Plantar_Geografia_Volume 4

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Geografia

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Editora responsável: Valquiria Pires Garcia

Organizadora:

EDITORA NOVO RUMO Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.

Componente curricular: Geografia

Geografia

Organizadora:

EDITORA NOVO RUMO

Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Editora responsável: Valquiria Pires Garcia

Mestra e licenciada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Especialista em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Especialista em Educação Especial e Inclusiva pela Faculdade de Educação São Luís (FESL-SP).

Licenciada em Pedagogia pelo Centro Universitário Facvest (Unifacvest-SC).

Professora dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Editora e elaboradora de materiais didáticos.

Componente curricular: Geografia

1ª edição Londrina, 2025

Copyright © Editora Novo Rumo, 2025.

Edição Neiva Camargo Torrezani, Valquiria Pires Garcia

Assistência editorial Marissa Kimura

Preparação e revisão Moisés Manzano da Silva (coord.)

Gerência de produção editorial Camila Rumiko Minaki Hoshi

Supervisão de produção editorial Priscilla de Freitas Cornelsen Rosa

Assistência de produção editorial Lorena França Fernandes Pelisson

Coordenação de produção de arte Tamires Rose Azevedo

Edição de arte Keithy Mostachi

Projeto gráfico e design Dayane Barbieri, Keithy Mostachi, Laís Garbelini

Projeto de capa Marcela Pialarissi

Ilustrações de capa Cajila Barbosa

Coordenação de diagramação Adenilda Alves de França Pucca - Nil

Diagramação EfeDois Editoração Ltda., JSDesign, Leda Cristina Silva

Teodorico

Autorização de recursos João Henrique Pedrão Feliciano

Iconografia Alessandra Roberta Arias, Vinícius Costa (trat. imagens)

Objetos digitais

Gerência de produção Erick Lopes de Almeida

Roteiros Maria Eduarda Panobianco

Edição de imagens Vitor Ueno

Desenvolvimento Ohanna Schmitt Bolfe, Tatiana Tissa Kawakami

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Plantar geografia : 4º ano : anos iniciais do ensino fundamental / organizadora Editora Novo ; obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo ; editora responsável Valquiria Pires Garcia. -- 1. ed. -Londrina, PR : Editora Novo Rumo,2025. Componente curricular: Geografia.

Rumo

ISBN 978-65-5158-058-1(livro do estudante)

ISBN 978-65-5158-050-5(livro do professor)

ISBN 978-65-5158-037-6(livro do estudante HTML5)

ISBN 978-65-5158-053-6(livro do professor HTML5)

1. Geografia (Ensino fundamental) I. Valquiria Pires. II. Série.

25-299184.0

CDD-372.891

Índices para catálogo sistemático:

1. Geografia : Ensino fundamental 372.891

Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA NOVO RUMO.

Avenida Doutor Adhemar Pereira de Barros, 1500, sala 804 - Bela Suíça - Londrina-PR CEP 86047-250 - Tel. (43) 3367-2030 contato@editoranovorumo.com.br

Elaboração de originais

Valquiria Pires Garcia

Mestra e licenciada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Especialista em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Especialista em Educação Especial e Inclusiva pela Faculdade de Educação São Luís (FESL-SP).

Licenciada em Pedagogia pelo Centro Universitário Facvest (Unifacvest-SC).

Professora dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Editora e elaboradora de materiais didáticos.

Bruna Migotto Barbieri Estruzani

Especialista em Ensino de Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Licenciada e bacharela em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Elaboradora e editora de materiais didáticos.

Erika Fernanda Rodrigues

Especialista em Educação Especial pela Universidade Norte do Paraná (Unopar-PR).

Licenciada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Elaboradora e editora de materiais didáticos.

Neiva Camargo Torrezani

Mestra, licenciada e bacharela em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Especialista em Análise e Educação Ambiental em Ciências da Terra pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Licenciada em Pedagogia pela Universidade Cesumar (Unicesumar-PR).

Elaboradora e editora de materiais didáticos.

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

Acreditamos que o aprendizado em Geografia é essencial para que os estudantes se tornem cidadãos ativos e capazes de pensar de forma autônoma e crítica. Esta coleção foi cuidadosamente pensada para ser uma parceira nessa missão, proporcionando uma abordagem integrada e relevante.

Ao longo de cada unidade, o conteúdo se conecta diretamente com a realidade dos estudantes, valorizando o que eles já sabem e incentivando a construção de novos conhecimentos. Nessa dinâmica, o professor não é apenas um detentor do saber, mas um guia e um mediador, orientando-os a ser os protagonistas de sua aprendizagem.

Para apoiar essa jornada, apresentamos este Livro do Professor. Na primeira parte dele, você encontra informações sobre a estrutura da coleção e a reprodução do Livro do Estudante com as orientações ao professor nas laterais e nos rodapés das páginas reproduzidas, com comentários práticos para auxiliar no dia a dia em sala de aula, como orientações sobre os conteúdos das unidades, atividades extras, momentos sugeridos de avaliação, entre outros subsídios. Na segunda parte, apresentamos o Manual do Professor, no qual é possível encontrar desde a estrutura da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e fundamentos teórico-metodológicos da coleção até recursos práticos, como estratégias de avaliação diversificadas, modelos de planejamento de rotina e de sequência didática, quadro de distribuição dos conteúdos e sugestões de cronogramas que contribuem para o desenvolvimento docente.

É importante ressaltar que as sugestões podem ser adequadas de acordo com a realidade da turma e da escola. Esperamos que seja uma ferramenta útil e enriquecedora no processo de ensino-aprendizagem, possibilitando a formação de cidadãos críticos e participativos na sociedade.

Desejamos a você um ótimo ano letivo!

SUMÁRIO

VIII

UNIDADES TEMÁTICAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES ........................ IX OS TEMAS CONTEMPORÂNEOS

TRANSVERSAIS .................................................... X

INTEGRAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES CURRICULARES............................................. XI A PRÁTICA INTERDISCIPLINAR E O TRABALHO COM PROJETOS ................................................... XI AVALIAÇÃO ........................................................ XII O PAPEL DO PROFESSOR E A PRÁTICA DOCENTE ........................................... XV A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM AÇÃO .................. XV O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS ......................XX

O ENSINO DE GEOGRAFIA .............................. XXI FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS NO ENSINO DE GEOGRAFIA ................................... XXI

QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DOS CONTEÚDOS ...........................................XXIV

SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS ................XXVI

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES PARA A PRÁTICA DOCENTE ................................... XXVII

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS ............................................. XXVIII

MANUAL DO PROFESSOR

CONHEÇA

A COLEÇÃO

Esta coleção é composta por três volumes, sendo 3º , 4º e 5º anos, destinados aos estudantes e professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Cada volume é organizado em seis unidades que, por sua vez, são subdivididas em temas e seções que desenvolvem as habilidades relacionadas aos objetos de conhecimento e às competências gerais e específicas propostas pela BNCC. Além disso, durante o desenvolvimento dos conteúdos, a coleção aborda os temas contemporâneos transversais, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e atuantes na sociedade.

Além dos volumes impressos, a coleção apresenta a versão digital do Livro do Estudante e do Livro do Professor. Esses materiais digitais apresentam recursos acessíveis, favorecendo a utilização por todos os estudantes. Os livros digitais também apresentam alguns recursos, como infográficos e mapas clicáveis, que podem ser acessados, na versão digital, por meio do sumário e de ícones indicados nas páginas dos livros.

O LIVRO DO ESTUDANTE

A seguir, apresentamos a estrutura do Livro do Estudante, explicando as características das seções e de outros elementos que compõem a coleção.

VAMOS INICIAR

Essa seção, presente no início de cada volume, tem o objetivo de avaliar os estudantes com relação aos conhecimentos esperados para o ano de ensino, permitindo a você fazer uma avaliação diagnóstica da turma.

PÁGINAS DE ABERTURA

Têm como objetivos marcar o início de cada unidade, despertar a atenção dos estudantes para o que será abordado e relacionar os conteúdos aos conhecimentos prévios e à sua realidade próxima.

DESENVOLVIMENTO DOS CONTEÚDOS

Os conteúdos são desenvolvidos por meio dos textos, das imagens, das atividades e das seções presentes nas unidades. Com o objetivo de tornar as aulas mais dinâmicas e envolventes, as atividades relacionadas aos conteúdos são apresentadas ao longo da teoria, de modo integrado. As atividades têm estruturas variadas e auxiliam no desenvolvimento das habilidades e das competências da BNCC.

VOCABULÁRIO

Apresenta o significado de termos que os estudantes podem desconhecer e que são importantes para a compreensão do texto.

BOXE COMPLEMENTAR

Apresenta textos e imagens com informações complementares aos conteúdos da unidade.

COLETIVAMENTE

Explora os temas contemporâneos transversais, contribuindo para a formação cidadã dos estudantes por meio de reflexões e propostas de resoluções de problemas, de modo que eles sejam atuantes na sociedade em que vivem. É subdividida em Conhecendo o problema, Organizando as ideias e Buscando soluções para que, assim, os estudantes tenham contato com uma situação-problema, reflitam sobre ela e busquem uma solução prática. O tema contemporâneo transversal desenvolvido é identificado nas orientações ao professor

ENTRE TEXTOS

Promove o trabalho com diferentes gêneros textuais, possibilitando o desenvolvimento de habilidades relacionadas à leitura, à escrita, à oralidade e aos processos gerais de compreensão de leitura: localizar e retirar informação explícita de textos; fazer inferências diretas; interpretar e relacionar ideias e informações; analisar e avaliar conteúdos e elementos textuais. A seção apresenta as subdivisões Explorando o texto e Além do texto

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

Essa seção tem como objetivo sugerir uma avaliação formativa, de modo que você possa avaliar a aprendizagem dos estudantes com relação aos conteúdos abordados na unidade, fornecendo informações para intervenções caso haja defasagens ou dificuldade de aprendizagem.

SAIBA MAIS

Apresenta sugestões de recursos extras, como livros, filmes ou sites. Cada sugestão é acompanhada por uma breve sinopse.

VAMOS CONCLUIR

Presente no final de cada volume, essa seção contém atividades cujo objetivo é sugerir uma avaliação somativa, de modo que você possa avaliar os estudantes quanto aos conhecimentos adquiridos durante o processo de ensino no ano letivo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

Presente ao final do livro, apresenta referências comentadas de livros, artigos ou sites que foram consultadas na elaboração do Livro do Estudante.

ÍCONE CARTOGRAFIA

Indica um conteúdo ou atividade que colabora com a alfabetização cartográfica dos estudantes.

ÍCONE DE RESPOSTA ORAL

Indica que os estudantes devem responder à atividade oralmente.

ÍCONE DE RESPOSTA NO CADERNO

Indica que os estudantes devem registrar as respostas da atividade no caderno.

OBJETO DIGITAL

Indica que há Objeto Educacional Digital relacionado aos temas que estão sendo trabalhados e que pode ser acessado na versão digital do livro.

O LIVRO DO PROFESSOR

Este Livro do Professor é organizado em duas partes. Esta primeira parte apresenta a estrutura da coleção e a Reprodução do Livro do Estudante, que se refere à reprodução das páginas do Livro do Estudante em tamanho reduzido, com respostas e possíveis comentários para você. Nas laterais e nos rodapés dessas páginas, as orientações ao professor propõem comentários, sugestões de condução para as atividades e respostas de algumas atividades que não foram apresentadas na reprodução da página do Livro do Estudante. Essas orientações colaboram para a prática docente e seu dia a dia em sala de aula e foram elaboradas de modo a explicitar os procedimentos das aulas de forma prática e ao mesmo tempo detalhada, oferecendo suporte à prática docente.

A segunda parte, apresentada após a Reprodução do Livro do Estudante, é intitulada Manual do Professor Ela apresenta a estrutura da BNCC, a fundamentação teórico-metodológica da coleção e aborda diversos assuntos que contribuem para o desenvolvimento docente e para o dia a dia em sala de aula. Além disso, disponibiliza um quadro de distribuição dos conteúdos com as habilidades e as competências da BNCC que estão sendo desenvolvidas em cada unidade, além de sugestões de cronogramas bimestrais, trimestrais e semestrais. Ao final dessa parte, há sugestões de referências complementares para a prática docente e as referências bibliográficas comentadas utilizadas como consulta para a produção das orientações ao professor e do Manual do Professor

Observe a seguir como as orientações ao professor, que constam na primeira parte deste Livro do Professor, estão estruturadas.

Nas orientações ao professor da seção Vamos iniciar, você encontra os objetivos pedagógicos e as sugestões de intervenção, com base nas respostas dos estudantes, considerando os conhecimentos prévios deles.

OBJETIVOS DA UNIDADE

Destaca os objetivos pedagógicos de cada unidade do Livro do Estudante

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

Fornece dicas para que você possa iniciar as aulas, abordar alguns conteúdos ou realizar uma avaliação diagnóstica de maneira diferente da que foi apresentada no Livro do Estudante

BNCC

Evidencia habilidades, competências e temas contemporâneos transversais da BNCC que estão sendo

desenvolvidos em cada conteúdo, destacando as relações entre esses elementos e o conteúdo.

COMENTÁRIOS DIVERSOS

Os comentários e as explicações de caráter prático referentes às atividades do Livro do Estudante e as considerações pedagógicas a respeito de possíveis dificuldades dos estudantes na resolução das atividades, bem como alternativas para consolidar conhecimentos, são inseridos em tópicos ao longo da unidade. Além disso, esse item apresenta sugestões de respostas de algumas atividades e questões indicadas no Livro do Estudante

ATIVIDADE EXTRA

Mostra sugestões de atividades complementares que contribuem para diversificar as estratégias de aprendizagem.

OBJETIVOS

Lista os objetivos pedagógicos de algumas seções do Livro do Estudante

AVALIANDO

Propõe avaliações formativas para que você possa acompanhar a aprendizagem dos estudantes em diferentes momentos, possibilitando, se for o caso, intervenções no ensino. Para facilitar a avaliação, esse boxe dispõe os objetivos das atividades e as sugestões de intervenção, com foco na recuperação da aprendizagem.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

Destaca momentos em que é possível estabelecer relações entre componentes curriculares de diferentes áreas do conhecimento, além de orientações práticas sobre como realizar as articulações entre os conteúdos.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

Fornece sugestões de filmes, livros, sites, documentários, entre outros recursos, contribuindo para a sua formação.

Nas orientações ao professor da seção Coletivamente, apresentamos os objetivos pedagógicos e as orientações sobre como desenvolver os conteúdos e as atividades da seção com os estudantes.

Nas orientações ao professor da seção Entre textos, há os objetivos pedagógicos e as orientações sobre como desenvolver a competência leitora e a competência da escrita por meio do trabalho com essa seção.

Nas orientações ao professor da seção Vamos avaliar o aprendizado, estão os objetivos pedagógicos e as sugestões de intervenção para você, com base nas respostas dos estudantes, considerando possíveis dificuldades na resolução das atividades, bem como alternativas para consolidar aprendizagens.

Nas orientações ao professor da seção Vamos concluir, estão os objetivos pedagógicos e as sugestões de intervenção para você, com base nas respostas dos estudantes, considerando possíveis dificuldades na resolução das atividades, bem como alternativas para consolidar aprendizagens.

LIVRO DO ESTUDANTE

do Livro do Estudante

Geografia

Organizadora:

EDITORA NOVO RUMO

Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.

Editora responsável: Valquiria Pires Garcia

Mestra e licenciada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Especialista em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Especialista em Educação Especial e Inclusiva pela Faculdade de Educação São Luís (FESL-SP).

Licenciada em Pedagogia pelo Centro Universitário Facvest (Unifacvest-SC).

Professora dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Editora e elaboradora de materiais didáticos.

Componente curricular: Geografia

1ª edição Londrina, 2025

16/09/2025 12:18:36

Esta parte do Livro do Professor contém a Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido, com respostas das atividades e possíveis comentários para você. Além disso, nas laterais e rodapés há as orientações ao professor que servem como um guia para a prática pedagógica apresentando sugestões sobre como trabalhar as atividades, além de apresentar as respostas que não foram incluídas na reprodução das páginas. Para deixar mais evidente o sentido de leitura, em algumas páginas utilizamos as indicações e .

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Edição Neiva Camargo Torrezani, Valquiria Pires Garcia

Assistência editorial Marissa Kimura

Preparação e revisão Moisés Manzano da Silva (coord.)

Copyright © Editora Novo Rumo, 2025.

Gerência de produção editorial Camila Rumiko Minaki Hoshi

Supervisão de produção editorial Priscilla de Freitas Cornelsen Rosa

Assistência de produção editorial Lorena França Fernandes Pelisson

Coordenação de produção de arte Tamires Rose Azevedo

Edição de arte Keithy Mostachi

Projeto gráfico e design Dayane Barbieri, Keithy Mostachi, Laís Garbelini

Projeto de capa Marcela Pialarissi

Ilustrações de capa Cajila Barbosa

Coordenação de diagramação Adenilda Alves de França Pucca - Nil

Diagramação EfeDois Editoração Ltda., JSDesign, Leda Cristina Silva

Teodorico

Autorização de recursos João Henrique Pedrão Feliciano

Iconografia Alessandra Roberta Arias, Vinícius Costa (trat. imagens)

Objetos digitais

Gerência de produção Erick Lopes de Almeida

Roteiros Maria Eduarda Panobianco

Edição de imagens Vitor Ueno

Desenvolvimento Ohanna Schmitt Bolfe, Tatiana Tissa Kawakami

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Plantar geografia : 4º ano : anos iniciais do ensino fundamental / organizadora Editora Novo ; obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo ; editora responsável Valquiria Pires Garcia. -- 1. ed. -Londrina, PR : Editora Novo Rumo,2025. Componente curricular: Geografia.

Rumo

ISBN 978-65-5158-058-1(livro do estudante)

ISBN 978-65-5158-050-5(livro do professor)

ISBN 978-65-5158-037-6(livro do estudante HTML5)

ISBN 978-65-5158-053-6(livro do professor HTML5)

1. Geografia (Ensino fundamental) I. Valquiria Pires. II. Série.

CDD-372.891

25-299184.0

Índices para catálogo sistemático:

1. Geografia : Ensino fundamental 372.891

Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA NOVO RUMO.

Avenida Doutor Adhemar Pereira de Barros, 1500, sala 804 - Bela Suíça - Londrina-PR CEP 86047-250 - Tel. (43) 3367-2030 contato@editoranovorumo.com.br

Elaboração de originais

Valquiria Pires Garcia

Mestra e licenciada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Especialista em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Especialista em Educação Especial e Inclusiva pela Faculdade de Educação São Luís (FESL-SP).

Licenciada em Pedagogia pelo Centro Universitário Facvest (Unifacvest-SC).

Professora dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Editora e elaboradora de materiais didáticos.

Bruna Migotto Barbieri Estruzani

Especialista em Ensino de Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Licenciada e bacharela em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Elaboradora e editora de materiais didáticos.

Erika Fernanda Rodrigues

Especialista em Educação Especial pela Universidade Norte do Paraná (Unopar-PR).

Licenciada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Elaboradora e editora de materiais didáticos.

Neiva Camargo Torrezani

Mestra, licenciada e bacharela em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Especialista em Análise e Educação Ambiental em Ciências da Terra pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).

Licenciada em Pedagogia pela Universidade Cesumar (Unicesumar-PR).

Elaboradora e editora de materiais didáticos.

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

02/10/2025 18:41:40

APRESENTAÇÃO

Olá, estudante!

Na vida, a gente aprende e ensina o tempo todo. Provavelmente você já aprendeu muito com seus professores, amigos e conhecidos.

Neste livro, há momentos tanto para você compartilhar o que já viveu quanto para novas descobertas. Você vai ler e produzir textos, resolver problemas, entender como funcionam certos processos naturais, sociais e culturais, entre outros assuntos.

Esperamos que você interaja com seus colegas e participe das atividades, desenvolvendo o gosto particular por novas descobertas. E não se esqueça de que sempre poderá tirar as suas dúvidas com o professor.

Aproveite cada momento para tornar esse aprendizado mais rico e divertido.

Bom estudo!

02/10/2025 18:54:14

CONHEÇA SEU LIVRO

A seguir, apresentamos a organização do seu livro e indicamos como isso vai ajudar em seus estudos.

VAMOS INICIAR

As atividades dessa seção servem para você mostrar o que já sabe e perceber o que precisa estudar um pouco mais.

PÁGINAS DE ABERTURA

Nessas páginas, você vai encontrar uma imagem e um texto iniciando a conversa sobre o assunto que será estudado na unidade e algumas questões que exploram o que você já sabe.

PÁGINAS DE CONTEÚDO

Nessas páginas, são apresentados textos, imagens e atividades que vão auxiliar em sua aprendizagem sobre Geografia, envolvendo, principalmente, a sua vivência nos lugares, com as pessoas e a natureza.

ENTRE TEXTOS

Nessa seção, você vai trabalhar com diferentes gêneros textuais, relacionando o assunto estudado a diversos contextos, ao mesmo tempo em que desenvolve práticas de linguagem.

02/10/2025 18:54:15

COLETIVAMENTE

Nessa seção, você vai refletir sobre temas importantes e, junto aos colegas, pesquisar e pensar na solução de problemas relacionados a situações do cotidiano.

BOXE COMPLEMENTAR

Nas unidades, algumas informações adicionais interessantes são destacadas, complementando o assunto ou o contexto trabalhado.

VOCABULÁRIO

Nesse boxe você encontra o significado de algumas palavras para ajudar na compreensão dos textos. Essas palavras foram destacadas nos textos.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

Ao final de cada unidade, há uma seção para que você avalie seu avanço na aprendizagem até o momento.

VAMOS CONCLUIR

No final do volume, essa seção apresenta atividades que auxiliam a avaliar sua aprendizagem ao longo das unidades de estudo.

SAIBA MAIS

Apresenta sugestões de livros, sites e filmes que estão relacionados com os conteúdos estudados.

REFERÊNCIAS

BIBLIOGRÁFICAS

COMENTADAS

Essa seção contém as referências de livros, revistas e sites que foram utilizados na elaboração do seu livro.

ÍCONES E DESTAQUES

RESPOSTA ORAL

Indica atividades e questões que você deve responder oralmente.

RESPOSTA CADERNO

Indica atividades e questões que você deve responder no caderno.

CARTOGRAFIA

Conteúdo ou atividade que contempla conceitos, noções ou habilidades de Cartografia.

OBJETOS DIGITAIS

Indica que existe, na versão digital deste livro, um infográfico ou mapa clicável relacionado ao conteúdo.

Os sites indicados neste livro podem mostrar imagens e textos diferentes dos que foram pensados para o seu estudo. Isso acontece porque o conteúdo disponível on-line pode ser alterado com o tempo e variar conforme o histórico de pesquisa do usuário. Por isso, não temos como controlar as imagens e textos que aparecem em tais sites

TEMA 1 • AS FORMAS DE RELEVO E AS PAISAGENS DO MUNICÍPIO

TEMA 2 • OS RIOS NAS PAISAGENS DO MUNICÍPIO

ÁGUA DOS RIOS: USO E IMPORTÂNCIA

TEMA 3 • OBSERVANDO O TEMPO ATMOSFÉRICO E O CLIMA

TEMA 4 • ESTUDANDO AS FORMAÇÕES VEGETAIS NATURAIS

TEMA 18 • INTERDEPENDÊNCIA ENTRE CAMPO E CIDADE

CAMPO PARA A CIDADE

CIDADE PARA O CAMPO

TEMA 19 • O FLUXO DE MATÉRIAS-PRIMAS ENTRE O CAMPO

TEMA 20 • TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO: INTEGRAÇÃO

O CAMPO E A CIDADE

PELAS VIAS DE TRANSPORTE

CLICÁVEL: OS MAIORES E OS MENORES MUNICÍPIOS DO BRASIL

CLICÁVEL: FESTAS BRASILEIRAS

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: INFLUÊNCIA INTERNACIONAL

CLICÁVEL: A ORIGEM DOS NOMES DE

CLICÁVEL: AGRICULTURA FAMILIAR

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: ÁREAS REVITALIZADAS

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: O CICLO DO ALGODÃO

1. Objetivo

• Reconhecer as características do bairro onde vivem. Sugestão de intervenção

• Comente que eles podem apontar características predominantes em diferentes ruas ou áreas do bairro e representar as características que mais se destacam no bairro por meio de desenhos. Outra opção é pedir que, com a ajuda de um familiar ou responsável, registrem imagens dos diferentes aspectos do bairro, como comércio, áreas de lazer e prática de esportes, assim como as moradias de sua rua. Organize os estudantes em um grande grupo para que apresentem suas representações. Eles devem apontar qual característica é predominante ou chamou mais sua atenção. Ao final, oriente a colagem das representações em um papel kraft, compondo uma exposição para a comunidade escolar.

2. Objetivo

• Reconhecer espaços do bairro que são importantes para os moradores e expressam sua vivência. Sugestão de intervenção

• Peça aos estudantes que citem exemplos de espaços do bairro usados para diferentes finalidades, como estudar, divertir-se, praticar esportes e fazer compras. Uma opção é fazer uma visita com a turma a um ou mais lugares importantes no bairro ou entrevistar moradores para que expressem a importância desses lugares para eles. Ao optar pela visita, comunique a equipe pedagógica, obtenha autorização por escrito de familiares ou responsáveis, combine a data e as regras, esclareça o objetivo da visita e oriente quais observações eles deverão fazer.

3. Objetivo

• Criar e elaborar símbolos para representar elementos da paisagem em uma representação.

VAMOS INICIAR

3. Resposta pessoal. Oriente os estudantes na criação de símbolos e destaque a importância que eles têm no cotidiano, bem como sua relevância para a interpretação e a leitura de mapas.

Escreva as respostas no caderno.

1. Você vive em um bairro onde predominam moradias, estabelecimentos comerciais ou indústrias? Descreva no caderno uma característica do bairro que confirma sua resposta.

1, 4. a) e b) Respostas nas orientações ao professor

2. Desenhe no caderno ou em uma folha avulsa uma parte do seu bairro, mostrando um lugar que seja importante para os moradores e como eles utilizam esse lugar.

2. Resposta pessoal. Os estudantes podem desenhar uma praça, uma quadra poliesportiva, a escola, uma igreja etc.

3. Observe as imagens a seguir e crie um símbolo para representar o elemento que se destaca na paisagem.

4. Leia a seguir alguns nomes de importantes serviços públicos.

educação • transporte • saneamento • saúde • segurança • energia

a ) Copie no caderno o nome dos serviços públicos presentes em seu bairro.

b ) Como esses serviços têm atendido às necessidades dos moradores?

5. Observe as imagens a seguir e responda às questões no caderno.

Sugestão de intervenção

• Cite exemplos de elementos comuns em lugares de vivência dos estudantes, como praias, ruas, praças etc. Escreva o nome dos elementos na lousa e mostre como podem representá-los utilizando símbolos simples.

4. Objetivo

• Identificar serviços públicos oferecidos no próprio bairro e reconhecer sua importância para os moradores.

Sugestão de intervenção

• Forme grupos com estudantes que moram no mesmo bairro para desenvolver a atividade.

Utilize imagens de serviços públicos e promova a identificação de elementos de infraestrutura, meios de transporte e profissionais relacionados à prestação desses serviços. Incentive a reflexão sobre a influência dos serviços na qualidade de vida dos moradores.

Resposta 4 a) e b) Respostas pessoais. Promova uma conversa para que os estudantes identifiquem os serviços no bairro em que vivem. Auxilie-os em suas dúvidas.

A. A. B. B. Árvore.
Cidade de Bom Jesus, no Piauí, em 2022.
Rio.
Cidade de Santo André, em São Paulo, em 2020.

a ) Qual fotografia mostra desperdício de água? E qual mostra economia de água?

5. a) Respostas: A fotografia A mostra desperdício. A fotografia B mostra economia de água.

b ) Você pratica alguma dessas atitudes ao utilizar água? Qual?

c ) Você conhece mais atitudes que evitam o desperdício de água? Anote-as no caderno e depois compartilhe com os colegas e o professor.

6. Quilombolas, indígenas, ribeirinhos e caiçaras são exemplos de povos tradicionais do Brasil. Escolha um deles e escreva no caderno algum aspecto cultural que você conhece desse povo.

7. Copie os elementos do quadro, separando-os em elementos naturais e elementos criados pelo ser humano.

7. Resposta: Elementos naturais: árvore, rio, montanha e nuvem. Elementos culturais: ponte, casa, semáforo e mesa.

ponte • árvore • rio • casa • semáforo • montanha • nuvem • mesa

8. Observe a fotografia a seguir e responda às questões.

5. b) e c) Respostas pessoais. Incentive os estudantes a refletirem sobre suas atitudes cotidianas, destacando a importância de adotar práticas de consumo consciente da água no dia a dia.

6. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes a reconhecerem

aspectos culturais dos povos tradicionais presentes, por exemplo, no município onde vivem, e a compreenderem a importância dessas tradições na formação da cultura brasileira.

Paisagem no Mato Grosso, em 2025.

a ) Qual transformação está ocorrendo na paisagem retratada na fotografia?

8. a) Resposta: Construção de ponte.

b ) Quem está promovendo essa alteração: a natureza ou o ser humano?

8. b) Resposta: O ser humano.

c ) Por qual motivo essa alteração provavelmente está ocorrendo?

8. c) Resposta: Para servir de passagem a pessoas, veículos e mercadorias.

9. Escreva o nome de dois produtos ou serviços provenientes das seguintes atividades econômicas: agricultura, pecuária, extrativismo, indústria, comércio e prestação de serviços.

9. Resposta nas orientações ao professor

10. Escreva três exemplos de resíduos sólidos (popularmente chamados de lixo) que geramos diariamente e que podem ser reciclados.

10. Possíveis respostas: Latas de alumínio, garrafas de vidro, caixas de leite, embalagens plásticas.

Depois, incentive-os a criar coletivamente uma nova legenda para a imagem, com informações das questões a, b e c.

02/10/2025 18:00:52

10. Objetivo

5. Objetivo

• Reconhecer atitudes que causem desperdício ou à economia de água.

Sugestão de intervenção

• Organize os estudantes em duplas e conduza-os à sala de informática, se houver na escola. Oriente-os a pesquisar sobre ações que evitam o desperdício de água. Incentive-os a registrar as descobertas e, na sala de aula, produza uma lista com todas as atitudes pesquisadas. Trabalhe neste momento com a Competência geral 7, incentivando os estudantes a selecionar argumentos que promovam o consumo responsável dos recursos hídricos.

6. Objetivo

• Reconhecer e valorizar aspectos culturais de povos e comunidades tradicionais.

Sugestão de intervenção

• Selecione algumas imagens de povos e comunidades tradicionais e utilize um projetor para apresentá-las aos estudantes. Promova uma conversa sobre essas imagens e questione os estudantes de maneira que sejam levados a identificarem aspectos da cultura e do modo de vida desses povos.

7. Objetivo

• Reconhecer e diferenciar elementos naturais e culturais que compõem as paisagens. Sugestão de intervenção

• Providencie imagens de paisagens com elementos criados pelo ser humano e elementos naturais. Peça-lhes que destaquem os elementos de cada tipo com cores diferentes. À medida que os estudantes forem citando esses elementos, liste-os na lousa e, por fim, promova uma conversa sobre a paisagem ilustrada e seus elementos.

8. Objetivo

• Identificar transformações nas paisagens causadas pelo ser humano e suas motivações.

Sugestão de intervenção

• Promova a observação da paisagem apresentada e oriente os estudantes a citarem em voz alta os elementos que reconhecem.

9. Objetivo

• Identificar produtos e serviços provenientes de diferentes atividades econômicas.

Sugestão de intervenção

• Incentive os estudantes a citarem produtos e serviços provenientes de atividades econômicas que conheçam. Faça uma lista na lousa dos produtos citados e organize uma roda de conversa.

• Identificar resíduos gerados no dia a dia que possam ser reciclados.

Sugestão de intervenção

• Selecione imagens de resíduos sólidos domésticos e use um projetor para exibi-las aos estudantes. Encoraje-os a identificar e classificar os diferentes tipos de materiais observados e liste-os na lousa, reconhecendo aqueles que podem ser reciclados. Se tiverem dificuldade, apresente também uma imagem dos recipientes de coleta com identificação dos tipos de material para reciclagem.

OBJETIVOS DA UNIDADE

• Compreender que as formas de relevo tornam as paisagens diferentes.

• Identificar os diferentes elementos naturais e as ações humanas que atuam na transformação do relevo.

• Identificar as partes de um rio e analisar a importância das águas dos rios no desenvolvimento das atividades humanas.

• Distinguir clima de tempo atmosférico.

• Reconhecer que as características do clima influenciam diretamente a vegetação.

• Refletir sobre a exploração das formações vegetais naturais e os problemas ambientais dela decorrentes.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

Oriente os estudantes a apresentarem um telejornal com notícias relacionadas às formas de relevo e suas alterações e à importância das águas dos rios e da vegetação natural. Organize a sala em grupos de três ou quatro estudantes e peça-lhes que pesquisem em jornais, revistas e em sites jornalísticos algumas notícias e matérias relacionadas a esses temas. Por exemplo, alterações do relevo devido a ações naturais e do ser humano; navegações nos rios; agricultura; abastecimento das cidades, obtenção de alimentos; e principais causas e consequências da exploração da vegetação natural. Eles devem selecionar uma das notícias ou reportagens para produzir um resumo contendo título, assunto e fonte da pesquisa. Auxilie-os a elaborá-lo e explique que eles deverão apresentá-lo também. Por fim, organize algumas carteiras simulando uma bancada jornalística. Em seguida, peça a cada grupo que apresente a reporta-

UNIDADE

1 A NATUREZA E AS PAISAGENS DO MUNICÍPIO

As paisagens dos municípios são diferentes umas das outras por diversos aspectos, como a inclinação dos terrenos, os tipos de moradias e a organização das ruas, conforme retratados nos exemplos das fotografias A e B

gem para o restante da turma como se fosse um telejornal.

• Incentive os estudantes a observarem as fotografias e a descreverem as paisagens representadas. Leve-os a identificar as formas do terreno (relevo), a distribuição da vegetação e a disposição das construções em cada um dos municípios retratados.

• Para garantir a inclusão e a plena participação de estudantes com deficiências sensoriais, é fundamental disponibilizar recursos que viabilizem a execução da atividade por eles. Para estudantes com baixa visão, por exem-

plo, disponibilize lupas manuais ou digitais que possibilitem a ampliação dos elementos das fotografias. Se possível, providencie objetos tridimensionais ou maquetes que simulem as características dos elementos das paisagens retratados nas imagens. Outra possibilidade é utilizar materiais como papelão e cola relevo enquanto descreve pausada e objetivamente os elementos das paisagens para proporcionar uma percepção guiada das imagens.

A.
Paisagem do município de Ouro Preto, em Minas Gerais, em 2021.

Paisagem do município de Primavera do Leste, no Mato Grosso, em 2022.

1. 1 e 2. Respostas e mais informações sobre a condução das páginas de abertura nas orientações ao professor.

Analise atentamente as fotografias A e B e converse com seus colegas sobre as diferenças e semelhanças nas paisagens retratadas. Em seguida, monte um quadro em seu caderno e preencha-o de modo semelhante ao do exemplo a seguir.

2. Semelhanças e diferenças entre as paisagens A e B

Semelhanças

MODELO

Diferenças

MODELO

Qual das paisagens mostradas se assemelha mais a alguma das que você observa em seu município? Converse com os colegas sobre isso.

Respostas

1. Possíveis respostas: Semelhanças: vegetação e tipos de construção; diferenças: forma do relevo, presença de rio e plantações e organização das ruas.

2. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes a compararem os elementos das paisagens das fotografias com os elementos das paisagens do município onde moram para verificar qual delas é mais semelhante.

• Aproveite as questões propostas para promover uma roda de conversa entre os estudantes, a fim de que todos se expressem, raciocinem e construam as respostas em conjunto. Acolha todas as contribuições e faça intervenções pontuais e estratégicas, guiando a conversa.

• Providencie previamente algumas imagens das paisagens do município onde moram, a fim de levá-los a compará-las com as paisagens das fotografias. Conduza a observação descrevendo os elementos retratados.

• Se possível, leve fotografias da paisagem do município onde a escola se localiza, bem como dos municípios vizinhos, pois provavelmente alguns estudantes morem em algum deles. Monte uma exposição em um lugar apropriado da sala de aula, assim a turma poderá analisar as imagens, visualizando e identificando os elementos que as compõem.

02/10/2025 18:06:20

BNCC

• O estudo desta unidade desenvolve a habilidade EF04GE11 da BNCC ao incentivar os estudantes a identificarem as características das paisagens naturais e humanizadas no ambiente, tanto em diferentes municípios quanto no local onde moram.

MARIO FRIEDLANDER/PULSAR IMAGENS

• Na atividade 1, auxilie os estudantes a descreverem oralmente as formas de relevo que observam no município onde moram, expondo, por exemplo, se são planos ou ondulados e como percebem essas formas. Incentive-os a fazer essa descrição por meio de uma dinâmica de sorteio ou perguntando quem gostaria de falar a respeito do tema abordado.

AVALIANDO

Objetivo

• Avaliar se os estudantes reconhecem as formas de relevo do município onde vivem e suas características.

Sugestão de intervenção

• Se os estudantes não souberem relatar corretamente as formas do terreno do município onde vivem, como planos ou ondulados, oriente-os a refletir sobre o caminho que percorrem de casa até a escola. Questione sobre o trajeto, se há subidas, descidas ou se é predominantemente plano. Essa reflexão contribuirá para a compreensão do conteúdo, pois está diretamente relacionada ao espaço de vivência dos estudantes.

ATIVIDADE EXTRA

• Apresente aos estudantes duas fotografias: uma de alguém andando de bicicleta em uma rua plana e outra de uma pessoa utilizando esse meio de transporte em uma rua inclinada. Leve-os a analisar as imagens para descrever como são as formas de relevo em cada um desses casos e como isso influencia no dia a dia das pessoas. Caso necessário, ofereça apoio individualizado aos estudantes que necessitam de adaptações sensoriais para a interpretação das imagens.

1. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a se lembrarem dessas diferenças nas formas do relevo nos percursos do dia a dia.

1 AS FORMAS DE RELEVO E AS PAISAGENS DO MUNICÍPIO

As diferentes formas de relevo estão presentes nas paisagens dos municípios, seja no campo, seja na cidade. Podemos perceber essas formas ao percorrermos alguns caminhos de qualquer município onde há subidas e descidas durante o percurso, por exemplo.

Relevo: diferentes formas que a superfície terrestre pode apresentar.

1. Você já verificou essas diferenças nas formas do relevo, como subidas e descidas, morros ou áreas planas na superfície do município onde vive?

Conte aos colegas suas observações e ouça as deles também.

Observe nas fotografias a seguir exemplos das formas de relevo nas paisagens de diferentes municípios brasileiros.

Alguns municípios brasileiros foram se expandindo em áreas com superfície plana.

Paisagem do município de Palmas, no Tocantins, em 2022.

Outros municípios têm parte do espaço urbano ou do espaço rural em áreas com superfície mais inclinada e com variadas altitudes

Paisagem do município de Poços de Caldas, em Minas Gerais, em 2025.

Altitudes: distâncias de qualquer

BNCC

• O trabalho referente às formas de relevo nas paisagens do município desenvolve a habilidade EF04GE04, a Competência geral 1 e a Competência específica de Geografia 1 da BNCC, pois os estudantes são levados a reconhecer as especificidades do campo e da cidade ao comparar diferentes paisagens desses espaços. Também contempla as Competências gerais 1 e 3 da BNCC, uma vez que é desenvolvido o raciocínio geográfico na análise crítica da ocupação humana do espaço para a compreensão da interação sociedade e natureza.

ponto da superfície da Terra em relação ao nível do mar.

Nos municípios brasileiros, onde o terreno do espaço rural é plano ou não é muito inclinado, o uso de máquinas agrícolas é facilitado.

Paisagem com lavoura no município de Candói, no Paraná, em 2021.

Em municípios do Brasil onde o espaço rural tem áreas mais onduladas, ou seja, tem terrenos mais inclinados, muitas vezes são utilizadas curvas de nível para proteger o solo e as plantações.

Paisagem de plantação no município de Presidente Prudente, em São Paulo, em 2024.

Curvas de nível: técnica que minimiza o escoamento das águas das chuvas sobre o solo, que geralmente carrega consigo nutrientes e sedimentos.

2. Resposta: Os estudantes devem copiar

as alternativas a, b, e d. A alternativa falsa é a c. Espera-se que os estudantes

2. Copie no caderno somente as afirmativas verdadeiras em relação às paisagens mostradas nas fotografias A, B, C, D, E. Depois, reescreva a frase falsa, tornando-a verdadeira.

verdadeira, reescrevendo-a: A técnica de a tornem curvas de nível auxilia o plantio em áreas de terreno ondulado ou que tenham inclinações.

a ) Os municípios de Palmas e Candói apresentam áreas de terreno plano.

b ) Espaços rurais com áreas planas são propícios ao uso de maquinários agrícolas.

c ) A técnica de curvas de nível auxilia o plantio em áreas de terreno plano.

d ) Os municípios de Poços de Caldas e Cafelândia apresentam áreas com superfície ondulada.

3. Em duplas, produzam um texto no caderno, com no máximo dois parágrafos, descrevendo uma forma de relevo que vocês observam no município onde vivem. Depois, leiam esse texto para os colegas e o professor.

3. Resposta nas orientações ao professor

• Na fotografia D, ao trabalhar o exemplo do plantio em curvas de nível, comente com os estudantes que elas são traçadas unindo pontos do relevo com a mesma altitude, cuja referência é o nível do mar, mantendo entre elas sempre a mesma distância vertical. Explique que se trata de uma técnica especial de plantio para evitar que a chuva carregue a camada superficial do solo, ou seja, a parte mais fértil.

• Nas atividades 2, observe se os estudantes identificam corretamente as características das paisagens retratadas nas fotografias das páginas 14 e 15. Se considerar necessário, dirija-os na análise das imagens e encoraje que expressem oralmente suas observações. Leve-os a destacar as diferenças entre as formas dos relevos.

Resposta

3. Resposta pessoal. Incentive os estudantes na produção do texto. Oriente-os a descrever a localização e as principais características da forma de relevo que vão apresentar. Pontue a eles que é possível comparar as semelhanças ou diferenças com algumas das formas de relevo estudadas até o momento.

AVALIANDO

Objetivo

• Analisar se os estudantes identificam as formas de relevo do município onde vivem ou do local onde se localiza a escola e se eles conseguem descrevê-las.

Sugestão de intervenção

• Organize um trabalho de campo com os estudantes pelo entorno da escola. Antecipadamente, solicite a autorização dos pais ou responsáveis para a saída do ambiente escolar. Peça o auxílio da equipe pedagógica no dia da atividade e certifique-se de que o trajeto não oferece nenhum risco aos estudantes. Lembre-se de garantir a acessibilidade daqueles com necessidades especiais. Ao utilizarem as

linguagens escrita e oral para identificar aspectos do relevo do município onde moram e partilhar essas informações com os colegas, os estudantes desenvolvem a Competência geral 4 da BNCC.

• Conduza os estudantes a observarem as características do relevo nas ruas próximo da escola. Para isso, pergunte: “Nessas ruas, há subidas ou descidas?”; “Elas são planas?”; “Elas são curvas?”. Em seguida, incentive-os a elaborar um texto coletivamente para registrar as características dessas ruas. Para finalizar, oriente-os a ilustrá-las.

02/10/2025 18:06:21

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

BRSCAN, Ivan Marinovic. Animação mostra, passo a passo, como realizar um terraceamento com curva de nível. Embrapa Disponível em: https://www.embrapa.br/ busca-de-noticias/-/noticia/11733925/ animacao-mostra-passo-a-passo-como -realizar-um-terraceamento-com-curva -de-nivel. Acesso em: 18 ago. 2024. Conheça uma animação que mostra, passo a passo, como as curvas de nível são feitas no terreno. Acesse o vídeo para complementar seu conhecimento. Se considerar interessante, apresente-o aos estudantes.

• Sempre que possível, leve exemplos das formas de relevo do município onde os estudantes moram.

ATIVIDADE EXTRA

• Depois de estudar as formas de relevo e identificá-las na ilustração, organize a turma em grupos para pesquisarem informações e imagens referentes a planalto, planície, depressão e montanha. Em seguida, cada grupo deve produzir um cartaz com as principais características pesquisadas e classificar as imagens conforme os relevos. Incentive-os a utilizar diferentes tipos de letras na organização das informações, tornando o cartaz mais criativo e atrativo. Ao final, oriente os grupos a apresentarem seus cartazes para a turma.

BNCC

• O estudo sobre as formas de relevo terrestres e sua relação com o espaço vivido pelos estudantes contribui para desenvolver a habilidade EF04GE11 da BNCC.

ESTUDANDO AS FORMAS DO RELEVO TERRESTRE

As diferentes características do relevo que observamos no município onde vivemos, ou em outros lugares, fazem parte das formas de relevo encontradas na superfície do nosso planeta. Vamos estudar as principais delas a seguir.

Planície: apresenta superfície plana e altitude pouco elevada em relação ao nível do mar. Geralmente, recebe e acumula os sedimentos que resultam do desgaste das áreas de planalto.

Depressão: apresenta superfície com altitudes mais baixas do que as áreas em seu entorno. Em geral, esses terrenos são rebaixados e planos em razão dos intensos desgastes.

Área de planície no município de Bonito, no Mato Grosso do Sul, em 2025.
Área de depressão no município de Torrinha, em São Paulo, em 2021.
A.
B.
A.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Formas de relevo

4. De acordo com as descrições e observando as imagens das formas de relevo mostradas nas páginas 16 e 17, vamos compará-las às paisagens das fotografias das páginas 12 e 13. Quais formas de relevo são retratadas nas fotografias dessas páginas?

Planalto: superfície levemente ondulada e com altitude variável, geralmente acima de 200 metros.

4. Resposta: Fotografia A: planalto. Fotografia B: planície.

C. Montanha: superfície com elevada altitude, se comparada aos terrenos em seu entorno. Essas áreas são consideradas as maiores altitudes da superfície terrestre.

Essas áreas sofrem desgaste, principalmente pela ação da água e dos ventos, que carregam os sedimentos para terrenos mais baixos, como as planícies e as depressões.

02/10/2025 18:06:24

AVALIANDO

Objetivo

• Avaliar se os estudantes compreendem e identificam as formas de relevo nas fotografias das páginas 12 e 13.

Sugestão de intervenção

• Na atividade 4, se apresentarem dificuldade em reconhecer as formas de relevo nas imagens, proponha uma dinâmica. Para isso, distribua entre eles fotografias das formas de relevo. Em pedaços de papel, descreva cada uma delas. Assim, cada um deve receber uma fotografia ou uma descrição. Os estudantes que estiverem com as descrições devem lê-las, um de cada vez, para que o colega com a respectiva fotografia a associe com a descrição. Dessa forma, eles vão formando os pares de fotografia e descrição. Quando as associações forem equivocadas, faça as correções necessárias.

ATIVIDADE EXTRA

• Incentive os estudantes a construírem uma maquete retratando as formas de relevo estudadas. Para isso, eles devem utilizar massa de modelar, argila ou barro. Esta atividade pode ser feita sobre uma base de papelão ou de madeira e se caracteriza como uma ótima oportunidade para que estudantes com deficiências sensoriais expressem seus aprendizados. Ao final, as maquetes podem ser expostas em locais apropriados da escola para que todos apreciarem os trabalhos.

Área de planalto no município de Vitória da Conquista, na Bahia, em 2025.
Área de montanha na França, em 2024.
D.
Formas de relevo
Fonte de pesquisa: STRADLING, Jan. The wonders inside the Earth. San Diego: Silver Dolphin, 2009. p. 32-33, 72-73.

O tema tratado nessa página possibilita um trabalho em conjunto com o componente curricular de Ciências. Comente com os estudantes que a ação dos elementos naturais transforma o relevo ao provocar a desintegração e o transporte de fragmentos de rocha. Explique que o vento modela o relevo ao carregar partículas de sedimentos de um local para outro. Um exemplo disso são as paisagens com dunas. Além disso, as partículas de rochas transportadas pelo vento se chocam com as formações rochosas, desgastando-as ao longo do tempo. Esclareça também que as águas alteram o relevo ao carregar os sedimentos. Assim, tanto os rios quanto a água das chuvas modificam o relevo.

• Para complementar o assunto, explique aos estudantes como outros agentes naturais também atuam na modelagem do relevo. Alguns exemplos são os terremotos e as erupções vulcânicas, fenômenos naturais ocasionados por forças originadas no interior da Terra. Esclareça que os terremotos são tremores e vibrações na superfície terrestre gerados pela energia liberada dos movimentos internos do planeta. Já as erupções vulcânicas ocorrem quando essas forças provocam a saída de um material quente e fluido para a superfície, denominado lava.

• Para que os estudantes compreendam com mais clareza as transformações nas superfícies causadas por agentes naturais do interior, apresente a eles imagens de satélites que mostrem o antes e o depois da ocorrência desses fenômenos. Nesse caso, pesquise imagens utilizando recursos tecnológicos como computadores, tablets, entre outros dispositivos.

OBSERVANDO AS ALTERAÇÕES DO RELEVO

As formas do relevo terrestre estão em constante processo de transformação. Vamos estudar a seguir como essas transformações acontecem ao longo do tempo.

O relevo e a ação dos elementos da natureza

A ação de diferentes elementos naturais, como água, vento, animais e raízes de plantas, pode transformar o relevo. Observe a seguir a ação de alguns desses elementos na transformação do relevo.

O Cânion Itaimbezinho foi esculpido, principalmente, pela ação das águas do rio, que, ao percorrerem constantemente seu leito, causaram intenso desgaste.

Cânion Itaimbezinho, no município de Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul, em 2024.

As dunas retratadas nesta fotografia são moldadas sobretudo pela ação do vento, que transporta a areia de um lugar para outro, alterando com o passar do tempo o formato e a posição das dunas.

Formação de dunas no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, no Maranhão, em 2024.

Cânion: formação rochosa composta de extensos e, muitas vezes, profundos paredões.

As raízes das plantas podem modificar o relevo à medida que crescem, ocupando espaço no solo ou entre as rochas, que acabam se quebrando e se transformando, como podemos observar na fotografia.

Raízes de uma árvore em meio às rochas, no município de Presidente Figueiredo, no Amazonas, em 2025.

5. Com a ajuda de um familiar ou responsável, pesquise uma forma de relevo que foi transformada por algum elemento da natureza. Desenhe a imagem e escreva como a transformação aconteceu. Depois, compartilhe com os colegas.

5. Resposta pessoal. Os estudantes podem mencionar transformações que tenham acontecido por ação das águas das chuvas, de rios, dos ventos, entre outras ações.

• Comente que esses fenômenos naturais (terremotos e erupções vulcânicas) não são comuns no Brasil, mas ocorrem com certa frequência em alguns países.

• Na atividade 5, organize os estudantes em roda para que apresentem os resultados da pesquisa à turma. Oriente-os para que as apresentações ocorram em sentido horário — ou seja, considerando os colegas à esquerda de cada estudante. Durante a apresentação, cada estudante deve se levantar, mostrar seu desenho aos colegas, citar o elemento natural e explicar como ele transformou a forma de relevo pesquisada. Atividades que envolvem a organi-

zação corporal no espaço, como formações em roda e rodas de conversa, contribuem para o desenvolvimento da propriocepção. Ao utilizarem a linguagem verbal para pesquisar juntos aos familiares as transformações que ocorreram nas paisagens do município onde moram partilhando essas informações com os colegas, os estudantes desenvolvem a Competência geral 4 da BNCC.

02/10/2025 18:06:25

O RELEVO E A AÇÃO DO SER HUMANO

Por meio do trabalho, o ser humano promove transformações no relevo dos municípios para atender às suas necessidades.

Alguns exemplos dessas ações são construções de túneis, estradas e represas. Muitas delas também se devem ao desenvolvimento de atividades econômicas, como as produções agrícola e pecuária e a extração de minerais.

6. Observe nas fotografias alguns exemplos de alterações que o ser humano realizou no relevo. Em seguida, leia as afirmações e relacione-as às imagens correspondentes.

A extração de minerais modifica o relevo para atender às necessidades da produção industrial.

A construção de represas altera o relevo para atender às necessidades de criação de peixes para alimentação e lazer.

A construção de rodovias, pontes e túneis transforma o relevo para atender às necessidades de locomoção.

6. Resposta: A – 2; B – 3; C – 1.

AVALIANDO

Objetivo

• Avaliar se os estudantes reconhecem as diferentes ações do ser humano na transformação do relevo terrestre.

Sugestão de intervenção

• Organize a turma em grupos de três ou quatro estudantes, garantindo que todos estejam incluídos. Promova um ambiente de respeito e inclusão, com atenção especial aos estudantes com algum tipo de deficiência.

• Oriente os grupos a pesquisarem imagens que retratem diferentes transformações no relevo

02/10/2025 18:06:27

causadas pela ação humana. Para isso, eles podem consultar revistas, jornais e sites da internet, sempre com a supervisão de um adulto. Também é possível selecionar fotografias do próprio município onde vivem. Solicite-lhes que confeccionem cartazes com as imagens selecionadas, acrescentando legendas que descrevam as transformações no relevo e os motivos que levaram o ser humano a realizá-las. Incentive-os a escrever as informações utilizando diferentes tipos de letras, usando sua criatividade.

• Por fim, peça-lhes que apresentem os cartazes à turma. Se possível, exponha-os na sala de aula ou em outro ambiente escolar.

• Na atividade 6, confira se os estudantes compreendem como o ser humano modifica o relevo ao desenvolver diferentes atividades econômicas. Se apresentarem dificuldade, auxilie nas observações e descrições detalhadas das alterações retratadas nas fotografias. Mostre também outras imagens da interferência humana no relevo, explicando detalhadamente como as alterações ocorreram. Se possível, selecione imagens do próprio local de vivência dos estudantes.

• Explique que a extração de recursos minerais do ambiente é feita por meio da mineração. Um depósito de minério explorado chama-se jazida ou mina e pode ser subterrâneo ou a céu aberto. As reservas de minério são geralmente depósitos facilmente explorados. Em alguns casos, a concentração de minerais é tão grande que sua mineração é justificada. Portanto, é comum escavar e remover o solo, gerando transformações na paisagem e no relevo que, às vezes, são muito profundas.

A.
C.
Paisagem no município de Guaramiranga, no Ceará, em 2025.
B.
Paisagem em Kalimantan do Sul, na Indonésia, em 2024.
Paisagem do município de São Bernardo do Campo, em São Paulo, em 2025.

• Ressalte que, ao retirar a cobertura vegetal das encostas para construir moradias, aumentam-se os riscos de deslizamento de terra. Explique aos estudantes que, sem essa cobertura, a água das chuvas se infiltra no solo, fragilizando o terreno, uma vez que ele fica encharcado, o que pode acarretar deslizamento. Quando isso ocorre, grandes porções de terra se desprendem e escorregam, soterrando o que estiver em seu caminho.

• Ao trabalhar o tema, observe se os estudantes reconhecem os perigos que os deslizamentos de terra podem representar para as pessoas que constroem moradias e vivem em encostas de morros. Explique que, em muitos casos, essas pessoas são levadas a ocupar essas áreas devido à sua situação econômica e à falta de políticas públicas habitacionais que garantam moradias adequadas. Ressalte ainda que os deslizamentos de terra são uma realidade em muitos municípios brasileiros.

BNCC

• A análise das causas e consequências dos deslizamentos de terra, sugerida nessa página, desenvolve o tema contemporâneo transversal Educação ambiental, assim como a habilidade EF04GE11 e a Competência específica de Geografia 1 da BNCC. Ao realizarem uma pesquisa na internet para identificar reportagens que tratem do tema, os estudantes também utilizam tecnologias digitais de forma crítica, acessando e disseminando informações relevantes e desenvolvendo a Competência geral 5 da BNCC.

OS DESLIZAMENTOS DE TERRA

Em áreas urbanas, os deslizamentos de terra atingem, principalmente, as pessoas que não têm condições econômicas de morar em outras áreas e acabam ocupando terrenos inadequados, como encostas de morros.

1. Para compreender melhor como os deslizamentos de terra ocorrem, observe as cenas e leia as descrições. Depois, relacione cada imagem com a descrição correspondente.

Deslizamentos de terra.

com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia

Quando a vegetação original recobre a encosta do morro, ela protege o solo. As copas das árvores reduzem o impacto das chuvas ao atingirem o solo e suas raízes ajudam a manter o solo fixo no lugar. Em algumas áreas de encostas de morros, a vegetação original é retirada para a construção de moradias, deixando o solo desprotegido e exposto ao desgaste e ao desmoronamento, causados sobretudo pela água das chuvas. As chuvas intensas atingem o solo, deixando-o encharcado e pesado e fazendo-o deslizar pela encosta para as partes mais baixas do morro.

Quando ocorrem deslizamentos de terra, os moradores desses lugares geralmente sofrem com perdas materiais, como móveis, roupas, alimentos e, infelizmente, com a perda de vidas.

1. Resposta: A – 1; B – 2; C – 3.

2. Com a ajuda de um familiar ou responsável, pesquise na internet notícias sobre deslizamentos de terra, anotando no caderno o local onde ocorreram e as consequências deles. Depois, compartilhe sua pesquisa com os colegas.

2. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é incentivar os estudantes a refletirem sobre os problemas socioambientais que os deslizamentos de terra causam, assim como ampliar o conhecimento deles sobre medidas que podem evitá-los.

3.
Imagens
A. B. C.

1. a) Resposta: Na fotografia A, os estudantes podem identificar elementos como ruas asfaltadas, prédios e demais construções. Esses elementos são característicos do espaço urbano. Na fotografia B, os estudantes podem identificar áreas de formação vegetal. Esses elementos são característicos do espaço rural do município.

OS RIOS NAS PAISAGENS DO MUNICÍPIO

Os rios que percorrem os municípios brasileiros têm características variadas. Observe os exemplos nas fotografias a seguir.

1. b) Resposta:

O rio da paisagem da fotografia A aparenta estar poluído porque apresenta algumas manchas escuras em suas águas. Já o rio da paisagem da fotografia B tem aparência limpa porque não há resíduos em suas águas ou margens.

B.

Paisagem do Rio Tietê em São Paulo, em 2020.

Paisagem do Rio Cuiabazinho, em Rosário Oeste, no Mato Grosso, em 2021.

1. Responda às questões a seguir de acordo com as paisagens retratadas nesta página.

a ) Quais elementos estão ao redor do rio na fotografia A e na fotografia B? Esses elementos são característicos da cidade ou do campo?

b ) Qual dos rios aparenta estar limpo e qual aparenta estar poluído? Explique aos colegas como você chegou a essa conclusão.

c ) Em sua opinião, toda a poluição dos rios está visível? Explique sua resposta.

1. c) Resposta nas orientações ao professor

2. Você conhece algum rio que percorre o município onde mora? Ele se parece com algum dos rios retratados nesta página? Qual? Converse com os colegas sobre isso. Depois, faça um desenho desse rio e mostre-o para a turma.

2. Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

Se, porventura, não houver rios na região, mostre exemplos de rios presentes em outros municípios do estado onde vivem.

• O texto a seguir pode ampliar seus conhecimentos sobre a importância dos rios.

[…] Em nossa linguagem cotidiana, utilizamos muitas palavras diferentes para descrever canais de água, mas os geólogos emprestam nomes mais precisos para os significados de alguns desses termos. Reservamos a palavra corrente para qualquer corpo de água que flui, e [curso-d’água] para os

canais de uma rede de drenagem, que podem ser grandes, os rios, ou pequenos, os arroios. Quase todas as vilas e cidades de boa parte do mundo situam-se na margem de um [curso-d’água]. Esses rios servem como hidrovias comerciais para barcaças e navios e, também, como recursos hídricos para o abastecimento da população e [das] indústrias.

O rio Nilo, por exemplo, foi vital para a economia agrícola do Egito antigo e, ainda hoje, continua importante. Viver próximo aos rios também implica riscos. Quando eles extravasam, destroem vidas e propriedades, às vezes, em enormes proporções.

• Nas atividades 1 e 2, observe se os estudantes percebem que os rios percorrem tanto o espaço urbano quanto o espaço rural, podendo se diferenciar de acordo com o relevo dos locais que percorrem. Além disso, muitos rios podem estar poluídos por conta de atividades humanas. Se os estudantes apresentarem dificuldade para responder às questões, organize uma roda de conversa, a fim de trocarem ideias sobre as paisagens das fotografias e as características dos respectivos rios. Ao interpretarem as fotografias e utilizarem a investigação, a reflexão e o raciocínio geográfico para resolverem as atividades propostas, os estudantes desenvolvem aspectos da Competência geral 2 da BNCC.

Respostas

1. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam sobre o fato de que a poluição dos rios nem sempre é visível. Vários tipos de materiais, como óleo, fragmentos de objetos, embalagens, entre outros resíduos, podem ser visíveis na água. No entanto, substâncias tóxicas, por exemplo, podem contaminar as águas de um rio, ainda que não sejam visíveis. 2. Caso os estudantes relatem não conhecerem nenhum rio que percorre o município, apresente informações e imagens dos cursos de água que percorrem o território municipal.

02/10/2025 18:06:28

Os rios […] são os principais modeladores da paisagem dos continentes. Eles erodem as montanhas, levam os produtos do intemperismo até os oceanos e acumulam, nos depósitos de barras fluviais e planícies de inundação ao longo do caminho, bilhões de toneladas de sedimentos. Nas suas desembocaduras, na borda dos continentes, eles descarregam quantidades ainda maiores de sedimentos, construindo novos terrenos mar adentro.

[…]

PRESS, Frank et al Para entender a Terra. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. p. 341.

A.

• Promova a observação guiada das fotografias da página 22. Antes da leitura das legendas, peça aos estudantes que descrevam as características dos rios em cada paisagem mostrada nas fotografias. Anote as respostas na lousa. Depois, faça a leitura das legendas das imagens e peça-lhes que analisem se as descrições que apresentaram precisam de adaptações. Para finalizar, questione-os sobre quais características tratadas na página tornam um rio diferente do outro. Verifique se concluíram que são o volume e o relevo. Amplie a discussão mencionando que o clima da região por onde o rio passa também interfere diretamente em sua característica.

• Ressalte aos estudantes que relevo e hidrografia apresentam uma estreita relação. Enquanto o relevo influencia a velocidade de deslocamento das águas dos rios, essas águas esculpem e transformam o relevo ao longo do tempo.

REFERÊNCIA

COMPLEMENTAR

RIOS do Brasil. IBGE educa. Disponível em: https:// educa.ibge.gov.br/jovens/ conheca-o-brasil/territorio/ 18305-rios-do-brasil.html. Acesso em: 19 ago. 2025. Acesse esse site para verificar as principais características dos rios que percorrem o território brasileiro.

Os rios também podem se diferenciar de acordo com o volume de água e com as formas do relevo que percorrem.

A.

Volume: alguns rios têm grande quantidade de água, ou seja, são muito volumosos, enquanto outros têm pouco volume de água.

O Rio Paraná é considerado volumoso, como podemos observar em seu trecho no município de Paulicéia, no estado de São Paulo, em 2025.

B. Sinuosos: que fazem muitas curvas.

O Riacho do Marco tem baixo volume de água durante boa parte do ano, como observamos em seu trecho em São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul, em 2024.

Relevo: as águas dos rios que percorrem formas de relevo com desníveis acentuados se deslocam com mais rapidez e força, podendo formar cachoeiras ou corredeiras. Já em áreas de terreno plano os rios se deslocam de maneira mais lenta, podendo formar percursos sinuosos, pois suas águas procuram pequenos desníveis por onde possam fluir.

O Rio Grande percorre um relevo com desníveis, formando algumas quedas-d'água em seu curso, como podemos observar em seu trecho no município de Delfinópolis, em Minas Gerais, em 2025.

O Rio Ivinhema percorre um terreno plano, como podemos observar em seu trecho em Ivinhema, no Mato Grosso do Sul, em 2024.

3. Leia as principais características de cada parte dos rios e das áreas ao seu redor. Depois, com os colegas e o professor, encontrem na imagem a parte do rio correspondente a cada descrição. Anote as respostas no caderno.

B.

C.

D.

E.

F.

G.

Nascente ou cabeceira: local onde os rios começam a se formar.

Leito: local por onde as águas de um rio fluem.

Foz ou desembocadura: local onde o rio despeja suas águas no oceano ou em outro rio. A.

Margem: porção de terra que fica imediatamente em cada um dos lados do leito do rio. Em geral, apresentam matas ciliares que servem de proteção para os cursos de água.

Rio principal: rio que recebe as águas de outros rios.

Afluente: rio que despeja suas águas em outro rio, chamado de rio principal.

Lago: parte mais rebaixada que o terreno ao seu redor e com água acumulada.

ATIVIDADE EXTRA

• No estudo sobre as partes de um rio, desenvolva um trabalho de campo com os estudantes para que possam observar a paisagem formada por algum curso de água no município. Para isso, providencie a autorização dos familiares ou responsáveis. É necessário também solicitar o apoio da coordenação e da diretoria da escola, providenciando o meio de transporte e o auxílio de outros funcionários para acompanhá-los. Combine o tipo de roupa e calçado apropriados, alimentação, uso de filtro solar e repelente de insetos. Certifique-se de

que o trajeto não oferece nenhum risco aos estudantes. Lembre-se de garantir a acessibilidade daqueles com necessidades especiais.

• Organize a turma em grupos para que, com auxílio dos adultos, fotografem o trecho do rio e a área ao seu redor utilizando um dispositivo apropriado. Oriente-os a manter uma distância segura do leito do rio. Peça-lhes que observem mais de uma parte do rio, a fim de identificarem cada uma delas. Chame a atenção para as respectivas características nesse trecho, como leito, margens e outras que porventura existam, como ca-

• Na atividade 3, analise se os estudantes identificam corretamente as características de cada parte que forma um rio, relacionando-as com a imagem. Se apresentarem dificuldade nessa atividade, leia em voz alta as características e peça-lhes que observem a imagem atentamente após a leitura para, então, identificar as partes do rio.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

Para tornar a aprendizagem sobre o tema mais significativa, inclusive se na turma houver estudantes cegos ou com baixa visão, convide-os a produzir uma maquete das partes de um rio, em parceria com o professor do componente curricular de Arte. Para isso, providencie com antecedência os materiais necessários, como argila ou massa de modelar, papel na cor azul, placas de poliestireno expandido, papelão ou madeira para servir de base, entre outros. Oriente-os a observar a ilustração da página para a produção da maquete. Depois de pronta, incentive os estudantes a perceberem cada parte do rio por meio do tato. Organize os trabalhos em uma exposição para a comunidade escolar.

choeira, foz, afluente etc.

02/10/2025 18:06:30

• Solicite também que tentem identificar como estão as condições das águas dos rios nos trechos observados: se estão poluídas, se há mata ciliar, se recebem esgoto da cidade etc.

• Ao retornar à sala de aula, reserve um momento para exibição das fotografias que capturaram com auxílio de um projetor. Explique que elas representam o olhar deles a respeito daquela parte do rio. Promova um debate retomando as características das partes do rio e incentive os estudantes a identificarem cada uma delas nas fotografias.

Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Partes do rio.
3. Resposta: A – 1; B – 6; C – 4; D – 3; E – 2; F – 5; G – 7.

• Na atividade 4 , observe se os estudantes compreenderam a importância das águas dos rios para o desenvolvimento de atividades humanas. Complemente o assunto explicando que os rios são como vias de transporte, destacando a hidrovia Tietê-Paraná, muito importante para a economia do nosso país.

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

HIDROVIA do Paraná-Tietê. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes . Disponível em: https://www.gov.br/dnit/ pt-br/assuntos/aquaviario/ intervencao-em-hidrovias/ hidrovias-1/hidrovia-do-tie te-parana. Acesso em: 19 ago. 2025.

Acesse esse site para obter mais informações a respeito da hidrovia do Paraná-Tietê.

Respostas

5. O objetivo dessa questão é incentivar os estudantes a refletirem sobre a importância da água, identificando seu uso no dia a dia, por exemplo, para saciar a sede, higienizar o corpo ou objetos, lavar e preparar alimentos, entre outros. Avalie se eles têm consciência de que esse recurso é imprescindível para a vida. Para complementar, elabore na lousa um texto coletivo descrevendo como seria passar um dia inteiro sem ter acesso à água. Com base nisso, leve-os a imaginar como fariam suas necessidades físicas, sua higiene e os cuidados com o local ondem moram. Para finalizar, peça-lhes que anotem o texto coletivo no caderno e faça desenhos que ilustrem tais situações. Fique atento e evite situações que possam gerar constrangimentos em sala de aula relacionados ao modo de vida de cada estudante.

ÁGUA DOS RIOS: USO E IMPORTÂNCIA

4. Resposta: A: Água sendo usada para irrigar a lavoura, que produzirá alimentos para as pessoas. B: Rio usado para a pesca, que fornece alimentos às pessoas. C: Água utilizada para lavar produtos na indústria, no caso, tomates, que posteriormente serão usados na fabricação de molho, extrato etc. D: Rio sendo usado como via de transporte de pessoas.

Você já parou para pensar na importância da água em seu cotidiano? E em todas as atividades que você faz no dia a dia que envolvem o consumo de água?

As águas dos rios são importantes tanto para a sobrevivência das pessoas quanto para o desenvolvimento das atividades econômicas.

4. Escreva no caderno de que maneira a água está sendo utilizada em cada uma das imagens a seguir.

5. Converse com os colegas sobre os principais usos da água no dia a dia de vocês. Depois, registre a lista desses usos no caderno.

5. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

Lavoura no município de Madalena, no Ceará, em 2023.
Indústria alimentícia na Itália, em 2021.
Rio São Francisco no município de Piaçabuçu, em Alagoas, em 2023.
Rio Guamá em Belém, no Pará, em 2025.

Poluição dos rios

Ao longo de muitos anos, o ser humano tem poluído os rios, causando danos graves ao meio ambiente. Observe alguns exemplos a seguir.

O despejo irregular de esgoto sem tratamento adequado, tanto residencial como industrial, polui os rios. Os agrotóxicos aplicados de maneira descontrolada em lavouras próximo aos rios são carregados pelas chuvas, causando a contaminação de suas águas. Plantas, peixes e outros animais que vivem ou bebem dessas águas são contaminados e podem até morrer.

Despejo irregular de esgoto em rio da cidade do Rio de Janeiro, em 2021.

Os resíduos sólidos (comumente chamados de lixo) descartados em lugares inapropriados, como calçadas, terrenos baldios e margens de rios, podem ser carregados pelas águas das chuvas até o leito dos rios. Esses resíduos poluem o rio e prejudicam o fluxo de suas águas, aumentando a chance de enchentes em períodos de chuvas intensas.

Resíduos sólidos acumulados às margens do Rio dos Bugres, na cidade de Santos, em São Paulo, em 2025.

Terrenos baldios: terrenos vazios que não estão sendo utilizados.

6. Você já observou algum rio poluído no município onde mora ou conhece alguma reportagem sobre esse assunto? Converse com os colegas sobre as causas dessa poluição e o que pode ser feito para resolver esse problema. Depois, elaborem uma lista no caderno com as propostas de vocês.

6. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é incentivar a conscientização ambiental dos estudantes em relação à qualidade das águas dos rios.

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ARTICULANDO CONHECIMENTOS

Oriente os estudantes a conversarem entre si sobre a poluição dos rios e como pode prejudicar a vida dos moradores do local. Proponha uma investigação interdisciplinar com componente curricular de Ciências sobre as consequências da poluição das águas para a saúde humana. Leve-os a refletir sobre como é possível preservar as águas e o entorno dos rios. Após a discussão, incentive-os a elaborar cartazes que tratem desses assuntos, cujo objetivo seja incentivar as pessoas a cuidarem dos rios. Oriente-os a utilizar diferentes tipos de letras na organização das informações, tornando o cartaz mais criativo e atrativo. Por fim, exponha os cartazes em algum local apropriado da escola.

• Na atividade 6, analise a conscientização dos estudantes em relação à qualidade da água dos rios. Comente que, para todos viverem em um mundo melhor, é essencial adotarmos ações que recuperem e preservem o meio ambiente. Assim, cada indivíduo deve contribuir, seja por meio do diálogo cordial, seja incentivando as pessoas ao seu redor para também contribuírem.

• Ao conversarem entre si para identificar ações que poluem os rios e ao proporem atitudes para manter a qualidade das águas no município onde residem, os estudantes desenvolvem a habilidade EF04GE11, as Competências gerais 4 e 7 e a Competência específica de Geografia 7 da BNCC, assim como aspectos dos temas contemporâneos transversais Educação ambiental e Saúde

AVALIANDO

Objetivo

• Avaliar se os estudantes compreendem as características do tempo atmosférico e como isso influencia as tarefas do dia a dia.

Sugestão de intervenção

• Se os estudantes apresentarem dificuldade em entender as características do tempo atmosférico e sua influência nas atividades diárias, pergunte-lhes o que costumam fazer em um dia chuvoso e em um dia ensolarado. Pergunte-lhes se as condições do tempo interferem na escolha das roupas, nas brincadeiras e nas visitas a determinados lugares. Permita que eles compartilhem livremente suas experiências, incentivando a troca de ideias e a escuta ativa entre os colegas. Acolha todas as contribuições com atenção e faça intervenções pontuais e estratégicas para orientar a conversa de forma construtiva. Por fim, eles devem desenhar alguma atividade cotidiana que teve interferência do tempo atmosférico e explicá-la aos colegas ao apresentarem sua produção.

• Ao observarem fotografias e utilizarem seus conhecimentos prévios para identificar características do tempo atmosférico, assim como a linguagem oral e gráfica para partilhar informações sobre as condições do tempo atmosférico, os estudantes estarão desenvolvendo aspectos das Competências gerais 1 e 4 da BNCC.

BNCC

• A interpretação do fenômeno retratado na tirinha, oestudo e a observação do tempo atmosférico e clima nos locais de vivência favorecem o desenvolvimento das Competências gerais 2 e 4

• O texto a seguir pode fundamentar a compreensão e

1. a) Resposta: O primeiro quadrinho mostra o personagem observando o tempo, com o céu ensolarado. No segundo quadrinho ele está saindo de sua casa,

OBSERVANDO O TEMPO ATMOSFÉRICO E O CLIMA

1. A tirinha a seguir retrata uma experiência vivida pelo gato Garfield. Observe cada quadrinho dela e responda às questões.

DAVIS, Jim. Garfield - Wednesday May 6, 1981. Andrews McMeel Licensing. Disponível em: https://licensing.andrewsmcmeel.com/features/ga?date=1981-05-06. Acesso em: 29 abr. 2025.

a ) Converse com os colegas sobre o que esses quadrinhos estão retratando. Por exemplo: como estava o tempo atmosférico no primeiro e no segundo quadrinho e o que aconteceu com Garfield quando ele estava do lado de fora de casa.

b ) Você já observou alguma mudança repentina no tempo atmosférico?

Que mudança foi essa?

1. b) Respostas pessoais. Os estudantes podem citar alguma chuva repentina ou uma mudança brusca na temperatura, por exemplo.

c ) Essa mudança repentina no tempo atmosférico alterou alguma atividade que você estava fazendo? Conte para os colegas.

d ) Verifique como está o tempo atmosférico neste momento e faça um desenho para representá-lo. Você também pode utilizar um dos símbolos a seguir que melhor retrata o tempo atmosférico que você observou.

1. c) e d) Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor com o céu ensolarado. Já o terceiro quadrinho retrata o personagem do lado de fora de sua casa, molhado pela chuva que caiu de repente.

Ensolarado. Sol e nuvens. Nublado. Chuvoso.

Podemos perceber as mudanças no tempo atmosférico verificando, por exemplo, se o céu está nublado, ensolarado ou chuvoso, se a temperatura do ar está mais fria ou quente e como está o comportamento dos ventos.

As condições do tempo atmosférico podem mudar com certa frequência. Por exemplo, em um mesmo dia podemos ter céu ensolarado e temperaturas elevadas de manhã e chuva com temperaturas mais baixas à tarde ou à noite.

a distinção entre as definições de tempo e clima.

[…] O tempo que sentimos no dia a dia, as chuvas, o calor, o frio, está associado à passagem de frentes frias e quentes, ciclones e anticiclones, ondas atmosféricas, tempestades das mais variadas, entre tantos outros fenômenos.

[…] O clima é definido pela média das condições do tempo ao longo de um período de algumas décadas. No dia a dia, temos os sistemas de tempo que provocam a variabilidade que observamos e que afetam as atividades humanas. […]

DIAS, M. A. F. S.; SILVA, M. G. A. J. Para entender tempo e clima. In: CAVALCANTI, Iracema F. A. et al. (org.). Tempo e clima no Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2009. p. 15.

Respostas

02/10/2025 18:10:36

1. c) Os estudantes podem citar situações como parar de brincar ao ar livre devido à chuva ou trocar de roupa por conta de queda ou elevação brusca da temperatura.

1. d) Organize os estudantes para que possam observar as condições do tempo atmosférico na escola. Verifique se os desenhos produzidos representam corretamente as condições do tempo observadas. Avalie individualmente as dificuldades e permita que se expressem do modo como se sentirem mais confortáveis.

PREVISÃO DO TEMPO

A previsão do tempo indica como estarão as condições atmosféricas para as próximas horas ou dias. Leia a manchete a seguir, que retrata as mudanças do tempo atmosférico da cidade de São Paulo em um mesmo dia.

Sol aparece entre nuvens, entretanto as chuvas devem retornar no período da tarde

SOL aparece entre nuvens, entretanto as chuvas devem retornar no período da tarde, Prefeitura de São Paulo, 27 dez. 2024. Disponível em: https://prefeitura.sp.gov.br/w/sol-aparece-entre-nuvens-entretanto-as -chuvas-devem-retornar-no-per%C3%ADodo-da-tarde. Acesso em: 30 abr. 2025.

Em geral, as previsões do tempo são feitas com base em informações sobre a direção e a velocidade dos ventos e sobre a temperatura e a umidade do ar. Essas informações são analisadas com o auxílio de computadores de alta tecnologia e permitem elaborar previsões do tempo.

O conjunto de características do tempo atmosférico (vento, temperatura do ar e quantidade de chuva) que ocorrem com mais frequência em determinado lugar pode caracterizar o clima desse lugar.

Para definir o clima, são analisadas informações sobre as variações do tempo atmosférico registradas em determinado lugar durante cerca de trinta anos.

Diversos tipos de clima atuam em nosso planeta. Alguns mais frios, outros mais quentes; uns mais secos, outros mais chuvosos. Veja alguns exemplos.

No Brasil, há lugares onde as temperaturas são elevadas e as chuvas bem distribuídas durante o ano. O clima que atua nesse lugar é o equatorial.

Também há lugares do país onde o inverno é mais frio e o verão mantém temperaturas elevadas, com chuvas bem distribuídas durante o ano. O clima nesse lugar é o subtropical.

Município de Belém, no Pará, em 2021. Paisagem

2. Quais são as características do clima do município onde você mora? É parecido com algum dos lugares retratados nesta página?

2. Respostas pessoais. Confira mais informações sobre a atividade nas orientações ao professor

• Verifique se os estudantes compreenderam que tempo e clima têm significados diferentes. Ressalte que tempo atmosférico corresponde às características da atmosfera em determinado momento e lugar. Já o clima refere-se ao conjunto de condições de tempo atmosférico de um lugar registradas em um período mínimo de 30 anos.

Resposta

2. Para auxiliar os estudantes na realização da atividade, leve-os a refletir sobre

as características do clima ao longo do ano no lugar onde moram. Explique que o Brasil tem uma grande área territorial e que a maior parte dela está localizada em uma região do planeta que é influenciada, principalmente, pela ocorrência de climas com temperaturas elevadas praticamente o ano todo. Mencione também que no país são identificados cinco tipos de clima, cada um com características particulares. Para auxiliar na identificação dos climas atuantes no território brasileiro, apresente aos estudantes o mapa dos cli-

• Observe se os estudantes compreenderam, por meio da reportagem, que as mudanças atmosféricas podem ocorrer em um curto período de tempo. Se considerar necessário, mostre a eles outras reportagens com as previsões do tempo de diferentes municípios brasileiros, a fim de analisarem juntos as características de cada uma delas.

• Explique que a Meteorologia é a área científica que analisa as dinâmicas do tempo atmosférico. Destaque a importância dessa área do conhecimento para atividades como agricultura, transporte (navegação e aviação), geração de energia, abastecimento de água, lazer, entre outros exemplos.

• Caso exista na escola laboratório de informática, programe uma aula com estudantes nesse espaço para que consultem a previsão do tempo do município onde moram. Oriente-os a acessar sites confiáveis, por exemplo, páginas de instituições de pesquisa do governo federal ou estadual e de empresas de meteorologia que prestam serviços relacionados à previsão do tempo. Instrua-os a consultar a previsão do tempo para os próximos cinco dias e a registrá-las no caderno. Eles devem observar, ao longo desse período, as condições do tempo para conferir se estavam de acordo com a previsão.

02/10/2025 18:10:36

mas brasileiros. Para obtê-lo, acesse o site IBGE Educa, disponível em: https://edu ca.ibge.gov.br/jovens/conheca-o-brasil/ territorio/20644-clima.html. Acesso em: 19 ago. 2025. Projete o mapa na sala de aula ou disponibilize cópias coloridas aos estudantes. Auxilie-os a identificar os climas que atuam no estado onde moram e a relacionar suas características às paisagens observadas no município. Para finalizar, produza com eles um texto coletivo que descreva as características do clima do município.

do município de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 2022.

• Na atividade 3, avalie se os estudantes compreenderam os prejuízos que a poluição atmosférica causa à nossa saúde e ao meio ambiente. Se considerar oportuno, organize-os em grupos e oriente a produção de panfletos com frases que destaquem atitudes que contribuem para a redução da poluição do ar. Incentive-os a usar diferentes estilos de letras na elaboração das frases, tornando o panfleto atrativo para despertar a atenção das pessoas. Instrua-os a divulgar as atitudes entregando os panfletos a algum adulto de sua convivência.

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

COMO a poluição do ar afeta a nossa saúde? BBC News Brasil. Disponível em: https://youtu.be/6OopxyQ d4Bc?si=2DD_J2-ZjcY5Y 9TD. Acesso em: 19 ago. 2025.

Acesse esse vídeo para verificar os prejuízos que a poluição atmosférica causa à nossa saúde e ao meio ambiente.

POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

Em muitos municípios brasileiros, sobretudo no espaço urbano, é possível observar a poluição do ar ou atmosférica. Ela tem sido causada principalmente pela fumaça lançada por escapamentos de automóveis e pelas indústrias.

O ar também é poluído em razão das queimadas em matas e florestas. Muitas vezes elas são provocadas após o desmatamento dessas áreas para dar lugar a pastos e lavouras. Além dos gases poluentes que as queimadas lançam no ar, muitas espécies de plantas e animais são destruídas. A poluição atmosférica também pode causar doenças respiratórias nas pessoas, como rinite, bronquite e asma.

Queimada em área de vegetação de Caatinga no estado de Pernambuco, em 2023.

No seu caderno, explique os prejuízos da poluição do ar à saúde das pessoas e ao meio ambiente. Para isso, utilize as palavras do quadro a seguir.

poluição • ar • automóveis • indústrias • queimadas doenças • plantas • animais • pessoas

3. Sugestão de resposta: A poluição do ar ocorre em razão dos gases poluentes que automóveis, indústrias e queimadas lançam na atmosfera. Esses gases causam doenças respiratórias nas pessoas e destroem espécies de plantas e animais.

02/10/2025 18:10:37

3.
Emissão de gases poluentes de indústria na cidade de Suzano, São Paulo, em 2023.
Congestionamento em Salvador, na Bahia, em 2024.

ESTUDANDO AS FORMAÇÕES VEGETAIS

NATURAIS

DO MUNICÍPIO

MAPA CLICÁVEL: AS FORMAÇÕES VEGETAIS NATIVAS NO BRASIL

As formações vegetais naturais ou nativas são compostas de espécies de plantas que se desenvolvem naturalmente em determinados lugares da superfície terrestre.

O desenvolvimento das formações vegetais é influenciado, principalmente, pelas características do clima que atua em cada um desses lugares. É possível analisar essa interdependência entre o clima e a vegetação natural no lugar onde vivemos. Vamos tomar como exemplo os casos a seguir.

Os climas são tão diversos que não existem dois lugares na superfície da Terra que tenham exatamente as mesmas condições climáticas […]. No entanto, similaridades entre climas locais permitem agrupamentos para definir as regiões climáticas. […]

Os climas influenciam os ecossistemas, comunidades autorreguladas, naturais, formadas por plantas e animais no seu ambiente físico. Em terra, as regiões climáticas básicas determinam, em grande parte, a localização dos principais ecossistemas do mundo.

Climas com temperaturas elevadas e chuvas bem distribuídas durante o ano favorecem o desenvolvimento de vegetação densa e abundante. É o que ocorre na região da Floresta Amazônica, onde atua o clima equatorial.

Paisagem da Floresta Amazônica, em Novo Airão, no Amazonas, em 2024.

A Caatinga é uma formação vegetal natural que se desenvolve em lugares de clima com elevadas temperaturas e poucas chuvas durante o ano. Essa vegetação se adapta a essas condições, como os cactos, que armazenam água em seu interior, e as árvores de pequeno porte, com poucas folhas e vários espinhos, que ajudam a planta a reter umidade.

Estas regiões, chamadas de biomas, incluem florestas, pradarias, savanas, tundras e desertos. Comunidades vegetais, do solo, e de animais estão associadas com estes biomas. De fato, o clima nunca é estável, devido às mudanças cíclicas e periódicas; portanto, os ecossistemas estão em estado constante de adaptação e resposta.

[…]

CHRISTOPHERSON, Robert W. Geossistemas: uma introdução à geografia física. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2012. p. 276.

Uma alternativa para iniciar o trabalho com o tema é levar para a sala de aula algumas imagens de diferentes tipos de formações vegetais. Organize-as uma ao lado da outra e oriente os estudantes a descreverem as principais características das formações vegetais e a identificarem as diferenças entre elas. Questione-os sobre a relação entre a vegetação e as características do clima da região onde ela predomina. Verifique se eles reconhecem que existem vegetações que se desenvolvem em áreas de clima quente e úmido e outras que se desenvolvem em áreas de clima frio e seco, por exemplo.

ATIVIDADE EXTRA

• Oriente os estudantes a coletarem algumas amostras de folhas, flores e cascas de árvores no município onde moram com auxílio de familiares ou responsáveis. Depois, cataloguem as amostras, pesquisando os nomes na internet ou perguntando a pessoas que tenham conhecimento sobre esse assunto. Em sala de aula, elaborem uma exposição sobre os tipos de vegetação encontrados.

• Leia o texto a seguir para ampliar seu conhecimento sobre a influência do clima no desenvolvimento das formações vegetais naturais.

02/10/2025 18:10:42

BNCC

• O estudo desse tema, que trata do clima e da vegetação nas paisagens, contempla a habilidade EF04GE11 da BNCC ao propor a identificação das características das paisagens naturais.

• Peça aos estudantes que acessem o infográfico indicado nesta página e conheçam As formações vegetais nativas do Brasil

Paisagem de vegetação de Caatinga, em Ingá, na Paraíba, em 2024.

AVALIANDO

Objetivo

• Avaliar se os estudantes compreenderam que o clima influencia no desenvolvimento das formações vegetais naturais.

Sugestão de intervenção

• Leve para a sala de aula os nomes de diferentes plantas nativas, como cacto, buriti, juazeiro, carnaúba, açaí etc. Peça aos estudantes que pesquisem as condições climáticas em que essas plantas costumam se desenvolver e em quais lugares algumas delas podem ser cultivadas, de acordo com sua adaptação às temperaturas e à quantidade de água de que necessitam para sobreviver. Por fim, oriente-os a apresentar as pesquisas em uma roda de conversa, para que todos conheçam os vários exemplos da influência do clima no desenvolvimento de vegetações naturais.

Resposta

2. Resposta pessoal. O objetivo dessa questão é incentivar os estudantes a refletirem sobre as características da formação vegetal do município onde moram. Guie a conversa compartilhando informações ou ajudando-os a identificar as características de vegetações nativas locais, se estiverem presentes no município. Caso contrário, apresente à turma formações que ocorrem em outras partes do estado ou características das formações que se desenvolviam no local onde vivem e que já foram alteradas.

• Peça aos estudantes que acessem o infográfico indicado nesta página e conheçam o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense.

1. As fotografias a seguir representam diferentes formações vegetais naturais. Observe as características de cada uma delas.

B.

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: PARQUE NACIONAL DO PANTANAL MATOGROSSENSE

Vegetação de deserto que se desenvolve no clima desértico, no Chile, em 2024.

1. Resposta: Os estudantes devem copiar na lista da fotografia A os itens a, c e e. Na lista da fotografia B, devem copiar os itens b, d e f.

Paisagem de Mata Atlântica que se desenvolve em área de clima tropical, em Alto Ribeira, em São Paulo, em 2023.

Agora, copie no caderno as afirmações separando-as em uma lista referente à fotografia A e outra referente à B. Acompanhe o exemplo a seguir.

Fotografia A

Pouca chuva durante o ano.

Fotografia B

Grande quantidade de chuva durante o ano.

a ) Plantas adaptadas à falta de água.

b ) Vegetação densa, com ampla diversidade de espécies de plantas.

c ) Pouca chuva durante o ano.

d ) Grande quantidade de chuva durante o ano.

e ) Quente e seco, com temperaturas elevadas durante o dia.

f ) Quente e úmido, com temperaturas elevadas na maior parte do ano.

2. Na paisagem do lugar onde vocês vivem, é possível notar a presença de vegetação nativa? Onde? Ela se parece com algum tipo apresentado nesta página? Peça ajuda ao professor nessa identificação.

2. Respostas nas orientações ao professor

ATIVIDADE EXTRA

• Para ampliar o trabalho com a questão 2, proponha aos estudantes um passeio no pátio da escola ou em seu entorno para que observem as formações vegetais nativas. Ao optar pela exploração do ambiente externo à escola, providencie com antecedência a autorização de familiares ou responsáveis e peça a colaboração de outros professores ou funcionários da escola. Certifique-se de que o trajeto não oferece nenhum risco aos estudantes e garanta a acessibilidade àqueles com necessi-

dades especiais. Ao retornarem para a sala de aula, promova uma roda de conversa para que compartilhem suas impressões. Se considerar interessante, entregue uma folha avulsa a um estudante e peça-lhe que escreva uma palavra que represente uma característica da vegetação observada. Em seguida, oriente-o a passar a folha para o colega à sua direita. Atividades que envolvem a organização corporal no espaço, como formações em roda e rodas de conversa, contribuem para o desenvolvimento da propriocepção.

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ARTICULANDO CONHECIMENTOS

A EXPLORAÇÃO DAS FORMAÇÕES VEGETAIS

Grandes áreas de formações vegetais naturais foram intensamente alteradas pelo ser humano ao longo do tempo. A exploração dessas formações vem ocorrendo de diferentes maneiras.

Com o objetivo de desenvolver atividades econômicas, como a agricultura e a pecuária, extensas áreas de florestas são desmatadas para abrir terrenos destinados ao plantio de lavouras e à criação de animais em áreas de pastagem.

Formação vegetal natural desmatada para dar lugar a lavouras agrícolas, no município de Caracaraí, em Roraima, em 2024.

A exploração mineral também provoca intensas modificações nas formações vegetais naturais, pois são desmatadas áreas de vegetação para escavação do solo e retirada dos minerais explorados.

3. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a pensarem nas situações em que o ser humano desmata a formação vegetal

Formação vegetal natural desmatada para a exploração de calcário, em Nobres, Mato Grosso, em 2021.

natural do município onde moram. Auxilie-os a identificarem as atividades

desenvolvidas no município que podem alterar as formações vegetais nativas locais.

Para expandir o espaço urbano, muitas áreas são desmatadas, pois as cidades crescem em direção ao espaço rural, muitas vezes sendo necessário retirar extensas áreas de vegetação natural para construir novas moradias e outros estabelecimentos.

Formação vegetal natural desmatada para construção de um condomínio residencial em Altamira, no Pará, em 2024.

3. Converse com os colegas e o professor sobre as ações do ser humano que alteram as vegetações naturais do município onde vocês moram.

vos que levaram Ab’Sáber a se dedicar ao desenvolvimento de importantes pesquisas sobre as paisagens brasileiras.

• UM CIENTISTA, uma história | Episódio 5: Aziz Ab’Sáber. Sesi, 3 nov. 2015. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=TWkFTB w98nU. Acesso em: 19 ago. 2025.

BNCC

• O estudo sobre as alterações na vegetação pelo ser humano contempla o tema contemporâneo transversal Educação ambiental da

02/10/2025 18:10:44

BNCC. Ao conversarem entre si e com o professor para identificar ações humanas que levam à degradação das vegetações nativas, os estudantes selecionam argumentos que podem ser considerados essenciais para justificar a conservação desses ambientes, desenvolvendo a Competência geral 7 da BNCC. Também pode ser desenvolvida a Competência geral 1 da BNCC, ao propor a análise e o uso das informações do local onde os estudantes vivem para a compreensão do espaço ao qual estão inseridos.

O estudo sobre as alterações da vegetação natural possibilita um trabalho integrado com o componente curricular de História, pois é possível avaliar a evolução do desmatamento ao longo da história.

• Na atividade 3, avalie se os estudantes identificaram as principais ações do ser humano que alteram as vegetações naturais do município onde moram. Se apresentarem dificuldade, promova uma roda de conversa com um integrante da secretaria do meio ambiente do município, para o qual os estudantes possam fazer perguntas relacionadas ao desmatamento da vegetação natural e às medidas a serem tomadas para recuperar e preservar o meio ambiente.

• Comente com os estudantes que, no Brasil, alguns cientistas se destacam pelo trabalho dedicado a pesquisas relacionadas à natureza e aos impactos causados pelo ser humano no meio ambiente. Entre eles está o professor e geógrafo Aziz Nacib Ab’Sáber (1924-2012). Seu trabalho foi fundamental para compreender, por exemplo, que certos tipos de plantas e animais se desenvolvem melhor em regiões específicas do Brasil. Apresente à turma o vídeo a seguir, que mostra os principais moti-

1. Objetivo

• Reconhecer as características de relevo nas paisagens das fotografias, associando-as aos respectivos nomes.

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes não alcancem os objetivos, aplique uma dinâmica com os textos descritivos dessa atividade. Proponha a cada um deles que leia uma frase em voz alta, completando-a com uma das palavras do quadro. Peça aos demais que levantem a mão se souberem dizer se a resposta está certa ou errada. Promova o respeito e não permita comentários constrangedores. Repita a mesma dinâmica com as outras frases. Dê explicações complementares e faça as correções necessárias.

Escreva as respostas no caderno.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

1. Observe as imagens a seguir. Depois, copie as frases no caderno, completando-as corretamente com as palavras do quadro.

plano • íngremes • subidas • máquinas

1. a) Resposta: O município de Teresópolis tem parte do espaço urbano construído sobre relevo com terrenos mais íngremes

Paisagem do município de Teresópolis, no Rio de Janeiro, em 2024.

Paisagem da cidade de Brejinho de Nazaré, em Tocantins, em 2025.

a ) O município de Teresópolis tem parte do espaço urbano construído sobre relevo com terrenos mais ■

b ) O espaço rural do município de Brejinho de Nazaré apresenta um relevo ■

1. b) Resposta: O espaço rural do município de Brejinho de Nazaré apresenta um relevo plano.

c ) No município de Teresópolis, podemos observar ruas com ■ e descidas.

1. c) Resposta: No município de Teresópolis, podemos observar ruas com subidas e descidas.

d ) O relevo plano do espaço rural do município de Brejinho de Nazaré é propício ao uso de ■ agrícolas.

1. d) Resposta: O relevo plano do espaço rural do município de Brejinho de Nazaré é propício ao uso de máquinas agrícolas.

2. Relacione no caderno os números da imagem a seguir às letras que indicam as formas do relevo correspondentes.

2. Resposta: Os estudantes

devem relacionar os seguintes itens: A – 4; B – 2; C – 3; D – 1.

Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

3. Resposta: Na fotografia A, o principal agente transformador foi o ser humano. Na fotografia B, o principal agente transformador foi a água da chuva. Na fotografia C,

o principal agente transformador foi a força do vento.

Formas de relevo

3. Escreva no caderno o nome do principal agente transformador do relevo em cada paisagem retratada a seguir.

Por que o relevo retratado na fotografia A foi modificado? Converse com os colegas e compartilhem a conclusão com a turma.

Resposta: A construção do túnel tem o objetivo principal de facilitar a locomoção de

pessoas e mercadorias, permitindo a transposição de um lado para outro do morro.

2. Objetivo

• Compreender o que é relevo e identificar algumas de suas diferentes formas.

Sugestão de intervenção

• Se os estudantes não alcançarem o objetivo observando a imagem, leia em voz alta a definição de uma das formas de relevo ilustradas sem identificá-la. Em seguida, oriente-os a identificar qual forma de relevo corresponde à descrição. Se achar necessário, repita o procedimento para ajudá-los a reconhecer as demais formas de relevo.

3. Objetivo

• Identificar os diferentes agentes que atuam na transformação do relevo.

Sugestão de intervenção

• Se os estudantes não alcançarem o objetivo, escreva em tiras de papel o nome de diferentes formas de alteração do relevo e leve imagens correspondentes a eles, formando pares dos nomes com as respectivas imagens. Distribua um papel ou uma imagem a cada estudante e peça que formem os pares correspondentes. Depois, faça as correções necessárias. Repita a dinâmica trocando os papéis e as imagens entre os estudantes.

02/10/2025 18:10:47

Túnel no município de Pindamonhangaba, em São Paulo, em 2025.
Dunas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, no Maranhão, em 2022.
Deslizamento de terra no município de Encantado, no Rio Grande do Sul, em 2024.
A.
C.
B.
Depressão A. Planalto B.
Planície C. Montanha D.

4. Objetivo

• Identificar as diferentes partes de um rio e descrever as principais características de cada uma delas.

Sugestão de intervenção

• Se os estudantes não alcançarem o objetivo, organize-os em duplas para formar combinações de palavras com todas as sílabas da coluna indicada, escrevendo-as no caderno. Explique-lhes que devem identificar as palavras entre as combinações aleatórias. Se apresentarem dificuldade para descrever cada uma das partes identificadas de um rio, escreva na lousa as descrições, sem nomeá-las, e incentive-os a relacionar a descrição à palavra correspondente e reproduzi-las no caderno.

5. Objetivo

• Reconhecer diferentes usos dos rios no município dos estudantes.

Sugestão de intervenção

• Se os estudantes não alcançarem o objetivo, organize-os em uma roda de conversa e liste diferentes maneiras de usar os rios, como navegação, geração de energia, pesca e abastecimento urbano ou rural. Em seguida, identifique um rio ou parte de um rio do município e pergunte qual é o aproveitamento dele em relação às atividades citadas. Se não houver um rio no município com as finalidades mencionadas, exemplifique com algum rio importante do estado onde vivem e que os estudantes conheçam. Alternativamente, leve para a sala imagens de rios brasileiros e peça-lhes que citem quais usos poderiam ser desenvolvidos de acordo com as características por eles observadas.

6. Objetivo

• Compreender a importância da preservação dos rios, identificar as principais causas de sua poluição e os cuidados necessários para manter a qualidade de suas águas.

4. Encontre as sílabas corretas para descobrir o nome de uma parte do rio. Depois, descreva essa parte do rio no caderno. Siga o exemplo.

Afluente

4 + 11 + 7 + 2

Rio que despeja suas águas em outro rio, que é chamado rio principal.

5. Pesquise um rio próximo do lugar onde você mora. Nessa pesquisa, busque informações sobre quais são os usos que a população faz de suas águas.

6. Em duplas, escolham um dos assuntos a seguir.

• Importância dos rios para a vida das pessoas.

5. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é incentivar os estudantes a refletirem sobre as utilidades dos rios próximos de onde moram. Caso exista(m) rio(s) no município onde moram, oriente que a pesquisa seja realizada sobre ele. Se nessa região não tiver rios, instigue a turma a pensar nas utilidades que um rio teria no município.

• Importância dos rios para o desenvolvimento das atividades econômicas.

• Poluição dos rios causada pelo ser humano ao longo dos anos.

• Diferentes maneiras de evitar a poluição dos rios.

a ) Conversem e anotem no caderno o que vocês aprenderam sobre o assunto escolhido. Façam anotações na forma de frases.

b ) Leiam e organizem as frases, formando um pequeno texto. Depois, apresentem aos colegas e ao professor o que escreveram. Conheçam os outros textos produzidos pela turma.

4. Resposta nas orientações ao professor. 6. a) e b) Respostas pessoais. Oriente os estudantes a

retomarem o assunto escolhido, se necessário. Sugira que, além das frases, eles elaborarem um pequeno cartaz com desenhos sobre os textos escritos.

Ao pesquisarem sobre rios do município, identificando problemas como a poluição e selecionando argumentos em prol de sua conservação, os estudantes desenvolvem aspectos das Competências gerais 1, 4 e 7 da BNCC.

Sugestão de intervenção

• Conduza a apresentação dos assuntos a serem abordados pelos estudantes sanando possíveis dúvidas durante as falas. Em seguida, proponha uma roda de conversa para conversarem brevemente sobre a relevância dos conhecimentos adquiridos. Esse exercício possibilita a valorização dos conhecimentos e das vivências dos estudantes e servirá de base para a produção de

suas frases. Em caso de dificuldade, proponha a organização coletiva do texto. Permita que os estudantes com deficiências sensoriais se expressem oralmente ou com representações feitas em desenhos.

Resposta

4. Resposta: 3 + 8: leito: local por onde as águas do rio fluem. 5 + 12 + 9: nascente: local onde os rios começam a se formar. 1: foz: local onde o rio despeja suas águas no oceano ou em outro rio. 10 + 6: margem: porção de terra que fica imediatamente em cada um dos lados do leito do rio.

Crianças em sala de aula.

7. Copie no caderno apenas as afirmações corretas que se referem ao clima.

7. Resposta: Os estudantes devem copiar os itens b, c e d.

a ) São as condições atmosféricas que ocorrem repentinamente durante um mesmo dia.

b ) É definido pela análise dos registros das variações atmosféricas em um lugar, durante cerca de trinta anos.

c ) É o conjunto de características do tempo atmosférico que ocorrem com mais frequência em determinado lugar.

d ) Influencia diretamente o desenvolvimento da vegetação natural de um lugar ou de uma região em diversos aspectos, tornando as paisagens diferentes umas das outras.

8. Verifique e desenhe no caderno as características do tempo atmosférico do município onde você mora nos períodos da manhã, da tarde e da noite em um mesmo dia. Mostre seus desenhos aos colegas e ao professor. As características do tempo atmosférico influenciaram as atividades que você realizou durante esse dia? Quais?

8. Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

9. Analise a fotografia a seguir. Depois, responda às questões no caderno.

9. a) Resposta: Um caminhão soltando fumaça pelo escapamento.

a ) O que a fotografia está retratando?

b ) De que maneira isso pode prejudicar as pessoas e o meio ambiente?

c ) Além dos automóveis, quais outras atividades podem causar a poluição do ar?

Veículo na Polônia, em 2024.

9. c) Resposta: A fumaça emitida por alguns tipos de indústrias e as queimadas.

10. Em grupo, escolham um tipo de formação vegetal natural do Brasil e pesquisem na internet as informações a seguir.

a ) Principais características das espécies vegetais.

b ) Clima que atua sobre essa formação vegetal.

c ) Principais atividades que causam desmatamento.

9. b) Resposta: A fumaça que os veículos lançam na atmosfera prejudica a qualidade do ar, o que pode causar doenças respiratórias.

d ) Medidas que estão sendo tomadas para diminuir o desmatamento e ações para recuperar os ambientes degradados.

10. Resposta pessoal. Oriente os estudantes a fazerem as pesquisas necessárias para efetivarem a atividade proposta. Auxilie-os na escolha das fontes de pesquisa mais adequadas sobre informações a respeito da formação vegetal natural do Brasil.

que elas representam, intermediando as falas com explicações sobre o assunto.

02/10/2025 18:10:49

7. Objetivo

• Identificar as principais características do clima e do tempo atmosférico, assim como compreender as diferenças entre esses conceitos.

Sugestão de intervenção

• Se os estudantes não alcançarem o objetivo, organize-os em duplas e dê exemplos das diferentes condições atmosféricas que podem ocorrer durante o dia. Exemplifique utilizando a manchete da página 27 e, em seguida, oriente-os a discutir sobre as diferenças entre clima e tempo atmosférico apresentadas nas páginas 26 e 27. Incentive-os a representar essas diferenças por meio de desenhos ou de pequenos textos produzidos em dupla.

8. Objetivo

• Compreender que as condições do tempo atmosférico podem variar ao longo de um dia, identificando e registrando essas condições. Sugestão de intervenção

• Se os estudantes não alcançarem o objetivo ao apresentar os resultados, organize uma roda de conversa e descreva diferentes condições do tempo atmosférico. Em seguida, crie com os estudantes alguns símbolos para representar cada uma dessas condições e desenhe-os na lousa. Oriente-os, então, a observar as condições do tempo atmosférico do local onde moram durante uma semana, desenhando no caderno os respectivos símbolos que criaram. Incentive-os a apresentar novamente as informações coletadas para a turma ao fim do registro e ressalte o conceito de tempo atmosférico com base neste estudo.

9. Objetivo

• Identificar os prejuízos que a poluição do ar causa à nossa saúde e ao meio ambiente.

Sugestão de intervenção

• Se os estudantes não alcançarem o objetivo, apresente imagens que retratem as causas e as consequências da poluição atmosférica e oriente-os a descrever o

10. Objetivo

• Reconhecer que as características do clima influenciam diretamente a vegetação natural e que o desenvolvimento de atividades econômicas tem provocado degradação ambiental.

Sugestão de intervenção

• Se os estudantes não alcançarem o objetivo no dia da pesquisa, organize uma roda de conversa sobre o uso de ferramentas de busca ou selecione previamente algumas fontes confiáveis so-

bre os principais tipos de vegetação no Brasil, a fim de apresentá-las à turma. Para isso, oriente cada grupo a escolher um tipo de vegetação diferente, pesquisar sobre ela e apresentar os resultados da pesquisa em voz alta para os demais colegas.

Resposta

8. Verifique se os estudantes apresentam respostas coerentes com as condições do tempo atmosférico. O objetivo dessa questão é desenvolver a percepção dos estudantes em relação aos elementos que compõem o tempo atmosférico.

OBJETIVOS

• Identificar os espaços rural e urbano na formação do município.

• Compreender a divisão política do Brasil.

• Identificar as regiões brasileiras.

• Compreender o que é região.

• Reconhecer que os elementos da paisagem podem ser utilizados como pontos de referência.

• Identificar os pontos cardeais e compreender que auxiliam em nossa orientação espacial na superfície terrestre.

• Identificar os elementos que compõem um mapa.

• Compreender as características elementares da administração do município.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

Oriente os estudantes a produzirem em uma folha de papel, que deve ser avulsa, grande e dividida em duas partes, uma representação do espaço urbano e do espaço rural do município onde vivem. Instrua-os a pensar nos elementos que compõem as paisagens do espaço rural e do espaço urbano, assim como nas atividades desenvolvidas nesses lugares, para facilitar. Peça-lhes também que pintem suas representações e criem uma legenda descritiva. Essa atividade prática, ao exigir dos estudantes consciência para dividir a folha e desenhar, controle fino dos movimentos e noção de lateralidade, contribui para o desenvolvimento da propriocepção.

• Aproveite as questões de abertura para promover uma roda de conversa entre os estudantes. O ideal é que todos possam se expressar e perceber que existem diferenças entre as paisagens rurais e urbanas dos muni-

UNIDADE

ESTUDANDO O MUNICÍPIO 2

cípios. Incentive-os a verbalizar seu raciocínio e acolha todas as contribuições.

• Promova descrições detalhadas dos elementos retratados nas fotografias, a fim de auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão na compreensão das imagens. Incentive-os a refletir sobre as percepções sensoriais presentes em cada espaço do município, como odores e sons.

BNCC

• O estudo desta unidade destaca as habilidades EF04GE03, EF04GE04 e EF04GE09 da BNCC ao incentivar os estudantes a identifica-

rem as funções administrativas do município onde moram, assim como alguns aspectos dos espaços rurais e urbanos na formação do município, e ao promover o exercício de localização e orientação por meio de direções cardeais nas paisagens do município e em suas representações. Ao construírem conhecimentos que lhe permitam explicar a realidade do lugar onde vivem e refletirem sobre a administração desse espaço e aspectos como a qualidade de vida da população, os estudantes desenvolvem a Competência geral 1 da BNCC.

Paisagem do município de Arapuã, no Paraná, em 2025.

Os municípios se diferenciam por diversos aspectos, como o tipo de atividade que as pessoas desenvolvem nos espaços rural e urbano, a quantidade de habitantes e a sua extensão territorial.

1. 2.

Descreva os elementos da paisagem retratada na fotografia. Quais desses elementos são característicos do espaço rural e quais são do espaço urbano? Os espaços rural e urbano da paisagem retratada na fotografia são semelhantes a esses espaços no município onde você mora? Cite alguns exemplos. Você mora no espaço rural ou no espaço urbano do município? Conte aos colegas.

3. 1 a 3. Respostas e mais informações sobre a condução das páginas de abertura nas orientações ao professor

02/10/2025 18:13:43

Respostas

1. Espera-se que os estudantes identifiquem elementos como lavouras, pastagens e estradas de terra como característicos do espaço rural, e moradias adensadas, ruas e avenidas asfaltadas como típicos do espaço urbano.

2. Auxilie os estudantes a compararem os elementos da fotografia com os que podem ser encontrados no município onde residem. Instigue-os a mencionar as semelhanças encontradas e, se considerar pertinente, leve uma fotografia do município que apresente semelhanças com as fotografias apresentadas.

3. Em uma roda de conversa, incentive os estudantes a contarem aos colegas se moram no espaço urbano ou no espaço rural e peça a eles que comentem também de qual elemento mais gostam nesse espaço.

• Na atividade 1, incentive os estudantes a observarem a fotografia e a descreverem em voz alta quais elementos podem ser percebidos. Na lousa, crie uma coluna para o espaço rural e outra para o espaço urbano. Com base em cada elemento citado, oriente-os a identificar a qual espaço ele pertence e, em seguida, preencha as colunas com os elementos citados.

• Na atividade 2, oriente a turma a refletir sobre semelhanças e diferenças entre a paisagem representada na fotografia e as paisagens do município onde vivem. Se achar necessário, selecione previamente imagens das paisagens do município onde residem, de modo que possam comparar com a paisagem da fotografia. Então, exemplifique uma semelhança ou diferença facilmente perceptível e inicie a atividade.

• Aproveite o estudo do tema das páginas 38 e 39 para investigar o conhecimento prévio dos estudantes em relação aos espaços do município onde vivem. Verifique se eles têm noção de que os elementos dos espaços rural e urbano do município das fotografias são semelhantes aos que caracterizam esses mesmos espaços em seu município.

• A atividade 1 possibilita explorar a realidade em que os estudantes vivem. Caso a resposta seja negativa para um dos espaços, pergunte se conhecem o espaço rural ou o espaço urbano de outros municípios e quais são os elementos que os caracterizam.

• Incentive os estudantes a observarem a paisagem retratada nas fotografias da atividade 2 e relatarem suas impressões. Para facilitar o desenvolvimento da atividade, faça perguntas que os ajudem a identificar elementos que tornam as paisagens diferentes umas das outras.

BNCC

• A atividade 1 desenvolve a habilidade EF04GE04 da BNCC ao propor que os estudantes reconheçam e identifiquem características dos elementos específicos do campo e da cidade, tendo como base o município onde vivem. Ao conversarem entre si e utilizarem seus conhecimentos para descrever os espaços rural e urbano do município por meio da oralidade os estudantes desenvolvem as Competências gerais 1 e 4 da BNCC.

2. Resposta: Os estudantes podem identificar algumas diferenças, como elementos característicos do espaço urbano na fotografia A (prédios, casas, ruas asfaltadas e vários veículos as percorrendo) e do espaço rural na fotografia B (lavouras, pasto, vegetação, estrada de terra e algumas construções).

5 O ESPAÇO DO MUNICÍPIO

1. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a compartilharem o que já sabem dos espaços urbano e rural do município onde vivem e as características desses lugares.

O espaço dos municípios apresenta características variadas. Podemos observar várias diferenças entre o espaço urbano (cidade) e o espaço rural (campo) de um município.

1. Você conhece os espaços rural e urbano do município onde mora? Descreva as principais características desses espaços.

A maior parte dos municípios é formada pelos espaços rural e urbano. No entanto, alguns têm apenas espaço urbano.

2. Observe as paisagens retratadas nas fotografias A e B a seguir e converse com os colegas sobre as diferenças entre esses espaços.

ATIVIDADE EXTRA

• Providencie com antecedência duas imagens impressas de uma mesma paisagem rural e duas imagens impressas de uma mesma paisagem urbana. Para cada um dos casos, reserve uma das imagens e recorte a outra em fragmentos. Cole um ou mais fragmentos em uma folha de papel avulsa, mas deixe a imagem incompleta, como em um quebra-cabeça parcialmente montado. Tire fotocópias suficientes para todos e, em

Espaço urbano da cidade de Uberlândia, em Minas Gerais, em 2025.

Espaço rural do município de Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul, em 2024.

sala de aula, oriente-os a observar os fragmentos da imagem e opinar se a paisagem retratada é rural ou urbana. Em seguida, incentive-os a completar a imagem com um desenho, inserindo elementos para compor o restante da paisagem. Para finalizar, solicite que mostrem seus trabalhos aos colegas e, então, apresente a imagem inteira que ficou reservada, para que possam analisar se o material produzido ficou ou não parecido com a realidade.

3. Localize na imagem desta página os elementos descritos a seguir. Depois, classifique-os em elementos característicos do espaço rural e em elementos característicos do espaço urbano. Para isso, monte um quadro no caderno, conforme o exemplo.

3. Resposta nas orientações ao professor

Espaço rural e espaço urbano do município

Espaço rural

A. Lavouras e criações de animais.

Lavouras e criações de animais.

Estabelecimentos comerciais e indústrias.

Estradas de terra.

Moradias próximas umas das outras.

Imagens com elementos sem proporção entre si.

Espaço urbano

B. Estabelecimentos comerciais e industriais.

Moradias distantes umas das outras.

Trânsito intenso de veículos e pedestres.

Formações vegetais naturais. Várias ruas e avenidas pavimentadas.

ATIVIDADE EXTRA

• Peça aos estudantes que pensem em uma paisagem rural ou urbana do município onde vivem e se recordem dos elementos naturais e culturais que existem nela. Instrua-os a usar cartolinas ou folhas de papel avulsas, tinta guache ou lápis preto para representarem essa paisagem. Motive-os apresentando exemplos de paisagens retratadas por pintores famosos, como Claude Monet, Vincent van Gogh, Édouard Manet e Camille Pissarro, encontradas com facilidade em sites da

internet. Ressalte que todo artista tem um estilo próprio, reconhecido nos traços da linguagem da obra, na representação visual das cores e nas técnicas utilizadas. Se possível, apresente um retrospecto da vida profissional dos artistas mencionados e instigue-os a expor suas percepções em relação às obras e técnicas de cada um. Incentive-os a representar essa paisagem inspirando-se nas obras de um desses artistas. Após concluírem o trabalho artístico, oriente-os a assiná-lo. Se possível, exponha os trabalhos em um mural.

Resposta 3. Resposta: Os estudantes devem escrever na coluna do espaço rural: C – estradas de terra; E – moradias distantes umas das outras; G – formações vegetais nativas. E na coluna do espaço urbano: D – moradias próximas umas das outras; F –trânsito intenso de veículos e pedestres; H – várias ruas e avenidas pavimentadas.

AVALIANDO

Objetivo

• Avaliar se os estudantes identificam os elementos que caracterizam o espaço rural e aqueles que caracterizam o espaço urbano de um município.

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes não alcancem o objetivo, selecione previamente fotografias com paisagens rurais e urbanas que evidenciem os elementos mostrados na ilustração. Classifique as fotografias entre paisagens rurais e urbanas e incentive-os a observar as imagens para localizar alguns dos elementos listados na atividade. Em seguida, oriente-os a fazer novamente a atividade, identificando a qual espaço pertence cada elemento por meio de comparação. Esclareça as dúvidas que surgirem.

02/10/2025 18:13:44

BNCC

• A atividade 3 desenvolve a habilidade EF04GE04 da BNCC ao abordar os diferentes elementos que compõem os espaços rural e urbano, levando os estudantes a reconhecerem, assim, as especificidades de cada um desses espaços.

A.
C.
H.
F.
D.
G.
Representação de espaço rural e espaço urbano de um município.

• Incentive os estudantes a observarem o mapa e a identificarem os estados que formam o Brasil. Utilize a dinâmica tempestade de ideias, estratégia que desafia os estudantes a dizerem o que vem à mente e o que já sabem sobre determinado assunto, para verificar o que conhecem sobre a divisão do território brasileiro. Anote as indicações sugeridas na lousa e questione-os sobre a importância dessa divisão. Acolha todas as contribuições e faça intervenções pontuais e estratégicas, incentivando os estudantes a compartilharem seu raciocínio.

• Para complementar a atividade 4, leve para a sala de aula o mapa do estado no qual está localizado o município da escola. Oriente-os a observar no mapa a quantidade de municípios que compõem o estado e a localização deles em relação ao município onde vivem.

ATIVIDADE EXTRA

• Proponha aos estudantes um jogo de associação entre os estados brasileiros e suas respectivas capitais. Organize-os em duplas, distribua folhas em branco e oriente-os a recortar 54 retângulos de mesmo tamanho. Eles deverão escrever nos retângulos o nome dos estados, incluindo o Distrito Federal, e o nome das capitais, um em cada pedaço de papel. Após a preparação das peças, defina um tempo para que todos virem os retângulos com a face escrita para baixo. Em seguida, oriente-os a se revezarem na tentativa de encontrar os pares corretos, como em um jogo da memória. Vence a dupla que conseguir formar o maior número de pares corretos entre estados e capitais brasileiras.

• Elabore na lousa um quadro com o nome de cada estado brasileiro e o Distrito Federal com a respectiva

O MUNICÍPIO NO TERRITÓRIO BRASILEIRO

O Brasil é formado por 26 estados e pelo Distrito Federal. Todos os estados são divididos em municípios, que são territórios ainda menores, o que facilita a administração. Observe um exemplo.

Brasil: divisão política (2023)

Limite internacional

Limite estadual

Capital estadual

Capital federal

Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 92.

Em 2025, existiam 5 570 municípios no Brasil, mas cada estado tem uma quantidade diferente. Minas Gerais, por exemplo, é o que tem a maior quantidade, totalizando 853 municípios. Já o estado de Roraima é o que tem a menor quantidade, com 15 municípios.

4. No caderno, monte um quadro com o nome de cada estado brasileiro, o Distrito Federal e a respectiva capital de cada um deles, como no exemplo a seguir.

Brasil: estados e capitais

4. Resposta: Espera-se que os estudantes utilizem as informações do mapa desta página para compor o quadro. Confira mais informações sobre a atividade nas orientações ao professor.

capital de cada um deles para que os estudantes confiram suas associações. Aproveite também para conferir se os estudantes fizeram a atividade 4 corretamente.

BNCC

• O estudo da divisão política do Brasil, ao propor a observação e a identificação de suas características, possibilita aos estudantes distinguirem as unidades político-administrativas oficiais nacionais, contemplando as habilidades EF04GE05 e EF04GE10 da BNCC.

• Peça aos estudantes que acessem o infográfico indicado nesta página e conheçam Os maiores e os menores municípios do Brasil

5. Verifique o mapa com a divisão político-administrativa do estado de Sergipe, representado a seguir. Por que são usadas diferentes cores na representação desse território?

Estado de Sergipe (2023)

0 25 km

DISTRITOS

Nos mapas das páginas 40 e 41, os limites entre estados e municípios são representados por linhas que evidenciam a divisão político-administrativa

5. Resposta: As cores são um recurso usado para que o

leitor possa diferenciar mais facilmente o território de cada um dos municípios do estado, assim como os limites entre eles.

Fonte de pesquisa: IBGE Cidades. Disponível em: https://cidades.ibge. gov.br/brasil/se/panorama. Acesso em: 30 abr. 2025.

Os municípios podem ser subdivididos em áreas menores, chamadas distritos. Os distritos são bairros geralmente localizados no espaço rural e subordinados à administração municipal. Os distritos localizados no espaço rural podem ser chamados de vilas ou povoados. Em geral, esses espaços apresentam algumas características urbanas, como moradias próximas umas das outras, pequenos comércios que servem à população, escola e posto de saúde.

1. As vilas ou os povoados são importantes para os habitantes do espaço rural de um município? Por quê?

Paisagem do distrito de Duplo Céu, no município de Palestina, em São Paulo, em 2023.

1. Resposta: São importantes, pois moradores do espaço rural que residem distantes da área urbana podem ir a vilas ou povoados para fazer compras ou acessar alguns serviços básicos sem a necessidade de se deslocarem até a cidade.

02/10/2025 18:13:45

• Para o desenvolvimento da atividade 5, se possível, leve a turma para a sala de informática, caso exista esse espaço na sua escola. Oriente-os a pesquisar a importância do uso das cores em mapas. Antes, relacione algumas fontes confiáveis para facilitar a busca e peça-lhes que procurem mapas temáticos que utilizem cores como recurso em diferentes contextos.

• Ao explorar o conteúdo da página 41 , esclareça que, embora alguns municípios apresentem divisão distrital, a área do distrito não é desvinculada da área total do município; pelo contrário, trata-se de uma parte dele.

• Se houver dificuldade para promover a atividade 1 do boxe, investigue as experiências e os conhecimentos prévios de estudantes que vivam ou já tenham vivido no espaço rural sobre a importância das vilas e dos povoados no dia a dia da população.

ATIVIDADE EXTRA

• Para ampliar o estudo do tema desenvolvido no boxe, instrua os estudantes a pesquisarem se o município onde vivem é dividido em distritos ou povoados. Oriente-os a localizar informações como o nome dos distritos, em qual espaço do município cada um deles está localizado, o número total de habitantes e se possuem estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços.

• Depois que concluírem a pesquisa, incentive os estudantes a apresentarem o resultado aos colegas e a compararem as informações obtidas. Se considerar necessário, oriente-os a complementar a resposta. Aproveite o momento para sanar dúvidas.

• Levante o conhecimento prévio dos estudantes questionando-os sobre os estados que compõem cada região brasileira. Oriente-os em uma observação atenta do mapa e explique que a regionalização do território brasileiro se faz necessária em virtude das proporções territoriais do país, descentralizando e facilitando a administração e distribuição dos recursos governamentais. Incentive-os na identificação da região em que se localiza o município onde moram.

• Explique que o território brasileiro já foi regionalizado de formas diferentes anteriormente, mas a maneira apresentada é a mais recente e utilizada. Comente ainda que o órgão responsável por sua manutenção é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pois as regiões brasileiras não são unidades isoladas e existem relações entre elas.

• Providencie com antecedência uma cópia ampliada do mapa das regiões brasileiras e crie um relevo nos contornos, usando cola, que delimitam as regiões, objetivando a criação de uma percepção tátil para inclusão de estudantes cegos ou com baixa visão. Oriente a manipulação, a fim de que identifiquem as divisões entre as regiões, e acompanhe-a com a citação oral dos estados que compõem cada região. Se houver possibilidade, procure algum instituto de referência para transcrever o nome das regiões e dos estados que as compõem em braile.

BNCC

• O estudo das páginas 42 e 43 permite o desenvolvimento da habilidade EF04GE05 da BNCC ao levar os estudantes a distinguirem unidades político-administrativas oficiais nacionais, localizando seus lugares de vivência.

AS REGIÕES BRASILEIRAS

Região é uma área que pode ser delimitada por compartilhar características comuns. Podemos citar aspectos naturais, como formação vegetal nativa semelhante, aspectos culturais, como história de ocupação e povoamento, ou seja, a formação da população, aspectos econômicos, como tipo de atividade rural, industrial ou turismo, entre outros.

Para compreender, estudar e administrar melhor o extenso território do Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dividiu o país em cinco grandes regiões. Essa regionalização leva em conta as características naturais, sociais, econômicas e culturais, assim como os limites dos estados. Observe a seguir alguns aspectos de cada região segundo o IBGE.

Brasil: divisão regional (2023)

OCEANO PACÍFICO

Limite internacional

Limite estadual

Tocantins (CE) (MS) (SC) (RS) (PR) (SP) (MG) (RJ) (ES) (GO) (MT) (BA) (TO) (PI) (RO) (AC) (AM) (PA) (RR) (AP) (MA) (RN) (PB) (PE) (AL) (SE) (DF)

Capital estadual

Mato Grosso do Sul São Paulo

Minas Gerais

Rio Grande do Norte Paraíba

Pernambuco

Alagoas Sergipe Bahia

OCEANO ATLÂNTICO

Espírito Santo

Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Rio de Janeiro

Trópico de Capricórnio

Capital federal Norte

0 330 km

Regiões Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Limite internacional Limite estadual

Em consonância com a Competência específica de Geografia 3, busca-se desenvolver a compreensão e a aplicação do raciocínio geográfico na análise da ocupação humana e da produção do espaço. Esse processo envolve a mobilização dos princípios fundamentais da Geografia: analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem.

Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 93.

7. c) Resposta: Região Norte. Sugira aos estudantes que confiram a área das regiões nos quadros que acompanham o mapa e que a comparem com a extensão delas, ou seja, com o espaço tomado por cada região no mapa.

Região Norte

Área: 3,8 milhões de km 2

População: aproximadamente 17 milhões de habitantes.

Região Nordeste

Área: 1,5 milhão de km 2 .

População: 55 milhões de habitantes.

Fonte de pesquisa: IBGE. Tabela 1209: População, por grupos de idade. Sidra. Disponível em: https://sidra.ibge. gov.br/tabela/1209#resultado. Acesso em: 27 maio 2025.

Região Centro-Oeste

Área: 1,6 milhão de km 2 .

População: 16 milhões de habitantes.

Região Sul

Área: 577 mil km 2

População: 30 milhões de habitantes.

Região Sudeste

Área: 925 mil km 2

População: 85 milhões de habitantes.

6. Observe no mapa os estados que compõem cada uma das regiões. Leia os nomes e identifique as siglas deles.

6. Resposta: O objetivo desta questão é levar os estudantes a explorarem o mapa, utilizarem a legenda, lerem as cotas e reconhecerem as siglas dos estados.

7. De acordo com o mapa da divisão regional do Brasil, responda às questões a seguir no caderno.

7. d) Resposta: Região Nordeste. O objetivo desta questão é

levar os estudantes a explorarem o mapa, observarem as regiões e a compararem-nas.

a ) Qual é a região onde você vive? Quais são os estados que fazem parte dela?

7. a) e b) Respostas pessoais. Auxilie os estudantes nas questões, caso tenham alguma dificuldade.

b ) Quais são as regiões brasileiras que fazem limite com a região onde você mora?

c ) Qual é a região brasileira que ocupa a maior parte do território do país?

d ) Qual é a região brasileira que tem a maior quantidade de estados?

e ) Qual é a região mais populosa, isto é, que tem a maior quantidade de habitantes? E a menos populosa?

8. Leia a manchete a seguir e responda às questões no caderno.

7. e) Resposta: A Região Sudeste é a mais populosa, e a Região Centro-Oeste é a menos populosa. Sugira aos estudantes que confiram o número de habitantes das regiões nos quadros que acompanham o mapa e que comparem as informações sobre a população entre as regiões.

Semana deve ser chuvosa no Norte e Nordeste; Sudeste tem tempo seco

MARTINS, Leandro. Semana deve ser chuvosa no Norte e Nordeste; Sudeste tem tempo seco. Agência Brasil, 6 maio 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc. com.br/radioagencia-nacional/geral/audio/2025-05/semana-deve-ser-chuvosa-no -norte-e-nordeste-sudeste-tem-tempo-seco. Acesso em: 26 maio 2025.

a ) Qual é a informação abordada na manchete?

8. a) Resposta: A manchete

aborda a previsão do tempo para as regiões Norte, Nordeste e Sudeste.

b ) A quais regiões brasileiras a manchete se refere?

8. b) Resposta: A manchete aborda as regiões Norte, Nordeste e Sudeste.

9. No item a da atividade 7, você identificou a região onde você mora. Agora, com a ajuda de um familiar ou responsável, faça uma pesquisa sobre as principais características dela. Anote os resultados no caderno.

9. Resposta pessoal. Oriente os estudantes a realizarem a atividade pesquisando as características físicas e culturais da região onde moram. Confira mais informações sobre a atividade nas orientações ao professor

AVALIANDO

Objetivo

• Avaliar se os estudantes conseguem identificar informações sobre as regiões brasileiras por meio da leitura e da interpretação de informações cartográficas. Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes não alcancem o objetivo, providencie cópias do mapa das regiões brasileiras e oriente-os a pintar no mapa o estado onde moram e a contornar a região a que ele pertence. Guie a observação dos limites territoriais e retome as questões a e b Oriente a comparação das áreas de cada região, bem como a quantidade de habitantes. Liste na lousa a quantidade de estados de cada uma e peça-lhes que comparem os dados. Conduza a correção das respostas equivocadas anotando-as na lousa.

• Para iniciar a atividade 8, escreva na lousa a manchete, destacando o nome das regiões nela citadas. Peça aos estudantes que identifiquem no mapa da página 42 a localização de cada uma delas no território brasileiro. Em seguida, questione-os sobre quais regiões não foram citadas.

• Oriente os estudantes a fazerem a atividade 9 com auxílio de um familiar ou responsável. Eles devem consultar a seção Criança do site IBGE Educa, disponível em: https://educa.ibge.gov.br/criancas. Ao utilizarem tecnologias digitais de forma autônoma e crítica para compreender aspectos de sua Unidade da Federação, os estudantes desenvolvem aspectos da Competência geral 5 da BNCC. Acesso em: 19 jun. 2025. Nele, os estudantes e familiares encontrarão as informações solicitadas, além de outros dados interessantes

02/10/2025 18:13:45

sobre o território brasileiro. Se julgar adequado, entregue cartolinas e incentive-os a transcrever os resultados das pesquisas para a composição de cartazes. Incentive-os a utilizar diferentes tipos de letras na organização das informações, tornando o cartaz mais criativo e atrativo. Ao final, oriente os grupos a apresentarem seus cartazes para a comunidade escolar.

Para iniciar o trabalho com o tema, leve para a sala de aula exemplos de mapas turísticos. Esse tipo de material, geralmente, é disponibilizado pela secretaria de turismo dos municípios, ou pode ser encontrado na internet. Coloque uma peça de jogo de tabuleiro, como um peão, sobre o mapa em questão e incentive os estudantes a identificarem quais são os movimentos necessários para que a peça chegue ao outro ponto do mapa, utilizando, para tanto, possíveis pontos de referência que estejam destacados na representação. O objetivo é levá-los a indicar as direções por onde a peça de tabuleiro deve seguir, identificando esses pontos de referência.

• Explore o tema Orientando-se pelo município, abordado nas páginas 44 e 45, escrevendo na lousa a expressão ponto de referência. Incentive os estudantes a falarem o que sabem a esse respeito e verifique se eles conseguem identificar os pontos de referência comumente utilizados no dia a dia para se orientar espacialmente ou para encontrar diferentes lugares.

BNCC

• Ao estudarem o tema sobre a orientação no espaço do município, os estudantes desenvolvem noções e habilidades que envolvem o raciocínio geográfico, o que contempla as Competências específicas de Geografia 3 e 4 da BNCC.

6 ORIENTANDO-SE PELO MUNICÍPIO

Você costuma prestar atenção em elementos da paisagem ao percorrer os caminhos em seu município? Uma das maneiras mais simples de encontrar um local ou explicar um caminho a alguém é indicar os pontos de referência.

A IMPORTÂNCIA DOS PONTOS DE REFERÊNCIA

Os pontos de referência são elementos naturais ou culturais presentes nas paisagens e que podem auxiliar na localização e no deslocamento pelo espaço urbano ou rural de um município. Geralmente, eles são fixos: estão sempre no mesmo lugar e são facilmente reconhecíveis pelas pessoas. Observe o exemplo a seguir.

Júlia pega um ônibus com seu pai para ir todos os dias de casa até a escola. De tanto observar as paisagens, ela é capaz de explicar o caminho usando pontos de referência. Leia na próxima página a descrição do caminho que ela percorre.

com elementos sem proporção entre si.

• Para complementar seu conhecimento, leia o texto a seguir, que aborda a importância de os estudantes desenvolverem a noção espacial com mapas mentais.

MAPA MENTAL

[…]

A evolução da noção do espaço na criança parece reproduzir as etapas essenciais da construção matemática, em que as estruturas topológicas são as mais fundamentais (embora as mais tardiamente descobertas pelos matemáticos), e às quais se prendem as estruturas projetivas e euclidianas, pois delas derivam.

[…] Essas são limitadas às prioridades inerentes às necessidades de situar um objeto em relação a outro, seja em função de uma perspectiva ou de um ponto de vista (espaço projetivo), seja em função de um sistema de eixos de coordenadas (espaço euclidiano). Nos três casos, entretanto, as primeiras operações acessíveis às crianças entre 6 e 9 anos, aproximadamente, são originadas das representações cada vez melhor coordenadas do nível intuitivo (derivadas das ações sensório-motoras e constantemente alimentadas pelas atividades perceptivas da criança). […]

PAGANELLI, Tomoko Iyda. Para construção do espaço geográfico na criança. In: ALMEIDA, Rosângela Doin de (org.). Cartografia escolar. São Paulo: Contexto, 2007. p. 49.

Imagens
Cores fantasia.

No caminho para a escola, passamos pela esquina do restaurante, seguimos mais um quarteirão e viramos a esquerda da esquina do mercado. Dali, seguimos em frente, viramos a esquerda e chegamos na escola. A escola fica em frente ao estacionamento de carros.

3. Resposta nas orientações ao professor

1. Por que os elementos citados por Júlia servem como pontos de referência? Converse com os colegas.

1. Resposta: Os elementos citados por Júlia servem como pontos de referência porque são fixos na paisagem, portanto são de fácil reconhecimento.

2. Se fosse necessário explicar a um amigo o caminho da sua casa até a escola, quais pontos de referência você utilizaria? Cite dois ou três deles.

3. Forme dupla com um colega para escreverem um bilhete explicando como chegar à casa de vocês. Para isso, utilizem os pontos de referência que pensaram na atividade anterior e se baseiem na descrição de Júlia. Depois, leiam o bilhete um do outro e, juntos, conversem sobre o que pode ser melhorado nessas descrições.

2. Resposta pessoal. Caso tenham dificuldade em responder a esta questão, oriente os estudantes a conversarem com os familiares ou responsáveis. Nesse caso, eles devem registrar a resposta no caderno.

Resposta

3. Resposta pessoal. Verifique se os estudantes utilizaram os pontos de referência mencionados na atividade anterior. Defina um momento para que eles produzam e leiam o texto em duplas.

AVALIANDO

Objetivo

• Avaliar o desenvolvimento das noções cartográficas ao solicitar que identifiquem pontos de referência no ambiente em que vivem.

Representação de parte do município onde Júlia reside.

Sugestão de intervenção

02/10/2025 18:13:48

• Caso os estudantes não alcancem o objetivo, escreva na lousa um exemplo pessoal de um percurso feito no dia a dia, por exemplo, o caminho que você percorre da escola até a sua moradia. Enfatize os pontos de referência sublinhando-os no texto de exemplo e converse com eles sobre os motivos que levaram às escolhas desses elementos como referências em seu percurso. Em seguida, peça-lhes que refaçam a atividade e escrevam o bilhete ao colega.

• Na atividade 2, peça aos estudantes que fechem os olhos e pensem no caminho que fazem de casa até a escola. Em seguida, oriente-os a se perguntarem quais elementos percebidos nesse trajeto podem ser reconhecidos por outras pessoas, funcionando como pontos de referência.

• Para ampliar o trabalho proposto na atividade 2, após a mentalização do trajeto, organize-os em fila e peça que um de cada vez caminhe lentamente pela sala (ou em um espaço seguro), com os olhos fechados, simulando os movimentos produzidos no percurso real. Certifique-se de que o espaço esteja livre de obstáculos, a fim de evitar qualquer acidente. Em seguida, solicite que descrevam como o corpo se move em cada etapa (subida, descida, curva à direita ou esquerda, parada), despertando, assim, a consciência corporal e espacial. Esta proposta contribui para o desenvolvimento da propriocepção.

ATIVIDADE EXTRA

• O trabalho desenvolvido nas páginas 44 e 45 promove o desenvolvimento da percepção espacial. Amplie a abordagem orientando os estudantes a elaborarem um desenho que represente o caminho que percorrem de casa até a escola, com elementos do trajeto que sirvam de ponto de referência. Tal exercício desenvolve importantes noções cartográficas de localização e orientação. Por fim, oriente-os a apresentar o desenho aos colegas.

ILUSTRAÇÕES:GUILHERME

• Complemente o estudo sobre a rosa dos ventos apresentando os pontos colaterais, os quais se localizam entre os pontos cardeais. Facilite o entendimento explorando o quadro a seguir.

Pontos colaterais

Noroeste (NO) – entre o Norte e o Oeste

Nordeste (NO) – entre o Norte e o Oeste

Sudeste (SE) – entre o Sul e o Leste

Sudoeste (SO) – entre o Sul e o Oeste

• Na atividade 4, incentive os estudantes a contarem para os colegas se em algum momento se localizaram pelos pontos cardeais e, em caso positivo, peça-lhes que compartilhem a experiência.

• Fundamente o trabalho das páginas 46 e 47 lendo o texto a seguir, que trata da importância dos pontos cardeais.

PONTOS CARDEAIS

Normalmente a primeira pergunta que um professor se faz quando tem que ensinar este assunto é algo mais ou menos assim: Por que ensinar pontos cardeais e orientação se hoje em dia as pessoas muito raramente ficam perdidas em florestas? […]

Muitas vezes nós não notamos, mas saber os pontos cardeais é necessário em muitos outros casos que não [sejam] estar perdido. Por exemplo, você já notou que no desenho do projeto de sua casa tem a indicação da direção Norte? Procure um projeto de casa. Se você não tiver[,] tente o projeto da escola onde você leciona. Um bom engenheiro, quando projeta uma casa, um prédio ou uma indústria[,] tem que saber os movimentos que o Sol realiza durante o dia e durante o ano para planejar corretamente a posição das portas e janelas e para isso é necessário orientar-se através dos pontos cardeais.

A ORIENTAÇÃO NO MUNICÍPIO PELOS PONTOS OU DIREÇÕES CARDEAIS

Outra forma de nos localizarmos no município, assim como em espaços ainda maiores, é por meio de pontos ou direções cardeais. Eles auxiliam nossa orientação espacial na superfície terrestre.

4. No dia a dia, muitas vezes nos orientamos pelos pontos cardeais e nem percebemos. Observe as fotografias a seguir e explique a importância dos pontos cardeais para as pessoas.

Placa de trânsito informando o sentido e o quilômetro da rodovia, no município de Águas de Santa Bárbara, em São Paulo, em 2020.

Placa de trânsito indicando o início da BR-101 no Rio Grande do Norte, estendendo-se até o Rio Grande do Sul, em 2019.

Nos mapas, os pontos cardeais podem ser representados pela rosa dos ventos. Observe-os na imagem a seguir.

A rosa dos ventos é um símbolo utilizado para indicar os pontos cardeais, sobretudo nas representações cartográficas.

Pontos cardeais

N – Norte

S – Sul

L – Leste

O – Oeste

4. Resposta: Placas, como as que indicam as direções cardeais Norte, Sul, Leste ou Oeste, orientam o sentido que estamos seguindo em uma estrada ou em uma rua da cidade. Já nomes de cidades ou estados, como Rio Grande do Sul, indicam a porção do território do país em que esses lugares estão localizados.

Rosa dos ventos.

Você pode não ter notado a indicação do Norte no projeto da casa, mas certamente já notou ou conhece alguém que reclama do Sol “batendo” direto na janela da sala, o que dificulta muito para ver a imagem da televisão durante o dia. Se o engenheiro soubesse os movimentos do Sol[,] colocaria a janela naquela posição? Numa indústria, janelas [bem-posicionadas] podem economizar energia com iluminação.

[…]

Para que uma antena parabólica funcione[,] ela deve estar apontada para o satélite! Como é que o instalador da antena sabe onde está o satélite? A maneira mais correta é achar os pontos cardeais e apontar a antena para uma direção do céu usando as coordenadas geográficas do satélite.

Um navegador ou um aviador que não sabe achar os pontos cardeais não consegue trabalho em lugar algum. Um pescador que vai para o mar adentro em busca de peixes não precisa ser doutor em movimentos do céu, mas com certeza outros que o ensinaram a pescar certamente lhe ensinaram a achar os pontos cardeais para poder sair e retornar à mesma praia.

[…]

CIÊNCIAS para professores de ensino fundamental: astronomia. Centro de Divulgação da Astronomia. USP São Carlos, 2000. Disponível em: http://200.144.244.96/cda/ ensino-fundamental-astronomia/parte1a. html#:~:text=Normalmente%20a%20primeira%20 pergunta%20que,florestas%20quase%20n%C3%A3o%20 existem%20mais. Acesso em: 19 jun. 2025.

Os pontos ou direções cardeais podem ser encontrados pela observação da posição dos astros, como o Sol e a Lua.

Vamos aprender a encontrar os pontos cardeais observando a posição do Sol no horizonte? Saber se orientar por ele pode ser uma maneira divertida, assim como importante, de se localizar no município ou em outros lugares. Observe a seguir o exemplo de Marcos.

Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

Marcos com os braços estendidos representando os pontos cardeais.

1.

Primeiro, Marcos acompanhado de sua mãe, identificou a direção no horizonte em que o Sol aparece ao amanhecer. Estendendo o braço direito nesse sentido, encontrou o Leste

2.

Em seguida, ele estendeu o braço esquerdo para o lado oposto e encontrou o Oeste Esse é o sentido no qual o Sol se põe ao entardecer.

Depois de encontrar o Leste e o Oeste, mantendo-se nessa posição, Marcos localizou à sua frente o Norte e, atrás de si, o Sul

5. Com os colegas e o professor, escolham um local no pátio da escola para encontrarem as direções cardeais em um dia ensolarado. Caso estudem pela manhã, sigam as etapas como as de Marcos. Caso estudem no período da tarde, realizem esta atividade ao final do período, fazendo a operação inversa. Desse modo, encontrem primeiro o Oeste na direção do Sol poente e estendam o braço esquerdo nesse sentido. Depois, é só encontrar as demais direções cardeais.

5. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

• Oriente os estudantes a se dirigirem ao pátio ou a um espaço aberto no ambiente escolar para o desenvolvimento da atividade 5. Instrua-os a observar a posição do Sol e se guiarem por ela, seguindo o exemplo de Marcos. Caso haja na turma um estudante cego ou com baixa visão, verifique a necessidade de indicar um colega para que seja seu guia, auxiliando-o a se posicionar conforme a posição do Sol, em seguida, peça ao estudante com deficiência que estenda os braços indicando as direções. Acompanhe-os para garantir a correta realização do movimento.

• Amplie a atividade solicitando que os estudantes desenhem no chão do pátio, com giz branco ou carvão, uma rosa dos ventos. Corrija possíveis distorções e questione-os sobre o que se localiza em cada uma das posições dos pontos cardeais e, se julgar adequado, dos colaterais. Ao retornar para a sala de aula, oriente-os a anotar os elementos da paisagem posicionados em cada direção.

• Comente com os estudantes que, além da forma descrita anteriormente, outra possibilidade de orientar-se é por meio da observação da constelação Cruzeiro do Sul, visível no Hemisfério Sul, e da Estrela Polar, vista no Hemisfério Norte.

• Se considerar necessário, use uma bússola ou um aplicativo de bússola instalado em um aparelho celular da escola, usando-o como recurso pedagógico, para que eles possam conferir se a representação da rosa dos ventos criada por eles está indicando as direções cardeais corretamente.

BNCC

• A atividade 5 contribui para o desenvolvimento da habilidade EF04GE09 da BNCC ao incenti-

02/10/2025 18:16:44

var os estudantes a utilizarem as direções cardeais na localização de elementos da paisagem, incluindo componentes físicos e humanos. Os estudos que envolvem orientação e localização, promovidos nas páginas 46 e 47, contemplam as Competências específicas de Geografia 3 e 4 da BNCC.

3.

• Providencie com antecedência um mapa político do estado no qual está localizada a escola para ser analisado em sala de aula. Oriente os estudantes a localizarem o município da escola e outros citados por você. Em seguida, peça-lhes que registrem o nome dos municípios citados no caderno, em forma de lista, que pode ser de municípios vizinhos ou de municípios localizados na porção Sul, na porção Norte, na porção Oeste ou na porção Leste do estado.

• Para complementar o conteúdo das páginas 48 e 49, leia o texto a seguir, que traz um importante comentário a respeito de mapas.

IMPORTÂNCIA DO MAPA

Os mapas devem ser valorizados não apenas como meios de registro do espaço geográfico, mas também como instrumentos de pesquisa. Ele é útil no momento de levantar questões a serem investigadas, assim como no momento de se registrar os resultados da pesquisa.

O mapa é um recurso de valor, sempre que estejam envolvidas questões que problematizem as ações dos homens no espaço. Pois as relações existentes no espaço geográfico dificilmente são perceptíveis no campo, em sua totalidade, sem a sua representação. […]

PASSINI, Elza Yasuko. Alfabetização cartográfica e o livro didático: uma análise crítica. 2. ed. Belo Horizonte: Lê, 1998. p. 23-24.

BNCC

• O estudo des s a página desenvolve as habilidades EF04GE05 e EF04GE10 ao promover a análise dos diferentes elementos que compõem um mapa, de maneira que os estudantes sejam capazes de identificar suas características e finalidades, sobretudo a representação da divisão político-administrativa de um município e seus vizinhos.

O MUNICÍPIO NOS MAPAS

Os mapas são representações do espaço em tamanho reduzido, na visão vertical e em uma superfície plana, como uma folha de papel.

Além de nos ajudarem na localização e orientação, os mapas podem registrar muitas informações sobre o espaço representado, como de um município, por exemplo, os limites com municípios vizinhos, presença de estradas, aeroportos, rios, entre outros.

Observe o mapa a seguir e os elementos destacados, que são importantes para a interpretação dessas representações.

Alto Alegre do Maranhão (MA): municípios vizinhos (2023)

Título: apresenta o assunto tratado no mapa, como a área e as principais informações representadas.

Legenda: informa o significado de linhas, cores e outros símbolos presentes no mapa.

C.

Rosa dos ventos: indica a direção dos pontos cardeais.

D.

Escala: informa quantas vezes a medida real de uma porção da superfície terrestre foi reduzida para ser representada em tamanho menor, como em uma folha de papel.

0 5 km

D.

Fonte de pesquisa: IBGE. Alto Alegre do Maranhão - MA. Disponível em: https://geoftp.ibge.gov.br/cartas_e_mapas/mapas_municipais/ estimativas_populacionais/2020/MA/alto_alegre _do_maranhao_v1.pdf. Acesso em: 5 maio 2025.

E. E.

Fonte de pesquisa: indica a origem das informações apresentadas no mapa.

02/10/2025 18:16:44

Alto Alegre do Maranhão
São Luís Gonzaga do Maranhão
Peritoró
Coroatá
Bacabal
São Mateus do Maranhão
5° S
Espaço rural
Espaço urbano Limite municipal Cidade

6. De acordo com o mapa e as informações da página anterior, responda às questões a seguir.

a ) Qual é a importância do título e da legenda em um mapa?

b ) Qual é a importância da rosa dos ventos em um mapa?

6. b) Resposta: Ela mostra a orientação e a localização com base nas direções cardeais.

c ) Qual elemento do mapa indica a origem das informações representadas no mapa?

6. c) Resposta: A fonte de pesquisa.

d ) O que a escala do mapa informa?

7. Observe o mapa a seguir e converse com seus colegas para responder às questões propostas. Depois, anote-as no caderno.

6. a) Resposta:

O título informa a localização apresentada no mapa e o principal assunto tratado (área e informações representadas) e a legenda explica os símbolos utilizados no mapa, como linhas, cores e desenhos.

0 15 km

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

ALMEIDA, Rosângela Doin de (org.). Cartografia escolar. São Paulo: Contexto, 2007.

O livro aborda o desenvolvimento da Cartografia na escola e a importância do mapa como forma de comunicação, conteúdo extremamente relevante para enriquecer seu conhecimento sobre os temas.

Capital estadual Principais rios Principais ferrovias Principais rodovias Limite municipal

Fonte de pesquisa: MAPA Digital Fácil. Sistema de Informações Geográficas de Goiânia. Disponível em: https://portalmapa.goiania. go.gov.br/mapafacil/. Acesso em: 29 maio 2025.

6. d) Resposta:

A escala informa quantas vezes a medida real de uma porção da superfície terrestre, como a de um município ou da sala de aula, foi reduzida para que ela fosse representada no espaço de uma folha de papel , por exemplo.

a ) Quais elementos do mapa estão indicados pelos números 1, 2, 3, 4 e 5?

7. a) Resposta: 1: título, 2: rosa dos ventos, 3: escala, 4: fonte de pesquisa, 5: legenda.

b ) Qual via de transporte do município de Goiânia foi representada por linhas vermelhas?

7. b) Resposta: As principais rodovias.

c ) Cite um município vizinho localizado ao norte e um município vizinho localizado ao sul de Goiânia.

d ) Cite um município localizado a leste e um município localizado a oeste de Goiânia. Goiânia (GO): municípios vizinhos (2025)

7. c) Sugestões de resposta: Norte: Santo Antônio de Goiás, Nerópolis e Goianápolis. Sul: Aparecida de Goiânia e Aragoiânia.

7. d) Sugestão de resposta: Leste: Senador Canedo. Oeste: Trindade.

AVALIANDO

Objetivo

• Avaliar se os estudantes identificam os diferentes elementos de um mapa.

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes não alcancem o objetivo, leve para a sala de aula o mapa do município ou do estado onde está localizada a escola e organize uma roda de conversa para que eles possam identificar os elementos do mapa coletivamente. Se achar necessário, faça o desenho do mapa do Brasil na lousa e apresente novamente os elementos. Em seguida, eles podem repetir a atividade para que você tire as dúvidas que surgirem.

02/10/2025 18:16:44

49º30’ O
16º30’ S
Goiânia
Terezópolis de Goiás Goianápolis Bon nópolis
Caldazinha Senador Canedo Aparecida de Goiânia
Abadia de Goiás
Nerópolis
Nova Veneza
Inhumas Brazabrantes Santo Antônio de Goiás
Bela Vista de Goiás
Hidrolândia Aragoiânia
Guapó Trindade
Caturaí Goianira
Cidade
Aeroporto

Oriente os estudantes a pesquisarem, junto a familiares ou responsáveis, ações que já foram ou estão sendo desenvolvidas pela administração do município no bairro onde vivem. Incentive-os a anotar essas ações e a expor os resultados da pesquisa em sala de aula.

• Proponha a leitura compartilhada da página e informe aos estudantes que todo município tem uma sede administrativa, geralmente localizada no espaço urbano. Questione-os sobre a localização da sede administrativa do município onde moram.

• Para complementar o tema, leia para os estudantes as informações a seguir, sobre as divisões político-administrativas e regionais.

• Distritos municipais: subdivisões do município que estão subordinadas à administração municipal.

• Municípios : territórios político-administrativos dentro de um estado. A maior parte dos municípios é composta de espaços rural e urbano. No entanto, alguns municípios têm apenas espaço urbano.

• Estados: territórios político-administrativos dentro do país.

• Distrito Federal: trata-se da menor unidade federativa brasileira. O Distrito Federal não tem municípios, porém é subdividido em 31 regiões administrativas.

• Explique aos estudantes que o voto é um dos principais instrumentos utilizados pelos cidadãos para eleger pessoas que possam tomar decisões políticas responsáveis pela melhoria do lugar onde vivem.

7 A ADMINISTRAÇÃO DO MUNICÍPIO

A administração do município é feita por um grupo de pessoas que tem a responsabilidade de cuidar dos interesses da população e garantir o bom funcionamento dos serviços públicos. A sede administrativa de um município está localizada em seu espaço urbano, sendo composta de prefeitura, câmara dos vereadores e secretarias. Os prefeitos e vereadores são escolhidos pela população nas eleições, por meio do voto.

Conhecer onde está localizada a sede administrativa do nosso município, como ela funciona e quem são os responsáveis pelo funcionamento dela é importante para que possamos participar desse processo como cidadãos atuantes. Observe a imagem a seguir para entender a estrutura de uma administração municipal.

Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

Representação da sede admistrativa de um município.

O prefeito e o vice-prefeito realizam suas principais funções na prefeitura. Eles são responsáveis pela execução das leis municipais e por supervisionar os secretários e os serviços públicos.

Os vereadores realizam suas principais funções na câmara municipal. Eles são responsáveis por elaborar as leis municipais, bem como fiscalizar se elas estão sendo cumpridas e propor alterações.

Os secretários municipais são funcionários escolhidos pelo próprio prefeito. Cada secretaria cuida de um dos serviços oferecidos pelo município, como saúde, educação, transporte e meio ambiente.

1. Junte-se ao professor e aos colegas para fazerem uma visita guiada à prefeitura do município ou à câmara de vereadores. O professor pode agendar antecipadamente essa visita para que vocês sejam recebidos e conduzidos por alguém. Explorem os espaços, conheçam como funciona a rotina diária e o atendimento ao público. Convidem um funcionário, um vereador ou até mesmo o prefeito e façam perguntas sobre o trabalho dele e seus projetos para alguma comunidade ou para o município de modo geral. Depois, em sala, conversem e anotem no caderno um resumo sobre o que conheceram e aprenderam.

1. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

BNCC

• O estudo das páginas 50 e 51 desenvolve a habilidade EF04GE03 da BNCC ao levar os estudantes a reconhecerem as funções e os papéis dos órgãos do poder público municipal. Essa proposta favorece a construção de conhecimentos para o desenvolvimento da cidadania, pois estimula os estudantes na identificação de fundamentos democráticos e canais de participação da sociedade civil no Poder Público, ser reconhecendo como sujeitos atuantes e desenvolvendo aspectos das Competências gerais 1 e 10 da BNCC.

• Caso seja possível realizar a atividade 1, providenciando a autorização dos familiares ou responsáveis para a saída com os estudantes da escola. Solicite o apoio da equipe pedagógica, providencie o meio de transporte e o auxílio de outros funcionários para acompanhá-los. Certifique-se de que o trajeto não oferece nenhum risco aos estudantes. Lembre-se de garantir a acessibilidade daqueles com necessidades especiais. Agende a visita antecipadamente e, se possível, uma conversa com um funcionário, vereador ou o prefeito. Antes da visita, prepare com os estudantes uma lista de perguntas para explorar o lugar e o trabalho realizado. No retorno, promova uma conversa e incentive-os a produzir um resumo sobre essa atividade.

2. Com a ajuda de um familiar ou responsável, faça uma pesquisa na internet e anote no caderno o nome do(a) prefeito(a), do(a) vice-prefeito(a) e de algum(a) vereador(a) do município onde vocês vivem.

2. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes caso tenham dificuldade na atividade. Eles podem pesquisar informações no site oficial da prefeitura do município onde moram, por exemplo.

OS CONSELHOS MUNICIPAIS

O município pode contar com os conselhos municipais, formados por representantes do poder público (secretários municipais) e por moradores, que atuam principalmente na saúde (médicos e enfermeiros), na educação (professores), no comércio (lojistas e vendedores), entre outros.

Os conselhos são criados por leis municipais e os participantes contribuem com a formulação e fiscalização de políticas públicas do município. Eles acompanham, por exemplo, como os recursos públicos arrecadados por meio de impostos são investidos nos serviços prestados à população. Alguns conselhos municipais são:

• Conselho Municipal de Educação : avalia o funcionamento das escolas e a aplicação de medidas que melhoram a educação no município.

Escola pública municipal, do município de Mirassol d’Oeste, no Mato Grosso, em 2024.

• Conselho Municipal de Saúde: acompanha e fiscaliza, por exemplo, os recursos públicos destinados à saúde e o funcionamento dos postos de saúde.

Hospital Municipal São Sebastião, no município de Cocos, na Bahia, em 2022.

• Conselho Municipal do Meio Ambiente: participa de ações destinadas à conservação ambiental do município.

• Na atividade 1, após a pesquisa, oriente os estudantes a apresentarem os resultados em sala de aula e verifique se todos encontraram os dados corretos.

• Amplie o conteúdo apresentado na página explicando aos estudantes que a República do Brasil é organizada em três poderes, responsáveis por governar e administrar o país. Cada poder tem funções específicas e complementares, atuando de forma equilibrada para garantir o bom funcionamento do Estado e a manutenção

da ordem no território brasileiro. São eles:

• Poder Executivo: encarregado da execução e administração dos governos federal, estadual e municipal. É formado por presidente da república, governadores e prefeitos, responsáveis por administrar, respectivamente, o país, os estados e os municípios.

• Poder Legislativo: tem como responsabilidade elaborar e modificar as leis em âmbito federal, estadual e municipal, além de fiscalizar o trabalho do

ATIVIDADE EXTRA

• Para enriquecer o estudo das páginas 50 e 51, convide uma pessoa que trabalhe ou já tenha trabalhado na prefeitura do município para conceder uma entrevista aos estudantes. Agende com antecedência essa visita à escola, de modo que eles possam preparar as questões a serem feitas ao entrevistado antes do dia estipulado.

• Incentive a participação de todos e oriente-os a elaborar um roteiro com perguntas para investigar a atuação desse profissional, sua percepção sobre os serviços públicos do município e sua organização, a maneira como o dinheiro dos impostos é distribuído entre as áreas da administração pública, quais são as atividades econômicas mais representam o município, entre outros exemplos. Após concluírem o roteiro, oriente os estudantes a identificarem um serviço público do município que precisa ser melhorado. Proponha que elaborem um texto coletivo relatando o problema e apresentando possíveis soluções. No dia da entrevista, peça a um dos estudantes que leia e entregue o texto ao entrevistado.

• Após a entrevista, solicite aos estudantes que elaborem um resumo das respostas do entrevistado.

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Executivo. É composto por senadores, deputados federais e estaduais, além de vereadores.

• Poder Judiciário: é formado por juízes, que são encarregados de interpretar e aplicar as leis, garantindo a justiça. Os juízes que atuam no âmbito municipal e estadual prestam concurso para conseguir trabalhar no cargo. Já os juízes dos tribunais federais são escolhidos pelo presidente da república e precisam ser aprovados pelos senadores.

RICARDO
PIRATÁ

OBJETIVOS

• Compreender que pode existir um representante da sala de aula, assim como existem os representantes da população no município.

• Conhecer as funções do representante de sala.

• Identificar as características de um representante de sala.

1. CONHECENDO O PROBLEMA

• Produza uma lista, na lousa, com servidores que trabalham na escola. Peça aos estudantes que comparem as funções desses servidores com as funções dos servidores que trabalham na prefeitura e analisem as hierarquias em diferentes lugares, pontuando a importância do trabalho desenvolvido por cada um dos servidores.

• Se considerar necessário, oriente-os a pesquisar no dicionário o significado de cada palavra que se destina às características do representante de turma. Leve-os a refletir sobre a relevância de um representante e de suas funções, assim como a necessidade de comunicar ao representante suas dúvidas e opiniões.

BNCC

• O trabalho com esta seção favorece o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Educação em direitos humanos, e contempla também as Competências gerais 8 e 10 da BNCC, pois os estudantes ao reconhecerem em si mesmo e nos colegas aspectos necessários a um representante da turma e participarem de eleições democráticas para eleger esse representante, desenvolvem práticas responsáveis, voltadas a uma sociedade democrática e mais justa.

COLETIVAMENTE

Representante de turma

O trabalho com esta seção favorece o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Educação em direitos humanos

Conhecendo o problema 1

O diretor, os professores, os coordenadores e os demais servidores trabalham para o bom funcionamento da escola.

Você sabia que, para melhorar o dia a dia na escola, pode ser escolhido um representante de turma? Ele pode levar até a administração da escola as necessidades dos estudantes e receber orientações dela para repassá-las a eles.

Para se tornar um representante de turma, o estudante precisa ser eleito por meio de uma votação da turma. Todos podem se candidatar, porém é importante que tenham algumas características, como as destacadas a seguir. educado • imparcial • responsável • dinâmico • participativo

Ser representante de turma é uma função que requer muita responsabilidade, pois é ele quem vai exercer atividades como:

• participar de eventos e reuniões escolares;

• incentivar o bom relacionamento da turma;

• identificar as necessidades da turma;

• divulgar todas as informações repassadas pelos professores e coordenadores;

• conhecer e incentivar o cumprimento das normas escolares;

• orientar os estudantes em suas dúvidas e encaminhar para a administração da escola as que não conseguir resolver.

Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

Votação para representante de sala.

Leia um trecho de reportagem a seguir, que apresenta o depoimento de um representante de turma.

[...] “É uma função de muita importância e responsabilidade, pois os alunos da minha turma contam comigo para serem informados sobre assuntos da escola, além de eu ser porta-voz das dúvidas e questionamentos. Este ano, o papel do líder se tornou ainda mais importante por conta do ensino a distância, pois, juntos com a direção, os líderes fazem com que tudo ocorra de forma correta, sempre dando o seu melhor para atender às necessidades dos alunos”, comemorou.

ELEIÇÕES de líder de classe mobilizam estudantes da rede estadual de ensino. Portal Consed, 11 maio 2021. Disponível em: https://www.consed.org.br/noticia/eleicoes-de-lider -de-classe-mobilizam-estudantes-da-rede-estadual-de-ensino. Acesso em: 29 abr. 2025.

2. c) Resposta: O representante de turma deve participar de eventos e reuniões escolares, incentivar o bom relacionamento da turma, identificar as necessidades dela,

Organizando as ideias 2

conhecer e incentivar o cumprimento das normas escolares, divulgar todas as informações repassadas pelos professores e coordenadores, orientar os estudantes em suas dúvidas e, quando necessário, encaminhá-las à administração escolar.

a ) De acordo com o depoimento, qual é a importância do representante de turma?

2. a) Resposta nas orientações ao professor.

b ) De que maneira esse representante é eleito?

2. b) Resposta: O representante da turma deve ser eleito por meio de votação.

c ) Quais são as funções exercidas pelo representante de turma?

d ) Quais características importantes ele pode ter para se candidatar?

Buscando soluções 3

2. d) Resposta: O representante de turma deve ser educado, responsável, imparcial, dinâmico e participativo. 3. a) e b) Respostas pessoais. Confira mais informações sobre as atividades nas orientações ao professor

a ) Caso sua turma não tenha um representante, converse com os colegas sobre a possibilidade de eleger um entre vocês. Também podem eleger o vice-representante para substituí-lo quando necessário.

b ) Com a ajuda do professor, promovam a eleição do representante e do vice-representante da turma. Para isso, peçam autorização da direção e verifiquem quais são os estudantes interessados em se candidatar à função. Organizem papéis e urna para a votação, contem os votos e divulguem o nome dos eleitos. Depois, conversem com eles sobre os assuntos que podem contribuir para o bom funcionamento da escola.

2. ORGANIZANDO AS IDEIAS

Resposta a) Espera-se que os estudantes percebam que é o representante de sala de aula que lhes dará as informações dos assuntos referentes à escola. Trata-se, portanto, de um porta-voz para dúvidas e questionamentos, que vai colaborar para que tudo corra bem e contribuir para melhorar o dia a dia na escola.

3. BUSCANDO SOLUÇÕES

Resposta

a) Incentive os estudantes a exporem suas opiniões sobre a importância e a responsabilidade que o representante terá. Leve-os a refletir sobre as responsabilidades.

02/10/2025 18:16:47

b) Peça aos interessados que se candidataram a representante de sala que se apresentem aos colegas. Incentive os estudantes a refletirem sobre a importância do voto e a seriedade que há no ato de votar. Certifique-se de que eles entendem que a escolha deve se dar pelas qualidades necessárias para o cargo, e não por afinidades pessoais. Explique que essa é uma das mais importantes conquistas da população brasileira, pois, em diferentes momentos da história do país, as pessoas não tiveram o direito de escolher seus governantes por meio do voto. Após a votação e a conversa sobre os assuntos que podem contribuir para o funcionamento escolar, peça ao novo representante que faça um relatório para ser analisado pela administração escolar.

VINÍCIUS COSTA/ARQUIVO DA EDITORA

1. Objetivo

• Distinguir características dos espaços urbano e rural, além de reconhecer os elementos que compõem as paisagens desses espaços. Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes não alcancem o objetivo, organize uma roda de conversa e oriente-os a relembrar os elementos que caracterizam as paisagens urbanas e rurais. Leve-os a identificar no lugar onde vivem alguns desses componentes e o espaço ao qual pertencem. Se considerar interessante, peça-lhes que façam desenhos de elementos de cada espaço e montem um grande painel em uma das paredes da sala. Com base nessa discussão, incentive-os a refazer a atividade coletivamente, trocando ideias e dúvidas para atingir os objetivos propostos.

Escreva as respostas no caderno.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

1. Observe as fotografias a seguir, que retratam duas paisagens diferentes do município de Catalão, no estado de Goiás, em 2025. Depois, responda às questões no caderno.

1. d) Resposta pessoal. Os estudantes podem indicar, na paisagem rural, elementos como pastagem, criação de bois e mata. Já na paisagem urbana, podem citar casas térreas, edifícios, ruas e avenidas.

Município de Santarém, no Pará, em 2025.

a ) Identifique qual fotografia retrata uma paisagem urbana e qual retrata uma paisagem rural.

1. a) Resposta: Fotografia A: paisagem rural. Fotografia B: paisagem urbana.

b ) Quais elementos se destacam na fotografia que retrata a paisagem do espaço rural?

1. b) Sugestão de resposta: Áreas de lavouras, áreas de vegetação natural e pouca concentração de construções.

c ) Quais elementos se destacam na fotografia que retrata a paisagem do espaço urbano?

1. c) Sugestão de resposta: As construções próximas umas das outras e as ruas e avenidas asfaltadas.

d ) Observe os elementos destacados em cada paisagem e anote quais deles também existem no muncípio onde você vive.

A.
B.
Município de Cunha, em São Paulo, em 2024.

2. Pesquise e anote no caderno a sequência de territórios político-administrativos dos quais o município onde você vive faz parte. Confira o exemplo.

Confira mais informações sobre a atividade nas orientações ao professor. Se no município onde vivem não tiver distrito, o campo não precisa ser preenchido.

País

Territórios político-administrativos

EstadoMunicípioDistrito Brasil RondôniaCacoal Riozinho Fonte de pesquisa: DIVISÃO Territorial Brasileira (DTB). IBGE, 2024. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/geociencias/organizacao-do-territorio/divisao -regional/23701-divisao-territorial-brasileira.html. Acesso em: 26 maio 2025.

3. Durante a aula, o professor de Misael pediu a ele que descrevesse o caminho que percorre de casa até a escola, identificando alguns pontos de referência desse percurso. Depois, Misael deveria classificar os pontos de referência em elementos naturais ou elementos culturais. Observe a seguir a atividade realizada por ele.

2. Resposta pessoal. Oriente os estudantes na composição dessa sequência, conforme o que aprenderam a respeito dos distritos. Caso não tenham essas informações, o IBGE disponibiliza tabelas com a distribuição territorial do país.

No meu caminho de casa até a escola, tem uma estrada de terra, e próximo a ela há um rio, que eu e minha mãe atravessamos pela ponte. Nesse caminho também observo várias casas, minha avó mesmo mora ali pertinho e eu adoro visitá-la. Quase chegando à escola, tem uma praça com muitas árvores e uma estátua, que representa uma mulher, a poetiza que nasceu no município e já escreveu muitos poemas bonitos. Em frente à escola, tem um jardim com muitas flores lindas para admirar. Eu gosto muito de fazer esse caminho para chegar até a escola.

Elementos

naturais e elementos culturais

Elementos naturais

Elementos culturais

Rio, morro, árvores, flores. Casas, estrada de terra, ponte, praça, estátua.

a ) Agora, no caderno, faça como Misael: escreva um pequeno texto contando como é seu caminho de casa até a escola. Em seguida, faça uma lista identificando os elementos naturais e culturais que consegue identificar nele. Se necessário, peça a ajuda de seus familiares ou responsáveis.

3. a) Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

3. Objetivo

• Identificar elementos naturais e culturais que compõem as paisagens que podem ser usados como pontos de referência no caminho de casa até a escola.

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes tenham dificuldade em escrever os elementos do caminho, oriente-os a desenhar no caderno uma representação de cada componente descrito, na ordem em que eles aparecem, indo de casa para a escola, traçando um mapa mental do trajeto. Ao fazerem

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esse exercício, eles poderão reconhecer e desenvolver a noção de que os elementos podem ser utilizados como pontos de referência.

Resposta

3. Auxilie o estudante na produção do texto que descreve o caminho de sua casa até a escola e no processo de identificação dos elementos naturais e culturais que fazem parte desse trajeto. Sugira a eles que compartilhem o resultado com os colegas, para que todos conheçam os diferentes caminhos percorridos e os elementos que os compõem.

2. Objetivo

• Identificar a divisão política do território brasileiro, assim como suas principais características político-administrativas.

Sugestão de intervenção

• Relacione previamente materiais que possam auxiliar a turma a fazer a pesquisa ou promova uma conversa sobre o uso de ferramentas de busca na internet. Conduza os estudantes até a sala de informática, caso tenha esse espaço na escola, e visitem o site do IBGE. Disponível em: https://www. ibge.gov.br/geociencias/ organizacao-do-territorio/ divisao-regional/23701 -divisao-territorial-brasileira. html. Acesso em: 20 jun. 2025. No portal do IBGE, é possível encontrar informações sobre o território de todos os municípios do Brasil.

• Oriente-os a ler os arquivos da divisão territorial brasileira (DTB), iniciando pela coluna Nome do Município, e na mesma linha encontrarão o nome do distrito que pertence a esse município.

• Peça-lhes que anotem as respostas com a fonte da informação. Caso seja necessário, promova a pesquisa de um dos itens citados de modo que eles possam se familiarizar com o uso das ferramentas.

Misael.

4. Objetivo

• Identificar e relacionar os estados que compõem cada região brasileira.

Sugestão de intervenção

• Organize os estudantes em uma grande roda e proponha a brincadeira de forca com os estados brasileiros. Trace na lousa uma coluna para cada região e, ao serem decifrados os estados, solicite aos estudantes que indiquem a qual região ele pertence.

• Após o preenchimento das colunas, solicite-lhes que retomem a questão, corrigindo os erros.

5. Objetivo

• Identificar os pontos cardeais e utilizá-los na localização e orientação de elementos em uma representação.

Sugestão de intervenção

• Oriente os estudantes a marcarem as direções cardeais no chão ou distribua, entre eles, rosas dos ventos em papéis, para que se orientem de acordo com os pontos cardeais. Espalhe objetos nas diferentes direções e faça perguntas sobre a localização deles, para que digam sua direção. Depois, organize uma roda de conversa para trocarem ideias, resolvendo a atividade novamente, de forma conjunta. Para tanto, apresente as questões, passo a passo, e incentive a participação de todos. Tire as dúvidas que surgirem no processo se eles mesmos não conseguirem sanar as dos colegas.

4. Relacione corretamente as regiões brasileiras representadas no mapa aos estados que as compõem.

Brasil: divisão regional (2023)

Equador

Trópico de Capricórnio

Limite internacional Limite estadual

Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 93.

4. Resposta: A – 2; B – 5; C – 3; D – 4; E – 1.

Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Tocantins, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima e Amapá.

Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

5. Observe a imagem e responda às questões a seguir no caderno.

Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

Representação dos pontos cardeais.

a ) O Sol está aparecendo pela manhã em qual direção?

5. a) Resposta: O Sol está aparecendo pela manhã na direção Leste.

b ) O que está localizado na direção Norte, em relação à criança?

5. b) Resposta: Estão localizadas algumas casas na direção Norte em relação à criança.

c ) A horta está localizada em qual direção em relação à criança?

5. c) Resposta: A horta está localizada na direção Sul em relação à criança.

d ) O que está localizado na direção Oeste da criança?

5. d) Resposta: Um jardim de flores está localizado na direção Oeste em relação à criança.

OCEANO PACÍFICO
OCEANO ATLÂNTICO
A.
B.
C.
D. E.

6. Observe o mapa e responda às questões a seguir.

Campinas (SP): municípios vizinhos (2018)

Pedreira

Hortolândia Sumaré

Jaguariúna Morungaba

Valinhos

6. b) Resposta: A legenda informa de que maneira estão representados o espaço urbano e o espaço rural, a localização da cidade e o limite municipal.

Fonte de pesquisa: ZONEAMENTO on-line Campinas. Prefeitura Municipal de Campinas. Disponível em: https://zoneamento.campinas. sp.gov.br. Acesso em: 5 maio 2025.

Espaço urbano

Espaço rural

Cidade

Limite municipal

6. Objetivo

• Identificar os elementos cartográficos necessários para analisar e interpretar um mapa.

Sugestão de intervenção

a ) Qual área o mapa está representando?

6. a) Resposta: O município de Campinas e seus municípios vizinhos.

b ) Quais informações constam na legenda?

c ) O município de Pedreira faz limite com a área rural ou urbana de Campinas?

6. c) Resposta: Área rural.

d ) Quais são os municípios vizinhos de Campinas?

6. d) Resposta: Indaiatuba, Monte Mor, Hortolândia, Sumaré, Paulínia, Jaguariúna, Pedreira, Morungaba, Valinhos e Itupeva.

7. Associe corretamente os cargos administrativos listados a seguir às suas respectivas funções.

A. Vereadores B.

Prefeito e vice-prefeito

1.

D.

Secretários municipais

C. Conselheiros municipais

4. 0 160 km

Responsáveis pelas leis municipais e pela fiscalização de seu cumprimento.

2. São responsáveis pela execução das leis e por supervisionar os serviços públicos. 3.

Escolhidos pelo prefeito, são encarregados de cuidar dos serviços oferecidos pelo município, como saúde e educação.

Contribuem com a formulação e fiscalização de políticas públicas do município em diferentes áreas, como saúde e educação.

7. Resposta: A – 3; B – 1; C – 2; D – 4.

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• Providencie com antecedência e leve para a sala de aula um mapa político do Brasil, do estado ou do município onde vivem. Faça perguntas para que respondam oralmente, buscando informações nas partes que compõem o mapa em questão. Se considerar interessante, promova a reprodução de um mapa escolhido por eles (do estado ou do município onde vivem), indicando nele o nome de cada uma das partes da representação e uma pequena descrição das informações apresentadas.

7. Objetivo

• Reconhecer e associar os nomes dos cargos administrativos do município às suas respectivas funções. Sugestão de intervenção

• Organize uma roda de conversa sobre os canais de participação social na gestão do município, como a Câmara de Vereadores e os Conselhos Municipais. Enfatize que essa participação é um direito de todo cidadão, uma vez que as pessoas que ocupam esses cargos no município são eleitas pelo voto popular. Desse modo, podem familiarizar-se com essas funções e com a atuação de seus ocupantes, sobretudo no município em que vivem.

23º S
47º O
Paulínia
Monte Mor
Indaiatuba Itupeva Campinas

OBJETIVOS DA UNIDADE

• Compreender que a população total de um município é composta de pessoas que vivem no espaço rural e das que vivem no espaço urbano.

• Analisar as razões dos diferentes fluxos de pessoas entre o campo e a cidade.

• Conhecer os principais povos que contribuíram para a formação da população brasileira.

• Compreender a influência das migrações na formação e transformação de alguns municípios.

• Observar e identificar transformações que ocorrem nas paisagens dos municípios ao longo do tempo.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

Explore com os estudantes as fotografias e as questões das páginas de abertura e aproveite o momento para investigar o conhecimento prévio deles em relação à população do município onde vivem. Peça­lhes que exponham o que sabem dela. Pergunte se, na opinião deles, o município concentra muitos habitantes e se a maior parte da população vive no espaço rural ou no espaço urbano. Solicite­lhes que façam um desenho em homenagem ao município no qual vivem e exponha­os no mural da sala de aula.

BNCC

• O estudo desta unidade favorece o desenvolvimento da habilidade EF04GE01 da BNCC, pois instiga os estudantes a investigarem a diversidade cultural e a história do município onde vivem, assim como os elementos que contribuíram para a construção da cultura local, regional e nacional. Ao favorecer a valorização de manifestações culturais

UNIDADE3 O MUNICÍPIO E SUA POPULAÇÃO

Os municípios brasileiros têm quantidades de habitantes diferentes. Por exemplo, a população de Ivinhema, no Mato Grosso do Sul, mostrada na fotografia A, era de 27 821 habitantes, em 2022. Já a população de Belo Horizonte, em Minas Gerais, mostrada na fotografia B, era de 2 315 560 habitantes, em 2022

Trabalhador, em propriedade rural do município de Ivinhema, no Mato Grosso do Sul, em 2024.

associadas a diferentes grupos e o reconhecimento da diversidade cultural em sala de aula e em seus lugares de vivência, os estudantes também desenvolvem aspectos das Competências gerais 3 e 8 da BNCC.

A.

A pessoa retratada na fotografia A está no espaço urbano ou no espaço rural do município? E as pessoas da fotografia B?

Que atividades as pessoas costumam fazer no espaço rural de um município? E no espaço urbano?

Você conhece o número de habitantes do município onde mora?

1 a 3. Respostas e mais informações sobre a condução das páginas de abertura nas orientações ao professor.

estudam, pois há escolas disponíveis no campo. Já no espaço urbano, as atividades predominantes são as voltadas para os setores do comércio, da prestação de serviços e da indústria, envolvendo uma ampla variedade de profissões e oportunidades de trabalho e estudo.

3. Resposta: Se a resposta for negativa, leve­os à sala de informática, caso haja esse espaço na

Paisagem urbana do município de Belo Horizonte, em Minas Gerais, em 2025.

• Incentive os estudantes a observarem as fotografias das páginas 58 e 59 e questione ­os sobre quais elementos podem ser identificados. Pergunte se há alguma semelhança entre os espaços do município onde vivem e o retratado nas fotografias. Encoraje­os a comentar as diferenças entre os dois espaços.

• Caso haja estudantes cegos ou com baixa visão, organize a turma em dois grupos. Em uma roda de conversa, solicite que o primeiro grupo faça a descrição detalhada da imagem do campo, incluindo a caracterização do espaço, do personagem e de suas ações. O segundo grupo deve se ater aos detalhes da paisagem urbana, descrevendo oralmente os edifícios, monumentos, veículos e pessoas, enfatizando o movimento da cena.

Respostas

1. Resposta: As pessoas retratadas na fotografia A estão no espaço rural do município; e na fotografia B, no espaço urbano.

2. Resposta: Espera­se que os estudantes reconheçam que diferentes atividades podem ser realizadas tanto no espaço rural quanto no espaço urbano. No meio rural, destaca­se o trabalho no campo, especialmente relacionado à agricultura e à pecuária. Além disso, é importante lembrar que muitas pessoas que vivem nesse espaço também

02/10/2025 18:18:28

escola, e incentive­os a pesquisar o número de habitantes do município; para isso, acessem o site @Cidades, do IBGE. Depois, basta inserir o nome do município e explorar os dados apresentados. Disponível em: https://cidades.ibge.gov. br/. Acesso em: 26 ago. 2025.

• Amplie o trabalho com esse tema, pedindo aos estudantes que pesquisem e transcrevam no caderno a população rural, urbana e total do município onde moram, em número de habitantes. Em seguida, oriente­os a verificar se o município tem uma população numerosa ou é composto de um número menor de habitantes se comparado ao representado nas fotografias da página. Proponha análises com base nos dados obtidos, questionando­os sobre as razões que levam as pessoas a viverem em determinado município, no espaço urbano ou no rural. Registre na lousa o raciocínio, as hipóteses e as ideias compartilhadas pela turma, acolhendo todas as reflexões com atenção e valorizando a participação de todos. Verifique se identificaram que fatores como infraestrutura, saúde, educação e oportunidades de emprego podem influenciar a atração de população para determinados locais.

• Caso considere pertinente, discuta com os estudantes que, no Brasil, o órgão responsável pela aferição dos dados sobre os municípios é o IBGE. Explique que as informações são coletadas a cada dez anos por meio do Censo e permitem que os governos organizem suas políticas públicas. Indique a visita ao site do IBGE Cidades, para que coletem dados atualizados e confiáveis para a pesquisa proposta. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/. Acesso em: 28 ago. 2025.

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

PODCAST Censos do Brasil. Memória IBGE. Disponível em: https://memoria.ibge. gov.br/historia ­ do ­ ibge/ historico ­ dos ­ censos/ podcast­censos­do­brasil. html#. Acesso em: 20 set. 2025.

8 MUNICÍPIO: POPULAÇÃO RURAL

E POPULAÇÃO URBANA

Você sabe como a população total de um município é contabilizada? Conhecer o número total de habitantes residentes em um município e sua distribuição pelo território é importante para conhecer melhor essa população e suas necessidades. Vamos estudar mais sobre isso a seguir.

A população rural de um município é composta pelo número de pessoas que vivem em seu espaço rural, ou seja, no campo.

A população urbana de um município é composta pelo número de pessoas que vivem em seu espaço urbano, ou seja, na cidade.

A população total de um município é conhecida somando todas as pessoas que nele vivem, ou seja, as populações rural e urbana.

Vamos explorar alguns exemplos. Observe a seguir as fotografias e os dados populacionais de dois municípios diferentes.

Este link reúne, em linguagem clara e objetiva, 12 podcasts com episódios que narram os acontecimentos e as curiosidades dos recenseamentos mais marcantes da história do Brasil.

Município: Apucarana

Estado: Paraná

População rural: 4 215

População urbana: 125 919

População total: 130 134

Paisagem de parte do município de Apucarana, no Paraná, em 2024.

Município: Bonfim

Estado: Roraima

População rural: 8 856

População urbana: 5 067

População total: 13 923

Paisagem de parte do município de Bonfim, em Roraima, em 2023.

1. b) Resposta: O município com maior número total de habitantes no espaço rural é Bonfim, no estado de Roraima.

1. Consulte as informações da página anterior para realizar as atividades a seguir.

1. c) Resposta: O município com maior número de habitantes no espaço urbano é Apucarana, no estado do Paraná.

a ) Qual município tem maior número total de habitantes?

1. a) Resposta: O município de Apucarana, no estado do Paraná.

b ) Qual município tem maior número de habitantes no espaço rural?

c ) Qual município tem o maior número de habitantes no espaço urbano?

2. Observe as informações da tabela e copie no caderno apenas as afirmações corretas.

Brasil: população de alguns municípios (2022)

MunicípioPopulação totalPopulação ruralPopulação urbana

Angelina (Santa Catarina) 5 358 4 264 1 094

Rondonópolis (Mato Grosso) 244 911 8 417 236 494

São Félix do Xingu (Pará) 91 340 26 304 39 114

Fonte de pesquisa: IBGE. Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/tabela/9923#resultado. Acesso em: 28 jan. 2025.

a ) O município de São Félix do Xingu (Pará) apresenta a maior população urbana.

b ) O município de Rondonópolis (Mato Grosso) apresenta a maior população urbana.

c ) O município de São Félix do Xingu (Pará) apresenta a menor população rural.

d ) O município de Angelina (Santa Catarina) é o único com população rural superior à população urbana.

e ) A população de Rondonópolis (MT) é maior que a soma da população de Angelina (SC) e São Félix do Xingu (PA).

• Na atividade 1, observe se os estudantes identificam e diferenciam os conceitos de população urbana, rural e total. Caso tenham alguma dificuldade, organize uma roda de conversa sobre o tema e, se necessário, retome o conteúdo desde o início.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

3. No caderno, copie as afirmações erradas da atividade anterior corrigindo-as e tornando-as corretas.

3. Respostas. a) O município de São Félix do Xingu (Pará) apresenta a segunda maior população urbana. c) O município de São Félix do Xingu (Pará) apresenta a maior população rural.

4. Com a ajuda de um familiar ou responsável, faça uma pesquisa sobre as populações rural e urbana do seu município e de mais dois municípios vizinhos. Faça uma tabela no caderno e anote os dados pesquisados de cada município. Depois, compartilhe os resultados com os colegas e comparem as informações pesquisadas. Não se esqueça de anotar a fonte da pesquisa na tabela.

2. Resposta: Alternativas b e d. 4. Resposta pessoal. Mais informações sobre a atividade nas orientações ao professor

escola e nos que fazem divisa, organizando os dados coletados em uma tabela.

• As atividades 2, 3 e 4 permitem avaliar se os estudantes compreendem e diferenciam dados da população total, rural e urbana.

• Para a realização da atividade  4, oriente os estudantes, com o apoio de um familiar ou responsável, a utilizarem recursos tecnológicos, como computador, tablet ou smartphone, para pesquisar, em sites confiáveis, dados sobre as populações rural e urbana dos municípios a serem investigados. Caso tenham dificuldade para identificar os municípios vizinhos de onde

• A atividade  2 possibilita um trabalho integrado com o componente curricular de Matemática. Oriente os estudantes na análise da tabela, destacando os elementos que a compõem. Explique que o título indica o tema abordado e que a fonte informa de onde os dados foram obtidos. Ressalte que as linhas e colunas apresentam informações importantes relacionadas ao tema. Auxilie­os na compreensão do conteúdo presente em cada coluna e linha, explicando que esses elementos organizam e revelam as características dos dados. Pergunte aos estudantes se está claro sobre o que trata a tabela apresentada na página e avalie se eles interpretam corretamente as informações. Se necessário, promova uma leitura dirigida desse conteúdo.

• A atividade 4 reforça ainda esse trabalho integrado com o componente curricular Matemática ao propor uma pesquisa envolvendo as variáveis numéricas e categóricas sobre a população no município da

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moram, sugira que consultem um mapa político do estado ou façam uma busca na internet. Ao utilizarem tecnologias digitais para pesquisar dados sobre a população do município, os estudantes desenvolvem aspectos da Competência geral 5 da BNCC.

• Realize a leitura compartilhada das informações apresentadas na página para demonstrar como são feitos os cálculos que representam a distribuição entre o número total de habitantes do município e a quantidade de pessoas que vivem nas áreas rural e urbana. Como alternativa, proponha o uso do material dourado para explorar essas informações. Além de diversificar a abordagem pedagógica, esse recurso favorece a compreensão por meio da percepção tátil, beneficiando, especialmente, estudantes com deficiência, sobretudo aqueles com deficiência visual.

• Para a realização do item c da atividade  5, proponha uma discussão em grupo sobre os elementos presentes nas imagens A e B Pergunte quais são as diferenças relacionadas ao modo de vida das pessoas que vivem nos espaços rural e urbano, explorando aspectos que tornam a vida delas diferente nesses locais e resgatando experiências e conhecimentos.

ATIVIDADE EXTRA

• Para complementar o estudo sobre as populações urbana e rural, oriente os estudantes a entrevistarem os seus familiares ou responsáveis. Também podem ser entrevistadas outras pessoas conhecidas da família, desde que os estudantes sejam acompanhados por um responsável. Sugira as questões a seguir, que devem ser realizadas de acordo com a parte do município onde eles residem.

• Você já morou no campo? Se sim, por que se mudou para a cidade?

• Gostaria de morar no campo? Por quê?

• Você já morou na cidade? Se sim, por que se mudou para o campo?

• Gostaria de morar na cidade? Por quê?

UMA POPULAÇÃO URBANA NUMEROSA

De acordo com informações do IBGE de 2022, o Brasil tem aproximadamente 203 milhões de habitantes. Desse total, de cada grupo de 100 habitantes, aproximadamente 87 vivem no espaço urbano e 13 vivem no espaço rural. Como a maior parte dos brasileiros vive nas cidades, na maioria dos municípios a população urbana é mais numerosa que a rural. No entanto, como estudamos nos exemplos da página anterior, há casos de municípios em que a população rural é mais numerosa do que a urbana. Observe os exemplos a seguir.

5. b) Resposta: Espera-se que os estudantes

5. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que as paisagens se diferenciam pela distribuição e pelos tipos de elementos presentes em cada paisagem. Na paisagem A, pela grande quantidade de construções e pelo fluxo de veículos, enquanto na fotografia B há poucas construções e predominam lavouras, lagos, morros e matas.

Paisagem de parte da cidade de Petrolina, em Pernambuco, em 2023.

Já a fotografia B, por conta da paisagem com elementos do campo (lavoura e matas) e poucas construções, demonstra que vivem poucas pessoas, em áreas distantes umas das outras.

Paisagem do município de Águia Branca, no Espírito Santo, em 2024.

5. Observe as fotografias A e B e responda às questões a seguir.

a ) Quais elementos diferenciam essas paisagens?

b ) Como podemos identificar, por meio da observação das paisagens, a distribuição da população brasileira entre os espaços rural e urbano?

c ) O que mais chama a sua atenção ao comparar esses espaços? Compartilhe sua opinião com os colegas.

5. c) Resposta pessoal. Incentive os estudantes a expressarem suas percepções a respeito de aspectos que lhes chamaram a atenção. Se possível, utilize uma dinâmica prática para esta atividade. Veja sugestões nas orientações ao professor. identifiquem que a fotografia A mostra prédios, casas, comércios e ruas movimentadas, indicando que se trata de uma área onde vivem muitas pessoas, com os espaços muito ocupados.

• Para dar seguimento à atividade, no dia da aula, oriente os estudantes a apresentarem as respostas e incentive­os a comparar os resultados da conversa com os colegas.

B.

6. a) Resposta: Espera-se que os estudantes identifiquem na imagem a modernização do campo, por exemplo, a introdução de máquinas, que, com a condução de uma pessoa, passaram a realizar o trabalho de várias. Isso reduziu de forma acentuada a quantidade de postos de trabalho no campo, diminuindo as oportunidades de emprego e sobrevivência nesse espaço.

O FLUXO DE PESSOAS ENTRE O CAMPO E A CIDADE

Nem sempre em nosso país a população urbana foi mais numerosa do que a rural.

Até a metade do século 20, a maior parte dos brasileiros vivia no campo. A partir da década de 1960, um grande número de pessoas que viviam no espaço rural passou a migrar para as cidades. Esse intenso deslocamento foi chamado de êxodo rural

Êxodo rural: movimento intenso de pessoas do campo para a cidade, motivado principalmente pela modernização do campo e pela atração das cidades naquele momento por ofertas de emprego e melhores condições de vida.

6. Observe a imagem sobre o êxodo rural no Brasil e realize a atividade a seguir.

ARIONAURO. Charge êxodo rural. Arionauro Cartuns, 31 maio 2021. Disponível em: http://www.arionaurocartuns.com.br/2021/05/charge-exodo-rural.html. Acesso em: 3 jun. 2025.

a ) Nessa imagem, o artista evidencia uma das razões que fizeram muitos brasileiros deixar o campo e passar a viver na cidade. Que razão é essa?

Atualmente, os motivos que levam as pessoas a se deslocarem do campo para a cidade e da cidade para o campo são, em geral, diferentes. Conheça na página seguinte alguns desses motivos.

marcado pela migração de muitos trabalhadores rurais para as cidades. Essa mudança ocorreu por diversos fatores, entre eles a mecanização do campo e o aumento da concentração fundiária, que resultaram na redução significativa de postos de trabalho nas áreas rurais. Diante disso, muitos trabalhadores passaram a acreditar que encontrariam, nas áreas urbanas, melhores oportunidades de emprego e condições de vida.

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

CHIANCA, Rosaly Braga; CHIANCA, Leonardo. Uma viagem para o campo 3. ed. São Paulo: Ática, 2006. Esse livro aborda os conceitos geográficos, tendo como ponto de partida a história de uma família que vive no campo. Leia­o com a turma para complementar o estudo do tema.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• Amplie o trabalho proposto na página, promovendo uma discussão integrada ao componente curricular de História, abordando a relação entre o processo de industrialização e o êxodo rural no Brasil. Explique aos estudantes que, entre o final do século XIX e o início do século XX, houve uma significativa expansão da atividade industrial no país. Esse período marcou a implantação de diversas indústrias, o que ampliou a oferta de empregos nas cidades e atraiu grande parte da população rural para os centros urbanos. Esse processo foi um dos principais fatores que contribuíram para o deslocamento em massa da população do campo para a cidade.

• Incentive os estudantes a observarem atentamente a imagem apresentada na atividade 6 e a descreverem o que percebem. Oriente a análise das expressões faciais das pessoas retratadas, pergunte quem são, o que podem estar sentindo e para onde estão indo. Questione também sobre a atividade que está sendo realizada no campo e o que representa a presença de máquinas agrícolas na lavoura. Em seguida, oriente a turma a refletir sobre os aspectos positivos e negativos da modernização do campo. Incentive­os a verbalizar suas opiniões.

• Explique que a charge retrata um momento histórico

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BNCC

• O estudo das páginas 63 e 64 propicia o desenvolvimento das habilidades EF04GE02 e EF04GE04 da BNCC, ao favorecer a análise dos fluxos das pessoas entre o campo e a cidade. Nas atividades, ao analisarem e interpretarem fluxos entre o campo e a cidade, considerando suas motivações e as relações desses movimentos ao mundo do trabalho, os estudantes desenvolvem aspectos das Competências gerais 1, 4 e 6 da BNCC.

• Antes de iniciar a atividade 7, oriente os estudantes a observarem e descreverem as fotografias, prestando atenção nas atividades realizadas e nas formas de trabalho no campo e na cidade.

• Ressalte que o movimento de pessoas do campo para a cidade, ou vice­versa, pode ocorrer por vários motivos, como lazer, estudo, trabalho, acesso a serviços especializados ou escolha de um novo estilo de vida.

• Pergunte à turma se algum estudante já se deslocou do campo para a cidade ou da cidade para o campo e por qual motivo. Peça a eles que compartilhem suas experiências com os colegas.

BNCC

• A atividade  7 favorece o desenvolvimento da habilidade EF04GE07, pois conduz os estudantes a reconhecerem e compararem características do trabalho no campo e na cidade.

7. Para conhecer alguns exemplos desses deslocamentos na atualidade, relacione as fotografias aos textos correspondentes.

Operária supervisionando a produção de produtos químicos no município de Mata de São João, na Bahia, em 2025.

Agrônomo analisando plantação de tomate no município de Araguari, em Minas Gerais, em 2025.

Turistas em propriedade rural no município de Santo Antônio do Pinhal, em São Paulo, em 2023.

Médico atendendo paciente na cidade do Rio de Janeiro, em 2022.

Nas cidades, as pessoas encontram com mais facilidade serviços como hospitais, consultórios de dentistas, bancos e correio.

No campo, há opções de turismo e lazer que atraem pessoas da cidade em busca de passeios ao ar livre e mais contato com a natureza.

Nas cidades, há mais estabelecimentos industriais, comerciais e de serviços, que oferecem muitas vagas de emprego.

Diversos profissionais, como veterinários, agrônomos e especialistas em tecnologia, têm encontrado muitas oportunidades de trabalho no campo.

Resposta: C – 1; B – 2; D – 3; A – 4.

Além dos exemplos mostrados, existem também pessoas do campo que buscam estudo especializado nas cidades, ampliando seus conhecimentos a fim de melhorar as práticas nas atividades rurais. Além disso, muitos produtos industrializados usados nas atividades agrícolas, como colheitadeiras, sementes e vacinas para o gado, são adquiridos nas cidades. Portanto, entre os espaços rural e urbano há um fluxo constante de pessoas. Isso significa que pessoas que vivem no campo se dirigem às cidades de forma temporária ou definitiva, e o inverso também acontece.

A.
C. D.
B.

9 TEMA A DIVERSIDADE DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

A imagem a seguir apresenta uma importante expressão cultural do nosso país: o carnaval. Festas populares como essas são exemplos de uma das principais características da população brasileira, que é a sua diversidade.

Nossa população apresenta diversidade física e cultural porque foi formada pelo encontro de diferentes povos. Observe a seguir os principais povos responsáveis pela formação da população do Brasil.

Os indígenas, que são os primeiros habitantes do território que hoje forma o país.

Os africanos, pertencentes a diferentes povos, que foram escravizados e trazidos de maneira forçada para trabalhar no país.

Imigrantes: pessoas que deixam seu país de origem para viver em outro país.

giados em cada país do mundo, inclusive no Brasil, dividindo­os por nacionalidade de origem. A proposta abre um importante panorama para que os estudantes compreendam que a formação populacional é dinâmica e está em constante transformação. Disponível em: https://www.therefugeeproject.org/#/2023/. Acesso em: 28 ago. 2025.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

AMARAL, Valquíria. A história de Malie: pedaço de chão: histórias de crianças imigrantes em Uberlândia. Ilustrações

Os portugueses, que a partir do século 16 colonizaram o território que hoje é o Brasil.

Os muitos grupos de imigrantes, que chegaram em diferentes momentos de nossa história em busca de melhores condições de vida, como italianos, espanhóis, japoneses, alemães, turcos, sírios e libaneses.

de Rodrigo Oliveira. Uberlândia: Valquíria Amaral, 2021. Disponível em: https:// comunica.ufu.br/sites/comunica.ufu. br/files/conteudo/noticia/anexo_livro _jornalistico_para_criancas_ ­ _versao _digital_2_2_compressed.pdf. Acesso em: 26 ago. 2025.

Esse endereço eletrônico disponibiliza um livro sobre a vida de uma criança imigrante e os desafios enfrentados por ela ao viver em outro país.

• Verifique se os estudantes compreenderam a diversidade da composição populacional e incentive ­ os a valorizar a participação dos povos apresentados na formação da população brasileira. Explique que a diversidade se reflete nas práticas culturais, nas culinárias regionais, nas festas tradicionais, em diversas manifestações artísticas e nas características físicas da população. Amplie o tema informando a eles que, na atualidade, o Brasil ainda recebe muitos imigrantes de diversas nacionalidades, que buscam o país por vários motivos, como desastres ambientais e conflitos de guerra, políticos, étnicos ou religiosos nos países de origem.

• Se possível, utilize os recursos tecnológicos disponíveis na escola (computadores, tablets ou smartphones) e realize, com os estudantes, uma visita virtual ao site Museu da Imigração do Estado de São Paulo. Disponível em: https://museudaimigracao. org.br/sobre­o­mi/explore. Acesso em: 26 ago. 2025. Oriente­os a acessar a aba Explore e guie­os na navegação pelas salas de exposição e pelos objetos relacionados à imigração no Brasil, principalmente, entre o final do século XIX e início do século XX. Essa atividade pode ser realizada na sala de informática, caso a escola disponha desse espaço.Caso considere pertinente, explore com os estudantes o site do The Refugee Project, que indica a quantidade de refu­

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BNCC

• Ao promover o estudo da valorização da diversidade cultural e dos diferentes povos responsáveis pela formação da população brasileira, favorece o desenvolvimento dos temas contemporâneos transversais Diversidade cultural e Educação para a valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras e contempla a habilidade EF04GE01, incentivando a seleção e valorização de elementos de culturas distintas nos lugares de vivência e na própria história.

Multidão de pessoas durante o carnaval na cidade de Olinda, em Pernambuco, em 2023.

• As atividades 1 a 3 favorecem o trabalho em conjunto com o componente curricular de Língua Portuguesa Comente com os estudantes que as palavras mandioca, aipim e macaxeira são de origem indígena, especificamente da língua tupi. Explique que, dependendo da região do Brasil, esses e outros alimentos podem ser chamados de maneiras diferentes, o que reforça a diversidade linguística do Brasil.

• Nas atividades 2 e 3, verifique se eles compreendem que, dependendo da região do Brasil, algumas palavras mudam, como os nomes de alguns alimentos. Incentive­os a identificar outros alimentos ou itens conhecidos por nomes distintos em diferentes estados ou regiões brasileiras.

• Para o trabalho com a atividade 5, providencie antecipadamente um levantamento da cultura regional presente no local onde vivem. Leve para a aula fotografias de pratos típicos da culinária local e de festejos, ou exemplos relacionados ao modo de se vestir. Apresente também expressões, gírias ou palavras de diferentes origens usadas no município ou estado onde está localizada a escola. Instigue­os a comentar o que sabem do tema e a respeitar a diversidade e todas as características da população. As atividades 1 a 6 levam os estudante a reconhecer a diversidade cultural da população brasileira, promovendo oportunidades para o diálogo oral e a valorização das contribuições culturais de diferentes grupos, trabalhando aspectos das Competências Gerais 1, 3, 4, 8 e 9 da BNCC.

AVALIANDO

Objetivo

• A atividade  4 possibilita avaliar o aprendizado dos estudantes acerca da diversidade da formação inicial da população brasileira.

A diversidade cultural se manifesta no modo de falar e se vestir, na culinária, nas crenças, nos festejos, entre outros aspectos. A influência dos povos apresentados na página anterior não ocorreu da mesma maneira em todo o território brasileiro. Além disso, o Brasil tem um território diverso dos pontos de vista climático, econômico e social, proporcionando que haja culturas regionais variadas.

2. Resposta: Espera-se que os estudantes identifiquem a diversidade evidenciada

nos traços físicos dos personagens e nas diferentes palavras usadas para identificar uma mesma espécie de planta, que é um alimento popular em regiões distintas do país (mandioca, aipim, macaxeira).

Culturas regionais: conjuntos de elementos culturais típicos de determinadas regiões.

1. Observe a tirinha a seguir e converse sobre ela com seus colegas e o professor.

1. Resposta pessoal. Converse com os estudantes sobre a grande diversidade cultural de nosso país.

2. Quais exemplos de diversidade da população brasileira estão evidenciados na tirinha?

3. Resposta pessoal. Ressalte que os nomes aipim, macaxeira e mandioca se referem à

3. De que maneira o alimento citado na tirinha é chamado no lugar onde você vive?

mesma planta, cujo nome científico é Manihot esculenta, e sua raiz é muito utilizada na alimentação da população brasileira. As variações em seu nome refletem as influências culturais de cada região.

4. Escreva no caderno uma frase sobre a formação da população brasileira usando as palavras e expressões a seguir.

4. e 5. Respostas nas orientações ao professor.

portugueses • indígenas • diversidade cultural • imigrantes • africanos

5. Converse com seus familiares ou responsáveis sobre algum elemento da cultura do lugar onde moram que tenha influência de um ou mais povos citados na página anterior. Conte o que descobriu aos colegas e ao professor.

6. Ainda com a ajuda de um familiar ou responsável, pesquise a origem das seguintes palavras muito utilizadas no vocabulário brasileiro: moleque, samba, pipoca, paçoca, palhaço e chafariz.

6. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes na realização da pesquisa mostrando como a nossa língua é um reflexo da história do Brasil.

Sugestão de intervenção

• Se o objetivo não for alcançado, incentive­os a fazer uma representação, como desenho ou colagem, sobre a formação da população brasileira, inspirada nas palavras apresentadas no quadro e no conteúdo estudado nas páginas 65 e 66 Depois, retome a atividade de produção de texto.

BNCC

• Na atividade 5, a proposta de conversa com os pais ou responsáveis sobre a diversidade cultural do município e acerca das influências culturais de diferentes povos favorece o desenvolvimento da habilidade EF04GE01 da BNCC.

Respostas

4. Resposta pessoal. Os estudantes podem escrever que a população brasileira foi formada pela miscigenação, contando com contribuições e influências de povos indígenas, africanos, portugueses e diferentes grupos de imigrantes. 5. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a conversarem com seus familiares ou responsáveis sobre as possíveis influências dos povos formadores da população brasileira no lugar onde vivem.

BECK, Alexandre. Armandinho. Tiras Armandinho, 19 jul. 2017. Disponível em: https:// tirasarmandinho.tumblr.com/post/163269348904/tirinha-original. Acesso em: 7 maio 2025.

A FORMAÇÃO DA POPULAÇÃO DO MUNICÍPIO

A diversidade da população brasileira também pode ser observada nas influências de diferentes povos na formação da população dos municípios. Essa influência se manifesta nos traços físicos da população e em aspectos culturais verificados nas tradições locais, como em festas típicas municipais. Observe alguns exemplos.

Iemanjá, divindade de origem africana, é adorada em diversas culturas de diferentes regiões da África, especialmente na África Ocidental. Ela foi trazida para o Brasil pelos africanos escravizados e se consolidou como figura muito importante nas religiões afro-brasileiras. Em Salvador, na Bahia, existe uma festa em sua homenagem realizada todo dia 2 de fevereiro.

CLICÁVEL: FESTAS BRASILEIRAS

O Festival Folclórico de Parintins é realizado no município de Parintins, no Amazonas, no último fim de semana do mês de junho. Esse festival reúne elementos de origem indígena, africana e portuguesa e é considerado Patrimônio Cultural do Brasil.

Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas, em 2024.

Você conhece o Tanabata Matsuri, ou Festival das Estrelas? Celebrada na sétima noite do sétimo mês do ano, essa festa de origem japonesa é realizada em diferentes municípios brasileiros, como em São Paulo, no tradicional bairro da Liberdade, onde há uma grande comunidade de japoneses e seus descendentes (nipo-brasileiros).

Festival das Estrelas (Tanabata Matsuri) no bairro da Liberdade, em São Paulo, em 2023.

BNCC

• Incentive os estudantes a observarem e a descreverem as fotografias que mostram diferentes tradições culturais presentes em municípios brasileiros. Resgate conhecimentos e experiências prévias sobre essas tradições ou, se considerar necessário, pesquise previamente mais informações sobre elas para levar para a sala de aula.

• Comente que é crime qualquer tipo de discriminação ou preconceito em função de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional e regional, incluindo a discriminação de práticas e manifestações culturais. Incentive­os a valorizar as tradições apresentadas nas fotografias e verifique se reconhecem suas diferentes origens.

• Peça aos estudantes que acessem o mapa clicável indicado nesta página e conheçam as Festas brasileiras

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• A proposta das páginas 67 a 69 permite a articulação com o componente curricular de História, visto que busca apresentar a contribuição dos diversos fluxos populacionais para a composição da sociedade e da cultura brasileiras, incluindo festividades, manifestações religiosas, tradições culinárias e influências linguísticas e arquitetônicas. Se considerar pertinente, organize a turma em pequenos grupos, ficando cada um responsável por elencar contribuições de um dos grupos que ajudaram a formar a sociedade brasileira, como os indígenas, os africanos, os imigrantes que chegaram em maior contingente no século XIX e início do século XX (espanhóis, alemães, japoneses e sírio­libaneses) e os refugiados, que têm ajudado a transformar a cultura na atualidade. Reserve um momento para o compartilhamento das respostas.

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• O estudo dessa página ressalta a importância de valorizar as diferentes manifestações culturais e artísticas da população brasileira evidenciadas, sobretudo nas tradições e festas típicas municipais, contemplando, desse modo, o tema contemporâneo transversal Diversidade cultural e a habilidade EF04GE01 da BNCC. O tema proposto nas páginas 67 a 71 segue dando sequência ao estudo da diversidade cultural brasileira, promovendo o reconhecimento da diversidade e trabalhando com propostas de atividade que mobilizam as Competências gerais 1, 3, 4, 5, 8, e 9 da BNCC.

Festa em homenagem a Iemanjá em Salvador, na Bahia, em 2025.
MAPA

• Chame a atenção dos estudantes para os nomes dos municípios mostrados na fotografia da placa informativa. Registre na lousa o significado dos nomes Toritama, formado pela junção das palavras tori (pedra) e tama (região), ou seja, “região das pedras”; Caruaru, que deriva do termo caru, utilizado para designar alimento ou coisa boa, e aruaru, que significa fartura ou abundância, portanto, “terra da fartura”; e ainda Maceió, originária do termo maçayó, ela se refere a um local alagadiço. Indique que Toritama e Maceió são derivadas do idioma tupi, enquanto Caruaru tem origem indígena e possivelmente deriva de línguas pertencentes a diferentes troncos linguísticos, como o tupi antigo e o cariri. Relembre os estudantes sobre a riqueza e diversidade cultural dos povos indígenas brasileiros.

• Para complementar, promova um trabalho com cartazes. Para isso, organize a turma em grupos e peça a eles que pesquisem outros nomes de municípios de origem indígena. Em seguida, convide­os a procurar imagens que representem cada segmento da palavra pesquisada. Solicite aos estudantes que registrem o nome do município em uma cartolina e colem as imagens para ilustrar. Incentive­os a produzir os cartazes utilizando diferentes formas de escrita. Depois, exponha as produções na sala de aula.

• Peça aos estudantes que acessem o infográfico clicável indicado nesta página e conheçam a Influência internacional na culinária brasileira

ATIVIDADE EXTRA

• Organize a turma em grupos e conduza­os à sala de informática, caso haja esse espaço na escola, para fazer uma pesquisa na internet sobre a formação da popu­

Além das festas típicas, as influências culturais de diferentes povos no espaço dos municípios brasileiros podem ser percebidas por meio de outros exemplos. Observe as fotografias e leia as legendas para conhecer alguns deles.

B.

Cuscuz: esse prato foi introduzido na culinária brasileira pelos africanos trazidos ao país como escravizados. Ele pode ser feito de diversas formas e adaptado a diversos paladares. É um prato consumido em todo o país, principalmente na Região Nordeste.

Tradicional cuscuz nordestino brasileiro, em 2021.

A. Nomes de origem indígena: Toritama (PE), Caruaru (PE) e Maceió (AL) são alguns exemplos entre muitos municípios brasileiros com nomes de origem indígena.

Placa informativa de acesso para os municípios de Toritama (PE), Caruaru (PE) e Maceió (AL), em 2022.

C.

Budismo: trazido ao Brasil por imigrantes de origem asiática, como os japoneses.

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: INFLUÊNCIA INTERNACIONAL NA CULINÁRIA BRASILEIRA

Templo budista no município de Três Coroas, no Rio Grande do Sul, em 2024.

D.

Estilo enxaimel: os imigrantes alemães imprimiram suas marcas nas paisagens de municípios das regiões Sul e Sudeste, com construções nesse estilo arquitetônico.

Construção ao estilo enxaimel no município de Blumenau, em Santa Catarina, em 2024.

lação no município em que moram. Oriente­os a identificar quais povos participaram do povoamento do município em diferentes épocas e a encontrar exemplos de influências culturais semelhantes às mostradas nas páginas 67 a 69, como festas ou feiras típicas, construções e monumentos, pratos típicos, nomes de lugares e outros aspectos. A pesquisa pode ser realizada no site da prefeitura, pois, geralmente, ele apresenta informações históricas dos municípios.

• Em seguida, oriente os estudantes a exporem as informações obtidas aos demais colegas da turma e organize uma roda de conversa sobre a influência de diferentes povos na formação da

população do município e nas tradições culturais derivadas da contribuição deles.

BNCC

• Ao promover a consciência da diversidade cultural e do respeito ao outro, o estudo das páginas 67 a 69 desenvolve a Competência específica de Geografia 6 da BNCC, assim como os temas contemporâneos transversais Diversidade cultural e Educação para a valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras

8. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes caso tenham dificuldades durante a pesquisa. Promova uma roda de conversa para o compartilhamento das informações.

Redes: de origem indígena, são muito comuns nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

Redes armadas em embarcações de transporte de pessoas no município de Breves, no Pará, em 2022.

Coco de roda: caracterizado por músicas com ritmos e temas populares, o coco é uma manifestação cultural de origem africana que reflete a sabedoria popular e a vivência das comunidades tradicionais.

Apresentação de coco de roda no município de Buíque, em Pernambuco, em 2023.

7. Relacione as influências culturais dos povos formadores da população brasileira, retratados nas fotografias anteriores, aos itens listados a seguir.

1. 2. 3.

Tradições e crenças religiosas.

Estilos arquitetônicos.

Tradições culinárias.

Danças e ritmos musicais.

Hábitos cotidianos.

Palavras e nomes de lugares. 4. 5. 6.

7. Resposta: C – 1; F – 2; A – 3; B – 4; E – 5; D – 6.

8. Liste as comidas de que você mais gosta e faça uma pesquisa na internet, em casa com a ajuda de um familiar ou responsável, para saber se elas têm origem em outros países ou influência de outros povos. Registre duas descobertas para compartilhar com os colegas e o professor.

9. Com seus familiares ou responsáveis, entrevistem um(a) morador(a) antigo(a) do município onde moram. Faça a ele(a) as perguntas a seguir.

a ) Quais povos contribuíram para a formação da população do município onde você mora?

b ) De que forma as influências desses povos podem ser percebidas no cotidiano, como na culinária, arquitetura, nas festas e religiões?

c ) De que outras maneiras é possível observar influências de povos e culturas no município onde você mora?

9. a), b) e c). Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

BNCC

• A atividade 9 favorece o desenvolvimento da habilidade EF04GE01 ao propor uma entrevista com um morador antigo do município sobre as tradições culturais típicas, com a colaboração dos familiares ou responsáveis. As atividades 8 e 9 favorecem o uso de tecnologias digitais de

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forma crítica e também a oralidade e o trabalho com procedimentos de pesquisa e investigação, por meio de propostas que levam ao reconhecimento de diferentes grupos que tiveram influência sobre a formação da população do município. Essa dinâmica favorece o desenvolvimento das Competências gerais 1, 2, 3, 4, 5, 8 e 9 da BNCC.

• No desenvolvimento da atividade  7, realize a leitura com os estudantes e, se houver dificuldade, retome os conteúdos das páginas 67 a 69; em seguida, instrua­os a fazer a atividade novamente.

• Para a realização da atividade 8, conduza os estudantes à sala de informática, se houver esse espaço na escola. Após a pesquisa, questione­os sobre a presença de alimentos ou pratos culinários em sua alimentação cuja origem seja de outros países e incentive­os a compartilhar suas descobertas com os colegas.

• Na atividade 9, oriente­os a anotar as respostas da entrevista e, em seguida, compartilhar os resultados com os colegas. Se considerar necessário, organize a turma em grupos para a realização da atividade.

Resposta 9. Resposta: O objetivo é levar os estudantes a compreenderem alguns dos aspectos que influenciaram a formação da população do município onde vivem, a presença de migrantes na formação da população local, as tradições culturais locais mantidas ao longo do tempo e suas influências (festas típicas, ritmos musicais, tradições culinárias, palavras usadas no dia a dia, construções que podem ser observadas na paisagem etc.).

OBJETIVOS

• Refletir sobre o registro textual do primeiro contato dos povos indígenas com os portugueses.

• Analisar o texto que descreve as características dos povos indígenas de acordo com as impressões dos colonizadores portugueses.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• Apresente o texto aos es tudantes, solicitando inicialmente a leitura silenciosa para, em um segundo momento, promover a leitura compartilhada. Releia o texto com os estudantes quantas vezes forem necessárias, até que todos o compreendam. Destaque que a documentação conhecida sobre o período da chegada dos europeus à América, como a carta de Pero Vaz de Caminha, foi produzida pelos conquistadores e, por isso, criou um processo de marginalização das culturas indígenas, que passaram a ser vistas como inferiores e até perigosas. Discuta com os estudantes como esse olhar gera reflexos até os dias de hoje sobre os povos indígenas, que ainda precisam lutar para garantir a cidadania plena. Essa discussão favorece uma articulação com o componente curricular de História

• Comente que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), são considerados indígenas todos os descendentes de populações anteriores às invasões europeias que mantiveram uma continuidade histórica e que se reconhecem como distintos de outros setores da sociedade. Explique que os indígenas representam os povos originários do Brasil.

ENTRE TEXTOS

Confira informações complementares nas orientações ao professor

Como estudamos anteriormente, a população brasileira foi formada pelo encontro de diferentes povos.

Quando os portugueses chegaram às terras que atualmente correspondem ao Brasil, estabeleceram os primeiros contatos com os povos indígenas que já viviam em áreas próximo ao litoral.

Ao desembarcarem pela primeira vez no Brasil, em 1500, Pero Vaz de Caminha, escrivão da esquadra portuguesa, enviou uma carta ao rei de Portugal descrevendo as características de um dos povos indígenas com os quais tiveram esse primeiro contato.

Leia a seguir um trecho da carta de Pero Vaz de Caminha, sobre a perspectiva europeia da época em relação aos povos indígenas brasileiros.

Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

[...]

Na manhã seguinte nos aproximamos da terra. E vimos na praia sete ou oito homens. Pele quase vermelha. Totalmente nus. Cabelos lisos e cortados em cima das orelhas. Tinham a cabeça enfeitada por belos cocares de penas coloridas. [...] Todos traziam nas mãos grandes arcos de madeira escura e flechas de bambu. Pareciam tão saudáveis quanto inocentes. A maioria tinha o lábio inferior furado por um pedaço de osso.

[...]

BRANDÃO, Toni. A carta de Pero Vaz de Caminha (para crianças). São Paulo: Studio Nobel, 2009. p. 13. Bico de pena.

Além do povo descrito na carta, havia muitos outros povos indígenas que viviam tanto no litoral quanto no interior do território. Esses povos se distinguiam em vários aspectos físicos e culturais, como idioma, alimentação, adornos e rituais religiosos.

Adornos: objetos e pinturas corporais que os indígenas utilizam para se enfeitar.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

QUEM são. Funai, 12 nov. 2013. Disponível em: https://www.gov.br/funai/pt­br/atuacao/povos ­indigenas. Acesso em: 27 ago. 2025. Acesse o site indicado para saber mais dos povos indígenas que vivem no Brasil.

BNCC

• Ao abordar os povos indígenas, a seção contribui para desenvolver os temas contemporâneos transversais Diversidade cultural e Educação para a valorização do multiculturalismo nas

matrizes históricas e culturais brasileiras. As atividades desta seção estimulam a produção escrita, a utilização dos conhecimentos de diferentes áreas e procedimentos como investigação, reflexão e análise crítica para partilhar informações sobre a formação da população brasileira, desenvolvendo aspectos das Competências gerais 1, 2, 3, 4 e 9 da BNCC.

02/10/2025 18:21:19

a) Resposta: Esse trecho da carta tinha como intenção informar ao rei de Portugal a existência, em terra, de outros povos e suas características.

EXPLORANDO O TEXTO

a ) Esse trecho da carta de Pero Vaz de Caminha tinha como intenção levar qual informação ao rei de Portugal?

b ) De acordo com o texto, como eram os primeiros indígenas com os quais os portugueses se depararam?

c ) O que você achou mais interessante nesse trecho da carta?

d ) Os povos indígenas que viviam no Brasil eram todos iguais? Justifique sua resposta.

c) e d) Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

b) Resposta: De acordo com o texto, a feição deles era parda, um tanto avermelhada, com rostos e narizes bem-feitos e andavam nus, sem nenhuma cobertura. Usavam ossos como adornos na parte inferior dos lábios.

ALÉM DO TEXTO

e ) Já se passaram mais de 520 anos desde que os primeiros portugueses vieram ao Brasil. Ao longo desse tempo, diversos outros povos migraram para o nosso país. Pensando nisso, imagine que você tivesse de escrever uma carta para uma pessoa que mora em outro país descrevendo como é o povo brasileiro atualmente. O que contaria a essa pessoa? Pense em aspectos como características físicas, costumes das pessoas, moradias etc. Escreva essa carta, depois a leia em voz alta para o professor e os colegas.

Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

e) Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor.

navegando.

O TEXTO

Respostas

c) Instrua os estudantes a conversarem com os colegas sobre o que acharam de interessante nesse trecho da carta. Não permita comentários depreciativos, reforçando que a visão portuguesa refletia um desconhecimento cultural. Explique que os povos indígenas têm especificidades e riquezas culturais muitas vezes não reconhecidas pelos colonizadores e que, por isso, os textos históricos devem ser lidos e analisados de forma crítica.

d) Espera­se que os estudantes relatem, com base nos conhecimentos adquiridos até o momento, que os povos indígenas do Brasil não eram todos iguais, pois eram numerosos e apresentavam costumes culturais e características físicas distintas. Ressalte que o trecho da carta de Pero Vaz de Caminha não reconhece essa diversidade, oferecendo descrições genéricas, como se todos os indígenas fossem semelhantes, com hábitos e características físicas parecidas.

ALÉM DO TEXTO

Resposta

e) Entregue aos estudantes folhas de papel avulsas para escreverem as cartas. Faça uma roda de conversa antes de iniciarem a escrita para refletirem sobre as características que definem o povo brasileiro. Se necessário, peça­lhes que fechem os olhos e imaginem. Depois, combinem como esses textos podem ser divulgados, seja em um momento de leitura ou sendo encadernados e disponibilizados na biblioteca da escola.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• O trabalho com essa seção favorece a articulação com o componente curricular de Língua Portuguesa ao abordar as características do gênero textual cartas Se considerar oportuno, conduza os estudantes à sala de informática, caso haja

esse espaço na escola, e oriente­os a pesquisar informações sobre como vivem os povos indígenas no Brasil, no site Povos Indígenas no Brasil Mirim (PIB Mirim), do Instituto Socioambiental. Disponível em: https://mirim.org/. Acesso em: 22 jun. 2025.

• Na questão e, proponha aos estudantes uma dinâmica diferente para a apresentação das cartas. Peça a eles que se organizem em grupos de quatro pessoas e selecionem a carta de um dos integrantes para apresentar o conteúdo de maneira

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diferente da leitura. Ou seja, que façam a apresentação por meio de uma encenação, paródia, mímica, dança, recital, entre outras formas. Incentive­os a usar a criatividade, pensando em uma maneira inovadora de compartilhar a mensagem, envolvendo também a expressão corporal e ocupando todo o espaço destinado à apresentação. Promova um ambiente de respeito e descontração. Agende um dia para as apresentações e valorize todas as manifestações. Essa dinâmica pode contribuir para o desenvolvimento da propriocepção.

Caravelas

• Converse com os estudantes sobre o tema das migrações internas após a leitura do texto e avalie se eles compreenderam que, atualmente, milhões de brasileiros vivem fora de seu estado ou município de origem ou são descendentes de indivíduos que, no passado, migraram por causas diversas.

REFERÊNCIAS

COMPLEMENTARES

BRASIL. Ministério da Justiça e Segurança Pública. Secretaria Nacional de Justiça. Migração no Brasil: boletim informativo, n. 5. Brasília: OBMigra, 2024. Disponível em: https://www. gov.br/mj/pt­br/assuntos/ secretaria ­ nacional ­ de ­justica­senajus/migracao ­no­brasil­edicao­no­5­no vembro­1.pdf. Acesso em: 27 ago. 2025.

Esse site disponibiliza um boletim informativo sobre a migração brasileira.

• Peça aos estudantes que acessem o infográfico clicável indicado nesta página e conheçam A origem dos nomes de municípios brasileiros.

1. Resposta: Porque Querência quer dizer “lar” ou “morada”, e os imigrantes queriam encontrar um novo lugar para viver e chamar de casa.

10 MIGRAÇÕES INTERNAS E A FORMAÇÃO DOS MUNICÍPIOS

As migrações internas são deslocamentos de pessoas entre estados e regiões em um mesmo país. Ao longo do tempo, essas migrações foram responsáveis pelo surgimento e crescimento de muitos municípios brasileiros.

Leia o trecho de texto a seguir, que dá o exemplo do município de Querência, no estado do Mato Grosso.

A fundação do município de Querência está ligada ao movimento de colonização promovido por migrantes de origem gaúcha [...]. O nome “Querência”, comum nos pampas do sul do Brasil, significa “lar” ou “morada”[...].

Os primeiros colonizadores instalaram-se na região em 21 de maio de 1986, com um forte fluxo migratório que se intensificou após 1987. A maioria das famílias veio do extremo sul do país, principalmente do norte do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. [...]

O crescimento da comunidade culminou com a criação do Distrito de Querência pela Lei Municipal nº 185, em 7 de agosto de 1991, ainda sob a jurisdição de Canarana. Finalmente, em 19 de dezembro de 1991, a Lei Estadual nº 5.895 elevou Querência à categoria de município [...].

HISTÓRIA. Prefeitura Municipal de Querência. Disponível em: https://www.querencia.mt.gov. br/Nossa-Cidade/Historia/. Acesso em: 20 maio 2025.

Paisagem de parte do município de Querência, no Mato Grosso, em 2022. INFOGRÁFICO CLICÁVEL: A ORIGEM DOS NOMES DE MUNICÍPIOS BRASILEIROS

1. De acordo com o texto, por que os imigrantes escolheram o nome Querência para o lugar onde se instalaram?

BNCC

• O estudo das páginas 72 e 73 favorece o desenvolvimento da habilidade EF04GE02 da BNCC ao abordar o tema das migrações de brasileiros por meio de processos migratórios e a formação dos municípios. O estudo do tema segue dando sequência à proposta de análise da formação da população do município, mobilizando as Competências gerais, 1, 2, 3, 4 e 9 da BNCC

2. A maioria das pessoas que migraram para morar em Querência é de quais estados do Brasil?

Na maior parte dos casos, as migrações internas que ocorreram no Brasil foram incentivadas pelo desejo dos migrantes de buscarem melhores condições de vida e oportunidades de trabalho.

Muitos deles se dirigiram para áreas até então pouco povoadas do país, motivados por incentivos financeiros e propagandas. Isso ocorreu, por exemplo, nas regiões Centro-Oeste e Norte, onde se estabeleceram muitos migrantes vindos das regiões Sul e Nordeste, a partir da década de 1970. Já grandes cidades brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro, cresceram rapidamente na segunda metade do século 20, em razão da chegada de migrantes vindos, principalmente, da Região Nordeste.

2. Resposta: A maioria das pessoas veio do norte do Rio Grande do Sul, do oeste de Santa Catarina e do sudoeste do Paraná.

3. Você conhece alguém em seu município que seja nascido em outro estado ou região? Ou que seja filho de migrantes? Converse com seus familiares ou responsáveis sobre isso.

3. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a compartilharem suas respostas com os colegas.

4. Há algum hábito ou tradição no município onde você mora que tenha origem na cultura de outros estados e regiões do Brasil?

• Na atividade  3, se considerar pertinente, convide uma pessoa que tenha imigrado para o Brasil ou tenha migrado de outra região brasileira para conversar com os estudantes. Essa pessoa pode compartilhar sua experiência de migração, explicando como foi o processo de adaptação a um novo lugar, com costumes, língua e modos de vida diferentes. Oriente os estudantes a fazerem perguntas respeitosas sobre a mudança de lugar e os desafios enfrentados em relação aos costumes, à comida, à língua e às palavras diferentes.

FORMAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO DO MUNICÍPIO

4. Resposta pessoal. Os estudantes também podem pedir ajuda aos familiares ou responsáveis para responderem a esta questão.

As paisagens são transformadas pelo trabalho das pessoas ao longo do tempo. Essas transformações podem ser percebidas no espaço dos municípios quando comparamos a paisagem de um mesmo local em diferentes épocas. Ao transformarem gradativamente as paisagens por meio do trabalho, as pessoas estão construindo o espaço geográfico. Por isso, ele está sempre se modificando. Dessa maneira, podemos perceber que o espaço geográfico é o resultado das transformações constantes que as pessoas realizam nos lugares.

Observe as imagens a seguir, que mostram a transformação de uma paisagem ao longo do tempo.

1910 Paisagem em 1910.

Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

• Para a realização da atividade  4, solicite aos estudantes que identifiquem hábitos cotidianos com origem em outro estado ou região. Se houver dificuldade para desenvolver a atividade, proponha uma roda de conversa para discutirem o tema. Nesse caso, pesquise com antecedência exemplos de hábitos comuns na região do município.

• Verifique se os estudantes compreendem que os deslocamentos populacionais internos mais intensos do século XX se deram do Nordeste em direção ao Sudeste, e que cidades como São Paulo e Rio de Janeiro apresentam um grande contingente de nordestinos e seus descendentes.

• Promova o respeito às culturas, histórias e tradições dos migrantes, sejam eles estrangeiros, sejam provenientes de outras regiões do Brasil. Esses indivíduos e seus descendentes desempenham um papel importante no fortalecimento da diversidade cultural e contribuem significativamente para o desenvolvimento social, econômico e cultural do município de onde residem.

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BNCC

• Ao promover a consciência da diversidade cultural e do respeito ao outro, as atividades dessa página favorecem o desenvolvimento da Competência específica de Geografia 6 e da habilidade EF04GE02. As atividades 3 e 4 permitem a valorização da diversidade cultural do município e também o uso da oralidade para transmissão de conhecimentos, favorecendo o trabalho com as Competências gerais 3, 4 e 9 da BNCC.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• As páginas 73 e 74 permitem a realização de um trabalho conjunto com o componente curricular de História. Leve para a sala de aula fotografias antigas e recentes do município para os estudantes identificarem e compararem as principais transformações verificadas na paisagem ao longo do tempo. O objetivo dessa análise é levá­los a perceber a passagem do tempo por meio das transformações ocorridas na paisagem, promovidas tanto pela natureza quanto pelo ser humano, compreendendo, desse modo, a relação espaço­temporal.

BNCC

• O trabalho com as páginas 73 e 74 contempla parte da Competência específica de Geografia 2, uma vez que analisa as formas como o ser humano faz uso de objetos técnicos ao utilizar os recursos da natureza e ocasionar transformações no espaço. A atividade 5 favorece a análise crítica, a reflexão, a investigação e o uso de conhecimentos adquiridos na unidade sobre as transformações das paisagens e a urbanização, favorecendo o desenvolvimento das Competências gerais 1 e 2 da BNCC.

• Leia o trecho a seguir.

RELAÇÃO TEMPO E ESPAÇO

Igualmente fundamental para os estudos de história, o conceito de tempo está relacionado com a origem dos espaços e contribui para o entendimento de sua transformação. Permite compreender, principalmente, que os espaços não surgem prontos e acabados. Os diversos espaços carregam as marcas do passado, isto é, do antigo que continua coexistindo com o novo.

[…]

A cronologia, contudo, é um conceito mais elaborado, que só gradativamente a criança conseguirá apreender. Inicialmente só existe para ela o tempo da ação, aquele que é vivenciado. [...]

Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

1970

2020

Paisagem em 1970

6. a) Resposta pessoal. Oriente os estudantes sobre as principais transformações que podem ocorrer em uma cidade, sejam elas ambientais, sociais ou de infraestrutura.

Paisagem em 2020

5. Observe as imagens das páginas 73 e 74 para realizar as atividades a seguir.

a ) Como era a paisagem representada em 1910?

5. a) Resposta: Pequenas moradias, com criação de animais e plantações.

b ) Quais foram as transformações ocorridas entre os períodos de 1910 e 1970?

5. b) Resposta: A quantidade de moradias e outras construções aumentou, assim como as áreas de lavoura e a criação de animais. Uma ponte foi construída sobre o rio.

c ) Imagine que você e sua família tenham migrado para essa cidade em 1970. Depois, escreva um texto no caderno, na forma de um depoimento, contando como era a cidade nessa época e as transformações que ocorreram no decorrer dos anos até hoje.

5. c) Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

6. De acordo com o que você estudou nas páginas anteriores, responda:

a ) Que tipo de transformação você gostaria de ver na sua cidade?

7. Faça um desenho mostrando uma mudança que ocorreu na paisagem da sua região de moradia e, em seguida, faça uma descrição escrita dessa transformação.

7. Resposta pessoal. Incentive os estudantes na elaboração do desenho, contextualizando com as transformações já estudadas por ele.

As relações temporais são as que se desenvolvem mais tarde na criança, e por volta dos 7 anos ainda não estão sob seu domínio. A organização dos tempos em velocidade, duração, contemporaneidade (presente) e sucessão (passado e futuro, antes e depois) ocorre etapa por etapa.

[…]

É a compreensão do conceito de tempo que vai permitir uma apreensão abrangente dos processos de transformação da natureza. A partir da observação dos espaços próximos (escola, bairro, cidade, município) e do questionamento sobre como eram e como poderão ficar, irá se desenvolvendo a noção de um tempo maior, mais amplo e abstrato: o tempo histórico.

FILIZOLA, Roberto; KOZEL, Salete. Didática de geografia: memórias da terra – o espaço vivido. São Paulo: FTD, 1996. p. 26­27.

Resposta

5. c) Resposta: Espera­se que os estudantes comentem que havia poucas ruas asfaltadas e uma represa. Depois, eles devem mencionar o avanço da urbanização, o surgimento de mais ruas asfaltadas e pontes, o crescimento da população e o surgimento de prédios, entre outros exemplos. Avalie as dificuldades de maneira individualizada e permita a estudantes com dificuldades de aprendizagem ou deficiências sensoriais que expressem seus depoimentos por meio da oralidade.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

1. Copie as frases a seguir no caderno, completando-as conforme as informações da tabela. Escreva as respostas no caderno.

Brasil: populações rural e urbana de alguns municípios (2022)

Município

Marechal Thaumaturgo (Acre)

Astolfo Dutra (Minas Gerais)

Paranavaí (Paraná)

Caracol (Mato Grosso do Sul)

Urbana Rural

5 894

11 199

12 687 1 451

88 878 3 123

3 328 1 708

Fonte de pesquisa: IBGE. Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/tabela/9923. Acesso em: 8 maio 2025.

a ) O município de ■ apresenta a menor população total.

1. a) Resposta: Caracol (Mato Grosso do Sul).

b ) O município de ■ apresenta a maior população total.

1. b) Resposta: Paranavaí (Paraná).

c ) O município de ■ apresenta a menor população rural.

1. c) Resposta: Astolfo Dutra (Minas Gerais).

d ) O município de ■ apresenta a maior população rural.

1. d) Resposta: Marechal Thaumaturgo (Acre).

e ) O município de ■ apresenta a maior população urbana.

1. e) Resposta: Paranavaí (Paraná).

f ) O município de ■ apresenta a menor população urbana.

1. f) Resposta: Caracol (Mato Grosso do Sul).

Para responder às questões a e b, se necessário, relembre os estudantes de que a população total do município é a soma das populações rural e urbana.

g ) O município de ■ tem a população rural superior à população urbana.

1. g) Resposta: Marechal Thaumaturgo (Acre).

2. Com a ajuda de seus familiares ou responsáveis, pesquisem o número de habitantes do município onde moram e façam as devidas anotações no caderno, conforme o exemplo a seguir. Não se esqueçam de colocar a fonte de pesquisa no final da tabela. Depois, respondam às questões a seguir.

População do município

População total População rural População urbana

MODELO

MODELO

MODELO

a ) A maior parte da população vive no espaço urbano ou no espaço rural?

2. a) Resposta pessoal. Auxilie os estudantes na análise dos dados.

b ) Você mora no espaço rural ou no espaço urbano do município?

2. b) Resposta pessoal. Oriente os estudantes na análise dos dados e na execução da atividade.

c ) Do que você e seus familiares ou responsáveis mais gostam no espaço rural e no espaço urbano do município onde vivem?

2. c) Resposta nas orientações ao professor

02/10/2025 18:21:22

Resposta

2. c) Resposta: A questão pode ser respondida por meio de desenhos. Solicite aos estudantes que façam o desenho do que mais gostam em cada espaço do município e, depois, apresentem esse desenho aos colegas.

1. Objetivo

Analisar a população rural e urbana de alguns municípios brasileiros, representada em uma tabela.

Sugestão de intervenção

Caso os estudantes não alcancem o objetivo, construa previamente uma tabela com a composição da população urbana e rural de municípios localizados no estado onde residem. Promova a análise coletiva da tabela e faça perguntas similares às da atividade para incentivar a leitura e interpretação de tabelas simples. Em seguida, oriente os estudantes a realizarem a atividade em duplas.

2. Objetivo

Investigar e analisar a população total, urbana e rural do município em que vive.

Sugestão de intervenção

Oriente previamente os estudantes, em sala de aula, sobre o uso de ferramentas de pesquisa em sites de busca na internet ou apresente fontes confiáveis de pesquisa e incentive ­os a utilizar essas fontes junto aos familiares ou responsáveis para responder às questões propostas. O trabalho indicado desenvolve também habilidades matemáticas e reforça a pesquisa em sites da internet. Essa é uma ferramenta importante para aliar conhecimentos e descobrir mais sobre o assunto estudado. Incentive os estudantes a lerem as informações sobre a população urbana e rural, preencherem a tabela e realizarem os cálculos para conhecer a diferença entre a população rural e urbana e, ainda, o total da população residente. Além disso, proponha a pesquisa de municípios vizinhos para a consolidação do conteúdo e comparação de dados.

3. Objetivo

Analisar diferentes razões que fundamentam a relação entre o campo e a cidade. Sugestão de intervenção

Caso os estudantes não alcancem o objetivo, escolha outro exemplo de fluxo entre o campo e a cidade, ou vice­versa, e crie um esquema com legenda explicando esse fluxo na lousa, usando setas, desenhos e textos. Depois, converse com os estudantes sobre os elementos dessa representação e oriente­os a realizar a atividade, compondo um esquema similar no caderno. Outro meio é utilizar os exemplos das imagens e solicitar­lhes que elaborem dramatizações com situações mostradas e, se necessário, façam pesquisas para compor diálogos e argumentos. Oriente os estudantes na observação e descrição detalhada dos elementos retratados nas fotografias, para auxílio de estudantes cegos ou com baixa visão e ainda aqueles com dificuldades de aprendizagem.

3. Escreva no caderno uma legenda explicando o fluxo de pessoas entre o campo e a cidade, retratado em cada uma das fotografias a seguir. Observe o exemplo.

Fotografia A: Em geral, serviços como o de correio são mais acessíveis nas cidades.

3. B. Sugestão de resposta: Muitas pessoas procuram propriedades rurais para atividades de lazer em contato com a natureza.

Interior de agência de correio, em São Paulo, em 2022.

3. C. Sugestão de resposta: Há maior oferta de empregos em fábricas e nos estabelecimentos comerciais e de serviços localizados na área urbana dos municípios.

Turistas em uma trilha, em propriedade rural do município de Juazeiro do Norte, no Ceará, em 2023.

3. D. Sugestão de resposta: Veterinários e agrônomos se deslocam até as propriedades rurais onde também encontram oportunidades de emprego.

Funcionários em fábrica de roupas no município de Toritama, em Pernambuco, em 2025.

A.
B.
C.

4. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar que, em nosso país, muitas pessoas deixam o campo para viver nas cidades por causa das melhores oportunidades de emprego e do acesso a alguns serviços que em determinados lugares não estão disponíveis ou que não são de fácil acesso a quem vive no espaço rural.

Veterinário aplicando vacina em gado, em propriedade rural do município de São José dos Campos, em São Paulo, em 2020.

4. Em sua opinião, por que a população urbana é superior à população rural no Brasil? Anote sua resposta no caderno.

5. Cada município tem hábitos próprios e costumes que são resultado da contribuição de vários povos e culturas. Podemos observar esses aspectos por meio de algumas paisagens ou de festas e comemorações.

Júlia criou um cartão com um elemento cultural de onde mora. Observe a seguir.

Templo Luz do Oriente

Município: Ribeirão Pires

(São Paulo).

Elemento cultural: construção arquitetônica.

Influência cultural: japonesa.

Data da fotografia: 2020.

Agora, é sua vez! Elabore, no caderno ou em uma folha avulsa, um cartão como o de Júlia. Lembrando que você pode escolher diferentes elementos culturais presentes em seu bairro ou outros lugares do município, como construções, tradições culinárias, festas, hábitos cotidianos e danças.

5. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor.

sentem aos demais colegas, explicando o que sabem das expressões culturais do município. Em caso de estudantes com deficiências sensoriais, proponha que a representação seja realizada, com auxílio dos familiares ou responsáveis, em material maleável como massa de modelar ou argila, com base nas descrições a respeito dos elementos e suas percepções. A atividade proposta favorece a valorização das tradições culturais de diferentes povos na formação da identidade cultural do município, trabalhando com aspectos da Competência geral 3 da BNCC.

Resposta

03/10/2025 09:24:25

5. Resposta: Para a elaboração do cartão, os estudantes podem obter as informações sobre os elementos culturais presentes no bairro em sites oficiais do município onde moram ou fazer perguntas a respeito do assunto a algum parente mais velho que more no município há bastante tempo.

4. Objetivo

Identificar as diferentes razões que resultaram no aumento populacional do espaço urbano do Brasil.

Sugestão de intervenção

Caso os estudantes não alcancem o objetivo, apresente a proposta de uma discussão comparativa acerca das condições e ofertas de serviços e infraestrutura no espaço rural e no espaço urbano. Peça a eles que se recordem das razões, facilidades ou dificuldades de acesso a esses dois espaços. Retome a produção de suas respostas e, se julgar adequado, permita a elaboração das respostas em duplas.

5. Objetivo

Reconhecer e representar a diversidade cultural do município em que vivem, descrevendo algumas de suas expressões.

Sugestão de intervenção

Oriente os estudantes a combinarem com seus familiares ou responsáveis um passeio pelo bairro no qual moram ou em outros do município para observarem os elementos culturais da paisagem. Peça­lhes que registrem esses elementos com uma fotografia ou um desenho. Para tanto, proponha um trabalho interdisciplinar com os componentes curriculares de Língua Portuguesa e Arte na criação do texto para descrição e utilização de diferentes técnicas para o desenho. Depois, peça que se apre­

Templo Luz do Oriente, no município de Ribeirão Pires, em São Paulo, em 2020.

OBJETIVOS DA UNIDADE

• Identificar as diferentes paisagens do espaço rural.

• Compreender que a agricultura, a pecuária e o extrativismo são as principais atividades econômicas desenvolvidas no campo.

• Reconhecer que muitos alimentos consumidos em nosso dia a dia são produzidos pela agricultura familiar.

• Conhecer algumas características do modo de vida no espaço rural.

• Analisar os problemas ambientais e os desafios enfrentados no espaço rural.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

Uma sugestão para iniciar o trabalho com o estudo do espaço rural é levar os estudantes à biblioteca, caso haja esse espaço na escola, e pedir que busquem e leiam, individualmente ou em duplas, livros de literatura infantil relacionados ao espaço rural. Sugira a eles livros como Chupim, de Itamar Vieira Junior, e textos clássicos, como a fábula “O rato do campo e o rato da cidade”, de Esopo. Selecione um livro e proporcione um momento de contação para a inclusão de estudantes cegos ou com baixa visão, dando-lhes repertório para participar de uma roda de conversa sobre o assunto. Para isso, organize os estudantes em uma roda e peça a eles que contem um pouco sobre as histórias, relatando aspectos do espaço rural presentes em cada uma delas. Com base nessa conversa, os estudantes podem expressar também o que sabem do campo e as dúvidas e curiosidades suscitadas pela leitura e conversa entre os colegas. Anote as principais ideias dos estudantes na lousa e faça um esquema que as represente.

UNIDADE

O ESPAÇO RURAL

• Oriente os estudantes a observarem atentamente as paisagens retratadas nas fotografias das páginas de abertura. Antes de realizar as atividades, resgate os conhecimentos prévios, incentivando-os a identificar os elementos que compõem uma paisagem rural. Em seguida, pergunte se já viram paisagens como essas. Se possível, leve os estudantes até a sala de informática, caso haja esse espaço na escola, e oriente-os a acessar o site IBGE Educa, que integra várias informações sobre o território brasileiro (território, população etc.). Disponível em: https://educa. ibge.gov.br/criancas. Acesso em: 18 ago. 2025. Instigue-os na busca por informações sobre o espaço rural do Brasil.

Trabalhador rural tocando o gado bovino no município de Ivinhema, no Mato Grosso do Sul, em 2024.

No espaço rural são realizadas diversas atividades econômicas responsáveis pela produção de alimentos e matérias-primas destinadas às indústrias. Essas atividades geram emprego e renda para muitas pessoas.

BNCC

1. 2. 3.

Qual é a atividade econômica que a fotografia A retrata?

E qual atividade é retratada na fotografia B?

Além das atividades econômicas mostradas nas fotografias, você conhece outras que são realizadas no espaço rural?

1 a 3. Respostas e mais informações sobre a condução das páginas de abertura nas orientações ao professor.

No município onde você mora há espaço rural? Em caso afirmativo, você já frequentou algum lugar desse espaço?

Cite algumas atividades econômicas que são praticadas nesse espaço em seu município.

• O estudo desta unidade desenvolve as habilidades EF04GE04, EF04GE07 e EF04GE08 da BNCC, ao incentivar os estudantes a identificarem as características específicas do campo, as atividades econômicas e as formas de trabalho desempenhadas no espaço rural, assim como a produção, a circulação e o consumo de diferentes produtos oriundos do campo.

02/10/2025 18:23:53

Respostas

1. Resposta: Oriente os estudantes a observarem os elementos das fotografias e o tipo de trabalho realizado para obter a resposta. A atividade econômica representada na fotografia  A é a criação de bovinos. A atividade econômica representada na fotografia  B é o cultivo do café.

2. Resposta: Espera-se que os estudantes citem atividades, a exemplo de cultivo de arroz, feijão e frutas, como laranja e mamão. Eles também podem citar criação de frangos, ovelhas e cabras, e extrativismo vegetal ou animal.

3. Resposta: Selecione, com antecedência, imagens do espaço rural do município onde a escola está localizada, com auxílio da internet. Apresente as imagens com um projetor para os estudantes em sala de aula e oriente-os na observação dos elementos característicos desse espaço, bem como das atividades nele desenvolvidas.

• Aproveite o momento e explique aos estudantes que no espaço rural são produzidos os alimentos e as matérias-primas destinados, geralmente, para o abastecimento da população urbana e da indústria. Reforce a interdependência entre os espaços, relembrando que o espaço rural também necessita de produtos industrializados e serviços presentes no espaço urbano.

Agricultor trabalhando na colheita de café no município de Apucarana, no Paraná, em 2021.

• Inicie a aula orientando os estudantes a refletirem sobre as diferenças entre as paisagens rurais. Peça àqueles que moram ou conhecem o espaço rural que relatem aos colegas como são suas paisagens. Se achar necessário, desenvolva uma roda de conversa objetivando a realização das atividades 1 e 2

• Comente que as paisagens do espaço rural se diferenciam pelas atividades econômicas exercidas e pelo tamanho da propriedade. Convide-os a pensar sobre o que pode ser produzido em extensas áreas de terras e em áreas menores.

• Se considerar pertinente, leve-os para um trabalho de campo no espaço rural do município. Para isso, será necessário obter antecipadamente autorização por escrito dos familiares ou responsáveis, providenciar transporte, além de contar com a colaboração de outros profissionais da escola na organização e no cuidado com os estudantes. Antes de programar a saída de campo, peça autorização dos lugares que serão visitados e combine regras, alimentação e vestuário adequados com os estudantes.

Resposta

2. Resposta: Diversos elementos podem ser citados pelos estudantes, como o tipo da atividade econômica predominante (agricultura, pecuária), o nível de tecnologia empregada na produção, além de aspectos naturais, como o relevo, a presença de vegetação conservada, entre outros.

O ESPAÇO RURAL E SUAS PAISAGENS

As paisagens do espaço rural apresentam muitos elementos em comum, mas não são iguais entre si. Vamos entender melhor essas diferenças? Observe as fotografias e, em seguida, converse com seus colegas para responder às questões propostas, no caderno.

1. Quais são os elementos em comum entre as paisagens rurais retratadas nas fotografias?

1. Resposta: Podemos citar, por exemplo, cultivos agrícolas, criações de animais e áreas de vegetação natural.

2. Quais são os elementos que diferenciam essas paisagens?

2. Resposta nas orientações ao professor

Colheita mecanizada de milho verde no município de Colina, no Maranhão, em 2021.
Criação de carneiros em propriedade rural do município de Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 2023.
Agricultora em plantação de repolhos em propriedade rural do município de Teresópolis, no Rio de Janeiro, em 2023.
Criação de galinhas em propriedade rural do município de Águia Branca, no Espírito Santo, em 2024.

AS ATIVIDADES ECONÔMICAS E AS PAISAGENS

As atividades econômicas desenvolvidas no campo são de grande importância para as pessoas, pois geram alimentos, trabalho e renda. Podemos observar como as diferentes atividades econômicas alteram e dão características diferentes às paisagens rurais.

Plantação de milho em propriedade rural do município de Foz do Iguaçu, no Paraná, em 2022.

de bovinos em propriedade rural do município de Goiânia, em Goiás, em 2024.

Extração do cacho da palmeira jerivá, no município de São Lourenço da Serra, em São Paulo, em 2025.

A agricultura é a atividade responsável pelo cultivo de espécies vegetais, que são destinadas à alimentação das pessoas ou são utilizadas como matéria-prima para diferentes tipos de indústrias.

As paisagens com lavouras, de qualquer tipo de cultivo, são muito características do espaço rural.

Por meio da pecuária são criados diferentes tipos de animais, a fim de obter alimentos e matérias-primas para as indústrias na fabricação de vários produtos. Os campos de pastagens ou as construções que abrigam os animais fazem parte de muitas paisagens rurais.

O extrativismo (vegetal, mineral ou animal) consiste na atividade responsável pela coleta ou extração de recursos da natureza. Em geral, nas paisagens em que são praticadas o extrativismo predominam elementos da natureza, como florestas, rios e mares. Os rios e as áreas de vegetação nativa são comuns nas paisagens rurais.

Matéria-prima: materiais de origem vegetal, animal ou mineral usados na fabricação de outros produtos. Palmeira jerivá: espécie nativa encontrada em diferentes tipos de florestas, que ocorre naturalmente do sul da Bahia até o Rio Grande do Sul.

atividade econômica que está ganhando destaque é o turismo rural, que vem aumentando e fortalecendo o desenvolvimento da economia das propriedades rurais.

• Se considerar pertinente, proponha uma pesquisa sobre o tema para ser apresentada em sala de aula. Para tanto, organize os estudantes em duplas e conduza-os à sala de informática, caso haja esse espaço na escola. Oriente-os a pesquisar notícias ou reportagens sobre o assunto, registrando no caderno as informações obtidas. Após a pesquisa, incentive-os a comparar os resultados com os demais colegas da turma.

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• Para iniciar a abordagem sobre as principais atividades econômicas do campo, destaque que o Brasil está entre as principais potências mundiais em todas essas atividades. Tal produtividade é possibilitada por aspectos como um extenso território, diversidade de clima e tipos de solo, além de ampla disponibilidade de recursos hídricos e uso de tecnologias modernas.

• Explique aos estudantes que a prática da agricultura é baseada no cultivo de vegetais, enquanto a pecuária se baseia em criação de animais. Peça aos estudantes que realizem a busca dos significados das palavras no dicionário.

• Pergunte se conhecem plantações de soja e de cana-de-açúcar ou criações de gado, e se, no espaço rural do município em que vivem ou em outro que conheçam, essas plantações e criações também são realizadas. Instigue-os a descrever as paisagens rurais que conhecem.

• Relembre aos estudantes que podemos classificar o extrativismo como mineral (que explora recursos minerais), animal (que captura animais por meio da caça e da pesca) e vegetal (que coleta plantas ou partes delas, como folhas, flores e raízes).

• Para ampliar a abordagem sobre as atividades no espaço rural, comente com os estudantes que uma

Criação

• Realize a leitura compartilhada do texto e explique que a modernização do espaço rural provocou mudanças significativas na paisagem e na produção agrícola, mas que, geralmente, técnicas e maquinários modernos são de difícil acesso aos pequenos produtores em função dos altos custos. Conduza a observação das imagens e descreva os elementos representados para que assimilem as diferenças nas práticas agrícolas de cada propriedade mostrada nas fotografias.

• Ao copiar as frases completando-as com as palavras corretas na atividade 1, os estudantes devem fazer a leitura em voz alta e conversar com os colegas sobre a classificação das propriedades rurais. Se eles apresentarem dificuldade, leve-os a observar as fotografias A e B novamente e comparar as atividades realizadas.

• Oriente-os a buscar no dicionário os significados das palavras tradicional e moderno, promovendo uma conversa sobre as tecnologias mostradas nas fotografias. Incentive-os, então, a refletir sobre qual desses equipamentos é mais antigo e qual deles é mais recente.

BNCC

• O tema Contrastes no espaço rural amplia o conhecimento dos estudantes sobre as características do trabalho no campo, viabilizando a comparação futura com o trabalho desempenhado na cidade e contribuindo, portanto, para o desenvolvimento da habilidade EF04GE07 e da Competência geral 6 da BNCC. Também desenvolve a Competência específica de Geografia 2, ao analisar as formas como o ser humano faz uso de objetos técnicos utilizando os recursos da natureza.

CONTRASTES NO ESPAÇO RURAL

Vimos que as paisagens rurais apresentam semelhanças entre si, além de muitas diferenças. Quando essas diferenças são marcantes, podemos dizer que existem contrastes entre elas. Um exemplo de contraste no campo é o nível de tecnologia empregada na produção.

Podemos chamar de tecnologias agrícolas o conjunto de conhecimentos, técnicas e equipamentos aplicados nas atividades agrícolas. Dessa maneira, podemos classificar as propriedades rurais em:

• tradicionais, com uso de técnicas e instrumentos simples no cultivo e na criação de animais;

• modernas, com uso de técnicas e maquinários avançados no cultivo e na criação de animais.

Observe, nas fotografias a seguir, um exemplo de propriedade rural moderna e um de propriedade rural tradicional.

1. Depois de observar as fotografias desta página, leia as frases a seguir e copie-as no caderno, completando-as corretamente com as palavras do quadro.

1. Resposta: A – modernas; B – tradicionais.

modernas • tradicionais

a ) Na fotografia A, podemos observar o uso de técnicas ■ de cultivo, pois a colheita da lavoura é feita por colheitadeira mecânica.

b ) Na fotografia B, podemos observar o uso de técnicas ■ de cultivo, pois os cuidados com a lavoura são feitos por instrumentos simples, como a enxada.

A.
B.
Colheita de soja sendo realizada por maquinário moderno em propriedade rural do município de Dourados, no Mato Grosso do Sul, em 2021.
Agricultor capinando uma plantação de mandioca em propriedade rural do município de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 2021.

DIFERENTES PROPRIEDADES RURAIS

As paisagens do espaço rural também se diferenciam de acordo com o tipo de propriedade.

As grandes propriedades rurais são extensas áreas de terra voltadas, em geral, para a prática da agricultura e da pecuária. No Brasil, as grandes propriedades rurais apresentam várias características em comum, como extensas plantações de um tipo de cultivo, ou seja, de monoculturas, geralmente destinadas à exportação. Muitas delas contam com uso de tecnologia em maquinários, sistemas de irrigação e sementes melhoradas. A pecuária extensiva, ou seja, a criação de rebanhos numerosos em extensas pastagens, também é praticada nessas propriedades.

As pequenas propriedades rurais são áreas de terras menores, onde, em geral, o produtor dedica-se à policultura, ou seja, ao cultivo de vários tipos de plantas. Também pode haver pequenas criações de animais, como galinhas, porcos e cabras. O trabalho é realizado, na maioria das vezes, pelos membros da família. A produção é destinada, principalmente, ao consumo de famílias do campo e para venda em mercados locais ou em feiras. Também podem comercializar em maiores quantidades por meio de cooperativas agrícolas

Cooperativas agrícolas: associações formadas, geralmente, por pequenos produtores que se unem para comprar produtos de que necessitam ou para vender sua produção a preços melhores.

2. As propriedades agrícolas do município onde você mora apresentam algumas das características mostradas? Quais? Anote sua resposta no caderno.

2. Resposta pessoal. Incentive a exposição das respostas pelos estudantes, criando uma oportunidade para avaliar a aprendizagem deles. Se no município não houver espaço rural, eles podem pesquisar informações sobre as propriedades rurais no estado onde moram.

• Para complementar a atividade 2, se necessário, pesquise com antecedência imagens aéreas do município e apresente aos estudantes em sala de aula. Oriente-os a observar as imagens para tentar identificar as características do espaço rural, como a presença de grandes plantações ou áreas de pastagem.

• Avalie a possibilidade de levar um agricultor do município para uma conversa em sala de aula. Oriente os estudantes a formularem perguntas para o entrevistado com antecedência, visando descobrir as características de sua propriedade e as atividades nela realizadas.

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• Para explorar o assunto referente às dimensões das propriedades rurais, trace na lousa duas colunas, uma para as características das grandes propriedades rurais e outra para as pequenas propriedades. Oriente os estudantes a realizarem a leitura, extraindo do texto as características referentes a cada tipo de propriedade. Anote-as na lousa nas colunas correspondentes, de modo a criar um quadro comparativo.

AVALIANDO

Objetivo

• A atividade  2 permite verificar a compreensão dos estudantes em relação aos diferentes tipos de propriedades rurais.

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes tenham dificuldade de perceber as diferenças entre os tipos de propriedade, leve imagens ou apresente vídeos obtidos na internet que mostrem essas diferenças. Peça aos estudantes que as descrevam oralmente, de modo a também auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão na construção de seus conceitos e imagens. Em seguida, promova a produção coletiva da atividade, anotando a resposta na lousa e esclarecendo as dúvidas que surgirem.

Rebanho bovino em grande propriedade rural do município de Bananeiras, na Paraíba, em 2021.
Criação de gado em pequena propriedade rural do município de Turvo, em Santa Catarina, em 2025.

• Comente com os estudantes que, para auxiliar o desenvolvimento de pequenas propriedades, foram criados alguns programas, com destaque para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), visando distribuir alimentos saudáveis para a população e fomentar a produção dos pequenos agricultores. Investigue se a escola recebe alimentos fornecidos por agricultores locais e, em caso afirmativo, informe quais são os produtos recebidos. Incentive-os a valorizar esses alimentos ao consumi-los na merenda escolar e evitar o desperdício.

• Explique que os pequenos produtores rurais não apenas produzem para si (subsistência), mas se encontram inseridos no mercado, produzindo alimentos para o comércio. Se possível, cite exemplos de pequenos agricultores do município e comente a importância deles na produção de alimentos para a população que vive na área urbana.

• Informe aos estudantes que as cooperativas agrícolas criadas com a união de pequenos produtores rurais têm o objetivo de fortalecer e valorizar o trabalhador rural, oferecendo assistência técnica, acesso a crédito e capacitação, buscando melhorar condições de trabalho e ampliar a produção e comercialização dos produtos.

• Peça aos estudantes que acessem o infográfico clicável indicado nesta página e conheçam alguns aspectos da Agricultura familiar

AGRICULTURA FAMILIAR

A agricultura familiar é muito importante para a produção dos alimentos consumidos no dia a dia dos brasileiros. A organização e a mão de obra nessas propriedades são de responsabilidade, geralmente, de uma família. Esse modo de produção é realizado com mais frequência em pequenas propriedades, onde não são utilizados maquinários modernos.

Embora o predomínio de técnicas e equipamentos tradicionais na produção resulte em uma menor produção por área cultivada, a maior parte dos alimentos que compõem a cesta básica em nosso país é produzida em pequenas propriedades, com destaque para a agricultura familiar.

básica: conjunto de alimentos que atendem às necessidades básicas de

a dia.

Brasil: participação da agricultura familiar na produção de alimentos (2017)

Fonte de pesquisa: IBGE. Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/tabela/6953#notas-tabela. Acesso em: 22 maio 2025.

1. Qual é a importância da agricultura familiar para a população brasileira?

1. Resposta: A agricultura familiar é importante para a produção da

maior parte dos alimentos consumidos pelas pessoas no dia a dia em nosso país.

2. De acordo com o gráfico, quais são os três alimentos consumidos pelos brasileiros que mais se destacam na produção da agricultura familiar?

2. Resposta: Mandioca, leite e carne suína.

3. Quais desses alimentos você e seus familiares ou responsáveis consomem? Compartilhe sua resposta com os colegas.

3. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a perceberem a importância da agricultura familiar na alimentação das pessoas, incluindo sua família e a comunidade. Garanta que todos respeitem as respostas dos colegas.

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

BRASIL. Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009

Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l11947.htm. Acesso em: 24 jun. 2025.

No site Palácio do Planalto, é disponibilizada a Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009, que ratifica, no art. 2º, inciso V, a obrigatoriedade da aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar para a merenda escolar.

BNCC

O estudo dessa página possibilita o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Trabalho e da Competência geral 6 da BNCC ao permitir que o estudante compreenda as características do modo de trabalho familiar no campo, bem como a importância da agricultura familiar para a produção de alimentos e para a economia local.

Produção da agricultura familiar (em %)
Produto
MandiocaLeite
FeijãoMilho Carne de aves Carne suína
Cesta
uma família em seu dia
Produção de hortaliças realizada por agricultura familiar no município de Porto Seguro, na Bahia, em 2024.
LUCIANA WHITAKER/PULSAR IMAGENS

1

COLETIVAMENTE

O desperdício de alimentos

Conhecendo o problema

Confira mais informações sobre as atividades nas orientações ao professor

O trabalho com esta seção favorece o desenvolvimento dos temas contemporâneos transversais Educação para o consumo e Educação alimentar e nutricional.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, em 2022 foram desperdiçados aproximadamente 1 bilhão de toneladas de alimentos em nosso planeta. Isso significa um desperdício de 132 quilogramas (kg) por pessoa. E esse desperdício acontece de diferentes maneiras. Vamos conferir algumas delas.

O desperdício acontece durante todas as etapas produtivas até chegar a nossas casas, ou seja, durante a produção agrícola, no transporte, no processamento industrial, na estocagem, na distribuição e no momento do consumo.

Desperdício de comida no mundo (2022)

Dos 132 kg desperdiçados por pessoa no mundo:

79 kg

foram desperdiçados dentro dos próprios domicílios.

Representação dos desperdícios nos domicílios, no setor de serviços e do varejo.

36 kg

foram desperdiçados nos serviços de alimentação, como restaurantes e lanchonetes.

17 kg

foram desperdiçados no setor de varejo, ou seja, nos supermercados, nas mercearias, nas feiras livres, etc.

Fonte de pesquisa: Relatório do Índice de Desperdício de Alimentos do PNUMA 2024. Disponível em: https://wedocs.unep.org/bitstream/handle/20.500.11822/45230/food_waste_index_report_2024_ PT.pdf?sequence=5&isAllowed=y. Acesso em: 23 maio 2025.

Todos devemos colaborar para reduzir o desperdício de alimentos. Você já pensou em como podemos fazer isso?

2

Organizando as ideias

a) Resposta: Dentro dos próprios domicílios, ou seja, nas moradias.

a ) De acordo com as informações apresentadas, onde ocorreu a maior parte do desperdício de alimentos em 2022?

OBJETIVOS

• Analisar o desperdício de alimentos por meio de representação gráfica.

• Refletir, elaborar e comunicar dicas cotidianas para evitar o desperdício de alimentos.

1. CONHECENDO O PROBLEMA

• Incentive os estudantes a debaterem a respeito da grande quantidade de alimentos desperdiçada no mundo. Leve-os a refletir sobre quantas pessoas poderiam ser alimentadas com eles. Solicite auxílio do componente curricular de Matemática para a análise dos dados apresentados no gráfico de setores da página, de modo que os estudantes identifiquem, em porcentagem, o desperdício de cada setor. Se julgar adequado, anote-os na lousa e conduza os estudantes na análise: 132 kg = 100%; 79 kg = 60%; 36 kg = 27%; e 17 kg = 13%.

• Informe aos estudantes que, na produção de alimentos, uma das etapas que gera grande preocupação se refere ao desperdício que ocorre nas etapas de colheita e transporte desses alimentos, antes de eles chegarem aos estabelecimentos de comércio. Os motivos que levam a essas perdas podem ser diversos, como técnicas de colheitas inadequadas, fatores climáticos, armazenamento inadequado e logística de transporte ineficiente. Já as perdas no consumo final podem se dar em decorrência de hábitos alimentares e da forma de armazenar e preparar os alimentos.

• Caso seja necessário, comente que as causas da fome no Brasil e no mundo ultrapassam as questões do desperdício, envolvendo as desigualdades social e de renda mundiais.

• Ao longo deste volume são abordados diversos temas que incentivam os estu-

dantes a compreenderem melhor o mundo e a desenvolverem a capacidade de atuar nele de maneira consciente, buscando transformá-lo com base em conhecimentos científicos e suas relações com a sociedade. A consciência e os cuidados para evitar o desperdício de alimentos, tendo em vista, principalmente, o sentido de empatia em relação às pessoas que não têm acesso a alimentos, no Brasil e no mundo, em quantidade e qualidade necessárias, estão entre os temas que merecem destaque em sala de aula.

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• O estudo sobre o desperdício de alimentos e o reconhecimento de práticas que contribuem para sua redução contemplam as Competências específicas de Geografia 1, 5, 7, e a Competência geral 9 e 10, pois incentivam os estudantes a tomarem decisões sustentáveis e solidárias. Esse estudo também abrange os temas contemporâneos transversais Educação alimentar e nutricional e Educação para o consumo

BNCC

2. ORGANIZANDO AS IDEIAS

Resposta

b) Colocar no prato somente o que vai comer evita sobras de alimentos; consumir os alimentos dentro do prazo de validade evita que sejam descartados em razão do vencimento; aproveitar talos, cascas e sementes, que também são nutritivos, no preparo de outros alimentos; doar para pessoas carentes os alimentos em boas condições contribui para evitar o desperdício de alimentos, que muitas vezes ficam acumulados nas despensas das residências, além de se tratar de uma atitude de solidariedade. Caso alguns estudantes ainda não tenham atitudes que evitem o desperdício de alimentos, atente para que não se sintam constrangidos diante dos demais. Comente que eles podem começar a praticar essas atitudes a partir desse momento.

3. BUSCANDO SOLUÇÕES

Respostas

a) O objetivo dessa questão é promover a reflexão e o diálogo sobre atitudes para evitar o desperdício de alimentos. Motive os estudantes a colocarem em prática as atitudes listadas.

b) Caso considere pertinente, oriente a turma a se reunir em grupos de, no máximo, três estudantes, e conversar sobre as atitudes para evitar desperdício de alimentos, listadas na questão  a. Peça a eles que elejam duas ou três boas dicas e produzam um cartaz sobre a conscientização do desperdício de alimentos no dia a dia. Incentive-os a usar diferentes tipos de letras no cartaz. Oriente-os a expor o cartaz aos demais colegas e depois para toda a comunidade escolar.

• Caso considere pertinente, proponha à turma a im-

Representação de alimentos.

b ) Observe atentamente cada uma das situações a seguir. Em duplas, conversem sobre cada uma delas e anotem no caderno por que essas atitudes podem evitar o desperdício de alimentos.

Colocar no prato somente o que vai comer.

Consumir os alimentos dentro do prazo de validade.

Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

3

Aproveitar todas as partes possíveis dos alimentos, como talos, cascas, folhas e sementes.

Doar, para pessoas que precisam, os alimentos em boas condições que você e sua família não vão consumir.

Buscando soluções

Menino conferindo prazo de validade do alimento.

Mulher preparando caixa de doações.

3. a) e b) Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor.

a ) Ainda em dupla, pensem em algo que se pode fazer, em casa ou na escola, para diminuir o desperdício de alimentos. Anotem as ideias no caderno e depois leiam para os colegas.

b ) Converse com seus familiares ou responsáveis sobre as ideias discutidas com a turma e combinem com eles como vocês podem evitar o desperdício de alimentos em casa. Liste as ideias no caderno.

plantação na escola de um projeto de conscientização sobre a importância de adotar atitudes que evitem o desperdício de alimentos. Como parte do projeto, oriente-os a criar cartazes ou panfletos com dicas e comportamentos que contribuam para o uso consciente dos alimentos. Para enriquecer a iniciativa, se possível, convide um representante do governo municipal ou de alguma entidade envolvida com políticas públicas sobre segurança alimentar e combate ao desperdício para conversar com a comunidade escolar e ampliar o debate. No tópico Projetos interdisciplinares, da parte geral deste manual, há mais informações sobre como desenvolver um projeto.

Menina se alimentando.
Menino descascando batata.

O ESPAÇO RURAL E O MODO DE VIDA

Em 2022, a cada grupo de 100 brasileiros, 13 viviam no campo. Alguns moram em pequenos povoados ou comunidades rurais, onde as moradias estão próximas umas das outras e existem pequenos comércios. Outros vivem em moradias afastadas de outras construções por causa das distâncias entre as propriedades rurais.

Paisagem do espaço rural do município de Valença, no Rio de Janeiro, em 2025.

A vida no campo é diferente da vida na cidade, por exemplo, nos aspectos relacionados às formas de trabalho e à relação com a natureza. As pessoas que vivem no campo, em geral, aproveitam a iluminação natural durante o dia para realizar muitas de suas atividades, como cuidar dos animais e de plantações.

As condições do tempo atmosférico também influenciam muito a vida e as atividades econômicas do campo. Os longos períodos de seca podem prejudicar o desenvolvimento das plantas, assim como os longos períodos de chuvas dificultam as colheitas feitas manualmente ou por máquinas.

Outra diferença entre a vida no campo e na cidade está nas atividades de lazer.

1. Observe a fotografia a seguir.

1. a) Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

Os passeios a cavalo ou charrete, pescarias em rios ou lagos e a prática de esportes de aventura estão entre as atividades de lazer no campo.

a ) Converse com seus colegas e o professor sobre como são diferentes as formas de lazer no campo e na cidade.

b ) Você mora no campo ou na cidade? O que você faz para se divertir no lugar onde mora?

de tirolesa em hotel-fazenda localizado no município de São Roque, em São Paulo, em 2024.

Incentive os estudantes a relatarem onde moram e o que fazem para se divertirem nesse lugar. As atividades de lazer podem ser semelhantes ou diferentes de acordo com o lugar. Promova o respeito e ressalte a importância de cada atividade citada. 1. b) Resposta pessoal.

tar os animais do campo, entre outras atividades. Nas cidades, embora também seja possível praticar atividades ao ar livre, as características do espaço urbano podem favorecer atividades de lazer em ambientes fechados, como frequentar um shopping center e jogar videogame. Inclua outras atividades de lazer no campo ou na cidade mencionadas pelos estudantes ou que sejam comuns no lugar onde vivem.

BNCC

02/10/2025 18:24:03

• A atividade  1, ao incentivar que os estudantes analisem as diferenças das atividades desempenhadas no campo e na cidade, possibilita desenvolver a habilidade EF04GE04 e a Competência geral 6 da BNCC.

• Questione os estudantes sobre como o modo de vida no campo difere do modo de vida na cidade e peça a eles que citem exemplos. Escreva suas impressões na lousa e, se algum deles residir no espaço rural, organize uma roda de conversa sobre o tema para que ele possa contar aos colegas experiências sobre o modo de vida no campo.

• Se a escola estiver localizada no espaço urbano e não tiver um estudante que resida no espaço rural do município, busque entre os funcionários da escola ou na comunidade alguma pessoa que viva ou já tenha vivido no campo e convide-a para uma visita à turma. Oriente os estudantes a formularem perguntas para descobrir aspectos do modo de vida no espaço rural.

• Para complementar a atividade 1, peça aos estudantes que façam uma ilustração sobre as práticas com que se divertem no lugar onde moram. Em seguida, incentive-os a apresentar seus desenhos aos colegas.

Resposta

1. a) Resposta: Embora também possam praticar como lazer atividades ligadas a ambientes internos e ao uso da tecnologia, pessoas que vivem no campo têm a possibilidade de desfrutar de formas de lazer que proporcionam maior contato com a natureza, como pescar ou nadar no rio, alimen-

Prática

• Explique aos estudantes que o reconhecimento dos territórios dos povos tradicionais e seus respectivos modos de vida é uma maneira de respeitar os direitos desses povos, garantir a perpetuação de suas culturas e também promover a conservação ambiental dessas áreas.

• Nessas áreas, os povos indígenas e quilombolas desenvolvem atividades como o manejo sustentável dos recursos das florestas, a pesca, a caça e, em alguns casos, o cultivo de pequenas roças.

• Comente com os estudantes que a preservação dos territórios e saberes tradicionais dessas comunidades não necessariamente está fechada à incorporação de inovações tecnológicas, econômicas e culturais. Destaque a diversidade, a pluralidade de modos de vida e as diferentes formas de organização social desses povos e comunidades, evitando generalizações que reforcem estereótipos ou visões preconceituosas.

• O Brasil é um dos países com maior população indígena em todo o mundo e também um dos países com maior quantidade de afrodescendentes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Leve os estudantes a se perguntarem sobre os motivos pelos quais a valorização de indígenas e comunidades quilombolas é importante.

• Comente com os estudantes que os povos tradicionais, atualmente, contam com lideranças políticas e institucionais, escritores e intelectuais, tradicionais e ambientais.

AS COMUNIDADES INDÍGENAS E QUILOMBOLAS NO BRASIL

2. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a identificarem o estado em que vivem no mapa.

No campo também há áreas onde vivem muitos povos indígenas e comunidades quilombolas. O modo de vida dessas pessoas está relacionado, principalmente, às atividades do campo. Essas comunidades se caracterizam pelo conhecimento aprofundado da natureza do lugar onde vivem, práticas sustentáveis de manejo dos recursos naturais e sistemas próprios de organização social. Esses povos e comunidades são diferentes entre si, cada um com suas tradições culturais, muitas vezes transmitidas oralmente de geração em geração. Muitos desses grupos vivem da agricultura e da venda de produtos artesanais. No entanto, é importante ressaltar que em muitas comunidades há professores, lideranças políticas, artistas, empreendedores, comunicadores, pesquisadores e prestadores de serviços que atuam em diferentes áreas, tanto no campo quanto nas cidades.

Terras indígenas

3. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a explorarem o mapa fazendo perguntas sobre quais estados abrigam as maiores áreas de terras indígenas, em quais estados existe a menor quantidade desses territórios etc.

Os povos indígenas no Brasil vivem, geralmente, em terras reconhecidas pelo governo brasileiro. Essas áreas são de uso exclusivo desses povos. Nesse território, os indígenas praticam pequenos cultivos e exploram os recursos das florestas, sem causar prejuízos à natureza. Observe o mapa com a distribuição das terras indígenas no Brasil, em 2020.

Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 112.

Brasil: terras indígenas (2020)

0 430 km

Terras indígenas

2. De acordo com o mapa, há terras indígenas no estado onde você vive?

3. Observando a distribuição das terras indígenas no território brasileiro, o que mais lhe chamou a atenção nesse mapa? Conte aos colegas.

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

DEMARCAÇÃO. Fundação Nacional dos Povos Indígenas, 20 ago. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/funai/pt-br/atuacao/terras -indigenas/demarcacao-de-terras-indigenas. Acesso em: 25 jun. 2025. Para complementar seu conhecimento, sugerimos a leitura disponível nesse link, sobre a demarcação das terras indígenas e a distribuição pelo território brasileiro.

POVOS indígenas no Brasil Mirim (PIB Mirim). Disponível em: https://mirim.org/pt-br. Acesso em: 28 ago. 2025.

O site reúne informações e análises de todos os povos indígenas que habitam o território nacional, além de textos, tabelas, gráficos, mapas, listas, fotografias e notícias sobre a realidade desses povos e seus territórios.

BNCC

• O estudo das páginas 88 e 89 favorece o desenvolvimento da habilidade EF04GE06 da BNCC ao levar os estudantes a identificarem terras indígenas e comunidades quilombolas no Brasil, reconhecendo a legitimidade da demarcação de seus territórios.

Trópico de Capricórnio
OCEANO ATLÂNTICO
OCEANO PACÍFICO

Comunidades quilombolas

As comunidades quilombolas são formadas por afrodescendentes que habitam áreas remanescentes de antigos quilombos. Os quilombos são povoados que se estabeleceram em áreas do espaço rural de difícil acesso para receber africanos escravizados que fugiam dos maus-tratos e da escravidão nas fazendas.

Essas comunidades preservam as tradições culturais herdadas de seus antepassados africanos e, frequentemente, praticam a agricultura, a pecuária e o extrativismo para sua sobrevivência. Em geral, o trabalho nessas comunidades é feito de forma comunitária.

Afrodescendentes: pessoas que têm origem em povos do continente africano e que, ao longo da história, contribuíram para a formação da sociedade brasileira.

4. Observe o mapa com a distribuição das comunidades quilombolas reconhecidas no Brasil em 2024 e responda à questão a seguir.

Fonte de pesquisa: BRASIL. Fundação Cultural Palmares. Quadro geral de comunidades remanescentes de quilombos (CRQs)

Disponível em: https://www.gov.br/palmares/ pt-br/midias/arquivos-menu-departamentos/dpa/ comunidades-certificadas/quadro-geral-por-uf-e -regioes-03-06-2024.xlsx/view. Acesso em: 7 maio 2025.

Brasil: comunidades quilombolas reconhecidas (2024)

0 545 km

a ) No estado onde você mora existem comunidades quilombolas reconhecidas?

4. a) Resposta pessoal. Auxilie os estudantes na identificação

do estado onde moram e na análise da quantidade de comunidades quilombolas.

Os territórios indígenas e quilombolas são fundamentais para a preservação de suas culturas, línguas, tradições e modos de vida, além de contribuírem para a proteção da natureza. Nessas áreas, esses povos desenvolvem atividades como o extrativismo vegetal nas florestas, a pesca, a caça e o cultivo de pequenas roças, sempre baseadas em saberes tradicionais que buscam o equilíbrio com o meio ambiente.

O reconhecimento e a demarcação das terras indígenas e de comunidades quilombolas são ações que contribuem para que esses povos possam manter seu modo de vida e sua cultura.

5. Observando a distribuição das comunidades quilombolas no território brasileiro, o que mais lhe chamou a atenção nesse mapa? Conte aos colegas.

5. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a explorarem o mapa fazendo perguntas sobre quais estados abrigam as maiores comunidades quilombolas, em quais estados existe a menor quantidade desses territórios etc.

O estudo sobre o modo de vida dos povos indígenas e comunidades quilombolas no campo possibilita o desenvolvimento das Competências gerais 1 e 7 da BNCC, pois valoriza as práticas sustentáveis.

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• Aproveite os mapas disponíveis para verificar a presença de povos indígenas e quilombolas no estado onde moram. Se houver alguma aldeia indígena ou comunidade quilombola, considere a possibilidade de convidar um membro dessas comunidades para conversar com os estudantes e contar um pouco sobre sua história e seu modo de vida.

• Oriente os estudantes a pedirem auxílio dos familiares ou responsáveis para a realização da atividade  4. Indique a pesquisa em sites confiáveis e solicite que descubram e anotem as informações a seguir.

a) Nome da comunidade ou do povoado.

b) Onde ela está localizada (município, estado).

c) Principais características dessa comunidade (modo de vida, alimentação, moradia etc.).

• No retorno de suas pesquisas, promova uma roda de conversa para a apresentação oral das descobertas.

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

QUILOMBOLAS no Brasil. CPI-SP. Disponível em: https://cpisp.org.br/ direitosquilombolas/ observatorio-terras -quilombolas/quilombolas -brasil/. Acesso em: 25 jun. 2025.

Nesse site, você encontrará informações complementares sobre a comunidade quilombola atualmente.

BNCC

• Promova a leitura compartilhada dos textos das páginas 90 e 91, oriente a observação dos exemplos e descreva as imagens para auxiliar estudantes com deficiências sensoriais na percepção dos problemas ambientais retratados.

ATIVIDADE EXTRA

• Peça aos estudantes que identifiquem, junto dos familiares ou responsáveis, locais com problemas ambientais. Eles podem até mesmo visitar esses espaços e fazer fotografias para apresentar aos colegas. Ao término da atividade, oriente-os a conversar sobre o que poderia ser feito para evitar ou minimizar esses problemas ambientais.

• Sobre o significado e a importância das matas ciliares e reservas legais, sugerimos a leitura do texto a seguir.

MATAS

CILIARES E AS RESERVAS LEGAIS

São florestas, ou outros tipos de cobertura vegetal nativa, que ficam às margens de rios, igarapés, lagos, olhos-d’água e represas. O nome “mata ciliar” vem do fato de serem tão importantes para a proteção de rios e lagos como são os cílios para nossos olhos.

Já as reservas legais são as áreas de propriedade rural particular onde não é permitido o desmatamento, pois visam manter condições de vida para diferentes espécies de plantas e animais nativos da região, auxiliando a manutenção do equilíbrio ecológico. Contudo, as florestas situadas nas reservas legais podem ser manejadas e exploradas com fins econômicos. […]

As reservas legais e especialmente as matas ciliares cumprem a importante função de corredores para a fauna, pois permitem que animais silvestres possam deslocar-se de uma região para

PROBLEMAS AMBIENTAIS NO ESPAÇO RURAL

O modo como algumas atividades econômicas são praticadas no campo e a expansão das áreas ocupadas por elas podem causar diversos impactos ambientais. Você sabe que impactos são esses? Observe alguns exemplos.

Em diversas áreas, a retirada da vegetação natural para a formação de lavouras e pastagens ocorre de maneira descontrolada, não preservando, por exemplo, a mata ciliar que protege os rios, provocando a erosão do solo. Já as queimadas, embora proibidas, ainda são muito praticadas no Brasil e destroem várias plantas e animais.

Mata ciliar: vegetação que se desenvolve nas margens de rios, lagos e nascentes.

Área de desmatamento ilegal na Floresta Amazônica no município de Caracaraí, em Roraima, em 2024.

outra, tanto em busca de alimentos como para fins de acasalamento. […]

Além disso, as matas ciliares e outras áreas de preservação permanente permitem ao proprietário diminuir os problemas de erosão do solo e manter a qualidade das águas dos rios e lagos da propriedade. […] O equilíbrio ecológico só é possível, de fato, com o manejo adequado das florestas e matas e preservação do meio ambiente.

O QUE são as matas ciliares? WWF-Brasil. Disponível em: https://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ ambientais/matas_ciliares/. Acesso em: 25 jun. 2025.

O uso de agrotóxicos pode contaminar o solo e as fontes de água, como os rios e lagos. Os rios também podem ser prejudicados quando há erosão do solo, que, sem cobertura vegetal, tem sua parte superficial carregada pelas águas das chuvas, acumulando sedimentos nos cursos de água.

Paisagem do Rio Jequitinhonha em um trecho com acúmulo de sedimentos, no município de Itapebi, na Bahia, em 2021.

A prática do garimpo pode poluir tanto a água dos rios quanto o solo. Isso acontece, principalmente, pelo uso e descarte incorreto do mercúrio, substância bastante utilizada para separar o ouro de outros materiais. A contaminação das águas dos rios pode colocar em risco a saúde de pessoas e animais.

OS DESAFIOS NO CAMPO

Além dos problemas citados nas páginas anteriores, a população do campo convive com outros desafios que, muitas vezes, acarretam dificuldades em seu dia a dia. Vamos estudar os exemplos a seguir.

Dados do IBGE, de 2023, indicam que cerca de 68% das residências rurais utilizam água captada de nascentes de rios ou de reservas subterrâneas por meio da abertura de poços convencionais ou artesianos.

Poço convencional em propriedade rural do município de Formigueiro, no Rio Grande do Sul, em 2024.

• Organize uma roda de conversa com os estudantes e explore as consequências da falta de eletricidade e saneamento básico em uma moradia no cotidiano, aproveitando para resgatar conhecimentos prévios sobre esses serviços e reconhecer sua importância para atividades, como alimentação e preparo de alimentos, higiene, estudo, lazer, entre outros exemplos.

• Informe aos estudantes que os dados apresentados na seção foram coletados por pesquisas realizadas pelo IBGE, refletindo, portanto, parte da realidade enfrentada pela população do campo. Disponível em: https://biblioteca.ibge. gov.br/visualizacao/livros/ liv102158_informativo.pdf. Acesso em: 16 maio 2025.

ATIVIDADE EXTRA

• Solicite aos estudantes que façam uma pesquisa em jornais, revistas ou na internet, acompanhados dos familiares ou responsáveis, sobre a falta de saneamento básico que parte da população do espaço rural enfrenta. Ao retornarem para a sala de aula com os resultados de suas pesquisas, oriente-os a refletir sobre possíveis soluções para esses problemas e anote as principais ideias na lousa para a produção de um pequeno texto coletivo sobre o assunto.

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Balsa de garimpo de ouro no Rio Madeira, no município de Manicoré, no Amazonas, em 2023.

• Ressalte que a solução mais simples encontrada pela população do campo sem acesso a serviços de coleta de esgoto é a fossa séptica, mas, para garantir que a poluição das águas seja evitada, é necessário o devido cuidado dos proprietários, principalmente em relação ao local de construção, longe das fontes de água, a fim de evitar contaminações.

• Comente que a reciclagem dos dejetos é viabilizada pela instalação de outro tipo de estrutura, o biodigestor. Nesse caso, os dejetos são tratados de forma a produzir efluentes que possam ser usados como fertilizantes orgânicos na agricultura e também possam produzir gás metano que serve de combustível para geradores de energia elétrica, por exemplo.

• Informe aos estudantes que estradas rurais, além do escoamento da produção, em muitos casos, proporcionam à população residente no campo o acesso a serviços básicos, como saúde e educação. Explique que esse acesso é facilitado quando as estradas rurais são pavimentadas e passam por manutenções periódicas.

• Oriente os estudantes a solicitarem ajuda dos familiares ou responsáveis e, ainda, de pessoas da comunidade que residam ou já residiram no espaço rural para realizarem a pesquisa solicitada na atividade 1. Promova uma roda de conversa para exposição dos resultados das pesquisas dos estudantes e, em caso de dificuldades, relate desafios semelhantes enfrentados pela população do campo de algum município vizinho ou do estado. Para tanto, pesquise na internet imagens que exemplifiquem os problemas e desafios e exponha na sala de aula por meio de um projetor.

Fossa ao lado de uma construção em propriedade rural do município de Apucarana, no Paraná, em 2021.

Ainda de acordo com dados do IBGE, em 2023 cerca de 90% das residências rurais não têm acesso a serviço de coleta de esgoto, que é despejado em fossas, lançado em rios e córregos ou até mesmo diretamente no solo, causando poluição.

Fossas: cavidades largas e profundas abertas no solo para despejar o esgoto doméstico.

BNCC

As estradas rurais cumprem um papel importante no deslocamento das pessoas que vivem no campo e também no escoamento da produção rural. Grande parte da produção agrícola em nosso país é transportada por estradas rurais. Grande parte das estradas rurais no Brasil carecem de pavimentação ou manutenção eficiente para garantir a locomoção de pessoas e produtos no campo. Por isso, a pavimentação e a manutenção das estradas rurais continuam sendo um desafio para os estados e municípios do país.

Estrada rural sem pavimentação onde a locomoção é comprometida em época de chuvas intensas em Brazlândia, no Distrito Federal, em 2020.

1. No município onde você mora, é possível verificar algum desses problemas e desafios no espaço rural? Quais? Converse com os colegas se algo tem sido feito para evitar ou diminuir esses problemas.

1. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a descreverem algum problema ambiental que tenham observado no espaço rural do município onde os mostrados em relação ao acesso a serviços para as populações do campo, entre outros que envolvam a realidade local. Se necessário, oriente-os a solicitarem ajuda dos familiares ou responsáveis.

moram. Eles também podem citar alguns desafios, como

• A atividade  1 favorece o desenvolvimento da Competência específica de Geografia 6, da Competência geral 9 e da habilidade EF04GE11 da BNCC, pois os estudantes são levados a identificar problemas ambientais no espaço rural e no ambiente em que vivem e debater ideias de modo a reconhecer ações que podem minimizar esses problemas.

para elevar a produção e a

1. a) Resposta: A fotografia A retrata uma grande propriedade. A utilização de máquinas modernas voltada à produção de alimentos para a família e para ser vendida em feiras e mercados.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

prática da monocultura são características desse tipo de propriedade. A fotografia B retrata uma pequena propriedade. Suas características são a pequena lavoura de hortaliças, que pode ser

1. Observe as propriedades rurais retratadas nas fotografias a seguir. Depois, responda às questões no caderno.

a ) Qual é a fotografia que retrata características de uma grande propriedade rural? E qual retrata características de uma pequena propriedade? Cite alguns elementos dessas áreas que podem justificar sua resposta.

b ) Qual é a fotografia que retrata uma propriedade rural tradicional? E qual retrata uma propriedade rural moderna? Justifique sua resposta.

1. b) Resposta: A fotografia B retrata uma propriedade rural tradicional, pois mostra o uso de técnicas e instrumentos simples de cultivo. A fotografia A retrata uma propriedade rural moderna, pois utiliza maquinários e técnicas mais avançadas de cultivo.

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1. Objetivo

• Reconhecer elementos que caracterizam o espaço rural.

Sugestão de intervenção

• Caso não alcancem o objetivo, oriente os estudantes a descreverem paisagens rurais que já conheçam por meio de um pequeno texto ou desenho. Peça a eles que apresentem aos colegas e conversem sobre as diferenças e semelhanças entre as paisagens das propriedades descritas. Incentive-os a conversar entre si sobre os aspectos que caracterizam as grandes e pequenas propriedades e sobre os equipamentos utilizados. Incentive a participação de todos e sane as dúvidas que surgirem ao longo da discussão.

Colheita de milho no município de Chapadão do Céu, em Goiás, em 2024.
Pessoa trabalhando em plantação de hortaliças no município de São Paulo, em 2023.

2. Objetivo

• Identificar algumas atividades econômicas presentes no espaço rural, bem como as suas principais características.

Sugestão de intervenção

• Caso os estudantes sintam dificuldades ou não alcancem os objetivos, auxilie-os a decifrar os nomes das atividades econômicas, anotando-os na lousa. Organize-os em duplas ou trios e entregue a eles imagens previamente selecionadas das atividades econômicas citadas. Conduza-os até a sala de informática, caso haja esse espaço na escola, e peça a eles que pesquisem, em sites confiáveis, características dessas atividades. Ao retornar para a sala de aula, oriente a confecção de cartazes com as imagens e as informações coletadas. Incentive-os a apresentar seus trabalhos para os colegas em uma dinâmica denominada Sala de Aula Invertida, na qual os estudantes apresentam o conhecimento adquirido para seus pares. Ao término das apresentações, exponha os cartazes em local apropriado e retome a realização da atividade.

3. Objetivo

• Reconhecer a influência do tempo atmosférico na agricultura.

Sugestão de intervenção

2. Decifre os códigos, junte as sílabas e escreva no caderno os nomes das principais atividades econômicas do espaço rural.

2. Respostas: a) extrativismo; b) pecuária; c) agricultura.

a ) b )

2. d) Os estudantes podem escolher extrativismo, pecuária ou agricultura. O extrativismo é responsável pela coleta e extração de recursos da natureza e pode ser classificado em vegetal, mineral e animal. Seus produtos podem ser usados como alimentos ou como matérias-primas nas indústrias. A pecuária é responsável pela criação de diferentes tipos de animais. Por meio dela, as pessoas obtêm alimentos e matérias-primas para as indústrias. A agricultura é a atividade que produz diferentes tipos de vegetais. Por meio dela também se obtêm alimentos e matérias-primas para as indústrias.

c )

TIPETRATE

3. a) Resposta: O principal assunto tratado na manchete é a influência do tempo atmosférico (retorno das chuvas) na produção agrícola (de soja).

d ) Escolha uma das atividades econômicas que você identificou e escreva suas principais características no caderno.

3. Leia a manchete e responda às questões a seguir no caderno.

3. b) Resposta: Espera-se que os estudantes percebam que o retorno das chuvas indica que elas haviam cessado e que, ao caírem novamente nas

Retorno das chuvas beneficia lavouras de soja no RS

SCHNEIDER, Taline. Retorno das chuvas beneficia lavouras de soja no RS. Secretaria da agricultura, pecuária produção sustentável e irrigação, 3 abr. 2025. Disponível em: https://www.agricultura.rs.gov.br/ retorno-das-chuvas-beneficia-lavouras-de-soja-no-rs. Acesso em: 27 maio 2025.

plantações de soja, vão beneficiar o desenvolvimento das plantas.

a ) Qual é o principal assunto tratado na manchete?

b ) De acordo com a manchete, de que maneira a condição do tempo atmosférico influenciou a atividade econômica realizada no campo?

4. As atividades econômicas do campo são extremamente importantes para a produção de alimentos e matérias-primas para as indústrias. No entanto, se forem praticadas de maneira inadequada, podem causar impactos ambientais negativos. Descreva dois deles em seu caderno.

4. Objetivo

4. Os estudantes podem citar o desmatamento para abertura de novas áreas de plantio ou criação de animais e a contaminação do solo e da água por meio do uso inadequado de agrotóxicos.

as dúvidas que surgirem, realizando as intervenções necessárias para que consigam descrever aspectos relacionados aos impactos escolhidos.

• Identificar problemas ambientais provocados pela prática inadequada das atividades econômicas do espaço rural.

Sugestão de intervenção

• Escreva na lousa exemplos de impactos estudados e incentive os estudantes a identificarem coletivamente suas causas e consequências em uma roda de conversa. Peça a eles que anotem no caderno suas conclusões e tire-lhes

• Realize a leitura coletiva da manchete e promova uma conversa sobre seu conteúdo para responder às questões a e b. Busque antecipadamente, na internet, manchetes e reportagens que exemplifiquem como as condições do tempo – períodos de estiagem, chuvas e variações na temperatura – afetam a agricultura, do plantio até a colheita. Incentive-os na formação de duplas para a leitura do material e instigue-os a expor suas ideias acerca de como as condições do tempo atmosférico influenciaram a prática da agricultura no material fornecido. Acolha os comentários e anote-os na lousa para auxiliar na elaboração de suas respostas.

5. Observe a fotografias e responda às questões no caderno.

A.

5. c) Possível resposta: Esses povos e comunidades apresentam tradições culturais variadas, transmitidas por seus antepassados. Em geral, mantêm práticas tradicionais como a agricultura em pequenas roças, a pesca, a caça, a coleta de castanhas e a produção de artesanatos, embora também tenham participado de outras atividades importantes.

B.

Quilombolas trabalhando em horta orgânica comunitária do quilombo Dona Bilina, no município do Rio de Janeiro, em 2023.

5. a) Resposta: A fotografia A retrata o povo quilombola da comunidade Dona Bilina; a fotografia B retrata o povo indígena da etnia Baniwa.

Indígenas da etnia Baniwa confeccionando cestos no município de Rio Preto da Eva, no Amazonas, em 2024.

a ) Quais povos estão sendo retratados nas fotografias A e B?

b ) Quais atividades estão sendo praticadas por essas pessoas nas fotografias?

5. b) Resposta: A agricultura e o artesanato.

c ) Esses povos retratados vivem, geralmente, no espaço rural. Descreva um pouco do modo de vida desses grupos, estudados nesta unidade.

6. Em duplas, pesquisem em jornais, revistas e na internet, com auxílio de um familiar ou responsável, uma reportagem sobre atividades que causaram algum tipo de problema ambiental no espaço rural. Se possível, busquem notícias referentes ao seu município ou estado. Depois, anotem no caderno as informações obtidas na reportagem, conforme as indicações a seguir.

a ) Manchete da reportagem.

b ) Atividade causadora do problema ambiental.

c ) Tipo de problema ambiental causado.

d ) Local onde ocorreu.

e ) Solução sugerida para resolver o impacto ambiental.

f ) Fonte da pesquisa.

6. Resposta pessoal. Oriente os estudantes a pesquisarem informações em sites confiáveis, como jornais conhecidos, órgãos do governo etc.

bre impactos ambientais no espaço rural, localizando e registrando as informações solicitadas.

Sugestão de intervenção

• Selecione previamente um exemplo de notícia ou reportagem sobre alguns dos impactos estudados nesta unidade; imprima e tire fotocópias para todos os estudantes. Conduza-os à sala de informática, caso haja esse espaço na escola, e oriente a realização de uma pesquisa na internet. Caso seja necessário, ajude-os a encontrar notícias e reportagens semelhantes por meio de ferramentas de busca. Incentive-os, então, a desenvolver a atividade de forma semelhante ao que foi feito coletivamente. Essa proposta de ati-

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vidade estimula o uso de tecnologias digitais de forma crítica para o reconhecimento de problemas ambientais, além do uso de procedimentos científicos como a investigação e a reflexão para selecionar argumentos em prol da conservação ambiental e propor soluções para esse problema. Essa proposta mobiliza aspectos das Competências gerais 1, 2, 4, 5 e 7 da BNCC.

5. Objetivo

• Identificar comunidades indígenas e quilombolas por meio da observação de elementos retratados nas fotografias e descrever aspectos do modo de vida desses grupos.

Sugestão de intervenção

• Caso não alcancem os objetivos, oriente os estudantes a retomarem o conteúdo tratado nas páginas 88 e 89 Conduza a leitura compartilhada dos textos e a observação atenta dos elementos retratados que evidenciam as comunidades mostradas, bem como alguns aspectos dos seus modos de vida. Descreva detalhadamente as fotografias para auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão. Oriente-os a realizar a atividade em duplas, trocando ideias com o colega sempre que surgir alguma dúvida. Conduza-os à sala de informática, caso haja esse espaço na escola, e solicite uma pesquisa sobre o modo de vida das comunidades quilombolas e indígenas. Mantenha a divisão dos estudantes em duplas e peça a eles que registrem as descobertas no caderno para apresentar aos demais colegas em sala de aula.

• A proposta dessa atividade retoma e reforça o trabalho com a habilidade EF04GE06 da BNCC.

6. Objetivo

• Pesquisar e interpretar notícias e reportagens so-

OBJETIVOS DA UNIDADE

• Analisar e identificar semelhanças e diferenças entre as paisagens urbanas.

• Compreender que a indústria, o comércio e a prestação de serviços são importantes atividades econômicas do espaço urbano.

• Conhecer algumas características do modo de vida no espaço urbano.

• Analisar e refletir sobre alguns problemas urbanos.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

Inicie a abordagem levando para a sala de aula alguns recortes de revistas com imagens que retratem aspectos marcantes do espaço urbano, como ruas ou avenidas movimentadas, construções, indústrias e ruas com grande concentração de estabelecimentos comerciais. Outra possibilidade é levar imagens de espaços urbanos em visão vertical, obtidas em sites de imagens de satélite e orientar os estudantes a identificarem elementos característicos desse espaço, como a concentração de construções, estabelecimentos industriais e comerciais, pontes, ruas, avenidas etc. Ajude-os, caso seja necessário, a reconhecer alguns desses elementos.

5 O ESPAÇO URBANO

As diferentes maneiras pelas quais as cidades foram formadas e cresceram ao longo do tempo deram características próprias ao espaço urbano de cada município. As atividades econômicas, como o comércio, a prestação de serviços e as indústrias, estão relacionadas ao modo de vida das pessoas nas cidades, e isso também se reflete em suas paisagens.

Paisagem de parte da cidade

• Incentive os estudantes a observarem as paisagens retratadas nas fotografias da página de abertura e a relatarem as impressões que tiveram sobre suas características. Oriente-os a comentar os elementos que mais chamam a atenção nas imagens. Vale ressaltar que, ao observarmos uma fotografia, devemos estar atentos aos elementos em diferentes planos, que despontam após uma análise cuidadosa. Isso porque as fotografias captam momentos específicos, privilegiando alguns elementos da paisagem em detrimento de outros por meio do enquadramento, do foco e da luminosidade.

• Relembre os estudantes de que uma paisagem representa aquilo que podemos perceber à nossa volta, inclusive por meio de outros sentidos além da visão, como a audição, o olfato e o tato. Peça-lhes que se imaginem no lugar do fotógrafo que captou essa imagem e pergunte que sons estariam ouvindo ou que outras sensações estariam sentindo nesse local e momento.

• Investigue os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o espaço urbano. Pergunte se as paisagens urbanas do município onde vivem

apresentam características em comum com as das paisagens representadas nas fotografias. Pergunte também se conhecem outras cidades, além de seu município.

de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, em 2023.

Quais são os principais elementos retratados nas fotografias? Quais características da cidade eles evidenciam?

Além dos elementos retratados nessas fotografias, quais outros elementos característicos do espaço urbano você conhece?

No município onde você mora, há elementos semelhantes aos retratados nas fotografias? Quais?

1 a 3. Respostas e mais informações sobre a condução das páginas de abertura nas orientações ao professor 97

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Respostas

1. Resposta: Nas fotografias, é possível ver prédios, várias casas, ruas pavimentadas e movimento de veículos pelas ruas, entre outros elementos característicos do espaço urbano.

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem elementos que caracterizem o espaço urbano, como o intenso fluxo de pessoas e veículos circulando pelas ruas, estabelecimentos comerciais, industriais, de prestação de serviços, entre outros.

3. Resposta: O objetivo dessa atividade é explorar a realidade próxima dos estudantes, integrando o conteúdo abordado no capítulo ao seu cotidiano. Incentive-os a refletir sobre os elementos das paisagens urbanas das fotografias e a compará-los com aqueles que observam no espaço urbano do município onde vivem.

BNCC

• O estudo desta unidade desenvolve as habilidades EF04GE04 , EF04GE07 e EF04GE11 da BNCC ao promover uma análise das paisagens urbanas, das atividades econômicas desenvolvidas no espaço urbano, das características do trabalho nesses setores, das relações entre cidade e campo, além dos problemas ambientais que são comuns nas cidades brasileiras. Ao longo desse percurso, as atividades propostas favorecem o desenvolvimento das Competências gerais 1, 2, 4, 5, 6, 7, 9 e 10 da BNCC.

PEDRO
Paisagem de parte da cidade de Colina, em São Paulo, em 2023.

• Na atividade 1, se a turma apresentar dificuldade para identificar diferenças e semelhanças entre as paisagens, promova uma roda de conversa para cada estudante ter a oportunidade de descrever um elemento em voz alta. Essa prática também vai auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão na construção mental das imagens.

• Essa proposta de atividade favorece a análise crítica, a reflexão e o uso de conhecimentos historicamente construídos para explicar a realidade, contribuindo para a mobilização das Competências gerais 1 e 2 da BNCC. Verifique se eles percebem que entre as duas cidades fotografadas existe uma diferença significativa na quantidade de habitantes, sendo uma cidade considerada grande, e a outra, pequena. Essa diferença é refletida na paisagem de diferentes formas, como na densidade e nos tipos de construções e de vias públicas, além da intensidade de fluxo de pessoas e veículos. Se achar necessário, retome a observação dessas paisagens após o estudo dessa página.

• Incentive os estudantes a refletirem também sobre cidades próximo de onde moram que apresentam paisagens semelhantes às paisagens das fotografias. Aproveite para resgatar experiências e conhecimentos prévios deles sobre cidades grandes e pequenas.

15 O ESPAÇO URBANO E SUAS PAISAGENS

1. b) Resposta: Os estudantes podem citar elementos que evidenciam que se trata de cidades de tamanhos diferentes; uma pequena e outra maior, em razão das diferenças na concentração de construções, no fluxo de pessoas, na presença ou ausência de edifícios etc.

Em geral, nas paisagens de uma cidade predominam elementos culturais, ou seja, diferentes construções, como casas ou edifícios, estabelecimentos comerciais, ruas e avenidas asfaltadas. No entanto, embora esses elementos sejam semelhantes, as paisagens urbanas podem ser muito diferentes umas das outras. Observe alguns exemplos nas fotografias a seguir.

Paisagem da cidade de Salvador, na Bahia, em 2021.

Paisagem da cidade de Bom Sucesso, no Paraná, em 2023. 1. a) Resposta: Os estudantes podem citar elementos do mesmo tipo, como ruas e avenidas, moradias e construções de estabelecimentos comerciais térreas.

1. Responda às questões a seguir, observando as paisagens urbanas retratadas nas fotografias desta página.

a ) Quais são as principais semelhanças entre essas paisagens?

b ) Quais são as principais diferenças entre essas paisagens?

c ) Qual é a paisagem que se parece mais com o espaço urbano do município onde você mora?

1. c) Resposta pessoal. Promova um momento

de comparação entre os elementos retratados nas paisagens das fotografias e os presentes no município onde os estudantes moram.

A.
B.

As diferenças entre as paisagens urbanas estão relacionadas a diversos aspectos. Vamos estudar alguns deles.

A.

Quantidade de construções, pessoas e veículos: em algumas paisagens urbanas, verificamos maior quantidade de construções e fluxos intensos de pessoas e veículos. Em outras, predominam construções térreas, ruas e avenidas de pequeno porte, com pessoas e veículos transitando em menor fluxo.

Paisagem da cidade de São Paulo, em 2023.

B.

Paisagem da cidade de Carlinda, em Mato Grosso, em 2021.

Aspectos naturais e culturais: a presença de lagos, rios ou parques e bosques que abrigam áreas verdes que predominam em certas paisagens de algumas cidades, destacando a presença da natureza. Também há paisagens urbanas que revelam a expressão cultural da população, como o tipo de arquitetura das moradias, as praças, os museus e os monumentos.

Paisagem do Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, em 2023.

Monumento conhecido como Arrastão na praça dos pescadores, na Praia de São Marcos, na cidade de São Luís, no Maranhão, em 2024.

• Para ampliar o seu conhecimento sobre o conceito de paisagem urbana, sugerimos a leitura do texto a seguir.

[…] A ideia de paisagem na perspectiva geográfica liga-se ao plano do imediato, aquele da produção do espaço analisado como produto das transformações que a sociedade humana realiza a partir da natureza em um determinado momento do desenvolvimento das forças produtivas sob múltiplas formas de uso, seja através da construção da moradia, do lazer, das atividades de trabalho. Isto porque a natureza transformada pela ação humana, ao longo de uma série de gerações, surge enquanto modos de apropriação visíveis na paisagem, reproduzindo a história e a concepção do homem sobre o morar, trabalhar, viver. A paisagem, por sua vez, contém mistérios, beleza, sinais, símbolos, alegorias, tudo carregado de significados; memória.

[…]

A paisagem revela uma história, o passado inscrito nas formas geradas por tempos diferenciais acumulados, mas sempre atuais, sincrônicos e diacrônicos, que produzem uma impressão apreendida pelos sentidos.

[…]

Por outro lado, a paisagem urbana também revela um movimento não acabado, mas em construção ininterrupta. Esse movimento é, todavia, mais rápido e perceptível na metrópole.

02/10/2025 18:36:25

CARLOS, Ana Fani Alessandri. O espaço urbano: novos escritos sobre a cidade. São Paulo: FFLCH, 2007.

• Ao realizar a atividade 2, comente que as diferenças apresentadas são entre paisagens urbanas, e não necessariamente entre cidades. Isso porque as cidades pequenas podem ter algumas ruas movimentadas, e as cidades grandes também têm ruas tranquilas. Em seguida, explique aos estudantes que a comparação entre as paisagens das fotografias, das páginas 99 e 100, e as paisagens do lugar onde vivem deve levar em conta as características predominantes da cidade de seu município.

• Na atividade 3 , oriente os estudantes a formarem duplas com colegas que residem no mesmo bairro e percorram caminhos semelhantes. Peça a eles que se imaginem percorrendo esses caminhos e reconstruam mentalmente as paisagens observadas, incentivando a memória espacial e a atenção nos detalhes. Oriente-os a relembrar e descrever os elementos que compõem essas paisagens, considerando aspectos naturais e culturais. Caso haja estudantes com deficiências sensoriais na turma, pode ser um momento interessante para que eles compartilhem suas percepções sobre caminhos pelos quais percorrem, já que eles, possivelmente, atentam a detalhes que podem passar despercebidos a outros estudantes.

• Essa atividade contribui para desenvolver a propriocepção, a consciência corporal no espaço e a capacidade de observar o lugar em que vivem. Além disso, leva os estudantes a se conscientizarem sobre o espaço vivido e percebido, envolvendo habilidades que ampliam e aperfeiçoam seu raciocínio geográfico. As atividades 2 e 3 levam os estudantes a reconhecer aspectos culturais e sociais de seu município, comparando-o às paisagens das fotografias e registrando tais aspectos

Aspectos sociais: em bairros mais estruturados, com asfaltamento, iluminação e moradias melhores, os terrenos e aluguéis costumam ser mais caros. Já em bairros com estrutura precária, como ruas sem asfalto e pouca iluminação, terrenos e aluguéis são mais baratos e se tornam a alternativa possível para pessoas que não têm condições financeiras de se manterem em bairros estruturados. Dessa maneira, a desigualdade se reflete nas paisagens das cidades.

Paisagem de um bairro da cidade de Feira de Santana, na Bahia, em 2025.

2. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a se lembrarem de elementos do espaço

urbano onde moram e a compararem com as características citadas nas páginas 99 e 100.

Paisagem de um bairro da cidade de Uberlândia, em Minas Gerais, em 2025.

2. Identifique as semelhanças do espaço urbano do município onde você mora em relação aos aspectos estudados nas páginas 99 e 100. Converse com os colegas e anotem suas conclusões no caderno.

3. Forme dupla com um colega e pensem em um dos aspectos do espaço urbano que acabamos de estudar do município onde vivem. Façam uma representação por meio de um desenho e escrevam uma legenda identificando qual é o aspecto que vocês representaram.

3. Resposta pessoal.

Incentive os estudantes a se lembrarem de aspectos do espaço urbano do município onde moram que estejam relacionados ao conteúdo das páginas 99 e 100.

de um desenho. Essa proposta favorece a análise crítica, a reflexão e o uso de conhecimentos historicamente construídos para explicar a realidade, além de permitir a transmissão de informações por meio de linguagem visual, a valorização de elementos culturais e o reconhecimento de desigualdades sociais. Dessa forma, são desenvolvidas as Competências gerais 1, 2, 3, 4 e 9 da BNCC.

AVALIANDO

Objetivo

• Com a atividade 2 é possível avaliar se os estudantes percebem que os espaços urbanos apresentam características semelhantes e diferentes entre si.

Sugestão de intervenção

• Selecione com antecedência imagens da cidade de seu município para apresentar aos estudantes. Organize-os em três grupos e oriente-os a identificar ao menos duas semelhanças ou diferenças entre as paisagens das fotografias das páginas 99 e 100 e as paisagens selecionadas da cidade do município. Em seguida, incentive cada um dos grupos a expor suas conclusões à turma, justificando suas opiniões com argumentos. Incentive a participação de todos e conduza uma discussão sobre a análise das paisagens, tirando as dúvidas que surgirem no processo.

OS CONTRASTES NAS PAISAGENS URBANAS

O espaço urbano pode apresentar diversos contrastes. Alguns refletem as marcas do passado, a trajetória de vida das pessoas e como elas transformaram as cidades ao longo do tempo. Muitos contrastes, no entanto, estão relacionados a aspectos sociais e ambientais. Observe a seguir alguns exemplos.

Nessa paisagem, podemos notar construções antigas, como o Teatro da Paz, fundado em 1878, contrastando com outras mais modernas no seu entorno.

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: ÁREAS REVITALIZADAS

Paisagem do Teatro da Paz, na cidade de Belém, no Pará, em 2024.

No espaço urbano, também podemos perceber contrastes que evidenciam as desigualdades sociais em uma mesma cidade, como no exemplo a seguir.

Nessa paisagem, podemos observar uma área urbana com moradias precárias e sem infraestrutura próximo de outras moradias luxuosas e com infraestrutura adequada.

Paisagem da cidade do Rio de Janeiro, em 2025.

4. No espaço urbano do município onde você mora, é possível observar contrastes como os retratados nas fotografias? Onde? Conte aos colegas.

4. Respostas pessoais. Caso os estudantes tenham dificuldades em identificar algum contraste nas paisagens urbanas do município onde moram, realize uma conversa e juntos busquem realizar as identificações. Peça-lhes que pensem, por exemplo, nas paisagens próximo à escola, caso estudem na área urbana.

wp5.libware.net/autores/cecilia-meireles/ paisagens-em-prosa-e-verso/. Acesso em: 28 ago. 2025.

02/10/2025 18:36:26

• Uma possibilidade para trabalhar o tema é convidar, caso conheça, alguma pessoa que resida na cidade há muito tempo. Convide-a para visitar a turma e relatar aos estudantes as principais transformações ocorridas na cidade ao longo do tempo. Caso ela tenha fotografias antigas, peça-lhe que as traga, se possível, para que eles as comparem com as fotografias atuais. Oriente-os a perguntar o que gostariam de saber sobre a cidade no passado.

• Auxilie os estudantes a observarem as imagens descrevendo detalhadamente os elementos retratados. Conduza a percepção deles para os elementos novos e antigos, assim como para os elementos que evidenciam as desigualdades sociais. A atividade 4 favorece o reconhecimento da desigualdade e da segregação socioeconômica nas paisagens urbanas, mobilizando a análise crítica, a reflexão e a oralidade. Tal proposta dialoga com as Competências gerais 1, 2, 4 e 9 da BNCC.

• Se houver dificuldade ou dúvidas na atividade 4, verifique a possibilidade de apresentar aos estudantes fotografias de anos anteriores da escola ou do bairro onde ela está localizada. Leve-os a identificar as mudanças ocorridas ao longo do tempo. Se achar interessante, providencie também exemplos de outras cidades brasileiras. Encontre imagens retratadas por artistas no século XIX ou no início do século XX para comparar com fotografias atuais dessas cidades. Verifique a possibilidade de projetá-las em sala de aula para mostrar aos estudantes, questionando-os sobre as transformações nas paisagens dessas cidades ao longo do tempo.

REFERÊNCIAS

COMPLEMENTARES

PÁGINAS paisagens luso-brasileiras em movimento. Cecília Meireles: paisagens em prosa e verso. Disponível em: https://

A leitura indicada explora textos de Cecília Meireles e suas relações com as paisagens urbanas por onde ela passava. Se considerar pertinente, apresente as fotografias para os estudantes e chame a atenção para os elementos das paisagens retratadas.

AMBIENTE é o Meio #9: Paisagem urbana é uma construção cultural que deve se relacionar bem com a natureza. Jornal da USP, 1 º set. 2021. Disponível em:

https://jornal.usp.br/podcast/ambiente -e-o-meio-9-paisagem-urbana-e-uma -construcao-cultural-que-deve-se-re lacionar-bem-com-a-natureza/. Acesso em: 22 set. 2025.

Esse link traz uma reflexão importante sobre como repensar o planejamento urbano de forma mais integrada com os sistemas naturais, considerando tanto as necessidades funcionais das cidades quanto a preservação ambiental e a qualidade de vida urbana.

• Oriente os estudantes na análise das fotografias a fim de identificarem o principal contraste entre as duas paisagens de uma mesma cidade. Registre na lousa as observações deles, pois servirão de apoio para a atividade 5. Incentive a participação ativa da turma, acolhendo e valorizando as contribuições de todos.

• Se possível, organize com os estudantes uma visita a um centro cultural ou museu histórico do município. Providencie com antecedência a autorização dos responsáveis para a saída deles da escola e solicite a colaboração de outros professores ou funcionários para acompanhar o grupo, garantindo a segurança da turma. Durante a visita, incentive e guie a observação atenta e o registro das experiências por meio de desenhos, anotações ou fotografias (caso permitido). Solicite uma atenção especial às imagens que retratam as paisagens do município no passado. Em sala de aula, se possível, providencie fotografias atuais das paisagens dos mesmos lugares observados no museu, a fim de promover comparações e reflexões sobre as transformações ao longo do tempo. Organize uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem suas experiências.

• A atividade 6 promove uma oportunidade para que os estudantes utilizem as tecnologias digitais de forma crítica ao pesquisarem imagens que evidenciam desigualdades socioeconômicas no espaço de seu município. Ao explicarem essa situação em legendas, utilizando seus conhecimentos e reconhecendo as consequências desse problema, os estudantes desenvolvem as Competências gerais 1, 4, 5 e 9 da BNCC.

5. Em muitas cidades, os contrastes entre aspectos ambientais são visíveis nas paisagens urbanas. Bairros que têm parques com áreas verdes e ruas arborizadas contrastam com bairros repletos de construções e pavimentações. Observe os exemplos.

Paisagem de parte de um bairro da cidade de São Paulo, em 2024.

a ) Quais são as principais diferenças entre as fotografias A e B?

5. a) Resposta nas orientações ao professor

6. Com seus familiares ou responsáveis, pesquise em jornais, revistas ou na internet uma ou duas imagens de paisagens do município onde vocês moram que sejam contrastantes entre si. Cole-as ou desenhe-as no caderno ou em uma folha avulsa. Produza legendas descrevendo cada imagem. Depois, em sala de aula, mostre-as aos colegas e ao professor.

6. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes a definirem o tipo de contraste que podem analisar no município, como aspectos sociais, naturais, culturais, ambientais etc. Promova uma roda de conversa para que eles apresentem os resultados desta atividade.

Resposta 5. a) Resposta: A paisagem da fotografia A retrata uma parte da cidade de São Paulo com áreas de mata, parque, arborização e gramados. A fotografia B retrata parte de um bairro também da cidade de São Paulo, em que há muitas áreas pavimentadas, construções e menos arborização.

ATIVIDADE EXTRA

• É possível complementar a atividade 6 aproveitando as fotografias da página 102 para incentivar os estudantes, com base na observação, a produzirem croquis das paisagens mostradas.

O croqui consiste em um desenho simples dos aspectos naturais e culturais de uma paisagem, que são traçados de maneira rápida e simplificada, ou seja, sem muitos detalhes. Ao promover a elaboração dos croquis, garanta a participação de estudantes cegos ou com baixa visão, descrevendo a eles, de maneira detalhada, as paisagens das fotografias. Com base nessas descrições, oriente-os a representar as características das paisagens. Peça-lhes também que compartilhem como imaginam os cheiros, os sons e as sensações táteis desses lugares. Organize as representações da turma em um varal na sala de aula.

Paisagem de parte da cidade de São Paulo, em 2023.
A.
B.

7. Resposta: Incentive os estudantes a observarem nas fotografias as transformações de Santos ao longo do tempo, evidenciando que em 1922 a cidade tinha várias casas, galpões e embarcações. Já em 2019, podem ser observados galpões maiores, casas, ruas asfaltadas e prédios.

AS PAISAGENS DAS CIDADES

AO LONGO DO TEMPO

As cidades do Brasil, em sua maioria, formaram-se de maneira espontânea, iniciando com pequenos povoados, onde a população foi aumentando e ampliando também o espaço urbano. As cidades mais antigas do Brasil, por exemplo, foram fundadas próximo ao litoral pelos colonizadores portugueses.

7. Observe as fotografias a seguir, que mostram dois momentos diferentes na história da cidade de Santos, no estado de São Paulo. Depois, converse com os colegas e o professor sobre as transformações ocorridas nessa cidade ao longo do tempo.

AVALIANDO

Objetivo

• A atividade 7 permite avaliar a percepção dos estudantes em relação às mudanças da paisagem urbana ao observarem fotografias de diferentes épocas.

Sugestão de intervenção

• Promova a análise coletiva das fotografias solicitando a cada estudante que apresente para a turma um elemento que permaneceu e outro que foi modificado na paisagem. Se achar necessário, inicie a abordagem citando um exemplo com o intuito de direcionar o olhar deles para

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• Na análise de fotografias, promova um trabalho em conjunto com o componente curricular de História. Comente que as fotografias, quando utilizadas como fonte histórica, tornam-se um documento rico em informações e significados. Esse recurso coloca o observador em contato com um momento e com personagens de épocas passadas, revelando fatos e o contexto histórico e cultural do período retratado.

• Ao comparar fotografias antigas e atuais, por sua vez, o observador identifica transformações na paisagem, as quais foram proporcionadas, principalmente, pela ação das pessoas ao construírem, transformarem ou substituírem elementos culturais.

• Instrua os estudantes a lerem as legendas e a observarem as fotografias da página para perceberem as principais transformações que ocorreram na paisagem ao longo do tempo. Organize uma roda de conversa para analisarem essas fotografias e peça-lhes que comentem suas impressões a respeito de como o espaço foi transformado ao longo do tempo e quais podem ter sido as causas dessas mudanças.

02/10/2025 18:36:28

elementos culturais presentes nas duas fotografias, ou que estejam apenas em uma. Incentive a participação de todos e ajude-os a identificar os elementos que não perceberem. Se for necessário, repita essa análise com outros pares de paisagens, do passado e do presente, encontradas na internet.

Porto de Santos em 1922, de Benedito Calixto. Óleo sobre tela, 250 cm × 330 cm. 1922.
Paisagem do Porto de Santos, no município de Santos, São Paulo, em 2019.

BNCC

• Na atividade 8, para identificarem o tempo transcorrido entre as fotografias das páginas 104 e 105, os estudantes precisam ativar o raciocínio matemático para efetuarem cálculos, promovendo, assim, o desenvolvimento da Competência geral 2

• Na atividade 9 , os estudantes devem observar os elementos das fotografias (antiga e atual), a fim de compararem e identificarem as transformações e manutenções nas paisagens.

Observando as paisagens do passado e do presente

Conforme as cidades se desenvolvem, as paisagens urbanas passam por muitas transformações decorrentes do trabalho humano. Essas transformações podem ser vistas por meio da comparação de fotografias antigas e com as atuais. Com os colegas e o professor, observem as fotografias das páginas 104 e 105. Essas fotografias evidenciam paisagens de um mesmo lugar, porém registradas em épocas diferentes.

8. Quanto tempo se passou entre as fotografias de parte da cidade do Rio de Janeiro?

8. Resposta: Passaram-se 120 anos entre os registros das fotografias A e B da cidade do Rio de Janeiro.

9. Quais elementos principais da paisagem da fotografia A permaneceram na paisagem da fotografia B?

9. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes

indiquem elementos que permaneceram na paisagem, por exemplo, o mar, a faixa de areia, parte da via asfaltada em frente à praia e os morros com vegetação ao fundo.

Paisagem da Praia do Leme, na cidade do Rio de Janeiro, em 1900.
A.

10. Copie no caderno apenas as informações corretas sobre as transformações ocorridas na paisagem da cidade do Rio de Janeiro entre os anos de 1900 e 2020.

a ) A quantidade de prédios aumentou.

b ) O fluxo de veículos se tornou menos intenso.

c ) Muitas construções antigas foram demolidas.

d ) A quantidade de prédios diminuiu.

e ) O fluxo de veículos se tornou mais intenso.

10. Resposta: Os estudantes devem copiar os itens:

a) A quantidade de prédios aumentou.

c) Muitas construções antigas foram demolidas.

e) O fluxo de veículos se tornou mais intenso.

11. Com a ajuda de seus familiares ou responsáveis, pesquise uma fotografia antiga da paisagem de um lugar do município onde você mora. Depois, fotografe ou desenhe esse mesmo lugar atualmente e identifique as principais transformações que ocorreram ao longo do tempo. Registre sua pesquisa no caderno e apresente aos colegas e ao professor.

11. Organize a apresentação dos estudantes para que todos possam mostrar os resultados durante a aula.

ATIVIDADE EXTRA

• Outra opção é propor aos estudantes que façam um desenho para retratar uma transformação que esteja ocorrendo recentemente em alguma paisagem do município. Eles podem desenhar, por exemplo, a construção de conjuntos habitacionais, abertura ou pavimentação de ruas, demolição de construções etc. Oriente-os a desenhar em papel avulso e a colorir seus desenhos a fim de, depois, mostrar suas produções aos colegas.

BNCC

02/10/2025 18:36:29

• A atividade 11 desenvolve a habilidade EF04GE11 da BNCC, pois os estudantes identificam transformações nas paisagens do ambiente onde vivem por meio de uma pesquisa e de um registro fotográfico, acompanhados dos familiares ou responsáveis, ou por meio de um desenho de observação.

• Na atividade 11, comente que é possível encontrar fotografias antigas do município no site da prefeitura ou em outros sites, por meio de ferramentas de busca. Oriente-os a pesquisar imagens de uma determinada rua, avenida ou praça do município próximo à sua moradia. Dessa forma, eles poderão desenhá-la, com base na observação, ou fotografar esse local acompanhados dos familiares ou responsáveis.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• Após a atividade 11, oriente os estudantes a comentarem as etapas da pesquisa e relatarem as principais dificuldades que tiveram para concluí-la. Incentive-os a identificar a localização do espaço escolhido, bem como as principais transformações ocorridas nesse local ao longo do tempo. Organize um mural e cole todos os desenhos e fotografias para que a comunidade escolar possa ver as paisagens antigas e atuais da cidade. Verifique a possibilidade de realizar a atividade em conjunto com o componente curricular de História para complementar o mural com fragmentos de textos sobre a história dos bairros do município.

Paisagem da Praia do Leme, na cidade do Rio de Janeiro, em 2020.

• Convide os estudantes a compartilharem seus conhecimentos prévios sobre os modos de vida no espaço urbano. Faça a dinâmica da tempestade de ideias, na qual eles citam o que lhes vier à mente ao relacionar esse espaço à moradia, ao trabalho, ao lazer, ao transporte e aos serviços de saúde e educação. Depois, repita essa dinâmica em relação ao modo de vida no espaço rural. Na lousa, trace duas colunas e, de forma colaborativa, separe as ideias pertencentes a cada espaço.

AVALIANDO

Objetivo

• Na atividade 2, avalie se os estudantes são capazes de identificar elementos que influenciam a qualidade de vida nos espaços urbanos, incluindo a oferta de espaços e serviços públicos e privados, bem como as possibilidades de lazer e entretenimento.

Sugestão de intervenção

• Oriente os estudantes a organizarem com os familiares ou responsáveis uma entrevista com moradores do bairro. Eles devem formular questões para descobrir serviços ou estabelecimentos que as pessoas desejariam ter no município. Para finalizar a atividade, incentive-os a socializar as informações que obtiveram com a turma.

16 O ESPAÇO URBANO E O MODO DE VIDA

A vida na cidade é diferente da vida no campo em diversos aspectos. Essas diferenças estão relacionadas, geralmente, às formas de trabalho, lazer e transporte. Vamos conhecer alguns exemplos do modo de vida nas cidades.

1. Com os colegas, digam qual fotografia está relacionada a cada frase a seguir.

1.

2.

3.

Onde eu moro, as pessoas gostam de visitar o museu, pois é um espaço que preserva diversos tipos de cultura em diferentes momentos da história.

No bairro onde eu moro, sinto falta de mais contato com a natureza, mas no bairro vizinho tem um parque com muitas árvores. Lá, várias pessoas praticam esportes ou fazem piqueniques.

Moramos em um bairro afastado da minha escola, mas temos várias linhas de ônibus. Eu e minha mãe pegamos dois ônibus de casa até a escola.

1. Resposta: Os estudantes devem fazer as seguintes relações: A – 3; B – 2; C – 1.

2. Com seus familiares ou responsáveis, respondam às questões no caderno.

a ) Quais lugares do espaço urbano do município onde moram vocês costumam frequentar? O que fazem neles?

b ) Qual é sua forma de lazer preferida no espaço urbano do município onde moram?

2. a), b) e c) Respostas pessoais. Promova uma roda de conversa com os estudantes para que possam expor as respostas desta atividade.

c ) Na opinião de vocês, o que falta no espaço urbano do município que pode melhorar a qualidade de vida da população?

Terminal urbano na cidade de Vitória da Conquista, na Bahia, em 2025.
Área de lazer da cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 2014.
Exposição de fotografias e objetos na cidade de Itu, em São Paulo, em 2025.

ATIVIDADES ECONÔMICAS DO ESPAÇO URBANO

As atividades econômicas desenvolvidas na cidade estão relacionadas a muitas ações do nosso dia a dia, como comprar roupas e calçados, assistir à televisão, pagar contas, ir ao médico e enviar ou receber alguma encomenda. Vamos estudar as atividades econômicas que são, principalmente, realizadas no espaço urbano.

Pessoas aguardam em fila para serem atendidas em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município de Ubá, em Minas Gerais, em 2024.

A indústria é a atividade responsável pela transformação de matérias-primas em produtos industrializados. Alguns exemplos são as indústrias de automóveis, de alimentos e as farmacêuticas.

Algumas cidades apresentam essa atividade mais desenvolvida do que outras. Uma mesma cidade também pode ter alguns bairros com maior concentração industrial.

O comércio geralmente é desenvolvido em diversos lugares de uma cidade, mas pode se concentrar em determinados bairros, ruas e avenidas. Shopping centers, lojas, restaurantes, supermercados e feiras livres são alguns exemplos dessa atividade.

Rua comercial com grande movimento de pessoas na cidade de São Paulo, em 2024.

A prestação de serviços envolve atividades como os serviços de saúde e educação, transporte, lazer, bancários, entre outros.

Essas atividades são realizadas por profissionais de diferentes áreas e, em muitos casos, há locais próprios para seu desenvolvimento, como clínicas, postos de saúde, escolas e bancos.

3. Você conhece alguma indústria que atue no espaço urbano do município onde mora? O que ela fabrica?

3. Respostas pessoais. Caso não tenha indústrias no município, dê exemplos de algumas localizadas em municípios vizinhos.

4. Anote no caderno nomes de estabelecimentos comerciais ou de prestação de serviços que você costuma frequentar na área urbana do seu município.

4. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar lojas, restaurantes, padarias, supermercados, escola, consultórios médicos ou dentários etc.

• Para ampliar a abordagem no estudo, oriente os estudantes a conversarem com os familiares ou responsáveis para identificarem amigos ou familiares que trabalhem na indústria, no comércio ou na prestação de serviços, assim como as respectivas funções. Em sala de aula, peça-lhes que apresentem as informações obtidas aos colegas, depois organize uma roda de conversa sobre os diferentes trabalhos na cidade, conduzindo-a de acordo com os exemplos que forem sendo citados.

• Comente que, antes do surgimento das indústrias, as matérias-primas eram

transformadas em produtos por meio do trabalho individual de um artesão ou de um grupo pequeno deles. Atualmente, ainda existem muitos produtos feitos de forma artesanal. Verifique se os estudantes percebem que na produção industrial a escala e a velocidade são maiores.

• Ressalte também que existem indústrias no campo, como as indústrias sucroalcooleiras. Em geral, essas indústrias estão situadas próximo ao local de produção da matéria-prima da qual dependem.

• Reforce que as atividades econômicas podem ser divididas em três setores da economia, que são os setores primário, secundário e terciário. Explique que o setor primário envolve as atividades praticadas no espaço rural, ou seja, a agricultura, a pecuária e o extrativismo, relacionadas à produção e à obtenção de alimentos e matérias-primas. Já o setor secundário compreende as atividades industriais, nas quais as matérias-primas são transformadas em produtos manufaturados ou são produzidas matérias-primas processadas para outras indústrias. Já o setor terciário inclui as atividades econômicas de comércio e prestação de serviços, que podem ser realizadas tanto no campo quanto na cidade. Reforce a importância das atividades do setor terciário no espaço urbano, já que ele gera a maior parte dos empregos no país.

• Para a atividade 3, selecione previamente alguns exemplos de indústrias do município para apresentar aos estudantes, caso eles não identifiquem os estabelecimentos industriais no ambiente onde vivem.

• Na atividade 4 , repita o procedimento citado e oriente-os a identificar quais estabelecimentos comerciais ou destinados à prestação de serviços eles frequentam e consideram mais importantes e quais são mais comuns em seu bairro ou em bairros vizinhos.

02/10/2025 18:37:17

BNCC

• O estudo do tema Atividades econômicas do espaço urbano desenvolve as habilidades EF04GE07 e EF04GE08 da BNCC, e o tema contemporâneo transversal Trabalho, pois possibilita aos estudantes reconhecerem características do trabalho na cidade e compreenderem o processo de transformação de matérias-primas, circulação e consumo de diferentes produtos. Por meio de textos, imagens e atividades propostas, esse percurso também ajuda a mobilizar as Competências gerais 1, 2, 4 e 6 da BNCC.

Polo industrial no município de Barcarena, no Pará, em 2024.

OBJETIVOS

• Compreender que o modo de vida e as formas de lazer são diferentes entre as crianças que vivem no campo e as que vivem na cidade.

• Distinguir as atividades desenvolvidas pelas pessoas que vivem no campo daquelas desenvolvidas por quem vive na cidade.

• Reserve um tempo da aula para a leitura individual e incentive os estudantes a comentarem suas percepções acerca da história em quadrinhos, organizando-os em roda para facilitar a conversa sobre o tema. Pergunte se eles se identificam com algum quadrinho, qual deles seria e se realizam alguma das atividades representadas pelos personagens. Avalie individualmente as dificuldades e, se necessário for, organize os estudantes em duplas para que se auxiliem na leitura e nas atividades.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• A proposta da seção favorece um trabalho em conjunto com o componente curricular de Língua Portuguesa ao envolver a leitura e interpretação do gênero textual história em quadrinhos.

BNCC

ENTRE TEXTOS

Confira orientações complementares nas orientações ao professor

Você já aprendeu que a maior parte dos municípios é formada pelo espaço urbano e pelo espaço rural.

Na unidade anterior, estudamos o modo de vida no campo. Já nesta unidade, estudamos um pouco o modo de vida de quem vive na cidade.

Observe a história em quadrinhos a seguir, que retrata um dia interessante na vida de Chico Bento e seu primo Zeca, cada um no lugar onde vive.

Comente com os estudantes que a história em quadrinhos inicia nesta página e termina na próxima página.

• Ler uma história em quadrinhos como gênero textual para contextualizar os diferentes modos de vida contempla parte da Competência específica de Geografia 4, da BNCC. As atividades propostas na página 109 também favorecem o uso de conhecimentos historicamente construídos para explicar a realidade, além do uso da linguagem visual para partilhar informações. Esse percurso mobiliza o tema contemporâneo transversal Diversidade cultural e as Competências gerais 1 e 4 da BNCC.

ATIVIDADE EXTRA

• Faça um levantamento dos estudantes que vivem ou já viveram no espaço urbano e os que vivem ou já viveram no espaço rural. Em seguida, questione-os sobre as atividades deles nos respectivos espaços e anote as respostas na lousa. Com base nas respostas, oriente-os a comparar essas atividades, anotando em seus cadernos as semelhanças e as diferenças. Para finalizar, peça-lhes que apresentem aos colegas as respostas obtidas.

ALÉM DO TEXTO

EXPLORANDO O TEXTO

Responda às questões no caderno.

a ) Chico Bento vive no campo. Quais são as atividades que ele realiza no dia a dia dele?

b ) Zeca vive na cidade. Quais são as atividades que ele realiza no dia a dia dele?

c ) O seu dia a dia se parece com o de Chico Bento ou com o de Zeca? Dê exemplos.

a) Resposta: Chico Bento apresentou atividades como brincar com os animais, pescar, nadar e se alimentar de frutas direto do pé.

b) Resposta: Zeca costuma brincar com os seus brinquedos, jogar videogame, brincar na sua piscina de plástico e comer alimentos da sua geladeira.

d ) Desenhe uma história em quadrinhos mostrando o que você costuma fazer em seu dia a dia, no lugar onde mora, para se divertir. Para isso, leia as instruções a seguir.

• Utilize uma folha de papel grande ou uma cartolina dividida em três ou quatro quadros.

• Em cada quadro, desenhe cenas de atividades que você realiza no dia a dia para se divertir, sozinho ou com outras pessoas. Elabore textos descritivos ou breves falas para os personagens, se necessário.

• Pinte a história em quadrinhos que você produziu e apresente-a aos colegas da turma.

• Após as apresentações, verifiquem as semelhanças e as diferenças entre os modos de vida de vocês.

• Após as apresentações na sala de aula, exponham as histórias em quadrinhos em um ambiente da escola onde outros estudantes possam conhecê-las.

c) e d) Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor

EXPLORANDO O TEXTO

Resposta

c) Incentive os estudantes a contarem aos colegas as atividades que realizam no dia a dia. Depois, verifique se identificaram a qual dia a dia dos personagens as atividades que realizam mais se assemelham.

ALÉM DO TEXTO Resposta

d) Providencie outros exemplos de história em quadrinhos para inspirar os estudantes a realizarem a atividade. Oriente-os a desenhar o que mais gostam de fazer para simplificar a escolha das atividades a serem representadas. Ao finalizarem, promova uma roda de apresentação das produções, incentivando a participação de todos. Se houver algum estudante cego ou com baixa visão peça-lhe que descreva suas atividades preferidas de forma oral ou em um relato escrito, o que pode ser feito por ele mesmo ou por um colega, de modo colaborativo. Oriente-os a mostrar também aos familiares ou responsáveis o resultado dessa atividade e, caso julgue interessante, monte um painel com as histórias em quadrinhos para expor em um lugar de fácil acesso à comunidade escolar.

02/10/2025 18:37:19

SOUSA, Mauricio de. Chico Bento: dia divertido. Turma da Mônica. São Paulo: Globo, 2008.

• Resgate os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o sistema de saneamento básico de um município e oriente-os a identificar os motivos pelos quais esse serviço é essencial à qualidade de vida da população, principalmente no que se refere à disposição adequada de resíduos sólidos e líquidos produzidos nas residências, nos estabelecimentos comerciais e nas indústrias. Explore as consequências de condições inadequadas de saneamento em uma residência e verifique se os estudantes compreendem que essa é uma questão de saúde pública, já que a exposição a tais condições pode levar as pessoas a adoecerem.

OS PROBLEMAS URBANOS

No espaço urbano, quando as construções são feitas em locais impróprios e as atividades econômicas são desenvolvidas de maneira inadequada, é possível que aconteçam alguns problemas ambientais. Além disso, certos problemas sociais ocorrem quando parte dos habitantes não tem acesso a serviços ou a moradias. Vamos conhecer a seguir alguns exemplos.

Em várias cidades brasileiras, há muitas indústrias importantes para a fabricação de diferentes produtos e geração de empregos. A produção industrial, no entanto, muitas vezes é causadora de diversos problemas ambientais, como a poluição do ar, da água e do solo. Essa poluição prejudica a vida da população nas cidades.

Em várias cidades brasileiras, as pessoas não têm acesso a uma moradia e vivem em situação de rua. Também há moradias precárias, em locais inadequados, que não têm acesso a serviços de saneamento, como água tratada e encanada e coleta de esgoto. Então, na maioria das vezes, o esgoto doméstico é lançado diretamente em rios, córregos ou no oceano, causando a poluição de suas águas e a proliferação de doenças na população.

Poluição do ar causada por indústrias no município de Goiás, em Goiânia, em 2022.
Moradias precárias na margem de córrego poluído por esgoto doméstico, na cidade de São Paulo, em 2023.

A coleta de resíduos sólidos, muitas vezes, não abrange todo o espaço urbano do município, causando o acúmulo desses resíduos nas ruas e em terrenos baldios. Como nem todas as cidades têm aterros ou centros de reciclagem, algumas ainda recorrem aos lixões, que poluem o solo e as águas, além de causar mau cheiro e proliferação de doenças.

Lixões: terrenos onde o resíduo é despejado e se acumula sem nenhum tipo de proteção do solo.

Certos serviços públicos nas cidades brasileiras não são eficientes, acarretando alguns problemas, como a superlotação de hospitais, clínicas e escolas. Por causa disso, muitas pessoas têm dificuldades em acessar esses serviços quando necessitam.

• Questione os estudantes sobre a presença de lixões a céu aberto no município. Aproveite para valorizar a importância da coleta seletiva, que envolve a separação e o recolhimento de resíduos sólidos urbanos conforme sua constituição, de modo a separar materiais orgânicos, recicláveis e rejeitos. Assim, as indústrias podem aproveitar os materiais recicláveis, gerando empregos e reduzindo o acúmulo de resíduos no ambiente.

• Para ampliar a abordagem a respeito da sobrecarga de serviços públicos, oriente os estudantes a conversarem com os familiares ou responsáveis para identificar a percepção deles sobre a qualidade dos serviços de transporte, saúde e educação no município onde vivem. Eles devem identificar, por exemplo, quais são os pontos positivos e negativos, as principais dificuldades encontradas e como esses serviços poderiam ser melhores. Em sala de aula, oriente-os a partilhar as informações obtidas com os demais colegas.

ATIVIDADE EXTRA

• Leve para a sala de aula alguns jornais antigos e oriente os estudantes a fazerem o mesmo. Em grupos, eles devem pesquisar reportagens relacionadas aos problemas urbanos. Instrua-os a identificar os problemas e suas causas para, em seguida, levantar possibilidades de como solucionar tais situações.

Depósito de resíduos a céu aberto, no município de Itaúba, no Mato Grosso, em 2021.
Pessoas aguardando atendimento médico em hospital do Rio de Janeiro, em 2024.

• Para complementar as atividades 1 e 2, avalie a possibilidade de organizar um passeio com os estudantes pelo bairro onde a escola está localizada, com autorização por escrito dos familiares ou responsáveis e da diretoria da escola. Combine as regras, as roupas e os calçados apropriados além do uso de filtro solar e bonés. Oriente-os a identificar os problemas estudados e a anotar no caderno suas observações.

• Em sala de aula, organize uma roda de conversa sobre a experiência. Oriente-os a refletir e elaborar propostas de resolução para os problemas observados, principalmente os que são muitas vezes sistêmicos e muito complexos. Neste caso, as soluções propostas devem ser relativizadas de acordo com a percepção das crianças. Tanto as conversas sobre as propostas quanto a reflexão estão entre os principais objetivos desta atividade.

BNCC

• A atividade 1 desenvolve a habilidade EF04GE11 da BNCC, pois os estudantes são instruídos a identificar problemas resultantes da degradação ambiental provocada pela ação humana no ambiente. Ao conversarem entre si para reconhecer problemas urbanos no contexto de seu município, os estudantes utilizam conhecimentos historicamente construídos e desenvolvem a análise crítica, a reflexão e a linguagem oral para partilharem informações. Além disso, também selecionam argumentos que ajudam a justificar a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável nos espaços urbanos, mobilizando o tema contemporâneo transversal Educação ambiental e as Competências Gerais 1, 2, 4 e 7 da BNCC.

Nas cidades, há mais ofertas de trabalho em comparação com o campo. No entanto, a maior quantidade de habitantes intensifica a concorrência pelas vagas ofertadas. Desse modo, nem todas as pessoas conseguem emprego, o que leva muitas a recorrerem a formas alternativas de trabalho, como no comércio de rua ou outras ocupações informais.

1. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a relatarem problemas que sejam

2. Resposta pessoal. Oriente os estudantes a pensarem em problemas como segurança semelhantes aos retratados nos exemplos das páginas anteriores. Eles também podem citar outros problemas urbanos de que tenham conhecimento.

Vendedores ambulantes em praia do município de Natal, no Rio Grande do Norte, em 2024.

Em geral, nas grandes cidades brasileiras, o transporte público ineficiente contribui para que muitos veículos transitem pelas ruas, formando congestionamentos. Além disso, essa grande quantidade de veículos aumenta a poluição do ar nessas cidades.

ou outras questões que podem ser específicas do lugar onde vivem. Eles também podem conversar sobre serviços específicos que foram abordados em conjunto, como saneamento básico, ou serviços oferecidos à população pelo poder público.

Congestionamento em avenida da cidade de Salvador, na Bahia, em 2022.

1. Você já observou, no espaço urbano do município onde mora, algum dos problemas retratados anteriormente? Conte aos colegas.

2. Que outros problemas afetam as cidades brasileiras? Converse com o professor e os colegas sobre o assunto, pensando no município onde vivem.

Se necessário, os estudantes podem pesquisar na internet, com a ajuda dos familiares ou responsáveis, notícias relacionadas a esse tema. Defina com eles uma maneira de registrar uma síntese dessa conversa.

3. Leia o texto a seguir. Depois, responda às questões no caderno.

Abrindo a torneira

[...]

Germano, de 26 anos, cresceu acostumado com a falta d’água. “Aqui é certo: se fizer calor, não tem água. Você liga a torneira e só escuta barulho de ar na tubulação”, conta. [...]

Checar o nível da caixa-d’água virou rotina na família porque, a qualquer momento, a água da rua pode simplesmente acabar. No verão, a família de Germano costuma ficar semanas sem água, que não tem hora certa para chegar. “Eu já tive que ficar acordado de madrugada esperando a caixa encher para conseguir tomar banho e escovar os dentes”, diz Germano.

Camille. Abrindo a torneira. Piauí, ano 16, ed. 186, mar. 2022. p. 52,58.

3. b) Resposta: A família constantemente precisa checar o nível da caixa-d'água, pois o abastecimento pode ser interrompido a qualquer momento.

a ) Qual é o problema urbano relatado nesse depoimento?

3. a) Resposta: A falta do abastecimento de água.

b ) De acordo com o texto, qual atividade já faz parte da rotina da família?

c ) Em sua casa já aconteceu a interrupção de abastecimento de água? Caso a resposta seja sim, conte aos colegas quais foram as consequências dessa situação.

3. c) Resposta: Espera-se que os estudantes comentem que tiveram dificuldades para realizar atividades como tomar banho, realizar limpeza da casa e até mesmo falta de água limpa para beber.

4. Forme um grupo com mais dois estudantes e entrevistem algum funcionário da escola ou um adulto de sua família ou responsável e avaliem, com eles, a qualidade do transporte público do município onde moram.

Façam as perguntas a seguir ao entrevistado e anotem as respostas no caderno. Depois, compartilhem os resultados com os colegas e o professor.

a ) Você utiliza algum meio de transporte público no dia a dia? Qual(is)?

b ) O transporte público atende às suas necessidades de deslocamento na cidade?

c ) Os meios de transporte público que você usa costumam estar lotados?

d ) Na sua opinião, os transportes coletivos ajudam a reduzir os congestionamentos? Por quê?

4. Respostas pessoais. Auxilie os estudantes a se organizarem para a realização da atividade. Comentários nas orientações ao professor

BNCC

02/10/2025 18:37:23

• Se houver dificuldade na atividade 3, leia o texto em voz alta com a turma. Se necessário, faça pausas para discutir as informações do texto e sanar as dúvidas que surgirem.

• Na atividade 4 , caso a cidade onde eles moram tenha pouca ou nenhuma oferta de transporte público, altere as perguntas para se referir às unidades de saúde pública. Após a entrevista, auxilie os estudantes a apresentarem as respostas coletadas aos demais colegas e leve-os a refletir sobre essas informações em uma roda de conversa.

ATIVIDADE EXTRA

• Proponha aos estudantes, como forma de consolidar os conteúdos abordados nas unidades 4 e 5, uma visita guiada aos espaços rural e urbano do município. Para isso, explique a eles que o objetivo é observar a organização e o uso desses espaços. Defina a data, elabore um roteiro planejando pontos de parada seguros e adequados à visita dos estudantes e informe a equipe pedagógica da escola. Providencie transporte, autorizações por escrito dos familiares ou responsáveis e solicite o auxílio de membros da comunidade escolar para garantir a segurança dos estudantes. Combine regras, trajes e calçados adequados, além do uso de filtro solar, repelente e bonés. Também verifique a necessidade de alimentação e providencie garrafas de água.

• No dia combinado, retome com os estudantes os objetivos e as regras da visita guiada e, em cada parada, direcione as observações e proponha descrições mais detalhadas, caso na turma tenha estudantes cegos ou com baixa visão. Peça-lhes que anotem suas observações sobre cada espaço e, ao retornarem para a escola, proponha a produção coletiva de um relatório no caderno, no qual devem tanto registrar quanto ilustrar.

• Na atividade 4, ao investigar, avaliar e propor ações que auxiliem na resolução de problemas com o transporte público, contempla-se a Competência específica de Geografia 5 da BNCC. Além disso, os estudantes são levados a exercer autonomia e responsabilidade ao utilizarem procedimentos de investigação e reflexão para selecionar argumentos em prol do uso do transporte público nas cidades, proposta que auxilia o desenvolvimento das Competências gerais 1, 2, 4, 7, 9 e 10 da BNCC.

LICHOTTI,
VINÍCIUS COSTA/ARQUIVO DA EDITORA

1. Objetivo

• Reconhecer quais são os elementos característicos do espaço urbano em cidades grandes e pequenas.

Sugestão de intervenção

• Realize a observação e a descrição detalhada das paisagens com a participação dos estudantes e escolha um dos aspectos abordados na atividade para uma conversa. Ao longo da discussão, oriente-os a analisar o aspecto escolhido nas duas imagens e faça você mesmo as observações em voz alta, tirando as dúvidas que surgirem. Em seguida, organize-os em duplas para discutirem entre si as características de cada paisagem, levando em conta os dois aspectos restantes. Eles devem registrar suas conclusões no caderno. Por fim, amplie as explicações com exemplos do município onde vivem e de municípios vizinhos.

Escreva as respostas no caderno.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

1. Observe as fotografias e leia as respectivas legendas a seguir. Depois, anote as respostas da atividade a seguir no caderno.

A cidade de Cuiabá, no Mato Grosso, foi fundada oficialmente em 1719 e em 2025 apresentava uma população de aproximadamente 650 mil habitantes. Nesta fotografia de 2024, podemos observar parte da cidade.

A cidade de Paraisópolis, em Minas Gerais, foi fundada em 1873 e em 2025 apresentava uma população de aproximadamente 20 mil habitantes. Nesta fotografia de 2020, podemos observar parte da cidade.

a ) Identifique as principais características observadas nessas paisagens e relacione-as a um dos aspectos a seguir, de acordo com o que a paisagem apresenta.

Quantidade de construções, pessoas e veículos.

1. a) Resposta: As fotografias apresentam características relacionadas à quantidade de construções, pessoas e veículos. A cidade de Cuiabá tem maior densidade de construções, quantidade de habitantes e fluxos de veículos. Já Paraisópolis tem predomínio de construções térreas e ruas e avenidas de pequeno porte, com menor quantidade de habitantes e fluxo de veículos.

Aspectos sociais.

Aspectos naturais e culturais.

2. a) Resposta: Ao longo do tempo, a paisagem passou por algumas transformações, como a diminuição da quantidade de árvores e galpões e o aumento de prédios construídos.

2. Observe as fotografias a seguir, que retratam a paisagem de um mesmo lugar em períodos diferentes. Depois, responda às questões no caderno.

a ) Quais são as principais diferenças que podem ser observadas entre as fotografias A e B?

b ) Quais são os elementos que permaneceram na paisagem mesmo com o passar dos anos?

2. b) Resposta: Alguns galpões e construções antigas, assim como igrejas históricas próximo às margens do rio.

02/10/2025 18:37:25

2. Objetivo

• Reconhecer que as paisagens urbanas são transformadas ao longo do tempo e identificar essas transformações ao analisar fotografias de diferentes épocas. Sugestão de intervenção

• Distribua metade de uma folha de papel sulfite para cada estudante e oriente-os a anotar as diferenças e semelhanças entre as paisagens, considerando elementos naturais e culturais. Peça-lhes que dobrem os papéis, sem assinar o nome, e os recolha. Em seguida, leia algumas impressões que os estudantes registraram em voz alta e organize uma conversa com base em cada uma delas.

A.
B.
Paisagem da cidade de Belém, no Pará, aproximadamente em 1950.
Paisagem da cidade de Belém, no Pará, em 2018.

3. Objetivo

• Identificar as principais atividades econômicas do espaço urbano.

Sugestão de intervenção

• Incentive os estudantes a realizarem a atividade em duplas a fim de trocarem ideias entre si. Se ainda assim eles apresentarem dificuldade, organize uma roda de conversa para dialogarem, resolvendo a atividade coletivamente. Tire as dúvidas que surgirem no processo se eles mesmos não conseguirem fazer isso.

4. Objetivo

• Identificar quais são as atividades econômicas do espaço urbano por meio da leitura e interpretação de anúncios.

Sugestão de intervenção

• Separe um momento da aula para conversar com os estudantes sobre exemplos de como essas atividades são desenvolvidas no município onde vivem. A aproximação dos temas estudados com a realidade deles é uma boa forma de ampliar seus conhecimentos, portanto, uma alternativa de abordagem é voltar a questioná-los sobre os adultos da família que exerçam os trabalhos destacados nos anúncios. As atividades desta página auxiliam a construir conhecimentos sobre o mundo do trabalho, favorecendo a mobilização de aspectos da Competência geral 6 da BNCC.

3. Copie no caderno as afirmações correspondentes a cada atividade econômica a seguir.

1.

3. Resposta: Os estudantes devem copiar as seguintes correspondências: A – 3; B – 1; C – 2.

Indústria B. Serviços C.

Atividade econômica responsável pela transformação de matérias-primas em produtos industrializados.

Atividade econômica que envolve diferentes atividades, como atendimento de saúde, educação e transporte.

Atividade econômica que consiste na compra e venda de mercadorias.

4. Copie os anúncios a seguir no caderno e indique a qual atividade econômica cada um deles se refere.

4. Resposta: Os estudantes devem fazer a

seguinte relação: texto A: serviços; texto B: comércio; texto C: indústria.

Os números de telefone não foram apresentados porque os anúncios foram criados apenas para fins didáticos.

C.

5. Nosso dia a dia é diferente do dia a dia dos colegas de turma. Para descobrir mais sobre isso, forme dupla com um colega e realizem as seguintes atividades.

a ) Vocês vão entrevistar um ao outro, usando as perguntas a seguir.

• Você mora no espaço rural ou no espaço urbano do município?

• Cite três atividades que você realiza em seu dia a dia e que caracterizam o modo de vida no espaço onde mora.

• Qual é a atividade que você mais gosta de praticar no espaço onde mora?

b ) Anote as respostas dadas por você e o colega no caderno. Depois, compartilhem as respostas com a turma e ouça atentamente as respostas dos demais colegas. Destaquem as principais diferenças ou semelhanças entre as respostas de vocês.

5. Objetivo

• Conhecer o modo de vida dos colegas e verificar que existem diferenças entre as atividades que desempenham em seu dia a dia.

Sugestão de intervenção

Oriente os estudantes a conversarem sobre os diferentes modos de vida identificados.

6. Observe a fotografia a seguir. Depois, responda às questões no caderno.

6. a) Resposta: Espera-se que os estudantes identifiquem que o problema é a falta de investimentos em serviços públicos de saúde. Eles podem chegar a essa conclusão baseando-se na extensa fila retratada na fotografia e nas informações apresentadas na legenda da imagem, que demonstram essa provável falta de investimento.

a ) Qual é o problema urbano retratado na fotografia? Como você chegou a essa conclusão?

b ) Há problemas como esse na cidade onde você mora? Cite um exemplo.

6. b) Resposta pessoal. Converse com os estudantes para que identifiquem os serviços públicos por eles utilizados e que podem ser melhorados.

c ) Quais são os outros problemas que pode haver nos espaços urbanos? Cite alguns exemplos.

Pessoas aguardando atendimento no Centro Municipal da Saúde na cidade do Rio de Janeiro, em 2022. 6. c) Sugestões de resposta: Falta de moradias; falta 5. a) e b) Respostas pessoais.

de acesso ao saneamento básico, como água encanada e serviços de coleta de esgoto; falta de coleta de lixo; falta de empregos; e transporte público ineficiente.

02/10/2025 18:37:26

• Organize uma roda de conversa e incentive os estudantes a compartilharem suas respostas de forma dinâmica. Anote as respostas na lousa e faça uma contagem das atividades iguais ou similares, criando uma tabela com dados sobre as atividades preferidas da turma.

6. Objetivo

• Identificar problemas urbanos registrados em uma fotografia e relacioná-los ao lugar onde vivem.

Sugestão de intervenção

• Se não alcançarem o objetivo, ajude-os a identificar o problema evidenciado na fotografia e elenque outros setores, além da saúde, para que reflitam sobre os problemas na oferta desses serviços. Em seguida, proponha uma roda de conversa e que produzam uma lista com os principais problemas constatados. Incentive-os a pensar em possíveis soluções para essas situações e explique que as autoridades municipais recebem as sugestões dos habitantes do município pensando em sua melhoria.

OBJETIVOS DA UNIDADE

• Compreender que o campo e a cidade são espaços interdependentes.

• Reconhecer que as trocas de produtos e serviços entre o campo e a cidade são essenciais para suprir as necessidades das pessoas.

• Identificar a principal matéria-prima e o processo produtivo de alguns produtos utilizados em nosso dia a dia.

• Compreender a integração do campo e da cidade pelos meios de comunicação e de transporte.

SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL

Promova uma conversa com os estudantes para identificar os principais alimentos consumidos pela turma. Pergunte quais eles costumam consumir frequentemente. Incentive os estudantes a citarem os alimentos mais saudáveis que fazem parte da dieta deles, evitando exemplos de produtos ultraprocessados.

Liste-os na lousa, fazendo um tracinho ao lado dos alimentos citados mais de uma vez. Por fim, confira quantos estudantes consomem determinados produtos, a fim de criar um placar do que a turma mais come. No estudo da página  121, retome essa lista para identificarem os alimentos produzidos no campo por meio de atividades econômicas típicas desse espaço, como a agricultura, a pecuária e o extrativismo, bem como os produzidos na indústria, usando a matéria-prima do campo.

UNIDADE

CAMPO E CIDADE E SUA INTEGRAÇÃO 6

• Se achar necessário, elabore alguns questionamentos com o objetivo de resgatar os conhecimentos dos estudantes acerca dos espaços rural e urbano. Para tanto, retome as características principais das paisagens rurais e urbanas, assim como as atividades econômicas predominantes nesses espaços.

• Oriente os estudantes a observarem as fotografias das páginas de abertura para responderem oralmente às questões propostas na página  119. Promova um diálogo entre eles

com base no que mais chamou a atenção nas imagens. Com o objetivo de explorar seus conhecimentos prévios, faça as seguintes perguntas: “A criação de galinhas para a produção de ovos, retratada na fotografia A, geralmente é realizada em qual espaço do município?”; “O supermercado, retratado na fotografia B, localiza-se em qual espaço do município?”; “Você já visitou alguma granja de aves?”; “Você costuma ir ao supermercado com seus familiares ou responsáveis?”.

Galinheiro orgânico com poedeiras, criação destinada à produção de ovos, em propriedade rural no município de São Lourenço da Serra, em São Paulo, em 2025

A interdependência entre o espaço urbano e o espaço rural, sobretudo por meio das trocas de produtos e serviços, é essencial para suprir as necessidades das pessoas.

no Paraná, em 2025.

1 a 3. Respostas e mais informações sobre a condução das páginas de abertura nas orientações ao professor

1. 2. 3.

Você já se perguntou de onde vêm os produtos que consome diariamente?

De que maneira as fotografias representam a relação de interdependência entre os espaços rural e urbano?

Com os colegas, citem dois exemplos de como o campo e a cidade do município onde vocês moram estão interligados.

Respostas

1. Resposta pessoal. Pergunte aos estudantes se conhecem a origem de alguns produtos que consomem. Verifique se concluíram que alimentos, como arroz, feijão, legumes, frutas e verduras, são produzidos no espaço rural.

2. Resposta: As fotografias representam a interdependência entre os espaços rural e urbano ao retratarem produtos que são produzidos no campo e consumidos na cidade, no caso, o ovo.

3. Resposta: Espera-se que os estudantes citem alimentos produzidos no espaço rural e consumidos no espaço urbano, assim como os equipamentos envolvidos na produção deles e outros produtos industrializados, como roupas, calçados e ferramentas, fabricados no espaço urbano.

BNCC

• O estudo desta unidade desenvolve as habilidades EF04GE04 e EF04GE08 da BNCC ao levar os estudantes a reconhecerem as características do campo e da cidade e a interdependência entre esses espaços à medida que identificam a produção, a circulação e o consumo de matérias-primas e produtos industrializados. Essa temática de estudo e as atividades propostas mobilizam o tema contemporâneo transversal Trabalho e aspectos das Competências Gerais 1, 2, 4, 5, 6 e 7 da BNCC.

02/10/2025 18:34:34

Pessoa escolhendo ovos em supermercado, na cidade de Londrina,

• Nas atividades de 1 a 4, auxilie os estudantes a interpretarem a relação entre as fotografias. Verifique se todos compreenderam que a fotografia A retrata a produção da fruta no campo, e a fotografia  B, a comercialização desse produto na cidade. Já a fotografia C representa a produção de máquinas agrícolas em uma indústria na cidade, as quais serão utilizadas no espaço rural, como retratado na fotografia D

Respostas

1. Resposta: Espera-se que os estudantes identifiquem que a produção de alimentos (frutas e verduras) é realizada no espaço rural.

2. Resposta: Espera-se que os estudantes reconheçam que a produção é comercializada em supermercados ou feiras livres, localizadas, predominantemente, no espaço urbano.

3. Resposta: Espera-se que os estudantes identifiquem que a produção (montagem) de tratores é realizada em uma fábrica localizada no espaço urbano.

4. Resposta: Espera-se que os estudantes reconheçam o uso do trator nas atividades produtivas do campo, como a agricultura.

• O texto a seguir mostra a importância dos trabalhos urbano e rural simultaneamente. Leia-o para complementar seus conhecimentos sobre o assunto e contribuir para o estudo das páginas 120 a 123

Interdependência entre o campo e a cidade […]

Ao abordar o tema cidade/ campo, é importante permitir que os alunos percebam a relação de complementariedade entre os dois espaços. Assim, em vez de trabalhar esse conteúdo de forma estanque, discutindo a cidade e o campo isoladamente, o professor mostra a interdependência que se dá por meio do trabalho.

INTERDEPENDÊNCIA ENTRE CAMPO E CIDADE

O campo e a cidade se diferenciam em muitos aspectos, mas são interdependentes. Isso quer dizer que a população das cidades depende da produção do campo, ao mesmo tempo que a população do campo depende dos produtos e serviços das cidades. Observe a seguir alguns exemplos dessa interdependência.

1. De acordo com a dupla de fotografias A e B, a produção das frutas e verduras é feita no espaço rural ou no espaço urbano?

2. Onde a produção das frutas está sendo comercializada?

3. De acordo com a dupla de fotografias C e D, o trator geralmente é fabricado no espaço rural ou no espaço urbano?

4. Onde esse trator está sendo utilizado?

1 a 4. Respostas nas orientações ao professor

Também é conveniente basear o enfoque em situações reais, concretas, pois assim se permite que o aluno construa uma visão desmitificada de campo e cidade.

Os espaços não existem por si mesmos, mas em permanente contato, influenciando-se mutuamente. Para mostrar essa relação nos espaços urbano e rural, o professor pode transitar de um a outro ao abordar temas como ambiente, trabalho ou profissões. Assim, é perfeitamente possível – e desejável – falar sobre família, comunidade, bairro e município ao mesmo tempo, ou país e estado, ou quaisquer “combinações” de temas possíveis, de acordo com as circunstâncias.

[…]

KOZEL, Salete; FILIZOLA, Roberto. Didática de geografia: memórias da terra – o espaço vivido. São Paulo: FTD, 1996. p. 54-55.

BNCC

• As atividades dessa página desenvolvem a habilidade EF04GE04 da BNCC, ao levarem os estudantes a interpretarem fotografias que evidenciam a interdependência entre campo e cidade.

D.
C.
Fábrica de tratores em Minsk, em Belarus, em 2021.
Uso de trator em área rural do município de Condói, no Paraná, em 2021. B.
A.
Colheita de mangas no município de Petrolina, em Pernambuco, em 2022.
Feira do produtor na cidade de Feira de Santana, na Bahia, em 2023.

5. Professor, professora: As legendas das imagens não foram inseridas para não comprometerem a realização da atividade.

DO CAMPO PARA A CIDADE

Conhecer as atividades produtivas realizadas no campo nos ajuda a entender a importância do espaço rural. Vimos que essas atividades estão relacionadas, principalmente, à agricultura, à pecuária e ao extrativismo, que fornecem alimentos à população e também matérias-primas utilizadas nas indústrias.

5. Vamos conhecer alguns exemplos? Para isso, relacione no caderno as fotografias às afirmações correspondentes.

1.

2.

No campo, é produzido o arroz, um dos alimentos mais consumidos pela população brasileira.

No campo, é produzido o algodão, usado na indústria para a fabricação de fios e tecidos.

4.

3. No campo, é produzida a cana-de-açúcar, usada para a fabricação de açúcar e etanol (álcool combustível).

5.

No campo, são realizados a extração e o cultivo de madeira, usada em construções e na indústria para a fabricação de papel, móveis e outros produtos.

No campo, é criado o gado leiteiro, atividade responsável por fornecer leite, muito utilizado para produção de queijos, iogurtes, manteiga e outros derivados.

No campo, é realizada a colheita dos frutos do açaí, consumido de diferentes maneiras, com pratos salgados, como farinha de tapioca e peixes, ou doces, como sorvetes.

5. Resposta: Os estudantes devem relacionar os seguintes itens: A – 2; B – 1; C – 4; D – 3; E – 5; F – 6.

02/10/2025 18:34:41

• Ao iniciar o tema abordado nas páginas 120 a 123, ressalte que não há uma hierarquia de importância entre o espaço urbano e o espaço rural. Ambos são igualmente relevantes e se complementam na dinâmica dessa relação.

• Para complementar a atividade 5, incentive os estudantes a apresentarem mais produtos cultivados no campo e consumidos pela população urbana. Para isso, organize-os em duplas para elaborarem algumas afirmações, como as descritas na atividade. Para auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão na realização da atividade, incentive a dupla a fazer a descrição dos produtos retratados nas imagens e considere levar para a sala de aula exemplos dos produtos, proporcionando o reconhecimento tátil.

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

COMIDA que alimenta. Centro Sabiá, 5 jun. 2015. Disponível em: https:// www.youtube.com/ watch?v=z6xAkNPV3QI. Acesso em: 29 ago. 2025. Por meio de uma animação, o vídeo sugerido mostra a produção de alimentos no meio rural e as cadeias produtivas. Por ser apropriado à faixa etária da turma, é possível exibi-lo aos estudantes para complementar o estudo.

6.
A.
D.
B. E. C. F.

• Na atividade 6, oriente os estudantes a pesquisarem no dicionário as palavras identificadas pela junção das sílabas, contextualizando seus respectivos significados com o tema estudado.

• Verifique se no município há instituições que são referência no atendimento às pessoas com deficiência visual e solicite, com antecedência, a transcrição da atividade para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), possibilitando aos estudantes cegos ou com baixa visão a leitura manual das sílabas, dos números e das letras.

DA CIDADE PARA O CAMPO

Como estudamos, as atividades produtivas realizadas nas cidades estão relacionadas, principalmente, à indústria, ao comércio e aos serviços. As indústrias fornecem produtos industrializados de uso doméstico, como roupas, calçados e eletrônicos, que são usados pelas pessoas que vivem no campo. Também fabricam máquinas e outros produtos empregados nas atividades rurais. Além disso, na cidade, o comércio e a prestação de serviços são mais desenvolvidos do que no campo, por isso são procurados pela população rural dos municípios.

6. Siga os comandos para descobrir o nome de alguns produtos ou serviços fornecidos pela cidade ao campo e escreva-os no caderno. Observe o exemplo.

Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

12345

AU RA TO COXI

TIDO TA PIJU

TAL CORREITRÔCOS C MÉSLETRO OE

B MÓHOSDEI BAN NI

Professor, professora: As legendas

A E ROUVELLHEI PAS

das imagens não foram inseridas para não comprometerem a realização da atividade.

6. A. Resposta: Eletrônicos.6. B. Resposta: Eletrodomésticos.

Número

+ 3F +

Professor, professora: As legendas das imagens não foram inseridas para não comprometerem a realização da atividade.

7. Quais são os produtos e serviços exemplificados na atividade anterior que você costuma utilizar no dia a dia?

7. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes caso tenham dificuldades.

8. Forme dupla com um colega. Com base no que vocês aprenderam sobre a relação entre campo e cidade, expliquem e deem exemplos de como esses espaços dependem um do outro. Escrevam um breve texto com esses exemplos e os apresentem para a turma.

8. Resposta nas orientações ao professor

Resposta

8. Resposta: Espera-se que os estudantes mencionem que o campo depende das atividades realizadas nas cidades (serviços, comércio e indústria) e a cidade depende da produção de alimentos e matérias-primas vindas do campo. Espera-se que deem exemplos como serviços bancários, médicos ou correios, que são procurados

02/10/2025 18:34:43

na cidade pelas pessoas que vivem no campo; assim como produtos industrializados, como roupas, ferramentas etc. Também podem exemplificar as produções do campo que são consumidas elas pessoas das cidades, como ovos, carne, frutas e verduras, assim como materiais utilizados nas indústrias como matérias-primas, a exemplo de leite, algodão, cana-de-açúcar etc.

• Na atividade  7, os estudantes devem observar o espaço vivido, correlacionando os produtos originados no campo e os serviços oferecidos na cidade, referentes tanto ao consumo diário quanto ao esporádico. Portanto, confira se eles identificam os produtos e serviços, pedindo-lhes que citem alguns exemplos, a fim de verificar possíveis dificuldades.

AVALIANDO

Objetivo

• Na atividade  8, é possível avaliar a compreensão dos estudantes acerca da interdependência entre campo e cidade.

Sugestão de intervenção

• Oriente-os a pesquisar imagens que evidenciem a relação entre esses espaços. Se possível, leve para a sala de aula, ou peça aos estudantes que providenciem, alguns jornais e revistas para pesquisarem e recortarem. Em seguida, eles deverão montar uma colagem com essas imagens, demonstrando a interdependência entre o campo e a cidade. Incentive-os a complementar a colagem com legendas, desenhos e setas que expliquem como ocorrem essas relações. Por fim, oriente-os a apresentar aos colegas.

1F
1B + 3A
2B + 4E + 1D
2D + 3D + 4C
4F + 4A + 3E + 3B + 2F C.
4B + 4F E.
2A + 5A G.
6. C. Resposta: Colheitadeira.
6. D. Resposta: Automóvel.
6. E. Resposta: Banco.
6. F. Resposta: Hospital.
6. G. Resposta: Roupas.
6. H. Resposta: Correio.
ILUSTRAÇÕES: KATHARINE FROTA/ARQUIVO

• Na atividade 9, verifique se os estudantes reconhecem os motivos para as pessoas se deslocarem entre o campo e a cidade e anote-os na lousa.

• Verifique também se os estudantes compreendem as razões pelas quais as pessoas do campo geralmente frequentam a cidade. Além dos motivos abordados nas páginas 124 e 125, cite os serviços utilizados no campo sem precisar sair de casa para obtê-los, embora seu funcionamento dependa das atividades realizadas na cidade, por exemplo, serviços bancários acessados pela internet. Explique também que as sedes administrativas do próprio município se localizam na cidade, as quais são responsáveis pelos serviços básicos oferecidos à população rural.

BNCC

• A atividade  9 desenvolve a habilidade EF04GE04 da BNCC, ao analisar os deslocamentos das pessoas do campo para a cidade, bem como as razões que as levam a depender de serviços e comércios da área urbana. Além disso, os estudantes são levados a utilizar conhecimentos historicamente construídos, a análise crítica, a reflexão e a produção escrita para reconhecer a interdependência do campo e da cidade, considerando aspectos do mundo do trabalho. Essa proposta ajuda a desenvolver as Competências Gerais 1, 2, 4 e 6 da BNCC.

O FLUXO DE PESSOAS ENTRE O CAMPO E A CIDADE

Entre os espaços rural e urbano, ocorrem fluxos de produtos e serviços. No entanto, entre esses espaços também são comuns os fluxos de pessoas. Vamos conhecer alguns exemplos.

9. Leia os depoimentos das pessoas a seguir e converse com seus colegas para responder às questões propostas na página seguinte.

Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

Márcio mora no espaço rural de um município onde ajuda os pais nos trabalhos da roça pela manhã. Depois do almoço, ele toma o ônibus até a cidade, onde fica a faculdade que está cursando. Retorna para casa à noite e repete esse percurso quase todos os dias da semana.

Marina vive em um sítio e estuda em uma escola rural, perto de sua moradia. Às vezes, ela e seus familiares vão à cidade para passear, fazer compras e ir ao banco ou ao médico. Além disso, eles entregam sua produção de queijos em mercearias e supermercados. Para esse percurso, usam o carro da família.

Marina com a sua família fazendo compras na cidade.
Márcio no ônibus a caminho da faculdade.

9. a) Resposta: Espera-se que os estudantes citem que as pessoas se deslocaram para estudar, trabalhar, fazer compras ou acessar serviços, como banco ou hospital.

Isabel mora na cidade com os pais e os irmãos. No último feriado, ela e a família viajaram para um hotel localizado em uma propriedade rural, onde puderam conhecer um pouco mais a vida no campo. Isabel gostou da tranquilidade e, principalmente, de aprender a andar a cavalo.

Marcelo mora na cidade com a esposa e os filhos. Todos os dias, toma o ônibus pela manhã para ir até a fazenda onde trabalha. Assim como ele, outros trabalhadores da fazenda também vivem na cidade e fazem o mesmo percurso em dias de trabalho.

9. b) Resposta: Espera-se que os estudantes citem que as pessoas se deslocaram para fazer turismo rural e também para trabalhar.

a ) As pessoas que moram no campo se deslocam para as cidades para atender a algumas de suas necessidades. Quais?

b ) Por que as pessoas que moram nas cidades se deslocam para o campo? A que necessidades elas buscam atender?

c ) Que tipos de transporte foram usados para realizar esses deslocamentos?

9. c) Resposta: Espera-se que os estudantes citem o ônibus e o automóvel.

10. Você já fez ou conhece alguém que faz o trajeto entre o campo e a cidade ou da cidade para o campo por motivos parecidos com os mencionados anteriormente? Compartilhe sua experiência com os colegas.

10. Resposta pessoal. Os estudantes também podem citar exemplos diferentes dos apresentados anteriormente.

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• Para complementar a atividade  10 , se possível convide algum residente do campo que use os serviços do espaço urbano, ou vice-versa, a fim de contar suas experiências aos estudantes. Também é possível que entre os próprios estudantes haja esse exemplo. Nesse caso, promova uma conversa entre eles para compartilharem suas experiências. As atividades 9 e 10 favorecem procedimentos como a investigação, a análise crítica, a reflexão e a oralidade para que os estudantes reconheçam fluxos entre o campo e a cidade e suas motivações. Essa proposta ajuda a desenvolver as Competências Gerais 1, 2, 4 e 6 da BNCC.

Isabel andando a cavalo em hotel rural.
Marcelo capinando na fazenda.

• Complemente o conteúdo das páginas 126 e 127 explicando aos estudantes que muitas agroindústrias utilizam produtos exclusivamente de origem agrícola ou pecuária como matéria-prima. Comente que as usinas de açúcar e etanol, os laticínios, os frigoríficos e as refinarias de óleo são exemplos de agroindústrias. Geralmente, essas unidades são instaladas no espaço rural, próximos às fontes de matéria-prima, embora também estejam em áreas urbanas. Com base nesse tema, incentive os estudantes a se lembrarem das agroindústrias presentes no próprio município, citando os respectivos produtos. Dessa forma, resgatam-se as experiências e os conhecimentos prévios da turma.

BNCC

• O estudo das páginas 126 a 131 contribui para o desenvolvimento das habilidades EF04GE04 e EF04GE08 da BNCC, ao explorar a fabricação, a circulação e o consumo de produtos resultantes da transformação de matérias-primas.

• Peça aos estudantes que acessem o infográfico clicável indicado nesta página e conheçam mais sobre o Ciclo do algodão e o seu processo de transformação até a etapa final.

O FLUXO DE MATÉRIAS-PRIMAS ENTRE O CAMPO E A CIDADE 19

Muitos produtos que usamos em nosso dia a dia passam por diversas etapas e percorrem um longo caminho para chegar até nós. No campo, por exemplo, são produzidos materiais de origem vegetal, animal e mineral, usados na indústria para a fabricação de outros produtos. Esses materiais são chamados de matérias-primas. Observe a seguir alguns exemplos.

Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

MILHODE
atum
Origem vegetal
Origem animal
Origem mineral
Milho.
Leite de vaca.
Mineral bauxita.
Milho em lata, pipoca e farinha de milho.
Queijo, manteiga e iogurte.
Lata, panela e caneca de alumínio.

1. Copie as principais informações do quadro a seguir no caderno e complete-o com as informações que faltam sobre a origem das matérias-primas. Observe o exemplo e, se necessário, faça uma pesquisa.

Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem ao menos uma matéria-prima usada na produção dos objetos escolhidos. Auxilie-os caso tenham dificuldades. Se necessário, acompanhe-os e faça uma pesquisa direcionada na internet.

Matéria-prima e seus produtos derivados

Produto Origem da matéria-prima

Matéria-prima de origem animal.

MODELO

Produtos derivados

• Para ampliar a abordagem com as atividades de 1 a 3, leve os estudantes a identificarem as matérias-primas provenientes do campo que são utilizadas na produção de alimentos ou em outros produtos nas indústrias. Para tanto, oriente-os a levar alguns objetos de casa, mas também inclua itens da própria sala de aula.

• Na atividade  2 , leve os estudantes à sala de informática, caso esse espaço esteja disponível na escola, e oriente a pesquisa, em sites confiáveis, do processo produtivo de objetos do cotidiano escolar – por exemplo, o caderno. Em seguida, peça a eles que representem a cadeia produtiva de um dos objetos pesquisados por meio de um desenho ou que sintetizem as informações em um pequeno texto.

Respostas

MODELO

1. Resposta nas orientações ao professor.

3. Resposta nas orientações ao professor.

Joias e talheres.

2. Escolha três objetos que você geralmente leva para a escola em sua mochila. Depois, identifique uma ou mais matérias-primas usadas em sua produção e a origem dela(s). Compartilhe sua resposta com os colegas e o professor.

3. Escreva o nome de uma matéria-prima fornecida pelo campo à indústria para a fabricação de algum produto que você consome diariamente. Depois, identifique e liste cinco objetos da sua casa e a matéria-prima utilizada para sua fabricação.

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1. Madeira – origem da matéria-prima: origem vegetal; produtos derivados: móveis, lápis e papel; Prata – origem da matéria-prima: origem mineral; produtos derivados: joias e talheres.

3. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar o algodão para a produção de roupas; leite para a produção de queijo, iogurtes e outros derivados; milho para a produção de alimentos na indústria alimentícia; couro para a fabricação de sapatos, tênis etc. Auxilie os estudantes na identificação dos objetos e da matéria-prima utilizada para sua fabricação, lembrando que muitos objetos são feitos de várias matérias-primas combinadas.

Couro.
Madeira.
Prata.
Calçado, roupa e cinto.
Móveis, lápis e papel.

• Por meio de perguntas, verifique se os estudantes conseguem identificar quais produtos provenientes do campo são transportados diretamente para as cidades e consumidos em seu estado natural, ainda frescos, e quais passam por processos de beneficiamento, ou seja, por algum tipo de transformação industrial. Aproveite para avaliar se eles sabem que, entre os produtos industrializados, há diferentes níveis de processamento. Incentive os estudantes a verbalizarem seus conhecimentos sobre o assunto.

• Organize uma roda de conversa para o compartilhamento das listas de alimentos elaboradas na atividade 1. Registre na lousa os alimentos que despertarem questionamentos quanto à sua forma de consumo e procure esclarecer as dúvidas dos estudantes. Relembre-os de que muitos alimentos podem ser consumidos em seu estado natural ou após passarem por diferentes níveis de processamento.

PRODUTOS: ESTADO NATURAL, BENEFICIADO OU INDUSTRIALIZADO

Os produtos que consumimos no dia a dia têm origens diversas e são muito diferentes. Esses produtos podem ser classificados de acordo com seu estado de transformação. Para entender o que isso significa, vamos usar como exemplos alguns alimentos que chegam à nossa mesa.

Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

Alguns alimentos produzidos no campo podem ser vendidos ou consumidos em seu estado natural (in natura). É importante que todo alimento seja higienizado antes de ser consumido.

Alguns produtos precisam passar por certos tipos de tratamento antes de serem consumidos, como limpeza, corte das partes não consumíveis, secagem e empacotamento. Muitos são apenas selecionados e embalados. Esse processo é chamado de beneficiamento

Muitos alimentos passam por outros processamentos, como moagem, prensagem, secagem, trituração, refino, fermentação, torra e cozimento. Esses alimentos podem ser fabricados de forma artesanal, geralmente por pequenos produtores ou em maiores quantidades pelas indústrias. Em alguns casos, o que é fabricado nas indústrias tem a matéria-prima transformada em um novo produto, recebendo o nome de produto industrializado

Produtos naturais

Produtos beneficiados

Ovos, arroz e morangos.

Produtos industrializados

Óleo, sardinha e café moído.

1. Com a ajuda de seus familiares ou responsáveis, faça uma lista com cinco alimentos que vocês consomem no dia a dia. Indique se o produto é consumido em estado natural ou beneficiado ou se é um produto industrializado.

1. Resposta pessoal. Verifique se os estudantes identificaram corretamente o estado de transformação de cada produto e oriente-os, se necessário.

ARROZ
Cebola, tomate, banana, alface e uva.

4. Copie as frases a seguir no caderno e complete-as com as palavras do quadro.

vegetal • mineral • animal

a ) As matérias-primas de origem ■ geralmente são produzidas no campo por meio da pecuária ou pela prática do extrativismo.

b ) As matérias-primas de origem ■ geralmente são produzidas no campo por meio da agricultura e pela prática do extrativismo.

c ) As matérias-primas de origem ■ são retiradas do solo por meio do extrativismo.

4. Respostas: Os estudantes devem completar os itens com os termos: a) animal; b) vegetal; c) mineral.

5. Observe as imagens que representam diferentes tipos de alimentos e, no caderno, classifique-os em:

Alimentos em estado natural ou beneficiados. Alimentos industrializados.

Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

5. Respostas: A – industrializado; B – em estado natural; C – em estado natural; D – industrializado; E – em estado natural/beneficiado (embalado); F – industrializado; G – beneficiado, H – em estado natural/beneficiado (embalado).

Esse endereço eletrônico disponibiliza um documento elaborado por órgãos de saúde do Brasil, que oferece orientações sobre alimentação saudável voltadas à população.

AVALIANDO

Objetivo

• Na atividade  5, é possível avaliar se os estudantes diferenciam os alimentos naturais e beneficiados dos produtos industrializados.

Sugestão de intervenção

• Antecipadamente, oriente os estudantes a coletarem algumas embalagens de alimentos consumidos em casa para levá-las à escola. Em sala de aula, promova uma conversa a respeito dos alimentos em estado natural e beneficiados e dos industrializados. Desenhe na lousa uma tabela com duas colunas referentes a essas embalagens. Em seguida, escolha algumas delas para que os estudantes as classifiquem conforme as colunas na

• Se julgar pertinente, organize os estudantes em duplas para desenvolverem a atividade 4

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• Se possível, faça uma enquete a fim de descobrir se eles consomem muitos alimentos industrializados. Com base nisso, promova uma roda de conversa e enfatize que os alimentos industrializados podem prejudicar a saúde se forem consumidos excessivamente. Explique que eles são mais calóricos e geralmente contêm conservantes químicos, além de açúcar (no caso de doces e refrigerantes) ou sal em excesso. Esses alimentos podem, ainda, provocar doenças como obesidade e doenças cardiovasculares e não fornecem os nutrientes que os alimentos naturais ou beneficiados fornecem. Com essa abordagem é possível promover um trabalho integrado com o componente curricular de Ciências, a respeito de alimentação e nutrição.

REFERÊNCIA COMPLEMENTAR

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://www.gov.br/ saude/pt-br/assuntos/ saude-brasil/publicacoes -para-promocao-a-saude/ guia_alimentar_populacao_ brasileira_2ed.pdf/view. Acesso em: 30 ago. 2025.

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lousa. Faça as intervenções necessárias e tire as dúvidas que surgirem. Peça-lhes que leiam as informações nas embalagens para conferir os respectivos ingredientes, identificando tanto as matérias-primas quanto os conservantes naturais ou químicos. Explore também os tipos de processamento (secagem, cozimento, moagem etc.), caso estejam descritos nas embalagens. Dessa forma, a turma refletirá acerca dos diferentes níveis de processamento dos alimentos.

A.
D.
C.
F.
Sardinha enlatada.
Açúcar.
B.
E. Laranjas.
Ovos.
G.
H.
Carne. Morangos.
Repolho. Leite.

WALTON, Ruth. Vamos fazer um bolo? São Paulo: Moderna, 2012.

Esse livro aborda os processos de produção do bolo, mostrando de onde vêm os ingredientes, por meio de uma viagem pelo mundo. Se possível, leia o livro com os estudantes.

BNCC

• Na atividade  6, os estudantes desenvolvem a habilidade EF04GE08 da BNCC, ao identificarem, por meio de fotografias, cada etapa da produção do leite e ao organizarem-nas na ordem em que ocorrem, desde a produção até a circulação e o consumo.

O CAMINHO DE UM PRODUTO

Para que um produto chegue até nossas casas, ele percorre um longo caminho e envolve o trabalho de muitas pessoas, desde sua produção, passando por transporte, transformação e comercialização.

As roupas que usamos no dia a dia, por exemplo, são resultado da produção agrícola do algodão e sua transformação em tecidos, que ocorre nas indústrias, geralmente, localizadas nas cidades. Depois de finalizadas as peças de vestuário, é necessário o transporte até o local onde são comercializadas. Vamos observar outros exemplos a seguir.

6. Observe as fotografias que evidenciam a produção do leite. Depois, organize no caderno as etapas de forma correta. Atenção, pois as fotografias precisam ser organizadas. Isso significa que as letras ficarão fora de ordem.

Transporte para os estabelecimentos comerciais

Consumo em residência na Sérvia, em

6. Resposta: Os estudantes devem copiar as letras das fotografias na seguinte ordem: B; A; D; E; C; F.

Ordenha: processo de extrair o leite de alguns animais.
B.
A.
C.
D.
E.
F.
Transporte em temperatura controlada até a fábrica, na cidade de Londrina, no Paraná, em 2021.
Venda no supermercado na Rússia, em 2022.
na Turquia, em 2019.
Ordenha para obtenção do leite no município de Carambeí, no Paraná, em 2021.
Transformação na indústria na China, em 2021.
2022.

7. Observe a sequência de fotografias com a ordem correta das etapas de produção do pão. Para cada uma das etapas, produza uma legenda no caderno. Observe o exemplo das legendas da produção do leite na página anterior.

7. Respostas: A – Lavoura de trigo em área agrícola; B – Colheita

da lavoura de trigo em área agrícola; C – Indústria embalando a farinha de trigo em pacotes;

7. D – Produção de pães em padaria; E – Pessoa comprando pão na padaria; F – Pão sendo consumido por uma família.

8. Você já teve a oportunidade de observar alguma etapa de produção dos itens mostrados nas atividades anteriores? Costuma consumir esses alimentos no dia a dia? Conte aos colegas.

8. Resposta pessoal. Se necessário, retome o conteúdo com os estudantes e auxilie na elaboração das respostas.

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ATIVIDADE EXTRA

• Para ampliar a abordagem das atividades 7 e 8, organize os estudantes em grupos para pesquisarem a produção de algum produto. Eles também deverão fazer um desenho, representando a circulação desse produto até chegar ao consumidor, além de elaborar algumas frases explicativas. Por fim, incentive-os a mostrar sua representação aos demais colegas. Se necessário, corrija ou acrescente informações. Aproveite o momento para sanar dúvidas sobre as cadeias produtivas e o caminho que os produtos percorrem.

BNCC

• Na atividade  7, os estudantes desenvolvem a habilidade EF04GE08 da BNCC, ao produzirem legendas para descrever o processo de produção, circulação e consumo de um determinado produto com base na sequência das fotografias. Na atividade 8, os estudantes utilizam conhecimentos historicamente construídos e a oralidade para partilhar com os estudantes informações que se relacionam às suas experiências de vida e ao mundo do trabalho, proposta que desenvolve aspectos das Competências Gerais 1 e 6 da BNCC.

C.
D.
Cidade de Sumaré, em São Paulo, em 2022.
Cidade do Rio de Janeiro, em 2023.
B.
A.
Município de Cafelândia, no Paraná, em 2022.
Sérvia, em 2024.
E. F.
Espanha, em 2021.
Brasil, em 2024.

• Inicie a aula aplicando a estratégia Tempestade de ideias, com o intuito de verificar o conhecimento dos estudantes acerca do tema. Deixe-os expor suas opiniões e depois questione sobre a relação entre o transporte, a comunicação, a produção, a circulação e o consumo de determinados produtos. Pergunte se os produtos sempre chegaram até o consumidor por esses processos e se as maneiras de contatar uma pessoa distante sempre ocorreram assim ou sofreram transformações ao longo do tempo.

• Antes do estudo desse tema, oriente os estudantes a levarem para a sala de aula imagens de meios de transporte, como carro, barco, avião e trem, e de usos dos meios de comunicação, como carta, e-mail, telefone, televisão, rádio e internet, extraídas de livros, jornais e revistas. Inicie a aula explorando a integração entre o campo e a cidade por esses meios de transporte e a utilização dos meios de comunicação na troca de informações entre os espaços. Fixe as imagens em uma cartolina e exponha em uma parede da sala de aula, compondo material de consulta. Promova a inclusão de estudantes cegos ou com baixa visão, proporcionando percepção tátil de alguns meios de transporte e comunicação; para isso, providencie miniaturas que os representem. Outra opção é disponibilizar imagens ampliadas e tornar os contornos dos meios de transporte e comunicação perceptíveis ao tato com cola, criando, assim, um relevo. Avalie individualmente as dificuldades e acompanhe o reconhecimento tátil com descrições mais detalhadas, de modo a facilitar a construção de imagens e conceitos.

TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO: INTEGRAÇÃO ENTRE O CAMPO E A CIDADE

Para compreender as relações entre o campo e a cidade, é necessário reconhecer que esses espaços estão integrados por vias de transporte e meios de comunicação. Vamos conhecer mais sobre essa integração.

INTEGRAÇÃO PELAS VIAS DE TRANSPORTE

Vimos que a interdependência entre o campo e a cidade é proporcionada pelo fluxo de pessoas e produtos entre esses espaços. Também sabemos que o transporte é essencial para que as matérias-primas cheguem até as indústrias e os produtos sejam finalizados aos consumidores. Vamos analisar alguns exemplos.

• Leve os estudantes a identificarem as situações em que é necessário transportar matérias-primas ou produtos em uma cadeia produtiva.

• Diga-lhes que, no Brasil, o transporte rodoviário é o mais usado, ao passo que a rede ferroviária é pouco extensa. Questione os estudantes a respeito dos trens, explorando suas opiniões em relação às poucas opções de rotas ferroviárias entre as cidades brasileiras.

O transporte rodoviário ocorre por meio das rodovias e responde pela maior parte dos deslocamentos de pessoas e mercadorias no Brasil. Nessas vias, os meios de transporte usados para o deslocamento de pessoas são, em geral, os automóveis, os ônibus e as motocicletas. Já para o transporte de cargas, os caminhões são os mais utilizados.

O transporte ferroviário ocorre por meio das vias férreas (ferrovias), por onde percorrem os trens. No Brasil, o trem é uma importante forma de transporte de matérias-primas e outras mercadorias, mas há algumas linhas férreas de passageiros, como os trens urbanos e os metrôs, que transportam muitas pessoas, principalmente em grandes cidades.

Fluxo de caminhões e outros automóveis transportando pessoas e mercadorias em trecho da Rodovia Presidente Dutra, em Guarulhos, em São Paulo, em 2025.
Trem transportando carvão mineral no município de Siderópolis, em Santa Catarina, em 2025.

O transporte hidroviário ocorre por meio das hidrovias, utilizadas por embarcações, como barcos, lanchas e navios. No Brasil, esse tipo de transporte é realizado tanto em rios como pelas águas do mar, podendo ser usado para o deslocamento de pessoas, matérias-primas e outras mercadorias.

Embarcação de transporte de pessoas no município de Oriximiná, no Pará, em 2023.

O transporte aeroviário ocorre pelas aerovias, isto é, vias estabelecidas para o deslocamento de aviões ou helicópteros entre aeroportos, por meio do controle do tráfego aéreo. No Brasil, essa forma de transporte é utilizada, principalmente, para o transporte de passageiros entre os municípios e estados brasileiros, assim como outros lugares do mundo. Também é usado para o transporte de mercadorias.

Embarque de passageiros em avião no Aeroporto Hugo Cantergiani na cidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, em 2025. 1. b) Respostas pessoais. Auxilie os estudantes a classificarem os meios de transporte que trafegam pela via de transporte identificada.

1. Responda às questões a seguir, de acordo com as imagens e os textos desta página e da página anterior.

a ) Quais são os meios de transporte citados que você, seus familiares ou responsáveis já utilizaram? Esses transportes utilizam quais vias para se deslocarem?

1. a) Respostas pessoais. Auxilie os estudantes na execução desta atividade, orientando-os também a consultarem um responsável ou familiar.

b ) Quais são as vias de transporte mais utilizadas no município onde você mora? Quais veículos costumam trafegar por elas?

2. Em duplas, pesquisem na internet, com a ajuda de familiares ou responsáveis, as vantagens e as desvantagens de cada um dos tipos de transporte que você estudou: rodoviário, ferroviário, hidroviário e aéreo. Em seguida, registrem um resumo de suas descobertas no caderno, citando ao menos uma vantagem e uma desvantagem para cada um deles. Compartilhe os resultados com os colegas e o professor.

2. Resposta pessoal. Converse com os estudantes sobre as vantagens e desvantagens dos meios de transporte e como esses meios evoluíram com o desenvolvimento econômico.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

BRASIL. Sistema Nacional de Informações em Mobilidade Urbana. Ministério das Cidades. Disponível em: https://simu.cidades.gov.br/. Acesso em: 30 ago. 2025.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. IBGE mapeia a infraestrutura dos transportes no Brasil. Agência de Notícias IBGE, 25 nov. 2014. Disponível em: https:// agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala -de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/ releases/14707-asi-ibge-mapeia-a -infraestrutura-dos-transportes-no-brasil. Acesso em: 5 jul. 2025.

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Os links indicados podem ampliar seu conhecimento sobre os meios de transporte e de mobilidade urbana nas cidades brasileiras.

• Comente que, na Região Norte, há muitos rios navegáveis, como é o caso do Rio Amazonas e seus afluentes. Graças a eles, o transporte hidroviário é muito utilizado para transportar tanto cargas quanto passageiros.

• Para ampliar a abordagem na atividade  2 , organize uma roda de conversa sobre as vantagens e desvantagens de cada tipo de transporte citado após a pesquisa. Há muitos aspectos que podem ser explorados nessa discussão, como o custo do transporte, a rapidez, a poluição gerada, entre outros exemplos. Incentive-os a verbalizar livremente o que sabem sobre o assunto, incentivando a troca de ideias e a escuta ativa entre os colegas. Nas atividades 1 e 2, os estudantes partilham oralmente informações sobre o uso de meios de transporte no contexto de sua realidade e pesquisam utilizando tecnologias digitais sobre vantagens e desvantagens de diferentes meios de transporte, selecionando argumentos relacionados, inclusive, à sustentabilidade. Essa proposta permite o desenvolvimento das Competências Gerais 1, 2, 4, 5 e 7 da BNCC.

ARTICULANDO CONHECIMENTOS

• A atividade  3 promove uma articulação com o componente curricular de Língua Portuguesa por meio da leitura e interpretação de uma história em quadrinhos. Questione os estudantes acerca dos diálogos e das cenas em cada quadrinho, os quais enfatizam os meios de comunicação. Além de comentarem a história, leve-os a conectá-la com o tema dessa página e das anteriores. Em seguida, oriente-os a responder às questões.

ATIVIDADE EXTRA

• Organize uma roda de conversa com os estudantes e questione-os sobre os perigos ao utilizar a internet. Peça a cada estudante que cite um cuidado que pratica ao acessar a internet, anote-os na lousa de modo a formar uma lista. Incentive-os a relatar situações que podem representar riscos e quem poderá ajudar nesses casos. Entregue folhas avulsas e oriente que, em duplas, produzam um panfleto sobre os perigos e cuidados ao acessar a internet. Se julgar adequado, reproduza os panfletos e proporcione um momento para entregá-los para outras turmas. A atividade 3 e a atividade extra proposta auxiliam os estudante a compreender as tecnologias digitais, seus usos e aplicações, além de questões relacionadas à segurança no ambiente virtual. Essa mobilização trabalha aspectos da Competência Geral 5 da BNCC.

Resposta

3. c) Resposta: Espera-se que os estudantes citem o uso do telefone celular e tablet com acesso à internet, com as pessoas trocando mensagens entre si por meio de aplicativos. Eles foram usados na encomenda

INTEGRAÇÃO PELOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Além dos fluxos de pessoas e mercadorias, certos fluxos de informações são essenciais ao funcionamento das atividades econômicas.

3. Para compreender esses fluxos e como eles auxiliam na integração entre a cidade e o campo, leia a história em quadrinhos a seguir e troque ideias com seus colegas e o professor para responder às questões propostas.

ARIONAURO. Relações entre o campo e a cidade. Arionauro Cartuns, 19 mar. 2021. Disponível em: http://www.arionaurocartuns.com.br/2021/03/quadrinhos-relacoes-entre-campo-cidade.html. Acesso em: 20 jun. 2025.

3. b) Resposta: A produção de alimentos no campo, no caso a batata, para consumo nas cidades, em um restaurante e nas residências.

a ) Qual é o produto evidenciado na história em quadrinhos? Onde ele é produzido e para onde é destinado?

3. a) Resposta: O produto evidenciado na história é a batata, produzida no campo e destinada a um restaurante da cidade.

b ) Explique o fluxo que ocorreu entre o campo e a cidade.

c ) Quais são os meios de comunicação citados na história em quadrinhos? Para que eles foram utilizados?

3. c) Resposta nas orientações ao professor.

134

do restaurante ao produtor rural por meio de aplicativo de compras e também pela família, que pediu uma refeição pela internet por aplicativo de entregas.

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Os personagens da história em quadrinhos da página anterior recorreram aos meios de comunicação para atender às suas necessidades. Pelos meios de comunicação, as pessoas podem se comunicar com outras para atender a diversas finalidades, como conversar com amigos e familiares que moram em locais diferentes.

Além disso, os meios de comunicação permitem às pessoas que se informem sobre os acontecimentos do dia a dia, estudem e trabalhem a distância, acessem diferentes tipos de serviço ou façam compras e encomendas.

Observe as fotografias a seguir e verifique como é necessário que haja aparelhos, equipamentos e/ou redes de infraestrutura para que isso ocorra.

Atualmente, a maioria das pessoas ou famílias possui telefones celulares ou computadores com acesso à internet. As trocas de mensagens, as compras, entre outros tipos de serviços pela internet, são realizadas de diferentes formas, por exemplo, por meio de torres de telefonia celular, além de cabos de internet.

• Diga aos estudantes que, embora os dados da pesquisa TIC Domicílios de 2024 registrem 159 milhões de usuários de internet no Brasil em 2024, esse serviço ainda não é considerado acessível a toda a população brasileira, uma vez que 29 milhões de brasileiros não usam esse recurso. Os motivos que levam essa parcela da população a não utilizar a internet são diversos, como a falta de dispositivos no domicílio, o custo do serviço de internet, entre outros que podem ser explorados de maneira mais profunda por meio da pesquisa disponível em: https://cetic. br/pt/tics/domicilios/2024/ domicilios/. Acesso em: 30 ago. 2025.

ATIVIDADE EXTRA

• Com a ajuda de familiares ou responsáveis, oriente os estudantes a recortarem, de jornais ou revistas, imagens que representem diferentes meios de comunicação. Em seguida, peça a eles que montem uma colagem em uma folha de papel avulsa. Oriente-os também a elaborar legendas, preferencialmente utilizando um estilo de letra diferente do que estão acostumados a escrever. Em sala de aula, incentive-os a apresentar o resultado aos colegas. Se considerar pertinente, promova um debate sobre as vantagens e desvantagens do uso dos meios de comunicação representados nas colagens.

02/10/2025 18:29:21

Pessoa acessando a internet pelo celular na cidade do Rio de Janeiro, em 2022.
Agricultor acessando internet para trabalhar em meio à plantação de soja no município de Buritama, em São Paulo, em 2021.
Torres de telefonia celular em área rural do município de Uruçuí, no Piauí, em 2022.

• Organize os estudantes em uma roda de conversa para compartilharem a resposta da atividade  4. Se considerar pertinente, registre na lousa a quantidade de estudantes que costuma usar diariamente cada um dos meios de comunicação, a fim de descobrir qual deles é o mais utilizado. Para ampliar a abordagem, leve-os a imaginar como viveríamos atualmente sem a internet ou o celular.

• Avalie a possibilidade de convidar uma pessoa idosa para conversar com os estudantes sobre os meios de comunicação e de transporte no passado. Esta é uma oportunidade para conhecerem a evolução desses recursos e investigarem o impacto social da tecnologia. Para isso, essa atividade pode ser desenvolvida por meio de uma entrevista. Dessa forma, oriente os estudantes a formularem os questionamentos para o entrevistado.

ATIVIDADE EXTRA

• Incentive os estudantes a escreverem um pequeno texto sobre a importância dos meios de comunicação e de transporte para o desenvolvimento do campo e da cidade, incluindo a forma como ocorre a conexão entre os lugares e as pessoas. Se apresentarem dificuldade, oriente-os a pesquisar na internet ou produzir o texto com a ajuda dos familiares ou responsáveis.

Os telefones fixos também são muito usados para a comunicação entre pessoas, podendo ser instalados em residências, empresas e espaços públicos, como praças e calçadas. Para a transmissão dessas informações, são necessários cabos telefônicos, instalados em postes ou por vias subterrâneas.

fixo

elétrica e fios de operadoras de

As pessoas que vivem no campo ou na cidade também podem se informar sobre acontecimentos do dia a dia por meio da televisão, do rádio ou do jornal impresso. Pela televisão, também é possível assistir a eventos esportivos e culturais que estão ocorrendo em tempo real. Para tanto, é necessário que haja redes para transmitir essas informações por meio de cabos ou antenas, assim como para a recepção dos sinais enviados pelas emissoras.

4. Quais dos meios de comunicação, das páginas 135 e 136, você e seus familiares ou responsáveis mais utilizam no dia a dia? Dê ao menos um exemplo de como e por que você usa esse meio de comunicação. Conte aos colegas.

4. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a perceberem a importância dos meios de comunicação em seu dia a dia e sua utilização.

Telefone
em um escritório na cidade de Salvador, na Bahia, em 2022.
Familiares assistindo a um programa na televisão, na cidade de São Paulo, em 2017.
Rede
telefonia, televisão e internet a cabo na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, em 2021.
Antena parabólica digital em uma casa da área rural do município de São Roque de Minas, em Minas Gerais, em 2025.

VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO

1. Observe o esquema e, em seguida, responda às questões no caderno.

de trigo no município de Londrina, no Paraná, em 2020.

Um agricultor tem uma fazenda que cultiva trigo e fornece a principal matéria-prima para indústrias produtoras de farinha, localizadas em algumas cidades.

de farinha de trigo na cidade de Belém, no Pará, em 2025.

Com os grãos de trigo já transformados em farinha, as indústrias comercializam esse produto, que é transportado para as prateleiras dos supermercados das cidades.

de

Na época da colheita, o agricultor conta com o auxílio de máquinas modernas que facilitam e tornam esse trabalho mais rápido. Depois de colhido, o trigo vai para as indústrias de farinha, onde passa por várias etapas até chegar ao produto final.

Farinha de trigo sendo utilizada em residência, na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, em 2021.

Nos supermercados, essa farinha é comprada por várias pessoas que vivem no mesmo município do agricultor e em outros municípios da região. A família dele também compra essa farinha para preparar alguns alimentos.

1. Objetivo

• Reconhecer a interdependência entre o campo e a cidade a exemplo das trocas de produtos e serviços entre esses dois espaços. Sugestão de intervenção

• Oriente os estudantes a refletirem sobre outros exemplos e incentive-os a se disponibilizarem para dramatizar uma ou mais situações, como a demonstrada na atividade. A apresentação das cenas pode ser feita em grupo ou individualmente, de forma que o restante da turma possa identificar os produtos e os sujeitos envolvidos na relação campo-cidade. Avalie as dificuldades de maneira individualizada e incentive a participação de estudantes com dificuldades sensoriais nas dramatizações, com o auxílio dos colegas, caso todos se sintam confortáveis nessa dinâmica. Dessa forma, eles contextualizam e vivenciam essa relação, facilitando a aprendizagem e o desenvolvimento da propriocepção.

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Lavoura
Colheita
trigo no município de Londrina, no Paraná, em 2020.
Indústria

Respostas

1. c) Espera-se que os estudantes compreendam que a matéria-prima, o trigo, é produzida no campo. Em seguida, o trigo segue para a indústria, localizada na cidade. Após ser processada e ensacada, a farinha chega às prateleiras dos supermercados de diferentes cidades, onde é comercializada. A farinha retorna ao campo quando é adquirida pelos moradores desse espaço, sendo utilizada no preparo de alimentos.

1. d) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem exemplos como o leite, produzido no campo, beneficiado ou industrializado na cidade e comercializado para as pessoas que vivem tanto nas cidades quanto no campo. Outros exemplos são o café, o tomate, o couro e o minério de ferro.

2. Objetivo

• Reconhecer que os deslocamentos das pessoas entre o campo e a cidade e entre a cidade e o campo também contribuem para integrar esses espaços.

Sugestão de intervenção

• Forme uma palavra coletivamente juntando as sílabas. Em seguida, organize os estudantes em duplas para trocarem ideias. Se for necessário, faça intervenções para esclarecer dúvidas. Se na turma houver estudantes cegos ou com baixa visão, avalie, com antecedência, a possibilidade de converter a atividade para o sistema braile. Outra opção é a criação de uma lista de palavras para que, entre elas, os estudantes identifique os motivos pelos quais ocorrem os deslocamentos. Se desejar, apresente outros exemplos de fluxos de pessoas entre o campo e a cidade para complementarem as ideias e, assim, elaborarem o texto proposto.

a ) Qual é a matéria-prima utilizada para a produção de farinha? E onde essa matéria-prima é produzida?

1. a) Resposta: O trigo é a matéria-prima utilizada para a produção de farinha de trigo. Ela é produzida no espaço rural.

b ) A indústria responsável pela produção de farinha de trigo está localizada no campo ou na cidade?

1. b) Resposta: A indústria está localizada na cidade.

c ) Qual é a relação entre campo e cidade que pode ser percebida na sequência de imagens?

1. c) Resposta nas orientações ao professor

d ) Além do trigo, cite exemplos de outros produtos que, em sua opinião, também são resultado dessa relação entre campo e cidade.

1. d) Resposta nas orientações ao professor

2. Siga as coordenadas do diagrama e descubra alguns motivos que levam as pessoas a se deslocarem entre o espaço urbano e o rural.

Número

Letra 1 2 3

A TRA TA DOS B VIESSER C TUMOLHO

a ) A1 + D2 + C3

2. a) Resposta: Trabalho.

b ) B2 + C1 + A3

2. b) Resposta: Estudos.

c ) C1 + D1 + C2

2. c) Resposta: Turismo.

d ) B3 + B1 + D3

2. d) Resposta: Serviços.

a ) Anote os motivos que você descobriu no caderno e descreva também, em um pequeno texto, como esse deslocamento pode acontecer. Dê exemplos que ocorrem com sua família ou outros exemplos do lugar onde vive.

2. a) Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor

3. Identifique o tipo de transporte mais indicado para cada uma das situações descritas a seguir e anote suas respostas no caderno.

hidroviário • rodoviário • ferroviário • aeroviário

a ) Maria vive em uma comunidade ribeirinha. O caminho de sua casa até a escola é separado pelas águas do Rio Solimões.

3. a) Resposta: Hidroviário.

b ) João mora em uma fazenda e usa uma estrada de terra para chegar até o supermercado onde ele e sua família fazem compras.

3. b) Resposta: Rodoviário.

c ) Luísa mora no estado de São Paulo e vai participar de uma reunião de trabalho daqui a dois dias em Manaus, no estado do Amazonas.

3. c) Resposta: Aeroviário.

d ) A empresa de Joana concluiu que mandar a carga por meio de trens até o Porto de Paranaguá deixa o transporte bem mais barato.

3. d) Resposta: Ferroviário.

3. Objetivo

• Identificar a importância dos meios de transporte na interligação entre os espaços rural e urbano.

Resposta 2. Resposta: Os estudantes podem descrever as diferentes necessidades de deslocamento entre o campo e a cidade, sejam as voltadas para educação, trabalho ou lazer, sejam as para aquisição de produtos e serviços. Se necessário, verifique se há algum estudante que vem do campo para a cidade ou se eles conhecem alguém que realize esse percurso para ir até a escola. Dê outros exemplos, como o fato de que as paisagens do campo são um grande atrativo turístico.

Sugestão de intervenção

• Se os estudantes não alcançarem o objetivo, leia as frases em voz alta sem identificar o tipo de transporte ao qual ela se refere. Em seguida, pergunte quem acredita que o tipo de transporte seja rodoviário, quem acredita que seja ferroviário, e assim por diante em relação aos meios hidroviário e aeroviário. Sorteie alguns estudantes para justificarem sua resposta. Depois, pergunte se alguém deseja mudar de opinião após ouvir a justificativa dos colegas. Para finalizar, resolva a atividade coletivamente.

4. b) Resposta pessoal. Instigue os estudantes a pensarem no dia a dia deles para que, assim, identifiquem os meios de comunicação que utilizam.

4. Beatriz vive no campo com a família, enquanto Júlio vive na cidade. Leia as descrições de cada um sobre os meios de comunicação que eles utilizam. Depois, responda às perguntas no caderno.

4. a) Resposta:

Beatriz: computador; Júlio e seus pais: televisão, rádio, jornal e computador.

Moro na fazenda, mas conheci minha melhor amiga na escola e ela mora na cidade.

Quando quero falar com essa amiga, utilizo o computador. Nele, nós gostamos de pesquisar informações para nossas tarefas escolares e as notícias sobre nossa banda favorita.

Descrição de Beatriz.

Moro na cidade e, assim que acordo, antes de ir para a escola, assisto a um pouco de desenho animado. No trajeto para a escola, meu pai liga o rádio para ouvir algumas músicas e notícias interessantes. Enquanto isso, minha mãe, em casa, gosta de ler o jornal na internet antes de trabalhar no computador.

Descrição de Júlio.

a ) Quais são os meios de comunicação que fazem parte do dia a dia de Beatriz? E quais fazem parte do dia a dia de Júlio e seus pais?

b ) Dos meios de comunicação citado por eles, quais você utiliza?

c ) Converse com os colegas sobre a importância dos meios de comunicação no dia a dia das pessoas, sejam do campo, sejam da cidade.

5. Com os familiares ou responsáveis, realize as atividades a seguir.

4. Objetivo

• Compreender a importância dos meios de comunicação na interligação entre os espaços rural e urbano.

Sugestão de intervenção

• Leia os textos em voz alta e converse com os estudantes sobre cada um dos depoimentos. Leia as questões também em voz alta e peça a alguns deles que opinem a respeito da resposta. Incentive a participação de todos e, se tiverem dificuldades, incentive-os a conversar entre si e a esclarecer as dúvidas uns dos outros. Intervenha caso permaneçam com dúvida. Por fim, pergunte o que mais gostaram de aprender do assunto.

5. Objetivo

• Identificar as etapas de fabricação de um produto do cotidiano.

Sugestão de intervenção

4. c) Resposta e comentários nas orientações ao professor. 5. a) a c) Respostas e comentários nas orientações ao professor

a ) Façam uma lista no caderno com os produtos mais consumidos por vocês no dia a dia.

b ) Em seguida, escolham um desses produtos, retirem ou recortem seu rótulo e colem-no no caderno.

c ) Façam uma pesquisa sobre as etapas de fabricação e anotem os resultados ao lado do rótulo (produção da matéria-prima e transformação na indústria).

d ) Em sala de aula, compartilhem o resultado da pesquisa com os colegas e ouçam atentamente os resultados deles.

5. d) Resposta pessoal. Auxilie os estudantes na execução desta atividade.

• Para auxílio de estudantes com maiores dificuldades, oriente-os a pesquisar em duplas. Sugira a representação das etapas de produção por meio de uma tirinha em quadrinhos. Nesse caso, eles poderão representar cada etapa da produção do produto em um quadrinho. Avalie as dificuldades e, em caso de estudantes com deficiências sensoriais, permita que a exposição do trabalho ocorra por meio da produção de um texto escrito ou relato oral. Ao finalizarem, incentive-os a compartilhar o trabalho com os colegas.

Respostas

4. c) Resposta: Converse com os estudantes sobre a importância dos meios de comunicação

• Se tiverem dificuldades para obter as informações solicitadas, promova uma conversa sobre o acesso a sites e ferramentas de busca, mostrando-lhes como pesquisar as etapas de produção do produto em questão. Se houver na escola uma sala de informática, exemplifique a explicação de maneira prática. Trabalhe neste momento a Competência geral 5 da BNCC, auxiliando os estudantes na utilização de tecnologias digitais para procedimentos de pesquisa.

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atualmente. Aproveite o momento para falar sobre a evolução pela qual passaram que, consequentemente, levou à rapidez no processo de comunicação e na transmissão de informações. 5. a) a c) Respostas pessoais. Se possível, avise aos familiares ou responsáveis previamente, para que eles separem um momento do dia para auxiliar os estudantes a elaborar a lista. Durante o compartilhamento dos resultados, aproveite o momento para reforçar a importância da relação campo-cidade e sua interdependência.

1. Objetivo

Reconhecer formas do relevo na paisagem do município e representá-la por meio de um desenho.

Sugestão de intervenção

Apresente aos estudantes exemplos de obras de artistas nas quais podem ser observadas formas do relevo. Isso pode ser feito pela internet, inclusive em visitas virtuais a museus. Organize uma conversa sobre essas representações. Incentive-os a identificar aspectos do relevo do município e produzir um desenho dessa forma em uma paisagem.

2. Objetivo

Identificar um problema ambiental por meio de fotografia e analisar sua ocorrência no município onde vive.

Sugestão de intervenção

Organize os estudantes em duplas e conduza-os à sala de informática, caso haja esse espaço na escola. Oriente-os a pesquisar, em sites confiáveis, reportagens sobre problemas ambientais, investigando as causas e as consequências do problema identificado. Caso não seja possível utilizar a sala de informática, oriente-os a realizar a pesquisa em jornais e revistas impressos.

Peça às duplas que compartilhem os resultados da pesquisa com a turma e que identifiquem se os exemplos mencionados ocorrem no município onde vivem.

3 e 4. Objetivo

Reconhecer os elementos e os produtos característicos do espaço rural e do espaço urbano do município.

Sugestão de intervenção

Determine um tempo para que os estudantes se virem e conversem com os colegas sobre os elementos que fazem parte do espaço rural e do espaço urbano do município onde vivem. Analise e descreva com eles imagens previamente selecionadas dos espaços rural e urbano do município além de produtos que o campo forenece a

VAMOS CONCLUIR

1. Resposta pessoal. Relembre o conteúdo estudado com os estudantes sobre as formas de relevo. Eles podem desenhar alguma paisagem que tenha em destaque um relevo plano ou ondulado ou mesmo que tenha o relevo alterado, bem como os demais elementos que estão sobre ou ao redor dele.

Escreva as respostas no caderno.

1. Desenhe, no caderno ou em uma folha avulsa, uma paisagem do município onde você vive que tenha uma forma de relevo em destaque.

2. Observe a fotografia a seguir e responda às questões no caderno.

2. d) Resposta pessoal. Auxilie os estudantes na elaboração da resposta, com o apoio

de um familiar ou responsável, para a identificação dos problemas e soluções.

Parque Nacional de Brasília, no Distrito Federal, em 2021.

2. b) Resposta: Os principais motivos são: abrir área para pastagens e lavouras ou para

a ) Qual problema ambiental foi registrado nessa fotografia?

2. a) Resposta: Queimada da vegetação.

b ) Por quais motivos as pessoas realizam esse tipo de ação?

c ) Esse problema ocorre no município ou estado onde você vive?

2. c) Resposta pessoal. Auxilie os estudantes a refletirem sobre os problemas relacionados

d ) O que tem sido feito para evitar ou minimizar o problema?

a queimadas irregulares da vegetação natural no município ou estado onde vivem.

3. Escreva no caderno dois elementos que fazem parte do espaço rural e dois elementos que fazem parte do espaço urbano de seu município.

3. Resposta pessoal. Confira mais informações nas orientações ao professor

4. Descreva, no caderno, dois exemplos:

a ) de produtos que o campo fornece para a cidade.

b ) de produtos que a cidade fornece para o campo.

4. a) Possíveis respostas: Frutas, legumes, verduras, ovos, leite, cana-de-açúcar etc. 4. b) Possíveis respostas: Produtos industrializados, como roupas, calçados, remédios, tratores etc. ampliar a área urbana dos municípios.

5. Copie e complete a ficha a seguir no caderno.

Moro em: (nome do seu município).

MODELO

Localizado no estado: (nome do estado onde se localiza seu município).

O estado onde moro faz parte da Região: (nome da região onde se localiza seu estado).

Essa região é parte do: (nome do país onde você vive).

5. Resposta pessoal. Oriente os estudantes, se necessário, a buscarem essas respostas nos mapas do Brasil e das regiões estudados neste volume.

cidade e a cidade fornece para o campo. Depois, descreva os elementos para estudantes cegos ou com baixa visão. Se o município não apresentar áreas rurais, apresente áreas rurais de municípios vizinhos como referência. Entregue dois retângulos de papel para cada estudante e peça que escrevam neles um elemento pertencente a cada espaço. Em seguida, oriente-os a dobrar e depositar os retângulos em um caixa de papel. Retire-os um a um da caixa e leia em voz alta solicitando aos estudantes que os classifiquem como pertencentes ao espaço rural ou urbano do município.

5. Objetivo

Localizar-se no território considerando as divi-

sões administrativas do município, estado e país.

Sugestão de intervenção

Providencie mapas políticos do estado de seu município e do Brasil para mostrar aos estudantes. Localize com eles o município (ou um município próximo), o estado no qual ele está localizado e os limites nacionais do Brasil. Permita a análise dos mapas em duplas para auxiliar estudantes com dificuldades.

6. O Sol já estava se pondo quando Karina saiu no final da tarde para levar seu cachorro para passear no parque. Observe a imagem a seguir e responda às questões no caderno.

a ) O Sol está se pondo em qual direção?

6. a) Resposta: Na direção Oeste.

b ) Atrás de Karina localiza-se qual direção cardeal?

6. b) Resposta: Direção Leste.

Karina e seu cachorro no parque

c ) Qual objeto está localizado na direção Sul de Karina?

6. c) Resposta: O banco de madeira.

d ) Qual objeto está localizado na direção Norte de Karina?

6. d) Resposta: O poste de iluminação.

7. Registre no caderno, por meio de um desenho, alguma expressão cultural da população de seu estado ou município, como uma festa, brincadeira, comemoração ou monumento.

7. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é incentivar os estudantes a pesquisarem as expressões culturais representativas presentes no estado ou município onde moram.

8. Dê um exemplo de estabelecimento de cada atividade econômica presente em seu município. Anote no caderno.

8. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes pedindo-lhes que observem, nos trajetos de seu cotidiano, os tipos de atividade econômica presentes em seu município e nos respectivos estabelecimentos.

indústrias • comércio • prestação de serviços

9. No caderno, relacione cada parte do mapa ao respectivo nome.

Legenda • Título • Fonte • Escala • Rosa dos ventos

Curitiba (PR): municípios vizinhos (2025)

RENAN FONSECA/ARQUIVO DA EDITORA

Campo

Largo

Colombo

Almirante Tamandaré

Campo Magro

Araucária

Capital estadual Cidade Limite municipal

Pinhais

Campina Grande do Sul

Quatro Barras

Piraquara

São José dos Pinhais

Fazenda Rio Grande

Fonte de pesquisa: PREFEITURA Municipal de Curitiba. Geo Curitiba. Disponível em: https://geocuritiba.ippuc.org.br/ portal/apps/sites/#/ geocuritiba/datasets/ 09daac4050e444898b6e9f1da31760a4. Acesso em: 29 maio. 2025.

9. Resposta: A – Rosa dos ventos; B – Fonte de pesquisa; C – Escala; D – Título; E – Legenda.

6. Objetivo

Identificar as direções cardeais por meio de leitura e interpretação de imagem.

Sugestão de intervenção

Oriente os estudantes a lerem atentamente o enunciado da atividade e a observarem a imagem, com destaque à posição do Sol. Para facilitar a compreensão, elabore perguntas norteadoras que os ajudem a relembrar o conceito de orientações cardeais e como se posicionar para identificá-las. Em seguida, convide-os a refletir sobre a posição do Sol naquele momento ou, se possível, leve-os para um ambiente externo a fim de que observem o céu, sempre tomando os devidos cuidados ao olhar na direção do Sol, e no que diz respeito à proteção solar. Em sala de aula, desenhe uma rosa dos ventos na lousa e, com a participação da turma, identifique os pontos cardeais com base na posição simulada. Aproveite esse momento para reforçar a importância da orientação espacial no dia a dia.

7. Objetivo

Reconhecer e registrar, por meio de um desenho, expressões culturais do município.

Sugestão de intervenção

Incentive os estudantes a citarem exemplos de expressões culturais do município. Liste na lousa os exemplos mencionados, fazendo observações para enriquecer o conhecimento deles sobre essas expressões. Leve materiais que representem essas expressões ou visite com os estudantes lugares como praças, museus ou clubes tradicionais, com a devida autorização dos responsáveis. A proposta de registro visual de uma manifestação cultural do município permite o trabalho com as Competências gerais 3 e 4 da BNCC.

8. Objetivo

Reconhecer estabelecimentos comerciais, industriais e de prestação de serviços no município. Sugestão de intervenção

Se os estudantes tiverem dificuldade, cite exem-

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plos de estabelecimentos próximos de sua moradia ou da escola. Caso o município não tenha indústrias, cite exemplos de outros municípios.

9. Objetivo

Reconhecer e identificar diferentes elementos que compõem um mapa. Sugestão de intervenção

Leve um mapa político do estado de seu município para a sala de aula a fim de que os estudantes analisem um exemplo mais próximo de sua realidade. Ajude-os a identificar no mapa todos os elementos e esclareça as dúvidas que surgirem.

Curitiba
A. C.
B. D. E.

• A seção Saiba mais oferece sugestões para ampliar os conhecimentos dos estudantes que podem estar relacionadas ao conteúdo ou a contextos trabalhados no volume, além de temas atuais ligados ao convívio social. Verifique se na biblioteca da escola há exemplares dos livros indicados, por exemplo, e disponibilize-os para os estudantes manusearem.

SAIBA MAIS

Analise as sugestões a seguir para você ampliar seus conhecimentos sobre os temas abordados ao longo deste volume. Aproveite a oportunidade para interagir com os seus familiares! Leia com eles os livros, acessem os sites, assistam juntos aos filmes indicados e conversem sobre os novos conhecimentos adquiridos.

Unidade 1 – A natureza e as paisagens do município

ABC da água

Através de verbetes, organizados em dicionário alfabético, esse livro apresenta diversas curiosidades sobre a água e a importância do uso consciente e preservação desse recurso tão importante para a vida.

MARIA, Selma; ANDERSON, Nina. ABC da água. Ilustrações de Nina Anderson. São Paulo: Panda Books, 2014.

Histórias de Ninar para Pequenos

Cientistas – O caminho da água

O episódio do podcast cumpre o objetivo de despertar a curiosidade científica nas crianças enquanto ensina sobre um tema fundamental: o ciclo hidrológico. Ele aborda o caminho da água: de onde ela vem, como chega até nossas casas e para onde vai.

#15 O caminho da água. Histórias de Ninar para pequenos cientistas, 7 dez. 2020. Disponível em: https://podcasts.apple.com/br/podcast/15-o-caminhoda%C3%A1gua/id1505522912?i=1000501604509. Acesso em: 22 set. 2025

Unidade 2 – Estudando o município

A cidade muda

Esse livro narra a história de Juca, um menino que começa a perceber transformações estranhas ao seu redor e, então, decide resistir e lutar para manter viva a essência do lugar onde vive.

AMOS, Eduardo. A Cidade Muda. Ilustrações de Ana Terra. São Paulo: Moderna, 2016. (coleção Girassol).

Unidade 3 – O município e sua população

IBGEeduca crianças

Nesse site você e seus familiares podem conhecer diversas informações sobre o povo brasileiro e sua diversidade cultural.

IBGEeduca crianças. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/criancas. Acesso em: 22 set. 2025.

Gente de cor, cor de gente

O livro explora temas fundamentais relacionados ao preconceito, à aceitação e à diversidade através de dois personagens com tonalidades de pele diferentes.

NEGRO, Mauricio. Gente de cor, cor de gente. São Paulo: FTD, 2017.

Unidade 4 – O espaço rural

Histórias da Cazumbinha

Uma criança que compartilha lembranças cheias de afeto de sua vivência as margens do Rio São Francisco, um cotidiano diverso marcado por sua experiência quilombola.

CAZUMBÁ, Meire; BORDAS, Marie Ange. Histórias da Cazumbinha. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2021.

Unidade 5 – O espaço urbano

Minha cidade, meu futuro

Ao conhecer sua nova cidade, Miguel ouviu do avô sobre todas as oportunidades que o futuro reservava naquele lugar. Porém, sua percepção da realidade urbana revelou sérios problemas ambientais: poluição sonora e atmosférica, má gestão de resíduos e vegetação insuficiente. Essa consciência ambiental o motivou a buscar soluções imediatas, surpreendendo o avô com ideias inovadoras para transformar a cidade.

ROSA, Éllen Santa. Minha cidade, meu futuro Belo Horizonte: Editora Cora, 2020.

Unidade 6 – Campo e cidade

e sua integração

O menino e o mundo

Esse filme retrata a história de um jovem que reside com sua família no espaço rural, até que as dificuldades econômicas obrigam seu pai a migrar para o centro urbano em busca de oportunidades de trabalho. Movido pela necessidade de reencontrar o pai, decide embarcar no trem rumo à metrópole. Ao chegar, depara-se com uma triste realidade urbana.

O MENINO e o mundo, de Alê Abreu. Brasil, 2013 (80 min).

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

ALMEIDA, Rosângela Doin de; PASSINI, Elza Yasuko. O espaço geográfico: ensino e representação. 4. ed. São Paulo: Contexto, 1992. (Repensando o ensino).

As autoras abordam, nesse livro, a importância do trabalho escolar na construção de espaço pela criança, do aprendizado espacial no contexto sociocultural e da escola como sendo o ambiente para desenvolver o domínio espacial, a língua escrita, o raciocínio matemático e o pensamento científico.

AYOADE, Johnson Olaniyi. Introdução à climatologia para os trópicos. Tradução de Maria Juraci Zani dos Santos. São Paulo: Difel, 2007. Esse livro aborda os princípios básicos da Climatologia, como os processos atmosféricos e os sistemas climáticos, bem como a interação desses elementos com o homem.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 25 jun. 2025.

Documento de referência nacional para a formulação dos currículos que definem o conjunto orgânico e progressivo de competências e habilidades que os estudantes devem desenvolver no decorrer das etapas da Educação Básica.

BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC; SEB; DICEI, 2013. Documento que regulamenta princípios relacionados às diversas modalidades da Educação Básica nacional. CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos (org.). Ensino de Geografia: práticas e textualizações no cotidiano. 12 ed. Porto Alegre: Mediação, 2017. Utilizando discussões teóricas e reflexões sobre algumas práticas de ensino de Geografia, a obra traz uma proposta de ensino e aprendizagem mais significativa.

DIAS, Genebaldo Freire. Dinâmicas e instrumentação para educação ambiental 2. ed. São Paulo: Gaia, 2024.

O livro traz sugestões de atividades de Educação Ambiental, uma importante ferramenta importante para a transformação da sociedade. A obra possui a intenção de contribuir para a promoção de práticas inovadoras, dinâmicas e lúdicas capazes de promover a ampliação da percepção sobre a complexidade das questões socioambientais.

FUNARI, Pedro Paulo; PIÑÓN, Ana. A temática indígena na escola: subsídios para o professor. São Paulo: Contexto, 2011.

A obra contribui com propostas de estudos e para a formação dos professores, com informações mais

aprofundadas sobre a questão indígena no Brasil e sua representação nas escolas.

IBGE. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro, 2023.

Publicação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística que contém mapas de diversos assuntos de importância nacional, como biomas, disponibilidade de água, migração e outras características da população. Também traz informações sobre economia e urbanização com base em dados cartográficos, geográficos e estatísticos.

MARTINELLI, Marcello. Mapas da geografia e cartografia temática. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2003.

O livro contempla a importância das representações cartográficas e auxilia em seu domínio, orientando a busca pelo conhecimento científico e ressaltando diversos conceitos relacionados às suas produções e compreensão das informações por elas apresentadas.

ROSS, Jurandyr Luciano Sanches. Geografia do Brasil. 6. ed. São Paulo: Edusp, 2019. Aborda aspectos físicos e sociais do território brasileiro, tornando-se um embasamento importante para o trabalho com clima, hidrografia, formas de relevo, formações vegetais e paisagens do Brasil.

RUA, João et al Para ensinar Geografia: contribuição para o trabalho com 1º e 2º graus. Rio de Janeiro: Access, 1993. Esse livro reúne um conjunto de conteúdos programáticos, enfatizando a metodologia com exemplos práticos que permitem a construção de um raciocínio crítico e reflexivo.

SCHÂFFER, Neiva Otero et al Um globo em suas mãos: práticas para a sala de aula. 3. ed. Porto Alegre: Penso, 2011.

A obra aborda o trabalho com diversos temas do ensino de Geografia utilizando o globo terrestre em situações de aprendizagem.

SILVA, Janssen Felipe da; HOFFMANN, Jussara; ESTEBAN, Maria Teresa (org.). Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo. 11. ed. Porto Alegre: Mediação, 2012.

Com esse livro os autores discutem práticas avaliativas em diferentes áreas do currículo, com destaque para a elaboração dessas práticas articuladas ao fazer pedagógico.

STRAFORINI, Rafael. Ensinar geografia: o desafio da totalidade-mundo nas séries iniciais. 2. ed. São Paulo: Annablume, 2004.

O autor trabalha o conceito de espaço geográfico nas séries iniciais, enfocando a leitura de mundo com base nas especificidades do cotidiano.

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MANUAL DO PROFESSOR

Este Manual do Professor é um complemento à primeira parte do Livro do Professor, oferecendo um suporte para o desenvolvimento docente e para o dia a dia em sala de aula. Neste manual, você encontrará uma série de informações importantes, como a estrutura da BNCC, sugestões para desenvolver um trabalho interdisciplinar, informações sobre conceitos, objetivos e instrumentos de avaliação, reflexões sobre o papel do professor e a prática docente e a fundamentação teórico-metodológica da coleção. Além disso, encontrará um quadro de distribuição

dos conteúdos com as habilidades, competências gerais e específicas de cada componente curricular e os temas contemporâneos transversais da BNCC que estão sendo desenvolvidas em cada unidade, além de sugestões de cronogramas bimestrais, trimestrais e semestrais. Ao final desta parte, são também apresentadas sugestões de referências complementares para a prática docente e as referências bibliográficas comentadas utilizadas como consulta para a produção das orientações ao professor e deste Manual do Professor

A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC)

Desde a publicação da Constituição Federal de 1988, o artigo 210 já previa a necessidade de uma base comum para a educação brasileira. Em 1996, com a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), as discussões sobre um documento que orientasse os currículos da Educação Básica em todo o Brasil ganharam ainda mais força. Em 2018, após um amplo processo de debates e contribuições de educadores e da sociedade, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi homologada.

A BNCC propõe uma progressão de aprendizagens que visa à formação humana integral dos estudantes e à construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva. O documento estabelece um aprendizado mínimo e comum, orientado por competências e habilidades que devem ser desenvolvidas em cada etapa de ensino.

Na BNCC, as áreas de conhecimento são compostas de componentes curriculares. Por meio de unidades

temáticas, objetos de conhecimento e habilidades, componentes cujo objetivo é desenvolver as competências gerais e específicas.

AS COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA

A BNCC orienta que, ao longo da Educação Básica, os estudantes desenvolvam dez competências gerais, que envolvem a mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores. Essas competências são o alicerce, definindo o que se espera que o estudante desenvolva em toda a Educação Básica. Nesta coleção, elas são trabalhadas por meio de temas, discussões e atividades que incentivam a reflexão crítica, com sugestões nas orientações ao professor A seguir, apresentamos as competências gerais da BNCC.

Competências gerais da Educação Básica

1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.

4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.

5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.

7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.

8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.

9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 9-10. Disponível em: http://basenacionalcomum. mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.

A BNCC propõe que o conteúdo chegue à sala de aula de forma contextualizada, o que exige novas estratégias do professor, como a transposição didática. Isso significa converter o conteúdo científico em uma linguagem acessível e adaptada à realidade dos estudantes. Para isso, o

estudo e a reavaliação constante da prática docente são essenciais.

A seguir, apresentamos algumas ações que podem ser aplicadas para desenvolver as competências gerais em sala de aula.

Sugestões de ações docentes para as competências gerais

Competência geral 1: Incentive os estudantes a reconhecerem a importância dos conhecimentos já adquiridos, mostrando como eles servem de base para a compreensão da realidade e para a construção de novos saberes.

Competência geral 2: Exercite a curiosidade intelectual, levando os estudantes a usarem a abordagem científica para investigar, levantar hipóteses, resolver problemas e analisar os resultados por meio de experiências e observações.

Competência geral 3: Proporcione o contato com diferentes manifestações culturais em âmbito local, regional e global e promova atividades artísticas, como grupos de dança, elaboração de roteiros e atuação em peças de teatro, festivais musicais e saraus.

Competência geral 4: Dê subsídios para que os estudantes se comuniquem por meio de diferentes linguagens, ajudando-os a selecionar a mais apropriada para cada situação.

Competência geral 5: Utilize de forma intencional e pedagógica diversas tecnologias em sala de aula, verificando o conhecimento prévio dos estudantes e diversificando os recursos metodológicos.

Competência geral 6: Ajude os estudantes a refletirem sobre o futuro e a importância da liberdade, autonomia e consciência crítica em suas escolhas profissionais e pessoais, valorizando a diversidade de saberes e experiências.

Competência geral 7: Ofereça subsídios para que os estudantes desenvolvam a capacidade de argumentar com base em fatos e dados confiáveis, sabendo selecionar e verificar a origem de diferentes fontes para negociar pontos de vistas e defender ideias.

Competência geral 8: Leve os estudantes a se compreenderem e se valorizarem dentro da diversidade, reconhecendo suas emoções e as dos outros e exercitando a autocrítica.

Competência geral 9: Promova o exercício da empatia, do diálogo e da cooperação, incentivando os estudantes a resolverem conflitos de forma respeitosa e democrática.

Competência geral 10: Contribua para que os estudantes ajam de modo responsável, guiados por princípios éticos e de cidadania, e conscientes de que suas ações devem estar alinhadas à tomada de decisões inclusivas, sustentáveis e solidárias.

Nesta coleção, as competências gerais que são desenvolvidas nos textos, atividades e seções que permeiam os conteúdos são destacadas nas orientações ao professor e são listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos

AS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS

Para que as competências gerais se manifestem em

cada componente, a BNCC estabelece as competências específicas. A organização dessas competências no Ensino Fundamental varia: em áreas como Matemática, Ciências Naturais, as competências específicas são as mesmas para o componente. Em áreas como Linguagens e Ciências Humanas, há competências específicas por área e também para cada componente curricular que as compõem (Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Língua

Inglesa, Geografia e História), reconhecendo as particularidades de cada um. Em todos os casos, as competências específicas colaboram para que os objetivos de aprendizagem sejam claros e coerentes, do nível mais amplo ao mais específico.

A seguir, apresentamos as competências específicas de Geografia.

AS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE GEOGRAFIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

De acordo com a BNCC, ao longo do Ensino Fundamental, os estudantes devem desenvolver as seguintes Competências específicas de Geografia, descritas no quadro a seguir.

Competências específicas de Geografia para o Ensino Fundamental

1. Utilizar os conhecimentos geográficos para entender a interação sociedade/natureza e exercitar o interesse e o espírito de investigação e de resolução de problemas.

2. Estabelecer conexões entre diferentes temas do conhecimento geográfico, reconhecendo a importância dos objetos técnicos para a compreensão das formas como os seres humanos fazem uso dos recursos da natureza ao longo da história.

3. Desenvolver autonomia e senso crítico para compreensão e aplicação do raciocínio geográfico na análise da ocupação humana e produção do espaço, envolvendo os princípios de analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem.

4. Desenvolver o pensamento espacial, fazendo uso das linguagens cartográficas e iconográficas, de diferentes gêneros textuais e das geotecnologias para a resolução de problemas que envolvam informações geográficas.

5. Desenvolver e utilizar processos, práticas e procedimentos de investigação para compreender o mundo natural, social, econômico, político e o meio técnico-científico e informacional, avaliar ações e propor perguntas e soluções (inclusive tecnológicas) para questões que requerem conhecimentos científicos da Geografia.

6. Construir argumentos com base em informações geográficas, debater e defender ideias e pontos de vista que respeitem e promovam a consciência socioambiental e o respeito à biodiversidade e ao outro, sem preconceitos de qualquer natureza.

7. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, propondo ações sobre as questões socioambientais, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 366. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.

Nesta coleção, os principais momentos em que as competências específicas podem ser desenvolvidas com os estudantes são destacadas nas orientações ao professor e listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos

UNIDADES TEMÁTICAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES

Para garantir o desenvolvimento das competências gerais e específicas, a BNCC organiza o currículo em três elementos interligados: unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades.

As unidades temáticas são os grandes blocos de conhecimento que orientam a organização curricular. Elas funcionam como eixos estruturantes que agrupam temas e conceitos de forma mais ampla, garantindo uma abordagem contextualizada e progressiva ao longo dos anos escolares.

Dentro de cada unidade temática, os objetos de conhecimento são os conteúdos, conceitos e processos que devem ser ensinados.

As habilidades representam o que o estudante deve ser capaz de fazer com o conhecimento. Elas indicam ações, processos e competências a serem desenvolvidos.

Embasado nesses elementos, o processo de ensino-aprendizagem não ocorre como uma mera transmissão de conteúdos. A unidade temática fornece o contexto, o objeto de conhecimento define o tema e a habilidade explicita a ação que o estudante precisa executar, garantindo um aprendizado significativo e o desenvolvimento das competências.

Nesta coleção, os principais momentos em que as habilidades podem ser desenvolvidas com os estudantes são destacadas nas orientações ao professor e listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos

A seguir, apresentamos as unidades temáticas, os objetos de conhecimento e as habilidades de Geografia da BNCC referentes ao 4º ano.

O sujeito e seu lugar no mundo

Território e diversidade cultural (EF04GE01) Selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da comunidade, elementos de distintas culturas (indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do país, latino-americanas, europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua contribuição para a formação da cultura local, regional e brasileira.

Processos migratórios no Brasil (EF04GE02) Descrever processos migratórios e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira.

Instâncias do poder público e canais de participação social

(EF04GE03) Distinguir funções e papéis dos órgãos do poder público municipal e canais de participação social na gestão do Município, incluindo a Câmara de Vereadores e Conselhos Municipais.

Relação campo e cidade (EF04GE04) Reconhecer especificidades e analisar a interdependência do campo e da cidade, considerando fluxos econômicos, de informações, de ideias e de pessoas.

Conexões e escalas

Formas de representação e pensamento espacial

Natureza, ambiente e qualidade de vida

Unidades político-administrativas do Brasil (EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

Territórios étnico-culturais (EF04GE06) Identificar e descrever territórios étnico-culturais existentes no Brasil, tais como terras indígenas e de comunidades remanescentes de quilombos, reconhecendo a legitimidade da demarcação desses territórios.

Trabalho no campo e na cidade (EF04GE07) Comparar as características do trabalho no campo e na cidade.

Produção, circulação e consumo (EF04GE08) Descrever e discutir o processo de produção (transformação de matérias-primas), circulação e consumo de diferentes produtos.

Sistema de orientação (EF04GE09) Utilizar as direções cardeais na localização de componentes físicos e humanos nas paisagens rurais e urbanas.

Elementos constitutivos dos mapas (EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

Conservação e degradação da natureza (EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 376-377. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.

OS TEMAS CONTEMPORÂNEOS

TRANSVERSAIS

Para enriquecer o trabalho com as habilidades e competências da BNCC e contextualizar o ensino, as propostas pedagógicas devem abordar os temas contemporâneos transversais (TCTs). Esses temas são assuntos relevantes para a formação cidadã dos estudantes e para a construção de uma sociedade mais justa, ética e sustentável. São temas com caráter interdisciplinar, que conectam os conteúdos escolares com o cotidiano dos estudantes e com questões importantes em discussão na sociedade.

De acordo com o documento Temas Contemporâneos Transversais da BNCC, publicado em 2019, esses temas são de relevância local, regional e global e estão organizados em seis macroáreas.

Meio ambiente

Educação ambiental

Educação para o consumo

Economia

Educação financeira

Educação fiscal

Saúde

Educação alimentar e nutricional

Vida familiar e social

Educação para o trânsito

Cidadania e civismo

Educação em direitos humanos

Direitos da criança e do adolescente

Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso

Mundo do trabalho
Trabalho
Saúde

Multiculturalismo

Ciência e tecnologia

Diversidade cultural

Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras

Ciência e tecnologia

Nesta coleção, esses temas são explorados em diferentes momentos no desenvolvimento dos conteúdos e recebem destaque na seção Coletivamente, contribuindo para a formação cidadã dos estudantes por meio de reflexões e propostas de resoluções para problemas, de modo que eles sejam atuantes na sociedade em que vivem.

INTEGRAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES CURRICULARES

Desde a década de 1990, o trabalho interdisciplinar tem ganhado relevância no Brasil, sendo incentivado em todos os níveis da Educação Básica. A interdisciplinaridade é a relação entre dois ou mais componentes curriculares que se unem para obter um conhecimento mais amplo e unificado. Essa abordagem vai além da simples comunicação de ideias; ela integra conceitos, metodologias e terminologias para que o conhecimento se torne mais significativo e conectado à realidade dos estudantes.

Ao integrar os diversos componentes, a interdisciplinaridade amplia a compreensão da realidade e contribui para a formação integral dos estudantes como cidadãos. No ambiente escolar, essa abordagem gera resultados positivos, pois incentiva a colaboração e a contextualização de temas, garantindo que o aprendizado esteja alinhado à vivência dos estudantes.

No desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar, tanto o professor quanto os estudantes devem estabelecer conexões entre saberes mais amplos e os conteúdos específicos dos diferentes componentes curriculares. Com base nessa articulação, espera-se que consigam construir uma síntese que amplie sua compreensão, superando o nível de entendimento inicial.

Para que esse processo ocorra de forma efetiva, é imprescindível que o professor assuma um papel mediador nesse percurso, sendo o primeiro a exercitar esse movimento de integração. Nesse contexto, o professor deve mobilizar algumas competências, como:

[...]

• diferenciação, comparação e contraste entre diferentes perspectivas disciplinares, profissionais e interdisciplinares;

• identificação de pontos comuns e esclarecimento de como as diferenças se relacionam com a tarefa a ser cumprida;

• delineamento de um entendimento holístico baseado nos pontos comuns, mas que continua suscetível às diferenças.

[...]

KLEIN, Julie Thompson. Ensino interdisciplinar: didática e teoria. In: FAZENDA, Ivani Catarina Arantes (org.). Didática e interdisciplinaridade 17. ed. Campinas: Papirus, 2017. (Coleção Práxis). E-book

Além disso, para realizar um trabalho interdisciplinar de maneira significativa, é essencial que ele esteja pautado nas experiências, no cotidiano e nos interesses dos estudantes. Isso implica aproveitar as situações que emergem naturalmente em sala de aula como oportunidades para articular diferentes saberes, por exemplo: perguntas formuladas por eles, projetos em andamento, investigações e demais práticas pedagógicas.

Nas propostas interdisciplinares, é comum que os estudantes atuem em grupo, promovendo a interação entre eles. Essa prática fortalece habilidades importantes como a argumentação, a escuta ativa e a organização de ideias. Essa abordagem exige metodologias mais dinâmicas e colaborativas, favorecendo a construção coletiva do saber. Ao promover a articulação entre os conteúdos curriculares, ela amplia as possibilidades de leitura e interpretação do mundo, tanto para os professores quanto para os estudantes, permitindo uma compreensão do conhecimento como algo vivo, em constante transformação.

Nesta coleção, você encontrará atividades cujo propósito é integrar diferentes componentes curriculares. As seções Coletivamente e Entre textos, por exemplo, trazem temas e reflexões que possibilitam um trabalho integrado. Além disso, o boxe Articulando conhecimentos detalha algumas integrações nas orientações ao professor, contribuindo para o aumento da criatividade e para a formação crítica e responsável dos estudantes na construção de seu conhecimento.

A PRÁTICA INTERDISCIPLINAR E O TRABALHO COM PROJETOS

Para planejar um trabalho interdisciplinar, o ponto de partida é definir os objetivos de aprendizagem. Com base nisso, se for o caso, é importante dialogar com o professor de outros componentes para planejar estratégias conjuntas, considerando os objetivos previamente levantados, os conhecimentos prévios dos estudantes e como os conteúdos podem ser abordados de forma integrada. Quando não for possível contar com a colaboração do professor de outros componentes curriculares, cabe a você orientar os estudantes nas pesquisas, ensinando-os a buscar fontes confiáveis e adequadas à proposta, a fazer registros relevantes, a organizar as informações obtidas e a planejar como os resultados das pesquisas serão entregues.

PROJETOS INTERDISCIPLINARES

Projetos investigativos e pesquisas também são exemplos de atividades que favorecem o trabalho interdisciplinar em sala de aula, pois envolvem tarefas que integram conhecimentos de diferentes áreas, como planejamento, levantamento de hipóteses, coletas de dados, análises, deduções e conclusões.

Os projetos oferecem aos estudantes oportunidades concretas de participação ativa no processo de construção do conhecimento, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de diversas competências, como o pensamento crítico e reflexivo, a argumentação, a valorização do pluralismo de ideias, a criatividade, a cooperação, a autonomia e a comunicação.

Nesse contexto, você continua sendo o mediador, orientando e acompanhando os estudantes para que atuem com autonomia e sejam protagonistas do desenvolvimento do projeto.

É importante ressaltar que a estrutura de um projeto não deve ser encarada como um modelo fixo ou engessado. Os projetos podem assumir diferentes formatos, conforme os objetivos e os contextos de aplicação. Em geral, iniciam-se com uma situação-problema ou uma questão orientadora, que dá origem a um conjunto de etapas organizadas de forma lógica. A seguir, apresentamos um modelo com etapas fundamentais que podem nortear a construção de um projeto interdisciplinar.

PLANEJAMENTO

• Definição da situação-problema ou da questão norteadora.

AVALIAÇÃO

A avaliação tem papel fundamental no processo de ensino-aprendizagem, pois é uma oportunidade de investigar, diagnosticar, refletir e intervir sobre o processo e acompanhar o desenvolvimento dos estudantes e sua atuação enquanto docente.

É fundamental compreender que a avaliação não deve ocorrer apenas em situações isoladas. O acompanhamento do percurso de aprendizagem dos estudantes precisa ser contínuo, tendo como base observações frequentes e diversificadas. Nesse sentido, o processo avaliativo deve fazer parte das práticas pedagógicas do dia a dia, de modo integrado ao planejamento e às atividades desenvolvidas em sala de aula.

A você, a avaliação possibilita observar e refletir sobre sua prática docente e a oportunidade de readequar e reajustar atividades, práticas e estratégias para alcançar determinados objetivos, com a participação ativa dos estudantes nesse processo. Desse modo, é de grande importância a interpretação dos resultados para que, com base neles, você possa refletir sobre intervenções a serem feitas para sanar possíveis defasagens e, assim, auxiliar no processo de construção do conhecimento,

• Conversa sobre o tema e levantamento de hipóteses.

• Elaboração de questões norteadoras com base na situação-problema.

• Formação das equipes, distribuição de tarefas e estabelecimento de metas e prazos.

• Consulta de diversas fontes e coleta de informações.

EXECUÇÃO

• Organização, testes e execução do trabalho.

• Realização de ajustes finais.

• Avaliação durante o processo.

• Definição da participação dos integrantes que conduzirão a apresentação.

DIVULGAÇÃO

• Apresentação dos resultados para a comunidade escolar.

• Publicação do trabalho final.

AVALIAÇÃO

• Avaliação dos resultados do projeto.

• Realização de autoavaliação.

• Verificação do desempenho e do desenvolvimento das aprendizagens dos estudantes.

Fonte de pesquisa: BENDER, William N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Tradução de Fernando de Siqueira Rodrigues. Porto Alegre: Penso, 2014. p. 61.

identificando possibilidades de recuperação e progressão do aprendizado.

É essencial que a avaliação seja compreendida como uma ferramenta de inclusão e de apoio ao processo de ensino-aprendizagem, evitando que seja usada apenas como forma de analisar a eficiência e classificar os estudantes. Avaliar não deve ser sinônimo de rotular ou excluir, mas sim de compreender os percursos formativos deles.

Para que a avaliação realmente contribua para identificar os progressos, as dificuldades e as possíveis lacunas no desenvolvimento das aprendizagens, é necessário que os critérios sejam previamente compartilhados e discutidos com os estudantes, pois isso favorece a compreensão dos objetivos da avaliação e promove uma participação mais ativa por parte deles.

O planejamento das avaliações deve estar alinhado aos conteúdos e às atividades efetivamente trabalhados em sala de aula, com uma abordagem reflexiva e contextualizada. É essencial considerar os processos de aprendizagem mais adequados à turma e considerar a diversidade de perfis entre os estudantes. Além disso, é recomendável diversificar os instrumentos utilizados, não se restringindo a provas e testes, e incluir diferentes formas de expressão do conhecimento. Entre as possibilidades, destacam-se

atividades em grupo, debates, produções escritas e orais, desenhos, atividades práticas, questões objetivas e dissertativas, entre outros formatos que respeitem as múltiplas formas de aprender e se comunicar dos estudantes.

Avaliação diagnóstica

Nesta coleção, a ação avaliativa do processo de ensino-aprendizagem propõe três tipos principais: a avaliação diagnóstica, a avaliação formativa e a avaliação somativa.

A avaliação diagnóstica é o momento de identificar os conhecimentos que os estudantes trazem consigo, além de suas necessidades e dificuldades.

Essa etapa é fundamental para reajustar as rotas e os objetivos de ensino. É importante ressaltar que a avaliação diagnóstica não exige, obrigatoriamente, um registro formal. A observação de uma atividade em sala de aula, por exemplo, permite que você identifique as habilidades que precisam ser desenvolvidas ou aperfeiçoadas.

Onde ocorre

Nesta coleção, um exemplo de avaliação diagnóstica está na seção Vamos iniciar, no início de cada volume. Nela, são propostas atividades que possibilitam perceber a necessidade de retomar conteúdos, estabelecer objetivos e definir as práticas e as estratégias didáticas. Nas orientações ao professor, você encontra sugestões de intervenção com base na análise das respostas e nas dificuldades dos estudantes.

A avaliação diagnóstica também pode ser feita no início de cada unidade, pois as atividades das páginas de abertura podem auxiliar a diagnosticar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre os temas e os conteúdos que serão abordados.

Avaliação formativa

A avaliação formativa acontece ao longo do período letivo. São os processos contínuos pelos quais você obtém indicadores a respeito da aprendizagem dos estudantes.

Desse modo, esse tipo de avaliação possibilita que você realize intervenções, propondo novas estratégias e procedimentos que visam à melhoria e/ou ao aprofundamento dos conhecimentos por parte dos estudantes.

A avaliação formativa pode ter um papel fundamental na melhoria das aprendizagens de todos os alunos. A sua utilização sistemática deve permitir que os alunos conheçam bem: a) o que têm de aprender no final de um dado período de tempo; b) a situação em que se encontram quanto às aprendizagens que têm de desenvolver; e c) os esforços que têm de fazer para aprenderem o que está previsto e descrito nos documentos curriculares. Para tal, a comunicação entre professores e alunos é fundamental, pois é através dela que os alunos podem receber orientações que os ajudam a aprender. [...]

FERNANDES, Domingos. Avaliação formativa: Folha de apoio à formação: Projeto de Monitorização Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (Maia). Ministério da Educação/Direção-Geral da Educação, 2021. p. 4. Onde ocorre

Nesta coleção, a avaliação formativa é um processo contínuo e integrado. A seção Vamos avaliar o aprendizado, ao final de cada unidade do Livro do Estudante, oferece atividades que retomam alguns dos principais conceitos e noções trabalhados para acompanhar a aprendizagem dos estudantes em relação aos objetivos estabelecidos.

Nas orientações ao professor, o boxe Avaliando complementa essa prática com propostas de atividades avaliativas adicionais. Ele inclui objetivos e estratégias de intervenção, caso seja necessária a retomada de conteúdos e conceitos.

Além disso, procure observar as respostas dos estudantes às práticas propostas ao longo das aulas, e não apenas em um momento específico definido como avaliação. Também é importante transitar pela sala de aula e observar os estudantes durante as atividades propostas. Esse acompanhamento mais próximo contribui para que eles se reconheçam como parte do processo de ensino-aprendizagem, desenvolvam sua autonomia e busquem aprimoramento contínuo.

Avaliação somativa

A avaliação somativa é realizada ao final de um período de estudos, em consonância com as práticas pedagógicas da escola. Com base nas respostas a essa avaliação, você poderá refletir sobre ações a serem tomadas para sanar possíveis dificuldades dos estudantes.

Por ser comumente associada a testes e notas que visam classificar o desempenho dos estudantes, é fundamental que ela não seja o único foco do processo avaliativo. A nota é apenas uma das muitas formas de representar os resultados, por isso essa etapa deve ser considerada como a consequência natural das avaliações diagnóstica e formativa já realizadas.

Ao analisar os resultados, você pode refletir sobre as ações necessárias para sanar possíveis dificuldades, utilizando o desempenho como um indicativo para a retomada de conteúdos e a definição de novas estratégias. Dessa forma, resultados abaixo do esperado não são uma sentença, mas sim um ponto de partida para aprimorar o processo de ensino-aprendizagem.

Onde ocorre

Nesta coleção, a avaliação somativa acontece ao final de cada volume, na seção Vamos concluir. Essa seção, oferece atividades que permitem a você verificar os conhecimentos adquiridos pelos estudantes no decorrer do ano letivo. Nas orientações ao professor, você encontra sugestões de intervenção para analisar as respostas e identificar a necessidade de estratégias de remediação, favorecendo que os objetivos pedagógicos sejam alcançados.

Para um sistema de avaliação eficiente, é recomendável a combinação das três modalidades, além de usar diferentes instrumentos que auxiliem a obter informações

Provas e testes

Seminários e debates

Portfólios

sobre o desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes. Apresentamos a seguir alguns exemplos.

Instrumentos de avaliação

Podem ser elaborados com questões abertas, análise de situações, questões objetivas e quizzes e realizados de forma regular, abordando conteúdos específicos ou referentes a determinado período.

Possibilitam a você perceber o desenvolvimento de habilidades relacionadas a tarefas como pesquisa, síntese das informações, pensamento crítico e comunicação.

A elaboração de portfólios com base em suas observações e registros em fichas avaliativas contribui não só para analisar o desenvolvimento cognitivo dos estudantes, mas também a maneira como cada um aprende, com atenção especial às habilidades que eles desenvolvem com mais facilidade e as que demandam mais atenção e auxílio para serem desenvolvidas.

Saraus Permitem verificar o desenvolvimento de habilidades relacionadas a: interação social, capacidade de expressão, criatividade, sensibilidade e conhecimento cultural.

Ditados Possibilitam acompanhar as principais dificuldades dos estudantes com relação à escuta e à escrita.

Autoavaliações

Incentivam o desenvolvimento da autonomia dos estudantes levando-os a refletir sobre sua participação nas atividades, suas dificuldades e aspectos que devem ser melhorados. Com base nessas informações, você pode debater com eles os caminhos para gerar mudanças no planejamento e melhorias para toda a turma.

Para auxiliar o monitoramento das aprendizagens, sugerimos a utilização de uma ficha de avaliação de acompanhamento individual, como a que apresentamos a seguir. Essa ferramenta permite registrar a trajetória de cada estudante, observando seu desenvolvimento com relação aos objetivos e às habilidades trabalhados.

A ficha usa um sistema de marcação simples para identificar o nível de desenvolvimento do estudante.

• S (Sim): o estudante demonstrou ter alcançado o objetivo.

• P (Parcialmente): o estudante atingiu o objetivo de forma incompleta, necessitando de intervenção para avançar.

• N (Não): o estudante não alcançou o objetivo, sendo necessária uma intervenção imediata.

Quando o objetivo é alcançado e marcado com S, você deve incentivar o estudante a aprofundar seus saberes. Se a marcação for P ou N, a ficha serve como um diagnóstico claro, indicando a necessidade de planejar intervenções para que o estudante progrida nos estudos.

Você pode usar esse tipo de ficha para registrar observações feitas durante o trabalho com as seções Vamos iniciar, Vamos avaliar o aprendizado e Vamos concluir do Livro do Estudante, e com o boxe Avaliando das orientações ao professor

Escola: Professor(a):

Estudante:

Turma: Período letivo do registro:

Ficha de acompanhamento individual das aprendizagens

MODELO

Objetivos ou habilidades avaliados S (Sim) P (Parcialmente) N (Não) Observações

Preencher com o objetivo ou habilidade.

Preencher com o objetivo ou habilidade.

No contexto atual da educação, o papel do professor dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental vai além da transmissão de conteúdo. Ele deve atuar como mediador do conhecimento, incentivando a autonomia dos estudantes e formando leitores e pensadores críticos. Acima de tudo, o professor é um agente essencial na construção da base educacional e emocional dos estudantes.

Essa etapa da escolarização é marcada por profundas transformações no desenvolvimento cognitivo, afetivo e social dos estudantes. Por isso, a prática pedagógica exige sensibilidade e escuta ativa. Você deve estar atento às necessidades individuais dos estudantes, respeitando seus ritmos de aprendizagem e suas realidades. A construção de vínculos afetivos é fundamental para fortalecer a autoestima e a autonomia, pois são eles que criam um ambiente acolhedor, onde o erro é considerado como parte do processo de aprendizagem e todos os estudantes se sentem seguros para se expressarem.

Sua atuação docente envolve uma reflexão constante sobre os conteúdos, as metodologias e, principalmente, sobre como os estudantes aprendem. Ao aproximar o conteúdo escolar dos conhecimentos prévios deles, você torna o aprendizado mais significativo e prazeroso. Essa abordagem, que valoriza a bagagem cultural e as experiências dos estudantes, é fundamental na construção de uma relação positiva deles com o ato de estudar.

O planejamento pedagógico é o ponto de partida, mas a prática em sala de aula é dinâmica e não linear. É no dia a dia que você conhece os perfis, as necessidades e os ritmos da turma, e que a flexibilidade e a capacidade de adaptação se tornam essenciais. O diálogo constante com a equipe pedagógica e a participação em formações continuadas são atitudes que favorecem o desenvolvimento de uma prática docente mais eficaz e alinhada às reais demandas da turma.

Nessa jornada, você é o principal organizador das ações pedagógicas. É quem acolhe, engaja e dá oportunidade para que os estudantes verbalizem seu raciocínio, escrevam e desenvolvam, no coletivo da turma, a compreensão sobre os motivos das atividades e a realização das respostas. O livro didático não é apenas um guia, mas um instrumento cultural que o auxilia em seu trabalho como mediador no processo de construção do conhecimento dos estudantes. Com autonomia, é você quem dá vida a esse material, ajustando-o às necessidades de cada turma para que os estudantes se tornem os protagonistas de sua aprendizagem.

A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM AÇÃO

A sala de aula é marcada pela diversidade. Cada estudante traz consigo um conjunto de experiências, saberes e modos de aprender. Essa diversidade se expressa em aspectos comportamentais, cognitivos, afetivos e socioculturais, que influenciam diretamente o modo como cada um

constrói o conhecimento. Já as trajetórias individuais são moldadas por fatores como o contexto familiar, as vivências culturais e o ambiente social em que estão inseridos. É seu papel e da equipe escolar acolher essas diferenças. Nesse sentido, compreender o desenvolvimento dos estudantes exige atenção ao contexto em que vivem, às suas práticas cotidianas e à maneira como atribuem significado às suas experiências. Por isso, uma das grandes questões que se impõe ao trabalho docente é: como planejar intervenções pedagógicas que deem conta da heterogeneidade presente em sala de aula, especialmente em turmas numerosas?

Diante desse desafio, é essencial que você reconheça que não há um único caminho para a aprendizagem. As interações, os ritmos e os interesses variam, e é seu papel estar atento a essas diferenças, promovendo práticas pedagógicas flexíveis e inclusivas. Só assim será possível garantir que todos os estudantes tenham oportunidades reais de desenvolvimento, respeitando suas singularidades sem comprometer a qualidade do processo de ensino-aprendizagem.

A seguir, apresentamos sugestões para auxiliar seu dia a dia, promovendo a adequação de atividades e a progressão do aprendizado, para que os estudantes avancem no próprio ritmo, com o apoio necessário para superar desafios.

A PEGA DO LÁPIS NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

Como os estudantes dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental estão no processo de alfabetização, é importante que você os auxilie na apropriação do sistema de escrita. Uma das intervenções relevantes nesse processo é a orientação sobre a pega funcional do lápis. A pega de três pontos, também conhecida como pega tripoide ou trípode, é uma técnica considerada funcional, pois favorece movimentos mais precisos, fluidos e controlados, o que é essencial para o desenvolvimento da escrita e evita fadiga muscular. Para orientar os estudantes, incentive-os a:

• posicionar o lápis de forma relaxada, sem forçar os dedos;

• segurar o lápis entre a ponta do polegar e a lateral do dedo indicador;

• apoiar o lápis no dedo médio para dar suporte e estabilidade;

• deixar os outros dedos (anelar e mínimo) levemente dobrados na palma da mão, servindo de apoio.

É fundamental acompanhar o processo individualmente, observando se a pega está firme, mas não tensa. No entanto, trata-se de um desenvolvimento, desse modo, inicialmente não é recomendada a correção direta da pega, mas sim uma observação atenta para compreender como cada estudante está se apropriando desses movimentos e o que pode ser feito para progredir.

O desenvolvimento da pega do lápis não se resume apenas a segurar o instrumento. Ele é resultado de uma coordenação motora fina bem desenvolvida. Para auxiliar nesse processo, é importante incluir atividades lúdicas e variadas na rotina da sala de aula que ajudam a fortalecer a musculatura das mãos e dos dedos, como brincar com massinha de modelar ou argila, rasgar papel com as mãos, rasgar papel em pedaços pequenos e fazer bolinhas com as pontas dos dedos, cortar com tesoura de pontas arredondadas e colar pedaços de papel pequenos.

O LETRAMENTO MATEMÁTICO

Com relação ao letramento matemático, é fundamental que ele ocorra de forma integrada com todos os componentes curriculares. Para isso, ao abordar os conteúdos, procure criar situações didáticas contextualizadas que incentivem os estudantes a desenvolverem o raciocínio lógico e a aplicarem o conhecimento matemático na busca de soluções para situações-problema do cotidiano. Essa abordagem facilita a compreensão dos conceitos e reforça sua relevância.

Além disso, as atividades a seguir contribuem para o letramento matemático, por exemplo:

• contagem de objetos usando materiais concretos, como tampinhas e lápis;

• uso e escrita de algarismos por meio de jogos e brincadeiras;

• compreensão do conceito de números; realização de operações básicas; reconhecimento de formas geométricas na identificação de quantidades e na ordenação de elementos;

• comparação de medidas com o uso de instrumentos não padronizados, como palmos e passos;

• leitura e interpretação de gráficos e tabelas com dados reais sobre a turma e a escola.

A INCLUSÃO NAS ESCOLAS

Garantir a inclusão de estudantes com deficiência na escola regular não é apenas um dever legal, mas um compromisso ético e pedagógico com a equidade e a justiça social. A legislação brasileira, incluindo a Constituição Federal (1988), a Lei Brasileira de Inclusão (LBI, 2015) e as Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial (2008), reforça o papel da escola em assegurar que todos os estudantes tenham acesso a uma educação de qualidade. Contudo, a inclusão vai além de permitir o acesso físico à sala de aula. Ela exige a participação ativa dos estudantes no cotidiano escolar, promovendo aprendizagens significativas e respeitando suas particularidades. Para isso, é essencial o envolvimento de toda a comunidade escolar na construção de um ambiente que valorize as diferenças e que favoreça as interações e o respeito à diversidade. Nesse contexto, o papel do professor é central, como mediador e agente de transformação.

O primeiro passo mais importante é levar ao professor o reconhecimento das diversas dificuldades que deverá encontrar, suas especificidades, suas formas de atuação e como identificá-las em

seus alunos. Neste processo, ao professor caberá a autonomia de reconhecer as dificuldades e intervencionar, em sala de aula, para a aplicação de novas metodologias e saberes, para a chegada da cognição.

JOIA, Michele. A inclusão de crianças na escola: o papel do educador diante das dificuldades de aprendizagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2023. p. 41.

A prática pedagógica inclusiva deve reconhecer que todo estudante tem a capacidade de aprender, desde que seja incentivado por vínculos afetivos e em um ambiente acolhedor. Para isso, as estratégias precisam ser flexíveis e adaptadas às necessidades individuais.

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INCLUSIVAS

A seguir, sugerimos algumas ações que podem ser aplicadas em sala de aula para promover a inclusão.

• Materiais concretos e táteis: utilize materiais com diferentes texturas e relevos para que os estudantes possam explorar o conteúdo de forma sensorial. Ao utilizar recursos visuais, sempre descreva as imagens com clareza, indicando posições e características dos objetos.

• Comunicação clara: apresente os enunciados das atividades de forma clara e direta, evitando ambiguidades, figuras de linguagem ou construções muito complexas. Divida as tarefas em etapas menores e forneça uma instrução por vez. Durante as explicações, posicione-se de frente para os estudantes, facilitando a atenção à sua fala.

• Flexibilização e ritmo: ofereça prazos flexíveis para a entrega de atividades, respeitando o tempo de aprendizagem de cada estudante. Incentive a leitura compartilhada de textos e enunciados para promover a compreensão coletiva e o apoio mútuo.

• Incentivo à expressão: incentive a expressão oral, quando possível, e a organização do pensamento dos estudantes, auxiliando na estruturação das ideias. Ferramentas como alfabeto móvel e banco de palavras são ótimas aliadas para a alfabetização e o fortalecimento da participação dos estudantes no processo de aprendizagem.

• Uso de tecnologia: quando possível, adote recursos tecnológicos que atendem às necessidades específicas dos estudantes, ampliando as possibilidades de acesso ao conteúdo e tornando o aprendizado mais dinâmico e acessível.

• Valorização de estratégias de resolução de problemas: apresente e valorize diferentes estratégias para a resolução de problemas, respeitando a forma única de compreensão e de elaboração de soluções.

O USO DE METODOLOGIAS ATIVAS

O uso de metodologias ativas favorece o engajamento dos estudantes e o desenvolvimento de diversas habilidades. A prática pedagógica exige um planejamento cuidadoso, momentos de discussão em grupo, atividades colaborativas e trocas de saberes, especialmente quando o objetivo é fortalecer competências como leitura, escrita e raciocínio lógico-matemático.

[...]

Metodologias ativas são estratégias de ensino centradas na participação efetiva dos estudantes na construção do processo de aprendizagem, de forma flexível, interligada e híbrida. As metodologias ativas, num mundo conectado e digital, expressam-se por meio de modelos de ensino híbridos, com muitas possíveis combinações. A junção de metodologias ativas com

Pensar-conversar-compartilhar

modelos flexíveis e híbridos traz contribuições importantes para o desenho de soluções atuais para os aprendizes de hoje.

MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. In: BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. p. 4. A seguir, apresentamos três metodologias ativas que promovem o protagonismo e a autonomia dos estudantes.

É uma estratégia eficaz para aumentar o engajamento dos estudantes, pois promove o pensamento individual e a colaboração, permitindo que todos participem ativamente da aula. A fase individual garante que todos os estudantes tenham oportunidade de organizar suas ideias e de se expressar. A fase em duplas e a discussão geral mantêm os estudantes ativos e envolvidos no processo de aprendizagem, incentivando o pensamento crítico, a argumentação e a formulação de ideias. Para iniciar, você deve fazer uma pergunta ou lançar um desafio relacionado ao conteúdo da aula e estipular um tempo para os estudantes pensarem sozinhos na resposta. É o momento de organizar as ideias e formular uma primeira hipótese. Depois do tempo de reflexão individual, os estudantes se juntam a um colega. Em duplas, eles devem conversar, compartilhar ideias e chegar a uma conclusão, consolidando o raciocínio e construindo o conhecimento de forma colaborativa. Na etapa final, o professor pode escolher algumas duplas, ou todas, para apresentarem suas ideias, incentivando a participação de todos, levando-os a perceber que há diferentes formas de pensar e de resolver o mesmo problema.

Vire e fale

Essa estratégia é eficaz para aumentar o engajamento e a participação dos estudantes, pois modifica o formato de pergunta e resposta e cria um espaço para que eles possam expressar suas ideias. A conversa em duplas incentiva os estudantes a organizarem suas ideias e a praticarem a escuta ativa. É uma estratégia rápida e simples que pode ser utilizada várias vezes durante a aula para checar a compreensão e manter o ritmo de forma dinâmica e interativa. Para começar, faça uma pergunta clara e direta relacionada ao conteúdo que está sendo trabalhado, que possa ser respondida em cinco minutos. Imediatamente após a pergunta, peça aos estudantes que virem para um dos colegas para conversarem sobre a pergunta, tentando chegar a uma resposta em até cinco minutos. Esse é o momento em que eles devem verbalizar suas ideias uns para os outros, escutando o que o outro tem a dizer e chegando juntos a uma conclusão. Após a conversa em duplas, escolha alguns estudantes, ou todos, para compartilharem as ideias que surgiram nas duplas e faça intervenções quando julgar necessário. Caminhada na galeria

Essa é uma estratégia colaborativa que envolve a produção de cartazes sobre os conteúdos estudados que devem ser expostos como em uma galeria de arte. A atividade foge da rotina da sala de aula e envolve movimento, o que é indicado para essa faixa etária. Os estudantes aprendem uns com os outros e desenvolvem a capacidade de escutar e argumentar, além de aprimorar a comunicação, o raciocínio e a organização de ideias de forma lúdica e prática, aprofundando os conteúdos que aprenderam. Para trabalhar com essa metodologia, organize a turma em grupos e proponha um tema, uma pergunta ou um problema para ser trabalhado em cada grupo. Oriente os grupos a fazerem pesquisas sobre o assunto e a registrarem as conclusões em cartazes. Depois de prontos, os cartazes devem ser fixados na sala de aula, como se fossem obras de arte, e cada grupo precisa escolher um apresentador que ficará ao lado para explicar o trabalho. O restante da turma, em grupos, começa a caminhada pela galeria, observando e analisando as produções dos colegas. Após todos os grupos visitarem as obras da galeria, reúna todos e incentive uma conversa sobre o que foi aprendido. Esse é o momento para discutir as diferentes soluções encontradas, os pontos em comum e o que mais chamou a atenção dos estudantes.

A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO

Para a organização do trabalho pedagógico em sala de aula, é essencial considerar a disposição do espaço e promover um ambiente pautado pela empatia, pelo respeito mútuo e pela valorização do coletivo, o que contribui para a construção de uma sala de aula acolhedora, na qual o desenvolvimento da autonomia dos estudantes seja incentivado de forma constante.

A fim de promover um ambiente mais dinâmico, inclusivo e colaborativo, você pode alterar a organização tradicional da sala de aula, que tem carteiras enfileiradas e o professor ocupando o papel central como único detentor do saber. Ao repensar a organização da sala de

aula como um recurso pedagógico, você amplia as possibilidades de interação, cooperação e construção coletiva do conhecimento, aproximando a prática docente das demandas reais da turma. A seguir, apresentamos algumas sugestões para organizar a sala de aula de diferentes maneiras.

Disposição em grupo: indicada para atividades que exigem colaboração direta e trocas constantes entre os estudantes, como trabalhos em equipe, debates e projetos que precisam de divisão de tarefas, pois a proximidade física facilita a comunicação e o apoio mútuo, incentivando a resolução de problemas de forma coletiva.

Representação de carteiras dispostas em grupo.

Disposição em círculo: indicada para atividades que priorizam a participação de todos, a escuta ativa e a criação de um ambiente de igualdade, como rodas de conversa, discussões sobre temas específicos, contação de histórias e compartilhamento de experiências, permitindo que a construção do conhecimento, a troca de experiências e a comunicação sejam mais diretas e isonômicas entre você e os estudantes.

Em círculo

Representação de carteiras dispostas em círculo.

Disposição em U: indicada para apresentações orais, demonstrações, debates supervisionados ou quando você precisa circular entre as carteiras para dar assistência individual, pois combina sua visibilidade com a possibilidade de interação entre os estudantes, permitindo que todos mantenham o foco na atividade.

Em U

Representação de carteiras dispostas em U.

Disposição de frente uns para os outros: parecida com a disposição em grupo, mas

pode ser utilizada para trabalhos em duplas, entrevistas ou atividades de reflexão, pois promove uma interação mais focada e próxima, permitindo aos estudantes que se concentrem na troca de informações e ideias entre si, sem a dispersão que um grupo maior poderia causar.

De frente uns para os outros

Representação de carteiras dispostas de frente umas para as outras.

Outra estratégia que ajuda a aproximar o currículo da vida dos estudantes é incentivar a utilização de outros espaços dentro e fora da sala de aula para divulgar o trabalho desenvolvido pela turma, como os murais e as paredes, explorando diferentes recursos e estratégias.

A ORGANIZAÇÃO DO TEMPO E DA ROTINA ESCOLAR

Além da organização do espaço físico, é fundamental atentar à gestão do tempo e da rotina em sala de aula. Estabelecer uma rotina clara e bem estruturada favorece a execução do planejamento pedagógico, garantindo que os horários e as atividades sejam conduzidos de forma sequencial e coerente, sempre respeitando as particularidades e os diferentes ritmos de aprendizagem dos estudantes.

Planejar a prática pedagógica de acordo com a proposta curricular proporciona um ambiente mais estável e acolhedor, no qual os estudantes sabem o que esperar e se sentem mais seguros diante das estratégias utilizadas no dia a dia. Além de facilitar a condução do trabalho docente, essa organização contribui para equilibrar e diversificar as atividades ao longo da semana, ampliando as possibilidades de aprendizagem.

Além das aulas nas quais os conteúdos e as atividades são abordados, é importante que você inclua atividades diversificadas em seu planejamento de rotina, como as sugeridas a seguir.

• Rodas de conversa: podem ser realizadas no começo ou no final da aula para solicitar aos estudantes que relatem alguma vivência pessoal (como forma de explorar os conhecimentos prévios) ou exponham o que aprenderam, quais dificuldades tiveram ou o que gostariam de aprender na próxima aula.

• Momentos de leitura: podem ser conduzidos tanto por você, por meio da leitura em voz alta, quanto pelos próprios estudantes, com a leitura

ILUSTRAÇÕES: IVY NUNES/ ARQUIVO DA EDITORA

compartilhada ou um de cada vez. É importante reservar intervalos de tempo específicos na rotina para a leitura de diferentes textos com a intenção de proporcionar momentos de apreciação e, ao mesmo tempo, ampliar o repertório e os conhecimentos dos estudantes.

• Momentos de registro: essa estratégia consiste em reservar, ao final das aulas, alguns minutos para que os estudantes expressem o que aprenderam. Esse registro pode ser feito por meio da escrita, de esquemas visuais, de desenhos ou até pela oralidade, com gravações em áudio ou vídeo. Essa etapa funciona como uma forma de verificação da aprendizagem, permitindo a você identificar o que foi compreendido e o que ainda precisa ser retomado em aulas futuras ou em atividades de reforço. Os registros podem ser realizados individualmente, em duplas ou em pequenos grupos, de acordo com os objetivos da proposta.

• Visitas guiadas a diferentes espaços de aprendizagem: a sala de aula não é o único ambiente para

Escola:

Professor(a):

Componente curricular:

o aprendizado dos estudantes, por isso é importante sugerir atividades em outros espaços na escola, como laboratórios, bibliotecas, pátio, auditório e jardim, e fora da escola, como teatros, museus, espaços públicos, centros de pesquisas, cinema e centros culturais. Em casos de atividades em espaços fora da escola, é necessário que você solicite, com antecedência, as autorizações para a direção e para os pais ou responsáveis dos estudantes, e com o acompanhamento de outros profissionais da escola, bem como a orientação do uso de filtro solar, da ingestão de água e do uso de repelentes e de vestimentas e calçados adequados, visando à segurança, à integridade física e ao bem-estar dos estudantes.

Além dessas atividades, o planejamento de rotina deve incluir atividades lúdicas que incentivem a interação social e momentos que envolvam alimentação e higiene pessoal.

Apresentamos a seguir um exemplo de planejamento de rotina, que pode ser adaptado de acordo com as suas necessidades, as dos estudantes e as da escola.

MODELO

Turma:

Planejamento de rotina

Horário Local Atividade

Data:

Objetivo

7h30 – 8h00Sala de aulaAcolhimento e roda de conversa. Promover a socialização e desenvolver a oralidade.

8h00 – 9h30Sala de aula

9h30 – 10h00 Refeitório, banheiro e pátio

Leitura compartilhada de textos e atividades dirigidas de escrita.

Lanche, escovar os dentes, lavar as mãos e recreio.

10h00 – 11h00 Quadra Brincadeiras tradicionais e jogos cooperativos.

11h00 – 11h30 Sala de aulaRoda de leitura e fechamento.

Outro recurso pedagógico que pode auxiliar a gestão do tempo e o planejamento de rotina é a sequência didática. Uma sequência didática é um plano de ensino estruturado, composto de um conjunto de atividades ordenadas e interligadas que são desenvolvidas ao longo de várias aulas. A elaboração de sequências didáticas é um recurso pedagógico que pode tornar o planejamento mais eficaz e alinhado às necessidades dos estudantes. Por meio delas, você consegue organizar o processo de ensino de maneira intencional e progressiva, estruturando atividades e estratégias de forma coerente e articulada.

Desenvolver habilidades de leitura e de escrita.

Momento de descanso, alimentação, higiene e interação livre.

Desenvolver a expressão corporal e a coordenação motora.

Desenvolver a escuta ativa, retomar as aprendizagens do dia e organizar a sala de aula.

Ao planejar uma sequência didática, você estabelece etapas claras e encadeadas que favorecem a construção do conhecimento ao longo do tempo, seja em alguns dias, semanas ou até meses. Essa organização permite flexibilizar o percurso, ajustando-o conforme o ritmo de aprendizagem da turma e as particularidades do contexto escolar. É fundamental que as sequências estejam alinhadas aos objetivos de ensino, considerando também os recursos didáticos disponíveis e a realidade da escola. Outro aspecto essencial é a inclusão de estratégias de avaliação que permitam acompanhar e refletir sobre o avanço dos

estudantes ao longo do processo, verificando seu envolvimento e observando as dificuldades que possam surgir. Sempre que julgar necessário, faça intervenções que contribuam para ampliar a compreensão dos conteúdos.

Ao término da sequência didática, registre suas considerações sobre o processo de aprendizagem dos

estudantes, destacando avanços e aspectos que ainda precisam ser desenvolvidos.

A seguir, apresentamos uma sugestão de modelo de sequência didática que pode servir como referência. Sinta-se à vontade para adaptá-lo conforme as necessidades da sua turma e os conteúdos que pretende desenvolver.

Planejamento de sequência didática

Escola: preencher com o nome da escola.

Professor(a): preencher com o nome do professor.

Componente curricular: preencher com o nome do componente curricular.

Turma: preencher com a indicação da turma.

Data: preencher com o período estimado para o desenvolvimento da sequência didática.

Assunto/conteúdo: preencher com os assuntos ou conteúdos a serem desenvolvidos.

Quantidade de aulas: preencher com a estimativa da quantidade de aulas necessária para desenvolver todas as atividades.

1. Objetivos gerais: definir o que se espera que os estudantes sejam capazes de fazer ao final da sequência didática.

2. Competências e habilidades da BNCC: identificar as competências e habilidades da BNCC que serão trabalhadas.

3. Materiais necessários: fazer uma lista detalhada de todos os materiais que serão necessários para desenvolver as atividades.

4. Etapas da sequência didática: detalhar as etapas de cada aula, organizando as atividades em uma ordem lógica e progressiva.

• Aula 1: descrever o início do trabalho com a sequência didática, que pode ser uma atividade para verificar o que os estudantes já sabem sobre o assunto; pode ser uma roda de conversa, uma dinâmica ou uma pergunta deflagradora para despertar a curiosidade deles.

• Aula 2 em diante: apontar as atividades intermediárias que ajudarão os estudantes a construírem o novo conhecimento, como pesquisas, leituras, discussões, atividades práticas, entre outras dinâmicas.

• Aula final: descrever a última aula, a culminância da sequência didática; planejar uma atividade final para que os estudantes coloquem em prática tudo o que aprenderam, que pode ser a produção de um texto, a apresentação de um trabalho ou a criação de um projeto.

5. Avaliação: definir os critérios (o que será observado) e os instrumentos (como será registrado) que serão utilizados para avaliar a aprendizagem dos estudantes ao longo da sequência didática; a avaliação deve ser contínua e não apenas ao final.

6. Autoavaliação: após a execução da sequência didática, verificar se ela foi eficaz, se os objetivos foram alcançados, quais desafios surgiram, o que pode ser mudado para a próxima vez e anotar essas reflexões para aprimorar suas práticas pedagógicas.

O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS

A presença das tecnologias digitais no cotidiano das pessoas é cada vez mais comum, inclusive entre crianças e adolescentes. No entanto, a maneira como esses recursos, especialmente os dispositivos móveis como os celulares, têm sido utilizados dentro das escolas tem gerado muitos debates. O foco dessas discussões recai, principalmente, sobre os efeitos negativos do uso inadequado desses aparelhos no processo de aprendizagem e no desenvolvimento integral dos estudantes.

Estudos recentes reforçam essas preocupações, apontando prejuízos que vão desde a distração em sala de aula até impactos mais sérios, como problemas de saúde

física e mental, que incluem aumento da ansiedade, distúrbios do sono, dificuldades de atenção, entre outros. Essas evidências contribuíram para a criação da Lei nº 15.100, de 13 de janeiro de 2025, que estabelece diretrizes para o uso de celulares nas escolas brasileiras.

Os desafios enfrentados com o uso inadequado e desregulado das tecnologias digitais não se restringem ao ambiente escolar. A Unesco destaca riscos que vão desde o enfraquecimento das relações humanas até ameaças à democracia e aos direitos fundamentais, como a disseminação de discursos de ódio e a violação da privacidade. Tais aspectos mostram que a tecnologia, sem orientação adequada, pode acentuar desigualdades e comprometer valores essenciais.

MODELO

No contexto escolar, o uso excessivo e sem propósito de recursos digitais tem mostrado efeitos prejudiciais, como o isolamento social, a dependência de redes sociais e a dispersão durante as aulas. Por isso, torna-se indispensável repensar o papel desses recursos na educação.

Por outro lado, quando inserida de maneira planejada e intencional no cotidiano escolar, a tecnologia pode se tornar uma ferramenta poderosa para o processo de ensino-aprendizagem. Recursos como computadores, tablets e celulares, quando utilizados com orientação pedagógica, promovem o acesso à informação, favorecem o desenvolvimento de habilidades críticas e éticas e ampliam o alcance da educação, especialmente em contextos de vulnerabilidade.

A proposta, portanto, não é excluir a tecnologia do ambiente escolar, mas sim incorporá-la com responsabilidade, sempre pautada em objetivos pedagógicos claros e alinhados às competências e aos conteúdos previstos no currículo.

Você tem um papel fundamental nesse processo. Cabe a você planejar atividades que façam uso significativo da tecnologia, promovendo a aprendizagem ativa e a reflexão crítica por parte dos estudantes. A intencionalidade no uso desses recursos deve estar presente desde o momento da escolha da ferramenta até a avaliação dos resultados.

Além disso, é importante lembrar de que tecnologias educacionais não se limitam às mais recentes. Televisão, rádio, lousa, projetores e outros dispositivos já fazem parte da rotina escolar há décadas e desempenham papel importante na mediação pedagógica.

BOAS PRÁTICAS NO USO DE TECNOLOGIAS

NA EDUCAÇÃO

Para que a utilização de ferramentas tecnológicas seja eficaz e enriquecedora, é fundamental adotar algumas práticas pedagógicas intencionais. A seguir, apresentamos algumas dicas.

Planejamento pedagógico do uso de recursos tecnológicos

• Definir com clareza os objetivos de aprendizagem.

O ENSINO DE GEOGRAFIA

FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS NO ENSINO DE GEOGRAFIA

O ensino, de modo geral, deve acompanhar as transformações pelas quais vem passando nossa sociedade no início do século XXI. Muitas dessas mudanças referem-se ao desenvolvimento tecnológico relacionado aos meios de comunicação e transportes, às formas de trabalho, à intensidade com que a sociedade tem explorado os recursos da natureza e transformado o espaço geográfico. A nossa sociedade, na atualidade, também tem alterado muitos de seus hábitos cotidianos, por exemplo, em relação ao convívio social, à maneira de acessar produtos e serviços, práticas intensamente influenciadas pelo uso

• Escolher as ferramentas tecnológicas adequadas para alcançar esses objetivos.

• Garantir que o uso dos recursos esteja articulado aos conteúdos e às competências curriculares.

Desenvolvimento de habilidades críticas

• Propor atividades que incentivem a análise crítica de fontes de informação pelos estudantes.

• Levar os estudantes a refletirem sobre o impacto da tecnologia no cotidiano.

• Incentivar o uso consciente, seguro e responsável da internet.

Integração com outras metodologias

• Combinar o uso de tecnologias com estratégias convencionais, como leitura, escrita e pesquisa de campo.

• Incentivar experiências interativas, como a visita a museus virtuais e o uso de acervos digitais, que ampliam o repertório cultural dos estudantes e fortalecem vínculos com a memória coletiva.

Em resumo, o uso da tecnologia na educação não deve ser encarado como uma solução isolada ou um fim em si mesmo. Ela deve estar a serviço do processo de ensino-aprendizagem e contribuir para a formação crítica, ética e cidadã dos estudantes. Seu olhar pedagógico enquanto docente é essencial para transformar esses recursos em verdadeiros aliados do conhecimento.

Para auxiliar na utilização de recursos digitais em consonância com seu planejamento pedagógico, a fim de complementar e enriquecer o desenvolvimento dos conteúdos, esta coleção apresenta alguns objetos educacionais digitais, como infográficos e mapas clicáveis.

A lista com os objetos digitais sugeridos em cada volume encontra-se no sumário. Além disso, os momentos de utilização desses recursos foram indicados nas páginas do Livro do Estudante por meio de ícones. Para acessá-los, basta clicar sobre os ícones indicados nas páginas da versão digital do Livro do Estudante.

da internet por meio das numerosas formas que essa rede disponibiliza aos seus usuários.

Nós, professores, devemos estar atentos e acompanhar as mudanças do mundo em que vivemos. Caso contrário, não estaremos preparando os estudantes para enfrentar questões pessoais ou coletivas impostas pela vida em sociedade e para compreender fenômenos naturais e sociais, desde os mais simples, presentes em seu dia a dia, até aqueles mais complexos e de repercussão global. O ensino de Geografia tem um papel muito importante na preparação dos estudantes para compreenderem melhor o mundo em que vivem, sobretudo em relação às suas transformações. Essa compreensão deve ir além da descrição dos fenômenos, fundamentando-se no exercício de questionamentos e explicações com base conceitual, a fim de que a realidade seja desvendada, construída e melhorada com a participação de todos.

Com o objetivo de que nossos estudantes estabeleçam uma relação eficaz entre o senso comum e o saber científico, é imprescindível instrumentalizá-los para que possam obter e interpretar informações, analisá-las e articulá-las de modo significativo com a realidade em que vivem, a fim de interferir nela, atuando e reconhecendo-se como sujeitos no processo de produção e reprodução do espaço geográfico.

A presente coleção foi planejada especialmente para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Tendo em vista as possibilidades de conhecimentos anteriores dos estudantes, assim como a adequação à fase cognitiva deles, essa proposta visa a avançar gradualmente na complexidade dos conteúdos, permitindo-os entrar em contato de maneira elementar com alguns conceitos e noções que envolvem o conhecimento geográfico.

Segundo Cavalcanti (2003, p. 24), ensinar Geografia tem o intuito de “ajudar a formar raciocínios e concepções mais articulados e aprofundados a respeito do espaço”. Ela defende que os estudantes precisam aprender a pensar sobre os acontecimentos a partir de múltiplas explicações, considerando os diversos fatores que influenciam o espaço em que vivem. Esse conhecimento ajuda a formar cidadãos mais conscientes e críticos.

Essa proposta visa um trabalho mais integrado entre os aspectos físicos e os aspectos humanos, para que eles tenham uma formação mais integrada do mundo, reconhecendo a interdependência entre a natureza e a sociedade. Assim, eles podem compreender que as paisagens estão sempre mudando, pois o espaço geográfico é constantemente transformado pelas ações humanas.

O objetivo é desenvolver habilidades que permitam aos estudantes compreenderem como as sociedades se relacionam entre si e com a natureza ao longo do tempo. Para isso, é importante que se familiarizem e criem bases para entenderem os principais conceitos da Geografia: lugar, paisagem, natureza, região, território e espaço geográfico. Com esses conceitos, é possível estabelecer relações, ainda que elementares, entre as particularidades do local onde vivem e suas ligações com outras partes do mundo. Também é valorizado o ensino de atitudes éticas e de cuidado com o meio ambiente. A proposta visa a contribuir com a formação de sujeitos críticos, capazes de refletir e agir em favor de um mundo melhor.

PRINCIPAIS CONCEITOS E NOÇÕES

LUGAR

O lugar é o espaço vivenciado pelas pessoas, onde elas constroem suas relações mais próximas, como a casa, a rua, a escola e a praça. São lugares com os quais elas acabam por estabelecer algum tipo de afetividade. Embora compartilhem elementos comuns, cada lugar é único, com características físicas, culturais e sociais que o tornam especial.

PAISAGEM

A paisagem é aquilo que se vê em um lugar, em determinado momento. Ela é formada tanto por elementos

naturais (como montanhas e rios) quanto por elementos construídos pelo ser humano (como prédios e ruas). A paisagem muda com o tempo e expressa as relações entre as pessoas e a natureza.

REGIÃO

A região é uma parte do espaço que se diferencia das outras por um conjunto de características, por exemplo, o clima, a vocação econômica, a cultura ou a organização social. Ou seja, uma região pode ser definida com base em diferentes critérios.

TERRITÓRIO

O território é uma porção do espaço definida por relações de domínio e poder. Pode ser o espaço controlado por um país, mas também pode estar presente em escalas menores, como uma comunidade, uma rua ou um bairro. Souza (1995, p. 81) afirma que os territórios “são construídos (e desconstruídos)” em diferentes escalas e tempos. Isso mostra que o território existe enquanto houver relações de poder.

A paisagem é um conjunto heterogêneo de formas naturais e artificiais; é formada por frações de ambas, seja quanto ao tamanho, volume, cor, utilidade, ou por qualquer outro critério. A paisagem é sempre heterogênea. [...]

SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado. 5. ed. São Paulo: Hucitec, 1997. p. 65.

ESPAÇO GEOGRÁFICO

O espaço geográfico é o resultado das relações entre sociedade e natureza ao longo do tempo. É onde as ações humanas acontecem e se materializam — como as cidades, as estradas, os campos e as indústrias. Para Santos (1997, p. 71), o espaço é o cenário onde a história acontece e está sempre sendo transformado.

A proposta desta coleção é contribuir para que os estudantes desenvolvam um olhar crítico e atento sobre o espaço em que vivem, compreendendo que ele está em constante mudança e que elas são resultado das ações humanas. Ao compreender e vivenciar os conceitos da Geografia de forma progressiva e integrada, eles podem se tornar capazes de compreender melhor o mundo e atuar nele de forma consciente, ética e responsável.

O RACIOCÍNIO GEOGRÁFICO E A PROPRIOCEPÇÃO

O raciocínio geográfico refere-se à capacidade de analisar criteriosamente o espaço geográfico por meio da observação, comparação e compreensão das interações entre sociedade. No Ensino Fundamental, seu desenvolvimento é essencial para a formação do pensamento e das noções espaciais dos estudantes, a fim de que sejam capazes de compreender a organização e as dinâmicas do espaço vivido.

De acordo com a BNCC (2018, p. 359-360):

O raciocínio geográfico, uma maneira de exercitar o pensamento espacial, aplica determinados princípios (Quadro 1) para compreender

aspectos fundamentais da realidade: a localização e a distribuição dos fatos e fenômenos na superfície terrestre, o ordenamento territorial,

Princípio

as conexões existentes entre componentes físico-naturais e as ações antrópicas.

Quadro 1 – Descrição dos princípios do raciocínio geográfico

Descrição

Analogia Um fenômeno geográfico sempre é comparável a outros. A identificação das semelhanças entre fenômenos geográficos é o início da compreensão da unidade terrestre.

Conexão Um fenômeno geográfico nunca acontece isoladamente, mas sempre em interação com outros fenômenos próximos ou distantes.

Diferenciação É a variação dos fenômenos de interesse da Geografia pela superfície terrestre (por exemplo, o clima), resultando na diferença entre áreas.

Distribuição Exprime como os objetos se repartem pelo espaço.

Extensão Espaço finito e contínuo delimitado pela ocorrência do fenômeno geográfico.

Localização

Posição particular de um objeto na superfície terrestre. A localização pode ser absoluta (definida por um sistema de coordenadas geográficas) ou relativa (expressa por meio de relações espaciais topológicas ou por interações espaciais).

Ordem Ordem ou arranjo espacial é o princípio geográfico de maior complexidade. Refere-se ao modo de estruturação do espaço de acordo com as regras da própria sociedade que o produziu.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 359-360.

O trabalho com o raciocínio geográfico é transversal e interdisciplinar e pode ser mobilizado em diferentes componentes curriculares, como Ciências, História, Matemática e Língua Portuguesa, ao sugerir estratégias que acionem seus princípios.

No contexto da Geografia escolar, o raciocínio geográfico promove o desenvolvimento das noções espaciais, além de favorecer a alfabetização cartográfica. Alguns exemplos de situações didáticas que possibilitam o desenvolvimento desse raciocínio, tendo como base os lugares de vivência do estudante, que podemos citar são: a análise do percurso casa-escola, a leitura criteriosa do entorno da escola, a observação de elementos naturais e antrópicos na paisagem e a comparação de diferentes espaços conhecidos.

O trabalho com noções espaciais, como localização, comparação e representação do espaço está relacionado, de modo muito importante, à noção corporal do estudante, ou seja, à percepção que ele tem de seu corpo em relação ao espaço. Essa percepção envolve o sistema da propriocepção, que é a capacidade de perceber sua posição, o espaço que seu corpo ocupa (parado ou em movimento), de orientar um deslocamento, tocar ou pegar algo, usar mais ou menos força para realizar uma ação.

No dia a dia, tanto na escola quanto em casa, essa integração entre corpo e espaço pode ser observada em situações simples. O professor pode incorporar no dia a dia escolar algumas atividades práticas que favoreçam o desenvolvimento da propriocepção, como localizar objetos ou lugares no pátio, descrever o caminho para a sala de aula, onde ficam os cômodos da casa, representar o caminho de casa até a escola, atividades relacionadas à lateralidade, como à esquerda, à direita, em cima, embaixo e, até mesmo, ao brincar de esconde-esconde. Essas são oportunidades interessantes em que os estudantes podem perceber e vivenciar o espaço, assim como são fer-

ramentas que contribuem com o ensino e a aprendizagem em Geografia e de outros componentes. É importante respeitar o ritmo e a forma com que as crianças percebem, compreendem e interagem com o espaço, a partir de seus lugares de vivência.

GEOGRAFIA E CARTOGRAFIA

Os estudos de Geografia contam, em muitos momentos, com a linguagem cartográfica como articuladora da formação do conhecimento geográfico dos estudantes. Ler, interpretar, compreender e elaborar representações cartográficas confere a eles habilidades muito importantes para o estudo do espaço, das características físicas, da dinâmica e das transformações que são ocasionadas por agentes naturais ou humanos.

O domínio de noções cartográficas também contribui para a formação de indivíduos autônomos em relação à localização e à orientação, assim como em seu deslocamento no espaço.

Tais noções, nesta coleção, são desenvolvidas de maneira elementar e estruturante, preparando os estudantes por meio dos mais diferentes procedimentos, como observação, análise, descrição, síntese, analogia e representação, para que estejam aptos a obterem e registrarem as mais diferentes informações por meio de representações cartográficas. Em vários momentos também são propostas temáticas e atividades que propiciam o desenvolvimento de noções de lateralidade, proporcionalidade, deslocamento, orientação e localização e pontos de vista. Esse conjunto de habilidades e noções colabora com a alfabetização cartográfica.

No Ensino Fundamental, o professor pode propor atividades simples, como desenhar o trajeto até a escola, criar mapas afetivos da escola ou do bairro, ouvir histórias de familiares sobre o lugar de vivência e representá-lo em diferentes épocas. Essas práticas, inspiradas também na

etnocartografia, ou seja, nos mapas sociais produzidos por indivíduos ou grupos de uma comunidade tradicional, não utilizam obrigatoriamente conhecimento técnico avançado e ajudam os estudantes a reconhecerem e valorizarem seu lugar no mundo, fortalecendo a relação entre o conteúdo escolar e a vida cotidiana.

Ao conceber a cartografia como linguagem geográfica e, sempre que possível, utilizá-la como mediadora pedagógica, o professor amplia as possibilidades de ensino

de Geografia e de outros componentes. Ao compreender o espaço, refletir criticamente sobre ele e expressar-se por meio de representações, os estudantes deixam de serem apenas leitores de mapas para serem seus produtores.

A cartografia, assim, torna-se ponte entre o conteúdo escolar e o espaço vivido, contribuindo para formar sujeitos autônomos, críticos e capazes de atuar no mundo, a partir de seus lugares de vivência.

QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DOS CONTEÚDOS

O quadro apresentado a seguir mostra a progressão dos conteúdos deste volume, destacando as habilidades, as competências e os temas contemporâneos transversais da BNCC trabalhados em cada unidade.

Trata-se de um quadro que pode ser utilizado para ter uma visão geral dos conteúdos das unidades, assim como facilitar a busca por orientações e comentários de práticas pedagógicas sugeridas nas orientações ao professor correspondentes ao Livro do Estudante. Quadro de distribuição dos conteúdos – 4º ano

UnidadesTemas

1 - A natureza e as paisagens do município

1 - As formas de relevo e as paisagens do município

2 - Os rios nas paisagens do município

3 - Observando o tempo atmosférico e o clima

4 - Estudando as formações vegetais naturais do município

Conteúdos

• Diferentes formas de relevo observadas nas paisagens.

• Conceito das principais formas de relevo.

• Ação dos elementos da natureza e humana na transformação do relevo.

• Deslizamento de terras.

• Diferentes características dos rios conforme formas do relevo de volume de água.

• As partes de um rio.

• Uso e importância das águas dos rios.

• Poluição dos rios.

• Conceito sobre o tempo atmosférico e clima.

• Poluição do ar.

• Formações vegetais naturais.

• Influência do clima nos tipos de formações vegetais.

• Alterações das formações vegetais naturais pela exploração humana.

Habilidades da BNCC

EF04GE04

EF04GE11

Competências gerais e específicas

CE1

CE7

Temas contemporâneos transversais

• Educação ambiental.

• Saúde.

2- Estudando o município

5 - O espaço do município

6 - Orientando-se pelo município

7 - A administração do município

• Diferenças entre o espaço urbano e espaço rural.

• Divisão política do Brasil.

• Divisão político-administrativa do estado em munícipios.

• Conceito de região e a divisão do Brasil em cinco grandes regiões.

• Pontos de referência e a localização e orientação nos espaços.

• Orientação espacial pelos pontos ou direções cardeais.

• Uso da rosa dos ventos para representação dos pontos cardeais.

• Conceito de mapa, sua importância e elementos que o compõe.

• A administração do município.

• Conselhos municipais.

EF04GE03

EF04GE04

EF04GE05

EF04GE09

EF04GE10 CE3 CE4 CG1 CG4 CG5 CG8 CG10

• Educação em direitos humanos.

Quadro de distribuição dos conteúdos – 4º ano

UnidadesTemas

3 - O município e sua população

8 - Município: população rural e população urbana

9 - A diversidade da população brasileira

10 - Migrações internas e a formação dos municípios

4 - O espaço rural

11 - O espaço rural e suas paisagens

12 - Contrastes no espaço rural

13 - O espaço rural e o modo de vida

14 - Problemas ambientais no espaço rural

5 - O espaço urbano

15 - O espaço urbano e suas paisagens

16 - O espaço urbano e o modo de vida

17 - Os problemas urbanos

6 - Campo e cidade e sua integração

18 -Interdependência entre campo e cidade

19 - O fluxo de matérias-primas entre o campo e a cidade

20 -Transporte e comunicação: integração entre o campo e a cidade

Conteúdos Habilidades da BNCC

• População rural e urbana do município.

• Concentração da população em áreas urbanas do Brasil.

• Deslocamento de pessoas entre o campo e a cidade.

• Principais povos que formaram a população brasileira.

• Influências culturais dos diversos povos presente em festas e tradições nos municípios.

• Conceito de migrações internas.

• Transformação das paisagens pelo trabalho humano e transformação do espaço ao longo do tempo.

• Diferentes paisagens no espaço rural.

• Atividades econômicas no espaço rural.

• Diferenças entre as propriedades rurais tradicionais e modernas.

• Características das grandes e das pequenas propriedades rurais.

• Importância da agricultura familiar.

• Ações cotidianas que evitam o desperdício de alimentos.

• Características do modo de vida no campo.

• O modo de vida dos povos indígenas e das comunidades quilombolas no campo.

• Impactos ambientais no campo.

• Problemas na qualidade do acesso aos serviços essenciais no campo.

• Principais características e diferenças entre as paisagens urbanas.

• Contrastes sociais e ambientais nas paisagens urbanas.

• Transformações das paisagens urbanas ao longo do tempo.

• Características do modo de vida na cidade.

• Atividades econômicas no espaço urbano.

• Problemas sociais e ambientais nas cidades.

• Interdependência entre os espaços urbano e rural.

• Importância da relação de trocas de produtos e serviços entre o campo e a cidade.

• Fluxo de pessoas entre o campo e a cidade.

• Matérias-primas, tipos e produtos derivados.

• Alimentos naturais, beneficiados e industrializados.

• Etapas do processo de produção, transporte, transformação e comercialização de produtos.

• Meios de transporte e a integração entre os espaços.

• Meios de comunicação, integração e fluxo de informações entre o campo e a cidade.

EF04GE01

EF04GE02

EF04GE04

EF04GE07

Competências gerais e específicas Temas contemporâneos transversais

• Diversidade cultural.

• Educação para a valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.

EF04GE04

EF04GE06

EF04GE07

EF04GE08

CE2

CE5

CE6

CE7

EF04GE11 CE1

CG1

CG2

CG4

CG5

CG6

CG7

CG9

CG10

EF04GE04

EF04GE07

EF04GE08

EF04GE11

CE4

CE5

CG1

CG2

CG3

CG4

CG5

CG6

CG7

CG9

CG10

EF04GE04

EF04GE08

CG1

CG2

CG3

CG4

CG5

CG6

CG7

• Educação alimentar e nutricional.

• Educação para o consumo.

• Trabalho.

• Trabalho.

• Diveridade cultural.

• Educação ambiental.

• Trabalho.

SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS

As propostas de cronogramas apresentadas a seguir têm como objetivo orientar a distribuição das unidades em planejamentos bimestrais, trimestrais e semestrais, respeitando a organização dos volumes anteriormente mencionada.

Cabe destacar que essas sugestões não contemplam outras atividades que possam surgir ao longo do ano letivo, como projetos, eventos escolares ou avaliações

Sugestão de planejamento bimestral

Bimestre Unidades e temas

1º bimestre

2º bimestre

Vamos iniciar

Unidade 1 – Tema 1 Tema 2 Tema 3

Tema 4

Unidade 2– Tema 5

Unidade 2 – Tema 6 Tema 7

Unidade 3 – Tema 8 Tema 9 Tema 10

3º bimestre

institucionais, e que devem ser incorporadas ao planejamento de forma articulada.

Para elaborar essas sugestões, consideramos 200 dias letivos de aula, ou 40 semanas; no entanto, o cronograma deve ser ajustado conforme as especificidades de cada turma, levando em consideração o contexto, o ritmo de aprendizagem dos estudantes e o uso de diferentes recursos e estratégias pedagógicas, que vão além do livro didático.

Sugestão de planejamento trimestral

Trimestre Unidades e temas

Vamos iniciar

1º trimestre

2º trimestre

Unidade 4 – Tema 11 Tema 12 Tema 13 Tema 14

Unidade 5 – Tema 15

Unidade 5 – Tema 16 Tema 17

4º bimestre

3º trimestre

Unidade 6 – Tema 18 Tema 19 Tema 20

Vamos avaliar

Unidade 1 – Tema 1 Tema 2 Tema 3 Tema 4

Unidade 2 – Tema 5 Tema 6 Tema 7

Unidade 3 – Tema 8 Tema 9 Tema 10

Unidade 4 – Tema 11 Tema 12 Tema 13 Tema 14

Unidade 5 – Tema 15 Tema 16 Tema 17

Unidade 6 – Tema 18 Tema 19 Tema 20

Vamos avaliar

Sugestão de planejamento semestral

Semestre Unidades e temas

Vamos iniciar

Unidade 1 – Tema 1 Tema 2

Tema 3

Tema 4

1º semestre

Unidade 2 – Tema 5 Tema 6 Tema 7

Unidade 3 – Tema 8 Tema 9 Tema 10

Unidade 4 – Tema 11

Tema 12

Tema 13

Tema 14

2º semestre

Unidade 5 – Tema 15 Tema 16

Tema 17

Unidade 6 – Tema 18 Tema 19

Tema 20

Vamos avaliar

BRASIL. Ministério da Saúde. Proteger e cuidar da saúde de adolescentes na atenção básica 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/ publicacoes/proteger_cuidar_adolescentes_atencao_basica_2ed.pdf. Acesso em: 5 set. 2025. Documento que visa auxiliar as Equipes de Atenção Básica/Saúde da Família no trabalho com adolescentes nos aspectos relacionados à saúde.

CASTRO, Iná Elias de; GOMES, Paulo Cesar da Costa; CORRÊA, Roberto Lobato (org.). Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995.

Obra que contempla os conceitos fundamentais sobre a sociedade e o espaço em que vivemos. Podemos destacar conceitos, como território, lugar e região, que ajudam a explicar relações de poder, cultura e identidade.

COSTA, Renato Pinheiro da; CASSIMIRO, Élida Estevão; SILVA, Rozinaldo Ribeiro da. Tecnologias no processo de alfabetização nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Docência e Cibercultura, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 97-116, jan./abr. 2021. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/ re-doc/article/view/53068/36747. Acesso em: 16 ago. 2025.

Nesse artigo, os autores abordam a influência da tecnologia no desenvolvimento do processo de alfabetização.

GRISA, Gregório Durlo et al Neurociência e alfabetização: noções fundamentais. Bento Gonçalves: IFRS, 2022.

Nesse livro, os autores se baseiam nos estudos da Neurociência para explicar os processos de alfabetização.

LESANN, Janine. Geografia no Ensino Fundamental I. Belo Horizonte: Fino Traço Editora, 2010.

Esse livro aborda diversas atividades práticas e orientações pedagógicas e didáticas para o ensino de Geografia, com o intuito de contribuir para o trabalho dos professores em sala de aula.

LIMA, Aurilia de Brito et al. (org.). Políticas de inclusão na educação básica. Curitiba: Appris, 2024.

Coletânea de textos que abordam os principais marcos das políticas públicas relacionadas à inclusão, desde as temáticas mais amplas até as mais específicas.

MIRANDA, Elaine (coord.). Educação inclusiva e a parceria da família: uma dimensão terapêutica. São Paulo: Literare Books International, 2021.

Nesse livro, a autora aborda aspectos da inclusão com base em evidências científicas. Além disso, ela busca evidenciar a importância da participação da família na educação inclusiva.

MORAIS, José. Criar leitores: para professores e educadores. Barueri: Manole, 2013.

O livro auxilia professores, pais e profissionais a compreenderem o processo cerebral da criança que está aprendendo a ler, considerando seus processos cognitivos e as dificuldades da faixa etária e sugerindo intervenções e estratégias para facilitar a alfabetização.

SANTOS, Maria Lucia dos; PERIN, Conceição Solange Bution. A importância do planejamento de ensino para o bom desempenho do professor em sala de aula. Cadernos PDE, Curitiba, v. 1, p. 1-24, 2013. (Os Desafios da Escola Pública Paranaense na Perspectiva do Professor PDE).

Nesse artigo, as autoras destacam a importância do planejamento e apresentam propostas que auxiliam o professor a realizar seus planejamentos.

SILVA, Janssen Felipe da; HOFFMANN, Jussara; ESTEBAN, Maria Teresa. Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo. Porto Alegre: Mediação, 2012.

Os autores discutem as práticas avaliativas em diferentes áreas do currículo, com destaque para a elaboração de práticas de avaliação articuladas ao fazer pedagógico.

VICKERY, Anitra. Aprendizagem ativa nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Porto Alegre: Penso, 2016.

O livro aborda a importância da aprendizagem ativa e do protagonismo do estudante para a concretização do processo de aprendizagem em sala de aula.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

ALMEIDA, Rosângela Doin de; PASSINI, Elza Yasuko. O espaço geográfico: ensino e representação. 4. ed. São Paulo: Contexto, 1992. (Repensando o Ensino).

As autoras abordam a importância do trabalho escolar sobre o espaço e sua representação, tendo em vista a construção de espaço pela criança, a importância do aprendizado espacial no contexto sociocultural da sociedade e a escola como sendo o ambiente para desenvolver o domínio espacial, da língua escrita, do raciocínio matemático e do pensamento científico.

ALZINA, Rafael Bisquerra et al Atividades para o desenvolvimento da inteligência emocional nas crianças. São Paulo: Ciranda Cultural, 2009.

A autora apresenta atividades que contribuem para desenvolver as competências emocionais, que envolvem a consciência, a adequação e a autonomia emocional, e as habilidades socioemocionais para a vida e o bem-estar emocional.

BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018.

Esse livro apresenta a importância das estratégias de metodologias ativas para desenvolver a autonomia dos estudantes, valorizando a participação efetiva deles no processo de aprendizado.

BENDER, William N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Tradução de Fernando de Siqueira Rodrigues. Porto Alegre: Penso, 2014.

Nesse livro, o autor destaca as diretrizes práticas para o trabalho com projetos em sala de aula, fornecendo subsídios para o professor planejar aulas mais eficazes e motivadoras.

BRASIL. Congresso Nacional. Grupo de trabalho Alfabetização infantil: os novos caminhos: relatório final. 3. ed. rev. Brasília: Câmara dos Deputados, 2019. Disponível em:

http://alfabetizacao.mec.gov.br/images/pdf/alfabetizacao_infanti_novos_caminhos_gastao_ vieira.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.

Esse relatório é um dos primeiros documentos produzidos no país sobre a temática e apresenta as pesquisas de cientistas internacionais da Ciência Cognitiva da Leitura que poderiam contribuir de modo significativo para a política de alfabetização do Brasil.

BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/leis/l8069.htm. Acesso em: 5 set. 2025.

Também conhecido como ECA, esse documento visa garantir os direitos fundamentais de crianças e adolescentes, assegurando proteção integral, saúde, educação e dignidade.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal_site.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.

Documento que determina as competências gerais e específicas, as habilidades e as aprendizagens que os estudantes brasileiros da Educação Básica precisam desenvolver e colocar em prática ao longo de sua trajetória escolar.

BRASIL. Ministério da Educação. Conscientização para o uso de celulares na escola: por que precisamos falar sobre isso? Brasília: MEC, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/ celular-escola/guia-escolas.pdf. Acesso em: 9 ago. 2025.

Esse documento traz orientações práticas que ajudam o professor na implantação da Lei nº 15.100, que regulamenta o uso de dispositivos eletrônicos portáteis pelos estudantes nas escolas.

BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação

Básica: diversidade e inclusão. Brasília: Conselho Nacional de Educação, 2013. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/media/etnico_racial/pdf/diretrizes_curriculares_nacionais_para_ educacao_basica_diversidade_e_inclusao_2013.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.

Esse documento traz princípios, fundamentos e procedimentos que norteiam as políticas públicas de educação e auxiliam o professor a elaborar, planejar, executar e avaliar práticas pedagógicas na Educação Básica.

BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC: contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília: MEC, 2019. Disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/contextualizacao_temas_ contemporaneos.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.

Esse documento apresenta os temas contemporâneos transversais da BNCC e explica a importância de sua utilização no processo de ensino-aprendizagem.

BRITO, Giseli Artioli; FLORES, Maria Marta Lopes. A inclusão de alunos com deficiência intelectual: em foco as práticas pedagógicas. Boletim de Conjuntura, Boa Vista, ano V, v. 16, n. 48, 2023. Disponível em: https://revista.ioles.com.br/boca/index.php/revista/article/view/2879/966. Acesso em: 18 ago. 2025.

Nesse artigo, as autoras abordam os principais aspectos que influenciaram os resultados de uma pesquisa sobre a inclusão escolar e a qualidade da educação.

CARLOS, Ana Fani Alessandri (org.). A geografia na sala de aula. 9. ed. São Paulo: Contexto, 2018.

Essa obra, composta de artigos de vários autores de destaque, trabalha abordagens sobre o ensino de Geografia para estudantes da atualidade, contemplando temas diversos, como cidadania, história do pensamento geográfico, Cartografia, cinema, televisão, metrópole e responsabilidades sociais para a compreensão do espaço geográfico.

CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos. 4. ed. Campinas: Papirus, 2003. (Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico).

O livro discute como o ensino de Geografia pode ir além da memorização de mapas e conteúdos, ajudando os estudantes a entenderem a realidade em que vivem. A autora propõe uma Geografia escolar que valoriza o pensamento crítico, o cotidiano dos estudantes e o papel ativo do professor na construção do conhecimento.

CORDEIRO, Claudia Talochinski; OLIVEIRA, Ivanete da Rosa Silva de (org.). Educação e políticas inclusivas: ressignificando a diversidade. Londrina: Syntagma Editores, 2020.

Nessa obra, as autoras discutem a inclusão de estudantes com deficiência na escola regular.

DIAS, Genebaldo Freire. Dinâmicas e instrumentação para educação ambiental. São Paulo: Gaia, 2010.

Estratégias e sugestões de trabalho em sala de aula são apresentadas nesse livro, que apoia o professor em abordagens com noções e conceitos que envolvem a Educação Ambiental.

DINIZ, Margareth; VASCONCELOS, Renata Nunes (org.). Pluralidade cultural e inclusão na formação de professores e professoras. Belo Horizonte: Formato Editorial, 2004.

Nessa obra, as autoras propõem reflexões sobre as práticas educativas e as ações pedagógicas voltadas para uma postura inclusiva.

FAZENDA, Ivani (coord.). Práticas interdisciplinares na escola. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2017. Nessa obra, os organizadores reúnem diversos textos sobre práticas docentes interdisciplinares no espaço escolar.

FAZENDA, Ivani (org.). O que é interdisciplinaridade? 2. ed. São Paulo: Cortez, 2013.

Nesse livro, a autora destaca como são feitas e articuladas diferentes áreas de conhecimento, sob a mediação do professor, ao longo de etapas de projetos que nascem e se desenvolvem dentro das salas de aula.

FERNANDES, Domingos. Avaliação formativa: folha de apoio à formação: Projeto de Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (Maia). Lisboa: Universidade de Lisboa: Instituto de Educação, 2021. Disponível em: https://apoioescolas.dge. mec.pt/sites/default/files/2021-02/folha_avaliacao_formativa.pdf. Acesso em: 6 set. 2025.

Esse material apresenta ações práticas que podem auxiliar o professor no planejamento das estratégias de avaliação.

FERREIRO, Emilia. Alfabetização em processo. 21. ed. São Paulo: Cortez, 2015.

Nesse livro, a autora explica como o processo de alfabetização ocorre no cérebro dos estudantes e sua influência no desenvolvimento dos conhecimentos de outras áreas.

HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do processo ensino-aprendizagem. São Paulo: Ática, 2008.

Nesse livro, a autora explicita que a avaliação deve ser uma ação contínua, pois faz parte do processo de ensino-aprendizagem. Por isso, a ação avaliativa também deve ser aplicada de diversas maneiras para diagnosticar, controlar e classificar esse processo.

HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do caminho. Porto Alegre: Mediação, 2005.

Aborda as relações entre uma concepção dialética de avaliação e os caminhos da aprendizagem.

JOIA, Michele. A inclusão de crianças na escola: o papel do educador diante das dificuldades de aprendizagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak, 2023.

Nesse livro, a autora fornece dicas sobre a inclusão na escola com base em conhecimentos que construídos em sua experiência em sala de aula.

MARTINELLI, Marcello. Mapas da geografia e cartografia temática. São Paulo: Contexto, 2003.

Nesse livro, o trabalho com gráficos e mapas é desmistificado e orientações práticas são apresentadas por meio de exemplos. Importantes noções elementares e complexas fundamentam o trabalho do professor em sala de aula.

MELLO, Fabiane de Oliveira; ALLIPRANDINI, Paula Mariza Zedu. Estratégias de aprendizagem de alunos do Ensino Fundamental em processo de alfabetização. Revista de Psicología, Lima, v. 40, n. 2, 2022. Disponível em: https://revistas.pucp.edu.pe/index.php/psicologia/article/ view/25503/24038. Acesso em: 16 ago. 2025.

Nesse artigo, as autoras fazem uma análise qualitativa de algumas estratégias de ensino comumente utilizadas no processo de alfabetização.

MOREIRA, Antonio Flávio; CANDAU, Vera Maria (org.). Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas. Petrópolis: Vozes, 2008.

O termo multiculturalismo tem sido amplamente usado e envolve distintas instâncias. Na escola, apresenta relação direta com a pluralidade cultural e a realidade cultural contemporânea. A obra tem como objetivo incentivar discussões, estudos e pesquisas que instiguem práticas renovadas em prol de uma sociedade mais justa e solidária.

OLIVEIRA, Maria Marly de. Projetos, relatórios e textos na educação básica: como fazer. Petrópolis: Vozes, 2009.

Obra voltada a professores da Educação Básica no cotidiano das salas de aula.

REIS, Ana Valéria Sampaio de Almeida; DAROS, Thuinie; TOMELIN, Karina Nones. Layouts criativos para aulas inovadoras. Maringá: B42, 2023.

Nesse livro, as autoras sugerem diferentes estratégias de layout das salas de aula, a fim de envolver e criar experiências marcantes para os estudantes.

ROBERTO, Ana Cristina Faustino; QUEIROZ, Rucenita Leite de; COUTINHO, Diogenes José Gusmão. Descobrindo o universo proprioceptivo na educação. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, São Paulo, v. 7, n. 9, set. 2021. Disponível em: https:// periodicorease.pro.br/rease/article/view/2244/896. Acesso em: 10 set. 2025.

O artigo explora a importância do sistema proprioceptivo no processo educativo, destacando como a percepção corporal influencia a aprendizagem e o desenvolvimento humano. Também aborda estratégias para integrar a propriocepção na prática pedagógica, promovendo mais consciência corporal e bem-estar entre os estudantes.

SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado. 5. ed. São Paulo: Hucitec, 1997.

Milton Santos explica que o espaço onde vivemos muda constantemente, pois está sempre sendo transformado pelas ações humanas e pelas relações sociais. Ajuda a pensar o espaço como algo vivo, ligado à vida cotidiana.

SILVA, Eva Aparecida Gomes da. O desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem do aluno com necessidades educacionais especiais. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, São Paulo, v. 9, n. 3, mar. 2023. Disponível em: https://periodicorease.pro. br/rease/article/view/8972/3542. Acesso em: 14 ago. 2025.

Nesse artigo, a autora destaca a importância das atividades lúdicas no processo de ensino-aprendizagem dos estudantes com necessidades educacionais especiais.

SOARES, Magda. Alfabetização e letramento 5. ed. São Paulo: Contexto, 2018.

Nesse livro, a autora incentiva a releitura de artigos que discutem as práticas escolares de alfabetização e letramento.

SOUTO, Raquel Dezidério; MENEZES, Paulo Márcio Leal de; FERNANDES, Manoel do Couto (org.).

Mapeamento participativo e cartografia social: aspectos conceituais e trajetórias de pesquisa. Rio de Janeiro: IVIDES.org, 2021. Disponível em: https://pantheon.ufrj.br/ bitstream/11422/19350/3/MapeamentoPartcipativo.pdf. Acesso em: 13 set. 2025.

Esse material aborda o mapeamento participativo e a cartografia social como ferramentas de ensino e pesquisa, apresentando experiências nas quais as comunidades ajudam a construir mapas do próprio território, o que promove o diálogo entre saberes locais e acadêmicos.

SOUZA, Marcelo José Lopes de. O território: sobre espaço e poder, autonomia e desenvolvimento. In: CASTRO, Iná Elias de; GOMES, Paulo Cesar da Costa; CORRÊA, Roberto Lobato (org.). Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995.

Nesse artigo, o autor destaca o domínio e o exercício do poder sobre um território e auxilia a discutir temas como desigualdade, conflitos e cidadania de forma atual e acessível.

VIOLÊNCIA escolar e bullying: relatório sobre a situação mundial. Brasília: Unesco, 2019. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000368092/PDF/368092por.pdf. multi. Acesso em: 5 set. 2025.

Nesse relatório, são apresentados dados sobre a violência escolar e o bullying, além de iniciativas que podem contribuir para a redução dessas ocorrências.

ZABALA, Antoni; ARNAU, Laia. Como aprender e ensinar competências. Porto Alegre: Artmed, 2010.

“O que fazer” e “como fazer” são capacidades desenvolvidas de modo que os estudantes articulem os conhecimentos que já têm e busquem outros. Essa eficiência é obtida ao trabalhar competências que, nessa obra, são apresentadas como a instrumentalização para um saber autônomo.

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