Plantar_Historia_Volume 3

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História

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Editor responsável: José Rodolfo Vieira

Organizadora:

EDITORA NOVO RUMO Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.

Componente curricular: História

História

Organizadora: EDITORA NOVO RUMO

Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.

Editor responsável: José Rodolfo Vieira

Doutor em História pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp-SP) – campus Assis.

Mestre em História Social pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR). Licenciado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Professor no Ensino Superior. Editor e elaborador de materiais didáticos.

Componente curricular: História

1ª edição Londrina, 2025

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Edição José Rodolfo Vieira

Assistência editorial Isabella Teodoro Machado

Preparação e revisão Moisés Manzano da Silva (coord.)

Copyright © Editora Novo Rumo, 2025.

Gerência de produção editorial Camila Rumiko Minaki Hoshi

Supervisão de produção editorial Priscilla de Freitas Cornelsen Rosa

Assistência de produção editorial Lorena França Fernandes Pelisson

Coordenação de produção de arte Tamires Rose Azevedo

Edição de arte Rafaela Panissa

Projeto gráfico e design Dayane Barbieri, Keithy Mostachi, Laís Garbelini

Projeto de capa Marcela Pialarissi

Ilustrações de capa Cajila Barbosa

Coordenação de diagramação Adenilda Alves de França Pucca - Nil

Diagramação EfeDois Editoração Ltda., JSDesign, Leda Cristina Silva Teodorico

Autorização de recursos João Henrique Pedrão Feliciano

Iconografia Alessandra Roberta Arias, Vinícius Costa (trat. imagens)

Objetos digitais

Gerência de produção Erick Lopes de Almeida

Roteiros Maria Eduarda Panobianco

Edição de imagens Vitor Ueno

Desenvolvimento Ohanna Schmitt Bolfe, Tatiana Tissa Kawakami

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Plantar história : 3º ano : anos iniciais do ensino fundamental / organizadora Editora Novo Rumo ; obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo ; editor responsável José Rodolfo Vieira. -- 1. ed. -- Londrina, PR : Editora Novo Rumo, 2025. Componente curricular: História.

ISBN 978-65-5158-097-0(livro do estudante)

ISBN 978-65-5158-126-7(livro do professor)

ISBN 978-65-5158-115-1(livro do estudante HTML5)

ISBN 978-65-5158-112-0(livro do professor HTML5)

1. História (Ensino fundamental) I. Vieira, José Rodolfo. II. Série.

25-299230.0

CDD-372.89

Índices para catálogo sistemático:

1. História : Ensino fundamental 372.89

Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA NOVO RUMO.

Avenida Doutor Adhemar Pereira de Barros, 1500, sala 804 - Bela Suíça - Londrina-PR CEP 86047-250 - Tel. (43) 3367-2030 contato@editoranovorumo.com.br

Elaboração de originais

José Rodolfo Vieira

Doutor em História pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp-SP) – campus Assis.

Mestre em História Social pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Licenciado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Professor no Ensino Superior. Editor e elaborador de materiais didáticos.

Júlia Rany Campos Freitas Pereira Uzun

Doutora e mestra em História, na área de História Cultural, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).

Licenciada e bacharela em História pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).

Elaboradora de materiais didáticos.

Vinícius Marcondes Araújo

Mestre em História pela Universidade Estadual de Maringá (UEM-PR).

Licenciado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Professor em escolas do Ensino Básico. Elaborador de materiais didáticos.

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

Acreditamos que o aprendizado em História é essencial para que os estudantes se tornem cidadãos ativos e capazes de pensar de forma autônoma e crítica. Com base nisso, esta coleção foi cuidadosamente pensada para ser uma parceira nessa missão, proporcionando uma abordagem integrada e relevante.

Ao longo de cada unidade, o conteúdo se conecta diretamente com a realidade dos estudantes, valorizando o que eles já sabem e incentivando a construção de novos conhecimentos. Nessa dinâmica, você é um guia e um mediador, orientando os estudantes a serem os protagonistas de sua aprendizagem.

Para apoiar essa jornada, apresentamos este Livro do Professor. Na primeira parte dele, você encontra informações sobre a estrutura da coleção e a Reprodução do Livro do Estudante com as orientações ao professor nas laterais e nos rodapés das páginas reproduzidas, com comentários práticos para auxiliar o dia a dia em sala de aula, como orientações sobre os conteúdos das unidades, atividades extras, momentos sugeridos de avaliação, entre outros subsídios. Na segunda parte, apresentamos o Manual do Professor, onde você encontra desde a estrutura da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e fundamentos teórico-metodológicos da coleção até recursos práticos, como estratégias de avaliação diversificadas, modelos de planejamento de rotina e de sequência didática, quadro de distribuição dos conteúdos e sugestões de cronogramas.

É importante ressaltar que as sugestões podem ser adequadas de acordo com a realidade da turma e da escola. Esperamos que seja uma ferramenta útil e enriquecedora no processo de ensino-aprendizagem, possibilitando a formação de cidadãos críticos e participativos na sociedade.

Desejamos a você um ótimo ano letivo!

SUMÁRIO

AS UNIDADES TEMÁTICAS, OS OBJETOS DE CONHECIMENTO E AS HABILIDADES .....................IX

OS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS ... X

INTEGRAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES CURRICULARES ...................... XI

A PRÁTICA INTERDISCIPLINAR E O TRABALHO COM PROJETOS INTERDISCIPLINARES................ XII

AVALIAÇÃO ........................................................ XII

O PAPEL DO PROFESSOR E A PRÁTICA DOCENTE ............................................................ XV

A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM AÇÃO ..................... XV

BOAS PRÁTICAS NO USO DE TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO ............................. XXI

O ENSINO DE HISTÓRIA.................................. XXII

FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS E PROPOSTA DIDÁTICO-PEDAGÓGICA .............. XXII

QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DOS CONTEÚDOS ......................................... XXVII

SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS .............. XXVIII

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES PARA A PRÁTICA DOCENTE .....................................XXIX

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS .................................................XXIX

MANUAL DO PROFESSOR

CONHEÇA A COLEÇÃO

Esta coleção é formada por três volumes, sendo 3º , 4º e 5º anos destinados aos estudantes e professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Cada volume é organizado em seis unidades que, por sua vez, são subdivididas em temas e seções que desenvolvem as habilidades relacionadas aos objetos de conhecimento e às competências gerais e específicas propostas pela BNCC. Além disso, durante o desenvolvimento dos conteúdos, a coleção aborda os temas contemporâneos transversais, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e atuantes na sociedade.

Além dos volumes impressos, a coleção apresenta a versão digital do Livro do Estudante e do Livro do Professor com recursos acessíveis, favorecendo a utilização por todos os estudantes. Os livros digitais também apresentam alguns recursos, como infográficos clicáveis, que podem ser acessados, na versão digital, por meio do sumário e de ícones indicados nas páginas dos livros.

O LIVRO DO ESTUDANTE

A seguir, apresentamos a estrutura do Livro do Estudante, explicando as características das seções e de outros elementos que compõem a coleção.

VAMOS INICIAR

Essa seção, presente no início de cada volume, tem o objetivo de avaliar os estudantes com relação aos conhecimentos esperados para o ano de ensino, permitindo a você fazer uma avaliação diagnóstica da turma.

PÁGINAS DE ABERTURA

Têm como objetivos marcar o início de cada unidade, despertar a atenção dos estudantes para o que será abordado e relacionar os conteúdos aos conhecimentos prévios e à sua realidade próxima.

DESENVOLVIMENTO DOS CONTEÚDOS

Os conteúdos são desenvolvidos por meio dos textos, das imagens, das atividades e das seções presentes nas unidades. Com o objetivo de tornar as aulas mais dinâmicas e envolventes, as atividades relacionadas aos conteúdos são apresentadas ao longo da teoria, de modo integrado. Além disso, as atividades têm estruturas variadas e auxiliam no desenvolvimento das habilidades e das competências da BNCC.

BOXE COMPLEMENTAR

Composto de textos e imagens com informações complementares aos conteúdos da unidade.

BOXE CONCEITO

Apresenta conceitos relevantes para o aprofundamento e a progressão do aprendizado.

VOCABULÁRIO

Apresenta o significado de termos que os estudantes podem desconhecer e que são importantes para a compreensão do texto.

ENTRE TEXTOS

Promove o trabalho com diferentes gêneros textuais, possibilitando o desenvolvimento de habilidades relacionadas à leitura, à escrita, à oralidade e aos processos gerais de compreensão de leitura: localizar e retirar informação explícita de textos; fazer inferências diretas; interpretar e relacionar ideias e informações; analisar e avaliar conteúdos e elementos textuais. A seção apresenta as subdivisões Explorando o texto e Além do texto

COLETIVAMENTE

Explora os temas contemporâneos transversais, contribuindo para a formação cidadã dos estudantes por meio de reflexões e propostas de resoluções de problemas, de modo que eles sejam atuantes na sociedade em que vivem. É subdividida em Conhecendo o problema, Organizando as ideias e Buscando soluções para que, assim, os estudantes tenham contato com uma situação-problema, reflitam sobre ela e busquem uma solução prática. O tema contemporâneo transversal desenvolvido é identificado nas orientações ao professor

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

Essa seção tem como objetivo sugerir uma avaliação formativa, de modo que você possa avaliar a aprendizagem dos estudantes com relação aos conteúdos abordados na unidade, fornecendo informações para intervenções caso haja defasagens ou dificuldade de aprendizagem.

VAMOS CONCLUIR

Presente no final de cada volume, essa seção contém atividades cujo objetivo é sugerir uma avaliação somativa, de modo que você possa avaliar os estudantes quanto aos conhecimentos adquiridos durante o processo de ensino no ano letivo.

SAIBA MAIS

Apresenta sugestões de recursos extras, como livros, filmes e sites. Cada sugestão é acompanhada por uma breve sinopse.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

Presente ao final do livro, apresenta referências comentadas de livros e sites que foram consultados na elaboração do Livro do Estudante

ÍCONE DE RESPOSTA NO CADERNO

Indica que os estudantes devem registrar as respostas da atividade no caderno.

ÍCONE DE RESPOSTA ORAL

Indica que os estudantes devem responder à atividade oralmente.

OBJETO DIGITAL

Indica que há Objeto Educacional Digital relacionado aos temas que estão sendo trabalhados e que pode ser acessado na versão digital do livro.

O LIVRO DO PROFESSOR

Este Livro do Professor é organizado em duas partes. A primeira apresenta a estrutura da coleção e a Reprodução do Livro do Estudante, que se refere à reprodução das páginas do Livro do Estudante em tamanho reduzido, com respostas e possíveis comentários para você. Nas laterais e nos rodapés dessas páginas, as orientações ao professor propõem comentários, sugestões de condução para as atividades e respostas de algumas atividades que não foram apresentadas na reprodução da página do Livro do Estudante. Essas orientações colaboram para a prática docente e seu dia a dia em sala de aula e foram elaboradas de modo a explicitar os procedimentos das aulas de forma prática e ao mesmo tempo detalhada, oferecendo suporte à prática docente.

A segunda parte, apresentada após a Reprodução do Livro do Estudante, é intitulada Manual do Professor. Ela apresenta a estrutura da BNCC, a fundamentação teórico-metodológica da coleção e aborda diversos assuntos que contribuem para o desenvolvimento docente e para o dia a dia em sala de aula. Além disso, disponibiliza um quadro de distribuição dos conteúdos com as habilidades e as competências gerais e específicas da BNCC que estão sendo desenvolvidas em cada unidade, além de sugestões de cronogramas bimestrais, trimestrais e semestrais. Ao final dessa parte, são apresentadas sugestões de referências complementares para a prática docente e as referências bibliográficas comentadas utilizadas como consulta para a produção das orientações ao professor e do Manual do Professor

Observe a seguir como as orientações ao professor, que constam na primeira parte deste Livro do Professor, estão estruturadas.

Nas orientações ao professor da seção Vamos iniciar, você encontra os objetivos pedagógicos e as sugestões de intervenção, com base nas respostas dos estudantes, considerando os conhecimentos prévios deles.

OBJETIVOS DA UNIDADE

Destaca os objetivos pedagógicos de cada unidade do Livro do Estudante

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

Fornece dicas para que você possa iniciar as aulas, abordar alguns conteúdos ou realizar uma avaliação diagnóstica de maneira diferente da que foi apresentada no Livro do Estudante

BNCC

Evidencia habilidades, competências e temas contemporâneos transversais da BNCC que estão sendo desenvolvidos em cada conteúdo, destacando as relações entre esses elementos e o conteúdo.

COMENTÁRIOS DIVERSOS

Os comentários e as explicações de caráter prático referentes às atividades do Livro do Estudante e as considerações pedagógicas a respeito de possíveis dificuldades dos estudantes na resolução das atividades, bem como alternativas para consolidar conhecimentos, são inseridos em tópicos ao longo da unidade.

RESPOSTAS

Disponibiliza as sugestões de respostas de algumas atividades e questões indicadas no Livro do Estudante

ATIVIDADE EXTRA

Mostra sugestões de atividades complementares que contribuem para diversificar as estratégias de aprendizagem.

OBJETIVOS

Lista os objetivos pedagógicos de algumas seções do Livro do Estudante

AVALIANDO

Propõe avaliações formativas para que você possa acompanhar a aprendizagem dos estudantes em diferentes momentos, possibilitando, se for o caso, intervenções no ensino. Para facilitar a avaliação, esse boxe apresenta os objetivos das atividades e as sugestões de intervenção, com foco na recuperação da aprendizagem.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

Destaca momentos em que é possível estabelecer relações entre componentes curriculares de diferentes áreas do conhecimento, além de orientações práticas sobre como realizar as articulações entre os conteúdos.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

Apresenta sugestões de filmes, livros, sites e outros recursos, contribuindo para a sua formação.

Nas orientações ao professor da seção Coletivamente, apresentamos os objetivos pedagógicos e as orientações sobre como desenvolver os conteúdos e as atividades da seção com os estudantes.

Nas orientações ao professor da seção Entre textos, há os objetivos pedagógicos e as orientações sobre como desenvolver a competência leitora e a competência da escrita por meio do trabalho com essa seção.

Nas orientações ao professor da seção Vamos avaliar o aprendizado, estão os objetivos pedagógicos e as sugestões de intervenção, considerando possíveis dificuldades dos estudantes, além de alternativas para consolidar suas aprendizagens.

Nas orientações ao professor da seção Vamos concluir, tem-se os objetivos pedagógicos e as sugestões de intervenção, considerando possíveis dificuldades dos estudantes, além de alternativas para consolidar suas aprendizagens.

LIVRO DO ESTUDANTE

História

Organizadora:

EDITORA NOVO RUMO

Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.

Editor responsável: José Rodolfo Vieira

Doutor em História pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp-SP) – campus Assis.

Mestre em História Social pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Licenciado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR). Professor no Ensino Superior. Editor e elaborador de materiais didáticos.

Componente curricular: História

1ª edição Londrina, 2025

11/09/2025 14:05:32

Reprodução do Livro do Estudante

Esta parte do Livro do Professor contém a Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido, com respostas das atividades e possíveis comentários para você. Além disso, nas laterais e rodapés há as orientações ao professor que servem como um guia para a prática pedagógica apresentando sugestões sobre como trabalhar as atividades, além de apresentar as respostas que não foram incluídas na reprodução das páginas. Para deixar mais evidente o sentido de leitura, em algumas páginas utilizamos as indicações e .

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Copyright © Editora Novo Rumo, 2025.

Edição José Rodolfo Vieira

Assistência editorial Isabella Teodoro Machado

Preparação e revisão Moisés Manzano da Silva (coord.)

Gerência de produção editorial Camila Rumiko Minaki Hoshi

Supervisão de produção editorial Priscilla de Freitas Cornelsen Rosa

Assistência de produção editorial Lorena França Fernandes Pelisson

Coordenação de produção de arte Tamires Rose Azevedo

Edição de arte Rafaela Panissa

Projeto gráfico e design Dayane Barbieri, Keithy Mostachi, Laís Garbelini

Projeto de capa Marcela Pialarissi

Ilustrações de capa Cajila Barbosa

Coordenação de diagramação Adenilda Alves de França Pucca - Nil

Diagramação EfeDois Editoração Ltda., JSDesign, Leda Cristina Silva Teodorico

Autorização de recursos João Henrique Pedrão Feliciano

Iconografia Alessandra Roberta Arias, Vinícius Costa (trat. imagens)

Objetos digitais

Gerência de produção Erick Lopes de Almeida

Roteiros Maria Eduarda Panobianco

Edição de imagens Vitor Ueno

Desenvolvimento Ohanna Schmitt Bolfe, Tatiana Tissa Kawakami

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Plantar história : 3º ano : anos iniciais do ensino fundamental / organizadora Editora Novo Rumo ; obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo ; editor responsável José Rodolfo Vieira. -- 1. ed. -- Londrina, PR : Editora Novo Rumo, 2025. Componente curricular: História.

ISBN 978-65-5158-097-0(livro do estudante)

ISBN 978-65-5158-126-7(livro do professor)

ISBN 978-65-5158-115-1(livro do estudante HTML5)

ISBN 978-65-5158-112-0(livro do professor HTML5)

1. História (Ensino fundamental) I. Vieira, José Rodolfo. II. Série.

25-299230.0

Índices para catálogo sistemático:

1. História : Ensino fundamental 372.89

Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA NOVO RUMO.

Avenida Doutor Adhemar Pereira de Barros, 1500, sala 804 - Bela Suíça - Londrina-PR CEP 86047-250 - Tel. (43) 3367-2030 contato@editoranovorumo.com.br

Elaboração de originais

José Rodolfo Vieira

Doutor em História pela Universidade Estadual Paulista

“Júlio de Mesquita Filho” (Unesp-SP) – campus Assis.

Mestre em História Social pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Licenciado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Professor no Ensino Superior.

Editor e elaborador de materiais didáticos.

Júlia Rany Campos Freitas Pereira Uzun

Doutora e mestra em História, na área de História Cultural, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).

Licenciada e bacharela em História pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).

Elaboradora de materiais didáticos.

Vinícius Marcondes Araújo

Mestre em História pela Universidade Estadual de Maringá (UEM-PR).

Licenciado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Professor em escolas do Ensino Básico.

Elaborador de materiais didáticos.

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

CDD-372.89

APRESENTAÇÃO

Olá, estudante!

Você sabia que aprender História é muito mais do que decorar datas e nomes? Estudar História nos permite conhecer melhor o mundo em que vivemos e perceber que as ações dos sujeitos históricos no passado moldaram o presente, e que nossas ações podem transformar a realidade.

Neste livro, as atividades, as imagens e os textos foram selecionados e preparados para que você interaja com fontes históricas e conheça diferentes pontos de vista. Com ele, você vai explorar os espaços do município, como museus, centros culturais, parques, ruas e patrimônios, e vai aprender com as histórias de seus familiares, colegas e profissionais da comunidade. Esperamos que você e seus colegas explorem o livro e participem das atividades. E não se esqueça de que você sempre poderá tirar suas dúvidas com a professora ou o professor.

Aproveite cada momento desse ano letivo e plante as sementes do conhecimento histórico.

Bom estudo!

25/09/2025 10:05:46

CONHEÇA SEU LIVRO

Esta coleção aborda diferentes conteúdos, possibilitando que você desenvolva o pensamento autônomo e crítico e trabalhe em coletivo com os colegas. A seguir, observe como o seu livro está organizado e como ele pode ajudá-lo a ser o protagonista em seu processo de aprendizado.

VAMOS INICIAR

As atividades dessa seção servem para você mostrar o que já sabe e perceber o que precisa estudar um pouco mais.

PÁGINAS DE ABERTURA

Nessas páginas, você vai interagir com imagens relacionadas aos conteúdos que serão estudados na unidade e algumas atividades que exploram os seus conhecimentos.

CONTEÚDOS

Os conteúdos deste volume são organizados por temas que incentivam a leitura de textos, a análise de imagens e a interação com fontes históricas. Além disso, são apresentadas algumas atividades para que você e seus colegas verbalizem seus saberes e suas opiniões.

ENTRE TEXTOS

Nessa seção, você vai aprender novos conhecimentos históricos com base no estudo de diferentes gêneros textuais.

COLETIVAMENTE

espaço

trata de uma pesquisa sobre frequência e utilização da população

nesses espaços; • elabore um roteiro com perguntas sobre a

Nessa seção, você vai se deparar com alguns problemas contemporâneos e, com a ajuda dos colegas, propor soluções para transformar o mundo em um lugar mais justo e igualitário.

BOXE COMPLEMENTAR

Temas importantes são abordados como maneira de complementar o conteúdo trabalhado.

BOXE CONCEITO

de inauguração, os diferentes tipos de eventos que acontecem nesses espaços e qual público geralmente o frequenta. b ) Que tal incentivar a população do município a frequentar os espaços culturais? Em grupos, om base nas informações da Buscando soluções 3 Prefeitura do município solicitando a ampliação das atividades culturais. Para escrever a carta, escolham tipos de letras que se sintam confortáveis. c ) Com a ajuda do professor, enviem a carta pelo correio ou entreguem pessoalmente na Secretaria de Cultura ou na Prefeitura. Ilustração que representa pessoas em uma apresentação cultural. 131 6

Apresenta conceitos importantes para o desenvolvimento do conteúdo abordado.

25/09/2025 10:05:50

VOCABULÁRIO

Algumas palavras do texto são destacadas para te ajudar na compreensão de alguns conteúdos.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

Ao final de cada unidade, há uma seção de atividades para que você recupere o aprendizado dos conteúdos abordados.

VAMOS CONCLUIR

Nas atividades dessa seção, você poderá recuperar o aprendizado e avaliar o progresso dos conhecimentos estudados durante o ano letivo.

25/09/2025 10:05:50

SAIBA MAIS

Essa seção apresenta sugestões de livros, sites e filmes que estão relacionados com os conteúdos estudados.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

No final do volume serão apresentadas as referências bibliográficas comentadas que foram usadas para a elaboração dos temas e conteúdos abordados no livro.

ÍCONES E DESTAQUES

RESPOSTA

ORAL

Indica atividades e questões que você deve responder oralmente.

RESPOSTA NO CADERNO

Indica atividades e questões que você deve responder no caderno.

OBJETOS DIGITAIS

Indica que existe, na versão digital deste livro, um infográfico clicável relacionado ao conteúdo.

Os sites indicados neste livro podem mostrar imagens e textos diferentes dos que foram pensados para o seu estudo. Isso acontece porque o conteúdo disponível on-line pode ser alterado com o tempo e variar conforme o histórico de pesquisa do usuário. Por isso, não temos como controlar as imagens e os textos que aparecem em tais sites.

SUMÁRIO

OBJETOS DIGITAIS

UNIDADE 2 INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Trabalho no campo no passado

UNIDADE 3 INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Profissões do passado

UNIDADE 4 INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Fontes

UNIDADE 6 INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Cais do Valongo

UNIDADE 6 INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Frevo

UNIDADE 6 INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Roda de Capoeira: herança cultural afro-brasileira

25/09/2025 08:12:19

As atividades desta seção podem ser utilizadas como estratégia de avaliação, de retomada dos conteúdos que são relevantes para o aprendizado e também de verificação dos conhecimentos prévios, contribuindo para o monitoramento da aprendizagem dos estudantes. Observe a seguir algumas orientações que podem auxiliar nesse processo.

1. Objetivo

• Reconhecer características das diferentes comunidades que compõem a sociedade brasileira na atualidade.

Sugestão de intervenção

• Caso algum estudante tenha dificuldade em estabelecer relações entre as comunidades e suas descrições, peça a ele que releia os textos, anotando no caderno as palavras que possam identificar as comu nidades descritas. Aproveite a atividade para retomar o tema com a turma e proponha uma roda de conversa na qual os estudantes compartilhem informações sobre as comunidades das quais fazem parte.

VAMOS INICIAR

Escreva as respostas no caderno.

1. A vida em comunidade é muito importante. Relacione cada tipo de comunidade à respectiva descrição.

Família. 1.

Comunidade escolar. 2.

Bairro. 3.

Comunidade indígena. 4.

Comunidade quilombola. 5.

Resposta: 1 – C; 2 – D; 3 – E; 4 – B; 5 – A.

A.

Nome da comunidade composta por descendentes das pessoas escravizadas e libertas que viviam nos quilombos.

Nome do tipo de comunidade em que seus membros vivem em aldeias e aprendem com os mais velhos as histórias de seus povos por meio da oralidade.

Nome do tipo de comunidade formada pelos membros de um núcleo familiar, podendo ser pais, avós e irmãos, que geralmente compartilham o dia a dia.

Nome do tipo de comunidade formada por estudantes, pais ou responsáveis por eles, professores e funcionários de uma escola que promovem e oportunizam as vivências escolares.

E.

Nome do tipo de comunidade que compartilha um ambiente composto de várias ruas e espaços, como escolas, praças, lojas e hospitais, onde as pessoas moram, trabalham, estudam e praticam atividades de lazer.

2. Vários instrumentos podem nos ajudar a marcar e a registrar a passagem do tempo e os acontecimentos em nosso cotidiano. Observe as imagens a seguir e, depois, responda às questões no caderno.

Relógio.

Agenda

Imagens sem proporção entre si.

Calendário.

Celular.

a ) Qual é o nome do instrumento usado para marcar a passagem do tempo durante o dia?

Resposta: Relógio.

b ) Qual é o nome do instrumento usado para marcar a passagem dos dias, meses e semanas?

Resposta: Calendário.

c ) Qual é o nome do instrumento que, além de usado para fazer ligações e enviar mensagens de texto, serve como calendário, despertador e agenda?

Resposta: Celular.

d ) Qual é o nome do instrumento usado para anotar tarefas e compromissos dos quais precisamos nos lembrar?

Resposta: Agenda.

2. Objetivo

• Reconhecer os instrumentos de medida do tempo. Sugestão de intervenção • Caso algum estudante tenha dificuldade para realizar a atividade, incentive a turma a reconhecer os usos e as funções de cada objeto por meio das imagens apresentadas. Pergunte, por exemplo, o que as pessoas costumam consultar no objeto A, o que pode ser anotado no objeto B, para o que serve os números impressos no objeto C e, no objeto D, o que significam os números registrados no visor dele. Para garantir a inclusão de estudantes com necessidades educacionais específicas, apresente imagens ampliadas ou objetos concretos que representem os itens ilustrados.

25/09/2025 08:18:01

3. Objetivo

• Reconhecer a diversidade dos instrumentos de medida do tempo, diferenciando-os de outros instrumentos de medida.

Sugestão de intervenção

• Se possível, leve para a sala de aula exemplos concretos de cada objeto representado. Engaje a turma em uma exploração e manipulação cuidadosa dos objetos, questionando a função deles e o contexto em que são utilizados. Em seguida, oriente-os a realizar a atividade, relacionando cada imagem ao objeto trabalhado em sala de aula.

4. Objetivo

• Compreender a relevância e as funções dos documentos pessoais no processo de identificação.

Sugestão de intervenção

• Caso algum estudante tenha dificuldade na realização da atividade, comente a importância da documentação pessoal como forma de registrar a existência do sujeito histórico na sociedade. Informe aos estudantes que vários documentos são um direito dos cidadãos e podem ser requisitados gratuitamente. Caso algum deles não conheça um dos citados, sugira a realização de uma pesquisa sobre os diversos tipos de documentos presentes na vida dos indivíduos em sociedade, a importância deles e os locais onde podem ser requisitados. Caso haja algum estudante na turma que passou pelo processo de adoção ou que vive em uma casa de acolhimento, observe se essa atividade pode abordar questões sensíveis a ele. Caso ele se sinta confortável em participar, sugira que busque por documentos ou relatos que marcaram sua chegada ao lugar onde vive atualmente.

3. Analise as imagens a seguir e, depois, escreva no caderno a alternativa que não apresenta um instrumento usado para medir e registrar o tempo.

Resposta: Alternativa B

Imagens sem proporção entre si.

4. Os documentos pessoais são muito importantes porque nos identificam. Com a ajuda de um adulto da sua família, consulte seus documentos pessoais e responda às questões a seguir.

a ) Qual é seu nome completo?

b ) Qual é o local de seu nascimento?

c ) Em qual data você nasceu?

d ) Em qual horário você nasceu?

Respostas pessoais. As respostas dependem das informações pessoais de cada estudante. Oriente-os a consultar a certidão de nascimento e a carteira de vacinação.

e ) Qual é o nome completo dos seus pais?

f ) Qual foi a primeira vacina que você tomou?

5. Quais documentos pessoais você consultou para responder às questões da atividade 4? Escreva no caderno as alternativas.

a ) Certidão de nascimento.

b ) Carteira de vacinação.

c ) Cadastro de Pessoa Física (CPF).

d ) Registro Geral (RG).

5. Objetivo

• Compreender a relevância e as funções dos documentos pessoais no processo de identificação e para a prevenção de doenças.

Sugestão de intervenção

• Caso algum estudante tenha dificuldade na realização da atividade, engaje a turma em uma roda de conversa, comparando as diferenças e semelhanças entre as informações. Auxilie-os a identificar as diferenças e as funções de cada documento apresentado na atividade. Certidão

Resposta pessoal. As respostas dependem dos documentos utilizados pelos estudantes para preencherem as informações da atividade anterior.

de nascimento: documento que registra oficialmente o nascimento de uma pessoa; carteira de vacinação: documento que registra as vacinas recebidas pela pessoa, importante para acompanhar a saúde individual e coletiva; Cadastro de Pessoa Física (CPF): identifica o cidadão perante a Receita Federal e é usado em diversas situações, como abertura de contas bancárias e matrícula em escolas; Registro Geral (RG): utilizado para comprovar a identidade em várias situações do dia a dia.

Calendário.
Relógio de sol.
Ampulheta.
Fita métrica.
A.
B. C. D.

6. Analise as fontes históricas a seguir e, depois, responda às questões.

6. b) Resposta: A imagem A representa uma cena do passado. Se julgar pertinente, peça-lhes que expliquem a resposta.

no século 19.

6. c) Resposta: Como diferenças, espera-se que os estudantes indiquem que na fonte A a família é mais numerosa do que a família da fonte B. Além disso, eles podem perceber a diferença nas vestimentas das pessoas. Com relação às semelhanças, podem indicar que ambas as fontes retratam famílias.

no século 21.

a ) Essas fontes históricas são de que tipo?

Resposta: São fotografias.

b ) Qual dessas fontes retrata uma cena do passado?

c ) Quais são as diferenças e as semelhanças entre a fonte A e a fonte B?

7. Desembaralhe as palavras a seguir e, depois, escreva no caderno as frases substituindo os quadradinhos pelas palavras corretas

roteicar • tamoristo • devendor

a ) O ■ é responsável por entregar correspondências e encomendas em nossa residência.

Resposta: carteiro.

b ) O ■ é responsável por levar as pessoas para o trabalho dirigindo ônibus. Também leva as mercadorias nos caminhões e garante o abastecimento.

Resposta: motorista.

c ) O ■ trabalha nas lojas ou nas ruas e é responsável por vender diversos tipos de produtos, como roupas, calçados e alimentos.

Resposta: vendedor.

Esse recurso facilita a organização das informações e apresenta subsídios para a compreensão do conteúdo.

7. Objetivo

• Reconhecer diferentes atividades de trabalho, relacionando-as aos nomes das profissões.

Sugestão de intervenção

• Aproveite a proposição da atividade para retomar alguns temas abordados sobre trabalho,

25/09/2025 08:18:10

reforçando a importância de cada atividade como contribuição à sociedade. Caso algum estudante tenha dificuldade na realização da atividade, apresente imagens das profissões, visando facilitar a associação entre o nome, a imagem e a função.

6. Objetivo

• Analisar fontes históricas e reconhecer diferenças e semelhanças entre períodos distintos.

Sugestão de intervenção

• Antes de iniciar a atividade, explique aos estudantes que fotografias também são fontes históricas e que, por meio delas, é possível obter informações sobre modos de vida, hábitos, roupas, relações familiares e transformações sociais ao longo do tempo. No item a, apresente exemplos adicionais de fontes históricas visuais, como pinturas ou gravuras, para diferenciar fotografias de outros tipos de registros. Utilize recursos como lupa, imagens ampliadas ou materiais táteis para estudantes com necessidades educacionais específicas. No item b, incentive-os a verbalizar e justificar suas respostas oralmente antes de escreverem. Pergunte, por exemplo: “Como vocês perceberam que essa imagem retrata o passado?” ou “Que pistas os ajudaram a chegar a essa conclusão?”. No item c, conduza uma conversa coletiva para comparar as duas imagens. Faça perguntas orientadoras, como: “Quantas pessoas aparecem em cada fotografia?”; “Como são as roupas nas duas imagens?”; “O que mudou e o que permaneceu parecido?”. Registre as ideias dos estudantes na lousa em duas colunas: “Diferenças” e “Semelhanças”.

Família
Família
A.
B.

OBJETIVOS DA UNIDADE

• Compreender a organização dos municípios brasileiros, enfatizando as principais características do espaço rural e do espaço urbano.

• Identificar os diferentes espaços que compõem os municípios, enfatizando suas regras de funcionamento e quem pode frequentá-los.

• Identificar as funções dos espaços públicos.

• Refletir sobre o papel dos cidadãos e dos governantes na conservação e no bom funcionamento dos espaços que compõem o município.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

Para iniciar o trabalho com a unidade, organize uma roda de conversa com os estudantes sobre os principais espaços urbanos e rurais do município. Questione-os a respeito dos lugares que frequentam no dia a dia, assim como dos espaços, as construções e das características da paisagem do município. Na lousa, elabore uma lista para registrar as indicações dos estudantes. Em seguida, disponibilize uma folha de papel sulfite a cada um. Eles devem escolher um dos espaços indicados na lista, desenhá-los e redigir um pequeno texto descrevendo a localização desse espaço e sua importância para a comunidade. Exponha as produções em um mural coletivo.

• Peça aos estudantes que comparem os elementos das imagens A e B e identifiquem suas características. Na atividade 1, é importante que eles exponham oralmente seus conhecimentos prévios a respeito do espaço rural e do espaço urbano. Verifique se reconhecem cada espaço e suas características e se estabelecem relações de comparação e associação aos lugares

UNIDADE1 A ORGANIZAÇÃO DOS MUNICÍPIOS

do município onde vivem. Conduza a conversa de forma que identifiquem, na imagem A, concentração de construções e ruas asfaltadas por onde passam meios de transporte e, na imagem B, a presença da vegetação natural. Desse modo, eles perceberão que todo espaço tem características próprias que os diferenciam. Aproveite o momento para promover entre os estudantes uma discussão em que possam se engajar sobre os impactos ambientais da ação humana sobre o espaço. Apesar de mais visíveis no espaço urbano, essa ação afeta profundamente o campo, já que plantações e áreas de pastagem também alteram as características naturais do lugar.

A.
Município de Belém, no Pará, em 2024.

BNCC

Qual dessas fotografias representa o espaço rural e qual delas representa o espaço urbano? Como você chegou a essa conclusão? Explique aos colegas por que você classificou as fotografias dessa maneira.

O município onde você mora tem espaços parecidos com os das fotografias? Compare e indique as semelhanças e as diferenças entre eles. 1. 2. 3.

1 a 3. Respostas e comentários nas orientações ao professor.

próxima. Durante a realização da atividade, peça-lhes que descrevam os espaços que conhecem. Se julgar pertinente, faça um quadro na lousa descrevendo as características dos espaços urbanos e rurais indicados por eles.

• Na atividade 2, instigue os estudantes a argumentarem e formularem hipóteses sobre quais pontos observados nas fotografias contribuíram para a classificação de cada espaço representado como rural ou urbano. Depois, conversem sobre

quais seriam as funções desses espaços. Verifique se eles perceberam que ambos, apesar de características próprias, estão interligados e compõem o que chamamos de município.

• Para desenvolver a atividade 3, converse sobre as características do município onde os estudantes moram. Explique-lhes que, para estabelecer relações de comparação entre os espaços urbano e rural, eles podem partir de sua realidade próxima, com base nas características que percebem ao redor. Peça-lhes que

• A análise das imagens e as atividades das páginas de abertura favorecem o desenvolvimento de aspectos da Competência específica de História 3, pois os estudantes formularão hipóteses estabelecendo relações entre as fotografias e o espaço onde vivem, recorrendo à linguagem oral.

• O estudo desta unidade promove o desenvolvimento de aspectos das habilidades EF03HI08, EF03HI09 e EF03HI10. Os momentos específicos em que elas serão desenvolvidas aparecerão indicados ao longo da unidade.

Respostas

1. Resposta: O objetivo da atividade é avaliar o conhecimento prévio dos estudantes. Espera-se que eles identifiquem que a fotografia A representa o espaço urbano e a B, o espaço rural.

2. Resposta pessoal. O espaço urbano geralmente tem maior concentração de moradias, vias asfaltadas e meios de transporte, enquanto o espaço rural costuma ter vegetação, áreas de criação de animais e plantio de alimentos.Aproveite para avaliar a capacidade de observação e análise dos estudantes ao comparar as fotografias e classificá-las por meio de suas características.

3. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a comentarem sua realidade

25/09/2025 08:24:53

descrevam o local onde moram e com qual imagem ele se parece. Diga que, muitas vezes, as áreas urbanas podem ser pequenas e não ter tantos prédios, mas ainda assim se diferenciam da área rural.

• Caso a maioria dos estudantes more no espaço urbano, incentive-os a relatar passeios e visitas que fizeram à área rural ou se conhecem alguém que mora nesse espaço. Explore também as impressões sensoriais deles, questionando sobre sons, odores e imagens que podem ser encontrados em cada espaço.

Município de Coromandel, em Minas Gerais, em 2025.
B.

• O objetivo da atividade 1 é incentivar os estudantes a reconhecerem as características do espaço onde vivem e identificarem se ele pode ser classificado como rural ou urbano.

• Ao abordar o conceito de município, é importante destacar para os estudantes que, muitas vezes, usamos as palavras município e cidade como sinônimos, embora tenham significados diferentes. Explique-lhes que um município é formado pelo território que compreende a área rural e a área urbana, enquanto o termo cidade refere-se apenas ao espaço urbano.

BNCC

• Por meio deste tema, serão desenvolvidos aspectos da habilidade EF03HI08, pois os estudantes poderão identificar características do modo de vida no campo no tempo presente, comparando-o ao seu modo de vida com base na leitura do texto, na análise das imagens e na percepção de sua realidade próxima.

1 TEMA O MUNICÍPIO

1. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a comentar sua realidade próxima. Caso tenham dúvidas, ajude-os a identificar algumas características do espaço onde vivem, como o tipo de pavimentação das ruas, se há muitos prédios e indústrias na região ou se há o predomínio de plantações, de rebanhos e da natureza na paisagem.

1. Você mora no espaço rural ou no espaço urbano? Comente as características desse lugar.

O Brasil é formado por 26 estados e o Distrito Federal. Os estados são divididos em municípios. O país tem cerca de 5 570 municípios.

Em geral, os municípios são formados pelo espaço rural e pelo espaço urbano. Vamos conhecer como esses espaços são organizados?

O ESPAÇO RURAL

No espaço rural, também chamado de campo, geralmente podemos encontrar vegetação natural, plantações e criações de animais. Já as moradias e as construções costumam ser mais afastadas umas das outras.

As plantações são muito importantes, pois nos fornecem os alimentos que consumimos, como arroz, feijão, café, legumes e frutas. As estradas e as rodovias que passam pelo espaço rural permitem a movimentação de pessoas e mercadorias, transportando a produção do campo para os moradores das cidades.

Ilustração que representa o espaço rural.

3. Resposta pessoal. Incentive o exercício da observação das características do bairro e a comparação entre as diferenças e semelhanças do bairro de cada estudante.

O ESPAÇO URBANO

2. Quais são as características do espaço urbano?

Resposta pessoal. Os estudantes podem indicar as vias asfaltadas e a

aglomeração de construções. Aproveite esta atividade para explorar os conhecimentos prévios dos estudantes a respeito do espaço urbano.

Vista do espaço urbano do município de Florianópolis, em Santa Catarina, em 2024.

O espaço urbano, também chamado de cidade, geralmente é caracterizado pela maior aglomeração de pessoas que vivem em construções próximas umas das outras. Esse espaço pode ter vários edifícios, como hospitais, indústrias, residências e lojas comerciais, além do constante trânsito de pessoas e veículos.

O espaço urbano e o espaço rural costumam ser divididos em bairros.

Aglomeração: nesse caso, grande quantidade de pessoas em um mesmo local ou espaço.

3. Forme dupla com um colega e conversem sobre as características do bairro onde vocês moram.

e no espaço rural e cada um tem sua identidade. Explique-lhes que, apesar de localizados no mesmo município, os bairros podem apresentar características diferentes uns dos outros. Incentive a reflexão crítica dos estudantes, questionando-os sobre essas diferenças. Eles podem mencionar que isso se relaciona à localização, como áreas centrais e periferias, ao trânsito de pessoas ou à diversidade cultural. Pergunte se costumam realizar tarefas em bairros diferentes, como fazer compras, visitar familiares ou frequentar parques. Peça a eles, então, que expliquem as diferenças entre os bairros onde moram e os que frequentam ocasionalmente. É importante ressaltar aos estudantes que, mes-

que representa o espaço urbano.

• O objetivo da atividade 2 é incentivar os estudantes a identificarem as características do espaço urbano com base em seus conhecimentos prévios. Analise com eles a fotografia apresentada na página 19, e, de acordo com as hipóteses levantadas, pontue na lousa algumas características, como os diferentes tipos de meio de transporte e edificações aglomeradas. Em seguida, questione-os sobre por que no espaço urbano há grande aglomeração de construções e vários meios de transporte. Espera-se que eles respondam que isso ocorre em razão da quantidade de pessoas que vivem nesse espaço e da necessidade de elas se locomoverem para o trabalho, para a escola e outros locais. Questione também se em todos os municípios os espaços urbanos são iguais. Após a contribuição dos estudantes, explique que os municípios brasileiros apresentam diferentes tamanhos e quantidade de habitantes, exemplificando com base em municípios de sua região. • O objetivo da atividade 3 é incentivar o exercício da observação das características do bairro onde os estudantes moram, contribuindo para que eles desenvolvam habilidades de comparação com base em diferenças e semelhanças. Explore a diversidade de bairros, comentando que há bairros no espaço urbano

25/09/2025 08:24:58

mo com suas diferenças, todos os bairros de um município são importantes para sua organização.

BNCC

• Ao solicitar a identificação das características do bairro onde o estudante vive e o mapeamento desse espaço, a atividade 3 favorece o desenvolvimento das habilidades EF03HI09 e EF03HI10, além de aspectos da Competência específica de História 3, pois os estudantes estabelecerão comparações entre os bairros onde vivem.

Ilustração

• O objetivo da atividade 4 é incentivar os estudantes a estabelecerem relações de comparação e contraste, identificando quais imagens pertencem ao espaço rural. Durante a atividade, peça-lhes que expressem oralmente as características identificadas que representam o espaço rural. Em caso de dúvidas, acolha-os, escrevendo na lousa algumas características peculiares desse espaço.

• A atividade 5 tem como objetivo promover a identificação das características dos espaços urbanos e rurais do município onde os estudantes moram por meio da produção textual. Promova a interação entre eles, incentivando-os a relatar seus conhecimentos e suas experiências pessoais.

AVALIANDO

Objetivo

• Avaliar se os estudantes compreenderam as características do espaço rural e do espaço urbano. Sugestão de intervenção

4. Observe as fotografias e indique quais delas representam o espaço rural. Como você chegou a essa conclusão?

Resposta: Os estudantes

devem indicar as fotografias A, D e F e justificar como chegaram às suas conclusões.

Município de Itambé do Mato Dentro, em Minas Gerais, em 2021.

Município de Salvador, na Bahia, em 2023.

Município de Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte, em 2024.

Município de Cuiabá, em Mato Grosso, em 2024.

de

Município de Apucarana, no Paraná, em 2021.

5. Escreva um texto sobre o espaço rural e outro sobre o espaço urbano com base nas características do seu município.

Resposta pessoal. As respostas vão variar conforme as características do município onde os estudantes moram.

ATIVIDADE EXTRA

• Para ampliar o trabalho com o tema, organize uma visita à sala de informática e proponha uma análise dos espaços urbanos e rurais que compõem o município onde vivem por meio de imagens de satélite disponíveis na internet. Com isso, os estudantes poderão identificar as

• Proponha um jogo para verificar o aprendizado dos estudantes sobre a organização dos municípios. Divida a turma em duas equipes e forneça giz para que eles escrevam na lousa. Divida a lousa em três partes: na primeira, escreva o título “Espaço urbano”; na segunda, “Espaço rural”; na terceira, “Ambos”. Previamente, prepare uma lista com várias características dos espaços de um município, como vegetação natural, grande circulação de pessoas, trânsito congestionado, criação de animais de grande porte e áreas de plantio. Cite uma característica de cada vez e peça às equipes que as escrevam no espaço correto da lousa. Estabeleça um tempo para responderem e anote em um placas as pontuações das equipes. A equipe que responder primeiro e de maneira correta ganha 1 ponto. Atente para não permitir desrespeito entre as equipes. Aproveite para incentivar a ludicidade e o trabalho em equipe e verificar se os estudantes compreenderam corretamente as características desses espaços.

características desses espaços por meio da exploração de imagens aéreas e estabelecer relações entre esses espaços. Durante a atividade, faça a descrição delas para que estudantes com necessidades educacionais específicas também interajam com as imagens.

Município
São José dos Campos, em São Paulo, em 2021.

2

OS DIFERENTES ESPAÇOS DO MUNICÍPIO

1. Como são chamados os espaços de uma moradia?

Há diferentes espaços, como os espaços domésticos, os espaços públicos e as áreas de conservação ambiental. Nesses lugares, as pessoas convivem e realizam atividades variadas, e cada um deles tem características e regras próprias.

ESPAÇOS DOMÉSTICOS

1. Resposta: Espaços domésticos. É possível que os estudantes respondam que os espaços de uma moradia são chamados de quarto, sala e banheiro, de acordo com sua realidade próxima.

Os espaços domésticos são as moradias das pessoas. Esses espaços são privados, ou seja, frequentados apenas por moradores e pessoas próximas, como familiares e amigos.

Vista interna de moradia em comunidade ribeirinha, no município de Manaus, no Amazonas, em 2022.

Cuidar do espaço doméstico é responsabilidade dos moradores. Para que ninguém se sinta sobrecarregado, é importante que as tarefas domésticas, como limpar, organizar e cozinhar, sejam divididas entre eles. Os governos municipais têm o dever de cuidar da segurança dos locais de moradia.

espaços de uso diário, como o quarto, o banheiro e as áreas externas.

ATIVIDADE EXTRA

• Auxilie os estudantes na reprodução de um cômodo de sua residência. Serão necessários materiais recicláveis, como caixas de fósforo, de creme dental e de sapatos, além de tinta guache ou papel colorido, pincéis, cola e tesoura com pontas arredondadas. Organize uma roda de conversa com os estudantes para falar

sobre o espaço doméstico, a importância de cuidar dele e de respeitar as regras que a família estabelece para seu bom funcionamento. Em seguida, peça-lhes que levem para a escola os materiais recicláveis para a reprodução de um dos espaços de sua moradia (tanto internos quanto externos) do qual mais gostam ou onde se sentem mais à vontade. Deixe-os livres para confeccionarem o espaço à sua escolha, tendo como base a caixa de sapatos. As demais caixas serão utiliza-

• Ao abordar o conteúdo sobre os diferentes espaços do município, enfatize que qualquer espaço tem características e regras próprias, necessárias para uma convivência harmoniosa e organizada.

• A atividade 1 tem como objetivo verificar o conhecimento prévio sobre os espaços domésticos. Espera-se que os estudantes identifiquem que os espaços de uma moradia são chamados de espaços domésticos. Destaque que esses espaços são privados e frequentados apenas pelos moradores e por pessoas próximas. Considere a possibilidade de eles apresentarem configurações distintas de espaços domésticos, de acordo com a diversidade cultural e socioeconômica.

• Faça a leitura conjunta do texto e auxilie os estudantes a analisarem a imagem da página 21. Chame a atenção para as dimensões do espaço doméstico e os objetos encontrados ali. Destaque a variedade de tipos de moradia no Brasil, ressaltando a importância de respeitar essas diferenças. Em seguida, questione-os sobre como cuidam do espaço doméstico onde vivem e pontue na lousa atitudes e regras que contribuem para a organização desse espaço. Caso tenham dificuldade, comente a importância de manter organizados seus

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das para fazer os móveis do cômodo da casa que escolheram, como camas, sofás e mesas. Os estudantes podem utilizar a tinta e os pincéis para pintar os móveis ou encapá-los com o papel colorido. Os móveis devem ser colados na base da caixa de sapatos. Por fim, exponha os trabalhos em sala de aula e peça aos estudantes que verbalizem o raciocínio, identificando as características do espaço que escolheram e o que fazem nele.

LUCIOLA

• Conduza uma leitura coletiva do texto sobre as características do espaço público. Ao analisar as imagens desta página, chame a atenção dos estudantes para as características dos locais públicos. Incentive a formulação de hipóteses a respeito de quem pode frequentá-los e suas regras de funcionamento. Auxilie-os a compreender que os espaços públicos são locais de uso comum entre os moradores do município e seus visitantes. Comente que há também os espaços públicos de propriedade privada, referente aos domínios privados que são abertos para o uso coletivo. Para verificar o conhecimento prévio dos estudantes acerca desses espaços, questione quais espaços públicos costumam frequentar. É possível que citem a própria escola, praças, parques ou hospitais. Depois, questione quem é responsável pelo funcionamento e pela conservação desses espaços. Espera-se que citem que todas as pessoas que frequentam esses locais devem colaborar para sua conservação e que eles são mantidos pelo poder público.

• Explique aos estudantes que a Prefeitura é o prédio público onde trabalham o prefeito, o vice-prefeito e os demais funcionários responsáveis pela organização do município. Comente que a população escolhe o prefeito e o vice-prefeito por meio de eleições. Dessa maneira, como agentes políticos do município, eles devem trabalhar para promo ver melhorias e a manutenção dos diversos espaços. Se possível, organize uma visita guiada à Prefeitura do município para que os estudantes conheçam esse espaço e desenvolvam um aprendiza do ativo. Para isso, agende com antecedência a visita e peça a

ESPAÇOS PÚBLICOS

Os espaços públicos são locais de uso comum entre os moradores e visitantes dos municípios. Todas as pessoas têm o direito de frequentar esses locais e utilizar os serviços que neles oferecidos. Esses espaços são diferentes dos espaços privados, pois geralmente são controlados e administrados pelo governo.

Nos municípios, a Prefeitura é responsável por manter os espaços públicos funcionando de forma adequada para o uso da população. Mesmo que os espaços públicos possam ser frequentados pela população, eles têm regras de convívio e os horários de funcionamento que devem ser respeitados.

Observe as fotografias a seguir e conheça alguns exemplos de espaços públicos.

do município de Marechal Deodoro, em Alagoas, em 2023.

Biblioteca pública no município de São Luís, no Maranhão, em 2024.

autorização da família ou dos responsáveis dos estudantes. Em sala de aula, oriente-os a descrever no caderno e a fotografar os espaços da Prefeitura para registrar a atividade. No dia da visita, não se esqueça de recomendar o uso de filtro solar e repelente.

BNCC

• O tema favorece a abordagem da habilidade EF03HI10, destacando as características do espaço público, e possibilita aos estudantes que façam o mapeamento desses espaços do lugar onde moram.

Prefeitura
Escola pública no município de Serra, no Espírito Santo, em 2024.

É muito importante que os espaços públicos sejam acessíveis a todos os cidadãos. Para isso, a Prefeitura deve, por exemplo, adequar esses espaços e construir rampas de acesso para que pessoas em cadeira de rodas também utilizem as bibliotecas, as escolas, os parques e as praças do município.

Rampa de acessibilidade em uma praça no município de Coronel José Dias, no Piauí, em 2022.

Devemos sempre manter os lugares públicos conservados. Para isso, não se deve jogar resíduos sólidos no chão, fazer pichações, estragar objetos e móveis nem arrancar plantas dos canteiros das praças. Além do poder público municipal, é responsabilidade de toda a população contribuir para a conservação e a manutenção desses espaços.

Pichações: inscrições e desenhos feitos sem permissão em fachadas, paredes, muros e outros locais.

Parquinho público com balanço acessível para pessoas em cadeira de rodas no município do Rio de Janeiro, em 2025.

2. No município onde você mora, há espaços públicos como os das fotografias das páginas 22 e 23? Escreva quais e como são esses lugares

3. Agora que você compreendeu o que são espaços públicos, escreva um exemplo de espaço privado em seu município.

4. De que maneira podemos contribuir para a conservação e a manutenção dos espaços públicos do município? Comente com os colegas.

Resposta: Espera-se que os estudantes indiquem algumas práticas

Resposta e comentários nas orientações ao professor. Respostas pessoais: Espera-se que os estudantes observem as fotografias e indiquem os espaços públicos do município. Auxilie-os a identificar alguns espaços públicos do lugar onde moram, estabelecendo relação com as fotografias. que contribuam para a conservação e a manutenção dos espaços públicos, como não fazer pichações ou jogar embalagens e papel no chão.

têm um proprietário particular, que deve zelar pela sua manutenção.

• A atividade 4 tem como objetivo apresentar propostas de intervenção nos espaços públicos que contribuam para sua conservação e manutenção. Questione-os sobre o estado de conservação dos lugares públicos de seu município e explique a respeito da responsabilidade dos moradores de contribuir para a manutenção desses espaços.

BNCC

• O tema favorece o desenvolvimento das habilidades EF03HI09 e EF03HI10 ao

promover o mapeamento dos espaços públicos do município onde os estudantes moram e a identificação das diferenças entre os espaços público e privado. Além disso, ao abordar os cuidados com os espaços públicos, o conteúdo favorece o trabalho com o tema contemporâneo transversal Vida familiar e social, uma vez que aborda o uso e a ocupação dos espaços urbanos, ampliando a compreensão sobre o território em que vivem. Por fim, abordar a importância de conservação dos espaços públicos, o tema explora aspectos relacionados à Competência geral 10

• Comente com os estudantes as diferentes adequações necessárias ao espaço urbano de acordo com o perfil das pessoas com deficiência. Questione se eles convivem com pessoas com deficiência e debata as adequações no espaço recomendadas a cada necessidade. Mencione, por exemplo, que pessoas com mobilidade reduzida precisam de rampas de acesso e calçadas em bom estado de conservação, enquanto pessoas cegas necessitam de semáforos com sinais sonoros e informações em braile no lugar de elementos visuais. Conclua ressaltando a importância da inclusão de todos os cidadãos nos espaços públicos.

• A atividade 2 tem como objetivo incentivar os estudantes a identificarem espaços públicos do município e estabelecerem relações de comparação com os espaços públicos retratados nas imagens. Dessa forma, além de promover uma postura empática, eles poderão exercitar a observação e a identificação de características e regras desses espaços.

• O objetivo da atividade 3 é verificar se os estudantes compreenderam as características do espaço público com base na comparação com os espaços privados. Caso tenham dificuldade, retome o fato de que a manutenção dos espaços públicos depende da participação de todos, enquanto os espaços privados

25/09/2025 08:25:22

Resposta

3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes escrevam, por exemplo, suas moradias. É possível também que citem espaços como lojas e restaurantes, que, embora geralmente sejam abertos ao público, têm um proprietário particular, que deve zelar pela manutenção do lugar.

LUCIANA WHITAKER/PULSAR IMAGENS

• Na atividade 5, promova a discussão para engajar a turma na reflexão sobre a importância das áreas de vegetação nos municípios. Incentive os estudantes a relatarem possíveis visitas em áreas de conservação ambiental, pontuando as experiências sensoriais proporcionadas por esses espaços, como sons, cheiros e variações de temperatura.

• A atividade 6 tem como objetivos incentivar o trabalho em grupo, conscientizar os estudantes sobre a importância das áreas de conservação ambiental e promover o mapeamento dessas áreas nas regiões brasileiras. Aproveite a oportunidade e ajude os estudantes a apresentarem os resultados de suas pesquisas por meio de seminários para os colegas. Para atender estudantes com necessidades educacionais específicas, descreva pausadamente as instruções da atividade de pesquisa e produção de cartazes.

Respostas

5. Resposta pessoal. Explique aos estudantes que essas áreas ajudam a melhorar a qualidade do ar, diminuem a poluição sonora e o risco de inundações, auxiliam a regular a temperatura da região, servem de abrigo para diferentes espécies de animais e embelezam o lugar com a paisagem natural.

6. Resposta: Espera-se que os estudantes identifiquem áreas de conservação ambiental na região onde vivem. Durante a realização da atividade, ajude-os a se dividirem em grupos. Caso prefira, uma opção é cada grupo pesquisar uma das regiões do Brasil.

BNCC

ÁREAS DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL

5. Em sua opinião, por que é importante que os municípios tenham áreas de vegetação?

Resposta e comentários nas orientações ao professor

As áreas de conservação ambiental são espaços naturais protegidos por órgãos do governo e leis ambientais. Nessas áreas, a fauna e a flora são conservadas e protegidas.

Esses espaços podem ser administrados por alguns órgãos, como o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Os parques municipais, estaduais e nacionais são exemplos de áreas de conservação ambiental.

Observe a seguir a fotografia de um animal ameaçado de extinção que vive em uma área de conservação ambiental do Brasil.

Fauna: conjunto de animais de determinada região.

Flora: conjunto de plantas de determinada região.

Onça-pintada no Parque Estadual Encontro das Águas, no município de Poconé, em Mato Grosso, em 2022.

Os parques têm como objetivos a pesquisa científica, a educação ambiental e a visitação pública. Para visitá-los, é necessário respeitar suas regras. Alguns não permitem levar animais domésticos e instrumentos de pesca, caça e corte, por exemplo. As pessoas também devem respeitar o horário de funcionamento dos parques.

6. Em grupo e com o auxílio do professor, pesquisem informações sobre as áreas de conservação ambiental na região onde vocês moram. Após a pesquisa, façam cartazes para mapear esses lugares, escrevam informações e adicionem imagens e desenhos sobre cada área pesquisada.

Resposta e comentários nas orientações ao professor

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• O trabalho com o conteúdo sobre unidades de conservação pode ser articulado com o componente curricular de Ciências e o tema contemporâneo transversal Educação ambiental, ao tratar dos ecossistemas e da importância da biodiversidade para o equilíbrio ambiental. Promova uma

• O tema desenvolve aspectos das Competências gerais 5 e 7, ao abordar as áreas de conservação ambiental, destacando sua importância para a conservação do meio ambiente e ao pesquisar informações a respeito desses espaços. Além disso, ao abordar as unidades de conservação, bem como sua função e as regras de visitação, o conteúdo desenvolve o tema contemporâneo transversal Educação ambiental

troca de ideias sobre esse assunto com os estudantes, de modo que possam expressar suas opiniões sobre a importância desses espaços.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

INSTITUTO Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Disponível em: https:// www.gov.br/icmbio/pt-br. Acesso em: 27 mar. 2025.

Site oficial do instituto que administra os parques nacionais federais. Disponibiliza imagens e informações detalhadas dos parques sob sua jurisdição.

7. Copie o quadro e, depois, preencha os espaços.

Resposta e comentários nas orientações ao professor

Diferentes tipos de espaços do município

Espaços domésticos

Espaços públicos

Áreas de conservação ambiental

Quadro comparativo

Quem pode frequentar Quem deve cuidar

Algumas regras

MODELO

8. Observe a imagem a seguir.

Representação de uma cédula de cinquenta reais.

Agora, responda às questões.

a ) Qual é o nome desse objeto?

8. c) Resposta: Atualmente, a onça-pintada pode ser encontrada em quase todas as regiões do país.

Resposta: O nome desse objeto é cédula, também conhecido como papel-moeda ou nota.

b ) Você conhece o animal representado no objeto?

Resposta e comentários nas orientações ao professor

c ) Em quais regiões do Brasil esse animal é encontrado?

d ) Em dupla, e com a ajuda professor, pesquisem algumas unidades de conservação no Brasil que buscam preservar a existência desse animal.

Respostas e comentários nas orientações ao professor

9. Qual o nome dos órgãos que podem administrar as unidades de conservação?

Resposta: Esses espaços podem ser administrados por órgãos como o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

25

• A atividade 7 permite estabelecer relações de comparação entre os espaços, identificando quem pode frequentar cada um, quem deve cuidar desses lugares e algumas regras que devem ser seguidas por seus frequentadores.

• O objetivo da atividade 8 é reconhecer a importância dos elementos da fauna como símbolos da biodiversidade nacional expressos em elementos do cotidiano. Proponha aos estudantes uma reflexão sobre os motivos de um animal em extinção ser representado em uma cédula de dinheiro de ampla circulação. As cédulas são objetos reconhecidos e manipulados por toda a sociedade brasileira, e a presença de um animal da fauna local reforça a importância da preservação dessa espécie.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• A atividade 8 promove a integração com o componente curricular de Matemática por meio da comparação de equivalência de valores monetários do sistema brasileiro em situações de compra, venda e troca. Para isso, explique aos estudantes a função da cédula nas trocas comerciais. Se julgar pertinente, escreva o nome e o preço de alguns produtos básicos na lousa, como creme dental, sabonete, detergente, arroz e feijão, e pergunte quais desses produtos é possível comprar com determinada cédula. Essa intervenção promove o uso social do conhecimento e o letramento matemático.

Respostas

7. Resposta: Espaços domésticos: Quem pode frequentar: os moradores e as pessoas próximas, como familiares e amigos. Quem deve cuidar: os moradores; também é dever dos governos municipais cuidar da segurança dos lugares de moradia. Algumas regras: manter a limpeza, a organização e a divisão de tarefas. Espaços públicos: Quem pode frequentar: o público em geral. Quem deve cuidar: os gover-

nantes e o público que frequenta esses lugares. Algumas regras: manter a limpeza e respeitar os horários de funcionamento. Áreas de conservação ambiental: Quem pode frequentar: os parques municipais, estaduais e nacionais geralmente são abertos para o público. Quem deve cuidar: alguns órgãos, como Snuc e ICMBio, e o público que frequenta esses lugares. Algumas regras: respeitar os horários de funcionamento, manter a limpeza e não levar objetos impróprios.

8. b) Resposta: O objetivo desta atividade é analisar o conhecimento prévio dos es-

25/09/2025 08:25:23

tudantes. Pergunte aos que afirmarem conhecer esse animal o que sabem sobre ele. Comente que a onça-pintada é um dos maiores felinos da América e que ela é conhecida por outros nomes, como canguçu, pintada, pinima e pixuna.

8. d) Resposta: No Brasil, o Parque Nacional do Iguaçu, localizado no estado do Paraná, é um dos polos responsáveis pela preservação da onça-pintada na atualidade. Já no estado da Bahia, há o Parque Nacional do Boqueirão da Onça, criado em 2018, cujo objetivo também é proteger as onças-pintadas.

OBJETIVOS

• Compreender a importância de conservar a natureza.

• Desenvolver a habilidade de compreensão de textos.

• Incentivar o desenvolvimento da produção de escrita.

• Incentivar a leitura oral.

• Favorecer o desenvolvimento de vocabulário.

EXPLORANDO O TEXTO

• Para o item a da página 27, conduza uma leitura coletiva do poema. Em seguida, incentive os estudantes a fazerem a leitura individual e silenciosa para que identifiquem as palavras que não conhecem no poema, como consente – permite, não coloca obstáculos; advertir – avisar, chamar à atenção de alguém; formosa – embelezada.

• No item b da página 27, espera-se que os estudantes compreendam que a natureza permite que seus recursos sejam extraídos sem a destruir. Se julgar pertinente, comente com eles que os povos indígenas, as comunidades ribeirinhas e os extrativistas geralmente convivem de maneira harmoniosa com a natureza, conservando a fauna e a flora.

• O objetivo do item c da página 27 é incentivar os estudantes a identificarem, durante a interpretação do poema, quais palavras rimam. Caso tenham dúvidas, reescreva o poema na lousa e oriente-os a identificar essas palavras.

• O item d da página 27 tem como objetivo promover a reflexão e a troca de ideias entre os estudantes e seus familiares sobre a importância da conservação da natureza, de atitudes que contribuam para manter limpo e saudável o ambiente onde vivemos e de ações simples no cotidiano familiar.

ENTRE TEXTOS

Leia o poema a seguir.

Tributo à natureza

[...]

A Mãe Terra só consente

Ao ser humano extrair

Seus recursos naturais

Se o fizer sem destruir, Do contrário a natureza, Revoltada com certeza, Passa a nos advertir.

Se a pedra é da Terra, Na Terra deve ficar.

É bonita? Tudo bem!

Todos podem admirar: Mas há pedra preciosa, Por mais bonita e formosa, Que dê o que a Terra dá?

[...]

EDIJÂNIO, Cláudio. Tributo à natureza. Natal: CJA, 2015. E-book

Ilustração que representa a natureza.

JULIA MELLO/ARQUIVO DA EDITORA

ALÉM DO TEXTO

EXPLORANDO O TEXTO

a) Resposta pessoal. Ajude os estudantes a identificarem as palavras cujo significado não conhecem e a procurá-las no dicionário.

a ) Procure no dicionário o significado das palavras do poema que você não conhece e, em seguida, faça uma lista.

b ) De acordo com o poema, em quais situações a natureza fica revoltada com o ser humano?

Resposta: A natureza fica revoltada quando

o ser humano a destrói para extrair seus recursos naturais.

c ) Quais são as palavras do poema que rimam? Faça uma lista.

Resposta: Extrair - destruir - advertir; natureza - com certeza; ficar - admirar; preciosa - formosa.

d ) Em casa, leia o poema em voz alta para um adulto de sua família. Depois, conversem sobre a importância da conservação da natureza e quais atitudes podem contribuir para que isso ocorra.

ALÉM DO TEXTO

Resposta: Espera-se que os estudantes façam a leitura do poema para e) Resposta: O objetivo da atividade é promover a criatividade dos estudantes. Durante sua realização, oriente-os a produzir versos com rimas.

seus familiares. Em sala de aula, faça previamente a leitura coletiva do poema e verifique se eles têm alguma dificuldade.

e ) Agora, é sua vez! Em grupos, você e os colegas deverão produzir um poema curto, com pelo menos quatro versos, sobre a importância da conservação da natureza. Para isso, escolham tipos de letra que se sintam mais confortáveis para escrever.

f ) Após a produção, mostrem sua criatividade ao declamarem o poema para a turma.

Resposta: Espera-se que os estudantes declamem o poema em sala de aula.

no

de

• Para a realização do item e, auxilie os estudantes na produção de um poema. Para isso, identifique as características desse gênero literário, como a organização em versos e estrofes e a presença ou não de rimas. Motive-os a propor atitudes que mostrem a importância da natureza e algumas maneiras de conservá-la, com base no que foi trabalhado em sala de aula e na discussão feita com os familiares. Durante o processo de criação e escrita, incentive-os a praticar a escrita de letra cursiva.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• O item e permite a integração com o componente curricular de Língua Portuguesa . Para isso, explique o significado de versos e o de estrofes para os estudantes e peça-lhes que identifiquem quantos versos e quantas estrofes estão presentes no poema.

• Para a realização do item f, organize um sarau literário para que os estudantes declamem seus poemas. Para isso, promova um ambiente acolhedor e de respeito, a fim de que todos se sintam à vontade para se expressarem.

BNCC

25/09/2025 08:34:57

• Ao produzirem e declamarem o poema em sala de aula, os estudantes poderão desenvolver a Competência geral 4, uma vez que utilizarão diferentes linguagens para expressar e partilhar informações, sentimentos e ideias.

Grupo de estudantes escrevendo, acompanhados da professora, em escola
município
Salvador, na Bahia, em 2024.

• Para iniciar a abordagem do tema, faça uma pesquisa prévia de imagens que mostrem diferentes tipos de espaços públicos, como ruas, praças, escolas e hospitais públicos do município. Imprima as imagens e leve-as para a sala de aula. Em seguida, mostre as imagens para a turma e questione os estudantes sobre a função de cada um desses espaços e como eles são utilizados pelas pessoas na vida cotidiana. Incentive a verbalização do raciocínio e a formulação de hipóteses. Destaque a importância desses espaços na convivência social e sua correta utilização.

• O objetivo da atividade 1 é promover a reflexão a respeito dos espaços públicos, possibilitando aos estudantes que se reconheçam como responsáveis pelo bom uso e pela conservação desses lugares.

• A leitura do texto proporciona a reflexão sobre a importância do acesso aos mesmos espaços e serviços por todas as pessoas tenham elas. Enfatize que, como cidadãos, temos deveres e direitos de acordo com as leis.

BNCC

• O estudo sobre os espaços públicos e suas funções favorece o desenvolvimento da habilidade EF03HI09 e da Competência específica de História 3, uma vez que a atividade 1 promove o levantamento de questionamentos e hipóteses sobre o pertencimento e os cuidados com os espaços públicos.

3 ESPAÇOS PÚBLICOS E SUAS FUNÇÕES

1. Você já pensou a quem pertence os espaços públicos? As ruas fazem parte do espaço público e conectam os diferentes bairros do município. Leia os textos a seguir e conheça o projeto da professora Valéria.

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que os espaços públicos pertencem à população e que são necessários para garantir o acesso a serviços essenciais e qualidade de vida aos moradores dos municípios.

Olá! Eu sou a Lara! Em um projeto da professora Valéria, eu e meus colegas fizemos uma pesquisa para montar uma maquete do bairro da escola. Descobrimos que nele tem várias ruas! Nelas passam carros, ônibus, caminhões, bicicletas e motos! E as ruas do seu bairro, são movimentadas?

Ilustração que representa uma criança em cadeira de rodas.

Ao fazer a maquete, Lara e seus colegas perceberam que nem todas as ruas do bairro da escola têm rampas de acesso, que são muito importantes, pois facilitam a locomoção de pessoas em cadeira de rodas.

Durante a pesquisa, a professora Valéria explicou aos estudantes a importância dos cuidados que devem ter quando estiverem na rua, pois ela é um espaço público que pode trazer riscos às pessoas.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

RIBEIRO, Marcos. Somos iguais mesmo sendo diferentes. São Paulo: Moderna, 2024. O autor aborda atitudes relacionadas à diversidade e à igualdade de direitos, além de reflexões sobre valores e preconceitos presentes em nossa sociedade.

2. Com a ajuda do professor, produza uma maquete do bairro da escola. Para isso, siga as instruções:

• verifique em aplicativos gratuitos de pesquisa e visualização de mapas ou na internet as ruas, os prédios e os espaços de lazer do bairro;

• separe caixas de papel e de papelão de diferentes tamanhos;

• encape as caixas com papel colorido e cola escolar;

• utilize régua, lápis de cor e canetas hidrocor para desenhar as janelas e portas dos prédios e das residências;

• separe tiras de papel preto para fazer as ruas do bairro e pinte as faixas de pedestres;

2. Resposta: Oriente os estudantes na elaboração da maquete. Se possível, ajude-os no processo de recorte

• utilize papelão para fazer a base da maquete;

• apresente a maquete para a comunidade escolar.

dos papéis coloridos. Após a produção da eles se o bairro é bem-sinalizado e se é acessível para as pessoas em cadeira de rodas.

maquete, pergunte a

3. Quais são as características que as ruas do seu bairro apresentam?

4. Você sabe quem é o responsável por administrar os espaços públicos do bairro? Forme dupla com um colega e conversem sobre isso.

Resposta: É o/a prefeito/a Prefeitura.

A Prefeitura é o local onde o prefeito trabalha na administração dos espaços e serviços públicos do município. O prefeito é escolhido pela população por meio do voto.

3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes apontem algumas características, como o tipo de pavimento, a conservação, a sinalização de trânsito e a vegetação.

• Na atividade 3 , os estudantes terão a oportunidade de refletir sobre a infraestrutura e os serviços públicos do bairro onde vivem, desenvolvendo um olhar mais atento aos elementos naturais e artificiais da paisagem do entorno. Após a redação das respostas, incentive-os a compartilhar suas impressões e promova um debate oral sobre os aspectos que poderiam ser melhorados, refletindo de modo a avaliar aspectos relevantes para toda a comunidade, e não apenas para um grupo específico.

• A atividade 4 tem como objetivo verificar o conhecimento prévio dos estudantes sobre a administração dos espaços públicos e sua importância. Para auxiliar na participação oral e no levantamento de hipóteses, faça a leitura da imagem presente na página e de sua legenda. Destaque a importância da Prefeitura na administração dos espaços e serviços públicos e pontue algumas de suas funções, como a coleta dos impostos municipais, a regulamentação das profissões e estabelecimentos comerciais e a conservação e preservação do pa-

• O objetivo da atividade 2 é incentivar os estudantes a construírem diferentes representações cartográficas por meio da utilização de recursos digitais. A atividade pode ser precedida por uma visita à sala de informática da escola, onde poderão acessar aplicativos gratuitos de visualização de mapas e selecionar as regiões do município que serão representadas na maquete. Durante a realização da atividade, oriente os estudantes a dar preferência à utilização de materiais recicláveis e/ou biodegradáveis, como papel, papelão e embalagens vazias, pois representam opções mais favoráveis à conservação do meio ambiente. Para a culminância da atividade, ensaie previamente a apresentação da maquete para a comunidade escolar, incentivando os estudantes a utilizarem os conceitos aprendidos em sala de aula, como “espaços públicos” e “espaço urbano”. Se julgar pertinente, utilize cola e barbante para demarcar alguns detalhes da maquete, contribuindo para destacar relevos no trabalho e para a inclusão de estudantes com necessidades educacionais específicas. Durante a pesquisa na internet, oriente os estudantes utilizarem os recursos digitais com responsabilidade. Indique sites confiáveis e verifique possíveis dificuldades com o uso da ferramenta.

25/09/2025 08:35:02

trimônio público. Pergunte aos estudantes se eles têm algum familiar que trabalha na Prefeitura e peça a ele que explique a função que desempenha em seu cotidiano.

BNCC

• O tema aborda a habilidade EF03HI09 ao promover o mapeamento das ruas do município onde os estudantes vivem e a compreensão da função e importância da administração pública.

Prefeitura do município de Pirapora, em Minas Gerais, em 2023.

• Faça a leitura coletiva do texto sobre a prestação de serviços públicos pela Prefeitura e promova uma reflexão acerca da importância de cada um desses serviços. Destaque que a Câmara Municipal é formada por um grupo de 9 a 55 vereadores, variando conforme o tamanho da população de cada município. Comente que, para manter os serviços e espaços públicos funcionando, a população paga impostos, por isso também é necessário que a atuação dos agentes públicos seja fiscalizada pelos moradores do município.

• O objetivo da atividade 5 é levar os estudantes a conhecerem os representantes de seu município e saberem o nome do prefeito e as funções dos vereadores. Em relação ao item a, peça aos estudantes que identifiquem o nome do prefeito, engajando-os a pesquisar essa informação na internet com a supervisão de seus familiares. Para o item b, comente sobre a importância da função dos vereadores no contexto político do município. Sobre o tema, leia o texto a seguir.

O papel do vereador é ser o mais próximo do cidadão no Poder Legislativo, o primeiro contato. Então, é dele a função de criar leis para resolver os problemas locais e também de fiscalizar as contas da prefeitura (que representa o Poder Executivo nos municípios). São os vereadores, eleitos pelo povo para mandatos de quatro anos, que vão ajudar os moradores de um bairro a ter uma escola própria, por exemplo.

[...]

VEREADOR, o porta-voz do município. Plenarinho - Câmara dos Deputado, 16 fev. 2017. Disponível em: https://plenarinho.leg.br/index. php/2017/02/vereador-o-porta-voz -do-municipio/. Acesso em: 10 set. 2025.

BNCC

• O tema favorece o desenvolvimento da habilidade EF03HI09, pois, por meio

A Prefeitura é responsável pela prestação de serviços públicos à população. Entre esses serviços, estão:

• iluminação pública;

• coleta de resíduos sólidos e limpeza de áreas públicas;

• água encanada e rede de esgoto;

• transporte público e sinalização de trânsito;

• pavimentação de ruas e calçadas;

• escolas e creches públicas;

• postos de saúde e hospitais.

5. a) Resposta pessoal. A resposta depende da realidade local dos estudantes. Espera-se que eles perguntem a algum responsável ou pesquisem o nome do prefeito em sites e portais da Prefeitura Municipal.

Outro espaço público importante da administração é a Câmara Municipal. É onde trabalham os vereadores, que são representantes eleitos para atender aos interesses da população.

Câmara Municipal de Maués, no Amazonas, em 2022.

5. Com a ajuda de um adulto de sua família, faça uma pesquisa e responda às questões.

a ) Qual é o nome do prefeito do seu município? Onde foi possível obter essa resposta?

b ) Quais são as funções de um vereador?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes escrevam que as funções de um vereador são fiscalizar as ações do prefeito e elaborar e votar leis que garantam o bem-estar da população.

da pesquisa, os estudantes poderão identificar as funções de um vereador.

ATIVIDADE EXTRA

• A fim de aprofundar o trabalho com o tema e promover o uso pedagógico da tecnologia, faça uma visita à sala de informática da escola para que os estudantes explorem o site da Câmara Municipal e conheçam alguns projetos de lei criados pelos vereadores do município onde vivem. Após a visita, peça-lhes que formem grupos e simulem o trabalho de um vereador. Juntos, eles devem pensar em propostas para melhorar

os serviços públicos e atender às necessidades dos moradores. Por fim, os estudantes devem transformá-las em projetos de lei, registrando suas ideias no papel e usando uma cartolina para expor as propostas à comunidade escolar.

6. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes conheçam alguma praça do município onde moram e contem quais são as atividades que podem ser feitas nesse espaço

Nos municípios, também há espaços públicos destinados ao lazer das pessoas, como as praças. São locais onde as pessoas podem passear, conversar, praticar esportes e participar de eventos culturais.

Pessoas em praça pública no município de Belém, no Pará, em 2022.

Nomes de praças podem preservar memórias e homenagear pessoas consideradas importantes para a história do município, da região ou do país.

6. Você conhece alguma praça do seu município? Quais são as atividades que as pessoas podem realizar nesse espaço?

Há também espaços públicos que oferecem serviços essenciais para a população, como escolas e hospitais. As escolas são locais destinados à educação de crianças, jovens e adultos. Já os hospitais atendem às pessoas que precisam de cuidados médicos.

7. Em sua opinião, qual é a importância de espaços públicos como escolas e hospitais?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que os serviços prestados nesses espaços são essenciais para a qualidade de vida da população.

Funções dos espaços públicos

Espaço público Função

Prefeitura Espaço onde o prefeito toma decisões para manter o bom funcionamento dos serviços públicos.

Câmara Municipal Espaço onde trabalham os vereadores, que elaboram e votam leis.

Praça pública Espaço para uso da população durante momentos de lazer e eventos culturais.

Hospital público Espaço especializado no atendimento de pessoas doentes e feridas.

Escola pública Espaço destinado à educação de crianças, jovens e adultos.

• O objetivo da atividade 6 é fazer que os estudantes analisem sua realidade próxima e reconheçam a importância e a função das praças como espaços públicos que podem proporcionar momentos de lazer para a população do município. Peça-lhes que listem as atividades que podem ser realizadas nas praças e quais são suas atividades favoritas.

• A atividade 7 tem como objetivo ampliar a percepção dos estudantes sobre a importância e a função dos espaços públicos, como as escolas e os hospitais. Conduza a atividade de forma que percebam que os serviços oferecidos nesses espaços são essenciais para a promoção da educação e da saúde da população. Destaque que é direito de todos o acesso à educação e à saúde pública de qualidade. Reflita com eles que, sem os serviços públicos oferecidos nesses espaços, muitas pessoas sofreriam impactos significativos em sua qualidade de vida.

AVALIANDO

Objetivo

• Avaliar se os estudantes compreenderam as funções dos espaços públicos.

Sugestão de intervenção

Para verificar se os estudantes compreenderam de maneira adequada as funções dos espaços públicos, crie na lousa um quadro, como o que segue, e solicite-lhes que o preencham.

25/09/2025 08:35:07

1. Objetivo

• Compreender quais atividades podem ser realizadas nos diferentes espaços que compõem o município.

Sugestão de intervenção

• Solicite aos estudantes que reflitam sobre quais atividades costumam fazer quando estão no espaço doméstico, quando frequentam uma praça ou biblioteca e ao visitar uma área de conservação ambiental. Após essa reflexão, peça a eles que retomem no livro didático informações sobre as atividades oferecidas nesses locais. Em seguida, oriente­os a responder à atividade.

2. Objetivo

• Reconhecer os diferentes espaços do município, como o espaço doméstico, o espaço público e as áreas de conservação ambiental.

Sugestão de intervenção

• Solicite aos estudantes que retomem quais são os diferentes espaços do município onde vivem. Questione­os sobre as características, as regras e quem pode frequentar o espaço doméstico, o espaço público e as áreas de conservação ambiental. Caso algum estudante tenha dificuldade, solicite­lhe que retome a atividade 7 da página 25, recuperando os conhecimentos sobre quais são esses espaços e as regras que os regem. Em seguida, peça­lhe que refaça a atividade.

BNCC

3. Objetivo

Escreva as respostas no caderno.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

1. a) Possíveis respostas: Cuidar da higiene pessoal e fazer refeições com os familiares.

1. Escreva duas atividades que podem ser realizadas nos espaços a seguir.

1. b) Possíveis respostas: Passear e participar de eventos culturais.

a ) Espaço doméstico.

b ) Praça pública.

c ) Biblioteca pública.

Possíveis

respostas: Fazer leituras e pesquisas.

d ) Área de conservação ambiental.

1. d) Possíveis respostas: Fazer passeios e pesquisas sobre a fauna e a flora.

2. Observe as imagens a seguir e descreva cada uma delas.

Ilustração que representa o espaço doméstico.

2. Resposta: Espera-se que os estudantes identifiquem que a imagem relacionada ao espaço doméstico representa crianças na cozinha de uma residência, sentadas à mesa e bebendo suco. No espaço público, as crianças foram representadas brincando, lendo e escutando histórias em um

Ilustração que representa o espaço público.

parque. Já na imagem da área de conservação ambiental, há o predomínio da fauna e da flora.

Ilustração que representa uma área de conservação ambiental.

• Identificar as características do município, do espaço urbano e do espaço rural.

Sugestão de intervenção

• Na atividade 3 da página 33, solicite aos estudantes que retomem as definições de municí­

• As atividades 1 e 2 favorecem o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI10 , pois os estudantes precisarão compreender as características do município e identificar as semel hanças e as diferenças de cada um dos espaços que o compõem. Além disso, na atividade 2, ao proporcionar a eles que retomem algumas atividades realizadas nos espaços do município, os estudantes desenvolvem a habilidade EF03HI09

pio e as características dos espaços que o formam, como o urbano e o rural, refletindo sobre suas semelhanças e diferenças. Caso algum estudante tenha dificuldade, peça­lhe que compare os espaços urbano e rural, refazendo a atividade em seguida.

A.
B.
C.

3. Desembaralhe as palavras a seguir. Depois, copie as frases no caderno substituindo os quadradinhos do texto por elas. r a l r u b a n o u r p i o s m u c í n i

a ) Os ■ geralmente são formados pelo espaço urbano e o espaço rural.

Resposta: municípios.

b ) No espaço ■, podemos encontrar áreas de vegetação natural, plantações e criação de animais.

Resposta: rural.

c ) O espaço ■ geralmente é caracterizado pela maior aglomeração de pessoas e maior fluxo de meios de transporte.

Resposta: urbano.

4. Com base no que você estudou em sala de aula, quem escolhe o prefeito de um município?

Resposta: O prefeito é escolhido pela população por meio do voto.

5. Quem é responsável pelos cuidados com o espaço doméstico?

6. Cite duas funções das áreas de conservação ambiental.

7. Bruno e seus colegas fizeram uma visita com o professor João em uma área de conservação ambiental. Leia as frases a seguir e copie no caderno as que contêm informações corretas sobre essas áreas.

Resposta: Alternativas a, c, d, e

a ) Os parques municipais, estaduais e nacionais são exemplos de áreas de conservação ambiental abertos à visitação pública.

b ) As áreas de conservação ambiental não têm regras específicas.

c ) As áreas de conservação ambiental são importantes, pois protegem a fauna e a flora, contribuem para melhorar a qualidade do ar e ajudam a regular a temperatura do lugar onde estão localizadas.

d ) Várias áreas de conservação ambiental, como os parques municipais, estaduais e nacionais, podem oferecer ações de educação ambiental para o público visitante.

e ) As áreas de conservação ambiental, como os parques municipais, estaduais e nacionais, são administradas por órgãos do governo, como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

4. Objetivo

• Identificar como é escolhido o prefeito de um município.

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes apresentem dificuldade em identificar o processo de escolha de um prefeito, comente que esse cargo é escolhido pela população a cada quatro anos. Em seguida, verifique se eles perceberam que o processo citado são as eleições, quando os cidadãos votam para escolher os seus representantes.

5. Objetivo

• Refletir sobre os cuidados com o espaço doméstico.

Sugestão de intervenção

• Recupere os aprendizados a respeito dos diferentes espaços e ajude os estudantes a identificarem as características do espaço doméstico. Em seguida, pergunte ­ lhes como são divididas as tarefas domésticas e por que é importante que cada pessoa faça a sua parte nessas atividades.

6.

Objetivo

• Valorizar as áreas de conservação ambiental.

Sugestão de intervenção

6. Resposta: Os estudantes podem citar que as áreas de conservação ambiental preservam a fauna e a flora, são ambientes de pesquisa científica e de visitação pública.

Resposta: Os moradores são responsáveis pelos cuidados com o espaço doméstico. 33

7. Objetivo

• Conhecer as características de área de conservação ambiental.

Sugestão de intervenção

• Solicite aos estudantes que retomem a leitura do texto e das imagens sobre os diferentes espaços do município, no tema 2 desta unidade, e ponderem a importância das áreas de conservação ambiental, como os parques municipais, estaduais e nacionais. Caso tenham dúvidas, promova uma visita à sala de informática para que pesquisem em sites exemplos de áreas de conservação ambiental e conheçam suas características e suas regras de visitação.

BNCC

25/09/2025 08:35:08

• As atividades 3 e 7 auxiliam no desenvolvimento da habilidade EF03HI10, pois abordam as diferenças entre os espaços que compõem os municípios e as atividades que podem ser realizadas em cada um.

• Caso os estudantes tenham dificuldade, ajude­os a reler o conteúdo da página 24 buscando identificar informações no texto que forneçam subsídios para a resposta. Essa intervenção promove a recuperação do aprendizado.

8. Objetivo

• Identificar a função dos espaços públicos que fazem parte do município. Sugestão de intervenção

• Oriente os estudantes a analisarem de forma atenta as imagens desta página e questione­os sobre o nome de cada lugar mostrado. Em seguida, escreva na lousa, com base na participação oral dos estudantes, o nome desses lugares. Solicite­lhes que reflitam sobre a importância e a função de cada espaço mostrado nas imagens. Para auxiliá­los, dê exemplos de sua realidade próxima, como a escola pública e sua função na vida de um estudante, destacando a convivência, o aprendizado e a preparação para a vida adulta e para o mundo do trabalho. Caso algum deles tenha dificuldade, retome as páginas do tema 3 desta unidade.

BNCC

• A atividade 8 auxilia no desenvolvimento da habilidade EF03HI09, pois aborda a função dos espaços públicos, como escolas públicas, praças, hospitais públicos e Prefeitura.

8. Observe a seguir as fotografias de espaços públicos e, depois, relacione-as com as funções desses espaços.

Resposta: 1 – C; 2 – E; 3 – B; 4 – A; 5 – D.

Município de Mamanguape, na Paraíba, em 2024.

A.

Espaço onde o prefeito toma decisões para manter o funcionamento dos serviços públicos.

B.

Município de Pirenópolis, em Goiás, em 2022.

Espaço onde as pessoas que estão doentes recebem cuidados médicos.

Município de Poços de Caldas, em Minas Gerais, em 2023.

C.

Espaço para uso da população em momentos de lazer e eventos culturais.

D.

Município de Cajapió, no Maranhão, em 2024.

Município de Ribeirão Preto, em São Paulo, em 2022.

Espaço onde trabalham os vereadores, que elaboram e votam leis.

E.

Espaço destinado à educação escolar.

9. Com a ajuda do professor, façam uma visita guiada em algum dos espaços públicos do município, como parques, teatros e museus. Depois, descrevam o espaço público escolhido. Para isso, sigam essas instruções.

Respostas e comentários nas orientações ao professor.

a ) Pesquisem na internet ou em aplicativos gratuitos de mapas e imagens de satélite a localização dos espaços públicos do município.

b ) Escolham um desses locais públicos para fazerem a visita guiada.

c ) Elaborem um roteiro para responder às seguintes questões.

• Quem pode frequentar esse espaço?

• Qual é a função desse espaço?

• O espaço está bem conservado?

• Quem são os responsáveis por conservar esse espaço?

• Quais são os profissionais que trabalham nesse espaço?

• Ele é acessível para pessoas com deficiência?

Em sala de aula, conversem sobre o resultado da visita guiada 10. Observe a imagem e, depois, escreva no caderno a alternativa relacionada à ela.

a ) Os hospitais públicos são espaços domésticos onde as pessoas emprestam livros e fazem pesquisas.

b ) As praças públicas são espaços voltados para a realização de festas domésticas

c ) As áreas de conservação ambiental são espaços domésticos destinados à preservação da fauna e da flora.

d ) As escolas públicas são espaços onde as pessoas estudam Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Ciências, entre outros conteúdos.

Resposta: Alternativa d

informativas em braile e vídeos com audiodescrição para pessoas com deficiência visual e intérpretes de Libras para pessoas com deficiência auditiva.

10. Objetivo

• Identificar as funções dos espaços públicos de um município.

Sugestão de intervenção

• Antes da realização da atividade, promova uma roda de conversa na qual os estudantes poderão expressar seus pontos de vista sobre a importância da escola na vida deles. Comente que, além de ser

um dever, frequentar a escola é um direito de crianças e adolescentes, pois está associado diretamente à qualidade de vida em sociedade. Oriente os estudantes a fazerem uma leitura atenta da imagem e, caso necessário, retome a questão 8 da página 34

Resposta

9. Respostas pessoais. Promova uma visita guiada com os estudantes organizada pela escola, de modo que eles possam conhecer um dos espaços públicos do município. Durante a visita, verifique se eles entendem o significado e as funções, bem

9. Objetivo

• Conhecer os espaços públicos do município onde os estudantes vivem.

Sugestão de intervenção

• Com a autorização dos pais ou responsáveis, promova um passeio com os estudantes organizado pela escola, de modo que eles possam conhecer os espaços públicos do município. Para isso, verifique previamente algumas informações, como horário de funcionamento, regras de visitação, acessibilidade e distância em relação à escola. Peça­lhes que usem protetor solar e repelente. Dê preferência a localizações que permitem a visita de mais de um espaço no mesmo dia. Integre os estudantes ao processo de escolha do lugar a ser visitado e oriente­os a estudar as questões do roteiro com antecedência. Durante a visita, oriente­os também a observar com atenção as características do espaço, bem como seus elementos descritivos, como placas e avisos explicativos. Caso o espaço disponibilize guias de visitação, oriente os estudantes a manterem a atenção nas explicações do guia, realizando questionamentos apenas em momentos específicos. Nos espaços públicos visitados, caso algum estudante precise de cuidados especiais, verifique se oferecem suporte para pessoas com deficiência, como placas

25/09/2025 08:35:18

como analisem o estado de conservação e a acessibilidade do espaço público escolhido. É importante que todos estejam previamente autorizados pelos pais ou responsáveis a fazer a visita.

BNCC

• A atividade 9 auxilia no desenvolvimento da habilidade EF03HI09, pois incentiva o reconhecimento e o mapeamento dos espaços públicos do lugar onde os estudantes vivem e suas respectivas funções.

Município de Santarém, no Pará, em 2024.

OBJETIVOS DA UNIDADE

• Identificar modos de vida no campo no presente, comparando-os aos do passado.

• Compreender as diferenças entre as formas de trabalho realizadas no campo e na cidade, considerando o uso da tecnologia nesses contextos.

• Identificar formas de cultura e lazer no campo.

• Comparar as relações de trabalho e lazer no campo na atualidade com as de outros tempos e espaços, analisando mudanças e permanências.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

Para iniciar o trabalho com esta unidade, retome o conteúdo abordado na unidade anterior, questionando os estudantes sobre os diferentes espaços que fazem parte de um município. Divida a lousa em duas partes, sendo a primeira destinada ao espaço rural; e a segunda, ao espaço urbano. Anote na lousa as características indicadas pelos estudantes acerca de cada um desses espaços. Com base nessas listas, solicite a eles que criem pequenos textos para definir as principais características desses espaços.

• Explore com os estudantes os elementos da imagem das páginas de abertura. Faça a análise da imagem com eles, incentivando-os a identificar os elementos que denotam o espaço rural, como a paisagem, as vestimentas das pessoas, a fauna e a flora, as atividades praticadas pelas pessoas e os objetos que estão portando.

UNIDADE2 VIDA NO CAMPO

Vaqueiros em meio à caatinga na Comunidade Quilombola do Muquém no município de Petrolina, em Pernambuco, em 2021.

1 a 3. Respostas e comentários nas orientações ao professor

diferentes espaços do município. Pergunte a eles se conhecem a prática da pecuária ou outra atividade ligada ao campo, como o trabalho dos agricultores ou das atividades extrativistas.

BNCC

• A análise da imagem e as atividades das páginas de abertura favorecem o desenvolvimento de aspectos da Competência específica de História 3, pois os estudantes formularão hipóteses estabelecendo

Esse tipo de atividade acontece em seu município? 1. 2. 3.

Qual espaço a fotografia mostra?

Qual atividade as pessoas retratadas praticam? Como você chegou a essa conclusão?

relações entre a atividade apresentada na pintura e o contexto em que é realizada.

• O estudo desta unidade promove o desenvolvimento de aspectos das habilidades EF03HI08, EF03HI11 e EF03HI12. Os momentos específicos em que elas serão desenvolvidas aparecerão indicados ao longo da unidade.

Respostas

1. A fotografia mostra o espaço rural.

• Na atividade 1, é importante que os estudantes retomem os conhecimentos adquiridos no estudo da unidade anterior, sobretudo aqueles referentes ao espaço rural. Retome as características do espaço rural, como a presença de vegetação natural, de áreas de plantio e da criação de animais. Verifique se eles identificam algumas dessas características na imagem, classificando-a como espaço rural. Inicie a conversa perguntando-lhes quais características chamam a atenção deles na imagem e se reconhecem a atividade que foi representada.

• A respeito da atividade 2, instigue os estudantes a argumentarem e formularem hipóteses sobre qual atividade foi representada na imagem. Conversem sobre os diferentes tipos de trabalho do campo e sua importância para suprir as necessidades da população, como a alimentação. Explore a imagem questionando o nome dessa atividade, quem a desempenha, em que espaço ela ocorre, qual é o resultado e seus possíveis impactos ao meio ambiente.

• Sobre a atividade 3, converse com os estudantes sobre o município onde moram. Incentive-os a se expres sarem sobre a rea lidade próxima, estabelecendo relações de comparação por meio de sua percepção quanto aos

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2. Possíveis respostas: As pessoas retratadas trabalham na pecuária, exercendo atividades de cuidados e condução do gado. É possível que os estudantes respondam que leram na legenda que as pessoas retratadas são vaqueiros, concluindo que praticam atividades ligadas ao gado.

3. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a falarem sobre a realidade próxima.

ADRIANO KIRIHARA/ PULSAR IMAGENS

• O objetivo do tema 4 é apresentar as diferentes formas de viver no espaço rural, aproximando-o do cotidiano dos estudantes e permitindo a comparação entre a vida no campo no presente e no passado.

• Leia com os estudantes a linha do tempo. Solicite a eles que façam a leitura silenciosa dos quadrinhos e, em seguida, que os leiam em voz alta de forma voluntária. Se julgar pertinente, faça a leitura prévia da linha do tempo adaptando a atividade para estudantes com necessidades educacionais específicas. Em conjunto, analisem as ilustrações que mostram o cotidiano da personagem Bruna. Peça que descrevam as ilustrações da linha do tempo e estabeleçam relações de comparação com a própria realidade, identificando semelhanças e diferenças.

• Ao abordar o cotidiano no campo, aproveite para desconstruir preconceitos relacionados ao modo de vida nesse espaço, evitando generalizações relacionadas à ausência de tecnologia, à falta de comunicação e conforto e ao atraso em relação ao espaço urbano. Mostre aos estudantes que a cultura do espaço rural é rica e diversa, sendo tão significativa quanto a cultura urbana.

BNCC

• Por meio desse tema, são desenvolvidos aspectos da habilidade EF03HI08, pois os estudantes poderão identificar características presentes no modo de vida no campo e compará-las com o modo de vida deles, com base na leitura da linha do tempo, na análise das ilustrações e na percepção da realidade próxima.

MODO DE VIDA NO CAMPO 4 TEMA

1. Leia na linha do tempo a seguir informações sobre o cotidiano de Bruna, uma garota que vive no campo, o espaço rural do município.

7 h

Bruna vai para a escola de ônibus escolar. No caminho, aproveita para conversar com os colegas.

10 h

Na escola, Bruna aprende muitas coisas interessantes. Lá, vai à biblioteca para pegar livros emprestados e fazer pesquisas.

Ilustrações que representam o cotidiano de Bruna.

13 h

Depois da escola, Bruna almoça com os pais. Sempre são servidas verduras frescas e frutas do pomar!

Pomar: conjunto de árvores frutíferas.

Bruna acorda cedo e toma café da manhã com os pais. Ela valoriza muito esses momentos em família!

Seu cotidiano se parece com o de Bruna? Quais são as semelhanças e as diferenças entre o seu dia a dia e o dela?

1. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes reflitam sobre seu cotidiano e identifiquem algumas atividades semelhantes às representadas na linha do tempo, como refeições e tempo para a lição de casa e a higiene.

Bruna sempre auxilia o pai nas tarefas do sítio. A garota adora ajudar a cuidar da horta e dar comida para as galinhas. Sua atividade favorita é passear a cavalo.

19 h

Antes de jantar, Bruna toma banho e cuida da higiene.

Ilustrações que representam o cotidiano de Bruna.

cotidiano da personagem Bruna. Depois, peça-lhes que escolham uma das atividades da personagem que eles também costumam fazer no dia a dia. Em seguida, oriente-os a representar a atividade escolhida na folha de papel sulfite com um desenho. Caso considere oportuno, solicite aos estudantes que escrevam um pequeno texto descrevendo a atividade. Por fim, incentive-os a mostrar o desenho aos colegas e a conversar a respeito. Eles podem comentar se costumam fazer essa atividade no mesmo horário que Bruna

Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

17 h

No fim da tarde, Bruna faz a lição de casa e prepara o material que utilizará nas aulas do dia seguinte.

19 h

20 h

Todas as noites, Bruna lê uma história com os pais e depois se prepara para dormir.

• Após a leitura da linha do tempo, questione se algum estudante conhece o campo e como foi sua experiência nesse local. Caso alguém viva em uma área rural, peça-lhe que compartilhe com a turma o seu dia a dia e os costumes de sua família. Aproveite a oportunidade para ressaltar a importância do respei to à diversidade cultu ral do Brasil com base nas experiências pessoais dos estudantes, possibilitando que percebam mudanças e permanências temporais e espaciais. A respeito desse tema, leia o texto a seguir:

[...]

Uma forma de levar a criança a conhecer a realidade que a cerca é estimulá-la a observar semelhanças e diferenças, permanências e mudanças. A partir daí, ela descobre que todos possuem história. O maior potencial do ensino de História é, pois, contribuir para localizar a criança no seu contexto e, assim, torná-la capaz de se reconhecer como ser humano dentro de um sistema de relações sociais que foi formado ao longo do tempo.

[...]

SANTOS, Adriane Santarosa dos; FERMIANO, Maria Belintane. Ensino de História para o fundamental 1: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2014. p. 10.

ATIVIDADE EXTRA

• Para aprofundar o trabalho com o tema, releia com os estudantes a linha do tempo que aborda o

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e em quais aspectos essa tarefa se diferencia, por exemplo.

BNCC

• Ao identificarem as características do modo de vida no campo e estabelecerem comparações entre seu cotidiano e o cotidiano apresentado na linha do tempo da personagem Bruna, os estudantes desenvolverão aspectos da habilidade EF03HI08

• Leia o texto com os estudantes e analise as imagens da página. Reforce a importância da leitura das legendas, solicitando a um voluntário que as leia em voz alta. Em seguida, questione-os sobre o que lhes chamou a atenção em cada uma delas. Peça que identifiquem aspectos da paisagem, as construções, os meios de transporte, as ferramentas e as vestimentas das pessoas. Com base na análise das imagens, espera-se que eles identifiquem quais atividades do campo as pessoas retratadas estão fazendo nas imagens e compare com as mesmas atividades no presente.

• Elucide aos estudantes que a obra de Antonio Ferrigno (1863-1940) representa um dos processos da produção de café, o beneficiamento. Aproveite a oportunidade e comente aspectos relacionados à história do café no Brasil, bem como a relevância desse produto na atualidade. Para isso, leia o texto a seguir.

[...]

O café chegou ao Brasil, por Belém no Pará, em 1727, vindo da Guiana Francesa, trazida pelo Sargento-Mor Francisco e Mello Palheta em viagem àquele País. Em virtude das favoráveis condições edafoclimáticas o cultivo de café espalhou da Região Norte para vários Estados.

Devido às circunstâncias climáticas, de relevo e solo, em meados do século 19 a cultura se estabeleceu mais fortemente no Vale do Rio Paraíba, nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, iniciando um novo ciclo econômico no Brasil. Com a inserção da produção no mercado internacional, tornou-se o principal produto das exportações brasileiras. Por quase um

MODO DE VIDA NO CAMPO NO PASSADO

Você imagina como era o cotidiano no campo em outras épocas?

Observe as pinturas a seguir, que mostram algumas pessoas em suas atividades cotidianas no passado.

Essa pintura mostra pessoas colocando cereais colhidos em um carro de bois.

A salmeja, de Silva Porto. Óleo sobre tela, 137 cm × 208 cm 1884.

Essa pintura mostra o trabalho de beneficiamento de café.

O lavadouro, de Antonio Ferrigno. Óleo sobre tela, 100 cm × 150 cm 1903.

Beneficiamento: processo de descascar, escolher, polir, entre outros que melhoram a qualidade do alimento antes de seu empacotamento e distribuição; no caso do café, o beneficiamento é o processo de separar a polpa e os grãos.

século o café foi a principal riqueza nacional e as divisas fomentaram o desenvolvimento, com criação de cidades e ampliação de outros centros urbano no interior do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Em 1850 o Brasil já era o maior produtor mundial com 40% da produção total.

CAFÉ no Brasil e Ementário do Café. Gov.br, 30 jan. 2017. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/ politica-agricola/cafe/cafeicultura-brasileira. Acesso em: 30 maio 2025.

BNCC

• A análise das imagens possibilita o desenvolvimento da Competência específica de História 3, pois os estudantes poderão estabelecer relações entre sujeitos, objetos e seus significados em diferentes épocas. Além disso, ao analisarem as imagens eles poderão utilizar os conhecimentos historicamente construídos para entender a realidade, desenvolvendo aspectos da Competência geral 1

2. Com a ajuda de um adulto de sua família, pesquise semelhanças e diferenças com relação aos modos de vida no campo no passado e no presente. Escreva uma frase que aborde uma coisa em comum e outra que se refira a um aspecto diferente entre as duas situações.

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes escrevam frases identificando

3. Compare as imagens a seguir.

mudanças e permanências nos modos de vida no campo no passado e no presente. Incentive-os a interagir com os familiares.

Alimentando as galinhas, de Ernest Walbourn. Óleo sobre tela, 51 cm × 76 cm Século 19.

• A atividade 2 possibilita aos estudantes fazerem uma pesquisa com seus familiares sobre os modos de vida no campo no passado e na atualidade. Espera-se que, por meio dos resultados da pesquisa, eles identifiquem semelhanças, como a prática da agricultura e da criação de animais e, entre as diferenças, o uso de novas tecnologias nos trabalhos e a mecanização do campo, por exemplo.

• Na atividade 3, engaje os estudantes a apontar quais elementos das imagens levaram às suas inferências. Promova o desenvolvimento do pensamento conceitual, possibilitando aos estudantes que analisem quais elementos, atividades e práticas culturais permaneceram e quais mudaram ao longo do tempo. A respeito de semelhanças, conduza-os a perceberem que as duas pessoas estão fazendo a mesma atividade, alimentando aves. Sobre as diferenças, verifique se eles perceberam que a imagem A representa o passado e a B o presente.

Homem alimentando aves no quintal de sua casa em um sítio no município de Jaguaruna, em Santa Catarina, em 2021.

Converse com colegas sobre as semelhanças e as diferenças entre as imagens, comentando o lugar que elas retratam e a atividade exercida pelas pessoas.

Resposta: Espera-se que os estudantes comparem as construções e percebam que a atividade de alimentar aves no quintal permaneceu na área rural.

ATIVIDADE EXTRA

AVALIANDO

Objetivo

• Avaliar se os estudantes identificam modos de vida no campo no presente comparando-os com os do passado.

Sugestão de intervenção

Na lousa, elabore um quadro conforme o modelo a seguir. Solicite aos estudantes que auxiliem em seu preenchimento, identificando mudanças e permanências no modo de vida no campo no presente ao compará-lo com o passado.

Modo de vida no campo na atualidade

MudançasPermanências

Utilização de novas tecnologias, como drones. Novas máquinas agrícolas, como colheitadeira. Prática da agricultura. Criação de animais. Uso de ferramentas, como enxada.

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• Convide um(a) trabalhador(a) rural, preferencialmente uma pessoa idosa, para ser entrevistada pelos estudantes. Previamente à entrevista, organize com eles um roteiro com questões fechadas e abertas que indaguem sobre as experiências de vida dessa pessoa, suas impressões sobre as mudanças e permanências na vida no campo e as diferenças entre a vida no campo e a vida na cidade. Explique aos estudantes que, embora as memórias individuais reproduzam uma visão pessoal, esses depoimentos são fontes históricas que possibilitam entender as visões de mundo de outras pessoas com experiências semelhantes.

A.
B.

• Para iniciar a abordagem do tema 5, leve para a sala de aula imagens de produtos do campo, como arroz, feijão, leite, carne e outros de sua escolha. Em seguida, organize uma roda de conversa com os estudantes mostrando essas imagens. Ao apresentá-las, faça a descrição detalhada de cada uma, possibilitando que aqueles com necessidades educacionais espe cíficas identifiquem as características desses produtos. Pergunte de onde vêm esses produtos, quem é responsável por produzi-los e como eles chegam até nós. Incentive a expressão oral e a formulação de hipóteses. Destaque a importância do trabalho das pessoas que vivem no campo e são responsáveis pela produção de alimentos fundamentais para o nosso cotidiano.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• O tema permite aulas e atividades interdisciplinares com o componente curricular de Ciências. Para isso, apresente aos estudantes diferentes tipos de solo (terra, areia, argila) e questione quais seriam mais adequados para a plantação de alimentos e quais usos podem ser feitos com outros tipos de solo, como artesanato e construção civil.

5 TRABALHO NO CAMPO

O trabalho das pessoas que vivem no campo é essencial, pois elas produzem alimentos e outros itens fundamentais para nosso cotidiano.

1. Observe as fotografias a seguir e, depois, escreva a alternativa correta.

Município de Ivinhema, no Mato Grosso do Sul, em 2024.

Município de Santa Rita do Passa Quatro, em São Paulo, em 2024.

a ) A fotografia A e a fotografia B retratam pessoas trabalhando na área urbana.

b ) Na fotografia A, as pessoas estão cuidando de animais e na fotografia B, a pessoa está trabalhando com a plantação de alimentos.

c ) Os trabalhos retratados na fotografia A e na fotografia B não precisam de ferramentas ou tecnologias.

d ) Na fotografia A, as pessoas estão colhendo alimentos e na fotografia B, a pessoa está cuidando dos animais.

Resposta: Alternativa d.

• O objetivo da atividade 1 é que os estudantes identifiquem, por meio da análise das imagens, diferentes tipos de trabalho realizados no campo. Faça a leitura das imagens com eles, apontando as características de cada uma. Pergunte-lhes, por exemplo, o que cada pessoa está fazendo e quais são as ferramentas utilizadas por elas. Para adaptar a atividade para estudantes com necessidades educacionais específicas, permita que a façam em dupla, incentivando a interação social entre eles.

fenômenos naturais, como períodos de seca ou de chuvas intensas.

• Aproveite a oportunidade para destacar o papel da tecnologia na produção agrícola na atualidade. Comente que as atividades feitas pelos trabalhadores, em alguns casos, dependem das condições meteorológicas. Além de técnicas específicas de cultivo, é importante considerar a previsão meteorológica. Por isso, a tecnologia é uma grande aliada do trabalhador agrícola, pois permite a ele que se prepare para eventuais

BNCC

• O tema contribui para o desenvolvimento da habilidade EF03HI11, pois permite aos estudantes identificarem as formas de trabalho feitas no campo.

Quem mora no campo geralmente trabalha na agricultura, na pecuária e no extrativismo dos produtos obtidos da natureza, que são as principais atividades econômicas exercidas nesse local.

Observe alguns exemplos de pessoas realizando esses trabalhos.

A agricultura é a atividade econômica responsável pela produção de diversos alimentos, como frutas, legumes e verduras.

Pessoas colhendo uvas no município de Petrolina, em Pernambuco, em 2022.

Na pecuária, ocorre a criação de animais que fornecem, por exemplo, leite, carne e couro.

Pessoa cuidando do gado em uma Comunidade de Fundo e Fecho de Pasto no município de Correntina, na Bahia, em 2024.

O extrativismo é caracterizado pela retirada de matérias-primas da natureza para a fabricação de diferentes produtos, como látex, para confecção de borracha, e amêndoas, castanhas e frutos, para produção de cosméticos e de alimentos.

Pessoa coletando açaí na Comunidade Terra Preta no município de Manaus, no Amazonas, em 2023.

2. Você conhece alguém que trabalhe com alguma das atividades econômicas do campo? Em caso afirmativo, com quais produtos essa pessoa trabalha?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam em sua realidade as atividades econômicas do campo.

• Conduza a leitura coletiva do texto e das imagens da página, de modo que os estudantes identifiquem as principais atividades econômicas do campo e consigam reconhecer e diferenciar cada uma, como a agricultura, a pecuária e o extrativismo dos produtos obtidos da natureza. A respeito da produção de uvas de Petrolina, comente que o município é considerado um dos maiores produtores do Brasil. Com o apoio de instituições de pesquisa e da tecnologia, os produtores da região conseguem produzir até duas safras no ano. Sobre as Comunidades de Fundos e Fechos de Pasto, destaque que são grupos que criam animais compartilhando espaços coletivos, conhecidos como fechos, e que esses produtores rurais têm significativo conhecimento dos biomas onde vivem, como o Cerrado e a Caatinga. Além da criação de animais, essas comunidades plantam roças e coletam frutos. Comente que a região onde fica a Comunidade Terra Preta é conhecida pelos solos férteis e pelo manejo de povos indígenas em parceria com instituições de pesquisa.

• A atividade 2 tem como objetivo interagir com a realidade próxima dos estudantes. Caso alguns deles não conheçam pessoas que trabalhem no setor primário, retome as informações da página e incentive-os a refletir se já observaram cenas semelhantes em filmes, desenhos ou séries. Em seguida, solicite que respondam à atividade.

ATIVIDADE EXTRA

• Para aprofundar o trabalho com o tema, organize uma visita à sala de informática da escola, visando o uso pedagógico da tecnologia. Divida os estudantes em grupos e oriente-os na realização de uma pesquisa sobre os alimentos produzidos pela agricultura familiar. Caso a sala de in-

formática esteja indisponível, a pesquisa pode ser feita no ambiente da biblioteca. A pesquisa pode ser dividida entre os grupos da seguinte forma: pequenos grupos familiares, comunidades tradicionais, silvicultores, aquicultores, extrativistas e pescadores. Após a pesquisa, os estudantes deverão produzir cartazes com informações sobre a agricultura familiar. Para os cartazes, incentive a criatividade deles e solicite que produzam desenhos que representem a sua pesquisa. Por fim, eles devem apresentar os cartazes aos cole-

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gas e expô-los para a comunidade escolar. Verifique se algum estudante precisa de mais tempo para a produção e amplie o prazo de entrega.

BNCC

• O tema favorece a abordagem de aspectos da habilidade EF03HI11, pois os estudantes são levados a identificar as formas de trabalho que compõem o setor primário.

• Explique para os estudantes que, no Brasil, a partir da década de 1950, o campo passou por um processo de transformações, marcado pela mecanização da agricultura e da pecuária e utilização de máquinas cada vez mais complexas em todas as etapas da produção, favorecendo, assim, a modernização do trabalho no campo. Comente também que esse movimento incentivou a pesquisa para o desenvolvimento de novas tecnologias e permitiu o aumento da produtividade agrícola. Na atualidade, há diferentes tecnologias para auxiliar o trabalho no campo, como drones, utilizados na coleta de dados sobre as áreas de cultivo e criação de animais, tratores, máquinas colheitadeiras e motocultivadores.

• Faça com os estudantes a análise das imagens das páginas 44 e 45. Em seguida, solicite a voluntários que façam a leitura em voz alta das legendas. Aproveite a atividade 3 para mostrar a importância da leitura das legendas, explicando como elas complementam a análise e podem trazer informações sobre o conteúdo.

• O objetivo da atividade 3 é incentivar os estudantes a analisarem as imagens que apresentam diferentes tecnologias utilizadas no trabalho no campo. Oriente-os para que estabeleçam relações de comparação entre elas, observando diferenças relacionadas aos instrumentos de trabalho em cada uma. Comente que, apesar do aumento da produtividade, as mudanças ocorridas nos últimos anos contribuíram para que, em algumas situações, as máquinas substituíssem o trabalho humano no campo, o que gerou desemprego, fazendo que muitos tra balhadores deixassem as áreas rurais. Além disso, pequenos produtores que não puderam investir em

Há diferentes tecnologias utilizadas para realizar o trabalho no campo.

3. Observe as fotografias e leia as legendas.

tecnologia foram prejudicados, uma vez que a mecanização contribuiu para o aumento da desigualdade entre os grandes e os pequenos proprietários.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

CAMPAGNOLLA, Clayton; MACÊDO, Manoel Moacir Costa. Revolução Verde: passado e desafios atuais. Cadernos de Ciência & Tecnologia, Brasília, v. 39, n. 1, p. 1-18, 2022. Disponível em: https://apct.sede.embrapa.br/cct/article/ view/26952/15009. Acesso em: 8 set. 2025. Nesse artigo, os autores retomam o contexto histórico de implementação das inovações

Agricultora usando enxada para plantar quiabo no município de Sandovalina, em São Paulo, em 2022.

Agricultores com arado puxado por bois preparando a terra para plantio no município de Abadiânia, em Goiás, em 2021.

Drone usado para monitorar plantação de soja em fazenda no Brasil, em 2021.

Drone: equipamento voador guiado por controle remoto que, entre suas utilidades estão fazer vídeos e tirar fotografias aéreas.

produtivas na agricultura, nos anos 1960 e 1970, e analisam seus impactos sociais e ambientais, apontando os desafios para a sustentabilidade.

A.
B.
C.

3. b) Resposta: Fotografia A: enxada; fotografia B: arado puxado por bois; fotografia C: drone; fotografia D: colheitadeira; fotografia E: motocultivador.

Colheitadeira em plantação de soja no município de Santarém, no Pará, em 2023.

3. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem tecnologias usadas em trabalhos no campo além das mostradas nas fotografias. Podem citar, por exemplo, tratores, irrigadores, celulares, tablets, entre outras.

Agricultor arando a terra com motocultivador no município de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 2021.

Motocultivador: pequeno veículo motorizado que serve para afofar a terra e prepará-la para o plantio.

a ) As tecnologias mostradas nas fotografias das páginas 44 e 45 são utilizadas em qual tipo de trabalho no campo?

Resposta: Agricultura.

b ) Escreva o nome das ferramentas e tecnologias mostradas nas fotografias.

c ) Você conhece outros tipos de tecnologias que costumam ser usadas em trabalhos no campo? Quais? Conte aos colegas.

d ) Forme grupos com os colegas e, com a ajuda do professor, produzam um texto coletivo sobre a importância do trabalho no campo. Para isso, escolham tipos de letra com as quais se sintam mais confortáveis para escrever.

Resposta: Espera-se que os estudantes produzam textos identificando as contribuições das tecnologias para os trabalhos no campo.

• O item a da atividade 3 tem como objetivo permitir aos estudantes que identifiquem qual tipo de trabalho está sendo realizado nas imagens das páginas 44 e 45. Caso algum estudante apresente dificuldade, chame a atenção para as semelhanças que as imagens apresentam, destacando que todas estão relacionadas, de alguma forma, ao cultivo de alimentos, caracterizando a atividade agrícola. Além disso, solicite aos estudantes que leiam em voz alta as legendas das imagens.

• O item b trata da identificação dos tipos de ferramentas e tecnologias mostradas nas imagens. Oriente-os a reler a legenda de cada fotografia e destaque a importância dessas ferramentas para a realização dos trabalhos no campo. Caso seja necessário, auxilie-os a identificar o nome de cada ferramenta e tecnologia, destacando as funções e as diferenças entre elas. Em seguida, questione os estudantes sobre as vantagens do emprego de tecnologias na produção agrícola.

• O objetivo do item c é possibilitar aos estudantes que identifiquem outras tecnologias utilizadas no trabalho no campo. Para isso, com a supervisão de um adulto, eles podem fazer uma pesquisa na sala de informática ou na biblioteca sobre algumas tecnologias e ferramentas no campo, como colheitadeiras, irrigadores, celulares e tablets. Para complementar a pesquisa, peça-lhes que desenhem no caderno a tecnologia que consideraram mais interessante e contem aos colegas de que maneira ela contribui para o trabalho no campo.

• Para auxiliar os estudantes na produção textual proposta no item d, solicite a eles que se expressem sobre a importância do trabalho no campo. Escreva uma lista na lousa com os argumentos levantados por eles. Em seguida, sugira que elaborem um

texto com base nas anotações da lousa. O objetivo é fazê-los reconhecer que o trabalho no campo é fundamental, pois permite o fornecimento de alimentos e outros produtos a toda população, tanto do campo como da cidade. Se necessário, adapte a atividade para os estudantes com necessidades educacionais específicas, possibilitando que sejam formadas duplas para motivar a interação social e a colaboração. Durante a produção do texto, incentive-os a praticar a escrita de letra cursiva.

25/09/2025 08:41:11

• O tema aborda aspectos do tema contemporâneo transversal Trabalho e da habilidade EF03HI11 ao promover a identificação de formas de trabalho feitas no campo, considerando o uso da tecnologia nesse contexto.

BNCC

• Ao abordar o conteúdo desta página, incentive os estudantes a levantarem hipóteses sobre como era o trabalho no campo no passado. Aproveite para avaliar o conhecimento prévio sobre o tema. Em seguida, peça a eles que formem duplas e proponha a análise e a leitura das fotografias e legendas da página. Oriente-os a observar os detalhes de cada imagem, verificando as datas, os instrumentos de trabalho e as funções de cada trabalhador. Indague-os sobre o que lhes chamou a atenção nas imagens e observe se eles percebem que elas retratam cenas do passado no campo.

• O objetivo do item a da atividade 4 é favorecer aos estudantes o estabelecimento de relações de comparação entre os elementos do passado e do presente no campo, com base em sua realidade próxima. Comente que, mesmo com essas transformações, algumas profissões, como o ordenhador, e ferramentas de trabalho, como o trator, ainda permanecem.

• O objetivo do item b da atividade 4 é verificar quais profissões apresentadas na página os estudantes reconhecem. Caso não reconheçam essas atividades, explique-lhes que essas profissões são antigas e que estão relacionadas à produção de alimentos fundamentais para formação e sobrevivência dos povos e culturas ao longo do tempo.

BNCC

• O tema promove o desenvolvimento da habilidade EF03HI12 , pois os estudantes devem identificar e analisar as permanências e mudanças nas relações de trabalho no campo.

• A análise das fotografias contribui para a elaboração de hipóteses e argumentos em relação a interpre-

TRABALHO NO CAMPO NO PASSADO

Você sabe como era realizado o trabalho no campo no passado?

4. Forme dupla com um colega, observem as imagens e leiam as legendas a seguir.

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Trabalho no campo no passado

Esse profissional era responsável pela retirada de leite de animais, como a vaca. O trabalho era feito manualmente.

Ordenhador em fazenda no interior do estado de São Paulo, em 1958.

Esses trabalhadores eram responsáveis por cortar a cana-de-açúcar nas plantações. Para essa tarefa, costumavam utilizar facões.

Cortadores de cana em canavial no município de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, na década de 1930.

Na década de 1950, o governo incentivou o uso de tratores no Brasil.

Agricultor usando trator em plantação no município de Vitória, no Espírito Santo, em 1952.

a ) Alguma das atividades retratadas nas fotografias é realizada atualmente no município onde vocês moram?

Resposta e comentários nas orientações ao professor

b ) Vocês conheciam alguma das profissões mostradas nesta página? Quais?

Resposta pessoal. O objetivo da atividade é explorar a realidade próxima dos estudantes. Espera-se que indiquem quais dessas profissões eles reconhecem.

tações de contextos históricos específicos por meio de diferentes linguagens, o que favorece o desenvolvimento de aspectos da Competência específica de História 3. Além disso, ao interagir com saberes e vivências culturais, bem como ao perceber a maneira como alguns trabalhos eram feitos no passado, o tema desenvolve a Competência geral 6

Resposta

4. a) Resposta pessoal. Espera-se que os es tudantes comparem elementos do cotidiano, tanto do presente quanto do passado,

analisando as atividades retratadas nas fotografias. É importante que eles percebam que as profissões se alteram ao longo dos anos, principalmente por causa das necessidades da população e das inovações tecnológicas, mas que algumas ainda existem.

Há diferentes relações de trabalho no campo. Algumas eram mais comuns no passado e outras são mais usuais no presente. Você sabe diferenciá-las?

Na agricultura familiar, a relação de trabalho se dá entre pessoas do mesmo núcleo familiar que trabalham em pequenas propriedades rurais.

Alguns povos indígenas e quilombolas dividem o trabalho no campo entre homens e mulheres, e os produtos são compartilhados com todos da comunidade. Em alguns casos, esses produtos são comercializados em regiões próximas.

Mulher e homem da etnia Mbyá Guarani capinando roça na aldeia Tekoá Porã no município de Salto do Jacuí, no Rio Grande do Sul, em 2024.

Quilombolas colhendo arroz na Comunidade Kalunga de Vão de Almas no município de Cavalcante, em Goiás, em 2022.

Os trabalhadores assalariados temporários recebem salários para atuar em períodos específicos do ano, como em épocas de colheita.

Assim como na cidade, no campo também há trabalho análogo à escravidão. Mesmo proibido, ainda acontece em muitos lugares do país. A pessoa que vive nessa situação geralmente realiza trabalhos forçados e em condições insalubres

Análogo: semelhante. Insalubres: que fazem mal à saúde.

5. Em grupo e com a ajuda do professor, façam uma pesquisa sobre as diferentes relações de trabalho no campo no passado e no presente. Depois, escrevam uma mudança e uma permanência que vocês identificaram nas relações de trabalho ao longo da história.

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes pesquisem as diferentes formas de relações de trabalho ao longo do tempo.

e a Doutrina da Proteção Integral da Criança Curitiba: Artêra editorial, 2024.

A obra apresenta um panorama sobre o trabalho infantil no Brasil, explorando as causas e as consequências, bem como as diferentes modalidades de trabalho, como o doméstico, o rural e o artístico.

AVALIANDO

Objetivo

Avaliar a compreensão dos estudantes em relação às diferentes formas de trabalho no campo.

Sugestão de intervenção

25/09/2025 08:48:06

Elabore um quadro na lousa com as seguintes palavras: campo – extrativismo – trabalho – agricultura –pecuária – ordenhador – tecnologia – passado Solicite aos estudantes que elaborem frases para explicar o conteúdo que aprenderam utilizando as palavras do quadro. Para adaptar a atividade para aqueles com necessidades educacionais específicas, possibilite que a atividade seja feita em pequenos grupos, motivando a interação social entre eles.

• Conduza a leitura coletiva do texto acerca da diversidade de relações de trabalho no campo. Em seguida, converse com os estudantes e explique outras relações de trabalho. Os posseiros, por exemplo, trabalham em terras públicas (devolutas). Os arrendatários são os trabalhadores do campo que não têm terras, mas alugam uma propriedade por tempo determinado. Já a relação de trabalho de parceria é a junção entre um trabalhador que tem uma propriedade e um trabalhador rural que detém a força de trabalho e que cultiva a terra para que, ao final, os ganhos sejam divididos entre eles.

• Na atividade 5, ressalte que as pessoas têm o direito de trabalhar com dignidade e hoje existem leis com o objetivo de garantir condições apropriadas de trabalho, estabelecendo registro em carteira de trabalho, limites de jornada, férias, décimo terceiro salário, aposentadoria, entre outros direitos. Durante a realização da atividade, caso utilizem a internet como fonte de informação, verifique se os estudantes estão fazendo buscas em sites confiáveis. Caso não seja possível pesquisarem na internet, organize a atividade na biblioteca.

REFERÊNCIAS

COMPLEMENTARES

ANTONIASSI, Helga Maria da Conceição Miranda. O Trabalho infantil no Brasil

• Para iniciar a abordagem do tema 6, organize uma roda de conversa e indague os estudantes sobre o que significam cultura e lazer. Promova o pluralismo de ideias, o respeito e o acolhimento entre eles, possibilitando que se sintam à vontade para se expressarem e verbalizarem o raciocínio. Avalie o conhecimento prévio a respeito do tema e complemente suas falas, explicando que a cultura está ligada ao conjunto das produções e realizações humanas ao longo do tempo, o que inclui tanto o trabalho quanto as obras de arte, as comemorações e as festividades. Destaque que as manifestações culturais e os momentos de lazer são necessários para o bem-estar dos indivíduos, pois, por meio dessas atividades, eles conseguem se situar e intervir no mundo ao seu redor, construindo sua identidade como sujeitos históricos .

• Depois da conversa inicial, indague os estudantes sobre suas formas de lazer favoritas. Espera-se que eles citem jogos, brincadeiras, passeios, filmes e outros. Em seguida, peça que representem com um desenho em papel sulfite esse momento e compartilhem com os colegas suas produções. Se necessário, adapte a atividade para aqueles com necessidades educacionais específicas, pedindo-lhes que elaborem formas e objetos em 3D utilizando diferentes materiais. Após esse momento, monte um varal pedagógico em sala de aula com os desenhos e materiais produzidos pelos estudantes.

• Explore com os estudantes o texto e a ilustração da página. Oriente-os a observar os elementos que compõem a festa junina na comunidade rural, como as bandeirinhas coloridas, a fogueira e os chapéus. Questione-os se conhecem

6 TEMA

CULTURA E LAZER NO CAMPO

Apesar de ter muito trabalho, a vida no campo também proporciona horas de descanso e lazer.

Existem muitas formas de se divertir na área rural. Brincar, nadar em rios, ler livros, jogar futebol, escutar músicas, assistir à televisão, jogar videogame, passear, andar a cavalo e participar de festas são algumas das atividades que podem ser feitas nesse lugar.

Observe a ilustração a seguir.

Ilustração que representa pessoas em uma festa no campo.

essa festa e se participaram de alguma com elementos semelhantes. Se julgar pertinente, comente sobre a importância das festas juninas e brincadeiras como patrimônio cultural, destacando que, por meio das comemorações e das práticas culturais, aprendemos as tradições de nossas comunidades.

BNCC

• Ao trabalhar o tema, os estudantes terão a oportunidade de desenvolver aspectos da habilidade EF03HI12, identificando práticas de lazer no espaço rural no presente. Além disso, o tema desenvolve a Competência geral 3, uma

vez que os estudantes podem fruir e valorizar as festividades enquanto manifestações artísticas e culturais.

1. Qual é o nome da festa representada na ilustração da página anterior?

Resposta: Alternativa c

a ) Kuarup.

b ) Congada. c ) Festa junina.

2. Pense em sua rotina diária: quantas horas dela são dedicadas ao lazer? Liste as atividades que costuma praticar.

3. Observe as fotografias a seguir e, depois, responda às questões.

A.

B.

3. a) Resposta: A fotografia que representa atividade de lazer no campo é a B Espera-se que os estudantes diferenciem as atividades habitualmente feitas na área rural das que costumam ser realizadas nas cidades.

Pessoas caminhando no município de São Paulo, em 2024.

Pessoas cavalgando no município de Aquidauana, no Mato Grosso, em 2021.

a ) Qual dessas fotografias representa atividade de lazer no campo? Como você chegou a essa conclusão?

b ) Você já praticou essa atividade de lazer no campo? Comente com os colegas.

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes compartilhem

suas experiências. Em caso afirmativo, incentive-os a trocar ideias com os colegas.

c ) Você conhece outras formas de lazer no campo?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes escrevam sobre sua realidade próxima. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes indiquem atividades de lazer no campo que eles conhecem.

d ) Em sua opinião, por que são importantes as atividades de lazer?

Resposta pessoal. Os estudantes podem comentar que as práticas de lazer são importantes porque possibilitam momentos de descanso e diversão.

25/09/2025 08:48:15

• O objetivo da atividade 1 é permitir aos estudantes que identifiquem a festa representada com base na análise da imagem da página 48 Para isso, eles devem utilizar os conhecimentos prévios e as experiências de sua realidade próxima. Durante a atividade, comente que, em razão da diversidade social e cultural do Brasil, algumas pessoas não celebram as festas juninas. Verifique se algum estudante conhece ou já participou de alguma adaptação dessas festividades. Em caso afirmativo, peça-lhe que compartilhe a experiência com os colegas.

• A atividade 2 propõe uma reflexão sobre a rotina diária dos estudantes. Eles devem analisar o tempo que dedicam ao lazer e quais atividades praticam nesses momentos. Ressalte que o lazer pode trazer benefícios à saúde física e mental das pessoas, além de ser necessário para que os indivíduos mantenham o equilíbrio entre as várias atividades diárias que devem cumprir e seu tempo livre.

• O objetivo da atividade 3 é incentivar os estudantes a identificarem na imagem características que representam atividades de lazer no campo. Ajude-os a indicar quais elementos da imagem permitiram tais inferências, como a paisagem. No momento do compartilhamento das respostas, engaje-os a apresentar outras possibilidades de atividades de lazer praticadas no campo que não foram contempladas na imagem. Por fim, promova um debate oral em sala de aula, possibilitando aos estudantes que reflitam e verbalizem seus raciocínios sobre os benefícios do lazer para a saúde mental e socialização dos indivíduos.

ATIVIDADE EXTRA

• Proponha aos estudantes uma atividade voltada para o compartilhamento dos conhecimentos sobre as atividades de lazer. Divida a turma em grupos com quatro a cinco integrantes e entregue a cada grupo uma folha de papel sulfite. Pe-

ça-lhes que dividam a folha em três partes: 1) atividades de lazer ao ar livre; 2) atividades de lazer em ambientes fechados; 3) atividades de lazer que podem ser ao ar livre e em ambientes fechados. Estabeleça um tempo para que os grupos anotem suas ideias na folha. Em seguida, peça a eles que mudem de grupo e repitam o processo com pessoas diferentes. Ao considerar que a quantidade de rodadas foi suficiente para que a maior parte dos estudantes interagissem entre si, exponha suas produções no mural da turma.

• Por meio da análise de fontes históricas, os estudantes poderão identificar as mudanças e permanências nas formas de lazer no campo no passado, além de estabelecer relações entre sujeitos e objetos e seus significados em diferentes épocas e contextos.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• As atividades desta página propiciam a realização de aulas interdisciplinares com o componente curricular de Arte. Proponha que, com base na observação dessas pinturas, eles criem as próprias reproduções, representando uma atividade de lazer no campo. A atividade pode ser feita com lápis de cor, giz de cera e tinta guache, por exemplo. Para promover a participação de estudantes com necessidades educacionais específicas, possibilite a eles que utilizem outros materiais, como massa de modelar, para que reproduzam suas manifestações artísticas em formato 3D.

• Oriente os estudantes na análise das pinturas A, B e C observando o título de cada obra, a data de produção, o ambiente que representam, o que as pessoas estão fazendo, suas expressões e o que elas apresentam em comum. Aproveite para escrever na lousa as impressões e análises orais feitas por eles. Essas anotações podem contribuir para o entendimento do significado das pinturas e a resolução das atividades da página 51 Além disso, os estudantes poderão estabelecer relações de comparação entre o lazer no passado e no presente, atentando para mudanças e permanências.

BNCC

CULTURA E LAZER NO CAMPO NO PASSADO

As atividades de cultura e de lazer são variadas. Observe nas imagens algumas práticas que costumavam ser realizadas pelas pessoas do campo no passado.

ATIVIDADE EXTRA

• Para promover um momento lúdico de aprendizado sobre o tema, proponha a confecção de um

• O tema favorece o desenvolvimento da habilidade EF03HI12 ao comparar relações de lazer no passado com as do presente, analisando mudanças e permanências. A análise das pinturas A, B e C promove o desenvolvimento de aspectos das Competências específicas de História 3 e 4, pois os estudantes vão estabelecer relações entre sujeitos e objetos em diferentes épocas, bem como a análise e interpretação de fontes e contextos históricos específicos, recorrendo à linguagem oral e escrita.

jogo da memória. Oriente-os a procurar imagens que formem duplas, recortá-las e colar cada uma na cartolina. As imagens coladas na cartolina também devem ser recortadas para formar pares. Informe que, após a colagem, eles vão brincar de jogo da memória. Durante a atividade, caso seja necessário, oriente alguns estudantes a fazerem a descrição das imagens e da posição das cartas, possibilitando que estudantes com necessidades educacionais específicas participem do jogo. Por fim, peça que formem duplas e acompanhe o desempenho dos estudantes na atividade, avaliando se eles compreenderam o que foi estudado.

A.
B.
Detalhe de Dança do batuque, de Johann Moritz Rugendas. Gravura colorida à mão. 1835.
O violeiro, de Almeida Júnior. Óleo sobre tela, 141 cm × 172 cm 1899.
JOHANN MORITZ

Carreteiros gaúchos chimarreando, de Pedro Weingärtner. Óleo sobre tela, 101 cm × 200 cm. 1911.

4. Quais são as atividades de lazer representadas nas pinturas das páginas 50 e 51?

Resposta: Pintura A: dançar batuque; pintura B: tocar viola; e pintura C: chimarrear (tomar chimarrão) e tocar gaita.

5. Compare a ilustração da página 48 com as pinturas das páginas 50 e 51. Cite uma semelhança entre essas imagens.

Possível resposta: Todas

6. Escolha um adulto que faça parte da sua família ou da comunidade em que você mora e entreviste-o, com a condição de que viva ou já tenha vivido na área rural. Pergunte qual era a atividade de lazer preferida dele quando criança e de qual mais gosta atualmente. Copie o modelo de roteiro a seguir.

Resposta e comentários nas orientações ao professor as imagens representam atividades de lazer em área rural que são realizadas ao ar livre.

Nome do entrevistado

Roteiro de entrevista

Atividade de lazer de que gostava no passado

Atividade de lazer de que gosta na atualidade

MODELO

7. Com os colegas, formem grupos e comparem as respostas registradas na atividade 6, identificando permanências e mudanças nas atividades de lazer das pessoas entrevistadas.

Resposta: Os estudantes devem identificar mudanças e permanências nas formas de lazer com base nos relatos coletados nas entrevistas.

se divertem de maneiras diversas ao longo do tempo.

BNCC

• As atividades da página favorecem o desenvolvimento da habilidade EF03HI12, pois permitem comparar relações de lazer do presente e do passado.

Resposta

6. Resposta pessoal. As respostas dependem das entrevistas feitas pelos estudan-

tes. Caso os estudantes não conheçam pessoas que vivem ou viveram no campo, verifique a possibilidade de convidar para uma palestra alguém que cumpra os requisitos da entrevista.

AVALIANDO

Objetivo

• Avaliar se os estudantes reconhecem atividades de lazer do campo na atualidade e no passado.

• O objetivo da atividade 4 é permitir aos estudantes que identifiquem práticas de lazer representadas em cada uma das pinturas. Caso algum deles apresente dificuldade, retome a análise das imagens das páginas 50 e 51 e solicite que releia as informações que foram coletadas e escritas na lousa. Na atividade 5, os estudantes terão a oportunidade de estabelecer relações de comparação entre a ilustração da página 48 e as pinturas das páginas 50 e 51 , reconhecendo semelhanças entre elas, como o fato de acontecerem ao ar livre, na área rural e em cenas de lazer. Questione-os sobre quais elementos das imagens foram analisados para que chegassem a essa conclusão.

• A atividade 6 permite aos estudantes fazer uma entrevista e ter contato com fontes históricas orais, baseadas nas memórias e experiências de pessoas da família ou comunidade. Em sala de aula, ao compartilharem o resultado de suas entrevistas, é possível explorar com a turma a comparação entre as formas de lazer do passado e do presente.

• Para a atividade 7, convide os estudantes para uma roda de conversa e peça-lhes que compartilhem as respostas registradas na entrevista. Aproveite a oportunidade para fomentar o pluralismo de ideias, destacando que as pessoas

25/09/2025 08:48:20

Sugestão de intervenção

Para verificar se os estudantes reconhecem atividades de lazer do campo no passado e no presente, peça que façam no caderno um desenho representando essas atividades. Depois, solicite que criem legendas explicando cada uma e compartilhem com os colegas, analisando semelhanças e diferenças em suas produções.

1. Objetivo

• Analisar as características da vida cotidiana no campo. Sugestão de intervenção

• Para recuperar aprendizagens ao longo da unidade, solicite aos estudantes que relembrem quais atividades costumam ser do cotidiano das pessoas que vivem no campo e as citem. Caso alguém tenha dificuldade, retome a leitura das páginas 38 e 39 que representam o cotidiano da personagem Bruna, que vive no campo. Aproveite para destacar as semelhanças entre o cotidiano de um estudante que mora no campo e dos que moram no espaço urbano, como tomar café da manhã e ir à escola.

2. Objetivo

• Identificar atividades feitas pelas pessoas que trabalham no campo.

Sugestão de intervenção

• Solicite aos estudantes que indiquem o que está acontecendo em cada quadrinho e escreva na lousa elementos citados por eles, a fim de que elaborem um texto com base nesses apontamentos. Caso algum estudante apresente dificuldade, auxilie-o na descrição dos quadrinhos, apontando elementos específicos de cada um deles, como o canto do galo e a presença da máquina agrícola, vinculando tais elementos ao modo de vida no campo. Para oferecer condições de progressão, chame a atenção para a relação entre esses elementos e as atividades feitas pelos personagens no campo, como as etapas para a produção de alimentos, tais como o preparo do solo, o plantio, a colheita e o transporte dos produtos. Depois, peça-lhe que retome a atividade.

Escreva as respostas no caderno.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

1. Releia as páginas 38 e 39 e responda às questões no caderno.

a ) Organize os acontecimentos do dia a dia de Bruna na sequência correta.

Resposta: 1. Tomar café da manhã; 2. Ir à escola;

3. Almoçar com os pais; 4. Ajudar nas tarefas do sítio; 5. Fazer a lição de casa; 6. Tomar banho e cuidar da higiene; 7. Ler uma história com os pais e dormir.

• Ir à escola.

• Tomar café da manhã.

• Ler uma história com os pais e dormir.

• Almoçar com os pais.

• Fazer a lição de casa.

• Ajudar nas tarefas do sítio.

• Tomar banho e cuidar da higiene.

b ) Quais aspectos do cotidiano de Bruna são típicos do espaço rural?

Resposta: Bruna costuma consumir frutas e verduras frescas do pomar, passear a cavalo e ajudar os pais a cuidar da horta e dos animais.

2. Observe a história em quadrinhos a seguir e escreva um texto comentando o cotidiano dos personagens em cada uma das cenas.

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes escrevam um texto abordando as atividades realizadas pelos

ARIONAURO. Quadrinhos vida no campo. Arionauro Cartuns, 2 maio 2018. Disponível em: http://www.arionaurocartuns.com.br/2018/05/ tira-quadrinhos-vida-no-campo.html. Acesso em: 22 fev. 2025.

personagens: acordar com o canto do galo; preparar o solo e plantar sementes; regar a plantação; colher os frutos e encaminhá-los para que sejam vendidos na cidade.

BNCC

• As atividades 1 e 2 promovem o desenvolvimento da habilidade EF03HI08, pois abordam as diferenças entre os espaços que compõem os municípios e as atividades que podem ser feitas no campo.

3. Relacione cada fotografia à atividade econômica do campo retratada por ela.

Resposta: 1 – B; 2 – C; 3 – A.

Extrativismo. A.

Colheita de cana-de-açúcar no município de Pederneiras, em São Paulo, em 2024.

Agricultura. B.

5. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que essa atividade é muito importante, pois fornece alimentos para a população.

Homem conduzindo gado no município de Cabrobó, em Pernambuco, em 2023.

Pecuária. C.

Pessoas coletando castanhas de baru no município de Pirenópolis, em Goiás, em 2021.

4. Escreva o nome de alguns alimentos produzidos no campo que você costuma consumir no dia a dia.

Possíveis respostas: Grãos, cereais, frutas, verduras e legumes.

5. Qual é a importância do trabalho no campo? Debata com os colegas.

6. Descreva como são as relações de trabalho na agricultura familiar. Onde foi possível encontrar essa resposta?

Resposta: Na agricultura familiar, as relações de trabalho ocorrem entre pessoas

da mesma família. Em geral, elas trabalham na mesma propriedade rural. Espera-se que, para responder à questão, os estudantes retomem o conteúdo da página 47

Sugestão de intervenção

• Para promover a recuperação do aprendizado, incentive a reflexão sobre a importância do trabalho no campo para o fornecimento de alimentos à população. Em seguida, escreva na lousa as contribuições dos trabalhos feitos no campo que foram citadas pelos estudantes. Caso algum deles apresente dificuldade, retome a leitura das páginas 42 e 43 e, com base nas informações escritas na lousa, peça-lhe que retome a atividade.

6. Objetivo

• Descrever as relações de trabalho na agricultura familiar. Sugestão de intervenção

• Com base no texto da página 47, promova a recuperação do conteúdo abordado em sala de aula relacionado às diferentes formas de trabalho no campo. Aponte que a forma de trabalho empregada em cada propriedade está diretamente relacionada à qualidade e quantidade de sua produção. Em geral, a agricultura familiar produz em menor quantidade, mas o envolvimento direto do agricultor com seu

3. Objetivo

• Reconhecer as características dos diferentes tipos de atividade econômica feitas no campo.

Sugestão de intervenção

• Oriente os estudantes a analisarem as imagens da página e questione-os sobre o tipo de trabalho retratado em cada uma delas. Caso algum deles tenha dificuldade em identificá-los, recupere o conteúdo abordado em sala de aula por meio da leitura da página 43. Em seguida, peça-lhe que retome a atividade.

4. Objetivo

• Identificar no cotidiano alimentos que são produzidos no campo.

Sugestão de intervenção

• Para promover a progressão do aprendizado, promova a reflexão sobre os hábitos alimentares dos estudantes, identificando os produtos industrializados e in natura, como verduras e legumes, que consomem cotidianamente. Ressalte a importância de uma alimentação saudável e variada. Uma sugestão é promover uma roda de conversa para que eles troquem ideias sobre o tema antes de elaborar a resposta. Caso algum estudante tenha dificuldade, escreva na lousa uma lista de produtos, como frutas, verduras e legumes produzidos no campo.

5. Objetivo

• Refletir sobre a importância do trabalho no campo.

25/09/2025 08:48:31

cultivo pode resultar em alimentos de melhor qualidade. Caso os estudantes apresentem dificuldade, acolha-os indicando que as respostas podem ser encontradas no tema 5.

BNCC

• As atividades 3, 4 e 5 auxiliam no desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI11, pois abordam diferentes tipos de trabalho feitos no campo considerando sua importância e o uso da tecnologia nesse contexto.

7. Objetivo

• Identificar e contextualizar os trabalhos feitos no campo no passado e no presente.

Sugestão de intervenção

• Solicite aos estudantes que façam a análise das imagens e a leitura de suas respectivas legendas. Peça-lhes que descrevam cada uma, ressaltando as diferenças e semelhanças entre elas. Busque promover a progressão do conhecimento dos conteúdos abordados em sala de aula, para isso questione se eles conhecem outros processos produtivos que sofreram alguma mudança em razão da introdução de novas tecnologias.

BNCC

• A atividade 7 favorece o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI12, pois os estudantes vão estabelecer relações de comparação entre semelhanças e diferenças, reconhecendo os espaços e contextos nos quais as imagens foram produzidas.

7. Observe as imagens a seguir e responda às questões.

Colheita de café na região de Araraquara, em São Paulo. Fotografia de Guilherme Gaensly, início do século XX.

Colheita de café no município de Vera Cruz, em São Paulo, em 2022.

a ) As duas imagens mostram a colheita de um mesmo produto. Qual?

Resposta: Café.

b ) Como a colheita desse produto é feita na imagem A? Quais equipamentos são utilizados?

Resposta: É feita manualmente. São utilizados cestos e rastelo.

c ) E na imagem B, como é feita a colheita? Quais equipamentos as pessoas estão utilizando?

Resposta: É feita de modo mecânico. São utilizados uma colheitadeira e um trator com carreta para guardar os grãos.

d ) Ao comparar as duas imagens, o que é possível concluir sobre a atividade que está sendo representada?

Resposta: É possível concluir que a colheita de café é uma atividade que permanece em nosso país, mesmo que as tecnologias empregadas para realizá-la sejam diferentes.

8. Leia o texto a seguir e responda às questões.

Eu sou Bentinho e tenho oito anos. Moro na Serra do Catimbó.

Aqui é lindo. Tem uma porção de bichos soltos: cotia, tatu-canastra, arara. E flor de tudo o que é jeito: mimosa, mulungu e uma grande, muito branca, chamada mandacaru.

Toda vez que a flor do mandacaru abre, a chuva cai, não sei por quê.

Eu moro em uma casa branca com varanda. Nesse lugar a gente pendura uma porção de redes, porque aqui faz muito calor.

No sítio criamos galinhas, pintinhos, porcos, cavalos...

Eu tenho um boizinho de estimação que se chama Brioso. Quer dizer, ele ainda não é boi, é um bezerro; eu é que o chamo de boizinho. Ele me segue que nem cachorro e come capim na minha mão.

[...]

8. e) Resposta: De acordo com o narrador, toda vez que a flor do mandacaru abre, a chuva cai.

8. c) Resposta: O narrador do texto mora na área rural. Espera-se que os estudantes usem informações lidas que indiquem o ambiente rural, por exemplo, os animais que vivem soltos e a menção à criação de galinhas, pintinhos, porcos e cavalos.

a ) Qual é o nome do narrador do texto e quantos anos ele tem?

Resposta: O narrador do texto se chama Bentinho e tem 8 anos de idade.

b ) Qual animal de estimação o narrador tem e como é o nome desse bichinho?

Resposta: O animal de estimação do narrador é um bezerro chamado Brioso.

c ) O narrador mora na área rural ou na área urbana? Justifique sua resposta usando as informações do texto.

d ) Quais são as plantas citadas?

Resposta: O narrador cita as flores mimosa, mulungu e mandacaru. Se julgar pertinente, apresente imagens delas para os estudantes.

e ) Qual é a relação entre a chuva e a flor do mandacaru?

25/09/2025 08:48:36

8. Objetivo

• Identificar as características da vida no campo por meio da interpretação de texto.

Sugestão de intervenção

• Oriente os estudantes a lerem o texto silenciosamente para que, em seguida, respondam às perguntas. Caso algum estudante apresente dificuldade, proponha uma leitura em voz alta e solicite que destaque as características do narrador e do lugar onde ele vive. Assim, ele poderá identificar as informações solicitadas. Além disso, incentive a curiosidade dele acerca do cotidiano do personagem Bentinho, retomando conteúdos abordados ao longo da unidade. Por fim, peça-lhe que retome a atividade.

BNCC

• A atividade 8 possibilita o desenvolvimento de aspec tos da habilidade EF03HI08, pois incentiva o reconhecimento de características que fazem parte do modo de vida no campo.

VINÍCIUS
FLORA, Anna. Boizinho Brioso e outros bois. Ilustrações de Mariana Massarani. São Paulo: Moderna, 2007. p. 4, 7.

OBJETIVOS DA UNIDADE

• Compreender as formas de vida no espaço urbano em diferentes temporalidades.

• Refletir sobre as formas de trabalho nas cidades.

• Conhecer as manifestações culturais e de lazer no espaço urbano.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

Para iniciar o trabalho com esta unidade, verifique o conhecimento prévio da turma acerca dos principais elementos da vida no campo, comparando-os com o modo de vida na cidade. Para isso, divida a lousa em duas partes, uma destinada para o campo e a outra para a cidade. Na primeira parte, peça aos estudantes que indiquem características do campo, como os tipos de trabalho realizados nesse ambiente e as formas de lazer características do espaço rural, e anote-as na lousa. Na segunda, anote as respostas a respeito da vida nas cidades, indicando como um morador se diverte, quais são os edifícios e espaços públicos que existem nesses ambientes e como se organiza a rotina de quem lá vive. Por fim, peça-lhes que elaborem um pequeno texto que compare a vida no campo e a vida na cidade, identificando as possíveis diferenças e semelhanças quanto às formas de trabalho e lazer e aos modos de organização do cotidiano. Possibilite que os estudantes compartilhem o resultado dos textos por meio da leitura em voz alta.

UNIDADE

3 VIDA NA CIDADE

• O estudo desta unidade promove o desenvolvimento de aspectos das habilidades EF03HI08, EF03HI11 e EF03HI12. Os momentos específicos em que esses aspectos serão desenvolvidos aparecerão indicados ao longo da unidade.

BNCC
Vista do município de Salvador, na Bahia, em 2025.

1. Resposta: Um espaço urbano. Espera-se que os estudantes percebam que o espaço retratado tem muitas construções, entre elas altos edifícios.

2. Resposta pessoal. O objetivo desta atividade é explorar a realidade próxima dos estudantes acerca do modo de vida na área urbana do município onde moram.

3. Resposta pessoal. O objetivo desta atividade é explorar o cotidiano dos estudantes acerca de algumas atividades de lazer realizadas no espaço urbano do município onde moram.

A fotografia retrata um espaço urbano ou um espaço rural? Como você chegou a essa conclusão?

Como é o modo de vida no espaço urbano do município onde você mora?

Cite algumas atividades de lazer realizadas no espaço urbano do seu município.

• Na atividade 1, oriente os estudantes a identificarem as características da paisagem retratada na fotografia, como as construções e, as ruas e os veículos. Em seguida, pergunte se essas características fazem parte do espaço rural ou do espaço urbano. Caso os estudantes apresentem dificuldade, retome o conteúdo da unidade anterior, incentivando-os a identificar possíveis diferenças da paisagem rural em relação à urbana.

• Na atividade 2, permita aos estudantes que compartilhem experiências em relação ao espaço urbano do município, comentando como frequentam os espaços públicos, os bairros e as ruas que conhecem. Se algum estudante apresentar dificuldade, faça uma lista de espaços públicos, monumentos e patrimônios, contribuindo, assim, para que ele identifique algumas localidades relacionadas ao espaço urbano.

• Na atividade 3, espera-se que os estudantes compartilhem as próprias experiências e práticas de lazer no espaço urbano. Se julgar pertinente, apresente algumas imagens de praças, parques e bosques da cidade e pergunte se eles os conhecem e o que fazem nesses locais. Permita que os estudantes façam comentários sobre outros espaços e suas experiências.

25/09/2025 08:50:51

• Para iniciar a abordagem do tema com a turma, converse com os estudantes a respeito das peculiaridades do espaço urbano. Motive-os a comentar aspectos que façam parte da realidade das cidades, buscando verificar o conhecimento prévio deles sobre o conteúdo. Em seguida, explique a eles que o modo de vida nos centros urbanos pode ser caracterizado pelo intenso fluxo de veículos e pelas grandes distâncias entre os ambientes cotidianos.

• Convide os estudantes a analisarem a linha do tempo, identificando atividades e práticas cotidianas relacionadas ao modo de vida na cidade. Oriente-os a identificar outros aspectos que podem remeter ao espaço urbano, como a formação de engarrafamentos no trânsito, a presença de grande fluxo de pessoas em determinados horários no transporte público, restaurantes e supermercados. A fim de retomar o conteúdo da unidade anterior, pergunte aos estudantes como os alimentos que o personagem Fábio e seus familiares consomem foram produzidos e chegaram até a cidade.

• Explique aos estudantes que, no Brasil, as cidades são diversificadas. Destaque que há cidades grandes que apresentam in tenso trânsito de veículos e de pessoas, aglomeração de edifícios etc. Há também cidades pequenas, em que há pouco movimento nas ruas e menor quantidade de construções. Converse sobre essa diversidade e verifique quais são as características do centro urbano do município onde vivem.

MODO DE VIDA NA CIDADE

1. Leia na linha do tempo a seguir informações sobre o cotidiano de Fábio, que vive na cidade, o espaço urbano do município.

6 h

Fábio acorda cedo e toma café da manhã antes de ir para a escola.

Depois de percorrer o trajeto com a van escolar, ele chega à escola.

BNCC

7 h

Na escola, Fábio aprende muitas coisas legais, brinca com os amigos e pratica a leitura.

Na hora do almoço, ele vai almoçar com a mãe em um restaurante.

Ilustrações que representam o cotidiano de Fábio.

• O tema promove o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI08, pois os estudantes conhecerão elementos característicos do modo de vida na cidade no presente.

Seu cotidiano se parece com o de Fábio? Liste as semelhanças e as diferenças entre o seu dia a dia e o dele.

que os estudantes reflitam sobre seu cotidiano e identifiquem algumas atividades semelhantes às representadas na linha do tempo de Fábio, como o modo de realizar as

Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

1. Respostas pessoais. Espera-se refeições, o horário da tarefa escolar e a hora de brincar.

15 h

Ele costuma fazer sua tarefa escolar no meio da tarde.

17 h

No fim da tarde, Fábio brinca com sua vizinha. Eles são muito amigos!

15 h 22 h 17 h 20 h

20 h 16 h 18 h 19 h 21 h

De noite, Fábio janta com a família. Ele gosta muito desse momento do dia!

Ilustrações que representam o cotidiano de Fábio.

Sugestão de intervenção

Proponha aos estudantes uma atividade de comparação entre as linhas do tempo que mostram o modo de vida no campo, referente à personagem Bruna, e o modo de vida na cidade, referente ao personagem Fábio. Incentive-os a comparar os horários em que os personagens fazem as atividades, os tipos de compromisso que eles têm, os

22 h

Depois de tomar banho, Fábio arruma seu material escolar e se prepara para dormir.

25/09/2025 08:50:53

momentos de lazer e os momentos em família. Após a atividade de comparação, peça aos estudantes que escrevam um texto e destaquem as semelhanças e as diferenças entre a rotina no campo e na cidade. Depois, em uma roda de conversa, ressalte a importância do respeito e da valorização dos diferentes modos de vida.

• Para a realização da atividade 1, pergunte aos estudantes como as práticas deles se assemelham ou se diferenciam da rotina do personagem, como os hábitos alimentares, os trajetos para a escola e o horário de aula. Incentive a participação de todos na atividade, favorecendo que compartilhem as próprias rotinas diárias e as comparem com a do personagem.

ATIVIDADE EXTRA

• Para recuperar os conhecimentos debatidos em sala de aula, elabore um quadro de organização da rotina semanal com os estudantes. Com a ajuda deles, organize uma agenda com todos os dias de uma semana. Cada estudante deve registrar as atividades que fez em cada dia e indicar também o respectivo horário. Ao final da semana, incentive-os a compartilhar o resultado, comparando entre si as rotinas semanais. A atividade ajuda os estudantes a conhecerem diferentes rotinas e permite avaliar como eles estão organizando as atividades ao longo do dia.

AVALIANDO

Objetivo

Avaliar a capacidade de comparar semelhanças e diferenças entre os modos de vida no campo e na cidade.

• Leia o relato com os estudantes para exercitarem a leitura em voz alta. Analise o texto, em conjunto, e questione se existe alguma palavra ou brincadeira que eles desconhecem. Caso seja possível, reproduza em sala de aula as brincadeiras citadas no relato, levando as bolas de gude, e crie uma amarelinha no pátio da escola.

• Aproveite o trecho do relato de Darcy, “Eu sempre gostei de brincar com meninos, eu jogava bola de gude, pião” para destacar que as brincadeiras infantis não devem ser limitadas a estereótipos de gênero. Incentive uma discussão sobre as brincadeiras atuais, perguntando se ainda existem distinções entre “brincadeiras de meninos” e “brincadeiras de meninas” e como isso pode influenciar a forma como as crianças interagem. Essa abordagem ajuda a promover um ambiente mais inclusivo e reflexivo, valorizando a diversidade nas experiências infantis ao longo do tempo.

MODO DE VIDA NA CIDADE NO PASSADO

2. Por meio de relatos de pessoas que viveram em outros tempos, podemos conhecer um pouco o modo de vida na cidade no passado. Leia a seguir o relato de uma mulher chamada Darcy sobre seu cotidiano na infância.

[...] brincávamos muito na rua de pular amarelinha, fazíamos na rua riscando com graveto ou giz o riscado no chão, tínhamos que pular de uma perna só. Eu sempre gostei de brincar com meninos, jogava bola de gude, pião [...].

Em casa naquela época não havia televisão, tínhamos o hábito de ouvir rádio [...]. Meus irmãos tinham o hábito de ouvir no Rádio o Seriado do Anjo, que era um seriado policial. Eu e minha irmã gostávamos de ouvir o Jerônimo, o Herói do Sertão, que era um seriado passado no Sertão do Nordeste brasileiro, e a história contava as aventuras que Jerônimo sempre salvava alguém em perigo [...].

BARRETO, Darcy. Algumas memórias da minha infância. Museu da Pessoa. Disponível em: https:// museudapessoa.org/historia-de-vida/algumas-mem -rias-da-minha-inf-ncia/. Acesso em: 13 mar. 2025.

2. a) Resposta: Ela brincava na rua de amarelinha, jogava bola de gude e pião com os meninos e também tinha o hábito de ouvir rádio.

2. b) Respostas

Bolinhas de gude.

pessoais. Espera-se que os estudantes estabeleçam relações de comparação entre seu cotidiano e o cotidiano no passado e reconheçam algumas das brincadeiras, como amarelinha.

Objetivo

Forme dupla com um colega, analisem o relato e respondam às questões.

a ) Escrevam como era a rotina de Darcy na infância.

b ) Vocês conhecem algumas das brincadeiras citadas no relato de Darcy? Quais? Contem aos colegas.

c ) Qual é o hábito da família que ela comenta no relato?

Resposta: Ouvir rádio.

d ) Quais são as semelhanças e as diferenças entre a sua infância e a de Darcy?

Resposta pessoal. O objetivo é possibilitar a comparação entre o cotidiano dos estudantes na atualidade com a rotina de uma criança no passado.

Identificar aspectos dos modos de vida na cidade, no presente e no passado.

Sugestão de intervenção

Convide uma pessoa idosa da cidade para conversar com os estudantes sobre como era a

• O objetivo da atividade 2 é, por meio da leitura do relato, fazer com que os estudantes conheçam aspectos do cotidiano urbano no passado, a fim de que possam compará-los ao modo de vida na cidade atualmente. No item a, converse sobre as práticas descritas no relato que eram comuns durante a infância de Darcy e que diferem do cotidiano deles. No item b, pergunte quais brincadeiras são citadas, crie uma lista delas na lousa e questione os estudantes a respeito das regras de cada uma delas. No item c, caso apresentem dificuldade em identificar o hábito familiar mencionado no relato, retome a leitura do texto e peça-lhes que localizem o parágrafo em que essa prática é descrita. No item d, peça a eles que comparem a descrição do relato com a própria infância e ressalte brincadeiras e hábitos do passado e do presente. Aproveite os itens propostos na atividade para avaliar a capacidade de interpretação de texto dos estudantes.

vida no espaço urbano quando ela era criança. Depois, instigue os estudantes a refletirem sobre a vida deles em comparação à das pessoas que moravam na mesma cidade no passado, com base no que eles puderam identificar pela conversa. Ao final, retome o conteúdo abordado em sala de aula e proponha a eles que escrevam um pequeno texto sobre o assunto. A fim de adaptar a atividade para estudantes com necessidades educacionais específicas, peça à pessoa entrevistada que fale de maneira pausada com o intuito de auxiliar na tradução do intérprete de Libras.

COLETIVAMENTE

Não desperdice alimentos

Conhecendo o problema 1

As pessoas que vivem no espaço urbano dependem da produção de grãos, cereais, frutas, verduras e legumes no espaço rural para se alimentarem. Porém, desde a produção desses alimentos no campo até a chegada deles à cidade para seu consumo, pode ocorrer grande desperdício.

Leia a história em quadrinhos a seguir.

construção de um olhar mais crítico sobre a realidade.

1. CONHECENDO O PROBLEMA

• A importância do consumo consciente dos alimentos para evitar o desperdício é um tema atual de relevância nacional e internacional. A atividade propõe uma situação-problema que motiva os estudantes a refletirem sobre o desperdício de alimentos ao longo da cadeia produtiva, desde a produção no campo até o consumo nas cidades. Ao serem apre-

sentados a esse desafio, eles podem ser incentivados a analisar criticamente as causas e consequências desse problema, além de pensar em possíveis soluções para minimizá-lo. Conduza a discussão questionando quais fatores contribuem para o desperdício de alimentos e como pequenas ações individuais e coletivas podem ajudar a reduzir o problema. Motive os estudantes a relacionarem o tema com a realidade próxima, promovendo debates orais, registros escritos ou desenhos indicando como evitar desperdícios em casa e na escola.

OBJETIVOS

• Permitir a reflexão sobre os problemas do desperdício de alimentos.

• Refletir sobre práticas de consumo consciente.

• Incentivar práticas de alimentação saudável.

• Promover a compreensão de textos pelos estudantes.

• Desenvolver o vocabulário dos estudantes.

• Esta seção contribui para o desenvolvimento do pensamento autônomo e crítico dos estudantes ao apresentar um problema real , incentivando-os a refletir sobre as causas e consequências dele. Com base na análise da história em quadrinhos e da discussão proposta, os estudantes são motivados a explorar o tema, questionar práticas cotidianas e propor soluções para reduzir o desperdício de alimentos. Oriente essa reflexão promovendo questionamentos, como: “Por que ocorre o desperdício de alimentos?”, “Quem é impactado por isso?”, “O que se pode fazer para evitar esse problema?”. Dessa forma, os estudantes participam ativamente do processo de aprendizagem, exercitando a argumentação e a tomada de decisão de maneira ajustada ao seu próprio nível de compreensão. Essa abordagem torna o aprendizado mais significativo e conectado ao dia a dia, favorecendo o engajamento dos estudantes na

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• Leia com os estudantes a história em quadrinhos e verifique se eles entenderam qual é o problema explorado. Espera-se que eles percebam que os alimentos nem sempre são consumidos de forma adequada e podem ser desperdiçados, o que gera uma série de problemas econômicos, sociais e ambientais. Verifique quais medidas eles adotam no dia a dia para evitar o desperdício de alimentos, como o reaproveitamento de cascas de frutas e legumes, o armazenamento adequado ou o consumo consciente.

2. ORGANIZANDO AS IDEIAS

• No item a, retome a história em quadrinhos com a turma. Caso algum estudante tenha dificuldades, peça a ele que, de forma individual, descreva em voz alta as imagens e comente o que elas representam. Ressalte a importância de fazer a análise das imagens, pois elas ajudam a compreender uma história.

• No item b, para aprofundar a reflexão, retome a história em quadrinhos e peça aos estudantes que identifiquem os elementos que representam o “esforço” e a “tecnologia” destacados pela personagem, como a irrigação, a esteira de processamento e o veículo de transporte.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• Esta seção permite o uso social do conhecimento e a articulação entre o tema contemporâneo transversal Educação ambiental e o componente curricular de Língua Portuguesa, uma vez que os estudantes poderão identificar a ideia central de um texto e demonstrar a compreensão global sobre ele. Para colocá-la em prática proponha atividades de leitura analítica da história em quadrinhos, destacando palavras-chave e expressões que reforcem a mensagem do texto, e de reescrita e síntese, pedindo aos estudantes que reescrevam o conteúdo da história em quadrinhos em formato de pequeno parágrafo ou resumo.

SOUSA, Mauricio de. Turma da Mônica: Comer sem desperdiçar. São Paulo: Instituto Cultural Mauricio de Sousa/Embrapa, 2019. p. 11-12.

2. b) Resposta: A personagem quis dizer que, além do desperdício de alimentos e dinheiro, é perdido o esforço dos trabalhadores, as técnicas

Organizando as ideias 2

a ) Qual é o tema central da história em quadrinhos?

Resposta: O desperdício de alimentos.

BNCC

b ) No segundo quadrinho, o que a personagem quis dizer com a frase “... perde-se todo o esforço e tecnologia que foram necessários para a produção desses alimentos”?

c ) Quais são os prejuízos causados pelo desperdício de alimentos?

Resposta e comentários nas orientações ao professor e os recursos naturais, como a água, para a produção de alimentos.

d ) Converse com seus familiares ou responsáveis e reflitam sobre maneiras de evitarmos o desperdício de alimentos.

Resposta pessoal. Incentive os estudantes a interagirem com os familiares deles.

• Os conteúdos desta seção favorecem aspectos da Competência específica de História 4, já que proporcionam o posicionamento crítico com base em princípios éticos, inclusivos e solidários.

As Competências gerais 4, 7 e 10 também são contempladas, pois os conteúdos possibilitam a utilização de diferentes linguagens para expressar e partilhar informações, experiências e ideias em diferentes contextos; promovem a argumentação com base em fatos dados e informações confiáveis e encorajam a ação pessoal e coletiva com autonomia e responsabilidade, visando à

tomada de decisões éticas, sustentáveis e solidárias. Por fim, a seção contempla o tema contemporâneo transversal Educação ambiental, uma vez que impulsiona a reflexão sobre a sustentabilidade.

Resposta

2. c) Ao jogar comida fora, perdem-se o esforço, os recursos, a tecnologia e o dinheiro que foram necessários para a sua produção. Pode levar também ao aumento dos preços e do descarte de resíduo orgânico que produz gases nocivos à camada de ozônio, intensificando o efeito estufa.

Buscando soluções

a ) Com a ajuda do professor, pesquise na internet algumas informações sobre o desperdício de alimentos no Brasil na atualidade.

b ) Em grupos e com o professor, conversem e descrevam as possíveis soluções para evitar a perda de alimentos no ambiente doméstico.

c ) Agora, com base nas soluções apresentadas, produzam, de forma coletiva, um cartaz sobre o problema do desperdício de alimentos e dicas de atitudes para evitá-lo. Para isso, sigam as instruções.

1.

Com frases curtas, elaborem previamente uma lista de problemas e uma lista de dicas.

Resposta: O objetivo é promover a conscientização sobre o desperdício de alimentos entre a comunidade escolar. Espera-se que os estudantes produzam e apresentem os cartazes para outros estudantes e funcionários da escola.

2.

Façam o planejamento de desenhos que vocês podem produzir para ilustrar as frases.

3.

Vocês podem providenciar imagens, como recortes de revistas e jornais, que contenham imagens relacionadas a dicas para evitar o desperdício de alimentos ou mesmo manchetes sobre o tema e planejar os espaços para a colagem dessas imagens.

4.

Em seguida, utilizem uma folha de cartolina ou de papel kraft para fazer o cartaz.

5.

Escrevam as frases elaboradas.

7.

6. Coloquem o cartaz em um local de grande circulação de pessoas na escola.

Façam os desenhos planejados, pintando-os com lápis de cor ou canetas hidrocor e, se for o caso, colem as imagens pesquisadas.

3. a) Resposta: Espera-se que os estudantes pesquisem a quantidade de alimento desperdiçado no Brasil na atualidade, quais os mais desperdiçados e as possíveis causas.

Resposta e comentários nas orientações ao professor 63

• O item b tem como objetivo engajar a reflexão crítica e o trabalho em equipe na busca por soluções para evitar o desperdício de alimentos no ambiente doméstico. Divida a turma em grupos e incentive um debate guiado, questionando: “Quais atitudes podemos adotar para reduzir o desperdício de alimentos?”. Para facilitar a organização das ideias, sugira que as soluções sejam anotadas em tópicos.

• O item c busca desenvolver a expressão escrita e visual na elaboração de materiais informativos, além de motivar

a conscientização da comunidade escolar sobre o desperdício de alimentos. Após a finalização, organize um seminário como atividade de culminância para que os grupos compartilhem seus cartazes e expliquem suas mensagens para a comunidade escolar. Sugira que os cartazes sejam expostos em lugares estratégicos da escola para ampliar o impacto da conscientização. Para a elaboração de frases curtas e a produção dos desenhos, verifique se há estudantes que, em razão de necessidades educacionais específicas,

• No item c, converse com os estudantes sobre os diversos prejuízos causados pelo desperdício de alimentos. Retorne à história em quadrinhos e peça-lhes que apontem quais prejuízos são indicados nas imagens e no texto, como o preço gradativamente mais caro dos alimentos, o aumento do descarte de resíduo orgânico, a ampliação dos aterros e o aumento da criação de gases do efeito estufa, o que prejudica a atmosfera.

• No item d, questione os estudantes a respeito do desperdício de alimentos em suas casas. Solicite que observem se os alimentos são totalmente usados, se as cascas de vegetais são descartadas, se todo o alimento preparado é consumido ou se parte dele é rejeitada. Incentive-os a conversar com seus familiares sobre o tema e a importância do consumo consciente. Por fim, motive os estudantes a pesquisarem com os familiares receitas que utilizem integralmente os alimentos, promovendo o reaproveitamento de cascas, talos e sementes.

3. BUSCANDO SOLUÇÕES

• No item a, sugira aos estudantes que explorem fontes como sites de órgãos ambientais, institutos de pesquisa e notícias atualizadas sobre o tema. Caso o acesso à internet seja limitado, providencie alguns dados e informações para análise em sala de aula.

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precisem de materiais adaptados, como lápis grossos, canetas ergonômicas ou softwares de desenho.

Resposta 3. b) Espera-se que os estudantes pontuem exemplos como: cozinhar somente o que vai ser consumido; colocar no prato apenas o que vai comer; fazer receitas que usem cascas de alguns alimentos; aproveitar as sobras de resíduo orgânico, como sementes e cascas, e usá-las para adubar a terra de vasos e plantas.

OBJETIVOS

• Compreender a importância do consumo correto dos alimentos.

• Refletir sobre o problema do desperdício de alimentos.

• Desenvolver a habilidade de produção de escrita.

• Ao conhecerem receitas que aproveitam cascas de frutas, os estudantes são incentivados a adotar práticas sustentáveis no dia a dia, compreendendo que pequenas ações, como o reaproveitamento de alimentos, podem reduzir o desperdício e minimizar impactos ambientais. Além do aspecto ambiental, a seção conecta o tema à alimentação saudável e ao consumo consciente. Sugira que os estudantes reflitam sobre outros hábitos sustentáveis que podem ser incorporados na rotina familiar, como a compostagem de restos orgânicos e a redução do uso de produtos descartáveis na cozinha.

• Inicie o trabalho com esta seção perguntando aos estudantes, entre as frutas que eles conhecem, quais possuem casca comestível e quais não têm. Na sequência, leia em conjunto as receitas e explique as medidas e os ingredientes. Motive-os a pensar em frutas que podem ser utilizadas para a preparação de sucos.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• A seção permite uma abordagem interdisciplinar com o componente curricular de Língua Portuguesa, uma vez que explora as características do texto injuntivo, presente na receita. Antes de ler a receita, pergunte aos estudantes: “O que torna uma receita fácil de entender?”. Destaque a organização textual, observando os verbos no imperativo, a divisão entre ingredientes, o modo de preparo e a formatação visual.

ENTRE TEXTOS

Todos os dias, muitos alimentos são preparados nas cozinhas de restaurantes, das escolas e de nossas residências. Descascar frutas e legumes é uma das atividades relacionadas ao preparo dos alimentos. Muitas vezes, durante esse processo, jogamos fora as cascas sem saber o valor nutricional de algumas delas, como as cascas da banana e da laranja que são ricas em vitamina C, que aumenta a energia e a disposição. Uma das atitudes que ajuda a evitar o desperdício de alimentos é aproveitar as cascas comestíveis de algumas frutas e legumes para produzir receitas culinárias. Assim, da próxima vez que consumir uma manga, por exemplo, você poderá fazer um nutritivo suco com sua casca. Vamos conhecer uma receita?

Ingredientes

3 mangas grandes.

Modo de preparo

Lavar bem as mangas e a seguir descascá-las.

Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

1 ½ litro de água.

Bater as cascas no liquidificador com um pouco de água.

Coar e completar com o restante da água.

Ilustrações que representam o preparo de um suco de casca de manga.

Fonte de pesquisa: BANCO de alimentos e colheita urbana: aproveitamento integral dos alimentos. Rio de Janeiro: SESC/DN, 2003. (Mesa Brasil SESC-Segurança Alimentar e Nutricional). p. 44.

BNCC

• A realização das atividades propostas nesta seção favorece o desenvolvimento da Competência específica de História 7 e da Competência geral 5, pois os estudantes utilizarão tecnologias digitais de informação de forma ética, crítica e responsável para produzir o livro de receitas saudáveis. A Competência geral 8 é contemplada ao promover o autocuidado, a apreciação de si mesmo e o cuidado com a saúde física.

EXPLORANDO O TEXTO

EXPLORANDO O TEXTO

c) Resposta: Espera-se que os estudantes escrevam no caderno os ingredientes necessários para a produção da receita de suco de casca de manga.

a ) Qual atitude pode ajudar a evitar o desperdício de alimentos?

Resposta: Aproveitar as cascas comestíveis em receitas nutritivas.

b ) As cascas de banana e laranja são ricas em qual vitamina?

Resposta: São ricas em vitamina C, que aumenta a energia e a disposição.

c ) Liste os ingredientes que são necessários para a receita.

d ) Acrescente na lista a quantidade de cada ingrediente.

e ) Com a ajuda de um adulto da sua família, verifique se vocês têm os ingredientes em casa e façam a receita do suco.

Resposta: Oriente os estudantes a verificarem em suas residências os ingredientes listados.

Atenção: apenas um adulto pode usar o descascador ou a faca para descascar as frutas e manipular o liquidificador. Ajude acrescentando os ingredientes e experimentando o suco!

Em sala de aula, conte para os colegas e o professor como foi o resultado. Se você não pôde fazer a receita por algum motivo, incentive seus familiares ou responsáveis a usarem as cascas de frutas e legumes para produzirem outras receitas.

ALÉM DO TEXTO

d) Resposta: Os estudantes devem indicar a quantidade de cada ingrediente. Se julgar pertinente, explique para eles que 1 1 2 representa um litro e 500 mL de água.

f ) Em grupo, e com a ajuda do professor, pesquisem outras receitas saudáveis que utilizem ingredientes como cascas e sementes de frutas e legumes. Após a pesquisa, cada grupo deve escolher uma e escrevê-la para compor o livro de receitas da turma. Para isso, siga as instruções:

• separem folha de papel sulfite, cola escolar, caneta hidrocor e tesoura com pontas arredondadas;

• escolham tipos de letra com as quais se sintam confortáveis e escrevam textos curtos;

• façam desenhos ou recortem imagens para colar;

• organizem o livro de acordo com os diferentes tipos de alimento, como casca de frutas, casca de legumes e sementes;

• se possível, tirem fotografias das páginas do livro e publiquem no site da escola.

Resposta: Espera-se que os estudantes pesquisem

receitas que reutilizem alimentos que seriam descartados.

• Nesta atividade, os estudantes são incentivados a aplicar nas próprias experiências e vivências o conhecimento adquirido, promovendo uma aprendizagem significativa. Ao pesquisarem e registrarem receitas que reaproveitam cascas e sementes de frutas e legumes, eles conectam o conteúdo estudado com a própria realidade, conscientizando-se sobre o desperdício de ali-

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mentos e as práticas sustentáveis. A produção do livro de receitas da turma fortalece o protagonismo dos estudantes, permitindo que expressem a criatividade e compartilhem o aprendizado com a comunidade escolar.

• Oriente os estudantes a praticarem a escrita de letra cursiva ao escreverem o livro de receitas da turma.

• O objetivo das atividades é que os estudantes percebam que o gênero textual receita culinária, além do modo de preparo, deve indicar os ingredientes e suas respectivas quantidades dos ingredientes. Oriente os estudantes a reescreverem a receita no caderno. Explique-lhes que ½ significa “metade”; nesse caso, metade de 1 litro de água (500 ML).

• No item e, é importante ressaltar a necessidade do auxílio de um adulto para o preparo da receita. Caso seja possível, faça a receita na cozinha da escola para que todos os estudantes participem da atividade. Organize uma roda de conversa com a turma para que todos compartilhem as próprias impressões, como o sabor e a cor do suco.

ALÉM DO TEXTO

• No item f, planeje uma visita à sala de informática da escola. Divida a turma em duplas. Cada uma delas buscará uma receita diferente. Enfatize a necessidade de as receitas serem saudáveis e terem como ingredientes cascas e sementes de frutas, legumes e verduras. Sistematize as receitas escolhidas com os estudantes em um livro da turma. Se possível, escreva algumas receitas com os estudantes em sala de aula.

• Para iniciar o desenvolvimento do tema, converse com os estudantes sobre as especificações do trabalho nas cidades. Comente com eles algumas possíveis diferenças entre o trabalho no campo e o trabalho na cidade: enquanto, em alguns casos, o trabalhador do campo é responsável por todas as etapas da produção (o plantio, o cuidado com as plantas e os animais e a colheita), o trabalhador da cidade costuma ter funções mais específicas. Porém, essa diferenciação não é uma regra, pois existem no campo trabalhadores com funções específicas, que não exercem todas as etapas de um mesmo trabalho. Por exemplo, há o trabalhador que planta, o que colhe e o que transporta os alimentos para as cidades. É interessante verificar quais são as características da realidade local dos estudantes.

• Durante a realização da atividade 1, analise com os estudantes as imagens e leia com eles as respectivas legendas. Na imagem 1, conversem sobre o trabalho de vendedores e a maneira como eles auxiliam o cliente a encontrar produtos. Na imagem 2, ressalte a importância dos coletores de resíduos sólidos para a manutenção da limpeza da cidade e para a prevenção de doenças. Na imagem 3, converse com os estudantes sobre o papel dos trabalhadores da área da saúde na prevenção de doenças e nos cuidados com as pessoas.

BNCC

• Os conteúdos e as atividades deste tema promovem o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI011, pois os estudantes identificarão as diferentes formas de trabalho no ambiente urbano e suas tecnologias.

TRABALHO NA CIDADE

Na atualidade, os trabalhos realizados nas cidades envolvem geralmente o comércio, a prestação de serviços e a indústria. Todos esses setores são importantes, pois contribuem para o funcionamento das cidades e para atender às necessidades da população.

1. Relacione as fotografias a seguir às informações correspondentes.

Os trabalhadores da área da saúde atuam como enfermeiros, médicos, dentistas, farmacêuticos, entre outros.

B.

Os funcionários públicos podem realizar serviços, como coleta de resíduos sólidos, ensino nas escolas, entre outros.

Os trabalhadores do comércio, como os vendedores de lojas, atendentes de supermercado, garçons etc., atendem o público.

Resposta: 1 - C; 2 - B; 3 - A.

A.
C.
Município de Arcoverde, em Pernambuco, em 2025.
Município de São José dos Campos, em São Paulo, em 2020.
Município do Rio de Janeiro, em 2024.
LEO

Com o passar do tempo, a tecnologia transformou o modo de vida nas cidades e a forma como algumas pessoas trabalham.

Médicas realizando exame de tomografia computadorizada em hospital no município de Fortaleza, no Ceará, em 2022.

Recenseador do IBGE utilizando tablet para registrar dados durante o Censo Demográfico de 2022 no município de Marília, em São Paulo, em 2022.

Funcionário público operando máquina de varrer ruas no município do Rio de Janeiro, em 2024.

2. Quais são os equipamentos e as tecnologias que aparecem nas fotografias desta página?

Resposta: Internet, notebook, aparelho de tomografia, computador, palmtop e máquina de varrer rua.

3. Você conhece alguma dessas tecnologias apresentadas? Comente com os colegas.

Resposta: Espera-se que os estudantes explorem a realidade próxima e compartilhem as experiências com algumas dessas tecnologias, se já viram alguém usando-as e em qual contexto.

• O objetivo da atividade 3 é verificar os conhecimentos dos estudantes sobre as tecnologias apresentadas nas fotografias. Comente que, além de facilitarem o trabalho nas mais diversas áreas, muitas tecnologias assistivas contribuíram para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

ATIVIDADE EXTRA

• Para recuperar os conhecimentos abordados em sala de aula, organize uma

feira de profissões com os estudantes. Leve-os à sala de informática ou à biblioteca e solicite a eles que façam uma pesquisa sobre uma profissão do ambiente urbano. As profissões podem ser atribuídas aos estudantes por sorteio ou por manifestação de interesse. Incentive-os a pesquisar informações como a formação necessária para a profissão, a área de atuação e as atividades possíveis para o profissional selecionado. Organize uma roda de conversa entre eles. Cada

• Explore as imagens com os estudantes. Na sequência, converse com a turma sobre os diversos trabalhos que podem ser feitos com um computador. Explique o que é o trabalho remoto e como essa modalidade tem crescido no Brasil nos últimos anos, principalmente após a pandemia do coronavírus (COVID-19). Na segunda imagem, comente que muitos exames e procedimentos médicos são feitos por meio de ferramentas tecnológicas. Na terceira, explique que o recenseador coleta informações dos habitantes de determinadas regiões para a elaboração de pesquisas demográficas e que o uso de tablets por esses profissionais é uma maneira de registrar os dados com mais eficiência. Por fim, na quarta imagem, questione se os estudantes reconhecem algum serviço que antes era realizado por pessoas e hoje pode ser feito por máquinas, como varrer ruas e calçadas.

• Durante a realização da atividade 2, é importante conversar com os estudantes sobre o conceito de tecnologia. Explique que tecnologia é um conjunto de conhecimentos e técnicas aperfeiçoados ao longo do tempo para ajudar a resolver problemas, facilitar uma atividade ou executar uma tarefa. Em seguida, solicite aos estudantes que identifiquem quais equipamentos ou técnicas estão presentes nas imagens.

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um deve falar para toda a turma sobre a profissão pesquisada. Garanta que todos se manifestem. Por fim, eles devem fazer um desenho e um pequeno texto sobre a profissão pesquisada, e a turma deve criar o painel das profissões. Se possível, convide alguns profissionais das áreas de maior interesse dos estudantes para uma pequena palestra. Caso algum profissional aceite o convite, peça-lhe que fale pausadamente, facilitando o trabalho de tradução do intérprete de Libras.

Mulher trabalhando on-line em sua casa, no município de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, em 2023.

• Durante a realização da atividade 4, auxilie os estudantes a fazerem a análise de evidências nas imagens e a compreenderem as atividades profissionais representadas nas fotografias. O objetivo do item a é avaliar se os estudantes conseguem classificar as imagens de acordo com a ordem cronológica delas. Reforce com eles a leitura das legendas. Em caso de dificuldade, peça-lhes que elaborem uma linha do tempo com as datas que aparecem nas legendas das imagens. O item b busca avaliar se os estudantes conseguem estabelecer relações de mudanças e permanências entre o passado e o presente. Para isso, é importante engajá-los na verbalização das próprias percepções sobre as imagens, acolhendo os pontos de vista deles e incentivando-os a expressar como chegaram às conclusões. Questione-os sobre as mudanças nos trajes, nos produtos vendidos e nas ferramentas de trabalho ao longo do tempo. Motive-os a fazer comparações com o contexto atual e a refletir sobre a maneira pela qual essas atividades se mantêm presentes na sociedade. No item c, é importante que os estudantes percebam que mesmo sofrendo mudanças, as profissões permanecem se adaptando aos diferentes contextos.

BNCC

• A atividade 4 favorece o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI12, pois os estudantes poderão comparar as características do trabalho de vendedor ambulante no passado e no presente e refletirão sobre as transformações nas formas de trabalho da cidade com o passar do tempo.

TRABALHO NA CIDADE NO PASSADO

4. Observe as imagens e leia as legendas a seguir.

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Profissões do passado

Pessoas trabalhando no município do Rio de Janeiro, em 1956.

Vendedor de água, de Joaquim Lopes de Barros Cabral Teive. Gravura. 1841.

4. b) Respostas: Vendedor ambulante. Espera-se que os estudantes compreendam que os profissionais representados nas imagens estão vendendo seus produtos nas ruas, praças e avenidas.

Pessoas trabalhando no município de Iranduba, no Amazonas, em 2024.

a ) Organize as imagens, da mais antiga para a mais recente.

Resposta: 2, 1, 3.

b ) Quais são as profissões apresentadas nas imagens? Como você chegou a essa conclusão?

c ) Ao analisar as imagens e ler as legendas, o que é possível concluir sobre esse trabalho?

Resposta: É possível

concluir que esse trabalho existe há muito tempo. Os estudantes podem se basear na data da gravura para responder.

O trabalho de vendedor ambulante existe até os dias atuais. Porém, atualmente, é comum as pessoas comprarem os produtos de que necessitam em lojas, mercearias, supermercados e pela internet.

Como observamos na unidade anterior, existem diferentes relações de trabalho no campo. Nas cidades isso também acontece.

Entre as relações de trabalho nas cidades, podemos citar alguns exemplos. Observe a seguir.

• Funcionário público: presta concurso e recebe um pagamento por mês.

Funcionários públicos trabalhando na construção de rua no município de Salvador, na Bahia, em 2024.

• Empregado particular assalariado: é contratado por uma empresa ou pessoa para realizar o serviço e recebe o pagamento por mês.

• Trabalhador terceirizado: é contratado por uma empresa ou pessoa que presta serviço para outra empresa ou pessoa.

• Trabalhador autônomo: presta serviços ou comercializa produtos sem ter vínculo de emprego com uma empresa ou pessoa.

Existem vários problemas relacionados ao mundo do trabalho, tanto no campo como na cidade. O trabalho análogo à escravidão é um deles. Ele é proibido no Brasil e deve ser combatido. As pessoas que se encontram nessa situação geralmente são proibidas de deixar o estabelecimento e trabalham em condições precárias.

O desemprego também é um problema grave no Brasil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2024 havia cerca de 6,8 milhões de pessoas desempregadas em nosso país.

Sugestão de intervenção

• Converse com os estudantes sobre as relações de trabalho nas cidades. Explique a eles que um trabalhador pode ter vínculos diferentes com o proprietário da empresa. Comente que existe um conjunto de leis que determina as regras para esse tipo de relação, que é conhecido como CLT ou Consolidação das Leis do Trabalho, uma conquista dos trabalhadores em 1943, e que estabelece a jornada de 8 horas diárias, o descanso remunerado aos finais de semana, o salário mínimo, as férias remuneradas e a licença-maternidade, por exemplo.

• Explique aos estudantes a diferença entre os tipos de relações de trabalho. Mostre a eles que os funcionários públicos são aqueles que trabalham para o governo dos municípios, dos estados ou da União. Informe que eles trabalham em atividades cuja responsabilidade é do poder público, como educação, segurança, saúde, infraestrutura e justiça. Comente que muitos trabalhadores têm uma relação direta com o proprietário da empresa e são chamados assalariados. Eles recebem mensalmente um salário pelo trabalho executado no período, e quem paga esses trabalhadores é a própria empresa que os contratou. Explique que há também empresas que contratam trabalhadores para outras empresas, conhecidos como trabalhadores terceirizados. Por fim, existem trabalhadores que não possuem um patrão e trabalham para si mesmos, como proprietários de pequenas empresas e profissionais liberais, conhecidos como autônomos.

AVALIANDO

Objetivo

Avaliar se os estudantes reconhecem a diversidade de relações de trabalho no ambiente urbano.

Para retomar o conteúdo, se considerar pertinente, questione os estudantes sobre as profissões dos familiares. Elabore com eles uma ficha que inclua informações como o nome da profissão, as atividades que são realizadas pelo profissional, o lugar onde ele trabalha, o que é necessário para se tornar um profissional daquela área e o tipo de relação de trabalho. Caso apresentem dificuldade em identificar as profissões e suas características, ao preencher as fichas, oriente-os a entrevistar

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os familiares e membros de sua comunidade que trabalham na cidade. Ao final, organize uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem os resultados da atividade. Aproveite o momento para avaliar se eles conseguiram compreender os conceitos sobre as diferentes relações de trabalho presentes nas cidades. Se algum estudante tiver dificuldade para fazer o registro escrito da entrevista, permita que ele o faça por meio de gravação de áudio, adaptando, assim, a atividade.

JOA SOUZA/SHUTTERSTOCK.COM

• O tema permite a reflexão sobre as atividades de entretenimento, diversão e promoção da cultura de todos os grupos que vivem no ambiente urbano. Ressalte que as manifestações culturais nas cidades são diversas, pois refletem a pluralidade de habitantes e grupos sociais que convivem no espaço urbano, como movimentos sociais, estudantes, trabalhadores, mulheres, ativistas e pessoas idosas.

• Comente com os estudantes que o lazer é importante para a vida humana, possibilitando não só o repouso como também as trocas de experiências e conhecimentos entre os indivíduos. Sobre esse tema, leia o texto a seguir.

[...] é preciso considerar o lazer como tempo sociológico, no qual a liberdade de escolha é elemento preponderante e se constitui, na fase da juventude, como campo potencial de construção de identidades, descoberta de potencialidades humanas e exercício de inserção efetiva nas relações sociais. Assim considerado, o lazer pode ser espaço de aprendizagem das relações sociais em contexto de liberdade de experimentação. Naquilo que se refere ao lazer juvenil como experiência cultural coletiva, deve-se reportar à centralidade do grupo de pares no processo de formação humana. A convivência em grupos possibilita a criação de relações de confiança; desse modo, a aprendizagem das relações sociais serve também de espelho para a construção de identidades coletivas e individuais. Em suma, as diferentes práticas de cultura e lazer em espaços sociais públicos podem ser consideradas como verdadeiros laboratórios, onde se processam experiências e se produzem subjetividades.

[...]

BRENNER, Ana Karina; DAYRELL, Juarez; CARRANO, Paulo.

Juventude brasileira: culturas do lazer e do tempo livre. In: BRASIL. Ministério da Saúde. Um olhar sobre o jovem no Brasil. Brasília: Ministério da Saúde, 2008. p. 30.

CULTURA E LAZER NA CIDADE 9 TEMA

Os momentos de lazer são muito importantes na vida das pessoas. Neles, é possível ter uma pausa no trabalho e nos estudos, relaxar, se divertir, conhecer coisas novas e participar de atividades culturais.

Além dos espaços que temos em nossa moradia, podemos aproveitar os espaços públicos da cidade que oferecem áreas de lazer.

Ilustração que representa pessoas em um parque.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

CAMARGO, Luiz Octávio de Lima. O que é lazer São Paulo: Brasiliense, 2017. (Coleção Primeiros Passos).

Nesse livro, o autor reflete sobre a importância do lazer nas relações políticas, familiares, trabalhistas e sociais, estudando sua história e compreendendo-o como uma conquista histórica.

1. Em seu município, como são as áreas públicas de lazer? Elas são suficientes para atender às necessidades de diversão e descanso das pessoas?

2. Quais são as atividades de lazer representadas na ilustração?

Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes listem as áreas de lazer do município, indicando quais atividades podem ser realizadas em cada uma. Se julgar pertinente, pergunte como eles utilizam esses espaços e com qual frequência.

3. O que você costuma fazer nos seus momentos de lazer?

2. Resposta: Jogar futebol, torcer em jogo de futebol, fazer piquenique, caminhar, andar de bicicleta, correr, brincar de bola, brincar no parquinho e andar de skate Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem as atividades de lazer que realizam em casa e em espaços públicos.

Ilustração que representa pessoas em um parque.

• Para a realização da atividade 1, discuta com os estudantes a importância do lazer para a vida individual e para a convivência em comunidade. Em seguida, ressalte que o lazer é um dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição de 1988, razão pela qual as esferas do poder público têm a obrigação de oferecer espaços e atividades de lazer gratuitos para a população. Organize uma roda de conversa para que os estudantes descrevam os espaços públicos de lazer da região onde vivem, como parques e praças. Questione-os sobre o estado de conservação desses espaços, como a manutenção dos brinquedos, a limpeza dos ambientes e a frequência com a qual eles vão a esses locais.

• Durante a realização da atividade 2, promova a análise da ilustração com os estudantes. Incentive-os a oferecer detalhes da imagem e a descrever as ações de lazer, além dos espaços onde elas são praticadas.

25/09/2025 09:03:59

• O objetivo da atividade 3 é verificar quais atividades os estudantes fazem em seus momentos de lazer. Motive-os a se expressar sobre as próprias experiências e divida a lousa em três partes: atividades de lazer individuais, atividades de lazer em família e atividades de lazer com amigos. Anote em cada uma todas as manifestações dos estudantes. Caso algum deles tenha dificuldade, questione-o sobre o que gosta de fazer quando não está fazendo as atividades escolares, por exemplo.

BNCC

• Os conteúdos e as atividades deste tema promovem o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI12, pois os estudantes identificarão e compararão as atividades de lazer no espaço urbano no passado e no presente.

• A atividade 4 tem como objetivo aproximar os estudantes de experiências intergeracionais, promovendo um diálogo entre diferentes gerações sobre as mudanças nas formas de lazer ao longo do tempo. Para engajar as famílias na realização da atividade, oriente os estudantes a conversarem com os familiares sobre as brincadeiras e formas de lazer do passado e do presente. Incentive-os a registrar não apenas as respostas, mas também as curiosidades e as histórias contadas pelos entrevistados, valorizando a troca de saberes entre gerações. Se os estudantes moram no campo, e não conhecem pessoas que moram ou moraram na cidade, verifique com a coordenação pedagógica e a direção da escola a possibilidade de convidar um adulto da comunidade que viva ou tenha vivido na cidade para ir até a escola e falar sobre as atividades de lazer de que gostava no passado e de que gosta no presente.

CULTURA E LAZER NA CIDADE NO PASSADO

No passado, as brincadeiras de rua eram bastante comuns, como jogar bola, andar de carrinho de rolimã, pular amarelinha e brincar de pega-pega. Além disso, as pessoas costumavam passear, assistir a apresentações de bandas musicais no coreto das praças, ir ao circo ou teatro e assistir a partidas de futebol.

Coreto: tipo de construção ao ar livre, geralmente em praças e parques, que serve para apresentações musicais.

Coreto da Praça da Liberdade no município de Belo Horizonte, em Minas Gerais, por volta de 1910.

4. Entreviste um adulto da sua família ou da sua comunidade que viva ou tenha vivido na área urbana. Pergunte qual atividade de lazer ele mais gostava quando era criança e qual prefere atualmente. Para isso, siga o roteiro.

Respostas pessoais. As respostas dependem das entrevistas dos estudantes.

5. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes a realizarem a comparação, de modo que eles percebam mudanças e permanências nas atividades de lazer na cidade. Espera-se que notem a pluralidade de ideias e opiniões acerca das formas de lazer das pessoas nas cidades, tanto no passado como no presente. Se julgar pertinente, destaque que as pessoas têm formas diferentes de se divertirem.

Roteiro de entrevista

• A atividade 5 motiva os estudantes a analisarem e compararem diferentes experiências de lazer, identificando permanências e mudanças ao longo do tempo. Ao confrontar as respostas da entrevista, eles terão contato com diferentes pontos de vista, ampliando a compreensão sobre as diversas formas de lazer praticadas no passado e no presente. Oriente os estudantes a compartilharem suas descobertas em grupo, acolhendo e respeitando as diversas percepções sobre o tema. Algumas atividades de lazer podem ter se mantido ao longo dos anos, enquanto outras podem ter se transformado em razão de mudanças sociais, tecnológicas e culturais. Destaque que as formas de lazer variam conforme o contexto histórico, as preferências individuais e os recursos disponíveis. Essa troca de experiências desenvolve o pluralismo de ideias e o respeito às diferenças, incentivando os estudantes a valorizarem a diversidade de opiniões. Reforce que não há uma única forma correta de se divertir e que o lazer pode assumir diferentes significados para cada pessoa, dependendo da própria vivência e cultura.

Nome do entrevistado.

Atividade de lazer que gostava no passado.

Atividade de lazer que gosta na atualidade.

5. Com os colegas, formem grupos e comparem as respostas registradas na atividade 4, identificando as permanências e mudanças nas formas de lazer das pessoas entrevistadas.

AVALIANDO

Objetivo

Avaliar se os estudantes conseguem identificar transformações nas práticas de lazer com o passar do tempo.

Sugestão de intervenção

Retome o conteúdo abordado em sala de aula. Para isso, questione os estudantes sobre práticas de lazer que eles gostavam de fazer quando eram mais novos, mas que hoje abandonaram, como brincar com determinado brinquedo. Registre essas práticas na lousa. Em seguida, peça a eles que façam um pequeno texto que expliquem por que não realizam mais aquela prática e o que fazem para se divertir no presente.

Escreva as respostas no caderno.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

1. Leia o relato a seguir, no qual Dona Cláudia conta sobre sua infância na cidade de São Paulo, na década de 1970.

[...] Eu moro no bairro da Vila Itaim desde que nasci, tive uma infância muito legal e tive também muitos amiguinhos, todas as tardes, eu me lembro, nós brincávamos de muitas brincadeiras divertidas. Uma delas era de esconde-esconde, antigamente havia muitos lugares onde podíamos nos esconder, tinha menos casas, muitos terrenos vazios, a rua era bem mais tranquila, não tinha tanto trânsito, porque a maioria das ruas era de terra, por esse motivo os motoristas preferiam passar somente na avenida que passa em frente à escola Capistrano de Abreu, chamada Domingos Fernandes Nobre. [...]

1. c) Resposta: Espera-se que os estudantes

DONA CLÁUDIA. A infância da mãe da Bruna. Museu da Pessoa. Disponível em: https://museudapessoa.org/historia-de-vida/a-inf-ncia-da-m-e-da-bruna/. Acesso em: 13 mar. 2025.

Ilustração que representa uma árvore.

citem que, nas regras da brincadeira de esconde-esconde, enquanto uma pessoa conta com os olhos fechados, as outras devem se esconder. Depois de terminar a contagem, a pessoa que estava contando deve procurar pelas outras.

a ) Qual é o nome do bairro que Dona Cláudia cita em seu relato?

Resposta: Ela cita o bairro da Vila Itaim.

b ) Qual é a brincadeira que ela cita?

Resposta: Ela cita o esconde-esconde.

c ) Quais são as regras da brincadeira que ela citou?

d ) Em que lugar ela brincava com os amigos?

Resposta: Ela brincava na rua.

e ) Como é descrito esse lugar?

Resposta: Como um lugar tranquilo, sem muito trânsito.

f ) Atualmente, em seu município, as crianças têm o costume de brincar na rua? Comente com os colegas.

Resposta pessoal. A resposta depende da realidade dos estudantes.

2. Responda às questões a seguir.

a ) Escreva algumas formas de trabalho realizadas na área urbana do seu município.

Resposta pessoal. É possível que os estudantes citem

trabalhos ligados ao comércio, à prestação de serviços e à indústria.

BNCC

1. Objetivo

• Ler e localizar informações no texto sobre as brincadeiras e atividades de lazer na cidade.

Sugestão de intervenção

• Solicite aos estudantes que façam a leitura conjunta do enunciado da atividade e do texto em voz alta. Questione­os sobre o conteúdo do texto lido e apresente informações sobre quem é o autor, do que o texto trata e o que lhes chamou mais a atenção no que foi lido. Caso os estudantes tenham dificuldades na elaboração das respostas, peça a eles que copiem no caderno trechos do texto que estejam relacionados a cada questão.

2. Objetivo

• Recuperar os conhecimentos sobre as diferenças entre as atividades profissionais realizadas no campo e na cidade.

Sugestão de intervenção

• Caso algum estudante tenha dificuldade para fazer a atividade, peça­lhe que retome alguns conteúdos desta unidade e também da unidade anterior e indique os tipos de trabalho apresentados. É possível retomar as profissões dos familiares ou responsáveis e membros próximos da comunidade. Aproveite a atividade para observar o desenvolvimento do processo de escrita dos estudantes.

Resposta pessoal. É possível que os estudantes falem de

b ) Escreva algumas formas de trabalho realizadas na área rural do seu município.

trabalhos ligados à agricultura, à pecuária e ao extrativismo.

• As atividades 1 e 2 promovem o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI08, pois os estudantes identificarão diferenças entre os ambientes urbano e rural, tanto no passado quanto no presente, reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem. A atividade 2 favorece o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI11, pois os estudantes reconhecerão as diferenças entre formas de trabalho realizadas na cidade e no campo.

25/09/2025 09:03:59

OLGA1818/SHUTTERSTOCK.COM

3. Objetivo

• Retomar o aprendizado sobre o uso de tecnologias nos trabalhos no campo e na cidade.

Sugestão de intervenção

• Durante a realização da atividade, acolha as diferentes interpretações dos estudantes acerca das imagens e engaje ­ os em um momento coletivo de troca de ideias. Incentive­os a verbalizar seus raciocínios, explicando como chegaram às conclusões sobre o tipo de trabalho e o uso das tecnologias representados nas fotografias. Oriente­os também a escrever respostas com base nas discussões coletivas, reforçando a importância de articular as observações visuais com as informações das legendas. Caso algum estudante apresente dificuldade, motive­o a expressar oralmente os elementos visuais de cada imagem e, com apoio da turma, relacione esses elementos ao campo ou à cidade. Em seguida, a fim de avaliar a progressão do conhecimento, promova uma retomada da atividade com base na escuta e no diálogo, valorizando a construção coletiva de sentido sobre os diferentes tipos de trabalho e as tecnologias envolvidas.

BNCC

• A atividade 3 favorece o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI11, pois os estudantes identifi carão diferenças entre formas de trabalho realizadas na cidade e no campo, considerando o uso da tecnologia nesses diferentes contextos.

3. Analise as fotografias a seguir e, depois, responda às questões.

Pessoa usando moto-triciclo para mexer o café em terreiro no município de Vera Cruz, em São Paulo, em 2022.

Pessoas trabalhando na pavimentação de asfalto no município de Santarém, no Pará, em 2024.

3. a) Resposta: As fotografias A e D representam o trabalho no

Funcionários trabalhando no Centro de Operações da Prefeitura do município do Rio de Janeiro, em 2021.

campo, e as fotografias B e C

Trabalhadora durante colheita de alfaces no sistema hidropônico no município de Salvador, na Bahia, em 2022.

representam o trabalho na cidade. Espera-se que os estudantes diferenciem as atividades realizadas no campo das atividades

Hidropônico: sistema de plantação sem o uso do solo, feito em suportes e com o uso de água nutritiva para as raízes das plantas.

realizadas na cidade.

a ) Quais fotografias representam o trabalho no campo e quais representam o trabalho na cidade? Como você chegou a essa conclusão?

b ) Escreva o nome das tecnologias usadas no campo que aparecem nas fotografias.

Resposta: Moto-triciclo e sistema hidropônico de plantação.

c ) Escreva o nome das tecnologias usadas na cidade que aparecem nas fotografias.

Resposta: Câmeras e computadores de monitoramento e máquina de pavimentação de asfalto.

d ) Em dupla, leia em voz alta suas respostas para o colega.

Resposta: Espera-se que os estudantes façam a leitura das respostas em voz alta. Durante a leitura, verifique se eles tiveram dificuldade com algumas palavras.

A.
B.
C.
D.

4. Objetivo

4. Associe corretamente o tipo de relação de trabalho à sua respectiva definição.

Resposta: 1 – C; 2 – A; 3 – D; 4 – B.

5. c) Resposta: O trabalho análogo à escravidão deve ser combatido porque, além de ser considerado crime no Brasil, ele submete as pessoas contratadas a condições desumanas, à violência, à restrição alimentar e a locais insalubres causadores de doenças, por exemplo. Espera-se que os estudantes comentem que essa forma de relação de trabalho vai contra os direitos básicos de liberdade e bem-estar dos trabalhadores. Aproveite a oportunidade e apresente o Sistema Ipê, veículo disponível para a realização de denúncias.

Funcionário público.

• Compreender as diferentes relações de trabalho presentes no espaço urbano. Sugestão de intervenção

1. Trabalhador terceirizado.

É contratado por uma empresa ou pessoa para realizar o serviço e recebe o pagamento por mês.

3. Empregado particular assalariado.

4.

2. Trabalhador autônomo.

Presta serviços ou comercializa produtos sem ter vínculo de emprego com uma empresa ou pessoa.

Presta concurso e recebe um pagamento por mês.

É contratado por uma empresa ou pessoa que presta serviço para outra empresa ou pessoa.

5. Observe o cartaz e, em seguida, responda às questões.

5. b) Resposta: Espera-se que os estudantes retomem o conteúdo e respondam que o trabalho análogo à escravidão é uma forma de relação de trabalho no qual as pessoas contratadas geralmente são impedidas de deixar o estabelecimento e trabalham em condições precárias.

5. a) Resposta: O tema é o combate ao trabalho análogo à escravidão. Espera-se que os estudantes respondam que fizeram a leitura do conteúdo do cartaz.

Cartaz da campanha do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2023.

a ) Qual é o tema da campanha? Como você chegou à essa conclusão?

b ) Com base no que você estudou, o que é trabalho análogo à escravidão?

c ) Por que o trabalho análogo à escravidão deve ser combatido? Explique a sua resposta.

a verbalizarem os raciocínios e a refletirem sobre a importância de combater o trabalho em condições degradantes. Valorize o envolvimento de todos, garantindo que compreendam o sentido da atividade e a relevância do tema para a realidade social contemporânea.

BNCC

• A atividade 4 promove o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI11, pois os estudantes identificarão diferentes tipos de relação de trabalho no ambiente urbano.

25/09/2025 09:04:09

• Caso algum estudante tenha dificuldade em fazer a atividade, apresente exemplos de profissões vinculadas às relações trabalhistas indicadas, de preferência as que dialoguem com a realidade local dos estudantes. Sugestões: 1) Funcionário público: professores de escola pública; 2) Trabalhador assalariado: operário de indústria ou trabalhador do comércio; 3) Trabalhador terceirizado: segurança patrimonial; 4) Trabalhador autônomo: encanador, eletricista e advogado. Converse com o estudante sobre a relação de trabalho entre patrão e empregado em cada uma dessas profissões. Em seguida, solicite ao estudante que refaça a atividade.

5. Objetivo

• Refletir e retomar os conhecimentos sobre o conceito de trabalho em situação análoga à escravidão. Sugestão de intervenção

• Ao trabalhar a atividade, acolha as possíveis dificuldades dos estudantes na compreensão do cartaz e na elaboração das respostas, promovendo um momento de leitura coletiva e interpretação conjunta. Engaje a turma em uma discussão sobre o conteúdo, incentivando os estudantes

D.

OBJETIVOS DA UNIDADE

• Compreender a formação dos municípios brasileiros.

• Identificar diferentes tipos de fontes sobre a história do município e da região.

• Conhecer os desafios ambientais e sociais do município.

• Refletir sobre possíveis soluções para os problemas dos municípios.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

Para iniciar o trabalho com esta unidade, realize uma dinâmica com os estudantes com o objetivo de explorar informações voltadas à história do município onde vivem. Para isso, leve para a sala de aula alguns objetos que estejam relacionados à história do município, como fotografias antigas, reportagens de jornais ou revistas, objetos antigos, músicas, vídeos, mapas e livros. Analise-os com a turma e faça questionamentos sobre o que essas fontes podem revelar a respeito da história do município. Aproveite a oportunidade para explorar o conhecimento prévio dos estudantes, pedindo-lhes que comentem o que sabem acerca do assunto e questionando se lembram onde aprenderam essas informações. Caso respondam que escutaram de outras pessoas, comente que a memória e a tradição oral são importantes fontes históricas. Além de trabalhar aspectos da história local, esta atividade permite desenvolver noções sobre o ofício do historiador.

UNIDADE OS MUNICÍPIOS TÊM HISTÓRIA 4

1. Resposta: É possível saber como era a pavimentação da rua, a arquitetura das construções, o tipo de iluminação (postes), os meios de transporte (cavalo, carroça e bonde puxado por cavalos) e as vestimentas das pessoas.

• Explore as páginas de abertura com os estudantes, propondo uma atividade de análise da gravura apresentada. Oriente os estudantes a observarem os de talhes da imagem, como os postes de iluminação, as vestimentas das pessoas, os meios de transporte e os animais. Pergunte se essa imagem é uma representação do presente ou do passado e como eles chegaram à conclusão da resposta. Em seguida, peça-lhes que indiquem mudanças e permanências entre os elementos representados na gravura e as ruas na atualidade. Eles podem dizer que, atualmente, a iluminação é elétrica, que as pessoas não costumam vestir cartola e que os automóveis, as motocicletas e os ônibus são os meios de transporte mais utilizados nos municípios.

[...] Para o pesquisador da imagem é necessário ir além da dimensão mais visível ou mais explícita dela. Há [...] lacunas, silêncios e códigos que precisam ser decifrados, identificados e compreendidos. Nessa perspectiva, a imagem é uma espécie de ponte entre a realidade retratada e outras realidades, e outros assuntos, seja no passado, seja no presente. É por isso que ela não se esgota em si. Por meio dela, a partir dela e tomando-a em comparação é possível ao historiador e ao professor a análise de outros temas, em contextos diversos.

[...]

• A respeito do uso de fontes históricas imagéticas em sala de aula, leia o texto a seguir.

25/09/2025 09:06:28

PAIVA, Eduardo França. História & imagens. 2 ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2006. p. 19. (Coleção História &... Reflexões).

Rua do Crespo, de Luis Schlappriz. Gravura. 1863. Essa imagem mostra uma rua do município de Recife, em Pernambuco.

2. Possíveis respostas: Gravuras, pinturas, fotografias, mapas, plantas, documentos escritos e objetos variados.

O que é possível saber sobre o lugar representado ao analisar

essa fonte histórica?

Quais tipos de fontes históricas podemos utilizar para pesquisar a história dos municípios?

Você conhece a história da criação do seu município?

3. Resposta pessoal. O objetivo desta atividade é avaliar o conhecimento prévio dos estudantes sobre a história do município onde vivem. Incentive-os a falar o que já sabem a respeito.

25/09/2025 09:06:29

• Sobre a atividade 1, oriente os estudantes a identificarem a gravura como uma fonte histórica. Para isso, peça-lhes que identifiquem o período de produção dessa imagem, sinalizando, assim, o recorte temporal no qual ela foi produzida. Além disso, pergunte se a gravura representa o espaço urbano ou o espaço rural e como eles chegaram a essas conclusões.

• Na atividade 2, promova o raciocínio lógico e reflexivo dos estudantes. Apresente imagens ou descreva alguns objetos, móveis, brinquedos, documentos pessoais, monumentos, praças e edifícios do município ou da região e pergunte quais deles podem ser considerados fontes históricas. Caso algum estudante tenha dificuldade, pergunte quais informações cada elemento pode fornecer sobre a história do município.

• Na atividade 3, incentive os estudantes a falarem sobre o que já sabem a respeito da história do município onde vivem, levantando hipóteses sobre a sua criação, se surgiu de um pequeno povoado, se cresceu ao longo do tempo, se foi formado por pessoas que vieram de outros lugares e se está relacionado ao estabelecimento de uma grande empresa ou indústria, por exemplo. Se considerar viável, organize uma visita à sala de informática, para que os estudantes pesquisem informações sobre a fundação do município e sua história, além de fotografias e outras fontes. Muitas Prefeituras têm um site com esse tipo de informação, o que pode contribuir para a pesquisa dos estudantes, promovendo assim o uso pedagógico da tecnologia.

BNCC

• O estudo desta unidade promove o desenvolvimento de aspectos das habilidades EF03HI01 e EF03HI02. Os momentos específicos em que elas serão desenvolvidas aparecerão indicados ao longo da unidade.

• Faça a leitura conjunta dos conteúdos desta página e chame a atenção dos estudantes para o conceito de colônia e como a formação de vários municípios está relacionada à ocupação do atual território brasileiro pelos portugueses. Leve para a sala de aula um mapa-múndi ou globo terrestre e, com os estudantes, identifique a localização de Portugal e do Brasil. Explique-lhes que, no início da colonização, o território que hoje identificamos como Brasil ainda não existia como um país, ou seja, não tinha esse nome nem fronteiras definidas. Comente que o território era habitado por vários povos indígenas, havendo diversidade cultural e formas próprias de organização entre eles.

• Mostre para os estudantes que nesse processo de ocupação era comum que o município surgisse de um arraial, que recebia o título de vila e que, com seu crescimento o aumento de sua relevância econômica, poderia receber o título de cidade. Explique que sua administração e a aplicação de leis se davam por meio da Câmara, da cadeia e do pelourinho, estruturas criadas pelos portugueses como maneira de controlar o cotidiano colonial por meio de normas e punições.

• Sobre a formação dos municípios, leia o texto a seguir.

[...]

Neste caso, município e cidade não detinham (e ainda hoje não detêm) o mesmo significado, uma vez que o termo técnico município engloba uma circunscrição territorial e administrativa composta por uma povoação principal (chamada sede de município) e tudo aquilo que estiver dentro de seu limite territorial, como

10 A FORMAÇÃO DOS MUNICÍPIOS

Desde que o Brasil se tornou uma colônia de Portugal (1530-1822), foram criados vários municípios.

Colônia

Uma colônia é um território ocupado e administrado por outro país.

O Brasil, por exemplo, foi colônia de Portugal durante cerca de 300 anos.

Havia diversos motivos para o surgimento de um município. Um dos mais comuns era o de que ele surgisse a partir do crescimento de pequenos povoados, chamados arraiais, que recebia da Coroa portuguesa o título de vila. As vilas que cresciam e se tornavam importantes economicamente recebiam o título de cidade.

As cidades, por sua vez, eram chamadas de municípios. Um município compreendia a área urbana da cidade e as regiões rurais do seu entorno.

O que diferenciava os arraiais das vilas e cidades era que estas tinham um sistema administrativo e jurídico reconhecido pelo governo português. Desse sistema faziam parte a Casa de Câmara, a cadeia e o pelourinho, onde anúncios legais eram feitos e pessoas escravizadas eram punidas.

os arraiais (distritos). Em contraponto, cidade refere-se unicamente ao centro populacional de maior povoação do município, ou seja, sua sede.

[...]

PAULA, Maria Helena de; ALMEIDA, Mayara Aparecida Ribeiro de. Entre arraiais, vilas, cidades, comarcas e províncias: terminologia das representações do espaço no sudeste goiano no século XIX. Revista (Con)Textos Linguísticos, v. 10, n. 17, 2016. p. 160.

Coroa portuguesa: termo usado para fazer referência aos reis e rainhas de Portugal. Jurídico: termo que se refere às leis, às regras e à justiça.

Casa de Câmara e cadeia no centro histórico do município de Pirenópolis, em Goiás, em 2022.

Em 1532, o português Martim Afonso de Souza (1500-1564) fundou a primeira vila no Brasil, chamada de São Vicente, no atual estado de São Paulo. Diversos eventos marcaram a formação de São Vicente, entre eles um desastre natural em 1541, que destruiu as principais construções da vila, como a Igreja Matriz, a Câmara, o pelourinho e o porto. Aos poucos, a vila foi reconstruída mais distante do mar.

Outros eventos que marcaram a história de São Vicente foram os ataques de corsários ingleses e holandeses, entre o final do século 16 e o início do século 17.

1. Compare as imagens a seguir e converse com os colegas sobre as mudanças em São Vicente.

Corsários: nesse caso, são navegantes e exploradores autorizados por um governo a atacar e saquear navios.

Representação do ataque de corsários holandeses às vilas de Santos e de São Vicente, em 1615. Gravura. Século 19.

1. Resposta: As principais mudanças estão relacionadas ao tamanho de São Vicente, que na imagem A é representada por poucas construções cercadas por paliçadas e na imagem B é retratada com muitas construções, entre elas altos edifícios.

Vista do município de São Vicente, em São Paulo, em 2021.

• Ao abordar a história da Vila de São Vicente, leia o texto a seguir para contextualizar o acontecimento histórico representado na gravura e promover a progressão do conhecimento. [...]

Em São Vicente já havia um pequeno povoado quando [Martim] Afonso de Souza chegou, no dia 22 de janeiro de 1532. Souza elevou o povoado à categoria de vila, o que significou a possibilidade de o local ter juízes, câmara e pelourinho, além de ser oficialmente reconhecida pela metrópole. Ele também instalou os símbolos da colonização: pelourinho, Câmara, cadeia e igreja. [...]

FIGUEIRA, Maurícia. Considerado o berço da democracia nas Américas, São Vicente completa 489 anos. Alesp, 19 jan. 2021. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br/ noticia/?id=417165. Acesso em: 4 jun. 2025.

• Com base na observação das imagens da atividade 1, busca-se compreender as mudanças na paisagem de São Vicente por meio de diferentes fontes históricas e recortes temporais. Leve os estudantes a identificarem que a primeira imagem corresponde a uma gravura que representa o ataque de corsários na região no século XVII. Chame a atenção para as embarcações, as construções, o litoral e os corpos de água que atravessam a gravura. Em seguida, elucide que a segunda imagem corresponde a uma fotografia do século XXI, com significativa aglomeração de construções e prédios.

25/09/2025 09:06:33

• A respeito do Convento da Penha, em Vila Velha, no Espírito Santo, explique aos estudantes que o santuário foi construído no século XVI, no alto de um penhasco, após a chegada do frei Pedro Palácios à então capitania do Espírito Santo, representando a propagação da religião cristã na região. Em 1943, o conjunto arquitetônico do qual o convento faz parte foi tombado como patrimônio histórico-cultural pelo Iphan.

• Em relação à Igreja de São João Baptista, no município de Cananéia, em São Paulo, comente com os estudantes que ela foi construída no século XVI para servir de refúgio dos habitantes contra invasores, especialmente corsários europeus que exploravam recursos naturais na região. Duas de suas características são as espessas paredes de calcário e as poucas janelas em sua construção.

• Explique aos estudantes que, edificada no século XVII, a Fortaleza de São Tiago das Cinco Pontas, no município de Recife, em Pernambuco, foi construída para a defesa da região contra as invasões estrangeiras.

REFERÊNCIAS

COMPLEMENTARES

CONVENTO da Penha. Disponível em: https:// conventodapenha.org.br/ tour-virtual-2/. Acesso em: 5 jun. 2025.

No site, é possível conhecer as estruturas externa e interna do Convento da Penha por meio de um tour virtual.

Ao longo do século 16, diversas vilas foram fundadas na colônia, entre elas Cananéia, Itanhaém, Santos e São Paulo, no atual estado de São Paulo; Igarassu, Olinda e Recife, no atual estado de Pernambuco; Vila Velha, São Mateus e Vitória, no atual estado do Espírito Santo; Salvador, no atual estado da Bahia e Rio de Janeiro, no atual estado do Rio de Janeiro.

Observe nas fotografias algumas das construções dessas vilas que ainda existem na atualidade.

Convento da Penha, construído entre 1558 e 1568 no atual município de Vila Velha, no Espírito Santo. Fotografia de 2021.

Igreja de São João Baptista, construída em 1577 no atual município de Cananéia, em São Paulo. Fotografia de 2022.

Forte de São Tiago das Cinco Pontas, construído em 1630 no atual município de Recife, em Pernambuco. Fotografia de 2024.

Quando a Coroa portuguesa iniciou a colonização do território onde atualmente é o Brasil, criou, em 1534, um modo para organizar as terras em lotes chamados de capitanias hereditárias.

As pessoas responsáveis pelo desenvolvimento delas eram conhecidas como capitães donatários. Entre suas obrigações estavam colonizar as terras, fundar vilas e gerar lucros para a Coroa portuguesa.

Observe um mapa histórico do Brasil dividido em capitanias hereditárias.

Capitanias hereditárias, de Luís Teixeira. Mapa. c. 1574.

2. Sobre as capitanias hereditárias, leia as frases a seguir e copie a alternativa correta.

Resposta: Alternativa c

a ) No início da colonização, a Coroa portuguesa não dividiu o território brasileiro em lotes.

b ) Os capitães donatários eram responsáveis pela manutenção dos navios portugueses.

c ) Em 1534, a Coroa portuguesa dividiu a colônia em lotes chamados de capitanias hereditárias.

d ) As capitanias hereditárias estavam localizadas no litoral de Portugal.

• Faça a leitura da página e a análise da reprodução do mapa que representa as capitanias hereditárias com os estudantes. Explique-lhes que essa divisão do território em lotes foi uma das primeiras tentativas da Coroa portuguesa de organizar a ocupação do território brasileiro. Essas capitanias ficariam a cargo de capitães donatários, responsáveis pelo processo de colonização. Por variados motivos, o sistema de capitanias não obteve sucesso em algumas regiões, enfrentando reações dos povos indígenas que já habitavam aquelas terras, falta de recursos financeiros, dificuldade nas comunicações com a Coroa e o consequente abandono das terras por parte dos donatários.

• A atividade 2 tem como objetivo avaliar se os estudantes reconhecem a ação tomada pela Coroa portuguesa ao dividir o território da colônia em capitanias hereditárias no ano de 1534, compreendendo o conceito e a função desse sistema de administração colonial. Caso eles tenham dificuldade para identificar a alternativa correta, acolha suas dúvidas e promova uma leitura coletiva de cada uma das frases, destacando os elementos principais. Engaje a turma na análise do significado de termos como “capitanias hereditárias” e “divisão do território”, incentivando a verbalização e a escrita coletiva do raciocínio que levou a identificar a alternativa correta. Explique-lhes que, ao dividir a colônia em capitanias hereditárias, a Coroa portuguesa nomeava donatários e concedia-lhes lotes de terra hereditários, ou seja, essas terras poderiam ser transmitidas aos descendentes.

ATIVIDADE EXTRA

• Para ampliar o trabalho com o tema A formação dos municípios, se julgar viável, com a autorização prévia dos res-

ponsáveis, promova uma visita guiada ao centro histórico do município onde os estudantes vivem. Oriente-os sobre o que devem observar durante a visita, como os tipos de construção, a arquitetura do lugar, as ruas, os monumentos. Peça-lhes que sejam cuidadosos ao atravessar ruas e avenidas, mantenham-se sempre próximos ao grupo, utilizem repelente e protetor solar e que vistam roupas e calçados adequados para caminhada. Ao retornar para a sala de aula, procure

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mostrar a eles como era esse lugar antigamente. Para isso, selecione fotografias/imagens levando em consideração as observações feitas pelos estudantes. Incentive-os a observar quais são as permanências e as mudanças no centro histórico em relação ao passado. Durante a visita, faça uma descrição oral minuciosa dos locais para adaptar a atividade para estudantes com necessidades educacionais específicas.

• Comente com os estudantes que, tal como outros edifícios construídos no início do período colonial na região litorânea do Brasil, o Forte e Farol de Santo Antônio da Barra foi construído com o objetivo de proteção do território contra ataques inimigos. A respeito das invasões estrangeiras no Brasil, leia o texto a seguir.

[...]

Mas a maior ameaça à posse do Brasil por Portugal não veio dos espanhóis e sim dos franceses. A França não reconhecia os tratados de partilha do mundo, sustentando o princípio de que era possuidor de uma área quem efetivamente a ocupasse. Os franceses entraram no comércio do pau-brasil e praticaram a pirataria, ao longo de uma costa demasiado extensa para que pudesse ser guarnecida pelas patrulhas portuguesas. Em momentos diversos, iriam mais tarde estabelecer-se no Rio de Janeiro (1555-1560) e no Maranhão (1612-1615).

[...]

FAUSTO, Boris. História do Brasil 14. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2012. p. 40. (Coleção Didática).

• Para aprofundar a análise proposta na atividade 3, incentive os estudantes a levantarem hipóteses sobre as mudanças que ocorreram no entorno do Forte e Farol de Santo Antônio da Barra ao longo do tempo, como o crescimento da cidade e a urbanização. Como permanência, eles podem citar a estrutura do forte e do farol. Chame a atenção dos estudantes para as datas registradas na legenda das fotografias. Motive-os a refletir sobre as transformações nessa região em diferentes períodos.

A cidade de Salvador, localizada no estado da Bahia, foi fundada em 29 de março de 1549. Na época, quando a Coroa portuguesa ordenou a criação da cidade para torná-la a primeira capital do Brasil, ela era conhecida como Baía de Todos-os-Santos.

Salvador foi dividida em duas partes: a Cidade Alta e a Cidade Baixa. Na parte Alta, ficavam os prédios públicos e, na parte Baixa, ficavam o porto, o armazém e as moradias.

Para proteger a cidade de ataques, especialmente de europeus, como franceses e holandeses, que procuravam explorar novos territórios para obter riquezas, foram construídos uma muralha e diversos fortes.

Forte e Farol de Santo Antônio da Barra, no município de Salvador, na Bahia. Fotografia de cerca de 1920.

Forte e Farol de Santo Antônio da Barra, no município de Salvador, na Bahia. Fotografia de 2021.

3. Observando as fotografias do Forte e Farol de Santo Antônio da Barra no passado e no presente, quais elementos mudaram e quais permaneceram?

Resposta: Espera-se que os estudantes indiquem as mudanças na paisagem, como a construção de edifícios altos, áreas de lazer etc. Em relação às permanências, espera-se que eles indiquem a estrutura do forte e do farol.

BNCC

• A atividade deste tema promove o desenvolvimento de aspectos da Competência específica de História 3, pois os estudantes vão identificar as características e estabelecer relações de comparação e proposições sobre as fontes históricas imagéticas que retratam o mesmo lugar em diferentes temporalidades.

AS CAPITAIS DO BRASIL

A cidade de Salvador foi escolhida para ser a capital do Brasil por causa de sua posição estratégica para os portugueses, pois na Baía de Todos-os-Santos eles recolhiam o pau-brasil extraído e o açúcar produzido na região. Salvador foi a capital entre 1549 e 1763.

A segunda capital do Brasil foi a cidade do Rio de Janeiro, a partir de 1763. A mudança foi motivada por questões econômicas, pois, naquela época, seu porto era a principal via de escoamento do ouro extraído no Brasil e levado para Portugal.

Pau-brasil: árvore de cuja madeira se extraía um corante vermelho muito valorizado na Europa.

Cidade do Rio de Janeiro em 1887.

O Rio de Janeiro foi a capital do Brasil até a fundação de Brasília, no Distrito Federal, em 1960. Entre os motivos para a transferência da capital cita-se o objetivo de promover o desenvolvimento econômico da região central do país.

Brasília, Distrito Federal, em 2021.

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• Promova a leitura coletiva do boxe complementar que aborda as capitais do Brasil e analise as imagens e suas legendas com os estudantes. Em seguida, explique-lhes que, geralmente, na capital de um país está localizada a sede do governo federal, onde são tomadas decisões administrativas.

ATIVIDADE EXTRA

• Para ampliar o trabalho com o tema sobre as capitais do Brasil, peça aos estudantes que formem duplas e pesquisem a capital de seu estado na sala de informática ou na biblioteca da escola. Antes da pesquisa, escreva na lousa o nome da capital e pergunte se eles conhecem alguma história sobre o município, avaliando, assim, os conhecimentos prévios dos estudantes. Indique alguns itens que podem ser pesquisados, como a população da capital do estado, o motivo de receber aquele nome, as festas típicas e os tipos de construção. Após a pesquisa, solicite-lhes que produzam individualmente um desenho em papel sulfite que represente a capital do estado com base nas informações encontradas e compartilhem com os colegas. Em seguida, faça um varal pedagógico com as produções. Essa atividade permite o uso pedagógico de tecnologia e promove o aprendizado ativo. Possibilite que estudantes com necessidades educacionais específicas elaborem formas em 3D, utilizando materiais, como massa de modelar, para representar a capital do estado.

• Comente com os estudantes que a construção do Elevador Lacerda foi fundamental para o desenvolvimento de uma rede de serviços de transportes no município de Salvador, articulando a Cidade Alta com a Cidade Baixa. Sobre esse tema, leia para os estudantes um relato acerca dos usos do elevador pela população do município.

[...] O Elevador Lacerda funcionava com as cabines da frente, que eram as novas. Toda vez que eu descia, eu sentia um negócio assim, eu me lembro bem, e a paisagem você via pelas venezianas, aí descia... Os dois elevadores de trás são elevadores antigos, ficaram desativados e muito depois, só na década de 1970, que foram recuperados e aí ficaram quatro cabines, duas na frente e duas atrás. Você passa por baixo da Ladeira da Montanha. [...] O Elevador era uma marca na cidade, era uma coisa moderna, uma coisa nova, que facilitava a descida para a Cidade Baixa. Um elemento importante na cidade.

[...]

JACQUES, Paola Beresntein et al Salvador, cidade do século XX: a partir das memórias de Pasqualino Romano Magnavita. Redobra, n. 14, ano 8, 2023. p. 89.

• O objetivo do item a da atividade 1 é fazer os estudantes desenvolverem um aprendizado ativo e aprofundarem o conhecimento acerca da história do Elevador Lacerda. Explique-lhes que este é um dos símbolos do município de Salvador, por isso tem grande importância para sua história e pode revelar informações sobre o modo de vida das pessoas do município no passado. Inicie a proposta da pesquisa solicitando aos estudantes que anotem no caderno as informações que devem pesquisar, como a data de construção, função, motivo de sua construção e de seu nome, entre outras curiosidades. Depois, forme uma roda de

1. a) Resposta: Espera-se que os estudantes pesquisem informações sobre o Elevador Lacerda, como sua data de fundação e o motivo pelo qual foi construído.

11 FONTES SOBRE A HISTÓRIA DO MUNICÍPIO

INFOGRÁFICO

CLICÁVEL: Fontes históricas

Todos os municípios têm história e, para conhecê-la, contamos com diferentes fontes históricas, como fotografias, mapas antigos, livros, cartas, pinturas e relatos orais de moradores.

1. Observe as fotografias a seguir.

Lacerda no município de Salvador,

Bahia, em 1902. Na parte de baixo da fotografia, é possível ver o hangar da Doca do Arsenal

Elevador Lacerda no município de Salvador, na Bahia, em 2024. Hangar: nesse caso, é um tipo de galpão para guardar barcos.

a ) Com o auxílio do professor, faça uma pesquisa sobre a história do Elevador Lacerda.

b ) Compare as duas fotografias e escreva sobre as semelhanças e diferenças entre o Elevador Lacerda e seu entorno no passado e na atualidade.

Essas fotografias são exemplos de fontes históricas. Podemos chamar de fontes históricas tudo aquilo que é produzido pelos seres humanos no decorrer do tempo e que pode ser utilizado para obter informações sobre o passado.

1. b) Resposta: Semelhanças: algumas construções próximas ao Elevador permaneceram. Diferenças: a estrutura do Elevador mudou, novos prédios foram construídos, o hangar não existe mais e foi construída uma ampla rua.

conversa para que eles leiam e compartilhem com os colegas os resultados da pesquisa. Oriente-os a pesquisar as informações em sites confiáveis, como o portal do Iphan, ou livros de histórias a respeito do tema.

• O item b permite aos estudantes desenvolverem o pensamento conceitual e estabelecerem relações de comparação entre as fotografias, identificando semelhanças e diferenças entre elas. Espera-se que eles identifiquem que algumas construções próximas ao Elevador Lacerda perma neceram e que novos prédios foram construídos.

BNCC

• Este tema promove o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI02, pois os estudantes terão contato com fontes de diferentes naturezas que revelam informações sobre a história dos municípios. A Competência específica de História 6 também é contemplada, visto que eles poderão compreender procedimentos norteadores da produção historiográfica, como a pesquisa e a análise de fontes históricas. Além disso, a pesquisa acerca da história do elevador exercita a curiosidade intelectual, desenvolvendo a Competência geral 2

Elevador
na
da Marinha.

Além das fotografias, como as mostradas na página anterior, existem outros tipos de fontes históricas que podem fornecer diversas informações sobre as pessoas que vivem nos municípios. Observe.

Imagens sem proporção entre si.

Brinquedo de cerca de 100 anos atrás.

Moedas brasileiras do ano de 1869.

Página do jornal A Plebe do ano de 1927.

Planta da cidade do Rio de Janeiro do ano de 1831.

Página de livro didático de 1968.

Planta: nesse caso, é um tipo de desenho para representar os espaços de uma cidade.

2. Em dupla, conversem sobre quais informações as fontes históricas mostradas nas páginas 84 e 85 podem fornecer sobre o modo de vida nos municípios.

Resposta e comentários nas orientações ao professor.

Assim como esses objetos, as fontes históricas orais também servem para conhecermos informações sobre o passado nos municípios.

Fontes históricas orais

Os relatos orais são considerados fontes históricas. Por meio de entrevistas, depoimentos e histórias contadas, uma pessoa ou um grupo de pessoas transmite suas memórias sobre o passado. As histórias contadas por nossos pais e avós, por exemplo, são relatos orais.

o contato com diferentes pontos de vista e interpretações. Incentive-os a dialogar e compartilhar suas interpretações sobre as fontes apresentadas nas páginas 84 e 85. Oriente a turma a escutar com atenção as opiniões dos colegas e a argumentar de forma respeitosa, promovendo um ambiente em que as divergências sejam vistas como oportunidade de aprendizado. Ao analisar fotografias, jornais, brinquedos, moedas e plantas urbanas, faça perguntas que ampliem o olhar dos estudantes sobre a riqueza e a complexidade das informações históricas.

BNCC

• Este tema promove o desenvolvimento da Competência específica de História 6, pois, por meio da análise das fontes, os estudantes poderão compreender procedimentos norteadores da produção historiográfica.

RESPOSTA

2. As fotografias retratam como eram os lugares e as pessoas; os jornais mostram as notícias que eram publicadas em

• Promova a análise das fontes históricas apresentadas na página e ressalte para os estudantes que elas podem fornecer informações sobre o modo de vida das pessoas que vivem nos municípios. Leia a seguir um texto que ressalta a relevância de trabalhar com fontes históricas em sala de aula.

[...] Para realizar um bom trabalho com o documento, é preciso conhecer o contexto no qual ele foi produzido, quem foi seu autor e quais suas aspirações e visões de mundo. Um trabalho que leva o aluno não apenas a elaborar conhecimento, como [também] a adquirir conteúdo. Os documentos (manuscritos, jornais, músicas, filmes, artefatos, texto literário etc.), em virtude mesmo de sua especificidade e de seu contexto histórico, podem parecer confusos a uma primeira leitura, e o professor deve aos poucos treinar o grupo a fazer perguntas. Pois são as perguntas que fazem os documentos falarem, e então as interpretações são criadas.

SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2009. p. 161. • A atividade 2 tem como objetivo levar os estudantes a reconhecerem que as fontes históricas podem fornecer múltiplas informações sobre o modo de vida nos municípios, como aspectos do cotidiano das pessoas, das brincadeiras, da circulação de moedas, das práticas escolares, entre outros. Busca-se também promover

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determinada época; os livros didáticos mostram exemplos de conteúdos que eram estudados no passado; os brinquedos representam como as crianças se divertiam; as moedas mostram o tipo de dinheiro usado nas trocas comerciais; e as plantas representam a disposição das ruas, dos edifícios e das áreas verdes de determinado espaço em determinada época.

• Ao abordar a história de Palmas, com o auxílio de um mapa do Brasil, mostre a localização do estado do Tocantins para os estudantes.

• O objetivo da atividade 3 é fazer os estudantes identificarem, por meio da análise das fontes históricas, elementos relacionados à formação do município, suas características e seus significados. Explique-lhes que os símbolos municipais, estaduais e nacionais estão ligados à formação da identidade e da cultura de sua população, podendo representar seus costumes e valores, além de contribuir para a formação do sentimento de pertencimento. Se julgar pertinente, reproduza em sala de aula o hino do município para analisar a letra com os estudantes, destacando seus significados e sua relação com os acontecimentos históricos.

BNCC

• O conteúdo trabalhado nesta página possibilita o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI02, pois propicia aos estudantes o contato com fontes históricas de seu município.

ATIVIDADE EXTRA

Materiais necessários

• cartolina

• lápis de cor

• tesoura com pontas arredondadas

• cola

• canetas coloridas

Passo a passo

a) Divida os estudantes em seis grupos e peça a eles que pesquisem os diferentes símbolos do município e do estado onde vivem.

Observe a seguir algumas fontes sobre a história de Palmas. Palmas foi planejada para ser a capital do Tocantins, estado criado em 1988, com a separação de Goiás. Ela foi instalada em 1 de janeiro de 1990, depois da transferência da capital provisória, Miracema do Norte, atual Miracema do Tocantins.

Antes dessa data, havia uma grande fazenda no lugar, que foi comprada pelo governo do Tocantins com a finalidade de construir Palmas. Na fazenda, foi construída a primeira sede do governo do Tocantins, conhecida como Palacinho. Nessa antiga sede, funciona atualmente o Museu Histórico do Tocantins, fundado em 2013.

3. b) Resposta: Espera-se que os estudantes identifiquem, com base em suas pesquisas,

que as duas faixas azuis simbolizam os rios Araguaia e Tocantins, o Sol simboliza que Palmas é a sede do governo do Estado e a cor branca simboliza a paz.

Palacinho em 1989. Essa fotografia é uma fonte histórica do município de Palmas.

3. Observe outra fonte histórica de Palmas e, em seguida, responda às questões.

3. a) Resposta: Essa fonte histórica é uma bandeira municipal, símbolo do município.

a ) Que fonte histórica é essa?

b ) Com a ajuda do professor, pesquise o significado das cores e dos símbolos dessa bandeira.

c ) Depois, pesquise a bandeira do seu município, anotando o significado das cores e dos símbolos dela.

Resposta pessoal. A resposta depende do município onde o estudante vive.

b) Separe o tema de cada grupo. Por exemplo: um ficará responsável pela pesquisa do hino do município; outro se responsabilizará pelo hino do estado; um grupo vai pesquisar o brasão municipal; outro, brasão estadual; um grupo fica responsável pela pesquisa da bandeira municipal; e outro, pela bandeira estadual.

mentos adaptados para a escrita ou o desenho, como lápis grossos, canetas ergonômicas ou softwares de desenho.

c) Após a pesquisa, auxilie-os na produção de cartazes, que devem ter imagens e desenhos representando o significado dos símbolos pesquisados. Para a produção dos cartazes, verifique se estudantes com necessidades educacionais específicas precisam de materiais ou equipa-

d) Por fim, organize a turma para apresentar o resultado das pesquisas por meio de seminários e, se possível, exponha-os para a comunidade escolar.

Bandeira do município de Palmas, no Tocantins.

Entre os primeiros moradores de Palmas estavam os funcionários públicos estaduais e municipais contratados para trabalhar na região. Muitas pessoas, de diferentes regiões brasileiras, também se mudaram para o município em busca de emprego e de melhores condições de vida.

Funcionários públicos trabalhando na construção de rua no município de Palmas, no Tocantins, em 1996.

Palmas foi construída em meio à vegetação do Cerrado e era cortada pelo Rio Tocantins, mas o rio foi represado no ano de 1998 para que fosse construída uma usina hidrelétrica.

Foi assim que nasceu o Lago de Palmas. Por causa de sua paisagem natural, o município recebe muitos visitantes e turistas.

Ao longo de seus 25 anos, a APA tem atuado na fiscalização e na regulamentação de atividades econômicas que possam ameaçar o equilíbrio ambiental. A proteção dos recursos hídricos do Lago de Palmas é uma das principais preocupações da área, já que ele é um reservatório vital para a região, não só pela biodiversidade, mas também por sua importância econômica, sendo utilizado para abasteci-

Cerrado: mata típica do Planalto, na região central do Brasil.

Represado: que teve o curso de água corrente retido por uma barragem.

Vista do Lago de Palmas, no Tocantins, em 2021.

mento, agricultura e lazer.

25/09/2025 09:10:18

MOREIRA, Lidiane. Gerida pelo Naturatins, APA Lago de Palmas celebra 25 anos de proteção ambiental. Secretaria da Comunicação, Governo do Tocantins, 18 out. 2024. Disponível em: https://www.to.gov.br/secom/ noticias/gerida-pelo-naturatins-apa-lago-de-palmas-celebra25-anos-de-protecao-ambiental/4yn7eyp2uisu. Acesso em: 7 abr. 2025.

• Comente com os estudantes que os grupos populacionais podem contribuir para a formação dos municípios. Explique-lhes que, no caso de Palmas, pessoas de diferentes regiões do Brasil migraram para lá em busca de emprego. Para aproximar os estudantes do conteúdo, questione-os sobre as transformações que aconteceram no município onde vivem que contribuíram para a sua formação, como fluxos migratórios, a construção de uma hidrelétrica e o estabelecimento de uma empresa. O objetivo é fazê-los refletir a respeito dos acontecimentos relacionados à formação dos municípios.

• Ao analisar a fotografia do Lago de Palmas, aproveite a oportunidade e comente sobre a unidade de conservação localizada em Palmas. A respeito desse tema, leia o texto a seguir. [...]

A criação da APA do Lago de Palmas foi uma resposta à crescente urbanização e aos potenciais impactos ambientais resultantes da implantação de empreendimentos na área. O desafio da unidade é conciliar as atividades econômicas com a preservação ambiental, para assegurar que a fauna, a flora, o solo e a qualidade das águas sejam preservados, bem como para promover o equilíbrio entre a ocupação humana e a conservação dos ecossistemas locais.

• Ao trabalhar a atividade 4, analise o gráfico com os estudantes, destacando a importância da leitura e da interpretação de dados como forma de fundamentar argumentos em informações científicas e confiáveis. Incentive-os a identificar os dados apresentados no gráfico e a construir respostas baseadas nesses elementos.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• Na atividade 4 , promova uma integração com o componente curricular de Matemática, realizando na lousa o cálculo do aumento populacional de Palmas entre 1996 e 2022 (o aumento foi de 219 715 habitantes). Leve-os a desenvolver práticas de argumentação oral e escrita fundamentadas nos dados observados. Além disso, reforce a importância da análise crítica de informações numéricas para a construção do raciocínio lógico, do letramento matemático, da cidadania e da compreensão da realidade social.

AVALIANDO

Objetivo

A atividade 5 tem como objetivo incentivar os estudantes a pesquisarem a história do município onde vivem, utilizando diferentes tipos de fontes históricas, como registros escritos, imagens e relatos orais.

Sugestão de intervenção Espera-se que os estudantes apresentem informações relacionadas à criação do município onde vivem. Oriente-os a pesquisar com o auxílio de um adulto em fontes confiáveis disponíveis em acervos digitais e físicos, como o site oficial da Prefeitura, bibliotecas públicas e museus. Durante a apresentação das pesquisas em sala de aula, desta-

4. Observe o gráfico sobre a população de Palmas. Analisando o gráfico, o que se pode dizer sobre a população de Palmas entre 1996 e 2022?

Resposta: Pode-se dizer que a população de Palmas aumentou nesse período.

Fontes de pesquisa: PALMAS: população residente 1996. IBGE Cidades. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ to/palmas/pesquisa/43/1996?ano=1996. Acesso em: 7 abr. 2025.

PALMAS: população no último censo (2022). IBGE Cidades. Disponível em: https:// cidades.ibge.gov.br/brasil/to/palmas/ panorama. Acesso em: 24 fev. 2025.

População de Palmas (1996 e 2022)

Ano

Observamos algumas fontes sobre a história de Palmas, como fotografias, bandeira e um gráfico sobre a população. Agora, vamos investigar a história do município onde você vive.

Diferentes eventos podem marcar a formação de um município, como migrações, desmatamentos, estabelecimento de grandes empresas, entre outros. Algum desses eventos aconteceu no seu município?

Migrações: movimentações e mudanças das pessoas entre diferentes territórios.

5. Com a ajuda de um responsável, pesquise a história do município onde você vive. Para isso, siga as instruções.

a ) Pesquise na internet ou na Biblioteca Pública Municipal algumas informações, entre elas:

• data da fundação;

Resposta e comentários nas orientações ao professor

• grupos sociais que fizeram parte da fundação;

• origem do nome.

b ) Procure por pinturas, gravuras ou fotografias dos primeiros anos do município. Não esqueça de indicar a data de cada uma.

c ) Após a pesquisa, escolha tipos de letra que se sinta confortável e escreva um texto com as informações que descobriu.

d ) Em sala de aula, compartilhe com os colegas as imagens e as informações que você pesquisou.

que a importância do pluralismo de ideias e da valorização de diferentes perspectivas históricas. Promova o respeito às opiniões dos colegas e assegure que as narrativas de diferentes grupos sociais sejam abordadas com seriedade e respeito. Caso os estudantes tenham dificuldade, recupere o conceito de fonte histórica, exemplificando com fotografias antigas, relatos orais, objetos e símbolos municipais, e mostre de que maneira essas fontes ajudam a compreender a diversidade de pontos de vista sobre a história do município. No item c, ao promover a escrita de um texto, incentive-os a praticar a escrita de letra cursiva.

Resposta

5. Espera-se que os estudantes explorem acervos digitais ou o acervo físico da Biblioteca Pública Municipal, a fim de identificarem informações sobre a história do município. Se julgar pertinente, adapte a pesquisa para a realidade do município, identificando, por exemplo, possíveis silenciamentos de grupos sociais ou etnias que viviam na região. Além disso, caso o nome do município tenha origem africana ou indígena, explore o significado com a turma.

6. Como observamos, os relatos também fornecem informações sobre a história do município. Vamos agora investigar a história do município por meio de uma fonte histórica oral. Para isso, copie o roteiro e entreviste um adulto da sua família.

Roteiro da entrevista

• Nome e idade do entrevistado.

• Nome do município.

Resposta pessoal. As respostas dependem de cada pessoa entrevistada. Se julgar pertinente, após a entrevista, convide os estudantes a compararem os resultados da pesquisa da atividade 5 com as informações coletadas na entrevista, buscando, sempre que possível, verificar semelhanças e diferenças entre as informações.

a ) Você nasceu neste município ou migrou de outro lugar? Caso tenha migrado, fale de onde veio e os motivos que o fizeram migrar.

b ) Comente algum evento que marcou a formação do município.

c ) Cite um acontecimento do município que marcou sua própria história de vida.

Em sala de aula, compartilhe as informações da entrevista com os colegas.

7. Leia o texto a seguir e, depois, copie a alternativa correta.

Neste 28 de dezembro de 2022, a capital acreana Rio Branco comemora seus 140 anos de fundação. Antes, um povoado que surgiu ao redor do Seringal Volta da Empreza, a cidade cresceu, prosperou e hoje abriga mais de 400 mil acreanos, o que representa quase metade da população do estado.

A cidade, que já foi palco de batalhas da Revolução Acreana, é um grande centro regional, e traz consigo 140 anos de muita história e conquistas, embora ainda seja considerada uma cidade “jovem”, em relação a outras capitais pelo país, e que foi fundada às margens do Rio Acre, por Neutel Maia.

[...]

CALIXTO, Vitor Hugo. Rio Branco comemora 140 anos de fundação com importantes investimentos públicos na atual gestão. Agência de Notícias do Acre, 28 dez. 2022. Disponível em: https://agencia.ac.gov.br/ rio-branco-comemora-140-anos-de-fundacao-com-importantes-investimentos-publicos-na-atual-gestao/. Acesso em: 19 fev. 2025.

a ) O município de Rio Branco é um dos mais antigos do Brasil.

b ) Nos primeiros anos, o município de Rio Branco cresceu ao redor de uma fábrica.

c ) O município de Rio Branco surgiu ao redor de um seringal.

d ) O município de Rio Branco foi fundado às margens do Rio Tietê. Resposta: Alternativa c

• Na atividade 6, incentive os estudantes a realizarem a entrevista com familiares ou responsáveis, destacando a importância dessa interação para o fortalecimento dos vínculos e a construção do conhecimento histórico. Ao retomar a atividade em sala de aula, promova um momento de compartilhamento, valorizando a diversidade dos relatos e incentivando o respeito às diferentes histórias de vida. Encoraje os estudantes a refletirem sobre as semelhanças e diferenças entre as informações coletadas, favorecendo o contato com múltiplos pontos de vista. Essa atividade também pode ser ampliada para um projeto que envolva a família, reforçando o protagonismo dos estudantes na construção e preservação da memória coletiva. Para isso, organize com a coordenação pedagógica uma roda de conversa com os familiares, possibilitando que os estudantes apresentem seminários com os resultados de suas pesquisas.

• Na atividade 7, os estudantes devem interpretar um texto informativo e identificar a alternativa correta com base na leitura. Antes da realização da atividade, converse com a turma sobre a história de formação dos municípios e a importância de rios e atividades econômicas locais para esse processo. Incentive-os a fazer comparações entre o caso de Rio Branco e o surgimento de outros municípios brasileiros estudados nesta unidade.

ATIVIDADE EXTRA

• Para ampliar o trabalho com o tema 11, promova uma exposição de fontes históricas coletadas pelos estudantes que contem a história do município onde vivem. Auxilie-os na identificação dos tipos de fontes, como fotografias e objetos antigos, bandeira, hino, relatos e jornais. Para exercitar um aprendizado ativo,

oriente-os a explicar para os visitantes da exposição que a análise das fontes pode revelar histórias do município e o modo de vida dos habitantes. As fontes podem ficar expostas em sala de aula e ser identificadas com etiquetas com nome, tipo de fonte e data. Destaque a importância do cuidado com esses materiais, principalmente se forem emprestados, pois carregam um significativo valor histórico e sentimental para quem os guarda.

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BNCC

• A atividade 6 promove o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI02, pois os estudantes poderão interagir com fontes históricas orais. Além disso, as Competências específicas de História 3 e 4 são abordadas na atividade, promovendo relações entre sujeitos e objetos em diferentes contextos e épocas, assim como interpretações que expressam visões de diferentes sujeitos em relação a um mesmo contexto histórico por meio dos relatos orais.

• Analise com os estudantes a ilustração e as legendas sobre os desafios dos municípios. Aproveite para promover uma roda de conversa com o objetivo de discutir com a turma as possíveis razões pelas quais os problemas abordados afetam a maioria dos municípios brasileiros. Incentive a formulação de hipóteses e o pensamento crítico dos estudantes.

ARTICULANDO

CONHECIMENTOS

• O conteúdo destas páginas promove a articulação entre o tema contemporâneo transversal Educação ambiental e o componente curricular de Ciências. Ao abordar o tema voltado aos desafios do município, dialogue com os estudantes sobre alguns dos problemas citados que atingem a saúde dos seres humanos e dos animais, assim como impactam no meio ambiente, como é o caso da poluição do ar, causada pela emissão de gases poluentes na atmosfera por veículos automotores e por indústrias. Explique-lhes que a poluição pode causar as chamadas chuvas ácidas, que resultam na morte de plantas e animais e causam danos a diversos monumentos históricos.

BNCC

• A atividade 2 mobiliza o trabalho com a Competência geral 7, uma vez que, com base nos desafios do município, os estudantes buscam soluções e defendem pontos de vista que respeitem e promovam a consciência socioambiental e os cuidados com o planeta. Além disso, a atividade mobiliza aspectos do tema contemporâneo transversal Educação ambiental, possibilitando aos estudantes que identifiquem os impactos causados pelas ações humanas ao meio ambiente.

12TEMA OS DESAFIOS DO MUNICÍPIO

No Brasil, muitos municípios apresentam diversos problemas ambientais e sociais.

Vamos conhecer alguns deles? Observe a ilustração de um espaço rural e de um espaço urbano.

A utilização de agrotóxicos em excesso pode causar problemas para a saúde da população.

A falta de infraestrutura, como serviços relacionados à rede de luz e de esgoto, é um problema que atinge a população do campo.

A poluição dos rios mata muitos animais e afeta a qualidade da água usada pela população.

O desmatamento de grandes áreas destrói o hábitat de muitos animais e pode alterar o clima da região.

Agrotóxicos: produtos químicos utilizados para acabar com pragas nas plantações. Hábitat: local natural de moradia.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

RUSCHEINSKY, Aloisio (org.). Educação ambiental: abordagens múltiplas. 2. ed. São Paulo: Penso, 2012. Nesse livro, são apresentadas diferentes propostas e reflexões sobre a educação ambiental, auxiliando no trabalho dos professores em sala de aula.

Ilustração que representa o espaço rural.

Os resíduos produzidos em grande quantidade, quando depositados em locais impróprios, e a fumaça lançada no ar por algumas indústrias poluem o ambiente.

O trânsito intenso de veículos gera poluição e compromete a qualidade do ar da cidade.

A desigualdade social é evidente nas cidades. A população de baixa renda vive em moradias precárias, enquanto as pessoas de maior poder aquisitivo vivem em moradias confortáveis.

Muitas pessoas vão para as cidades em busca de trabalho. Geralmente, não há emprego para todos, o que gera muitos desempregados.

1. Você consegue identificar alguns desses problemas em seu município? Quais?

Respostas pessoais. O objetivo da atividade é levantar possíveis problemas do município com base na observação cotidiana dos estudantes em relação aos espaços que circulam e frequentam.

2. Em dupla, escolham um dos problemas apresentados. Façam uma lista de atitudes que podem ser tomadas para ajudar a resolvê-lo.

Resposta: Espera-se que os estudantes reflitam sobre os problemas do município, pensando em possíveis soluções para eles.

Ilustração que representa o espaço urbano.

• Comente com os estudantes sobre a necessidade de pensarmos no bem-estar de todos os moradores para resolver os problemas do município, trabalhando a noção de coletividade. Discutam sobre os benefícios da coleta seletiva e do descarte de resíduos nos lugares adequados, por exemplo. Explique-lhes que ações como essas contribuem para manter limpo e saudável o ambiente onde vivemos, evitando, assim, a poluição e a proliferação de doenças. Outro exemplo de ação coletiva que pode ser explorada é o combate à dengue. Para isso, explique como é importante evitarmos o acúmulo de água parada em qualquer tipo de recipiente, a fim de impedir a proliferação do mosquito transmissor da doença. Esse cuidado ajuda a garantir a segurança não só da nossa família, como também de nossos vizinhos e demais pessoas do bairro. • Na atividade 1, incentive os estudantes a falarem a respeito de sua realidade próxima e a identificarem problemas semelhantes em seu município. Para isso, peça-lhes que estabeleçam relações de comparação entre o conteúdo apresentado nas páginas 90 e 91 e a realidade que os cerca.

Objetivo

O objetivo da atividade 2 é motivar os estudantes a exercitarem um aprendizado ativo, compreendendo-se como sujeitos históricos capazes de intervir na própria realidade de forma crítica, identificando problemas e buscando solucioná-los.

Sugestão de intervenção

Esta atividade permite aos estudantes refletirem sobre os problemas apresentados por um município e as possíveis soluções para alguns deles

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por meio de atitudes cotidianas, como descartar o resíduo sólido corretamente, evitar o desperdício, diminuir o consumo de plástico e utilizar meios de transporte alternativos. Caso tenham dificuldade na realização da atividade, recupere o conteúdo das páginas 90 e 91 e a reflexão sobre ações individuais e coletivas que contribuem para o bem-estar da população. Se possível, escreva na lousa as propostas feitas por eles para ajudar a resolver os problemas escolhidos. A lista e as atitudes sugeridas podem ser socializadas, por exemplo, em um mural ou na distribuição de material impresso destinado à conscientização da comunidade escolar.

AVALIANDO

1. Objetivo

• Recuperar os conhecimentos dos estudantes sobre o conceito de colônia. Sugestão de intervenção

• Caso algum estudante tenha dificuldade, acolha suas dúvidas e engaje a turma em uma retomada coletiva do conceito de colônia. Incentive a leitura em voz alta de trechos que definam o termo e oriente-os a verbalizar com as próprias palavras o significado de colônia e o tempo de duração do domínio português sobre o Brasil. Promova um momento coletivo de escrita, em que os estudantes, com apoio do professor, organizem na lousa uma resposta construída em conjunto, reforçando a compreensão do motivo da atividade e o raciocínio utilizado para chegar à resposta correta. Após essa mediação, incentive-os a retornar à atividade e registrar a resposta individualmente.

2. Objetivo

• Compreender o significado de capitanias hereditárias e recuperar os conhecimentos relacionados a esse tema.

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes tenham dificuldade para realizar a atividade, peça-lhes que retomem a leitura da página 81 e analisem novamente o mapa que representa as capitanias hereditárias. Depois, peça-lhes que refaçam a atividade.

3. Objetivo

• Desenvolver a capacidade de localizar informações explícitas em um texto que aborda um tema histórico.

Sugestão de intervenção

Escreva as respostas no caderno.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

1. O que é uma colônia? Por quanto tempo o Brasil foi colônia de Portugal? Onde foi possível encontrar essas respostas?

2. Explique o que eram as capitanias hereditárias e quem eram os capitães donatários.

3. Leia o texto a seguir e, depois, escreva a alternativa correta.

1. Resposta: Uma colônia é um território que é ocupado e administrado por outro país. O Brasil foi colônia de Portugal durante cerca de 300 anos. Espera-se que os estudantes retomem o conteúdo estudado na página 78

Uma das mais antigas cidades do Brasil, Recife surgiu por volta de 1537 como Ribeira de Mar dos Arrecifes, uma praia de pescadores e ancoradouro, onde se encontram as águas do mar e as dos rios Capibaribe e Beberibe. A povoação do Recife surgiu em 1561. Tornou-se a principal cidade da Capitania de Pernambuco, conhecida em todo o mundo comercial da época, graças à cultura extensiva da cana-de-açúcar. Isso despertou o interesse dos holandeses que, atraídos pela riqueza da capitania e por sua posição estratégica, invadiram e ocuparam a cidade durante 24 anos, entre 1630 e 1654. [...]

HISTÓRIA – Recife (PE). Portal Iphan. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1449/. Acesso em: 19 fev. 2025.

Ancoradouro: local onde as embarcações carregam e descarregam pessoas e mercadorias.

2. Resposta: As capitanias hereditárias eram as divisões em lotes das terras onde atualmente é o Brasil, criadas pela Coroa portuguesa em 1534. Os capitães donatários eram os responsáveis pela colonização das capitanias.

a ) Recife fazia parte da capitania hereditária de Pernambuco.

b ) O município era conhecido pela sua grande atividade industrial.

c ) Atraído pelas riquezas, os franceses invadiram Recife e a ocuparam por 24 anos.

d ) Recife é um dos municípios mais jovens do Brasil.

Resposta: Alternativa a

4. Por que foram construídos fortes e muralhas no município de Salvador?

Resposta: Foram construídos fortes e muralhas no município de Salvador para protegê-lo de ataques de outros europeus que buscavam explorar novos territórios.

4. Objetivo

• Identificar os motivos que levaram à construção de fortes e muralhas em Salvador.

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes tenham dificuldade na formulação da resposta, promova a recuperação dos conhecimentos por meio de uma leitura coletiva do contexto histórico apresentado na página 82. Retome com eles que durante o período

• Caso os estudantes tenham dificuldade para identificar a alternativa correta, acolha suas dúvidas e engaje a turma na leitura compartilhada do texto. Oriente-os a reler as das frases, buscando identificar o que há de incorreto nas alternativas. Após essa retomada, oriente-os a registrar a alternativa correta no caderno.

colonial era comum potências europeias disputarem territórios nas Américas, o que levava as Coroas colonizadoras a protegerem os territórios ocupados com fortes e muralhas. Incentive-os a verbalizar suas ideias sobre a importância da defesa do território e, em seguida, oriente-os a registrar a resposta no caderno.

BNCC

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• As atividades 1 a 4 promovem o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI01, pois os estudantes identificarão eventos que marcam a formação dos municípios.

5. Copie o quadro no caderno e, depois, consulte o conteúdo da página 83 para preencher os espaços vazios.

Capitais

do Brasil

Capital Período Motivo

Salvador 1763-1960

6. Observe a imagem a seguir.

JOSÉ ANTONIO CALDAS, C. 1860. FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL, RIO DE JANEIRO, RJ

Promover o desenvolvimento econômico da região central do país.

5. Resposta:

Capital: Salvador; Período: 15491763; Motivo: Posição estratégica para os portugueses.

Capital: Rio de Janeiro; Período: 1763-1960; Motivo: Questões econômicas.

Capital: Brasília; Período: 1960-atual; Motivo: Promover o desenvolvimento econômico da região central do país.

Documento produzido por volta de 1860.

Qual é o tipo de fonte histórica representada na imagem? Escreva no caderno a alternativa correta.

Resposta: Alternativa c

a ) Fotografia.

b ) Jornal.

c ) Planta.

d ) Livro didático.

25/09/2025 09:10:25

5. Objetivo

• Compreender as mudanças das capitais do Brasil ao longo da história.

Sugestão de intervenção

• Caso algum estudante tenha dificuldade para preencher o quadro, retome a leitura da página 83, destacando os períodos históricos, os nomes das capitais e os motivos de cada transferência. Explique a importância da organização das informações em quadros para facilitar a compreensão de processos históricos. Oriente-o a verbalizar o raciocínio para preencher cada espaço do quadro, ajudando-o a perceber a relação entre os fatores estratégicos, econômicos e políticos que motivaram as mudanças de capital. Após a retomada, instrua-o a copiar o quadro completo no caderno e a realizar a atividade com autonomia.

6. Objetivo

• Identificar diferentes tipos de fonte histórica, reconhecendo sua função como documento que registra determinados acontecimentos do passado.

Sugestão de intervenção

• Caso algum estudante tenha dificuldade em reconhecer o tipo de fonte histórica representada, instrua-o a observar os elementos da imagem, como ruas, quadras e edifícios, destacando que a imagem tem o objetivo de apresentar a organização espacial de uma cidade ou local. Incentive-o a verbalizar o raciocínio que utilizou para chegar à conclusão e a registrar suas observações na resposta.

BNCC

• A atividade 6 promove o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI02, pois os estudantes identificarão fontes históricas relacionadas a eventos que marcaram a história do município.

7. Objetivo

• Reconhecer e associar diferentes tipos de fontes históricas aos respectivos usos para a compreensão do passado.

Sugestão de intervenção

• Caso algum estudante tenha dificuldade para desembaralhar as palavras ou identificar a fonte histórica correta, proponha a leitura compartilhada das frases, incentivando-o a deduzir o sentido de cada lacuna com base no contexto apresentado. Se necessário, elabore com a turma uma tabela com as palavras-chave e as respectivas definições, ajudando-os a visualizar melhor as relações entre as fontes e seus usos. Retome o conteúdo das páginas 84 e 85 para orientar esta atividade. Após a mediação, oriente os estudantes com dificuldade a completarem a atividade no caderno de maneira autônoma.

8. Objetivo

• Analisar fontes históricas visuais (fotografia), observando elementos característicos da vida urbana no passado.

Sugestão de intervenção

BNCC

7. Desembaralhe as palavras a seguir e, depois, copie as frases no caderno substituindo os quadradinhos com as palavras corretas.

fiatografo • quedobrin • emoda • tolare • naljor

a ) Com o ■, é possível conhecer a história de muitas brincadeiras.

Resposta: brinquedo.

b ) O ■ é considerado uma fonte histórica oral.

Resposta: relato.

c ) Por meio do ■ é possível saber as notícias que eram publicadas em determinada época.

Resposta: jornal.

d ) A ■ serve para analisarmos o tipo de dinheiro usado por determinada sociedade.

Resposta: moeda.

e ) No começo dos anos 1900, a ■ era tirada em preto e branco, mas atualmente costuma ser colorida.

Resposta: fotografia.

8. Analise a fonte histórica a seguir e conheça um pouco mais a história do município de São Paulo.

Largo do Rosário, no município de São Paulo, por volta de 1910.

8. a) a c). Respostas e comentários nas orientações ao professor

a ) Quais meios de transporte foram retratados na fotografia?

b ) Como eram as vestimentas das pessoas nessa época?

c ) Como eram as construções retratadas na fotografia?

d ) Qual é o nome do lugar retratado na fotografia?

Resposta: Largo do Rosário, no município de São Paulo.

de, verifique se os estudantes perceberam que as ruas são de paralelepípedos.

8. b) Os estudantes podem indicar que a maioria das pessoas representadas na fotografia são homens e vestem chapéu, calça, camisa e paletó.

• A atividade 8 promove o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI02, pois os estudantes identificarão a fotografia como uma fonte histórica que oferece subsídios para compreender o cotidiano de um município no passado.

Respostas

8. a) É possível identificar cavalos, carroças e os trilhos do bonde. Durante a realização da ativida-

• Caso algum estudante tenha dificuldade durante a análise da fotografia, oriente-o a apontar detalhes, como os tipos de meios de transporte (cavalos, carroças e trilhos de bonde), as vestimentas predominantes (chapéus, calças, camisas e paletós) e as características das construções (estabelecimentos comerciais de dois andares próximo uns dos outros). Para tornar a atividade mais significativa, promova uma reflexão com a turma sobre as relações entre a fotografia histórica e o presente, perguntando, por exemplo, se há no município onde vivem construções semelhantes às retratadas na imagem e como são as vestimentas, os meios de transporte e as construções mais comuns nos municípios atuais. Incentive-os a verbalizar suas observações, argumentar as respostas e registrar por escrito as conclusões.

8. c) Espera-se que os estudantes percebam que a maioria das construções eram estabelecimentos comerciais, tinham dois andares e eram próximas umas das outras. Se julgar pertinente, buscando aproximar a fonte histórica da realidade dos estudantes, pergunte-lhes se há construções parecidas no município onde vivem.

9. Observe a fotografia e leia a seguir o que Risoleta conta sobre o município de São Paulo, em 1927. Depois, responda às questões.

9. b) Resposta: De acordo com Risoleta, embaixo do Viaduto do Chá era uma chácara, com verdura e vaca de leite. 9. c) Resposta: Espera-se que os estudantes percebam que Risoleta está descrevendo uma diferença entre o Viaduto do Chá da atualidade com o mesmo viaduto na década de 1920.

São Paulo até embaixo do Viaduto do Chá era uma chácara, tinha verdura, vaca de leite. O viaduto não era esse, era outro de grades de ferro. Quando o bonde passava lá em cima as pedras tremiam, parece que ia cair. E lá embaixo era chácara, a gente descia pela escadaria para os matos. Onde é a Rua Xavier de Toledo eram casas de pobres que alugavam cômodos. Subindo a escadaria, atravessava uns trilhos e já saía na Rua das Palmeiras. A rua Direita era uma ruazinha estreita, tinha a Casa Alegre na esquina que era do conde São Joaquim, em que vendia perfumes. Por lá passava o corso no Carnaval.

[...]

Vista do Viaduto do Chá no município de São Paulo, década de 1920.

BOSI, Ecléa. Memória e sociedade: lembranças de velhos. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. E-book

Corso: desfile.

9. e) Resposta: Espera-se que os estudantes indiquem mudanças nas ruas e nos bairros do município ao longo do tempo. Caso tenham dificuldade, ajude-os a identificar a construção de novos edifícios e a restauração de praças e parques, por exemplo.

a ) Que tipo de fonte histórica é essa que você acabou de ler? Como chegou a essa conclusão?

Respostas: Relato oral. Espera-se que os

estudantes retomem o conteúdo estudado na página 85.

b ) De acordo com Risoleta, como era embaixo do Viaduto do Chá?

c ) O que Risoleta quis dizer com a frase “O viaduto não era esse, era outro de grades e ferro”?

d ) Descreva o Viaduto do Chá com base na fotografia.

e ) Você se lembra de algumas mudanças no seu município nos últimos anos? Comente com os colegas.

9. d) Resposta: De acordo com a fotografia, a estrutura do viaduto era de ferro. Debaixo dele havia árvores e, ao fundo, algumas construções.

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9. Objetivo

• Analisar o relato oral e a fotografia como fonte histórica.

Sugestão de intervenção

• Caso algum estudante tenha dificuldade para interpretar as informações do relato oral e da fotografia, acolha suas dúvidas e engaje a turma em uma leitura coletiva do texto e dos elementos da imagem. Em seguida, recupere o conteúdo abordado nas páginas 84 e 85, promovendo uma reflexão sobre a relevância das fontes históricas para a compreensão do modo de vida das pessoas e das transformações dos municípios ao longo do tempo. Incentive os estudantes a verbalizarem o raciocínio sobre as mudanças descritas por Risoleta e possíveis mudanças que eles mesmos percebem no município. Realize o registro coletivo das observações na lousa, para que todos possam visualizar e construir juntos a compreensão do motivo da atividade e a importância da memória na construção da história. Após essa mediação, oriente-os a registrar individualmente as respostas no caderno.

BNCC

• A atividade 9 promove o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI02, pois os estudantes vão identificar aspectos relacionados ao modo de vida na cidade no passado por meio da observação e interpretação de uma fotografia e de um relato oral.

OBJETIVOS DA UNIDADE

• Identificar os grupos e comunidades que fazem parte da história regional.

• Reconhecer tradições, hábitos e costumes de diferentes comunidades.

• Reconhecer a participação de diferentes sujeitos nos acontecimentos históricos.

• Identificar semelhanças e diferenças entre comunidades do município e da região.

• Comparar diferentes pontos de vista a respeito de um mesmo evento significativo para a história local.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

Como maneira de avaliar o conhecimento prévio dos estudantes, leve-os a perceber a pluralidade cultural relacionada à formação da sociedade brasileira por meio do cotidiano. Para isso, escreva na lousa várias palavras da língua portuguesa que foram apropriadas das culturas indígenas e africanas, como: caçula, moleque, quitanda, fubá, muvuca, abadá, caju, cacique, tapioca, pirão, arara, rede e canoa. Em seguida, pergunte aos estudantes quais são os significados das palavras e se eles sabem a origem delas. Por fim, verifique se eles conhecem outras palavras e possibilite que apresentem outras contribuições culturais, como a literatura, o cinema, as vestimentas, a culinária e a musicalidade.

UNIDADE5 FORMAÇÃO CULTURAL E DIVERSIDADE

• Durante a atividade de análise de imagens, destaque a importância da leitura das legendas, reforçando que elas trazem importantes informações para a compreensão das imagens, em especial no que tange ao espaço e ao período representados.

• Comente com os estudantes que a etnia Kalapalo habita a região do Alto Xingu, em Mato Grosso. Se algum deles indicar que conhece essa etnia, peça-lhe que compartilhe seus conhecimentos com os colegas.

• Explore com os estudantes a fotografia, perguntando qual atividade a mulher indígena está praticando. Caso tenham dúvidas a respeito do beiju, comente que se trata de um alimento produzido à base de mandioca. Aproveite a oportunidade e pergunte se algum deles já experimentou esse alimento. Em caso positivo, peça-lhe que compartilhe a experiência com os colegas.

• O estudo desta unidade promove o desenvolvimento das habilidades EF03HI01, EF03HI03 e EF03HI07. Os momentos específicos em que elas serão desenvolvidas estarão indicados ao longo da unidade.

BNCC

Qual forma de manifestação cultural está representada na fotografia?

Resposta: A produção de beiju a partir do polvilho de mandioca.

Esse tipo de manifestação cultural está presente no cotidiano de sua família ou comunidade? Comente.

A cultura do Brasil formou-se pela presença de indígenas e de quais outros povos?

2. Resposta. Espera-se que os estudantes compartilhem se o hábito de consumir mandioca ou beiju se faz presente em sua família ou comunidade.

3. Resposta: Espera-se que os estudantes reconheçam que, além dos indígenas, formaram a cultura do Brasil os povos africanos, europeus, asiáticos, entre outros.

Mulher Kalapalo colocando o polvilho de mandioca para secar e fazer beiju, no Parque Indígena do Xingu, no município de Querência, em Mato Grosso, em 2023.

tempo. Após identificar os diferentes grupos que formam o município, conduza um debate entre os estudantes valorizando a pluralidade cultural e sua importância.

BNCC

• As atividades contribuem para o desenvolvimento da habilidade EF03HI03 por identificarem aspectos relacionados à presença de diferentes grupos sociais, em especial africanos e indígenas.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

25/09/2025 09:12:48

SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique. Cultura/Memória. Dicionário de conceitos históricos. São Paulo: Contexto, 2009. Nesse dicionário, os verbetes de Cultura e Memória são explorados em seus diferentes significados e aplicações possíveis na pesquisa histórica.

• As atividades propostas nesta página exploram a prática cultural indígena representada na abertura da unidade, a fim de avaliar o conhecimento prévio dos estudantes sobre os diferentes grupos que formam o município ou a região. Na atividade 1, os estudantes vão interagir com um dos processos da produção de beiju, alimento tradicional entre alguns povos indígenas. Comente que o beiju é produzido com mandioca, também conhecida como macaxeira e aipim, sendo cultivada pelos indígenas da América do Sul muito antes das invasões europeias e considerada um alimento sagrado em algumas culturas.

• A atividade 2 busca aproximar o conteúdo da realidade dos estudantes. Se algum deles não conseguir identificar práticas relacionadas à manifestação cultural representada na fotografia em seu cotidiano, pergunte se ele costuma consumir alimentos à base de mandioca, como a tapioca.

• Na atividade 3 , os estudantes são incentivados a pensar a respeito da influên cia de diferentes povos e culturas nas próprias realidades. Aproveite a oportunidade para explorar características singulares do município ou região, identificando grupos sociais, etnias e culturas que já habitavam o território ou que migraram ao longo do

CASSANDRA

• A diversidade cultural é um aspecto essencial da conformação da sociedade brasileira, e uma forma de explorá-la é buscar identificá-la na própria realidade social na qual a turma está inserida. Na atividade 1, os estudantes devem apresentar suas tradições familiares. Para isso, indique alguns exemplos, como comemorações, comidas e hábitos cotidianos. Cada estudante poderá apresentar uma tradição diferente, possibilitando o pluralismo de ideias e o respeito à diversidade cultural de maneira que todas as tradições sejam respeitadas em suas particularidades. Durante o debate, conduza a turma de forma que perceba a proximidade entre as práticas culturais, apesar de suas diferenças.

BNCC

• O tema busca contribuir com o desenvolvimento da habilidade EF03HI01, pois ajuda os estudantes a identificarem os diferentes grupos populacionais formadores do município e da região, levando-os a conhecer as relações estabelecidas entre eles. A Competência geral 1 também é contemplada, pois o tema busca valorizar e utilizar conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo social e cultural visando à construção de uma sociedade justa e inclusiva.

ATIVIDADE EXTRA

• Para recuperar os conhecimentos abordados no conteúdo, solicite aos estudantes que façam uma pesquisa em família sobre a origem de seus sobrenomes. Com a ajuda de um familiar, eles devem descobrir de qual região do mundo seus antepassados vieram e se houve alguma alteração na grafia original do sobrenome. Se possível, peça-lhes que identifiquem os nomes dos seus antepassados que

DIFERENTES GRUPOS

QUE FORMAM O MUNICÍPIO

E A REGIÃO

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes compartilhem práticas e manifestações culturais relacionadas ao ambiente doméstico e familiar.

1. Sua família preserva algum costume ou alguma tradição?

Em geral, os conhecimentos e costumes presentes em nosso cotidiano foram herdados dos diferentes grupos populacionais que formaram o Brasil. Entre eles, estão os indígenas, os africanos e os portugueses.

Na unidade anterior, estudamos a formação de diferentes cidades no Brasil, incluindo o lugar onde você vive. Agora, nesta unidade, vamos estudar os diferentes grupos populacionais que formam os municípios e as regiões brasileiras.

Em Salvador, por exemplo, no estado da Bahia, seus primeiros habitantes foram os indígenas Tupinambá, os quais chamavam a região de Kirymuré Paraguaçu.

Ilustração que representa a planta da mandioca. A parte comestível dessa planta são as raízes.

Os Tupinambá falavam a língua tupi e mantinham os próprios costumes e tradições. Eles praticavam a pesca, a caça, a coleta e o cultivo agrícola, principalmente o da mandioca.

2. O costume indígena de comer mandioca faz parte da alimentação brasileira. Com a ajuda de um adulto, pesquise algumas formas de consumir esse alimento em nosso país.

Resposta e comentários nas orientações ao professor

chegaram ao Brasil. Caso haja estudantes indígenas, verifique de qual etnia são originários. Em sala de aula, reserve um momento para que eles exponham o resultado de suas pesquisas. Por fim, converse com a turma a respeito da diversidade de culturas que formam o Brasil, abrangendo a origem dos próprios estudantes.

Resposta

2. Espera-se que os estudantes pesquisem a respeito de diferentes usos da mandioca, que, além de servir como alimento, é usada na tecelagem e na indústria cosmética. Para isso, leve-os à sala de informática da escola para pesquisarem em

sites oficiais e de divulgação científica. Outra possibilidade é pesquisar em informações na biblioteca da escola.

A partir de 1500, com a invasão portuguesa ao território indígena, o modo de vida dos Tupinambá foi profundamente alterado. Em 1549, os portugueses fundaram o município de Salvador, transformando-o na capital da Colônia

Contudo, eles não reconheceram que o território já estava ocupado pelos indígenas, gerando vários conflitos entre eles.

3. Sobre os primeiros contatos entre portugueses e indígenas, leia o texto a seguir e responda à questão.

As razões dos conflitos com os indígenas foram múltiplas [...], dentre elas, a violação dos territórios indígenas [...] e a instalação de novas formas compulsórias de relações de trabalho, que violavam a divisão de trabalho, a cultura indígena e sua liberdade.

[...]

PARAISO, Maria Hilda Baqueiro. Revoltas indígenas, a criação do Governo Geral e o Regimento de 1548. Clio: Revista de Pesquisa Histórica, Pernambuco, v. 29, n. 1, 2011. p. 3. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/ index.php/revistaclio/article/view/24297/19701. Acesso em: 24 fev. 2025. Compulsórias: forçadas, obrigatórias.

Por que os indígenas entraram em conflito com os portugueses?

Resposta: Porque os portugueses violaram os territórios indígenas e os forçaram a trabalhar, desrespeitando sua divisão de trabalho, cultura e liberdade.

A RESISTÊNCIA TUPINAMBÁ

Quando os portugueses invadiram as terras indígenas, os Tupinambá viviam em diferentes regiões do litoral brasileiro.

O contato com os portugueses quase provocou o desaparecimento por completo dos Tupinambá. Porém, eles resistiram e atualmente vivem em algumas regiões dos estados do Pará e da Bahia.

estudantes a respeito do texto apresentado, bem como incentivar a reflexão a respeito dos primeiros contatos entre os portugueses que invadiram o atual território do Brasil e os indígenas que o habitavam.

BNCC

• O tema incentiva o trabalho com aspectos das habilidades EF03HI01 e EF03HI03, pois ajuda a identificar os grupos populacionais que formaram a cidade, o município e a região, estabelecendo relações entre eles, e a comparar pontos de vista distintos em relação a eventos signi-

Mulher Tupinambá do estado da Bahia cantando durante cerimônia de recepção do Manto Sagrado de seu povo que estava na Dinamarca desde o século 17. Município do Rio de Janeiro, em 2024.

ficativos, destacando a perspectiva e as culturas indígenas.

AVALIANDO

Objetivo

• Compreender o impacto da invasão portuguesa aos indígenas.

Sugestão de intervenção

• Elabore com os estudantes um quadro comparativo a respeito dos povos indígenas pré e pós-colonização. Devem ser pesquisadas e registradas as seguintes

• Os textos apresentam aspectos da cultura tupinambá que foram alterados após a invasão portuguesa ao território que se tornou o Brasil. É importante explorar com os estudantes que as mudanças no modo de vida não foram aceitas de forma pacífica pelos Tupinambá, que buscaram defender seu território, suas tradições e culturas diante da invasão dos portugueses.

• Explique aos estudantes que os Tupinambá eram os indígenas que habitavam o atual litoral do território brasileiro do Rio de Janeiro e da Bahia, sendo um dos primeiros povos indígenas a estabelecerem contato com os portugueses, que passaram a descrever em seus documentos todos os grupos indígenas que falavam o idioma tupi como “tupinambá”, não reconhecendo a diversidade de etnias indígenas presentes durante os primeiros contatos no período da colonização.

• Ao abordar o tema, comente sobre o retorno do Manto Sagrado dos Tupinambá para o Brasil em 2024, depois de mais de 300 anos em museus da Dinamarca. Elucide que esse manto é considerado sagrado pelos Tupinambá e foi produzido com penas de guarás, araras-azuis e amarelas e papagaios. Aproveite a oportunidade e promova a reflexão sobre a relevância do retorno desse objeto para a história dos povos originários no Brasil.

• A atividade 3 prevê avaliar a compreensão dos

informações: quantidade de habitantes, lugares de vivência e a relação com o trabalho e a natureza. Após a pesquisa, para retomar os conhecimentos abordados em sala de aula, convide os estudantes para uma roda de conversa e incentive a comparação entre os dados levantados.

• Explique aos estudantes que o bloco Ilê Aiyê foi fundado em 1974 por jovens de um bairro composto principalmente de negros. Comente que o bloco, cujo nome significa “nossa casa” ou “nossa terra”, foi composto com o intuito de combater o racismo e valorizar e preservar a cultura afro-brasileira em Salvador.

• Comente que a personalidade Mãe Hilda Jitolu (19232009) nasceu em Salvador e tornou-se uma importante liderança comunitária e referência cultural. Eras neta de africanos, sendo iniciada no candomblé ainda jovem. Fundadora do Terreiro Axé Jitolu, ela exerceu papel fundamental na preservação da cultura afro-brasileira, idealizando em 1988 a Escola Mãe Hilda, que até hoje atende crianças no bairro do Curuzu, em Salvador. Sua atuação foi decisiva na criação do Bloco Ilê Aiyê, sugerindo inclusive o nome. Ela também participou de cerimônias em homenagem a Zumbi dos Palmares e defendeu ao longo de sua vida a valorização das identidades negras e da história africana e afro-brasileira. Sua trajetória continua sendo homenageada com a criação do Instituto da Mulher Negra Mãe Hilda Jitolu em 2023, a nomeação de uma unidade de saúde em Salvador e a denominação de circuitos carnavalescos em sua memória.

• A atividade 4 promove uma postura inclusiva e empática e a construção de conhecimentos sobre o Ilê Aiyê, reconhecendo sua importância histórica e cultural como instrumento de resistência do Movimento Negro no Brasil e sua atuação social por meio de projetos educativos e culturais. A atividade também incentiva a valorização da diversidade étnico-racial e o combate ao racismo.

A partir do século 16, os africanos passaram a fazer parte da história de Salvador. No entanto, isso ocorreu de maneira forçada, pois os portugueses os trouxeram ao Brasil para trabalharem como escravizados.

Muitas dessas pessoas eram de origem iorubá, as quais trouxeram consigo o idioma, as religiões, os costumes e as tradições, mostrando que, mesmo na condição de escravizados, esses grupos resistiram à opressão.

Atualmente, Salvador é uma das cidades com a maior quantidade de afrodescendentes do mundo. Por isso, muitos aspectos da cultura africana envolvem o cotidiano desse lugar.

Um exemplo da presença africana em Salvador é o bloco afro Ilê Aiyê, fundado na cidade em 1974. Entre os seus fundadores estavam Antonio Carlos dos Santos (1952-), conhecido como “Vovô”, e Apolônio de Jesus (1952-1992), moradores do bairro da Liberdade. Apesar da resistência da sociedade da época, eles fundaram um bloco de Carnaval somente com pessoas afrodescendentes.

Além das festividades de Carnaval, o bloco Ilê Aiyê atua em várias ações sociais. Em 1988, por exemplo, Mãe Hilda Jitolu (1923-2009) fundou uma escola para oferecer gratuitamente apoio para a formação educacional de vários estudantes da região.

Fotografia de Mãe Hilda Jitolu com estudantes na sala de aula, no município de Salvador, na Bahia, por volta de 1990.

4. Com a ajuda do professor, faça uma pesquisa sobre o bloco Ilê Aiyê e o papel que ele desempenha na sociedade.

Resposta: Espera-se que, com a pesquisa, os estudantes descubram que o bloco foi fundado como forma de resistência do Movimento Negro. Atualmente, além de atividades culturais, oferece projetos educacionais, visando à educação e ao combate ao racismo no Brasil.

• O tema incentiva o trabalho com aspectos das habilidades EF03HI01 e EF03HI03, pois ajuda a identificar os grupos populacionais que formaram a cidade, além de comparar pontos de vista distintos em relação a eventos significativos voltados ao lugar e à presença da cultura afro-brasileira em Salvador. Também colabora com o desenvolvimento da Competência específica de História 1, pois permite a compreensão dos mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais e culturais do município.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

LIMA, Valéria. Mãe da Liberdade: a trajetória da Ialorixá Hilda Jitolu, matriarca do Ilê Aiyê. Salvador: Ogum’s Toques Negros, 2024. Disponível em: https://rosalux.org.br/livro/mae-da -liberdade-a-trajetoria-da-ialorixa-hilda-jitolu -matriarca-do-ile-aiye/. Acesso em: 10 abr. 2025. Obra que narra a vida da Ialorixá Hilda Jitolu como resultado da pesquisa de mestrado conduzida pela neta da matriarca, entre 2012 e 2014.

BNCC

Aprendemos que Salvador foi formada por diferentes grupos populacionais e também que as relações estabelecidas entre eles foram marcadas por conflito e resistência.

Ao longo dos séculos, além dos indígenas, portugueses e africanos, vários grupos se deslocaram para a cidade, tanto de outras regiões do Brasil como de outros países. Esse é o caso de um grupo de chineses que se mudou para Salvador na década de 1960.

5. Leia o texto a seguir e responda à questão.

[...]

As razões que levaram esses chineses a migrar foram as mais variadas, desde a pobreza, como o pai de Wu; o casamento, como Ana; um convite para trabalho, como o pai de Chen; ou a busca por melhores oportunidades de negócios, como Kite. Ou simplesmente por desejo de mudança, como Ling. Mas a maioria saiu do seu país de origem em busca de melhores condições de vida.

[...] Com muitos imóveis sendo desocupados, grandes lojas fechando, um bom sistema de transporte e estrutura de serviços, um comércio popular crescente, a região [de Salvador] parecia o local certo para início de uma nova jornada comercial para esses homens e mulheres.

[...]

6. b) Resposta: Espera-se que os estudantes compartilhem as informações coletadas no processo de pesquisa.

MINNAERT, Ana Claudia. A migração chinesa para Salvador: os novos rumos da diáspora. Bahia com história, n. 4, ago. 2016. Disponível em: http://bahiacomhistoria.ba.gov.br/?artigos=a-migracao-chinesa-pra-salvador. Acesso em: 24 fev. 2025.

Por que esse grupo de chineses se mudou para Salvador?

Resposta: Porque estava em busca de melhores condições de vida.

As relações entre indígenas, africanos e imigrantes de vários países e migrantes de outras regiões do Brasil contribuíam para a formação do município de Salvador. E na sua cidade e região, quais são os grupos formadores? Quais foram as relações estabelecidas entre eles?

6. Vamos agora complementar as atividades que vocês fizeram nas páginas 88 e 89 da unidade anterior.

a ) Em dupla, e com a ajuda do professor, pesquisem os diferentes grupos populacionais que formaram o município e a região onde vivem, com destaque para as relações estabelecidas entre esses grupos e os eventos que marcam a formação do município.

b ) Em uma roda de conversa, compartilhem com a turma os resultados das pesquisas.

6. a) Resposta: O objetivo da atividade é explorar a realidade próxima dos estudantes, possibilitando que interajam com os diferentes grupos que formam o município 101

tive todos a participarem ativamente, acolhendo as diferentes interpretações e informações, e engajando a turma em uma escuta atenta e respeitosa. Essa troca de ideias possibilita o contato com diferentes pontos de vista e concepções, favorecendo o pluralismo de ideias. Garanta um ambiente acolhedor, em que a diversidade de relatos e interpretações seja valorizada e respeitada como parte importante da construção do conhecimento histórico coletivo.

ATIVIDADE EXTRA

• Explique aos estudantes que as motivações que levaram os chineses a se deslocarem para Salvador foram diferentes daquelas dos portugueses, que foram para colonizar o território, e dos africanos, que foram trazidos à força para trabalhar nas lavouras. Informe que essa imigração chinesa ocorreu na segunda metade do século XX e que pode ser considerada recente. Ao apresentar o exemplo dos chineses, espera-se que os estudantes percebam que os movimentos migratórios acontecem em épocas e por motivações diferentes.

• O objetivo da atividade 5 é incentivar a interpretação do texto a respeito da imigração dos chineses para Salvador. Leia o texto e peça aos estudantes que listem no caderno as motivações na imigração. Em seguida, discuta essas razões e incentive-os a levantar hipóteses de outros motivos.

• Na atividade 6, os estudantes devem pesquisar a respeito dos diferentes grupos populacionais presentes na região em que vivem, suas contribuições sociais e culturais e a interação entre eles. Para a realização do item a, oriente-os a buscar informações em fontes confiáveis, como o site do IBGE Cidades e o site da Prefeitura do município. Para o item b, organize uma roda de conversa para que eles compartilhem os resultados das pesquisas realizadas. Durante a atividade, incen-

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• Qual é a origem desse grupo de imigrantes?

• Quando esse grupo, pessoa ou família veio para a região?

• Quais são os principais traços culturais desses grupos?

• Há alguma ascendência desse grupo em sua família?

• Por fim, como maneira de recuperar os conhecimentos, organize uma apresentação para que compartilhem os resultados

• Verifique em sua cidade a possibilidade de realizar uma visita guiada com os estudantes a um museu ou centro de pesquisa que preserve documentos sobre a formação do município, com nomes de pessoas, fotografias e demais registros. A turma pode escolher uma pessoa, uma família ou um grupo para registrar as informações. Se não for possível realizar uma visita presencial, como alternativa faça um tour virtual com os estudantes no acervo digital do Museu da Imigração. Para organizar a pesquisa, elaborem em conjunto uma ficha com as seguintes informações:

• O tema do boxe complementar busca aproximar a história e a realidade atual do município de Salvador utilizando manchetes de periódicos e imagens recentes como fontes históricas. A atividade possibilita aos estudantes refletirem sobre a desigualdade social com base em dados científicos e informações, promovendo práticas de leitura e interpretação crítica de fontes históricas contemporâneas.

• Para a realização do item a da atividade 1, solicite a leitura individual da manchetes e, em seguida, peça a eles que as leiam em voz alta. Faça a análise da fotografia com os estudantes, solicitando a eles que comparem os diferentes tipos de moradia presentes retratados, como os edifícios de alto padrão ao fundo e as casas à frente.

• Para o item b da atividade 1, explore com os estudantes o conceito de desigualdade social, buscando demonstrar a eles algumas das causas dessa situação, assim como os principais impactos sofridos pela população por conta da desigualdade. Explique que a desigualdade social traz diversas consequências negativas para a sociedade.

OS DESAFIOS SOCIAIS DOS MUNICÍPIOS

1. b) Resposta pessoal. O objetivo da atividade é explorar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre as causas e as consequências da desigualdade social. Se possível, faça uma roda de conversa a fim de avaliar o que eles já sabem sobre desigualdade social, com base nos exemplos que citarem acerca de sua realidade próxima.

1. Leia as manchetes e observe a fotografia a seguir.

Índice de Progresso Social revela desigualdades entre bairros do Rio

RIBEIRO, Cristiane. Índice de Progresso Social revela desigualdades entre bairros do Rio. Rádio Agência, 25 abr. 2023. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/ direitos-humanos/audio/2023-04/indice-de-progresso-social-revela-desigualdades-entre-bairros -do-rio. Acesso em: 11 jun. 2025.

Desigualdade no Rio é maior do que outras metrópoles, segundo relatório

RIBEIRO, Marcelo. Desigualdade no Rio é maior do que outras metrópoles, segundo relatório. Revista Rio, 11 abr. 2024. Disponível em: https://radios.ebc.com.br/revista-rio/2024/04/ Desigualdade-no-Rio-e-maior-do-que-outras-metropoles-segundo-relatorio. Acesso em: 11 jun. 2025.

a ) Qual é o problema que as manchetes e a fotografia indicam?

b ) Você sabe o que é desigualdade social? Comente.

1. a) Resposta: As manchetes e a fotografia indicam a desigualdade social presente no município do Rio de Janeiro

Favela da Rocinha e edifícios de alto padrão no bairro de São Conrado e praia do Pepino ao fundo, no município do Rio de Janeiro, em 2025.

A desigualdade social é um dos problemas mais graves dos municípios brasileiros na atualidade, o que ocorre por vários fatores, como a má distribuição de renda e a falta de investimentos dos governos em educação, cultura, saúde e segurança.

Enquanto poucas pessoas controlam os recursos naturais, econômicos e culturais, muitas famílias lutam pela sobrevivência e não conseguem suprir as necessidades básicas, como o direto a uma alimentação adequada, à saúde, à educação de qualidade e à moradia.

Para lutar contra a desigualdade social, a população deve participar de movimentos sociais para reivindicar melhorias ao poder público, bem como fiscalizar suas ações. Além disso, devem eleger governantes empenhados em melhorar as condições de vida da população.

2. Com a ajuda de um adulto da sua família, pesquisem elementos que indiquem a desigualdade social em seu município.

a ) Procure descobrir em quais aspectos essa desigualdade é percebida, como moradias, salários e acesso à cultura e à educação.

b ) Leve sua pesquisa para a sala de aula e troque ideias com os colegas sobre o que poderia ser feito para reduzir a desigualdade social no município onde vocês vivem.

Resposta: A atividade busca promover o pluralismo de ideias entre os estudantes. Espera-se que eles compartilhem suas informações, identificando problemas e buscando soluções conjuntas.

• A pesquisa proposta no item a da atividade 2 tem o objetivo de fazer os estudantes identificarem melhor a realidade do município, fornecendo-lhes subsídios para debater o tema com os colegas. Oriente-os indicando quais elementos eles devem observar, como a estrutura das casas e ruas, os modelos de carros, a infraestrutura dos serviços públicos, a qualidade de escolas, hospitais, comércios e demais aspectos.

• Após a pesquisa, para realizar o item b, organize um debate oral em sala de aula, no qual todos os estudantes devem apresentar suas propostas para reduzir a desigualdade social. Promova um ambiente de discussão acolhedor que contemple diferentes possibilidades de intervenção na realidade social.

AVALIANDO

Objetivo

• Avaliar a compreensão dos estudantes a respeito da desigualdade social.

Sugestão de intervenção

Ilustração que representa uma professora e alguns estudantes em uma roda de conversa.

2. a) Resposta: O objetivo da atividade é possibilitar aos estudantes conhecerem os motivos das desigualdades sociais nos municípios brasileiros. Se julgar pertinente, oriente-os a pesquisar informações em notícias publicadas pela imprensa local.

• O tema incentiva o trabalho com aspectos da habilidade EF03HI01, pois ajuda a identificar os grupos populacionais que formaram a cidade, o município e a região, estabelecendo relações entre eles e os eventos formadores do município. Também colabora com o desenvolvimento da Competência específica de História 1, pois

25/09/2025 09:12:54

permite aos estudantes que intervenham na atualidade ao compreenderem as relações de poder e os processos de manutenção e transformação das estruturas sociais e econômicas em diferentes espaços e tempos. A Competência geral 9 também é contemplada na medida em que promove o exercício da empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação.

• A atividade 2 consiste na realização de uma pesquisa a respeito da desigualdade social. Avalie as informações coletadas pelos estudantes na elaboração da pesquisa proposta no item a Em seguida, oriente-os a se organizarem para produzir cartazes com as informações obtidas. Podem ser colagens ou desenhos acompanhados de legendas explicativas. Incentive-os a pensar em possibilidades de melhoria da situação de desigualdade. As produções podem ser expostas para toda a comunidade escolar.

BNCC

• Ao trabalhar a primeira imagem, explore com os estudantes o conceito de comunidade e a ideia de pertencimento, de modo que eles possam compreender que também fazem parte de comunidades. Pergunte de quais outras comunidades, além da escolar, eles fazem parte, e por que esse determinado grupo pode ser considerado uma comunidade. Aproveite as outras duas imagens para recuperar os conceitos de espaço urbano, espaço rural e município. Reforce que municípios são formados pelos espaços urbanos e rurais.

• A atividade 1 pode ser feita por meio de uma roda de conversa, na qual os estudantes possam expressar seus pensamentos de forma autônoma e crítica sobre comunidade, o que consideram importante e como podem contribuir para construir comunidades mais justas e igualitárias. Essa intervenção favorece o desenvolvimento do pensamento conceitual, possibilitando aos estudantes que formulem novas ideias a respeito do tema.

• Para realizar a atividade 2, faça a análise das imagens com os estudantes e identifique com eles características dos espaços e dos grupos sociais que foram representados. Reforce a importância de ler as legendas das imagens, explicando que elas trazem informações complementares importantes para a compreensão dos conteúdos.

• Na atividade 3, os estudantes devem compreender as ações realizadas em cada imagem. Caso algum deles tenha dificuldade, ajude-o a analisar e descrever os detalhes das fotografias, tanto do espaço como das atividades humanas praticadas, para que refaça a atividade.

SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS ENTRE COMUNIDADES DO MUNICÍPIO E DA REGIÃO

1. Em sua opinião, por que é importante viver em comunidade?

Resposta e comentários nas orientações ao professor

Comunidade é um conjunto de pessoas que compartilham os mesmos costumes, interesses, atividades, crenças e são regidas pelas mesmas regras ou estão sob a mesma forma de governo.

Uma das comunidades da qual você faz parte é a comunidade escolar.

Estudantes em sala de aula de escola pública no município de Aquidabã, em Sergipe, em 2025.

Ao conhecer um pouco a respeito da vida no campo e na cidade, você percebeu que as comunidades rurais são formadas pelas pessoas que vivem no campo.

Moradores da comunidade Nossa Senhora das Lágrimas indo para o salão de festas no município de Parintins, no Amazonas, em 2024.

As comunidades urbanas são formadas pelas pessoas que vivem nas cidades. Assim como nas áreas rurais, as comunidades urbanas são compostas de diferentes grupos sociais.

Pessoas em feira de praça pública no município de Belo Horizonte, em Minas Gerais, em 2022.

2. Quais comunidades foram retratadas nas fotografias desta página?

Resposta: Comunidade escolar, comunidade rural e comunidade urbana.

3. O que as pessoas dessas comunidades estão fazendo?

Resposta: Na

comunidade escolar, os estudantes estão assistindo à aula; na comunidade rural, as pessoas estão indo para o salão de festas; e na comunidade urbana, as pessoas estão em feira de uma praça pública.

BNCC

• O trabalho realizado nesta página favorece o desenvolvimento da habilidade EF03HI07, pois permite a identificação de semelhanças e diferenças entre comunidades e o papal desempenhado pelos grupos sociais que as formam.

Resposta

1. Resposta pessoal. Incentive a formulação de hipóteses. Espera-se que os estudantes respondam que necessitamos uns dos outros para sobreviver e compartilhar modos de vida e interesses.

No Brasil, também existem as chamadas comunidades tradicionais. Sobre essas comunidades, leia o texto a seguir.

[...] Povos e Comunidades Tradicionais: grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição [...].

BRASIL. Decreto nº 6.040, de 7 de fevereiro de 2007. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ _ato2007-2010/2007/Decreto/D6040.htm. Acesso em: 24 fev. 2025.

Atualmente, as comunidades tradicionais ocupam várias partes do território brasileiro. Em geral, elas exercem práticas econômicas sem destruir a natureza, como extrativismo, pesca e agricultura sustentáveis.

São exemplos dessas comunidades em nosso país: indígenas, quilombolas, ribeirinhos, caiçaras, pescadores artesanais, marisqueiros, jangadeiros, seringueiros, extrativistas, catingueiros, castanheiras e quebradeiras de coco babaçu.

habilidades EF03HI01 e EF03HI03, pois ajuda a identificar os grupos populacionais que formaram a cidade, o município e a região, estabelecendo relações entre eles e os eventos formadores da cidade, além de perceber a presença de diferentes grupos sociais e culturais, destacando as comunidades tradicionais. A habilidade EF03HI07 também é contemplada, uma vez que

25/09/2025 09:13:02

os estudantes poderão perceber semelhanças e diferenças entre as comunidades tradicionais do Brasil. Por sua vez, a Competência geral 6 é contemplada uma vez que o conteúdo promove a valorização da diversidade de saberes e vivências culturais que possibilitam entender o mundo do trabalho.

• Exemplifique onde podem ser encontradas algumas comunidades tradicionais e comente as características das comunidades representadas na página. Se for possível, leve imagens de outras comunidades tradicionais para que os estudantes possam conhecê-las e identificar similaridades e diferenças entre elas.

• Aproveite a oportunidade e enfatize a relevância das comunidades tradicionais para a conservação do meio ambiente. Para isso, leia o texto a seguir.

[...]

Em virtude da situação ambiental, precária e incerta, atualmente enfrentada pelo Brasil e o mundo, as minorias representam uma forma de resistência à vontade individual e coletiva de extinguir as diferenças, discriminando-as e, também, uma maneira de autoafirmação das suas características e culturas próprias, no sentido de subsistência e existência. Porém, as minorias ambientais, além do fator resistência, representam hoje um valioso elemento/instrumento para a proteção e preservação ambiental.

[...]

PENNA, Maria Cristina Vitoriano Martines. A importância das comunidades tradicionais para a proteção e preservação do meio ambiente e do patrimônio históricocultural. Revista Direito UFMS, Campo Grande, v. 7, n. 1, jan./jun. 2021. p. 78.

BNCC

• O tema incentiva o trabalho com aspectos das

Mulher da comunidade de Travosa coletando mariscos em manguezal, no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, no município de Santo Amaro do Maranhão, no Maranhão, em 2024.

• Explique aos estudantes que os quilombos eram espaços de fuga, resistência e, consequentemente, de preservação cultural. Tradições, hábitos e costumes africanos eram praticados nesses espaços, levando seus habitantes a desenvolverem o sentimento de pertencimento e de comunidade. Comente com os estudantes que as comunidades quilombolas atuais são formadas geralmente por descendentes dos habitantes dos quilombos.

• É importante que os estudantes compreendam o contexto que originou os primeiros quilombos no Brasil. Explique como se deu a escravidão no país e indique que a violência ia além da física, estendendo-se para a privação de liberdades culturais, a retirada de suas terras e de suas famílias e a imposição de outra cultura. Informe aos estudantes que muitos quilombos abrigavam não apenas as pessoas escravizadas negras, mas também alguns indígenas que fugiam da escravidão.

• Comente que as comunidades indígenas são relevantes para a preservação da diversidade cultural brasileira. Atualmente, muitos grupos indígenas lutam para garantir seu direito às terras, que em muitos casos não é respeitado. Assim, a luta pela demarcação de terras indígenas tem como objetivo estabelecer uma extensão da posse territorial baseada na ocupação histórica daquele grupo, de forma a impedir a ocupação por outros.

BNCC

• Ao trabalhar as condições sociais e a presença social e cultural dos povos quilombolas e indígenas, são desenvolvidos aspectos da habilidade EF03HI03

As comunidades quilombolas existem em vários municípios brasileiros. Elas se formaram na época da escravidão e após a abolição da escravatura, em 1888.

A maioria dos moradores era composta de pessoas que fugiam da escravidão e se organizavam em lugares escondidos para sobreviver. Com a abolição, os ex-escravizados continuaram vivendo nesses lugares, formando novas comunidades como um meio de sobrevivência, resistência e preservação de seus costumes tradicionais.

Em nosso país, grande parte está nas áreas rurais, embora também se encontrem em áreas urbanas.

Como observamos, as comunidades indígenas também são consideradas tradicionais. Quando os portugueses invadiram o Brasil, estima-se que cerca de 2 a 4 milhões de indígenas já viviam aqui. Mas esse número se reduziu. De acordo com o Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 1 milhão e 700 mil indígenas viviam no Brasil.

Além de lutar para preservar seus costumes e suas tradições, os povos indígenas precisam resistir às invasões de suas terras, situação que continua nos dias atuais.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

GOMES, Flávio dos Santos. Mocambos e quilombos: uma história do campesinato negro no Brasil. São Paulo: Claro Enigma, 2015. (Coleção Agenda Brasileira).

Na obra, o autor apresenta a história de resistência e de construção dos quilombos no Brasil e o espaço que ocupam na atualidade.

Mulheres da Comunidade Quilombola Mundo Novo no município de Buíque, em Pernambuco, em 2023. ADRIANO

4. Em grupo, e com a ajuda do professor, pesquisem as comunidades do município ou da região em que moram, procurando identificar semelhanças e diferenças entre elas. Pesquisem também os papéis desempenhados pelos diferentes grupos sociais que as formam.

5. Leia o texto a seguir e, depois, responda às questões.

A vida na comunidade ribeirinha é uma experiência única e enriquecedora. Localizadas nas margens dos rios, essas comunidades têm uma relação intrínseca e enfrentam desafios únicos para sua subsistência. Desde crianças até [pessoas idosas], todos os moradores se adaptam às peculiaridades dessa vida. [...]

Intrínseca: que faz parte de algo. Peculiaridades: característico, o que diferencia dos demais.

As comunidades ribeirinhas têm uma relação profunda com a natureza. A pesca, agricultura, e a coleta de recursos naturais são algumas das atividades essenciais para a subsistência e a renda das famílias dessas comunidades. [...]

CUNHA, Maria. O viver na comunidade: uma jornada de conexão e pertencimento. Instituto Juruá, 19 out. 2023. Disponível em: https://institutojurua.org.br/o-viver-na-comunidade-uma-jornada-de-conexao-e-pertencimento/. Acesso em: 24 fev. 2025.

a ) Qual comunidade é citada no texto?

Resposta: A comunidade ribeirinha.

b ) Onde estão localizadas?

Resposta: As comunidades ribeirinhas estão localizadas nas margens dos rios.

c ) De acordo com o texto, quais são as atividades econômicas realizadas por essas comunidades?

Resposta: Essas comunidades vivem da pesca, da agricultura e da coleta de recursos naturais.

d ) Para elas, por que é importante uma relação profunda com a natureza?

Resposta: Espera-se que os estudantes percebam que a natureza é fonte de recursos para essas comunidades, como os peixes dos rios e os alimentos coletados da natureza.

6. Com base no que você estudou em sala de aula, escreva a alternativa correta sobre as diferentes comunidades do município.

Resposta: Alternativa b

a ) As comunidades rurais são formadas por pessoas que vivem nas cidades.

b ) A comunidade é formada por um grupo de pessoas que compartilham costumes e interesses.

c ) Atualmente, as comunidades tradicionais vivem nos espaços urbanos e trabalham em fábricas.

d ) As comunidades quilombolas são formadas somente por indígenas que fugiram da escravidão.

4. Respostas pessoais. As respostas dependem da realidade dos estudantes. Espera-se que eles identifiquem quais são as comunidades que fazem parte do município e o papel desempenhado por elas. 107

• Na atividade 6, os estudantes poderão recuperar os conhecimentos abordados em sala de aula referentes às diferentes comunidades que formam o município. Oriente-os a identificar a alternativa correta. Caso tenham dificuldade, faça a leitura coletiva das alternativas, pedindo-lhes que apontem possíveis afirmações incorretas.

AVALIANDO

Objetivo

• Avaliar a compreensão dos estudantes a respeito das práticas cotidianas de uma comunidade.

Sugestão de intervenção

• Promova uma roda de conversa com os estudantes a respeito das práticas cotidianas do ambiente escolar, incentivando-os a se perceberem como indivíduos pertencentes a uma comunidade. É possível que eles indiquem a realização de avaliações, o lugar em que cada estudante se senta, o uso de uniforme, o calendário letivo, o período de férias, o horário de aulas e as festividades que ocorrem no ambiente escolar. Em seguida, anote na lousa as conclusões a que chegaram e trace alguns paralelos com outros tipos de comunidades.

• A atividade 4 tem por objetivo incentivar os estudantes a pesquisarem diferentes comunidades e os papéis que desempenham na sociedade, com base em comunidades estabelecidas no município ou na região. Para recuperar o aprendizado, promova uma roda de conversa para explicar e diferenciar cada tipo de comunidade.

• Se considerar necessário, antes de os estudantes registrarem as informações no caderno, elabore na lousa uma tabela a respeito das comunidades pesquisadas. Podem ser inseridas as seguintes informações: onde se localiza; qual grupo social a compõe; quais atividades econômicas desenvolvem; quais atividades culturais são preservadas; e quais são as regras de convívio.

• A atividade 5 tem como objetivo desenvolver a habilidade de leitura e interpretação de textos informativos, além de promover a compreensão sobre a relação das comunidades ribeirinhas com a natureza e suas práticas de subsistência. A atividade também incentiva a reflexão voltada à diversidade cultural e à valorização de diferentes modos de vida no território brasileiro. Caso algum estudante apresente dificuldade na compreensão do texto ou das questões, promova um momento de discussão coletiva, incentivando que os estudantes verbalizem suas interpretações e compartilhem exemplos de outras comunidades que conheçam ou já tenham estudado na atividade anterior.

24/09/2025 18:41:08

BNCC

• A realização da atividade 4 contribui para o desenvolvimento da habilidade EF03HI07, pois permite identificar semelhanças e diferenças entre comunidades do município ou da região e descrever os papéis desempenhados pelos diferentes grupos sociais que as formam.

• Explique aos estudantes que os eventos históricos podem ter diferentes interpretações, dependendo do ponto de vista de quem os viveu ou relatou. Incentive-os a observar que as experiências de um migrante e de um descendente indígena sobre o mesmo acontecimento histórico podem ser muito diferentes, trazendo perspectivas variadas acerca do processo de formação de um município.

• Comente com os estudantes o contexto da década de 1920 e 1930, período de expansão da fronteira agrícola no Paraná, e a ocupação do território por meio da derrubada das matas nativas para o plantio do café. Leve-os a perceber que o relato de Rafael representa o ponto de vista do migrante, para quem a transformação da paisagem significava oportunidade de trabalho e de vida. Sobre o relato dele, comente que algumas pessoas utilizam a linguagem coloquial para se referir à floresta como “mato”.

• O objetivo da atividade 1 é desenvolver a capacidade de interpretação de um relato oral. Por meio da frase “Agora eu vou buscar lá no fundo do baú”, os estudantes são levados a compreender que a expressão se refere à recordação de fatos antigos vividos pelo narrador. Promova uma conversa com a turma sobre outras expressões populares conhecidas e incentive-os a compartilhar suas impressões.

• A atividade 2 busca avaliar se os estudantes compreendem o conceito de migração, identificando Rafael Safra como um migrante que se deslocou do estado de São Paulo para o Paraná em busca de trabalho e melhores condições de vida. Relacione a experiência de Rafael à realidade de muitos brasileiros que mudaram de região ao longo da história, especialmente durante o processo de expansão agrícola.

15 DIFERENTES PONTOS DE VISTA SOBRE A HISTÓRIA LOCAL

Nem sempre as pessoas ou os grupos sociais que vivem no município têm o mesmo ponto de vista sobre determinado evento histórico.

Conheça a história do município de Londrina, fundado na década de 1920, sob o ponto de vista de Rafael Safra, que migrou do estado de São Paulo na década de 1940, e de Armando Kóvíg, descendente dos indígenas Kaingang que viviam na região. Leia o texto a seguir.

[...]

Agora eu vou buscar lá no fundo do baú. Primeira coisa: eu nasci no estado de São Paulo, em Santa Albertina [...] Com 17 anos eu vim aqui pro Paraná roçar mato e derrubar mato e me enfiar no meio do mato aí, sabe? [...]

Aqui era tudo café. Quando nós viemo, a Vila Brasil era lavoura de café. Até nos Três Marcos era lavoura de café. E dali pra lá era picadão, era só mato.

[...]

FIORATO, Maria; LAGOEIRO, Danilo. Impressões da memória Londrina: Midiograf, 2013. p. 10-11.

De acordo com Rafael Safra, quando ele chegou a Londrina, a vila onde morava era cercada de cafezais e mato.

1. O que Rafael Safra quis dizer com a frase “Agora eu vou buscar lá no fundo do baú”?

Resposta: Ele quis dizer que vai contar uma história antiga que vivenciou.

2. Por que Rafael Safra é considerado um migrante?

Resposta: Porque ele saiu do estado de São Paulo para morar e trabalhar no estado do Paraná.

AVALIANDO

Objetivo

• Refletir sobre a história do município ou da região, identificando diferentes pontos de vista.

Sugestão de intervenção

• Para promover a recuperação da aprendizagem, escreva na lousa a pergunta: “Todas as pessoas que viveram ou vivem em nosso município tiveram as mesmas experiências?”. Converse com os estudantes a respeito de como, em muitos municípios brasileiros, houve diferentes grupos sociais que viveram o processo de formação

da cidade de maneiras distintas. Promova uma reflexão sobre a maneira como diferentes grupos podem ter percebido e vivido as mudanças locais, como a derrubada de matas, a construção de bairros ou o crescimento econômico. Após a conversa, proponha aos estudantes que elaborem um texto em que expressem dois pontos de vista voltados à história do lugar onde vivem: um de pessoas que já habitavam a região, como indígenas ou comunidades tradicionais, e outro com base no relato de quem chegou depois, como migrantes . Essa atividade reforçará o respeito às diversas memórias e realidades que compõem a história local.

Município de Londrina, no Paraná, na década de 1930.

Sobre a chegada dos primeiros migrantes na região, Armando Kóvíg relata a história que ouviu de sua avó, a kujá Maria Vagánh. Leia o texto a seguir.

Kujá: liderança religiosa dos Kaingang.

A minha avó, Maria Vagánh, chegou aqui na Terra Indígena Apucaraninha com cinco anos de idade. Ela chegou junto com os pais dela. Eles vieram de Taquara, uma aldeia antiga. Taquara fica perto de Londrina. Lá era mata virgem e tinha bastante peixe. Mas hoje, só os brancos é que moram lá.

Quando os brancos descobriram a gente em Taquara, nossos peixes já estavam acabando, porque eles estavam destruindo nossas matas. Os nossos bichos estavam acabando.

[...]

KÓVÍG, Armando. A história da kujá Maria Vagánh. In: ZACARIAS, Armando Kóvíg Prá et al Os Kaingang do Apucaraninha e suas histórias. Curitiba: Renê Wagner Ramos, 2021. p. 128.

Na história contada por Armando Kóvíg, seus antepassados moravam na aldeia Taquara. Porém, com a chegada dos migrantes, os peixes e outros animais acabaram, forçando a retirada desses indígenas para outras localidades.

Como verificamos, Rafael Safra e Armando Kóvíg têm pontos de vista diferentes. Enquanto Rafael lembra que, quando chegou, havia somente mato e cafezais, Armando narra que a chegada dos migrantes afetou a vida de sua avó e de seus ancestrais.

Indígenas da etnia Kaingang fazendo apresentação cultural em Londrina, no Paraná, em 2021.

3. De acordo com o relato de Armando Kóvíg, por que os peixes e os animais estavam acabando? Como você chegou a essa conclusão? Respostas: Porque os brancos estavam destruindo as matas. Espera-se que os estudantes identifiquem que os brancos desmataram a floresta, diminuindo a quantidade de peixes e animais.

identificando no relato de Armando Kóvíg a destruição das matas como causa para a diminuição dos peixes e dos animais. Acolha as dúvidas e diferentes interpretações sobre a atividade e engaje a turma em uma leitura coletiva, destacando as relações entre a conservação da natureza e o modo de vida das comunidades indígenas. Incentive os estudantes a refletirem a respeito da importância da mata para a manutenção da vida animal e para a sub-

sistência dos povos originários. Após a discussão, oriente-os a registrar a resposta no caderno de maneira fundamentada no texto.

BNCC

• Ao comparar os relatos de Rafael Safra e Armando Kóvíg, os estudantes poderão explorar diferentes perspectivas em relação a eventos significativos de um município, contribuindo para o desenvolvimento

• Analise com os estudantes o relato de Armando Kóvíg sobre a kujá Maria Vagánh, destacando que esse ponto de vista evidencia os impactos negativos da chegada dos migrantes sobre o meio ambiente e a vida dos povos originários. Auxilie os estudantes a perceberem que, para os migrantes, o território era visto como uma nova oportunidade de vida, enquanto para os indígenas a chegada deles representou perda de território, destruição ambiental e desestruturação de seus modos de vida.

• Com base na fotografia re cente dos indígenas Kaingang, reforce a ideia de que esses povos continuam presentes e atuantes na região. Leve os estudantes a observarem a fotografia atentamente, identificando elementos de continuidade cultural, como vestimentas tradicionais, atividades comunitárias e símbolos identitários.

• Aproveite a oportunidade para promover o contato com fontes históricas orais e visuais, mostrando que a história não se constrói apenas com documentos escritos, mas também com imagens, relatos e tradições que são transmitidas de geração em geração.

• A atividade 3 tem como objetivo avaliar a capacidade dos estudantes de interpretar o impacto ambiental provocado pela chegada dos migrantes com base no ponto de vista indígena,

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da habilidade EF03HI03. As Competências específicas de História 1 e 4 serão trabalhadas uma vez que permitem a compreensão das relações de poder e dos processos de manutenção e transformação das estruturas sociais, econômicas, políticas e culturais em diferentes espaços e tempos, além da identificação de interpretações que expressem visões de diferentes sujeitos, povos e culturas sobre um mesmo contexto histórico.

Objetivos

• Conhecer o gênero textual biografia.

• Apresentar aos estudantes o escritor Machado de Assis (1839-1908), sua produção e contribuição para a cultura nacional.

• Promover a compreensão de textos.

• Incentivar a produção de escrita, indicando aos estudantes os elementos que devem constar em suas biografias.

• Oriente a leitura coletiva oral do texto biográfico sobre Machado de Assis. Explique aos estudantes a importância desse autor para a literatura brasileira e destaque que suas obras são reconhecidas e estudadas em diversos países, o que demonstra a relevância de seu legado cultural. Converse com a turma a respeito desse gênero e ressalte que conhecer o contexto de vida de um autor permite uma compreensão mais profunda de suas obras e de seu papel social. Aproveite esse momento para avaliar a fluência e a entonação dos estudantes durante a leitura oral, observando a compreensão do texto.

ARTICULANDO

CONHECIMENTOS

• A seção contribui para explorar uma personalidade marcante da cultura brasileira e despertar a curiosidade dos estudantes sobre sua vida e obra. Para enriquecer o trabalho interdisciplinar com o componente curricular de Língua Portuguesa, sugira a eles que formem pequenos grupos e produzam uma linha do tempo com os principais acontecimentos da vida de Machado de Assis ou elaborem uma breve apresentação oral abrangendo curiosidades da sua trajetória. Essa abordagem prática

ENTRE TEXTOS

Biografia é um texto com a função de contar a história de vida de uma pessoa. Vamos conhecer a biografia de Machado de Assis (1839-1908), um escritor afrodescendente.

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 1839 na cidade do Rio de Janeiro. Descendente de ex-escravizados africanos, teve a infância marcada por dificuldades financeiras.

Machado era muito inteligente e curioso. Na adolescência, tornou-se escritor e, ao longo da vida, publicou textos e livros de vários gêneros literários, como romances, contos e poesias.

Em 1897, participou da fundação da Academia Brasileira de Letras, sendo eleito seu primeiro presidente.

Foi casado com Carolina Augusta Xavier de Novais (1835-1904), o grande amor de sua vida. Ele faleceu em 1908, na mesma cidade onde nasceu.

Machado de Assis é considerado um dos escritores mais importantes do Brasil. Suas obras foram traduzidas para vários idiomas, sendo conhecidas em muitos países. Ele é motivo de orgulho para os brasileiros.

fortalece o contato dos estudantes com o gênero textual biografia e promove o interesse pela leitura de outras obras de Machado de Assis, como contos curtos adaptados para a faixa etária, contribuindo para a formação de leitores críticos.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

CHALHOUB, Sidney. Machado de Assis historiador. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. Na obra, o autor busca compreender a produ-

ção de Machado de Assis por meio do contexto histórico e social de sua produção, propondo a análise crítica de um período decisivo da história brasileira sob a ótica das obras machadianas. MACHADO de Assis – Vida e Obra. Ministério da Educação. Disponível em: https://machado. mec.gov.br/. Acesso em: 10 abr. 2025. Site educativo que reúne informações sobre a vida e a obra de Machado de Assis por meio de vídeos, textos, imagens e links de sites relacionados.

Machado de Assis em 1904.
Produzido especialmente para esta obra.

EXPLORANDO O TEXTO

a ) O que é uma biografia?

Resposta: É um texto com a função de contar a história de vida de uma pessoa.

b ) De quem é a biografia apresentada na página anterior?

Resposta: A biografia é de Machado de Assis.

c ) Quando e onde essa pessoa nasceu?

Resposta: Ele nasceu em 1839 na cidade do Rio de Janeiro.

d ) Qual é sua descendência?

Resposta: Machado de Assis era descendente de ex-escravizados africanos

e ) Em qual fase da vida ele se tornou escritor?

Resposta: Ele se tornou escritor na adolescência.

f ) Em que ano essa pessoa participou da fundação da Academia Brasileira de Letras?

Resposta: Machado de Assis participou da fundação da Academia Brasileira de Letras em 1897.

g ) Por que essa pessoa é considerada motivo de orgulho para os brasileiros?

Resposta: Porque ele é um dos mais importantes escritores brasileiros e suas obras foram traduzidas para vários idiomas, sendo conhecidas em muitos países.

ALÉM DO TEXTO

h ) Quais informações sobre uma pessoa podemos conhecer por meio de uma biografia?

i ) Em casa, leia em voz alta a biografia da página anterior para um adulto da sua família.

Resposta: O objetivo desta atividade é incentivar a prática de leitura dos estudantes.

j ) Escolha tipos de letra que se sinta confortável e escreva uma biografia. Pode ser de alguém da sua família ou da comunidade. Para isso, siga algumas instruções.

• Qual é o nome da pessoa?

• Quando ela nasceu?

Resposta: Espera-se que os estudantes escrevam uma biografia de um familiar ou de uma pessoa da comunidade com base nas instruções disponibilizadas. Se julgar

• Em qual município ela nasceu?

• Qual é a profissão dessa pessoa?

• Registre a pessoa por meio de uma imagem.

k ) Depois, leia para os colegas, em voz alta, a biografia que você escreveu.

h) Resposta: Espera-se que os estudantes percebam que, por meio de uma biografia, é possível conhecer a data de nascimento e morte de uma pessoa, onde nasceu, com quem se casou, quais foram as obras e os trabalhos realizados por ela, entre outras informações.

Resposta: Espera-se que os estudantes apresentem oralmente a pertinente, oriente-os a elaborar um roteiro, formulando novas perguntas adaptadas à realidade próxima deles e da comunidade da qual fazem parte.

produção escrita da biografia.

Ilustrações que representam livros.

EXPLORANDO

O TEXTO

• Nos itens a a g, aproveite para, em conjunto com os estudantes, listar as características do gênero biográfico: um texto narrativo, em terceira pessoa (no caso da biografia de outro), fatos relatados em ordem cronológica, conjunto de informações e relatos importantes sobre a vida de alguém, utilização de marcos temporais, predominância de verbos no passado, fidelidade à vida do biografado.

ALÉM DO TEXTO

• No item h, incentive uma conversa coletiva sobre as informações que podem ser conhecidas por meio de uma biografia. Explique que, além de dados como nascimento, local de origem e profissão, uma biografia pode trazer detalhes importantes sobre as realizações e a trajetória de vida de uma pessoa, contribuindo para a preservação da memória e da história individual ou coletiva. Engaje a turma a pensar em exemplos de sujeitos históricos ou pessoas conhecidas de sua comunidade.

• No o item i, incentive os estudantes a interagirem com os familiares e fazerem a leitura em voz alta da biografia de Machado de Assis. Em sala de aula, auxilie-os a identificar palavras desconhecidas na biografia. Se considerar pertinente, registre essas palavras na lousa e proponha a criação

de um pequeno glossário coletivo, favorecendo o enriquecimento do vocabulário dos estudantes e a prática de leitura com compreensão.

• Para auxiliar os estudantes na produção da biografia, no item j, oriente-os a elaborar um roteiro de perguntas que ajude a organizar as informações importantes. Caso queiram, eles podem entrevistar a pessoa escolhida ou seus familiares, desenvolvendo habilidades de pesquisa e organização de informações em ordem cronológica. Durante a produção da biografia, incentive os estudantes a praticarem a escrita de letra cursiva. Possibilite que a entrevista seja registrada por

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meio de áudio, adaptando a atividade para estudantes com necessidades educacionais específicas.

• Para o item k, organize a turma para que todos tenham a oportunidade de apresentar oralmente a biografia que escreveram. Incentive-os a verbalizar suas produções de maneira segura e aproveite esse momento para observar aspectos da leitura em voz alta, como a fluência, a entonação e a compreensão do texto. Reforce a importância de ouvir atentamente os colegas e respeitar a diversidade de histórias e trajetórias apresentadas.

1. Objetivo

• Avaliar o conhecimento dos estudantes sobre os grupos que formam um município ou região.

Sugestão de intervenção

• Solicite aos estudantes que retomem os textos do tema 13 . Nessa segunda leitura, é importante que destaquem as partes que acham mais significativas, como os grupos mencionados e os papéis desempenhados por eles. Para o item a, solicite aos estudantes que retomem a leitura da página 98, engajando-os na leitura e construção coletiva das respostas. No item b, promova uma discussão em sala de aula sobre o conceito de “invasão” e as consequências para os povos originários. Incentive os estudantes a verbalizarem suas ideias antes de registrarem as respostas. Para a realização do item c, explique que o reconhecimento da diversidade dos povos africanos é essencial para compreender as múltiplas contribuições culturais ao município. Caso necessário, proponha um glossário coletivo para reforçar termos como “iorubá” e “escravização”, favorecendo a progressão no entendimento dos conteúdos.

2. Objetivo

• Avaliar a compreensão sobre a influência africana na formação cultural no município de Salvador. Sugestão de intervenção

Escreva as respostas no caderno.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

1. Sobre o município de Salvador, no estado da Bahia, responda às questões a seguir.

a ) Quem foram os primeiros habitantes da região? Como eles a chamavam? Onde foi possível encontrar essa resposta?

Respostas e comentários nas orientações ao professor

b ) O que aconteceu quando os portugueses invadiram a região?

Respostas e comentários nas orientações ao professor

c ) Quais povos foram trazidos à força para trabalhar em Salvador?

Resposta: Os povos africanos, entre eles os de origem iorubá.

2. Leia o texto a seguir e, depois, escreva a alternativa correta.

[...]

Mais de um terço das pessoas escravizadas capturadas na África durante a escravidão foram trazidos ao Brasil para trabalharem na indústria do açúcar.

Em alguns momentos, Salvador pode parecer bastante portuguesa, mas as raízes da cidade remontam ao Oeste da África. Da culinária [super apimentada] à musicalidade única e às fascinantes cerimônias religiosas marcadas pela dança, essa cidade é um grande turbilhão de sentidos.

[...]

Todos os anos, blocos-afro, expressões culturais que lutam para promover a cultura negra por meio da música, dança e moda, tradicionalmente abordam complexas questões políticas durante os desfiles realizados em celebração a seus ancestrais africanos.

[...]

ABREU, Pedro H. de. Salvador muito além do carnaval: National Geographic mergulha nos tesouros culturais da capital da Bahia. National Geographic, 25 mar. 2019. Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ cultura/2019/03/salvador-muito-alem-do-carnaval-national-geographic-mergulha-nos-tesouros-culturais-da -capital-da-bahia. Acesso em: 27 fev. 2025.

Resposta: Alternativa c

a ) A cidade de Salvador apresenta somente características portuguesas.

b ) Pessoas escravizadas não foram trazidas para trabalhar no Brasil.

c ) A culinária, a musicalidade e as cerimônias religiosas representam a presença dos africanos na cidade de Salvador.

d ) Os escravizados eram forçados a trabalhar nas lavouras de café de Salvador.

Respostas

1. a) Os primeiros habitantes dessa região foram os indígenas Tupinambá. Eles chamavam a região de Kirymuré Paraguaçu. Espera-se que os estudantes retomem o conteúdo abordado

• Oriente os estudantes a retomarem os conteúdos estudados no tema 13 desta unidade, em especial as informações sobre a influência dos povos africanos. Destaque a importância de compreender que a cultura brasileira é resultado da interação de diferentes heranças culturais, incluindo as africanas, indígenas e europeias. No caso de algum estudante apresentar dificuldade na interpretação do texto ou na identificação da resposta correta, promova uma leitura coletiva do texto e das alternativas, identificando o que há de incorreto em cada frase. Essa retomada permitirá a recuperação do conhecimento e favorecerá a progressão da aprendizagem, reforçando a importância de fundamentar as respostas em elementos extraídos diretamente do texto.

no tema 13 acerca dos diferentes grupos que formam o município para responder à questão. 1. b) Os portugueses invadiram o território indígena e fundaram a cidade de Salvador, transformando-a na capital do Brasil. Eles também desrespeitaram os indígenas e os obrigaram a trabalhar. Os indígenas não aceitaram essa situação, o que gerou confrontos com os portugueses.

3. Resposta: Comunidade é um conjunto de pessoas que convivem em um mesmo lugar e compartilham os mesmos costumes, interesses, atividades, crenças e são regidas

3. O que é uma comunidade?

pelas mesmas regras ou estão sob a mesma forma de governo.

4. De quais dessas comunidades você faz parte? Escreva as alternativas no caderno

a ) Escolar.

b ) Rural.

c ) Urbana.

d ) Tradicional.

5. Observe as imagens a seguir e, depois, responda às questões.

Jovem Guarani aprendendo a fazer cesto com casca de taquara no município de Bertioga, em São Paulo, em 2023.

4. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem a quais dessas comunidades eles pertencem. Se julgar pertinente, pergunte de quais outras comunidades possivelmente eles fazem parte, como comunidades religiosas, esportivas e musicais.

Jangadeiros pescando no mar no município de Fortaleza, no Ceará, em 2021.

a ) Qual imagem representa uma comunidade indígena?

Resposta: A imagem A.

b ) Qual atividade econômica as pessoas da imagem B estão realizando?

Resposta: Na imagem B, as pessoas estão realizando a atividade de pesca.

c ) Explique a relação das pessoas dessas comunidades com a natureza.

Resposta: As comunidades tradicionais, no caso os indígenas e os jangadeiros, têm uma relação harmoniosa com a natureza, pois, ao mesmo tempo que extraem os recursos naturais, contribuem para a conservação das águas e das florestas.

3. Objetivo

• Avaliar a compreensão do conceito de comunidade.

Sugestão de intervenção

• Promova uma chuva de ideias com a contribuição de toda a turma a respeito do conceito de comunidade. Questione os estudantes sobre o que eles entendem por comunidade e registre as palavras que se relacionam com o conceito. Caso algum deles apresente dificuldade para definir o conceito, incentive-o a dar exemplos de comunidades que conheça, como o bairro, a escola, o time de futebol ou a comunidade religiosa, favorecendo a recuperação do conhecimento por meio da associação com vivências concretas.

4. Objetivo

• Identificar as relações que os estudantes constroem entre o conceito de comunidade e sua realidade.

Sugestão de intervenção

• Antes de iniciar a atividade, promova uma retomada coletiva sobre o que é uma comunidade, recuperando os elementos destacados na atividade 3. Reforce que existem diferentes tipos de comunidades — escolar, rural, urbana, tradicional — e cada estudante pode fazer parte de várias delas simultaneamente. Caso algum deles apresente dificuldade para identificar sua participação em comunidades, ajude-o a retomar o conhecimento por meio de exemplos práticos e próximos de sua realidade, como a escola, a vizinhança e o time de futebol.

5. Objetivo

• Identificar algumas características das comunidades tradicionais do Brasil.

Sugestão de intervenção

• Antes da realização da atividade, promova a retomada dos conceitos de comunidades indígenas e tradicionais. Relembre que essas comunidades apresentam modos de vida próprios, muitas vezes fortemente conectados à preservação ambiental e aos recursos naturais. Caso os estudantes apresentem dificuldade, construa com a turma um quadro coletivo na lousa, identificando algumas comunidades tradicionais

do Brasil, suas características culturais, os locais onde vivem e as atividades econômicas que desenvolvem. No item a, ao identificarem a imagem da comunidade indígena, ajude-os a observar elementos como vestimentas, práticas cotidianas e o ambiente natural, verbalizando as características que os ajudem a chegar à conclusão correta. No item b, oriente a análise da imagem, guiando os estudantes para identificar a atividade econômica desenvolvida. No item c, incentive-os a refletir sobre a relação das comunidades tradicionais com a natureza, destacando o equilíbrio entre o uso dos recursos e a conservação ambien-

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tal. Essa atividade contribui para a progressão da aprendizagem ao consolidar a compreensão de que as práticas culturais dessas comunidades são fundamentais para a conservação da biodiversidade.

BNCC

As atividades 3, 4 e 5 mobilizam aspectos da habilidade EF03HI07, pois ajudam na percepção do conceito de comunidade, suas especificidades e o papel dos diferentes grupos sociais que as formam.

B.

6. Objetivo

• Avaliar o conhecimento dos estudantes sobre as comunidades tradicionais e incentivar a interpretação de textos.

Sugestão de intervenção

• Realize a leitura oral e coletiva do texto com os estudantes, destacando os principais conceitos e informações. Durante a leitura, incentive-os a retomar o que já aprenderam sobre comunidades tradicionais e a identificar palavras-chave relacionadas às atividades das quebradeiras de coco-babaçu, como “coleta”, “babaçuais”, “agricultura familiar” e “produção de artesanato”. No item a, incentive os estudantes a verbalizarem como chegaram às suas conclusões. Acolha as diferentes estratégias de interpretações deles e engaje-os a socializar os respectivos raciocínios, reforçando para eles que identificar a resposta no próprio texto é uma habilidade importante para a leitura crítica. À medida que forem respondendo às demais questões, promova trocas coletivas para confirmar as respostas com base no texto. Caso algum estudante demonstre dificuldade em encontrar as informações, proponha a releitura de trechos específicos.

BNCC

• A atividade 6 favorece o desenvolvimento da habilidade EF03HI07, pois ajuda a identificar as características da comunidade das quebradeiras de coco-babaçu.

6. d) Resposta: O texto quis dizer que os saberes e conhecimentos sobre o plantio, os cuidados e a colheita do coco babaçu são transmitidos pelas pessoas mais idosas para as

6. Leia o texto a seguir e responda às questões no caderno.

[...] Essas comunidades [quebradeiras de coco babaçu] se organizam em torno da coleta do babaçu e lutam principalmente pelo direto à terra e ao acesso livre aos babaçuais. A palmeira do coco babaçu é conhecida como mãe e todas as suas partes são aproveitadas para produção de azeites, sabonetes, artesanato, mesocarpo, entre outros produtos. Os conhecimentos sobre o manejo dos babaçuais são passados de geração em geração. Além da coleta e da quebra do babaçu, [...] são agricultoras familiares. Muitas quebradeiras de coco são quilombolas.

QUEBRADEIRAS de coco babaçu. Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, 25 jun. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/ acesso-a-alimentos-e-a-agua/articulacao-de-politicas -publicas-de-san-para-povos-e-comunidades -tradicionais/quebradeiras-de-coco-babacu. Acesso em: 26 fev. 2025.

Mesocarpo: neste caso, refere-se à polpa do babaçu.

Quebradeira de coco babaçu no Quilombo Imbiral Cabeça Branca no município de Pedro do Rosário, no Maranhão, em 2024.

a ) O texto se refere a qual tipo de comunidade tradicional? Como você chegou a essa conclusão?

Respostas: O texto se refere às quebradeiras de coco babaçu. Espera-se que os estudantes identifiquem que a resposta está no texto.

b ) De acordo com o texto, quais produtos e alimentos podem ser produzidos com o babaçu?

Resposta: Azeites, sabonetes, artesanato e mesocarpo.

c ) Por quais direitos essas comunidades lutam atualmente?

Resposta:

Essas comunidades lutam pelo direito às terras e pelo acesso livre aos babaçuais.

d ) O que o texto quis dizer com a frase “Os conhecimentos sobre o manejo dos babaçuais são passados de geração em geração.”?

e ) Além da coleta de coco babaçu, qual outra atividade essa comunidade realiza?

Resposta: Além de quebradeiras de coco babaçu, mais jovens da comunidade.

muitas mulheres dessa comunidade são agricultoras familiares.

ATIVIDADE EXTRA

• Para avaliar se os estudantes reconhecem as tradições e os costumes de diferentes comunidades, bem como a sua influência na construção da identidade do povo brasileiro, retome os temas trabalhados ao longo desta unidade. Para isso, elabore na lousa duas listas. Na primeira, escreva algumas comunidades estudadas e, na outra, escreva vários costumes e tra-

dições, de maneira que eles relacionem a tradição ao grupo correspondente. Para estudantes com necessidades educacionais específicas, faça a leitura das listas e descreva verbalmente os costumes e as tradições e explore recursos visuais complementares, como imagens ilustrativas das tradições e dos gestos de apoio durante a explicação.

7. Copie as frases substituindo os quadradinhos pelas palavras a seguir.

comunidade rural • comunidades tradicionais • iorubá comunidades quilombolas • Tupinambá • comunidade urbana

a ) Os primeiros habitantes do município de Salvador foram os indígenas ■.

Resposta: Tupinambá.

b ) A partir do século 16, muitos africanos de origem ■ foram trazidos à força para trabalharem como escravizados no Brasil.

Resposta: iorubá.

c ) As pessoas que vivem na cidade formam a ■

Resposta: comunidade urbana.

d ) A ■ é formada pelas pessoas que vivem no campo.

Resposta: comunidade rural.

e ) Os indígenas, ribeirinhos, caiçaras, extrativistas e pescadores artesanais são exemplos de ■

Resposta: comunidades tradicionais.

f ) As ■ formaram-se durante o período da escravidão e após a abolição da escravatura.

Resposta: comunidades quilombolas.

8. Com a ajuda do professor, escolha uma comunidade tradicional do Brasil e pesquise algumas de suas características econômicas e culturais. Para isso, siga as instruções.

• escreva o nome da comunidade;

• identifique em qual região ela fica;

• descubra quais as atividades econômicas ela desenvolve;

Resposta pessoal. O resultado da pesquisa depende da comunidade escolhida pelos estudantes. Se julgar pertinente, adapte a atividade acrescentando informações conforme a realidade regional dos estudantes, valorizando os povos e as culturas que fazem parte da região.

• identifique as práticas culturais preservadas por essa comunidade;

• em sala de aula, apresente o resultado de sua pesquisa para os colegas.

9. A respeito dos diferentes pontos de vista sobre a história local, escreva no caderno a alternativa correta.

Resposta: Alternativa b

a ) A história é feita de apenas um ponto de vista.

b ) Apesar de viverem no mesmo município, grupos sociais podem ter pontos de vista diferentes para o mesmo acontecimento.

c ) Em geral, não é necessário considerar o ponto de vista de indígenas, afrodescendentes e mulheres para a história local.

d ) Na história de um município, um ponto de vista sempre é mais importante do que o outro.

da em duplas ou pequenos grupos. Para isso, realize essa distribuição e auxilie os grupos na seleção das comunidades a serem estudadas. Incentive os estudantes a consultarem fontes confiáveis, como livros, sites educativos, ou a entrevistar pessoas da comunidade acompanhados de um responsável. Valorize a escolha de comunidades da própria realidade regional dos estudantes, adaptando as instruções se necessário, o que pode favorecer o sentimento de pertencimento e identidade. Caso algum estudante apresente dificuldade, oriente-o a recuperar o conhecimento por meio de busca orientada por palavras-chave, como “comunidades

tradicionais do Brasil” ou “culturas indígenas e quilombolas”. Ao final, organize uma apresentação em sala de aula, incentivando todos a verbalizar as informações coletadas. Acolha as diferentes apresentações e engaje a turma a fazer perguntas e comentários respeitosos, promovendo a troca de conhecimentos e a construção coletiva de saberes. Essa prática consolidará a progressão do aprendizado e fortalecerá o protagonismo dos estudantes.

9. Objetivo

• Reconhecer a importância de diferentes pontos de vista sobre a história local.

7. Objetivo

• Avaliar a capacidade de reconhecer e aplicar conceitos-chave relacionados às comunidades tradicionais e à organização dos espaços urbanos e rurais.

Sugestão de intervenção

• Antes de iniciar a atividade, promova uma retomada coletiva dos conteúdos abordados nesta unidade, associando as palavras listadas a exemplos da realidade local, de forma a tornar o conteúdo mais próximo dos estudantes. Caso algum deles apresente dificuldade, proponha a releitura dos conteúdos relacionados, por exemplo, as páginas que tratam dos Tupinambá, da origem dos africanos iorubás ou da formação das comunidades quilombolas, favorecendo a recuperação do conhecimento. Ao final, proponha uma breve revisão oral das frases preenchidas para consolidar a aprendizagem e assegurar a progressão do conhecimento.

8. Objetivo

• Promover a habilidade de pesquisa, organização e apresentação de informações sobre uma comunidade tradicional brasileira.

Sugestão de intervenção

• Antes de iniciar a pesquisa, realize uma retomada coletiva dos conceitos de comunidades tradicionais, trabalhados anteriormente. Explique o que caracteriza essas comunidades e apresente exemplos, como indígenas, quilombolas, ribeirinhos e seringueiros. A atividade pode ser realiza-

Sugestão de intervenção

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• Para recuperar os conhecimentos estudados em sala de aula, promova uma roda de conversa incentivando a reflexão sobre a importância de diferentes pontos de vista voltados a um mesmo fato ou acontecimento histórico. Comente que, ao longo do tempo, grupos de maiorias minoritárias, como indígenas, afrodescendentes e mulheres, tiveram suas histórias silenciadas, promovendo, então, uma versão da história que privilegiava a perspectiva de homens brancos e desbravadores. Em seguida, peça aos estudantes que leiam as alternativas buscando possíveis incoerências.

OBJETIVOS DA UNIDADE

• Perceber a relevância dos marcos históricos.

• Identificar os sítios arqueológicos como marcos históricos.

• Compreender as ruas como registros de memória de um município.

• Identificar e valorizar os patrimônios culturais imateriais do Brasil.

• Refletir e conscientizar sobre a necessidade de preservação dos patrimônios culturais materiais e imateriais.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

Entregue uma folha de papel sulfite contendo vários elementos relativos à cultura material (livros, relógios antigos, monumentos e vestimentas) e outros correspondentes à cultura imaterial (danças tradicionais e personagens do folclore brasileiro). Na lousa, elabore um quadro com uma coluna para cada tipo de cultura (material/imaterial) e preencha-o conforme os estudantes identificarem os elementos culturais representados na folha. Caso algum deles tenha dificuldade, explique que a cultura de um povo se manifesta de várias maneiras, podendo ser de forma material e/ou imaterial.

• Explore as imagens das páginas de abertura com os estudantes. Sobre a imagem A, pergunte a eles o motivo pelo qual essas casas são chamadas de coloniais. Caso tenham dúvida, explique que essas residências foram construídas no período conhecido como Brasil Colônia (1530-1822) ou seguem o mesmo estilo arquitetônico das edificações construídas nesse período. Se possível, peça-lhes que descrevam algu-

UNIDADE6 MARCOS DE MEMÓRIA E PATRIMÔNIOS

Você já notou se no seu município há algum local com construções semelhantes às da fotografia A? Em caso afirmativo, descreva como é esse local e como são as construções.

Em sua opinião, por que é importante que manifestações como a retratada na fotografia B sejam preservadas?

Cite alguma manifestação cultural típica do seu município ou da sua região.

mas características dessas residências, como a quantidade de janelas, o contraste de cores e as portas adjacentes à calçada. A respeito da imagem B, verifique se algum deles sabe qual manifestação cultural está representada. Caso desconheçam, elucide que o Carimbó é conhecido por sua musicalidade e por sua dança, caracterizada pelos movimentos solos de seus participantes em uma roda. Comente que essa ma-

nifestação artística é tradicionalmente realizada na Região Norte, sobretudo no estado do Pará, e recebe esse nome por conta do instrumento musical de raízes tupi, o curimbó (curi – madeira, e m´bó – furado). Além do curimbó, o violão, a rabeca, o cavaquinho e o banjo compõem a harmonia instrumental, destacando a diversidade entre os elementos da cultura indígena, europeia e africana no Carimbó.

Casas coloniais no centro histórico do município de Paraty, no Rio de Janeiro, em 2024.

B.

1. Resposta pessoal. O objetivo da atividade é explorar a realidade próxima dos estudantes em relação aos marcos de memória e patrimônios do município onde vivem.

Jovens dançando Carimbó na comunidade quilombola de Mangabeira no município de Mocajuba, no Pará, em 2022.

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que essas manifestações fazem parte da cultura brasileira e foram transmitidas de geração em geração.

3. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a falarem sobre sua realidade próxima. Caso tenham dúvida, indique algumas festividades e/ou celebrações do município ou da região.

Liste na lousa os nomes mencionados para depois orientá-los na identificação dos elementos dessas práticas culturais, como as vestimentas, os instrumentos musicais, a decoração, as comidas típicas, as músicas e as danças. Em seguida, ajude-os a levantar hipóteses a respeito dessas práticas, questionando-os se as vestimentas representam algum grupo social, se as comidas típicas estão relacionadas à cultura alimentar indígena ou se os instrumentos musicais têm raízes africanas.

24/09/2025 18:39:24

• O estudo desta unidade promove o desenvolvimento de aspectos das habilidades EF03HI03, EF03HI04, EF03HI05 e EF03HI06. Os momentos específicos em que elas serão desenvolvidas aparecerão indicados ao longo da unidade.

• Em relação à atividade 1, analise com os estudantes alguns edifícios ou áreas identificados como patrimônio histórico do município. Para isso, ajude-os a reconhecer o período em que o município foi fundado, os grupos sociais que estiveram presentes em sua formação e quais monumentos e construções históricas, como antigas igrejas, teatros e mercados municipais, representam aspectos históricos da formação do município.

• Na atividade 2, explique o conceito de preservação para os estudantes. Elucide que, nesse contexto, preservar corresponde à prática de proteger ou resguardar algo para que não acabe ou desapareça e que seja transmitido para outras gerações. Sobre o Carimbó, diga-lhes que a preservação dessa manifestação cultural é importante para a manutenção da memória e da história dos povos que contribuíram para a formação da cultura brasileira, nesse caso, a indígena, a africana e a portuguesa. Essa intervenção contribui para a promoção de uma postura inclusiva e empática, uma vez que os estudantes poderão refletir acerca da importância das manifestações culturais.

• Para a realização da atividade 3, peça aos estudantes que citem as manifestações culturais, festas e comemorações típicas do município ou da região.

BNCC

• Esta página trabalha com uma personalidade histórica que pode despertar a curiosidade dos estudantes. Ao abordar o conteúdo, verifique se eles conhecem a escritora brasileira Cora Coralina (1889-1985) e, caso desconheçam, comente que é o nome artístico de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas. É importante explicar que ela escrevia sobre o cotidiano das pessoas, o trabalho, a natureza e a vida nas pequenas cidades, e sua poesia é acessível, tornando-se uma sugestão de leitura para o público infantil. Entre suas obras, estão Poemas dos becos de Goiás e estórias mais (1965), Meu livro de cordel (1976) e Estórias da casa velha da ponte (1985), que retratam histórias ligadas à infância e à vida no município de Goiás. Comente que o Museu Casa de Cora Coralina também é conhecido como Casa Velha da Ponte, mesmo nome de uma de suas obras.

• Na atividade 1, comente que os museus são espaços onde é preservada a memória de pessoas e lugares por meio de objetos e documentos. Dessa forma, no Museu Casa de Cora Coralina, podem ser encontrados objetos pessoais, manuscritos datilografados, livros, periódicos, cartas, móveis e utensílios domésticos da autora. Ao orientar a resolução da atividade, destaque a importância de os estudantes verbalizarem o raciocínio utilizado para encontrar a resposta, acolhendo suas diferentes interpretações.

BNCC

• Este tema favorece o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI05, pois, ao interagirem com o Museu Casa Cora Coralina, os estudantes identificarão os significados dos marcos históricos.

16 OS MARCOS HISTÓRICOS

Os marcos históricos podem ser construções antigas, lugares onde ocorreram eventos significativos, monumentos ou objetos reconhecidos por sua grande importância histórica para um povo ou uma região.

Ao caminhar pelas ruas de um município, é possível que você encontre construções que são consideradas marcos históricos. Você sabia que esses locais são importantes, pois guardam histórias e memórias dos municípios?

O Museu Casa de Cora Coralina, por exemplo, guarda as memórias de uma importante escritora de nosso país. Cora Coralina (1889-1985) foi poetisa e uma das principais personalidades históricas do município de Goiás, no estado que leva o mesmo nome.

A autora faleceu em 1985, mas sua memória e suas obras até hoje são preservadas e divulgadas pelo museu. Antes, essa casa era a residência da família da poetisa e foi construída em estilo colonial. Nesse lugar estão guardadas peças de vestuário, fotografias, utensílios domésticos, móveis, cartas e livros que pertenceram a Cora Coralina. Esses elementos contam a história de vida da escritora.

1. Respostas: Peças de vestuário, utensílios domésticos, móveis, cartas e livros. Espera-se que os estudantes identifiquem a resposta no texto. Caso tenham dificuldade, peça-lhes que releiam o conteúdo da página.

Museu Casa de Cora Coralina no município de Goiás, em 2024.

1. Quais fontes históricas podem ser encontradas no Museu Casa de Cora Coralina? Como você chegou a essa conclusão?

• A atividade 1, ao permitir aos estudantes que compreendam os procedimentos norteadores da produção historiográfica por meio da análise de fontes históricas, favorece o desenvolvimento de aspectos da Competência específica de História 6

AVALIANDO

Objetivo

• Interagir com fontes históricas e perceber que elas podem fornecer informações sobre pessoas e lugares do passado.

Sugestão de intervenção

• Explore o poema “Minha cidade”, de Cora Coralina. Faça a leitura conjunta do poema e ajude os estudantes a identificarem elementos relacionados às memórias da autora sobre o município de Goiás. Em relação à narração do município, observe se eles percebem que Cora o descreveu com “ruas estreitas” e “igrejas”, “sobrados”. Incentive os estudantes que tiverem dificuldade de expressão oral a se comunicarem também por meio de desenhos, palavras-chave ou símbolos.

Há diferentes tipos de marcos históricos. Um deles é o que chamamos de marco zero. Leia o texto a seguir e conheça um pouco mais sobre o tema.

[...]

O Marco Zero serve de referência para a geografia da cidade, por isso não podia ser colocado em qualquer lugar. Ele indicou para que direção seguiriam as avenidas, onde ficariam as quadras e tudo mais [...].

BRUM, Gabriel. Marco Zero é o novo ponto turístico de Brasília. Agência Brasil, 3 ago. 2024. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/geral/audio/2024-08/ marco-zero-e-o-novo-ponto-turistico-de-brasilia. Acesso em: 7 mar. 2025.

O marco zero de Recife, por exemplo, é a Praça Rio Branco. O nome é uma homenagem ao Barão do Rio Branco (1845-1912), diplomata brasileiro. Ao longo do tempo, o local passou por várias reformas que modificaram bastante sua paisagem original.

Diplomata: pessoa que representa oficialmente seu país junto ao governo de outros países.

Praça Rio Branco no município de Recife, em Pernambuco, em 2024.

Os sítios arqueológicos também são marcos históricos. Neles, é possível encontrar vestígios antigos da ocupação humana, como utensílios de uso cotidiano, ossos e até mesmo pinturas rupestres, que são de grande importância para compreendermos a história da humanidade.

Pinturas rupestres: pinturas feitas em paredes de cavernas ou outras superfícies rochosas.

ATIVIDADE EXTRA

• Para aprofundar o trabalho com o tema, reproduza uma pintura rupestre com os estudantes. Explique a eles que nossos antepassados registravam o cotidiano nas paredes das cavernas, como a caça, a pesca e os ritos religiosos. Peça-lhes que molhem os dedos com tinta guache e desenhem, no papel kraft, algumas cenas do dia a dia, como brincadeiras com a bola, o

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momento do lanche ou os estudos na sala de aula. Para essa atividade, disponibilize pincéis de cabo grosso, esponjas ou carimbos para que os estudantes com necessidades educacionais específicas também possam deixar sua marca. Por fim, cole o painel em um lugar visível a todos e verifique se eles identificaram as atividades do cotidiano desenhadas pelos colegas.

• A respeito do marco zero de Recife, explique-lhes quem foi José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco (1845-1912), e qual foi sua relevância para a história do Brasil, buscando despertar a curiosidade dos estudantes em relação a essa personalidade histórica. Comente que ele foi advogado, político e diplomata e ficou conhecido pela consolidação das fronteiras atuais do Brasil, expandindo o território nacional em quase 900 mil quilômetros quadrados por meio da diplomacia. Explique que a Praça Rio Branco, localizada na Avenida Alfredo Lisboa, foi considerada o marco zero de Recife pelo fato de o quilômetro zero das primeiras estradas construídas em Pernambuco estar localizado nela. Comente também que o marco recebeu esse nome por ter um monumento de bronze homenageando o Barão do Rio Branco. Em torno da praça, os prédios históricos sediam bancos, institutos culturais, armazéns do antigo porto e a antiga sede da Bolsa de Valores.

• Explique aos estudantes que as pinturas rupestres são importantes fontes históricas que fornecem informações sobre como era a vida cotidiana de nossos antepassados. Se possível, apresente alguns dos sítios arqueológicos brasileiros, como o Parque Nacional Serra da Capivara, onde estão localizados cerca de 400 painéis com pinturas rupestres.

• O objetivo da atividade 2 consiste em relacionar os monumentos com os respectivos acontecimentos que lhes conferem significado histórico. Sobre as ruínas do Cais do Valongo, explique aos estudantes o significado do vocábulo cais como um lugar perto de rios e mares que facilita o embarque ou desembarque de pessoas e mercadorias. É considerável ressaltar que, no século XIX, o Cais do Valongo recebeu cerca de um milhão de africanos escravizados e hoje preserva a memória da escravidão no Brasil e serve como símbolo de resistência e luta contra o racismo. A respeito do Sítio Histórico São Miguel Arcanjo, comente com os estudantes que a área correspondente ao sítio, denominada Tava, Lugar de Referência para o Povo Guarani, preserva a memória indígena. Por último, a respeito dos sambaquis, elucide aos estudantes que são montes de até 30 metros de altura formados por conchas, moluscos, fósseis, instrumentos feitos de ossos e pedras que preservam indícios sobre os modos de vida dos primeiros grupos humanos que viveram na região.

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• A atividade 2 contribui para o desenvolvimento de aspectos das habilidades EF03HI03 e EF03HI04 , pois permite a identificação da presença de diferentes grupos sociais e culturais em momentos significativos da história do Brasil, além do reconhecimento do patrimônio histórico e cultural, discutindo as motivações para que sejam assim considerados.

2. Relacione as fotografias de alguns sítios arqueológicos à sua descrição correta.

1.

Resposta: 1 – B; 2 – C; 3 – A.

Ruínas do Cais do Valongo no município do Rio de Janeiro, em 2023.

Sítio Histórico São Miguel Arcanjo no município de São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul, em 2024.

3.

Sambaquis em praia do município de Laguna, em Santa Catarina, em 2022.

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Cais do Valongo

São depósitos de conchas, moluscos e esqueletos que, ao longo do tempo, foram acumulados por antigos habitantes do litoral brasileiro. Fornecem informações sobre hábitos, costumes e alimentação de nossos antepassados.

Esse é um sítio arqueológico localizado no antigo porto construído em 1811 para o desembarque de pessoas escravizadas que chegavam do continente africano. Mantém a memória sobre o evento cruel e doloroso da escravidão no Brasil.

Esse lugar preserva vestígios como objetos religiosos e construções que faziam parte das Missões Jesuíticas Guaranis. Os jesuítas utilizavam esse lugar para catequizar os indígenas.

Em muitos municípios brasileiros, locais como esses são constantemente ameaçados por depredação, falta de investimentos e abandono do poder público. Todos devemos contribuir para que marcos históricos e patrimônios sejam preservados. Isso pode ser feito por meio de denúncias dos casos de depredação e com explicações aos familiares e colegas sobre a importância desses lugares

Catequizar: neste caso, refere-se ao ato de converter uma pessoa à religião católica. Depredação: danificação, destruição de locais públicos ou privados.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

LUGAR de referência para o povo Guarani é reconhecido como Patrimônio Cultural do Mercosul. Iphan, 29 out. 2018. Disponível em: http://portal. iphan.gov.br/noticias/detalhes/4883/lugar-de-referencia-para-o-povo-guarani-pode-se-tronar-patrimonio-cultural-do-mercosul. Acesso em: 11 set. 2025.

Texto que apresenta informações sobre a importância da Tava para os Guarani.

B. 2.

3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que esses lugares nos permitem conhecer a história dos municípios e das pessoas e compreender nossas origens

3. Em sua opinião, por que preservar os marcos históricos é importante para a história dos municípios?

4. Quais atitudes podem contribuir para a preservação dos marcos de memória e dos patrimônios? Como você chegou a essa conclusão?

5. Agora, escolha um marco histórico do seu município, como praça, parque, escola, monumento, museu, entre outros. Com o auxílio do professor, pesquise informações sobre ele e escreva-as a seguir.

a ) Qual é o nome do marco histórico?

b ) Onde ele está localizado?

Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes explorem o ambiente, conhecendo marcos históricos presentes em seus municípios. Se julgar pertinente, faça uma lista de alguns desses marcos e disponibilize-a na sala de

c ) Qual é a data da fundação desse marco histórico?

d ) Que pessoa, grupo social, data ou evento histórico esse marco homenageia? Tente descobrir quem escolheu fazer essa homenagem.

e ) Qual é o estado de conservação desse marco histórico?

Espera-se que os estudantes retomem o conteúdo abordado na página anterior. aula.

f ) Explique por que é considerado um marco histórico do seu município e destaque a função e a importância dele para os moradores locais.

g ) Faça um desenho do marco histórico que você pesquisou.

6. Leia o texto a seguir e responda às questões.

[...]

6. a) Resposta: É possível encontrar evidências de atividades humanas, como pinturas rupestres, túmulos, construções e artefatos.

Os sítios arqueológicos são lugares onde é possível encontrar evidências de atividades humanas, como pinturas rupestres, construções antigas, túmulos e artefatos, que simbolizam e representam determinado momento histórico da região.

Mas não é qualquer lugar com vestígios que pode ser registrado como sítio arqueológico; apenas aqueles que apresentam relevância científica para a compreensão da história da humanidade. [...]

BISPO, Cláudia. Conheça alguns sítios arqueológicos brasileiros que são considerados patrimônio cultural de nosso país. Ministério do Turismo, 24 jul. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/turismo/pt-br/assuntos/noticias/conheca-alguns -sitios-arqueologicos-brasileiros-que-sao-considerados-patrimonio-cultural-do-nosso-pais. Acesso em: 3 mar. 2025.

6. b) Resposta: Os lugares que apresentam relevância científica para a compreensão

a ) O que é possível encontrar nos sítios arqueológicos?

4. Possíveis respostas: Cuidar do patrimônio, denunciar casos de depredação e explicar a importância desses locais para colegas e nossa identidade. da história da humanidade.

b ) Quais lugares podem ser registrados como sítios arqueológicos?

c ) Com a ajuda do professor, pesquise na internet se no seu município ou na região há algum sítio arqueológico.

Resposta: Espera-se que os estudantes pesquisem por sítios arqueológicos que fazem parte do município ou da região onde vivem. e familiares.

• Na atividade 3, retome o significado de marcos históricos e selecione algum exemplo no município ou na região. Ajude os estudantes a identificarem suas características, como a origem e os grupos sociais relacionados. Em seguida, leve-os a refletir sobre a relevância de identificar a memória e a história de sujeitos históricos e grupos sociais nesses marcos históricos.

• A respeito da atividade 4, convide os estudantes para uma roda de conversa e incentive-os a compartilhar suas ideias acerca da conservação e preservação de marcos de memória e patrimônios históricos. Liste na lousa alguns parques, praças e monumentos do município e, em seguida, pergunte-lhes com que frequência visitam esses lugares. Depois, peça-lhes que descrevam as condições de conservação desses espaços, motivando a verbalização dos raciocínios dos estudantes e orientando-os a buscar possíveis soluções para a conservação. Ao acolher diferentes pontos de vista, a atividade favorece a construção coletiva do conhecimento, a progressão da aprendizagem e a compreensão dos motivos por trás das ações de conservação.

• Na atividade 5, oriente os estudantes na pesquisa das informações. Comente que eles podem consultar a localização dos marcos históricos do município por meio de programas de imagens tiradas por satélite ou de conversas com moradores locais, acompanhados de um adulto responsável. Outra possibilidade é consultar livros na biblioteca ou o site da Prefeitura.

• A atividade 6 tem como objetivo ampliar a compreensão dos estudantes sobre o conceito de sítio arqueológico, levando-os a identificar vestígios materiais que contribuem para a compreensão sobre o modo de vida das pessoas no passado. Retome com a turma o conceito de fonte histórica material, reforçando que pinturas rupestres, túmulos, construções e artefatos são

exemplos importantes. Oriente-os quanto aos cuidados necessários para fazer pesquisas na internet, explicando que nem toda informação disponível na rede é confiável, por isso é válido indicar sites seguros para a pesquisa, como o do Ministério do Turismo, o do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e portais de museus e universidades públicas. Além disso, ensine práticas básicas de educação digital, como evitar links desconhecidos e confirmar as informações pesquisadas em mais de uma fonte confiável.

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• A atividade 5 desenvolve a habilidade EF03HI05, pois os estudantes pesquisarão e identificarão alguns marcos históricos do lugar onde vivem e compreenderão seus significados. A atividade também trabalha com aspectos da Competência geral 4, pois emprega diferentes linguagens para expressar e partilhar informações em diferentes contextos.

• Comente com os estudantes que há monumentos em homenagem a Zumbi dos Palmares (1655-1695) em diferentes municípios brasileiros, como Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador

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• O conteúdo desta página favorece o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI06 , pois, ao analisarem o monumento em homenagem a Zumbi dos Palmares, os estudantes identificarão registros de memórias de determinado município e discutirão os motivos que justificam a escolha de uma personalidade para ser homenageada.

• Na atividade 1, ajude os estudantes na análise do monumento. Oriente-os a reler o conteúdo da página para responder às questões. Explique que Zumbi liderou um quilombo, lugar que abrigava pessoas escravizadas fugidas das lavouras e que um monumento em homenagem ao líder quilombola pode contribuir na preservação da memória da luta das pessoas escravizadas contra o sistema que as oprimiu por cerca de 300 anos. Por fim, comente que o monumento em homenagem a Zumbi dos Palmares pode simbolizar também a luta contra o racismo na atualidade.

17TEMA REGISTROS DE MEMÓRIA DO MUNICÍPIO

Os monumentos são lugares ou construções que guardam a memória de fatos, datas e personagens considerados importantes para a história de um lugar. Eles servem para homenagear algo ou alguém e fazem parte da memória coletiva

Memória coletiva

Lembrança do passado compartilhada por um grupo de pessoas e transmitida de geração em geração.

Zumbi dos Palmares, de João Filgueiras Lima. Escultura em bronze e mármore, 3 m. 1986. Esse monumento fica localizado no município do Rio de Janeiro. Fotografia de 2020.

Por exemplo, a escultura de Zumbi dos Palmares (1655-1695), no município do Rio de Janeiro, homenageia uma importante personalidade da história do Brasil. Zumbi foi um dos líderes do Quilombo dos Palmares. Ele é considerado um símbolo de resistência e luta contra a escravidão no Brasil. Além disso, por meio da luta do Movimento Negro no país, a data da morte de Zumbi, em 20 de novembro de 1695, foi reconhecida como o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra

1. Em dupla, respondam às questões a seguir sobre esse monumento.

a ) Que personalidade histórica o monumento homenageia?

Resposta: Zumbi dos Palmares.

b ) Que tipo de monumento é esse?

Resposta: Escultura.

c ) Que memória esse monumento preserva?

Resposta: A memória da luta contra a escravidão no Brasil.

d ) Quais pessoas podem se sentir representadas por esse monumento?

Resposta: Qualquer pessoa que se identifique com a luta contra a escravidão, principalmente os afro-brasileiros.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

GUIMARÃES, Ruth. Contos negros. São Paulo: Faro Editorial, 2020.

Obra da escritora Ruth Guimarães Botelho (1920-2014) que reflete a riqueza cultural e a memória afro-brasileira.

2. Qual é a função de um museu? Em sua opinião, por que esses lugares são importantes?

Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes respondam que os museus têm a função de preservar e expor de maneira organizada documentos históricos em seus diferentes tipos. Incentive-os a refletir sobre a função e a importância desses espaços.

Outro exemplo de registro de memória dos municípios são os museus. São espaços com a função de guardar, preservar e divulgar várias fontes históricas, como vestimentas, esculturas, pinturas, móveis, fotografias e outros objetos, que contam a história de pessoas ou lugares que formam a identidade de um povo ou uma região. Outra característica desses espaços é nos permitir conhecer o modo de vida das pessoas no passado.

Palácio-Museu

Os nomes das ruas também são registros de memória.

3. Qual é o nome da rua onde você mora? Você sabe por que ela tem esse nome e quem o escolheu? Se não souber, com a ajuda do professor, pesquise para descobrir.

Respostas pessoais. Incentive os

estudantes a pesquisarem a origem do nome da rua onde moram.

4. Você concorda com a escolha do nome da sua rua? Justifique sua resposta.

Resposta pessoal. Incentive o senso crítico dos estudantes quanto aos critérios de escolha dos nomes de ruas. Espera-se que eles compreendam que esses nomes são escolhidos por determinados grupos sociais e que geralmente não contemplam toda a população.

painéis informativos e obras de arte. Para garantir a inclusão de estudantes com necessidades educacionais específicas, antecipe a visualização das imagens com descrição oral dos ambientes e objetos do museu. Após a visita, organize uma roda de conversa para que compartilhem suas observações. Incentive-os a verbalizar seus raciocínios e a refletir sobre como os museus contribuem para a preservação da memória coletiva e o conhecimento da história de um município.

• Na atividade 3, caso algum estudante não saiba o nome da rua onde mora, diga-lhe para observar as placas que podem ser encontradas nas esquinas e verifique se é possível identificar quem ou o que foi homenageado, podendo ser uma personalidade histórica, um grupo social, uma cidade ou outro elemento. Caso não encontrem referências, incentive-os a conversar com os familiares ou as pessoas da comunidade que possam fornecer essas informações. Se algum estudante residir em uma comunidade tradicional sem ruas identificadas, peça-lhe que apre -

• A respeito da atividade 2, caso haja um museu no município ou na região, pergunte se algum estudante o conhece ou já o visitou. Se a resposta for positiva, peça-lhe que compartilhe a experiência com os colegas, descrevendo os objetos ou as obras de arte observados durante a visita. No entanto, caso os estudantes não conheçam nenhum museu, explique que há uma va riedade deles, como museus de arte, de história natural e de ciência e tecnologia.

AVALIANDO

Objetivo

• Reconhecer que os museus podem ser espaço de preservação da memória do município.

Sugestão de intervenção

• Para promover o aprendizado ativo e o uso pedagógico da tecnologia, organize com os estudantes uma visita virtual guiada ao Museu Republicano de Itu. Para isso, elabore previamente com a turma um roteiro simples de observação com perguntas, como: “Quais tipos de objetos o museu preserva? Qual período histórico esses objetos representam? Quais informações esses objetos nos revelam sobre a história do município de Itu e do Brasil?”. Durante a navegação, oriente os estudantes a anotarem os elementos que mais chamaram a atenção no acervo, como móveis,

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sente informações sobre o nome dessa comunidade.

• Sobre a atividade 4, verifique se os estudantes perceberam a pluralidade de nomenclaturas. Em seguida, convide-os para uma roda de conversa e observe se eles reconhecem que o nome das ruas é escolhido por pessoas do Poder Legislativo do município, no caso, os vereadores. Por fim, caso não concordem com os nomes de suas ruas, peça-lhes que indiquem um novo nome e o motivo pelo qual o escolheram.

Olímpio Campos no município de Aracaju, em Sergipe, em 2024.

• Sobre a nomeação de ruas, leia o texto a seguir.

A prática de nomear ruas, quase sempre identificada como distorção do trabalho dos vereadores, é atividade menos inocente do que se costuma supor. Um olhar atento constata que esse processo é caracterizado pelo esforço de perenização da memória de personagens e fatos da história nacional ou local. Trata-se de recorrente forma de reprodução e perpetuação da chamada história oficial, baseada no culto à genealogia da nação e edificação do Estado nacional, assim como aos fatos e personagens correspondentes.

[...]

DIAS, Reginaldo Benedito. A história além das placas: os nomes de ruas de Maringá (PR) e a memória histórica. História e Ensino, Londrina, v. 6, out. 2000. p. 103. Disponível em: https://ojs.uel.br/ revistas/uel/index.php/histensino/ article/view/12393. Acesso em: 16 abr. 2025.

• Na atividade 5 , oriente os estudantes a relacionarem o nome de cada rua de acordo com as referências expostas no texto verbal. Para isso, peça-lhes que leiam novamente o texto em voz alta e identifiquem as referências, como “letras, números, etnias indígenas, profissões, cidades, regiões, países, continentes e elementos da natureza”. Em relação à placa “Rua Sete de Setembro” e “Rua Dom Pedro II”, ajude-os a identificar o significado de cada uma com base nos conteúdos estudados em sala de aula e na celebração de datas comemorativas, por exemplo. Caso tenham dúvida, explique o significado do nome de cada rua.

Cada rua do município tem um nome, um número ou alguma referência para que as pessoas possam se localizar. Assim como monumentos, praças, escolas e museus, as ruas podem ser nomeadas de acordo com datas, eventos e pessoas consideradas importantes para a região.

Os nomes das ruas também podem fazer referência a vários outros elementos, como letras, números, etnias indígenas, profissões, cidades, regiões, países, continentes e elementos da natureza.

Placa da Rua da Cachoeira no distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras, no município de Serro, em Minas Gerais, em 2023.

5. Leia as placas a seguir e relacione de acordo com o que o nome delas representa.

Personalidade histórica. 1.

Data histórica. 3. Resposta: A – 4; B – 3; C – 2; D – 1.

Profissão 2

Continente 4.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

PREFEITURA de São Paulo. Dicionário de Ruas de São Paulo. Disponível em: https://dicionarioderuas.prefeitura.sp.gov.br. Acesso em: 16 abr. 2025.

O dicionário de ruas de São Paulo oferece a história e a localização dos logradouros do município, apresentando também imagens de diferentes períodos, a fim de mostrar a transformação dos espaços paulistanos.

A.
B.
C.
D.

QUEM ESCOLHE OS NOMES DOS MARCOS HISTÓRICOS E REGISTROS DE MEMÓRIA?

Os nomes de ruas, monumentos, praças, entre outros registros de memória, geralmente são propostos pelos vereadores e podem ser aprovados ou não pela Câmara Municipal.

Os moradores também podem levar propostas de nomes para votação. Para isso, é necessário que o nome siga alguns critérios, como homenagear pessoas já falecidas e que foram importantes para a comunidade, ou esteja relacionado a fatos históricos relevantes para a formação da identidade e da história do município.

Nos municípios brasileiros, é comum que nomes das ruas e praças estejam ligados à memória de homens brancos detentores de poder, como políticos, generais, marechais e barões.

Por outro lado, é possível notar uma quantidade muito pequena ou a ausência de nomes de representantes de grupos sociais que compõem a diversidade da cultura brasileira, como os povos indígenas e os afrodescendentes. Também há uma quantidade menor de ruas com nomes de figuras femininas.

Entre os exemplos de mulheres que foram homenageadas em nomes de rua, está a professora e poetisa Luciana de Abreu (1847-1880). Ela viveu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, durante o século 19. Luciana é considerada uma das primeiras mulheres a lutar pela emancipação feminina no Brasil.

Ilustração que representa uma placa de rua.

Emancipação: independência, libertação.

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem a representatividade das maiorias minoritárias por meio do nome de ruas, monumentos e prédios públicos e privados do município.

Agora, responda à questão a seguir.

1. Em grupo, e com a ajuda do professor, pesquisem se no município onde vocês vivem há alguma rua, praça, edifício, monumento, escola ou museu cujo nome faça referência aos povos indígenas, aos afrodescendentes ou às mulheres. Depois, conversem entre vocês sobre o que concluíram ao fazer a pesquisa.

históricos, identificando mulheres, afrodescendentes e indígenas. Em seguida, convide-os para uma roda de conversa, a fim de incentivá-los a expressar suas opiniões sobre os dados coletados. Se possível, motive o diálogo, perguntando se, na opinião deles, há muitos ou poucos nomes de marcos históricos que homenageiam essas maiorias minoritárias. Uma alternativa é fazer a pesquisa em mapas impressos que representem os logradouros do município.

ATIVIDADE EXTRA

• Para aprofundar o trabalho com o tema, solicite aos estudantes que nomeiem os corredores e outros espaços da escola. Peça-lhes que pesquisem os nomes de alguns funcionários e personalidades referentes a povos indígenas, mulheres e afrodescendentes que considerarem relevantes. Na lousa, anote as sugestões e abra espaço para que os estudantes votem nas indicações e, em seguida, selecione as opções mais votadas, orientando-os a produzir as placas em folha de papel sulfite. Por fim, com a autorização da diretoria,

• Ao trabalhar o tema, comente que, historicamente, a maioria das homenagens em nomes de ruas, praças e monumentos está ligada a figuras masculinas e brancas em posições de poder. No entanto, esse quadro vem sendo questionado por grupos sociais que buscam valorizar outras trajetórias igualmente relevantes. Apresente à turma a personalidade Luciana de Abreu (1847-1880), explicando que ela foi uma professora, escritora e poetisa brasileira, nascida no Rio Grande do Sul, reconhecida como uma das primeiras mulheres a defender publicamente o direito à emancipação feminina no Brasil e primeira mulher a discursar em público na cidade de Porto Alegre, atuando ativamente na luta pelo direito das mulheres.

• Na atividade 1, organize com os estudantes uma visita à sala de informática, incentivando o uso pedagógico da tecnologia. Por meio de programas de imagens tiradas por satélite, oriente-os a explorar ruas, bairros, praças, monumentos, entre outros marcos de memória do município. Para estudantes com necessidades educacionais específicas, ofereça versões em áudio do nome das ruas e praças ou, quando possível, a utilização de leitores de tela. Durante a exploração, solicite-lhes que anotem no caderno os nomes dos marcos

24/09/2025 18:39:43

fixe as placas em espaço visível a todos. Esta atividade contribui para a recuperação de conhecimentos sobre a nomeação de marcos históricos.

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• A atividade 1 favorece o desenvolvimento da Competência geral 2, pois exercita a curiosidade intelectual e recorre à abordagem própria das ciências, como a pesquisa, para investigar as origens dos nomes de ruas e espaços públicos do município em que os estudantes vivem.

• A atividade 1 tem como objetivo investigar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o conceito de patrimônio histórico, possibilitando que compartilhem percepções e experiências relacionadas à preservação da memória em seus contextos locais. Para introduzir o tema, organize uma roda de conversa com a turma, perguntando aos estudantes se já ouviram falar sobre patrimônios históricos, e incentive-os a dar exemplos do que consideram como tal, como casas antigas, igrejas, praças, museus ou objetos de família. Ao longo da conversa, retome os conteúdos estudados em temas anteriores que envolvem memória, museus e marcos históricos, permitindo uma progressão no desenvolvimento do pensamento conceitual dos estudantes. Em seguida, comente que patrimônios históricos podem ser materiais, como construções, objetos e documentos, ou imateriais, como festas populares, danças, saberes tradicionais e manifestações religiosas.

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• Os conteúdos e as atividades desse tema favorecem o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI04 , pois os estudantes identificarão os patrimônios históricos e culturais e discutirão sobre os motivos políticos, culturais e sociais para que sejam considerados como tais.

18TEMA PATRIMÔNIOS HISTÓRICOS E CULTURAIS

1. Você sabe o que são patrimônios históricos? Comente.

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes sabem a respeito do conceito de patrimônios históricos. comentem o que

Já estudamos que é possível conhecer aspectos da história dos lugares e das pessoas por meio de museus, sítios arqueológicos, monumentos e ruas. Muitos desses lugares são considerados patrimônios históricos e culturais.

Os patrimônios podem ser classificados de diversas maneiras, entre elas, patrimônios materiais e patrimônios imateriais. Vamos conhecer alguns exemplos.

PATRIMÔNIOS MATERIAIS

Leia o texto e observe as fotografias sobre os patrimônios materiais.

[...] podem ser imóveis como as cidades históricas, sítios arqueológicos e paisagísticos e bens individuais; ou móveis, como coleções arqueológicas, acervos museológicos, documentais, bibliográficos, arquivísticos, videográficos, fotográficos e cinematográficos.

[...]

PATRIMÔNIO Material. Iphan. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/276. Acesso em: 3 mar. 2025.

AVALIANDO

Objetivo

• Conhecer e identificar os patrimônios históricos nacionais.

Sugestão de intervenção

• Para essa atividade, peça aos estudantes que levantem hipóteses, com base na observação das imagens do centro histórico do município

de Santarém, da cerâmica marajoara, do sítio arqueológico e do documento do século XIX, acerca dos motivos pelos quais eles são considerados patrimônios históricos e, em vista disso, devem ser preservados. Durante a atividade, verifique se os estudantes perceberam que esses elementos culturais contribuem para a construção da memória, da história e da identidade de sujeitos históricos, famílias, grupos sociais e lugares.

Centro histórico do município de Santarém, no Pará, em 2023.

Peças de cerâmica marajoara no Museu do Forte do Presépio no município de Belém, no Pará, em 2024. Esse tipo de peça de cerâmica é um patrimônio material que remete à memória indígena.

Pinturas rupestres em sítio arqueológico do Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, em 2021. Essas pinturas foram produzidas por pessoas que viveram na região há milhares de anos.

Documento do século 19 que registra a libertação de pessoas escravizadas. Esse tipo de documento guarda memória da época da escravidão no Brasil.

2. Resposta: O centro histórico de Santarém e o Parque Nacional Serra da Capivara são patrimônios materiais imóveis. Já as peças de cerâmica marajoara e o documento de libertação de pessoas escravizadas são exemplos de patrimônios materiais móveis. Caso os estudantes tenham dúvida, peça-lhes que releiam o texto da página 126

2. As fotografias das páginas 126 e 127 mostram quais tipos de patrimônios materiais?

Há razões culturais, sociais e políticas para que um documento ou monumento, por exemplo, seja considerado patrimônio histórico e cultural. Entre essas razões, estão a preservação da memória dos grupos sociais, tanto dos que estão no poder quanto daqueles que lutam para ter seu passado e seus costumes preservados e reconhecidos.

fornecer informações sobre uma das maneiras de conquistar a liberdade antes da abolição legal em 1888, com a assinatura da Lei Áurea. Comente que essa carta foi escrita em 1831 e enviada para o imperador solicitando a alforria de um jovem de 5 anos de idade, Joze Domingues, por seu pai, Domingos Jozé de Souza.

• Na atividade 2, retome o conteúdo das páginas 126 e 127 e ajude os estudantes a perceberem a relevância desses patrimônios como elementos de preservação da história local e nacional. Como exemplo, saliente que o centro histórico de

Santarém preserva a história de um município, que a cerâmica marajoara resguarda a cultura material dos povos originários, que o Parque Nacional Serra da Capivara preserva vestígios dos primeiros grupos humanos na América e, por fim, o documento escrito do século XIX preserva a memória da escravidão no Brasil.

• Ao abordar o conteúdo desta página, explique aos estudantes que a cerâmica marajoara é considerada uma manifestação artística dos povos que se estabeleceram na Ilha de Marajó, no atual estado do Pará. Comente que a arte em cerâmica dos marajoaras é considerada uma das mais antigas do Brasil e da América do Sul e que, além das utilidades práticas, os marajoaras utilizavam a cerâmica como uma forma de comunicação visual. Um exemplo disso é a constante ilustração de cobras nos vasos de cerâmica, possivelmente simbolizando elementos relacionados ao mito de origem dos marajoaras.

• Sobre o Parque Nacional Serra da Capivara, comente que foi inaugurado em 1979 com o objetivo de preservar os vestígios arqueológicos da presença humana na América do Sul. A área preservada pelo parque resguarda o testemunho de vida de grupos humanos que, há milhares de anos, ocuparam e se adaptaram ao meio ambiente da região, produzindo uma cultura rica e complexa. Em 1991, o parque foi inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco e, em 1993, tombado como patrimônio histórico nacional.

• Acerca do documento que registra a libertação de pessoas escravizadas no século XIX, comente que pode

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• A atividade 2, ao solicitar aos estudantes que analisem e classifiquem as fotografias sobre os patrimônios históricos materiais, favorece o desenvolvimento da Competência específica de História 3

BNCC

• A respeito do patrimônio cultural imaterial no Brasil, elucide aos estudantes que o Iphan é a instituição responsável pela avaliação conceitual e metodológica desses patrimônios no país. Leia o texto a seguir, sobre o conceito de patrimônio imaterial.

[...] O Decreto n º 3.551, de 4 de agosto de 2000, que institui o registro e cria o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial, compreende o Patrimônio Cultural Imaterial brasileiro como os saberes, os ofícios, as festas, os rituais, as expressões artísticas e lúdicas, que, integrados à vida dos diferentes grupos sociais, configuram-se como referências identitárias na visão dos próprios grupos que as praticam. Essa definição bem indica o entrelaçamento das expressões culturais com as dimensões sociais, econômicas, políticas, entre outras, que articulam estas múltiplas expressões como processos culturais vivos e capazes de referenciar a construção de identidades sociais.

[...]

CAVALCANTI, Maria Laura Viveiros de Castro; FONSECA, Maria Cecília Londres. Patrimônio imaterial no Brasil: legislação e políticas estaduais. Brasília: Unesco; Educarte, 2008. p. 12. • Comente que o povo Karajá corresponde aos habitantes seculares das margens do Rio Araguaia, localizado nos estados de Goiás, Tocantins e Mato Gros so. Em seu idioma, o nome do seu povo é Iny, que significa “nós”. O nome Karajá é uma denominação tupi, que pode significar “macaco grande”. Sobre as bonecas karajás, explique que, mais do que uma técnica de cerâmica, elas carregam e transmitem significados complexos referentes à cultura desse povo, mostran-

PATRIMÔNIOS IMATERIAIS

Os patrimônios imateriais são os saberes, as manifestações culturais e artísticas e as formas de expressão de uma sociedade, como o modo de preparar determinadas comidas, além de danças, lendas, crenças e músicas transmitidas de geração em geração.

Leia o texto a seguir, que cita exemplos de patrimônios imateriais.

Os bens culturais de natureza imaterial dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas). [...]

PATRIMÔNIO Imaterial. Iphan. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/234. Acesso em: 3 mar. 2025.

Cênicas: referente ao teatro e à apresentação teatral.

Lúdicas: neste caso, referente a brincadeiras e jogos.

Ilustrações que representam bonecas karajás.

Um exemplo de patrimônio imaterial é o modo de fazer as bonecas karajás. A produção dessas bonecas é feita somente por mulheres da etnia indígena Karajá e envolve técnicas tradicionais, que são passadas de geração em geração.

Ilustração que representa mulheres indígenas produzindo bonecas.

do-se relevantes instrumentos pedagógicos que regularmente são empreendidos na educação dos indígenas mais jovens. Produzidas em vários formatos, as bonecas, também conhecidas como ritxoko, representam formações sociais, mitos e rituais do povo Karajá.

O Frevo também é um patrimônio imaterial. Essa dança, de origem pernambucana, surgiu no final do século 19 e envolve conhecimentos de técnicas, passos e ritmos específicos que a caracterizam.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

Ilustração que representa pessoas praticando o Frevo.

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Frevo

Outro exemplo de patrimônio imaterial é a Roda de Capoeira. A capoeira foi desenvolvida pelos africanos escravizados no Brasil como forma de luta para se defenderem e se protegerem das agressões que sofriam. Com o tempo, essa arte incorporou passos e gingas de jogo corporal. Atualmente, é praticada em todo o país e em vários outros lugares do mundo!

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: Roda de Capoeira: herança cultural afro-brasileira

Ilustração que representa pessoas em uma Roda de Capoeira.

apresentando novas coreografias rápidas e criativas. Na virada do século XIX para o século XX, esse ritmo musical passou a chamar cada vez mais a atenção do público, dessa forma, começou-se a dizer que o Carnaval do Recife começou a “frever”.

• Em relação à Roda de Capoeira, comente com os estudantes que se trata de uma manifestação cultural afro-brasileira. Durante o período da escravidão no Brasil,

que perdurou até 1888, as pessoas escravizadas eram proibidas de praticar qualquer tipo de luta. Destaque que, mesmo após o fim da escravidão, a capoeira ainda foi oficialmente proibida no Brasil. Por conta disso, elucide que pode ser considerada um patrimônio cultural imaterial que preserva a memória da resistência da cultura africana no Brasil e um símbolo contra o racismo.

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• Ao abordar esta página, estabeleça uma articulação com o componente curricular de Arte, em especial com os campos das manifestações corporais da dança e da valorização do patrimônio cultural imaterial brasileiro. Tanto o Frevo quanto a Roda de Capoeira oferecem amplas possibilidades para trabalhar a expressividade corporal, o ritmo, o movimento e a memória cultural. Como proposta interdisciplinar, convide um profissional da área de capoeira e incentive os estudantes a improvisarem movimentos dançados inspirados na ginga, respeitando as próprias possibilidades corporais e promovendo a inclusão de todos por meio de adaptações motoras e uso de recursos visuais, musicais ou táteis, conforme necessário.

• Comente com os estudantes que o nome frevo é uma corruptela da palavra ferver e explique que, no século XIX, as bandas que animavam as festas e os carnavais pelas ruas do Recife atraíam os jogadores de capoeira, que, com seu gingado e suas habilidades coreográficas, passaram a dançar com os foliões. Com isso, os músicos passaram a tocar de maneira mais acelerada, fazendo que os dançarinos acelerassem cada vez mais o ritmo da dança,

OBJETIVOS

• Perceber que o acesso à cultura é um direito de todos.

• Conhecer os motivos pelos quais muitos brasileiros não têm acesso aos espaços culturais.

• Incentivar a população do município a frequentar os espaços culturais.

1. CONHECENDO O PROBLEMA

• A seção contribui para a construção de sentido dos conteúdos estudados ao propor uma situação-problema fundamentada na realidade cotidiana, promovendo a identificação e a análise de obstáculos ao acesso à cultura. Esse tipo de abordagem favorece o desenvolvimento do pensamento crítico, pois os estudantes são convidados a discutir o problema apresentado e a sugerir possíveis soluções, mobilizando conhecimentos prévios e construindo novos saberes, fortalecendo o pensamento autônomo e crítico e o protagonismo.

• Explique aos estudantes que o Estado brasileiro, por meio de suas leis e normas, garante a todos os cidadãos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes de cultura nacionais. Comente sobre o Plano Nacional de Cultura (PNC), que, entre suas atribuições, visa a valorização, preservação, promoção e acesso aos bens culturais nacionais.

BNCC

• As atividades desenvolvidas nesta seção contemplam a Competência geral 10, pois promovem a ação pessoal e coletiva com autonomia, responsabilidade e determinação com base nos princípios éticos, democráticos e inclusivos. A seção também mobiliza os temas contemporâneos transversais Direitos da

COLETIVAMENTE

O acesso à cultura

Conhecendo o problema 1

2. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem os espaços culturais do município. Se julgar pertinente, verifique se eles sabem a função de cada espaço.

Leia a seguir o diálogo entre Mateus e Ana.

Mateus, vamos ao cinema?

Não posso, Ana, minha mãe falou que o ingresso custa caro...

Ilustração que representa duas crianças conversando.

De acordo com o Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC) 2011-2022, estudo realizado pelo IBGE em 2022, milhões de pessoas não têm acesso aos espaços culturais do país, como cinemas, teatros, museus, bibliotecas e centros de cultura. Isso acontece por vários motivos, como a falta de incentivo público, o valor elevado dos ingressos em alguns casos e a dificuldade de se deslocar até esses lugares. Essa pesquisa estima que a cada 100 pessoas, cerca de 30 vivem em municípios que não têm museus.

2. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem a respeito dos espaços culturais que desejam conhecer no município, indicando os motivos que os afastam desses espaços atualmente.

Organizando as ideias 2

a ) Por que Mateus não aceitou o convite de Ana para ir ao cinema?

Resposta: Porque a mãe dele falou que o ingresso custa caro.

b ) Com os colegas e o professor, elaborem uma lista de espaços culturais do município onde vocês moram.

c ) Há espaços culturais em seu município que você não frequenta, mas gostaria de frequentar? Comente com os colegas.

criança e do adolescente e Educação em direitos humanos, favorecendo a prática da cidadania.

ATIVIDADE EXTRA

• Para promover a recuperação do aprendizado, proponha uma feira cultural como projeto envolvendo as famílias e a comunidade escolar em um evento que motive a reflexão sobre o direito à cultura. Para isso, organize com os estudantes os diferentes temas que os grupos apresentarão feira, por exemplo: espaços culturais do município; dificuldades de acesso à cultura; propostas

para ampliar a democratização cultural. Cada grupo pode montar cartazes, maquetes, colagens, fotografias, entrevistas transcritas, infográficos ou vídeos curtos sobre o tema. Também é possível organizar apresentações de dança, música ou poesia que valorizem manifestações culturais locais. Os familiares e a comunidade escolar podem ser convidados para assistir às apresentações e debater sobre o tema. Fotografe e registre o evento com a turma e, ao final da feira, promova uma roda de conversa para que os estudantes avaliem a atividade, comentem o que aprenderam e reflitam sobre a importância da cultura como direito de todos.

Buscando soluções

3. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes enviem a carta produzida por eles para as autoridades competentes do município.

a ) Com a ajuda do professor, faça uma visita guiada a um teatro, cinema ou centro cultural do município ou região e pesquise os usos desses espaços pela comunidade. Para isso, siga algumas instruções:

• entre em contato com o responsável pelo espaço para agendar a visita;

3. a) Resposta pessoal. O objetivo da atividade consiste em identificar o perfil e os grupos sociais que geralmente frequentam alguns espaços culturais do município.

• comente com o responsável do espaço que se trata de uma pesquisa sobre frequência e utilização da população local nesses espaços;

3. b) Resposta pessoal. O objetivo da atividade é promover

2. ORGANIZANDO AS IDEIAS

• Para o item a , oriente os estudantes a lerem os balões de diálogo entre os personagens Ana e Mateus, apresentados na página 130

a reflexão crítica dos estudantes, identificando os problemas atuais relacionados ao acesso à cultura, indicando algumas soluções.

• elabore um roteiro com perguntas sobre a data de inauguração, os diferentes tipos de eventos que acontecem nesses espaços e qual público geralmente o frequenta.

b ) Que tal incentivar a população do município a frequentar os espaços culturais? Em grupos, com base nas informações da

Prefeitura do município solicitando a ampliação das atividades culturais. Para escrever a carta, escolham tipos de letras que se sintam confortáveis.

c ) Com a ajuda do professor, enviem a carta pelo correio ou entreguem pessoalmente na Secretaria de Cultura ou na Prefeitura.

Ilustração que representa pessoas em uma apresentação cultural.

lação. Recomende vestuário confortável e calçado fechado e, caso o espaço seja ao ar livre, oriente o uso de protetor solar, boné e, se necessário, repelente. Informe-se previamente sobre a acessibilidade do lugar a ser visitado, garantindo a participação de estudantes com necessidades educacionais específicas.

• No item b da página 130, ajude os estudantes a indicarem os espaços de disseminação cultural do município onde vivem. Caso tenham dificuldade, forneça algumas informações, explicando que os espaços culturais podem ser locais onde acontecem apresentações teatrais, danças e concertos musicais, exposição de objetos e artefatos históricos, feiras de artesanato e exibição de filmes.

• Para o item c da página 130, liste na lousa os ambientes de manifestação cultural do município indicado pelos estudantes. Em seguida, busque compreender os motivos que dificultam o acesso deles a alguns desses locais, como o valor dos ingressos, a distância, a falta de divulgação, a pouca oferta de eventos culturais e artísticos pelos órgãos públicos e privados ou mesmo a falta de acessibilidade para pessoas com deficiência.

3. BUSCANDO SOLUÇÕES

como a redução no valor dos ingressos e incentivos para os atores promoverem suas peças. Durante a escrita da carta, incentive os estudantes a praticarem a escrita de letra cursiva.

• No item b, oriente os estudantes na elaboração da carta com base nos dados levantados na visita guiada. Oriente-os a escrever soluções que possam contribuir para aumentar o acesso dos moradores do município aos espaços culturais,

• No item c, explique que o papel da Secretaria de Cultura de um município é sugerir, planejar e implementar políticas municipais em relação à promoção da cultura. Saliente que, caso a entrega seja realizada presencialmente, é importante protocolar a carta para futuramente obter uma resposta do órgão público.

• No item a, caso o município não conte com um teatro, cinema ou centro cultural, essa visita pode ser adaptada para outros espaços que promovem manifestações culturais, como centros comunitários e bibliotecas públicas. Organize a visita em parceria com os responsáveis pelo espaço, a fim de garantir que os estudantes conheçam os usos históricos, sociais e culturais do espaço, sua função na vida da comunidade e as ações que vêm sendo desenvolvidas para ampliar o acesso da população. Elabore com a turma um roteiro de perguntas para guiar a observação e os registros, incluindo quando o lugar foi fundado, quem o frequenta, quais tipos de evento acontecem ali e como é promovido o acesso da popu-

1. Objetivo

• Identificar os marcos históricos do município.

Sugestão de intervenção

• Para esta atividade, promova uma retomada dos conhecimentos dos estudantes sobre os marcos históricos, por exemplo: sobre as ruas, retome o conteúdo e diga-lhes que podem homenagear uma pessoa, evidenciar um elemento da natureza ou rememorar um acontecimento histórico; sobre as praças, comente que elas são espaços públicos onde as pessoas costumam passear, se reunir e brincar; em relação aos sítios arqueológicos, mencione que artefatos e fósseis são encontrados nesses lugares. A respeito dos monumentos, diga-lhes que, além das estátuas, eles podem ser edifícios históricos, memoriais e bens culturais. Por fim, sobre os museus, elucide que são lugares que proporcionam a preservação da memória coletiva por meio de objetos e documentos pessoais. Durante a realização da atividade, verifique se os estudantes compreenderam que esses marcos históricos podem fornecer informações sobre o passado e preservar a memória de pessoas, grupos sociais e da comunidade.

2. Objetivo

• Avaliar a compreensão dos estudantes sobre a Roda de Capoeira como patrimônio cultural imaterial brasileiro.

Sugestão de intervenção

2. c) Resposta: A capoeira foi criada como forma de luta para que as pessoas escravizadas se defendessem e se protegessem das agressões. Espera-se que os

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

1. Complete as frases substituindo os quadradinhos pelos marcos históricos a seguir. Escreva as respostas no caderno.

sítios arqueológicos • museus • ruas • monumentos • praças

a ) As ■ têm nomes para ajudar as pessoas a se localizarem no município.

Resposta: ruas.

b ) Nas ■ as pessoas podem se reunir, passear e brincar.

Resposta: praças.

c ) Os ■ são lugares que preservam vestígios dos primeiros grupos humanos.

Resposta: sítios arqueológicos

d ) Os ■ podem ser esculturas que homenageiam pessoas, datas ou eventos históricos.

Resposta: monumentos.

e ) Os ■ podem abrigar acervos de objetos, como vestimentas, documentos, utensílios e fotografias.

Resposta: museus.

2. Observe a imagem a seguir e responda às questões.

Crianças em uma Roda de Capoeira no município de Itacaré, na Bahia, em 2023.

a ) O que as pessoas retratadas na fotografia estão fazendo?

Resposta: As pessoas estão praticando a capoeira.

b ) Qual grupo social criou a capoeira?

Resposta: A capoeira foi criada pelos africanos e afro-brasileiros escravizados.

c ) Para qual finalidade a capoeira foi criada? Onde foi possível encontrar essa resposta?

d ) A Roda de Capoeira é um exemplo de patrimônio material ou imaterial? Justifique sua resposta.

2. d) Resposta: A capoeira é um exemplo de patrimônio imaterial. Espera-se que os estudantes percebam que a Roda de Capoeira é uma estudantes retomem o conteúdo estudado sobre os patrimônios imateriais.

forma de expressão e manifestação cultural da comunidade afrodescendente no Brasil, sendo transmitida de geração em geração pelos seus praticantes.

• Antes da realização da atividade, retome com os estudantes o conceito de patrimônio cultural imaterial, destacando exemplos já estudados, como o Frevo, as festas populares e a própria Roda de Capoeira. Apresente novamente o conteúdo das páginas 128 e 129, com leitura compartilhada ou adaptada. Para estudantes com necessidades educacionais específicas, ofereça a descrição detalhada da imagem em formato ampliado. Durante a análise da imagem e das respostas, promova um momento coletivo de verbalização e escrita das ideias. No item c, por exemplo, incentive os estudantes a verbalizarem como chegaram às suas conclusões, acolhendo as diferentes interpretações sobre o tema. Esse momento pode ser feito em duplas ou grupos pequenos para favorecer a participação dos estudantes com mais dificuldade de leitura ou escrita, proporcionando apoio entre pares e garantindo a todos a compreensão da atividade.

ATIVIDADE EXTRA

• Pesquise preliminarmente imagens de alguns marcos históricos do Brasil. Em seguida, convide os estudantes para uma roda de conversa e apresente essas imagens. Durante a apresentação, incentive-os a levantar hipóteses sobre o significado histórico de cada monumento e, caso tenham dúvidas, ofereça alguns subsídios para interpretação. No decorrer da conversa, observe se eles perceberam que esses locais representam marcos históricos e estão relacionados a algum acontecimento relevante da história do Brasil.

ADRIANO

3. b) Resposta: Pode ser o local de origem de uma cidade ou um centro geográfico a partir do qual todas as medições de distâncias relativas a ele são estabelecidas.

3. Observe a reportagem a seguir, publicada em um jornal do município de São Paulo. Depois, responda às questões no caderno

4. a) Resposta: Era um antigo porto, e era nele que chegavam pessoas escravizadas vindas da África.

4. b) Resposta: Era uma área que os jesuítas usavam para catequizar os indígenas.

a ) O que o jornal está noticiando?

4. c) Resposta: São depósitos de conchas, moluscos e ossos que, ao longo do tempo, foram acumulados por antigos habitantes do litoral brasileiro.

Reprodução de detalhe da primeira página do jornal Correio Paulistano, de 19 de setembro de 1934.

Resposta: A inauguração do marco zero da cidade de São Paulo, em 1934.

b ) O que é um marco zero?

c ) De acordo com a reportagem, qual é o significado do monumento que aparece na fotografia?

Resposta: Significa o centro de irradiação das estradas para os diferentes pontos do estado.

d ) Onde fica o marco zero de seu município?

Resposta pessoal. A resposta depende da realidade dos estudantes.

4. Escreva no caderno informações sobre os seguintes sítios arqueológicos.

a ) Cais do Valongo, no município do Rio de Janeiro.

b ) Sítio Histórico São Miguel Arcanjo, no estado do Rio Grande do Sul.

c ) Sambaquis, no estado de Santa Catarina.

5. Leia as frases a seguir e escreva no caderno a alternativa correta.

a ) Os marcos históricos são acontecimentos, construções antigas, monumentos ou objetos com grande importância histórica para um povo ou uma região.

b ) A produção de bonecas karajás é realizada somente pelos homens da etnia indígena Karajá.

c ) O centro histórico de Ouro Preto é um exemplo de patrimônio imaterial, transmitido de geração em geração.

d ) O Frevo foi criado no século 19 por africanos escravizados como forma de luta para se defender contra as agressões.

Resposta: Alternativa a

4. Objetivo

• Conhecer a história de alguns sítios arqueológicos brasileiros.

Sugestão de intervenção

• Para esta atividade, retome o conteúdo da página 120 e elabore um quadro na lousa contendo uma coluna para cada sítio arqueológico. Em seguida, ajude os estudantes a identificarem onde fica o sítio, qual é a história relacionada a ele e quais informações sobre o passado esse sítio fornece. Após o preenchimento do quadro, convide-os para uma roda de conversa e verifique se eles perceberam que esses lugares preservam a

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memória de grupos sociais, pessoas ou comunidades que viveram no passado. A atividade permite a recuperação dos conhecimentos sobre o conceito de sítios arqueológicos.

5. Objetivo

• Diferenciar os tipos de patrimônio cultural. Sugestão de intervenção

• Caso algum estudante tenha dificuldade na realização da atividade, promova a leitura coletiva de cada alternativa, identificando o que há de incorreto em cada uma. Esta atividade propicia a recuperação de conceitos e características relacionados aos patrimônios culturais brasileiros.

3. Objetivo

• Compreender a relação entre o marco zero e a história do município. Sugestão de intervenção

• Oriente os estudantes na leitura da imagem e forneça informações sobre cada item. No item a, caso tenham dúvida sobre o que é uma manchete, explique que corresponde ao título principal em destaque na notícia, neste caso, “A inauguração do ‘Marco Zero’”. Para o item b , diga-lhes que o marco zero pode ser considerado o ponto geográfico relacionado ao início da construção de um município ou uma região e destaque que muitos municípios brasileiros começaram a ser construídos na praça central, onde ficavam a igreja e o centro comercial. Sobre o item c, verifique se os estudantes atentaram ao trecho abaixo da manchete informando que o monumento centraliza a ramificação de estradas do estado de São Paulo. Por fim, no item d, caso tenham dúvida, explique que eles podem pesquisar a localização do marco zero do município onde vivem por meio de programas de imagens tiradas por satélite ou consultar a informação na biblioteca da escola ou do município. Se julgar necessário, incentive-os a pesquisar a relação entre o marco zero e a história do município, favorecendo a progressão de conhecimentos.

6. Objetivo

• Identificar o significado histórico dos nomes das ruas.

Sugestão de intervenção

• Para esta atividade, retome o conteúdo abordado nas páginas 124 e 125 e relacione-o ao cotidiano dos estudantes. No item a, diga-lhes que os nomes das ruas podem ajudar as pessoas a se localizarem nos municípios e, caso haja dúvida, oriente-os a desenhar um pequeno mapa do trajeto que fazem para chegar à escola, escrevendo os nomes das ruas que conhecem e pesquisando a história dos nomes daquelas que desconhecem. No item b, caso tenham dificuldade em perceber que os nomes das ruas podem preservar a memória sobre determinadas pessoas, peça-lhes que citem os nomes das ruas indicadas no mapa e verifique se eles conhecem quem são esses sujeitos históricos. Se alguns nomes designarem personalidades específicas do município, oriente-os a pesquisar por qual motivo elas foram homenageadas. Em relação ao item c, elucide que os vereadores, por meio de debates na Câmara Municipal, votam para escolher os nomes das ruas. Se julgar necessário, comente que qualquer cidadão pode levar sugestões para nomear ruas, praças e logradouros do município. Por fim, no item d, oriente-os a levantar os nomes de algumas pessoas que se encaixam no perfil do enunciado.

7. Objetivo

• Reconhecer a importância da representatividade feminina nos espaços públicos. Sugestão de intervenção

• Antes da realização da atividade, retome com os estudantes as discussões feitas na página 125 . Incentive-os a se lembrarem de exemplos estudados, como de Luciana de Abreu,

6. Os nomes das ruas são registros de memória dos municípios. Sobre essa afirmação, responda às questões a seguir.

a ) Qual é a importância de nomear as ruas?

Resposta: É importante para as pessoas se orientarem espacialmente.

b ) Por que os nomes das ruas podem ser considerados registros de memória?

Resposta: Por homenagear e preservar a memória de pessoas, datas e eventos históricos considerados importantes para o município.

c ) Quem são as pessoas responsáveis por escolher os nomes de ruas que vão para votação nas Câmaras Municipais?

Resposta: Vereadores.

d ) Crie um nome para uma rua do seu município. Para isso, leia as instruções a seguir:

• escolha o nome de uma pessoa importante para a história do município;

• separe uma folha de papel sulfite e lápis de cor para pintar a placa;

• na sala de aula, apresente a placa para os colegas e explique o motivo de escolher a pessoa homenageada.

7. Leia o texto a seguir e, depois, responda às questões.

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reproduzam uma placa de nome de rua. Durante a realização da atividade, oriente-os a escolher personalidades relevantes para a história do município.

Caso tenham dificuldade, faça uma lista de pessoas, apresentando os papéis desempenhados por elas no processo histórico.

Dados do IBGE do ano de 2019 revelam que a cada 100 logradouros públicos, 47 levam nomes masculinos, 42 possuem nomes neutros (como datas e árvores) e apenas 11 têm nomes femininos. A ausência de referências a nomes femininos em denominações de ruas, avenidas, pontes, praças, parques, museus, estações de trem e metrô reforça a imagem de que as grandes conquistas resultaram predominantemente do universo masculino [...].

RUAS e praças deverão ter percentual mínimo de nomes femininos, aprova CE. Senado Notícias, 4 jul. 2023. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2023/07/04/ruas-e-pracas-deverao-ter-percentual -minimo-de-nomes-femininos-aprova-ce. Acesso em: 5 mar. 2025.

Logradouros: neste caso, espaços públicos, como ruas, praças e parques, utilizados pela população.

a ) De acordo com o texto, a maioria dos logradouros recebe nomes masculinos ou femininos?

Resposta: De acordo com o texto, a maioria dos logradouros recebe nomes masculinos.

b ) Por que é importante nomear ruas, pontes, praças, parques e museus com nomes de mulheres?

Resposta: Para não reforçar a imagem de que somente os homens são responsáveis por grandes conquistas.

c ) Com base no que você estudou, quem é responsável por nomear as ruas do município?

Resposta: Podem ser propostos por moradores e vereadores e aprovado pela Câmara Municipal.

e de outros nomes de mulheres que poderiam ser mencionadas em seus municípios. Se algum estudante tiver dificuldade em compreender a questão da desigualdade de gênero na nomeação de logradouros públicos, engaje a turma em uma conversa coletiva. Pergunte, por exemplo:

“Quantas ruas com nomes de mulheres vocês conhecem? E com nomes de homens?”. Registre as falas dos estudantes na lousa e incentive-os a refletir a respeito das diferenças apontadas.

ATIVIDADE EXTRA

• Para promover a progressão de conhecimentos sobre o tema, convide os estudantes a produzi-

rem uma representação cartográfica das ruas que circundam a escola, orientando-os a desenhar a escola no centro e as demais ruas adjacentes. Se preferir, utilize um mapa impresso do município ou programas de imagens tiradas da internet e, caso tenham dificuldade, escreva os nomes na lousa, a fim de avaliar se os estudantes reconhecem quem são as pessoas, os eventos históricos ou outros elementos homenageados pelo poder público. Por fim, retome o boxe complementar da página 125 e peça-lhes que averiguem se as vias públicas do mapa ilustrado por eles contemplam figuras femininas, povos indígenas e personalidades afrodescendentes.

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8. Leia o texto sobre o Ofício das Baianas de Acarajé e responda às questões a seguir.

É a prática tradicional de produção e venda, em tabuleiro, das chamadas comidas de baiana [...]. Dentre as comidas de baiana destaca-se o acarajé, bolinho de feijão fradinho preparado de maneira artesanal, na qual o feijão é moído em um pilão de pedra (pedra de acarajé), temperado e posteriormente frito no azeite de dendê fervente. Sua receita tem origens no Golfo do Benim, na África

Ocidental, tendo sido trazida para o Brasil com a vinda de [pessoas escravizadas] dessa região. [...] A atividade de produção e comércio é predominantemente feminina, e encontra-se nos espaços públicos de Salvador, principalmente praças, ruas, feiras da cidade e orla marítima, como também nas festas de largo e outras celebrações que marcam a cultura da cidade. A indumentária das baianas, característica dos ritos do candomblé, constitui também um forte elemento de identificação desse ofício, sendo composta por turbantes, panos e colares de conta que simbolizam a intenção religiosa das baianas.[...]

OFÍCIO das Baianas de Acarajé. Iphan. Disponível em: https://bcr.iphan.gov.br/ bens-culturais/oficio-das-baianas-de-acaraje/. Acesso em: 5 mar. 2025.

a ) Que tipo de patrimônio é o Ofício das Baianas de Acarajé?

Resposta: Imaterial.

b ) Como o conhecimento dessa receita culinária chegou ao Brasil?

Resposta: Por meio das pessoas escravizadas que foram trazidas da África.

c ) De acordo com o texto, de qual região da África a receita tem origem?

Resposta: Do Golfo do Benim.

d ) Como é feita a produção do acarajé?

Resposta: De maneira artesanal.

e ) Quais foram os ingredientes do acarajé citados no texto?

Resposta: Foram citados o feijão fradinho e o azeite de dendê.

f ) Como foram descritas as vestimentas das baianas que vendem acarajé?

Resposta: Turbantes, panos e colares de conta.

BNCC

• A atividade 8 favorece o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI04, pois os estudantes vão interagir com o Ofício das Baianas de Acarajé, identificando-o como um importante patrimônio histórico cultural imaterial das culturas afro-brasileiras e africanas.

ATIVIDADE EXTRA

• Recupere os conhecimentos sobre os patrimônios materiais e imateriais do município e elaborem panfletos e cartazes para conscientizar a comunidade escolar sobre a importância de preservá-los. Em uma folha de papel sulfite, solicite aos estudantes que reproduzam o desenho de algum patrimônio material ou imaterial pesquisado por eles. Ao lado do desenho, ajude-os a produzir um pequeno texto contendo a história e a importância do patrimônio para o município. Do mesmo modo, oriente-os a listar

8. Objetivo

• Reconhecer alguns elementos que caracterizam o patrimônio histórico e cultural imaterial.

Sugestão de intervenção

• Durante a leitura do texto verbal, peça aos estudantes que indiquem vocábulos desconhecidos, anotando-os no caderno e pesquisando o significado deles em um dicionário, pois essa prática favorece a progressão do conhecimento. Logo após, oriente-os a perceber que o texto se refere a uma manifestação cultural imaterial afrodescendente. Para isso, comente que se trata de um patrimônio imaterial, pois, apesar dos alimentos expostos na imagem constituírem bens materiais palpáveis, o Ofício das Baianas de Acarajé consiste no conhecimento gastronômico repassado de geração em geração entre pessoas da mesma família ou comunidade. Para aproximar o conteúdo da realidade dos estudantes, pergunte se na família deles há alguma receita culinária transmitida de geração em geração. Caso tenham dúvida, explique que os conhecimentos sobre ingredientes e técnicas culinárias que, na atualidade, permitiram o Ofício das Baianas de Acarajé foram trazidos pelos africanos escravizados. A atividade busca recuperar os conhecimentos dos estudantes sobre os patrimônios culturais imateriais.

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algumas medidas que podem contribuir para a preservação de praças, monumentos, saberes e festividades locais, por exemplo: denunciar casos de depredação, visitar os patrimônios, participar das festividades e aprender um pouco mais sobre a cultura regional. Após a elaboração dos cartazes e panfletos, incentive-os a compartilhar os materiais com a comunidade escolar e os familiares, possibilitando que promovam debates orais e troca de ideias sobre a relevância dos patrimônios culturais do município.

Baiana com acarajés prontos para o consumo no município de Salvador, na Bahia, em 2025.

As atividades desta seção podem ser utilizadas como avaliação, contribuindo para o monitoramento da aprendizagem dos estudantes. Observe a seguir algumas orientações que podem auxiliar nesse processo.

1. Objetivo

• Identificar as diferenças entre os espaços doméstico e público e as áreas de conservação ambiental.

Sugestão de intervenção

• Caso algum estudante não se recorde das diferenças entre cada espaço apresentado, retome o conteúdo, apresentando-lhes imagens de espaços domésticos (casas de alvenaria, palafitas, casas de madeira, moradias indígenas, acampamentos), de espaços públicos (praças, praias, avenidas, prédios) e de áreas de conservação ambiental (parques municipais, estaduais e nacionais, unidades de conservação, reservas particulares). Comente a importância do respeito, da proteção e da valorização de todos os espaços para a qualidade de vida de todas as pessoas. Para tornar a atividade mais acessível e significativa para estudantes com necessidades educacionais específicas, utilize recursos visuais diversos, como imagens ampliadas, pranchas com texturas, vídeos curtos com narração descritiva e mapas táteis ou maquetes, sempre que possível.

2. Objetivo

• Caracterizar os espaços domésticos.

Sugestão de intervenção

VAMOS CONCLUIR

Escreva as respostas no caderno.

1. Relacione as fotografias com os espaços correspondentes do município.

Resposta: A – 2; B – 3; C – 1.

Município de Oeiras, no Piauí, em 2021.

de

2. O que são espaços domésticos?

3. O que são espaços públicos?

Área de conservação ambiental. 1. Espaço doméstico. 2. Espaço público. 3.

3. Resposta: São lugares de uso comum entre os moradores e visitantes dos municípios. Todas as pessoas têm o direito de frequentar esses lugares e utilizar os serviços que oferecem.

Resposta: São as moradias das pessoas. Esses espaços são privados, ou seja,

4. O que são áreas de conservação ambiental?

Resposta: São espaços naturais protegidos por órgãos do governo e leis ambientais. Nessas áreas, a fauna e a flora são conservadas e protegidas. frequentados por moradores e pessoas próximas, como familiares e amigos.

3. Objetivo

• Caracterizar os espaços públicos.

Sugestão de intervenção

• Caso algum estudante tenha dificuldade, retome o conceito de espaço doméstico e, por meio da comparação, destaque que os espaços públicos são frequentados por todas as pessoas. Utilize imagens ou registros da comunidade escolar para ilustrar as semelhanças e diferenças em relação aos espaços privados.

• Se necessário, retome a atividade 1 e explore com os estudantes exemplos de diferentes tipos de moradia. Em seguida, incentive-os a comparar os espaços domésticos com os públicos e de conservação ambiental, destacando que os espaços domésticos são de uso restrito, geralmente ligados à vida familiar e cotidiana.

4. Objetivo

• Caracterizar as áreas de conservação ambiental.

Sugestão de intervenção

• Se os estudantes tiverem dificuldade para identificar esse tipo de espaço, apresente imagens ou vídeos curtos sobre parques ou reservas naturais, traçando comparações com os espaços públicos e explicando que, embora também possam ser frequentadas por todos, as áreas de conservação têm regras específicas para garantir a proteção da natureza. Incentive-os a refletir sobre a importância desses espaços para a comunidade e o meio ambiente.

Município de Itapira, em São Paulo, em 2021.
Município
São Roque de Minas, em Minas Gerais, em 2024.

5. Observe a pintura a seguir, que representa três respigadoras, ou seja, pessoas que trabalhavam recolhendo as sobras de espigas após a colheita. Depois, responda às questões no caderno.

5. a) Resposta: As mulheres representadas na imagem estão trabalhando. Elas estão coletando espigas no solo.

As respigadoras, de Jean-François Millet. Óleo sobre tela, 83,5 cm × 110 cm. 1857.

5. c) Resposta: Os estudantes podem identificar que a imagem representa o passado

a ) O que as mulheres representadas na imagem estão fazendo?

b ) Essa pintura retrata o presente ou o passado?

Resposta: A pintura retrata o passado.

c ) Quais elementos o ajudaram a descobrir a resposta da questão anterior?

d ) O trabalho realizado pelas mulheres que aparecem na pintura está ligado a qual tipo de atividade do campo?

Resposta: Agricultura.

e ) Escreva algumas tecnologias que podem ser usadas nesse tipo de atividade nos dias atuais

f ) Qual espaço essa pintura representa?

Possíveis respostas: Enxada, arado, drone, Resposta: Espaço rural. trator, colheitadeira, irrigadores, entre outras. por meio da leitura da legenda ou pelas vestimentas que as pessoas estão usando.

ampliadas de máquinas agrícolas ou vídeos curtos com audiodescrição para estudantes com necessidades educacionais específicas. No item f, relembre o conceito de espaço rural, comparando-o com imagens de espaços urbanos para destacar suas características. Proporcione que os estudantes com necessidades educacionais específicas usem pranchas de apoio com vocabulário visual ou recursos de comunicação alternativa, se necessário. Para ampliar a participação de todos, organize uma roda de conversa ao final da atividade e incentive que os estudantes escrevam ou verbalizem o que aprenderam com

5. Objetivo

• Analisar uma fonte histórica e estabelecer paralelos entre as atividades desenvolvidas em espaços rurais, no passado e no presente, por meio de análise de obra de arte.

Sugestão de intervenção

• Caso algum estudante tenha dificuldade em compreender ou responder à atividade, engaje o grupo em uma leitura coletiva da legenda e da observação guiada da pintura. Para o item a, direcione a atenção dos estudantes à ação das personagens retratadas, incentivando a verbalização do que observam na imagem. No item b, auxilie na identificação de elementos que caracterizam o passado, como o estilo das vestimentas e o contexto da pintura. Para o item c, proponha que os estudantes compartilhem, em voz alta, os elementos visuais que usaram para justificar suas respostas, promovendo a compreensão coletiva da atividade. No item d, retome com eles o conteúdo sobre os tipos de atividade no campo, como agricultura, pecuária, extrativismo, se necessário utilizando recursos visuais ou imagens de apoio. No item e, incentive os estudantes a comparar a atividade realizada pelas mulheres na pintura com tecnologias agrícolas atuais, promovendo a progressão dos conhecimentos. Para ampliar a acessibilidade, utilize imagens

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base na análise da obra. Essa prática fortalece o desenvolvimento da habilidade de interpretar fontes visuais e promove o reconhecimento da arte como forma de compreender os acontecimentos históricos.

BNCC

• A atividade 5 favorece o desenvolvimento de aspectos das habilidades EF03HI08 e EF03HI11, pois os estudantes terão que identificar e comparar modos de vida no campo no presente e no passado, além de identificar o uso de tecnologia na área rural.

MUSEU DE ORSAY, PARIS, FRANÇA

6. Objetivo

• Reconhecer diferentes fontes históricas e identificar transformações e permanências por meio de mudanças tecnológicas. Sugestão de intervenção

• Com base na atividade proposta, retome com os estudantes como a diversidade de fontes históricas permite a compreensão de contextos no passado e no presente. Caso algum deles tenha dificuldade, releia com a turma o relato de Marli Aparecida Lepre. Para ampliar a acessibilidade, utilize a projeção do texto com letras ampliadas, ofereça o uso de régua de leitura e, se necessário, organize a escuta em pequenos grupos. Em seguida, peça aos estudantes que leiam o enunciado de cada item. Para o item a, auxilie-os na identificação das informações diretas do texto, destacando a parte que menciona a busca por um emprego e retomando os conhecimentos sobre os motivos que levam as pessoas a se mudarem para outros lugares. No item b, comente os diferentes processos de seleção para a ocupação de postos de trabalho, como entrevistas e concursos públicos. Nos itens c e d, indague aos estudantes quais palavras do relato de Marli indicam as respostas, aproveitando para explicar o significado da profissão de datilógrafa e apresentando, se possível, imagens ou uma demonstração de utilização da máquina de escrever. Elucide para os estudantes que, atualmente, essa profissão não é tão comum como foi no passado, possibilitando que retomem os conhecimentos acerca das mudanças e permanências. No item e, incentive os estudantes a verbalizar o que entenderam sobre o sentimento de Marli em relação ao seu trabalho. Promova uma conversa coletiva, acolhendo diferentes interpretações

6. Leia o relato de Marli Aparecida Lepre, nascida na década de 1950, que trabalhava no Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), órgão ligado à Prefeitura desse município, no estado do Paraná.

[...] “Cheguei em Londrina em 1976, com 22 anos. Estava em busca de um emprego e vi que a Codel precisava de um datilógrafo. Fiz um teste e passei. É uma profissão muito gratificante e essencial para o funcionamento do município. Foi a experiência perfeita para a minha vida”, ressaltou Lepre.

Ela também lembrou quando as máquinas de escrever foram substituídas pelos computadores. “Lembro que quando engravidei, o manuseio das máquinas era complicado, pois eram muito aparelhos grandes. Quando entrou o computador, participamos de um treinamento e tudo melhorou muito”, frisou a servidora.

[...]

6. e) Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que, ao afirmar que a profissão é essencial para o funcionamento do município, Marli reconhece a importância dessa profissão e se sente feliz em realizá-la.

LEPRE, Marli Aparecida. Servidores contam relatos de suas trajetórias na Prefeitura de Londrina. Relato cedido a Pedro Nunes. Prefeitura de Londrina, 6 out. 2020. Disponível em: https://blog.londrina.pr.gov.br/?p=83763. Acesso em: 10 mar. 2025.

Datilógrafo: profissional que escreve com máquina de escrever.

Máquina de escrever da década de 1970.

Computador da década de 1970.

a ) O que Marli buscava quando chegou em Londrina em 1976?

Resposta: Ela buscava um emprego.

b ) Como Marli conseguiu o emprego na Prefeitura de Londrina?

Resposta: Ela fez um teste.

c ) Qual profissão Marli exerceu?

Resposta: Datilógrafa.

d ) Qual foi o primeiro equipamento tecnológico que ela usava para exercer a sua profissão?

Resposta: Máquina de escrever.

e ) O que Marli quis dizer com a frase “É uma profissão muito gratificante e essencial para o funcionamento do município”?

f ) Qual foi a nova tecnologia que Marli passou a usar em sua profissão?

Resposta: Computador.

e engajando os estudantes a escrever com base em suas percepções. Por fim, no item f, convide-os a perceber que uma nova ferramenta tecnológica foi introduzida na profissão de Marli.

BNCC

• A atividade 6 favorece o desenvolvimento de aspectos das habilidades EF03HI08 e EF03HI11, pois os estudantes terão de identificar e comparar modos de vida na cidade no presente e no passado, além de identificar o uso de tecnologia na área urbana.

7. Possíveis respostas: Fotografias, jornais, monumentos, gráficos, prédios antigos, bandeira municipal, entre outras.

7. Escreva o nome de algumas fontes históricas que podem ser usadas para descobrir informações sobre a história do seu município.

8. Escreva alguns exemplos de comunidades tradicionais do Brasil.

Possíveis respostas: Indígenas, quilombolas, ribeirinhos, caiçaras, pescadores,

9. Qual é a função desempenhada pelos museus?

jangadeiros, seringueiros, extrativistas e quebradeiras de coco babaçu.

10. Classifique os patrimônios históricos e culturais a seguir como materiais ou imateriais.

9. Resposta: Além de guardarem os registros de

memória de municípios, estados, regiões e países, os museus possibilitam o conhecimento sobre o modo de vida das pessoas no passado.

Parque Nacional Serra da Capivara. Município de Coronel José Dias, no Piauí, em 2024.

Ofício das Baianas de Acarajé. Município de Salvador, na Bahia, em 2022.

10. Resposta: A – patrimônio imaterial; B – patrimônio material; C – patrimônio material; D – patrimônio imaterial.

Sugestão de intervenção

• Caso algum estudante tenha dificuldade para responder à atividade, retome os conteúdos sobre patrimônio histórico e marcos de memória, destacando o papel dos museus na preservação de objetos, documentos, imagens e relatos orais. Para ampliar a compreensão, promova uma conversa coletiva engajando os estudantes na troca de ideias sobre museus que conhecem ou gostariam de visitar. Como atividade complementar, peça-lhes que desenhem ou descrevam, em duplas, um objeto ou espaço que poderia fazer parte de um museu da própria co-

munidade, relacionando-o a alguma memória familiar ou regional.

10. Objetivo

• Avaliar os conhecimentos dos estudantes sobre os diferentes tipos de patrimônio.

Sugestão de intervenção

• Em caso de dificuldade, comente com a turma as diferenças entre a noção de patrimônio material e imaterial, explicando que os patrimônios materiais podem ser bens móveis (objetos diversos) ou imóveis (prédios e ruínas). Já os patrimônios imateriais incluem práticas e manifestações

7. Objetivo

• Identificar diferentes fontes históricas e seus usos para aprender a história local.

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes tenham dificuldade na realização da atividade, incentive-os a retomar seus conhecimentos a respeito da história local e de que forma conseguiram tais informações. Elabore uma lista na lousa com as contribuições e peça a eles que reflitam sobre como seria possível descobrir mais informações. Além disso, dê exemplos de fontes orais, artísticas e culturais, para além das fontes oficiais, se julgar pertinente.

8. Objetivo

• Compreender a diversidade de comunidades tradicionais no Brasil.

Sugestão de intervenção

• É possível que alguns estudantes tenham dificuldade para recordar exemplos de comunidades tradicionais. Nesse caso, retome o conteúdo que aborda a diversidade de comunidades e culturas presentes no país e a importância de respeitar, proteger e valorizá-las. Incentive-os a compartilhar se têm contato, fazem parte ou conhecem comunidades tradicionais.

9. Objetivo

• Reconhecer a função dos museus como espaços de preservação da memória e de construção do conhecimento histórico.

24/09/2025 18:31:56

culturais, como modos de fazer, saberes, celebrações, formas de expressão e lugares de memória. Dê exemplos e convide os estudantes a compartilhar seus conhecimentos e impressões sobre os patrimônios que conhecem. Utilize recursos visuais acessíveis, como imagens ampliadas, descrições em áudio ou vídeos com legendas e Libras, sempre que possível, para apoiar estudantes com necessidades educacionais específicas. Se necessário, apresente as imagens da atividade em diferentes formatos e ritmos, promovendo tempo adequado para observação e classificação.

Frevo. Município de Recife, em Pernambuco, em 2023.
Paróquia Bom Jesus da Cana Verde. Município de Batatais, em São Paulo, em 2021.
A.
C. B. D.

A seção Saiba mais oferece sugestões para ampliar os conhecimentos dos estudantes que podem estar relacionadas ao conteúdo ou a contextos trabalhados no volume, além de temas atuais ligados ao convívio social. Verifique se na biblioteca da escola há exemplares dos livros indicados, por exemplo,e disponibilize-os para os estudantes manusearem.

SAIBA MAIS

A seguir, apresentamos sugestões para você ampliar seus conhecimentos sobre os temas abordados ao longo deste volume. Aproveite a oportunidade para interagir com os seus familiares! Leia com eles os livros, acessem os sites, assistam juntos aos filmes e conversem sobre os novos conhecimentos adquiridos.

Unidade 1. A organização dos municípios

Olá, cidade!

Nesse livro, enquanto se diverte procurando elementos escondidos nas cenas, você vai descobrir diferentes lugares da cidade, como escola, fábrica, igreja, praça e estabelecimentos comerciais. Além de conhecer histórias e personagens diversos, vai perceber como os municípios podem ser organizados.

FISKE, Anna. Olá, cidade! Tradução de Leonardo Pinto Silva. São Paulo: Telos, 2020.

Unidade 2. Vida no campo

Museu Casa do Sertão

O Museu Casa do Sertão, situado no município baiano de Feira de Santana, reúne objetos ligados à cultura da vida rural no interior do Nordeste brasileiro. Faça uma visita virtual e conheça mais a cultura sertaneja!

MUSEU Casa do Sertão. Disponível em: https://mcs.uefs.br/. Acesso em: 3 abr. 2025.

O ciclista e o pantaneiro

Fred é um menino que gosta de andar de bicicleta e precisa se mudar da Região Sul para a Região Centro-Oeste. Em seu novo lar, ele aprende novos costumes e conhece Pedro, que gosta de andar a cavalo pelo campo.

DREGUER, Ricardo. O ciclista e o pantaneiro: encontro do vale com o Pantanal. Ilustrações de Thiago Lopes. São Paulo: Moderna, 2020.

Unidade 3. Vida na cidade

O dia em que meu prédio deu no pé

E se os prédios e monumentos das cidades, como o Museu Nacional e o Teatro Amazonas, deixassem de existir? Nesse livro, uma criança lê a carta que seu avô deixou para ela, explicando como eram as cidades e os grandes monumentos que nelas havia.

AZEVEDO, Estevão. O dia em que meu prédio deu no pé. Ilustrações de Rômolo D’Hipólito. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2021.

Unidade 4. Os municípios têm história

O tesouro de Fortaleza

Vamos conhecer Fortaleza? Embarque em uma aventura com Vô Zinho, Guta, Pedrinho e o bode Iuíu e descubra as histórias desse município.

FONTENELLE, Danilo. O tesouro de Fortaleza. Ilustrações de Rafael Limaverde. Natal: Timbú, 2021.

Venha conhecer minha cidade

Você conhece a cidade do seu município? Nessa obra, você poderá embarcar em uma aventura para conhecer um pouco mais as ruas, os parques, as praças, as pessoas, a cultura e a história de onde você mora.

MODERNELL, Álvaro. Venha conhecer minha cidade. Ilustrações de Jader de Melo. Brasília: Mais Amigos, 2020.

24/09/2025 18:30:11

Unidade 5.

Formação cultural e diversidade Sou indígena!

Nesse livro, você vai descobrir costumes, tradições e conhecimentos produzidos e compartilhados pelos povos indígenas do Brasil ao longo do tempo.

D’MARIA, Cláudia A. Flor. Sou indígena! Ilustrações de Raquel Teixeira. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2024. (Coleção Canoa).

Quanta África tem no dia de alguém?

Você sabe quais palavras africanas estão presentes no seu dia a dia? Nesse livro, além de identificar essas palavras, você vai conhecer outras novas, suas sonoridades e de quais povos e culturas elas fazem parte.

FERNANDES, Renata. Quanta África tem no dia de alguém? Ilustrações de Fernanda Rodrigues. Jandira: Ciranda na Escola, 2022.

Unidade 6. Marcos de memória e patrimônios

Aprendendo sobre o nosso patrimônio cultural

Nesse livro, você vai conhecer um pouco mais o significado de patrimônio cultural material e imaterial e alguns exemplos de patrimônios pelo Brasil. Além disso, vai descobrir como é celebrado o Bumba Meu Boi e o Boi de Costa de Mão, do estado do Maranhão.

NUNES, Izaurina Maria de Azevedo (org.). Aprendendo sobre o nosso patrimônio cultural. Ilustrações de Robson Araújo. São Luís: Iphan, 2022.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

ALMEIDA, Juniele Rabêlo de; RODRIGUES, Rogério Rosa (org.). História pública em movimento. São Paulo: Letra e Voz, 2021. Nessa obra, os autores apresentam diversos artigos que abordam a relevância da História na esfera pública, destacando a relação entre História Local e História pública e o papel dos historiadores no combate ao negacionismo.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 5 out. 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 9 set. 2025. Conjunto de leis fundamentais do Brasil, a Constituição de 1988 determina os direitos e os deveres dos cidadãos e estabelece o papel do Estado, delineando as regras de funcionamento dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Disponível em: https://www.planalto. gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/ l11645.htm. Acesso em: 9 set. 2025.

Lei que determina a inclusão de conteúdos sobre as histórias e as culturas afro-brasileiras e indígenas nos currículos da Educação Básica, discutindo temas diversos que valorizem a contribuição desses povos na formação econômica, política, social, étnica e cultural do Brasil.

BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Disponível em: https://www.planalto. gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/ l13146.htm. Acesso em: 9 set. 2025.

Essa lei busca promover o combate à discriminação, a igualdade e a inclusão da pessoa com deficiência na sociedade brasileira, assegurando o direito de transporte e mobilidade, a participação na vida pública e o acesso à informação.

BRASIL. Resolução nº 2, de 15 de junho de 2012 . Disponível em: https://portal.mec.gov. br/dmdocuments/rcp002_12.pdf. Acesso em: 9 set. 2025.

Nesse texto, estão reunidos alguns princípios voltados à Educação Ambiental,

apontando objetivos, propostas de organização curricular e subsídios para abordar o tema em sala de aula.

CARINE, Bárbara. Como ser um educador antirracista. São Paulo: Planeta do Brasil, 2023. Obra que apresenta reflexões sobre o papel da escola e da educação na construção de práticas pedagógicas antirracistas, abordando conceitos como branquitude, racismo estrutural, cotas raciais e educação emancipatória.

CARVALHO, Aline; MENEGUELLO; Cristina (org.). Dicionário temático de patrimônio: debates contemporâneos. Campinas: Editora da Unicamp, 2020.

A obra apresenta diversos conceitos e temas relevantes para o estudo dos patrimônios culturais, como acervos, centros históricos e restauração.

DECLARAÇÃO Universal dos Direitos Humanos. 1948. Disponível em: https://www. unicef.org/brazil/declaracao-universal-dos -direitos-humanos. Acesso em: 17 jun. 2025.

Adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948, essa declaração estabelece os princípios básicos de direitos humanos, como liberdade, justiça social e igualdade.

ESTEVES, Bernardo. Admirável Novo Mundo: uma história da ocupação humana nas Américas. São Paulo: Companhia das Letras, 2023.

Com base em evidências arqueológicas, o autor promove uma interdisciplinaridade com Física, Genética e Linguística para descrever o modo de vida dos primeiros grupos humanos que se instalaram nas Américas.

LE GOFF, Jacques. História e memória. 7. ed. Campinas: Editora da Unicamp, 2013. Nessa obra, trabalhando sob uma perspectiva investigativa, o autor destaca a importância da memória para a identidade cultural e aborda a relação entre a ciência histórica e a memória individual e coletiva.

MARÇAL, José Antonio; LIMA, Silvia Amorim. Educação escolar das relações étnico-raciais: história e cultura afro-

24/09/2025 18:31:05

-brasileira e indígena no Brasil. Curitiba: InterSaberes, 2024.

A obra aborda o surgimento e a consolidação das políticas de ações afirmativas no Brasil, destacando a importância delas para a redução da desigualdade social. Além disso, os autores fornecem subsídios para a valorização da diversidade cultural brasileira nas práticas educacionais.

MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. 5. ed. São Paulo: Autêntica, 2019. (Coleção Cultura Negra e Identidade).

Com base no multiculturalismo racial, o autor analisa criticamente a ideia de “democracia racial” no Brasil, abordando a formação do povo brasileiro, o racismo estrutural e a valorização das identidades negras.

MUNDURUKU, Daniel. O banquete dos deuses: conversa sobre a origem e a cultura brasileira. Ilustrações de Mauricio Negro e Luciano Tasso. São Paulo: Global, 2013. (Coleção Estudos, Propostas, Leitura e Formação).

Nessa obra, o autor propõe a discussão sobre a importância de uma educação voltada para a valorização das culturas indígenas, apresentando um novo ponto de vista sobre a história do Brasil e refletindo sobre a representação dos povos originários nos livros didáticos e nas salas de aula.

PIMENTA, Angelise Nadal; MENEZES, Paula Mendonça de (org.). Firmando o pé no território: temática indígena em escolas. Visconde de Mauá: Pachamama Editora, 2020. O livro é resultado do curso de especialização em Cultura e História dos Povos Indígenas, ministrado entre 2014 e 2015 na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), sendo Ailton Krenak um de seus idealizadores. A obra busca propor estratégias e temáticas voltadas para o ensino das histórias e dos saberes dos povos originários.

RIBEIRO, Djamila. Pequeno manual antirracista. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

Com reflexões sobre as origens do racismo estrutural, essa obra oferece subsídios para o enfrentamento cotidiano. A autora

também discute temas como negritude, branquitude, violência racial e afetos, propondo caminhos para a construção de práticas antirracistas.

SANTOS, Ynaê Lopes dos. Racismo brasileiro: uma história da formação do país. São Paulo: Todavia, 2022.

Nessa obra, a autora apresenta a história do Brasil sob o ponto de vista dos afro-brasileiros, destacando o papel desempenhado por sujeitos históricos negros na luta contra a escravidão e na resistência contra o racismo.

SILVA, Givânia Maria da et al. (org.). Educação quilombola: territorialidades, saberes e as lutas por direitos. São Paulo: Jandaíra, 2025. Nessa obra, os autores promovem a reflexão acerca da educação quilombola, debatendo estratégias para a formação de professores, o papel da educação antirracista e a realidade dos estudantes quilombolas na atualidade.

VIANA, Iamara; GOMES, Flávio dos Santos (org.). Vidas impressas: intelectuais negras e negros na escravidão e na liberdade. São Paulo: Selo Negro, 2024. E-book Nessa obra, os autores destacam a relevância de personalidades negras que foram esquecidas ou apagadas das narrativas históricas, como Maria Firmina dos Reis, Joaquim Candido Soares de Meirelles, Luiz Gama e Maria Odília Teixeira. VIEZZER, Moema; GRONDIN, Marcelo. Abya Yala: genocídio e sobrevivência dos povos originários das Américas. Rio de Janeiro: Bambual Editora, 2021.

A obra promove a reflexão sobre o processo de colonização do continente americano e a resistência dos povos originários, destacando, por exemplo, a luta dos povos indígenas no Brasil.

ZLATIC, Carlos Eduardo. História regional: convergências entre o local e o global. Curitiba: InterSaberes, 2020.

Nesse livro, o autor propõe a reflexão interdisciplinar entre História e Geografia, debatendo a relevância do conceito de História regional para os estudos das Ciências Humanas e a relação entre a macro e a micro-história nos estudos da História Local.

24/09/2025 18:31:05

MANUAL DO PROFESSOR

Este Manual do Professor é um complemento à primeira parte do Livro do Professor, oferecendo um suporte para o desenvolvimento docente e para o dia a dia em sala de aula. Neste manual, você encontrará uma série de informações importantes, como a estrutura da BNCC, sugestões para desenvolver um trabalho interdisciplinar, informações sobre conceitos, objetivos e instrumentos de avaliação, reflexões sobre o papel do professor e a prática docente, e a fundamentação teórico-metodológica da coleção. Além disso, há um quadro de distribuição

dos conteúdos com as habilidades, competências gerais e específicas de cada componente curricular e os temas contemporâneos transversais da BNCC que estão sendo desenvolvidas em cada unidade, além de sugestões de cronogramas bimestrais, trimestrais e semestrais. Ao final desta parte, são também apresentadas sugestões de referências complementares para a prática docente e as referências bibliográficas comentadas utilizadas como consulta para a produção das orientações ao professor e deste Manual do Professor

A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC)

Desde a publicação da Constituição Federal de 1988, o artigo 210 já previa a necessidade de uma base comum para a educação brasileira. Em 1996, com a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), as discussões sobre um documento que orientasse os currículos da Educação Básica em todo o Brasil ganharam ainda mais força. Em 2018, após um amplo processo de debates e contribuições de educadores e da sociedade, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi homologada.

A BNCC propõe uma progressão de aprendizagens que visa à formação humana integral dos estudantes e à construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva. O documento estabelece um aprendizado mínimo e comum, orientado por competências e habilidades que devem ser desenvolvidas em cada etapa de ensino.

Na BNCC, as áreas de conhecimento são compostas de componentes curriculares. Por meio de unidades

temáticas, objetos de conhecimento e habilidades, esses componentes têm o objetivo de desenvolver as competências gerais e específicas.

AS COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA

A BNCC orienta que, ao longo da Educação Básica, os estudantes desenvolvam dez competências gerais, que envolvem a mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores. Essas competências são o alicerce, definindo o que se espera que o estudante desenvolva em toda a Educação Básica. Nesta coleção, elas são trabalhadas por meio de temas, discussões e atividades que incentivam a reflexão crítica, com sugestões nas orientações ao professor

A seguir, apresentamos as competências gerais da BNCC.

Competências gerais da Educação Básica

1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.

4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.

5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.

7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.

8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.

9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 9-10. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.

A BNCC propõe que o conteúdo chegue à sala de aula de forma contextualizada, o que exige novas estratégias do professor, como a transposição didática. Isso significa converter o conteúdo científico em uma linguagem acessível e adaptada à realidade dos estudantes. Para isso, o estudo e a reavaliação constante da prática docente são essenciais.

A seguir, apresentamos algumas ações que podem ser aplicadas para desenvolver as competências gerais em sala de aula.

Sugestões de ações docentes para as competências gerais

Competência geral 1: Incentive os estudantes a reconhecerem a importância dos conhecimentos já adquiridos, mostrando como eles servem de base para a compreensão da realidade e para a construção de novos saberes.

Competência geral 2: Exercite a curiosidade intelectual, levando os estudantes a usarem a abordagem científica para investigar, levantar hipóteses, resolver problemas e analisar os resultados por meio de experiências e observações.

Competência geral 3: Proporcione o contato com diferentes manifestações culturais em âmbito local, regional e global e promova atividades artísticas, como grupos de dança, elaboração de roteiros e atuação em peças de teatro, festivais musicais e saraus.

Competência geral 4: Dê subsídios para que os estudantes se comuniquem por meio de diferentes linguagens, ajudando-os a selecionar a mais apropriada para cada situação.

Competência geral 5: Utilize de forma intencional e pedagógica diversas tecnologias em sala de aula, verificando o conhecimento prévio dos estudantes e diversificando os recursos metodológicos.

Competência geral 6: Ajude os estudantes a refletirem sobre o futuro e a importância da liberdade, autonomia e consciência crítica em suas escolhas profissionais e pessoais, valorizando a diversidade de saberes e experiências.

Competência geral 7: Ofereça subsídios para que os estudantes desenvolvam a capacidade de argumentar com base em fatos e dados confiáveis, sabendo selecionar e verificar a origem de diferentes fontes para negociar pontos de vistas e defender ideias.

Competência geral 8: Leve os estudantes a se compreenderem e se valorizarem dentro da diversidade, reconhecendo suas emoções e as dos outros, e exercitando a autocrítica.

Competência geral 9: Promova o exercício da empatia, do diálogo e da cooperação, incentivando os estudantes a resolverem conflitos de forma respeitosa e democrática.

Competência geral 10: Contribua para que os estudantes ajam de modo responsável, guiados por princípios éticos e de cidadania, e conscientes de que suas ações devem estar alinhadas à tomada de decisões inclusivas, sustentáveis e solidárias.

Nesta coleção, as competências gerais que são desenvolvidas em textos, atividades e seções que permeiam os conteúdos são destacadas nas orientações ao professor e são listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos

AS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS

Para que as competências gerais se manifestem em cada componente, a BNCC estabelece as competências específicas. A organização dessas competências no Ensino Fundamental varia: em áreas como Matemática, Ciências

Naturais, as competências específicas são as mesmas para os componentes. Em áreas como Linguagens e Ciências Humanas, há competências específicas por área e também para cada componente curricular que as compõem (Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Língua Inglesa, Geografia e História), reconhecendo as particularidades de cada um. Em todos os casos, as competências específicas colaboram para que os objetivos de aprendizagem sejam coerentes, do nível mais amplo ao mais específico. A seguir, apresentamos as competências específicas de História.

Competências específicas de História para o Ensino Fundamental

1. Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo contemporâneo.

2. Compreender a historicidade no tempo e no espaço, relacionando acontecimentos e processos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais, bem como problematizar os significados das lógicas de organização cronológica.

3. Elaborar questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em relação a documentos, interpretações e contextos históricos específicos, recorrendo a diferentes linguagens e mídias, exercitando a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos, a cooperação e o respeito.

4. Identificar interpretações que expressem visões de diferentes sujeitos, culturas e povos com relação a um mesmo contexto histórico, e posicionar-se criticamente com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

5. Analisar e compreender o movimento de populações e mercadorias no tempo e no espaço e seus significados históricos, levando em conta o respeito e a solidariedade com as diferentes populações.

6. Compreender e problematizar os conceitos e procedimentos norteadores da produção historiográfica.

7. Produzir, avaliar e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de modo crítico, ético e responsável, compreendendo seus significados para os diferentes grupos ou estratos sociais.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 402. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.

Nesta coleção, as competências específicas que são desenvolvidas em textos, atividades e seções que permeiam os conteúdos são destacadas nas orientações ao professor e listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos

AS UNIDADES TEMÁTICAS, OS OBJETOS DE CONHECIMENTO E

AS HABILIDADES

Para garantir o desenvolvimento das competências gerais e específicas, a BNCC organiza o currículo em três elementos interligados: unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades.

As unidades temáticas são os grandes blocos de conhecimento que orientam a organização curricular. Elas funcionam como eixos estruturantes que agrupam temas e conceitos de forma mais ampla, garantindo uma abordagem contextualizada e progressiva ao longo dos anos escolares.

Dentro de cada unidade temática, os objetos de conhecimento são os conteúdos, conceitos e processos que devem ser ensinados.

As habilidades representam o que o estudante deve ser capaz de fazer com o conhecimento. Elas indicam ações, processos e competências a serem desenvolvidos.

Juntos, esses três elementos garantem que o processo de ensino não seja apenas a transmissão de conteúdos. A unidade temática fornece o contexto, o objeto de conhecimento define o tema, e a habilidade explicita a ação que o estudante precisa executar, garantindo um aprendizado significativo e o desenvolvimento das competências.

Nesta coleção, as habilidades desenvolvidas na abordagem dos conteúdos são destacadas nas orientações ao professor e são listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos, mostrando a relação entre os diferentes elementos da BNCC.

A seguir, apresentamos as unidades temáticas, os objetos de conhecimento e as habilidades de História da BNCC referentes ao 3º ano.

Unidades temáticasObjetos de conhecimento

O “Eu”, o “Outro” e os diferentes grupos sociais e étnicos que compõem a cidade e os municípios: os desafios sociais, culturais e ambientais do lugar onde vive

As pessoas e os grupos que compõem a cidade e o município

O lugar em que vive

Os patrimônios históricos e culturais da cidade e/ou do município em que vive

A produção dos marcos da memória: os lugares de memória (ruas, praças, escolas, monumentos, museus etc.)

A produção dos marcos da memória: formação cultural da população

A produção dos marcos da memória: a cidade e o campo, aproximações e diferenças

A cidade, seus espaços públicos e privados e suas áreas de conservação ambiental

A noção de espaço público e privado

A cidade e suas atividades: trabalho, cultura e lazer

Habilidades

(EF03HI01) Identificar os grupos populacionais que formam a cidade, o município e a região, as relações estabelecidas entre eles e os eventos que marcam a formação da cidade, como fenômenos migratórios (vida rural/vida urbana), desmatamentos, estabelecimento de grandes empresas etc. (EF03HI02) Selecionar, por meio da consulta de fontes de diferentes naturezas, e registrar acontecimentos ocorridos ao longo do tempo na cidade ou região em que vive.

(EF03HI03) Identificar e comparar pontos de vista em relação a eventos significativos do local em que vive, aspectos relacionados a condições sociais e à presença de diferentes grupos sociais e culturais, com especial destaque para as culturas africanas, indígenas e de migrantes.

(EF03HI04) Identificar os patrimônios históricos e culturais de sua cidade ou região e discutir as razões culturais, sociais e políticas para que assim sejam considerados.

(EF03HI05) Identificar os marcos históricos do lugar em que vive e compreender seus significados.

(EF03HI06) Identificar os registros de memória na cidade (nomes de ruas, monumentos, edifícios etc.), discutindo os critérios que explicam a escolha desses nomes.

(EF03HI07) Identificar semelhanças e diferenças existentes entre comunidades de sua cidade ou região, e descrever o papel dos diferentes grupos sociais que as formam.

(EF03HI08) Identificar modos de vida na cidade e no campo no presente, comparando-os com os do passado.

(EF03HI09) Mapear os espaços públicos no lugar em que vive (ruas, praças, escolas, hospitais, prédios da Prefeitura e da Câmara de Vereadores etc.) e identificar suas funções.

(EF03HI10) Identificar as diferenças entre o espaço doméstico, os espaços públicos e as áreas de conservação ambiental, compreendendo a importância dessa distinção.

(EF03HI11) Identificar diferenças entre formas de trabalho realizadas na cidade e no campo, considerando também o uso da tecnologia nesses diferentes contextos.

(EF03HI12) Comparar as relações de trabalho e lazer do presente com as de outros tempos e espaços, analisando mudanças e permanências.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 410-411. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.

OS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS

Para enriquecer o trabalho com as habilidades e competências da BNCC e contextualizar o ensino, as propostas pedagógicas devem abordar os temas contemporâneos transversais (TCTs). Esses temas são assuntos relevantes para a formação cidadã dos estudantes e para a construção de uma sociedade mais justa, ética e sustentável. São temas com caráter interdisciplinar, que conectam os conteúdos escolares com o cotidiano dos estudantes e com questões importantes em discussão na sociedade.

De acordo com o documento Temas Contemporâneos Transversais da BNCC, publicado em 2019, esses

temas são de relevância local, regional e global e estão organizados em seis macroáreas.

Educação ambiental

Educação para o consumo Meio ambiente

Trabalho

Educação fiscal Economia

Educação financeira

Saúde

Cidadania e civismo

Saúde

Educação alimentar e nutricional

Vida familiar e social

Educação para o trânsito

Educação em direitos humanos

Direitos da criança e do adolescente

Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso

Multiculturalismo

Ciência e tecnologia

Diversidade cultural

Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras

Ciência e tecnologia

Nesta coleção, esses temas são explorados em diferentes momentos no desenvolvimento dos conteúdos e recebem destaque na seção Coletivamente, contribuindo para a formação cidadã dos estudantes por meio de reflexões e propostas de resoluções para problemas, de modo que eles sejam atuantes na sociedade em que vivem.

INTEGRAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES CURRICULARES

Desde a década de 1990, o trabalho interdisciplinar tem ganhado relevância no Brasil, sendo incentivado em todos os níveis da Educação Básica. A interdisciplinaridade é a relação entre dois ou mais componentes curriculares que se unem para obter um conhecimento mais amplo e unificado. Essa abordagem vai além da simples comunicação de ideias; ela integra conceitos, metodologias e terminologias para que o conhecimento se torne mais significativo e conectado à realidade dos estudantes.

Ao integrar os diversos componentes, a interdisciplinaridade amplia a compreensão da realidade e contribui para a formação integral dos estudantes como cidadãos. No ambiente escolar, essa abordagem gera resultados positivos, pois incentiva a colaboração e a contextualização de temas, garantindo que o aprendizado esteja alinhado à vivência dos estudantes.

No desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar, tanto o professor quanto os estudantes devem estabelecer conexões entre saberes mais amplos e os conteúdos específicos dos diferentes componentes curriculares. Com base nessa articulação, espera-se que consigam construir uma síntese que amplie sua compreensão, superando o nível de entendimento inicial.

Para que esse processo ocorra de forma efetiva, é imprescindível que o professor assuma um papel mediador nesse percurso, sendo o primeiro a exercitar esse movimento de integração. Nesse contexto, o professor deve mobilizar algumas competências, como:

[...]

• diferenciação, comparação e contraste entre diferentes perspectivas disciplinares, profissionais e interdisciplinares;

• identificação de pontos comuns e esclarecimento de como as diferenças se relacionam com a tarefa a ser cumprida;

• delineamento de um entendimento holístico baseado nos pontos comuns, mas que continua suscetível às diferenças.

[...]

KLEIN, Julie Thompson. Ensino interdisciplinar: didática e teoria. In: FAZENDA, Ivani Catarina Arantes (org.). Didática e interdisciplinaridade 17. ed. Campinas: Papirus, 2017. p. 121. (Coleção Práxis). E-book Além disso, para realizar um trabalho interdisciplinar de maneira significativa, é essencial que ele esteja pautado nas experiências, no cotidiano e nos interesses dos estudantes. Isso implica aproveitar as situações que emergem naturalmente em sala de aula, por exemplo: perguntas formuladas por eles, projetos em andamento, investigações e demais práticas pedagógicas, como oportunidades para articular diferentes saberes.

Nas propostas interdisciplinares, é comum que os estudantes atuem em grupo, promovendo a interação entre eles. Essa prática fortalece habilidades importantes como a argumentação, a escuta ativa e a organização de ideias.

Essa abordagem exige metodologias mais dinâmicas e colaborativas, favorecendo a construção coletiva do saber. Ao promover a articulação entre os conteúdos curriculares, ela amplia as possibilidades de leitura e interpretação do mundo, tanto para os professores quanto para os estudantes, permitindo uma compreensão do conhecimento como algo vivo, em constante transformação.

Nesta coleção, você encontrará atividades cujo propósito é integrar diferentes componentes curriculares. As seções Coletivamente e Entre textos, por exemplo, trazem temas e reflexões que possibilitam um trabalho integrado. Além disso, o boxe Articulando conhecimentos detalha algumas integrações nas orientações ao professor, contribuindo para o aumento da criatividade e para a formação crítica e responsável dos estudantes na construção de seu conhecimento.

E O TRABALHO COM PROJETOS

INTERDISCIPLINARES

Para planejar um trabalho interdisciplinar, o ponto de partida é definir os objetivos de aprendizagem. Com base nisso, se for o caso, é importante dialogar com o professor de outros componentes para planejar estratégias conjuntas, considerando os objetivos previamente levantados, os conhecimentos prévios dos estudantes e como os conteúdos podem ser abordados de forma integrada. Quando não for possível contar com a colaboração do professor de outros componentes curriculares, cabe a você orientar os estudantes nas pesquisas, ensinando-os a buscar fontes confiáveis e adequadas à proposta, a fazer registros relevantes, a organizar as informações obtidas e a planejar como os resultados das pesquisas serão entregues.

PROJETOS INTERDISCIPLINARES

Projetos investigativos e pesquisas também são exemplos de atividades que favorecem o trabalho interdisciplinar em sala de aula, pois envolvem tarefas que integram conhecimentos de diferentes áreas, como planejamento, levantamento de hipóteses, coletas de dados, análises, deduções e conclusões.

Os projetos oferecem aos estudantes oportunidades concretas de participação ativa no processo de construção do conhecimento, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de diversas competências, como o pensamento crítico e reflexivo, a argumentação, a valorização do pluralismo de ideias, a criatividade, a cooperação, a autonomia e a comunicação.

Nesse contexto, você continua sendo o mediador, orientando e acompanhando os estudantes para que atuem com autonomia e sejam protagonistas do desenvolvimento do projeto.

É importante ressaltar que a estrutura de um projeto não deve ser encarada como um modelo fixo ou engessado. Os projetos podem assumir diferentes formatos, con-

AVALIAÇÃO

A avaliação tem papel fundamental no processo de ensino-aprendizagem, pois é uma oportunidade de investigar, diagnosticar, refletir e intervir sobre o processo e acompanhar o desenvolvimento dos estudantes e sua atuação enquanto docente.

É fundamental compreender que a avaliação não deve ocorrer apenas em situações isoladas. O acompanhamento do percurso de aprendizagem dos estudantes precisa ser contínuo, tendo como base observações frequentes e diversificadas. Nesse sentido, o processo avaliativo deve fazer parte das práticas pedagógicas do dia a dia, de modo integrado ao planejamento e às atividades

forme os objetivos e os contextos de aplicação. Em geral, iniciam-se com uma situação-problema ou uma questão orientadora, que dá origem a um conjunto de etapas organizadas de forma lógica. A seguir, apresentamos um modelo com etapas fundamentais que podem nortear a construção de um projeto interdisciplinar.

Planejamento

• Definição da situação-problema ou da questão norteadora.

• Conversa sobre o tema e levantamento de hipóteses.

• Elaboração de questões norteadoras com base na situação-problema.

• Formação das equipes, distribuição de tarefas e estabelecimento de metas e prazos.

• Consulta de diversas fontes e coleta de informações.

Execução

• Organização, testes e execução do trabalho.

• Realização de ajustes finais.

• Avaliação durante o processo.

• Definição da participação dos integrantes que conduzirão a apresentação.

Divulgação

• Apresentação dos resultados para a comunidade escolar.

• Publicação do trabalho final.

Avaliação

• Avaliação dos resultados do projeto.

• Realização de autoavaliação.

• Verificação do desempenho e do desenvolvimento das aprendizagens dos estudantes.

Fonte de pesquisa: BENDER, William N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Tradução de Fernando de Siqueira Rodrigues. Porto Alegre: Penso, 2014. p. 61.

desenvolvidas em sala de aula.

A você, a avaliação possibilita observar e refletir sobre sua prática docente e a oportunidade de readequar e reajustar atividades, práticas e estratégias para alcançar determinados objetivos, com a participação ativa dos estudantes nesse processo. Desse modo, é de grande importância a interpretação dos resultados para que, com base neles, você possa refletir sobre intervenções a serem feitas para sanar possíveis defasagens e, assim, auxiliar no processo de construção do conhecimento, identificando possibilidades de recuperação e progressão do aprendizado.

É essencial que a avaliação seja compreendida como uma ferramenta de inclusão e de apoio ao processo de ensino-aprendizagem, evitando que seja usada apenas como forma de analisar a eficiência e classificar os estudantes. Avaliar não deve ser sinônimo de rotular ou excluir, mas sim de compreender os percursos formativos deles.

Para que a avaliação realmente contribua para identificar os progressos, as dificuldades e as possíveis lacunas no desenvolvimento das aprendizagens, é necessário que os critérios sejam previamente compartilhados e discutidos com os estudantes, pois isso favorece a compreensão dos objetivos da avaliação e promove uma participação mais ativa por parte deles.

O planejamento das avaliações deve estar alinhado aos conteúdos e às atividades efetivamente trabalhados

Avaliação diagnóstica

em sala de aula, com uma abordagem reflexiva e contextualizada. É essencial considerar os processos de aprendizagem mais adequados à turma e considerar a diversidade de perfis entre os estudantes. Além disso, é recomendável diversificar os instrumentos utilizados, não se restringindo a provas e testes, e incluir diferentes formas de expressão do conhecimento. Entre as possibilidades, destacam-se atividades em grupo, debates, produções escritas e orais, atividades práticas, questões objetivas e dissertativas, entre outros formatos que respeitem as múltiplas formas de aprender e se comunicar dos estudantes.

Nesta coleção, a ação avaliativa do processo de ensino-aprendizagem propõe três tipos principais: a avaliação diagnóstica, a avaliação formativa e a avaliação somativa.

A avaliação diagnóstica é o momento de identificar os conhecimentos que os estudantes trazem consigo, além de suas necessidades e dificuldades.

Essa etapa é fundamental para você reajustar as rotas e os objetivos de ensino. É importante ressaltar que esse tipo de avaliação não exige, obrigatoriamente, um registro formal. A simples observação de uma atividade em sala de aula, por exemplo, já permite que você identifique as habilidades que precisam ser desenvolvidas ou aperfeiçoadas.

Onde ocorre

Nesta coleção, um exemplo de avaliação diagnóstica está na seção Vamos iniciar, no início de cada volume. Nela, são propostas atividades que possibilitam determinar se será necessário retomar conteúdos, estabelecer objetivos e definir as práticas e as estratégias didáticas. Nas orientações ao professor, você encontra sugestões de intervenção com base na análise das respostas e nas dificuldades dos estudantes.

A avaliação diagnóstica também pode ser feita no início de cada unidade, pois as atividades das páginas de abertura possibilitam diagnosticar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre os temas e os conteúdos que serão abordados.

Avaliação formativa

A avaliação formativa acontece ao longo do período letivo. São os processos contínuos pelos quais você obtém indicadores a respeito da aprendizagem dos estudantes.

Desse modo, esse tipo de avaliação possibilita que você realize intervenções, propondo novas estratégias e procedimentos que visam à melhoria e/ou ao aprofundamento dos conhecimentos por parte dos estudantes.

A avaliação formativa pode ter um papel fundamental na melhoria das aprendizagens de todos os alunos. A sua utilização sistemática deve permitir que os alunos conheçam bem: a) o que têm de aprender no final de um dado período de tempo; b) a situação em que se encontram quanto às aprendizagens que têm de desenvolver; e c) os esforços que têm de fazer para aprenderem o que está previsto e descrito nos documentos curriculares. Para tal, a comunicação entre professores e alunos é fundamental, pois é através dela que os alunos podem receber orientações que os ajudam a aprender. [...]

FERNANDES, Domingos. Avaliação formativa: Folha de apoio à formação: Projeto de Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (Maia). Ministério da Educação/Direção-Geral da Educação, 2021. p. 4. Onde ocorre

Nesta coleção, a avaliação formativa é um processo contínuo e integrado. A seção Vamos avaliar o aprendizado, ao final de cada unidade do Livro do Estudante, oferece atividades que retomam os principais conceitos e noções trabalhados para verificar a aprendizagem com relação aos objetivos estabelecidos.

Nas orientações ao professor, o boxe Avaliando complementa essa prática com propostas de atividades avaliativas adicionais. Ele inclui objetivos e estratégias de intervenção, caso seja necessária a retomada de conteúdos e conceitos.

Além disso, é importante o hábito de circular pela sala de aula e observar os estudantes durante as atividades propostas. Esse acompanhamento mais próximo contribui para que eles se reconheçam como parte do processo de ensino-aprendizagem, desenvolvam sua autonomia e busquem aprimoramento contínuo.

Avaliação somativa

A avaliação somativa é realizada ao final de um período de estudos, em consonância com as práticas pedagógicas da escola. Com base nas respostas a essa avaliação, você poderá refletir sobre ações a serem tomadas para sanar possíveis dificuldades dos estudantes.

Por ser comumente associada a testes e notas que visam classificar o desempenho dos estudantes, é fundamental que ela não seja o único foco do processo avaliativo. A nota é apenas uma das muitas formas de representar os resultados, por isso essa etapa deve ser considerada como a consequência natural das avaliações diagnóstica e formativa já realizadas.

Ao analisar os resultados, você pode refletir sobre as ações necessárias para sanar possíveis dificuldades, utilizando o desempenho como um indicativo para a retomada de conteúdos e a definição de novas estratégias. Dessa forma, resultados abaixo do esperado não são uma sentença, mas sim um ponto de partida para aprimorar o processo de ensino-aprendizagem.

Onde ocorre

Nesta coleção, a avaliação somativa acontece ao final de cada volume, na seção Vamos concluir, a qual oferece atividades que permitem a você verificar os conhecimentos adquiridos pelos estudantes no decorrer do ano letivo. Nas orientações ao professor, você encontra sugestões de intervenção para analisar as respostas e identificar a necessidade de estratégias de remediação, garantindo que os objetivos pedagógicos sejam alcançados.

Para um sistema de avaliação eficiente, é recomendável a combinação das três modalidades, além de usar diferentes instrumentos que auxiliem a obter informações

Provas e testes

Seminários e debates

Portfólios

Saraus

Ditados

Autoavaliações

sobre o desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes. Apresentamos a seguir alguns exemplos.

Instrumentos de avaliação

Podem ser elaborados com questões abertas, análise de situações, questões objetivas e quizzes e realizados de forma regular, abordando conteúdos específicos ou referentes a determinado período.

Possibilitam a você perceber o desenvolvimento de habilidades relacionadas a tarefas como pesquisa, síntese das informações, pensamento crítico e comunicação.

A elaboração de portfólios com base em suas observações e registros em fichas avaliativas contribui não só para analisar o desenvolvimento cognitivo dos estudantes, mas também a maneira como cada um aprende, com atenção especial às habilidades que eles desenvolvem com mais facilidade e as que demandam mais atenção e auxílio para serem desenvolvidas.

Permitem verificar o desenvolvimento de habilidades relacionadas a interação social, capacidade de expressão, criatividade, sensibilidade e conhecimento cultural.

Possibilitam acompanhar as principais dificuldades dos estudantes com relação à escuta e à escrita.

Incentivam o desenvolvimento da autonomia dos estudantes levando-os a refletir sobre sua participação nas atividades, suas dificuldades e aspectos que devem ser melhorados. Com base nessas informações, você pode debater com eles os caminhos para gerar mudanças no planejamento e melhorias para toda a turma.

Para auxiliar o monitoramento das aprendizagens, sugerimos a utilização de uma ficha de avaliação de acompanhamento individual, como a que apresentamos a seguir. Essa ferramenta permite registrar a trajetória de cada estudante, observando seu desenvolvimento com relação aos objetivos e às habilidades trabalhados.

A ficha usa um sistema de marcação simples para identificar o nível de desenvolvimento do estudante.

• S (Sim): o estudante demonstrou ter alcançado o objetivo.

• P (Parcialmente): o estudante atingiu o objetivo de forma incompleta, necessitando de intervenção para avançar.

• N (Não): o estudante não alcançou o objetivo, sendo necessária uma intervenção imediata.

Quando o objetivo é alcançado e marcado com S, você deve incentivar o estudante a aprofundar seus saberes. Se a marcação for P ou N, a ficha serve como um diagnóstico objetivo, indicando a necessidade de planejar intervenções para que o estudante progrida nos estudos.

Você pode usar esse tipo de ficha para registrar observações feitas durante o trabalho com as seções Vamos iniciar, Vamos avaliar o aprendizado e Vamos concluir do Livro do Estudante, e com o boxe Avaliando das orientações ao professor

Escola: Professor(a):

Estudante:

Turma: Período letivo do registro:

Ficha de acompanhamento individual das aprendizagens

Objetivos ou habilidades avaliados S (Sim) P (Parcialmente) N (Não) Observações

Preencher com o objetivo ou a habilidade.

Preencher com o objetivo ou a habilidade.

O PAPEL DO PROFESSOR E A PRÁTICA DOCENTE

No contexto atual da educação, o papel do professor dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental vai além da transmissão de conteúdo. Ele deve atuar como mediador do conhecimento, incentivando a autonomia dos estudantes e formando leitores e pensadores críticos. Acima de tudo, o professor é um agente essencial na construção da base educacional e emocional dos estudantes.

Essa etapa da escolarização é marcada por profundas transformações no desenvolvimento cognitivo, afetivo e social dos estudantes. Por isso, a prática pedagógica exige sensibilidade e escuta ativa. Você deve estar atento às necessidades individuais dos estudantes, respeitando seus ritmos de aprendizagem e suas realidades. A construção de vínculos afetivos é fundamental para fortalecer a autoestima e a autonomia, pois são eles que criam um ambiente acolhedor, onde o erro é considerado como parte do processo de aprendizagem e todos os estudantes se sentem seguros para se expressarem.

Sua atuação docente envolve uma reflexão constante sobre os conteúdos, as metodologias e, principalmente, sobre como os estudantes aprendem. Ao aproximar o conteúdo escolar dos conhecimentos prévios deles, você torna o aprendizado mais significativo e prazeroso. Essa abordagem, que valoriza a bagagem cultural e as experiências dos estudantes, é fundamental na construção de uma relação positiva deles com o ato de estudar.

O planejamento pedagógico é o ponto de partida, mas a prática em sala de aula é dinâmica e não linear. É no dia a dia que você conhece os perfis, as necessidades e os ritmos da turma, e que a flexibilidade e a capacidade de adaptação se tornam essenciais. O diálogo constante com a equipe pedagógica e a participação em formações continuadas são atitudes que favorecem o desenvolvimento de uma prática docente mais eficaz e alinhada às reais demandas da turma.

Nessa jornada, você é o principal organizador das ações pedagógicas. É quem acolhe, engaja e dá oportu-

nidade para que os estudantes verbalizem seu raciocínio, escrevam e desenvolvam, no coletivo da turma, a compreensão sobre os motivos das atividades e a realização das respostas. O livro didático não é apenas um guia, mas um instrumento cultural que serve como mediador entre você e o estudante, auxiliando na construção do conhecimento. Com autonomia, é você quem dá vida a esse material, ajustando-o às necessidades de cada turma para que os estudantes se tornem os protagonistas de sua aprendizagem.

A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM AÇÃO

A sala de aula é marcada pela diversidade. Cada estudante traz consigo um conjunto de experiências, saberes e modos de aprender. Essa diversidade se expressa em aspectos comportamentais, cognitivos, afetivos e socioculturais, que influenciam diretamente o modo como cada um constrói o conhecimento. Já as trajetórias individuais são moldadas por fatores como o contexto familiar, as vivências culturais e o ambiente social em que estão inseridos. É seu papel e da equipe escolar acolher essas diferenças.

Nesse sentido, compreender o desenvolvimento dos estudantes exige atenção ao contexto em que vivem, às suas práticas cotidianas e à maneira como atribuem significado às suas experiências. Por isso, uma das grandes questões que se impõe ao trabalho docente é: como planejar intervenções pedagógicas que deem conta da heterogeneidade presente em sala de aula, especialmente em turmas numerosas?

Diante desse desafio, é essencial que você reconheça que não há um único caminho para a aprendizagem. As interações, os ritmos e os interesses variam, e é seu papel estar atento a essas diferenças, promovendo práticas pedagógicas flexíveis e inclusivas. Só assim será possível garantir que todos os estudantes tenham oportunida-

des reais de desenvolvimento, respeitando suas singularidades sem comprometer a qualidade do processo de ensino-aprendizagem.

A seguir, apresentamos sugestões para auxiliar seu dia a dia, promovendo a adequação de atividades e a progressão do aprendizado, para que os estudantes avancem no próprio ritmo, com o apoio necessário para superar desafios.

A PEGA DO LÁPIS NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

Como os estudantes dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental estão no processo de alfabetização, é importante que você os auxilie na apropriação do sistema de escrita. Uma das intervenções relevantes nesse processo é a orientação sobre a pega funcional do lápis. A pega de três pontos, também conhecida como pega tripoide ou trípode, é uma técnica considerada funcional, pois favorece movimentos mais precisos, fluidos e controlados, o que é essencial para o desenvolvimento da escrita e evita fadiga muscular. Para orientar os estudantes, incentive-os a:

• posicionar o lápis de forma relaxada, sem forçar os dedos;

• segurar o lápis entre a ponta do polegar e a lateral do dedo indicador;

• apoiar o lápis no dedo médio para dar suporte e estabilidade;

• deixar os outros dedos (anelar e mínimo) levemente dobrados na palma da mão, servindo de apoio.

É fundamental acompanhar o processo individualmente, observando se a pega está firme, mas não tensa. No entanto, trata-se de um desenvolvimento, desse modo, inicialmente não é recomendada a correção direta da pega, mas sim uma observação atenta para compreender como cada estudante está se apropriando desses movimentos e o que pode ser feito para progredir.

O desenvolvimento da pega do lápis não se resume apenas a segurar o instrumento. Ele é resultado de uma coordenação motora fina bem desenvolvida. Para auxiliar nesse processo, é importante incluir atividades lúdicas e variadas na rotina da sala de aula que ajudam a fortalecer a musculatura das mãos e dos dedos, como brincar com massinha de modelar ou argila, rasgar papel com as mãos, rasgar papel em pedaços pequenos e fazer bolinhas com as pontas dos dedos, cortar com tesoura de pontas arredondadas e colar pedaços de papel pequenos.

O LETRAMENTO MATEMÁTICO

Com relação ao letramento matemático, é fundamental que ele ocorra de forma integrada com todos os componentes curriculares. Para isso, ao abordar os conteúdos, procure criar situações didáticas contextualizadas que incentivem os estudantes a desenvolverem o raciocínio lógico e a aplicarem o conhecimento matemático na busca de soluções para situações-problema do cotidiano. Essa abordagem facilita a compreensão dos conceitos e reforça sua relevância.

Além disso, as atividades a seguir contribuem para o letramento matemático, por exemplo:

• contagem de objetos usando materiais concretos, como tampinhas e lápis;

• uso e escrita de algarismos por meio de jogos e brincadeiras;

• compreensão do conceito de números; realização de operações básicas; reconhecimento de formas geométricas na identificação de quantidades e na ordenação de elementos;

• comparação de medidas com o uso de instrumentos não padronizados, como palmos e passos;

• leitura e interpretação de gráficos e tabelas com dados reais sobre a turma e a escola.

A INCLUSÃO NAS ESCOLAS

Garantir a inclusão de estudantes com deficiência na escola regular não é apenas um dever legal, mas também um compromisso ético e pedagógico com a equidade e a justiça social. A legislação brasileira, incluindo a Constituição Federal (1988), a Lei Brasileira de Inclusão (LBI, 2015) e as Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial (2008), reforça o papel da escola em assegurar que todos os estudantes tenham acesso a uma educação de qualidade. Contudo, a inclusão vai além de permitir o acesso físico à sala de aula. Ela exige a participação ativa dos estudantes no cotidiano escolar, promovendo aprendizagens significativas e respeitando suas particularidades. Para isso, é essencial o envolvimento de toda a comunidade escolar na construção de um ambiente que valorize as diferenças e que favoreça as interações e o respeito à diversidade. Nesse contexto, o papel do professor é central, como mediador e agente de transformação.

O primeiro passo mais importante é levar ao professor o reconhecimento das diversas dificuldades que deverá encontrar, suas especificidades, suas formas de atuação e como identificá-las em seus alunos. Neste processo, ao professor caberá a autonomia de reconhecer as dificuldades e intervencionar, em sala de aula, para a aplicação de novas metodologias e saberes, para a chegada da cognição.

JOIA, Michele. A inclusão de crianças na escola: o papel do educador diante das dificuldades de aprendizagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2023. p. 41.

A prática pedagógica inclusiva deve reconhecer que todo estudante tem a capacidade de aprender, desde que seja incentivado por vínculos afetivos e em um ambiente acolhedor. Para isso, as estratégias precisam ser flexíveis e adaptadas às necessidades individuais.

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INCLUSIVAS

A seguir, sugerimos algumas ações que podem ser aplicadas em sala de aula para promover a inclusão.

• Materiais concretos e táteis: utilize materiais com diferentes texturas e relevos para que os estudantes possam explorar o conteúdo de forma sensorial. Ao

utilizar recursos visuais, sempre descreva as imagens com precisão, indicando posições e características dos objetos.

• Comunicação objetiva: apresente os enunciados das atividades de forma objetiva e direta, evitando ambiguidades, figuras de linguagem ou construções muito complexas. Divida as tarefas em etapas menores e forneça uma instrução por vez. Durante as explicações, posicione-se de frente para os estudantes, facilitando a atenção à sua fala.

• Flexibilização e ritmo: ofereça prazos flexíveis para a entrega de atividades, respeitando o tempo de aprendizagem de cada estudante. Incentive a leitura compartilhada de textos e enunciados para promover a compreensão coletiva e o apoio mútuo.

• Incentivo à expressão: incentive a expressão oral, quando possível, e a organização do pensamento dos estudantes, auxiliando na estruturação das ideias. Ferramentas como alfabeto móvel e banco de palavras são ótimas aliadas para a alfabetização e o fortalecimento da participação dos estudantes no processo de aprendizagem.

• Uso de tecnologia: quando possível, adote recursos tecnológicos que atendem às necessidades específicas dos estudantes, ampliando as possibilidades de acesso ao conteúdo e tornando o aprendizado mais dinâmico e acessível.

• Valorização de estratégias de resolução de problemas: apresente e valorize diferentes estratégias

Pensar-conversar-compartilhar

para a resolução de problemas, respeitando a forma única de compreensão e de elaboração de soluções.

O USO DE METODOLOGIAS ATIVAS

O uso de metodologias ativas favorece o engajamento dos estudantes e o desenvolvimento de diversas habilidades. A prática pedagógica exige um planejamento cuidadoso, momentos de discussão em grupo, atividades colaborativas e trocas de saberes, especialmente quando o objetivo é fortalecer competências como leitura, escrita e raciocínio lógico-matemático.

[...]

Metodologias ativas são estratégias de ensino centradas na participação efetiva dos estudantes na construção do processo de aprendizagem, de forma flexível, interligada e híbrida. As metodologias ativas, num mundo conectado e digital, expressam-se por meio de modelos de ensino híbridos, com muitas possíveis combinações. A junção de metodologias ativas com modelos flexíveis e híbridos traz contribuições importantes para o desenho de soluções atuais para os aprendizes de hoje.

MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. In: BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. p. 4.

A seguir, apresentamos três metodologias ativas que promovem o protagonismo e a autonomia dos estudantes.

É uma estratégia eficaz para aumentar o engajamento dos estudantes, pois promove o pensamento individual e a colaboração, permitindo que todos participem ativamente da aula. A fase individual garante que todos os estudantes tenham oportunidade de organizar suas ideias e de se expressar. A fase em duplas e a discussão geral mantêm os estudantes ativos e envolvidos no processo de aprendizagem, incentivando o pensamento crítico, a argumentação e a formulação de ideias. Para iniciar, você deve fazer uma pergunta ou lançar um desafio relacionado ao conteúdo da aula e estipular um tempo para os estudantes pensarem sozinhos na resposta. É o momento de organizar as ideias e formular uma primeira hipótese. Depois do tempo de reflexão individual, os estudantes se juntam a um colega. Em duplas, eles devem conversar, compartilhar ideias e chegar a uma conclusão, consolidando o raciocínio e construindo o conhecimento de forma colaborativa. Na etapa final, o professor deve escolher algumas duplas, ou todas, para apresentarem suas ideias, incentivando a participação de todos, levando-os a perceber que há diferentes formas de pensar e de resolver o mesmo problema.

Vire e fale

Essa estratégia é eficaz para aumentar o engajamento e a participação dos estudantes, pois modifica o formato de pergunta e resposta e cria um espaço para que eles possam expressar suas ideias. A conversa em duplas incentiva os estudantes a organizarem suas ideias e a praticarem a escuta ativa. É uma estratégia rápida e simples que pode ser utilizada várias vezes durante a aula para checar a compreensão e manter o ritmo de forma dinâmica e interativa. Para começar, faça uma pergunta objetiva e direta relacionada ao conteúdo que está sendo trabalhado, que possa ser respondida em cinco minutos. Imediatamente após a pergunta, peça aos estudantes que virem para um dos colegas para conversarem sobre a pergunta, tentando chegar a uma resposta em até cinco minutos. Esse é o momento em que eles devem verbalizar suas ideias uns para os outros, escutando o que o outro tem a dizer e chegando juntos a uma conclusão. Após a conversa em duplas, escolha alguns estudantes, ou todos, para compartilharem as ideias de cada dupla e faça intervenções quando julgar necessário. Caminhada na galeria

Essa é uma estratégia colaborativa que envolve a produção de cartazes sobre os conteúdos estudados que devem ser expostos como em uma galeria de arte. A atividade foge da rotina da sala de aula e envolve movimento, o que é indicado para essa faixa etária. Os estudantes aprendem uns com os outros e desenvolvem a capacidade de escutar e argumentar, além de aprimorar a comunicação, o raciocínio e a organização de ideias de forma lúdica e prática, aprofundando os conteúdos que aprenderam. Para trabalhar com essa metodologia, organize a turma em grupos e proponha um tema, uma pergunta ou

um problema para ser trabalhado em cada grupo. Oriente os grupos a fazerem pesquisas sobre o assunto e a registrarem as conclusões em cartazes. Depois de prontos, os cartazes devem ser fixados na sala de aula ou outro espaço da escola, como se fossem obras de arte, e cada grupo deve escolher um apresentador que ficará ao lado para explicar o trabalho. O restante da turma, em grupos, começa a caminhada pela galeria, observando e analisando as produções dos colegas. Após todos os grupos visitarem as obras da galeria, reúna todos e incentive uma conversa sobre o que foi aprendido. Esse é o momento para discutir as diferentes soluções encontradas, os pontos em comum e o que mais chamou a atenção dos estudantes.

A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO

Para a organização do trabalho pedagógico em sala de aula, é essencial considerar a disposição do espaço e promover um ambiente pautado pela empatia, pelo respeito mútuo e pela valorização do coletivo, o que contribui para a construção de uma sala de aula acolhedora, na qual o desenvolvimento da autonomia dos estudantes seja incentivado de forma constante.

A fim de promover um ambiente mais dinâmico, inclusivo e colaborativo, você pode alterar a organização tradicional da sala de aula, que tem carteiras enfileiradas e o professor ocupando o papel central como único detentor do saber. Ao repensar a organização da sala de aula como um recurso pedagógico, você amplia as possibilidades de interação, cooperação e construção coletiva do conhecimento, aproximando a prática docente das demandas reais da turma. A seguir, apresentamos algumas sugestões para organizar a sala de aula de diferentes maneiras.

Disposição em grupo: indicada para atividades que exigem colaboração direta e trocas constantes entre os estudantes, como trabalhos em equipe, debates e projetos que precisam de divisão de tarefas, pois a proximidade física facilita a comunicação e o apoio mútuo, incentivando a resolução de problemas de forma coletiva.

Em grupo

Representação de carteiras dispostas em grupo.

Disposição em círculo: indicada para atividades que priorizam a participação de todos, a escuta ativa e a criação de um ambiente de igualdade, como rodas de conversa, discussões sobre temas específicos, contação de histórias e compartilhamento de experiências, permitindo que a construção do conhecimento, a troca de experiências e a comunicação sejam mais diretas e isonômicas entre você e os estudantes.

Em círculo

Representação de carteiras dispostas em círculo.

Disposição em U: indicada para apresentações orais, demonstrações, debates supervisionados ou quando você precisa circular entre as carteiras para dar assistência individual, pois combina sua visibilidade com a possibilidade de interação entre os estudantes, permitindo que todos mantenham o foco na atividade.

Em U

Representação de carteiras dispostas em U.

Disposição de frente uns para os outros: parecida com a disposição em grupo, mas pode ser utilizada para trabalhos em duplas, entrevistas ou atividades de reflexão, pois promove uma interação mais focada e próxima, permitindo aos estudantes que se concentrem na troca de informações e ideias entre si, sem a dispersão que um grupo maior poderia causar.

De frente uns para os outros

Representação de carteiras dispostas de frente umas para as outras.

Outra estratégia que ajuda a aproximar o currículo da vida dos estudantes é incentivar a utilização de outros espaços dentro e fora da sala de aula para divulgar o trabalho desenvolvido pela turma, como os murais e as paredes, explorando diferentes recursos e estratégias.

A ORGANIZAÇÃO DO TEMPO E DA ROTINA ESCOLAR

Além da organização do espaço físico, é fundamental atentar à gestão do tempo e da rotina em sala de aula. Estabelecer uma rotina bem estruturada favorece a execução do planejamento pedagógico, garantindo que os horários e as atividades sejam conduzidos de forma sequencial e coerente, sempre respeitando as particularidades e os diferentes ritmos de aprendizagem dos estudantes.

Planejar a prática pedagógica de acordo com a proposta curricular proporciona um ambiente mais estável e acolhedor, no qual os estudantes sabem o que esperar e se sentem mais seguros diante das estratégias utilizadas no dia a dia. Além de facilitar a condução do trabalho docente, essa organização contribui para equilibrar e diversificar as atividades ao longo da semana, ampliando as possibilidades de aprendizagem.

Além das aulas nas quais os conteúdos e as atividades são abordados, é importante que você inclua atividades diversificadas em seu planejamento de rotina, como as sugeridas a seguir.

• Rodas de conversa: podem ser realizadas no começo ou no final da aula para solicitar aos estudantes que relatem alguma vivência pessoal (como forma de explorar os conhecimentos prévios) ou exponham o que aprenderam, quais dificuldades tiveram ou o que gostariam de aprender na próxima aula.

• Momentos de leitura: podem ser conduzidos tanto por você, por meio da leitura em voz alta, quanto pelos próprios estudantes, com a leitura compartilhada ou um de cada vez. É importante reservar intervalos de tempo específicos na rotina para a

Escola:

Professor(a):

Componente curricular:

MODELO

leitura de diferentes textos com a intenção de proporcionar momentos de apreciação e, ao mesmo tempo, ampliar o repertório e os conhecimentos dos estudantes.

• Momentos de registro: essa estratégia consiste em reservar, ao final das aulas, alguns minutos para que os estudantes expressem o que aprenderam. Esse registro pode ser feito por meio da escrita, de esquemas visuais, de desenhos ou até pela oralidade, com gravações em áudio ou vídeo. Essa etapa funciona como uma forma de verificação da aprendizagem, permitindo a você identificar o que foi compreendido e o que ainda precisa ser retomado em aulas futuras ou em atividades de reforço. Os registros podem ser realizados individualmente, em duplas ou em pequenos grupos, de acordo com os objetivos da proposta.

• Visitas guiadas a diferentes espaços de aprendizagem: a sala de aula não é o único ambiente para o aprendizado dos estudantes, por isso é importante sugerir atividades em outros espaços na escola, como laboratórios, bibliotecas, pátio, auditório e jardim, e fora da escola, como teatros, museus, espaços públicos, centros de pesquisas, cinema e centros culturais. Em casos de atividades em espaços fora da escola, é necessário que você solicite, com antecedência, as autorizações para a direção e para os pais ou responsáveis, assim como o acompanhamento de outros profissionais da escola. Também é importante orientar o uso de filtro solar, a ingestão de água e o uso de repelentes e de vestimentas e calçados adequados, visando à segurança, à integridade física e ao bem-estar dos estudantes.

Além dessas atividades, o planejamento de rotina deve incluir atividades lúdicas que incentivem a interação social e momentos que envolvam alimentação e higiene pessoal.

Apresentamos a seguir um exemplo de planejamento de rotina, que pode ser adaptado de acordo com as suas necessidades, as dos estudantes e as da escola.

Planejamento de rotina

7h30 – 8h00Sala de aulaAcolhimento e roda de conversa. Promover a socialização e desenvolver a oralidade.

8h00 – 9h30Sala de aula

9h30 – 10h00 Refeitório, banheiro e pátio

Leitura compartilhada de textos e atividades dirigidas de escrita. Desenvolver habilidades de leitura e de escrita.

Lanche, escovar os dentes, lavar as mãos e recreio.

10h00 – 11h00 Quadra Brincadeiras tradicionais e jogos cooperativos.

11h00 – 11h30 Sala de aulaRoda de leitura e fechamento.

Momento de descanso, alimentação, higiene e interação livre.

Desenvolver a expressão corporal e a coordenação motora.

Desenvolver a escuta ativa, retomar as aprendizagens do dia e organizar a sala de aula.

Outro recurso pedagógico que pode auxiliar a gestão do tempo e o planejamento de rotina é a sequência didática. Uma sequência didática é um plano de ensino estruturado, composto de um conjunto de atividades ordenadas e interligadas que são desenvolvidas ao longo de várias aulas. A elaboração de sequências didáticas é um recurso pedagógico que pode tornar o planejamento mais eficaz e alinhado às necessidades dos estudantes. Por meio delas, você consegue organizar o processo de ensino de maneira intencional e progressiva, estruturando atividades e estratégias de forma coerente e articulada.

Ao planejar uma sequência didática, você estabelece etapas objetivas e encadeadas que favorecem a construção do conhecimento ao longo do tempo, seja em alguns dias, semanas ou até meses. Essa organização permite flexibilizar o percurso, ajustando-o conforme o ritmo de aprendizagem da turma e as particularidades do contexto escolar.

É fundamental que as sequências estejam alinhadas aos objetivos de ensino, considerando também os recursos didáticos disponíveis e a realidade da escola. Outro aspecto essencial é a inclusão de estratégias de avaliação que permitam acompanhar e refletir sobre o avanço dos estudantes ao longo do processo, verificando seu envolvimento e observando as dificuldades que possam surgir. Sempre que julgar necessário, faça intervenções que contribuam para ampliar a compreensão dos conteúdos.

Ao término da sequência didática, registre suas considerações sobre o processo de aprendizagem dos estudantes, destacando avanços e aspectos que ainda precisam ser desenvolvidos.

A seguir, apresentamos uma sugestão de modelo de sequência didática que pode servir como referência. Sinta-se à vontade para adaptá-lo conforme as necessidades da sua turma e os conteúdos que pretende desenvolver.

Planejamento de Sequência Didática

Escola: preencher com o nome da escola.

Professor(a): preencher com o nome do professor.

Componente curricular: preencher com o nome do componente curricular.

Turma: preencher com a indicação da turma.

Data: preencher com o período estimado para o desenvolvimento da sequência didática.

Assunto/conteúdo: preencher com os assuntos ou conteúdos a serem desenvolvidos.

MODELO

Quantidade de aulas: preencher com a estimativa da quantidade de aulas necessárias para desenvolver todas as atividades.

1. Objetivos gerais: definir o que se espera que os estudantes sejam capazes de fazer ao final da sequência didática.

2. Competências e habilidades da BNCC: identificar as competências e as habilidades da BNCC que serão trabalhadas.

3. Materiais necessários: fazer uma lista detalhada de todos os materiais que serão necessários para desenvolver as atividades.

4. Etapas da sequência didática: detalhar as etapas de cada aula, organizando as atividades em uma ordem lógica e progressiva.

• Aula 1: descrever o início do trabalho com a sequência didática, que pode ser uma atividade para verificar o que os estudantes já sabem sobre o assunto; pode ser uma roda de conversa, uma dinâmica ou uma pergunta deflagradora para despertar a curiosidade deles.

• Aula 2 em diante: descrever as atividades intermediárias que ajudarão os estudantes a construírem o novo conhecimento, como pesquisas, leituras, discussões, atividades práticas, entre outras dinâmicas.

• Aula final: apresentar a última aula, a culminância da sequência didática; planejar uma atividade final para que os estudantes coloquem em prática tudo o que aprenderam, que pode ser a produção de um texto, a apresentação de um trabalho ou a criação de um projeto.

5. Avaliação: definir os critérios (o que será observado) e os instrumentos (como será registrado) que serão utilizados para avaliar a aprendizagem dos estudantes ao longo da sequência didática; a avaliação deve ser contínua e não apenas ao final.

6. Autoavaliação: após a execução da sequência didática, verificar se ela foi eficaz, se os objetivos foram alcançados, quais desafios surgiram, o que pode ser mudado para a próxima vez e anotar essas reflexões para aprimorar suas práticas pedagógicas.

O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS

A presença das tecnologias digitais no cotidiano das pessoas é cada vez mais comum, inclusive entre crianças e adolescentes. No entanto, a maneira como esses recursos, especialmente os dispositivos móveis como os celulares, têm sido utilizados dentro das escolas tem gerado muitos debates. O foco dessas discussões recai, principalmente, sobre os efeitos negativos do uso inadequado desses aparelhos no processo de aprendizagem e no desenvolvimento integral dos estudantes.

Estudos recentes reforçam essas preocupações, apontando prejuízos que vão desde a distração em sala de aula até impactos mais sérios, como problemas de saúde física e mental, que incluem aumento da ansiedade, distúrbios do sono, dificuldades de atenção, entre outros. Essas evidências contribuíram para a criação da Lei n º 15.100, de 13 de janeiro de 2025, que estabelece diretrizes para o uso de celulares nas escolas brasileiras.

Os desafios enfrentados com o uso inadequado e desregulado das tecnologias digitais não se restringem ao ambiente escolar. A Unesco destaca riscos que vão desde o enfraquecimento das relações humanas até ameaças à democracia e aos direitos fundamentais, como a disseminação de discursos de ódio e a violação da privacidade. Tais aspectos mostram que a tecnologia, sem orientação adequada, pode acentuar desigualdades e comprometer valores essenciais.

No contexto escolar, o uso excessivo e sem propósito de recursos digitais tem mostrado efeitos prejudiciais, como o isolamento social, a dependência de redes sociais e a dispersão durante as aulas. Por isso, torna-se indispensável repensar o papel desses recursos na educação.

Por outro lado, quando inserida de maneira planejada e intencional no cotidiano escolar, a tecnologia pode se tornar uma ferramenta poderosa para o processo de ensino-aprendizagem. Recursos como computadores, tablets e celulares, quando utilizados com orientação pedagógica, promovem o acesso à informação, favorecem o desenvolvimento de habilidades críticas e éticas e ampliam o alcance da educação, especialmente em contextos de vulnerabilidade.

A proposta, portanto, não é excluir a tecnologia do ambiente escolar, mas sim incorporá-la com responsabilidade, sempre pautada em objetivos pedagógicos alinhados às competências e aos conteúdos previstos no currículo.

Você tem um papel fundamental nesse processo. Cabe a você planejar atividades que façam uso significativo da tecnologia, promovendo a aprendizagem ativa e a reflexão crítica por parte dos estudantes. A intencionalidade no uso desses recursos deve estar presente desde o momento da escolha da ferramenta até a avaliação dos resultados.

Além disso, é importante lembrar de que tecnologias educacionais não se limitam às mais recentes. Televisão, rádio, lousa, projetores e outros dispositivos já fazem parte da rotina escolar há décadas e desempenham papel importante na mediação pedagógica.

BOAS PRÁTICAS NO USO DE TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO

Para que a utilização de ferramentas tecnológicas seja eficaz e enriquecedora, é fundamental adotar algumas práticas pedagógicas intencionais. A seguir, apresentamos algumas dicas.

Planejamento pedagógico do uso de recursos tecnológicos

• Definir com precisão os objetivos de aprendizagem.

• Escolher as ferramentas tecnológicas adequadas para alcançar esses objetivos.

• Garantir que o uso dos recursos esteja articulado aos conteúdos e às competências curriculares.

Desenvolvimento de habilidades críticas

• Propor atividades que incentivem a análise crítica de fontes de informação pelos estudantes.

• Levar os estudantes a refletirem sobre o impacto da tecnologia no cotidiano.

• Incentivar o uso consciente, seguro e responsável da internet.

Integração com outras metodologias

• Combinar o uso de tecnologias com estratégias convencionais, como leitura, escrita e pesquisa de campo.

• Incentivar experiências interativas, como a visita a museus virtuais e o uso de acervos digitais, que ampliam o repertório cultural dos estudantes e fortalecem vínculos com a memória coletiva.

Em resumo, o uso da tecnologia na educação não deve ser encarado como uma solução isolada ou um fim em si mesmo. Ela deve estar a serviço do processo de ensino-aprendizagem e contribuir para a formação crítica, ética e cidadã dos estudantes. Seu olhar pedagógico enquanto docente é essencial para transformar esses recursos em verdadeiros aliados do conhecimento.

Para auxiliar na utilização de recursos digitais em consonância com seu planejamento pedagógico, a fim de complementar e enriquecer o desenvolvimento dos conteúdos, esta coleção apresenta alguns objetos educacionais digitais, como infográficos clicáveis.

A lista com os objetos digitais sugeridos em cada volume encontra-se no sumário. Além disso, os momentos de utilização desses recursos foram indicados nas páginas do Livro do Estudante por meio de ícones. Para acessá-los, basta clicar sobre os ícones indicados nas páginas da versão digital do Livro do Estudante.

O ENSINO DE HISTÓRIA

FUNDAMENTOS TEÓRICO- METODOLÓGICOS E PROPOSTA DIDÁTICO - PEDAGÓGICA

O ensino de História tem como uma de suas premissas o trabalho com as noções de tempo e de espaço. O estudo de diferentes culturas e sociedades, localizadas em diferentes espaços e períodos históricos, permite a interação dos estudantes com diferentes contextos e organizações sociais, possibilitando a reflexão acerca da diversidade de modos de vida, valores, tradições e culturas. Ao observarem que, ao longo do processo histórico, os diferentes grupos desenvolveram percepções distintas do espaço que ocupavam e diferentes percepções sobre o tempo, os estudantes podem compreender que os seres humanos pautaram suas ações cotidianas de acordo com as condições e necessidades culturais, sociais, técnicas e econômicas da realidade que vivenciavam. Dessa maneira, o estudo da História oferece subsídios para os estudantes reconhecerem características que compartilham com determinados grupos e outras que os diferenciam, favorecendo, assim, a capacidade de acolher, respeitar e valorizar as diferenças culturais e sociais.

[...] O estudo de sociedades de outros tempos e lugares pode possibilitar a constituição da própria identidade coletiva na qual o cidadão comum está inserido, à medida que introduz o conhecimento sobre a dimensão do “outro”, de uma “outra sociedade”, “outros valores e mitos”, de diferentes momentos históricos. Identidade e diferença se complementam para a compreensão do que é ser cidadão e suas reais possibilidades de ação política e de autonomia intelectual no mundo da globalização, em sua capacidade de manter e gerar diferenças econômicas, sociais e culturais como as do nosso país. [...]

ALMEIDA, Adriana Mortara et al O saber histórico na sala de aula Organização de Circe Bittencourt. São Paulo: Contexto, 2002. p. 27. (Coleção Repensando o Ensino).

Buscando valorizar a diversidade cultural, os conteúdos abordados nesta coleção privilegiam a interação com culturas de diferentes origens, destacando as histórias, os saberes e os conhecimentos dos múltiplos sujeitos históricos e dos grupos sociais que participam, direta ou indiretamente, dos processos de mudanças e permanências. Além disso, os temas propostos nesta coleção buscam promover o pensamento autônomo e crítico, considerando os estudantes sujeitos históricos que, ao longo de suas vidas, se apropriaram de diversos conhecimentos e saberes por meio das relações sociais e familiares. Nas propostas de atividades, tais conhecimentos são mobilizados para desenvolver a consciência histórica, possibilitando que os estudantes reflitam com base nos eventos do passado, compreendendo como determinadas práticas culturais

foram construídas ao longo do tempo e, assim, desnaturalizar hábitos e costumes do presente, manifestados nas práticas cotidianas, para a promoção de uma sociedade mais justa e igualitária no futuro.

Compreender que o presente também é resultado das práticas de outros sujeitos históricos que transformaram a sociedade por meio de suas ações cotidianas prepara os estudantes para intervirem de maneira consciente e responsável na sociedade em que vivem. Esse contexto, por sua vez, promove a autopercepção dos indivíduos como sujeitos históricos transformadores da realidade.

[...]

Nesse contexto, um dos importantes objetivos de História no Ensino Fundamental é estimular a autonomia de pensamento e a capacidade de reconhecer que os indivíduos agem de acordo com a época e o lugar nos quais vivem, de forma a preservar ou transformar seus hábitos e condutas. A percepção de que existe uma grande diversidade de sujeitos e histórias estimula o pensamento crítico, a autonomia e a formação para a cidadania.

[...]

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 400. Disponível em: https:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal_site.pdf. Acesso em: 28 ago. 2025. Por meio do ensino de História, espera-se que os estudantes desenvolvam uma atitude historiadora durante o Ensino Fundamental. Para tal atitude e com o objetivo de aprimorar a autonomia deles, a BNCC recomenda que sejam desenvolvidos os seguintes processos: identificação, comparação, contextualização, interpretação e análise dos objetos de estudo, que serão contemplados por meio das atividades desta coleção. Acreditamos que essas intervenções são fundamentais na formação da consciência histórica, uma vez que, além de estudar a História enquanto componente curricular, os estudantes podem compreender que também fazem parte do processo histórico. OS SUJEITOS HISTÓRICOS

E O ENSINO DE HISTÓRIA

A forma como os sujeitos históricos foram compreendidos pela historiografia passou por transformações significativas ao longo do tempo. Até meados do século XX, privilegiou-se a narrativa centrada em grandes acontecimentos, líderes políticos e heróis nacionais, alinhados à noção de identidade nacional. Esse modelo foi progressivamente questionado, abrindo espaço para a valorização de diferentes atores, experiências coletivas e pontos de vista. Assim, sujeitos históricos e grupos sociais, bem como seus saberes e conhecimentos que foram esquecidos ou silenciados, passaram, cada vez mais, a enriquecer as narrativas sobre o passado.

Refletir sobre uma noção ampla de sujeitos históricos possibilita que as vozes de indígenas, afro-brasileiros, mulheres, crianças, pessoas idosas e com deficiência, por exemplo, reivindiquem o protagonismo nas narrativas históricas. Não é apenas a possibilidade de reescrever os fatos com a presença dessas populações, mas também viabilizar que essas histórias sejam contadas e escritas pelos próprios grupos marginalizados e silenciados no processo histórico. Em vez de compreender “a história”, somos então convidados a conhecer “as histórias”.

[...]

As histórias importam. Muitas histórias importam. As histórias foram usadas para espoliar e caluniar, mas também podem ser usadas para empoderar e humanizar. Elas podem despedaçar a dignidade de um povo, mas também podem reparar essa dignidade despedaçada.

[...]

ADICHIE, Chimamanda. O perigo de uma história única São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 32.

Desse modo, há um deslocamento na compreensão tradicional da História, que, antes centrada em grandes heróis e feitos das elites econômicas e políticas, passa a privilegiar uma perspectiva que reconhece a ação cotidiana de diferentes grupos sociais como agentes de transformação. Para o Ensino Fundamental, essa abordagem implica ensinar que “fazer história” não é privilégio de alguns, mas um processo plural e coletivo, no qual os estudantes e suas famílias também se inserem como sujeitos e agentes das mudanças sociais.

Nesta coleção, buscamos reconhecer o papel desempenhado pelos diversos sujeitos históricos. Para isso, procuramos compartilhar a autoridade sobre a narrativa histórica, destacando que a construção e a escrita da História não são funções exclusivas do ofício do historiador, mas um trabalho coletivo que envolve a escuta ativa e o diálogo entre os indivíduos da sociedade, independentemente das condições econômicas, sociais e culturais (Frisch, 2016, p. 62-63).

Assim, por meio da apreciação de diferentes fontes históricas, sobretudo os relatos orais, buscamos oferecer uma narrativa polifônica, com diferentes pontos de vista sobre a história, no qual diferentes indivíduos compartilham seus saberes, seus conhecimentos e suas tradições. Além disso, os debates, as resoluções coletivas de situações-problema e as atividades propostas ao longo da coleção buscam promover a participação dos estudantes nos processos de mudanças sociais, possibilitando que eles repensem as construções narrativas sobre o passado e compreendam que também fazem parte do processo de escrita da História.

AS FONTES HISTÓRICAS E O ENSINO DE HISTÓRIA

As fontes históricas são consideradas as matérias-primas do ofício dos historiadores. Por meio delas, eles analisam os vestígios e indícios da presença humana em

determinados períodos históricos e, com base nessas evidências, produzem a escrita da História. Ao longo do desenvolvimento da ciência histórica, a relação entre os historiadores e as fontes passaram por transformações significativas, sobretudo na passagem do século XIX para o século XX. Inicialmente, os registros oficiais e formais, como documentos administrativos e diplomáticos, correspondências reais, crônicas ou outros registros produzidos pelas elites, eram considerados fontes históricas por excelência. A escolha desse universo restrito de vestígios sobre o passado delimitou a compreensão dos acontecimentos históricos, uma vez que privilegiava, em sua maioria, as experiências de determinados grupos sociais, como a elite política e econômica.

Com o passar do tempo, outras correntes historiográficas, como a Escola dos Annales, a História Cultural e a História Social, ampliaram esse escopo, reconhecendo a relevância de diferentes fontes para a prática do historiador. A partir de então, relatos orais, registros comunitários, fotografias, processos criminais, livros, histórias em quadrinhos, filmes e objetos do cotidiano passaram a fazer parte das matérias-primas da História. [...]

Podemos compreender melhor a nova demanda por uma ampliação das possibilidades de fontes se atentarmos para a ampliação que também vinha ocorrendo em relação às temáticas de estudo visadas pelos historiadores. A diretriz que passaria a nortear os historiadores ligados aos Annales, acompanhando uma tendência que também ocorreu em outros países, foi a de rejeitar veementemente tudo aquilo que se começava a considerar como uma historiografia demasiado particularizante, individualizadora, factual, narrativa ou descritiva [...] da análise redutoramente política em detrimento das demais dimensões da vida humana.

Empreendendo tanto uma crítica aos setores mais conservadores do Historicismo, como também rejeição imediata da tarefa factual à qual se haviam adequado alguns dos historiadores ligados ao projeto positivista, os Annales das duas primeiras gerações tinham passado a propor explicitamente uma história-problema, econômico-social, valorizadora dos movimentos coletivos em detrimento das ações individuais. Um aspecto sistemático desse discurso de rompimento em relação à historiografia anterior foi o desinteresse, ao menos nos primeiros momentos, por toda aquela documentação política de arquivo que vinha sendo privilegiada pela História da Política do século precedente.

[...]

BARROS, José D’Assunção. Fontes históricas: introdução aos seus usos historiográficos. Petrópolis: Vozes, 2019. p. 124-125. O reconhecimento dessa variedade de fontes históricas possibilitou que novos objetos, como práticas culturais,

e novas abordagens, como a história vista de baixo, fossem explorados pelos historiadores, pluralizando a compreensão dos processos de mudanças e permanências. Nesta coleção, buscando apresentar diferentes pontos de vista sobre os acontecimentos históricos, selecionamos uma variedade de fontes, como representações cartográficas, registros de relatos orais, fotografias e gravuras, muitas delas produzidas por diferentes sujeitos históricos e que fornecem informações sobre realidades sociais e culturais distintas. Além disso, as atividades propostas no material visam promover a interação e a análise de fontes históricas pelos estudantes, possibilitando que eles reconheçam diferentes vestígios e resquícios das práticas humanas no passado e façam perguntas e questionamentos problematizando a construção da narrativa histórica.

Dessa maneira, a coleção contempla discussões sobre diversidade de fontes alinhadas à BNCC, reforçando a análise crítica, a interpretação de múltiplas narrativas e o protagonismo de professores e estudantes. Vale destacar que, ao trabalhar com fontes próximas da realidade dos estudantes, como memórias familiares, registros da comunidade ou manifestações culturais locais, o ensino se torna mais significativo, promovendo o desenvolvimento do senso de pertencimento e a autonomia.

O PATRIMÔNIO E O ENSINO DE HISTÓRIA

No Ocidente, durante séculos, a ideia de patrimônio e de preservação patrimonial esteve centrada em narrativas hegemônicas e nas identidades nacionais, muitas vezes privilegiando elites e líderes políticos, enquanto grupos minoritários ou marginalizados permaneciam invisibilizados dos grandes acontecimentos. No século XX, o conceito de patrimônio passou a considerar não apenas os bens materiais, mas também o patrimônio natural, as manifestações culturais, as tradições e os saberes populares. Nesse contexto, festividades, ofícios, músicas e narrativas comunitárias passaram a ser reconhecidas como patrimônios significativos, capazes de transmitir valores, saberes e conhecimentos. Essa mudança de olhares e perspectivas sobre o conceito de patrimônio foi acompanhada da necessidade de proteger e preservar os bens culturais, as tradições, os costumes e as memórias coletivas regionais do processo de universalização da cultural promovida pela globalização.

As concepções de o que, para que e de como preservar ou proteger têm se modificado e ampliado bastante ao longo dos últimos decênios. Essas modificações, em grande parte, podem ser explicadas a partir do fenômeno da globalização. De um lado, a mundialização e o desenvolvimento tecnológico redundaram na aceleração da história, provocando, como forma de reação, a necessidade de preservar traços da memória coletiva e aumentar os lugares de memória na tentativa de eternizar o passado. De outro lado, a globalização tem derrubado fronteiras e

imposto a homogeneização do mundo, provocando a valorização do regional, do local, daquilo que é específico a povos ou grupos sociais ou étnicos. Em decorrência, passou a haver maior respeito à diversidade cultural. Esses fatores, combinados a outros tantos, contribuíram decisivamente para aprofundar e ampliar o conceito de patrimônio cultural.

[...]

VOGT, Olgário Paulo. Patrimônio cultural: um conceito em construção. Métis: história e cultura, [S. l.], v. 7, n. 13, jan./jun. 2008. p. 14. Disponível em: https://sou.ucs.br/etc/revistas/index.php/metis/article/ view/687/498. Acesso em: 15 set. 2025.

O reconhecimento dos patrimônios culturais e históricos do município ou da região permite explorar espaços, objetos e tradições que contribuem para a construção do sentimento de pertencimento social e cultural. Nesse processo, a identificação de características associadas aos patrimônios, como a localização, o processo de construção de sentidos e a compreensão de como eles são hierarquizados e difundidos possibilita valorizar os patrimônios e problematizar as presenças, as ausências e os esquecimentos de grupos sociais. Atividades como mapeamento de patrimônios locais, visitas a espaços históricos, registros de relatos orais das pessoas da família ou comunidade permitem que os estudantes se reconheçam como parte de um processo histórico vivo e desenvolvam empatia e senso de pertencimento, noções fundamentais da BNCC.

Além disso, é relevante considerar o papel das instituições nacionais e internacionais, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Unesco, no reconhecimento do patrimônio, definindo critérios e promovendo políticas educativas para a preservação e transmissão. Em atividades práticas e de pesquisas, os estudantes podem investigar o papel dessas instituições, analisando como os patrimônios municipais ou regionais foram reconhecidos, tombados ou registrados, e discutir de que maneiras as políticas públicas influenciam a construção da memória coletiva. Essas interações ampliam a compreensão da função social e da política do patrimônio, aproximando conceitos teóricos da realidade prática dos estudantes com relação ao lugar onde vivem. Sendo assim, é possível promover discussões sobre quais memórias e grupos foram valorizados ou silenciados, incentivando o reconhecimento de lacunas e a reflexão crítica sobre os usos do passado e a construção da narrativa histórica.

[...]

Ao nível da Educação Histórica, merece destaque a problematização sistemática dos “usos” da História e do patrimônio, com vista à elaboração de propostas de desenvolvimento do pensamento histórico de jovens e de abordagens metodológicas dos educadores. Simultaneamente, ao nível da Educação Patrimonial, a implementação de atividades de contato direto com fontes patrimoniais permite despertar nos jovens sentidos de responsabilidade em relação ao patrimônio

histórico, e ainda a reflexão crítica e construtiva face às memórias das comunidades com vista à compreensão temporal.

[...]

PINTO, Helena. A interculturalidade em educação patrimonial: desafios e contributos para o ensino de história. Educar em Revista, Curitiba, n. 63, jan./mar. 2017. p. 210. Disponível em: https://www.scielo.br/j/er/a/ kfVQQDBC574qGYwXg4bbmFg/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 15 set. 2025. Portanto, valorizar o patrimônio histórico, material e imaterial, permite que os estudantes compreendam a construção de diversas identidades culturais na sociedade. O trabalho com memórias locais, tradições e espaços históricos, no contexto do ensino de História, contribui para a formação de cidadãos críticos e conscientes de seu papel na sociedade. Projetos que conectem memória, identidades e comunidades incentivam a reflexão crítica e consolidam a compreensão de que a história é dinâmica e continuamente construída por sujeitos de diferentes épocas e contextos. Assim, é possível aproximar o patrimônio da realidade cotidiana, promovendo a autonomia e a participação ativa dos estudantes. O estudo de tradições e manifestações culturais permite que eles se percebam como protagonistas da história e cidadãos capazes de interagir com o mundo à sua volta.

EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS E O ENSINO DE HISTÓRIA

A Educação em Direitos Humanos no Ensino Fundamental visa sensibilizar os estudantes sobre valores universais como dignidade, igualdade, liberdade, justiça e solidariedade. O ensino de História oferece um contexto privilegiado para essa sensibilização, pois permite compreender como diferentes grupos sociais conquistaram direitos, resistiram a opressões e enfrentaram injustiças ao longo do tempo. Ensinar Direitos Humanos envolve mostrar como decisões e ações históricas repercutem na vida das pessoas e comunidades na atualidade, promovendo reflexões sobre direitos, deveres e responsabilidade social. Na BNCC, o estudo sobre os direitos humanos permeia habilidades e competências do componente curricular de História. [...]

A discussão de direitos humanos é citada também na contextualização da área das ciências humanas e nas competências específicas das ciências humanas, tanto do ensino fundamental quanto do médio. No caso específico da disciplina de História, os direitos humanos aparecem de forma direta, citando a expressão em habilidades a serem desenvolvidas em vários anos diferentes e também de forma indireta, visando conhecimentos relacionados a democracia, cidadania, liberdade, igualdade e a povos que historicamente são excluídos das narrativas históricas tradicionais, tais como mulheres, negros e povos indígenas, além de diversos outros tipos de discrimi-

nações realizadas pela humanidade em múltiplos tempos históricos.

[...]

SILVA, Felipe Rodrigues da; VENERA, Raquel Alvarenga Sena. Ensino de história, direitos humanos e narrativas: potencialidades da pesquisa-formação. História Hoje, v. 9, n. 17, 2020. p. 147. Disponível em: https://rhhj.emnuvens.com.br/RHHJ/article/view/646/359. Acesso em: 15 set. 2025.

O ensino de História voltado aos Direitos Humanos deve enfatizar a análise das lutas sociais e das conquistas históricas, mostrando que direitos não são garantias naturais, mas resultado de processos coletivos de resistência e negociação. Por exemplo, a trajetória da abolição da escravidão, das lutas sufragistas e da resistência indígena evidencia como diferentes grupos sociais conquistaram direitos, enfrentando barreiras e desigualdades estruturais. Tal reflexão permite o desenvolvimento do senso crítico e da compreensão de que injustiças do passado podem dialogar com problemas contemporâneos, como discriminação, desigualdade de gênero e racial ou violações de direitos sociais.

Temas sensíveis, como ditaduras, escravidão, conflitos raciais ou marginalização de grupos sociais, podem ser tratados em sala de aula com responsabilidade pedagógica, utilizando estratégias que promovam a reflexão ética e a prática da cidadania. Cada vez mais os traumas, as injustiças, o combate ao preconceito e o sofrimento passam a fazer parte dos debates em sala de aula (Gil; Eugenio, 2018, p. 141). Atividades como debates mediados, dramatizações de acontecimentos históricos ou análise de relatos de sobreviventes permitem que os estudantes reflitam sobre dilemas morais e sociais, assim como sobre soluções e formas de acolhimento.

Nesta coleção, são apresentados conteúdos voltados à Educação em Direitos Humanos e que incentivam o protagonismo estudantil, promovendo a percepção de que cada estudante pode agir de forma ética e responsável em sua comunidade. Projetos que conectem História e realidade cotidiana, como a produção de campanhas educativas, ajudam a engajar e a consolidar a compreensão de que o exercício da cidadania exige participação ativa, reflexão crítica e consciência histórica. Desse modo, o currículo escolar pode funcionar como espaço para que estudantes reconheçam sua capacidade de transformar o ambiente onde vivem, estabelecendo relações de justiça, respeito e equidade.

A relação entre História e Direitos Humanos também permite problematizar conceitos de autoridade, justiça e moralidade. Por meio da análise de períodos de violação sistemática de direitos, os estudantes aprendem a identificar padrões de opressão, a questionar injustiças sociais e a refletir sobre alternativas para promoção da equidade. Abordar temas sensíveis com os devidos cuidados metodológicos e pedagógicos permite aos estudantes o reconhecimento das atuais lutas por direitos civis e a percepção de que o conhecimento histórico é uma ferramenta de consolidação da aprendizagem como prática emancipatória, refletindo sobre problemas atuais, desenvolvendo empatia e participando de forma consciente na sociedade.

ENSINO DE HISTÓRIA DA ÁFRICA, CULTURA

AFRO -BRASILEIRA E POPULAÇÕES INDÍGENAS

O ensino de História da África, da cultura afro-brasileira e das populações indígenas é fundamental para promover uma compreensão plural do passado e conhecer a diversidade das relações sociais no Brasil. As Leis nº 10.639 de 2003 e nº 11.645 de 2008 estabelecem a obrigatoriedade desses conteúdos nos currículos escolares, reconhecendo a importância de valorizar narrativas historicamente invisibilizadas ou marginalizadas. Tal perspectiva amplia as abordagens do ensino de História em sala de aula, pluralizando os sujeitos históricos, uma vez que introduz africanos, afro-brasileiros e indígenas como protagonistas da história, permitindo que os estudantes percebam múltiplas formas de atuação social ao longo do tempo.

O reconhecimento das heranças culturais afro-indígenas não se limita à transmissão de fatos ou datas; trata-se de compreender saberes, conhecimentos e resistências que configuram identidades coletivas. Exemplos de manifestações culturais, histórias e saberes transmitidos pelas tradições orais e relatos comunitários podem aproximar os estudantes das culturas africanas e indígenas. Dessa forma, o ensino deixa de privilegiar uma narrativa colonizadora única, promovendo o pensamento crítico e a reflexão ética sobre as desigualdades históricas, os silenciamentos e a diversidade cultural presente na sociedade contemporânea.

Historicamente, afrodescendentes e indígenas foram representados como coadjuvantes, indivíduos oprimidos ou invisibilizados, reforçando a perspectiva eurocêntrica da história brasileira. Discutir essas representações em sala de aula, por meio de comparações entre diferentes fontes históricas, permite que os estudantes identifiquem brechas e questionem a ideia de uma história única. No contexto brasileiro, isso inclui conhecer líderes comunitários, tradições regionais, datas comemorativas e ações de preservação territorial, destacando que a história foi construída por múltiplos grupos sociais e não apenas pelas elites econômicas e políticas do país. Essas intervenções favorecem o processo de autoconhecimento dos estudantes, que passam a compreender as próprias origens, as trajetórias familiares e os vínculos com a comunidade como parte integrante da História.

Nos conteúdos desta coleção, são propostas atividades que envolvem pesquisas, entrevistas, registros de relatos orais, análise de fontes históricas e produção de trabalhos colaborativos que ajudam os estudantes a se reconhecerem como sujeitos históricos e a interagirem com diferentes pontos de vista sobre a história regional e nacional. Além disso, projetos e atividades que exploram as festas tradicionais, as narrativas afro-brasileiras ou indígenas e a preservação de saberes engajam o pensamento autônomo, o protagonismo e as habilidades interpretativas, articulando teoria e prática. Neste volume, foram selecionados alguns conteúdos que podem ser explorados no ano letivo, voltados para a valorização das culturas afro-brasileiras e indígenas.

Orientações para a abordagem do ensino de História da África, da cultura afro-brasileira e das populações indígenas

Conteúdo

Trabalho no campo no passado

Diferentes grupos que formam o município e a região

Página

46-47

98-101

Semelhanças e diferenças entre comunidades do município e da região 104-107

Diferentes pontos de vista sobre a história local

Entre textos

Registros de memória do município

Patrimônios imateriais

108-109

110-111

122-124

128-129

Orientações

Abordar como o trabalho é organizado entre comunidades indígenas e quilombolas.

Trabalhar o papel desempenhado por indígenas e afro-brasileiros na formação dos municípios. É possível explorar os primeiros contatos entre indígenas e portugueses no início da colonização e a presença do bloco afro Ilê Aiyê no município de Salvador.

Comparar as semelhanças e diferenças entre diferentes comunidades, sobretudo comunidades tradicionais e o papel desempenhado por elas, como as comunidades quilombolas.

Analisar, por meio de relatos orais, diferentes pontos de vista a respeito da história do município. No caso, são comparados o relato de um migrante e o de um indígena com relação à formação do município de Londrina, no estado do Paraná.

Conhecer a biografia de um relevante escritor afro-brasileiro, Machado de Assis.

Identificar os diferentes marcos de memória do município, percebendo a presença e a ausência de grupos minoritários, como afro-brasileiros e indígenas.

Conhecer práticas e manifestações culturais, como o modo de fazer bonecas karajás, o Frevo e a Roda de Capoeira.

Alguns autores da literatura afro-brasileira e indígena podem contribuir para a preparação de aulas e o aprofundamento sobre algumas abordagens para promover a discussão, o debate e a conscientização dos estudantes. A seguir, conheça algumas obras que podem ajudar na construção do saber historiográfico com a turma.

• ALMEIDA, Mariléa de. Devir quilomba: antirracismo, afeto e política nas práticas de mulheres quilombolas. São Paulo: Elefante, 2022.

Com base na experiência de mulheres quilombolas, a historiadora Mariléa de Almeida busca compreender a rede política e afetiva construída por elas na luta contra o racismo.

• GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

Nessa obra, por meio de ensaios, a autora aborda temas sobre cultura, etnicidade, a mulher negra na sociedade brasileira e a questão negra no Brasil.

• KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo São Paulo: Companhia das Letras, 2021.

O autor promove a reflexão sobre a necessidade de conservarmos o meio ambiente, destacando a relação harmoniosa dos indígenas com a terra.

• MUNDURUKU, Daniel. Vozes ancestrais: dez contos indígenas. São Paulo: FTD, 2022.

Nessa obra, diversos indígenas compartilham conhecimentos, saberes e experiências e narram suas histórias sobre a criação das águas e como o fogo foi roubado.

• NASCIMENTO, Beatriz. Uma história feita por mãos negras. Organização de Alex Ratts. Rio de Janeiro: Zahar, 2021.

Buscando ampliar as narrativas históricas, essa obra promove a reflexão sobre temas relacionados a intelectualidade, escravismo, resistência, papel dos quilombos e papel Movimento Negro na luta por direitos civis na atualidade.

QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DOS CONTEÚDOS

O quadro apresentado a seguir mostra a progressão dos conteúdos deste volume, destacando as habilidades, as competências e os temas contemporâneos transversais da BNCC trabalhados em cada unidade.

Trata-se de um quadro que pode ser utilizado para ter uma visão geral dos conteúdos das unidades, assim como facilitar a busca por orientações e comentários de práticas pedagógicas sugeridas nas orientações ao professor correspondentes ao Livro do Estudante

Quadro de distribuição dos conteúdos – 3º ano

Unidade Temas

1 – A organização dos municípios

1. O município

2. Os diferentes espaços do município

3. Espaços públicos e suas funções

2 – Vida no campo

4. Modo de vida no campo

5. Trabalho no campo

6. Cultura e lazer no campo

3 – Vida na cidade

7. Modo de vida na cidade

8. Trabalho na cidade

9. Cultura e lazer na cidade

Conteúdos Habilidades da BNCC

• O espaço rural.

• O espaço urbano.

• Espaços domésticos.

• Espaços públicos.

• Áreas de conservação ambiental.

• Modo de vida no campo no passado.

• Trabalho no campo no passado.

• Cultura e lazer no campo no passado.

• Modo de vida na cidade no passado.

• Trabalho na cidade no passado.

• Cultura e lazer na cidade no passado.

EF03HI08

EF03HI09

EF03HI10

EF03HI08

EF03HI11

EF03HI12

Competências gerais e específicas

Temas contemporâneos transversais

CG4; CG5; CG7; CG10 CEH3 Vida familiar e social; Educação ambiental

CG1; CG3; CG6 CEH3; CEH4 Trabalho

EF03HI08

EF03HI11

EF03HI12

CG4; CG7; CG8; CG10 CEH4; CEH7 Educação ambiental

4 – Os municípios têm história

10. A formação dos municípios

11. Fontes sobre a história do município

12. Os desafios do município

5 –Formação cultural e diversidade

6 – Marcos de memória e patrimônios

13. Diferentes grupos que formam o município e a região

14. Semelhanças e diferenças entre comunidades do município e da região

15. Diferentes pontos de vista sobre a história local

16. Os marcos históricos

17. Registros de memória do município

18. Patrimônios históricos e culturais

• Formação dos municípios brasileiros.

• Diferentes fontes históricas.

• Desafios dos municípios.

• Diferentes grupos populacionais.

• Comunidades quilombolas.

• Comunidades indígenas.

EF03HI01

EF03HI02

• Marcos históricos.

• Registros de memória.

• Patrimônios materiais.

• Patrimônios imateriais.

SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS

As propostas de cronogramas apresentadas a seguir têm como objetivo orientar a distribuição das unidades em planejamentos bimestrais, trimestrais e semestrais, respeitando a organização dos volumes anteriormente mencionada.

Cabe destacar que essas sugestões não contemplam outras atividades que possam surgir ao longo do ano letivo, como projetos, eventos escolares ou avaliações ins-

Sugestão de planejamento bimestral

Bimestre Unidades e temas

1º bimestre

2º bimestre

3º bimestre

4º bimestre

Unidade 1 – A organização dos municípios

Unidade 2 – Vida no campo

Unidade 3 – Vida na cidade

Unidade 4 – Os municípios têm história

Unidade 5 – Formação cultural e diversidade

Unidade 6 – Marcos de memória e patrimônios

EF03HI01

EF03HI03

EF03HI07

CG2; CG7

CEH3; CEH4; CEH6

EF03HI03

EF03HI04

EF03HI05

EF03HI06

CG1; CG6; CG9 CEH1; CEH4

Educação ambiental

CG2; CG4; CG10 CEH3; CEH6

Direitos da criança e do adolescente; Educação em direitos humanos

titucionais, e que devem ser incorporadas ao planejamento de forma articulada.

Para elaborar essas sugestões, consideramos 200 dias letivos de aula, ou 40 semanas; no entanto, o cronograma deve ser ajustado conforme as especificidades de cada turma, levando em consideração o contexto, o ritmo de aprendizagem dos estudantes e o uso de diferentes recursos e estratégias pedagógicas, que vão além do livro didático.

Sugestão de planejamento trimestral

Trimestre Unidades e temas

Unidade 1 – A organização dos municípios

1º trimestre

Unidade 2 – Vida no campo

Unidade 3 – Vida na cidade

2º trimestre

Unidade 4 – Os municípios têm história

Unidade 5 – Formação cultural e diversidade

3º trimestre

Unidade 6 – Marcos de memória e patrimônios

Sugestão de planejamento semestral

Semestre Unidades e temas

Unidade 1 – A organização dos municípios

1º semestre

Unidade 2 – Vida no campo

Unidade 3 – Vida na cidade

Unidade 4 – Os municípios têm história

2º semestre

Unidade 5 –Formação cultural e diversidade

Unidade 6 – Marcos de memória e patrimônios

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES PARA A PRÁTICA DOCENTE

BACICH, Lilian; HOLANDA, Leandro (org.). STEAM em sala de aula: a aprendizagem baseada em projetos integrando conhecimentos na educação básica. Porto Alegre: Penso, 2020. (Série Desafios da Educação).

A obra aborda o STEAM como uma ferramenta importante para desenvolver competências, como a criatividade, o pensamento crítico, a comunicação e o trabalho com a colaboração dos estudantes.

BRASIL. Ministério da Saúde. Proteger e cuidar da saúde de adolescentes na atenção básica. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/ bvs/publicacoes/proteger_cuidar_adolescentes_atencao_ basica_2ed.pdf. Acesso em: 5 set. 2025. Documento que visa auxiliar as Equipes de Atenção Básica/Saúde da Família no trabalho com adolescentes nos aspectos relacionados à saúde.

COSTA, Renato Pinheiro da; BRITO, Adilson Junior Ishihara. Ensino de História em espaços educativos não formais: perspectivas teórico-metodológicas na formação docente de licenciatura. História & Ensino, v. 8, n. 2, p. 129-149, jul./dez. 2022. Disponível em: https://ojs.uel.br/ revistas/uel/index.php/histensino/article/view/43064. Acesso em: 14 ago. 2025.

Buscando alternativas para o ensino de História, os autores discutem a relevância de abordagens que relacionem o componente curricular com o tempo presente, destacando a intervenção dos professores em espaços educativos não formais.

COSTA, Renato Pinheiro da; CASSIMIRO, Élida Estevão; SILVA, Rozinaldo Ribeiro da. Tecnologias no processo de alfabetização nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Docência e Cibercultura, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 97-116, jan./abr. 2021. Disponível em: https://www.e-publicacoes. uerj.br/re-doc/article/view/53068/36747. Acesso em: 16 ago. 2025.

Nesse artigo, os autores abordam a influência da tecnologia no desenvolvimento do processo de alfabetização.

GRISA, Gregório Durlo et al. Neurociência e alfabetização: noções fundamentais. Bento Gonçalves: IFRS, 2022.

Nesse livro, os autores se baseiam nos estudos da Neurociência para explicar os processos de alfabetização.

LIMA, Aurilia de Brito et al. (org.). Políticas de inclusão na educação básica. Curitiba: Appris, 2024.

Coletânea de textos que abordam os principais marcos das políticas públicas relacionadas à inclusão, desde as temáticas mais amplas até as mais específicas.

MARIA, Fábio Genésio dos Santos. O Ensino de História em ambientes não formais: o museu como ambiente educativo. 2019. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Docência para a Educação Básica, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Bauru. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/entities/ publication/c1308459-565a-45b9-8b2b-fca332729d18. Acesso em: 14 ago. 2025.

Diante das dificuldades enfrentadas pelo ensino de História no século XXI, sobretudo com o advento das novas tecnologias digitais, o autor propõe a intervenção de práticas educativas em ambientes não formais, privilegiando o museu como espaço de memória.

MIRANDA, Elaine (coord.). Educação inclusiva e a parceria da família: uma dimensão terapêutica. São Paulo: Literare Books International, 2021.

Esse livro aborda aspectos da inclusão com base em evidências científicas. Além disso, busca evidenciar a importância da participação da família na educação inclusiva.

SILVA, Janssen Felipe da; HOFFMANN, Jussara; ESTEBAN, Maria Teresa. Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo. Porto Alegre: Mediação, 2012.

Os autores discutem as práticas avaliativas em diferentes áreas do currículo, com destaque para a elaboração de práticas de avaliação articuladas ao fazer pedagógico.

VICKERY, Anitra. Aprendizagem ativa nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Porto Alegre: Penso, 2016.

O livro aborda a importância da aprendizagem ativa e do protagonismo do estudante para a concretização do processo de aprendizagem em sala de aula. Além disso, traz a teoria e a prática da aprendizagem ativa, reunindo pesquisas e estudos de casos que vão inspirar os professores a criarem e a explorarem estratégias para desenvolver a própria abordagem de ensino.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

ADICHIE, Chimamanda. O perigo de uma história única

São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

Nesse texto, a escritora nigeriana Chimamanda Adichie critica a estereotipação e a narrativa eurocêntrica da his-

tória, convidando os leitores a refletirem sobre a importância da pluralização dos pontos de vista sobre os eventos históricos.

ALMEIDA, Adriana Mortara et al O saber histórico na sala de aula. Organização de Circe Bittencourt. São Paulo: Contexto, 2002. (Coleção Repensando o Ensino).

Nessa obra, os autores promovem a reflexão acerca das práticas de ensino de História, discutindo a relevância dos métodos de ensino.

ALZINA, Rafael Bisquerra et al Atividades para o desenvolvimento da inteligência emocional nas crianças. São Paulo: Ciranda Cultural, 2009.

O autor apresenta atividades que contribuem para desenvolver as competências emocionais, que envolvem a consciência, a adequação e a autonomia emocional, e as habilidades socioemocionais para a vida e o bem-estar emocional.

BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018.

Esse livro apresenta a importância das estratégias de metodologias ativas para desenvolver a autonomia dos estudantes, valorizando a participação efetiva deles no processo de aprendizado.

BARROS, José D’Assunção. Fontes históricas: introdução aos seus usos historiográficos. Petrópolis: Vozes, 2019.

Nesse livro, o autor discute o papel das fontes históricas no ofício do historiador, debatendo a historicidade das fontes, a introdução de novas abordagens, os usos e os métodos.

BENDER, William N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Tradução de Fernando de Siqueira Rodrigues. Porto Alegre: Penso, 2014.

Nesse livro, o autor destaca as diretrizes práticas para o trabalho com projetos em sala de aula, fornecendo subsídios para o professor planejar aulas mais eficazes e motivadoras.

BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069. htm. Acesso em: 5 set. 2025.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) visa garantir os direitos fundamentais de crianças e adolescentes, assegurando proteção integral, saúde, educação e dignidade.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.

Documento que determina as competências gerais e específicas, as habilidades e as aprendizagens que os estudantes brasileiros da Educação Básica precisam desenvolver e colocar em prática ao longo de sua trajetória escolar.

BRASIL. Ministério da Educação. Conscientização para o uso de celulares na escola: por que precisamos falar sobre isso? Brasília: MEC, 2025. Disponível em: https:// www.gov.br/mec/pt-br/celular-escola/guia-escolas.pdf. Acesso em: 9 ago. 2025.

Esse documento traz orientações práticas que ajudam o professor na implantação da Lei nº 15.100, de 13 de janeiro de 2025, que regulamenta o uso de dispositivos eletrônicos portáteis pelos estudantes nas escolas.

BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica: diversidade e inclusão. Brasília: Conselho Nacional de Educação, 2013. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/media/ etnico_racial/pdf/diretrizes_curriculares_nacionais_para_ educacao_basica_diversidade_e_inclusao_2013.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.

Esse documento traz princípios, fundamentos e procedimentos que norteiam as políticas públicas de educação e auxiliam o professor a elaborar, planejar, executar e avaliar práticas pedagógicas na Educação Básica.

BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC: contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília: MEC, 2019. Disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/ contextualizacao_temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.

Esse documento apresenta os temas contemporâneos transversais da BNCC e explica a importância de sua utilização no processo de ensino-aprendizagem.

BRITO, Giseli Artioli; FLORES, Maria Marta Lopes. A inclusão de alunos com deficiência intelectual: em foco as práticas pedagógicas. Boletim de Conjuntura, Boa Vista, ano V, v. 16, n. 48, 2023. Disponível em: https://revista.ioles.com.br/boca/index.php/revista/ article/view/2879/966. Acesso em: 18 ago. 2025.

Nesse artigo, as autoras abordam os principais aspectos que influenciaram os resultados de uma pesquisa sobre a inclusão escolar e a qualidade da educação.

CORDEIRO, Claudia Talochinski; OLIVEIRA, Ivanete da Rosa Silva de (org.). Educação e políticas inclusivas: ressignificando a diversidade. Londrina: Syntagma Editores, 2020.

Nessa obra, as autoras discutem a inclusão de estudantes com deficiência na escola regular.

FAZENDA, Ivani (coord.). Práticas interdisciplinares na escola. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2017.

Essa obra reúne diversos textos sobre práticas docentes interdisciplinares no espaço escolar.

FAZENDA, Ivani (org.). Didática e interdisciplinaridade Campinas: Papirus, 2012. (Coleção Práxis).

O livro apresenta as contribuições de vários autores sobre os temas da interdisciplinaridade e da didática, nos quais o professor, com base no cotidiano de suas práticas, segue o caminho da invenção, da descoberta, da pesquisa e da construção.

FAZENDA, Ivani (org.). O que é interdisciplinaridade? 2. ed. São Paulo: Cortez, 2013.

Essa obra destaca como são feitas e articuladas diferentes áreas de conhecimento, sob a mediação do professor, ao longo de etapas de projetos que nascem e se desenvolvem dentro das salas de aula.

FERNANDES, Domingos. Avaliação formativa: folha de apoio à formação: Projeto de Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (Maia). Ministério da Educação: Direção-Geral da Educação, 2021. Disponível em: https:// apoioescolas.dge.mec.pt/sites/default/files/2021-02/ folha_avaliacao_formativa.pdf. Acesso em: 6 set. 2025.

Esse material apresenta ações práticas que podem auxiliar o professor no planejamento das estratégias de avaliação.

FERREIRO, Emilia. Alfabetização em processo. 21. ed. São Paulo: Cortez, 2015.

Nesse livro, a autora explica como o processo de alfabetização ocorre no cérebro dos estudantes e sua influência no desenvolvimento dos conhecimentos de outras áreas.

FONSECA, Selva Guimarães. História local e fontes orais: uma reflexão sobre saberes e práticas de ensino de história. História Oral, v. 9, n. 1, p. 125-141, jan./jun. 2006. Disponível em: https://www.revista.historiaoral.org.br/index.php/rho/ article/view/193/197. Acesso em: 8 ago. 2025.

O artigo analisa a interação entre o ensino de História e a História Local na sala de aula, indicando o trabalho com a tradição oral como uma ferramenta para abordar memórias, lembranças e histórias das comunidades do município e da região.

FRISCH, Michael. A história pública não é uma via de mão única, ou, de a Shared Authority à cozinha digital, e viceversa. In: MAUAD, Ana Maria; ALMEIDA, Juniele Rabêlo de; SANTHIAGO, Ricardo (org.). História pública no Brasil: sentidos e itinerários. São Paulo: Letra e Voz, 2016. Nesse capítulo, o autor promove a reflexão sobre a importância da autoridade compartilhada e do papel do historiador na esfera pública.

GIL, Carmem Zeli de Vargas; EUGENIO, Jonas Camargo. Ensino de história e temas sensíveis: abordagens teórico-metodológicas. História Hoje, [S. l.], v. 7, n. 13, 2018. Disponível em: https://rhhj.emnuvens.com.br/ RHHJ/article/view/430/273. Acesso em: 15 set. 2025. O artigo debate a necessidade dos temas sensíveis em sala de aula, destacando o papel das universidades na formação de professores e na produção e ampliação da produção acadêmica e científica sobre o tema.

GREGO, Sonia Maria Duarte. A avaliação formativa: ressignificando concepções e processos. In: COLVARA, Laurence Duarte (coord.). Caderno de formação: formação de professores: bloco 3. São Paulo: Cultura Acadêmica: Unesp: Univesp, 2013. v. 3.

O texto traz reflexões sobre a avaliação formativa e sua aplicação em salas de aula brasileiras.

HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do processo ensinoaprendizagem. São Paulo: Ática, 2008.

Nesse livro, a autora explicita que a avaliação deve ser uma ação contínua, pois faz parte do processo de ensino-aprendizagem. Por isso, a ação avaliativa também deve ser aplicada de diversas maneiras para diagnosticar, controlar e classificar esse processo.

HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do caminho. Porto Alegre: Mediação, 2005.

Aborda as relações entre uma concepção dialética de avaliação e os caminhos da aprendizagem.

JOIA, Michele. A inclusão de crianças na escola: o papel do educador diante das dificuldades de aprendizagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak, 2023.

Nesse livro, a autora fornece dicas sobre a inclusão na escola com base em conhecimentos construídos em sua experiência em sala de aula.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 22. ed. São Paulo: Cortez, 2018.

Esse livro traz artigos que apresentam estudos, propostas e direcionamentos sobre a prática avaliativa no processo de ensino-aprendizagem, contribuindo, assim, para a prática docente.

MAINGAIN, Alain; DUFOUR, Barbara. Abordagens didáticas da interdisciplinaridade. Lisboa: Instituto Piaget, 2008.

Essa obra propõe uma reflexão a respeito da interdisciplinaridade e das condições favoráveis para a transdisciplinaridade.

MELLO, Fabiane de Oliveira; ALLIPRANDINI, Paula Mariza Zedu. Estratégias de aprendizagem de alunos do ensino fundamental em processo de alfabetização. Revista de Psicología, Lima, v. 40, n. 2, 2022. Disponível em: https:// revistas.pucp.edu.pe/index.php/psicologia/article/ view/25503/24038. Acesso em: 16 ago. 2025.

Nesse artigo, as autoras fazem uma análise qualitativa de algumas estratégias de ensino comumente utilizadas no processo de alfabetização.

MORAES, Dirce Aparecida Foletto de. Avaliação formativa: ressignificando a prova do cotidiano escolar. 2008. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2008.

A avaliação é um importante instrumento para nortear a prática pedagógica do professor. Assim, o estudo proposto nessa dissertação busca trazer novos significados à avaliação para que ela não seja utilizada como um instrumento de classificação, mas de formação.

OLIVEIRA, Maria Marly de. Projetos, relatórios e textos na educação básica: como fazer. Petrópolis: Vozes, 2009. Obra voltada a professores da Educação Básica no cotidiano das salas de aula.

PERRENOUD, Phillipe. Avaliação: da excelência à regularização das aprendizagens: entre duas lógicas. Porto Alegre: Artmed, 1999.

Com uma reflexão a respeito do significado da avaliação escolar, esse livro tem o propósito de orientar os professores para o uso da avaliação não como instrumento de medida de conhecimento, mas como uma prática pedagógica que pode ser usada para identificar e suprir as necessidades dos estudantes.

PINTO, Helena. A interculturalidade em educação patrimonial: desafios e contributos para o ensino de história. Educar em Revista, Curitiba, n. 63, jan./mar. 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/er/a/ kfVQQDBC574qGYwXg4bbmFg/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 15 set. 2025.

Ancorada na interculturalidade e na formação da consciência histórica, a autora promove a reflexão a respeito da relevância de abordar e trabalhar com os patrimônios culturais na prática de ensino de História.

REIS, Ana Valéria Sampaio de Almeida; DAROS, Thuinie; TOMELIN, Karina Nones. Layouts criativos para aulas inovadoras. Maringá: B42, 2023.

Nesse livro, as autoras sugerem diferentes estratégias de layout das salas de aula a fim de envolver e criar experiências marcantes para os estudantes.

RÜSEN, Jörn. Razão histórica: teoria da história: os fundamentos da ciência histórica. Tradução de Estevão de Rezende Martins. Brasília: Universidade de Brasília, 2001.

Nessa obra, o autor enfatiza a relevância da teoria da História, destacando a função da teoria, a aplicação do pensamento histórico na vida prática e a constituição dos métodos da ciência histórica.

RÜSEN, Jörn. Teoria da história: uma teoria da história como ciência. Tradução de Estevão C. de Rezende Martins. Curitiba: UFPR, 2015.

Buscando articular fundamentos epistemológicos, metodológicos e fenomenológicos, o autor promove a reflexão sobre o papel da teoria da História enquanto ciência aplicada na didática da História e nas ações que orientem as atividades cotidianas.

SADDI, Rafael. Jörn Rüsen e a didática da história. p. 123-136. In: OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de; SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das Chagas Fernandes; LIMA, Caio Rodrigo Carvalho. Jörn Rüsen: teoria, historiografia, didática. Ananindeua: Cabana, 2022. E-book

O autor analisa a relevância dos trabalhos de Jörn Rüssen para a didática da história no Brasil, desvinculando a didática da área da Pedagogia e a relacionando como uma das áreas da ciência histórica.

SILVA, Eva Aparecida Gomes da. O desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem do aluno com necessidades educacionais especiais. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, São Paulo, v. 9, n. 3, mar. 2023. Disponível em: https:// periodicorease.pro.br/rease/article/view/8972/3542. Acesso em: 14 ago. 2025.

Nesse artigo, a autora destaca a importância das atividades lúdicas no processo de ensino-aprendizagem dos estudantes com necessidades educacionais especiais.

SILVA, Felipe Rodrigues da; VENERA, Raquel Alvarenga Sena. Ensino de história, direitos humanos e narrativas: potencialidades da pesquisa-formação. História Hoje, [S. l.], v. 9, n. 17, 2020. Disponível em: https://rhhj. emnuvens.com.br/RHHJ/article/view/646/359. Acesso em: 15 set. 2025.

Nesse artigo, os autores defendem a importância de debater temas relacionados aos direitos humanos na prática de ensino de História, destacando a relevância da formação dos professores para a promoção desses debates em sala de aula.

SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. 5. ed. São Paulo: Contexto, 2018.

Nesse livro, a autora incentiva a releitura de artigos que discutem as práticas escolares de alfabetização e letramento.

VIEIRA, Martha Victor. Ensino de História e Interdisciplinaridade. Revista Fragmentos de CulturaRevista Interdisciplinar de Ciências Humanas, Goiânia, v. 32, n. 2, p. 309-321, 2022. Disponível em: https://seer.pucgoias.edu.br/index.php/fragmentos/ article/view/12171. Acesso em: 14 ago. 2025.

Nesse artigo, com base na trajetória da disciplina de História, do século XIX à atualidade, a autora analisa a escrita e o ensino de História no Brasil como uma prática interdisciplinar que dialoga com diversas disciplinas, tanto no âmbito escolar como no campo universitário. VIOLÊNCIA escolar e bullying: relatório sobre a situação mundial. Brasília: Unesco, 2019. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000368092/ PDF/368092por.pdf.multi. Acesso em: 5 set. 2025.

Nesse relatório, são apresentados dados sobre a violência escolar e o bullying, além de iniciativas que podem contribuir para a redução dessas ocorrências.

VOGT, Olgário Paulo. Patrimônio cultural: um conceito em construção. Métis: história e cultura, [S. l.], v. 7, n. 13, jan./jun. 2008. Disponível em: https://sou.ucs.br/etc/ revistas/index.php/metis/article/view/687/498. Acesso em: 15 set. 2025.

Nesse artigo, o autor apresenta um panorama a respeito dos patrimônios culturais, destacando as transformações e as mudanças no conceito de patrimônio que ocorreram nos últimos anos.

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