Plantar_Geografia_Volume 5

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Geografia

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Editora responsável: Valquiria Pires Garcia

Organizadora:

EDITORA NOVO RUMO Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.

Componente curricular: Geografia

Geografia

Organizadora:

EDITORA NOVO RUMO

Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Editora responsável: Valquiria Pires Garcia

Mestra e licenciada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Especialista em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Especialista em Educação Especial e Inclusiva pela Faculdade de Educação São Luís (FESL-SP).

Licenciada em Pedagogia pelo Centro Universitário Facvest (Unifacvest-SC).

Professora dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Editora e elaboradora de materiais didáticos.

Componente curricular: Geografia

1ª edição Londrina, 2025

Copyright © Editora Novo Rumo, 2025.

Edição Neiva Camargo Torrezani, Valquiria Pires Garcia

Assistência editorial Marissa Kimura

Preparação e revisão Moisés Manzano da Silva (coord.)

Gerência de produção editorial Camila Rumiko Minaki Hoshi

Supervisão de produção editorial Priscilla de Freitas Cornelsen Rosa

Assistência de produção editorial Lorena França Fernandes Pelisson

Coordenação de produção de arte Tamires Rose Azevedo

Edição de arte Keithy Mostachi

Projeto gráfico e design Dayane Barbieri, Keithy Mostachi, Laís Garbelini

Projeto de capa Marcela Pialarissi

Ilustrações de capa Cajila Barbosa

Coordenação de diagramação Adenilda Alves de França Pucca - Nil

Diagramação EfeDois Editoração Ltda., JSDesign, Leda Cristina Silva

Teodorico

Autorização de recursos João Henrique Pedrão Feliciano

Iconografia Alessandra Roberta Arias, Vinícius Costa (trat. imagens)

Objetos digitais

Gerência de produção Erick Lopes de Almeida

Roteiros Maria Eduarda Panobianco

Edição de imagens Vitor Ueno

Desenvolvimento Ohanna Schmitt Bolfe, Tatiana Tissa Kawakami

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Plantar geografia : 5º ano : anos iniciais do ensino fundamental / organizadora Editora Novo Rumo ; obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo ; editora responsável Valquiria Pires Garcia. -- 1. ed. -Londrina, PR : Editora Novo Rumo, 2025.

Componente curricular: Geografia.

ISBN 978-65-5158-036-9(livro do estudante)

ISBN 978-65-5158-056-7(livro do professor)

ISBN 978-65-5158-031-4(livro do estudante HTML5)

ISBN 978-65-5158-051-2(livro do professor HTML5)

1. Geografia (Ensino fundamental) I. Garcia, Valquiria Pires. II. Série.

25-299076.0

CDD-372.891

Índices para catálogo sistemático:

1. Geografia : Ensino fundamental 372.891

Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA NOVO RUMO.

Avenida Doutor Adhemar Pereira de Barros, 1500, sala 804 - Bela Suíça - Londrina-PR CEP 86047-250 - Tel. (43) 3367-2030 contato@editoranovorumo.com.br

Elaboração de originais

Valquiria Pires Garcia

Mestra e licenciada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Especialista em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Especialista em Educação Especial e Inclusiva pela Faculdade de Educação São Luís (FESL-SP).

Licenciada em Pedagogia pelo Centro Universitário Facvest (Unifacvest-SC).

Professora dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Editora e elaboradora de materiais didáticos.

Bruna Migotto Barbieri Estruzani

Especialista em Ensino de Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Licenciada e bacharela em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Elaboradora e editora de materiais didáticos.

Erika Fernanda Rodrigues

Especialista em Educação Especial pela Universidade Norte do Paraná (Unopar-PR).

Licenciada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Elaboradora e editora de materiais didáticos.

Neiva Camargo Torrezani

Mestra, licenciada e bacharela em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Especialista em Análise e Educação Ambiental em Ciências da Terra pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Licenciada em Pedagogia pela Universidade Cesumar (Unicesumar-PR).

Elaboradora e editora de materiais didáticos.

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

Acreditamos que o aprendizado em Geografia é essencial para que os estudantes se tornem cidadãos ativos e capazes de pensar de forma autônoma e crítica. Esta coleção foi cuidadosamente pensada para ser uma parceira nessa missão, proporcionando uma abordagem integrada e relevante.

Ao longo de cada unidade, o conteúdo se conecta diretamente com a realidade dos estudantes, valorizando o que eles já sabem e incentivando a construção de novos conhecimentos. Nessa dinâmica, o professor não é apenas um detentor do saber, mas um guia e um mediador, orientando-os a ser os protagonistas de sua aprendizagem.

Para apoiar essa jornada, apresentamos este Livro do Professor. Na primeira parte dele, você encontra informações sobre a estrutura da coleção e a reprodução do Livro do Estudante com as orientações ao professor nas laterais e nos rodapés das páginas reproduzidas, com comentários práticos para auxiliar no dia a dia em sala de aula, como orientações sobre os conteúdos das unidades, atividades extras, momentos sugeridos de avaliação, entre outros subsídios. Na segunda parte, apresentamos o Manual do Professor, no qual é possível encontrar desde a estrutura da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e fundamentos teórico-metodológicos da coleção até recursos práticos, como estratégias de avaliação diversificadas, modelos de planejamento de rotina e de sequência didática, quadro de distribuição dos conteúdos e sugestões de cronogramas que contribuem para o desenvolvimento docente.

É importante ressaltar que as sugestões podem ser adequadas de acordo com a realidade da turma e da escola. Esperamos que seja uma ferramenta útil e enriquecedora no processo de ensino-aprendizagem, possibilitando a formação de cidadãos críticos e participativos na sociedade.

Desejamos a você um ótimo ano letivo!

SUMÁRIO

UNIDADE

ESPECÍFICAS .................... VIII

UNIDADES TEMÁTICAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES ........................ IX OS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS .................................................... X

INTEGRAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES CURRICULARES............................................. XI A PRÁTICA INTERDISCIPLINAR E O TRABALHO COM PROJETOS ................................................... XI AVALIAÇÃO ........................................................ XII O PAPEL DO PROFESSOR E A PRÁTICA DOCENTE ........................................... XV A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM AÇÃO .................. XV O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS ......................XX

O ENSINO DE GEOGRAFIA .............................. XXI FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS NO ENSINO DE GEOGRAFIA ................................... XXI

QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DOS CONTEÚDOS ...........................................XXIV

SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS ................XXVI

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES PARA A PRÁTICA DOCENTE ................................... XXVII

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS ............................................. XXVIII

MANUAL DO PROFESSOR

CONHEÇA

A COLEÇÃO

Esta coleção é composta por três volumes, sendo 3º , 4º e 5º anos, destinados aos estudantes e professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Cada volume é organizado em seis unidades que, por sua vez, são subdivididas em temas e seções que desenvolvem as habilidades relacionadas aos objetos de conhecimento e às competências gerais e específicas propostas pela BNCC. Além disso, durante o desenvolvimento dos conteúdos, a coleção aborda os temas contemporâneos transversais, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e atuantes na sociedade.

Além dos volumes impressos, a coleção apresenta a versão digital do Livro do Estudante e do Livro do Professor. Esses materiais digitais apresentam recursos acessíveis, favorecendo a utilização por todos os estudantes. Os livros digitais também apresentam alguns recursos, como infográficos e mapas clicáveis, que podem ser acessados, na versão digital, por meio do sumário e de ícones indicados nas páginas dos livros.

O LIVRO DO ESTUDANTE

A seguir, apresentamos a estrutura do Livro do Estudante, explicando as características das seções e de outros elementos que compõem a coleção.

VAMOS INICIAR

Essa seção, presente no início de cada volume, tem o objetivo de avaliar os estudantes com relação aos conhecimentos esperados para o ano de ensino, permitindo a você fazer uma avaliação diagnóstica da turma.

PÁGINAS DE ABERTURA

Têm como objetivos marcar o início de cada unidade, despertar a atenção dos estudantes para o que será abordado e relacionar os conteúdos aos conhecimentos prévios e à sua realidade próxima.

DESENVOLVIMENTO DOS CONTEÚDOS

Os conteúdos são desenvolvidos por meio dos textos, das imagens, das atividades e das seções presentes nas unidades. Com o objetivo de tornar as aulas mais dinâmicas e envolventes, as atividades relacionadas aos conteúdos são apresentadas ao longo da teoria, de modo integrado. As atividades têm estruturas variadas e auxiliam no desenvolvimento das habilidades e das competências da BNCC.

VOCABULÁRIO

Apresenta o significado de termos que os estudantes podem desconhecer e que são importantes para a compreensão do texto.

BOXE COMPLEMENTAR

Apresenta textos e imagens com informações complementares aos conteúdos da unidade.

COLETIVAMENTE

Explora os temas contemporâneos transversais, contribuindo para a formação cidadã dos estudantes por meio de reflexões e propostas de resoluções de problemas, de modo que eles sejam atuantes na sociedade em que vivem. É subdividida em Conhecendo o problema, Organizando as ideias e Buscando soluções para que, assim, os estudantes tenham contato com uma situação-problema, reflitam sobre ela e busquem uma solução prática. O tema contemporâneo transversal desenvolvido é identificado nas orientações ao professor

ENTRE TEXTOS

Promove o trabalho com diferentes gêneros textuais, possibilitando o desenvolvimento de habilidades relacionadas à leitura, à escrita, à oralidade e aos processos gerais de compreensão de leitura: localizar e retirar informação explícita de textos; fazer inferências diretas; interpretar e relacionar ideias e informações; analisar e avaliar conteúdos e elementos textuais. A seção apresenta as subdivisões Explorando o texto e Além do texto

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

Essa seção tem como objetivo sugerir uma avaliação formativa, de modo que você possa avaliar a aprendizagem dos estudantes com relação aos conteúdos abordados na unidade, fornecendo informações para intervenções caso haja defasagens ou dificuldade de aprendizagem.

SAIBA MAIS

Apresenta sugestões de recursos extras, como livros, filmes ou sites. Cada sugestão é acompanhada por uma breve sinopse.

VAMOS CONCLUIR

Presente no final de cada volume, essa seção contém atividades cujo objetivo é sugerir uma avaliação somativa, de modo que você possa avaliar os estudantes quanto aos conhecimentos adquiridos durante o processo de ensino no ano letivo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

Presente ao final do livro, apresenta referências comentadas de livros, artigos ou sites que foram consultadas na elaboração do Livro do Estudante.

ÍCONE CARTOGRAFIA

Indica um conteúdo ou atividade que colabora com a alfabetização cartográfica dos estudantes.

ÍCONE DE RESPOSTA ORAL

Indica que os estudantes devem responder à atividade oralmente.

ÍCONE DE RESPOSTA NO CADERNO

Indica que os estudantes devem registrar as respostas da atividade no caderno.

OBJETO DIGITAL

Indica que há Objeto Educacional Digital relacionado aos temas que estão sendo trabalhados e que pode ser acessado na versão digital do livro.

O LIVRO DO PROFESSOR

Este Livro do Professor é organizado em duas partes. Esta primeira parte apresenta a estrutura da coleção e a Reprodução do Livro do Estudante, que se refere à reprodução das páginas do Livro do Estudante em tamanho reduzido, com respostas e possíveis comentários para você. Nas laterais e nos rodapés dessas páginas, as orientações ao professor propõem comentários, sugestões de condução para as atividades e respostas de algumas atividades que não foram apresentadas na reprodução da página do Livro do Estudante. Essas orientações colaboram para a prática docente e seu dia a dia em sala de aula e foram elaboradas de modo a explicitar os procedimentos das aulas de forma prática e ao mesmo tempo detalhada, oferecendo suporte à prática docente.

A segunda parte, apresentada após a Reprodução do Livro do Estudante, é intitulada Manual do Professor Ela apresenta a estrutura da BNCC, a fundamentação teórico-metodológica da coleção e aborda diversos assuntos que contribuem para o desenvolvimento docente e para o dia a dia em sala de aula. Além disso, disponibiliza um quadro de distribuição dos conteúdos com as habilidades e as competências da BNCC que estão sendo desenvolvidas em cada unidade, além de sugestões de cronogramas bimestrais, trimestrais e semestrais. Ao final dessa parte, há sugestões de referências complementares para a prática docente e as referências bibliográficas comentadas utilizadas como consulta para a produção das orientações ao professor e do Manual do Professor

Observe a seguir como as orientações ao professor, que constam na primeira parte deste Livro do Professor, estão estruturadas.

Nas orientações ao professor da seção Vamos iniciar, você encontra os objetivos pedagógicos e as sugestões de intervenção, com base nas respostas dos estudantes, considerando os conhecimentos prévios deles.

OBJETIVOS DA UNIDADE

Destaca os objetivos pedagógicos de cada unidade do Livro do Estudante

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

Fornece dicas para que você possa iniciar as aulas, abordar alguns conteúdos ou realizar uma avaliação diagnóstica de maneira diferente da que foi apresentada no Livro do Estudante

BNCC

Evidencia habilidades, competências e temas contemporâneos transversais da BNCC que estão sendo

desenvolvidos em cada conteúdo, destacando as relações entre esses elementos e o conteúdo.

COMENTÁRIOS DIVERSOS

Os comentários e as explicações de caráter prático referentes às atividades do Livro do Estudante e as considerações pedagógicas a respeito de possíveis dificuldades dos estudantes na resolução das atividades, bem como alternativas para consolidar conhecimentos, são inseridos em tópicos ao longo da unidade. Além disso, esse item apresenta sugestões de respostas de algumas atividades e questões indicadas no Livro do Estudante

ATIVIDADE EXTRA

Mostra sugestões de atividades complementares que contribuem para diversificar as estratégias de aprendizagem.

OBJETIVOS

Lista os objetivos pedagógicos de algumas seções do Livro do Estudante

AVALIANDO

Propõe avaliações formativas para que você possa acompanhar a aprendizagem dos estudantes em diferentes momentos, possibilitando, se for o caso, intervenções no ensino. Para facilitar a avaliação, esse boxe dispõe os objetivos das atividades e as sugestões de intervenção, com foco na recuperação da aprendizagem.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

Destaca momentos em que é possível estabelecer relações entre componentes curriculares de diferentes áreas do conhecimento, além de orientações práticas sobre como realizar as articulações entre os conteúdos.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

Fornece sugestões de filmes, livros, sites, documentários, entre outros recursos, contribuindo para a sua formação.

Nas orientações ao professor da seção Coletivamente, apresentamos os objetivos pedagógicos e as orientações sobre como desenvolver os conteúdos e as atividades da seção com os estudantes.

Nas orientações ao professor da seção Entre textos, há os objetivos pedagógicos e as orientações sobre como desenvolver a competência leitora e a competência da escrita por meio do trabalho com essa seção.

Nas orientações ao professor da seção Vamos avaliar o aprendizado, estão os objetivos pedagógicos e as sugestões de intervenção para você, com base nas respostas dos estudantes, considerando possíveis dificuldades na resolução das atividades, bem como alternativas para consolidar aprendizagens.

Nas orientações ao professor da seção Vamos concluir, estão os objetivos pedagógicos e as sugestões de intervenção para você, com base nas respostas dos estudantes, considerando possíveis dificuldades na resolução das atividades, bem como alternativas para consolidar aprendizagens.

LIVRO DO ESTUDANTE

do Livro do Estudante

Geografia

Organizadora:

EDITORA NOVO RUMO

Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.

Editora responsável: Valquiria Pires Garcia

Mestra e licenciada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Especialista em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Especialista em Educação Especial e Inclusiva pela Faculdade de Educação São Luís (FESL-SP).

Licenciada em Pedagogia pelo Centro Universitário Facvest (Unifacvest-SC).

Professora dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Editora e elaboradora de materiais didáticos.

Componente curricular: Geografia

1ª edição Londrina, 2025

16/09/2025 12:14:28

Esta parte do Livro do Professor contém a Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido, com respostas das atividades e possíveis comentários para você. Além disso, nas laterais e rodapés há as orientações ao professor que servem como um guia para a prática pedagógica apresentando sugestões sobre como trabalhar as atividades, além de apresentar as respostas que não foram incluídas na reprodução das páginas. Para deixar mais evidente o sentido de leitura, em algumas páginas utilizamos as indicações e .

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Edição Neiva Camargo Torrezani, Valquiria Pires Garcia

Assistência editorial Marissa Kimura

Preparação e revisão Moisés Manzano da Silva (coord.)

Copyright © Editora Novo Rumo, 2025.

Gerência de produção editorial Camila Rumiko Minaki Hoshi

Supervisão de produção editorial Priscilla de Freitas Cornelsen Rosa

Assistência de produção editorial Lorena França Fernandes Pelisson

Coordenação de produção de arte Tamires Rose Azevedo

Edição de arte Keithy Mostachi

Projeto gráfico e design Dayane Barbieri, Keithy Mostachi, Laís Garbelini

Projeto de capa Marcela Pialarissi

Ilustrações de capa Cajila Barbosa

Coordenação de diagramação Adenilda Alves de França Pucca - Nil

Diagramação EfeDois Editoração Ltda., JSDesign, Leda Cristina Silva

Teodorico

Autorização de recursos João Henrique Pedrão Feliciano

Iconografia Alessandra Roberta Arias, Vinícius Costa (trat. imagens)

Objetos digitais

Gerência de produção Erick Lopes de Almeida

Roteiros Maria Eduarda Panobianco

Edição de imagens Vitor Ueno

Desenvolvimento Ohanna Schmitt Bolfe, Tatiana Tissa Kawakami

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Plantar geografia : 5º ano : anos iniciais do ensino fundamental / organizadora Editora Novo Rumo ; obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo ; editora responsável Valquiria Pires Garcia. -- 1. ed. -Londrina, PR : Editora Novo Rumo, 2025.

Componente curricular: Geografia.

ISBN 978-65-5158-036-9(livro do estudante)

ISBN 978-65-5158-056-7(livro do professor)

ISBN 978-65-5158-031-4(livro do estudante HTML5)

ISBN 978-65-5158-051-2(livro do professor HTML5)

1. Geografia (Ensino fundamental) I. Garcia, Valquiria Pires. II. Série.

CDD-372.891

25-299076.0

Índices para catálogo sistemático:

1. Geografia : Ensino fundamental 372.891

Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA NOVO RUMO.

Avenida Doutor Adhemar Pereira de Barros, 1500, sala 804 - Bela Suíça - Londrina-PR CEP 86047-250 - Tel. (43) 3367-2030 contato@editoranovorumo.com.br

Elaboração de originais

Valquiria Pires Garcia

Mestra e licenciada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Especialista em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Especialista em Educação Especial e Inclusiva pela Faculdade de Educação São Luís (FESL-SP).

Licenciada em Pedagogia pelo Centro Universitário Facvest (Unifacvest-SC).

Professora dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Editora e elaboradora de materiais didáticos.

Bruna Migotto Barbieri Estruzani

Especialista em Ensino de Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Licenciada e bacharela em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Elaboradora e editora de materiais didáticos.

Erika Fernanda Rodrigues

Especialista em Educação Especial pela Universidade Norte do Paraná (Unopar-PR).

Licenciada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Elaboradora e editora de materiais didáticos.

Neiva Camargo Torrezani

Mestra, licenciada e bacharela em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Especialista em Análise e Educação Ambiental em Ciências da Terra pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Licenciada em Pedagogia pela Universidade Cesumar (Unicesumar-PR).

Elaboradora e editora de materiais didáticos.

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

04/10/2025 14:59:11

APRESENTAÇÃO

Olá, estudante!

Na vida, a gente aprende e ensina o tempo todo. Provavelmente você já aprendeu muito com seus professores, amigos e conhecidos.

Neste livro, há momentos tanto para você compartilhar o que já viveu quanto para novas descobertas. Você vai ler e produzir textos, resolver problemas, entender como funcionam certos processos naturais, sociais e culturais, entre outros assuntos.

Esperamos que você interaja com seus colegas e participe das atividades, desenvolvendo o gosto particular por novas descobertas. E não se esqueça de que sempre poderá tirar as suas dúvidas com o professor.

Aproveite cada momento para tornar esse aprendizado mais rico e divertido.

Bom estudo!

3

04/10/2025 15:20:44

CONHEÇA SEU LIVRO

A seguir, apresentamos a organização do seu livro e indicamos como isso vai ajudar em seus estudos.

VAMOS INICIAR

As atividades dessa seção servem para você mostrar o que já sabe e perceber o que precisa estudar um pouco mais.

PÁGINAS DE ABERTURA

Nessas páginas, você vai encontrar uma imagem e um texto iniciando a conversa sobre o assunto que será estudado na unidade e algumas questões que exploram o que você já sabe.

PÁGINAS DE CONTEÚDO

Nessas páginas, são apresentados textos, imagens e atividades que vão auxiliar em sua aprendizagem sobre Geografia, envolvendo, principalmente, a sua vivência nos lugares, com as pessoas e a natureza.

ENTRE TEXTOS

Nessa seção, você vai trabalhar com diferentes gêneros textuais, relacionando o assunto estudado a diversos contextos, ao mesmo tempo em que desenvolve práticas de linguagem.

a pronúncia característica de um país, de uma região ou mesmo de uma pessoa. Ele é identificado pela maneira de emitir o som das palavras, variando de um tom para outro. Aqui no Brasil, por exemplo, quase sempre é possível saber em que região as pessoas vivem ou onde viveram uma grande parte de sua vida apenas pela forma que elas falam. Nosso país tem cinco regiões, mas há muito mais sotaques do que isso. Não se sabe nem exatamente quantos! O sotaque se caracteriza pela força ou intensidade, pelo ritmo e pela melodia de uma mesma língua falada de maneiras diferentes por diferentes comunidades. É curioso que, quando estamos em contato com pessoas da nossa comunidade, não notamos nosso próprio sotaque. Mas basta falarmos com pessoas de outra cidade ou de outro estado que percebemos logo a diferença. [...] Todos temos sotaque. Mesmo as pessoas que utilizam a língua padrão em sua forma mais vigiada possível têm o seu próprio jeito de falar. E não tem sotaque

COLETIVAMENTE

Nessa seção, você vai refletir sobre temas importantes e, junto aos colegas, pesquisar e pensar na solução de problemas relacionados a situações do cotidiano.

BOXE COMPLEMENTAR

Nas unidades, algumas informações adicionais interessantes são destacadas, complementando o assunto ou o contexto trabalhado.

VOCABULÁRIO

Nesse boxe você encontra o significado de algumas palavras para ajudar na compreensão dos textos. Essas palavras foram destacadas nos textos.

Ao final de cada unidade, há uma seção para que você avalie seu avanço na aprendizagem até o momento. 1.

VAMOS CONCLUIR

No final do volume, essa seção apresenta atividades que auxiliam a avaliar sua aprendizagem ao longo das unidades de estudo.

04/10/2025 15:20:46

SAIBA MAIS

Apresenta sugestões de livros, sites e filmes que estão relacionados com os conteúdos estudados.

REFERÊNCIAS

BIBLIOGRÁFICAS

COMENTADAS

Essa seção contém as referências de livros, revistas e sites que foram utilizados na elaboração do seu livro.

ÍCONES E DESTAQUES

RESPOSTA ORAL

Indica atividades e questões que você deve responder oralmente.

RESPOSTA CADERNO

Indica atividades e questões que você deve responder no caderno.

CARTOGRAFIA

Conteúdo ou atividade que contempla conceitos, noções ou habilidades de Cartografia.

OBJETOS DIGITAIS

Indica que existe, na versão digital deste livro, um infográfico ou mapa clicável relacionado ao conteúdo.

Os sites indicados neste livro podem mostrar imagens e textos diferentes dos que foram pensados para o seu estudo. Isso acontece porque o conteúdo disponível on-line pode ser alterado com o tempo e variar conforme o histórico de pesquisa do usuário. Por isso, não temos como controlar as imagens e textos que aparecem em tais sites

SUMÁRIO

UNIDADE

TRABALHO E TECNOLOGIA NO BRASIL

TEMA 14 • ATIVIDADES AGRÍCOLAS NO BRASIL

CLIMA E AGRICULTURA

A TECNOLOGIA A SERVIÇO DAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS

TEMA 15 • ATIVIDADE INDUSTRIAL NO BRASIL

OS AVANÇOS TECNOLÓGICOS NA PRODUÇÃO INDUSTRIAL BRASILEIRA

TEMA 16 • TECNOLOGIA EM NOSSO COTIDIANO

COMÉRCIO E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS NA ERA DIGITAL

TEMA 17 • FONTES DE ENERGIA EM NOSSO DIA A DIA

AS FONTES DE ENERGIA E O MEIO AMBIENTE

OBJETOS DIGITAIS

MAPA CLICÁVEL: A DIVERSIDADE DO CONTINENTE AMERICANO

MAPA CLICÁVEL: REGIÕES DO BRASIL

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: IMPORTANTES RIOS BRASILEIROS

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: ESPÉCIES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO NO CERRADO 45

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: O BOI NO FOLCLORE BRASILEIRO

MAPA CLICÁVEL: FUNÇÃO DAS CIDADES

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: MEIOS DE TRANSPORTES SUSTENTÁVEIS

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: CAMPO SUSTENTÁVEL

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: FONTES DE ENERGIA SUSTENTÁVEL: CONHEÇA COMO GERAMOS ELETRICIDADE LIMPA

04/10/2025 14:13:29

1. Objetivo

• Reconhecer diferentes elementos das paisagens, como vegetação, clima, relevo, hidrografia, e sua influência na dinâmica do lugar e no modo de vida das pessoas.

Sugestão de intervenção

• Em caso de dificuldades, proponha outro trabalho com imagens do munícipio onde vivem ou de outros. Assim, os estudantes podem observar e refletir sobre a presença desses elementos na paisagem e perceber semelhanças e diferenças nas características dos lugares. Descreva detalhadamente os elementos retratados nas paisagens para auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão na construção de imagens mentais de modo a interpretá-las.

2. Objetivo

• Observar algumas características físicas do lugar em que vivem.

Sugestão de intervenção

• Caso eles apresentem dificuldades, promova uma roda de conversa para que todos descrevam elementos naturais observados no lugar onde vivem, que sejam relacionados a clima, relevo, hidrografia etc.

Respostas

1. b) Espera-se que os estudantes identifiquem que esse tipo de vegetação recebe pouca chuva durante o ano e, por isso, a vegetação está seca.

1. c) Espera-se que os estudantes concluam que a paisagem mostra uma época de temperaturas elevadas, pois as pessoas estão à beira da praia vestindo roupas leves e de banho, próprias para dias quentes.

VAMOS INICIAR

Escreva as respostas no caderno.

1. Observe as paisagens a seguir e responda às questões no caderno.

do

Paisagem do município de Madalena, no Ceará, em 2023.

Paisagem do município de Cuiabá, no Mato Grosso, em 2022.

Paisagem do município de Itapema, em Santa Catarina, em 2024.

a ) Em qual dos municípios podemos observar forma de relevo mais ondulado, com morros recobertos de vegetação? Em qual estado ele se localiza?

b ) Uma das paisagens apresenta vegetação de aspecto cinzento e plantas com espinhos. Em qual município essa paisagem está localizada? Em sua opinião, esse tipo de vegetação recebe muita chuva ou pouca chuva durante o ano?

c ) Qual município está localizado no litoral? A paisagem mostra uma época do ano em que as temperaturas estão baixas ou elevadas? Como você chegou a essa conclusão?

1. a) Resposta: No município de Ouro Preto, em Minas Gerais. 1. b) Resposta: No município de 1. c) Resposta: No município de

Itapema, em Santa Catarina. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor Madalena, no Ceará. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

d ) Entre os municípios mostrados, um deles apresenta forma de relevo muito plana. Que município é esse? Em qual estado fica esse município?

1. d) Resposta: O município de Cuiabá. Esse município fica no estado do Mato Grosso.

2. Descreva no caderno algumas características do clima, das formas de relevo e da vegetação natural (caso exista) do município onde você mora.

2. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes descrevam características gerais que observam no dia a dia ou que tenham estudado no ano anterior, como temperaturas mais elevadas ou mais baixas na maior parte do ano, clima chuvoso ou seco, áreas de vegetação natural preservada ou a vegetação que se desenvolvia na região, mas foi retirada.

04/10/2025 14:15:46

Paisagem
município de Ouro Preto, em Minas Gerais, em 2021.

3. b) Resposta pessoal. O objetivo desta questão é incentivar os estudantes a observarem as particularidades do espaço onde vivem, reconhecendo diferenças e semelhanças

3. Leia as palavras do quadro a seguir.

entre o espaço rural e o espaço urbano por meio da identificação de seus elementos.

colheitadeira • lojas • plantação • hospital

a ) Agora, monte uma tabela no caderno e distribua as palavras do quadro de acordo com o espaço onde elas são mais comuns: campo ou cidade. Observe o exemplo.

3. a) Resposta: Campo: colheitadeira e

plantação. Cidade: hospital e supermercado.

Espaços: campo e cidade

Campo

Cidade gado lojas

b ) Complete o quadro com outras palavras usando exemplos do campo e da cidade do município onde você vive.

4. Escreva no caderno um pequeno texto contando se você mora no campo ou na cidade. Descreva como é o seu modo de vida e alguns costumes ou hábitos culturais de sua família. Inclua quais tipos de trabalho vocês observam no lugar onde vivem, onde costumam fazer suas compras, como se divertem, entre outras atividades.

5. a) Resposta: Batata, pimentão, tomate, vagem e cebola.

5. Observe atentamente a fotografia desta página.

a ) Escreva no caderno uma lista com os nomes de alguns produtos que aparecem na fotografia.

b ) Escolha um desses produtos e, no caderno, elabore um esquema mostrando o caminho desse produto do campo até a cidade.

5. b) Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

6. Pense e escreva no caderno cinco tipos de prestação de serviços oferecidos nas cidades.

6. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar escolas, hospitais, bancos, advogados, cabeleireiros etc.

7. Elabore e escreva no caderno uma pergunta que seja coerente com a resposta a seguir.

7. Resposta: Espera-se que os estudantes elaborem a pergunta: “Qual é a relação entre o campo e a cidade?”.

O campo e a cidade são interdependentes, pois o campo necessita dos serviços e das tecnologias que a cidade fornece e a cidade necessita das matérias-primas e dos produtos que o campo produz.

4. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é incentivar os estudantes a refletirem sobre os aspectos do seu cotidiano, valorizando sua vivência cultural e social no campo ou na cidade.

te seus processos de produção até o consumo. Aproveite e promova a valorização do campo e o reconhecimento da origem dos alimentos.

6. Objetivo

• Identificar serviços prestados no município onde vivem.

Sugestão de intervenção

• Proponha a visita a uma rua de comércio e serviços do município a fim de que os estudantes pesquisem quais serviços são oferecidos nesses estabelecimentos e elaborem um relatório sobre o que foi observado. Antecipadamente, solicite

a autorização dos pais ou responsáveis para a saída do ambiente escolar. Providencie o transporte, peça o auxílio da equipe pedagógica no dia da atividade e certifique-se de que sua realização não ofereça nenhum risco aos estudantes. Lembre-se de garantir a acessibilidade daqueles com necessidades especiais.

7. Objetivo

• Demonstrar reconhecimento da interdependência entre cidade e campo.

Sugestão de intervenção

• Elabore cartões com nomes de produtos, ferramentas e utensílios que podem

3. Objetivo

• Identificar características do campo e da cidade.

Sugestão de intervenção

• Apresente materiais de pesquisa como revistas e sites especializados em conteúdos sobre espaços urbanos e rurais. Proponha que, em grupos, confeccionem cartazes e montem uma exposição de produtos e atividades que, geralmente, fazem parte do cotidiano do campo ou da cidade.

4. Objetivo

• Expressar conhecimentos sobre o espaço do município em que vivem (campo ou cidade), como os hábitos, as atividades, entre outros.

Sugestão de intervenção

• Proponha uma pesquisa no site da prefeitura, que pode apresentar atividades comuns a cada um desses espaços, isto é, típicas do lugar. Para isso, conduza os estudantes até a sala de informática, se existir esse espaço na escola.

5. Objetivos

• I dentificar produtos do campo em uma imagem.

• Elaborar um esquema da produção ao consumo desses produtos.

Sugestão de intervenção

• Proponha aos estudantes uma atividade utilizando encartes de supermercado, com o objetivo de identificar produtos originados do campo. Oriente-os a recortar e colar um ou mais desses produtos para a elaboração de um esquema visual, em cartolina, que represen-

04/10/2025 14:15:46

ser encontrados no campo e na cidade. Divida a lousa em campo e cidade. Solicite aos estudantes que sorteiem os cartões e, a cada palavra retirada, convide a turma a relacionar o elemento ao campo ou à cidade.

Resposta

5. b) O esquema deve representar os produtos sendo trazidos do campo, levados a uma central de abastecimento e vendidos a supermercados e quitandas para serem revendidos aos consumidores.

Banca com vegetais e frutas à venda em uma feira livre na cidade de Feira de Santana, na Bahia, em 2023.

Inicie o estudo desse assunto levando à sala de aula vários modelos de representações cartográficas, como: mapas políticos do mundo, do Brasil ou do estado onde os estudantes moram; plantas do município ou do bairro; globo terrestre; atlas; livros com mapas antigos e imagens de satélites. Faça uma exposição dessas representações para que eles possam manipulá-las e se familiarizarem com o material. Para estudantes cegos ou com baixa visão, adapte algumas representações cartográficas de forma a possibilitar a percepção tátil. Para isso, utilize texturas diferenciadas para representar as informações, aplicando cola relevo nos contornos dos limites territoriais e diferentes materiais para indicar as terras emersas e os oceanos. Peça que exponham suas percepções ao manuseá-lo.

Em uma folha de papel, solicite aos estudantes que descrevam suas impressões e detalhes do que observaram em cada uma das representações. Esse pode ser um momento motivador para iniciar o estudo das representações da superfície terrestre.

• Para complementar o trabalho com o tema, sugerimos a leitura do texto de apoio a seguir.

O globo terrestre e o planisfério

Um globo geográfico é a representação mais fiel que se conhece da Terra. [...] É uma verdadeira miniatura da Terra, devido, principalmente, à sua forma. Então, se um globo é a representação esferoidal da Terra, nos seus aspectos geográficos, uma carta é a representação plana da Terra.

O maior drama que existe

UNIDADE O TERRITÓRIO BRASILEIRO 1

em Cartografia é, assim, o de termos que transferir tudo o que existe numa superfície curva, que é a Terra, para uma superfície plana, que é o mapa.

[...]

Imaginemos uma experiência prática, muito simples: se dispusermos de uma bola de borracha e lhe dermos um corte de 180º (de um polo ao outro), e quisermos esticá-la num plano, acontecerá, fatalmente, que qualquer imagem que tivéssemos anteriormente traçado nessa bola, teria ficado inteiramente alterada, ou melhor, distorcida, deformada.

Planeta Terra visto do espaço.

O problema das projeções não é muito diferente do imaginado aqui.

Perguntar-se-á: — Então um mapa-múndi é a superfície da Terra toda alterada?

A resposta só poderá ser um veemente — Sim! OLIVEIRA, Cêurio de. Curso de cartografia moderna. 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 1993. p. 57.

O Brasil está localizado no continente americano, o segundo maior do mundo em extensão territorial. Formada por 35 países, a América se divide em América do Norte, América Central e América do Sul.

O Brasil está localizado em qual parte do continente americano? Você sabe o nome de algum país vizinho do Brasil? Qual?

O que você sabe sobre esse país ou o que gostaria de aprender?

1, 2 e 3. Respostas e mais informações sobre a condução das páginas de abertura nas orientações ao professor.

Respostas

1. O Brasil está localizado na América do Sul.

2. Os estudantes podem citar algum dos nove países com os quais o Brasil faz fronteira, entre eles: Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (território pertencente à França).

3. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é relacionar o conteúdo à vivência e ao interesse dos estudantes pelos países da América do Sul. Incentive-os a expressar sua curiosidade e desejos de viagem para outros países sul-americanos.

BNCC

04/10/2025 14:22:07

• O estudo desta unidade desenvolve a Competência específica de Geografia 4 da BNCC, ao incentivar os estudantes a identificarem nas imagens e nos mapas as diferentes formas de representarem o mundo.

• Antes de responderem às questões, oriente os estudantes a observarem atentamente a imagem do planeta Terra visto do espaço, localizada na página 12. Explique que imagens obtidas por satélites são amplamente utilizadas em pesquisas e monitoramentos, como na análise de fenômenos atmosféricos e no acompanhamento de áreas florestais, entre outros.

• Em relação ao globo terrestre, ajude-os a perceber que se trata de uma representação em miniatura do planeta Terra e que, em razão de seu formato esférico, não é possível visualizar todos os continentes ao mesmo tempo.

• Providencie um planisfério e, se possível, um globo terrestre para que os estudantes observem o território brasileiro em cada uma das representações. Permita que façam observações livres e inferências de acordo com suas impressões e conhecimentos prévios. Auxilie-os na observação e na anotação de opiniões e impressões. Sugira que analisem o tamanho do território brasileiro e verifiquem em quantos e em quais estados esse território é dividido. Em seguida, localize com eles o estado onde vivem, quais são os países vizinhos e suas dimensões em comparação com a do Brasil etc.

Globo terrestre.

• Antes de os estudantes responderem às questões propostas, oriente-os a observar atentamente o planisfério e a comparar o tamanho do território brasileiro com os demais países.

ATIVIDADE EXTRA

• Se considerar pertinente, leve os estudantes à sala de informática, caso exista esse espaço na escola, e instrua-os a acessar sites com imagens de satélite em tempo real e visão atual do planeta Terra. Oriente-os a trabalhar com a ferramenta de aproximação ( zoom ), para que, assim, possam observar o território brasileiro e outros países. Depois, podem buscar aproximação e observar o estado e o município onde vivem, utilizando tanto a visualização de mapas como imagens de satélites. Esta atividade pode enriquecer o conhecimento deles sobre escalas de análise e aguçar a curiosidade pela observação espacial, assim como colocá-los em contato com ferramentas tecnológicas.

AVALIANDO

Objetivo

• Verificar se os estudantes conseguem localizar o Brasil em relação aos hemisférios da Terra na atividade 1 Sugestão de intervenção

• Caso tenham dificuldades, leve um globo terrestre para a sala de aula para que os estudantes manuseiem essa representação, fazendo comparações com o planisfério. Oriente-os a localizar outros países e questione-os sobre a localização deles em relação aos hemisférios da Terra.

1 VAMOS LOCALIZAR O BRASIL NO MUNDO TEMA

O Brasil tem um grande território e está entre os cinco maiores países do mundo em extensão territorial. Os países maiores que o Brasil são a Rússia, o Canadá, os Estados Unidos e a China. No entanto, fazemos parte de um espaço ainda maior: o planeta Terra.

Hemisfério Norte

Hemisfério Ocidental

Limite internacional

0 2 340 km 4 680 km

Hemisfério Oriental

Hemisfério Sul

Fontes de pesquisa: IBGE. Países. Disponível em: https://paises.ibge.gov.br/#/. Acesso em: 27 fev. 2025. ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 41.

1. Com os colegas, descreva a localização do Brasil:

a ) em relação aos Hemisférios Norte e Sul; b ) em relação aos Hemisférios Ocidental e Oriental c ) quais principais paralelos que o cortam.

1. a) Resposta: Espera-se que os estudantes indiquem que a maior parte do território brasileiro está localizada no Hemisfério Sul e uma pequena 1. b) Resposta: Espera-se que os estudantes indiquem que o Brasil está localizado inteiramente no Hemisfério Ocidental.

parte está situada no Hemisfério Norte. 1. c) Resposta: Equador e Trópico de Capricórnio.

Um modo de localizar o Brasil no mundo é identificar a posição de nosso território em relação à linha do equador e ao Meridiano de Greenwich, as linhas imaginárias que dividem a Terra em hemisférios. Observe o planisfério a seguir.

• Os conteúdos das páginas 12 a 14 levam os estudantes a visualizarem e a identificarem nas representações cartográficas os limites do território brasileiro utilizando como referencial a linha do equador, que divide o mundo em Hemisfério Norte (Meridional) e Hemisfério Sul (Setentrional) e o Meridiano de Greenwich, que o divide em Hemisfério Ocidental (Oeste) e Hemisfério Oriental (Leste). Ressalte a importância da legenda, como a interpretação e a organização das informações por critério de cor, espacialização dos fenômenos, associação e/ou distinção de elementos com características similares e decodificação de símbolos.

04/10/2025 14:22:07

OCEANO PACÍFICO
OCEANO PACÍFICO
OCEANO GLACIAL ÁRTICO
OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO Círculo
Mundo: cinco países mais extensos (2023)

O CONTINENTE AMERICANO

2. a) Resposta: O continente americano é dividido em América do Norte, América Central e América do Sul.

Também podemos localizar o Brasil de acordo com o continente em que nosso país está situado. O Brasil faz parte da América, continente que pode ser dividido em três regiões, conforme mostrado no mapa.

2. b) Resposta: O Brasil está localizado inteiramente na América do Sul.

2. Observe no mapa a divisão da América atentando à localização, forma e extensão do Brasil em relação aos demais países do continente. Depois, responda às questões no caderno.

a ) Quais são as três regiões em que o continente americano é dividido?

b ) Em qual dessas regiões do continente americano o Brasil está localizado?

Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 43, 45, 47.

Continente americano (2023)

Círculo Polar Ártico

Alasca (ESTADOS UNIDOS) CANADÁ

ESTADOS UNIDOS

Trópico de Câncer

MÉXICO

BELIZE

Equador

BAHAMAS

CUBA JAMAICA HAITI

GUATEMALA EL SALVADOR HONDURAS NICARÁGUA COSTA RICA PANAMÁ

COLÔMBIA

MAPA CLICÁVEL: A DIVERSIDADE DO CONTINENTE AMERICANO

Groenlândia (DINAMARCA)

América do Norte América Central América do Sul Limite internacional

Porto Rico (ESTADOS UNIDOS)

REPÚBLICA DOMINICANA

VENEZUELA GUIANA SURINAME Guiana Francesa (FRANÇA)

Trópico de Capricórnio

OCEANO PACÍFICO BRASIL URUGUAI ARGENTINA

50º O

OCEANO ATLÂNTICO

01 480 km

3. Utilize o modelo a seguir para construir no caderno um quadro contendo pelo menos três nomes de países de cada região do continente americano. Para isso, observe o mapa desta página.

Continente americano

MODELO

América do Norte América Central América do Sul

Estados UnidosHaitiBrasil

3. Possíveis respostas: Os estudantes podem citar países como Estados Unidos, Canadá, México (América do Norte), Costa Rica, Cuba e Nicarágua (América Central), Bolívia, Argentina e Uruguai (América do Sul).

04/10/2025 14:22:08

• Na atividade 2 , oriente os estudantes a identificarem nosso país no mapa do continente americano. Solicite-lhes que observem os países que também fazem parte dessa região da América. Chame a atenção deles para as dimensões do Brasil. Leve-os a comparar a extensão territorial brasileira com a dos países vizinhos.

• Para a atividade 3, proporcione a observação orientada das porções norte, central e sul do mapa do continente americano. Em caso de dificuldades, auxilie-os ou proponha a realização de modo compartilhado.

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

ALMEIDA, Rosângela Doin de. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. São Paulo: Contexto, 2006.

Esse livro aborda a importância do ensino de cartografia para os anos iniciais e como ele corrobora para o desenvolvimento do conhecimento dos estudantes no aprendizado e compreensão da organização do espaço geográfico.

BNCC

• O estudo deste tema desenvolve a Competência específica de Geografia 4 da BNCC, ao abordar a localização do Brasil em diferentes escalas.

Peça aos estudantes que acessem o mapa clicável indicado nesta página e conheçam alguns aspectos da diversidade do continente americano

• Antes de os estudantes iniciarem as atividades 4, 5 e 6, se considerar apropriado, comente com eles que as porções de terras localizadas ao longo da linha de limite entre os países são chamadas faixas de fronteira. Muitas vezes, quando habitadas, são áreas de contato entre os moradores de países vizinhos. Nesses locais, há uma intensa troca cultural entre as pessoas, como o modo de vida, a culinária etc., o que enriquece ainda mais a cultura de cada povo. Se considerar pertinente, apresente fotografias de municípios brasileiros que têm faixas de fronteiras, por exemplo, em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, além das apresentadas na página. Explique também que denominamos de território nacional a porção do espaço geográfico onde um Estado exerce sua soberania por meio de leis, governos e instituições políticas e sociais.

AVALIANDO

Objetivo

• As atividades 5 e 6 permitem avaliar se os estudantes identificam os limites definidos por marcos naturais ou construídos pelo ser humano.

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes tenham dificuldades em diferenciar os limites definidos por marcos naturais ou artificiais, explique que os marcos naturais não foram construídos pelos seres humanos, mas sim pela natureza, como rios, florestas e morros, enquanto os marcos artificiais englobam construções feitas pelo ser humano, como ruas e obeliscos. Dê exemplos do município e estado onde vivem, trazendo mapas e fotografias, se possível. Descreva com mais detalhes elementos representados nas fotografias para auxiliar estudantes com dificuldades a

O BRASIL ESTÁ NA AMÉRICA DO SUL

O território brasileiro é definido por seus limites, que separam o Brasil dos territórios vizinhos. Os limites entre um país e outro são representados nos mapas por linhas imaginárias. Na realidade, eles podem ser definidos por marcos naturais ou construídos pelo ser humano.

O território de um país também pode ser chamado de território nacional, ou seja, é todo o espaço geográfico que pertence a um país, onde ele tem poder e controle total.

Observe a seguir a divisão política da América do Sul e as fotografias que apresentam um exemplo de marco construído e outro de um marco natural no limite entre países.

América do Sul (2023)

Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 47.

o limite entre as cidades de Sant'Ana do Livramento (Brasil) e Rivera (Uruguai), em 2024.

4. O Brasil faz limite com quantos países da América do Sul?

4. Resposta: O Brasil faz limite com 10 países da América do Sul.

5. Que marco natural identifica o limite entre Brasil e Paraguai na porção do território desses países mostrado na fotografia A?

5. Resposta: Um rio, no caso o Rio Paraná.

6. Qual marco construído identifica o limite entre Brasil e Uruguai na porção do território desses países mostrado na fotografia B?

6. Resposta: Um monumento na forma de um obelisco.

compreenderem melhor as imagens relacionadas aos conceitos estudados.

• O texto a seguir pode ampliar seus conhecimentos em relação à distinção entre as definições de limite e de fronteira.

O que é limite?

A identificação entre “limite” e “fronteira internacional” decorre provavelmente da mobilidade e imprecisão cartográfica que na maior parte do tempo acompanhou o desenvolvimento das sociedades.

Mas os Estados modernos necessitam de limites precisos onde possam exercer sua soberania, não sendo suficientes as mais ou menos largas faixas de

fronteira. Assim, hoje o “limite” é reconhecido como linha, e não pode, portanto, ser habitada, ao contrário da “fronteira” que, ocupando uma faixa, constitui uma zona, muitas vezes bastante povoada onde os habitantes de Estados vizinhos podem desenvolver intenso intercâmbio [...].

Daí que para os Estados não é admissível uma “zona neutra”, de limites imprecisos, recomendando-se, inclusive, que não sejam transitórios, mas os mais permanentes possíveis, o que contribui para evitar transtornos à população fronteiriça.

Não é demasiado lembrar como se torna distinto o cotidiano vivido de um lado ou de outro do limite. Muitas vezes, embora as características físicas co-

COLÔMBIA
VENEZUELA
Guiana Francesa (FRANÇA)
GUIANA SURINAME Equador
Trópico de Capricórnio
OCEANO ATLÂNTICO
OCEANO PACÍFICO
América do Sul Limite internacional
B.
0 870 km
Trecho do Rio Paraná, que marca o limite entre as cidades de Foz do Iguaçu (Brasil) e Ciudad del Este (Paraguai), em 2024.
Obelisco marcando

Os pontos extremos do território brasileiro

Podemos compreender melhor as dimensões do território brasileiro identificando os seus pontos extremos, situados nas extremidades de um território.

Observe no mapa a seguir os pontos extremos do Brasil e a extensão do nosso território nos sentidos norte-sul e leste-oeste.

Brasil: pontos extremos (2023)

internacional

o ponto mais ao leste do Brasil e da América, em 2021.

7. Converse com seus colegas e, por meio da observação da paisagem dos quatro pontos extremos do território brasileiro e de sua respectiva localização, aponte semelhanças e diferenças entre esses lugares. Anote no caderno a conclusão a que chegaram.

7. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

necessário, auxilie-os na interpretação das distâncias. Verifique se concluíram que o Brasil é mais extenso no sentido norte-sul, pois a distância entre esses pontos extremos é de 4 378 km, enquanto no sentido leste-oeste essa distância é de 4 326 km.

Resposta

7. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que todos os pontos extremos do Brasil têm como semelhança o fato de serem marcos naturais. Os pontos extremos do Monte Caburaí e da Serra do Divisor, onde nasce o Rio

Moa, localizam-se na região amazônica, onde é possível observar a floresta. Além disso, o povoamento é escasso e não se observam elementos construídos na paisagem. Já no ponto extremo da Ponta do Seixas há elementos culturais. Outras similaridades podem ser apontadas, como entre o Arroio Chuí e o Rio Moa, na Serra do Divisor, já que ambos são cursos d’água. Eles também podem observar que todos os pontos extremos estão localizados no Hemisfério Sul, com exceção do Monte Caburaí, o único situado no Hemisfério Norte.

muns possam haver ensejado estilos de vida semelhantes nos dois lados do limite de uma mesma região fronteiriça, a presença do Estado impõe distinções marcantes. Obrigações como pagamento de impostos e prestação do serviço militar, e direitos como os serviços públicos serão diferentes, assim como o estabelecimento dos preços, ainda que o obstáculo representado pela moeda possa ser contornado através da atenção à taxa de câmbio. Estabelece-se assim um choque entre o “direito de ir e vir” e o princípio da “soberania dos Estados”.

[...]

MARTIN, André Roberto. Fronteiras e nações. 3. ed. São Paulo: Contexto, 1997. p. 47-48.

• Na atividade 7, peça aos estudantes que identifiquem os estados onde estão localizados os quatro pontos extremos do Brasil. Apresente o mapa Pontos Extremos disponibilizado pelo IBGE no endereço eletrônico a seguir: PONTOS extremos e fronteiras. IBGE. Disponível em: https:// educa.ibge.gov.br/images/ 7a12/mapas/Brasil/mapa_ pontos-extremosfronteiras. pdf. Acesso em: 7 jul. 2025. Faça com eles o cálculo das distâncias de um ponto ao outro.

• Pergunte a eles se o Brasil é mais extenso no sentido norte-sul ou no sentido leste-oeste. Peça que justifiquem a resposta verbalizando o raciocínio. Acolha todas as contribuições e, se

BNCC

04/10/2025 14:22:12

• Ao conversarem entre si para reconhecer semelhanças e diferenças entre os lugares apresentados na atividade 7, os estudantes utilizam a análise crítica e conhecimentos historicamente construídos para explicar a realidade, além de partilharem informações por meio da oralidade, desenvolvendo as Competências gerais 1, 2 e 4 da BNCC.

Arroio Chuí, no Rio Grande do Sul, o ponto mais ao sul do Brasil, em 2021.
Praia de Ponta do Seixas, na Paraíba,
Monte Caburaí, em Roraima, o ponto mais ao norte do Brasil, em 2014.
A.
Serra da Contamana ou do Divisor, no Acre, o ponto mais ao oeste do Brasil, em 2021.
B.
C.
D.
Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 97.
A.
D.
C.
B.

• Proponha a leitura compartilhada e reflexiva dos textos apresentados anotando na lousa as informações relevantes de modo a facilitar a análise e compreensão dos aspectos envolvidos no processo de ocupação e formação do território brasileiro.

AVALIANDO

Objetivo

• A atividade 1 permite avaliar se os estudantes conseguem identificar povos indígenas no território brasileiro atual e aspectos de suas culturas e modos de vida, no passado e no presente.

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes tenham dificuldades em identificar povos indígenas no Brasil, selecione previamente fontes confiáveis sobre o tema e que permitam esse reconhecimento. Peça-lhes também que questionem seus familiares sobre os seus ancestrais e se algum deles eram indígenas. De acordo com as respostas encontradas, explique-lhes que a população brasileira é miscigenada, que temos ancestrais de várias partes do mundo, além dos indígenas, há portugueses, italianos, japoneses, angolanos, entre outros. Por isso, o território brasileiro abriga uma rica diversidade cultural.

BNCC

• Ao abordar os povos indígenas na realização da atividade 1, contempla-se os temas contemporâneos transversais Diversidade cultural e Educação para a valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras, além da habilidade EF05GE02 da BNCC.

2 O TERRITÓRIO DO BRASIL TEM HISTÓRIA

Em 1500, os primeiros colonizadores portugueses chegaram às terras que atualmente fazem parte do território do Brasil. Na época da chegada dos portugueses, entre 2 e 4 milhões de indígenas viviam nessas terras e somavam cerca de mil povos diferentes, cada qual com sua cultura distinta dos demais. A maior parte desses povos praticava a caça, a coleta e a agricultura para sua sobrevivência. Eles ainda existem hoje e seguem lutando para manter suas terras, línguas e tradições vivas. Observe no mapa a seguir a provável distribuição desses povos pelo território que viria a ser o Brasil.

1. a) a c) Resposta pessoal. Oriente os estudantes na pesquisa. Caso seja possível, reserve a sala de informática e leve os grupos para que possam fazer a pesquisa de cada um dos itens.

Brasil: provável distribuição dos povos indígenas (1500)

divisão político-administrativa

0 480 km

Fontes de pesquisa: ATLAS histórico e geográfico brasileiro. Rio de Janeiro: Fename/MEC, 1967. p. 8. ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 93.

1. Você conhece ou já ouviu falar sobre os povos indígenas que viviam nas terras que hoje formam o território do estado onde vocês vivem? Vamos estudar sobre isso

a ) Formem grupos com até quatro integrantes e com a ajuda de um familiar ou responsável, pesquisem na internet ou em bibliotecas quem eram esses povos, como viviam antigamente e como vivem na atualidade.

14:22:12

OCEANO PACÍFICO
OCEANO ATLÂNTICO
Equador 50° O 0°
Trópico de Capricórnio
Pano Tucano
Charrua
Outros grupos

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

b ) Destaquem quantas pessoas hoje em dia formam esses povos e algumas características de seu modo de vida e cultura.

c ) Registrem o resultado da pesquisa em cartazes e montem uma exposição para toda a comunidade escolar.

Antes da chegada dos colonizadores portugueses, as terras recém-descobertas já haviam sido divididas entre os reinos de Portugal e Espanha. Essa divisão foi estabelecida em 1494 pelo Tratado de Tordesilhas. Por esse tratado, parte da área que forma o atual território brasileiro pertencia a Portugal e outra parte à Espanha.

A partir da década de 1530, com o intuito de organizar a ocupação e a colonização do Brasil, a Coroa Portuguesa dividiu sua parte em 15 faixas de terra denominadas capitanias hereditárias

Tratado de Tordesilhas e capitanias hereditárias (século 16)

OCEANO PACÍFICO

Trópico de Capricórnio

Capitanias hereditárias: primeiro sistema de divisão administrativa implantado pelo reino de Portugal no Brasil, em 1534.

OCEANO ATLÂNTICO

Pará

Maranhão Maranhão Ceará

Equador 0°

Rio Grande

Itamaracá

Pernambuco

Baía de Todos-os-Santos

Ilhéus

Porto Seguro

Espírito Santo

São Tomé

São Vicente

São Vicente Santana Santo Amaro

0 340 km

Terras pertencentes à Portugal

Terras pertencentes à Espanha

Linha do Tratado de Tordesilhas

Divisão das Capitanias hereditárias

Limite atual do território brasileiro

Fontes de pesquisa: ATLAS histórico e geográfico brasileiro. Rio de Janeiro: Fename/MEC, 1967. p. 26. GIRARDI, Girardi; ROSA, Jussara Vaz. Atlas geográfico do estudante. 2. ed. São Paulo: FTD, 2016. p. 44.

04/10/2025 14:22:12

• O tema das páginas 18 a 20 sobre a ocupação do território brasileiro possibilita o trabalho integrado com os conteúdos do componente curricular História. Apresente, se possível, um atlas histórico do Brasil aos estudantes para explicar as mudanças ocorridas nos limites territoriais. Com essa explicação, associe os acontecimentos históricos e sua influência na configuração territorial do Brasil.

• O texto a seguir pode ampliar seus conhecimentos em relação ao Tratado de Tordesilhas.

Território brasileiro e povoamento

O Tratado de Tordesilhas definiu as áreas de domínio do mundo extra-europeu. Demarcando os dois hemisférios, de polo a polo, deu a Portugal o direito de posse sobre a faixa de terra onde se encontrava o Brasil: ficou Portugal com as terras localizadas a leste da linha de 370 léguas traçadas a partir de Açores e Cabo Verde, e a Espanha com as terras que ficassem do lado ocidental desta linha.

O direito de posse de Portugal sobre a faixa de terra onde se encontrava o Brasil foi produto de crescentes rivalidades entre Portugal e Espanha pelas terras do Novo Mundo, durante a segunda metade do século XV.

A proximidade das datas do Tratado de Tordesilhas (1494) e do “descobrimento” (1500) faz supor que Portugal já sabia da existência das terras brasílicas antes mesmo da expedição cabralina.

[...]

TERRITÓRIO brasileiro e povoamento. IBGE. Disponível em: https://brasil500anos.ibge.gov.br/ territorio-brasileiro-e-povoamento/ construcao-do-territorio/tratado -de-tordesilhas.html. Acesso em: 2 set. 2025.

• Ao conduzir esse estudo, certifique-se de que os estudantes compreendam que a colonização da América do Sul por Espanha e Portugal envolveu a conquista de territórios habitados por povos indígenas (ou povos originários), o que resultou na opressão dessas populações, no extermínio de cerca de 70 milhões de indígenas nas Américas, na ruptura de seus modos de vida e na perda de suas culturas e tradições em razão do processo de aculturação.

• Comente que, ao longo do século XVIII, o desenvolvimento das atividades econômicas no interior do Brasil, sobretudo a mineração, impulsionou a formação e o desenvolvimento de núcleos urbanos. Com o passar do tempo, esses locais cresceram significativamente por receberem um grande número de pessoas, dando origem a vilas e cidades.

BNCC

• O estudo referente à formação do território brasileiro e a análise e comparação dos mapas acompanhando a configuração do território do Brasil ao longo do tempo desenvolvem a Competência específica de Geografia 2 da BNCC.

Nos séculos 17 e 18, os domínios portugueses foram ampliados, cruzando a linha definida pelo Tratado de Tordesilhas e avançando em direção ao interior. Desse modo, ao longo do tempo, os limites da Colônia foram sendo modificados em decorrência das atividades econômicas e da expansão dos povoamentos coloniais. Diversas cidades e vilas foram criadas durante a ocupação do território, como Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, Cuiabá e Óbidos.

Brasil: ocupação do território (século 18)

Macapá

Óbidos

OCEANO PACÍFICO

Trópico de Capricórnio

Cuiabá

Vila Boa

Castro

OCEANO ATLÂNTICO

São Luís

Equador 0º

Fortaleza

Quixeramobim

Natal

Paraíba

Recife

Salvador

Sabará

Vila Rica V. do Ribeirão do Carmo

Vitória

S. João del Rei

Rio de Janeiro

São Paulo

Áreas ocupadas e exploradas por Portugal

Áreas pouco conhecidas por Portugal

Áreas dominadas pela Espanha

Capital da colônia

50º O

Linha do Tratado de Tordesilhas

Divisão das Capitanias hereditárias

Limite atual do território brasileiro

Vilas e cidades

Fontes de pesquisa: ATLAS histórico e geográfico brasileiro. Rio de Janeiro: Fename/MEC, 1967. p.26. ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 92.

2. Compare o mapa do território brasileiro no século 18 dessa página com o mapa da atual divisão política do Brasil da página 21, e identifique algumas cidades que já existiam naquela época e que existem até hoje. Escreva no caderno quais são essas cidades. 2. Possíveis respostas: Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Salvador, Recife, Curitiba, Macapá etc.

Em 1822, quando o Brasil se tornou independente de Portugal, o território era dividido em províncias.

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Curitiba

2. a) Resposta: Falsa. Correção: Os indígenas que viviam nas terras que foram conquistadas pelos portugueses na América do Sul somavam entre mil povos diferentes em relação à cultura, língua, modo de vida etc.

Brasil: divisão territorial (1822)

OCEANO ATLÂNTICO

Rio

Limite de província

Territórios ocupados por Dom João VI

Guiana Francesa1809 a 1817

Província Cisplatina 1821 a 1828

OCEANO PACÍFICO

0 475 km

3. De acordo com o que estudamos nas páginas 18, 19 e 20, copie no caderno apenas as frases verdadeiras. Depois, corrija as frases falsas, tornando-as verdadeiras.

a ) Os indígenas que viviam nas terras que foram conquistadas pelos portugueses na América do Sul eram todos iguais.

b ) O Tratado de Tordesilhas limitava as terras do Brasil entre Portugal e Espanha.

3. b) Resposta: Verdadeira.

c ) As capitanias hereditárias caracterizavam uma divisão interna administrativa das terras portuguesas.

3. c) Resposta: Verdadeira.

d ) No século 18, ainda não existiam cidades e vilas nas áreas ocupadas pelos portugueses.

e ) Em 1822, o território brasileiro ainda apresentava limites e divisões internas diferentes dos atuais.

3. e) Resposta: Verdadeira.

Desde então, tratados foram assinados com países vizinhos para que o país adquirisse a forma e os limites atuais. O último deles ocorreu em 1903, quando o Acre foi anexado ao território brasileiro após acordo com a Bolívia. Atualmente, o Brasil está dividido internamente em 26 estados e um Distrito Federal, onde está localizada a capital nacional, Brasília. Juntos, os estados formam a República Federativa do Brasil, nome oficial do nosso país.

3. d) Resposta: Falsa. Correção: No século 18, já existiam muitas cidades e vilas nas áreas ocupadas pelos portugueses, como Rio de Janeiro (capital da colônia), Salvador, Curitiba, Cuiabá e Óbidos.

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BNCC

• Ao abordar a formação e as transformações das cidades com o decorrer dos séculos na atividade 3, desenvolve-se parcialmente a habilidade EF05GE08 da BNCC.

AVALIANDO

Objetivo

• No desenvolvimento das atividades 2, da página anterior e 3, da página 21, é possível perceber se os estudantes compreenderam a dinâmica histórica apresentada do território brasileiro, estudada nas páginas 18 a 20

Sugestão de intervenção

• Verifique a percepção dos estudantes com relação ao item a da atividade 2. Se necessário, complemente apresentando fotografias e textos que destacam a diferença entre os povos indígenas da América do Sul. Caso eles encontrem dificuldades para analisar as alternativas b a e, leia novamente os mapas das páginas 18 a 20. Uma alternativa é dialogar sobre as dificuldades encontradas e realizar uma dinâmica para respondê-las, como analisar as frases por partes e buscar a confirmação ou não das frases por meio da observação dos mapas.

Bahia
Minas Gerais
São Paulo
Santa Catarina
Rio Grande do Sul
Cisplatina
Rio de Janeiro
Espírito Santo
Equador 0°
Trópico de Capricórnio
Fonte de pesquisa: GIRARDI, Gisele; ROSA, Jussara Vaz. Atlas geográfico do estudante. 2. ed. São Paulo: FTD, 2016. p. 45.
KEITHY MOSTACHI/ARQUIVO DA EDITORA

• Para iniciar a atividade 4, faça uma observação e leitura do mapa Brasil: divisão política (2023) com os estudantes, contribuindo para um melhor entendimento e facilitando a leitura dos mapas seguintes.

• É imprescindível o uso do mapa na realização da atividade 5. Se possível, leve para a sala de aula um mapa do Brasil em tamanho grande para facilitar o acesso de todos os estudantes a uma representação cartográfica. Aproveite e relembre os elementos fundamentais dos mapas, como título, legenda, escala, entre outros exemplos.

ATIVIDADE EXTRA

• Solicite aos estudantes que façam a leitura das informações apresentadas no mapa Brasil: divisão regional (2023) e respondam às questões a seguir anotando-as no caderno. Depois, verifique se eles responderam corretamente.

a) O que esse mapa representa? Onde você encontrou essa informação?

Resposta : O mapa representa a divisão política do território brasileiro. Essa informação pode ser obtida no título do mapa.

b) De onde as informações do mapa foram obtidas?

Resposta: As informações foram obtidas no Atlas geográfico escolar, do IBGE.

Observe a divisão política atual do Brasil no mapa a seguir.

Brasil: divisão política (2023)

Capital estadual

Capital

Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 92.

Você já estudou que os estados têm governo próprio e contribuem para a administração do território nacional. Os estados também são divididos em municípios, sendo um deles a capital, que abriga a sede do governo estadual.

4. Monte um quadro no caderno com informações sobre todos os estados brasileiros apresentadas no mapa desta página. Observe o exemplo.

4. Resposta: Verifique se os estudantes fizeram a atividade corretamente.

Consulte o mapa desta página para corrigir as respostas.

5. Anote no caderno:

Estados do Brasil

EstadoSiglaCapital

Bahia BA Salvador

MODELO

5. a) e b) Respostas pessoais. Auxilie os estudantes a encontrarem as informações solicitadas. Utilize o mapa desta página ou faça uma pesquisa, se necessário.

a ) o nome e a sigla do estado onde você vive; b ) o nome da capital de seu estado; c ) o nome da capital do nosso país, ou seja, a capital federal.

5. c) Resposta: Brasília.

AS REGIÕES BRASILEIRAS

Por causa de sua grande extensão territorial, e com o objetivo de facilitar o estudo e a organização do território, o Brasil foi dividido nessas cinco grandes regiões.

A divisão regional do Brasil, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considera o agrupamento de estados que apresentam semelhanças em relação a características naturais (clima, solo, vegetação e relevo), sociais (formação e distribuição da população) e econômicas (agropecuária, indústria e comércio).

A seguir, observe a divisão das cinco grandes regiões do Brasil.

Brasil: divisão regional (2023)

OCEANO PACÍFICO

Norte Regiões

Nordeste

Centro-Oeste

Sudeste

Sul

Limite internacional

Limite estadual

Trópico de Capricórnio

Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 92. 0 450 km

OCEANO ATLÂNTICO

Observe o mapa e responda às questões a seguir no caderno.

1. Qual é a região onde você vive? Quais são os estados que fazem parte dela?

2. Quais são as regiões brasileiras que fazem limite com a região onde você mora?

1 e 2. Respostas pessoais. Auxilie os estudantes caso apresentem alguma dificuldade.

3. Qual é a região brasileira que ocupa a maior parte do território?

3. Resposta: Região Norte.

4. Qual é a região brasileira que possui a maior quantidade de estados?

4. Resposta: Região Nordeste.

ATIVIDADE EXTRA

• Organize os estudantes em cinco grupos e solicite a cada grupo que formule uma apresentação sobre a região brasileira a ele designada. Oriente-os em uma pesquisa para coleta de informações complementares acerca de sua região. Para isso conduza a turma à sala de informática, caso exista esse espaço na escola, e indique a busca em sites confiáveis, como do Instituto

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Brasileiro de Geografia e Estatística. IBGE Educa crianças. Disponível em: https://educa.ibge.gov. br/CRIANCAS. Acesso em: 8 set. 2025.

• Peça aos estudantes que acessem o mapa clicável indicado nesta página e conheçam mais informações a respeito das Regiões do Brasil.

• Ao trabalhar com o tema da divisão regional do Brasil, explique que uma região é uma parte do território que reúne características semelhantes, que podem estar relacionadas a aspectos como economia, população, clima, vegetação, relevo e cultura.

• Promova a leitura colaborativa do texto e destaque a necessidade de regionalização do território brasileiro em virtude de sua grande extensão territorial e seus objetivos de estudo, organização e administração. Destaque as informações referentes às características de cada região e às características de onde os estudantes moram.

• Explore o mapa apresentado e enfatize a divisão política de cada região brasileira, peça que observem que os limites entre as regiões coincidem com os limites dos estados. Auxilie-os a identificar os estados que compõem cada região e liste-os na lousa de modo a auxiliar na atividade 1. Promova a inclusão de estudantes cegos ou com baixa visão providenciando, com antecedência, uma cópia do mapa das regiões brasileiras, crie o contorno tátil das regiões com cola relevo, bem como as siglas dos estados que as compõem. Se considerar importante, use um mapa do Brasil em tamanho grande para acompanhar as atividades 1 a 4 com os estudantes.

• Incentive a realização das atividades propostas em duplas de forma colaborativa.

Equador
EDSON BELLUSCI/ARQUIVO DA EDITORA

OBJETIVOS

• Compreender que o modo de falar dos brasileiros apresenta algumas variações de um lugar para outro.

• Reconhecer a riqueza cultural brasileira por meio do sotaque regional.

• Apresente o texto aos estudantes. Se preferir, organize um momento de leitura, primeiro silenciosamente e depois em voz alta, pedindo a eles que, um de cada vez, leiam partes do texto. Repita a leitura do texto quantas vezes forem necessárias até que todos participem, facilitando a compreensão para aqueles com dificuldades de aprendizagem ou deficiências sensoriais. Converse com os estudantes sobre as principais ideias apresentadas no texto e ressalte a presença de diferentes sotaques em nosso país. Explique que, assim como a extensão territorial do Brasil, que contribui para que a língua falada seja rica e repleta de variantes de acordo com a região do país, os modos de falar tão distintos dos brasileiros também são reflexos da miscigenação entre as diferentes culturas de povos que participaram da formação da população brasileira.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• O trabalho com esta seção favorece a articulação com o componente curricular Língua Portuguesa sobre o gênero textual divulgação científica. Além do texto, apresente aos estudantes alguns exemplos de expressões ou palavras peculiares de cada região do país e ressalte que muitas delas podem ser incompreensíveis em outros lugares que não o seu de origem. Ressalte que o modo de falar e de se expressar das pessoas devem ser respeitados, valorizados e isentos de preconceitos.

ENTRE TEXTOS

Confira mais informações sobre esta seção nas orientações ao professor

O modo de falar dos brasileiros apresenta algumas variações de um lugar para outro. Ainda que compartilhemos um único idioma, ou seja, o português, em cada região do país essas diferenças expressam a riqueza cultural do Brasil. Leia a seguir um texto que trata desse assunto.

POR QUE TEMOS SOTAQUE?

Cariocas, paulistas, mineiros, baianos, paraibanos, gaúchos… Toda essa gente fala a mesma língua, mas cada qual do seu jeitinho. Um puxa mais o “s”; outro capricha no “r”; tem quem fale mais rápido; tem quem fale cantando… A razão de tantas diferenças é o sotaque.

Sotaque é a pronúncia característica de um país, de uma região ou mesmo de uma pessoa. Ele é identificado pela maneira de emitir o som das palavras, variando de um tom para outro. Aqui no Brasil, por exemplo, quase sempre é possível saber em que região as pessoas vivem ou onde viveram uma grande parte de sua vida apenas pela forma que elas falam.

Nosso país tem cinco regiões, mas há muito mais sotaques do que isso. Não se sabe nem exatamente quantos! O sotaque se caracteriza pela força ou intensidade, pelo ritmo e pela melodia de uma mesma língua falada de maneiras diferentes por diferentes comunidades. É curioso que, quando estamos em contato com pessoas da nossa comunidade, não notamos nosso próprio sotaque. Mas basta falarmos com pessoas de outra cidade ou de outro estado que percebemos logo a diferença.

[...]

Todos temos sotaque. Mesmo as pessoas que utilizam a língua padrão em sua forma mais vigiada possível têm o seu próprio jeito de falar. E não tem sotaque certo nem errado! Apesar de pronunciada de maneiras diferentes, a língua é de todos. Assim, todos têm o direito de interferir nela, e interferem sempre: uns mais, outros menos!

POR QUE temos sotaque? Ciência Hoje das Crianças, 30 abr. 2014. Disponível em: https://chc.org.br/acervo/por-que-temos-sotaque/. Acesso em: 3 jul. 2025.

Representação de pessoas conversando através do aparelho celular.

• Ao promover a consciência da diversidade cultural e do respeito ao outro, esse trabalho desenvolve a Competência específica de Geografia 6 da BNCC, assim como o tema contemporâneo transversal Diversidade cultural

BNCC

b) Resposta: É a pronúncia característica de um país, de uma região ou mesmo de uma pessoa. Comentários nas orientações ao professor

EXPLORANDO O TEXTO

a ) Qual é a principal mensagem transmitida pelo texto?

a) Resposta: A mensagem de que existem vários sotaques em nosso país.

b ) De acordo com o texto, o que é sotaque?

c ) O que você achou mais interessante no texto lido?

d ) No caderno, explique o que você entendeu sobre o trecho a seguir.

c) e d) Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor.

e ) Você já conversou com alguma pessoa que tem um sotaque diferente do seu? Conte aos colegas como foi essa experiência.

ALÉM DO TEXTO

f ) Converse com seus familiares ou responsáveis e verifique se eles conhecem alguém que veio de outra parte do Brasil e que tem um modo de falar diferente do seu. Com o auxílio deles, faça uma entrevista com essa pessoa. Faça as perguntas a seguir ao entrevistado e anote as respostas no caderno.

e) Resposta pessoal. Incentive os estudantes a relatarem suas experiências. Fique atento às respostas dos estudantes que possam conter estereótipos

• Qual é o seu nome?

• Você adquiriu esse sotaque em qual parte do Brasil?

• Quais foram as principais diferenças que você percebeu entre o seu modo de falar e o das pessoas de outros lugares?

• Cite alguns termos característicos do modo de falar do lugar de onde você veio.

• Conte alguma situação interessante ocorrida por causa do seu modo de falar. “E não tem sotaque certo nem errado! Apesar de pronunciada de maneiras diferentes, a língua é de todos.”

f) Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor ou preconceitos, intervindo com orientações que promovam o respeito à diversidade cultural.

Representação de pessoas conversando através do aparelho celular.

c) Sugira aos estudantes que compartilhem as respostas. Caso julgue oportuno, com base nas opiniões apresentadas por eles, elabore na lousa uma resposta coletiva. Em seguida, peça que leiam coletivamente.

d) Embora compartilhando uma mesma língua, o modo de falar das pessoas pode ser diferente. Essas diferenças precisam ser respeitadas e valorizadas, independentemente do seu sotaque.

ALÉM DO TEXTO

Resposta

f) Promova uma roda de apresentação das entrevistas e peça a cada um deles que divulgue as in-

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formações coletadas. Ressalte que, ao mencionar o estado de origem do entrevistado, pode-se fazer uma pausa para localizá-lo em um mapa político do Brasil. Incentive a participação de todos. Por fim, peça aos estudantes que compartilhem o que eles e seus familiares julgaram mais interessante na conversa com o entrevistado e que digam se enfrentaram alguma dificuldade para a realização da entrevista. Sugira-lhes que apresentem aos seus familiares o resultado desta atividade.

Caso julgue interessante, monte um painel com as entrevistas e o exponha em um lugar de fácil acesso à comunidade escolar.

• Se possível, realize uma enquete com os estudantes para identificar se há, na escola, estudantes ou profissionais que tenham sotaque de outra cidade, estado ou região. Reúna-os em um círculo e conduza uma conversa, incentivando a troca de experiências entre a turma e a pessoa convidada. Aproveite o momento para reforçar a importância do respeito e da valorização das diferenças. Esta atividade favorece o desenvolvimento da propriocepção, incentivando a consciência corporal e a noção de espaço entre os participantes.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• O desenvolvimento da entrevista proposta no item f proporciona uma importante integração com o componente curricular de História, visto que sua prática confere significado e valorização do conhecimento oral e da experiência individual como fontes históricas, valorizando histórias de vida e variados contextos sociais.

EXPLORANDO O TEXTO

Respostas

b) Espera-se que os estudantes comentem que o sotaque é identificado pela maneira de emitir o som das palavras, variando de um tom para outro.

• Explique aos estudantes o importante papel da infraestrutura de transporte para a integração das regiões brasileiras em razão das dimensões do território. Promova a leitura individual e coletiva dos textos e esclareça que embora a rede de transporte brasileira apresente ferrovias e hidrovias, além do transporte aéreo, atualmente o transporte de pessoas e mercadorias é realizado principalmente por meio de rodovias. Ressalte a importância econômica e social de uma rede de transporte ampla e eficiente.

• Pergunte aos estudantes quais são as vias de transporte que existem no estado onde vivem. Oriente-os a analisar os mapas das páginas 26 e 27 para auxiliá-los na resposta. Acolha todas as contribuições e se necessário, faça intervenções pontuais e estratégicas.

REFERÊNCIA

COMPLEMENTAR

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTÁTISTICA (IBGE). Anuário Estatístico do Brasil 2023: Serviços – Transporte. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. Disponível em: https:// anuario.ibge.gov.br/2023/ servicos/transportes.html. Acesso em: 7 set. 2025. Indicamos a leitura de textos, mapas e análises geoespaciais apresentadas no link para ampliação do conhecimento acerca da infraestrutura de transporte brasileira.

COMO

INTEGRAR UM PAÍS TÃO EXTENSO?

As regiões brasileiras são integradas por vias e meios de transporte que proporcionam o deslocamento de pessoas e mercadorias entre diferentes lugares. A maior parte desses deslocamentos ocorre nas rodovias, em veículos como carros, motocicletas e caminhões.

Diversos rios navegáveis e algumas ferrovias também são usadas como vias de transporte para embarcações e trens. Já o transporte aéreo é feito por aviões e usado, principalmente, para o deslocamento de passageiros. Observe o mapa.

Brasil: rodovias e ferrovias (2021)

Rio de Janeiro

Florianópolis

Porto Alegre

0 325 km

Rodovias pavimentadas Ferrovias

Capital estadual

Capital do país Limite estadual Limite internacional

Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 149.

6. Quais são as áreas do território brasileiro que concentram maior quantidade de rodovias e ferrovias? E a menor quantidade?

6. Resposta: A maior quantidade se concentra nas áreas litorâneas, principalmente nas regiões Sudeste e Sul, enquanto a menor quantidade se concentra nas regiões Centro-Oeste e Norte.

OCEANO ATLÂNTICO
OCEANO PACÍFICO
Equador 0º
50º O
Palmas
Teresina Belém Macapá
Boa Vista
Manaus
Rio Branco
Porto Velho
Cuiabá Brasília Goiânia
Campo Grande Belo Horizonte
Salvador Vitória
São Paulo Curitiba
Aracaju Maceió Recife
João Pessoa Natal
Fortaleza
São Luís

Brasil: hidrovias, portos e aeroportos (2021)

Belém

São Luís

Fortaleza

Rio Branco Porto Velho

Cuiabá Brasília

Goiânia

Belo

Horizonte

Campo Grande

Hidrovias

Hidrografia

Aeroportos

Limite

Natal

João Pessoa

Recife

Aracaju Maceió

Salvador Vitória

OCEANO ATLÂNTICO

OCEANO PACÍFICO Equador

Rio de Janeiro

São Paulo

Curitiba

Florianópolis

Porto Alegre

0 480 km

9. Resposta nas orientações ao professor

7. Em qual região do Brasil se concentra a maior parte das hidrovias? Qual fator natural explica essa concentração?

nas orientações ao professor

8. Em sua opinião, por que os portos são importantes para a economia do Brasil?

9. Por que os aeroportos contribuem para a integração do Brasil?

8. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que os portos permitem que o Brasil envie e receba mercadorias de outros países,

7. Resposta fortalecendo o comércio e a economia.

Os meios de comunicação também são importantes para a integração do território brasileiro. A televisão, o rádio, o telefone e a internet permitem às pessoas acessarem informações sobre o que ocorre em todo o país e se comunicarem à distância. Observe os gráficos a seguir.

Brasil: domicílios com acesso aos meios de comunicação (2023)

Computador Televisão Internet Telefone celular

Fonte de pesquisa: AGÊNCIA IBGE – notícias. Acesso à internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal 2023. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/media/com_mediaibge/arquivos/ f070dbf1d5a8e94ff1d37b7b516e0eb5.pdf. Acesso em: 3 jul. 2025.

10. Dos meios de comunicação mostrados nos gráficos, qual deles está mais presente nos domicílios brasileiros?

10. Resposta: O telefone celular.

11. Quais desses meios de comunicação você utiliza?

11. Resposta pessoal. Fique atento para evitar preconceito ou qualquer juízo de valor em relação aos meios de comunicação de uso pessoal.

BNCC

• As atividades 7 a 9 incentivam o uso de conhecimentos historicamente construídos para explicar a realidade, além de procedimentos científicos de investigação e reflexão. Essa proposta desenvolve as Competência gerais 1, 2 e 4 da BNCC.

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• Informe que no território brasileiro a gestão das vias de transporte é realizada em nível federal pelo Ministério dos Transportes, Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte) e Polícia Rodoviária Federal, em nível estadual pelo Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e em nível municipal por órgãos responsáveis pelo gerenciamento e fiscalização do trânsito dentro dos municípios.

• Ressalte a importância dos meios de comunicação na troca de informações, comércio e serviços entre as regiões brasileiras. Instigue-os a refletir sobre o uso dos meios de comunicação em suas moradias para variadas finalidades como compras pela internet, acesso a documentos, conversas com familiares distantes e lazer. Resgate conhecimentos prévios e incentive-os na leitura das informações expostas no gráfico acerca do acesso aos meios de comunicação.

Respostas

7. A maior parte das hidrovias está concentrada na Região Norte do Brasil. Isso acontece porque ela tem diversos rios extensos e volumosos, como o Rio Amazonas, que facilitam o transporte de pessoas e mercadorias.

9. Os aeroportos contribuem para a integração do Brasil ao possibilitarem o deslocamento rápido de pessoas e mercadorias entre diferentes regiões do país. Eles conectam cidades e estados distantes, facilitando o comércio, o turismo e o trabalho.

Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 149.

1. Objetivo

• Analisar informações a respeito da localização geográfica do Brasil no mundo ao identificar a veracidade das afirmativas correspondentes ao hemisfério onde ele está majoritariamente localizado, à sua extensão territorial, além de entender como os limites territoriais dos países são estabelecidos.

Sugestão de intervenção

• Caso eles apresentem dificuldades, retome as explicações utilizando um planisfério em tamanho grande, pendurado na lousa ou estendido sobre uma mesa. Faça perguntas a respeito da localização de países em diferentes hemisférios e sorteie duplas de estudantes para localizarem no planisfério os países por continente e, depois, por hemisfério.

2. Objetivo

• Identificar, com base no exemplo da fotografia que apresenta o Marco das Três Fronteiras, o que caracteriza as fronteiras, bem como os países que fazem fronteira com o Brasil.

Sugestão de intervenção

• Caso não alcancem o objetivo, apresente a eles outros monumentos ou marcos fronteiriços que existem no Brasil e faça uma roda de conversa para que possam refletir mais sobre o assunto estudado. Esses exemplos podem ser encontrados na internet.

Escreva as respostas no caderno.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

1. Copie no caderno apenas as frases verdadeiras. Depois, corrija as frases falsas, tornando-as verdadeiras.

a ) A maior parte do território brasileiro está localizada no Hemisfério Norte.

1. a) Resposta: Falsa. A maior parte do território brasileiro está localizada no Hemisfério Sul.

b ) O Brasil está localizado inteiramente no Hemisfério Ocidental.

1. b) Resposta: Verdadeira.

c ) O Brasil ocupa o terceiro lugar em relação aos países mais extensos do mundo.

1. c) Resposta: Falsa. O Brasil ocupa o quinto lugar em relação aos países mais extensos do mundo.

d ) Brasil, Argentina, Cuba e Estados Unidos fazem parte do continente americano.

1. d) Resposta: Verdadeira.

e ) Os limites entre um país e outro são representados nos mapas por linhas imaginárias.

1. e) Resposta: Verdadeira.

2. Observe a fotografia e responda às questões no caderno.

Brasil, Argentina e Paraguai, localizado no município de Foz do Iguaçu, no Paraná, em 2022.

a ) Quais países são delimitados pelo marco retratado na fotografia desta página?

2. a) Resposta: Brasil, Paraguai e Argentina.

b ) A fotografia destaca um marco natural ou um marco construído pelo ser humano?

2. b) Resposta: O limite entre os três países é indicado por um monumento, portanto foi construído pelo ser humano.

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Marco das Três Fronteiras, que indica o limite entre

3. Associe corretamente cada uma das regiões brasileiras indicadas no mapa às suas características correspondentes.

3. Resposta: 1 - E; 2 - A; 3 - D; 4 - C; 5 - B.

Brasil: divisão regional (2023)

Região brasileira com menor extensão territorial.

Região composta por sete estados.

Região formada por três estados e que não tem limites internacionais.

Região que não possui litoral.

Região com a maior quantidade de estados.

PACÍFICO

Limite internacional

Limite estadual

A

Equador

B

C D E

4. Observe o gráfico a seguir e responda às questões no caderno. 0 475 km

Brasil: carga transportada por modalidade de transporte (2022)

Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 92.

OCEANO ATLÂNTICO

Trópico de Capricórnio

a ) Qual é o tipo de transporte mais usado no país para levar mercadorias?

4. a) Resposta: Rodoviário.

b ) Qual é o tipo de transporte menos utilizado em nosso país, no transporte de cargas?

4. b) Resposta: Aeroviário e outros.

Fonte de pesquisa: CNT. O transporte move o Brasil: propostas da CNT ao país. Disponível em: https://cdn.cnt.org.br/ diretorioVirtualPrd/907973a7-6dc6-4006-b683 -9e6ef6bc1505.pdf?. Acesso em: 16 jun. 2025.

5. Em sua opinião, por que os meios de comunicação não são acessíveis a toda a população da mesma maneira? Converse com os colegas e o professor.

5. Resposta pessoal. Comente com os estudantes que os meios de

comunicação e informação não são acessíveis a toda a população em razão da desigualdade social existente em nosso país.

Nesse documento, é possível encontrar informações acerca das modalidades de transporte e possíveis soluções para a ampliação deles. Organize grupos para a leitura do material e auxilie na interpretação das informações. Promova a organização de uma roda de conversa para o compartilhamento das informações coletadas.

5. Objetivo

• Reconhecer que os meios de comunicação não são acessíveis da mesma maneira à população brasileira.

Sugestão de intervenção

04/10/2025 14:38:54

• Proponha um debate e leve os estudantes a refletirem sobre os motivos pelos quais os meios de comunicação não são acessíveis de forma igualitária a toda a população brasileira, considerando fatores como as desigualdades sociais, econômicas e regionais. Durante a discussão, incentive-os a expor seus raciocínios e verifique se compreenderam que a desigualdade econômica, por exemplo, impede que parte da população tenha condições de adquirir aparelhos eletrônicos, pagar por internet ou acessar serviços de comunicação. Incentive, ainda, que proponham medidas para ajudar a minimizar essa realidade.

3. Objetivo

• Identificar e associar as características específicas das regiões brasileiras por meio da leitura de mapa.

Sugestão de intervenção

• Caso não alcancem o objetivo, conduza os estudantes até a sala de informática, se houver esse espaço na escola, e utilizem o site do IBGE educa para encontrar e imprimir mapas mudos que podem ser usados em atividades sobre o território e as regiões do Brasil. Disponível em: https:// educa.ibge.gov.br/ criancas/mapas-5.html. Acesso em 30 set. 2025.

4. Objetivo

• Identificar, por meio da leitura de gráfico, a predominância da modalidade rodoviária no transporte de mercadorias no território brasileiro.

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes não alcancem o objetivo, se possível, utilize os recursos tecnológicos disponíveis , como computadores, tablets ou smartphones , para fazer com eles uma consulta ao link utilizado como fonte para a elaboração do gráfico Brasil: carga transportada por modalidade de transporte (2022) O transporte move o Brasil: propostas da CNT ao país. Brasília: CNT, 2022.

Disponível em: https://cdn. cnt.org.br/diretorio VirtualPrd/907973a7-6d c6-4006-b683-9e6e f6bc1505.pdf?. Acesso em: 9 set. 2025.

OCEANO

Inicie a aula anunciando que o estudo será sobre natureza e meio ambiente. Uma sugestão interessante é promover um passeio próximo à escola. Nesse caso, comunique antecipadamente à direção da escola, a fim de obter a autorização dos familiares ou responsáveis e o auxílio de outros funcionários para acompanhar os estudantes. Oriente-os a observar se há indústria, comércio, moradias, árvores ou áreas verdes, lixeiras, além de conferir se há resíduos sólidos espalhados pelo chão. Peça-lhes que anotem tudo o que considerarem relevante para o tema já introduzido. De volta à sala de aula, promova uma roda de conversa e aplique a técnica de tempestade cerebral, em que os estudantes expõem tudo o que sabem acerca do tema e o que observaram durante o passeio. Anote na lousa o que apontarem, relacionando com o conteúdo a ser estudado.

• Ao explorar a fotografia de abertura, explique que mutirões voluntários têm como objetivo promover a limpeza de áreas públicas, como praias, e podem ser organizados por indivíduos ou grupos da sociedade civil, como ONGs e associações comunitárias, promovendo tanto a conservação dessas áreas como a conscientização sobre o descarte consciente dos resíduos sólidos nas cidades. Aproveite para perguntar aos estudantes a respeito de ações semelhantes em seus lugares de vivência ou proponha uma pesquisa voltada a exemplos de mutirões de limpeza ou outras ações realizadas por moradores e voluntários para a conservação ambiental em seu município.

UNIDADE

NATUREZA E MEIO AMBIENTE NO BRASIL 2

O Brasil abriga uma grande variedade de espécies de plantas e animais, recebe a influência de diferentes climas e tem formas variadas de relevo e solo. No entanto, toda essa diversidade natural vem sendo prejudicada pela prática inadequada de algumas atividades econômicas e por ações indevidas do ser humano. O que é possível fazer para mudar essa realidade?

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

TIRIBA, Léa. Crianças da Natureza. In: Seminário Nacional do Currículo em Movimento: Perspectivas atuais, 1., 2010, Belo Horizonte. Anais... Brasília: MEC, 2010. Disponível em: https://portal. mec.gov.br/docman/dezembro-2010-%20pdf/ 7161-2-9-artigo-mec-criancas-natureza-lea-tiriba/file. Acesso em: 7 set. 2025.

Para complementar o conhecimento sobre o tema, faça a leitura do artigo que indica a importância de inserir no processo de ensino-aprendizagem o contato das crianças com o meio ambiente.

Pessoas recolhendo resíduos sólidos na Praia do Flamengo, na cidade do Rio de Janeiro, em 2025.

1. 2.

Em sua opinião, de que maneira as atitudes praticadas pelas pessoas da fotografia contribuem para a conservação do meio ambiente?

informações sobre a condução das páginas de abertura nas orientações ao professor

Forme um grupo com três a quatro integrantes e conversem sobre ações cotidianas que podem ser feitas para minimizar os problemas ambientais, além da observada na fotografia. Depois, compartilhem as propostas do seu grupo com os demais colegas.

1 e 2. Respostas e mais 31

04/10/2025 14:43:04

Respostas

1. Espera-se que os estudantes reconheçam que ações coletivas ou individuais como a apresentada, que envolvem a coleta de resíduos sólidos em áreas públicas, promovem a melhora da qualidade ambiental e incentivam a prática da cidadania.

2. Oriente os estudantes a se organizarem para pensar em ações do cotidiano que podem realizar para reduzir problemas ambientais. Explique que ações individuais simples como destinar os resíduos sólidos de forma correta, a reutilização e a reciclagem contribuem para a conservação do meio ambiente e a redução dos problemas ambientais e que, provavelmente, trarão grandes resultados se forem replicadas por todos.

BNCC

• O estudo desta unidade busca desenvolver parte das habilidades EF05GE10 e EF05GE11 da BNCC, ao incentivar os estudantes na identificação das características ambientais do Brasil e ao propor estudos sobre os problemas causados pelas ações antrópicas.

• Esta unidade aborda, em análises de problemas e em reflexões, o tema contemporâneo transversal Educação ambiental da BNCC.

• As atividades da abertura do capítulo estimulam a oralidade, a investigação e a reflexão, favorecendo a seleção de argumentos que promovam a consciência socioambiental e o descarte correto de resíduos sólidos, além de estimular a autonomia e a cidadania para a conservação das áreas urbanas. Essa proposta dialoga com as Competências gerais 1, 2, 7 e 10 da BNCC.

• Apresente aos estudantes algumas imagens que retratem determinados relevos brasileiros com formações curiosas, como a Taça, no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, no Paraná; o Dedo de Deus, na Serra dos Órgãos, em Teresópolis, no estado do Rio de Janeiro; e a Pedra da Galinha Choca, em Quixadá, no Ceará. Se considerar pertinente, promova uma roda de conversa para exporem o que acharam mais interessante em cada uma das formações rochosas, identificando com o que elas se assemelham. As imagens dessas rochas são facilmente encontradas na internet.

• O assunto das páginas 32 e 33 introduz o estudo das formas do relevo brasileiro de acordo com a classificação do geógrafo Jurandyr L. S. Ross. Explique aos estudantes que denominamos de relevo terrestre as variadas formas da superfície do planeta, a porção na qual vivemos e interagimos com a natureza e com outros seres humanos. De forma preliminar, estabeleça também uma relação entre o relevo e a hidrografia, ressaltando a influência do relevo sobre os caminhos percorridos por um curso de água da nascente à foz e o trabalho de modelagem do relevo realizado no decorrer do seu percurso.

• Nas atividades 1 e 2 analise se os estudantes identificam as formas de relevo predominantes no Brasil. Leve para a sala de aula um mapa da divisão política do Brasil, em tamanho grande, e permita-lhes que o explorem identificando a localização das formas de relevo apresentadas.

4 AS FORMAS DO RELEVO E OS RIOS NO BRASIL

A superfície brasileira é composta de terrenos com formatos e altitudes variados, que dão origem às diferentes formas de relevo. Cada uma delas tem características que as tornam diferentes umas das outras e são percorridas por diversos rios de extensões variadas. A seguir, vamos estudar os principais aspectos do relevo brasileiro e sua relação com os rios do país.

Altitudes: distâncias verticais de um ponto da superfície terrestre em relação ao nível do mar (altitude da superfície do mar, que tem valor igual a zero).

AS CARACTERÍSTICAS DO RELEVO BRASILEIRO

No Brasil, predominam três grandes formas de relevo: planalto, planície e depressão. O mapa a seguir mostra como estão distribuídas essas diferentes formas de relevo no território. Observe.

2. Resposta: O relevo de depressão.

1. Qual forma de relevo predomina na porção sul do Brasil?

2. E na porção norte do país?

3. Qual cor foi utilizada para representar as planícies?

3. Resposta: A cor verde.

4. Qual forma de relevo predomina no estado onde você vive?

4. Resposta pessoal. Verifique se os estudantes identificaram uma ou mais formas de relevo correta e auxilie-os se necessário.

Fonte de pesquisa: ROSS, Jurandyr L. S. (org.). Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 2019. p. 53.

Brasil: formas do relevo

Branco Trombetas Amazonas Jari Negro Japurá

Solimões

1. Resposta: O relevo de planalto.

Javari Juruá Purus Madeira Tapajós XinguAraguia GurupiPindaréItapecuru Tocantins Parnaíba Jaguaribe

Teles

Pires

São Francisco Juruena Paraguai

Paranaíba

Paraguaçu

Piquiri Paraná Grande Tietê Paríba do Sul Doce Jequitinhonha IvaíParanapanema

Uruguai

Ibicuí

Iguaçu

Itajaí JacuíPelotas

Trópico de Capricórnio

Planalto

Planície

Depressão

Rios

Limite internacional

Limite estadual

• Na atividade 4, se considerar pertinente, mostre-lhes um mapa de relevo do estado, a fim de facilitar as respectivas localizações. Ressalte as formas de relevo da região em que moram e, se necessário, leve fotografias delas.

ATIVIDADE EXTRA

• Proponha um trabalho de campo no município onde moram com a finalidade de observarem o relevo, os rios e a vegetação, elementos que

• Para o desenvolvimento da atividade 3, relembre-os de que os mapas apresentam cores padronizadas para cada elemento representado, além de título, legendas e rosa dos ventos para localizar os pontos cardeais.

serão estudados nesta unidade. Para isso, é importante solicitar antecipadamente a autorização dos pais ou responsáveis. Peça o auxílio de outros adultos para acompanhar os estudantes. Certifique-se também de que o trajeto não ofereça perigos e tem acessibilidade àqueles com necessidades especiais.

• Durante o percurso, peça a eles que observem os elementos das paisagens e registrem o que mais lhes chamou a atenção. Em sala de aula, peça que exponham suas percepções sobre os aspectos físicos do município.

50º O
OCEANO ATLÂNTICO
OCEANO PACÍFICO
Equador

Vamos estudar as principais características das formas de relevo do Brasil.

Planalto: forma de relevo levemente ondulada e com altitude variável, geralmente acima de 200 metros.

Essas áreas sofrem desgaste principalmente pela ação da água e dos ventos, que carregam os sedimentos para terrenos mais baixos, como as planícies e as depressões.

Paisagem de uma área de planalto no município de Itamonte, em Minas Gerais, em 2021.

Planície: forma de relevo com terrenos planos e altitude pouco elevada em relação ao nível do mar. As planícies, em geral, acumulam os sedimentos vindos do desgaste das áreas de planalto.

Área de planície no município de Aquidauana, no Mato Grosso do Sul, em 2021.

Depressão: forma de relevo com altitudes mais baixas que as áreas em seu entorno. São terrenos rebaixados, em geral com superfícies planas, resultantes de intensos desgastes.

Vista de área de depressão no município de Santana do Cariri, no Ceará, em 2020.

5. Quais são as duas formas de relevo apresentadas anteriormente que predominam no Brasil?

5. Resposta: Planalto e depressão.

• Leve-os a perceber a espacialização do conjunto das formas de relevo pelo território brasileiro e oriente-os a identificar as que predominam em cada porção do país. Peça aos estudantes que observem atentamente a correlação das formas de relevo apresentadas no mapa da página 32 com as fotografias desta página e realize a leitura compartilhada das características de cada forma de relevo apresentada.

• Comente que os processos de formação e modificação do relevo terrestre são decorrentes de processos internos (endógenos), como movimento das placas tectônicas, vulcões e terremotos, e de processos externos (exógenos), como ação das águas, ventos, variação de temperatura e a ação dos seres vivos, destacando a ação humana, responsável por transformações constantes do relevo.

• Proporcione a percepção tátil das principais formas de relevo para estudantes cegos ou com baixa visão. Para isso, reproduza em material moldável, como argila ou massa de modelar, as principais formas de relevo. Acompanhe a manipulação das formas com as devidas descrições de suas características destacando aquelas que se apresentam no território brasileiro.

• De modo a auxiliar na resposta da atividade 5, peça aos estudantes que observem o mapa da página 32 buscando identificar as formas de relevo predominantes no território brasileiro. Oriente-os no registro das conclusões.

Objetivo

• A atividade 5 permite analisar se os estudantes interpretam corretamente o mapa que evidencia a abrangência de cada forma de relevo no território brasileiro, identificando aquelas que são predominantes.

Sugestão de intervenção

• Se os estudantes permanecerem com dúvidas, aproveite o trabalho de campo,

citado na página anterior, caso tenha sido realizado, para relacionar os exemplos das formas de relevo que observaram no município aos mapeados para a região onde vivem.

Referência complementar Recomendamos a leitura do conteúdo para aprofundar os conhecimentos sobre as formas do relevo brasileiro. RELEVO do Brasil. IBGE Educa. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/jovens/

04/10/2025 14:43:09

conheca-o-brasil/territorio/18306-relevo -do-brasil.html. Acesso em: 14 jul. 2025.

BNCC

• O estudo sobre as formas de relevo relaciona-se com a Competência específica de Geografia 4 da BNCC, desenvolvendo o pensamento espacial ao explorar a linguagem cartográfica em análises do mapa do Brasil, nesse caso, as formas de relevo.

• Comente com os estudantes que o Brasil também se destaca por abrigar a maior reserva de água doce do planeta. Essa água corre por uma ampla rede de rios distribuídos pelo território de maneira desigual, além de ser encontrada em lagos e embaixo da terra, em reservas de água subterrâneas.

• Peça aos estudantes que acessem o infográfico clicável indicado nesta página e conheçam algumas informações a respeito de Importantes rios brasileiros

BNCC

• O estudo da hidrografia do Brasil, por meio da análise do mapa hidrográfico brasileiro e dos tipos de rios dessa rede hidrográfica (rios de planície e rios de planalto), contempla parte da habilidade EF05GE10 da BNCC.

• Ao trabalhar a página 34, referente à hidrografia do Brasil, apresente aos estudantes as informações da tabela a seguir acerca da extensão de alguns importantes rios brasileiros.

• No trabalho com a atividade 6, promova uma conversa para que os estudantes exponham o que sabem sobre algum rio brasileiro.

• Na atividade 7, espera-se que os estudantes identifiquem os rios que percorrem o estado onde moram com base na observação do mapa.

OS RIOS NO TERRITÓRIO BRASILEIRO

Um aspecto marcante da riqueza natural do Brasil é a grande quantidade de rios com características variadas, como extensão, largura, profundidade e volume de água.

Esses cursos de água estão distribuídos de maneira desigual pelo Brasil. O mapa a seguir apresenta a distribuição dos principais rios no território brasileiro. Observe.

Brasil: principais rios

34

Rios permanentes

Rios temporários

Limite internacional

Limite estadual

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: IMPORTANTES RIOS BRASILEIROS

Doce Paranaíba Paraíbado Su Grande Tietê Iguaçu Uruguai Paraná Tocantins

Jequitinhonha São Franc isco

de Capricórnio

0 315 km

Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 98.

6. Você conhece algum dos rios representados no mapa? Qual? Conte aos seus colegas e ao professor.

7. Escreva no caderno o nome de um ou mais rios do estado onde você mora.

6 e 7. Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

Extensão de alguns rios brasileiros

Rio Extensão (em km)

Estados brasileiros que percorrem

Amazonas 4461 Amazonas, Pará e Amapá.

São Francisco 2800 Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Tocantins 2400 Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Maranhão e Pará.

Araguaia 2115

Mato Grosso, Tocantins e Pará.

Uruguai 1770 Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Paraguai 1693 Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Parnaíba 1344 Piauí, Maranhão e Ceará.

Paraíba do Sul 1100 São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

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Paraná 780 Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Fonte de pesquisa: LIMA, Eugênio Antônio; CANO, Hellen; NASCIMENTO, José Antônio Sena do. Uma contribuição à geografia dos recursos hídricos. In: Brasil: uma visão geográfica e ambiental no início do século XXI. Rio de Janeiro: IBGE, 2016. p. 321-357. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv97884.pdf. Acesso em: 14 jul. 2025.

Principais características dos rios brasileiros

As formas de relevo e as características dos climas são fatores que também contribuem para tornar um rio diferente do outro no território brasileiro. De acordo com o relevo predominante ao longo de seu curso, um rio pode ser classificado como rio de planalto ou rio de planície

Em rios que percorrem terrenos irregulares, com trechos de grandes desníveis, as águas tendem a fluir com grande velocidade, podendo formar cachoeiras ou quedas-d’água. Esses são classificados como rios de planalto

Parte do curso do rio São Francisco, considerado rio de planalto, no município de São Roque de Minas, em Minas Gerais, em 2025.

Já em rios que percorrem terrenos relativamente planos, com poucos desníveis, as águas tendem a fluir mais devagar, possibilitando a navegação; são classificados como rios de planície.

Parte do curso do rio Unini, considerado rio de planície, localizada na Reserva Extrativista do Rio Unini, no município de Novo Airão, no Amazonas, em 2023.

8. Qual é o elemento natural principal que diferencia os rios de planície dos rios de planalto? Anote sua resposta no caderno.

8. Resposta: O elemento natural é a forma do relevo que o rio percorre.

AVALIANDO

Objetivo

• A atividade 8 permite avaliar se os estudantes reconhecem a importância das formas do relevo e sua relação com os rios de planície e os rios de planalto.

Sugestão de intervenção

• Se houver dúvidas sobre a relação entre os rios e as formas de relevo que eles percorrem,

04/10/2025 14:43:11

o que influencia na característica do curso de água, divida a turma em grupos e oriente-os a construir maquetes que representem rios de planície ou rios de planalto. Essas maquetes podem ser feitas com argila ou massa de modelar, não tóxica ou caseira. Ao finalizarem as construções de suas maquetes, peça que as apresentem aos colegas.

• Ao promover o estudo desta página, localize com os estudantes os rios evidenciados em cada fotografia no mapa da página 34 e aproveite para explorar a riqueza hídrica do território brasileiro valorizando a importância dos rios para a população. Relembre-os de que o Brasil tem a maior reserva de água doce do planeta, desta vez explicando que ela é usada em diferentes atividades, como a produção de energia (hidrelétricas) para consumo direto, para indústrias, pecuária e agricultura.

• Conscientize os estudantes quanto ao consumo da água. Se for pertinente, oriente-os a pesquisar esse tema no site da ANA, a fim de coletar informações sobre as principais formas de usar a água no Brasil. Nesse caso, avalie se é necessário instruí-los a ilustrá-las.

• Para apoiar essa etapa, acesse o seguinte link no site da ANA. USOS da água. AGÊNCIA Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Disponível em: https://www.gov.br/ ana/pt-br/assuntos/gestao -das-aguas/usos-da-agua. Acesso em: 14 jul. 2025.

• Conduza a leitura dos textos da página e localize no mapa os rios apresentados nas fotografias. Descreva-os para auxiliar estudantes com dificuldades para que compreendam melhor as imagens acerca do tema.

• O estudo da página aborda a disponibilidade de água nos rios, de acordo com a ocorrência de chuvas nos locais em que percorrem ou nas próprias nascentes. Com a abordagem desse assunto pode-se explicar aos estudantes por que em determinadas épocas o fornecimento de água é escasso (geralmente no período do ano em que chove menos) e por que em outras há abundância de água nos reservatórios (geralmente no período do ano em que chove mais).

• A atividade a seguir é uma oportunidade para refletir a respeito da oferta de água na região em que vivem, sobre os rios ou outros reservatórios utilizados no abastecimento público e os cuidados que devemos ter ao usar a água.

• Explique aos estudantes que os rios perenes também são chamados de permanentes.

ATIVIDADE EXTRA

• Organize os estudantes em grupos e proponha a produção de panfletos com frases de orientação quanto ao uso consciente da água na escola. No primeiro momento, leve-os a pensar nas atividades em que a água seja essencial na rotina escolar e como as pessoas devem evitar o desperdício desse recurso.

• Oriente os grupos a formularem frases sobre o uso consciente da água na escola, tais como: “Não deixar a torneira aberta.”; “Não usar a descarga do banheiro desnecessariamente.”; “Varrer o pátio em vez de lavar.”. Depois, escreva esses textos na lousa para todos usarem-nas na produção dos panfletos.

• Solicite aos grupos que recortem o papel sulfite em

Já as condições climáticas da região por onde um rio flui podem influenciar o volume de água de seu leito. Desse modo, os rios podem ser classificados como perenes ou temporários

Em alguns rios, o volume pode passar por alteração por causa da quantidade de chuvas, porém suas águas fluem permanentemente durante todo o ano. O leito fica mais cheio na época chuvosa e diminui nos períodos de seca. Rios com essa característica são identificados como perenes e representa a maioria dos rios brasileiros.

Há rios que ficam com seu leito praticamente sem água em períodos do ano em que a ocorrência de chuva é pouca ou nenhuma na região por onde passam. Esse tipo de rio é denominado temporário , sendo bem comum em partes do Nordeste brasileiro.

Leito seco de um rio temporário localizado no município de Salgueiro, em Pernambuco, em 2020.

Rio Paraná, que é um rio perene,no município de Paulicéia, em São Paulo, em 2025.

9. Escreva as frases a seguir no caderno e complete-as corretamente.

a ) A quantidade de água nos rios ■ passa por alteração ao longo do ano, porém eles não secam totalmente. Na época de chuvas, seu leito fica mais ■ e, no período de ■, seu leito diminui.

9. a) Resposta: Perenes; cheio; seca.

b ) Em períodos muito prolongados de ■, as águas de muitos rios ■ desaparecem de seu leito. Esse tipo de rio é encontrado principalmente na Região ■ do Brasil.

9. b) Resposta: Seca; temporários; Nordeste.

duas partes para criar os panfletos de propaganda com as frases formuladas anteriormente. Incentive-os a ilustrar e a utilizar diferentes tipos de letras para tornar os panfletos mais criativos e atrativos.

• Por fim, instrua-os a entregar os panfletos a outros estudantes, a professores e funcionários da escola. Para isso, agende um horário com a coordenação da escola.

DEGRADAÇÃO DOS RIOS E OCEANOS

As águas dos rios são essenciais para o dia a dia das pessoas. Basta pensarmos no seu uso diário: beber, preparar alimentos, higiene e atividades agrícolas e industriais. Essas águas, assim como as dos oceanos e mares, também são fontes de alimentos e vias de transporte para navegação.

Ainda assim, diante de toda essa importância, esses recursos naturais vêm sendo degradados pelo ser humano. Vamos analisar alguns desses casos.

• Em muitas áreas urbanas, poluentes como resíduos sólidos e esgoto doméstico e de indústrias são lançados diretamente nas águas de rios e córregos. Essa poluição é responsável pela contaminação das águas e pode ocasionar a morte de espécies de animais e plantas aquáticas, além de causar problemas à saúde da população.

Rio poluído por resíduos sólidos na cidade de São Paulo, em 2022.

• A poluição de rios e córregos na área rural geralmente ocorre por agrotóxicos usados na lavoura, rejeitos de mineração e uso de fossas rudimentares, que podem vazar e contaminar tanto as águas superficiais quanto os lençóis freáticos. Essas substâncias tóxicas comprometem o ambiente e a vida de muitas espécies, além de prejudicar o uso de água pela população como fonte de alimento.

BNCC

• Ao estudar a Degradação dos rios e oceanos, na página 37, os estudantes desenvolvem a habilidade EF05GE10 da BNCC, de modo a reconhecer e comparar atributos da qualidade ambiental e algumas causas da poluição dos cursos de água e dos oceanos.

• Ao identificar os principais problemas ambientais que prejudicam os rios e oceanos, esse estudo contempla o tema transversal contemporâneo Educação ambiental da BNCC.

Fossas rudimentares: estruturas simples (sem vedação interna) para o descarte de dejetos humanos. Lençóis freáticos: camadas abaixo do solo onde a água da chuva se acumula depois de se infiltrar no terreno.

Pulverização de agrotóxico em plantação de milho, na área rural do município de Campo Mourão, no Paraná, em 2022.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• O trabalho de análise e reflexão sobre a degradação dos rios e oceanos, assunto abordado nas páginas 37 e 38, permite um estudo integrado com o componente curricular de Ciências, uma vez que o consumo, o desperdício de água e a preservação desse recurso na natureza também são objetos de estudo dessa área do conhecimento.

• Comente com os estudantes a respeito das fontes de água doce, denominadas mananciais, e da importância de protegê-las da poluição.

• Explique aos estudantes que, além das águas na superfície, existem as águas subterrâneas, cujos reservatórios são os aquíferos subterrâneos. Um exemplo é o aquífero Guarani, que abrange parte do subsolo de países como o Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. • Promova uma roda de conversa com os estudantes para que juntos identifiquem se os problemas mostrados nas fotografias das páginas 37 e 38 ocorrem no município onde moram. Pergunte a eles sobre a presença de outras situações de poluição dos recursos hídricos no munícipio, além das mostradas nas fotografias. Instigue-os a refletir acerca dessa situação e a propor soluções para amenizar ou solucionar o problema.

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• Apresente aos estudantes outros exemplos de poluição dos recursos hídricos, como o despejo de esgoto das residências, dos estabelecimentos comerciais e das indústrias, além de substâncias tóxicas provenientes da atividade agrícola.

• Informe aos estudantes a possibilidade de denunciar crimes e agressões ao meio ambiente por meio do site do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). MANIFESTAÇÕES de ouvidoria. Ibama. Disponível em: https://www. gov.br/ibama/pt-br/canais_ atendimento/ouvidoria/ manifestacoes-de-ouvidoria. Acesso em: 7 set. 2025.

• Na atividade 10, monitore a formação dos grupos de modo que todos os estudantes sejam incluídos. Faça um sorteio para escolher o tema de pesquisa de cada grupo, evitando repetições. Avalie as dificuldades de forma individualizada e garanta a participação. Determine uma data e horário para que os trabalhos sejam expostos para a comunidade escolar. Providencie um bilhete informativo e fixe em local visível no ambiente de grande circulação na escola. Na data determinada, os cartazes devem ser fixados em um espaço onde possam ser visivelmente identificados e observados pela comunidade escolar. Combine regras de comportamento e acolhimento dos visitantes e oriente os estudantes a se revezarem nas explicações aos visitantes.

BNCC

• Na pesquisa sobre os problemas ambientais nos rios, mares e oceanos e as ações para solucioná-los, na atividade 10 da página 38, os estudantes desenvolvem as habilidades EF05GE11 e EF05GE12 da BNCC. Ao realizarem procedimentos de investigação e utiliza-

• As águas dos oceanos recebem muitos resíduos sólidos, como garrafas, embalagens plásticas, latas e pneus, que, ao serem descartados indevidamente, são transportados pela água das chuvas para bueiros e rios, chegando até os oceanos, onde se acumulam. Além disso, rejeitos de mineração e derramamentos de combustível e petróleo também contaminam os oceanos. Toda essa poluição causa problemas graves à saúde das espécies de animais marinhos, podendo até causar a morte de muitos deles.

Resíduos sólidos acumulados na areia da praia no município do Rio de Janeiro, em 2021.

10. Vamos refletir sobre os problemas ambientais que afetam córregos, rios e oceanos, assim como identificar o que vem sendo feito para combatê-los. Para isso, leia com atenção as orientações a seguir.

a ) Formem grupos de até quatro estudantes e escolham um nome para o grupo de vocês.

b ) Pesquisem na internet com a ajuda do professor, ou em livros da biblioteca um dos problemas ambientais que atingem córregos, rios ou oceanos:

• despejo de esgoto sem tratamento;

• acúmulo de resíduos sólidos;

• vazamento de petróleo ou combustível;

• poluição por agrotóxicos;

• poluição por rejeitos de mineração.

10. a) a f) Resposta pessoal. O objetivo desta atividade é levar os estudantes a conhecerem os problemas ambientais que afetam rios, córregos e oceanos, refletirem sobre esses problemas e identificarem soluções adotadas para combatê-los.

c ) Busquem informações em fontes confiáveis, como sites de educação, portais de notícias, livros ou revistas.

d ) Durante a pesquisa, procurem responder às questões a seguir.

• Qual é o problema ambiental?

• Onde esse problema acontece com mais frequência?

• Quais prejuízos ele causa à natureza e às pessoas?

• O que foi feito para resolver ou reduzir o problema?

e ) Registrem o resultado da pesquisa em cartazes, organizando as informações da seguinte forma: título do cartaz com o tema; informações principais da pesquisa; imagens ou desenhos ilustrativos; nome do grupo e seus integrantes.

f ) Organizem uma exposição para toda a comunidade escolar. Se possível, tratem dessas questões no lugar onde vivem.

Se possível, reserve a sala de informática e leve os grupos para que possam fazer a pesquisa.

rem as tecnologias digitais de forma crítica para selecionar argumentos que promovem a conservação ambiental, os estudantes também desenvolvem as Competências gerais 1, 2, 4, 5 e 10 da BNCC.

AVALIANDO

Objetivo

• A atividade 10 permite avaliar se os estudantes desenvolvem corretamente procedimentos de pesquisa, selecionam fontes confiáveis sobre o

tema e reconhecem as causas e consequências da poluição das águas.

Sugestão de intervenção

• Oriente os estudantes a ilustrarem ou pesquisarem fotografias referentes a esses problemas. Junto à imagem, eles devem escrever as informações em pequenos textos (legendas), explicando para a comunidade escolar a amplitude e a gravidade dessa poluição, buscando conscientizá-la.

CLIMA E VEGETAÇÃO NATURAL DO BRASIL

O território brasileiro recebe a influência de climas com diferentes características. A maioria dos climas do país apresenta temperaturas elevadas durante praticamente o ano todo. A interação entre tais climas e outros fatores naturais, como o tipo de solo e de relevo, favorece o desenvolvimento de diferentes tipos de formações vegetais nativas no Brasil.

A seguir, vamos conhecer as características principais dos climas e as formações vegetais presentes no Brasil.

OS CLIMAS NO TERRITÓRIO BRASILEIRO

O Brasil recebe a influência de, principalmente, cinco tipos de clima. Observe no mapa e na página seguinte quais são.

Brasil: climas

Clima equatorial

Clima tropical típico

Clima subtropical

Clima semiárido

Clima tropical úmido

Limite internacional

Limite estadual

OCEANO PACÍFICO

Formações vegetais nativas: espécies de plantas que se desenvolvem naturalmente em determinada área da superfície terrestre. Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 99.

1. Escreva no caderno o nome de cada um dos principais climas que atuam no território brasileiro. 1. Resposta: Os climas que atuam no Brasil são: equatorial, semiárido, tropical úmido, tropical típico e subtropical. 39

• Inicie o estudo sobre Clima e vegetação natural do Brasil solicitando aos estudantes que abram o livro nas páginas 41, 42 e 43, a fim de observarem nas fotografias a diversidade de paisagens no Brasil. Promova uma roda de conversa para comentarem a respeito das formações vegetais de cada paisagem e levantarem hipóteses acerca das características do clima que atua nelas.

• Em um mapa político do Brasil, identifique com os estudantes os estados onde essas formações vegetais se localizam. Para isso, peça-lhes que leiam as legendas das fotografias que observaram anteriormente. Chame a atenção deles para a distribuição dessas paisagens pelo território brasileiro.

• Para a atividade 1 da página 39, explique que o tempo atmosférico se refere às características do ar atmosférico (temperatura, umidade e ventos) em determinado momento e lugar. Já o clima corresponde ao conjunto das condições do tempo atmosférico de um local, registradas ao longo de um período de, no mínimo, 30 anos.

• Comente com os estudantes que no dia a dia costumamos usar o termo “clima” de maneira equivocada, pois em frases como “Hoje o clima está quente e nublado.” e “A previsão do clima para hoje é de pancadas de chuva.” estamos nos referindo ao tempo atmosférico. Assim, o correto seria dizer: “Hoje o tempo está quente e nublado.” e “A previsão do tempo para hoje é de pancadas de chuva.”.

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

REVISTA Brasileira de Climatologia. Disponível em: https://ojs.ufgd.edu.br/index.php/rbclima. Acesso em: 7 set. 2025. No link dessa referência para encontrar informações complementares sobre o clima no Brasil.

• Para aprofundar seus conhecimentos a respeito dos climas do Brasil, leia o texto a seguir. Se julgar necessário, comente com os estudantes algumas dessas informações.

Climas do Brasil

O Brasil apresenta uma considerável tipologia climática, decorrente diretamente de sua extensão geográfica e da conjunção entre os elementos atmosféricos e os fatores geográficos particulares da América do Sul e do próprio país. Entre os principais fatores que determinam os tipos climáticos brasileiros, destacam-se:

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• a configuração geográfica, manifestada na disposição triangular do território, cuja maior extensão dispõe-se nas proximidades da Linha do Equador, afunilando-se em direção sul;

• a maritimidade/continentalidade, pois o litoral tem uma considerável extensão e é banhado por águas quentes – particularmente a corrente sul equatorial e a corrente do Brasil – e frias – corrente das Malvinas (ou Falklands). A disposição geográfica do “continente Brasil” apresenta uma expressiva disposição continental interiorana, ou seja, uma expressiva extensão de terras

Equador

AVALIANDO

Objetivo

• No trabalho com as atividades 2 e 3, é possível avaliar se os estudantes reconhecem aspectos dos climas do Brasil e identificam os principais aspectos do clima na região onde vivem. Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes tenham dificuldades para identificar o clima da região onde vivem, é possível desenvolver um trabalho de observação e de registro diário do tempo, ao longo de alguns meses ou do ano, a fim de comparar as descrições do clima da região.

Respostas

2. Mato Grosso do Sul: Clima tropical típico; temperaturas elevadas praticamente o ano inteiro e com duas estações bem definidas. Rio Grande do Sul: Temperaturas elevadas no verão e mais baixas no inverno, podendo ser inferiores a 0° e com precipitação de neve em alguns lugares; chuvas bem distribuídas durante o ano. Ceará: Clima semiárido. Espírito Santo: Temperaturas elevadas; chuvas bem distribuídas ao longo do ano, ocasionadas principalmente pela umidade trazida pelos ventos vindos do oceano.

3. Espera-se que os estudantes descrevam as características do clima de onde vivem. Auxilie-os a comparar as características climáticas do dia a dia com as dos climas descritos anteriormente.

Agora, leia a seguir as principais características de cada um dos climas que atuam no Brasil. Localize, por meio dos números, as áreas de atuação dos climas representadas no mapa da página anterior.

1.

Clima semiárido: temperaturas elevadas durante todo o ano. As chuvas são escassas e distribuídas irregularmente, ocasionando longos períodos de seca ou pouca chuva em algumas áreas.

2.

Clima equatorial: temperaturas elevadas ao longo do ano e chuvas abundantes, que são influenciadas pela presença da Floresta Amazônica.

3.

Clima tropical úmido: temperaturas elevadas e chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Essas chuvas são ocasionadas, principalmente, pela umidade trazida pelos ventos vindos do oceano.

4.

Clima tropical típico: temperaturas elevadas praticamente o ano inteiro. É caracterizado pela ocorrência de duas estações bem definidas: uma seca (de maio a setembro) e outra chuvosa (de outubro a abril).

5.

Clima subtropical: estações do ano bem definidas. É caracterizado por uma estação seca (de maio a setembro) e outra chuvosa (de outubro a abril). No inverno, as temperaturas podem cair bastante, provocando até mesmo a ocorrência de neve em regiões de altitudes elevadas.

2. Copie o quadro a seguir em uma folha avulsa e complete-o de acordo com as informações dessa página e da página anterior. Depois, cole essa folha no caderno.

Estados e climas

Estados Climas

Pará Clima equatorial

Mato Grosso do Sul

Características

Temperaturas elevadas ao longo do ano; chuvas abundantes influenciadas pela presença da Floresta Amazônica.

MODELO

Rio Grande do SulClima subtropical

Ceará

MODELO MODELO

Espírito SantoClima tropical úmido

2. Resposta nas orientações ao professor.

que se encontra consideravelmente afastada da superfície marítima, formando um amplo interland;

• as modestas altitudes do relevo, expressas em cotas relativamente baixas e cujos pontos extremos atingem somente cerca de 3 000 m;

• a extensão territorial: a extensão geográfica do País apresenta uma área de cerca de 8511 milhões de Km2, localizada entre 5º16’20” de latitude norte e 33º44’32” de latitude sul, e 34º47’30” e 73º59’32” de longitude oeste de Greenwich, disposta em

Temperaturas elevadas durante todo o ano; chuvas escassas e distribuídas irregularmente, que ocasionam longos períodos de seca em algumas áreas.

MODELO

3. Converse com os colegas e descreva no caderno os aspectos principais de um ou mais tipo de clima que atua no lugar onde você mora, tendo como base o mapa da página 39.

3. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor.

sua grande maioria no hemisfério Sul – o hemisfério das águas;

• as formas do relevo, notadamente a distribuição dos grandes compartimentos de serra, planaltos e planícies, que formam verdadeiros corredores naturais para o desenvolvimento dos sistemas atmosféricos em grandes extensões, principalmente de movimentação norte-sul; e

• a dinâmica das massas de ar e frentes, das quais as que mais interferem no Brasil são a equatorial (continental e atlântica), a tropical (continental e atlântica) e a polar atlântica, [...].

Além desses fatores, deve-se salientar o papel da vegetação e das atividades humanas na definição dos tipos climáticos do Brasil, pois a interação destes com o balanço de radiação e a atmosfera dá origem a particularidades climáticas regionais e locais no cenário brasileiro. [...]

04/10/2025 14:46:22

MENDONÇA, Francisco; DANNI-OLIVEIRA, Inês Moresco. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2007. p. 149-150.

AS VEGETAÇÕES NATIVAS BRASILEIRAS

No Brasil, há diferentes tipos de formações vegetais. O clima e as formas de relevo são condições naturais que influenciam o desenvolvimento dessas formações. Observe no mapa a seguir a distribuição original das formações vegetais nativas do território brasileiro e conheça suas principais características.

Brasil: formações vegetais nativas originais

0 425 km

Floresta Amazônica

Floresta Tropical

Mata de Araucárias

Cerrado

Caatinga

Pantanal

Vegetação Litorânea

Campos

Mata dos Cocais

Limite internacional

Limite estadual

Fonte de pesquisa: SIMIELLI, Maria Elena Ramos. Atlas geográfico escolar 37. ed. São Paulo: Ática, 2020. p. 29.

4. Quais tipos de vegetação natural são encontrados no estado onde você vive?

Floresta Amazônica: apresenta vegetação densa, diversidade de espécies de plantas, a maioria de grande porte, mas também arbustos, trepadeiras, cipós e plantas aquáticas. Também abriga ampla diversidade de animais e se estende por grande parte dos estados da Região Norte do país, onde o clima é quente e úmido.

Vegetação de Floresta Amazônica no município de Altamira, no Pará, em 2024. 4. Resposta pessoal. Auxile os estudantes na identificação correta dos tipos de vegetação presentes no estado onde vivem.

• Promova a leitura do texto e a observação das imagens sobre as vegetações do Brasil das páginas 41 a 43 e aproveite para resgatar conhecimentos prévios dos estudantes sobre as formações vegetais, especialmente aquelas que ocorrem em seu estado e/ou região onde moram. Aqueles com deficiências sensoriais podem participar ativamente da realização desta tarefa, contando com o apoio e a colaboração de seus colegas.

• Amplie a análise do mapa da página 41, sobre as vegetações nativas do Brasil, elaborando questões como: “Qual formação vegetal ocupa praticamente todo o estado do Tocantins?”; “Qual tipo de vegetação natural predomina no estado de São Paulo?”; “Quais formações vegetais são identificadas no estado do Mato Grosso?”. Essa atividade também é uma oportunidade para os estudantes retomarem as siglas dos estados.

• Complemente a atividade 4 orientando os estudantes a compararem as características do clima que atuam no estado onde moram com tais formações vegetais.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

04/10/2025 14:46:23

• O estudo das páginas 41 a 43 e suas respectivas atividades permitem estabelecer um trabalho integrado com o componente curricular de Ciências. Isso é possível porque os biomas brasileiros, os quais abrigam, entre outros elementos, os diferentes tipos de vegetação nativa, são abordados também nessa área do conhecimento.

OCEANO ATLÂNTICO
OCEANO PACÍFICO
Equador

REFERÊNCIA

BELTRÃO, Selma Lúcia L.; PEREIRA, Rúbia M.; TEIXEIRA, Maria Regina (ed.) Brinque com ciência : biomas do Brasil. Ilustrações de Ana Szennan. Brasília: Embrapa, 2013. Disponível em: https://www.infoteca.cnptia. embrapa.br/infoteca/handle/ doc/1044643. Acesso em: 14 jul. 2025.

Complemente esse conteúdo com o livro de ilustrações e atividades, criado pela Embrapa, sobre os biomas brasileiros. Se considerar adequado, compartilhe o livro com os estudantes. O link disponibilizado direciona ao local em que ele pode ser baixado.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• Informe aos estudantes a importância do trabalho realizado por Aziz Ab´Saber, geógrafo brasileiro que se dedicou aos estudos sobre as paisagens naturais do Brasil e a definição dos domínios naturais do país. Se julgar adequado, leve-os até a sala de informática, caso exista esse espaço na escola e, em conjunto com o componente curricular de Língua Portuguesa , promova uma pesquisa sobre a biografia desse importante geógrafo.

Caatinga: ocorre principalmente nos estados da Região Nordeste do país, em áreas de pouca chuva e temperaturas elevadas. É composta de espécies de plantas adaptadas à escassez de água, que em geral apresentam espinhos, poucas folhas e raízes profundas.

Vegetação de Caatinga no município de Canudos, na Bahia, em 2021.

Floresta Tropical: formação típica das áreas mais chuvosas da porção leste do país, entre o Rio Grande do Norte e o Rio Grande do Sul. Perto do litoral, recebe o nome de Mata Atlântica. Caracteriza-se como uma floresta densa, com grande diversidade de plantas de pequeno e grande porte.

Vegetação de Mata Atlântica no Parque Estadual Intervales, no município de Ribeirão Pires, em São Paulo, em 2024.

Cerrado: desenvolve-se em extensas áreas do território brasileiro onde predomina o clima tropical típico, com duas estações bem definidas: uma seca e outra chuvosa. Apresenta uma grande diversidade de plantas, em geral de médio porte, com cascas grossas e galhos e troncos retorcidos. Também é composta de gramíneas e arbustos.

Vegetação de Cerrado no município de Campinápolis, no Mato Grosso, em 2021.

Mata dos Cocais: formação que se desenvolve em uma área de transição entre a Floresta Amazônica e a Caatinga, nos estados do Maranhão e do Piauí. Nela, predominam dois tipos de palmeiras: o babaçu e a carnaúba.

Vegetação de Mata dos Cocais no município de Esperantina, no Piauí, em 2022.

Vegetação Litorânea: desenvolve-se ao longo do litoral brasileiro, bem perto do oceano. Apresenta árvores baixas e plantas rasteiras. Em locais onde as águas do rio e do mar se encontram e formam terrenos alagadiços, ela é caracterizada pela formação de vegetação de mangue.

Vegetação de mangue no município de Prado, na Bahia, em 2021.

Mata de Araucária: formação típica de áreas onde predomina o clima subtropical, como na Região Sul do país, e em áreas de maior altitude, como na Região Sudeste. A espécie predominante é a araucária, também conhecida como pinheiro-do-paraná.

Mata de Araucária no município de Campos do Jordão, em São Paulo, em 2021.

Campos: essa vegetação é formada principalmente por gramíneas. Também é composta de pequenas matas, que se desenvolvem em meio às plantas rasteiras. Ocorre principalmente nos estados da Região Sul do país e também é conhecida como Pampa.

Vegetação de Campos no município de Sant'Ana do Livramento, no Rio Grande do Sul, em 2024.

5. Em uma folha avulsa, monte um quadro sobre as principais características da vegetação nativa predominante em alguns estados do Brasil. Utilize as palavras a seguir para montar o quadro, seguindo o modelo da página 40. Para completá-lo corretamente, busque informações no mapa e nos textos das páginas 41 a 43

Amazonas • Goiás • Pernambuco • Espírito Santo • Rio Grande do Sul Floresta Amazônica • Cerrado • Floresta Tropical • Caatinga • Campos

5. Confira as respostas desta atividade organizadas em um quadro nas orientações ao professor

04/10/2025 14:46:26

AVALIANDO

Objetivo

• A atividade 5 permite avaliar se os estudantes compreendem as características dos principais tipos de vegetação que ocorrem no Brasil e sua distribuição pelo território.

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes não alcancem o objetivo, volte a apresentar o mapa e as fotografias de cada vegetação, retomando o conteúdo. Promova uma dinâmica de perguntas e respostas para a turma esclarecer suas dúvidas. Uma sugestão para isso seria um jogo da memória, formando duplas com a fotografia e o nome da formação correspondente. Contudo, se preferir, apresente vídeos acerca das principais formações vegetais nativas brasileiras.

Resposta

5. Auxilie os estudantes na montagem do quadro. Se julgar necessário, faça o quadro na lousa e escreva as características da vegetação nativa dos estados citados na atividade e complemente com as informações do estado onde vivem. Observe o exemplo a seguir.

Amazonas Pernambuco Espírito Santo Goiás Rio Grande do Sul

Floresta Amazônica Caatinga Floresta Tropical Cerrado Campos

Vegetação densa, a maioria de grande porte, com diversidade de espécies de plantas e animais. Ocorre em áreas de pouca chuva e temperaturas elevadas. É composta de espécies de plantas adaptadas à escassez de água.

Vegetação densa, com diversidade de plantas de pequeno e grande porte. As porções próximas ao litoral recebem o nome de Mata Atlântica.

Apresenta diversidade de plantas de médio porte, com cascas grossas, galhos e troncos retorcidos, gramíneas e arbustos. Apresenta principalmente gramíneas, além de pequenas matas próximo ao curso dos rios, denominadas capões.

• Comente com os estudantes o impacto da ação antrópica na degradação da vegetação. Procure notícias recentes sobre esse tipo de problema para apresentar a eles, a fim de promover um debate sobre o assunto.

• Oriente os estudantes a refletirem sobre os principais motivos da degradação da vegetação natural no país.

ATIVIDADE EXTRA

• Após apresentar aos estudantes as vegetações nativas, os rios, os relevos, os climas e a ação do ser humano relacionada a esses elementos, instrua-os a produzir um texto destacando as ações antrópicas positivas e as ações negativas a esse respeito. Avalie individualmente as dificuldades e, se julgar pertinente, proponha que a produção seja colaborativa.

• Em seguida, promova um debate para que todos exponham suas considerações, visando ao esclarecimento de dúvidas e de possíveis distorções referentes às ações positivas e negativas.

Degradação das vegetações nativas brasileiras

Ao longo dos anos, as vegetações nativas do Brasil vêm sendo significativamente alteradas pelas ações humanas. As queimadas e o desmatamento têm sido as causas da retirada da cobertura vegetal, principalmente para a exploração de madeira e o uso dos terrenos. As áreas desmatadas e queimadas, muitas vezes, dão lugar a lavouras, pastagens, exploração mineradora ou à expansão das cidades. Em muitos casos, as consequências dessas ações são desastrosas para o meio ambiente, provocando a perda de biodiversidade e colocando em risco de extinção diversas espécies da fauna e da flora do país. Vamos agora analisar alguns casos de destruição da vegetação natural no Brasil. Ao longo do tempo, estima-se que já foram desmatados por volta de 850 mil quilômetros quadrados (km²) de Floresta Amazônica, o que equivaleria ao desaparecimento de cerca de 13% da cobertura vegetal original. Além da retirada de árvores para a extração de madeira, as queimadas são as principais responsáveis pelo desmatamento na Amazônia.

Biodiversidade: conjunto de todas as espécies existentes em determinada área.

Área de Floresta Amazônica devastada por queimada no município de Porto Velho, em Rondônia, em 2021.

A Mata Atlântica foi, ao longo da história, a vegetação natural mais degradada no Brasil. A retirada de sua vegetação para a urbanização e o desenvolvimento de atividades econômicas ocorreu desde o período colonial. Atualmente, restam apenas cerca de 24% da floresta original.

Vista aérea de áreas urbanizadas e rodeadas por Mata Atlântica no município de Caieiras, em São Paulo, em 2021.

O Cerrado brasileiro apresenta grande biodiversidade, mas já perdeu cerca de 50% de sua vegetação nativa em razão do desmatamento para abertura de

O lobo-guará é um exemplo de animal da nossa fauna ameaçado de extinção. Lobo-guará em área de Cerrado no município de Mineiros, em Goiás, em 2024. pastos e plantações. Pesquisadores alertam para o fato de que, com a rápida degradação, mais de 1 000 espécies de plantas do Cerrado correm o risco de serem extintas até 2050.

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: ESPÉCIES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO NO CERRADO

Observe no mapa as áreas do território brasileiro onde a vegetação nativa foi alterada pela ação humana ao longo dos anos.

Brasil: vegetação natural alterada (2020)

0 440 km

• Nas atividades 6 e 7, caso tenha aplicado o trabalho de campo sugerido no estudo do tema As formas do relevo e os rios no Brasil na página 32, aproveite para retomar o que observaram, bem como as anotações que fizeram. Se o trabalho de campo não tiver sido feito, oriente-os a se lembrarem do caminho que percorrem de casa até a escola, principalmente na vegetação e nos problemas ambientais, tais como resíduos sólidos nas ruas, derrubada de árvores, queimada da vegetação etc.

Respostas

Floresta Amazônica

Floresta Tropical Mata de Araucárias

Cerrado

Caatinga

Pantanal Vegetação Litorânea

Campos

Mata dos Cocais

Áreas alteradas

Fonte de pesquisa: SIMIELLI, Maria Elena Ramos. Atlas geográfico escolar. 37. ed. São Paulo: Ática, 2020. p. 29.

6. De acordo com o mapa, como está a vegetação natural no estado onde você mora? Existem muitas áreas alteradas?

7. Há outros problemas ambientais que você identifica no seu município?

Anote alguns exemplos no caderno.

8. Em sua opinião, o que poderia ser feito para preservar as formações vegetais que ainda restam no país? Debata isso com os colegas.

6 a 8. Respostas e comentários nas orientações ao professor

dades humanas são as principais responsáveis pela destruição da vegetação natural.

BNCC

• Ao estudar a Degradação das vegetações nativas brasileiras, os estudantes desenvolvem as habilidades EF05GE11 e EF05GE12 da BNCC, uma vez que analisarão os problemas ambientais em seus locais de vivência. As atividades 6 a 8 incentivam o uso de conhecimentos historicamente construídos para explicar a realidade, o emprego de procedimentos científicos como a investigação, a análise crítica e a reflexão, le-

04/10/2025 14:48:23

vando os estudantes a reconhecer de forma autônoma os impactos ambientais e selecionar argumentos que promovem a conservação, desenvolvendo as Competências gerais 1, 2 e 7 da BNCC.

AVALIANDO

• Peça aos estudantes que acessem o infográfico clicável Espécies ameaçadas de extinção no Cerrado, e conheçam algumas informações a respeito do tema.

6. Incentive os estudantes a observarem o mapa desta página para chegar às conclusões sobre o panorama atual dessa formação vegetal. Explique-lhes as causas desses desmatamentos para a produção agropecuária ou a expansão urbana, por exemplo.

7. Incentive os estudantes a observarem e a identificarem possíveis problemas ambientais, como o descarte irregular de resíduos sólidos e o despejo de poluentes nos rios e oceanos.

8. Se julgar pertinente, anote na lousa as soluções que apresentarem, levando-os a identificar como os órgãos e as entidades públicas, privadas, produtores rurais, além dos cidadãos comuns, podem contribuir e agir para conservar as vegetações remanescentes do Brasil. Verifique também se reconheceram que as ativi-

OCEANO ATLÂNTICO
OCEANO PACÍFICO
Equador
Trópico de Capricórnio
EDSON

• Aproveite o assunto sobre a Exploração sustentável das vegetações nativas do Brasil, abordado na página, para aplicar uma atividade envolvendo o componente curricular de Ciências, valorizando a importância da prática sustentável para conservar o meio ambiente.

• Explique aos estudantes que as reservas extrativistas foram demarcadas com o objetivo de conservar os recursos da natureza. Mencione o importante trabalho realizado por Bertha Becker, geógrafa brasileira que se destacou nos estudos sobre a Amazônia e a importância das comunidades tradicionais para a sua conservação. Explique ainda que são consideradas comunidades tradicionais povos socialmente organizados e que vivem de recursos naturais de modo sustentável. Leve os estudantes até a sala de informática, caso exista esse espaço na escola, organize-os em duplas e oriente a pesquisa sobre essas comunidades no site a seguir: POVOS e Comunidades Tradicionais. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Disponível em: https://www.gov.br/mma/ pt-br/assuntos/povos-e -comunidades-tradicionais. Acesso em: 7 set. 2025.

• Se considerar pertinente, peça que pesquisem atitudes diárias que minimizem a exploração dos recursos naturais. Entre essas atitudes, eles podem mencionar a reutilização de embalagens, a separação dos resíduos sólidos para a reciclagem, a economia de energia etc.

• Ao promover a observação da fotografia que destaca quebradeiras de coco babaçu, aproveite para comentar com os estudantes sobre essas comunidades

Exploração sustentável das vegetações nativas do Brasil

Para manter o que ainda resta das formações vegetais nativas do Brasil, é preciso buscar alternativas para conter o aumento da degradação dessas áreas. Há alternativas para a conservação de áreas de vegetação nativa por meio da exploração sustentável dos recursos naturais. Uma exploração sustentável consiste em retirar parte dos recursos naturais, gerando trabalho e renda para a população, sem comprometer a fauna e a flora. Assim, é possível atender às necessidades econômicas das pessoas que vivem da atividade extrativista sem prejudicar a natureza. Entre alguns exemplos, temos extração de seivas e coleta de frutas, flores e castanhas.

Observe a imagem a seguir.

Diversas comunidades tradicionais de diferentes regiões do Brasil exploram recursos naturais de maneira sustentável, como é o caso da comunidade indígena da aldeia Apiwtxa, na Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, localizada na região do Alto Juruá, no Acre, na faixa de fronteira entre Brasil e Peru.

que representam um dos povos tradicionais do Brasil. Explique que o babaçu é uma palmeira nativa dos estados do Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins e que seus frutos (cocos) são usados na alimentação, na indústria, na medicina, entre outras finalidades. Conte que existem muitas comunidades que sobrevivem do extrativismo do coco babaçu e que as “quebradeiras de coco” são majoritariamente mulheres. Reforce a importância dos povos tradicionais para a conservação da natureza em função de suas práticas sustentáveis.

Quebradeira de coco babaçu carregando frutos após coleta, no município de Igarapé do Meio, no Maranhão, em 2023.

Nessa comunidade, o povo indígena utiliza os recursos da natureza para sustento próprio. Para essas comunidades, respeitar a natureza é muito importante. Por isso, elas elaboraram um mapa de onde vivem, representando os recursos que utilizam de maneira sustentável e que precisam conservar para as gerações futuras. Observe o mapa a seguir.

Esse mapa é um exemplo de como os povos tradicionais representam o território onde vivem com base em sua forma de viver, em seus saberes e no que consideram importante. Tal representação valoriza os conhecimentos tradicionais e contribui para a preservação da cultura e a defesa dos direitos dessas comunidades.

9. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar as moradias, a vegetação, o campo de futebol etc.

9. Que aspectos do mapa mais chamaram sua atenção?

10. Agora, pense no lugar onde você mora. É provável que no bairro ou em alguma outra parte do município haja lugares importantes para você e seus familiares ou responsáveis. Faça uma representação desse lugar no caderno ou em uma folha avulsa. Nela, indique o que é importante nesse lugar para você ou para as pessoas que você conhece. Depois, mostre e explique sua representação aos colegas.

10. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

ATIVIDADE EXTRA

• Para que os estudantes visualizem outros exemplos de etnocartografia como o apresentado na página 47, conduza-os até a sala de informática, se existir esse espaço na escola, e oriente-os a acessar o link a seguir. GAVAZZI, Renato Antônio. Etnomapeamento da terra indígena Kampa do Rio Amônia: o mundo visto de cima. Rio Branco: [s.e.], 2012. Disponível em: https://cpiacre.org.br/publicacao -acervo/etnomapeamento-da-terra -indigena-kampa-do-rio-amonia-o-mundo

-visto-de-cima/. Acesso em: 7 set. 2025.

• No documento é possível visualizar etnomapas da hidrografia, vegetação, áreas de caça entre outros produzidos de forma coletiva por essa comunidade indígena.

Resposta

10. Caso os estudantes sintam dificuldades em elaborar suas representações, proponha uma roda de conversa em que eles possam contribuir citando o que sabem sobre seu lugar de vivência, as histórias presentes no espaço de moradia, es-

• Antes da leitura do mapa, informe aos estudantes que esse tipo de registro vai além da representação cartográfica, é produzido por grupos étnicos e culturais e nele traduzem suas perspectivas e visão de mundo. São representações que apresentam seus saberes e experiências, repletos de elementos por eles respeitados e valorizados. Esse tipo de representação é conhecido como etnocartografia e contribuem para a preservação da cultura e territórios desses povos.

• Proponha uma observação guiada do etnomapa apresentado. Peça aos estudantes que descrevam os elementos representados, registre essas observações na lousa e explique que, nesse tipo de mapa, a principal preocupação é representar aquilo que tem grande importância para os povos retratados.

• Caso não seja possível fazer a leitura da legenda do etnomapa da aldeia Apiwtxa, explique que os caminhos estão representados em vermelho, os rios em amarelo, os lagos e cacimbas (poços) em azul. O verde representa áreas de mata mais fechada e uma área com tons de azul e verde mais escuro representa as praias à margem do rio. As moradias, barcos e plantações foram representados por ícones, ou seja, desenhos que simbolizam um elemento do espaço.

04/10/2025 14:48:24

colar ou do bairro, ou mesmo espaços ou objetos com os quais tenham uma relação afetiva. Depois, incentive-os a produzir os desenhos.

• Ao produzirem a representação do lugar onde moram, os estudantes desenvolvem a propriocepção, uma vez que são levados a refletir sobre sua posição no espaço, reconhecer trajetos e distâncias percorridas no dia a dia, além de integrar memória, movimento e percepção corporal em relação ao ambiente que os cerca.

Fonte de pesquisa: GAVAZZI, Renato Antonio (org.). Etnomapeamento da Terra Indígena Kampa do Rio Amônia: o mundo visto de cima. Rio Branco, 2012. p. 14.
Mapa da aldeia Apiwtxa

OBJETIVOS

• Identificar tipos de descarte incorreto de resíduos no local onde vive.

• Analisar os impactos do descarte incorreto de resíduos sólidos.

• Elaborar ações cotidianas para evitar o descarte incorreto de resíduos sólidos.

1. CONHECENDO O PROBLEMA

• Incentive os estudantes a debaterem a respeito do descarte incorreto dos resíduos sólidos. Convide-os a refletir sobre o modo como realizam o descarte em casa. Comente a respeito do impacto causado ao meio ambiente devido em razão da quantidade de resíduos sólidos produzida e descartada pelas pessoas incorretamente.

• Os diversos temas abordados incentivam os estudantes a compreenderem melhor o mundo e a desenvolverem a capacidade de atuar nele de maneira consciente, buscando transformá-lo com base em conhecimentos científicos e suas relações com a sociedade. Entre eles, destacam-se alguns temas de relevância nacional e mundial, que envolvem aspectos sociais, culturais, econômicos e ambientais. A geração e o descarte de resíduos sólidos (lixo), em especial a reflexão sobre os hábitos cotidianos e sua relação com a conservação do meio ambiente, estão entre os temas que merecem destaque em sala de aula.

BNCC

COLETIVAMENTE

O que você tem feito pelo meio ambiente?

Conhecendo o problema 1

Leia as manchetes a seguir.

O trabalho com esta seção favorece o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Educação ambiental

Descarte irregular de resíduos é origem para diversos problemas

DESCARTE irregular de resíduos é origem para diversos problemas. Jornal da USP, 4 out. 2019. Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/descarte-irregular-de-residuos-e -origem-para-diversos-problemas/. Acesso em: 4 jul. 2025.

Descarte irregular de resíduos aumenta riscos de alagamentos na cidade

DESCARTE irregular de resíduos aumenta riscos de alagamentos na cidade. Prefeitura de Canoas, 17 jul. 2023. Disponível em: https://www.canoas.rs.gov.br/noticias/descarte -irregular-de-residuos-aumenta-riscos-de-alagamentos-na-cidade/. Acesso em: 4 jul. 2025.

Descarte adequado de resíduos sólidos auxilia na prevenção de doenças

LUSTOZA, Larissa. Descarte adequado de resíduos sólidos auxilia na prevenção de doenças. Secretaria de Saúde do Distrito Federal, 9 jul. 2024. Disponível em: https://www.saude.df.gov.br/w/descarte-adequado-de-res%C3%ADduos-s%C3%B3lidos -auxilia-na-preven%C3%A7%C3%A3o-de-doen%C3%A7as. Acesso em: 4 jul. 2025.

O descarte incorreto de resíduos sólidos causa diversos problemas ao meio ambiente e à vida das pessoas, como vimos nas manchetes A e B. Por sua vez, o descarte adequado é um importante cuidado com a saúde pública, pois ajuda a reduzir a proliferação de doenças, como mostrado na manchete C

Em 2022, foram produzidos no Brasil em média 77 milhões de toneladas de resíduos sólidos. Desse total, aproximadamente 28 milhões foram destinados à lixeira errada. É uma quantidade muito grande de resíduos sólidos, como plástico, vidro, alumínio e papel, que acabam misturados com restos de frutas ou verduras, que são resíduos orgânicos, em vez de destinados à coleta seletiva. Todos devemos colaborar para o descarte adequado dos resíduos sólidos que produzimos, dando a eles a destinação correta. Você já pensou em como podemos fazer isso?

• O estudo sobre o descarte incorreto de resíduos sólidos e as consequências disso para o meio ambiente contempla a habilidade EF05GE12 da BNCC, levando os estudantes a tomarem decisões sustentáveis e adequadas para determinadas situações. Esse estudo também contempla o tema contemporâneo transversal Educação ambiental

Organizando as ideias 2

2. a) Resposta: Causa alagamentos, favorece o aparecimento de pragas e a proliferação de doenças e coloca em risco a saúde coletiva da população.

a ) De acordo com as manchetes, quais são os problemas causados pelo descarte incorreto de resíduos sólidos?

b ) Em sua opinião, o que pode ser feito para evitar os problemas mencionados nas manchetes A e B? Leia a sua resposta para os colegas.

c ) Você tem o hábito de fazer a coleta seletiva em seu dia a dia? De que maneira?

2. ORGANIZANDO AS IDEIAS

Respostas

b) Incentive os estudantes a refletirem sobre suas ações diárias e relacioná-las com as boas práticas de descarte adequado de resíduos sólidos, consumo consciente de água, entre outras atitudes.

d ) Observe as lixeiras mostradas na imagem desta página. No caderno, associe as cores de cada lixeira, representadas por letras, ao tipo de resíduo sólido que elas devem receber. Se precisar, faça uma pesquisa em livros ou na internet com a ajuda do professor para realizar esta atividade.

Buscando soluções

2. b) e c) Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor 2. d) Resposta: Azul: papel; verde: vidro; amarelo: metal; vermelho: plástico; marrom: orgânico. Comentários nas orientações ao professor.

a ) Converse com seus familiares ou responsáveis sobre atitudes que vocês podem adotar juntos para contribuir para a coleta seletiva em casa ou no bairro onde moram. Registre essas atitudes no caderno e apresente-as aos colegas da turma.

b ) Na sala de aula, reúnam-se em grupos de no máximo três integrantes e elaborem cartazes que orientem e motivem a prática da coleta seletiva na escola. Um exemplo de texto é a manchete C, mostrada na página anterior. Depois, exponham os cartazes em locais de fácil acesso a toda a comunidade escolar.

3. a) e b) Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor.

Menino pensando em qual lixeira descartar os resíduos sólidos.

3. BUSCANDO SOLUÇÕES

Respostas

a) O objetivo desta questão é promover a reflexão e o diálogo sobre possíveis atitudes para adotar ou melhorar a coleta seletiva dos resíduos, disseminando, assim, essa boa prática. Motive os estudantes a colocarem em prática as atitudes registradas.

b) Oriente-os a fixar os cartazes produzidos em locais adequados da escola para que todos da comunidade escolar tenham acesso às informações.

c) Diga aos estudantes que, se ainda não adotaram a coleta seletiva, eles podem adotar essa prática nesse momento. Caso considere pertinente, escreva as respostas deles na lousa e incentive as atitudes que visem à coleta seletiva. Se o município onde a escola se localiza não oferecer um programa de coleta seletiva, pesquise com os estudantes alternativas viáveis. Há municípios que contam com cooperativas, catadores autônomos e empresas, como supermercados e farmácias, que recebem materiais recicláveis para fazer o descarte correto. Verifique se uma delas se aplica ao município de vocês e incentive o hábito do consumo reduzido de produtos com embalagens descartáveis. d) Mostre imagens para colaborar com a construção de conhecimentos dos estudantes.

• Se considerar pertinente, construa com os estudantes algumas lixeiras usando pequenas caixas de papelão e tintas nas cores referentes aos resíduos para reciclagem. Feito isso, instale-as na sala de aula para usarem diariamente e, assim, desenvolverem uma consciência sustentável.

• Comente com eles que o resíduo orgânico, quando separado corretamente e descartado em composteiras, pode ser reaproveitado como adubo para plantas.

• Caso o município não conte com um programa de coleta seletiva, oriente os

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estudantes a incentivarem ações semelhantes às mencionadas no item c de Organizando as ideias. Se achar conveniente, após a exposição, proponha à turma que escreva uma carta coletiva cobrando do poder público municipal a execução de uma política de coleta seletiva, obrigatória no país desde a instituição da Política Nacional de Resíduos Sólidos, em 2010, que deveria ter sido implementada em todo o país até 2024.

1. Objetivo

• Distinguir as principais formas do relevo brasileiro, com base na identificação das fotografias que apresentam as formas de relevo de planalto, planície e depressão.

Sugestão de intervenção

• Após finalizar o processo de identificação, a atividade leva os estudantes a refletirem sobre as principais características dessas formas ao descreverem as fotografias apresentadas de acordo com a associação que fizeram inicialmente. É possível reapresentar as características dessas formas de relevo por meio de um jogo, no qual você cita a característica de uma determinada formação para a turma levantar a plaquinha com o tipo de relevo correspondente. Para isso, cada um deve ter três plaquinhas com os nomes das principais formas do relevo brasileiro: planalto, planície e depressão. Resgate o modelo de relevo terrestre proposto na página 33 destas orientações e entregue-o a estudantes cegos ou com baixa visão para que reconheçam as principais formas do relevo por meio do tato.

Escreva as respostas no caderno.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

1. No caderno, relacione cada paisagem brasileira à forma de relevo correta. Depois, descreva as principais características de cada uma dessas formas.

Planalto. 1.

Planície. 2. Depressão. 3.

1. Resposta nas orientações ao professor

Resposta

1. 1 – B; 2 – C; 3 – A. Planalto é uma forma de relevo levemente ondulada e com altitude variável, em geral acima de 200 metros. Os planaltos apresentam intenso desgaste provocado, principalmente, pela ação da água e dos ventos. Planície é uma forma de relevo com terrenos planos e altitude pouco elevada em relação ao nível do mar. As planícies, em geral, acumulam os sedimentos vindos do desgaste das áreas de planalto. Depressão é uma forma de relevo com altitudes mais baixas que as áreas em seu entorno. São terrenos rebaixados, em geral com superfícies planas, resultantes de intensos desgastes.

Paisagem do município de Torrinha, em São Paulo, 2021.

Área de relevo no município de Alto Paraíso de Goiás, em Goiás, em 2022.

Paisagem do município de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, em 2022.

2. Leia as frases e relacione no caderno cada uma delas às diferentes classificações de rios listadas a seguir.

rios de planaltorios de planícierios perenesrios temporários

a ) Percorrem terrenos irregulares e, caso haja desníveis abruptos no terreno, formam corredeiras, cachoeiras ou quedas-d’água.

b ) No período mais seco do ano, em que a ocorrência de chuva é pouca ou nenhuma, seus leitos chegam a secar totalmente.

c ) São também conhecidos como rios permanentes. Na época chuvosa, seus leitos ficam mais cheios. Já nos períodos de seca, o nível dos rios diminui.

2. Resposta: a) rios de planalto; b) rios temporários; c) rios perenes; d) rios de planície.

d ) Percorrem terrenos relativamente planos, com poucos desníveis. As águas de seu leito fluem mais devagar e são mais propícios à navegação.

3. Leia as manchetes a seguir.

Brasil lança por ano 1,3 milhão de toneladas de plástico no oceano

SINIMBÚ, Fabíola. Brasil lança por ano 1,3 milhão de toneladas de plástico no oceano. Agência Brasil, 17 out. 2024. Disponível em: https://agenciabrasil. ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2024-10/brasil-lanca-por-ano-13-milhao -de-toneladas-de-plastico-no-oceano. Acesso em: 4 jul. 2025.

Contaminação por fármacos em rios preocupa cientistas e ameaça a fauna marinha

VIEIRA, Sophia. Contaminação por fármacos em rios preocupa cientistas e ameaça a fauna marinha. Jornal da USP, 7 maio 2025. Disponível em: https:// jornal.usp.br/atualidades/contaminacao-por-farmacos-em-rios-preocupa -cientistas-e-ameaca-a-fauna-marinha/. Acesso em: 4 jul. 2025.

Fármacos: substâncias químicas usadas na formulação de medicamentos.

a ) Qual problema ambiental é citado nas manchetes A e B desta página?

3. a) Resposta: Poluição das águas, dos oceanos e dos rios.

b ) Quais são as outras formas de degradação dos rios e oceanos além das mencionadas nas manchetes? Cite alguns exemplos.

3. b) Resposta nas orientações ao professor

c ) De que forma a degradação de rios e oceanos pode prejudicar o meio ambiente e a população?

3. c) Resposta nas orientações ao professor

Respostas

3. b) Espera-se que os estudantes respondam que algumas formas são: o descarte incorreto de resíduos sólidos como garrafas, latas e pneus; e a poluição dos rios, ocasionada pelo despejo de resíduos sólidos diretamente no leito do rio. Parte dessa sujeira é carregada pelos rios até os oceanos, mas estes também recebem diretamente esse tipo de poluição.

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3. c) Essas ações podem ocasionar a degradação do meio ambiente, prejudicando a manutenção da vida de espécies animais e vegetais aquáticos. A degradação de rios e oceanos também está associada aos riscos à saúde das pessoas que utilizam suas águas para o consumo ou irrigação, no caso dos rios, assim como as que retiram parte de seus alimentos das águas de mares e oceanos.

2. Objetivo

• Identificar as principais características dos rios de planalto, rios de planície, rios temporários e rios perenes.

Sugestão de intervenção

• É possível promover um seminário sobre os rios brasileiros. Para isso, selecione rios com diferentes características para cada estudante pesquisar um deles. Assim, eles vão identificar a localização da nascente e da foz, os estados pelos quais passa o respectivo rio, se corre por relevo de planície ou de planalto (caracterizando-o como rio de planície ou de planalto) e se o rio é perene ou temporário. Além disso, devem providenciar pelo menos uma imagem de um trecho do rio. Agendem a apresentação para todos conhecerem a variedade de rios brasileiros e familiarizarem-se ainda mais com suas características.

3. Objetivo

• Identificar alguns dos principais problemas ambientais que prejudicam os rios e os oceanos. Sugestão de intervenção

• Se os estudantes apresentarem dificuldade em reconhecer a gravidade dos problemas causados pela poluição das águas dos rios e mares, oriente-os a pesquisar informações sobre a qualidade da água dos rios no município ou estado em que vivem. Em seguida, promova um debate acerca das características das águas, indicando se há poluição e o que deve ser feito para combatê-la.

4 e 5. Objetivo

• Identificar alguns dos principais tipos de formação vegetal nativa do Brasil, apresentados nas fotografias, além de associá-los às respectivas características climáticas que influenciam seu desenvolvimento.

Sugestão de intervenção

• Retomar as principais características das vegetações nativas do Brasil por meio de um jogo, por exemplo. Nesse caso, o jogo consiste em distribuir a cada estudante, ou dupla, uma dessas características escrita em uma tira de papel. Escreva o nome de cada formação em algum lugar da sala de aula ou do pátio. Dessa forma, eles terão um prazo de 5 minutos, ou mais, para identificar a qual formação se refere a característica que eles têm em mãos. Com base nisso, em cada nome da formação vegetal devem se reunir os respectivos estudantes, conferindo se seu papel realmente corresponde. Para essa etapa, estipule um tempo de 10 minutos. Se alguém identificar que não está no grupo correspondente, deverá migrar para outro grupo antes de acabar o tempo. Ao final, peça a cada integrante do grupo que leia a característica de seu papel. Nesse momento, faça as correções necessárias.

4. No caderno, anote os tipos de formações vegetais retratadas a seguir e, de acordo com os mapas das páginas 39 e 41, relacione-os ao clima que atua no lugar onde cada formação se desenvolve.

4. Resposta: A – Floresta Amazônica/clima equatorial; B – Vegetação de Caatinga/ clima semiárido; C – Mata Atlântica/clima tropical úmido; D – Mata de Araucária/clima subtropical.

Vegetação de Floresta Amazônica no Amazonas, em 2021.

Vegetação de Caatinga na Paraíba, em 2023.

Vegetação de Mata Atlântica no município de São Sebastião, em São Paulo, em 2023.

Vegetação de Mata de Araucária em Santa Catarina, em 2025.

5. Escolha duas das formações vegetais anteriores e escreva no caderno suas principais características. Depois, apresente sua resposta aos colegas.

5. Resposta pessoal. Verifique se os estudantes descreveram corretamente as características das formações vegetais escolhidas.

A. B. C.
D.

6. Pesquise uma reportagem de jornal impresso ou digital que divulgue um caso de degradação das formações vegetais no Brasil. No caderno, registre um resumo dessa reportagem, não se esquecendo de anotar a fonte de pesquisa e a data. Em seguida, analise o fato e pense em uma proposta de ação que poderia ser adotada para conter ou solucionar o problema. Depois, leia o resumo da reportagem pesquisada para os colegas e apresente a eles sua proposta de solução.

7. Observe as imagens a seguir.

6. Resposta pessoal.

Promova o momento de apresentação e sugira para que conversem sobre cada

fato pesquisado. Aproveite para propor aos estudantes uma reflexão a respeito dos impactos que a ação indevida do ser humano pode causar ao meio ambiente.

Extração de látex em área de reserva extrativista, no município de Xupuri, no Acre, em 2022.

6. Objetivo

• Reconhecer os fatores de degradação da vegetação por meio de ações do ser humano.

Sugestão de intervenção

• Oriente os estudantes quanto ao acesso a sites seguros e acompanhados de um familiar ou responsável e, ao registrarem a pesquisa, é importante que expressem sua análise reflexiva acerca da ação a ser adotada para solucionar o problema. Promova o compartilhamento das informações, a fim de conhecerem as diferentes visões a respeito da degradação e sua solução. Caso eles não alcancem o objetivo, promova um debate baseado nas informações coletadas, orientando-os a expressar suas opiniões.

7. Objetivo

Extração de madeira em área da Floresta Amazônica no Município de Melgaço, no Pará, em 2021.

a ) No caderno, identifique qual dessas práticas pode ser considerada sustentável e justifique sua escolha.

b ) Em duplas e com a ajuda do professor, elaborem um texto que contenha respostas para as seguintes perguntas.

• De que maneira a exploração sustentável pode contribuir para a conservação das formações vegetais nativas do Brasil?

• Qual é a importância da exploração sustentável para os povos que vivem, sobretudo, de atividades extrativas?

7. a) Resposta: A fotografia A representa uma prática sustentável, pois a extração na seringueira não destrói a floresta. A fotografia B retrata a floresta destruída pelo desmatamento. 7. b) Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

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• Compreender no que consiste a exploração sustentável de algum recurso da natureza, valorizando ações que preservem a floresta e, consequentemente, o meio ambiente, reconhecendo a importância das formações vegetais brasileiras.

Sugestão de intervenção

• Ao elaborarem o texto solicitado no item b da atividade 7, os estudantes poderão compreender a importância da exploração sustentável, principalmente para os povos que vivem do extrativismo. Caso apresentem dificuldade em distinguir uma atividade sustentável, apresente diferentes imagens de atividades extrativistas para que as classifiquem e expliquem por que as consideram sustentáveis ou não. Tais imagens podem ser encontradas na internet, assim, é possível imprimi-las ou apresentá-las no próprio site

Resposta

7. b) Auxilie os estudantes na elaboração do texto em duplas. Eles devem mencionar a importância de preservar as formações vegetais como meio de sustento de muitas pessoas, as quais obtêm sua renda de atividade extrativista.

A.
B.

OBJETIVOS DA UNIDADE

• Compreender que o povo brasileiro se formou pelo encontro e pela miscigenação de diferentes povos.

• Reconhecer a diversidade dos povos indígenas no Brasil e sua herança para a cultura brasileira.

• Reconhecer os povos africanos e sua herança para a cultura brasileira.

• Identificar outros povos imigrantes que participaram da formação do povo brasileiro.

• Analisar o crescimento da população brasileira e a sua composição.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

Inicie o estudo da unidade solicitando aos estudantes que apresentem um telejornal sobre a diversidade da população brasileira, destacando o respeito a todos. Organize a turma em grupos com três ou quatro estudantes e oriente-os a pesquisar, em jornais, revistas e em sites jornalísticos, notícias e matérias relacionadas aos temas, como a contribuição dos povos indígenas, africanos, japoneses e europeus para a formação do povo brasileiro.

A pesquisa pode ser realizada com o auxílio de tecnologias, como o computador. Para isso, leve os estudantes até a sala de informática, caso a escola disponha desse espaço, e oriente-os durante o processo de busca das informações. Peça a cada grupo que selecione a notícia ou reportagem mais interessante para eles a fim de resumi-la, incluindo o título, o assunto e a fonte da pesquisa. Auxilie-os nesse trabalho ou solicite o apoio dos familiares ou responsáveis.

Organize algumas carteiras na frente da sala para simular a bancada de um telejornal. Em seguida, cada

3 QUEM SÃO OS BRASILEIROS

O Brasil apresenta uma das mais numerosas populações do mundo. Além disso, nosso país é muito diversificado culturalmente, pois temos uma grande variedade de danças, músicas e comidas típicas, herdadas dos povos formadores da população brasileira.

grupo deve apresentar a reportagem aos colegas da turma como se fossem jornalistas.

BNCC

• O estudo desta unidade desenvolve as habilidades EF05GE01 e EF05GE02 ao propor estudos sobre a população brasileira, identificando as diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e analisando a dinâmica da população. Além disso, aborda o tema contemporâneo transversal Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras da BNCC.

Famílias confraternizando em um parque.

1.

2.

O que mais chamou sua atenção nesta fotografia? Conte aos colegas.

Quais pessoas da fotografia aparentam ter a mesma idade que a sua?

3. 1 a 3. Respostas e mais informações sobre a condução das páginas de abertura nas orientações ao professor

Converse com os colegas da turma sobre as possíveis razões que deram origem à diversidade cultural e de tipos físicos da população brasileira.

de representa o Brasil todo. Se desejar, promova um concurso para nomear a exposição.

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

BRASIL: 500 anos de povoamento / IBGE, Centro de Documentação e Disseminação de Informações. Rio de Janeiro: IBGE, 2000. Disponível em: https:// brasil500anos.ibge.gov.br/#:~:text=Este%20canal%20apresenta%20um%20 breve%20panorama%20sobre%20 o,a%20publica%C3%A7%C3%A3o%20

completa%20Brasil%3A%20500%20 anos%20de%20povoamento. Acesso em: 8 set. 2025.

Para iniciar os temas sobre os povos indígenas, os povos africanos, os portugueses e outros imigrantes, leia os artigos referenciados para incrementar seu conhecimento sobre o assunto.

Respostas

1. Espera-se que o estudante fale sobre a diversidade das pessoas representadas na fotografia, tanto no aspecto étnico quanto em relação à idade.

2. Espera-se que os estudantes reconheçam as duas crianças com idade semelhante à sua.

3. Organize uma roda de conversa para explicar a diversidade cultural. Comente brevemente os diferentes povos que contribuíram para a formação da população brasileira, como indígenas, africanos e europeus (portugueses, italianos, alemães, entre outros).

ATIVIDADE EXTRA

• Fotografe o rosto de todos os estudantes, na posição frontal, amplie no tamanho A4 e imprima. Recorte as fotografias ao meio, horizontalmente ou verticalmente. Se preferir, peça à turma que faça isso. Oriente-os a colar metade do rosto em um papel sulfite e a desenhar a outra parte. Para isso, eles podem usar lápis de cor, giz de cera, canetas ou canetas coloridas.

• Monte um varal fora da sala de aula para pendurar os trabalhos com prendedores de roupa. Em seguida, leve os estudantes a observarem as fotografias apreciando a diversidade de pessoas da sala de aula. Com base nisso, explique que essa mesma diversida-

04/10/2025 14:50:25

mentos historicamente construídos para explicar a realidade, realizarem procedimentos científicos, trabalharem o autoconhecimento e a empatia e valorizarem a diversidade de indivíduos, trabalhando com as Competências gerais 1, 2 e 9 da BNCC.

BNCC

• As questões de abertura problematizam aspectos da população brasileira e levam os estudantes a utilizarem conheci-

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• Os estudos do tema A população brasileira tem história podem ser desenvolvidos com o componente curricular de História

• Nas atividades 1, 2 e 3, se for possível, apresente a obra Desembarque de Cabral em Porto Seguro, representada no livro, por meio de um projetor ou na tela de um computador, para que os estudantes observem os detalhes da pintura, a fim de extraírem informações importantes sobre o contexto histórico.

• Descreva, detalhadamente, os elementos representados na imagem para auxiliar estudantes com dificuldades. Explique à turma que a obra foi produzida muitos anos após a chegada dos portugueses ao Brasil e que retrata o evento com base em uma perspectiva europeia. Ressalte que, por isso, apresenta uma visão estereotipada dos povos indígenas e do encontro entre as duas culturas.

Resposta

1. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar os indígenas observando as embarcações, os colonizadores se aproximando do litoral, as vestimentas, os barcos ao fundo, a vegetação etc. Para ampliar a reflexão, pergunte a eles quem parece estar chegando e quem parece já viver nesse lugar. Incentive-os a observar a interação entre esses dois grupos.

BNCC

• O assunto que trata da história da população brasileira contempla a habilidade EF05GE01 além do tema contemporâneo Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras da BNCC. As atividades propostas incentivam o uso de conhecimentos his-

A POPULAÇÃO BRASILEIRA TEM HISTÓRIA

2. Resposta esperada: Com base no resgate de conhecimentos prévios e

informações obtidas no texto e na imagem, os estudantes podem citar que os colonizadores portugueses são aqueles que chegaram nas embarcações.

A população brasileira é formada pela junção de diferentes povos. Essa união ocorreu ao longo da história do nosso país. A seguir, vamos estudar as principais características desses povos.

OS EUROPEUS COLONIZADORES

A chegada dos portugueses, em 1500, marca o Início da colonização do território brasileiro, conquistado e explorado de forma gradual pelo reino de Portugal até a Independência do Brasil em 1822.

A obra de arte a seguir retrata a chegada dos primeiros portugueses ao Brasil. Observe-a.

1. Conte aos colegas que detalhes dessa obra de arte mais chamaram a sua atenção.

1. Resposta nas orientações ao professor

2. O termo colonizadores é usado para se referir às pessoas que colonizam um território, isto é, que se estabelecem, formam e exploram colônias. Quem são os colonizadores nessa imagem? Justifique.

3. A obra recria, além de um momento importante da história do Brasil, o encontro entre diferentes povos. Que povos são esses? Como você imagina que foi o primeiro contato entre eles? tanto indígenas quanto portugueses provavelmente ficaram espantados e curiosos um diante do outro.

3. Os estudantes podem responder que

toricamente construídos para explicar a realidade e procedimentos científicos como a reflexão, a investigação e a análise crítica, além de estimular a oralidade. Essa proposta desenvolve as Competências gerais 1, 2, 3 e 4 da BNCC.

ATIVIDADE EXTRA

• Uma aula antes, solicite a cada estudante que pesquise, com a supervisão de um familiar ou responsável, na internet ou em livros, contribuição europeia para a cultura brasileira atual. Oriente-os a anotar os dados da pesquisa no caderno.

• Na aula, peça aos estudantes que organizem as carteiras em círculo e promova uma conversa para que relatem suas descobertas. Anote-as na lousa. Em seguida, peça que formem duplas para montar um livreto com elementos da cultura europeia. Para isso, eles utilizarão folhas de papel sulfite dobradas ao meio. A fim de enriquecer o trabalho e tornar a atividade mais criativa, sugira que os livretos sejam ilustrados.

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Desembarque de Cabral em Porto Seguro, de Oscar Pereira da Silva. Óleo sobre tela, 190 cm × 333 cm. 1900.
MUSEU PAULISTA

A herança europeia na cultura brasileira

Ao longo dos séculos de domínio dos colonizadores europeus, houve o deslocamento de numerosos grupos de colonos portugueses em direção ao Brasil. Desse modo, a cultura portuguesa e a influência que carregava dos europeus tiveram grande participação na formação do povo brasileiro e em sua cultura.

4. Relacione as imagens com as afirmações a seguir e verifique alguns exemplos dessa herança. Anote as respostas no caderno.

vem registrar como foi essa ocasião; se for de alguma comida típica que tenham experimentado, eles também devem registrar quando e onde ocorreu; se retratar alguma festa, eles devem descrevê-la e também registrar se participaram dela, e assim por diante. Se considerar outras questões importantes, inclua a respectiva pesquisa na lista. Para finalizar, peça aos estudantes que apresentem aos colegas o resultado das pesquisas.

As comidas típicas portuguesas deram origem a diversos pratos da culinária regional brasileira, porém adaptados, como os doces à base de gemas de ovos, leite e açúcar, por exemplo, o arroz-doce.

4. Resposta: A - 4; B - 1; C - 2; D - 3.

A língua portuguesa representa o principal exemplo da influência cultural portuguesa no Brasil.

Arroz doce.

Muitas festas tradicionais têm origem nos festejos introduzidos pelos portugueses no Brasil, como as festas juninas, que acontecem no mês de junho.

Página de um dicionário de língua portuguesa.

A população brasileira é majoritariamente cristã, sendo a introdução do cristianismo influência da colonização portuguesa.

Apresentação de dança de festa junina na cidade de Oeiras, no Piauí, em 2022.

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

FIORAVANTI, Carlos. Ora pois, uma língua bem brasileira. Pesquisa Fapesp, ed. 230, abr. 2015. Disponível em: https:// revistapesquisa.fapesp.br/ora-pois-uma -lingua-bem-brasileira/. Acesso em: 8 set. 2025.

Acesse o link dessa referência para ler o artigo que aborda a expansão da língua portuguesa pelo Brasil.

• Comente com os estudantes a influência portuguesa na festa junina, pois em Portugal, tradicionalmente, comemoram-se os dias de Santo Antônio (13/06), São João (24/06) e São Pedro (29/06), conhecidos como Festas Populares dos Santos, nas quais a população consome comidas como sardinhas assadas e bifanas. Porém, no Brasil, a festa assume características de acordo com a cultura de cada região. Verifique se esse é um costume local e peça que comentem como ela é realizada.

AVALIANDO

Objetivo

• A atividade 4 permite analisar se os estudantes reconhecem a herança cultural difundida por Portugal e por outros povos europeus no Brasil.

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes não alcancem o objetivo, imprima ou recorte fotografias de lugares, festas e comidas e coloque-as em uma caixa. Com isso, promova uma brincadeira em que os estudantes, um de cada vez, deverão pegar uma fotografia da caixa sem ver a imagem que retirarem. Assim, eles a levarão para casa, a fim de pesquisar o contexto histórico dela, a importância do que está retratado para a cultura atual e quando teria ocorrido no Brasil. Se for a fotografia de um lugar que eles já tenham visitado, de-

BNCC

14:50:28

• A atividade 4 favorece a valorização de elementos culturais associados aos diferentes povos formadores da população brasileira, desenvolvendo aspectos das Competência geral 3 da BNCC.

Basílica e mosteiro de São Bento, na cidade de Olinda, em Pernambuco, em 2024.

• Leve os estudantes a deduzirem o que ocorreu para diminuir drasticamente a população indígena no Brasil desde a colonização.

• Comente com eles que ainda há povos indígenas vivendo em situação de isolamento voluntário no Brasil. Alguns pesquisadores acreditam que eles devem se manter assim, pois temem os efeitos negativos de entrarem em contato com outras sociedades, como doenças, perda cultural e conflitos territoriais. Contudo, outros grupos argumentam que esses povos deveriam ser contatados com o intuito de serem conhecidos e protegidos de possíveis ameaças, como invasões de terras e desmatamento. Com base nisso, leve os estudantes a debaterem sobre esse assunto a fim de compartilharem suas opiniões.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

QUEIROZ, Christina. Vulnerabilidade histórica. Pesquisa Fapesp, 25 jun. 2024. Disponível em: https:// revistapesquisa.fapesp.br/ vulnerabilidade-historica/. Acesso em: 8 set. 2025.

Acesse o link dessa referência para ler um artigo sobre os problemas crônicos da saúde indígena e a falta de políticas públicas para essa população.

POVOS Indígenas no Brasil Mirim. Instituto Socioambiental (ISA) . Disponível em: https://mirim.org/. Acesso em: 8 set. 2025. Acesse o link dessa referência para apresentar aos estudantes mais informações sobre os povos indígenas no Brasil, sua cultura e modos de vida.

INDÍGENAS. IBGE. Disponível em: https://indigenas. ibge.gov.br/. Acesso em: 7 set. 2025.

Acesse o link dessa referência para conhecer dados sobre a população indígena no Brasil atualmente.

OS POVOS NATIVOS

Os povos nativos ou originários do Brasil remetem aos povos que estavam nessas terras antes da chegada dos colonizadores europeus. Quando os portugueses chegaram ao território que hoje é o Brasil, este era habitado por muitos povos indígenas diferentes e, de acordo com estimativas, somavam entre 2 e 4 milhões de pessoas. Esses grupos constituem exemplos primordiais dos povos tradicionais, conceito mais amplo que abrange grupos culturalmente diferenciados e que têm formas próprias de organização social.

O território de muitos desses povos indígenas foi conquistado, e eles foram mortos em grande número pelos colonizadores em razão das doenças que trouxeram e em disputas pelas terras. Sem terra e em número amplamente reduzido, tiveram, em muitos casos, sua cultura enfraquecida.

Em 2022, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que a população indígena no país era de aproximadamente 1,7 milhão de habitantes, com 305 etnias diferentes.

Observe na fotografia, um dos povos indígenas brasileiros.

Ainda existem aproximadamente 114 grupos de indígenas isolados no território brasileiro, em áreas de difícil acesso, omo em meio à Floresta Amazônica. Esses grupos ou nunca tiveram contato direto com povos não indígenas, ou podem ter estabelecido comunicação no passado, mas optaram pelo isolamento.

BNCC

• A atividade 5 estimula a valorização de influências culturais indígenas nas identidades regionais do Brasil, desenvolvendo aspectos da Competência geral 3 da BNCC.

Povo indígena da etnia kuikuro, da aldeia Ipatse, durante dança tradicional, no município de Gaúcha do Norte, no Mato Grosso, em 2024.

A HERANÇA INDÍGENA NA

CULTURA BRASILEIRA

Os indígenas tiveram sua população reduzida ao longo do tempo, no entanto deixaram contribuições marcantes para a formação da cultura brasileira. Apesar dessa realidade, um grande número de brasileiros desconhece a enorme herança cultural indígena.

E quanto a você? Conhece algum hábito, costume ou palavra de origem indígena?

5. As influências indígenas podem ser encontradas em todas as regiões brasileiras, principalmente na região Norte. Entre elas, podemos citar:

a ) palavras usadas em nossa língua, como nomes de pessoas, lugares, plantas e alimentos;

b ) vasto conhecimento sobre plantas e ervas com fins medicinais;

c ) costumes culinários que vão do uso de determinados ingredientes a pratos típicos da culinária regional brasileira;

d ) elementos de nosso folclore, como lendas tradicionais.

Relacione cada um dos exemplos anteriores às imagens correspondentes.

Tacacá, prato típico da Região Norte, de origem indígena.

Fruto do guaraná (Paullinia cupana), planta utilizada pelos indígenas para revigorar e aumentar o metabolismo.

5. Resposta: a) - 4; b) - 3; c) - 1; d) - 2.

Iara, personagem de uma lenda do folclore brasileiro, de origem indígena.

Paisagem do município de Aracaju, em Sergipe, em 2024. Na língua indígena tupi, Aracaju significa “cajueiro dos papagaios”.

• Explique aos estudantes que, ao longo dos séculos, a ortografia da língua portuguesa passou por várias reformas. No entanto, muitas palavras herdadas dos povos indígenas, bem como dos povos do continente africano, permaneceram em nosso vocabulário.

ATIVIDADE EXTRA

04/10/2025 14:50:32

• Prepare, com antecedência, algumas fichas com nomes de elementos provenientes da cultura indígena e outras fichas com explicações a respeito deles (em quantidade suficiente para cada estudante pegar um elemento ou uma definição). Coloque cada categoria de ficha em uma caixa e oriente os estudantes a pegarem uma delas. Em seguida, eles devem procurar o colega que estiver com a ficha correspondente à sua. Por exemplo, se alguém estiver com a ficha referente a um elemento, ele deve encontrar o colega que estiver com a respectiva definição. Auxilie estudantes cegos ou com baixa visão com descrições e leituras complementares. Ao formarem todos os pares, cada dupla deverá falar a respeito de suas fichas para a turma. • Se desejar, finalize a atividade solicitando aos estudantes que montem cartazes em cartolinas. Para isso, eles deverão colar as fichas e fazer ilustrações de acordo com o conteúdo delas. Esses cartazes poderão ser expostos na área externa da sala de aula para outros estudantes da escola apreciarem os trabalhos.

3.
4.

Resposta

6. Oriente os estudantes a pesquisarem informações em sites confiáveis. A referência a seguir é uma possibilidade viável. POVOS Indígenas no Brasil. Disponível em: https://pib. socioambiental.org/pt/ P%C3%A1gina_principal.

Acesso em: 7 set. 2025. Para complementar a atividade, comente com os estudantes que muitos nomes, como Cauã e Tainá, alimentos, como tapioca e mingau, e costumes, como descansar em redes, têm origem indígena.

BNCC

• O estudo sobre a herança e a preservação da cultura indígena contempla parte da habilidade EF05GE02, além dos temas contemporâneos Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras e Diversidade cultural da BNCC. A atividade 6 mobiliza também o uso crítico e autônomo das tecnologias digitais, trabalhando assim com as Competências gerais 3 da BNCC.

AVALIANDO

Objetivo

• A atividade 6 permite avaliar se os estudantes compreendem e reconhecem a influência da cultura indígena na cultura e nos costumes brasileiros.

Sugestão de intervenção

• Incentive os estudantes a produzirem um cartaz com algumas imagens, sejam fotografias ou desenhos, após a pesquisa proposta na página. Em seguida, eles devem montar um mural para toda a comunidade escolar consultar, a fim de conhecer a influência da cultura indígena em nosso dia a dia.

Preservação da cultura indígena

Os povos indígenas que vivem no Brasil têm modos de vida diversos. No cotidiano de alguns deles, por exemplo, são comuns práticas como a caça e a pesca, e a convivência familiar coletiva nas casas. Porém, cada povo tem suas próprias formas de organização social, línguas, costumes e tradições.

Essas diferenças contribuem para a diversidade cultural brasileira, por isso precisam ser preservadas. Uma das maneiras de garantir que isso aconteça são as demarcações de terras realizadas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), que protegem os limites territoriais, assegurando a preservação da identidade, do modo de vida, das tradições e da cultura desses povos. Confira a seguir algumas tradições indígenas.

• Peteca: brinquedo de origem indígena feito geralmente com folhas, penas, palhas e sementes. Na língua tupi, peteca significa “bater com a mão”. Essa atividade é usada como brincadeira pelas crianças e em alguns rituais indígenas.

Crianças da etnia indígena Guarani, Aldeia Rio Silveira, brincando com peteca, no município de Bertioga, em São Paulo, em 2021.

• Pintura corporal: são diferentes entre as etnias, representando atividades e comemorações importantes.

Indígena fazendo pintura corporal em criança da etnia Tupi-Guarani, no município de Maricá, no Rio de Janeiro, em 2021.

6. Com seus pais ou responsáveis, pesquise na internet nomes de pessoas, lugares e alimentos, assim como alguns costumes de origem indígena. Faça uma lista e compartilhe as descobertas com os colegas e o professor.

6. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

OS POVOS AFRICANOS

Estima-se que, entre o século 16 e o século 19, cerca de 4 milhões de africanos foram escravizados e trazidos para o Brasil. Eles pertenciam a diferentes povos, como iorubas, fons, imbanalas, quiocos, lundas, congos, falavam diferentes línguas e tinham muitas diferenças culturais entre si.

Essas pessoas foram trazidas forçadamente em longas viagens de navio para trabalhar nos engenhos de cana-de-açúcar, na atividade mineradora, na agricultura e em trabalhos urbanos. Sofriam maus-tratos, eram mantidas cativas, ou seja, sem liberdade, e não tinham moradia e alimentação adequadas.

Essa gravura representa a situação em que as pessoas escravizadas da África eram transportadas pelos traficantes nos navios. Arrumação do navio negreiro britânico Brookes sob o ato regulador do comércio de escravizados de 1788, de autor desconhecido. Gravura, 48 cm × 40 cm. Século 18.

04/10/2025 14:50:34

• Comente com os estudantes que os navios usados para transportar, forçadamente, os povos de diferentes portos da África para o Brasil eram chamados de navios tumbeiros ou negreiros, pois as pessoas ficavam acorrentadas umas às outras, em condições precárias de higiene e segurança. A viagem do continente africano para o Brasil demorava entre 30 e 40 dias, dependendo das condições climáticas e de viagem, e muitos não sobreviviam à dura jornada.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

SOMOS todos quilombolas. Turminha do MPF. Disponível em: https://turminha. mpf.mp.br/explore/cultura/ cultura-afro-brasileira/ somos-todos-quilombolas. Acesso em: 8 set. 2025.

Acesse o link dessa referência e compartilhe com os estudantes o conteúdo sobre os quilombolas. CHARÃO, Cristina. O longo combate às desigualdades raciais. Ipea. Disponível em: https://www.ipea. gov.br/igualdaderacial/ index.php?option=com _content&id=711. Acesso em: 17 jul. 2025.

Acesse o link dessa referência para ler um artigo sobre as desigualdades que a população negra enfrenta.

HARRISON, Vashti; CANDIDO, Carolina. Pequenas grandes líderes: mulheres importantes da história negra. Nova York: HarperKids, 2022.

O livro indicado apresenta a história de mulheres negras importantes ao longo da história.

Respostas

7. Leve os estudantes a se lembrarem de brincadeiras, danças, estilos musicais e festas afro-brasileiras. Se apresentarem dificuldades, conduza-os ao laboratório de informática, caso exista esse espaço na escola, para pesquisarem a respeito desse assunto ou leve para a sala de aula alguns livros infantis da biblioteca da escola, sobre esse tema, para lerem.

Para complementar a atividade, apresente aos estudantes o site da Fundação Cultural Palmares, disponível em: https://www.gov.br/ palmares/pt-br. Acesso em 8 set. 2025.

8. Incentive os estudantes a pensarem na importância do estudo da cultura afro-brasileira para reconhecerem a diversidade cultural do Brasil, enfatizando a importância de valorizar e preservar toda forma de manifestação cultural.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

FRAGATA, Claudio, NEGRO, Mauricio. A África que você fala. Porto Alegre: Globinho, 2021.

O livro indicado pode ser utilizado para explorar a influência das línguas africanas na língua portuguesa falada no Brasil.

Peça aos estudantes que acessem o infográfico clicável O boi no folclore brasileiro para conhecerem mais informações a respeito de aspectos da cultura brasileira.

BNCC

• As atividades 7 e 8 favorecem a valorização de influências culturais africanas no Brasil, o uso da oralidade e de procedimentos como a reflexão e o pensamento crítico, além da seleção de argumentos que promovam a empatia e a defesa dos Direitos Humanos. Essa

A herança africana na cultura brasileira

No Brasil, os africanos deram origem a uma vasta manifestação cultural afro-brasileira, formada pela mistura de diferentes culturas africanas e de elementos culturais de povos europeus e indígenas que também compõem a nossa população. Essa herança africana na cultura brasileira encontra-se difundida não apenas entre os milhões de brasileiros afrodescendentes, mas em grande parte da população do nosso país. Ela pode ser verificada em palavras de origem africana que usamos diariamente, como moleque ou quitanda; em pratos tradicionais da culinária regional brasileira, como o acarajé; nos ritmos musicais e nas festas populares, como o maracatu e a Congada; e em manifestações como a capoeira.

INFOGRÁFICO

Afrodescendentes: pessoas que descendem de africanos.

A capoeira foi criada por africanos escravizados como uma forma de resistência. Misturando música, luta e dança, ela foi e ainda é uma forma de manter viva e de valorizar a cultura afro-brasileira.

7. Você conhece alguma manifestação cultural afro-brasileira? Qual? Conte aos colegas.

7. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

8. Em 2003, foi criada uma lei que tornou obrigatório o ensino de História da Cultura Afro-Brasileira e Indígena nas escolas. Converse com os colegas e reflita sobre a importância de medidas como essa para o conhecimento, a valorização e a preservação da cultura dos povos que formam a população brasileira.

8. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

proposta mobiliza aspectos das Competências gerais 3, 4, 7 e 9 da BNCC.

ATIVIDADE EXTRA

• Com o auxílio de seus familiares, procure tutoriais na internet sobre como fazer uma boneca Abayomi, um exemplo de artesanato afro-brasileiro que pode ser valorizado por meio de uma atividade prática. Depois, solicite aos estudantes

que levem retalhos para, em sala de aula, assistirem juntos aos tutoriais que ensinam a construir as bonecas. Forneça material moldável, como massa de modelar ou argila, para que estudantes cegos ou com baixa visão possam produzir a boneca, baseando-se nas instruções e recebendo apoio dos colegas.

Roda de capoeira na cidade de Salvador, na Bahia, em 2024.
CLICÁVEL: O BOI NO FOLCLORE BRASILEIRO

IMIGRANTES DE DIFERENTES PAÍSES

Além das culturas indígenas, portuguesas e africanas, o Brasil recebeu a influência de outros povos por conta da imigração. Durante os séculos 19 e 20, o país recebeu imigrantes de muitas nacionalidades, entre eles alemães, italianos, espanhóis, japoneses e libaneses.

Brasil: principais grupos de imigrantes (1872-1972)

Imigração: movimento de entrada de estrangeiros em um país para trabalhar e/ou residir; aqueles que realizam esse movimento são chamados de imigrantes.

Incentivados por propagandas de oportunidades de trabalho no Brasil e até mesmo de ajuda financeira, as famílias de imigrantes se estabeleceram em diferentes lugares do nosso país, formando comunidades tanto no campo como nas cidades.

FNUAP, 1995. p. 8.

A maioria dos imigrantes alemães, por exemplo, se instalou na Região Sul do país para realizar atividades agrícolas e pecuárias.

1. Você conhece pessoas que vieram de outros países para o Brasil? Se sim, você sabe quais motivos levaram essas pessoas a escolherem nosso país? Conte para os colegas.

1. Resposta nas orientações ao professor

2. Formem grupos de três estudantes e escolham um dos povos imigrantes apresentados no gráfico desta página. Pesquisem quais as principais causas que os levaram a deixar seu país, em quais regiões do Brasil se instalaram e quais atividades econômicas passaram a praticar. Registrem os resultados no caderno e apresentem aos colegas em um dia combinado com o professor.

2. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

04/10/2025 14:50:35

• Na atividade 1, oriente os estudantes a construírem uma árvore genealógica com seus familiares a fim de apresentá-la aos colegas, independentemente de haver ou não imigrantes na família. Nesse sentido, ressalte que todos são importantes para a construção da nação brasileira.

Respostas

1. Resposta pessoal. Caso os estudantes não saibam responder, oriente-os a conversar com familiares ou responsáveis para buscar a informação e identificar a nacionalidade de alguma pessoa que conheçam. Se conhecer algum imigrante, compartilhe com a turma os motivos que o levaram a vir morar no Brasil.

2. Oriente os estudantes nesta atividade. Sob a sua supervisão ou acompanhados pelos pais ou responsáveis, peça que pesquisem em livros ou em páginas oficiais da internet. Se possível, convide alguém que passou pelo processo de imigração e adaptação no Brasil para relatar aos estudantes como isso ocorreu. Essa aproximação dos fatos e da realidade é importante para o aprendizado.

BNCC

• Ao descrever e analisar as dinâmicas populacionais dos povos imigrantes e apresentar as diferenças étnico-raciais e étnico-culturais entre eles, o tema estudado nas páginas 63 e 64 desenvolve as habilidades EF05GE01 e EF05GE02 , bem como os temas contemporâneos Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras da BNCC.

(em mil)
Países
Portugal Itália Espanha Japão AlemanhaOutros
Fonte de pesquisa: PATARRA, Neide Lopes (coord.). Emigração e imigração internacionais no Brasil contemporâneo. 2. ed. São Paulo:
Família de imigrantes alemães, em Joinville, em Santa Catarina, no século 19.
FUNDAÇÃO
BIBLIOTECA NACIONAL, RIO DE JANEIRO, RJ

Respostas

3. Em tradições culinárias, festas típicas e até mesmo no estilo arquitetônico das construções em bairros ou municípios onde vivem muitos descendentes de imigrantes.

4. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a identificarem algum costume familiar que tenha origem em seus antepassados. Eles podem dialogar com seus familiares ou responsáveis sobre o assunto para compartilhar com a turma na próxima aula.

• Complemente a atividade 3 explicando aos estudantes que as festas tradicionais são elementos típicos da herança cultural dos povos imigrantes no Brasil. Um exemplo é a Festa da Achiropita, no bairro do Bixiga, em São Paulo, uma das festas de origem italiana mais tradicional do país, com diversas comidas e músicas típicas da Itália.

BNCC

As atividades 1 e 2 da página anterior, e as atividades 3 e 4 da página 64, favorecem o uso de conhecimentos historicamente construídos para explicar a realidade, de procedimentos científicos como a investigação e a reflexão e também da oralidade, promovendo a valorização do autoconhecimento, das influências culturais de diferentes grupos formados da população brasileira. Essa proposta favorece o desenvolvimento de aspectos das Competências gerais 1, 2, e 4 da BNCC.

MANIFESTAÇÃO CULTURAL

DOS POVOS IMIGRANTES

Além de sua força de trabalho, os imigrantes trouxeram instrumentos, técnicas, conhecimentos e variadas expressões culturais que hoje podem ser encontradas em muitos municípios brasileiros. Observe alguns exemplos a seguir.

em 2022.

A Região Sul do Brasil, sobretudo os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, foram colonizadas, predominantemente, por imigrantes alemães e italianos. Por isso, preservam até hoje expressões culturais desses povos, como o estilo enxaimel (de origem alemã) na arquitetura, festas típicas e tradições culinárias.

Enxaimel: é uma técnica de origem europeia, trazida por imigrantes alemães ao Brasil, que usa vigas de madeira em meio a alvenaria.

O bairro da Liberdade, em São Paulo, recebeu imigrantes japoneses no início do século 20. Muitos descendentes desses imigrantes vivem ainda hoje no bairro cujas ruas são decoradas com lanternas vermelhas à moda japonesa e repletas de comércios e restaurantes que oferecem produtos e pratos típicos do Japão. O bairro também abriga comunidades chinesas e coreanas.

Bairro da Liberdade, na cidade de São Paulo, em 2025.

3. Como a herança da cultura dos povos imigrantes pode ser verificada no Brasil atualmente?

3. Resposta nas orientações ao professor

4. Muitos brasileiros descendem de imigrantes e preservam costumes e tradições dos países de origem de seus antepassados. Na sua família, existe algum exemplo de costume trazido por imigrantes? Qual? Converse com seus familiares ou responsáveis a respeito disso.

4. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

Construção em estilo enxaimel localizada no município de Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul,

IMIGRAÇÕES DO SÉCULO 21

Ainda hoje, o Brasil recebe imigrantes de várias partes do mundo, entre eles refugiados que trazem novos costumes e tradições que são incorporados à cultura brasileira. Como exemplo, podemos citar um grande número de bolivianos, colombianos, haitianos e venezuelanos.

Refugiados: pessoas que deixam seu país de origem por vários motivos, como pobreza extrema, guerras ou perseguições étnicas e religiosas, e solicitam a condição de refugiados em outros países.

Imigrante boliviano vendendo roupas típicas no Festival de Cultura Paulista TradicionalRevelando SP, no município de Iguape, em São Paulo, em 2024.

5. Forme grupo com três colegas e leiam as informações a seguir a respeito de como vivem muitos imigrantes que moram no Brasil.

• Os imigrantes, em geral, buscam oportunidades de trabalho e renda, almejando melhores condições de vida.

• As dificuldades encontradas pelos imigrantes em sua adaptação incluem a falta de domínio da língua portuguesa e as diferenças culturais.

• Muitos imigrantes não encontram as condições de vida imaginadas e têm dificuldades para conseguir empregos, principalmente os que não têm sua documentação regularizada.

• Assim como em outros países do mundo, infelizmente, há imigrantes que são tratados de maneira diferente por pessoas que têm preconceito contra estrangeiros.

5. a) e b) Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

a ) Agora, reflitam sobre cada uma das informações apresentadas anteriormente. Em seguida, anotem as ideias do grupo no caderno e elaborem uma lista de ações que podem ajudar os imigrantes em sua adaptação ao Brasil.

b ) Façam uma pesquisa para descobrir se existem imigrantes em seu município, como e onde vivem e quais dificuldades encontram.

BNCC

• A atividades 5 estimula o uso de procedimentos científicos como a pesquisa, a análise crítica, a oralidade e o desenvolvimento da cidadania, da empatia e da valorização dos Direitos Humanos Essa proposta favorece o desenvolvimento de aspectos das Competências gerais 1, 2, 5 e 9 da BNCC.

04/10/2025 14:50:37

Resposta 5. a) e b) Conduza os estudantes até a sala de informática, caso exista o espaço na escola, e oriente-os a acessar sites confiáveis. Após a pesquisa, organize uma roda de conversa para que manifestem suas opiniões, bem como os resultados da pesquisa. Complemente o aprendizado dos estudantes com seu conhecimento. Em seguida, peça-lhes que construam um manual de boas ações destinado não somente aos imigrantes, mas também a pessoas com dificuldades de socializar. Se possível, compartilhe o manual de boas ações no site da escola e/ou em redes sociais para mais pessoas conhecerem o conteúdo.

ATIVIDADE EXTRA

• Com o uso de recursos tecnológicos, como computadores, smartphones ou tablets, pesquise notícias que tratem da atual situação dos novos imigrantes no Brasil (venezuelanos, haitianos, colombianos etc.). Leve essas informações para a sala de aula. Produza com os estudantes algumas fichas informativas, as quais eles devem registrar no caderno. Elas devem conter as seguintes informações: país de origem; quantidade estimada de imigrantes; causas mais prováveis que motivaram essas pessoas a deixarem o país de origem; e como elas vivem no Brasil.

• Na atividade 7, incentive os estudantes a refletirem sobre a importância cultural de outros povos, reconhecendo isso na própria vida, a fim de valorizar e de respeitar todas as culturas.

• Na atividade 8, promova uma roda de conversa para que eles citem elementos da diversidade cultural presentes em seu cotidiano. Atividades que envolvem a organização corporal no espaço, como formações em círculo e rodas de conversa, contribuem para o desenvolvimento da propriocepção.

AVALIANDO

Objetivo

• A atividade a seguir permite avaliar a compreensão dos estudantes sobre os povos que formaram a população brasileira.

Sugestão de intervenção

• Ao final do trabalho com as páginas 54 a 66, verifique a compreensão deles a respeito dos povos que formaram a população brasileira. Para isso, eles devem fazer um quadro no caderno, resumindo informações acerca desses povos e seus respectivos períodos históricos e apresentando algumas curiosidades sobre eles. Veja o exemplo a seguir.

BNCC

• As atividades 7 e 8 favorecem a valorização de manifestações culturais de grupos de imigrantes e da seleção de argumentos que promovam os direitos humanos. Essa proposta favorece o desenvolvimento de aspectos das Competências gerais 2, 3 e 4 da BNCC.

Indígenas

Portugueses

Africanos

A presença de imigrantes nos municípios brasileiros, muitas vezes, concentra-se em determinados bairros que mantêm suas tradições e expressões culturais.

Festas e feiras típicas organizadas por imigrantes são exemplos de eventos que existem em muitos locais, atraindo pessoas interessadas em conhecer mais sobre a cultura desses povos. Nessas ocasiões, é possível conhecer algumas expressões culturais, como comidas tradicionais, artesanatos, danças, músicas e trajes típicos.

Dança em trajes típicos de um grupo de bolivianos durante o festival de rua conhecido como Carnaval Boliviano, na cidade de São Paulo, em 2025.

6. Resposta: Em alguns municípios brasileiros, a presença dos imigrantes se reflete em feiras e festas tradicionais, nas quais podemos encontrar expressões de sua cultura como produtos e comidas típicas.

6. Complete a frase a seguir no caderno utilizando as palavras do quadro.

7. Resposta pessoal. Espera-se que mencionem, por exemplo, que tais eventos servem para valorizar,

cultura • imigrantes • municípios • festas

relembrar e manter tradições que pertencem à identidade cultural desses grupos, integrá-los à sociedade local, além da oportunidade econômica.

Em alguns ■ brasileiros, a presença dos ■ se reflete em feiras e ■ tradicionais, nas quais podemos encontrar expressões de sua ■ como produtos e comidas típicas.

7. Em sua opinião, por que eventos como feiras e festas típicas são importantes para os imigrantes e suas comunidades? Justifique sua resposta.

8. No lugar onde você mora, existe alguma festa, feira ou comemoração que mostra a cultura de outros povos, como comidas diferentes, músicas, danças, roupas ou artesanatos? Conte aos colegas.

8. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é incentivar o reconhecimento da diversidade cultural no lugar onde os estudantes vivem.

POVO QUANDO CHEGARAM OUTRAS INFORMAÇÕES

Já viviam aqui antes da chegada dos portugueses.

Chegaram no início do século XVI.

Foram trazidos entre os séculos XVI e XIX.

Segundo o IBGE (2022), calcula-se que a população indígena em nosso país era, nessa data, de 1 693 535 pessoas, aproximadamente.

Os portugueses foram os principais colonizadores europeus a participar da formação do povo brasileiro.

Foram obrigados a trabalhar em lavouras, engenhos de cana-de-açúcar, construções, minas de exploração de ouro e de pedras preciosas, além de realizar trabalhos domésticos. Outros povos imigrantes: italianos, portugueses, espanhóis, japoneses, alemães, turcos e árabes.

Chegaram entre 1870 e 1950. Vieram para o Brasil em busca de oportunidades de trabalho e de melhores condições de vida. Nesse período, nosso país recebeu aproximadamente 4 milhões de imigrantes.

IBGE. Disponível em: https://brasil500anos.ibge.gov.br/territorio-brasileiro-e-povoamento.html. Acesso em: 8 set. 2025. SISTEMA IBGE de Recuperação Automática (SIDRA). IBGE. Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/tabela/9970#resultado. Acesso em: 8 set. 2025.

SOMOS MILHÕES DE BRASILEIROS

De acordo com o IBGE, a população brasileira em 2022 era estimada em 203 milhões de habitantes, representando a sétima maior população do mundo.

Observe o gráfico a seguir, que mostra o crescimento da população brasileira entre 1872 e 2022.

Brasil: habitantes em milhões (1872-2022)

Fonte de pesquisa: IBGE. Panorama do Censo 2022. Disponível em: https://censo2022.ibge.gov.br/panorama/indicadores.html?localidade=BR. Acesso em: 9 jul. 2025.

1. Responda às questões a seguir de acordo com o gráfico anterior.

a ) Qual era a população do Brasil em 1872?

1. a) Resposta: A população brasileira em 1872 era de 10 milhões de habitantes.

b ) Qual era a população do Brasil em 2022?

1. b) Resposta: A população brasileira em 2022 era de 203 milhões de habitantes.

c ) Em quantos habitantes a população brasileira aumentou entre os anos 1872 e 2022?

1. c) Resposta: A população brasileira aumentou aproximadamente em 193 milhões de habitantes.

d ) A partir de qual década esse crescimento se tornou mais acentuado?

1. d) Resposta: A partir da década de 1940.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• A leitura e a interpretação dos dados do gráfico das páginas 67 e 68 possibilitam um estudo em conjunto com o componente curricular de Matemática. Para auxiliar os estudantes com a leitura do gráfico na atividade 1, explique que o gráfico de linhas interpreta os dados referentes a determinado tema. Nesse caso, refere-se ao crescimento da população brasileira. Explique também que as informações são representadas por meio de eixos, de maneira que o horizontal, eixo X, representa o intervalo dos anos em que as informações foram apresentadas, e o eixo verti-

cal, eixo Y, indica a quantidade de habitantes.

04/10/2025 14:54:41

• Ainda na atividade 1, chame a atenção dos estudantes para o aumento da população. Assim, questione-os sobre os supostos motivos para esse crescimento, o que dará indícios para o próximo tema.

BNCC

• O estudo desse tema desenvolve a habilidade EF05GE01 da BNCC ao incentivar os estudantes a analisarem as dinâmicas demográficas da população brasileira.

• Uma possibilidade para iniciar o trabalho do capítulo é acessar com os estudantes o canal Séries Históricas e Estatísticas, disponível em: https:// seriesestatisticas.ibge.gov. br/series.aspx?no=10&op= 0&vcodigo=CD90&t=pop ulacao-presenteresidente. Acesso em: 8 set. 2025. Nesse endereço eletrônico, é possível encontrar informações sobre as características gerais da população brasileira e constatar, entre as muitas informações demográficas, o crescimento da quantidade absoluta de habitantes do país no final do século XIX. Incentive-os a explorar as informações na coluna de links à esquerda e a anotar as conclusões sobre o crescimento da população brasileira.

• O site do IBGE pode ser frequentemente consultado pelos estudantes durante o estudo do capítulo.

• Se os estudantes apresentarem dificuldades para realizar as atividades 2 e 3, retome de novo o conteúdo. Assim, oriente-os a ler novamente o texto e, se necessário, conversar com os colegas. Em seguida, eles podem retomar as atividades.

• O gráfico desta página apresenta informações em ‰ (lê-se: por mil).

Resposta

4. A taxa de crescimento natural é obtida fazendo-se uma subtração, na qual a taxa de mortalidade é subtraída da taxa de natalidade. A taxa de crescimento de 1920 e de 2000 foi de 19% e 15%, respectivamente.

AVALIANDO

Objetivo

• A atividade 4 permite analisar se os estudantes compreendem o que são as taxas de natalidade, de mortalidade e de crescimento natural.

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes não alcancem o objetivo, promova uma atividade que simule a quantidade fictícia de natalidade e de mortalidade. Para isso, aplique os dados do município ou estado em que vivem para praticarem a subtração entre a taxa de mortalidade e a de natalidade, obtendo, assim, a taxa do crescimento natural. Incentive-os a fazer um gráfico com as taxas de crescimento natural. Para auxílio de estudantes com dificuldades, caso julgue necessário, realize o cálculo na lousa, bem como a construção do gráfico.

O CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

O ritmo do crescimento da população brasileira, como vimos no gráfico da página anterior, não foi constante ao longo do tempo. Para compreendermos por que isso ocorreu, precisamos entender o que impulsiona ou reduz o crescimento de uma população. Observe o gráfico a seguir.

Brasil: crescimento natural da população (1900-2023)

3. Resposta: De 1900 a 1960 taxa de mortalidade caiu significativamente. Após a década de 1960, essa taxa se manteve em queda menos acentuada.

Fonte de pesquisa: IBGE. Estatísticas do Registro Civil 2023. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/ visualizacao/periodicos/135/ rc_2023_v50_informativo.pdf. IBGE. Disponível em: https:// cidades.ibge.gov.br/brasil/ pesquisa/39/30279. Acessos em: 10 jul. 2025.

Taxa de mortalidade indica a quantidade de pessoas que morrem em cada grupo de mil habitantes no período de um ano.

O crescimento natural é conhecido pela diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade de uma população.

Taxa de natalidade indica a quantidade de pessoas que nascem em cada grupo de mil habitantes no período de um ano.

2. De acordo com o gráfico desta página, o que aconteceu com a taxa de natalidade da população brasileira entre 1900 e 1960? E após a década de 1960?

2. Resposta: A taxa de natalidade se manteve elevada nesse período. Após a década de 1960, essa taxa passou a cair significativamente.

3. De acordo com o gráfico, o que aconteceu com a taxa de mortalidade da população brasileira entre 1900 e 1960? E após a década de 1960?

4. Agora, observe o gráfico com os colegas. Em seguida, descubram como é calculada a taxa do crescimento natural. Sabendo disso, calcule a taxa de crescimento natural das décadas de 1920 e 2000 e anote-a no caderno. Conte aos colegas como você fez os cálculos.

4. Resposta nas orientações ao professor.

Analisando o gráfico da página anterior, você observou que houve períodos em que a taxa de crescimento foi maior e outros em que ela foi menor ao longo do tempo em nosso país.

O ritmo de crescimento da população está sempre relacionado às alterações nas taxas de natalidade e mortalidade, as quais, por sua vez, estão sujeitas às transformações ocorridas na sociedade. Veja a seguir alguns exemplos disso.

Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

Avanços na medicina: os avanços na área da medicina e da saúde elevaram a expectativa de vida dos brasileiros. Descobertas da medicina destinadas a diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças são exemplos dessas evoluções, assim como as campanhas de vacinação.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

Seringa com medicação.

Expectativa de vida: média de anos que a população de um país vive.

Expansão e melhoria do saneamento básico: serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto e de resíduos sólidos ao alcance de mais pessoas trouxeram melhores condições de higiene à população, reduzindo a proliferação de doenças.

6. Resposta: A redução da taxa de mortalidade, em um primeiro momento, contribuiu para aumentar o ritmo de crescimento. Depois, a queda da taxa de natalidade resultou em uma redução nesse ritmo de crescimento.

Redução do número de filhos por mulher: a queda no número de filhos por mulher aconteceu a partir da década de 1960 pelo aumento da proporção de mulheres que entraram no mercado de trabalho e adotaram métodos para evitar a gravidez.

5. Resposta: Fatores que proporcionaram a redução da taxa de mortalidade: avanços na medicina e expansão e melhoria de saneamento básico. Fatores que proporcionaram a redução da taxa de natalidade: redução do número de filhos por mulher.

5. Copie os textos anteriores no caderno, separando-os em:

Fatores que proporcionaram a redução da taxa de mortalidade.

Fatores que proporcionaram a redução da taxa de natalidade.

6. Explique como os fatores citados contribuíram para modificar o ritmo do crescimento natural da população brasileira. Registre seu texto no caderno.

• O estudo sobre os avanços na área da medicina e saúde e sobre a expansão do saneamento básico, desta página, promove um trabalho articulado com o componente curricular de Ciências. Explique aos estudantes que, ao longo dos anos, houve uma expansão das campanhas de vacinação no país, iniciadas no século passado. Se possível, apresente a eles o Calendário Nacional de Vacinação no site Portal da Saúde, do Ministério da Saúde, disponível em: https://www.gov. br/saude/pt-br/vacinacao/ calendario. Acesso em: 8 set. 2025.

• Antes de os estudantes responderem às questões propostas na página 69 , oriente-os a observar novamente alguns detalhes na imagem das páginas de abertura, como a diferença de idade entre as pessoas retratadas.

• Complemente as atividades 5 e 6 comentando com os estudantes que o acesso à informação correta também ajuda a reduzir a taxa de mortalidade e a taxa de natalidade. Explique a eles que boas condições de saneamento e acesso a serviços de saúde contribuem efetivamente para aumentar a expectativa de vida da população.

04/10/2025 14:54:41

Torneira de água.
Mulher no mercado de trabalho.

• Faça a leitura compartilhada do texto e comente as conquistas das mulheres no Brasil até o momento, principalmente em relação à área profissional, pois elas passaram a ser inseridas no mercado de trabalho em diferentes profissões que antes eram consideradas tipicamente masculinas. Cite o exemplo da profissionalização das jogadoras de futebol. Elas conquistaram a regulamentação do futebol feminino em 1983 graças à reivindicação persistente. Portanto, ressalte que essa luta por direitos é antiga e muito importante.

• Na atividade 1, explique que o nome da Lei Maria da Penha se refere à Maria da Penha Maia Fernandes, uma mulher que foi agredida severamente pelo marido, incluindo duas tentativas de assassinato, e que em razão dessas agressões passou a precisar usar cadeira de rodas. Contudo, ela não desistiu de lutar por justiça.

• Leve os estudantes até a sala de informática, caso a escola disponha desse espaço, e oriente-os na busca por informações em sites confiáveis para a realização da pesquisa. Peça que anotem os dados coletados para que possam compartilhar os resultados posteriormente em sala de aula.

• Durante a atividade, promova o respeito, a valorização da mulher e a conscientização sobre a importância do combate à violência contra as mulheres. Explique aos estudantes que esse tipo de violência ocorre diariamente e que não se limita apenas à agressão física, mas também inclui a verbal, a psicológica, a moral, a patrimonial e a sexual.

A MULHER E SUA TRAJETÓRIA DE CONQUISTAS

Atualmente, é comum que as mulheres trabalhem fora de casa. Elas têm o direito de votar, de se candidatar a cargos políticos, de ocupar posições de liderança em empresas e instituições públicas, entre outros. Esses direitos, que parecem comuns, foram conquistados por meio de anos de lutas e reivindicações. Durante muito tempo, as mulheres foram impedidas de participar da vida política, de estudar e de decidir sobre a própria vida. Por isso, é importante conhecer algumas dessas conquistas e continuar lutando por igualdade entre mulheres e homens.

Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia

O direito ao voto no Brasil foi uma conquista da mulher no ano de 1932.

Mulher se formando.

Atualmente, no Brasil, cada partido político deve ter no mínimo 30% dos candidatos mulheres.

Mulher atuando na política.

Muitas mulheres não tinham o direito de estudar, apenas de aprender trabalhos domésticos. De acordo com o Censo 2022, 21% de mulheres com 25 anos ou mais se formaram em universidades.

De acordo com o IBGE 2022, 91% das mulheres são responsáveis pelos afazeres domésticos, sendo que muitas delas enfrentam jornada dupla, dividindo o tempo entre o trabalho fora de casa e as tarefas domésticas. Isso dificulta a busca por emprego e o crescimento profissional. Muitas mulheres também sofrem com agressões físicas e verbais de seus companheiros. Por isso, foi criada a lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida como Lei Maria da Penha.

1. Em grupos, façam uma pesquisa sobre como essa lei foi criada e quais são os direitos que ela garante às mulheres. Levem um resumo para a sala de aula e conversem sobre as informações obtidas.

Lei Maria da Penha: (Lei 11.340/2006): legislação brasileira que visa proteger as mulheres contra a violência doméstica e familiar.

1. Resposta pessoal. Organize e oriente a pesquisa e promova um momento de exposição dos resultados. Comentário nas orientações ao professor

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

A ORIGEM da mulher operária do 8 de março, o Dia Internacional da Mulher. BBC 1 News, 11 abr. 2022. Disponível em: https://www.bbc.com/ portuguese/media-61068720. Acesso em: 8 set. 2025. Esse link traz um podcast com uma análise sobre o dia 8 de março e pode ampliar seus conhecimentos acerca do assunto. Se julgar adequado, proporcione a exibição para a turma.

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Mulher votando.

VAMOS ESTUDAR A COMPOSIÇÃO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

A necessidade de muitas mulheres se inserirem no mercado de trabalho, os avanços na medicina e as melhorias no saneamento resultaram na queda da taxa de natalidade e da taxa de mortalidade. Esses fatores ocasionaram uma elevação na expectativa de vida do brasileiro, ou seja, o número de anos que uma pessoa pode viver quando nasce em determinado lugar, neste caso, no Brasil. Desse modo, a partir da década de 1960, o ritmo de crescimento da população brasileira diminui até as últimas décadas do século 20.

• Explique aos estudantes que a quantidade de idosos vem aumentando gradativamente no Brasil. Assim, é necessário garantir seus direitos e promover o respeito a essa parcela da população brasileira.

1. a) Resposta: No passado,

as famílias tinham, em média, mais filhos do que atualmente.

1. Observe as fotografias a seguir. Depois, respondas às questões.

a ) As fotografias A e B mostram famílias brasileiras no passado e no presente. Qual é a principal diferença que pode ser percebida entre elas?

Pessoas idosas se exercitando na cidade do Rio de Janeiro, em 2024.

b ) A fotografia C mostra uma praça com várias pessoas idosas se exercitando em uma academia ao ar livre, uma cena cada vez mais comum nos municípios brasileiros. Em sua opinião, o que isso significa em relação à expectativa de vida do país?

O fato de as mulheres terem, em média, menos filhos e o aumento da expectativa de vida do brasileiro têm ocasionado o chamado envelhecimento da população. Desse modo, passamos a observar o aumento da quantidade de pessoas idosas no total da população do nosso país.

1. b) Resposta: A maior quantidade de pessoas idosas na composição da população resulta da queda da taxa de mortalidade e do aumento na expectativa de vida.

ATIVIDADE EXTRA

• Oriente os estudantes a entrevistarem alguém com mais de 65 anos. Para isso, proponha o roteiro de perguntas a seguir e peça que anotem as respostas no caderno.

a) Qual é o seu nome completo?

b) Qual é a sua idade?

c) Como é seu o dia a dia? Envolve trabalho, estudo, cuidados com a casa, lazer?

• O perfil dos idosos da atualidade é muito diferente do que era no passado. Atualmente, muitas pessoas com mais de 65 anos de idade trabalham, praticam mais atividades de lazer e esporte e cuidam melhor da saúde.

• Complemente a questão a da atividade 1 comentando que no passado era comum as famílias terem muitos filhos, o que vem mudando drasticamente nos tempos atuais, pois a média atual indica um ou dois filhos por família. Aproveite para perguntar quantos irmãos eles têm, a fim de comparar com a quantidade de irmãos dos seus pais ou avós.

• Complemente a resposta ao item b da atividade 1 perguntando aos estudantes se já notaram idosos passeando ou reunidos em atividades de lazer nas praças ou nos locais públicos de convivência da cidade onde vivem. Diga que isso vem se tornando cada vez mais comum entre a população brasileira, sendo um fator positivo que demonstra os índices de desenvolvimento na qualidade de vida.

71

d) Você costuma cuidar da sua saúde? Como?

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e) Qual é o seu maior sonho?

• Para finalizar, peça aos estudantes que compartilhem suas entrevistas com os colegas. Eles poderão trocar informações sobre as pessoas entrevistadas, buscando semelhanças e diferenças no modo de vida dos idosos, além de identificar determinado padrão.

C.
A.
B.
Família brasileira, em 2025.
Família brasileira, em 1911.

• Leve os estudantes a observarem os gráficos e explique que eles apresentam a composição da população por sexo e a distribuição por faixa etária. Pergunte-lhes se lembram do significado de faixa etária e, se necessário, retome o conceito para garantir a compreensão de todos. Em seguida, questione em qual faixa etária eles se enquadram e verifique se todos chegaram à mesma conclusão.

• Diga aos estudantes que esse levantamento estatístico é feito pelo governo com o objetivo de investigar os setores que necessitam de mais investimentos.

• No estudo desta página, comente com os estudantes que a classificação da faixa etária do IBGE é diferente da classificação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). De acordo com o IBGE, o grupo de idade que compreende as crianças e jovens está entre 0 e 19 anos. Segundo o ECA, é considerado criança o cidadão até 12 anos incompletos, passando a ser classificado como adolescente aqueles com idade entre 12 e 18 anos.

ATIVIDADE EXTRA

• Para ilustrar como esses dados são coletados, faça um levantamento perguntando a idade de cada um e a de seus familiares ou responsáveis. Anote as idades na lousa e organize-as de acordo com a faixa etária, por exemplo, de 0 a 19 anos, de 20 a 59 anos e de 60 anos de idade ou mais.

• Em seguida, calcule a porcentagem de pessoas em cada uma das faixas etárias e elabore um gráfico de setor, no qual seja possível visualizar a distribuição e a divisão por faixas de idade.

Vamos analisar a composição da população brasileira de acordo com grupos de idade e sexo. Observe.

Fonte de pesquisa: IBGE Educa. Quantidade de homens e mulheres. Disponível em: https:// educa.ibge.gov.br/jovens/conheca-o-brasil/ populacao/18320-quantidade-de-homens-e -mulheres.html#:~:text=Os%20resultados%20 do%20Censo%20Demogr%C3%A1fico,da%20 popula%C3%A7%C3%A3o%20residente%20no%20 pa%C3%ADs. Acesso em: 9 jul. 2025.

Brasil: população de homens e mulheres (2022)

Agora, analise os grupos de idade da população brasileira e suas necessidades.

Grupos de idade da população – em % (2022)

Crianças e jovens: até 19 anos de idade.

Fonte de pesquisa: IBGE. Sidra. Disponível em: https:// sidra.ibge.gov.br/tabela/1209. Acesso em: 9 jul. 2025.

Adultos: entre 20 e 59 anos.

Mulher adulta.

Pessoas adultas na fase idosa necessitam de ampla assistência em cuidados de saúde para garantir qualidade de vida. Essa parcela da população também necessita de benefícios assistenciais de renda e de aposentadoria.

Crianças e jovens necessitam, principalmente, de investimentos em sua formação educacional, que vai da educação infantil à universitária ou curso técnico.

Pessoas adultas na fase idosa: acima de 60 anos.

Os adultos em idade produtiva que compõem a força de trabalho do país precisam de capacitação profissional e oportunidades de trabalho, assim como serviços de habitação e saúde.

Criança
Pessoa idosa.

2. b) Resposta: A maior parte da população brasileira é composta de adultos entre 20 e 59 anos.

2. Observe os gráficos da página anterior e responda às questões a seguir no caderno.

2. a) Resposta: A população brasileira é composta de 48% de homens e 52% de mulheres.

a ) Qual é a composição da população brasileira de acordo com o sexo?

b ) A maior parte da população brasileira é composta de qual faixa etária?

c ) Qual é o grupo de idade com menor representação na população brasileira?

2. c) Resposta: A menor parte da população brasileira é composta de pessoas idosas, acima de 60 anos.

d ) Escreva os nomes de pessoas da sua família ou responsáveis (incluindo você) ou de amigos que estejam em cada um dos grupos de idade da população.

2. d) Resposta pessoal. Auxilie os estudantes na classificação das idades de acordo com a faixa etária correspondente.

A VIDA DEPOIS DOS 60

A proporção de pessoas idosas tem aumentado na composição da população brasileira, resultando no envelhecimento da população.

Isso representa um maior número de pessoas que precisam de assistência para prevenção e tratamento de doenças e outras condições de saúde. Embora algumas pessoas idosas continuem trabalhando, uma parte significativa dessa população depende da assistência do sistema de previdência social, responsável pelo pagamento de aposentadorias.

As pessoas idosas devem ter garantidos seus direitos à cultura e ao lazer. O cuidado de pessoas idosas pode ser considerado uma obrigação tanto do poder público como da sociedade em geral. Tratar as pessoas idosas com respeito é uma forma de garantir a dignidade delas, praticar a cidadania e a solidariedade.

Pessoa idosa sendo atendida em unidade especializada do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade do Rio de Janeiro, em 2023.

3. Converse com os colegas sobre como tem sido a realidade das pessoas idosas do seu convívio ou do lugar onde você vive. Juntos, debatam sobre o que deve ser feito para garantir que essas pessoas tenham uma boa qualidade de vida.

3. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

ATIVIDADE EXTRA

• Instrua os estudantes a escreverem uma carta para o seu “eu do futuro”. Peça-lhes que a escrevam considerando daqui a 50 anos e que relatem como é sua vida hoje, dizendo quais são suas atividades favoritas, o que gostam de comer, as brincadeiras mais divertidas, quem são seus amigos etc. Escreva o mesmo conteúdo considerando que você tenha hoje 60 anos. Deixe sua imaginação fluir. Depois de escreverem a carta, solicite que releiam para conferirem se será necessário alterar algum detalhe. Enfim, oriente-os a guardá-las e relê-las de vez em quando. Avalie as possibilidades e promova a inclusão de estu-

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dantes cegos ou com baixa visão escrevendo as cartas para eles, propondo a colaboração dos colegas de sala ou, ainda, escrevendo o texto em uma máquina de escrever em braile.

BNCC

• O texto complementar intitulado “A vida depois dos 60” contribui para o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso da BNCC, pois aborda a importância e a contribuição dos idosos para a sociedade por meio da transmissão de seus conhecimentos.

• Chame a atenção dos estudantes para o fato de o número de mulheres ser maior do que o de homens. Assim, leve-os a identificar se é mais comum interagirem com mulheres ou com homens no dia a dia. Em seguida, pergunte por que a população acima de 60 anos de idade representa um grupo menor. Com base no que responderem, fale com os estudantes a respeito da qualidade de vida da população em geral.

Resposta

3. Incentive os estudantes a sempre respeitarem os idosos, levando-os a valorizar a história deles, uma vez que vivenciaram diferentes situações e têm importantes conhecimentos a serem transmitidos. Comente que, tanto no transporte coletivo quanto em filas de supermercados e de bancos, devemos ceder nosso lugar aos idosos, em sinal de respeito e valorização. Para complementar, solicite aos estudantes que elaborem uma frase sobre a importância dos direitos dos idosos e de respeitá-los. Depois, peça-lhes que mostrem aos colegas.

LUCIANA WHITAKER/PULSAR IMAGENS

OBJETIVO

• Compreender a importância da vacinação e se conscientizar acerca da segurança e eficácia das vacinas, incentivando a respectiva atualização sempre que necessário.

• Apresente o texto e os cartazes aos estudantes. Se preferir, reserve um momento de leitura, primeiro silenciosamente e depois em voz alta, pedindo que leiam, um de cada vez, uma parte do texto e os cartazes. Oriente-os a reler quantas vezes forem necessárias, até todos participarem. Aproveite o momento para avaliar a fluência da leitura oral dos estudantes, a fim de exercitarem mais, caso constate alguma dificuldade.

• Oriente os estudantes a pesquisarem informações no Ministério da Saúde e em outros sites oficiais.

• Incentive-os a observar sua carteirinha de vacinação, com familiares ou responsáveis, a fim de conferir se estão em dia com a vacinação.

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

A IMPORTÂNCIA da vacinação. Fundação Fiocruz, 11 out. 2013. Disponível em: https://www.bio.fiocruz.br/ index.php/br/noticias/ 603-a-importancia-da -vacinacao. Acesso em: 8 set. 2025.

Acesse o link para ler o artigo da Fundação Fiocruz, que aborda a importância da vacinação, e ampliar seu conhecimento.

ENTRE TEXTOS

Confira orientações complementares nas orientações ao professor

As vacinas são seguras e consideradas essenciais para a saúde pública, pois previnem o contágio ou o desenvolvimento de formas graves de diversas doenças entre as pessoas.

Para se obter uma vacina, é necessário muito tempo de pesquisa, às vezes vários anos. No entanto, elas precisam chegar até as pessoas, do contrário não é possível combater a disseminação de alguns tipos de doenças.

O Ministério da Saúde promove campanhas de vacinação para informar e incentivar a população a se vacinar. A maior parte das campanhas é divulgada por meio de cartazes fixados nos postos de saúde e em outros lugares públicos. Também são publicadas em meios de comunicação de massa, como sites do governo, jornais e televisão.

Observe a seguir o cartaz de campanha de vacinação divulgado pelo Ministério da Saúde.

Imagens com elementos sem proporção entre si Cores fantasia

Crianças e uma adulta observando o cartaz da campanha de vacinação.

Cartaz da campanha de vacinação contra a gripe, Ministério da Saúde, 2025.

b) Resposta: O Ministério da Saúde. O público alvo são: pessoas idosas (60 anos ou mais), crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e puérperas, trabalhadores da saúde, professores e trabalhadores dos correios.

EXPLORANDO O TEXTO

a ) O cartaz de campanha de vacinação mostrado na página anterior se destina à prevenção de quais doenças?

a) Resposta: Prevenção contra a gripe.

b ) Quem promoveu essa campanha de vacinação? E qual o público-alvo?

c ) Em sua opinião, qual é a importância de manter a vacinação em dia?

c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem a prevenção e a erradicação de doenças.

ALÉM DO TEXTO

d) Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor.

d ) Vamos promover uma campanha de conscientização na escola sobre a importância da vacinação. Para isso, veja as instruções a seguir.

• Organizem-se em grupos de no máximo quatro estudantes e pesquisem informações sobre: doenças que podem ser prevenidas com a aplicação de vacinas, os principais problemas que essas doenças causam às pessoas e a importância de manter a vacinação atualizada.

• Elaborem cartazes com as informações pesquisadas e, com a ajuda do professor, promovam uma campanha de conscientização a favor da vacinação na escola.

• Escolham uma data junto à direção e apresentem os cartazes aos demais estudantes. Vocês também podem fixá-los em lugares apropriados da escola para que todos possam vê-los

• Os cartazes também podem incentivar os colegas a irem aos postos de saúde, acompanhados dos familiares ou responsáveis, para verificar se estão com a vacinação em dia.

Crianças divulgando cartaz da campanha de vacinação.

04/10/2025 14:54:52

EXPLORANDO O TEXTO

• Esse trabalho favorece a articulação com o componente curricular de Ciências ao trabalhar com temas relacionados à saúde, como prevenção e tratamento de doenças.

ALÉM DO TEXTO

• Reserve a sala de informática, se existir esse espaço na escola, para os estudantes pesquisarem. Explique a eles que também é possível pesquisar em livros.

• Para esta atividade, reserve algumas aulas ou estipule um prazo para que os estudantes a desenvolvam como atividade extracurricular, a fim de entregarem o trabalho posteriormente.

• No dia da apresentação dos cartazes para a comunidade escolar, convide um membro da unidade de saúde mais próxima ou da Secretaria de Saúde do município para conversar com os estudantes e esclarecer possíveis dúvidas.

ATIVIDADE EXTRA

• Para complementar o tema sobre as vacinas, explique que um dos fatores importantes para a diminuição das taxas de mortalidade no Brasil foi a implantação de vacinas. Com base nisso, oriente-os a conferir com os familiares ou responsáveis se deixaram de tomar alguma vacina. Para isso, eles precisam apresentar a carteirinha de vacinação em uma unidade básica de saúde mais próxima. Se alguma vacina estiver atrasada, eles podem colocá-la em dia. Incentive os estudantes a relatarem para os colegas como foi essa experiência.

1. Objetivo

• Analisar fotografias e associá-las aos povos dos quais herdamos os aspectos culturais apresentados.

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes não consigam relacionar os aspectos culturais das fotografias aos povos dos quais os herdamos, organize a sala em grupos e proponha pesquisas em livros e sites oficiais sobre diferentes heranças culturais dos principais grupos que formaram o povo brasileiro (indígenas, colonizadores europeus e africanos). Eles podem apresentar o resultado das pesquisas conforme o levantamento que fizerem, por exemplo, culinária, hábitos do dia a dia, vestuário etc. Se desejarem, podem fazer uma apresentação oral para a comunidade escolar ou organizar uma exposição com os resultados, utilizando cartolinas com diferentes estilos de letras, imagens e outros recursos visuais.

2. Objetivo

• Reconhecer os povos indígenas na fotografia e valorizar tanto sua cultura quanto a herança cultural que obtivemos dele.

Sugestão de intervenção

• Sugira uma aula no laboratório de informática, caso exista esse espaço na escola, para pesquisarem a importância da cultura indígena na internet. Para isso, oriente-os a acessar sites oficiais, por exemplo, o do Instituto Socioambiental (ISA) , disponível em: https://www.socioambiental. org/. Acesso em: 8 set. 2025. Além do site Povos Indígenas no Brasil (PIB), disponível em: https://pib. socioambiental.org/pt/ P%C3%A1gina_principal. Acesso em: 8 set. 2025.

Escreva as respostas no caderno.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

1. Observe as fotografias a seguir. Elas representam diferentes manifestações culturais do povo brasileiro que resultam do encontro de diferentes povos.

de

em São Paulo, em 2023.

junina no município de Mucugê, na Bahia, em

2. b) e c) Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

a ) No caderno, associe cada fotografia ao povo do qual herdamos esses aspectos culturais.

1. a) Resposta: A – 2; B – 1

Cultura portuguesa. 1. Cultura africana. 2.

b ) Com base nessas fotografias e nas informações estudadas nas páginas 56 a 62, responda: quais são os principais povos responsáveis pela formação do povo brasileiro? Anote sua resposta no caderno.

2. a) Resposta: Uma das diferentes etnias dos povos indígenas.

2. Observe a fotografia e realize no caderno as atividades solicitadas.

a ) Qual dos principais povos formadores da população brasileira está representado na fotografia?

b ) Escreva uma frase sobre a importância de preservar a cultura desse povo.

c ) Faça um desenho sobre um aspecto cultural que herdamos desses povos.

Povo da etnia Pataxó, na Aldeia Reserva da Jaqueira, durante festa Aragwaksã, no município de Porto Seguro, na Bahia, em 2024.

1. b) Resposta: Indígenas, portugueses e africanos. Aproveite o momento para conversar com os estudantes sobre o processo de formação e novamente ressaltar o processo de colonização e os povos nativos que já viviam em território brasileiro.

Respostas

2. b) Resposta pessoal. Para inspirar os estudantes na elaboração de suas frases, apresente o seguinte exemplo: “Ao preservar a cultura dos diferentes povos indígenas, contribuímos para a valorização da diversidade cultural brasileira”. 2. c) Os estudantes podem representar o hábito de dormir em redes ou de tomar banhos diários, assim como os alimentos à base de mandioca, por exemplo.

Apresentação
roda de grupo de Congada no município de São Luiz do Paraitinga,
Decoração
2023.
A.
B.

https://www.afpesp.org.br/folha-do-servidor/pesquisa-e-tecnologia/pesquisa-...

Pesquisa inédita aponta o Brasil como o país mais miscigenado do mundo

PESQUISA inédita aponta o Brasil como o país mais miscigenado do mundo. AFPESP, 20 maio 2025. Disponível em: https://www.afpesp.org.br/folha-do-servidor/pesquisa-e-tecnologia/pesquisa-inedita -aponta-o-brasil-como-o-pais-mais-miscigenado-do-mundo. Acesso em: 27 jun. 2025.

a ) Qual é o assunto tratado pela manchete?

3. a) Resposta: A manchete trata

do fato de o Brasil ser o país mais miscigenado do mundo.

b ) Registre no caderno quais povos foram inicialmente os formadores da população brasileira e cite outros grupos de imigrantes que contribuíram com essa formação posteriormente.

4. Cada família tem uma história e elas são diferentes umas das outras.

Cada uma delas tem um histórico de formação, seus próprios hábitos e valores, e muitas vezes elas resultam da mistura de mais de uma cultura. Com base nessas informações, escolha um responsável ou alguém da sua família para entrevistar e siga este roteiro de perguntas. Anote as respostas no caderno.

na execução das atividades e peça-lhes aos estudantes que compartilhem

a ) Qual é a descendência dos seus familiares maternos?

b ) Qual é a descendência dos seus familiares paternos?

4. a) a e) Respostas pessoais. Auxilie os estudantes com os colegas os resultados obtidos.

c ) Quais são as tradições culturais que a sua família mantém?

d ) Em sua opinião, é importante saber quem foram nossos antepassados? Justifique a sua resposta.

3. e 4. Objetivos

• Identificar outros povos imigrantes que formaram a população brasileira.

• Reconhecer suas contribuições e respeitar a cultura dos diferentes povos.

Sugestão de intervenção

• Proponha um debate sobre o resultado das entrevistas, a fim de perceberem a variedade de grupos dos quais descendem. Se for necessário, conduza outras pesquisas específicas, de acordo com a realidade local.

5. Objetivo

• Compreender os atuais fatores do crescimento da população, analisando estruturas familiares ao longo do tempo.

Sugestão de intervenção

• Solicite aos estudantes que resgatem fotografias antigas e recentes de seus familiares para demonstrar as mudanças no crescimento da população brasileira ao longo do tempo. Se os exemplos dos familiares não retratarem a média brasileira, providencie outros exemplos de constituições familiares para serem analisadas. 3. Leia o

e ) Sua família possui fotografias ou objetos que remetem à história dos seus antepassados ou a histórias e tradições passadas de geração em geração? Se sim, caso seja possível, leve para compartilhar com os colegas as lembranças de sua família ou conte uma história de seus antepassados.

5. Resposta pessoal. Peça aos estudantes que compartilhem com os colegas os resultados obtidos.

5. Faça uma pesquisa com seus familiares ou responsáveis para saber o número de filhos que suas bisavós, avós, mães e tias tiveram. Verifique se ocorreu com sua família a mesma diminuição do número de filhos por mulher ou não. Comparem o número de filhos por mulher entre as famílias da sua turma, verificando se houve aumento ou diminuição ao longo dos anos.

3.b) Resposta: Inicialmente, o povo brasileiro foi formado por

diferentes grupos indígenas, colonizadores portugueses e povos africanos. Posteriormente, essa formação recebeu outros grupos imigrantes, como italianos, alemães, espanhóis, japoneses, turcos, libaneses etc.

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VINÍCIUS COSTA/ARQUIVO DA EDITORA

6. Objetivo

• Reconhecer a diferença no crescimento da população brasileira ao longo do tempo, com base na análise de fotografias.

Sugestão de intervenção

• Os recursos da atividade 6 podem ser aproveitados nessa retomada, pois possibilitam também uma aproximação à realidade do estudante. Além de desenvolver essa percepção no que diz respeito à sua realidade familiar, eles perceberão que essa é a realidade de muitas famílias brasileiras, uma das causas para diminuir o crescimento da população. Descreva detalhadamente os elementos retratados nas fotografias de modo a auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão em suas análises.

7. Objetivo

• Identificar características da população brasileira relacionadas à sua composição por sexo e idade.

Sugestão de intervenção

• Promova uma maneira de contar a população da escola e fazer a comparação entre mulheres e homens e faixas de idade. Se for possível, desenvolva essa atividade com todos os estudantes e profissionais do âmbito escolar.

6. Observe as imagens a seguir.

6. a) Resposta: Mostram a diminuição do número de filhos por mulher em uma família.

6. b) Resposta: Entre os principais fatores estão: a urbanização acelerada, a inserção da mulher no mercado de trabalho, o envelhecimento da população, o aumento da expectativa de vida.

na

a ) O que as imagens mostram que ajuda a explicar por que o número de pessoas no Brasil está crescendo mais devagar?

b ) Que outros fatores contribuíram para a diminuição do crescimento da população brasileira?

7. Copie no caderno somente as frases verdadeiras.

a ) A maior parte da população brasileira é composta de mulheres.

b ) O grupo de idade com maior representatividade no Brasil é formado por adultos.

c ) Fazem parte do grupo de crianças e jovens pessoas com até 19 anos de idade.

d ) As pessoas consideradas do grupo de pessoas adultas na fase idosa têm menos de 60 anos de idade.

e ) A menor parte da população brasileira é composta de pessoas adultas na fase idosa acima de 60 anos.

Escreva no caderno a frase falsa, transformando-a em verdadeira.

7. Resposta: a); b); c); e). Frase falsa corrigida: As pessoas consideradas do grupo de pessoas adultas na fase idosa têm mais de 60 anos de idade.

Família na cidade de São Paulo, em 1951.
Família
cidade de Curitiba, no Paraná, em 2022.

Crianças e jovens A.

8. Objetivo

• Reconhecer as necessidades de cada faixa etária que compõe a população brasileira, por meio de fotografias.

Sugestão de intervenção

• Após a atividade, promova com os estudantes uma roda de conversa para retomar o assunto da página 72, relembrando quais são as necessidades da população brasileira de acordo com a faixa etária. Conversem sobre cada uma delas em relação ao município em que vivem e avaliem se essas necessidades têm sido atendidas e o que falta para as populações jovem, adulta e idosa. Anotem as conclusões no caderno.

14:54:59

Município de Manaus, no Amazonas, em 2022.
Município de Toritama, em Pernambuco, em 2025. 5.
Município de Gaúcha do Norte, no Mato Grosso, em 2025.
2.
Município de Pomerode, em Santa Catarina, em 2023. 4.
Município de Guaxupé, em Minas Gerais, em 2025.
Município de União dos Palmares, em Alagoas, em 2022.
8. Resposta: A: 1, 4. B: 3, 5. C: 2, 6.

OBJETIVOS DA UNIDADE

• Perceber que a população não está igualmente distribuída pelo território brasileiro.

• Compreender o que é migração e quais são os tipos de migração.

• Analisar o crescimento da população urbana no Brasil.

• Refletir sobre as desigualdades sociais e o acesso desigual à infraestrutura e aos serviços essenciais.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

Antes de os estudantes responderem às questões propostas na página 81 , oriente-os a observar detalhes nas fotografias das páginas de abertura, os diferentes elementos que formam a paisagem dos espaços representados, construções, ruas e avenidas e adensamento populacional. Pergunte a eles qual das imagens representa uma grande e uma pequena cidade.

Instigue a curiosidade deles durante a observação das fotografias A e B Pergunte-lhes quais são as possíveis atividades econômicas desenvolvidas, a quantidade de ruas e vias de acesso para veículos, além dos meios de comunicação presentes. Oriente-os a observar e a descrever oralmente as diferenças na ocupação dos espaços representados em cada imagem. Durante esse levantamento do conhecimento prévio, anote as informações na lousa e promova um diálogo, incentivando comparações com o lugar onde vivem. Incentive-os a verbalizar o raciocínio e acolha todas as contribuições. Se necessário, realize intervenções pontuais e estratégicas. Para finalizar, peça que copiem as informações no caderno.

UNIDADE4

ONDE VIVE A POPULAÇÃO BRASILEIRA

• Apresente aos estudantes algumas fotografias do espaço urbano do município em que vivem, que tenham elementos que caracterizem esse espaço. Oriente-os a comparar as possíveis diferenças e semelhanças entre essas imagens com as das fotografias A e B

• Oriente-os a desenhar o lugar onde vivem, destacando os elementos estruturantes de uma cidade. Ao final, peça-lhes que compartilhem os desenhos com os colegas e promova um debate para que todos exponham suas opiniões sobre o espaço ocupado e transformado pelas pessoas no município em que vivem.

A.
Paisagem do município de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, em 2024.
Delfim Martins/Pulsar Imagens

O Brasil tem uma população bastante numerosa, que está distribuída de maneira desigual pelo território do país, ou seja, há áreas com maior concentração populacional e outras em que há poucos habitantes.

Respostas

1. Em relação à fotografia A , os estudantes podem citar a presença de prédios altos, estabelecimentos comerciais, duas avenidas extensas separadas por um canteiro com árvores e a circulação de veículos. Em relação à fotografia B, eles podem mencionar a presença de uma grande quantidade de moradias muito próximas umas das outras, a ausência de prédios, a presença de áreas verdes e de árvores em praticamente todos os quarteirões, além de ruas extensas com poucos veículos. Também podem abordar aspectos relacionados à qualidade de vida e de infraestrutura nos dois municípios.

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes concluam que o predomínio do fluxo de veículos, bem como a presença de prédios e estabelecimentos comerciais na fotografia A, em comparação com a fotografia B, são elementos que indicam uma maior concentração de pessoas.

Quais são os principais elementos retratados nas paisagens das fotografias A e B?

1 a 3. Respostas e mais informações sobre a condução das páginas de abertura nas orientações ao professor

Em sua opinião, que elementos da paisagem indicam a maior ou a menor concentração de pessoas nos lugares retratados?

Escreva uma frase no caderno sobre as características da população do município onde você mora. Você pode utilizar algumas das palavras a seguir. 1. 2.

3. concentração de pessoas • poucos habitantes • muitos edifícios e casas algumas casas • poucos ou nenhum edifício

BNCC

• O estudo desta unidade desenvolve as habilidades EF05GE01, EF05GE02 e EF05GE04 da BNCC, ao abordar as dinâmicas populacionais em nosso país, a concentração urbana e as transformações ocasionadas pelo crescimento das cidades, como desigualdades sociais e problemas ambientais.

• Esse estudo também contempla o tema contemporâneo transversal Educação em direitos humanos da BNCC, ao promover a busca pela acessibilidade, principalmente no município em que os estudantes vivem.

3. Resposta pessoal. Os estudantes podem mencionar, em suas frases, além da concentração populacional e da presença de casas e edifícios, elementos de infraestrutura observados, como áreas verdes, coleta de resíduos, calçamento e trânsito nas ruas, acesso a serviços de transporte, segurança, escolas e espaços de lazer, como parques e praças, entre outras questões pertinentes.

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B.
Paisagem do município de Tocantínia, em Tocantins, em 2022.
Cesar Diniz/Pulsar Imagens

• Amplie o estudo da página comentando com os estudantes que, ao observarmos em um mapa como a população está distribuída, também verificamos a densidade demográfica do país.

• Se considerar pertinente, faça o cálculo de densidade demográfica do município.

• Incentive os estudantes a observarem os elementos do mapa, instigando-os a responder por que algumas áreas são mais escuras e outras mais claras. Explique que as áreas mais escuras apresentam maior densidade demográfica e as mais claras, menor densidade demográfica.

• Na atividade 1 , aplique a técnica tempestade de ideias, garantindo que todos participem. Para isso, chame a atenção para a maior densidade demográfica nas áreas litorâneas e para a menor densidade demográfica nas áreas do interior. Pergunte a eles se sabem o motivo dessa diferença. Acolha todas as contribuições e faça intervenções pontuais e estratégicas, incentivando os estudantes a compartilharem o raciocínio. Para reforçar a compreensão dos estudantes na interpretação de informações contidas em mapas de densidade demográfica, apresente outros exemplos, como o mapa da densidade demográfica do estado em que vivem.

Resposta

1. a) As áreas localizadas na faixa litorânea brasileira e próximo às capitais são as mais povoadas, principalmente nos estados das regiões Sudeste e Sul. Já as áreas menos povoadas ficam no interior do Brasil, sobretudo nos estados de Mato Grosso, Amazonas, Pará, Roraima e Amapá.

• Se considerar importante, explique que a densidade demográfica indica a quantidade de habitantes de determinada área.

10

ESTUDANDO A DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

O território brasileiro tem uma área de 8 510 296 km² e, de acordo com o Censo Demográfico 2022, nele vivem cerca de 203 milhões de habitantes. Embora numerosa, a população brasileira não está igualmente distribuída pelo território. Isso significa que há áreas muito povoadas, com grande concentração de habitantes, e outras pouco povoadas, com menor concentração de habitantes.

1. O mapa a seguir mostra a densidade demográfica do Brasil, isto é, a concentração de habitantes por quilômetro quadrado em todo o território brasileiro. Preste atenção às cores e à legenda para identificar as áreas com maior ou com menor concentração e converse com os colegas para responder às questões propostas.

Brasil: densidade demográfica (2022)

1. b) Resposta pessoal. O objetivo desta questão é incentivar os estudantes a analisarem se o estado onde vivem é pouco ou muito povoado e se tem áreas de maior ou menor concentração populacional.

por km2

Mais de 100

De 26 a 100

0 435 km

Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 118.

As cores mais claras representam áreas com menor concentração de habitantes.

As cores mais escuras representam áreas com maior concentração de habitantes.

a ) Quais áreas do território brasileiro apresentam as maiores concentrações de habitantes? E quais têm as menores concentrações?

1. a) Resposta nas orientações ao professor

b ) O estado onde você vive é pouco ou muito povoado?

• Para conhecer esse valor, fazemos o cálculo a seguir.

• quantidade de habitantes ÷ medida da área = valor da densidade demográfica em habitantes por quilômetro quadrado (km2).

• Apresente a eles o exemplo do Brasil, demonstrado a seguir.

212 000 000 ÷ 8 510 296 = 24,9 hab/km2

Quantidade de habitantes brasileiros

Área do Brasil

Densidade demográfica do Brasil

ATIVIDADE EXTRA

• Faça o cálculo da densidade demográfica da sala de aula. Assim, os estudantes devem medir a área da sala. Se considerar pertinente, a atividade pode ser realizada com o componente curricular de Matemática. Para tanto, façam o seguinte cálculo.

quantidade de estudantes ÷ medida da área da sala = densidade demográfica da sala

Trópico de Capricórnio

A OCUPAÇÃO DESIGUAL DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

Você observou no mapa uma maior concentração de habitantes perto do litoral e que as áreas interioranas são, em geral, menos povoadas. Um dos motivos de isso ter acontecido é a ocupação do território brasileiro não ter ocorrido de forma simultânea, mas de maneira lenta e gradual ao longo do tempo.

Observe as imagens e leia os textos a seguir para entender melhor o processo de ocupação do território brasileiro.

Entre 1500 e 1822, a expansão do território brasileiro esteve relacionada à exploração econômica do pau-brasil, da cana-de-açúcar e das minerações de ouro e diamantes. Dessa forma, o povoamento se concentrou, principalmente, em áreas litorâneas e nas áreas mineradoras.

Africanos escravizados trabalhando na mineração de diamantes em Curralinho, Minas Gerais, no final do século 18.

Após a Independência do Brasil em 1822, foram desenvolvidos programas voltados à colonização e ao povoamento de áreas pouco habitadas. A colonização da Região Sul do país, por exemplo, foi incentivada pela atração de imigrantes, entre eles alemães e italianos, que desenvolveram atividades agrícolas e pecuárias.

Colonos italianos posam para fotografia em frente a uma escola no estado de Santa Catarina, no início do século 20.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

Este tema pode ser tratado com o componente curricular de História Apresente aos estudantes um atlas histórico do Brasil para explicar as mudanças dos limites territoriais. Com essa explicação, associe os acontecimentos históricos e sua influência na configuração territorial do Brasil.

• Comente com os estudantes que o território brasileiro apresenta uma densidade demográfica maior nas áreas litorâneas por fatores históricos e econômicos, pois os portugueses e outros imigrantes chegaram em navios, de maneira que a área litorânea foi a primeira a ser ocupada por eles. Dessa forma, as atividades econômicas se desenvolveram com maior intensidade nesses locais.

• Explique que, ao longo do século XVIII, o desenvolvimento das atividades econômicas no interior do Brasil, sobretudo a mineração, impulsionou a formação e o desenvolvimento de núcleos urbanos. Com o passar do tempo, esses locais cresceram significativamente por receberem muitas pessoas, originando, assim, vilas e cidades.

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• O texto a seguir amplia seus conhecimentos sobre a formação territorial brasileira, pois aborda os ciclos econômicos do Brasil.

A evolução do povoamento do território brasileiro entre 1872 e 2010 deixa evidenciada, ainda nos dias atuais, a marca da clivagem inicial estabelecida entre o litoral e o interior. Nesse contexto, o ciclo do ouro em Minas Gerais representou, a seu tempo, a experiência mais concreta de indução do processo de articulação do interior do território e de afirmação da própria nacionalidade brasileira. Cabe observar que, anteriormente à expansão cafeeira, a mineração constituiu, seguramente, o primeiro movimento territorial com força suficiente não só para promover a ocupação do interior em bases mais estáveis como para abalar a hegemonia econômica e política da exploração da cana-de-açúcar no litoral nordestino. [...]

FIGUEIREDO, Adma Hamam de. Formação territorial. In: BRASIL: uma visão geográfica e ambiental no início do século XXI. Rio de Janeiro: IBGE, 2016. p. 17. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/ index.php/biblioteca-catalogo?vie w=detalhes&id=297884. Acesso em: 5 set. 2025.

BNCC

• Ao analisar a dinâmica da população brasileira, estabelecendo relações com a infraestrutura construída nos primórdios do desenvolvimento da economia, contempla-se a habilidade EF05GE01 da BNCC.

A partir do início do século 20, o povoamento das regiões interioranas do Brasil ganhou um novo estímulo com a realização de obras de infraestrutura, como ferrovias, rodovias e usinas de energia, destinadas a promover o desenvolvimento dessas áreas. Em 1960, a capital nacional foi transferida para a recém-inaugurada cidade de Brasília, no interior do país. A decisão foi motivada por uma tentativa de descentralizar o poder e desenvolver ainda mais o interior, com a nova cidade servindo como uma base para a expansão do povoamento em direção a áreas menos povoadas.

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Operários trabalhando na construção da rodovia Belém-Brasília em Belém, no Pará, em 1959.
Paisagem da construção de Brasília, Distrito Federal, no final da década de 1950.

2. Copie no caderno apenas as frases verdadeiras.

A partir da década de 1960, o governo brasileiro ofereceu incentivos ao povoamento das regiões Centro-Oeste e Norte do país por meio da expansão da atividade agrícola. Também foram desenvolvidos complexos industriais, como a Zona Franca de Manaus, além de usinas de energia e rodovias, com o intuito de interligar ainda mais a Região Norte às demais regiões do Brasil.

a ) A ocupação das terras brasileiras ocorreu de maneira progressiva, partindo do litoral em direção ao interior.

b ) O desenvolvimento de atividades econômicas foi um dos principais fatores que incentivaram a ocupação do território nacional.

c ) A partir da década de 1960, a ocupação da Região Norte foi incentivada pela exploração do pau-brasil e da cana-de-açúcar.

d ) Projetos de povoamento no interior do território foram desenvolvidos pelo governo brasileiro no século 20, como a construção de Brasília.

e ) Após 1822, incentivos à imigração de colonos estrangeiros foram um dos principais responsáveis pela ocupação e pelo povoamento da Região Sul.

2. Resposta: frases verdadeiras: a; b; d; e.

3. Agora, reescreva no caderno a frase falsa, transformando-a em verdadeira.

3. Resposta nas orientações ao professor

4. Em grupos, façam uma pesquisa sobre como foi o processo de fundação e ocupação do município onde moram. Procurem saber aspectos como o ano de fundação, as primeiras famílias que ocuparam a região, os povos originários que viviam no território e os principais motivos que levaram à ocupação do local (atividade econômica, localização geográfica etc.). Se possível, façam uma visita a um museu ou centro cultural do município em busca dessas informações. Registrem as informações no caderno e preparem uma apresentação para compartilhar com a turma.

4. Resposta nas orientações ao professor

• A atividade 2 desta página possibilita a aplicação de uma dinâmica. Organize os estudantes em cinco grupos, sorteie uma frase para cada um a fim de identificar se ela é verdadeira ou falsa, além de justificá-la. Por fim, juntos, eles deverão transformar a única frase falsa em verdadeira, anotando-a no caderno.

Respostas

3. Peça aos estudantes que leiam as frases reescritas e aproveite para fazer correções, caso sejam necessárias. Valorize as variações entre os textos, levando-os a compreender que basta transmitir a mesma ideia central.

Resposta: Frase verdadeira: A partir da década de 1960, o governo brasileiro ofereceu incentivos ao povoamento na Região Norte por meio da expansão da atividade agrícola e a construção de complexos industriais, como a Zona Franca de Manaus, além de usinas de energia e rodovias. 4. Resposta pessoal. Os estudantes podem encontrar essas e outras informações no site Cidades@ do IBGE, Disponível em: https:// cidades.ibge.gov.br/. Acesso em: 4 set. 2025, ou em portais oficiais, como da prefeitura do município.

• Caso a escola disponha de uma sala de informática, leve os estudantes a esse espaço e organize-os em grupos com quatro integrantes. Oriente-os a buscar, em sites oficiais, informações sobre o processo de fundação e ocupação do município onde moram, conforme solicitado na atividade 4. Peça que anotem as informações pesquisadas em tópicos. Em sala de aula, distribua folhas de cartolina aos grupos e solicite que elaborem cartazes com os dados coletados, que podem ser representados por meio de desenhos coloridos e textos explicativos com letras de diferentes formatos. Incentive a criatividade dos estudantes. Em um local apropriado da escola, organize com eles, uma exposição como uma galeria de arte para toda a comunidade escolar.

• Outra possibilidade é organizar uma vi-

sita a um museu ou centro cultural do município. Antecipadamente, entre em contato com a administração da instituição e realize o agendamento. Providencie também as autorizações por escrito dos familiares ou responsáveis dos estudantes, bem como o transporte necessário. No dia da visita, solicite o acompanhamento de integrantes da equipe pedagógica, a fim de garantir a segurança de todos. Prepare, com antecedência, um roteiro para orientar os estudantes na anotação das informações coletadas. Após a visita, em sala de aula, promova um debate para que os estudantes compartilhem as infor-

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mações obtidas e as impressões sobre a experiência vivenciada.

BNCC

• A atividade incentiva os estudantes a agirem de forma autônoma e utilizarem tecnologias digitais de forma crítica para reconhecer aspectos relacionados à formação do município, valorizando a contribuição de diferentes grupos e reconhecendo-se dentro da diversidade cultural de seus lugares de vivência. Essa proposta auxilia no desenvolvimento das Competências gerais 2, 3, 5 e 10 da BNCC.

Paisagem da Zona Franca de Manaus, na cidade de Manaus, no Amazonas, em 2022.

• Comente com os estudantes que ainda há migração pendular. Esse tipo de migração consiste em se deslocar do município onde mora para trabalhar, estudar ou executar qualquer atividade em outro município, retornando para o local de origem ao final do dia.

BNCC

• O assunto tratado nas páginas 86 e 87, ao descrever e analisar as dinâmicas populacionais nas unidades da federação entre as décadas de 1980 e 2010, contempla a habilidade EF05GE01 da BNCC.

AVALIANDO

Objetivo

• O estudo desta página permite verificar a compreensão dos estudantes a respeito dos conceitos de migração, migração interna, migração externa, migração temporária, migração permanente e migração de retorno.

Sugestão de intervenção

• Solicite aos estudantes que escrevam no caderno, com as próprias palavras, uma explicação para cada termo. Se considerar pertinente, eleja alguns estudantes para ler suas explicações aos colegas. Ao ouvi-los, promova uma correção coletiva, indicando o que está correto e o que precisa ser ajustado. Peça a todos que corrijam os textos no caderno, se necessário.

OS DESLOCAMENTOS DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

Atualmente, muitos brasileiros vivem fora de seu estado ou município de nascimento, tendo realizado um movimento chamado migração.

Muitas razões levam as pessoas a migrarem. Além disso, há diferentes tipos de migração, como os descritos a seguir.

Migração interna: quando as pessoas se deslocam entre cidades ou estados de um mesmo país.

Migração externa: quando elas se deslocam de um país para outro.

Migração temporária: deslocamento de pessoas por um curto período, retornando depois ao local de origem.

Migração permanente: quando as pessoas se deslocam e permanecem por um longo período no local de destino.

Migração de retorno: quando, após terem migrado, as pessoas retornam ao local de origem.

As migrações internas no Brasil

No Brasil, as migrações internas ocorrem constantemente: de uma cidade para outra ou de um estado para outro, de uma região para outra, ou mesmo do campo para a cidade. Esses movimentos são responsáveis pela distribuição de boa parte da população no território brasileiro.

Vamos compreender melhor os principais fluxos migratórios internos no Brasil observando as informações apresentadas no mapa da página seguinte. Para auxiliar nessa leitura, atenção às dicas a seguir.

Referência complementar

TARASIUK, Karina. Momento Cidade #49: Quem foram os imigrantes que fizeram história em São Paulo? Jornal da USP, 3. set. 2021. Disponível em: https://jornal.usp.br/podcast/momento -cidade-49-quem-foram-os-imigrantes-que -fizeram-historia-em-sao-paulo/. Acesso em: 27 set. 2025.

Esse link traz uma reflexão sobre como ocorreu a entrada dos principais grupos de imigrantes na cidade de São Paulo e a transição de trabalhador da lavoura a proprietário rural.

Brasil: migrações internas (1980-2010)

OCEANO ATLÂNTICO

Região Norte

Região Nordeste

Região Centro-Oeste

Região Sudeste

Região Sul

Principais uxos migratórios

Limite internacional

Limite estadual

OCEANO PACÍFICO

As setas mais largas representam maior número de pessoas.

As setas mais estreitas representam menor número de pessoas.

Fonte de pesquisa: GIRARDI, Gisele Girardi; ROSA, Jussara Vaz. Atlas geográfico do estudante. São Paulo: FTD, 2016. p. 50.

Intensos fluxos migratórios ocorreram entre as décadas de 1950 e 1980 de pessoas que saíram da Região Nordeste em direção à Sudeste. A.

Foram importantes também as migrações do Nordeste para as regiões Norte e Centro-Oeste entre as décadas de 1960 a 1980. B.

Há migrações internas entre regiões (inter-regionais) e também dentro de uma mesma região (intrarregionais).

Entre as décadas de 1970 e 1980, fluxos migratórios ocorreram dos estados da Região Sul para a Região Centro-Oeste.

Entre 1980 e 2010, os fluxos migratórios no Brasil, especialmente a migração de retorno de Nordestinos para suas regiões de origem, tornaram-se mais evidentes. E.

Na atualidade, alguns desses fluxos ainda se mantêm, porém com menos intensidade, assim como os fluxos intrarregionais, como podemos observar entre os estados de uma mesma região.

Ocorrem também algumas migrações de retorno, ou seja, grupos de migrantes que voltam ao seu lugar de origem por várias razões, entre elas as melhorias nas condições de emprego e renda.

• Incentive os estudantes na leitura do mapa desta página, que representa os fluxos migratórios internos no território brasileiro. Com base nisso, pergunte a eles os motivos do intenso fluxo migratório do Nordeste para outras regiões no período retratado. Comente que entre os principais motivos que levaram as pessoas a migrar estão as oportunidades de empregos, principalmente na Região Sudeste, assim como a melhor oferta de serviços de saúde e educação e melhores condições de vida. Comente também que houve importantes fluxos populacionais de outras regiões para a Região Nordeste.

• Promova um debate entre os estudantes para falarem se a família deles já migrou de cidade ou estado, e explicarem os motivos desse movimento. Além dos familiares, pergunte se conhecem alguém que tenha migrado, dizendo de onde essa pessoa saiu e onde foi morar.

• Amplie o estudo do tema chamando a atenção dos estudantes para os fluxos migratórios apresentados no mapa que envolvem a região e o estado onde vivem, tratando das razões que impulsionaram a migração de saída ou de chegada nesse local.

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• O tema em estudo propicia o trabalho com as dinâmicas populacionais e as interações entre campo e cidade, em que é possível relacionar o aumento significativo da população urbana em razão da grande quantidade de pessoas que saiu do espaço rural e do crescimento desordenado das cidades.

C.

ARTICULANDO

CONHECIMENTOS

• Na análise dos gráficos desta página, promova um trabalho em conjunto com o componente curricular de Matemática . Oriente os estudantes a lerem as informações desses recursos, que trata dos conhecimentos sobre tratamento da informação, como ler e interpretar as informações dos gráficos, analisar os dados das colunas e associar as cores da legenda com as informações contidas nela.

BNCC

• O estudo do tema das páginas 88 a 90 propicia o trabalho com as dinâmicas populacionais e as interações entre campo e cidade, em que é possível relacionar o aumento significativo da população urbana em razão da grande quantidade de pessoas que saíram do espaço rural e do crescimento desordenado das cidades. Esse estudo contribui para o desenvolvimento das habilidades EF05GE01 e EF05GE04 da BNCC.

5. Observe o mapa da página anterior e responda às questões a seguir no caderno.

a ) Entre quais regiões brasileiras ocorreram os maiores deslocamentos?

5. a) Resposta: O maior movimento ocorreu entre as regiões Norte, Nordeste e Sudeste.

b ) Os principais deslocamentos em direção à Região Centro-Oeste se originaram de quais regiões?

5. b) Resposta: Os deslocamentos se originaram das regiões Sul e Nordeste.

c ) Cite um ou mais exemplos de fluxos migratórios internos que ocorreram entre estados de uma mesma região.

5. c) Possíveis respostas: Os fluxos migratórios entre São Paulo e Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Amazonas e Pará.

UMA POPULAÇÃO

PREDOMINANTEMENTE URBANA

A população brasileira também está distribuída de modo desigual entre os espaços rural e urbano. A proporção de brasileiros que vive no campo e nas cidades se alterou ao longo do tempo e é diferente em cada região do país.

6. Observe os gráficos a seguir e responda às questões no caderno.

Brasil: população urbana e rural (1940-2022)

Regiões brasileiras: população urbana e rural (2022)

Fontes de pesquisas: IBGE. Séries históricas e estatísticas Disponível em: https://seriesestatisticas. ibge.gov.br/series. aspx?vcodigo=POP122. IBGE. Sidra Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/ tabela/9923. Acessos em: 15 jul. 2025.

NorteNordesteCentro-OesteSudeste Sul

Fonte de pesquisa: IBGE. Sidra. Disponível em: https:// sidra.ibge.gov.br/tabela/9923. Acesso em: 21 fev. 2025.

6. a) Resposta: A população brasileira era predominantemente rural e foi se tornando cada vez mais urbana ao longo do tempo. Atualmente, a maioria dos brasileiros vive em cidades.

a ) O que ocorreu com a população brasileira do campo e da cidade entre 1940 e 2022?

b ) Entre quais décadas a população brasileira se tornou predominantemente urbana?

6. b) Resposta: Entre as décadas de 1960 e 1980.

c ) Qual região brasileira apresenta a maior porcentagem de pessoas vivendo em áreas rurais em comparação com as outras regiões?

6. c) Resposta: As regiões Norte e Nordeste.

A saída do campo para a cidade

Vimos que em 1960 a maior parte dos brasileiros vivia no campo. Já em 2022, 87% dos brasileiros vivem em áreas urbanas e apenas 13% em áreas rurais.

Isso significa que uma grande quantidade de pessoas deixou o espaço rural para viver nas cidades, reforçando o crescimento da população urbana no Brasil. Esse movimento, ocorrido principalmente na década de 1970, recebeu o nome de êxodo rural e foi provocado, principalmente, pelos fatores a seguir.

• Modernização do campo: a introdução de máquinas, equipamentos e técnicas modernas no campo aumentou a produtividade, mas reduziu a necessidade de mão de obra e tornou pequenos produtores rurais menos competitivos. Por isso, muitas pessoas ficaram desempregadas ou não conseguiram manter suas propriedades, tendo de vendê-las e se mudarem para as cidades.

As máquinas ajudaram a agilizar a produção no campo, mas também tiraram empregos e mudaram a vida de muitas famílias.

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• Na atividade 6 das páginas 88 e 89, enfatize para os estudantes que muitas pessoas deixaram o campo em busca de melhores condições de vida nos centros urbanos. Explique que grande parte delas passou a trabalhar em fábricas, comércios e em atividades domésticas nas grandes cidades. Reafirme que esse movimento populacional é conhecido como êxodo rural.

• Na explicação sobre a modernização do campo, faça referência à unidade anterior sobre os estudos que abrangem a tecnologia no campo e explique que houve muitos benefícios com isso, principalmente envolvendo a produtividade, mas também diminuiu a demanda de mão de obra que acarretou o desemprego de trabalhadores rurais.

ATIVIDADE EXTRA

• Após esclarecer as dúvidas dos estudantes sobre o tema, proponha uma entrevista com seus familiares. Para isso, indique as seguintes perguntas: “Onde você nasceu?”; “Migrou para outro lugar?”; “Já morou no campo e depois se mudou para a cidade?”; “Se sim, por que migrou?”; “Já morou na cidade e depois se mudou para o campo?”; “Se sim, por que migrou?”. Oriente-os a analisar se os familiares se enquadram em algum conceito de migração e peça que anotem as respostas no caderno. Caso os familiares não tenham migrado, oriente os estudantes a entrevistarem um amigo da família.

• Após a entrevista, eles devem apresentar as informações associando-as ao conteúdo trabalhado. Esta atividade promove a associação dos conteúdos estudados ao cotidiano dos estudantes.

Colheitadeira moderna em uma plantação de milho no município de Glória de Dourados, no Mato Grosso do Sul, em 2021.

• Nas atividades 1 e 2, explique aos estudantes que a xenofobia está entre os problemas enfrentados pelos brasileiros que vivem em outros países e consiste no preconceito contra produtos ou pessoas em razão de sua origem estrangeira. Se considerar pertinente, apresente reportagens com depoimentos de pessoas que não vivem no local de origem, principalmente se forem brasileiros vivendo em outros países. Com base nisso, proponha uma discussão sobre o combate a esse preconceito, inclusive em relação a imigrantes no Brasil.

Resposta

1. Espera-se que os estudantes citem dificuldades de adaptação por diferenças culturais, como a falta de domínio da língua, a alimentação, o clima etc. Também podem citar a saudade dos familiares, os problemas para regularizar a documentação pessoal, entre outros exemplos.

ATIVIDADE EXTRA

• Leve os estudantes à sala de informática, caso a escola tenha esse espaço, para pesquisarem na internet uma notícia de jornal a respeito dos motivos que levam as pessoas a migrarem. Oriente-os a anotar as informações no caderno e, ao retornarem para a sala de aula, proporcione um momento para o compartilhamento das pesquisas com os colegas.

• Atração exercida pelas cidades: as oportunidades de emprego, principalmente nas fábricas e na construção civil, e a melhor oferta de serviços de saúde e educação atraíram pessoas do campo para as cidades.

Trabalhadores em construção civil na cidade de Apucarana, no Paraná, em 2025.

AS MIGRAÇÕES EXTERNAS

Muitos brasileiros migram para outros países para estudar, trabalhar e buscar melhores condições de vida. De acordo com estimativas do Ministério das Relações Exteriores, em 2023, aproximadamente 4,5 milhões de brasileiros residiam no exterior, com as maiores comunidades situadas em países como Estados Unidos, Paraguai, Espanha, Reino Unido, Japão e Alemanha (são mais de 173 países, no total).

Segundo dados do Censo Demográfico do IBGE de 2022, o Sudeste é a região do país de onde partiu o maior fluxo de migrantes, principalmente de São Paulo e do Rio de Janeiro.

1. Em sua opinião, quais dificuldades os brasileiros encontram ao se mudarem para outros países?

1. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

2. Você conhece alguém que deixou o Brasil para viver em outro país? Pode ser algum amigo, alguém da sua família ou até uma história que você conheceu em filmes ou livros. Compartilhe com os colegas.

2. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a compartilharem o que sabem com base em filmes, reportagens, redes sociais ou histórias conhecidas de amigos e familiares. Valorize todas as contribuições.

BNCC

• As atividades 1 e 2 fomentam a discussão oral, a reflexão, a investigação e a análise crítica, o uso de conhecimentos historicamente construídos para explicar a realidade, proporcionando também o respeito à diversidade e o reconhecimento dos direitos humanos ao estimular uma reflexão sobre as condições enfrentadas por brasileiros imigrantes no exterior. Essa proposta favorece o trabalho com as Competências gerais 1, 2 e 9 da BNCC.

2. Resposta: A fotografia retrata a desigualdade pelo tipo das moradias, pois algumas são bem estruturadas e outras são precárias.

AS DESIGUALDADES SOCIAIS NO BRASIL

As condições em que vivem os brasileiros não são iguais. Enquanto muitas famílias não têm renda suficiente para suprir suas necessidades básicas de alimentação, moradia, vestuário, educação e saúde, outras desfrutam de uma vida de conforto, com acesso a serviços essenciais e infraestruturas de qualidade.

As diferenças econômicas entre as famílias brasileiras retratam a desigualdade social do país, que pode ser observada em diferentes situações do dia a dia, como a retratada na paisagem a seguir.

1. Descreva a paisagem retratada na fotografia.

1. Resposta: A paisagem mostra

• Antes de responder às atividades 1 e 2, trabalhe, primeiro, a técnica da pergunta circular. Para isso, organize os estudantes em círculo, permitindo que expressem suas impressões sobre a fotografia. Peça a um de cada vez que descreva oralmente a paisagem retratada. Complete as descrições, detalhando os elementos visuais, a fim de auxiliar estudantes com dificuldades. Após todas as contribuições, registre na lousa um pequeno texto que sintetize as descrições feitas pela turma. Atividades que envolvem a organização corporal no espaço, como formações em roda e rodas de conversa, contribuem para o desenvolvimento da propriocepção.

2. De que maneira a paisagem representa a desigualdade social em nosso país?

3. No município onde você vive, há paisagens que revelam o contraste socioeconômico da população? Converse com os colegas sobre isso.

3. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor moradias de luxo e habitações precárias localizadas perto umas das outras.

oriente os estudantes na gravação do bate-papo e, ao final, na apresentação das propostas e a entrega da carta ao entrevistado. No tópico Projetos interdisciplinares, da parte geral deste manual, há mais informações sobre como desenvolver um projeto.

04/10/2025 14:49:52

a empatia e ajam com autonomia, com base em princípios éticos e solidários. Essa proposta e os estudos das páginas 91 a 94 contemplam aspectos das Competências gerais 1, 2, 4, 9 e 10 da BNCC.

Resposta

• Na atividade 3, caso considere pertinente, proponha à turma a realização de um projeto sobre a desigualdade econômica no município dos estudantes. Inicie o trabalho orientando-os a desenvolver atividades investigativas que possibilitem a observação, a coleta de dados e o diálogo com diferentes membros da comunidade escolar, com o objetivo de compreender as condições econômicas da população local. Para tornar a pesquisa mais significativa e alinhada à realidade dos estudantes, delimite o recorte territorial da investigação, que pode abranger alguns bairros do entorno da escola e a região central do município. Como parte do projeto, sob sua orientação, os dados coletados poderão ser organizados e sintetizados por meio de tecnologias digitais, como tabelas e/ou gráficos. Com base nesses dados, incentive os estudantes a propor soluções para os problemas identificados, sugerindo ações e alternativas viáveis que possam ser implementadas no município com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das famílias menos favorecidas. Solicite que as propostas sejam registradas em uma carta endereçada ao poder público municipal. Para enriquecer a iniciativa, se possível, convide um representante do governo local para uma entrevista no formato de podcast. Durante a conversa,

• As atividades 1 a 3 favorecem a oralidade, a investigação e o uso de conhecimentos historicamente construídos para explicar a realidade e a reflexão sobre direitos humanos e a desigualdade socioeconômica nas cidades brasileiras e no espaço do município, contribuindo para que os estudantes também exercitem

3. Espera-se que os estudantes identifiquem no município algumas paisagens que retratem a desigualdade social e econômica. Se possível, providencie fotografias que demonstrem essa desigualdade no local onde vivem ou em outro município e apresente-as aos estudantes durante a conversa entre eles.

Paisagem da cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, em 2025.

• A análise das imagens apresentadas nas páginas 92 e 93 deve ser comparativa, pois as fotografias revelam alguns dos aspectos mostrados nos gráficos.

• Leve-os a perceber que algumas fotografias revelam o aspecto negativo da proporção de pessoas com acesso a determinado serviço, como à rede de esgoto e à coleta de resíduos sólidos. Outras fotografias representam o acesso a determinado serviço, como à água e à iluminação pública.

Muitas famílias brasileiras ainda não têm acesso a alguns serviços essenciais que contribuem para uma boa qualidade de vida, como rede de esgoto. No entanto, alguns serviços como o fornecimento de energia elétrica atendem grande parte da população. Vamos analisar algumas informações sobre acesso a serviços nas moradias brasileiras.

Rede de esgoto (2022)

Fonte de pesquisa: IBGE. Censo 2022 – Panorama Disponível em: https://censo2022.ibge.gov.br/ panorama/indicadores.html?localidade=BR&tema=2. Acesso em: 21 jun. 2025.

Abastecimento de água tratada (2022)

Fonte de pesquisa: IBGE. Censo 2022 – Panorama Disponível em: https://censo2022.ibge.gov.br/ panorama/. Acesso em: 21 jun. 2025.

Moradias precárias com despejo irregular de esgoto doméstico em córrego da cidade de São Paulo, em 2023.
Uso da água encanada para higienizar legumes na cidade de Boa Vista, em Roraima, em 2021.

Resíduos sólidos descartados indevidamente em bairro do município de Salvador, na Bahia, em 2024.

Coleta de resíduos sólidos (2022)

Fonte de pesquisa: IBGE. Censo 2022 – Panorama Disponível em: https://censo2022.ibge.gov.br/ panorama/indicadores.html?localidade=BR&tema=2. Acesso em: 21 jun. 2025.

• Oriente os estudantes a observarem as fotografias das páginas 92 e 93 e, em seguida, faça uma roda de conversa para expressarem o que entenderam sobre o tema.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• A interpretação dos gráficos proposta na atividade 4 permite obter informações sobre os grupos de brasileiros com acesso ou não a serviços essenciais. Com essa análise, compreendem-se alguns aspectos das desigualdades sociais na qualidade de vida. Se desejar, desenvolva esse assunto com o componente curricular de Matemática

Resposta

Fonte de pesquisa: IBGE. Sidra. Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/tabela/6737. Acesso em: 21 jun. 2025.

4. De acordo com os gráficos anteriores, responda às questões no caderno.

a ) Qual serviço essencial atende à maior parte dos domicílios brasileiros?

4. a) Resposta: O serviço essencial de energia elétrica.

b ) Qual serviço essencial é o menos ofertado aos domicílios brasileiros?

4. b) Resposta: O serviço de rede de esgoto.

c ) Qual é a porcentagem de domicílios brasileiros que não têm acesso a água encanada?

4. c) Resposta: 16% dos domicílios.

d ) Qual é a porcentagem de domicílios brasileiros que possui acesso a coleta de resíduos sólidos?

4. d) Resposta: 92% dos domicílios.

e ) Você conhece lugares em que esses serviços essenciais ainda são ausentes? Como isso pode afetar a vida das pessoas que moram nesse lugar?

4. e) Resposta nas orientações ao professor

• A atividade 4 estimula o reconhecimento de serviços públicos essenciais e a falta de acesso a esses serviços, favorecendo o uso de procedimentos científicos como a investigação e a reflexão, além da oralidade e do pensamento autônomo. Os estudantes também utilizam conhecimentos historicamente construídos para explicar a realidade e exercem a empatia e a autonomia ao descrever como a falta de serviços públicos essenciais afeta a vida da população.

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4. e) Resposta pessoal. Se considerar pertinente, escreva na lousa os serviços essenciais identificados pelos estudantes e promova um debate sobre o que poderia ser feito pelo poder público para fornecer esses serviços à população.

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

ROMÃO, Maurício Costa. Distribuição de renda, pobreza e desigualdades regionais no Brasil. In: CAMARGO, José Márcio; GIAMBIAGI, Fábio (org.). Distribuição de renda no Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000. Para ampliar seu conhecimento sobre as desigualdades sociais no Brasil, indicamos esse texto, cujo autor aborda o conceito de pobreza e o impacto dela nos indivíduos.

Energia elétrica (2022)
Rua iluminada pelo fornecimento de energia elétrica na cidade de Ribeirão Claro, no Paraná, em 2021.

• O gráfico apresenta a grande distância entre o grupo de brasileiros que vive com baixos salários e o grupo que tem renda elevada. Essa é mais uma das características da desigualdade socioeconômica da população brasileira. Explique para os estudantes que, em uma sociedade desigual como a brasileira, as políticas de distribuição de renda são muito importantes.

ATIVIDADE EXTRA

• Para complementar a atividade 5, leve outras reportagens sobre o aumento da desigualdade social brasileira. Organize os estudantes em grupos e sorteie reportagens para escreverem textos com base nelas. Os textos deverão contar com introdução, desenvolvimento e conclusão, relatando em que momento a sociedade passou a sofrer com a desigualdade, os pontos principais da reportagem e alguma política pública citada que pode ajudar as pessoas mencionadas na reportagem. Por fim, eles devem expressar sua opinião sobre a reportagem.

Resposta

5. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que o governo pode ajudar a reduzir a desigualdade social por meio da criação de políticas públicas que visem mais distribuição de renda entre a população, melhorando a vida da grande quantidade de brasileiros cuja renda é baixa, por exemplo: construindo mais escolas e hospitais e melhorando os que já existem; criando postos de emprego; investindo em projetos de moradia mais acessíveis, em transportes coletivos mais eficientes, saneamento e serviços básicos em todas as regiões do país, sobretudo nas mais carentes.

AVALIANDO

Objetivo

• A atividade 5 permite avaliar se os estudantes compreendem as desigualdades sociais da população brasileira.

A desigualdade social observada em nosso país pode ser explicada pela distribuição de renda (salários e outros recebimentos) entre a população brasileira. Observe o gráfico a seguir.

Brasil: desigualdade de renda (2023)

Renda mensal média da população

Até 2 salários mínimos

Mais de 10 salários mínimos

Fonte de pesquisa: IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv102079_informativo.pdf. Acesso em: 11 jul. 2025. 0 20 40 60

População (em %)

O gráfico mostra que grande parte dos brasileiros tem rendimento baixo, com no máximo dois salários mínimos. Já uma pequena parcela da população concentra a maior parte da renda produzida em nosso país. Essas desigualdades caracterizam a pobreza e a riqueza no Brasil.

5. Leia o texto a seguir.

[...]

5. a) Resposta: Os dados da reportagem indicam que a distribuição de renda no Brasil é desigual. Uma pequena parte da população (1%) possui cerca de 30% do total da renda dos brasileiros. Retome com os estudantes o gráfico desta página a fim de mostrar um exemplo concreto dessa relação na representação.

O Brasil é conhecido por sua alta concentração de renda, onde o 1% mais rico da população detém 28,3% da renda total, tornando-o um dos países mais desiguais do mundo. [...]

ESTUDOS revelam impacto da redistribuição de renda no Brasil. Ipea, 4 ago. 2023. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/portal/categorias/45-todas-as-noticias/noticias/ 13909-estudos-revelam-impacto-da-redistribuicao-de-renda-no-brasil. Acesso em: 12 jul. 2025.

a ) O que os dados da reportagem evidenciam em relação à distribuição de renda no Brasil? Justifique sua resposta.

b ) Em sua opinião, o que poderia ser feito pelo governo para reduzir a desigualdade social no Brasil? Converse com os colegas.

5. b) Resposta nas orientações ao professor

c ) Você já notou diferenças entre os bairros da sua cidade? Por que será que existem essas diferenças?

5. c) Espera-se que os estudantes observem diferenças entre bairros da mesma cidade de infraestrutura, serviços públicos e condições de moradias.

Sugestão de intervenção

• Proponha uma representação concreta dos dados da manchete, por exemplo, usando cédulas de dinheiro ou objetos que representem a quantidade citada. Se preferir, organize os estudantes em grupos para conversarem sobre o tema. Se ainda apresentarem dificuldade, leve-os ao laboratório de informática, caso exista esse espaço na escola, para pesquisar a respeito da temática e suas possíveis soluções.

BNCC

04/10/2025 14:50:00

• O trabalho de analisar o acesso a serviços essenciais, nas páginas 92 e 93, assim como a análise da desigualdade de renda entre grupos de brasileiros, nesta página, desenvolvem parte da habilidade EF05GE02 da BNCC.

• Na atividade 5, a discussão sobre a desigualdade segue fornecendo a oportunidade para que os estudantes exercitem a autonomia e o uso de procedimentos científicos para refletir sobre a redução das desigualdades no Brasil, desenvolvendo o tema contemporâneo transversal Educação em Direitos Humanos da BNCC.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

1. Observe os mapas a seguir e responda às questões no caderno.

São Paulo: densidade demográfica (2022)

Habitantes por km2 Mais de 100 De 25 a 100 De 10 a 25 De 1 a 10

0 65 km

Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 118.

Amazonas: densidade demográfica (2022)

Habitantes por km2 Mais de 100

De 25 a 100

De 10 a 25

De 1 a 10

Menos de 1

0 170 km

Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 118.

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1. Objetivo

• Reconhecer que a população brasileira não está igualmente distribuída pelo território.

Sugestão de intervenção

• Se possível, reproduza e distribua para os estudantes um mapa da densidade demográfica do estado onde vivem. Caso tenha na turma estudantes cegos ou com baixa visão, prepare, com antecedência, o mapa tátil, criando texturas diferenciadas para as densidades demográficas e acompanhe o reconhecimento tátil com descrições. Elabore questões semelhantes às apresentadas sobre os mapas desta página e analise com eles as áreas com elevada ou baixa concentração de habitantes.

2. Objetivo

• Compreender o processo de ocupação do território brasileiro e relacioná-lo às atividades econômicas que influenciaram essa ocupação.

Sugestão de intervenção

• Para auxiliar o desenvolvimento desse tema, uma sugestão é apresentar aos estudantes algumas fotografias, pinturas ou outras representações artísticas que retratem esses diferentes períodos históricos referentes à ocupação do território brasileiro. Aproveite o momento para promover uma roda de conversa para que os estudantes exponham suas opiniões ao analisar as imagens. Avalie as dificuldades de modo individualizado e, em caso de estudantes cegos ou com baixa visão, descreva detalhadamente as fotografias e outras representações para que formulem imagens mentais. Peça que verifiquem as datas e os fatos históricos sobre a ocupação do território que elas representam para criarem legendas. Auxilie-os a organizar as imagens e os textos em ordem cronológica a fim de expô-los no mural da sala ou em outro espaço para apreciação de toda a comunidade escolar.

3. Objetivo

• Compreender e diferenciar os tipos de migração: permanente, temporária e de retorno.

Sugestão de intervenção

• Para auxiliar os estudantes na identificação das migrações, relembre os conteúdos estudados e cite outros exemplos aos quais eles possam fazer associações sobre os diferentes tipos de migração.

4. Objetivo

• Compreender e diferenciar os tipos de migração: interna e externa.

a ) Qual dos estados tem a maior concentração de habitantes?

1. a) Resposta: O estado de São Paulo.

b ) Em que áreas do estado do Amazonas está concentrada a maior parte da população?

1. b) Resposta: A maior parte da população está concentrada próximo a Manaus, capital do estado.

c ) Qual faixa de habitantes por km 2 é predominante no estado de São Paulo?

d ) Qual faixa de habitantes por km 2 é predominante no estado do Amazonas?

1. d) Resposta: Menos de um habitante por km 2

1. c) Resposta: Entre 25 e 100 habitantes por km²

e ) Observe novamente o mapa da página 82. Em sua opinião, a densidade demográfica do estado onde você mora é mais semelhante à do estado de São Paulo ou do Amazonas?

1. e) Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor.

2. Copie as frases no caderno e complete-as corretamente.

a ) De 1500 a 1822, ocorreu a expansão do território brasileiro relacionado aos ciclos econômicos do ■, da ■ e do ciclo do ouro.

2. a) Resposta: Pau-brasil, cana-de-açúcar.

b ) Após a Independência do Brasil, em 1822, programas de ■ e ■ passaram a ser desenvolvidos em áreas pouco habitadas.

2. b) Resposta: Colonização, povoamento.

c ) No início do século 20, o povoamento das regiões do ■ do Brasil foi estimulado com a realização de obras de infraestrutura.

2. c) Resposta: Interior.

d ) Em 1960, a capital nacional foi transferida para a cidade de ■

2. d) Resposta: Brasília.

e ) A partir de 1960, foram desenvolvidos complexos ■, como a Zona Franca de Manaus.

2. e) Resposta: Industriais.

3. Leia as situações listadas nas frases a seguir. Depois, no caderno, associe-as aos tipos de migração aos quais elas se referem.

Migração permanente

Migração de retorno

a ) João e Lúcia saíram do estado do Amazonas e foram para a cidade de Curitiba, no Paraná, em busca de melhores condições de vida. Dez anos depois, eles vão retornar para o Amazonas, seu local de origem.

3. a) Resposta: Migração de retorno.

b ) Joana saiu da cidade de São Paulo e se mudou para Santos, onde ela mora atualmente e pretende se estabelecer com a família.

3. b) Resposta: Migração permanente.

c ) Laura precisa cumprir o estágio da faculdade em outro país, onde ela vai residir durante três meses. Depois desse tempo, Laura retornará para a sua cidade natal.

Migração temporária 3. c) Resposta: Migração temporária.

4. No caderno, identifique quais frases da atividade anterior retratam a migração interna e quais estão relacionadas à migração externa. Justifique sua resposta diferenciando esses dois tipos de migração.

4. Resposta: a) e b) Migração interna; c) Migração externa. Comentários nas orientações ao professor

Sugestão de intervenção

• Se os estudantes demonstrarem dificuldade para identificar os tipos de migração, oriente-os a criar uma dramatização encenando situações que representem cada caso. Auxilie-os a elaborar as cenas ou providencie algumas para lerem e representarem. Os demais colegas devem classificar cada cena distinguindo os tipos de migração. Incentive-os a usar a criatividade, envolvendo também a expressão corporal e ocupando todo o espaço destinado à apresentação. Promova um ambiente de respeito, inclusão e descontração. Essa dinâmica pode contribuir para o desenvolvimento da propriocepção.

Respostas

1. e) Oriente-os a comparar as faixas de habitantes dos estados mencionados para concluírem a resposta da questão. Auxilie-os a compreender e analisar as razões para os diferentes índices demográficos.

4. Comente que a migração interna ocorre dentro de um mesmo país e pode ser entre cidades, estados e regiões. Já a migração externa ocorre entre países.

5. a) Resposta: Migração interna permanente, pois se deslocou do estado de Pernambuco para o estado de São Paulo, estabelecendo-se ali de forma definitiva.

5. Leia a seguir o depoimento de um migrante. Depois, converse com os colegas e o professor para responder às questões.

Brasileiros na Hospedaria: Relatos orais – a voz dos que migraram

[…] Antônia Rosendo de Araújo nasceu em Barreiros, Pernambuco, em 1935. Migrou para São Paulo em 1954. […]

Antônia: De São Paulo se ouvia o seguinte, que era a terra onde ganhávamos dinheiro, que tudo era fácil, então o nordestino por falta de trabalho lá, sua ansiedade era vir a São Paulo para trabalhar, ter uma vida melhor. E assim, naqueles anos, ou seja, naquela época que nós ouvíamos falar de São Paulo, eu achei que tudo era verdade […]

BRASILEIROS na hospedaria: relatos orais – a voz dos que migraram. Museu da Imigração do Estado de São Paulo, 21 out. 2020. Disponível em: https://museudaimigracao.org.br/blog/conhecendo-o-acervo/ brasileiros-na-hospedaria-relatos-orais-a-voz-dos-que-migraram. Acesso em: 11 jul. 2025.

a ) Quais são os lugares de origem e de destino mencionados no texto?

5. a) Resposta: O lugar de origem é o Nordeste e o lugar de destino é São Paulo.

b ) Quais foram as principais razões que motivaram esse deslocamento?

5. b) Resposta: A busca por trabalho e melhores condições de vida.

c ) No lugar onde você mora, existem migrantes de outros estados ou de outras regiões do Brasil? Conte aos colegas.

5. c) Resposta pessoal.

Caso os estudantes não saibam a resposta, incentive-os a perguntar aos familiares ou responsáveis ou a fazer uma pesquisa na internet com o auxílio deles.

6. Observe a charge a seguir.

ARIONAURO

6. a) Resposta: A charge indica as desigualdades social e espacial. Enquanto há pessoas que vivem em moradias de melhor qualidade, outras vivem em lugares inadequados, em moradias precárias e improvisadas, sem acesso a serviços essenciais.

ARIONAURO. Desigualdade social. Arionauro Cartuns, 3 jun. 2016. Disponível em: http://www. arionaurocartuns.com.br/2016/06/ charge-desigualdade-social.html. Acesso em: 15 jun. 2025.

a ) Qual é a principal mensagem transmitida pela charge?

b ) Como essa charge representa um sério problema vivido por parte da população brasileira?

6. b) Resposta nas orientações ao professor

c ) Qual é o principal fator responsável pela desigualdade social em nosso país?

6. c) Resposta: A desigual distribuição da renda entre a população brasileira.

5. Objetivo

• Analisar um caso de migração e compará-lo com a realidade em que vive.

Sugestão de intervenção

• Se possível, apresente aos estudantes o site do Museu da Imigração do estado de São Paulo, em que é possível acessar textos, imagens e vídeos sobre migrações internas e externas. Explore com eles o blog do museu, no qual é possível acessar várias histórias e informações interessantes, por meio da referência a seguir. CONHECENDO o acervo. Museu da Imigração. Disponível em: https://museudaimigracao. org.br/blog/conhecendo-o -acervo. Acesso em: 5 set. 2025.

6. Objetivo

• Analisar as desigualdades sociais da população brasileira.

Sugestão de intervenção

• Promova um debate com base na charge, que critica o problema da desigualdade social, descreva os elementos da ilustração e na interpretação da fala do personagem para auxiliar estudantes com deficiências sensoriais. Se possível, apresente charges semelhantes para que façam análises, assim os estudantes poderão refletir sobre a grande diferença na distribuição de renda e a importância de políticas públicas na área de habitação, educação, saúde e geração de empregos.

04/10/2025 14:50:02

Resposta

6. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes concluam que muitas famílias brasileiras não têm renda suficiente para suprir suas necessidades básicas de alimentação, moradia, vestuário, educação e saúde. Essa reflexão permite desenvolver opinião crítica em relação às desigualdades do país.

OBJETIVOS DA UNIDADE

• Compreender o crescimento das cidades e sua influência na organização do espaço urbano brasileiro.

• Analisar diferentes tipos de interligações de cidades na rede urbana.

• Analisar a importância da mobilidade urbana.

• Refletir sobre o crescimento desordenado das cidades e os problemas socioambientais gerados.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

Oriente os estudantes a observarem a fotografia da página de abertura. Eles devem perceber o contraste entre as construções precárias e os edifícios que aparentam possuir infraestrutura adequada. Incentive-os a compartilhar suas percepções e resgate de conhecimentos prévios. A análise da paisagem retratada na fotografia de abertura servirá como ponto de partida para as reflexões. Organize grupos com quatro ou cinco integrantes e dê a cada grupo uma imagem, previamente selecionada, que retrata condições semelhantes, mostrando a desigualdade de condições relacionadas à infraestrutura e aos serviços essenciais. Promova um diálogo entre os membros de cada grupo sobre suas observações e peça que as apresentem para os colegas. Conduza os comentários de modo a evitar julgamentos e estereótipos e informe-os de que todos os seres humanos têm direito a moradias dignas, educação, saúde, entre outros serviços, independentemente de suas condições econômicas. Oriente-os a produzir legendas sobre o assunto para cada imagem. Fixe as imagens e legendas em papel kraft e exponha em uma das paredes da sala de aula.

A URBANIZAÇÃO NO BRASIL 5

BNCC

Podemos observar muitas diferenças entre os bairros das cidades brasileiras. Em alguns deles, há transporte coletivo, postos de saúde, escolas e praças. Em outros, faltam ruas pavimentadas, rede de esgoto, espaços de lazer e outros serviços. A diferença nos tipos de moradias também é visível em alguns locais, como no exemplo retratado na fotografia.

• Esta unidade desenvolve as habilidades EF05GE03 , EF05GE04, EF05GE08 e EF05GE09 da BNCC, ao abordar as formas, funções e representações das cidades (por meio de mapas temáticos, imagens de satélite etc.), além das suas transformações e relações espaciais. Também contempla as habilidades EF05GE11 e EF05GE12 da BNCC, ao identificar problemas ambientais nos centros urbanos e conhecer o papel dos órgãos públicos e canais de participação social na promoção da qualidade de vida.

• Esse estudo também contempla o tema contemporâneo transversal Educação em direitos

humanos da BNCC, ao incentivar a reflexão sobre a acessibilidade e a promoção de uma sociedade mais justa e inclusiva, com foco especial no município em que os estudantes vivem.

• As atividades de abertura do capítulo favorecem o uso de conhecimentos historicamente adquiridos para explicar a realidade, a reflexão e o exercício da oralidade. Os estudantes também reconhecem potenciais melhorias para o município, exercitando o pensamento autônomo e crítico e considerando aspectos como as desigualdades e os direitos humanos. Essa proposta contempla aspectos das Competências gerais 1, 2, 4, 9 e 10, da BNCC.

Paisagem da cidade de Salvador, na Bahia, em 2024.
JOÁ

1. 2. 3.

1 a 3 Respostas e mais informações sobre a condução das páginas de abertura nas orientações ao professor

Cite elementos da paisagem que diferenciam os bairros retratados na fotografia. Comente uma semelhança e uma diferença entre o seu bairro e as áreas mostradas na imagem.

O que poderia ser feito na área urbana do município em que você vive para torná-la um lugar melhor para viver?

04/10/2025 14:47:14

Respostas

1. Os estudantes podem notar a diferença entre as construções – prédios altos de um lado e casas simples e aglomeradas do outro. Também podem observar a presença ou ausência de outros elementos da infraestrutura urbana, como áreas verdes e espaços de lazer. Esses elementos também podem motivar discussões sobre as condições e a qualidade de vida.

2. Resposta pessoal. Os estudantes podem associar ou diferenciar o bairro no qual moram com base em elementos observáveis da paisagem retratada na fotografia, como prédios com boa infraestrutura, ruas pavimentadas e área verde, ou, ao contrário, áreas sem calçamento, com casas sem acabamento, muito próximas umas das outras e sem área verde e de lazer. Também podem explorar características das condições e da qualidade de vida. Aqueles que não habitam as cidades, podem explorar diferenças entre a infraestrutura e a vida urbana e as características e condições de suas comunidades.

3. Resposta pessoal. Os estudantes podem mencionar melhorias como mais áreas verdes, coleta de resíduos, calçamento e trânsito nas ruas, acesso a serviços de transporte, segurança, escolas e lazer, como parques, praças, entre outras questões pertinentes.

BNCC

• Ao observar e comparar os mapas históricos desta página, assim como, inferir sobre eles em relação ao crescimento das cidades em diferentes épocas, é possível desenvolver aspectos da habilidade EF05GE09.

Explore os mapas da página 100 e enfatize as diferenças na divisão política de cada um deles. Auxilie os estudantes a perceberem o aumento na quantidade de cidades com mais de 100 mil habitantes nos diferentes períodos e os estados que apresentam maior concentração de pessoas. Explique a eles que o processo de urbanização promoveu o aumento populacional tanto de cidades do interior quanto das capitais, além de incentivar o surgimento de novas cidades.

• Oriente-os a observar e calcular quantos anos transcorreram entre um mapa e outro e a identificar a quantidade de cidades maiores com mais de 100 mil habitantes ao longo desse período. Peça aos estudantes que façam pesquisas no site do IBGE disponível em: retirar os epaços e reaplicar o link https://ftp.ibge.gov.br/ Estimativas_de_Populacao/ Estimativas_2025/ estimativa_dou_2025.pdf

Acesso em: 27 set. 2025, para encontrarem cidades com mais de 100 mil habitantes, além das capitais estaduais. Solicite que anotem pelo menos uma de cada estado.

12 ORGANIZAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

No decorrer do tempo, a organização interna do território que compreende o país em que vivemos foi moldada como uma maneira de lidar com o crescimento da população, por meio de incentivos à ocupação de áreas ainda não po-

voadas e ao desenvolvimento de atividades produtivas.

O progresso da indústria e a intensa migração de pessoas do campo para as áreas urbanas impulsionaram, entre outras consequências, o rápido crescimento de cidades com mais de 100 mil habitantes, sobretudo entre as décadas de 1940 e 2010. Observe nos mapas desta página a expansão urbana verificada no Brasil nesse período. Depois, analise as paisagens de algumas cidades em cada época.

Brasil: cidades com mais de 100 mil habitantes (1940)

Brasil: cidades com mais de 100 mil habitantes (1980)

Brasil: cidades com mais de 100 mil habitantes (2010)

Fontes de pesquisa: SANTOS, Milton; SILVEIRA, Maria Laura. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001. p. XLVI, XLVIII. CENSO Demográfico 2010. IBGE. Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/pesquisa/censo-demografico/ demografico-2010/inicial. Acesso em: 17 jul. 2025.

A.
B.
C.

B.

Na década de 1940, a maioria das cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes localizava-se nas proximidades do litoral, em decorrência do histórico processo de colonização.

Paisagem da cidade de Salvador, na Bahia, em 1940.

Entre 1960 e 1980, houve intenso crescimento populacional, motivado pelas diversas políticas de desenvolvimento e integração do interior do país, sobretudo relacionadas à indústria.

Paisagem da cidade de Manaus, no Amazonas, em 1987.

A. Palmas, no Tocantins, é a capital estadual mais recente do Brasil, tendo sido instituída em 1989. É a menos populosa do país; contudo, foi a que apresentou crescimento mais rápido na primeira década do século 21. C.

Paisagem da cidade de Palmas, no Tocantins, em 2022.

1. De acordo com o primeiro mapa da página anterior, em qual área do território brasileiro estava localizada a maior parte das cidades com mais de 100 mil habitantes em 1940?

1. Resposta: Na área localizada nas proximidades do litoral.

2. E no mapa que se refere a 2010, é possível notar alguma mudança na distribuição das cidades com essa característica? Explique sua resposta no caderno.

2. Resposta: Sim, muitas cidades com 100 mil habitantes se desenvolveram nas áreas interioranas do país. No entanto, a ocupação da porção litorânea foi ainda mais intensificada.

04/10/2025 14:47:18

• Nas atividades 1 e 2, é possível analisar se os estudantes identificaram, por meio da análise dos mapas, quais são as áreas de maior concentração de cidades maiores no território brasileiro e as mudanças que ocorreram com o passar dos anos. Caso eles tenham dificuldade, uma opção é apresentar fotografias de aéreas noturnas, sendo possível visualizar espaços com mais luminosidade e outros com menos.

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

SANTOS, Milton; SILVEIRA, Maria Laura. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 4. ed. Rio de Janeiro: Record, 2002. Esse livro trata dos espaços luminosos e dos espaços opacos, ou seja, “que mais acumulam densidades técnicas e informacionais, ficando assim mais aptos a atrair atividades com maior conteúdo em capital, tecnologia e organização. Por oposição, os subespaços onde tais características estão ausentes seriam espaços opacos”.

BNCC

• Ao analisarem as fotografias de diferentes cidades em anos distintos, as atividades 1 e 2 contemplam as habilidades EF05GE08 e EF05GE09 da BNCC.

AVALIANDO

Objetivo

• A atividade 3 permite avaliar se os estudantes reconhecem as características de formação e expansão urbana.

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes tenham dificuldades para interpretar o texto, leia com eles e apresente-lhes novas fotografias. Incentive-os a se lembrarem do bairro em que moram, dê exemplos de bairros novos e até mesmo de lugares para onde a cidade, em seu município, esteja se expandindo. Isso contribuirá para a compreensão do conteúdo, sobretudo por se relacionar com o espaço vivido.

Para complementar o trabalho com as páginas 102 e 103, leia o texto a seguir a respeito da elaboração de mapas com base em imagens de satélite.

As imagens de satélite e a produção dos mapas Interpretar fotografias ou imagens é identificar objetos nelas representados e dar um significado a esses objetos. Assim, quando identificamos e traçamos rios e estradas, ou delimitamos uma represa, a área ou mancha urbana corresponde a uma cidade, uma área de cultivos etc., a partir da análise de uma imagem ou fotografia, estamos fazendo a sua interpretação.

[...]

É mais fácil interpretar imagens coloridas do que em preto e branco, porque o olho humano distingue cem vezes mais cores do que tons de cinza.

[...]

AS CIDADES BRASILEIRAS AO LONGO DO TEMPO

3. Resposta: Sim. Os estudantes podem citar trechos como “Os bairros começavam com poucas casas em ruas de terra.” e “Com a concentração de pessoas, chegava o comércio: a padaria, a farmácia, o açougue, a barbearia, o bar.”

a seguir. Depois, responda à questão.

[...] Os bairros começavam com umas poucas casas em ruas de terra. Depois, instalavam a rede de energia elétrica. Com a concentração de pessoas, chegava o comércio: a padaria, a farmácia, o açougue, a barbearia, o bar. Uma linha de ônibus passava a servir os moradores.

No começo se utilizava água de poço, e a água suja das casas ia para uma fossa ou escorria pelas ruas. Depois, vinha a canalização de água, e cada morador passava a receber água tratada. A água usada nas casas também era canalizada, formando-se a rede de esgoto. A rede de distribuição de água, a rede de esgoto e a coleta de lixo mantinham o bairro limpo e saudável. [...]

É possível afirmar que esse texto descreve o crescimento dos bairros de uma cidade? Cite algum trecho que confirme sua resposta.

Vimos nas páginas anteriores que, com o passar do tempo, a urbanização gerou mudanças na organização territorial do Brasil. Esse processo ocorreu em razão da criação de novas cidades e do crescimento dos municípios existentes, por meio do aumento da população, das atividades econômicas e da implantação ou ampliação de redes de serviços de infraestrutura.

Assim, em função do tamanho, pode-se distinguir uma residência de uma indústria, uma área industrial de uma residencial, grandes avenidas de ruas de tráfego local, um sulco de erosão de uma voçoroca, uma agricultura de subsistência de uma agricultura comercial etc.[...] estradas e rios são facilmente identificados pela sua forma linear (e curvilínea), as construções como casas, prédios de apartamentos costumam ter formas regulares e bem definidas (quadrados e retângulos), campos de futebol (retangular), as áreas de cultivo caracterizam-se pela sua forma geométrica, mais comumente retangular, ou em faixas, e as áreas de culturas irrigadas por sistemas de pivô central apresentam formas circulares.

FLORENZANO, Teresa Gallotti. Imagens de satélite para estudos ambientais. São Paulo: Oficina de Textos, 2002. p. 41, 43, 46.

3. Leia o texto
RODRIGUES, Rosicler Martins. Cidades brasileiras: do passado ao presente. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2013. p. 41.
Pessoa idosa lembrando da cidade ao longo do tempo.

Alguns dos recursos que nos permitem analisar essas transformações e as consequências delas para as paisagens de cidades brasileiras são fotografias aéreas e imagens feitas com auxílio de satélites artificiais.

Geralmente, em imagens de satélite que mostram algum município, as áreas urbanas aparecem em tons de cinza ou bege, enquanto as áreas rurais ou com vegetação nativa são vistas em tons de verde ou marrom.

Observe a seguir as transformações verificadas na área urbana do município de Curitiba.

Imagem feita com auxílio de satélites artificiais evidenciando a área urbana do município de Curitiba, no Paraná, em 1985.

Imagem feita com auxílio de satélites artificiais evidenciando a área urbana do município de Curitiba, no Paraná, em 2020.

4. Observe as datas das imagens de satélite. De quantos anos foi o intervalo entre elas?

5. De acordo com a imagem de satélite, explique o que ocorreu com a mancha da área urbana da cidade de Curitiba entre 1985 e 2020.

4. Resposta: O intervalo entre a captura das duas imagens foi de 35 anos. 5. Resposta: A mancha urbana aumentou à medida que a cidade cresceu em extensão. É possível notar que as áreas rurais e de vegetação nativa foram gradualmente urbanizadas, ou seja, foram dando lugar à expansão da cidade.

04/10/2025 14:47:21

Na atividade 4, ao observarem as imagens de satélite e as transformações das paisagens na página 103, auxilie os estudantes a identificarem os elementos em cada uma das imagens mostradas. Peça-lhes que identifiquem a área construída (espaço urbano) na cor acinzentada e descrevam as principais diferenças observadas entre as imagens de 1985 e 2020, assim como nas transformações ocorridas na paisagem das fotografias.

BNCC

Este estudo contempla a habilidade EF05GE08 da BNCC, pois instiga os estudantes a analisarem as mudanças ocorridas nas cidades com o passar dos anos por meio de imagens de satélites. Ao promover a comparação das imagens, desenvolve-se a Competência específica de Geografia 4 da BNCC.

• Ao trabalhar o assunto das páginas 104 e 105, enfatize que a troca e o deslocamento de pessoas, de produtos e de serviços estão no centro da inter-relação entre as cidades pequenas, médias e grandes. Questione-os sobre a relação entre o município onde eles vivem e as cidades vizinhas, que podem ser pequenas, médias ou grandes e os motivos dessa inter-relação.

BNCC

• Ao trabalhar a hierarquia urbana nas páginas 104 e 105, contemplam-se as habilidades EF05GE03 , EF05GE04 e EF05GE09 da BNCC.

Peça aos estudantes que acessem o mapa clicável indicado nesta página e conheçam a função das cidades

AS CIDADES SÃO DIFERENTES E ESTÃO INTERLIGADAS

MAPA CLICÁVEL: FUNÇÃO DAS CIDADES

As cidades podem ser muito diferentes, em função de fatores como tamanho, principais atividades econômicas realizadas e características culturais da população. Observe as fotografias a seguir para conhecer alguns exemplos.

As cidades pequenas costumam ter população de até 100 mil habitantes. As médias ficam, em geral, entre 100 mil e 500 mil habitantes. Já as consideradas grandes são aquelas com mais de 500 mil habitantes. Geralmente, quanto maior a cidade, maior a extensão da área urbana dela.

Cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, com cerca de 900 mil habitantes, em 2023.

Algumas cidades se estruturam em função do turismo. Outras são importantes centros de comércio ou abrigam muitas indústrias. Existem aquelas que se desenvolvem em razão da existência de um porto importante. Há também as que se destacam em mais de um desses setores.

Praia na cidade de Maceió, em Alagoas, em 2025.

Nas paisagens das cidades, é possível encontrar elementos culturais da população, como os estilos das construções, as tradições culinárias e as festas típicas. Algumas se caracterizam pelo encontro de muitas culturas, abrigando pessoas vindas de diferentes partes do Brasil e do mundo.

Construções ao estilo alemão na cidade de Campos do Jordão, em São Paulo, em 2024.

AS CIDADES DEPENDEM UMAS DAS OUTRAS

As cidades se relacionam. Estão interligadas por redes de transporte e comunicação e estabelecem relações de influência entre si. De acordo com o tamanho e a importância de uma cidade, portanto, ela pode exercer mais ou menos influência sobre outras. A existência dessas conexões possibilita classificá-las de acordo com a influência, o que chamamos de hierarquia urbana. Observe a seguir um exemplo disso.

Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 174.

Cândido Sales, com cerca de 25 mil habitantes, é uma cidade pequena localizada no estado da Bahia. Os moradores dela ocasionalmente se dirigem a Vitória da Conquista, que tem cerca de 371 mil habitantes, para fazer compras ou usufruir de serviços de saúde ou de educação.

Pelas mesmas razões, mas também para trabalhar, estudar ou mesmo embarcar em um avião para outros estados, pessoas que vivem nessas duas cidades eventualmente se deslocam até Salvador, capital da Bahia, que é uma cidade grande, com aproximadamente 2,4 milhões de habitantes. Observe a localização dessas cidades no mapa anterior. Paisagem da

6. O que é hierarquia urbana? Registre sua resposta no caderno.

6. Resposta nas orientações ao professor

04/10/2025 14:47:29

Resposta 6. Espera-se que os estudantes respondam que hierarquia urbana é a relação de influência que as cidades exercem umas sobre as outras. Se necessário, utilize exemplos que envolvam o município em que vivem e as cidades vizinhas ou outras que exerçam influência regional.

• Explique aos estudantes que uma cidade média geralmente exerce influência sobre uma cidade pequena. Já uma cidade grande exerce influência sobre ambas. De acordo com a hierarquia entre elas, podemos afirmar que a cidade grande dispõe de mais recursos e oferece mais serviços, seguida pela média e pela menor, respectivamente.

AVALIANDO

Objetivo

• A atividade 6 permite avaliar se os estudantes compreenderam as principais características da hierarquia urbana.

Sugestão de intervenção

• Caso tenham dificuldades para identificar essas características, dê exemplos próximos da realidade deles. Utilize a cidade do município onde residem para auxiliar nessa compreensão. Peça que observem atentamente as atividades econômicas e questione-os sobre onde seus familiares realizam a maior parte das atividades do dia a dia, se necessitam ou não recorrer a serviços e produtos de municípios vizinhos e se esses municípios são maiores ou menores do que aqueles onde vivem.

OCEANO ATLÂNTICO 40º O
Vitória da Conquista
Cândido Sales Bahia
Bahia: divisão política (2023)
cidade Cândido Sales, na Bahia, em 2019.

• A atividade 7 permite os estudantes a compreenderem que as cidades são diferentes, a exemplo das descrições sobre Guarani, Ubá e Juiz de Fora, localizadas no estado de Minas Gerais. Aproveite o momento para fazer uma pesquisa onde moram. Desse modo, os estudantes também valorizam o município ao conhecê-lo melhor, refletindo sobre as características da cidade onde vivem, as semelhanças e as diferenças quando comparadas às cidades descritas na atividade.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

Proponha um trabalho integrado com o componente curricular de História para a realização da atividade 8 Nela, os estudantes são instigados a refletir a respeito das transformações que aconteceram na cidade onde vivem por meio de uma entrevista com uma pessoa próxima, que ao relatar suas experiências e perspectivas individuais contribuirá de modo enriquecedor para os registros históricos. Após o término das entrevistas, proponha uma roda de conversa incentivando cada um a falar um pouco dessa experiência e dos conhecimentos adquiridos. Esse exercício possibilita a valorização das particularidades existentes na cidade onde moram.

Caso os estudantes vivam no espaço rural, peça que analisem o espaço urbano do município em que vivem.

Respostas

7. b) Verifique se os estudantes identificaram características da cidade onde moram, como a quantidade de habitantes, a presença de indústrias, a necessidade ou não de recorrer a outras cidades em busca de trabalho, produtos ou serviços etc., e relacionam a uma cidade pequena ou grande.

7. André e Julia moram em diferentes cidades de uma mesma região. Leia a seguir as características de cada uma delas. Depois, responda às questões no caderno.

André mora na cidade de Guarani, em Minas Gerais, que tem aproximadamente 8 mil habitantes. Quando ele precisa de atendimento médico específico, desloca-se para o município de Ubá, que fica a cerca de 40 km de distância. Por causa da falta de oportunidades de emprego, vários moradores de Guarani trabalham em Juiz de Fora.

Julia mora na cidade de Juiz de Fora, que também fica em Minas Gerais e tem cerca de 541 mil habitantes. Nela há várias indústrias, alguns shopping centers e diversas atividades comerciais. Também há hospitais com muitas especialidades médicas, assim como universidades, que recebem estudantes de vários municípios da região.

a ) De acordo com os relatos, a cidade onde André mora é considerada pequena, média ou grande? E a cidade em que vive Julia?

b ) As características da cidade onde você mora são mais semelhantes às da cidade onde vive André ou daquele em que Julia reside? Dê alguns exemplos.

c ) Produza um pequeno texto, como o de André e o de Julia, contando as características da cidade onde você mora.

7. b) e c) Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

8. Para conhecer as características e as transformações que aconteceram na cidade onde mora, entreviste uma pessoa próxima a você que viva no local há bastante tempo. Faça perguntas como as que estão indicadas a seguir e anote as respostas no caderno.

8. a) a c) Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

a ) Aproximadamente quantos habitantes existiam na cidade quando você se mudou para ela?

b ) Quais serviços havia na cidade nesse período?

c ) Quais transformações você percebeu na paisagem da cidade durante o tempo transcorrido?

7. a) Resposta: André mora em uma cidade pequena; Julia, em um município grande.

c) Oriente-os durante a produção de seus textos

Indique alguns elementos que devem constar no texto, como quantidade de habitantes da cidade onde moram; suas características comerciais; pontos turísticos; e indústrias, se houver.

8. Incentive os estudantes a aproveitarem esse momento da entrevista para conhecerem um pouco mais a história da cidade em que vivem. Ressalte que, se a entrevista for feita com algum vizinho ou outra pessoa que não faça parte da família do estudante, é importante que ele esteja acompanhado de um familiar ou responsável ao realizá-la.

BNCC

• O trabalho de análise de diferentes recursos (fotos e textos), assim como a produção de texto sugerida permite aos estudantes reconhecerem e estabelecerem hierarquias urbanas no lugar em que vivem, desenvolvendo a habilidade EF05GE09 da BNCC.

• A atividade 7 estimula os estudantes a utilizarem seus conhecimentos, a reflexão e a análise crítica para reconhecer características do município e partilharem informações por meio de uma produção textual, desenvolvendo aspectos das Competências gerais 1, 2 e 4, da BNCC.

Cidade de Guarani, em Minas Gerais, em 2020.
Cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 2022.

13

A EXPANSÃO DAS CIDADES E OS PROBLEMAS URBANOS

A intensa migração de pessoas do espaço rural para o urbano, o que causou aumento natural da população dessas áreas, contribuiu para o rápido crescimento de muitas cidades brasileiras.

Segundo o Censo de 2022, aproximadamente 87% da população brasileira vive em cidades. Isso significa que, de cada 100 brasileiros, 87 moram em cidades e apenas 13 no campo.

Muitas dessas cidades não estavam preparadas para receber esse grande número de pessoas e passaram a crescer desordenadamente. Sem a infraestrutura necessária para atender a toda a população, principalmente na oferta de serviços essenciais, muitos problemas começaram a surgir.

1. As fotografias a seguir retratam exemplos de problemas urbanos. Observe-as e, no caderno, relacione cada uma ao texto correspondente da página seguinte.

A.

B.

Metrô chegando à estação na cidade de São Paulo, em 2023.

• Antes de responderem à questão 1 proposta na página, oriente-os a observar atentamente alguns detalhes nas fotografias mostradas. Descreva os elementos que contextualizam os fatos para auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão na composição mental dos problemas urbanos retratados.

AVALIANDO

Objetivo

• A atividade 1 permite avaliar se os estudantes compreenderam que o crescimento das cidades de forma desordenada causa problemas sociais e ambientais.

Sugestão de intervenção

• Peça-lhes que descrevam oralmente a paisagem representada nas fotografias e pergunte se há semelhanças ou diferenças em comparação com o lugar onde vivem. Pergunte também quais seriam as autoridades locais, estaduais e nacionais responsáveis por tratar dessas questões e se elas estão atuando ou pelo menos propondo melhorias.

BNCC

Pessoas aguardando na fila para agendamento de consulta médica na cidade de Ubá, em Minas Gerais, em 2024.

04/10/2025 14:41:45

• O estudo sobre A expansão das cidades e os problemas urbanos favorece o desenvolvimento da habilidade EF05GE03 da BNCC ao tratar dos problemas urbanos e da falta de preparação das cidades para receber a população que migra do campo. O assunto desta página também propicia um trabalho com a habilidade EF05GE12 da BNCC, de modo complementar, por meio de uma investigação sobre como as autoridades locais atuam em relação ao crescimento desordenado das cidades.

• Solicite que leiam em voz alta as legendas que devem ser relacionadas às imagens das páginas 107 e 108

• Exponha alguns problemas urbanos e sociais presentes no espaço em que estão inseridos, perguntando se já os haviam percebido antes. Saliente que o estudo do tema A expansão das cidades e os problemas urbanos nos leva a perceber as características e transformações do lugar em que vivemos.

• Oriente os estudantes, com o apoio de um familiar ou responsável, a utilizarem recursos tecnológicos, como computador, tablet ou smartphone, para pesquisar, em sites confiáveis, exemplos de problemas na área urbana da capital do estado onde vivem. Em sala de aula, peça que compartilhem as informações em um debate e verifiquem, em conjunto, se esses problemas também estão presentes no município onde residem. Incentive-os a propor soluções para as questões identificadas. Caso o município em que os estudantes morem seja a própria capital, pergunte se já observaram esses problemas nos locais que costumam frequentar.

Moradias precárias construídas em local inapropriado na cidade do Rio de Janeiro, em 2021.

2.

Vendedor ambulante na praia no município de Aracaju, em Sergipe, em 2024.

A falta de investimentos em moradias adequadas e a baixa renda da população levam muitas famílias a morarem em locais inadequados, como encostas de morro e margens de rios. Muitas dessas áreas não contam com serviços de água tratada e encanada nem com coleta de esgoto.

1. A ineficiência na oferta de transportes coletivos, como ônibus, metrôs e trens, gera diversos problemas ao deslocamento da população, entre eles a superlotação dos transportes e o congestionamento.

A oferta dos serviços de educação e saúde não é suficiente para atender às necessidades da população de maneira satisfatória. A falta de investimentos nessas áreas gera filas para a disputa de vagas em creches e escolas e para atendimento médico.

3. Em muitas cidades, não há vagas de trabalho o bastante para a população urbana que precisa de emprego. Com isso, muitas pessoas ficam desempregadas. Sem renda para o sustento familiar, passam a trabalhar informalmente, como vendedores ambulantes, guardadores de carro etc.

4. 1. Resposta: A – 2; B – 3; C – 1; D – 4.

C.
D.

A MOBILIDADE URBANA E SEUS DESAFIOS

Mobilidade urbana envolve a maneira como a população se locomove nas cidades, seja a pé, seja utilizando algum meio de transporte.

A maioria das grandes cidades brasileiras não tem planejamento adequado que favoreça o deslocamento das pessoas no trânsito. Consequentemente, surgem congestionamentos nas vias públicas e superlotação dos transportes coletivos.

Congestionamento de trânsito no centro da cidade de São Paulo, em 2024.

Agora, observe o esquema a seguir, que utiliza a cidade de São Paulo como exemplo, e converse com os colegas e o professor sobre a ideia que ele transmite em relação à importância do transporte coletivo.

Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

Comparação entre transporte coletivo e transporte individual

Número de pessoas transportadas em um ônibus.

Esse tipo de ônibus comporta 48 passageiros sentados, mas, incluindo passageiros em pé, pode transportar até 70 pessoas.

Carros ocupados pelo mesmo número de pessoas.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Trânsito (CET) de São Paulo, nessa cidade os automóveis são ocupados, em média, por 1,2 pessoas, ou seja, cada veículo transporta menos de 2 pessoas.

04/10/2025 14:41:50

• Chame a atenção dos estudantes para a quantidade de automóveis que se observa na imagem apresentada. Explique a eles que os automóveis são os principais emissores de gases poluentes, causando impactos negativos ao meio ambiente e à saúde da população nas cidades.

ATIVIDADE EXTRA

• Organize os estudantes em grupos para pesquisarem como ocorre a mobilidade urbana em sua cidade. Auxilie-os a elaborar cartazes com as informações coletadas, incluindo fotografias ou desenhos, e frases de conscientização e de proposta para melhorar a mobilidade urbana da cidade. Incentive-os a utilizar diferentes tipos de letras na organização das informações, tornando os cartazes mais atrativos e criativos. Para finalizar, peça-lhes que o apresentem aos colegas e que o fixem em um mural para que a comunidade escolar tenha acesso a eles e possa refletir sobre a situação da mobilidade urbana da cidade.

• Na atividade 2, leve os estudantes a pensarem em soluções para diminuir a circulação de carros em uma cidade grande, bem como em uma média e em uma pequena. Se encontrarem dificuldades, comente que nas grandes há mais opções de transporte, como ônibus e metrôs, enquanto nas médias é favorável a locomoção de bicicletas e ônibus, e nas pequenas é possível percorrer muitos trajetos a pé ou de bicicleta.

• Na atividade 3, diga que quanto menos automóveis houver nas ruas, menor será a quantidade de poluentes liberados, além de diminuir o trânsito, principalmente, nas maiores cidades.

• Após a descoberta do diagrama da atividade 5, pergunte aos estudantes se usam bicicleta. Nesse caso, destaque os itens de proteção, sobretudo o capacete, e alerte-os a se locomoverem de bicicleta sempre com a supervisão dos familiares ou responsáveis.

• Peça aos estudantes que acessem o infográfico clicável indicado nesta página e conheçam os meios de transportes sustentáveis. Respostas

2. Espera-se que os estudantes concluam que, ao utilizarem transporte coletivo, 70 pessoas se deslocam ocupando muito menos espaço pelas ruas da cidade, fazendo o trânsito fluir melhor.

4. É importante que os estudantes identifiquem as condições dos transportes públicos no local em que vivem, a fim de perceberem que nem todos os ônibus transportam uma quantidade elevada de pessoas, como no exemplo do esquema.

BNCC

2. Por meio da comparação observada no esquema da página anterior, o que podemos concluir sobre o impacto do uso de transporte coletivo ou individual na mobilidade urbana?

2. Resposta nas orientações ao professor.

3. Por que investir em meios de transporte coletivos contribui para melhorar a mobilidade da população nos centros urbanos? Anote a resposta no caderno.

4. Em sua opinião, por que muitas pessoas preferem usar o transporte individual, ou seja, um veículo particular, a utilizar o transporte coletivo?

Pense nisso tomando como exemplo o lugar onde você vive. Converse com os colegas sobre o assunto.

4. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

Para amenizar o problema da mobilidade urbana, muitas medidas podem ser adotadas. Entre elas, podemos citar o aumento do número de veículos para o transporte público, a redução do valor das passagens, a diversificação dos tipos de transportes oferecidos à população, a expansão das linhas de ônibus ou metrôs, e a criação de corredores exclusivos para a circulação de transportes coletivos em vias públicas, a fim de agilizar o deslocamento.

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: MEIOS DE TRANSPORTES SUSTENTÁVEIS

Faixas exclusivas para o deslocamento de ônibus urbano na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, em 2025.

5. Siga as coordenadas do diagrama a seguir e descubra um tipo de meio de transporte.

3. Resposta: Ao ocupar menos espaço transportando grupos numerosos, o

Meio de transporte 12345

Letra Número

A TO CLE DA TA ME

B CA LEBI CA CI

B3 + B5 + A2 + A4

transporte coletivo torna o trânsito mais eficiente e se constitui como uma alternativa para melhorar a mobilidade urbana.

a ) Em sua opinião, por que esse meio de transporte pode ajudar a melhorar o deslocamento das pessoas nas cidades? Explique sua resposta aos colegas.

5. a) Resposta: Bicicleta. Comentários nas orientações ao professor

5. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes concluam que as bicicletas, embora sejam transportes individuais, ocupam bem menos espaço que outros veículos, comprometendo menos o trânsito. Além disso, não são poluentes. Reforce que o ideal é que as pessoas que utilizam bicicletas se desloquem nas ciclovias ou nas vias sinalizadas para esse tipo de veículo, além da importância do uso de equipamentos de proteção adequados, sobretudo capacete.

Objetivo

• A atividade 3 permite avaliar se os estudantes percebem a importância dos transportes coletivos e que eles devem oferecer boas condições para a população.

Sugestão de intervenção

• Nas atividades das páginas 109 e 110, sobre a mobilização urbana, os estudantes desenvolvem a habilidade EF05GE12 da BNCC, identificando e propondo soluções para os problemas do local onde vivem.

• Se os estudantes não compreenderem completamente o assunto, pergunte se já usaram transporte coletivo e o que acharam dele (apertado, confortável, demorado, rápido, caro etc.). Anote as respostas e avalie se os comentários estão de acordo com o local onde vivem.

AVALIANDO

TODOS TÊM O DIREITO DE IR E VIR

A mobilidade urbana envolve todos os cidadãos. Desse modo, é necessário que os órgãos responsáveis pela administração pública promovam a acessibilidade e assegurem esse direito.

A acessibilidade refere-se a condições e possibilidades de acesso aos lugares. São adaptações feitas em edifícios públicos, meios de transporte, mas também em sistemas de informação e comunicação. Dessa forma, pessoas com algum tipo de deficiência ou com mobilidade reduzida têm as condições necessárias para frequentar os espaços e utilizar os serviços do município, como bibliotecas, praças, restaurantes, teatros etc. Cada um de nós, exercendo nossa cidadania, pode reivindicar aos governantes que esse direito seja garantido.

1. Junte-se ao professor e aos colegas para fazerem uma visita guiada a um lugar público do município, que tenha algum potencial cultural ou ambiental, como museu, biblioteca, centro cultural, cinema ou mesmo um parque ou jardim botânico. Nessa visita, além de explorar e ampliar seus conhecimentos, vocês podem conferir as condições de acessibilidade do lugar. O professor pode agendar com antecedência essa visita para que vocês sejam recebidos e guiados a fim de explorar devidamente o lugar. Observem os espaços, façam perguntas e tirem dúvidas. Verifiquem se o lugar oferece rampas de acesso, elevadores, sinalização para deficientes visuais (informações em braile, piso tátil etc.), banheiros adaptados, entre outros itens de acessibilidade. Depois, na sala de aula, elaborem um texto coletivo sobre o que observaram, conheceram e aprenderam. Se for o caso, reivindiquem melhorias na acessibilidade do lugar.

1. Respostas e comentários nas orientações ao professor

Respostas

1. Resposta pessoal. Caso seja possível realizar a atividade 1, providencie a autorização dos familiares ou responsáveis para a saída com os estudantes da escola. Solicite o apoio da equipe pedagógica, providencie o meio de transporte e o auxílio de outros funcionários para acompanhá-los. Certifique-se de que o trajeto não ofereça nenhum risco aos estudantes. Lembre-se de garantir a acessibilidade daqueles com necessidades especiais. Agende a visita antecipadamente, planejando o potencial cultural ou ambiental a ser explorado no lugar, seja um museu, centro

04/10/2025 14:42:05

cultural, biblioteca municipal, cinema ou parque e jardim botânico. Antes da visita, oriente os estudantes sobre as regras do lugar. Façam também uma lista de perguntas ou itens de acessibilidade que podem ser observados no lugar. No retorno, promova uma conversa e incentive-os a produzir um texto conclusivo sobre essa atividade. Se for o caso, escrevam uma carta reivindicando melhorias na acessibilidade ou, caso contrário, um texto que parabenize o exemplo que pode servir de referência para outros espaços públicos do município.

• Explique aos estudantes que a mobilidade urbana é para todos e deve envolver a acessibilidade para pessoas com deficiência física, visual ou auditiva, pessoas idosas e outros indivíduos. Existem equipamentos e construções adaptados para isso, o que é possível por meio de planejamento dos órgãos públicos.

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

BERNARDO, Sergio R. V. Mobilidade Urbana e Direito à Cidade. Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, 18 set. 2019. Disponível em: https://www.iea. usp.br/midiateca/video/ videos-2018/mobilidade -urbana-e-direito-a-cidade. Acesso em: 5 set. 2025. O debate contribui para ampliar seus conhecimentos sobre a importância da mobilidade urbana, bem como o direito ao acesso a espaços urbanos que, em muitos casos, é negado aos cidadãos a fim de privilegiar o desenvolvimento econômico.

BNCC

• O tema apresentado permite aos estudantes o exercício da empatia e respeito ao outro, desenvolvendo autonomia e aspectos da cidadania, proposta que ajuda a mobilizar as Competências gerais 8, 9 e 10, da BNCC.

Pessoa em cadeira de rodas utilizando rampa de acessibilidade em calçada da cidade de Campo Mourão, no Paraná, em 2025.
Pessoa em cadeira de rodas aguardando para embarcar em ônibus na cidade de São Paulo, em 2025.

• Inicie esse tema perguntando aos estudantes se percebem algum problema ambiental ou social no caminho de casa até a escola. Organize-os em grupos, conforme o bairro onde moram. Peça-lhes que desenhem em uma cartolina o caminho de casa até a escola, identificando os problemas ambientais a fim de elaborar uma legenda para cada situação identificada. Se possível, leve para a sala de aula um mapa da cidade dividido por bairros e identifique os locais onde os estudantes indicaram os problemas ambientais. A seguir, exponha o mapa da cidade e os cartazes para localizarem os possíveis problemas identificados. Promova um debate, orientando-os a anotar no caderno os problemas ambientais e sugerir soluções.

• Incentive a participação de todos na questão 6 Leve-os a refletir sobre a responsabilidade de cada cidadão e principalmente dos órgãos e das autoridades que devem, por meios legais, garantir a conservação do meio ambiente. Enfatize que as atitudes sem planejamento adequado ou mesmo a falta de atitudes preventivas podem acarretar sérios riscos às pessoas e à natureza, além de comprometer as gerações futuras. Proponha a produção de uma carta coletiva a fim de reivindicar algumas ações das autoridades locais em prol do meio ambiente, tanto ações preventivas quanto soluções para problemas ambientais já existentes.

BNCC

OS PROBLEMAS AMBIENTAIS NAS CIDADES

O crescimento rápido das cidades em razão do aumento da quantidade de pessoas vivendo nelas tem ocorrido de maneira descontrolada, ocasionando sérios problemas ambientais. Observe a seguir alguns exemplos.

A pavimentação excessiva do solo e o entupimento de bueiros por resíduos sólidos descartados inadequadamente não possibilitam o escoamento adequado de água da chuva. Isso acarreta acúmulo na superfície e, assim, causa enchentes e alagamentos.

Rua

A falta de serviços essenciais adequados, como abastecimento de água, tratamento de esgoto e coleta de resíduos sólidos, gera poluição das fontes de água e aumenta a chance de proliferação de diversas doenças infecciosas.

Esgoto doméstico despejado em rua da cidade de Uruçuí, no Piauí, em 2022.

A poluição atmosférica, causada por veículos automotores e indústrias, torna o ar de muitas cidades brasileiras poluído. Dessa maneira, eleva-se a chance de doenças respiratórias e ocorre aumento de gastos com o sistema de saúde.

Emissão de gases poluentes por indústria na cidade de Caçador, em Santa Catarina, em 2024.

6. É possível observar esses problemas no município em que você vive? Quais? Converse sobre isso com os colegas.

6. Resposta pessoal. Promova uma conversa entre os estudantes partindo da observação do lugar em que vivem.

• O tema abordado nas páginas 112 e 113 desenvolve a habilidade EF05GE11 da BNCC, uma vez que os estudantes analisam problemas ambientais em seu local de vivência, e a habilidade EF05GE12 da BNCC, pois são levados a identificar os órgãos públicos e suas responsabilidades sociais.

• Nessas páginas, os temas relacionados aos problemas ambientais do local onde vivem favorecem o desenvolvimento dos aspectos das Competências gerais 1, 2, 4 e 7 e da Competência específica de Geografia 6, da BNCC.

inundada pela enchente do Rio Negro na cidade de Manaus, no Amazonas, em 2021.

CUIDANDO DO MEIO AMBIENTE URBANO

Os problemas ambientais nas cidades brasileiras podem ser amenizados por ações do poder público e por atitudes individuais e coletivas. Para garantir a qualidade do ambiente e da vida nos espaços urbanos, alguns fatores são essenciais, como os citados a seguir.

• Existência de espaços verdes, como parques e matas urbanas, para proporcionar lazer à população e melhorar o escoamento de água e a qualidade do ar nas cidades.

Área verde na cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, em 2023.

• Adoção de atitudes individuais que contribuam para a qualidade ambiental, como descartar resíduos sólidos corretamente (separando-os para reciclagem), economizar água e energia, e dar preferência a meios de transporte públicos ou não poluentes, como as bicicletas.

Ciclovia na cidade de Curitiba, no Paraná, em 2025.

7. No caderno, liste algumas atitudes que podem ser adotadas pela população para conservar a qualidade ambiental nas cidades.

7. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor.

BNCC

04/10/2025 14:42:17

• Os temas relacionados aos cuidados com o meio ambiente favorecem o desenvolvimento dos aspectos da Competência específica de Geografia 6 da BNCC, ao expor a importância das práticas individuais ecologicamente corretas no dia a dia. Também desenvolve o tema contemporâneo transversal Educação Ambiental

• Retome com os estudantes a unidade anterior, comentando as cores das lixeiras destinadas a tipos diferentes de resíduos.

• Explique que os resíduos sólidos devem ser descartados nas lixeiras, caso contrário podem entupir bueiros e causar enchentes.

• O texto a seguir pode ampliar o conhecimento sobre a importância das ações humanas e suas interferências ambientais.

[...] Os espaços não devem ser vistos de forma estanque, quer a nível de município, bairro, estado ou país, pois são espaços que dependem entre si e se entregam. A interligação e a integração surgem quando se realiza a leitura do espaço humanizado e organizado pelo homem. É o homem que para suprir necessidades ou melhorar a sua produção/troca estabelece relações e organiza as interligações desejadas ou necessárias.

[...]

ALMEIDA, Rosângela Doin de; PASSINI, Elza Yasuko. O espaço geográfico: ensino e representação. 4. ed. São Paulo: Contexto, 1992. p. 46. (Repensando o ensino).

AVALIANDO

Objetivo

• A atividade 7 permite avaliar se os estudantes compreendem a importância de cuidar do meio ambiente. Sugestão de intervenção

• Diga que várias atitudes podem ser adotadas para conservar a qualidade ambiental nas cidades. Comente com os estudantes que, além de separar os resíduos sólidos para reciclagem, eles podem usar o transporte coletivo ou a bicicleta em vez de se locomoverem em transporte automotivo individual, se possível. Em casa, eles podem economizar tanto água quanto energia elétrica ao fechar a torneira enquanto escovam os dentes, quando se ensaboam no banho ou lavam a louça, ao aproveitar a luz natural dos cômodos e apagar as lâmpadas quando elas não forem necessárias.

OBJETIVOS

• Analisar a acessibilidade no espaço urbano do município onde vive.

• Refletir, elaborar e comunicar possibilidades de melhoria na qualidade de vida das pessoas que dependem das adaptações para acessar determinados locais.

1. CONHECENDO O PROBLEMA

• Incentive os estudantes a debaterem o tema perguntando se a acessibilidade realmente atende a todos. Leve-os a refletir sobre os locais que conhecem, a fim de identificar se eles são acessíveis ou não para determinadas pessoas, além de pensar em como isso impacta a vida de quem não consegue acessar tais locais. Comente com os estudantes que as calçadas devem ser bem construídas, com rampas para pessoas com dificuldades de locomoção, pessoas em cadeira de rodas e pessoas com carrinho de bebê, por exemplo. Diga também que as calçadas devem ter pisos táteis e semáforos que emitem sons, a fim de atender às necessidades de pessoas com deficiência visual.

• Se for necessário, apresente-lhes a história em quadrinhos da Turma da Mônica, que aborda a acessibilidade. Disponível em: https://www.riograndetem.com.br/wp-content/ uploads/2020/07/monica_ acessibilidade.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.

• Ao longo deste volume são abordados diversos temas que incentivam os estudantes a compreenderem melhor o mundo e a desenvolverem a capacidade de atuar nele de maneira consciente, buscando transformá-lo com base em conhecimentos científicos e suas relações com a sociedade. A acessibilidade, em especial, os aspectos que favorecem o direito de ir e vir e a reflexão a respeito

COLETIVAMENTE

Acessibilidade para todos

Conhecendo o problema 1

O trabalho com esta seção favorece o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Educação em direitos humanos

1. a) e b) Respostas pessoais. O objetivo destas questões é refletir sobre a acessibilidade nos espaços urbanos e desenvolver a empatia dos estudantes em relação às dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Observe atentamente as fotografias a seguir.

As cenas anteriores retratam situações vividas por muitas pessoas com deficiência física ou com dificuldades temporárias de deslocamento.

a ) O que as situações mostradas nas fotografias significam para uma pessoa que necessita de cadeira de rodas, muletas, andadores ou tenha qualquer outro tipo de mobilidade reduzida para se deslocarem?

Converse com os colegas e pensem nas dificuldades enfrentadas por esses indivíduos.

b ) Esse tipo de problema ocorre no lugar em que vocês vivem?

De acordo com a Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, no Brasil, a acessibilidade garantida em locais públicos é obrigatória. No entanto, ainda há lugares em que faltam adaptações para garantir o acesso de todos ou, nos casos em que elas existem, não estão adequadas.

Crianças discutindo sobre a acessibilidade.

das garantias a esses direitos no lugar em que os estudantes vivem estão entre os temas que merecem destaque em sala de aula.

BNCC

• O estudo sobre a acessibilidade para todos, em que é necessário identificar não apenas a responsabilidade do poder público, mas também a nossa responsabilidade como cidadãos atuantes, contempla a habilidade EF05GE12 da BNCC. Esse estudo também contempla o tema contemporâneo transversal Educação em direitos humanos da BNCC, ao promover a busca pela acessibilidade e pelo direito à cidade. Ao

usarem os conhecimentos historicamente construídos para explicar a realidade, empregarem a análise crítica, exercitarem a empatia e refletirem sobre as desigualdades no acesso à infraestrutura para cadeirantes, considerando aspectos da cidadania e dos direitos humanos, os estudantes desenvolvem as Competências gerais 1, 2, 9 e 10, da BNCC.

Acesso em um lugar público na cidade de Paris, na França, em 2024.
Calçadas de uma rua da cidade de Salvador, na Bahia, em 2021.

Organizando as ideias 2

a ) Formem grupos com mais dois colegas e escolham uma das adaptações de acessibilidade citadas a seguir. Pesquisem e descrevam no caderno como elas podem tornar os lugares acessíveis a todos.

• Pisos táteis.

• Rampas.

• Vagas prioritárias em estacionamentos.

• Elevadores com avisos sonoros e teclas em braile.

• Espaço para cadeiras de rodas em cinemas, teatros e outros lugares com assentos fixos.

• Sanitários adaptados para pessoas com deficiências físicas.

Braile: sistema de escrita em que são utilizados pontos em alto-relevo, para que pessoas cegas ou com baixa visão possam ler por meio do tato.

b ) Com a pesquisa pronta, apresentem o resultado do trabalho do grupo ao restante da turma.

2. a) e b) Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

Buscando soluções 3

a ) Debatam com os colegas sobre o que pesquisaram e, juntos, pensem nos lugares públicos do município onde vivem. Essas adaptações estão presentes neles? São eficientes? Podem ser melhoradas?

b ) Caso não estejam presentes nem sendo eficientes, elaborem uma carta coletiva e enviem para o órgão da prefeitura responsável pelo planejamento urbano, fazendo as reivindicações necessárias. Não deixem de elogiar o que já existe e funciona.

c ) Depois que o texto estiver pronto, façam uma leitura silenciosa e outra em voz alta. Assim, perceberão se há algo que ainda precisa ser melhorado no texto.

d ) Outra possibilidade é convidar um responsável pela organização urbana do município para uma conversa. Com isso, é possível também apresentar a conclusão do estudo e entregar a carta pessoalmente.

3. a) a d) Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor 115

b) Oriente os estudantes na escrita da carta para descreverem soluções que possam melhorar a acessibilidade no município.

c) Após a leitura silenciosa, os estudantes podem ler em voz alta para todos concluírem a carta da melhor forma.

2. ORGANIZANDO AS IDEIAS

Respostas

a) Confira se os estudantes compreenderam que os pisos táteis, os elevadores com avisos sonoros e as teclas em braile colaboram para as pessoas cegas ou com baixa visão se localizarem e desempenharem de forma independente suas atividades; as rampas possibilitam o acesso de pessoas em cadeira de rodas ou com dificuldade de mobilidade; as vagas prioritárias em estacionamentos, os espaços para cadeiras de rodas em cinemas, teatros e outros locais e os sanitários adaptados para pessoas com deficiência física são adaptações que facilitam a locomoção para executarem as atividades do dia a dia nos locais públicos. Se possível, leve os estudantes à sala de informática, caso a escola tenha esse espaço, para pesquisarem essas informações e se certifique de que naveguem em sites confiáveis.

b) Oriente-os a registrar no caderno a importância de cada uma das adaptações e a apresentá-las à turma.

3. BUSCANDO SOLUÇÕES

Respostas

a) O objetivo desta questão é promover a reflexão e o diálogo sobre a acessibilidade no município onde vivem.

04/10/2025 14:42:19

d) A carta pode ser entregue ao responsável convidado, assim os estudantes estarão exercendo uma atitude cidadã, acionando as autoridades para implantar outras ações que melhorem o acesso de todos aos espaços públicos e privados.

VINÍCIUS COSTA/ARQUIVO DA EDITORA

1. Objetivo

• Identificar as transformações que ocorrem nas paisagens ao longo do tempo em função do seu crescimento. Com base na análise das fotografias, os estudantes podem identificar as alterações ocasionadas pela interferência humana em virtude do seu crescimento. Sugestão de intervenção

• Explique que a sociedade molda as paisagens de acordo com suas necessidades, como a ampliação das moradias para atender ao crescimento da população; a abertura de ruas, túneis e pontes para atender ao deslocamento de pessoas e mercadorias; a instalação de iluminação pública, de rede de esgoto, de estabelecimentos comerciais etc.

Respostas

1. c) Espera-se que os estudantes descrevam que os habitantes de cidades médias e pequenas, geralmente, recorrem aos municípios grandes da região em que vivem em busca de vagas de emprego, estabelecimentos comerciais variados e especializados e serviços que não existem ou existem em menor quantidade e variedade no local em que moram, como hospitais e outros serviços médicos, escolas e universidades.

Apoie os estudantes nas explicações particulares do contexto avaliado, tendo como referência os processos trabalhados neste volume, como a migração do campo para a cidade, o desenvolvimento industrial ou de outras atividades produtivas, o incentivo à ocupação de áreas não povoadas e a expansão de cidades para o interior do Brasil.

1. a) Resposta: A cidade cresceu. É possível observar a ampliação da área construída. Os

Escreva as respostas no caderno.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

estudantes podem citar a construção de prédios, ruas e avenidas, a ocupação de outras áreas com moradias e a retirada de vegetação.

1. Observe as fotografias a seguir. Elas mostram a cidade do Rio de Janeiro em épocas diferentes. Depois, responda às questões no caderno.

a ) O que aconteceu com a cidade do Rio de Janeiro no período entre a fotografia A e B? Cite ao menos duas transformações.

b ) De acordo com o Censo de 2022, na cidade do Rio de Janeiro havia 6,2 milhões de habitantes. Com essa população, como o município pode ser classificado?

1. b) Resposta: O Rio de Janeiro pode ser classificado como uma cidade grande.

c ) Descreva exemplos de influências que alguns municípios grandes exercem sobre cidades médias e pequenas da região em que estão localizados, em relação à economia, ao comércio e aos serviços de educação e saúde.

1. c) Resposta nas orientações ao professor

A.
B.
Praia de Botafogo, na cidade do Rio de Janeiro, em 1890.
Praia de Botafogo, na cidade do Rio de Janeiro, em 2020.

2. A: Possível resposta: O excesso de resíduos sólidos descartados indevidamente pelas pessoas ou a falta de coleta adequada polui um bairro da cidade de Londrina, no Paraná, em 2025.

d ) Procure por fotografias que mostrem a cidade do município em que você vive ou algum município dos arredores da comunidade no século passado. Compare-a com a situação atual e liste as mudanças observadas. O que explica essas diferenças? A cidade escolhida é considerada, hoje, pequena, média ou grande?

1. d) Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

2. Observe as fotografias a seguir e, no caderno, crie uma legenda para cada uma delas, descrevendo o problema urbano enfrentado pela população.

2. C: A falta de transporte público eficiente causa filas de espera e superlotação na cidade de Fortaleza, no Ceará, em 2022.

2. B: A falta de um sistema de saúde adequado e o tempo de espera para atendimento médico em unidades básica de saúde resultam em filas extensas na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo, em 2019.

Cidade de Fortaleza, no Ceará, em 2022.

a ) Com os colegas, identifiquem se esses problemas urbanos ocorrem na cidade onde moram ou em algum município das proximidades. Listem os motivos que, na opinião de vocês, causam essas situações.

2. a) Comentário sobre a atividade nas orientações ao professor.

3. Em sua opinião, existem problemas relacionados à mobilidade urbana no município onde você mora? Converse com os colegas sobre isso.

3. Resposta pessoal. Espera-se que estudantes identifiquem os problemas relacionados à mobilidade urbana do município. Auxilie-os na identificação dessas situações.

2. Objetivo

• Identificar diferentes problemas urbanos, produzir legendas e refletir sobre as suas possíveis causas.

Sugestão de intervenção

• Organize os estudantes em duplas ou trios e entregue a eles imagens, previamente selecionadas, que retratem problemas urbanos — de preferência, observados no próprio bairro ou município. Peça que reflitam sobre as possíveis causas desses problemas e, em seguida, as apresentem para a turma, que poderá contribuir com ideias para chegar a conclusões mais completas. Registre as causas na lousa, construindo colaborativamente uma lista. Se considerar pertinente, solicite que, para cada causa e problema identificados, também proponham possíveis soluções.

3. Objetivo

• Identificar no município onde vivem problemas relacionados à mobilidade urbana.

Sugestão de intervenção

• Se possível, faça uma caminhada com os estudantes pelo bairro da escola ou programe um trabalho de campo pelo centro da cidade. Antes, porém, comunique a equipe pedagógica, providencie autorização dos responsáveis por escrito, transporte e membros da comunidade escolar que possam auxiliar para garantir a segurança dos estudantes. Estabeleça regras e sugira o uso de calçados e trajes apropriados, assim como o uso de bonés e filtro solar. Convide-os a observar e a discutir problemas de mobilidade nos arredores da escola e o que poderia ser feito para resolvê-los. De volta à sala de aula, peça a eles que elaborem um texto coletivo sobre o que observaram e o copiem no caderno.

Respostas

1. d) Auxilie os estudantes de maneira que, caso não encontrem a fotografia no site da cidade, busquem, com a supervisão

de um adulto, em outros sites, por meio de pesquisas na internet. Caso necessário, peça a eles que procurem registros fotográficos públicos ou particulares ou ainda relatos na comunidade ou de parentes próximos, como avôs, avós, tios e tias. Uma referência importante para explorar imagens e a história das cidades é o portal IBGE Cidades (Disponível em: https:// cidades.ibge.gov.br/. Acesso em: 5 set. 2025) na aba História & Fotos. Utilize o campo pesquisar para digitar o nome do município que pretende trabalhar. Nesse

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mesmo portal os estudantes podem verificar a quantidade de habitantes e fazer a classificação da cidade como pequena, média ou grande, conforme o critério de população.

2. Espera-se que os estudantes reconheçam problemas urbanos comuns relacionados à moradia, à mobilidade, à poluição e à má qualidade de serviços públicos, e que pensem sobre as causas deles. Auxilie-os a identificar essas situações.

A.
C.
B.
Cidade de Londrina, no Paraná, em 2025. Cidade de Maceió, em Alagoas, em 2025.

OBJETIVOS DA UNIDADE

• Compreender a relação entre aspectos naturais e atividades agrícolas no Brasil.

• Identificar as atividades agrícolas brasileiras e a incorporação da tecnologia nessas práticas.

• Analisar a atividade extrativista no Brasil e valorizar a exploração sustentável.

• Analisar as atividades industriais no Brasil e as mudanças nessa produção, de acordo com o desenvolvimento tecnológico.

• Identificar a influência da tecnologia nas atividades cotidianas e refletir nesse aspecto.

• Identificar as diferentes fontes de energia utilizadas em nosso dia a dia e reconhecer sua importância.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

Instrua os estudantes a observarem atentamente as fotografias A e B. Incentive-os a identificar as tecnologias presentes nas atividades cotidianas retratadas e a refletir sobre como essas tecnologias contribuem para o desenvolvimento de diferentes tarefas e transformam o espaço em que vivemos.

Provoque a análise crítica, perguntando: “O que vocês percebem ao observarem as duas imagens?”; “Como o uso das tecnologias impacta as atividades representadas?”; “De que maneira as tecnologias estão presentes no dia a dia?”.

Em seguida, organize a sala de aula em círculo e conduza uma roda de conversa, em que os estudantes possam compartilhar observações, ideias e opiniões sobre o tema de forma respeitosa e colaborativa. Acolha todas as contribuições com atenção e faça intervenções pontuais e estratégicas para orien-

UNIDADE6 TRABALHO E TECNOLOGIA NO BRASIL

AA tecnologia no Brasil e no mundo está cada vez mais aprimorada, tanto nas atividades agrícolas quanto nas industriais. Isso permite aperfeiçoar a produção, aumentando a eficiência e reduzindo custos e tempo de trabalho, e, principalmente, melhorar a qualidade dos produtos e alimentos.

tar a conversa de forma construtiva. Atividades que envolvem a organização corporal no espaço, como formações em círculo e rodas de conversa, contribuem para o desenvolvimento da propriocepção.

BNCC

• Esta unidade desenvolve aspectos das habilidades EF05GE05 e EF05GE06 da BNCC, ao incentivar os estudantes a identificarem o impacto da tecnologia em diferentes tipos de trabalho desenvolvidos pelo ser humano, bem como na transformação dos meios de transporte. Ao tratar dos

Colheita mecanizada de milho na área rural do município de Chapadão do Céu, em Goiás, em 2024.

tipos de fonte de energia e seus efeitos no meio ambiente, também se desenvolve a habilidade EF05GE07 da BNCC.

• Os temas relacionados ao trabalho e à tecnologia no Brasil favorecem o desenvolvimento dos aspectos das Competências gerais 1, 2, 4, 5, 6, 9 e 10 e das Competências específicas de Geografia 1 e 2 da BNCC.

• No decorrer da unidade, são trabalhados os temas contemporâneos transversais Trabalho e Ciência e tecnologia da BNCC.

Como a tecnologia está sendo utilizada nas fotografias A e B?

1. 2. 1 e 2. Respostas e mais informações sobre a condução das páginas de abertura nas orientações ao professor

Pense em diferentes atividades do seu dia a dia, em casa, na escola ou em momentos de lazer. Depois, diga aos colegas como a tecnologia está presente em algumas dessas atividades.

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

TEMPOS modernos, de Charlie Chaplin. Estados Unidos, 1936 (86 min).

Para contribuir com seu conhecimento, assista ao filme Tempos modernos, de Charlie Chaplin, lançado em 1936. O longa-metragem faz uma crítica à modernidade capitalista da época,

Profissional em laboratório de análise de produtos, em indústria de cosméticos, na cidade de São José dos Campos, em São Paulo, em 2022.

Respostas

1. Em relação à fotografia A, espera-se que identifiquem o uso das máquinas agrícolas para a realização da colheita do milho, dispensando o trabalho de muitos lavradores e representando a automação no setor agroindustrial. Já a fotografia B retrata a modernização das técnicas laboratoriais, evidenciada pela utilização de equipamentos modernos e de alta precisão na análise de produtos, demonstrando os avanços tecnológicos no setor industrial ou científico. Caso haja na turma estudantes cegos ou com baixa visão, faça a mediação descritiva das imagens, detalhando os elementos visuais relevantes para facilitar a compreensão das cenas retratadas.

2. Leve os estudantes a identificarem a presença da tecnologia em suas atividades cotidianas. Caso tenham dificuldades, dê exemplos, como o uso de computador, das inteligências artificiais, do videogame e da televisão. Oriente-os a refletir sobre os momentos em que se deslocam de casa até a escola, as tecnologias presentes no ambiente escolar e o processo de produção dos alimentos que consomem, com o objetivo de reconhecerem a tecnologia envolvida em diferentes aspectos da vida diária.

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ilustrando o modo de produção fordista, quando se iniciava uma nova sociedade com inovações tecnológicas, o que se configurava contraditório, assim como ocorre nos tempos atuais. Se considerar pertinente, apresente aos estudantes alguns trechos do filme ou algumas cenas.

• Oriente os estudantes a explorarem o esquema ilustrado com fotografias. Descreva-o para auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão na compreensão, relação e construção de imagens mentais. Peça-lhes que escolham outro produto, seja da agricultura ou da pecuária, seja do extrativismo, a fim de explicar, com base no exemplo, o caminho percorrido por esse produto até chegar à mesa do consumidor.

• Explique que alguns produtos podem ser transportados diretamente do campo para os consumidores, uma vez que serão usados no modo como são extraídos ou cultivados na natureza, como frutas, verduras e legumes.

• Verifique o que os estudantes sabem a respeito da importância da agricultura para as pessoas e da relação entre o solo e os alimentos que consumimos diariamente. Permita a todos que se manifestem e reconheçam como a agricultura é importante para a sociedade e por que é necessário aliar a produção agrícola à conservação ambiental. Não elimine hipóteses ou ideias equivocadas dos estudantes, considerando que elas servirão para a abordagem final do conteúdo, assim todos poderão retomar suas teorias para chegar a outras conclusões a respeito das atividades agrícolas no Brasil e da importância delas para as pessoas.

• Comente que o Brasil é um dos maiores exportadores de grãos e produtos agrícolas do mundo. Entre os principais cultivos, estão a soja, o milho, a cana-de-açúcar e o café.

ATIVIDADES AGRÍCOLAS NO BRASIL 14

A agricultura, a pecuária e o extrativismo compõem o conjunto de atividades denominado setor primário da economia. Essas atividades são responsáveis pela produção de alimentos e também de matérias-primas usadas na indústria.

Observe a seguir um exemplo de como a atividade agrícola pode gerar matéria-prima para diferentes finalidades.

Matérias-primas: produtos usados na fabricação de outros produtos.

A cana-de-açúcar é cultivada e colhida.

3.

Colheita da cana-de-açúcar no município de Ivinhema, no Mato Grosso do Sul, em 2024.

2.

A cana é descarregada e processada para a extração do caldo.

4.

Essa matéria-prima é utilizada na indústria, em usinas de açúcar e etanol (álcool).

Usina de açúcar e álcool (etanol) no município de Tanabi, em São Paulo, em 2023.

Caminhão carregado de cana-de-açúcar chegando em usina no município de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, em 2019.

Portanto, a cana-de-açúcar é a matéria-prima utilizada na fabricação de dois importantes produtos do dia a dia dos brasileiros: o açúcar e o etanol (álcool).

Café sendo adoçado com açúcar.

Abastecimento de veículo com etanol (álcool) em posto de combustível.

1. Observe os objetos que você leva todos os dias para a escola. Algum deles foi produzido com uma matéria-prima proveniente de atividades do setor primário? Qual?

1. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar o lápis e o caderno (papel), produzidos a partir da madeira etc.

2. Com os colegas, façam uma lista desses materiais e anotem no caderno as matérias-primas e os produtos derivados delas.

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem, com base em conhecimentos prévios, matérias-primas que compõem produtos como roupas (algodão), lápis (madeira), borracha (látex), entre outros que são de seu uso diário.

ATIVIDADE EXTRA

• Uma sugestão para auxiliar no desenvolvimento do conteúdo é organizar previamente algumas fichas com nomes de matérias-primas, em quantidade suficiente para cada estudante. Para isso, deposite as fichas em uma caixa e inicie uma conversa sobre o setor primário. Em seguida, instrua um estudante por vez a retirar uma ficha da caixa para falar em voz alta o nome da

• As atividades 1 e 2 possibilitam aos estudantes que relacionem o conteúdo com a realidade em que vivem. Em caso de dificuldades, organize uma visita ao laboratório de informática com os estudantes e oriente uma pesquisa na internet sobre algumas imagens que retratem objetos do cotidiano deles e suas respectivas matérias-primas, facilitando, assim, a compreensão do tema.

matéria-prima e citar pelo menos um produto derivado dela. Se algum deles apresentar dificuldades, incentive-o a solicitar auxílio aos colegas, que devem fazer questionamentos e proposições. Anote as informações na lousa e promova um debate com base nas falas dos estudantes. Para finalizar, oriente a turma a copiar no caderno as informações anotadas na lousa.

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CLIMA E AGRICULTURA

As atividades do setor primário são influenciadas por fatores ambientais, como o tipo de clima, de relevo e de solo e a disponibilidade de água. Desse modo, para o desenvolvimento da maior parte das atividades agrícolas, é fundamental conhecer as características dos fatores ambientais existentes no lugar. Observe exemplos de como o clima influencia a prática agrícola no Brasil.

O trigo é uma espécie de planta que não se adapta bem a climas quentes e muito chuvosos, mas tolera baixas temperaturas. Seu cultivo se desenvolve melhor em áreas com pouca chuva e temperaturas inferiores a 18 °C. No Brasil, em geral, é cultivado na Região Sul durante o inverno, o período mais seco e frio do ano.

Plantação de trigo pronta para colheita, em área rural do município de Salto do Jacuí, no Rio Grande do Sul, em 2024.

O café é um cultivo que se adapta melhor a climas mais quentes, sem ocorrência de temperaturas extremas e com chuvas bem distribuídas durante o ano. É uma cultura pouco tolerante ao frio, e pode ser muito prejudicada em áreas de ocorrência de geada

Lavoura de café no município de São Roque de Minas, em Minas Gerais, em 2022.

Geada: fenômeno caracterizado pela formação de uma camada fina de gelo sobre superfícies em noites muito frias, geralmente durante o inverno.

3. Em duplas, pesquisem na internet, com a supervisão do professor, três tipos de lavouras e os climas mais favoráveis ao cultivo delas. Anote as informações no caderno e apresente-as, lendo as informações aos colegas e ao professor.

3. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

Resposta

3. Oriente os estudantes a pesquisarem informações em sites confiáveis, como o da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Disponível em: https://www.embrapa.br/. Acesso em: 5 set. 2025. Em cada região do Brasil há uma Embrapa especializada na agricultura local. Outra sugestão é o site do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Disponível em: https:// www.gov.br/agricultura/pt-br. Acesso em: 5 set. 2025.

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• Aproveite o conteúdo e a atividade desta página como uma oportunidade de conferir como os estudantes compreenderam as características dos tipos de clima (estudados na unidade 2), a fim de esclarecer possíveis dúvidas.

• Para auxiliar na atividade 3, anote as informações na lousa de acordo com a apresentação dos estudantes. Para finalizar, leiam as informações coletadas e verifiquem quais tipos de lavouras são comuns na região onde moram e como o clima influencia seu cultivo.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• Apresente aos estudantes algumas manchetes de jornal, que deverão ser lidas e interpretadas, sobre a relação entre clima e agricultura da região ou do município onde vivem. Atividades como esta favorecem o trabalho articulado com o componente curricular de Língua Portuguesa. Com essa manchete, a turma conhecerá sucintamente o assunto que será abordado em uma reportagem. Portanto, as habilidades de interpretação e de produção de texto sintético serão aprimoradas. Além disso, o assunto pode tratar de questões locais, o que o torna ainda mais significativo para os estudantes.

• Comente com os estudantes que as propriedades rurais são classificadas em latifúndio e minifúndio com base na sua extensão territorial. Os latifúndios são propriedades rurais de grande extensão e geralmente desenvolvem monocultura ou pecuária. Já os minifúndios são menores e, em geral, desenvolvem a policultura. Explique que os latifúndios geralmente empregam tecnologias, pois neles são cultivadas vastas extensões de terra cujos proprietários têm condições de investir nelas. Por outro lado, nos minifúndios costumam predominar as práticas tradicionais, considerando que os pequenos proprietários, em geral, não têm condições de investir em tecnologia. Ressalte que não se trata de uma regra, pois as tecnologias de produção agrícola podem ser aplicadas também nas pequenas propriedades e os latifúndios podem ter mais de um cultivo ou mais de um tipo de pecuária.

BNCC

• O estudo da influência da tecnologia na produção e nas transformações das atividades agrícolas contempla a habilidade EF05GE05, a Competência geral 5 e desenvolve a Competência específica de Geografia 4 da BNCC.

Peça aos estudantes que acessem o infográfico clicável indicado nesta página e conheçam os tipos de cultivos que envolvem o campo sustentável

A TECNOLOGIA A SERVIÇO DAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS

Ao longo do tempo, o desenvolvimento de tecnologias possibilitou a prática agrícola mesmo diante de condições desfavoráveis de clima, relevo e tipo de solo. Isso resultou em aumento da produtividade. Observe alguns exemplos.

Produtividade: produção que se obtém de acordo com as condições disponíveis de espaço, tempo e implementos (máquinas, ferramentas etc.).

Os sistemas de irrigação artificial captam água de alguma fonte, como rio, poço ou represa, e a transportam até a área de plantio. Assim, o solo é irrigado em áreas onde a chuva não é suficiente para aquele cultivo.

Sistema de irrigação utilizado em plantação de milho no município de Cristalina, em Goiás, em 2024.

Em algumas propriedades, atividades como arar o solo, plantar e colher são realizadas com o auxílio de maquinários (tratores, colheitadeiras etc.) equipados com alta tecnologia. Essas máquinas são programadas para realizar várias tarefas, o que torna as atividades mais rápidas e produtivas.

Colheitadeira utilizada em colheita de soja no município de Uberlândia, em Minas Gerais, em 2025.

4. Relacione, no caderno, cada frase a seguir aos exemplos de tecnologia nas práticas agrícolas retratados nas fotografias desta página.

a ) Proporciona aumento da produtividade em uma área cultivada ao ser empregada, principalmente, no plantio e na colheita.

b ) Permite o plantio em áreas com ocorrência de pouca chuva.

4. Resposta: Espera-se que os estudantes relacionem os sistemas de irrigação (fotografia A) à tecnologia que permite plantar em áreas com pouca chuva; e o uso de maquinários modernos (fotografia B) ao aumento da produtividade no cultivo.

A.
B.
ADRIANO KIRIHARA/PULSAR

CONTRASTES TECNOLÓGICOS NO CAMPO

A introdução de tecnologias no campo se intensificou no Brasil a partir da década de 1970, mas não substituiu integralmente práticas tradicionais, ainda desenvolvidas em muitos lugares.

Desse modo, podemos dizer que o espaço rural brasileiro apresenta contrastes em relação ao nível tecnológico encontrado em diferentes propriedades. As fotografias a seguir retratam alguns exemplos.

da terra para o plantio com uso de arado manual puxado por bois no município de Buíque, em Pernambuco, em 2023.

da terra para o plantio com uso de arado mecânico puxado por trator no município de Aldeias Altas, no Maranhão, em 2022.

5. Observando as fotografias de A a D, identifique quais exemplos mostram práticas tradicionais e quais mostram uso de tecnologias modernas.

6. Forme dupla com um colega e pesquisem outros tipos de equipamentos e/ou maquinários usados na agricultura ou na pecuária que ajudam a melhorar a produtividade. Procurem informações como: o nome do equipamento, sua função e de que forma ele contribui para aumentar a produção.

6. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

5. Resposta: Tradicionais: A e C; Modernas: B e D. Comentários nas orientações ao professor

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes não alcancem o objetivo, mostre a eles imagens, providenciadas com antecedência, de equipamentos que auxiliam na prática da agricultura e da pecuária. Organize-os em grupos, entregue as imagens e peça-lhes que debatam o que sabem acerca de suas finalidades e produzam legendas simples, indicando suas conclusões. Oriente a formação de uma roda de conversa para que apresentem seus trabalhos. Incentive os estudantes a verbalizarem o

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raciocínio e esclareça possíveis dúvidas ou distorções durante as falas. Exponha os trabalhos em local apropriado, para que sejam apreciados por todos.

BNCC

• A comparação e a identificação dos contrastes tecnológicos no campo favorecem o desenvolvimento da habilidade EF05GE05 e das Competências gerais 5 e 6 da BNCC.

• Na atividade 5, observe se os estudantes são capazes de identificar as características das práticas tradicionais e as das práticas tecnológicas. Oriente-os a observar as fotografias, a fim de descrever no caderno o que elas retratam. Descreva de modo detalhado os elementos representados para auxiliar estudantes na execução do que é solicitado na atividade.

Resposta

6. Caso os estudantes sintam dificuldades, forneça uma lista com nomes de equipamentos e maquinários e indique a eles que façam pesquisas direcionadas, garantindo também uma diversidade maior dos itens a serem registrados e a ampliação do conhecimento. Entre os itens da lista, é possível sugerir a colheitadeira e colhedoras, os cultivadores, as semeadeiras, as plantadeiras, as enfardadeiras, os pulverizadores autopropelidos, as forrageiras, as graneleiras, os tanques de resfriamento, os misturadores de ração e as ordenhadeiras.

AVALIANDO

Objetivo

• A atividade 6 tem como objetivo verificar se os estudantes reconhecem os equipamentos e maquinários que contribuem para facilitar o trabalho no campo e aumentar a produtividade nas atividades agrícolas e pecuárias.

Preparo
Preparo
A.
B.
Leite sendo retirado manualmente de vaca no município de São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul, em 2021.
Leite sendo retirado de vaca por ordenhadeira mecânica no estado de Goiás, em 2022.
C.
D.

• Aproveite a discussão sobre extrativismo para aplicar uma atividade com o componente curricular de Ciências, refletindo sobre a importância da preservação dos recursos naturais (como a água, o ar atmosférico e a cobertura vegetal) nas atividades extrativistas e construindo com os estudantes propostas para o consumo mais consciente.

• Promova um debate entre os estudantes para investigar se compreendem que, quando não é praticada de maneira adequada, a atividade extrativa pode causar grandes prejuízos ao meio ambiente. Nesses casos, ela pode desrespeitar a conservação das espécies exploradas ou ser realizada de forma ilegal. Explique aos estudantes que a extração mineral, por exemplo, pode contaminar rios e alterar o relevo, já que, em alguns casos, é necessário escavar grandes áreas para encontrar o minério, o que pode provocar processos de erosão.

• Oriente-os a pesquisar exemplos de atividades extrativistas sustentáveis, realizadas por meio do manejo responsável, que não exaurem os recursos naturais e são desenvolvidas com a devida compensação ambiental, como o reflorestamento, a recuperação de áreas exploradas, entre outros processos. Se considerar pertinente, reforce como os povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e outros grupos tradicionais realizam o extrativismo de forma sustentável e eficiente, especialmente dentro das Reservas Extrativistas. Esses povos usam seus conhecimentos ancestrais para a conservação dos recursos naturais, empregando-os no próprio consumo ou como forma de sustento. É o caso dos seringueiros, dos castanheiros, dos coletores de

A ATIVIDADE EXTRATIVISTA

O extrativismo é uma atividade que extrai da natureza recursos que são matéria-prima de diversos produtos e alimentos. A atividade extrativista pode ser classificada em extrativismo mineral, vegetal e animal. No Brasil, essa atividade é praticada em diversos setores.

A exploração mineral pode ser feita de diferentes formas. O garimpo, realizado com técnicas tradicionais em rios ou barrancos, é comum na busca de ouro e pedras preciosas. Já em áreas com grande extração de minerais, como minério de ferro e bauxita (mineral utilizado para produzir o alumínio), são usadas máquinas e tecnologias modernas para aumentar a eficiência da atividade.

Extração de carvão mineral no município de Siderópolis, em Santa Catarina, em 2025.

A maior parte do extrativismo vegetal no Brasil ocorre em áreas de floresta e explora diversas partes de plantas, como frutos, raízes e folhas. Essa atividade pode ser realizada para fins comerciais ou para atender às necessidades de comunidades tradicionais, geralmente em pequenas quantidades.

Catador de açaí da comunidade ribeirinha de Pupuaí, no município de Carauari, no Amazonas, em 2021.

No Brasil, o extrativismo animal consiste principalmente na pesca de peixes em rios. Também há pesca nos mares, onde, além de peixes, coletam-se frutos do mar, como camarão, ostra e lagosta. Já os caranguejos são coletados em áreas de mangue.

Barco de pesca no município de Guaratuba, no Paraná, em 2025.

açaí, dos piaçabeiros, dos balateiros, dos pescadores, dos extratores de óleo e de integrantes de diversos projetos agroflorestais.

• Converse com os estudantes perguntando se eles e seus familiares consomem no dia a dia algum produto proveniente da atividade extrativa. Peça-lhes que reflitam e verbalizem a resposta e, caso tenham dificuldade em identificar esses produtos, compartilhe alguns exemplos, como castanhas, peixes, mel e produtos fabricados com minerais.

ATIVIDADE INDUSTRIAL NO BRASIL 15

A indústria, atividade importante para o país, faz parte do setor secundário da economia. Seus diversos ramos se encontram distribuídos de maneira desigual pelo território brasileiro e apresentam uma grande variedade de fabricação de produtos. Podem ser classificadas de acordo com o tipo de produto que fabricam. Algumas indústrias são responsáveis pelo fornecimento de matérias-primas ou bens para o processo produtivo de outras indústrias. As indústrias siderúrgicas, que fazem parte das indústrias de base, fornecem barras ou chapas de aço, por exemplo, para indústrias de peças para automóveis. Essas são indústrias de bens intermediários e fabricam portas, para-choques, entre outras peças que compõem carros, motos ou caminhões.

à produção

As indústrias de bens de consumo, por sua vez, produzem bens que são consumidos pela população. Eles podem ser duráveis, como automóveis e eletrodomésticos, ou não duráveis, como alimentos e remédios.

Linha de produção de fábrica de televisores na cidade de Manaus, no Amazonas, em 2024.

1. Qual é a importância das indústrias de base e de bens intermediários para as indústrias que produzem bens de consumo? Converse com os colegas sobre a relação que há entre esses tipos de indústria.

1. Resposta: Espera-se que os estudantes citem que elas produzem matérias-primas e equipamentos que são usados na fabricação dos bens de consumo.

ATIVIDADE EXTRA

• Para esta atividade, que será desenvolvida em grupos, oriente-os a levar uma cartolina e material para recorte (revistas, folhetos de lojas, jornais etc.). Os estudantes devem pesquisar produtos industrializados classificados como bens de consumo duráveis e não duráveis. Em seguida, vão traçar uma linha dividindo a cartolina ao meio, a fim de intitular “Bens de consumo duráveis” em uma parte e “Bens de consumo não duráveis” em outra. Oriente-os a colar as imagens de acordo com os títulos. Essa atividade prática contribui para o desenvolvimento da propriocepção,

04/10/2025 14:38:34

pois exige que os estudantes organizem o espaço da cartolina, façam o controle fino dos movimentos ao manusearem as imagens e utilizem a noção de lateralidade ao posicioná-las corretamente nas colunas. Ao realizarem essas ações de forma consciente, desenvolvem a percepção do próprio corpo no espaço e a coordenação motora fina. Para finalizar, os grupos poderão apresentar e expor os trabalhos produzidos. Para estudantes cegos ou com baixa visão, solicite que indiquem oralmente bens duráveis e não duráveis, auxiliando os colegas na organização do que deve ser procurado nos materiais.

• Para auxiliar no desenvolvimento do tema Atividade industrial no Brasil, reserve a sala de informática, caso haja esse espaço na escola, para os estudantes pesquisarem as indústrias no estado onde vivem. Se não for possível, faça a pesquisa e apresente a eles por meio de um projetor, por exemplo. Essa informação pode ser encontrada no site indicado a seguir. PORTAL da Indústria. Disponível em: https://perfildaindustria. portaldaindustria.com.br/. Acesso em: 6 set. 2025. Basta escolher o estado para acessar os principais setores industriais e as respectivas porcentagens de produção, além de visualizar o porte dessas indústrias.

• Caso os estudantes tenham dificuldade em responder à questão 1 , leve para a sala de aula exemplos de matérias-primas e insumos que as indústrias de base e intermediárias produzem que são usados na fabricação dos bens de consumo.

Indústria de recapagem de pneus para carretas e caminhões na cidade de Bauru, em São Paulo, em 2019.
Indústria siderúrgica destinada
de aço na cidade de Pindamonhangaba, em São Paulo, em 2022.

• Explique aos estudantes que a inserção de tecnologias na atividade industrial, embora tenha aumentado a produtividade e modernizado os processos, também contribuiu, de certa forma, para o desemprego estrutural e, em muitos casos, para o crescimento da informalidade no mercado de trabalho.

BNCC

• O estudo das páginas 126 e 127, sobre os contrastes no uso de tecnologias em diferentes setores da indústria brasileira, desenvolve a habilidade EF05GE05 , além de aspectos das Competências gerais 5 e 6 e da Competência específica de Geografia 3 da BNCC.

OS AVANÇOS TECNOLÓGICOS NA PRODUÇÃO INDUSTRIAL BRASILEIRA

No Brasil, o processo de industrialização se desenvolveu a partir da primeira metade do século 20. Inicialmente, as indústrias brasileiras eram pouco desenvolvidas e não tinham grande expressão na economia do país.

Após a década de 1930, as atividades industriais se diversificaram e se fortaleceram, principalmente nas décadas de 1970 e 1980, passando por transformações proporcionadas por investimento em avanços tecnológicos. No entanto, atualmente, existem muitos contrastes em relação ao uso de tecnologias em diferentes setores da indústria brasileira. Observe alguns exemplos a seguir.

As indústrias que utilizam tecnologias tradicionais apresentam elevado emprego de trabalho manual e, em geral, dedicam-se à fabricação de bens de consumo não duráveis. São exemplos as indústrias de calçados, de confecção e de alguns tipos de alimentos.

têxtil na cidade de Toritama, em Pernambuco, em 2025.

As indústrias que empregam tecnologias modernas, em geral, contam com máquinas e sistemas automatizados, sendo voltadas para a fabricação de grandes quantidades de produtos de forma mais ágil. Como exemplos, temos as indústrias de automóveis, maquinários agrícolas, papel e embalagens e as petroquímicas.

Indústria de álcool na cidade de Cambé, no Paraná, em 2020.

Indústria

As indústrias de tecnologia de ponta geralmente contam com altos investimentos financeiros e dedicam-se a pesquisas e inovações, como as indústrias de informática e de medicamentos.

Indústria de medicamentos na cidade de São Paulo, em 2021.

2. Escreva no caderno exemplos de cada tipo de indústria mostrado nessa página e na página anterior que atuam em seu município, no município vizinho ou em seu estado, caso existam. Se necessário, peça ajuda aos familiares ou responsáveis ou faça uma pesquisa na internet com a supervisão deles.

2. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes a encontrarem os tipos de indústria do município, de um município vizinho ou de outras partes do estado, caso existam.

A PRODUÇÃO DE AUTOMÓVEIS NO PASSADO E NO PRESENTE

A indústria de automóveis no Brasil está entre as mais importantes desde o início da industrialização até os dias de hoje. As transformações da indústria se refletiram na geração de empregos e nos meios de transporte em nosso país. No século 20, as indústrias automobilísticas utilizavam o sistema de linha de montagem em série. Esse sistema funcionava por meio de esteiras que movimentavam os automóveis para que um ou mais operários fossem responsáveis por uma etapa da linha de montagem. Nessa época, vários funcionários eram necessários para a montagem de um único automóvel.

A partir das décadas de 1970 e 1980, embora as linhas de montagem tenham se mantido, robôs industriais passaram a substituir operários em determinadas atividades. Então, a automação, ou a substituição do trabalho humano por máquinas, passou a ser uma tendência na indústria automobilística e em outros setores industriais.

ATIVIDADE EXTRA

• Ainda sobre o boxe complementar desta página, realize a seguinte atividade.

1. Com base nos exemplos anteriores, responda no caderno.

a) Quanto tempo se passou entre o registro das duas fotografias?

Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que se passaram 46 anos.

b) Que exemplo de tecnologia introduzida na indústria é evidenciado nas fotografias?

Possível resposta: A introdução de robôs para realizar atividades antes feitas por trabalhadores humanos nas linhas de montagem.

c) De que forma essa tecnologia influenciou o modo de produção dos automóveis?

Possível resposta: O processo passou a ser mais automatizado, eficiente e rápido, mas empregando proporcionalmente menos trabalhadores.

• Explique aos estudantes que atualmente, apesar do desenvolvimento tecnológico, muitas indústrias ainda empregam práticas antigas, envolvendo grande quantidade de trabalhadores e extensas jornadas de trabalho.

• Organize os estudantes em círculo para debaterem a importância das indústrias de tecnologias tradicionais, as modernas e as tecnologias de ponta.

• Se possível, exponha alguns produtos regionais aos estudantes, questionando-os a respeito das respectivas matérias-primas e sua origem: animal, mineral, vegetal ou produzida em laboratório.

• Aproveite o desenvolvimento da atividade 2 e solicite aos estudantes que pesquisem na internet, com o auxílio de familiares ou responsáveis, quais produtos são fabricados na região, bem como a importância disso para a população local.

• A leitura do boxe proposto nesta página pode complementar a aprendizagem dos estudantes a respeito da evolução dos meios de transporte ao longo do tempo. Promova a leitura compartilhada do texto e descreva os elementos presentes nas fotografias para auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão na composição das imagens e na compreensão do conteúdo.

04/10/2025 14:38:39

BNCC

• O trabalho com esta página desenvolve as habilidades EF05GE05 e EF05GE06 da BNCC, pois os estudantes serão capazes de identificar e relacionar algumas transformações da indústria automobilística com a inserção de novas tecnologias, o que consequentemente se refletiu nos meios de transporte no Brasil ao longo das últimas décadas.

Indústria automobilística na cidade de São Paulo, em 1972.
Indústria automobilística na cidade de São José dos Pinhais, no Paraná, em 2024.

• Se houver um museu ou centro cultural no município é uma ótima oportunidade para os estudantes verificarem a evolução dos aparelhos. Programe uma visita guiada, informe a equipe pedagógica, agende um horário e providencie transporte e a autorização por escrito dos familiares ou responsáveis para deslocar os estudantes, além da necessidade de combinar regras e orientar quanto aos calçados e trajes adequados. Se não houver museu na cidade ou não for possível levá-los, mostre-lhes algumas fotografias de equipamentos que evoluíram, como o computador, o telefone, a televisão e o celular.

• Comente com os estudantes que, por conta da evolução das tecnologias, hoje é possível se comunicar com várias pessoas ao mesmo tempo, independentemente da localização. Além disso, obtemos, por exemplo, o acesso rápido a informações e à fabricação de vacinas, como ocorreu na produção em tempo recorde da vacina contra a COVID-19, graças à alta tecnologia investida na ciência e na pesquisa.

BNCC

• O estudo sobre o desenvolvimento de tecnologias e sua influência em diversos aspectos do cotidiano contempla a habilidade EF05GE06 e da Competência geral 6 da BNCC ao explorar a evolução dos meios de transporte e comunicação.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• Organize os estudantes em grupos e oriente-os a pesquisar, em revistas ou na internet, tanto imagens quanto informações sobre a evolução dos meios de comunicação em massa no Brasil. Com os resultados, eles devem construir uma linha do tempo. Esta ati-

TECNOLOGIA EM NOSSO COTIDIANO

A tecnologia representa o conjunto de conhecimentos e instrumentos que, juntos, permitem realizar diferentes atividades de maneira mais rápida e eficiente. O desenvolvimento ou aperfeiçoamento de tecnologias influencia diversos aspectos do nosso cotidiano. Vamos pensar em alguns exemplos.

1. Para identificar alguns exemplos da influência das tecnologias na vida das pessoas, relacione no caderno as fotografias a seguir aos conjuntos de tecnologia correspondentes. Observe o exemplo.

1 – c) Os exames modernos permitem diagnosticar e tratar doenças de maneira mais precoce, segura e eficiente.

3.

Exame de raio-X sendo realizado em paciente no departamento de radiologia de um hospital militar francês, em 1916.

Operadoras de telefonia em uma central telefônica, na Alemanha, em 1935.

Carruagens em avenida na cidade de Paris, na França, em 1890.

Exame de tomografia sendo realizado em paciente em um hospital da cidade de Fortaleza, no Ceará, em 2022.

Mulher utilizando o celular para se comunicar na cidade de Goiânia, em Goiás, em 2023.

Veículo leve sobre trilhos na Praça Mauá, na cidade do Rio de Janeiro, em 2022.

a ) Os meios de comunicação, atualmente, permitem obter informações quase instantaneamente por meio de aparelhos conectados à internet.

b ) Os meios de transporte passaram a ser mais rápidos e a ter mais capacidade de transportar pessoas e mercadorias.

c ) Os exames modernos permitem diagnosticar e tratar doenças de maneira mais precoce, segura e eficiente.

1. Resposta: 2 – a); 3 – b); 1 – c).

vidade favorece o trabalho com o componente curricular de História

• Peça-lhes que colem as imagens em uma cartolina, formando uma linha do tempo. Abaixo de cada imagem, os estudantes devem escrever o respectivo ano e as informações correspondentes.

• Com os cartazes produzidos, promova um debate com os estudantes acerca da importância dessa evolução e o que ela representou para as pessoas.

• Para finalizar, exponha os trabalhos em um local apropriado da escola.

1.

COMÉRCIO E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS NA ERA DIGITAL

Assim como no caso dos setores primário (agropecuária e extrativismo) e secundário (indústria), o setor terciário (comércio e serviços) também passou por transformações em função do emprego de tecnologias.

Podemos pensar no exemplo das tecnologias digitais, da informação e comunicação, cada vez mais influentes nesse setor. Equipamentos eletrônicos, como telefones celulares e computadores, são utilizados cada vez mais não apenas para se comunicar, trabalhar ou estudar, mas também para acessar serviços ou comprar e vender produtos por meio do comércio eletrônico.

Comércio eletrônico: comércio realizado por meio da internet, também pode ser chamado de comércio on-line ou e-commerce

Mulher utilizando notebook para fazer compras on-line

2. Possível resposta: Por meio de um computador ou de um telefone celular conectado à internet, atualmente podemos fazer compras pelo comércio eletrônico, tudo isso sem sair de casa.

Por videochamada, pacientes podem ser orientados por médicos ou enfermeiros.

2. Com as palavras a seguir, escreva uma frase no caderno sobre como o comércio eletrônico provocou mudanças no modo de comprar e vender produtos. internet • computador • telefone celular • comércio eletrônico

3. Com os colegas, pensem nas vantagens e desvantagens do comércio eletrônico, na opinião de vocês. Depois da conversa, façam um resumo e registrem no caderno a conclusão a que chegaram.

3. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é incentivar a reflexão crítica e o diálogo em grupo, promovendo a discussão sobre os impactos do comércio eletrônico no dia a dia das pessoas.

04/10/2025 14:33:46

• Leve os estudantes a refletirem sobre a importância do comércio e dos serviços digitais. Explique a eles que, atualmente, muitos trabalhadores não comercializam seus produtos e serviços apenas em espaços físicos, como lojas e empresas. A mudança no estilo de vida tem levado muitas pessoas a atuarem também no modelo home office, utilizando ferramentas digitais para trabalharem e empreenderem. Reforce que esse modelo se tornou ainda mais comum após a pandemia de COVID-19, quando o trabalho remoto se tornou uma prática recorrente.

• Na atividade 3, explique que, atualmente, é possível adquirir de produtos alimentícios a veículos por meio do mercado digital em compras on-line. Comente também que muitos serviços bancários estão se tornando digitais, com o objetivo de evitar filas e facilitar o atendimento ao público.

ATIVIDADE EXTRA

• Oriente os estudantes a pesquisarem serviços tradicionalmente oferecidos em lojas físicas que passaram a ser ofertados também de maneira remota. Com base nisso, explique a importância da tecnologia nessa mudança. Peça a eles que citem exemplos dos arredores de onde vivem, como atividades econômicas do bairro ou o trabalho dos familiares. Agende uma data para compartilharem o resultado da pesquisa.

• Explique aos estudantes que ações como roubo de dados, golpes com vendas de produtos, contaminação de aparelhos eletrônicos com vírus (celular, computador, tablet etc.), entre outros atos ilícitos, enquadram-se em crimes cibernéticos, para os quais há leis que visam punir os criminosos.

• Ressalte que as transações bancárias devem ser realizadas exclusivamente por adultos. Reforce para os estudantes que nenhum tipo de dado pessoal, como idade, nome da escola onde estuda, nome completo, número de documento de identificação ou endereço devem ser fornecidos por meio de computadores ou telefones celulares, e que devem acessar a internet sempre acompanhados por um familiar ou responsável.

BNCC

• O estudo desenvolvido nas páginas 130 e 131, referente aos cuidados necessários nas compras pela internet, aborda alguns aspectos da Competência específica de Geografia 7 da BNCC, como agir pessoal e coletivamente com responsabilidade, com base em princípios éticos e sustentáveis. Essa proposta mobiliza as Competências gerais 6, 8 e 10 e a Competência específica de Geografia 7 da BNCC.

CUIDADOS COM O COMÉRCIO NA INTERNET

O comércio pela internet é rápido e prático. Sem sair de casa, é possível acessar e fazer compras nos mais diferentes restaurantes e lojas. É fundamental estar atento à grande quantidade de informações falsas e pessoas que utilizam essa via para aplicar golpes. Existem casos de roubo de dados do cartão de compras, roubo de senhas de acesso e até venda de produtos que, mesmo depois de pagos, nunca são entregues. Além disso, é essencial que as transações financeiras on-line sejam de responsabilidade dos adultos.

Vamos considerar alguns cuidados para que as compras na internet não causem prejuízos e aborrecimentos.

Acesse apenas sites confiáveis e nunca faça compras sem a autorização e o acompanhamento de um adulto responsável por você.

e adulto fazendo compras on-line

Não converse com pessoas estranhas e desconfie de ofertas imperdíveis, com produtos muito abaixo do preço.

Tela de computador mostrando oferta.

Ao colocar dados pessoais ou do cartão de compra, sempre confira na barra de endereços se você continua no site oficial da loja e com o símbolo do cadeado, que identifica um site seguro.

E o mais importante: sempre converse com seus familiares ou responsáveis sobre tudo o que você faz no mundo virtual!

Criança
Tela de computador mostrando site seguro.

4. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a citarem como usam a internet para fazer compras, caso o façam, e reforce a importância de estarem sempre acompanhados por um

4. Você e seus familiares ou responsáveis têm o hábito de fazer compras pela internet? Conte ao professor e aos colegas.

familiar ou responsável. Evite qualquer tipo de discriminação por hábitos culturais diferentes.

5. Você fica atento a algumas dessas dicas de segurança ao fazer compras pela internet? Quais?

5. Respostas pessoais. Promova uma conversa entre os

estudantes para que eles troquem ideias e compartilhem bons hábitos no uso da internet.

6. a) Resposta: O texto alerta sobre cuidados que devemos ter com quadrilhas que se aproveitam para roubar dados pessoais e aplicar golpes em compras pela internet.

6. Leia o texto a seguir para responder às questões no caderno. [...]

Na hora de comprar pela internet, o consumidor precisa ter cuidado com quadrilhas que aproveitam para roubar dados pessoais e aplicar golpes.

Algumas das orientações da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) são: ficar atento para não cair em um site falso; pesquisar a reputação da loja antes de comprar; antes de incluir o número do cartão, verificar na barra do navegador se está na página certa e oficial da loja; usar o cartão virtual; e criar senhas com letras e números.

Tela de computador.

COMPRAS feitas pela internet também podem ser reclamadas. Gov.br, 4 jan. 2021 Disponível em: https://www.gov.br/pt-br/noticias/justica-e-seguranca/2021/01/compras-feitas -pela-internet-tambem-podem-ser-reclamadas. Acesso em: 10 jul. 2025.

da loja antes de antes de incluir o número comprar; do cartão, verificar na barra do navegador se está na página certa e oficial da loja; usar o cartão virtual; e criar senhas com letras e números.

a ) Qual alerta sobre compras na internet é feito no texto?

b ) Copie uma das orientações citadas no texto para evitar esses problemas.

• Para a atividade 5, organize uma roda de conversa. Caso os estudantes tenham dificuldade em responder à questão, explique-lhes que devem estar sempre acompanhados dos familiares ou responsáveis enquanto estiverem usando a internet. Mesmo juntos, não devem clicar em promoções sugeridas enquanto assistem a vídeos em aplicativos, entre outras cautelas referentes às dicas de segurança.

• Oriente os estudantes, na questão c da atividade 6, a escreverem as dicas de forma sucinta e inserirem o nome do site em que pesquisaram, incluindo o endereço completo e a data de acesso.

c ) Pesquise na internet, com a supervisão do professor, outras dicas úteis para alguém que pretende fazer compras on-line e liste-as no caderno. Para organizar a pesquisa, utilize os itens a seguir.

dicas fonte de pesquisa data

6. b) Possíveis respostas: Ficar atento para não cair em um site falso; pesquisar a reputação 6. c) Resposta pessoal. Incentive os estudantes a fazerem a pesquisa e auxilie-os caso tenham dificuldade.

04/10/2025 14:33:47

KEITHY MOSTACHI/ARQUIVO DA EDITORA

• Desenvolva a técnica de tempestade de ideias para averiguar o que os estudantes conhecem sobre o tema e oriente-os a ler atentamente o texto desta página.

• Comente com os estudantes que é possível gerar energia de diferentes maneiras. Quanto a isso, faça um levantamento a respeito dos conhecimentos prévios deles e anote-os na lousa. Certifique-se de que todos tenham expressado suas opiniões sobre as diversas fontes de energia disponíveis no dia a dia.

• Na atividade 1, certifique-se de que os estudantes reconhecem os diferentes tipos de energia nas atividades do cotidiano.

BNCC

• O estudo sobre as variadas fontes de energia disponíveis no dia a dia contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE07 da BNCC que destaca para os estudantes os diferentes tipos de fonte de energia usados nas atividades econômicas e em outras ações do cotidiano.

FONTES DE ENERGIA EM NOSSO DIA A DIA 17

Observe as fotografias a seguir.

1. O que há em comum entre todas as imagens que você observou?

Sem as fontes de energia em nosso dia a dia, não seria possível movimentar veículos e embarcações, iluminar ruas e residências, fazer máquinas nas fábricas e aparelhos eletrônicos funcionarem, entre vários outros exemplos. As fontes energéticas usadas para a geração de energia são muitas, mas algumas delas predominam no Brasil. Observe os exemplos a seguir.

A maioria dos meios de transporte terrestres, aéreos, marítimos e fluviais no Brasil depende da utilização de combustíveis para gerar energia em motores. Dois exemplos são a gasolina e o óleo diesel, ambos produzidos de petróleo, além do etanol (álcool combustível), biocombustível produzido de cana-de-açúcar.

1. Resposta esperada: Espera-se que os estudantes percebam que todas elas precisam de uma fonte de energia para que a ação ocorra.

Carro em uma estrada.
Lâmpada acesa. Liquidificador em funcionamento. Máquina de soldagem.
Trânsito na avenida Luiz Viana, na cidade de Salvador, na Bahia, em 2024.

As atividades industriais, o extrativismo, a agropecuária, o setor de comércio e serviços, as residências e a iluminação pública no Brasil dependem da geração de energia elétrica. A geração dessa energia é proveniente de usinas hidrelétricas, que produzem energia elétrica por meio da força das águas dos rios, e de usinas termelétricas

Termelétricas: usinas que utilizam diferentes tipos de combustível (como carvão mineral, óleo combustível ou o gás natural) para produzir vapor de água e movimentar turbinas que geram eletricidade.

4. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a pensarem em objetos do dia a dia que não precisam ser conectados à tomada para funcionar, como bola, tênis, skate, canetas etc. ADRIANO

2. Há uma fonte de energia muito utilizada na moradia de todos os brasileiros que não foi citada nos exemplos anteriores. Qual fonte de energia é essa? Decifre o código e descubra.

2. Resposta: Gás de cozinha.

AVALIANDO

Objetivo

• As atividades 2 e 3 permitem avaliar se os estudantes compreendem a finalidade das diferentes formas de energia usadas no dia a dia. Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes tenham dificuldades em identificar os objetos que necessitam e os que não necessitam de energia elétrica, cite alguns para compararem itens, como o lápis e a borracha com o celular e a televisão, por exemplo. Leve-os a refletir sobre esses e outros objetos da sala de aula, da escola ou de suas residências.

– to +– apo – do – lher + zi + – gali

a ) Agora, anote no caderno exemplos de como essa fonte de energia está presente no cotidiano de todos os brasileiros.

2. a) Possíveis respostas: Para preparar alimentos, aquecer água para o banho etc.

3. Faça uma lista no caderno com os objetos que você mais usa no dia a dia que necessitam de eletricidade para funcionar.

4. Faça uma lista no caderno com os objetos que você usa no dia a dia que não necessitam de energia elétrica.

3. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a pensarem em objetos do dia a dia que precisam de energia elétrica para funcionar, como liquidificador, videogame, televisão, computador, geladeira etc.

04/10/2025 14:33:54

Usina hidrelétrica de Marimbondo, no município de Icém, em São Paulo, em 2021.

• Apresente aos estudantes algumas imagens de fontes de energia renováveis (hídrica, eólica, biomassa, solar e geotérmica) e não renováveis (petróleo, gás natural e carvão mineral). Ao observarem essas fotografias, pergunte quais dessas fontes de energia eles conhecem. Aproveite a ocasião para investigar o conhecimento prévio dos estudantes em relação ao conteúdo. Acolha todas as contribuições com atenção e faça intervenções pontuais, caso necessário.

• Organize as cadeiras em círculo para promover um debate entre os estudantes, de modo que apresentem suas ideias e deem opiniões sobre o tema. O objetivo é listar as fontes de energia que podem prejudicar o meio ambiente e as que causam baixo impacto nele. Se possível, leve manchetes de jornal que tratem dessas problemáticas ambientais nas diferentes regiões brasileiras, decorrentes da exploração de alguma fonte de energia renovável e/ou não renovável. Com base nisso, oriente-os a criar um desenho representando os efeitos prejudiciais ao meio ambiente. Atividades que envolvem a organização corporal no espaço, como formações em círculo e rodas de conversa, contribuem para o desenvolvimento da propriocepção.

AS FONTES DE ENERGIA E O MEIO AMBIENTE

As fontes de energia podem ser classificadas em renováveis, quando os recursos se renovam na natureza, e não renováveis, quando os recursos existem em quantidade limitada na natureza ou levam milhões de anos para se formar. Observe a seguir alguns exemplos de fontes de energia e de impactos causados por seu aproveitamento.

Os combustíveis fósseis (petróleo, gás natural e carvão mineral) são obtidos pela atividade extrativista. São usados para produção de combustíveis e também para geração de energia elétrica em usinas termelétricas. Essas são fontes de energia não renováveis, e sua queima provoca a poluição do ar.

Refinaria de petróleo na cidade do Rio de Janeiro, em 2021.

A geração de energia elétrica nas usinas hidrelétricas por meio da força das águas é uma fonte de energia renovável e limpa. No entanto, a construção de barragens em usinas de grande porte pode provocar efeitos prejudiciais ao meio ambiente, cobrindo vastas áreas de vegetação e ocasionando a perda de biodiversidade.

Área de floresta encoberta por alagamento causado pela construção de usina hidrelétrica no rio Jamari, no município de Itapuã do Oeste, em Rondônia, em 2019.

Os biocombustíveis, como o etanol (álcool combustível), poluem menos do que os combustíveis derivados de petróleo. São fontes de energia renováveis, pois sua matériaprima (biomassa da cana-de-açúcar) é cultivada. No entanto, o cultivo da cana-de-açúcar pode ocasionar prejuízos ao meio ambiente por causa de queimadas praticadas em modelos tradicionais de colheita e pelo despejo dos resíduos de sua produção em rios.

INFOGRÁFICO

CLICÁVEL: FONTES DE ENERGIA

SUSTENTÁVEL: CONHEÇA COMO GERAMOS ELETRICIDADE LIMPA

Lavoura de cana-de-açúcar para a fabricação de etanol no município de Andirá, no Paraná, em 2025.

Algumas fontes renováveis e que apresentam menos impactos ambientais têm ganhado destaque por serem consideradas sustentáveis, isto é, sua exploração se sustenta a longo prazo. Observe exemplos.

A energia eólica, produzida por meio da força do vento, é usada para a geração de energia elétrica em usinas eólicas. A força do vento movimenta as pás e aciona um gerador que converte a energia mecânica em energia elétrica. É considerada um tipo de energia limpa, pois causa baixo impacto ao meio ambiente tanto em sua produção como em seu uso.

Geradores de energia eólica na praia da Pedra do Sal, no município de Paranaíba, no Piauí, em 2021.

• Comente com os estudantes que a maior parte da energia elétrica consumida no Brasil é gerada em usinas hidrelétricas.

BNCC

• O estudo sobre as variadas fontes de energia e suas implicações ao meio ambiente aborda alguns aspectos relacionados à habilidade EF05GE07 da BNCC, pois identifica os tipos de fonte de energia renováveis e não renováveis, bem como os impactos causados por seu aproveitamento.

• Peça aos estudantes que acessem o infográfico indicado nesta página e conheçam as fontes de Energia Sustentável: conheça como geramos eletricidade limpa.

04/10/2025 14:33:57

• Na atividade 5, analise se os estudantes identificam as fontes de energia sustentáveis mais apropriadas para cada região. Oriente-os a relacionar as características naturais que mais favorecem os tipos de energia propostos. Se houver dificuldades, retome o conteúdo para lerem novamente.

• Para auxiliar nas atividades 5 e 6, apresente aos estudantes o vídeo a seguir. DE ONDE vem a energia elétrica? #Episódio 3. De Onde Vem?, 10 mar. 2015. Disponível em: https:// youtu.be/8ti6FtlvMoc?si=-lwkwFywg8LZhkS9. Acesso em: 6 set. 2025. Nesse vídeo, a personagem principal, Kika, reflete sobre a origem da energia. Em uma linguagem clara, as respostas aos questionamentos dela e de outras pessoas são apresentadas.

Resposta

6. Promova um debate em que os estudantes defendam atitudes que podem ser aplicadas tanto em casa quanto na escola, como apagar as luzes dos cômodos iluminados naturalmente ou dos que não houver pessoas, tomar banhos rápidos, caminhar ou andar de bicicleta nos trajetos mais curtos, entre outras ações sustentáveis.

BNCC

• Na atividade 6 os estudantes utilizam procedimentos como a reflexão e a investigação, exercitam o pensamento crítico e agem com autonomia e responsabilidade para selecionar argumentos que promovam a consciência ambiental, trabalhando aspectos das Competências gerais 1, 2, 7 e 10 da BNCC.

A energia solar, proveniente do Sol, pode ser obtida por meio de painéis que a convertem em energia elétrica. É uma fonte de energia limpa que pode ser aproveitada tanto em larga escala, em usinas solares, quanto em pequena escala, quando esses painéis são instalados em telhados de casas, prédios e empresas para gerar energia para o consumo de seus proprietários ou moradores.

B.

5. Considerando o aproveitamento de fontes de energia sustentáveis apresentadas anteriormente nas fotografias 1 e 2, relacione onde seria mais apropriado explorar cada uma delas.

1.

2.

5. Resposta: B - 1; A - 2.

Em regiões onde atuam climas mais secos, formam-se poucas nuvens e a luz solar é constante durante o dia.

Em regiões em que o vento é constante e com intensidade regular.

Algumas fontes de energia podem acabar, e até as que são renováveis podem não durar para sempre se usadas em excesso.

Por isso, é necessário estarmos atentos ao consumo de energia. A busca por formas renováveis e a redução no consumo podem colaborar para que não se esgotem as fontes de energia de que precisamos.

6. Como você e seus colegas podem agir, diariamente, em casa ou na escola, para colaborar com a economia de energia?

6. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

Usina de geração de energia solar no município de Oliveira dos Brejinhos, na Bahia, em 2024.

7. Observe o gráfico a seguir. Ele apresenta as fontes geradoras de energia elétrica em nosso país. Em seguida, leia as frases e copie no caderno apenas as afirmações verdadeiras sobre o gráfico.

Brasil: fontes de energia elétrica (2024)

Fonte de pesquisa: BRASIL. Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Disponível em https://www.epe.gov.br/pt/abcdenergia/matrizenergetica-e-eletrica. Acesso em: 14 jul. 2025.

a ) A principal fonte de energia elétrica no Brasil é a energia nuclear.

b ) O petróleo e seus derivados (gasolina, óleo diesel) representam a principal fonte de geração de energia elétrica no Brasil.

c ) A fonte hidráulica representa 55% de todas as fontes que geram energia elétrica em nosso país.

d ) A energia eólica representa a segunda principal fonte de geração de energia elétrica no Brasil.

e ) No Brasil, a maior parte da geração de energia elétrica é renovável.

7. Resposta: c; d; e.

8. No caderno, copie o quadro a seguir, completando corretamente as informações que faltam.

8. Resposta: 1ª coluna: eólica, solar; 2ª coluna: não renovável, petróleo, gás natural.

de energia

MODELO

04/10/2025 14:33:58

• Observe se os estudantes interpretam corretamente o gráfico da atividade 7. Se tiverem alguma dificuldade, retome com eles a leitura para interpretarem as informações. Explique-lhes que o gráfico representa o todo, enquanto as fontes de energia representam as partes. Explique também como cada tipo de energia é produzido, caso desconheçam.

AVALIANDO

Objetivo

• Por meio da atividade 8, é possível verificar se os estudantes identificam as fontes de energia renováveis e as não renováveis.

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes não alcancem o objetivo, promova a brincadeira Duas verdades e uma mentira. Para isso, a respeito das fontes de energia renováveis e não renováveis, elabore duas ou mais questões verdadeiras, conforme a quantidade de rodadas, e uma incorreta. Eles deverão identificar as informações verdadeiras e a falsa e anotá-las no caderno. Em seguida, promova uma roda de conversa para apresentarem as respostas aos colegas e corrigirem a informação falsa.

1. Objetivo

• Identificar o uso de tecnologia em diferentes práticas agrícolas.

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes tenham dificuldade em completar as frases, explique que o emprego de tecnologia no campo beneficiou a agricultura mesmo em condições climáticas desfavoráveis, como é o caso da irrigação em áreas onde chove pouco. Também aumentou a produtividade em algumas propriedades ao implantar alta tecnologia de tratores modernos em atividades como arar o solo, plantar e colher.

2. Objetivo

• Refletir criticamente sobre os impactos positivos e negativos do uso das tecnologias na agricultura.

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes tenham dificuldade em identificar os impactos positivos e negativos do uso das tecnologias na agricultura, incentive-os a reler as frases da atividade anterior e a refletir sobre como essas tecnologias no campo podem trazer tanto benefícios quanto desafios. Por exemplo, enquanto o aumento da produtividade representa um aspecto positivo, a redução da quantidade de trabalhadores empregada nas lavouras é um impacto negativo.

3. Objetivo

• Distinguir formas de produção moderna e tradicional nas indústrias.

Sugestão de intervenção

Escreva as respostas no caderno.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

1. Encontre no quadro a palavra que completa corretamente cada frase a seguir e copie-as no caderno.

irrigação • máquinas agrícolas • pouca • enxada • muita • Sol

a ) Os sistemas de ■ permitem que determinados plantios sejam realizados mesmo em áreas com ocorrência de ■ chuva.

1. a) Resposta: irrigação, pouca.

b ) O plantio e a colheita realizados por ■ elevam a produtividade da área cultivada.

1. b) Resposta: máquinas agrícolas.

2. Agora, no caderno, cite um fator positivo e um fator negativo sobre o uso de tecnologias nos processos produtivos que você completou na questão anterior.

2. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que os fatores

3. Observe as fotografias a seguir.

Linha de produção em frigorífico na cidade de Ubiratã, no Paraná, em 2022.

3. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes elaborem legendas como: A – A indústria tradicional emprega muitas pessoas na fabricação dos produtos. B – Na indústria moderna, grande parte do trabalho é feito por máquinas. positivos estão associados à possibilidade de produzir em área com pouca chuva, o que não ocorreria sem a irrigação, e a melhoria e a rapidez no trabalho pela inserção de maquinários. Espera-se que citem como fator negativo a substituição da mão de obra humana pelo maquinário, reduzindo empregos.

Indústria de processamento de café em Brasília, no Distrito Federal, em 2022.

a ) Agora, no caderno, crie uma legenda para cada fotografia. As legendas devem conter duas das seguintes informações.

indústria tradicional • indústria moderna emprega muitas pessoas • trabalho feito por máquinas.

• Nesta atividade, é importante instigar o debate entre os estudantes, a fim de compartilharem suas observações a respeito das características de cada fotografia. Avalie as dificuldades de modo individualizado e descreva os elementos retratados para auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão na construção de imagens mentais. Após a elaboração das legendas, peça-lhes que as leiam em voz alta para os colegas. Comente que essas atividades se diferenciam principalmente por características como o emprego de numerosos trabalhadores e processos pouco automatizados na indústria tradicional, enquanto a indústria moderna emprega menos trabalhadores porque a maior parte do trabalho é executada por máquinas. Cite exemplos de empresas locais para facilitar a compreensão e a aprendizagem significativa dos estudantes.

A.
B.

4. Objetivo

4. Resposta: Automóvel, geladeira, calçado, pneu.

automóvel • pneu • chapa de aço máquina industrial • geladeira • calçado

5. Observe as fotografias que retratam os diferentes tipos de extrativismo. Depois, responda às questões no caderno.

4. Copie no caderno apenas os produtos do quadro a seguir que são fabricados em indústrias de bens de consumo. Se necessário, faça uma pesquisa. A. B.

5. b) Resposta: Na fotografia A, a vegetação foi desmatada e o solo

Área de mineração de ferro no município de Parauapebas, no Pará, em 2024.

• Identificar produtos fabricados pelas indústrias de bens de consumo.

Sugestão de intervenção

Coleta de açaí sendo realizada no município de Manaus, no Amazonas, em 2023.

a ) Que tipo de extrativismo é representado em cada uma das fotografias?

5. a) Resposta: A – extrativismo mineral; B – extrativismo vegetal.

b ) O que as fotografias A e B mostram sobre os efeitos das atividades extrativistas no meio ambiente?

6. Em uma folha avulsa, faça um desenho que represente um exemplo de como a tecnologia transformou a realização de algum tipo de atividade na atualidade.

6. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes e apresente alguns exemplos a eles, como os meios de transporte e de comunicação estão mais acessíveis está sendo retirado para a exploração de minério. Na fotografia B, o extrativismo vegetal está sendo realizado de maneira sustentável, sem destruir a natureza, conservando-a.

e rápidos, atividades domésticas como lavar roupa ou louças com máquinas de lavar etc.

7. Indique no caderno como os recursos a seguir são usados para a geração de energia e se são renováveis ou não renováveis.

7 . Resposta nas orientações ao professor

água • gás natural • vento • petróleo • luz solar • cana-de-açúcar

139

• Caso os estudantes tenham dificuldade em distinguir os produtos das indústrias de bens de consumo, leve-os a reconhecer que além dos produtos citados há outros que fazem parte do dia a dia, como alimentos e roupas. Oriente-os a escolher em casa algum produto referente à indústria de bens de consumo, a fim de pesquisar na internet, com a ajuda de seus familiares ou responsáveis, o modo como foi fabricado. Eles devem registrar no caderno e depois compartilhar com os colegas.

5. Objetivo

• Identificar os tipos de prática extrativista e seus efeitos ao meio ambiente. Sugestão de intervenção

• Os estudantes podem distinguir os tipos de extrativismo analisando algumas fotografias. A exploração sustentável dos recursos da natureza e os respectivos impactos no meio ambiente também podem ser identificados em fotografias. Portanto, leve mais imagens de atividades extrativistas para os estudantes compararem-nas, com o intuito de levá-los a identificar as atividades que exploram os recursos de maneira sustentável e as que esgotam a natureza. Auxilie estudantes cegos ou com baixa visão, descrevendo detalhadamente os elementos retratados nas fotografias.

6. Objetivo

• Compreender como o emprego da tecnologia transformou algumas atividades na atualidade.

Sugestão de intervenção

• Sugira aos estudantes que ilustrem a atividade, representando o antes e o depois da inserção da tecnologia, a fim de demonstrarem a transformação ocasionada. Depois, apresente os desenhos aos colegas.

7. Objetivo

• Identificar as formas de utilização dos recursos naturais, classificando-os como fontes de energia renováveis e não renováveis.

Sugestão de intervenção

• Nesta atividade, é importante instigar o debate entre os estudantes, a fim de compartilharem suas observações a respeito das características dos tipos de fonte de energia renovável e não renovável. Após a atividade, peça-lhes que pesquisem as principais fontes de energia utilizadas no município e no estado onde vivem.

04/10/2025 14:34:04

Resposta

7. Renováveis: água: geração de energia em hidrelétricas; cana-de-açúcar: produção de biocombustível; vento: geração de energia elétrica em usinas eólicas; luz solar: obtida por meio de placas que a convertem em energia elétrica em usinas ou em residências. Não renováveis: petróleo: produção de combustível e geração de energia elétrica em termelétricas; gás natural: fonte de energia utilizada principalmente por indústrias, na produção de eletricidade, no comércio e em residências.

VAMOS CONCLUIR

1. Objetivo

• Localizar o Brasil e os países do continente americano.

Sugestão de intervenção

• Disponibilize um globo terrestre para os estudantes manipularem e incentive a localização de países e a elaboração de listas de acordo com a localização do lugar onde moram, a fim de que exercitem a consulta dessas representações e se familiarizem com elas. Proporcione a manipulação guiada, para que estudantes cegos ou com baixa visão também se familiarizem com essa representação. Para isso, fixe no globo, com fita adesiva, bolinhas de papel, algodão, lixa, barbante, entre outros materiais, para criar texturas que facilitem a identificação tátil.

2. Objetivo

• Reconhecer as vegetações nativas brasileiras e algumas de suas principais características.

Sugestão de intervenção

• Confeccione um jogo da memória utilizando imagens e características das diferentes formações vegetais do Brasil. Permita a formação de duplas, favorecendo a inclusão e o apoio mútuo, especialmente para auxiliar estudantes com deficiências sensoriais no reconhecimento das imagens e do conteúdo.

Resposta

2. Espera-se que os estudantes indiquem: Floresta Amazônica – vegetação densa e variada, com diversidade de espécies de plantas e animais e uma extensão por grande parte da Região Norte do país; Cerrado – desenvolve-se em áreas de clima com duas estações bem definidas, uma seca e outra chuvosa, e apresenta diversidade de plantas de médio porte, com cascas grossas, galhos e troncos

VAMOS CONCLUIR

1. Observe o mapa do continente americano.

No caderno, construa uma tabela organizando os países do quadro a seguir de acordo com sua localização: América do Norte, América Central ou América do Sul.

México • Chile • Guatemala

Brasil • Paraguai • Costa Rica • Estados Unidos

Venezuela • Bolívia • Haiti

1. Resposta: América do Norte: México e Estados Unidos; América Central: Guatemala, Costa Rica e Haiti; América do Sul: Paraguai, Bolívia, Chile, Brasil e Venezuela.

Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 43, 45, 47.

Escreva as respostas no caderno.

Continente americano (2023)

América do Norte América Central América do Sul Limite internacional

2. Relacione os nomes das formações vegetais nativas brasileiras às fotografias que as representam. Anote as respostas no caderno.

Floresta Amazônica. 1. Cerrado. 2. Caatinga. 3.

em Goiás, em 2024.

de Buíque, em Pernambuco, em 2022.

a ) Agora, escreva um pequeno texto com as principais características de cada uma delas.

2. a) Resposta: 1 – C; 2 – A; 3 – B. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor.

retorcidos, gramíneas e arbustos; Caatinga –ocorre principalmente na Região Nordeste do país, em áreas com poucas chuvas e temperaturas elevadas. Suas plantas são adaptadas à escassez de água e, em geral, apresentam espinhos, raízes profundas e poucas folhas.

Círculo Polar Ártico
Trópico de Câncer
Trópico de Capricórnio
OCEANO ATLÂNTICO
Parque Nacional das Emas, no município de Chapadão do Céu,
Município
Município de Manaus, no Amazonas, em 2021.
A.

3. Leia as afirmações a seguir e copie no caderno as alternativas corretas.

3. Resposta: a; c; d; e.

a ) A pamonha é uma comida de origem indígena.

b ) As festas juninas foram introduzidas no Brasil pelos africanos.

c ) A língua portuguesa falada no Brasil é de origem europeia.

d ) O guaraná é uma fruta muito utilizada pelos indígenas.

e ) O arroz doce é uma cultura típica portuguesa.

4. Leia as situações a seguir e classifique-as como migração externa ou migração interna no caderno

a ) Gabriela morava em Belo Horizonte (Minas Gerais), porém mudou-se para os Estados Unidos para trabalhar.

4. a) Resposta: Migração externa.

b ) Carlos nasceu em Curitiba (Paraná), mas se mudou para Florianópolis (Santa Catarina) para cuidar de sua avó.

5. Observe a fotografia e escreva em seu caderno um pequeno texto descrevendo o problema ambiental que a fotografia retrata e indicando possíveis soluções para ele.

5. Resposta nas orientações ao professor

Município de Afuá, no Pará, em 2021.

4. b) Resposta: Migração interna.

6. Leia e copie o texto a seguir no caderno, preenchendo as lacunas de acordo com os termos presentes no quadro.

6. Resposta: Setores da economia; setor primário; setor secundário; setor terciário.

setor terciário • setor primário • setores da economia • setor secundário

Os ■ são classificados em: ■, caracterizado pela produção de matérias-primas no campo ou extração de recursos naturais; ■, que está relacionado à transformação de matérias-primas por meio da industrialização; e, por último, o ■, que está ligado ao comércio e à prestação de serviços.

7. No caderno, classifique as fontes de energia do quadro a seguir em renováveis ou não renováveis.

petróleo • eólica • etanol • carvão mineral • solar • gás natural

7. Resposta: Energias renováveis: eólica, etanol e solar; Energias não renováveis: petróleo, carvão mineral e gás natural.

7. Objetivo

3. Objetivo

• Identificar a influência de vários povos na formação da cultura brasileira.

Sugestão de intervenção

• Proponha a elaboração de um dicionário de costumes brasileiros (comidas, festas, palavras, entres outros). Para isso, os estudantes deverão pesquisar suas origens, o que facilitará o entendimento desse assunto.

4. Objetivo

• Diferenciar migração externa e migração interna.

Sugestão de intervenção

• Produza fichas com nomes de estados brasileiros e países do mundo. Solicite aos estudantes que retirem duas fichas e encenem situações de deslocamento envolvendo as duas localidades. Incentive-os a usar a criatividade, incorporando a expressão corporal e ocupando todo o espaço destinado à apresentação, a fim de simular o tipo de migração representado. Promova um ambiente de respeito, inclusão e descontração. Essa dinâmica pode contribuir para o desenvolvimento da propriocepção.

5. Objetivo

• Reconhecer problemas ambientais existentes nas cidades brasileiras.

Sugestão de intervenção

• Incentive uma pesquisa sobre os principais problemas ambientais do município ou da região onde moram e solicite a eles que indiquem ações que possibilitariam amenizar ou solucionar esses problemas.

6. Objetivo

• Identificar e classificar os setores da economia.

Sugestão de intervenção

• Promova uma pesquisa de folhetos, fôlderes e propagandas de indústrias, comércios e serviços presentes no município e na região onde moram. Solicite aos estudantes que classifiquem esse material de acordo com os setores da economia, auxiliando-os na compreensão do tema.

• Diferenciar fontes de energia renováveis e não renováveis.

Sugestão de intervenção

• Nessa atividade, é importante instigar o debate entre os estudantes, a fim de compartilharem suas observações a respeito das características dos tipos de fonte de energia renovável e não renovável. Após esta atividade, peça-lhes que pesquisem as principais fontes de energia utilizadas no município e no estado onde vivem.

04/10/2025 14:18:32

Resposta

5. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes descrevam problemas relacionados à contaminação do solo e das águas e à transmissão de doenças, ocasionadas pelo descarte irregular de resíduo sólidos. Eles também podem mencionar a importância de medidas individuais para reduzir a geração de resíduos e dar-lhes destinação adequada, reciclando o que for possível.

• A seção Saiba mais oferece sugestões para ampliar os conhecimentos dos estudantes que podem estar relacionadas ao conteúdo ou a contextos trabalhados no volume, além de temas atuais ligados ao convívio social. Verifique se na biblioteca da escola há exemplares dos livros indicados, por exemplo, e disponibilize-os para os estudantes manusearem.

SAIBA MAIS

Confira as sugestões a seguir para ampliar seus conhecimentos sobre os temas abordados ao longo deste volume. Aproveite a oportunidade para interagir com os seus familiares! Leia com eles os livros, acessem os sites, assistam juntos aos filmes indicados e conversem sobre os novos conhecimentos adquiridos.

Unidade1 – O território brasileiro

Memorial da América Latina

Um espaço público que valoriza a cultura de diversos países da América. Se você e sua família tiverem oportunidade, visitem esse lugar na cidade de São Paulo. Se não puderem, que tal acessar o site para conhecê-lo?

MEMORIAL da América Latina. Disponível em: https://memorial.org. br/. Acesso em : 29 set. 2025.

Nina vai ao Brasil

Nina é uma menina brasileira que mora em Londres. Durante as férias, ela viaja com sua avó para o Brasil e, ao visitar cidades de todas as regiões, descobre um país cheio de cores, sabores, palavras e costumes diferentes.

FORMOSO, Renata Nina vai ao Brasil. Ilustrações de Carolina Coroa. Londres: Catavento Books, 2024.

Unidade 2 – Natureza e meio ambiente no Brasil

Abecedário da natureza brasileira

Esse livro explora a rica biodiversidade do Brasil apresentando para cada letra do alfabeto um animal, planta ou ambiente. As descrições que destacam as características desses representantes da fauna e da flora.

SANTOS, Cristina. Abecedário da natureza brasileira Ilustrações de Freekje Veld. São Paulo: Cortez, 2014.

Unidade 3 – Quem são os brasileiros

Aldeias, palavras e mundo indígenas

Com esse livro, você vai conhecer curiosidades sobre o modo de vida de quatro povos indígenas: Yanomami, Krahô, Kuikuro e Guarani Mbya. A obra mostra como cada cultura enxerga o mundo de forma única, com costumes, línguas e tradições que revelam a riqueza da diversidade indígena.

MACEDO, Valéria. Aldeias, palavras e mundos indígenas. Ilustrações de Mariana Massarani. 2. ed.São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2019.

Um mosaico de culturas

Esse livro, escrito em formato de cordel, apresenta os principais momentos históricos do Brasil, incluindo os ciclos econômicos, os processos culturais e a contribuição dos povos indígenas, africanos e imigrantes. Com uma linguagem poética, revela a diversidade e a formação multicultural do povo brasileiro.

ALENCAR, Nezite. Brasil: um mosaico de culturas lustrações de Elinaldo Meira. São Paulo: Paulus, 2016.

Unidade 4 – Onde vive a população

brasileira

IBGE Educa Crianças

Esse site oferece informações sobre a população infantil do Brasil, além de diversos conteúdos de Geografia apresentados de maneira fácil e divertida.

IBGEeduca – Crianças. Disponível em:https://educa.ibge.gov.br/ CRIANCAS. Acesso em: 25 jun. 2025.

Unidade 5 – A urbanização no Brasil

Casacadabra: cidades para brincar O livro apresenta as cidades como espaços cheios de possibilidades. Ao lado de sua capivara Tiê, Lina explora diferentes territórios, descobrindo que o a mbiente urbano pode ser vivido com leveza e diversão, ao mesmo tempo que desperta um olhar mais crítico sobre o entorno.

ANTUNES, Bianca; SAYEGH, Simone. Casacadabra: cidades para brincar. Ilustrações de Luísa Amoroso. São Paulo: Pistache Editorial, 2018.

Unidade 6 – Trabalho e tecnologia no Brasil

Detetive Chapeuzinho e o mistério da sombra digital

Sabemos da importância de recursos digitais, como computadores e telefones celulares conectados à internet, desde que sejam utilizados de maneira saudável e com a supervisão de familiares ou responsáveis. Essa história promove uma conversa sobre o equilíbrio e os cuidados necessários para o uso desses recursos de maneira segura.

RODRIGUES, André et al Detetive Chapeuzinho e o mistério da sombra digital. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2025.

04/10/2025 14:14:47

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

ALMEIDA, Rosângela Doin de; PASSINI, Elza Yasuko. O espaço geográfico: ensino e representação. 4. ed. São Paulo: Contexto, 1992. (Repensando o ensino).

As autoras abordam, nesse livro, a importância do trabalho escolar na construção de espaço pela criança, do aprendizado espacial no contexto sociocultural e da escola como sendo o ambiente para desenvolver o domínio espacial, a língua escrita, o raciocínio matemático e o pensamento científico.

AYOADE, Johnson Olaniyi. Introdução à climatologia para os trópicos. Tradução de Maria Juraci Zani dos Santos. São Paulo: Difel, 2007. Esse livro aborda os princípios básicos da Climatologia, como os processos atmosféricos e os sistemas climáticos, bem como a interação desses elementos com o homem.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 25 jun. 2025.

Documento de referência nacional para a formulação dos currículos que definem o conjunto orgânico e progressivo de competências e habilidades que os estudantes devem desenvolver no decorrer das etapas da Educação Básica.

BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC; SEB; DICEI, 2013. Documento que regulamenta princípios relacionados às diversas modalidades da Educação Básica nacional. CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos (org.). Ensino de Geografia: práticas e textualizações no cotidiano. 12 ed. Porto Alegre: Mediação, 2017. Utilizando discussões teóricas e reflexões sobre algumas práticas de ensino de Geografia, a obra traz uma proposta de ensino e aprendizagem mais significativa.

DIAS, Genebaldo Freire. Dinâmicas e instrumentação para educação ambiental 2. ed. São Paulo: Gaia, 2024.

O livro traz sugestões de atividades de Educação Ambiental, uma importante ferramenta importante para a transformação da sociedade. A obra possui a intenção de contribuir para a promoção de práticas inovadoras, dinâmicas e lúdicas capazes de promover a ampliação da percepção sobre a complexidade das questões socioambientais.

FUNARI, Pedro Paulo; PIÑÓN, Ana. A temática indígena na escola: subsídios para o professor. São Paulo: Contexto, 2011.

A obra contribui com propostas de estudos e para a formação dos professores, com informações mais

aprofundadas sobre a questão indígena no Brasil e sua representação nas escolas.

IBGE. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro, 2023.

Publicação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística que contém mapas de diversos assuntos de importância nacional, como biomas, disponibilidade de água, migração e outras características da população. Também traz informações sobre economia e urbanização com base em dados cartográficos, geográficos e estatísticos.

MARTINELLI, Marcello. Mapas da geografia e cartografia temática. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2003.

O livro contempla a importância das representações cartográficas e auxilia em seu domínio, orientando a busca pelo conhecimento científico e ressaltando diversos conceitos relacionados às suas produções e compreensão das informações por elas apresentadas.

ROSS, Jurandyr Luciano Sanches. Geografia do Brasil. 6. ed. São Paulo: Edusp, 2019. Aborda aspectos físicos e sociais do território brasileiro, tornando-se um embasamento importante para o trabalho com clima, hidrografia, formas de relevo, formações vegetais e paisagens do Brasil.

RUA, João et al Para ensinar Geografia: contribuição para o trabalho com 1º e 2º graus. Rio de Janeiro: Access, 1993. Esse livro reúne um conjunto de conteúdos programáticos, enfatizando a metodologia com exemplos práticos que permitem a construção de um raciocínio crítico e reflexivo.

SCHÂFFER, Neiva Otero et al Um globo em suas mãos: práticas para a sala de aula. 3. ed. Porto Alegre: Penso, 2011.

A obra aborda o trabalho com diversos temas do ensino de Geografia utilizando o globo terrestre em situações de aprendizagem.

SILVA, Janssen Felipe da; HOFFMANN, Jussara; ESTEBAN, Maria Teresa (org.). Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo. 11. ed. Porto Alegre: Mediação, 2012.

Com esse livro os autores discutem práticas avaliativas em diferentes áreas do currículo, com destaque para a elaboração dessas práticas articuladas ao fazer pedagógico.

STRAFORINI, Rafael. Ensinar geografia: o desafio da totalidade-mundo nas séries iniciais. 2. ed. São Paulo: Annablume, 2004.

O autor trabalha o conceito de espaço geográfico nas séries iniciais, enfocando a leitura de mundo com base nas especificidades do cotidiano.

04/10/2025 14:13:23

MANUAL DO PROFESSOR

Este Manual do Professor é um complemento à primeira parte do Livro do Professor, oferecendo um suporte para o desenvolvimento docente e para o dia a dia em sala de aula. Neste manual, você encontrará uma série de informações importantes, como a estrutura da BNCC, sugestões para desenvolver um trabalho interdisciplinar, informações sobre conceitos, objetivos e instrumentos de avaliação, reflexões sobre o papel do professor e a prática docente e a fundamentação teórico-metodológica da coleção. Além disso, encontrará um quadro de distribuição

dos conteúdos com as habilidades, competências gerais e específicas de cada componente curricular e os temas contemporâneos transversais da BNCC que estão sendo desenvolvidas em cada unidade, além de sugestões de cronogramas bimestrais, trimestrais e semestrais. Ao final desta parte, são também apresentadas sugestões de referências complementares para a prática docente e as referências bibliográficas comentadas utilizadas como consulta para a produção das orientações ao professor e deste Manual do Professor

A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC)

Desde a publicação da Constituição Federal de 1988, o artigo 210 já previa a necessidade de uma base comum para a educação brasileira. Em 1996, com a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), as discussões sobre um documento que orientasse os currículos da Educação Básica em todo o Brasil ganharam ainda mais força. Em 2018, após um amplo processo de debates e contribuições de educadores e da sociedade, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi homologada.

A BNCC propõe uma progressão de aprendizagens que visa à formação humana integral dos estudantes e à construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva. O documento estabelece um aprendizado mínimo e comum, orientado por competências e habilidades que devem ser desenvolvidas em cada etapa de ensino.

Na BNCC, as áreas de conhecimento são compostas de componentes curriculares. Por meio de unidades

temáticas, objetos de conhecimento e habilidades, componentes cujo objetivo é desenvolver as competências gerais e específicas.

AS COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA

A BNCC orienta que, ao longo da Educação Básica, os estudantes desenvolvam dez competências gerais, que envolvem a mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores. Essas competências são o alicerce, definindo o que se espera que o estudante desenvolva em toda a Educação Básica. Nesta coleção, elas são trabalhadas por meio de temas, discussões e atividades que incentivam a reflexão crítica, com sugestões nas orientações ao professor A seguir, apresentamos as competências gerais da BNCC.

Competências gerais da Educação Básica

1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.

4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.

5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.

7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.

8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.

9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 9-10. Disponível em: http://basenacionalcomum. mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.

A BNCC propõe que o conteúdo chegue à sala de aula de forma contextualizada, o que exige novas estratégias do professor, como a transposição didática. Isso significa converter o conteúdo científico em uma linguagem acessível e adaptada à realidade dos estudantes. Para isso, o

estudo e a reavaliação constante da prática docente são essenciais.

A seguir, apresentamos algumas ações que podem ser aplicadas para desenvolver as competências gerais em sala de aula.

Sugestões de ações docentes para as competências gerais

Competência geral 1: Incentive os estudantes a reconhecerem a importância dos conhecimentos já adquiridos, mostrando como eles servem de base para a compreensão da realidade e para a construção de novos saberes.

Competência geral 2: Exercite a curiosidade intelectual, levando os estudantes a usarem a abordagem científica para investigar, levantar hipóteses, resolver problemas e analisar os resultados por meio de experiências e observações.

Competência geral 3: Proporcione o contato com diferentes manifestações culturais em âmbito local, regional e global e promova atividades artísticas, como grupos de dança, elaboração de roteiros e atuação em peças de teatro, festivais musicais e saraus.

Competência geral 4: Dê subsídios para que os estudantes se comuniquem por meio de diferentes linguagens, ajudando-os a selecionar a mais apropriada para cada situação.

Competência geral 5: Utilize de forma intencional e pedagógica diversas tecnologias em sala de aula, verificando o conhecimento prévio dos estudantes e diversificando os recursos metodológicos.

Competência geral 6: Ajude os estudantes a refletirem sobre o futuro e a importância da liberdade, autonomia e consciência crítica em suas escolhas profissionais e pessoais, valorizando a diversidade de saberes e experiências.

Competência geral 7: Ofereça subsídios para que os estudantes desenvolvam a capacidade de argumentar com base em fatos e dados confiáveis, sabendo selecionar e verificar a origem de diferentes fontes para negociar pontos de vistas e defender ideias.

Competência geral 8: Leve os estudantes a se compreenderem e se valorizarem dentro da diversidade, reconhecendo suas emoções e as dos outros e exercitando a autocrítica.

Competência geral 9: Promova o exercício da empatia, do diálogo e da cooperação, incentivando os estudantes a resolverem conflitos de forma respeitosa e democrática.

Competência geral 10: Contribua para que os estudantes ajam de modo responsável, guiados por princípios éticos e de cidadania, e conscientes de que suas ações devem estar alinhadas à tomada de decisões inclusivas, sustentáveis e solidárias.

Nesta coleção, as competências gerais que são desenvolvidas nos textos, atividades e seções que permeiam os conteúdos são destacadas nas orientações ao professor e são listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos

AS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS

Para que as competências gerais se manifestem em

cada componente, a BNCC estabelece as competências específicas. A organização dessas competências no Ensino Fundamental varia: em áreas como Matemática, Ciências Naturais, as competências específicas são as mesmas para o componente. Em áreas como Linguagens e Ciências Humanas, há competências específicas por área e também para cada componente curricular que as compõem (Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Língua

Inglesa, Geografia e História), reconhecendo as particularidades de cada um. Em todos os casos, as competências específicas colaboram para que os objetivos de aprendizagem sejam claros e coerentes, do nível mais amplo ao mais específico.

A seguir, apresentamos as competências específicas de Geografia.

AS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE GEOGRAFIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

De acordo com a BNCC, ao longo do Ensino Fundamental, os estudantes devem desenvolver as seguintes Competências específicas de Geografia, descritas no quadro a seguir.

Competências específicas de Geografia para o Ensino Fundamental

1. Utilizar os conhecimentos geográficos para entender a interação sociedade/natureza e exercitar o interesse e o espírito de investigação e de resolução de problemas.

2. Estabelecer conexões entre diferentes temas do conhecimento geográfico, reconhecendo a importância dos objetos técnicos para a compreensão das formas como os seres humanos fazem uso dos recursos da natureza ao longo da história.

3. Desenvolver autonomia e senso crítico para compreensão e aplicação do raciocínio geográfico na análise da ocupação humana e produção do espaço, envolvendo os princípios de analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem.

4. Desenvolver o pensamento espacial, fazendo uso das linguagens cartográficas e iconográficas, de diferentes gêneros textuais e das geotecnologias para a resolução de problemas que envolvam informações geográficas.

5. Desenvolver e utilizar processos, práticas e procedimentos de investigação para compreender o mundo natural, social, econômico, político e o meio técnico-científico e informacional, avaliar ações e propor perguntas e soluções (inclusive tecnológicas) para questões que requerem conhecimentos científicos da Geografia.

6. Construir argumentos com base em informações geográficas, debater e defender ideias e pontos de vista que respeitem e promovam a consciência socioambiental e o respeito à biodiversidade e ao outro, sem preconceitos de qualquer natureza.

7. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, propondo ações sobre as questões socioambientais, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 366. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.

Nesta coleção, os principais momentos em que as competências específicas podem ser desenvolvidas com os estudantes são destacadas nas orientações ao professor e listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos

UNIDADES TEMÁTICAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES

Para garantir o desenvolvimento das competências gerais e específicas, a BNCC organiza o currículo em três elementos interligados: unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades.

As unidades temáticas são os grandes blocos de conhecimento que orientam a organização curricular. Elas funcionam como eixos estruturantes que agrupam temas e conceitos de forma mais ampla, garantindo uma abordagem contextualizada e progressiva ao longo dos anos escolares.

Dentro de cada unidade temática, os objetos de conhecimento são os conteúdos, conceitos e processos que devem ser ensinados.

As habilidades representam o que o estudante deve ser capaz de fazer com o conhecimento. Elas indicam ações, processos e competências a serem desenvolvidos.

Embasado nesses elementos, o processo de ensino-aprendizagem não ocorre como uma mera transmissão de conteúdos. A unidade temática fornece o contexto, o objeto de conhecimento define o tema e a habilidade explicita a ação que o estudante precisa executar, garantindo um aprendizado significativo e o desenvolvimento das competências.

Nesta coleção, os principais momentos em que as habilidades podem ser desenvolvidas com os estudantes são destacadas nas orientações ao professor e listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos

A seguir, apresentamos as unidades temáticas, os objetos de conhecimento e as habilidades de Geografia da BNCC referentes ao 4º ano.

Geografia – 5º Ano UNIDADES TEMÁTICASOBJETOS

O sujeito e seu lugar no mundo

Dinâmica populacional (EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação em que vive, estabelecendo relações entre migrações e condições de infraestrutura.

Diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais

(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.

Território, redes e urbanização (EF05GE03) Identificar as formas e funções das cidades e analisar as mudanças sociais, econômicas e ambientais provocadas pelo seu crescimento.

Conexões e escalas

Mundo do trabalho

Formas de representação e pensamento espacial

Natureza, ambientes e qualidade de vida

(EF05GE04) Reconhecer as características da cidade e analisar as interações entre a cidade e o campo e entre cidades na rede urbana.

Trabalho e inovação tecnológica (EF05GE05) Identificar e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços. (EF05GE06) Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação. (EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações.

Mapas e imagens de satélite (EF05GE08) Analisar transformações de paisagens nas cidades, comparando sequência de fotografias, fotografias aéreas e imagens de satélite de épocas diferentes.

Representação das cidades e do espaço urbano (EF05GE09) Estabelecer conexões e hierarquias entre diferentes cidades, utilizando mapas temáticos e representações gráficas.

Qualidade ambiental (EF05GE10) Reconhecer e comparar atributos da qualidade ambiental e algumas formas de poluição dos cursos de água e dos oceanos (esgotos, efluentes industriais, marés negras etc.).

Diferentes tipos de poluição (EF05GE11) Identificar e descrever problemas ambientais que ocorrem no entorno da escola e da residência (lixões, indústrias poluentes, destruição do patrimônio histórico etc.), propondo soluções (inclusive tecnológicas) para esses problemas.

Gestão pública da qualidade de vida (EF05GE12) Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 376-377. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.

OS TEMAS CONTEMPORÂNEOS

TRANSVERSAIS

Para enriquecer o trabalho com as habilidades e competências da BNCC e contextualizar o ensino, as propostas pedagógicas devem abordar os temas contemporâneos transversais (TCTs). Esses temas são assuntos relevantes para a formação cidadã dos estudantes e para a construção de uma sociedade mais justa, ética e sustentável. São temas com caráter interdisciplinar, que conectam os conteúdos escolares com o cotidiano dos estudantes e com questões importantes em discussão na sociedade.

De acordo com o documento Temas Contemporâneos Transversais da BNCC, publicado em 2019, esses temas são de relevância local, regional e global e estão organizados em seis macroáreas.

Meio ambiente

Educação ambiental

Educação para o consumo

Economia

Cidadania e civismo

Trabalho

Educação financeira

Educação fiscal

Saúde

Educação alimentar e nutricional

Vida familiar e social

Educação para o trânsito

Educação em direitos humanos

Direitos da criança e do adolescente

Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso

Saúde

Multiculturalismo

Ciência e tecnologia

Diversidade cultural

Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras

Ciência e tecnologia

Nesta coleção, esses temas são explorados em diferentes momentos no desenvolvimento dos conteúdos e recebem destaque na seção Coletivamente, contribuindo para a formação cidadã dos estudantes por meio de reflexões e propostas de resoluções para problemas, de modo que eles sejam atuantes na sociedade em que vivem.

INTEGRAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES CURRICULARES

Desde a década de 1990, o trabalho interdisciplinar tem ganhado relevância no Brasil, sendo incentivado em todos os níveis da Educação Básica. A interdisciplinaridade é a relação entre dois ou mais componentes curriculares que se unem para obter um conhecimento mais amplo e unificado. Essa abordagem vai além da simples comunicação de ideias; ela integra conceitos, metodologias e terminologias para que o conhecimento se torne mais significativo e conectado à realidade dos estudantes.

Ao integrar os diversos componentes, a interdisciplinaridade amplia a compreensão da realidade e contribui para a formação integral dos estudantes como cidadãos. No ambiente escolar, essa abordagem gera resultados positivos, pois incentiva a colaboração e a contextualização de temas, garantindo que o aprendizado esteja alinhado à vivência dos estudantes.

No desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar, tanto o professor quanto os estudantes devem estabelecer conexões entre saberes mais amplos e os conteúdos específicos dos diferentes componentes curriculares. Com base nessa articulação, espera-se que consigam construir uma síntese que amplie sua compreensão, superando o nível de entendimento inicial.

Para que esse processo ocorra de forma efetiva, é imprescindível que o professor assuma um papel mediador nesse percurso, sendo o primeiro a exercitar esse movimento de integração. Nesse contexto, o professor deve mobilizar algumas competências, como:

[...]

• diferenciação, comparação e contraste entre diferentes perspectivas disciplinares, profissionais e interdisciplinares;

• identificação de pontos comuns e esclarecimento de como as diferenças se relacionam com a tarefa a ser cumprida;

• delineamento de um entendimento holístico baseado nos pontos comuns, mas que continua suscetível às diferenças.

[...]

KLEIN, Julie Thompson. Ensino interdisciplinar: didática e teoria. In: FAZENDA, Ivani Catarina Arantes (org.). Didática e interdisciplinaridade 17. ed. Campinas: Papirus, 2017. (Coleção Práxis). E-book

Além disso, para realizar um trabalho interdisciplinar de maneira significativa, é essencial que ele esteja pautado nas experiências, no cotidiano e nos interesses dos estudantes. Isso implica aproveitar as situações que emergem naturalmente em sala de aula como oportunidades para articular diferentes saberes, por exemplo: perguntas formuladas por eles, projetos em andamento, investigações e demais práticas pedagógicas.

Nas propostas interdisciplinares, é comum que os estudantes atuem em grupo, promovendo a interação entre eles. Essa prática fortalece habilidades importantes como a argumentação, a escuta ativa e a organização de ideias. Essa abordagem exige metodologias mais dinâmicas e colaborativas, favorecendo a construção coletiva do saber. Ao promover a articulação entre os conteúdos curriculares, ela amplia as possibilidades de leitura e interpretação do mundo, tanto para os professores quanto para os estudantes, permitindo uma compreensão do conhecimento como algo vivo, em constante transformação.

Nesta coleção, você encontrará atividades cujo propósito é integrar diferentes componentes curriculares. As seções Coletivamente e Entre textos, por exemplo, trazem temas e reflexões que possibilitam um trabalho integrado. Além disso, o boxe Articulando conhecimentos detalha algumas integrações nas orientações ao professor, contribuindo para o aumento da criatividade e para a formação crítica e responsável dos estudantes na construção de seu conhecimento.

A PRÁTICA INTERDISCIPLINAR E O TRABALHO COM PROJETOS

Para planejar um trabalho interdisciplinar, o ponto de partida é definir os objetivos de aprendizagem. Com base nisso, se for o caso, é importante dialogar com o professor de outros componentes para planejar estratégias conjuntas, considerando os objetivos previamente levantados, os conhecimentos prévios dos estudantes e como os conteúdos podem ser abordados de forma integrada. Quando não for possível contar com a colaboração do professor de outros componentes curriculares, cabe a você orientar os estudantes nas pesquisas, ensinando-os a buscar fontes confiáveis e adequadas à proposta, a fazer registros relevantes, a organizar as informações obtidas e a planejar como os resultados das pesquisas serão entregues.

PROJETOS INTERDISCIPLINARES

Projetos investigativos e pesquisas também são exemplos de atividades que favorecem o trabalho interdisciplinar em sala de aula, pois envolvem tarefas que integram conhecimentos de diferentes áreas, como planejamento, levantamento de hipóteses, coletas de dados, análises, deduções e conclusões.

Os projetos oferecem aos estudantes oportunidades concretas de participação ativa no processo de construção do conhecimento, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de diversas competências, como o pensamento crítico e reflexivo, a argumentação, a valorização do pluralismo de ideias, a criatividade, a cooperação, a autonomia e a comunicação.

Nesse contexto, você continua sendo o mediador, orientando e acompanhando os estudantes para que atuem com autonomia e sejam protagonistas do desenvolvimento do projeto.

É importante ressaltar que a estrutura de um projeto não deve ser encarada como um modelo fixo ou engessado. Os projetos podem assumir diferentes formatos, conforme os objetivos e os contextos de aplicação. Em geral, iniciam-se com uma situação-problema ou uma questão orientadora, que dá origem a um conjunto de etapas organizadas de forma lógica. A seguir, apresentamos um modelo com etapas fundamentais que podem nortear a construção de um projeto interdisciplinar.

PLANEJAMENTO

• Definição da situação-problema ou da questão norteadora.

AVALIAÇÃO

A avaliação tem papel fundamental no processo de ensino-aprendizagem, pois é uma oportunidade de investigar, diagnosticar, refletir e intervir sobre o processo e acompanhar o desenvolvimento dos estudantes e sua atuação enquanto docente.

É fundamental compreender que a avaliação não deve ocorrer apenas em situações isoladas. O acompanhamento do percurso de aprendizagem dos estudantes precisa ser contínuo, tendo como base observações frequentes e diversificadas. Nesse sentido, o processo avaliativo deve fazer parte das práticas pedagógicas do dia a dia, de modo integrado ao planejamento e às atividades desenvolvidas em sala de aula.

A você, a avaliação possibilita observar e refletir sobre sua prática docente e a oportunidade de readequar e reajustar atividades, práticas e estratégias para alcançar determinados objetivos, com a participação ativa dos estudantes nesse processo. Desse modo, é de grande importância a interpretação dos resultados para que, com base neles, você possa refletir sobre intervenções a serem feitas para sanar possíveis defasagens e, assim, auxiliar no processo de construção do conhecimento,

• Conversa sobre o tema e levantamento de hipóteses.

• Elaboração de questões norteadoras com base na situação-problema.

• Formação das equipes, distribuição de tarefas e estabelecimento de metas e prazos.

• Consulta de diversas fontes e coleta de informações.

EXECUÇÃO

• Organização, testes e execução do trabalho.

• Realização de ajustes finais.

• Avaliação durante o processo.

• Definição da participação dos integrantes que conduzirão a apresentação.

DIVULGAÇÃO

• Apresentação dos resultados para a comunidade escolar.

• Publicação do trabalho final.

AVALIAÇÃO

• Avaliação dos resultados do projeto.

• Realização de autoavaliação.

• Verificação do desempenho e do desenvolvimento das aprendizagens dos estudantes.

Fonte de pesquisa: BENDER, William N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Tradução de Fernando de Siqueira Rodrigues. Porto Alegre: Penso, 2014. p. 61.

identificando possibilidades de recuperação e progressão do aprendizado.

É essencial que a avaliação seja compreendida como uma ferramenta de inclusão e de apoio ao processo de ensino-aprendizagem, evitando que seja usada apenas como forma de analisar a eficiência e classificar os estudantes. Avaliar não deve ser sinônimo de rotular ou excluir, mas sim de compreender os percursos formativos deles.

Para que a avaliação realmente contribua para identificar os progressos, as dificuldades e as possíveis lacunas no desenvolvimento das aprendizagens, é necessário que os critérios sejam previamente compartilhados e discutidos com os estudantes, pois isso favorece a compreensão dos objetivos da avaliação e promove uma participação mais ativa por parte deles.

O planejamento das avaliações deve estar alinhado aos conteúdos e às atividades efetivamente trabalhados em sala de aula, com uma abordagem reflexiva e contextualizada. É essencial considerar os processos de aprendizagem mais adequados à turma e considerar a diversidade de perfis entre os estudantes. Além disso, é recomendável diversificar os instrumentos utilizados, não se restringindo a provas e testes, e incluir diferentes formas de expressão do conhecimento. Entre as possibilidades, destacam-se

atividades em grupo, debates, produções escritas e orais, desenhos, atividades práticas, questões objetivas e dissertativas, entre outros formatos que respeitem as múltiplas formas de aprender e se comunicar dos estudantes.

Avaliação diagnóstica

Nesta coleção, a ação avaliativa do processo de ensino-aprendizagem propõe três tipos principais: a avaliação diagnóstica, a avaliação formativa e a avaliação somativa.

A avaliação diagnóstica é o momento de identificar os conhecimentos que os estudantes trazem consigo, além de suas necessidades e dificuldades.

Essa etapa é fundamental para reajustar as rotas e os objetivos de ensino. É importante ressaltar que a avaliação diagnóstica não exige, obrigatoriamente, um registro formal. A observação de uma atividade em sala de aula, por exemplo, permite que você identifique as habilidades que precisam ser desenvolvidas ou aperfeiçoadas.

Onde ocorre

Nesta coleção, um exemplo de avaliação diagnóstica está na seção Vamos iniciar, no início de cada volume. Nela, são propostas atividades que possibilitam perceber a necessidade de retomar conteúdos, estabelecer objetivos e definir as práticas e as estratégias didáticas. Nas orientações ao professor, você encontra sugestões de intervenção com base na análise das respostas e nas dificuldades dos estudantes.

A avaliação diagnóstica também pode ser feita no início de cada unidade, pois as atividades das páginas de abertura podem auxiliar a diagnosticar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre os temas e os conteúdos que serão abordados.

Avaliação formativa

A avaliação formativa acontece ao longo do período letivo. São os processos contínuos pelos quais você obtém indicadores a respeito da aprendizagem dos estudantes.

Desse modo, esse tipo de avaliação possibilita que você realize intervenções, propondo novas estratégias e procedimentos que visam à melhoria e/ou ao aprofundamento dos conhecimentos por parte dos estudantes.

A avaliação formativa pode ter um papel fundamental na melhoria das aprendizagens de todos os alunos. A sua utilização sistemática deve permitir que os alunos conheçam bem: a) o que têm de aprender no final de um dado período de tempo; b) a situação em que se encontram quanto às aprendizagens que têm de desenvolver; e c) os esforços que têm de fazer para aprenderem o que está previsto e descrito nos documentos curriculares. Para tal, a comunicação entre professores e alunos é fundamental, pois é através dela que os alunos podem receber orientações que os ajudam a aprender. [...]

FERNANDES, Domingos. Avaliação formativa: Folha de apoio à formação: Projeto de Monitorização Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (Maia). Ministério da Educação/Direção-Geral da Educação, 2021. p. 4. Onde ocorre

Nesta coleção, a avaliação formativa é um processo contínuo e integrado. A seção Vamos avaliar o aprendizado, ao final de cada unidade do Livro do Estudante, oferece atividades que retomam alguns dos principais conceitos e noções trabalhados para acompanhar a aprendizagem dos estudantes em relação aos objetivos estabelecidos.

Nas orientações ao professor, o boxe Avaliando complementa essa prática com propostas de atividades avaliativas adicionais. Ele inclui objetivos e estratégias de intervenção, caso seja necessária a retomada de conteúdos e conceitos.

Além disso, procure observar as respostas dos estudantes às práticas propostas ao longo das aulas, e não apenas em um momento específico definido como avaliação. Também é importante transitar pela sala de aula e observar os estudantes durante as atividades propostas. Esse acompanhamento mais próximo contribui para que eles se reconheçam como parte do processo de ensino-aprendizagem, desenvolvam sua autonomia e busquem aprimoramento contínuo.

Avaliação somativa

A avaliação somativa é realizada ao final de um período de estudos, em consonância com as práticas pedagógicas da escola. Com base nas respostas a essa avaliação, você poderá refletir sobre ações a serem tomadas para sanar possíveis dificuldades dos estudantes.

Por ser comumente associada a testes e notas que visam classificar o desempenho dos estudantes, é fundamental que ela não seja o único foco do processo avaliativo. A nota é apenas uma das muitas formas de representar os resultados, por isso essa etapa deve ser considerada como a consequência natural das avaliações diagnóstica e formativa já realizadas.

Ao analisar os resultados, você pode refletir sobre as ações necessárias para sanar possíveis dificuldades, utilizando o desempenho como um indicativo para a retomada de conteúdos e a definição de novas estratégias. Dessa forma, resultados abaixo do esperado não são uma sentença, mas sim um ponto de partida para aprimorar o processo de ensino-aprendizagem.

Onde ocorre

Nesta coleção, a avaliação somativa acontece ao final de cada volume, na seção Vamos concluir. Essa seção, oferece atividades que permitem a você verificar os conhecimentos adquiridos pelos estudantes no decorrer do ano letivo. Nas orientações ao professor, você encontra sugestões de intervenção para analisar as respostas e identificar a necessidade de estratégias de remediação, favorecendo que os objetivos pedagógicos sejam alcançados.

Para um sistema de avaliação eficiente, é recomendável a combinação das três modalidades, além de usar diferentes instrumentos que auxiliem a obter informações

Provas e testes

Seminários e debates

Portfólios

sobre o desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes. Apresentamos a seguir alguns exemplos.

Instrumentos de avaliação

Podem ser elaborados com questões abertas, análise de situações, questões objetivas e quizzes e realizados de forma regular, abordando conteúdos específicos ou referentes a determinado período.

Possibilitam a você perceber o desenvolvimento de habilidades relacionadas a tarefas como pesquisa, síntese das informações, pensamento crítico e comunicação.

A elaboração de portfólios com base em suas observações e registros em fichas avaliativas contribui não só para analisar o desenvolvimento cognitivo dos estudantes, mas também a maneira como cada um aprende, com atenção especial às habilidades que eles desenvolvem com mais facilidade e as que demandam mais atenção e auxílio para serem desenvolvidas.

Saraus Permitem verificar o desenvolvimento de habilidades relacionadas a: interação social, capacidade de expressão, criatividade, sensibilidade e conhecimento cultural.

Ditados Possibilitam acompanhar as principais dificuldades dos estudantes com relação à escuta e à escrita.

Autoavaliações

Incentivam o desenvolvimento da autonomia dos estudantes levando-os a refletir sobre sua participação nas atividades, suas dificuldades e aspectos que devem ser melhorados. Com base nessas informações, você pode debater com eles os caminhos para gerar mudanças no planejamento e melhorias para toda a turma.

Para auxiliar o monitoramento das aprendizagens, sugerimos a utilização de uma ficha de avaliação de acompanhamento individual, como a que apresentamos a seguir. Essa ferramenta permite registrar a trajetória de cada estudante, observando seu desenvolvimento com relação aos objetivos e às habilidades trabalhados.

A ficha usa um sistema de marcação simples para identificar o nível de desenvolvimento do estudante.

• S (Sim): o estudante demonstrou ter alcançado o objetivo.

• P (Parcialmente): o estudante atingiu o objetivo de forma incompleta, necessitando de intervenção para avançar.

• N (Não): o estudante não alcançou o objetivo, sendo necessária uma intervenção imediata.

Quando o objetivo é alcançado e marcado com S, você deve incentivar o estudante a aprofundar seus saberes. Se a marcação for P ou N, a ficha serve como um diagnóstico claro, indicando a necessidade de planejar intervenções para que o estudante progrida nos estudos.

Você pode usar esse tipo de ficha para registrar observações feitas durante o trabalho com as seções Vamos iniciar, Vamos avaliar o aprendizado e Vamos concluir do Livro do Estudante, e com o boxe Avaliando das orientações ao professor

Escola: Professor(a):

Estudante:

Turma: Período letivo do registro:

Ficha de acompanhamento individual das aprendizagens

MODELO

Objetivos ou habilidades avaliados S (Sim) P (Parcialmente) N (Não) Observações

Preencher com o objetivo ou habilidade.

Preencher com o objetivo ou habilidade.

No contexto atual da educação, o papel do professor dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental vai além da transmissão de conteúdo. Ele deve atuar como mediador do conhecimento, incentivando a autonomia dos estudantes e formando leitores e pensadores críticos. Acima de tudo, o professor é um agente essencial na construção da base educacional e emocional dos estudantes.

Essa etapa da escolarização é marcada por profundas transformações no desenvolvimento cognitivo, afetivo e social dos estudantes. Por isso, a prática pedagógica exige sensibilidade e escuta ativa. Você deve estar atento às necessidades individuais dos estudantes, respeitando seus ritmos de aprendizagem e suas realidades. A construção de vínculos afetivos é fundamental para fortalecer a autoestima e a autonomia, pois são eles que criam um ambiente acolhedor, onde o erro é considerado como parte do processo de aprendizagem e todos os estudantes se sentem seguros para se expressarem.

Sua atuação docente envolve uma reflexão constante sobre os conteúdos, as metodologias e, principalmente, sobre como os estudantes aprendem. Ao aproximar o conteúdo escolar dos conhecimentos prévios deles, você torna o aprendizado mais significativo e prazeroso. Essa abordagem, que valoriza a bagagem cultural e as experiências dos estudantes, é fundamental na construção de uma relação positiva deles com o ato de estudar.

O planejamento pedagógico é o ponto de partida, mas a prática em sala de aula é dinâmica e não linear. É no dia a dia que você conhece os perfis, as necessidades e os ritmos da turma, e que a flexibilidade e a capacidade de adaptação se tornam essenciais. O diálogo constante com a equipe pedagógica e a participação em formações continuadas são atitudes que favorecem o desenvolvimento de uma prática docente mais eficaz e alinhada às reais demandas da turma.

Nessa jornada, você é o principal organizador das ações pedagógicas. É quem acolhe, engaja e dá oportunidade para que os estudantes verbalizem seu raciocínio, escrevam e desenvolvam, no coletivo da turma, a compreensão sobre os motivos das atividades e a realização das respostas. O livro didático não é apenas um guia, mas um instrumento cultural que o auxilia em seu trabalho como mediador no processo de construção do conhecimento dos estudantes. Com autonomia, é você quem dá vida a esse material, ajustando-o às necessidades de cada turma para que os estudantes se tornem os protagonistas de sua aprendizagem.

A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM AÇÃO

A sala de aula é marcada pela diversidade. Cada estudante traz consigo um conjunto de experiências, saberes e modos de aprender. Essa diversidade se expressa em aspectos comportamentais, cognitivos, afetivos e socioculturais, que influenciam diretamente o modo como cada um

constrói o conhecimento. Já as trajetórias individuais são moldadas por fatores como o contexto familiar, as vivências culturais e o ambiente social em que estão inseridos. É seu papel e da equipe escolar acolher essas diferenças. Nesse sentido, compreender o desenvolvimento dos estudantes exige atenção ao contexto em que vivem, às suas práticas cotidianas e à maneira como atribuem significado às suas experiências. Por isso, uma das grandes questões que se impõe ao trabalho docente é: como planejar intervenções pedagógicas que deem conta da heterogeneidade presente em sala de aula, especialmente em turmas numerosas?

Diante desse desafio, é essencial que você reconheça que não há um único caminho para a aprendizagem. As interações, os ritmos e os interesses variam, e é seu papel estar atento a essas diferenças, promovendo práticas pedagógicas flexíveis e inclusivas. Só assim será possível garantir que todos os estudantes tenham oportunidades reais de desenvolvimento, respeitando suas singularidades sem comprometer a qualidade do processo de ensino-aprendizagem.

A seguir, apresentamos sugestões para auxiliar seu dia a dia, promovendo a adequação de atividades e a progressão do aprendizado, para que os estudantes avancem no próprio ritmo, com o apoio necessário para superar desafios.

A PEGA DO LÁPIS NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

Como os estudantes dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental estão no processo de alfabetização, é importante que você os auxilie na apropriação do sistema de escrita. Uma das intervenções relevantes nesse processo é a orientação sobre a pega funcional do lápis. A pega de três pontos, também conhecida como pega tripoide ou trípode, é uma técnica considerada funcional, pois favorece movimentos mais precisos, fluidos e controlados, o que é essencial para o desenvolvimento da escrita e evita fadiga muscular. Para orientar os estudantes, incentive-os a:

• posicionar o lápis de forma relaxada, sem forçar os dedos;

• segurar o lápis entre a ponta do polegar e a lateral do dedo indicador;

• apoiar o lápis no dedo médio para dar suporte e estabilidade;

• deixar os outros dedos (anelar e mínimo) levemente dobrados na palma da mão, servindo de apoio.

É fundamental acompanhar o processo individualmente, observando se a pega está firme, mas não tensa. No entanto, trata-se de um desenvolvimento, desse modo, inicialmente não é recomendada a correção direta da pega, mas sim uma observação atenta para compreender como cada estudante está se apropriando desses movimentos e o que pode ser feito para progredir.

O desenvolvimento da pega do lápis não se resume apenas a segurar o instrumento. Ele é resultado de uma coordenação motora fina bem desenvolvida. Para auxiliar nesse processo, é importante incluir atividades lúdicas e variadas na rotina da sala de aula que ajudam a fortalecer a musculatura das mãos e dos dedos, como brincar com massinha de modelar ou argila, rasgar papel com as mãos, rasgar papel em pedaços pequenos e fazer bolinhas com as pontas dos dedos, cortar com tesoura de pontas arredondadas e colar pedaços de papel pequenos.

O LETRAMENTO MATEMÁTICO

Com relação ao letramento matemático, é fundamental que ele ocorra de forma integrada com todos os componentes curriculares. Para isso, ao abordar os conteúdos, procure criar situações didáticas contextualizadas que incentivem os estudantes a desenvolverem o raciocínio lógico e a aplicarem o conhecimento matemático na busca de soluções para situações-problema do cotidiano. Essa abordagem facilita a compreensão dos conceitos e reforça sua relevância.

Além disso, as atividades a seguir contribuem para o letramento matemático, por exemplo:

• contagem de objetos usando materiais concretos, como tampinhas e lápis;

• uso e escrita de algarismos por meio de jogos e brincadeiras;

• compreensão do conceito de números; realização de operações básicas; reconhecimento de formas geométricas na identificação de quantidades e na ordenação de elementos;

• comparação de medidas com o uso de instrumentos não padronizados, como palmos e passos;

• leitura e interpretação de gráficos e tabelas com dados reais sobre a turma e a escola.

A INCLUSÃO NAS ESCOLAS

Garantir a inclusão de estudantes com deficiência na escola regular não é apenas um dever legal, mas um compromisso ético e pedagógico com a equidade e a justiça social. A legislação brasileira, incluindo a Constituição Federal (1988), a Lei Brasileira de Inclusão (LBI, 2015) e as Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial (2008), reforça o papel da escola em assegurar que todos os estudantes tenham acesso a uma educação de qualidade. Contudo, a inclusão vai além de permitir o acesso físico à sala de aula. Ela exige a participação ativa dos estudantes no cotidiano escolar, promovendo aprendizagens significativas e respeitando suas particularidades. Para isso, é essencial o envolvimento de toda a comunidade escolar na construção de um ambiente que valorize as diferenças e que favoreça as interações e o respeito à diversidade. Nesse contexto, o papel do professor é central, como mediador e agente de transformação.

O primeiro passo mais importante é levar ao professor o reconhecimento das diversas dificuldades que deverá encontrar, suas especificidades, suas formas de atuação e como identificá-las em

seus alunos. Neste processo, ao professor caberá a autonomia de reconhecer as dificuldades e intervencionar, em sala de aula, para a aplicação de novas metodologias e saberes, para a chegada da cognição.

JOIA, Michele. A inclusão de crianças na escola: o papel do educador diante das dificuldades de aprendizagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2023. p. 41.

A prática pedagógica inclusiva deve reconhecer que todo estudante tem a capacidade de aprender, desde que seja incentivado por vínculos afetivos e em um ambiente acolhedor. Para isso, as estratégias precisam ser flexíveis e adaptadas às necessidades individuais.

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INCLUSIVAS

A seguir, sugerimos algumas ações que podem ser aplicadas em sala de aula para promover a inclusão.

• Materiais concretos e táteis: utilize materiais com diferentes texturas e relevos para que os estudantes possam explorar o conteúdo de forma sensorial. Ao utilizar recursos visuais, sempre descreva as imagens com clareza, indicando posições e características dos objetos.

• Comunicação clara: apresente os enunciados das atividades de forma clara e direta, evitando ambiguidades, figuras de linguagem ou construções muito complexas. Divida as tarefas em etapas menores e forneça uma instrução por vez. Durante as explicações, posicione-se de frente para os estudantes, facilitando a atenção à sua fala.

• Flexibilização e ritmo: ofereça prazos flexíveis para a entrega de atividades, respeitando o tempo de aprendizagem de cada estudante. Incentive a leitura compartilhada de textos e enunciados para promover a compreensão coletiva e o apoio mútuo.

• Incentivo à expressão: incentive a expressão oral, quando possível, e a organização do pensamento dos estudantes, auxiliando na estruturação das ideias. Ferramentas como alfabeto móvel e banco de palavras são ótimas aliadas para a alfabetização e o fortalecimento da participação dos estudantes no processo de aprendizagem.

• Uso de tecnologia: quando possível, adote recursos tecnológicos que atendem às necessidades específicas dos estudantes, ampliando as possibilidades de acesso ao conteúdo e tornando o aprendizado mais dinâmico e acessível.

• Valorização de estratégias de resolução de problemas: apresente e valorize diferentes estratégias para a resolução de problemas, respeitando a forma única de compreensão e de elaboração de soluções.

O USO DE METODOLOGIAS ATIVAS

O uso de metodologias ativas favorece o engajamento dos estudantes e o desenvolvimento de diversas habilidades. A prática pedagógica exige um planejamento cuidadoso, momentos de discussão em grupo, atividades colaborativas e trocas de saberes, especialmente quando o objetivo é fortalecer competências como leitura, escrita e raciocínio lógico-matemático.

[...]

Metodologias ativas são estratégias de ensino centradas na participação efetiva dos estudantes na construção do processo de aprendizagem, de forma flexível, interligada e híbrida. As metodologias ativas, num mundo conectado e digital, expressam-se por meio de modelos de ensino híbridos, com muitas possíveis combinações. A junção de metodologias ativas com

Pensar-conversar-compartilhar

modelos flexíveis e híbridos traz contribuições importantes para o desenho de soluções atuais para os aprendizes de hoje.

MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. In: BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. p. 4. A seguir, apresentamos três metodologias ativas que promovem o protagonismo e a autonomia dos estudantes.

É uma estratégia eficaz para aumentar o engajamento dos estudantes, pois promove o pensamento individual e a colaboração, permitindo que todos participem ativamente da aula. A fase individual garante que todos os estudantes tenham oportunidade de organizar suas ideias e de se expressar. A fase em duplas e a discussão geral mantêm os estudantes ativos e envolvidos no processo de aprendizagem, incentivando o pensamento crítico, a argumentação e a formulação de ideias. Para iniciar, você deve fazer uma pergunta ou lançar um desafio relacionado ao conteúdo da aula e estipular um tempo para os estudantes pensarem sozinhos na resposta. É o momento de organizar as ideias e formular uma primeira hipótese. Depois do tempo de reflexão individual, os estudantes se juntam a um colega. Em duplas, eles devem conversar, compartilhar ideias e chegar a uma conclusão, consolidando o raciocínio e construindo o conhecimento de forma colaborativa. Na etapa final, o professor pode escolher algumas duplas, ou todas, para apresentarem suas ideias, incentivando a participação de todos, levando-os a perceber que há diferentes formas de pensar e de resolver o mesmo problema.

Vire e fale

Essa estratégia é eficaz para aumentar o engajamento e a participação dos estudantes, pois modifica o formato de pergunta e resposta e cria um espaço para que eles possam expressar suas ideias. A conversa em duplas incentiva os estudantes a organizarem suas ideias e a praticarem a escuta ativa. É uma estratégia rápida e simples que pode ser utilizada várias vezes durante a aula para checar a compreensão e manter o ritmo de forma dinâmica e interativa. Para começar, faça uma pergunta clara e direta relacionada ao conteúdo que está sendo trabalhado, que possa ser respondida em cinco minutos. Imediatamente após a pergunta, peça aos estudantes que virem para um dos colegas para conversarem sobre a pergunta, tentando chegar a uma resposta em até cinco minutos. Esse é o momento em que eles devem verbalizar suas ideias uns para os outros, escutando o que o outro tem a dizer e chegando juntos a uma conclusão. Após a conversa em duplas, escolha alguns estudantes, ou todos, para compartilharem as ideias que surgiram nas duplas e faça intervenções quando julgar necessário. Caminhada na galeria

Essa é uma estratégia colaborativa que envolve a produção de cartazes sobre os conteúdos estudados que devem ser expostos como em uma galeria de arte. A atividade foge da rotina da sala de aula e envolve movimento, o que é indicado para essa faixa etária. Os estudantes aprendem uns com os outros e desenvolvem a capacidade de escutar e argumentar, além de aprimorar a comunicação, o raciocínio e a organização de ideias de forma lúdica e prática, aprofundando os conteúdos que aprenderam. Para trabalhar com essa metodologia, organize a turma em grupos e proponha um tema, uma pergunta ou um problema para ser trabalhado em cada grupo. Oriente os grupos a fazerem pesquisas sobre o assunto e a registrarem as conclusões em cartazes. Depois de prontos, os cartazes devem ser fixados na sala de aula, como se fossem obras de arte, e cada grupo precisa escolher um apresentador que ficará ao lado para explicar o trabalho. O restante da turma, em grupos, começa a caminhada pela galeria, observando e analisando as produções dos colegas. Após todos os grupos visitarem as obras da galeria, reúna todos e incentive uma conversa sobre o que foi aprendido. Esse é o momento para discutir as diferentes soluções encontradas, os pontos em comum e o que mais chamou a atenção dos estudantes.

A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO

Para a organização do trabalho pedagógico em sala de aula, é essencial considerar a disposição do espaço e promover um ambiente pautado pela empatia, pelo respeito mútuo e pela valorização do coletivo, o que contribui para a construção de uma sala de aula acolhedora, na qual o desenvolvimento da autonomia dos estudantes seja incentivado de forma constante.

A fim de promover um ambiente mais dinâmico, inclusivo e colaborativo, você pode alterar a organização tradicional da sala de aula, que tem carteiras enfileiradas e o professor ocupando o papel central como único detentor do saber. Ao repensar a organização da sala de

aula como um recurso pedagógico, você amplia as possibilidades de interação, cooperação e construção coletiva do conhecimento, aproximando a prática docente das demandas reais da turma. A seguir, apresentamos algumas sugestões para organizar a sala de aula de diferentes maneiras.

Disposição em grupo: indicada para atividades que exigem colaboração direta e trocas constantes entre os estudantes, como trabalhos em equipe, debates e projetos que precisam de divisão de tarefas, pois a proximidade física facilita a comunicação e o apoio mútuo, incentivando a resolução de problemas de forma coletiva.

Representação de carteiras dispostas em grupo.

Disposição em círculo: indicada para atividades que priorizam a participação de todos, a escuta ativa e a criação de um ambiente de igualdade, como rodas de conversa, discussões sobre temas específicos, contação de histórias e compartilhamento de experiências, permitindo que a construção do conhecimento, a troca de experiências e a comunicação sejam mais diretas e isonômicas entre você e os estudantes.

Em círculo

Representação de carteiras dispostas em círculo.

Disposição em U: indicada para apresentações orais, demonstrações, debates supervisionados ou quando você precisa circular entre as carteiras para dar assistência individual, pois combina sua visibilidade com a possibilidade de interação entre os estudantes, permitindo que todos mantenham o foco na atividade.

Em U

Representação de carteiras dispostas em U.

Disposição de frente uns para os outros: parecida com a disposição em grupo, mas

pode ser utilizada para trabalhos em duplas, entrevistas ou atividades de reflexão, pois promove uma interação mais focada e próxima, permitindo aos estudantes que se concentrem na troca de informações e ideias entre si, sem a dispersão que um grupo maior poderia causar.

De frente uns para os outros

Representação de carteiras dispostas de frente umas para as outras.

Outra estratégia que ajuda a aproximar o currículo da vida dos estudantes é incentivar a utilização de outros espaços dentro e fora da sala de aula para divulgar o trabalho desenvolvido pela turma, como os murais e as paredes, explorando diferentes recursos e estratégias.

A ORGANIZAÇÃO DO TEMPO E DA ROTINA ESCOLAR

Além da organização do espaço físico, é fundamental atentar à gestão do tempo e da rotina em sala de aula. Estabelecer uma rotina clara e bem estruturada favorece a execução do planejamento pedagógico, garantindo que os horários e as atividades sejam conduzidos de forma sequencial e coerente, sempre respeitando as particularidades e os diferentes ritmos de aprendizagem dos estudantes.

Planejar a prática pedagógica de acordo com a proposta curricular proporciona um ambiente mais estável e acolhedor, no qual os estudantes sabem o que esperar e se sentem mais seguros diante das estratégias utilizadas no dia a dia. Além de facilitar a condução do trabalho docente, essa organização contribui para equilibrar e diversificar as atividades ao longo da semana, ampliando as possibilidades de aprendizagem.

Além das aulas nas quais os conteúdos e as atividades são abordados, é importante que você inclua atividades diversificadas em seu planejamento de rotina, como as sugeridas a seguir.

• Rodas de conversa: podem ser realizadas no começo ou no final da aula para solicitar aos estudantes que relatem alguma vivência pessoal (como forma de explorar os conhecimentos prévios) ou exponham o que aprenderam, quais dificuldades tiveram ou o que gostariam de aprender na próxima aula.

• Momentos de leitura: podem ser conduzidos tanto por você, por meio da leitura em voz alta, quanto pelos próprios estudantes, com a leitura

ILUSTRAÇÕES: IVY NUNES/ ARQUIVO DA EDITORA

compartilhada ou um de cada vez. É importante reservar intervalos de tempo específicos na rotina para a leitura de diferentes textos com a intenção de proporcionar momentos de apreciação e, ao mesmo tempo, ampliar o repertório e os conhecimentos dos estudantes.

• Momentos de registro: essa estratégia consiste em reservar, ao final das aulas, alguns minutos para que os estudantes expressem o que aprenderam. Esse registro pode ser feito por meio da escrita, de esquemas visuais, de desenhos ou até pela oralidade, com gravações em áudio ou vídeo. Essa etapa funciona como uma forma de verificação da aprendizagem, permitindo a você identificar o que foi compreendido e o que ainda precisa ser retomado em aulas futuras ou em atividades de reforço. Os registros podem ser realizados individualmente, em duplas ou em pequenos grupos, de acordo com os objetivos da proposta.

• Visitas guiadas a diferentes espaços de aprendizagem: a sala de aula não é o único ambiente para

Escola:

Professor(a):

Componente curricular:

o aprendizado dos estudantes, por isso é importante sugerir atividades em outros espaços na escola, como laboratórios, bibliotecas, pátio, auditório e jardim, e fora da escola, como teatros, museus, espaços públicos, centros de pesquisas, cinema e centros culturais. Em casos de atividades em espaços fora da escola, é necessário que você solicite, com antecedência, as autorizações para a direção e para os pais ou responsáveis dos estudantes, e com o acompanhamento de outros profissionais da escola, bem como a orientação do uso de filtro solar, da ingestão de água e do uso de repelentes e de vestimentas e calçados adequados, visando à segurança, à integridade física e ao bem-estar dos estudantes.

Além dessas atividades, o planejamento de rotina deve incluir atividades lúdicas que incentivem a interação social e momentos que envolvam alimentação e higiene pessoal.

Apresentamos a seguir um exemplo de planejamento de rotina, que pode ser adaptado de acordo com as suas necessidades, as dos estudantes e as da escola.

MODELO

Turma:

Planejamento de rotina

Horário Local Atividade

Data:

Objetivo

7h30 – 8h00Sala de aulaAcolhimento e roda de conversa. Promover a socialização e desenvolver a oralidade.

8h00 – 9h30Sala de aula

9h30 – 10h00 Refeitório, banheiro e pátio

Leitura compartilhada de textos e atividades dirigidas de escrita.

Lanche, escovar os dentes, lavar as mãos e recreio.

10h00 – 11h00 Quadra Brincadeiras tradicionais e jogos cooperativos.

11h00 – 11h30 Sala de aulaRoda de leitura e fechamento.

Outro recurso pedagógico que pode auxiliar a gestão do tempo e o planejamento de rotina é a sequência didática. Uma sequência didática é um plano de ensino estruturado, composto de um conjunto de atividades ordenadas e interligadas que são desenvolvidas ao longo de várias aulas. A elaboração de sequências didáticas é um recurso pedagógico que pode tornar o planejamento mais eficaz e alinhado às necessidades dos estudantes. Por meio delas, você consegue organizar o processo de ensino de maneira intencional e progressiva, estruturando atividades e estratégias de forma coerente e articulada.

Desenvolver habilidades de leitura e de escrita.

Momento de descanso, alimentação, higiene e interação livre.

Desenvolver a expressão corporal e a coordenação motora.

Desenvolver a escuta ativa, retomar as aprendizagens do dia e organizar a sala de aula.

Ao planejar uma sequência didática, você estabelece etapas claras e encadeadas que favorecem a construção do conhecimento ao longo do tempo, seja em alguns dias, semanas ou até meses. Essa organização permite flexibilizar o percurso, ajustando-o conforme o ritmo de aprendizagem da turma e as particularidades do contexto escolar. É fundamental que as sequências estejam alinhadas aos objetivos de ensino, considerando também os recursos didáticos disponíveis e a realidade da escola. Outro aspecto essencial é a inclusão de estratégias de avaliação que permitam acompanhar e refletir sobre o avanço dos

estudantes ao longo do processo, verificando seu envolvimento e observando as dificuldades que possam surgir. Sempre que julgar necessário, faça intervenções que contribuam para ampliar a compreensão dos conteúdos.

Ao término da sequência didática, registre suas considerações sobre o processo de aprendizagem dos

estudantes, destacando avanços e aspectos que ainda precisam ser desenvolvidos.

A seguir, apresentamos uma sugestão de modelo de sequência didática que pode servir como referência. Sinta-se à vontade para adaptá-lo conforme as necessidades da sua turma e os conteúdos que pretende desenvolver.

Planejamento de sequência didática

Escola: preencher com o nome da escola.

Professor(a): preencher com o nome do professor.

Componente curricular: preencher com o nome do componente curricular.

Turma: preencher com a indicação da turma.

Data: preencher com o período estimado para o desenvolvimento da sequência didática.

Assunto/conteúdo: preencher com os assuntos ou conteúdos a serem desenvolvidos.

Quantidade de aulas: preencher com a estimativa da quantidade de aulas necessária para desenvolver todas as atividades.

1. Objetivos gerais: definir o que se espera que os estudantes sejam capazes de fazer ao final da sequência didática.

2. Competências e habilidades da BNCC: identificar as competências e habilidades da BNCC que serão trabalhadas.

3. Materiais necessários: fazer uma lista detalhada de todos os materiais que serão necessários para desenvolver as atividades.

4. Etapas da sequência didática: detalhar as etapas de cada aula, organizando as atividades em uma ordem lógica e progressiva.

• Aula 1: descrever o início do trabalho com a sequência didática, que pode ser uma atividade para verificar o que os estudantes já sabem sobre o assunto; pode ser uma roda de conversa, uma dinâmica ou uma pergunta deflagradora para despertar a curiosidade deles.

• Aula 2 em diante: apontar as atividades intermediárias que ajudarão os estudantes a construírem o novo conhecimento, como pesquisas, leituras, discussões, atividades práticas, entre outras dinâmicas.

• Aula final: descrever a última aula, a culminância da sequência didática; planejar uma atividade final para que os estudantes coloquem em prática tudo o que aprenderam, que pode ser a produção de um texto, a apresentação de um trabalho ou a criação de um projeto.

5. Avaliação: definir os critérios (o que será observado) e os instrumentos (como será registrado) que serão utilizados para avaliar a aprendizagem dos estudantes ao longo da sequência didática; a avaliação deve ser contínua e não apenas ao final.

6. Autoavaliação: após a execução da sequência didática, verificar se ela foi eficaz, se os objetivos foram alcançados, quais desafios surgiram, o que pode ser mudado para a próxima vez e anotar essas reflexões para aprimorar suas práticas pedagógicas.

O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS

A presença das tecnologias digitais no cotidiano das pessoas é cada vez mais comum, inclusive entre crianças e adolescentes. No entanto, a maneira como esses recursos, especialmente os dispositivos móveis como os celulares, têm sido utilizados dentro das escolas tem gerado muitos debates. O foco dessas discussões recai, principalmente, sobre os efeitos negativos do uso inadequado desses aparelhos no processo de aprendizagem e no desenvolvimento integral dos estudantes.

Estudos recentes reforçam essas preocupações, apontando prejuízos que vão desde a distração em sala de aula até impactos mais sérios, como problemas de saúde

física e mental, que incluem aumento da ansiedade, distúrbios do sono, dificuldades de atenção, entre outros. Essas evidências contribuíram para a criação da Lei nº 15.100, de 13 de janeiro de 2025, que estabelece diretrizes para o uso de celulares nas escolas brasileiras.

Os desafios enfrentados com o uso inadequado e desregulado das tecnologias digitais não se restringem ao ambiente escolar. A Unesco destaca riscos que vão desde o enfraquecimento das relações humanas até ameaças à democracia e aos direitos fundamentais, como a disseminação de discursos de ódio e a violação da privacidade. Tais aspectos mostram que a tecnologia, sem orientação adequada, pode acentuar desigualdades e comprometer valores essenciais.

MODELO

No contexto escolar, o uso excessivo e sem propósito de recursos digitais tem mostrado efeitos prejudiciais, como o isolamento social, a dependência de redes sociais e a dispersão durante as aulas. Por isso, torna-se indispensável repensar o papel desses recursos na educação.

Por outro lado, quando inserida de maneira planejada e intencional no cotidiano escolar, a tecnologia pode se tornar uma ferramenta poderosa para o processo de ensino-aprendizagem. Recursos como computadores, tablets e celulares, quando utilizados com orientação pedagógica, promovem o acesso à informação, favorecem o desenvolvimento de habilidades críticas e éticas e ampliam o alcance da educação, especialmente em contextos de vulnerabilidade.

A proposta, portanto, não é excluir a tecnologia do ambiente escolar, mas sim incorporá-la com responsabilidade, sempre pautada em objetivos pedagógicos claros e alinhados às competências e aos conteúdos previstos no currículo.

Você tem um papel fundamental nesse processo. Cabe a você planejar atividades que façam uso significativo da tecnologia, promovendo a aprendizagem ativa e a reflexão crítica por parte dos estudantes. A intencionalidade no uso desses recursos deve estar presente desde o momento da escolha da ferramenta até a avaliação dos resultados.

Além disso, é importante lembrar de que tecnologias educacionais não se limitam às mais recentes. Televisão, rádio, lousa, projetores e outros dispositivos já fazem parte da rotina escolar há décadas e desempenham papel importante na mediação pedagógica.

BOAS PRÁTICAS NO USO DE TECNOLOGIAS

NA EDUCAÇÃO

Para que a utilização de ferramentas tecnológicas seja eficaz e enriquecedora, é fundamental adotar algumas práticas pedagógicas intencionais. A seguir, apresentamos algumas dicas.

Planejamento pedagógico do uso de recursos tecnológicos

• Definir com clareza os objetivos de aprendizagem.

O ENSINO DE GEOGRAFIA

FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS NO ENSINO DE GEOGRAFIA

O ensino, de modo geral, deve acompanhar as transformações pelas quais vem passando nossa sociedade no início do século XXI. Muitas dessas mudanças referem-se ao desenvolvimento tecnológico relacionado aos meios de comunicação e transportes, às formas de trabalho, à intensidade com que a sociedade tem explorado os recursos da natureza e transformado o espaço geográfico. A nossa sociedade, na atualidade, também tem alterado muitos de seus hábitos cotidianos, por exemplo, em relação ao convívio social, à maneira de acessar produtos e serviços, práticas intensamente influenciadas pelo uso

• Escolher as ferramentas tecnológicas adequadas para alcançar esses objetivos.

• Garantir que o uso dos recursos esteja articulado aos conteúdos e às competências curriculares.

Desenvolvimento de habilidades críticas

• Propor atividades que incentivem a análise crítica de fontes de informação pelos estudantes.

• Levar os estudantes a refletirem sobre o impacto da tecnologia no cotidiano.

• Incentivar o uso consciente, seguro e responsável da internet.

Integração com outras metodologias

• Combinar o uso de tecnologias com estratégias convencionais, como leitura, escrita e pesquisa de campo.

• Incentivar experiências interativas, como a visita a museus virtuais e o uso de acervos digitais, que ampliam o repertório cultural dos estudantes e fortalecem vínculos com a memória coletiva.

Em resumo, o uso da tecnologia na educação não deve ser encarado como uma solução isolada ou um fim em si mesmo. Ela deve estar a serviço do processo de ensino-aprendizagem e contribuir para a formação crítica, ética e cidadã dos estudantes. Seu olhar pedagógico enquanto docente é essencial para transformar esses recursos em verdadeiros aliados do conhecimento.

Para auxiliar na utilização de recursos digitais em consonância com seu planejamento pedagógico, a fim de complementar e enriquecer o desenvolvimento dos conteúdos, esta coleção apresenta alguns objetos educacionais digitais, como infográficos e mapas clicáveis.

A lista com os objetos digitais sugeridos em cada volume encontra-se no sumário. Além disso, os momentos de utilização desses recursos foram indicados nas páginas do Livro do Estudante por meio de ícones. Para acessá-los, basta clicar sobre os ícones indicados nas páginas da versão digital do Livro do Estudante.

da internet por meio das numerosas formas que essa rede disponibiliza aos seus usuários.

Nós, professores, devemos estar atentos e acompanhar as mudanças do mundo em que vivemos. Caso contrário, não estaremos preparando os estudantes para enfrentar questões pessoais ou coletivas impostas pela vida em sociedade e para compreender fenômenos naturais e sociais, desde os mais simples, presentes em seu dia a dia, até aqueles mais complexos e de repercussão global. O ensino de Geografia tem um papel muito importante na preparação dos estudantes para compreenderem melhor o mundo em que vivem, sobretudo em relação às suas transformações. Essa compreensão deve ir além da descrição dos fenômenos, fundamentando-se no exercício de questionamentos e explicações com base conceitual, a fim de que a realidade seja desvendada, construída e melhorada com a participação de todos.

Com o objetivo de que nossos estudantes estabeleçam uma relação eficaz entre o senso comum e o saber científico, é imprescindível instrumentalizá-los para que possam obter e interpretar informações, analisá-las e articulá-las de modo significativo com a realidade em que vivem, a fim de interferir nela, atuando e reconhecendo-se como sujeitos no processo de produção e reprodução do espaço geográfico.

A presente coleção foi planejada especialmente para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Tendo em vista as possibilidades de conhecimentos anteriores dos estudantes, assim como a adequação à fase cognitiva deles, essa proposta visa a avançar gradualmente na complexidade dos conteúdos, permitindo-os entrar em contato de maneira elementar com alguns conceitos e noções que envolvem o conhecimento geográfico.

Segundo Cavalcanti (2003, p. 24), ensinar Geografia tem o intuito de “ajudar a formar raciocínios e concepções mais articulados e aprofundados a respeito do espaço”. Ela defende que os estudantes precisam aprender a pensar sobre os acontecimentos a partir de múltiplas explicações, considerando os diversos fatores que influenciam o espaço em que vivem. Esse conhecimento ajuda a formar cidadãos mais conscientes e críticos.

Essa proposta visa um trabalho mais integrado entre os aspectos físicos e os aspectos humanos, para que eles tenham uma formação mais integrada do mundo, reconhecendo a interdependência entre a natureza e a sociedade. Assim, eles podem compreender que as paisagens estão sempre mudando, pois o espaço geográfico é constantemente transformado pelas ações humanas.

O objetivo é desenvolver habilidades que permitam aos estudantes compreenderem como as sociedades se relacionam entre si e com a natureza ao longo do tempo. Para isso, é importante que se familiarizem e criem bases para entenderem os principais conceitos da Geografia: lugar, paisagem, natureza, região, território e espaço geográfico. Com esses conceitos, é possível estabelecer relações, ainda que elementares, entre as particularidades do local onde vivem e suas ligações com outras partes do mundo. Também é valorizado o ensino de atitudes éticas e de cuidado com o meio ambiente. A proposta visa a contribuir com a formação de sujeitos críticos, capazes de refletir e agir em favor de um mundo melhor.

PRINCIPAIS CONCEITOS E NOÇÕES

LUGAR

O lugar é o espaço vivenciado pelas pessoas, onde elas constroem suas relações mais próximas, como a casa, a rua, a escola e a praça. São lugares com os quais elas acabam por estabelecer algum tipo de afetividade. Embora compartilhem elementos comuns, cada lugar é único, com características físicas, culturais e sociais que o tornam especial.

PAISAGEM

A paisagem é aquilo que se vê em um lugar, em determinado momento. Ela é formada tanto por elementos

naturais (como montanhas e rios) quanto por elementos construídos pelo ser humano (como prédios e ruas). A paisagem muda com o tempo e expressa as relações entre as pessoas e a natureza.

REGIÃO

A região é uma parte do espaço que se diferencia das outras por um conjunto de características, por exemplo, o clima, a vocação econômica, a cultura ou a organização social. Ou seja, uma região pode ser definida com base em diferentes critérios.

TERRITÓRIO

O território é uma porção do espaço definida por relações de domínio e poder. Pode ser o espaço controlado por um país, mas também pode estar presente em escalas menores, como uma comunidade, uma rua ou um bairro. Souza (1995, p. 81) afirma que os territórios “são construídos (e desconstruídos)” em diferentes escalas e tempos. Isso mostra que o território existe enquanto houver relações de poder.

A paisagem é um conjunto heterogêneo de formas naturais e artificiais; é formada por frações de ambas, seja quanto ao tamanho, volume, cor, utilidade, ou por qualquer outro critério. A paisagem é sempre heterogênea. [...]

SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado. 5. ed. São Paulo: Hucitec, 1997. p. 65.

ESPAÇO GEOGRÁFICO

O espaço geográfico é o resultado das relações entre sociedade e natureza ao longo do tempo. É onde as ações humanas acontecem e se materializam — como as cidades, as estradas, os campos e as indústrias. Para Santos (1997, p. 71), o espaço é o cenário onde a história acontece e está sempre sendo transformado.

A proposta desta coleção é contribuir para que os estudantes desenvolvam um olhar crítico e atento sobre o espaço em que vivem, compreendendo que ele está em constante mudança e que elas são resultado das ações humanas. Ao compreender e vivenciar os conceitos da Geografia de forma progressiva e integrada, eles podem se tornar capazes de compreender melhor o mundo e atuar nele de forma consciente, ética e responsável.

O RACIOCÍNIO GEOGRÁFICO E A PROPRIOCEPÇÃO

O raciocínio geográfico refere-se à capacidade de analisar criteriosamente o espaço geográfico por meio da observação, comparação e compreensão das interações entre sociedade. No Ensino Fundamental, seu desenvolvimento é essencial para a formação do pensamento e das noções espaciais dos estudantes, a fim de que sejam capazes de compreender a organização e as dinâmicas do espaço vivido.

De acordo com a BNCC (2018, p. 359-360):

O raciocínio geográfico, uma maneira de exercitar o pensamento espacial, aplica determinados princípios (Quadro 1) para compreender

aspectos fundamentais da realidade: a localização e a distribuição dos fatos e fenômenos na superfície terrestre, o ordenamento territorial,

Princípio

as conexões existentes entre componentes físico-naturais e as ações antrópicas.

Quadro 1 – Descrição dos princípios do raciocínio geográfico

Descrição

Analogia Um fenômeno geográfico sempre é comparável a outros. A identificação das semelhanças entre fenômenos geográficos é o início da compreensão da unidade terrestre.

Conexão Um fenômeno geográfico nunca acontece isoladamente, mas sempre em interação com outros fenômenos próximos ou distantes.

Diferenciação É a variação dos fenômenos de interesse da Geografia pela superfície terrestre (por exemplo, o clima), resultando na diferença entre áreas.

Distribuição Exprime como os objetos se repartem pelo espaço.

Extensão Espaço finito e contínuo delimitado pela ocorrência do fenômeno geográfico.

Localização

Posição particular de um objeto na superfície terrestre. A localização pode ser absoluta (definida por um sistema de coordenadas geográficas) ou relativa (expressa por meio de relações espaciais topológicas ou por interações espaciais).

Ordem Ordem ou arranjo espacial é o princípio geográfico de maior complexidade. Refere-se ao modo de estruturação do espaço de acordo com as regras da própria sociedade que o produziu.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 359-360.

O trabalho com o raciocínio geográfico é transversal e interdisciplinar e pode ser mobilizado em diferentes componentes curriculares, como Ciências, História, Matemática e Língua Portuguesa, ao sugerir estratégias que acionem seus princípios.

No contexto da Geografia escolar, o raciocínio geográfico promove o desenvolvimento das noções espaciais, além de favorecer a alfabetização cartográfica. Alguns exemplos de situações didáticas que possibilitam o desenvolvimento desse raciocínio, tendo como base os lugares de vivência do estudante, que podemos citar são: a análise do percurso casa-escola, a leitura criteriosa do entorno da escola, a observação de elementos naturais e antrópicos na paisagem e a comparação de diferentes espaços conhecidos.

O trabalho com noções espaciais, como localização, comparação e representação do espaço está relacionado, de modo muito importante, à noção corporal do estudante, ou seja, à percepção que ele tem de seu corpo em relação ao espaço. Essa percepção envolve o sistema da propriocepção, que é a capacidade de perceber sua posição, o espaço que seu corpo ocupa (parado ou em movimento), de orientar um deslocamento, tocar ou pegar algo, usar mais ou menos força para realizar uma ação.

No dia a dia, tanto na escola quanto em casa, essa integração entre corpo e espaço pode ser observada em situações simples. O professor pode incorporar no dia a dia escolar algumas atividades práticas que favoreçam o desenvolvimento da propriocepção, como localizar objetos ou lugares no pátio, descrever o caminho para a sala de aula, onde ficam os cômodos da casa, representar o caminho de casa até a escola, atividades relacionadas à lateralidade, como à esquerda, à direita, em cima, embaixo e, até mesmo, ao brincar de esconde-esconde. Essas são oportunidades interessantes em que os estudantes podem perceber e vivenciar o espaço, assim como são fer-

ramentas que contribuem com o ensino e a aprendizagem em Geografia e de outros componentes. É importante respeitar o ritmo e a forma com que as crianças percebem, compreendem e interagem com o espaço, a partir de seus lugares de vivência.

GEOGRAFIA E CARTOGRAFIA

Os estudos de Geografia contam, em muitos momentos, com a linguagem cartográfica como articuladora da formação do conhecimento geográfico dos estudantes. Ler, interpretar, compreender e elaborar representações cartográficas confere a eles habilidades muito importantes para o estudo do espaço, das características físicas, da dinâmica e das transformações que são ocasionadas por agentes naturais ou humanos.

O domínio de noções cartográficas também contribui para a formação de indivíduos autônomos em relação à localização e à orientação, assim como em seu deslocamento no espaço.

Tais noções, nesta coleção, são desenvolvidas de maneira elementar e estruturante, preparando os estudantes por meio dos mais diferentes procedimentos, como observação, análise, descrição, síntese, analogia e representação, para que estejam aptos a obterem e registrarem as mais diferentes informações por meio de representações cartográficas. Em vários momentos também são propostas temáticas e atividades que propiciam o desenvolvimento de noções de lateralidade, proporcionalidade, deslocamento, orientação e localização e pontos de vista. Esse conjunto de habilidades e noções colabora com a alfabetização cartográfica.

No Ensino Fundamental, o professor pode propor atividades simples, como desenhar o trajeto até a escola, criar mapas afetivos da escola ou do bairro, ouvir histórias de familiares sobre o lugar de vivência e representá-lo em diferentes épocas. Essas práticas, inspiradas também na

etnocartografia, ou seja, nos mapas sociais produzidos por indivíduos ou grupos de uma comunidade tradicional, não utilizam obrigatoriamente conhecimento técnico avançado e ajudam os estudantes a reconhecerem e valorizarem seu lugar no mundo, fortalecendo a relação entre o conteúdo escolar e a vida cotidiana.

Ao conceber a cartografia como linguagem geográfica e, sempre que possível, utilizá-la como mediadora pedagógica, o professor amplia as possibilidades de ensino

de Geografia e de outros componentes. Ao compreender o espaço, refletir criticamente sobre ele e expressar-se por meio de representações, os estudantes deixam de serem apenas leitores de mapas para serem seus produtores.

A cartografia, assim, torna-se ponte entre o conteúdo escolar e o espaço vivido, contribuindo para formar sujeitos autônomos, críticos e capazes de atuar no mundo, a partir de seus lugares de vivência.

QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DOS CONTEÚDOS

O quadro apresentado a seguir mostra a progressão dos conteúdos deste volume, destacando as habilidades, as competências e os temas contemporâneos transversais da BNCC trabalhados em cada unidade.

Trata-se de um quadro que pode ser utilizado para ter uma visão geral dos conteúdos das unidades, assim como facilitar a busca por orientações e comentários de práticas pedagógicas sugeridas nas orientações ao professor correspondentes ao Livro do Estudante. Quadro de distribuição dos conteúdos – 5º ano

UnidadesTemas

1 - O território brasileiro

1 - Vamos localizar o Brasil no mundo.

2 - O território do Brasil tem história.

3 - As regiões brasileiras.

2 - Natureza e meio ambiente no Brasil

4 - As formas do relevo e os rios no Brasil.

5 - Clima e vegetação natural do Brasil.

3 - Quem são os brasileiros

6 - A população brasileira tem história.

7 - Imigrantes de diferentes países.

8 - Somos milhões de brasileiros.

Conteúdos

• Localização do Brasil e outros países como os mais extensos do mundo.

• Conceito de território.

• Localização do território brasileiro no continente americano.

• Os pontos extremos do Brasil.

• Ocupação e configuração do território brasileiro ao longo dos séculos até os dias atuais.

• Divisão regional do Brasil.

• A integração do território pelas vias e meios de transporte e de comunicação.

• Características das principais formas de relevo do Brasil.

• Principais características dos rios brasileiros.

• Degradação das águas dos rios e oceanos.

• Tipos de climas que atuam no Brasil e suas principais características.

• As vegetações nativas brasileiras e suas principais características.

• A degradação das vegetações nativas brasileiras.

• Exploração sustentável das vegetações nativas no Brasil.

• Povos que formaram a população brasileira e sua cultura diversa.

• Principais grupos de imigrantes no Brasil nos séculos 19 e 20, e sua influência na cultura brasileira.

• Imigrações na atualidade no Brasil.

• Aspectos do crescimento da população brasileira (taxa de natalidade, mortalidade e crescimento natural).

Habilidades da BNCC

EF05GE02

EF05GE08

EF05GE10

EF05GE11

EF05GE12

Competências gerais e específicas

CG1

CG2

CG4

CG9

CE2

CE4

CE6

Temas contemporâneos transversais

• Diversidade Cultural.

• Educação para a valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.

EF05GE01

EF05GE02

CG1

CG2

CG4

CG5

CG7

CG10

CE4

• Educação Ambiental.

CG1

CG2

CG3

CG4

CG5

• Educação para a valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.

Quadro de distribuição dos conteúdos – 5º ano

UnidadesTemas

3 - Quem são os brasileiros

9 - Vamos estudar a composição da população brasileira.

4 - Onde vive a população brasileira

10 - Estudando a distribuição da população brasileira.

11 - As desigualdades sociais no Brasil.

5 - A urbanização no Brasil

12 - Organização do território brasileiro.

13 - A expansão das cidades e os problemas urbanos.

6 - Trabalho e tecnologia no Brasil

14 - Atividades agrícolas no Brasil.

15 - Atividade industrial no Brasil.

16 - Tecnologia em nosso cotidiano.

17 - Fontes de energia em nosso dia a dia.

Conteúdos

• Fatores que influenciam no crescimento populacional.

• Direitos das mulheres.

• Composição da população brasileira por sexo e grupo de idade.

• Importância das vacinas.

• Densidade demográfica do Brasil.

• Processo de ocupação do território brasileiro.

• Conceitos sobre os tipos de migrações.

• Aspectos sobre as migrações internas no Brasil.

• Distribuição da população brasileira nos espaços rural e urbano.

• Êxodo rural e os principais fatores que o causaram no Brasil.

• Aspectos sobre as desigualdades sociais no Brasil.

• Crescimento das cidades no Brasil e transformações das paisagens ao longo do tempo.

• Aspectos característicos dos diferentes tipos de cidades.

• A hierarquia urbana.

• Principais problemas urbanos e suas causas.

• Aspectos sobre a mobilidade urbana.

• Principais problemas ambientais nas cidades.

• Ações individuais, coletivas e do poder público para melhorar a qualidade de vida e do ambiente nas cidades.

• Aspectos gerais sobre as atividades do setor primário.

• Influência do clima sobre as atividades agrícolas.

• Uso de tecnologias nas práticas agrícolas.

• Práticas modernas e tradicionais em diferentes tipos de propriedades rurais.

• Principais características dos tipos de extrativismo.

• Tipos de indústrias no Brasil (setor secundário).

• Contrastes tecnológicos entre as diferentes atividades industriais no Brasil.

• Influência do uso da tecnologia em diversas atividades do dia a dia.

• Aspectos sobre as transformações do comércio e serviços (setor terciário) na era digital.

• Uso das fontes de energia em nosso cotidiano.

• As tipos de fontes de energia renováveis e não renováveis.

Habilidades da BNCC

Competências gerais e específicas

CG4

CG7

CG8

CG9

EF05GE01

EF05GE02

EF05GE03

EF05GE04

EF05GE11

EF05GE12

CG1

CG2

CG4

CG3

CG5

CG8

CG9

CG10

EF05GE03

EF05GE04

EF05GE08

EF05GE09

EF05GE11

EF05GE12

CG1

CG2

CG4

CG7

CG8

CG9

CG10

CE4

CE6

EF05GE05

EF05GE06

EF05GE07

CG1

CG2

CG4

CG5

CG6

CG8

CG9

CG10

CE1

CE3

CE2

CE4

CE7

Temas contemporâneos transversais

• Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso.

• Educação em direitos humanos.

• Educação em direitos humanos.

• Trabalho.

• Ciência e tecnologia.

SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS

As propostas de cronogramas apresentadas a seguir têm como objetivo orientar a distribuição das unidades em planejamentos bimestrais, trimestrais e semestrais, respeitando a organização dos volumes anteriormente mencionada.

Cabe destacar que essas sugestões não contemplam outras atividades que possam surgir ao longo do ano letivo, como projetos, eventos escolares ou avaliações

Sugestão de planejamento bimestral

Bimestre Unidades e temas

Vamos iniciar

1º bimestre

Unidade 1 – Tema 1 Tema 2 Tema 3

Unidade 2 – Tema 4

Unidade 2 – Tema 5

2º bimestre

institucionais, e que devem ser incorporadas ao planejamento de forma articulada.

Para elaborar essas sugestões, consideramos 200 dias letivos de aula, ou 40 semanas; no entanto, o cronograma deve ser ajustado conforme as especificidades de cada turma, levando em consideração o contexto, o ritmo de aprendizagem dos estudantes e o uso de diferentes recursos e estratégias pedagógicas, que vão além do livro didático.

Sugestão de planejamento trimestral

Trimestre Unidades e temas

Vamos iniciar

1º trimestre

Unidade 3 – Tema 6 Tema 7 Tema 8

Unidade3 – Tema 9

3º bimestre

4º bimestre

2º trimestre

Unidade 4 – Tema 10 Tema 11

Unidade 5 – Tema 12 Tema 13

Unidade 6 – Tema 14 Tema 15 Tema 16 Tema 17

Vamos avaliar

3º trimestre

Unidade 1 – Tema 1 Tema 2 Tema 3

Unidade 2 – Tema 4 Tema 5

Unidade 3 – Tema 6

Unidade 3 – Tema 7 Tema 8 Tema 9

Unidade 4 – Tema 10 Tema 11

Unidade 5 – Tema 12

Unidade 5 – Tema 13 Tema 14

Unidade 6 – Tema 15 Tema 16 Tema 17

Vamos avaliar

Sugestão de planejamento semestral

Semestre Unidades e temas

1º semestre Vamos iniciar

Unidade 1 – Tema 1 Tema 2

Tema 3

Unidade 2 – Tema 4 Tema 5

Unidade 3 – Tema 6 Tema 7

Tema 8

Tema 9

Unidade 4 – Tema 10

Tema 11

Unidade 5 – Tema 12

Tema 13

2º semestre

Unidade 6 – Tema 14

Tema 15

Tema 16

Tema 17

Vamos avaliar

BRASIL. Ministério da Saúde. Proteger e cuidar da saúde de adolescentes na atenção básica 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/ publicacoes/proteger_cuidar_adolescentes_atencao_basica_2ed.pdf. Acesso em: 5 set. 2025. Documento que visa auxiliar as Equipes de Atenção Básica/Saúde da Família no trabalho com adolescentes nos aspectos relacionados à saúde.

CASTRO, Iná Elias de; GOMES, Paulo Cesar da Costa; CORRÊA, Roberto Lobato (org.). Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995.

Obra que contempla os conceitos fundamentais sobre a sociedade e o espaço em que vivemos. Podemos destacar conceitos, como território, lugar e região, que ajudam a explicar relações de poder, cultura e identidade.

COSTA, Renato Pinheiro da; CASSIMIRO, Élida Estevão; SILVA, Rozinaldo Ribeiro da. Tecnologias no processo de alfabetização nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Docência e Cibercultura, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 97-116, jan./abr. 2021. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/ re-doc/article/view/53068/36747. Acesso em: 16 ago. 2025.

Nesse artigo, os autores abordam a influência da tecnologia no desenvolvimento do processo de alfabetização.

GRISA, Gregório Durlo et al Neurociência e alfabetização: noções fundamentais. Bento Gonçalves: IFRS, 2022.

Nesse livro, os autores se baseiam nos estudos da Neurociência para explicar os processos de alfabetização.

LESANN, Janine. Geografia no Ensino Fundamental I. Belo Horizonte: Fino Traço Editora, 2010.

Esse livro aborda diversas atividades práticas e orientações pedagógicas e didáticas para o ensino de Geografia, com o intuito de contribuir para o trabalho dos professores em sala de aula.

LIMA, Aurilia de Brito et al. (org.). Políticas de inclusão na educação básica. Curitiba: Appris, 2024.

Coletânea de textos que abordam os principais marcos das políticas públicas relacionadas à inclusão, desde as temáticas mais amplas até as mais específicas.

MIRANDA, Elaine (coord.). Educação inclusiva e a parceria da família: uma dimensão terapêutica. São Paulo: Literare Books International, 2021.

Nesse livro, a autora aborda aspectos da inclusão com base em evidências científicas. Além disso, ela busca evidenciar a importância da participação da família na educação inclusiva.

MORAIS, José. Criar leitores: para professores e educadores. Barueri: Manole, 2013.

O livro auxilia professores, pais e profissionais a compreenderem o processo cerebral da criança que está aprendendo a ler, considerando seus processos cognitivos e as dificuldades da faixa etária e sugerindo intervenções e estratégias para facilitar a alfabetização.

SANTOS, Maria Lucia dos; PERIN, Conceição Solange Bution. A importância do planejamento de ensino para o bom desempenho do professor em sala de aula. Cadernos PDE, Curitiba, v. 1, p. 1-24, 2013. (Os Desafios da Escola Pública Paranaense na Perspectiva do Professor PDE).

Nesse artigo, as autoras destacam a importância do planejamento e apresentam propostas que auxiliam o professor a realizar seus planejamentos.

SILVA, Janssen Felipe da; HOFFMANN, Jussara; ESTEBAN, Maria Teresa. Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo. Porto Alegre: Mediação, 2012.

Os autores discutem as práticas avaliativas em diferentes áreas do currículo, com destaque para a elaboração de práticas de avaliação articuladas ao fazer pedagógico.

VICKERY, Anitra. Aprendizagem ativa nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Porto Alegre: Penso, 2016.

O livro aborda a importância da aprendizagem ativa e do protagonismo do estudante para a concretização do processo de aprendizagem em sala de aula.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

ALMEIDA, Rosângela Doin de; PASSINI, Elza Yasuko. O espaço geográfico: ensino e representação. 4. ed. São Paulo: Contexto, 1992. (Repensando o Ensino).

As autoras abordam a importância do trabalho escolar sobre o espaço e sua representação, tendo em vista a construção de espaço pela criança, a importância do aprendizado espacial no contexto sociocultural da sociedade e a escola como sendo o ambiente para desenvolver o domínio espacial, da língua escrita, do raciocínio matemático e do pensamento científico.

ALZINA, Rafael Bisquerra et al Atividades para o desenvolvimento da inteligência emocional nas crianças. São Paulo: Ciranda Cultural, 2009.

A autora apresenta atividades que contribuem para desenvolver as competências emocionais, que envolvem a consciência, a adequação e a autonomia emocional, e as habilidades socioemocionais para a vida e o bem-estar emocional.

BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018.

Esse livro apresenta a importância das estratégias de metodologias ativas para desenvolver a autonomia dos estudantes, valorizando a participação efetiva deles no processo de aprendizado.

BENDER, William N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Tradução de Fernando de Siqueira Rodrigues. Porto Alegre: Penso, 2014.

Nesse livro, o autor destaca as diretrizes práticas para o trabalho com projetos em sala de aula, fornecendo subsídios para o professor planejar aulas mais eficazes e motivadoras.

BRASIL. Congresso Nacional. Grupo de trabalho Alfabetização infantil: os novos caminhos: relatório final. 3. ed. rev. Brasília: Câmara dos Deputados, 2019. Disponível em:

http://alfabetizacao.mec.gov.br/images/pdf/alfabetizacao_infanti_novos_caminhos_gastao_ vieira.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.

Esse relatório é um dos primeiros documentos produzidos no país sobre a temática e apresenta as pesquisas de cientistas internacionais da Ciência Cognitiva da Leitura que poderiam contribuir de modo significativo para a política de alfabetização do Brasil.

BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/leis/l8069.htm. Acesso em: 5 set. 2025.

Também conhecido como ECA, esse documento visa garantir os direitos fundamentais de crianças e adolescentes, assegurando proteção integral, saúde, educação e dignidade.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal_site.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.

Documento que determina as competências gerais e específicas, as habilidades e as aprendizagens que os estudantes brasileiros da Educação Básica precisam desenvolver e colocar em prática ao longo de sua trajetória escolar.

BRASIL. Ministério da Educação. Conscientização para o uso de celulares na escola: por que precisamos falar sobre isso? Brasília: MEC, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/ celular-escola/guia-escolas.pdf. Acesso em: 9 ago. 2025.

Esse documento traz orientações práticas que ajudam o professor na implantação da Lei nº 15.100, que regulamenta o uso de dispositivos eletrônicos portáteis pelos estudantes nas escolas.

BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação

Básica: diversidade e inclusão. Brasília: Conselho Nacional de Educação, 2013. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/media/etnico_racial/pdf/diretrizes_curriculares_nacionais_para_ educacao_basica_diversidade_e_inclusao_2013.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.

Esse documento traz princípios, fundamentos e procedimentos que norteiam as políticas públicas de educação e auxiliam o professor a elaborar, planejar, executar e avaliar práticas pedagógicas na Educação Básica.

BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC: contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília: MEC, 2019. Disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/contextualizacao_temas_ contemporaneos.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.

Esse documento apresenta os temas contemporâneos transversais da BNCC e explica a importância de sua utilização no processo de ensino-aprendizagem.

BRITO, Giseli Artioli; FLORES, Maria Marta Lopes. A inclusão de alunos com deficiência intelectual: em foco as práticas pedagógicas. Boletim de Conjuntura, Boa Vista, ano V, v. 16, n. 48, 2023. Disponível em: https://revista.ioles.com.br/boca/index.php/revista/article/view/2879/966. Acesso em: 18 ago. 2025.

Nesse artigo, as autoras abordam os principais aspectos que influenciaram os resultados de uma pesquisa sobre a inclusão escolar e a qualidade da educação.

CARLOS, Ana Fani Alessandri (org.). A geografia na sala de aula. 9. ed. São Paulo: Contexto, 2018.

Essa obra, composta de artigos de vários autores de destaque, trabalha abordagens sobre o ensino de Geografia para estudantes da atualidade, contemplando temas diversos, como cidadania, história do pensamento geográfico, Cartografia, cinema, televisão, metrópole e responsabilidades sociais para a compreensão do espaço geográfico.

CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos. 4. ed. Campinas: Papirus, 2003. (Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico).

O livro discute como o ensino de Geografia pode ir além da memorização de mapas e conteúdos, ajudando os estudantes a entenderem a realidade em que vivem. A autora propõe uma Geografia escolar que valoriza o pensamento crítico, o cotidiano dos estudantes e o papel ativo do professor na construção do conhecimento.

CORDEIRO, Claudia Talochinski; OLIVEIRA, Ivanete da Rosa Silva de (org.). Educação e políticas inclusivas: ressignificando a diversidade. Londrina: Syntagma Editores, 2020.

Nessa obra, as autoras discutem a inclusão de estudantes com deficiência na escola regular.

DIAS, Genebaldo Freire. Dinâmicas e instrumentação para educação ambiental. São Paulo: Gaia, 2010.

Estratégias e sugestões de trabalho em sala de aula são apresentadas nesse livro, que apoia o professor em abordagens com noções e conceitos que envolvem a Educação Ambiental.

DINIZ, Margareth; VASCONCELOS, Renata Nunes (org.). Pluralidade cultural e inclusão na formação de professores e professoras. Belo Horizonte: Formato Editorial, 2004.

Nessa obra, as autoras propõem reflexões sobre as práticas educativas e as ações pedagógicas voltadas para uma postura inclusiva.

FAZENDA, Ivani (coord.). Práticas interdisciplinares na escola. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2017. Nessa obra, os organizadores reúnem diversos textos sobre práticas docentes interdisciplinares no espaço escolar.

FAZENDA, Ivani (org.). O que é interdisciplinaridade? 2. ed. São Paulo: Cortez, 2013.

Nesse livro, a autora destaca como são feitas e articuladas diferentes áreas de conhecimento, sob a mediação do professor, ao longo de etapas de projetos que nascem e se desenvolvem dentro das salas de aula.

FERNANDES, Domingos. Avaliação formativa: folha de apoio à formação: Projeto de Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (Maia). Lisboa: Universidade de Lisboa: Instituto de Educação, 2021. Disponível em: https://apoioescolas.dge. mec.pt/sites/default/files/2021-02/folha_avaliacao_formativa.pdf. Acesso em: 6 set. 2025.

Esse material apresenta ações práticas que podem auxiliar o professor no planejamento das estratégias de avaliação.

FERREIRO, Emilia. Alfabetização em processo. 21. ed. São Paulo: Cortez, 2015.

Nesse livro, a autora explica como o processo de alfabetização ocorre no cérebro dos estudantes e sua influência no desenvolvimento dos conhecimentos de outras áreas.

HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do processo ensino-aprendizagem. São Paulo: Ática, 2008.

Nesse livro, a autora explicita que a avaliação deve ser uma ação contínua, pois faz parte do processo de ensino-aprendizagem. Por isso, a ação avaliativa também deve ser aplicada de diversas maneiras para diagnosticar, controlar e classificar esse processo.

HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do caminho. Porto Alegre: Mediação, 2005.

Aborda as relações entre uma concepção dialética de avaliação e os caminhos da aprendizagem.

JOIA, Michele. A inclusão de crianças na escola: o papel do educador diante das dificuldades de aprendizagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak, 2023.

Nesse livro, a autora fornece dicas sobre a inclusão na escola com base em conhecimentos que construídos em sua experiência em sala de aula.

MARTINELLI, Marcello. Mapas da geografia e cartografia temática. São Paulo: Contexto, 2003.

Nesse livro, o trabalho com gráficos e mapas é desmistificado e orientações práticas são apresentadas por meio de exemplos. Importantes noções elementares e complexas fundamentam o trabalho do professor em sala de aula.

MELLO, Fabiane de Oliveira; ALLIPRANDINI, Paula Mariza Zedu. Estratégias de aprendizagem de alunos do Ensino Fundamental em processo de alfabetização. Revista de Psicología, Lima, v. 40, n. 2, 2022. Disponível em: https://revistas.pucp.edu.pe/index.php/psicologia/article/ view/25503/24038. Acesso em: 16 ago. 2025.

Nesse artigo, as autoras fazem uma análise qualitativa de algumas estratégias de ensino comumente utilizadas no processo de alfabetização.

MOREIRA, Antonio Flávio; CANDAU, Vera Maria (org.). Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas. Petrópolis: Vozes, 2008.

O termo multiculturalismo tem sido amplamente usado e envolve distintas instâncias. Na escola, apresenta relação direta com a pluralidade cultural e a realidade cultural contemporânea. A obra tem como objetivo incentivar discussões, estudos e pesquisas que instiguem práticas renovadas em prol de uma sociedade mais justa e solidária.

OLIVEIRA, Maria Marly de. Projetos, relatórios e textos na educação básica: como fazer. Petrópolis: Vozes, 2009.

Obra voltada a professores da Educação Básica no cotidiano das salas de aula.

REIS, Ana Valéria Sampaio de Almeida; DAROS, Thuinie; TOMELIN, Karina Nones. Layouts criativos para aulas inovadoras. Maringá: B42, 2023.

Nesse livro, as autoras sugerem diferentes estratégias de layout das salas de aula, a fim de envolver e criar experiências marcantes para os estudantes.

ROBERTO, Ana Cristina Faustino; QUEIROZ, Rucenita Leite de; COUTINHO, Diogenes José Gusmão. Descobrindo o universo proprioceptivo na educação. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, São Paulo, v. 7, n. 9, set. 2021. Disponível em: https:// periodicorease.pro.br/rease/article/view/2244/896. Acesso em: 10 set. 2025.

O artigo explora a importância do sistema proprioceptivo no processo educativo, destacando como a percepção corporal influencia a aprendizagem e o desenvolvimento humano. Também aborda estratégias para integrar a propriocepção na prática pedagógica, promovendo mais consciência corporal e bem-estar entre os estudantes.

SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado. 5. ed. São Paulo: Hucitec, 1997.

Milton Santos explica que o espaço onde vivemos muda constantemente, pois está sempre sendo transformado pelas ações humanas e pelas relações sociais. Ajuda a pensar o espaço como algo vivo, ligado à vida cotidiana.

SILVA, Eva Aparecida Gomes da. O desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem do aluno com necessidades educacionais especiais. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, São Paulo, v. 9, n. 3, mar. 2023. Disponível em: https://periodicorease.pro. br/rease/article/view/8972/3542. Acesso em: 14 ago. 2025.

Nesse artigo, a autora destaca a importância das atividades lúdicas no processo de ensino-aprendizagem dos estudantes com necessidades educacionais especiais.

SOARES, Magda. Alfabetização e letramento 5. ed. São Paulo: Contexto, 2018.

Nesse livro, a autora incentiva a releitura de artigos que discutem as práticas escolares de alfabetização e letramento.

SOUTO, Raquel Dezidério; MENEZES, Paulo Márcio Leal de; FERNANDES, Manoel do Couto (org.).

Mapeamento participativo e cartografia social: aspectos conceituais e trajetórias de pesquisa. Rio de Janeiro: IVIDES.org, 2021. Disponível em: https://pantheon.ufrj.br/ bitstream/11422/19350/3/MapeamentoPartcipativo.pdf. Acesso em: 13 set. 2025.

Esse material aborda o mapeamento participativo e a cartografia social como ferramentas de ensino e pesquisa, apresentando experiências nas quais as comunidades ajudam a construir mapas do próprio território, o que promove o diálogo entre saberes locais e acadêmicos.

SOUZA, Marcelo José Lopes de. O território: sobre espaço e poder, autonomia e desenvolvimento. In: CASTRO, Iná Elias de; GOMES, Paulo Cesar da Costa; CORRÊA, Roberto Lobato (org.). Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995.

Nesse artigo, o autor destaca o domínio e o exercício do poder sobre um território e auxilia a discutir temas como desigualdade, conflitos e cidadania de forma atual e acessível.

VIOLÊNCIA escolar e bullying: relatório sobre a situação mundial. Brasília: Unesco, 2019. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000368092/PDF/368092por.pdf. multi. Acesso em: 5 set. 2025.

Nesse relatório, são apresentados dados sobre a violência escolar e o bullying, além de iniciativas que podem contribuir para a redução dessas ocorrências.

ZABALA, Antoni; ARNAU, Laia. Como aprender e ensinar competências. Porto Alegre: Artmed, 2010.

“O que fazer” e “como fazer” são capacidades desenvolvidas de modo que os estudantes articulem os conhecimentos que já têm e busquem outros. Essa eficiência é obtida ao trabalhar competências que, nessa obra, são apresentadas como a instrumentalização para um saber autônomo.

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