

Geografia

Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Editora responsável: Valquiria Pires Garcia
Organizadora:
EDITORA NOVO RUMO Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.
Componente curricular: Geografia
Geografia
Organizadora:
EDITORA NOVO RUMO
Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.
Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Editora responsável: Valquiria Pires Garcia
Mestra e licenciada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em Educação Especial e Inclusiva pela Faculdade de Educação São Luís (FESL-SP).
Licenciada em Pedagogia pelo Centro Universitário Facvest (Unifacvest-SC).
Professora dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Editora e elaboradora de materiais didáticos.
Componente curricular: Geografia
1ª edição Londrina, 2025
Copyright © Editora Novo Rumo, 2025.
Edição Neiva Camargo Torrezani, Valquiria Pires Garcia
Assistência editorial Marissa Kimura
Preparação e revisão Moisés Manzano da Silva (coord.)
Gerência de produção editorial Camila Rumiko Minaki Hoshi
Supervisão de produção editorial Priscilla de Freitas Cornelsen Rosa
Assistência de produção editorial Lorena França Fernandes Pelisson
Coordenação de produção de arte Tamires Rose Azevedo
Edição de arte Keithy Mostachi
Projeto gráfico e design Dayane Barbieri, Keithy Mostachi, Laís Garbelini
Projeto de capa Marcela Pialarissi
Ilustrações de capa Cajila Barbosa
Coordenação de diagramação Adenilda Alves de França Pucca - Nil
Diagramação EfeDois Editoração Ltda., JSDesign, Leda Cristina Silva
Teodorico
Autorização de recursos João Henrique Pedrão Feliciano
Iconografia Alessandra Roberta Arias, Vinícius Costa (trat. imagens)
Objetos digitais
Gerência de produção Erick Lopes de Almeida
Roteiros Maria Eduarda Panobianco
Edição de imagens Vitor Ueno
Desenvolvimento Ohanna Schmitt Bolfe, Tatiana Tissa Kawakami
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Plantar geografia : 3º ano : anos iniciais do ensino fundamental / organizadora ; obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo. ; editora responsável Valquiria Pires Garcia. -- 1. ed. -- Londrina, PR : Editora Novo Rumo, 2025. Componente curricular: Geografia.
Editora Novo Rumo
ISBN 978-65-5158-063-5(livro do estudante)
ISBN 978-65-5158-061-1(livro do professor)
ISBN 978-65-5158-052-9(livro do estudante HTML5)
ISBN 978-65-5158-057-4(livro do professor HTML5)
1. Geografia (Ensino fundamental) I. Valquiria Pires. II. Série.
25-299190.0
CDD-372.891
Índices para catálogo sistemático:
1. Geografia : Ensino fundamental 372.891
Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA NOVO RUMO.
Avenida Doutor Adhemar Pereira de Barros, 1500, sala 804 - Bela Suíça - Londrina-PR CEP 86047-250 - Tel. (43) 3367-2030 contato@editoranovorumo.com.br
Elaboração de originais
Valquiria Pires Garcia
Mestra e licenciada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em Educação Especial e Inclusiva pela Faculdade de Educação São Luís (FESL-SP).
Licenciada em Pedagogia pelo Centro Universitário Facvest (Unifacvest-SC).
Professora dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Editora e elaboradora de materiais didáticos.
Bruna Migotto Barbieri Estruzani
Especialista em Ensino de Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciada e bacharela em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Elaboradora e editora de materiais didáticos.
Erika Fernanda Rodrigues
Especialista em Educação Especial pela Universidade Norte do Paraná (Unopar-PR).
Licenciada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Elaboradora e editora de materiais didáticos.
Neiva Camargo Torrezani
Mestra, licenciada e bacharela em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em Análise e Educação Ambiental em Ciências da Terra pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciada em Pedagogia pela Universidade Cesumar (Unicesumar-PR).
Elaboradora e editora de materiais didáticos.
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
APRESENTAÇÃO
Acreditamos que o aprendizado em Geografia é essencial para que os estudantes se tornem cidadãos ativos e capazes de pensar de forma autônoma e crítica. Esta coleção foi cuidadosamente pensada para ser uma parceira nessa missão, proporcionando uma abordagem integrada e relevante.
Ao longo de cada unidade, o conteúdo se conecta diretamente com a realidade dos estudantes, valorizando o que eles já sabem e incentivando a construção de novos conhecimentos. Nessa dinâmica, o professor não é apenas um detentor do saber, mas um guia e um mediador, orientando-os a ser os protagonistas de sua aprendizagem.
Para apoiar essa jornada, apresentamos este Livro do Professor. Na primeira parte dele, você encontra informações sobre a estrutura da coleção e a reprodução do Livro do Estudante com as orientações ao professor nas laterais e nos rodapés das páginas reproduzidas, com comentários práticos para auxiliar no dia a dia em sala de aula, como orientações sobre os conteúdos das unidades, atividades extras, momentos sugeridos de avaliação, entre outros subsídios. Na segunda parte, apresentamos o Manual do Professor, no qual é possível encontrar desde a estrutura da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e fundamentos teórico-metodológicos da coleção até recursos práticos, como estratégias de avaliação diversificadas, modelos de planejamento de rotina e de sequência didática, quadro de distribuição dos conteúdos e sugestões de cronogramas que contribuem para o desenvolvimento docente.
É importante ressaltar que as sugestões podem ser adequadas de acordo com a realidade da turma e da escola. Esperamos que seja uma ferramenta útil e enriquecedora no processo de ensino-aprendizagem, possibilitando a formação de cidadãos críticos e participativos na sociedade.
Desejamos a você um ótimo ano letivo!
SUMÁRIO
VIII
UNIDADES TEMÁTICAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES ........................ IX OS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS .................................................... X INTEGRAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES CURRICULARES............................................. XI A PRÁTICA INTERDISCIPLINAR E O TRABALHO COM PROJETOS ................................................... XI AVALIAÇÃO ........................................................ XII O PAPEL DO PROFESSOR E A PRÁTICA DOCENTE ........................................... XV A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM AÇÃO .................. XV O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS ......................XX
O ENSINO DE GEOGRAFIA .............................. XXI FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS NO ENSINO DE GEOGRAFIA ................................... XXI
QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DOS CONTEÚDOS ...........................................XXIV
SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS ................XXVI
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES PARA A PRÁTICA DOCENTE ................................... XXVII
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS ............................................. XXVIII
MANUAL DO PROFESSOR
CONHEÇA
A COLEÇÃO
Esta coleção é composta por três volumes, sendo 3º , 4º e 5º anos, destinados aos estudantes e professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Cada volume é organizado em seis unidades que, por sua vez, são subdivididas em temas e seções que desenvolvem as habilidades relacionadas aos objetos de conhecimento e às competências gerais e específicas propostas pela BNCC. Além disso, durante o desenvolvimento dos conteúdos, a coleção aborda os temas contemporâneos transversais, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e atuantes na sociedade.
Além dos volumes impressos, a coleção apresenta a versão digital do Livro do Estudante e do Livro do Professor. Esses materiais digitais apresentam recursos acessíveis, favorecendo a utilização por todos os estudantes. Os livros digitais também apresentam alguns recursos, como infográficos e mapas clicáveis, que podem ser acessados, na versão digital, por meio do sumário e de ícones indicados nas páginas dos livros.
O LIVRO DO ESTUDANTE
A seguir, apresentamos a estrutura do Livro do Estudante, explicando as características das seções e de outros elementos que compõem a coleção.
VAMOS INICIAR
Essa seção, presente no início de cada volume, tem o objetivo de avaliar os estudantes com relação aos conhecimentos esperados para o ano de ensino, permitindo a você fazer uma avaliação diagnóstica da turma.
PÁGINAS DE ABERTURA
Têm como objetivos marcar o início de cada unidade, despertar a atenção dos estudantes para o que será abordado e relacionar os conteúdos aos conhecimentos prévios e à sua realidade próxima.
DESENVOLVIMENTO DOS CONTEÚDOS
Os conteúdos são desenvolvidos por meio dos textos, das imagens, das atividades e das seções presentes nas unidades. Com o objetivo de tornar as aulas mais dinâmicas e envolventes, as atividades relacionadas aos conteúdos são apresentadas ao longo da teoria, de modo integrado. As atividades têm estruturas variadas e auxiliam no desenvolvimento das habilidades e das competências da BNCC.
VOCABULÁRIO
Apresenta o significado de termos que os estudantes podem desconhecer e que são importantes para a compreensão do texto.
BOXE COMPLEMENTAR
Apresenta textos e imagens com informações complementares aos conteúdos da unidade.
COLETIVAMENTE
Explora os temas contemporâneos transversais, contribuindo para a formação cidadã dos estudantes por meio de reflexões e propostas de resoluções de problemas, de modo que eles sejam atuantes na sociedade em que vivem. É subdividida em Conhecendo o problema, Organizando as ideias e Buscando soluções para que, assim, os estudantes tenham contato com uma situação-problema, reflitam sobre ela e busquem uma solução prática. O tema contemporâneo transversal desenvolvido é identificado nas orientações ao professor
ENTRE TEXTOS
Promove o trabalho com diferentes gêneros textuais, possibilitando o desenvolvimento de habilidades relacionadas à leitura, à escrita, à oralidade e aos processos gerais de compreensão de leitura: localizar e retirar informação explícita de textos; fazer inferências diretas; interpretar e relacionar ideias e informações; analisar e avaliar conteúdos e elementos textuais. A seção apresenta as subdivisões Explorando o texto e Além do texto
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
Essa seção tem como objetivo sugerir uma avaliação formativa, de modo que você possa avaliar a aprendizagem dos estudantes com relação aos conteúdos abordados na unidade, fornecendo informações para intervenções caso haja defasagens ou dificuldade de aprendizagem.
SAIBA MAIS
Apresenta sugestões de recursos extras, como livros, filmes ou sites. Cada sugestão é acompanhada por uma breve sinopse.
VAMOS CONCLUIR
Presente no final de cada volume, essa seção contém atividades cujo objetivo é sugerir uma avaliação somativa, de modo que você possa avaliar os estudantes quanto aos conhecimentos adquiridos durante o processo de ensino no ano letivo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
Presente ao final do livro, apresenta referências comentadas de livros, artigos ou sites que foram consultadas na elaboração do Livro do Estudante.
ÍCONE CARTOGRAFIA
Indica um conteúdo ou atividade que colabora com a alfabetização cartográfica dos estudantes.
ÍCONE DE RESPOSTA ORAL
Indica que os estudantes devem responder à atividade oralmente.
ÍCONE DE RESPOSTA NO CADERNO
Indica que os estudantes devem registrar as respostas da atividade no caderno.
OBJETO DIGITAL
Indica que há Objeto Educacional Digital relacionado aos temas que estão sendo trabalhados e que pode ser acessado na versão digital do livro.
O LIVRO DO PROFESSOR
Este Livro do Professor é organizado em duas partes. Esta primeira parte apresenta a estrutura da coleção e a Reprodução do Livro do Estudante, que se refere à reprodução das páginas do Livro do Estudante em tamanho reduzido, com respostas e possíveis comentários para você. Nas laterais e nos rodapés dessas páginas, as orientações ao professor propõem comentários, sugestões de condução para as atividades e respostas de algumas atividades que não foram apresentadas na reprodução da página do Livro do Estudante. Essas orientações colaboram para a prática docente e seu dia a dia em sala de aula e foram elaboradas de modo a explicitar os procedimentos das aulas de forma prática e ao mesmo tempo detalhada, oferecendo suporte à prática docente.
A segunda parte, apresentada após a Reprodução do Livro do Estudante, é intitulada Manual do Professor Ela apresenta a estrutura da BNCC, a fundamentação teórico-metodológica da coleção e aborda diversos assuntos que contribuem para o desenvolvimento docente e para o dia a dia em sala de aula. Além disso, disponibiliza um quadro de distribuição dos conteúdos com as habilidades e as competências da BNCC que estão sendo desenvolvidas em cada unidade, além de sugestões de cronogramas bimestrais, trimestrais e semestrais. Ao final dessa parte, há sugestões de referências complementares para a prática docente e as referências bibliográficas comentadas utilizadas como consulta para a produção das orientações ao professor e do Manual do Professor
Observe a seguir como as orientações ao professor, que constam na primeira parte deste Livro do Professor, estão estruturadas.
Nas orientações ao professor da seção Vamos iniciar, você encontra os objetivos pedagógicos e as sugestões de intervenção, com base nas respostas dos estudantes, considerando os conhecimentos prévios deles.
OBJETIVOS DA UNIDADE
Destaca os objetivos pedagógicos de cada unidade do Livro do Estudante
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
Fornece dicas para que você possa iniciar as aulas, abordar alguns conteúdos ou realizar uma avaliação diagnóstica de maneira diferente da que foi apresentada no Livro do Estudante
BNCC
Evidencia habilidades, competências e temas contemporâneos transversais da BNCC que estão sendo
desenvolvidos em cada conteúdo, destacando as relações entre esses elementos e o conteúdo.
COMENTÁRIOS DIVERSOS
Os comentários e as explicações de caráter prático referentes às atividades do Livro do Estudante e as considerações pedagógicas a respeito de possíveis dificuldades dos estudantes na resolução das atividades, bem como alternativas para consolidar conhecimentos, são inseridos em tópicos ao longo da unidade. Além disso, esse item apresenta sugestões de respostas de algumas atividades e questões indicadas no Livro do Estudante
ATIVIDADE EXTRA
Mostra sugestões de atividades complementares que contribuem para diversificar as estratégias de aprendizagem.
OBJETIVOS
Lista os objetivos pedagógicos de algumas seções do Livro do Estudante
AVALIANDO
Propõe avaliações formativas para que você possa acompanhar a aprendizagem dos estudantes em diferentes momentos, possibilitando, se for o caso, intervenções no ensino. Para facilitar a avaliação, esse boxe dispõe os objetivos das atividades e as sugestões de intervenção, com foco na recuperação da aprendizagem.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
Destaca momentos em que é possível estabelecer relações entre componentes curriculares de diferentes áreas do conhecimento, além de orientações práticas sobre como realizar as articulações entre os conteúdos.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
Fornece sugestões de filmes, livros, sites, documentários, entre outros recursos, contribuindo para a sua formação.
Nas orientações ao professor da seção Coletivamente, apresentamos os objetivos pedagógicos e as orientações sobre como desenvolver os conteúdos e as atividades da seção com os estudantes.
Nas orientações ao professor da seção Entre textos, há os objetivos pedagógicos e as orientações sobre como desenvolver a competência leitora e a competência da escrita por meio do trabalho com essa seção.
Nas orientações ao professor da seção Vamos avaliar o aprendizado, estão os objetivos pedagógicos e as sugestões de intervenção para você, com base nas respostas dos estudantes, considerando possíveis dificuldades na resolução das atividades, bem como alternativas para consolidar aprendizagens.
Nas orientações ao professor da seção Vamos concluir, estão os objetivos pedagógicos e as sugestões de intervenção para você, com base nas respostas dos estudantes, considerando possíveis dificuldades na resolução das atividades, bem como alternativas para consolidar aprendizagens.
LIVRO DO ESTUDANTE
do Livro do Estudante
Geografia
Organizadora:
EDITORA NOVO RUMO
Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.
Editora responsável: Valquiria Pires Garcia
Mestra e licenciada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em Educação Especial e Inclusiva pela Faculdade de Educação São Luís (FESL-SP).
Licenciada em Pedagogia pelo Centro Universitário Facvest (Unifacvest-SC).
Professora dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Editora e elaboradora de materiais didáticos.
Componente curricular: Geografia
1ª edição Londrina, 2025
16/09/2025 12:08:03
Esta parte do Livro do Professor contém a Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido, com respostas das atividades e possíveis comentários para você. Além disso, nas laterais e rodapés há as orientações ao professor que servem como um guia para a prática pedagógica apresentando sugestões sobre como trabalhar as atividades, além de apresentar as respostas que não foram incluídas na reprodução das páginas. Para deixar mais evidente o sentido de leitura, em algumas páginas utilizamos as indicações e .
Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Edição Neiva Camargo Torrezani, Valquiria Pires Garcia
Assistência editorial Marissa Kimura
Preparação e revisão Moisés Manzano da Silva (coord.)
Copyright © Editora Novo Rumo, 2025.
Gerência de produção editorial Camila Rumiko Minaki Hoshi
Supervisão de produção editorial Priscilla de Freitas Cornelsen Rosa
Assistência de produção editorial Lorena França Fernandes Pelisson
Coordenação de produção de arte Tamires Rose Azevedo
Edição de arte Keithy Mostachi
Projeto gráfico e design Dayane Barbieri, Keithy Mostachi, Laís Garbelini
Projeto de capa Marcela Pialarissi
Ilustrações de capa Cajila Barbosa
Coordenação de diagramação Adenilda Alves de França Pucca - Nil
Diagramação EfeDois Editoração Ltda., JSDesign, Leda Cristina Silva
Teodorico
Autorização de recursos João Henrique Pedrão Feliciano
Iconografia Alessandra Roberta Arias, Vinícius Costa (trat. imagens)
Objetos digitais
Gerência de produção Erick Lopes de Almeida
Roteiros Maria Eduarda Panobianco
Edição de imagens Vitor Ueno
Desenvolvimento Ohanna Schmitt Bolfe, Tatiana Tissa Kawakami
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Plantar geografia : 3º ano : anos iniciais do ensino fundamental / organizadora ; obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo. ; editora responsável Valquiria Pires Garcia. -- 1. ed. -- Londrina, PR : Editora Novo Rumo, 2025. Componente curricular: Geografia.
Editora Novo Rumo
ISBN 978-65-5158-063-5(livro do estudante)
ISBN 978-65-5158-061-1(livro do professor)
ISBN 978-65-5158-052-9(livro do estudante HTML5)
ISBN 978-65-5158-057-4(livro do professor HTML5)
1. Geografia (Ensino fundamental) I. Valquiria Pires. II. Série.
CDD-372.891
25-299190.0
Índices para catálogo sistemático:
1. Geografia : Ensino fundamental 372.891
Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA NOVO RUMO.
Avenida Doutor Adhemar Pereira de Barros, 1500, sala 804 - Bela Suíça - Londrina-PR CEP 86047-250 - Tel. (43) 3367-2030 contato@editoranovorumo.com.br
Elaboração de originais
Valquiria Pires Garcia
Mestra e licenciada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em Educação Especial e Inclusiva pela Faculdade de Educação São Luís (FESL-SP).
Licenciada em Pedagogia pelo Centro Universitário Facvest (Unifacvest-SC).
Professora dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Editora e elaboradora de materiais didáticos.
Bruna Migotto Barbieri Estruzani
Especialista em Ensino de Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciada e bacharela em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Elaboradora e editora de materiais didáticos.
Erika Fernanda Rodrigues
Especialista em Educação Especial pela Universidade Norte do Paraná (Unopar-PR).
Licenciada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Elaboradora e editora de materiais didáticos.
Neiva Camargo Torrezani
Mestra, licenciada e bacharela em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em Análise e Educação Ambiental em Ciências da Terra pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciada em Pedagogia pela Universidade Cesumar (Unicesumar-PR).
Elaboradora e editora de materiais didáticos.
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
APRESENTAÇÃO
Olá, estudante!
Na vida, a gente aprende e ensina o tempo todo. Provavelmente você já aprendeu muito com seus professores, amigos e conhecidos.
Neste livro, há momentos tanto para você compartilhar o que já viveu quanto para novas descobertas. Você vai ler e produzir textos, resolver problemas, entender como funcionam certos processos naturais, sociais e culturais, entre outros assuntos.
Esperamos que você interaja com seus colegas e participe das atividades, desenvolvendo o gosto particular por novas descobertas. E não se esqueça de que sempre poderá tirar as suas dúvidas com o professor.
Aproveite cada momento para tornar esse aprendizado mais rico e divertido.
Bom estudo!
18/09/2025 18:25:18
CONHEÇA SEU LIVRO
A seguir, apresentamos a organização do seu livro e indicamos como isso vai ajudar em seus estudos.

VAMOS INICIAR
As atividades dessa seção servem para você mostrar o que já sabe e perceber o que precisa estudar um pouco mais.




PÁGINAS
DE ABERTURA
Nessas páginas, você vai encontrar uma imagem e um texto iniciando a conversa sobre o assunto que será estudado na unidade e algumas questões que exploram o que você já sabe.
PÁGINAS DE CONTEÚDO
Nessas páginas, são apresentados textos, imagens e atividades que vão auxiliar em sua aprendizagem sobre Geografia, envolvendo, principalmente, a sua vivência nos lugares, com as pessoas e a natureza.
ENTRE TEXTOS
Nessa seção, você vai trabalhar com diferentes gêneros textuais, relacionando o assunto estudado a diversos contextos, ao mesmo tempo em que desenvolve práticas de linguagem.


COLETIVAMENTE
Nessa seção, você vai refletir sobre temas importantes e, junto aos colegas, pesquisar e pensar na solução de problemas relacionados a situações do cotidiano.





BOXE COMPLEMENTAR
Nas unidades, algumas informações adicionais interessantes são destacadas, complementando o assunto ou o contexto trabalhado.
VOCABULÁRIO
Nesse boxe você encontra o significado de algumas palavras para ajudar na compreensão dos textos. Essas palavras foram destacadas nos textos.






Ao final de cada unidade, há uma seção para que você avalie seu avanço na aprendizagem até o momento.

VAMOS CONCLUIR
No final do volume, essa seção apresenta atividades que auxiliam a avaliar sua aprendizagem ao longo das unidades de estudo.



SAIBA MAIS
Apresenta sugestões de livros, sites e filmes que estão relacionados com os conteúdos estudados.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
COMENTADAS
Essa seção contém as referências de livros, revistas e sites que foram utilizados na elaboração do seu livro.
ÍCONES E DESTAQUES
RESPOSTA ORAL
Indica atividades e questões que você deve responder oralmente.
RESPOSTA CADERNO
Indica atividades e questões que você deve responder no caderno.
CARTOGRAFIA
Conteúdo ou atividade que contempla conceitos, noções ou habilidades de Cartografia.
OBJETOS DIGITAIS
Indica que existe, na versão digital deste livro, um infográfico ou mapa clicável relacionado ao conteúdo.
Os sites indicados neste livro podem mostrar imagens e textos diferentes dos que foram pensados para o seu estudo. Isso acontece porque o conteúdo disponível on-line pode ser alterado com o tempo e variar conforme o histórico de pesquisa do usuário. Por isso, não temos como controlar as imagens e textos que aparecem em tais sites
SUMÁRIO
OBJETOS
INFOGRÁFICO
1. Objetivo
• Reconhecer e diferenciar meios de transporte e meios de comunicação.
Sugestão de intervenção
• Apresente os conceitos aos estudantes ou oriente-os a buscar no dicionário o significado das palavras comunicação e transporte Depois, escreva os meios de transporte e de comunicação na lousa e incentive-os a se perguntarem quais deles são usados para se locomover de um local para outro e quais deles são usados para que as pessoas possam se comunicar entre si. Exemplifique por meio de imagens ou dramatize situações de modo a auxiliar estudantes que tenham dificuldade.
• Caso julgue necessário, oriente a turma a responder oralmente, promovendo a inclusão de estudantes cegos ou com baixa visão.
2. Objetivo
• Relacionar atividades a determinados horários do dia.
Sugestão de intervenção
• Crie uma tabela na lousa com uma coluna para cada período e escreva os lugares que os estudantes forem citando. Aproveite os lugares relacionados ao cotidiano deles e promova um debate sobre em quais períodos do dia esses locais geralmente funcionam e que atividades de trabalho são desenvolvidas neles.
3. Objetivos
• Criar um símbolo que identifique determinado lugar em uma representação.
• Identificar o ponto de vista em uma representação fotográfica.
Sugestão de intervenção
VAMOS INICIAR
Escreva as respostas no caderno.
1. Copie no caderno as palavras a seguir que são meios de comunicação.
1. Resposta: Televisão, rádio e telefone.
Televisão
Trem Ônibus
Rádio
Barco
Telefone
a ) O que as palavras que você não copiou representam?
1. a) Resposta: As demais palavras representam meios de transporte.
2. Desenhe uma atividade que pode ser realizada ou um estabelecimento que funcione em cada período do dia (manhã, tarde e noite).
3. Observe a imagem a seguir e crie um símbolo que represente esse lugar.
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes representem algum elemento que identifique a praça, como um banco, o gramado ou o monumento.

3. a) Resposta: Frontal (de frente).
a ) A imagem anterior foi representada do ponto de vista:
• frontal (de frente).
• oblíqua (do alto e de lado).
2. Possíveis respostas: Manhã: os estudantes podem desenhar escola, loja de sapatos, açougue, mercado etc. Tarde: eles podem desenhar escola, loja de roupas, padaria, mercado etc. Noite: os estudantes podem
• vertical (do alto e de cima para baixo).
desenhar escola, hospital, shopping center etc.
• Apresente aos estudantes exemplos de símbolos utilizados para representar lugares que frequentamos, como um carrinho de compras representando um supermercado, livros representando uma biblioteca ou escola ou talheres representando um restaurante. Descreva os elementos mais relevantes da imagem e relacione-os à percepção tátil de formas e texturas diferentes. Explique que em representações planas são utilizados símbolos para representar os elementos de um lugar.
• Mostre imagens de um mesmo objeto representado em três pontos de vista diferentes e descreva-os na lousa. Uma vez que assimilaram o conteúdo, oriente os estudantes a fazerem a atividade em duplas e a conversarem com o colega caso tenham dúvida.
Vista de praça, na cidade de Mamanguape, na Paraíba, em 2024.
4. Respostas pessoais. Verifique se os estudantes identificaram corretamente os nomes dos colegas que sentam perto e longe dele.
4. Analise a sala de aula e faça as anotações a seguir.
a ) Nome de um colega que senta perto de você.
b ) Nome de um colega que senta longe de você.
5. Relacione corretamente os textos sobre as atividades econômicas.
5. Resposta: A – 2, B – 3, C – 1, D – 4.
1.
Agricultura A.
Pecuária B.
Extrativismo C.
Indústria D.
2.
Atividade de coletar materiais da natureza, como raízes, folhas e frutos.
Atividade de cultivar o solo para a produção de vegetais.
3.
Atividade de criar animais para a produção de carne, leite, ovos etc.
4.
Atividade de transformar matérias-primas em novos produtos.
6. Leia a manchete e responda às questões a seguir:
6. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que sim e que identifiquem atividades como higiene do corpo e da residência, preparo de alimentos etc.
Água perdida com vazamento poderia abastecer 54 milhões [de pessoas], afirma estudo
MARTINS, Paulo Ricardo. Água perdida com vazamento poderia abastecer 54 milhões, afirma estudo. Folha de S.Paulo, São Paulo, ano 104, n. 34.763, 6 jun. 2024. p. 6.
6. c) Resposta pessoal. Oriente os estudantes a relatarem as atitudes de seu dia a dia que envolvam o consumo consciente de água. Incentive-os a compartilhar suas respostas.
a ) A manchete de jornal evidencia um tipo de desperdício? Se sim, qual?
6. a) Resposta: Sim. Evidencia o vazamento de água, o que indica o desperdício desse importante recurso.
b ) A água é importante durante seu dia? Analise sua resposta anotando atividades que você e seus familiares realizam e que necessitam de água.
c ) Quais cuidados você realiza na sua rotina para evitar o desperdício de água? Compartilhe sua resposta com os colegas.
7. Em uma folha de papel, desenhe uma transformação que você tenha percebido no lugar onde vive, seja na sua rua, seja nas proximidades da escola. Depois, mostre seu desenho aos colegas e ao professor.
7. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes a reconhecerem as transformações nos lugares de vivência, citando alguns exemplos. Incentive a apresentação dos desenhos produzidos pela turma.
4. Objetivo
• Reconhecer e aplicar referenciais de distância tendo o próprio corpo como referência.
Sugestão de intervenção
• Posicione três estudantes em pé, um ao lado do outro, na frente dos demais colegas. Em seguida, oriente a turma a considerar o estudante que está no meio como ponto de referência. Afaste um dos outros dois estudantes posicionados nas laterais e leve a turma a reconhecer qual deles está mais longe e qual está mais perto do ponto de referência. Repita o procedimento utilizando outros estudantes e outras distâncias como referência. Peça que citem seus nomes para que estudantes cegos ou com baixa visão os identifiquem.
5. Objetivo
• Reconhecer diferentes atividades econômicas com base na leitura de suas descrições.
Sugestão de intervenção
• Apresente aos estudantes fotografias que evidenciem as diferentes atividades retratadas, mas sem identificá-las. Promova, então, a leitura coletiva dos textos em voz alta e incentive-os a relacionar cada texto à imagem que mostra essa atividade. Uma vez que as imagens forem identificadas, será mais fácil para os estudantes reconhecerem e relembrarem o nome de cada atividade. Descreva as fotografias a fim de incluir estudantes cegos ou com baixa visão.
6. Objetivo
• Identificar a importância da água, as formas de desperdício e os cuidados para evitá-lo.
Sugestão de intervenção
• Promova com os estudantes a leitura coletiva da manchete e verifique se todos compreenderam que ela retrata um caso de desperdício de água. Incentive-os a citar diferentes formas de uso da água no dia a dia. Proponha uma reflexão sobre possíveis situações de desperdício em
suas residências, incentivando-os a identificar hábitos que podem ser transformados para um uso mais consciente. Liste na lousa os exemplos citados e peça que comentem a importância desses hábitos para a preservação desse recurso.
7. Objetivo
• Reconhecer transformações nos lugares de vivência e representar uma delas por meio de um desenho.
Sugestão de intervenção
• Promova um trabalho de campo nos arredores da escola, com autorização
18/09/2025 17:59:28
prévia por escrito dos pais ou responsáveis, assim como da equipe pedagógica, de forma a trabalhar a observação de paisagens e identificar as transformações que estiverem ocorrendo no local. Combine regras, cuidados e trajes adequados e, durante a realização desta atividade, descreva as observações para auxiliar estudantes que tiverem dificuldade. Ao retornarem para a sala de aula, promova uma roda de conversa para que citem as transformações percebidas.
OBJETIVOS DA UNIDADE
• Compreender que as ruas e quarteirões formam os bairros e que o espaço é contínuo (rua, quarteirão, bairro, outros bairros que fazem parte do município).
• Identificar os elementos que caracterizam o bairro onde mora.
• Diferenciar os bairros residenciais, comerciais e industriais.
• Compreender como um bairro se forma.
• Compreender a produção de uma planta e a importância da legenda.
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
Antes de os estudantes responderem às questões propostas na página 13 , oriente-os a observar atentamente algumas características do bairro retratado na imagem das páginas de abertura, como os tipos de construções, o formato das ruas (largas e pavimentadas, algumas delas arborizadas) e o trânsito de veículos e de pedestres. Incentive-os a descrever as atividades que estão sendo desempenhadas pelas pessoas representadas na imagem. Verifique se eles identificam a presença de elementos naturais como plano de fundo da imagem. Para auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão na leitura e compreensão das imagens, ofereça uma descrição oral ou escrita em braile da pintura destacando detalhes como formas, cores, elementos presentes e suas relações.
BNCC
• O estudo desta unidade desenvolve as habilidades EF03GE04 , EF03GE06 e EF03GE07 da BNCC ao trabalhar por meio de mapas, fotografias e outros meios de representações os elementos culturais, econômicos, sociais e ambientais dos lugares de vivência dos estudantes.
1 O BAIRRO ONDE EU MORO UNIDADE


Subúrbio, de Helena Coelho. Óleo sobre tela, 40 cm × 60 cm. 2019.
Os bairros apresentam características diferentes. Analisando algumas delas, podemos perceber como as pessoas vivem nesses lugares.

No caderno, escreva as palavras a seguir que representam os aspectos do bairro retratado na imagem.
indústrias • campo de futebol • residências meios de transporte • moradores
Diga para os colegas o nome de um ou mais elementos que chamaram sua atenção no bairro ilustrado nessa imagem.
Converse com os colegas sobre os aspectos semelhantes entre esse bairro e o lugar onde vocês moram. Depois, falem dos aspectos diferentes também.
1 a 3. Respostas e mais informações sobre a condução das páginas de abertura nas orientações ao professor
• Para apoiar seus estudos sobre os bairros, sugerimos a leitura do texto a seguir.
BAIRRO
O bairro, a parte da cidade que não pode ser entendida a não ser no seu interior, é um dos lugares que está mais próximo do aluno, no qual ele convive com outras pessoas. Esse é um espaço que ele pode percorrer por completo e que tem grande significado para sua vida, inclusive do ponto de vista da afetividade. Os bairros são parte da organização da estrutura urbana do município e são criados por lei municipal. Cada um dos bairros representa a história da vida das pessoas, dos grupos que o
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formaram e que vivem naquele lugar. O bairro não é isolado do restante, pelo contrário, é interligado com outros bairros ou com a zona rural, tanto do ponto de vista espacial, quanto com referência aos movimentos de população (mora-se num bairro e trabalha-se noutro), e com referência a atividades de lazer, de abastecimento etc. Muitos bairros, no entanto, mesmo em cidades pequenas ou médias, têm a vida organizada de tal modo que os habitantes encontram ali mesmo o que precisam.
[...]
CALLAI, Helena Copetti. Estudar o lugar para compreender o mundo. In: CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos (Org.). Ensino de geografia: práticas e textualizações no cotidiano. 2. ed. Porto Alegre: Mediação, 2002. p. 129.
Respostas
1. Campo de futebol; residências; meios de transporte; moradores.
2. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é incentivar os estudantes a fazerem uma análise atenciosa, de modo que verifiquem diferentes detalhes da imagem.
3. Resposta pessoal. Incentive a conversa dos estudantes de modo que percebam semelhanças ou diferenças entre os tipos de construções, áreas de lazer, convivência entre moradores, tipos de meios de transporte, áreas do entorno etc. Para ajudar na compreensão dos que apresentarem dificuldade, liste na lousa alguns elementos mencionados por eles destacando a comparação entre o bairro retratado e o local onde vivem. O objetivo desta questão é explorar a realidade próxima dos estudantes, fazendo-os refletir sobre as principais características do lugar onde moram.
GALERIA
JACQUES ARDIES, SÃO PAULO
Para iniciar a abordagem, leve para a sala de aula algumas fotografias de diferentes bairros do município onde está localizada a escola. Selecione fotografias que mostrem diferentes aspectos sociais, econômicos e ambientais dos bairros em questão. Apresente uma por vez e oriente-os a comentar sobre elementos que conseguem observar.
Para que estudantes cegos ou com baixa visão possam interpretar essas imagens, é importante oferecer a descrição detalhada delas oralmente ou com texto acessível em braile.
Anote as respostas pertinentes na lousa, questione-os sobre as principais diferenças entre as fotografias e incentive-os a refletir sobre elas, frisando que os bairros das fotografias são partes do município onde está localizada a escola. Ao finalizar o estudo desta unidade, retome as anotações que foram feitas na lousa e verifique com os estudantes o que eles aprenderam durante o processo.
• Na atividade 1, incentive os estudantes a observarem os elementos que compõem a rua e o quarteirão onde mora a família de Lucas e peça a eles que descrevam detalhadamente as características da casa.
1 COMO É O MEU BAIRRO?
Tanto a sua casa quanto a casa de seus parentes e a escola se localizam em um bairro. Com diferentes tamanhos, os bairros consistem em conjuntos de ruas e quadras, também chamadas de quarteirões. Alguns bairros são grandes e outros são pequenos, mas todos eles fazem parte de um espaço mais amplo: o município.
Verifique a seguir o bairro onde Lucas mora, chamado Aquiles Stenghel, em Londrina, no Paraná.


Imagens com elementos sem proporção entre si
Essa é a rua onde se localiza a casa da família do Lucas.
Casa do Lucas na rua do bairro Aquiles Stenghel, na cidade de Londrina, no Paraná, em 2020.
Esse é o quarteirão onde se localiza a casa de Lucas, formado pela rua onde ele mora e por outras ruas.
1. Encontre a casa do Lucas na segunda fotografia e mostre-a para o professor. Parte do bairro Aquiles Stenghel, na cidade de Londrina, no Paraná, em 2020.
1. Resposta: Os estudantes devem indicar a casa na parte inferior da segunda fotografia, localizada na esquina, do lado direito do quarteirão.
• Se considerar pertinente, explique aos estudantes que o município é composto de uma parte chamada espaço urbano, onde se observa concentração de moradias, comércio, indústria e prestação de serviços que fazem parte dos bairros, os quais formam o que habitualmente denominamos de cidade; e outra parte onde
predominam atividades relacionadas ao campo, com casas mais distantes umas das outras, lavouras e criação de animais, denominada de espaço rural. Portanto, a área urbana e a área rural são partes de um município. Se possível, apresente para a turma o mapa do município que mostre essa delimitação.
Além do quarteirão onde Lucas e sua família moram, existem outras quadras no bairro. Observe a seguir.

Em torno do quarteirão onde Lucas mora, há várias outras ruas e quarteirões. C.
O bairro onde Lucas vive faz parte de um espaço ainda maior, a cidade, que é formada por um conjunto de bairros. C.

D.
sejam mais objetivas, evitando que percam o foco e concentração. Avalie também o grau de dificuldade e, em sua vez, peça que descreva suas percepções acerca do lugar onde moram.
• Caso considere interessante, peça aos estudantes que desenhem ou descrevam uma paisagem do bairro retratando uma característica que mais lhes chama a atenção. Em seguida, solicite a eles que apresentem aos colegas.
BNCC
• As atividades propostas nesta página relacionadas à observação e análise do bairro proporcionam o desenvolvimento da Competên-
Parte do bairro Aquiles Stenghel, na cidade de Londrina, no Paraná, em 2020.
Imagem de satélite de parte do município de Londrina, no Paraná, em 2025.
A área por onde se estende o bairro onde Lucas mora está destacada na imagem.
2 e 3. Respostas pessoais. Incentive a participação de todos os estudantes durante o relato de suas respostas. Confira mais informações sobre as atividades nas orientações ao professor
2. Conte aos seus colegas algumas características do seu quarteirão.
3. Você conhece outros espaços do seu bairro? Converse com os colegas.
• Nas atividades 2 e 3 , incentive os estudantes a identificarem características do lugar onde moram. Para que se torne um momento de aprendizagem descontraído, organize-os em um círculo e entregue um objeto a um deles. Explique que este deve iniciar contando aos colegas as características do seu bairro. Quando terminar, deve passar o objeto para o colega da direita e assim sucessivamente. Atividades que envolvem a organização corporal dos estudantes no espaço, como formações em círculos e rodas de conversa, contribuem para o desenvolvimento da propriocepção.
• Incentive-os a compartilhar suas percepções acerca desse espaço. Por exemplo, se é grande, pequeno, se tem muitas ou poucas casas, muitos edifícios, movimento de veículos e pessoas etc.
• É válido ressaltar que, se houver estudantes que residam no espaço rural, você pode orientá-los a comentar como é o lugar onde moram e quais elementos estão presentes nas proximidades da sua moradia.
• Lembre-se de promover um ambiente acolhedor, respeitando os lugares de vivência dos estudantes e evitando qualquer tipo de preconceito.
• Esteja atento. Se em sua turma houver estudantes cegos ou com baixa visão, solicite que as descrições
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cia específica de Geografia 3, pois desenvolvem o raciocínio geográfico associado a princípios da analogia, diferenciação e localização. Estas atividades também contemplam a Competência geral 5 da BNCC, ao analisar as fotografias aéreas e a imagem de satélite, ao exercitar o trabalho com as novas tecnologias na compreensão do espaço do bairro de forma crítica.
D.
• Comente com os estudantes que os bairros que não têm iluminação pública, ruas asfaltadas, água encanada, coleta de resíduos sólidos, escolas e postos de saúde são bairros que não oferecem uma boa qualidade de vida aos seus habitantes. Ressalte que é dever da administração do município sanar essas necessidades, assim como dos cidadãos reivindicar esses direitos básicos, quando necessário.
• Peça aos estudantes que comparem os serviços públicos destacados nas imagens desta página com os serviços prestados no bairro onde moram. Se houver dificuldade na percepção dos elementos nos seus lugares de vivência, comente os benefícios trazidos com a presença de alguns serviços essenciais no bairro onde moram, como coleta de resíduos sólidos, presença de postos de saúde, escolas etc. Fique atento aos relatos para que haja respeito aos lugares de vivência de todos, evitando qualquer tipo de preconceito.
• Para que estudantes cegos ou com baixa visão possam interpretar essas imagens, é importante oferecer a descrição detalhada delas oralmente ou com texto acessível em braile.
REFERÊNCIAS
COMPLEMENTARES
ALENCAR BEZERRA, Josué. Como definir o bairro? Uma breve revisão. Revista Geotemas, v.4, n. 2. 2014. Disponível em: https:// periodicos.apps.uern.br/ index.php/GEOTemas/ article/view/310/241. Acesso em: 28 maio 2025. Para ampliar seus conhecimentos sobre a definição de bairro para além de uma unidade territorial, indicamos a leitura dessa referência teórica.
O QUE VOCÊ SABE SOBRE O BAIRRO?
Dependendo do lugar onde moramos, há alguns tipos de serviços públicos, diferentes construções e estabelecimentos, entre outros exemplos. Confira a seguir alguns elementos que indicam os serviços prestados aos moradores dos bairros.



Coleta de resíduos sólidos (lixo) na cidade de São José dos Campos, em São Paulo, em 2020.


Acesso a água tratada e encanada na cidade de Santarém, no Pará, em 2023.

BNCC
• Ao solicitar aos estudantes que identifiquem e desenhem elementos presentes no bairro na atividade 6 da página 17, promove-se o desenvolvimento de aspectos das Competências específicas de Geografia 1 e 3, pois eles exploram o conhecimento geográfico ao mesmo tempo que exercitam princípios da distribuição, localização e ordem. Reconhecer o direito a acessibilidade e segurança de pessoas com deficiência explora aspectos do tema contemporâneo transversal Educação em direitos humanos
Iluminação pública da cidade de São Luís, no Maranhão, em 2024.
Ruas asfaltadas e sinalizadas na cidade de Salvador, na Bahia, em 2023.
Posto de saúde da cidade de Prudentópolis, no Paraná, em 2024.
Escola na cidade de Santa Luzia, em Minas Gerais, em 2024.
Nos bairros, há locais onde as pessoas fazem compras, ou seja, os estabelecimentos comerciais e os de prestação de serviços. Também existem lugares próprios para o lazer, como praças, quadras e parques.
AVALIANDO
Objetivo
4. Resposta pessoal. Se
4. Qual dos serviços retratados nas imagens da página 16 existe no bairro onde você mora? Conte aos colegas.
necessário, auxilie os estudantes na identificação dos serviços disponíveis no bairro.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.


Praça ou parque.



Consultório odontológico (dentista).

Banco.
5. Analise a seguir alguns locais de um bairro e cite o nome daqueles que existem no bairro onde você mora.
5. Resposta pessoal. Se necessário, oriente os
estudantes na identificação dos locais que existem no bairro onde moram.
6. No caderno, desenhe e escreva o nome de um ou mais serviços públicos, estabelecimentos ou lugares do bairro onde você reside.
6. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a trocarem informações sobre os diversos tipos de estabelecimentos e prestação de serviços que existem no bairro onde moram.
visão, lembre-os de que é possível perceber os elementos de uma paisagem, no caso o bairro, por meio de outros sentidos. Questione-o sobre suas percepções acerca dos serviços do bairro onde moram, por exemplo, se há ou não coleta de resíduos sólidos e tratamento de esgoto, o que pode causar mau cheiro e atrair insetos, se ele já frequentou junto com seus familiares ou responsáveis padarias, mercados, parques, praças no bairro onde mora etc.
• Questione-o sobre a possível presença de piso tátil, importante para garantir
acessibilidade e segurança, explique que, embora, as calçadas sejam espaços públicos, muitas vezes a instalação fica sob a responsabilidade dos proprietários dos imóveis. A presença de guias rebaixadas e sem obstáculos também são importantes para atender dificuldades relacionadas à locomoção.
• Promova a inclusão desses estudantes na atividade 6 solicitando com antecedência aos familiares ou responsáveis uma relação dos serviços públicos, construções e estabelecimentos presentes e que geralmente frequentam no bairro
• As atividades 4, 5 e 6 permitem avaliar a percepção dos estudantes em relação aos elementos que existem no bairro onde moram. Sugestão de intervenção
• Se considerar necessário, inicie contando sobre o bairro onde mora identificando quais dos elementos mostrados existem nele. Conte sobre esses elementos e incentive-os a identificar se no bairro onde moram existem elementos semelhantes e a contar aos colegas que outros tipos de lugares existem no local onde vivem. Oriente-os a partilhar experiências e conhecimentos prévios sobre esses locais, por exemplo, com quais pessoas já foram ou costumam ir a eles e com que frequência. Atente a comentários que possam gerar desconforto ou constrangimento. Explique aos estudantes que a infraestrutura básica de serviços é mantida pela administração pública, portanto independem dos moradores, que devem reivindicá-la aos responsáveis, e que em bairros de ocupação recente tanto a infraestrutura básica quanto a de serviços podem estar em formação. Em seguida, incentive-os a representar o local ou estabelecimento do bairro onde residem.
• Se na turma houver estudantes cegos ou com baixa
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onde moram. Elabore uma identidade tátil para cada elemento com o uso de diferentes materiais e texturas. Indique aos estudantes o elemento e sua respectiva textura. Peça que organize os elementos e citem as funções atribuídas a cada um e ainda aquele de sua preferência.
Padaria. Farmácia. Mercado.
• Oriente-os a perceber que, quando dizemos que um bairro é comercial, residencial ou industrial, nos referimos a bairros que apresentam claro predomínio de um tipo de zoneamento urbano. Existem bairros que são tipicamente residenciais, comerciais ou industriais, mas nem sempre essa distinção é clara.
ATIVIDADE EXTRA
• Para complementar o assunto sobre os diferentes tipos de bairro, uma sugestão é reproduzir o vídeo a seguir para os estudantes, pois ele aborda uma explicação objetiva e didática sobre a Lei de Zoneamento e o Plano Diretor, que é feito na maioria das cidades brasileiras.
• LEI de Zoneamento: Câmara Explica. Câmara Municipal de São Paulo Disponível em: https:// www.youtube.com/watch? v=2p0fJ5HACmk. Acesso em: 21 jul. 2025.
ATIVIDADE
EXTRA
• Para complementar o estudo da página 18, oriente os estudantes a pesquisarem em livros, revistas, jornais ou na internet algumas imagens de diferentes tipos de bairro: industrial, comercial e residencial. Em seguida, cole-as em uma folha separada e escreva três características de cada tipo de bairro. Para finalizar, organize uma exposição dos trabalhos.
2 DIFERENTES TIPOS DE BAIRRO
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: COMO SE ORGANIZAM AS CIDADES?
Podemos notar as diferenças e semelhanças entre os bairros conforme suas paisagens e seus elementos. Conheça a seguir alguns exemplos.



Bairros residenciais apresentam predomínio de moradias, sejam casas, sobrados, sejam prédios de apartamentos. Em geral, nesses bairros, também há alguns estabelecimentos comerciais e de serviços, como padaria, supermercado e farmácia, que atendem às necessidades dos moradores.
Bairro residencial na cidade de Goioerê, no Paraná, em 2025.
Bairros comerciais são aqueles em que predominam os estabelecimentos comerciais ou os de prestação de serviços, como lojas, bancos, restaurantes, escritórios e consultórios médicos e odontológicos. Nesses bairros também pode haver moradias. Em geral, são bairros movimentados por causa da intensa circulação de veículos e pessoas.
Bairro comercial, na cidade de Itabaiana, em Sergipe, em 2024.
Bairros industriais apresentam maior concentração de indústrias e armazéns. Na maioria deles, as ruas são largas para facilitar o trânsito de veículos grandes, como caminhões que transportam cargas industriais. Nesses bairros, pode haver estabelecimentos comerciais e moradias.
Bairro industrial, no município de Barcarena, no Pará, em 2024.
• É válido ressaltar que existem sites com ferramentas de pesquisa com descrição de imagens voltadas para pessoas cegas ou com baixa visão que utilizam recursos de leitura de tela, descrições automáticas ou textos alternativos acessíveis.
• Peça aos estudantes que acessem o infográfico clicável Como se organizam as cidades,
• Os estudantes podem apresentar dificuldades em identificar fotografias de bairros residenciais, comerciais ou industriais, considerando que uma fotografia em si não mostra o espaço do bairro em sua totalidade. Explique que, nesse caso, o mais importante não é classificar os bairros de acordo com a atividade predominante, mas identificar elementos que caracterizam o predomínio de uma atividade econômica em diferentes lugares. Dessa forma, eles devem buscar identificar, por exemplo, uma imagem de uma área comercial e movimentada e outra de uma área residencial menos movimentada.
indicado nesta página, para entenderem como as cidades se organizam por meio de alguns elementos básicos que garantem seu funcionamento.
1. Em seu município, existem bairros com as características dos bairros mostrados na página 18?
1. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes na identificação das características do bairro.
2. Onde você mora, se parece mais com qual tipo de bairro?
3. Relacione as imagens dos bairros com as descrições correspondentes. Anote as respostas no caderno.
3. Resposta: A – 3; B – 2; C – 1.


Bairro da cidade de Curitiba, no Paraná, em 2025.

da cidade de Itabuna,
Bahia, em 2025.
ou legenda. Depois, eles devem trocar o desenho entre os grupos. Cada grupo deve identificar o tipo de bairro representado pelo colega com base na observação dos elementos da paisagem ilustrada.
• Considere a necessidade de adaptação desta atividade para estudantes cegos ou baixa visão. Providencie, com antecedência, imagens ampliadas de elementos que caracterizam a
Bairro onde predominam estabelecimentos comerciais.
2. Resposta pessoal. Oriente os estudantes na observação do bairro e incentive a participação de todos os estudantes durante o relato de suas respostas.
Bairro onde predominam estabelecimentos industriais.
Confira mais informações sobre essas atividades nas orientações ao professor
Bairro onde predominam moradias.
18/09/2025 18:01:54
paisagem de um bairro residencial, comercial ou industrial e peça ao grupo em que ele está inserido que reproduza o desenho em um papelão com força, para que o contorno das imagens deixe marcas impressas, como uma espécie de relevo, que possam ser sentidas ao toque. Solicite que descrevam o elemento enquanto os estudantes realizam o reconhecimento tátil.
• Se houver dificuldade nas atividades 1 e 2, apresente aos estudantes outras fotografias que se assemelhem a possíveis bairros do município onde residem. Se possível, leve fotografias de bairros que eles conheçam. Oriente alguns estudantes a partilharem suas respostas e organize uma conversa sobre o assunto, de maneira a sanar as possíveis dúvidas que surgirem. Ao tratar de exemplos do seu município, nas atividades da página 19, explore exemplos de predomínio de uma atividade econômica e evite exemplos de bairros que tenham um zoneamento misto.
• Para que estudantes cegos ou com baixa visão possam interpretar essas imagens, é importante oferecer a descrição detalhada delas oralmente ou com texto acessível em braile.
ATIVIDADE EXTRA
• Para complementar a atividade 3, organize os estudantes em grupos, entregue folhas de papel sulfite ou papel kraft , tinta guache ou lápis de cor e instrua-os a representar a paisagem de um bairro residencial, comercial ou industrial. Ressalte que não precisa necessariamente ser um lugar que conhecem, em seguida, incentive-os a representar algum local ou estabelecimento do bairro onde residem. Explique que eles não devem identificar o tipo de bairro com texto
A.
B.
C.
Bairro da cidade de Cassilândia, no Mato Grosso do Sul, em 2024.
Bairro
na
AVALIANDO
Objetivo
• A atividade 4 possibilita avaliar se os estudantes reconhecem aspectos típicos de bairros planejados e de bairros com formações espontâneas.
Sugestão de intervenção
• Se houver dificuldade na atividade, incentive-os a relembrar os elementos que compõem o seu bairro e dê características. Leve-os a refletir e incentive-os a comparar os lugares do bairro aos mostrados nas fotografias. Peça que criem hipóteses de como o bairro se formou e, conforme solicitado na questão, oriente-os a complementar a atividade conversando com os familiares ou responsáveis sobre o assunto. Nesse caso, retome o tema em sala de aula em um momento posterior e oriente-os a compartilhar com os colegas informações que obtiveram nessa conversa.
BNCC
• O trabalho de investigação com os familiares ou responsáveis sobre o bairro permite desenvolver aspectos da habilidade EF03GE01 da BNCC.
COMO UM BAIRRO SE FORMA?
A maioria dos bairros se formou ao longo do tempo de modo espontâneo, ou seja, não planejado. Muitos ocupam áreas que, antigamente, eram rurais, que foram se transformando pouco a pouco em áreas urbanas.
Isso ocorre conforme a cidade vai se expandindo. A prefeitura ou as empresas particulares, por exemplo, vão abrindo ruas e quarteirões e as pessoas vão adquirindo terrenos. Assim, as moradias e outros estabelecimentos também vão sendo construídos. Verifique o exemplo a seguir.


Também existem bairros construídos de maneira planejada. Nesses casos, a organização dos terrenos e a construção das moradias, dos estabelecimentos comerciais e das indústrias são previamente definidos. A exemplo disso, temos os bairros formados por conjuntos habitacionais ou por indústrias.

4. Você sabe se o bairro onde mora foi formado de maneira espontânea ou planejada? Converse sobre isso com um de seus familiares ou responsáveis. Depois, conte aos colegas.
4. Resposta pessoal. Se os estudantes não souberem responder, providencie as respectivas informações para eles. Contudo, analise com eles os tipos e a idade dessas construções a fim de estabelecerem conclusões.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
BONDUKI, Nabil. Curso: Habitação Social no Brasil. Disponível em: https://www.youtube. com/playlist?list=PLMVF7seUkY8IfK0vvdd4PU tDmgcuQpVkJ. Acesso em: 21 jul. 2025. Os vídeos do curso Habitação Social no Brasil, ministrado por Nabil Bonduki, apresentam análises sobre sucessos e desafios dos impactos sociais e urbanos. As aulas abordam a história das políticas públicas de moradia, desde seus primórdios até os modelos contemporâneos.
Paisagem da cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, em 1936.
Paisagem da cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, em 2025.
Conjunto habitacional da cidade de Santa Maria da Vitória, na Bahia, em 2023.
Conforme novos bairros se formam, as cidades crescem. Os bairros mais novos, em geral, crescem ao redor de uma área central, constituída por um ou mais bairros antigos. Por essa razão, há diferenças entre o centro e a periferia urbana.
Periferia urbana: abriga bairros localizados nas áreas mais distantes do centro, que apresentam diferentes características. Em muitos casos, os moradores dessas áreas precisam se deslocar para outros bairros da cidade para fazer compras ou acessar serviços que não existem no local onde vivem.
Paisagem do município de Águas da Prata, em São Paulo, em 2023.
Centro: costuma ser uma das áreas mais movimentadas da cidade, com grande concentração de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços. Em geral, trata-se da área mais antiga de uma cidade, em torno da qual ela cresceu. Também pode apresentar construções históricas, como monumentos ou igrejas.
Paisagem da cidade de Cuiabá, no Mato Grosso, em 2023.


5 e 6. Respostas pessoais. Auxilie os estudantes a executarem as atividades e, se necessário, explique novamente as diferenças entre o centro e a periferia da cidade. Em conversa, dê exemplos desses tipos de bairro no município onde vivem e algumas de suas características.
5. Você conhece o centro da cidade do município onde você vive?
Quais são as características dessa área? Conte aos colegas.
6. Faça um desenho de algum bairro que você conhece que esteja localizado na periferia da cidade de seu município. Depois, mostre aos colegas relatando algumas de suas características.
• Chame a atenção dos estudantes para as paisagens mostradas nas fotografias desta página. Incentive-os a observar, analisar e descrever os detalhes de cada paisagem e anotar as diferenças entre elas.
• Para iniciar as atividades 5 e 6, pergunte aos estudantes se já foram com os familiares ou responsáveis ao centro da cidade do município em que residem e se conhecem alguns dos bairros localizados na periferia. E, para que todos tenham conhecimento dessas áreas por meio de um aprendizado ativo, proponha um trabalho de campo para observação de suas características. Comunique o trajeto e peça autorização para a equipe pedagógica do estabelecimento de ensino, providencie transporte adequado às necessidades dos estudantes, autorizações dos familiares ou responsáveis, combine as regras com a turma e, no dia agendado, lembre-os de observar o movimento dos veículos e pessoas, os tipos de estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços. Chame a atenção para prédios, praças ou monumentos históricos. Ao visitar um dos bairros mais afastados, auxilie na identificação de suas características. Combine uma parada segura para que registrem suas observações. Durante o percurso, descreva as observações para auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão.
18/09/2025 18:02:22
• Verifique se os estudantes percebem a relação entre esses lugares e aproveite o momento para esclarecer possíveis distorções sobre centro e periferia.
• Se houver dificuldade na atividade 7, uma possiblidade é propor aos estudantes que, antes de fazerem a entrevista com o morador, ensaiem a entrevista entre eles. No caso de não encontrarem um morador antigo, oriente-os a buscar informações na internet, também com a ajuda dos familiares ou responsáveis, ou entrevistar alguém que, mesmo sem morar há muito tempo no bairro, conheça sua história. Alternativamente, convide um morador antigo do bairro onde a escola está localizada e promova a entrevista na sala de aula.
• Caso haja estudantes surdos ou com deficiência na fala, proponha que façam a entrevista de forma escrita, com perguntas formuladas previamente e entregues ao entrevistado. Outra possibilidade é que utilizem recursos visuais, como gravar as perguntas em vídeo com libras ou que contem com apoio de um intérprete para registrar as respostas.
ARTICULANDO
CONHECIMENTOS
• Na atividade 7, além de conhecerem a formação e transformação do espaço urbano, a proposta de entrevistar um morador antigo do bairro permite um trabalho interdisciplinar com o componente curricular de História, uma vez que resgatam memórias orais e relatos sobre o passado, prática comum em estudos históricos.

COMO SE FORMOU O SEU BAIRRO?
Todo bairro tem sua história. E você, conhece a história do seu bairro? Uma forma de descobrir é conversar com os moradores antigos, que testemunharam as transformações e o crescimento do local. Outra maneira é pesquisar em fontes como livros ou sites da internet.
7. Vamos investigar como o bairro onde você mora se formou?
Em casa, peça auxílio aos seus familiares ou responsáveis, seguindo as etapas propostas.
Procurem e convidem um morador antigo para uma entrevista sobre a história do bairro onde vivem. Nessa entrevista, vocês deverão fazer as perguntas a seguir. Se desejarem, acrescentem outras questões.
7. Resposta pessoal. Oriente os estudantes a anotarem as respostas em um rascunho e depois repassarem na forma correta no caderno.
a ) Qual é seu nome?
b ) Qual é sua idade?
c ) Há quantos anos vive nesse bairro?
d ) Qual é o nome do bairro onde você mora?
Confira como conduzir esta atividade nas orientações ao professor
Rua de um bairro.
e ) O bairro sempre teve o mesmo nome?
f ) Há quantos anos ele foi formado?
g ) A construção dele foi planejada ou ocorreu de forma espontânea?
h ) Esse bairro está localizado longe ou perto do centro da cidade?
i ) Por que as pessoas escolheram esse bairro para morar?
j ) Conte algo marcante que ocorreu na época em que esse bairro se iniciou.
k ) O bairro passou por muitas transformações desde então?
O que mais mudou em suas paisagens?
l ) Existe alguma construção ou estabelecimento (igreja, praça, monumento, padaria, escola etc.) muito antigo? Qual?
a ) No caderno, escreva uma frase sobre algo que tenha chamado sua atenção a respeito da história do seu bairro durante a entrevista. Em sala de aula, compartilhe as descobertas com os colegas.
7. a) Resposta pessoal. Oriente os estudantes a prestarem atenção nas respostas do entrevistado antes de escreverem a frase sobre a história do bairro.
Criança entrevistando um adulto.

18/09/2025 18:16:33
BNCC
• A atividade 7 favorece o desenvolvimento das habilidades EF01GE01, EF03GE02 e EF03GE04 da BNCC, pois permite aos estudantes identificarem as contribuições de grupos de diferentes origens na formação de seu bairro, assim como reconhecerem transformações nas paisagens dos lugares de vivência ao longo do tempo em função do processo histórico. A atividade 7 também oferece a oportunidade para que eles façam
uma entrevista e desenvolvam parte da Competência específica de Geografia 5, propiciando o uso de processos e práticas de investigação com vistas a compreenderem a realidade em que vivem. Também é possível o desenvolvimento das Competências gerais 2 e 4 da BNCC, ao propor a investigação, reflexão e análise crítica, por meio das linguagens oral e escrita, ao coletar e compartilhar as informações da entrevista.
ATIVIDADE EXTRA
• Além das informações obtidas na entrevista da atividade 7, incentive os estudantes a buscarem outras informações por meio de questões que eles mesmo podem pensar e que explorem as relações de afeto entre o entrevistado e o bairro. Observe alguns exemplos a seguir e, se achar necessário, apresente-os antes da entrevista.
1. Quais características do bairro você mais gosta? Por quê?
2. Quais características do bairro você menos gosta? Por quê?
3. Qual a sua opinião sobre o bairro onde mora?
4. O que você diria para alguém prestes a se mudar para o bairro?
5. Na sua opinião, o que poderia ser melhorado no bairro?
6. Gostaria de se mudar do bairro? Por quê?
• Aproveite a oportunidade e converse com os estudantes sobre a importância de respeitarmos a experiência de vida das pessoas mais velhas. Comente que escutar os relatos de vida de pessoas idosas pode enriquecer nosso conhecimento.
• Solicite a autorização do entrevistado e grave a entrevista com um aparelho da escola. A gravação poderá ser revisitada posteriormente para ajudar os estudantes que apresentem dificuldade de atenção, especialmente na formulação e escrita da frase solicitada.
Antecipadamente, oriente os estudantes a produzirem um desenho de algum lugar do bairro de diferentes pontos de vista (de frente, de cima para baixo, do alto e de lado). Em sala de aula, faça uma roda de conversa e oriente-os a expor suas produções e contar aos colegas sobre seu desenho. Utilize a conversa para introduzir o tema dos pontos de vista e aproveite para resgatar conhecimentos prévios. Proporcione a noção dos diferentes pontos de vista para estudantes cegos ou com baixa visão ao solicitar ou providenciar a produção de uma maquete de um lugar do bairro. Posteriormente, oriente a percepção tátil desses estudantes. Questione-os acerca do que percebem ao tocarem cada parte da maquete: de cima para baixo (vertical), do alto e de lado (oblíquo) e de frente (frontal). Treine-os por meio da manipulação de diferentes objetos do ambiente escolar, assim, durante o desenvolvimento da unidade, ele já terá assimilado esses conceitos.
3 O BAIRRO E SUAS REPRESENTAÇÕES
O espaço de um bairro pode ser representado de diferentes maneiras. Assim, é possível analisar a área do bairro de vários pontos de vista. Confira a seguir o exemplo de parte de um bairro da cidade de Manaus, no estado do Amazonas.

Marília fotografou o teatro, do bairro onde mora, usando a câmera do telefone celular de seu pai. Nessa ocasião, Marília registrou a paisagem do ponto de vista frontal, ou seja, visto de frente, o que se refere ao posicionamento em que ela estava, em uma das ruas do bairro.
Teatro Amazonas, na cidade de Manaus, no Amazonas, em 2024.
O vizinho de Marília tem um drone e também fotografou parte do bairro. Contudo, ele obteve as imagens de pontos de vista diferentes.
Em uma fotografia, ele registrou parte do bairro de um ponto de vista oblíquo (do alto e do lado). Perceba que, em relação à fotografia de Marília, mais elementos podem ser percebidos na paisagem.
Drone: veículo aéreo não tripulado.
Teatro Amazonas, na cidade de Manaus, no Amazonas, em 2023.

• Para fundamentar o trabalho das páginas 24 e 25, sugerimos a leitura do texto a seguir, sobre a importância da observação dos pontos de vista.
PONTO DE VISTA
[...]
Observar significa olhar com a intenção de perceber e registrar. A observação é feita a partir de um ponto de vista: frontal (de frente), oblíqua (como aquele da paisagem vista pela janela de um prédio,
num andar alto) e vertical (vista de cima, na vertical como, por exemplo, uma lata de lixo observada de cima ou uma paisagem vista de um helicóptero com o piso transparente). A percepção, com intenção de representar o percebido, em pontos de vista diferentes requer treinamentos específicos.
[...]
LESANN, Janine. Geografia no ensino fundamental I Belo Horizonte: Fino Traço, 2009. p. 61. (Formação Docente).
Em outra fotografia ele registrou o bairro do ponto de vista vertical, ou seja, do alto e de cima para baixo. Embora os elementos do bairro sejam praticamente os mesmos da fotografia oblíqua, aqui eles são vistos de ângulos diferentes.

Teatro Amazonas, na cidade de Manaus, no Amazonas, em 2019.
Com base na imagem registrada do ponto de vista vertical, analise agora a planta de parte do bairro de Marília.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia. Planta de parte do bairro de Marília
• Ao solicitar que os estudantes observem a paisagem de um bairro de diferentes pontos de vista, bem como sua representação por meio de uma planta e uma legenda, explorando o pensamento espacial usando linguagem geográfica, as atividades das páginas 24 a 27 exercitam aspectos da Competência específica de Geografia 4
18/09/2025 18:16:39
• Nas páginas 24 e 25, ao abordar os diferentes pontos de vista pelos quais os bairros podem ser observados, relembre os estudantes sobre o ponto de vista frontal, aquele no qual o observador vê o objeto de frente. Comente que o observador não consegue ter uma visão frontal de um bairro como um todo, pois conseguiria visualizar apenas uma rua ou, se localizado em uma esquina, algumas ruas, mas não um bairro por inteiro.
• Utilize objetos presentes na sala de aula e oriente os estudantes a observarem-nos de diferentes pontos de vista. Se preferir, verifique a possibilidade de utilizar um projetor para exibir imagens previamente selecionadas e que evidenciem alguns objetos em diferentes pontos de vista. Questione-os sobre as diferenças entre esses pontos de vista e certifique-se de que eles são capazes de diferenciá-los e relacioná-los às descrições correspondentes.
• Escolha um objeto da sala de aula e incentive-os a observá-lo e representá-lo na forma de desenho, em uma folha de papel avulsa, em visão frontal, oblíqua e vertical. Após a finalização, incentive-os a apresentar seus desenhos aos colegas e aproveite o momento para elucidar possíveis distorções e dúvidas. Para que estudantes cegos ou com baixa visão possam participar desta atividade, distribua a eles massas de modelar e peça que reproduzam o objeto por meio da exploração tátil.
BNCC
• A atividade 1 permite um trabalho integrado com o componente curricular de Matemática. Chame a atenção dos estudantes para a imagem da planta do bairro na página 25. Comente que os símbolos presentes na planta remetem às formas reais ou a outro aspecto dos objetos representados. Diga-lhes que muitos objetos que observamos em nosso dia a dia lembram figuras geométricas e ressalte também a importância do uso de cores.
• Para que estudantes cegos ou com baixa visão identifiquem as características de uma planta e recorram à maquete de uma parte do bairro, sugerida anteriormente, represente as formas da maquete na visão vertical utilizando diferentes texturas. Para isso, utilize um papel com transparência para decalcar os elementos desse ponto de vista, recorte diferentes texturas nas formas decalcadas e cole-as em papel sulfite ou kraft. Solicite a eles que toquem a maquete e, posteriormente, a planta. Peça que descrevam as suas conclusões sobre os elementos representados, acolha suas considerações e complemente indicando o nome de cada elemento representado, caso seja necessário.
As plantas são representações cartográficas de um lugar em tamanho reduzido, com base em uma visão vertical. Para representar os elementos de um lugar, utilizamos formas, linhas, cores ou símbolos semelhantes aos elementos que podemos perceber neles.
Vamos considerar a planta de parte do bairro de Marília, apresentada na página anterior.
1. Analise os elementos reais do bairro e sua representação. Depois, responda às questões a seguir.
Professor, professora: As legendas das imagens não foram inseridas para não comprometerem a realização da atividade.


a ) O que a figura A representa?
Resposta: Construções.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
b ) O que a figura B representa?
Resposta: Árvores.
Para auxiliar na leitura e compreensão de uma planta, elaboram-se as legendas. A legenda informa o significado das formas, linhas ou cores em uma planta. Observe a seguir uma legenda com os elementos da planta do bairro de Marília.
Legenda
Rua. Grama.
Calçamento. Árvore.
Construções. Teatro.
AVALIANDO
Objetivo
• A atividade 1 permite avaliar se os estudantes conseguem associar elementos como árvores ou construções às visões oblíqua e vertical (imagem aérea e planta).
Sugestão de intervenção
• Se o objetivo não for alcançado, facilite a resolução da atividade escrevendo na lousa o nome de alguns elementos que podem ser identificados na representação. Oriente-os, então, a fazer
a atividade novamente e identificar corretamente os elementos destacados da planta.
BNCC
• O assunto abordado na página 26 proporciona o desenvolvimento das habilidades EF03GE06 e EF03GE07 da BNCC, pois os estudantes identificam e interpretam representações espaciais e reconhecem elementos necessários à elaboração e utilização de legendas e símbolos.
A.
B.
2. A fotografia a seguir mostra parte da área de um bairro, visto de cima para baixo, em uma visão vertical.

a ) Agora, analise a planta produzida com base nessa fotografia. Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
b ) Compare as imagens e encontre na fotografia cada elemento indicado pelas letras na planta. No caderno, descreva o que está indicando cada letra.
2. b) Resposta: A – moradia; B – rua; C – árvores/área verde; D – Piscina.
restrita para que a sua curvatura não precise ser levada em consideração, e que, em consequência, a escala possa ser considerada constante”.
Já que a representação se restringe a uma área muito limitada, a escala tende a ser muito grande e, em consequência, a aumentar o número de detalhes. Mas é a prevalência do aspecto da área diminuta que caracteriza a planta. Daí, recorda-se, planta de um jardim, planta de uma casa etc. Do
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ponto de vista mais cartográfico, é a planta urbana, sobretudo, com a sua intenção cadastral [...], que é mais característica. A planta moderna, de origem fotogramétrica, além da riqueza de detalhes, é de suma precisão geométrica. […]
OLIVEIRA, Cêurio de. Curso de cartografia moderna. 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 1993. p. 31.
• Para complementar a abordagem da atividade 2, conduza-os até o pátio da escola e oriente-os a observar elementos presentes no lugar posicionados em diferentes pontos de vista e a fazer registros na forma de desenhos simples, como croquis. Considere a possibilidade de observação exibindo em aparelho apropriado partes da escola do alto e de cima para baixo. Consulte sites ou aplicativos que criem mapas imersivos onde essa visualização é possível e, após, solicite o registro de uma paisagem na visão oblíqua ou vertical. Lembre-se de que existem sites com ferramentas de descrição de imagens voltadas para pessoas cegas ou com baixa visão que utilizam recursos de leitura de tela, descrições automáticas ou textos alternativos acessíveis.
• O trabalho com a atividade 2 desenvolve a iniciação às noções de planta. Sugerimos a leitura do texto a seguir para ampliar seus conhecimentos sobre o tema. [...]
Conquanto a palavra planta seja mais usada, é, entretanto, sinônimo de plano. A principal característica de planta é a exiguidade das dimensões da área representada. A outra é, sem dúvida, a ausência de qualquer referência à curvatura da Terra. O nosso Dicionário assim define: “Carta que representa uma área de extensão suficientemente
Parte de um bairro do município de Piracicaba, em São Paulo, em 2025.
A.
B.
C.
D.
0 25 m
OBJETIVOS
• Compreender que os lugares podem ser observados de diferentes pontos de vista.
• Representar lugares a partir do ponto de vista vertical.
• Interpretar e relacionar ideias e informações.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• O trabalho com esta seção favorece a interdisciplinaridade com o componente curricular de Língua Portuguesa. Organize um momento de leitura em voz alta da história em quadrinhos e aproveite o momento para avaliar a fluência da leitura oral dos estudantes. Questione-os também sobre seus gostos em relação às histórias em quadrinhos e oriente-os a contar aos colegas com que frequência leem histórias em quadrinhos e quais são seus personagens prediletos.
BNCC
• O assunto abordado nesta seção proporciona o desenvolvimento da habilidade EF03GE06 da BNCC, pois os estudantes elaboram a representação espacial de parte do bairro onde moram na visão oblíqua ou vertical. Essa atividade contempla a Competência geral 4 da BNCC, ao permitir que os estudantes expressem e compartilhem, por meio do desenho, suas percepções e ideias sobre o bairro visto de cima.
• Para que pessoas cegas ou com baixa visão possam participar das atividades desta seção, sugerimos a utilização de sites com ferramentas de descrição de imagens que utilizam recursos de leitura de tela, descrições automáticas ou textos alternativos acessíveis.
ENTRE TEXTOS
Confira mais informações sobre esta seção nas orientações ao professor.
Na história em quadrinhos a seguir, você vai saber como Cascão analisou melhor o bairro do Limoeiro, onde ele mora.
Leia essa história.



EXPLORANDO O TEXTO

SOUSA, Mauricio de. Cascão em: Esse é o meu lugar. Turma da Mônica, São Paulo: Globo, n. 448, maio 2005. p. 18-19.
EXPLORANDO
O TEXTO
• Complemente a questão a, incentivando os estudantes a se imaginarem sobrevoando o bairro onde moram. Motive-os a comentar e descrever detalhes de como seria essa experiência com os colegas.
• Na questão b, uma sugestão é apresentar outras imagens obtidas de pontos de vista vertical ou oblíquo para que os estudantes possam comparar e encontrar a resposta correta.
ALÉM DO TEXTO
• Na atividade c, uma opção de colaborar com o desenvolvimento do desenho dos estudantes é providenciar antecipadamente equipamentos que possam projetar imagens e apresentar sites com ferramentas que permitem diferentes visualizações do espaço. Juntos, busquem localizar imagens do município e do bairro de diferentes pontos de vista.
a) Resposta: Ele consegue ver as pessoas, os carros, os animais, a turminha no campinho jogando bola e a mãe dele estendendo roupa no varal.
a ) O que Cascão consegue ver lá de cima, no bairro onde mora?
b ) De quais pontos de vista Cascão e Anjinho podem observar o bairro do Limoeiro?
ALÉM DO TEXTO
b) Resposta: Eles podem observar do ponto de vista oblíquo (do alto e de lado) e do ponto de vista vertical (do alto e de cima para baixo).
c ) No caderno, ou em uma folha avulsa, desenhe como você imagina ser parte do seu bairro visto de cima, em uma visão oblíqua ou vertical.
c) Resposta pessoal. Incentive os estudantes a mostrarem seus desenhos e a relatarem os elementos que representaram.
18/09/2025 18:16:49
ATIVIDADE EXTRA
• Aproveite a oportunidade e promova leituras variadas entre os estudantes, como em duplas. Um deles deve ler as falas do Cascão e o outro deve ler as falas do Anjinho. Os estudantes devem ler várias vezes trocando os personagens.
• Proponha a criação de um teatro com as falas dos quadrinhos. Organize-os em duplas e comente que as duplas vão apresentar as mesmas falas, porém devem ser criativos na forma de representar. Incentive-os a elaborar cenários com o que tiverem em sala de aula e, se considerar pertinente, incentive-os também a criar falas para complementar o diálogo. Auxilie-os para que a criação seja colaborativa, visando incluir estudantes que apresentem qualquer tipo de dificuldade.
1. Objetivo
• Identificar e descrever características gerais do próprio bairro.
Sugestão de intervenção
• Leia a descrição do bairro da Luzia em voz alta e chame a atenção dos estudantes para as informações que ela fornece sobre ele. Escreva na lousa que tipos de aspectos do bairro ela usa como exemplos, no caso, beleza cênica e disponibilidade de estabelecimentos comerciais e de serviços de saneamento básico. Em seguida, oriente-os a comparar o bairro deles com o de Luzia levando em consideração esses critérios. Caso julgue pertinente, elenque outros, como arborização ou disponibilidade de escolas, postos de saúde ou hospitais. Explique que eles devem avaliar o que o bairro oferece considerando esses elementos.
• Verifique as possíveis dificuldades dos estudantes e, se necessário, permita que realizem seus relatos de forma oral. Sempre que possível, atue como escriba, transcrevendo as falas deles para garantir a participação de todos.
2. Objetivo
• Identificar a oferta de serviços públicos e estabelecimentos comerciais, de serviços e de lazer no próprio bairro.
Sugestão de intervenção
• Se o objetivo não for alcançado, realize questões para auxiliar os estudantes a identificarem elementos do bairro relacionados a esses serviços ou estabelecimentos. Se julgar necessário, forneça um exemplo pessoal e identifique as características de seu próprio bairro em relação aos serviços e estabelecimentos comerciais e de lazer. Caso ainda tenham dificuldade, apresente exemplos de serviços ou estabelecimentos e oriente-os a identificar se eles estão
1. A professora de Luzia pediu a ela e seus familiares ou responsáveis que observassem o bairro onde moram. Depois, eles produziriam um texto, descrevendo o que notaram. Leia a seguir o texto elaborado.
O meu bairro
O bairro onde moro é bonito. Tem casas, praça e um parque onde nos divertimos muito!
Se alguém precisar de cadernos, roupas ou sapatos, há uma variedade de lojas logo ali.
Também há grandes e pequenos mercados e até quitandas. É um privilégio viver aqui!
Os resíduos são coletados todos os dias, embora alguns moradores ainda joguem latas e papéis nas ruas! A água é tratada e fornecida para todas as casas. Em alguns lugares ainda faltam iluminação e algumas árvores.
1. Resposta pessoal. Oriente os estudantes a registrarem essa atividade no caderno ou em uma folha avulsa. Se desejar, peça a eles que desenhem os elementos citados no texto. Por fim, oriente-os a compartilhar sua produção com os colegas. Confira mais informações sobre a atividade nas orientações ao professor
2. Na atividade 1, lemos o texto de Luzia. Ela também fez anotações sobre os serviços públicos e os espaços de comércio e diversão existentes no bairro. Analise a seguir. Escreva as respostas no caderno.
Agora é sua vez! Convide um de seus familiares ou responsáveis para analisar o bairro. Se possível, passeiem pelos arredores de sua moradia. Depois, descrevam juntos as características do bairro.
disponíveis no local onde moram. Se a resposta for afirmativa, oriente-os a escrever o nome desse serviço ou estabelecimento no caderno e siga para outro exemplo. Incentive-os a pensar em exemplos quando considerar que eles já têm autonomia para isso. Se julgar oportuno, entregue aos estudantes folhas com desenhos desses e de outros serviços públicos e espaços de comércio e diversão e organize-os em duplas ou trios, orientando-os a recortar e colar em seus cadernos somente aqueles que são identificados em seus bairros. Avalie a necessidade de transcrição textual em braile ou ampliação desses desenhos para incluir estudantes cegos ou com baixa visão.
BNCC
• As atividades propostas nas páginas 30 e 31 possibilitam aos estudantes investigar características do bairro onde vivem e refletir sobre elas, construindo argumentos com base em informações geográficas, e valorizando os conhecimentos dos familiares ou responsáveis que contribuíram na análise do bairro. Dessa maneira, essas páginas contemplam aspectos das Competências específicas de Geografia 1, 5 e 6, e da Competência geral 1 da BNCC.
2 a 4. Respostas pessoais. Oriente os estudantes a identificarem os serviços públicos e os espaços de comércio e diversão presentes no bairro.
2 a 5. Confira mais informações sobre as atividades nas orientações ao professor
Serviços públicos
Coleta de lixo
Tratamento
da água
Espaços de compras e diversão
Parque
Praça
Anote no caderno os serviços públicos e espaços de comércio e diversão existentes no seu bairro, assim como fez Luzia.
3. O bairro onde você mora se localiza no centro ou na periferia da cidade?
Resposta pessoal. Auxilie os estudantes a localizarem o bairro onde moram em relação ao centro e à periferia.
4. Desenhe algo que você achou interessante na história do bairro onde mora.
Resposta pessoal. Após a realização da atividade, oriente os estudantes a compartilharem o desenho com os colegas.
5. Observe a fotografia a seguir. Depois, responda às questões.

a ) Quais elementos predominam no bairro retratado na fotografia?
Resposta: Predominam casas, ruas e vegetação.
b ) O bairro retratado na fotografia classifica-se como residencial, comercial ou industrial?
Resposta: Bairro residencial.
Sugestão de intervenção
• Organize uma conversa inicial com os estudantes sobre os elementos que acham interessantes nas respectivas histórias dos bairros. Sugira-lhes que produzam uma lista de fatos com base nesses elementos e que escolham um deles para ser desenhado. Oriente-os a mostrar os desenhos aos colegas, ampliando os conhecimentos da turma sobre os bairros do município. Para sanar as possíveis dificulda-
des de estudantes cegos ou com baixa visão, providencie materiais diversificados, como massa de modelar ou prancha de desenho adaptada, e oriente-os a realizar a representação. Garanta que todos participem e não permita comentários que gerem desconforto ou constrangimento.
5. Objetivo
• Identificar e reconhecer características de diferentes tipos de bairro que são relacionadas às atividades econômicas predominantes.
3. Objetivo
• Localizar o próprio bairro em relação ao centro e à periferia da cidade.
Sugestão de intervenção
• Outra opção para execução desta atividade é levar os estudantes para a sala de informática da escola e, com o uso dos computadores disponíveis, solicitar que acessem um mapa ou uma imagem de satélite do município utilizando ferramentas de busca on-line. Oriente-os a identificar os bairros onde vivem, explorando a localização de suas moradias em relação ao centro e à periferia da cidade. Auxilie-os nas navegações e nas dúvidas, realizando as intervenções necessárias para que compreendam a organização do espaço urbano. Certifique-se de verificar previamente os sites que serão utilizados e a conectividade da internet. Se possível, utilize também um projetor para fazer explanações coletivas antes do trabalho. Faça descrições detalhadas das imagens para que estudantes com algum tipo de dificuldade tenha oportunidade de interagir melhor com elas.
4. Objetivo
• Representar por meio de um desenho elementos relacionados à história do próprio bairro.
18/09/2025 18:16:49
Sugestão de intervenção
• Organize com os estudantes uma roda de conversa sobre bairros do município onde moram com características de um bairro residencial, um bairro industrial e um bairro comercial. Oriente-os a descrever em voz alta os elementos predominantes e as características desses bairros e a partilhar seus conhecimentos prévios. Liste na lousa as características mencionadas e esclareça as dúvidas que surgirem antes de orientá-los a realizar a atividade.
Bairro na cidade de Vargem Grande do Sul, em São Paulo, em 2022.
6. Objetivo
• Analisar e classificar os bairros conforme suas características em: residenciais, comerciais e industriais.
Sugestão de intervenção
• Organize os estudantes em pequenos grupos e entregue a cada um imagens previamente selecionadas que representem diferentes tipos de bairros: predominantemente residenciais, industriais e comerciais. As imagens devem conter elementos visuais claros que permitam a identificação das atividades predominantes no espaço urbano retratado. Solicite que cada grupo observe as imagens recebidas e discuta entre si os elementos visíveis (como tipos de construções e presença de veículos). Em seguida, cada grupo deve apresentar suas observações para a turma, descrevendo as características da imagem e justificando sua classificação em bairro residencial, comercial ou industrial.
6. No caderno, relacione os textos aos bairros correspondentes.
6. Resposta: A – 1; B – 3; C – 2.
Nesses bairros predominam lojas, bancos, restaurantes, escritórios, entre outros estabelecimentos.

B.
Bairros em que se concentram fábricas, armazéns e outros estabelecimentos industriais.
Bairros em que predominam moradias. C.


Vista do município de Arapongas, no Paraná, em 2024.
a ) Agora, classifique o tipo de bairro retratado nas fotografias 1, 2 e 3
6. a) Resposta: 1 – bairro comercial; 2 – bairro residencial; 3 – bairro industrial. Confira mais informações sobre a atividade nas orientações ao professor
Após a apresentação, oriente os grupos a fixarem suas imagens em uma cartolina com um quadro, semelhante ao exemplo a seguir.
Tipos de bairros
ResidencialComercialIndustrial
• Para auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão na leitura e compreensão das imagens, ofereça uma descrição oral ou uma escrita em braile, destacando detalhes como formas, cores, elementos presentes e suas relações.
Vista da cidade de Marília, em São Paulo, em 2023.
Vista da cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, em 2024.
7. Observe as imagens e, no caderno, crie símbolos que representem esses lugares em uma planta.
7. Resposta nas orientações ao professor.




8. No caderno, anote a letra de cada símbolo e escreva o nome do lugar que ele pode representar em uma planta.
8. Resposta: A – banco, B – hospital, C – escola, D – mercado.




Resposta
7. Resposta pessoal. Na fotografia A, os estudantes podem representar um livro, uma pequena estante com livros ou um prédio; nesse caso, deve conter o nome Biblioteca . Na fotografia B, podem representar um banco, um chafariz, uma área verde ou alguma forma que simule uma praça. Na fotografia C, podem representar alguma planta, flor ou prédio; nesse caso, deve conter o nome Floricultura Na fotografia D, podem representar uma construção cinza, o chão com as linhas das indicações dos limites da quadra ou alguma bola.
7. Objetivo
• Criar símbolos para representar elementos em uma planta.
Sugestão de intervenção
• Escolha elementos da paisagem do bairro da escola, como uma praça, uma quitanda ou a própria escola. Demonstre na lousa como eles podem ser representados com símbolos. Explique que, para que um observador entenda esse símbolo, ele deve fornecer informações que permitam sua identificação com os elementos representados, ou seja, o símbolo precisa necessariamente ser uma figura ou um desenho que, quando observado, deve fazer uma pessoa prontamente remeter ao elemento representado. Uma quitanda pode ser representada por figuras de frutas uma ao
lado da outra. Se julgar necessário, incentive-os a pensar em exemplos para outros elementos e, em seguida, oriente-os a realizar a atividade. Avalie a necessidade de uma descrição mais detalhada das imagens e permita que estudantes com mais dificuldade elejam um elemento da descrição de cada uma para representá-lo por meio da oralidade.
8. Objetivo
• Identificar símbolos que representam diferentes elementos em uma planta.
Sugestão de intervenção
• Para auxiliar na percepção desses símbo-
18/09/2025 18:17:03
los, desenhe alguns deles na lousa e oriente os estudantes a tentarem identificar o elemento que o símbolo está representando. Um sorvete, por exemplo, pode representar uma sorveteria, enquanto um envelope pode representar o correio. Quando julgar que aguçaram sua percepção com relação a símbolos como os citados, oriente-os a realizar a atividade. Promova a inclusão de estudantes cegos ou com baixa visão ampliando previamente os símbolos ou decalcando-os em material de modo que fiquem em relevo para facilitar o reconhecimento e a associação deles por meio do tato.
Biblioteca, na cidade de Boa Vista, em Roraima, em 2022.
Floricultura na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em 2022.
Praça na cidade de Manaus, no Amazonas, em 2024.
Quadra de esportes, na cidade de Camaçari, na Bahia, em 2022.
A. B.
C.
D. B. C.
OBJETIVOS DA UNIDADE
• Compreender o que são serviços públicos.
• Compreender que os serviços públicos devem atender às necessidades da população e que são essenciais a ela.
• Reconhecer os responsáveis por fornecer os serviços públicos de qualidade à população e que esses serviços são pagos conforme o consumo ou por meio de taxas e impostos.
• Compreender que temos o direito de usufruir de bens e serviços públicos e o dever de utilizá-los de maneira adequada.
• Identificar e avaliar os serviços públicos no bairro onde vivem.
• Antes de os estudantes responderem às questões, oriente-os a observar as fotografias da página de abertura e a comentar o que está sendo representado nas imagens. Avalie a necessidade e o nível de descrição dos elementos retratados nas imagens para que estudantes cegos ou com baixa visão sejam incluídos nas discussões. Incentive a turma a refletir sobre qual serviço público está sendo mostrado na fotografia A e qual está faltando na fotografia B
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
Promova um debate com os estudantes sobre os serviços públicos nos bairros do município onde moram. Retome conhecimentos prévios e, na sequência, faça uma lista na lousa com os tipos de serviços que eles conhecem. Depois, pergunte a eles sobre a importância de cada um desses serviços e quais problemas ou dificuldades a falta de cada

2 OS BAIRROS E OS SERVIÇOS PÚBLICOS
Muitos serviços públicos fazem parte do nosso dia a dia, mas nem sempre nos damos conta disso. No entanto, a falta ou a má qualidade de alguns deles costuma chamar nossa atenção.
Prestadores de serviço em uma rua da cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, em 2024.
um deles pode gerar. Pergunte-lhes se o bairro onde moram tem todos esses serviços. Caso a resposta de algum estudante seja negativa, pergunte de que maneira a população desse lugar pode se organizar para que a administração pública passe a ofertar esse serviço. Verifique se a turma identifica ações como enviar cartas à administração municipal ou a associações de bairro ou fazer sugestões no site da prefeitura.
Atente-se a observações que possam causar desconforto ou constrangimento. Esclareça aos estudantes que a oferta de infraestrutura básica e de serviços é uma responsabilidade da administração pública, não dos moradores. Explique também que, em bairros ocupados mais recentemente, é comum que esses serviços ainda estejam em processo de implantação.
1.
O fornecimento de qual serviço público está retratado na fotografia A?
2. 3. 1 a 3. Respostas e mais abertura nas orientações informações sobre a condução das páginas de ao professor
Qual serviço público está representado de forma deficiente na fotografia B?
Converse com os colegas sobre como são fornecidos os serviços públicos apresentados nas fotografias A e B no bairro onde vocês moram.

18/09/2025 18:14:25
Respostas
1. A fotografia A se refere ao serviço de coleta de resíduos sólidos (comumente chamados de lixo).
2. A fotografia B se refere à falta de asfaltamento e de galerias pluviais para o escoamento da água da chuva na rua de um bairro.
3. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a relatarem se os fornecimentos dos serviços públicos de coleta de resíduos sólidos, de asfaltamento das ruas e de galerias pluviais de escoamento das águas estão satisfatórios ou deficientes no bairro onde moram. Promova um ambiente acolhedor, respeitando os lugares de vivência dos estudantes e evitando qualquer tipo de preconceito.
BNCC
• O estudo desta unidade desenvolve principalmente a habilidade EF03GE09 e a Competência específica de Geografia 7 ao abordar o aproveitamento dos recursos naturais, enfatizando o uso da água, assim como a importância do uso responsável desses recursos e de atitudes relativas ao seu uso consciente, desenvolvendo noções elementares de responsabilidade socioambiental.
• As atividades propostas nesta unidade envolvem, ainda, o reconhecimento de problemas causados por falta de serviços públicos e a identificação de ações que contribuem para solucionar esses problemas, além da reivindicação dos direitos da população por meio de argumentos, o que favorece o trabalho com a Competência específica de Geografia 6. Estas atividades desenvolvem também as Competências gerais 7 e 10 da BNCC, ao trabalhar com informações e fatos constatados do local de vivência, que podem ser utilizados para a promoção de ações voltadas ao direito de acesso aos serviços públicos de qualidade.
Rua da cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, em 2024.
• Ao longo das páginas 36 a 39, os estudantes terão a oportunidade de conhecer os serviços públicos e suas principais características.
Aproveite o momento para verificar a percepção deles sobre a importância dos serviços públicos disponíveis no bairro.
• Oriente a leitura dos textos informativos referentes a cada serviço público e direcione a observação de cada imagem, descrevendo-as de modo a facilitar a percepção delas por estudantes que tenham mais dificuldade.
• Para que estudantes cegos ou com baixa visão possam interpretar essas imagens, é importante oferecer uma descrição bem detalhada delas oralmente ou com texto acessível em braile.
• Oriente os estudantes para que acessem o infográfico clicável indicado nesta página e conheçam os diferentes tipos de serviços públicos.
4 OS SERVIÇOS PÚBLICOS E
AS PESSOAS
Os serviços públicos como saúde, educação e saneamento são prestados à população para atender às suas necessidades básicas. A qualidade desses serviços pode melhorar muito a vida das pessoas.
A seguir, vamos conhecer um pouco sobre as principais características desses e de outros serviços.
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: SERVIÇOS PÚBLICOS
Transporte
Serviço oferecido à população para o deslocamento no dia a dia. Para tanto, são disponibilizadas linhas de ônibus. Em alguns casos, também há trens urbanos e metrôs que conectam diferentes bairros ou até mesmo um bairro a outros municípios vizinhos.


Passageiros embarcando em um ônibus municipal na cidade de Manaus, no Amazonas, em 2025.
Passageiros em uma estação do metrô na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, em 2025.
Educação
Serviço oferecido nas escolas e dedicado ao ensino de crianças, jovens e adultos, desde as séries iniciais até o Ensino Médio. Também é oferecido aos jovens e adultos nas universidades, como cursos de Pedagogia, Engenharia, Medicina etc.

Saúde
Serviço voltado ao atendimento médico para prevenção, diagnóstico, tratamento de doenças e melhoria da saúde. Também atua na distribuição de vacinas e medicamentos. Geralmente, é oferecido em postos de saúde, hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPA).

• Caso considere interessante, leve alguns cartazes de campanhas de vacinação e converse com os estudantes a respeito da importância de participar delas. Os cartazes podem ser encontrados em: CAMPANHAS. Gov.br. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/campanhas -da-saude. Acesso em: 24 jul. 2025.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
PEREIRA, Cesar A. Guimarães. Usuários de serviços públicos: usuários, consumidores e os aspectos econômicos dos serviços públicos. São Paulo: Saraiva, 2006.
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O livro sugerido pode auxiliar na ampliação de seus conhecimentos acerca dos serviços públicos e do papel do cidadão como sujeito responsável por deveres e de posse do direito de usufruir desses serviços. A obra destaca a importância do usuário em todo esse sistema.
• Explique aos estudantes que, segundo o artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), todo ser humano tem direito a educação, a qual deve ser gratuita e acessível a todos, sem nenhuma distinção, portanto também é considerada um serviço público.
• Aproveite a oportunidade e converse com os estudantes sobre a importância de haver postos de saúde no bairro para uma melhor qualidade de vida da população. Promova um debate sobre os serviços oferecidos nesses lugares e as dificuldades vividas pelas pessoas que precisam se deslocar por longas distâncias até encontrarem esses serviços.
• Amplie o aprendizado informando aos estudantes que as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) geralmente oferecem atendimento para urgências e emergências, enquanto as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), denominadas geralmente como postos de saúde, encarregam-se de atendimentos de rotina e prevenção de doenças. Se possível, leve um mapa do bairro com a distribuição das unidades de saúde pública. Alternativamente, convide um agente ou um funcionário da UBS mais próxima da escola para uma conversa com a turma sobre o funcionamento e a importância desse serviço.
Estudantes na sala de aula em uma escola na cidade de Ibipeba, na Bahia, em 2024.
Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na cidade de São Raimundo Nonato, no Piauí, em 2022. JOA
• Oriente os estudantes a observarem o caminho que fazem até a escola e a verificarem a limpeza dele. Peça a eles que averiguem se há resíduos jogados pelas calçadas, se estão acumulados aguardando que a coleta seja feita etc. Por meio dessa observação, é possível perceber se o serviço público de coleta de resíduos sólidos é eficiente ou precário. Os estudantes cegos ou com baixa visão podem relatar se percebem a limpeza ou a sujeira durante o caminho por meio de outros sentidos, por exemplo, pelo mau cheiro ou pelo bloqueio de alguma passagem em razão de resíduos acumulados.
• Se possível, convide um morador do bairro para visitar a escola e conversar com a turma sobre a qualidade do serviço de energia elétrica, especialmente da iluminação pública durante a noite. Reforce que a iluminação pública é um serviço fundamental, pois contribui para a segurança da comunidade no período noturno e proporciona o uso de espaços públicos, como ruas e praças.
ATIVIDADE EXTRA
• Solicite aos estudantes que levem para a aula livros, revistas e jornais que possam ser recortados. Em sala de aula, instrua-os a encontrar imagens ou palavras de atividades que envolvam serviços públicos e recortá-las. Em seguida, devem colá-las em uma cartolina ou em um papel kraft e escrever frases que caracterizam esses serviços e os benefícios que eles oferecem à população. A atividade pode ser desenvolvida em grupos ou duplas. Para finalizar, oriente-os a apresentar o trabalho aos colegas. Esta atividade prática de pesquisa e montagem favo-
Saneamento
Serviços que abrangem atividades como limpeza das ruas, coleta de resíduos sólidos, coleta e tratamento de esgoto, além da distribuição de água encanada e tratada, tanto para residências como para estabelecimentos comerciais e industriais.

Serviço de limpeza em uma praça na cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, em 2024.
Energia
Serviços que incluem a produção e a distribuição de eletricidade para os bairros do município por meio da rede elétrica, abastecendo residências, estabelecimentos comerciais e industriais e iluminando as vias públicas.

rece a percepção, a coordenação motora fina e, consequentemente, contribui para o desenvolvimento da propriocepção.
• Para que estudantes cegos ou com baixa visão possam participar desta atividade, distribua a eles massas de modelar e peça que reproduzam com elas um ou mais objetos que representem algum serviço público por meio da exploração tátil. Ao final, peça a eles que relatem oralmente o significado das suas representações.
Profissional trabalhando na manutenção da rede elétrica na cidade de São Paulo, em 2024.
Segurança
Esses serviços são prestados por profissionais como policiais militares, policiais rodoviários, bombeiros, guardas civis municipais, entre outros, que buscam prevenir e combater situações que colocam em risco a segurança dos moradores do bairro.

1. Com os colegas e o professor, pensem nos arredores da escola onde vocês estudam, verificando os seguintes aspectos.
a ) Quais são os serviços públicos disponíveis?
b ) Esses serviços atendem os moradores com qualidade? Quais?
c ) Há serviços públicos nos arredores da escola funcionando precariamente?
d ) Elaborem juntos uma lista com os pontos positivos e os pontos negativos dos serviços públicos nos arredores da escola. Depois, compartilhe sua lista com seus familiares ou responsáveis e se possível leve para a direção da escola.
• Explique aos estudantes que a segurança pública é um serviço garantido pelo governo para proteger as pessoas e manter a ordem. Vários profissionais trabalham nisso, como: Polícia Militar (atua nas ruas para manter a ordem e evitar crimes), Polícia Civil (investiga crimes que já ocorreram), Polícia Federal (trabalha em todo o país em casos mais graves, como crimes contra o governo), Polícia Rodoviária Federal (cuida da segurança em rodovias e estradas federais), Polícia Ambiental (protege a natureza, como rios, florestas e animais), Polícia Rural (ajuda a manter a segurança no espaço rural), Corpo de Bombeiros (atua em incêndios, resgates e salvamentos) e Guarda Municipal (cuida da segurança em espaços públicos da cidade, como praças e escolas).
Resposta
1. Auxilie os estudantes a pensarem nos serviços públicos nos arredores da escola, que é um espaço comum a todos. Se possível, promova um trabalho de campo, ou seja, uma visita para analisar esses serviços. Anote as respostas na lousa e peça-lhes que as copiem no caderno.
2. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
2. Cultura e lazer também devem ser ofertados em um município. Eles fazem parte da prestação de serviços de educação e saúde para a população. Junte-se ao professor e aos colegas para fazerem uma visita guiada a um museu, cinema, centro cultural ou parque do município onde vocês vivem ou em um município vizinho. Explorem as atividades disponíveis nesse lugar. Depois, em sala de aula, façam um desenho ou um texto coletivo sobre como esse lugar é importante para a educação ou a saúde da população.
1. a) a d) Respostas pessoais. Confira mais informações sobre a atividade nas orientações ao professor
ATIVIDADE EXTRA
• A visita guiada proposta na atividade 2 permite realizar um estudo do meio, promovendo aprendizagens em outros ambientes, além da escola. Para essa oportunidade, veja a seguir algumas orientações importantes.
• Informe a data e solicite a autorização da equipe pedagógica e dos familiares ou responsáveis. Combine com os estudantes as regras de conduta e segurança durante o trabalho.
• Peça que utilizem uniforme e calçados confortáveis e que atentem ao uso de re-
pelente, protetor solar, bonés e garrafas de água. Verifique e combine a necessidade de pausa para alimentação.
• Elabore o trajeto com antecedência e, se julgar necessário, percorra-o antecipadamente. Verifique a necessidade de providenciar transporte para o grupo.
• Providencie auxílio adequado aos estudantes com dificuldade de locomoção, para que possam participar com segurança e conforto.
• Durante a realização da atividade, direcione a observação sobre como o lugar contribui ou presta serviços relacionados à educação (palestras, apresentações
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culturais, exposições, filmes, documentários etc.) e saúde (área verde, pistas para caminhadas, áreas de descanso, academia ao ar livre etc.). Inclua estudantes cegos ou com baixa visão fazendo uma descrição mais detalhada de suas e, garantindo que o percurso realizado apresente acessibilidade, como pisos táteis.
• Ao retornarem, proporcione aos estudantes um momento para relatarem suas observações e conduza-os em uma análise mais atenta do lugar onde vivem. A produção do desenho é uma opção que atende também estudantes com dificuldade de escrita.
Guarda municipal na cidade de Londrina, no Paraná, em 2024.
• Ao tratar do tema sobre a importância dos serviços públicos de saneamento na atividade 2, amplie a abordagem com questões que permitam aos estudantes identificarem a importância da coleta de resíduos sólidos e explique que, além da coleta, é necessário que exista um destino correto para os resíduos, como centros de reciclagem e aterros sanitários. Os aterros sanitários, por exemplo, são locais projetados para receber diferentes tipos de resíduos e rejeitos e contam com medidas de proteção ao meio ambiente, como a impermeabilização do solo e a coleta e o tratamento de chorume (líquido originado pela decomposição de materiais orgânicos). No entanto, apesar de serem proibidos por lei, os depósitos a céu aberto ainda são o destino de parte significativa dos resíduos em muitos municípios brasileiros. Esses lugares geralmente são distantes dos centros urbanos, onde todo resíduo é despejado sem nenhum tipo de tratamento ou cuidado com o ambiente.
AVALIANDO
Objetivo
• As atividades 2 e 3 das páginas 40 e 41 possibilitam avaliar se os estudantes identificam diferentes serviços públicos e reconhecem sua importância.
Sugestão de intervenção
A IMPORTÂNCIA
DOS SERVIÇOS PÚBLICOS
Os serviços públicos são importantes em nosso dia a dia, pois buscam atender várias de nossas necessidades básicas, promovem o bem-estar coletivo e contribuem para a qualidade de vida da população.
3. Leia os textos sobre os serviços públicos e encontre as imagens correspondentes.
3. Resposta: A – 1, B – 6, C – 4, D – 2, E – 3, F – 5.




1.
Transporte: disponibiliza transporte público coletivo para o deslocamento das pessoas.
3.
Saneamento: proporciona o tratamento de água e esgoto e coleta de resíduos sólidos, evitando que eles se acumulem no bairro.
5.
Segurança: presta socorro em caso de incêndios ou acidentes. Também cuida da segurança das pessoas.
2.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.


Educação: oferece formação educacional a crianças, jovens e adultos.
4.
Saúde: cuida da saúde, prestando socorro ou prevenindo e tratando doenças.
Energia: distribui eletricidade para uso doméstico, comercial e industrial, além de iluminação para as vias públicas.
• Para iniciar as atividades, instrua os estudantes na observação das imagens e na leitura dos textos. Se considerar pertinente, faça a leitura com eles e instigue-os a descrever em voz alta as imagens. Caso haja dificuldade nas atividades, organize uma roda de conversa sobre os serviços mostrados e incentive os estudantes a identificarem quais são os serviços públicos representados nas imagens, ajudando os colegas que não tenham compreendido o assunto. Aproveite o momento para esclarecer possíveis dúvidas.
• A fim de auxiliar os estudantes a inferirem como seria a vida das pessoas sem os serviços públicos, apresente um exemplo que os deixe confortáveis e incentive-os a se perguntarem quais atividades ou que tipo de equipamento é necessário para que determinado serviço funcione e o que ocorreria caso ele não existisse. Caso haja estudantes que sejam capazes de identificar a ausência de determinados serviços públicos, seja por inferência ou com base na observação dos locais de vivência, incentive-os a
compartilhar com os colegas suas impressões e opiniões sobre o assunto. Ao final da atividade, oriente-os a comparar suas conclusões com as dos colegas.
A. B.
C.
D.
E.
F.
6.
Passageira. Socorrista. Energia elétrica.
Gari.
Professora. Bombeiro.
Os serviços mostrados na página anterior devem estar presentes em nosso dia a dia. Desse modo, percebemos sua importância para muitas das nossas atividades.
4. Agora, analise as fotografias a seguir.
a ) Identifique os serviços públicos que as imagens retratam.




b ) Escolha um desses exemplos e pense como seria seu dia a dia sem esse serviço. Anote sua resposta no caderno.
4. a) e b) Respostas nas orientações ao professor
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Resposta 3. a) e b) A – Saneamento. Sem os serviços de saneamento, como a coleta de resíduos e de esgoto, as pessoas ficam expostas a doenças infecciosas, pois a água fica contaminada e esses materiais ficam acumulados no entorno das residências. B – Energia. Sem o serviço de distribuição de energia elétrica, as pessoas não conseguem utilizar aparelhos eletrônicos, como televisão, rádio e geladeira, e, à noite, a falta de iluminação pública dificulta o deslocamento por ruas e estradas. C – Educação. Sem esses serviços, muitas crianças e jovens não têm oportunidade de aprender a ler, escrever, fazer cálculos matemáticos etc. Além disso, na fase adulta, não chegam preparados para o mercado de trabalho. D – Saúde. Sem esse serviço, a população fica desprovida de atendimentos médicos, vacinas, tratamentos e orientações para a prevenção de doenças, comprometendo a qualidade de vida e a capacidade de trabalhar e estudar.
BNCC
• A atividade 3 permite que os estudantes desenvolvam aspectos das Competências específicas de Geografia 1 e 6, pois possibilita que eles construam argumentos e defendam ideias envolvendo a consciência socioambiental com base em conhecimentos geográficos que têm sobre o tema em questão.
Rua da cidade de Formosa do Rio Preto, na Bahia, em 2022.
Rua da cidade de Suzano, em São Paulo, em 2024.
Consultório médico na cidade de Guajará-Mirim, em Rondônia, em 2020.
Sala de aula no município de União dos Palmares, em Alagoas, em 2022.
A.
B.
C.
D.
Inicie o estudo perguntando aos estudantes qual é a origem do dinheiro que financia os serviços públicos, permitindo que respondam e se expressem livremente. Apresente a eles um ou mais cupons fiscais em que esteja discriminado o valor dos impostos pagos naquela compra. Como os estudantes ainda não trabalham com porcentagens, faça com eles operações de subtração, de modo que percebam o valor que pagariam na compra descontados os impostos. Nesse caso, é importante demonstrar que esses valores arrecadados devem ser bem aplicados na geração de bem-estar e qualidade de vida da população, que está pagando por isso. Auxilie os estudantes cegos ou com baixa visão fazendo uma descrição mais detalhada de alguns cupons fiscais.
• Leia com os estudantes os textos da página e promova uma conversa com a participação de todos. Pergunte se, na opinião deles, o dinheiro arrecadado com impostos é bem investido e se todos os serviços públicos funcionam adequadamente no município. Caso apontem algum problema com a aplicação desses recursos, pergunte-lhes o que pode ser feito para que essa situação seja solucionada.
ATIVIDADE EXTRA
• Organize os estudantes em grupos e oriente-os a produzir cartazes sobre um serviço público escolhido por eles. Incentive-os a pesquisar e selecionar, com a ajuda de familiares ou responsáveis, as informações e os materiais sobre o serviço escolhido e a levá-los para a escola no dia da aula.
• Providencie uma cartolina para cada grupo e oriente-os a escrever o nome do serviço pelo qual
5 DIREITOS E DEVERES SOBRE OS SERVIÇOS PÚBLICOS
Os serviços públicos que você acabou de conhecer são direitos de todos os cidadãos. Mas você saberia dizer quem são os responsáveis por fornecê-los à população? Confira alguns exemplos.



ficaram responsáveis e uma frase que retrate a sua importância. Instrua-os a fazer desenhos relacionados ao serviço público representado pelo grupo. Auxilie-os em suas produções e na criação de frases para que o cartaz seja um recurso atrativo de informação para as outras turmas. Permita que apresentem seus trabalhos e, depois, fixe os cartazes em diferentes locais da escola para que possam ser apreciados pela comunidade escolar.
• Estudantes cegos ou com baixa visão podem utilizar materiais com diferentes texturas (algodão, lixa, barbante etc.) para que possam criar representações táteis no cartaz. Eles também
Os policiamentos civil e militar, que integram os serviços de segurança pública, são de responsabilidade do governo dos estados.
Delegacia de polícia civil na cidade de Mogi das Cruzes, em São Paulo, em 2024.
Os serviços de educação pública são de responsabilidade dos governos federal, estadual e municipal.
Universidade Estadual na cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul, em 2022.
Os serviços de transporte são de responsabilidade dos municípios, mas também podem ser oferecidos por empresas particulares.
Transporte coletivo na cidade de Salvador, na Bahia, em 2025.
podem utilizar letras em relevo ou em braile para incluir os textos principais. Incentive a apresentação oral com apoio descritivo do grupo.
• Estudantes surdos podem desenvolver a atividade com auxílio de um intérprete de Libras. Incentive-os a participar ativamente da criação dos cartazes e das apresentações utilizando Libras, escrita e ilustrações para se expressarem.
OS SERVIÇOS NÃO SÃO GRATUITOS
Todas as pessoas pagam pelos serviços de diferentes maneiras.
Uma delas é por meio de tarifas sobre o consumo, como no caso das contas de energia e água e das passagens nos transportes.
As pessoas também pagam pelos serviços por meio de impostos, como as taxas do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU); do Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA) etc.
Os impostos também são arrecadados em todos os produtos que consumimos. Esse valor está embutido nos preços, mas nos cupons fiscais das compras, geralmente, ele está discriminado. Analise um exemplo na imagem.
Com os valores dos impostos que pagamos, os governos federal, estadual e municipal devem oferecer à população os serviços de saúde, educação, saneamento, entre outros. Por isso, podemos dizer que esses serviços não são gratuitos.
CUPOM FISCAL loja de roupas
01/06/2027
QTD.PRODUTODESCRIÇÃOVALOR (UN)
09:30:47 VALOR (R$)
1X CAMISETA UNIDADE50,0050,00+
** TOTAL
** DINHEIRO
** VALOR RECEBIDO
** TROCO
TRIBUTOS APROXIMADOS R$ 15,50 (32%) - FONTE: IBPT
Cupom fiscal.
Direitos e deveres aos serviços públicos
As pessoas ainda têm deveres em relação aos serviços públicos. Assim, devemos zelar pelos bens públicos, não desperdiçar água nem energia elétrica, separar os resíduos para a coleta de maneira correta, entre outras atitudes.
1. a) Resposta: O dever de separar e embalar os resíduos para a
coleta de forma correta.
1. Analise a charge e converse com os colegas.
a ) Em relação ao serviço público de coleta de resíduos, qual dever não foi cumprido?
b ) Qual foi a consequência disso?
Lixo na rua. Arionauro. Disponível em: http://www.arionaurocartuns.com.br/2024/07/ charge-lixo-na-rua.html. Acesso em: 30 maio 2025.

1. b) Resposta: O trabalho do profissional responsável pela coleta de resíduos foi impedido ou dificultado.
• Ressalte a importância do pagamento de impostos e da destinação correta dos recursos públicos. Comente que ocorrem muitos casos de mau uso dos recursos públicos em nosso país. Assim, é essencial que a população, de modo geral, fique atenta à destinação desses recursos.
• Explique aos estudantes que o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é pago anualmente por quem possui um veículo automotor e que ele é um imposto estadual, porém metade (50%) do valor arrecadado é destinado ao município onde o veículo foi emplacado.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
Para exemplificar e facilitar a compreensão das porções destinadas aos impostos, peça a ajuda do professor do componente curricular de Matemática e solicite uma representação por meio de material concreto das porcentagens citadas.
BNCC
• Na atividade 1, reforce a importância do trabalho das pessoas que limpam as ruas e fazem a coleta de resíduos sólidos comentando que as sujeiras espalhadas pelas ruas, além de causarem mau cheiro, podem atrair insetos e roedores que transmitem doenças. Ao ressaltar e reconhecer a importância desses trabalhadores, desenvolve-se o tema contemporâneo transversal Trabalho e Educação Fiscal
ATIVIDADE EXTRA
• Elabore perguntas sobre os deveres dos cidadãos: “Em sua opinião, como os moradores podem ajudar a manter os espaços públicos limpos e organizados?”; “Em sua opinião, qual é a importância de utilizar de maneira adequada serviços como transporte coletivo e praças ou parques públicos?”.
• Promova um debate sobre os deveres de todo cidadão e sua importância para a vida em sociedade.
• Finalize a atividade orientando os estudantes a elaborarem frases com dicas de cidadania com base no que foi debatido. Sugira exemplos como: “Não deixe os resíduos em qualquer lugar, descarte-os no lugar correto!” ou “Vamos cuidar bem da escola, porque ela é nossa!”. Para tanto, providencie folhas de papel avulsas para todos os estudantes. Depois, exponha os cartazes em sala de aula ou em outros es-
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paços da escola para incentivar o exercício da cidadania.
• Os estudantes cegos ou com baixa visão podem utilizar folhas maiores de papel para escrita em fonte ampliada ou com marcações em relevo. Se necessário, disponibilize recursos para escrita em braile. Eles também podem falar a frase para que você a transcreva. Outra opção é utilizar materiais táteis, como letras móveis ou papel lixa para montar as frases.
• Complemente explicando aos estudantes que os deveres dos cidadãos incluem todos os cuidados para garantir que a água, um elemento muito importante, possa ser usada por todos, evitando o desperdício e a poluição. Incentive-os a conversar com os colegas sobre os deveres que as pessoas devem cumprir para garantir que todos tenham acesso à água encanada e tratada. Em seguida, oriente-os a contar aos colegas se em sua moradia costuma faltar ou já faltou água e quais são as dificuldades que a falta desse serviço básico acarreta. Fique atento para que não ocorram situações de desrespeito ou que gerem desconforto nos estudantes.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
O conteúdo das atividades 2 e 3 páginas 44 e 45 promove o trabalho em conjunto com o componente curricular de Ciências Comente a importância do acesso à água tratada para a saúde e a melhora na qualidade de vida, assim como a do tratamento de esgoto para o ambiente, destacando que diversos seres vivos são beneficiados com esse tratamento. Isso possibilita a preservação e a conservação de diversas espécies.
BNCC
• A abordagem dos Direitos e deveres sobre a água, nas páginas 44 e 45, favorece o desenvolvimento da habilidade EF03GE09, pois os estudantes são levados a reconhecer o uso da água em atividades cotidianas, bem como as etapas de seu tratamento antes do retorno à natureza, com o intuito de prevenir os impactos da poluição no meio ambiente. Também possibilita o trabalho com a Competência específica de Geografia 7 e os temas contemporâneos
Direitos e deveres sobre a água
O acesso à água doce e potável é um direito humano essencial para uma vida digna. Para isso, o governo (federal, estadual e municipal) precisa garantir que todos tenham acesso ao serviço de saneamento básico. Nesse caso, a água deve ser coletada, tratada e distribuída, a fim de proteger a saúde de quem a consome. Seu descarte também deve ser tratado antes de ser devolvido às fontes, como rios e lagos, com o intuito de conservar esse recurso natural sem prejudicar a vida de animais, plantas e das pessoas.
2. Observe a ilustração a seguir e leia as etapas numeradas correspondentes, na página seguinte.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

transversais Educação ambiental e Educação em direitos humanos, pois os estudantes reconhecem atitudes relativas ao uso consciente da água, as quais lhes permitem atuar com princípios adequados à responsabilidade socioambiental. A promoção de atitudes individuais e coletivas voltadas ao consumo responsável e à conservação da água desenvolvem as Competências gerais 7 e 10 da BNCC.
Etapas de tratamento de água e de esgoto
A água é captada de alguma fonte, como rio, lago ou represa. Por meio de tubulações, essa água é transportada até uma estação de tratamento.
Na estação, a água passa por tanques onde ocorrem diversas etapas para ser limpa e purificada, a fim de se tornar própria para o consumo.
Depois de tratada, a água segue novamente por tubulações para ser armazenada em reservatórios dos municípios.
A água tratada e armazenada segue por tubulações para ser distribuída à população.
Após ser usada, a água se torna imprópria para o consumo. Então, ela é captada das residências e dos estabelecimentos comerciais e industriais e segue por outro conjunto de tubulações até uma estação de tratamento de esgoto.
Nessa estação de tratamento de esgoto, a água é submetida a um novo tratamento para eliminar microrganismos e substâncias que poluem o ambiente e causam doenças.
Após o esgoto ser tratado, a água é devolvida aos rios, lagos e mares, sem causar danos ao ambiente e à saúde da população, das plantas e dos animais.
Não poluir nem desperdiçar são os principais cuidados de todo cidadão em relação à economia de água. É possível adotar atitudes que economizam esse recurso, mesmo vivendo em locais que a tenham em abundância. Isso é dever de todo cidadão.
3. Observe a seguir uma lista de atitudes que visam economizar água. Converse com os colegas sobre outras atitudes que vocês podem ter para conservar a água.
3. Resposta pessoal. Oriente os estudantes na conversa proposta a refletirem sobre a importância de se evitar o desperdício de água nos
Reaproveitar água para lavar calçadas.
Não tomar banhos demorados.
Fechar a torneira enquanto escova os dentes.
Regar as plantas com regador.
Não usar mangueira para lavar calçadas.
exemplos citados. Incentive-os a pensarem em outras atitudes que já tomam ou decidirem adotar, a fim de que as compartilhem com os colegas. Lembre-os de que, além do uso cotidiano, onde a utilização da água é indispensável, é muito importante na geração de energia, produção de alimentos e nas indústrias.
4. Quais atitudes podem ser adotadas para evitar o desperdício de água? Possíveis respostas: Desligar a torneira durante a escovação dos dentes ou enquanto está se ensaboando no banho, não deixar a torneira ligada em momentos que a água não está sendo utilizada, entre outros.
BNCC
• A abordagem sobre o consumo e os cuidados com a água, da atividade anterior, possibilita o trabalho com o tema contemporâneo transversal Educação para o consumo
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• Oriente os estudantes para que acessem o infográfico clicável Economizando Água, indicado nesta página, e conheçam pequenas atitudes que auxiliam a economia de água no cotidiano.
• Apresente aos estudantes a seguinte manchete. Nível dos reservatórios cai, e RN pode enfrentar crise hídrica no 2º semestre NÍVEL dos reservatórios cai, e RN pode enfrentar crise hídrica no 2º semestre. Agora RN, Natal, ano 9, n. 2.084, 22 maio 2025. p. 8.
• Leia e explique aos estudantes o significado da sigla RN, que se refere ao estado do Rio Grande do Norte, e outras palavras que eventualmente desconheçam. Depois, oriente-os a conversar com os colegas sobre os questionamentos a seguir. 1. O que provavelmente causou a crise hídrica no Rio Grande do Norte? Resposta: A falta de chuva, que fez baixar o nível dos reservatórios de água.
2. No bairro onde você mora já faltou água? Como você acha que a falta de água pode prejudicar as pessoas no dia a dia?
Auxilie os estudantes a relembrarem se faltou fornecimento de água ou a refletirem sobre os prejuízos que essa falta causa no cotidiano.
3. Qual é a importância do tratamento e abastecimento de água para a população? Resposta: Auxilie os estudantes a pensarem na importância do abastecimento de água para fazer várias atividades cotidianas, como aquelas relacionadas à higienização ou à limpeza.
AVALIANDO
Objetivo
• A atividade 1 possibilita avaliar se os estudantes são capazes de identificar a oferta de serviços públicos no próprio bairro.
Sugestão de intervenção
• Para ampliar a atividade e incentivar a interação familiar, oriente os estudantes a fazerem a atividade em casa, com auxílio dos familiares ou responsáveis. Leve-os a identificar, por meio de uma conversa, quais serviços são oferecidos e que aspectos deles poderiam ser melhorados no bairro. Incentive-os também a verificar se os moradores do bairro cuidam dos bens públicos e se cumprem seus deveres. Em sala de aula, retome a discussão e oriente-os a compartilhar com os colegas o que descobriram em casa.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
A atividade anterior permite uma interdisciplinaridade com o componente curricular de Língua Portuguesa. Para isso, registre as descobertas dos estudantes por meio da produção de um texto coletivo na lousa, o qual deve ser copiado por eles no caderno.
• Se houver dificuldade em identificar os nomes das empresas na atividade 2, instrua os estudantes a perguntarem aos familiares ou responsáveis se conhecem as empresas ou conduza-os à sala de informática e leve-os a pesquisar essas informações na internet, sob sua supervisão. Oriente os estudantes a anotarem as descobertas e, em sala de aula, a compartilharem os resultados com você e a turma. Registre na lousa as respostas e, com os estudantes, verifique se há
TEMA 6 SERVIÇOS PÚBLICOS NO MEU BAIRRO
Os cidadãos que cumprem seus deveres podem cobrar dos governantes seus direitos, principalmente se os serviços públicos essenciais não forem oferecidos ou apresentarem problemas.
Para isso, deve-se conferir se esses serviços existem no local onde moramos, bem como avaliar sua qualidade.
1. Entre os serviços apresentados a seguir, converse com um de seus familiares ou responsáveis sobre os que estão acessíveis no bairro onde vocês moram.
Transporte público.
Água tratada e encanada. Segurança pública.
Coleta de resíduos sólidos.
Coleta e tratamento de esgoto.
Educação. Energia.
Agora, elabore uma lista e classifique os serviços apresentados anteriormente em acessíveis e não acessíveis no bairro onde mora.
2. Pesquise o nome de uma ou mais empresas que prestam serviços públicos no bairro onde você mora.
1 e 2. Respostas pessoais. O objetivo é levar os estudantes a relacionarem o conteúdo estudado à realidade de seu bairro.
Representação de um bairro de uma cidade.
empresas semelhantes atuando em diferentes bairros ou municípios de sua região.
BNCC
• Ao solicitar aos estudantes que identifiquem e avaliem a qualidade dos serviços essenciais no bairro onde vivem, nas páginas 46 e 47, promove-se o desenvolvimento de aspectos das Competências específicas de Geografia 1 e 3, pois exploram o conhecimento geográfico e exercitam princípios da distribuição, localização e ordem.
3. Continuando sua investigação sobre os serviços do bairro, responda, com um de seus familiares ou responsáveis, às questões a seguir.
a ) No bairro, existe atendimento médico ou é necessário procurá-lo em outros bairros?
b ) Existem escolas e creches no bairro?
c ) Existe transporte público para se deslocar até outros bairros? Quais transportes?
d ) Existe serviço de coleta de resíduos sólidos e de esgoto, além de água encanada e tratada? Eles atendem a todos os moradores?
e ) A rede elétrica no bairro atende a todos os moradores?
f ) Há policiamento e corpo de bombeiros para atender em casos de necessidade?
g ) Em sua opinião, quais são os serviços públicos que precisam melhorar no seu bairro?
3 e 4. Respostas nas orientações ao professor.
4. Compartilhe os resultados com os colegas e o professor. Analisem qual serviço é oferecido de forma satisfatória e qual precisa ser melhorado, de acordo com a investigação deles também.
5. Leia a manchete e responda às questões a seguir.
Ausência de coleta em pequenos municípios
Em Serrano do Maranhão, apenas 1% da população tem acesso a serviço
NALIN, Carolina; NETO, João Sorima; NEDER, Vinícius. Ausência de coleta em pequenos municípios. O Globo, Especial saneamento, 28 mar. 2024. p. 8.
a ) Qual é o tipo de serviço público que os moradores do município estão sem acesso?
5. a) Resposta: Coleta de resíduos sólidos.
b ) Que tipo de problema a falta desse serviço pode causar à população?
5. b) Resposta: Espera-se que os estudantes respondam: acúmulo de resíduos, contaminação do ambiente e a proliferação de diversas doenças.
Representação de bairro de uma cidade.
18/09/2025 18:10:07
Respostas
3. Resposta pessoal. Ao abordar as percepções dos estudantes sobre o bairro onde vivem, não permita julgamentos ou estereótipos, acolhendo com empatia e respeito as diferentes realidades apresentadas, evitando qualquer tipo de constrangimento.
4. Resposta pessoal. Se considerar interessante, oriente-os a usar notas de 0 a 10 para avaliar a qualidade dos serviços públicos prestados, os quais foram analisados na questão anterior.
• Para a resolução das atividades 3 e 4, os estudantes que residem no espaço rural podem responder com base nos serviços que usam, eventualmente, no espaço urbano, como atendimento médico. Uma alternativa é orientá-los a responder às questões baseados na percepção sobre o espaço urbano do município, ou a conversar com algum familiar ou funcionário da escola que resida no espaço urbano do município para ouvir suas impressões sobre a oferta dos serviços mencionados.
• Na atividade 5 , convide os estudantes a uma leitura coletiva da manchete e do crédito, para que se familiarizem a obter e interpretar informações vindas de diferentes fontes.
OBJETIVOS
• Identificar problemas ocasionados pela falta de serviços públicos.
• Reconhecer atitudes de responsabilidade e valorização com relação aos serviços públicos.
• Refletir sobre possíveis ações de conscientização da população e de órgãos públicos a respeito dos serviços públicos.
1. CONHECENDO O PROBLEMA
• Na questão a, conduza os estudantes na observação e reflexão sobre a situação mostrada na imagem, descreva os aspectos observados, avalie a necessidade de mais detalhes para incluir estudantes cegos ou com baixa visão e destaque o impacto que esse acúmulo de resíduos sólidos pode causar e as consequências para a vida das pessoas. Questione-os sobre suas percepções acerca da situação apresentada. Incentive-os a identificar a responsabilidade das pessoas que descartaram de modo inadequado esses resíduos e a falta de coleta para que o lugar não ficasse com acúmulo desses resíduos.
• Na questão b, comente que a falta do serviço de saneamento de coleta de resíduos indica o funcionamento inadequado dos serviços públicos. Se considerar pertinente, leve os estudantes à sala de informática e peça a eles que façam uma pesquisa sobre a coleta no município onde moram. Essas informações podem ser encontradas no site da prefeitura municipal.
• Verifique se na questão c os estudantes percebem que a população deve colaborar para que situações como o acúmulo de resíduos não aconteça, portanto, como cidadãos, devemos ter consciência de manter os espaços que
COLETIVAMENTE
De olho nos serviços públicos
Conhecendo o problema 1
Confira como conduzir esta seção nas orientações ao professor
Estudamos a importância dos serviços públicos e observamos que eles nem sempre são oferecidos à população.
Agora, observe a situação mostrada na imagem a seguir.


Rua da cidade de Taubaté, em São Paulo, em 2023.
a ) Com os colegas, analisem a fotografia e comentem qual problema ela evidencia.
a) Resposta: A fotografia mostra resíduos sólidos acumulados em uma calçada.
b ) Na opinião de vocês, qual serviço público está faltando ou não é oferecido de maneira adequada? Os resíduos foram descartados de maneira correta pelas pessoas?
b) Resposta: O serviço ausente ou deficiente é o da coleta de resíduos. As pessoas não os descartaram corretamente.
Situações como essa podem ocorrer no bairro onde moramos. Tanto a falta quanto o uso inadequado de algum serviço público podem gerar ainda outros problemas.
c ) Como é possível resolver um problema como esse ou evitar que ele ocorra?
c) Resposta pessoal. Incentive os estudantes a expressarem suas ideias.
Representação de lixeiras em ruas de um bairro.
utilizamos limpos. Incentive-os a buscar soluções para a resolução ou redução do problema apresentado.
BNCC
• As atividades propostas nesta seção favorecem o trabalho com a Competência específica de Geografia 7 e contemplam o tema contemporâneo transversal Educação ambiental, pois os estudantes reconhecem problemas causados por falta de serviços públicos e ações inconsequentes da população. O trabalho com esse tema também favorece uma abordagem interdisciplinar com Ciências. A atividade de
produção de uma carta contribui para o desenvolvimento da Competência específica de Geografia 4, pois os estudantes são levados a argumentarem com base em fatos para defenderem ideias e pontos de vista que promovem a consciência socioambiental por meio de um gênero textual. Essa atividade desenvolve também as Competências gerais 7 e 10 da BNCC , ao trabalhar com o levantamento de informações sobre o bairro onde vivem, visando a promoção de ações voltadas ao direito de acesso aos serviços públicos à todos os cidadãos.
LUCAS LACAZ
Organizando as ideias 2
a ) Em dupla com um colega, copiem no caderno as frases a seguir, que indicam problemas causados pela situação mostrada na fotografia da página anterior.
Reprodução de insetos.
2. ORGANIZANDO AS IDEIAS
a) Resposta: Reprodução de insetos. Proliferação de doenças, como a dengue.
Falta de iluminação. Entupimento de bueiros.
Proliferação de doenças, como a dengue.
b ) Em seguida, conversem com o restante da turma compartilhando e justificando as respostas.
b) Resposta pessoal. Incentive os estudantes a relatarem suas respostas.
• Enviar uma carta ao responsável no município pelo serviço insatisfatório, a fim de obter alguma solução para melhorá-lo. Buscando soluções
Com os colegas, pensem nessas situações a fim de identificar ações que resolvam problemas como esse. Confira a seguir.
• Elaborar cartazes que conscientizem as pessoas sobre o descarte correto dos resíduos.
a) Resposta pessoal. Incentive os estudantes a pensarem nos problemas relacionados à Entupimento de bueiros.
• Na questão a, comente que o acúmulo de resíduos também causa mau cheiro. Incentive os estudantes a citarem outros pontos negativos causados por essa situação e anote na lousa as respostas.
a ) Problemas como o mostrado na página anterior ocorrem onde vocês moram? Eles são ocasionados pela falta de serviço público ou pelas próprias pessoas, que descartam os resíduos em locais inadequados?

falta de algum serviço público ou ao uso indevido dele.
Coleta de resíduos sólidos na rua de um bairro.
• Faça uma exposição com os cartazes produzidos pelos estudantes e convide os familiares ou responsáveis para conhecerem o trabalho da turma. Peça aos estudantes que expliquem aos convidados ações que podem ser tomadas para garantir o descarte correto dos resíduos. Se possível, leve um responsável da prefeitura para conversar com a turma sobre o tema ou entregue a carta dos estudantes aos familiares ou responsáveis. Se considerar pertinente, faça um vídeo dos estudantes lendo a carta e o compartilhe com os familiares ou responsáveis.
• Para complementar o assunto sobre ações que contribuem para resolver o problema do descar-
te de resíduos sólidos, mostre aos estudantes o vídeo a seguir, que trata do processo de reciclagem dos resíduos: RECICLAGEM. Aprenda com Luna!, 18 abr. 2023. Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=KAh9JQQkNm0. Acesso em: 25 jul. 2025.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
Essa seção pode ser trabalhada com o componente curricular de Ciências, pois aborda questões de educação ambiental, além dos prejuízos à saúde, entre outros, causados pelo acúmulo de resíduos nas ruas do município.
• Na questão b , explique aos estudantes que o entupimento de bueiros pode causar enchentes. Se possível, leve para a aula reportagens sobre enchentes que ocorreram por esse motivo. Explique também que o acúmulo de resíduos atrai animais como ratos, que podem transmitir doenças às pessoas.
3. BUSCANDO SOLUÇÕES
• Na atividade a, organize os estudantes em grupos e providencie cartolinas e material de recorte para que ilustrem seus trabalhos. Distribua as funções entre os membros, promovendo a participação ativa de todos. Para os estudantes cegos ou com baixa visão, proponha que contribuam com ideias, reflexões e organização do conteúdo, incentivando sua participação na apresentação oral, caso se sintam confortáveis. Para os estudantes surdos, garanta que tenham acesso a um intérprete de Libras ou que possam se comunicar por meio de escrita, gestos, aplicativos ou outros recursos.
1. Objetivo
• Identificar os principais serviços públicos prestados à população e reconhecer suas características.
Sugestão de intervenção
• Uma sugestão para auxiliá-los a desenvolver a atividade é promover a leitura coletiva das frases que descrevem as características dos diferentes serviços públicos. Promova a observação das imagens e avalie o nível de detalhamento sobre o que cada imagem representa. Auxilie na relação entre as frases e o serviço público representado. Alternativamente, utilize palavras-chave que ajudem nessa relação e, quando perceber que desenvolveram autonomia na leitura, peça que leiam em duplas as frases e que as relacionem com as imagens.
Estudantes cegos ou com baixa visão podem usar o alfabeto tátil para identificar as letras que vão compor as palavras para designar os serviços públicos, como saúde, saneamento, segurança, energia, educação e transporte
Escreva as respostas no caderno.
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
1. Copie as frases do quadro e confira com as imagens qual é o serviço público mostrado.
A.

Atendimento médico e distribuição de vacinas e medicamentos.
1. A. Resposta: Serviço de saúde.
B. Criança em atendimento médico.


D.

E.


Limpeza das ruas, coleta de resíduos sólidos, tratamento e distribuição da água e coleta e tratamento de esgoto.
1. B. Resposta: Serviço de saneamento.
Coleta de resíduos sólidos.
Produção e distribuição de energia elétrica.
1. C. Resposta: Serviço de fornecimento de energia.
Rede elétrica.
Agentes como policiais militares, policiais rodoviários, bombeiros e guardas civis municipais, que zelam pela segurança das pessoas.
Patrulha escolar.
1. D. Resposta: Serviço de segurança.
Deslocamento da população de um lugar para outro, dentro do município ou entre municípios vizinhos.
1. E. Resposta: Serviço de transporte.
Transporte público.
Ensino prestado por escolas e universidades.
1. F. Resposta: Serviço de educação.
Sala de aula.
F.
C.
2. Identifique nas imagens quais tipos de serviços públicos foram retratados. Depois, pense em um exemplo de como eles fazem parte do seu dia a dia.
Professor, professora: As legendas das imagens não foram inseridas para não comprometerem a realização da atividade.






2. Respostas nas orientações ao professor
importante lhes oferecer uma descrição bem detalhada delas, oralmente ou com texto acessível em braile.
Respostas
2. A – Saneamento (água tratada). Possíveis respostas: Faz parte da higiene pessoal (escovar os dentes, tomar banho, lavar as mãos etc.), no preparo de alimentos, na limpeza da casa, entre outras atividades. B – Educação. Possíveis respostas: Faz parte dos estudos na escola, na formação dos professores em universidades etc. C – Saúde. Possíveis respostas: Faz parte dos atendimentos médicos em postos de saúde, em
18:10:17
hospitais municipais ou ao tomarmos vacinas ou alguma outra medicação. D – Transporte. Possíveis respostas: Faz parte do deslocamento das pessoas para o trabalho, para a escola ou para outros compromissos do dia a dia por meio de ônibus, metrô, trem etc. E – Energia. Possíveis respostas: Faz parte do funcionamento dos aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos, assim como da iluminação em casa. F – Saneamento (coleta de resíduos sólidos). Possíveis respostas: Faz parte da coleta de resíduos sólidos das moradias e da limpeza dos espaços públicos, como ruas, praças e parques, para garantir saúde e bem-estar a todos.
2. Objetivo
• Reconhecer a presença e a importância dos serviços públicos no dia a dia. Sugestão de intervenção
• Previamente, com o auxílio de uma câmera fotográfica, registre locais do município nos quais serviços públicos estejam em evidência, por exemplo, infraestrutura para abastecimento de água, escolas, universidades, postos de saúde, veículos do transporte coletivo, pessoas trabalhando na coleta de resíduos sólidos ou recipientes para coleta seletiva. Essas imagens também podem ser obtidas na internet, em pesquisas nos sites e nas ferramentas de busca. Leve as fotografias para a sala de aula e oriente os estudantes a reconhecerem e descreverem em cada imagem os elementos que possibilitam verificar um serviço público e, em seguida, identificar o serviço correspondente. Proponha, então, uma conversa sobre a importância de cada um dos serviços evidenciados e oriente-os a identificar sua utilidade para os cidadãos do município, resgatando conhecimentos adquiridos ao longo desta unidade. Por fim, incentive os estudantes a realizarem a atividade individualmente ou em duplas e esclareça as dúvidas que surgirem.
Para que estudantes cegos ou com baixa visão possam interpretar essas imagens, é
E.
F.
A.
B.
C.
D.
3. Objetivo
• Criar um símbolo que expresse a qualidade de determinado tipo de serviço público no bairro em que vive.
Sugestão de intervenção
Incentive os estudantes a conversarem e definirem os tipos de símbolos que podem representar, por exemplo, um bom serviço, um serviço regular (que poderia melhorar) e um serviço ruim. Oriente a conversa para que haja consenso e colaboração. Indique os símbolos na lousa e depois peça que os estudantes copiem as frases no caderno e à frente de cada uma delas desenhe o símbolo que represente a qualidade do respectivo serviço. Essa atividade explora o processo de codificação por parte dos estudantes. No início da alfabetização cartográfica é importante a criança saber codificar para depois decodificar, em suas futuras leituras e interpretações de legendas. Esse tipo de atividade contribui para desenvolver a habilidade
EF03GE07 da BNCC.
4. Objetivo
• Analisar diferentes serviços públicos e reconhecer os direitos e os deveres dos cidadãos com relação a eles.
Sugestão de intervenção
• Se o objetivo não for alcançado, oriente-os a pesquisar as palavras direito e dever no dicionário. Depois, organize uma roda de conversa e incentive-os a compartilhar o que aprenderam do assunto. Crie na lousa uma coluna para os direitos e outra para os deveres. Leve-os a realizar a leitura compartilhada dos textos e a opinar sobre cada um deles. Promova a resolução coletiva da atividade anotando na lousa as opiniões. Por fim, realize as devidas correções.
3. Crie um símbolo no caderno para registrar a qualidade da prestação de alguns serviços públicos em seu bairro.
a ) Distribuição de energia elétrica.
b ) Tratamento e fornecimento de água.
c ) Coleta de resíduos sólidos (lixo).
d ) Transporte público coletivo.
3. Respostas pessoais. Auxilie os estudantes na realização da atividade.
4. Em relação aos serviços públicos, copie os textos a seguir no caderno, formando duas listas: uma com os direitos e outra com os deveres dos cidadãos.
A. Os serviços públicos são prestados à população visando garantir a qualidade de vida.
4. A. Resposta: Direitos.
C.
4. B. Resposta: Deveres.
B. A coleta de resíduos sólidos evita a reprodução de insetos e de outros animais transmissores de doenças.
D.
Os cidadãos pagam pelos serviços públicos por meio de taxas e impostos.
4. C. Resposta: Direitos.
Alguns serviços como energia elétrica, água e transporte coletivo são pagos pelo consumidor conforme são utilizados.
4. D. Resposta: Deveres.
Não poluir, não desperdiçar água e usar os serviços públicos de forma adequada. E.
4. E. Resposta: Deveres.
5. Responda às perguntas a seguir no caderno.
a ) Qual é a importância das estações de tratamento de água para a população?
5. a) Resposta: A água coletada é tratada antes de ser distribuída, a fim de proteger a saúde da população que a consome.
b ) Qual é a importância das estações de tratamento de esgoto para a conservação da água?
esgoto são importantes para tratar e devolver esse recurso para a natureza, sem prejudicar a vida da população, de animais e plantas.
5. b) Resposta: As estações de tratamento de 52 18/09/2025 18:10:17
6. Anote no caderno uma atitude que evita o desperdício de água nas situações a seguir.



a responder à questão proposta na atividade. Permita que estudantes com dificuldades de aprendizagem, cegos ou com baixa visão respondam oralmente.
6. Objetivo
• Identificar e propor atitudes que evitam o desperdício de água.
Sugestão de intervenção
• Incentive os estudantes a citarem em voz alta atitudes que desperdiçam água, de modo que possam identificar as atitu-
6. A. Sugestão de resposta: Os estudantes podem indicar que o carro deveria ser lavado com um balde de água ou ser limpo apenas com um pano úmido. Ao lavar o carro com mangueira, muita água é desperdiçada.
Pessoa lavando o carro.
6. B. Sugestão de resposta: Os estudantes podem responder que ao lavar o rosto ou escovar os dentes, pode-se fechar as torneiras sempre que não estiver utilizando a água.
Criança escovando os dentes.
6. C. Sugestão de resposta: Os estudantes podem responder que ao lavar a louça, pode-se deixar a torneira fechada enquanto ela é ensaboada.
Pessoa lavando louça.
des opostas correspondentes que promovem a economia desse recurso. Liste na lousa os exemplos pertinentes e converse brevemente com os estudantes sobre essas ações. Após identificar um número suficiente de atitudes que geram desperdício, incentive-os a identificar ações que promovem a economia de água e evitam o desperdício. Anote na lousa essas ações e, novamente, converse sobre elas com os estudantes para garantir que eles compreenderam a importância dessas ações.
18/09/2025 18:10:21
5. Objetivo
• Reconhecer o tratamento de água como um serviço público essencial no dia a dia.
Sugestão de intervenção
• Antes da realização desta atividade, apresente aos estudantes os vídeos indicados a seguir.
• ANIMAÇÃO sobre tratamento de água. Sabesp, 5 abr. 2021. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=hRZcupJbnpg. Acesso em: 28 jul. 2025.
O QUE acontece com o esgoto depois que ele sai da sua casa: trato pelo saneamento. Casan, 22 abr. 2016. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=5-emVWiBeUQ. Acesso em: 28 jul. 2025.
• Organize uma roda de conversa após a exibição do vídeo e incentive os estudantes a descreverem como é o processo de tratamento de água e como ele ocorre para auxiliar estudantes que têm alguma dificuldade. Ao realizar essa abordagem, promova questões para que eles mesmos possam identificar os motivos pelos quais esse tratamento é necessário. Se tiverem dificuldades, questione-os sobre o que pode ocorrer no caso de consumo de água contaminada. Essa reflexão facilita o reconhecimento da importância do tratamento de água em um município. Quando julgar que já identificaram essa importância, oriente-os
Após identificar um número suficiente de atitudes que economizam água, oriente-os a realizar a atividade e escolher uma dessas ações. Se julgar interessante, leve-os a produzir um desenho dessa atitude e a apresentá-lo aos colegas.
• Para que estudantes cegos ou com baixa visão possam interpretar as imagens da atividade, é importante lhes oferecer uma descrição mais detalhada delas, oralmente ou com texto acessível em braile.
A.
B.
C.
OBJETIVOS DA UNIDADE
• Reconhecer que as pessoas vivem em diferentes lugares pelo mundo.
• Compreender, reconhecer e respeitar os tipos de manifestação cultural dos diversos grupos étnicos presentes nas comunidades, bem como das comunidades tradicionais.
• Refletir sobre a nossa convivência com outras pessoas e o nosso dever de respeitálas.
• Reconhecer os aspectos sociais e culturais do bairro.
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
Inicie a aula desenvolvendo a estratégia denominada Tempestade de ideias, cujo objetivo principal é a coleta de conhecimentos prévios sobre o assunto que será desenvolvido. Oriente os estudantes a contarem aos colegas sobre diferentes lugares onde vivem amigos ou parentes que eles conheçam. Aproveite o momento para incentivar a socialização e complemente os comentários contando também sobre como é o lugar onde você mora e outros lugares que você conhece. Eles podem representar os lugares citados por meio de desenhos e apresentálos aos colegas. Encoraje estudantes com mais dificuldades a se expressarem oralmente.
UNIDADE AS PESSOAS VIVEM EM DIFERENTES LUGARES 3

BNCC
• O estudo desta unidade favorece o desenvolvimento das habilidades EF03GE01, EF03GE02 e EF03GE03 da BNCC ao levar os estudantes a identificarem marcas da contribuição de grupos distintos em seu município, reconhecendo e comparando aspectos culturais dos povos tradicionais e compreendendo semelhanças e diferenças relacionadas aos modos de vida de diferentes grupos em diversos lugares, inclusive nos seus lugares de vivência.
• O estudo desta unidade favorece o desenvolvimento dos temas contemporâneos transversais Diversidade cultural e Educação para
Moradias na cidade de Goiás, em Goiás, em 2025.
valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras ao levar os estudantes a reconhecerem modos de vida e aspectos culturais de povos indígenas e diferentes comunidades tradicionais no Brasil.
• O estudo do tema Viver em comunidade favorece também o desenvolvimento da Competência específica de Geografia 7 da BNCC ao incentivar os estudantes a identificarem aspectos do convívio em comunidade e ações baseadas em princípios solidários, contemplando, ao mesmo tempo, o tema contemporâneo transversal Vida familiar e social

Respostas
O modo de vida das pessoas diferencia-se conforme o lugar onde vivem e a cultura que elas mantêm. O lugar é o espaço onde ocorrem relações sociais, culturais e econômicas e onde vivemos nosso cotidiano e construímos nossa identidade

BIndígenas da etnia Kalapalo brincando na aldeia Aiha, no município de Querência, no Mato Grosso, em 2024.
1. 2. 3.
As moradias mostradas nas fotografias foram construídas com materiais diferentes. Com os colegas, digam quais materiais podem ser identificados em cada uma delas.
1 a 3. Respostas e mais informações sobre a condução das páginas de abertura nas orientações ao professor.
Converse com os colegas e citem as características que mais se destacam nos lugares mostrados nas fotografias
Verifique duas ou três características que se destacam no lugar onde vocês vivem. Indiquem se essas características são semelhantes ou diferentes das fotografias mostradas.
1. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar tijolos e telhas nas moradias do bairro e a palha na construção das moradias indígenas.
2. Os estudantes podem citar, na fotografia A, as diferentes moradias que compõem a rua da cidade de Goiás. Na fotografia B, podem descrever a presença de um grande terreno entre as moradias da aldeia e também a vegetação ao fundo.
18/09/2025 17:56:02
3. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar aspectos como: tipo de moradia; calçamento das ruas; espaço para brincarem e se reunirem com outras pessoas; estabelecimentos comerciais ou de prestação de serviços; movimento no trânsito; presença de indústrias etc.
• Incentive os estudantes a observarem a fotografia e descreverem a paisagem representada. Conduzaos a observar os elementos naturais e culturais e os aspectos das moradias evidenciadas. Pergunte se já viram moradias como essas e orienteos a dizer o que mais chamou a atenção na paisagem. Aproveite as questões propostas na página 55 e organize uma roda de conversa entre os estudantes, a fim de que todos se expressem e produzam as respostas em conjunto. Lembrese de promover um ambiente acolhedor, respeitando os lugares de vivência dos estudantes e evitando qualquer tipo de preconceito.
• Para auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão na leitura e compreensão das imagens de abertura, ofereça uma descrição oral ou escrita em braile, destacando detalhes como formas, cores, elementos presentes e suas relações.
• Na realização das atividades 1 e 2, explique aos estudantes que as imagens retratam a realidade de lugares distintos pelo Brasil e, quando comparadas, revelam a grande diversidade de ambientes e culturas. Organize uma roda de conversa para que os estudantes possam contar aos colegas sobre os elementos das fotografias e os componentes semelhantes ou diferentes do lugar onde moram. Para que estudantes cegos ou com baixa visão possam interpretar essas imagens, é importante oferecer a descrição detalhada delas oralmente ou com texto acessível em braile.
• Complemente estas atividades comentando alguns aspectos das paisagens que são atribuídos à cidade e ao campo. Explorar os elementos de cada paisagem favorece o resgate de conhecimentos prévios dos alunos sobre o assunto.
• Os modos de vida dos povos indígenas no Brasil serão abordados ainda nesta unidade, mas é possível fazer um breve comentário sobre as habitações indígenas e seus lugares de vivência. Ressalte que entre as aldeias indígenas verificamos uma grande diversidade de habitações. Alguns povos erguem ocas ao redor de uma área central, destinada ao convívio, formando um grande círculo. Outros compartilham uma grande moradia, onde vivem todos os habitantes da aldeia.
LUGARES PELO MUNDO 7
O ser humano vive nos mais variados lugares do mundo. Esses diferentes lugares podem estar em um mesmo país ou em países diferentes.
Vamos conferir alguns exemplos de lugares no Brasil.

Área rural no município de Aguiarnópolis, no Tocantins, em 2023.

Aldeia indígena Topepeweke da etnia Waurá, em área de floresta, no município de Paranatinga, no Mato Grosso, em 2024.

Paisagem da cidade de Curitiba, no Paraná, em 2024.

Paisagem da cidade de João Pessoa, na Paraíba, em 2024.
1. Qual das fotografias anteriores é semelhante ao lugar onde você mora?
1. Resposta pessoal. Oriente os estudantes a fazerem comparações entre os elementos das fotografias e do lugar onde eles vivem.
2. Diga aos colegas e ao professor quais elementos você analisou para identificar essa semelhança.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem os elementos que caracterizam a paisagem do lugar onde vivem.
BNCC
• Ao solicitar aos estudantes que observem e identifiquem diferenças e semelhanças entre os lugares retratados e o lugar onde vivem, este trabalho possibilita a eles exercitarem aspectos da Competência específica de Geografia 3 e da Competência geral 4 da BNCC, pois exploram conhecimentos geográficos associados aos princípios da localização, diferenciação e distribuição, e desenvolvendo a prática da oralidade.
A. B.
C.
D.
Em muitos lugares do mundo, as características naturais e os aspectos culturais tornam o modo de vida das pessoas diferentes. No entanto, eles também apresentam muitas semelhanças entre si.
3. Observe as fotografias e informações sobre diferentes crianças e adolescentes indo à escola. Aponte o que mais chamou sua atenção em cada fotografia.
3. Resposta pessoal. Confira mais informações sobre a atividade nas orientações ao professor.
A.

Estudantes a caminho da escola em Tóquio, no Japão, em 2023.
B.

Resposta
3. Respostas pessoais. Os estudantes podem destacar, na imagem A, que no Japão as crianças costumam usar chapéus semelhantes; na imagem B, que a paisagem do local mostrado no Canadá está transformada no inverno, com a presença de neve, dificultando o deslocamento na rua, e que em sua grande parte, o vestuário é adaptado às baixas temperaturas; na imagem C, que no Nepal as áreas de altas montanhas podem dificultar o percurso dos estudantes por
MAPA CLICÁVEL: DIFERENTES MODOS DE VIDA
No Japão, o uso do uniforme é obrigatório na maioria das escolas. Geralmente, alguns estudantes utilizam chapéus no trajeto de casa à escola para que sejam vistos com mais facilidade pelos motoristas e estejam mais seguros no trânsito. Em alguns casos, também usam sinalização nas mochilas.
No Reino Unido, neva bastante no período do inverno. Por isso, alguns estudantes precisam caminhar na neve até chegar à escola.
Estudantes chegando em casa, no retorno da escola, no Reino Unido, em 2021.
57
18/09/2025 17:56:09
conta das encostas íngremes; na imagem D, que há uma paisagem árida, com vegetação dispersa, composta de arbustos e solo arenoso com rochas expostas, por onde as crianças se deslocam; na imagem E, que há influência dos rios no cotidiano da população da região amazônica, reconhecendoos como a principal via de deslocamento; na imagem F, que há certas características do espaço rural onde as crianças se deslocam, como a estrada de terra, a vegetação e a moradia.
• Na atividade 3, incentive os estudantes a lerem a legenda e observarem cuidadosamente os elementos de cada paisagem. Em seguida, oriente os a escrever sobre o que mais chamou a atenção deles. Expliquelhes que podem comentar quaisquer aspectos de cada cena, como a aparência e o modo de se vestir das crianças, os caminhos por elas percorridos, as cidades ou áreas rurais ou naturais por onde elas estão passando, as condições do tempo atmosférico, as construções e os elementos naturais evidenciados, entre outros exemplos.
• Promova uma atividade colaborativa para incluir estudantes cegos ou com baixa visão. Para isso, atribua cada imagem apresentada a duplas ou trios, de modo que troquem suas percepções sobre cada imagem.
• Oriente os estudantes para que acessem o mapa clicável indicado nesta página e conheçam os diferentes modos de vida no mundo.
• Comente com os estudantes que no caminho de casa a escola, as crianças sempre devem estar acompanhadas de adultos responsáveis por elas. Explicar que em alguns países, devido a questões culturais e das características do lugar, o modo como as crianças fazem o caminho de casa para a escola pode ser diferente.
• Durante o estudo das páginas 57 e 58, explore a observação das paisagens retratadas das fotografias. Explore detalhadamente cada uma, chamando a atenção para elementos naturais e culturais. Nesse momento, cada estudante deve reconhecer semelhanças e diferenças entre as crianças e o lugar onde vive, comparandoas ao seu dia a dia e ao lugar de vivência. Aproveite a oportunidade e localize em um planisfério de tamanho grande os países citados nas legendas. Verifique com os estudantes a distância de cada um deles em relação ao Brasil. Em caso de estudantes cegos ou com baixa visão, providencie uma reprodução adaptada do planisfério, permitindo a percepção tátil das distâncias por meio da aplicação de cola relevo ou materiais semelhantes. Além do planisfério político impresso, é possível complementar a atividade utilizando mapas digitais interativos em computadores, tablets ou lousas digitais, os quais podem permitir ampliar, medir distâncias e explorar informações adicionais sobre cada país. Esses recursos podem ser acompanhados de softwares de leitura de tela para garantir a acessibilidade.

C. O relevo do Nepal apresenta áreas com montanhas muito altas, por isso, para chegar até a escola, alguns estudantes precisam se deslocar por caminhos íngremes.
Grupo de estudantes em escola, no Nepal, em 2022.


Na Índia, algumas crianças precisam percorrer áreas de deserto para chegarem até a escola.
Estudantes no caminho da escola para casa na Índia, em 2022.
Em alguns lugares do Brasil, os estudantes utilizam o transporte por embarcações para se deslocarem por rios até chegarem à escola.
Estudantes indo de barco para a escola no município de Manaus, no Amazonas, em 2024.
D.
E.
4. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a relatarem suas respostas e identificarem as semelhanças e diferenças entre suas percepções.
F. Estudantes a caminho da escola em Chipata, na Zâmbia, em 2024.

No espaço rural, em diferentes países, há crianças que caminham de suas casas até a escola por estradas de terra.
5. Possível resposta: Semelhança: uso da mochila escolar. Diferença: um caminho possui rua asfaltada, com faixas de segurança, e o outro é uma estrada de terra, em área íngreme, montanhosa.
4. Leia para os colegas as anotações sobre o que mais chamou sua atenção nas fotografias anteriores.
5. Comparando as fotografias A e C, escreva uma diferença e uma semelhança entre os lugares.
6. Qual elemento mais se destaca no lugar mostrado na fotografia B?
6. Possível resposta: A presença de neve.
7. Comparando as fotografias D e E, indique a diferença que mais chama sua atenção entre esses lugares.
7 a 10. Respostas nas orientações ao professor
8. Qual elemento mais se destaca no lugar mostrado na fotografia F?
9. Qual fotografia apresentada mais se assemelha com a sua rotina escolar?
10. Resposta pessoal. Oriente os estudantes a desenharem uma paisagem que desperte sua curiosidade ou interesse, podendo ser uma paisagem natural, urbana, rural ou até mesmo algum ponto turístico que conheçam ou admirem.
10. Desenhe a paisagem de algum lugar do Brasil ou de outro país que gostaria de conhecer. Se nunca viu qualquer imagem dele, desenhe como você o imagina. Depois, apresente seu desenho aos colegas, diga o nome do lugar representado e alguma característica dele. Explique por que gostaria de conhecê-lo.
tados das pesquisas, como desenhos, textos, representações tridimensionais – como maquetes – e descrições orais. Avalie formas de apresentação levando em consideração dificuldades e limitações individuais. Proporcione um momento descontraído para a apresentação dos resultados. Isso pode ser trabalhado com uma roda de conversa no pátio ou em outro espaço do ambiente escolar.
Respostas
7. Possível resposta: Os estudantes podem citar a diferença marcada pela
presença do rio na paisagem do Brasil e a área mais montanhosa na paisagem da Índia. Também podem mencionar o uso do rio como caminho e a estrada de terra e sem muita vegetação na Índia. Além disso, podem destacar a quantidade de crianças que vão a pé para a escola no exemplo da Índia e o menor número delas que vão de barco para a escola.
8. Possível resposta: Os estudantes podem citar a estrada de terra no espaço rural ou a vegetação.
9. Resposta pessoal. Esperase que os estudantes destaquem os elementos
AVALIANDO
Objetivo
As atividades 4 a 10 permitem avaliar se os estudantes reconhecem semelhanças e diferenças entre os lugares com base na observação e no registro das paisagens e seus elementos.
Sugestão de intervenção
• Ao explorar as semelhanças e diferenças entre cada imagem, se considerar necessário, descreva aspectos para direcionar o foco da turma e auxiliar estudantes com dificuldades sensoriais, por exemplo, as construções evidenciadas na paisagem e como estão dispostas, os elementos naturais visíveis, as condições do tempo atmosférico, entre outros. Se ainda assim houver dificuldade na identificação e comparação dos elementos, peça a eles que observem por mais tempo as fotografias e incentiveos a conversar com os colegas ou realizar a atividade em duplas. Aproveite o momento para esclarecer possíveis dúvidas sobre o tema.
• Para a realização da atividade 10, solicite aos estudantes que façam uma pesquisa com o auxílio de um membro da família ou responsável. Peça lhes que busquem informações sobre a localização, os elementos naturais e culturais do lugar, entre outras informações pertinentes. Indique possibilidades para a apresentação dos resul
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naturais ou construídos pelo ser humano na paisagem do local escolhido por eles.
BNCC
• Ao propor a observação e análise das imagens, as atividades 5, 6, 7 e 8 exploram o conhecimento geográfico dos estudantes associado aos princípios de analogia, distribuição, diferenciação e localização. Desse modo, explorase a Competência específica de Geografia 3
• Ao trabalhar o tema Diferentes povos, diferentes modos de vida, promova uma abordagem interdisciplinar sobre a realidade dos povos indígenas convidando o professor do componente curricular de História para contribuir com o conteúdo. Oriente os estudantes a respeitarem as diversas manifestações culturais e incentiveos a buscar informações sobre o modo de vida e os costumes dos diferentes povos e suas influências no lugar onde vivem.
• Na atividade 1 , proporcione um aprendizado ativo. Para isso, leve os estudantes à sala de informática e auxilieos na pesquisa sobre os povos indígenas. Promova uma conversa com eles, ressaltando o uso pedagógico das tecnologias, e indique sites e ferramentas de busca, além de fontes confiáveis para a pesquisa, como esta sugestão: POVOS Indígenas no Brasil Mirim. Disponível em: https://www.mirim.org/ptbr. Acesso em: 30 maio 2025.
• Incentive os estudantes a pesquisarem informações sobre o modo de vida e a influência dos povos indígenas na cultura dos habitantes de alguns municípios brasileiros. É válido ressaltar que há sites com ferramentas de pesquisa com descrição de imagens voltadas para pessoas cegas ou com baixa visão que utilizam recursos de leitura de tela, descrições automáticas ou textos alternativos acessíveis.
8
DIFERENTES POVOS, DIFERENTES MODOS DE VIDA
A forma como um povo se organiza e se relaciona com o lugar onde vive, entre outros aspectos, caracteriza seu modo de vida. Isso se reflete na alimentação, nas moradias, no modo de se vestir, na religião que pratica etc. A seguir, vamos conhecer um pouco sobre o modo de vida de diferentes povos.
OS INDÍGENAS E SEU MODO DE VIDA
O Brasil é um dos países com maior quantidade de povos indígenas em seu território. Eles são diferentes entre si, cada um com sua cultura, suas tradições e línguas. Contudo, também apresentam várias semelhanças entre si. Confira alguns exemplos.
As pinturas corporais são elementos que compõem a cultura de diversos povos indígenas. Elas são feitas tanto para identificar um povo quanto em cerimônias e rituais. Os desenhos e técnicas são transmitidos dos mais velhos para os mais novos.

Povo indígena da etnia Kuikuro fazendo pintura corporal para ritual, no Parque Indígena do Xingu, em Gaúcha do Norte, no Mato Grosso, em 2023.
1. Conte aos colegas outros aspectos que você conhece sobre alguns povos indígenas no Brasil.
1. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a expressarem os conhecimentos prévios que possuem dos povos indígenas e a refletirem sobre a importância da cultura e tradição deles.
BNCC
• O estudo do tema Diferentes povos, diferentes modos de vida, nas páginas 60 a 64, favorece o desenvolvimento da habilidade EF03GE03 da BNCC ao possibilitar aos estudantes a identificação de aspectos culturais relacionados aos modos de vida dos povos indígenas e das comunidades tradicionais no Brasil, assim como a comparação e o reconhecimento de semelhanças e diferenças entre eles. Tal proposta também favorece o desenvolvimento das Competências gerais 1 e 6 da BNCC e dos temas contemporâ
neos transversais Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
POVOS Indígenas no Brasil. Disponível em: https://pib.socioambiental.org/pt/P%C3%A1gina _principal. Acesso em: 30 maio 2025.
Nesse site, há informações para ampliar seus conhecimentos sobre a diversidade cultural e de etnias dos povos indígenas brasileiros.
2. Os povos indígenas no Brasil apresentam alguns aspectos em comum, em relação ao modo de vida. Sobre isso, leia os textos e faça a relação com as imagens correspondentes. Anote a resposta no caderno.
1.
3.
2. Resposta: Os estudantes devem fazer as seguintes relações: 3 – A, 4 – B, 1 – C, 2 – D.
Os povos indígenas coletam partes de plantas, como raízes, folhas e frutos, que utilizam nos cuidados com a saúde.
Alguns povos indígenas praticam a agricultura em pequenas roças. A mandioca é um dos principais produtos cultivados pelos indígenas.
2. Vários povos indígenas obtêm alimentos por meio da caça e da pesca. Eles respeitam os períodos de reprodução dos animais.
4.
Os povos indígenas usam diversos recursos da natureza como matéria-prima. O urucum, por exemplo, é usado na produção de tinturas, com as quais colorem os objetos e pintam o corpo.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

Indígena pescando.

Indígena coletando planta.

Indígenas realizando pintura corporal.

Indígenas colhendo mandioca.
3. Você sabia que alguns brinquedos ou brincadeiras populares, como a peteca, são de origem indígena? Realize uma pesquisa com a ajuda de um familiar ou responsável sobre outras brincadeiras populares que sejam de origem indígena.
3. Resposta pessoal. Oriente os estudantes na execução da atividade e os auxilie a compreenderem a relevância das brincadeiras na cultura indígena, que, além de serem divertidas, possuem importância cultural e histórica.
• Se possível, convide uma pessoa indígena para conversar com os estudantes. Pergunte a ela se vive em meio urbano ou rural e peçalhe que fale sobre o seu povo, os hábitos tradicionais mantidos e se as tecnologias digitais fazem parte do dia a dia da comunidade.
• A atividade 3 propõe a interação familiar em uma pesquisa sobre brinquedos e brincadeiras populares de origem indígena. Comunique aos pais ou responsáveis o objetivo de resgate e valorização da cultura indígena. Orienteos sobre a importância do acompanhamento e do auxílio aos
estudantes na busca de informações em sites confiáveis. Combine a data de entrega das pesquisas e, se possível, proporcione um tempo para que os estudantes compartilhem suas descobertas com os colegas.
BNCC
• Além das habilidades citadas previamente e que integram o estudo do tema Diferentes povos, diferentes modos de vida, a atividade 2 favorece o desenvolvimento da habilidade EF03GE05 da BNCC, pois os estudantes são levados a
• Na atividade 2, comente com os estudantes que os povos indígenas colaboram com a conservação ambiental, pois exploram o ambiente para obter o que é necessário ao seu sustento e para a comercialização de artesanatos e alimentos, de maneira a respeitar os ciclos da natureza. Ressalte a importância das atividades extrativistas, como a coleta, a caça e a pesca, principalmente entre os indígenas que vivem em aldeias. Comente que, no entanto, há aqueles que praticam a agricultura e outros que vivem nas cidades, ou mesmo no meio rural, e que são trabalhadores assalariados, envolvidos em diversos setores. Muitos também ocupam cargos políticos e exercem profissões como médicos, artistas, escritores, jornalistas e professores.
• Na atividade 2, se houver estudantes cegos ou com baixa visão na turma, é importante oferecer a descrição detalhada das imagens oralmente ou com texto acessível em braile.
• Explique aos estudantes que muitos grupos indígenas vivem em áreas urbanas ou áreas rurais e têm um modo de vida que pouco ou nada difere do praticado por não indígenas. Mesmo entre os que vivem em aldeias e mantêm um modo de vida considerado tradicional, muitos utilizam tecnologias como televisão, telefone e internet, e isso não significa necessariamente que estão abandonando sua cultura.
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identificar aspectos relacionados ao extrativismo e ao uso de recursos da natureza pelos povos indígenas, possibilitando comparar também atividades de trabalho em diferentes lugares.
• Ao explorar o modo de vida indígena, a página desenvolve aspectos da Competência específica de Geografia 2, possibilitando que os estudantes usem seus conhecimentos geográficos e estabeleçam a relação entre objetos técnicos e a relação sociedade/natureza pelos indígenas.
A.
C.
B.
D.
ILUSTRAÇÕES:
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• O conteúdo das páginas 62 e 63 possibilita um trabalho interdisciplinar com o professor do componente curricular de Língua Portuguesa ao trabalhar tradições quilombolas por meio de enigmas que envolvem palavras. Escreva a palavra correspondente a cada elemento desenhado na lousa, verificando se percebem que, com exceção da palavra “gol”, composta por apenas uma sílaba, os enigmas são compostos por sílabas extraídas das palavras.
• Na atividade 4, pergunte aos estudantes se já viram uma dessas expressões culturais ou ambas e aproveite para resgatar tanto experiências quanto conhecimentos prévios sobre o tema. Comente com eles que a roda de capoeira é Patrimônio Cultural e Imaterial da Humanidade declarado pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).
REFERÊNCIA COMPLEMENTAR
• CARDOSO, Rafael; NITAHARA, Akemi. Ep4-TV Quilombo ajuda comunidade a preservar memória de luta. Radio Agência, 1 dez. 2023. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc. com.br/radioagencia -nacional/direitos -humanos/audio/2023-11/ podcast-ep-4-tv -quilombo-ajuda -comunidade-preservar -memoria-de-luta. Acesso em: 9 set. 2025. Esse link traz o quarto episódio do podcast Imprensa Negra no Brasil, que aborda o trabalho realizado pela TV Quilombo na divulgação da cultura e da história das comunidades quilombolas.
AS COMUNIDADES QUILOMBOLAS
No Brasil, existem áreas remanescentes de antigos quilombos, locais onde, no passado, os africanos e afrodescendentes escravizados se escondiam e se protegiam ao fugir das fazendas, buscando viver em liberdade.
Atualmente, os descendentes desses povos, vivem nessas comunidades quilombolas e mantêm alguns costumes e tradições transmitidos de geração em geração.
4. Decifre os códigos e descubra o nome de algumas dessas tradições mantidas em comunidades quilombolas.
a ) Dança de roda, acompanhada de cantos e música produzida com instrumentos de origem africana.
4. a) Resposta: Jongo.
Apresentação de grupo de dança do Quilombo Cafundó, no município de Salto de Pirapora, em São Paulo, em 2023.



– aninha + n + – L
b ) Mistura de dança e luta, acompanhada de cantos e instrumentos, principalmente o berimbau.
4. b) Resposta: Capoeira.
Grupo de dança e luta, na cidade de Salvador, na Bahia, em 2023.




– sa + – rta + ei +– to
• Amplie a abordagem do tema e comente com os estudantes que várias outras expressões culturais, em sua origem, têm influência de diferentes povos africanos e são praticadas tanto por quilombolas como por não quilombolas. Você pode exemplificar citando ritmos da música popular brasileira, como o samba, o coco, o carimbó e o maxixe, que contam com o uso de instrumentos originados na África, embora modificados, como os tambores, a cuíca, o berimbau e o agogô. Reserve um momento da aula para reproduzir canções desses ritmos e
incentive os estudantes a explorarem movimentos corporais no compasso da música. Essa experiência favorece a expressão corporal e contribui para o desenvolvimento da propriocepção.
• Na atividade 4, auxilie estudantes com dificuldades na identificação dos códigos. Para isso, avalie a necessidade de ampliação das imagens ou uso de lupas. Transcreva para a lousa as palavras e oriente a leitura de modo que identifiquem o que é solicitado para a formação dos nomes das tradições das comunidades quilombolas.
Os territórios tradicionais das comunidades quilombolas são reconhecidos e demarcados pelo governo do Brasil. A maioria delas se localiza no espaço rural dos municípios.
Em geral, seu sustento vem da agricultura e do extrativismo, por isso, tanto a demarcação quanto a regularização de seus territórios são importantes.

As comunidades quilombolas, geralmente, produzem boa parte do que necessitam.
Agricultor quilombola em meio à roça de milho na Comunidade quilombola da Lapinha, em Matias Cardoso, em Minas Gerais, em 2022.
As tradições das comunidades quilombolas são transmitidas dos mais velhos para os mais novos, muitas vezes, oralmente. Dessa forma, os mais novos herdam o respeito aos antepassados e à sua cultura e os conhecimentos sobre o território onde vivem.
As rodas de conversa são momentos em que os conhecimentos podem ser transmitidos entre as pessoas da comunidade.
Mulher e crianças quilombolas na quebra do coco de babaçu, na Comunidade quilombola Imbiral Cabeça Branca, no município de Pedro do Rosário, no Maranhão, em 2024.

5. O que mais chamou sua atenção sobre as comunidades quilombolas? Conte aos seus colegas.
5. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a relatarem suas impressões.
ATIVIDADE EXTRA
• Oriente os estudantes a escreverem um pequeno texto argumentando por que é importante que as comunidades quilombolas tenham seus territórios reconhecidos. Antes da produção textual, promova um momento de troca de ideias com os colegas, incentivando o diálogo e o respeito às diferentes opiniões. Para enriquecer a argumentação, sugira que consultem materiais de apoio (textos, imagens, vídeos ou áudios acessíveis).
• Ao final, proponha que os textos sejam apresentados à turma, podendo ser lidos em voz alta,
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em Libras ou por meio de tecnologia assistiva, conforme a necessidade de cada estudante.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
CONHEÇA os benefícios da tecnologia assistiva. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), 2 set. 2019. Disponível em: https://www. secti.df.gov.br/w/conheca os beneficios da tecnologiaassistiva. Acesso em: 31 jul. 2025. Esse site dá exemplos de tecnologias utilizadas para o benefício de pessoas com os mais variados tipos de deficiência.
• Para realização da atividade 5, promova um ambiente acolhedor e organize uma roda de conversa na sala de aula ou na biblioteca da escola. Questione os estudantes acerca do que aprenderam sobre as comunidades quilombolas, como origens, modos de vida, tradições e costumes. Se houver dificuldade na realização da atividade, retome o conteúdo das páginas 62 e 63
BNCC
• Promova a valorização e o respeito aos membros mais velhos, recordando a forma de transmissão das tradições das comunidades quilombolas. Essa abordagem proporciona o desenvolvimento da Competência geral 1 da BNCC e do tema contemporâneo transversal Processo de envelhecimento, respeito e valorização do Idoso.
• Para a realização da atividade 6, leve para a sala de aula mais fotografias das casas dos ribeirinhos. Se necessário, vá com os estudantes à sala de informática para que pesquisem mais informações sobre a construção dessas casas. Descreva as imagens, avaliando o nível de detalhamento, e observe as necessidades individuais dos estudantes. Acrescente que as casas são construídas sobre palafitas elevadas para oferecer proteção aos moradores quando o nível das águas dos rios sobe e que muitas construções são adaptadas às condições do ambiente e a situações que ocasionalmente possam ocorrer, como a presença da fauna local.
BNCC
• Ao explorar a construção de palafitas e o modo de vida dos ribeirinhos, a página propicia o desenvolvimento de aspectos da Competência específica de Geografia 2 da BNCC, pois possibilita que os estudantes usem seus conhecimentos geográficos e estabeleçam a relação entre objetos técnicos e a relação sociedade/natureza.
OS POVOS RIBEIRINHOS
Uma das principais características dos povos ribeirinhos é o modo de vida intensamente ligado às águas e à floresta. Os ribeirinhos vivem, tradicionalmente, próximos a grandes rios brasileiros. Portanto, há muitas comunidades às margens de rios que passam, por exemplo, pelas regiões Centro-Oeste e Norte do país, como nos estados do Mato Grosso, Amazonas e Pará.
Eles exploram os recursos da natureza local por meio do extrativismo nas áreas de floresta e por meio da pesca, cultivam pequenas plantações e criam animais.
6. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem a afirmativa B, principalmente durante as cheias, quando o nível do rio sobe e ocupa as margens. Eles podem mencionar que essas moradias também protegem os moradores de animais silvestres (afirmativa A).

A fotografia mostra como são construídas as casas dos ribeirinhos, chamadas de palafitas, no município de Afuá, no Pará, em 2024.
Palafitas: moradias construídas sobre estacas elevadas, acima do nível de um rio ou lago.
6. Em sua opinião, quais afirmações a seguir explicam por que os ribeirinhos vivem em palafitas?
A.
Para se proteger de animais silvestres que podem oferecer riscos aos moradores.
B.
Para se proteger durante as cheias, quando o nível dos rios sobe e ocupa as margens.
Para obter uma vista privilegiada do rio. C.
OS POVOS TRADICIONAIS E SUA RELAÇÃO
COM A NATUREZA
Os povos indígenas, as comunidades quilombolas e os ribeirinhos são exemplos de povos tradicionais do Brasil. Além deles, existem outros, como os caiçaras, as quebradeiras de coco de babaçu e os seringueiros.
Todos esses povos e comunidades tradicionais têm seu próprio modo de vida. Na maioria dos casos, dependem da exploração dos recursos da natureza nos locais onde vivem, seja pela coleta, seja pela caça, além de cultivarem pequenas plantações.
Esses povos mantêm uma relação muito próxima com a natureza. Portanto, eles utilizam os recursos naturais dos quais dependem, como os rios e as florestas, sem destruí-los. Dessa maneira, a natureza pode se recuperar. Essa preocupação em conservar os recursos naturais é ensinada aos mais novos, a fim de manter as plantas e os animais para as futuras gerações.
Na Região Norte do Brasil existem muitas comunidades que sobrevivem do extrativismo, como do látex das seringueiras, principalmente nas chamadas reservas extrativistas, e da pesca.


Ribeirinhos saindo para a pesca às margens do rio Mucajaí, no município de Mucajaí, em Roraima, em 2023.
Extração de látex no Projeto de Assentamento Extrativista Chico Mendes, no Seringal Cachoeira, Reserva Extrativista Chico Mendes, no município de Xapuri, no Acre, em 2022.
com a natureza que ajudam a compreender o modo de vida desses grupos e podem ser considerados exemplos de um comportamento sustentável. O trabalho com essas páginas também contemplam a Competência geral 1 da BNCC ao valorizar os conhecimentos e práticas desses povos, e ao reconhecer a contribuição desses saberes para o desenvolvimento de uma consciência crítica.
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Peça aos estudantes que acessem o mapa clicável Povos tradicionais do Brasil indicado nesta página e conheçam os povos que mantêm relações específicas com seus territórios e preservam modos de vida ancestrais.
• Ressalte com os estudantes que os povos caiçaras apresentam múltiplas origens, pois descendem de uma mistura de povos (indígenas, europeus e africanos). Eles vivem em comunidades localizadas ao longo da costa litorânea brasileira, em particular nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Dedicamse à pesca como principal fonte de seu sustento, mas o turismo também é praticado como alternativa econômica por muitas comunidades.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
POVOS e Comunidades Tradicionais. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Disponível em: https://www.gov.br/mma/ pt br/assuntos/povos e comunidadestradicionais. Acesso em: 31 jul. 2025. Nesse texto, é possível conhecer mais sobre os povos tradicionais brasileiros.
BNCC
• O estudo do tema Os povos tradicionais e sua relação com a natureza, nas páginas 65 a 67, favorece o desenvolvimento da habilidade EF03GE03 da BNCC e do tema contemporâneo transversal Educação ambiental ao levar os estudantes a reconhecerem aspectos centrais da relação dos povos tradicionais
MAPA CLICÁVEL: POVOS TRADICIONAIS DO BRASIL
• A atividade 7 pode ser desenvolvida com o componente curricular de Língua Portuguesa. Peça a cada estudante que faça a leitura de um fragmento do texto e auxilie quem tiver alguma dificuldade. Se necessário, promova a releitura para que todos compreendam as informações do texto. Orienteos também a buscar no dicionário alguma palavra cujo significado não conheçam.
• Faça a interpretação oral das questões antes de indicar que os estudantes as respondam no caderno, de modo a auxiliar na elaboração das respostas, esclarecendo dúvidas e corrigindo erros.
7. Leia o texto e responda às questões.
Espalhadas em comunidades do Maranhão vivem as mulheres quebradeiras de coco de babaçu. [...]
O babaçu é a terceira maior força produtiva do estado, e várias matérias-primas são extraídas da palmeira que contribui para a conservação da vegetação que dá origem ao fruto.
[...]
Essa atividade de produção sustentável gera renda às milhares de mulheres extrativistas que lutam diariamente para tirar seu sustento, já que da árvore do babaçu elas transformam as palhas das folhas em cestos, a casca do coco em carvão e a castanha em azeite, sabão e artesanato dentre outros produtos. [...]
QUEBRADEIRAS de coco babaçu do Maranhão são destaque na I Feira Nordestina da Agricultura Familiar e Economia Solidária no RN. Governo do Maranhão, 15 jun. 2022. Disponível em: https://www.ma.gov.br/ noticias/quebradeiras-de-coco-babacu-do-maranhao-sao-destaque-na-i-feira-nordestina-da -agricultura-familiar-e-economia-solidaria-no-rn. Acesso em: 2 abr. 2025.

Quebradeira de coco de babaçu no município de Viana, no Maranhão, em 2019.
a ) Qual povo tradicional é citado no texto?
7. a) Resposta: As quebradeiras de coco de babaçu.
b ) Qual recurso da natureza é coletado por esse povo?
7. b) Resposta: O coco de babaçu.
c ) As mulheres se destacam nessa atividade. Como elas aproveitam o coco de babaçu?
7. c) Resposta: Elas aproveitam, da árvore do babaçu, as palhas das folhas para fazer cestos, a casca do coco usam como carvão e com a castanha fazem azeite, sabão e artesanato, além de outros produtos.
8. Relacione as frases a seguir ao povo tradicional correspondente.
8. Resposta: A – 2, B – 3, C – 1, D – 4.
A.
O jongo é uma dança tradicional mantida até os dias atuais nas comunidades.
AVALIANDO
Objetivo
B. As pinturas corporais são elementos de suas culturas.
D.
Suas moradias são, em geral, do tipo palafitas e casas flutuantes.
C. Realizam um trabalho feito quase exclusivamente por mulheres.
9. Resposta: A. Os povos tradicionais dependem da exploração dos recursos da natureza para viver; B. Os povos tradicionais utilizam os recursos naturais sem destruí-los.
10. Resposta pessoal. Confira nas orientações ao professor sugestões de uso desta atividade como instrumento de avaliação.
Indígenas. 1. Quilombolas. 2. Ribeirinhos. 3. Quebradeiras de coco de babaçu. 4.
9. Copie, substituindo o símbolo pelas palavras corretas.
a ) Os ■ (povos estrangeiros/povos tradicionais) dependem da exploração dos recursos da natureza para viver.
b ) Os povos tradicionais utilizam os ■ (recursos naturais/recursos humanizados) sem destruí-los.
10. Aponte algo que achou mais interessante sobre algum dos povos tradicionais estudados. Depois, em dupla com um colega, dê dicas para que ele descubra qual povo você escolheu. Essas dicas podem ser uma característica, como costume, onde vivem etc.
11. Com a ajuda de um familiar ou responsável, analise seu modo de vida. Vocês podem relatar os aspectos da alimentação, da moradia, do modo de se vestir etc. Em seguida, compare-os com o modo de vida dos povos estudados, destaque as semelhanças e diferenças e compartilhe suas conclusões com os colegas.
11. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a relatarem aos colegas da turma os seus modos de vida. Ressalte a importância do respeito e da valorização à diversidade. 67
• Na atividade 10, se necessário, anote na lousa os principais pontos estudados sobre o tema, como nomes dos povos tradicionais, principais características, costumes, tradições e relação com a natureza. Orienteos na produção de uma frase ou pequeno texto sobre suas escolhas. Se os estudantes tiverem dificuldade na produção escrita, incentiveos a produzir um desenho para expressar um aspecto relacionado ao modo de vida do povo tradicional escolhido. Permita que estudantes cegos ou com baixa visão expressem suas escolhas oralmente.
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• Indique a realização da atividade 11 como tarefa domiciliar. Com isso, incentive a interação dos estudantes com familiares ou responsáveis. Flexibilize a apresentação dos trabalhos por meio de desenhos, tabelas, relatos orais ou texto. Comunique a data de apresentação dos resultados dessas comparações. Garanta um ambiente acolhedor para que os estudantes se sintam confortáveis na apresentação dos trabalhos, promovendo o respeito e valorizando a participação de todos.
As atividades 8 e 9 permitem avaliar se os estudantes diferenciam as características dos povos tradicionais apresentados ao longo desta unidade.
Sugestão de intervenção
Na atividade 8 , leia as descrições em voz alta, uma de cada vez. Em seguida, oriente os estudantes a identificarem qual é o povo tradicional correspondente e a justificarem sua resposta. Toda vez que um estudante se sentir confortável para expor uma opinião, pergunte aos demais se eles concordam ou não com essa opinião e incentiveos a justificar tal posição. Quando considerar que a discussão sobre a afirmação explorada já atendeu ao objetivo, apresente a resposta correta e retome alguns conteúdos estudados nas páginas anteriores. Repita o procedimento com as demais descrições até que os estudantes tenham identificado todos os povos tradicionais corretamente. Aproveite o momento para sanar possíveis dúvidas e organizar uma roda de conversa sobre o tema Diferentes povos, diferentes modos de vida, proporcionando uma retomada das páginas anteriores para que os estudantes possam realizar a atividade 9
• Para auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão na leitura e compreensão da imagem das páginas 68 e 69, ofereça uma descrição oral ou escrita em braile da ilustração destacando detalhes como formas, cores, elementos presentes e suas relações.
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
Incentive os estudantes a se perguntarem o que é viver em comunidade. Orienteos a conversar com seus colegas para tentar responder a essa questão. Incentiveos a refletir sobre a convivência com outras pessoas, de forma a identificar atitudes de respeito ao próximo e que contribuem para a convivência em harmonia, resgatando experiências e conhecimentos prévios.
ATIVIDADE EXTRA
• Organize os estudantes em grupos e orienteos a criar uma dramatização sobre a boa convivência no bairro. Para tanto, oriente cada grupo a pensar e encenar uma situação cotidiana na qual podemos agir com gentileza e educação para promover uma boa convivência. Utilize audiodescrições, adaptações no ambiente e uso de fantoches, se necessário, para garantir a inclusão de estudantes com dificuldades sensoriais. Avalie estratégias baseadas em necessi dades individuais e, se julgar pertinente, consulte familiares ou responsáveis, para que se sintam parte do processo de inclusão, o que ajuda na identificação de necessidades de cada um.
• Após a apresentação da proposta, reúna os para uma conversa e verifique se as opções dos grupos não se repetem. Caso ocorra alguma coincidência, faça alterações para que os grupos apresentem situações diferentes. Determine um tempo de 3 a 5 minutos para a apresentação de cada grupo. Se necessário, separe um momento da aula
VIVER EM COMUNIDADE 9 TEMA
Estudamos alguns aspectos de diferentes povos tradicionais. Eles vivem em comunidade, o que caracteriza um dos seus principais modos de vida.
No dia a dia, seja no campo, seja na cidade, também vivemos em comunidade. Vamos conhecer e analisar diferentes exemplos desse aspecto.

Você frequenta alguma praça do bairro? As praças são locais onde vivemos em comunidade. Nelas, as pessoas convivem e realizam atividades juntas, como conversar, trocar ideias e aprender umas com as outras.
Você conhece as pessoas que vivem nos arredores da sua moradia? A relação com nossos vizinhos é um exemplo de vida em comunidade, pois envolve situações do dia a dia, como conversas, brincadeiras, comemorações etc.
para que os estudantes possam ensaiar suas apresentações. Depois, orienteos a fazer o roteiro da dramatização e verifique se será necessária a utilização de algum objeto ou vestuário para compor o cenário e o figurino. Com as apresentações de todos os grupos concluídas, promova uma nova conversa para que exponham o que acharam da experiência e das apresentações dos colegas.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• A atividade anterior oferece a oportunidade de um trabalho interdisciplinar com o professor do componente curricular de Arte. Convideo a
participar da organização e explicar como são desenvolvidas as dramatizações.
BNCC
• O estudo do tema Viver em comunidade, páginas 68 e 69, favorece o desenvolvimento da Competência específica de Geografia 7 da BNCC, assim como do tema contemporâneo transversal Vida familiar e social, pois leva os estudantes a reconhecerem atitudes voltadas ao convívio em comunidade, tornandoos aptos a agir pessoal e coletivamente com base em princípios solidários.
A.
B.
Praça de um bairro.
Em muitos bairros, as pessoas se organizam em ações de interesse de todos ou em discussões importantes para os moradores.

As associações de moradores do bairro organizam ações para sua melhoria.
Os moradores se reúnem, debatem e tomam decisões sobre ações locais ou situações que devem ser levadas às autoridades, como vereadores, secretários ou o prefeito.
As associações atuam por melhorias que sejam de interesse coletivo, como a limpeza do bairro, o plantio de árvores, entre outras. Nesse caso, é comum formarem mutirões. Também podem ser organizados eventos esportivos e culturais, festas e feiras.
Mutirões: união de pessoas que se mobilizam para realizar alguma atividade em benefício de um indivíduo ou da comunidade.
1. Quais ações em comunidade retratadas na imagem também ocorrem no lugar onde você mora?
2. Conte aos colegas outras ações em comunidade que ocorrem onde você mora.
1 e 2. Respostas pessoais. Oriente os estudantes a refletirem sobre as ações sociais em comunidade e individuais no local onde vivem e cite mais exemplos relacionados à realidade em que vivem.
BNCC
• As atividades propostas nesta página relacionadas a observação e análise da ilustração propiciam o desenvolvimento da Competência específica de Geografia 3 e do tema contemporâneo transversal Vida familiar e social da BNCC, pois os estudantes desenvolvem o raciocínio geográfico associado a princípios de analogia, diferenciação e localização, conectandoos à comunidade onde vivem.
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• Ao abordar o tema da página 69, pergunte aos estudantes se no bairro onde vivem há alguma associação de moradores e se eles podem dar algum exemplo de como essa associação atua. Caso respondam negativamente à questão, pergunte como as pessoas que moram no bairro se organizam para buscar as melhorias necessárias a todos.
• Ressalte que para colaborar na melhoria de um lugar não é necessário ser membro de uma associação, basta agir com empatia e pensando no bem coletivo. Explique que os mutirões e as ações promovidas por associações de moradores envolvem uma quantidade maior de pessoas, mas que, individualmente, todos podem fazer sua parte para promover a convivência entre os moradores.
• Para a realização das atividades 1 e 2, convide um morador do bairro que promova ações visando beneficiar o bairro onde vive e incentive os estudantes a fazerem perguntas pertinentes a ele.
ATIVIDADE EXTRA
• Explique aos estudantes que, assim como na escola, a convivência entre as pessoas no bairro deve ser harmoniosa. Depois, produza com eles uma lista com regras de boa convivência que podem seguir para que ponham em prática essa boa convivência. Questioneos sobre as atitudes que devem compor essa lista e escreva na lousa as respostas.
C.
E.
D.
GABI VASKO/ ARQUIVO DA EDITORA
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• Comente, de modo a ampliar o conhecimento dos estudantes, que o bairro da Liberdade, localizado na cidade de São Paulo, apesar de hoje ser turístico e de referência asiática, tem em sua história marcas de opressão e resistência da população negra, o que inclusive deu origem a seu nome. Solicite apoio do professor do componente curricular de História, se julgar adequado, para ampliar ainda mais os estudos acerca das origens históricas do bairro mencionado.
BNCC
• O estudo do tema Aspectos culturais no bairro, nas páginas 70 e 71, possibilita o desenvolvimento das habilidades EF03GE01 , EF03GE02 e EF03GE03 da BNCC, que propõem a identificação dos aspectos culturais dos grupos sociais, bem como as marcas das contribuições cultural e econômica dos grupos de diferentes origens nos lugares de vivência, além do reconhecimento dos diversos modos de vida dos povos e das comunidades tradicionais. Também favorece o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Diversidade cultural ao possibilitar que os estudantes identifiquem alguns aspectos relativos à diversidade cultural do município. O trabalho nessas páginas contempla também a Competência geral 9 da BNCC, ao exercitar o diálogo, respeito e valorização da diversidade cultural presente no bairro.
ASPECTOS CULTURAIS NO BAIRRO
Os moradores ocupam e organizam o espaço do bairro de maneiras diferentes, expressando aspectos de sua cultura e de seu modo de vida. Dessa forma, aspectos de diferentes grupos se expressam nos bairros por meio do estilo das construções, das festividades, dos eventos culturais e dos costumes e tradições mantidos pela população. A seguir, vamos conhecer alguns exemplos.

Os bairros de muitos imigrantes e seus descendentes costumam promover festas típicas baseadas nas tradições dos respectivos povos.
O bairro retratado na fotografia abriga comunidades de imigrantes e descendentes de origem japonesa, chinesa e coreana.
As tradições culturais dos bairros incluem eventos, como as feiras que geralmente atraem tanto os moradores de outros bairros quanto os turistas. Um exemplo disso é a feira popular da Praça Victor Konder, que ocorre aos finais de semana em Blumenau, Santa Catarina. Nela, além do comércio de diferentes produtos, há diversas programações culturais.

Feira popular da Praça Victor Konder, na cidade de Blumenau, em Santa Catarina, em 2019.
Celebração do Ano-Novo chinês no bairro da Liberdade, na cidade de São Paulo, em 2023.
Além dos eventos, como as feiras e festas, as tradições culturais dos bairros incluem os alimentos típicos dos moradores. Um exemplo disso é o hábito de comer o tacacá, um alimento de origem indígena que leva mandioca, camarão seco e uma hortaliça chamada jambu (Acmella oleracea). É muito comum nos estados da Região Norte do Brasil, sobretudo no Pará.

Tacacá sendo servido na cidade de Parintins, no Amazonas, em 2024.
3. Agora, vamos conhecer mais sobre os espaços, a cultura e a convivência referentes ao seu bairro ou ao próprio município. Para isso, converse com um familiar ou responsável para responder às questões a seguir.
a ) No bairro, existe algum espaço onde os moradores se encontram frequentemente? Que locais são esses? Quais atividades são praticadas nesses lugares?
b ) Você sabe se o bairro possui alguma associação de moradores? O que ela promove?
c ) O bairro ou o município onde mora apresenta alguma tradição cultural, como feira ou festa típica? Ela atrai moradores de outros lugares? Se sim, responda às questões a seguir.
• Qual tipo de comemoração promove?
• Em qual data ela ocorre?
• Como você participa dela?
3. a) a d) Respostas pessoais. Oriente os estudantes a anotarem as respostas no caderno e a apresentarem aos colegas de turma.
d ) Em sala de aula, compartilhe suas descobertas com os colegas e o professor.
3. d) Confira mais informações sobre a atividade nas orientações ao professor.
e ) Desenhe algum tipo de contribuição cultural presente no seu município ou algum aspecto cultural estudado que tenha chamado sua atenção.
3. e) Resposta pessoal. Incentive os estudantes a mostrarem e explicarem seus desenhos aos colegas.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
EMBRAPA. Hortaliças não convencionais: hortaliças tradicionais: jambu. 2017. Disponível em: https://www.embrapa.br/buscadepublicacoes/ /publicacao/1071180/hortalicasnaoconvencionais hortalicas tradicionais jambu. Acesso em: 1 ago. 2025.
Acesse o link e obtenha informações complementares sobre o jambu (Acmella oleracea), que faz parte do grupo de hortaliças não convencionais, também conhecidas como PANC (Plantas Alimentícias Não Convencionais).
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• Para promover a inclusão de estudantes cegos ou com baixa visão, no item e da questão 3, distribua a eles massas de modelar e peçalhes que reproduzam o aspecto cultural por meio da exploração tátil.
AVALIANDO
Objetivo
• A atividade 3 permite avaliar a compreensão dos estudantes sobre a convivência e a expressão cultural no lugar de vivência deles.
Sugestão de intervenção
• Se o objetivo não for alcançado ou caso os estudantes não puderem, por algum motivo, realizar a atividade com seus familiares ou responsáveis, ajudeos a identificar pessoas que possam responder às questões propostas na comunidade escolar. Para que a apresentação dos resultados da pesquisa possa ser um momento descontraído, leveos ao pátio da escola e organizeos em uma roda. Eles devem, então, contar aos colegas suas descobertas. Faça as intervenções necessárias para que possam conversar sobre as informações que surgirem e conhecer mais a respeito do município. No decorrer das apresentações, pergunte qual foi a maior dificuldade na realização da pesquisa e se gostaram de realizála.
1. Objetivo
• Reconhecer e reproduzir na forma de representação elementos que caracterizam o lugar de vivência.
Sugestão de intervenção
• Oriente os estudantes a pedirem ajuda aos familiares ou responsáveis para realizar esta atividade. Incentive-os a fazer um desenho de observação do lugar onde vivem e avalie a necessidade individual de estudantes com dificuldades, flexibilizando as formas de representação. Se preferir, oriente-os também a tirar uma fotografia do lugar onde vivem e, depois, reproduzir essa paisagem na forma de desenho ou descrição oral/textual. Caso haja na turma estudantes cegos ou com baixa visão, solicite aos familiares ou responsáveis, com antecedência, a fotografia e a disponha sobre um pedaço de papelão; contorne os elementos representados para que no papelão fiquem grafados em uma espécie de relevo. Depois, entregue-o ao estudante e direcione a leitura tátil com sua descrição da representação do lugar de vivência. Incentive-os também a conversar com os familiares ou responsáveis para identificar se o lugar onde vivem faz parte da cidade ou do campo. Em sala de aula, oriente-os a mostrar o resultado das produções aos colegas.
2. Objetivo
• Identificar a importância dos povos tradicionais e sua relação com o meio social e a natureza.
Sugestão de intervenção
• Leia a manchete em voz alta com os estudantes, pausadamente. Aproveite e questione-os sobre conquistas dos povos tradicionais que conseguem identificar nessa manchete.
Escreva as respostas no caderno.
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
1. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a compartilharem seus
1. Em uma folha de papel avulsa, faça um desenho do lugar onde você mora. Depois, compartilhe seu desenho com os colegas. Escreva em seu desenho se o lugar onde você mora fica no campo ou na cidade.
Auxilie os estudantes a identificarem se moram no espaço rural ou no espaço urbano com base nos elementos representados nos desenhos.
2. Leia a manchete e responda às questões no caderno.
Comunidades tradicionais devem ganhar o direito de escolher o nome de suas escolas
BARREIRA, Paulo. Comunidades tradicionais devem ganhar o direito de escolher o nome de suas escolas. Senado - Rádio Senado, 2 jul. 2025. Disponível em: https:// www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2025/07/02/comunidades-tradicionais-poderao -ter-o-direito-de-escolher-o-nome-de-suas-escolas. Acesso em: 5 ago. 2025.
a ) A manchete trata dos povos tradicionais. Cite alguns povos tradicionais.
2. a) Resposta: Espera-se que os estudantes citem os indígenas, quilombolas, caiçaras, ribeirinhos, quebradeiras de coco etc.
b ) Como é a relação dos povos tradicionais com a natureza? Dê exemplos.
2. b) Resposta: Esses povos têm uma relação muito próxima com a natureza. Eles dependem dos rios e das florestas e utilizam esses recursos da natureza sem destruí-los.
3. Copie as frases a seguir, substituindo ■ pelas palavras adequadas.
culturais • capoeira • mandioca • naturais • rios • tradições
a ) O modo de vida das pessoas é influenciado pelas características naturais e ■ do lugar onde vivem.
b ) Alguns povos indígenas cultivam a ■ em pequenas roças.
c ) As ■ culturais das pessoas que vivem nos bairros incluem eventos como feiras e festas típicas.
d ) Os ribeirinhos vivem, tradicionalmente, às margens ou próximo de grandes ■ brasileiros.
e ) Os povos tradicionais utilizam os recursos ■, dos quais dependem, sem destruí-los.
f ) A ■, que é uma mistura de luta e dança, acompanhada de cantos e instrumentos musicais, é uma tradição de origem africana.
3. Resposta: a) culturais, b) mandioca, c) tradições, d) rios, e) naturais, f) capoeira.
4. Aponte uma característica cultural (festa, dança, música, atividade ou alimento típico) dos povos tradicionais a seguir.
Quilombolas • Indígenas • Ribeirinhos
desenhos com a turma, explicando os elementos por eles representados. tradicionais, ressaltando a organização e o modo de vida próprios de cada povo. 72
4. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes quanto às características culturais dos povos
3. Objetivo
• Identificar os aspectos relativos ao modo de vida e à cultura de diferentes povos tradicionais.
Sugestão de intervenção
• Ajude os estudantes a identificarem cada povo tradicional e a palavra correspondente, para que possam, então, transcrever e completar as frases. Se necessário, agende uma visita ao laboratório de informática para que os estudantes façam pesquisas e vejam imagens comple-
• Oriente-os a retomar os assuntos sobre os povos tradicionais das páginas 60 a 66. Através da interpretação da manchete, é possível conscientizá-los quanto às conquistas desses povos, o que os leva construir relações mais respeitosas com as diferenças.
mentares sobre os povos tradicionais estudados, de modo a ajudá-los na identificação das palavras que completam as frases. Incentive-os a utilizar todas as palavras do quadro em suas frases. Para que se sintam mais confortáveis, inicie a atividade dando um exemplo. Se necessário, instrua-os a formar duplas e retomar o tema Diferentes povos, diferentes modos de vida, explorado nas páginas 60 a 64, com um colega.
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5. Observe e relacione as fotografias aos textos referentes a cada uma delas.
5. Resposta: A: 3 e 6; B: 2 e 5; C: 1 e 4.

Moradias à beira do rio Parauaú no município de Breves, no Pará, em 2024.

Comunidade Conceição no município de Bequimão, no Maranhão, em 2024.

Conjunto de moradias localizadas no município de Querência, no Mato Grosso, 2022.
2.
Aldeia indígena. 1. Música e dança que expressam a cultura de origem africana.
3.
Comunidade ribeirinha.
4.
Casas construídas com palha, organizadas em círculos.
Comunidade quilombola.
6.
5. Moradias do tipo palafitas, construídas às margens do rio.
4. Objetivo
• Identificar aspectos culturais dos povos tradicionais. Sugestão de intervenção
• Apresente à turma imagens que exemplifiquem alguns aspectos da cultura dos povos tradicionais estudados na unidade. Oriente quanto à observação e à descrição do aspecto retratado em cada imagem, de modo a auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão. Trace na lousa três colunas e anote os nomes dos povos sugeridos na atividade 3 Em seguida, peça aos estudantes que indiquem a qual povo tradicional pertence cada imagem. Se necessário, faça as devidas correções, indicando a coluna correta de cada imagem e associando as características culturais ao modo de vida de cada povo.
5. Objetivo
• Identificar aspectos do modo de vida e a relação dos povos tradicionais com a natureza, reconhecendo que esses povos contribuem para a conservação ambiental.
Sugestão de intervenção
a ) Como estudamos, os povos tradicionais e seu modo de vida desempenham um papel importante na conservação da natureza. Exponha alguns exemplos.
5. a) Resposta nas orientações ao professor
nha também a produção coletiva do texto ou que todos expressem suas conclusões oralmente.
Respostas
5. Espera-se que os estudantes percebam que os povos tradicionais cuidam da natureza porque dependem dela para a sobrevivência. Por isso, utilizam os recursos naturais, como rios e florestas, sem destruí-los, de modo que a natureza possa se recuperar. Essa preocupação em conservar os recursos naturais é ensinada aos mais novos, a fim de manterem as ações futuramente.
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• Realize uma roda de conversa sobre a relação dos povos tradicionais com a natureza. Nela, oriente os estudantes a observarem as imagens para ressaltarem essa relação durante a conversa. Incentive-os a identificar características do modo de vida dos povos tradicionais estudados e relembrar de que forma eles exploram os recursos da natureza para sobreviver. Escreva na lousa exemplos que forem citados e outros trazidos por você. Ao término da conversa, oriente-os a escrever o texto sobre a relação dos povos tradicionais com a natureza, usando as informações da lousa como inspiração, mas sem copiá-las. Auxilie estudantes cegos ou com baixa visão, fazendo a descrição detalhada das imagens. Propo-
A.
B.
C.
6. Objetivo
• Reconhecer aspectos da vida em comunidade.
Sugestão de intervenção
• Promova a leitura em voz de cada uma das palavras e peça aos estudantes que digam o que elas significam. Depois, diga-lhes para relacioná-las a ações que podem ocorrer em uma comunidade, seja na escola, seja no bairro, por exemplo. Se considerar necessário, solicite aos estudantes uma pesquisa sobre o significado de cada uma das palavras apresentadas no dicionário. Em seguida, oriente-os a completar as frases com base no entendimento desses significados.
7. Objetivo
• Identificar ações necessárias para uma boa convivência em comunidade.
Sugestão de intervenção
• Questione os estudantes sobre quais ações descritas na atividade 5 fazem parte do cotidiano de suas comunidades. Peça-lhes que descrevam a relação entre seus vizinhos quando alguém necessita de auxílio e se já foram promovidos mutirões de limpeza, por exemplo. Em caso de dificuldade, solicite a eles que realizem dramatizações sobre ações que poderiam ser feitas para auxiliar a comunidade, como a participação em campanhas para arrecadação de roupas ou alimentos e a revitalização de praças ou áreas de lazer. Pergunte se nos bairros onde moram há associações e quais são as atividades promovidas por elas. Se considerar pertinente, cite exemplos de atuação dessas associações, como organização de festas, aulas de artesanato e atividades voltadas para a manutenção do bem-estar, para que os estudantes possam identificá-las com mais facilidade em suas comunidades.
8. Objetivo
• Refletir sobre as ações provenientes de uma boa convivência em comunidade no lugar onde vive.
6. Copie as frases, substituindo ■ pelas palavras adequadas a seguir.
comunidade • mutirões • associação
a ) Conviver bem com os vizinhos é um exemplo de vida em ■
6. a) Resposta: Comunidade.
b ) Uma ■ de bairro promove e organiza ações pela melhoria do espaço onde vivem seus moradores.
6. b) Resposta: Associação
c ) Os ■ unem pessoas para ajudar algum morador ou por alguma causa coletiva do bairro.
6. c) Resposta: Mutirões.
7. Que ações descritas na atividade anterior você também pratica?
7. Resposta pessoal. Oriente os estudantes sobre a importância de praticar as
8. E quanto à sua vida em comunidade, como ela é?
8. Resposta nas orientações ao professor.
ações descritas na atividade anterior.
9. Faça um desenho para representar a resposta que você mencionou na questão anterior.
9. Resposta pessoal. Oriente os estudantes a escolherem a ação social ou ambiental que lhes traga mais satisfação em participar na comunidade onde vivem.
10. Você conheceu alguns exemplos de expressões culturais referentes a bairros e municípios.
a ) No bairro onde você mora, ou no próprio município, quais são os aspectos culturais?
10. a) Resposta pessoal. Auxilie os estudantes a
identificarem os elementos que compõem o bairro, levando-os a construir a resposta juntos.
Grupo de pessoas representando a diversidade com as quais podemos conviver em comunidade.
6. b) Sobre as associações, talvez não saibam se o bairro tem alguma. Para isso, peça-lhes que conversem com seus familiares ou responsáveis sobre o assunto.
Sugestão de intervenção
• Aproveite o momento para propor uma reflexão a respeito das características dos bairros onde os estudantes vivem e o convívio entre as pessoas na comunidade. Utilize exemplos da comunidade onde você vive como forma de incentivá-los a descrever ações positivas em relação à convivência comunitária. Promova um ambiente acolhedor para que se sintam confortáveis em seus relatos, anotando pontos importantes na lousa para que estudantes com mais dificuldades se identifiquem e se sintam encorajados a contribuir. Alternativamente, proponha uma situação-problema que possa ocorrer na comunidade e incentive-os a propor soluções coletivas.
Resposta
8. Resposta pessoal. É possível que os estudantes identifiquem que em comunidade eles convivem com os amigos e fazem novas amizades, praticam ações de limpeza no bairro, participam de alguns mutirões de ajuda para a vizinhança etc.
b ) Converse com seus familiares ou responsáveis sobre alguns hábitos culturais preservados pela sua família, como uma receita ensinada pelos mais velhos, uma comemoração tradicional da família etc. Depois, represente esses hábitos com um desenho ou algum tipo de registro, como uma fotografia.
11. Analise a imagem a seguir. Depois, aponte o quadrante que retrata cada ação de boa convivência em comunidade. Observe o exemplo.

a ) Cumprimentar as pessoas. – 3A.
10. b) Resposta pessoal. Oriente os estudantes a identificarem os hábitos culturais da família. Caso não identifiquem, sugira-lhes que representem uma tradição de alguma família próxima que eles conheçam.
b ) Conservar ambientes públicos, como parques e praças.
11. b) Resposta: 2B.
c ) Manter calçadas e ruas limpas.
11. c) Resposta: 1A.
d ) Ajudar pessoas que tenham alguma dificuldade.
11. d) Resposta: 1C.
e ) Recolher a sujeira dos animais de estimação.
11. e) Resposta: 3C.
também com ajuda dos pais ou responsáveis, de maneira que possam identificar mais facilmente expressões culturais próprias do bairro ou município. Organize, em sala de aula, um momento para apresentação dos resultados e aproveite para enfatizar que há diferenças culturais entre as famílias que vivem no município. Proponha uma reflexão sobre o assunto e incentive o respeito e a valorização à diversidade, evitando quaisquer situações que levem algum estudante a se sentir desconfortável no momento de apresentar as tradições de sua família.
11. Objetivo
• Reconhecer ações de boa convivência em comunidade.
Sugestão de intervenção
• Oriente os estudantes na organização de grupos e peça-lhes que conversem com os colegas sobre ações de bom convívio em comunidade. Entregue cartolinas e material para recorte e solicite a representação de boas ações para uma campanha que pode se estender a toda a comunidade. Para auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão na leitura e compreensão das imagens, ofereça uma descrição oral ou
9. Objetivo
• Produzir representação para exemplificar a vida em comunidade.
Sugestão de intervenção
• De maneira que os estudantes possam se inspirar para fazer o desenho ou a produção do texto, organize uma roda de conversa e resgate conhecimentos e experiências prévias sobre como é a vida em suas comunidades. Incentive-os a dizer como as famílias se relacionam com as demais do bairro ou da rua e a citar exemplos de atividades ou ações que caracterizam essa convivência. Antes de propor a produção do desenho ou o texto, oriente os estudantes que já tenham escolhido o tema de produção a contarem sua ideia aos demais colegas, de modo a incentivá-los e inspirá-los com exemplos. Avalie as dificuldades individualmente e considere a possibilidade, para estudantes com dificuldades sensoriais, de representação através da criação de modelos tridimensionais utilizando material maleável.
10. Objetivo
• Reconhecer os diferentes aspectos culturais presentes e oriundos do processo de formação dos bairros.
Sugestão de intervenção
• Escolha uma expressão cultural do seu bairro ou município e apresente-a à turma, explicando os motivos pelos quais gosta dela. Se necessário, oriente os estudantes a realizarem as questões A e B em casa,
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escrita em braile da pintura, destacando detalhes como formas, cores, elementos presentes e suas relações.
BNCC
• A atividade 9 favorece o desenvolvimento da habilidade EF03GE02 da BNCC e o tema contemporâneo transversal Diversidade cultural, pois os estudantes são incentivados a identificar expressões culturais típicas de seus lugares de vivência e pesquisar tradições preservadas pela sua família.
A.
B.
C.
Bairro.
OBJETIVOS DA UNIDADE
• Identificar os diferentes elementos das paisagens e distinguir paisagens naturais de paisagens humanizadas.
• Identificar e valorizar os elementos da natureza no dia a dia.
• Compreender que o croqui é uma forma de representação das paisagens.
• Reconhecer a importância da água para a vida no planeta e que devemos utilizá-la com responsabilidade.
• Perceber a ação dos elementos da natureza e do ser humano na transformação das paisagens em ritmos diferentes.
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
Inicie este estudo com a observação de diferentes paisagens. Elas podem ser levadas pelos estudantes ou selecionadas por você e apresentadas de acordo os diferentes perfis da turma (projetadas em telão, impressas, audiodescritas etc.). Promova um momento de observação e descrição dessas imagens com os estudantes. A cada paisagem observada ou descrita, incentive-os a indicar os elementos que mais se destacam em cada uma ou que mais chamam a atenção deles. Incentive-os a fazer comparações entre algumas. Depois, convide-os a observar as fotografias da página de abertura e a descrever com os colegas essas paisagens. Eles devem identificar os diferentes elementos presentes nas paisagens, como o solo, o relevo, a vegetação, a água e as construções. Leve-os a refletir sobre a importância desses elementos naturais ou culturais para o ser humano e a levantar inferências sobre o que implicaria se um dia esses recursos se tornassem escassos ou ina-
UNIDADE
4 A NATUREZA E AS PAISAGENS

No dia a dia, observamos diferentes paisagens e cada uma delas apresenta elementos específicos. Você já observou os elementos das paisagens?
propriados para o uso do ser humano e de outros seres vivos.
Para auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão na leitura e compreensão das paisagens da abertura, ofereça uma descrição oral ou escrita em braile destacando detalhes como formas, cores, elementos presentes e suas relações.
• Aproveite as imagens da página e faça as perguntas a seguir aos estudantes, orientando uma observação mais detalhada das paisagens.
a) Em qual das paisagens podemos observar somente elementos naturais, ou seja, que foram criados pela natureza? Resposta: Espera-se que
Praia do Carro Quebrado no município de Barra de Santo Antônio, em Alagoas, em 2023.
os estudantes respondam que a imagem A apresenta apenas elementos naturais.
b) Qual é o objetivo do elemento construído pelo ser humano retratado na imagem B? Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que o objetivo de construir a ponte é facilitar a travessia de algum rio ou relevo muito íngreme.
c) No município onde você vive, há alguma paisagem semelhante às retratadas na fotografia? Resposta pessoal: Se a resposta for positiva, solicite aos estudantes que descrevam essa paisagem.
A.
1 a 3. Respostas e mais informações sobre a condução das páginas de abertura nas orientações ao professor.
Quais elementos mais se destacam na paisagem da fotografia A?
Quais elementos mais se destacam na paisagem da fotografia B?
No lugar onde você vive, há elementos como os mostrados nas fotografias A e B que você costuma observar nas paisagens? Quais? Converse com os colegas sobre isso.

Construção de uma ponte em Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, em 2025.
BNCC
• O estudo desta unidade desenvolve a habilidade EF03GE04 da BNCC ao incentivar os estudantes a identificarem elementos naturais ou humanizados que compõem uma paisagem e como esses elementos a alteram. Também favorece o desenvolvimento da habilidade EF03GE05 da BNCC, por trabalhar as maneiras como os recursos utilizados no dia a dia, como a água e os alimentos, são adquiridos, buscando identificar, além de alimentos, minerais e outros produtos cultivados e extraídos da natureza.
• Ao longo desta unidade, os estudantes entram em contato com diferentes tipos de representações e são levados a identificar diferenças entre elas e a elaborar croquis, trabalhos que favorecem o desenvolvimento da habilidade EF03GE06 da BNCC.
• O estudo desta unidade contribui, ainda, para o desenvolvimento da habilidade EF03GE09 da BNCC, pois os estudantes investigam diferentes usos da água e os cuidados necessários para evitar o desperdício desse recurso.
• Em diversos momentos, ao longo da unidade, são explorados os conhecimentos geográficos dos estudantes com o objetivo de orientá-los a entender a interação entre sociedade e natureza. Desse modo, sempre que oportuno, as atividades desenvolvem a Competência específica de Geografia 1 da BNCC.
Respostas
1. Espera-se que os estudantes identifiquem a água do mar, a areia da praia e a vegetação.
2. Espera-se que os estudantes identifiquem a construção de uma ponte e a floresta ao redor.
18/09/2025 17:50:47
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam ou não nas imagens os diversos elementos que caracterizam a paisagem do lugar de vivência deles. Se necessário, peça-lhes que façam um desenho da paisagem de que mais gostam.
MARIO FRIEDLANDER/PULSAR IMAGENS
B.
1. 2. 3.
• Conduza a observação e a descrição das paisagens retratadas. Para complementar a atividade 1, pergunte aos estudantes se alguma paisagem representada nas fotografias se parece com paisagens do município. Incentive-os a dizer qual e por quê. Leve-os a refletir sobre diferentes paisagens do município onde vivem e identificar lugares com predomínio de elementos naturais. Para que estudantes cegos ou com baixa visão possam interpretar essas imagens, é importante oferecer a descrição detalhada delas oralmente ou com texto acessível em braile.
• Explique aos estudantes que atualmente o ser humano habita as mais diferentes paisagens da superfície terrestre, ou seja, desde regiões quentes e áridas de desertos até elevadas altitudes de áreas montanhosas. Dessa maneira, a maior parte das paisagens já sofreu alguma transformação ou influência provocada pela ação humana, seja por meio da construção de elementos culturais ou da exploração de seus recursos, seja pela simples presença para estudos científicos ou de turismo. Com isso, a maior parte das paisagens pode ser considerada humanizada ou cultural, pois já sofreu interferência humana.
10 AS PAISAGENS SÃO DIFERENTES
Uma paisagem é composta por elementos que podemos ver e perceber em um lugar, em determinado momento, usando nossos sentidos: visão, tato, olfato, audição e paladar. Por meio da observação e da percepção da paisagem, podemos obter diversas informações sobre um lugar. Os elementos das paisagens as tornam diferentes umas das outras. Além disso, as características desses elementos e o modo como eles estão organizados as diferenciam.
1. Analise as paisagens a seguir.


a ) Diga o nome de dois elementos semelhantes entre as duas paisagens.
Paisagem da Cachoeira do Caracol, no município de Canela, no Rio Grande do Sul, em 2023. Paisagem da Praia de Sancho, na ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco, em 2024.
1. a) Resposta pessoal. Espera-se que apontem, por exemplo, vegetação, rochas e água.
b ) Com os colegas, verifiquem como essas paisagens são diferentes mesmo apresentando alguns elementos semelhantes. Conversem sobre como isso é possível.
1. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que as características e a organização dos elementos, ainda que semelhantes, assim como os elementos distintos, diferenciam as paisagens.
As fotografias da página anterior apresentam paisagens naturais, isto é, onde não identificamos elementos construídos pelas pessoas. Contudo, se o lugar for transformado por meio de elementos construídos pelas pessoas, ele apresenta uma paisagem humanizada Vamos conferir alguns exemplos.


Rodovia no município de São Bernardo do Campo, em São Paulo, em 2025.
• No desenvolvimento da atividade 2, verifique se os estudantes identificam os elementos da paisagem humanizada e se conseguem identificar também os elementos naturais que compõem essas paisagens. Se houver dificuldade para a realização das atividades, leve-os a um espaço do ambiente escolar, como pátio ou portão, e oriente-os a descrever o que estão vendo. Use as respostas e os elementos citados para caracterizar uma paisagem humanizada, ainda que esta contenha elementos naturais.
Cidade de Maceió, em Alagoas, em 2023.
2. Analise as paisagens das fotografias desta página e os elementos do quadro. Depois, escreva no caderno os nomes dos elementos que foram construídos pelas pessoas.
2. Resposta: Estrada, ruas, casas, ponte, prédios, automóveis.
3. Alguma das fotografias apresentadas é semelhante às paisagens do município onde você mora? Conte aos colegas. estrada • casas • mar • areia • ponte • floresta • prédios • nuvens • automóveis
3. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes a compararem as fotografias mostradas nesta página e a identificarem os elementos naturais e/ou construídos presentes nas paisagens do município onde vivem.
18/09/2025 17:50:53
• Para complementar o trabalho com a atividade 3, converse com os estudantes e pergunte se já puderam observar alguns elementos elencados no município onde vivem ou em outros municípios que já tiveram a oportunidade de conhecer. Caso tenham dificuldade em reconhecer esses elementos, auxilie-os com exemplos. No caso de estudantes com dificuldades sensoriais, proporcione descrições mais detalhadas do que são elementos naturais e elementos humanizados, favorecendo o reconhecimento tátil e sensorial por meio de texturas diferenciadas em uma imagem previamente selecionada. Utilize uma textura para a vegetação, outra para construções e proporcione que esses estudantes sintam cheiros de elementos presentes na paisagem, como folhas ou flores. Por fim, relate o conjunto dos elementos para auxiliá-los na construção dessas imagens.
BNCC
• O estudo da página 79 contempla a habilidade EF03GE04 da BNCC, pois os estudantes são levados a identificar elementos construídos pelas pessoas nas paisagens das fotografias e compará-las com paisagens de seus lugares de vivência, identificando elementos semelhantes. Isso contribui para que compreendam como o processo histórico atua na transformação das paisagens humanizadas em seus lugares de vivência e em outros lugares.
• As atividades propostas nas páginas 78 e 79 propiciam o desenvolvimento das Competências específicas da Geografia 1 e 3 da BNCC ao desenvolver o raciocínio geográfico e levar os estudantes a reconhecerem elementos das paisagens utilizando princípios de analogia, diferenciação e localização com o lugar onde moram. O trabalho nessas páginas contempla ainda a Competência geral 2 da BNCC ao exercitar a reflexão e análise crítica das paisagens.
• Para complementar a atividade 4, leve os estudantes até uma área da escola ao ar livre. Leve-os a perceber a presença dos elementos da natureza por meio dos sentidos (e não apenas a visão), como as cores e os movimentos das folhas das árvores, a cor e a textura do solo, os cheiros das flores, a maciez da grama, o som do canto dos pássaros, as formas das nuvens, o frescor do vento e a temperatura do ar. Ao retornarem para a sala de aula, incentive-os a escrever um pequeno texto ou produzir um desenho para representar essa experiência. Oriente-os a compartilhar a produção com os colegas. Permita que estudantes com dificuldades sensoriais se expressem da forma que se sentirem mais confortáveis.
• Reforce que os elementos da natureza são essenciais para a vida humana e sua degradação ou destruição pode gerar problemas graves para todas as pessoas.
ATIVIDADE EXTRA
• Aproveite o tema abordado e realize uma atividade com os estudantes de produção de uma paisagem em que predominem elementos naturais. Para isso, solicite a eles que levem recortes de revistas ou livros impressos de elementos naturais, como rio, vegetação, relevo, nuvens etc. Em duplas, solicite-lhes que componham uma paisagem utilizando esses recortes. Explique que a paisagem produzida pode ter alguns elementos desenhados, mas a maior parte deve ser de recortes colados. Após o término da atividade, cada dupla vai apresentar para a turma a paisagem confeccionada.
4. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem algum dos elementos presentes na fotografia. Promova um debate com quais elementos naturais eles têm mais contato no dia a dia e qual é a importância deles para a vida das pessoas.
OS ELEMENTOS DA NATUREZA EM NOSSO DIA A DIA
Nas paisagens, em geral, existem elementos da natureza. Vamos analisar uma paisagem a fim de identificá-los.
4. Relacione os elementos do quadro às letras que identificam cada parte da paisagem.
4. Resposta: A – vegetação; B – rio; C – nuvens; D – rochas.
rochas • nuvens • vegetação • rio

na Bahia, em 2024.
a ) Qual desses elementos mais chamou sua atenção na paisagem? Por quê?
b ) Quais desses elementos você observa nas paisagens do bairro onde mora?
4. b) Resposta pessoal. Incentive os estudantes a compararem os elementos semelhantes entre a paisagem da fotografia e as paisagens do lugar onde mora.
c ) Cite outros elementos da natureza que não estejam retratados nesta paisagem.
4. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem os oceanos, geleiras, serras, montanhas, desertos gelados ou quentes, animais, entre outros elementos.
BNCC
• O tema Os elementos da natureza em nosso dia a dia, abordado nas páginas 80 e 81, favorece o desenvolvimento da habilidade EF03GE05 da BNCC, por trabalhar as maneiras como os recursos utilizados no dia a dia, como a água e os alimentos, são adquiridos, buscando identificar, além dos alimentos, minerais e outros produtos cultivados e extraídos da natureza.
• Para que estudantes cegos ou com baixa visão possam participar desta atividade, distribua a eles massas de modelar e peça-lhes que reproduzam os elementos da paisagem por meio da exploração tátil.
Oriente os estudantes para que acessem o mapa clicável Transformação de Paisagens, indicado nesta página, e conheçam que as paisagens se transformam constantemente pela ação da natureza e das atividades humanas.
B.
C.
A.
D.
Paisagem de um rio e mata ciliar no município de Lençóis,
MAPA CLICÁVEL: TRANSFORMAÇÃO DE PAISAGENS
Os elementos da natureza estão presentes em nosso dia a dia e são utilizados para os mais diversos fins. Você sabe dizer como isso ocorre? Vamos conhecer alguns deles.
5. Analise os elementos da natureza em destaque nas fotografias e explique como estão sendo usados. Confira o exemplo.
5. A. Resposta: Utilizado para produzir energia elétrica.
Vento

eólico
de Paracuru, no Ceará em 2023.
Água

Plantação com sistema de irrigação no município de
5. B. Resposta: Utilizada para irrigar lavouras, na produção de alimentos e de outros vegetais.
Solo

Área de lavoura na cidade de Bom Jesus do Amparo, em Minas Gerais, em 2024.
Luz do Sol

Painéis de captação de luz solar em uma universidade no município de Santarém, no Pará, em 2025.
5. C. Resposta: Usada para o plantio de diferentes vegetais, como alimentos e outras plantas.
tenham eletricidade como também reduz os gastos com a conta de luz.
BNCC
• O estudo da atividade 5 favorece o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia, pois os estudantes são levados a identificar a infraestrutura direcionada à produção de energia elétrica em usinas eólicas e por meio do uso de células fotovoltaicas em domicílios.
5. D. Resposta: Usados para produzir energia elétrica.
18/09/2025 17:50:58
• Ao solicitar aos estudantes que observem as imagens e descrevam o uso que se faz dos elementos naturais pela sociedade, são desenvolvidas partes das Competências específicas de Geografia 1 e 2 da BNCC, pois eles são levados a utilizar conhecimentos geográficos para compreenderem a interação entre a sociedade e a natureza, tendo em vista a importância de objetos técnicos ao fazerem uso dos recursos naturais.
• A atividade 5 incentiva os estudantes a reconhecerem outros exemplos de recursos naturais, como a vegetação e a água. Se considerar pertinente, anote na lousa algumas respostas que eles escreveram sobre como esses recursos naturais podem ser utilizados. Lembre-se de oferecer a descrição detalhada das imagens oralmente ou com texto acessível em braile, para que estudantes cegos ou com baixa visão possam participar da atividade.
• Pergunte aos estudantes se conhecem a energia eólica e oriente-os a observar a fotografia da atividade 5. Se considerar interessante, apresente a eles o vídeo indicado a seguir para explicar como o vento pode gerar energia elétrica: ENERGIA eólica: Como o vento vira energia? O Show da Luna!, 25 mar. 2024. Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=LQ J6Wsantzw. Acesso em: 4 ago. 2025.
• Explique aos estudantes que, embora a energia solar ainda não seja usada para gerar energia elétrica em larga escala no Brasil, a utilização das células fotovoltaicas em telhados de domicílios está se tornando cada vez mais comum. Pergunte se já viram domicílios com essa característica e oriente-os a contar aos colegas. Ressalte que o uso dessa tecnologia permite tanto que lares não conectados à rede elétrica
Cristalina, em Goiás, em 2024.
Parque
no município
A.
C.
B.
D.
• Na atividade 6, para complementar o assunto, comente com os estudantes que os croquis podem ser utilizados para representar ambas as paisagens, urbana e rural.
• Proporcione acessibilidade e inclusão para estudantes cegos ou com baixa visão considerando sempre a individualidade e o grau de comprometimento de cada um. Antecipe-se preparando uma ampliação da fotografia da paisagem retratada. Sobreponha a fotografia a um papelão e cubra-a com um tecido esticado. Em seguida, contorne os elementos da imagem, criando no papelão relevos que possibilitem a impressão tátil da paisagem. Descreva a imagem de forma clara e objetiva, conduzindo esses estudantes na exploração tátil para que possam associar as descrições às formas percebidas. Em seguida, ofereça-lhes uma caixa baixa, de proporções semelhantes às da fotografia, contendo areia fina ou material similar. Peça-lhes que reproduzam com as mãos as formas percebidas durante a exploração tátil. Se considerar pertinente, estenda essa experiência aos demais estudantes, promovendo não apenas a inclusão, mas também o sentimento de pertencimento e empatia.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• O estudo do tema Registrando as paisagens por meio de croqui, nas páginas 82 e 83, possibilita o trabalho interdisciplinar com o componente curricular de Arte. Convide o professor desse componente para explicar aos estudantes que o croqui é um desenho feito à mão produzido com técnicas artísticas simples, cujo objetivo é desenhar e expressar cada conjunto de elementos observados na paisagem.
REGISTRANDO AS PAISAGENS POR MEIO DE CROQUI
Os croquis são desenhos feitos à mão livre que representam elementos das paisagens.
Em geral, um croqui é elaborado com base na observação da paisagem. Vamos conhecer um exemplo? Analise a fotografia da paisagem a seguir e atente para seus elementos.

Agora, observe como é possível representar essa mesma paisagem por meio de um croqui.
MODELO

6. Aponte as semelhanças e as diferenças entre a paisagem da fotografia e sua representação em um croqui.
6. Resposta: Espera-se que os estudantes identifiquem os elementos da paisagem representados no croqui, assim como os detalhes que foram simplificados.
BNCC
• O estudo do tema Registrando as paisagens por meio de croqui, nas páginas 82 e 83, favorece o desenvolvimento da habilidade EF03GE06 da BNCC, pois os estudantes entram em contato com diferentes tipos de representação (fotografia e croqui) e são levados a identificar diferenças entre elas. Também são incentivados a identificar elementos da paisagem em imagens bidimensionais e tridimensionais e elaborar um croqui com base na observação de uma fotografia. Além disso, ao solicitar aos estudantes que observem paisagens, bem como sua representação por meio de um croqui, são trabalhados as-
pectos da Competência específica de Geografia 4 e da Competência geral 2 da BNCC, pois é explorado o pensamento espacial fazendo uso de linguagem geográfica, desenvolvendo as habilidades de observação, análise e interpretação crítica da paisagem.
Lagoa Rodrigo de Freitas e o bairro Ipanema, na cidade do Rio de Janeiro, em 2020. Croqui.
7. Identifique a fotografia que retrata a paisagem que foi utilizada para a elaboração do croqui a seguir.

Croqui. 7. Resposta: Paisagem B.

Paisagem de parte do município de Capitólio, em Minas Gerais, em 2024.
MODELO

Paisagem de parte da cidade de Goiânia, em Goiás, em 2023.
8. Agora, produza um croqui para representar os elementos da paisagem da fotografia que não foi retratada no croqui da atividade anterior.
8. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes caso tenham alguma dificuldade.
a ) Em dupla, mostre seu croqui ao colega e conheça o que ele fez também. Verifiquem como vocês representaram cada elemento da paisagem.
8. a) Resposta pessoal. Incentive os estudantes a exporem seus desenhos a todos e a conversarem sobre o croqui que elaboraram.
cando detalhes como formas, cores, elementos presentes e suas relações. Para que representem as imagens, distribua a eles massas de modelar e peça-lhes que reproduzam os elementos por meio da exploração tátil.
• Para fundamentar o trabalho com os croquis, sugerimos a leitura do texto a seguir.
[...]Segundo Simielli (1999), existem vários tipos de croquis e os que mais interessam ao ensino da Geografia são aqueles em que as informações são representadas de forma simplificada e estilizada. Destacam-se três tipos de croquis: o de análise/localização, que apresenta o fenômeno ocorrido de forma isolada e no qual, por meio de estudos, é possível analisar determinado fenômeno ou determinada ocorrência na paisagem; o de correlação, que estabelece um encadeamen-
AVALIANDO
Objetivo
• As atividades 7 e 8 permitem avaliar a compreensão dos estudantes sobre o uso de croqui para representar elementos de uma paisagem.
Sugestão de intervenção
• Auxilie os estudantes na identificação dos elementos naturais e culturais observados na fotografia, orientando-os a citar os elementos da paisagem em voz alta. Anote na lousa e chame a atenção da turma para as características desses elementos. Como é um croqui, o contorno e o aspecto geral são mais importantes do que os detalhes. Para o desenho, podem ser utilizados materiais como lápis grafite, lápis de cor ou giz de cera. Esta atividade pode ser uma boa oportunidade de verificação da aprendizagem dos estudantes em relação às representações espaciais, além de contribuir para o aperfeiçoamento da coordenação motora fina dos estudantes, envolvendo a propriocepção. Aproveite o momento para esclarecer possíveis dúvidas sobre o assunto. Finalizada a produção, oriente os estudantes a mostrarem o trabalho aos colegas.
• Para auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão na leitura e compreensão das imagens, ofereça uma descrição oral ou escrita em braile das paisagens desta-
18/09/2025 17:51:04
to entre dois ou mais fenômenos ocorridos num espaço; o de síntese, que estabelece relações entre várias ocorrências de determinado espaço.
O croqui tem seu papel em todos os níveis de ensino da Geografia, atendendo aos objetivos de cada um deles.
[...]
PONTUSCHKA, Nídia Nacib; PAGANELLI, Tomoko Iyda; CACETE, Núria Hanglei. Para ensinar e aprender geografia. São Paulo: Cortez, 2009. p. 304. (Docência em Formação. Série Ensino Fundamental).
A.
B.
• Para complementar a atividade 1, explique aos estudantes que a água própria para o consumo humano é a água doce potável. Ela tem essa denominação pela quantidade de sais minerais que carrega. Explique que a água dos oceanos, com quantidade de sais muito maior, é chamada de água salgada e não pode ser consumida pelo ser humano.
• Para que estudantes cegos ou com baixa visão possam interpretar essas imagens, é importante oferecer a descrição detalhada delas oralmente ou com texto acessível em braile.
• O texto a seguir dá sugestões para utilizar de modo consciente esse recurso tão importante para a vida. [...]
Os alimentos que ingerimos dependem diretamente da água para a sua produção. Necessitamos da água também para a higiene pessoal, para lavar roupas e utensílios e para a manutenção da limpeza de nossas habitações. Ela é essencial na produção de energia elétrica, na limpeza das cidades, na construção de obras, no combate a incêndios e na irrigação de jardins, entre outros. As indústrias utilizam grandes quantidades de água, seja como matéria-prima, seja na remoção de impurezas, na geração de vapor e na refrigeração. Dentre todas as nossas atividades, porém, é a agricultura aquela que mais consome água [...].
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Consumo sustentável: manual de educação. Brasília: Consumers International/MMA/ MEC/IDEC, 2005. p. 26. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/ dmdocuments/publicacao8.pdf. Acesso em: 1 jun. 2025.
11TEMA ÁGUA: USO E DESPERDÍCIO
A água é um elemento da natureza indispensável para a manutenção da vida na Terra.
O corpo humano utiliza a água para manter suas funções vitais. Esse recurso natural também é usado para outras finalidades em nosso dia a dia. Vamos identificar alguns exemplos.
1. Com os colegas, digam qual é o uso da água, mostrado nos quadros, que corresponde a cada imagem.
Consumo humano. 1. Agricultura. 2. Pecuária. 3. Indústria. 4.




• Ao tratar dos cuidados necessários para utilização da água de modo a garantir que a renovação desse recurso não seja comprometida, o estudo proposto nas páginas 84 e 85 favorece o desenvolvimento das habilidades EF03GE09, EF03GE10 e EF03GE11 da BNCC, assim como do tema contemporâneo transversal Educação ambiental
BNCC
A.
B.
C.
D.
Pessoa regando uma horta.
Máquina lavando frutas em indústria.
Pessoa lavando as mãos.
Animais bebendo água.
1. Resposta: A – 2, B – 1, C – 4, D – 3.
A água é usada para consumo humano, ou seja, para beber, preparar alimentos, na higiene pessoal. Também é utilizada em diversas outras atividades, como agricultura, pecuária, indústria e geração de energia.
Embora ela seja um recurso que se renova naturalmente, seu desperdício e poluição, por exemplo, podem comprometer as ações humanas. Portanto, conservar e economizar a água são deveres de todos os cidadãos.
2. Verifique nas fotografias como esse recurso precioso tem sido poluído.
A.

2. Resposta: Espera-se que os estudantes descrevam que na fotografia A, a água está sendo poluída por meio do acúmulo de resíduos sólidos jogados no leito e nas margens do rio. E que na fotografia B, a água está poluída em razão do despejo irregular de substâncias que contaminam e geram espumas nas águas do rio.
Trecho de rio no município de Manaus, no Amazonas, em 2023.
B.

Trecho de rio poluído na cidade de Santana de Parnaíba, em São Paulo, em 2022.
Escreva no caderno uma frase sobre como a água tem sido poluída em cada situação.
BNCC
• O estudo proposto na atividade 2 favorece o desenvolvimento da Competência específica de Geografia 6 da BNCC, pois, ao identificarem os usos incorretos da água, os estudantes criam bases para defender argumentos e ideias que promovam o respeito e a consciência socioambiental.
18/09/2025 17:51:14
• Para complementar o assunto desta página, apresente aos estudantes o vídeo indicado a seguir, produzido pela Agência Nacional de Águas (ANA), que aborda o uso incorreto da água e as atitudes que devemos ter para conter o desperdício: O USO racional da água. ANA, 14 dez. 2017. Disponível em: https:// www.gov.br/ana/pt-br/ centrais-de-conteudos/ videos/videos-ana/o-uso -racional-da-agua. Acesso em: 1 jun. 2025.
• Na atividade 2, lembre-se: havendo estudantes cegos ou com baixa visão na turma, é importante oferecer a descrição detalhada das imagens oralmente ou com texto acessível em braile.
AVALIANDO
Objetivo
• A atividade 2 permite avaliar o aprendizado dos estudantes quanto à identificação do uso incorreto da água.
Sugestão de intervenção
• Organize uma roda de conversa com os estudantes e incentive-os a expor o que pensam sobre poluição e desperdício. Se alguém souber explicar corretamente o que são poluição e desperdício ou exemplificar ações que levam a ambos os casos, faça as devidas anotações na lousa. Se não souberem citar, dê exemplos que sejam diferentes dos evidenciados nas fotografias e converse com eles sobre o assunto. Acompanhe e auxilie estudantes com dificuldade na elaboração e escrita das frases.
OBJETIVOS
• Valorizar a importância e a necessidade de utilizar água com responsabilidade.
• Refletir sobre as possíveis maneiras de consumir água sem desperdício.
• Identificar e exercitar atitudes que colaboram para evitar o desperdício de água.
1. CONHECENDO O PROBLEMA
• Promova a leitura, a observação e a descrição das imagens A e B com os estudantes. Permita a eles que comentem como seria ficar um dia sem água e como ela é utilizada em algumas tarefas domésticas.
• Pergunte a eles se, ao regarem o jardim ou escovarem os dentes, costumam usar água dessa maneira, ou seja, com desperdício.
• Ao final da leitura, pergunte por que é importante economizar água e ressalte que somente por meio do uso responsável é possível a renovação desse recurso e, consequentemente, a preservação da natureza.
• Ao longo deste volume, são abordados diversos temas que incentivam os estudantes a compreenderem melhor o mundo e a desenvolverem a capacidade de atuar nele de maneira consciente, buscando transformá-lo com base em conhecimentos científicos e suas relações com a sociedade. Entre eles destacam-se alguns temas de relevância nacional e mundial, que envolvem aspectos sociais, culturais, econômicos e ambientais. Nesse sentido, chamamos a atenção dos estudantes para a questão da água no Brasil e no mundo. Desse modo, refletir e tomar atitudes que evitem o desperdício e tornem a economia desse precioso recurso um hábito cotidiano merecem destaque em sala de aula.
COLETIVAMENTE
Vamos cuidar da água!
O trabalho com esta seção favorece o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Educação ambiental
Conhecendo o problema 1
Confira como conduzir esta seção nas orientações ao professor
Utilizamos água em diversos momentos do nosso dia a dia. Portanto, é difícil imaginar como seria um dia sem esse recurso, não é mesmo? Mas será que estamos atentos ao desperdício da água em nossa rotina? Vamos analisar as cenas a seguir e refletir sobre essa questão.

Criança escovando os dentes.

• O estudo desta seção contribui para o desenvolvimento dos temas contemporâneos transversais Educação ambiental e Educação para o consumo e da habilidade EF03GE09 da BNCC, pois os estudantes investigam diferentes usos da água e os cuidados necessários para evitar o desperdício desse recurso. O estudo proposto nas atividades favorece também o desenvolvimento da Competência específica de Geografia 7 e da Competência geral 7 da BNCC, pois os estudantes podem formular e defender ações que promovem a consciência socioambiental e o
consumo responsável, agindo com responsabilidade e com base em princípios sustentáveis.
BNCC
A.
B.
Crianças brincando no quintal de casa.
Organizando as ideias
a ) Como o desperdício de água está ocorrendo em cada uma das cenas?
2. a) Resposta: Na imagem A, a torneira está aberta sem necessidade e,
b ) Descreva uma atitude que evita o desperdício representado em cada imagem. Depois, leia sua resposta em voz alta para os colegas.
2. b) Resposta: Fechar a torneira ao escovar os dentes. Não brincar com água de mangueira e molhar as plantas com regador.
c ) Será que também desperdiçamos água em nossa moradia? Converse com os colegas a respeito disso.
2. c) Resposta nas orientações ao professor
d ) Como a sua escola poderia melhorar o uso da água?
e ) Anotem diferentes atitudes que evitam o desperdício de água no dia a dia.
2. e) Resposta pessoal. Relembre os estudantes dos conteúdos estudados para evitar o desperdício de água. Caso considere interessante, retome a Unidade 2.
Buscando soluções
a ) Agora, junte-se a mais dois colegas, aproveitem as ideias listadas a seguir e produzam um cartaz que transmita as dicas da atividade d para que a água não seja desperdiçada. Depois, apresentem os cartazes aos colegas ou fixem no mural da escola. Desse modo, vocês vão promover uma campanha para evitar o desperdício de água.
3. a) Resposta pessoal. O objetivo desta atividade é conscientizar os estudantes e as demais pessoas da comunidade escolar sobre o uso responsável da água.
• Não tomar banho demorado.
• Fechar a torneira enquanto escova os dentes.
• Regar as plantas com regador.
• Reutilizar a água da máquina de lavar.
• Corrigir vazamentos em torneiras, chuveiros e canos.
• Não usar mangueira para lavar carros.
3. b) Resposta nas orientações ao professor
b ) Em nossa moradia, podemos evitar esses tipos de desperdício. Para isso, converse com seus familiares ou responsáveis para não desperdiçarem água. Leia com eles as dicas anotadas na atividade anterior. Depois, selecionem algumas para serem praticadas. Em sala de aula, conte aos colegas como tem sido essa experiência.
2. d) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem exemplos, como: lavar as mãos e esquecer a torneira
na imagem B, as crianças estão brincando com a torneira de água aberta no jardim. aberta, ao lavar o pátio ou a quadra com a mangueira, consertar bebedouros com vazamentos, regar as plantas da escola com regador, entre outros.
Resposta
2. c) Resposta pessoal. Ressalte para os estudantes que é importante usarmos a água com responsabilidade, evitando o desperdício, para que não falte no futuro.
3. BUSCANDO SOLUÇÕES
• Na atividade a, determine a formação dos trios por afinidade, de modo a facilitar a comunicação entre os estudantes. Em
seguida, distribua os materiais necessários e oriente-os na divisão de tarefas. Reforce e valorize a participação de todos e que se auxiliem em caso de dificuldades. Promova a apresentação dos cartazes, depois fixe-os em local apropriado. Posteriormente, convide a comunidade escolar para prestigiar o trabalho realizado.
• Na atividade b, incentive os estudantes a conversarem com as pessoas com quem vivem sobre a importância de usar de maneira consciente a água. Em sala de aula,
2. ORGANIZANDO AS IDEIAS
• Na questão a, leve os estudantes a refletirem sobre quais outras atividades têm a mesma consequência e quais ações individuais geram o desperdício de água no dia a dia.
• Na questão b, verifique se os estudantes compreendem que podemos ter atitudes que colaboram para não haver desperdício da água. Incentive-os a conversar sobre o tema.
• Na questão c, os estudantes devem indicar os tipos de desperdício que identificam em suas moradias. Oriente-os a investigar a questão com familiares e responsáveis e leve-os a refletir e compartilhar suas ideias sobre como consumir água com responsabilidade em casa e na escola.
• Na questão d, solicite aos estudantes que analisem o comportamento de todos os membros da comunidade escolar em relação ao desperdício de água e identifiquem ações que podem ser implementadas para melhorar essas práticas.
• Complemente a atividade e pedindo aos estudantes que representem em forma de desenho atitudes que colaboram para evitar o desperdício de água. Permita que estudantes com dificuldades utilizem as formas de representação com as quais se sintam confortáveis.
18/09/2025 17:47:48
oriente-os a contar em uma roda de conversa como foi a experiência. Aproveite o momento para sanar dúvidas.
Resposta 3. b) Resposta pessoal. Promova uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem suas experiências em família, destacando a importância de pequenas mudanças no dia a dia para garantir o uso consciente da água.
VINÍCIUS COSTA/ARQUIVO
• Para complementar a atividade 1, leve os estudantes à sala de informática e oriente-os a pesquisar imagens de dunas e falésias. Uma opção é selecionar previamente outras fotografias de paisagens semelhantes e usar um projetor para que todos possam observar e identificar os elementos naturais. Descreva as fotografias, de modo a facilitar a percepção de estudantes com dificuldades sensoriais.
BNCC
• Ao propor um questionamento em que os estudantes necessitam lançar mão de seus conhecimentos geográficos para compreender a realidade vivida, a atividade 1 desenvolve aspectos da Competência específica de Geografia 1 da BNCC.
REFERÊNCIAS
COMPLEMENTARES
ESTUDO sobre a dinâmica de dunas ajudará a compreender a formação do relevo de Marte. Agência Fapesp, 16 dez. 2020. Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v= c6QWmCE-WF0. Acesso em: 5 ago. 2025.
Complemente seus conhecimentos assistindo a esse vídeo, que aborda as diferentes formas das dunas e sua relação com a formação do relevo de Marte.
Explique aos estudantes que no exemplo da falésia, a erosão das paredes rochosas ocorre com a ação das águas que atingem as rochas, quebrando e carregando seus sedimentos, desgastando-as.
12
1. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes na identificação da transformação de alguma paisagem causada pelos elementos naturais, como água, vento, calor do Sol etc.
TRANSFORMAÇÃO DAS PAISAGENS PELOS
ELEMENTOS DA NATUREZA
As paisagens são transformadas ao longo do tempo, tanto pelas ações humanas quanto por ações de elementos da natureza, como a água, o vento, a luz solar, as variações de temperatura, entre outras.
Observe a seguir como esses elementos podem atuar na transformação das paisagens.


As dunas são uma forma de relevo resultante do acúmulo de areia transportada pelo vento, ao longo do tempo. Os ventos carregam os grãos de areia, deslocando as dunas constantemente de um lugar para outro.
Paisagem com formação de dunas no deserto de Namíbia, na África, em 2024.
A falésia é uma formação rochosa erodida, principalmente, pelas águas do oceano. Ao longo do tempo, a ação constante das ondas sobre os paredões rochosos causa seu desgaste.
Paisagem com formação de falésia na Praia da Pipa, no município de Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte, em 2022.
1. Você já identificou alguma alteração na paisagem causada pela ação de elementos da natureza? Conte aos colegas.
TRANSFORMAÇÕES DAS PAISAGENS EM RITMOS DIFERENTES
As paisagens podem ser transformadas em um ritmo rápido, por exemplo, em alguns minutos, horas ou dias. Mas elas também podem sofrer transformações em ritmo lento, ocorridas ao longo de vários anos.
2. Verifique as fotografias que retratam a mesma paisagem em épocas diferentes.


Paisagem do Rio Seyhan, na Turquia, no mês de março de 2023.
• Na atividade 2, incentive os estudantes a analisarem as fotografias e oriente-os a comentar os elementos de cada uma das paisagens mostradas. Se julgar necessário, acrescente apontamentos e descrições mais detalhadas, de modo a auxiliar os estudantes com deficiências sensoriais. Pergunte a eles se essas paisagens foram ou não transformadas e leve-os a refletir sobre transformações que podem ocorrer por conta da ação de elementos da natureza, como a água dos rios. Aproveite para resgatar experiências e conhecimentos prévios dos estudantes sobre os rios e pergunte se já viram uma transformação semelhante em paisagens de seus lugares de vivência.
ATIVIDADE EXTRA
Paisagem do Rio Seyhan, na Turquia, no mês de janeiro de 2024.
Agora, copie no caderno a frase que explica corretamente as transformações ocorridas na paisagem das fotografias.
A água do mar, ao bater constantemente contra as rochas, produziu as falésias.
A água do rio, que apresenta variação de nível entre um momento e outro em função das chuvas.
2. Resposta: A água do rio, que apresenta variação de nível entre um momento e outro em função das chuvas.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• A atividade favorece a interdisciplinaridade com os componentes curriculares de Língua Portuguesa e Arte, pois as falas da dramatização podem ser previamente elaboradas e registradas, permitindo que os estudantes se preparem para a atuação. Além disso, podem ser planejadas e ensaiadas as expressões corporais e as entonações de voz, enriquecendo a encenação e aprimorando a interpretação.
18/09/2025 17:47:54
• Oriente os estudantes a criarem uma história em quadrinhos com personagens criados por eles. Esses personagens devem ser pessoas que vivem às margens de um rio e conversar entre si sobre as transformações que ocorreram ou vão ocorrer em função da alteração do nível das águas. Antes de iniciar esta atividade, converse com eles sobre essa transformação, suas principais causas e as consequências na vida de pessoas que dependem do rio para transporte, pesca, agricultura, entre outros exemplos. Comente que, se quiserem, podem fazer uma pesquisa na internet sobre o tema para enriquecer a produção. Avalie necessidades individuais e, se julgar adequado, permita uma dramatização do diálogo entre os personagens.
• Complemente o conteúdo sobre as transformações das paisagens que ocorreram durante centenas ou até milhares de anos mostrando aos estudantes outros exemplos de lugares que passaram por esse ritmo de transformação. Para isso, acesse algumas sugestões nos sites a seguir.
PARQUE Estadual do Guartelá (PEG). Instituto Água e Terra. Disponível em: https://www.iat.pr. gov.br/Pagina/Parque -Estadual-do-Guartela -PEG. Acesso em: 2 jun. 2025.
PARQUE Estadual da Pedra Azul. Disponível em: https:// iema.es.gov.br/PEPAZ. Acesso em: 2 jun. 2025.
• Lembre-se de avaliar se há estudantes com dificuldades sensoriais, como cegueira, baixa visão, surdez ou mudez, e adapte os recursos e estratégias para garantir sua participação utilizando descrições orais, materiais táteis, recursos visuais, textos escritos ou outras formas de comunicação necessárias.
Algumas transformações, por sua vez, podem ocorrer durante centenas ou até milhares de anos. Analise dois exemplos disso.
A formação de arcos naturais acontece quando uma formação rochosa possui um grande “furo” causado, principalmente, pela ação dos ventos e da água do mar, ao longo de muitos anos.

Paisagem da Pedra Furada em Jijoca de Jericoacoara, no Ceará, em 2024.
Um cânion refere-se a um vale profundo, rodeado de paredões rochosos. Ele se forma, principalmente, em razão da ação das águas dos rios que, ao longo de muitos anos, cavam os terrenos em direção a áreas de menor altitude.

Paisagem do Cânion do Itaimbezinho, no município de Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul, em 2024.
3. No lugar onde vive, você já percebeu alguma transformação provocada por elementos da natureza? E em outros lugares? Desenhe essa transformação em uma folha de papel avulsa. Depois, mostre seu desenho para os colegas da sala.
4. Leia as manchetes a seguir. Depois, responda às questões no caderno.
Chuvas de outubro beneficiaram agricultura e pastagens [...]
CHUVAS de outubro beneficiaram agricultura e pastagens, mostra boletim do IDR-Paraná. Agência Estadual de notícias, 7 nov. 2022. Disponível em: https:// www.aen.pr.gov.br/Noticia/Chuvas-de-outubro-beneficiaram-agricultura-e -pastagens-mostra-boletim-do-IDR-Parana. Acesso em: 28 abr. 2025.
3. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes a identificarem os elementos da paisagem que foram transformados por ações da natureza ao longo dos anos. Caso encontrem dificuldade, apresente exemplos de paisagens do próprio município, de preferência locais com os quais eles tenham familiaridade.
Vendaval derrubou mais de 60 árvores e danificou 20 residências em Apucarana
VENDAVAL derrubou mais de 60 árvores e danificou 20 residências em Apucarana. Prefeitura de Apucarana, 5 out. 2023. Disponível em: https:// www.apucarana.pr.gov.br/site/vendaval-derrubou-mais-de-60-arvores -e-danificou-20-residencias-em-apucarana/. Acesso em: 28 abr. 2025.
4. c) Resposta: As transformações ocorreram rapidamente, pois as chuvas ocorreram no decorrer do mês de outubro e o vendaval geralmente acontece em alguns minutos ou em poucas horas.
a ) Quais elementos da natureza causaram as transformações citadas nas notícias?
4. a) Resposta: A chuva na manchete A e o vento na manchete B.
b ) Quais transformações esses elementos provocaram em cada situação?
4. b) Resposta: A chuva beneficiou a agricultura e as pastagens, já o vento derrubou árvores e danificou casas.
c ) As transformações ocorreram rapidamente, em horas ou dias, ou lentamente, levando anos? Justifique sua resposta.
5. Com a participação de um familiar ou responsável, faça uma pesquisa em jornais, revistas ou na internet e encontre manchetes que informem sobre a atuação de um elemento da natureza na transformação de uma paisagem. Anote a manchete pesquisada no caderno. Descreva sobre quais elementos as manchetes tratam e em qual ritmo as transformações foram provocadas nas paisagens. Depois, leia sua pesquisa para os colegas.
5. Resposta pessoal. Oriente os estudantes a anotarem a manchete, a fonte e a data da pesquisa. Promova o momento em que possam compartilhar os resultados e enriquecer o conhecimento sobre o assunto.
18/09/2025 17:47:58
questionando os estudantes sobre os resultados das pesquisas em uma grande roda de conversa. Garanta que não haja comentários que possam gerar constrangimentos.
• Na atividade 3 , oriente os estudantes na produção de suas representações explicando que eles podem utilizar materiais como lápis grafite, lápis de cor ou giz de cera. Havendo alguma dificuldade, dê alguns exemplos de transformações que eles podem explorar. Aproveite o momento para esclarecer possíveis dúvidas sobre as transformações das paisagens causadas por elementos da natureza. Finalizada a produção, oriente-os a mostrar suas representações aos colegas.
• Estudantes com dificuldades sensoriais podem representar as transformações de outras maneiras: oralmente ou por meio da escrita.
AVALIANDO
Objetivo
• A atividade 4 permite avaliar o conhecimento dos estudantes em relação à transformação das paisagens pela ação de elementos da natureza, assim como sua percepção quanto ao ritmo em que essas transformações ocorrem.
Sugestão de intervenção
• Promova a leitura em voz alta das manchetes e incentive os estudantes a contarem aos colegas o que pensam sobre o significado dessas manchetes. Aproveite o momento para resgatar experiências e conhecimentos prévios e oriente-os a comparar as duas manchetes e identificar as transformações. Antes da produção escrita, eles devem identificar a chuva e o vento como elementos transformadores, bem como o ritmo em que essas transformações ocorreram e de que tipo elas são. Ao longo da conversa, faça questões que permitam aos estudantes identificarem essas informações e esclareça as dúvidas. Se considerar necessário, oriente-os a fazer a atividade em duplas.
• A atividade 5 proporciona a interação entre estudantes e familiares ou responsáveis na busca por informações e na investigação sobre a atuação de elementos naturais na transformação da paisagem. Valorize a atuação da família,
BNCC
• As atividades propostas na página 91 permitem que os estudantes desenvolvam aspectos das Competências específicas de Geografia 1 e 3 da BNCC ao solicitar a eles que interpretem paisagens do lugar onde moram, exercitando princípios de diferenciação, distribuição e analogia com base em seus conhecimentos geográficos.
1. Objetivo
• Identificar elementos das paisagens e classificá-las entre paisagens naturais ou humanizadas.
Sugestão de intervenção
• Utilize a estratégia Tempestade de ideias para retomar os conhecimentos dos estudantes sobre o assunto. Questione-os sobre os elementos que caracterizam uma paisagem natural e os que caracterizam uma paisagem humanizada (mesmo que esta tenha elementos naturais). Promova a análise coletiva de paisagens do município, para que os estudantes discutam entre si a respeito dos elementos que mais chamam a atenção em cada uma delas e incentive-os a opinar sobre a ocorrência de paisagens naturais ou humanizadas em cada exemplo. Incentive-os a expor suas opiniões e defendê-las com argumentos e oriente os demais estudantes a indicarem se concordam ou não com o colega.
• Avalie dificuldades individualmente e promova descrições ou apontamentos mais detalhados. Percepções táteis auxiliam estudantes cegos ou com baixa visão na construção de imagens. Para isso, providencie reproduções das paisagens retratadas e utilize texturas diferentes para representar elementos naturais e outras para elementos humanizados. Em seguida, posicione os elementos e cole-os de modo que, ao manipularem esses elementos e ouvirem as descrições, os estudantes consigam perceber e diferenciar cada um na composição da paisagem. Pergunte qual elemento, segundo percepção deles, é predominante, natural ou humanizado. Esclareça as possíveis dúvidas.
Escreva as respostas no caderno.
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
1. No caderno, escreva o nome dos elementos que mais se destacam em cada paisagem das fotografias a seguir.
1. Resposta: A – A floresta e o rio; B – A montanha e o gelo; C – A ponte e a água.



Paisagem do município de Caracaraí, em Roraima, em 2024.
Paisagem em Ancash, no Peru, em 2024.
Paisagem na cidade de Laguna, em Santa Catarina, em 2024.
a ) Identifique as fotografias A, B e C como paisagem natural ou paisagem humanizada. Anote sua resposta no caderno.
1. a) Resposta: A – paisagem natural; B – paisagem natural; C – paisagem humanizada.
18/09/2025 17:48:02
2. Observe as fotografias a seguir.

Paisagem de parte da cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em 2024.

Paisagem de parte do município de Cassilândia, no
a ) Copie os elementos do quadro no caderno, indicando em qual paisagem das fotografias eles mais se destacam.
edifícios • vegetação • ruas • carros • rio
2. a) Resposta: Fotografia A: carros, ruas e edifícios. Fotografia B: vegetação e rio.
b ) Anote no caderno duas diferenças entre essas paisagens.
2. b) Resposta nas orientações ao professor
c ) Qual elemento mais se destaca na paisagem da fotografia A? E na paisagem da fotografia B? Eles foram construídos pelo ser humano ou criados pela natureza?
2. c) Respostas: Paisagem da fotografia A: prédios, que foram construídos pelo ser humano. Paisagem da fotografia B: os estudantes podem citar as árvores ou o rio, que foram criados pela natureza.
Resposta
2. b) Resposta pessoal. Os estudantes podem anotar que a fotografia A apresenta predomínio de elementos construídos pelo ser humano e retrata uma paisagem da cidade. Já a fotografia B mostra predomínio de elementos naturais e retrata uma paisagem do campo.
18/09/2025 17:48:05
2. Objetivo
• Analisar paisagens em representações bidimensionais e compará-las com seu lugar de vivência.
Sugestão de intervenção
• Organize os estudantes em grupos para a realização dos itens a, b e c. Incentive-os a conversar com os colegas de grupo para analisar as paisagens e identificar corretamente seus elementos, fazendo as intervenções necessárias. Depois, oriente os grupos a exporem as respostas para a turma, tirando as possíveis dúvidas. Para a realização do item d, se julgar pertinente, organize um trabalho de campo com os estudantes pelo município onde moram. Comunique os objetivos e a data à direção e à equipe pedagógica e solicite por escrito a autorização dos familiares ou responsáveis. Combine com a turma as regras e providencie transporte. Se possível, faça o passeio dentro do ônibus, sem necessidade de descer nos lugares. Oriente os estudantes a observarem as paisagens e quais elementos as caracterizam, fazendo apontamentos e descrições. No retorno, em sala de aula, oriente-os a apresentar suas respostas para o item referido com base nas observações feitas durante o passeio. Lembre-se de oferecer a descrição detalhada das imagens, oralmente ou com texto acessível em braile, para que estudantes cegos ou com baixa visão possam participar da atividade.
A.
B.
Mato Grosso do Sul, em 2024.
3. Objetivo
• Pesquisar figuras ou representar por meio de um desenho diferentes elementos da natureza que compõem as paisagens.
Sugestão de intervenção
• Organize uma roda de conversa e oriente os estudantes a contarem aos demais colegas o que representa no dia a dia deles cada elemento apresentado no quadro, de maneira a resgatar experiências e conhecimentos prévios. Incentive-os a citar, por exemplo, lugares de que gostam onde esses elementos podem ser percebidos ou atividades que costumam fazer e nas quais tais elementos de alguma forma estão presentes. Oriente-os a utilizar lápis grafite e lápis de cor para a o desenho e incentive-os a apresentar a produção aos colegas. Caso tenha na turma algum estudante com deficiência sensorial, adapte o material e o ambiente para que ele possa realizar a atividade proposta, que também pode ser desenvolvida em duplas, possibilitando a esse estudante a colaboração de um colega.
4. Objetivo
• Descrever e justificar com argumentos um exemplo da importância da água para as pessoas.
Sugestão de intervenção
• Oriente os estudantes a se perguntarem como seria viver sem água em suas casas ou não ter água na escola durante determinado período. Oriente-os a se perguntarem também quais são as atividades realizadas pelas pessoas que dependem de água. Retome conhecimentos e experiências prévias sobre o tema. Permita a elaboração oral das frases para auxiliar estudantes com dificuldades relacionadas à escrita. Convide os que se sentirem confortáveis em expor suas opiniões a ler as frases em voz alta para os demais colegas.
3. Resposta pessoal. Peça aos estudantes que mostrem suas imagens aos colegas e expliquem o que está representado nelas.
d ) No município onde você vive, existem mais paisagens como a da fotografia A ou como a da fotografia B? Descreva alguns elementos dessas paisagens.
2. d) Resposta pessoal. Caso os estudantes identifiquem a paisagem da fotografia A, espera-se que descrevam elementos como casas, ruas, automóveis, ou seja, elementos construídos pelo ser humano. Caso identifiquem a paisagem da fotografia B, espera-se que descrevam elementos naturais.
3. No caderno, desenhe ou cole imagens para representar dois dos elementos da natureza apresentados a seguir.
solo • água • vento • vegetação • luz • calor do Sol
4. A água é fonte de vida. Sem ela, várias atividades diárias não poderiam ser realizadas. Sabendo disso, elabore uma frase descrevendo a importância da água. Anote no caderno e, depois, leia em voz alta para os colegas.
4. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes a elaborar as frases, retomando, se necessário, o
conteúdo sobre as formas de uso da água no dia a dia.
5. No caderno, produza um croqui para representar os elementos da paisagem retratada na fotografia a seguir.

5. Resposta pessoal. Oriente os estudantes na produção do croqui e a compartilharem sua produção com os colegas.
5. Objetivo
• Representar em um croqui os elementos de uma paisagem retratada em fotografia.
Sugestão de intervenção
• Retome a explicação sobre a confecção de um croqui para a representação dos elementos de uma paisagem. Providencie imagens de paisagens diversas e, após entregá-las aos estudantes, solicite-lhes que as observem e para a realização da confecção dos croquis. Ao final, peça a cada estudante que apresente seu trabalho para os colegas.
• Inclua estudantes cegos ou com baixa visão, substituindo as imagens impressas por recursos táteis, como maquetes simples ou desenhos com texturas diferenciadas, para representar os elementos da paisagem. Durante a explicação, descreva detalhadamente cada elemento, mencionando formas, tamanhos, posições e características relevantes. Para a confecção do croqui, disponibilize papel com relevo ou ferramentas que permitam criar linhas e texturas perceptíveis ao toque. Na apresentação final, o estudante poderá descrever oralmente seu croqui para os colegas, permitindo que todos compreendam a proposta.
Paisagem no município de Belém, no Pará, em 2024.
6. Resposta pessoal. Oriente os estudantes a escolherem uma paisagem de que gostam. Peça que utilizem folhas de papel avulsas para fazer uma exposição dos desenhos.
6. Escolha uma paisagem do bairro onde mora a fim de produzir um croqui dela. Para isso, use uma folha de papel avulsa. Em sala de aula, compartilhe sua produção com os colegas e o professor.
7. Relacione as fotografias aos elementos que estão ocasionando transformações nessas paisagens.
7. Resposta: A – 3; B – 1; C – 2.



Paisagem no município de Ilhabela, em São Paulo, em 2024.
Paisagem no município de Paulo Afonso, na Bahia, em 2023.
Parte de uma rua no município de Teutônia, no Rio Grande do Sul, em 2024.
6. Objetivo
• Representar paisagens dos lugares de vivência por meio de um croqui.
Sugestão de intervenção
• Leve para a sala de aula exemplos de croquis e, se possível, de fotografias que evidenciem as paisagens neles retratadas. Apresente aos estudantes esses modelos e auxilie-os na compreensão das características básicas. Incentive-os, então, a realizar a atividade em casa, com auxílio dos familiares ou responsáveis, para que o croqui possa ser produzido por meio da observação direta de uma paisagem. Oriente-os a mostrar o resultado aos colegas em sala de aula e contar como foi a experiência. Solicite, com antecedência, uma fotografia do bairro de vivência e retome a adaptação realizada para estudantes cegos ou com baixa visão nas orientações da página 82, e a ofereça para que a família também faça parte do processo de inclusão. Faça as orientações pertinentes e peça aos estudantes que, juntos, relatem suas conclusões acerca da realização da atividade proposta.
7. Objetivo
• Analisar e identificar elementos da natureza que atuam na transformação das paisagens.
Sugestão de intervenção
• Se os estudantes não alcançarem o objetivo, promova a análise coletiva das fotografias e paisagens nelas retratadas. Incentive-os a citar os elementos da natureza que mais chamam a atenção em cada imagem e refletir sobre como esse elemento atua na transformação da paisagem. Oriente-os a conversar entre si se tiverem dúvidas quanto à resolução da atividade e faça um levantamento das respostas. Após finalizar o levantamento, apresente as respostas e realize um breve momento de conversa para esclarecer as dúvidas. Lembre-se de oferecer a descrição detalhada das imagens, oralmente ou com texto acessível em braile, para que estudantes cegos ou com baixa visão possam participar da atividade.
18/09/2025 17:48:10
A.
B.
C.
Água do rio. 1.
Água da chuva. 2.
Água do mar. 3.
OBJETIVOS DA UNIDADE
• Compreender o que é trabalho e reconhecer que muitos produtos e serviços que consumimos resultam do trabalho de diferentes pessoas.
• Distinguir trabalho remunerado de trabalho voluntário.
• Identificar e combater o trabalho infantil.
• Compreender que o trabalho transforma as paisagens.
• Reconhecer o trabalho em diferentes atividades econômicas.
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
Promova uma conversa com os estudantes sobre o trabalho e a paisagem do bairro. Se possível, leve para a sala de aula fotografias da paisagem do bairro onde a escola se localiza ou peça aos estudantes que levem imagens da paisagem do bairro ou da propriedade rural onde moram. Apresente-as de acordo com os diferentes perfis dos estudantes (projetadas em telão, impressas, audiodescritas etc). Pergunte a eles quais profissionais podem ter contribuído para a formação das paisagens retratadas. Comente que, para a construção de prédios, por exemplo, é necessário o trabalho de operários, engenheiros e arquitetos. Jardins e parques podem resultar do trabalho de jardineiros e paisagistas. A limpeza das ruas é feita principalmente pelos garis, e a instalação e manutenção da rede elétrica deriva do trabalho de operários e eletricistas. Leve-os a concluir que os elementos presentes nos lugares são resultado da ação do trabalho humano.
UNIDADE5 O TRABALHO E AS PAISAGENS

BNCC
O estudo desta unidade favorece o desenvolvimento da habilidade EF03GE05 da BNCC, pois os estudantes são levados a identificar e comparar diferentes tipos de trabalhos no dia a dia e em diferentes lugares. Também favorece o desenvolvimento parcial da habilidade EF03GE04 da BNCC, pois os estudantes analisam transformações nas paisagens que são resultantes do trabalho humano, tornando-se aptos a comparar
essas paisagens e transformações com aquelas de seus lugares de vivência. O tema também propicia o desenvolvimento das Competências específicas de Geografia 1 e 2, pois requisita dos estudantes reflexões e conhecimentos geográficos que os auxiliem na compreensão das transformações da natureza pela sociedade, analisando o modo como o ser humano faz uso da natureza.
A.
B.
Podemos perceber o trabalho por toda parte: os alimentos que consumimos foram produzidos por alguém no campo, a roupa que vestimos foi fabricada por alguém na indústria, que, por sua vez, foi comprada de algum vendedor no comércio e assim por diante. Vamos refletir mais sobre isso?

C.
Respostas
1. Elas estão cozinhando. Complemente o assunto perguntando aos estudantes se eles ajudam os familiares ou responsáveis na preparação das refeições e saliente os cuidados necessários durante o manuseio de alguns instrumentos.
2. A: Os alimentos são produzidos no campo, pelos agricultores. B: As roupas são produzidas nas indústrias ou por pessoas que costuram roupas
O que as pessoas retratadas na fotografia estão fazendo?
Alguns elementos da fotografia foram destacados com letras. Escreva qual trabalho ou profissional foi responsável pela produção desses elementos.
Analisando a fotografia, converse com os colegas sobre outros tipos de trabalho que podem estar envolvidos na cena.
1 a 3. Respostas e mais informações sobre a condução das páginas de abertura nas orientações ao professor
Família preparando uma refeição.
18/09/2025 17:44:59
artesanalmente. C: Os utensílios são produzidos nas indústrias.
3. Resposta pessoal. Os estudantes podem indicar os móveis produzidos em uma indústria ou marcenaria, entre outros elementos retratados na fotografia. Também podem destacar o trabalho que a família está desenvolvendo ao preparar os alimentos. Incentive-os a citar os tipos de trabalho envolvidos na cena em questão.
• Para auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão na leitura e na compreensão da imagem de abertura, ofereça uma descrição oral ou escrita em braile destacando detalhes como formas, cores, elementos presentes e suas relações.
• Explique aos estudantes que todos os trabalhos desempenhados têm importância. Comente que as tarefas de casa, como cozinhar, lavar as roupas e a louça, e outros trabalhos de organização e limpeza também são considerados trabalho e são imprescindíveis para o bem-estar das pessoas e para o funcionamento de outras atividades. Leve-os a refletir sobre como seria o dia a dia se esses trabalhos não fossem desempenhados.
• Comente que, assim como ocorre no exemplo representado na fotografia, o trabalho humano também pode ser identificado quando observamos as paisagens do bairro e do município. Para investigar experiências e conhecimentos prévios, pergunte aos estudantes de que maneira eles podem perceber o trabalho das pessoas nas paisagens do caminho de casa até a escola.
• Para que estudantes cegos ou com baixa visão possam interpretar as imagens das páginas 98 e 99, é importante oferecer a descrição detalhada delas oralmente ou com texto acessível em braile.
• Para complementar o assunto, explique aos estudantes que cada trabalhador exerce uma função na sociedade. Assim, todas as profissões são importantes e devem ser valorizadas e respeitadas. Para tornar o tema mais próximo deles, peça que criem uma lista com as diferentes profissões exercidas no ambiente escolar e, depois, comentem a importância de cada um dos profissionais para o bom funcionamento da escola. Para garantir a participação ativa e inclusiva de estudantes com dificuldades cognitivas, ofereça apoio extra durante a atividade, valorizando a participação oral ou o registro das respostas em forma de desenhos.
BNCC
• O estudo a respeito dos Diferentes tipos de trabalho favorece o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Trabalho, pois os estudantes são apresentados a diferentes tipos de trabalho e se apropriam de conhecimentos que lhes permitem entender as relações próprias do mundo do trabalho. O conteúdo trabalhado também contempla a Competência geral 6 da BNCC, ao explicitar o valor do trabalho e seus saberes.
13 DIFERENTES TIPOS DE TRABALHO
Toda atividade realizada pelas pessoas com a finalidade de atender às suas necessidades é chamada trabalho
No entanto, a importância do trabalho vai além das necessidades individuais. Afinal, todos os produtos e serviços dos quais dependemos são resultado do trabalho de uma ou mais pessoas.
Observe a seguir alguns exemplos de atividades realizadas por diferentes trabalhadores e como elas atendem às necessidades do dia a dia.
Quando usamos um ônibus, por exemplo, para nos deslocarmos de um lugar para o outro, contamos com o trabalho realizado por motoristas e cobradores.
Motorista, cobrador e passageira em um ônibus.
Quando precisamos de tratamento para cuidar da saúde, procuramos uma clínica, um posto de saúde ou um hospital. Nesses lugares, solicitamos o trabalho realizado por profissionais da saúde, como médicos e enfermeiros.

Profissional da saúde atendendo paciente.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES

COMBATE à informalidade. Gov.br, 14 out. 2020. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e -emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/ areas-de-atuacao/combate-a-informalidade
Acesso em: 4 jun. 2025.
Acesse o link para obter mais informações sobre trabalho formal e informal, assim como a respeito das implicações de trabalhos considerados informais.
1. Confira as cenas retratadas nas fotografias. Depois, copie no caderno as frases a seguir, substituindo o símbolo pela palavra correta. Para isso, use as palavras do quadro.
Professor, professora: As legendas das imagens não
dentista • mecânico • vendedor • jornalista

foram inseridas para não comprometerem a realização da atividade.
ATIVIDADE EXTRA
• Oriente os estudantes a entrevistarem um trabalhador do bairro ou da propriedade rural onde moram acompanhados, de um familiar ou responsável. Para escolherem um profissional, incentive-os a citar os trabalhos que conhecem e liste-os na lousa. Depois, peça-lhes que optem por um tipo de profissional da lista para entrevistar. Eles devem pedir ajuda dos familiares ou responsáveis para localizar alguém que exerça essa profissão, agendar e acompanhá-los em uma visita ao estabelecimento ou local onde esse profissional trabalha.
a ) Quando o proprietário de uma loja precisa de alguém para atender os clientes e vender as mercadorias, solicita o trabalho de um ■
1. a) Resposta: Quando o proprietário de uma loja precisa de alguém para atender os clientes e vender as mercadorias, solicita o trabalho de um vendedor.

b ) Quando as pessoas precisam de algum conserto no automóvel delas, buscam os serviços realizados por um ■.
1. b) Resposta: Quando as pessoas precisam de algum conserto no automóvel delas, buscam os serviços realizados por um mecânico
• Incentive os estudantes a refletirem sobre momentos em que precisamos dos profissionais citados na atividade 1. Se houver dificuldade, explique a importância das profissões mostradas dizendo que o consumidor depende do vendedor; se usarmos automóvel ou transporte público, precisamos do mecânico; para ficarmos atualizados das notícias, precisamos do jornalista; e, para a manutenção da saúde bucal, devemos nos consultar com um dentista regularmente.
18/09/2025 17:45:03
• Instrua-os a elaborar previamente um roteiro para a entrevista. As perguntas devem estar relacionadas às funções exercidas pelo trabalhador, por exemplo, como é sua rotina diária de trabalho e os motivos que o levaram a exercer aquela profissão. Se necessário, produza o roteiro em conjunto com os estudantes e comente que eles podem acrescentar outras questões se desejarem. Durante a entrevista, incentive-os a deixar o entrevistado se manifestar livremente sobre sua profissão. Peça-lhes que escolham uma forma de registrar as respostas e, caso optem pela gravação, devem pedir autorização ao entrevistado.
• Em sala de aula, organize um momento para que os estudantes possam compartilhar as informações coletadas com os colegas.
AVALIANDO
Objetivo
• As atividades 2 e 3 permitem avaliar se os estudantes reconhecem a importância do trabalho de um profissional, a exemplo do escolhido para ser representado.
Sugestão de intervenção
• Se não alcançarem o objetivo, oriente os estudantes a escolherem um dos profissionais da escola como exemplo. Incentive-os a identificar os profissionais da comunidade escolar e a refletir sobre sua importância. Oriente-os também a se perguntarem como seria o funcionamento da escola sem esses profissionais e o que eles desempenham no dia a dia que ajuda no bom funcionamento da escola. Se necessário, dê um exemplo. Aproveite o momento para verificar as dúvidas e garantir o respeito aos profissionais da escola.

2. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes na identificação do trabalho e do tipo de profissional que o realiza. Incentive-os a relatar a importância desse trabalho no dia a dia.
c ) O profissional que transmite notícias e informa as pessoas sobre acontecimentos do dia a dia, na televisão ou no rádio, é chamado ■.
1. c) Resposta: O profissional que transmite notícias e informa as pessoas sobre acontecimentos do dia a dia, na televisão ou no rádio, é chamado jornalista

3. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a perceberem que independentemente do tipo de profissão, todas exercem papel importante perante a sociedade.
d ) O profissional que cuida da saúde bucal, principalmente prevenindo e tratando problemas nos dentes, é chamado ■.
1. d) Resposta: O profissional que cuida da
saúde bucal, principalmente prevenindo e tratando problemas nos dentes, é chamado dentista
2. Pense em um exemplo de trabalho que você considere necessário no dia a dia. Desenhe no caderno esse trabalho sendo realizado por uma pessoa e escreva por que ele é importante para você.
3. Agora, você e os colegas vão compartilhar os desenhos feitos na atividade 2 e comparar as semelhanças e diferenças entre eles.
4. Pensem em diferentes tipos de trabalhos que algumas pessoas conhecidas de vocês realizam. Compartilhe com os colegas.
4. Resposta nas orientações ao professor
• Promova a organização de uma roda de conversa para iniciar atividade 4. Antes da apresentação dos trabalhos que os conhecidos ou familiares exercem, converse com os estudantes e certifique-se de que eles entenderam que todos os trabalhos são necessários para o bom funcionamento da sociedade e merecem ser respeitados. Incentive a manutenção de um ambiente favorável para a escuta atenta das contribuições dos colegas como forma de auxílio a estudantes cegos, com baixa visão ou dificuldade de concentração.
• Proporcione a adaptação da atividade solicitando, com antecedência, aos familiares ou responsáveis que enviem por escrito um breve relato sobre a profissão exercida por um dos membros da família. Para o estudante cego ou com baixa visão, ofereça materiais manipuláveis, como argila ou massa de modelar, que permitam a vivência tátil da atividade. Utilize palavras-chave para descrever o trabalho relatado e ajude o estudante a construir uma imagem mental explicando detalhes como o ambiente de trabalho, objetos utilizados e as funções desempenhadas. Convide o estudante a descrever verbalmente a imagem que formou em sua mente e oriente-o na modelagem da representação com base nessa descrição. Durante a atividade, leve-o a refletir sobre as percepções sensoriais que ele pode associar à profissão, como sons característicos, texturas, temperaturas ou odores, ampliando sua compreensão por meio dos sentidos remanescentes.
Resposta 4. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a identificarem semelhanças e diferenças entre os tipos de trabalhos por eles citados.
DIFERENTES PROFISSÕES NO BAIRRO
Estudamos que as pessoas realizam diferentes tipos de trabalho. Ao conversarmos com vizinhos e familiares ou responsáveis adultos para descobrir em que eles trabalham, provavelmente vamos receber respostas variadas.
Luísa fez uma pesquisa sobre isso no bairro onde mora. Acompanhada de sua mãe, ela conversou com 20 pessoas e identificou a profissão delas.
Criança e sua mãe entrevistando um segurança.

5. Verifique o gráfico produzido com as informações pesquisadas por Luísa e responda às questões a seguir.
Quantidade de profissionais no bairro
Quantidade de profissionais no bairro
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• Os conteúdos abordados nas páginas 101 a 103 possibilitam a interdisciplinaridade com o componente curricular de Matemática, pois envolvem a interpretação e a leitura de gráficos simples e a coleta e organização de informações para a produção de um gráfico semelhante. Se considerar necessário, convide o professor desse componente para ministrar a aula sobre este conteúdo em conjunto com você.
BNCC
1 4 7
0 3 6
2 5
Professor Motorista Vendedor Mecânico
SegurançaFarmacêutico
Profissões
Fonte de pesquisa: Informações coletadas por Luísa.
• A leitura e interpretação dos gráficos desenvolve a Competência geral 4 da BNCC, ao utilizar as linguagens matemáticas e científica como forma de expressar as informações coletadas.
• Utilize a atividade 5 como deflagradora das propostas de pesquisa de informações e produção de gráfico que serão promovidas nas páginas seguintes. Portanto, certifique-se de que os estudantes estejam atentos ao passo a passo do exemplo.
18/09/2025 17:45:09
• Utilize as questões da atividade 6 para explorar a representação das informações da pesquisa de Luísa por meio de um gráfico.
• Na atividade 7, faça uma roda de conversa com os estudantes para que eles possam citar as profissões que gostariam de seguir e enfatize que não existem profissões que são exclusivas de homens ou mulheres. Anote na lousa as profissões citadas e oriente-os a transcrever essas informações no quadro. Auxilie-os na escrita e, em seguida, faça a contabilidade.
• Para a elaboração e o preenchimento do quadro da atividade 7. c) no caderno, oriente os estudantes explicando como esse tipo de organização facilita a visualização das informações. Apresente a estrutura básica do quadro, destacando a função de cada parte: as colunas, que dividem os tipos de informações (por exemplo, nomes das profissões e quantidade de vezes que foram citadas); e as linhas, que organizam os dados em cada categoria. Ressalte que esse formato ajuda a comparar os dados com mais facilidade e torna as informações mais claras e acessíveis a todos.
• Na proposta da atividade 8, forme duplas, se possível, a fim de que alguns estudantes com mais dificuldades recebam auxílio de outros. Se necessário, utilize folha de papel milimetrado para facilitar na produção do gráfico a contagem dos quadrinhos na representação.
Respostas 7. b) Auxilie os estudantes a desenvolverem o autoconhecimento refletindo sobre as habilidades e os interesses deles e o que mais gostam de fazer, para que consigam identificar possíveis caminhos profissionais que estejam de acordo com o perfil deles.
5. a) Resposta: Vendedor; motorista; professor; segurança; farmacêutico; mecânico.
a ) Quais foram as profissões citadas pelas pessoas?
b ) Qual é a profissão da maior parte das pessoas com quem Luísa conversou?
c ) Qual profissão foi menos citada?
5. c) Resposta: Mecânico.
6. E você, qual profissão gostaria de seguir no futuro?
6. a) a c) Respostas nas orientações ao professor 5. b) Resposta: Vendedor.
a ) O professor vai fazer essa pergunta a você e aos demais colegas. Depois, vai anotar as respostas na lousa, em um quadro, conforme mostra a professora Marta quando começou a atividade com seus estudantes.

b ) Agora, copie no caderno uma tabela semelhante ao modelo a seguir. Depois, escreva nela as informações que a professora anotou na lousa.
Resultado da pesquisa
Profissão
Quantidade
c) a e) Resposta pessoal. Auxilie os estudantes na elaboração do quadro e na identificação das cinco profissões mais escolhidas.
ATIVIDADE EXTRA
• Instrua os estudantes a pesquisarem em casa, com os pais, sobre a profissão selecionada por eles na atividade 7 e, com base nessa pesquisa, fazer as atividades propostas a seguir. Depois, oriente-os a compartilhar os resultados com seus colegas.
a) Qual é o local de trabalho desse profissional?
b) Que atividades ele desempenha?
c) Qual é a importância do trabalho executado por esse profissional para a vida das pessoas?
d) Represente uma imagem desse profissional.
• Por meio da pesquisa, os estudantes podem investigar o local de trabalho, a área de atuação do profissional, como seu trabalho é importante para as pessoas etc. Outras atividades podem ser sugeridas com base na pesquisa, como entrevista com os cinco tipos de profissionais mais citados, além de produção de textos individuais ou coletivos sobre essa profissão.
Professora Marta e estudantes na sala de aula.
MODELO
Fonte de pesquisa.
c ) Com os colegas, somem a quantidade de vezes que as profissões foram mencionadas e anotem o resultado das cinco mais citadas. Confiram com os colegas o exemplo com as informações da pesquisa de Luísa.
Resultados da pesquisa de Luísa Profissão Quantidade
1. Vendedor 5
2. Motorista 4
3. Professor 3
4. Segurança 2
5. Farmacêutico 2
Fonte de pesquisa: Informações coletadas por Luísa.
7. Agora, vocês vão representar, por meio de um gráfico, as informações sobre os profissionais que vocês gostariam de ser no futuro.
Para isso, observe novamente o gráfico apresentado na página 101. Confira os elementos do gráfico, como título e fonte.
Com a ajuda do professor, vocês vão construir, no caderno, um gráfico como o observado anteriormente. Vocês deverão usar as informações que anotaram na tabela. Depois, mostre sua representação aos colegas .
7. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes na elaboração do gráfico. Se necessário, utilize folha de papel milimetrado para facilitar no desenho a contagem dos quadrinhos do gráfico.
AVALIANDO
Objetivo
• A atividade 7 permite avaliar a capacidade dos estudantes em relação à organização de dados para a construção de um gráfico simples.
Sugestão de intervenção
• Aproveite a atividade para esclarecer aos estudantes possíveis dúvidas sobre o trabalho com gráficos. Auxilie-os na elaboração e no preenchimento das colunas do gráfico no caderno orientando-os a escrever o nome das profissões mais mencionadas em cada legenda e a pintar os espaços (de cada coluna) de acordo com a quantidade de respostas. Se não alcançarem o objetivo, desenhe na lousa um gráfico de barras usando outros dados, como a quantidade de meninos e meninas na turma. Ao produzir essa representação, chame a atenção dos estudantes para cada elemento do gráfico e como representar os dados.
Representação de grupo de profissionais.
cubos (como blocos lógicos ou peças pequenas) para indicar a quantidade de vezes que cada profissão foi citada (cada cubo representará uma unidade). Outra alternativa é o uso do ábaco: cada coluna deve representar uma profissão; cada conta movimentada, uma ocorrência. Verifique se é necessário organizar os estudantes em duplas, para que os colegas possam auxiliar na criação da legenda tátil e no processo de organização dos dados, promovendo a inclusão e o trabalho colaborativo.
• Adapte esta atividade para estudantes cegos ou com baixa visão. Para isso, em uma folha de sulfite, trace as colunas que serão utilizadas e delimite-as com barbante, para criar divisórias táteis. Para representar cada profissão, utilize diferentes texturas (como lixa, tecido ou papel com relevo), facilitando sua identificação. Oriente-os a utilizarem
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ATIVIDADE EXTRA
• Para complementar a atividade 1, leve os estudantes a conhecerem o trabalho voluntário na prática. Oriente-os a identificar quais colegas de sala moram no mesmo bairro e divida-os em grupos de acordo com o bairro onde moram. Cada grupo deverá promover um mutirão no bairro para coletar alimentos não perecíveis com os vizinhos, parentes e amigos. Esta atividade deverá ser acompanhada dos familiares ou responsáveis pelos estudantes. Ao final, todos os grupos da sala deverão levar para a escola os alimentos recolhidos.
• Após a atividade, auxilie os estudantes em uma pesquisa sobre as organizações voluntárias que atuam no município oferecendo refeições ou alimentos a pessoas necessitadas. Avalie a possibilidade de agendar uma visita para doar os alimentos arrecadados a uma dessas organizações. Comunique a ação à direção e à equipe pedagógica, assim como aos familiares ou responsáveis, solicite autorizações por escrito, combine regras e providencie o transporte. Ajudar a quem precisa é um dos mais valiosos gestos humanos. Para finalizar, peça aos estudantes que produzam um texto individual ou coletivo contando como foi a experiência. Instigue-os a pensar no que aprenderam e quais lições eles acreditam que levarão para suas vidas. Pergunte também de que modo se conscientizaram a respeito das consequências da desigualdade social na vida das pessoas. Reforce que atualmente muitas pessoas no Brasil não possuem alimentos na mesa e que essa é uma causa de extrema importância.
TRABALHO REMUNERADO E TRABALHO VOLUNTÁRIO: QUAL É A DIFERENÇA?
Trabalho remunerado é aquele em que a pessoa recebe dinheiro pelo serviço que faz.
Com esse dinheiro, ela pode comprar o que necessita para o dia a dia, como comida, roupas, pagar a conta de luz, o aluguel da casa ou o transporte para ir ao trabalho.
O trabalho voluntário é quando uma pessoa ajuda os outros sem receber dinheiro por isso.
Quem faz esse tipo de trabalho quer ajudar pessoas ou comunidades, fazendo o bem sem esperar recompensa.
Qualquer pessoa pode realizar um trabalho voluntário. Para tanto, deve dedicar parte de seu tempo para isso.
São exemplos desse tipo de trabalho: auxílio com doações de roupas e alimentos a comunidades que necessitam desses itens, visitas a casas de repouso ou hospitais, entre outros.

Alguns voluntários trabalham no preparo e na distribuição de alimentos para pessoas que, por algum motivo, se encontram em abrigos, como vemos nesta fotografia, na cidade de Canoas, no Rio Grande do Sul, em 2024.
1. Você conhece algum trabalho voluntário no município onde vive? Conte aos colegas como é esse trabalho e de que forma ele ajuda a melhorar a vida de outras pessoas ou da comunidade.
1. Resposta pessoal. Oriente os estudantes na identificação dos trabalhos voluntários e incentive a importância do reconhecimento desse tipo de trabalho.
BNCC
O estudo desta página favorece o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Trabalho e a Competência geral 10 da BNCC, pois os estudantes são levados a reconhecer formas de trabalho voluntário e que lhes permitirão agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade e com base em princípios solidários.
ENTRE TEXTOS
Vários tipos de trabalhos estão à nossa volta, não é mesmo? Mas há um tipo que não queremos que exista e que devemos combater: o trabalho infantil.
Leia as informações que o texto a seguir apresenta sobre esse assunto.
Dia do Trabalhador é só para adultos!
Dia 1º de maio é o Dia do Trabalhador. Data importante para celebrar quem pode trabalhar, o que não é o caso das crianças! Trabalho infantil é crime e precisa ser combatido. Mas infelizmente, no nosso país, ainda há muito o que combater! [...]
[...]
Toda criança tem o direito de brincar, estudar e ter condições para o seu desenvolvimento pleno, o que inclui não trabalhar. Para garantir que não se percam as conquistas mais recentes de direitos para a infância, garantidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), foi criado, em 1994, o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI). O fórum é uma organização não governamental (ONG) que atua junto a entidades que lutam pelo fim do trabalho infantil.
[...]
DIA do Trabalhador é só para adultos! plenarinho.leg.br - Câmara dos Deputados, 30 abr. 2019. Disponível em: https://plenarinho.leg.br/index.php/2019/04/dia-trabalhador-e-para-adultos/. Acesso em: 7 maio 2025.
Crianças estudando.

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OBJETIVOS
• Refletir sobre alguns problemas causados pelo trabalho infantil.
• Valorizar e desenvolver atitudes de combate ao trabalho infantil.
• Explique aos estudantes a importância de distinguir o trabalho infantil da cooperação de cada um para ajudar nas tarefas domésticas leves. Desde que não façam trabalhos forçados, as crianças podem colaborar e valorizar a participação de todos nos cuidados com os bens da família ou na organização do ambiente em que vivem, por exemplo: manter seus objetos pessoais organizados, colocar a mesa para as refeições, arrumar a cama e cuidar dos animais de estimação.
BNCC
O estudo desta seção favorece o desenvolvimento das Competências gerais 2, 8 e 9 da BNCC e dos temas contemporâ neos transversais Direi tos da criança e do adolescente e Educação em direitos humanos, pois os estudantes são levados a refletir sobre a empatia e motivados a praticar o diálogo, promovendo o respeito ao próximo e valorizando os direitos humanos.
LETÍCIA RIBEIRO/ARQUIVO
TEXTO
• Na atividade a, verifique se os estudantes identificam que o assunto principal do texto é que o trabalho infantil se configura como crime e deve ser combatido em qualquer parte do mundo. Transcreva para a lousa a afirmação correta para auxiliar os estudantes com dificuldades na escrita e ressalte ainda mais sua importância.
• Na atividade b, comente com os estudantes que, para garantir seus direitos e proteger as crianças e adolescentes, foi criado o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) pela Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990.
• Na atividade c, leve os estudantes a refletirem sobre os possíveis impactos que o trabalho infantil poderia causar na vida das crianças. Incentive também o sentimento de empatia em relação às crianças exploradas. Oriente-os a citar exemplos de atividades do seu dia a dia que teriam que abandonar caso precisassem trabalhar. Eles devem concluir que o trabalho infantil prejudica o desenvolvimento das crianças.
• Se julgar oportuno, oriente os estudantes a pesquisarem, com auxílio dos familiares ou responsáveis, mais informações sobre o trabalho infantil no Brasil, como notícias e relatos relacionados ao assunto. Instrua-os a investigar também atitudes que devem ser tomadas para combater a exploração desse tipo de trabalho. As informações colhidas podem ser compartilhadas em sala de aula pelos próprios estudantes, sendo possível também a elaboração de um texto com base no que encontraram.
EXPLORANDO O TEXTO
Comentários nas orientações ao professor.
a ) Leia as afirmações a seguir e copie no caderno a que resume o assunto principal tratado no texto.
• O Dia do Trabalhador deve ser comemorado.
• O trabalho infantil é crime, existe no Brasil e no mundo e deve ser combatido.
• As crianças não vão para a escola porque estão de férias.
a) Resposta: O trabalho infantil é crime, existe no Brasil e no mundo e deve ser combatido.
b ) Entre as afirmações a seguir, copie a que trata dos direitos das crianças, de acordo com o texto.
• O direito de comemorar o Dia do Trabalho.
• O direito de brincar, estudar e ter condições para seu desenvolvimento pleno.
b) Resposta: O direito de brincar, estudar e ter condições para seu desenvolvimento pleno.
c) Resposta: Sim, o trabalho infantil existe no Brasil. Os estudantes podem copiar partes ou todo o trecho: “Mas infelizmente, no nosso país, ainda há muito o que combater!”.
c ) De acordo com o texto, o trabalho infantil existe no Brasil? Copie o trecho do texto que justifica sua resposta. Brinquedos.

• Para ampliar a discussão acerca dos direitos das crianças, leve os estudantes para a sala de informática da escola e oriente-os a acessar a cartilha ilustrada do Estatuto da Criança e do Adolescente no site a seguir: ECA ilustrado para crianças. Plenarinho, 3 jul. 2018. Disponível em: https://plenarinho.leg.br/index.php/2018/07/ estatuto-da-crianca-e-do-adolescente/. Acesso em: 5 jun. 2025.
• Promova um momento de leitura coletiva direcionando para trechos da cartilha que tratam do assunto. Para estudantes cegos e com baixa visão, oriente o uso de softwares leitores de tela ou recursos de acessibilidade já disponíveis no computador, para que o conteúdo do site seja lido em voz alta. Caso necessário, auxilie-os na navegação até o link da cartilha e na seleção das partes que serão lidas em conjunto.
ALÉM DO TEXTO
Leia o texto a seguir.
A sobrecarga de atividades impostas às crianças e adolescentes envolvidos em trabalhos resulta em uma diminuição da capacidade de aprendizado e em prejuízos escolares, não apenas pelo cansaço físico e fadiga [...].
Fonte de pesquisa: BRASIL. Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Consequências do trabalho infantil: os acidentes registrados nos Sistemas de Informação em Saúde. Brasília, 2020. p. 10. Disponível em: https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/ noticias/2020-2/junho/ministerio-lanca-cartilha-sobre -as-consequencias-do-trabalho-infantil/Trabalhoinfantil_MMFDH.pdf. Acesso em: 9 maio 2025.
Sobrecarga: tudo que excede.

Impostas: que obrigou a aceitar ou a realizar. Fadiga: esgotamento físico, mental ou ambas.
ALÉM DO TEXTO
• Promova a leitura coletiva do trecho e incentive a observação do cartaz de combate ao trabalho infantil. Descreva a imagem de forma mais detalhada para auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão. Questione os estudantes sobre o assunto abordado no texto e no cartaz e, em caso de dificuldade de identificação do tema central, releia a frase do cartaz, indagando sobre quais atividades geralmente devem fazer parte da rotina das crianças.
Agora, observe o cartaz.
e) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes tenham posições contrárias ao fato de existirem crianças que deixam de brincar e estudar para trabalhar, muitas vezes em atividades forçadas. Importante que eles compreendam que o trabalho infantil não é adequado para crianças, pois elas têm o direito de brincar, estudar e se desenvolver de forma saudável.
Após ler o trecho e analisar o cartaz, responda às questões a seguir no caderno.
d) e f) Respostas nas orientações ao professor
d ) Qual é o tema central do trecho e do cartaz que você leu?
e ) Qual é sua opinião sobre as crianças que trabalham em vez de brincar e estudar? Explique sua resposta.
f ) Vamos ajudar a acabar com o trabalho infantil. Perto ou longe de nós, ele precisa ser combatido. Em dupla com um colega, elaborem frases de combate ao trabalho infantil em uma folha avulsa. Usem desenhos, se preferirem. Exponham os trabalhos no mural da sala de aula ou em algum lugar da escola. Por fim, convidem os demais estudantes e funcionários da escola para visitarem essa exposição.

ATIVIDADE EXTRA
• Proponha aos estudantes a reflexão sobre os prejuízos causados pelo trabalho infantil. Transcreva na lousa a questão norteadora a seguir e incentive um debate. Oriente-os a conversar de maneira respeitosa, não interrompendo os colegas e considerando o ponto de vista de cada um.
Quais problemas de saúde o trabalho infantil pode causar nas crianças com relação a audição, respiração, ferimentos e contaminação?
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• Resposta: Os estudantes podem pesquisar problemas de audição decorrentes de trabalho em locais com ruídos elevados, como fábricas; problemas respiratórios decorrentes de trabalho sem proteção em locais fechados e sem ventilação ou com muita fuligem e poeira; problemas decorrentes de acidentes de trabalho, como cortes e queimaduras ao desempenharem trabalhos perigosos; problemas de crescimento em decorrência de má alimentação, trabalho forçado e poucas horas de sono.
Respostas d) O tema central do trecho e do cartaz é o combate ao trabalho infantil. f) Resposta pessoal. Auxilie os estudantes na elaboração das frases e explique-lhes as medidas simples que contribuem para combater o trabalho infantil.
Cartaz de combate ao trabalho infantil.
Brinquedo.
Para introduzir o tema O trabalho e a transformação das paisagens, instigue os estudantes a pensarem em como as paisagens são modificadas pelo trabalho das pessoas por meio da construção de elementos culturais ou até mesmo pela limpeza das ruas ou a pintura de casas e muros. Oriente-os a dividir uma folha de papel avulsa na horizontal em duas metades e a produzir um desenho que evidencie uma mesma paisagem antes e depois de uma transformação. Enfatize que pode ser uma paisagem de um lugar que conheçam e que as transformações podem ser imaginadas por eles mesmos. Depois, peça-lhes que mostrem seus desenhos ao restante da turma. Esta atividade prática, ao exigir dos estudantes consciência para dividir a folha e desenhar, controle fino dos movimentos e noção de lateralidade, contribui para o desenvolvimento da propriocepção.
Proponha um trabalho colaborativo visando à produção de percepções táteis de transformações da paisagem pelo trabalho humano, de modo a auxiliar estudantes com deficiências sensoriais. Incentive os estudantes na organização de grupos e confecção de maquetes para a representação de paisagens antes e depois de transformações. Requisite materiais, combine a data de produção e proporcione um momento para a apresentação dos trabalhos com descrições, apontamentos e manipulação tátil.
14 O TRABALHO E A TRANSFORMAÇÃO
DAS
PAISAGENS
Você sabia que as paisagens podem ser transformadas pelo trabalho das pessoas? Ao percebermos uma paisagem com elementos construídos pelo ser humano, por exemplo, estamos diante de uma paisagem modificada pelo trabalho. Vamos conhecer alguns exemplos.


• Para aprofundar seus conhecimentos sobre o tema tratado nas páginas 108 a 109 e também sobre a importância da observação do espaço vivido a partir dos anos iniciais do ensino escolar, sugerimos a leitura do texto a seguir.
Transformação no espaço
O conceito de transformação está presente em todo o estudo do espaço, uma vez que a sociedade humana, ao satisfazer as necessidades que ela mesma cria, atua sobre a natureza e modifica o seu
Esta paisagem está sendo transformada porque as pessoas estão varrendo e recolhendo resíduos sólidos acumulados para que as ruas do bairro fiquem mais limpas e agradáveis.
Esta paisagem está sendo transformada porque as pessoas estão construindo um prédio em um terreno desocupado.
espaço. Essa intervenção se dá com apropriação da natureza, ou seja, o homem não se submete ao espaço natural; cada vez mais ele o altera por meio do trabalho.
[…]
É a intervenção dos grupos humanos que constrói formas espaciais características, como as cidades e os campos de cultivo, em lugar da natureza selvagem ou primitiva, anterior à ação humana.
A industrialização, por exemplo, promoveu uma grande transformação no espaço, porque é uma
Trabalhadores construindo um prédio, na cidade de São Paulo, em 2024.
Trabalhadores da limpeza pública (garis) limpando rua da cidade de Campo Maior, no Piauí, em 2022.
1. Com base nos exemplos da página anterior, observe as fotografias a seguir e explique como cada uma das paisagens está sendo transformada pelo trabalho humano e qual é o principal motivo dessas transformações. 1. Resposta: A: As pessoas estão realizando a colheita duplicando uma rodovia que vai permitir a passagem de mais veículos.
em uma plantação, para obter alimentos ou matéria‑prima. B: As pessoas estão



C: As pessoas estão construindo uma ponte sobre um rio, que vai permitir a passagem de veículos.
Paisagem rural no município de Ivinhema, no Mato Grosso do Sul, em 2024.
• Avalie individualmente as dificuldades de estudantes cegos ou com baixa visão e proporcione a descrição mais detalhada das fotografias. Descreva os elementos relevantes e que configuram as transformações das paisagens retratadas e seus prováveis motivos.
BNCC
• A atividade 1 favorece o trabalho com a habilidade EF03GE04 da BNCC, pois os estudantes analisam transformações provenientes do trabalho humano em diferentes paisagens, tornando-se aptos a comparar essas paisagens e transformações com aquelas de seus lugares de vivência.
Paisagem do município de São Gonçalo do Amarante, no Ceará, em 2022.
atividade que provoca a concentração de pessoas e requer o desenvolvimento de outras atividades secundárias. A partir da Revolução Industrial, portanto, as cidades passaram a atrair a população para trabalhar nas fábricas, e a urbanização crescente requeria a ampliação do comércio e dos serviços, para atender à necessidade de transporte, energia, abastecimento de água, coleta de lixo, comunicação.
Paisagem de Helsinque, na Finlândia, em 2023.
109
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Esse conceito está presente a todo momento nas atividades de observação e análise do espaço, e o trabalho com a classe, desde as primeiras séries, irá ampliando a percepção do aluno, até que ele se veja como um agente transformador, e não mais como um mero observador.
KOZEL, Salete; FILIZOLA, Roberto. Didática de geografia: memórias da terra: o espaço vivido. São Paulo: FTD, 1996. p. 28-29. (Conteúdos e Metodologia).
A.
B.
C.
• Na atividade 2, explique aos estudantes que os alimentos e produtos que consumimos e os diferentes tipos de serviços a que temos acesso cotidianamente resultam do trabalho desempenhado por profissionais que exercem diferentes atividades econômicas: a agricultura, a pecuária, o extrativismo, a indústria, o comércio e a prestação de serviços. Resgate conhecimentos prévios sobre o assunto e incentive a participação de todos em uma conversa.
• Ressalte a definição de matéria-prima com os estudantes e verifique se todos compreenderam que ela é o material utilizado para a fabricação de determinado produto. Uma mercadoria pode ter mais de uma matéria-prima.
• Os materiais que são insumos (que são usados na produção) não devem ser confundidos com matérias-primas, pois eles não integram o produto. Por exemplo, a água é o insumo para a produção do suco de laranja integral ao ser utilizada para lavar as laranjas no processo de fabricação do suco. Dê outros exemplos e promova questões para averiguar se os estudantes compreenderam essa diferença.
• Para auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão na leitura e compreensão das imagens das páginas 110 e 111, ofereça uma descrição oral ou escrita em braile destacando detalhes como formas, cores, elementos presentes e suas relações. BNCC
O TRABALHO E AS ATIVIDADES ECONÔMICAS
As atividades econômicas são responsáveis pela produção e comercialização de produtos e serviços dos quais dependemos no dia a dia. Conheça, a seguir, alguns exemplos de atividades econômicas desenvolvidas no campo e na cidade.
2. Resposta: A – agricultura; B – extrativismo; C – pecuária; D – indústria; E – comércio; F – serviços.
2. Analise as fotografias a seguir. Depois, copie os textos no caderno substituindo os símbolos pelas palavras corretas e conheça algumas informações a respeito das atividades retratadas.
extrativismo • agricultura • pecuária • serviços • indústria • comércio

O trabalho na ■ envolve o cultivo de plantas para a produção de alimentos e matérias-primas. Um exemplo disso é a produção de frutas, legumes e verduras.
Agricultor colhendo espigas em plantação de milho, em Pontão, no Rio Grande do Sul, em 2024.
Matérias-primas: materiais utilizados na fabricação de algum tipo de produto, como a cana de açúcar na produção de açúcar, o milho na produção de fubá e o algodão para alguns tipos de tecidos.
O trabalho com o ■ consiste na extração e coleta de recursos da natureza, como plantas, animais ou minerais. Esses recursos podem ser utilizados como alimentos ou matérias primas.
Pescador lançando rede de pesca em rio no município de São Bento, no Maranhão, em 2024.

O estudo sobre O trabalho e as atividades econômicas favorece o desenvolvimento da habilidade EF03GE05 da BNCC, pois os estudantes são levados a identificar produtos cultivados e extraídos da natureza, comparando atividades de trabalho. Também favorece o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Trabalho, pois os estudantes adquirem informações que contribuem para o entendimento de diferentes profissões e das relações próprias do mundo do trabalho. O conteúdo trabalhado também contempla a Competência geral 6 da BNCC, ao explicitar o valor do trabalho e seus saberes.

O trabalho na ■ envolve atividades que transformam diferentes matérias primas em novos produtos, como o uso do leite na produção de queijos e iogurtes.
Trabalhadores em fábrica de queijo no município de Itanhandu, em Minas Gerais, em 2023.
O trabalho na ■ consiste na criação de diversas espécies de animais, como bovinos, ovinos e caprinos. Essa atividade está ligada à produção de alimentos ou matérias ‑primas.
Trabalhador colocando alimento para o gado, na Turquia, em 2022.


O trabalho no ■ envolve a compra e venda de diferentes produtos consumidos pela população em locais como feiras, lojas ou supermercados.
Supermercado nos Estados Unidos, em 2025.
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• Explique aos estudantes que a criação de animais em rebanho pode receber diferentes nomenclaturas. Por exemplo, a criação de bois e vacas é classificada como de bovinos; a de ovelhas e carneiros, de ovinos; cabras e cabritos, de caprinos; a criação de cavalos é chamada de criação de equinos, e assim por diante.
• Comente com os estudantes que algumas profissões, tanto do espaço rural quanto do espaço urbano, foram extintas ou passaram por adaptações no decorrer do tempo, enquanto novas profissões surgiram a fim de atender às variadas necessidades das pessoas. Para complementar esta abordagem, oriente os estudantes a pesquisarem quais eram as profissões desempenhadas por seus avós ou outras pessoas mais velhas com quem convivam. Pergunte-lhes se atualmente as profissões citadas ainda são executadas e se o são de modo semelhante ou diferente.
• É possível propor aos estudantes que descrevam, oralmente ou no caderno, a profissão de algum adulto da família, com as características principais desse trabalho. Cuide para que todos os estudantes se sintam confortáveis para expor a profissão do familiar ou responsável e ajam com respeito para com os demais colegas, evitando qualquer tipo de comentário discriminatório sobre qualquer profissão.
• Se houver dificuldade nas atividades 3 e 4, retome o conteúdo com os estudantes e promova uma roda de conversa para que eles possam expressar suas dúvidas e opiniões. Aproveite para explicar possíveis distorções sobre o assunto e verifique se todos são capazes de diferenciar tipos de trabalho de acordo com a atividade econômica exercida.
BNCC
• Ao identificarem e compararem os prejuízos ao meio ambiente provenientes da prática de atividades econômicas nos espaços rural e urbano, os estudantes desenvolvem aspectos da habilidade EF03GEO11 da BNCC. O conhecimento das maneiras corretas para a redução dos impactos ambientais decorrentes do modo como determinadas atividades econômicas são praticadas incentiva o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Educação ambiental.
ATIVIDADE EXTRA
• Peça aos estudantes que indiquem quais dessas atividades econômicas envolvem trabalhos que eles são capazes de reconhecer no lugar onde moram. Oriente-os a identificar que trabalhos são esses, dando ao menos um exemplo para cada atividade econômica.
3. Resposta pessoal. Promova um debate sobre as atividades econômicas predominantes e as que são pouco expressivas no município onde os estudantes vivem.

O trabalho de prestação de ■ abrange atividades realizadas por diversos profissionais, como o ensino ministrado por professores, o tratamento de saúde realizado pelos médicos e a condução de veículos feita pelos motoristas. F.
Veterinária examinando um gato, no Canadá, em 2024.
3. Você conhece alguém que trabalha nas atividades econômicas estudadas nos exemplos? Compartilhe com os colegas.
As atividades econômicas e a natureza
Os recursos naturais são elementos da natureza utilizados nas diferentes atividades econômicas realizadas pelas pessoas.
O modo como algumas atividades econômicas são praticadas pode prejudicar o meio ambiente. Por exemplo: indústrias poluentes que despejam seus resíduos sem tratamento diretamente nos rios; uso excessivo de agrotóxicos que podem contaminar o solo e os rios, afetando consequentemente plantas e animais, inclusive os seres humanos, além dos desmatamentos e das queimadas. Existem maneiras corretas para diminuir os impactos ambientais causados por algumas dessas práticas. Vamos analisar alguns exemplos.
• Compensação ambiental, com a recuperação de áreas alteradas por meio de queimadas, desmatamento ou exploração mineral.
• Investimentos em tecnologias que podem reduzir os efeitos negativos na natureza, como por meio da aplicação adequada de produtos químicos nas lavouras por drones.
Compensação ambiental: correções de problemas causados ao meio ambiente, por exemplo, pelo reflorestamento de matas e florestas desmatadas, pela limpeza de rios que foram poluídos ou pela reparação de terrenos com erosão.
• Incentivo para que as indústrias invistam em fontes de energia renováveis e realizem o tratamento correto dos resíduos, antes de devolvê los ao meio ambiente.
4. No caderno, relacione as atividades econômicas às imagens correspondentes.
4. Resposta: A – 3, B – 1, C – 6, D – 4, E – 2, F – 5.
Extrativismo. A. Agricultura. C. Comércio. D. Pecuária. B. Indústria. E. Prestação de serviços. F.






AVALIANDO
Objetivo
• A atividade 4 permite avaliar o aprendizado dos estudantes em relação aos tipos de trabalho e às atividades econômicas.
Sugestão de intervenção
18/09/2025 17:39:32
• Se considerar necessário, providencie com antecedência e leve para a sala de aula fotografias que ilustrem diferentes atividades econômicas e formas de trabalho. Projete essas imagens para os estudantes e oriente-os a legendar essas fotografias uma a uma, descrevendo o tipo de trabalho que está sendo desempenhado e a atividade econômica. Ajude-os quando for preciso fazendo intervenções para assegurar que eles identifiquem ao menos um exemplo de tipo de trabalho em cada atividade econômica. Aproveite para promover uma conversa de retomada sobre cada uma delas e suas características. Se ainda houver dificuldade para o desenvolvimento da atividade, identifique uma das fotografias junto com os estudantes e oriente-os a terminar a atividade. Proponha um jogo de adivinha para auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão na identificação das formas de trabalho e das atividades econômicas a que pertencem. Organize os estudantes em duplas e distribua a cada uma delas uma forma de trabalho. Oriente que anotem a descrição dela em um retângulo de papel. Recolha o material produzido e sorteie as descrições entre as duplas, que deverão ler em voz alta enquanto os demais colegas tentam adivinhar qual é o nome da forma de trabalho descrita e a que atividade econômica pertence. Incentive-os a participar. Caso seja pertinente, complemente as descrições de modo a auxiliar na identificação.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia 1. 2.
Boiadeiro. Operário.
Coletor de castanha.
Feirante.
Dentista.
Agricultor.
1. Objetivo
• Reconhecer diferentes tipos de trabalho existentes e identificar como esses trabalhadores estão presentes no dia a dia.
Sugestão de intervenção
• Para auxiliar a tratar o tema, organize uma conversa com os estudantes e identifique outros profissionais não apontados na atividade, mas que estão presentes no espaço escolar, como o secretário, o diretor, o zelador entre outros. Enfatize a importância do trabalho de cada um desses profissionais e reforce que todos os outros são extremamente necessários para garantir o bom funcionamento da escola. Em seguida, organize os estudantes em grupos e oriente-os discutir entre si para sanar dúvidas e identificar os diferentes profissionais e como eles estão presentes em seu dia a dia. Oriente os integrantes do grupo a auxiliarem os estudantes cegos ou com baixa visão para que possam interpretar essas imagens, promovendo, dessa forma, a empatia, a cooperação e o fortalecimento de um bom relacionamento entre todos, valorizando as diferentes formas de percepção e participação.
• Depois, com toda a turma, escolha diferentes grupos para expor a resposta referente a cada profissional mostrado. Após cada grupo expor sua resposta, pergunte aos demais grupos se chegaram às mesmas conclusões e, caso eles tenham identificado outra profissão ou queiram acrescentar informações sobre como a profissão está presente em seu dia a dia, oriente-os a justificar sua escolha ou expressar suas ideias. Incentive a participação de todos e liste na lousa cada uma das profissões identificadas, assim como as contribuições desses
Escreva as respostas no caderno.
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
1. Verifique cada trabalho representado nas fotografias a seguir. Depois, escreva no caderno o tipo de trabalho e o profissional responsável por ele.






1. Resposta: A – médica; B – bombeiro; C – padeiro; D – gari ou coletor de resíduos; E – operador de caixa de supermercado; F – agricultor.
Das profissões retratadas nas fotografias, quais, em sua opinião, estão presentes no seu dia a dia? Quais atividades esses profissionais desempenham?
1. Resposta nas orientações ao professor
profissionais para a comunidade, conforme os estudantes as forem citando.
Resposta
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem que os professores fazem parte do dia a dia deles pelo fato de irem à escola durante a semana e que os garis, da mesma forma, estão presentes no cotidiano por fazerem a coleta de resíduos. Eles podem citar outras profissões que podem estar presentes em diferentes momentos, ainda que não cotidianamente.
E.
F.
C.
D.
A.
B.
Rússia, em 2024.
Cidade do Rio de Janeiro, em 2020.
Uzbequistão, em 2024.
Estados Unidos, em 2019.
Belarus, em 2019.
Indonésia, em 2025.
2. Conheça um pouco mais sobre o trabalho de seus familiares, responsáveis ou conhecidos. Para isso, realize uma entrevista com um deles. Faça como os jornalistas e peça lhe que responda às perguntas a seguir. Anote as respostas no caderno.
2. a) a e) Respostas nas orientações ao professor
a ) Qual é sua profissão?
b ) Quais são as atividades que você realiza nela?
c ) Há quanto tempo você trabalha nessa profissão?
d ) Qual é a importância dela?
e ) Em uma folha de papel avulsa, faça um desenho ou pesquise uma imagem que represente o trabalho da pessoa entrevistada. Depois, mostre o desenho ou a imagem aos colegas e coloque no mural da sala de aula ou em algum lugar da escola.
3. Copie no caderno as afirmações a seguir, completando as com as palavras adequadas apresentadas no quadro.
3. c) Resposta: Coletar alimentos e distribuí los a pessoas necessitadas e visitar doentes
assalariado • voluntário
2. Objetivo
• Reconhecer e valorizar as profissões dos familiares ou responsáveis. Sugestão de intervenção
• Escolha um profissional da escola e realize junto com os estudantes uma entrevista similar com essa pessoa, de forma a inspirá-los e ajudá-los a identificar os procedimentos da entrevista e as formas de registro.
a ) O trabalhador ■ recebe uma remuneração pelo trabalho realizado.
3. a) Resposta: O trabalhador assalariado recebe uma remuneração pelo trabalho realizado.
b ) O trabalho ■ pode ser realizado para ajudar pessoas necessitadas.
3. b) Resposta: O trabalho voluntário pode ser realizado para ajudar pessoas necessitadas.
c ) Coletar alimentos e distribuí los a pessoas necessitadas e visitar doentes nos hospitais fazem parte do trabalho ■
4. b) Resposta nas orientações ao professor.
d ) No trabalho ■, a remuneração pode ser fixa ou temporária.
3. d) Resposta: No trabalho assalariado, a remuneração pode ser fixa ou temporária. nos hospitais fazem parte do trabalho voluntário
4. Leia a manchete a seguir. Depois, responda às questões no caderno.
Governo Federal afasta cerca de 4.500 crianças do trabalho infantil em dois anos
GOVERNO Federal afasta cerca de 4.500 crianças do trabalho infantil em dois anos, Gov.br, 6 dez. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt br/assuntos/noticias/2024/12/governo federal afasta cerca de‑4‑500 criancas do trabalho infantil em dois anos. Acesso em: 13 fev. 2025.
a ) Qual é o principal assunto abordado na manchete?
O combate ao trabalho infantil com a retirada de muitas crianças dessa situação.
b ) Por que o trabalho infantil é incorreto e deve ser combatido?
4. b) Resposta nas orientações ao professor.
c ) Escreva no caderno uma manchete de jornal que você gostaria de ler a respeito do trabalho infantil.
4. a) Resposta: 4. c) Resposta pessoal. Realize a
atividade com o tema em sala de aula e incentive os estudantes na criação das manchetes. 115
• Proporcione a acessibilidade e inclusão de estudantes cegos ou com baixa visão na realização do item e da atividade 2 solicitando, com antecedência, uma fotografia do trabalho realizado por um dos familiares ou responsáveis. Posicione e fixe a fotografia sobre um pedaço de papelão ou esponja floral e, com caneta ou lápis, trace os contornos dos elementos representados, de modo que fiquem impressos em relevo nesse material. Simultaneamente, descreva os elementos retratados na fotografia e permita que o estudante manipule a representação produzida, para identificar seus contornos e auxiliar na construção da imagem. Ofereça tinta relevo, oriente e incentive o estudante no preenchimento dos sulcos criados no material escolhido, deixe secar e promova um novo reconhecimento tátil. Alternativamente, ofereça um objeto ou instrumento relacionado ao desenvolvimento do trabalho desempenhado por um de seus familiares e responsáveis e, após o reconhecimento tátil, descreva detalhadamente seu uso. Incentive a construção de uma representação dele em material maleável, como argila ou massa de modelar.
3. Objetivo
• Diferenciar trabalho assalariado de trabalho voluntário.
Sugestão de intervenção
• Apresente aos estudantes a definição de trabalho voluntário e trabalho remunerado ou incentive-os a definir esses
tipos de trabalho dando exemplos. Tire as dúvidas que surgirem e, quando achar que todos delimitaram as características dos trabalhos remunerado e voluntário, oriente-os a realizar a atividade em duplas e compartilhar as respostas com os demais colegas. Faça as correções necessárias e volte a conversar brevemente sobre trabalho voluntário.
Resposta
2. a) a e) Respostas pessoais. Reforce a importância de valorizar todas as profissões e reconhecer o papel fundamental
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que cada uma desempenha na sociedade. Evite qualquer tipo de preconceito ou constrangimento com relação às diferentes profissões citadas.
4. b) Espera-se que os estudantes respondam que as crianças precisam estudar, brincar e se desenvolver com saúde. O trabalho infantil atrapalha o crescimento, pode causar doenças, cansaço, tristeza e tira o tempo de aprender e conviver com outras crianças.
4. Objetivo
• Incentivar o combate ao trabalho infantil.
Sugestão de intervenção
• Antes de realizar a atividade, apresente aos estudantes o vídeo indicado a seguir: Trabalho Infantil: Conheça as consequências. Fundação Abrinq , 2019. Disponível em: https:// youtu.be/8jx8OuHFwMQ?si=9u-7Um_JAqbw304m.
Acesso em: 6 jun. 2025. Incentive-os a conversar sobre o tema e produzir um desenho na sequência. Explique que a produção pode ser uma mensagem contra o trabalho infantil ou até mesmo uma tirinha em quadrinhos. Considere a formação de duplas para a realização da atividade e, ao término, oriente-os a mostrar o que criaram aos colegas. Avalie dificuldades de forma individualizada e permita que estudantes com mais dificuldades apresentem suas ideias oralmente.
5. Objetivo
• Identificar diferentes tipos de atividades econômicas.
Sugestão de intervenção
• Organize uma roda de conversa para retomar com os estudantes a importância dos diferentes tipos de atividades econômicas e do uso de legendas informativas na leitura e na interpretação de imagens. Em seguida, distribua imagens que representem essas atividades, separadas de suas respectivas legendas. Apresente-as à turma, incentivando a observação e descrição oral de cada uma. Depois, mostre as legendas, orientando uma leitura atenta e cuidadosa. Por fim, conduza o processo de associação correta entre imagens e legendas, ressaltando a relevância das informações para a compreensão do conteúdo.
5. Complemente no caderno as legendas das fotografias B e C desta página. Nelas, inclua: a atividade que está sendo realizada e o produto obtido por meio dela. Use como referência o exemplo da legenda da fotografia A



• Para incluir estudantes cegos ou com baixa visão na atividade, utilize versões táteis das imagens, confeccionadas com relevo, texturas ou materiais diferenciados que representem elementos-chave de cada cena. Descreva oralmente, de forma detalhada e objetiva, o conteúdo das imagens, destacando aspectos relevantes como formas, posições e ações retratadas. As legendas podem ser disponibilizadas em braile, fonte ampliada ou lidas em voz alta.
Ordenha mecanizada de vacas para a retirada de leite em propriedade rural de São Roque de Minas, em Minas Gerais, em 2024.
Litoral do município de Laguna, em Santa Catarina, em 2024.
5. Resposta: B: Pescador arremessando rede de pesca no mar para obter peixes no litoral da cidade de Laguna, em Santa Catarina, em 2024. C: Costureiras produzindo camisas em indústria na cidade de Ba Ria, no Vietnã, em 2023.
Cidade de Ba Ria, no Vietnã, em 2023.
A.
B.
C.
6. Relacione a paisagem transformada ao texto que descreve o principal motivo da transformação. Depois, indique um tipo de profissional que pode estar envolvido na realização deste trabalho.



6. Resposta:
A – 2: agricultor, engenheiro agrônomo, tratorista, operador de máquina colheitadeira.
B – 3: gari, coletor de resíduos.
C – 1: pedreiro, construtor, arquiteto, engenheiro civil.
Lavoura em propriedade rural no município de Colinas, no Maranhão, em 2021.
6. Objetivo
• Analisar as modificações na paisagem ocasionadas pelo trabalho humano e reconhecer os trabalhadores responsáveis.
Sugestão de intervenção
Trabalhador em área urbana na cidade de Laranjeiras, em Sergipe, em 2024.
Bairro habitacional na cidade de Gália, em São Paulo, em 2019.
• Se não alcançarem o objetivo, promova a análise coletiva das paisagens e incentive os estudantes a identificarem os elementos de cada uma delas. Liste os elementos principais relacionados ao trabalho na lousa, como a plantação, a moradia e o lixo sendo recolhido pelo gari. Depois, leia as frases uma a uma e incentive-os a identificar a que imagem ela se refere. Para que possam identificar os trabalhadores, se achar necessário, escreva na lousa nomes de diferentes profissionais e encoraje-os a identificar quais profissionais não aparecem nas imagens. Risque, um a um, os profissionais que eles citarem, até que restem somente os evidenciados nas fotografias. Oriente-os, então, a reconhecer os resultados do trabalho de cada um deles nas paisagens, realizando as intervenções necessárias para que possam estabelecer essa relação. • Para auxiliar estudantes cegos ou com baixa visão na leitura e compreensão das imagens, ofereça uma descrição oral ou escrita em braile, destacando detalhes como formas, cores, elementos presentes e suas relações.
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A.
B.
C.
Construção de moradias.
1. Colheita de alimentos. 2. Limpeza de áreas públicas.
3.
OBJETIVOS DA UNIDADE
• Identificar os recursos da natureza que são utilizados pelo ser humano.
• Distinguir os recursos renováveis dos não renováveis.
• Analisar hábitos que contribuem para minimizar os problemas ambientais e refletir sobre eles.
• Identificar e aplicar no cotidiano práticas relacionadas à coleta seletiva, à destinação e ao reaproveitamento de resíduos sólidos.
• Compreender a importância da prática dos 3Rs.
• Refletir sobre alguns problemas ambientais e valorizar práticas sustentáveis.
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
Inicie o estudo desta unidade propondo aos estudantes brincadeiras que utilizem apenas materiais recicláveis, como tampinhas e garrafas PET, potes de plástico, palitos de sorvete etc. Incentive-os a criar brinquedos, como carrinhos e bonecos, com esses materiais. Oriente-os a usar cola, tesoura com pontas arredondadas, canetas e papéis coloridos. Auxilie-os na produção dos brinquedos e organize a sala para que possam deixar os brinquedos expostos. Por meio desta atividade, os estudantes desenvolvem a consciência corporal, o que favorece o desenvolvimento da propriocepção. Caso considere pertinente, envolva os familiares ou responsáveis pelos estudantes nesta proposta. Solicite a eles que, com os estudantes, pesquisem e confeccionem um brinquedo feito com materiais recicláveis. Antes de iniciar o trabalho com a unidade, agende um dia para que levem as produções para a escola. Reúna os estudantes em roda na sala de aula ou no pátio e peça-lhes que
6 AS PESSOAS E O MEIO AMBIENTE UNIDADE

apresentem o brinquedo e citem os materiais que utilizaram na confecção. Depois, defina um tempo para que brinquem e compartilhem os brinquedos com os colegas.
• Esse pode ser um bom momento para encorajá-los a colocar em prática atitudes de cuidado com o meio ambiente. Para incentivar a participação dos estudantes e verificar seus conhecimentos prévios sobre o assunto a ser estudado, promova uma roda de conversa e oriente-os a identificar atitudes de cuidado com a natureza que podem ser adotadas. Aproveite as questões propostas na página 119 e pergunte a eles se
Mãe e filha produzindo um brinquedo com materiais recicláveis.
no dia a dia usam produtos de materiais reutilizados. Verifique também se eles e as pessoas de suas famílias têm o hábito de separar os resíduos sólidos para a reciclagem.
DAVID PEREIRAS/SHUTTERSTOCK.COM

Confira informações sobre a condução das páginas de abertura nas orientações ao professor
Dependemos de muitos recursos da natureza. Por isso, precisamos cuidar bem do meio ambiente, conservando esses recursos para serem utilizados atualmente e no futuro.

1. Resposta: Garrafas e potes de plástico de produtos variados, como iogurtes.
1. 2. 3.
Na página anterior, qual tipo de material mãe e filha utilizaram para criar o brinquedo?
De acordo com a imagem desta página, qual é a cor da lixeira referente a esse material?
2. Resposta: Vermelho.
Com os colegas, digam qual é a cor da lixeira correspondente a cada tipo de resíduo sólido mostrado a seguir.
Imagens com elementos sem proporção entre si




3. Resposta: Casca de limão – marrom; garrafas de vidro vazias – verde; caixas de papel vazias – azul; latas de alumínio (metal) amassadas – amarelo.
essas intervenções, proposta que desenvolve as habilidades EF03GE09 e EF03GE11 da BNCC.
• Ao longo deste estudo, destaca-se também o desenvolvimento das Competências específicas de Geografia 1, 6 e 7 da BNCC, pois em vários momentos os estudantes necessitam usar seus conhecimentos geográficos para a resolução de questionamentos, construindo argumentos,
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defendendo ideias e propondo ações sobre questões socioambientais.
• O trabalho com as temáticas favorece o desenvolvimento dos temas contemporâneos transversais Educação ambiental e Educação para o consumo, que permeiam toda a unidade.
Respostas
1. Espera-se que os estudantes identifiquem o plástico como o tipo de material recolhido pela criança.
2. Comente que cada cor representa um tipo de resíduo que pode ser descartado, e o plástico deve ser descartado na lixeira de cor vermelha.
3. Oriente os estudantes a observarem a fotografia das lixeiras de coleta seletiva. Se preferir, faça um passeio pela escola para observarem se há coleta seletiva implantada nela e confira com eles as cores das lixeiras. Mostre que essas cores são padronizadas e que em outros lugares do nosso país elas serão as mesmas.
BNCC
• O estudo desta unidade desenvolve a habilidade EF03GE05 da BNCC, pois trata dos recursos naturais e seus usos no dia a dia. Também favorece o desenvolvimento da habilidade EF03GE08 da BNCC, pois os estudantes podem refletir sobre o consumo e a produção de resíduos sólidos em seus locais de vivência e reconhecer formas corretas de descarte, assim como de reciclagem.
• Nesta unidade, os estudantes são levados a identificar impactos das ativi da des econômicas sobre o ambiente e a discutir os problemas ambientais provocados por
Lixeiras de coleta seletiva.
Casca de limão.
Caixas vazias. Latas amassadas.
Garrafas vazias.
• Inicie o estudo da página perguntando aos estudantes a respeito da importância dos recursos naturais. Explique que esses recursos são extremamente importantes à vida do ser humano, sendo explorados para diferentes finalidades. Oriente-os a observar as fotografias, ler as legendas e identificar o recurso natural correspondente.
• Amplie o trabalho com a página compartilhando com os estudantes informações complementares ao assunto. Explique-lhes, por exemplo, que refeições como a merenda escolar são preparadas com ingredientes que incluem elementos classificados como recursos biológicos, como carne, leite, ovos, cereais e vegetais. Já o sal de cozinha, conhecido quimicamente como cloreto de sódio, é um recurso mineral usado para realçar o sabor dos alimentos. Comente também que a água, além de ser um recurso hídrico essencial para saciar a sede e imprescindível para a vida, é utilizada em diversas atividades humanas, como a geração de energia, o cultivo de plantas, a criação de animais e a higiene pessoal.
• Comente com os estudantes que há mais de 200 tipos de minerais usados pelas pessoas, os quais tiveram papel importante na história da humanidade. Mencione que a exploração dos recursos minerais é tão importante que é possível classificar parte da história da humanidade de acordo com as idades da pedra, do bronze e do ferro.
• Ressalte que a água doce é um recurso fundamental à vida e, para usá-lo, dependemos de rios, lagos e reservas de água subterrâneas, fontes ameaçadas pela poluição e pelo uso intensivo. Aproveite para resgatar conhecimentos prévios sobre o assunto.
15 CONSUMO E RECURSOS DA NATUREZA
1. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar: itens de alimentação, como leite, alface e tomate; objetos feitos com metal, como talheres, latas, portas ou janelas; o uso da água no dia a dia para preparar alimentos, para a higiene pessoal ou limpeza dos ambientes etc.
Os elementos da natureza úteis ao ser humano são chamados de recursos naturais. Com eles, é possível atender a diversas necessidades, como alimentação, fabricação de produtos e produção de energia. Vamos conhecer alguns exemplos.
Imagens com elementos sem proporção entre si
Recursos biológicos
São plantas, animais e outros seres vivos explorados por meio de atividades agropecuárias e extrativistas.

de milho.
Recursos minerais
Representam diferentes minerais explorados pela atividade extrativista, em geral retirados do subsolo, como ferro, ouro, cimento e diamante.

Recursos hídricos
A água doce de fácil acesso ao ser humano é encontrada em rios, lagos e reservas de água subterrâneas.

1. Para cada tipo de recurso citado, escreva em seu caderno uma forma de utilizá-lo. Pense em exemplos de uso desses materiais no seu dia a dia e no de seus familiares ou responsáveis.
BNCC
• O estudo do tema Consumo e recursos da natureza torna possível o desenvolvimento da habilidade EF03GE05 da BNCC, pois os estudantes são levados a conhecer diferentes tipos de recursos naturais utilizados no dia a dia, como a água, os alimentos cultivados e os minerais extraídos da natureza. Também favorece o desenvolvimento parcial da habilidade EF03GE09 da BNCC, uma vez que os estudantes são incentivados a investigar os usos desses recursos naturais.
Espiga
Minério de ferro. Água doce.
Os recursos naturais podem ser consumidos diretamente, como é o caso dos alimentos que cultivamos e da água doce potável. Além disso, muitos desses recursos podem ser utilizados como matéria-prima para a fabricação de outros produtos.
2. Vamos analisar diferentes maneiras de usar os recursos da natureza como matéria-prima por meio da fabricação de determinados produtos. Ao conferir as imagens, identifique e leia os textos correspondentes.

Madeira utilizada para fabricar móveis.
Alguns tipos de árvores, como o eucalipto, podem ser cultivados.
Quando atingem determinado tamanho, essas árvores são cortadas para extrair a madeira. Essa madeira é usada para fabricar móveis e outros produtos.
3. Agora, com base na imagem e no texto a seguir, escreva no caderno as etapas da transformação de uma matéria-prima em um novo produto, ordenando-as corretamente.
3. Resposta: A – A bauxita é extraída do

subsolo de uma jazida. B – A bauxita é um mineral usado na produção do alumínio, um tipo de metal. C – O alumínio é usado para produzir latas e outros objetos metálicos.
O alumínio é usado para produzir latas e outros objetos metálicos.
A bauxita é extraída do subsolo de uma jazida.
A bauxita é um mineral usado na produção do alumínio, um tipo de metal.
Alumínio utilizado para produzir latas.
4. Forme dupla com um colega e pensem em outro exemplo de recurso natural usado como matéria-prima na fabricação de um produto do dia a dia de vocês. Compartilhem esse exemplo com a turma.
4. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes na identificação de outros produtos que podem ser fabricados com recursos naturais. Confira mais informações sobre a atividade nas orientações ao professor.
usos possíveis dos recursos naturais, tendo em vista a importância de objetos técnicos para compreender de que maneira os seres humanos fazem uso dos recursos da natureza. Desse modo, estas páginas permitem que os estudantes desenvolvam aspectos das Competências específicas de Geografia 1 e 2
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
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DIAS, Genebaldo Freire. Dinâmicas e instrumentação para educação ambiental. São Paulo: Gaia, 2010.
O livro aborda a forma de exploração dos recursos naturais e os desafios a percorrer para diminuir o impacto no ambiente.
• Para complementar as atividades 2 e 3 , mostre fotografias de exemplos de áreas de produção de madeira (silvicultura) e de mineração, e ressalte as transformações na paisagem decorrentes da exploração de alguns recursos naturais, sobretudo recursos minerais que se encontram no subsolo.
• Na atividade 4, incentive os estudantes a identificarem outros exemplos de recursos naturais usados na fabricação de diferentes produtos. Se considerar pertinente, apresente o exemplo do algodão, que, depois de cultivado, pode ser transformado em fibra e, na sequência, em roupas. Se preferir, leve os estudantes à sala de informática, caso a escola disponha desse espaço, e oriente-os a pesquisar exemplos de recursos naturais que dão origem a diferentes produtos. Incentive-os a elaborar esquemas visuais utilizando setas para representar a relação entre as matérias-primas e os produtos derivados. Em seguida, reserve um momento em sala de aula para que, em duplas, os estudantes compartilhem seus exemplos com os colegas.
BNCC
• As atividades 1 a 3, propostas nas páginas 120 e 121, possibilitam que os estudantes utilizem seus conhecimentos geográficos a fim de identificar diversos
A.
B.
C.
A. B.
C.
A.
B. C.
• É muito importante que os estudantes compreendam os conceitos de re curso natural renovável e não renovável para que possam desenvolver valores baseados nos princípios da sustentabilidade.
• Ressalte que alguns recursos naturais não se esgotam porque são renovados pelos próprios ciclos da natureza, ou pelas atividades humanas, mas isso não significa que seu uso não possa ser comprometido. Cite que a água doce é um exemplo de recurso renovável que pode ser comprometido pelas ações humanas. Se for poluída, ela não pode ser aproveitada sem tratamento.
• Se houver dificuldade dos estudantes na atividade 5, promova uma retomada dos conteúdos e incentive-os a fazer a leitura em voz alta. Se necessário, leia mais de uma vez e aproveite o momento para esclarecer dúvidas. Espera-se que compreendam que o cultivo permite a exploração contínua de recursos vegetais, como a cana-de-açúcar ou mesmo a madeira do eucalipto, cuja exploração foi evidenciada na página anterior.
Resposta
5. Possível resposta: A cana-de-açúcar, utilizada para fabricar açúcar, álcool combustível (etanol) e outros produtos, é um recurso renovável porque é cultivado pelas pessoas, ou seja, pode ser obtido novamente por meio da ação humana de cultivar em lavouras.
BNCC
O estudo dos temas Os recursos renováveis e Os recursos não renováveis, abordados, respectivamente, nas páginas 122 e 123, favorece o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Educação ambiental, pois
OS RECURSOS RENOVÁVEIS
Quanto maior é o consumo das pessoas, maior é a quantidade de recursos da natureza necessária para fabricar mercadorias.
No entanto, existem os recursos renováveis e os recursos não renováveis. Você já ouviu falar neles?
Os recursos renováveis são elementos da natureza repostos em ciclos naturais ao longo do tempo. Também são renováveis os recursos obtidos por meio de atividades como a agricultura e a pecuária. Vamos estudar alguns exemplos.

A água é um recurso natural renovável porque é constantemente renovada pelo ciclo hidrológico. No entanto, esse recurso pode tornar-se indisponível se for poluído ou usado de forma inadequada, resultando em escassez em determinadas áreas ou períodos.
Paisagem de um rio no município de Morretes, no Paraná, em 2024.
5. Agora, complete o texto em seu caderno, explicando por que o recurso natural citado é renovável.
5. Resposta nas orientações ao professor

os estudantes são levados a reconhecer esses conceitos, que podem ser considerados fundamentais ao entendimento da sustentabilidade.
Também permite desenvolver parte da habilidade EF03GE10 da BNCC, ao analisar os cuidados necessários com a utilização da água e refletir sobre eles.
Oriente os estudantes a acessar o infográfico clicável Recursos Renováveis para que conheçam as fontes de energia que não se esgotam e produzem energia limpa.
A cana-de-açúcar, utilizada para fabricar açúcar, álcool combustível (etanol) e outros produtos, é um recurso renovável porque ■
Colheita de lavoura de cana-de-açúcar no município de Pederneiras, em São Paulo, em 2024.
6. Resposta pessoal. Sobre o petróleo, os estudantes podem citar vasilhas ou embalagens plásticas e combustíveis para veículos. Sobre o ferro, eles podem citar carros, ônibus, bicicletas, janelas, grades e portões.
OS RECURSOS NÃO RENOVÁVEIS
Jazidas: locais onde alguns tipos de minerais e outros recursos, como petróleo, estão concentrados de maneira natural.
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: RECURSOS NÃO RENOVÁVEIS
Os recursos não renováveis são aqueles que levam centenas de milhões de anos para se formar na natureza. Alguns exemplos são os recursos minerais, como ferro, ouro, prata, cobre, bauxita e carvão mineral. Esses recursos são encontrados em jazidas As que conhecemos até os dias atuais formam uma reserva limitada. Por isso, esses recursos podem ser esgotados se forem explorados em excesso, pois sua renovação natural demoraria muito tempo. Analise os exemplos a seguir.

O petróleo é um recurso natural utilizado na produção de plástico, gasolina, óleo diesel, entre outros produtos. Para se formar naturalmente, leva aproximadamente 250 milhões de anos. Portanto, o petróleo é um recurso não renovável.
Extração de petróleo no município de Entre Rios, na Bahia, em 2024.

O minério de ferro é um recurso natural usado, por exemplo, na produção de barras de ferro, que, por sua vez, são utilizadas para fabricar peças de veículos e estruturas metálicas de construções como casas e edifícios. O ferro demora milhões de anos para se formar na natureza, por isso também é um recurso não renovável.
Extração de minério de ferro no município de Nova Lima, em Minas Gerais, em 2023.
6. Com os colegas, digam o nome de algum item produzido com petróleo ou ferro que seja utilizado diariamente por vocês.
7. Quais atitudes podemos tomar para consumir menos produtos derivados do petróleo no dia a dia? Converse com os colegas sobre o assunto.
7. Resposta nas orientações ao professor.
As atividades propostas possibilitam que os estudantes lancem mão de seus conhecimentos geográficos para responder às questões relacionadas à interação sociedade/natureza e ainda que proponham ações voltadas para as questões socioambientais. Dessa maneira, estas atividades permitem que os estudantes desenvolvam aspectos das Competências específicas de Geografia 1 e 6
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Oriente os estudantes a acessar o infográfico clicável Recursos Não Renováveis para que conheçam as fontes de energia que se esgotam com o uso e compreendam a importância de utilizá-las de forma consciente.
• Para complementar o estudo das páginas 122 e 123, utilize objetos presentes na sala de aula, ou leve para a escola alguns objetos pré-selecionados, e oriente os estudantes a identificarem matérias-primas usadas em sua produção. Em seguida, oriente-os a classificar esses recursos em renováveis ou não renováveis e anote na lousa o nome de cada um deles, organizando-os em duas colunas, uma para cada tipo de recurso (renovável ou não renovável).
• Para iniciar as atividades 6 e 7, leve os estudantes à sala de informática, caso haja esse espaço na escola, para pesquisarem produtos com petróleo em sua composição, como os brinquedos de plástico. Incentive-os a refletir sobre o uso desses produtos no dia a dia. Caso considere pertinente, peça a eles que investiguem com os familiares ou responsáveis quais produtos presentes em casa são derivados de petróleo.
Resposta
7. Resposta pessoal. Promova uma roda de conversa e elenque alguns exemplos de como podemos reduzir o consumo de derivados de petróleo em nosso cotidiano, como dar preferência a produtos reutilizáveis, reduzir a compra de produtos feitos de plástico, utilizar transporte público, veículos elétricos, bicicleta ou andar a pé, entre outras atitudes.
BNCC
• A fim de auxiliar os estudantes nas atividades 8 e 9, produza com eles um mapa mental para que consigam identificar corretamente o recurso em questão. Se achar necessário, promova a atividade coletivamente e oriente os estudantes a classificarem os recursos em voz alta, promovendo uma conversa orientada para cada um dos exemplos fornecidos. Oriente-os, com base na discussão, a classificar corretamente os elementos renováveis e os não renováveis.
• Utilize materiais escolares para investigar com os estudantes os recursos empregados em sua fabricação. Por exemplo, verifique se os estudantes identificam que o lápis é feito de madeira, um recurso natural renovável. O caderno é feito de celulose, obtido da madeira, um recurso natural renovável. Se houver dificuldade no desenvolvimento da atividade, retome o conteúdo das páginas 122 e 123
ATIVIDADE EXTRA
• Peça aos estudantes que, em duplas, escolham um objeto presente na sala de aula. Juntos, eles devem identificar a principal matéria-prima utilizada para sua fabricação. Em seguida, devem explicar por que essa matéria-prima é um recurso natural renovável ou não renovável. Caso considere interessante, os estudantes podem fazer essa atividade em uma folha de cartolina na forma de cartaz, que pode ser ilustrado com o objeto escolhido pela dupla. Auxilie-os para que a criação seja colaborativa, visando incluir estudantes que tenham qualquer tipo de dificuldade. No final, promova uma rodada de apresentações dos trabalhos desenvolvidos.
8. Escreva, no caderno, os recursos naturais mostrados a seguir, classificando-os em recursos renováveis e não renováveis.
Imagens com elementos sem proporção entre si








8. Resposta: Fotografias A, D e F: não renováveis; fotografias B, C, E, G e H: renováveis.
9. Escreva o nome de três recursos naturais renováveis e de três recursos não renováveis presentes em seu dia a dia.
9. Possível resposta: Recursos renováveis: água, trigo, cana-de-açúcar, luz solar. Recursos não renováveis: petróleo, ferro, bauxita.
A.
B.
Ouro.
Açaí.
C. Peixe.
Madeira. Cana-de-açúcar.
G.
H.
D.
Carvão mineral.
E.
F.
Água.
Prata.
CUIDANDO DOS RECURSOS DA NATUREZA
Evitar a exploração descontrolada dos recursos da natureza é uma preocupação partilhada por uma quantidade cada vez maior de pessoas, no Brasil e no mundo.
1. Observe as imagens e leia os textos. Depois, escreva no caderno um ou mais exemplos de atitudes que podem ser tomadas em nosso dia a dia para reduzir o consumo ou evitar o desperdício dos recursos naturais.



D.

E.

Promover a reciclagem e a coleta seletiva de resíduos, a fim de reaproveitar os materiais descartados para fabricar novos produtos.
Para iniciar o tema Cuidando dos recursos da natureza, apresente aos estudantes o filme indicado a seguir e promova uma roda de conversa sobre o assunto: TURMA da Mônica – Cuidado com o meio ambiente. Controladoria-Geral da União, 6 jan. 2020. Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v= xqQwPUrBRY8. Acesso em: 12 ago. 2025
1. A. Possível resposta: separar
plástico, papel e vidro para a reciclagem, de modo que novos produtos sejam fabricados com esses materiais.
Criança descartando papel em lixeira de coleta seletiva.
Evitar ou reduzir o consumo de fontes energéticas que usam recursos não renováveis e que podem ser esgotados, como o petróleo.
1. B. Possível resposta: Promover o consumo de fontes de energia renováveis, como o vento e a luz solar.
Geradores de turbinas eólicas, que geram energia elétrica com a força do vento no município de Amarante, no Ceará, em 2023.
Evitar o desperdício de energia elétrica, reduzindo o consumo e a exploração dos recursos naturais para produzi-la.
Pessoa apagando a luz.
1. C. Possível resposta: Apagar as luzes quando não forem necessárias ou tomar banhos rápidos.
Evitar a poluição e o desperdício dos recursos hídricos, economizando água no dia a dia para conservar esse recurso.
1. D. Possível resposta: Fechar a torneira enquanto escova os dentes, desligar o chuveiro enquanto se ensaboa ou não
Pessoa fechando a torneira.
Evitar compras desnecessárias e adotar práticas de consumo consciente.
1. E. Possível resposta: Não comprar o que já possui ou o que não é necessário, impulsionado apenas pelo desejo de adquirir um produto. lançar esgoto sem tratamento em rios e lagos.
Loja com produtos em promoção.
da Cartilha do Meio Ambiente, indicada no endereço eletrônico: CARTILHA do meio ambiente. Plenarinho Disponível em: https://plenarinho.leg.br/index. php/2019/06/uma-aventura-para-ajudar -o-planeta/. Acesso em: 12 ago. 2025. Se possível, faça cópias para os estudantes e promova a leitura em voz alta para iniciar uma conversa sobre o assunto.
• Caso algum estudante cego ou com baixa visão tenha dificuldade em fazer a atividade 1, oriente a turma a se organizar em duplas. Essa estratégia, além de promover a inclusão, favorece a colaboração mútua e o aprendizado compartilhado.
BNCC
O estudo do tema Cuidando dos recursos da natureza segue dando desenvolvimento ao tema contemporâneo transversal Educação ambiental e favorece o desenvolvimento da Competência específica de Geografia 6 e da Competência geral 7 da BNCC, pois os estudantes são levados a argumentarem e defenderem ações que promovam a consciência socioambiental. Propicia ainda o fortalecimento da habilidade EF03GE09 da BNCC, uma vez que os estudantes são
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• A questão ambiental vem ganhando destaque nas bases curriculares e objetiva a formação de uma consciência socioambiental desde os anos iniciais da Educação Básica. Antes de promover o trabalho com a página, analise os conhecimentos prévios dos estudantes sobre os cuidados que devemos ter com recursos da natureza, a exemplo da água, resgatando conteúdos estudados nas unidades anteriores. Ressalte que, além de garantir que a exploração de recursos não gere danos ambientais, cuidar dos recursos da natureza é dar preferência aos recursos renováveis, uma vez que a exploração de recursos não renováveis pode resultar no esgotamento deles, de forma que não poderão ser usados pelas gerações futuras.
• Aproveite a atividade 1 para trabalhar com os estudantes as páginas iniciais
incentivados a investigar os usos dos recursos naturais e a identificar soluções para problemas ambientais gerados pelo uso incorreto desses recursos.
A.
B.
C.
ATIVIDADE EXTRA
• Organize os estudantes em cinco grupos, cuidando para que todos sejam incluídos. Cada grupo ficará responsável por produzir um cartaz sobre a separação e o descarte correto de resíduos, conforme os tipos de materiais. Distribua as cartolinas e organize os grupos da seguinte maneira: grupo 1: informações sobre papel; grupo 2 : informações sobre plástico; grupo 3 : informações sobre vidro; grupo 4 : informações sobre metal; grupo 5: informações sobre resíduos orgânicos.
• Cada grupo deverá recortar imagens de materiais em revistas, jornais ou panfletos de anúncios publicitários (preferencialmente anúncios de supermercados). Em seguida, oriente-os a decorar os cartazes com as cores da coleta seletiva (azul: papel; vermelho: plástico; verde: vidro; amarelo: metal; marrom: orgânico). Cada grupo deverá colorir de acordo com o material que está representando. Oriente-os a escrever frases que incentivem a prática da coleta seletiva e a reciclagem, assim como informações que ajudem as pessoas a descartarem os materiais de forma correta, auxiliando, assim, os profissionais responsáveis pela separação de materiais.
• Organize um momento para a apresentação dos trabalhos. Se considerar pertinente, convide os estudantes de outras turmas e os demais profissionais da escola para acompanharem as apresentações. Separe um local na escola para fixar os cartazes.
• Este trabalho pode ser ampliado por meio da implementação de um projeto de coleta seletiva na escola. Apresente a proposta aos estudantes e incentive a participação ativa deles, envolvendo também toda a
A COLETA SELETIVA
Professor, professora: As legendas das imagens não foram inseridas para não comprometerem a realização da atividade.
Você já notou que os recipientes de coleta seletiva têm cores diferentes? Desse modo, é possível separar cada resíduo ao descartá-lo.
2. Verifique quais cores são utilizadas nos recipientes de cada tipo de material. Em seguida, relacione no caderno os materiais mostrados nas imagens aos seus respectivos recipientes.
Imagens com elementos sem proporção entre si










comunidade escolar. No tópico Projetos interdisciplinares, na parte geral deste manual, há mais informações sobre como desenvolver esse tipo de iniciativa.
• A atividade 2 incentiva o ato de separação dos resíduos sólidos, formando cidadãos críticos em relação aos seus próprios hábitos de consumo, uma vez que, durante a separação, é possível verificar a grande quantidade de resíduo gerado desnecessariamente. Isso incentiva os estudantes a ficarem atentos à redução ou reutilização de alguns materiais, além de refletirem sobre a necessidade da coleta seletiva no município,
que pode ser solicitada aos órgãos responsáveis. Incentive-os a conversar com seus familiares ou responsáveis sobre o assunto, de modo a propor uma reflexão quanto à necessidade de fazer a separação correta dos resíduos produzidos nas residências. Comente que, mesmo que a moradia deles não seja beneficiada pela coleta seletiva, é importante criar o hábito de separar os resíduos sólidos recicláveis dos não recicláveis, pois na maioria dos municípios há postos fixos de coleta para os quais esses materiais podem ser destinados.
PAPEL
VIDRO
Lixeiras da coleta seletiva.
2. Resposta: A. (papel) – 2, 9; B. (vidro) – 4, 7; C. (orgânico) – 1, 8; D. (plástico) – 3, 6; E. (metal) – 5, 10.
COMO OCORRE A RECICLAGEM
Vamos conhecer mais sobre a reciclagem? Observe a seguir como ela é realizada no Brasil, prestando atenção às diferentes etapas.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia
1.
É necessário separar os resíduos de acordo com o material de que eles são feitos. Metal, papel, plástico e vidro são materiais recicláveis. Eles devem ser separados dos resíduos orgânicos (restos de comida ou resíduos sólidos de origem pessoal).

Diferentes materiais recicláveis e resíduos orgânicos.
3.
2.
Caso não exista coleta no bairro onde vivem, os moradores podem descartar esses materiais em recipientes adequados em pontos de coleta. Também é possível disponibilizar os materiais a trabalhadores que os coletam para vendê-los.

Os materiais coletados são encaminhados para as cooperativas de reciclagem, onde são novamente separados e prensados por máquinas para ficarem compactados.

4.
Os materiais recicláveis são adquiridos por empresas responsáveis por transformá-los em matérias-primas, a fim de serem usadas na fabricação de novos produtos.
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ ufs/ap/artigos/conheca-a-cartilha-gestao -de-residuos-solidos,2942b319e3070610Vgn VCM1000004c00210aRCRD. Acesso em: 13 ago. 2025.
Para saber os tipos de resíduos, acesse o material produzido pelo Sebrae e acompanhe como é feita a gestão dos resíduos domésticos, hospitalares e outros.
BNCC
O trabalho com o tema Como ocorre a reciclagem promove o desenvolvimento da habilidade

• Comente com os estudantes que os resíduos sólidos domésticos se caracterizam por resíduos gerados pelo que é consumido nas moradias. Explique que resíduos de origem pessoal são papéis higiênicos, lenços de papel usados e outros. Para complementar seus conhecimentos sobre o assunto, leia o texto a seguir. Se considerar oportuno, discuta-o com os estudantes.
[…]
O que é reciclável?
É reciclável todo o resíduo descartado que constitui interesse de transformação de partes ou o seu todo. […]
O que não vai para o lixo reciclável?
Papel-carbono, etiqueta adesiva, fita-crepe, guardanapos, fotografias, filtro de cigarros, papéis sujos, papéis sanitários, copos de papel. Cabos de panela e tomadas. Clipes, grampos, esponjas de aço, canos. Espelhos, cristais, cerâmicas, porcelana. […]
RIBEIRO, Rafaela. Como e por que separar o lixo? Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, 17 jul. 2012. Disponível em: https:// www.gov.br/mma/pt-br/noticias/ como-e-porque-separar-o-lixo. Acesso em: 13 ago. 2025.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
SEBRAE. Gestão de resíduos sólidos: alternativas para óleo, vidro e tecido. Cuiabá: Sebrae, 2017. Disponível em:
18/09/2025 17:36:59
EF03GE08 da BNCC ao tratar da importância do descarte consciente dos resíduos sólidos por meio da coleta seletiva, incentivando a reciclagem e a redução da produção desses materiais na moradia ou na escola. Também favorece o desenvolvimento da Competência específica de Geografia 7 e da Competência geral 10 da BNCC, pois os estudantes são capacitados a agir pessoal e coletivamente com responsabilidade e a tomar decisões com base em princípios sustentáveis. Tal proposta ainda possibilita complementar o trabalho já desenvolvido com o tema contemporâneo transversal Educação ambiental.
Materiais recicláveis prensados.
Recipientes para coleta seletiva.
Produtos fabricados com material reciclado.
OBJETIVOS
• Identificar o descarte de resíduos sólidos na escola.
• Refletir sobre soluções e propor algumas voltadas ao descarte correto dos resíduos sólidos na escola.
• Divulgar ação voltada à conscientização da comunidade escolar sobre como lidar corretamente com os resíduos.
1. CONHECENDO O PROBLEMA
• Na questão a, incentive os estudantes a refletirem sobre o problema de recolher os resíduos sólidos misturados, impedindo a reciclagem.
• Na questão b, se possível, leve os estudantes para darem uma volta pela escola e incentive-os a levar o caderno para anotar os problemas encontrados.
• Promova a leitura coletiva do diálogo apresentado na página 128. Se julgar adequado, eleja dois estudantes para uma simulação desse diálogo. Amplie o conhecimento dos estudantes sobre o termo lixo como sinônimo de resíduo. Explique-lhes que o termo se refere a todo material descartado após o uso, ou seja, que deixou de ter utilidade imediata para quem o produziu. Ressalte que, no diálogo entre as crianças, o termo foi utilizado em uma linguagem popular, por se tratar de uma conversa coloquial.
• Auxilie os estudantes na identificação dos problemas que Túlio e Marina perceberam no ambiente escolar em relação ao descarte de resíduos sólidos. Peça a eles que citem o modo correto de descarte dos resíduos sólidos que podem ser observados na imagem e ainda qual é a forma de aproveitamento deles, levando em consideração o que aprenderam a respeito da prática dos 3Rs.
Confira como conduzir esta seção nas orientações ao professor
COLETIVAMENTE
De olho no descarte correto!
1. a) Resposta: Eles perceberam que orientações ao professor todo tipo de resíduo sólido foi descartado na mesma lixeira e que alguns estudantes deixaram os resíduos sólidos jogados pelo chão do pátio da escola. Confira mais informações sobre a atividade nas
Conhecendo o problema 1
O trabalho com esta seção favorece o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Educação ambiental
Na escola, após o recreio, Túlio e Marina conversaram sobre o que presenciaram no pátio.
Quanto lixo!
E tudo misturado na lixeira...

Como podemos ajudar a resolver esses problemas?
E observe, jogaram no lugar errado!
Vamos conversar com a turma e pensar em uma solução!
Estudantes no pátio da escola.
Túlio e Marina se incomodaram com os resíduos sólidos gerados em apenas um recreio na escola.
a ) Analisando a primeira imagem, citem os dois problemas que Túlio e Marina perceberam com relação aos resíduos sólidos.
b ) Esses problemas ocorrem na escola onde vocês estudam?
1. b) Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
• Encoraje os estudantes a relatarem problemas em relação à coleta e ao destino dos resíduos sólidos produzidos no ambiente escolar em que estão inseridos. Conduza-os em uma reflexão a respeito dos comportamentos e das regras referentes a essa temática. Acolha todas as contribuições e faça intervenções pontuais e estratégicas. Acrescente que a coleta, a separação e a destinação adequadas dos resíduos sólidos também é de responsabilidade coletiva.
BNCC
• O estudo sobre os resíduos sólidos produzidos na escola e acerca de possíveis soluções
para esse problema favorece o desenvolvimento da habilidade EF03GE08, da Competência específica de Geografia 7 e da Competência geral 7 da BNCC, pois os estudantes são incentivados a elaborarem propostas para o consumo consciente e a redução da geração de resíduos nos lugares de vivência, agindo pessoal e coletivamente com responsabilidade e tendo como base princípios sustentáveis. Também favorece o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Educação ambiental ao tratar da importância do descarte consciente dos resíduos.
Organizando as ideias 2
a ) Na opinião de vocês, como esses problemas na escola de Túlio e Marina podem ser resolvidos? Pensem nas seguintes possibilidades:
2. a) Resposta nas orientações ao professor
Campanha de conscientização com cartazes e folhetos.
Implantação de coleta seletiva na escola.
Concurso de cartazes sobre o descarte correto de resíduos sólidos.
Grupo de guardiões das lixeiras, para orientar os colegas a descartarem os resíduos sólidos corretamente.
b ) Conversem sobre essas e outras ideias e anotem no caderno o que é necessário para resolver os problemas encontrados por Túlio e Marina.

2. b) Resposta pessoal. Promova um debate sobre as ideias dadas pelo grupo. Incentive os estudantes a usarem a criatividade para resolver
Buscando soluções 3
a ) Caso a escola onde vocês estudam tenha problemas com o descarte de resíduos sólidos ou com a conscientização de outros estudantes sobre o descarte correto dos resíduos, coloquem alguma dessas propostas em prática. Dividam o trabalho em grupos e marquem uma data para implantar essa proposta.
Conversem com a turma, os professores e os funcionários da escola sobre a importância desse trabalho.
3. a) Resposta nas orientações ao professor os problemas. Oriente-os a registrar no caderno frases que sintetizem as melhores ideias. Comentários nas orientações ao professor


reciclados.
REFERÊNCIA COMPLEMENTAR
KAPLAN, Sheila. Duda cata tudo. Ilustrações de Rita Braga. São Paulo: Salesiana, 2006.
Convide os estudantes para fazerem a leitura do livro indicado e promova uma roda de leitura com eles para desenvolver habilidades de leitura e ampliar os conhecimentos sobre o tema.
3. BUSCANDO SOLUÇÕES
Respostas
• Ao longo deste volume, são abordados diversos temas que incentivam os estudantes a compreenderem melhor o mundo e a desenvolverem a capacidade de atuar nele de maneira consciente, buscando transformá-lo com base em conhecimentos científicos e suas relações com a sociedade. Entre eles destacam-se algumas temáticas de relevância nacional e mundial, que envolvem aspectos sociais, culturais, econômicos e ambientais. O tema da geração de resíduos sólidos em casa e na escola deve ser problematizado. Por isso, refletir e elaborar sugestões para reduzir e destinar esses resíduos adequadamente merece destaque em sala de aula.
2. ORGANIZANDO AS IDEIAS
Respostas
a) Organize os estudantes em uma roda e incentive-os a conversar sobre as possibilidades identificadas. Anote as ideias na lousa e, se considerar necessário, leve os estudantes à sala de informática para que possam pesquisar exemplos de como desenvolver essas propostas.
b) Para ampliar a abordagem, incentive os estudantes a convidarem uma pessoa que trabalhe na escola para opinar sobre esses pro blemas no ambiente escolar.
17:37:01
a) Oriente os estudantes a produzirem cartazes com frases, colagens e desenhos de conscientização. Incentive-os a usar lápis coloridos, canetas hidrográficas e cartolina para criar mensagens que conscientizem os colegas e funcionários sobre o tema do descarte correto de resíduos na escola. Ressalte que eles podem pensar em outras ações coletivas além das que foram apresentadas na seção. Separe um momento para que os estudantes façam a atividade prática e para que conversem com os funcionários e colegas da escola, incentivando-os a participar da mobilização. Se possível, registre a atividade com um dispositivo móvel disponível (tablet, smartphone, câmera fotográfica) e mostre o vídeo aos pais e responsáveis, de modo que possam acompanhar o trabalho desenvolvido pelos estudantes.
Materiais
• Se possível, para completar a atividade 1 do boxe, convide uma pessoa que trabalha como coletor de materiais recicláveis para conversar com os estudantes. Incentive-os a formular perguntas para o entrevistado, certificando-se de que as perguntas sejam respeitosas. Relembre-os da importância de todas as profissões para o funcionamento da vida em sociedade.
• Uma possibilidade de complementar a atividade 3 é orientar os estudantes a representarem a embalagem do produto com caneta e lápis de cor, depois colar os rótulos das embalagens, indicando se são recicláveis ou não (e, se sim, em qual recipiente seria adequado ser descartado). Providencie papel kraft para essa produção. Cole os trabalhos em um painel, para que possam ser observados pela comunidade escolar. O trabalho com símbolos auxilia a desenvolver a habilidade EF03GE07 da BNCC.
• Proponha uma análise das embalagens levadas pelos estudantes, observando os tipos de produtos e os materiais empregados na fabricação de cada uma. Solicite-lhes que identifiquem em quais outros produtos esses materiais podem ser transformados após o processo de reciclagem. Verifique também se as embalagens apresentam o símbolo que indica a utilização de material reciclado em sua produção.
BNCC
A atividade 3 também oferece a oportunidade de os estudantes fazerem uma pesquisa e, assim, desenvolverem parte da Competência específica da Geografia 5, propiciando o uso de processos e práticas de investigação para compreender a realidade vivida.
UM IMPORTANTE TRABALHO
Os catadores de materiais recicláveis realizam um importante trabalho, que contribui para reduzir a exploração dos recursos naturais. Quanto maior é a quantidade de material reciclável que recolhem e destinam às empresas que os transformam em matérias-primas, maior é a quantidade de produtos fabricados com recursos de origem reciclável.

1. Você já viu esses trabalhadores no bairro ou município onde mora? Converse com os colegas e o professor sobre a importância dessa atividade.
1. Resposta pessoal. Confira mais informações sobre a atividade nas orientações ao professor
3. Agora, você fará uma pesquisa em casa. Peça ajuda a um de seus familiares ou responsáveis. Procure nos rótulos de produtos, como garrafas, caixas de suco e outros alimentos, o símbolo de embalagem reciclável. Cole-o no caderno ou leve a embalagem para a sala de aula. Apresente o material pesquisado aos colegas e ao professor. Símbolo de reciclável.
3. Resposta pessoal. Confira mais informações sobre a atividade nas orientações ao professor

Carrinho de catador de material reciclável, em Brasília, no Distrito Federal, em 2023.
REDUZIR, REUTILIZAR E RECICLAR
Algumas atitudes fazem grande diferença na conservação dos recursos da natureza. Por isso, é importante praticá-las para cumprirmos nossa responsabilidade como cidadãos e para ensinarmos outras pessoas.
Um exemplo disso é a prática dos 3Rs. Você já ouviu falar nela?
Cada um dos Rs indica uma atitude que implica mudança de hábito.
Essas mudanças podem colaborar para a conservação do meio ambiente.
Vamos estudar mais sobre esse assunto com os textos a seguir. Leia-os com os colegas.
Reduzir
Reduza a quantidade de resíduos gerados, como produtos e embalagens. Para isso, reflita se é realmente necessário consumi-los ou descartá-los.


Reutilizar
Antes de jogar fora um produto, considere a possibilidade de usá-lo com a mesma ou com outra função. Também é possível doá-lo a quem o reutilizará, caso esteja em bom estado.

Reutilizar

Reciclar

Reciclar
Ao descartar os materiais recicláveis, separe-os para a coleta seletiva ou coloque-os em recipientes de reciclagem disponíveis em locais públicos, a fim de serem destinados corretamente à reciclagem.
pertinente, desenvolva um trabalho em conjunto com o componente curricular de Ciências e construa com os estudantes uma composteira caseira para a escola.
Oriente os estudantes a acessar o infográfico clicável Reduzir, Reutilizar e Reciclar para que conheçam atitudes simples que ajudam a cuidar do meio ambiente.
REFERÊNCIA COMPLEMENTAR
COMPOSTAGEM doméstica, comunitária e institucional de resíduos orgânicos. Ministério do Meio Ambiente. Brasília:
MMA, 2018. Disponível em: https://antigo. mma.gov.br/images/arquivo/80058/ Compostagem_Manual_2018_11_26_ digital_figuras_c_titulo.pdf. Acesso em: 13 ago. 2025.
O site sugerido traz explicações sobre como fazer uma composteira caseira, além de informações complementares em relação ao tema.
BNCC
• O trabalho com o tema Reduzir , Reutilizar e Reciclar contribui para o desenvolvimento da habilidade
• Ao desenvolver o estudo da página, verifique se os estudantes compreendem que devemos rever nosso estilo de vida, de modo a reduzir a produção de resíduos sólidos e também adotar medidas que possam dar um destino correto para o que não utilizamos, como a coleta seletiva. Reforce atitudes como não jogar resíduos sólidos pela janela do carro ou em calçadas, demonstrar boas maneiras e economizar água e energia.
• Refletir antes de consumir produtos desnecessários, ou antes de descartar um produto, é uma maneira de desenvolver o consumo consciente e a consciência socioambiental. Para complementar o estudo, pergunte aos estudantes se costumam reutilizar materiais ou se conhecem pessoas que os reutilizam. Caso as respostas sejam afirmativas, oriente-os a compartilhar essas experiências.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
• Comente com os estudantes que os materiais orgânicos descartados, como restos de frutas, legumes e verduras, podem ser usados como adubo para as plantas. Para isso, é necessário fazer o processo de compostagem. Explique que essa técnica permite que os materiais orgânicos se decomponham por meio da ação de microrganismos, tornando-os ricos em nutrientes. Se considerar
18/09/2025 17:28:16
EF03GEO8 da BNCC, pois incentiva os estudantes a praticarem ações direcionadas ao consumo consciente. A atividade promove a reflexão sobre a adoção de hábitos sustentáveis, como a redução do consumo, o reuso, a reciclagem e o descarte adequado de materiais utilizados no dia a dia.
Reduzir
AVALIANDO
Objetivo
• A atividade 4 permite avaliar se os estudantes distinguem as práticas dos 3Rs (reduzir, reutilizar e reciclar) em seu dia a dia.
Sugestão de intervenção
• Se os estudantes tiverem dificuldade na atividade, dê exemplos e incentive-os a responder às perguntas a seguir, chegando à prática correspondente a atitudes que podem adotar em casa.
a) Se limitarmos o uso de embalagens e sacolas descartáveis, o que pode ocorrer com a quantidade de resíduos sólidos gerados? Resposta: Reduzir.
b) Se dermos a algum produto uma nova função antes de descartá-lo, o que podemos fazer com esse material? Resposta: Reutilizar.
c) Quando separamos os materiais para a coleta seletiva, o que pode acontecer com esse material? Resposta: Reciclar.
• Complemente o desenvolvimento da atividade 5 sugerindo aos estudantes a elaboração de um mural com o registro das práticas sustentáveis contempladas no dia a dia com os familiares ou responsáveis. Sempre que essas atitudes forem adotadas em casa, eles podem fazer o registro dessas ações no mural por meio de frases ou desenhos. Solicite uma participação espontânea, mas separe momentos, pelo menos uma vez por semana, para lembrá-los de complementar o mural com ações praticadas, por mais simples que sejam. As ações citadas podem ser semelhantes, mas os contextos vividos serão diferentes, ou
4. Forme dupla com um colega e escrevam no caderno qual atitude relacionada aos 3Rs os personagens estão tratando em cada cena. Analise o exemplo, referente à imagem A
4. Resposta nas orientações ao professor Professor, professora: As legendas das imagens não foram inseridas para não comprometerem a realização da atividade.
Claro que não, pai. Nossa bola ainda está boa para jogar.
Filho, será que precisamos comprar uma bola nova de futebol?

Esta cena está retratando um exemplo de como reduzir o consumo de produtos.
Eu trouxe minha boneca também.
Olá, nós viemos doar alguns brinquedos da minha filha para as crianças da escola.

Filha, ali estão as lixeiras para materiais recicláveis.

Que bom, vou jogar minha garrafa de água vazia.
5. Em casa, leia a página anterior com seus pais ou responsáveis. Em seguida, identifiquem alguma atitude que vocês já adotam ou podem adotar para praticar os 3Rs. Escolha uma delas, descreva ou desenhe-a no caderno.
5. Resposta pessoal. Explique aos estudantes a importância de atitudes relacionadas aos 3Rs no cotidiano das pessoas e como isso envolve a mudança de alguns hábitos.
seja, o aspecto cultural de vivência dos estudantes deverá estabelecer a relação para que essa aprendizagem ocorra de maneira significativa. O mural pode fazer parte da sala de aula durante o ano todo, para que essas ações sejam sempre revisitadas, incentivando escolhas sustentáveis que podem se tornar bons hábitos.
BNCC
Ao solicitar que os estudantes reflitam sobre questões socioambientais e proponham ações referentes a essa temática, promove-se o desenvolvimento da Competência específica de Geografia 7 da BNCC.
A.
B.
C.
VAMOS CUIDAR MELHOR DO MEIO AMBIENTE
Algumas atividades, quando são praticadas de maneira descontrolada e sem os devidos cuidados com o meio ambiente, podem prejudicar a natureza.
1. Leia a seguir alguns casos em que as atividades danificam a natureza e reflita sobre eles. Depois, no caderno, relacione cada atividade retratada nas imagens com a possível consequência.

O desmatamento é a retirada da cobertura vegetal de determinada área, com a finalidade de extrair madeira ou abrir espaço a lavouras e pastagens. Em alguns lugares, a limpeza desses terrenos é feita por meio de queimadas.
Área de Floresta Amazônica desmatada para pastagens no município de Altamira, no Pará, em 2024.
a ) A principal consequência dessa prática é:
• a perda de espécies de plantas e animais.
• a poluição dos oceanos.
1. a) Resposta: Desmatamento: a principal consequência dessa prática é a perda de espécies de plantas e animais.
• a contaminação do solo com resíduos sólidos.

A poluição do ar se dá pela emissão de gases e partículas poluentes na atmosfera. Ela é emitida, principalmente, pelos escapamentos dos veículos e por algumas indústrias.
Veículo emitindo poluição em rodovia, na Polônia, em 2024.
b ) Uma das consequências dessa prática:
• é a redução do nível dos rios.
• são as doenças respiratórias.
• são as perdas de solo cultivável.
As atividades 1 e 2, nas páginas 133 e 134, permitem o desenvolvimento das habilidades EF03GE09, EF03GE10 e EF03GE11 da BNCC, pois os estudantes são levados a identificar impactos das atividades econômicas sobre o ambiente e a discutir os problemas ambientais provocados em seus lugares de vivência em decorrência dessas intervenções.
1. b) Resposta: Poluição do ar: uma das consequências dessa prática são as doenças respiratórias.
Separe um momento inicial para resgatar conhecimentos prévios dos estudantes sobre problemas ambientais. Para isso, selecione previamente algumas manchetes de notícias que tratem de diferentes impactos, como desmatamento, erosão e poluição do ar e das águas. Se possível, utilize um aparelho apropriado para exibir essas manchetes aos estudantes. Promova a leitura em voz alta de cada chamada selecionada e conduza uma conversa sobre o tema explorado solicitando aos estudantes que tentem identificar o impacto relacionado e tudo o que sabem dele. Incentive a participação de todos e tire as dúvidas que surgirem antes de dar prosseguimento ao estudo.
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• Aproveite a atividade 1 das páginas 133 e 134 para conversar com os estudantes a respeito dos problemas ambientais retratados nas fotografias. Verifique se eles identificam corretamente os problemas e, em seguida, pergunte-lhes quais são os impactos ambientais, sociais e econômicos que esses problemas podem causar. De acordo com as respostas, explique que o desmatamento, por exemplo, impacta a fauna e a flora, causando a morte de espécies animais e vegetais. Leve-os a refletir ainda sobre as consequências desastrosas da prática das queimadas, que não só causam prejuízos para a área onde o fogo foi ateado, mas também para outras áreas, caso as chamas venham a se alastrar.
BNCC
• Comente que entre as principais formas de poluição das águas estão o despejo de resíduos industriais e de esgotos domésticos e a aplicação de produtos químicos em lavouras, como agrotóxicos e fertilizantes.
• Ressalte que entre as ações que aceleram os processos erosivos estão o desmatamento, a escavação de minas e as técnicas de criação de animais e cultivo de lavouras sem a devida proteção do solo etc. Aproveite e explique a eles que a vegetação protege os solos da erosão, por isso esse problema é amplificado pelo desmatamento.
• Se considerar pertinente, aproveite a atividade 2 e oriente os estudantes a produzirem um desenho do problema ambiental identificado no município onde vivem.
REFERÊNCIA COMPLEMENTAR
PROGRAMA Queimadas do INPE. Gov.br
Disponível em: https:// terrabrasilis.dpi.inpe.br/ queimadas/portal/.
Acesso em: 13 ago. 2025. O site indicado oferece dados sobre as queimadas em tempo real, além de gráficos e tabelas relacionados ao tema.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
PODCAST #096 O Clima entre Nós – Poluição do ar: você pode morrer disso. Climatempo, 3 dez. 2021.
Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=unF JSBT14XM&list=PLxmG WMXKfr9q5wIWqqXRz bC_waC-hyKJy&index=2.
Acesso em: 9 set. 2025. Esse link traz um episódio de podcast que discute os impactos causados pela poluição atmosférica na saúde das pessoas.

c ) A principal consequência dessa prática:
A poluição das águas doces é causada pelo lançamento indevido de poluentes em rios, lagos e represas. Geralmente, refere-se a resíduos sólidos e esgotos doméstico e industrial.
Trecho de rio poluído, na cidade de São Paulo, em 2024.
• é a contaminação de fontes de água doce.
• são as doenças respiratórias.
• são as queimadas florestais.
1. c) Resposta: Poluição das águas doces: a principal consequência dessa prática é a contaminação de fontes de água doce.

d ) A principal consequência dessa prática:
• é a poluição do ar.
• é a perda da fertilidade do solo.
• são as queimadas florestais.
A erosão ocorre, em geral, nas áreas sem cobertura vegetal. É ocasionada, principalmente, pela ação das águas das chuvas e resulta no desgaste e transporte do solo, carregando a parte mais fértil dele, podendo formar grandes valetas.
Área com erosão no município de São Gabriel, no Rio Grande do Sul, em 2024.
1. d) Resposta: Erosão: a principal consequência dessa prática é a perda da fertilidade do solo.
2. Você já notou algum desses problemas ambientais no município onde mora? Em caso positivo, converse com os colegas e o professor sobre as possíveis causas e consequências desse problema.
2. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes na elaboração da resposta. Confira mais possibilidades nas orientações ao professor.
ATIVIDADE EXTRA
• Organize os estudantes em grupos de três ou quatro integrantes. Explique que cada grupo ficará encarregado de pesquisar se no município onde vivem há problemas como os citados nas páginas 133 e 134. Oriente-os a pesquisar na internet ou conversar com os familiares ou responsáveis. Incentive-os a levar para a aula informações sobre o que tem causado esses problemas e em qual parte do município eles podem ser verificados. Caso não encontrem exemplos do município, oriente-os a pesquisar exemplos do estado onde vivem.
• Em sala de aula, oriente os grupos a produzirem um cartaz com as informações obtidas na pesquisa em relação aos problemas encontrados, anotando no cartaz as causas, as consequências e o que poderia ser feito para evitar ou amenizar os danos ao ambiente. Exponha os cartazes em um local apropriado do ambiente escolar. Depois, promova uma discussão entre os estudantes e incentive-os a expor suas opiniões em relação à atividade.
PODEMOS CUIDAR MELHOR DA NATUREZA
Assim como as pessoas prejudicam o meio ambiente por causa de algumas práticas danosas, elas também podem optar por atitudes que cuidam da natureza. Há muitas maneiras de os governantes e os cidadãos conservarem os recursos existentes em nosso planeta. A seguir, vamos conhecer algumas delas.
3. Observe alguns exemplos de práticas que evitam ou minimizam certos problemas ambientais. Leia os textos e, em seguida, copie as frases a, b, c e d no caderno, completando-as com o nome do problema ambiental que os exemplos podem evitar ou reduzir.
poluição do ar • poluição das águas • desmatamento • desgaste do solo

Fabricar móveis e papel de preferência com madeira de reflorestamento, por exemplo, eucalipto e pínus, plantados em áreas voltadas para essa finalidade.
Plantação de eucaliptos no município de Jaguariaíva, no Paraná, em 2024.
a ) Ao utilizar madeira de reflorestamento, contribui-se para evitar ou reduzir o ■
3. a) Resposta: Ao utilizar madeira de reflorestamento, contribui-se para evitar ou reduzir o desmatamento.

O estudo sobre a utilização dos recursos naturais, com destaque para o uso da água em atividades cotidianas, bem como maneiras de evitar o uso equivocado desses recursos, tornando possível o desenvolvimento sustentável, contribui para o desenvolvimento da habilidade EF03GE09 da BNCC e também
Investir em fontes de energia renováveis e limpas, tanto para gerar energia elétrica como para mover veículos automotores. Por exemplo, a energia eólica (proveniente da força dos ventos) e a energia solar (proveniente do calor e da luz do Sol).
Placas de captação de energia solar no município de Oliveira dos Brejinhos, na Bahia, em 2023.
• Na atividade 3, incentive os estudantes a refletirem sobre hábitos que contribuem para minimizar os problemas ambientais. Oriente-os a perguntar aos familiares ou responsáveis quais ações estão sendo feitas por eles para proteger o meio ambiente e a refletir quanto às atitudes que eles podem tomar, juntos, para proteger o planeta.
• Para aprofundar o conhecimento em relação às áreas de reflorestamento e à obtenção de produtos provenientes dessas áreas, apresente aos estudantes o texto a seguir.
Existem cinco principais agentes reflorestadores no Brasil: empresas produtoras de celulose, empresas siderúrgicas, empresas de produtos sólidos de madeira (como madeira serrada e chapas de madeira), governos estaduais (através de seus institutos florestais) e pequenos produtores. […]
Além dos cinco agentes acima mencionados, há outros agentes econômicos que reflorestam no Brasil, para fins bem diferentes. Por exemplo, têm-se as empresas moveleiras que usam madeira na fabricação de móveis; empresas produtoras de portas, janelas e assoalhos de madeira; empresas produtoras de lápis; empresas de embalagens e caixotes; empresas de palitos; e médios e grandes produtores rurais que usam lenha na secagem de seus produtos. […]
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do tema contemporâneo transversal Educação ambiental. Ao levar os estudantes a construírem argumentos com base em informações geográficas e que promovam a consciência socioambiental e o respeito à biodiversidade, este estudo favorece igualmente o desenvolvimento da Competência específica de Geografia 6 da BNCC.
BACHA, Carlos José Caetano; BARROS, Alexandre Lahoz Mendonça de. Reflorestamento no Brasil: evolução recente e perspectivas para o futuro. Scientia Forestalis, n. 66, dez. 2004. p. 192, 196. Disponível em: https://www. ipef.br/publicacoes/scientia/nr66/ cap19.pdf. Acesso em: 25 ago. 2025.
BNCC
b ) O uso de fontes de energia limpa, que não emitem poluentes para a atmosfera, pode reduzir a ■
3. b) Resposta: O uso de fontes de
energia limpa, que não emitem poluentes para a atmosfera, pode reduzir a poluição do ar.

Estação de tratamento de água na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, em 2025.
Garantir saneamento básico, com a coleta e o tratamento de esgoto, e devolver água limpa para as fontes. Fiscalizar e evitar as emissões de rejeitos industriais diretamente em rios, lagos e represas, além de utilizar de forma responsável agrotóxicos nas plantações.
c ) Retornar a água que utilizamos para as fontes, tratada e sem resíduos, pode reduzir a ■
3. c) Resposta: Retornar a água que utilizamos para as fontes, tratada e sem resíduos, pode reduzir a poluição das águas.

Curvas de nível em área de lavoura de batata-doce no município de Presidente Prudente, em São Paulo, em 2024.
As curvas de nível são muito importantes para a conservação do solo, sobretudo em terrenos íngremes. Elas ajudam a conter as águas das chuvas, melhorando a absorção de água pelo solo. Isso reduz as enxurradas intensas, que removem a camada mais fértil do solo, essencial para as plantas.
d ) O uso de curvas de nível em terrenos propícios a enxurradas intensas contribui para evitar o ■
3. d) Resposta: O uso de curvas de nível em terrenos propícios a enxurradas intensas contribui para evitar o desgaste do solo.
4. Com atitudes individuais e coletivas, podemos conservar o meio ambiente. Pensando nisso, forme dupla com um colega para descreverem maneiras de incentivar outras pessoas a cuidarem dos recursos da natureza em diferentes lugares, como na escola, em casa, nas praças e nos parques. Anotem as ideias em uma folha avulsa e leiam para a turma.
4. Resposta nas orientações ao professor
• Na atividade 4, para auxiliar os estudantes a identificarem outras dicas de conservação de recursos da natureza, reproduza na lousa o quadro a seguir e oriente-os a transcrevê-lo no caderno. Para finalizar, leia o texto e leve-os a refletir sobre as dicas de conservação mencionadas.
Recursos naturais e dicas de conservação
Recurso natural Dicas de conservação
Ar
Vegetação
• Diminuir ou evitar a emissão de gases poluentes, substituindo o uso de veículos motorizados por meios de transporte limpos, como bicicletas ou veículos elétricos como alguns metrôs, ônibus e carros.
• Promover o controle de queimadas.
• Adquirir produtos de reflorestamento.
• Reaproveitar madeiras de demolição.
• Criar e fiscalizar áreas protegidas.
Escreva as respostas no caderno.
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
1. Escreva, no caderno, os nomes dos recursos naturais citados em cada frase.
a ) A mãe de Júlio ganhou um anel de ouro.
1. a) Resposta: Ouro.
b ) A água que abastece a casa de Ana vem do rio Lindo.
1. b) Resposta: Água.
c ) Hoje tem salada de alface no almoço na casa de Rebeca.
1. c) Resposta: Alface.
d ) A casa de Adalto é feita de madeira.
1. d) Resposta: Madeira.
2. Escreva no caderno os nomes dos recursos naturais retratados em cada fotografia.
Professor, professora: As legendas das imagens não foram inseridas para não comprometerem a realização da atividade.






1. Objetivo
• Identificar os recursos naturais presentes no dia a dia das pessoas.
Sugestão de intervenção
• Promova a leitura das frases em voz alta e escreva-as na lousa, separando as palavras. Depois, inicie uma conversa sobre o assunto e incentive os estudantes a identificarem qual palavra representa um recurso natural. Para complementar a atividade, oriente-os a identificarem qual é o tipo de recurso natural em questão.
2. Objetivo
• Identificar os recursos naturais retratados em fotografias, classificando-os em recursos naturais renováveis ou não renováveis.
Sugestão de intervenção
• Para auxiliar no desenvolvimento da atividade, organize os estudantes em duplas e incentive-os a identificarem os recursos naturais retratados em cada fotografia. Em seguida, solicite às duplas que classi fiquem os recursos em renováveis ou não renováveis. Realize as intervenções necessárias para que os estudantes consigam reconhecer as diferenças entre essas categorias. Caso eles apresentem dificuldades, analise os recursos um a um e promova uma conversa sobre como esse recurso é obtido pelas pessoas, incentivando os estudantes a identificarem se eles são ou não renovados por ciclos naturais ou pelas atividades econômicas.
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A.
C.
E.
B.
D.
F.
2. Resposta: A – petróleo; B – ouro; C – tomate; D – madeira; E – água; F – luz e calor do Sol.
3. Objetivo
• Analisar a utilização de um recurso natural e reconhecer a importância da adoção de ações de cuidado com os recursos da natureza.
Sugestão de intervenção
• Promova a leitura individual e colaborativa da ficha do mineral com os estudantes. Em seguida, oriente-os a lerem as questões em voz alta e incentive-os a localizarem as respostas nas informações apresentadas na ficha. Se tiverem dificuldade em localizar esses elementos, organize uma dinâmica inversa na qual eles devem ler a informação na ficha e identificar a qual questão ela responde. Para tanto, escreva na lousa algumas características do mineral apresentadas, por exemplo, “fabricação de cabos elétricos”, “Não renovável”. Em seguida, oriente os estudantes a identificarem qual questão é respondida pela informação. Repita o procedimento com outras características do mineral, até que os estudantes identifiquem todas as questões. Avalie as dificuldades de forma individualizada e permita que expressem as respostas do modo que se sentirem mais confortáveis.
a ) Copie no caderno os nomes dos recursos identificados nas fotografias A, B, C, D, E e F da página anterior, classificando-os em renováveis ou não renováveis.
2. a) Resposta: Renováveis:
Renováveis
Não renováveis
tomate, água, luz e calor do Sol. Não renováveis: petróleo, ouro e madeira.
3. Leia a seguir uma ficha com várias informações sobre um recurso natural. Depois, responda às questões no caderno.
3. b) Resposta: O cobre é usado para muitos fins, como na confecção de cabos
elétricos e joias e na composição de equipamentos eletrônicos e baterias para carros elétricos.
Nome: Cobre
Ficha do mineral
Classificação: Não renovável
Ciclo de produção: Reciclável
Uso: fabricação de cabos elétricos, joias, equipamentos eletrônicos, componente para baterias de carros elétricos, entre outros.
Reservas: Chile, Peru, Austrália, Rússia e República Democrática do Congo. Fios de cobre.
3. c) Resposta: É um recurso não renovável. Suas reservas são limitadas, pois ele leva centenas de milhões de anos para se formar naturalmente.

3. a) Resposta: Trata-se de um mineral, o cobre.
Fonte de pesquisa: U.S. Geological Survey. Mineral Commodity Summaries 2025 Disponível em: https://web.archive.org/web/20250908010947/https://pubs.usgs.gov/periodicals/mcs2025/ mcs2025.pdf. Acesso em: 11 jun. 2025.
a ) A qual recurso natural a ficha se refere?
b ) Como ele é usado?
3. f) Resposta pessoal. Oriente-os a buscar informações em notícias de jornais, revistas e sites confiáveis. Comentários nas orientações ao professor
c ) Esse recurso é renovável ou não renovável? Por quê?
d ) Esse recurso pode ser reaproveitado? Por quê?
e ) De acordo com a ficha, onde se encontram as principais reservas de cobre?
3. e) Resposta: Chile, Peru, Austrália, Rússia e República Democrática do Congo.
f ) Faça uma pesquisa sobre como o cobre é explorado atualmente e sobre o que acontecerá com as reservas desse recurso, caso continue a ser explorado no ritmo em que isso ocorre nos dias atuais.
3. d) Resposta: Sim, o cobre pode ser reaproveitado porque é um material reciclável, ou seja, pode ser processado e utilizado novamente nas indústrias como matéria-prima para outros produtos.
4. Relacione no caderno as letras e os números das imagens a seguir. Elas correspondem ao problema ambiental e sua possível solução. Siga o exemplo: A – 2.
4. Resposta: B – 1; C – 3.

Erosão no município de Ouro Preto, em Minas Gerais, em 2024.

Despejo irregular de esgoto no rio, no município de São José dos Campos, em São Paulo, em 2024.

Descarte irregular de resíduos sólidos na cidade do Rio de Janeiro, em 2022.

Tratamento de esgoto na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, em 2024.

Curvas de nível em lavoura de milho no município de Cafelândia, no Paraná, em 2023.

Lixeiras de coleta seletiva na cidade de Salvador, na Bahia, em 2024.
5. Desenhe e pinte no caderno as lixeiras da coleta seletiva com suas respectivas cores de reciclagem.
5. Resposta: Papel (azul), vidro (verde), metal (amarelo), plástico (vermelho), marrom (orgânico).
6. Escreva uma dica de como reduzir o consumo de algum recurso natural em seu dia a dia.
6. Resposta pessoal. Os estudantes podem indicar: evitar o desperdício de água, apagar as luzes acesas sem necessidade e não comprar produtos desnecessariamente.
então, a pintarem cada lixeira na cor correta, no caderno, para finalizar a atividade. Se houver estudantes cegos ou com baixa visão na turma, proporcione a percepção tátil de alguns resíduos, previamente higienizados, para que eles citem em qual recipiente estes deverão ser depositados. Relacione as cores indicativas de reciclagem a texturas diferentes ou, se houver a possibilidade, solicite antecipadamente a escrita das palavras que identificam cada recipiente em braile. Atente em utilizar resíduos que não apresentem nenhum perigo para os estudantes.
6. Objetivo
• Identificar e explicar maneiras de reduzir o uso de recursos naturais.
Sugestão de intervenção
• Promova uma roda de conversa com os estudantes e retome os conteúdos sobre as práticas dos 3Rs. Divida a lousa em três colunas, uma para cada ação (reutilizar, reduzir, reciclar), depois, incentive os estudantes a pensarem em uma ação para cada uma dessas práticas. Escreva na lousa os exemplos que os estudantes citarem e acrescente outras atitudes,
4. Objetivo
• Relacionar o problema ambiental a sua possível solução.
Sugestão de intervenção
• Em caso de dificuldades na identificação dos problemas ambientais e das soluções mais adequadas para cada um, proponha uma dinâmica em grupo. Organize os estudantes em três grupos e atribua a cada um a análise de um dos problemas registrados nas fotografias. Oriente-os a colaborarem entre si para identificar o problema ambiental representado e sugerir uma possível solução. Estabeleça um tempo para cada grupo apresentar sua análise ao restante da turma. Ao final das apresentações, solicite que refaçam a atividade, revisando e corrigindo suas respostas, se necessário.
5. Objetivo
• Identificar as cores corretas dos recipientes de coleta para diferentes tipos de materiais destinados à reciclagem.
Sugestão de intervenção
• Se não alcançarem o objetivo, desenhe na lousa recipientes com as diferentes cores e, acima de cada recipiente, desenhe alguns materiais, por exemplo, garrafa PET, papel amassado, casca de banana etc. Incentive os estudantes a identificarem os materiais e relacioná-los à cor da lixeira correspondente. Oriente-os,
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principalmente se eles tiverem dificuldade em encontrar referências. Incentive-os a refletirem sobre essas práticas e, quando considerar que foram elencados exemplos suficientes para cada prática, oriente-os a transcreverem uma dessas atitudes, explicando como ela pode contribuir para reduzir o uso de recursos naturais.
1. Objetivo
• Reconhecer diferentes tipos de bairro e identificar suas principais características.
Sugestão de intervenção
• Leia as três frases em voz alta e oriente os estudantes a identificarem a palavra que evidencia o elemento predominante em cada bairro. Ao identificarem essas palavras, eles terão mais facilidade em reconhecer o tipo de bairro correspondente. Se julgar conveniente, selecione previamente e apresente aos estudantes imagens que evidenciem paisagens de bairros residenciais, comerciais e industriais. Caso seja necessário, retome a caracterização das atividades econômicas, em especial da indústria e do comércio.
2. Objetivo
• Observar e identificar elementos em uma paisagem retratada na visão vertical.
Sugestão de intervenção
• É possível exercitar observações de imagens em visão vertical por meio de ferramentas ou aplicativos de geolocalização. Leve os estudantes ao laboratório de informática, caso a escola disponha desse espaço, e permita que pesquisem lugares e reconheçam construções, entre outros elementos. Depois, promova outras atividades de observação e identificação de elementos em visão vertical.
3. Objetivo
• Identificar elementos naturais ou culturais observados no bairro onde se vive.
Sugestão de intervenção
• Cite exemplos de elementos naturais ou culturais presentes no seu bairro. Oriente os estudantes a escreverem os nomes de três elementos que existem no bairro deles e a lerem em voz alta. Liste na lousa todos os mencionados e verifique qual deles foi o mais citado.
VAMOS CONCLUIR
3. Resposta pessoal. Oriente os estudantes na identificação dos tipos de elementos presentes no bairro onde vivem, sejam eles naturais, sejam culturais. Eles podem citar exemplos, como: casas, edifícios
Escreva as respostas no caderno.
de apartamentos, praças, parques, árvores, lojas, indústrias, entre outros.
1. Relacione no caderno os textos correspondentes sobre os tipos de bairro.
1.
Bairro residencial A.
Bairro industrial B.
Bairro comercial C.
Bairro onde predominam estabelecimentos comerciais. 1.
Bairro onde predominam residências. 2.
Bairro onde predominam indústrias. 3.
2. Analise a imagem do bairro e associe, no caderno, a legenda com as letras correspondentes.

3. Escreva no caderno os nomes de três elementos que existem no bairro onde você vive.
4. Registre em uma folha avulsa um desenho de uma atividade cultural que aconteça no bairro ou na cidade onde você mora, como uma festa ou um costume. Depois, mostre e explique sua representação aos colegas.
4. Resposta pessoal. Oriente os estudantes na execução da atividade, incentivando-os a identificar a diversidade cultural do bairro ou do município onde vivem e a valorizar a expressão cultural local. Eles podem mencionar festas, danças, músicas, comidas típicas etc.
4. Objetivo
• Reconhecer e reproduzir, em uma representação, um exemplo de expressão cultural do bairro. Sugestão de intervenção
• Oriente os estudantes a realizarem a atividade com a ajuda dos familiares ou responsáveis. Incentive-os a pesquisar imagens e informações sobre essas expressões. Em sala de aula, peça-lhes que compartilhem com os colegas o resultado de suas produções e descobertas. Avalie a necessidade de diversificar a apresentação dos resultados, de modo que estudantes com deficiências sensoriais se sintam confortáveis.
vegetação
rua 1.
A.
B.
C.
D.
Paisagem da cidade do Rio de Janeiro, em 2024.
Resposta: A – 2; B – 3; C – 1.
2. Resposta: A – 4; B – 2; C – 1; D – 3.
5. Descreva uma expressão cultural de um dos povos tradicionais, como indígena, quilombola ou ribeirinho.
5. Resposta pessoal. Os estudantes
podem citar aspectos como culinária, danças, festas, vestimentas e costumes.
5. Objetivo
• Identificar expressões culturais de povos indígenas ou comunidades tradicionais.
Sugestão de intervenção
6. Possível resposta: Agricultura: alface,
6. Escreva em seu caderno três produtos obtidos em cada atividade: agricultura, pecuária e indústria.
trigo e milho. Pecuária: ovo, leite e carne. Indústria: carro, tecido e calçado.
7. Observe as imagens a seguir.



Paisagem da cidade de Cassilândia, no Mato Grosso do Sul, em 2024.
a ) Agora, relacione no caderno cada fotografia ao tipo de paisagem retratada.
Paisagem humanizada 1.
7. a) Resposta: A – 2; B – 1; C – 1.
Paisagem natural 2.
8. Descreva uma atitude de redução de resíduos gerados ou de reutilização de algum tipo de material. Para isso, escolha um dos materiais citados a seguir e represente sua ideia em uma folha de papel avulsa ou no caderno. Depois, apresente essa ideia aos colegas e ao professor.
garrafa PET • lata de metal • caixa de sapato • garrafa de vidro
8. Resposta pessoal. É importante que os estudantes expressem que compreenderam a importância da redução ou da reutilização de materiais, além da reciclagem, para a diminuição da exploração de matérias-primas na natureza.
Sugestão de intervenção
• Promova a observação coletiva das paisagens retratadas nas fotografias. Crie na lousa duas listas: uma para cada fotografia, com elementos citados pelos estudantes. Algumas paisagens humanizadas podem ser confundidas com paisagens naturais pela turma, pois também contêm elementos naturais. Por isso, explique que uma paisagem natural é aquela na qual há somente elementos naturais.
8. Objetivo
• Identificar maneiras de reduzir o descarte de diferentes produtos, incluindo a reutilização.
Sugestão de intervenção
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• Organize os estudantes em grupos, leve-os ao laboratório de informática, caso a escola disponha desse espaço, e incentive-os a pesquisar na internet ideias de como reduzir o descarte ou reutilizar os materiais citados. Selecione previamente exemplos de sites confiáveis para ajudá-los com as ferramentas de busca. Como alternativa, a atividade pode ser realizada em casa, com a participação dos familiares ou responsáveis na definição da proposta. Depois, peça aos estudantes que compartilhem suas ideias com a turma.
• Incentive os estudantes a fazerem uma pesquisa na internet para identificar uma expressão cultural de um povo indígena ou comunidade tradicional. Para tanto, conduza-os à sala de informática, caso a escola disponha desse espaço, e converse com eles sobre o uso de ferramentas e sites de busca, ou, então, selecione com antecedência sites e reportagens para que possam consultar.
6. Objetivo
• Identificar atividades econômicas responsáveis pela produção de diferentes alimentos e objetos.
Sugestão de intervenção
• Organize na lousa uma coluna para cada atividade econômica. Peça aos estudantes que, individualmente, citem um produto ou objeto, e, com o apoio dos colegas, identifiquem a qual atividade econômica esse item está relacionado. Registre as respostas nas colunas correspondentes, de acordo com o que a turma citou. Ao final, faça as correções necessárias.
7. Objetivo
• Reconhecer e distinguir uma paisagem natural de uma paisagem humanizada.
Praia de São Miguel dos Milagres, em Alagoas, em 2023.
Paisagem da cidade de Florianópolis, em Santa Catarina, em 2024.
A. C.
B.
• A seção Saiba mais oferece sugestões para ampliar os conhecimentos dos estudantes que podem estar relacionadas ao conteúdo ou a contextos trabalhados no volume, além de temas atuais ligados ao convívio social. Verifique se na biblioteca da escola há exemplares dos livros indicados, por exemplo, e disponibilize-os para os estudantes manusearem.
SAIBA MAIS
Analise as sugestões a seguir para você ampliar seus conhecimentos sobre os temas abordados ao longo deste volume. Aproveite a oportunidade para interagir com os seus familiares! Leia com eles os livros, acessem os sites, assistam juntos aos filmes indicados e conversem sobre os novos conhecimentos adquiridos.
UNIDADE 1 – O BAIRRO ONDE EU MORO
O que tem no bairro de Ana?
Através de uma divertida narrativa, é possível aprender sobre o bairro de Ana e quantas coisas são possíveis encontrar nele. Nesse livro, você irá aprender sobre como podemos identificar as diferenças dos lugares que pertencemos, através da percepção de nosso bairro.
MELO, Ana Cristina. O que tem no bairro de Ana? Ilustrações de Juliana Basile. Rio de Janeiro: Bambolê, 2019.
Meu bairro é assim
Esse livro retrata através de poesias os diferentes tipos de bairros, os nomes divertidos das ruas, levando também a uma reflexão sobre o bairro onde a criança mora.
OBEID, César. Meu bairro é assim. Ilustrações de Jana Glatt. São Paulo: Moderna, 2016.


Unidade 2 – Os bairros e os serviços públicos
Ser amigo da água é...
Nessa cartilha, disponibilizada no site Turminha do MPF, você descobre informações importantes sobre a água, seu tratamento, consumo, orientações para diminuir o desperdício, poluição e muito mais.
Turminha do MPF. Ser amigo da água é... Disponível em: https:// turminha.mpf.mp.br/multimidia/cartilhas/Cartilha-Ser-Amigo-da-Agua. pdf/view. Acesso em: 8 set. 2025.

Unidade 3 – As pessoas vivem em diferentes lugares
Povos Indígenas no Brasil Mirim
O site tem como objetivo apresentar a diversidade de povos indígenas brasileiros, mostrando a riqueza cultural e as diferenças entre eles, bem como despertar o interesse e o respeito das crianças pelas culturas indígenas existentes no Brasil.
POVOS Indígenas no Brasil Mirim. Disponível em: https://mirim.org/. Acesso em: 9 set. 2025.
Unidade

4 – Observando as transformações das paisagens
Animais unidos jamais serão vencidos
O filme conta a história de um grupo de animais e suas aventuras para descobrir por que a água está desaparecendo. Ao esperar a cheia do delta onde vivem, descobrirão que uma obra construída por humanos irá afetar a chegada da água até eles.
ANIMAIS unidos jamais serão vencidos, de Holger Tappe e Reinhard Klooss. Alemanha, 2010 (93 min).
Unidade 5 – O trabalho de cada um
Malala: a menina que queria ir para a escola
A obra apresenta a história real de Malala, uma menina que lutou pelo direito à educação. Ela sobreviveu a um grave atentado, do qual poucos acreditaram que pudesse se recuperar. Mesmo diante de tantas dificuldades, Malala seguiu firme com coragem e determinação, mostrando que a educação é uma ferramenta poderosa para transformar vidas.
CARRANCA, Adriana. Malala: a menina que queria ir para a escola. Ilustrações de Bruna Assis Brasil. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2015.
Unidade 6 - As pessoas e o meio ambiente
Turma da Mônica - Pequeno Manual do Meio Ambiente
Este pequeno manual apresenta a relevância dos ambientes naturais e explora as particularidades dos ecossistemas do Brasil e aborda os desafios ambientais atuais e as possíveis soluções para minimizá-los.

NAZARIO, Nina. Turma da Mônica – Pequeno Manual do Meio ambiente: ecologia e biomas do Brasil para crianças. 2. ed. São Paulo: Girassol, 2023.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
ALMEIDA, Rosângela Doin de; PASSINI, Elza Yasuko. O espaço geográfico: ensino e representação. 4. ed. São Paulo: Contexto, 1992. (Repensando o Ensino).
As autoras abordam, nesse livro, a importância do trabalho escolar na construção de noções espaciais e cartográficas pelos estudantes.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf.
Acesso em: 24 jun. 2025.
Documento de referência nacional para a formulação dos currículos que definem o conjunto orgânico e progressivo de competências e habilidades que os estudantes devem desenvolver no decorrer das etapas da Educação Básica.
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC: SEB: Dicei, 2013.
Documento que regulamenta e orienta princípios relacionados às diversas modalidades da Educação Básica nacional.
CALLAI, Helena Copetti (org.). Educação geográfica: reflexão e prática. 2. ed. Ijuí: Unijuí, 2014. (Coleção Ciências Sociais).
A obra discute e convida docentes a pensarem, fazerem e produzirem uma educação geográfica que promova o ensino de Geografia por intermédio da análise espacial.
CARLOS, Ana Fani Alessandri (org.). A geografia na sala de aula. 9. ed. São Paulo: Contexto, 2018.
Essa obra, composta de artigos de vários autores de destaque, trabalha abordagens sobre o ensino de Geografia para estudantes da atualidade.
CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos (org.). Ensino de geografia: práticas e textualizações no cotidiano. 12. ed. Porto Alegre: Mediação, 2017.
Utilizando discussões teóricas e reflexões sobre algumas práticas no ensino de
Geografia, a obra traz uma proposta de ensino e aprendizagem mais significativa.
CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia e práticas de ensino. Goiânia: Alternativa, 2002. O livro apresenta textos que vão contribuir com vários aspectos relacionados à prática pedagógica e a questões teóricas ligadas à Geografia, defendendo a escola como lugar de encontro de culturas e de formação cidadã.
FUNARI, Pedro Paulo; PIÑÓN, Ana. A temática indígena na escola: subsídios para os professores. São Paulo: Contexto, 2011.
A obra contribui com propostas de estudos para a formação dos professores, com informações mais aprofundadas sobre a questão indígena no Brasil e sua representação nas escolas.
PASSINI, Elza Yasuko. Alfabetização cartográfica e o livro didático: uma análise crítica. 2. ed. Belo Horizonte: Lê, 1998.
A autora trabalha questões sobre conteúdo e metodologia com relação à leitura de mapas nos livros didáticos.
PONTUSCHKA, Nídia Nacib; PAGANELLI, Tomoko lyda; CACETE, Núria Hanglei. Para ensinar e aprender geografia. São Paulo: Cortez, 2007. (Docência em Formação: Ensino Fundamental).
O livro apresenta como a Geografia pode auxiliar no processo da formação docente, sendo capaz de fornecer uma linguagem articulada com os conhecimentos prévios e geográficos científicos.
RUA, João et al Para ensinar geografia: contribuição para o trabalho com 1 º e 2º graus. Rio de Janeiro: Access, 1993.
Esse livro reúne um conjunto de conteúdos programáticos, enfatizando a metodologia com exemplos práticos que permitem a construção de um raciocínio crítico e reflexivo.
SCHÄFFER, Neiva Otero et al Um globo em suas mãos: práticas para a sala de aula. 3. ed. Porto Alegre: Penso, 2011.
A obra aborda o trabalho com diversos temas do ensino de Geografia utilizando o globo terrestre em situações de aprendizagem.
MANUAL DO PROFESSOR
Este Manual do Professor é um complemento à primeira parte do Livro do Professor, oferecendo um suporte para o desenvolvimento docente e para o dia a dia em sala de aula. Neste manual, você encontrará uma série de informações importantes, como a estrutura da BNCC, sugestões para desenvolver um trabalho interdisciplinar, informações sobre conceitos, objetivos e instrumentos de avaliação, reflexões sobre o papel do professor e a prática docente e a fundamentação teórico-metodológica da coleção. Além disso, encontrará um quadro de distribuição
dos conteúdos com as habilidades, competências gerais e específicas de cada componente curricular e os temas contemporâneos transversais da BNCC que estão sendo desenvolvidas em cada unidade, além de sugestões de cronogramas bimestrais, trimestrais e semestrais. Ao final desta parte, são também apresentadas sugestões de referências complementares para a prática docente e as referências bibliográficas comentadas utilizadas como consulta para a produção das orientações ao professor e deste Manual do Professor
A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC)
Desde a publicação da Constituição Federal de 1988, o artigo 210 já previa a necessidade de uma base comum para a educação brasileira. Em 1996, com a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), as discussões sobre um documento que orientasse os currículos da Educação Básica em todo o Brasil ganharam ainda mais força. Em 2018, após um amplo processo de debates e contribuições de educadores e da sociedade, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi homologada.
A BNCC propõe uma progressão de aprendizagens que visa à formação humana integral dos estudantes e à construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva. O documento estabelece um aprendizado mínimo e comum, orientado por competências e habilidades que devem ser desenvolvidas em cada etapa de ensino.
Na BNCC, as áreas de conhecimento são compostas de componentes curriculares. Por meio de unidades
temáticas, objetos de conhecimento e habilidades, componentes cujo objetivo é desenvolver as competências gerais e específicas.
AS COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA
A BNCC orienta que, ao longo da Educação Básica, os estudantes desenvolvam dez competências gerais, que envolvem a mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores. Essas competências são o alicerce, definindo o que se espera que o estudante desenvolva em toda a Educação Básica. Nesta coleção, elas são trabalhadas por meio de temas, discussões e atividades que incentivam a reflexão crítica, com sugestões nas orientações ao professor A seguir, apresentamos as competências gerais da BNCC.
Competências gerais da Educação Básica
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 9-10. Disponível em: http://basenacionalcomum. mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
A BNCC propõe que o conteúdo chegue à sala de aula de forma contextualizada, o que exige novas estratégias do professor, como a transposição didática. Isso significa converter o conteúdo científico em uma linguagem acessível e adaptada à realidade dos estudantes. Para isso, o
estudo e a reavaliação constante da prática docente são essenciais.
A seguir, apresentamos algumas ações que podem ser aplicadas para desenvolver as competências gerais em sala de aula.
Sugestões de ações docentes para as competências gerais
Competência geral 1: Incentive os estudantes a reconhecerem a importância dos conhecimentos já adquiridos, mostrando como eles servem de base para a compreensão da realidade e para a construção de novos saberes.
Competência geral 2: Exercite a curiosidade intelectual, levando os estudantes a usarem a abordagem científica para investigar, levantar hipóteses, resolver problemas e analisar os resultados por meio de experiências e observações.
Competência geral 3: Proporcione o contato com diferentes manifestações culturais em âmbito local, regional e global e promova atividades artísticas, como grupos de dança, elaboração de roteiros e atuação em peças de teatro, festivais musicais e saraus.
Competência geral 4: Dê subsídios para que os estudantes se comuniquem por meio de diferentes linguagens, ajudando-os a selecionar a mais apropriada para cada situação.
Competência geral 5: Utilize de forma intencional e pedagógica diversas tecnologias em sala de aula, verificando o conhecimento prévio dos estudantes e diversificando os recursos metodológicos.
Competência geral 6: Ajude os estudantes a refletirem sobre o futuro e a importância da liberdade, autonomia e consciência crítica em suas escolhas profissionais e pessoais, valorizando a diversidade de saberes e experiências.
Competência geral 7: Ofereça subsídios para que os estudantes desenvolvam a capacidade de argumentar com base em fatos e dados confiáveis, sabendo selecionar e verificar a origem de diferentes fontes para negociar pontos de vistas e defender ideias.
Competência geral 8: Leve os estudantes a se compreenderem e se valorizarem dentro da diversidade, reconhecendo suas emoções e as dos outros e exercitando a autocrítica.
Competência geral 9: Promova o exercício da empatia, do diálogo e da cooperação, incentivando os estudantes a resolverem conflitos de forma respeitosa e democrática.
Competência geral 10: Contribua para que os estudantes ajam de modo responsável, guiados por princípios éticos e de cidadania, e conscientes de que suas ações devem estar alinhadas à tomada de decisões inclusivas, sustentáveis e solidárias.
Nesta coleção, as competências gerais que são desenvolvidas nos textos, atividades e seções que permeiam os conteúdos são destacadas nas orientações ao professor e são listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos
AS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
Para que as competências gerais se manifestem em
cada componente, a BNCC estabelece as competências específicas. A organização dessas competências no Ensino Fundamental varia: em áreas como Matemática, Ciências Naturais, as competências específicas são as mesmas para o componente. Em áreas como Linguagens e Ciências Humanas, há competências específicas por área e também para cada componente curricular que as compõem (Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Língua
Inglesa, Geografia e História), reconhecendo as particularidades de cada um. Em todos os casos, as competências específicas colaboram para que os objetivos de aprendizagem sejam claros e coerentes, do nível mais amplo ao mais específico.
A seguir, apresentamos as competências específicas de Geografia.
AS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE GEOGRAFIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL
De acordo com a BNCC, ao longo do Ensino Fundamental, os estudantes devem desenvolver as seguintes Competências específicas de Geografia, descritas no quadro a seguir.
Competências específicas de Geografia para o Ensino Fundamental
1. Utilizar os conhecimentos geográficos para entender a interação sociedade/natureza e exercitar o interesse e o espírito de investigação e de resolução de problemas.
2. Estabelecer conexões entre diferentes temas do conhecimento geográfico, reconhecendo a importância dos objetos técnicos para a compreensão das formas como os seres humanos fazem uso dos recursos da natureza ao longo da história.
3. Desenvolver autonomia e senso crítico para compreensão e aplicação do raciocínio geográfico na análise da ocupação humana e produção do espaço, envolvendo os princípios de analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem.
4. Desenvolver o pensamento espacial, fazendo uso das linguagens cartográficas e iconográficas, de diferentes gêneros textuais e das geotecnologias para a resolução de problemas que envolvam informações geográficas.
5. Desenvolver e utilizar processos, práticas e procedimentos de investigação para compreender o mundo natural, social, econômico, político e o meio técnico-científico e informacional, avaliar ações e propor perguntas e soluções (inclusive tecnológicas) para questões que requerem conhecimentos científicos da Geografia.
6. Construir argumentos com base em informações geográficas, debater e defender ideias e pontos de vista que respeitem e promovam a consciência socioambiental e o respeito à biodiversidade e ao outro, sem preconceitos de qualquer natureza.
7. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, propondo ações sobre as questões socioambientais, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 366. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
Nesta coleção, os principais momentos em que as competências específicas podem ser desenvolvidas com os estudantes são destacadas nas orientações ao professor e listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos
UNIDADES TEMÁTICAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES
Para garantir o desenvolvimento das competências gerais e específicas, a BNCC organiza o currículo em três elementos interligados: unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades.
As unidades temáticas são os grandes blocos de conhecimento que orientam a organização curricular. Elas funcionam como eixos estruturantes que agrupam temas e conceitos de forma mais ampla, garantindo uma abordagem contextualizada e progressiva ao longo dos anos escolares.
Dentro de cada unidade temática, os objetos de conhecimento são os conteúdos, conceitos e processos que devem ser ensinados.
As habilidades representam o que o estudante deve ser capaz de fazer com o conhecimento. Elas indicam ações, processos e competências a serem desenvolvidos.
Embasado nesses elementos, o processo de ensino-aprendizagem não ocorre como uma mera transmissão de conteúdos. A unidade temática fornece o contexto, o objeto de conhecimento define o tema e a habilidade explicita a ação que o estudante precisa executar, garantindo um aprendizado significativo e o desenvolvimento das competências.
Nesta coleção, os principais momentos em que as habilidades podem ser desenvolvidas com os estudantes são destacadas nas orientações ao professor e listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos
A seguir, apresentamos as unidades temáticas, os objetos de conhecimento e as habilidades de Geografia da BNCC referentes ao 3º ano.
UNIDADES TEMÁTICASOBJETOS DE CONHECIMENTO
A cidade e o campo: aproximações e diferenças
– 3º Ano
O sujeito e seu lugar no mundo
Conexões e escalas
Mundo do trabalho
Formas de representação e pensamento espacial
Paisagens naturais e antrópicas em transformação
HABILIDADES
(EF03GE01) Identificar e comparar aspectos culturais dos grupos sociais de seus lugares de vivência, seja na cidade, seja no campo.
(EF03GE02) Identificar, em seus lugares de vivência, marcas de contribuição cultural e econômica de grupos de diferentes origens.
(EF03GE03) Reconhecer os diferentes modos de vida de povos e comunidades tradicionais em distintos lugares.
(EF03GE04) Explicar como os processos naturais e históricos atuam na produção e na mudança das paisagens naturais e antrópicas nos seus lugares de vivência, comparando-os a outros lugares.
Matéria-prima e indústria (EF03GE05) Identificar alimentos, minerais e outros produtos cultivados e extraídos da natureza, comparando as atividades de trabalho em diferentes lugares.
Representações cartográficas (EF03GE06) Identificar e interpretar imagens bidimensionais e tridimensionais em diferentes tipos de representação cartográfica.
(EF03GE07) Reconhecer e elaborar legendas com símbolos de diversos tipos de representações em diferentes escalas cartográficas.
Produção, circulação e consumo
Natureza, ambientes e qualidade de vida
Impactos das atividades humanas
(EF03GE08) Relacionar a produção de lixo doméstico ou da escola aos problemas causados pelo consumo excessivo e construir propostas para o consumo consciente, considerando a ampliação de hábitos de redução, reúso e reciclagem/ descarte de materiais consumidos em casa, na escola e/ou no entorno.
(EF03GE09) Investigar os usos dos recursos naturais, com destaque para os usos da água em atividades cotidianas (alimentação, higiene, cultivo de plantas etc.), e discutir os problemas ambientais provocados por esses usos.
(EF03GE10) Identificar os cuidados necessários para utilização da água na agricultura e na geração de energia de modo a garantir a manutenção do provimento de água potável.
(EF03GE11) Comparar impactos das atividades econômicas urbanas e rurais sobre o ambiente físico natural, assim como os riscos provenientes do uso de ferramentas e máquinas.
OS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS
Para enriquecer o trabalho com as habilidades e competências da BNCC e contextualizar o ensino, as propostas pedagógicas devem abordar os temas contemporâneos transversais (TCTs). Esses temas são assuntos relevantes para a formação cidadã dos estudantes e para a construção de uma sociedade mais justa, ética e sustentável. São temas com caráter interdisciplinar, que conectam os conteúdos escolares com o cotidiano dos estudantes e com questões importantes em discussão na sociedade.
De acordo com o documento Temas Contemporâneos Transversais da BNCC, publicado em 2019, esses temas são de relevância local, regional e global e estão organizados em seis macroáreas.
Meio ambiente
Educação ambiental
Educação para o consumo
Economia
Cidadania e civismo
Trabalho
Educação financeira
Educação fiscal
Saúde
Educação alimentar e nutricional
Vida familiar e social
Educação para o trânsito
Educação em direitos humanos
Direitos da criança e do adolescente
Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso
Saúde
Multiculturalismo
Ciência e tecnologia
Diversidade cultural
Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
Ciência e tecnologia
Nesta coleção, esses temas são explorados em diferentes momentos no desenvolvimento dos conteúdos e recebem destaque na seção Coletivamente, contribuindo para a formação cidadã dos estudantes por meio de reflexões e propostas de resoluções para problemas, de modo que eles sejam atuantes na sociedade em que vivem.
INTEGRAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES CURRICULARES
Desde a década de 1990, o trabalho interdisciplinar tem ganhado relevância no Brasil, sendo incentivado em todos os níveis da Educação Básica. A interdisciplinaridade é a relação entre dois ou mais componentes curriculares que se unem para obter um conhecimento mais amplo e unificado. Essa abordagem vai além da simples comunicação de ideias; ela integra conceitos, metodologias e terminologias para que o conhecimento se torne mais significativo e conectado à realidade dos estudantes.
Ao integrar os diversos componentes, a interdisciplinaridade amplia a compreensão da realidade e contribui para a formação integral dos estudantes como cidadãos. No ambiente escolar, essa abordagem gera resultados positivos, pois incentiva a colaboração e a contextualização de temas, garantindo que o aprendizado esteja alinhado à vivência dos estudantes.
No desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar, tanto o professor quanto os estudantes devem estabelecer conexões entre saberes mais amplos e os conteúdos específicos dos diferentes componentes curriculares. Com base nessa articulação, espera-se que consigam construir uma síntese que amplie sua compreensão, superando o nível de entendimento inicial.
Para que esse processo ocorra de forma efetiva, é imprescindível que o professor assuma um papel mediador nesse percurso, sendo o primeiro a exercitar esse movimento de integração. Nesse contexto, o professor deve mobilizar algumas competências, como:
[...]
• diferenciação, comparação e contraste entre diferentes perspectivas disciplinares, profissionais e interdisciplinares;
• identificação de pontos comuns e esclarecimento de como as diferenças se relacionam com a tarefa a ser cumprida;
• delineamento de um entendimento holístico baseado nos pontos comuns, mas que continua suscetível às diferenças.
[...]
KLEIN, Julie Thompson. Ensino interdisciplinar: didática e teoria. In: FAZENDA, Ivani Catarina Arantes (org.). Didática e interdisciplinaridade 17. ed. Campinas: Papirus, 2017. (Coleção Práxis). E-book
Além disso, para realizar um trabalho interdisciplinar de maneira significativa, é essencial que ele esteja pautado nas experiências, no cotidiano e nos interesses dos estudantes. Isso implica aproveitar as situações que emergem naturalmente em sala de aula como oportunidades para articular diferentes saberes, por exemplo: perguntas formuladas por eles, projetos em andamento, investigações e demais práticas pedagógicas.
Nas propostas interdisciplinares, é comum que os estudantes atuem em grupo, promovendo a interação entre eles. Essa prática fortalece habilidades importantes como a argumentação, a escuta ativa e a organização de ideias. Essa abordagem exige metodologias mais dinâmicas e colaborativas, favorecendo a construção coletiva do saber. Ao promover a articulação entre os conteúdos curriculares, ela amplia as possibilidades de leitura e interpretação do mundo, tanto para os professores quanto para os estudantes, permitindo uma compreensão do conhecimento como algo vivo, em constante transformação.
Nesta coleção, você encontrará atividades cujo propósito é integrar diferentes componentes curriculares. As seções Coletivamente e Entre textos, por exemplo, trazem temas e reflexões que possibilitam um trabalho integrado. Além disso, o boxe Articulando conhecimentos detalha algumas integrações nas orientações ao professor, contribuindo para o aumento da criatividade e para a formação crítica e responsável dos estudantes na construção de seu conhecimento.
A PRÁTICA INTERDISCIPLINAR E O TRABALHO COM PROJETOS
Para planejar um trabalho interdisciplinar, o ponto de partida é definir os objetivos de aprendizagem. Com base nisso, se for o caso, é importante dialogar com o professor de outros componentes para planejar estratégias conjuntas, considerando os objetivos previamente levantados, os conhecimentos prévios dos estudantes e como os conteúdos podem ser abordados de forma integrada. Quando não for possível contar com a colaboração do professor de outros componentes curriculares, cabe a você orientar os estudantes nas pesquisas, ensinando-os a buscar fontes confiáveis e adequadas à proposta, a fazer registros relevantes, a organizar as informações obtidas e a planejar como os resultados das pesquisas serão entregues.
PROJETOS INTERDISCIPLINARES
Projetos investigativos e pesquisas também são exemplos de atividades que favorecem o trabalho interdisciplinar em sala de aula, pois envolvem tarefas que integram conhecimentos de diferentes áreas, como planejamento, levantamento de hipóteses, coletas de dados, análises, deduções e conclusões.
Os projetos oferecem aos estudantes oportunidades concretas de participação ativa no processo de construção do conhecimento, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de diversas competências, como o pensamento crítico e reflexivo, a argumentação, a valorização do pluralismo de ideias, a criatividade, a cooperação, a autonomia e a comunicação.
Nesse contexto, você continua sendo o mediador, orientando e acompanhando os estudantes para que atuem com autonomia e sejam protagonistas do desenvolvimento do projeto.
É importante ressaltar que a estrutura de um projeto não deve ser encarada como um modelo fixo ou engessado. Os projetos podem assumir diferentes formatos, conforme os objetivos e os contextos de aplicação. Em geral, iniciam-se com uma situação-problema ou uma questão orientadora, que dá origem a um conjunto de etapas organizadas de forma lógica. A seguir, apresentamos um modelo com etapas fundamentais que podem nortear a construção de um projeto interdisciplinar.
PLANEJAMENTO
• Definição da situação-problema ou da questão norteadora.
AVALIAÇÃO
A avaliação tem papel fundamental no processo de ensino-aprendizagem, pois é uma oportunidade de investigar, diagnosticar, refletir e intervir sobre o processo e acompanhar o desenvolvimento dos estudantes e sua atuação enquanto docente.
É fundamental compreender que a avaliação não deve ocorrer apenas em situações isoladas. O acompanhamento do percurso de aprendizagem dos estudantes precisa ser contínuo, tendo como base observações frequentes e diversificadas. Nesse sentido, o processo avaliativo deve fazer parte das práticas pedagógicas do dia a dia, de modo integrado ao planejamento e às atividades desenvolvidas em sala de aula.
A você, a avaliação possibilita observar e refletir sobre sua prática docente e a oportunidade de readequar e reajustar atividades, práticas e estratégias para alcançar determinados objetivos, com a participação ativa dos estudantes nesse processo. Desse modo, é de grande importância a interpretação dos resultados para que, com base neles, você possa refletir sobre intervenções a serem feitas para sanar possíveis defasagens e, assim, auxiliar no processo de construção do conhecimento,
• Conversa sobre o tema e levantamento de hipóteses.
• Elaboração de questões norteadoras com base na situação-problema.
• Formação das equipes, distribuição de tarefas e estabelecimento de metas e prazos.
• Consulta de diversas fontes e coleta de informações.
EXECUÇÃO
• Organização, testes e execução do trabalho.
• Realização de ajustes finais.
• Avaliação durante o processo.
• Definição da participação dos integrantes que conduzirão a apresentação.
DIVULGAÇÃO
• Apresentação dos resultados para a comunidade escolar.
• Publicação do trabalho final.
AVALIAÇÃO
• Avaliação dos resultados do projeto.
• Realização de autoavaliação.
• Verificação do desempenho e do desenvolvimento das aprendizagens dos estudantes.
Fonte de pesquisa: BENDER, William N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Tradução de Fernando de Siqueira Rodrigues. Porto Alegre: Penso, 2014. p. 61.
identificando possibilidades de recuperação e progressão do aprendizado.
É essencial que a avaliação seja compreendida como uma ferramenta de inclusão e de apoio ao processo de ensino-aprendizagem, evitando que seja usada apenas como forma de analisar a eficiência e classificar os estudantes. Avaliar não deve ser sinônimo de rotular ou excluir, mas sim de compreender os percursos formativos deles.
Para que a avaliação realmente contribua para identificar os progressos, as dificuldades e as possíveis lacunas no desenvolvimento das aprendizagens, é necessário que os critérios sejam previamente compartilhados e discutidos com os estudantes, pois isso favorece a compreensão dos objetivos da avaliação e promove uma participação mais ativa por parte deles.
O planejamento das avaliações deve estar alinhado aos conteúdos e às atividades efetivamente trabalhados em sala de aula, com uma abordagem reflexiva e contextualizada. É essencial considerar os processos de aprendizagem mais adequados à turma e considerar a diversidade de perfis entre os estudantes. Além disso, é recomendável diversificar os instrumentos utilizados, não se restringindo a provas e testes, e incluir diferentes formas de expressão do conhecimento. Entre as possibilidades, destacam-se
atividades em grupo, debates, produções escritas e orais, desenhos, atividades práticas, questões objetivas e dissertativas, entre outros formatos que respeitem as múltiplas formas de aprender e se comunicar dos estudantes.
Avaliação diagnóstica
Nesta coleção, a ação avaliativa do processo de ensino-aprendizagem propõe três tipos principais: a avaliação diagnóstica, a avaliação formativa e a avaliação somativa.
A avaliação diagnóstica é o momento de identificar os conhecimentos que os estudantes trazem consigo, além de suas necessidades e dificuldades.
Essa etapa é fundamental para reajustar as rotas e os objetivos de ensino. É importante ressaltar que a avaliação diagnóstica não exige, obrigatoriamente, um registro formal. A observação de uma atividade em sala de aula, por exemplo, permite que você identifique as habilidades que precisam ser desenvolvidas ou aperfeiçoadas.
Onde ocorre
Nesta coleção, um exemplo de avaliação diagnóstica está na seção Vamos iniciar, no início de cada volume. Nela, são propostas atividades que possibilitam perceber a necessidade de retomar conteúdos, estabelecer objetivos e definir as práticas e as estratégias didáticas. Nas orientações ao professor, você encontra sugestões de intervenção com base na análise das respostas e nas dificuldades dos estudantes.
A avaliação diagnóstica também pode ser feita no início de cada unidade, pois as atividades das páginas de abertura podem auxiliar a diagnosticar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre os temas e os conteúdos que serão abordados.
Avaliação formativa
A avaliação formativa acontece ao longo do período letivo. São os processos contínuos pelos quais você obtém indicadores a respeito da aprendizagem dos estudantes.
Desse modo, esse tipo de avaliação possibilita que você realize intervenções, propondo novas estratégias e procedimentos que visam à melhoria e/ou ao aprofundamento dos conhecimentos por parte dos estudantes.
A avaliação formativa pode ter um papel fundamental na melhoria das aprendizagens de todos os alunos. A sua utilização sistemática deve permitir que os alunos conheçam bem: a) o que têm de aprender no final de um dado período de tempo; b) a situação em que se encontram quanto às aprendizagens que têm de desenvolver; e c) os esforços que têm de fazer para aprenderem o que está previsto e descrito nos documentos curriculares. Para tal, a comunicação entre professores e alunos é fundamental, pois é através dela que os alunos podem receber orientações que os ajudam a aprender. [...]
FERNANDES, Domingos. Avaliação formativa: Folha de apoio à formação: Projeto de Monitorização Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (Maia). Ministério da Educação/Direção-Geral da Educação, 2021. p. 4. Onde ocorre
Nesta coleção, a avaliação formativa é um processo contínuo e integrado. A seção Vamos avaliar o aprendizado, ao final de cada unidade do Livro do Estudante, oferece atividades que retomam alguns dos principais conceitos e noções trabalhados para acompanhar a aprendizagem dos estudantes em relação aos objetivos estabelecidos.
Nas orientações ao professor, o boxe Avaliando complementa essa prática com propostas de atividades avaliativas adicionais. Ele inclui objetivos e estratégias de intervenção, caso seja necessária a retomada de conteúdos e conceitos.
Além disso, procure observar as respostas dos estudantes às práticas propostas ao longo das aulas, e não apenas em um momento específico definido como avaliação. Também é importante transitar pela sala de aula e observar os estudantes durante as atividades propostas. Esse acompanhamento mais próximo contribui para que eles se reconheçam como parte do processo de ensino-aprendizagem, desenvolvam sua autonomia e busquem aprimoramento contínuo.
Avaliação somativa
A avaliação somativa é realizada ao final de um período de estudos, em consonância com as práticas pedagógicas da escola. Com base nas respostas a essa avaliação, você poderá refletir sobre ações a serem tomadas para sanar possíveis dificuldades dos estudantes.
Por ser comumente associada a testes e notas que visam classificar o desempenho dos estudantes, é fundamental que ela não seja o único foco do processo avaliativo. A nota é apenas uma das muitas formas de representar os resultados, por isso essa etapa deve ser considerada como a consequência natural das avaliações diagnóstica e formativa já realizadas.
Ao analisar os resultados, você pode refletir sobre as ações necessárias para sanar possíveis dificuldades, utilizando o desempenho como um indicativo para a retomada de conteúdos e a definição de novas estratégias. Dessa forma, resultados abaixo do esperado não são uma sentença, mas sim um ponto de partida para aprimorar o processo de ensino-aprendizagem.
Onde ocorre
Nesta coleção, a avaliação somativa acontece ao final de cada volume, na seção Vamos concluir. Essa seção, oferece atividades que permitem a você verificar os conhecimentos adquiridos pelos estudantes no decorrer do ano letivo. Nas orientações ao professor, você encontra sugestões de intervenção para analisar as respostas e identificar a necessidade de estratégias de remediação, favorecendo que os objetivos pedagógicos sejam alcançados.
Para um sistema de avaliação eficiente, é recomendável a combinação das três modalidades, além de usar diferentes instrumentos que auxiliem a obter informações
Provas e testes
Seminários e debates
Portfólios
sobre o desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes. Apresentamos a seguir alguns exemplos.
Instrumentos de avaliação
Podem ser elaborados com questões abertas, análise de situações, questões objetivas e quizzes e realizados de forma regular, abordando conteúdos específicos ou referentes a determinado período.
Possibilitam a você perceber o desenvolvimento de habilidades relacionadas a tarefas como pesquisa, síntese das informações, pensamento crítico e comunicação.
A elaboração de portfólios com base em suas observações e registros em fichas avaliativas contribui não só para analisar o desenvolvimento cognitivo dos estudantes, mas também a maneira como cada um aprende, com atenção especial às habilidades que eles desenvolvem com mais facilidade e as que demandam mais atenção e auxílio para serem desenvolvidas.
Saraus Permitem verificar o desenvolvimento de habilidades relacionadas a: interação social, capacidade de expressão, criatividade, sensibilidade e conhecimento cultural.
Ditados Possibilitam acompanhar as principais dificuldades dos estudantes com relação à escuta e à escrita.
Autoavaliações
Incentivam o desenvolvimento da autonomia dos estudantes levando-os a refletir sobre sua participação nas atividades, suas dificuldades e aspectos que devem ser melhorados. Com base nessas informações, você pode debater com eles os caminhos para gerar mudanças no planejamento e melhorias para toda a turma.
Para auxiliar o monitoramento das aprendizagens, sugerimos a utilização de uma ficha de avaliação de acompanhamento individual, como a que apresentamos a seguir. Essa ferramenta permite registrar a trajetória de cada estudante, observando seu desenvolvimento com relação aos objetivos e às habilidades trabalhados.
A ficha usa um sistema de marcação simples para identificar o nível de desenvolvimento do estudante.
• S (Sim): o estudante demonstrou ter alcançado o objetivo.
• P (Parcialmente): o estudante atingiu o objetivo de forma incompleta, necessitando de intervenção para avançar.
• N (Não): o estudante não alcançou o objetivo, sendo necessária uma intervenção imediata.
Quando o objetivo é alcançado e marcado com S, você deve incentivar o estudante a aprofundar seus saberes. Se a marcação for P ou N, a ficha serve como um diagnóstico claro, indicando a necessidade de planejar intervenções para que o estudante progrida nos estudos.
Você pode usar esse tipo de ficha para registrar observações feitas durante o trabalho com as seções Vamos iniciar, Vamos avaliar o aprendizado e Vamos concluir do Livro do Estudante, e com o boxe Avaliando das orientações ao professor
Escola: Professor(a):
Estudante:
Turma: Período letivo do registro:
Ficha de acompanhamento individual das aprendizagens
MODELO
Objetivos ou habilidades avaliados S (Sim) P (Parcialmente) N (Não) Observações
Preencher com o objetivo ou habilidade.
Preencher com o objetivo ou habilidade.
No contexto atual da educação, o papel do professor dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental vai além da transmissão de conteúdo. Ele deve atuar como mediador do conhecimento, incentivando a autonomia dos estudantes e formando leitores e pensadores críticos. Acima de tudo, o professor é um agente essencial na construção da base educacional e emocional dos estudantes.
Essa etapa da escolarização é marcada por profundas transformações no desenvolvimento cognitivo, afetivo e social dos estudantes. Por isso, a prática pedagógica exige sensibilidade e escuta ativa. Você deve estar atento às necessidades individuais dos estudantes, respeitando seus ritmos de aprendizagem e suas realidades. A construção de vínculos afetivos é fundamental para fortalecer a autoestima e a autonomia, pois são eles que criam um ambiente acolhedor, onde o erro é considerado como parte do processo de aprendizagem e todos os estudantes se sentem seguros para se expressarem.
Sua atuação docente envolve uma reflexão constante sobre os conteúdos, as metodologias e, principalmente, sobre como os estudantes aprendem. Ao aproximar o conteúdo escolar dos conhecimentos prévios deles, você torna o aprendizado mais significativo e prazeroso. Essa abordagem, que valoriza a bagagem cultural e as experiências dos estudantes, é fundamental na construção de uma relação positiva deles com o ato de estudar.
O planejamento pedagógico é o ponto de partida, mas a prática em sala de aula é dinâmica e não linear. É no dia a dia que você conhece os perfis, as necessidades e os ritmos da turma, e que a flexibilidade e a capacidade de adaptação se tornam essenciais. O diálogo constante com a equipe pedagógica e a participação em formações continuadas são atitudes que favorecem o desenvolvimento de uma prática docente mais eficaz e alinhada às reais demandas da turma.
Nessa jornada, você é o principal organizador das ações pedagógicas. É quem acolhe, engaja e dá oportunidade para que os estudantes verbalizem seu raciocínio, escrevam e desenvolvam, no coletivo da turma, a compreensão sobre os motivos das atividades e a realização das respostas. O livro didático não é apenas um guia, mas um instrumento cultural que o auxilia em seu trabalho como mediador no processo de construção do conhecimento dos estudantes. Com autonomia, é você quem dá vida a esse material, ajustando-o às necessidades de cada turma para que os estudantes se tornem os protagonistas de sua aprendizagem.
A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM AÇÃO
A sala de aula é marcada pela diversidade. Cada estudante traz consigo um conjunto de experiências, saberes e modos de aprender. Essa diversidade se expressa em aspectos comportamentais, cognitivos, afetivos e socioculturais, que influenciam diretamente o modo como cada um
constrói o conhecimento. Já as trajetórias individuais são moldadas por fatores como o contexto familiar, as vivências culturais e o ambiente social em que estão inseridos. É seu papel e da equipe escolar acolher essas diferenças. Nesse sentido, compreender o desenvolvimento dos estudantes exige atenção ao contexto em que vivem, às suas práticas cotidianas e à maneira como atribuem significado às suas experiências. Por isso, uma das grandes questões que se impõe ao trabalho docente é: como planejar intervenções pedagógicas que deem conta da heterogeneidade presente em sala de aula, especialmente em turmas numerosas?
Diante desse desafio, é essencial que você reconheça que não há um único caminho para a aprendizagem. As interações, os ritmos e os interesses variam, e é seu papel estar atento a essas diferenças, promovendo práticas pedagógicas flexíveis e inclusivas. Só assim será possível garantir que todos os estudantes tenham oportunidades reais de desenvolvimento, respeitando suas singularidades sem comprometer a qualidade do processo de ensino-aprendizagem.
A seguir, apresentamos sugestões para auxiliar seu dia a dia, promovendo a adequação de atividades e a progressão do aprendizado, para que os estudantes avancem no próprio ritmo, com o apoio necessário para superar desafios.
A PEGA DO LÁPIS NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO
Como os estudantes dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental estão no processo de alfabetização, é importante que você os auxilie na apropriação do sistema de escrita. Uma das intervenções relevantes nesse processo é a orientação sobre a pega funcional do lápis. A pega de três pontos, também conhecida como pega tripoide ou trípode, é uma técnica considerada funcional, pois favorece movimentos mais precisos, fluidos e controlados, o que é essencial para o desenvolvimento da escrita e evita fadiga muscular. Para orientar os estudantes, incentive-os a:
• posicionar o lápis de forma relaxada, sem forçar os dedos;
• segurar o lápis entre a ponta do polegar e a lateral do dedo indicador;
• apoiar o lápis no dedo médio para dar suporte e estabilidade;
• deixar os outros dedos (anelar e mínimo) levemente dobrados na palma da mão, servindo de apoio.
É fundamental acompanhar o processo individualmente, observando se a pega está firme, mas não tensa. No entanto, trata-se de um desenvolvimento, desse modo, inicialmente não é recomendada a correção direta da pega, mas sim uma observação atenta para compreender como cada estudante está se apropriando desses movimentos e o que pode ser feito para progredir.
O desenvolvimento da pega do lápis não se resume apenas a segurar o instrumento. Ele é resultado de uma coordenação motora fina bem desenvolvida. Para auxiliar nesse processo, é importante incluir atividades lúdicas e variadas na rotina da sala de aula que ajudam a fortalecer a musculatura das mãos e dos dedos, como brincar com massinha de modelar ou argila, rasgar papel com as mãos, rasgar papel em pedaços pequenos e fazer bolinhas com as pontas dos dedos, cortar com tesoura de pontas arredondadas e colar pedaços de papel pequenos.
O LETRAMENTO MATEMÁTICO
Com relação ao letramento matemático, é fundamental que ele ocorra de forma integrada com todos os componentes curriculares. Para isso, ao abordar os conteúdos, procure criar situações didáticas contextualizadas que incentivem os estudantes a desenvolverem o raciocínio lógico e a aplicarem o conhecimento matemático na busca de soluções para situações-problema do cotidiano. Essa abordagem facilita a compreensão dos conceitos e reforça sua relevância.
Além disso, as atividades a seguir contribuem para o letramento matemático, por exemplo:
• contagem de objetos usando materiais concretos, como tampinhas e lápis;
• uso e escrita de algarismos por meio de jogos e brincadeiras;
• compreensão do conceito de números; realização de operações básicas; reconhecimento de formas geométricas na identificação de quantidades e na ordenação de elementos;
• comparação de medidas com o uso de instrumentos não padronizados, como palmos e passos;
• leitura e interpretação de gráficos e tabelas com dados reais sobre a turma e a escola.
A INCLUSÃO NAS ESCOLAS
Garantir a inclusão de estudantes com deficiência na escola regular não é apenas um dever legal, mas um compromisso ético e pedagógico com a equidade e a justiça social. A legislação brasileira, incluindo a Constituição Federal (1988), a Lei Brasileira de Inclusão (LBI, 2015) e as Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial (2008), reforça o papel da escola em assegurar que todos os estudantes tenham acesso a uma educação de qualidade. Contudo, a inclusão vai além de permitir o acesso físico à sala de aula. Ela exige a participação ativa dos estudantes no cotidiano escolar, promovendo aprendizagens significativas e respeitando suas particularidades. Para isso, é essencial o envolvimento de toda a comunidade escolar na construção de um ambiente que valorize as diferenças e que favoreça as interações e o respeito à diversidade. Nesse contexto, o papel do professor é central, como mediador e agente de transformação.
O primeiro passo mais importante é levar ao professor o reconhecimento das diversas dificuldades que deverá encontrar, suas especificidades, suas formas de atuação e como identificá-las em
seus alunos. Neste processo, ao professor caberá a autonomia de reconhecer as dificuldades e intervencionar, em sala de aula, para a aplicação de novas metodologias e saberes, para a chegada da cognição.
JOIA, Michele. A inclusão de crianças na escola: o papel do educador diante das dificuldades de aprendizagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2023. p. 41.
A prática pedagógica inclusiva deve reconhecer que todo estudante tem a capacidade de aprender, desde que seja incentivado por vínculos afetivos e em um ambiente acolhedor. Para isso, as estratégias precisam ser flexíveis e adaptadas às necessidades individuais.
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INCLUSIVAS
A seguir, sugerimos algumas ações que podem ser aplicadas em sala de aula para promover a inclusão.
• Materiais concretos e táteis: utilize materiais com diferentes texturas e relevos para que os estudantes possam explorar o conteúdo de forma sensorial. Ao utilizar recursos visuais, sempre descreva as imagens com clareza, indicando posições e características dos objetos.
• Comunicação clara: apresente os enunciados das atividades de forma clara e direta, evitando ambiguidades, figuras de linguagem ou construções muito complexas. Divida as tarefas em etapas menores e forneça uma instrução por vez. Durante as explicações, posicione-se de frente para os estudantes, facilitando a atenção à sua fala.
• Flexibilização e ritmo: ofereça prazos flexíveis para a entrega de atividades, respeitando o tempo de aprendizagem de cada estudante. Incentive a leitura compartilhada de textos e enunciados para promover a compreensão coletiva e o apoio mútuo.
• Incentivo à expressão: incentive a expressão oral, quando possível, e a organização do pensamento dos estudantes, auxiliando na estruturação das ideias. Ferramentas como alfabeto móvel e banco de palavras são ótimas aliadas para a alfabetização e o fortalecimento da participação dos estudantes no processo de aprendizagem.
• Uso de tecnologia: quando possível, adote recursos tecnológicos que atendem às necessidades específicas dos estudantes, ampliando as possibilidades de acesso ao conteúdo e tornando o aprendizado mais dinâmico e acessível.
• Valorização de estratégias de resolução de problemas: apresente e valorize diferentes estratégias para a resolução de problemas, respeitando a forma única de compreensão e de elaboração de soluções.
O USO DE METODOLOGIAS ATIVAS
O uso de metodologias ativas favorece o engajamento dos estudantes e o desenvolvimento de diversas habilidades. A prática pedagógica exige um planejamento cuidadoso, momentos de discussão em grupo, atividades colaborativas e trocas de saberes, especialmente quando o objetivo é fortalecer competências como leitura, escrita e raciocínio lógico-matemático.
[...]
Metodologias ativas são estratégias de ensino centradas na participação efetiva dos estudantes na construção do processo de aprendizagem, de forma flexível, interligada e híbrida. As metodologias ativas, num mundo conectado e digital, expressam-se por meio de modelos de ensino híbridos, com muitas possíveis combinações. A junção de metodologias ativas com
Pensar-conversar-compartilhar
modelos flexíveis e híbridos traz contribuições importantes para o desenho de soluções atuais para os aprendizes de hoje.
MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. In: BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. p. 4. A seguir, apresentamos três metodologias ativas que promovem o protagonismo e a autonomia dos estudantes.
É uma estratégia eficaz para aumentar o engajamento dos estudantes, pois promove o pensamento individual e a colaboração, permitindo que todos participem ativamente da aula. A fase individual garante que todos os estudantes tenham oportunidade de organizar suas ideias e de se expressar. A fase em duplas e a discussão geral mantêm os estudantes ativos e envolvidos no processo de aprendizagem, incentivando o pensamento crítico, a argumentação e a formulação de ideias. Para iniciar, você deve fazer uma pergunta ou lançar um desafio relacionado ao conteúdo da aula e estipular um tempo para os estudantes pensarem sozinhos na resposta. É o momento de organizar as ideias e formular uma primeira hipótese. Depois do tempo de reflexão individual, os estudantes se juntam a um colega. Em duplas, eles devem conversar, compartilhar ideias e chegar a uma conclusão, consolidando o raciocínio e construindo o conhecimento de forma colaborativa. Na etapa final, o professor pode escolher algumas duplas, ou todas, para apresentarem suas ideias, incentivando a participação de todos, levando-os a perceber que há diferentes formas de pensar e de resolver o mesmo problema.
Vire e fale
Essa estratégia é eficaz para aumentar o engajamento e a participação dos estudantes, pois modifica o formato de pergunta e resposta e cria um espaço para que eles possam expressar suas ideias. A conversa em duplas incentiva os estudantes a organizarem suas ideias e a praticarem a escuta ativa. É uma estratégia rápida e simples que pode ser utilizada várias vezes durante a aula para checar a compreensão e manter o ritmo de forma dinâmica e interativa. Para começar, faça uma pergunta clara e direta relacionada ao conteúdo que está sendo trabalhado, que possa ser respondida em cinco minutos. Imediatamente após a pergunta, peça aos estudantes que virem para um dos colegas para conversarem sobre a pergunta, tentando chegar a uma resposta em até cinco minutos. Esse é o momento em que eles devem verbalizar suas ideias uns para os outros, escutando o que o outro tem a dizer e chegando juntos a uma conclusão. Após a conversa em duplas, escolha alguns estudantes, ou todos, para compartilharem as ideias que surgiram nas duplas e faça intervenções quando julgar necessário. Caminhada na galeria
Essa é uma estratégia colaborativa que envolve a produção de cartazes sobre os conteúdos estudados que devem ser expostos como em uma galeria de arte. A atividade foge da rotina da sala de aula e envolve movimento, o que é indicado para essa faixa etária. Os estudantes aprendem uns com os outros e desenvolvem a capacidade de escutar e argumentar, além de aprimorar a comunicação, o raciocínio e a organização de ideias de forma lúdica e prática, aprofundando os conteúdos que aprenderam. Para trabalhar com essa metodologia, organize a turma em grupos e proponha um tema, uma pergunta ou um problema para ser trabalhado em cada grupo. Oriente os grupos a fazerem pesquisas sobre o assunto e a registrarem as conclusões em cartazes. Depois de prontos, os cartazes devem ser fixados na sala de aula, como se fossem obras de arte, e cada grupo precisa escolher um apresentador que ficará ao lado para explicar o trabalho. O restante da turma, em grupos, começa a caminhada pela galeria, observando e analisando as produções dos colegas. Após todos os grupos visitarem as obras da galeria, reúna todos e incentive uma conversa sobre o que foi aprendido. Esse é o momento para discutir as diferentes soluções encontradas, os pontos em comum e o que mais chamou a atenção dos estudantes.
A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO
Para a organização do trabalho pedagógico em sala de aula, é essencial considerar a disposição do espaço e promover um ambiente pautado pela empatia, pelo respeito mútuo e pela valorização do coletivo, o que contribui para a construção de uma sala de aula acolhedora, na qual o desenvolvimento da autonomia dos estudantes seja incentivado de forma constante.
A fim de promover um ambiente mais dinâmico, inclusivo e colaborativo, você pode alterar a organização tradicional da sala de aula, que tem carteiras enfileiradas e o professor ocupando o papel central como único detentor do saber. Ao repensar a organização da sala de
aula como um recurso pedagógico, você amplia as possibilidades de interação, cooperação e construção coletiva do conhecimento, aproximando a prática docente das demandas reais da turma. A seguir, apresentamos algumas sugestões para organizar a sala de aula de diferentes maneiras.
Disposição em grupo: indicada para atividades que exigem colaboração direta e trocas constantes entre os estudantes, como trabalhos em equipe, debates e projetos que precisam de divisão de tarefas, pois a proximidade física facilita a comunicação e o apoio mútuo, incentivando a resolução de problemas de forma coletiva.

Representação de carteiras dispostas em grupo.
Disposição em círculo: indicada para atividades que priorizam a participação de todos, a escuta ativa e a criação de um ambiente de igualdade, como rodas de conversa, discussões sobre temas específicos, contação de histórias e compartilhamento de experiências, permitindo que a construção do conhecimento, a troca de experiências e a comunicação sejam mais diretas e isonômicas entre você e os estudantes.
Em círculo

Representação de carteiras dispostas em círculo.
Disposição em U: indicada para apresentações orais, demonstrações, debates supervisionados ou quando você precisa circular entre as carteiras para dar assistência individual, pois combina sua visibilidade com a possibilidade de interação entre os estudantes, permitindo que todos mantenham o foco na atividade.
Em U

Representação de carteiras dispostas em U.
Disposição de frente uns para os outros: parecida com a disposição em grupo, mas
pode ser utilizada para trabalhos em duplas, entrevistas ou atividades de reflexão, pois promove uma interação mais focada e próxima, permitindo aos estudantes que se concentrem na troca de informações e ideias entre si, sem a dispersão que um grupo maior poderia causar.
De frente uns para os outros

Representação de carteiras dispostas de frente umas para as outras.
Outra estratégia que ajuda a aproximar o currículo da vida dos estudantes é incentivar a utilização de outros espaços dentro e fora da sala de aula para divulgar o trabalho desenvolvido pela turma, como os murais e as paredes, explorando diferentes recursos e estratégias.
A ORGANIZAÇÃO DO TEMPO E DA ROTINA ESCOLAR
Além da organização do espaço físico, é fundamental atentar à gestão do tempo e da rotina em sala de aula. Estabelecer uma rotina clara e bem estruturada favorece a execução do planejamento pedagógico, garantindo que os horários e as atividades sejam conduzidos de forma sequencial e coerente, sempre respeitando as particularidades e os diferentes ritmos de aprendizagem dos estudantes.
Planejar a prática pedagógica de acordo com a proposta curricular proporciona um ambiente mais estável e acolhedor, no qual os estudantes sabem o que esperar e se sentem mais seguros diante das estratégias utilizadas no dia a dia. Além de facilitar a condução do trabalho docente, essa organização contribui para equilibrar e diversificar as atividades ao longo da semana, ampliando as possibilidades de aprendizagem.
Além das aulas nas quais os conteúdos e as atividades são abordados, é importante que você inclua atividades diversificadas em seu planejamento de rotina, como as sugeridas a seguir.
• Rodas de conversa: podem ser realizadas no começo ou no final da aula para solicitar aos estudantes que relatem alguma vivência pessoal (como forma de explorar os conhecimentos prévios) ou exponham o que aprenderam, quais dificuldades tiveram ou o que gostariam de aprender na próxima aula.
• Momentos de leitura: podem ser conduzidos tanto por você, por meio da leitura em voz alta, quanto pelos próprios estudantes, com a leitura
ILUSTRAÇÕES: IVY NUNES/ ARQUIVO DA EDITORA
compartilhada ou um de cada vez. É importante reservar intervalos de tempo específicos na rotina para a leitura de diferentes textos com a intenção de proporcionar momentos de apreciação e, ao mesmo tempo, ampliar o repertório e os conhecimentos dos estudantes.
• Momentos de registro: essa estratégia consiste em reservar, ao final das aulas, alguns minutos para que os estudantes expressem o que aprenderam. Esse registro pode ser feito por meio da escrita, de esquemas visuais, de desenhos ou até pela oralidade, com gravações em áudio ou vídeo. Essa etapa funciona como uma forma de verificação da aprendizagem, permitindo a você identificar o que foi compreendido e o que ainda precisa ser retomado em aulas futuras ou em atividades de reforço. Os registros podem ser realizados individualmente, em duplas ou em pequenos grupos, de acordo com os objetivos da proposta.
• Visitas guiadas a diferentes espaços de aprendizagem: a sala de aula não é o único ambiente para
Escola:
Professor(a):
Componente curricular:
o aprendizado dos estudantes, por isso é importante sugerir atividades em outros espaços na escola, como laboratórios, bibliotecas, pátio, auditório e jardim, e fora da escola, como teatros, museus, espaços públicos, centros de pesquisas, cinema e centros culturais. Em casos de atividades em espaços fora da escola, é necessário que você solicite, com antecedência, as autorizações para a direção e para os pais ou responsáveis dos estudantes, e com o acompanhamento de outros profissionais da escola, bem como a orientação do uso de filtro solar, da ingestão de água e do uso de repelentes e de vestimentas e calçados adequados, visando à segurança, à integridade física e ao bem-estar dos estudantes.
Além dessas atividades, o planejamento de rotina deve incluir atividades lúdicas que incentivem a interação social e momentos que envolvam alimentação e higiene pessoal.
Apresentamos a seguir um exemplo de planejamento de rotina, que pode ser adaptado de acordo com as suas necessidades, as dos estudantes e as da escola.
Turma:
Planejamento de rotina
Horário Local Atividade
Data:
MODELO
Objetivo
7h30 – 8h00Sala de aulaAcolhimento e roda de conversa. Promover a socialização e desenvolver a oralidade.
8h00 – 9h30Sala de aula
9h30 – 10h00 Refeitório, banheiro e pátio
Leitura compartilhada de textos e atividades dirigidas de escrita.
Lanche, escovar os dentes, lavar as mãos e recreio.
10h00 – 11h00 Quadra Brincadeiras tradicionais e jogos cooperativos.
11h00 – 11h30 Sala de aulaRoda de leitura e fechamento.
Outro recurso pedagógico que pode auxiliar a gestão do tempo e o planejamento de rotina é a sequência didática. Uma sequência didática é um plano de ensino estruturado, composto de um conjunto de atividades ordenadas e interligadas que são desenvolvidas ao longo de várias aulas. A elaboração de sequências didáticas é um recurso pedagógico que pode tornar o planejamento mais eficaz e alinhado às necessidades dos estudantes. Por meio delas, você consegue organizar o processo de ensino de maneira intencional e progressiva, estruturando atividades e estratégias de forma coerente e articulada.
Desenvolver habilidades de leitura e de escrita.
Momento de descanso, alimentação, higiene e interação livre.
Desenvolver a expressão corporal e a coordenação motora.
Desenvolver a escuta ativa, retomar as aprendizagens do dia e organizar a sala de aula.
Ao planejar uma sequência didática, você estabelece etapas claras e encadeadas que favorecem a construção do conhecimento ao longo do tempo, seja em alguns dias, semanas ou até meses. Essa organização permite flexibilizar o percurso, ajustando-o conforme o ritmo de aprendizagem da turma e as particularidades do contexto escolar. É fundamental que as sequências estejam alinhadas aos objetivos de ensino, considerando também os recursos didáticos disponíveis e a realidade da escola. Outro aspecto essencial é a inclusão de estratégias de avaliação que permitam acompanhar e refletir sobre o avanço dos
estudantes ao longo do processo, verificando seu envolvimento e observando as dificuldades que possam surgir. Sempre que julgar necessário, faça intervenções que contribuam para ampliar a compreensão dos conteúdos.
Ao término da sequência didática, registre suas considerações sobre o processo de aprendizagem dos
estudantes, destacando avanços e aspectos que ainda precisam ser desenvolvidos.
A seguir, apresentamos uma sugestão de modelo de sequência didática que pode servir como referência. Sinta-se à vontade para adaptá-lo conforme as necessidades da sua turma e os conteúdos que pretende desenvolver.
Planejamento de sequência didática
Escola: preencher com o nome da escola.
Professor(a): preencher com o nome do professor.
Componente curricular: preencher com o nome do componente curricular.
Turma: preencher com a indicação da turma.
Data: preencher com o período estimado para o desenvolvimento da sequência didática.
Assunto/conteúdo: preencher com os assuntos ou conteúdos a serem desenvolvidos.
Quantidade de aulas: preencher com a estimativa da quantidade de aulas necessária para desenvolver todas as atividades.
1. Objetivos gerais: definir o que se espera que os estudantes sejam capazes de fazer ao final da sequência didática.
2. Competências e habilidades da BNCC: identificar as competências e habilidades da BNCC que serão trabalhadas.
3. Materiais necessários: fazer uma lista detalhada de todos os materiais que serão necessários para desenvolver as atividades.
4. Etapas da sequência didática: detalhar as etapas de cada aula, organizando as atividades em uma ordem lógica e progressiva.
• Aula 1: descrever o início do trabalho com a sequência didática, que pode ser uma atividade para verificar o que os estudantes já sabem sobre o assunto; pode ser uma roda de conversa, uma dinâmica ou uma pergunta deflagradora para despertar a curiosidade deles.
• Aula 2 em diante: apontar as atividades intermediárias que ajudarão os estudantes a construírem o novo conhecimento, como pesquisas, leituras, discussões, atividades práticas, entre outras dinâmicas.
• Aula final: descrever a última aula, a culminância da sequência didática; planejar uma atividade final para que os estudantes coloquem em prática tudo o que aprenderam, que pode ser a produção de um texto, a apresentação de um trabalho ou a criação de um projeto.
5. Avaliação: definir os critérios (o que será observado) e os instrumentos (como será registrado) que serão utilizados para avaliar a aprendizagem dos estudantes ao longo da sequência didática; a avaliação deve ser contínua e não apenas ao final.
6. Autoavaliação: após a execução da sequência didática, verificar se ela foi eficaz, se os objetivos foram alcançados, quais desafios surgiram, o que pode ser mudado para a próxima vez e anotar essas reflexões para aprimorar suas práticas pedagógicas.
O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS
A presença das tecnologias digitais no cotidiano das pessoas é cada vez mais comum, inclusive entre crianças e adolescentes. No entanto, a maneira como esses recursos, especialmente os dispositivos móveis como os celulares, têm sido utilizados dentro das escolas tem gerado muitos debates. O foco dessas discussões recai, principalmente, sobre os efeitos negativos do uso inadequado desses aparelhos no processo de aprendizagem e no desenvolvimento integral dos estudantes.
Estudos recentes reforçam essas preocupações, apontando prejuízos que vão desde a distração em sala de aula até impactos mais sérios, como problemas de saúde
física e mental, que incluem aumento da ansiedade, distúrbios do sono, dificuldades de atenção, entre outros. Essas evidências contribuíram para a criação da Lei nº 15.100, de 13 de janeiro de 2025, que estabelece diretrizes para o uso de celulares nas escolas brasileiras.
Os desafios enfrentados com o uso inadequado e desregulado das tecnologias digitais não se restringem ao ambiente escolar. A Unesco destaca riscos que vão desde o enfraquecimento das relações humanas até ameaças à democracia e aos direitos fundamentais, como a disseminação de discursos de ódio e a violação da privacidade. Tais aspectos mostram que a tecnologia, sem orientação adequada, pode acentuar desigualdades e comprometer valores essenciais.
MODELO
No contexto escolar, o uso excessivo e sem propósito de recursos digitais tem mostrado efeitos prejudiciais, como o isolamento social, a dependência de redes sociais e a dispersão durante as aulas. Por isso, torna-se indispensável repensar o papel desses recursos na educação.
Por outro lado, quando inserida de maneira planejada e intencional no cotidiano escolar, a tecnologia pode se tornar uma ferramenta poderosa para o processo de ensino-aprendizagem. Recursos como computadores, tablets e celulares, quando utilizados com orientação pedagógica, promovem o acesso à informação, favorecem o desenvolvimento de habilidades críticas e éticas e ampliam o alcance da educação, especialmente em contextos de vulnerabilidade.
A proposta, portanto, não é excluir a tecnologia do ambiente escolar, mas sim incorporá-la com responsabilidade, sempre pautada em objetivos pedagógicos claros e alinhados às competências e aos conteúdos previstos no currículo.
Você tem um papel fundamental nesse processo. Cabe a você planejar atividades que façam uso significativo da tecnologia, promovendo a aprendizagem ativa e a reflexão crítica por parte dos estudantes. A intencionalidade no uso desses recursos deve estar presente desde o momento da escolha da ferramenta até a avaliação dos resultados.
Além disso, é importante lembrar de que tecnologias educacionais não se limitam às mais recentes. Televisão, rádio, lousa, projetores e outros dispositivos já fazem parte da rotina escolar há décadas e desempenham papel importante na mediação pedagógica.
BOAS PRÁTICAS NO USO DE TECNOLOGIAS
NA EDUCAÇÃO
Para que a utilização de ferramentas tecnológicas seja eficaz e enriquecedora, é fundamental adotar algumas práticas pedagógicas intencionais. A seguir, apresentamos algumas dicas.
Planejamento pedagógico do uso de recursos tecnológicos
• Definir com clareza os objetivos de aprendizagem.
O ENSINO DE GEOGRAFIA
FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS NO ENSINO DE GEOGRAFIA
O ensino, de modo geral, deve acompanhar as transformações pelas quais vem passando nossa sociedade no início do século XXI. Muitas dessas mudanças referem-se ao desenvolvimento tecnológico relacionado aos meios de comunicação e transportes, às formas de trabalho, à intensidade com que a sociedade tem explorado os recursos da natureza e transformado o espaço geográfico. A nossa sociedade, na atualidade, também tem alterado muitos de seus hábitos cotidianos, por exemplo, em relação ao convívio social, à maneira de acessar produtos e serviços, práticas intensamente influenciadas pelo uso
• Escolher as ferramentas tecnológicas adequadas para alcançar esses objetivos.
• Garantir que o uso dos recursos esteja articulado aos conteúdos e às competências curriculares.
Desenvolvimento de habilidades críticas
• Propor atividades que incentivem a análise crítica de fontes de informação pelos estudantes.
• Levar os estudantes a refletirem sobre o impacto da tecnologia no cotidiano.
• Incentivar o uso consciente, seguro e responsável da internet.
Integração com outras metodologias
• Combinar o uso de tecnologias com estratégias convencionais, como leitura, escrita e pesquisa de campo.
• Incentivar experiências interativas, como a visita a museus virtuais e o uso de acervos digitais, que ampliam o repertório cultural dos estudantes e fortalecem vínculos com a memória coletiva.
Em resumo, o uso da tecnologia na educação não deve ser encarado como uma solução isolada ou um fim em si mesmo. Ela deve estar a serviço do processo de ensino-aprendizagem e contribuir para a formação crítica, ética e cidadã dos estudantes. Seu olhar pedagógico enquanto docente é essencial para transformar esses recursos em verdadeiros aliados do conhecimento.
Para auxiliar na utilização de recursos digitais em consonância com seu planejamento pedagógico, a fim de complementar e enriquecer o desenvolvimento dos conteúdos, esta coleção apresenta alguns objetos educacionais digitais, como infográficos e mapas clicáveis.
A lista com os objetos digitais sugeridos em cada volume encontra-se no sumário. Além disso, os momentos de utilização desses recursos foram indicados nas páginas do Livro do Estudante por meio de ícones. Para acessá-los, basta clicar sobre os ícones indicados nas páginas da versão digital do Livro do Estudante.
da internet por meio das numerosas formas que essa rede disponibiliza aos seus usuários.
Nós, professores, devemos estar atentos e acompanhar as mudanças do mundo em que vivemos. Caso contrário, não estaremos preparando os estudantes para enfrentar questões pessoais ou coletivas impostas pela vida em sociedade e para compreender fenômenos naturais e sociais, desde os mais simples, presentes em seu dia a dia, até aqueles mais complexos e de repercussão global. O ensino de Geografia tem um papel muito importante na preparação dos estudantes para compreenderem melhor o mundo em que vivem, sobretudo em relação às suas transformações. Essa compreensão deve ir além da descrição dos fenômenos, fundamentando-se no exercício de questionamentos e explicações com base conceitual, a fim de que a realidade seja desvendada, construída e melhorada com a participação de todos.
Com o objetivo de que nossos estudantes estabeleçam uma relação eficaz entre o senso comum e o saber científico, é imprescindível instrumentalizá-los para que possam obter e interpretar informações, analisá-las e articulá-las de modo significativo com a realidade em que vivem, a fim de interferir nela, atuando e reconhecendo-se como sujeitos no processo de produção e reprodução do espaço geográfico.
A presente coleção foi planejada especialmente para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Tendo em vista as possibilidades de conhecimentos anteriores dos estudantes, assim como a adequação à fase cognitiva deles, essa proposta visa a avançar gradualmente na complexidade dos conteúdos, permitindo-os entrar em contato de maneira elementar com alguns conceitos e noções que envolvem o conhecimento geográfico.
Segundo Cavalcanti (2003, p. 24), ensinar Geografia tem o intuito de “ajudar a formar raciocínios e concepções mais articulados e aprofundados a respeito do espaço”. Ela defende que os estudantes precisam aprender a pensar sobre os acontecimentos a partir de múltiplas explicações, considerando os diversos fatores que influenciam o espaço em que vivem. Esse conhecimento ajuda a formar cidadãos mais conscientes e críticos.
Essa proposta visa um trabalho mais integrado entre os aspectos físicos e os aspectos humanos, para que eles tenham uma formação mais integrada do mundo, reconhecendo a interdependência entre a natureza e a sociedade. Assim, eles podem compreender que as paisagens estão sempre mudando, pois o espaço geográfico é constantemente transformado pelas ações humanas.
O objetivo é desenvolver habilidades que permitam aos estudantes compreenderem como as sociedades se relacionam entre si e com a natureza ao longo do tempo. Para isso, é importante que se familiarizem e criem bases para entenderem os principais conceitos da Geografia: lugar, paisagem, natureza, região, território e espaço geográfico. Com esses conceitos, é possível estabelecer relações, ainda que elementares, entre as particularidades do local onde vivem e suas ligações com outras partes do mundo. Também é valorizado o ensino de atitudes éticas e de cuidado com o meio ambiente. A proposta visa a contribuir com a formação de sujeitos críticos, capazes de refletir e agir em favor de um mundo melhor.
PRINCIPAIS CONCEITOS E NOÇÕES
LUGAR
O lugar é o espaço vivenciado pelas pessoas, onde elas constroem suas relações mais próximas, como a casa, a rua, a escola e a praça. São lugares com os quais elas acabam por estabelecer algum tipo de afetividade. Embora compartilhem elementos comuns, cada lugar é único, com características físicas, culturais e sociais que o tornam especial.
PAISAGEM
A paisagem é aquilo que se vê em um lugar, em determinado momento. Ela é formada tanto por elementos
naturais (como montanhas e rios) quanto por elementos construídos pelo ser humano (como prédios e ruas). A paisagem muda com o tempo e expressa as relações entre as pessoas e a natureza.
REGIÃO
A região é uma parte do espaço que se diferencia das outras por um conjunto de características, por exemplo, o clima, a vocação econômica, a cultura ou a organização social. Ou seja, uma região pode ser definida com base em diferentes critérios.
TERRITÓRIO
O território é uma porção do espaço definida por relações de domínio e poder. Pode ser o espaço controlado por um país, mas também pode estar presente em escalas menores, como uma comunidade, uma rua ou um bairro. Souza (1995, p. 81) afirma que os territórios “são construídos (e desconstruídos)” em diferentes escalas e tempos. Isso mostra que o território existe enquanto houver relações de poder.
A paisagem é um conjunto heterogêneo de formas naturais e artificiais; é formada por frações de ambas, seja quanto ao tamanho, volume, cor, utilidade, ou por qualquer outro critério. A paisagem é sempre heterogênea. [...]
SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado. 5. ed. São Paulo: Hucitec, 1997. p. 65.
ESPAÇO GEOGRÁFICO
O espaço geográfico é o resultado das relações entre sociedade e natureza ao longo do tempo. É onde as ações humanas acontecem e se materializam — como as cidades, as estradas, os campos e as indústrias. Para Santos (1997, p. 71), o espaço é o cenário onde a história acontece e está sempre sendo transformado.
A proposta desta coleção é contribuir para que os estudantes desenvolvam um olhar crítico e atento sobre o espaço em que vivem, compreendendo que ele está em constante mudança e que elas são resultado das ações humanas. Ao compreender e vivenciar os conceitos da Geografia de forma progressiva e integrada, eles podem se tornar capazes de compreender melhor o mundo e atuar nele de forma consciente, ética e responsável.
O RACIOCÍNIO GEOGRÁFICO E A PROPRIOCEPÇÃO
O raciocínio geográfico refere-se à capacidade de analisar criteriosamente o espaço geográfico por meio da observação, comparação e compreensão das interações entre sociedade. No Ensino Fundamental, seu desenvolvimento é essencial para a formação do pensamento e das noções espaciais dos estudantes, a fim de que sejam capazes de compreender a organização e as dinâmicas do espaço vivido.
De acordo com a BNCC (2018, p. 359-360):
O raciocínio geográfico, uma maneira de exercitar o pensamento espacial, aplica determinados princípios (Quadro 1) para compreender
aspectos fundamentais da realidade: a localização e a distribuição dos fatos e fenômenos na superfície terrestre, o ordenamento territorial,
Princípio
as conexões existentes entre componentes físico-naturais e as ações antrópicas.
Quadro 1 – Descrição dos princípios do raciocínio geográfico
Descrição
Analogia Um fenômeno geográfico sempre é comparável a outros. A identificação das semelhanças entre fenômenos geográficos é o início da compreensão da unidade terrestre.
Conexão Um fenômeno geográfico nunca acontece isoladamente, mas sempre em interação com outros fenômenos próximos ou distantes.
Diferenciação É a variação dos fenômenos de interesse da Geografia pela superfície terrestre (por exemplo, o clima), resultando na diferença entre áreas.
Distribuição Exprime como os objetos se repartem pelo espaço.
Extensão Espaço finito e contínuo delimitado pela ocorrência do fenômeno geográfico.
Localização
Posição particular de um objeto na superfície terrestre. A localização pode ser absoluta (definida por um sistema de coordenadas geográficas) ou relativa (expressa por meio de relações espaciais topológicas ou por interações espaciais).
Ordem Ordem ou arranjo espacial é o princípio geográfico de maior complexidade. Refere-se ao modo de estruturação do espaço de acordo com as regras da própria sociedade que o produziu.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 359-360.
O trabalho com o raciocínio geográfico é transversal e interdisciplinar e pode ser mobilizado em diferentes componentes curriculares, como Ciências, História, Matemática e Língua Portuguesa, ao sugerir estratégias que acionem seus princípios.
No contexto da Geografia escolar, o raciocínio geográfico promove o desenvolvimento das noções espaciais, além de favorecer a alfabetização cartográfica. Alguns exemplos de situações didáticas que possibilitam o desenvolvimento desse raciocínio, tendo como base os lugares de vivência do estudante, que podemos citar são: a análise do percurso casa-escola, a leitura criteriosa do entorno da escola, a observação de elementos naturais e antrópicos na paisagem e a comparação de diferentes espaços conhecidos.
O trabalho com noções espaciais, como localização, comparação e representação do espaço está relacionado, de modo muito importante, à noção corporal do estudante, ou seja, à percepção que ele tem de seu corpo em relação ao espaço. Essa percepção envolve o sistema da propriocepção, que é a capacidade de perceber sua posição, o espaço que seu corpo ocupa (parado ou em movimento), de orientar um deslocamento, tocar ou pegar algo, usar mais ou menos força para realizar uma ação.
No dia a dia, tanto na escola quanto em casa, essa integração entre corpo e espaço pode ser observada em situações simples. O professor pode incorporar no dia a dia escolar algumas atividades práticas que favoreçam o desenvolvimento da propriocepção, como localizar objetos ou lugares no pátio, descrever o caminho para a sala de aula, onde ficam os cômodos da casa, representar o caminho de casa até a escola, atividades relacionadas à lateralidade, como à esquerda, à direita, em cima, embaixo e, até mesmo, ao brincar de esconde-esconde. Essas são oportunidades interessantes em que os estudantes podem perceber e vivenciar o espaço, assim como são fer-
ramentas que contribuem com o ensino e a aprendizagem em Geografia e de outros componentes. É importante respeitar o ritmo e a forma com que as crianças percebem, compreendem e interagem com o espaço, a partir de seus lugares de vivência.
GEOGRAFIA E CARTOGRAFIA
Os estudos de Geografia contam, em muitos momentos, com a linguagem cartográfica como articuladora da formação do conhecimento geográfico dos estudantes. Ler, interpretar, compreender e elaborar representações cartográficas confere a eles habilidades muito importantes para o estudo do espaço, das características físicas, da dinâmica e das transformações que são ocasionadas por agentes naturais ou humanos.
O domínio de noções cartográficas também contribui para a formação de indivíduos autônomos em relação à localização e à orientação, assim como em seu deslocamento no espaço.
Tais noções, nesta coleção, são desenvolvidas de maneira elementar e estruturante, preparando os estudantes por meio dos mais diferentes procedimentos, como observação, análise, descrição, síntese, analogia e representação, para que estejam aptos a obterem e registrarem as mais diferentes informações por meio de representações cartográficas. Em vários momentos também são propostas temáticas e atividades que propiciam o desenvolvimento de noções de lateralidade, proporcionalidade, deslocamento, orientação e localização e pontos de vista. Esse conjunto de habilidades e noções colabora com a alfabetização cartográfica.
No Ensino Fundamental, o professor pode propor atividades simples, como desenhar o trajeto até a escola, criar mapas afetivos da escola ou do bairro, ouvir histórias de familiares sobre o lugar de vivência e representá-lo em diferentes épocas. Essas práticas, inspiradas também na
etnocartografia, ou seja, nos mapas sociais produzidos por indivíduos ou grupos de uma comunidade tradicional, não utilizam obrigatoriamente conhecimento técnico avançado e ajudam os estudantes a reconhecerem e valorizarem seu lugar no mundo, fortalecendo a relação entre o conteúdo escolar e a vida cotidiana.
Ao conceber a cartografia como linguagem geográfica e, sempre que possível, utilizá-la como mediadora pedagógica, o professor amplia as possibilidades de ensino
QUADRO
DE DISTRIBUIÇÃO
de Geografia e de outros componentes. Ao compreender o espaço, refletir criticamente sobre ele e expressar-se por meio de representações, os estudantes deixam de serem apenas leitores de mapas para serem seus produtores.
A cartografia, assim, torna-se ponte entre o conteúdo escolar e o espaço vivido, contribuindo para formar sujeitos autônomos, críticos e capazes de atuar no mundo, a partir de seus lugares de vivência.
DOS CONTEÚDOS
O quadro apresentado a seguir mostra a progressão dos conteúdos deste volume, destacando as habilidades, as competências e os temas contemporâneos transversais da BNCC trabalhados em cada unidade.
UnidadesTemas
1 - O bairro onde eu moro
1 - Como é o meu bairro?
2 - Diferentes tipos de bairro
3 - O bairro e suas representações
Trata-se de um quadro que pode ser utilizado para ter uma visão geral dos conteúdos das unidades, assim como facilitar a busca por orientações e comentários de práticas pedagógicas sugeridas nas orientações ao professor correspondentes ao Livro do Estudante
Quadro de distribuição dos conteúdos – 3º ano
Conteúdos
• Conceito sobre o que é o bairro.
• Características dos bairros.
• Tipos de bairros (residências, comerciais e industriais).
• Formação dos bairros ao longo do tempo.
• Conceito de centro e periferia urbana.
• História do bairro.
• Pontos de vista do bairro: frontal, oblíquo e vertical.
• Planta do bairro e sua legenda.
Habilidades da BNCC
EF03GE02
EF03GE04
EF03GE06
EF03GE07
Competências gerais e específicas
CEG1
CEG3
CEG4
CEG5
CEG6
CG1
CG2
CG3
CG4
Temas contemporâneos transversais
• Educação em direitos humanos.
• Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
2 - Os bairros e os serviços públicos
4 - Os serviços públicos e as pessoas
5 - Direitos e deveres sobre os serviços públicos
6 - Serviços públicos no meu bairro
• O que são os serviços públicos.
• Importância dos serviços públicos.
• Responsáveis pelo fornecimento dos serviços públicos.
• Tarifas e impostos pagos pela população.
• Deveres do cidadão com os serviços e bens públicos.
• Identificação e qualidade dos serviços públicos do bairro.
EF03GE08
EF03GE09
EF03GE10 CEG1 CEG3 CEG4
CEG6
CEG7
CG7
CG10
• Trabalho.
• Educação ambiental.
• Educação em direitos humanos.
• Educação fiscal.
• Educação ambiental.
UnidadesTemas
3 - As pessoas vivem em diferentes lugares
7 - Lugares pelo mundo
8 - Diferentes povos, diferentes modos de vida
9 - Viver em comunidade
Quadro de distribuição dos conteúdos – 3º ano
Conteúdos Habilidades da BNCC
• Diferentes modos de vida em diversos lugares.
• Modo de vida dos povos indígenas no Brasil.
• Tradições e costumes das comunidades quilombolas.
• Modo de vida dos povos ribeirinhos.
• Relação dos povos tradicionais com a natureza.
• Aspectos da convivência em comunidade.
• Tradições culturais de diferentes grupos nos bairros.
EF03GE01
EF03GE02
EF03GE03
EF03GE05
Competências gerais e específicas Temas contemporâneos transversais
CEG2
CEG3
CEG7
CG4
CG1
CG6
CG9
4 – A natureza e as paisagens
10 - As paisagens são diferentes
11 - Água: uso e desperdício
12 - Transformação das paisagens pelos elementos da natureza
• Conceito de paisagem.
• Paisagem natural e humanizada e os elementos que as diferenciam.
• Elementos da natureza e seus diversos usos pelo ser humano.
• Representação por meio de croqui.
• Importância da água.
• Poluição e desperdício de água.
• Ações que evitam o desperdício da água.
• Transformações das paisagens por ação dos elementos da natureza.
EF03GE04
EF03GE05
EF03GE06
EF03GE09
EF03GE10
CEG1
CEG2
CEG3
CEG4
CEG6
CEG7
CG2
CG7
• Diversidade cultural.
• Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
• Vida familiar e social.
• Processo de envelhecimento, respeito e valorização do Idoso.
• Educação ambiental.
• Ciência e tecnologia.
• Educação ambiental.
• Educação para o consumo.
5 - O trabalho e as paisagens
13 - Diferentes tipos de trabalho
14 - O trabalho e a transformação das paisagens
• Conceito do que é trabalho.
• Diferentes tipos de trabalho e sua importância.
• Os profissionais do bairro.
• Construção de tabela e gráfico sobre profissões.
• Diferença entre trabalho remunerado e trabalho voluntário.
• Combate ao trabalho infantil.
• Transformação da paisagem pelo trabalho humano.
• Os trabalhos nas atividades econômicas.
EF03GE04
EF03GE05
EF03GE11
CEG1
CEG2
CG2
CG4
CG6
CG8
CG9
CG10
• Trabalho.
• Direitos da criança e do adolescente.
• Educação em direitos humanos.
• Educação ambiental.
6 - As pessoas e o meio ambiente
15 - Consumo e recursos da natureza
16 - Cuidando dos recursos da natureza
17 - Vamos cuidar melhor do meio ambiente
• O que são recursos naturais.
• Recursos renováveis e recursos não renováveis.
• Atitudes de redução do consumo e desperdício dos recursos naturais.
• Coleta seletiva.
• Etapas da reciclagem.
• Prática dos 3Rs (reduzir, reutilizar e reciclar).
• Problemas ambientais.
• Práticas sustentáveis que minimizam os problemas ambientais.
EF03GE05
EF03GE08
EF03GE09
EF03GE10
EF03GE11
CEG1
CEG2
CEG5
CEG6
CEG7
CG7
CG9
CG10
• Educação ambiental.
• Educação para o consumo.
SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS
As propostas de cronogramas apresentadas a seguir têm como objetivo orientar a distribuição das unidades em planejamentos bimestrais, trimestrais e semestrais, respeitando a organização dos volumes anteriormente mencionada.
Cabe destacar que essas sugestões não contemplam outras atividades que possam surgir ao longo do ano letivo, como projetos, eventos escolares ou avaliações
Sugestão de planejamento bimestral
Bimestre Unidades e temas
Vamos iniciar
1º bimestre
2º bimestre
Unidade 1 – Tema 1 Tema 2 Tema 3
Unidade 2– Tema 4
Unidade 2 – Tema 5 Tema 6
Unidade 3 – Tema 7 Tema 8 Tema 9
3º bimestre
institucionais, e que devem ser incorporadas ao planejamento de forma articulada.
Para elaborar essas sugestões, consideramos 200 dias letivos de aula, ou 40 semanas; no entanto, o cronograma deve ser ajustado conforme as especificidades de cada turma, levando em consideração o contexto, o ritmo de aprendizagem dos estudantes e o uso de diferentes recursos e estratégias pedagógicas, que vão além do livro didático.
Sugestão de planejamento trimestral
Trimestre Unidades e temas
1º trimestre
2º trimestre
Unidade 4 – Tema 10 Tema 11 Tema 12
Unidade 5 – Tema 13 Tema 14
4º bimestre
Unidade 6 – Tema 15 Tema 16 Tema 17
Vamos avaliar
3º trimestre
Vamos iniciar
Unidade 1 – Tema 1 Tema 2 Tema 3
Unidade 2 – Tema 4 Tema 5 Tema 6
Unidade 3 – Tema 7 Tema 8 Tema 9
Unidade 4 – Tema 10 Tema 11 Tema 12
Unidade 5 – Tema 13 Tema 14
Unidade 6 – Tema 15 Tema 16 Tema 17
Vamos avaliar
Sugestão de planejamento semestral
Semestre Unidades e temas
1º semestre Vamos iniciar
Unidade 1 – Tema 1 Tema 2 Tema 3
Unidade 2 – Tema 4 Tema 5 Tema 6
Unidade 3 – Tema 7 Tema 8 Tema 9
Unidade 4 – Tema 10 Tema 11 Tema 12
Unidade 5 – Tema 13 Tema 14
2º semestre
Unidade 6 – Tema 15 Tema 16 Tema 17
Vamos avaliar
BRASIL. Ministério da Saúde. Proteger e cuidar da saúde de adolescentes na atenção básica 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/ publicacoes/proteger_cuidar_adolescentes_atencao_basica_2ed.pdf. Acesso em: 5 set. 2025. Documento que visa auxiliar as Equipes de Atenção Básica/Saúde da Família no trabalho com adolescentes nos aspectos relacionados à saúde.
CASTRO, Iná Elias de; GOMES, Paulo Cesar da Costa; CORRÊA, Roberto Lobato (org.). Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995.
Obra que contempla os conceitos fundamentais sobre a sociedade e o espaço em que vivemos. Podemos destacar conceitos, como território, lugar e região, que ajudam a explicar relações de poder, cultura e identidade.
COSTA, Renato Pinheiro da; CASSIMIRO, Élida Estevão; SILVA, Rozinaldo Ribeiro da. Tecnologias no processo de alfabetização nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Docência e Cibercultura, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 97-116, jan./abr. 2021. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/ re-doc/article/view/53068/36747. Acesso em: 16 ago. 2025.
Nesse artigo, os autores abordam a influência da tecnologia no desenvolvimento do processo de alfabetização.
GRISA, Gregório Durlo et al Neurociência e alfabetização: noções fundamentais. Bento Gonçalves: IFRS, 2022.
Nesse livro, os autores se baseiam nos estudos da Neurociência para explicar os processos de alfabetização.
LESANN, Janine. Geografia no Ensino Fundamental I. Belo Horizonte: Fino Traço Editora, 2010.
Esse livro aborda diversas atividades práticas e orientações pedagógicas e didáticas para o ensino de Geografia, com o intuito de contribuir para o trabalho dos professores em sala de aula.
LIMA, Aurilia de Brito et al. (org.). Políticas de inclusão na educação básica. Curitiba: Appris, 2024.
Coletânea de textos que abordam os principais marcos das políticas públicas relacionadas à inclusão, desde as temáticas mais amplas até as mais específicas.
MIRANDA, Elaine (coord.). Educação inclusiva e a parceria da família: uma dimensão terapêutica. São Paulo: Literare Books International, 2021.
Nesse livro, a autora aborda aspectos da inclusão com base em evidências científicas. Além disso, ela busca evidenciar a importância da participação da família na educação inclusiva.
MORAIS, José. Criar leitores: para professores e educadores. Barueri: Manole, 2013.
O livro auxilia professores, pais e profissionais a compreenderem o processo cerebral da criança que está aprendendo a ler, considerando seus processos cognitivos e as dificuldades da faixa etária e sugerindo intervenções e estratégias para facilitar a alfabetização.
SANTOS, Maria Lucia dos; PERIN, Conceição Solange Bution. A importância do planejamento de ensino para o bom desempenho do professor em sala de aula. Cadernos PDE, Curitiba, v. 1, p. 1-24, 2013. (Os Desafios da Escola Pública Paranaense na Perspectiva do Professor PDE).
Nesse artigo, as autoras destacam a importância do planejamento e apresentam propostas que auxiliam o professor a realizar seus planejamentos.
SILVA, Janssen Felipe da; HOFFMANN, Jussara; ESTEBAN, Maria Teresa. Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo. Porto Alegre: Mediação, 2012.
Os autores discutem as práticas avaliativas em diferentes áreas do currículo, com destaque para a elaboração de práticas de avaliação articuladas ao fazer pedagógico.
VICKERY, Anitra. Aprendizagem ativa nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Porto Alegre: Penso, 2016.
O livro aborda a importância da aprendizagem ativa e do protagonismo do estudante para a concretização do processo de aprendizagem em sala de aula.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
ALMEIDA, Rosângela Doin de; PASSINI, Elza Yasuko. O espaço geográfico: ensino e representação. 4. ed. São Paulo: Contexto, 1992. (Repensando o Ensino).
As autoras abordam a importância do trabalho escolar sobre o espaço e sua representação, tendo em vista a construção de espaço pela criança, a importância do aprendizado espacial no contexto sociocultural da sociedade e a escola como sendo o ambiente para desenvolver o domínio espacial, da língua escrita, do raciocínio matemático e do pensamento científico.
ALZINA, Rafael Bisquerra et al Atividades para o desenvolvimento da inteligência emocional nas crianças. São Paulo: Ciranda Cultural, 2009.
A autora apresenta atividades que contribuem para desenvolver as competências emocionais, que envolvem a consciência, a adequação e a autonomia emocional, e as habilidades socioemocionais para a vida e o bem-estar emocional.
BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018.
Esse livro apresenta a importância das estratégias de metodologias ativas para desenvolver a autonomia dos estudantes, valorizando a participação efetiva deles no processo de aprendizado.
BENDER, William N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Tradução de Fernando de Siqueira Rodrigues. Porto Alegre: Penso, 2014.
Nesse livro, o autor destaca as diretrizes práticas para o trabalho com projetos em sala de aula, fornecendo subsídios para o professor planejar aulas mais eficazes e motivadoras.
BRASIL. Congresso Nacional. Grupo de trabalho Alfabetização infantil: os novos caminhos: relatório final. 3. ed. rev. Brasília: Câmara dos Deputados, 2019. Disponível em:
http://alfabetizacao.mec.gov.br/images/pdf/alfabetizacao_infanti_novos_caminhos_gastao_ vieira.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Esse relatório é um dos primeiros documentos produzidos no país sobre a temática e apresenta as pesquisas de cientistas internacionais da Ciência Cognitiva da Leitura que poderiam contribuir de modo significativo para a política de alfabetização do Brasil.
BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/leis/l8069.htm. Acesso em: 5 set. 2025.
Também conhecido como ECA, esse documento visa garantir os direitos fundamentais de crianças e adolescentes, assegurando proteção integral, saúde, educação e dignidade.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal_site.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Documento que determina as competências gerais e específicas, as habilidades e as aprendizagens que os estudantes brasileiros da Educação Básica precisam desenvolver e colocar em prática ao longo de sua trajetória escolar.
BRASIL. Ministério da Educação. Conscientização para o uso de celulares na escola: por que precisamos falar sobre isso? Brasília: MEC, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/ celular-escola/guia-escolas.pdf. Acesso em: 9 ago. 2025.
Esse documento traz orientações práticas que ajudam o professor na implantação da Lei nº 15.100, que regulamenta o uso de dispositivos eletrônicos portáteis pelos estudantes nas escolas.
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação
Básica: diversidade e inclusão. Brasília: Conselho Nacional de Educação, 2013. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/media/etnico_racial/pdf/diretrizes_curriculares_nacionais_para_ educacao_basica_diversidade_e_inclusao_2013.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Esse documento traz princípios, fundamentos e procedimentos que norteiam as políticas públicas de educação e auxiliam o professor a elaborar, planejar, executar e avaliar práticas pedagógicas na Educação Básica.
BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC: contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília: MEC, 2019. Disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/contextualizacao_temas_ contemporaneos.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Esse documento apresenta os temas contemporâneos transversais da BNCC e explica a importância de sua utilização no processo de ensino-aprendizagem.
BRITO, Giseli Artioli; FLORES, Maria Marta Lopes. A inclusão de alunos com deficiência intelectual: em foco as práticas pedagógicas. Boletim de Conjuntura, Boa Vista, ano V, v. 16, n. 48, 2023. Disponível em: https://revista.ioles.com.br/boca/index.php/revista/article/view/2879/966. Acesso em: 18 ago. 2025.
Nesse artigo, as autoras abordam os principais aspectos que influenciaram os resultados de uma pesquisa sobre a inclusão escolar e a qualidade da educação.
CARLOS, Ana Fani Alessandri (org.). A geografia na sala de aula. 9. ed. São Paulo: Contexto, 2018.
Essa obra, composta de artigos de vários autores de destaque, trabalha abordagens sobre o ensino de Geografia para estudantes da atualidade, contemplando temas diversos, como cidadania, história do pensamento geográfico, Cartografia, cinema, televisão, metrópole e responsabilidades sociais para a compreensão do espaço geográfico.
CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos. 4. ed. Campinas: Papirus, 2003. (Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico).
O livro discute como o ensino de Geografia pode ir além da memorização de mapas e conteúdos, ajudando os estudantes a entenderem a realidade em que vivem. A autora propõe uma Geografia escolar que valoriza o pensamento crítico, o cotidiano dos estudantes e o papel ativo do professor na construção do conhecimento.
CORDEIRO, Claudia Talochinski; OLIVEIRA, Ivanete da Rosa Silva de (org.). Educação e políticas inclusivas: ressignificando a diversidade. Londrina: Syntagma Editores, 2020.
Nessa obra, as autoras discutem a inclusão de estudantes com deficiência na escola regular.
DIAS, Genebaldo Freire. Dinâmicas e instrumentação para educação ambiental. São Paulo: Gaia, 2010.
Estratégias e sugestões de trabalho em sala de aula são apresentadas nesse livro, que apoia o professor em abordagens com noções e conceitos que envolvem a Educação Ambiental.
DINIZ, Margareth; VASCONCELOS, Renata Nunes (org.). Pluralidade cultural e inclusão na formação de professores e professoras. Belo Horizonte: Formato Editorial, 2004.
Nessa obra, as autoras propõem reflexões sobre as práticas educativas e as ações pedagógicas voltadas para uma postura inclusiva.
FAZENDA, Ivani (coord.). Práticas interdisciplinares na escola. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2017. Nessa obra, os organizadores reúnem diversos textos sobre práticas docentes interdisciplinares no espaço escolar.
FAZENDA, Ivani (org.). O que é interdisciplinaridade? 2. ed. São Paulo: Cortez, 2013.
Nesse livro, a autora destaca como são feitas e articuladas diferentes áreas de conhecimento, sob a mediação do professor, ao longo de etapas de projetos que nascem e se desenvolvem dentro das salas de aula.
FERNANDES, Domingos. Avaliação formativa: folha de apoio à formação: Projeto de Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (Maia). Lisboa: Universidade de Lisboa: Instituto de Educação, 2021. Disponível em: https://apoioescolas.dge. mec.pt/sites/default/files/2021-02/folha_avaliacao_formativa.pdf. Acesso em: 6 set. 2025.
Esse material apresenta ações práticas que podem auxiliar o professor no planejamento das estratégias de avaliação.
FERREIRO, Emilia. Alfabetização em processo. 21. ed. São Paulo: Cortez, 2015.
Nesse livro, a autora explica como o processo de alfabetização ocorre no cérebro dos estudantes e sua influência no desenvolvimento dos conhecimentos de outras áreas.
HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do processo ensino-aprendizagem. São Paulo: Ática, 2008.
Nesse livro, a autora explicita que a avaliação deve ser uma ação contínua, pois faz parte do processo de ensino-aprendizagem. Por isso, a ação avaliativa também deve ser aplicada de diversas maneiras para diagnosticar, controlar e classificar esse processo.
HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do caminho. Porto Alegre: Mediação, 2005.
Aborda as relações entre uma concepção dialética de avaliação e os caminhos da aprendizagem.
JOIA, Michele. A inclusão de crianças na escola: o papel do educador diante das dificuldades de aprendizagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak, 2023.
Nesse livro, a autora fornece dicas sobre a inclusão na escola com base em conhecimentos que construídos em sua experiência em sala de aula.
MARTINELLI, Marcello. Mapas da geografia e cartografia temática. São Paulo: Contexto, 2003.
Nesse livro, o trabalho com gráficos e mapas é desmistificado e orientações práticas são apresentadas por meio de exemplos. Importantes noções elementares e complexas fundamentam o trabalho do professor em sala de aula.
MELLO, Fabiane de Oliveira; ALLIPRANDINI, Paula Mariza Zedu. Estratégias de aprendizagem de alunos do Ensino Fundamental em processo de alfabetização. Revista de Psicología, Lima, v. 40, n. 2, 2022. Disponível em: https://revistas.pucp.edu.pe/index.php/psicologia/article/ view/25503/24038. Acesso em: 16 ago. 2025.
Nesse artigo, as autoras fazem uma análise qualitativa de algumas estratégias de ensino comumente utilizadas no processo de alfabetização.
MOREIRA, Antonio Flávio; CANDAU, Vera Maria (org.). Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas. Petrópolis: Vozes, 2008.
O termo multiculturalismo tem sido amplamente usado e envolve distintas instâncias. Na escola, apresenta relação direta com a pluralidade cultural e a realidade cultural contemporânea. A obra tem como objetivo incentivar discussões, estudos e pesquisas que instiguem práticas renovadas em prol de uma sociedade mais justa e solidária.
OLIVEIRA, Maria Marly de. Projetos, relatórios e textos na educação básica: como fazer. Petrópolis: Vozes, 2009.
Obra voltada a professores da Educação Básica no cotidiano das salas de aula.
REIS, Ana Valéria Sampaio de Almeida; DAROS, Thuinie; TOMELIN, Karina Nones. Layouts criativos para aulas inovadoras. Maringá: B42, 2023.
Nesse livro, as autoras sugerem diferentes estratégias de layout das salas de aula, a fim de envolver e criar experiências marcantes para os estudantes.
ROBERTO, Ana Cristina Faustino; QUEIROZ, Rucenita Leite de; COUTINHO, Diogenes José Gusmão. Descobrindo o universo proprioceptivo na educação. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, São Paulo, v. 7, n. 9, set. 2021. Disponível em: https:// periodicorease.pro.br/rease/article/view/2244/896. Acesso em: 10 set. 2025.
O artigo explora a importância do sistema proprioceptivo no processo educativo, destacando como a percepção corporal influencia a aprendizagem e o desenvolvimento humano. Também aborda estratégias para integrar a propriocepção na prática pedagógica, promovendo mais consciência corporal e bem-estar entre os estudantes.
SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado. 5. ed. São Paulo: Hucitec, 1997.
Milton Santos explica que o espaço onde vivemos muda constantemente, pois está sempre sendo transformado pelas ações humanas e pelas relações sociais. Ajuda a pensar o espaço como algo vivo, ligado à vida cotidiana.
SILVA, Eva Aparecida Gomes da. O desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem do aluno com necessidades educacionais especiais. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, São Paulo, v. 9, n. 3, mar. 2023. Disponível em: https://periodicorease.pro. br/rease/article/view/8972/3542. Acesso em: 14 ago. 2025.
Nesse artigo, a autora destaca a importância das atividades lúdicas no processo de ensino-aprendizagem dos estudantes com necessidades educacionais especiais.
SOARES, Magda. Alfabetização e letramento 5. ed. São Paulo: Contexto, 2018.
Nesse livro, a autora incentiva a releitura de artigos que discutem as práticas escolares de alfabetização e letramento.
SOUTO, Raquel Dezidério; MENEZES, Paulo Márcio Leal de; FERNANDES, Manoel do Couto (org.).
Mapeamento participativo e cartografia social: aspectos conceituais e trajetórias de pesquisa. Rio de Janeiro: IVIDES.org, 2021. Disponível em: https://pantheon.ufrj.br/ bitstream/11422/19350/3/MapeamentoPartcipativo.pdf. Acesso em: 13 set. 2025.
Esse material aborda o mapeamento participativo e a cartografia social como ferramentas de ensino e pesquisa, apresentando experiências nas quais as comunidades ajudam a construir mapas do próprio território, o que promove o diálogo entre saberes locais e acadêmicos.
SOUZA, Marcelo José Lopes de. O território: sobre espaço e poder, autonomia e desenvolvimento. In: CASTRO, Iná Elias de; GOMES, Paulo Cesar da Costa; CORRÊA, Roberto Lobato (org.). Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995.
Nesse artigo, o autor destaca o domínio e o exercício do poder sobre um território e auxilia a discutir temas como desigualdade, conflitos e cidadania de forma atual e acessível.
VIOLÊNCIA escolar e bullying: relatório sobre a situação mundial. Brasília: Unesco, 2019. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000368092/PDF/368092por.pdf. multi. Acesso em: 5 set. 2025.
Nesse relatório, são apresentados dados sobre a violência escolar e o bullying, além de iniciativas que podem contribuir para a redução dessas ocorrências.
ZABALA, Antoni; ARNAU, Laia. Como aprender e ensinar competências. Porto Alegre: Artmed, 2010.
“O que fazer” e “como fazer” são capacidades desenvolvidas de modo que os estudantes articulem os conhecimentos que já têm e busquem outros. Essa eficiência é obtida ao trabalhar competências que, nessa obra, são apresentadas como a instrumentalização para um saber autônomo.