floresta. In: CARBEVALLI, Felipe et al. (org.). Terra: antologia afro-indígena. São Paulo: Ubu Editora; Belo Horizonte: PISEAGRAMA, 2023. p. 316.
a ) De acordo com os autores, por que a terra é considerada a “nossa mãe”?
b ) Por que os indígenas estão organizando a terra?
Resposta: Para os autores, a terra é considerada “nossa mãe” porque ela oferece alimentos a todas as pessoas.
c ) Segundo o texto, qual é a relação entre a floresta e a água?
d ) Qual é a relação entre os indígenas e a natureza? Com base no que estudou, como você responderia agora?
5. b) a d) Respostas e comentários nas orientações ao professor.
Sugestão de intervenção
• Caso algum estudante apresente dificuldade, realize uma leitura compartilhada em voz alta, pausando para comentar trechos e explicar o vocabulário. No item a, auxilie os estudantes a identificarem no texto a metáfora da terra como “mãe”, promovendo a reflexão sobre como os indígenas compreendem a terra como fonte de vida e cuidado. No item b, comente a importância dos projetos indígenas de regeneração ambiental e estruturação comunitária. No item c, explique para a turma que as florestas são importantes
para a produção de água e para o equilíbrio ambiental. O item d, retoma os conhecimentos sobre a relação entre os indígenas e a natureza, promovendo a articulação entre o que foi estudado e o conteúdo do texto citado. Incentive os estudantes a verbalizarem seu raciocínio e compartilharem suas ideias com os colegas, acolhendo suas diferentes visões e engajando-os na construção coletiva do conhecimento.
Respostas
5. b) Além de revitalizarem a floresta que estava seca, os indígenas estão
3. Objetivo
• Compreender o conceito de sedentarização e suas implicações.
Sugestão de intervenção
• Caso os estudantes tenham dificuldade em realizar a atividade, solicite-lhes que retomem os conteúdos das páginas 42, 43 e 46 Peça a eles que localizem as informações para responder. Em seguida, promova uma leitura compartilhada em voz alta dos trechos selecionados. Por fim, comente cada um dos trechos lidos e peça aos estudantes que refaçam a atividade.
4. Objetivo
• Compreender a diferença entre grupos nômades e seminômades.
Sugestão de intervenção
• Caso os estudantes apresentem dificuldade, retome com eles os conteúdos das páginas 44 e 45 para auxiliar no desenvolvimento da atividade. Engaje a turma em uma leitura compartilhada em voz alta. Depois, pergunte se eles compreenderam as diferenças entre os grupos nômades e seminômades e solicite-lhes que refaçam a atividade. Caso necessário, construa um quadro na lousa comparando as diferenças entre os dois grupos.
5. Objetivo
• Compreender a importância da terra para os indígenas.
03/10/2025 14:29:47
organizando a terra para plantar mudas de árvores e para construir uma escola, um posto de saúde e a sede da Funai.
5. c) Segundo o texto, os indígenas precisam curar a terra para a floresta e as nascentes de água voltarem a jorrar, pois a mata faz a água que eles bebem.
5. d) Espera-se que os estudantes retomem o conteúdo abordado em sala de aula e indiquem que os indígenas têm uma relação harmoniosa com a natureza.
VINÍCIUS
OBJETIVOS DA UNIDADE
• Refletir sobre a importância das trocas comerciais.
• Conhecer a importância do comércio e das rotas comerciais nas interações entre diferentes sociedades.
• Analisar os impactos da criação de caminhos terrestres e fluviais.
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
Inicie a abordagem avaliando o conhecimento prévio dos estudantes sobre as trocas monetárias e não monetárias. Comente com eles que as trocas não monetárias surgiram a partir da necessidade de acesso a produtos diversos, sendo feitas com base na troca direta de um produto por outro. Explique que, ao longo do tempo, conforme as trocas se diversificavam, a moeda foi introduzida como forma de intermediá las. Por fim, ressalte que, na atualidade, trocas comerciais do tipo escambo são praticadas por diversos grupos. Reproduza na lousa as informações para sintetizar os tipos de trocas comerciais:
Sistema de escambo
• Como é a troca? Mercadoria por mercadoria.
• As trocas dependem de dinheiro? Não.
• Onde existe atualmente? Na economia informal.
• Exemplo? Alimentos por materiais, objetos por objetos. Sistema monetário
• Como é a troca? Mercadoria por recursos monetários.
• As trocas dependem de dinheiro? Sim.
• Onde existe atualmente? Na economia formal mundial, de forma geral.
• Exemplo? Pagamento de mercadorias com dinheiro, cartões e aplicativos.
• Explore as páginas de abertura com os estudantes propondo uma atividade de análise da imagem e leitura da legenda. Explique quais
UNIDADE COMÉRCIOS E CAMINHOS 3

Navio cargueiro chegando ao porto pelo Rio Itajaí, no município de Navegantes, em Santa Catarina, em 2021.
são as funções dos portos comerciais e dos navios cargueiros. Destaque que, no Brasil, há portos comerciais em diferentes municípios e cite alguns exemplos, como Santos (SP), Belém (PA), Recife (PE) e Itapoá (SC). Pergunte se eles conhecem esses portos ou outros. Em seguida, comente que os portos comerciais são espaços onde os navios cargueiros carregam e descarregam mercadorias de um país para outro.
BNCC
• O estudo desta unidade favorece o desenvolvimento das habilidades EF04HI06 e EF04HI07,
permitindo aos estudantes comparar e identificar as diferenças entre meios de transporte e trocas de mercadorias ao longo do tempo.
Você sabe qual é a função de um navio cargueiro?
Em sua opinião, qual é a importância dos transportes para o desenvolvimento da sociedade? Cite alguns exemplos.
Quais caminhos você e seus familiares costumam percorrer no dia a dia para se deslocarem de um lugar para o outro? 1. 2.
3. 59 1 a 3. Respostas e comentários nas orientações ao professor

suas experiências quanto ao uso de diferentes meios de transporte. Faça perguntas norteadoras, como: “Quais meios de transporte vocês utilizam em seu cotidiano?”; “Vocês já viajaram para outros municípios, estados ou países? Quais meios de transporte vocês usaram?”. Promova um ambiente acolhedor para a troca de experiências entre os estudantes.
BNCC
• As atividades contribuem para o desenvolvimento da Competência específica de História 5, pois promovem reflexões
sobre as transformações ocorridas nos transportes e no comércio por meio de comparações com as vivências dos estudantes.
03/10/2025 14:35:13
Respostas
1. O objetivo desta atividade é avaliar o conhecimento prévio dos estudantes sobre os transportes marítimos. Caso algum deles conheça um navio cargueiro, peçalhe que compartilhe a experiência com os colegas.
2. Esperase que os estudantes reflitam sobre a relevância dos meios de transpor
• Na atividade 1, pergunte aos estudantes se conhecem esse tipo de transporte. Explique que a palavra cargueiro está relacionada a navios que transportam mercadorias. Destaque que, de acordo com a ONU, em 2023, cerca de 80% do comércio global dependia do sistema marítimo de transportes. Solicite aos estudantes que observem a quantidade de contêineres transportados pelo navio. Esperase que eles identifiquem que esses navios são fundamentais para o transporte de cargas volumosas.
• Sobre a atividade 2, explique aos estudantes que os diferentes sistemas de transporte são importantes para criar laços de aproximação e/ou comerciais entre diversas sociedades, por meio do trânsito de pessoas ou da troca de mercadorias. Levante hipóteses com a turma sobre as diferentes funções que os meios de transporte podem desempenhar na atualidade, como a diminuição da distância entre as pessoas, o favorecimento das trocas comerciais e a promoção do intercâmbio cultural por meio do deslocamento de pessoas.
• A respeito da atividade 3, os estudantes devem rememorar os caminhos que costumam percorrer e a forma como fazem esses trajetos (a pé, ônibus, carro etc.). Uma sugestão de abordagem seria conversar com eles a fim de explorar
te para o deslocamento de pessoas e a distribuição de alimentos e mercadorias a média e longa distância. Eles podem citar como exemplos os transportes rodoviário, fluvial e aéreo.
3. O objetivo da atividade é refletir sobre a realidade próxima dos estudantes, buscando identificar quais são os meios de transporte e os caminhos percorridos por eles e a família no dia a dia.
• Na atividade 1, promova a reflexão a respeito das trocas comerciais com base na realidade dos estudantes. Incentiveos a refletir sobre essa atividade como prática social necessária para a obtenção de produtos variados (alimentação, higiene etc.) e que precisa ser atendida por meio do comércio.
• O objetivo da atividade 2 é avaliar a compreensão dos estudantes sobre o conceito de escambo. Caso algum estudante apresente dificuldade, instigueo a refletir, com base no texto apresentado, sobre como eram realizadas as trocas de mercadorias. Explique que, ao longo do tempo, muitos povos passaram a comercializar o excedente de suas produções, como alimentos, ferramentas, utensílios e tecidos.
• A respeito do desenvolvimento das trocas comerciais, leia o texto a seguir.
[...] O excedente de comida permitiu que algumas pessoas dedicassem parte de seu tempo ao aprimoramento de suas habilidades como fabricantes de cestos ou ferramentas. A necessidade de matérias-primas e as criações de artesãos habilidosos fomentaram as trocas, muitas vezes através de longas distâncias, e estimularam a formação de povoamentos de comércio. [...] PERRY, Marvin. Civilização ocidental: uma história concisa. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002. p. 7.
BNCC
• As atividades da página favorecem o desenvolvimento das habilidades EF04HI06 e EF04HI07 ao explorar a identificação de diferentes trocas comerciais e sua relevância para diferentes sociedades e os indivíduos que as compõem.

SURGIMENTO
DO COMÉRCIO
1. Resposta pessoal. O objetivo da atividade é avaliar o conhecimento prévio dos estudantes sobre as trocas comerciais e o desenvolvimento do comércio. Espera-se que eles reflitam sobre a realidade próxima e citem
1. Você sabe o que são trocas comerciais?
Atualmente podemos fazer compras em supermercados, shoppings, lojas de rua, feiras e pela internet. Além disso, podemos pagar as nossas compras com cartão, dinheiro ou aplicativo. Essas formas de realizar compras são relativamente novas na história da humanidade, pois nem sempre foi assim.
A maneira como as pessoas realizam trocas comerciais mudou ao longo do tempo. Na Antiguidade era comum fazerem trocas de mercadorias, prática conhecida como escambo. Nesse sistema, um grupo de pessoas que produzia cereais poderia trocar o que sobrava da produção, por exemplo, com outra comunidade que tinha animais, peixe, lã e couro.
2. Resposta: O escambo era um
sistema de trocas comerciais por meio de produtos provenientes dos excedentes da exemplos de seu cotidiano. produção.
2. Com base no que você estudou, o que foi o escambo?
Antiguidade
Período histórico que tem início com o desenvolvimento da escrita, por volta de 6 mil anos atrás, e vai até cerca de 1 500 anos atrás.
A partir do surgimento das primeiras cidades, as trocas comerciais foram se tornando mais frequentes. Utilizavam-se como moedas itens como conchas, couro e sal para facilitar as trocas.
Ilustração que representa diversas pessoas em uma feira.
Ilustração feita com base em estudos históricos. Referência utilizada: SILVA, Ruan Kleberson Pereira da. Assíria e Egito em contato: formas de interação como alternativa para o ensino de História Antiga. Revista Especialidades, v.1, n. 1, 2025.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
CLYDESDALE, Greg. Cargas: como o comércio mudou o mundo. São Paulo: Record, 2012. Em seu livro, o autor analisa como o comércio transformou as relações entre as diversas nações do mundo nos últimos 800 anos, abrindo caminho para a globalização.
Feira e trocas comerciais
Depois, surgiram moedas mais resistentes, feitas de metal, como o cobre, o ouro, a prata ou o bronze. O valor de cada moeda era definido pela raridade de seu metal para aquele povo. Leia o texto a seguir.
[...] houve um tempo em que os soldados romanos recebiam seu pagamento em sal. Era o salarium. Foi daí que surgiu a palavra salário
Depois, eles trocavam o sal por batatas, frutas, roupas...
Existiam outras formas curiosas de dinheiro: conchas, pedras, penas, chás, anzóis, animais (como o boi) e peles de animais, principalmente em países frios.
As moedas foram inventadas porque eram fáceis de carregar, não estragavam, podiam ser guardadas e tinham seu valor reconhecido por todos.
Elas surgiram por volta do ano 700 a.C., na Lídia, onde atualmente é a Turquia. Logo espalharam-se pela Grécia, Itália e por toda a Europa.
A palavra moeda vem do nome da deusa Juno Moneta.
[...]
3. Quais eram algumas das primeiras moedas?
Por que elas foram substituídas por metais?
Moeda da Grécia antiga em homenagem a Atena, deusa da sabedoria, com a coruja e o ramo de oliveira no verso, símbolos da deusa. Essa moeda é datada de cerca de 2 500 anos atrás.


3. Resposta: Conchas, pedras, penas, chás, anzóis, animais e peles. Elas foram substituídas pelo fato de os metais serem fáceis de carregar, não estragar, poder ser guardados, além de seu valor ser reconhecido por todos.
Ilustração que representa diversas pessoas em uma feira.

AVALIANDO
Objetivo
• Avaliar se os estudantes compreendem a diferença entre trocas monetárias e não monetárias.
Sugestão de intervenção
• Oriente os estudantes a lerem as páginas 60 e 61. Na sequência, solicite a eles que façam um resumo explicativo sobre o que compreenderam do texto, sistematizando as diferenças entre as trocas que não envolvem dinheiro e as que envolvem.
Ilustração feita com base em estudos históricos. Referência utilizada: SILVA, Ruan Kleberson Pereira da. Assíria e Egito em contato: formas de interação como alternativa para o ensino de História Antiga. Revista Especialidades, v.1, n. 1, 2025.
BNCC
03/10/2025 14:35:46
• O texto apresentado na página e a atividade 3 contribuem para o desenvolvimento da habilidade EF04HI06, pois possibilita aos estudantes compreenderem os motivos que contribuíram para o surgimento e circulação da moeda e a identificarem as transformações nas trocas comerciais.
• Ao trabalhar com o surgimento do comércio, é importante os estudantes compreenderem que as trocas comerciais passaram por um longo processo de desenvolvimento para chegarem aos formatos complexos que conhecemos atualmente.
• O objetivo da atividade 3 é permitir aos estudantes compreender o processo histórico de padronização do sistema de trocas, com a utilização de moedas. Instigue os estudantes a identificarem as diferenças em relação à sociedade atual por meio de outros recursos monetários, como papelmoeda, cartões, sistemas on-line etc.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• Ao abordar o texto da página, promova a articulação com o componente curricular de Geografia Por meio de representações cartográficas, com globo terrestre, atlas geográfico ou mapa múndi, apresente a localidade atual das regiões citadas, como Turquia, Grécia e Itália. Verifique se eles conhecem algum dos lugares indicados e permitalhes levantar hipóteses sobre os motivos pelos quais as moedas começaram a circular nessas localidades. Dessa forma, os estudantes poderão identificar espacialmente os lugares onde ocorreram os primeiros registros das trocas comerciais por meio de moedas.
Feira e trocas comerciais
VON, Cristina. O dinheiro: aprenda a cuidar do seu dinheiro brincando. Ilustrações de Ana Luiza de Paula. 3. ed. São Paulo: Callis, 2022. E-book
• Ao comparar diferentes modelos, os estudantes poderão analisar como o sistema monetário não levou ao fim a prática de trocas entre produtos e mercadorias. Enfatize a relevância do sistema de trocas como meio de promoção da sustentabilidade por intermédio da reutilização de produtos, destacando a importância do consumo consciente. Instigue os a identificar, com base em suas realidades, situações em que o sistema de trocas foi utilizado.
• Na atividade 4, os estudantes devem refletir sobre suas realidades para identificar atividades de trocas de produtos que não exijam o envolvimento de dinheiro.
• O objetivo da atividade 5 é promover reflexões sobre o sistema de trocas na atualidade, permitindo a identificação de características relacionadas à sustenta bilidade. Favoreça um ambiente confortável para que os estudantes possam expressar suas opiniões, incentivando o respeito às diferenças. O contato com diferentes pontos de vista em um ambiente propício favorece bases para o trabalho com o pluralismo de ideias.
ATIVIDADE EXTRA
• Para recuperar os conhecimentos sobre o significado do escambo, abordado em sala de aula, promova uma feira de trocas. Com a autorização dos pais ou responsáveis, peça aos estudantes que levem um objeto de casa que já não é mais usado, como um brinquedo com o qual não brincam mais. Caso isso não seja possível, sugira a eles que produzam desenhos para trocarem entre si. Em seguida, explore a criatividade dos estudantes. Promova a atividade de forma que todos os estudantes realizem a troca ao menos uma vez. Ao término da atividade, peçalhes para comentar a experiência, detalhando
O SISTEMA DE TROCAS AINDA EXISTE
Atualmente, a maioria das compras e vendas de produtos é realizada por meio de dinheiro. Esse processo de troca é conhecido como sistema monetário, pois as trocas comerciais têm como base a moeda.
No entanto, o sistema de trocas entre produtos ainda existe. Ele pode ocorrer, por exemplo, pela internet, por meio de vários sites de troca on-line de mercadorias e serviços, ou por meio de pequenas ações do seu cotidiano, como a troca em que você oferece um pedaço de seu lanche por uma parte do lanche de um colega.
Um exemplo de lugar que faz trocas são os sebos, estabelecimentos que vendem, compram e permitem a troca de livros usados. Além disso, existem feiras para trocas de roupas e brinquedos usados, favorecendo um modo de vida mais sustentável e diminuindo o consumo exagerado.
Além disso, essa prática pode ser observada em sociedades que ainda preservam suas tradições, como as comunidades indígenas ou quilombolas.

4. Você e seus familiares têm o costume de trocar produtos? Comente com os colegas.
Resposta pessoal. O objetivo da atividade é explorar a realidade próxima dos estudantes, identificando ocasiões em que eles e seus familiares realizam trocas sem a utilização da moeda corrente.
5. Em sua opinião, por que as trocas de mercadorias são importantes na atualidade?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes expressem suas opiniões sobre a relevância das trocas de mercadorias na atualidade. Se julgar pertinente, faça uma roda de conversa e promova o debate de ideias entre eles.
como realizaram as trocas e por que escolheram aqueles objetos ou desenhos.
BNCC
• As atividades 4 e 5 possibilitam o desenvolvimento da habilidade EF04HI06, ao fornecer aos estudantes elementos de identificação e comparação entre as diferentes formas de troca de mercadorias. Ao abordar o conteúdo da página, os estudantes mobilizarão o tema contemporâneo transversal Educação para o consumo, enfatizando a importância do consumo consciente e da sustentabilidade.
Pessoa lendo livro em um sebo no município do Rio de Janeiro, em 2024.
O COMÉRCIO EM DIFERENTES CONTEXTOS
Com a formação das primeiras cidades, o comércio era feito apenas entre comunidades próximas. Com o passar do tempo, os mercadores passaram a levar seus produtos a lugares cada vez mais distantes. A esses caminhos de circulação de pessoas e mercadorias damos o nome de rotas comerciais.
Além de favorecerem as trocas comerciais, essas rotas incentivaram a divulgação de línguas, culturas e costumes, ajudando na formação de diversas sociedades.
ROTAS DE COMÉRCIO NA ANTIGUIDADE
Durante a Antiguidade, o Mar Mediterrâneo era usado como a principal rota comercial do litoral da Europa, da África e do Oriente Médio. Ao longo dos séculos, várias sociedades se desenvolveram nessas regiões por causa da alta circulação de pessoas e produtos, como ocorreu, por exemplo, com os fenícios, os gregos e os romanos. Observe no mapa as rotas de comércio na Roma antiga.
Rotas de comércio na Roma antiga (cerca de 2 mil anos atrás)
Mar do Norte Mar Báltico
BRITÂNIA
OCEANO ATLÂNTICO
DÁCIA
HISPÂNIA
MAURITÂNIA
0 350 km
Roma antiga Principais rotas de navegação
Vinho
Azeite de oliva Cavalos Cobre
Pessoas escravizadas Estanho Lã Linho Madeira Mármore
Mel Molho de peixe Ouro Tinta de púrpura
REINO DE BÓSFORO
Mar Negro Mar Mediterrâneo
GRÉCIA
SICÍLIA EGITO ÁFRICA ÁSIA ARMÊNIA
Chipre Creta
Mar Cáspio
IMPÉRIO DOS PARTOS
SÍRIA
JUDEIA
Fonte de pesquisa: VICENTINO, Cláudio. Atlas histórico: geral e Brasil. São Paulo: Scipione, 2011. p. 47.
1. Em dupla, analisem o mapa e citem alguns produtos comercializados na Roma antiga.
1. Resposta: Azeite de oliva, cavalos, cobre, estanho, lã, linho, madeira, mármore, mel, molho de peixe, ouro, tinta de púrpura e vinho.
• Ao analisar o mapa com os estudantes, explique que Roma se tornou um significativo centro comercial na região do Mar Mediterrâneo. Sobre esse tema, leia o texto a seguir.
[...]
Durante muitos séculos, a agricultura foi a principal atividade econômica do mundo romano. Entretanto, no período republicano, o comércio se desenvolveu de forma nunca vista até então: após dominar a península itálica, Roma tornou-se o centro comercial da região e, ao derrotar Cartago, passou
então a ter controle sobre as rotas comerciais do Mediterrâneo ocidental.
As vitórias presentearam os romanos com um grande afluxo de metais preciosos, que permitiu o desenvolvimento da circulação de moedas e um crescimento impressionante do comércio, que se tornou volumoso e importante entre Roma e suas províncias –regiões que forneciam a preços baixos trigo, objetos de luxo, madeira, cobre, estranho, prata, peles, queijo, especiarias. [...] FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2023. p. 109110.
• Sobre o conteúdo desta página, explique que as rotas comerciais surgiram à medida que as populações se organizaram em vilas e cidades. Comente que assim também surgiram os mercadores, comerciantes que transitavam entre diferentes localidades comprando e vendendo uma variedade de produtos.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• A atividade 1 tem como objetivo avaliar a capacidade de leitura cartográfica dos estudantes, possibilitando a articulação com o componente curricular de Geografia. Inicie o trabalho solicitando a atenção dos estudantes a todas as informações presentes tanto no mapa quanto em sua legenda. Comente o uso das cores para representar o território, o uso de legendas para representar os diferentes produtos e as linhas interligando as diferentes cidades. Explique que as trocas comerciais permitiram a populações de diferentes territórios que trocassem o excedente de sua produção por mercadorias que não conseguiam produzir ou que lhes faltavam. Destaque quais produtos têm o comércio representado no mapa, quais são os povos envolvidos nesse comércio e quais são as vias utilizadas para comercializálos.
03/10/2025 14:35:52
BNCC
• O conteúdo desta página trabalha a habilidade EF04HI07, uma vez que os estudantes identificarão as diferentes rotas comerciais e a diversidade de produtos comercializados. Por meio do exercício de leitura do mapa, compreendendo as rotas comerciais utilizadas pelos romanos na Antiguidade, a atividade 1 promove o trabalho com a Competência geral 4
• Com base no conteúdo, instigue os estudantes a refletirem sobre como as características da região onde viviam os fenícios impactaram o desenvolvimento das atividades comerciais. Explique que o solo arenoso e a região montanhosa dificultavam não somente a agricultura, mas a criação de animais para subsistência. Dessa maneira, os fenícios exploraram a navegação e o comércio para garantir o desenvolvimento de sua economia. Explique aos estudantes que eles utilizavam madeiras disponíveis na região, especialmente o cedrodolíbano, para construir embarcações que percorriam longas distâncias e permitiam a realização do comércio com outros povos e culturas.
• Na atividade 2 , reforce a importância da leitura completa dos elementos do mapa, incluindo ícones, cores, linhas e legendas. Convide os estudantes a compartilharem quais produtos identificaram. Explique quais eram as principais rotas de comércio que os fenícios percorriam, indicando com quais povos eles mantinham trocas comerciais. Em seguida, promova a reflexão com os estudantes a respeito da relevância dessas rotas comerciais não só para a economia, mas também para a diversidade cultural entre diferentes povos.
AS ROTAS DE COMÉRCIO FENÍCIAS
Os fenícios viviam no litoral do Mar Mediterrâneo, onde hoje ficam o Líbano e parte da Síria. A região era montanhosa e com muitas pedras, dificultando a agricultura e fazendo que eles se dedicassem ao comércio marítimo.
Por causa da intensa atividade comercial, os fenícios tornaram-se um dos maiores navegadores da Antiguidade.
Os fenícios comercializavam produtos considerados valiosos, como azeite, cereais, gado, marfim e ouro. Outro produto vendido por eles era a púrpura, uma substância de tom vermelho que era extraída de um molusco e utilizada para tingir tecidos.
Verifique no mapa as rotas de comércio fenícias.

Réplica de um navio fenício em Izmir, na Turquia, em 2022.
Réplica: neste caso, cópia de um navio fenício.
Rotas de comércio fenícias (cerca de 3 mil anos atrás)
BNCC
Fenícia
Colônias fenícias
Rotas comerciais fenícias
Produtos e matérias-primas importados pelos fenícios
Algodão Azeite
Cereais
Cobre
Ébano
Estanho Ferro Gado
Lã Marfim
Molusco
Ouro Perfume
Prata Vinho
Pessoas
escravizadas
0 235 km
Fonte de pesquisa: VICENTINO, Cláudio. Atlas histórico: geral e Brasil. São Paulo: Scipione, 2011. p. 36.
2. Em dupla, analisem o mapa e citem alguns produtos comercializados pelos fenícios.
Resposta: Algodão, azeite, cereais, cobre, ébano, estanho, ferro, gado, lã, marfim, molusco, ouro, perfume, prata e vinho.
• Com o auxílio de um mapamúndi ou globo terrestre, oriente os estudantes a compararem o mapa das rotas de comércio fenícias com uma representação cartográfica da atualidade. Para isso, pergunte aos estudantes qual o nome do mar navegado pelos fenícios e qual dos continentes são banhados por esse mar. Por meio dessa intervenção, os estudantes podem compreender que os fenícios comercializavam com povos que habitavam territórios que, atualmente, fazem parte dos continentes africano, asiático e europeu.
• O conteúdo favorece o desenvolvimento da habilidade EF04HI07, uma vez que aborda a dinâmica da vida comercial fenícia e os impactos das rotas comerciais marítimas nas sociedades mediterrâneas.
Cirene
Citera
A ROTA DA SEDA
Na Antiguidade, além dos povos que viviam na região do Mar Mediterrâneo, os chineses desenvolveram o comércio a longa distância no interior do continente asiático. Há cerca de 2 150 anos, eles criaram a Rota da Seda, com o objetivo de comercializar com a África, a Europa e outras partes da Ásia. Por essa rota eram comercializados produtos como joias, linho, porcelana, chás, vidro, marfim, madeira e seda.
O transporte era realizado por caravanas terrestres e embarcações marítimas. Essa rota chegou a se tornar uma das maiores e mais importantes do mundo antigo.
Observe no mapa alguns caminhos da Rota da Seda.
Rota da Seda (cerca de 2 150 a 570 anos atrás)
Mar Negro
Sárdis Susã Ctesifonte Ecbátana Hecatômpilo Merve
Mar Cáspio
Mar Mediterrâneo Golfo Pérsico
Mar Vermelho
Mar de Aral
Maracanda Vrevskiy Kentol Bactria Casgar Iarcanda
TrópicodeCâncer
Fonte de pesquisa: SMITHSONIAN INSTITUTION. History of the world map by map Nova York: Dorling Kindersley, 2023. p. 106-107.
3. Qual continente é atravessado pela Rota da Seda?
4. Qual era o objetivo dos chineses ao criarem a Rota da Seda? Onde foi possível encontrar essa resposta?
Mais que trocas comerciais, a Rota da Seda gerou trocas culturais entre os povos que transitavam por ela. Um exemplo dessas trocas foi a difusão da religião budista, originária da Índia. Além disso, algumas representações de Buda na Ásia passaram a ter características da arte grega.
4. Resposta: O objetivo dos
Escultura do século 1 que representa Buda com vestes gregas.
350 km

Resposta: O continente asiático. chineses era comercializar com a África, Europa e outras partes da Ásia. Espera-se que os estudantes indiquem que a resposta pode ser encontrada no texto.
anos etc. Caso julgue pertinente, promova o uso pedagógico da tecnologia por meio de programas de imagens tiradas por satélite para identificar o continente na atualidade. Uma alternativa para essa intervenção é utilizar atlas geográfico, mapamúndi ou globo terrestre em sala de aula.
• Na atividade 4, promova um ambiente acolhedor, engajando os estudantes a compartilharem suas respostas. Destaque a importância das informações encontradas no texto para a melhor compreensão de elementos não textuais. Instigueos a identificar no mapa as diversas regiões interligadas pelas linhas da rota.
BNCC
• As atividades 3 e 4 favorecem o desenvolvimento da habilidade EF04HI07, permitindo comparações com base na análise e interpretação de elementos cartográficos e informações do texto. A reflexão a respeito do intercâmbio cultural favorece a abordagem da Competência específica de História 5, ao problematizar as relações entre os movimentos de mercadorias e populações.
• Enfatize que o desenvolvimento do comércio asiático desempenhou um papel de relevância, favorecendo as trocas culturais entre diferentes povos. Destaque que esses contatos nem sempre foram pacíficos e que as rotas comerciais, tanto na Europa quanto na Ásia e na África, eram lugares de constantes conflitos por território e mercadorias. Explique que as diferenças culturais entre as populações também ocasionavam conflitos relacionados ao modo de vida. Para promover a progressão do conhecimento, ao analisar o mapa, compartilhe as informações do texto com os estudantes.
A Rota da Seda era uma rede de rotas de comércio, formalmente estabelecidas durante a dinastia Han da China, que interligava regiões do mundo antigo. A rede de estradas teria sido regularmente utilizada a partir de 130 a.C., quando a dinastia Han abriu oficialmente o comércio com o Oeste, até 1453 d.C., quando o Império Otomano passa a boicotar o comércio com o Oeste e fecha as rotas.
[...]
GNERRE, Maria Lucia Abaurre. Rota da seda: trânsitos culturais e sagrados nos caminhos da China. Religare, v. 12, n. 2, dez. 2015. p. 249. Disponível em: https://periodicos. ufpb.br/index.php/religare/article/ view/27263/14596. Acesso em: 30 abr. 2025.
• Favoreça o engajamento dos estudantes na atividade 3, convidandoos a verbalizar quais elementos permitem a identificação do continente, como nomes de cidades, países, mares, oce
03/10/2025 14:35:58
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
PINTO, Otávio Luiz. Rota da Seda. São Paulo: Contexto, 2023. Nessa obra, o autor apresenta um panorama histórico sobre a Rota da Seda, destacando o período de abertura, a circulação de mercadorias durante a Antiguidade e o predomínio islâmico e mongol sobre uma das maiores rotas comerciais do Oriente.
Kitai Turpan Dunhuang
Anxi Wuwei Changan Luoyang
50° L
30°N Mar Amarelo
Baía de Bengala
ÍNDIA
ÁSIA
EUROPA
CHINA
PÉRSIA
A Rota da Seda Estrada Real Persa
• A atividade 5 tem como objetivo aprofundar os conhecimentos dos estudantes sobre as primeiras expedições marítimas de Portugal e Espanha na busca por novas rotas comerciais. Caso algum estudante apresente dificuldade, instruao a utilizar os recursos da escola para fazer a pesquisa.
BNCC
• A atividade 5 favorece o desenvolvimento da habilidade EF04HI07, por meio de busca por informações que permitam aos estudantes identificar os países europeus que iniciaram a abertura de novas rotas comerciais marítimas.
ATIVIDADE EXTRA
• Para promover a recuperação dos conhecimentos abordados em sala de aula, proponha uma visita à sala de informática ou à biblioteca. Organize a turma em grupos e auxilie os estudantes a identificarem sociedades que se desenvolveram fora da Europa entre os séculos V e XV. É possível fazer uma préseleção entre algumas sociedades, como os povos americanos, asiáticos e africanos. Descreva na lousa informações que devem ser pesquisadas, como localização geográfica, produtos que comercializavam e aspectos culturais. Os estudantes deverão registrar as principais informações em seu caderno. Ao retornar à sala de aula, promova um ambiente confortável para que cada grupo escolha como apresentar sua pesquisa: texto, apresentação oral ou cartaz. Aproveite a atividade para promover o acolhimento entre os estudantes
O COMÉRCIO NA IDADE MÉDIA
O período após a Antiguidade é chamado de Idade Média. O comércio medieval acompanhou o crescimento urbano. À medida que a população europeia foi crescendo e a produção de alimentos nos feudos diminuía, tornando-se insuficiente, a população passou a migrar dos espaços rurais para as cidades, formando os burgos. Mais tarde, essas populações ficaram conhecidas como burguesas.
Idade Média
Período da história da Europa que durou entre cerca de 470 e 1450.
As cidades desse período tinham como principal atividade econômica o comércio. A princípio, os mercadores que moravam nas cidades trocavam seus produtos em feiras livres concentradas nos grandes centros urbanos da Europa, como Gênova, Veneza e Florença.
Com o crescimento da população dos burgos, surgiu a necessidade de que esses mercadores buscassem novos produtos de regiões cada vez mais distantes. Para isso, foi necessária a criação de novas rotas comerciais, principalmente marítimas, que ligassem a Europa a outras regiões do mundo. As principais rotas se davam pelo Mar Mediterrâneo e ligavam o Ocidente ao Oriente.
5. Com a ajuda de um familiar, pesquise quais foram os primeiros países europeus que investiram em viagens marítimas em busca de novas rotas comerciais.

durante as apresentações, destacando a importância do respeito e da escuta. Depois, promova uma roda de conversa, discutindo a existência de outras culturas fora do continente europeu durante a Idade Média. Incentiveos a demonstrar a pluralidade de povos e sua diversidade social, econômica, cultural e política.
Feudos: neste caso, grandes propriedades rurais.
5. Resposta: Espera-se que os estudantes identifiquem que Portugal e Espanha foram os primeiros países da Europa a investirem em viagens marítimas em busca de novas rotas de comércio.
Manuscrito europeu do século 15 que representa o comércio em uma cidade medieval.
AS
ROTAS PELO DESERTO DO SAARA
Em sua maioria, a região norte do continente africano é formada por desertos, como o Saara. Por volta do século 14, essa região foi dominada pelos árabes muçulmanos, que formaram reinos e califados nos atuais Sudão e Egito. Para conseguir estabelecer contato com outros reinos próximos, os povos dessas regiões atravessavam o Deserto do Saara com caravanas usando camelos.
O Deserto do Saara, então, tornou-se uma das rotas comerciais mais importantes do continente africano. Os principais produtos comercializados eram ferro, linho, algodão, goma-arábica, índigo, milho, peixe desidratado, sorgo, arroz, trigo, sal, azeite, camelos, cavalos, tecidos, ouro, cobre, pérolas e marfim.
Além de favorecer as trocas comerciais, as rotas formadas por essas caravanas contribuíram para a integração de diversas regiões africanas.
Observe no mapa as rotas transaarianas
Principais rotas transaarianas (século 14)
Takrur Fez
NIANI
• Explique aos estudantes que o Deserto do Saara, mesmo sendo um obstáculo natural, tornouse um importante elo entre diferentes regiões africanas, que eram percorridas por caravanas de camelos, resistentes ao clima seco e quente. Mostre que, além das trocas comerciais, havia circulação de pessoas, religiões e saberes. Reforce que essas rotas ajudaram a integrar diferentes povos africanos e a consolidar reinos e impérios.
Cairuão
Wargla
Marraquexe Sijilmessa
Tagza
Taudeni Tiemcen
Ualata
Djenné
Begho
Rotas transaarianas
Bilma Trípoli
Takedda
Kano Lago Chade
Ifé
• Para a atividade 6, instrua os estudantes a identificarem aspectos geográficos do mapa. Caso tenham dúvida, com o auxílio de um mapa múndi, ajude os a diferenciar as fronteiras terrestres e marítimas do continente africano.
BNCC
Zeila Massawa
Igbo-Ukwu
Fonte de pesquisa: NIANE, Djibril Tamsir (ed.). História geral da África, IV: África no século XII ao XVI. 2. ed. Brasília: Unesco, 2010. p. 177.
Muçulmanos: seguidores do Islamismo. Califados: governos monárquicos próprios de regiões que adotam o Islamismo.
Sorgo: cereal muito consumido em diversas regiões da África, da Ásia e da América Central. Transaarianas: neste caso, referem-se às rotas comerciais que atravessavam o Deserto do Saara.
6. De acordo com o mapa, qual é o nome do oceano que banha o litoral do continente africano?
0 455 km Resposta: Oceano Atlântico.
03/10/2025 14:36:12
• O estudo dos modelos de comércio e de transporte africanos favorece o trabalho com a habilidade EF04HI07 , permitindo aos estudantes a identificação de características das rotas transaarianas e a dinâmica da vida comercial no norte da África. A Competência específica de História 5 é trabalhada por meio das discussões sobre diferentes termos utilizados para se referir ao movimento de mercadorias e populações pelo Deserto do Saara.
• Inicie a abordagem contextualizando o período das Grandes Navegações. Explique aos estudantes que o termo é utilizado para se referir ao período em que nações europeias abriram novas rotas comerciais marítimas por necessidades, uma vez que precisavam de novas fontes de recursos.
• Auxilie os estudantes a analisarem o mapa e a identificarem os elementos cartográficos, como linhas e legenda, e o que eles significam no contexto do mapa apresentado. É importante os estudantes observarem os diferentes caminhos percorridos em cada expedição, para que, então, eles tenham subsídios para responder às atividades da página.
• Para realizar a atividade 7, comente com os estudantes que as linhas indicam os lugares percorridos pelos navegadores. Caso algum estudante apresente dificuldade, escreva o nome dos continentes na lousa e peçalhe que verifique se as linhas os tocam. Essa intervenção favorece o trabalho com o raciocínio geográfico, uma vez que os estudantes podem identificar a extensão das rotas percorridas pelos navegadores europeus no referido período histórico.
• Na atividade 8, explique aos estudantes que os navegadores europeus não tinham conhecimento de todas as regiões pelas quais percorreriam e que essas viagens demoravam meses. Em seguida, peça que identifiquem no mapa por quais oceanos os europeus navegaram.
• Na atividade 9, comente com os estudantes que a invasão portuguesa, em 22 de abril de 1500, ocorreu onde hoje se localiza o município de Porto Seguro, na Bahia. Para promover a progressão do conhecimento, com o auxílio de um atlas geo
AS GRANDES NAVEGAÇÕES
No século 15, os europeus conheciam algumas partes da Ásia e da África, além da própria Europa. Como o comércio era realizado principalmente pelo Mar Mediterrâneo, os oceanos eram pouco explorados.
Para encontrar novas rotas de comércio com as regiões do Oriente, como a Índia e a China, portugueses e espanhóis organizaram uma série de viagens para a exploração marítima, que ficaram conhecidas como Grandes Navegações. Tais viagens eram patrocinadas pelos monarcas e mercadores, que se fortaleciam como os grandes comerciantes do período.
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Representações cartográficas
Rotas das Grandes Navegações (séculos 15 e 16)
OCEANO ÍNDICO
0 2 090 4 180 km
Fonte de
Vasco da Gama (Portugal) Pedro Álvares Cabral (Portugal) Cristóvão Colombo (Espanha) Fernão de Magalhães e Juan Sebastião Elcano (Espanha)
9. Resposta: Brasil. Espera-se que os estudantes relacionem a rota de Pedro Álvares Cabral com a invasão portuguesa ao atual território brasileiro, em 22 de abril de 1500.
7. Quais continentes as Grandes Navegações interligaram?
Resposta: Europa, Ásia, África e América.
8. Quais oceanos foram explorados pelos navegadores?
Resposta: Oceano Atlântico, Oceano Pacífico e Oceano Índico.
9. A qual lugar da América a expedição de Pedro Álvares Cabral chegou?
Você sabe qual é a data dessa expedição?
10. Quem eram os patrocinadores das viagens marítimas?
Resposta: As viagens eram patrocinadas por monarcas e comerciantes.
gráfico que represente a América do Sul, ajude os estudantes a identificarem as fronteiras do atual território brasileiro.
• Na atividade 10, oriente os estudantes a localizarem no texto quem eram os patrocinadores das viagens marítimas.
AVALIANDO
Objetivo
• Ampliar o aprendizado dos estudantes a respeito das Grandes Navegações.
Sugestão de intervenção
• Organize a turma em grupos e oriente os estudantes a realizarem uma pesquisa sobre as expedições marítimas apresentadas no mapa. Instrua cada grupo a escolher uma expedição e investigar informações sobre seus objetivos, quem financiou, dificuldades no trajeto, tempo de viagem e os povos que habitavam as regiões nas quais os europeus chegaram.
Círculo Polar Antártico
Círculo Polar Ártico
Trópico de Câncer
Trópico de Capricórnio
OCEANO ATLÂNTICO
OCEANO PACÍFICO
OCEANO PACÍFICO
OCEANO GLACIAL ÁRTICO
GLACIAL ANTÁRTICO
pesquisa: SMITHSONIAN INSTITUTION. History of the world map by map. Nova York: Dorling Kindersley, 2023. p. 154-155.
Durante as Grandes Navegações, os europeus desenvolveram e aperfeiçoaram uma série de instrumentos navais, como os mapas cartográficos, a bússola e o astrolábio, que ajudavam na orientação dos navegadores em alto-mar, e embarcações mais resistentes, como as caravelas, impulsionadas pelo vento e usadas para enfrentar os oceanos agitados.
Nesse período, as viagens eram longas e cansativas. No dia a dia, os marinheiros precisavam controlar as velas dos navios, reparar danos nos equipamentos e preparar a comida da tripulação. O consumo de água era controlado e a alimentação era composta de poucos itens, como carne-seca, bolacha salgada, peixe e alho. Durante a viagem, muitos alimentos ficavam contaminados e era comum que os marinheiros adoecessem, especialmente por desidratação e pela falta de vitamina C, o que causa o escorbuto.
11. Resposta pessoal. O objetivo da atividade é explorar a realidade próxima dos estudantes. Caso tenham dúvida sobre quais alimentos são considerados especiarias, faça uma lista na lousa.
Gravura do século 16 representando o uso de instrumentos para navegação em alto-mar.

Um dos motivos das viagens era a busca por especiarias no Oriente, como gengibre, pimenta, canela, cravo, baunilha e noz-moscada. No século 15, esses produtos eram raros e muito desejados, pois não eram encontrados naturalmente no continente europeu, fazendo que seu comércio gerasse grandes lucros. 11. Na sua família, vocês têm o costume de utilizar especiarias na alimentação? Comente com os colegas.
Gravura do século 15 representando mercadores europeus comercializando especiarias na China.

• A atividade 11 permite aos estudantes construírem relações entre o presente e o passado, ao investigarem o próprio cotidiano em busca de vestígios que os conectem com a temática das Grandes Navegações. Relembreos de quais temperos podem ser considerados especiarias. Verifique se eles reconhecem que, até os dias atuais, esses produtos são utilizados como temperos e como ingredientes de várias receitas. Explique que muitas dessas especiarias – como o cravo, a canela, o sal e o gengibre – têm propriedades antioxidantes e, por isso, eram usadas para conservar alimentos estocados nas embarcações na época das Grandes Navegações, possibilitando seu armazenamento e consumo por mais tempo.
03/10/2025 14:45:46
• Esperase que, por meio do conteúdo estudado, os estudantes compreendam o impacto das Grandes Navegações não apenas para o comércio e a expansão do domínio dos países europeus, mas também sobre outros territórios já conhecidos, mas não explorados, na África e na Ásia.
• A expansão comercial, territorial e política teve como uma de suas mais drásticas consequências o extermínio de povos nativos da América e a marginalização de pessoas escravizadas da África. Comente ainda que, apesar da existência da escravidão desde a Antiguidade, foi a partir das Grandes Navegações que o tráfico de pessoas escravizadas se tornou altamente lucrativo, sobretudo para os europeus. Explique aos estudantes que a escravização de pessoas deixou marcas significativas em diversas sociedades. Destaque que o Brasil foi um dos países que mais recebeu pessoas escravizadas, além de ter sido o último país da América a abolir legalmente a escravidão.
• Para ampliar a discussão, compartilhe em sala de aula os significados de racismo, preconceito e discriminação: [...]
Racismo é um sistema de opressão estruturante das sociedades. Por meio da criação de uma hierarquia entre os grupos raciais, estabelece privilégios políticos, econômicos, sociais e simbólicos para um grupo em prejuízo dos demais. Pode também ser definido como um sistema ideológico de hegemonia racial.
Preconceito racial é uma opinião ou julgamento negativo previamente concebido a respeito de um determinado grupo racial, podendo ou não resultar em discriminação.
Discriminação racial é a materialização do racismo e do
Um dos principais resultados das Grandes Navegações foi o domínio europeu sobre os territórios na África e na América. Portugal, por exemplo, invadiu a costa do continente africano e o atual território do Brasil, enquanto a Espanha dominou grande parte do continente americano.
Por muito tempo, as Grandes Navegações foram conhecidas como o “período dos descobrimentos”, mas será que tais terras foram descobertas? É importante perceber que esse período foi marcado pelo encontro de diferentes culturas, uma vez que já havia diversos povos vivendo nas regiões invadidas pelos europeus.
AS GRANDES NAVEGAÇÕES E A MARGINALIZAÇÃO DE PESSOAS
Desde a Antiguidade havia o comércio de pessoas. Elas eram cativas e obrigadas a realizar diferentes tipos de trabalho.
Na época das Grandes Navegações, a escravização aumentou significativamente. Os europeus passaram a sequestrar e comercializar pessoas do continente africano para trabalharem como escravizadas nas colônias da América, entre elas o Brasil. Estima-se que, entre os séculos 16 e 19, cerca de 4 milhões de africanos foram retirados à força de suas terras para trabalharem nas lavouras do país.
Com o passar do tempo, a escravidão marginalizou milhões de pessoas. Embora tenha sido abolida legalmente no Brasil em 1888, deixou marcas profundas em nossa sociedade, que se refletem até hoje em situações de discriminação, preconceito e racismo.
Cativas: neste caso, pessoas que são presas.

preconceito racial por meio de ação pessoal ou coletiva e de ações administrativas ou institucionais. [...]
COELHO, Amanda Oliveira et al. Guia sobre racismos. Educa diversidade: visibilidade, debate & inclusão. Disponível em: https://educadiversidade.unesp.br/guiadereconhecimento orientacaoeenfrentamentoaosracismos/. Acesso em: 2 maio 2025.
BNCC
• A temática do comércio de pessoas escravizadas do continente africano contribui para a abordagem da habilidade EF04HI06, ao identi
ficar o deslocamento de pessoas e as formas de marginalização. A Competência específica de História 5 é tratada ao compreender os significados do deslocamento de pessoas durante as Grandes Navegações e refletir sobre o processo de marginalização dos povos africanos que foram forçados a sair de suas terras.
03/10/2025 14:45:47
Gravura do século 18 que representa o modo como os africanos escravizados eram transportados nos navios negreiros.
CAMINHOS NA ATUALIDADE
Atualmente, o mundo se encontra interligado. Diariamente, pessoas e mercadorias circulam por meio de diversas rotas. Além disso, os meios de transporte se tornaram mais rápidos e diminuíram o tempo de deslocamento das viagens. Em 1500, por exemplo, Pedro Álvares Cabral (1467-1520) e sua tripulação levaram cerca de 40 dias para chegar ao Brasil de navio. Atualmente, uma viagem de avião pode durar cerca de 10 horas para percorrer o mesmo trajeto.

Carga sendo transportada para avião em aeroporto do município de Guarulhos, no estado de São Paulo, em 2025.
O processo de modernização dos transportes foi fundamental para o desenvolvimento da economia e para a interligação dos diferentes pontos do globo. Graças ao desenvolvimento dos transportes, as áreas desfavorecidas e distantes, especialmente o campo, tornaram-se menos isoladas e ganharam mais acesso a outras regiões.
1. Sobre os caminhos na atualidade, escreva a alternativa correta.
a ) Os aviões aumentaram o tempo de deslocamento das viagens.
b ) O processo de modernização dos transportes isolou ainda mais o campo da cidade.
c ) As viagens de navios a vela são mais rápidas do que as viagens de avião.
d ) O processo de modernização dos transportes contribuiu para a interligação das diferentes regiões do planeta.
Resposta: Alternativa d
• Na atividade 1, instigue os estudantes a refletirem sobre os diferentes meios de transporte, recuperando os conteúdos aprendidos anteriormente. Destaque a relevância do uso de diversos meios de transporte para o desenvolvimento do comércio e as possibilidades de trocas culturais, desde a Antiguidade até os dias atuais. Por fim, comente como o desenvolvimento tecnológico possibilitou viagens cada vez mais rápidas ao longo do tempo.
03/10/2025 14:45:47
• Converse com os estudantes sobre a modernização dos meios de transporte nas últimas décadas. Comente quais tipos de meios de transporte se desenvolveram de forma mais intensa no Brasil ao longo dos séculos XX e XXI, destacando a importância deles de acordo com os contextos específicos de cada período e as necessidades de cada território. Se possível, mostre aos estudantes um mapa com a rede de transporte rodoviária, ferroviária e hidroviária do Brasil na atualidade, comentando que existem muitas diferenças em relação à estrutura de transporte nas diferentes regiões brasileiras.
• Ao trabalhar a imagem desta página, comente com os estudantes o crescimento do uso do transporte aéreo nos últimos anos. Questioneos se já usaram esse transporte alguma vez e, em caso positivo, para quais destinos foram. Destaque que existem diferenças entre o transporte aéreo de pessoas e de mercadorias. Comente com os estudantes que o transporte aéreo facilitou as trocas culturais e comerciais, ligando economias dos diversos continentes, incentivando a comunicação e promovendo o turismo. Ao mesmo tempo, comente os impactos ambientais causados por esse meio de transporte, como a emissão de gases poluentes e a poluição sonora.
• Ao explorar os meios de transporte utilizados no Brasil, converse com os estudantes sobre a importância da diversidade dos transportes como formas de estabelecer a interligação entre diferentes grupos de uma mesma sociedade. Enfatize que, no caso do Brasil e de outros países continentais, o transporte é influenciado pelo tamanho do território e pelas características naturais. Essa diversidade mostra como as populações se adaptam ao ambiente para garantir a circulação de pessoas e mercadorias.
• Explique que os meios de transporte atuais são resultado de transformações históricas ligadas ao avanço das tecnologias e às necessidades das populações. Incentive a turma a observar como se locomovem no dia a dia e a comparar com os meios de transporte apresentados.
• Aproveite a oportunidade para promover a progressão do conhecimento. Para isso, converse sobre a importância de meios de transporte coletivos, como metrôs, ônibus e trens para o fluxo de pessoas nos municípios. Pergunte aos estudantes se eles costumam utilizar esses meios de transporte.
• Para auxiliar na realização da atividade 2, mostre aos estudantes como consumimos elementos de culturas distintas graças à expansão dos caminhos e dos transportes: o macarrão, típico dos almoços familiares, foi criado na China, popularizado pelos italianos e, atualmente, é consumido em diversos países. O arroz foi trazido para o Brasil do continente asiático pelos portugueses. Destaque que esse processo também ocorre em menores escalas, como o deslocamento de produtos regionais dentro do Brasil.
Os transportes podem ser divididos em cinco categorias: ferroviário, composto de trens e metrôs; rodoviário, formado por carros, motos, ônibus e caminhões; aéreo, em que são parte aviões e helicópteros; marítimo, feito por navios, submarinos e pequenas embarcações nos mares e oceanos; e, fluvial, realizado com barcos nos rios.
No Brasil, apesar do recente crescimento do transporte aéreo, o transporte rodoviário tem sido o mais utilizado para a movimentação de pessoas e mercadorias. Porém, algumas regiões do país adaptam o tipo de transporte de acordo com suas características geográficas. No estado do Amazonas, por exemplo, por conta da grande quantidade de rios, o transporte fluvial é o principal meio de interligação entre os municípios.
Observe alguns exemplos de meio de transporte e caminhos no Brasil.




2. Qual é a importância dos caminhos e dos meios de transporte para o comércio? Resposta: Eles viabilizam o deslocamento de mercadorias para várias localidades.
BNCC
• O conteúdo favorece o desenvolvimento da habilidade EF04HI07, ao permitir aos estudantes que reconheçam a importância dos diversos caminhos para a vida cotidiana.
Caminhão carregado em rodovia no município de Rurópolis, no Pará, em 2024.
Trem de carga transportando minério de ferro em ferrovia no município de São José dos Campos, em São Paulo, em 2021.
Navio cargueiro com contêineres ancorado em porto comercial, no município de Salvador, na Bahia, em 2024.
Motocicleta utilizada para a entrega de alimentos em rua no município de Salvador, na Bahia, em 2020.
As transformações nos transportes também afetaram a maneira como as mercadorias são produzidas e distribuídas pelo mundo. Atualmente, uma marca de tênis pode ter sua sede nos Estados Unidos, sua fábrica, na China e suas lojas podem estar espalhadas por diversos países. Esse fenômeno é conhecido como globalização, que, segundo alguns estudiosos, iniciou-se com as Grandes Navegações. Apesar do crescimento comercial e do aumento do fluxo de mercadorias pelo mundo, a globalização eleva as desigualdades sociais. Um exemplo de como isso acontece são as fábricas estrangeiras instaladas em países mais pobres e seus donos que pagam salários mais baixos aos trabalhadores do respectivo país. Enquanto isso, nos países de origem dessas fábricas, todo lucro gerado é enviado para as suas sedes.
3. Resposta: Espera-se que os estudantes identifiquem que a charge representa o contexto da globalização, no qual o personagem de cartola representa os países ricos e o que carrega o planeta Terra, os países pobres.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
4. Resposta: O objetivo da atividade é possibilitar aos estudantes que analisem a charge e levantem hipóteses com base no conteúdo abordado em sala de aula. Espera-se que eles compreendam que o personagem de cartola, que representa os países ricos, está jogando uma moeda para o personagem que representa os países pobres, pois estes produzem as mercadorias e recebem baixos salários.

ARIONAURO. Charge Globalização. Arionauro Cartuns, 17 maio 2018. Disponível em: http://www.arionaurocartuns.com.br/2018/05/charge-globalizacao.html. Acesso em: 25 mar. 2025.
3. Com base no que você estudou, quem são os personagens retratados na charge?
4. Por que o personagem de cartola jogou uma moeda para o que está carregando o planeta Terra?
cartola representa e quais grupos são representados pelo personagem que carrega o planeta. Chame a atenção para os gestos e trejeitos dos personagens, levantando hipóteses sobre os motivos pelos quais um dos personagens está deitado e o outro carregando o planeta e o personagem de cartola nas costas. Pergunte se, na opinião da turma, essa é uma relação justa ou injusta entre os personagens. Após a análise, peça aos estudantes que refaçam a atividade.
03/10/2025 14:45:51
O trabalho com a temática da globalização favorece o desenvolvimento da habilidade EF04HI06, pois permite aos estudantes identificarem motivações e impactos das transformações nos processos de deslocamento de mercadorias e pessoas ao longo da história.
• A reflexão a respeito das trocas comerciais e culturais introduz a temática da globalização. Ao promover a articulação com o componente curricular de Geografia, explique aos estudantes que a globalização é um processo que conecta diferentes partes do mundo, influenciando o modo como produtos são fabricados, comercializados e consumidos. Engaje os estudantes a refletirem e identificarem aspectos da globalização que, embora facilitem trocas comerciais e culturais, também geram desigualdades.
• Para realizar a atividade 3, oriente os estudantes a observarem os detalhes da charge, como roupas, expressões e ações dos personagens. Incentive os a relacionar essas pistas ao que aprenderam sobre globalização e desigualdades sociais. Comente que as charges são usadas, geralmente, como forma de criticar ou satirizar elementos das sociedades.
• Na atividade 4, instigue os estudantes a relacionarem o gesto do personagem de cartola à desigualdade nas relações de trabalho no processo de globalização. Caso algum estudante tenha dificuldade, orienteo na análise da charge, identificando quais grupos sociais o personagem de
BNCC
ARIONAURO
• Ajude os estudantes a perceberem como os caminhos estão ligados ao surgimento e desenvolvimento das cidades. Ao retomar os exemplos do livro, conduza a discussão para que compreendam a relação entre transporte, economia e ocupação do espaço. Explique que os meios de transporte não impactam apenas a sociedade, mas também o meio ambiente.
• Comente que a abertura de caminhos terrestres pode ser responsável pela poluição de nascentes, rios e matas, pois, muitas vezes, a vegetação é retirada para a construção de uma ferrovia ou rodovia, degradando o hábitat natural de diversas espécies.
• Aproveite a oportunidade para levar os estudantes a refletirem sobre os impactos do transporte urbano e a pensarem em alternativas para a atual situação da mobilidade urbana. Para isso, leia o texto a seguir.
[...]
O conceito de sustentabilidade tal como aplicado às cidades é amplo, sendo o consumo de energia e as emissões dos edifícios apenas uma das suas preocupações. Outros fatores cruciais são a atividade industrial, o fornecimento de energia e o gerenciamento de água, esgoto e transportes. Transporte é um item particularmente relevante na contabilidade verde, pelas consequentes emissões de carbono e pela pesada poluição. [...]
Priorizar pedestres e as bicicletas modificaria o perfil do setor de transportes e seria um item expressivo nas políticas de sustentáveis em geral.
[...]
GEHL, Jan. Cidades para pessoas 3. ed. São Paulo: Perspectiva, 2015. p. 105.
IMPACTOS DOS CAMINHOS
A criação de caminhos foi um dos principais agentes de formação das cidades. Durante o período colonial, os primeiros núcleos urbanos brasileiros foram formados como entrepostos comerciais nas rotas de transporte da cana-de-açúcar, da mineração e da pecuária. Além disso, a criação de portos fluviais ou marítimos auxiliou no desenvolvimento das vilas, gerando importantes centros comerciais. Mais recentemente, as regiões onde foram instalados aeroportos se transformaram em grandes núcleos de circulação de pessoas e mercadorias.
Além dos impactos na formação de cidades, os caminhos geram transformações no meio natural, causando impactos no meio ambiente. A construção de rodovias aumenta a poluição sonora e do ar e acelera a erosão do solo, causando desmatamentos e alterando o curso dos rios da região.
Os transportes aquáticos produzem diversos resíduos perigosos para a contaminação do meio ambiente, como restos das cargas e das mercadorias e lubrificantes que precisam de armazenamento e encaminhamento corretos. Quanto aos transportes aéreos, o principal risco se dá com o processo de abastecimento e refrigeração das aeronaves, além da grande quantidade de resíduos sólidos dos aeroportos.
Entrepostos comerciais: espaços que armazenam e vendem alguns produtos.

BNCC
• O trabalho com os impactos ambientais causados pelos transportes possibilita o desenvolvimento da Competência geral 7, ao incentivar os estudantes a refletirem, com base em informações confiáveis, sobre os efeitos sociais e ambientais das ações humanas e a argumentarem com responsabilidade sobre formas de atuação ética em relação ao meio em que vivem.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
CIDADE em Movimento #13: Transportes alternativos. Jornal da USP , 12 jun. 2025. Disponível em: https://jornal.usp.br/podcast/ cidade em movimento 13 transportes alternativos/. Acesso em: 30 jun. 2025.
O podcast aborda os desafios atuais das grandes cidades brasileiras e busca refletir sobre medidas sustentáveis de mobilidade urbana.
Poluição causada pela emissão de gases expelidos por veículos terrestres em Belgrado, na Sérvia, em 2022.
5. c) Resposta: Os transportes rodoviários são os que mais poluem o meio ambiente. Eles também têm a menor capacidade de carga, o que causa congestionamentos nas estradas.
Entre os impactos ambientais de rotas e caminhos, está a emissão de gases poluentes do ar, como o gás carbônico (CO 2).
5. Analise as tabelas a seguir e responda às questões.
Tipos de meios de transporte
Toneladas de CO 2 por ano
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
Rodoviário Aquaviário Ferroviário
107 300 000
1 100 000
2 200 000
Fonte de pesquisa: BRANCO, José Eduardo Holler et al. Ações e políticas para redução de emissão de CO 2 no transporte de cargas no Brasil. Transportes, v. 31, n. 2, 2023. p. 13.
Toneladas: 1 tonelada equivale a 1 000 quilogramas.
5. b) Resposta: Os transportes aquaviário e ferroviário podem transportar grandes volumes de cargas por longas distâncias e são menos poluentes ao meio ambiente.
Comparativo do setor de transporte no Brasil
Tipos de meios de transporte Vantagens
Rodoviário
• Agilidade nas entregas.
• Atinge praticamente qualquer lugar no território nacional.
Aquaviário
Ferroviário
• Transporta grande volume de cargas por longas distâncias.
• Movimentação internacional de cargas.
• Menos poluente ao meio ambiente.
• Transporta grande volume de carga por longas distâncias.
• Não causa congestionamentos.
• Polui menos o meio ambiente.
Desvantagens
• Maior poluidor do meio ambiente.
• Menor capacidade de carga.
• Congestionamento das estradas.
• Baixa velocidade de transporte.
• Mais tempo na entrega dos produtos.
• Baixa velocidade de transporte.
• Mais tempo na entrega dos produtos.
Fonte de pesquisa: SARAIVA, Pedro Luis de Oliveira; MAEHLER, Alisson Eduardo; DIAS, Marcelo Fernandes P. Impactos ambientais e vantagens comparativas do transporte hidroviário em relação a outros modos de transporte no sul do Brasil. Revista de Administração da UFSM, Santa Maria, v. 8, n. 3, jul./set. 2015. p. 506. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/reaufsm/article/download/11325/pdf. Acesso em: 26 mar. 2025.
a ) De acordo com as tabelas, qual é o tipo de transporte mais poluente? E o menos poluente? Como você chegou a essa conclusão?
b ) Quais são as vantagens dos transportes aquaviário e ferroviário em comparação ao rodoviário?
c ) Com base no que você estudou, escreva sobre os impactos ambientais dos transportes rodoviários.
• Na atividade 5, promova a articulação entre o tema contemporâneo transversal Educação ambiental e o componente curricular de Matemática. Para isso, retome com os estudantes a diferença de capacidade de carga entre os meios de transporte. Indique como um único navio consegue carregar uma grande quantidade de contêineres, enquanto um trem é capaz de carregar vários vagões de carga. Ao mesmo tempo, uma rodovia precisa estar repleta de veículos diferentes para levar uma carga semelhante, sendo uma opção mais poluente e, por vezes, com um custo maior. Caso algum estudante apresente dificuldade na realização do item a, instigueos a relembrar que o tipo de transporte mais poluente é aquele que emite maior quantidade de gás carbônico por ano, enquanto o menos poluente é o que emite a menor quantidade. Para o item c, avalie se os estudantes conseguem identificar os principais impactos do sistema rodoviário. Caso apresentem dificuldade, retome o texto, incentivando a participação deles na leitura e o acolhimento de diferentes pontos de vista. Essa intervenção promove o uso social da Matemática no cotidiano dos estudantes.
5. a) Resposta: O mais poluente é o rodoviário.
O menos poluente é o aquaviário. Espera-se que os estudantes analisem a tabela e verifiquem a quantidade de gases emitidos em cada categoria de transporte.
carbônico no meio ambiente, um dos possíveis responsáveis pelo aumento da temperatura do planeta, da chuva ácida e da poluição do ar. Comente que a emissão de gases poluentes é responsável por diversos problemas de saúde, como intoxicações e alergias.
AVALIANDO
Objetivo
• Avaliar a compreensão dos estudantes sobre as diferenças entre os tipos de meios de transporte.
Sugestão de intervenção
• Oriente a leitura coletiva das tabelas. Solicite aos estudantes que criem um texto, indicando os pontos positivos e negativos de cada tipo de transporte e justificando qual deles é mais recomendado para cada tipo de deslocamento (curtas, médias e longas distâncias). Crie um momento de compartilhamento dos resultados, garantindo que todos os estudantes possam apresentar seus textos de forma que se sintam confortáveis e acolhidos.
75
03/10/2025 14:45:52
BNCC
• Auxilie os estudantes na análise das duas tabelas. Explique os efeitos do gás
• A atividade 5 promove o trabalho com o tema contemporâneo transversal Educação ambiental, favorecendo a reflexão acerca do uso sustentável do meio ambiente.
OBJETIVOS
• Compreender as regras de trânsito.
• Identificar melhorias nas ruas ao redor da escola.
• Posicionarse com princípios éticos, inclusivos e solidários.
• Incentivar o desenvolvimento do senso de responsabilidade e respeito às leis como prática de cidadania.
1. CONHECENDO O PROBLEMA
• A seção busca promover a discussão de um tema relevante na sociedade por meio de uma situaçãoproblema, deflagrada na manchete. Comente com os estudantes que nem sempre há faixas de pedestres nos lugares necessários. Dessa maneira, ao trabalhar esta seção, uma sugestão possível é indicar que eles incluam no relatório a ser produzido a necessidade de instalação de faixas de pedestre em determinados lugares nos arredores da escola, caso elas não existam, destacando a importância desse recurso em um espaço de circulação de pessoas.
• Caso os arredores da escola sejam bem sinalizados, apresente aos estudantes outras localidades do município não tão bem sinali zadas, de tal forma que eles possam preparar uma solicitação de melhoria desses lugares aos responsáveis pela administração municipal.
BNCC
• Esta seção contribui para o desenvolvimento de aspectos da Competência específica de História 4, pois os estudantes vão se posicionar criticamente com base em princípios éticos, inclusivos e solidários. A seção também favorece o desenvolvimento da Competência geral 9 por meio da promoção de um ambiente respeitoso para a escuta e o debate de diferentes
COLETIVAMENTE
Cuidados no trânsito
Conhecendo o problema 1 Leia a manchete a seguir.
“Mesmo com a faixa aqui, muitos veículos não param e ficamos muito tempo esperando”, disse pedestre durante blitz educativa da ASTT
“MESMO com a faixa aqui, muitos veículos não param e ficamos muito tempo esperando”, disse pedestre durante blitz educativa da ASTT. Prefeitura de Araguaína, 19 set. 2023. Disponível em: https://araguaina.to.gov.br/noticias/2023/201cmesmo-com-a-faixa-aqui-muitos-veiculos -nao-param-e-ficamos-muito-tempo-esperando201d-disse-pedestre-durante-blitz -educativa-da-astt. Acesso em: 1 abr. 2025.
A faixa de pedestre é um importante recurso para a proteção dos indivíduos que caminham pelas ruas. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, o motorista que não parar antes da faixa de pedestre e dar preferência para que a pessoa atravesse pela faixa pode ser multado e perder pontos na carteira de habilitação.
No entanto, o uso da faixa ainda não é uma prática comum no país: ao mesmo tempo que os motoristas não a respeitam, alguns pedestres não atravessam a rua apenas pela faixa, o que causa uma série de acidentes. Para vivermos em uma sociedade mais segura, todos precisamos respeitar as leis.
Ilustração que representa pessoas atravessando a rua na faixa de pedestre.

pontos de vista sobre os cuidados no trânsito, fomentando o pensamento autônomo e crítico.
Ao buscar soluções para a melhoria da segurança no trânsito, os estudantes exercitam a responsabilidade ética e a ação coletiva, conforme a Competência geral 10. Por fim, o trabalho com o tema contemporâneo transversal Educação para o trânsito enfatiza a responsabilidade individual e coletiva e promove o exercício da cidadania por meio da valorização das leis e do bem comum.
Respostas
2. c) Esperase que os estudantes compartilhem
experiências acerca da relação dos indivíduos com as faixas de pedestres.
3. a) O objetivo da atividade é a aplicação dos conhecimentos abordados em sala de aula no cotidiano dos estudantes. Esperase que eles identifiquem as condições de sinalização ao redor da escola.
3. c) Esperase que os estudantes interajam com a comunidade escolar para a conscientização sobre a importância da sinalização de trânsito para a segurança das pessoas que frequentam o ambiente escolar.
Organizando as ideias
3. b) Resposta: Espera-se que os estudantes classifiquem e enumerem as informações coletadas durante o passeio.
a ) De acordo com a manchete, como as pessoas se relacionam com a faixa de pedestres?
Resposta: A manchete indica que algumas pessoas desrespeitam a faixa de pedestre.
b ) Qual é a função da faixa de pedestres?
Resposta: Garantir a travessia
segura das pessoas que estão caminhando em ruas e avenidas.
c ) Você já presenciou alguma ocasião em que a faixa de pedestres não foi respeitada pelos motoristas ou pelas pessoas que caminhavam na rua? Converse com os colegas.
Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor.
d ) Em casa, leia a manchete e o texto em voz alta para os familiares.
Buscando soluções 3
Resposta: Espera-se que os estudantes leiam em voz alta o texto e a manchete da página 76. Oriente-os a dialogar com os familiares sobre os riscos de não respeitar a faixa de pedestre.
a ) Vocês perceberam que é necessário tomar cuidado com relação às condições de circulação no trânsito das cidades. Vamos fazer a nossa parte para melhorar essa situação? Com a orientação do professor, façam em grupo um passeio a pé nos arredores da sua escola e verifiquem as condições de sinalização e acessibilidade das ruas e calçadas.
Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor.
b ) Após retornar para a sala de aula, com o auxílio do professor, reúnam as informações coletadas durante o passeio e escrevam um relatório que defina as condições encontradas nas ruas dos arredores da escola. O relatório deve conter todos os problemas, como buracos nas ruas, falta de sinalização e sinais apagados. Escreva o relatório usando tipos de letra com que você se sinta confortável para escrever.
c ) Com a ajuda do professor, encaminhem o relatório para os governantes do município, solicitando as melhorias que devem ser realizadas. Convide os membros da comunidade escolar para assinarem o relatório.
Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor.

Ilustração que representa pessoas atravessando a rua na faixa de pedestre.
2. ORGANIZANDO AS IDEIAS
• Com base na manchete, convide os estudantes a analisarem o problema proposto. Verifique se eles identificaram que o sujeito que está falando é um pedestre e que ele afirma que os motoristas não respeitam a faixa de pedestres. Aproveite a oportunidade para refletir sobre a função e a importância desses recursos para a segurança de pedestres e motoristas. Se julgar pertinente, como forma de aplicar os conhecimentos abordados em sala de aula na vida cotidiana dos estudantes, apresente a eles algumas placas de sinalização que indicam a presença de faixas de pedestres ou tecnologias, como os semáforos inteligentes, que se adaptam à realidade da mobilidade urbana, tornando o trânsito mais seguro e acessível.
3. BUSCANDO SOLUÇÕES
• Antes da realização da atividade, solicite a autorização dos pais e/ou responsáveis, fornecendo orientações sobre os preparativos. Indique a necessidade do uso de filtro solar, repelente e calçados fechados, se for o caso. Auxilie os estudantes na organização dos materiais a serem levados para o passeio e alerte sobre eventuais riscos, como veículos em alta velocidade, conversas com pessoas estranhas etc. Antes de saírem, reúna os estudantes e orienteos sobre os elementos do trânsito a serem pesquisados, como sinalização, semáforos, condições de acessibilidade e estado de conservação das vias. Organize o passeio de forma que seja possível realizar pequenas paradas para que eles possam fazer os registros com calma. Em caso de estudantes com necessidades educacionais específicas, convide um colega para acompanhálo, se for do desejo dele.
• Ao retornar à sala de aula, organize uma roda de conversa com os estudantes de forma acolhedora, para que eles possam, de forma atenta, compartilhar e ouvir o que perceberam. Anote na lousa todos os elementos citados pelos estudantes. Em seguida, engaje a turma para a elaboração do relatório. Um grupo pode ficar responsável pela escrita dos elementos de sinalização presentes na região, e outro grupo, pela descrição dos problemas identificados. Durante a elaboração do relatório,
03/10/2025 14:45:54
incentive os estudantes a praticarem a escrita de letra cursiva. Por fim, reúna a turma e revise o relatório, verificando se todos os pontos foram abordados. Se possível, faça uma atividade envolvendo outros estudantes, professores e funcionários da escola; para isso, solicite aos estudantes que divulguem o relatório para a comunidade escolar antes de encaminharem às autoridades, visando complementar informações que não foram observadas no passeio.
1. Objetivo
• Avaliar a compreensão dos estudantes a respeito dos conceitos de escambo e sistema monetário.
Sugestão de intervenção
• Para recuperar os conhecimentos abordados em sala de aula, proponha aos estudantes que construam um quadro comparativo destacando semelhanças e diferenças entre escambo e sistema monetário. Caso algum estudante tenha dificuldade, peça-lhe que retome o conteúdo das páginas 60 e 61.
2. Objetivo
• Compreender o papel desempenhado pelos fenícios no comércio marítimo na Antiguidade.
Sugestão de intervenção
• Como forma de promover a progressão do conhecimento, incentive os estudantes a identificarem as características geográficas e culturais que contribuíram para o desenvolvimento do comércio marítimo pelos fenícios. Caso tenham dificuldade, retome o mapa da página 64, explorando os produtos comercializados e as rotas traçadas pelos fenícios.
3. Objetivo
• Analisar uma fonte histórica e relacioná-la ao comércio na Idade Média.
Sugestão de intervenção
• Para promover a recuperação dos conhecimentos, caso os estudantes tenham dificuldade em relacionar a fonte histórica ao comércio na Idade Média, ajude-os a observar as vestimentas, as construções e os produtos comercializados pelas pessoas representadas na iluminura, assim como a data de produção da imagem.
4. Objetivo
Escreva as respostas no caderno.
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
1. Diferencie o escambo do sistema monetário.
1. Resposta: O escambo é uma forma de economia em que um produto é trocado
diretamente por outro produto. Já o sistema monetário é uma
forma de economia em que uma mercadoria é trocada por dinheiro (moeda).
2. Explique por que os fenícios se destacaram como um dos principais comerciantes da Antiguidade.
2. Resposta: Os fenícios viviam em uma região muito montanhosa e com muitas pedras, o que dificultava a agricultura. Por isso, passaram a explorar as riquezas do mar para sobreviver e desenvolveram atividades comerciais com vários povos da Antiguidade.
3. Observe a imagem a seguir.

Detalhe de iluminura produzida por Thomas III de Saluces em cerca de 1400-1405.
Agora, escreva no caderno a alternativa correta.
Resposta: Alternativa c.
a ) A imagem representa uma caravana atravessando a rota transaariana.
b ) As pessoas retratadas estão organizando uma viagem marítima durante as Grandes Navegações.
c ) A imagem representa comerciantes em uma feira medieval.
d ) A imagem representa um grupo de artesãos fabricando diferentes produtos.
4. Utilize as palavras e expressões a seguir para escrever um texto.
Grandes Navegações continentes rotas de comércio séculos 15 e 16 especiarias marginalização
Resposta: O objetivo é promover a prática de escrita dos estudantes. Oriente-os a reler o
conteúdo sobre as Grandes Navegações no tema 12 para realizar esta atividade. Espera-se que eles escrevam um texto coerente utilizando todas as palavras e expressões.
• Avaliar a compreensão dos estudantes sobre as Grandes Navegações.
Sugestão de intervenção
• Incentive os estudantes a comentarem o que aprenderam sobre as Grandes Navegações. Essa recuperação de conhecimentos ajudará a criar uma lista de ideias sobre o tema. Com base nela, os estudantes poderão progredir no aprendizado por meio da sistematização de informações sobre o assunto.
5. b) Resposta: Espera-se que os estudantes identifiquem que o mapa A foi produzido em 1502, pouco depois que os portugueses chegaram ao território.
5. Observe os mapas a seguir.
5. c) Resposta: Espera-se que os estudantes produzam uma representação cartográfica

B.

a ) Qual dos dois mapas é o mais antigo?
do Brasil na atualidade. Se julgar pertinente, convide-os para comparar o mapa produzido por eles com os mapas A e B
Mapa português de 1502.
7. Resposta: Espera-se que os estudantes escrevam um texto indicando as consequências ao meio ambiente causadas pelos caminhos e meios de transporte na atualidade.
Mapa português de 1597.
Resposta: O mapa mais antigo é o mapa A, que foi produzido em 1502.
b ) Por que o mapa A apresenta parcialmente o atual território brasileiro?
c ) Com o auxílio de um adulto, pesquise o mapa do Brasil em programas de imagens tiradas de satélites. Em seguida, produza uma representação cartográfica atual do território brasileiro.
6. Na época das Grandes Navegações, os europeus passaram a traficar pessoas do continente africano para trabalharem como escravizadas, principalmente nas colônias na América, entre elas o Brasil. Em nosso país, quais problemas são decorrentes do processo de marginalização sofrido pelos afrodescendentes?
5. Objetivo
• Analisar características cartográficas de mapas produzidos no século XVI. Sugestão de intervenção
• No item a, caso tenham dificuldade, peça aos estudantes que leiam a legenda para identificar qual dos dois mapas é o mais antigo. Para o item b, pergunte a eles onde está localizado o atual território brasileiro no mapa, orientandoos a levantar hipóteses a respeito dos motivos pelos quais ele foi representado assim. O item c pode ser trabalhado com recursos digitais fornecidos pela escola. Oriente a produção da representação cartográfica, engajando os estudantes a reproduzirem não somente o território brasileiro, mas também lugares que já visitaram ou moraram. Por meio dessa atividade, eles serão encorajados a construir as próprias representações cartográficas com o auxílio de recursos digitais.
6. Objetivo
• Compreender os impactos da escravização e marginalização de pessoas. Sugestão de intervenção
• Retome com os estudantes o boxe da página 70. Organize uma roda de conversa sobre o assunto, recuperando conhecimentos que foram abordados em sala de aula. É importante promover um ambiente acolhedor que leve em consideração a diversidade dos estudantes. Incentive todos a se expressarem sobre essa questão de forma respeitosa e a exercitarem a escuta, refletindo sobre a presença de diversos problemas causados na sociedade brasileira pela prática da escravização de pessoas, como a marginalização de grande parte da população afrodescendente do país.
7. Escreva um texto sobre os impactos ambientais dos caminhos e meios de transporte terrestres, fluviais e marítimos.
6. Resposta: O objetivo da atividade
é promover a reflexão crítica dos estudantes em relação às consequências do tráfico de africanos escravizados para o Brasil. Espera-se que eles identifiquem problemas como a discriminação, o preconceito e o racismo.
Sugestão de intervenção
7. Objetivo
• Refletir sobre os impactos ambientais dos caminhos e meios de transporte terrestres, fluviais e marítimos.
• Para promover a progressão do conhecimento sobre o assunto, retome com os estudantes os conteúdos das páginas 74 e 75. A produção de texto é um trabalho importante nessa etapa da escolarização, por isso, caso apresentem dificuldade, instrua os estudantes a listarem os pontos que gostariam de explorar e os argumentos que conferem sustentação a cada um desses pontos antes de iniciarem o processo de escrita.
03/10/2025 14:45:56
BNCC
• A atividade 5 desenvolve a Competência específica de História 7, ao utilizar tecnologias para a produção de mapas, entendendo a diversidade de representações cartográficas existentes. A atividade 6 promove o desenvolvimento da Competência específica de História 5, ao propor reflexões que auxiliem o pensamento crítico dos estudantes sobre o processo de escravização de pessoas no Brasil.
A.
OBJETIVOS DA UNIDADE
• Identificar as diferentes motivações dos processos migratórios na formação do Brasil.
• Reconhecer as contribuições indígenas, portuguesas e africanas na formação da sociedade brasileira.
• Valorizar a diversidade cultural do Brasil.
• Refletir sobre o racismo e as formas de combatê-lo.
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
Inicie o estudo desta unidade explorando as fotografias das páginas de abertura com a turma. Oriente os estudantes a observarem as imagens e a descrevê-las, lendo também as legendas. Aproveite o momento para verificar seus conhecimentos prévios a respeito da formação da sociedade brasileira, como resultado das diferentes fluxos populacionais no território ao longo dos anos. É importante os estudantes constatarem que a formação do Brasil ocorreu por meio de uma pluralidade étnica e cultural, de modo que possam reconhecer e valorizar a diversidade cultural do país.
BNCC
• Priorizamos nesta unidade o trabalho com a habilidade EF04HI10 , destacando os diferentes fluxos populacionais e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira. Os temas da unidade também favorecem o trabalho com a habilidade EF04HI09, pois os estudantes identificarão as motivações dos processos migratórios em diferentes momentos da história do Brasil, avaliando o papel
UNIDADE A FORMAÇÃO DO BRASIL
1. Resposta: Espera-se que os estudantes identifiquem as origens das pessoas retratadas com base nas fotografias e na leitura das legendas. Fotografia A: ancestralidade indígena, etnia Mura; fotografia B: ancestralidade portuguesa; fotografia C: ancestralidade africana.

Menino da etnia Mura na aldeia Gavião Real no município de Silves, no Amazonas, em 2024.
desempenhado pela migração nas regiões de destino.
• Além disso, os temas e as atividades propostas favorecem o desenvolvimento de aspectos das Competências específicas de História 1 e 5, ao propiciar a compreensão sobre acontecimentos históricos e o movimento de populações e mercadorias.

Mulheres nascidas no Brasil, descendentes de pai e mãe portugueses. Município de Umuarama, no Paraná, em 2022.

afro-brasileira no município de Salvador, na Bahia, em 2024.
2. Resposta: Espera-se que os estudantes percebam que as fotografias representam a diversidade de populações que compõem o Brasil.
Quais são as ancestralidades das pessoas retratadas nas fotografias A, B e C?
2. 3.
Ao analisar as fotografias, o que é possível perceber sobre a formação da população do Brasil?
Você conhece alguma contribuição desses povos para a formação da cultura brasileira?
3. Resposta pessoal. O objetivo da atividade é explorar o conhecimento prévio dos estudantes sobre as contribuições dos povos indígenas, africanos e portugueses para a formação da cultura brasileira.
03/10/2025 14:51:00
• Na atividade 1, converse com os estudantes sobre o que é ascendência (ancestral, antepassados, antecessores), destacando a importância de sabermos as origens familiares, valorizando sua diversidade. Com base nas respostas, explore aspectos associados à migração e às diferentes razões para os deslocamentos populacionais.
• A respeito da atividade 2, oriente os estudantes a perceberem a pluralidade cultural presente na formação da população brasileira.
• Ao trabalhar a atividade 3, inicie promovendo uma roda de conversa com os estudantes, avaliando os conhecimentos prévios a respeito da formação da sociedade brasileira. Incentive-os a refletir e se engajarem na discussão, mencionando elementos do cotidiano, como comidas típicas, festas populares, práticas religiosas, músicas, vocabulário e modos de viver herdados desses povos. Se julgar pertinente, utilize imagens, objetos ou trechos de músicas para fomentar a memória e a participação de todos. Para promover a inclusão de estudantes com necessidades educacionais específicas, utilize recursos visuais e auditivos, quando necessário. Registre as contribuições da turma na lousa, destacando a diversidade e a riqueza cultural do Brasil.
Mulher
B.
C.
• Aproveite a atividade 1 para investigar o conhecimento prévio dos estudantes sobre o conceito de migração. Caso desconheçam ou não se lembrem, explique que as migrações podem ser caracterizadas pelo deslocamento de indivíduos de uma região para outra, podendo corresponder a uma mudança de país, de estado, de município ou mesmo de um bairro para outro. O objetivo da atividade é instigar o pensamento autônomo e crítico dos estudantes quanto às possíveis motivações para os deslocamentos populacionais em diferentes tempos e espaços. Caso apresentem dificuldade, recupere o conteúdo sobre as primeiras migrações humanas a fim de que eles identifiquem que esses deslocamentos, por exemplo, tinham como motivação a busca por melhores condições de vida. • Na atividade 2, comente que o Caminho de Peabiru era formado por uma rede de rotas que permitia caminhadas, tanto na direção leste/oeste como norte/ sul, cortando os atuais territórios de Brasil, Paraguai, Bolívia e Peru. Durante a realização da atividade, ajude os estudantes a perceberem que o caminho interliga o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico. Essa intervenção colabora para o desenvolvimento do pensamento espacial, uma vez que eles podem usar representações cartográficas para analisar a distância percorrida pelos povos indígenas.
14 MIGRAÇÕES INDÍGENAS
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes indiquem algumas motivações possíveis para os deslocamentos populacionais, como buscar melhores condições de vida, fugir de guerras, proteger-se de perseguições (políticas, étnicas, culturais, religiosas etc.) e em consequência de desastres ambientais.
1. Você sabe por que as pessoas migram entre diferentes lugares?
Antes da chegada dos europeus ao atual território da América, grande parte das populações indígenas do atual território do Brasil era nômade e migrava quando havia escassez de recursos. Elas costumavam instalar suas moradias próximo aos rios e ao litoral.
Entre as principais rotas utilizadas pelos indígenas da América do Sul, estava o Caminho de Peabiru, um conjunto de trilhas com aproximadamente três mil quilômetros de extensão, estendendo-se do Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico. Esse caminho possibilitou a migração, as trocas de produtos e o intercâmbio cultural entre diferentes povos indígenas do continente.
PACÍFICO
0 765 km
Fonte de pesquisa: BOND, R.; FINCO, H. O que é o Caminho de Peabiru. Cadernos da Ilha, n. 3, maio 2004. p. 6-7.
A partir de 1500, com a invasão dos portugueses e a ocupação do litoral do território que hoje corresponde ao Brasil, grande parte das populações indígenas passou a se deslocar cada vez mais para o interior do país, de modo a se proteger da violência e exploração praticadas pelos colonizadores. Durante esse processo de migração, muitas vezes os povos indígenas tinham de disputar o novo território com outros povos que já viviam ali.
Escassez: neste caso, refere-se à falta de recursos.
2. De acordo com o mapa, por quais países da atualidade o Caminho de Peabiru passava?
Resposta: Brasil, Paraguai, Bolívia e Peru.
São Vicente
Florianópolis
T. Sampaio
Foz do Iguaçu
Porto Casado
Corumbá
Porto Suarez Potosí
Santa Cruz de la Sierra Tacna Moquega
Arequipa
Cuzco
COLÔMBIA
Trópico de Capricórnio
OCEANO ATLÂNTICO
OCEANO
Caminho de Peabiru
Caminho de Peabiru
RESISTÊNCIA INDÍGENA
Sobre a resistência indígena, leia o texto a seguir.
O Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas [7 de fevereiro] enfatiza a resistência indígena na busca por direitos e dá visibilidade para a importância da presença dos povos indígenas na construção de políticas públicas. Instituída pela Lei 11.696/2008, a data relembra a morte de cerca de 1,5 mil indígenas, entre eles a liderança guarani Sepé Tiaraju, em 7 de fevereiro de 1756, durante a Batalha de Caiboaté, no Rio Grande do Sul. O conflito foi um dos muitos levantes indígenas contra colonizadores espanhóis e portugueses na região. Os indígenas lutavam pela manutenção de suas terras e modos de vida. Sepé Tiaraju, assim, se tornou um símbolo da luta e resistência indígena. [...]
DIA NACIONAL de Luta dos Povos Indígenas: Funai destaca importância da resistência indígena para a conquista de direitos. Fundação Nacional dos Povos Indígenas, 7 fev. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/funai/pt-br/ assuntos/noticias/2025/dia-nacional-de-luta-dos-povos-indigenas-funai-destaca-importancia-da-resistencia -indigena-para-a-conquista-de-direitos. Acesso em: 23 fev. 2025.
3. De acordo com o texto, escreva a alternativa correta.
Resposta: Alternativa b
a ) Os indígenas conviveram em harmonia com os colonizadores portugueses e espanhóis.
b ) O Dia Nacional da Luta dos Povos Indígenas relembra a resistência liderada pelo guarani Sepé Tiaraju (1723-1756).
c ) Atualmente, os indígenas já garantiram a ocupação de todas as suas terras tradicionais, por isso não precisam mais resistir.
d ) Os povos indígenas não lutaram contra os colonizadores para manter as suas terras.
Ilustração que representa um grupo de indígenas protestando.

03/10/2025 14:51:01
• O objetivo da atividade 3 é verificar a compreensão dos estudantes a respeito da importância do Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas e da resistência indígena liderada por Sepé Tiaraju (1723-1756). Engaje a turma em uma leitura coletiva do texto e das alternativas. Para ajudar os estudantes a identificarem a resposta correta, oriente-os a verificar informações contraditórias ao texto em cada alternativa.
ATIVIDADE EXTRA
• Para promover a progressão de conhecimentos sobre a resistência indígena, leve os estudantes à sala de informática para pesquisarem quem foi a personalidade histórica Sepé Tiaraju. Oriente-os na construção do roteiro de pesquisa, sugerindo questões, como: “Onde Sepé Tiaraju nasceu?”; “O que ele defendia?”; “O que foi a Batalha de Caiboaté?”. Caso não seja possível utilizar recursos digitais, indique materiais impressos da biblioteca escolar. Reforce a importância de utilizar fontes confiáveis. Em sala de aula, incentive os estudantes a compartilharem suas descobertas com os colegas.
• Aproveite a oportunidade para promover a reflexão crítica dos estudantes sobre a importância atual da resistência indígena. Para engajar a turma no debate, promova uma roda de conversa em sala de aula sobre o tema. Acolha as diferentes contribuições dos estudantes e incentive-os a refletir sobre os desafios enfrentados pelos povos indígenas na atualidade, como a luta por demarcação de terras, acesso à saúde, educação e respeito à sua cultura.
• Ao tratar da resistência indígena na atualidade, proponha aos estudantes uma reflexão sobre o tratamento desumano praticado pelos colonizadores contra os povos originários. Ressalte que, atualmente, a escravidão é considerada um crime contra a humanidade e que o direito à liberdade é um dos princípios básicos garantidos a todos os seres humanos.
• Ao abordar o conceito de resistência indígena, enfatize aos estudantes que, ao longo do período colonial, os povos originários planejaram, em muitas ocasiões, a defesa estratégica de seus territórios. Essa intervenção favorece o pensamento conceitual, uma vez que os estudantes podem pensar criticamente sobre o papel ativo desempenhado pelos indígenas na resistência, refutando a ideia de que eles somente reagiam à presença dos colonos.
• O objetivo da atividade 1 é fazer que os estudantes identifiquem as principais formas de resistência indígena no presente. Para ampliar o trabalho com o tema, proponha uma atividade de pesquisa sobre as principais lutas indígenas da atualidade, conforme sugerido a seguir.
ATIVIDADE EXTRA
Materiais necessários
• papel kraft
• cola branca
• tesoura com pontas arredondadas
Passo a passo
a) Na sala de informática, oriente os estudantes a pesquisarem sobre lideranças indígenas da atualidade, identificando as causas pelas quais lutam (como a defesa do território, do meio ambiente, dos direitos culturais, da saúde e da educação indígena). Caso haja estudantes com necessidades educacionais específicas, forneça o conteúdo em
Com o início da colonização e das atividades agrícolas no território brasileiro, em meados do século 16, os portugueses passaram a explorar o trabalho indígena. Assim, muitos nativos foram aprisionados e escravizados.
Eles resistiram ao domínio dos colonizadores de diversas maneiras, como fugir dos cativeiros, defender as aldeias contra os invasores e atacar vilas e fazendas ocupadas pelos portugueses e seus descendentes. Porém, ao longo dos anos, milhões de indígenas foram mortos e expulsos de suas terras.
RESISTÊNCIA INDÍGENA NA ATUALIDADE
1. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que atualmente os indígenas resistem de diversas maneiras, por exemplo, candidatando-se a cargos políticos, promovendo manifestações ou se unindo em organizações que buscam atuar diretamente no campo político brasileiro.
1. Atualmente, como os indígenas resistem às violências cometidas contra eles?
Os indígenas seguem resistindo e lutando por seus direitos. A partir da segunda metade do século 20, diferentes povos indígenas que vivem no Brasil se uniram cada vez mais para fortalecer suas reivindicações.
A demarcação de suas terras foi um dos direitos conquistados pelos povos indígenas, reconhecido pela Constituição de 1988. Isso garante que esses povos tenham acesso à moradia, ao uso sustentável da terra e à continuidade de suas tradições.
No entanto, muitas terras indígenas têm sido invadidas por fazendeiros, madeireiros e garimpeiros que buscam lucrar com a exploração dessas terras. Para resistir a essa situação e ter seus direitos garantidos, muitos indígenas participam ativamente da política do país, candidatando-se a cargos políticos, criando organizações, promovendo manifestações e reivindicando o cumprimento das leis.

formato de áudio ou com uso de leitores de tela e ofereça textos com linguagem mais simples e imagens com legenda explicativa. Indique alguns sujeitos históricos contemporâneos, como Txai Suruí, Ailton Krenak, Davi Kopenawa e Eliane Potiguara. Esta etapa visa promover o uso pedagógico da tecnologia.
b) Na sequência, peça-lhes que colem a fotografia e escrevam o nome da pessoa e as causas de sua luta no papel kraft.
c) Por fim, como forma de recuperar os conhecimentos sobre o tema, cole o painel em um lugar visível e promova uma roda de conversa. Verifique quais foram as causas e as lutas da resistên-
Indígenas de diferentes etnias em ato pela demarcação e contra mineração em terras indígenas, em Brasília, Distrito Federal, em 2024.
cia indígena na atualidade e incentive a turma a refletir e a explicitar suas opiniões sobre o assunto, respeitando diferentes opiniões e valorizando a resistência dos povos indígenas no presente.
CONTRIBUIÇÕES INDÍGENAS NA SOCIEDADE BRASILEIRA
4. Resposta pessoal. Os estudantes podem indicar brincadeiras, palavras e alimentos de origem indígena.
4. Em dupla, conversem sobre as contribuições indígenas na sociedade brasileira que estão presentes em seu dia a dia.
A cultura brasileira é muito diversa. Leia a seguir algumas contribuições indígenas na sociedade brasileira.

Mulher torrando mandioca em forno para obtenção de farinha na comunidade quilombola Kalunga de Vão de Almas no município de Cavalcante, em Goiás, em 2023.

Cestos, tapetes e outros objetos de fibras de plantas feitos por indígenas Pataxó, expostos em feira no município de Santa Cruz Cabrália, na Bahia, em 2023.
Vocabulário: usamos diversas palavras de origem indígena, como os nomes das frutas maracujá e abacaxi; dos animais, como tatu, jacaré, arara e jabuti; dos lugares, como Tietê, Butantã, Ibirapuera, Tijuca, Ipanema, Jacarepaguá e Maracanã; e nomes próprios, como Ubiratan, Jacira, Iracema, Tainá, Cauã e Jandira.
Culinária: aprendemos com os indígenas a utilizar e preparar a mandioca, a consumir milho, alguns tipos de feijão e frutas como cupuaçu, graviola, caju, açaí e buriti.
Costume: tomar banho diariamente e descansar em redes também são heranças indígenas.
Artesanato: objetos produzidos com fios e fibras de plantas, como bolsas e cestos, enfeites e ornamentos com penas, sementes e escamas de peixe são utilizados em diferentes regiões do Brasil.
5. Vamos conhecer um pouco sobre a arte indígena? Com a ajuda do professor, faça uma visita guiada virtual ao Museu de Arte Indígena. Durante a visita, anote ao menos três objetos que te chamaram a atenção.
Resposta: Espera-se que os estudantes explorem o espaço museal e identifique elementos relacionados às manifestações culturais e artísticas dos povos indígenas no Brasil.
03/10/2025 14:51:04
• O objetivo da atividade 4 é auxiliar os estudantes a reconhecerem as contribuições das culturas indígenas para a formação da sociedade brasileira, partindo de suas experiências cotidianas. Incentive a participação de todos e peça-lhes que indiquem os elementos de origem indígena que conhecem.
• Para a atividade 5, utilize o tour virtual disponível em: https://www.tourvir tual360.com.br/mai/mai. html. Acesso em: 12 jul. 2027. Essa proposta baseia-se no uso pedagógico da tecnologia por meio de uma visita guiada virtual, além de incentivar o aprendizado ativo por meio do contato com expressões artísticas e culturais dos povos indígenas do Brasil. Caso seja inviável o tour virtual, convide os estudantes para a biblioteca da escola e pesquisem em livros e revistas fotografias e textos que abordem a arte indígena.
BNCC
• Ao apresentar as diferentes contribuições das culturas indígenas, o tema trabalha com a habilidade EF04HI10, pois os estudantes compreenderão alguns aspectos da formação do Brasil do ponto de vista sociocultural.
• O conteúdo da página também contribui para o desenvolvimento da Competência geral 6, ao valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais dos povos indígenas, evidenciando sua importância na construção da cultura brasileira.
• O objetivo da atividade 1 é investigar o conhecimento prévio dos estudantes a respeito das migrações portuguesas do século XVI. Explique que, nesse período, Portugal foi um dos primeiros países a se lançar na exploração marítima em busca de novas rotas para o Oriente, que forneciam especiarias como pimenta, cravo e canela, vendidos na Europa. Para promover a progressão do conteúdo, mostre um mapa-múndi e, com os estudantes, trace as rotas utilizadas pelos portugueses para chegar ao Oriente e a rota de Pedro Álvares Cabral no ano de 1500. Em seguida, oriente-os a levantar hipóteses sobre os motivos do desvio da rota de Pedro Álvares Cabral. Por meio dessa intervenção, é possível desenvolver o pensamento autônomo e crítico dos estudantes em relação aos eventos históricos.
• Na atividade 2, auxilie os estudantes na identificação e interpretação dos dados. Antes da leitura do gráfico, disponibilize versões táteis do material, com linhas em relevo ou peças em alto contraste para promover a inclusão de estudantes com necessidades educacionais específicas. Comente algumas motivações, salientando que, no século XVIII, muitos portugueses vieram motivados pela possibilidade de enriquecimento com a exploração de ouro no Brasil. Entre os séculos XIX e XX, houve um crescimento migratório em decorrência das necessidades de trabalhadores para as lavouras de café. Por volta da década de 1930, o fluxo migratório diminuiu por conta das medidas restritivas do governo brasileiro. Ao longo da década de 1950, houve um novo aumento de imigrantes, no entanto a alta não se manteve nos anos seguintes. No item a, acolha os diferentes raciocínios dos estudantes, incentivando-os a verbalizar como chegaram
15 AS MIGRAÇÕES PORTUGUESAS PARA O BRASIL
2. a) Resposta: Vieram aproximadamente 300 mil portugueses. Espera-se que os estudantes analisem o gráfico e identifiquem os dados correspondentes aos séculos 16 e 17.
1. Por que os portugueses vieram para o Brasil no século 16?
Os portugueses imigraram para o Brasil em diferentes períodos e por diversas razões. As primeiras migrações aconteceram entre os séculos 16 e 17, quando vieram se fixar no país em busca de investimentos lucrativos, colonizando o território com o plantio da cana-de-açúcar e explorando as riquezas naturais existentes. No mesmo período, Portugal forçou a vinda de pessoas consideradas criminosas, processo conhecido como degredo. Além disso, populações ciganas e descendentes de judeus convertidos ao catolicismo, conhecidos como cristãos-novos, deslocaram-se para o Brasil em busca de novas oportunidades e fugindo de perseguições religiosas.
1. Resposta: Espera-se que os estudantes mencionem questões relacionadas à economia e ao comércio.
2. No gráfico a seguir, observe a quantidade aproximada de portugueses que vieram para o Brasil entre os séculos 16 e 20.
Total de portugueses que entraram no Brasil desde o século 16
Período
2 b) Resposta: No século 20. Vieram aproximadamente 1,2 milhão de portugueses. Espera-se que os estudantes analisem o gráfico e identifiquem as diferenças entre as barras.
Fonte de pesquisa: TERRITÓRIO brasileiro e povoamento. IBGE. Disponível em: https://brasil500anos.ibge. gov.br/territorio-brasileiro -e-povoamento/portugueses. Acesso em: 18 fev. 2025.
a ) Aproximadamente quantos portugueses vieram para o Brasil nos séculos 16 e 17? Como você chegou a essa conclusão?
b ) Em qual século veio a maior quantidade de portugueses ao Brasil? Quantos portugueses vieram nesse século?
c ) Você é descendente de portugueses ou conhece alguém que seja? Atualmente, o Brasil não se destaca mais como o principal país de destino de grandes fluxos migratórios portugueses. No entanto, vivem no país muitos portugueses e seus descendentes.
2. c) Resposta pessoal. Incentive os estudantes a falarem sobre sua realidade próxima.
às conclusões. A atividade favorece o desenvolvimento de práticas de investigação, leitura crítica e argumentação fundamentada em dados científicos, além de permitir reflexões sobre princípios éticos, como o respeito às histórias familiares, aos processos migratórios e à diversidade cultural que compõe a sociedade brasileira.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• A análise do gráfico pode ser articulada com o componente curricular de Matemática, ao propor aos estudantes que descrevam oralmente ou por escrito uma síntese da leitura dos dados, desenvolvendo o uso social da Matemática e a
interpretação de informações representadas em gráficos de colunas. Para isso, peça a eles que calculem a diferença entre a quantidade de portugueses que entraram no Brasil a cada século.
03/10/2025 14:51:04
Quantidade aproximada de portugueses
CONTRIBUIÇÕES PORTUGUESAS NA SOCIEDADE
BRASILEIRA
3. Você saberia indicar alguma contribuição da cultura portuguesa para a formação da sociedade brasileira?
Os portugueses trouxeram diferentes elementos de sua cultura para o Brasil. Eles estão presentes até os dias atuais em nosso país, contribuindo para a diversidade da cultura brasileira. Conheça a seguir algumas dessas contribuições.


Língua: o idioma oficial do Brasil, a língua portuguesa, tem sua origem em Portugal. Além do Brasil, o português é falado em outros países que foram colonizados por portugueses, entre eles Angola, Cabo Verde, Moçambique e Timor-Leste.
Religião: os portugueses difundiram o Catolicismo no Brasil. A religião católica é a que tem a maior quantidade de fiéis no país e foi introduzida por missionários que acompanhavam os colonizadores portugueses.
Culinária: diferentes temperos e alimentos foram trazidos pelos portugueses ao Brasil, como figos, manteiga, marmelos, limões, laranjas, além de vários tipos de pães, bolos e doces.
Festas: muitas festas celebradas no Brasil foram trazidas pelos portugueses, entre elas a Cavalhada e as festas juninas
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes possam indicar, com base em suas experiências, elementos característicos da cultura de Portugal, como a língua portuguesa, os alimentos, a religião etc.
03/10/2025 14:51:06
• O objetivo da atividade 3 é auxiliar os estudantes a reconhecerem as contribuições da cultura portuguesa para a formação da sociedade brasileira, partindo de suas experiências cotidianas.
AVALIANDO
Objetivo
• Distinguir as diferentes formas de migração portuguesa para o Brasil.
Sugestão de intervenção
• Pesquise previamente e mostre aos estudantes a pintura Chegada de D. João à Igreja do Rosário (1937), de Armando Martins Vianna (1897-1992), estabelecendo relações entre a pintura e o gráfico apresentado na página 86. Convide-os para uma roda de conversa e peça-lhes que analisem a pintura. Verifique se eles sabem quem são as pessoas representadas na imagem e o que estão fazendo no Brasil. Comente que se trata do príncipe português dom João VI e sua corte real, que fugiram para o Brasil durante as invasões francesas ao território português, no início do século XIX. Oriente-os a identificar, no gráfico, em qual período ocorreu essa migração de portugueses para o Brasil. Em seguida, pergunte se a chegada da Família Real, no ano de 1808, aconteceu em circunstâncias semelhantes ou diferentes daquelas referentes à chegada de Pedro Álvares Cabral no ano de 1500. Para garantir a inclusão de estudantes com necessidades educacionais específicas, engaje a turma em uma descrição oral, em grupo, da pintura de Armando Martins Vianna.
Igreja dos Reis Magos no distrito de Nova Almeida no município de Serra, no Espírito Santo, em 2025.
Praça decorada para festa junina no município de Aracaju, em Sergipe, em 2024.
OBJETIVOS
• Permitir aos estudantes interagirem com a poesia visual enquanto gênero literário.
• Favorecer o desenvolvimento do vocabulário.
• Aprimorar a habilidade de fluência em leitura oral.
• Incentivar a criatividade e o desenvolvimento da produção de escrita.
BNCC
• A proposta desta seção contempla a Competência geral 4, pois incentiva os estudantes a utilizarem diferentes linguagens, como a verbal e a visual, para se expressarem e partilharem informações, experiências e ideias.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
A seção favorece a articulação com o componente curricular de Língua Portuguesa, uma vez que os estudantes poderão interagir com um poema visual, pesquisar informações sobre esse gênero literário e produzir um poema com os colegas e os familiares.
ENTRE TEXTOS
A língua portuguesa é uma das principais influências de Portugal no Brasil. Além de ser falada pela maioria dos brasileiros, é usada para a escrita de grande variedade de textos. Vamos agora conhecer um gênero de poema que mistura o texto escrito com a imagem: o poema visual.
Observe um exemplo.

NUNO, Fernando. O livro que não queria saber de rimas Ilustrações de Chris Eich. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2016. p. 5.
e) Resposta: Espera-se que os estudantes escolham critérios para organizar a exposição, identificando, por exemplo, poemas visuais com temas semelhantes.
Agora, leia o texto que traz a definição desse tipo de poema.
Um poema visual é um tipo de poema que utiliza elementos visuais, como a tipografia, a disposição das palavras e imagens, cores e formas, para transmitir uma mensagem ou provocar uma emoção. Ao contrário dos poemas convencionais que são escritos apenas com palavras, os poemas visuais exploram a linguagem visual para criar uma experiência estética e sensorial única.
[...]
DINIZ, Ana Cristina Pereira. Língua portuguesa – poema visual e poema digital. Prefeitura de Goiânia. Disponível em: https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/eaja/ lingua-portuguesa-poema-visual-e-poema-digital/. Acesso em: 8 abr. 2025.
Tipografia: neste caso, é a técnica de dispor as letras e palavras de maneira harmônica e atrativa
d) Resposta: Os estudantes podem utilizar a criatividade para escolher o tema, as palavras e imagens para a produção do poema visual.
EXPLORANDO O TEXTO
a) Resposta: O poema visual é uma forma de poema que utiliza elementos visuais para transmitir uma mensagem ou provocar uma emoção.
a ) Explique o que é um poema visual.
b ) No poema visual da página anterior, qual palavra forma uma imagem?
Resposta: No poema, cada gota de chuva é uma letra, C, H, U, V, A e, lidas da esquerda para a direita, formam a palavra "chuva"
ALÉM DO TEXTO
c) Resposta: Espera-se que os estudantes pesquisem exemplos de poema visual, percebendo a estrutura e a relação entre a imagem e o texto.
c ) Agora é a sua vez de criar um poema visual. Com o auxílio de um adulto, faça uma pesquisa em livros, revistas e sites e verifique mais exemplos de poema visual.
d ) Escolha um tema, uma ou mais palavras e imagens e crie seu poema em uma folha de papel separada. Para a criação do poema, escolha tipos de letra com a qual você se sente mais confortável para escrever.
e ) Mostre seu poema aos colegas e depois organizem uma exposição com os poemas da turma.
f ) Em casa, explique para um adulto da sua família o que é um poema visual e mostre-lhe alguns exemplos.
Resposta: O objetivo da atividade é promover a interação entre o estudante e seus familiares.
g ) Elabore um poema visual com esse familiar. Depois de pronto, leia o poema em voz alta para a sua família.
Resposta: Espera-se que os
estudantes compartilhem o conhecimento apreendido em sala de aula em sua realidade.
texturas diferentes (papel lixa, EVA, barbante) e montagem tátil.
• A respeito da exposição dos poemas, no item e, convide os estudantes para a produção de um painel. Cole os poemas no papel kraft e pendure em lugar acessível a todos. Se possível, agrupe os poemas com temáticas semelhantes. Em seguida, ajude-os a organizar um sarau para a apresentação dos trabalhos. Incentive-os a declamar os poemas e a explicar os motivos pelos quais os levaram a escolher determinadas imagens para a elaboração do texto.
EXPLORANDO O TEXTO
• Para o item a, ajude os estudantes a encontrarem a definição de poema visual nos textos das páginas 88 e 89. Caso algum estudante apresente dificuldade, convide-o a identificar os elementos que fazem parte do poema visual, como as imagens e as letras.
• Sobre o item b , destaque aos estudantes que a presença de uma nuvem nublada e de um guarda-chuva contribui para a formação do sentido da poesia visual.
ALÉM DO TEXTO
• Sobre o item c, pesquise com os estudantes, na biblioteca ou na sala de informática da escola, por autores como Símias de Rodes (O ovo, cerca de 300 a.C.), Augusto de Campos (Luxo, de 1966), e Arnaldo Antunes (Rio: o ir, de 1997). Apresente a data de criação desses poemas, de modo que os estudantes percebam que foram produzidos em diferentes épocas.
• Para o item d, oriente os estudantes a procurarem por imagens e palavras relacionadas ao campo semântico do tema escolhido. Possibilite aos estudantes com necessidades educacionais específicas que produzam seus poemas com materiais com contraste e letras ampliadas ou utilizem letras móveis,
03/10/2025 14:51:07
• No item f, com o objetivo de facilitar a experiência familiar, ajude os estudantes a escreverem o conceito de poema visual em seus cadernos. Liste na lousa o nome de alguns poetas e poemas visuais para que eles pesquisem com os familiares.
• Para a elaboração do poema visual com os familiares, item g, forneça subsídios para que os estudantes conduzam seus familiares na produção do poema. Descreva, na lousa, o passo a passo: 1) escolha do tema; 2) pesquisa de palavras; 3) pesquisa de imagens; e 4) produção do poema.
• Caso julgue necessário, auxilie os estudantes na realização da atividade 1
No item a, comente que a diáspora africana forçou a saída de africanos de suas terras em direção à Europa e ao Oriente Médio, mas foi nas Américas que ocorreu seu ápice. Destaque que o Brasil só proibiu o tráfico de africanos escravizados no ano de 1850, com a Lei Eusébio de Queirós, contabilizando três séculos de responsabilidade sobre a diáspora. Engaje os estudantes em um momento de escuta ativa, no qual possam compartilhar suas interpretações sobre o texto e explicar como chegaram às suas conclusões.
AVALIANDO
Objetivo
• Identificar diferenças entre diáspora africana e imigração.
Sugestão de intervenção
• O item a da atividade 1 permite verificar se os estudantes compreenderam o conceito de diáspora africana. Caso perceba dificuldade quanto à compreensão do conceito, releia o texto com eles, destacando os trechos que demonstram aspectos da migração forçada. Outra sugestão é fazer a distinção da vinda dos portugueses e dos africanos para o Brasil, a fim de que eles percebam a diferença entre diáspora e migração. Ressalte que, diferentemente dos portugueses, que vieram ao Brasil por conta da exploração comercial, os africanos foram capturados e forçados a atravessar o Oceano Atlântico na condição de escravizados para suprir as demandas de trabalho no Brasil.
• Para o item b da atividade 1, relacione o vocábulo tumbeiro à tumba, salientando que, em razão dos maus-tratos e da falta de higie-
16 A DIÁSPORA AFRICANA
1. a) Resposta: É um fenômeno caracterizado pela imigração forçada de africanos, durante o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas.
1. Em dupla, leiam o texto a seguir e respondam às questões.
[...]
Espera-se que os estudantes retomem o texto para responder à atividade.
A diáspora africana é o nome dado a um fenômeno caracterizado pela imigração forçada de africanos, durante o tráfico transatlântico de escravizados. Junto com seres humanos, nestes fluxos forçados, embarcavam nos tumbeiros (navios negreiros) modos de vida, culturas, práticas religiosas, línguas e formas de organização política que acabaram por influenciar na construção das sociedades às quais os africanos escravizados tiveram como destino. [...]
MARQUES, Lorena de Lima. Diáspora africana, você sabe o que é? Fundação Cultural Palmares, 20 fev. 2019. Disponível em: https://www.gov.br/palmares/pt-br/assuntos/noticias/diaspora-africana-voce-sabe-o-que-e. Acesso em: 2 abr. 2025.
a ) O que é diáspora africana? Como vocês chegaram a essa conclusão?
b ) Os navios negreiros eram chamados de tumbeiros. Na opinião de vocês, por que esses navios ficaram conhecidos por esse nome?
c ) O que os africanos levavam ao serem embarcados nos navios?
1. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes associem a palavra "tumbeiros" com tumba (sepultura, túmulo), referindo-se à alta taxa de mortalidade nesses navios.
1. c) Resposta: Modos de vida, culturas, práticas religiosas, línguas e formas de organização política.

ne, os navios tumbeiros eram ambientes de alta mortalidade para os africanos escravizados.
• Por fim, sobre o item c da atividade 1, destaque que os africanos eram impedidos de trazer qualquer pertence de suas terras, mas traziam consigo um vasto repertório cultural e social, que contribuiu para a formação da sociedade brasileira.
• Ao abordar o tema da escravidão com a turma, explique que essa foi uma prática adotada por diversos povos ao longo da história. Cerca de 2 500 anos atrás, por exemplo, os gregos e os romanos mantinham pessoas escravizadas que
Os lugares onde os africanos eram embarcados à força para serem escravizados se tornaram atualmente monumentos de memória contra a escravidão. A Porta do Não Retorno, por exemplo, recebeu esse nome em razão de ser o lugar de embarque das pessoas escravizadas no Senegal.
Porta do Não Retorno, na Ilha de Gorée, Senegal. Fotografia de 2019.
realizavam a maior parte dos trabalhos, tanto no campo como nas cidades. Embora em menor quantidade, nas sociedades africanas tradicionais, também havia a utilização do trabalho escravizado, formado, geralmente, por pessoas aprisionadas em guerras. Após o século XV, contudo, os europeus transformaram a prática da escravidão em um comércio lucrativo, por meio do qual escravizaram milhões de africanos, retirando dessas pessoas sua condição humana e sua dignidade.
Desde o século 16, pessoas de diferentes povos africanos foram trazidas à força para o Brasil para serem escravizadas. Além de serem forçadas a trabalhar, era comum que elas sofressem castigos físicos e maus-tratos. Muitas vezes, eram obrigadas a praticar trabalhos insalubres, diminuindo drasticamente sua expectativa de vida.
Os africanos eram trazidos em navios, em espaços muito pequenos e sem as mínimas condições de higiene. Muitos deles adoeciam ou não sobreviviam. Em razão da alta taxa de mortalidade, esses navios ficaram conhecidos como tumbeiros. Além disso, quando chegavam ao Brasil, os africanos eram muitas vezes separados de seus familiares para que fossem vendidos nos mercados de pessoas escravizadas.
Insalubres: que prejudicam a saúde.
RESISTÊNCIA AFRICANA
Os africanos e afrodescendentes sempre resistiram à escravização de diferentes maneiras. Muitos procuravam causar prejuízos aos senhores, por exemplo, trabalhando em um ritmo mais lento, quebrando ferramentas ou queimando plantações de cana-de-açúcar.
Os escravizados também fugiam e formavam comunidades, chamadas quilombos, geralmente, em meio à mata, em regiões de difícil acesso. Um deles foi o Quilombo do Buraco do Tatu, localizado na Bahia. Observe a seguir uma planta desse quilombo.

protegendo a entrada do local. [...] QUILOMBO do Buraco do Tatu. Impressões Rebeldes. Disponível em: https://www.historia.uff.br/ impressoesrebeldes/revolta/quilombo-do-buraco -do-tatu/. Acesso em: 22 jul. 2025.
ATIVIDADE EXTRA
• Para promover a recuperação dos temas abordados, proponha aos estudantes uma atividade de pesquisa sobre as comunidades quilombolas da atualidade. Auxilie-os a pesquisar, preferencialmente, alguma dessas comunidades
Planta do Quilombo do Buraco do Tatu, em Salvador, Bahia, em 1763.
que fique no município ou na região onde os estudantes vivem. Procure localizar quem são as pessoas que formam essas comunidades, como elas se organizam e quais são as atividades econômicas e sociais realizadas nos quilombos. Oriente os estudantes a pesquisarem em fontes confiáveis, como os sites da Conaq (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas), da Fundação Cultural Palmares ou do IBGE, além de e acervos de universidades
• Leia o texto sobre a resistência africana com os estudantes e questione-os sobre a questão da conquista de direitos e da importância da resistência desempenhada pelas populações escravizadas. Sobre os quilombos, comente que muitos descendentes dos quilombolas ainda moram nas regiões. Essas terras, atualmente, são consideradas remanescentes de quilombos e são reconhecidas pelo governo como lugar de preservação das culturas africanas e afro-brasileiras.
• Sobre o Quilombo do Buraco do Tatu, leia o texto a seguir.
[...]
O Buraco do Tatu era um povoado bem organizado, com cerca de sessenta e cinco adultos, residências, estabelecimentos para fins cerimoniais, agricultura e possivelmente atividades de pesca. A defesa do local era engenhosamente elaborada, havia armadilhas ponteadas, escondidas nos matos, além de fossas, estepes e caminhos falsos que contribuíram para a proteção e manutenção do local, impossibilitando o acesso de capitães do mato e demais inimigos. A retaguarda era protegida por um canal pantanoso, chegando na altura de um homem. Ou seja, era um complexo sistema de proteção e defesa, com elaboradas estratégias militares
03/10/2025 14:52:48
públicas. Promova o uso pedagógico da tecnologia realizando a pesquisa na sala de informática, conforme os recursos disponíveis na escola. Uma alternativa é fazer a pesquisa no acervo da biblioteca. Em seguida, convide-os para uma roda de conversa e oriente-os na identificação de elementos de permanência e de mudanças entre as comunidades quilombolas do século XVII e as comunidades quilombolas da atualidade.
• O objetivo da atividade 2 é promover a interação dos estudantes com uma fonte histórica. Promova a análise conjunta da imagem; para isso, pergunte-lhes quem são as pessoas representadas, o que a pessoa na torre está fazendo, qual atividade as demais pessoas estão fazendo, qual espaço essas pessoas estão (espaço rural ou espaço urbano). Em seguida, verifique se eles perceberam que há uma torre de vigilância que permite que o homem que ali está observe a chegada de algum perigo à liberdade ou à vida dos habitantes do quilombo.
• Em relação à atividade 3, avalie o conhecimento prévio dos estudantes sobre as manifestações de resistência cultural negra. Diga-lhes que muitas delas ainda são praticadas na atualidade e fazem parte de nossas festas e comemorações. Caso apresentem dificuldade em identificá-las, comente sobre as irmandades de pretos, as congadas, o afoxé, os blocos afros e as escolas de samba. Aproveite a oportunidade e promova a reflexão sobre a importância das manifestações de resistência cultural negra na atualidade. Motive-os a perceber que essas manifestações contribuem tanto para a preservação de costumes e tradições como para a luta contra o racismo.
• A respeito da preocupação dos quilombolas com a segurança do quilombo e as relações sociais com outros grupos que viviam na região, leia o texto a seguir. [...]
O quilombo significou uma alternativa concreta à ordem escravista – e, por isso, tornou-se um problema real e bastante amedrontador para a sociedade colonial e para as autoridades, que precisavam combatê-lo de modo sistemá-
Alguns quilombos se organizavam de modo parecido aos reinos que existiam na África. Era comum cada quilombo ter um líder, que tomava as decisões procurando ouvir os outros membros da comunidade.
A prioridade dos quilombolas era a produção de alimentos e a defesa de seu território. Os alimentos excedentes eram trocados por outros produtos, como sal e tecidos.
Um dos maiores quilombos da Colônia foi o Quilombo dos Palmares, formado no final do século 16, na Serra da Barriga, localizado no atual estado de Alagoas. Esse quilombo chegou a ser habitado por cerca de 20 mil pessoas e resistiu por quase cem anos, sendo Zumbi dos Palmares (1655-1695) seu último líder. As mulheres também desempenhavam papéis importantes na administração do quilombo, entre elas Dandada dos Palmares (1654-1694).
2. Resposta: Espera-se que os estudantes percebam que a existência de uma torre de vigilância demonstra a preocupação dos quilombolas em relação à segurança do quilombo. Por meio dela, eles podiam perceber a aproximação de algum inimigo.
INFOGRÁFICO
CLICÁVEL: Organização dos quilombos

3. Resposta pessoal. Entre as diversas manifestações de resistência negra, podemos citar o jongo, a capoeira e a criação das religiões como o Candomblé e a Umbanda.
Detalhe de mapa que representa moradores do Quilombo dos Palmares durante uma pescaria, publicado em um livro do século 17.
2. Que elemento da imagem demonstra a preocupação que os quilombolas tinham com a segurança do quilombo?
3. Você conhece alguma manifestação de resistência cultural negra?
Além de serem forçados a trabalhar, os escravizados eram proibidos de manifestar suas culturas. Não podiam praticar suas religiões nem realizar festas e cerimônias. Mesmo assim, desenvolveram manifestações culturais como formas de resistência a fim de preservarem suas tradições e costumes.
tico. Mas, ao mesmo tempo, o quilombo era parte da sociedade que a reprimia, em função dos diversos vínculos que tinha com os diferentes setores desta. Tais vínculos, de natureza muito variada, incluíam a criação de toda sorte de relações comerciais com as populações vizinhas, a formação de redes mais ou menos complexas para a obtenção de informações e, como não poderia deixar de ser, o cultivo de um sem-número de laços afetivos e amorosos que se entrecruzavam nas periferias urbanas e nas fazendas. [...]
SCHWARCZ; Lilia Moritz; STARLING; Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 99.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
03/10/2025 14:52:48
SANTOS, Ynaê Lopes dos. Racismo brasileiro: uma história da formação do país. São Paulo: Todavia, 2022.
Nessa obra, a autora aborda a história do Brasil analisando o preconceito e a violência sofridos pela população africana e afrodescendente.
CONTRIBUIÇÕES
AFRICANAS NA SOCIEDADE BRASILEIRA
As diferentes expressões culturais africanas, além de simbolizarem a resistência de pessoas escravizadas, contribuíram para a formação da sociedade brasileira e fazem parte de nossa diversidade cultural. Conheça a seguir outras contribuições africanas em nossa sociedade.


ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• Por meio do item “Música e instrumentos”, é possível propor atividades interdisciplinares com o componente curricular de Arte. Para isso, organize momentos de escuta de gêneros musicais de influência africana, como samba, maracatu, congada, lundu e afoxé. Peça aos estudantes que identifiquem os instrumentos e anotem os sentimentos que a música desperta. Também é possível a exibição de víde-
Vocabulário: nosso vocabulário é repleto de palavras de origem africana, como moleque, quiabo, fubá, caçula, cafuné, angu, maracatu, quitute, entre outras.
Culinária: são exemplos de alimentos de origem africana o vatapá, acarajé, mugunzá, caruru, além dos temperos como pimenta, leite de coco e azeite de dendê.
Música e instrumentos: samba, afoxé, maracatu, congada e lundu são exemplos da influência africana na música. Berimbau, agogô, afoxé, tambor, atabaque e cuíca são alguns exemplos de instrumentos musicais de origem africana.
Religião: os africanos contribuíram com a diversidade religiosa do Brasil. Entre as religiões de matriz africana estão Candomblé, Umbanda, Babaçuê e Batuque.
os curtos mostrando a utilização de instrumentos como berimbau, atabaque, cuíca, agogô e tambor, com destaque para sua função em práticas como a capoeira ou os cortejos religiosos e festivos. Essas atividades fortalecem o reconhecimento da música como linguagem artística presente na vida cotidiana, promovendo o respeito à diversidade e incitando o interesse dos estudantes pelas manifestações culturais de matrizes africanas.
• Ao abordar as contribuições africanas para a formação da sociedade brasileira, pergunte aos estudantes se eles já conheciam os elementos apresentados na página e se saberiam indicar outros.
• Diga-lhes que, além das contribuições africanas ao vocabulário brasileiro, houve grandes contribuições de autores afrodescendentes à literatura brasileira, por exemplo, Maria Firmina dos Reis (1822-1917), considerada uma das primeiras romancistas negras do Brasil, autora de Úrsula e Cantos à beira-mar; Machado de Assis (1839-1908), autor de obras como Quincas Borba, Dom Casmurro, Esaú e Jacó e Memórias Póstumas de Brás Cubas; o escritor e jornalista Lima Barreto (1881-1922), autor de livros como Triste fim de Policarpo Quaresma e Clara dos Anjos; e a escritora Carolina Maria de Jesus (1914-1977), conhecida pela obra Quarto de despejo: diário de uma favelada
03/10/2025 14:52:49
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
CUNHA, Débora Alfaia da (org.). Educação, negritude e interculturalidade Castanhal: DAC, 2020. Nessa obra, os autores abordam a necessidade de refletir as práticas escolares em seus respectivos contextos históricos, motivando a releitura das culturas africanas por meio de práticas lúdicas e os usos pedagógicos da tecnologia, por exemplo.
Apresentação do grupo Congada Santa Efigênia de Mogi das Cruzes no município de São Paulo, em 2024.
Baiana preparando acarajé no Festival Bambaê de Culturas Tradicionais no município do Rio de Janeiro, em 2024.
OBJETIVOS
• Compreender a importância do combate ao racismo.
• Incentivar o desenvolvimento da produção escrita.
• Criar um podcast
• Incentive os estudantes a explorarem, questionarem e refletirem sobre o racismo estrutural presente em expressões aparentemente inofensivas, como “lápis cor de pele”. A leitura da HQ contribui para o desenvolvimento do pensamento autônomo e crítico, permitindo aos estudantes que identifiquem situações de racismo e proponham formas de enfrentamento.
1.
CONHECENDO O PROBLEMA
• A seção propõe uma situação-problema real e próxima do cotidiano dos estudantes ao questionar a expressão “lápis cor de pele” e suas implicações sociais e simbólicas. Ao serem expostos a esse tipo de situação, os estudantes são desafiados a refletir criticamente sobre comportamentos naturalizados, reconhecendo o racismo como um problema coletivo e estrutural que demanda enfrentamento consciente.
2.
ORGANIZANDO AS IDEIAS
• Sobre o item a, comente com os estudantes que, considerando a história da formação do Brasil, muitas vezes aprendemos e reproduzimos atitudes racistas ou sofremos com elas. Por isso, devemos estar atentos para identificar ações racistas e discriminatórias. O exemplo do “lápis cor de pele” remete a um comportamento reproduzido, cotidianamente, pelo senso comum, sobretudo no contexto escolar, fazendo-se
COLETIVAMENTE
Precisamos combater o racismo
Conhecendo o problema 1
Leia a história em quadrinhos a seguir.

Você já ouviu a expressão “lápis cor de pele”? Já parou para pensar no que isso significa? Em nossa sociedade, a cor da pele ainda é um dos grandes fatores discriminantes, embora não seja o único. Origem étnica, traços físicos e textura do cabelo também são outros elementos usados como alvo de atitudes racistas.
Muitas pessoas passam por situações discriminatórias, preconceituosas e racistas na escola, no trabalho e durante práticas esportivas, por exemplo. Por meio do questionamento sobre a expressão “lápis cor de pele”, podemos refletir sobre situações de racismo contra afro-brasileiros e buscar alternativas para combatê-las.
necessário desnaturalizá-lo.
• No item b, encoraje o pluralismo de ideias incentivando os estudantes a ouvirem os colegas, respeitarem opiniões diferentes das suas e compreenderem que o combate ao racismo exige ações concretas, conscientes e coletivas. Se necessário, acolha as dificuldades dos estudantes em formular suas opiniões, oferecendo exemplos práticos de atitudes antirracistas que podem ser adotadas na escola, em casa e na comunidade.
• Para o item c, podem ser sugeridas ações como campanhas de conscientização e atividades que trabalhem a questão da representatividade negra na escola com músicas, brincadeiras e leituras relacionadas ao combate ao racismo. Aproveite a oportunidade para convidar uma pessoa do movimento negro do município ou região para realizar palestras e comentar o tema com a turma.
RIBEIRO, Estevão. Rê Tinta, 2020.
Organizando as ideias
2. b) Resposta pessoal. O objetivo da atividade é promover o debate democrático de ideias entre os estudantes. Espera-se que eles indiquem ações que promovam o respeito e o combate ao racismo na sociedade.
a ) Qual é o principal problema apresentado pelos personagens da história em quadrinhos?
Resposta: O problema é a ideia de que existe apenas um tom de pele.
b ) Em sua opinião, de que maneira podemos combater situações de racismo? Compartilhe suas ideias com os colegas.
c ) Em grupo, elaborem uma lista com sugestões de ações para o combate ao racismo.
Resposta pessoal. Após o debate de ideias, espera-se que os estudantes listem algumas sugestões apontadas por eles. Durante a atividade, verifique se eles fizeram indicações que respeitem os direitos humanos.
Buscando soluções 3
a ) Agora que vocês já conversaram sobre o assunto, com a ajuda do professor, criem um podcast. Cada grupo deve criar um episódio diferente sobre o tema do combate ao racismo, tanto aos indígenas quanto aos afrodescendentes. Para isso, sigam as instruções:
• escolham um nome para o podcast;
• definam os participantes de cada episódio;
• criem um roteiro do áudio;
• ensaiem para a gravação;
3. a) Resposta: Espera-se que os estudantes produzam episódios de podcast com cerca de 10 minutos.
• gravem em ambiente silencioso;
• editem a gravação e publiquem o podcast
b ) Com a ajuda do professor, postem as gravações na internet e compartilhem os episódios do podcast com toda a comunidade escolar!
3. b) Resposta: O objetivo da atividade é possibilitar que os estudantes interajam com a comunidade escolar por meio de episódios de podcast que promovam o combate ao racismo.
Ilustração que representa uma professora gravando um episódio de podcast com os estudantes.

• Esta seção favorece o desenvolvimento dos temas contemporâneos transversais Educação em direitos humanos e Ciência e tecnologia, refletindo a importância do combate ao racismo na construção de uma sociedade mais justa e livre de preconceitos e expressando opiniões e soluções para a vida cotidiana por meio de ferramentas tecnológicas digitais.
03/10/2025 14:52:50
• Para criar o podcast, engaje os estudantes a colocarem em prática habilidades de pesquisa, escuta, argumentação e comunicação, aplicando seus conhecimentos em situações reais e significativas. Para isso, ajude-os a utilizar programas específicos para a produção do podcast. Há algumas possibilidades de programas que oferecem esse recurso gratuitamente. Em geral, eles permitem a gravação e edição dos áudios.
• Reforce a importância do uso responsável das mídias e tecnologias digitais, tomando cuidado com o uso de informações, imagens e falas de terceiros, respeitando os direitos autorais, o consentimento e a privacidade de todas as pessoas envolvidas. Para gravações com colegas ou outros membros da escola, é importante solicitar autorização prévia.
• Para promover a participação ativa de estudantes com necessidades educacionais específicas, encoraje o uso de diferentes linguagens no processo de criação, como a gravação de roteiros em vídeo com Libras, que podem ser traduzidos, editados e integrados ao podcast. A divulgação para a comunidade escolar possibilita uma ação de culminância com potencial de impacto social e educacional. Essa proposta pode ser estruturada como um projeto de combate ao racismo, envolvendo outras turmas e os familiares dos estudantes, reforçando o protagonismo dos estudantes na construção de uma sociedade mais justa.
BNCC
1. Objetivo
• Identificar as formas de resistência indígena no passado.
Sugestão de intervenção
• Caso os estudantes tenham dificuldades nessa atividade, promova a recuperação do conteúdo abordado no texto das páginas 83 e 84 e ajude-os a identificar algumas maneiras que os indígenas encontraram para resistir à colonização portuguesa. Caso julgue necessário, liste alguns exemplos na lousa.
2. Objetivo
• Distinguir as motivações das migrações portuguesas e da diáspora africana no século XVI.
Sugestão de intervenção
• Relacione o texto da página 86, relativo à chegada dos portugueses ao Brasil, com o texto sobre a diáspora africana, da página 90 Para promover a progressão dos conhecimentos sobre o tema, solicite aos estudantes que realizem a leitura oral desses textos e, em seguida, oriente-os a identificar “os investimentos lucrativos” como a causa da vinda dos portugueses ao Brasil. Logo após, pergunte-lhes quem, na opinião deles, eram os responsáveis pelo “tráfico transatlântico de escravizados” (europeus) e quem eram os seres humanos que embarcavam nos “tumbeiros” (africanos escravizados). Em seguida, verifique se eles compreenderam que os portugueses vieram para o Brasil em busca de investimentos lucrativos, enquanto os africanos foram forçados a sair das suas terras para trabalhar nas lavouras de cana-de-açúcar.
Escreva as respostas no caderno.
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
1. No período da colonização, muitos indígenas foram aprisionados e escravizados. Diante disso, cite duas maneiras de resistir utilizadas pelos indígenas.
Resposta: Os indígenas fugiam dos cativeiros, defendiam as aldeias contra os colonizadores e atacavam vilas e fazendas ocupadas pelos europeus, por exemplo.
2. Os motivos pelos quais portugueses e africanos vieram para o Brasil, a partir do século 16, foram os mesmos? Por quê?
Resposta: Não. Os portugueses
vieram para o Brasil por razões econômicas, para fixarem colônia e explorarem as riquezas daqui. Já os africanos trazidos à força para serem escravizados.
3. Observe a imagem a seguir.

Casa de ferreiro
Buracos por onde fugiam
Horta
Entrada com 2 fojos
Trincheira
Fojos: armadilhas.
Estrepes: objetos pontiagudos.
Detalhe de planta do Quilombo de São Gonçalo, produzida no século 18.
Caminho entre as casas
Casa de pilões
Saída com estrepes
Mata
Casa de tear
3. a) Resposta: Representa um quilombo. Espera-se que os estudantes relacionem algumas características da imagem, como trincheira, saída com estrepes e buracos por onde os quilombolas fugiam, como elementos da proteção.
a ) O que a imagem representa? Como você chegou a essa conclusão?
b ) Cite outras formas de resistência africana contra a escravidão no Brasil Colônia.
Possíveis respostas: Preservação das manifestações culturais como as religiões, fugas e sabotagem nos engenhos.
3. Objetivo
• Conhecer as formas de resistência negra durante a colonização do Brasil.
Sugestão de intervenção
• No item a, oriente os estudantes a analisarem a imagem, buscando identificar os elementos de acordo com as legendas. Acolha as diferentes leituras sobre a imagem e engaje-os em um debate sobre a importância de cada elemento da imagem para a proteção e subsistência do quilombo. Caso tenham dificuldades, chame a atenção para o fato de ser uma planta. Mostre
que o local é cercado pela mata e apresenta um sistema de segurança (trincheira, buracos para fuga). No item b, recupere o conteúdo abordado nas páginas 91 e 92. Em seguida, peça-lhes que identifiquem as formas de resistência descritas no texto e observe se eles apontaram outros exemplos além dos quilombos, como o ritmo de trabalho mais lento, a destruição de ferramentas e a queima das plantações de cana-de-açúcar. É importante eles identificarem uma pluralidade de maneiras encontradas pelos africanos escravizados para resistir à escravidão.
03/10/2025 14:52:51
4. Quais foram as contribuições indígenas, portuguesas e africanas na sociedade brasileira? Faça um desenho representando ao menos um exemplo de contribuição de cada povo.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes representem diferentes elementos, como culinária, costumes, vocabulário, festas, artesanato etc.
5. Leia o texto a seguir e depois responda às questões.
Os sons do atabaque, do agogô e do berimbau vinham com a brisa que soprava do mar. Algo familiar e ao mesmo tempo estranho. O toque e o ritmo surpreendiam os ouvidos. Foi assim que o menino João Pedro despertou do sono depois da longa viagem de Luanda para Salvador. [...]
João Pedro foi em viagem de férias para a Bahia em companhia de seus pais, Marcos e Maria Luísa, e a pequena Catarina. Eles tinham chegado de Luanda, capital de Angola, no dia anterior, para visitar o Brasil. Decidiram pelo Brasil não só por causa da língua e pela aproximação cultural entre os dois países, mas também pela história da família que os ligava à Bahia. Segundo os mais velhos da família, o tataravô de João Pedro teria vindo como [escravizado] num navio negreiro. Sabia-se que, tempos depois, ele tinha ganhado dinheiro como pintor de igreja, comprado a alforria e retornado à África. Daí a motivação da família em conhecer os lugares onde seu antepassado vivera.
5. d) Resposta: Além da língua e da aproximação cultural entre Angola e Brasil, a família queria conhecer os lugares onde seu antepassado vivera.
ALBUQUERQUE, Wlamyra; FRAGA, Walter. O que há de África em nós Ilustrações de Pablo Mayer. São Paulo: Moderna, 2013. p. 38-39. (Coleção Viramundo).
Ilustração que representa um berimbau.
a ) A família de João Pedro veio de qual país para passar as férias no Brasil?
Resposta: A família de João Pedro veio de Angola.
b ) Qual município brasileiro a família foi visitar?
c ) Como o tataravô de João Pedro foi trazido ao Brasil?
Resposta: A família foi visitar Salvador, na Bahia. Resposta: Ele foi trazido na condição de escravizado, em um navio negreiro.
d ) Quais motivos levaram a família a querer conhecer o Brasil?
e ) Em sua opinião, quais aspectos das culturas africanas a família de João Pedro pode perceber no Brasil?
Resposta pessoal. Espera-se que
os estudantes respondam que são várias as influências africanas no Brasil, como a língua, a culinária, a música, as religiões, entre outras.
4. Objetivo
• Perceber as contribuições dos povos indígenas, portugueses e africanos para a formação da sociedade brasileira.
Sugestão de intervenção
• Com o auxílio dos estudantes, produza na lousa um quadro com influências indígenas, portuguesas e africanas para a cultura brasileira da atualidade. Para isso, peça-lhes que retomem as páginas 85, 87 e 93. Conforme os estudantes identificam essas influências, preencha o quadro da lousa e, por fim, sugira que o transcrevam em seus cadernos. Em seguida, diga-lhes que podem utilizar os exemplos da lousa para produzir as ilustrações. Nesse processo, é importante os estudantes reconhecerem elementos das culturas indígenas, portuguesa e africanas presentes na sociedade brasileira contemporânea, recuperando seus conhecimentos sobre o tema.
5. Objetivo
• Identificar a presença das culturas africanas no Brasil. Sugestão de intervenção
• Engaje a turma em uma roda de leitura coletiva e ajude os estudantes na interpretação do texto citado, de modo que reconheçam a origem das pessoas que foram passar as férias em Salvador e os motivos que as levaram para lá. Aproveite e converse com os estudantes sobre sua realidade próxima, questionando-os se eles são de origem africana e, em caso afirmativo, se sabem de qual região vieram seus antepassados. Aproveite para promover a valorização das culturas africanas no Brasil, visando à progressão do aprendizado.
ATIVIDADE EXTRA
• Para a realização desta atividade, retome os conteúdos apresentados nas páginas 85 (contribuições indígenas), 87
(contribuições portuguesas) e 93 (contribuições africanas) e crie um caderno de receitas multiculturais com os estudantes. Peça-lhes que apontem pelo menos um alimento característico de cada cultura. A título de exemplo: mandioca para os indígenas, pães dos portugueses e azeite de dendê dos africanos. Em seguida, liste esses elementos na lousa e solicite-lhes que digam alguns pratos e receitas que conhecem e que podem ser produzidos com os respectivos alimentos.
03/10/2025 14:52:51
Convide-os para a sala de informática e, promovendo o uso pedagógico da tecnologia, oriente-os na pesquisa de algumas receitas. Por fim, peça-lhes que descrevam as receitas em folhas de papel sulfite dobrado. Diga-lhes para fazer uma capa colorida contendo referências às culturas indígenas, portuguesa e africanas.
OBJETIVOS DA UNIDADE
• Discutir as formas de deslocamento populacional.
• Compreender o processo de imigração para o Brasil nos séculos XIX e XX.
• Analisar os movimentos migratórios internos no Brasil.
• Identificar as causas dos movimentos migratórios contemporâneos no Brasil e no mundo.
• Refletir sobre a recepção dos migrantes na atualidade.
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
Para iniciar o trabalho com esta unidade, peça aos estudantes que façam uma pesquisa sobre a origem de seus sobrenomes. Oriente-os a conversar com os familiares sobre quais regiões do Brasil ou de quais países vieram seus antepassados, indicando como e quando eles chegaram ao Brasil ou à região onde vivem atualmente. Caso eles não consigam obter essas informações com os familiares, promova uma pesquisa em livros ou sites que tratam da origem dos sobrenomes. Depois, façam em sala de aula uma roda de conversa sobre os resultados da pesquisa, de modo que eles percebam que as pessoas podem ter origens diversas e que essa diversidade deve ser valorizada e respeitada.
• Ao explorar as imagens da abertura da unidade, proponha uma análise comparativa entre os dois registros fotográficos. Comece pela imagem A, motivando os estudantes a observarem elementos como as vestimentas das pessoas e o local do desembarque. Explique que essa imagem retrata a chegada de imigrantes europeus ao Brasil no início do século XX, em um período em que muitos estrangeiros foram incen-
UNIDADE

DESLOCAMENTOS POPULACIONAIS
1. Resposta pessoal. O objetivo desta atividade é explorar os conhecimentos prévios dos estudantes. Comente que os imigrantes vieram para o Brasil para trabalhar.
Desembarque de imigrantes europeus na estação ferroviária da Hospedaria de Imigrantes, no município de São Paulo, em 1908.
tivados a vir para trabalhar nas lavouras brasileiras, especialmente no estado de São Paulo. Aproveite para destacar o papel da Hospedaria de Imigrantes como ponto de recepção e triagem desses grupos. Em seguida, analise com a turma a imagem B. Pergunte o que a imagem revela sobre os deslocamentos populacionais no tempo presente. Chame a atenção para o fato de que a migração continua sendo uma realidade, embora motivada por diferentes razões, como questões econômicas, políticas e humanitárias.
• O estudo desta unidade promove o desenvolvimento das habilidades EF04HI06, EF04HI09, EF04HI10 e EF04HI11. Os momentos específicos em que elas serão trabalhadas aparecerão indicados ao longo da unidade.
BNCC
Por que você imagina que as pessoas retratadas na fotografia A vieram para o Brasil?
O que a fotografia B indica sobre a imigração para o Brasil, na atualidade?
Você conhece algum imigrante? Comente com os colegas.
2. Resposta: Espera-se que os estudantes percebam que a fotografia indica que os imigrantes da atualidade vêm para trabalhar no Brasil, pois a mulher do Togo está mostrando os produtos de sua loja.

3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem a realidade próxima, compartilhando experiências com pessoas que migraram para o Brasil.
• As atividades iniciais da unidade visam mobilizar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre os deslocamentos populacionais ao longo do tempo. As imagens e os questionamentos propostos têm como função despertar o interesse pelo tema da imigração, promovendo o acolhimento das experiências pessoais e o respeito à diversidade.
• Na atividade 1, auxilie os estudantes a observarem elementos como vestimentas, bagagens e o cenário da estação ferroviária. Engaje-os na formulação de hipóteses sobre os motivos da vinda de imigrantes, promovendo a verbalização do raciocínio e o respeito às contribuições dos colegas.

03/10/2025 14:54:26
• Na atividade 2, destaque que a imagem mostra uma imigrante africana na atualidade, demonstrando que a imigração continua sendo parte importante da realidade brasileira.
• Para a realização da atividade 3, organize uma roda de conversa sobre o tema. Crie um ambiente acolhedor para que compartilhem histórias e experiências com imigrantes em suas famílias, comunidades ou no ambiente escolar. Para estudantes com necessidades educacionais específicas, permita o uso de pranchas de comunicação alternativa, recursos pictográficos ou aplicativos de voz. Caso haja estudantes imigrantes ou filhos de imigrantes na turma, dê espaço para compartilharem suas experiências, sempre respeitando sua vontade de falar ou não.
Imigrante do Togo mostrando os produtos de sua loja de roupas e acessórios no município de Salvador, na Bahia, em 2024.
• Na atividade 1, motive os estudantes a discutirem sobre os principais motivos que levam um grupo a deixar sua região de origem e migrar para outro destino. Incentive-os a compartilhar experiências pessoais sobre o tema.
• O objetivo da atividade 2 é incentivar os estudantes a compreenderem os processos migratórios por meio de experiências atuais. Por intermédio da entrevista, eles poderão conhecer diferentes trajetórias de vida, os motivos que levaram à migração e as transformações vividas, valorizando o pluralismo de ideias, a escuta ativa e o respeito às diferenças. Antes de iniciar a atividade, explique aos estudantes o objetivo da entrevista e revise com eles o roteiro proposto. Lembre-se de orientá-los sobre a necessidade de autorização da pessoa entrevistada. É importante fornecer um modelo de autorização para fotografar ou gravar áudio e vídeo da pessoa entrevistada. Para garantir a participação ativa de estudantes com necessidades educacionais específicas, sugere-se o apoio de um intérprete de Libras ou fazer a entrevista por escrito, com auxílio de pranchas de comunicação ou aplicativos de tradução.
AVALIANDO
Objetivo
• Conhecer os imigrantes da comunidade e identificar os motivos pelos quais se deslocaram de seus países.
Sugestão de intervenção
• Para a realização da atividade 2, produza um painel sobre os movimentos migratórios de imigrantes da comunidade. Na sala de aula, com o auxílio dos estudantes, cruze as informações coletadas nas entrevistas em um mapa-múndi, localizando os países de origem dos entrevistados. Em
1. Resposta pessoal. É importante que os estudantes reflitam sobre os motivos que levam determinado grupo a migrar de uma região para outra, como fome, falta de empregos, busca por melhores condições de vida, guerras, perseguições políticas, problemas climáticos ou catástrofes naturais.
OS DESLOCAMENTOS AO LONGO DO TEMPO
1. Em sua opinião, por quais motivos algumas pessoas se deslocam de uma região para outra?
Ao longo dos anos, ocorreram vários deslocamentos populacionais no Brasil. Alguns ocorreram de forma temporária, ou seja, eram viagens ou expedições que duravam determinado período. Em outros casos, pessoas deslocam-se de maneira permanente, saindo do lugar de origem e se estabelecendo em uma nova região.
As pessoas podem se deslocar por diversos motivos, como a busca de novas oportunidades de trabalho e da expectativa de uma vida melhor. Elas também podem migrar por causa de guerras, problemas ambientais ou perseguições políticas, religiosas ou étnicas.
É importante conhecer os motivos que levam as pessoas a migrar, pois isso nos ajuda a compreender melhor o lugar onde vivemos e como as sociedades se organizam.
2. Acompanhado de um adulto responsável, entreviste uma pessoa da sua família ou da comunidade que tenha migrado para o município onde você vive. Para isso, siga o roteiro.
Roteiro da entrevista
a ) Qual é seu nome e sua idade?
b ) Onde você vivia antes de migrar para cá?
c ) Como era sua vida antes de se mudar?
d ) Quando você se mudou para cá?
2. Resposta: Espera-se que os estudantes interajam com um migrante e conheçam os motivos que o fizeram sair de seu país, estado ou município. Em seguida, forme uma roda de conversas para promover o debate sobre o respeito às diferenças.
e ) O que motivou você a se mudar?
f ) Sua vida é muito diferente da vida que você tinha antes? Por quê?
Após a realização da entrevista, troque o caderno com um colega de turma para conhecer um pouco a pessoa entrevistada por ele.
Ilustração que representa um avião.
seguida, escreva em notas adesivas o motivo da migração de cada entrevistado e cole no país de origem. Caso considere oportuno, faça na lousa um quadro com o nome do país e os motivos do deslocamento para o Brasil. No final, convide os estudantes para uma roda de conversa e incentive-os a analisar as informações sobre aspectos espaciais, como os continentes e países de origem dos imigrantes e os motivos que levaram essas pessoas a migrar para o Brasil.
BNCC
• O conteúdo deste tema promove o desenvolvimento da habilidade EF04HI09, pois os estudantes deverão identificar os motivos dos movimentos migratórios em diferentes intervalos de tempo e espaço.
1. Resposta pessoal. O objetivo da atividade é explorar os conhecimentos prévios dos estudantes. Espera-se que eles identifiquem contribuições dos imigrantes nas manifestações culturais, nas festividades, na culinária e nas vestimentas.
IMIGRANTES NO BRASIL 18
1. Em sua opinião, qual foi a importância da imigração para a formação do Brasil?
A vinda de grande quantidade de imigrantes para o Brasil, entre meados do século 19 e o início do século 20, está relacionada com a proibição do tráfico de pessoas escravizadas da África, em 1850, e com a abolição da escravidão, em 1888. Nesse contexto, os grandes proprietários rurais buscaram formas de substituir o trabalho de pessoas escravizadas e, contando com o apoio do governo, incentivaram a vinda de imigrantes para trabalhar principalmente na produção cafeeira.
As propagandas feitas para os imigrantes de origem italiana, alemã, espanhola e japonesa continham promessas de que no Brasil eles receberiam os próprios lotes de terra e, assim, conseguiriam enriquecer. Porém, na maioria dos casos, os imigrantes se viram obrigados a trabalhar exaustivamente para os grandes proprietários das fazendas de café brasileiras.

ATIVIDADE EXTRA
• Promova uma visita virtual guiada ao acervo do Museu da Imigração, visando ao uso pedagógico da tecnologia. Disponível: https:// museudaimigracao.org.br/. Acesso em: 15 ago. 2025. Acesse previamente o site para conhecer as seções de documentação disponíveis (registros de matrícula, cartas de chamada, cartografias, iconografias e jornais). Em sala de aula, explique o significado de cada tipo de documento. Em seguida, proponha aos estudantes
Na viagem, a maioria dos imigrantes era acomodada em pequenas instalações nos navios, que eram desconfortáveis e pouco higiênicos. A viagem da Europa para o Brasil, por exemplo, era feita em grandes navios a vapor e demorava cerca de um mês. Já para os imigrantes vindos da Ásia, a viagem poderia durar cerca de 50 dias.
Cartaz japonês fazendo propaganda do Brasil, produzido no início do século 20.
03/10/2025 14:54:26
que escolham um dos documentos e escrevam uma breve análise, relacionando-o ao contexto histórico e às experiências dos imigrantes. Utilize os recursos de acessibilidade disponíveis no site e nos computadores para proporcionar a participação ativa dos estudantes com necessidades educacionais específicas. Uma alternativa é selecionar previamente alguns documentos e levá-los impressos para a sala de aula.
• Explique aos estudantes que emigrar significa sair de um país para viver em outro, enquanto imigrar significa entrar em um país para viver nele. Para facilitar a compreensão, explique que, se uma pessoa sai do Brasil para morar em outro país, ela emigrou. Porém, se ela saiu de outro país para morar no Brasil, ela imigrou. • Na atividade 1, explore a diversidade cultural e o cotidiano dos estudantes. Pergunte-lhes, por exemplo, se eles conhecem alguns pratos típicos, como massas (italianos), sushi e sashimi (japoneses) e quibe e esfirra (sírios e libaneses) e se reconhecem a nacionalidade de cada um. Explique que muitos alimentos que consumimos foram trazidos pelos imigrantes ao longo do tempo. Caso considere oportuno, comente que diversas práticas religiosas também são heranças dos imigrantes e que foram difundidas no Brasil quando esses grupos chegaram ao país.
• Explore o cartaz de propaganda apresentado nesta página. Verifique se os estudantes reconhecem a paisagem que foi inserida no topo do panfleto. Comente que se refere ao Pão de Açúcar e à Baía de Guanabara, no município do Rio de Janeiro, e que a imagem desses lugares pode ter sido inserida para representar as belezas naturais do Brasil com o objetivo de atrair os japoneses para cá.
• Ao abordar o conteúdo desta página, ressalte o fato de que o incentivo dos fazendeiros do Brasil para a vinda de imigrantes se deu principalmente no contexto de proibição do tráfico de africanos escravizados, em 1850, e da abolição da escravidão, em 1888. Esses fazendeiros procuravam alternativas de trabalhadores para as fazendas de café, produto valorizado no mercado internacional e que gerava altos lucros.
• Sobre a atividade 2, comente com os estudantes que as pessoas retratadas na fotografia estão colhendo o café. Engaje-os promovendo momentos de verbalização coletiva das observações. Para isso, promova a análise conjunta da fotografia, identificando as ferramentas utilizadas pelos trabalhadores para peneirar o café. Durante a análise, acolha as observações orais ou escritas dos estudantes sobre quais pistas visuais auxiliaram na construção da resposta.
• A atividade 3 tem por objetivo compreender as relações de trabalho entre imigrantes e fazendeiros brasileiros. Motive os estudantes a analisarem o texto verbal. Aproveite a oportunidade para promover a reflexão e uma postura inclusiva e empática em relação às condições dos imigrantes, tanto no passado como no presente.
• A respeito das dificuldades enfrentadas pelos imigrantes que vieram trabalhar nas fazendas de café, leia o texto a seguir. [...]
As dificuldades financeiras se apresentavam já na viagem. Vítimas de exploradores da miséria alheia, os imigrantes pagavam sobretaxas e preços altos pela passagem. Amontoados em navios de má categoria, descobriram logo na travessia oceânica as diferenças culturais, as quais se agudizavam no novo lar. [...]
O TRABALHO NO CAMPO
Quando estudamos povos do passado ou de outros lugares, entramos em contato com outras culturas, ou seja, com o conjunto de conhecimentos, costumes, crenças e valores que são compartilhados entre diferentes gerações.
Grande parte dos imigrantes que chegava ao Brasil era encaminhada para as fazendas de café. Nesses lugares, eles realizavam diversos tipos de trabalhos. Leia o texto e analise a fotografia a seguir.
[...] Eram eles, os imigrantes, que plantavam, colhiam, [...] ensacavam e carregavam os navios com as sacas de café.
O trabalho era realizado por toda a família. Trabalhavam o homem, a mulher e as crianças. A vida aqui, na nova terra, não foi nada fácil. O trabalho era muito pesado e mal remunerado. Frequentemente surgiam reclamações de maus-tratos e abusos cometidos pelos donos da terra.
[...]
3. Resposta: Os imigrantes ACERVO DO MUSEU DA IMIGRAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO/ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO, SP
CARNIER JÚNIOR,
Plínio. Imigrantes: viagem, trabalho, integração. São Paulo: FTD, 2000. p. 31-32.
podiam realizar diversos tipos de trabalho. Além de serem trabalhos pesados, eram mal remunerados. Era comum que toda a família se dedicasse a esses trabalhos, inclusive as crianças. Somado a isso, essas famílias sofriam frequentes maus-tratos dos donos das fazendas.

Imigrantes trabalhando na colheita de café em um município do interior de São Paulo, por volta de 1920.
2. Qual das etapas do trabalho com o café descritas no texto foi retratada na fotografia? Como você chegou a essa conclusão?
3. Por que as condições de trabalho de muitos imigrantes nas fazendas de café eram precárias? Em dupla, converse com o colega sobre isso.
2. Resposta: A colheita do café. Espera-se que os estudantes identifiquem as ferramentas que os trabalhadores rurais estão utilizando.
As línguas eram várias, os dialetos também, e todos estranhavam a dieta à base de farinha, arroz, feijão e as casas enfileiradas, construídas com tijolos de barro e teto de palha. Assim, longe de constituírem grupo homogêneo, os recém-chegados recriavam nos próprios trópicos seus costumes distintos. [...] SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 324.
O TRABALHO NAS CIDADES
A rotina nas fazendas de café e as precárias condições de trabalho motivaram muitos imigrantes a se deslocarem para as cidades em busca de outras oportunidades de trabalho. Além disso, havia imigrantes que vinham para o Brasil com recursos e com o objetivo de viver e trabalhar nas cidades. Conheça alguns dos trabalhos realizados por eles nas cidades.


Algumas famílias de imigrantes conseguiam abrir pequenos comércios.
Imigrante trabalhando em seu armazém no município de São Paulo, no final do século 19.
Muitos imigrantes trabalhavam como vendedores ambulantes, oferecendo variados tipos de produtos.
Vendedores ambulantes comercializam legumes, no município do Rio de Janeiro, em 1905.
4. Os tipos de trabalhos mostrados nas fotografias ainda existem na atualidade?
Resposta: Sim, tanto o trabalho em estabelecimentos comerciais como o de vendedor ambulante ainda são comuns na atualidade.
terra etc. – revelando as condições e características da constituição deste universo do trabalho livre. Os estudos sobre este imenso movimento populacional indicam um alto índice de retorno para a Itália e/ou abandono das fazendas. Este abandono da condição de trabalhador agrícola e a ida/fuga para as cidades é apontado como uma das causas centrais da vertiginosa expansão urbana da capital paulista.
[...]
LANNA, Ana Lucia Duarte. Aquém e além-mar: imigrantes e cidades. Varia Historia, Belo Horizonte, v. 28, n. 48, jul./dez. 2012. p. 881. Disponível em: https://doi.org/10.1590/ S0104-87752012000200018. Acesso em: 12 maio 2025.
103
03/10/2025 14:54:28
• A respeito da atividade 4, explore a realidade próxima dos estudantes. Questione se no município onde vivem há comerciantes que trabalham em lugares fixos (lojas, armazéns) ou de maneira ambulante (ruas, praias). Comente que os trabalhos ligados ao comércio são muito comuns no Brasil, sendo realizados tanto por brasileiros como por imigrantes ou refugiados.
• Comente com os estudantes que os imigrantes que optaram em viver e trabalhar nas cidades nem sempre contavam com os subsídios de parcerias oferecidos pelo governo brasileiro e pelas agências de financiamento que, geralmente, des tinavam os imigrantes para trabalhar nas fazendas de café. No entanto, a falta de incentivos financeiros não impediu um significativo movimento de imigrantes para as cidades brasileiras. Em outros casos, muitos daqueles que desistiam do trabalho agrícola nas fazendas de café se dirigiam para as cidades. A expansão do bairro do Bixiga, no município de São Paulo, por exemplo, oferece pistas sobre o papel significativo dessas comunidades multiétnicas no crescimento de algumas cidades brasileiras. Sobre esse tema, leia o texto a seguir.
[...]
A presença dos imigrantes italianos nas cidades brasileiras, sobretudo na cidade de São Paulo, que cresceu de forma vertiginosa naqueles anos finais do século XIX e início do XX, em geral, é compreendida como desvio da destinação original: as fazendas de café. Há vasta bibliografia sobre o tema que analisa as condições de trabalho nas fazendas, a especificidade das relações de trabalho – o colonato, as possibilidades de mobilidade e ascensão social, a importância do acesso à propriedade da
• A atividade 5 permite o trabalho com o componente curricular de Matemática. Para isso, incentive a leitura dos dados, a identificação dos valores absolutos e a comparação entre as colunas, calculando as diferenças entre seus valores. Explique que esse é um gráfico de colunas e que a linha vertical à esquerda representa o número de pessoas e a linha horizontal representa as nacionalidades dos imigrantes. Assim, quanto maior for a coluna, maior é o número de pessoas daquela nacionalidade. A análise do gráfico contribui para o letramento matemático e o desenvolvimento da argumentação fundamentada em dados confiáveis, promovendo o entendimento sobre as transformações sociais causadas pelos fluxos migratórios.
• Sobre o item a, comente que o gráfico aborda os anos de 1884 a 1940 e corresponde aos anos precedentes da assinatura da Lei Áurea (1888), que aboliu legalmente a escravidão no Brasil, até o período de predomínio do plantio de café. Instigue os estudantes a refletirem sobre esse recorte temporal, destacando a substituição do trabalho de pessoas escravizadas pelo trabalho de imigrantes e a expansão do ciclo econômico do café. Para garantir a participação de todos, engaje os estudantes para que verbalizem como chegaram à resposta, destacando a função do título e da legenda do gráfico como elementos fundamentais para a compreensão. Para os itens b, c, d e e, ajude-os na leitura dos dados do gráfico, relacionando o tamanho de cada coluna à maior ou à menor quantidade de imigrantes e seus respectivos países de origem.
5. Analise o gráfico a seguir.
5. a) Resposta: Entre 1884 e 1940. Os estudantes podem indicar que a informação foi encontrada no título do gráfico.
Quantidade de imigrantes que chegaram ao Brasil e seus países de origem (1884 a 1940)
Fonte de pesquisa: ALVIM, Zuleika. Imigrantes: a vida privada dos pobres do campo. In: SEVCENKO, Nicolau (org.). História da vida privada no Brasil: República: da Belle Époque à Era do Rádio. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. E-book
a ) O gráfico traz informações sobre os imigrantes que vieram ao Brasil em qual época? Onde foi possível encontrar essa resposta?
b ) Qual é o país de origem da maior parte dos imigrantes nesse período?
Resposta: Itália.
c ) Quantas pessoas desse país vieram ao Brasil nesse período?
Resposta: Vieram 1 412 000 pessoas.
d ) Entre os países que aparecem no gráfico, qual deles é o lugar de origem da menor quantidade de imigrantes?
Resposta: Alemanha.
e ) Quantas pessoas desse país vieram ao Brasil nesse período?
Resposta: Vieram 171 mil pessoas.
6. Vamos fazer uma pesquisa sobre os imigrantes no Brasil. Com a turma, sigam as etapas.
• Organizem-se em grupos e escolham um dos países mostrados no gráfico.
• Com o auxílio de um adulto, façam uma pesquisa sobre os imigrantes do país escolhido.
• Investiguem os motivos que os levaram a migrar, em quais regiões do Brasil eles passaram a viver e quais de seus costumes foram adotados pelos brasileiros.
• Produzam cartazes com os resultados da pesquisa e os exponham para a comunidade escolar. Para produzir o cartaz, escolham tipos de letra com que vocês se sintam confortáveis para escrever.
que os estudantes conheçam os motivos pelos quais os imigrantes vieram para o Brasil
Resposta: Espera-se e interajam com as contribuições culturais desses povos para a cultura brasileira.
• Para a atividade 6, liste na lousa o nome de cada país, realize o sorteio entre os grupos e oriente na elaboração de um roteiro de pesquisa, contendo os dados que serão pesquisados, por exemplo: 1) País de origem; 2) Motivos da migração para o Brasil; 3) Contribuições para a cultura brasileira; e 4) Regiões onde se estabeleceram. Incentive o uso de fontes confiáveis e acessíveis, como livros da biblioteca. Disponibilize os recursos em formato digital compatível com ferramentas de acessibilidade para a inclusão de estudantes com necessidades educacionais específicas.
Em seguida, oriente os estudantes a pesquisarem por imagens das bandeiras dos respectivos países. No cartaz, cole um mapa do Brasil e oriente-os a identificar as regiões que receberam os imigrantes, colando as imagens e as bandeiras dos países próximos das respectivas unidades da Federação. Para a produção do cartaz, incentive a prática de escrita em letra cursiva. Por fim, organize uma exposição dos cartazes para apresentar a pesquisa para os familiares e a comunidade escolar.
03/10/2025 14:54:28
CONTRIBUIÇÕES DOS IMIGRANTES NA
SOCIEDADE BRASILEIRA
7. Observe a ilustração e leia o texto sobre uma tradição trazida ao Brasil pelo imigrante Avraham Ben Avran, em 1959.
Burikita
[...] Esse é um doce [de] massa folhada [...]
Na Iugoslávia vende na padaria. Lá vende assim, bandeja grande e corta pedaços, vende por pedaço. Com queijo, com cereja, com maçã, com ovos [...].
AVRAN, Avraham Ben. O hábito de comer burikita. Entrevista cedida a Cláudia Leonor e Ana Paula Soares. Museu da Pessoa, 3 nov. 1994. Disponível em: https://museudapessoa.org/ historia-de-vida/o-h-bito-de-comer-burikita/. Acesso em: 11 abr. 2025.
Ilustração que representa um imigrante em frente a um estabelecimento comercial.

a ) De acordo com o texto, qual foi a tradição que Avraham trouxe com ele ao Brasil?
Resposta: Ele trouxe o conhecimento sobre um doce típico de seu país, a burikita.
b ) Você conhece outros costumes que foram trazidos ao Brasil pelos imigrantes? Em caso afirmativo, cite alguns exemplos.
Os imigrantes que vieram ao Brasil trouxeram muitos costumes de seus países de origem, como esportes, danças, vestimentas e pratos típicos. Com o passar dos anos, algumas dessas tradições começaram a fazer parte do modo de vida dos brasileiros.
7. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem algum costume, como uma festa tradicional ou um prato típico que já tenham experimentado.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
03/10/2025 14:54:29
REZNIK, Luís (org.). História da imigração no Brasil. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2020. Nessa obra, além de informações sobre a história da imigração, os autores abordam as políticas imigratórias e aspectos da imigração urbana e rural no Brasil entre os séculos XIX e XX.
• Sobre o item a da atividade 7, verifique se algum estudante conhece ou já comeu uma burikita . Se a resposta for afirmativa, peça-lhe que compartilhe a experiência com os colegas. Em seguida, destaque que personalidades como Avraham Ben Avran trazem consigo várias práticas culturais, como o prato típico do seu país, a Iugoslávia. Explique aos estudantes que na década de 1990 esse país foi fragmentado em vários outros, como Eslovênia, Croácia e Macedônia. Em seguida, explore no globo terrestre ou no mapa-múndi a localização desses países. Pergunte-lhes se já ouviram falar dessas nações e se conhecem alguma pessoa da comunidade ou da região que migrou de lá para o Brasil.
AVALIANDO
Objetivo
• Refletir sobre as contribuições e os costumes dos imigrantes no cotidiano.
Sugestão de intervenção
• Para a realização do item b da atividade 7, explore o gráfico da página 104 e verifique se os estudantes reconhecem contribuições desses países à cultura brasileira. Para isso, anote o nome de cada país na lousa e explore o conhecimento dos estudantes. Verifique se eles identificam elementos da culinária, vestimentas, brincadeiras e vocábulos desses países no seu dia a dia e, conforme surgirem os exemplos, anote-os na lousa. Caso algum estudante se declare descendente de imigrantes desses países, peça-lhe que apresente informações sobre a cultura de seus antepassados. Nesse momento, é possível que outros estudantes se declarem descendentes de nacionalidades que não foram citadas no gráfico. Da mesma forma, permita-lhes compartilhar a cultura de seus familiares e acrescente esses países à lista da lousa.
• A atividade 8 tem por objetivo motivar o diálogo entre os estudantes sobre as festas citadas na página. Comente que essas festividades acontecem para celebrar a cultura dos diversos povos imigrantes que vieram para o Brasil. Caso alguns estudantes tenham participado dessas ou de outras, solicite-lhes que compartilhem suas experiências. Incentive-os a descrever o nome das comidas típicas, das vestimentas e das atrações apresentadas nessas comemorações. Em relação à culinária, explore os ingredientes utilizados para a preparação dos pratos típicos, por exemplo, as massas nas festas italianas e o peixe na culinária japonesa. Da mesma forma, peça-lhes para descrever as vestimentas tradicionais dos participantes dessas co memorações, como o tracht da Alemanha e o quimono do Japão.
• O objetivo da atividade 9 consiste em relacionar o conteúdo abordado com a realidade dos estudantes. Para isso, incentive-os a compartilhar experiências de vida acerca das festividades de que já participaram e que estão ligadas à contribuição cultural dos imigrantes em sua região. Converse com eles sobre as festas regionais e estaduais que comemoram a vinda dos imigrantes e qual é a importância delas na atualidade.
BNCC
• O conteúdo desta página contempla a Competência geral 3, pois valoriza e promove o contato com diversas manifestações artísticas e culturais, como música, dança, culinária e artesanato, de diferentes povos. Ao reconhecer e apreciar essas expressões culturais, os estudantes ampliam sua compreensão sobre a diversidade cultural local e mundial.
Em diversos municípios brasileiros acontecem festas e eventos de origem imigrante.
A Festa da Uva, por exemplo, ocorre desde a década de 1930, principalmente em municípios da Região Sul do país. Essa celebração homenageia os imigrantes italianos e geralmente tem música, dança e muita comida italiana.
A Festa Pomerana ocorre em estados como Santa Catarina e Espírito Santo. Em homenagem à cultura alemã, essa festa é composta de lojas com produtos típicos, feiras artesanais e exibições de danças típicas.
Cartaz escrito em italiano com a programação da Festa da Uva de 1933, no município de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

O Festival do Japão já se tornou tradição em algumas regiões do país. Nesse evento são realizadas apresentações de dança, exposições artesanais e oficinas. Além disso, são servidos pratos típicos.

Pessoas fazendo apresentação de dança tradicional japonesa na Mostra Japão, no município de Paulínia, em São Paulo, em 2023.
8. Você já participou de alguma das festas citadas nesta página? De qual delas você gostaria de participar?
Resposta pessoal. Incentive os estudantes a falarem sobre sua realidade próxima.
9. No município onde você mora existe alguma comemoração em homenagem aos imigrantes? Em caso afirmativo, qual comemoração?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem alguma festividade ou algum evento relacionado aos imigrantes. Se necessário, auxilie-os citando alguns exemplos do município onde vivem.
MIGRAÇÕES INTERNAS NO BRASIL 19
No decorrer dos séculos, ocorreram vários fluxos migratórios no Brasil. A falta de oportunidades de trabalho, a concentração das terras em posse de poucos proprietários e as variações climáticas levaram diversos grupos a se deslocarem para outras regiões em busca de melhores condições de vida.
O CICLO DA BORRACHA
Ao longo da história do Brasil, a extração de diversos produtos das matas brasileiras incentivou o deslocamento de muitas pessoas pelo território.
No século 19, o látex, substância líquida retirada da seringueira, passou a ser amplamente utilizado pela indústria, tornando-se um produto valorizado para a produção de borracha. No Brasil, o auge da exploração do látex ocorreu entre o final do século 19 e as primeiras décadas do século 20. Esse período ficou conhecido como ciclo da borracha.
Atraídas pela promessa de encontrar trabalho e boas condições de vida, milhares de pessoas migraram para a Região Norte do país para trabalhar nos seringais. A maior parte delas saía da Região Nordeste do Brasil.
Esse cartaz de campanha, produzido pelo Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia (SEMTA), tinha o objetivo de incentivar nordestinos a migrar para a Região Norte.
1. Resposta: O cartaz representou alguns nordestinos, em veículos, aparentemente felizes e empolgados com sua ida para a Amazônia. Comente com os estudantes que esse cartaz foi uma propaganda governamental que visava incentivar a migração para a Amazônia.
Vai também para a Amazônia protegido pelo SEMTA, de Jean-Pierre Chabloz. Litogravura, 109 cm × 68 cm 1943. Impressão C. Mendes Junior.

1. Em dupla, analisem o cartaz e escrevam de que forma ele procurou incentivar os nordestinos a migrarem para a Amazônia.
Amazônia como vale da promissão e da prosperidade que vinha sendo propalada pelo governo Vargas desde seu programa Marcha para o Oeste, lançado em 1938. [...]. A promessa de terra para cultivo era atrativa para população nordestina atingida pela seca. Entre as vantagens para os trabalhadores que se alistassem pelo SEMTA para extrair látex nos seringais, se encontravam a possibilidade de aquisição de “60% da produção de
borracha; 50% da coleta de castanhas; 50% da madeira derrubada e 1 hectare de terreno para plantar”.
[...]
MIRANDA, Gabriela Alves. Doutores da Batalha da Borracha: os médicos do Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para Amazônia (SEMTA) e o recrutamento de trabalhadores para os seringais em tempos de guerra (1942-1943). 2013. Dissertação (Mestrado em História das Ciências e da Saúde) –Programa de Pós-Graduação em História das Ciências
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• O cartaz representado na página permite o trabalho interdisciplinar com o componente curricular de Arte. Se julgar pertinente, promova uma ação com o professor do componente para analisar e explicar os elementos artísticos presentes no cartaz. Comente que, com o objetivo propagandístico de incentivar a migração de nordestinos para a Amazônia, o cartaz utiliza elementos como e linguagem simbólica.
• Na atividade 1, promova a análise do cartaz com os estudantes. Se possível, comente que entre o final do século XIX e o início do XX, o Nordeste brasileiro sofreu com uma forte seca, dificultando a produção agrícola e o sustento dos trabalhadores rurais. Questione o gesto dos homens com as mãos levantadas e observe se os estudantes identificaram esse gesto como um convite para que o homem em pé se junte a eles. Caso tenham dúvida, explore também os elementos verbais do cartaz, como a frase “Vai também para a Amazônia”.
• Sobre a propaganda para a migração interna, leia o texto a seguir.
[...]
Além da valorização do mundo do trabalho, a propaganda se nutriu da ideia da
03/10/2025 14:54:33
e da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz, Casa de Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, p. 92. Disponível em: https://api. arca.fiocruz.br/api/core/bitstreams/ 1eb1e87c-2821-46eb-9e14-622e204c7fcd/content. Acesso em: 12 maio 2025.
• Importante destacar, entretanto, que embora a propaganda governamental prometesse vantagens aos migrantes, ao chegaram à Amazônia para trabalhar, eles se deparavam com péssimas condições de trabalho e baixa remuneração.
ATIVIDADE EXTRA
• Como complemento ao texto sobre a marginalização dos seringueiros, solicite aos estudantes que façam uma pesquisa e produzam um pequeno texto definindo a jornada diária de um seringueiro durante o ciclo da borracha, como era realizado o trabalho, as ferramentas que utilizavam para extrair látex e as dificuldades com a floresta. Para garantir a acessibilidade, ofereça alternativas de registro para estudantes com necessidades educacionais específicas. Eles podem utilizar recursos de leitura e escrita em áudio ou softwares com comando de voz ou ditar o texto para um colega ou para o professor. Após a produção do texto, convide-os para conversar, promovendo a recuperação do conteúdo abordado e o debate acerca das condições de vida e a jornada de trabalho dos nordestinos que migraram para trabalhar nos seringais na Amazônia.
• Acerca dos seringueiros, verifique se os estudantes conhecem ou já ouviram falar dessa profissão. Caso desconheçam, comente que são trabalhadores extrativistas que tiram seu sustento da extração de látex das seringueiras. O modo de vida dos seringueiros está atrelado à natureza, pois, além de exercer sua atividade produtiva, eles retiram seu sustento da natureza, estabelecendo uma relação com o ambiente onde vivem.
Leia o texto e observe a fotografia a seguir. [...] É possível dizer que o crescimento da produção brasileira de borracha deveu-se, do lado da oferta, ao significativo processo da imigração para a Amazônia, sobretudo de nordestinos, em duas grandes ondas. A primeira está relacionada às grandes secas de 1877-1880, que determinaram a transferência da população nordestina, em particular de cearenses, para a Amazônia. Estima-se que cerca de 500 mil pessoas foram obrigadas a abandonar as áreas devastadas pela seca. [...]

PAULA, João Antônio de. O processo econômico. In: CARVALHO, José Murilo de (coord.). A construção nacional: 1830-1889. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012. p. 186. (Coleção História do Brasil Nação).
Seringueiro extraindo látex, por volta de 1910.
A MARGINALIZAÇÃO DOS SERINGUEIROS
As pessoas que trabalhavam na extração do látex, conhecidas como seringueiros, enfrentavam difíceis condições de vida em meio à Floresta Amazônica. Elas viviam isoladas em pequenas cabanas improvisadas. Doenças como a malária e a febre amarela eram comuns e não havia acesso ao atendimento médico. Além disso, os seringueiros recebiam salários muito baixos.
O PROBLEMA DA SECA
Ao longo do século 20, por causa das difíceis condições de vida, agravadas pela seca, muitos nordestinos deixaram seus lugares de origem em busca de melhores condições de vida em outras regiões.
A migração de nordestinos se intensificou a partir de 1930, quando municípios como Rio de Janeiro e São Paulo passavam por um processo de crescimento industrial. Esses migrantes foram atraídos pela oferta de empregos em diversas atividades nesses centros urbanos, principalmente nos setores da indústria, da construção civil e do comércio. Nesses municípios, muitos nordestinos sofreram preconceito e foram marginalizados.
BNCC
• O conteúdo promove o desenvolvimento de aspectos das habilidades EF04HI06 e EF04HI10, pois os estudantes vão refletir sobre os processos de marginalização e de adaptação dos migrantes nordestinos na Região Norte durante o ciclo da borracha, além de analisar diferentes fluxos migratórios internos e seu papel na formação da sociedade brasileira.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
FRONTEIRAS no Tempo #78 Amazônia e economia da borracha. Deviante, 2 nov. 2023. Disponível em: https://www.deviante.com.br/podcasts/ fronteiras-no-tempo-78-amazonia-e-economia -da-borracha/. Acesso em: 12 maio 2025. Podcast que aborda a história da exploração do látex na região amazônica e as lutas sociais dos seringueiros.
O ÊXODO RURAL E A MECANIZAÇÃO NO CAMPO
O deslocamento de uma grande quantidade de pessoas do campo para a cidade é chamado êxodo rural. Esse tipo de migração pode ocorrer por diversos motivos.
O êxodo rural está relacionado à implantação de indústrias nas cidades brasileiras. No início do século 20, alguns centros urbanos passaram a oferecer grande quantidade de empregos na indústria e no comércio. Muitos camponeses migraram para essas cidades atraídos por melhores condições de vida.

Fotografia de linha de montagem de caminhão em fábrica no município de São Caetano do Sul, em São Paulo, em 1940.
• Ao abordar o conteúdo da página, questione os estudantes sobre as motivações que levam as pessoas do campo a deixar suas regiões de origem e migrar para as cidades. Pergunte a eles se esse movimento é recente no Brasil ou se ocorre há muitas décadas. Em seguida, explore com eles como a mecanização do campo reduziu a necessidade de trabalhadores nas lavouras e fez que parte da população do campo tivesse de buscar outros tipos de trabalho nas cidades.
BNCC
• O conteúdo apresentado nesta página contribui para o desenvolvimento da Competência geral 1, ao promover a compreensão de processos históricos como o êxodo rural e a mecanização do campo, analisando suas causas e consequências para diferentes grupos sociais.
Na segunda metade do século 20, a modernização promovida pela industrialização atingiu também as áreas rurais. A utilização de máquinas nas lavouras, como tratores e colheitadeiras, aumentou a produtividade agrícola. Por outro lado, a mecanização provocou o aumento do desemprego entre os trabalhadores rurais, pois alguns trabalhos manuais tornaram-se cada vez menos necessários.
Colheitadeiras: máquinas empregadas nas lavouras para realizar a colheita.
Muitos pequenos proprietários rurais também foram prejudicados. Com menos recursos para investir na mecanização de suas lavouras, era difícil competir com os grandes proprietários rurais. Assim, foram obrigados a vender suas terras e migrar para as cidades em busca de empregos.
03/10/2025 14:56:20
• Ao abordar o conteúdo da construção de Brasília, verifique o conhecimento prévio dos estudantes sobre essa cidade e sua construção, perguntando, por exemplo, se eles sabem quando ela foi construída e por qual motivo. Em seguida, explique aos estudantes que, de acordo com o censo realizado na época, cerca de 12 mil pessoas, muitas delas migrantes, trabalharam na construção da cidade. Comente que elas trabalhavam em troca de baixos salários e em condições precárias. Ressalte que esses trabalhadores mesmo sendo os responsáveis pela construção da nova capital brasileira, não puderam usufruir dos benefícios que a cidade oferecia, tendo de viver na periferia da capital.
AVALIANDO
Objetivo
• Refletir sobre o deslocamento de pessoas para a construção de Brasília.
Sugestão de intervenção
• Para essa atividade, pesquise previamente a letra da música “A chegada dos candangos”, dos compositores Vinicius de Moraes (1913-1980) e Antônio Carlos Jobim (1927-1994), de 1959. Imprima a letra da música, entregue-a em folha sulfite aos estudantes e peça-lhes que leiam o texto em voz alta. Em seguida, promova um momento de escuta da canção. Para garantir a participação efetiva de estudantes com necessidades educacionais específicas, recomenda-se utilizar recursos visuais como imagens ilustrativas dos meios de transporte citados na música e mapas coloridos para representar os deslocamentos populacionais, favorecendo a compreen-
A MIGRAÇÃO PARA O CENTRO-OESTE
A partir da segunda metade do século 20, a Região Centro-Oeste do Brasil passou a receber cada vez mais migrantes de vários estados e regiões. Nesse contexto, o governo brasileiro distribuiu terras ao norte de Goiás e ao sul do Mato Grosso do Sul, o que levou muitas famílias de migrantes a se fixarem no Centro-Oeste.
A CONSTRUÇÃO DE BRASÍLIA
Um dos principais fluxos migratórios para essa região aconteceu na época da construção de Brasília. Em 1956, o governo brasileiro iniciou a construção da cidade para ser a nova capital do Brasil, em substituição ao Rio de Janeiro.
Para realizar esse projeto, o governo necessitava de muitos trabalhadores. Dessa maneira, milhares de pessoas migraram de diferentes regiões do país, principalmente do Nordeste, para trabalhar na construção da nova capital. Esses trabalhadores se deslocaram em busca de emprego e melhores condições de vida.
OS CANDANGOS
Durante a construção de Brasília, o termo candango foi usado para nomear os primeiros trabalhadores migrantes. Durante o período de construção da cidade, eles viviam em barracas improvisadas e alojamentos simples.
Com o término das obras, os candangos não puderam se fixar na cidade que ajudaram a construir, pois ela ficava além do poder aquisitivo deles, pois o custo de vida na capital estava acima do poder aquisitivo de alguns Assim, passaram a viver em áreas urbanas próximas a Brasília, conhecidas como cidades-satélites, entre elas Ceilândia, Taguatinga e Candangolândia.

são do conteúdo por meio de apoio visual. Depois, solicite-lhes que identifiquem de quais regiões vieram os trabalhadores (Norte e Nordeste) e os transportes que os levaram ao Centro-Oeste para construção de Brasília (carro de boi, lombo de burro e paus-de-arara). Peça-lhes que destaquem na letra da música o que os trabalhadores deixavam para trás (mulheres e filhos) e o que eles procuravam ao se deslocarem de suas terras
(promessas de melhores dias). Com um mapa do Brasil, oriente-os a observar a distância percorrida pelos migrantes da região onde moravam para trabalharem em Brasília. Por fim, convide-os para uma roda de conversa e pergunte-lhes sobre os possíveis motivos e as condições que os trabalhadores enfrentavam ao sair de suas terras e procurar um novo lugar de trabalho.
Moradias de candangos na região de Brasília, Distrito Federal, em 1960.
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Os C andangos
CULTURA NORDESTINA
Em razão de vários fluxos migratórios, atualmente existem pessoas de origem nordestina vivendo em diversas regiões do Brasil. Ao migrarem, essas pessoas levam consigo parte da cultura do Nordeste.
Na Região Norte, por exemplo, é possível perceber a influência nordestina no Festival de Parintins. Nesse festival, há apresentações de danças tradicionais da cultura nordestina que foram incorporadas à cultura local.
Festival de Parintins, no Amazonas, em 2024.
2. Leia o texto a seguir.

O boi-bumbá de Parintins é herança dos nordestinos e chegou ao Amazonas, provavelmente, no final do século 19. Os migrantes teriam se mudado para cá motivados pelo apogeu no primeiro Ciclo da Borracha, entre 1870 a 1910. [...]
SANTOS, Jonas. Boi Campineiro: a história do Festival de Parintins que não foi contada. Manaus: Secretaria de Estado de Cultura, 2013. p. 23.
Apogeu: neste caso, o ponto de maior crescimento do ciclo da borracha.
De acordo com o que você estudou e o texto, escreva a alternativa correta.
a ) O boi-bumbá de Parintins é herança dos imigrantes italianos que vieram para o Brasil.
b ) O Festival de Parintins é celebrado na Região Sudeste, motivado pelos migrantes do Amazonas.
c ) O primeiro ciclo da borracha impulsionou o fluxo de migrantes da Região Sul para a Floresta Amazônica.
d ) O boi-bumbá de Parintins é herança cultural dos migrantes nordestinos que se mudaram para o Amazonas no ciclo da borracha. Resposta: Alternativa d
ganize o espaço para que os grupos exponham os materiais e façam apresentações. Ajude os estudantes a produzirem um cartaz de divulgação com elementos visuais que remetam às culturas nordestinas, convidando os familiares e a comunidade escolar. Ao final, convide todos os participantes da mostra e promova uma roda de conversa para que os grupos compartilhem as descobertas e reflitam sobre a riqueza e diversidade cultural da Região Nordeste.
BNCC
03/10/2025 14:56:21
• O conteúdo desta página contempla a Competência geral 3 ao valorizar e apresentar manifestações culturais nordestinas presentes em outras regiões do Brasil.
• Na atividade 2 , oriente os estudantes a fazerem a leitura atenta de cada alternativa, comparando as informações com o texto fornecido e com os conhecimentos adquiridos ao longo da unidade. Incentive-os a identificar os elementos incorretos nas alternativas a, b e c, engajando-os na construção coletiva do raciocínio.
ATIVIDADE EXTRA
• Para ampliar o trabalho com o conteúdo sobre a diversidade cultural brasileira, organize com os estudantes uma Mostra Cultural Nordestina. Divida a turma em nove grupos. Cada grupo será responsável por pesquisar as contribuições culturais de uma das unidades da federação da Região Nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Oriente os estudantes a pesquisarem aspectos, como: festas e comemorações tradicionais, comidas típicas, músicas e danças, expressões e palavras regionais, literatura e arte popular, religiões e cultos populares. As produções podem incluir: cartazes e painéis informativos, apresentações culturais, exibição de cordéis ou produção de um pequeno livro artesanal, degustação de receitas típicas e confecção de objetos artísticos. Combine com a equipe pedagógica uma data para a realização da mostra. Or-
• Para aprofundar o tema sobre os fluxos migratórios na atualidade, comente com os estudantes que, ao longo dos anos, vem aumentando gradativamente a quantidade de migrantes pelo mundo. Sobre o quadro atual, leia o texto a seguir. Com 281 milhões de migrantes em todo o mundo, o número de pessoas deslocadas alcançou a cifra recorde de 117 milhões ao final de 2022, de acordo com o Relatório Mundial sobre Migração de 2024.
O relatório destaca que a migração internacional permanece sendo um impulsionador de desenvolvimento humano e crescimento econômico, demonstrado por um aumento de mais de 650% nas remessas internacionais de 2000 a 2022, que passaram de 128 bilhões para 831 bilhões de dólares.
[...]
NÚMERO de pessoas deslocadas alcança cifra recorde de 117 milhões. ONU, 15 maio 2024. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/268772 -onu-n%C3%BAmero-de-pessoas -deslocadas-alcan%C3%A7a-cifra -recorde-de-117-milh%C3%B5es.
Acesso em: 12 maio 2025.
• Na atividade 1, explore o cotidiano dos estudantes. Verifique de quais movimentos migratórios eles ouviram falar ou presenciaram. Em seguida, proponha a reflexão sobre alguns destinos onde os migrantes escolhem viver. Caso os estudantes apresentem dificuldade, explore a imagem e pergunte-lhes em qual país as pessoas retratadas estão trabalhando, quais atividades estão desenvolvendo e em qual espaço eles se encontram, urbano ou rural. Caso desconheçam o país, comente que o Canadá fica localizado na América do Norte e que muitas pessoas migram para lá para ocupar postos de trabalhos.
1. Resposta pessoal. O objetivo desta atividade é avaliar o conhecimento prévio dos estudantes sobre os fluxos migratórios da atualidade.
FLUXOS MIGRATÓRIOS NA
ATUALIDADE
1. Você conhece algum movimento migratório da atualidade?
Atualmente, os fluxos migratórios continuam intensos nas diversas partes do mundo, inclusive no Brasil. De acordo com o Relatório Mundial sobre Migração, publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2024, havia cerca de 281 milhões de migrantes em todo o mundo.

Grande parte dos movimentos migratórios da atualidade foi forçada. Muitos povos tiveram de abandonar sua região de origem por motivos de guerras, fome ou perseguição política, religiosa ou étnica. Contudo, também são comuns as migrações espontâneas, quando os grupos deixam sua região por vontade própria ou pela insatisfação com as condições econômicas, políticas ou sociais de seu país de origem.
Os fluxos migratórios propiciam a troca e o enriquecimento cultural, pois os imigrantes e os não imigrantes passam a compartilhar práticas culturais, como a culinária e as festividades típicas.
BNCC
• Os conteúdos deste tema promovem o desenvolvimento de aspectos das habilidades EF04HI09 e EF04HI11, uma vez que os estudantes identificarão os motivos e as transformações provocadas pelos movimentos migratórios na sociedade contemporânea.
Mexicanos trabalhando na agricultura, em Quebec, no Canadá, em 2023.
MIGRAÇÕES
DE RETORNO NO BRASIL
No Brasil, ao longo do século 20, algumas regiões industrializadas, como São Paulo e Rio de Janeiro, foram os principais destinos de grande quantidade de migrantes. No entanto, nos últimos anos, essas regiões têm sofrido um processo diferente: os migrantes decidiram retornar para suas regiões de origem. Esse processo é conhecido como migração de retorno e ocorre devido à melhora nas condições de vida e de oferta de trabalho na terra natal do migrante.
MUDANÇAS NOS FLUXOS MIGRATÓRIOS BRASILEIROS
A partir da década de 1980, os fluxos migratórios no Brasil começaram a se modificar. Se a Região Sudeste e as áreas do litoral eram os grandes centros de destino dos migrantes, a partir desse período novas regiões se transformaram em polos de atração para aqueles que buscavam melhores condições de vida.
Com o desenvolvimento da agricultura e da pecuária, a Região Centro-Oeste tornou-se atrativa para a população do campo. Já na Região Norte, o polo industrial conhecido como Zona Franca de Manaus, construído na década de 1980, passou a receber milhares de trabalhadores.

• Para explicar as mudanças nos fluxos migratórios brasileiros, explore a imagem da Zona Franca de Manaus. Verifique se eles identificaram a movimentação de mercadorias por meio de navios e caminhões. Em seguida, comente que esse complexo foi construído com o objetivo de industrializar e promover o comércio na Região Norte do Brasil. A indústria se tornou o grande atrativo da região, com fábricas de automóveis, eletrodomésticos, celulares, bicicletas e computadores que, juntas, contabilizaram quase 110 mil funcionários em 2022.
AVALIANDO
Objetivo
• Estabelecer comparações entre os fluxos migratórios internos do Brasil em diferentes períodos.
Sugestão de intervenção
• Faça na lousa um quadro com o nome de alguns fluxos migratórios internos estudados nesta unidade ou de outros fluxos que façam parte da realidade dos estudantes. Anote as datas em que esses fluxos aconteceram, assim como os lugares de origem e de destino dos migrantes e as motivações para as migrações. Espera-se com essa atividade que os estudantes percebam que as migrações internas aconteceram em diferentes momentos da história do Brasil e que os lugares de origem e destino dos migrantes, assim como suas motivações, são diversos e podem mudar ao longo do tempo. Uma possibilidade de interação é preencher parcialmente a tabela e pedir aos estudantes que pesquisem no livro as informações. Aproveite o momento para conversar com os estudantes sobre a diversidade cultural brasileira e o respeito à valorização das diferentes culturas.
03/10/2025 14:56:23
Vista aérea de porto comercial na Zona Franca de Manaus, no Amazonas, em 2023.
• Retome com os estudantes o conceito de emigração. Discuta com eles como um país pode ser, ao mesmo tempo, espaço de chegada de novos grupos e de saída de outros para as demais nações. Comente que o estabelecimento de residência em um novo país é um processo difícil, pois exige que o imigrante consiga a permissão do governo (o visto). Essa dificuldade leva muitas pessoas a se deslocarem sem a permissão e, em alguns casos, correm risco de deportação.
• O objetivo da atividade 2 é instigar o reconhecimento, por parte dos estudantes, de que a migração não ocorre apenas por parte de estrangeiros que vêm ao Brasil, mas também de brasileiros que deixam o país em busca de melhores condições de vida, trabalho e estudo ou por outros motivos pessoais. Ao propor a atividade, incentive os estudantes a compartilharem relatos sobre brasileiros que tenham emigrado para outros países e engaje a turma em uma escuta ativa e respeitosa, valorizando diferentes histórias e pontos de vista. Essa troca possibilita aos estudantes desenvolverem empatia e ampliarem sua compreensão sobre os diversos motivos que levam as pessoas a deixarem seu país de origem.
ATIVIDADE EXTRA
EMIGRAÇÕES DE BRASILEIROS
Entre as décadas de 1980 e 1990, o Brasil viveu um período de grave crise econômica. As altas taxas de desemprego impulsionaram milhões de brasileiros a deixar o país em busca de melhores oportunidades de trabalho e de vida.
Nesse período, os principais destinos foram os Estados Unidos, o Paraguai e o Japão. Nesses países, os brasileiros trabalharam nas áreas urbana e rural.
Hoje em dia, muitos brasileiros vão morar em outros países. Isso acontece por vários motivos, como a falta de emprego aqui no Brasil ou a busca por trabalho e estudos em outros lugares. Quando chegam a esses países, os brasileiros podem procurar ajuda nas embaixadas, lugares que representam o nosso país e ajudam quem está morando no exterior. Nas embaixadas, é possível solicitar ajuda para a emissão de documentos ou em alguns casos de emergência, como perda de passaporte ou envolvimento em algum acidente.
Prédio da Embaixada Brasileira em Londres, na Inglaterra, em 2024.

Observe, na tabela a seguir, as principais regiões de destino dos emigrantes brasileiros.
Brasileiros no exterior (2022) Região Quantidade de brasileiros
América do Norte
Europa
2 078 170
1 490 745
América do Sul 646 730
Ásia
Oriente Médio
222 053
59 230 Oceania
53 430 África
América Central e Caribe
39 600
8 777
Fonte de pesquisa: BRASIL. Ministério das Relações Exteriores. Secretaria de Comunidades Brasileiras e Assuntos Consulares e Jurídicos. Comunidades brasileiras no exterior: ano-base 2022. Brasília, 2023. p. 3. Disponível em: https://www.gov.br/mre/pt-br/assuntos/portal-consular/ BrasileirosnoExterior.pdf. Acesso em: 23 abr. 2025.
2. Você conhece algum brasileiro que emigrou para outro país? Comente com os colegas.
Resposta pessoal. Incentive os estudantes a comentarem a realidade próxima deles.
• Para aprofundar o conteúdo sobre a emigração de brasileiros e recuperar conceitos abordados em sala de aula, realize com os estudantes uma atividade oral, buscando enumerar as possíveis motivações que levariam os brasileiros a deixarem o país e buscarem novas nações para tentar a vida. Com a ajuda dos estudantes, elabore uma lista na lousa com hipóteses sobre os motivos que levam os brasileiros a emigrarem. Como tarefa, solicite a eles que realizem uma pesquisa no site sobre essas motivações. Em sala de aula, incentive-os a comparar as hipóteses com os resultados pesquisados por eles.
IMIGRAÇÃO NO BRASIL
De acordo com o relatório anual do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), entre 2022 e 2024, o Brasil registrou 139,2 mil imigrantes que solicitaram refúgio no país. No geral, os imigrantes são homens, porém o relatório aponta que a quantidade de mulheres e crianças que solicitaram o refúgio no país cresceu.
Um dos maiores grupos de imigrantes é formado pelos venezuelanos, que sofrem com uma série de problemas políticos e econômicos em seu país. Os colombianos, por sua vez, fogem por causa da falta de terras para cultivo e da violência.
Há também uma crescente quantidade de imigrantes vindos do continente africano e do Oriente Médio. Eles chegam ao Brasil fugindo de guerras e de perseguições religiosas.
Refúgio: lugar para onde alguém vai em busca de abrigo e segurança.
REFUGIADOS E ASILADOS POLÍTICOS
Quando um grupo de pessoas deixa seu país de origem por motivos como guerras, catástrofes naturais, violência ou perseguições, dizemos que elas são refugiadas. Por estar em situação de perigo e insegurança, um refugiado deve receber suporte e auxílio para que possa se estabelecer no país de destino.
Já os asilados políticos são as pessoas que solicitam proteção individual a outra nação quando estão sendo perseguidas em seus países por suas crenças, sua etnia ou suas posições políticas.

América Latina saltou de 183 mil em 2010 para 646 mil em 2022, com grande influência dos imigrantes nascidos na Venezuela (272 mil), ao passo que entre os europeus, houve uma redução de 263 mil para 203 mil no mesmo período. [...]
“Embora o crescimento da região tenha sido impulsionado sobretudo pela imigração a partir da Venezuela, outros países como Bolívia, Haiti, Paraguai, Argentina e Colômbia também se destacam como importantes países de origem dos fluxos de migração internacional no Brasil”, analisa Minamiguchi.
Existem muitas leis internacionais que visam garantir esses direitos aos refugiados e aos asilados políticos. Porém, nos últimos anos, vários países têm recusado o acolhimento de refugiados, deixando essas pessoas sem auxílio. Elas passam a viver em campos de refugiados caracterizados por precárias condições de vida.
Campo de refugiados em Torkham, no Afeganistão, em 2023.
NÚMERO de imigrantes no Brasil volta a crescer pela primeira vez desde 1960, mostra Censo 2022. Gov.br 27 jun. 2025. Disponível em: https://agenciagov.ebc.com.br/ noticias/202506/censo-2022-numero-de-imigrantes-volta-a -crescer-pela-primeira-vez-desde-1960. Acesso em: 15 jul. 2025.
03/10/2025 14:56:26
BNCC
• O conteúdo desta página favorece o trabalho com a Competência geral 9, pois promove reflexões sobre os motivos que levam pessoas a se deslocarem forçadamente de seus países de origem e evidencia a importância de exercitar a empatia, o diálogo e a cooperação diante dessas situações.
• Em relação à imigração no Brasil, explique aos estudantes quais são os principais grupos que buscam o país como destino na atualidade e as principais causas para que deixem seus países de origem. É interessante que essa explicação seja acompanhada de um mapa-múndi ou globo terrestre, para que os estudantes consigam visualizar as regiões de onde os principais grupos migratórios que chegam ao Brasil se originam. Para aprofundar o debate sobre o tema, leia o texto a seguir.
Dados do Censo Demográfico 2022 mostram que entre 2010 e 2022, houve forte crescimento dos residentes naturais de países estrangeiros no Brasil, sendo que o total passou de 592 mil para 1,0 milhão de pessoas, um aumento de 70,3% no período. Esse fenômeno reflete uma mudança na tendência observada nas décadas anteriores, visto que desde o Censo de 1960, o país vinha apresentando uma redução do número de estrangeiros e naturalizados brasileiros.
As informações fazem parte do Censo Demográfico 2022: Fecundidade e migração: Resultados preliminares da amostra, divulgado nesta sexta-feira (27/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Também houve mudança em relação ao local de origem dessas pessoas. A população de estrangeiros e naturalizados brasileiros nascidos na
OBJETIVOS
• Permitir a reflexão sobre a situação dos refugiados no Brasil.
• Discutir o problema da discriminação étnico-racial.
• Incentivar a promoção dos direitos humanos.
• Promover a compreensão de textos dos estudantes.
• Desenvolver o vocabulário dos estudantes.
1. CONHECENDO O PROBLEMA
• Esta seção propõe uma situação-problema real e urgente: o preconceito enfrentado por pessoas migrantes e refugiadas. A notícia e a charge convidam os estudantes a refletirem criticamente sobre a xenofobia e seus impactos e como o Brasil, país que historicamente recebeu migrantes, pode acolher essas populações. Esse tipo de abordagem favorece o desenvolvimento do pensamento autônomo e crítico, pois incentiva os estudantes a explorarem, questionarem e refletirem sobre discursos de ódio, preconceito e desigualdade, bem como sobre os valores de solidariedade, empatia e justiça social.
• Se possível, acesse o site do Acnur Brasil e explore os trabalhos realizados pelo comitê no que tange à recepção de refugiados no Brasil. Entre suas funções está a manutenção do Estatuto dos Refugiados de 1951, propiciando aos migrantes tratamento tão favorável quanto o dos habitantes nacionais, sem discriminação étnica, religiosa ou cultural.
• Engaje a turma para a realização da análise conjunta da charge. Pergunte aos estudantes quem são as pessoas representadas e o que elas estão fazendo. Em seguida, verifique se eles perceberam que essas pessoas são refugiadas e peça-lhes para levantar hipóteses sobre o motivo do desloca-
Vamos acolher os refugiados COLETIVAMENTE
Conhecendo o problema 1
Leia a notícia e observe a charge a seguir.
Em um mundo cada vez mais conectado, o deslocamento humano é constante, mas a discriminação contra migrantes, refugiados e povos de diversas origens continua a crescer, reforçando barreiras e intensificando desigualdades. No Brasil, país historicamente moldado pela diversidade cultural e pela acolhida de diferentes povos, a xenofobia – expressão de ódio e discriminação com base na origem, cultura ou nacionalidade – se manifesta como uma das formas mais nocivas de discurso de ódio.
[...]
XENOFOBIA: o ódio que divide o tecido social e incita violações de direitos contra povos e culturas. Gov.br, 26 ago. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2024/agosto/xenofobia-o-odio -que-divide-o-tecido-social-e-incita-violacoes-de-direitos-contra-povos-e-culturas. Acesso em: 14 abr. 2025.

mento. Por fim, promova o debate e a reflexão sobre o significado de cada destino indicado na placa. Durante a atividade, acolha possíveis dúvidas dos estudantes sobre a interpretação dos elementos visuais e verbais da charge.
BNCC
• A seção favorece o trabalho com a Competência geral 10, pois instiga os estudantes a agirem pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade e flexibilidade, ao desenvolverem e apresentarem propostas para acolhimento dos refugiados no Brasil. Ao propor a pesquisa de diferentes populações de refugiados na
Nocivas: causam dano ou prejudicam.
atualidade, promovendo o acolhimento de migrantes e refugiados, a seção mobiliza aspectos do tema contemporâneo transversal Diversidade cultural
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
HUMAN Flow: não existe lar se não há para onde ir, de Ai Weiwei. Alemanha. 2017 (140 min). Ao longo de um ano, o diretor Ai Weiwei acompanhou refugiados em mais de 20 países, percebendo a dificuldade dos imigrantes e a crise humanitária que afeta o mundo atualmente. Benett. Refugiados 2016.
2. a) Resposta: Ao grupo dos refugiados, dos migrantes e dos povos de diversas culturas.
2. c) Resposta: São o ódio e a discriminação com base na origem, cultura ou nacionalidade.
Organizando as ideias 2
2. d) Resposta: De acordo com a charge, ao saírem de suas terras, os refugiados encontram intolerância, racismo, discriminação e preconceito.
a ) A notícia trata da discriminação a quais grupos de pessoas?
b ) Quem são os refugiados? Por que eles são chamados dessa forma?
c ) De acordo com a notícia, o que é xenofobia?
d ) Segundo a charge, o que os refugiados encontram ao saírem de suas terras?
2. b) Resposta: Os refugiados são pessoas que deixaram seu país de origem em razão de guerras, fome, catástrofes naturais, perseguições políticas ou religiosas e buscam melhores condições de trabalho e estudo, passando a viver em outro país.
Buscando soluções 3
a ) Vocês perceberam que os refugiados sofrem com a xenofobia e precisam ser acolhidos. Vamos fazer a nossa parte para mudar essa situação? Com a ajuda do professor, produzam uma campanha coletiva de acolhimento aos refugiados no Brasil.
b ) Em grupo, pesquisem informações sobre as principais populações de refugiados no Brasil. Investiguem os motivos que levaram essas pessoas a saírem de seus países de origem e o modo como vivem atualmente.
c ) Cada grupo deve escolher um grupo de refugiados diferente.
d ) Discutam alternativas para combater a intolerância e o preconceito contra estrangeiros.
e ) O grupo deve criar um cartaz sobre a população de refugiados escolhida. Para criar o cartaz, escolham tipos de letras com que vocês se sintam confortáveis para escrever.
f ) Realizem a apresentação do cartaz para os familiares e a comunidade escolar.
Resposta: O objetivo desta atividade é incentivar a cidadania entre os estudantes. Espera-se que eles conheçam os motivos pelos quais os imigrantes deixaram suas terras e, em seguida, produzam material de conscientização e acolhimento para os familiares e a comunidade escolar.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• Como desdobramento prático, a seção favorece a articulação entre o tema contemporâneo transversal Diversidade cultural e o componente curricular de Geografia. Para isso, organize uma “Semana do Acolhimento”, um projeto em que os estudantes, em grupos, apresentam suas pesquisas sobre diferentes populações de refugiados por meio de cartazes, rodas de conversa, apresentações
Ilustração que representa um grupo de pessoas refugiadas em um barco.
2. ORGANIZANDO AS IDEIAS
• Para os itens a e c, ajude os estudantes na interpretação da notícia. Uma possibilidade é pedir a eles que façam uma leitura em voz alta.
• Para o item b, caso os estudantes não saibam a resposta, oriente-os a retomar o conteúdo da página 115
• No item d, oriente os estudantes a lerem na placa as “opções” de caminhos para os refugiados: intolerância, racismo, discriminação e preconceito.
3. BUSCANDO SOLUÇÕES
• Para iniciar a atividade, organize os estudantes em grupos e leve-os para a biblioteca ou à sala de informática da escola, indicando alguns livros, revistas ou sites confiáveis para dar início à pesquisa. O uso pedagógico da tecnologia também permite a utilização de ferramentas de acessibilidade digitais para estudantes com necessidades educacionais específicas. Para a confecção dos cartazes, forneça diferentes materiais, como giz de cera e canetas hidrográficas, e incentive os estudantes a praticarem a escrita de letra cursiva. Certifique-se de que todos os estudantes participem da atividade, valorizando diferentes meios de expressão, comunicação e o trabalho em equipe.
artísticas ou leituras públicas de cartas e poemas elaborados por eles mesmos. Sugere-se que os familiares sejam convidados a participar, contribuindo com depoimentos, receitas típicas ou objetos simbólicos relacionados à migração (quando houver identificação com o tema). A escola pode abrir espaço para a montagem de uma exposição interativa em um espaço de fácil circulação, como o pátio ou a biblioteca, permitindo a outras turmas e visitantes dialogarem com os estudantes
03/10/2025 14:56:29
e aprenderem sobre o tema. Esse tipo de projeto fortalece o protagonismo estudantil e oferece aos estudantes a oportunidade de agir de maneira colaborativa, solidária e ética diante de um problema contemporâneo relevante. Também contribui para que desenvolvam empatia e senso de responsabilidade social, ao mesmo tempo que integra as famílias e a comunidade escolar ao processo de ensino-aprendizagem.
LUCAS
PALMA/ ARQUIVO DA EDITORA
1. Objetivo
• Sintetizar o conceito de migração.
Sugestão de intervenção
• Alguns estudantes podem apresentar dificuldade em diferenciar os processos internos e externos de migração. Promova a recuperação dos exemplos trabalhados em sala de aula. Para isso, solicite aos estudantes que retomem o tema 17 para que possam reunir as informações sobre as motivações das migrações. Também é importante verificar a produção de escrita dos estudantes, com a conferência dos cadernos, buscando identificar possíveis problemas na composição das respostas.
2. Objetivo
• Compreender a função da Hospedaria de Imigrantes.
Sugestão de intervenção
• Solicite aos estudantes que façam a leitura oral do texto. Caso algum estudante tenha dificuldade, releia cada pergunta em voz alta e ajude-o a localizar a resposta no texto. Aproveite para observar a progressão da capacidade de interpretação de texto dos estudantes. Sobre a Hospedaria de Imigrantes, comente com eles que suas antigas instalações foram transformadas no Museu do Imigrante de São Paulo. Verifique se algum estudante já o visitou e, caso a resposta seja positiva, peça-lhe que compartilhe a experiência com os colegas.
Escreva as respostas no caderno.
2. b) Resposta: Os imigrantes permaneciam na hospedaria por cerca de oito dias, usando todos os serviços de forma gratuita, podendo se alimentar, dormir, tomar qualquer remédio necessário e se curar de doenças adquiridas na viagem, enviar cartas para os familiares e lavar suas roupas.
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
1. Quais são os motivos que levam um grupo de pessoas a migrar de uma região a outra do mesmo país, ou de um país para outro?
Resposta: Perseguições políticas e religiosas, guerra, fome, busca por melhores condições de trabalho e estudo, eventos climáticos e catástrofes naturais.
2. O texto a seguir trata de um espaço criado para receber os imigrantes em São Paulo. Leia-o e responda às questões.
2. a) Resposta: Foi o maior abrigo em São Paulo para os imigrantes que chegavam ao Brasil, com um conjunto de prédios com dormitórios, lavanderia, hospital, farmácia, refeitório e correios.
Para abrigar temporariamente os imigrantes recém-chegados a São Paulo, foram criadas hospedarias na cidade. A maior delas se localizava no bairro do Brás e foi inaugurada em 1887. A Hospedaria de Imigrantes possuía um conjunto de prédios com dormitórios, lavanderia, refeitório, hospital, farmácia e correios.
Os imigrantes costumavam ficar instalados na Hospedaria de Imigrantes por cerca de oito dias, até serem encaminhados aos lugares onde iriam trabalhar. Durante esse período, podiam utilizar gratuitamente os serviços oferecidos. No entanto, a circulação dessas pessoas se limitava ao pátio da hospedaria, pois eram proibidas de sair pelas ruas da cidade.
A Hospedaria de Imigrantes funcionou por 91 anos, fechando em 1978. Ao longo desse tempo, cerca de 2,5 milhões de imigrantes passaram pelo lugar.
Ilustrações que representam diversas malas.
Produzido especialmente para esta obra.
a ) O que foi a Hospedaria de Imigrantes?

b ) Como a Hospedaria de Imigrantes ajudava no processo de instalação dos imigrantes recém-chegados a São Paulo?
c ) Por quanto tempo a Hospedaria de Imigrantes funcionou?
Resposta: Funcionou durante 91 anos, fechando em 1978.
3. Explique a diferença entre o trabalho dos imigrantes no campo e nas cidades do Brasil, no final do século 19 e início do século 20.
4. Observe a fotografia a seguir.
Resposta: Espera-se que os estudantes destaquem os trabalhos realizados por imigrantes no campo, no plantio de café, e nas cidades, como comerciantes e operários nas fábricas.

Carregamento de borracha na Ferrovia Madeira-Mamoré, no atual estado de Rondônia. Fotografia de Dana B. Merrill, em 1910.
a ) A fotografia retrata uma etapa da atividade econômica que foi a principal causa da migração para a Região Norte, no início do século 20. Qual é essa atividade econômica?
Resposta: A extração do látex para a fabricação da borracha.
b ) Qual meio de transporte foi utilizado para o carregamento de borracha no momento de produção da fotografia?
Resposta: Foi utilizada uma locomotiva.
c ) Como eram tratados os seringueiros, responsáveis pelo trabalho na floresta?
Resposta: Os seringueiros viviam à margem da sociedade, enfrentando condições de vida muito difíceis, como baixos salários, doenças e falta de acesso a médicos.
5. Explique o que são migrações de retorno, citando um exemplo atual desse processo.
5. Resposta: São grupos que retornam para a sua terra natal após migrarem para outra região buscando melhores condições de vida. Os estudantes podem citar o exemplo dos migrantes em São Paulo que retornam para suas terras de origem.
6. Existem muitos motivos pelos quais os estrangeiros vêm morar no Brasil, como o asilo político e o refúgio. Pesquise um caso atual de refúgio e outro de asilo político no Brasil.
Resposta: Espera-se que os estudantes compreendam por que alguns grupos sociais se refugiam ou pedem asilo político no Brasil na atualidade.
dante apresente dificuldade, faça algumas perguntas, como “Qual é a matéria-prima da borracha?” e “Qual material é extraído da seringueira?”, promovendo, assim, a recuperação do conteúdo abordado ao longo da unidade.
5. Objetivo
• Compreender o conceito de migrações de retorno.
Sugestão de intervenção
• Caso algum estudante tenha dificuldade, explique o conceito de migrações de retorno por meio de exemplos, garantin-
do a progressão de conhecimentos. É possível utilizar a lousa como apoio para explicar a ida dos grupos em determinado período e seu retorno. Se julgar pertinente, apresente exemplos de migrantes que buscaram melhores condições de vida em grandes centros urbanos e industriais no passado e, atualmente, estão retornando.
6. Objetivo
• Avaliar as diferenças entre os conceitos de refugiados e asilados políticos.
3. Objetivo
• Comparar o trabalho dos imigrantes no campo e na cidade.
Sugestão de intervenção
• Recupere as informações sobre as atividades realizadas por imigrantes no campo e na cidade. Para isso, elabore com os estudantes um quadro na lousa diferenciando as características dos imigrantes que trabalhavam no campo dos imigrantes que trabalhavam nas cidades. Caso algum estudante apresente dificuldade, oriente-o a retomar o tema 18 para localizar as informações.
BNCC
• As atividades 1 e 2 promovem o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF04HI09, pois os estudantes identificarão as motivações dos processos migratórios em diversos intervalos de tempo e espaço, avaliando o impacto desses grupos nas regiões de destino.
4. Objetivo
• Analisar uma fonte histórica visual.
Sugestão de intervenção
• Promova a análise coletiva da fotografia e a leitura da legenda. Verifique se os estudantes perceberam qual é a mercadoria que os trabalhadores estão escoando e se eles identificaram elementos da resposta na legenda. Caso algum estu-
03/10/2025 14:56:31
Sugestão de intervenção
• Caso algum estudante tenha dificuldade em diferenciar os conceitos de refugiados e asilados políticos, crie um quadro na lousa indicando as diferenças entre esses dois conceitos. Essas informações serão oportunas para a realização da pesquisa. Durante esse processo, observe a capacidade de síntese dos estudantes na elaboração da resposta e na produção do texto da pesquisa.
OBJETIVOS DA UNIDADE
• Compreender o que são os meios de comunicação.
• Entender o que é cultura oral e reconhecer sua importância na atualidade.
• Conhecer os meios de comunicação em massa.
• Compreender que os meios de comunicação se transformam ao longo do tempo.
• Refletir sobre a exclusão digital no Brasil.
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
Leve para a sala de aula diversos tipos de meios de comunicação, como jornais, revistas, telefone e rádio, possibilitando aos estudantes que interajam com esses objetos, observando o formato, a materialidade e a função de cada um. No caso de jornais, destaque a textura, a disposição dos textos na página e o tipo de notícia que são publicadas. Motive-os a observar as semelhanças e as diferenças entre esses meios de comunicação. Caso julgue pertinente, selecione pequenas notícias para serem lidas pelos estudantes em voz alta.
• A imagem de abertura da unidade apresenta uma gravura do século XIX, que representa pessoas assistindo a um filme projetado em uma tela. Essa gravura pode ser ponto de partida para instigar a curiosidade dos estudantes sobre as mudanças e permanências nos meios de comunicação ao longo do tempo, em especial o cinema. Pergunte aos estudantes: “O que vocês veem na imagem?”; “Como as pessoas estão organizadas?”; “Que tipo de ambiente é esse?”; “Já viram algo parecido?”. Em seguida, incentive-os a levantar hipóteses: “Que tipo de tec-
6 MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Qual tipo de meio de comunicação a gravura representa? Como você chegou a essa conclusão?
Esse tipo de meio de comunicação ainda existe na atualidade? Comente.
Resposta: Sim, ainda existe cinema na atualidade.
Quais meios de comunicação você utiliza no dia a dia?
1. Resposta: Cinema. É possível que os estudantes comentem a respeito da plateia assistindo ao filme sendo projetado.
3. Resposta pessoal. O objetivo da atividade é explorar a realidade próxima dos estudantes, verificando quais meios de comunicação eles utilizam diariamente.
nologia está sendo usada?”; “As pessoas estão assistindo a um filme como no cinema atual?”. Depois da observação, estabeleça relações com os meios de comunicação contemporâneos. Pergunte: “Atualmente, como costumamos assistir a filmes?”; “O que mudou em relação à gravura? O que permaneceu?”. Finalize essa dinâmica propondo aos estudantes que comentem como eles e seus familiares costumam assistir a filmes.
• Acolha e valorize os conhecimentos prévios dos estudantes, engajando toda a turma na construção do novo conhecimento sobre o
tema da unidade. Incentive que expressem suas opiniões com base nas observações feitas, fortalecendo o pensamento autônomo e crítico e a percepção histórica.
Gravura do século 19 que mostra pessoas assistindo a um filme.

03/10/2025 15:02:50
• Na atividade 1, incentive os estudantes a verbalizarem seu raciocínio, desenvolvendo a argumentação e a percepção visual e histórica.
• Ao abordar a atividade 2, destaque que o cinema ainda é um meio de comunicação bastante utilizado, mas que passou por muitas transformações ao longo do tempo, dos projetores às plataformas de streaming Aproveite para discutir com os estudantes o que mudou e o que permanece nesse tipo de mídia.
• Para a atividade 3, proponha uma conversa coletiva sobre os meios de comunicação usados no cotidiano dos estudantes, como rádio, livros, HQs , televisão e cinema. Incentive-os a explicar quando e por que utilizam cada meio. Uma alternativa é levar alguns meios de comunicação para a sala de aula, tanto do passado como do presente, possibilitando aos estudantes que interajam com esses objetos e levantem hipóteses sobre as funções e manuseios. Se houver estudantes com necessidades educacionais específicas, ofereça diferentes formas de registro e expressão para responder à atividade (fala, desenhos, registros escritos com apoio, pictogramas ou uso de tecnologias assistivas), garantindo a participação ativa e o protagonismo de todos.
• O estudo desta unidade promove o desenvolvimento da habilidade EF04HI08. Os momentos específicos em que esses aspectos serão desenvolvidos aparecerão indicados ao longo da unidade.
BNCC
• Na atividade 1, explique aos estudantes o conceito de oralidade, destacando que esta é a prática da língua falada e pode ser utilizada em diferentes contextos, níveis de formalidade e em diversos gêneros textuais. Espera-se que os estudantes possam reconhecer a presença e a importância da cultura oral em sua realidade. Comente que explicações sobre a origem do Universo, a organização da nossa comunidade, a origem da nossa família e como fazer determinadas receitas culinárias são exemplos do que podemos aprender quando ouvimos com atenção algo que nos contam.
• Reforce a importância da cultura oral para diversas sociedades, pois com base na oralidade, na contação de histórias e na repetição de fatos, é possível aprender conhecimentos e informações sobre a história e a reprodução de práticas do dia a dia.
ATIVIDADE EXTRA
• Para promover a recuperação do conhecimento abordado em sala de aula, organize com os estudantes uma roda de contação de histórias. Solicite a cada um que escute uma história de um familiar, pode ser uma história real ou fictícia. Na sala de aula, promova um ambiente acolhedor para que a história que escutou seja compartilhada com os colegas. No final das contações, pergunte-lhes de quais histórias eles mais gostaram e o que foi possível aprender com cada uma delas. Para que estudantes com necessidades educacionais específicas possam participar ativamente da atividade, possibilite que gravem a história e que, em sala de aula, as histórias sejam interpretadas por um profissional de Libras.
BNCC
• O trabalho com o tema contribui para o desenvol-
21TEMA CULTURA ORAL
1. Resposta pessoal. Os estudantes podem responder que escutam histórias de seus familiares ou de pessoas da comunidade.
1. Você costuma ouvir histórias contadas por outras pessoas?
A prática de contar histórias é muito importante para diversas sociedades e tem sido transmitida de geração a geração ao longo do tempo. Para alguns povos, é comum que as pessoas mais velhas transmitam seu conhecimento para os mais jovens por meio de conversas. Essa prática faz parte de uma cultura oral. Por muito tempo, a cultura oral foi a principal forma de comunicação. Mesmo após a invenção da escrita, há cerca de 6 mil anos, é uma importante maneira de transmissão e preservação de histórias e conhecimentos.
Para muitos povos indígenas do Brasil e populações africanas tradicionais, a contação de histórias preserva a memória dos antepassados. Em algumas comunidades tradicionais do continente africano, os griôs são responsáveis pela transmissão oral de informações, histórias e saberes, por isso são considerados guardiões da palavra e da memória de seu povo.

falando ao microfone durante festa

Apresentação do músico Seckou Keita, que é descendente de uma tradicional família de griôs do Senegal. Fotografia tirada em Londres, Inglaterra, em 2022.
Além disso, a prática da cultural oral incentiva a proximidade entre as pessoas, já que são necessários um falante e um ouvinte. Isso favorece o estabelecimento dos vínculos no grupo e fortalece o sentimento de pertencimento.
vimento da habilidade EF04HI08. Esse tema também favorece o trabalho com a Competência específica de História 3, uma vez que permite aos estudantes elaborarem questionamentos a respeito de diferentes mídias e contextos históricos.
Cacique Syrata Pataxó
Aragwaksã, na Aldeia Reserva da Jaqueira, município de Porto Seguro, na Bahia, em 2024.
IMPRENSA 22
1. Você sabe o que é imprensa?
1. Resposta pessoal. Imprensa é o conjunto dos meios de comunicação que transmitem notícias à população.
Quando lemos jornais e revistas ou assistimos ao noticiário na televisão, estamos entrando em contato com a imprensa.
A imprensa é o conjunto dos meios de comunicação que transmitem notícias à população. Conheça a seguir alguns exemplos de meios de comunicação do passado.
Imagens sem proporção entre si

O Clarim da Alvorada, jornal publicado no município de São Paulo, em 1932.

Revista da Semana, de 1926, publicada no município do Rio de Janeiro.

Aparelho de televisão de 1952. O primeiro telejornal brasileiro foi ao ar em 1950 e se chamava Imagens do Dia
2. Em grupo, pesquise informações sobre um desses veículos de imprensa brasileiros do passado. Depois, compartilhe o resultado da pesquisa com os colegas.
a ) Jornal O Clarim da Alvorada.
b ) Revista da Semana. c ) Telejornal Imagens do Dia.
A imprensa tem um papel muito importante na sociedade. Ela contribui para a circulação de informações, a pluralidade do pensamento e a livre manifestação de opiniões. Em uma sociedade em que é proibido o direito de se manifestar livremente, as pessoas perdem o direito de emitir opiniões ou serem ouvidas pelas autoridades. Atualmente, a liberdade de expressão é um direito garantido por lei no Brasil. Não podemos esquecer que ao expressar nossas opiniões devemos sempre respeitar as outras pessoas, tomando cuidado para não praticar nenhum tipo de discriminação ou intolerância.
2. Resposta: Espera-se que os estudantes pesquisem
informações sobre os veículos de imprensa, identificando o período em que circularam no país e quais informações publicavam.
• Ao abordar a imprensa em sala de aula, comente que a invenção de um novo meio de comunicação não significa a substituição ou a troca de uma tecnologia antecessora. A invenção do rádio, por exemplo, não substituiu o jornal, a revista e o livro como meios de comunicação. Da mesma forma, a televisão não substituiu o rádio. Atualmente, os meios digitais não substituíram a televisão, por exemplo. Isso representa que os diferentes meios de comunicação coexistem e se complementam.
• Na atividade 1, avalie os conhecimentos prévios dos estudantes a respeito da temática. Pergunte se eles sabem o que é imprensa e, em seguida, verifique se eles e os familiares escutam, assistem ou leem notícias em rádios, televisão e jornal impresso, por exemplo.
população negra relacionadas à política e sociedade. A respeito do item b, explique que a Revista de Semana circulou de 1900 a 1959. Foi uma revista ilustrada de assuntos diversos, com artigos sobre literatura, notícias, esporte, arte e cultura. No item c, comente que o Imagens do Dia foi o primeiro telejornal brasileiro, com estreia em 1950. Ele trazia notícias diárias e informações diversas. Organize a turma de forma que os grupos possam pesquisar todos os veículos de imprensa.
03/10/2025 15:03:26
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
BARBOSA, Marialva. História cultural da imprensa: Brasil 1900-2000. Rio de Janeiro: Mauad X, 2010.
A obra apresenta a reflexão a respeito da modernização da imprensa no Brasil e o papel exercido pelos meios de comunicação na política e na construção da cultura nacional.
• Para a atividade 2, explore as imagens apresentadas na página, auxiliando os estudantes a identificarem os diferentes meios nos quais o trabalho da imprensa pode ser veiculado. Oriente que pesquisem sobre os veículos de imprensa na internet, com o auxílio de um responsável, e que atentem às datas e características de cada um, como o formato e a tecnologia necessária para sua reprodução. Caso os estudantes não tenham acesso à internet, sugira outras formas de pesquisa acessíveis a todos, como a utilização da biblioteca da escola ou do bairro, consulta a enciclopédias, ou livros de história da imprensa no Brasil. Outra possibilidade é levar materiais impressos previamente selecionados, como trechos de reportagens antigas, reproduções de capas de jornais e revistas ou textos explicativos sobre os veículos indicados. Para o compartilhamento dos resultados da pesquisa, ajude-os a preparar apresentações em seminários. Sobre o item a, comente que o jornal O Clarim da Alvorada circulou a partir de 1924, abordando questões da
• Explique aos estudantes que a história da imprensa no Brasil começou oficialmente no início do século XIX. Naquela época, a maior parte da população não sabia ler e, por isso, os jornais eram acessíveis a poucas pessoas. Comente que, na maioria das vezes, as notícias eram e ainda são feitas por jornalistas, que estudam os fatos e então os reproduzem para a população. Esses jornalistas podem trazer denúncias, fazer campanhas políticas, discutir assuntos polêmicos e importantes para a população, de modo a divulgar tais questões.
• Explore a gravura do equipamento de imprensa do século XIX. Se possível, faça um paralelo com o maquinário de impressão utilizado atualmente, para que os estudantes possam identificar os avanços tecnológicos e seus impactos na difusão da informação, ainda no formato impresso.
BNCC
• O conteúdo da página favorece o desenvolvimento da habilidade EF04HI08, da Competência específica de História 3, e da Competência geral 1, ao possibilitar aos estudantes que levantem hipóteses com base nos conhecimentos historicamente construídos sobre os primeiros jornais do Brasil.
AVALIANDO
Objetivo
• Compreender o papel da imprensa.
Sugestão de intervenção
• Produza com os estudantes um jornal da turma. Organize-os em quatro grupos, cada um deve ficar responsável pela produção de conteúdo de uma seção: notícias da região, esportes, entrevistas e entretenimento. Para produzir as notícias, eles devem pesquisar
OS PRIMEIROS JORNAIS DO BRASIL
A história da imprensa no Brasil começou no início do século 19. Em 1808, o jornalista Hipólito José da Costa (17741823) começou a publicar um jornal mensal chamado Correio Braziliense, com notícias voltadas ao público brasileiro, sobre temas políticos, culturais e econômicos. Porém, o jornal era produzido na Inglaterra, onde vivia Hipólito, e trazido de forma clandestina ao Brasil.
No mesmo ano, foi criado o jornal Gazeta do Rio de Janeiro, a primeira publicação jornalística impressa no Brasil, publicado pela Impressão Régia, órgão criado pelo governante português que vivia no Brasil, dom João (1767-1826).
A publicação trazia principalmente informes oficiais do governo, notícias internacionais e fatos relacionados à família real.
Clandestina: ilegal, sem autorização oficial.


temas relevantes para a comunidade. Os textos devem trazer informações e imagens (fotografias ou ilustrações). Em seguida, com o auxílio de programas de edição de texto, oriente os estudantes na montagem do jornal, no qual as seções devem ser diagramadas utilizando tanto a linguagem verbal como a imagética. Se possível, faça cópias do jornal para distribuição entre os familiares e a comunidade escolar. A atividade promove o uso pedagógico da tecnologia e a aplicação dos conhecimentos abordados em sala de aula na realidade social dos estudantes.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
BARBOSA, Marialva; RIBEIRO, Ana Paula Goulart; HOHLFELDT, Antonio (org.). História da Imprensa no Brasil do século XIX. Porto Alegre: ediPUCRS, 2024.
A obra reúne estudos a respeito da história da imprensa brasileira no século XIX com base em uma perspectiva histórico-comunicacional.
Primeira edição do jornal Correio Braziliense, de 1808.
Gravura do século 19 que representa um homem trabalhando na impressão de jornais.
1. Resposta: Os meios de comunicação de massa são ferramentas que transmitem informações para uma quantidade significativa de pessoas.
MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA: RÁDIO E TELEVISÃO
Os meios de comunicação de massa são ferramentas que transmitem informações para uma grande quantidade de pessoas. Durante o século 20, novas invenções passaram a fazer parte do cotidiano da população. Muitas delas foram incorporadas também pela imprensa brasileira. É o caso do rádio e da televisão.
A primeira transmissão oficial de rádio em nosso país ocorreu em 1922. Esse meio de comunicação foi responsável por grande popularização da imprensa no Brasil em meados do século 20. Já a televisão chegou ao país na década de 1950, passou por diversas transformações ao longo dos anos e ainda é muito utilizada.

1. Com base no que você estudou, o que são meios de comunicação de massa?
2. Quais são os meios de comunicação de massa que você e seus familiares utilizam para se informar na atualidade?
Os meios de comunicação de massa atingem milhões de pessoas em todo o país e, muitas vezes, os conteúdos apresentados por eles influenciam a opinião e o comportamento das pessoas. A publicidade de diferentes produtos e tendências de moda que aparecem em novelas e filmes são alguns exemplos da influência dos meios de comunicação no cotidiano das pessoas.
2. Resposta pessoal. O objetivo da atividade é explorar a realidade próxima dos estudantes, identificando quais meios de comunicação de massa utilizam em seu cotidiano.
• Destaque aos estudantes que, antes mesmo da primeira transmissão oficial de rádio no Brasil, em 1922, o inventor brasileiro Roberto Landell de Moura (1861-1928) já realizava experimentos com transmissão de voz por ondas eletromagnéticas. Explique que Landell de Moura foi um dos primeiros estudiosos da radiofusão no mundo, tendo registrado patentes nos Estados Unidos para seus inventos. Embora pouco reconhecido em sua época, seus estudos anteciparam descobertas que só viriam a ser exploradas comercialmente décadas depois. A incorporação dessa informação permite valorizar as contribuições brasileiras para a ciência e a tecnologia.
• Para a atividade 1, retome com os estudantes os principais aspectos dos meios de comunicação de massa, como rádio, televisão, jornais impressos e digitais. Relembre que esses meios foram aperfeiçoados ao longo da história, acompanhando as transformações tecnológicas, e que tiveram (e ainda têm) papel fundamental na circulação de ideias e no acesso à informação.
• A atividade 2 convida os estudantes a refletirem sobre sua realidade cotidiana, promovendo uma discussão significativa sobre quais meios de comunicação utilizam atualmente para se informarem, seja em casa, seja na escola, como televisão, rádio, internet ou aplicativos de mensagens. Essa proposta articula o conteúdo estudado com as vivências pessoais, favorecendo o desenvolvimento do pensamento autônomo e crítico com base na observação do próprio entorno social e familiar. Se possível, proponha a construção coletiva de um gráfico simples com os meios de comunicação mais utilizados pela turma, promovendo a análise e a troca de percepções sobre as vantagens e limitações de cada um deles.
• Durante a realização da atividade 2, caso os estudantes indiquem que suas famílias costumam se informar por meio da internet, é importante engajá-los na reflexão sobre a verificação das informações que circulam nesses ambientes. Oriente-os a conversar com os familiares sobre os riscos da desinformação e das chamadas fake news, muito comuns nas mídias digitais. Explique que existem agências de checagem de fatos, criadas justamente para ajudar as pesso-
03/10/2025 15:03:30
as a confirmarem se uma informação é verdadeira ou falsa. Se possível, explore uma plataforma de checagem em sala de aula, acessando com os estudantes uma notícia verificada. Isso contribuirá para o desenvolvimento do pensamento autônomo e crítico e ético ao utilizar os meios de comunicação de massa, especialmente os digitais.
Família ouvindo transmissão de rádio, no município do Rio de Janeiro, em 1942.
OBJETIVOS
• Compreender a importância do rádio.
• Refletir sobre a utilização do rádio na atualidade.
• Compreender o formato do gênero notícia radiofônica.
• Incentivar a compreensão de textos.
• Promover a produção de escrita.
EXPLORANDO O TEXTO
• Converse com os estudantes sobre a difusão do rádio na década de 1930. Reflitam sobre o uso político do rádio pelo governo de Getúlio Vargas (1882-1954), por exemplo, e os impactos políticos, sociais e culturais desse meio de comunicação para a época. Comente que, durante a década de 1930, o rádio alcançou grande popularidade. Assim, Getúlio Vargas aproveitou esse recurso como principal canal de comunicação com a população. O programa oficial do governo no rádio chamava-se Hora do Brasil e era transmitido diariamente. Nele, eram divulgadas as principais informações sobre as ações do governo como uma forma de propaganda política. Aproveite a oportunidade para desenvolver o pensamento conceitual dos estudantes, possibilitando que eles reflitam criticamente a relação entre os meios de comunicação em massa e os interesses políticos no passado e no presente.
• Oriente a leitura oral coletiva do texto. Após a leitura, peça aos estudantes que expliquem, com suas palavras, o que compreenderam a respeito do gênero notícia radiofônica.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• Esta seção possibilita uma articulação entre o tema contemporâneo transversal
ENTRE TEXTOS
As notícias são usadas principalmente na imprensa e nos meios de comunicação de massa. O objetivo principal desses textos é transmitir informações, acontecimentos e fatos.
Existe também a notícia radiofônica, ou texto de radiojornalismo, que pode ser considerado um meio de comunicação sonoro, que se expressa por meio da oralidade. Leia a seguir as principais características desse tipo de texto.
[...] Ao se elaborar um texto para ser oralizado, ou seja, interpretado no rádio, precisamos ter em mente que o conteúdo precisa ser claro para que a informação seja passada de forma objetiva. A interpretação é fundamental. O texto não pode ser “lido” tem que ser “contado” e, para isso, o recurso da interpretação possibilita criar ideias na mente do ouvinte. [...]
ALMEIDA E SILVA, Juliana
Com a popularização do rádio, milhares de pessoas passaram a acompanhar notícias de diferentes lugares do país e do mundo.
Na década de 1930, por exemplo, o rádio foi utilizado como o principal veículo de comunicação do governo brasileiro. Por meio dele, eram divulgadas informações sobre as ações governamentais e a propaganda política do presidente Getúlio Vargas (1882-1954)
Nas últimas décadas, apesar do surgimento de outros meios de comunicação, como a televisão e a internet, o rádio continua presente no cotidiano de muitas pessoas.
Getúlio Vargas fazendo pronunciamento no programa
A Hora do Brasil, no município de Petrópolis, no Rio de Janeiro, em 1951.

Ciência e tecnologia com o componente curricular de Língua Portuguesa, especialmente com as habilidades que envolvem produção e análise de textos orais e escritos. O professor desse componente curricular pode trabalhar com os estudantes da seguinte maneira: identificar a estrutura da notícia radiofônica, comparando-a com a notícia impressa ou digital; explorar a oralidade, destacando o uso de pausas, entonação e objetividade na interpretação do texto. Essas estratégias contribuem para desenvolver a expressão oral, a compreensão textual e o uso adequado da linguagem em diferentes contextos comunicativos.
BNCC
• O conteúdo da seção tem por objetivo contribuir para o desenvolvimento da habilidade EF04HI08 e da Competência geral 4, ao incentivar os estudantes a utilizarem diferentes linguagens, como a oral e a escrita, para expressarem ideias e partilharem informações. As atividades da seção propõem etapas do trabalho para a produção, gravação e transmissão de uma notícia radiofônica, contribuindo para o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia
Correia. Manual de redação e locução radiofônica. UFS/EBC, 2008. p. 4.
EXPLORANDO O TEXTO
b) Resposta: Espera-se que os estudantes percebam que o rádio é um importante meio de comunicação, possibilitando que várias pessoas, tanto do presente quanto do passado, se informem por meio dele.
a ) De acordo com o texto, qual é a principal característica da notícia radiofônica?
Resposta: A notícia radiofônica precisa ter conteúdo claro e ser transmitida de modo objetivo.
b ) Explique a importância do rádio em nosso país, no passado e no presente.
c ) Você costuma acompanhar alguma programação de rádio? E as outras pessoas da sua família? Comente com os colegas.
ALÉM DO TEXTO
c) Resposta pessoal. Os estudantes precisam responder sobre a relação deles com o rádio na atualidade.
d ) Em grupo, elaborem uma notícia radiofônica. Para isso, siga as orientações.
d) Resposta: Espera-se que os estudantes produzam um roteiro de notícia e reproduzam uma locução de rádio com base em uma notícia do município ou da região.
• Com a ajuda do professor, pesquisem uma notícia do município ou da região.
• Leiam a notícia e listem os pontos que consideram mais importantes.
• Decidam o assunto a ser abordado e a qual público a notícia será transmitida.
• Escolha tipos de letra com a qual se sintam confortáveis e escrevam um texto para servir de roteiro para o locutor.
• Revisem o texto, verificando se a grafia está correta.
• Com a ajuda do professor, simulem um estúdio de rádio para a transmissão da notícia. Utilizem microfones e caixas de som.
• Em seguida, façam uma roda de conversa e compartilhem com os colegas a experiência de produzir e ouvir as notícias de rádio.

Ilustrações que representam elementos de uma transmissão de rádio.
sil. Segundo levantamento da consultoria Statista, o país é o terceiro maior consumidor dessa mídia, à frente dos Estados Unidos e do Reino Unido, por exemplo. [...] TUASCO, João Guilherme. Com o crescimento dos podcasts, onde está o rádio hoje? Conexão UFRJ, 13 fev. 2023. Disponível em: https://conexao.ufrj. br/2023/02/com-o-crescimento-dos-podcasts -onde-esta-o-radio-hoje/. Acesso em: 23 jul. 2025.
ALÉM DO TEXTO
• O item d explora a produção coletiva de uma notícia radiofônica. Para elaborar o roteiro, peça aos estudantes que considerem as seguintes dicas: evitem usar palavras em outros idiomas ou que são difíceis para pronunciar; comecem a notícia pela informação mais importante; confiram a grafia e a pronúncia das palavras; revisem o texto; e, por fim, destaquem que o texto
• A leitura conjunta do texto da página 126, bem como a explicação feita pelos próprios estudantes, auxiliam na resolução das atividades a e b. Ao trabalhar o item c, de forma oral, incentive a participação dos estudantes.
• Ao identificar se os estudantes e seus familiares consomem programação de rádio na atualidade, aproveite a oportunidade para abordar as mudanças e permanências na transmissão radiofônica no Brasil. Comente que muitos programas surgiram nas décadas de 1930 e 1950 e eram gravados em teatros, com a participação do público. Explique que, atualmente, muitas pessoas acompanham episódios de podcasts, considerados formas expandidas de transmissão radiofônica. Sobre esse tema, leia o texto a seguir.
[...]
Com a internet, a produção radiofônica transformou o meio tradicional em rádio expandido. O conceito é empregado pelo professor Marcelo Kischinhevsky, diretor do Núcleo de Rádio e TV (NRTV) do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ (FCC/UFRJ), que afirma: “o rádio, na verdade, vai muito além das ondas. Ele não está aprisionado no seu suporte porque é uma forma de comunicação de base sonora”. Nesse sentido, o consumo de podcasts – conteúdos sonoros semelhantes a programas de rádio – é expressivo no Bra-
03/10/2025 15:03:34
redigido não será lido, mas sim ouvido pelas pessoas. Por isso, as frases devem ser simples e breves. Para a produção da notícia, incentive os estudantes a praticarem a letra cursiva. Para garantir a inclusão de todos, verifique a possibilidade de adaptações para estudantes com necessidades educacionais específicas, como a utilização de leitores de tela durante a pesquisa e softwares de gravação.
• Para a atividade 1, explique que o cinema é uma forma de arte bastante difundida atualmente. Comente que, ao longo do tempo, muitas obras de literatura infantil foram representadas por meio do cinema, o que as tornou bastante conhecidas. Verifique a possibilidade de levar os estudantes ao cinema para assistirem à releitura de uma obra de literatura infantil. Se não for possível, assista a um filme com os estudantes na sala de aula. Antes de selecionar o filme, consulte a classificação indicativa.
• Aborde com os estudantes o desenvolvimento tecnológico na indústria cinematográfica. Analise cada uma das técnicas apresentadas e possibilite que identifiquem as contribuições de cada uma, como a narrativa de histórias pelo teatro de sombras, a captura de imagens estáticas pela câmara escura e a máquina fotográfica e a captura e reprodução de imagens em movimento com o cinetoscópio.
BNCC
• O tema contempla a Competência geral 3, ao valorizar e fruir manifestações artísticas e culturais diversas, bem como o tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia, uma vez que os estudantes compreenderão o desenvolvimento tecnológico que contribuiu para o surgimento do cinema.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• A apresentação da câmara escura neste tema possibilita um trabalho interdisciplinar entre o tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia com o componente curricular de Ciências , especialmente em conteúdos relacionados à luz, sombra e formação de imagens. Uma atividade prática que pode ser realizada em sala de aula é
24TEMA CINEMA
1. Você sabe o que é cinema?
Resposta pessoal. Cinema é uma técnica de fixar e reproduzir imagens em movimento em uma tela.
O surgimento do cinema foi resultado do esforço de diversas pessoas que buscavam registrar imagens e transmitir a sensação de movimento. Ao longo dos séculos, diversos dispositivos foram desenvolvidos e contribuíram para a criação do cinema. Vamos conhecer alguns deles?
O teatro de sombras teve início por volta de 7 mil anos atrás, na China, e se trata de uma arte muito antiga de contar histórias projetando em paredes ou telas de linho as sombras de bonecos. Geralmente, contavam-se histórias envolvendo guerreiros, princesas e dragões. Atualmente, a técnica é usada em encenações teatrais.
No século 11, o físico e matemático Ibn al-Haytham (9651040) demonstrou o princípio da câmara escura. Ela consiste em uma caixa fechada com um pequeno orifício coberto por uma lente que permitia a entrada de luz. Desse modo, as imagens dos objetos que estão do lado de fora são projetadas no interior da caixa, de forma invertida.

crianças observando uma cena ao ar livre por meio de uma câmara escura.

a construção de uma câmara escura artesanal. Para isso, os estudantes podem usar caixas de sapato, papel vegetal, papel preto e lupa, reproduzindo o princípio físico da projeção da luz em uma superfície. A atividade ajuda a compreender o funcionamento óptico da imagem projetada e permite estabelecer relações entre os saberes científicos e a história do cinema.
AVALIANDO
Objetivo
• Conhecer o cinema nacional e sua função social.
Sugestão de intervenção
• Oriente os estudantes em uma pesquisa a respeito do cinema nacional. Eles devem procurar um título infantil e fazer um relatório sobre ele, abrangendo o título, o nome do diretor, o ano de produção e lançamento, a temática abordada e o contexto histórico da produção. A pesquisa pode ser feita em grupos. Sugere-se que, caso os estudantes assistam aos filmes selecionados em casa, sejam acompanhados pelos adultos da família. Se julgar pertinente, faça uma lista de filmes e a reproduza na lousa.
Apresentação de teatro de sombras em Java Central, na Indonésia, em 2025.
Gravura do século 19 que mostra
No século 19 foi inventada a técnica da fotografia, que permitia fixar imagens em uma superfície. No entanto, eram necessários vários minutos de exposição do material sensível para fotografar algo, sendo um processo lento de captação de imagens.
Para muitos estudiosos, o cinema teve início por meio do cinetoscópio. Esse instrumento foi inventado por William Kennedy Laurie Dickson (1860-1935), em 1891, e permitia fixar as imagens e projetá-las por meio de lentes, reproduzindo filmes curtos. No entanto, não era possível projetar em uma tela grande, sendo um instrumento de uso individual.
Em 1895, os irmãos Auguste Lumière (1862-1954) e Louis Lumière (1864-1948) aperfeiçoaram o cinetoscópio, inventando um instrumento capaz de registrar imagens em movimento e projetá-las em tela grande. O aparelho desenvolvido por eles era movido a manivela. No mesmo ano, aconteceu a primeira exibição pública cinematográfica.
Cenas de um homem espirrando, capturadas por um cinetoscópio, em 1894.



2. Você e seus familiares já foram ao cinema?
INFOGRÁFICO
CLICÁVEL: Retratos do passado: do daguerreótipo ao cinema
Cena do filme A saída dos operários da fábrica Lumière, de 1895, um dos primeiros registros da história do cinema.
Resposta pessoal. Incentive os estudantes a escreverem sobre sua realidade próxima, comentando a frequência com que eles e seus familiares vão ao cinema.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
03/10/2025 15:03:51
• Analise com os estudantes cada uma das imagens presentes na página e explique o funcionamento da câmera fotográfica. Comente quais são as outras inovações tecnológicas que contribuíram para o avanço da mídia cinematográfica: podem ser explorados as câmeras que ficaram menores e mais leves e os recursos que possibilitam a projeção de filmes em 3D.
• Sobre os irmãos Lumière, comente que eles realizaram a primeira exibição pública paga do cinema em Paris, no subsolo do Grand Café, em 28 de dezembro de 1895. Uma das películas exibidas foi A saída dos operários da fábrica Lumière, que mostra trabalhadores deixando a fábrica de seus pais. A gravação causou grande impacto no público da época, por ser uma das primeiras vezes que imagens em movimento eram vistas em tela grande. Para representar essa experiência aos estudantes, projete a película, disponível em plataformas de vídeo. Durante a projeção, destaque alguns elementos, como a ausência de som, as imagens em preto e branco, a duração curta do filme.
• Uma alternativa para despertar ainda mais a curiosidade da turma é projetar o filme Viagem à Lua (Le Voyage dans la Lune), produzido em 1902 por Georges Méliès (1861-1938). Esse filme é conhecido por ser um dos primeiros a explorar efeitos especiais e narrativas de ficção científica. O contato com essas produções contribui para despertar a curiosidade, promovendo a integração entre história, arte e tecnologia.
• Para a atividade 2, explore as experiências individuais dos estudantes, quais filmes eles assistiram, se foi um programa em família e quais as características de uma sala de cinema. Caso não haja cinema no município, converse com os estudantes sobre como são os cinemas e qual a função deles.
CATELLI, Rosana Elisa. Cinema e educação: a emergência do moderno (anos 1920 e 1930). São Paulo: Sesc, 2022.
A autora apresenta o panorama sobre o cinema educativo no início do século XX, promovendo a discussão sobre o papel social do cinema e seus usos na educação brasileira.
Câmera fotográfica do século 19.
• Aproveite o estudo deste tema e comente com os estudantes como as pessoas se comunicavam no passado. Explique que, no Brasil, nem todas as famílias tinham linhas telefônicas nas residências e, por isso, era comum utilizar telefones públicos para se comunicarem. Se julgar pertinente, leia o texto para os estudantes.
[...]
Uruará tem cerca de 45 mil habitantes e 45% deles vivem na zona rural. Quando está na roça junto com seu marido, ela continua a se comunicar com a rádio pelo aplicativo de mensagens instantâneas [...]. Outra vantagem no local onde mora é que o sinal de internet funciona bem e ela utiliza para se comunicar com os filhos. [...].
A agricultora familiar conta que teve contato com o telefone, pela primeira vez, aos 35 anos. Hoje, aos 53 anos, tem ficado mais tempo na casa da cidade, onde estava acostumada com os orelhões como parte da vizinhança. A ficha de que não existiam mais orelhões pela rua caiu somente durante a entrevista. A expressão cair a ficha, inclusive, remete ao ato de colocar fichas no aparelho para ativar o crédito disponível para a ligação – em 1982, houve o surgimento dos cartões telefônicos, a partir da invenção do engenheiro brasileiro Nelson Guilherme Bardini. “Aqui os orelhões sumiram, mas fiz uma viagem recente ao Paraná e vi muitos deles bem conservados, bacana mesmo.”
[...]
PEDROSA, Leyberson. Telefone faz 145 anos: brasileiros contam histórias sobre o aparelho. Agência Brasil, 10 mar. 2021. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/ geral/noticia/2021-03/historias -que-se-contam-ao-telefone. Acesso em: 19 jul. 2025.
OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SE TRANSFORMAM
Ao longo do tempo, os meios de comunicação se transformaram. Por exemplo, os aparelhos telefônicos que utilizamos hoje são muito diferentes dos modelos do passado.
Um dos primeiros aparelhos utilizados para enviar mensagens a distância foi o telégrafo, desenvolvido por Samuel Morse (1791-1872) em 1835. Por meio da eletricidade, o telégrafo enviava mensagens com traços e pontos. Esse sistema ficou conhecido como Código Morse. No Brasil, o primeiro experimento com linhas telegráficas aconteceu em 1852.
Segundo os estudiosos, o inventor do telefone foi Antonio Meucci (1808-1889). Porém, ele teria vendido sua patente para Alexander Graham Bell (1847-1922) em 1876. Por meio de sinais elétricos, o telefone permitiu, pela primeira vez, que mensagens de voz pudessem ser transmitidas.

Ilustração de 1837 que representa o telégrafo e o Código Morse.
No final do século 19, o telefone patenteado por Graham Bell foi aprimorado. Em 1885, Lars Magnus Ericsson (1846-1926) desenvolveu um modelo de telefone que tinha acopladas as peças do fone e do bocal, facilitando o uso do equipamento.
Patente: neste caso, título de propriedade temporária dada ao inventor.
Aparelho de telefone desenvolvido por Ericsson no final do século 19.

BNCC
• Este tema auxilia os estudantes a identificarem as transformações dos meios de comunicação, contribuindo para o desenvolvimento da habilidade EF04HI08
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
BRIGGS, Asa; BURKE, Peter. Uma história social da mídia: de Gutenberg à internet. Rio de Janeiro: Zahar, 2006. O livro aborda o desenvolvimento das tecnologias e dos meios de comunicação ao longo dos séculos XIX e XX.
Em 1973, Martin Cooper (1928-) inventou o celular, um aparelho telefônico que funcionava sem fios e era portátil, ou seja, poderia ser transportado de um lugar para outro. O primeiro aparelho criado media 25 cm de comprimento e 7 cm de largura, pesava 1 kg e sua bateria durava cerca de 20 minutos. Na década de 1990, os celulares ficaram menores e mais leves, e grande variedade de modelos surgiu no mercado.

Da época de sua criação até os dias atuais, os celulares já passaram por diversas gerações. Atualmente, os aparelhos permitem a transmissão de voz e dados, além de possibilitar o acesso à internet. Muitas vezes, funcionam como uma espécie de “minicomputador”. Celulares da década de 1990.
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes levantem hipóteses sobre as transformações nos meios de comunicação, como a necessidade de se comunicar com alguém que está distante de maneira mais rápida e eficiente.
Homem da etnia Waujá usando celular no Parque Indígena do Xingu, município de Gaúcha do Norte, em Mato Grosso, em 2024.

1. Em sua opinião, qual é a importância das invenções mostradas nas páginas 130 e 131?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam
sobre o papel desempenhado pelos aparelhos telefônicos para a comunicação.
2. Você já utilizou algum desses aparelhos? Em caso afirmativo, qual foi e em que situação utilizou?
Resposta pessoal. Os estudantes podem compartilhar
experiências com os aparelhos telefônicos, identificando sua função e os seus usos.
3. Em dupla, levantem hipóteses sobre os motivos que levaram às transformações nos meios de comunicação.
• Para abordar a atividade 2, pergunte sobre o cotidiano dos estudantes, verificando os meios de comunicação que utilizam para se comunicarem com os amigos e familiares. Caso indiquem os aparelhos celulares como os meios mais utilizados, proponha uma conversa sobre os cuidados com o uso excessivo de telas na atualidade. Comente, por exemplo, que o uso contínuo pode prejudicar o sono, a atenção e até as relações sociais presenciais. Sugira aos estudantes que
03/10/2025 14:55:04
reflitam sobre o tempo que passam usando o celular diariamente, se costumam utilizá-lo antes de dormir ou ao acordar, e como isso afeta suas rotinas e relações familiares e escolares.
• Na atividade 3, ajude os estudantes a levantarem hipóteses sobre as transformações nos meios de comunicação analisando os diferentes contextos, as necessidades humanas e as tendências de setores da indústria para o aprimoramento da tecnologia.
• Dê sequência à leitura dos textos e análise de imagens, auxiliando os estudantes na compreensão do desenvolvimento dos meios de comunicação. Comente sobre cada tipo de aparelho telefônico e suas funções. Os primeiros serviam exclusivamente para realizar ligações e obter algumas informações das centrais telefônicas. O acesso era difícil e muitas pessoas ficavam meses esperando para obter um número e um aparelho. Com o desenvolvimento da tecnologia, os aparelhos passaram a enviar mensagens e oferecer diferentes recursos, como calculadoras, calendários e jogos. Comente com os estudantes que esses aparelhos não eram conectados à internet, pois essa tecnologia não estava disponível como atualmente.
• Na atividade 1, motive os estudantes a refletirem sobre a função dos aparelhos telefônicos na atualidade. Pergunte-lhes se sabem como eram as comunicações entre as pessoas no passado. Caso tenham dúvidas comente que as cartas eram uma das maneiras mais comuns de comunicação e que a resposta poderia levar dias ou meses, pois dependia do serviço de entrega. Durante a atividade, promova um ambiente acolhedor, possibilitando que os estudantes argumentem seus pontos de vista e respeitem as diferentes opiniões.
• Na atividade 1, é importante incentivar os estudantes a refletirem sobre os diferentes usos da internet, contemplando lazer, informação, serviços, estudos etc. Comente com os estudantes que, apesar de contribuir para a democratização e a disseminação de conhecimentos, é preciso ter alguns cuidados com as informações compartilhadas na internet. Aproveite a oportunidade para conversar com a turma sobre os cuidados que devemos ter ao utilizar a internet, como não divulgar informações pessoais, não conversar com pessoas desconhecidas em chats e mídias sociais sem estar acompanhado de um responsável e não confiar em todas as informações apresentadas, buscando sempre sites confiáveis. Explique que nem sempre o que lemos na internet vem de uma fonte confiável. Assim, é importante conhecer a origem dos sites e das notícias que acessamos.
ATIVIDADE EXTRA
BNCC
1. Resposta pessoal. Os estudantes podem indicar acessos relacionados às pesquisas escolares, por exemplo
INTERNET E TECNOLOGIAS DIGITAIS 26
1. Você já acessou a internet alguma vez? Em caso afirmativo, em qual situação?
Desenvolvida na década de 1990, a internet é uma rede mundial de computadores interligados que permite às pessoas que se comuniquem e compartilhem informações, mesmo que estejam em diferentes partes do mundo.
A internet pode ser acessada por meio de diversos dispositivos, como notebook, celular, tablet e smartwatch, permitindo que a informação e a comunicação sejam registradas, armazenadas ou compartilhadas virtualmente por várias pessoas.
Com o desenvolvimento da internet, a imprensa passou a utilizar esse novo meio de comunicação. Muitos jornais e revistas, além das edições impressas, começaram a publicar edições digitais e vídeos na internet, além de disponibilizar episódios de podcasts
Além disso, o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação contribuiu para que pessoas com deficiência tivessem mais acesso às notícias e às informações.
Softwares bilíngues para surdos, por exemplo, produzem informações na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Para as pessoas cegas ou com baixa visão, há aplicativos que facilitam a comunicação, como os que descrevem imagens e fazem a leitura de textos.
Print do aplicativo VLibras, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em 2016, que traduz conteúdo da língua portuguesa para a Libras.
• Selecione sites de notícias confiáveis que possam ser explorados pelos estudantes e que sejam adequados à faixa etária da turma. Leve-os até a sala de informática e oriente-os a explorar o conteúdo dos sites. Em seguida, peça que escolham uma notícia para compartilhar com os colegas e que copiem as principais informações no caderno. Caso julgue oportuno, solicite a eles que realizem a atividade em dupla. Na sala de aula, incentive-os a compartilhar a notícia e a comentar a experiência de pesquisar informações utilizando sites da internet. Durante o compartilhamento de informações, verifique se eles perceberam que essas notícias apresentam o nome de um repórter ou jornalista e algumas fontes de pesquisa. Para garantir a acessibilidade a estudantes com necessidades educacionais específicas, oriente-os a utilizar os recursos digitais disponíveis, como leitores de tela e aplicativos de tradução em Libras.

que possibilitam a comunicação, o acesso à informação e a reflexão sobre o uso responsável.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
• A abordagem deste tema contribui para o desenvolvimento da habilidade EF04HI08, pois explora diferentes meios de comunicação, seu desenvolvimento e impactos na sociedade. O tema também contribui para o desenvolvimento da Competência geral 5, ao apresentar a internet e as tecnologias digitais como ferramentas
BRITO; Glaucia da Silva; PURIFICAÇÃO, Ivonélia da. Educação e novas tecnologias: um (re)pensar. Curitiba: Intersaberes, 2024. Buscando compreender a relação entre educação e tecnologia, as autoras apresentam subsídios para que professores reflitam sobre os usos dessas ferramentas em sala de aula.
2. a) Resposta: Apresentar motivos pelos quais as pessoas da área urbana e da área rural não utilizaram internet em suas residências em 2023. Espera-se que os estudantes analisem o gráfico e o título para responder à atividade.
A EXCLUSÃO DIGITAL NO BRASIL
Embora as tecnologias digitais estejam se popularizando cada vez mais, elas ainda não são acessíveis para toda a população brasileira. A isso damos o nome de exclusão digital. Sobre esse tema, analise o gráfico a seguir.
Motivo da não utilização da internet (por situação do domicílio) – 2023*
Serviço de acesso à internet era caro
Equipamento eletrônico necessário para acessar a internet era caro
Serviço de acesso à internet não estava disponível na área do domicílio
• Comente com os estudantes que a exclusão digital gera diversos problemas na sociedade brasileira, pois pode afastar as pessoas de informações, do acesso ao trabalho, dos estudos e sociabilidade.
Fonte de pesquisa: IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2023. p. 7. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv102107_informativo.pdf. Acesso em: 22 abr. 2025. *valores em porcentagem (%)
2. De acordo com os seus conhecimentos e o gráfico, responda às questões.
a ) Qual é o objetivo do gráfico? Como você chegou a essa conclusão?
b ) De acordo com o gráfico, qual foi o maior motivo, em 2023, para as pessoas da área rural não usarem a internet? E para as pessoas da área urbana?
Resposta: Área rural: serviço de acesso à internet era caro
(30,3%). Área urbana: nenhum morador sabia usar a internet (34,8%).
c ) Em sua opinião, por que é importante que todas as pessoas tenham acesso à internet?
respeito da relevância da acessibilidade às informações, por exemplo.
d ) O que pode ser feito para que a internet seja acessível de maneira igualitária? Proponha alternativas e, depois, compartilhe sua resposta com os colegas.
Resposta pessoal. Os estudantes podem comentar a Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes
identifiquem os problemas de acesso à internet e proponham alternativas para solucioná-los. A atividade permite o pluralismo de ideias, uma vez que os estudantes poderão refletir sobre maneiras de solucionar o problema.
vimento da leitura de dados estatísticos. O item d fomenta o debate e o pluralismo de ideias, permitindo aos estudantes que apresentem suas propostas em pequenos grupos e ouçam as opiniões dos colegas com respeito às diferenças. Essa prática incentiva o protagonismo e o exercício da empatia e da cooperação.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• A atividade 2 promove a articulação com o componente curricular de Matemática
Como atividade complementar, proponha aos estudantes que construam um gráfico com base em entrevistas realizadas na comunidade escolar e na família sobre o acesso e o uso da internet. Para isso, ajude-os a elaborar um roteiro de entrevistas com perguntas que investiguem se as pessoas usam os serviços de internet, se elas utilizam aparelhos móveis ou computadores para isso, qual a frequência que elas utilizam a internet e, caso não tenham acesso, os motivos pelos quais
03/10/2025 14:55:07
• Na atividade 2 , acompanhe os estudantes na leitura do gráfico, orientando-os na identificação de cada uma das informações apresentadas. Auxilie-os a compreender as diferenças entre cada um dos serviços na área rural e na área urbana. A atividade também promove práticas de argumentação fundamentada em dados científicos. Essa prática contribui para a formação de uma consciência cidadã e promove o uso responsável da informação como ferramenta de transformação social. No item a, engaje os estudantes na leitura coletiva do título do gráfico e na análise das informações dos eixos horizontal e vertical. Incentive-os a ler criticamente os dados, relacionando os números com as categorias analisadas (área urbana e rural). Ao mesmo tempo, é importante acolher os diferentes níveis de familiaridade dos estudantes com a linguagem gráfica. Caso algum estudante apresente dificuldade, reproduza o gráfico na lousa e explore visualmente como cada informação é organizada. Isso favorece a compreensão do motivo da atividade e contribui para o desenvol-
não conseguem acessar. Após coletar as informações, separe papel kraft, régua, lápis de cor e canetas hidrocor para a composição do gráfico. Para garantir a acessibilidade de estudantes com necessidades educacionais específicas, verifique a possibilidade de construção do gráfico com uso de materiais táteis, como palitos de sorvete e barbantes de diferentes tamanhos e texturas. Por fim, convide-os para uma roda de conversa e instigue a análise do gráfico.
OBJETIVOS
• Compreender o conceito de obsolescência programada.
• Compreender os problemas gerados pelo resíduo eletrônico.
• Refletir sobre o consumo consciente.
1. CONHECENDO O PROBLEMA
• A seção propõe uma situação-problema com base em uma charge e um texto explicativo, favorecendo o desenvolvimento do pensamento autônomo e crítico. Ao problematizar a obsolescência programada e os efeitos do descarte inadequado de produtos eletrônicos, o conteúdo motiva os estudantes a refletirem, questionarem e buscarem soluções criativas para problemas atuais.
• Comente que, além da questão da obsolescência programada, outros elementos influenciam no descarte de aparelhos. Um exemplo é a influência de mídias e propagandas que incentivam o consumo como uma maneira de estar incluído socialmente e a par de novos aplicativos, modas, tecnologias e afins.
2. ORGANIZANDO AS IDEIAS
• No item a, comente que a charge é um gênero textual que se caracteriza por fazer uma sátira a respeito de algum fato, exagerando para tornar a situação cômica ao mesmo tempo que faz uma crítica. Incentive os estudantes a analisarem a charge e, em seguida, verbalizarem o raciocínio que os fizeram chegar a suas conclusões.
COLETIVAMENTE
Consumo consciente e sustentabilidade
Conhecendo o problema 1
Leia a charge e o texto a seguir.

ARIONAURO. Obsolescência programada. Arionauro Cartuns, 26 nov. 2018. Disponível em: http:// www.arionaurocartuns.com. br/2018/11/charge -obsolescencia -programada.html. Acesso em: 22 abr. 2025.
Você já ouviu falar em obsolescência programada? Trata-se de uma estratégia adotada pelas indústrias para fabricarem produtos que se tornarão obsoletos ou desgastados brevemente. Assim, incentiva-se que o consumidor compre um novo produto em um curto espaço de tempo. Como consequência, a substituição e o descarte de produtos eletrônicos gera um desafio para a administração pública. Sobre esse tema, leia o texto a seguir.
[...]
A presença dos equipamentos eletrônicos no cotidiano das famílias traz conforto e praticidade. Desde os utensílios domésticos ao celular, existe a cultura da substituição desses produtos quando finalizada sua vida útil, ou o mero desejo de atualização tecnológica. É a partir desse momento que o descarte adequado do lixo tecnológico se torna um desafio.
Segundo relatório do Instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa (Unitar), em parceria com a União Internacional de Telecomunicações (ITU), o Brasil é o quinto maior produtor de lixo eletrônico do mundo, com cerca de 2,4 mil toneladas produzidas todos os anos. Isso equivale a 11 quilos por pessoa. Entretanto, apenas 3% têm o destino adequado – a reciclagem ou a reutilização.
• No item b, converse com os estudantes a respeito do consumo consciente. Comente que consumir com consciência é fundamental para que o meio ambiente seja conservado, pois assim utiliza-se menos recursos naturais e minimiza o descarte de resíduos. Dessa maneira, antes de comprar algo novo, é importante verificar se é possível reaproveitar o que seria descartado e utilizar produtos que não prejudiquem a natureza.
• Para aproximar o debate da realidade dos estudantes, é possível complementar a atividade com uma proposta de pesquisa sobre os pontos de coleta de eletrônicos no município ou na região. Essa intervenção incentiva a investigação ativa, conecta o conteúdo à vivência dos estudantes e promove ações concretas de responsabilidade ambiental, ampliando o alcance
formativo da atividade. Oriente os estudantes a pesquisarem sobre os modos adequados de descarte de resíduo eletrônico, destacando a importância de realizar essa busca em sites confiáveis, como páginas de secretarias municipais de meio ambiente, órgãos governamentais e empresas responsáveis pela coleta e reciclagem. Além da pesquisa on-line, com o acompanhamento de um adulto, sugira visitas a pontos de coleta ou contato com centros de reciclagem da região. Caso seja possível, promova um mapeamento coletivo dos locais de descarte adequados no município para incentivar a conscientização da comunidade escolar.
03/10/2025 14:55:15
3. BUSCANDO SOLUÇÕES
Por parte dos fabricantes, ainda é incipiente a ação de coleta de eletrônicos. O número de pontos é reduzido para o volume de consumo. A pequena parte que é destinada para a reciclagem passa por um controle minucioso
[...]
MOURA, Fagner. Inédita no Brasil, lei que regulamenta reciclagem do lixo eletrônico completa 15 anos. Alesp, 5 jul. 2024. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=480443. Acesso em: 22 abr. 2025.
Incipiente: que está no começo. Minucioso: quem observa atentamente os detalhes.
Organizando as ideias 2
a ) Qual é a crítica representada na charge?
Resposta: O consumo
b ) De acordo com o texto, em qual momento o descarte de resíduos eletrônicos se torna um desafio?
Resposta: Ao substituir os produtos
motivada pelo fim da vida útil do aparelho ou ao desejar atualizar a tecnologia. exagerado de aparelhos eletrônicos.
c ) Você sabe onde os aparelhos eletrônicos devem ser descartados? Com o auxílio de um adulto, faça uma pesquisa e explique o modo adequado de descartá-los.
Resposta: O objetivo da atividade é identificar os locais corretos de descarte.
3
Buscando soluções
3. a) Resposta: Espera-se que os estudantes promovam uma campanha de conscientização e de descarte correto de aparelhos eletrônicos na comunidade escolar.
a ) Vocês perceberam que o consumo exagerado de equipamentos eletrônicos gera um aumento significativo de resíduo eletrônico que, muitas vezes, é descartado de forma inadequada. Vamos fazer a nossa parte para mudar essa situação?
b ) Em grupo, organizem uma campanha de recolhimento de resíduo eletrônico na escola. Com o auxílio do professor, entrem em contato com alguma instituição responsável pela destinação correta de materiais eletrônicos, como a Prefeitura do município, ONGs, empresas fabricantes e importadoras de produtos eletrônicos, e entreguem os aparelhos recolhidos.

Resposta: Espera-se que os estudantes realizem o descarte correto dos resíduos eletrônicos.
específicas. Eles podem, por exemplo, gravar áudios ou vídeos em Libras explicando o objetivo da campanha, bem como sua importância para a sociedade.
BNCC
• A seção contempla a Competência geral 7, pois incentiva os estudantes a argumentarem com base em fatos e informações confiáveis para compreender os impactos da obsolescência programada e do consumo exagerado. Além disso, as atividades propostas nesta seção contribuem para o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Educação para o consumo
Ilustração que representa um grupo de pessoas em um posto de coleta de resíduos eletrônicos.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
03/10/2025 14:55:19
A campanha para o descarte correto dos resíduos eletrônicos promove a articulação entre o tema contemporâneo transversal Educação para o consumo e o componente curricular de Ciências, pois promove a reflexão sobre o impacto do consumo exagerado e o descarte correto dos resíduos eletrônicos, favorecendo, assim, a sustentabilidade e a conscientização socioambiental.
• Oriente os estudantes na organização da campanha; para isso, organize a turma em grupos, cada um com uma função específica. Por exemplo: um grupo pode ficar responsável pela divulgação da campanha na escola, produzindo cartazes para serem fixados em murais e panfletos para serem distribuídos; outro grupo pode ficar responsável pelo armazenamento dos aparelhos recolhidos. Ajude-os a providenciar caixas para acondicionarem os aparelhos eletrônicos coletados. É importante que um adulto os acompanhe no armazenamento para evitar acidentes durante o manuseio. Outro grupo pode ficar responsável por agendar, junto à coordenação pedagógica, a data e o espaço para a campanha. Por fim, auxilie-os a entrar em contato com alguma instituição que possa recolher os aparelhos e dar o destino correto a eles.
• Incentive o envolvimento da família e da comunidade escolar. Os estudantes podem elaborar convites ou bilhetes informativos para os responsáveis, explicando a ação, o cronograma e os tipos de equipamentos que podem ser entregues. Essa abordagem fortalece o vínculo entre escola e comunidade. Para promover inclusão, adapte a atividade para estudantes com necessidades educacionais
1. Objetivo
• Avaliar a compreensão dos estudantes a respeito das diferentes formas de comunicação.
Sugestão de intervenção
• Para promover o resgate do conteúdo sobre a cultural oral, retome com os estudantes o conceito de oralidade e a importância dessa forma de comunicação e transmissão de informação. Oriente-os a investigar sociedades nas quais a cultura oral é o principal instrumento de transmissão de saberes e de conhecimentos. Deve ser feita uma pesquisa a respeito da sociedade escolhida, com o objetivo de entender como são preservadas as tradições, a transmissão dos saberes e a preservação da história.
2. Objetivo
• Compreender o papel dos griôs e da tradição oral. Sugestão de intervenção
• Caso algum estudante apresente dificuldade, peça que leia na página 122 qual a relação da cultura oral e os griôs. Em seguida, com a ajuda dos estudantes, elabore na lousa uma lista com informações sobre a relevância da oralidade para as comunidades tradicionais.
Após essa intervenção, solicite que respondam à atividade.
3. Objetivo
• Identificar o papel da imprensa na sociedade.
Sugestão de intervenção
Escreva as respostas no caderno.
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
1. Como é chamada a forma de comunicação tradicional em que uma pessoa, geralmente um adulto, conta histórias para outra pessoa, transmitindo assim seu conhecimento?
Resposta: Cultura oral.
2. Qual é o papel dos griôs em algumas comunidades tradicionais do continente africano?
Resposta: Além de transmitirem os conhecimentos, saberes e histórias, eles são guardiões das memórias do seu povo.
3. Como é chamado o conjunto dos meios de comunicação que transmitem notícias à população?
Resposta: Imprensa.
4. Analise a charge a seguir e responda às questões.
4. a) Resposta: A crítica está no fato de o homem afirmar gostar dos momentos em família, mas não há interação entre eles, pois cada um está concentrado em uma atividade individual. Espera-se que os estudantes analisem os personagens da charge para responder à atividade.

a ) Qual é a crítica feita pela charge? Como você chegou a essa conclusão?
b ) Em sua opinião, quais são as vantagens e as desvantagens no uso de tecnologias digitais?
Resposta pessoal. Os estudantes podem refletir sobre as facilidades e os desafios das tecnologias digitais no cotidiano.
4. Objetivo
• Avaliar a capacidade de interpretação e auxiliar o desenvolvimento do senso crítico dos estudantes.
Sugestão de intervenção
• Se os estudantes apresentarem dificuldade, construa com eles um quadro comparativo a respeito dos meios de comunicação. Nele, deve ser indicado qual o meio de comunicação, quando foram inventados e quais são suas principais características. Dessa forma, eles poderão recuperar os conceitos estudados em sala de aula e sistematizar os diferentes meios de comunicação.
• Por meio da analise da charge, promova a progressão do conhecimento sobre os meios de comunicação. Para isso, elabore perguntas a respeito de quem está representado na charge, o que está fazendo cada pessoa e o que as pessoas poderiam fazer. Após a análise, converse sobre os problemas que o uso exagerado dos aparelhos eletrônicos pode causar no convívio social.
ALPINO. Tempos modernos. Alpino, 5 jan. 2015. Disponível em: https://charges.alpino.in/charges/. Acesso em: 22 abr. 2025.
5. Leia o texto e responda às questões.
[...]
5. d) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes relacionem a popularização da televisão à disseminação da publicidade no país.
A televisão foi a grande novidade no consumo [...] das famílias brasileiras dos anos 1950. Nessa década ela começou a entrar nos lares e a competir com os rádios e as rádios-vitrolas, em torno das quais as pessoas se reuniam para momentos de lazer. [...] De fato, só nos anos 1970 a TV se tornaria mais acessível, popularizando-se rapidamente nas décadas seguintes.
[...]
GOMES, Angela de Castro (coord.). Olhando para dentro: 1930-1964. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. p. 307. (Coleção História do Brasil Nação: 1808-2010).
a ) De acordo com o texto, em que ano a televisão se tornou uma grande novidade de consumo para as famílias brasileiras?
Resposta: Nos anos 1950.
b ) Segundo o texto, com quais outros meios de comunicação a televisão competia nos lares brasileiros?
Resposta: A televisão competia com os rádios e as rádios-vitrolas.
c ) Em qual década a televisão se tornou acessível e se popularizou rapidamente?
Resposta: Na década de 1970.
d ) Você considera possível relacionar a popularização da televisão no Brasil com o aumento do consumo de produtos? Explique.
6. Faça uma lista dos produtos eletrônicos que você e sua família compraram recentemente. Em seguida, reflita se esses produtos eram realmente necessários.
7. Leia as frases e, depois, escreva a alternativa correta.
Resposta pessoal. Os estudantes podem refletir sobre os produtos eletrônicos que consomem em seu cotidiano, verificando a necessidade de cada um deles.
a ) Após a invenção da escrita, a tradição oral deixou de ser uma importante forma de comunicação.
b ) A televisão e o rádio não são considerados meios de comunicação de massa, pois não têm o mesmo alcance que a internet.
c ) Em geral, os meios de comunicação não se transformam ao longo do tempo e continuam sempre com as mesmas funções.
d ) A internet foi desenvolvida na década de 1990, permitindo que pessoas se comuniquem e compartilhem informações mesmo estando em diferentes partes do mundo.
Resposta: Alternativa d
BNCC
• As atividades desenvolvem a habilidade EF04HI08, pois os estudantes são incentivados a identificarem as transformações ocorridas nos meios de comunicação e a discutirem seus significados para os diferentes grupos ou estratos sociais.
03/10/2025 14:55:24
5. Objetivo
• Avaliar a capacidade de interpretação de texto. Sugestão de intervenção
• Caso os estudantes tenham dificuldade, peça-lhes para fazer a leitura silenciosa do texto e a registrar no caderno as palavras que desconhecem, a fim de formar um glossário. Em seguida, oriente-os a localizar essas palavras no dicionário. Por fim, retome a leitura do texto para que eles possam responder às alternativas.
6. Objetivo
• Incentivar a reflexão a respeito do consumo consciente.
Sugestão de intervenção
• Se os estudantes tiverem dificuldade, ajude-os a fazer a lista. Para isso, eles devem listar todos os produtos eletrônicos de que se lembrarem. Em seguida, peça-lhes para escrever a função de cada um dos objetos e qual o motivo da compra, se foi motivada pela troca ou a substituição de produto com defeito ou se foi algo que gostaria muito de comprar, por exemplo. Por fim, organize uma roda de conversa para que eles comentem sobre os resultados que obtiveram.
7. Objetivo
• Reconhecer o papel social desempenhado pela internet.
Sugestão de intervenção
• Durante a realização da atividade, verifique se os estudantes apresentam dificuldade. Em caso positivo, leia pausadamente cada uma das alternativas e peça que pesquisem no livro ou no caderno registros que apontem qual alternativa é correta e quais são falsas.
VINÍCIUS COSTA/ARQUIVO DA EDITORA
As atividades desta seção podem ser utilizadas como avaliação, contribuindo para o monitoramento da aprendizagem dos estudantes. Observe a seguir algumas orientações que podem auxiliar nesse processo.
1. Objetivo
• Reconhecer a relevância dos espaços de preservação de memória e identificar diferentes fontes históricas.
Sugestão de intervenção
• Para promover a recuperação do aprendizado, proponha uma roda de conversa engajando os estudantes a identificarem espaços semelhantes em suas comunidades. Em caso de dificuldades no item a, faça perguntas norteadoras, como: “Como podemos conhecer a história do lugar em que vivemos?”; “O que pode ser considerado fonte histórica?”; “De quais formas valorizamos e preservamos a memória de nossa comunidade?”. A partir das respostas deles, ressalte a importância dos múltiplos espaços de memória, que podem ser museus, arquivos, bibliotecas, praças e monumentos. Destaque como cada espaço é dedicado à preservação de aspectos específicos da memória e da história. No item b, convide a turma a compartilhar suas respostas de forma organizada e respeitosa. Caso algum estudante apresente dificuldades, promova a leitura coletiva do texto, possibilitando que eles identifiquem as fontes históricas citadas.
2. Objetivo
• Identificar as atividades e intervenções realizadas pelos grupos sedentários. Sugestão de intervenção
• Recupere o conteúdo abordado em sala de aula, para isso, convide a turma
VAMOS CONCLUIR
1. Leia o texto a seguir.
Escreva as respostas no caderno.
1. a) Resposta: Porque os museus são espaços de preservação da memória e da história das sociedades, reunindo diversos tipos de fontes históricas de forma organizada.
No feriado, Mariana e sua prima Jéssica foram visitar o museu do município onde moram. Durante a visita, elas puderam observar vários tipos de documentos sobre a história de sua cidade, como cartas dos primeiros moradores, ferramentas antigas, vestimentas, jornais, fotografias e puderam ouvir o hino municipal. Elas ainda provaram um doce típico da cidade, que estava sendo oferecido na saída do museu, enquanto as cozinheiras ensinavam oralmente a receita e o modo de fazê-lo. Produzido especialmente para esta obra.
1. b) Resposta: Em seu passeio, Mariana e Jéssica conheceram fontes materiais, como as cartas dos primeiros moradores, os objetos antigos, as vestimentas, os jornais e as fotografias. Elas também encontraram fontes imateriais, como a música do hino municipal e a forma de fazer o doce típico da região
Sobre o passeio de Mariana e Jéssica, responda às questões.
a ) Por que é importante visitar museus?
b ) Quais tipos de fontes históricas Mariana e Jéssica conheceram em seu passeio?
2. Ao longo da história, os grupos humanos realizaram diversos tipos de intervenção no ambiente onde viveram. Escreva um texto sobre as intervenções na natureza feitas pelos primeiros grupos sedentários.
2 e 3. Respostas e comentários nas orientações ao professor

Reconstituição de moradias de antigos grupos sedentários da Ásia. Sítio arqueológico de Amsa-dong, em Seul, na Coreia do Sul, em 2024.
3. Escreva um texto sobre o processo de ocupação em seu município, destacando as intervenções na natureza e os resultados delas.
a rememorar as noções de nomadismo e sedentarismo, bem como as atividades características de cada uma. Caso seja pertinente, apresente exemplos que permitam a reflexão sobre o tema. Em caso de dificuldades, sugira a realização da atividade em dupla para que os estudantes exercitem o pensamento crítico e o aprendizado compartilhado e coletivo.
Respostas
2. Espera-se que os estudantes escrevam um texto destacando que, no processo de sedentarização, os seres humanos aumentaram as inter-
venções na natureza, visto que passaram a praticar a agricultura e a pecuária, além de extrair recursos naturais para a construção de moradias.
3. Resposta pessoal. A resposta depende da realidade do município onde vivem os estudantes. Espera-se que eles consigam perceber que o processo de ocupação humana no campo gera transformações no meio natural e que, muitas vezes, essas transformações provocam grandes impactos na natureza, como poluição do ar, da água, do solo e desmatamento.
4. a) Resposta: As ferrovias permitiram a entrada de investimentos estrangeiros no Brasil, incentivando a economia de exportação e ligando os centros de produção da agricultura e
4. Leia o texto a seguir e responda às questões.
A história das ferrovias no Brasil inicia-se em 30 de abril de 1854, com a inauguração, por D. Pedro II, do primeiro trecho de linha, a Estrada de Ferro Petrópolis, ligando Porto Mauá à Fragoso, no Rio de Janeiro, com 14 km de extensão. [...]

3. Objetivo
• Avaliar a percepção dos estudantes sobre o processo de ocupação do território do município onde vivem.
Sugestão de intervenção
A expansão ferroviária, além de propiciar a entrada de capital estrangeiro no país, tinha, também, o objetivo de incentivar a economia exportadora. Desta forma, as primeiras linhas interligaram os centros de produção agrícola e de mineração aos portos diretamente, ou vencendo obstáculos à navegação fluvial. [...]
sendo testada no Brasil, em 1856.
5. a) Resposta: Esse tipo de migrante é chamado de refugiado. Ele deixa seu país por guerras, perseguições religiosas e políticas, fome ou catástrofes naturais. VINÍCIUS COSTA/ARQUIVO DA EDITORA
HISTÓRIA das ferrovias no Brasil. Iphan. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/609. Acesso em: 23 abr. 2025.
a ) De acordo com o texto, qual é a importância das ferrovias para a história do Brasil?
b ) Como as ferrovias contribuíam com as trocas comerciais no período em que foram instaladas no Brasil?
5. Leia o texto a seguir.
4. b) Resposta: Elas ligaram os locais da mineração aos portos. de produção dos bens agrícolas e da mineração aos portos, facilitando a exportação dos produtos, criando novas rotas comerciais e interligando diferentes pontos do país.
Miguel é um menino recém-chegado à escola de Luiza. Ele nasceu em outro país e veio morar no Brasil com sua família há menos de dois meses. O país onde Miguel morava passa por uma grave crise, que envolve uma guerra e a perseguição política e religiosa a alguns grupos, entre os quais estão os pais e os tios de Miguel.
Produzido especialmente para esta obra.
Sobre a situação da família de Miguel, responda às questões.
a ) A família de Miguel não decidiu deixar seu país por vontade própria. Que nome recebe esse tipo de migrante? Quais são as principais razões para esse tipo de migrante deixar seu país?
b ) O que os estudantes da escola de Luiza podem fazer para acolher Miguel?
5. b) Resposta: Os estudantes podem demonstrar interesse em conhecer a cultura do país de origem de Miguel, valorizar essa cultura, ajudá-lo a se adaptar à língua portuguesa, além de serem solidários com ele.
5. Objetivo
• Compreender a noção de refugiado e desenvolver a capacidade de acolhimento e empatia em situações difíceis.
Sugestão de intervenção
• Para promover a recuperação do aprendizado sobre os deslocamentos e os refugiados, peça aos estudantes que indiquem os diferentes tipos de migração. Em seguida, no item a, solicite à turma que identifique as possíveis razões pelas quais os refugiados deixam seus países e pergunte se eles convivem, em suas comunidades, com
03/10/2025 14:51:26
pessoas refugiadas. No item b, promova uma roda de conversa, explicando a importância da empatia para o acolhimento de pessoas em situações difíceis e convide-os a expressar como gostariam de ser acolhidos caso vivessem uma situação similar à do personagem Miguel. Aproveite para retomar a importância do respeito à diversidade, ampliando o debate para maior compreensão do conceito. Enfatize que o exercício da empatia em uma sociedade diversa implica não somente em respeito, mas também em atitudes de acolhimento.
• Promova uma roda de conversa para recuperar o aprendizado sobre os processos de ocupação do território. Caso os estudantes apresentem dificuldades, retome o conteúdo sobre a ocupação do território brasileiro, destacando os impactos gerados a partir da ocupação colonial e a exploração dos recursos naturais pelos colonizadores. Comente sobre essas ocupações, identificando as principais transformações ocorridas na natureza.
4. Objetivo
• Destacar a relevância do transporte ferroviário na história brasileira.
Sugestão de intervenção
• Caso algum estudante tenha dificuldade, retome o conteúdo sobre a malha ferroviária. Em seguida, peça à turma que releia o texto e as questões da atividade, destacando os trechos que indiquem as respostas dos itens a e b. Aproveite a atividade para fornecer elementos de comparação com a realidade. Para isso, motive-os a comentar sobre possíveis trechos de ferrovias ainda presentes no município ou na região onde vivem.
Fotografia de Revert Henrique Klumb que retrata locomotiva da Estrada de Ferro Petrópolis
• As sugestões de livros desta seção possibilitam trabalhar as habilidades de leitura dos estudantes. Para isso, incentive-os a propor uma leitura com os pais ou responsáveis. Oriente-os para que anotem as palavras que não conhecem o significado e, com os pais ou responsáveis, procurem os significados delas em um dicionário.
• Eles podem anotar também os principais assuntos abordados em cada sugestão e trocar ideias com os colegas em sala de aula.
SAIBA MAIS
A seguir, apresentamos sugestões para você ampliar seus conhecimentos sobre os temas abordados ao longo deste volume. Aproveite a oportunidade para interagir com os seus familiares! Leia com eles os livros, acessem os sites, assistam juntos aos filmes e conversem sobre os novos conhecimentos adquiridos.
UNIDADE 1. O ESTUDO DA HISTÓRIA
Deixa que eu conto
O projeto Deixa que eu conto, criado pela Unicef Brasil durante a pandemia de covid-19, reúne podcasts sobre a história do Brasil apresentados por contadoras e contadores de histórias. Com base em diferentes pontos de vista, a coleção reúne brincadeiras, atividades, histórias e está disponível gratuitamente.
PROJETO Deixa que eu conto. Disponível em: https://www.unicef. org/brazil/deixa-que-eu-conto. Acesso em: 20 jun. 2025.


Museu Nacional: casa de muitas histórias
Você conhece o Museu Nacional? Nesse livro, na companhia de Bartholomeu, você conhecerá as peças e as coleções, como múmias, preguiças-gigantes e objetos antigos, que faziam parte do acervo de um dos maiores museus do Brasil.
BRUNO, Rodrigo. Museu Nacional: casa de muitas histórias. Ilustrações de Bruna Assis Brasil. Rio de Janeiro: Quereres, 2023.
UNIDADE 2. CIRCULAÇÃO E FIXAÇÃO DE PESSOAS
Menina mandioca
Nessa obra, você conhecerá várias lendas e contos dos povos indígenas, como o mito da origem da mandioca, e a relação entre os indígenas e a natureza.
CARELLI, Rita. Menina mandioca Ilustrações de Luci Sacoleira. Rio de Janeiro: Pallas Mini, 2022.

UNIDADE 3. COMÉRCIOS E CAMINHOS
O que o trem tem?
Nesse livro, um menino compartilha as experiências de viajar pela primeira vez de trem, comentando sobre os animais, as plantas, as casas e as pessoas que conheceu durante a viagem.
MARTINS, Cláudio. O que o trem tem? São Paulo: Maralto, 2020.

O Aeroclube

Conheça a história de Alaor, um jovem que vive em uma pequena cidade do interior e sonha em poder voar em um avião.
SANTOS, Walther Moreira. O Aeroclube. Ilustrações de Mateus Rios. São Paulo: Maralto, 2020.
UNIDADE 4. A FORMAÇÃO DO BRASIL
Nossa Cultura – Comunidades Quilombolas
O vídeo mostra o que são as comunidades quilombolas, que mantêm a cultura de seus ancestrais até os dias atuais, destacando sua importância para a cultura nacional.
NOSSA CULTURA Comunidades
Quilombolas. Governo da Bahia Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=3w6lKY-OnfU. Acesso em: 23 abr. 2025.

03/10/2025 14:49:26
Tuiupé e o maracá mágico
Nesse livro, além de conhecer as aventuras de Tuiupé, você aprenderá alguns costumes e tradições dos povos originários, como a contação de histórias por meio da tradição oral, o cultivo agrícola e a coleta de alimentos na floresta.

ZAKZUK, Maísa. Eu estou aqui São Paulo: Panda Books, 2019.
TÔRRES, Paola; TABAJARA, Auritha. Tuiupé e o maracá mágico. Ilustrações de Tai. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2024.

UNIDADE 5. DESLOCAMENTOS
POPULACIONAIS
Eu estou aqui
O livro apresenta uma coletânea de relatos de crianças de diferentes partes do mundo que deixaram sua terra natal e enfrentaram desafios em busca de uma realidade mais segura no Brasil.
UNIDADE 6. MEIOS DE COMUNICAÇÃO
Museu das Comunicações e Humanidades (Musehum)
Acessando o site indicado, você pode fazer um tour virtual pelo Museu das Comunicações e Humanidades e conhecer um pouco do seu acervo!
MUSEU das Comunicações e Humanidades. Disponível em: https://tourvirtual.institutooifuturo.org.br/ virtualtour.html. Acesso em: 20 jun. 2025.

Sagaz e os garotos: minha vida daria um filme
Acompanhe as aventuras de Sagaz e seus amigos, que resolvem fazer um filme após descobrirem a chegada de um fóssil na casa de um vizinho.
TOZZI, Caio. Sagaz e os garotos: minha vida daria um filme. Ilustrações de Vicente Mendonça. Jandira: Ciranda Cultural, 2024.
03/10/2025 14:49:35
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
ALMEIDA, Juniele Rabêlo de; RODRIGUES, Rogério Rosa (org.). História pública em movimento. São Paulo: Letra e Voz, 2021. Nessa obra, os autores apresentam diversos artigos que abordam a relevância da História na esfera pública, destacando a relação entre História Local e História pública e o papel dos historiadores no combate ao negacionismo.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 5 out. 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 9 set. 2025. Conjunto de leis fundamentais do Brasil, a Constituição de 1988 determina os direitos e os deveres dos cidadãos e estabelece o papel do Estado, delineando as regras de funcionamento dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Disponível em: https://www.planalto. gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/ l11645.htm. Acesso em: 9 set. 2025.
Lei que determina a inclusão de conteúdos sobre as histórias e as culturas afro-brasileiras e indígenas nos currículos da Educação Básica, discutindo temas diversos que valorizem a contribuição desses povos na formação econômica, política, social, étnica e cultural do Brasil.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Disponível em: https://www.planalto. gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/ l13146.htm. Acesso em: 9 set. 2025.
Essa lei busca promover o combate à discriminação, a igualdade e a inclusão da pessoa com deficiência na sociedade brasileira, assegurando o direito de transporte e mobilidade, a participação na vida pública e o acesso à informação.
BRASIL. Resolução nº 2, de 15 de junho de 2012 . Disponível em: https://portal.mec.gov. br/dmdocuments/rcp002_12.pdf. Acesso em: 9 set. 2025.
Nesse texto, estão reunidos alguns princípios voltados à Educação Ambiental,
apontando objetivos, propostas de organização curricular e subsídios para abordar o tema em sala de aula.
CARINE, Bárbara. Como ser um educador antirracista. São Paulo: Planeta do Brasil, 2023. Obra que apresenta reflexões sobre o papel da escola e da educação na construção de práticas pedagógicas antirracistas, abordando conceitos como branquitude, racismo estrutural, cotas raciais e educação emancipatória.
CARVALHO, Aline; MENEGUELLO; Cristina (org.). Dicionário temático de patrimônio: debates contemporâneos. Campinas: Editora da Unicamp, 2020.
A obra apresenta diversos conceitos e temas relevantes para o estudo dos patrimônios culturais, como acervos, centros históricos e restauração.
DECLARAÇÃO Universal dos Direitos Humanos. 1948. Disponível em: https://www. unicef.org/brazil/declaracao-universal-dos -direitos-humanos. Acesso em: 17 jun. 2025.
Adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948, essa declaração estabelece os princípios básicos de direitos humanos, como liberdade, justiça social e igualdade.
ESTEVES, Bernardo. Admirável Novo Mundo: uma história da ocupação humana nas Américas. São Paulo: Companhia das Letras, 2023.
Com base em evidências arqueológicas, o autor promove uma interdisciplinaridade com Física, Genética e Linguística para descrever o modo de vida dos primeiros grupos humanos que se instalaram nas Américas.
LE GOFF, Jacques. História e memória. 7. ed. Campinas: Editora da Unicamp, 2013. Nessa obra, trabalhando sob uma perspectiva investigativa, o autor destaca a importância da memória para a identidade cultural e aborda a relação entre a ciência histórica e a memória individual e coletiva.
MARÇAL, José Antonio; LIMA, Silvia Amorim. Educação escolar das relações étnico-raciais: história e cultura afro143
03/10/2025 14:46:39
-brasileira e indígena no Brasil. Curitiba: InterSaberes, 2024.
A obra aborda o surgimento e a consolidação das políticas de ações afirmativas no Brasil, destacando a importância delas para a redução da desigualdade social. Além disso, os autores fornecem subsídios para a valorização da diversidade cultural brasileira nas práticas educacionais.
MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. 5. ed. São Paulo: Autêntica, 2019. (Coleção Cultura Negra e Identidade).
Com base no multiculturalismo racial, o autor analisa criticamente a ideia de “democracia racial” no Brasil, abordando a formação do povo brasileiro, o racismo estrutural e a valorização das identidades negras.
MUNDURUKU, Daniel. O banquete dos deuses: conversa sobre a origem e a cultura brasileira. Ilustrações de Mauricio Negro e Luciano Tasso. São Paulo: Global, 2013. (Coleção Estudos, Propostas, Leitura e Formação).
Nessa obra, o autor propõe a discussão sobre a importância de uma educação voltada para a valorização das culturas indígenas, apresentando um novo ponto de vista sobre a história do Brasil e refletindo sobre a representação dos povos originários nos livros didáticos e nas salas de aula.
PIMENTA, Angelise Nadal; MENEZES, Paula Mendonça de (org.). Firmando o pé no território: temática indígena em escolas. Visconde de Mauá: Pachamama Editora, 2020. O livro é resultado do curso de especialização em Cultura e História dos Povos Indígenas, ministrado entre 2014 e 2015 na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), sendo Ailton Krenak um de seus idealizadores. A obra busca propor estratégias e temáticas voltadas para o ensino das histórias e dos saberes dos povos originários.
RIBEIRO, Djamila. Pequeno manual antirracista. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
Com reflexões sobre as origens do racismo estrutural, essa obra oferece subsídios para o enfrentamento cotidiano. A autora
também discute temas como negritude, branquitude, violência racial e afetos, propondo caminhos para a construção de práticas antirracistas.
SANTOS, Ynaê Lopes dos. Racismo brasileiro: uma história da formação do país. São Paulo: Todavia, 2022.
Nessa obra, a autora apresenta a história do Brasil sob o ponto de vista dos afro-brasileiros, destacando o papel desempenhado por sujeitos históricos negros na luta contra a escravidão e na resistência contra o racismo.
SILVA, Givânia Maria da et al. (org.). Educação quilombola: territorialidades, saberes e as lutas por direitos. São Paulo: Jandaíra, 2025. Nessa obra, os autores promovem a reflexão acerca da educação quilombola, debatendo estratégias para a formação de professores, o papel da educação antirracista e a realidade dos estudantes quilombolas na atualidade.
VIANA, Iamara; GOMES, Flávio dos Santos (org.). Vidas impressas: intelectuais negras e negros na escravidão e na liberdade. São Paulo: Selo Negro, 2024. E-book Nessa obra, os autores destacam a relevância de personalidades negras que foram esquecidas ou apagadas das narrativas históricas, como Maria Firmina dos Reis, Joaquim Candido Soares de Meirelles, Luiz Gama e Maria Odília Teixeira. VIEZZER, Moema; GRONDIN, Marcelo. Abya Yala: genocídio e sobrevivência dos povos originários das Américas. Rio de Janeiro: Bambual Editora, 2021.
A obra promove a reflexão sobre o processo de colonização do continente americano e a resistência dos povos originários, destacando, por exemplo, a luta dos povos indígenas no Brasil.
ZLATIC, Carlos Eduardo. História regional: convergências entre o local e o global. Curitiba: InterSaberes, 2020.
Nesse livro, o autor propõe a reflexão interdisciplinar entre História e Geografia, debatendo a relevância do conceito de História regional para os estudos das Ciências Humanas e a relação entre a macro e a micro-história nos estudos da História Local.
03/10/2025 14:46:39
MANUAL DO PROFESSOR
Este Manual do Professor é um complemento à primeira parte do Livro do Professor, oferecendo um suporte para o desenvolvimento docente e para o dia a dia em sala de aula. Neste manual, você encontrará uma série de informações importantes, como a estrutura da BNCC, sugestões para desenvolver um trabalho interdisciplinar, informações sobre conceitos, objetivos e instrumentos de avaliação, reflexões sobre o papel do professor e a prática docente, e a fundamentação teórico-metodológica da coleção. Além disso, há um quadro de distribuição
dos conteúdos com as habilidades, competências gerais e específicas de cada componente curricular e os temas contemporâneos transversais da BNCC que estão sendo desenvolvidas em cada unidade, além de sugestões de cronogramas bimestrais, trimestrais e semestrais. Ao final desta parte, são também apresentadas sugestões de referências complementares para a prática docente e as referências bibliográficas comentadas utilizadas como consulta para a produção das orientações ao professor e deste Manual do Professor
A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC)
Desde a publicação da Constituição Federal de 1988, o artigo 210 já previa a necessidade de uma base comum para a educação brasileira. Em 1996, com a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), as discussões sobre um documento que orientasse os currículos da Educação Básica em todo o Brasil ganharam ainda mais força. Em 2018, após um amplo processo de debates e contribuições de educadores e da sociedade, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi homologada.
A BNCC propõe uma progressão de aprendizagens que visa à formação humana integral dos estudantes e à construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva. O documento estabelece um aprendizado mínimo e comum, orientado por competências e habilidades que devem ser desenvolvidas em cada etapa de ensino.
Na BNCC, as áreas de conhecimento são compostas de componentes curriculares. Por meio de unidades
temáticas, objetos de conhecimento e habilidades, esses componentes têm o objetivo de desenvolver as competências gerais e específicas.
AS COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA
A BNCC orienta que, ao longo da Educação Básica, os estudantes desenvolvam dez competências gerais, que envolvem a mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores. Essas competências são o alicerce, definindo o que se espera que o estudante desenvolva em toda a Educação Básica. Nesta coleção, elas são trabalhadas por meio de temas, discussões e atividades que incentivam a reflexão crítica, com sugestões nas orientações ao professor
A seguir, apresentamos as competências gerais da BNCC.
Competências gerais da Educação Básica
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 9-10. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
A BNCC propõe que o conteúdo chegue à sala de aula de forma contextualizada, o que exige novas estratégias do professor, como a transposição didática. Isso significa converter o conteúdo científico em uma linguagem acessível e adaptada à realidade dos estudantes. Para isso, o estudo e a reavaliação constante da prática docente são essenciais.
A seguir, apresentamos algumas ações que podem ser aplicadas para desenvolver as competências gerais em sala de aula.
Sugestões de ações docentes para as competências gerais
Competência geral 1: Incentive os estudantes a reconhecerem a importância dos conhecimentos já adquiridos, mostrando como eles servem de base para a compreensão da realidade e para a construção de novos saberes.
Competência geral 2: Exercite a curiosidade intelectual, levando os estudantes a usarem a abordagem científica para investigar, levantar hipóteses, resolver problemas e analisar os resultados por meio de experiências e observações.
Competência geral 3: Proporcione o contato com diferentes manifestações culturais em âmbito local, regional e global e promova atividades artísticas, como grupos de dança, elaboração de roteiros e atuação em peças de teatro, festivais musicais e saraus.
Competência geral 4: Dê subsídios para que os estudantes se comuniquem por meio de diferentes linguagens, ajudando-os a selecionar a mais apropriada para cada situação.
Competência geral 5: Utilize de forma intencional e pedagógica diversas tecnologias em sala de aula, verificando o conhecimento prévio dos estudantes e diversificando os recursos metodológicos.
Competência geral 6: Ajude os estudantes a refletirem sobre o futuro e a importância da liberdade, autonomia e consciência crítica em suas escolhas profissionais e pessoais, valorizando a diversidade de saberes e experiências.
Competência geral 7: Ofereça subsídios para que os estudantes desenvolvam a capacidade de argumentar com base em fatos e dados confiáveis, sabendo selecionar e verificar a origem de diferentes fontes para negociar pontos de vistas e defender ideias.
Competência geral 8: Leve os estudantes a se compreenderem e se valorizarem dentro da diversidade, reconhecendo suas emoções e as dos outros, e exercitando a autocrítica.
Competência geral 9: Promova o exercício da empatia, do diálogo e da cooperação, incentivando os estudantes a resolverem conflitos de forma respeitosa e democrática.
Competência geral 10: Contribua para que os estudantes ajam de modo responsável, guiados por princípios éticos e de cidadania, e conscientes de que suas ações devem estar alinhadas à tomada de decisões inclusivas, sustentáveis e solidárias.
Nesta coleção, as competências gerais que são desenvolvidas em textos, atividades e seções que permeiam os conteúdos são destacadas nas orientações ao professor e são listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos
AS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
Para que as competências gerais se manifestem em cada componente, a BNCC estabelece as competências específicas. A organização dessas competências no Ensino Fundamental varia: em áreas como Matemática, Ciências
Naturais, as competências específicas são as mesmas para os componentes. Em áreas como Linguagens e Ciências Humanas, há competências específicas por área e também para cada componente curricular que as compõem (Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Língua Inglesa, Geografia e História), reconhecendo as particularidades de cada um. Em todos os casos, as competências específicas colaboram para que os objetivos de aprendizagem sejam coerentes, do nível mais amplo ao mais específico. A seguir, apresentamos as competências específicas de História.
Competências específicas de História para o Ensino Fundamental
1. Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo contemporâneo.
2. Compreender a historicidade no tempo e no espaço, relacionando acontecimentos e processos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais, bem como problematizar os significados das lógicas de organização cronológica.
3. Elaborar questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em relação a documentos, interpretações e contextos históricos específicos, recorrendo a diferentes linguagens e mídias, exercitando a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos, a cooperação e o respeito.
4. Identificar interpretações que expressem visões de diferentes sujeitos, culturas e povos com relação a um mesmo contexto histórico, e posicionar-se criticamente com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
5. Analisar e compreender o movimento de populações e mercadorias no tempo e no espaço e seus significados históricos, levando em conta o respeito e a solidariedade com as diferentes populações.
6. Compreender e problematizar os conceitos e procedimentos norteadores da produção historiográfica.
7. Produzir, avaliar e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de modo crítico, ético e responsável, compreendendo seus significados para os diferentes grupos ou estratos sociais.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 402. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
Nesta coleção, as competências específicas que são desenvolvidas em textos, atividades e seções que permeiam os conteúdos são destacadas nas orientações ao professor e listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos
AS UNIDADES TEMÁTICAS, OS OBJETOS DE CONHECIMENTO E
AS HABILIDADES
Para garantir o desenvolvimento das competências gerais e específicas, a BNCC organiza o currículo em três elementos interligados: unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades.
As unidades temáticas são os grandes blocos de conhecimento que orientam a organização curricular. Elas funcionam como eixos estruturantes que agrupam temas e conceitos de forma mais ampla, garantindo uma abordagem contextualizada e progressiva ao longo dos anos escolares.
Dentro de cada unidade temática, os objetos de conhecimento são os conteúdos, conceitos e processos que devem ser ensinados.
As habilidades representam o que o estudante deve ser capaz de fazer com o conhecimento. Elas indicam ações, processos e competências a serem desenvolvidos.
Juntos, esses três elementos garantem que o processo de ensino não seja apenas a transmissão de conteúdos. A unidade temática fornece o contexto, o objeto de conhecimento define o tema, e a habilidade explicita a ação que o estudante precisa executar, garantindo um aprendizado significativo e o desenvolvimento das competências.
Nesta coleção, as habilidades desenvolvidas na abordagem dos conteúdos são destacadas nas orientações ao professor e são listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos, mostrando a relação entre os diferentes elementos da BNCC.
A seguir, apresentamos as unidades temáticas, os objetos de conhecimento e as habilidades de História da BNCC referentes ao 4º ano.
Unidades temáticas
Transformações e permanências nas trajetórias dos grupos humanos
Objetos de conhecimento
A ação das pessoas, grupos sociais e comunidades no tempo e no espaço: nomadismo, agricultura, escrita, navegações, indústria, entre outras
O passado e o presente: a noção de permanência e as lentas transformações sociais e culturais
A circulação de pessoas e as transformações no meio natural
Circulação de pessoas, produtos e culturas
As questões históricas relativas às migrações
A invenção do comércio e a circulação de produtos
As rotas terrestres, fluviais e marítimas e seus impactos para a formação de cidades e as transformações do meio natural
O mundo da tecnologia: a integração de pessoas e as exclusões sociais e culturais
O surgimento da espécie humana no continente africano e sua expansão pelo mundo
Os processos migratórios para a formação do Brasil: os grupos indígenas, a presença portuguesa e a diáspora forçada dos africanos
Os processos migratórios do final do século XIX e início do século XX no Brasil
As dinâmicas internas de migração no Brasil a partir dos anos 1960
Habilidades
(EF04HI01) Reconhecer a história como resultado da ação do ser humano no tempo e no espaço, com base na identificação de mudanças e permanências ao longo do tempo.
(EF04HI02) Identificar mudanças e permanências ao longo do tempo, discutindo os sentidos dos grandes marcos da história da humanidade (nomadismo, desenvolvimento da agricultura e do pastoreio, criação da indústria etc.).
(EF04HI03) Identificar as transformações ocorridas na cidade ao longo do tempo e discutir suas interferências nos modos de vida de seus habitantes, tomando como ponto de partida o presente.
(EF04HI04) Identificar as relações entre os indivíduos e a natureza e discutir o significado do nomadismo e da fixação das primeiras comunidades humanas.
(EF04HI05) Relacionar os processos de ocupação do campo a intervenções na natureza, avaliando os resultados dessas intervenções.
(EF04HI06) Identificar as transformações ocorridas nos processos de deslocamento das pessoas e mercadorias, analisando as formas de adaptação ou marginalização.
(EF03HI07) Identificar semelhanças e diferenças existentes entre comunidades de sua cidade ou região, e descrever o papel dos diferentes grupos sociais que as formam.
(EF04HI08) Identificar as transformações ocorridas nos meios de comunicação (cultura oral, imprensa, rádio, televisão, cinema, internet e demais tecnologias digitais de informação e comunicação) e discutir seus significados para os diferentes grupos ou estratos sociais.
(EF04HI09) Identificar as motivações dos processos migratórios em diferentes tempos e espaços e avaliar o papel desempenhado pela migração nas regiões de destino.
(EF04HI10) Analisar diferentes fluxos populacionais e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira. (EF04HI11) Analisar, na sociedade em que vive, a existência ou não de mudanças associadas à migração (interna e internacional).
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 412-413. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
OS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS
Para enriquecer o trabalho com as habilidades e competências da BNCC e contextualizar o ensino, as propostas pedagógicas devem abordar os temas contemporâneos transversais (TCTs). Esses temas são assuntos relevantes para a formação cidadã dos estudantes e para a construção de uma sociedade mais justa, ética e sustentável. São temas com caráter interdisciplinar, que conectam os conteúdos escolares com o cotidiano dos estudantes e com questões importantes em discussão na sociedade.
De acordo com o documento Temas Contemporâneos Transversais da BNCC, publicado em 2019, esses
temas são de relevância local, regional e global e estão organizados em seis macroáreas.
Educação ambiental
Educação para o consumo Meio ambiente
Trabalho
Economia
Educação financeira
Educação fiscal
Saúde
Cidadania e civismo
Saúde
Educação alimentar e nutricional
Vida familiar e social
Educação para o trânsito
Educação em direitos humanos
Direitos da criança e do adolescente
Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso
Multiculturalismo
Ciência e tecnologia
Diversidade cultural
Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
Ciência e tecnologia
Nesta coleção, esses temas são explorados em diferentes momentos no desenvolvimento dos conteúdos e recebem destaque na seção Coletivamente, contribuindo para a formação cidadã dos estudantes por meio de reflexões e propostas de resoluções para problemas, de modo que eles sejam atuantes na sociedade em que vivem.
INTEGRAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES CURRICULARES
Desde a década de 1990, o trabalho interdisciplinar tem ganhado relevância no Brasil, sendo incentivado em todos os níveis da Educação Básica. A interdisciplinaridade é a relação entre dois ou mais componentes curriculares que se unem para obter um conhecimento mais amplo e unificado. Essa abordagem vai além da simples comunicação de ideias; ela integra conceitos, metodologias e terminologias para que o conhecimento se torne mais significativo e conectado à realidade dos estudantes.
Ao integrar os diversos componentes, a interdisciplinaridade amplia a compreensão da realidade e contribui para a formação integral dos estudantes como cidadãos. No ambiente escolar, essa abordagem gera resultados positivos, pois incentiva a colaboração e a contextualização de temas, garantindo que o aprendizado esteja alinhado à vivência dos estudantes.
No desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar, tanto o professor quanto os estudantes devem estabelecer conexões entre saberes mais amplos e os conteúdos específicos dos diferentes componentes curriculares. Com base nessa articulação, espera-se que consigam construir uma síntese que amplie sua compreensão, superando o nível de entendimento inicial.
Para que esse processo ocorra de forma efetiva, é imprescindível que o professor assuma um papel mediador nesse percurso, sendo o primeiro a exercitar esse movimento de integração. Nesse contexto, o professor deve mobilizar algumas competências, como:
[...]
• diferenciação, comparação e contraste entre diferentes perspectivas disciplinares, profissionais e interdisciplinares;
• identificação de pontos comuns e esclarecimento de como as diferenças se relacionam com a tarefa a ser cumprida;
• delineamento de um entendimento holístico baseado nos pontos comuns, mas que continua suscetível às diferenças.
[...]
KLEIN, Julie Thompson. Ensino interdisciplinar: didática e teoria. In: FAZENDA, Ivani Catarina Arantes (org.). Didática e interdisciplinaridade 17. ed. Campinas: Papirus, 2017. p. 121. (Coleção Práxis). E-book Além disso, para realizar um trabalho interdisciplinar de maneira significativa, é essencial que ele esteja pautado nas experiências, no cotidiano e nos interesses dos estudantes. Isso implica aproveitar as situações que emergem naturalmente em sala de aula, por exemplo: perguntas formuladas por eles, projetos em andamento, investigações e demais práticas pedagógicas, como oportunidades para articular diferentes saberes.
Nas propostas interdisciplinares, é comum que os estudantes atuem em grupo, promovendo a interação entre eles. Essa prática fortalece habilidades importantes como a argumentação, a escuta ativa e a organização de ideias.
Essa abordagem exige metodologias mais dinâmicas e colaborativas, favorecendo a construção coletiva do saber. Ao promover a articulação entre os conteúdos curriculares, ela amplia as possibilidades de leitura e interpretação do mundo, tanto para os professores quanto para os estudantes, permitindo uma compreensão do conhecimento como algo vivo, em constante transformação.
Nesta coleção, você encontrará atividades cujo propósito é integrar diferentes componentes curriculares. As seções Coletivamente e Entre textos, por exemplo, trazem temas e reflexões que possibilitam um trabalho integrado. Além disso, o boxe Articulando conhecimentos detalha algumas integrações nas orientações ao professor, contribuindo para o aumento da criatividade e para a formação crítica e responsável dos estudantes na construção de seu conhecimento.
E O TRABALHO COM PROJETOS
INTERDISCIPLINARES
Para planejar um trabalho interdisciplinar, o ponto de partida é definir os objetivos de aprendizagem. Com base nisso, se for o caso, é importante dialogar com o professor de outros componentes para planejar estratégias conjuntas, considerando os objetivos previamente levantados, os conhecimentos prévios dos estudantes e como os conteúdos podem ser abordados de forma integrada. Quando não for possível contar com a colaboração do professor de outros componentes curriculares, cabe a você orientar os estudantes nas pesquisas, ensinando-os a buscar fontes confiáveis e adequadas à proposta, a fazer registros relevantes, a organizar as informações obtidas e a planejar como os resultados das pesquisas serão entregues.
PROJETOS INTERDISCIPLINARES
Projetos investigativos e pesquisas também são exemplos de atividades que favorecem o trabalho interdisciplinar em sala de aula, pois envolvem tarefas que integram conhecimentos de diferentes áreas, como planejamento, levantamento de hipóteses, coletas de dados, análises, deduções e conclusões.
Os projetos oferecem aos estudantes oportunidades concretas de participação ativa no processo de construção do conhecimento, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de diversas competências, como o pensamento crítico e reflexivo, a argumentação, a valorização do pluralismo de ideias, a criatividade, a cooperação, a autonomia e a comunicação.
Nesse contexto, você continua sendo o mediador, orientando e acompanhando os estudantes para que atuem com autonomia e sejam protagonistas do desenvolvimento do projeto.
É importante ressaltar que a estrutura de um projeto não deve ser encarada como um modelo fixo ou engessado. Os projetos podem assumir diferentes formatos, con-
AVALIAÇÃO
A avaliação tem papel fundamental no processo de ensino-aprendizagem, pois é uma oportunidade de investigar, diagnosticar, refletir e intervir sobre o processo e acompanhar o desenvolvimento dos estudantes e sua atuação enquanto docente.
É fundamental compreender que a avaliação não deve ocorrer apenas em situações isoladas. O acompanhamento do percurso de aprendizagem dos estudantes precisa ser contínuo, tendo como base observações frequentes e diversificadas. Nesse sentido, o processo avaliativo deve fazer parte das práticas pedagógicas do dia a dia, de modo integrado ao planejamento e às atividades
forme os objetivos e os contextos de aplicação. Em geral, iniciam-se com uma situação-problema ou uma questão orientadora, que dá origem a um conjunto de etapas organizadas de forma lógica. A seguir, apresentamos um modelo com etapas fundamentais que podem nortear a construção de um projeto interdisciplinar.
Planejamento
• Definição da situação-problema ou da questão norteadora.
• Conversa sobre o tema e levantamento de hipóteses.
• Elaboração de questões norteadoras com base na situação-problema.
• Formação das equipes, distribuição de tarefas e estabelecimento de metas e prazos.
• Consulta de diversas fontes e coleta de informações.
Execução
• Organização, testes e execução do trabalho.
• Realização de ajustes finais.
• Avaliação durante o processo.
• Definição da participação dos integrantes que conduzirão a apresentação.
Divulgação
• Apresentação dos resultados para a comunidade escolar.
• Publicação do trabalho final.
Avaliação
• Avaliação dos resultados do projeto.
• Realização de autoavaliação.
• Verificação do desempenho e do desenvolvimento das aprendizagens dos estudantes.
Fonte de pesquisa: BENDER, William N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Tradução de Fernando de Siqueira Rodrigues. Porto Alegre: Penso, 2014. p. 61.
desenvolvidas em sala de aula.
A você, a avaliação possibilita observar e refletir sobre sua prática docente e a oportunidade de readequar e reajustar atividades, práticas e estratégias para alcançar determinados objetivos, com a participação ativa dos estudantes nesse processo. Desse modo, é de grande importância a interpretação dos resultados para que, com base neles, você possa refletir sobre intervenções a serem feitas para sanar possíveis defasagens e, assim, auxiliar no processo de construção do conhecimento, identificando possibilidades de recuperação e progressão do aprendizado.
É essencial que a avaliação seja compreendida como uma ferramenta de inclusão e de apoio ao processo de ensino-aprendizagem, evitando que seja usada apenas como forma de analisar a eficiência e classificar os estudantes. Avaliar não deve ser sinônimo de rotular ou excluir, mas sim de compreender os percursos formativos deles.
Para que a avaliação realmente contribua para identificar os progressos, as dificuldades e as possíveis lacunas no desenvolvimento das aprendizagens, é necessário que os critérios sejam previamente compartilhados e discutidos com os estudantes, pois isso favorece a compreensão dos objetivos da avaliação e promove uma participação mais ativa por parte deles.
O planejamento das avaliações deve estar alinhado aos conteúdos e às atividades efetivamente trabalhados
Avaliação diagnóstica
em sala de aula, com uma abordagem reflexiva e contextualizada. É essencial considerar os processos de aprendizagem mais adequados à turma e considerar a diversidade de perfis entre os estudantes. Além disso, é recomendável diversificar os instrumentos utilizados, não se restringindo a provas e testes, e incluir diferentes formas de expressão do conhecimento. Entre as possibilidades, destacam-se atividades em grupo, debates, produções escritas e orais, atividades práticas, questões objetivas e dissertativas, entre outros formatos que respeitem as múltiplas formas de aprender e se comunicar dos estudantes.
Nesta coleção, a ação avaliativa do processo de ensino-aprendizagem propõe três tipos principais: a avaliação diagnóstica, a avaliação formativa e a avaliação somativa.
A avaliação diagnóstica é o momento de identificar os conhecimentos que os estudantes trazem consigo, além de suas necessidades e dificuldades.
Essa etapa é fundamental para você reajustar as rotas e os objetivos de ensino. É importante ressaltar que esse tipo de avaliação não exige, obrigatoriamente, um registro formal. A simples observação de uma atividade em sala de aula, por exemplo, já permite que você identifique as habilidades que precisam ser desenvolvidas ou aperfeiçoadas.
Onde ocorre
Nesta coleção, um exemplo de avaliação diagnóstica está na seção Vamos iniciar, no início de cada volume. Nela, são propostas atividades que possibilitam determinar se será necessário retomar conteúdos, estabelecer objetivos e definir as práticas e as estratégias didáticas. Nas orientações ao professor, você encontra sugestões de intervenção com base na análise das respostas e nas dificuldades dos estudantes.
A avaliação diagnóstica também pode ser feita no início de cada unidade, pois as atividades das páginas de abertura possibilitam diagnosticar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre os temas e os conteúdos que serão abordados.
Avaliação formativa
A avaliação formativa acontece ao longo do período letivo. São os processos contínuos pelos quais você obtém indicadores a respeito da aprendizagem dos estudantes.
Desse modo, esse tipo de avaliação possibilita que você realize intervenções, propondo novas estratégias e procedimentos que visam à melhoria e/ou ao aprofundamento dos conhecimentos por parte dos estudantes.
A avaliação formativa pode ter um papel fundamental na melhoria das aprendizagens de todos os alunos. A sua utilização sistemática deve permitir que os alunos conheçam bem: a) o que têm de aprender no final de um dado período de tempo; b) a situação em que se encontram quanto às aprendizagens que têm de desenvolver; e c) os esforços que têm de fazer para aprenderem o que está previsto e descrito nos documentos curriculares. Para tal, a comunicação entre professores e alunos é fundamental, pois é através dela que os alunos podem receber orientações que os ajudam a aprender. [...]
FERNANDES, Domingos. Avaliação formativa: Folha de apoio à formação: Projeto de Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (Maia). Ministério da Educação/Direção-Geral da Educação, 2021. p. 4. Onde ocorre
Nesta coleção, a avaliação formativa é um processo contínuo e integrado. A seção Vamos avaliar o aprendizado, ao final de cada unidade do Livro do Estudante, oferece atividades que retomam os principais conceitos e noções trabalhados para verificar a aprendizagem com relação aos objetivos estabelecidos.
Nas orientações ao professor, o boxe Avaliando complementa essa prática com propostas de atividades avaliativas adicionais. Ele inclui objetivos e estratégias de intervenção, caso seja necessária a retomada de conteúdos e conceitos.
Além disso, é importante o hábito de circular pela sala de aula e observar os estudantes durante as atividades propostas. Esse acompanhamento mais próximo contribui para que eles se reconheçam como parte do processo de ensino-aprendizagem, desenvolvam sua autonomia e busquem aprimoramento contínuo.
Avaliação somativa
A avaliação somativa é realizada ao final de um período de estudos, em consonância com as práticas pedagógicas da escola. Com base nas respostas a essa avaliação, você poderá refletir sobre ações a serem tomadas para sanar possíveis dificuldades dos estudantes.
Por ser comumente associada a testes e notas que visam classificar o desempenho dos estudantes, é fundamental que ela não seja o único foco do processo avaliativo. A nota é apenas uma das muitas formas de representar os resultados, por isso essa etapa deve ser considerada como a consequência natural das avaliações diagnóstica e formativa já realizadas.
Ao analisar os resultados, você pode refletir sobre as ações necessárias para sanar possíveis dificuldades, utilizando o desempenho como um indicativo para a retomada de conteúdos e a definição de novas estratégias. Dessa forma, resultados abaixo do esperado não são uma sentença, mas sim um ponto de partida para aprimorar o processo de ensino-aprendizagem.
Onde ocorre
Nesta coleção, a avaliação somativa acontece ao final de cada volume, na seção Vamos concluir, a qual oferece atividades que permitem a você verificar os conhecimentos adquiridos pelos estudantes no decorrer do ano letivo. Nas orientações ao professor, você encontra sugestões de intervenção para analisar as respostas e identificar a necessidade de estratégias de remediação, garantindo que os objetivos pedagógicos sejam alcançados.
Para um sistema de avaliação eficiente, é recomendável a combinação das três modalidades, além de usar diferentes instrumentos que auxiliem a obter informações
Provas e testes
Seminários e debates
Portfólios
Saraus
Ditados
Autoavaliações
sobre o desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes. Apresentamos a seguir alguns exemplos.
Instrumentos de avaliação
Podem ser elaborados com questões abertas, análise de situações, questões objetivas e quizzes e realizados de forma regular, abordando conteúdos específicos ou referentes a determinado período.
Possibilitam a você perceber o desenvolvimento de habilidades relacionadas a tarefas como pesquisa, síntese das informações, pensamento crítico e comunicação.
A elaboração de portfólios com base em suas observações e registros em fichas avaliativas contribui não só para analisar o desenvolvimento cognitivo dos estudantes, mas também a maneira como cada um aprende, com atenção especial às habilidades que eles desenvolvem com mais facilidade e as que demandam mais atenção e auxílio para serem desenvolvidas.
Permitem verificar o desenvolvimento de habilidades relacionadas a interação social, capacidade de expressão, criatividade, sensibilidade e conhecimento cultural.
Possibilitam acompanhar as principais dificuldades dos estudantes com relação à escuta e à escrita.
Incentivam o desenvolvimento da autonomia dos estudantes levando-os a refletir sobre sua participação nas atividades, suas dificuldades e aspectos que devem ser melhorados. Com base nessas informações, você pode debater com eles os caminhos para gerar mudanças no planejamento e melhorias para toda a turma.
Para auxiliar o monitoramento das aprendizagens, sugerimos a utilização de uma ficha de avaliação de acompanhamento individual, como a que apresentamos a seguir. Essa ferramenta permite registrar a trajetória de cada estudante, observando seu desenvolvimento com relação aos objetivos e às habilidades trabalhados.
A ficha usa um sistema de marcação simples para identificar o nível de desenvolvimento do estudante.
• S (Sim): o estudante demonstrou ter alcançado o objetivo.
• P (Parcialmente): o estudante atingiu o objetivo de forma incompleta, necessitando de intervenção para avançar.
• N (Não): o estudante não alcançou o objetivo, sendo necessária uma intervenção imediata.
Quando o objetivo é alcançado e marcado com S, você deve incentivar o estudante a aprofundar seus saberes. Se a marcação for P ou N, a ficha serve como um diagnóstico objetivo, indicando a necessidade de planejar intervenções para que o estudante progrida nos estudos.
Você pode usar esse tipo de ficha para registrar observações feitas durante o trabalho com as seções Vamos iniciar, Vamos avaliar o aprendizado e Vamos concluir do Livro do Estudante, e com o boxe Avaliando das orientações ao professor
Escola: Professor(a):
Estudante:
Turma: Período letivo do registro:
Ficha de acompanhamento individual das aprendizagens
Objetivos ou habilidades avaliados S (Sim) P (Parcialmente) N (Não) Observações
Preencher com o objetivo ou a habilidade.
Preencher com o objetivo ou a habilidade.
O PAPEL DO PROFESSOR E A PRÁTICA DOCENTE
No contexto atual da educação, o papel do professor dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental vai além da transmissão de conteúdo. Ele deve atuar como mediador do conhecimento, incentivando a autonomia dos estudantes e formando leitores e pensadores críticos. Acima de tudo, o professor é um agente essencial na construção da base educacional e emocional dos estudantes.
Essa etapa da escolarização é marcada por profundas transformações no desenvolvimento cognitivo, afetivo e social dos estudantes. Por isso, a prática pedagógica exige sensibilidade e escuta ativa. Você deve estar atento às necessidades individuais dos estudantes, respeitando seus ritmos de aprendizagem e suas realidades. A construção de vínculos afetivos é fundamental para fortalecer a autoestima e a autonomia, pois são eles que criam um ambiente acolhedor, onde o erro é considerado como parte do processo de aprendizagem e todos os estudantes se sentem seguros para se expressarem.
Sua atuação docente envolve uma reflexão constante sobre os conteúdos, as metodologias e, principalmente, sobre como os estudantes aprendem. Ao aproximar o conteúdo escolar dos conhecimentos prévios deles, você torna o aprendizado mais significativo e prazeroso. Essa abordagem, que valoriza a bagagem cultural e as experiências dos estudantes, é fundamental na construção de uma relação positiva deles com o ato de estudar.
O planejamento pedagógico é o ponto de partida, mas a prática em sala de aula é dinâmica e não linear. É no dia a dia que você conhece os perfis, as necessidades e os ritmos da turma, e que a flexibilidade e a capacidade de adaptação se tornam essenciais. O diálogo constante com a equipe pedagógica e a participação em formações continuadas são atitudes que favorecem o desenvolvimento de uma prática docente mais eficaz e alinhada às reais demandas da turma.
Nessa jornada, você é o principal organizador das ações pedagógicas. É quem acolhe, engaja e dá oportu-
nidade para que os estudantes verbalizem seu raciocínio, escrevam e desenvolvam, no coletivo da turma, a compreensão sobre os motivos das atividades e a realização das respostas. O livro didático não é apenas um guia, mas um instrumento cultural que serve como mediador entre você e o estudante, auxiliando na construção do conhecimento. Com autonomia, é você quem dá vida a esse material, ajustando-o às necessidades de cada turma para que os estudantes se tornem os protagonistas de sua aprendizagem.
A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM AÇÃO
A sala de aula é marcada pela diversidade. Cada estudante traz consigo um conjunto de experiências, saberes e modos de aprender. Essa diversidade se expressa em aspectos comportamentais, cognitivos, afetivos e socioculturais, que influenciam diretamente o modo como cada um constrói o conhecimento. Já as trajetórias individuais são moldadas por fatores como o contexto familiar, as vivências culturais e o ambiente social em que estão inseridos. É seu papel e da equipe escolar acolher essas diferenças.
Nesse sentido, compreender o desenvolvimento dos estudantes exige atenção ao contexto em que vivem, às suas práticas cotidianas e à maneira como atribuem significado às suas experiências. Por isso, uma das grandes questões que se impõe ao trabalho docente é: como planejar intervenções pedagógicas que deem conta da heterogeneidade presente em sala de aula, especialmente em turmas numerosas?
Diante desse desafio, é essencial que você reconheça que não há um único caminho para a aprendizagem. As interações, os ritmos e os interesses variam, e é seu papel estar atento a essas diferenças, promovendo práticas pedagógicas flexíveis e inclusivas. Só assim será possível garantir que todos os estudantes tenham oportunida-
des reais de desenvolvimento, respeitando suas singularidades sem comprometer a qualidade do processo de ensino-aprendizagem.
A seguir, apresentamos sugestões para auxiliar seu dia a dia, promovendo a adequação de atividades e a progressão do aprendizado, para que os estudantes avancem no próprio ritmo, com o apoio necessário para superar desafios.
A PEGA DO LÁPIS NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO
Como os estudantes dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental estão no processo de alfabetização, é importante que você os auxilie na apropriação do sistema de escrita. Uma das intervenções relevantes nesse processo é a orientação sobre a pega funcional do lápis. A pega de três pontos, também conhecida como pega tripoide ou trípode, é uma técnica considerada funcional, pois favorece movimentos mais precisos, fluidos e controlados, o que é essencial para o desenvolvimento da escrita e evita fadiga muscular. Para orientar os estudantes, incentive-os a:
• posicionar o lápis de forma relaxada, sem forçar os dedos;
• segurar o lápis entre a ponta do polegar e a lateral do dedo indicador;
• apoiar o lápis no dedo médio para dar suporte e estabilidade;
• deixar os outros dedos (anelar e mínimo) levemente dobrados na palma da mão, servindo de apoio.
É fundamental acompanhar o processo individualmente, observando se a pega está firme, mas não tensa. No entanto, trata-se de um desenvolvimento, desse modo, inicialmente não é recomendada a correção direta da pega, mas sim uma observação atenta para compreender como cada estudante está se apropriando desses movimentos e o que pode ser feito para progredir.
O desenvolvimento da pega do lápis não se resume apenas a segurar o instrumento. Ele é resultado de uma coordenação motora fina bem desenvolvida. Para auxiliar nesse processo, é importante incluir atividades lúdicas e variadas na rotina da sala de aula que ajudam a fortalecer a musculatura das mãos e dos dedos, como brincar com massinha de modelar ou argila, rasgar papel com as mãos, rasgar papel em pedaços pequenos e fazer bolinhas com as pontas dos dedos, cortar com tesoura de pontas arredondadas e colar pedaços de papel pequenos.
O LETRAMENTO MATEMÁTICO
Com relação ao letramento matemático, é fundamental que ele ocorra de forma integrada com todos os componentes curriculares. Para isso, ao abordar os conteúdos, procure criar situações didáticas contextualizadas que incentivem os estudantes a desenvolverem o raciocínio lógico e a aplicarem o conhecimento matemático na busca de soluções para situações-problema do cotidiano. Essa abordagem facilita a compreensão dos conceitos e reforça sua relevância.
Além disso, as atividades a seguir contribuem para o letramento matemático, por exemplo:
• contagem de objetos usando materiais concretos, como tampinhas e lápis;
• uso e escrita de algarismos por meio de jogos e brincadeiras;
• compreensão do conceito de números; realização de operações básicas; reconhecimento de formas geométricas na identificação de quantidades e na ordenação de elementos;
• comparação de medidas com o uso de instrumentos não padronizados, como palmos e passos;
• leitura e interpretação de gráficos e tabelas com dados reais sobre a turma e a escola.
A INCLUSÃO NAS ESCOLAS
Garantir a inclusão de estudantes com deficiência na escola regular não é apenas um dever legal, mas também um compromisso ético e pedagógico com a equidade e a justiça social. A legislação brasileira, incluindo a Constituição Federal (1988), a Lei Brasileira de Inclusão (LBI, 2015) e as Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial (2008), reforça o papel da escola em assegurar que todos os estudantes tenham acesso a uma educação de qualidade. Contudo, a inclusão vai além de permitir o acesso físico à sala de aula. Ela exige a participação ativa dos estudantes no cotidiano escolar, promovendo aprendizagens significativas e respeitando suas particularidades. Para isso, é essencial o envolvimento de toda a comunidade escolar na construção de um ambiente que valorize as diferenças e que favoreça as interações e o respeito à diversidade. Nesse contexto, o papel do professor é central, como mediador e agente de transformação.
O primeiro passo mais importante é levar ao professor o reconhecimento das diversas dificuldades que deverá encontrar, suas especificidades, suas formas de atuação e como identificá-las em seus alunos. Neste processo, ao professor caberá a autonomia de reconhecer as dificuldades e intervencionar, em sala de aula, para a aplicação de novas metodologias e saberes, para a chegada da cognição.
JOIA, Michele. A inclusão de crianças na escola: o papel do educador diante das dificuldades de aprendizagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2023. p. 41.
A prática pedagógica inclusiva deve reconhecer que todo estudante tem a capacidade de aprender, desde que seja incentivado por vínculos afetivos e em um ambiente acolhedor. Para isso, as estratégias precisam ser flexíveis e adaptadas às necessidades individuais.
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INCLUSIVAS
A seguir, sugerimos algumas ações que podem ser aplicadas em sala de aula para promover a inclusão.
• Materiais concretos e táteis: utilize materiais com diferentes texturas e relevos para que os estudantes possam explorar o conteúdo de forma sensorial. Ao
utilizar recursos visuais, sempre descreva as imagens com precisão, indicando posições e características dos objetos.
• Comunicação objetiva: apresente os enunciados das atividades de forma objetiva e direta, evitando ambiguidades, figuras de linguagem ou construções muito complexas. Divida as tarefas em etapas menores e forneça uma instrução por vez. Durante as explicações, posicione-se de frente para os estudantes, facilitando a atenção à sua fala.
• Flexibilização e ritmo: ofereça prazos flexíveis para a entrega de atividades, respeitando o tempo de aprendizagem de cada estudante. Incentive a leitura compartilhada de textos e enunciados para promover a compreensão coletiva e o apoio mútuo.
• Incentivo à expressão: incentive a expressão oral, quando possível, e a organização do pensamento dos estudantes, auxiliando na estruturação das ideias. Ferramentas como alfabeto móvel e banco de palavras são ótimas aliadas para a alfabetização e o fortalecimento da participação dos estudantes no processo de aprendizagem.
• Uso de tecnologia: quando possível, adote recursos tecnológicos que atendem às necessidades específicas dos estudantes, ampliando as possibilidades de acesso ao conteúdo e tornando o aprendizado mais dinâmico e acessível.
• Valorização de estratégias de resolução de problemas: apresente e valorize diferentes estratégias
Pensar-conversar-compartilhar
para a resolução de problemas, respeitando a forma única de compreensão e de elaboração de soluções.
O USO DE METODOLOGIAS ATIVAS
O uso de metodologias ativas favorece o engajamento dos estudantes e o desenvolvimento de diversas habilidades. A prática pedagógica exige um planejamento cuidadoso, momentos de discussão em grupo, atividades colaborativas e trocas de saberes, especialmente quando o objetivo é fortalecer competências como leitura, escrita e raciocínio lógico-matemático.
[...]
Metodologias ativas são estratégias de ensino centradas na participação efetiva dos estudantes na construção do processo de aprendizagem, de forma flexível, interligada e híbrida. As metodologias ativas, num mundo conectado e digital, expressam-se por meio de modelos de ensino híbridos, com muitas possíveis combinações. A junção de metodologias ativas com modelos flexíveis e híbridos traz contribuições importantes para o desenho de soluções atuais para os aprendizes de hoje.
MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. In: BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. p. 4.
A seguir, apresentamos três metodologias ativas que promovem o protagonismo e a autonomia dos estudantes.
É uma estratégia eficaz para aumentar o engajamento dos estudantes, pois promove o pensamento individual e a colaboração, permitindo que todos participem ativamente da aula. A fase individual garante que todos os estudantes tenham oportunidade de organizar suas ideias e de se expressar. A fase em duplas e a discussão geral mantêm os estudantes ativos e envolvidos no processo de aprendizagem, incentivando o pensamento crítico, a argumentação e a formulação de ideias. Para iniciar, você deve fazer uma pergunta ou lançar um desafio relacionado ao conteúdo da aula e estipular um tempo para os estudantes pensarem sozinhos na resposta. É o momento de organizar as ideias e formular uma primeira hipótese. Depois do tempo de reflexão individual, os estudantes se juntam a um colega. Em duplas, eles devem conversar, compartilhar ideias e chegar a uma conclusão, consolidando o raciocínio e construindo o conhecimento de forma colaborativa. Na etapa final, o professor deve escolher algumas duplas, ou todas, para apresentarem suas ideias, incentivando a participação de todos, levando-os a perceber que há diferentes formas de pensar e de resolver o mesmo problema.
Vire e fale
Essa estratégia é eficaz para aumentar o engajamento e a participação dos estudantes, pois modifica o formato de pergunta e resposta e cria um espaço para que eles possam expressar suas ideias. A conversa em duplas incentiva os estudantes a organizarem suas ideias e a praticarem a escuta ativa. É uma estratégia rápida e simples que pode ser utilizada várias vezes durante a aula para checar a compreensão e manter o ritmo de forma dinâmica e interativa. Para começar, faça uma pergunta objetiva e direta relacionada ao conteúdo que está sendo trabalhado, que possa ser respondida em cinco minutos. Imediatamente após a pergunta, peça aos estudantes que virem para um dos colegas para conversarem sobre a pergunta, tentando chegar a uma resposta em até cinco minutos. Esse é o momento em que eles devem verbalizar suas ideias uns para os outros, escutando o que o outro tem a dizer e chegando juntos a uma conclusão. Após a conversa em duplas, escolha alguns estudantes, ou todos, para compartilharem as ideias de cada dupla e faça intervenções quando julgar necessário. Caminhada na galeria
Essa é uma estratégia colaborativa que envolve a produção de cartazes sobre os conteúdos estudados que devem ser expostos como em uma galeria de arte. A atividade foge da rotina da sala de aula e envolve movimento, o que é indicado para essa faixa etária. Os estudantes aprendem uns com os outros e desenvolvem a capacidade de escutar e argumentar, além de aprimorar a comunicação, o raciocínio e a organização de ideias de forma lúdica e prática, aprofundando os conteúdos que aprenderam. Para trabalhar com essa metodologia, organize a turma em grupos e proponha um tema, uma pergunta ou
um problema para ser trabalhado em cada grupo. Oriente os grupos a fazerem pesquisas sobre o assunto e a registrarem as conclusões em cartazes. Depois de prontos, os cartazes devem ser fixados na sala de aula ou outro espaço da escola, como se fossem obras de arte, e cada grupo deve escolher um apresentador que ficará ao lado para explicar o trabalho. O restante da turma, em grupos, começa a caminhada pela galeria, observando e analisando as produções dos colegas. Após todos os grupos visitarem as obras da galeria, reúna todos e incentive uma conversa sobre o que foi aprendido. Esse é o momento para discutir as diferentes soluções encontradas, os pontos em comum e o que mais chamou a atenção dos estudantes.
A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO
Para a organização do trabalho pedagógico em sala de aula, é essencial considerar a disposição do espaço e promover um ambiente pautado pela empatia, pelo respeito mútuo e pela valorização do coletivo, o que contribui para a construção de uma sala de aula acolhedora, na qual o desenvolvimento da autonomia dos estudantes seja incentivado de forma constante.
A fim de promover um ambiente mais dinâmico, inclusivo e colaborativo, você pode alterar a organização tradicional da sala de aula, que tem carteiras enfileiradas e o professor ocupando o papel central como único detentor do saber. Ao repensar a organização da sala de aula como um recurso pedagógico, você amplia as possibilidades de interação, cooperação e construção coletiva do conhecimento, aproximando a prática docente das demandas reais da turma. A seguir, apresentamos algumas sugestões para organizar a sala de aula de diferentes maneiras.
Disposição em grupo: indicada para atividades que exigem colaboração direta e trocas constantes entre os estudantes, como trabalhos em equipe, debates e projetos que precisam de divisão de tarefas, pois a proximidade física facilita a comunicação e o apoio mútuo, incentivando a resolução de problemas de forma coletiva.
Em grupo

Representação de carteiras dispostas em grupo.
Disposição em círculo: indicada para atividades que priorizam a participação de todos, a escuta ativa e a criação de um ambiente de igualdade, como rodas de conversa, discussões sobre temas específicos, contação de histórias e compartilhamento de experiências, permitindo que a construção do conhecimento, a troca de experiências e a comunicação sejam mais diretas e isonômicas entre você e os estudantes.
Em círculo

Representação de carteiras dispostas em círculo.
Disposição em U: indicada para apresentações orais, demonstrações, debates supervisionados ou quando você precisa circular entre as carteiras para dar assistência individual, pois combina sua visibilidade com a possibilidade de interação entre os estudantes, permitindo que todos mantenham o foco na atividade.
Em U

Representação de carteiras dispostas em U.
Disposição de frente uns para os outros: parecida com a disposição em grupo, mas pode ser utilizada para trabalhos em duplas, entrevistas ou atividades de reflexão, pois promove uma interação mais focada e próxima, permitindo aos estudantes que se concentrem na troca de informações e ideias entre si, sem a dispersão que um grupo maior poderia causar.
De frente uns para os outros

Representação de carteiras dispostas de frente umas para as outras.
Outra estratégia que ajuda a aproximar o currículo da vida dos estudantes é incentivar a utilização de outros espaços dentro e fora da sala de aula para divulgar o trabalho desenvolvido pela turma, como os murais e as paredes, explorando diferentes recursos e estratégias.
A ORGANIZAÇÃO DO TEMPO E DA ROTINA ESCOLAR
Além da organização do espaço físico, é fundamental atentar à gestão do tempo e da rotina em sala de aula. Estabelecer uma rotina bem estruturada favorece a execução do planejamento pedagógico, garantindo que os horários e as atividades sejam conduzidos de forma sequencial e coerente, sempre respeitando as particularidades e os diferentes ritmos de aprendizagem dos estudantes.
Planejar a prática pedagógica de acordo com a proposta curricular proporciona um ambiente mais estável e acolhedor, no qual os estudantes sabem o que esperar e se sentem mais seguros diante das estratégias utilizadas no dia a dia. Além de facilitar a condução do trabalho docente, essa organização contribui para equilibrar e diversificar as atividades ao longo da semana, ampliando as possibilidades de aprendizagem.
Além das aulas nas quais os conteúdos e as atividades são abordados, é importante que você inclua atividades diversificadas em seu planejamento de rotina, como as sugeridas a seguir.
• Rodas de conversa: podem ser realizadas no começo ou no final da aula para solicitar aos estudantes que relatem alguma vivência pessoal (como forma de explorar os conhecimentos prévios) ou exponham o que aprenderam, quais dificuldades tiveram ou o que gostariam de aprender na próxima aula.
• Momentos de leitura: podem ser conduzidos tanto por você, por meio da leitura em voz alta, quanto pelos próprios estudantes, com a leitura compartilhada ou um de cada vez. É importante reservar intervalos de tempo específicos na rotina para a
Escola:
Professor(a):
Componente curricular:
MODELO
leitura de diferentes textos com a intenção de proporcionar momentos de apreciação e, ao mesmo tempo, ampliar o repertório e os conhecimentos dos estudantes.
• Momentos de registro: essa estratégia consiste em reservar, ao final das aulas, alguns minutos para que os estudantes expressem o que aprenderam. Esse registro pode ser feito por meio da escrita, de esquemas visuais, de desenhos ou até pela oralidade, com gravações em áudio ou vídeo. Essa etapa funciona como uma forma de verificação da aprendizagem, permitindo a você identificar o que foi compreendido e o que ainda precisa ser retomado em aulas futuras ou em atividades de reforço. Os registros podem ser realizados individualmente, em duplas ou em pequenos grupos, de acordo com os objetivos da proposta.
• Visitas guiadas a diferentes espaços de aprendizagem: a sala de aula não é o único ambiente para o aprendizado dos estudantes, por isso é importante sugerir atividades em outros espaços na escola, como laboratórios, bibliotecas, pátio, auditório e jardim, e fora da escola, como teatros, museus, espaços públicos, centros de pesquisas, cinema e centros culturais. Em casos de atividades em espaços fora da escola, é necessário que você solicite, com antecedência, as autorizações para a direção e para os pais ou responsáveis, assim como o acompanhamento de outros profissionais da escola. Também é importante orientar o uso de filtro solar, a ingestão de água e o uso de repelentes e de vestimentas e calçados adequados, visando à segurança, à integridade física e ao bem-estar dos estudantes.
Além dessas atividades, o planejamento de rotina deve incluir atividades lúdicas que incentivem a interação social e momentos que envolvam alimentação e higiene pessoal.
Apresentamos a seguir um exemplo de planejamento de rotina, que pode ser adaptado de acordo com as suas necessidades, as dos estudantes e as da escola.
Planejamento de rotina
7h30 – 8h00Sala de aulaAcolhimento e roda de conversa. Promover a socialização e desenvolver a oralidade.
8h00 – 9h30Sala de aula
9h30 – 10h00 Refeitório, banheiro e pátio
Leitura compartilhada de textos e atividades dirigidas de escrita. Desenvolver habilidades de leitura e de escrita.
Lanche, escovar os dentes, lavar as mãos e recreio.
10h00 – 11h00 Quadra Brincadeiras tradicionais e jogos cooperativos.
11h00 – 11h30 Sala de aulaRoda de leitura e fechamento.
Momento de descanso, alimentação, higiene e interação livre.
Desenvolver a expressão corporal e a coordenação motora.
Desenvolver a escuta ativa, retomar as aprendizagens do dia e organizar a sala de aula.
Outro recurso pedagógico que pode auxiliar a gestão do tempo e o planejamento de rotina é a sequência didática. Uma sequência didática é um plano de ensino estruturado, composto de um conjunto de atividades ordenadas e interligadas que são desenvolvidas ao longo de várias aulas. A elaboração de sequências didáticas é um recurso pedagógico que pode tornar o planejamento mais eficaz e alinhado às necessidades dos estudantes. Por meio delas, você consegue organizar o processo de ensino de maneira intencional e progressiva, estruturando atividades e estratégias de forma coerente e articulada.
Ao planejar uma sequência didática, você estabelece etapas objetivas e encadeadas que favorecem a construção do conhecimento ao longo do tempo, seja em alguns dias, semanas ou até meses. Essa organização permite flexibilizar o percurso, ajustando-o conforme o ritmo de aprendizagem da turma e as particularidades do contexto escolar.
É fundamental que as sequências estejam alinhadas aos objetivos de ensino, considerando também os recursos didáticos disponíveis e a realidade da escola. Outro aspecto essencial é a inclusão de estratégias de avaliação que permitam acompanhar e refletir sobre o avanço dos estudantes ao longo do processo, verificando seu envolvimento e observando as dificuldades que possam surgir. Sempre que julgar necessário, faça intervenções que contribuam para ampliar a compreensão dos conteúdos.
Ao término da sequência didática, registre suas considerações sobre o processo de aprendizagem dos estudantes, destacando avanços e aspectos que ainda precisam ser desenvolvidos.
A seguir, apresentamos uma sugestão de modelo de sequência didática que pode servir como referência. Sinta-se à vontade para adaptá-lo conforme as necessidades da sua turma e os conteúdos que pretende desenvolver.
Planejamento de Sequência Didática
Escola: preencher com o nome da escola.
Professor(a): preencher com o nome do professor.
Componente curricular: preencher com o nome do componente curricular.
Turma: preencher com a indicação da turma.
Data: preencher com o período estimado para o desenvolvimento da sequência didática.
Assunto/conteúdo: preencher com os assuntos ou conteúdos a serem desenvolvidos.
MODELO
Quantidade de aulas: preencher com a estimativa da quantidade de aulas necessárias para desenvolver todas as atividades.
1. Objetivos gerais: definir o que se espera que os estudantes sejam capazes de fazer ao final da sequência didática.
2. Competências e habilidades da BNCC: identificar as competências e as habilidades da BNCC que serão trabalhadas.
3. Materiais necessários: fazer uma lista detalhada de todos os materiais que serão necessários para desenvolver as atividades.
4. Etapas da sequência didática: detalhar as etapas de cada aula, organizando as atividades em uma ordem lógica e progressiva.
• Aula 1: descrever o início do trabalho com a sequência didática, que pode ser uma atividade para verificar o que os estudantes já sabem sobre o assunto; pode ser uma roda de conversa, uma dinâmica ou uma pergunta deflagradora para despertar a curiosidade deles.
• Aula 2 em diante: descrever as atividades intermediárias que ajudarão os estudantes a construírem o novo conhecimento, como pesquisas, leituras, discussões, atividades práticas, entre outras dinâmicas.
• Aula final: apresentar a última aula, a culminância da sequência didática; planejar uma atividade final para que os estudantes coloquem em prática tudo o que aprenderam, que pode ser a produção de um texto, a apresentação de um trabalho ou a criação de um projeto.
5. Avaliação: definir os critérios (o que será observado) e os instrumentos (como será registrado) que serão utilizados para avaliar a aprendizagem dos estudantes ao longo da sequência didática; a avaliação deve ser contínua e não apenas ao final.
6. Autoavaliação: após a execução da sequência didática, verificar se ela foi eficaz, se os objetivos foram alcançados, quais desafios surgiram, o que pode ser mudado para a próxima vez e anotar essas reflexões para aprimorar suas práticas pedagógicas.
O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS
A presença das tecnologias digitais no cotidiano das pessoas é cada vez mais comum, inclusive entre crianças e adolescentes. No entanto, a maneira como esses recursos, especialmente os dispositivos móveis como os celulares, têm sido utilizados dentro das escolas tem gerado muitos debates. O foco dessas discussões recai, principalmente, sobre os efeitos negativos do uso inadequado desses aparelhos no processo de aprendizagem e no desenvolvimento integral dos estudantes.
Estudos recentes reforçam essas preocupações, apontando prejuízos que vão desde a distração em sala de aula até impactos mais sérios, como problemas de saúde física e mental, que incluem aumento da ansiedade, distúrbios do sono, dificuldades de atenção, entre outros. Essas evidências contribuíram para a criação da Lei n º 15.100, de 13 de janeiro de 2025, que estabelece diretrizes para o uso de celulares nas escolas brasileiras.
Os desafios enfrentados com o uso inadequado e desregulado das tecnologias digitais não se restringem ao ambiente escolar. A Unesco destaca riscos que vão desde o enfraquecimento das relações humanas até ameaças à democracia e aos direitos fundamentais, como a disseminação de discursos de ódio e a violação da privacidade. Tais aspectos mostram que a tecnologia, sem orientação adequada, pode acentuar desigualdades e comprometer valores essenciais.
No contexto escolar, o uso excessivo e sem propósito de recursos digitais tem mostrado efeitos prejudiciais, como o isolamento social, a dependência de redes sociais e a dispersão durante as aulas. Por isso, torna-se indispensável repensar o papel desses recursos na educação.
Por outro lado, quando inserida de maneira planejada e intencional no cotidiano escolar, a tecnologia pode se tornar uma ferramenta poderosa para o processo de ensino-aprendizagem. Recursos como computadores, tablets e celulares, quando utilizados com orientação pedagógica, promovem o acesso à informação, favorecem o desenvolvimento de habilidades críticas e éticas e ampliam o alcance da educação, especialmente em contextos de vulnerabilidade.
A proposta, portanto, não é excluir a tecnologia do ambiente escolar, mas sim incorporá-la com responsabilidade, sempre pautada em objetivos pedagógicos alinhados às competências e aos conteúdos previstos no currículo.
Você tem um papel fundamental nesse processo. Cabe a você planejar atividades que façam uso significativo da tecnologia, promovendo a aprendizagem ativa e a reflexão crítica por parte dos estudantes. A intencionalidade no uso desses recursos deve estar presente desde o momento da escolha da ferramenta até a avaliação dos resultados.
Além disso, é importante lembrar de que tecnologias educacionais não se limitam às mais recentes. Televisão, rádio, lousa, projetores e outros dispositivos já fazem parte da rotina escolar há décadas e desempenham papel importante na mediação pedagógica.
BOAS PRÁTICAS NO USO DE TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO
Para que a utilização de ferramentas tecnológicas seja eficaz e enriquecedora, é fundamental adotar algumas práticas pedagógicas intencionais. A seguir, apresentamos algumas dicas.
Planejamento pedagógico do uso de recursos tecnológicos
• Definir com precisão os objetivos de aprendizagem.
• Escolher as ferramentas tecnológicas adequadas para alcançar esses objetivos.
• Garantir que o uso dos recursos esteja articulado aos conteúdos e às competências curriculares.
Desenvolvimento de habilidades críticas
• Propor atividades que incentivem a análise crítica de fontes de informação pelos estudantes.
• Levar os estudantes a refletirem sobre o impacto da tecnologia no cotidiano.
• Incentivar o uso consciente, seguro e responsável da internet.
Integração com outras metodologias
• Combinar o uso de tecnologias com estratégias convencionais, como leitura, escrita e pesquisa de campo.
• Incentivar experiências interativas, como a visita a museus virtuais e o uso de acervos digitais, que ampliam o repertório cultural dos estudantes e fortalecem vínculos com a memória coletiva.
Em resumo, o uso da tecnologia na educação não deve ser encarado como uma solução isolada ou um fim em si mesmo. Ela deve estar a serviço do processo de ensino-aprendizagem e contribuir para a formação crítica, ética e cidadã dos estudantes. Seu olhar pedagógico enquanto docente é essencial para transformar esses recursos em verdadeiros aliados do conhecimento.
Para auxiliar na utilização de recursos digitais em consonância com seu planejamento pedagógico, a fim de complementar e enriquecer o desenvolvimento dos conteúdos, esta coleção apresenta alguns objetos educacionais digitais, como infográficos clicáveis.
A lista com os objetos digitais sugeridos em cada volume encontra-se no sumário. Além disso, os momentos de utilização desses recursos foram indicados nas páginas do Livro do Estudante por meio de ícones. Para acessá-los, basta clicar sobre os ícones indicados nas páginas da versão digital do Livro do Estudante.
O ENSINO DE HISTÓRIA
FUNDAMENTOS TEÓRICO- METODOLÓGICOS E PROPOSTA DIDÁTICO - PEDAGÓGICA
O ensino de História tem como uma de suas premissas o trabalho com as noções de tempo e de espaço. O estudo de diferentes culturas e sociedades, localizadas em diferentes espaços e períodos históricos, permite a interação dos estudantes com diferentes contextos e organizações sociais, possibilitando a reflexão acerca da diversidade de modos de vida, valores, tradições e culturas. Ao observarem que, ao longo do processo histórico, os diferentes grupos desenvolveram percepções distintas do espaço que ocupavam e diferentes percepções sobre o tempo, os estudantes podem compreender que os seres humanos pautaram suas ações cotidianas de acordo com as condições e necessidades culturais, sociais, técnicas e econômicas da realidade que vivenciavam. Dessa maneira, o estudo da História oferece subsídios para os estudantes reconhecerem características que compartilham com determinados grupos e outras que os diferenciam, favorecendo, assim, a capacidade de acolher, respeitar e valorizar as diferenças culturais e sociais.
[...] O estudo de sociedades de outros tempos e lugares pode possibilitar a constituição da própria identidade coletiva na qual o cidadão comum está inserido, à medida que introduz o conhecimento sobre a dimensão do “outro”, de uma “outra sociedade”, “outros valores e mitos”, de diferentes momentos históricos. Identidade e diferença se complementam para a compreensão do que é ser cidadão e suas reais possibilidades de ação política e de autonomia intelectual no mundo da globalização, em sua capacidade de manter e gerar diferenças econômicas, sociais e culturais como as do nosso país. [...]
ALMEIDA, Adriana Mortara et al O saber histórico na sala de aula Organização de Circe Bittencourt. São Paulo: Contexto, 2002. p. 27. (Coleção Repensando o Ensino).
Buscando valorizar a diversidade cultural, os conteúdos abordados nesta coleção privilegiam a interação com culturas de diferentes origens, destacando as histórias, os saberes e os conhecimentos dos múltiplos sujeitos históricos e dos grupos sociais que participam, direta ou indiretamente, dos processos de mudanças e permanências. Além disso, os temas propostos nesta coleção buscam promover o pensamento autônomo e crítico, considerando os estudantes sujeitos históricos que, ao longo de suas vidas, se apropriaram de diversos conhecimentos e saberes por meio das relações sociais e familiares. Nas propostas de atividades, tais conhecimentos são mobilizados para desenvolver a consciência histórica, possibilitando que os estudantes reflitam com base nos eventos do passado, compreendendo como determinadas práticas culturais
foram construídas ao longo do tempo e, assim, desnaturalizar hábitos e costumes do presente, manifestados nas práticas cotidianas, para a promoção de uma sociedade mais justa e igualitária no futuro.
Compreender que o presente também é resultado das práticas de outros sujeitos históricos que transformaram a sociedade por meio de suas ações cotidianas prepara os estudantes para intervirem de maneira consciente e responsável na sociedade em que vivem. Esse contexto, por sua vez, promove a autopercepção dos indivíduos como sujeitos históricos transformadores da realidade.
[...]
Nesse contexto, um dos importantes objetivos de História no Ensino Fundamental é estimular a autonomia de pensamento e a capacidade de reconhecer que os indivíduos agem de acordo com a época e o lugar nos quais vivem, de forma a preservar ou transformar seus hábitos e condutas. A percepção de que existe uma grande diversidade de sujeitos e histórias estimula o pensamento crítico, a autonomia e a formação para a cidadania.
[...]
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 400. Disponível em: https:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal_site.pdf. Acesso em: 28 ago. 2025. Por meio do ensino de História, espera-se que os estudantes desenvolvam uma atitude historiadora durante o Ensino Fundamental. Para tal atitude e com o objetivo de aprimorar a autonomia deles, a BNCC recomenda que sejam desenvolvidos os seguintes processos: identificação, comparação, contextualização, interpretação e análise dos objetos de estudo, que serão contemplados por meio das atividades desta coleção. Acreditamos que essas intervenções são fundamentais na formação da consciência histórica, uma vez que, além de estudar a História enquanto componente curricular, os estudantes podem compreender que também fazem parte do processo histórico.
OS SUJEITOS HISTÓRICOS
E O ENSINO DE HISTÓRIA
A forma como os sujeitos históricos foram compreendidos pela historiografia passou por transformações significativas ao longo do tempo. Até meados do século XX, privilegiou-se a narrativa centrada em grandes acontecimentos, líderes políticos e heróis nacionais, alinhados à noção de identidade nacional. Esse modelo foi progressivamente questionado, abrindo espaço para a valorização de diferentes atores, experiências coletivas e pontos de vista. Assim, sujeitos históricos e grupos sociais, bem como seus saberes e conhecimentos que foram esquecidos ou silenciados, passaram, cada vez mais, a enriquecer as narrativas sobre o passado.
Refletir sobre uma noção ampla de sujeitos históricos possibilita que as vozes de indígenas, afro-brasileiros, mulheres, crianças, pessoas idosas e com deficiência, por exemplo, reivindiquem o protagonismo nas narrativas históricas. Não é apenas a possibilidade de reescrever os fatos com a presença dessas populações, mas também viabilizar que essas histórias sejam contadas e escritas pelos próprios grupos marginalizados e silenciados no processo histórico. Em vez de compreender “a história”, somos então convidados a conhecer “as histórias”.
[...]
As histórias importam. Muitas histórias importam. As histórias foram usadas para espoliar e caluniar, mas também podem ser usadas para empoderar e humanizar. Elas podem despedaçar a dignidade de um povo, mas também podem reparar essa dignidade despedaçada.
[...]
ADICHIE, Chimamanda. O perigo de uma história única São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 32.
Desse modo, há um deslocamento na compreensão tradicional da História, que, antes centrada em grandes heróis e feitos das elites econômicas e políticas, passa a privilegiar uma perspectiva que reconhece a ação cotidiana de diferentes grupos sociais como agentes de transformação. Para o Ensino Fundamental, essa abordagem implica ensinar que “fazer história” não é privilégio de alguns, mas um processo plural e coletivo, no qual os estudantes e suas famílias também se inserem como sujeitos e agentes das mudanças sociais.
Nesta coleção, buscamos reconhecer o papel desempenhado pelos diversos sujeitos históricos. Para isso, procuramos compartilhar a autoridade sobre a narrativa histórica, destacando que a construção e a escrita da História não são funções exclusivas do ofício do historiador, mas um trabalho coletivo que envolve a escuta ativa e o diálogo entre os indivíduos da sociedade, independentemente das condições econômicas, sociais e culturais (Frisch, 2016, p. 62-63).
Assim, por meio da apreciação de diferentes fontes históricas, sobretudo os relatos orais, buscamos oferecer uma narrativa polifônica, com diferentes pontos de vista sobre a história, no qual diferentes indivíduos compartilham seus saberes, seus conhecimentos e suas tradições. Além disso, os debates, as resoluções coletivas de situações-problema e as atividades propostas ao longo da coleção buscam promover a participação dos estudantes nos processos de mudanças sociais, possibilitando que eles repensem as construções narrativas sobre o passado e compreendam que também fazem parte do processo de escrita da História.
AS FONTES HISTÓRICAS E O ENSINO DE HISTÓRIA
As fontes históricas são consideradas as matérias-primas do ofício dos historiadores. Por meio delas, eles analisam os vestígios e indícios da presença humana em
determinados períodos históricos e, com base nessas evidências, produzem a escrita da História. Ao longo do desenvolvimento da ciência histórica, a relação entre os historiadores e as fontes passaram por transformações significativas, sobretudo na passagem do século XIX para o século XX. Inicialmente, os registros oficiais e formais, como documentos administrativos e diplomáticos, correspondências reais, crônicas ou outros registros produzidos pelas elites, eram considerados fontes históricas por excelência. A escolha desse universo restrito de vestígios sobre o passado delimitou a compreensão dos acontecimentos históricos, uma vez que privilegiava, em sua maioria, as experiências de determinados grupos sociais, como a elite política e econômica.
Com o passar do tempo, outras correntes historiográficas, como a Escola dos Annales, a História Cultural e a História Social, ampliaram esse escopo, reconhecendo a relevância de diferentes fontes para a prática do historiador. A partir de então, relatos orais, registros comunitários, fotografias, processos criminais, livros, histórias em quadrinhos, filmes e objetos do cotidiano passaram a fazer parte das matérias-primas da História. [...]
Podemos compreender melhor a nova demanda por uma ampliação das possibilidades de fontes se atentarmos para a ampliação que também vinha ocorrendo em relação às temáticas de estudo visadas pelos historiadores. A diretriz que passaria a nortear os historiadores ligados aos Annales, acompanhando uma tendência que também ocorreu em outros países, foi a de rejeitar veementemente tudo aquilo que se começava a considerar como uma historiografia demasiado particularizante, individualizadora, factual, narrativa ou descritiva [...] da análise redutoramente política em detrimento das demais dimensões da vida humana.
Empreendendo tanto uma crítica aos setores mais conservadores do Historicismo, como também rejeição imediata da tarefa factual à qual se haviam adequado alguns dos historiadores ligados ao projeto positivista, os Annales das duas primeiras gerações tinham passado a propor explicitamente uma história-problema, econômico-social, valorizadora dos movimentos coletivos em detrimento das ações individuais. Um aspecto sistemático desse discurso de rompimento em relação à historiografia anterior foi o desinteresse, ao menos nos primeiros momentos, por toda aquela documentação política de arquivo que vinha sendo privilegiada pela História da Política do século precedente.
[...]
BARROS, José D’Assunção. Fontes históricas: introdução aos seus usos historiográficos. Petrópolis: Vozes, 2019. p. 124-125. O reconhecimento dessa variedade de fontes históricas possibilitou que novos objetos, como práticas culturais,
e novas abordagens, como a história vista de baixo, fossem explorados pelos historiadores, pluralizando a compreensão dos processos de mudanças e permanências. Nesta coleção, buscando apresentar diferentes pontos de vista sobre os acontecimentos históricos, selecionamos uma variedade de fontes, como representações cartográficas, registros de relatos orais, fotografias e gravuras, muitas delas produzidas por diferentes sujeitos históricos e que fornecem informações sobre realidades sociais e culturais distintas. Além disso, as atividades propostas no material visam promover a interação e a análise de fontes históricas pelos estudantes, possibilitando que eles reconheçam diferentes vestígios e resquícios das práticas humanas no passado e façam perguntas e questionamentos problematizando a construção da narrativa histórica.
Dessa maneira, a coleção contempla discussões sobre diversidade de fontes alinhadas à BNCC, reforçando a análise crítica, a interpretação de múltiplas narrativas e o protagonismo de professores e estudantes. Vale destacar que, ao trabalhar com fontes próximas da realidade dos estudantes, como memórias familiares, registros da comunidade ou manifestações culturais locais, o ensino se torna mais significativo, promovendo o desenvolvimento do senso de pertencimento e a autonomia.
O PATRIMÔNIO E O ENSINO DE HISTÓRIA
No Ocidente, durante séculos, a ideia de patrimônio e de preservação patrimonial esteve centrada em narrativas hegemônicas e nas identidades nacionais, muitas vezes privilegiando elites e líderes políticos, enquanto grupos minoritários ou marginalizados permaneciam invisibilizados dos grandes acontecimentos. No século XX, o conceito de patrimônio passou a considerar não apenas os bens materiais, mas também o patrimônio natural, as manifestações culturais, as tradições e os saberes populares. Nesse contexto, festividades, ofícios, músicas e narrativas comunitárias passaram a ser reconhecidas como patrimônios significativos, capazes de transmitir valores, saberes e conhecimentos. Essa mudança de olhares e perspectivas sobre o conceito de patrimônio foi acompanhada da necessidade de proteger e preservar os bens culturais, as tradições, os costumes e as memórias coletivas regionais do processo de universalização da cultural promovida pela globalização.
As concepções de o que, para que e de como preservar ou proteger têm se modificado e ampliado bastante ao longo dos últimos decênios. Essas modificações, em grande parte, podem ser explicadas a partir do fenômeno da globalização. De um lado, a mundialização e o desenvolvimento tecnológico redundaram na aceleração da história, provocando, como forma de reação, a necessidade de preservar traços da memória coletiva e aumentar os lugares de memória na tentativa de eternizar o passado. De outro lado, a globalização tem derrubado fronteiras e
imposto a homogeneização do mundo, provocando a valorização do regional, do local, daquilo que é específico a povos ou grupos sociais ou étnicos. Em decorrência, passou a haver maior respeito à diversidade cultural. Esses fatores, combinados a outros tantos, contribuíram decisivamente para aprofundar e ampliar o conceito de patrimônio cultural.
[...]
VOGT, Olgário Paulo. Patrimônio cultural: um conceito em construção. Métis: história e cultura, [S. l.], v. 7, n. 13, jan./jun. 2008. p. 14. Disponível em: https://sou.ucs.br/etc/revistas/index.php/metis/article/ view/687/498. Acesso em: 15 set. 2025.
O reconhecimento dos patrimônios culturais e históricos do município ou da região permite explorar espaços, objetos e tradições que contribuem para a construção do sentimento de pertencimento social e cultural. Nesse processo, a identificação de características associadas aos patrimônios, como a localização, o processo de construção de sentidos e a compreensão de como eles são hierarquizados e difundidos possibilita valorizar os patrimônios e problematizar as presenças, as ausências e os esquecimentos de grupos sociais. Atividades como mapeamento de patrimônios locais, visitas a espaços históricos, registros de relatos orais das pessoas da família ou comunidade permitem que os estudantes se reconheçam como parte de um processo histórico vivo e desenvolvam empatia e senso de pertencimento, noções fundamentais da BNCC.
Além disso, é relevante considerar o papel das instituições nacionais e internacionais, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Unesco, no reconhecimento do patrimônio, definindo critérios e promovendo políticas educativas para a preservação e transmissão. Em atividades práticas e de pesquisas, os estudantes podem investigar o papel dessas instituições, analisando como os patrimônios municipais ou regionais foram reconhecidos, tombados ou registrados, e discutir de que maneiras as políticas públicas influenciam a construção da memória coletiva. Essas interações ampliam a compreensão da função social e da política do patrimônio, aproximando conceitos teóricos da realidade prática dos estudantes com relação ao lugar onde vivem. Sendo assim, é possível promover discussões sobre quais memórias e grupos foram valorizados ou silenciados, incentivando o reconhecimento de lacunas e a reflexão crítica sobre os usos do passado e a construção da narrativa histórica.
[...]
Ao nível da Educação Histórica, merece destaque a problematização sistemática dos “usos” da História e do patrimônio, com vista à elaboração de propostas de desenvolvimento do pensamento histórico de jovens e de abordagens metodológicas dos educadores. Simultaneamente, ao nível da Educação Patrimonial, a implementação de atividades de contato direto com fontes patrimoniais permite despertar nos jovens sentidos de responsabilidade em relação ao patrimônio
histórico, e ainda a reflexão crítica e construtiva face às memórias das comunidades com vista à compreensão temporal.
[...]
PINTO, Helena. A interculturalidade em educação patrimonial: desafios e contributos para o ensino de história. Educar em Revista, Curitiba, n. 63, jan./mar. 2017. p. 210. Disponível em: https://www.scielo.br/j/er/a/ kfVQQDBC574qGYwXg4bbmFg/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 15 set. 2025. Portanto, valorizar o patrimônio histórico, material e imaterial, permite que os estudantes compreendam a construção de diversas identidades culturais na sociedade. O trabalho com memórias locais, tradições e espaços históricos, no contexto do ensino de História, contribui para a formação de cidadãos críticos e conscientes de seu papel na sociedade. Projetos que conectem memória, identidades e comunidades incentivam a reflexão crítica e consolidam a compreensão de que a história é dinâmica e continuamente construída por sujeitos de diferentes épocas e contextos. Assim, é possível aproximar o patrimônio da realidade cotidiana, promovendo a autonomia e a participação ativa dos estudantes. O estudo de tradições e manifestações culturais permite que eles se percebam como protagonistas da história e cidadãos capazes de interagir com o mundo à sua volta.
EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS E O ENSINO DE HISTÓRIA
A Educação em Direitos Humanos no Ensino Fundamental visa sensibilizar os estudantes sobre valores universais como dignidade, igualdade, liberdade, justiça e solidariedade. O ensino de História oferece um contexto privilegiado para essa sensibilização, pois permite compreender como diferentes grupos sociais conquistaram direitos, resistiram a opressões e enfrentaram injustiças ao longo do tempo. Ensinar Direitos Humanos envolve mostrar como decisões e ações históricas repercutem na vida das pessoas e comunidades na atualidade, promovendo reflexões sobre direitos, deveres e responsabilidade social. Na BNCC, o estudo sobre os direitos humanos permeia habilidades e competências do componente curricular de História. [...]
A discussão de direitos humanos é citada também na contextualização da área das ciências humanas e nas competências específicas das ciências humanas, tanto do ensino fundamental quanto do médio. No caso específico da disciplina de História, os direitos humanos aparecem de forma direta, citando a expressão em habilidades a serem desenvolvidas em vários anos diferentes e também de forma indireta, visando conhecimentos relacionados a democracia, cidadania, liberdade, igualdade e a povos que historicamente são excluídos das narrativas históricas tradicionais, tais como mulheres, negros e povos indígenas, além de diversos outros tipos de discrimi-
nações realizadas pela humanidade em múltiplos tempos históricos.
[...]
SILVA, Felipe Rodrigues da; VENERA, Raquel Alvarenga Sena. Ensino de história, direitos humanos e narrativas: potencialidades da pesquisa-formação. História Hoje, v. 9, n. 17, 2020. p. 147. Disponível em: https://rhhj.emnuvens.com.br/RHHJ/article/view/646/359. Acesso em: 15 set. 2025.
O ensino de História voltado aos Direitos Humanos deve enfatizar a análise das lutas sociais e das conquistas históricas, mostrando que direitos não são garantias naturais, mas resultado de processos coletivos de resistência e negociação. Por exemplo, a trajetória da abolição da escravidão, das lutas sufragistas e da resistência indígena evidencia como diferentes grupos sociais conquistaram direitos, enfrentando barreiras e desigualdades estruturais. Tal reflexão permite o desenvolvimento do senso crítico e da compreensão de que injustiças do passado podem dialogar com problemas contemporâneos, como discriminação, desigualdade de gênero e racial ou violações de direitos sociais.
Temas sensíveis, como ditaduras, escravidão, conflitos raciais ou marginalização de grupos sociais, podem ser tratados em sala de aula com responsabilidade pedagógica, utilizando estratégias que promovam a reflexão ética e a prática da cidadania. Cada vez mais os traumas, as injustiças, o combate ao preconceito e o sofrimento passam a fazer parte dos debates em sala de aula (Gil; Eugenio, 2018, p. 141). Atividades como debates mediados, dramatizações de acontecimentos históricos ou análise de relatos de sobreviventes permitem que os estudantes reflitam sobre dilemas morais e sociais, assim como sobre soluções e formas de acolhimento.
Nesta coleção, são apresentados conteúdos voltados à Educação em Direitos Humanos e que incentivam o protagonismo estudantil, promovendo a percepção de que cada estudante pode agir de forma ética e responsável em sua comunidade. Projetos que conectem História e realidade cotidiana, como a produção de campanhas educativas, ajudam a engajar e a consolidar a compreensão de que o exercício da cidadania exige participação ativa, reflexão crítica e consciência histórica. Desse modo, o currículo escolar pode funcionar como espaço para que estudantes reconheçam sua capacidade de transformar o ambiente onde vivem, estabelecendo relações de justiça, respeito e equidade.
A relação entre História e Direitos Humanos também permite problematizar conceitos de autoridade, justiça e moralidade. Por meio da análise de períodos de violação sistemática de direitos, os estudantes aprendem a identificar padrões de opressão, a questionar injustiças sociais e a refletir sobre alternativas para promoção da equidade. Abordar temas sensíveis com os devidos cuidados metodológicos e pedagógicos permite aos estudantes o reconhecimento das atuais lutas por direitos civis e a percepção de que o conhecimento histórico é uma ferramenta de consolidação da aprendizagem como prática emancipatória, refletindo sobre problemas atuais, desenvolvendo empatia e participando de forma consciente na sociedade.
ENSINO
CULTURA AFRO -BRASILEIRA E POPULAÇÕES INDÍGENAS
O ensino de História da África, da cultura afro-brasileira e das populações indígenas é fundamental para promover uma compreensão plural do passado e conhecer a diversidade das relações sociais no Brasil. As Leis nº 10.639 de 2003 e nº 11.645 de 2008 estabelecem a obrigatoriedade desses conteúdos nos currículos escolares, reconhecendo a importância de valorizar narrativas historicamente invisibilizadas ou marginalizadas. Tal perspectiva amplia as abordagens do ensino de História em sala de aula, pluralizando os sujeitos históricos, uma vez que introduz africanos, afro-brasileiros e indígenas como protagonistas da história, permitindo que os estudantes percebam múltiplas formas de atuação social ao longo do tempo.
O reconhecimento das heranças culturais afro-indígenas não se limita à transmissão de fatos ou datas; trata-se de compreender saberes, conhecimentos e resistências que configuram identidades coletivas. Exemplos de manifestações culturais, histórias e saberes transmitidos pelas tradições orais e relatos comunitários podem aproximar os estudantes das culturas africanas e indígenas. Dessa forma, o ensino deixa de privilegiar uma narrativa colonizadora única, promovendo o pensamento crítico e a reflexão ética sobre as desigualdades históricas, os silenciamentos e a diversidade cultural presente na sociedade contemporânea.
Historicamente, afrodescendentes e indígenas foram
representados como coadjuvantes, indivíduos oprimidos ou invisibilizados, reforçando a perspectiva eurocêntrica da história brasileira. Discutir essas representações em sala de aula, por meio de comparações entre diferentes fontes históricas, permite que os estudantes identifiquem brechas e questionem a ideia de uma história única. No contexto brasileiro, isso inclui conhecer líderes comunitários, tradições regionais, datas comemorativas e ações de preservação territorial, destacando que a história foi construída por múltiplos grupos sociais e não apenas pelas elites econômicas e políticas do país. Essas intervenções favorecem o processo de autoconhecimento dos estudantes, que passam a compreender as próprias origens, as trajetórias familiares e os vínculos com a comunidade como parte integrante da História.
Nos conteúdos desta coleção, são propostas atividades que envolvem pesquisas, entrevistas, registros de relatos orais, análise de fontes históricas e produção de trabalhos colaborativos que ajudam os estudantes a se reconhecerem como sujeitos históricos e a interagirem com diferentes pontos de vista sobre a história regional e nacional. Além disso, projetos e atividades que exploram as festas tradicionais, as narrativas afro-brasileiras ou indígenas e a preservação de saberes engajam o pensamento autônomo, o protagonismo e as habilidades interpretativas, articulando teoria e prática. Neste volume, foram selecionados alguns conteúdos que podem ser explorados no ano letivo, voltados para a valorização das culturas afro-brasileiras e indígenas.
Orientações para a abordagem do ensino de História da África, da cultura afro-brasileira e das populações indígenas
Conteúdo Página
Vamos iniciar
Análise de uma fonte histórica
13
Orientações
Analisar a trajetória de Sepé Tiaraju como liderança guarani no século XVIII e seu papel como símbolo da resistência indígena.
27 Discutir a diferença entre a ideia de “descobrimento”, vinculada à perspectiva europeia, e a noção de “invasão”, associada à memória indígena.
Entre textos 28-29 Comparar as narrativas e os pontos de vista de indígenas e portugueses sobre o encontro ocorrido no início da colonização.
Surgimento e evolução dos seres humanos na África
38-39
Os povos indígenas 50-51
A ocupação das terras indígenas
As rotas pelo Deserto do Saara
As Grandes Navegações e a marginalização de pessoas
Migrações indígenas
Discutir o surgimento do Homo sapiens no continente africano e relacionar as primeiras migrações humanas para fora da África.
Analisar como os povos Kaiowá compreendem as plantas, comparando-a com a visão do não indígena sobre o meio ambiente.
52 Compreender como a chegada dos portugueses em 1500 deu início à exploração do pau-brasil.
67 Analisar a importância das rotas comerciais que atravessavam o Deserto do Saara, destacando a integração entre diferentes regiões africanas.
70 Analisar a intensificação da escravização de pessoas durante as Grandes Navegações.
82 Destacar a importância do Caminho de Peabiru como rota de migração, troca de produtos e intercâmbio cultural entre diferentes povos da América do Sul.
Resistência indígena 83-84 Analisar e reconhecer como os povos indígenas resistiram no passado e como continuam resistindo por meio da luta política, da organização coletiva e da defesa da demarcação de suas terras.
Contribuições indígenas na sociedade brasileira
85 Conhecer as contribuições indígenas presentes no cotidiano da sociedade brasileira, destacando elementos do vocabulário, da culinária, dos costumes e do artesanato.
A diáspora africana 90-91 Trabalhar o conceito de diáspora africana como a imigração forçada de africanos durante o tráfico transatlântico.
Resistência africana 91-92
Contribuições africanas na sociedade brasileira
Coletivamente
93
94
Cultura oral 122
Analisar as diferentes formas de resistência dos africanos e afrodescendentes à escravização, como a formação de quilombos em áreas de difícil acesso.
Valorizar as contribuições africanas para a formação da sociedade brasileira, destacando elementos presentes na culinária, na música, nos instrumentos, no vocabulário e nas religiões de matriz africana.
Refletir sobre a expressão “lápis cor de pele” como ponto de partida para discutir situações de racismo na sociedade brasileira.
Analisar a importância da cultura oral como forma de transmissão de saberes, destacando o papel da contação de histórias na preservação da memória coletiva entre povos indígenas no Brasil e comunidades africanas tradicionais.
Alguns autores da literatura afro-brasileira e indígena podem contribuir para a preparação de aulas e o aprofundamento sobre algumas abordagens para promover a discussão, o debate e a conscientização dos estudantes. A seguir, conheça algumas obras que podem ajudar na construção do saber historiográfico com a turma.
• ALMEIDA, Mariléa de. Devir quilomba: antirracismo, afeto e política nas práticas de mulheres quilombolas. São Paulo: Elefante, 2022.
Com base na experiência de mulheres quilombolas, a historiadora Mariléa de Almeida busca compreender a rede política e afetiva construída por elas na luta contra o racismo.
• GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
Nessa obra, por meio de ensaios, a autora aborda temas sobre cultura, etnicidade, a mulher negra na sociedade brasileira e a questão negra no Brasil.
• KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2021. O autor promove a reflexão sobre a necessidade de conservarmos o meio ambiente, destacando a relação harmoniosa dos indígenas com a terra.
• MUNDURUKU, Daniel. Vozes ancestrais: dez contos indígenas. São Paulo: FTD, 2022.
Nessa obra, diversos indígenas compartilham conhecimentos, saberes e experiências e narram suas histórias sobre a criação das águas e como o fogo foi roubado.
• NASCIMENTO, Beatriz. Uma história feita por mãos negras. Organização de Alex Ratts. Rio de Janeiro: Zahar, 2021.
Buscando ampliar as narrativas históricas, essa obra promove a reflexão sobre temas relacionados a intelectualidade, escravismo, resistência, papel dos quilombos e papel Movimento Negro na luta por direitos civis na atualidade.
QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DOS CONTEÚDOS
O quadro apresentado a seguir mostra a progressão dos conteúdos deste volume, destacando as habilidades, as competências e os temas contemporâneos transversais da BNCC trabalhados em cada unidade.
Unidade Temas
1 – O estudo da História
Trata-se de um quadro que pode ser utilizado para ter uma visão geral dos conteúdos das unidades, assim como facilitar a busca por orientações e comentários de práticas pedagógicas sugeridas nas orientações ao professor correspondentes ao Livro do Estudante
Quadro de distribuição dos conteúdos – 4º ano
1. Falando sobre a História
2. Todos somos sujeitos históricos
3. Fontes históricas
4. Mudanças e permanências
5. Marcos históricos
Conteúdos Habilidades da BNCC
• A importância dos estudos históricos.
• Fontes históricas.
• Análise de fonte histórica.
• Transformações urbanas.
EF04HI01
EF04HI02
EF04HI03
Competências gerais e específicas
CG2; CG4; CG6; CG9
CEH3; CEH4; CEH6
Temas contemporâneos transversais
Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras; Diversidade cultural
2 – Circulação e fixação de pessoas
3 – Comércios e caminhos
6. Surgimento e evolução dos seres humanos na África
7. Hipóteses de povoamento da América
8. Nomadismo e sedentarização
9. As primeiras cidades da História
10. As relações das pessoas com a natureza no Brasil
11. Surgimento do comércio
12. O comércio em diferentes contextos
13. Caminhos na atualidade
4 – A formação do Brasil
5 – Deslocamentos populacionais
14. Migrações indígenas
15. As migrações portuguesas para o Brasil
16. A diáspora africana
17. Os deslocamentos ao longo do tempo
18. Imigrantes no Brasil
19. Migrações internas no Brasil
20. Fluxos migratórios na atualidade
• As primeiras migrações da África para outras regiões.
• Hipóteses de povoamento;
• Nomadismo e sedentarização.
• Ocupação das terras indígenas.
• Intervenções na natureza.
• Ocupações na época do engenho.
• Rotas de comércio na Antiguidade e na Idade Média.
• Rotas de comércio pelo deserto do Saara.
• Grandes Navegações.
• Meios de transporte.
• Impactos das rotas e caminhos.
• Resistência indígena.
• Contribuições indígenas, africanas e portuguesas na sociedade brasileira.
• Imigração no Brasil.
• Trabalho no campo e nas cidades.
• Contribuições dos imigrantes na sociedade brasileira.
• Ciclo da borracha.
• A construção de Brasília.
• Fluxos migratórios brasileiros.
• Refugiados e asilados políticos.
EF04HI02
EF04HI04
EF04HI05
EF04HI09
EF04HI10
EF04HI06
EF04HI07
CG1; CG6; CG7; CG8; CEH 3; CEH 4; CEH 5; Diversidade cultural;
Educação alimentar e nutricional; Saúde; Educação ambiental
6 – Meios de comunicação
21. Cultura oral
22. Imprensa
23. Meios de comunicação de massa: Rádio e televisão
24. Cinema
25. Os meios de comunicação se transformam
26. Internet e tecnologias digitais
• Primeiros jornais do Brasil.
• Popularização dos meios de comunicação.
• A História do cinema.
• Mudanças nos meios de comunicação.
• Exclusão digital no Brasil.
EF04HI09
EF04HI10
EF04HI06
EF04HI09
EF04HI10
EF04HI11
CG4; CG7; CG9; CG10;
CEH4; CEH5; CEH7;
CG4; CG6; CEH1; CEH5;
Educação para o consumo; Educação ambiental; Educação para o trânsito
Educação em Direitos Humanos; Ciências e tecnologia
CG1; CG3; CG9; CG10; Diversidade cultural
EF04HI08
CG1; CG3; CG4; CG5; CG7
CEH3
Ciência e tecnologia; Educação para o consumo
SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS
As propostas de cronogramas apresentadas a seguir têm como objetivo orientar a distribuição das unidades em planejamentos bimestrais, trimestrais e semestrais, respeitando a organização dos volumes anteriormente mencionada.
Cabe destacar que essas sugestões não contemplam outras atividades que possam surgir ao longo do ano letivo, como projetos, eventos escolares ou avaliações institucionais, e que devem ser incorporadas ao planejamento de forma articulada.
Para elaborar essas sugestões, consideramos 200 dias letivos de aula, ou 40 semanas; no entanto, o cronograma deve ser ajustado conforme as especificidades de cada turma, levando em consideração o contexto, o ritmo de aprendizagem dos estudantes e o uso de diferentes recursos e estratégias pedagógicas, que vão além do livro didático.
Sugestão de planejamento bimestral
Bimestre Unidades e temas
1º bimestre
2º bimestre
3º bimestre
4º bimestre
Unidade 1 – O estudo da História
Unidade 2 – Circulação e fixação de pessoas
Unidade 3 – Comércios e caminhos
Unidade 4 – A formação do Brasil
Unidade 5 – Deslocamentos populacionais
Unidade 6 – Meios de comunicação
Sugestão de planejamento trimestral
Trimestre Unidades e temas
Unidade 1 – O estudo da História
1º trimestre
2º trimestre
3º trimestre
Unidade 2 – Circulação e fixação de pessoas
Unidade 3 – Comércios e caminhos
Unidade 4 – A formação do Brasil
Unidade 5 – Deslocamentos populacionais
Unidade 6 – Meios de comunicação
Sugestão de planejamento semestral
Semestre Unidades e temas
Unidade 1 – O estudo da História
1º semestre
2º semestre
Unidade 2 – Circulação e fixação de pessoas
Unidade 3 – Comércios e caminhos
Unidade 4 – A formação do Brasil
Unidade 5 – Deslocamentos populacionais
Unidade 6 – Meios de comunicação
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES PARA A PRÁTICA DOCENTE
BACICH, Lilian; HOLANDA, Leandro (org.). STEAM em sala de aula: a aprendizagem baseada em projetos integrando conhecimentos na educação básica. Porto Alegre: Penso, 2020. (Série Desafios da Educação).
A obra aborda o STEAM como uma ferramenta importante para desenvolver competências, como a criatividade, o pensamento crítico, a comunicação e o trabalho com a colaboração dos estudantes.
BRASIL. Ministério da Saúde. Proteger e cuidar da saúde de adolescentes na atenção básica. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: https:// bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/proteger_cuidar_ adolescentes_atencao_basica_2ed.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Documento que visa auxiliar as Equipes de Atenção Básica/Saúde da Família no trabalho com adolescentes nos aspectos relacionados à saúde.
COSTA, Renato Pinheiro da; BRITO, Adilson Junior Ishihara. Ensino de História em espaços educativos não formais: perspectivas teórico-metodológicas na formação docente de licenciatura. História & Ensino, v. 8, n. 2, p. 129-149, jul./dez. 2022. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/histensino/ article/view/43064. Acesso em: 14 ago. 2025.
Buscando alternativas para o ensino de História, os autores discutem a relevância de abordagens que relacionem o componente curricular com o tempo presente, destacando a intervenção dos professores em espaços educativos não formais.
COSTA, Renato Pinheiro da; CASSIMIRO, Élida Estevão; SILVA, Rozinaldo Ribeiro da. Tecnologias no processo de alfabetização nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Docência e Cibercultura, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1,
p. 97-116, jan./abr. 2021. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/re-doc/article/ view/53068/36747. Acesso em: 16 ago. 2025.
Nesse artigo, os autores abordam a influência da tecnologia no desenvolvimento do processo de alfabetização.
GRISA, Gregório Durlo et al Neurociência e alfabetização: noções fundamentais. Bento Gonçalves: IFRS, 2022.
Nesse livro, os autores se baseiam nos estudos da Neurociência para explicar os processos de alfabetização.
LIMA, Aurilia de Brito et al. (org.). Políticas de inclusão na educação básica. Curitiba: Appris, 2024.
Coletânea de textos que abordam os principais marcos das políticas públicas relacionadas à inclusão, desde as temáticas mais amplas até as mais específicas.
MARIA, Fábio Genésio dos Santos. O Ensino de História em ambientes não formais: o museu como ambiente educativo. 2019. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Docência para a Educação Básica, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Bauru. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/ server/api/core/bitstreams/11a49639-6c64-459e-b343 -690c9b6437db/content. Acesso em: 14 ago. 2025.
Diante das dificuldades enfrentadas pelo ensino de História no século XXI, sobretudo com o advento das novas tecnologias digitais, o autor propõe a intervenção de práticas educativas em ambientes não formais, privilegiando o museu como espaço de memória.
MIRANDA, Elaine (coord.). Educação inclusiva e a parceria da família: uma dimensão terapêutica. São Paulo: Literare Books International, 2021.
Esse livro aborda aspectos da inclusão com base em evidências científicas. Além disso, busca evidenciar a importância da participação da família na educação inclusiva.
SILVA, Janssen Felipe da; HOFFMANN, Jussara; ESTEBAN, Maria Teresa. Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo. Porto Alegre: Mediação, 2012.
Os autores discutem as práticas avaliativas em diferentes áreas do currículo, com destaque para a elaboração de
práticas de avaliação articuladas ao fazer pedagógico.
VICKERY, Anitra. Aprendizagem ativa nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Porto Alegre: Penso, 2016. O livro aborda a importância da aprendizagem ativa e do protagonismo do estudante para a concretização do processo de aprendizagem em sala de aula. Além disso, traz a teoria e a prática da aprendizagem ativa, reunindo pesquisas e estudos de casos que vão inspirar os professores a criarem e a explorarem estratégias para desenvolver a própria abordagem de ensino.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
ADICHIE, Chimamanda. O perigo de uma história única
São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Nesse texto, a escritora nigeriana Chimamanda Adichie critica a estereotipação e a narrativa eurocêntrica da história, convidando os leitores a refletirem sobre a importância da pluralização dos pontos de vista sobre os eventos históricos.
ALMEIDA, Adriana Mortara et al. O saber histórico na sala de aula. Organização de Circe Bittencourt. São Paulo: Contexto, 2002. (Coleção Repensando o Ensino).
Nessa obra, os autores promovem a reflexão acerca das práticas de ensino de História, discutindo a relevância dos métodos de ensino.
ALZINA, Rafael Bisquerra et al. Atividades para o desenvolvimento da inteligência emocional nas crianças. São Paulo: Ciranda Cultural, 2009.
O autor apresenta atividades que contribuem para desenvolver as competências emocionais, que envolvem a consciência, a adequação e a autonomia emocional, e as habilidades socioemocionais para a vida e o bem-estar emocional.
BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018.
Esse livro apresenta a importância das estratégias de metodologias ativas para desenvolver a autonomia dos estudantes, valorizando a participação efetiva deles no processo de aprendizado.
BARROS, José D’Assunção. Fontes históricas: introdução aos seus usos historiográficos. Petrópolis: Vozes, 2019. Nesse livro, o autor discute o papel das fontes históricas no ofício do historiador, debatendo a historicidade das fontes, a introdução de novas abordagens, os usos e os métodos.
BENDER, William N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Tradução de Fernando de Siqueira Rodrigues. Porto Alegre: Penso, 2014.
Nesse livro, o autor destaca as diretrizes práticas para o trabalho com projetos em sala de aula, fornecendo subsídios para o professor planejar aulas mais eficazes e motivadoras.
BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069. htm. Acesso em: 5 set. 2025.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) visa garantir os direitos fundamentais de crianças e adolescentes, assegurando proteção integral, saúde, educação e dignidade.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_ EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Documento que determina as competências gerais e específicas, as habilidades e as aprendizagens que os estudantes brasileiros da Educação Básica precisam desenvolver e colocar em prática ao longo de sua trajetória escolar.
BRASIL. Ministério da Educação. Conscientização para o uso de celulares na escola: por que precisamos falar sobre isso? Brasília: MEC, 2025. Disponível em: https:// www.gov.br/mec/pt-br/celular-escola/guia-escolas.pdf. Acesso em: 9 ago. 2025.
Esse documento traz orientações práticas que ajudam o professor na implantação da Lei nº 15.100, de 13 de janeiro de 2025, que regulamenta o uso de dispositivos eletrônicos portáteis pelos estudantes nas escolas.
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica: diversidade e inclusão. Brasília: Conselho Nacional de Educação, 2013. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/media/ etnico_racial/pdf/diretrizes_curriculares_nacionais_para_ educacao_basica_diversidade_e_inclusao_2013.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Esse documento traz princípios, fundamentos e procedimentos que norteiam as políticas públicas de educação e auxiliam o professor a elaborar, planejar, executar e avaliar práticas pedagógicas na Educação Básica.
BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC: contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília: MEC, 2019. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec. gov.br/images/implementacao/contextualizacao_temas_ contemporaneos.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Esse documento apresenta os temas contemporâneos transversais da BNCC e explica a importância de sua utilização no processo de ensino-aprendizagem.
BRITO, Giseli Artioli; FLORES, Maria Marta Lopes. A inclusão de alunos com deficiência intelectual: em foco
as práticas pedagógicas. Boletim de Conjuntura, Boa Vista, ano V, v. 16, n. 48, 2023. Disponível em: https://revista.ioles.com.br/boca/index.php/revista/ article/view/2879/966. Acesso em: 18 ago. 2025. Nesse artigo, as autoras abordam os principais aspectos que influenciaram os resultados de uma pesquisa sobre a inclusão escolar e a qualidade da educação.
CORDEIRO, Claudia Talochinski; OLIVEIRA, Ivanete da Rosa Silva de (org.). Educação e políticas inclusivas: ressignificando a diversidade. Londrina: Syntagma Editores, 2020.
Nessa obra, as autoras discutem a inclusão de estudantes com deficiência na escola regular.
FAZENDA, Ivani (coord.). Práticas interdisciplinares na escola. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2017.
Essa obra reúne diversos textos sobre práticas docentes interdisciplinares no espaço escolar.
FAZENDA, Ivani (org.). Didática e interdisciplinaridade Campinas: Papirus, 2012. (Coleção Práxis).
O livro apresenta as contribuições de vários autores sobre os temas da interdisciplinaridade e da didática, nos quais o professor, com base no cotidiano de suas práticas, segue o caminho da invenção, da descoberta, da pesquisa e da construção.
FAZENDA, Ivani (org.). O que é interdisciplinaridade? 2. ed. São Paulo: Cortez, 2013.
Essa obra destaca como são feitas e articuladas diferentes áreas de conhecimento, sob a mediação do professor, ao longo de etapas de projetos que nascem e se desenvolvem dentro das salas de aula.
FERNANDES, Domingos. Avaliação formativa: folha de apoio à formação: Projeto de Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (Maia). Ministério da Educação: Direção-Geral da Educação, 2021. Disponível em: https:// apoioescolas.dge.mec.pt/sites/default/files/2021-02/ folha_avaliacao_formativa.pdf. Acesso em: 6 set. 2025.
Esse material apresenta ações práticas que podem auxiliar o professor no planejamento das estratégias de avaliação.
FERREIRO, Emilia. Alfabetização em processo. 21. ed. São Paulo: Cortez, 2015.
Nesse livro, a autora explica como o processo de alfabetização ocorre no cérebro dos estudantes e sua influência no desenvolvimento dos conhecimentos de outras áreas.
FONSECA, Selva Guimarães. História local e fontes orais: uma reflexão sobre saberes e práticas de ensino de história. História Oral, v. 9, n. 1, p. 125-141, jan./jun. 2006. Disponível em: https://www.revista.historiaoral.org.br/index.php/rho/ article/view/193/197. Acesso em: 8 ago. 2025.
O artigo analisa a interação entre o ensino de História e a História Local na sala de aula, indicando o trabalho com a tradição oral como uma ferramenta para abordar memórias, lembranças e histórias das comunidades do município e da região.
FRISCH, Michael. A história pública não é uma via de mão única, ou, de a Shared Authority à cozinha digital, e viceversa. In: MAUAD, Ana Maria; ALMEIDA, Juniele Rabêlo
de; SANTHIAGO, Ricardo (org.). História pública no Brasil: sentidos e itinerários. São Paulo: Letra e Voz, 2016. Nesse capítulo, o autor promove a reflexão sobre a importância da autoridade compartilhada e do papel do historiador na esfera pública.
GIL, Carmem Zeli de Vargas; EUGENIO, Jonas Camargo. Ensino de história e temas sensíveis: abordagens teóricometodológicas. História Hoje, [S. l.], v. 7, n. 13, 2018. Disponível em: https://rhhj.emnuvens.com.br/RHHJ/ article/view/430/273. Acesso em: 15 set. 2025.
O artigo debate a necessidade dos temas sensíveis em sala de aula, destacando o papel das universidades na formação de professores e na produção e ampliação da produção acadêmica e científica sobre o tema.
GREGO, Sonia Maria Duarte. A avaliação formativa: ressignificando concepções e processos. In: COLVARA, Laurence Duarte (coord.). Caderno de formação: formação de professores: bloco 3. São Paulo: Cultura Acadêmica: Unesp: Univesp, 2013. v. 3.
O texto traz reflexões sobre a avaliação formativa e sua aplicação em salas de aula brasileiras.
HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do processo ensinoaprendizagem. São Paulo: Ática, 2008.
Nesse livro, a autora explicita que a avaliação deve ser uma ação contínua, pois faz parte do processo de ensino-aprendizagem. Por isso, a ação avaliativa também deve ser aplicada de diversas maneiras para diagnosticar, controlar e classificar esse processo.
HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do caminho. Porto Alegre: Mediação, 2005.
Aborda as relações entre uma concepção dialética de avaliação e os caminhos da aprendizagem.
JOIA, Michele. A inclusão de crianças na escola: o papel do educador diante das dificuldades de aprendizagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak, 2023.
Nesse livro, a autora fornece dicas sobre a inclusão na escola com base em conhecimentos construídos em sua experiência em sala de aula.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 22. ed. São Paulo: Cortez, 2018.
Esse livro traz artigos que apresentam estudos, propostas e direcionamentos sobre a prática avaliativa no processo de ensino-aprendizagem, contribuindo, assim, para a prática docente.
MAINGAIN, Alain; DUFOUR, Barbara. Abordagens didáticas da interdisciplinaridade. Lisboa: Instituto Piaget, 2008.
Essa obra propõe uma reflexão a respeito da interdisciplinaridade e das condições favoráveis para a transdisciplinaridade.
MELLO, Fabiane de Oliveira; ALLIPRANDINI, Paula Mariza Zedu. Estratégias de aprendizagem de alunos do ensino fundamental em processo de alfabetização. Revista de Psicología, Lima, v. 40, n. 2, 2022. Disponível em: https:// revistas.pucp.edu.pe/index.php/psicologia/article/ view/25503/24038. Acesso em: 16 ago. 2025.
Nesse artigo, as autoras fazem uma análise qualitativa de algumas estratégias de ensino comumente utilizadas no processo de alfabetização.
MORAES, Dirce Aparecida Foletto de. Avaliação formativa: ressignificando a prova do cotidiano escolar. 2008. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2008.
A avaliação é um importante instrumento para nortear a prática pedagógica do professor. Assim, o estudo proposto nessa dissertação busca trazer novos significados à avaliação para que ela não seja utilizada como um instrumento de classificação, mas de formação.
OLIVEIRA, Maria Marly de. Projetos, relatórios e textos na educação básica: como fazer. Petrópolis: Vozes, 2009.
Obra voltada a professores da Educação Básica no cotidiano das salas de aula.
PERRENOUD, Phillipe. Avaliação: da excelência à regularização das aprendizagens: entre duas lógicas. Porto Alegre: Artmed, 1999.
Com uma reflexão a respeito do significado da avaliação escolar, esse livro tem o propósito de orientar os professores para o uso da avaliação não como instrumento de medida de conhecimento, mas como uma prática pedagógica que pode ser usada para identificar e suprir as necessidades dos estudantes.
PINTO, Helena. A interculturalidade em educação patrimonial: desafios e contributos para o ensino de história. Educar em Revista, Curitiba, n. 63, jan./mar. 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/er/a/ kfVQQDBC574qGYwXg4bbmFg/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 15 set. 2025.
Ancorada na interculturalidade e na formação da consciência histórica, a autora promove a reflexão a respeito da relevância de abordar e trabalhar com os patrimônios culturais na prática de ensino de História.
REIS, Ana Valéria Sampaio de Almeida; DAROS, Thuinie; TOMELIN, Karina Nones. Layouts criativos para aulas inovadoras. Maringá: B42, 2023.
Nesse livro, as autoras sugerem diferentes estratégias de layout das salas de aula a fim de envolver e criar experiências marcantes para os estudantes.
RÜSEN, Jörn. Razão histórica: teoria da história: os fundamentos da ciência histórica. Tradução de Estevão de Rezende Martins. Brasília: Universidade de Brasília, 2001.
Nessa obra, o autor enfatiza a relevância da teoria da História, destacando a função da teoria, a aplicação do pensamento histórico na vida prática e a constituição dos métodos da ciência histórica.
RÜSEN, Jörn. Teoria da história: uma teoria da história como ciência. Tradução de Estevão C. de Rezende Martins. Curitiba: UFPR, 2015.
Buscando articular fundamentos epistemológicos, metodológicos e fenomenológicos, o autor promove a reflexão sobre o papel da teoria da História enquanto ciência aplicada na didática da História e nas ações que orientem as atividades cotidianas.
SADDI, Rafael. Jörn Rüsen e a didática da história. p. 123-136. In: OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de;
SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das Chagas Fernandes; LIMA, Caio Rodrigo Carvalho. Jörn Rüsen: teoria, historiografia, didática. Ananindeua: Cabana, 2022. E-book
O autor analisa a relevância dos trabalhos de Jörn Rüssen para a didática da história no Brasil, desvinculando a didática da área da Pedagogia e a relacionando como uma das áreas da ciência histórica.
SILVA, Eva Aparecida Gomes da. O desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem do aluno com necessidades educacionais especiais. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, São Paulo, v. 9, n. 3, mar. 2023. Disponível em: https:// periodicorease.pro.br/rease/article/view/8972/3542. Acesso em: 14 ago. 2025.
Nesse artigo, a autora destaca a importância das atividades lúdicas no processo de ensino-aprendizagem dos estudantes com necessidades educacionais especiais.
SILVA, Felipe Rodrigues da; VENERA, Raquel Alvarenga Sena. Ensino de história, direitos humanos e narrativas: potencialidades da pesquisa-formação. História Hoje, [S. l.], v. 9, n. 17, 2020. Disponível em: https://rhhj. emnuvens.com.br/RHHJ/article/view/646/359. Acesso em: 15 set. 2025.
Nesse artigo, os autores defendem a importância de debater temas relacionados aos direitos humanos na prática de ensino de História, destacando a relevância da formação dos professores para a promoção desses debates em sala de aula.
SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. 5. ed. São Paulo: Contexto, 2018.
Nesse livro, a autora incentiva a releitura de artigos que discutem as práticas escolares de alfabetização e letramento.
VIEIRA, Martha Victor. Ensino de História e Interdisciplinaridade. Revista Fragmentos de CulturaRevista Interdisciplinar de Ciências Humanas, Goiânia, v. 32, n. 2, p. 309-321, 2022. Disponível em: https://seer.pucgoias.edu.br/index.php/fragmentos/ article/view/12171. Acesso em: 14 ago. 2025.
Nesse artigo, com base na trajetória da disciplina de História, do século XIX à atualidade, a autora analisa a escrita e o ensino de História no Brasil como uma prática interdisciplinar que dialoga com diversas disciplinas, tanto no âmbito escolar como no campo universitário.
VIOLÊNCIA escolar e bullying: relatório sobre a situação mundial. Brasília: Unesco, 2019. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000368092/ PDF/368092por.pdf.multi. Acesso em: 5 set. 2025.
Nesse relatório, são apresentados dados sobre a violência escolar e o bullying, além de iniciativas que podem contribuir para a redução dessas ocorrências.
VOGT, Olgário Paulo. Patrimônio cultural: um conceito em construção. Métis: história e cultura, [S. l.], v. 7, n. 13, jan./jun. 2008. Disponível em: https://sou.ucs.br/etc/ revistas/index.php/metis/article/view/687/498. Acesso em: 15 set. 2025.
Nesse artigo, o autor apresenta um panorama a respeito dos patrimônios culturais, destacando as transformações e as mudanças no conceito de patrimônio que ocorreram nos últimos anos.