

Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Editora responsável: Ana Carolina Navarro dos Santos Ferraro
Organizadora:
EDITORA NOVO RUMO Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.
Componente curricular: Ciências da Natureza
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Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Editora responsável: Ana Carolina Navarro dos Santos Ferraro
Organizadora:
EDITORA NOVO RUMO Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.
Componente curricular: Ciências da Natureza
Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Organizadora: EDITORA NOVO RUMO
Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.
Editora responsável:
Ana Carolina Navarro dos Santos Ferraro
Mestra em Patologia Experimental pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciada e bacharela em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciada em Pedagogia pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Editora e elaboradora de materiais didáticos.
Componente curricular:
Ciências da Natureza 1ª edição Londrina, 2025
Copyright © Editora Novo Rumo, 2025.
Edição Ana Carolina Navarro dos Santos Ferraro, Angélica Alves de Paula
Assistência editorial Maira Balestri
Preparação e revisão Moisés Manzano da Silva (coord.)
Gerência de produção editorial Camila Rumiko Minaki Hoshi
Supervisão de produção editorial Priscilla de Freitas Cornelsen Rosa
Assistência de produção editorial Lorena França Fernandes Pelisson
Coordenação de produção de arte Tamires Rose Azevedo
Edição de arte Ingridhi Borges
Projeto gráfico e design Dayane Barbieri, Keithy Mostachi, Laís Garbelini
Projeto de capa Marcela Pialarissi
Ilustrações de capa Cajila Barbosa
Coordenação de diagramação Adenilda Alves de França Pucca - Nil
Diagramação AVITS Estúdio Gráfico Ltda., EfeDois Editoração Ltda., Leandro
Júnior Pimenta
Autorização de recursos João Henrique Pedrão Feliciano
Iconografia Alessandra Roberta Arias, Vinícius Costa (trat. imagens)
Objetos digitais
Gerência de produção Erick Lopes de Almeida
Roteiros Renan Alves
Edição de imagens Leticia Nakadomari
Desenvolvimento Ohanna Schmitt Bolfe, Tatiana Tissa Kawakami
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Plantar ciências da natureza : 5º ano : anos iniciais do ensino fundamental / organizadora Editora Novo Rumo ; obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo ; editora responsável Ana Carolina Navarro dos Santos Ferraro. -- 1. ed. -- Londrina, PR : Editora Novo Rumo, 2025.
Componente curricular: Ciências da natureza.
ISBN 978-65-5158-108-3(livro do estudante)
ISBN 978-65-5158-093-2(livro do professor)
ISBN 978-65-5158-095-6(livro do estudante HTML5)
ISBN 978-65-5158-106-9(livro do professor HTML5)
1. Ciências da natureza (Ensino fundamental) I. Ferraro, Ana Carolina Navarro dos Santos. II. Série.
Índices para catálogo sistemático:
1. Ciências da natureza : Ensino fundamental 372.35
Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA NOVO RUMO.
Avenida Doutor Adhemar Pereira de Barros, 1500, sala 804 - Bela Suíça - Londrina-PR CEP 86047-250 - Tel. (43) 3367-2030 contato@editoranovorumo.com.br
Elaboração de originais
Ana Carolina Navarro dos Santos Ferraro
Mestra em Patologia Experimental pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciada e bacharela em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciada em Pedagogia pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Editora e elaboradora de materiais didáticos.
Angélica Alves de Paula
Doutora e mestra em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciada e bacharela em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR). Elaboradora e editora de materiais didáticos.
Luciana Maria Garcia
Especialista em Neuropedagogia pelas Faculdades Integradas do Vale do Ivaí (Univale-PR).
Especialista em Educação especial: atendimento às necessidades especiais pelas Faculdades Integradas do Vale do Ivaí (Univale-PR).
Especialista em Psicopedagogia Institucional pela Universidade Norte do Paraná (Unopar-PR).
Licenciada e bacharela em Física pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Atua como professora em escolas do Ensino Básico. Elaboradora e editora de materiais didáticos.
Marcela Yaemi Ogo
Mestra em Ensino de Ciências e Educação Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em Biologia Aplicada à Saúde pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em Análise e Educação Ambiental em Ciências da Terra pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em Psicopedagogia Institucional, Clínica e TGD pela Faculdade Futura (SP).
Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciada em Pedagogia pelo Centro Universitário Facvest (Unifacvest-SC).
Licenciada em Matemática pela Faculdade Educacional da Lapa (FAEL-PR).
Atua como professora em escolas do Ensino Básico. Elaboradora e editora de materiais didáticos.
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
Acreditamos que o aprendizado em Ciências da Natureza é essencial para que os estudantes se tornem cidadãos ativos e capazes de pensar de forma autônoma e crítica. Esta coleção foi cuidadosamente pensada para ser uma parceira nessa missão, proporcionando uma abordagem integrada e relevante.
Ao longo de cada unidade, o conteúdo se conecta diretamente com a realidade dos estudantes, valorizando o que eles já sabem e incentivando a construção de novos conhecimentos. Nessa dinâmica, o professor não é apenas um detentor do saber, mas um guia e um mediador, orientando os estudantes a serem os protagonistas de sua aprendizagem.
Para apoiar essa jornada, apresentamos este Livro do Professor. Na primeira parte dele, você encontra informações sobre a estrutura da coleção e a Reprodução do Livro do Estudante com as orientações ao professor nas laterais e nos rodapés das páginas reproduzidas, com comentários práticos para auxiliar no dia a dia em sala de aula, como orientações sobre os conteúdos das unidades, atividades extras, momentos sugeridos de avaliação, entre outros subsídios. Na segunda parte, apresentamos o Manual do Professor, onde você encontra desde a estrutura da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e fundamentos teórico-metodológicos da coleção até recursos práticos, como estratégias de avaliação diversificadas, modelos de planejamento de rotina e de sequência didática, quadro de distribuição dos conteúdos e sugestões de cronogramas que contribuem para o desenvolvimento docente.
É importante ressaltar que as sugestões podem ser adequadas de acordo com a realidade da turma e da escola. Esperamos que seja uma ferramenta útil e enriquecedora no processo de ensino-aprendizagem, possibilitando a formação de cidadãos críticos e participativos na sociedade.
Desejamos a você um ótimo ano letivo!
AS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS.......................... IX
AS UNIDADES TEMÁTICAS, OS OBJETOS DE CONHECIMENTO E AS HABILIDADES ...................... X OS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS .........................................................XI
INTEGRAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES CURRICULARES ................................................... XI
A PRÁTICA INTERDISCIPLINAR E O TRABALHO COM PROJETOS INTERDISCIPLINARES................ XII
AVALIAÇÃO ....................................................... XIII
O PAPEL DO PROFESSOR E A PRÁTICA DOCENTE .................................... XV
A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM AÇÃO .................... XVI O ENSINO DE CIÊNCIAS DA NATUREZA ....... XXII
FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS NO ENSINO DE CIÊNCIAS DA NATUREZA .......... XXII
ESTRATÉGIAS QUE AUXILIAM NO DESENVOLVIMENTO DIDÁTICO DOS CONTEÚDOS DE CIÊNCIAS DA NATUREZA ...... XXIV
QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DOS CONTEÚDOS ...........................................XXVI
SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS .............. XXVIII
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES PARA A PRÁTICA DOCENTE ..........................XXIX
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COMENTADAS – LIVRO DO PROFESSOR ...... XXX
Esta coleção é composta de três volumes, sendo 3º , 4º e 5º anos, destinados aos estudantes e professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Cada volume é organizado em 4 unidades que, por sua vez, são subdivididas em temas e seções que desenvolvem as habilidades relacionadas aos objetos de conhecimento e às competências gerais e específicas propostas pela BNCC. Além disso, durante o desenvolvimento dos conteúdos, a coleção aborda os temas contemporâneos transversais, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e atuantes na sociedade.
Além dos volumes impressos, a coleção apresenta a versão digital do Livro do Estudante e do Livro do Professor. Esses materiais digitais apresentam recursos acessíveis, favorecendo a utilização por todos os estudantes. Os livros digitais também apresentam alguns recursos, como infográficos clicáveis, que podem ser acessados, na versão digital, por meio do sumário e de ícones indicados nas páginas dos livros.
O LIVRO DO ESTUDANTE
A seguir, apresentamos a estrutura do Livro do Estudante, explicando as características das seções e de outros elementos que compõem a coleção.
VAMOS INICIAR
Essa seção, presente no início de cada volume, tem o objetivo de avaliar os estudantes com relação aos conhecimentos esperados para o ano de ensino, permitindo a você fazer uma avaliação diagnóstica da turma.
PÁGINAS DE ABERTURA
Têm como objetivos marcar o início de cada unidade, despertar a atenção dos estudantes para o que será abordado e relacionar os conteúdos aos conhecimentos prévios e à sua realidade próxima.
DESENVOLVIMENTO DOS CONTEÚDOS
Os conteúdos são desenvolvidos por meio dos textos, das imagens, das atividades e das seções presentes nas unidades. Com o objetivo de tornar as aulas mais dinâmicas e envolventes, as atividades relacionadas aos conteúdos são apresentadas ao longo da teoria, de modo integrado.
VOCABULÁRIO
Apresenta o significado de termos que os estudantes podem desconhecer e que são importantes para a compreensão do texto.
BOXE COMPLEMENTAR
Apresenta textos e imagens com informações complementares aos conteúdos da unidade.
COLETIVAMENTE
Explora os temas contemporâneos transversais, contribuindo para a formação cidadã dos estudantes por meio de reflexões e propostas de resoluções de problemas, de modo que eles sejam atuantes na sociedade em que
vivem. Os temas contemporâneos transversais desenvolvidos são identificados nas orientações ao professor
ENTRE TEXTOS
Promove o trabalho com diferentes gêneros textuais, possibilitando o desenvolvimento de habilidades relacionadas à leitura, à escrita, à oralidade e aos processos gerais de compreensão de leitura: localizar e retirar informação explícita de textos; fazer inferências diretas; interpretar e relacionar ideias e informações; e analisar e avaliar conteúdos e elementos textuais.
VAMOS INVESTIGAR
Seção que sugere atividades práticas investigativas nas quais os estudantes são incentivados a levantar hipóteses, realizar a experimentação, observar e analisar os resultados, além de elaborar conclusões.
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
Essa seção tem como objetivo sugerir uma avaliação formativa, de modo que você possa avaliar a aprendizagem dos estudantes com relação aos conteúdos abordados na unidade, possibilitando informações para intervenções caso haja defasagens ou dificuldade de aprendizagem.
SAIBA MAIS
Apresenta sugestões de recursos extras, como livros e sites. Cada sugestão é acompanhada por uma breve sinopse.
VAMOS CONCLUIR
Presente no final de cada volume, essa seção contém atividades cujo objetivo é sugerir uma avaliação somativa, de modo que você possa avaliar os estudantes quanto aos conhecimentos adquiridos durante o processo de ensino no ano letivo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
Presente ao final do livro, apresenta referências comentadas de livros e sites que foram consultadas na elaboração do Livro do Estudante.
ÍCONE DE RESPOSTA ORAL
Indica que os estudantes devem responder à atividade oralmente.
ÍCONE DE RESPOSTA NO CADERNO
Indica que os estudantes devem registrar as respostas da atividade no caderno.
OBJETO DIGITAL
Indica que há Objeto Educacional Digital relacionado aos temas que estão sendo trabalhados e que pode ser acessado na versão digital do livro.
DESTAQUE DICA
Apresenta dicas que podem auxiliar os estudantes na realização de algumas atividades.
Apresenta cuidados que devem ser tomados durante a realização de algumas atividades.
Este Livro do Professor é organizado em duas partes. Esta primeira parte apresenta a estrutura da coleção e a Reprodução do Livro do Estudante, que se refere à reprodução das páginas do Livro do Estudante em tamanho reduzido, com respostas e possíveis comentários para você. Nas laterais e nos rodapés dessas páginas, as orientações ao professor propõem comentários, sugestões de condução para as atividades e respostas de algumas atividades que não foram apresentadas na reprodução da página do Livro do Estudante. Essas orientações colaboram para a prática docente e em seu dia a dia em sala de aula.
A segunda parte, apresentada após a Reprodução do Livro do Estudante, é intitulada Manual do Professor Ela apresenta a estrutura da BNCC, a fundamentação teórico-metodológica da coleção e aborda diversos assuntos que contribuem para o desenvolvimento docente e para o dia a dia em sala de aula. Além disso, apresenta um quadro de distribuição dos conteúdos com as habilidades e as competências da BNCC que estão sendo desenvolvidas em cada unidade e sugestões de cronogramas bimestrais, trimestrais e semestrais. Ao final dessa parte, são apresentadas sugestões de referências complementares para a prática docente e as referências bibliográficas comentadas utilizadas como consulta para a produção das orientações ao professor e do Manual do Professor
Observe a seguir como as orientações ao professor, que constam na primeira parte deste Livro do Professor, estão estruturadas.
Nas orientações ao professor da seção Vamos iniciar, você encontra os objetivos pedagógicos e as sugestões de intervenção, com base nas respostas dos estudantes, considerando os conhecimentos prévios deles.
OBJETIVOS DA UNIDADE
Destaca os objetivos pedagógicos de cada unidade do Livro do Estudante.
SUGESTÃO DE ESTRATÉGIA INICIAL
Fornece dicas para que você possa iniciar as aulas, abordar alguns conteúdos ou realizar uma avaliação diagnóstica de maneira diferente da que foi apresentada no Livro do Estudante.
BNCC
Apresenta habilidades, competências e temas contemporâneos transversais da BNCC que estão sendo desenvolvidos em cada conteúdo, destacando as relações entre esses elementos e o conteúdo.
COMENTÁRIOS DIVERSOS
Os comentários e as explicações de caráter prático referentes às atividades do Livro do Estudante e as considerações pedagógicas a respeito de possíveis
dificuldades dos estudantes na resolução das atividades, bem como alternativas para consolidar conhecimentos, são inseridos em tópicos ao longo da unidade.
Nas orientações ao professor da seção Coletivamente, apresentamos os objetivos pedagógicos e as orientações sobre como desenvolver os conteúdos e as atividades da seção com os estudantes.
Nas orientações ao professor da seção Entre textos, apresentamos os objetivos pedagógicos e as orientações sobre como desenvolver a competência leitora e a competência da escrita por meio do trabalho com essa seção.
Nas orientações ao professor da seção Vamos investigar, apresentamos os objetivos pedagógicos e as orientações sobre como desenvolver a investigação proposta na seção com os estudantes.
Nas orientações ao professor da seção Vamos avaliar o aprendizado, apresentamos os objetivos pedagógicos e as sugestões de intervenção para você, com base nas respostas dos estudantes, considerando possíveis dificuldades na resolução das atividades, bem como alternativas para consolidar aprendizagens.
Nas orientações ao professor da seção Vamos concluir, apresentamos os objetivos pedagógicos e as sugestões de intervenção para você, com base nas respostas dos estudantes, considerando possíveis dificuldades na resolução das atividades, bem como alternativas para consolidar aprendizagens.
Apresenta as sugestões de respostas de algumas atividades e questões indicadas no Livro do Estudante
Apresenta sugestões de atividades complementares que contribuem para diversificar as estratégias de aprendizagem.
Lista os objetivos pedagógicos de algumas seções do Livro do Estudante
Propõe avaliações formativas para que você possa acompanhar a aprendizagem dos estudantes em diferentes momentos, possibilitando, se for o caso, intervenções no ensino. Para facilitar a avaliação, esse boxe apresenta os objetivos das atividades e as sugestões de intervenção, com foco na recuperação da aprendizagem.
Destaca momentos em que é possível estabelecer relações entre componentes curriculares de diferentes áreas do conhecimento, além de orientações práticas sobre como realizar as articulações entre os conteúdos.
Fornece sugestões de livros, artigos e sites, contribuindo para a sua formação.
Organizadora:
EDITORA NOVO RUMO
Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.
Editora responsável:
Ana Carolina Navarro dos Santos Ferraro
Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Mestra em Patologia Experimental pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciada e bacharela em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciada em Pedagogia pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Editora e elaboradora de materiais didáticos.
Componente curricular: Ciências da Natureza
1ª edição Londrina, 2025
11/09/2025 14:18:34
Esta parte do Livro do Professor contém a Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido, com respostas das atividades e possíveis comentários para você. Além disso, nas laterais e rodapés há as orientações ao professor que servem como um guia para a prática pedagógica apresentando sugestões sobre como trabalhar as atividades, além de apresentar as respostas que não foram incluídas na reprodução das páginas. Para deixar mais evidente o sentido de leitura, em algumas páginas utilizamos as indicações e .
Copyright © Editora Novo Rumo, 2025.
Edição Ana Carolina Navarro dos Santos Ferraro, Angélica Alves de Paula
Assistência editorial Maira Balestri
Preparação e revisão Moisés Manzano da Silva (coord.)
Gerência de produção editorial Camila Rumiko Minaki Hoshi
Supervisão de produção editorial Priscilla de Freitas Cornelsen Rosa
Assistência de produção editorial Lorena França Fernandes Pelisson
Coordenação de produção de arte Tamires Rose Azevedo
Edição de arte Ingridhi Borges
Projeto gráfico e design Dayane Barbieri, Keithy Mostachi, Laís Garbelini
Projeto de capa Marcela Pialarissi
Ilustrações de capa Cajila Barbosa
Coordenação de diagramação Adenilda Alves de França Pucca - Nil
Diagramação AVITS Estúdio Gráfico Ltda., EfeDois Editoração Ltda., Leandro
Júnior Pimenta
Autorização de recursos João Henrique Pedrão Feliciano
Iconografia Alessandra Roberta Arias, Vinícius Costa (trat. imagens)
Objetos digitais
Gerência de produção Erick Lopes de Almeida
Roteiros Renan Alves
Edição de imagens Leticia Nakadomari
Desenvolvimento Ohanna Schmitt Bolfe, Tatiana Tissa Kawakami
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Plantar ciências da natureza : 5º ano : anos iniciais do ensino fundamental / organizadora Editora Novo Rumo ; obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo ; editora responsável Ana Carolina Navarro dos Santos Ferraro. -- 1. ed. -- Londrina, PR : Editora Novo Rumo, 2025. Componente curricular: Ciências da natureza.
ISBN 978-65-5158-108-3(livro do estudante)
ISBN 978-65-5158-093-2(livro do professor)
ISBN 978-65-5158-095-6(livro do estudante HTML5)
ISBN 978-65-5158-106-9(livro do professor HTML5)
1. Ciências da natureza (Ensino fundamental) I. Ferraro, Ana Carolina Navarro dos Santos. II. Série.
CDD-372.35
25-299242.0
Índices para catálogo sistemático:
1. Ciências da natureza : Ensino fundamental 372.35 Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA NOVO RUMO.
Avenida Doutor Adhemar Pereira de Barros, 1500, sala 804 - Bela Suíça - Londrina-PR CEP 86047-250 - Tel. (43) 3367-2030 contato@editoranovorumo.com.br
Elaboração de originais
Ana Carolina Navarro dos Santos Ferraro
Mestra em Patologia Experimental pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciada e bacharela em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciada em Pedagogia pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera.
Editora e elaboradora de materiais didáticos.
Angélica Alves de Paula
Doutora e mestra em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciada e bacharela em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR). Elaboradora e editora de materiais didáticos.
Luciana Maria Garcia
Especialista em Neuropedagogia pelas Faculdades Integradas do Vale do Ivaí (Univale-PR).
Especialista em Educação especial: atendimento às necessidades especiais pelas Faculdades Integradas do Vale do Ivaí (Univale-PR).
Especialista em Psicopedagogia Institucional pela Universidade Norte do Paraná (Unopar-PR).
Licenciada e bacharela em Física pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Atua como professora em escolas do Ensino Básico. Elaboradora e editora de materiais didáticos.
Marcela Yaemi Ogo
Mestra em Ensino de Ciências e Educação Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em Biologia Aplicada à Saúde pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em Análise e Educação Ambiental em Ciências da Terra pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em Psicopedagogia Institucional, Clínica e TGD pela Faculdade Futura (SP).
Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciada em Pedagogia pelo Centro Universitário Facvest (Unifacvest-SC).
Licenciada em Matemática pela Faculdade Educacional da Lapa (FAEL-PR).
Atua como professora em escolas do Ensino Básico. Elaboradora e editora de materiais didáticos.
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
04/10/2025 09:15:36
Olá, estudante!
Na vida, a gente aprende e ensina o tempo todo. Provavelmente, você já aprendeu muito com sua família, seus professores e amigos.
Neste livro, há momentos tanto para você compartilhar o que já viveu quanto para fazer novas descobertas. Você vai ler e produzir textos, buscar respostas para questões relacionadas ao mundo contemporâneo, com base nos conhecimentos da Ciências da Natureza, além de refletir sobre essas questões e propor soluções para elas. Também vai investigar alguns fenômenos naturais e aprender como eles ocorrem, conhecer como funcionam certos processos sociais e culturais, entre outros assuntos.
Esperamos que você interaja com seus colegas e participe das atividades de maneira engajada, desenvolvendo a curiosidade e o gosto por novas descobertas. Lembre-se de que poderá tirar as suas dúvidas com o professor.
Aproveite cada momento para tornar esse aprendizado mais amplo e divertido.
A seguir, apresentamos a organização do seu livro e indicamos como isso vai ajudar em seus estudos.

VAMOS INICIAR
Essa seção apresenta atividades que servem para você mostrar o que já sabe sobre os conteúdos que serão estudados ao longo do livro.




PÁGINAS DE ABERTURA
Nessas páginas, você vai encontrar uma imagem e um texto sobre o que será estudado na unidade, bem como questões que exploram a imagem e o que você já sabe do conteúdo.
Nessa seção, você vai trabalhar com diferentes gêneros textuais relacionados ao conteúdo estudado na unidade, desenvolvendo práticas de linguagem.

Os conteúdos estão organizados em temas e são apresentados por meio de atividades que servem para você mostrar o que já sabe sobre e o que compreendeu a respeito dele.
VAMOS INVESTIGAR




Essa seção apresenta uma proposta de investigação que envolve o conteúdo estudado na unidade.



BOXE COMPLEMENTAR
Essa seção apresenta temas importantes relacionados a situações do cotidiano e ao conteúdo estudado, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e atuantes na sociedade.
Nesse boxe, você encontra algumas informações adicionais que complementam o conteúdo estudado.
VOCABULÁRIO
Esse boxe apresenta o significado de algumas palavras para ajudar na compreensão do conteúdo. Essas palavras estão destacadas nos textos.
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO
Essa seção está localizada ao final de cada unidade e apresenta atividades que servem para você avaliar o que você compreendeu sobre os conteúdos estudados ao longo da unidade.

VAMOS CONCLUIR
Essa seção apresenta atividades que servem para você mostrar seu progresso na aprendizagem.






SAIBA MAIS
Essa seção apresenta sugestões de livros, sites, filmes, entre outros recursos relacionados com os conteúdos estudados ao longo do livro.
Essa seção contém as referências de livros, revistas e sites que foram utilizados na elaboração do seu livro.
RESPOSTA ORAL
Indica atividades e questões que você pode responder oralmente.
RESPOSTA CADERNO
Indica atividades e questões que você pode responder no caderno.
OBJETOS DIGITAIS
Indica que há, na versão digital deste livro, um infográfico clicável relacionado ao conteúdo.
Dica
Apresenta dicas que podem facilitar a resolução de algumas atividades.
Atenção
Apresenta cuidados que devem ser tomados ao realizar algumas atividades.
Os sites indicados neste livro podem mostrar imagens e textos diferentes dos que foram pensados para o seu estudo. Isso acontece porque o conteúdo disponível on-line pode ser alterado com o tempo e variar conforme o histórico de pesquisa do usuário. Por isso, não temos como controlar as imagens e textos que aparecem em tais sites
USO CONSCIENTE DE ENERGIA ELÉTRICA 85
COLETIVAMENTE • Alternativas para a economia de energia 86
TEMA 13 • MAGNETISMO 89
VAMOS INVESTIGAR 89
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO 97
CORPO HUMANO .......... 100 4
TEMA 14 • ORGANIZAÇÃO DO CORPO HUMANO 102
TEMA 15 • NUTRIÇÃO DO CORPO 107
VAMOS INVESTIGAR 107
ALIMENTAÇÃO 109
COLETIVAMENTE • Alimentos: do acesso ao desperdício 114
TEMA 16 • ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA 117
ALIMENTOS IN NATURA E PROCESSADOS 121
CUIDADOS COM OS ALIMENTOS 122
TEMA 17 • SISTEMA DIGESTÓRIO 124
TEMA 18 • SISTEMA RESPIRATÓRIO 127
VAMOS INVESTIGAR 127
PROBLEMAS NO SISTEMA RESPIRATÓRIO 129
TEMA 19 • SISTEMA CARDIOVASCULAR 130
TEMA 20 • SISTEMA URINÁRIO 133
PROBLEMAS NO SISTEMA URINÁRIO 135
VAMOS AVALIAR O APRENDIZADO 136
VAMOS CONCLUIR 140
OBJETOS DIGITAIS
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: REGISTROS DO TELESCÓPIO HUBBLE E O
ESTUDO DO UNIVERSO 28
INFOGRÁFICO CLICÁVEL:
ESTRUTURA DE UM MICROSCÓPIO ÓPTICO 29 INFOGRÁFICO CLICÁVEL: MORADIA SUSTENTÁVEL 56
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: USINAS HIDRELÉTRICAS: ENERGIA ELÉTRICA DO MOVIMENTO DAS ÁGUAS 78
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: ALIMENTOS IN NATURA DO BRASIL 111
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: A LUPA NOS RÓTULOS DOS ALIMENTOS 121
SAIBA MAIS 142 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS 143 7
04/10/2025 09:16:28
• A atividade 1 favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI11, pois associa o movimento diário aparente do Sol ao movimento de rotação da Terra.
• A atividade 2 leva os estudantes a refletirem sobre uma atividade humana que utiliza a água como recurso, fornecendo subsídios para o desenvolvimento da habilidade EF05CI04
• A atividade 3 leva os estudantes a refletirem sobre os problemas ambientais resultantes da geração de resíduos sólidos e atitudes que reduzam essa produção, fornecendo subsídios para o desenvolvimento da habilidade EF05CI05
1. Objetivo
• Identificar os movimentos que a Terra realiza. Sugestão de intervenção Lembre os estudantes de que o Sol é o centro do Sistema Solar e os planetas que formam esse sistema é que giram ao seu redor, portanto não é o Sol que se movimenta ao redor da Terra. Verifique os conhecimentos prévios deles com relação ao movimento que a Lua realiza ao redor da Terra e o ciclo lunar.
Pergunte a aos estudantes o que são os movimentos de translação e rotação da Terra e qual é o tempo de duração desses movimentos. Leve-os a refletir que observamos a mudança de posição aparente do Sol no céu ao longo de um dia.
2. Objetivos
• Identificar os estados físicos da água.
• Reconhecer algumas atividades que o ser humano realiza utilizando a água.
• Classificar a água em recurso natural renovável ou não renovável.
Escreva as respostas no caderno.
1. Quando observamos o céu durante o dia, podemos perceber que a posição aparente do Sol se modifica ao longo desse período. Escreva no caderno a letra da alternativa que explica esse fenômeno.
Resposta: Alternativa d.
a ) Movimento de translação da Terra.
b ) Movimento do Sol ao redor da Terra.
c ) Movimento da Lua ao redor da Terra.
d ) Movimento de rotação da Terra.
2. Observe a fotografia a seguir e faça as atividades propostas no caderno.

3. a) Resposta: Os estudantes podem responder, por exemplo, que o acúmulo de resíduos sólidos no ambiente polui a água e o solo. Além disso, pode contaminar os seres vivos.
Técnica de irrigação.
a ) A irrigação mostrada na fotografia é uma técnica que utiliza água. Esse recurso natural está em qual estado físico na imagem?
Resposta: A água está no estado físico líquido.
b ) A água é um recurso natural renovável ou não renovável? Justifique sua resposta.
Resposta: Renovável, pois a água superficial e subterrânea é mantida pelo ciclo da água.
c ) Escreva no caderno o nome da atividade humana retratada na imagem.
Resposta: 2 – Agricultura.
Pecuária. 1. Agricultura. 2. Mineração. 3.
3. Leia a manchete a seguir.
Geração global de resíduos deve chegar a 3,8 bilhões de toneladas por ano até 2050
GERAÇÃO global de resíduos deve chegar a 3,8 bilhões de toneladas por ano até 2050. Nações Unidas, 28 fev. 2024. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2024/02/1828382. Acesso em: 30 maio 2025.
a ) De que maneira o problema citado na manchete pode impactar o ambiente?
b ) Que atitude podemos ter em nosso dia a dia que contribui com a redução da geração de resíduos sólidos?
Resposta: Os estudantes podem citar atitudes como consumir produtos de maneira consciente, reutilizar os materiais de objetos que não utilizamos mais e reciclar.
Sugestão de intervenção
Pergunte aos estudantes qual é a importância da irrigação para as plantas e em qual estado físico a água é essencial para a existência de vida na Terra.
Oriente os estudantes a procurarem no dicionário o significado da palavra renovável e, com base nisso, pergunte se consideram que a água é um recurso que se renova no ambiente ou não. Leve-os a refletir que, apesar de a água se renovar no ambiente, usá-la de maneira consciente é extremamente importante.
3. Objetivos
04/10/2025 10:17:20
• Refletir sobre alguns impactos da geração de resíduos para o ambiente e os seres vivos.
• Refletir sobre atitudes que contribuem com a redução da geração de resíduos sólidos.
Sugestão de intervenção
Pergunte aos estudantes qual é o assunto abordado na manchete. Em seguida, questione-os sobre o que é feito com os resíduos sólidos que são produzidos na residência deles. Leve-os a relatar se em casa é feita a coleta seletiva e a refletir para onde são encaminhados os resíduos não reaproveitados ou não reciclados.
4. Observe a fotografia.
4. b) Resposta: O objetivo desta questão é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes a respeito da importância da cobertura vegetal para a manutenção do
Professor, professora: A legenda da imagem não foi inserida para não comprometer a realização da atividade.

a ) Qual problema ambiental é retratado na fotografia?
ciclo da água, a qualidade do ar, a conservação do solo e para abrigar e alimentar alguns seres vivos. Eles podem responder que o desmatamento leva à degradação do solo, à redução das chuvas e à perda de hábitat, por exemplo.
Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que é o desmatamento.
b ) Quais são as consequências desse problema para o ambiente e os seres vivos?
5. a) Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que o azeite fica sobre a água, formando uma mistura heterogênea.
5. Joana adicionou azeite em um copo com água. Confira a seguir.

a ) O que acontece com o azeite ao ser adicionado à água?
b ) Em sua opinião, por que isso acontece?
5. b) Resposta: O objetivo desta questão é levar os estudantes a levantarem hipóteses sobre as propriedades dos materiais, no caso, a densidade.
Joana adicionando azeite em um copo com água.
6. b) Resposta: Porque, por meio da alimentação equilibrada, ingerimos uma variedade de nutrientes essenciais para o funcionamento adequado do corpo.
6. Leia a frase a seguir e responda às questões propostas.
a ) O que é uma alimentação equilibrada?
• A atividade 4 possibilita o levantamento dos conhecimentos prévios dos estudantes a respeito das consequências do desmatamento, um pré-requisito para o desenvolvimento da habilidade EF05CI03.
• A atividade 5 leva os estudantes a refletirem sobre uma propriedade dos materiais, no caso, a densidade, sendo um pré-requisito para o desenvolvimento da habilidade EF05CI01
• A atividade 6 leva os estudantes a refletirem sobre o que é alimentação equilibrada e o que acontece com os alimentos quando os ingerimos, fornecendo subsídios para o desenvolvimento das habilidades EF05CI08 e EF05CI06
• Reconhecer o desmatamento como problema ambiental.
• Refletir sobre as consequências do desmatamento para o ambiente e os seres vivos.
Sugestão de intervenção
Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que é
b ) Por que a alimentação equilibrada é importante para saúde?
c ) Explique o que acontece com os alimentos quando os ingerimos. Uma alimentação equilibrada é essencial para a saúde.
Resposta nas orientações ao professor alimentação com nutrientes variados e em quantidade adequada.
• Levantar hipóteses sobre as propriedades dos materiais, especialmente densidade.
Sugestão de intervenção
Refaça o experimento em sala de aula, permitindo que os estudantes observem diretamente o comportamento do azeite na água. Incentive-os a descrever o que veem, registrar suas observações e formular hipóteses antes da explicação teórica.
6. Objetivos
• Explicar o que é uma alimentação equilibrada.
• Refletir sobre a importância da alimentação equilibrada para a saúde.
• Explicar o processo de digestão e absorção dos alimentos pelo corpo.
Sugestão de intervenção
Pergunte aos estudantes se fazer uma refeição com apenas um tipo de alimento é suficiente para manter a saúde do corpo. Leve os a refletir sobre a importância do consumo variado de grupos alimentares. Incentive-os a expressar o que acham que acontece com os alimentos ao serem ingeridos, obtendo os conhecimentos prévios deles a respeito do processo de digestão e absorção dos nutrientes dos alimentos.
04/10/2025 10:17:22
Respostas
Apresente imagens comparativas de áreas desmatadas e não desmatadas para facilitar a identificação do problema. Em seguida, elabore um mapa conceitual coletivo sobre as consequências do desmatamento.
5. Objetivos
• Observar e descrever o comportamento do azeite ao ser adicionado à água.
6. b) Porque, por meio da alimentação equilibrada, ingerimos uma variedade de nutrientes que são essenciais para o funcionamento adequado do corpo.
6. c) Quando ingerimos os alimentos, eles são triturados e digeridos pelas estruturas e os órgãos que formam o sistema digestório. Os nutrientes resultantes da digestão são absorvidos e os resíduos, que não são absorvidos pelo corpo, são eliminados pelas fezes. Após a absorção pelo sistema digestório, os nutrientes são distribuídos para as células do corpo por meio do sistema cardiovascular.
• Identificar alguns movimentos que a Terra realiza.
• Perceber a aparente mudança na posição dos astros no céu noturno ao longo dos dias do ano.
• Identificar algumas constelações.
• Compreender o conceito de mapa celeste.
• Reconhecer a importância da tecnologia no estudo dos astros do Universo.
• Identificar algumas constelações no céu com o apoio de mapas celestes.
• Reconhecer a periodicidade do ciclo lunar.
• Conhecer a influência do ciclo lunar nas marés.
• Conhecer diferentes instrumentos de observação e como eles funcionam.
• Reconhecer a importância desses instrumentos para as diferentes áreas de estudos, principalmente para a Astronomia.
• Nesta unidade são abordados os movimentos da Terra, algumas contestações, a periocidade do ciclo lunar e alguns instrumentos de observação.
• No tema 1 é apresentada aos estudantes a relação entre o movimento de rotação realizado pela Terra e os movimentos aparentes do Sol e das demais estrelas no céu durante o dia, bem como a associação do movimento de translação da Terra ao movimento aparente dos astros ao longo do ano.
• No tema 2 são apresentados aos estudantes a definição de constelações e alguns exemplos delas. Além disso, são apresentados o conceito de mapa celeste e sua aplicabilidade.
• O tema 3 aborda a periodicidade do ciclo lunar e sua influência nas marés.
• Por fim, no tema 4, são apresentados aos estudantes diferentes tipos de instrumentos de observação e a maneira como funcionam.

Inicie o trabalho com esta unidade solicitando aos estudantes que observem a imagem e façam a leitura do texto das páginas de abertura. Questione se eles reconhecem todos os termos citados no texto de abertura, como Via Láctea, galáxia, telescópio espacial e poeira cósmica
Organize-os em duplas e distribua dicionários.
Peça-lhes que busquem as definições das palavras que desconhecem e anotem os significados no caderno.
Peça-lhes que compartilhem as palavras e definições encontradas, anote-as na lousa e oriente-os a responder as questões de abertura.
Faça um levantamento dos conhecimentos prévios da turma sobre os movimentos realizados pela Terra e os instrumentos de observação, alguns dos conteúdos que serão trabalhados ao longo da unidade. Se julgar interessante, faça uma roda de conversa para que os estudantes exponham aos colegas os instrumentos de observação que conhecem. Acolha as respostas, corrigindo se necessário.
A Via Láctea é a galáxia da qual a Terra e o Sistema Solar fazem parte. Nessa imagem, podemos observar o centro da Via Láctea, uma região com muita poeira cósmica e milhões de estrelas.
Essa imagem foi registrada por um instrumento de observação chamado telescópio espacial, fornecendo detalhes do centro da Via Láctea que não podemos observar a olho nu.

Respostas nas orientações ao professor
O que é uma galáxia? Explique com suas palavras.
É possível identificar diferentes astros no céu noturno dependendo dos meses do ano. Em sua opinião, o que está relacionado a esse fenômeno?
Qual instrumento de observação foi usado para obter a imagem do centro da Via Láctea? Você conhece outro instrumento de observação? Em caso afirmativo, conte aos colegas.
prévios dos estudantes sobre o assunto. Espera-se que eles expliquem que uma galáxia pode conter bilhões de estrelas e planetas, além de grande quantidade de gás e poeira.
2. O objetivo desta questão é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes em relação aos movimentos realizados pela Terra e a visibilidade de diferentes astros no céu noturno ao longo dos meses do ano.
3. Telescópio espacial. Os estudantes podem citar outros instrumentos, como luneta, binóculos, periscópio e microscópio.
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• Na questão 1, retome com os estudantes o conceito de galáxia. Verifique se recordam que a Via Láctea é a galáxia em que a Terra e o Sistema Solar se encontram e que se estima que existam outros trilhares de galáxias no Universo observável, de acordo com imagens feitas pelo telescópio espacial Hubble. Verifique se eles compreendem que uma galáxia não se trata de um único corpo celeste, mas sim do agrupamento de vários deles.
• Ao abordar a questão 2, pergunte aos estudantes se é possível observar diferentes astros no céu durante o dia e durante a noite e se eles mudam de posição aparente no céu. Verifique se eles relacionam essa mudança ao movimento de rotação da Terra. Questione se, além da mudança de posição aparente durante o dia e a noite, os astros podem mudar de posição aparente ao longo dos meses do ano. Averigue se eles relacionam essa mudança aparente ao movimento de translação da Terra.
• Na atividade 3, comente com os estudantes que a resposta de parte dela encontra-se no trecho do texto. Caso eles apresentem dificuldades, oriente-os a ler o texto de abertura novamente, incentivando a interpretação de texto.
1. O objetivo desta questão é levantar os conhecimentos
• A questão 1 favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI11, pois os leva a associar o movimento das estrelas no céu noturno ao movimento de rotação da Terra.
• Na questão 1 , incentive os estudantes a trocarem ideias. Verifique se todos compartilham suas ideias e faça a mediação para que eles respeitem e acolham o ponto de vista dos colegas. Explique que essa imagem representa o rastro do movimento aparente das estrelas no céu noturno durante algumas horas da noite. Em seguida, leve-os a relacionar esse movimento aparente ao movimento de rotação, realizado pela Terra.
• Se julgar conveniente, explique que a técnica usada para obter a fotografia dos rastros das estrelas é conhecida como fotografia de longa exposição, em que as imagens são retratadas fixamente e depois são sobrepostas, mostrando os movimentos das estrelas.
• Após os estudantes responderem à questão 1, comente que, apesar de não conseguirmos perceber, as estrelas também se movem. Como elas estão muito distantes da Terra, isso não pode ser percebido no período de uma noite, mas em escala de tempo maior, em milhares de anos. Então, o movimento aparente delas durante a noite está relacionado ao movimento de rotação da Terra.
Resposta 1. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a refletirem sobre a fotografia e o que ela mostra, bem como levantar os conhecimentos prévios deles sobre o movimento aparente dos astros no céu e a relação dele com o movimento de rotação da Terra.
Analise a fotografia a seguir.

1. Em sua opinião, o que são os rastros no céu mostrados na fotografia?
Resposta nas orientações ao professor.
Céu noturno registrado na Espanha, em 2024.
Um fenômeno similar ao mostrado na fotografia anterior é o movimento aparente do Sol no céu e a mudança de posição das sombras dos objetos durante o período do dia.
Assim como percebemos o movimento aparente do Sol no céu, também podemos perceber o movimento aparente de outros astros no céu noturno. A fotografia apresentada no início da página mostra o caminho percorrido pelas estrelas nesse movimento aparente durante algumas horas da noite.

sentido do eixo de rotação eixo de rotação
• Se julgar interessante, assista com os estudantes ao vídeo a seguir:
• ASTROLAB – Saiba como encontrar o meio-dia verdadeiro. TV Unesp, 20 nov. 2021. Disponível em: https://tv.unesp.br/edicao/2341. Acesso em: 25 ago. 2025. Esse vídeo apresenta informações a respeito do movimento aparente dos astros no céu e a relação com o movimento de rotação da Terra, além de descrever uma atividade prática sobre como descobrir a hora exata em que o Sol atinge o meio-dia solar ou meio-dia verdadeiro.
A posição aparente dos astros se modifica ao longo do dia e da noite em razão do movimento de rotação da Terra em torno de seu eixo.
Fonte de pesquisa: COMINS, Neil F.; KAUFMANN III, William J. Descobrindo o Universo. Tradução de Eduardo Neto Ferreira. 8. ed. Porto Alegre: Bookman, 2010. p. 39.
Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
2. Confira as fotografias a seguir, que foram registradas no mesmo local, em momentos diferentes em uma mesma noite.


a ) Ao observar o céu noturno nas fotografias, o que você percebeu?
Como você explica isso?
Se observarmos o céu noturno durante os meses do ano poderemos perceber que diferentes elementos ficam visíveis nele, como constelações em determinadas estações do ano em certas partes do planeta.
A alteração dos astros visíveis no céu noturno ao longo do ano está relacionada ao movimento de translação que a Terra realiza em torno do Sol.
2. a) Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que a posição aparente de alguns astros é diferente em razão do movimento de rotação da Terra.
Movimento de translação da Terra

Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores
• O trabalho com este tema contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05CI11, pois incentiva os estudantes a associarem o movimento diário do Sol e das demais estrelas no céu ao movimento de rotação da Terra.
• O tema trabalhado nestas páginas leva os estudantes a analisarem, compreenderem e explicarem características, fenômenos e processos relativos ao mundo natural, social e tecnológico, o que favorece o desenvolvimento da Competência específica de Ciências da Natureza 3
• Esta atividade possibilita verificar se os estudantes compreenderam a relação entre o movimento aparente dos astros no céu e o movimento de rotação da Terra.
Sugestão de intervenção
Caso algum estudante tenha dificuldade para responder à questão, peça-lhe que observe o feixe de luz emitido do veículo em direção ao céu noturno e verifique se os astros celestes se encontram na mesma posição nas duas fotografias, que foram obtidas em horários diferentes, na mesma noite. Leve-os a perceber que ao longo da noite esses astros mudaram de posição
aparente no céu. Questione-os sobre a qual movimento realizado pela Terra essa mudança está relacionada.
ATIVIDADE EXTRA
Realize uma atividade lúdica com os estudantes a fim de averiguar a compreensão deles sobre o movimento de translação da Terra.
Em um espaço no centro da sala de aula, escolha um deles para representar a Terra. Peça que fique em pé sobre um pedaço de papel kraft. Os demais devem
se posicionar ao redor dele, representando os astros no espaço. Outro estudante deve marcar, com caneta hidrográfica colorida, o campo de visão do que representa a Terra.
Peça àquele que representa a Terra que gire um pouco para sua direita. Ele deve estender os braços, apontando-os apenas na direção de seus colegas, em seu campo de visão. O estudante responsável por essa tarefa deverá marcar, com uma cor de caneta hidrográfica, no papel kraft, linhas paralelas aos braços estendidos do colega que representa a Terra. Peça a
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esse estudante que continue girando à direita e estendendo os braços na direção dos colegas em seu campo de visão, até que complete uma volta. Oriente o responsável por fazer as marcações a marcar cada movimento daquele que representa a Terra.
Depois, erga o papel kraft e mostre para a turma. Verifique se eles associam a atividade ao movimento de rotação da Terra e à percepção da posição relativa dos astros no céu.
• A atividade proposta nesta seção contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05CI10, pois incentiva os estudantes a identificarem algumas constelações no céu, com o apoio de mapas celestes, e os períodos do ano em que elas são visíveis no início da noite.
• Além disso, esta atividade leva os estudantes a dominarem processos, práticas e procedimentos da investigação científica, o que favorece o desenvolvimento da Competência geral 1 e da Competência específica de Ciências da Natureza 2, e a analisarem e a explicarem processos relativos ao mundo natural, promovendo o desenvolvimento da Competência específica de Ciências da Natureza 3
• Reconhecer a importância da observação dos astros para as civilizações do passado.
• Conhecer algumas constelações.
• Compreender o conceito de mapa celeste.
Resposta
a) Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes em relação aos mapas celestes. É possível que citem que podemos utilizar mapas dos hemisférios celestes, cartas celestes ou aplicativos para computadores e smartphones
• Inicie o assunto indagando aos estudantes a importância dos mapas para a orientação geográfica. Leve-os a refletir se existem mapas que podem auxiliar na localização das constelações no céu. Diga a eles que esses mapas existem e são chamados mapas ou cartas celestes. Enfatize que esses mapas não têm elementos cartográficos, como ocorre com um mapa cartográfico.
Professor, professora: Se julgar conveniente, trabalhe com os estudantes o conteúdo Mapas celestes, abordado neste tema, junto ou antes desta atividade.
a ) Em sua opinião, de que maneira podemos localizar as estrelas no céu, assim como localizamos cidades, países e continentes em um mapa?
Resposta nas orientações ao professor.
• mapa celeste para o Hemisfério Sul terrestre
• lápis
A.
Com a ajuda de um adulto, pesquise o mapa celeste correspondente à cidade ou à região onde você mora.
Atenção: Fique atento ao horário da carta celeste.
B. C.
Com a ajuda dos pais ou responsáveis, procure um local adequado para observar o céu noturno.
Utilizando o mapa celeste, tente localizar as estrelas e as constelações no céu.
D. Representação de um mapa celeste para o Hemisfério Sul terrestre.
Desenhe no caderno as estrelas e as constelações que você conseguir identificar e escreva os nomes delas.
Agora, responda às questões a seguir no caderno.
Respostas nas orientações ao professor
1. Quais estrelas e constelações você observou com o mapa celeste? Compartilhe seus registros com os colegas.
2. Em qual período do ano as constelações que você observou estão visíveis? Em sua opinião, essas constelações vão estar visíveis o ano todo?
• Você pode obter o mapa celeste do Hemisfério
Sul no site a seguir:
• SARAIVA, Maria de Fátima et al. Planisfério para o Brasil. Instituto de Física, UFRGS. Disponível em: https://www.if.ufrgs.br/~fatima/ planisferio/celeste/planisferio.html. Acesso em: 25 ago. 2025.
• Caso julgue interessante, para fins pedagógicos, você pode orientar os pais ou responsáveis a instalarem no smartphone ou tablet aplicativos gratuitos de cartas celestes para identificar as constelações no céu noturno. Esta atividade favorece o desenvolvimento da Competência geral 5 e da Competência específica de Ciências da Natureza 6 da BNCC, ao propiciar o uso
de tecnologias digitais para acessar informações e produzir conhecimentos.
Respostas
1. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é que os estudantes conversem a respeito de suas experiências sobre a observação do céu noturno usando um mapa celeste ou aplicativo de celular, de modo a compartilharem o que aprenderam com a atividade.
2. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a refletirem e exporem sua opinião em relação aos períodos do ano em que as constelações que observaram ficam visíveis no céu noturno.
Analise a imagem.
Ao observar a imagem, você pôde perceber que algumas estrelas, quando agrupadas, aparentam formar figuras no céu. Note que as linhas presentes na representação mostram a imagem aparente desse agrupamento no céu.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Representação da constelação Cão Maior.

Cada agrupamento de estrelas que aparenta formar figuras e a área ocupada por elas são chamadas de constelação. Desde a Antiguidade, diferentes povos observavam o céu, identificando e dando nomes a essas figuras aparentes.
Atualmente, há 88 constelações oficiais, que recebem nomes específicos e a Cão Maior é uma delas.
A constelação Cão Maior pode ser mais bem visualizada no Hemisfério Sul terrestre durante o verão. Nela, temos a estrela mais brilhante do céu noturno, chamada Sirius.
Vamos conhecer outras constelações a seguir. Note que as linhas presentes nas representações A, B, C e D representam a imagem aparente dessas constelações no céu.
A constelação Cruzeiro do Sul pode ser visualizada em todo o Hemisfério Sul terrestre e fica aparente por toda a noite entre o final de fevereiro e o final de abril.
1. Você já observou a constelação Cruzeiro do Sul no céu? Comente com os colegas.
Representação da constelação Cruzeiro do Sul no céu noturno.

1. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é permitir aos estudantes que conversem entre si sobre as suas vivências.
• ASTROLAB – O que são as constelações?
Confira na #tvunesp. TV Unesp, 14 jun. 2018. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=5-cNSQt-BMA. Acesso em: 26 ago. 2025.
• Ao abordar a questão 1, incentive-os a compartilhar suas experiências com os colegas. Caso alguns estudantes nunca tenham observado o Cruzeiro do Sul, oriente-os a procurá-lo no céu noturno, com o auxílio dos pais ou responsáveis. Retome o assunto em aulas posteriores e peça-lhes que compartilhem suas observações.
• Se possível, leve os estudantes a uma visita ao planetário do município ou da região onde vivem e, depois, peça-lhes que elaborem um texto so-
• A abordagem sobre as constelações identificadas pelos diferentes povos, como gregos, egípcios e indígenas, favorece o desenvolvimento da Competência geral 6 , pois leva os estudantes a valorizarem a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriarem-se de conhecimentos.
• Comente com os estudantes que muitas das 88 constelações oficiais estão relacionadas à mitologia grega e que elas podem ser usadas para marcar o início e o final das estações do ano. Nesse momento, pergunte-lhes por que as constelações podem marcar as estações do ano. Verifique se eles percebem que, em razão do movimento de translação da Terra, diferentes constelações podem ficar visíveis no céu noturno ao longo dos meses.
• Se julgar interessante, assista com os estudantes aos vídeos a seguir:
• ASTROLAB – Constelações de verão. TV Unesp, 2 jul. 2018. Disponível em: https://www. youtube.com/watch? v=YMSz6vK2jpk. Acesso em: 26 ago. 2025.
• ASTROLAB – Conheça o céu noturno de inverno. TV Unesp, 30 jun. 2018. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=jrN7O6U7Ues. Acesso em: 26 ago. 2025.
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bre o que viram, o que acharam da experiência e do que mais gostaram. Para verificar previamente a existência desses espaços, acesse uma lista de planetários no site a seguir:
• ASSOCIAÇÃO Brasileira de Planetários. Disponível em: https://planetarios.org.br/. Acesso em: 26 ago. 2025.
• Explique aos estudantes que o planetário é um espaço destinado ao público geral e que possibilita o conhecimento de assuntos relacionados à Astronomia. Nesse local, geralmente há uma cúpula externa, em formato semiesférico, na qual são projetadas imagens de simulação do céu noturno e dos astros que compõem o Sistema Solar.
• Se possível, leve os estudantes até o laboratório de informática ou a um computador da escola com acesso à internet para observar algumas constelações. Para isso, acesse o site a seguir:
• STELLARIUM web . Disponível em: https:// stellarium-web.org/. Acesso em: 26 ago. 2025.
• Essa observação favorece o desenvolvimento da Competência geral 5 e da Competência específica de Ciências da Natureza 6 da BNCC, pois incentiva o uso de tecnologias digitais para acessa informações e produzir conhecimento.
OS MENSAGEIROS das
Estrelas: confira a coleção completa. Museu da vida Fiocruz . Disponível em: https://www.museudavida. fiocruz.br/index.php/ pt-br/noticias/1769-faca -umaviagem-completa -com-osmensageiros-das -estrelas. Acesso em: 26 ago. 2025.
Nesse site, você encontra 12 volumes da coleção Os mensageiros das Estrelas que aborda a história do surgimento de algumas constelações e os mitos relacionados a elas.
Uma constelação de fácil reconhecimento é a de Órion, em razão das estrelas aparentemente alinhadas, conhecidas como Três Marias, que formam o Cinturão de Órion.
De acordo com a mitologia greco-romana, Órion era um caçador, que após sua morte foi transformado em uma constelação. Órion ainda é acompanhado de seus cães de caça, que são representados pelas constelações Cão Maior e Cão Menor.
Representação da constelação de Órion no céu noturno, com destaque para as Três Marias.
No Hemisfério Sul, a constelação de Órion é visualizada mais facilmente durante o verão, entre os meses de dezembro e janeiro.
Outra constelação visível no Hemisfério Sul nos meses de inverno (principalmente em agosto), é a de Escorpião. Ela foi identificada por gregos, persas e egípcios e se destaca pelo formato do agrupamento de estrelas, que lembra a cauda de um escorpião.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Constelação de Escorpião no céu noturno.
A constelação de Cetus, também conhecida como a constelação da Baleia, é mais visível no céu noturno no final do outono no Hemisfério Norte e no final da primavera no Hemisfério Sul.
Representação da Constelação de Cetus.
D.
B.
C.


Além das constelações oficiais, algumas têm suas origens baseadas na cultura de diferentes povos.
Algumas etnias indígenas, como os Tupi-Guarani, utilizavam as constelações como um calendário. Eles identificavam as estações do ano pela presença de determinadas constelações no céu e planejavam suas atividades (plantar, caçar, pescar) com base nessas observações.
Por exemplo, a constelação Anta do Norte é conhecida por diversos povos indígenas da Região Norte do Brasil. Essa constelação é observada durante a primavera, marcando o início dessa estação para esses povos.
Note que as linhas presentes na representação mostram a imagem aparente dessa constelação no céu.
2. Escreva a primeira letra de cada imagem no caderno e descubra o nome da constelação indígena representada, bem como a estação do ano a que ela corresponde.


Resposta: Veado. Resposta: Outono.
com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Localizar e identificar as diferentes constelações e suas estrelas no céu noturno pode ser uma tarefa complicada. Para facilitar, os astrônomos desenvolveram os chamados mapas celestes, também conhecidos como cartas celestes.
• A abordagem sobre as constelações indígenas possibilita o trabalho com os temas contemporâneos transversais Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
• Se julgar interessante, leve os estudantes até um computador com acesso à internet e acesse com eles o pôster interativo da Anta do Norte, obtendo mais informações a respeito dessa constelação, como as estrelas que a compõem. Acesso no link a seguir:
• TAPI’ I: Anta do Norte. Genially Disponível em: https://view.genially. com/6323bd537bc0cc0018f7c6cf/ interactive-image-tapii-anta-do-norte. Acesso em: 26 ago. 2025.
• Acesse também o pôster interativo do Veado (Guaxu) no link a seguir: GUAXU: Cervo do Pantanal. Genially.
04/10/2025 10:21:41
Disponível em: https://view.genially. com/6227bed3961f7600196676ba/ interactive-image-guaxu-cervo-do-pantanal. Acesso em: 26 ago. 2025.
• Aproveite a abordagem desta página para incentivar os estudantes a valorizarem os conhecimentos astronômicos dos povos indígenas brasileiros.
• Esta página incentiva os estudantes a identificarem algumas constelações no céu, com o apoio de recursos como mapas celestes, contribuindo para desenvolver a habilidade EF05CI10
• Relembre com os estudantes a atividade realizada na seção Vamos investigar na página 14 . Questione como os aplicativos para celulares permitem que várias pessoas tenham acesso aos mapas celestes de diferentes lugares. Aproveite para abordar a importância da tecnologia e sua relação com a ciência, contemplando o trabalho com o tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia da BNCC.
Os mapas celestes são representações do céu noturno e apresentam a posição aparente das constelações e de outros corpos celestes no céu, com local, data e horário determinados. Confira a seguir.
No mapa, são apresentadas as constelações que podem ser observadas no céu noturno do planeta em local, data e horário determinados. Os pontos representam as estrelas e as linhas indicam as figuras aparentes das constelações.
Atualmente, além dos mapas celestes, podemos utilizar aplicativos de Astronomia para localizar estrelas, constelações e outros astros no céu noturno. Eles podem ser acessados em computadores, tablets e smartphones
Na imagem, Bruna e sua mãe estão utilizando esse tipo de aplicativo para localizar e identificar as constelações no céu noturno.
Além de identificar a posição de estrelas, planetas, Lua e até da Estação Espacial Internacional, os aplicativos fornecem informações sobre os astros, como tamanho, composição e a distância que estão da Terra e do Sol.
Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

3. Confira as imagens a seguir.

Paisagem noturna do Rio Apuaú, no município de Novo Airão, no Amazonas, em 2022.

noturna da cidade de São Paulo, em São Paulo, em 2023.
a ) Em qual das paisagens é possível observar mais estrelas no céu noturno?
Resposta: Na imagem A
4. Decifre os códigos a seguir e descubra dois fatores que influenciam a visualização de astros no céu.
Resposta: Lâmpadas elétricas.
Resposta: Luz solar.
a ) Ajude Martina a completar a frase a seguir. Para isso, copie a frase no caderno e substitua os símbolos pelos termos descobertos ao decifrar os códigos.
No período noturno, a(s) ■ podem prejudicar a visualização dos astros no céu. Já no período diurno, essa visualização é prejudicada
4. a) Resposta: No período noturno, as lâmpadas elétricas podem prejudicar a visualização dos astros no céu. Já no período diurno, essa visualização é prejudicada pela luz solar
Questione os estudantes se conseguem perceber a luminosidade proveniente das lâmpadas do pisca-pisca. Em seguida, abra as cortinas e acenda as luzes da sala de aula e do pisca-pisca. Questione se eles percebem a luminosidade da mesma maneira quando há luz no ambiente. Essa atividade permite uma comparação com o que ocorre nas áreas urbanas, em que o brilho das estrelas pode ser ofuscado pelas luzes artificiais.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
ESTANISLAU, Julia. A poluição luminosa das grandes cidades afeta, e muito, a observação astronômica. Jornal da USP, 15 mar. 2023.
04/10/2025 10:21:42
Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/a -poluicao-luminosa-das-grandes-cidades -afeta-e-muito-a-observacao-astronomica/. Acesso em: 26 ago. 2025.
O PERDER das Noites Estreladas. Espaço do conhecimento UFMG, 12 dez. 2023. Disponível em: https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/ o-perder-das-noites-estreladas/. Acesso em: 26 ago. 2025.
Esses materiais trazem informações a respeito de como a poluição luminosa pode prejudicar a observação dos astros no céu noturno e os seres vivos, incluindo o ser humano.
• O conteúdo desta página permite conhecer um tipo de poluição pouco abordado: a luminosa. Comente com os estudantes que o excesso de luz elétrica nas cidades, embora necessário por diversas razões, dificulta a observação dos astros no céu noturno. Além disso, a poluição luminosa pode afetar seres vivos, como insetos, tartarugas-marinhas e até mesmo o ser humano, influenciando o ritmo circadiano. Se julgar conveniente, aproveite o momento e assista com eles ao vídeo a seguir:
• ASTROLAB – Sabe o que é Poluição Luminosa? TV Unesp, 12 jun. 2023. Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=pXpd -ADiAR8. Acesso em: 26 ago. 2025.
• Aproveite a oportunidade para questionar os estudantes se, em um futuro próximo, com a ampliação das áreas artificialmente iluminadas, as gerações futuras observarão a mesma quantidade de astros no céu que vemos hoje.
• Indague os estudantes se eles já estiveram em algum lugar afastado da cidade, como um sítio, uma montanha ou uma praia durante a noite. Peça-lhes que relatem suas observações.
• Se julgar interessante, leve para a sala de aula um pisca-pisca de LED. Feche as cortinas e apague as luzes; acenda o pisca-pisca.
• A abordagem e questão 1 desta página contribuem para o desenvolvimento da habilidade EF05CI12 , pois levam os estudantes a concluírem sobre a periodicidade das fases da Lua, com base na observação das formas aparentes da Lua no céu ao longo de, pelo menos, dois meses.
• A questão 1 também incentiva os estudantes a analisarem e explicarem um fenômeno relativo ao mundo natural, exercitando a curiosidade para buscar respostas com base nos conhecimentos das Ciências da Natureza, o que favorece o desenvolvimento da Competência específica de Ciências da Natureza 3
• Na questão 1, se julgar interessante, leve um calendário lunar referente ao mês e ano em que estão e peça aos estudantes que manipulem e observem os elementos desse calendário. Oriente-os a identificar os momentos do ciclo lunar presente no calendário, levantando os conhecimentos prévios deles sobre o assunto. Em seguida, leve-os a analisar se esses momentos se repetem no próximo mês.
• Se julgar interessante, comente com os estudantes sobre a possível origem da Lua. Explique-lhes que existem várias teorias, mas que a hipótese mais aceita atualmente é de que a Terra se chocou com um corpo celeste chamado Theia há 4,4 bilhões de anos. Dessa colisão, uma parte do planeta teria sido ejetada, originando a Lua.
• Se possível, assista com os estudantes ao vídeo a seguir:
• ASTROLAB – Lua. TV Unesp , 1 o nov. 2017. Disponível em: https:// www.youtube.com/ watch?v=twNl_rYTPeo&. Acesso em: 26 ago. 2025.
• Nesse vídeo são abordados a formação da Lua, o ciclo lunar, a influência da Lua no fenômeno das marés, entre outras curiosidades sobre esse satélite natural.
Confira a seguir o formato aparente da face iluminada da Lua que observamos da Terra, em dois meses do ano de 2027.
2027
Imagens sem proporção entre si. Cores fantasia.
MAIO 2027
1. O que você percebeu em relação ao formato aparente da face iluminada da Lua?
A Lua é o satélite natural do nosso planeta e é iluminada pelo Sol. Esse satélite faz dois movimentos simultâneos: o de rotação, que ocorre em torno do próprio eixo, e o de translação, que é realizado em torno da Terra.
A combinação desses dois movimentos realizados pela Lua faz sua parte iluminada ficar visível em diferentes horas da noite ou até do dia, dependendo de sua posição em relação à Terra.
Enquanto a Lua realiza uma volta em torno da Terra, diferentes porções da sua face iluminada são visíveis da superfície terrestre. Esse movimento é conhecido como ciclo lunar.
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que o formato aparente da face iluminada da Lua varia de um dia para outro e que depois de alguns dias ele se repete.
A Lua recebe nomes específicos em quatro momentos do ciclo lunar: lua nova, quarto crescente, lua cheia e quarto minguante. Esses momentos também são conhecidos como fases da Lua. Confira a seguir.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Na lua nova, a face iluminada da Lua não pode ser vista da superfície da Terra durante a noite.

Na lua cheia, toda a face iluminada da Lua pode ser vista da superfície terrestre.

Representação da lua cheia.

No quarto crescente, metade da face iluminada da Lua pode ser vista da superfície terrestre.

No quarto minguante, metade da face iluminada da Lua pode ser vista da superfície da Terra.

Representação do quarto minguante.
Para iniciar a abordagem sobre os momentos do ciclo lunar, se possível, leve os estudantes ao laboratório de informática ou a um computador da escola com acesso à internet e assista com eles ao vídeo apresentado no site da Nasa que mostra o movimento da Lua ao redor da Terra e de seu próprio eixo:
• MOON phases Nasa Disponível em: https:// science.nasa.gov/moon/ moon-phases/. Acesso em: 26 ago. 2025.



















































































































































































































































































Ao assistir ao vídeo com os estudantes, pause-o em quatro momentos distintos do ciclo lunar: lua nova, quarto crescente, quarto minguante e lua cheia. Em cada momento, peça a eles que olhem a posição da Lua em relação à Terra e citem em qual momento do ciclo lunar a Lua se encontra, com base na posição que ela ocupa em relação a Terra. Incentive-os a compartilhar suas opiniões com os colegas, promovendo o engajamento deles. Acolha suas respostas e corrija-as quando necessário.














































Resposta: 1 – Lua cheia; 2- Lua crescente; 3 – Lua nova; 4 – Lua minguante.






















































Professor, professora: As legendas das imagens não foram inseridas para não comprometerem a realização da atividade.















































04/10/2025 10:21:53
Caso não seja possível assistir ao vídeo com os estudantes, leve imagens da Lua em diferentes posições em relação à Terra e peça-lhes que identifiquem em que momentos do ciclo lunar ela se encontra.
Esta atividade possibilita levantar os conhecimentos prévios a respeito dos quatro momentos do ciclo lunar.
• Caso os estudantes apresentem dificuldade para realizar a atividade 2, peça que observem novamente o esquema do ciclo lunar, que mostra o movimento da Lua ao redor da Terra e relacione cada posição da Lua à face visível iluminada vista por um observador na superfície terrestre.
• A questão 3 desta página contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05CI12, pois leva os estudantes a concluírem sobre a periodicidade do ciclo lunar, com base na observação das formas aparentes da Lua no céu ao longo de, pelo menos, dois meses.
Objetivo
• A atividade desta página possibilita verificar se os estudantes são capazes de identificar momentos do ciclo lunar ao observar um calendário e de reconhecer a periodicidade desse ciclo.
Sugestão de intervenção
Oriente-os a identificar no calendário desta página em qual dia de março e de abril ocorre a lua cheia. Em seguida, oriente-os a contar quantos dias há entre as ocorrências da lua cheia. Se julgar interessante, peça aos estudantes que estimem em que dia ocorrerá a lua cheia no mês de maio. Leve um calendário lunar do ano de 2027 para constatarem a data prevista.
Oriente-os a observar esse intervalo de tempo nos outros momentos do ciclo lunar, como o quarto crescente, o quarto minguante e a lua nova.
Como estudamos, com o passar dos dias, o formato aparente da face iluminada da Lua varia quando a observamos da superfície da Terra.
3. Analise o calendário e responda às perguntas a seguir.
CALENDÁRIO 2027
DOMSEGTERQUAQUISEXSÁB
DOMSEGTERQUAQUISEXSÁB
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Calendário dos meses de março e abril de 2027.
a ) Em quais dias ocorre a lua cheia?
Resposta: Espera-se que os estudantes
respondam que ocorre nos dias 22 de março e 20 de abril.
b ) Há quantos dias de diferença entre a ocorrência das duas luas cheias?
Resposta: A diferença é de 29 dias.
Analisando os calendários, percebemos que as fases da Lua se repetem após certo tempo, ou seja, trata-se de um fenômeno periódico. Isso ocorre por causa do movimento que a Lua realiza em torno da Terra, que leva aproximadamente 27 dias para completar uma volta.
Verificamos também que o ciclo lunar, repetição das fases da Lua, tem um intervalo de aproximadamente 29 dias. Isso quer dizer que, após a ocorrência de uma lua nova, a próxima lua nova ocorrerá após, aproximadamente, 29 dias.
lua cheia quarto minguante

lua nova quarto crescente lua cheia













período minguante período crescente
Representação da sequência das fases da Lua ao longo do ciclo lunar.

Um fenômeno bastante conhecido por quem vive em regiões litorâneas são a subida e a descida das marés. Em determinadas regiões, a variação do nível da água entre a maré baixa e a maré alta pode ser de poucos centímetros, mas em outras, varia alguns metros. Confira a seguir um exemplo da mudança do nível da água de acordo com as marés.


Praia de Cumuruxatiba durante a maré alta, na Bahia, em 2024.
Praia de Cumuruxatiba durante a maré baixa, na Bahia, em 2024.
O efeito de subida e de descida das marés sofre influência da Lua e do Sol. Isso ocorre em razão da interação gravitacional desses astros com a Terra, que provoca uma força de atração que atua na massa de água presente no planeta, causando a variação no nível dos mares e oceanos.
Na lua nova e na lua cheia, quando a Terra, a Lua e o Sol estão alinhados, acontecem as marés máximas. Nas fases minguante e crescente, ocorrem as chamadas marés mortas, pois as ações combinadas do Sol e da Lua resultam em marés menos intensas.
Geralmente, o intervalo entre as marés alta e baixa é de aproximadamente 6 horas.
• Se julgar interessante, pergunte aos estudantes se já presenciaram a subida e a descida das marés. Oriente-os a contar essa vivência para os colegas e, em seguida, peça que exponham suas ideias sobre por que isso ocorre. Leve-os a respeitar o ponto de vista dos colegas, dialogando de uma maneira respeitosa, o que contribui para o desenvolvimento da Competência geral 9 da BNCC.
• Caso os estudantes apresentem dificuldades para entender a interação gravitacional, explique a eles que corpos que têm massa atraem outro corpo com massa com uma força de atração chamada gravitacional. Quando pensamos em corpos grandes, como a Terra, a atração que ela exerce é tão grande, que ficamos próximos à superfície, sem flutuar. E a Terra e a Lua se atraem mutuamente. A Lua também exerce a força gravitacional sobre o que há na Terra. Isso é visível quando observamos as marés.
04/10/2025 10:25:16
• A atividade proposta nesta seção contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05CI13, pois incentiva os estudantes a projetarem e construírem dispositivos para observação à distância, como uma luneta, e a discutirem o uso social desse dispositivo. Além disso, ela favorece o desenvolvimento da Competência geral 2 e das Competências específicas de Ciências da Natureza 2 e 3, pois os leva a dominar processos, práticas e procedimentos da investigação científica e a analisar, compreender e explicar processos relativos ao mundo social e tecnológico, com curiosidade para buscar respostas e criar soluções com base nos conhecimentos das Ciências da Natureza.
• Constatar que o desenvolvimento da tecnologia permitiu a observação mais detalhada do Universo.
• Conhecer alguns instrumentos de observação.
• Compreender a importância dos instrumentos de observação.
• Projetar e construir um instrumento de observação.
a) Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a refletirem sobre os instrumentos de observação e os materiais necessários para sua construção, buscando identificar em seu cotidiano aqueles que podem ser utilizados nesse tipo de construção. Eles podem citar que construiriam uma luneta com lupas e canos.
• Inicie a atividade com essa seção questionando os estudantes sobre o que sabem a respeito dos instrumentos de observação. Incentive-os a citar alguns deles, como
a ) Como você faria para construir um instrumento de observação com materiais do cotidiano?
Resposta nas orientações ao professor
• cano de PVC de 25 cm de comprimento e 50 mm de diâmetro
• cano de PVC de 25 cm de comprimento e 60 mm de diâmetro
• lupa de 50 mm de diâmetro
• fita isolante
• cartolina preta
• lupa de 60 mm de diâmetro
• tesoura com pontas arredondadas
Encape os canos de PVC com a cartolina preta, utilizando a fita isolante para fixá-los.
Enrole a fita isolante várias vezes próximo a uma das extremidades do cano 1 (50 mm), de modo que, ao inseri-lo no cano 2 (60 mm), ele deslize, mas não se desencaixe.

binóculos, luneta, telescópio, microscópio e lupa. Verifique se eles respondem que esses instrumentos auxiliam na observação de objetos à distância e na ampliação de imagens.
• Se preferir, leve imagens desses instrumentos de observação e apresente-os aos estudantes. Mostre a imagem de uma luneta e leve-os a refletir de que maneira poderiam criar esse instrumento com materiais do cotidiano. Incentive-os a partilhar suas ideias com os colegas, promovendo o engajamento e o protagonismo deles para projetar a criação da luneta. Acolha as ideias, mediando o diálogo entre eles e auxiliando-os a projetar a construção desse instrumento de observação.
• Com a luneta pronta, peça aos estudantes que apontem esse instrumento para objetos de diferentes tamanhos e a diferentes distâncias na sala de aula. Verifique a possibilidade de construírem mais de uma luneta, organizando a turma em grupos.
C.
Encaixe e fixe a lupa de 50 mm de diâmetro na extremidade livre do cano 1. Repita o mesmo procedimento com a lupa de 60 mm de diâmetro na extremidade livre do cano 2

• Organize a turma para que cada estudante possa levar a luneta construída para casa, a fim de observar o céu noturno com os pais ou responsáveis e realizar as etapas D e E. Oriente-os a tentar observar a superfície da Lua. Enfatize que eles não devem usar esse instrumento para observar a luz solar, pois pode causar danos à visão.
Luneta pronta.
Com a luneta montada, utilize-a para observar o céu noturno. Segure-a com as duas mãos apontando a lupa maior em direção ao céu noturno.
Olhe os astros pela lupa menor e anote suas observações no caderno. D.

Agora, responda às questões a seguir no caderno.
Respostas nas orientações ao professor.
1. O que você conseguiu observar com a luneta?
Dica: Para facilitar a observação dos astros, ajuste o foco da luneta aumentando e diminuindo seu comprimento.
Atenção: Nunca utilize essa luneta para observar o Sol, pois essa atitude pode provocar danos à visão.
2. Como são chamadas as lentes que compõem a luneta? Faça uma pesquisa, se necessário.
3. Em sua opinião, qual é a importância do desenvolvimento de instrumentos de observação, como a luneta?
sobre a importância dos instrumentos de observação para o estudo dos astros. A observação dos astros auxilia na compreensão de vários fenômenos, por exemplo, o ciclo lunar e a sucessão de dias e noites, bem como na elaboração dos calendários por diferentes povos.
AVALIANDO
Objetivo
• A atividade sugerida a seguir permite verificar se os estudantes reconhecem
as diferenças entre observar um objeto a olho nu e com o auxílio de instrumentos de observação.
Sugestão de intervenção
Leve para a sala de aula um binóculo e a luneta que construíram na seção desta página. Leve os estudantes ao pátio e peça-lhes que observem o ambiente ao redor. Depois, solicite-lhes que utilizem o binóculo e a luneta para observar os componentes do ambiente que estão distantes, por exemplo, folhas das árvores, aves nos galhos das árvores, alguns
04/10/2025 10:25:17
• Se julgar interessante, realize a culminância dessa atividade promovendo uma noite de observação dos astros no céu noturno, na escola. Certifique-se de que essa atividade de observação ocorra em uma noite com o tempo limpo, sem que esteja nublado ou chovendo. Prepare um termo para os pais ou responsáveis explicando a atividade e convidando-os para participar dela com os estudantes.
1. Espera-se que os estudantes respondam que a luneta possibilitou ver objetos distantes, como a Lua, as estrelas e alguns planetas ou outros objetos vistos em sala de aula.
2. Espera-se que os estudantes respondam que a lente apontada em direção ao objeto a ser observado é chamada objetiva e a que fica perto do observador é chamada ocular.
3. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a refletirem
insetos, além de objetos presentes na escola. Caso do pátio seja possível visualizar componentes fora da escola, oriente-os a observar ruas, veículos, placas de trânsito, entre outros. Na sala de aula, oriente-os a relatar suas observações. Questione as diferenças entre usar os instrumentos de observação (binóculo e luneta) e observar a olho nu. Pergunte também o que é que nos permite enxergar melhor utilizando o binóculo e a luneta. Espera-se que eles constatem que as lentes do binóculo e da luneta permitem aumento das imagens observadas.
• As questões desta página favorecem o desenvolvimento da habilidade EF05CI13, pois levam os estudantes a refletirem sobre as vantagens do uso de instrumentos de observação para visualizar astros distantes do observador, o que auxilia na compreensão do uso social desses dispositivos.
Objetivo
• A questão 1 permite avaliar se os estudantes compreenderam que os instrumentos de observação possibilitam observar um astro celeste à distância, ampliando a imagem dele.
Sugestão de intervenção
Peça aos estudantes que observem a imagem A e descrevam o que identificam nela. Em seguida, peça que observem a imagem B Oriente-os a observar a Lua na imagem A e a compará-la com a Lua da imagem B e peça que indiquem o que veem de diferente nas duas imagens. Verifique se eles percebem que, na imagem B, é possível identificar características da Lua, como a presença de crateras, o que não é possível visualizar na imagem A
Essa estratégia possibilita levar os estudantes a constatarem que a imagem B é vista com mais detalhes, pois foi utilizado um instrumento de observação que amplia imagens à distância, auxiliando-os a responder à questão 2
• Para auxiliar os estudantes na questão 3, caso julgue interessante, escreva na lousa o nome de alguns instrumentos de observação de astros e o nome de outros objetos que não têm relação com esses dispositivos. Em seguida, peça-lhes que identifiquem quais desses
Rogério registrou fotografias da Lua em dois momentos diferentes. Confira a seguir.


Agora, responda às questões a seguir no caderno.
1. Qual fotografia foi registrada com o auxílio de um instrumento de observação?
Resposta: Fotografia B
2. Em qual das fotografias é possível identificar mais detalhes da Lua?
Resposta: Na fotografia B
3. Quais tipos de instrumentos de observação podemos utilizar para observar os astros celestes?
Resposta: Os estudantes podem citar binóculos, telescópios ou lunetas.
Podemos observar os astros no céu noturno a olho nu ou utilizando algum instrumento de observação, como binóculo, luneta e telescópio. Esses instrumentos podem auxiliar a visualização de detalhes dos astros, aproximando e ampliando as imagens dos objetos observados.
A luneta, também chamada de telescópio refrator , é um instrumento utilizado para observar objetos distantes. Ela é composta de um tubo e de lentes, que desviam a trajetória da luz que passa por elas, produzindo uma imagem aproximada e ampliada do objeto observado. Confira a seguir.


Imagens sem proporção entre si.
objetos são usados para observação dos astros no céu. Você pode escrever o nome de objetos, como luneta, binóculo, telescópio, GPS, bússola e microscópio. Caso eles citem o microscópio, explique que ele é um instrumento para observação ampliada de objeto, mas não é utilizado para observação dos astros, e sim para parte de plantas e animais, por exemplo.
Estrutura do telescópio refrator

Representação da estrutura interna de um telescópio refrator.
Fonte de pesquisa: COMINS, Neil F.; KAUFMANN III, William J. Descobrindo o Universo Tradução de Eduardo Neto Ferreira. 8. ed. Porto Alegre: Bookman, 2010. p. 105.
A.
B.
A objetiva é a lente que capta a luz refletida pelo objeto, refratando-a para a lente ocular.
A ocular direciona a luz refratada pela lente objetiva para o olho do observador.
Há também os telescópios refletores, em que são utilizados espelhos para projetar a imagem dos objetos distantes até o observador. Confira a seguir.
Estrutura do telescópio refletor

Telescópio refletor.

Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Representação da estrutura interna de um telescópio refletor.
Fonte de pesquisa: COMINS, Neil F.; KAUFMANN III, William J. Descobrindo o Universo Tradução de Eduardo Neto Ferreira. 8. ed. Porto Alegre: Bookman, 2010. p. 98.
O espelho principal recebe a luz do objeto e a reflete para o espelho secundário.
A luz refletida pelo espelho secundário é direcionada para a ocular e para o olho do observador.
• DINIZ, Leonardo Gabriel. Galileu Galilei – O mensageiro das estrelas. Pion Ligado na Física!. Disponível em: https://www.sbfisica.org.br/v1/ portalpion/index.php/artigos/26 -galileu-galilei-o-mensageiro-das -estrelas. Acesso em: 26 ago. 2025.
• Comente também a importância dos estudos do filósofo, matemático, astrônomo e físico Isaac Newton (1643-1727). Para obter mais informações sobre esse cientista, acesse a biografia no site a seguir:
• FORATO, Thaís C. M. Isaac Newton. GHTCUSP. Disponível em: https:// www.ghtc.usp.br/Biografias/Newton/ Newton3.htm. Acesso em: 26 ago. 2025.
• A abordagem sobre Galileu Galilei e Isaac Newton possibilita o desenvolvimento da Competência geral 1 e da Competência específica de Ciências da Natureza 1 da BNCC, pois leva os estudantes a compreenderem as Ciências da Natureza como empreendimento humano e o conhecimento científico como
• Auxilie os estudantes na compreensão dos esquemas que mostram as estruturas dos telescópios refrator e refletor.
• Se julgar interessante, leia o trecho do texto a seguir com os estudantes. Há dois tipos principais de telescópios: refratores e refletores. Os telescópios refratores são mais antigos e foram alvos de estudo de Galileu, sua característica é a presença de lentes de vidro. Os telescópios refletores são mais modernos e foram desenvolvidos inicialmente por Newton, sua característica é a presença de espelhos. Telescópios refratores são mais comuns para observações amadoras em telescópios de pequeno porte e terrestres, que é o nosso caso. Já os telescópios refletores, por serem feitos com espelhos, que são mais leves que lentes de vidro, suportam telescópios maiores e modernos que podem ser enviados para a órbita terrestre, como o Hubble. [...]
A CIÊNCIA por trás. Clube dos telescópios. Disponível em: https:// telescopios.ufsc.br/a-ciencia-portras/. Acesso em: 26 ago. 2025.
• Após a leitura do texto, enfatize a eles a importância dos estudos realizados pelo astrônomo Galileu Galilei (1564-1642) para a Astronomia. Comente com os estudantes que Galileu fez várias descobertas observando os astros no céu com o auxílio do telescópio, como a existência de algumas luas em Júpiter. Para obter mais informações a respeito das descobertas feitas por ele, acesse a página a seguir:
04/10/2025 10:25:18
provisório, cultural e histórico, além de valorizar a construção histórica desse conhecimento.
• Se possível, leve os estudantes até a sala de informática ou a um computador da escola com acesso à internet e assista com eles ao vídeo a seguir:
• ASTROLAB – Como funcionam os telescópios? TV Unesp, 13 jul. 2019. Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=FG215URhvhQ. Acesso em: 26 ago. 2025.
• A questão 4 desta página favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI13, pois leva os estudantes a refletirem sobre a importância do desenvolvimento de telescópios espaciais, o que auxilia na compreensão do uso social desses dispositivos.
• Comente com os estudantes que o telescópio é um dos instrumentos que mais propiciou avanços científicos. O telescópio Hubble, lançado pela Nasa em 1990, permitiu a ampliação de conhecimentos sobre o Universo, impulsionando estudos na Física e na Astronomia.
• Comente com os estudantes que o telescópio espacial James Webb foi lançado no espaço em 25 de dezembro de 2021. Ele é um dos equipamentos mais modernos e sofisticados no campo da Astronomia e, de acordo com muitos cientistas, tem o potencial de revolucionar as observações espaciais.
4. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que os telescópicos espaciais contribuem para a aquisição de conhecimentos sobre o Universo, fornecendo imagens mais nítidas, por exemplo. Eles podem citar o exemplo da reportagem e responder que os telescópios espaciais são importantes para observar aglomerados estelares distantes.
Leia o trecho de reportagem a seguir sobre um telescópio espacial.
mais distantes já vistos
TELESCÓPIO Espacial James Webb observa os aglomerados estelares mais distantes já vistos. Gov.br, 25 jun. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/ observatorio/pt-br/assuntos/noticias/ telescopio-espacial-james-webb-observa -os-aglomerados-estelares-mais -distantes-ja-vistos. Acesso em: 9 jun. 2025.

Telescópio Espacial James Webb em construção na NASA, em 2016.
4. Em sua opinião, qual é a importância do desenvolvimento de telescópios espaciais, como o James Webb?
Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
Telescópio James Webb: 22 m de comprimento/ 12 m de largura. INFOGRÁFICO
Os telescópios terrestres, ou seja, instalados na superfície da Terra, sofrem interferência da atmosfera, pois ela pode distorcer as imagens observadas quando a luz a atravessa. Essa interferência não ocorre nos telescópios espaciais, como o James Webb, pois eles são lançados ao espaço. Assim, esse tipo de telescópio foi essencial para ampliar os conhecimentos sobre o Universo e seus astros.
O periscópio é outro exemplo de instrumento utilizado para a observação de objetos distantes. Ele é composto de espelhos inclinados, que refletem a luz emitida ou refletida pelos objetos até os olhos do observador. Confira a seguir.

Aglomerados: juntos, reunidos.
Periscópio em submarino dos Estados Unidos, em 2023.
Professor, professora: Comente com os estudantes que o telescópio espacial James Webb foi lançado ao espaço em 25 de dezembro de 2021.
Estrutura de um periscópio

O espelho da parte superior reflete a luz proveniente do corpo observado para o espelho na parte inferior.
O espelho da parte inferior reflete a luz proveniente do espelho superior para o olho do observador.
Representação da estrutura interna e do funcionamento de um periscópio.
Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Fonte de pesquisa: PERISCÓPIO. Dica. Disponível em: https://dicaufu.com.br/conhecendo-mais-a-fisica/periscopio. Acesso em: 9 jun. 2025.
Alguns instrumentos de observação auxiliam a enxergar objetos próximos do observador, porém em tamanho reduzido. A lupa e o microscópio são exemplos desses instrumentos.
A lupa é constituída de uma lente que produz uma imagem ampliada do que está sendo observado. Diversos profissionais utilizam lupas para enxergar peças e estruturas pequenas.
Pessoa utilizando uma lupa para reparar um circuito eletrônico.

Os microscópios são instrumentos que utilizam um conjunto de lentes e possibilitam obter imagens com ampliação superior à da lupa.
Com eles, é possível observar seres microscópicos, partes de animais e de plantas, entre outras estruturas.
As máquinas fotográficas são usadas para registrar imagens com nitidez e, muitas vezes, permitem observar detalhes que não são facilmente vistos a olho nu.

Câmera
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: ESTRUTURA DE UM MICROSCÓPIO ÓPTICO

óptico.
• Se julgar interessante, leve para a sala de aula uma lupa para que os estudantes observem estruturas reduzidas em componentes do ambiente ou em objetos. Você pode levá-los até o pátio da escola e incentivá-los a observar a folha e a flor de uma planta e pequenos animais, como insetos, com cuidado para não os tocar. • Caso a escola tenha um microscópio, leve os estudantes até ele, para que possam observar alguma lâmina. Se possível, prepare uma lâmina com um fio de cabelo e oriente-os a observá-la em três aumentos diferentes. Peça-lhes que relatem as diferenças observáveis entre os aumentos.
Caso a escola não tenha um microscópio, se julgar conveniente, produza um microscópio caseiro com os estudantes. No link a seguir, você pode acessar um vídeo do Instituto de Ciências Biomédicas da USP (ICB-USP) que mostra como construir esse microscópio:
• COMO fazer um microscópio caseiro com papelão e garrafa PET. Instituto de Ciências Biomédicas (ICBUSP), 25 jul. 2022. Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v= LJoOSgMOa8k.
04/10/2025 10:29:14
Acesso em: 26 ago. 2025. Esta atividade contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05CI13 da BNCC, pois promove a construção de um dispositivo para observação ampliada de um objeto.
• Essa seção possibilita o trabalho com os temas contemporâneos transversais Ciência e tecnologia e Saúde. Além disso, leva os estudantes a avaliarem aplicações das ciências e suas tecnologias, como a criomicroscopia eletrônica, para propor alternativas a desafios do mundo contemporâneo, como a compreensão de estruturas virais causadoras de doenças, que podem levar a um problema de saúde pública.
• Conhecer o gênero textual divulgação científica.
• Refletir sobre a importância do desenvolvimento científico e tecnológico para o conhecimento a respeito de microrganismos causadores de doenças.
A abordagem sobre a divulgação científica acerca da estrutura molecular do vírus Mayaro com o auxílio da criomiocrospia eletrônica possibilita o trabalho integrado dos temas contemporâneos transversais Ciência e tecnologia e Saúde com o componente curricular de Língua Portuguesa
Explique aos estudantes que o gênero textual divulgação científica ajuda a expandir o conhecimento científico, que é gerado por pesquisadores em universidades e centros de pesquisa, a fim de que possa chegar à população geral, de maneira acessível. Sobre a divulgação científica, leia o trecho do texto a seguir. […]
Considerando que a divulgação científica é meio eficiente para disseminar o conhecimento sobre CT&I verifica-se que sem ela não haverá a construção de uma
Dos diversos tipos de publicações, as jornalísticas, por exemplo, abordam diferentes assuntos, como notícias sobre acontecimentos locais ou do mundo, esportes, cultura, saúde e educação.
Já os textos de divulgação científica, geralmente publicados na forma de notícias, reportagens ou entrevistas, informam sobre novas descobertas ou estudos científicos que influenciam nosso cotidiano. Confira a seguir um texto de divulgação científica sobre o uso de uma técnica de microscopia inovadora na descoberta da estrutura de um vírus.
Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) elucidaram a estrutura molecular completa do vírus Mayaro, que pode ser transmitido para humanos por meio de mosquitos e causar sintomas como dor de cabeça, febre alta e dores nas articulações. Os resultados do estudo, apoiado pela FAPESP, foram divulgados na revista Nature Communications e poderão ser úteis para o desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico, medicamentos e imunizantes.
[...] O trabalho contou com a dedicação de 20 pesquisadores e colaboradores ao longo de três anos e meio, empregou equipamentos sofisticados de criomicroscopia eletrônica e técnicas avançadas de biologia para revelar a estrutura do vírus com resolução de 4.4 angstrom, aproximadamente 100 mil vezes menor que a espessura de um fio de cabelo.
[...]
ESTUDO elucida a estrutura completa do vírus Mayaro. Agência Fapesp, 26 maio 2021. Disponível em: https://agencia.fapesp.br/estudo-elucida-a-estrutura-completa-do-virus-mayaro/35954. Acesso em: 9 jun. 2025.
A mesma técnica de microscopia foi utilizada para identificar a estrutura do vírus SARS-CoV-2, que provocou a pandemia da COVID-19 iniciada no ano de 2019.
No processo da criomicroscopia eletrônica, as imagens são analisadas por computador e proporcionam aumentos maiores que os microscópios ópticos.
Imunizantes: agentes que estimulam a proteção do corpo contra determinadas doenças. Criomicroscopia eletrônica: técnica de microscopia eletrônica que estuda amostras em temperaturas muito baixas.
Angstrom: unidade de comprimento que equivale a 0,0000000001 m
cultura científica e muito menos socialização de conhecimento e desenvolvimento da real cidadania.
[…]
Para que a ciência seja transmitida e incorporada pela sociedade, a fim de se verificar a formação de uma cultura científica, é necessário que as ações sociais, políticas e institucionais não sejam isoladas e que a divulgação das informações opere de forma que se promova uma verdadeira cultura da divulgação científica. […]
LORDÊLO, Fernanda Silva; PORTO, Cristiane de Magalhães. Divulgação científica e cultura científica: conceito e aplicabilidade. Revista Ciência em extensão, v. 8, n. 1, p. 18-34, 2012. Disponível em: https://ojs.unesp.br/index.php/revista_ proex/article/view/515/632. Acesso em: 26 ago. 2025.
Peça aos estudantes que respondam às questões propostas neste tópico. Auxilie-os na interpretação do texto de divulgação científica para obter as respostas das questões.
04/10/2025 10:29:14
• Explique aos estudantes que criomicroscopia eletrônica é uma técnica que permite o estudo de estruturas muito pequenas. Os cientistas que colaboraram para o desenvolvimento desse equipamento foram laureados com o prêmio Nobel de Química. Explique a eles que esse prêmio é dado por descobertas científicas de maior relevância.
Respostas nas orientações ao professor
Agora, responda às questões a seguir no caderno.
a ) Quanto tempo levou para que os pesquisadores conseguissem visualizar a estrutura do vírus Mayaro, citado no texto?
b ) Quais são os sintomas causados pelo vírus Mayaro?
c ) Qual é a resolução utilizada para visualizar a estrutura do vírus Mayaro?
d ) Qual é a importância dos resultados obtidos no estudo citado no texto de divulgação científica?
ALÉM DO TEXTO
Respostas nas orientações ao professor.
Agora, responda às questões a seguir no caderno.
e ) Com a ajuda de seus familiares, faça uma pesquisa sobre o SARS-CoV-2. Busque informações que respondam às questões a seguir.
• Como ocorre a transmissão do SARS-CoV-2?
• Qual é o nome da doença causada pelo SARS-CoV-2?
• Quais são os sintomas dessa doença?
• Quais são as formas de prevenção dessa doença?
• Como é realizado o tratamento dessa doença?
f ) Em duplas, escrevam um texto de divulgação científica com letra cursiva. Para produzir o texto, utilize os dados que vocês obtiveram na pesquisa e não se esqueçam de citar as fontes de cada um deles.
Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Representação de cientistas estudando as estruturas virais.

• SOCIEDADE Brasileira de Imunizações. Disponível em: https://sbim.org. br/home. Acesso em: 26 ago. 2025.
• Peça aos estudantes que levem suas pesquisas para a sala de aula e organize-os em duplas para que conversem sobre as informações obtidas. Auxilie-os na organização das informações para a elaboração do texto de divulgação científica, proposto no item f.
• Caso julgue interessante, oriente as duplas a produzirem o texto de divulgação científica em uma folha avulsa para que esse trabalho seja exposto em um mural
na escola, possibilitando o acesso à leitura dele pela comunidade escolar. Durante a produção do texto de divulgação, verifique se os estudantes realizam a pega de três pontos no lápis, garantindo uma escrita mais confortável.
Respostas e) O objetivo desta questão é que os estudantes obtenham dados para produzir um texto de divulgação científica. Eles podem citar que o SARS-CoV-2 é o vírus causador do COVID-19 e que os sintomas mais comuns da doença são febre, cansaço, mal-estar e tosse seca. Em alguns casos,
Respostas
a) Três anos e meio.
b) Dor de cabeça, febre alta e dores articulares.
c) A resolução utilizada foi de 4.4 angstrom, ou seja, 100 mil vezes menor que a espessura de um fio de cabelo. d) Espera-se que os estudantes respondam que os resultados são importantes para o desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico da doença causada pelos vírus Mayaro e de novos medicamentos e imunizantes contra esse vírus.
• Para a realização do item e, é importante buscar informações validadas pela comunidade científica, desprezando informações falsas, desatualizadas e incompletas, muitas vezes veiculadas em diferentes mídias. A fim de auxiliar os estudantes na pesquisa sobre fontes confiáveis a respeito do vírus SARS-CoV-2, sugira alguns sites de pesquisa, como os citados a seguir.
• REVISTA Pesquisa Fapesp. Disponível em: https://revistapesquisa. fapesp.br/. Acesso em: 26 ago. 2025.
• ORGANIZAÇÃO Pan-americana da Saúde. Disponível em: https://www.paho.org/ pt/brasil. Acesso em: 26 ago. 2025.
04/10/2025 10:29:15
a pessoa pode apresentar dores no corpo, de cabeça e de garganta, congestão nasal, entre outros sintomas. As medidas de prevenção são higienizar as mãos, evitar tocar os olhos, o nariz e a boca, manter distância segura entre as pessoas contaminadas e usar máscaras de proteção.
f) O objetivo desta questão é incentivar os estudantes a elaborarem um texto de divulgação científica, percebendo a importância desse tipo de texto para a disseminação do conhecimento e de estudos científicos para a sociedade.
• A atividade 2 possibilita o desenvolvimento da habilidade EF05CI11, pois leva os estudantes a associarem o movimento aparente dos astros no céu ao movimento de rotação da Terra.
• A atividade 3 favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI12, pois leva os estudantes a concluírem sobre a periodicidade do ciclo lunar, com base na observação e no registro das formas aparentes da Lua no céu ao longo de dois meses.
1. Objetivo
• Compreender e relacionar a ocorrência dos dias e das noites à rotação da Terra.
Sugestão de intervenção
Para auxiliar os estudantes a realizarem essa atividade peça que observem as fotografias e questione-os sobre em qual país cada uma delas foi tirada. Pergunte se esses países estão próximos um do outro e se recebem a mesma intensidade de luz solar ao mesmo tempo. Se possível, leve um globo terrestre e uma lanterna para a sala de aula. Em seguida, incentive-os a localizar o Brasil e o Japão no globo. Depois, peça a um estudante que segure a lanterna, apontando-a em direção ao Japão no globo terrestre. Nesse momento, questione-os se a região onde o Brasil está localizado está recebendo a mesma intensidade de luz que o Japão. Verifique se eles percebem que não, caracterizando noite no Brasil e dia no Japão.
2. Objetivo
• Reconhecer que alguns fenômenos observados em nosso dia a dia estão relacionados ao movimento de rotação da Terra.
Sugestão de intervenção
Caso os estudantes tenham dificuldade para identificar os itens A e C como os que apresentam informações falsas, retome com eles a abordagem da página 12 e verifique se relacionam
Escreva as respostas no caderno.
1. As fotografias a seguir foram registradas ao mesmo tempo, em duas regiões da Terra. Observe-as.
2. Resposta: A – F; B – V; C – F; A: O movimento
1. a) Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que os locais apresentados nas imagens ficam em posições opostas no planeta Terra e que, por isso, enquanto o Japão está sendo diretamente iluminado pela luz solar, o Brasil não está.
aparente dos astros que observamos no céu noturno ocorre por causa do movimento de rotação da Terra; C: O posicionamento e o formato das sombras de um objeto projetadas estão relacionados ao movimento de rotação da Terra.


Dia na cidade de Nagoya, no Japão, em 2023.
Noite na cidade de São Paulo, em 2023.
a ) Explique com suas palavras por que, no mesmo horário, é dia na imagem A e noite na imagem B
b ) Escreva a frase a seguir no caderno, substituindo cada símbolo pela palavra noite ou dia.
Resposta: Após 12 horas, novas fotografias foram obtidas nesses mesmos locais e foi possível verificar que era noite no Japão e dia no Brasil.
Após 12 horas, novas fotografias foram obtidas nesses mesmos locais e foi possível verificar que era ■ no Japão e ■ no Brasil.
2. Em seu caderno, julgue as afirmativas a seguir em V para verdadeiro e F para falso, corrigindo as falsas.
O movimento aparente dos astros que observamos no céu noturno ocorre porque todos eles orbitam a Terra.
B. C.
O movimento de rotação é responsável pela sucessão de dias e noites.
O posicionamento e o formato das sombras de um objeto projetadas não estão relacionados ao movimento de rotação da Terra.
3. Observe a Lua todos os dias, ao longo de 2 meses, e registre no caderno a data da observação e o momento do ciclo lunar em que a Lua se encontra. Ao final, compare suas anotação com a de um colega e conversem sobre o que concluíram.
Resposta: O objetivo desta atividade é incentivar os estudantes
a identificarem os diferentes formatos aparentes da Lua e concluírem que cada momento do ciclo lunar se repete a cada 29 dias.
os movimentos aparentes dos astros que observamos no céu noturno e a mudança de posição das sombras dos objetos durante o dia ao movimento de rotação da Terra.
3. Objetivos
• Identificar os diferentes formatos da face iluminada da Lua.
• Observar e registrar a periodicidade do ciclo lunar.
Sugestão de intervenção
Se possível, acesse o site da Nasa e obtenha uma tabela para os estudantes registrarem a data, o horário e o formato aparente da face iluminada da Lua ao longo de dois meses:
• MOON observation journal Nasa. Disponível em: https://moon.nasa.gov/resources/12/ moon-observation-journal/. Acesso em: 26 ago. 2025.
Caso não seja possível obter o material da Nasa, distribua folhas de papel sulfite e oriente-os a montar uma tabela simulando os dias da semana em um calendário referente a dois meses. Oriente-os a observar, com a supervisão dos responsáveis, o formato aparente da face iluminada da Lua no céu noturno e a desenhar sua observação no respectivo dia (espaço) do calendário.
4. a) Resposta: Da superfície terrestre, podemos observar a face da Lua que é iluminada pelo Sol.
4. Utilizando as palavras listadas a seguir, substitua os símbolos das frases para completar corretamente as informações.
rotação • nova • cheia • Lua • iluminada • translação
a ) Da superfície terrestre, podemos observar a face da Lua que é ■ pelo Sol.
b ) O movimento que a Lua realiza em torno da Terra é chamado de ■
Resposta: O movimento que a Lua realiza em torno da Terra é chamado de translação.
c ) Na lua ■, toda sua face iluminada pode ser vista da superfície terrestre.
Resposta: Na lua cheia, toda sua face iluminada pode ser vista da superfície terrestre.
d ) O movimento que a Lua realiza em torno do próprio eixo é chamado de ■.
Resposta: O movimento que a Lua realiza em torno do próprio eixo é chamado de rotação
e ) Na lua ■, a face iluminada não pode ser vista da superfície da Terra durante a noite.
Resposta: Na lua nova, a face iluminada não pode ser vista da superfície da Terra durante a noite.
f ) A ■ é o satélite natural da Terra.
Resposta: A Lua é o satélite natural da Terra.
5. Leia o trecho do texto a seguir e responda às questões propostas.
Parceria garante a participação de 170 pesquisadores brasileiros
CAMPOS, Ana Cristina. Brasil integra projeto de supertelescópio para mapear céu por 10 anos. Agência Brasil, 18 ago. 2024. Disponível em: https:// agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-08/ brasil-integra-projeto-de-supertelescopio-para -mapear-ceu-por-10-anos. Acesso em: 9 jun. 2025.

Supertelescópio Vera Rubin, no Chile, em 2024.
5. b) Resposta: Ela estudou o
movimento de várias galáxias e descobriu evidências sobre a matéria escura.
a ) Em sua opinião, qual é a importância do supertelescópio Vera Rubin e da participação de pesquisadores brasileiros nesse projeto?
Resposta nas orientações ao professor
b ) O telescópio citado na manchete recebe o nome da astrofísica estadunidense Vera Rubin (1928-2016). Faça uma pesquisa e descubra quais foram as contribuições dela para a Astronomia.
c ) Explique como funcionam os telescópios refratores e refletores.
Resposta nas orientações ao professor
d ) Qual é a vantagem dos telescópios espaciais em relação aos telescópios terrestres?
Resposta: Os telescópios espaciais não sofrem interferência da atmosfera, obtendo imagens menos distorcidas.
Sugestão de intervenção
Leia com os estudantes o trecho de reportagem e leve-os a refletir sobre a importância do supertelescópio. Se julgar interessante, leia com eles mais informações a respeito da vida e do trabalho da estadunidense Vera Rubin (1928-2016) no site a seguir:
• CONHEÇA Vera Rubin, a astrônoma e rainha das galáxias! Espaço do conhecimentoUFMG. Disponível em: https://www.ufmg.br/ espacodoconhecimento/vera-rubin/. Acesso em: 26 ago. 2025.
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5. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que o telescópio permitirá a aquisição de novos conhecimentos a respeito da astronomia e da física de partículas.
5. c) Telescópio refrator: a lente objetiva capta a luz refletida pelo objeto, refratando-a para a lente ocular. Essa lente direciona a luz refratada pela lente objetiva para o olho do observador. Telescópio refletor: o espelho principal recebe a luz do objeto e a reflete para o espelho secundário. A luz refletida por esse espelho é direcionada para a ocular e para o olho do observador.
4. Objetivo
• Reconhecer os movimentos realizados pela Lua e diferentes momentos do ciclo lunar.
Sugestão de intervenção
Para auxiliar os estudantes a fazerem essa atividade, pergunte-lhes o que possibilita enxergarmos o formato aparente da Lua no céu noturno. Verifique se eles respondem que isso é possível pois o Sol ilumina a parte visível da Lua. Pergunte a eles como é o formato aparente da Lua durante a lua nova e durante a lua cheia, vistas da superfície da Terra. Verifique se eles percebem que na lua nova a face iluminada da Lua não pode ser vista da superfície terrestre; já na lua cheia, toda a face iluminada pode ser vista da superfície da Terra. Leve-os a relacionar o movimento de rotação à volta que os astros dão em torno do próprio eixo.
5. Objetivos
• Reconhecer a importância do desenvolvimento de novas tecnologias para o estudo dos astros, como o supertelescópio.
• Conhecer e valorizar o trabalho de uma mulher na área da Astronomia.
• Diferenciar o funcionamento dos telescópios refratores e refletores.
• Definir recurso natural.
• Diferenciar recursos naturais renováveis dos não renováveis.
• Reconhecer a importância da água para as atividades humanas.
• Investigar a evaporação de uma substância dissolvida na água.
• Conhecer e identificar os estados físicos da água.
• Identificar as principais características da água em cada estado físico.
• Conhecer as etapas do ciclo da água.
• Reconhecer a participação da vegetação no ciclo da água.
• Compreender como a retirada da vegetação pode comprometer a existência de corpos de água.
• Reconhecer a importância da vegetação para a qualidade do ar atmosférico.
• Refletir sobre a influência do ciclo da água nas atividades humanas.
• Compreender como as atividades humanas impactam o ambiente e os seres vivos que vivem nele.
• Refletir sobre a importância do uso consciente dos recursos naturais.
• Diferenciar objetos e materiais que podem ser reciclados dos que podem ser reutilizados.
• Refletir sobre a importância do uso sustentável dos recursos naturais realizado pelas comunidades tradicionais.
• Conhecer a biopirataria e refletir sobre as consequências dessa ação para o ambiente e os seres vivos que vivem nele.
• Esta unidade aborda a importância do ciclo hidrológico para o ambiente e os seres vivos que vivem nele, incluindo o ser humano, bem como a importância da vegetação para esse ciclo e para a qualidade

do ar. Além disso, são trabalhados os impactos das atividades humanas sobre o ambiente e a importância do uso sustentável dos recursos naturais para a conservação dele.
• No tema 5, são abordados alguns recursos naturais usados pelos seres humanos, com destaque para a água e seus respectivos estados físicos. O tema 6, por sua vez, aborda o ciclo hidrológico e a maneira pela qual ele influencia as atividades humanas, bem como a importância da vegetação para a manutenção desse ciclo.
• O tema 7 aborda os impactos que algumas atividades humanas causam no ambiente e nos seres vivos que vivem nele. Já o tema 8
aborda a importância da utilização consciente dos recursos naturais, de forma que se explore o uso sustentável deles pelas comunidades tradicionais.
Diariamente, utilizamos diferentes equipamentos que necessitam de energia elétrica para funcionar, mas você sabe de onde vem a energia elétrica? Ela é gerada nas usinas elétricas, como as hidrelétricas, a partir de um recurso do ambiente.
Além da geração de energia elétrica, outras atividades humanas utilizam recursos extraídos do ambiente, o que pode causar impactos ambientais e, por essa razão, deve ser feita de maneira sustentável.

Respostas nas orientações ao professor
Qual recurso do ambiente está sendo utilizado na atividade humana representada na fotografia?
Cite um impacto que as atividades humanas podem causar no ambiente.
Cite uma atitude que contribui para reduzir o impacto que você citou na questão anterior.
• A abordagem e as questões destas páginas contribuem para o desenvolvimento da Competência geral 7 e das Competências específicas de Ciências da Natureza 4 e 5, pois incentivam os estudantes a avaliarem aplicações e implicações relacionadas a questões socioambientais para propor alternativas aos desafios do mundo contemporâneo, como os impactos ambientais causados pelas atividades humanas, e levaos a construir argumentos para defender ideias e pontos de vista que promovam a consciência socioambiental.
Inicie a aula solicitando aos estudantes que observem a fotografia da página de abertura. Pergunte a eles o que entendem por ambiente, atividades humanas, impactos ambientais e uso sustentável. Para isso, organize a turma em quatro grupos e peça a eles que definam e deem um exemplo de cada um dos três termos. Incentive a participação dos estudantes, levandoos a acolher os argumentos dos colegas com respeito. Caso os estudantes tenham dificuldade em definir os termos, sugira o uso do dicionário. Anote as definições dadas por eles e os exemplos em quatro colunas na lousa. Em seguida, peça aos grupos que opinem sobre as respostas dos colegas, de maneira respeitosa. Conduza uma discussão até que os quatro grupos estejam de acordo com todo o conteúdo exposto.
• Se julgar interessante, ao trabalhar a imagem da usina hidrelétrica com os estudantes, explore diversos aspectos, como os descritos a seguir.
• A importância da energia hidrelétrica para o sistema energético brasileiro.
• Os impactos ambientais e sociais da construção de barragens.
• A relação entre o uso dos recursos naturais e as atividades humanas, destacando a necessidade de um desenvolvimento sustentável.
• A tecnologia envolvida na geração de energia hidrelétrica e a infraestrutura necessária para seu funcionamento.
• Proponha uma conversa com os estudantes para que eles apresentem suas ideias a respeito dos aspectos levantados anteriormente. Além disso, pode servir como ponto de partida para discussões sobre alternativas energéticas e o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
04/10/2025 10:30:58
Respostas
1. Água.
2. Esperase que os estudantes citem: poluição, desmatamento, queimadas, erosão do solo, perda de biodiversidade, entre outros impactos.
3. A resposta dependerá do impacto mencionado pelos estudantes. Eles podem citar, por exemplo, atitudes que contribuam para a redução da emissão de gases poluentes na atmosfera, como a economia de água e de energia elétrica e a conservação de áreas florestais e do solo.
• A abordagem desta página fornece aos estudantes subsídios para identificarem os principais usos de recursos renováveis e não renováveis e, consequentemente, discutir e propor maneiras sustentáveis de utilização desses recursos, o que favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI04
• Para auxiliar os estudantes nas questões 1 e 2, peça lhes que observem a imagem e expliquem o que eles acham que ela representa. Em seguida, leia com eles a legenda da fotografia e pergunte se sabem o que é uma mineradora. Verifique se notam, com base na legenda, que a mineradora representada na fotografia é responsável por extrair calcário do ambiente, um recurso natural.
• Comente com os estudantes que o calcário é um exemplo de recurso natural, pois é retirado do ambiente para ser usado como matériaprima para a fabricação de diferentes produtos, como revestimentos, vidro e cimento.
• Defina com os estudantes os termos recursos naturais renováveis e recursos naturais não renováveis. Em seguida, peçalhes que classifiquem o calcário de acordo com essas definições. Se julgar interessante, antes de apresentar os exemplos de recursos naturais renováveis e não renováveis, escreva alguns deles na lousa e peça aos estudantes que os classifiquem. Você pode criar uma tabela com duas colunas (recursos naturais renováveis/recursos naturais não renováveis) e solicitarlhes que a preencham com os respectivos exemplos.
• Finalize a leitura da página citando os exemplos de cada tipo de recurso natural para os estudantes e, em seguida, retorne à tabe
Observe a fotografia a seguir.

2. Resposta: Rochas e minerais, no caso, o calcário.
1. Para que o ser humano modificou o ambiente destacado na fotografia?
2. Que recurso é retirado do ambiente na fotografia?
1. Resposta: Para obter matéria-prima, usada na fabricação de diversos produtos.
Mineradora de calcário no município de São Desidério, na Bahia, em 2024.
O ser humano utiliza diversos recursos do ambiente para produzir itens como alimentos, roupas, objetos artesanais e industrializados e gerar energia elétrica. Esses recursos são chamados de naturais
Os recursos naturais podem ser classificados como renováveis e não renováveis. Confira a seguir.
Os recursos naturais renováveis não se esgotam no ambiente, pois se renovam a um ritmo constante e superior ao seu consumo. Essa renovação pode ser natural ou ocorrer pela ação humana.
A água, a luz solar, o ar, o solo e as plantas são exemplos desses recursos.
O eucalipto é um recurso renovável utilizado pela indústria de celulose para a produção de papel.

la criada no começo da atividade e verifique se algum dos recursos listados pelos estudantes deve mudar de coluna. Você também pode pedir que eles deem novos exemplos dos dois tipos de recursos, caso pensem em algo diferente.
Os recursos naturais não renováveis podem se esgotar no ambiente, pois sua renovação pode levar muito tempo para ocorrer, sendo consumidos antes que possam ser renovados.
Os combustíveis fósseis, como o petróleo e o gás natural, são exemplos de recursos não renováveis.
O petróleo é um recurso não renovável utilizado para a produção da gasolina.

Extração de petróleo na Baía de Guanabara, na cidade do Rio de Janeiro, em 2025.
A água é um recurso natural renovável utilizado em diversas atividades cotidianas, como lavar louças, roupas e alimentos. Além disso, várias atividades econômicas em nossa atualidade também dependem da água. Confira a seguir.
Na agricultura, usa-se a água para irrigar as plantas, favorecendo seu crescimento e desenvolvimento.

Na indústria, sua utilização é em processos que transformam a matéria-prima em produtos.
Na indústria siderúrgica, por exemplo, a água é utilizada na produção de barras de aço.

Produção de barras de aço em uma indústria siderúrgica, no município de Marabá, no Pará, em 2019.
Na criação de animais, a água é importante para o consumo deles, favorecendo sua saúde e seu desenvolvimento.

O ser humano também usa água para gerar energia elétrica em usinas hidrelétricas. Nesse tipo de usina, o movimento da água gira as turbinas, que acionam os geradores elétricos.

Algumas atividades humanas, como a pesca e o transporte, dependem de cursos de água, sem o consumo direto desse recurso. Pessoas que vivem próximo a rios e mares, por exemplo, utilizam embarcações como meio de transporte e obtêm o alimento e a renda familiar da atividade pesqueira.
Geradores elétricos: equipamentos que transformam energias não elétricas em energia elétrica.
Professor, professora: Os tipos de usinas elétricas e os geradores elétricos serão trabalhados neste volume.
momentos e lugares, por isso, é importante usála de maneira consciente.
Nesse momento, se julgar pertinente, proponha uma atividade que leve os estudantes a refletirem sobre medidas que contribuem para o uso sustentável da água. Peça aos estudantes que realizem uma pesquisa sobre como reutilizar a água no cotidiano. Organize a turma em grupos de três a quatro estudantes e peça a eles
• A abordagem desta página favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI04 , pois leva os estudantes a identificarem os principais usos da água no dia a dia, bem como a conhecerem algumas atividades econômicas que utilizam esse recurso.
Se julgar interessante, peça aos estudantes que, voluntariamente, se dirijam até a lousa e escrevam uma atividade que realizam ao longo de um dia e que utiliza água. Se necessário, disponibilize um tempo para que tenham a oportunidade de pensar calmamente. Eles podem citar atividades como beber água, cozinhar alimentos, dar descarga, escovar os dentes, lavar as mãos, tomar banho, lavar a calçada, lavar o carro e lavar a roupa.
Orienteos a também refletir e anotar na lousa atividades econômicas que dependem da água. Verifique se eles percebem que esse recurso é necessário na maioria das atividades, como a agricultura, a pecuária, a pesca, a indústria e a geração de energia elétrica. Em seguida, enfatize que, apesar de ser um recurso natural renovável, a água utilizada em nosso dia a dia deve ser de qualidade e pode faltar em alguns
04/10/2025 10:31:00
que discutam entre si a questão da reutilização da água. Proponha a cada grupo que elabore um desenho de uma casa sustentável e explique como seria o sistema de reutilização de água nela. Eles podem citar, por exemplo, a captação da água da chuva para descarga, para lavar a calçada e para regar o jardim, bem como o reaproveitamento da água destinada a lavar roupas para lavar a calçada.
• A atividade proposta nesta seção contribui para o desenvolvimento da Competência geral 2 e das Competências específicas de Ciências da Natureza 2 e 3, pois incentiva os estudantes a utilizarem práticas e procedimentos de investigação científica para analisar, compreender e explicar fenômenos e processos relativos ao mundo natural, como as mudanças de estado físico da água.
• Além disso, as observações realizadas nesse experimento exploram fenômenos que evidenciam algumas propriedades físicas dos materiais, como a solubilidade do sal de cozinha, e podem colaborar para o entendimento do ciclo hidrológico, favorecendo o desenvolvimento das habilidades EF05CI01 e EF05CI02
OBJETIVOS
• Investigar algumas mudanças de estado físico da água.
• Compreender que algumas substâncias dissolvidas na água não evaporam com ela.
• Verificar a movimentação da água entre dois recipientes.
a) Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o processo de separação de misturas por vaporização e as hipóteses sobre a evaporação de determinadas substâncias dissolvidas na água. Esperase que eles considerem que as substâncias vaporizam em temperaturas específicas.
a ) Em sua opinião, algumas substâncias que dissolvemos na água podem evaporar com ela?
• 1 copo de plástico com 225 mL de água
• 1 copo de vidro com altura inferior à da vasilha
• bola de massa de modelar de 2 cm de diâmetro
A.
B.
C.
D.
Resposta nas orientações ao professor.
• filme PVC
• sal de cozinha
• elástico
• colher (de chá)
• vasilha transparente
Adicione três colheres de sal de cozinha no copo de plástico com 225 mL de água e misture bem, até que ele se dissolva completamente na água.
Peça ao professor que coloque o copo de vidro no centro da vasilha transparente. Em seguida, cuidadosamente, despeje a mistura de água e sal dentro da vasilha, ao redor do copo de vidro.
Cubra a vasilha com o filme PVC, mas não o deixe muito esticado.
Com o elástico, prenda o filme PVC na vasilha.

• Na realização da etapa D, oriente os estudantes a não deixarem o filme de PVC nem muito frouxo nem muito esticado. Ele deve vedar a vasilha para impedir que a água saia do sistema e para manter uma região central rebaixada, sem encostar na borda do copo.
• Atente para que os estudantes não manipulem o copo de vidro, evitando possíveis acidentes.
Atenção: Certifique-se de que a vasilha esteja bem vedada. O filme PVC não pode tampar a boca do copo que está no centro da vasilha.
Atenção: Não manuseie o copo de vidro.

E. F. G.
Coloque a bolinha de massa de modelar sobre o filme PVC, na região central. Ela deve formar uma curvatura no filme, direcionada para dentro do copo que está no interior da vasilha.
Coloque a vasilha em um local com incidência direta de luz solar. Mantenha-a nesse local por três dias e observe-a diariamente, anotando os resultados no caderno.

Após os três dias, remova o filme PVC e observe os resultados, anotando-os no caderno.
Atenção: Faça esse experimento em um dia ensolarado. Fique exposto à luz solar somente o tempo necessário para anotar os resultados observados.
Agora, responda às questões a seguir no caderno.
Respostas nas orientações ao professor
1. O que você observou na etapa F do experimento?
2. Explique o que ocorreu com a água para que você pudesse observar os resultados citados na etapa F
3. O que você observou na etapa G do experimento?
4. Explique o que ocorreu com a água para que você pudesse observar os resultados citados na etapa G
3. Reescreva as frases a seguir no caderno, completando-as com as palavras adequadas listadas a seguir.
sólido • líquido • gasoso
a ) No estado físico ■, a água apresenta forma definida.
Resposta: No estado físico sólido, a água apresenta forma definida.
b ) No estado físico ■, a água está sob a forma de vapor e não apresenta forma definida.
Resposta: No estado físico gasoso, a água está sob a forma de vapor e não apresenta forma definida.
c ) No estado físico ■, a água apresenta forma variável de acordo com o local onde ela se encontra.
Resposta: No estado físico líquido, a água apresenta forma variável de acordo com o local onde ela se encontra.
04/10/2025 10:31:01
• Na etapa F, oriente os estudantes a passarem protetor solar e a se exporem à luz solar somente durante o tempo necessário para posicionar a vasilha no lugar desejado.
• Depois que os estudantes responderem a todas as questões, se julgar interessante, faça um desenho na lousa para ilustrar o processo que ocorreu. Represente o vapor de água subindo até o filme de PVC, a condensação e as gotículas de água escorrendo até o copo.
• Na questão 2, esclareça que a condensação ocorreu porque o calor ficou contido dentro da vasilha, enquanto o filme de PVC e a massa de modelar tinham contato com o meio externo, estando, portanto, a uma temperatura menor do que aquela do interior da vasilha. Assim, quando o vapor de água entrou em contato com a superfície do filme de PVC que estava com a temperatura menor, a água condensou.
• Explique para os estudantes que, embora a água de dentro do copo também estivesse evaporando, ela retornava a ele.
Respostas
1. Esperase que os estudantes comentem que observaram, no decorrer dos dias, a formação de gotículas de água no filme PVC, as quais caíam no interior do copo.
2. Esperase que os estudantes mencionem que o calor proveniente da luz solar fez a água aquecer e passar para o estado físico gasoso. Ao entrar em contato com a superfície do filme de PVC, a água se condensou, ou seja, passou do estado físico gasoso para o estado físico líquido, formando gotículas de água, as quais foram direcionadas para o interior do copo de vidro.
3. Esperase que os estudantes respondam que foi possível observar água no interior do copo de vidro e sal ao redor dele, na vasilha.
4. Esperase que os estudantes comentem que somente a água da mistura evaporou, restando sal na vasilha, e que as gotículas de água líquida formadas na superfície do filme de PVC foram direcionadas para o interior do copo.
• Na atividade 3, se os estudantes não conseguirem identificar os estados físicos correspondentes a cada frase, peça a eles que pensem em situações do cotidiano em que observam a água nos seus três estados físicos, como o gelo utilizado em bebidas, a água que eles consomem e o vapor de água do chuveiro, e solicitelhes que utilizem essas situações para identificar a sua forma. Se julgar conveniente, mostre a eles as características relacionadas às formas de água líquida e de água sólida. Para isso, leve recipientes de diferentes formatos.
• As questão desta página colaboram para o desenvolvimento da habilidade EF05CI02, uma vez que os estudantes devem identificar os estados físicos da água. Esses conhecimentos são essenciais para que eles possam entender o ciclo hidrológico e suas implicações no clima e no equilíbrio dos ecossistemas.
Objetivo
• A questão 4 permite avaliar se os estudantes identificam os diferentes estados físicos da água com base nas características que ela adquire em cada um deles.
Sugestão de intervenção
Para auxiliar os estudantes nesta atividade, pergunte se a água no rio apresenta forma definida ou variável, ou seja, se o formato dela depende do local onde ela se encontra. Repita esse questionamento para os outros exemplos retratados nas imagens. Na imagem 2, destaque o formato do iceberg
• A atividade 5 possibilita levantar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre as mudanças de estado físico da matéria. Se eles tiverem dificuldade para identificar alguma transformação, peça que procurem o significado da palavra no dicionário antes de realizar a atividade. Aproveite o momento e peçalhes que citem o estado físico de cada imagem do esquema (vapor de água, a água líquida no recipiente e gelo).
• Caso os estudantes tenham dificuldade para responder à atividade 6, peça a eles que utilizem o esquema da atividade 5 para ajudar. Orienteos a identificar quais são os estados físicos do esquema que acontecem no experimento das páginas 38 e 39 e, na sequência, quais são as transformações que ocorreram.
4. Qual é o estado físico da água representado em cada imagem a seguir?
Resposta: 1 – líquido; 2 – sólido e líquido; 3 – gasoso.



Rio Negro na cidade de Manaus, no Amazonas, em 2025.
Na Terra, a água pode ser encontrada em três estados físicos: sólido, líquido e gasoso. Dependendo da temperatura, pode sofrer alterações em seu estado físico. Essas mudanças são: solidificação, fusão, vaporização e condensação.
5. No caderno, escreva o nome da mudança de estado físico da água que está indicada em cada número. Faça uma pesquisa, se necessário.
Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Representação de estados físicos da água.
6. Escreva no caderno a alternativa que representa o nome das mudanças de estado físico da água que você observou no experimento realizado na seção Vamos investigar.
Resposta: Alternativa b
a ) Vaporização e solidificação.
b ) Vaporização e condensação.
c ) Solidificação e fusão.
d ) Solidificação e condensação.
e ) Fusão e vaporização.
5. Resposta: 1: fusão; 2: vaporização; 3: solidificação; 4: condensação.
1. Resposta: Espera-se que os estudantes comentem que as manchetes abordam a influência da chuva no nível de água dos rios.
Professor, professora: Enfatize aos estudantes que a sigla RS, citada na manchete, refere-se ao estado do Rio Grande do Sul.
Leia as manchetes a seguir, ambas publicadas em 2024.
Chuva eleva nível de rios e cidades do interior do RS voltam a sofrer com enchentes
CHUVA eleva nível de rios e cidades do interior do RS voltam a sofrer com enchentes. Contec Brasil, 17 jun. 2024. Disponível em: https://contec.org.br/chuva-eleva -nivel-de-rios-e-cidades-do-interior-do-rs-voltam-a -sofrer-com-enchentes/. Acesso em: 9 jun. 2025.
Com seca severa, rio Madeira chega a menor nível em quase 60 anos
CHAGAS, Paulo Victor. Com seca severa, rio Madeira chega a menor nível em quase 60 anos. Agência Brasil, 6 ago. 2024. Disponível em: https:// agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-08/ com-seca-severa-rio-madeira-chega-menor-nivel -em-quase-60-anos. Acesso em: 9 jun. 2025.
1. Qual é o assunto abordado nas manchetes?
2. Qual é a relação entre as nuvens, a chuva e a água dos rios?

Chuva sobre o Rio Amazonas no município de Macapá, no Amapá, em 2022.
O movimento da água no ambiente está associado às mudanças de estado físico. Essas transformações geram um movimento contínuo da água no ambiente, chamado ciclo da água ou ciclo hidrológico
A água presente nas nuvens chega aos rios sob a forma de chuva. Mas é possível que a água dos rios retorne às nuvens? Para responder a esta e outras questões, vamos estudar o ciclo da água.
2. Resposta: O objetivo desta questão é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o ciclo hidrológico. Espera-se que eles comentem que a água dos rios e dos córregos evapora, formando as nuvens, e que o vapor de água condensado forma as gotas de água da chuva, que precipitam e elevam os níveis de água de rios e córregos.
carregada de água. Incentiveos a expor os próprios argumentos, promovendo o engajamento deles e acolhendo as respostas dadas, corrigindoas quando necessário.
• Pergunte aos estudantes se eles acham que, assim como a água da vasilha da investigação realizada na seção Vamos investigar, nas páginas 38 e 39, a água dos rios evapora e conden
• As manchetes e as questões desta página contribuem para o desenvolvimento da habilidade EF05CI02 , pois leva os estudantes a explicarem o ciclo hidrológico e a analisarem as implicações dele nos níveis dos rios.
• Na questão 1, se os estudantes apresentarem dificuldade para identificar o assunto das manchetes, verifique se eles conhecem as palavras presentes nelas. Peça a eles que digam o significado do termo enchentes e da expressão seca severa . Depois que eles compreenderem os títulos, questione quais são os elementos em comum nas duas manchetes. Esperase que eles percebam que elas tratam da influência da água nos níveis dos rios. Se julgar interessante, cite problemas relacionados ao aumento excessivo e à diminuição dos níveis de água dos rios.
• Na questão 2 , caso os estudantes não consigam estabelecer uma relação entre as nuvens, a chuva e a água dos rios com o ciclo da água, pergunte a eles de onde vem a água da chuva, o que são nuvens e como elas são formadas. Caso julgue interessante, peçalhes que observem a fotografia e pergunte por que as nuvens estão escuras. Verifique se eles percebem que ela está
04/10/2025 10:31:03
sa. Se responderem que a água dos rios evapora, pergunte a eles qual é o local para onde esse vapor de água vai.
• Explique a eles que a fotografia da chuva sobre o Rio Amazonas foi registrada à distância, quando estava ocorrendo uma chuva. Diga que, quando está chovendo, abaixo das nuvens há esse aspecto de região “embaçada”.
• A abordagem desta página favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI02 , pois fornece subsídios para que os estudantes expliquem o ciclo hidrológico.
• Oriente os estudantes a fazerem a leitura do esquema do ciclo da água seguindo a ordem numérica e as setas.
• Quando fizer a leitura do tópico Vaporização, certifiquese de que os estudantes perceberam a participação dos seres vivos no ciclo da água. Essa atitude pode auxiliá los na resposta à questão 3 desta página.
• Ao abordar o tópico Condensação, diga aos estudantes que, em dias mais frios, a condensação pode ocorrer em baixas altitudes, formando as neblinas. Em regiões onde há rios, também é comum a formação de nevoeiros ao anoitecer, quando a temperatura do ambiente diminui.
• No tópico Infiltração, diga aos estudantes que, no Brasil, existem dois grandes reservatórios de água subterrânea: Aquífero Guarani, localizado em regiões do país, do Paraguai e do Uruguai, e Aquífero Alter do Chão, localizado em regiões do Pará, do Amazonas e do Amapá. Resposta
3. O objetivo desta questão é levar os estudantes a se reconhecerem como seres vivos no ciclo hidrológico. Assim, esperase que eles comentem que participam do ciclo hidrológico quando eliminam vapor de água no ambiente por meio da respiração e da transpiração.
Ciclo da água
com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

Representação das etapas do ciclo hidrológico.
Vaporização
Parte da água presente na superfície dos oceanos, mares, rios e lagos sofre vaporização pela ação da luz solar e dos ventos. Os seres vivos também liberam vapor de água no ambiente, por meio da respiração e da transpiração.
Condensação
O vapor de água sobe e atinge as camadas mais elevadas da atmosfera. A baixa temperatura faz esse vapor sofrer condensação, formando pequenas gotas de água no estado líquido que se juntam e formam as nuvens.
Precipitação
No interior das nuvens, as pequenas gotas de água se unem até formarem gotas maiores, que atingem a superfície terrestre na forma de chuva. Essa água escorre pela superfície e reabastece os reservatórios de água, como rios e mares.
Infiltração
Parte da água que chega à superfície terrestre infiltra-se no solo, atingindo suas camadas inferiores, onde pode abastecer os reservatórios de água subterrânea.
3. Qual é a sua participação no ciclo hidrológico?
Resposta nas orientações ao professor.
Professor, professora: Enfatize aos estudantes que a sigla SC, citada na manchete, refere-se ao estado de Santa Catarina.
de 80km/h em SC
TEMPORAIS provocam granizo severo e ventos acima de 80km/h em SC. Ciram, 5 jun. 2025. Disponível em: https://ciram.epagri.sc.gov.br/index. php/2025/06/05/temporais-provocam-granizo-severo-e-ventos-acima -de-80km-h-em-sc/. Acesso em: 30 jun. 2025.
4. Você já presenciou uma chuva de granizo? Em caso afirmativo, conte aos colegas como é essa chuva.
Em alguns casos, a água presente nas nuvens se solidifica e forma pequenos cristais de gelo, que se tornam maiores e chegam à superfície terrestre como granizo.
Resposta nas orientações ao professor

Além da chuva de granizo, a água presente nas nuvens pode atingir a superfície terrestre como neve, que se forma quando a temperatura no interior da nuvem está abaixo de 0 ° C. Nessa condição, o vapor de água se solidifica e forma cristais de gelo, que se unem e formam os flocos de neve.
Em alguns anos, foi observada a ocorrência de neve na Região Sul do Brasil, o que incentivou o turismo nesses locais.

• Leia com os estudantes a manchete e orienteos a responder à questão 4. Perguntelhes se já ouviram falar de algum prejuízo causado pelas chuvas de granizo, como destruição de telhados de residências e danos a plantações.
• Se julgar conveniente, explique que o granizo se forma em nuvens que têm grande extensão vertical e em cujo interior há correntes de ar. Isso faz com que gotas de água sejam levadas da parte inferior das nuvens para camadas mais superiores e mais frias delas. Essas gotas de água congelam, são movidas para camadas inferiores da nuvem e são novamente capturadas pelas correntes de ar. Durante essa subida, elas se chocam com outras gotas e formam uma nova camada de gelo. Esse processo se repete diversas vezes até que o granizo aumente de tamanho e as correntes de ar não consigam mais sustentálo, o que leva à precipitação sob a forma de granizo.
4. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a compartilharem suas vivências sobre a chuva de granizo com os colegas. Leia a manchete a seguir.
Vista de drone registrando neve em propriedade rural no município de São Joaquim, em Santa Catarina, em 2021.
04/10/2025 10:32:12
• Esta página contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05CI03 , pois leva os estudantes a selecionarem argumentos que justifiquem a importância da cobertura vegetal para a manutenção do ciclo hidrológico.
• Se os estudantes tiverem dificuldade para responder à atividade 5, peça a eles que identifiquem o que está sendo representado na imagem. Verifique se conseguem identificar a grande área sem cobertura vegetal, com o solo exposto, e uma pequena área com árvores. Perguntelhes por que a chuva está ocorrendo apenas sobre a área de vegetação.
• Na questão 6, incentive a troca de ideias entre os estudantes, mediando um diálogo respeitoso entre eles, o que favorece o desenvolvimento da Competência geral 9 da BNCC. Acolha os argumentos dos estudantes, corrigindoos quando necessário. Caso apresentem dificuldades para responder a essa questão, pergunte a eles de que modo os seres vivos, como as plantas que compõem a cobertura vegetal, contribuem para a formação das nuvens e da chuva.
• Após os estudantes responderem à questão 6 , explique que o autor da imagem quis representar a escassez de chuva nas áreas desmatadas para enfatizar a importância da vegetação no ciclo da água, uma vez que as plantas liberam vapor de água por meio da respiração e da transpiração. No entanto, embora também ocorram chuvas nas áreas desmatadas, o desmatamento pode reduzir a quantidade delas na região, a ponto de tornálas escassas em alguns momentos.
5. Professor, professora: A legenda da imagem não foi inserida para não comprometer a realização da atividade.
5. Escreva no caderno a alternativa que corresponde ao problema ambiental representado na imagem.
a ) Queimadas.
b ) Poluição do ar.
c ) Desmatamento.
Resposta: Alternativa c
Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
6. Converse com um colega sobre qual mensagem o autor dessa imagem quer passar ao representar uma nuvem com chuva caindo apenas sobre a área com vegetação.
As plantas, assim como outros seres vivos, participam do ciclo hidrológico. Além de absorver água do ambiente, elas liberam vapor de água por meio da respiração e da transpiração.
Dessa forma, a retirada da vegetação de um local reduz a quantidade de vapor de água na atmosfera, influenciando o ciclo hidrológico, nesse caso, reduzindo a ocorrência de chuvas.
6. Resposta nas orientações ao professor


Os rios voadores são cursos de água na atmosfera terrestre, ou seja, massas de ar ricas em vapor de água e que são carregadas pelos ventos. Essas massas de ar se deslocam do Oceano Atlântico para a região da Floresta Amazônica.
Em condições adequadas, os rios voadores levam chuva por onde passam, sendo responsáveis por grande parte das que ocorrem nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
A vegetação contribui muito para a umidade atmosférica e abastece os rios voadores. Por esse motivo, a Floresta Amazônica é muito importante para alimentar os rios voadores e garantir a manutenção das chuvas em grande parte do mundo.
Massas de ar: grandes volumes de ar identificados por temperatura e quantidade de vapor de água.
Resposta 6. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a relacionarem as plantas à liberação de vapor de água no ambiente e à formação das nuvens, demonstrando, assim, a participação dos seres vivos no ciclo hidrológico. Dessa maneira, esperase que eles percebam que a retirada da cobertura vegetal influencia na ocorrência de chuvas.
• Se julgar interessante, ao trabalhar o boxe Rios voadores com os estudantes, leveos até a sala de informática da escola, em que haja um computador com acesso à internet, e confira com eles um esquema sobre o caminho dos rios voadores no link a seguir:
• O CAMINHO dos rios voadores. Expedição Rios Voadores . Disponível em: https:// riosvoadores.com.br/wp content/uploads/ sites/5/2013/05/diagrama.png. Acesso em: 29 ago. 2025.
A vegetação também influencia o ciclo hidrológico de outras maneiras. Por exemplo, as raízes das plantas localizadas à beira dos cursos de água, a chamada mata ciliar, ajudam a manter as partículas de solo unidas, reduzindo seu carregamento para dentro dos corpos de água.

Mata ciliar no município de Cassilândia, no Mato Grosso do Sul, em 2024.
A retirada da mata ciliar deixa o solo desprotegido, facilitando o carregamento de suas partículas para os cursos de água, o que resulta no chamado assoreamento
O assoreamento reduz a profundidade dos corpos de água, podendo levar à sua extinção.

Vista de drone de pequeno afluente do Rio Jacuí, assoreado por retirada de mata ciliar, no município de Dona Francisca, no Rio Grande do Sul, em 2024.
A retirada da cobertura vegetal diminui a capacidade do solo de absorver e reter a água, o que o torna mais seco e, consequentemente, prejudica o abastecimento dos reservatórios de água subterrânea.

gostam de umidade, formando o que chamamos de matas ciliares e matas galeria. Essas matas são de grande importância para os cursos de água no que diz respeito à proteção dos leitos contra a erosão, à manutenção de microclima estável e à produção de alimentos e abrigo aos organismos aquáticos e terrestres. Há, assim, uma inter-relação constante entre o ambiente físico (água, solos, rochas, temperatura, luminosidade etc.) e o biológico (organismos vegetais, animais, fungos e outros). Forma-se então
Solo ressecado no município de Curaçá, na Bahia, em 2023.
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um ciclo iniciado com o afloramento de água que, por sua vez, ao percorrer o substrato, “lava” os sais minerais que serão absorvidos pelas raízes, as quais ajudam a fixar os solos marginais, dificultando assim a erosão.
[...]
ORLANDI, Angelina Sofia et al Ensino de Ciências por Investigação. São Carlos: CDCC, 2009. p. 50. Disponível em: https://sites.usp.br/cdcc/wpcontent/uploads/ sites/512/2019/06/2009EnsinoCienciasInvestigacao.pdf. Acesso em: 29 ago. 2025.
BNCC
• A abordagem desta página favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI03, pois apresenta aos estudantes a relevância da cobertura vegetal para a conservação dos solos e dos cursos de água, contribuindo para que selecionem argumentos que justifiquem essa importância.
• Depois que os estudantes realizarem a leitura desta página, ressalte que, sem a cobertura vegetal, a chuva e o vento contribuem para o carregamento das partículas de solo em direção aos rios, provocando o assoreamento deles.
• Cite outros prejuízos causados pelo assoreamento: dificuldade de navegação, pois o rio perde profundidade; enchentes em regiões urbanas, pois os sedimentos acumulados no fundo do leito fazem com que a água procure outros caminhos para percorrer, acabando, muitas vezes, em áreas urbanas; perda de biodiversidade, visto que a diminuição da profundidade resulta no aumento da largura do rio, que passa a ter maior área de irradiação do Sol e, consequentemente, aumento de temperatura.
• Leia a seguir um trecho de texto que aborda a relação entre a mata ciliar, o solo, os rios e os seres vivos.
[...] Em solos muito úmidos desenvolvem-se plantas que
• As atividades desta página contribuem para o desenvolvimento da habilidade EF05CI03, pois leva os estudantes a selecionarem argumentos que expliquem a importância da cobertura vegetal para a conservação do solo, dos cursos de água e da qualidade do ar atmosférico.
Objetivo
• A atividade 7 permite avaliar se os estudantes compreenderam a importância da cobertura vegetal para a conservação do solo e dos cursos de água, protegendo os contra a erosão e o assoreamento, respectivamente.
Sugestão de intervenção
Se julgar conveniente, realize com os estudantes o experimento mostrado na imagem desta atividade, o qual contribui para o desenvolvimento da Competência geral 2 e da Competência específica de Ciências da Natureza 2 da BNCC. Isso incentiva os estudantes a exercerem a curiosidade e dominarem procedimentos da investigação científica, o que lhes confere segurança para debater questões científicas e socioambientais, como os impactos da retirada da cobertura vegetal.
No item a, peça aos estudantes que citem os componentes que observam em cada recipiente mostrado na fotografia. No item b, auxilieos comentando que a vegetação diminui o impacto da água no solo e que as raízes da planta estão presas às partículas de solo. Verifique se, com base nessa informação, eles conseguem inferir que o carregamento das partículas de solo pela água será menor no solo com cobertura vegetal.
Para auxiliar os estudantes no item c, pergunte a eles o que acontece com
7. Observe o experimento a seguir e faça as atividades propostas no caderno.
7. a) Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que na amostra 1, o solo está coberto por vegetação; já na amostra 2, ele está sem cobertura vegetal.

7. b) Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que, ao despejar água, o solo da amostra 2 será arrastado em maior quantidade do que o solo da amostra 1, pois a cobertura vegetal contribui para protegê-lo contra a erosão.
a ) Qual é a diferença observada entre as amostras de solo 1 e 2?
b ) O que acontecerá com o solo de cada amostra após a água ser despejada sobre elas?
c ) Imagine que a água despejada no experimento seja uma forte chuva caindo sobre o solo da amostra 2 e que essa água esteja escorrendo para um rio. Explique o que acontecerá com o rio após fortes chuvas.
Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que o rio poderá sofrer assoreamento, pois receberá a água da chuva com partes do solo, reduzindo sua profundidade.
A importância da vegetação para a qualidade do ar atmosférico
Leia a manchete a seguir.
DF está em alerta vermelho para baixa umidade do ar e risco de incêndios florestais
FUZEIRA, Victor. DF está em alerta vermelho para baixa umidade do ar e risco de incêndios florestais. Agência Brasília, 5 set. 2024. Disponível em: https://agenciabrasilia.df.gov.br/2024/09/05/df-esta-em -alerta-vermelho-para-baixa-umidade-do-ar-e-risco-de-incendios-florestais/. Acesso em: 2 jul. 2025.
Professor, professora: Enfatize aos estudantes que DF é a sigla para Distrito Federal.
8. Por que a manchete relaciona a baixa umidade do ar ao risco de incêndios florestais?
Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que a baixa umidade do ar deixa a vegetação mais seca e, assim, aumenta os riscos de incêndio.
9. A vegetação tem influência na umidade relativa do ar? Justifique a sua resposta.
Resposta nas orientações ao professor
10. Quais problemas nosso organismo enfrenta quando há baixa umidade relativa do ar? Faça uma pesquisa, caso necessário.
Resposta: Os estudantes podem citar o ressecamento da pele e das mucosas, irritação dos olhos, sangramento nasal e complicações alérgicas respiratórias.
um curso de água quando as partículas de solo são carregadas até ele e nele se acumulam. Verifique se associam esse acúmulo de partículas de solo em um curso de água ao assoreamento, ou seja, à redução da profundidade do corpo de água.
• Para auxiliar os estudantes na questão 8, explique a eles que as plantas absorvem água do ar atmosférico quando ele está úmido e perdem quando está seco. Diga que isso ocorre principalmente com a vegetação morta que cobre a superfície do solo. Por sua vez, na vegetação verde, a umidade tem menos influência, pois as plantas estão constantemente absorvendo água do solo.
• Para auxiliar os estudantes na questão 9, orienteos a ler novamente o esquema do ciclo hidrológico na página 42, tendo como foco o processo de vaporização.
Resposta
9. Espera se que os estudantes respondam que sim. As plantas, por meio das raízes, absorvem água do solo, sendo uma parte dela retida, enquanto o restante é liberado para a atmosfera através da superfície das folhas na forma de vapor de água pelo processo da transpiração, o que contribui para aumentar a umidade do ar na região.
O ar atmosférico é composto de uma mistura de gases, como o gás oxigênio, o gás carbônico e o vapor de água. A umidade relativa do ar, portanto, depende da água que evapora de rios, lagos e mares, e também pode se originar da transpiração das plantas, que fazem parte do ciclo hidrológico.
Como estudamos, a retirada da vegetação de um local diminui a quantidade de vapor de água na atmosfera, influenciando o ciclo hidrológico. Além disso, essa retirada influencia na qualidade do ar atmosférico, interferindo na composição de gases e de vapor de água, por exemplo.
A retirada da vegetação por meio das queimadas altera ainda mais a composição do ar atmosférico por liberar gases poluentes.

Incêndio florestal no município de Borba, no Amazonas, em 2023.
11. Reproduza o quadro a seguir em seu caderno. Depois, desenhe nele uma seta, indicando o aumento (seta para cima) ou a diminuição (seta para baixo) da quantidade de cada componente do ar atmosférico, como consequência da retirada da cobertura vegetal.
Resposta: Espera-se que os estudantes desenhem setas
Consequência da retirada da cobertura vegetal na quantidade de alguns componentes do ar atmosférico
Componente do ar atmosférico
Gás oxigênio
Gás carbônico
Vapor de água
Quantidade do componente
MODELO
MODELO
MODELO
a ) Compare as suas respostas com as de seus colegas. Conversem sobre o motivo de chegarem a essas respostas.
Resposta nas orientações ao professor indicando a diminuição do gás oxigênio e do vapor de água e uma seta indicando o aumento de gás carbônico.
• A abordagem desta página contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05CI03, pois leva os estudantes a compreenderem a importância da cobertura vegetal para a manutenção do ciclo hidrológico e para a qualidade do ar atmosférico, fornecendo a eles subsídios para selecionarem argumentos que justifiquem essa importância.
• Na atividade 11, caso os estudantes tenham dificuldade para relacionar a retirada da vegetação à diminuição do gás oxigênio e ao aumento do gás carbônico, relembre com eles os gases envolvidos no processo de fotossíntese. Depois que se lembrarem dos gases envolvidos e da água, pergunte se toda a água absorvida pela planta é utilizada na produção de seu alimento ou se ela pode liberar uma parte dela para o ambiente. Resposta 11. a) Esperase que os estudantes respondam que, com a retirada da vegetação, ocorrem a diminuição do gás oxigênio, liberado pelas plantas para a atmosfera, e o aumento do gás carbônico, o qual é absorvido da atmosfera pelas plantas durante a fotossíntese. A retirada da vegetação também resulta na diminuição da quantidade de vapor de água na atmosfera, pois, por meio da transpiração, as plantas liberam esse componente no ar atmosférico.
04/10/2025 10:32:15
• A abordagem desta página e da página 49 favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI02, pois leva os estudantes a analisarem as implicações do ciclo hidrológico na agricultura, no clima, na geração de energia elétrica, no provimento da água potável e no equilíbrio dos ecossistemas.
• A manchete sobre a estiagem no Rio Grande do Sul é um ponto de partida para discutir com os estudantes como o ciclo da água impacta diretamente a vida humana, sobretudo as atividades econômicas, como a agricultura e a pecuária.
• Reforce que a água é um recurso essencial para o crescimento das plantas, pois participa de processos vitais, como a fotossíntese e o transporte de nutrientes. A falta de chuva os compromete, prejudicando o desenvolvimento das lavouras.
• Explique que a estiagem não afeta apenas as plantas, mas também a economia local e a segurança alimentar, já que a redução nas produções agrícola e pecuária pode levar à escassez de alimentos e ao aumento dos preços desses produtos.
• Enfatize que o funcionamento das usinas hidrelétricas depende da água. Dessa maneira, a falta de chuva pode reduzir a produção de energia por essas usinas, afetando, por exemplo, o funcionamento de equipamentos elétricos nas indústrias, residências e hospitais.
• Utilize a fotografia do reservatório com nível baixo para ilustrar visualmente o impacto da estiagem. Aproveite para trabalhar o vocabulário específico, como “estiagem”, garantindo que os estudantes compreendam os termos técnicos.
Leia a manchete a seguir.
RODRIGUES, Adriane B. Estiagem prejudica desenvolvimento das lavouras de verão no RS. Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, 24 jan. 2025. Disponível em: https://www.agricultura.rs.gov.br/estiagem-prejudica -desenvolvimento-das-lavouras-de-verao-no-rs. Acesso em: 2 jul. 2025.
12. Por que a estiagem, ou seja, a falta de chuva, prejudica o desenvolvimento das lavouras?
Resposta: Porque a água é essencial para o desenvolvimento das plantas. Assim, períodos sem chuva prejudicam as plantações.
O ciclo hidrológico influencia diversas atividades humanas. Dessa maneira, alterações que ocorrem no ciclo da água podem prejudicar essas atividades. Como mostrado na manchete, a falta de chuva compromete o desenvolvimento e a reprodução das plantas, prejudicando a agricultura. Além disso, a falta de chuva pode causar a morte de animais, prejudicando a pecuária. Os prejuízos nessas duas atividades econômicas reduzem a produção de alimentos para a população.
A chuva é fundamental para abastecer reservatórios de água. Durante os períodos de seca, o nível de alguns reservatórios de água diminui, afetando a captação e a distribuição da água para a população
A água utilizada nas usinas hidrelétricas também é proveniente de reservatórios de água abastecidos pelas chuvas. Dessa maneira, a falta delas pode reduzir o volume de água nos reservatórios, prejudicando a geração de energia elétrica.

de chuva ou ausência dela.
Reservatório de água com nível baixo em razão da falta de chuvas no município de Apucarana, no Paraná, em 2020.
• Ao abordar os reservatórios de água, promova uma conversa sobre o uso consciente de água nas atividades do dia a dia. Comente que a disponibilidade de água doce para nosso uso é pequena e diminui em períodos de seca. Portanto, não devemos desperdiçar água.
O baixo nível de água nos rios durante o período de seca também pode prejudicar a pesca e a navegação.
Barcos encalhados no lago do Aleixo por causa de seca no Rio Negro, no Amazonas, em 2022.

Além das atividades humanas, o ciclo da água pode influenciar o clima e os ecossistemas. Como estudamos, a água muda de estados físicos no ciclo da água, dessa forma o vapor de água presente na atmosfera é formado a partir da vaporização da água de rios, lagos, mares e oceanos. Esse vapor de água é responsável por absorver e emitir calor na atmosfera, assim a água ajuda a manter a temperatura na Terra.
Quando transfere calor para a atmosfera, a água passa do estado de vapor para o líquido, condensando, e pode precipitar na forma de chuva, neve ou granizo. Essa água pode se deslocar por longas distâncias, causando a chuva em lugares distantes.
O ciclo da água também está relacionado aos ecossistemas e ao equilíbrio deste. Entretanto, as ações humanas têm afetado sua ocorrência. Nos rios da Amazônia, por exemplo, as alterações das chuvas podem mudar a vazão dos rios, favorecendo a ocorrência de cheias, o que pode afetar os seres vivos.

de chuvas intensas, no Amazonas, em 2021.
Ecossistemas: refere-se ao conjunto de seres vivos e sua relação com os componentes não vivos de um ambiente.
13. Quais fatores podem afetar a evaporação da água em um ecossistema e, portanto, o ciclo da água?
Resposta: Fatores como o desmatamento e as queimadas, que reduzem a vegetação de um local, diminuindo a evaporação.
• A ÁGUA e as mudanças climáticas. Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), 23 ago. 2017. Disponível em: https://www. gov.br/ana/ptbr/assuntos/gestaodasaguas/ panorama das aguas/mudancas climaticas recursoshidricos. Acesso em: 29 ago. 2025.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
PIVETTA, Marcos. Aquecimento global acelera ciclo da água e aumenta evapotranspiração.
04/10/2025 10:32:16
Pesquisa Fapesp, 4 abr. 2024. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/aquecimento global acelera ciclo da agua e aumenta evapotranspiracao/. Acesso em: 29 ago. 2025. Esse material traz informações a respeito da influência do aquecimento global na evapotranspiração e, consequentemente, no ciclo da água.
• Ao abordar com os estudantes os prejuízos na pesca e na navegação em razão do baixo nível dos rios durante os períodos de seca, comente que muitas comunidades tradicionais que vivem perto de cursos de água, como os ribeirinhos, dependem da pesca para obter alimento e renda. Além disso, o principal meio de transporte das pessoas dessas comunidades são as embarcações. Se julgar interessante, assista com os estudantes ao vídeo a seguir:
• OS IMPACTOS da estiagem na vida ribeirinha. Agência Cenarium , 16 out. 2023. Disponível em: https://agenciacenarium. com.br/osimpactos daestiagemnavida ribeirinha/. Acesso em: 29 ago. 2025.
• Se julgar conveniente, para auxiliar os estudantes a responderem à questão 13, escreva na lousa o nome de alguns problemas ambientais, como desmatamento, queimadas, erosão do solo e poluição do ar atmosférico. Em seguida, leveos a refletir sobre quais desses problemas podem influenciar a evaporação da água em um ambiente. Aproveite o momento e promova um diálogo sobre as consequências das ações humanas no ambiente e possíveis soluções.
• Comente que as mudanças climáticas têm afetado o ciclo da água. Sobre esse assunto, se julgar interessante, assista com os estudantes ao vídeo a seguir:
Se julgar interessante, leve para a sala de aula três imagens de atividades humanas: de uma ampla área de plantação de soja, de uma indústria lançando poluentes no ar e de uma mineradora extraindo minérios. Organize a turma em três grupos e distribua uma imagem para cada um. Em seguida, oriente os grupos a dialogarem sobre a importância da atividade retratada na imagem, sobre o efeito que essa atividade pode ter no ambiente e nos seres vivos que vivem nele e sobre as possíveis soluções para os problemas gerados por esse impacto.
Em seguida, peça a cada grupo que cole a imagem em uma folha de papel sulfite e escreva um breve texto sobre o que conversaram. Recolha essas folhas, a fim de retomálas com os estudantes após o trabalho com esse tema.
• Ao abordar a manchete e o trecho de reportagem com os estudantes, enfatize que a agricultura, a pecuária e a silvicultura são atividades econômicas importantes. No entanto, quando realizadas de forma inadequada ou ilegal, podem causar grandes danos ambientais, como o desmatamento e a perda da biodiversidade.
• Utilize a fotografia da área agrícola em contato com a área florestal desta página para ilustrar a fronteira entre o ambiente natural e as atividades humanas, facilitando a visualização dos impactos gerados e o diálogo sobre a necessidade de proteção das áreas naturais.
• Sugira que os estudantes pesquisem exemplos de práticas agrícolas sustentáveis. Sobre esse assunto, leia o trecho do texto a seguir. [...]
1. Resposta: As atividades econômicas ilegais. Entre as atividades destacam-se a pecuária, a silvicultura para carvão e a agricultura (plantação de soja).
Leia a manchete e o trecho de reportagem a seguir.
O uso do solo para a pecuária, a silvicultura para carvão e as plantações de soja foram as atividades econômicas que mais contribuíram para a devastação da Mata Atlântica durante a década passada e custaram ao bioma o equivalente a 200 mil campos de futebol de 2010 a 2020. A maioria das ocorrências se deu em pequenas áreas de grandes propriedades privadas e com indícios de ilegalidade.
JERONYMO, Guilherme. Atividades econômicas ilegais ampliaram desmatamento na Mata Atlântica. Agência Brasil, 14 fev. 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-02/ atividades-economicas-ilegais-ampliaram-desmatamento-na-mata-atlantica. Acesso em: 9 jun. 2025.
1. De acordo com o texto, o que ampliou o desmatamento da Mata Atlântica?
A agricultura é uma das principais atividades econômicas do Brasil. No entanto, quando não realizada de maneira sustentável, pode provocar a destruição da vegetação nativa.
Essa vegetação é removida por meio do desmatamento e das queimadas, causando danos tanto ao ambiente quanto aos seres vivos.
Área agrícola fazendo fronteira com uma área florestal no município de Porto Ferreira, em São Paulo, em 2025.

Silvicultura: estudo de técnicas de restauração e conservação de florestas, visando à sustentabilidade, por meio do plantio de árvores.
Professor, professora: Comente com os estudantes que outro problema relacionado à expansão agrícola é o uso crescente de agrotóxicos. Esses produtos podem contaminar o solo, a água e o ar, além de prejudicar muitos seres vivos.
Para que essa intensificação ocorra de maneira sustentável, têm sido geradas e utilizadas diversas tecnologias, tais como novas cultivares e raças mais produtivas com tolerância a pragas e doenças, sistemas de produção integrados, como a integração-lavoura-pecuária-floresta (ILFP) ou a integração lavoura-pecuária (ILP), o manejo integrado de pragas e doenças (MIPD), o sistema de plantio direto (SPD), entre outros.
Mesmo com todos os benefícios da ILPF e do SPD, a pressão sobre o uso da terra e o aumento gradativo
A intensificação sustentável da agricultura é aquela capaz de aumentar o rendimento agrícola, ao mesmo tempo em que reduz seu impacto ambiental e assegura a saúde dos ecossistemas de apoio. [...]
da produtividade exigem uma busca contínua por sistemas agrícolas mais sustentáveis, num contexto de mínimo impacto ambiental e máxima eficiência produtiva e energética.
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SISTEMAS agrícolas mais sustentáveis. Portal Embrapa. Disponível em: https://www.embrapa. br/visaodefuturo/sustentabilidade/sinaletendencia/ sistemasagricolasmaissustentaveis. Acesso em: 29 ago. 2025.
2. No caderno, associe cada matéria-prima obtida da agricultura a seu produto correspondente.
Resposta: A – 3; B – 1; C – 2.

Plantação de soja no município de Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, em 2025.

Plantação de algodão no município de Cristalina, em Goiás, em 2024.

Plantação de cana-de-açúcar no município de Araraquara, em São Paulo, em 2024.
Imagens sem proporção entre si.


abastecendo veículo com etanol. Óleo de cozinha.

3. Escreva, no caderno, as alternativas corretas em relação aos danos causados ao ambiente e aos seres vivos, pelo desmatamento e pelas queimadas.
a ) Destruição do hábitat, dos abrigos e das fontes de alimento de diversos animais.
b ) Alteração do clima, como redução da ocorrência de chuvas e aumento da temperatura.
c ) Exposição do solo à luz solar, aos ventos e à água das chuvas, aumentando as chances de ocorrer erosão.
Resposta: Espera-se que os estudantes percebam que todas as alternativas estão corretas.
seja por meio da agricultura, seja por meio da mineração. Por isso, é importante consumir de maneira consciente, pois a redução do consumo e do desperdício contribui para que menos áreas agrícolas sejam ampliadas e, consequentemente, menos áreas florestais sejam desmatadas. Além disso, reduz a contaminação do ambiente pelas mineradoras.
• Incentiveos a conversar sobre as vantagens de usar o etanol em comparação ao uso dos combustíveis fósseis. Leveos a perceber que o etanol é um biocombustível, razão pela qual é mais sustentável que
os combustíveis fósseis, cuja queima libera poluentes no ambiente.
AVALIANDO
Objetivo
• A atividade 3 permite avaliar se os estudantes são capazes de reconhecer os impactos ambientais causados pelas queimadas e pelo desmatamento realizados para ampliar áreas agrícolas.
Sugestão de intervenção Organize com a turma uma roda de conversa sobre as consequências das quei
• A atividade 2 favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI04, pois leva os estudantes a identificarem os principais usos de algumas matériasprimas obtidas por meio da agricultura, fornecendo subsídios para realizar uma reflexão sobre a agricultura sustentável e o uso consciente de produtos feitos com essas matériasprimas.
• Oriente os estudantes a iniciarem a atividade 2 observando as fotografias da primeira coluna. Pergunte a eles quais são as matériasprimas mostradas, verificando se percebem que a imagem A representa a soja; a imagem B, o algodão; e a imagem C, a canadeaçúcar. Leveos a perceber que o óleo de cozinha pode ser feito com vários vegetais, como a semente de girassol e a soja; o algodão pode ser utilizado na produção de tecidos, utilizados na confecção de roupas, como a camiseta; o etanol é obtido da canadeaçúcar para ser usado como combustível de veículos. Depois dessas percepções, incentiveos a relacionar as imagens das colunas.
• Questione os sobre os impactos gerados pela compra em excesso de produtos e o desperdício de alimentos. Leveos a refletir que, para a produção desses itens, é preciso extrair matériaprima do ambiente,
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madas e do desmatamento. Incentive os estudantes a refletirem sobre cada sentença (a, b e c) desta atividade. Verifique se eles percebem que as plantas são fonte de alimento e abrigo para muitos animais e que a cobertura vegetal influencia o ciclo da água, que, por sua vez, influencia o clima. Além disso, verifique se eles compreenderam que a cobertura vegetal evita que partículas do solo sejam carregadas com a chuva, resultando em erosão.
• Comente com os estudantes que a pecuária, quando realizada de maneira inadequada e não controlada, pode causar impactos no solo. Expliquelhes que, para a criação de pastagens, grandes áreas de vegetação nativa são degradadas, impactando a vegetação e os animais encontrados nessas áreas. Diga que o pisoteamento do gado sobre a vegetação pode acarretar sérios impactos no crescimento dela, causando a compactação e a erosão do solo. Explique que a compactação do solo reduz a porosidade dele, afetando o desenvolvimento das raízes das plantas e a retenção de água.
• Pergunte aos estudantes quais são as consequências da redução ou da retirada de determinados seres vivos do ambiente. Leveos a perceber que, além da perda da biodiversidade, pode ocorrer um desequilíbrio nas cadeias alimentares.
• Se julgar interessante, apresente aos estudantes algumas espécies ameaçadas de extinção no Brasil. Para isso, acesse a seguinte página:
• SALVE: ICMBio. Gov.br Disponível em: https:// salve.icmbio.gov.br/#/.
Acesso em: 29 ago. 2025.
O desmatamento e as queimadas reduzem a quantidade e a variedade de seres vivos no ambiente, como plantas e animais. Além disso, em alguns casos, essas ações podem levar ao desaparecimento de determinados seres vivos. Confira alguns exemplos.
A castanheira-do-brasil é uma árvore encontrada na região amazônica. Ela é procurada por madeireiros, além de muitas vezes ser retirada para a expansão das fronteiras agropecuárias.
Castanheira-do-brasil: pode atingir cerca de 60 m de altura.

A onça-parda é um animal ameaçado de extinção no Brasil. Ela pode ser vítima de queimadas, atropelamentos e caça e sofre pressão pela expansão das fronteiras agropecuárias.
Onça-parda: pode atingir cerca de 2,3 m de comprimento.

Onça-parda.
A redução e o desaparecimento da variedade de seres vivos ameaça a biodiversidade e pode causar o desequilíbrio de ecossistemas.
As atividades industriais emitem gases poluentes na atmosfera, os quais intensificam o efeito estufa. Esse fenômeno está relacionado ao aumento da temperatura média do planeta, o chamado aquecimento global.
O aquecimento global leva ao aumento na temperatura do mar, o que tem provocado, por exemplo, uma redução na disponibilidade de alimentos para os pinguins.
Pinguins-imperadores.
Pinguim-imperador: pode atingir cerca de 1,3 m de altura.

Além de prejudicar diversos seres vivos, o aumento da temperatura média do planeta pode causar o derretimento das calotas polares e elevar o nível do mar.
Professor, professora: Comente com os estudantes que a manutenção das barragens é de responsabilidade da empresa mineradora.
Em novembro de 2015 e em janeiro de 2019, o Brasil sofreu duas tragédias ambientais. Elas aconteceram próximo à Mariana e em Brumadinho, ambas as cidades no estado de Minas Gerais. Nas duas ocasiões, milhões de toneladas de lama se espalharam pelo ambiente em razão do rompimento de barragem, atingindo rios e prejudicando os seres vivos do local. Além disso, foram acidentes que provocaram a morte de várias pessoas.
Áreas destruídas por enxurrada de lama na região de Brumadinho, em Minas Gerais, em 2019.

4. Converse com um colega sobre o que deve ser feito para que tragédias como essas não ocorram mais.
Resposta nas orientações ao professor
As atividades industriais são importantes para o ser humano, pois muitos produtos que utilizamos e consumimos em nosso cotidiano são fabricados nas indústrias.
Muitas indústrias extraem do ambiente os materiais de que necessitam para fabricar seus produtos por meio de uma atividade chamada mineração. O manganês, por exemplo, é um minério extraído do ambiente que pode ser utilizado na produção de aço, metal que compõe veículos e talheres.
Como estudamos, a maioria dos poluentes lançados na atmosfera pelas indústrias são gases de efeito estufa. Gases tóxicos e material particulado, como fuligem, também são emitidos por essa atividade humana. Em geral, esses poluentes são gerados pela queima de combustíveis fósseis, como o óleo diesel, a gasolina e o gás natural.
Dessa maneira, é importante as indústrias utilizarem filtros que ajudem a controlar a emissão desses poluentes.
5. No cotidiano, como podemos contribuir para reduzir os danos causados ao ambiente e aos seres vivos pela atividade industrial?
Filtro de partículas para controle de emissão de poluentes em uma indústria.
5. Resposta nas orientações ao professor.

Se julgar interessante, organize a turma em três grupos e sorteie entre eles os seguintes tópicos: impactos ambientais, impactos sociais e impactos econômicos. Depois, oriente os grupos a pesquisarem informações sobre os respectivos impactos causados pelo rompimento das barragens em Mariana e em Brumadinho. Feitas as pesquisas, orienteos a apresentar, em forma de seminário, as informações obtidas para o restante da turma.
A pesquisa pode ser feita, antecipadamente, por cada integrante dos grupos com familiares ou responsáveis. Depois, em sala de aula, os grupos avaliam e selecionam as pesquisas, obtendo informações confiáveis sobre o tema. Incentive a participação de todos os integrantes do grupo, levandoos a dialogar sobre os tópicos. Faça a mediação desse diálogo garantindo o protagonismo dos estudantes na seleção das informações e o respeito entre os colegas. O acolhimento dos pontos de vista dos colegas de maneira respeitosa favorece o desenvolvimento da Competência geral 9 da BNCC.
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4. Esperase que os estudantes respondam que é necessário que as mineradoras realizem a manutenção e a inspeção das barragens de maneira adequada, bem como que os órgãos responsáveis fiscalizem e cobrem que essa atividade seja feita de maneira segura. 5. O objetivo desta questão é levar os estudantes a refletirem sobre ações do dia a dia relacionadas ao consumo consciente, que contribuem para a redução do consumo, evitando que mais produtos sejam fabricados pelas indústrias.
• A abordagem desta página fornece subsídios para os estudantes construírem argumentos com base em informações confiáveis para defender ideias que promovem a consciência socioambiental, contribuindo para desenvolver a Competência geral 7 e a Competência específica de Ciências da Natureza 5
O assunto abordado nesta página pode ser trabalhado de maneira interdisciplinar com os professores de História e Geografia. Uma sugestão é organizar uma roda de conversa com os estudantes, explicando, de maneira simplificada, o que é a demarcação de Terras Indígenas e a importância dessa ação para os povos originários. Leve os a refletir sobre atitudes que contribuem para a proteção das áreas indígenas.
Sobre a demarcação de Terras Indígenas, você pode ler o trecho do seguinte texto com os estudantes. [...]
O processo de demarcação das terras indígenas é o meio administrativo usado para explicitar os limites do território tradicionalmente ocupado por eles. De acordo com a FUNAI, a demarcação propicia as condições fundamentais para a sua sobrevivência física e cultural e preserva a diversidade cultural brasileira. Além disso, a defesa dos territórios indígenas constitui uma medida estratégica que garante a preservação do gigantesco patrimônio biológico brasileiro e do conhecimento construído pelas populações indígenas a respeito deste. As fases do procedimento demarcatório das terras tradicionalmente ocupadas são definidas por Decreto da Presidência da República. [...]
As terras indígenas são áreas destinadas às comunidades indígenas e têm como objetivo proteger esses povos para que possam manter suas tradições, cultura e formas de se relacionar com o ambiente. No entanto, essas áreas têm sido invadidas para a retirada de recursos naturais sem autorização e sem respeito aos direitos dos povos que ali vivem.
Esse tipo de atividade leva à retirada ilegal de madeira nativa para comercialização, amplia as áreas de desmatamento, afetando diretamente a vida das comunidades indígenas. Muitas vezes, elas perdem acesso a plantas medicinais, áreas de caça e de pesca, o que compromete a sua alimentação, sua saúde e seus costumes.
Outro problema que tem afetado diretamente os povos indígenas é a exploração ilegal de minérios em suas terras por meio do garimpo. Essa atividade utiliza compostos químicos que são lançados na água e no solo, contaminando-os.
Além disso, a presença de garimpeiros e máquinas nas terras indígenas gera conflitos e insegurança, ameaçando a liberdade desses povos.


TERRAS indígenas. Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul. Disponível em: https://atlassocioeconomico.rs.gov.br/ areasindigenas. Acesso em: 29 ago. 2025.
O trecho de texto a seguir cita o desenvolvimento de uma tecnologia que contribui com o monitoramento e a proteção das Terras Indígenas.
Um sistema de monitoramento e gestão territorial tem realizado o mapeamento da produção agroextrativista dos povos que vivem nas Terras Indígenas do Rio Gregório e Kampa do Rio Amônia, no Acre. [...]
O Sistema de Monitoramento e Gestão Territorial foi desenvolvido em parceria com a organização não governamental Conservação Internacional (CI-Brasil) e os povos Yawanawá e Ashaninka. [...]
A inovação trazida pela tecnologia é um diferencial para alertar os indígenas em casos de ameaça de incêndio, de desmatamento, invasão. [...]
GANDRA, Alana. Tecnologia torna monitoramento de terras indígenas mais preciso. Agência Brasil, 19 abr. 2023. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/202304/ tecnologiatornamonitoramentodeterrasindigenasmais preciso. Acesso em: 29 ago. 2025.
1. Resposta: Porque o filho pede todos os produtos novos que aparecem nas propagandas que passam na televisão.
Leia a tirinha a seguir.
2. Resposta: O objetivo desta questão é levar os estudantes a avaliarem o consumo exagerado e os impactos desse hábito para o ambiente, em razão do descarte de produtos.

http://www.arionaurocartuns.com.br/2025/02/tira-consumismo-tv.html. Acesso em: 9 jun. 2025.
1. Por que o pai do personagem da tirinha quer desligar a televisão?
2. Você considera que as pessoas precisam comprar todos os produtos novos que são veiculados em propagandas, como pede o filho na tirinha?
3. O que é feito com os produtos quando eles não têm mais utilidade? Converse sobre isso com um colega.
Resposta nas orientações ao professor
Os recursos naturais são explorados para que vários materiais sejam levados à indústria, onde são transformados em produtos. Isso leva à retirada de materiais do ambiente que, muitas vezes, não podem ser repostos naturalmente.
Para utilizar os recursos naturais, evitando a sua escassez e sua retirada desnecessária, é preciso adotar o consumo consciente. Antes de adquirir um produto, por exemplo, devemos refletir se realmente precisamos dele, evitando comprar sem necessidade.
4. Você já comprou ou pediu a seus pais ou responsáveis que comprassem roupas, tênis, brinquedos, eletrônicos ou outros objetos, mesmo já tendo vários desses itens? Por quê?
Resposta nas orientações ao professor.
Além de consumir de maneira consciente, devemos realizar o descarte adequado dos resíduos sólidos gerados por meio do consumo. Essa atitude reduz o acúmulo de resíduos no ambiente.
a importância do descarte adequado dos resíduos sólidos. Perguntelhes quais são as consequências do descarte inadequado desses resíduos no ambiente. Verifique se eles percebem que os resíduos sólidos podem se acumular no ambiente, pois, muitos deles, são materiais que demoram muitos anos para se decompor. Além disso, podem poluir o solo e os cursos de água, prejudicando os seres vivos que dependem desses recursos, inclusive o ser humano.
• Na atividade 4, incentive os estudantes a pensarem sobre a importância de ter atitudes no dia a dia que contribuam com o consumo consciente. Reforce que não há respostas certas ou
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erradas e que a proposta é refletir sobre o que compramos e por que compramos. Enfatize a importância da responsabilidade social, mostrando que pequenas atitudes individuais podem contribuir para um mundo melhor.
Respostas
3. Esperase que os estudantes respondam que os produtos sem utilidade são descartados em lixeiras e encaminhados para locais adequados. Alguns deles podem ser reutilizados ou reciclados.
4. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a refletirem sobre o próprio consumo.
BNCC
• A tirinha trabalhada nesta página favorece o desenvolvimento da Competência geral 4 e da Competência específica de Ciências da Natureza 6, pois incentiva os estudantes a utilizarem uma linguagem verbal, visual e artística para acessar informações e produzir conhecimento de maneira crítica e reflexiva.
• Além disso, a leitura e a interpretação da tirinha contribuem para o desenvolvimento da habilidade EF05CI05, pois levam os estudantes a refletirem, de maneira crítica, sobre a importância do consumo mais consciente, fornecendo subsídios para que consigam construir propostas coletivas para esse consumo.
• A tirinha é um recurso que propicia iniciar uma conversa sobre o consumismo e o impacto das propagandas no comportamento dos estudantes e de suas famílias. Use o humor da tirinha para engajálos e facilitar a reflexão sobre o consumo exagerado.
• Incentiveos a pensar criticamente sobre a necessidade de comprar todos os produtos que aparecem na mídia. Explique que o consumo desenfreado leva à extração excessiva de recursos naturais, muitos dos quais são finitos ou demoram muito para se regenerar.
• Na atividade 3, leve os estudantes a refletirem sobre
Realize um projeto para trabalhar o consumo consciente e a reciclagem com os estudantes, possibilitando a participação da comunidade escolar. O objetivo dele é promover a educação ambiental, incentivando os estudantes a dialogarem sobre a importância do uso sustentável dos recursos naturais e da destinação adequada dos resíduos sólidos, propondo medidas coletivas que colaboram para o consumo consciente e as soluções tecnológicas para o descarte e a reutilização dos materiais consumidos.
Em um primeiro momento, realize com a turma uma roda de conversa para que os estudantes exponham as consequências do uso excessivo de produtos e da destinação inadequada de resíduos sólidos no ambiente. Em seguida, incentiveos a propor medidas individuais e coletivas que contribuem para a solução desses problemas. Verifique se eles percebem a importância do consumo consciente e da reutilização e da reciclagem dos resíduos sólidos.
Em um segundo momento, organize a turma em grupos e leveos até a sala de informática da escola ou a um computador com acesso à internet e orienteos a pesquisar sobre o desenvolvimento de tecnologias que contribuem para o descarte e a reciclagem de materiais sem uso. Nesse momento, você pode realizar com eles a questão 8 da página 64
Em um terceiro momento, com os estudantes, crie um espaço no ambiente escolar em que eles possam destinar embalagens que possam ser recicladas ou reutilizadas. Oriente os, durante um período, a selecionar esses itens nas próprias residências, com os familiares ou responsáveis, e na escola. Após a coleta, organize a turma em grupos para que realizem um
Outra atitude que contribui com a redução da retirada de materiais do ambiente e com a redução de resíduos sólidos destinados ao ambiente é reutilizar alguns objetos. Podemos reaproveitar os objetos para uma função diferente daquela para a qual foram originalmente produzidos. Observe a seguir.

Garrafa plástica com água.
Garrafas plásticas são produzidas para armazenar água, sucos e outros líquidos.

Imagens sem proporção entre si.
Após o consumo do produto, a garrafa plástica pode ser reutilizada como vaso de planta.
Vaso de planta feito com garrafa plástica.
Há também os objetos que podem ser reciclados. Nesse caso, eles são transformados e sua matéria-prima é utilizada na produção de novos objetos. Observe a seguir.

Papéis usados.

Sacola feita de papel reciclado.
5. Quais atitudes você e seus pais ou responsáveis podem ter no dia a dia que contribuem para um consumo mais consciente?
Resposta nas orientações ao professor
6. Os resíduos orgânicos produzidos em nossa residência, como restos de alimentos, também podem ser reciclados e transformados em adubo natural. Escreva no caderno as letras que antecedem no alfabeto cada uma das letras do código a seguir e descubra o nome desse processo.
Resposta: Compostagem.
D P N Q P U S B H F N INFOGRÁFICO
projeto de confecção de um produto com essas embalagens.
Ao final do projeto, realize uma feira na escola para que os estudantes possam expor à comunidade escolar os produtos criados por eles.
Verifique se, no final do projeto, eles compreendem que o consumo consciente, a reutilização e a reciclagem são práticas que podem envolver a participação de toda a família e da comunidade escolar e que pequenas ações individuais podem gerar grandes impactos positivos para o meio ambiente.
Esse projeto possibilita o desenvolvimento da habilidade EF05CI05 da BNCC.
5. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar atitudes como: verificar a necessidade antes de comprar um produto; reaproveitar objetos e seus materiais para outros fins; usar objetos feitos de materiais reciclados, por exemplo, papéis e embalagens; usar utensílios reutilizáveis, por exemplo, copos e canudos; usar objetos reciclados; entre outras.
Professor, professora: Comente com os estudantes que para a produção de papéis reciclados, no lugar das árvores, são utilizados 1 200 kg de papel usado.
7. A tabela a seguir compara a quantidade de recursos naturais gastos para a produção de uma tonelada de papel.
Quantidade de recursos gastos para a produção de papel
Tipo de papel
Novo
Reciclado
Número de árvores cortadas
Água consumida
50 a 60 100 000 litros
0 2 000 litros
Fonte de pesquisa: CONHEÇA os benefícios da coleta seletiva. WWF, 2 jun. 2008. Disponível em: https://www.wwf.org.br/?14001/. Acesso em: 9 jun. 2025.
a ) Cite quais recursos naturais são utilizados na produção do papel.
Resposta: Árvores e água.
b ) Qual tipo de papel utiliza menor quantidade de recursos naturais para ser produzido: papel novo ou reciclado?
Resposta: Papel reciclado.
8. Uma indústria que trabalha com alumínio realiza o seguinte processo: derrete sucata de alumínio (latas e outros objetos); transforma o alumínio em barras; faz bobinas com lâminas de alumínio; por fim, produz novas latas de alumínio para serem preenchidas com alimentos. Como é chamado o processo realizado por essa indústria e por que ele é importante para o ambiente?
Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que o processo citado é a reciclagem e que isso é importante porque reduz a exploração e a retirada de recursos do ambiente.

Alguns produtos que estão bem conservados, mas que não utilizamos mais, podem ser úteis para outras pessoas ou podem ser reutilizados de outras maneiras.
Criança separando brinquedos que não usa mais para doação.
o desenvolvimento das Competências geral 9 e 10 da BNCC, pois leva os estudantes a exercitarem a empatia e agirem com responsabilidade, tomando decisões com base em princípios sustentáveis e solidários.
• A atividade proposta permite avaliar se os estudantes compreenderam a importância do consumo consciente, da reciclagem, da reutilização e da doação para reduzir os impactos gerados no ambiente pela extração de recursos naturais.
Bobina com lâmina de alumínio para a produção de latas.

Ao final do trabalho com o tema 8, conduza uma atividade para que os estudantes elaborem um texto sobre as maneiras pelas quais o consumo excessivo de produtos pode prejudicar o ambiente e os seres vivos que vivem nele e as atitudes que contribuem para a redução desses impactos.
Verifique se, nos textos, os estudantes mencionam que o consumo em excesso de produtos leva à retirada de mais recursos naturais do ambiente, ação que pode resultar em mais desmatamentos, em razão da necessidade da expansão de áreas
BNCC
• A questão 7 favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI04 , pois incentiva os estudantes a identificarem o uso da água e das árvores para a produção do papel e, além disso, levaos a analisar as vantagens do uso do papel reciclado, uma forma sustentável de utilização dos recursos naturais.
• Para auxiliar os estudantes a responderem aos itens a e b da questão 7, leveos a perceber que as respostas a esses itens estão na própria tabela. Verifique se eles conseguem interpretar a tabela e identificar os dados necessários para concluírem quais recursos naturais são utilizados na produção de papel e qual tipo de papel utiliza a menor quantidade de recursos naturais.
• Na questão 8, pergunte aos estudantes se as latas de alumínio estão sendo usadas para a fabricação de produtos com função diferente daquela para a qual foram criados originalmente ou se a matériaprima das latas, no caso, o alumínio, está sendo utilizada para a produção de novos objetos.
• Se possível, promova com os estudantes uma campanha de doação de brinquedos na escola. Orienteos a, com os familiares ou responsáveis, separar os brinquedos que não utilizam mais e que estejam bem conservados para serem doados. Essa ação favorece
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agrícolas para a produção de mais matériaprima para a fabricação de objetos feitos de vegetais. Além disso, pode aumentar a quantidade de resíduos de minério no ambiente, em razão do aumento da extração de minérios pelas mineradoras para a produção de objetos com esses recursos.
Com base nisso, verifique se eles percebem que é preciso consumir de maneira consciente, reutilizar e reciclar os materiais.
• A abordagem desta página contribui para o desenvolvimento da Competência geral 6, pois leva os estudantes a valorizarem a diversidade de saberes e vivências culturais, apropriaremse de conhecimentos e fazerem escolhas alinhadas ao exercício da cidadania com consciência crítica e responsabilidade.
• Após ler com os estudantes as atividades extrativistas realizadas pelas comunidades tradicionais, se julgar interessante, organize a turma em um círculo para realizar uma roda de conversa sobre esse assunto. Primeiro, incentiveos a expor as próprias opiniões sobre o papel das comunidades tradicionais na conservação do meio ambiente. Em seguida, pergunte se eles acreditam que as práticas sustentáveis dessas comunidades podem ser transferidas para as populações urbanas. Faça a mediação do diálogo entre os estudantes, incentivando a participação de todos e orienteos a acolher a opinião dos colegas com respeito.
• Se julgar conveniente, ao abordar as comunidades tradicionais, leia com os estudantes a definição a seguir.
Os povos e comunidades tradicionais são definidos no Decreto 6.040/2007 como grupos culturalmente diferenciados que têm suas próprias formas de organização social. Os territórios e recursos naturais pertencentes a esses povos são necessários “para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovação e práticas gerados e transmitidos pela tradição”.
[...]
GRUPOS culturalmente diferenciados. IBGE. Disponível em: https://anda.ibge.gov.br/sobre/ povosecomunidadestradicionais. html. Acesso em: 29 ago. 2025.
Como estudamos, é preciso agir como cidadãos responsáveis e consumir de maneira consciente, contribuindo com o uso sustentável dos recursos naturais.
Várias comunidades no Brasil, como ribeirinhos, caiçaras, indígenas e quilombolas, mantêm um modo de vida que ajuda na conservação do ambiente. Muitas pessoas vivem do extrativismo, em que os recursos naturais são explorados sem serem esgotados. Esse tipo de atividade segue a ideia de sustentabilidade.
Na região amazônica, por exemplo, há a exploração do látex, retirado das seringueiras. Nesse processo, os seringueiros extraem o material sem desmatar.

Extração de látex em Xapuri, no Acre, em 2022.
A pesca também é uma atividade extrativista. Ela é caracterizada pela retirada de animais aquáticos do ambiente, respeitando a época de reprodução de cada um deles.

Pescador caiçara pescando no Rio Diana, no município de Santos, em São Paulo, em 2023.
9. De que maneira o modo de vida das comunidades tradicionais contribui para a conservação do ambiente? Converse com um colega sobre isso. Resposta nas orientações ao professor
Ao estudar uma comunidade tradicional, é preciso conhecê-la e identificar os aspectos socioambientais e culturais que a estruturam. Isso pode ser feito por meio da etnocartografia, que sistematiza em mapas os elementos da cultura e da história de uma comunidade.
Por meio do conhecimento etnocartográfico de uma comunidade, é possível conhecer seu modo de vida e como a população se relaciona com o ambiente onde vive.
Resposta 9. O objetivo desta questão é levar os estudantes a refletirem sobre como o uso sustentável dos recursos naturais pelas comunidades tradicionais auxilia na conservação do ambiente, uma vez que elas dependem desses recursos para sua subsistência.
Os mapas permitem visualizar o espaço urbano e como ele é ocupado. Esses mapas agregam informações sobre o local, o que contribui para a valorização do patrimônio histórico e cultural e permite buscar soluções futuras para o desenvolvimento social e econômico da comunidade.
Acompanhe o mapa a seguir.

Fonte de pesquisa: COMUNIDADE caiçara da Sumaca. In: ANDRADE, Anna Maria et al Territórios da Península da Juatinga. Projeto Povos: Território, Identidade e Tradição, 2021. p. 155.
10. Com base na observação da legenda, identifique o tipo de pesca praticado por essa comunidade.
artesanal, pesca de mergulho, pesca de cerco e pesca de lula.
11. Além da pesca, qual é a outra prática realizada por essa comunidade?
Resposta: A comunidade pratica pesca Resposta: Essa comunidade pratica extrativismo vegetal, comércio e plantação por meio das roças.
As populações tradicionais transmitem saberes provenientes de suas culturas ancestrais. Elas cuidam dos recursos naturais com respeito, usando só o que precisa e dando tempo para que o ambiente se recupere. Ao conhecer o seu modo de vida e como tratam a natureza, podemos compreender sua identidade e aprender a utilizar os recursos naturais sem destruí-los.
• Auxilie os estudantes na intepretação do etnomapa desta página. Incentiveos a encontrar nele os itens da legenda, identificando no mapa principalmente as atividades extrativistas, como o extrativismo vegetal e a pesca.
• Por questões didáticas, nesta página foi aplicada apenas uma parte do etnomapa do mapa original da comunidade caiçara da Sumaca, de modo que alguns elementos apresentados na legenda não aparecem, como os elementos que indicam a ponta e o costão.
• Na questão 10, verifique se os estudantes percebem que os elementos que representam a pesca artesanal, a pesca de mergulho e a pesca de lula no mapa estão sobrepostos. Orienteos a verificar na legenda os tipos de pesca realizados pela comunidade e, em seguida, identificálos no mapa.
• Na questão 11, auxilie os estudantes a encontrarem na legenda outras atividades realizadas pela comunidade caiçara da Sumaca, como o comércio, a produção agrícola, representada pelo elemento da roça, e o extrativismo vegetal. Orienteos a identificar essas práticas no mapa.
Existe alguma comunidade tradicional (por exemplo, indígena, quilombola caiçara, ribeirinha etc.) em sua região? É possível pedir aos estudantes que averiguem essa informação e façam uma pesquisa sobre essas comunidades, incluindo nela a investigação sobre aspectos sociais, culturais e ambientais, reforçando que respeitem e valorizem os saberes e modos de vida locais. Esta atividade pode ser realizada em parceria com os professores dos componentes curriculares de História e Geografia. Se possível, tente organizar uma excursão para visitar uma dessas comunidades,
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caso seja viável e autorizada pelos integrantes da comunidade. Os estudantes podem atuar como repórteres, registrando informações e imagens, sempre com autorização, para a produção de um material coletivo. Os registros e as informações podem ser sumarizados em um livro elaborado pelos estudantes, que poderá ser disponibilizado na biblioteca da escola com o intuito de conscientizar a todos sobre a importância e valorização das comunidades tradicionais.
• A abordagem desta seção possibilita o trabalho com o tema contemporâneo transversal Educação ambiental
• Conhecer o gênero textual charge.
• Conhecer o termo biopirataria
• Refletir sobre os impactos da biopirataria no ambiente e nos seres vivos que vivem nele.
• Refletir sobre a importância das campanhas de combate à comercialização de animais silvestres.
• Propor medidas que evitam a biopirataria.
Esta seção pode ser trabalhada de maneira interdisciplinar com o professor do componente curricular de Língua Portuguesa. Vocês podem trabalhar, com os estudantes, o tema contemporâneo transversal Educação ambiental por meio da interpretação e da elaboração de uma charge sobre biopirataria. Em conjunto, auxilieos a interpretar a charge, a compreender os elementos textuais dos quais ela é composta e as principais características dela e a entender o que é o termo biopirataria, refletindo sobre como essa ação pode prejudicar o ambiente e os seres vivos que vivem nele e quais atitudes individuais e coletivas contribuem para combatêla.
EXPLORANDO O TEXTO
Respostas
a) A charge mostra uma situação em que uma pessoa está retirando ilegalmente recursos naturais, como plantas nativas, do ambiente,
A charge é um gênero textual que costuma retratar temas atuais, como questões ambientais, desigualdades sociais, ciência e saúde, de maneira crítica e com humor. Em geral, ela é publicada em jornais, revistas, livros e sites. Observe a charge a seguir.

ARIONAURO. Charge biopirataria no Brasil. Arionauro Cartuns, 16 out. 2019. Disponível em: http://www.arionaurocartuns.com.br/2019/10/ charge-biopirataria-no-brasil.html. Acesso em: 9 jun. 2025.
Agora, responda às questões a seguir oralmente.
a ) Explique que situação a charge mostra.
b ) Em sua opinião, por que essa atitude pode ser prejudicial para o ambiente?
c ) Quais outros seres vivos poderiam passar pela mesma situação?
Os recursos naturais brasileiros têm sido ilegalmente explorados e retirados e, por vezes, levados a outros países. Essa retirada ilegal de recursos naturais para fins de estudo ou exploração comercial é chamada de biopirataria. Ela visa, em muitos casos, o lucro sobre o patrimônio natural brasileiro.
Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia. Respostas nas orientações ao professor
A arara-azul-de-lear é uma ave nativa do Brasil. A comercialização ilegal é uma das principais ameaças a esse animal.
Representação de médica veterinária cuidando de uma arara-azul-de-lear resgatada do comércio ilegal.

sem respeitar as leis ambientais, para leválos a outro local. Assim, esperase que os estudantes identifiquem o tema central da charge e compreendam que ela critica a exploração ilegal dos recursos naturais de um país.
b) Porque a biopirataria causa danos ao ambiente, como a redução da quantidade e da variedade plantas e animais, principalmente nativos, podendo resultar em desequilíbrio dos ecossistemas e perda da biodiversidade. Além disso, prejudica as comunidades locais que dependem desses recursos, como alimento e fonte de renda.
c) Animais silvestres nativos.
• As atividades e questões desse tópico contribuem para o desenvolvimento da Competência geral 7 e da Competência específica de Ciências da Natureza 5, pois levam os estudantes a construírem argumentos com base em informações confiáveis para defender ideias que promovem a consciência socioambiental.
Alguns seres vivos são capturados para serem comercializados. Plantas e animais podem morrer durante a captura ou durante o transporte. Além disso, a redução nas populações de alguns seres vivos pode impactar na sobrevivência de outras, causando sérios desequilíbrios no ambiente.
As espécies de seres vivos da fauna e da flora brasileiras são tão exploradas comercialmente, que, anos atrás, uma empresa estrangeira tentou registrar o nome do cupuaçu como se fosse uma marca, o que gerou protestos, pois o fruto já fazia parte da cultura de muitos povos da região.
Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Esse fruto faz parte da alimentação dos povos indígenas na região amazônica e também de algumas espécies de animais. Do cupuaçu, é possível extrair óleos, além de ser a base para sucos, sorvetes, tortas e geleias.
Dessa maneira, a biopirataria envolve uma série de etapas que podem prejudicar o ambiente e os seres vivos e causar seu desaparecimento.
Cupuaçuzeiro: pode atingir cerca de 18 m de altura.

Respostas nas orientações ao professor
d ) Escreva em seu caderno, com letra cursiva, as consequências que a biopirataria causa ao ambiente.
e ) Em sua opinião, as campanhas de combate ao tráfico de animais são importantes? Justifique sua resposta.
f ) Que medidas você considera necessárias para evitar a biopirataria? Converse com seus colegas sobre atitudes que a população e as autoridades possam ter para reduzir a perda de biodiversidade no Brasil.
g ) Em uma folha sulfite, faça uma charge sobre a biopirataria. Depois, junte-se aos colegas e façam uma exposição das charges da turma.
• No item d, ao realizar a escrita cursiva, verifique se os estudantes fazem a pega de três pontos no lápis, garantindo uma escrita mais confortável.
Respostas
d) A biopirataria pode causar a diminuição ou a extinção de determinados animais e plantas, com consequente perda da biodiversidade e desequilíbrio ecológico. Além disso, pode resultar em prejuízos para os povos tradicionais que dependem de plantas e animais como alimento e fonte de renda.
e) Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a refletirem sobre a importância das campanhas na conscientização da
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população sobre os danos que a comercialização de animais causa nos ecossistemas e no próprio animal. Essas campanhas ajudam a proteger os animais ameaçados, preservando a biodiversidade e promovendo o respeito às leis ambientais.
f) Fiscalização rigorosa, punição para os infratores, educação ambiental, apoio às comunidades tradicionais, incentivo à pesquisa legal e sustentável e campanhas de conscientização são ações necessárias para combater a biopirataria.
g) O objetivo desta questão é que os estudantes façam uma crítica à biopirataria com humor, ironia e criatividade.
• A biopirataria é um problema ambiental que resulta em impactos ambientais e sociais, razão pela qual é uma prática ilegal e nociva.
• Se julgar interessante, leia com os estudantes o trecho da reportagem a seguir sobre a comercialização de animais no Brasil.
No Brasil, país com uma das mais ricas biodiversidades do mundo, estima-se que cerca de 38 milhões de animais são traficados por ano, segundo dados da Organização Social de Interesse Público (Oscip) Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas). De acordo com o Relatório Global sobre a Vida Selvagem e os Crimes Florestais de 2024, elaborado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), mesmo esses números sendo de 2001, não houve uma diminuição satisfatória na estimativa de casos de tráfico de animais silvestres nos últimos anos e eles refletem a gravidade da situação no País.
[...] No Brasil, segundo o portal www.parquedasaves. com.br, os animais silvestres mais procurados para contrabando são as araras, papagaios, periquitos, passarinhos, as rãs venenosas e coloridas e as borboletas.
CORREA, Gabriel. O Brasil é responsável pelo tráfico de 38 milhões de animais silvestres por ano. Jornal da USP, 16 ago. 2024. Disponível em: https://jornal.usp.br/ campusribeiraopreto/obrasil eresponsavelpelotraficode38 milhoesdeanimaissilvestrespor ano/. Acesso em: 29 ago. 2025.
• A questão 2 desta página contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05CI02 , pois leva os estudantes a aplicarem os conhecimentos sobre as mudanças de estado físico da água para explicar o ciclo hidrológico.
• Classificar recursos naturais em renováveis e não renováveis.
Sugestão de intervenção
Caso os estudantes não reconheçam alguns recursos listados, distribua dicionários para que eles possam pesquisar a definição de cada um deles. Anoteas na lousa. Em seguida, organize os estudantes em grupos de três integrantes para refletirem sobre a classificação desses recursos, promovendo a troca de ideias e o esclarecimento de dúvidas.
Leveos a pensar sobre os recursos que são como “recargas” que o ambiente sempre mantém e sobre os “estoques limitados” que demoram muitos anos para serem repostos no ambiente e que podem se esgotar antes dessa reposição.
2. Objetivos
• Analisar o funcionamento de um terrário.
• Constatar e explicar o fenômeno do ciclo hidrológico com base na observação de um terrário.
Sugestão de intervenção
Para auxiliar os estudantes a responderem aos itens da atividade, orienteos a construir um mapa conceitual do ciclo da água, destacando as etapas de evaporação, condensação, precipitação e infiltração.
Escreva as respostas no caderno.
1. Resposta: Recursos renováveis: água, vento e luz solar. Recursos não
renováveis: gás natural, ferro, gasolina, carvão mineral e alumínio.
1. Leia a seguir o nome dos recursos naturais que Carla anotou em seu caderno. Em seguida, reproduza o quadro a seguir em uma folha de sulfite e ajude Carla a classificar esses recursos em renováveis ou não renováveis.
• gás natural
• água
• �ento
• ferro
• carvão mineral
• alumínio
• gasolina
• ondas do mar
• luz solar
Classificação dos recursos naturais
Recursos renováveis
Recursos não renováveis
MODELO MODELO
MODELO MODELO
2. Rebeca montou um terrário em sua aula de Ciências. Nele, ela adicionou água, solo, pequenos animais e plantas, vedou o recipiente e o deixou em um local bem iluminado, mas sem receber luz solar diretamente. Certo dia, ela observou a formação de pequenas gotículas de água na parede do terrário. Confira a seguir.
2. b) Resposta: A formação das gotículas de água na parede do terrário pode ser associada à formação
das gotículas de água no interior das nuvens no ciclo hidrológico.

gotículas de água
a ) De onde veio a água que surgiu na parede do terrário?
Resposta nas orientações ao professor
b ) Que etapa do ciclo da água pode ser associada à formação de gotículas na parede do terrário?
c ) A água é essencial para o desenvolvimento das plantas. Mas por que não é preciso adicionar mais água ao terrário após ele ser vedado? Converse com os colegas sobre esse assunto e responda à questão.
Resposta nas orientações ao professor
das plantas e dos animais e da evaporação da água do solo.
Se julgar interessante, desenhe na lousa um terrário. Em seguida, peça aos estudantes que indiquem no desenho as etapas do ciclo da água que está ocorrendo dentro do terrário.
Respostas
2. a) Esperase que os estudantes comentem que a água presente no ar sob a forma de vapor de água dentro do terrário, ao entrar em contato com a parede dele, que estava mais fria, se condensou, formando gotículas. O vapor de água dentro do terrário é proveniente da transpiração
Outra estratégia é promover uma conversa, incentivando os estudantes a expressarem as próprias dúvidas e hipóteses sobre o que ocorre no terrário, corrigindo conceitos equivocados com perguntas direcionadas.
2. c) Esperase que os estudantes respondam que, por estar vedado, o terrário mantém a água em circulação constante, razão pela qual não é necessário adicionar mais água.
3. Observe a tabela a seguir e responda às questões propostas.
Quantidade de água captada para uso em algumas atividades humanas no Brasil, em 2023
Tipo de atividade Volume de água captado (m 3/s) em 2023
Irrigação 1 052
Abastecimento urbano 491
Indústria 194
Fonte de pesquisa: BRASIL. Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Conjuntura dos recursos hídricos no Brasil 2024: informe anual. Brasília, 2024. Disponível em: https://www.snirh.gov.br/portal/centrais -de-conteudos/conjuntura-dos-recursos-hidricos/conjuntura2024_04122024.pdf. Acesso em: 9 jun. 2025.
Professor, professora: Explique aos estudantes que m 3/s refere-se a metro cúbico por segundo.
a ) No caderno, construa um gráfico de colunas com os dados apresentados na tabela.
Resposta nas orientações ao professor
b ) Qual atividade realizada pelo ser humano captou mais volume de água para uso? E qual captou menos volume de água?
Resposta: Mais volume: irrigação; menos volume: mineração.
c ) Quais atitudes podemos ter no dia a dia que contribuem com o uso sustentável da água?
Resposta nas orientações ao professor
4. Escolha uma das atividades humanas listadas a seguir e converse com um colega sobre como ela pode impactar o ambiente. Em seguida, reflitam sobre atitudes que ajudem a minimizar esses impactos. Anote suas conclusões no caderno.
Resposta nas orientações ao professor.
Agricultura Mineração Indústria
5. Observe a imagem e responda às questões propostas no caderno.
a ) O brinquedo mostrado na imagem é um objeto reutilizado ou reciclado? Justifique.
b ) Dê dois exemplos de objetos reutilizados e dois de reciclados.
5. a) Resposta: Reutilizado, pois apresenta uma utilidade diferente daquela para o qual foi originalmente produzido.
Brinquedo.
5. b) Resposta nas orientações ao professor
avaliar os impactos de uma das atividades humanas descritas na atividade. Orienteos a dialogar sobre esses impactos e sobre as atitudes que ajudem a minimizálos. Se necessário, orienteos a fazer uma pesquisa no próprio livro.
5. Objetivo
• Identificar e diferenciar objetos reutilizados e reciclados.
Sugestão de intervenção
Para auxiliar os estudantes no item b, escreva alguns exemplos de reutilização e de reciclagem na lousa e peça a eles que

os classifiquem. Confira alguns exemplos a seguir.
Respostas
3. a) O objetivo desta questão é incentivar os estudantes a elaborarem um gráfico com linguagem matemática para obter e disseminar conhecimento sobre os usos da água.
3. c) Esperase que os estudantes citem ações que evitam o desperdício de água, como manter a torneira fechada enquanto escovam os dentes ou lavam a louça, reutilizar água da lavagem de roupas ou
BNCC
• A questão 3 favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI04, pois leva os estudantes a identificarem os principais usos da água nas atividades do dia a dia e proporem formas sustentáveis de utilização desses recursos.
3. Objetivos
• Construir gráfico de colunas com base nos dados apresentados em uma tabela.
• Interpretar dados apresentados em uma tabela.
• Propor formas sustentáveis de utilização da água.
Sugestão de intervenção
O item a pode ser realizado com o professor de Matemática. Explique aos estudantes como construir um gráfico de colunas. Em seguida, orienteos na coleta dos dados da tabela. Utilize papel quadriculado, régua e lápis coloridos para facilitar a visualização e a organização das colunas. Para auxiliálos a responder ao item c, peça que reflitam sobre atitudes que conhecem ou praticam para economizar água.
4. Objetivo
• Refletir sobre impactos ambientais causados por atividades humanas.
Sugestão de intervenção
Organize a turma em três grupos, cada um dos quais deve ficar responsável por
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da chuva para lavar a calçada e consumir produtos de maneira consciente.
4. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a refletirem sobre os impactos de determinadas atividades humanas no ambiente e sobre atitudes individuais e coletivas que colaborem com a redução desses impactos.
5. b) Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a refletirem sobre os exemplos do cotidiano que estão relacionados com a reutilização e a reciclagem de materiais.
• A atividade 6 fornece subsídios para o desenvolvimento da habilidade EF05CI03, pois leva os estudantes a descreverem a importância da cobertura vegetal para a conservação dos solos e dos cursos de água.
• A atividade 7 favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI05 , pois incentiva os estudantes a criarem soluções tecnológicas para a reciclagem de materiais consumidos na escola.
6. Objetivo
• Justificar a importância da cobertura vegetal para a conservação do solo e dos cursos de água por meio do preenchimento de uma frase com as palavras adequadas sobre o assunto.
Sugestão de intervenção
Para auxiliar os estudantes, peça a eles que, primeiro, observem a imagem da atividade e, em seguida, solicitelhes que, voluntariamente, expliquem o que ela está representando. Anote as explicações deles na lousa. Depois, defina com eles cada termo entre parênteses, a fim de verificar se reconhecem o significado, facilitando o preenchimento correto da frase.
7. Objetivo
• Pesquisar e conhecer as vantagens do uso dos biocombustíveis.
Sugestão de intervenção
Essa atividade pode ser realizada em casa, com os pais ou responsáveis. Orienteos a buscar as informações em fontes confiáveis.
8. Objetivo
• Compreender a importância do desenvolvimento de tecnologia que ajude a reduzir danos ao ambiente pelo consumo excessivo de materiais.
Professor, professora: A legenda da imagem não foi inserida para não comprometer a realização da atividade.
6. No caderno, reescreva o texto a seguir com a palavra que o completa adequadamente, de acordo com o que está representado na imagem.
Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
A retirada da mata ciliar pelo ■ (desmatamento/reflorestamento) favorece ■ (a erosão/o assoreamento) do rio, provocando ■ (o aumento/a redução) de sua profundidade e afetando os seres vivos aquáticos. Esse processo pode ser ■ (intensificado/amenizado) pela ocorrência de chuvas.
7. A tecnologia é uma importante ferramenta no desenvolvimento de produtos que causam menos danos ambientais, como os biocombustíveis. Faça uma pesquisa sobre as vantagens dos biocombustíveis em relação aos combustíveis fósseis.
Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que os biocombustíveis são produzidos com
8. Leia a manchete a seguir e responda às questões propostas.
8. b) Resposta nas orientações ao professor recursos naturais renováveis, como as plantas, e emitem menos gases poluentes.
Nova tecnologia permite reciclar materiais componentes de baterias elétricas de celulares, notebooks e
JORGE, Marcos do Amaral. Nova tecnologia permite reciclar materiais componentes de bateria elétricas de celulares, notebooks e veículos elétricos. Jornal da Unesp, 4 out. 2021. Disponível em: https://jornal.unesp.br/2021/10/04/nova-tecnologia-permite-reciclar-materiais-componentes -de-baterias-eletricas-de-celulares-notebooks-e-veiculos-eletricos/. Acesso em: 9 jun. 2025.
a ) Converse com um colega sobre a importância do desenvolvimento de tecnologias como a citada na manchete.
Resposta nas orientações ao professor
b ) Junte-se a um colega e pensem em uma solução tecnológica para a reciclagem de materiais gerados na escola onde vocês estudam. Depois, apresentem a proposta para a turma.
6. Resposta: A retirada da mata ciliar pelo desmatamento favorece o
assoreamento do rio, provocando a redução de sua profundidade e afetando os seres vivos aquáticos. Esse processo pode ser intensificado pela ocorrência de chuvas.
Sugestão de intervenção
Apresente aos estudantes notícias que abordem o desenvolvimento de tecnologias que fornecem soluções para a reciclagem, auxiliandoos a desenvolver ideias para a realização do item b
Aproveite o momento e leve os estudantes a refletirem sobre soluções simples e não tecnológicas para a reciclagem, como instalação de lixeiras para coleta seletiva, campanhas de conscientização para incentivar a participação da comunidade escolar e encaminhamento dos materiais recicláveis para cooperativas ou pontos de coleta.
Respostas
04/10/2025 10:36:06
8. a) Esperase que os estudantes respondam que essa tecnologia ajuda a reduzir o impacto ambiental, pois evita o descarte inadequado de resíduos tóxicos presentes nas baterias e reduz a extração de recursos naturais do ambiente.
8. b) Resposta pessoal. O objetivo desta questão é incentivar os estudantes a refletirem sobre soluções tecnológicas para a reciclagem, desenvolvendo a criatividade.
9. Leia o texto a seguir e faça a atividade proposta.
Sacolas plásticas podem causar problemas ambientais, pois, quando são descartadas no ambiente, podem permanecer por centenas de anos, até serem degradadas.
a ) No caderno, escreva uma frase para cada palavra a seguir. Em cada frase, descreva uma atitude que ajude a diminuir os problemas causados pelas sacolas plásticas no ambiente.
Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
10. Escreva no caderno a letra (A, B, C ou D) que apresenta corretamente o nome de cada etapa do ciclo da água representada pelos números.
Imagem com elementos sem proporção entre si.







Representação do ciclo da água.
1: condensação; 2: vaporização; 3: infiltração; 4: precipitação.
1: vaporização; 2: condensação; 3: precipitação; 4: infiltração.
1: precipitação; 2: vaporização; 3: condensação; 4: infiltração.
1: infiltração; 2: vaporização; 3: precipitação; 4: condensação.
Resposta: Alternativa B
a ) Faça um texto explicando como o ciclo hidrológico influencia as atividades humanas.
Resposta nas orientações ao professor
Resposta
9. a) Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a relacionarem as palavraschave a atitudes concretas que podem ser realizadas no dia a dia em relação ao uso de sacolas plásticas e a refletirem sobre a importância do consumo consciente e da responsabilidade ambiental.
10. Objetivos
• Identificar as etapas do ciclo da água.
• Elaborar um texto explicando como o ciclo hidrológico influencia as atividades humanas.
Para auxiliar os estudantes a escreverem o texto no item b, ofereça um roteiro com perguntasguia para facilitar a produção textual, como: “Qual é a importância da água para a agricultura?”; “Quais impactos a redução ou o excesso de chuva pode causar em uma plantação?; “Qual é a importância da água para a geração de energia elétrica e quais são os impactos que a redução na quantidade de chuvas tem nessa atividade?”; entre outros questionamentos.
• A questão 9 favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI04, pois leva os estudantes a proporem formas sustentáveis que contribuem para reduzir o uso de sacolas plásticas.
• A questão 10 desta página contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05CI02, pois leva os estudantes a explicarem o ciclo hidrológico e a implicação dele nas atividades humanas.
• Compreender o impacto ambiental das sacolas plásticas.
• Propor atitudes que ajudam a reduzir os impactos gerados no ambiente pelo uso de sacolas plásticas.
Sugestão de intervenção
Organize a turma em duplas e oriente os estudantes a conversarem sobre as atitudes que podemos ter no mercado e ajudam a reduzir o uso de sacolas plásticas, por exemplo. Verifique se eles percebem que, ao ir às compras num mercado, é possível levar sacolas que são reutilizáveis, como as de tecido, recusando o uso da sacola plástica quando o produto couber na bolsa, por exemplo. Observe, por sua vez, se eles entendem também que colocar o máximo de produtos possíveis na sacola plástica evita o uso desnecessário desse objeto.
04/10/2025 10:36:07
Resposta
10. a) Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a refletirem de que maneira o ciclo hidrológico influencia as atividades humanas, levandoos a concluir que desequilíbrios nele as afetam diretamente. Além disso, a questão faz com que entendam que os desequilíbrios nesse ciclo podem estar relacionados a determinadas atividades humanas.
• Compreender e identificar algumas propriedades físicas dos materiais.
• Identificar materiais bons e maus condutores de calor e reconhecer sua importância no dia a dia das pessoas.
• Definir eletricidade.
• Investigar o processo de eletrização de corpos.
• Investigar a condutibilidade elétrica de alguns materiais.
• Compreender que a energia elétrica pode ser gerada por meio de diferentes tipos de geradores elétricos.
• Conhecer alguns tipos de usina elétrica, suas vantagens e desvantagens.
• Diferenciar circuito aberto de circuito fechado.
• Identificar materiais bons e maus condutores elétricos.
• Perceber a importância da energia elétrica no cotidiano.
• Conhecer atitudes que evitam acidentes com a energia elétrica.
• Refletir sobre atitudes que permitem utilizar a energia elétrica de forma consciente.
• Compreender o que é um ímã.
• Conhecer os polos magnéticos e diferenciá-los.
• Compreender o que é o campo magnético.
• Compreender o funcionamento de uma bússola.
• Compreender o funcionamento de um eletroímã.
• Conhecer o eletromagnetismo e algumas de suas aplicações.

• Nesta unidade são abordadas as propriedades físicas dos materiais, como densidade, solubilidade, elasticidade, condutibilidade térmica, condutibilidade elétrica e magnetismo, bem como as aplicações dos materiais de acordo com essas propriedades.
• O tema 9 aborda as propriedades dos materiais, incentivando os estudantes a descreverem-nas e a perceberem que os materiais são aplicados no cotidiano de acordo com elas.
• No tema 10, abordam-se a eletricidade e os fenômenos naturais relacionados a ela. Já o tema 11 trabalha a condutibilidade elétrica por meio de uma investigação científica, os gera-
dores elétricos e apresenta o funcionamento, as vantagens e as desvantagens das principais hidrelétricas utilizadas na geração de energia elétrica no Brasil.
• No tema 12, abordam-se as principais utilidades da energia elétrica no cotidiano e os cuidados necessários para evitar acidentes ao utilizar esse tipo de energia, além da importância do uso consciente da energia elétrica.
• O tema 13 contempla a propriedade magnética dos ímãs em relação a alguns objetos, a importância histórica da bússola e seu funcionamento.

Leve, resistente e durável, a fibra de carbono é um material que não enferruja e está presente em vários objetos utilizados pelo ser humano, como aviões, foguetes, bicicletas, raquetes de tênis, esquis, varas de pescar e também na construção civil.
Além da fibra de carbono, há muitos outros materiais com diferentes características, utilizados na confecção de vários objetos de nosso dia a dia.
Você acha importante a realização de pesquisas científicas para o desenvolvimento de novos materiais? Justifique sua resposta. 1.
Cite algumas vantagens que o avião mostrado na fotografia tem por ser fabricado com grande porcentagem de fibra de carbono.
Em sua opinião, é importante conhecer as características do material que será utilizado na produção de um objeto? Por quê?
Respostas nas orientações ao professor. 67
que podem ocorrer, como temperaturas muito baixas e muito altas, incidência de luz solar e outras radiações. Em razão dessas situações, alguns objetos devem ser feitos de materiais condutores ou isolantes térmicos, condutores ou isolantes elétricos, elásticos ou rígidos, ferromagnéticos, entre outras propriedades físicas.
• A estratégia inicial sugerida pode auxiliar os estudantes a resolverem as atividades 2 e 3. Enfatize que, dependendo da aplicação do objeto, o material que o
constitui necessita de certas características. Por exemplo, um utensílio usado para cozinhar precisa ser resistente ao calor; um fio utilizado em equipamentos elétricos deve ser bom condutor de eletricidade; uma barra de metal utilizada em construções tem que ser rígida, e assim por diante.
Respostas
1. As características da fibra de carbono possibilitam a fabricação de um meio de transporte mais leve, resistente e durável. 2. Resposta pessoal. O objetivo desta
• As páginas de abertura permitem o trabalho com o tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia, levando os estudantes a refletirem sobre a importância do desenvolvimento de novos materiais com base em técnicas que permitem reduzir o uso de recursos, resultado do conhecimento tecnológico.
• A abordagem desta página também favorece o desenvolvimento da Competência específica de Ciências da Natureza 3 e da habilidade EF05CI01, pois incentiva os estudantes a analisarem e compreenderem características do mundo tecnológico, exercitando a curiosidade com relação às propriedades físicas dos materiais com base nos conhecimentos das Ciências da Natureza.
Inicie o trabalho desta unidade verificando com os estudantes se eles conhecem algum material diferente ou que tenha uma aplicação especial.
Utilize o contexto do avião e pergunte se satélites, foguetes, roupas de astronautas ou outros veículos e utensílios precisam ser feitos de materiais especiais ou ter características específicas. Auxilie os estudantes a identificarem possíveis problemas
04/10/2025 10:37:51
questão é levar os estudantes a refletirem sobre como os materiais são escolhidos para fabricar os objetos e como suas características podem interferir no seu funcionamento.
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem que as pesquisas científicas ajudam, por exemplo, a desenvolver novas tecnologias, aprimorar os materiais disponíveis e melhorar a funcionalidade dos objetos feitos com esses materiais.
• A realização da atividade prática permite o desenvolvimento da Competência geral 2, da Competência específica de Ciências da Natureza 2 e da habilidade EF05CI01, pois incentiva os estudantes a utilizarem procedimentos da investigação científica para compreender fenômenos relacionados às propriedades físicas dos materiais.
• Investigar objetos ou substâncias que flutuam ou que afundam na água.
• Identificar quais características fazem um corpo afundar ou flutuar na água.
a) Resposta pessoal. O objetivo desta atividade é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes a respeito das propriedades de determinados materiais, como a densidade (razão entre a massa e o volume de um corpo).
• Auxilie os estudantes na realização da atividade. As garrafas plásticas devem ser iguais, isto é, ter mesma forma, mesmo tamanho e mesmo material, mudando apenas o que será inserido no interior delas.
• Enfatize que, como as garrafas têm o mesmo volume, ao adicionar areia ou água no interior delas, estamos alterando a massa total delas e, por isso, alteramos a densidade. É a diferença entre a densidade de um corpo e a densidade da água que determina se o corpo flutua, afunda ou fica em posição intermediária.
• Comente que, se o corpo for mais denso do que a água, ele afunda; se o corpo for menos denso do que a água, ele flutua; e se o corpo tiver a mesma densidade da água, ele pode ocupar uma posição intermediária.
a ) Em sua opinião, por que alguns objetos flutuam na água e outros afundam?
Respostas nas orientações ao professor
MATERIAIS NECESSÁRIOS
• 3 garrafas plásticas de 500 mL
• areia
• 500 mL de água
A.
B. C.
• balde transparente
• caneta marcadora permanente
Enumere as garrafas de 1 a 3. Em seguida, encha a garrafa 1 com areia, a garrafa 2 com água e mantenha a garrafa 3 vazia e fechada, contendo apenas o ar atmosférico. Depois, encha o balde com água até a metade da capacidade. Coloque uma garrafa de cada vez dentro do balde com água.

Respostas nas orientações ao professor
Agora, responda às questões a seguir no caderno.
Garrafa 1: com areia; garrafa 2: com água; garrafa 3: com ar atmosférico.
1. O que aconteceu com cada uma das garrafas ao serem inseridas no balde com água?
2. Em sua opinião, por que isso ocorreu?
1. Espera-se que os estudantes respondam que a garrafa 1 afundou na água; a garrafa 3 flutuou; e a garrafa 2 ficou em uma posição intermediária, parte submersa na água e parte fora dela.
2. Espera-se que os estudantes associem a flutuabilidade dos materiais à sua densidade. Os materiais com densidade maior do que a da água afundam. Já os com menor densidade do que a da água flutuam. Os materiais que apresentam densidade igual à da água, por sua vez, ficam em uma posição intermediária.
Provavelmente, você já percebeu que utilizamos diferentes objetos em nosso cotidiano e que eles são feitos de diferentes materiais.
Os materiais apresentam diferentes propriedades. Para estudarmos algumas delas, vamos acompanhar os experimentos a seguir.
Estas duas bolas têm o mesmo tamanho, mas são feitas de materiais diferentes. Uma delas é de poliestireno expandido e a outra é de metal. Observe o que ocorre quando as colocamos em um copo com água.

Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
poliestireno expandido metal
Representação do experimento 1
Agora, vamos verificar a massa da bola de poliestireno expandido e a de metal. Note que, mesmo sendo do mesmo tamanho, a bola de metal tem maior massa que a de poliestireno expandido.

Representação do experimento 2
1. O que aconteceu com as bolas quando foram colocadas no copo com água?
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que a bola de metal afundou na água e a bola de poliestireno expandido flutuou.
2. Em sua opinião, por que isso aconteceu?
Os resultados observados no experimento 1 estão relacionados a uma propriedade dos materiais chamada densidade, que relaciona a massa de um corpo e o volume ocupado por ele.
2. Resposta nas orientações ao professor
que a água, por isso ela flutuou.
04/10/2025 10:37:53
BNCC
• A análise da situação relativa a um fenômeno do mundo natural apresentada nesta página contribui para desenvolver a Competência específica de Ciências da Natureza 3
• Se achar interessante, faça o experimento com os estudantes em sala de aula, utilizando outras bolas de mesmo tamanho, mas de materiais diferentes, como vidro, madeira, plástico e borracha. A realização desse experimento, com os estudantes exercitando a curiosidade e dominando procedimentos da investigação científica, contribui para o desenvolvimento da Competência geral 2 e da Competência específica de Ciências da Natureza 2 da BNCC.
• Comente com os estudantes algumas características do poliestireno expandido (EPS), como leveza, resistência, baixa condutibilidade térmica (isolante) e baixo custo. Esse tipo de material pode ser aplicado na fabricação de embalagens para armazenar alimentos, por exemplo, e na construção civil para isolamento térmico e acústico de paredes, telhados, pisos, entre outros.
• Explique a eles que a densidade, que se relaciona com a flutuação dos corpos, depende da massa e do volume pelo qual a massa está distribuída. Os navios conseguem flutuar porque a grande massa deles e do que carregam está distribuída em um grande volume, de modo que a densidade do navio é menor do que a da água.
Resposta
2. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes com relação às propriedades dos materiais, especificamente a densidade. Eles podem responder que a bola de metal tem maior massa e é mais densa do que a água e, por isso, ela afundou. Já a bola de poliestireno expandido tem menor massa e é menos densa do
Reproduza na lousa as frases a e b, descritas a seguir, e oriente os estudantes a copiá-las no caderno. Depois, retome com eles a resposta dada para a questão 1 da seção Vamos investigar, da página 68, e, com base nela e nos conhecimentos adquiridos sobre densidade, peça aos estudantes que completem as frases utilizando as palavras adequadas entre parênteses.
a) A garrafa 1, que contém areia, ___ (afunda/flutua), pois a garrafa com areia é ___ (mais/menos) densa do que a água.
Resposta: A garrafa 1, que contém areia, afunda, pois a garrafa com areia é mais densa do que a água.
b) A garrafa 3, que contém ar atmosférico, ___ (afunda/flutua), pois a garrafa contendo ar é ___ (mais/menos) densa do que a água.
Resposta: A garrafa 3, que contém ar atmosférico, flutua, pois a garrafa contendo ar é menos densa do que a água.
• A análise da situação apresentada nesta página contribui para desenvolver a habilidade EF05CI01, ao explorar situações da vida cotidiana que evidenciam as propriedades físicas dos materiais, como densidade e solubilidade. Além disso, leva os estudantes a analisarem, compreenderem e explicarem fenômenos relacionados ao mundo natural, exercitando a curiosidade para buscar respostas com base nos conhecimentos das Ciências da Natureza, favorecendo o desenvolvimento da Competência específica de Ciências da Natureza 3
• Verifique se os estudantes percebem que as esferas flutuaram ou afundaram na água em razão da diferença entre as densidades dela e de cada uma das esferas.
• Para iniciar o trabalho com esta página, se possível, realize o experimento apresentado com os estudantes. Depois, peça a eles que conversem sobre o resultado obtido e levantem hipóteses referentes às propriedades dos materiais utilizados, como solubilidade e densidade.
• Em seguida, peça a eles que, em duplas, respondam às questões 3 e 4. Organize as duplas, mesclando estudantes de diferentes perfis, para que possam compartilhar conhecimentos e habilidades.
Resposta 4.b) Espera-se que os estudantes respondam que, no copo 1, o sal e a água formariam uma única camada, pois o sal se dissolve na água e, portanto, não é possível identificá-lo. A mistura de água e sal estaria disposta na parte inferior do copo. O óleo de soja, por sua vez, não é solúvel na mistura de água e sal e é menos denso do que essa mistura; assim, flutuaria
Como observamos nos experimentos 1 e 2, a bola de metal é mais densa que a bola de poliestireno expandido, sendo assim apresenta maior massa. Além disso, a bola de metal também é mais densa que a água, por isso ela afunda. Já a bola de polietileno expandido é menos densa que a água, por isso flutua.
Agora, observe o experimento realizado a seguir.


Os dois copos têm a mesma quantidade de água. No copo 1, foi adicionada uma colher de sopa de sal; no copo 2, a mesma quantidade de areia.
Copos com água e pratos contendo sal e areia.
Note que no copo 1 não conseguimos identificar o sal. Já no copo 2, é possível identificar a areia.
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que o sal se dissolve na água e, por isso, não conseguimos identificá-lo. Já a areia não se dissolve na água, por essa razão podemos identificá-la.
Copo 1 contendo água e sal e copo 2 contendo água e areia.
A propriedade que alguns materiais têm de se dissolver em outro é chamada de solubilidade
3. Por que não conseguimos identificar o sal no copo 1 e identificamos a areia no copo 2?
4. Considere a situação em que 50 mL de óleo de soja sejam adicionados ao copo 1 e ao copo 2 e responda às questões a seguir no caderno.
a ) Quantas camadas seriam identificadas em cada copo nessa situação?
4. a) Resposta: Copo 1: duas camadas; copo 2: 3 camadas.
b ) Como essas camadas estariam dispostas em cada um dos copos? Justifique sua resposta. Para isso, considere a solubilidade e a densidade de cada material adicionado aos copos 1 e 2.
4. b) Resposta nas orientações ao professor
sobre ela. Para o copo 2, espera-se que os estudantes comentem que tanto a areia quanto o óleo não se dissolvem em água e, por isso, seria possível observar três camadas. A areia, mais densa do que a água, seria depositada no fundo do copo; enquanto o óleo, mais denso do que água, flutuaria sobre ela.
• Se julgar pertinente, proponha aos estudantes que representem, por meio de desenhos, as camadas formadas em cada um dos copos da atividade 4, item b. Oriente-os a indicar cada material e suas propriedades relacionadas à solubilidade e à densidade.
• Comente outras situações do dia a dia em que é possível identificar que o óleo é menos denso do que a água com sal, como em casos de derramamento de óleo no mar; aproveite para conversar sobre as consequências para o ambiente. O objetivo é levar os estudantes a aplicarem o conhecimento relacionado à solubilidade e densidade de alguns materiais do cotidiano, para explicar como esses materiais estariam dispostos em uma mistura.
Agora, confira a seguir outras propriedades dos materiais.
A elasticidade é a propriedade que permite ao material retornar ao seu formato original após ser comprimido ou esticado, como o que ocorre com o elástico.
A escrita na lousa com giz envolve a propriedade da dureza O giz é constituído de materiais que têm menor dureza que os materiais da lousa, por isso ele é desgastado ao ser comprimido contra ela. As partes do giz que ficam na lousa permitem enxergarmos o que foi escrito.
Pessoa escrevendo o alfabeto com giz em uma lousa.
Os ímãs são capazes de atrair objetos feitos com alguns tipos de metais, como o ferro. Essa propriedade é chamada de magnética
Ímãs em uma geladeira.
Alguns materiais, como o cobre, são capazes de conduzir corrente elétrica. Essa capacidade está relacionada à propriedade chamada condutibilidade elétrica.
Fios elétricos feitos de cobre.

Imagens sem proporção entre si.
Pessoa puxando um elástico com as mãos.



cobre
Diga para inverterem as posições dos ímãs, um de cada vez, e verificarem se conseguem identificar a atração e a repulsão entre eles. Permita que todos os integrantes do grupo participem da atividade prática.
• Se julgar adequado, explique aos estudantes que, quando polos opostos de dois ímãs se aproximam, surge uma força de atração magnética
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entre eles, e, quando polos iguais de dois ímãs se aproximam, surge uma força de repulsão magnética entre eles.
• Ao trabalhar a condutibilidade elétrica dos materiais, ressalte aos estudantes que nunca devem manipular fios elétricos, principalmente se estiverem desencapados.
• A abordagem desta página favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI01, pois fornece subsídios para os estudantes explorarem fenômenos da vida cotidiana que evidenciam as propriedades físicas dos materiais.
• Ao tratar sobre outras propriedades de alguns materiais, leia os textos desta página em voz alta com os estudantes e peça a eles que explorem as imagens apresentadas.
• Aproveite para apurar se eles conhecem outros tipos de objetos feitos de materiais que se comportam da mesma forma que os trabalhados na página, levantando, assim, os conhecimentos prévios dos estudantes sobre as propriedades dos materiais.
• Leve diferentes tipos de elástico para a sala de aula e explore com os estudantes a deformação de cada um deles, trabalhando a elasticidade dos materiais.
• Se julgar pertinente, ao trabalhar a propriedade magnética dos materiais, providencie alguns ímãs para que os estudantes possam manipular e perceber as forças de atração e repulsão magnéticas. Para isso, organize-os em grupos e distribua dois ímãs para cada um deles.
• Depois, oriente-os a aproximar os ímãs pelos polos e contar o que perceberam.
• O estudo da condutibilidade térmica dos materiais permite o desenvolvimento da habilidade EF05CI01 , pois fornece subsídios para os estudantes explorarem fenômenos da vida cotidiana que evidenciam as propriedades físicas dos materiais. Além disso, leva os estudantes a analisarem e compreenderem fenômenos relacionados ao mundo natural, exercitando a curiosidade para buscar respostas com base nos conhecimentos das Ciências da Natureza, favorecendo o desenvolvimento da Competência específica de Ciências da Natureza 3
• Para que os estudantes compreendam a propriedade da condutibilidade térmica dos metais, convide-os para uma atividade no pátio da escola ou em outro local no qual haja uma parte exposta à radiação solar. Exponha, por alguns minutos, moedas metálicas à radiação solar e, com elas, coloque objetos de diferentes materiais disponíveis na escola, como borracha escolar e objetos de madeira, de plástico ou de vidro. Ao final, mostre aos estudantes que a moeda fica mais aquecida que os outros objetos.
• Utilize também o contexto do preparo de alimentos com panelas de metal. Pergunte aos estudantes o que aconteceria se a panela fosse feita de outros materiais, como baquelita, plástico ou madeira. Verifique se eles comentam as consequências do aquecimento de cada material, como derreter, incendiar-se e dificultar a transferência de calor para os alimentos.
Os materiais também podem apresentar a propriedade da condutibilidade térmica. Essa propriedade está relacionada à capacidade de conduzir calor.
Os metais, por exemplo, conduzem calor com facilidade e, por isso, são chamados de bons condutores de calor. Outros materiais, como a madeira, o vidro, o plástico e o poliestireno expandido, conduzem o calor mais lentamente. Eles são chamados de maus condutores de calor ou isolantes térmicos.
Observe o exemplo a seguir.

O calor se refere à energia trocada entre corpos com diferentes temperaturas. Essa transferência de energia ocorre espontaneamente do corpo de maior temperatura para o corpo de menor temperatura.
O cabo de leiteiras e panelas geralmente é feito de baquelita, um material que é mau condutor de calor. Essa propriedade ajuda a evitar queimaduras nas mãos da pessoa que manipula esses utensílios de cozinha.
A parte da leiteira que é colocada sobre a chama do fogão é feita de metal, como o alumínio. Ela recebe o calor proveniente da chama do fogão e se aquece. Como o alumínio é um bom condutor de calor, a energia do fogo é transferida facilmente para a água e o alimento, aquecendo-os.
Água no interior de uma leiteira de metal sobre a chama de um fogão.
Materiais isolantes térmicos podem ser utilizados em vários objetos do nosso dia a dia. Observe a seguir outros exemplos.
Placas de poliestireno expandido podem ser instaladas em paredes e lajes de residências para impedir variações bruscas de temperatura nos ambientes internos, pois esse material é isolante térmico.
Pessoa colocando placa de poliestireno expandido na parede de uma residência.

A lã é usada na confecção de roupas de frio, pois é um material isolante térmico, que contribui para manter o calor do corpo em dias frios.
• Ao apresentar exemplos de materiais do dia a dia que se comportam como isolantes térmicos, comente com os estudantes que essa propriedade também pode ser observada em materiais utilizados para a proteção de fios elétricos, impedindo que eventuais aquecimentos possam provocar incêndios.
5. Resposta: A – elasticidade; B – condutibilidade térmica; C – condutibilidade elétrica; D – propriedade magnética.
5. No caderno, escreva a propriedade do principal material que compõe cada objeto indicado nas imagens. Utilize os termos listados a seguir.
condutibilidade elétrica • elasticidade propriedade magnética • condutibilidade térmica Imagens sem proporção entre si.




Agora, associe as imagens à definição da propriedade do material representada nela.
Resposta: A – 3; B – 4; C – 1; D – 2.
Refere-se à capacidade do material de conduzir corrente elétrica.
Refere-se à capacidade do material de atrair objetos feitos de alguns tipos de metais.
Refere-se à capacidade de um material voltar à sua forma original, após ser esticado ou comprimido.
Refere-se à capacidade de um material de conduzir calor.
Agora que você estudou diferentes propriedades dos materiais, vamos estudar a seguir assuntos relacionados a duas dessas propriedades: a condutibilidade elétrica e a propriedade magnética dos materiais.
Objetivo
• A atividade 5 permite verificar se os estudantes reconhecem as propriedades físicas de determinados materiais que compõem objetos de uso cotidiano.
Sugestão de intervenção
Caso os estudantes tenham dificuldade de relacionar os materiais que compõem os objetos mostrados nas imagens A, B, C e D às suas propriedades, peça a eles que retornem às páginas 71 e 72 desta unidade e observem as imagens.
• A atividade 5 contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05CI01, pois incentiva os estudantes a explorarem situações da vida cotidiana que evidenciam as propriedades físicas dos materiais, como magnética, elástica e condutibilidade elétrica e térmica.
• Ao trabalhar a atividade 5 com os estudantes, explore as imagens da página descrevendo-as e leia as legendas em voz alta com eles. Aproveite para verificar se eles conseguem perceber a quais propriedades os materiais que constituem os objetos das imagens se relacionam, retomando os conceitos estudados anteriormente sobre as propriedades de diferentes tipos de materiais.
• Comente que as luvas usadas para retirada de alimento do forno na fotografia B, utilizadas em cozinhas, são feitas de um tecido especial resistente ao calor, sendo forradas com material isolante térmico. Esse conjunto de materiais permite que a pessoa toque em superfícies aquecidas por certo tempo sem se queimar.
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Em seguida, oriente-os a comparar as fotografias apresentadas na atividade, a fim de associá-las de forma correta às propriedades dos materiais.
Converse com os estudantes sobre cada uma das propriedades dos materiais citadas na atividade e comente as respostas deles, acolhendo-as e corrigindo alguns equívocos, se necessário. Se considerar pertinente, leve para a sala de aula outras imagens que envolvam as propriedades físicas dos materiais, orientando os estudantes a relacionarem-nas com situações que fazem parte do dia a dia deles.
• O experimento desta página contribui para o desenvolvimento da Competência geral 2, das Competências específicas de Ciências da Natureza 2 e 3 e da habilidade EF05CI01, uma vez que os estudantes utilizam procedimentos de investigação científica para analisar, compreender e explicar um fenômeno relativo ao mundo natural – a eletrização dos materiais –, exercitando a curiosidade para buscar respostas com base nos conhecimentos em Ciências da Natureza.
OBJETIVOS
• Observar o fenômeno de eletrização dos materiais.
• Compreender como ocorre o processo de eletrização por atrito.
Resposta
a) Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levantar os conhecimentos dos estudantes em relação aos processos de eletrização, incentivando-os a elaborar hipóteses sobre esse processo.
• Para obter o resultado esperado com o experimento, é importante que ele seja realizado em um dia com baixa umidade do ar.
Respostas
1. Espera-se que os estudantes respondam que os pedaços de papel picado foram atraídos pelo balão de festa.
2. O objetivo desta questão é resgatar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre os processos de eletrização. Eles podem citar que o balão de festa ficou eletrizado após o atrito (processo de eletrização por atrito) e que, por isso, atraiu os pedaços de papel picado.
Alguns dos primeiros relatos relacionados a fenômenos elétricos são creditados ao filósofo grego Tales de Mileto (624 a.C.-556 a.C.). Ele verificou que, após ser atritado em pele de cordeiro, um pedaço de âmbar era capaz de atrair pequenos pedaços de palha ou de folha.
Âmbar: resina vegetal fossilizada.
VAMOS INVESTIGAR
Pedaço de âmbar atraindo penas.

Resposta nas orientações ao professor.
a ) Um balão de festa pode movimentar pequenos pedaços de papel à distância? Como você faria para verificar isso?
MATERIAIS NECESSÁRIOS
• balão de festa
A. B. C. D.
Pique a folha de papel sulfite em pedaços pequenos.
Encha o balão de festa e amarre-o.
Esfregue o balão de festa várias vezes em seu cabelo.
Aproxime o balão de festa dos pedaços de papel e observe o que ocorre.
• 1 folha de papel sulfite

Pessoa aproximando balão de festa de papel sulfite picado.
Agora, responda às questões a seguir no caderno.
1. O que aconteceu quando você realizou o procedimento D?
2. Como você explica os resultados observados no procedimento D?
Respostas nas orientações ao professor
Se possível, realize com os estudantes a brincadeira Cabo de guerra elétrico. Para isso, leve para a sala de aula dois balões de festa, uma lata de alumínio vazia e uma fita adesiva.
Organize a turma em dois grupos, com estudantes de diferentes perfis, para que possam compartilhar conhecimentos e habilidades. Depois, distribua um balão de festa para cada grupo.
Em uma mesa da sala de aula ou outro local que julgar adequado, cole um pedaço de fita adesiva no centro dela, representando a largada,
e, em cada uma das extremidades da mesa, por volta de 30 cm, cole um pedaço de fita adesiva para representar as duas chegadas.
Coloque a lata de alumínio sobre a linha central da mesa e convide um integrante de cada grupo para iniciar a brincadeira. Oriente-os a esfregar por diversas vezes o balão de festa nos cabelos e, ao seu sinal, eles devem aproximá-los da lata, mas sem tocá-la, puxando-a para o seu lado.
Explique aos estudantes que ganha a brincadeira aquele que conseguir levar primeiro a lata até a linha de chegada que representa seu grupo.
1. Você já observou o fenômeno apresentado na fotografia? Você acha que ele está relacionado à eletricidade?
Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre os raios.
Tempestade com ocorrência de raios em Brasília, no Distrito Federal, em 2025.

A eletricidade está presente em alguns fenômenos naturais, como os raios. Esses fenômenos são descargas elétricas na atmosfera terrestre que resultam em um clarão, conhecido como relâmpago, e em um ruído característico, conhecido como trovão.

Os raios podem causar incêndios em ambientes naturais e urbanos, danificar equipamentos elétricos, causar ferimentos e até mesmo a morte de seres vivos. Em razão do tamanho do seu território e do clima, o Brasil é o país recordista na incidência de raios.
Para evitar alguns desses problemas, utiliza-se um equipamento conhecido como para-raios, que geralmente é instalado no topo de algumas construções.
A haste metálica do para-raios atrai as descargas elétricas e as conduz ao solo, protegendo, assim, as construções e os seres vivos.
Nosso corpo também pode ser eletrizado por causa do atrito de nossas roupas com outros materiais. Essa eletrização pode ser percebida quando tocamos objetos metálicos ou outras pessoas e levamos um pequeno choque elétrico.

Pessoa tocando uma maçaneta e sofrendo uma pequena descarga elétrica (choque elétrico).
2. Você já sentiu um pequeno choque elétrico ao tocar algum objeto metálico? Em caso afirmativo, conte aos colegas como foi.
Resposta pessoal. O objetivo desta questão é incentivar a participação dos estudantes e levá-los a compartilhar as suas vivências sobre o assunto com os colegas.
• ESTUDO do Inpe explica como se formam os raios ‘invertidos’. Agencia Fapesp, 4 out. 2019. Disponível em: https://agencia.fapesp.br/ estudo-do-inpe-explica-como-se-formam-os -raios-invertidos/31604. Acesso em: 15 jul. 2025.
COMPLEMENTARES
GRUPO DE ELETRICIDADE ATMOSFÉRICA (Elat). Mortes por raios no Brasil (2000-2019). Disponível em: http://www.inpe.br/webelat/ imagesNovoLayout/arte/Infografico_Mortes_ Raios_2000-2019_alta.jpg. Acesso em: 15 jul. 2025.
• Ao abordar a descarga elétrica atmosférica e os pequenos choques aos quais estamos sujeitos no dia a dia, esta página contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05CI01 , pois nela os estudantes estudam fenômenos da vida cotidiana que evidenciam a propriedade de condutividade elétrica e a eletrização dos materiais.
• Ao trabalhar a questão 1, verifique se os estudantes relacionam o fenômeno natural apresentado na fotografia à eletricidade. Caso eles tenham dificuldade para responder à questão, pergunte se já ouviram falar sobre a necessidade de retirar os equipamentos elétricos da tomada durante uma tempestade e questione se essa recomendação pode ajudá-los a entender se os raios têm alguma relação com a eletricidade.
• Se julgar conveniente, mostre aos estudantes algum vídeo em câmera lenta de uma descarga elétrica atmosférica, para que eles possam observar a descarga descendo das nuvens até a superfície da Terra. Diga a eles que também podem ocorrer os raios ascendentes, que são iniciados na ponta de um para-raios ou de uma torre. Leia mais informações sobre os raios ascendentes na página a seguir.
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GRUPO DE ELETRICIDADE ATMOSFÉRICA (Elat). Proteção contra raios. Disponível em: http://www.inpe.br/webelat/docs/Cartilha_ Protecao_Contra_Raios_Brasil_2020.pdf. Acesso em: 15 jul. 2025.
Esses materiais apresentam, respectivamente, um infográfico com as principais circunstâncias de fatalidades por raios no Brasil e uma cartilha com dicas de como se proteger dos raios.
• O experimento proposto nesta página contribui para o desenvolvimento da Competência geral 2 e das Competências específicas de Ciências da Natureza 2 e 3, pois possibilita aos estudantes dominarem procedimentos da investigação científica, levando-os a analisar, compreender e explicar a propriedade de condutividade elétrica de alguns materiais com base em conhecimentos das Ciências da Natureza. Além disso, incentiva os estudantes a explorarem fenômenos da vida cotidiana que evidenciam propriedades físicas dos materiais, no caso, a condutibilidade elétrica, o que favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI01
OBJETIVOS
• Observar o funcionamento de um circuito elétrico.
• Diferenciar materiais condutores de materiais isolantes.
• Primeiro, avalie se algum estudante da turma precisa de adaptação para realizar esta atividade a fim de que ela seja feita de acordo com as necessidades dele.
• Leia em voz alta com os estudantes a questão a. Se eles apresentarem alguma dificuldade para identificar essa característica, diga que no interior do fio há um material condutor de corrente elétrica, a qual deve permanecer circulando apenas nessa porção do fio. Dessa maneira, a parte inferior do fio deve estar envolvida por um material que não seja capaz de conduzir a corrente elétrica.
Resposta a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem que esses materiais não devem ser condutores de corrente elétrica, a fim de evitar choques elétricos e curtos-circuitos.
a ) Qual é a principal característica que um material deve ter para ser usado para encapar fios elétricos?
• 3 pedaços de fio de cobre de 10 cm de comprimento
• 4 garras metálicas tipo jacaré
Resposta nas orientações ao professor
• 2 pilhas AA
• LED de alto brilho
• fita isolante
• clipe de metal
• borracha escolar
• caneta de tubo plástico
• grafite 0,7 mm
• papel-alumínio
Peça a um adulto que desencape 2 cm das extremidades dos três fios de cobre. Em dois fios, prenda a garra metálica em uma das extremidades, deixando a outra livre. No terceiro fio, prenda uma garra metálica em cada extremidade.
Fixe firmemente uma pilha à outra com a fita isolante, conectando o polo positivo de uma pilha ao polo negativo da outra.
C.
Fixe a extremidade livre do primeiro fio no polo positivo do conjunto de pilhas com fita isolante. Na sequência, prenda a garra metálica desse fio no polo positivo do LED (conector maior). Certifique-se de que a parte desencapada do fio esteja em contato com o polo positivo das pilhas.
D. E.
F.
Fixe a extremidade livre do segundo fio, com a fita isolante, no polo negativo do conjunto de pilhas, deixando a garra metálica livre. Certifique-se que nessa conexão a parte desencapada do fio esteja em contato com o polo negativo das pilhas.
Conecte uma das garras metálicas do terceiro fio no polo negativo do LED (conector menor) e deixe a outra livre.
Encoste as garras metálicas livres em diferentes materiais: clipe de metal, borracha escolar, caneta plástica, grafite 0,7 mm e papel-alumínio. Anote os resultados no caderno.
• Na etapa B, oriente os estudantes a verificarem corretamente os polos das pilhas antes de fixá-las com fita adesiva e a analisarem se elas estão se tocando adequadamente.
• Antes de os estudantes começarem a testar os materiais na etapa F, peça a eles que verifiquem se todas as conexões dos condutores estão bem fixadas (as partes metálicas dos fios, os contatos das pilhas e do LED), para que a passagem de corrente elétrica possa ocorrer.
primeiro fio

terceiro fio
pilhas
segundo fio
Experimento montado.
Agora, responda às questões a seguir no caderno.
Respostas nas orientações ao professor.
1. O LED acendeu ou permaneceu apagado ao encostar as garras metálicas em cada um dos materiais?
2. Quais dos materiais testados são considerados bons condutores de energia elétrica? Justifique sua resposta.
3. Quais dos materiais testados são considerados maus condutores de energia elétrica? Justifique sua resposta.
4. Com base na prática realizada, como você responderia à questão inicial?

1. Espera-se que os estudantes respondam que os materiais que não acendem o LED são: caneta plástica e borracha; e os que acendem: grafite, clipe de metal e papel-alumínio.
2. Espera-se que os estudantes respondam que o grafite, o clipe de metal e o papel-alumínio são bons condutores de energia elétrica, pois, ao serem testados no circuito, permitiram a passagem da corrente elétrica, o que pôde ser constatado pelo funcionamento do LED.
A energia elétrica que utilizamos diariamente é fornecida por geradores elétricos, que podemos exemplificar com as pilhas e as baterias. No interior delas, ocorrem reações químicas que geram energia elétrica.
Atualmente, vários modelos de pilhas e de baterias são fabricados de acordo com as necessidades de cada aparelho elétrico.
3. Espera-se que os estudantes respondam que a caneta plástica e a borracha são maus condutores de energia elétrica, pois, ao serem testados no circuito, não permitiram a passagem da corrente elétrica, o que pôde ser constatado ao observar que o LED não acendeu.
4. Espera-se que os estudantes comentem que os materiais mais adequados para encapar fios elétricos são os maus condutores de energia elétrica, como a borracha e o plástico.
• Alerte os estudantes para não tentarem reproduzir esse experimento em fios da rede elétrica ou com outros materiais, pois pode ser perigoso. A forma como o experimento é realizado nesta página assegura que não haverá voltagem suficiente para causar um choque elétrico e que nenhum material superaquecerá e causará queimaduras.
• Na atividade 1, para que os estudantes apresentem seus resultados de forma organizada, oriente-os a criar um quadro no caderno e registrar os resultados observados. Auxilie-os caso necessário.
• Incentive os estudantes a compararem os resultados que obtiveram na prática com os dos colegas. Caso algum deles tenha chegado a resultados diferentes dos obtidos pelos demais, incentive-o a investigar o motivo dessa diferença no resultado. Peça à turma que elabore uma conclusão coletiva a respeito dos resultados obtidos e discuta a resposta dada à questão inicial.
• Se considerar pertinente, avalie a mudança de estratégia dos registros das observações, de acordo com as características da turma, e diga a eles que o registro também pode ser feito por meio de fotografias, de desenhos, de apresentações orais, entre outros.
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• Se julgar interessante, para a abordagem sobre pilhas e baterias, peça com antecedência aos estudantes que levem para a sala de aula brinquedos que utilizem pilhas e baterias. Em seguida, oriente cada um a observar o tipo de gerador elétrico utilizado em seu brinquedo e a compará-lo com os dos colegas. Você também pode selecionar previamente aparelhos ou brinquedos com diferentes tipos de pilha e levá-los para a sala de aula.
• Ao apresentar as usinas hidrelétricas, enfatize para os estudantes a importância da queda de água nesse sistema, pois é necessário que a água mova as turbinas para ocorrer a geração de energia elétrica. Pergunte se eles acham que a energia fica armazenada em algum local/dispositivo antes de chegar às casas e explique que ela é consumida ao mesmo tempo que é produzida. Ao sair da usina, a energia percorre milhares de quilômetros nos fios, passando por linhas e torres de transmissão, onde ocorrem diversas mudanças de voltagem e, finalmente, a sua utilização nas residências.
MARCOLIN, Neldson. Rotas da eletricidade. Revista Pesquisa Fapesp, dez. 2005. Disponível em: https://revistapesquisa. fapesp.br/rotas-da -eletricidade/.
Acesso em: 16 jul. 2025. Esse texto aborda a primeira usina hidrelétrica brasileira a gerar energia para a população, inaugurada no ano de 1889, em Juiz de Fora, em Minas Gerais.
• Depois de ler as informações sobre as usinas eólicas, explique aos estudantes que os parques eólicos podem ser instalados tanto em terra quanto no mar. No Brasil, elas estão concentradas no Nordeste, onde há condições mais favoráveis para a produção de energia eólica. Porém, ainda que haja muito vento, um local não pode contar apenas com a energia eólica, pois esses fenômenos podem ser muito irregulares e nem sempre será possível gerar energia quando necessário.
• Ao trabalhar o texto sobre usinas solares, verifique com os estudantes se eles já observaram placas semelhantes às da imagem em
Nas usinas elétricas, que geram energia elétrica para as cidades e para outros locais, também há geradores elétricos.
Os geradores elétricos dessas usinas transformam outros tipos de energia, como a solar, a mecânica e a térmica, em energia elétrica. Eles podem ser acionados pelo movimento da água, por ventos, pelo vapor de água, pela energia solar, entre outros recursos.
Os tipos de usinas elétricas mais recorrentes no Brasil são: usina hidrelétrica, usina termelétrica, usina eólica, usina termonuclear e usina solar.
Vamos conhecer a seguir cada uma delas.

Nas usinas eólicas, os ventos fazem as hélices dos aerogeradores girarem, acionando os geradores elétricos que transformam a energia mecânica em energia elétrica.
Nas usinas hidrelétricas, o movimento da água faz as turbinas girarem, acionando os geradores elétricos que transformam a energia mecânica em energia elétrica.
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: USINAS HIDRELÉTRICAS: ENERGIA ELÉTRICA DO MOVIMENTO DAS ÁGUAS
Usina hidrelétrica no município da chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, em 2024.
Usina eólica no município de Barreirinhas, no Maranhão, em 2024.


algum lugar e questione sobre o recurso que elas podem estar utilizando para gerar energia elétrica, uma vez que permanecem fixas nos telhados, sem tipo de movimento algum. Em seguida, explique que elas são chamadas de placas fotovoltaicas e utilizam a luz solar para gerar energia elétrica.
• Nesse tipo de usina, a energia solar é transformada diretamente em energia elétrica.
Nas usinas solares, a energia solar é transformada em energia elétrica por meios dos painéis fotovoltaicos.
Usina solar no município de Oliveira dos Brejinhos, na Bahia, em 2023.
A engenheira brasileira Enedina Alves Marques (1913-1981) foi a primeira mulher negra brasileira a se formar em Engenharia Civil, em uma época em que as universidades eram formadas, em sua maioria, por homens brancos.
Um de seus trabalhos foi a participação no projeto de construção da usina hidrelétrica Capivari-Cachoeira, atualmente chamada Usina Hidrelétrica Governador Pedro Viriato Parigot de Souza, em Antonina, no Paraná.

Alves
Como estudamos, as usinas hidrelétricas, eólicas e solares utilizam recursos naturais renováveis para a geração de energia. Além disso, elas não emitem gases poluentes na atmosfera terrestre, pois não utilizam combustíveis fósseis.
1. Faça uma pesquisa e escreva no caderno algumas desvantagens das usinas hidrelétricas, eólicas e solares.
Resposta nas orientações ao professor
Nas usinas termoelétricas e termonucleares, a energia elétrica é gerada a partir do vapor de água liberado pela queima de combustíveis fósseis e reações nucleares, respectivamente.


Essas usinas utilizam recursos não renováveis, como os combustíveis fósseis, no caso das termelétricas, e o urânio, no caso das termonucleares.
As usinas termonucleares não emitem gases poluentes, como as termelétricas. No entanto, produzem resíduos radioativos, que devem ser reciclados ou armazenados em locais adequados.
Radioativos: materiais que emitem radiação e que podem causar danos aos seres vivos.
• O assunto abordado no boxe complementar permite o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Educação em direitos humanos, ao tratar da valorização da diversidade no meio científico, com base na história de uma mulher negra que venceu barreiras sociais, culturais e econômicas, combatendo situações de discriminação. Ainda permite desenvolver a Competência geral 1 e a Competência específica de Ciências da Natureza 1, pois leva os estudantes a compreenderem as Ciências da Natureza como empreendimento humano e o conhecimento científico como cultural e histórico, bem como incentiva-os a valorizar os conhecimentos historicamente construídos para uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
• Leia em voz alta com os estudantes o texto do boxe complementar A primeira engenheira negra brasileira e a construção de uma usina e ressalte a importância do trabalho das mulheres nas ciências, desafiando os padrões sociais da época, rompendo barreiras não só sociais, mas de raça e de gênero.
• Se julgar interessante, leia com os estudantes o texto sobre Enedina Marques na página a seguir.
• ENEDINA Marques desafia padrões e revoluciona a engenharia no País. Agência CBIC, 8 mar. 2023. Disponível em: https://cbic.org.br/ enedina-marques-desafia-padroes-e -revoluciona-a-engenharia-no-pais/. Acesso em: 16 jul. 2025.
Resposta
1. Os estudantes podem mencionar que a construção das usinas hidrelétricas necessita de grandes áreas que devem ser alagadas. Isso pode causar perda da biodiversidade e deslocamento de populações humanas, por exemplo. O alagamento de áreas florestais leva à emissão de
metano e dióxido de carbono, em razão da decomposição da matéria orgânica após a inundação; esses gases intensificam o efeito estufa. As usinas eólicas podem causar poluição visual e sonora, a qual pode interferir nas ondas de rádio e de televisão. As usinas solares, por sua vez, dependem das condições do tempo para gerar energia elétrica, havendo redução em dias nublados. Além disso, a geração de energia elétrica nas usinas solares ocorre somente durante o período do dia.
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• Ao abordar as usinas termonucleares, comente com os estudantes que o funcionamento desse tipo de usina exige cautela, pois qualquer falha pode ocasionar acidentes de grandes proporções, provocando a contaminação do ambiente e a morte de muitos seres vivos, inclusive de seres humanos. Se achar conveniente, apresente aos estudantes informações sobre o acidente nas usinas termonucleares de Chernobyl, na Ucrânia, e Fukushima, no Japão.
• Explique para os estudantes que as subestações apresentadas na ilustração desta página têm diversas funções; uma delas é a alteração da tensão da eletricidade, que pode aumentar ou diminuir. Pergunte se eles já observaram uma pessoa verificando se uma tomada apresentava rede de 127 V ou 220 V antes de plugar algum equipamento. Diga que as subestações das cidades têm o objetivo de diminuir essa tensão, pois ela é muito alta. Confira também se eles já observaram transformadores na rede elétrica. Explique como eles são e informe que diminuem ainda mais a tensão da eletricidade, para que ela chegue às casas com 127 V ou 220 V.
ATIVIDADE EXTRA
Peça aos estudantes que observem novamente o esquema utilizado no experimento nas páginas 76 e 77 e classifiquem o gerador elétrico do circuito montado, os materiais condutores e o dispositivo elétrico. Espera-se que eles respondam que o gerador elétrico corresponde às pilhas AA; os materiais condutores, aos fios de cobre; as garras metálicas, ao clipe de metal, ao grafite e ao papel-alumínio; e o dispositivo elétrico, ao LED.
• Na questão 2, se os estudantes responderem apenas que é preciso acionar o botão, pergunte a eles se o equipamento funcionará caso não esteja conectado a um gerador elétrico, lembrando-os de que o liquidificador não é um equipamento portátil com baterias.
• Para enfatizar a necessidade de conectar o liquidificador à energia elétrica, relembre-os do experimento detalhado nas páginas 76 e 77 e pergunte se o LED acenderia caso todos os fios estivessem conectados, exceto aqueles ligados
2. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que, para funcionar, o plugue do liquidificador deve ser conectado à tomada e, em seguida, o botão liga/desliga deve ser
Acompanhe a situação a seguir.
Alberto vai fazer suco de abacaxi. Para isso, ele colocou pedaços da fruta, água e gelo no liquidificador.
2. O que é preciso fazer para que o liquidificador funcione?
3. Explique com suas palavras como a energia elétrica chega até o aparelho elétrico.

Representação de Alberto fazendo suco de abacaxi.
A energia elétrica gerada nas usinas precisa chegar até o equipamento elétrico. Isso acontece por meio dos fios condutores das linhas de transmissão, das linhas de distribuição (postes das ruas) e do interior das residências. Observe a seguir. Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
subestação elétrica

usina hidrelétrica
equipamento elétrico
subestação elétrica nas cidades
linha de distribuição
instalação elétrica das residências
Fonte de pesquisa: COMO funciona o setor de energia elétrica no Brasil. Idec – Instituto de defesa de consumidores. Disponível em: https://idec.org.br/edasuaconta/o-setor. Acesso em: 11 jul. 2025.
Todos esses elementos juntos formam um circuito elétrico, pelo qual a corrente elétrica pode percorrer. Um circuito elétrico é formado basicamente por um gerador elétrico, fios condutores e o dispositivo elétrico No exemplo anterior, o gerador é o da usina elétrica, os condutores são os fios usados nas linhas de transmissão e de distribuição da energia elétrica e o dispositivo elétrico é o liquidificador, utilizado para fazer o suco.
3. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levantar o conhecimento prévio dos estudantes sobre o tema. acionado.
às pilhas, que eram os geradores elétricos do circuito. Portanto, uma vez que o liquidificador apresentado na imagem não é um dispositivo portátil, com bateria, pergunte o que é necessário fazer para que seu circuito seja conectado a um gerador elétrico e o botão possa fechar o circuito. Espera-se que eles confirmem que é preciso conectar o plugue à tomada.
• Ao trabalhar a questão 3 com os estudantes, retome o assunto das usinas elétricas. Com base nisso, comente que o aparelho elétrico precisa estar conectado à usina elétrica (gerador elétrico) por meio dos fios e das subestações que compõem a rede elétrica. Incentive os estudan-
tes a responderem à questão de acordo com seus conhecimentos prévios, depois verifique a necessidade de adequação das respostas.
Quando o liquidificador de Alberto entrou em funcionamento, surgiu uma corrente elétrica nos fios condutores desde a usina elétrica até o aparelho. Isso ocorreu porque o circuito foi fechado.
Quando se posiciona o botão liga/ desliga do aparelho na posição desligado, a corrente elétrica é interrompida e o aparelho para de funcionar. Isso ocorre porque o circuito foi aberto.
Representação de Alberto observando o liquidificador funcionado.

Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Observe a seguir um exemplo de circuito elétrico com interruptor.
Nesta situação, o interruptor está em uma posição que possibilita o surgimento de uma corrente elétrica no circuito, acendendo a lâmpada elétrica. Nesse caso, temos um circuito elétrico fechado
Nesta situação, o interruptor está em uma posição que impede o surgimento de uma corrente elétrica no circuito, por isso a lâmpada elétrica não acende. Nesse caso, temos um circuito elétrico aberto
condutor elétrico gerador elétrico interruptor dispositivo elétrico
• Ao abordar esta página com os estudantes e os esquemas com os interruptores, se possível, leve-os ao laboratório de informática, acesse com eles o simulador virtual do PhET, da Universidade do Colorado, e auxilie-os a montar um esquema similar ao desta página, com um interruptor, uma lâmpada e uma pilha. Oriente-os a desabilitar a visualização da corrente elétrica, no painel do lado direito, pois a observação do fluxo de elétrons não faz parte do tema da aula. Acesse o simulador no site a seguir.
• KIT para montar circuito DC. PhET. Disponível em: https://phet.colorado.edu/ sims/html/circuit -construction-kit-dc/latest/ circuit-construction-kit -dc_pt_BR.html. Acesso em: 16 jul. 2025.
Representação de um circuito elétrico simples fechado.
de
Para que um circuito elétrico funcione, são necessários materiais condutores de corrente elétrica.
disponham de interruptores, e verifique se eles compreenderam sua função. Caso algum deles cite eletrodomésticos, como geladeira e ferro de passar roupas, explique que esses equipamentos são ligados diretamente na energia e não dispõem de interruptores. Aproveite e pergunte para os estudantes como esses equipamentos podem ser desligados, uma vez que não apresentam interruptores.
• Depois de terminar a leitura desta página, explique para os estudantes que o botão do liquidificador que foi acionado por Alberto corresponde ao interruptor do circuito. Portanto, acioná-lo faz com que o circuito, formado pelo gerador elétrico (a usina), pelos fios condutores (linha de transmissão) e pelo dispositivo elétrico (o liquidificador), se feche e que uma corrente elétrica circule por ele, ligando o motor que faz as lâminas do liquidificador girarem.
• Peça aos estudantes que pensem em outros dispositivos do cotidiano que
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• O conteúdo desta página contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05CI01, pois leva os estudantes a explorarem situações da vida cotidiana que evidenciam propriedades físicas dos materiais, no caso, a condutibilidade elétrica.
• Ao abordar os materiais que são bons e maus condutores elétricos, peça aos estudantes que digam se eles conhecem mais algum metal que seja bom condutor.
• Comente com os estudantes a importância dos materiais isolantes elétricos. Pergunte a eles o que acham que ocorre se uma pessoa tocar em uma parte desencapada (sem o material isolante) de um fio elétrico. Espera-se que os estudantes respondam que a pessoa pode levar um choque elétrico e, dependendo da situação, isso pode causar sua morte.
• Pergunte também o que pode acontecer se dois fios desencapados da mesma rede elétrica encostarem um no outro. Verifique se eles respondem que ocorrerá um curto-circuito, o que pode provocar um incêndio.
AVALIANDO
Objetivo
• A atividade 4 permite verificar se os estudantes compreenderam quais são os componentes necessários para montar um circuito e as suas características.
Sugestão de intervenção
Caso os estudantes expressem dificuldade para fazer as associações corretas, leia com eles as sentenças e peça-lhes que se baseiem em algum esquema já apresentado, como aqueles das páginas 76, 77, 80 e 81. No que se refere à sentença relativa aos geradores, auxilie-os avaliando qual era o papel da usina e da pilha nos esquemas das
Em geral, os metais, como o cobre, são bons condutores elétricos, por isso utilizamos metais para fazer fios elétricos.
No entanto, alguns materiais evitam a passagem da corrente elétrica, como a borracha e o plástico. Estes são considerados maus condutores de energia elétrica ou isolantes elétricos.
– material condutor elétrico

Fios elétricos são formados por materiais bons condutores, como o cobre, e maus condutores de energia elétrica, como o plástico. Nos fios elétricos, os materiais que são maus condutores atuam como isolantes elétricos e evitam curtos-circuitos e choques elétricos.
Fios elétricos.
4. No caderno, associe as sentenças às palavras relacionadas a elas.
A. B. C. D. E.
São responsáveis por fornecer energia elétrica em um circuito elétrico. Exemplos: pilhas e baterias.
Dispositivo que transforma energia elétrica principalmente em energia luminosa. É utilizada para iluminar ambientes.
Surge quando o circuito elétrico está fechado. Ela percorre os fios condutores e faz os equipamentos elétricos funcionarem.
Materiais utilizados para encapar fios condutores, visando evitar choques ou curtos-circuitos.
Materiais utilizados para conduzir a energia elétrica em um circuito elétrico.
4. Resposta: A – 2; B – 3; C – 5; D – 4; E – 1.
Condutores 1. Geradores 2. Lâmpada 3. Isolantes 4.
5. Observe a fotografia.
O que pode acontecer se uma pessoa tocar na parte desencapada do fio elétrico? Justifique sua resposta.
Fio elétrico desencapado.
Corrente elétrica 5.

5. Resposta: Espera-se que os estudantes comentem que a pessoa poderá levar um choque elétrico, pois a parte plástica que atuava como isolante elétrico foi rompida.
páginas citadas. Sobre as lâmpadas, pergunte qual era o dispositivo elétrico que utilizava a energia do gerador com o objetivo de iluminar e verifique se eles não confundiram essa sentença com uma descrição de painéis solares. Sobre a corrente elétrica, diga que as tomadas estão sempre energizadas, porém, como o circuito está aberto e a energia elétrica não pode circular, os dispositivos elétricos não funcionam; com relação aos isolantes, pergunte como podem ser denominados os materiais que evitam a passagem de corrente elétrica; por fim, pergunte como eram chamados os fios e materiais testados anteriormente, que conduziam a corrente elétrica.
1. Faça no caderno uma lista de todas as atividades que você realiza em um dia e que utilizam a energia elétrica. Depois, leia essa lista com seus pais ou responsáveis e descreva como seria realizar cada uma dessas atividades sem o uso da energia elétrica.
Resposta nas orientações ao professor
A energia elétrica está presente em diversas situações de nosso cotidiano. Observe algumas a seguir.
Utilizamos energia elétrica ao acendermos uma lâmpada elétrica, ao aquecermos um alimento no forno de micro-ondas ou ao usarmos o computador.

Muitos serviços essenciais, como os realizados em hospitais, também necessitam de energia elétrica. Um hospital tem diversos equipamentos que funcionam com energia elétrica.

de ressonância magnética em um hospital.

Mesmo quando utilizamos aparelhos que funcionam com pilhas e baterias, como telefone celular, relógio de pulso e controle remoto, estamos utilizando energia elétrica.

Não é apenas o funcionamento dos aparelhos elétricos e eletrônicos que depende da energia elétrica. A fabricação desses aparelhos e de diversos outros produtos nas indústrias também depende desse tipo de energia.
dos produtos. Enfatize que um alimento industrializado, por exemplo, embora não esteja diretamente relacionado à eletricidade, necessita da utilização desse recurso para sua fabricação.
Resposta
1. Resposta pessoal. A resposta dependerá das atividades listadas pelos estudantes. Eles poderão comentar que a iluminação poderia ser feita com velas ou que não seria possível utilizar aparelhos eletrônicos, como televisão, computador ou rádio, entre outras atividades.
• A atividade 1 permite o desenvolvimento da Competência específica de Ciências da Natureza 3, pois os estudantes devem analisar fenômenos e processos relativos ao mundo natural e ao tecnológico, no que se refere ao uso da eletricidade, com base nos conhecimentos de Ciências da Natureza. Além disso, favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI01, uma vez que leva os estudantes a explorarem situações da vida cotidiana que evidenciem propriedades físicas dos materiais, no caso, aqueles relacionados à condutibilidade elétrica.
• Peça aos estudantes que observem todas as imagens apresentadas nesta página, identificando quais delas representam atividades que fazem parte do cotidiano deles. Oriente-os a compartilhar com os colegas outras atividades diárias que realizam e que, mesmo de forma indireta, fazem uso da eletricidade. Verifique as respostas e corrija-as, caso necessário.
• Eles devem perceber que grande parte das atividades apresentadas nas imagens fazem parte do cotidiano deles, ainda que de maneira indireta.
• A fim de exemplificar isso, leve para a sala de aula fotografias do interior de indústrias, mostrando o uso de eletricidade na fabricação
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• A abordagem desta página favorece o desenvolvimento da Competência geral 10 e da Competência específica de Ciências da Natureza 8, pois incentiva os estudantes a agirem com responsabilidade em relação ao uso da energia elétrica, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza para tomarem decisões que protegem e respeitam a saúde individual e coletiva.
• Ao trabalhar os cuidados com a energia elétrica, explore as imagens da página com os estudantes e ressalte que, em determinadas situações, é necessária a ajuda de um adulto para utilizar a eletricidade. Enfatize a importância desses cuidados, pois a energia elétrica pode causar acidentes graves e até levar à morte.
2. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a refletirem sobre suas atividades diárias e verificarem se estão tendo o cuidado necessário com relação ao uso da energia elétrica. É importante que eles percebam a necessidade de manter esses cuidados para evitar acidentes.
A energia elétrica é muito importante no cotidiano das pessoas. No entanto, em várias situações, essa energia pode representar perigo e riscos de graves acidentes, como incêndios e choques elétricos. Confira a seguir alguns cuidados que devemos ter ao utilizarmos a energia elétrica.
Professor, professora: Comente com os estudantes que o fio terra do chuveiro e de outros equipamentos deve estar devidamente conectado. Ele evita que a corrente elétrica seja conduzida através do nosso corpo.
Sempre desligar o registro do chuveiro antes de alterar a posição do botão de temperatura da água.
Representação de aparelhos conectados às tomadas.


Representação de uma pessoa mudando a posição da temperatura de um chuveiro.
Não conectar vários aparelhos elétricos na mesma tomada com plugues triplos, também conhecidos por “T”.
Não colocar o dedo ou outros objetos nas tomadas. Utilizar protetores em tomadas.
Representação de emenda em fio elétrico.


Representação de pessoas colocando protetor em tomada.
Não tocar em fios desencapados. Emendas de fios elétricos devem ser feitas com fitas isolantes e por um eletricista.
Sempre desligar a chave geral de energia antes de realizar qualquer tipo de manutenção elétrica no local.
Representação de uma pessoa ligando uma máquina de lavar roupas.


Representação de uma pessoa trocando uma lâmpada.
Ligar ou desligar aparelhos elétricos sempre com as mãos secas.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
2. Qual desses cuidados você tem em relação ao uso da energia elétrica? Resposta nas orientações ao professor
Professor, professora: Comente com os estudantes que, em caso de redução na geração de energia elétrica pelas usinas hidrelétricas, uma alternativa é acionar as usinas termelétricas.
As usinas hidrelétricas são responsáveis pela maior parte da energia elétrica gerada no Brasil. Portanto, quando ocorre um longo período de estiagem, esse tipo de usina pode ser prejudicado.
Dessa maneira, é muito importante fazer o uso consciente da energia elétrica, principalmente em períodos prolongados de seca. Confira a seguir algumas atitudes que ajudam a evitar esse desperdício.
• Não tome banho demorado.
• Desligue o chuveiro para se ensaboar.
Representação de chuveiro ligado.
• Desligue os aparelhos eletrônicos quando não estiverem sendo utilizados.
• Desconecte os aparelhos da tomada, evitando deixá-los na função stand-by
Representação de um computador.
• Mantenha apagadas as lâmpadas elétricas de ambientes não ocupados.
• Utilize lâmpadas elétricas fluorescentes ou de LED.
• Aproveite ao máximo a luz solar para iluminar os ambientes durante o dia.
Representação de uma lâmpada.
• Abra a porta da geladeira apenas quando necessário.
• Evite colocar alimentos quentes na geladeira.
Representação de geladeira.
• Acumule o máximo de roupas para lavar de uma só vez. O mesmo vale para passar roupas.
Representação de uma máquina de lavar roupas e de um ferro de passar roupas.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
de estiagem, o nível de água dos reservatórios dessas usinas fica baixo, prejudicando a geração de energia elétrica.
• Se julgar pertinente, mostre imagens de eletrodomésticos com o selo Procel aos estudantes. Pergunte se eles conhecem esse selo e explique que, ao comprarmos um eletrodoméstico, há uma classificação dos aparelhos por meio do selo Procel, que é feita por letras: o mais eficiente recebe o selo Procel com classificação A; aparelhos menos eficientes recebem classificações com as letras B, C, D, E, e assim por diante.
• Procel é a sigla para o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, criado pelo governo federal em 1985 para combater o des-
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perdício de energia elétrica por meio do uso eficiente da energia em equipamentos, edificações e iluminação pública, por exemplo.
• A presença do selo nos equipamentos elétricos auxilia o consumidor a optar, no momento da compra, por aparelhos que consomem menos energia elétrica. Com isso, reduz-se não só o consumo de energia elétrica, mas também o valor da conta a ser paga. A implementação do selo Procel também incentiva a fabricação de produtos mais eficientes à medida que os consumidores passam a buscar equipamentos mais econômicos. Isso contribui para a redução no consumo de energia elétrica e a preservação do ambiente.
Se julgar interessante, inicie a abordagem desta página propondo uma conversa com os estudantes sobre atitudes individuais e coletivas que promovam o uso consciente da energia elétrica. Pergunte a eles de que maneira podemos evitar o desperdício de energia elétrica em nosso dia a dia. Organize a turma em grupos de quatro integrantes e peça a eles que reflitam juntos sobre essas atitudes e, depois, escrevam-nas em uma folha avulsa. Faça a mediação da conversa, incentivando a participação de todos os estudantes e o acolhimento e respeito às ideias e aos pontos de vista dos colegas.
Ao final, recolha as anotações de cada grupo e escreva na lousa todas as atitudes citadas por eles. Em seguida, leia com eles as atitudes descritas nesta página, complementando a lista reproduzida na lousa e corrigindo equívocos, se necessário.
• Comente com os estudantes que devemos consumir energia elétrica de maneira consciente em todos os momentos possíveis, mas, em períodos de estiagem, evitar o desperdício de energia elétrica se torna ainda mais necessário, uma vez que a maior parte da energia elétrica gerada em nosso país provém das hidrelétricas. Enfatize que, em períodos
• A seção permite o desenvolvimento dos temas contemporâneos transversais Educação em direitos humanos , Educação para o consumo, Educação financeira, Educação ambiental e Ciência e tecnologia . Possibilita também o desenvolvimento da Competência geral 7 e das Competências específicas de Ciências da Natureza 4 e 5, pois incentiva os estudantes a avaliarem aplicações e implicações socioambientais da ciência e da tecnologia, por meio da construção de argumentos que promovam a consciência socioambiental.
• Reconhecer o problema do aumento no consumo de energia elétrica.
• Compreender a necessidade de evitar o desperdício de energia elétrica.
• Reconhecer e incentivar o uso de novas tecnologias que ajudem na economia de energia elétrica.
1. CONHECENDO O PROBLEMA
• Peça aos estudantes que leiam as manchetes desta página em voz alta. Após essa leitura, questione-os sobre os temas abordados nelas. Eles devem citar o aumento no consumo de energia elétrica e a necessidade de evitar o desperdício dela.
• Relembre os estudantes de que o aumento na demanda (consumo) de energia elétrica provoca aumento na sua geração e que, dependendo da situação, novas usinas elétricas devem ser ativadas ou construídas. Esse ciclo de acréscimo na demanda e na geração de energia elétrica provoca prejuízos ambientais em razão do aumento na utilização de recursos naturais e na emissão de poluentes.
Conhecendo o problema 1
Leia as manchetes a seguir.
Consumo de eletricidade do país aumenta 7,3% no primeiro trimestre
CONSUMO de eletricidade do país aumenta 7,3% no primeiro trimestre. Agência Brasil, 24 jun. 2024. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-06/ consumo-de-eletricidade-do-pais-aumenta-73-no-primeiro-trimestre. Acesso em: 11 jun. 2025.
Desperdício elétrico no Brasil equivale ao consumo de 20 milhões de residências
DESPERDÍCIO elétrico no Brasil equivale ao consumo de 20 milhões de residências. FIESC, 30 out. 2022. Disponível em: https://fiesc.com.br/pt-br/imprensa/desperdicio-eletrico-no -brasil-equivale-ao-consumo-de-20-milhoes-de-residencias. Acesso em: 11 jun. 2025.
a ) No local onde você mora há desperdícios de energia elétrica? Em caso afirmativo, cite-os.
Resposta nas orientações ao professor
O aumento do consumo e o desperdício de energia elétrica podem contribuir para a escassez de energia elétrica e o encarecimento da fatura de energia. Desse modo, são necessárias novas tecnologias e alternativas menos poluentes, que utilizam fontes renováveis para gerar energia e auxiliem na economia de energia elétrica.
Organizando as ideias 2
Uma dessas alternativas para economizar energia ficou conhecida como “luz engarrafada”. Confira a seguir uma tirinha sobre o assunto.

• Se julgar pertinente, comente que, além do aumento no consumo de energia elétrica e do desperdício, outros fatores podem contribuir para a escassez de energia elétrica e o encarecimento da fatura de energia.
• As mudanças climáticas e o aumento da frequência de eventos climáticos extremos, como secas prolongadas, também podem impactar o suprimento de energia elétrica. No Brasil, cuja principal fonte geradora de energia são as hidrelétricas, a escassez de água pode afetar o abastecimento de energia elétrica e o preço pago por ela.
• É imprescindível que novas tecnologias e alternativas que nos ajudem a economizar energia e possam suprir a demanda por energia elétrica sejam menos poluentes e utilizem fontes renováveis para gerar energia.
Resposta
a) Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a fazerem uma avaliação tanto pessoal quanto dos demais membros da família sobre atitudes que podem envolver desperdício de energia elétrica.
Respostas nas orientações ao professor
a ) Você já conhecia essa inovação? Em caso afirmativo, conte a um colega de onde obteve essa informação.
b ) Converse com os colegas sobre a importância do desenvolvimento da “luz engarrafada”.
Representação de lâmpada feita de garrafa PET.

Enquanto as lâmpadas feitas de garrafa PET ajudam a iluminar os ambientes durante o período do dia, os postes com painéis fotovoltaicos, chamados de postes solares, representam uma alternativa para a iluminação pública durante o período noturno. Nessa tecnologia, as lâmpadas inseridas nas garrafas recebem a energia de uma bateria, permitindo que os ambientes sejam iluminados, mesmo sem a incidência direta da luz solar. As baterias armazenam a energia solar, que é captada pelas placas fotovoltaicas durante o dia, e um sensor faz com que as lâmpadas permaneçam ligadas durante todo o período da noite.
Além de ajudar a economizar energia, os postes com painéis fotovoltaicos podem ser instalados em vias de bairros ou de comunidades que antes não recebiam iluminação.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.

• Diga aos estudantes que, além de proporcionar iluminação e economia de energia elétrica, a “luz engarrafada” gera a reutilização de materiais recicláveis, diminuindo a quantidade de resíduos sólidos que poderiam ser descartados no meio ambiente.
• Comente que as lâmpadas feitas de garrafa PET também são chamadas de lâmpadas de Moser, em homenagem ao brasileiro que inventou essa tecnologia, Alfredo Moser.
• A “luz engarrafada” consiste em uma garrafa PET de 2 litros, preenchida com
água, que é colocada em orifícios no telhado para transmitir a luz do Sol para o interior do ambiente. Ao atingir a garrafa PET com água, a luz solar sofre refração, fenômeno que ocorre quando a luz passa de um meio para outro, como do ar para a água, e tem sua velocidade de propagação alterada. Essa mudança de velocidade pode causar também um desvio em sua trajetória.
• A interação da luz com a superfície de um objeto pode resultar em diferentes fenômenos ópticos, como reflexão, refração e absorção. Por questões didáticas,
BNCC
• O trabalho com a tirinha apresentada neste tópico permite o desenvolvimento da Competência geral 4 e da Competência específica de Ciências da Natureza 6, pois incentiva os estudantes a utilizarem linguagem diferente para acessar informações, produzindo conhecimento de forma crítica.
• Após ler o texto da página com os estudantes, enfatize que há muitas maneiras de tentar resolver os problemas relacionados ao consumo de energia elétrica. Uma delas é buscar soluções que diminuam o consumo de energia elétrica nos domicílios, como trocar aparelhos elétricos por similares que gastam menos (trocar lâmpadas incandescentes por lâmpadas de LED, por exemplo). Outra opção é investir em pesquisas que buscam desenvolver alternativas para a geração de energia elétrica, como a energia maremotriz, em que o movimento das ondas do mar é utilizado para gerar energia elétrica.
Resposta b) Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a compartilharem suas impressões sobre a “luz engarrafada”, pois se trata de um projeto inovador, que proporciona economia de energia elétrica e reutilização de materiais.
04/10/2025 10:41:29
optamos por não elucidar os fenômenos ópticos relacionados ao funcionamento da lâmpada de Moser no Livro do Estudante
• A água no interior da garrafa é tratada com água sanitária para que não haja proliferação de algas e para que não fique opaca.
• A produção do seminário permite o desenvolvimento das Competências específicas de Ciências da Natureza 4 e 6, pois os estudantes devem avaliar implicações socioambientais da ciência e utilizar diferentes linguagens para disseminar informações de forma crítica e reflexiva.
A fatura de energia elétrica de uma residência possibilita o trabalho interdisciplinar dos temas contemporâneos transversais Educação para o consumo e Educação financeira com o professor do componente curricular de Matemática
Se possível, peça aos estudantes que levem para a sala de aula, com a autorização dos pais, a fatura do último mês e ajude-os a interpretar os dados, verificando o consumo médio de energia na residência onde moram e o valor gasto por seus familiares. Leve-os a refletir como podem reduzir o consumo e, consequentemente, o gasto mensal com a conta de energia elétrica. Atente para que não haja julgamentos entre os estudantes em relação ao consumo e ao gasto.
• Comente que as lâmpadas de garrafa PET produzem, individualmente, iluminação, em média, equivalente a uma lâmpada incandescente de 60 W, podendo gerar uma economia de até 30% na conta de luz.
Respostas
c) Espera-se que os estudantes respondam que, após a troca, houve diminuição no valor da fatura.
Observe a seguir a fatura de energia elétrica da residência de uma família que trocou lâmpadas elétricas por lâmpadas de garrafa PET.
Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
CURITIBA - PR
NOTA FISCAL CONTA DE ENERGIA ELÉTRICA N. 0009.876.5432 SÉRIE B SEQ 001 002 003 PRODUTOS E SERVIÇOS IMPORTE DE CONSUMO DE 70 kWh .............................. ENERGIA CONSUMIDA BANDEIRA AMARELA ........... CONT ILUMIN PÚBLICA
DEMONSTRATIVODEICMS DESCRIÇÃO ALÍQUOTA BASE DE CÁLCULO VALOR ICMS 27,00% 52,54 14,19 52,54
DEMONSTRATIVODETARIFAS(TRIB.INCLUÍDO) Consumo x Tarifa 70 kWh x 0,750597 = 52,54 25098 H 5
c) e d) Respostas nas orientações ao professor.
Representação de uma fatura de energia elétrica.
c ) Como a substituição das lâmpadas elétricas pelas lâmpadas de garrafas PET influenciou na fatura de energia elétrica da residência citada?
Além do uso de tecnologias e alternativas que ajudem a economizar energia, é muito importante o uso consciente da energia elétrica, tanto para ter economia no valor da conta quanto para a conservação do ambiente.
a ) Em grupo de três colegas, façam um seminário sobre as atitudes que ajudam a reduzir o consumo de energia elétrica, enfatizando sua importância tanto para a economia doméstica quanto para o ambiente.
d ) Faça uma pesquisa sobre as lâmpadas de garrafas PET e os postes solares e cite outras vantagens delas, além da economia de energia elétrica. Resposta nas orientações ao professor.
d) Eles podem mencionar que tanto as lâmpadas de garrafa PET como os postes solares utilizam a energia solar, um recurso renovável e que não favorece a emissão de poluentes na atmosfera. Ambas as tecnologias podem contribuir para a iluminação das residências e comunidades que não dispõem de acesso à energia elétrica. Além disso, essas tecnologias podem substituir o uso de iluminação com fogo, como ocorre nos lampiões, que podem prejudicar a saúde dos moradores das residências e causar incêndio, em caso de acidente. As duas tecnologias utilizam materiais que poderiam ser descartados no ambiente, como as garrafas PET, permitindo a reutilização desses recursos. No caso das lâmpadas de garrafas PET, os materiais utilizados são acessíveis e de baixo custo.
Resposta a) Resposta pessoal. Os estudantes podem abordar atitudes, como utilizar a iluminação natural, não deixar lâmpadas acesas em locais que não estão sendo utilizados, retirar o plugue de aparelhos elétricos da tomada quando não estão em uso, evitar deixar a porta dos refrigeradores aberta por muito tempo.
a ) Todos os materiais são atraídos por ímãs? Como você pode verificar isso?
Resposta nas orientações ao professor
• ímãs naturais ou de neodímio
• borracha escolar
• fio de cobre
• panela de alumínio
• moedas de 1 real
• pedaço de madeira
• talher de inox
• clipes de metal
A.
B.

Ímã e clipes de metal.
Antes de iniciar a atividade, organize os objetos que serão testados e tente identificar o tipo de material que os constitui.
Reproduza o quadro a seguir em seu caderno. Depois, aproxime o ímã a cada objeto, anotando no quadro o que ocorreu.
Capacidade dos objetos de serem atraídos por um ímã
Objeto foi atraído pelo ímãObjeto não foi atraído pelo ímã
MODELO MODELO
MODELO
Agora, responda à questão a seguir no caderno.
MODELO
1. Qual é a característica comum aos objetos que foram atraídos pelos ímãs?
Resposta nas orientações ao professor
04/10/2025 10:41:30
• A atividade investigativa permite desenvolver a Competência geral 2 e as Competências específicas de Ciências da Natureza 2 e 3, pois leva os estudantes a exercitarem a curiosidade e a dominarem processos e práticas de investigação científica para analisar, compreender e explicar o comportamento dos materiais em resposta às forças magnéticas, com base nos conhecimentos das Ciências da Natureza. Além disso, leva os estudantes a explorarem fenômenos da vida cotidiana que evidenciam as propriedades físicas dos materiais, no caso, a resposta às forças magnéticas, o que favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI01
• Investigar o fenômeno do magnetismo.
• Identificar que tipos de materiais são atraídos por ímãs.
Resposta a) O objetivo desta atividade é levar os estudantes a levantarem hipóteses quanto às propriedades dos ímãs, com base em seus conhecimentos prévios sobre o assunto. É possível que, por meio de suas vivências e experiências, relatem que nem todos os materiais são atraídos pelos ímãs. Com base nisso, eles podem sugerir aproximar ímãs a diferentes materiais e observar quais são atraídos e quais não são.
• Auxilie os estudantes a separarem os objetos e a identificarem os materiais que os compõem. Eles devem perceber que há objetos de metal, borracha, plástico e madeira, cada um tendo um tipo de comportamento em relação aos ímãs.
• Verifique se algum estudante da turma precisa de adaptação para realizar esta atividade, a fim de que ela seja feita de acordo com as necessidades dele.
• Se considerar pertinente, avalie a mudança de estratégia dos registros das observações de acordo com as características da turma e diga a eles que o registro também pode ser feito por meio de fotografias, de desenhos, de maneira oral, entre outros.
Resposta
1. Espera-se que os estudantes respondam que a borracha escolar, o fio de cobre, o pedaço de madeira e a panela de alumínio não foram atraídos pelos ímãs. A moeda de 1 real, o talher de inox e os clipes de metal foram atraídos pelos ímãs.
• A abordagem histórica sobre os ímãs naturais e o magnetismo promove o desenvolvimento da Competência específica de Ciências da Natureza 1 , pois permite que os estudantes percebam que as Ciências da Natureza são um empreendimento humano e que o conhecimento científico é construído historicamente. Ainda possibilita desenvolver a Competência geral 1, ao valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico.
• Ao abordar os aspectos históricos da propriedade magnética da matéria, comente com os estudantes a importância do caráter histórico do conhecimento científico, construído ao longo do tempo com a contribuição de diferentes estudiosos e a influência dos pensamentos da sociedade da época. Ressalte que a construção do conhecimento científico está em constante evolução.
• Ao trabalhar o conteúdo sobre os ímãs artificiais, explique aos estudantes que ligas metálicas que contenham ferro, níquel ou cobalto (um deles ou mais) em sua composição também interagem com ímãs.
• Aproveite a questão 1 para explorar os conhecimentos prévios dos estudantes quanto às propriedades magnéticas da matéria. Verifique se eles demonstram curiosidade a respeito dos ímãs em relação à capacidade de atrair determinados objetos à distância e se têm hipóteses sobre como poderiam ser usados em objetos de uso cotidiano.
• Registre na lousa as respostas dos estudantes e questione-os sobre como eles perceberam as propriedades magnéticas aplicadas àqueles objetos. Permita que todos compartilhem suas vivências e faça as correções necessárias.
A propriedade magnética dos ímãs em relação a alguns metais é conhecida por diversos povos há mais de 2 000 anos. Os gregos, por exemplo, perceberam que um mineral encontrado na região era capaz de atrair alguns corpos metálicos.
Os primeiros registros desse mineral ocorreram em uma região chamada Magnésia, onde fica a atual Turquia. Por isso, esse mineral ficou conhecido como magnetita e deu origem ao termo magnetismo


Magnetita em estado bruto.
Naquela época, não se tinha muito conhecimento das propriedades da magnetita de atrair corpos metálicos. Somente anos depois, por volta de 1600, essas propriedades foram estudadas detalhadamente e publicadas em livro pelo físico e médico inglês William Gilbert (1544-1603).
Atualmente, sabemos que os ímãs interagem com objetos metálicos que tenham ferro, níquel ou cobalto em sua composição, como você pode ter percebido na atividade prática realizada anteriormente.
A magnetita é considerada um ímã natural, pois adquire naturalmente propriedades magnéticas durante sua formação. No entanto, os ímãs que utilizamos atualmente, em sua maioria, são chamados de ímãs artificiais, já que são fabricados pelo ser humano.
Na fabricação de um ímã artificial, materiais como ferro e aço passam por um processo de imantação, por meio do qual adquirem as propriedades magnéticas.
Imagens sem proporção entre si.
Ímã artificial em um alto-falante.

ímã
1. Os ímãs têm diversas aplicações em nosso cotidiano. Você já observou um ímã em algum objeto ou aparelho? Em caso afirmativo, comente com os colegas.
Resposta pessoal. Os estudantes podem citar: ímãs de geladeira, ímãs em bússolas, em fechaduras de portas, em motores elétricos e em discos rígidos de computadores (HDs).
Todo ímã tem dois polos magnéticos: o polo norte, representado por N, e o polo sul, representado por S.
Para facilitar a identificação dos polos dos ímãs, indicamos o polo sul magnético na cor azul e o polo norte magnético na cor vermelha.
Representação de um ímã com seus polos magnéticos norte (N) e sul (S).
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Quando aproximamos dois ímãs, eles podem se atrair ou se repelir, conforme representado a seguir.
Quando dois ímãs são aproximados pelos polos iguais, eles se repelem.
Quando dois ímãs são aproximados pelos polos diferentes, eles se atraem.
• A abordagem desta página explora fenômenos que evidenciam respostas às forças magnéticas, promovendo a habilidade EF05CI01
• Ao abordar esta página, leia em voz alta os textos com os estudantes e explore as imagens com a turma. Assim como a gravidade, a atração magnética, por ser uma força de campo, ocorre à distância.
• Comente com eles que os polos de um ímã se localizam em suas extremidades ou em faces opostas, a depender do formato dele.
• Se possível, demonstre para os estudantes os fenômenos de atração e repulsão magnéticos, propondo a eles a realização da Atividade extra a seguir.
Representação de ímãs se repelindo.
Representação de ímãs se atraindo.
Outra importante característica relacionada aos polos magnéticos é que, se quebrarmos um ímã em dois ou mais pedaços, obtemos dois ou mais ímãs, ou seja, cada pedaço terá um polo magnético norte (N) e um polo magnético sul (S).
Ao abordar os polos magnéticos dos ímãs e as forças magnéticas entre eles, providencie alguns ímãs para que os estudantes percebam as forças de atração e de repulsão entre eles. Oriente-os a observar que as forças de atração e repulsão ocorrem à distância.
Representação de um ímã que se quebrou em três pedaços.
04/10/2025 10:41:30
• Avalie a possibilidade de quebrar um ímã ao meio, com a ajuda de um alicate, por exemplo, e com cuidado, mantendo os estudantes à distância. Pergunte a eles o que vai acontecer ao aproximar os pedaços do ímã que se quebrou e, então, aproxime os pedaços para que eles percebam que cada parte ainda se comporta como um ímã inteiro, como se não tivesse sido quebrado.
• Aproveite para ressaltar que sempre que um ímã se quebra, cada parte será um novo ímã, com os polos magnéticos norte e sul.
• As atividades desta página levam os estudantes a explorarem fenômenos de interação entre diferentes materiais e evidenciam respostas a forças magnéticas, permitindo o desenvolvimento da habilidade EF05CI01.
• Ao trabalhar o formato do campo magnético, realize com os estudantes o experimento descrito nesta página, espalhando limalha de ferro sobre um papel posicionado em cima de um ímã em forma de barra. Caso tenha disponíveis ímãs de outros formatos, repita o experimento com eles, pois o formato do campo magnético varia de acordo com a forma do ímã.
Objetivo
• A atividade 2 permite avaliar se os estudantes compreenderam que os polos magnéticos de um ímã são inseparáveis.
Sugestão de intervenção
Caso os estudantes tenham dificuldade em responder à atividade, proponha a eles que leiam novamente a página sobre os polos magnéticos ou providencie pedaços de ímãs que possam quebrar e observar que todos os pedaços mantêm dois polos magnéticos.
COMPLEMENTARES
ÍMÃ e bússola. PhET
Disponível em: https://phet. colorado.edu/sims/html/ magnet-and-compass/ latest/magnet-and -compass_all.html?locale =pt_BR. Acesso em: 3 set. 2025.
Nessa página, você encontra um simulador pelo qual é possível observar as interações magnéticas entre ímã e bússola.
2. Pedro deixou cair o ímã que tinha nas mãos. Ao bater no chão, o ímã se quebrou em duas partes. Em seu caderno, copie a imagem da alternativa que indica corretamente como ficaram as duas partes resultantes da quebra desse ímã.
Dica: A letra N indica o polo norte magnético e a letra S, o polo sul magnético.
Resposta: Os estudantes devem copiar a imagem da alternativa B
S S N S N S N N S S N N N S N
Professor, professora: As legendas das imagens não foram inseridas para não comprometerem a realização da atividade.
Observe a seguir uma atividade sobre ímãs que Júlia realizou.
Júlia desfiou e cortou uma lã de aço em pequenos pedaços, espalhando-os sobre uma folha de papel.

Representação da primeira etapa da atividade realizada por Júlia.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Em seguida, ela colocou um ímã em forma de barra embaixo da folha de papel, bem no centro.

Representação da segunda etapa da atividade realizada por Júlia.
3. O que ocorreu com os pedaços de lã de aço quando o ímã foi colocado embaixo da folha de papel?
Espera-se que os estudantes percebam que o
ímã atraiu os pedaços de lã de aço, fazendo com que eles mudassem de posição.
4. Se, ao invés de utilizar pedaços de lã de aço, Júlia tivesse espalhado farinha sobre a folha de papel, o resultado seria o mesmo? Por quê?
magnético ao redor de um ímã

Representação do campo magnético ao redor de um ímã em barra.
Fonte de pesquisa: HEWITT, Paul G. Física conceitual Tradução de Trieste Freire Ricci. 12. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015. p. 455.
Ao observar o resultado da atividade que Júlia realizou, possivelmente você percebeu que os pedaços de lã de aço formaram uma imagem quando o ímã foi aproximado do centro da folha de papel.
Essa imagem mostra a região ao redor do ímã na qual ele atua, chamada campo magnético
4. Espera-se que os estudantes respondam que não, pois a farinha não é atraída pelo ímã.
04/10/2025 10:45:21
6. Espera-se que os estudantes respondam que o campo magnético do ímã influenciará a orientação da agulha, mudando sua direção.
Entre os séculos 15 e 17, época das Grandes Navegações, alguns países da Europa desenvolveram e aperfeiçoaram técnicas de navegação, que possibilitaram viagens cada vez mais longas e a abertura de novas rotas comerciais a novos territórios, como o Brasil.
5. O que você pode observar na obra de arte?
Desembarque de Cabral, de Oscar Pereira da Silva. Óleo sobre tela, 79 cm × 119 cm. 1904.

As longas viagens marítimas exigem vários conhecimentos da tripulação, como de técnicas de orientação geográfica com o uso da bússola.
A bússola é composta de uma agulha magnetizada que se mantém alinhada, aproximadamente, na direção norte-sul geográfica da Terra.
Isso ocorre porque a Terra tem um campo magnético, como se existisse um grande ímã em seu interior, que tem direção próxima à direção norte-sul geográfica. Dessa maneira, quando a agulha imantada da bússola se alinha ao campo magnético da Terra, ela aponta, aproximadamente, na mesma direção.
6. O que acontece com a agulha de uma bússola se a aproximarmos de um ímã?
Fonte de pesquisa: HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de física: eletromagnetismo. Tradução de Ronaldo Sérgio de Biasi. 10. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016. v. 3. p. 344.
Representação do campo magnético da Terra
Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
A extremidade da agulha que apresenta uma marcação indica aproximadamente o norte geográfico terrestre.

extremidade marcada da agulha
Campo magnético da Terra eixo de rotação
polo sul magnético
polo sul geográfico
polo norte geográfico
polo norte magnético
5. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que puderam notar uma representação de um dos primeiros contatos entre os portugueses e os povos nativos do Brasil, os indígenas.
Nos séculos XI e XII, os chineses já utilizavam a bússola para a navegação. As rotas comerciais proporcionaram aos europeus o conhecimento da bússola e seu uso nas Grandes Navegações. Com a ajuda desse instrumento e de suas técnicas, os portugueses chegaram à costa brasileira, como representado na obra de arte.
ATIVIDADE EXTRA
Se possível, monte uma bússola com os estudantes. Para isso, leve para a sala de
aula os seguintes materiais: ímã natural ou ímã de neodímio; agulha de costura; papel sulfite ou rolha de cortiça; copo ou vasilha com água com boca larga; bússola.
Recorte um pedaço de papel em forma de quadrado com lados de 3 cm. Caso você utilize a rolha de cortiça, corte uma fatia com cerca de 4 mm de largura. Não deixe os estudantes manipularem o objeto cortante.
Em seguida, pegue a agulha e passe um dos polos do ímã, escorregando-o ao longo do comprimento da agulha, de uma
• O trabalho com a obra de arte Desembarque de Cabral possibilita o desenvolvimento da Competência geral 3, pois incentiva os estudantes a valorizarem e fruírem as diversas manifestações artísticas.
• Ao abordar esta página com os estudantes, se possível, leve uma bússola para a sala de aula e mostre a eles como usar. Movimente-a e, depois, coloque-a sobre uma superfície plana, como uma mesa, em repouso, e peça aos estudantes que observem que a agulha vai se estabilizar. Repita o procedimento e verifique se os estudantes conseguem perceber que a agulha sempre se estabiliza na mesma posição. Alinhe a extremidade da agulha (que geralmente tem uma marcação) com o Norte, e mostre aos estudantes como ela é usada para localizar as regiões, Norte e Sul, por exemplo.
A abordagem sobre o uso da bússola na época das Grandes Navegações possibilita o trabalho interdisciplinar com o professor de História. Comente com os estudantes que, apesar de o uso da bússola ter sido muito importante na época das Grandes Navegações, as primeiras bússolas foram desenvolvidas pelos chineses por volta do século I d.C.
04/10/2025 10:45:22
ponta à outra. Quando chegar ao final da agulha, afaste o ímã e repita o procedimento pelo menos dez vezes, sempre no mesmo sentido.
Depois, prenda a agulha no papel ou no pedaço de cortiça e cuidadosamente coloque esse conjunto sobre a água, de modo que ele fique flutuando.
Compare a posição da agulha sobre a água com a posição da agulha da bússola. Os estudantes devem perceber que a agulha imantada, flutuando sobre a água, funciona como uma bússola.
Resposta a) Resposta pessoal. O objetivo desta atividade é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes a respeito do assunto, bem como incentivar a participação deles.
• Diga aos estudantes que as borboletas citadas na página são principalmente as migratórias, que percorrem longas distâncias durante a vida. Já as bactérias com esse tipo de orientação são chamadas magnetotáticas.
• Comente que as estruturas do corpo dos pombos que permitem a identificação de campos magnéticos e a orientação por eles são os neurônios, células do sistema nervoso responsáveis por conduzir os impulsos nervosos.
• Comente também que, para vários animais, a orientação pelo campo magnético ocorre em conjunto com a orientação pela visão.
ROCHA, Eduardo. Campo magnético da Terra como apoio para a visão. Jornal da USP, 9 jul. 2025. Disponível em: https:// jornal.usp.br/radio-usp/ campo-magnetico-da -terra-como-apoio-para -a-visao/. Acesso em: 17 jul. 2025.
VELOSO, João Antônio C. et al . Orientação por “GPS natural”: o caso dos tubarões-de-pala. Bióicos, 15 mar. 2023. Disponível em: https://www.bioicos.org.br/ post/orientacao-por -gps-natural-o-caso-dos -tubaroes-de-pala. Acesso em: 25 ago. 2025. Nessas páginas, você encontra mais informações sobre os animais e a influência do campo magnético da Terra.
Alguns animais, como os pombos, voam longas distâncias.
a ) Você sabe como os pombos se orientam geograficamente no ambiente?
Resposta nas orientações ao professor.
O campo magnético da Terra é considerado um dos mais importantes meios de orientação geográfica para muitos animais, como morcegos, pombos, tartarugas marinhas e até mesmo algumas borboletas e bactérias. Até o momento, não se sabe ao certo como esse mecanismo funciona. No entanto, sabe-se que esses animais têm pequenos cristais de magnetita no corpo, que funcionam como uma bússola.
Pesquisadores identificaram em pombos (Columba livia) algumas estruturas do seu corpo que identificam a orientação de campos magnéticos, como o terrestre, auxiliando na orientação do voo dessas aves, aliado a outros elementos do ambiente, como a luz solar.
As tartarugas marinhas, por exemplo, fazem ninhos nas areias das praias, onde botam seus ovos. Após o nascimento, os filhotes vão para o mar e iniciam uma longa jornada em mar aberto em busca de alimento e condições adequadas ao seu desenvolvimento.
No mar, as tartarugas percorrem milhares de quilômetros. Quando atingem a fase adulta, elas são capazes de retornar ao local onde nasceram para se reproduzir.
Pombo-doméstico: pode atingir cerca de 38 cm de comprimento.

doméstico.
Tartaruga-cabeçuda: pode atingir cerca de 1,4 m de comprimento.

Tartaruga-cabeçuda nadando em mar aberto.
A presença da magnetita no corpo desses animais permite que eles identifiquem algumas características do campo magnético da Terra. Estas, por sua vez, auxiliam na orientação geográfica do animal.
Em nosso cotidiano, diversos objetos utilizam ímãs em algumas de suas partes ou têm seu funcionamento ligado ao magnetismo.
Imagens sem proporção entre si.
As geladeiras têm ímãs nas portas para auxiliar em seu fechamento e em sua vedação.

Alguns guindastes utilizados em ferros-velhos têm ímãs para separar ou transportar pedaços de metal.

Nos discos rígidos de computadores, ímãs auxiliam na movimentação da agulha que grava os dados.

• A abordagem e a atividade desta página levam os estudantes a explorarem fenômenos de interação entre diferentes materiais e evidenciam respostas às forças magnéticas, permitindo o desenvolvimento da habilidade EF05CI01.
• Ao trabalhar esta página com os estudantes, retome a presença das propriedades magnéticas em objetos de uso cotidiano. Para isso, peça a eles que citem novamente objetos que usam as propriedades magnéticas da matéria e liste as respostas na lousa.
7. A agulha da bússola representada a seguir está alinhada ao campo magnético da Terra. Observe-a.


Régua.
Calculadora. Representação de uma bússola.
Lápis.


Caderno.
Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
a ) Observando a posição da agulha da bússola, indique em seu caderno o objeto que está localizado em cada direção geográfica: leste, oeste, norte e sul.
Resposta: Espera-se que os estudantes indiquem que a calculadora está na direção norte, a régua está na direção leste, o caderno está na direção sul e o lápis está na direção oeste.
Objetivo
• A atividade 7 permite avaliar se os estudantes compreenderam que a agulha de uma bússola se alinha ao campo magnético da Terra.
Sugestão de intervenção
Caso os estudantes apresentem dificuldade para responder à atividade, enfatize que a agu-
04/10/2025 10:45:26
lha da bússola se alinha com o campo magnético da Terra e que as indicações dos pontos cardeais no fundo do instrumento servem somente de referência. Para que os pontos cardeais do fundo da bússola coincidam com a indicação da bússola, o utilizador deve girá-la até que a letra N (norte) fique abaixo da ponta vermelha da agulha.
• Em seguida, leia os textos da página em voz alta com eles e explorem as fotografias que mostram parte de uma geladeira, de um guindaste e de um HD. Pergunte aos estudantes se reconhecem esses objetos e se identificam os efeitos magnéticos presentes neles.
• Se julgar pertinente, comente que o guindaste da imagem apresenta efeitos magnéticos, atraindo os mesmos objetos que os ímãs, apenas quando ligado à energia elétrica, configurando um eletroímã, que será estudado na próxima página.
• A abordagem desta página incentiva os estudantes a investigarem o eletromagnetismo com base em conhecimentos e procedimentos científicos, contribuindo para desenvolver as Competências específicas de Ciências da Natureza 2 e 3. Além disso, o assunto deste boxe contribui para trabalhar o tema contemporâneo transversal Ciência e tecnologia
• Se achar conveniente, monte um eletroímã com os estudantes. Para isso, leve para a sala de aula ou outro ambiente da escola que julgar adequado os seguintes materiais: 1 prego de ferro com pelo menos 5 cm de comprimento; 80 cm de fio condutor de 0,3 mm2 (conhecido como fio cabinho); 2 pilhas AA; fita adesiva; clipes metálicos.
• Para iniciar a confecção do eletroímã, descasque as pontas do fio e enrole-o no prego, com voltas bem ajustadas, prendendo com fita adesiva para não soltar. Prenda as duas pilhas com fita adesiva e, em seguida, prenda as pontas descascadas do fio nos polos expostos da pilha. Aproxime o prego dos clipes metálicos e confira se o eletroímã está funcionando. Por fim, solte das pilhas uma das pontas do fio condutor e aproxime o prego dos clipes. Sem a corrente elétrica percorrendo o fio, o eletroímã não deve funcionar.
• A realização desse experimento contribui para o desenvolvimento da Competência geral 2 e das Competências específicas de Ciências da Natureza 2 e 3 da BNCC, pois leva os estudantes a dominarem procedimentos da investigação científica, analisarem e compreenderem um fenômeno relativo ao mundo natural, com base nos conhecimentos de Ciências da Natureza.
Enrolando um fio condutor ao redor de um prego e fixando suas pontas descascadas nos polos de uma pilha, montamos um dispositivo que, ao ser aproximado de objetos metálicos, é capaz de atraí-los. Esse dispositivo se chama eletroímã
Quando uma corrente elétrica percorre seu fio condutor, o suporte metálico se comporta como um ímã. Essa corrente surge quando o fio condutor do eletroímã é conectado a um gerador elétrico. Um dos efeitos dela é o surgimento de um campo magnético ao redor do fio condutor.
gerador de energia elétrica

fio condutor
objetos metálicos suporte metálico
Eletroímã.
Ao desconectar o fio elétrico do gerador, a corrente elétrica cessa e o eletroímã perde suas propriedades magnéticas. Assim, diferentemente de um ímã, as propriedades magnéticas de um eletroímã não são permanentes.

O eletroímã tem diversas aplicações, podendo ser usado em campainhas, alguns eletrodomésticos, fechaduras elétricas e trens de levitação magnética, por exemplo. Nos trens de levitação magnética, os eletroímãs são utilizados para levitar os vagões e controlar sua velocidade.
Trem de levitação magnética (maglev) em Shangai, na China, em 2024.
O funcionamento de um eletroímã nos mostra a relação entre eletricidade e magnetismo. Essa relação foi observada em 1820, pelo cientista dinamarquês Hans Christian Oersted (1777-1851).
Oersted percebeu que a agulha de uma bússola mudava de posição quando estava próxima de um fio condutor percorrido por corrente elétrica. Com isso, ele concluiu que esse fio apresentava campo magnético.
O Eletromagnetismo é a área da Física que estuda essa relação.
COMO fazer um ímã elétrico, o eletroímã. Manual do Mundo, 5 jun. 2012. Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=j2kHpzP7elQ. Acesso em: 17 jul. 2025.
Nessa página, você encontra mais instruções para a construção de um eletroímã similar ao proposto anteriormente.
Escreva as respostas no caderno.
3. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que os fios são elásticos, leves e resistentes.
1. A bola de Pedro caiu acidentalmente na piscina e ficou flutuando na água, como representado na imagem.
Em seu caderno, explique corretamente a razão de a bola de Pedro flutuar na água.
Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que a bola é menos densa do que a água.
Bola de Pedro flutuando na água

2. Ao preparar uma sopa, Joaquim esqueceu uma colher de alumínio dentro da panela em aquecimento. Quando foi segurar essa colher, ele queimou sua mão.
Resposta: Estava quente porque a chama do fogão aqueceu a panela e a sopa, transferindo
a ) Por que a colher estava quente?
seu calor para a colher, que é feita de metal, um bom condutor de calor.
b ) Qual propriedade do alumínio fez Joaquim se queimar?
Resposta: Espera-se que os estudantes respondam condutibilidade térmica.
c ) Qual material poderia ser utilizado no cabo da colher para evitar que ele aquecesse?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam
3. Leia o texto a seguir e faça as atividades propostas.
que poderiam ser utilizados materiais maus condutores de calor (isolantes térmicos), como a madeira, a borracha ou o silicone.
Aranha: pode atingir cerca de 22 mm de comprimento. Elásticas, leves e resistentes. Essas são algumas das características dos fios de seda que as aranhas produzem para construir suas teias. Diversos pesquisadores têm estudado uma maneira de produzir materiais com características semelhantes a eles.

Aranha em sua teia, coberta com gotículas de água.
3. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que a teia ajuda as aranhas a capturarem suas presas e também é usada como abrigo para proteger os ovos.
a ) Quais são as propriedades dos fios de seda que as aranhas produzem?
b ) Qual é a importância da teia para a aranha? Faça uma pesquisa para responder, caso necessário.
c ) Cite um objeto de seu cotidiano feito de material com a propriedade da elasticidade.
Resposta pessoal. Os estudantes podem citar alguns
objetos, por exemplo, elástico de prender cabelo, balões de festa, luvas de látex e cordas elásticas.
3. Objetivos
• Identificar as propriedades físicas das teias de aranha.
• Refletir sobre a importância da teia para a aranha.
• Reconhecer materiais do dia a dia que apresentam elasticidade.
Sugestão de intervenção
04/10/2025 10:45:27
Caso os estudantes apresentem dificuldade na resolução da atividade, oriente-os a ler novamente o texto da questão, sublinhando as características dos fios de seda das aranhas que foram citadas. Comente também como as aranhas se alimentam e se reproduzem, para que eles identifiquem a importância das teias para as aranhas.
BNCC
• As atividades desta página incentivam os estudantes a identificarem, analisarem e evidenciarem propriedades físicas de alguns materiais por meio de situações cotidianas, contribuindo para desenvolver a habilidade EF05CI01.
1. Objetivo
• Explicar os fatores relacionados à flutuação dos corpos, como a densidade.
Sugestão de intervenção
Caso os estudantes apresentem dificuldade na resolução da atividade, relembre o conceito de densidade e como ele se relaciona com a flutuação dos corpos. Questione sobre as características que um corpo deve ter para flutuar na água. Eles devem lembrar que esses corpos precisam ter densidade menor do que a da água para flutuar.
2. Objetivo
• Identificar a propriedade da condutibilidade térmica dos materiais em uma situação cotidiana.
Sugestão de intervenção
Caso os estudantes apresentem dificuldade na resolução da atividade, peça-lhes que identifiquem de qual material a colher é feita e qual é a propriedade relacionada a esse material. Assim, eles podem relembrar que os metais são bons condutores de calor e responder corretamente à questão.
• A atividade 4 favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI01 , pois incentiva os estudantes a identificarem, analisarem e evidenciarem propriedades físicas de alguns materiais por meio de situações cotidianas.
• Identificar a propriedade do material relacionada a determinada situação do dia a dia.
Sugestão de intervenção
Caso os estudantes apresentem dificuldade na resolução desta atividade, oriente-os a ler a definição de condutibilidade térmica dos materiais e a relembrar qual tipo de material é melhor condutor de calor e quais tipos são isolantes térmicos. Dessa forma, eles podem identificar as afirmativas verdadeiras e as falsas.
Resposta
4. A – F; B – V; C – F; D – V. a) Os objetos são feitos de diferentes materiais, que apresentam diferentes propriedades. c) A propriedade dos materiais relacionada à situação vivenciada por Frederico é a condutibilidade térmica.
5. Objetivo
• Reconhecer o funcionamento de alguns tipos de usinas elétricas.
Sugestão de intervenção
4. Ao tocar na maçaneta metálica da porta de sua casa, Frederico teve a impressão de que esse objeto estava a uma temperatura menor do que a da madeira da porta.
Em relação à situação descrita e com base no que você estudou sobre as propriedades dos materiais, julgue as afirmativas a seguir, escrevendo no caderno F para as falsas e V para as verdadeiras. Em seguida, reescreva a(s) afirmativa(s) falsa(s) no caderno, corrigindo-a(s).
Resposta nas orientações ao professor

Frederico abrindo a porta de sua casa.
a ) Os objetos são feitos de diferentes materiais, que apresentam as mesmas propriedades.
b ) O metal é um bom condutor de calor. Por isso, a troca de calor entre a mão de Frederico e a maçaneta metálica ocorre mais facilmente do que entre sua mão e a parte de madeira da porta.
c ) A propriedade dos materiais relacionada à situação vivenciada por Frederico é a condutibilidade elétrica.
d ) A sensação de Frederico está relacionada à capacidade dos diferentes materiais de conduzir calor.
5. Escreva as sentenças a seguir em seu caderno. Depois, anote na frente de cada uma o número que representa o tipo de usina elétrica a que ela se refere.
Resposta: A – 3; B – 4; C – 2; D – 1.
Usina hidrelétrica 1.
Usina termonuclear 2.
Usina termelétrica 3.
Usina eólica 4.
Utiliza a queima de combustíveis como o carvão mineral ou o gás natural na geração de energia elétrica.
Utiliza a energia dos ventos para movimentar as hélices dos aerogeradores e gerar energia elétrica.
C.
Utiliza a energia térmica liberada por reações nucleares na geração de energia elétrica.
Utiliza a energia do movimento da água para a geração de energia elétrica.
Para auxiliar os estudantes nesta atividade, pergunte a eles quais usinas elétricas utilizam recursos naturais renováveis e não emitem gases poluentes durante o seu funcionamento. Verifique se citam as usinas eólicas, solares e hidrelétricas. Em seguida, peça-lhes que citem quais recursos renováveis cada uma dessas usinas emprega e oriente-os a encontrar as sentenças que apresentam tais recursos, fazendo a associação. Utilize essa mesma estratégia em relação às usinas que fazem uso de recursos não renováveis.
6. Professor, professora: Comente com os estudantes que a geração de energia elétrica tem um custo, que varia entre os diferentes tipos de usina elétrica.
6. Leia o texto e observe as imagens a seguir.
Desde 2015, as contas de energia elétrica no Brasil apresentam uma sinalização extra, as chamadas bandeiras tarifárias. Essas bandeiras são de três cores e indicam as tarifas cobradas pelo uso da energia elétrica para determinado mês.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Sem acréscimo na tarifa.
Acréscimo de R$ 0,019 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido (valor aproximado em 2025).
Acréscimo de R$ 0,045 (nível 1) a R$ 0,079 (nível 2) para cada quilowatt-hora (kWh) consumido (valores aproximados em 2025).
a ) Suponha que uma família consome em média 500 kWh por mês. Qual será o valor excedente pago, em reais, para esse mesmo consumo, em um mês sinalizado com bandeira amarela? E em um mês sinalizado com bandeira vermelha? Efetue os cálculos no caderno.
b ) O que o consumidor pode fazer para que não haja alteração no valor da conta de energia elétrica, em caso de mudança de bandeira tarifária para amarela ou vermelha?
Resposta: O consumidor deve usar a
energia elétrica de forma consciente, adotando atitudes que evitem o seu desperdício.
7. Para estudar as propriedades dos materiais, Isabela escreveu algumas frases no caderno. Reescreva essas frases, substituindo os símbolos pelas palavras adequadas do quadro.
Resposta: a) Ímã natural; b) bússola; c) campo magnético.
a) Em razão de seu comportamento magnético, a Terra pode ser comparada a um ●
b) A ● é um instrumento de orientação geográfica que utiliza uma agulha imantada suspensa.
c) O ● terrestre faz a agulha imantada da bússola se alinhar, aproximadamente, na direção norte-sul geográfica da Terra.
6. a) Resposta: Para um consumo de 500 kWh, no mês sinalizado com bandeira amarela, haverá um acréscimo de R$ 9,50 (500 kWh × R$ 0,019 = R$ 9,50). No mês sinalizado com bandeira vermelha, haverá um acréscimo de R$ 22,50 para o nível 1 (500 kWh × R$ 0,045 = R$ 22,50) e um acréscimo de R$ 39,50 para o nível 2 (500 kWh × R$ 0,079 = R$ 39,50)
bússola • campo magnético • ímã natural
04/10/2025 10:45:28
BNCC
• A atividade 6 permite o desenvolvimento da habilidade EF05CI01, pois leva os estudantes a explorarem fenômenos que evidenciam a resposta de alguns materiais às forças magnéticas.
• Calcular o valor da fatura de energia elétrica com base no consumo mensal e na bandeira tarifária em vigor no mês.
• Refletir sobre a necessidade de economizar energia elétrica.
Sugestão de intervenção
Se os estudantes apresentarem dificuldade na resolução da atividade, leve-os a refletir sobre o preço excedente, obtido pela multiplicação entre o valor da energia consumida e o valor da bandeira tarifária. Enfatize que, em períodos com bandeira tarifária amarela ou vermelha, se quiser economizar no valor da fatura, o consumidor deve procurar formas de diminuir o consumo.
Se julgar pertinente, procure expandir a abordagem dos conteúdos sobre operações matemáticas para o cálculo do consumo de energia elétrica, propondo interdisciplinaridade com o componente curricular de Matemática . Para isso, converse com o professor desse componente e, juntos, proponham aos estudantes a resolução de atividades que envolvam diferentes operações matemáticas, presentes em práticas do dia a dia.
7. Objetivo
• Identificar termos relacionados ao comportamento magnético da Terra e ao funcionamento da bússola.
Sugestão de intervenção
Caso os estudantes tenham dificuldade em responder a essa atividade, peça a eles que re-
tomem as páginas que abordam os ímãs, os polos magnéticos e o campo magnético terrestre. Questione-os sobre o que faz a agulha da bússola se movimentar. Eles devem citar que é a interação com o campo magnético terrestre. Assim, terão os subsídios necessários para completar as afirmativas corretamente.
• Conhecer os níveis de organização do corpo humano.
• Conhecer a estrutura básica de uma célula animal e de uma célula vegetal.
• Reconhecer a ação integrada dos sistemas digestório, respiratório e cardiovascular na nutrição do corpo humano.
• Conhecer alguns nutrientes presentes nos alimentos e compreender a importância de cada um deles para o funcionamento do corpo humano.
• Classificar os alimentos em construtores, reguladores e energéticos, de acordo com os principais nutrientes presentes em sua composição.
• Refletir sobre a importância de manter uma alimentação equilibrada e saudável.
• Conhecer alguns cuidados que devemos ter com os alimentos e compreender a importância deles para a manutenção da saúde.
• Conhecer e identificar os órgãos e as estruturas do sistema digestório humano.
• Compreender o processo de digestão dos alimentos no ser humano.
• Conhecer e identificar os órgãos e as estruturas do sistema respiratório humano.
• Compreender o processo de respiração no ser humano.
• Conhecer alguns problemas de saúde relacionados ao sistema respiratório humano.
• Conhecer e identificar os órgãos e as estruturas do sistema cardiovascular humano.
• Compreender alguns papéis desempenhados pelo sistema cardiovascular humano.
• Conhecer e identificar os órgãos e as estruturas do sistema urinário humano.
• Compreender alguns dos papéis desempenhados pelo sistema urinário humano.

Para conseguirmos realizar atividades, como brincar, estudar e se alimentar, e nos manter vivos, nosso corpo precisa de energia para funcionar de maneira adequada. Isso só é possível porque o corpo humano tem vários sistemas e órgãos trabalhando em conjunto.
• Conhecer alguns problemas de saúde relacionados ao sistema urinário humano.
• Esta unidade aborda os sistemas relacionados à nutrição do corpo humano, como o digestório, respiratório e cardiovascular, bem como o sistema urinário, o qual promove a eliminação das excretas humanas.
• O tema 14 trata da organização do corpo humano da célula ao organismo.
• O tema 15 trabalha a nutrição do corpo, abordando a importância da energia para o funcionamento do corpo, bem como a distribuição dos nutrientes por ele.
pular elástico.
• O tema 16 aborda a importância da alimentação equilibrada e dos cuidados com os alimentos.
• Os temas 17, 18, 19 e 20, respectivamente, se referem aos sistema digestório, respiratório, cardiovascular e urinário.
1. 2. 3.
Respostas nas orientações ao professor
Como nosso corpo obtém energia para desempenhar atividades, como brincar?
Em sua opinião, como o funcionamento do corpo é coordenado?
De quais brincadeiras você gosta de brincar? Conte aos colegas.

para o restante da turma e conversem sobre as estruturas do corpo humano envolvidas em cada atividade demonstrada nas imagens. Incentive a participação de todos e acolha seus pontos de vista, corrigindo possíveis equívocos, se necessário.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
Se julgar conveniente, realize essa atividade juntamente com o professor do componente curricular de Educação física Juntos, promovam um momento para os estudantes brincarem de pular elástico e, durante a brincadeira, questione-os sobre
o que está possibilitando a movimentação do corpo e como está a respiração deles nesse momento. Caso os estudantes citem apenas os membros inferiores e superiores, leve-os a refletir sobre outras estruturas e outros órgãos que possibilitam o movimento realizado por esses membros, como ossos, músculos e articulações.
1. Espera-se que os estudantes respondam que o corpo humano obtém energia dos nutrientes dos alimentos que ingerimos.
• As imagens das crianças brincando juntas possibilita trabalhar a importância das brincadeiras e das amizades para promover o bem-estar e o respeito a si e ao outro, favorecendo o desenvolvimento da Competência geral 8 e da Competência específica de Ciências da Natureza 7 e o trabalho com o tema contemporâneo transversal Saúde
Para verificar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o corpo humano, se julgar interessante, organize a turma em cinco grupos. Em seguida, distribua uma folha de papel sulfite para cada grupo e a imagem de uma pessoa realizando uma atividade, por exemplo, dançando, praticando esportes, carregando caixas, lendo um livro e se alimentando. Cada grupo deverá receber uma imagem que seja diferente da dos outros grupos. Oriente-os a colar a imagem na folha sulfite e escrever abaixo dela as estruturas do corpo humano que estão relacionadas à atividade mostrada na imagem. Verifique se os estudantes citam a ação conjunta de diferentes órgãos e sistemas do corpo humano.
Depois, organize-os em círculo, mostre a imagem e a descrição de cada grupo
04/10/2025 11:14:03
Além dos nutrientes, o oxigênio, obtido por meio da respiração, também é importante nesse processo.
2. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes a respeito da integração dos sistemas e da atuação do sistema nervoso na coordenação do funcionamento desses sistemas.
3. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é incentivar o diálogo entre os estudantes, de maneira que compartilhem suas vivências.
• O conteúdo iniciado nesta página permite o trabalho com a habilidade EF05CI06 , pois aborda sistemas do corpo humano. A abordagem da capoeira possibilita o trabalho com os temas contemporâneos transversais Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras, Diversidade cultural e Saúde
• Essa abordagem também favorece o desenvolvimento da Competência geral 3, pois incentiva os estudantes a valorizarem e fruirem as diversas manifestações artísticas e culturais.
A abordagem sobre a capoeira possibilita o trabalho interdisciplinar com os professores dos componentes curriculares de Educação Física e Arte, sendo trabalhada como atividade física e manifestação cultural. Explique aos estudantes que a capoeira é uma manifestação cultural e um esporte, considerada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Se julgar interessante, comente com os estudantes sobre a origem dela, valorizando suas raízes afro-brasileiras.
A capoeira é uma das principais representações da cultura afro-brasileira. Ela é uma mistura de dança, luta e arte, acompanhada de cantos, palmas e instrumentos musicais, como o pandeiro, o atabaque e o berimbau.
Observe na fotografia as crianças praticando capoeira.

2. Resposta: Os estudantes podem citar os braços e as pernas. Eles podem citar também estruturas relacionadas ao movimento do corpo, como ossos, músculos e articulações.
Crianças em uma roda de capoeira em Itacaré, na Bahia, em 2023.
1. Você já participou de uma roda de capoeira ou presenciou alguma? Em caso afirmativo, conte aos colegas.
Resposta pessoal. O objetivo desta
2. Quais partes do corpo são utilizadas para realizar os movimentos da capoeira?
3. Durante a dança de capoeira, é preciso sincronizar os movimentos com a respiração. Quais órgãos estão relacionados com a respiração?
Resposta: Os pulmões, principalmente.
4. Do que esses órgãos são formados?
questão é incentivar os estudantes a compartilharem suas vivências. demais órgãos do corpo humano, são formados por tecidos e células.
Resposta: Os pulmões, assim como os
Enquanto fazemos nossas atividades cotidianas, como as crianças na roda de capoeira, o corpo humano realiza várias outras para se manter vivo, como a respiração e os batimentos cardíacos.
O corpo humano é composto de vários órgãos e sistemas que, em conjunto, permitem seu funcionamento. Agora, estudaremos como ele é organizado.
5. Se pudéssemos observar uma pequena parte de um órgão do corpo humano e ampliá-la usando um microscópio, o que veríamos?
Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que veríamos as células.
Fragmento de pele da planta do pé. Imagem ampliada cerca de 100 vezes e colorida artificialmente.
• Caso algum estudante responda afirmativamente à questão 1, permita que compartilhe suas experiências com os colegas. Pergunte quais partes do corpo ele percebe que são mais exigidas na capoeira.
• Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder à questão 4, peça que levantem hipóteses do que constitui um órgão. Retome essa questão ao final do estudo da unidade e peça aos estudantes que comparem suas respostas com as iniciais.
• Pergunte aos estudantes de que órgãos eles já ouviram falar e quais papéis cada um deles desempenha no corpo humano.

Em 1667, o cientista inglês Robert Hooke (1635-1703) utilizou um microscópio para analisar um pedaço de cortiça. Ele observou pequenos compartimentos, aos quais nomeou células.
Os estudos de Hooke, associados aos trabalhos de diversos outros cientistas, permitiram concluir que todos os seres vivos são constituídos de uma ou mais células.
Elas são estruturas capazes de realizar todas as atividades essenciais à existência de vida. Todos os seres vivos são formados por células, as quais apresentam uma estrutura básica.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Estrutura de uma célula animal

Representação de uma célula animal.
membrana plasmática
citoplasma

Ilustração da cortiça em fatias finas feita por Robert Hooke por meio da observação em um microscópio.
Estrutura de uma célula vegetal
membrana plasmática
parede celular
citoplasma
núcleo
Representação de uma célula vegetal.
Fonte de pesquisa: SADAVA, David et al Vida: a ciência da biologia. 11. ed. Porto Alegre: Artmed, 2020. v. 1. p. 90-91.
A membrana plasmática é uma fina camada que envolve a célula externamente e controla a entrada e a saída de substâncias nela.
O citoplasma é constituído de um material que preenche o espaço entre a membrana plasmática e o núcleo. Nele estão presentes várias estruturas, como as organelas, que realizam as atividades celulares.
O núcleo é responsável por coordenar todas as atividades da célula.
A parede celular é uma camada rígida que ajuda a proteger e manter o formato da célula vegetal.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
MARTINS, Roberto de Andrade. Robert Hooke e a pesquisa microscópica dos seres vivos. Filosofia e História da Biologia, v. 6, n. 1, p. 105142, 2011. Disponível em: https://www.abfhib. org/FHB/FHB-06-1/FHB-6-1-07-Roberto -Martins.pdf. Acesso em: 3 set. 2025. Esse artigo apresenta informações a respeito da vida acadêmica de Robert Hooke e de sua obra Micrographia
04/10/2025 11:14:05
• A abordagem histórica da observação das células contribui para desenvolver a Competência geral 1 e a Competência específica de Ciências da Natureza 1, pois leva os estudantes a valorizarem e utilizarem os conhecimentos historicamente construídos e a compreenderem as Ciências da Natureza como empreendimento humano.
• Leve para a sala de aula imagens do microscópio utilizado por Robert Hooke e de outras estruturas observadas por ele com o instrumento de observação, como insetos e fungos. Você pode obtê-las no artigo sugerido na Referência complementar
• Enfatize que a composição celular trabalhada é de células eucariontes, aquelas que têm o núcleo definido, envolvido por um envoltório nuclear.
• Se julgar interessante, explique que o citoplasma é dividido em dois componentes: citosol e organelas. Diga que o citosol normalmente é composto de água (maior parte), proteínas, glicose, lipídios, aminoácidos, entre outros componentes. Explique que por todo o citosol estende-se o citoesqueleto, uma rede de filamentos proteicos que possibilita, por exemplo, a realização de movimentos da célula.
• Comente com os estudantes que a maioria das células do corpo humano apresentam a estrutura básica de uma célula animal. No entanto, algumas delas não têm determinadas estruturas celulares, como a hemácia, célula sanguínea que não contém núcleo.
• Oriente os estudantes a fazerem a leitura desta página seguindo a ordem numérica e observando as respectivas imagens.
• Ao abordar as células, se possível, mostre aos estudantes imagens de diferentes tipos delas, enfatizando a diferença de formato e função, por exemplo.
• Se julgar interessante, comente com os estudantes que, no ápice de algumas células do intestino delgado, a membrana plasmática se projeta, formando as chamadas microvilosidades. Oriente-os a observar essas projeções na célula representada na imagem desta página.
• Diga a eles que as microvilosidades auxiliam a absorção dos nutrientes dos alimentos que ingerimos.
• Se julgar conveniente, comente com os estudantes que o corpo humano é formado por quatro tipos de tecidos. Sobre esse assunto, leia o trecho do texto a seguir. [...]
Apesar da sua grande complexidade, o organismo humano é constituído por apenas quatro tipos básicos de tecidos: epitelial, conjuntivo, muscular e nervoso. Essa classificação leva em conta principalmente critérios da estrutura, das funções e da origem embriológica desses tecidos. O tecido epitelial é formado por células que revestem superfícies e que secretam moléculas, tendo pouca MEC. O tecido conjuntivo é caracterizado por uma grande quantidade de matriz extracelular que é produzida por suas próprias células; o tecido muscular é formado de células alongadas dotadas da capacidade de encurtar seu comprimento, isto é, de contração; o tecido nervoso se compõe de células com longos prolongamentos emitidos pelo corpo celular que têm as funções especializadas de receber, gerar e transmitir impulsos nervosos. [...]
Cada um dos tecidos é formado por vários tipos de cé-
1.
Vamos estudar a seguir o nível de organização do corpo humano.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
As células são as unidades básicas do corpo humano e de todos os outros seres vivos. Existem diferentes tipos de células que desempenham funções próprias.

Os tecidos são conjuntos de células semelhantes que, juntas, realizam uma ou mais funções específicas.
Representação do tecido epitelial da parede interna do intestino delgado humano.
Os órgãos são estruturas do corpo humano formadas por diferentes tecidos e que desempenham funções específicas no organismo. O intestino delgado (A), por exemplo, é um órgão responsável pela absorção dos nutrientes presentes nos alimentos ingeridos.
Cada sistema é formado por um conjunto de órgãos que trabalham de maneira coordenada, realizando determinadas funções no organismo. Dessa forma, o corpo humano é um organismo formado por diferentes sistemas, como o digestório, o respiratório e o circulatório.
Representação da célula do tecido epitelial da parede interna do intestino delgado humano.

Representação do sistema digestório humano.
Fonte de pesquisa: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. Tradução de Alexandre Lins Werneck et al. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. p. 478 e 493.
lulas características daquele tecido e por arranjos característicos da matriz extracelular. [...]
JUNQUEIRA, Luiz Carlos Uchoa. Histologia básica: texto e atlas. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. p. 64.
• A sigla MEC, citada do texto, refere-se à matriz extracelular que compõe os tecidos junto com o conjunto de células.
• Os tecidos hemocitopoético (produtor de células sanguíneas) ósseo, cartilaginoso e adiposo são alguns tipos de tecido conjuntivo.






























































































6. Além do intestino delgado, você conhece outros órgãos que formam o sistema digestório? Em caso afirmativo, escreva-os no caderno.
7. Decifre o código a seguir no caderno e descubra o nome do sistema representado na imagem.
Código
4 6 7 7 2 3 1 5
Resposta: Muscular.
a ) Escreva no caderno o número que representa a alternativa correta com relação ao papel desempenhado por esse sistema. Faça uma pesquisa, se necessário.
Professor, professora: O nome do sistema não foi inserido para não comprometer a realização da atividade.
3.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Sistema do corpo humano
Fonte de pesquisa: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. Tradução de Alexandre Lins Werneck et al 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. p. 203.
Representação de um sistema do corpo humano

• Ao abordar a questão 6, incentive os estudantes a citarem as partes do sistema digestório de que se lembram. É possível que se lembrem do estômago e da boca. Peça que indiquem as estruturas da boca, como dentes e língua, fundamentais no processo de digestão mecânica dos alimentos.
• Ao abordar o item a da atividade 7, pergunte aos estudantes onde os músculos estão presentes. É provável que eles indiquem alguns relacionados aos movimentos dos braços e das pernas. Enfatize que o sistema mostrado se relaciona à movimentação dos ossos, mas que há tecido muscular em órgãos também, porém, compostos de um tipo de tecido muscular diferente daquele presente nos membros do corpo humano.
4.
Responsável pelas trocas gasosas que ocorrem no corpo humano. Responsável por manter a postura e o movimento do corpo humano. Responsável por distribuir os nutrientes pelo corpo humano. Responsável por realizar a digestão dos alimentos. 1. 2.
Resposta: Alternativa 2
b ) Escreva no caderno outros sistemas do corpo humano que você conhece.
Resposta nas orientações ao professor
8. No caderno, ordene as palavras a seguir em ordem crescente de nível de organização do corpo humano e identifique qual nível está representado na imagem.
• Célula.
• Organismo.
• Órgão.
• Sistema.
• Tecido.
Resposta: Célula, tecido, órgão, sistema, organismo.
Professor, professora: A legenda da imagem não foi inserida para não comprometer a realização da atividade.

Fonte de pesquisa: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. Tradução de Alexandre Lins Werneck et al 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. p. 453.
6. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o sistema digestório. Eles podem citar: língua, faringe, esôfago, fígado, estômago, intestino delgado, intestino grosso, pâncreas e vesícula biliar.
bre o sistema digestório. Eles podem citar: língua, faringe, esôfago, fígado, estômago, intestino delgado, intestino grosso, pâncreas e vesícula biliar.
7.a) Resposta pessoal. O objetivo dessa atividade é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes a respeito dos sistemas que formam o corpo humano. Eles podem citar: sistema nervoso, sistema reprodutor, sistema endócrino, sistema respiratório, sistema cardiovascular, sistema urinário, entre outros.
Objetivo
• A atividade 8 permite verificar se os estudantes compreenderam os níveis de organização do corpo humano.
Sugestão de intervenção
Para tornar a atividade mais lúdica, se julgar interessante, escreva os níveis de organização em um cartão de papel sulfite ou cartolina. Para cada nível de organização, elabore quatro cartões, formando
04/10/2025 11:14:08
• No item b da atividade 7, caso os estudantes citem órgãos em vez de sistemas, agrupe-os nos sistemas correspondentes. Por exemplo, se citarem o fígado, diga que se trata de um órgão acessório do sistema digestório. Se citarem funções em vez de sistemas, auxilie-os a identificar os sistemas correspondentes. Aproveite para corrigir possíveis incorreções.
6. Resposta pessoal. O objetivo dessa questão é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes so-
quatro conjuntos de níveis de organização. Cada um deles deverá ter cinco cartões (célula, organismo, órgão, sistema, tecido). Organize a turma em quatro grupos e, para cada um deles, entregue uma folha de papel sulfite, cola e um conjunto de cartões. Peça aos grupos que se organizem em círculo e que colem os cartões na folha de papel sulfite seguindo a ordem crescente dos níveis de organização do corpo humano. Incentive-os a dialogar de forma respeitosa, acolhendo o ponto de vista dos colegas.
• A abordagem sobre a doação de órgãos permite o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Saúde. Além disso, favorece o desenvolvimento da Competência geral 10 e da Competência específica de Ciências da Natureza 8, pois leva os estudantes a refletirem sobre a importância de ações responsáveis em relação à saúde individual e coletiva, tomando decisões com base em princípios éticos e solidários.
• O trabalho com o gráfico desta página favorece o desenvolvimento da Competência geral 4 e da Competência específica de Ciências da Natureza 6, pois incentiva os estudantes a utilizarem uma linguagem matemática para produzir conhecimento.
• Explique aos estudantes que, em alguns casos, um dos órgãos do corpo de uma pessoa pode ter seu funcionamento comprometido, sendo necessário substituí-lo por outro que esteja saudável.
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
O gráfico apresentado nesta página pode ser trabalhado de maneira interdisciplinar com os componentes curriculares de Matemática e Arte. Caso julgue interessante, construa com os estudantes um gráfico tátil. Para isso, utilize os dados apresentados no gráfico Número de transplantes realizados no Brasil entre janeiro e setembro de 2024. Para destacar as barras do gráfico, você pode usar papel crepom, barbante ou grão de cereais, entre outros materiais. Esta atividade favorece a inclusão do estudante com deficiência visual e o trabalho lúdico com o tema abordado.
Observe o gráfico a seguir.
Número de transplantes realizados no Brasil entre janeiro e setembro de 2024
a ) Qual órgão foi mais transplantado entre janeiro e setembro de 2024?
Resposta: Rim.
Fonte de pesquisa: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS. Registro Brasileiro de Transplantes, São Paulo, ano XXV, n. 3, jan./set. 2024. Disponível em: https://site.abto.org. br/wp-content/uploads/2024/11/ RBT2024-3t-abto-populacao.pdf. Acesso em: 6 jun. 2025.
Como verificado no gráfico, 6 966 transplantes de órgãos foram realizados no Brasil entre janeiro e setembro de 2024.
O Brasil é o segundo país do mundo com o maior número de transplantes de órgãos. Apesar disso, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), milhares de brasileiros ainda aguardam nas filas para receber órgãos.
A fim de diminuir essa longa espera, várias campanhas são realizadas visando conscientizar as pessoas sobre a importância da doação de órgãos.
Ao decidir se tornar um doador, é preciso informar esse interesse aos familiares, pois eles precisam autorizar a doação após sua morte.
A decisão de se tornar doador de órgãos pode ajudar a salvar várias vidas. Um doador falecido pode doar órgãos como coração, pulmão, fígado, rins, pâncreas, córneas, intestino, pele e ossos. Já um doador vivo pode doar, por exemplo, um dos rins, medula óssea, parte do fígado e até parte de um pulmão.
b ) Converse com seus colegas sobre a importância da doação de órgãos.
Resposta nas orientações ao professor.
No material a seguir, você encontra mais informações a respeito da construção de um gráfico tátil.
• ANDRADE, Leia de; SANTIL, Fernando Luiz de Paula. Gráfico tátil: a possível forma de informação e inclusão do deficiente visual. Educação: Teoria e Prática, v. 21, n. 37, jul/set, 2011. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/pdf/eduteo/ v21n37/v21n37a09.pdf. Acesso em: 3 set. 2025.
Resposta
b) Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a dialogarem, expondo seus pontos de vista sobre a importância da doação de órgãos como meio de ajudar a salvar vidas.
LABOISSIÈRE, Paula. Doação de órgãos: conheça exigências e tire dúvidas sobre transplantes. Agência Brasil, 27 set. 2024. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com. br/saude/noticia/2024-09/doacao-de-orgaos -conheca-exigencias-e-tire-duvidas-sobre -transplantes. Acesso em: 3 set. 2025. Essa reportagem apresenta informações a respeito do que é a doação de órgãos, o que precisa para ser um doador, quem pode doar, como funciona a lista de espera de órgãos, entre outras questões.
VAMOS INVESTIGAR
Resposta nas orientações ao professor
a ) Em sua opinião, o que acontece com a nossa respiração e com os batimentos cardíacos após realizarmos atividades físicas?
MATERIAIS NECESSÁRIOS
• lápis grafite
A. B.
• caderno
Em repouso, coloque as pontas dos dedos indicador e médio sobre o punho e sinta a pulsação, ou seja, pequenos movimentos sob seus dedos.
Mantenha os dedos sobre o pulso e conte as pulsações durante um minuto. Em seguida, anote os valores no caderno.
Batimentos cardíacos: batimentos do coração em razão da contração e do relaxamento do músculo que compõe esse órgão.

• A atividade proposta nesta seção contribui para o desenvolvimento da Competência geral 2 e da Competência específica de Ciências da Natureza 2 , pois incentiva os estudantes a exercitarem a curiosidade e a utilizarem práticas de investigação científica para identificar processos relacionados aos sistemas circulatório e respiratório, que se relacionam com a nutrição do corpo.
• Analisar a pulsação por minuto em repouso e após algumas atividades físicas.
• Analisar quantas vezes por minuto ocorrem a inspiração e a expiração, em repouso e após atividades físicas.
D.
C. Faça o exercício físico representado na imagem.
E.
Atente também à sua respiração e anote quantas vezes você puxa e solta o ar durante um minuto.
Verifique novamente sua pulsação e conte quantas vezes você inspira e expira durante um minuto. Anote os dados no caderno.
Agora, responda às questões a seguir no caderno.
Respostas nas orientações ao professor
1. Sabendo que a pulsação está relacionada à quantidade de batimentos cardíacos, o que aconteceu com esses batimentos e a sua respiração após os exercícios físicos?
2. Como você explica os resultados observados?
Pessoa sentindo a pulsação.
Realize movimentos de corrida sem sair do lugar.

Criança realizando movimentos de corrida.
Professor, professora: Oriente os estudantes a fazerem o exercício sugerido, respeitando o tempo e a quantidade de repetições que conseguem fazer de cada atividade.
Na sequência, eles devem multiplicar o número de batimentos obtido por 4: assim, eles terão o número de batimentos por minuto. Esse mesmo procedimento pode ser repetido para verificar a quantidade de vezes que inspiram e expiram em um minuto.
• Caso os estudantes apresentem dificuldades para contar a quantidade de vezes que inspiram e expiram, oriente-os a apenas observar o que acontece com a respiração. Verifique se eles percebem que, após a realização de atividade física, ficam mais ofegantes em razão do
aumento da frequência respiratória, ou seja, do aumento dos movimentos respiratórios.
• Após efetuarem a medição na sequência do exercício físico, oriente os estudantes a esperarem dois minutos e repetirem a contagem dos batimentos cardíacos e da respiração mais uma vez. Eles devem comparar esse resultado com o obtido quando estavam em repouso. Eles devem verificar que, após um tempo de descanso, os batimentos cardíacos e a respiração diminuem e ficam mais próximos dos valores do repouso.
04/10/2025 11:14:09
a) Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a levantarem hipóteses a respeito das alterações que ocorrem no nosso corpo após a realização de atividades físicas.
• Explique aos estudantes que a pulsação está relacionada à expansão e ao recuo dos vasos sanguíneos com a passagem de sangue a cada batimento cardíaco.
• Para facilitar a contagem dos batimentos, oriente-os a anotar o número de batimentos cardíacos em um intervalo de 15 segundos.
1. Espera-se que os estudantes percebam que os batimentos cardíacos e os movimentos respiratórios aumentam após a atividade física.
2. Espera-se que eles respondam que, ao realizar atividade física, o corpo necessita de mais gás oxigênio e nutrientes para gerar energia. Assim, os movimentos respiratórios aumentam para obter mais oxigênio, bem como os batimentos cardíacos, fazendo com que o sangue circule mais rapidamente pelo corpo, levando o oxigênio necessário.
• A abordagem da página e da atividade 2 contribui para desenvolver as habilidades EF05CI06 e EF05CI07 , pois fornece subsídios para os estudantes selecionarem argumentos que justifiquem a importância da ação conjunta dos sistemas digestório, respiratório e cardiovascular para a nutrição do corpo humano.
• Após a abordagem desta página, retome com os estudantes a questão 2 da seção Vamos investigar na página 107. Peça que, com base nos conhecimentos adquiridos, avaliem a resposta dada e complementem-na, se necessário.
• Leve os estudantes a concluírem que, durante a prática de atividade física, as células musculares necessitam de mais energia e, para isso, precisam de mais oxigênio. Assim, os movimentos respiratórios aumentam, obtendo mais oxigênio, e os batimentos cardíacos aumentam, fazendo com que o sangue circule mais rapidamente pelo corpo e que mais oxigênio chegue às células musculares.
• Para auxiliar os estudantes na atividade 2, primeiro, levante os conhecimentos prévios deles a respeito da função dos sistemas respiratório, digestório e cardiovascular. Complemente as informações dadas por eles e corrija possíveis equívocos. Em seguida, reproduza o texto da atividade na lousa e oriente-os a completá-lo com base nesses levantamentos.
Observe a imagem a seguir.
1. Resposta: Enquanto dormimos, nosso corpo também precisa de energia para manter o seu funcionamento adequado.

1. Para realizarmos atividades como a mostrada na fotografia, nosso corpo precisa de energia. E enquanto dormimos? Justifique sua resposta.
Para que o corpo humano se mantenha em funcionamento, ele necessita da energia, que é formada no interior das células pela combinação dos nutrientes com o gás oxigênio.
Por meio da alimentação, obtemos os nutrientes necessários para manter o funcionamento, o crescimento e o desenvolvimento do nosso corpo e, pela respiração, obtemos o gás oxigênio. Assim, a energia é gerada com a alimentação e a respiração.
A fim de que o corpo humano possa usar os nutrientes dos alimentos, alguns sistemas atuam em conjunto, como o digestório, o respiratório e o cardiovascular.
2. Para entender a função desses sistemas na nutrição do corpo humano, copie o texto a seguir no caderno, substituindo as letras em destaque pelos termos corretos listados no quadro. Faça uma pesquisa, se necessário.
cardiovascular • respiratório • digestório
Para que o organismo obtenha energia dos nutrientes presentes nos alimentos, é necessário que eles sejam transformados na presença do gás oxigênio, que é obtido por meio do sistema A, no processo conhecido como respiração.
Para que os nutrientes dos alimentos possam ser absorvidos, é preciso que eles passem pelo processo de digestão, que ocorre no sistema B. Nesse processo, os alimentos são quebrados em partículas menores, ou seja, os nutrientes. O sistema C auxilia no transporte e na distribuição de nutrientes e gás oxigênio por todo o corpo humano.
Resposta: A: respiratório; B: digestório; C: cardiovascular
A nutrição humana está relacionada aos sistemas digestório, respiratório e cardiovascular.
O sistema nervoso, por sua vez, é responsável por controlar a respiração, os batimentos cardíacos e os movimentos dos músculos dos órgãos do sistema digestório, os chamados movimentos peristálticos.
Assim, o sistema nervoso regula o funcionamento desses sistemas, o que é fundamental para a nutrição do corpo humano.
Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Fonte de pesquisa: PAULSEN, Friedrich; WASCHKE, Jens. Sobotta: atlas de anatomia humana: anatomia geral e sistema muscular. Tradução de Marcelo Sampaio Narciso. 23. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. p. 28.
Representação do sistema nervoso humano.
nervoso humano
3. Resposta: A alimentação fornece os nutrientes de que necessitamos para obter energia para o funcionamento adequado do corpo.
Leia a manchete e o trecho de reportagem a seguir.
Alimentação equilibrada previne doenças crônicas como diabetes e hipertensão
[...]
Qualidade e quantidade são fatores que devem ser levados em consideração, atenta a nutricionista: “A nutrição é essencial para o funcionamento do corpo, e a segurança alimentar e nutricional, que envolve tanto o acesso a alimentos em quantidade suficiente quanto em qualidade adequada, é fundamental para a promoção da saúde”.
[...]
ALIMENTAÇÃO equilibrada previne doenças crônicas como diabetes e hipertensão. Agência Brasília, 1 abr. 2024. Disponível em: https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2024/04/01/alimentacao -equilibrada-previne-doencas-cronicas-como-diabetes-e-hipertensao/. Acesso em: 6 jun. 2025.
3. Qual é a importância da alimentação? Converse com um colega sobre isso.
4. De acordo com a manchete, o que a alimentação equilibrada ajuda a prevenir?
Resposta: Ela ajuda a prevenir doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.
5. Segundo o trecho de reportagem, quais fatores relacionados à alimentação são fundamentais para a promoção da saúde?
Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que a quantidade e a qualidade dos alimentos são importantes para a promoção da saúde.
• Peça a um estudante que, voluntariamente, leia a manchete e o trecho de reportagem para a turma. Em seguida, pergunte a eles o que consideram uma alimentação equilibrada. Incentive-os a expor seus argumentos e seu ponto de vista, garantindo o acolhimento e o respeito entre os estudantes.
• Comente com eles que uma alimentação equilibrada é aquela em que há variedade de nutrientes. Diga que esse assunto será abordado ainda nesta unidade.
04/10/2025 11:21:06
• Para auxiliar os estudantes nas questões 4 e 5, leve-os a perceber que as respostas podem ser encontradas na própria manchete e no trecho da reportagem. Verifique se eles conseguem interpretar o texto. Se julgar interessante, reproduza a manchete e o trecho de reportagem na lousa e sublinhe com um giz colorido os trechos onde as respostas se encontram.
• A abordagem da manchete apresentada nesta página possibilita o trabalho com os temas contemporâneos transversais Saúde e Educação alimentar e nutricional. Além disso, favorece o desenvolvimento da Competência geral 8 e da Competência específica de Ciências da Natureza 7, pois fornece subsídios para os estudantes cuidarem do corpo e do bem-estar, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza e suas tecnologias.
• Comente com os estudantes que os sistemas responsáveis pela nutrição do corpo estão integrados a outros, como o sistema nervoso, que controla todas as atividades do organismo.
• Sobre as funções do sistema nervoso, leia o trecho a seguir com os estudantes.
O sistema nervoso exerce um conjunto complexo de tarefas, como sentir os diversos odores, produzir a fala e lembrar eventos passados; além disso, fornece sinais que controlam os movimentos corporais e regulam o funcionamento dos órgãos internos. [...]
TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. Tradução de Alexandre Lins Werneck e outros. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. p. 238.
• A abordagem das páginas 110 a 112 contribui para desenvolver a habilidade EF05CI08 , pois fornece pré-requisitos para que os estudantes consigam organizar um cardápio equilibrado com base nos nutrientes alimentares.
• Essa abordagem também favorece o trabalho com os temas contemporâneos transversais Saúde e Educação alimentar e nutricional
Se julgar interessante, inicie a abordagem sobre os nutrientes promovendo uma atividade para os estudantes associarem cada tipo de nutriente aos alimentos em que são encontrados em maior quantidade.
Para isso, leve para a sala de aula a imagem de um pão, de um pedaço de carne de peixe, de uma manteiga, de uma fruta e de uma verdura. Organize a turma em cinco grupos. Em seguida, distribua uma imagem para cada grupo.
Desenhe em uma cartolina cinco colunas: alimento rico em carboidrato; alimento rico em proteína; alimento rico em lipídeo; alimento rico em vitamina; alimento rico em sais minerais.
Oriente cada grupo a dialogar sobre qual tipo de nutriente está presente em maior quantidade no alimento da imagem. O objetivo deste diálogo é levar os estudantes a compartilharem os seus conhecimentos prévios sobre o assunto.
Após o diálogo, oriente-os a chegar a uma conclusão comum e cole na cartolina a imagem na respectiva coluna. Guarde a cartolina para retomá-la com os estudantes ao final da abordagem sobre os tipos de nutrientes, levando-os a verificar incorreções.
O organismo necessita de diferentes nutrientes, os quais não são encontrados em um único tipo de alimento. Por isso, é importante ingerirmos alimentos variados e em quantidade adequada para, assim, obtermos todos os nutrientes de que o organismo precisa para funcionar e se desenvolver adequadamente.
6. Quantas refeições principais você faz diariamente?
Resposta pessoal. A resposta depende da rotina alimentar do estudante.
7. Quais são os alimentos que você costuma ingerir nessas refeições? Desenhe no caderno suas principais refeições.
Resposta pessoal. A resposta depende da rotina alimentar do estudante.
Geralmente, as pessoas fazem pelo menos três refeições principais: café da manhã, almoço e jantar. Essas refeições devem conter a quantidade mínima de nutrientes necessários.
Confira alguns nutrientes presentes nos alimentos e a importância de cada um deles para o corpo humano.
Os carboidratos são a principal fonte de energia do organismo. Eles são encontrados em alimentos como pães, macarrão, mandioca, batata, arroz, frutas e mel.

Imagens sem proporção entre si.
Arroz, batatas e vários tipos de pão e macarrão.
As proteínas participam de diversas funções no organismo, como a multiplicação das células. Nesse caso, elas ajudam a formar e a reparar tecidos, possibilitando o desenvolvimento e o crescimento do organismo. As proteínas são encontradas em carnes, ovos, feijões, ervilhas, leites, queijos, entre outros alimentos.


• Leia com os estudantes as informações referentes a cada nutriente apresentado nas páginas 110 a 112, orientando-os a identificar os alimentos correspondentes nas imagens.

Os lipídios podem armazenar e fornecer energia ao organismo, além de participar da produção de algumas substâncias essenciais para seu funcionamento. Esses nutrientes são encontrados em óleos, manteiga, castanhas e nozes, por exemplo.
Manteiga, azeite e óleo.
Os sais minerais participam da regulação de diversas atividades do nosso corpo e ajudam a compor os ossos e os dentes.
8. Escreva a primeira letra de cada imagem no caderno e descubra os nomes de alguns alimentos ricos em sais minerais.
A.
Resposta: Peixes.
D. C. B.
Resposta: Frutas.
Resposta: Verduras.
Resposta: Ovos.
As vitaminas participam do crescimento e do funcionamento adequados do organismo. Esses nutrientes são encontrados, por exemplo, em frutas, verduras, carnes, óleos e ovos.
Alguns alimentos são ricos em mais de um tipo de nutriente.
Imagens sem proporção entre si. Cores fantasia.

Frutas e hortaliças.
9. Anote no caderno os nomes dos alimentos que você consome nas refeições que faz durante um dia. Em seguida, escreva na frente de cada nome o tipo de nutriente presente nesse alimento.
Resposta pessoal. A resposta depende dos alimentos que os estudantes consomem durante o dia.
05/10/2025 09:26:27
• Comente com os estudantes que existem vários tipos de vitaminas com funções específicas no corpo. A deficiência de algumas delas no organismo pode levar a problemas de saúde. A vitamina D, por exemplo, pode ser produzida pelo corpo humano pela ação da luz solar que estimula essa produção. Mesmo que para isso seja necessário haver exposição ao Sol em horários adequados, muitas pessoas apresentam o nível dessa vitamina baixo no corpo. Sobre esse assunto, leia com eles o trecho de reportagem a seguir.
Estudo revela que brasileiros têm deficiência de vitamina D mesmo no verão [...]
A vitamina D é responsável por manter as propriedades do cálcio e o funcionamento saudável do organismo por conta de suas ações no intestino, rim, ossos e glândulas. Sua deficiência pode acarretar problemas sérios de saúde, como osteoporose, além de causar fraqueza muscular, aumento do risco de quedas ou fraturas. [...]
ESTUDO revela que brasileiros têm deficiência de vitamina D mesmo no verão. Agência Fiocruz de notícias, 12 maio 2023. Disponível em: https:// agencia.fiocruz.br/estudo-revela -que-brasileiros-tem-deficiencia -de-vitamina-d-mesmo-no-verao. Acesso em: 3 set. 2025.
• Além de ser produzida pelo corpo, a vitamina D pode ser obtida pela ingestão de alguns alimentos ricos nesses nutrientes, como óleos de fígado de peixes e derivados do leite, como manteiga e queijos gordurosos. Alguns leites são enriquecidos com essa vitamina pelas indústrias.
• Em casos em que a quantidade de vitaminas está muito abaixo do ideal no corpo, pode ser necessária a reposição com suplementos. Essa reposição deve ser feita apenas com orientação e prescrição médica, pois a ingestão de altas doses de vitaminas também pode ser prejudicial para o organismo, levando a um quadro de hipervitaminose.
• Na atividade 8, caso os estudantes apresentem dificuldades para reconhecer as imagens que representam cada letra, escreva o nome dessas imagens na lousa e peça a eles que identifiquem qual é a primeira letra de cada uma das palavras.
• Na atividade 9, após os estudantes identificarem os nutrientes dos alimentos que consomem diariamente, peça que avaliem se consomem nutrientes variados ou apenas um ou dois tipos.
• A abordagem sobre a classificação dos alimentos em regulador, construtor ou energético fornece subsídios para os estudantes conseguirem organizar um cardápio equilibrado com base nas características dos grupos alimentares, o que favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI08 . Esse conteúdo permite a abordagem do tema contemporâneo transversal Educação alimentar e nutricional, pelo trabalho com as funções dos alimentos na nutrição humana.
Objetivo
• A atividade 10 permite avaliar se os estudantes são capazes de identificar os principais nutrientes de alguns alimentos e, com base nisso e em suas funções no organismo, se conseguem classificá-los em reguladores, construtores e energéticos.
Sugestão de intervenção
Averigue se os estudantes identificam e classificam corretamente os alimentos apresentados nesta página.
De acordo com a quantidade de nutriente encontrada em um alimento, ele pode ser classificado em regulador, construtor ou energético. Confira a seguir.

e salada.
Os alimentos energéticos (A) fornecem principalmente energia ao organismo e são ricos em carboidratos e lipídios, como o arroz e o azeite.
Os alimentos construtores (B) ajudam a compor diversas estruturas do organismo e são ricos em proteínas, como o feijão e a carne.
Os alimentos reguladores (C) participam da regulação de diversas atividades no organismo e são ricos em sais minerais e vitaminas, como a alface, a cenoura, o tomate, o repolho e o pepino.
10. No caderno, escreva a letra que representa a alternativa correta sobre a classificação dos alimentos a seguir.



Alimento 1: construtor; alimento 2: regulador; alimento 3: energético.
Alimento 1: regulador; alimento 2: construtor; alimento 3: regulador.
Peça a eles que identifiquem os principais nutrientes que compõem os alimentos para que possam classificá-los. Pergunte qual é o principal ingrediente do macarrão e verifique se reconhecem que é a farinha de trigo, rica em carboidratos, responsáveis por fornecer energia ao corpo humano e, assim, se caracteriza como um alimento energético. Explique aos estudantes que a manga é um fruto rico em carboidratos, pois contém frutose e uma grande quantidade de vitaminas e sais minerais, e, por isso, é um alimento regulador. Já a ervilha, também rica em carboidratos, contém grande quantidade de proteínas e, por isso, é um alimento construtor.
Alimento 1: energético; alimento 2: regulador; alimento 3: construtor.
Alimento 1: construtor; alimento 2: energético; alimento 3: regulador.
Alimento 1: energético; alimento 2: construtor; alimento 3: regulador.
Resposta: Alternativa C
Por meio dos alimentos, podemos conhecer a história e a cultura de um povo. Do Norte ao Sul do país, existem vários alimentos típicos que fortalecem a culinária tradicional e incentivam o consumo de produtos regionais. Vamos conhecer a seguir alguns alimentos típicos das regiões do Brasil.


Já o arroz com pequi, típico do Centro-Oeste, é preparado com uma fruta da região e leva outros ingredientes, como tomate, pimentão e alguns temperos.

Um dos pratos típicos da Região Norte é a maniçoba, feita com a folha moída da mandioca, chamada maniva. Essas folhas são cozidas por, aproximadamente, uma semana, para retirar uma substância tóxica. Depois, são acrescentadas carnes bovina e suína, defumadas e salgadas.
Maniçoba.
Na Região Nordeste, o azeite de dendê está fortemente ligado à culinária regional, como no preparo de um dos pratos típicos da Bahia: o acarajé. O bolinho de feijão-fradinho é frito em azeite de dendê e com outros temperos e pode ser recheado com outros alimentos regionais.
Acarajés.
Na Região Sudeste, um dos pratos mais conhecidos é a moqueca capixaba Esse prato é um refogado de peixe e é comemorado no dia 30 de setembro, no Espírito Santo.

O barreado é um dos pratos típicos da Região Sul. Preparado tradicionalmente em uma panela de barro, leva carne bovina, mandioca, bacon, banana, folhas de louro e cebola.

a ) Na região onde você vive, existem pratos típicos feitos com alimentos locais? Quais são eles?
Resposta pessoal. A resposta depende da região do Brasil onde os estudantes vivem.
• A abordagem de alimentos típicos das regiões brasileiras permite o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Diversidade cultural Além disso, favorece o desenvolvimento da Competência geral 6, pois leva os estudantes a valorizarem a diversidade de saberes e vivências culturais.
Se julgar interessante, realize o trabalho desta página de maneira interdisciplinar com os componentes curriculares de História e Geografia. Proponha que os estudantes realizem uma pesquisa, com os pais ou responsáveis, sobre a história de pratos regionais do Brasil e de pratos típicos consumidos em nosso país que têm influência de outras culturas e de outros países. Oriente-os a levar as informações obtidas na pesquisa para a sala de aula. Organize os estudantes em grupos e oriente-os a selecionar as informações e elaborar um cartaz com o nome dos pratos, a região onde eles são consumidos e a história da origem de cada um deles. Incentive-os a ilustrar esses pratos ou a colar imagens deles, coletando-as, se possível, durante a pesquisa.
04/10/2025 11:21:14
Para finalizar a atividade, realize uma exposição dos cartazes dos estudantes na escola, a fim de que outras turmas e a comunidade escolar tenham acesso a esse trabalho.
• Esta seção possibilita o trabalho com os temas contemporâneos transversais Educação em direitos humanos e Educação para o consumo
• Reconhecer os problemas relacionados à falta de acesso aos alimentos.
• Refletir sobre a importância de não desperdiçar alimentos.
• Incentivar atitudes que evitem o desperdício de alimentos.
• Leia com os estudantes a manchete e o trecho do texto apresentado nesta página e, em seguida, peça a eles que respondam às questões propostas. Se julgar interessante, promova uma roda de conversa e oriente-os a citar situações que eles acham que contribuem para a fome mundial. Caso respondam que as pessoas que estão em situação de fome não têm acesso aos alimentos, proponha uma reflexão sobre as razões pelas quais os alimentos não chegam até elas.
• O objetivo desta roda de conversa é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o acesso aos alimentos. Incentive a participação de todos e acolha os argumentos e as opiniões.
• Enfatize aos estudantes que a alimentação adequada é um direito contemplado na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Leia para eles o trecho dessa declaração a seguir.
Conhecendo o problema 1
Leia a manchete e o trecho do texto a seguir.
ONU: Fome diminui, mas ainda atinge
673 milhões de pessoas em todo o mundo
Estima-se que 8,2% da população mundial – cerca de 673 milhões de pessoas – tenham enfrentado a fome em 2024, uma queda em relação aos 8,5% registrados em 2023 e aos 8,7% em 2022.
ONU: Fome diminui, mas ainda atinge 673 milhões de pessoas em todo o mundo. Nações Unidas Brasil, 28 jul. 2025. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/298770-onu-fome-diminui-mas -ainda-atinge-673-milh%C3%B5es-de-pessoas-em-todo-o-mundo. Acesso em: 28 ago. 2025.
a ) De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), citada na manchete, o que aconteceu com a situação de fome no mundo entre 2022 e 2024?
b ) Em sua opinião, por que a fome ainda atinge milhões de pessoas no mundo?
Respostas nas orientações ao professor
Como mostrado na manchete anterior, apesar desse número ter reduzido, milhares de pessoas ainda passam fome no mundo. Isso ocorre em razão da dificuldade de acesso dessas pessoas aos alimentos, causada pela falta de condições financeiras para comprá-los e por problemas com a sua produção e distribuição, por exemplo.
Para que os alimentos cheguem até a nossa residência, eles passam por algumas etapas. Confira a seguir.

[...]
Todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e à sua família saúde, bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis e direito à segurança em caso de desemprego, doença invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle.
[...]
DECLARAÇÃO Universal dos Direitos Humanos. Unicef Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/declaracao -universal-dos-direitos-humanos. Acesso em: 3 set. 2025.
Muitos alimentos são cultivados na agricultura.
Representação de um agricultor preparando alimentos para o transporte.
Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Respostas
a) Espera-se que os estudantes respondam que a situação de fome diminuiu no mundo.
b) Espera-se que os estudantes reflitam sobre os motivos para a falta de acesso a alimentos, como dificuldades financeiras geradas pela desigualdade social, problemas climáticos e escassez de abastecimento em regiões de conflitos e guerras.
Professor, professora: Os dados sobre a quantidade de alimentos desperdiçados, apresentados na manchete, segundo o Índice de Desperdícios de Alimentos da ONU, referem-se ao ano de 2022.
Após a colheita, esses alimentos são transportados até os mercados.

Representação de caminhão transportando alimentos até um mercado.
ILUSTRAÇÕES: KEITHYMOSTACHI/ARQUIVO
Nos mercados, os alimentos são comercializados para a população.

Representação de uma pessoa comprando alimentos em um mercado.

Nas residências, os alimentos são preparados e consumidos.
Representação de uma família fazendo uma refeição.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Enquanto algumas pessoas têm dificuldades no acesso aos alimentos, há, por outro lado, o desperdício deles. Sobre isso, leia a manchete a seguir.
refeições
aponta
MUNDO joga fora mais de 1 bilhão de refeições por dia, aponta Índice de Desperdício de Alimentos da ONU. Nações Unidas, 27 mar. 2024. Disponível em: https://brasil.un.org/pt -br/264451-mundo-joga-fora-mais-de-1-bilh%C3%A3o-de-refei%C3%A7%C3%B5es -por-dia-aponta-%C3%ADndice-de-desperd%C3%ADcio-de. Acesso em: 6 jun. 2025.
O desperdício de alimentos não ocorre só nas residências. Se considerarmos toda a cadeia de produção de alimentos, desde a colheita, o transporte, até a comercialização e o consumo, a perda de partes dos alimentos pode ser muito grande.
da pura. Outra parte passa por fermentação ou coagulação na indústria e é embalada para ser consumida na forma de iogurte ou queijo. Em seguida, esses produtos são enviados para serem comercializados.
Peça aos estudantes que elaborem uma história em quadrinhos sobre a cadeia de produção desses alimentos. Distribua folhas de papel sulfite, réguas e lápis de cor. Oriente-os a iniciar a história em uma fazenda até chegar à mesa de uma família. Monte gibis coletivos com as histórias em quadrinhos e realize uma exposição desses materiais na escola.
Essa atividade permite uma conexão com os componentes curriculares de Arte e Língua portuguesa no trabalho com história em quadrinhos.
04/10/2025 11:21:15
• Sobre o desperdício de alimentos, peça aos estudantes que reflitam sobre a realidade deles. Por exemplo, questione se consomem todo o lanche no intervalo da escola ou se jogam uma parte fora. Pergunte se colocam no prato somente o que vão consumir, sem desperdiçar alimentos. É importante levá-los a fazer uma autoavaliação dos hábitos de consumo e desperdício, buscando a sensibilização acerca do problema.
Questione os estudantes se eles já conheciam o caminho dos alimentos até chegar à mesa após o preparo. Enfatize que há uma cadeia de produção dos alimentos, desde sua produção até o consumo final. Nesse processo, há a participação fundamental das atividades agropecuárias para o cultivo de plantas e animais, fundamentais matérias-primas dos alimentos. Diga que alguns desses alimentos passam por uma etapa de processamento. Alguns alimentos são transformados industrialmente em farinhas, sucos e em outros produtos. No Brasil, esses alimentos são transportados, em grande parte, em estradas por caminhões, que abastecem o varejo das cidades brasileiras.
Para que os estudantes possam visualizar essas etapas, leve uma caixa de leite, um pote de iogurte e um queijo, com o preço de cada um deles. Questione o que eles têm em comum e averigue se identificam que a matéria-prima comum é o leite. Pergunte qual é o início desse produto nas atividades agropecuárias. Verifique se os estudantes reconhecem que as vacas são criadas em fazendas, onde são ordenhadas. O leite extraído delas é encaminhado a empresas ou cooperativas de laticínios. Parte passa por tratamento térmico e é envasada para ser consumi-
2. ORGANIZANDO AS
ARTICULANDO CONHECIMENTOS
A abordagem sobre a quantidade de resíduos alimentares gerados em 2022 possibilita trabalhar o tema contemporâneo transversal Educação para o consumo de maneira interdisciplinar com o componente curricular de Matemática. Oriente os estudantes a identificarem qual ambiente gerou a maior quantidade de resíduos alimentares. Verifique se eles percebem que foi o ambiente doméstico.
Se julgar interessante, elabore com os estudantes um gráfico de setores ou de barras para representar os dados sobre os resíduos alimentares gerados em 2022. Ao final, exponham esses gráficos em um mural da escola, levando-os a utilizar a linguagem matemática para disseminar informações e conhecimento, o que contribui para o desenvolvimento da Competência geral 4 e da Competência específica de Ciências da Natureza 6.
Você também pode orientá-los a transformar esses números em porcentagem, trabalhando esse cálculo com os estudantes.
Resposta a) Resposta pessoal. O objetivo desta atividade é que os estudantes averiguem o desperdício de alimentos em sua residência, identificando padrões que possam levar a essa perda.
• Ao realizarem a análise dos alimentos descartados na própria residência, os estudantes podem ter encontrado problemas, como alimentos estragados ou vencidos, sobras no prato, alimentos armazenados de
Os alimentos podem ser perdidos, por exemplo, durante o seu cultivo, como em razão de pragas que atacam as plantações ou com as chuvas intensas e os longos períodos de seca que prejudicam as plantações.
A perda de alimentos também pode ocorrer no armazenamento inadequado tanto durante o transporte quanto em mercados e residências.
Como lemos na manchete anterior, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, estima-se que cerca de 1 bilhão de toneladas de resíduos alimentares foi gerado em 2022. Confira a seguir.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
631 milhões de toneladas de alimentos foram descartados no ambiente doméstico.

Representação de uma residência.
290 milhões de toneladas de alimentos foram descartados por lanchonetes e restaurantes.

de uma
131 milhões de toneladas de alimentos foram descartados por mercados, sacolões e conveniências.

Fonte de pesquisa: UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAMME (Unep). Think, eat, save: tracking progress to halve global food waste: Food Waste Index Report 2024. Nairóbi, 2024.
a ) Com seus pais ou responsáveis, analise o desperdício de alimentos em sua residência. Para isso, durante uma semana, verifique os alimentos que são descartados, classificando-os como: produtos que passaram da data de validade, restos de alimentos que sobraram no prato e alimentos que foram abertos e estragaram antes que fossem consumidos. Construa uma tabela com os dias da semana, o nome dos alimentos e a classificação dos alimentos descartados.
Resposta nas orientações ao professor
Respostas nas orientações ao professor
a ) Reúna-se em grupo com mais dois colegas. Compartilhem suas tabelas e conversem sobre as conclusões.
b ) Com base na classificação dos alimentos descartados, proponham medidas para reduzir e evitar esse desperdício.
maneira inadequada, entre outros problemas. Ajude-os, então, a propor atitudes aos familiares para evitar esse desperdício.
• Leve-os a refletir que, em cada etapa da cadeia de produção dos alimentos, é necessário garantir o mínimo de desperdício. Sobre esse assunto, leia o material a seguir.
- PORPINO, Gustavo. Redução de perdas e desperdício de alimentos. In: Plataforma Visão de futuro do Agro. Disponível em: https://www. embrapa.br/visao-de-futuro/sustentabilidade/ sinal-e-tendencia/reducao-de-perdas-e -desperdicio-de-alimentos. Acesso em: 3 set. 2025.
04/10/2025 11:24:21
a) O objetivo desta atividade é que os estudantes reflitam sobre o desperdício de alimentos e percebam que há gastos financeiros com aqueles não consumidos.
b) O objetivo desta atividade é que os estudantes proponham medidas, como colocar no prato apenas a quantidade de alimentos que será consumida; evitar comprar alimentos com prazo de validade próximo, sobretudo os perecíveis; conservar os alimentos de maneira adequada (colocar na geladeira ou congelador); reaproveitá-los para produzir diferentes receitas.
1. Rafaela deve escolher entre dois alimentos no restaurante. Observe.

Refeição
1. d) Resposta pessoal. É importante que os estudantes identifiquem os nutrientes que ingerem e avaliem os tamanhos das porções que ingerem, analisando se há falta ou excesso de nutrientes na própria alimentação.
B.

Refeição com macarrão, molho de tomate e carne moída.
Agora, responda às questões a seguir no caderno.
1. c) Resposta pessoal. Esta atividade permite que os estudantes avaliem a própria alimentação durante a semana , analisando se há a ingestão de alimentos variados.
a ) Se você estivesse no lugar de Rafaela, qual opção escolheria? Por quê?
Resposta pessoal. Os objetivos desta questão são levar os estudantes a responderem intuitivamente e a justificarem suas escolhas.
b ) Qual das opções apresenta mais nutrientes variados?
Resposta: O prato A, com arroz, feijão, salada, ovo e carne.
c ) Pense na sua alimentação e faça uma tabela com os dias da semana e liste os alimentos que você ingeriu em cada dia da última semana.
d ) Você considera sua alimentação equilibrada? Ingere todos os nutrientes de que necessita e em quantidades adequadas?
e ) Você considera que deveria fazer mudanças na alimentação?
Resposta pessoal. O objetivo desta atividade é levar os estudantes a fazerem uma autoavaliação dos próprios hábitos e da qualidade alimentar.
04/10/2025 11:24:22
• A abordagem desse tema favorece o trabalho com os temas contemporâneos transversais Saúde e Educação alimentar e nutricional
• Além disso, as atividades propostas levam os estudantes a refletirem sobre alguns hábitos importantes para o cuidado com o corpo e o bem-estar, com base nos conhecimentos das Ciências da Natureza e suas tecnologias, o que favorece o desenvolvimento da Competência geral 8 e da Competência específica de Ciências da Natureza 7
• Na questão 1, é provável que alguns estudantes escolham a refeição com macarrão e molho de tomate com carne moída e justifiquem que gostam mais desse tipo de alimento. Nesse momento, leve-os a refletir se essa refeição tem variedade de nutrientes ou se seria necessário incluir outros tipos de alimentos nela, como verduras e legumes, ricos em vitaminas e sais minerais.
• Comente com os estudantes que uma das formas de identificar se um prato tem nutrientes variados é observar a variedade de tipos de alimentos que o compõem, ou seja, observar se ele tem partes de plantas, verduras, legumes, cereais, sementes, carnes, entre outros alimentos.
• Se julgar interessante, peça aos estudantes que realizem a atividade c pelo menos uma semana antes de começar o trabalho com esse conteúdo.
• A atividade 2 incentiva os estudantes a organizarem um cardápio com base nos nutrientes dos alimentos, o que favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI08
• Além disso, leva os estudantes a refletirem sobre alguns hábitos importantes para o cuidado com o corpo e o bem-estar, com base nos conhecimentos das Ciências da Natureza e suas tecnologias, o que favorece o desenvolvimento da Competência geral 8 e da Competência específica de Ciências da Natureza 7
Objetivo
• O item b da atividade 2 possibilita verificar se os estudantes compreenderam a importância de ter uma alimentação equilibrada, ou seja, em quantidade adequada e com nutrientes variados.
Sugestão de intervenção
No item b da atividade 2, oriente os estudantes a escreverem o nome dos alimentos que desenharem, identificando-os. Caso algum estudante apresente resistência para fazer os desenhos, peça apenas que escreva o nome dos alimentos e indique a quantidade de porções, como a quantidade de colheres e de pedaços.
Caso algum estudante elabore uma refeição apenas com um tipo de nutriente, questione-o se essa refeição é equilibrada, se tem todos os nutrientes de que o corpo precisa para funcionar de maneira adequada.
Leve-os a perceber que, durante a prática de atividades físicas, o gasto energético costuma ser maior.
2. a) Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a apresentarem suas preferências para posterior análise de seus hábitos alimentares.
2. Leia a seguir a lista com os nomes dos alimentos que um restaurante costuma servir.
• carne bovina
• salada de alface e tomate
• feijão
• batata assada
• ovo cozido
• peixe assado
• frango assado
• beterraba e cenoura refogada
• arroz
• macarrão com molho de tomate
• lasanha de presunto e queijo
• mandioca cozida
a ) Escreva no caderno os nomes dos alimentos da lista do restaurante que você incluiria em seu prato.
b ) Elabore uma refeição saudável considerando os alimentos da lista do restaurante. Para isso, desenhe no caderno esses alimentos, representando a quantidade necessária de cada um deles. Ao elaborar a refeição, considerem também as atividades que você realiza no dia a dia, como praticar exercícios físicos.
Como estudamos, a fim de obter os nutrientes necessários para manter o funcionamento adequado do corpo, precisamos ingerir alimentos variados e em quantidade adequada, ou seja, de maneira equilibrada.
Além de cuidar da alimentação, observe outros cuidados que devemos ter para manter o corpo saudável.
2. b) Respostas nas orientações ao professor
Manter o corpo hidratado, ingerindo água em quantidade adequada.

Criança bebendo água.
Praticar pelo menos 30 minutos de atividades físicas diariamente.

Crianças praticando atividade física.
A alimentação deve ser equilibrada, pois o excesso ou a falta de um ou mais nutrientes pode prejudicar a saúde. Vamos estudar esse assunto a seguir.
Assim, pessoas que praticam atividades físicas diariamente podem necessitar de mais calorias ingeridas para suprir a demanda calórica necessária ao funcionamento do corpo. Nesse momento, enfatize a importância de consumir legumes, verduras e frutas diariamente e evitar alimentos processados e ultraprocessados.
• Leve os estudantes a refletirem sobre a quantidade de água que tomam durante o dia e com
que frequência praticam atividade física. Questione-os se praticam atividade física fora da escola ou somente nas aulas de Educação Física.
Resposta
2. b) Resposta pessoal. O objetivo desta atividade é levar os estudantes a elaborarem um cardápio com base nos nutrientes dos alimentos e em quantidades adequadas.
Para que todos possam se alimentar adequadamente, é preciso pensar no acesso aos alimentos. Com base nisso, foi desenvolvido o conceito de segurança alimentar, que garante o acesso, tanto físico quanto econômico, de todas as pessoas a quantidades suficientes de alimentos.
Leia a manchete e o trecho de reportagem a seguir.
3. Resposta: A desnutrição está relacionada à falta de um ou mais nutrientes no corpo. Dessa forma, uma pessoa pode ingerir grandes quantidades de alimentos pouco variados, que permitem a manutenção ou o aumento de massa corpórea, mas que não fornecem todos os nutrientes de que ela precisa.
[...]
O Unicef enfatiza que na falta de nutrientes essenciais, as crianças vivendo com dietas “extremamente pobres” são mais propensas a sofrer de desnutrição aguda, um estado que coloca a vida em risco.
[...]
Para a diretora executiva do Unicef, Catherine Russell, as crianças que consomem apenas dois grupos alimentares por dia, como por exemplo, arroz e um pouco de leite, têm até 50% mais probabilidade de sofrer formas severas de desnutrição.
POBREZA alimentar infantil grave afeta mais de um quarto das crianças no mundo. Nações Unidas, 6 jun. 2024. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2024/06/1832786. Acesso em: 29 set. 2025.
Como lemos no trecho de reportagem, se uma pessoa não tem acesso a quantidades adequadas de alimentos ou ingere apenas alimentos que não fornecem todos os nutrientes, ela corre o risco de desnutrição, que é a falta de um ou mais nutrientes no corpo causada por uma alimentação inadequada.
A desnutrição pode afetar o crescimento e o desenvolvimento do corpo humano, além de, em muitos casos, provocar atraso na aprendizagem.
Outro problema relacionado a quantidades inadequadas de nutrientes é a obesidade, que se caracteriza pelo acúmulo de gordura no corpo, causando excesso de massa corporal. Ela pode ser desencadeada por diversos fatores, como alimentação rica em alimentos calóricos e sedentarismo. Além disso, ela pode predispor o indivíduo a problemas de saúde, inclusive doenças cardiovasculares.
3. Muitas pessoas relacionam desnutrição à baixa massa corporal, mas nem sempre é assim. Pessoas com massa corporal adequada ou elevada também podem ter desnutrição. Converse com seus colegas e, juntos, busquem explicações para esse fato.
será provavelmente um dos principais fatores da pobreza alimentar infantil grave.
Os restantes 97 milhões de crianças (54 por cento) que vivem em situação de pobreza alimentar infantil grave pertencem a agregados familiares situados nos quintis médios e nos dois quintis superiores de riqueza, entre os quais outros fatores para além da pobreza de rendimento estão na origem do problema.
[...]
[...] a superabundância de alimentos ultraprocessados pobres em nutrientes nas lojas e mercados é um desafio cada vez maior para as famílias em todo
04/10/2025 11:24:23
o mundo, especialmente nas — mas não limitado a — áreas urbanas. Estes alimentos são pobres em nutrientes essenciais e ricos em açúcar, sal e gorduras prejudiciais à saúde; muitas vezes são mais baratos do que opções mais saudáveis e nutritivas e tornam-se mais desejáveis através de estratégias de marketing agressivas.
[...]
UNICEF. Pobreza alimentar infantil: Privação nutricional na primeira infância. Relatório sobre a nutrição infantil. Nova Iorque: ONU, 2024. Disponível em: https://www.unicef.org/ media/157901/file/PORTUGUESE-child-food-poverty-2024 -brief.pdf. Acesso em: 3 set. 2025.
BNCC
• A abordagem da desnutrição e da obesidade permite o trabalho com o tema contemporâneo transversal Saúde . Além disso, essa abordagem favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI09, pois leva os estudantes a discutirem a ocorrência de distúrbios nutricionais entre crianças e jovens por meio da análise de seus hábitos.
• Enfatize para os estudantes que a desnutrição muitas vezes está relacionada a problemas sociais mundiais, como a má distribuição de alimentos e a fome. No entanto, mesmo pessoas com acesso adequado aos alimentos podem apresentar desnutrição em razão de não consumirem variedades de nutrientes e quantidades adequadas.
• Explique que a pobreza alimentar infantil grave não está relacionada apenas à falta de acesso a alimentos em razão das condições financeiras das famílias, mas também ao tipo de alimento ao qual as famílias têm acesso. Sobre isso, leia o trecho de texto a seguir.
[...]
Dos 181 milhões de crianças que vivem em situação de pobreza alimentar infantil grave, cerca de metade (84 milhões, ou 46 por cento) pertencem a agregados familiares nos dois quintis de riqueza mais pobres, entre os quais o rendimento familiar limitado
• A abordagem sobre o combate à fome possibilita o trabalho com o tema contemporâneo transversal Educação em direitos humanos. Além disso, favorece o desenvolvimento da Competência geral 10 e da Competência específica de Ciências da Natureza 8, pois leva os estudantes a refletirem sobre a importância de ações pessoais e coletivas para a tomada de decisões diante de questões de saúde individual e coletiva, com base em princípios solidários, a fim de garantir o direito das pessoas a uma alimentação de qualidade.
A análise do gráfico apresentado nesta página possibilita o trabalho interdisciplinar com o componente curricular de Matemática. De acordo com a PNAD Contínua, pesquisa que resultou nos dados do gráfico, há um total aproximado de 78,3 milhões de domicílios particulares permanentes no Brasil. Se julgar interessante, oriente os estudantes a calcularem o valor de domicílios em situação de segurança alimentar e de insegurança moderada e leve com base nas porcentagens apresentadas.
• Para complementar a abordagem das ações de combate à fome, leve para a sala de aula reportagens que apresentem ações de organizações de combate à fome do município onde se localiza a escola. Partindo disso, verifique com os estudantes e a comunidade escolar a possibilidade de contribuir para alguma dessas ações de combate à fome.
Professor, professora: A campanha citada na manchete foi lançada pela comissão de Direitos Humanos.
Leia a manchete e o trecho de reportagem a seguir.
Em defesa da segurança alimentar, comissão
[...] O objetivo da campanha é alcançar 5 milhões de brasileiros.
LIAZIBRA, Luiz Felipe. Em defesa da segurança alimentar, comissão lança campanha de combate à fome. Rádio Senado, 11 mar. 2024. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2024/03/11/em -defesa-da-seguranca-alimentar-comissao-lanca-campanha-de-combate-a-fome. Acesso em: 6 jun. 2025.
Observe o gráfico e responda à questão proposta.
a ) Com base nos dados do gráfico, converse com seu colega sobre a importância de realizar campanhas como a citada na manchete lida anteriormente.
Resposta nas orientações ao professor
Fonte de pesquisa: PESQUISA Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Segurança alimentar 2023. IBGE: Rio de Janeiro, 2024. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov. br/visualizacao/livros/liv102084.pdf. Acesso em: 6 jun. 2025.
Segurança alimentar nos domicílios brasileiros no quarto trimestre de 2023
Insegurança alimentar moderado 5%
Insegurança alimentar
Como pode-se observar no gráfico, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, 27% dos domicílios particulares no Brasil estavam em insegurança alimentar no quarto trimestre de 2023. Desse valor, 4% deles estavam em situação grave de insegurança alimentar, ou seja, o equivalente a cerca de 3 milhões de domicílios passaram por privação de alimentos e a fome esteve presente.
Em razão desses problemas, governos, entidades, organizações filantrópicas e a população de modo geral buscaram ajudar, por meio de doações de alimentos, a reduzir os efeitos da insegurança alimentar.
b ) A ONU elaborou alguns Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável para acabar com a fome no planeta. Em sua opinião, de que maneira esse resultado poderia ser atingido?
Resposta nas orientações ao professor
• Se julgar interessante, apresente aos estudantes, de maneira simplificada, o objetivo de desenvolvimento sustentável 2 da Organização das Nações Unidas (ONU). Para isso, acesse o site a seguir.
- NAÇÕES Unidas Brasil. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs/2. Acesso em: 3 set. 2025.
Respostas
a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam, ao analisarem o gráfico, que existem domicílios nos quais as pessoas vivem em
insegurança alimentar e algumas em situações graves, ou seja, que passam fome. Dessa maneira, campanhas que ajudam a combater a fome são fundamentais para conscientizar sobre o desperdício de alimentos e sobre a gravidade da situação de insegurança alimentar no país.
b) Resposta pessoal. O objetivo desta questão é que os estudantes conversem sobre as mudanças necessárias nas políticas públicas e sobre as ações que incentivem a doação de alimentos ao combate à fome.
Os alimentos podem ser classificados de acordo com o tipo de processamento. Confira a seguir.
Os alimentos in natura são aqueles obtidos de plantas ou animais, sem que tenham sofrido alterações após sua obtenção.
Frutas, hortaliças, legumes e carne.
Os alimentos processados são aqueles fabricados com alimentos in natura e adição de sal, açúcar, óleo ou vinagre. Eles podem passar por cozimento, secagem, fermentação ou defumação.
Feijão, milho e ervilha enlatados.
Os alimentos ultraprocessados são aqueles que passam por técnicas de processamento industrial, com adição de ingredientes naturais, processados ou sintéticos, que conferem aparência e sabor atrativos.
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: A LUPA NOS RÓTULOS DOS ALIMENTOS
Chocolates, gomas, balas, biscoitos e salgadinhos.
Imagens sem proporção entre si.



Os alimentos ultraprocessados geralmente são ricos em carboidratos e lipídios, têm alto teor de sódio e são pobres em vitaminas e sais minerais. Por essas razões, eles não são considerados alimentos equilibrados do ponto de vista nutricional.
Em 2006, o Ministério da Saúde lançou o Guia alimentar para a população brasileira. Nesse documento, são sugeridas informações e recomendações sobre a alimentação da população, promovendo a saúde. Um dos problemas apresentados nesse guia é a mudança de hábitos alimentares, com o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados. Essa mudança, associada a outros fatores, pode resultar em obesidade e problemas de saúde, como diabetes e hipertensão arterial.
• A abordagem deste tema favorece o trabalho com os temas contemporâneos transversais Saúde e Educação alimentar e nutricional. Além disso, leva os estudantes a refletirem sobre alguns hábitos importantes para o cuidado com o corpo e o bem-estar, com base nos conhecimentos das Ciências da Natureza e suas tecnologias, o que favorece o desenvolvimento da Competência geral 8 e da Competência específica de Ciências da Natureza 7.
• Comente com os estudantes que as transformações que a sociedade brasileira está vivenciando nos últimos anos impactaram o modo de vida e as condições de saúde e de nutrição da população. Com isso, tornou-se necessário criar uma diretriz alimentar oficial para a população brasileira, levando em consideração nossos costumes e nosso cotidiano. Essa diretriz é o Guia alimentar para a população brasileira. Você pode encontrar esse guia completo no site indicado a seguir.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude. gov.br/bvs/publicacoes/ guia_alimentar_populacao_ brasileira_2ed.pdf. Acesso em: 3 set. 2021.
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• Além dos alimentos in natura, processados e ultraprocessados, esse guia alimentar também fornece orientações para o consumo de óleos, gorduras, sal e açúcar. Para esses alimentos, o guia destaca que são produtos utilizados para temperar e cozinhar alimentos, geralmente melhorando o paladar, mas devem ser consumidos moderadamente.
• Os cuidados com os alimentos, abordados nas páginas 122 e 123, permitem o desenvolvimento dos temas contemporâneos transversais Educação para o consumo e Saúde, pois levam os estudantes a pensarem em cuidados nos momentos da compra e do consumo dos alimentos, para evitar desperdício e problemas de saúde.
• Para auxiliar os estudantes na questão 4, pergunte se eles já observaram os pais ou os responsáveis escolhendo frutas, verduras e legumes em um sacolão e analisando a embalagem de um produto em um mercado. Questione-os sobre o que estão avaliando com essa atitude e qual é a importância dela. Verifique se percebem que essa atitude possibilita avaliar se um alimento apresenta características próprias para o consumo e se está dentro do prazo de validade.
• Peça aos estudantes que observem atentamente os cuidados representados pelas imagens na página, pois a ingestão de alimentos fora do prazo de validade, com a presença de fungos ou bactérias ou de procedência desconhecida (sem selo de inspeção de alimentos), pode causar problemas de saúde, como intoxicação alimentar.
Para sermos saudáveis, além de termos uma alimentação equilibrada, precisamos ingerir alimentos de boa qualidade. Por isso, antes e após o consumo de alimentos, é necessário tomar alguns cuidados.
4. Cite alguns cuidados necessários ao comprar alimentos. Acompanhe a seguir a rotina de Daniela e sua família no mercado.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
A.

Representação de Daniela ajudando seu pai a escolher maçãs adequadas para o consumo, em um mercado.
B.
Representação de Daniela e seus pais escolhendo carnes e ovos adequados para o consumo, em um mercado.


4. Resposta: É necessário observar o aspecto deles, verificar se estão frescos, bem embalados e sem cheiro desagradável, além da data de validade.
Representação de Daniela e sua mãe verificando o prazo de validade dos alimentos, em um mercado.
Antes de comprar alimentos, é preciso ter atenção na escolha. Hortaliças, frutas e outros vegetais, por exemplo, não devem ter partes amolecidas, manchadas ou com coloração alterada, pois podem indicar que estão murchos ou estragados.
Carnes e ovos devem ter aspecto limpo. Eles precisam ter o carimbo de inspeção do Ministério da Agricultura, denominado Serviço de Inspeção Federal (SIF). As carnes bovinas devem ter coloração avermelhada, cheiro agradável e gordura firme. Os peixes e frutos do mar tem de estar frescos; os peixes devem ter cheiro suave, com escamas firmes e pele brilhante. Os ovos, por sua vez, precisam ter casca pouco porosa, limpa e sem rachaduras.
Ao comprar produtos industrializados, é necessário conferir a data de validade, os ingredientes e o modo de conservação. A embalagem não pode estar estufada, amassada ou rasgada.
É preciso lembrar de que alguns microrganismos podem estar presentes nos alimentos, contaminando-os. Por isso, é necessário muito cuidado no momento da compra.

Representação da família de Daniela guardando os alimentos, após retornarem do mercado.
Alimentos que duram bastante tempo podem ser armazenados em temperatura ambiente, em local arejado, limpo e livre de umidade.
Produtos que estragam rapidamente devem ser armazenados na geladeira.
Se as carnes não forem consumidas no mesmo dia, devem ser congeladas.
Leite, queijo e manteiga devem ser refrigerados nas prateleiras mais altas, que têm temperatura mais baixa.
Sobras de alimentos que ainda estão adequadas para o consumo devem ser guardadas em potes fechados.
A água deve ser filtrada e/ou fervida antes de ser consumida.
Alimentos devem ser higienizados antes de serem ingeridos.
Alguns vegetais devem ser cozidos em panela com tampa.
04/10/2025 11:24:25
• Comente com os estudantes que, além dos cuidados no momento da compra, é importante ter atenção durante a manipulação, no cozimento, no armazenamento e no consumo dos alimentos.
• Ao final da abordagem desta página, oriente-os a, com os pais ou responsáveis, avaliar quais cuidados com os alimentos são seguidos por eles e quais podem ser incluídos no dia a dia. Peça que escrevam um texto com as conclusões.
• O trabalho com os conteúdos relacionados à digestão permite o desenvolvimento da habilidade EF05CI06, pois fornece subsídios para os estudantes selecionarem argumentos que justifiquem por que o sistema digestório é importante para o processo de nutrição do organismo, com base na identificação das funções desse sistema.
• Para auxiliar os estudantes na questão 1, leve-os a refletir que, para obter os nutrientes dos alimentos, é preciso, primeiro, quebrá-los em partes menores. Verifique os conhecimentos prévios deles a respeito do termo digestão. Em seguida, pergunte-lhes em que órgão se inicia a quebra dos alimentos – ou seja, a digestão. Caso citem que começa no estômago, peça-lhes que pensem por onde o alimento entra em nosso corpo. Dessa forma, perceberão que a digestão é iniciada na boca; por isso, é importante fazer a mastigação correta dos alimentos.
Providencie dois copos com água, dois comprimidos efervescentes de vitamina C e, se possível, um cronômetro. Em seguida, triture um dos comprimidos e deixe o outro inteiro. Explique aos estudantes que eles vão efervescer e se dissolver na água. Com isso, pergunte quais vão efervescer e se dissolver mais rapidamente. O objetivo é fazê-los levantar hipóteses sobre os possíveis resultados.
1. Estudamos a importância da alimentação para o corpo humano. Por meio de qual processo ele obtém os nutrientes presentes nos alimentos?
Como estudamos, os nutrientes presentes nos alimentos são essenciais para o funcionamento do corpo humano. Para que esses nutrientes sejam absorvidos pelo corpo e transportados até as células, é necessário que os alimentos ingeridos sejam quebrados em partes menores. O processo que envolve essa quebra é chamado digestão
A digestão dos alimentos e a absorção dos nutrientes são realizadas pelo sistema digestório.
A digestão é iniciada na boca, onde o alimento é triturado, cortado e rasgado pelos dentes durante a mastigação. Com o auxílio da língua, o alimento é misturado à saliva, que tem substâncias que ajudam na digestão, formando o bolo alimentar.
Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Resposta: Por meio da digestão dos alimentos.
Sistema digestório humano
Representação do sistema digestório humano.
de pesquisa: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. Tradução de Alexandre Lins Werneck et al 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. p. 478.
Com base no resultado do experimento, pergunte: “Por que é importante mastigar bem os alimentos?”. Eles devem citar que isso facilita o processo de digestão.
Não permita que os estudantes manipulem nem consumam a vitamina C.
Na sequência, coloque os dois comprimidos na água, um em cada copo, e peça aos estudantes que observem qual se dissolve mais rapidamente. Isso é percebido comparando em qual dos copos a efervescência termina primeiro. Solicite-lhes que cronometrem o tempo de efervescência em cada copo.










alimento boca língua dentes




















































































Em geral, o ser humano se nutre com diversos tipos de alimento, pois é um ser onívoro. Assim, os dentes apresentam diferentes formatos e funções que ajudam na mastigação de alimentos tanto de origem vegetal quanto animal. Confira a dentição de um adulto.
Dentição humana
pré-molares


Representação da dentição permanente humana.











pré-molares
pré-molares


bolo alimentar faringe


molares caninos

molares






caninos incisivos incisivos




Parte do sistema digestório humano
Os dentes que surgem a partir dos seis anos são chamados dentes permanentes. Em uma dentição permanente completa, há 32 dentes.
Fonte de pesquisa: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. Tradução de Alexandre Lins Werneck et al 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. p. 483.


pré-molares
• Relembre os estudantes que há uma fase em que a dentição é mista, entre a troca dos dentes decíduos e o surgimento dos permanentes, processo que tende a finalizar até os 11 anos de idade. Pergunte se eles já perderam dentes e quando os outros começaram a nascer. Permita que troquem ideias entre si.
• Relembre a importância da boca e de consultar um dentista regularmente para a manutenção da saúde bucal.
• Relembre com os estudantes a função de cada tipo de dente. Para isso, leia para eles o trecho do texto a seguir.



















esôfago


estômago quimo
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.








































[...] Os dentes incisivos (centrais e laterais) são os mais próximos da linha mediana, em forma de uma talhadeira, e são adaptados para cortar o alimento; os dentes caninos vêm após os incisivos e têm uma superfície pontiaguda (cúspide) para lacerar e rasgar o alimento; os dentes pré-molares têm duas cúspides para esmagar e triturar o alimento; e os dentes molares têm três ou mais cúspides cegas para esmagar e triturar o alimento.




























[...]



Representação de parte do sistema digestório humano.


O bolo alimentar é direcionado para a faringe com o auxílio da língua, passa pelo esôfago e chega ao estômago. No estômago, há o suco gástrico, que se mistura ao bolo alimentar. O suco gástrico e os movimentos do estômago contribuem para a digestão do bolo alimentar, que passa a se chamar quimo
Fonte de pesquisa: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. Tradução de Alexandre Lins Werneck et al 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. p. 478.
TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. Tradução de Alexandre Lins Werneck et al 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. p. 482.
04/10/2025 11:30:27
• Para mais informações sobre a dentição humana, acesse o material a seguir. - MAGNANI, Isabela Queiroz; BITTENCOURT, Jéssica Madeira; BENDO, Cristiane Baccin. Anatomia dental Belo Horizonte: FAO/UFMG, 2022. Disponível em: https: //pergamum.bu.ufmg.br/ pergamumweb/vinculos/ 000026/000026fe.pdf. Acesso em: 10 jul. 2025.
• Comente com os estudantes que o movimento peristáltico ou peristaltismo é um fator importante para a ocorrência da digestão. Esse movimento ocorre no esôfago, no estômago e nos intestinos delgado e grosso. No esôfago, ajudam a levar o alimento até o estômago, em que auxiliam a misturar o alimento com o suco gástrico. No intestino, além de impulsionarem o alimento em seu interior, auxiliam na transformação do quimo em quilo. Comente também que os movimentos peristálticos ocorrem em razão da contração e do relaxamento de músculos do tubo digestório.
• Ao trabalhar o boxe Microbiota intestinal e alimentação, explique aos estudantes que as estruturas coloridas da imagem são as bactérias; já a estrutura marrom refere-se à superfície do intestino. Enfatize a eles que as bactérias e a superfície do intestino não têm essa cor, ou seja, a imagem foi colorida em computador.
Objetivo
A atividade 2 permite avaliar se os estudantes compreenderam como ocorre a digestão no sistema digestório.
Sugestão de intervenção
Para auxiliar os estudantes de forma lúdica, se julgar interessante, escreva o nome de cada órgão do sistema digestório em um cartão. Distribua-os para baixo sobre uma mesa. Um estudante por vez vai até a mesa, retira um cartão e, em seguida, lê o nome do órgão para a turma. Nesse momento, solicite a eles que expliquem o que acontece com o alimento ao passar por esse órgão.


























Parte do sistema digestório humano intestino grosso intestino delgado























































Representação de parte do sistema digestório humano.


Lins Werneck et al. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. p. 478.
O quimo é direcionado para o intestino delgado, onde são adicionadas outras substâncias que auxiliam na digestão. No intestino delgado ocorre a maior parte da absorção de água e nutrientes. Os nutrientes absorvidos passam para o sangue, que os distribui para as demais partes do corpo. O quimo, então, passa a ser chamado quilo
O quilo é direcionado ao intestino grosso, onde ocorre a absorção de alguns nutrientes, água e sais minerais. Esse material fica mais sólido, formando as fezes, que são eliminadas do corpo pelo ânus.
Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
2. No caderno, produza um esquema que represente as etapas da digestão de um alimento no sistema digestório.
Resposta: O objetivo desta questão é levar os estudantes a fazerem um resumo do que compreenderam sobre a digestão. Espera-se que eles indiquem em seu esquema em quais órgãos e estruturas ocorre a formação do bolo alimentar, do quimo e do quilo e em quais órgãos ocorrem a quebra dos nutrientes e a absorção deles.
No intestino humano, existem várias espécies de bactérias benéficas que ajudam na produção de vitaminas, na digestão e absorção de nutrientes e nas defesas do organismo. Essas bactérias formam a microbiota intestinal
Bactérias da microbiota intestinal. Imagem ampliada cerca de 15 000 vezes e colorida em computador.

A alimentação equilibrada favorece o crescimento das bactérias da microbiota intestinal. Já uma alimentação rica em alimentos ultraprocessados, por exemplo, pode desequilibrar a microbiota intestinal, favorecendo o desenvolvimento de problemas de saúde.
Depois, oriente esse estudante a colar o cartão no meio da lousa. Na sequência, chame outro e repita o processo. Oriente-o a colocar o cartão na lousa seguindo a ordem de condução do alimento pelo trato gastrointestinal. Com isso, além de explicarem a função de cada órgão do sistema digestório, os estudantes identificam a sequência dos órgãos que o alimento percorre nesse sistema durante a digestão.
VAMOS INVESTIGAR
a ) O que acontece em nosso corpo quando inspiramos e expiramos o ar durante a respiração?
Resposta nas orientações ao professor
MATERIAIS NECESSÁRIOS
• fita métrica • lápis grafite • caderno
B.
Junte-se a um colega e peça a ele que respire, inspirando o ar e mantendo os lábios fechados. Nesse momento, meça a circunferência do tórax do colega. Anote o valor no caderno.

Representação de uma criança medindo o tórax do colega com a fita métrica enquanto ele puxa o ar.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Agora, peça ao colega que respire, expirando o ar lentamente. Nesse momento, meça a circunferência do tórax do colega novamente. Anote o valor no caderno.

Representação de uma criança medindo o tórax do colega com a fita métrica enquanto ele solta o ar.
Agora, responda à questão a seguir no caderno.
1. O que vocês perceberam ao medir a circunferência do tórax?
Resposta nas orientações ao professor
Como estudamos, o gás oxigênio se combina aos nutrientes dos alimentos para fornecer energia. Assim, nesse processo, ocorre a produção de gás carbônico, que deve ser eliminado das células e do organismo.
A absorção do gás oxigênio e a liberação do gás carbônico ocorrem pela respiração, realizada por meio do sistema respiratório. Dessa maneira, esse sistema é responsável pelas trocas gasosas do corpo humano com o ambiente.
• Comente também que, apesar de conseguirmos controlar a respiração, ela ocorre também involuntariamente. Isso pode ser observado quando tentamos segurar a respiração por um longo período. Independentemente de nossa vontade, o corpo nos força a voltarmos a respirar normalmente. Quando dormimos, a respiração também ocorre sem nosso controle.
Resposta
05/10/2025 11:19:56
1. Espera-se que os estudantes respondam que, ao deixar o ar entrar, o tórax aumenta de tamanho; ao deixar o ar sair, diminui.
• A atividade proposta nesta seção contribui para o desenvolvimento da Competência geral 2 e da Competência específica de Ciências da Natureza 2, pois leva os estudantes a dominarem procedimentos de investigação científica para identificar as funções do sistema respiratório e a sentirem segurança no debate de questões científicas.
• Identificar os movimentos do tórax relacionados aos processos de inspiração e expiração do ar durante a respiração.
a. O objetivo desta questão é levar os estudantes a refletirem sobre o que acontece em nosso corpo quando respiramos, como o aumento e a redução da caixa torácica, na região do tórax, protegendo os pulmões.
• Na realização da atividade, comente que o ar dos pulmões é constantemente renovado. Para isso, deve entrar neles e sair deles. Essa ventilação pulmonar ocorre por conta da ação conjunta de músculos que ficam entre as costelas e o diafragma, uma membrana muscular que separa a cavidade torácica da abdominal. Por isso, quando inspiramos o ar, a caixa torácica se expande; quando expiramos o ar, ela se contrai.
• A abordagem desta página favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI06, pois o conhecimento sobre os órgãos e as estruturas do sistema respiratório, bem como suas respectivas funções, fornece subsídios para os estudantes selecionarem argumentos que justifiquem por que o sistema respiratório atua no processo de nutrição do organismo.
• Durante o trabalho com esse conteúdo, elabore na lousa um esquema para representar o caminho do ar atmosférico no sistema respiratório durante a inspiração e a expiração, complementando-o conforme o desenvolvimento da leitura da página.
Inspiração
• narinas cavidade nasal faringe laringe traqueia brônquios bronquíolos alvéolos pulmonares
Expiração
• alvéolos pulmonares bronquíolos brônquios traqueia laringe faringe cavidade nasal narinas
Os seres humanos realizam respiração pulmonar. Durante esse processo, o ar entra nos pulmões por meio da inspiração e sai dos pulmões por meio da expiração. Confira a seguir a estrutura do sistema respiratório.
Na inspiração, o ar rico em gás oxigênio entra pelas narinas, passa pela cavidade nasal, faringe, laringe e traqueia, que se ramifica em dois canais: os brônquios. O ar é conduzido aos pulmões e os brônquios se ramificam em diversos canais menores: os bronquíolos.
Representação do sistema respiratório humano.
Fonte de pesquisa: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. Tradução de Alexandre Lins Wernecket et al. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. p. 450-456.
Os bronquíolos terminam nos alvéolos pulmonares, onde ocorrem as trocas gasosas.
Confira a seguir como o gás oxigênio chega até as células e como o gás carbônico é eliminado do corpo.
Representação de alvéolos pulmonares em corte.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Durante a inspiração, o gás oxigênio chega aos pulmões e é transferido ao sangue e distribuído para as células do corpo por meio da circulação sanguínea. Já o gás carbônico produzido pelas células é transferido do sangue para os alvéolos pulmonares.
Durante a expiração, o ar rico em gás carbônico é liberado dos pulmões para o ambiente.
Sistema respiratório humano cavidade nasal narinas faringe laringe traqueia bronquíolos brônquios pulmões










Estrutura dos alvéolos pulmonares alvéolos pulmonares














vaso sanguíneo




































Trocas gasosas nos alvéolos pulmonares células sanguíneas vasos sanguíneos alvéolo pulmonar
Representação das trocas gasosas através do alvéolo pulmonar e das células sanguíneas.
Quando inspiramos e expiramos, podemos perceber que o tórax se movimenta, expandindo e se esvaziando. Esses movimentos são essenciais para a entrada e a saída de ar no organismo. Confira a seguir.
Na inspiração, o músculo diafragma e os músculos intercostais se contraem e aumentam o volume dos pulmões, permitindo que o ar entre
Processo de inspiração
entrada de ar no organismo
músculos intercostais pulmões costelas
Representação do processo de inspiração.
músculo diafragma contraído
Na expiração, o músculo diafragma e os músculos intercostais relaxam e o volume dos pulmões diminui, empurrando o ar para fora deles
Processo de expiração
saída de ar do organismo
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Representação do processo de expiração.
músculo diafragma relaxado
Fonte de pesquisa: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. Tradução de Alexandre Lins Werneck et al. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. p. 459.
Leia a manchete a seguir.
Cuiabá libera vacinação contra gripe para toda a população
KATHUCIA, Letícia. Cuiabá libera vacinação contra gripe para toda a população. Prefeitura de Cuiabá, 30 jun. 2025. Disponível em: https://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias/cuiaba-libera -vacinacao-contra-gripe-para-toda-a-populacao. Acesso em: 22 jul. 2025.
1. Você e seus familiares se vacinaram contra a gripe este ano?
A gripe, a bronquiolite e a COVID-19 são exemplos de doenças respiratórias, causadas por vírus. Em geral, elas provocam sintomas como febre, tosse, congestão nasal e dor de garganta.
Essas doenças respiratórias podem ser prevenidas pela vacinação, pelo uso de máscara e pela higienização das mãos. Além disso, é importante evitar o contato com pessoas contaminadas enquanto estiverem apresentando sintomas.
Algumas doenças pulmonares, como a asma, não são transmissíveis. Essa doença causa a contração dos brônquios, dificultando a passagem do ar. Os principais sintomas são tosse, ruídos no peito e dificuldade de respirar.
1. Resposta pessoal. O objetivo desta questão é levar os estudantes a verificarem se a vacinação deles e a de seus familiares estão em dia.
04/10/2025 11:30:31
• A abordagem sobre problemas no sistema respiratório permite o trabalho com o tema contemporâneo transversal Saúde Além disso, favorece o desenvolvimento das Competências gerais 8 e 10 e das Competências específicas de Ciências da Natureza 7 e 8, pois leva os estudantes a cuidarem do corpo e do bem-estar, além de incentivá-los a agir com responsabilidade em relação à vacinação e a outros cuidados com o sistema respiratório, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza para tomarem decisões relacionadas a questões que envolvem a saúde individual e coletiva.
• Ao ler a manchete desta página com os estudantes, pergunte a eles qual é a importância da vacinação. Verifique se eles comentam que ela previne o desenvolvimento de doenças.
• O vírus sincicial respiratório é responsável pela maioria dos casos de bronquiolite em crianças menores de 2 anos.
• Comente que a poluição pode prejudicar o sistema respiratório, pois as partículas de poluentes no ar atmosférico podem ficar retidas nos pulmões. Como mecanismo de defesa, o organismo tenta remover essas partículas das vias aéreas por meio do espirro, da tosse ou da maior produção de muco, evitando que esses poluentes cheguem até os pulmões.
• Comente com os estudantes sobre a pneumonia. Explique que essa doença pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e que, entre os sintomas, destacam-se febre alta, tosse, falta de ar e dores no peito.
• A abordagem desta página favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI07 , pois fornece subsídios para os estudantes justificarem a relação entre o funcionamento do sistema cardiovascular e a distribuição de nutrientes pelo corpo.
• Na questão 1, é provável que os estudantes respondam que os nutrientes e o gás oxigênio chegam até as células do corpo por meio do sangue. Nesse momento, explique a eles que o sangue é conduzido pelo corpo até as células no interior de vasos sanguíneos e é bombeado pelo coração.
• Solicite aos estudantes que coloquem a mão direita aberta sobre o lado esquerdo do peito. Pergunte o que eles sentem. O intuito é fazer que percebam os batimentos cardíacos.
1. Já estudamos que o sistema digestório atua na digestão de nutrientes e que o sistema respiratório é responsável pela troca de gases no corpo humano, mas como os nutrientes e o gás oxigênio chegam a todas as células e tecidos do corpo humano?
Possível resposta: Por meio do sistema cardiovascular ou por meio do sangue.
O sistema cardiovascular, junto aos sistemas digestório e respiratório, atua distribuindo os nutrientes e o gás oxigênio por células e tecidos do corpo humano.
Esse sistema também transporta as substâncias que precisam ser eliminadas do corpo, como o gás carbônico. Esse processo é realizado em conjunto pelo coração, pelo sangue e pelos vasos sanguíneos.
O coração é formado principalmente de tecido muscular cardíaco e tem quatro cavidades, por onde o sangue se desloca.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Estrutura do coração humano vasos sanguíneos



Sistema cardiovascular humano vasos sanguíneos
coração














Representação do coração humano em corte.



Representação do sistema cardiovascular humano.





Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. p. 22-24.
Ele funciona como uma bomba, impulsionando o sangue para todo o corpo, no interior dos vasos sanguíneos.
O tecido muscular que constitui o coração contrai e relaxa de maneira coordenada, resultando nos batimentos cardíacos. Esses batimentos são acompanhados de um som, originado pelo fluxo de sangue no coração.
Os vasos sanguíneos são estruturas semelhantes a pequenos tubos, que chegam a diversas partes do corpo. O diâmetro e a espessura de suas paredes são variáveis. Assim, de acordo com essas características, os vasos sanguíneos são classificados em artérias, veias e capilares. Confira a seguir. Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Artéria
Representação de uma artéria.
Representação de uma veia.
Representação dos capilares.
Fonte de pesquisa: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. Tradução de Alexandre Lins Werneck e outros. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. p. 391.
As artérias são vasos sanguíneos com parede mais espessa e transportam sangue do coração até os tecidos. As veias são vasos sanguíneos cujas paredes são mais finas que as das artérias. Elas transportam sangue dos tecidos para o coração. Já os capilares são ramificações dos vasos sanguíneos que conectam pequenas artérias a pequenas veias. Eles são estruturas microscópicas e sua parede fina permite a troca de substâncias entre o sangue e as células.
O sangue é um tecido formado por uma porção líquida denominada plasma, células sanguíneas (hemácias e leucócitos) e fragmentos de células (plaquetas).
O plasma é um líquido de cor amarela, composto de água e algumas substâncias.
Profissional da saúde segurando uma bolsa contendo plasma e células sanguíneas para doação.

plasma
células e fragmentos do sangue
Professor, professora: Comente com os estudantes que o sangue deve passar por centrifugação para que o plasma se separe das células sanguíneas.
04/10/2025 11:30:34
Objetivo
• Esta atividade permite avaliar se os estudantes identificam as características dos tipos de vasos sanguíneos e se compreendem a importância desses vasos para o transporte de nutrientes e oxigênio pelo corpo. Sugestão de intervenção Se julgar interessante, desenhe na lousa uma artéria e uma veia em corte. Peça aos estudantes que identifiquem o tipo de vaso sanguíneo que as imagens na lousa representam e expliquem como chegaram a essa conclusão. Verifique se percebem as artérias com parede mais espessa e as veias com parede mais fina. Pergunte qual tipo de vaso leva sangue do coração até os tecidos e qual leva sangue dos tecidos até o coração. Em seguida, peça-lhes que expliquem a importância dos vasos sanguíneos. Verifique se respondem que eles conduzem o sangue para diversas partes do corpo e estão distribuídos por todo o corpo.
• A abordagem sobre a doação de sangue possibilita o trabalho com o tema contemporâneo transversal Saúde. Além disso, favorece o desenvolvimento da Competência geral 10 e da Competência específica de Ciências da Natureza 8, pois incentiva os estudantes a agirem pessoal e coletivamente com autonomia e responsabilidade, tomando decisões com base em princípios éticos e solidários. A leitura e a interpretação do cartaz favorecem o desenvolvimento da Competência geral 4 e da Competência específica de Ciências da Natureza 6, pois eles são levados a obter informações por meio de diferentes linguagens.
• Comente que o sangue doado pode ser usado em pessoas que precisam de transfusão de sangue, de transplantes e de procedimentos relacionados a tumores, cânceres e cirurgias em geral.
• Se for conveniente, apresente aos estudantes os requisitos para a doação de sangue: pessoas entre 16 e 69 anos de idade que tenham massa corporal de mais de 50 kg; que não tenham evidências clínicas e laboratoriais de doenças transmissíveis pelo sangue; e que não tenham hepatites B e C, por exemplo. Para obter mais informações, acesse o site a seguir.
- DOAÇÃO de sangue. Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/ saude/pt-br/composicao/ saes/sangue. Acesso em: 29 set. 2025.
As hemácias ou os glóbulos vermelhos são as células que têm um pigmento vermelho chamado hemoglobina, responsável por conferir cor ao sangue. Tais células transportam gás oxigênio e gás carbônico pelo corpo.
Os leucócitos ou glóbulos brancos são células relacionadas às defesas do organismo, agindo contra agentes invasores e toxinas.
As plaquetas são fragmentos de células que participam da coagulação, processo que ajuda a interromper o sangramento em caso de ferimentos.

hemácias
plaqueta leucócitos
Elementos do sangue. Imagem ampliada cerca de 2 500 vezes e colorida em computador.
Em certos casos, como problemas de saúde ou acidentes, pessoas podem ter sangramentos e precisar de reposição de sangue. Isso é possível por meio da transfusão sanguínea.
O sangue utilizado na transfusão sanguínea é obtido por meio da doação realizada um hemocentro. Esse local é responsável por testar, armazenar e distribuir o sangue doado para os hospitais.

Em alguns momentos, a necessidade de sangue nos hospitais é alta e o estoque nos hemocentros é baixo.
Por isso, é fundamental que sejam veiculadas campanhas pelo Ministério da Saúde, pelas secretarias de saúde e pelos hemocentros com o objetivo de incentivar mais pessoas a doarem sangue.
a ) Junte-se a um colega e elaborem um cartaz com imagens e texto, incentivando a doação de sangue.
Cartaz de campanha de doação de sangue do Ministério da Saúde.
a) Resposta pessoal. Os objetivos desta questão são incentivar a criatividade dos estudantes e levá-los a refletir sobre a importância das campanhas de doação de sangue.
Oriente os estudantes a fazerem, com os pais ou responsáveis, uma pesquisa sobre locais para doação de sangue no município onde vivem. Peça a eles que perguntem para os pais ou responsáveis se algum deles é doador de sangue e reflitam juntos sobre a possibilidade de um dia se tornarem doadores.
1. Resposta: Podemos ingerir água em sucos e chás, assim como em alimentos, pois ela constitui parte deles.
Já estudamos que o sangue transporta nutrientes e gás oxigênio para todo o corpo humano. Nesse processo, a água é necessária.
1. Além do consumo apresentado na fotografia, de que outra forma podemos ingerir água?
2. Quanto de água você ingere diariamente?
3. O que acontece com a água que ingerimos?
2. Resposta pessoal.
Criança bebendo água.

O objetivo desta questão é levar os estudantes a refletirem sobre seu consumo diário de água.
Cada célula do corpo humano necessita de água, nutrientes e gás oxigênio para manter seu funcionamento. Nesse processo, as células também precisam eliminar algumas substâncias produzidas durante suas atividades, as quais são chamadas excretas
As excretas produzidas pelo organismo são eliminadas na urina, pelo suor e pela respiração, no caso, o gás carbônico. Para eliminar parte das excretas na urina, o sangue precisa ser filtrado, separando-o delas.
O sistema urinário é o responsável pela filtração do sangue e pela formação da urina.
3. Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que a água é absorvida no trato gastrointestinal, passa para o sangue e é distribuída para as células do corpo. O excesso de água é eliminado na urina pelo sistema urinário.
Criança transpirando durante brincadeira.
Nefrologia do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP.
Um estudo publicado pela Science pontua que o volume para consumo diário é determinado por diversos fatores como sexo, idade, aspectos físicos, umidade do ar, temperatura e até mesmo o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). [...]
A questão da água, quando analisada do ponto de vista biológico, depende de diversos fatores individuais que juntos modifi-

cam a quantidade necessária a ser ingerida. Mas, mesmo não havendo um valor predeterminado, seu consumo é importante: “Água é a essência da vida e, por esse motivo, nosso organismo está preparado para conservá-la. Manter a saúde é aprender a ouvir o que o seu corpo fala. Consuma a água que precisa e evite os excessos. Uma forma simples de saber se você está ingerindo pouca água é olhar a sua urina. Se ela estiver bem alaranjada e em pouca quantidade, é provável que esteja concentrada e uma
• A abordagem desta página possibilita o desenvolvimento da habilidade EF05CI07 , pois fornece subsídios para que os estudantes justifiquem a relação entre o funcionamento do sistema cardiovascular com a eliminação dos resíduos produzidos pelo organismo, bem como a importância do sistema urinário nesse processo.
• A questão 2 permite uma autoavaliação acerca da quantidade de água que eles bebem. Pergunte se todos mantêm uma garrafa com água na sala de aula, incentivando-os a fazer a hidratação adequada. Sobre a quantidade necessária de ingestão de água diária, leia com eles o trecho do texto a seguir.
[...]
O corpo humano é composto de cerca de 60% a 70% de água e, por isso, ela é imprescindível para a manutenção de uma boa saúde. Entretanto, a quantidade que deve ser ingerida ainda deixa algumas dúvidas.
“Por ser tão crítica para a vida, há processos fisiológicos que controlam de forma estrita o balanço de sal e água no organismo. De forma simplificada, para manter a quantidade de água do nosso corpo é preciso repor as perdas”, comenta o professor Eduardo Barbosa Coelho, da área de
04/10/2025 11:32:58
pausa para hidratação seja recomendável”, finaliza Coelho.
UENO, Alessandra. Beber água é importante, mas dois litros por dia não é regra. Jornal da USP, 2 jan. 2023. Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/ beber-agua-e-importante-mas-dois-litros-por-dia -nao-e-regra/. Acesso em: 4 set. 2025. • Na questão 3, caso os estudantes respondam que a água é eliminada na urina, pergunte qual é a importância dela para o corpo, levando-os a perceber que parte precisa ser absorvida pelo corpo e o excesso é eliminado na urina.
• O conteúdo desta página permite o desenvolvimento da habilidade EF05CI07, pois a abordagem sobre os órgãos e as estruturas do sistema urinário, bem como os papéis desempenhados por eles, fornece subsídios para os estudantes justificarem a relação entre o funcionamento dos sistemas cardiovascular e urinário na eliminação dos resíduos produzidos pelo corpo.
Objetivo
• A atividade 4 permite verificar se os estudantes identificam os tipos de excretas produzidos pelo corpo e quais sistemas e estruturas estão responsáveis pela eliminação delas.
Sugestão de intervenção
Para auxiliar os estudantes nesta atividade, se julgar interessante, providencie 18 cartões de cartolina e faça três conjuntos de cartas com os nomes das excretas e dos sistemas e órgão responsáveis pela sua eliminação. Por exemplo, separe três cartões, e em cada um escreva urina; repita com as palavras gás carbônico, suor, pele, sistema urinário e sistema respiratório
Organize a turma em três grupos. Em seguida, distribua um conjunto de cartões para cada grupo. Cada conjunto deve ter seis cartões, conforme a orientação anterior.
Em seguida, determine um tempo para os grupos relacionarem cada excreta ao sistema ou órgão responsável pela sua eliminação do corpo.
Reproduza o quadro Eliminação de excretas pelo corpo na lousa. Após os grupos finalizarem as associações, peça a um voluntário de cada grupo que complete uma linha do quadro.
O sistema urinário também retira o excesso de água do organismo.
Confira a seguir os órgãos que compõem o sistema urinário e a importância de cada um deles na produção e eliminação da urina.
Os rins são os órgãos em que o sangue é filtrado, retirando as excretas e o excesso de água, que são eliminados com a urina.
Os ureteres são tubos que recolhem a urina formada nos rins e a encaminham para a bexiga urinária.
A bexiga urinária armazena a urina temporariamente, até ela ser eliminada do organismo.
A uretra encaminha a urina para fora do organismo.
Sistema urinário feminino
Sistema urinário masculino
uretra
bexiga urinária
Representação do sistema urinário feminino humano.
uretra
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Representação do sistema urinário masculino humano. rins
ureteres bexiga urinária
Fonte de pesquisa: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. Tradução de Alexandre Lins Werneck et al. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. p. 529.
4. Reproduza o quadro a seguir no caderno e, depois, complete-o substituindo as letras em destaque pelos termos corretos.
Resposta: A: suor; B: urinário; C: respiratório
Eliminação de excretas pelo corpo humano
Tipos de excretas Forma como as excretas são eliminadas
Urina
Gás carbônico
Ao final, pergunte se todos os estudantes concordam com as informações inseridas na lousa, deixando-os expor opiniões livremente, acolhendo e corrigindo possíveis equívocos.
Sistema B
Pele
Sistema C
11:32:59
Em alguns casos, os rins podem apresentar problemas que prejudicam seu funcionamento. Entre eles, podemos citar os cálculos renais e a insuficiência renal.
Os cálculos renais são popularmente conhecidos como “pedras nos rins”. Eles são formados por determinados sais nesses órgãos.
Os sintomas que uma pessoa com cálculos renais pode ter são dor, febre, vômito e sangue na urina.

Em alguns casos, os cálculos podem se deslocar e bloquear a passagem da urina pelos ureteres e pela uretra, impedindo que sejam eliminados. Para cálculos de tamanho maior, podem ser necessários tratamento específico e até mesmo cirurgia para removê-los.
Na insuficiência renal, os rins deixam de funcionar adequadamente, o que afeta a filtração do sangue. Quando as excretas não são devidamente eliminadas, elas podem se acumular no corpo humano, causando desequilíbrio e prejudicando o funcionamento adequado do organismo.
No tratamento da insuficiência renal, pode ser necessário um procedimento chamado hemodiálise. Nele, o sangue é conduzido a uma máquina, onde é filtrado, e depois retorna ao corpo do paciente.
Pessoa fazendo hemodiálise.

Em alguns casos, é necessário o transplante de rins, em que o rim doente é substituído por outro saudável, doado por uma pessoa em vida ou logo após o óbito.
• Comente com os estudantes que os cálculos renais podem ter diversas causas, e algumas estão relacionadas com hábitos alimentares e sedentarismo. Por isso, é importante realizar exercícios físicos regularmente e ter uma dieta com ingestão controlada de sal e proteínas. Além disso, pessoas com propensão a ter cálculos têm de beber mais água.
• Ao trabalhar o problema da insuficiência renal e a hemodiálise, comente que o equipamento que realiza esse procedimento filtra o sangue da mesma forma que os rins, eliminando as substâncias que podem prejudicar o funcionamento do organismo e o excesso de água.
• Enfatize que, em casos graves de insuficiência renal, pode ser necessário um transplante de rim. Comente também que, caso haja um transplante envolvendo um doador vivo, dependendo da situação, tanto o receptor quanto o doador conseguem viver com somente um rim. Apesar de ser um procedimento seguro, é necessário ter mais cuidados para evitar infecções urinárias e cálculos renais.
04/10/2025 11:32:59
• A atividade 1 permite desenvolver a habilidade EF05CI09 , pois leva os estudantes a discutirem a ocorrência do aumento de casos de obesidade no mundo. Além disso, promove o trabalho com os temas contemporâneos transversais Saúde e Educação alimentar e nutricional na conscientização acerca da obesidade e suas consequências.
1. Objetivos
• Analisar dados sobre a obesidade no mundo.
• Reconhecer a obesidade como um problema relacionado à saúde nutricional.
• Propor maneiras de reduzir o número de casos de obesidade no mundo.
Sugestão de intervenção
Para auxiliar os estudantes na questão a, coloque os dados na lousa, em uma tabela, para que possam comparar as mudanças nos casos de obesidade nos anos 1990 e 2022. Nas questões b, c e d, proponha uma conversa sobre as causas da obesidade. Converse com eles sobre o contexto da sociedade atual, em que o ritmo de vida pode ser muito agitado, levando as pessoas a negligenciarem o cuidado com a alimentação, optando por alimentos processados e ultraprocessados.
Respostas
b) Espera-se que os estudantes expliquem que pessoas com obesidade apresentam maior tendência em desenvolver determinadas doenças, o que afeta a qualidade de vida delas e impacta a saúde pública.
c) Espera-se que os estudantes respondam que o aumento da obesidade está relacionado a dietas inadequadas, como o consumo de alimentos industrializados e ultraprocessados, além de um estilo de vida sedentário.
Escreva as respostas no caderno.
1. Leia o trecho do texto a seguir.
2. a) Resposta: A inalação envolve a vaporização dos medicamentos. Na
forma de vapor, o medicamento é inalado e atinge diretamente o sistema respiratório, facilitando o tratamento da doença.
[...] a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou os resultados de um novo estudo internacional [...].
O dado mais alarmante é que, hoje, há no mundo 1,04 bilhão de pessoas com obesidade. Isso significa que um em cada oito habitantes do planeta (12,5% da humanidade) está com o peso muito acima do considerado saudável. Por esse motivo, essa parcela da população corre um risco mais elevado do que os demais indivíduos de desenvolver diabetes, doenças cardiovasculares, algumas formas de câncer e morrer precocemente. De 1990 a 2022, [...] o total de indivíduos com obesidade aumentou 360%: passou de 221 milhões para os atuais 1,04 bilhão – destes, 159 milhões são crianças e adolescentes. [...]
SOARES, Giselle. Um mundo acima do peso. Pesquisa Fapesp, São Paulo, ano 25, n. 38, abr. 2024. p. 45.
a ) O que aconteceu com a quantidade de casos de obesidade no mundo, de acordo com o texto?
Resposta: A quantidade de casos aumentou.
b ) Por que os dados citados são preocupantes? Como isso impacta a saúde pública?
Resposta nas orientações ao professor
c ) Converse com um colega sobre as causas desse aumento em todo o mundo. Elaborem explicações para esse problema.
Resposta nas orientações ao professor
d ) Com o colega, elaborem ideias para reduzir os casos de obesidade nas próximas décadas.
Resposta nas orientações ao professor
2. Algumas pessoas com doenças respiratórias precisam fazer inalação.
Nesse tratamento, os medicamentos são vaporizados para serem inalados pelo paciente.
a ) Por que a inalação é indicada para o tratamento de doenças respiratórias? Se necessário, faça uma pesquisa.
b ) Qual é o nome do movimento resiratório que permite a entrada dos medicamentos no sistema respiratório?
Resposta: Inspiração.
c ) Como o gás oxigênio chega às células? Qual é a relação desse processo com o sistema cardiovascular?
2. c) Resposta: O gás oxigênio que chega aos
Criança fazendo inalação.

pulmões é transferido ao sangue e distribuído para as células do corpo por meio da circulação sanguínea, realizada pelos vasos sanguíneos do sistema cardiovascular.
d) Os estudantes podem citar a mudança de hábitos, por meio do consumo de alimentos mais saudáveis e a prática de atividades físicas.
2. Objetivos
• Reconhecer a inalação como um tratamento para determinados problemas respiratórios.
• Identificar as etapas e as estruturas envolvidas na respiração humana.
Sugestão de intervenção
Ao abordar a questão a, pergunte se algum estudante já teve de fazer inalação e peça-lhe que compartilhe sua experiência com os colegas.
Diga que a inalação leva os medicamentos até os alvéolos pulmonares, desobstruindo as vias respiratórias e facilitando a respiração.
Na questão b, averigue se os estudantes entendem que, na inspiração, o ar entra para os pulmões e, na expiração, ele é eliminado do sistema respiratório.
Na questão c, enfatize que a entrada de ar nos pulmões não garante que o gás oxigênio chegue a todas as células do corpo humano. Ressalte que o coração é o órgão responsável por bombear o sangue rico em gás oxigênio para o restante do corpo, enquanto os vasos sanguíneos o transportam a células e tecidos.
BNCC
3. Escreva no caderno os nomes das partes do sistema digestório indicadas na imagem. Em seguida, relacione cada uma dessas partes à sua principal função.
Transforma o bolo alimentar em quimo, com movimentos para misturá-lo com o suco gástrico.
Onde ocorre a absorção de nutrientes, água e sais minerais e se formam as fezes. Direciona o bolo alimentar da faringe até o estômago.
Principal local de absorção de água e de nutrientes, onde o quimo passa a ser chamado de quilo.
Onde se inicia a digestão, com a mastigação do alimento e a formação do bolo alimentar. Encaminha o bolo alimentar da boca ao esôfago.
Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Fonte de pesquisa: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. Tradução de Alexandre Lins Werneck e outros. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. p. 478. Representação do sistema digestório humano.
Prato 2: macarronada com molho branco.
a ) Cada prato é rico em quais nutrientes?

4. Objetivo
• Reconhecer os nutrientes das refeições.
Sugestão de intervenção
Caso os estudantes tenham dificuldade no item a da atividade, mostre-lhes a composição nutricional dos alimentos. Dessa maneira, é possível ajudá-los a identificar os nutrientes de cada alimento. Para isso, acesse com eles o site a seguir.




































































• A atividade 3 permite o desenvolvimento da habilidade EF05CI06 , pois o trabalho com os componentes do sistema digestório permite aos estudantes selecionarem argumentos que justifiquem por que o sistema digestório atua no processo de nutrição do organismo.

























• A atividade 4 desenvolve a habilidade EF05CI08 na identificação de nutrientes nas refeições e também aborda o tema contemporâneo transversal Educação alimentar e nutricional no trabalho com a alimentação equilibrada.
3. Objetivo
• Compreender as partes do sistema digestório e a função de cada uma delas.
Sugestão de intervenção
3. Resposta: A: boca; B: estômago; C: faringe; D: intestino grosso; E: esôfago; F: intestino delgado. A – 5; B – 1; C – 6; D – 2; E – 3; F – 4.
4. Luciana foi a um restaurante e se lembrou do que sua nutricionista sugeriu: “Escolha pratos com todos os nutrientes: carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas e sais minerais. E evite alimentos pobres nesses nutrientes ou que não tenham valor nutricional.”.
Luciana leu o cardápio do dia, que tinha somente estas opções:
Prato 1: arroz branco, feijão, carne de panela com batatas, abobrinha refogada com cenoura e salada de alface com tomate.
4. a) Resposta: O prato 1 contém carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas e sais minerais. Já o prato 2 é rico em carboidratos e lipídios.
b ) Qual prato ela deveria escolher, seguindo os conselhos da nutricionista? Explique sua resposta.
Resposta: Ela deveria escolher o prato 1, pois ele é rico em vários nutrientes.
- TABELA Brasileira de Composição de Alimentos. Disponível em: https://www. tbca.net.br/. Acesso em: 10 jul. 2025. Digite o nome do alimento, encontre o modo de preparo e clique para acessar a composição nutricional.
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Caso os estudantes tenham dificuldade na resolução da atividade, sugira que releiam as páginas em que são apresentadas as partes do corpo que compõem o sistema digestório e as funções de cada uma delas. Questione em que ponto do trajeto os alimentos são mastigados, por onde o alimento passa para ir da boca até o estômago, onde são misturados com o suco gástrico e onde ocorre absorção de água.
Ao abordar a questão b, auxilie os estudantes a identificarem que a primeira refeição é mais variada em alimentos e em nutrientes, enquanto a segunda tem poucos nutrientes. Enfatize que a alimentação equilibrada varia de um indivíduo para outro e que depende de inúmeros fatores, como sexo, estado de nutrição, idade, fatores hereditários, presença de doenças e sedentarismo. Assim, cada pessoa deve buscar alimentos adequados ao seu estilo de vida, o que deve ser recomendado por um nutricionista.
• A atividade 5 aborda as habilidades EF05CI06 e EF05CI07, no trabalho com o sistema respiratório e sua relação com o sistema cardiovascular e na respiração e distribuição de nutrientes pelo corpo humano. Já a atividade 6 aborda a habilidade EF05CI07, pois permite discorrer sobre o sistema cardiovascular e sua importância para o corpo humano.
• Reconhecer as estruturas e os órgãos do sistema respiratório e o papel de cada um na respiração humana.
Sugestão de intervenção
Caso os estudantes tenham dificuldade na realização das atividades, faça alguns questionamentos a eles. Ao abordar o item a, pergunte se as trocas gasosas ocorrem nos brônquios, bronquíolos ou alvéolos pulmonares.
Ao abordar os itens b e d, pegue uma fita métrica e meça o tórax de um dos estudantes. Peça a ele que inspire e, depois, expire. Anote o resultado da circunferência na lousa. Em seguida, solicite aos estudantes que comparem o que aconteceu em cada um dos movimentos. Peça-lhes que inspirem e expirem, tocando suas costas, percebendo os movimentos do corpo durante a respiração.
Ao abordar o item c, relembre à turma que o gás oxigênio sai dos pulmões e chega às células, que liberam gás carbônico, e este retorna aos pulmões. No item e, averigue se os estudantes identificam o gás oxigênio como essencial para a geração de energia no corpo humano, e não o gás carbônico.
5. Sobre o sistema respiratório, escreva no caderno a alternativa correta.
Resposta: Alternativa d
a ) As trocas gasosas ocorrem nos brônquios.
b ) Na expiração, ocorrem a contração do músculo diafragma e dos músculos intercostais e a consequente diminuição do volume dos pulmões.
c ) O gás oxigênio é distribuído das células do corpo para a circulação sanguínea até chegar nos alvéolos pulmonares.
d ) Na inspiração, ocorrem a contração do músculo diafragma e dos músculos intercostais e o consequente aumento do volume dos pulmões.
e ) O gás carbônico se combina aos nutrientes para fornecer energia ao corpo humano.
6. Decifre os códigos a seguir e descubra as palavras relacionadas ao sistema cardiovascular. Depois, escreva no caderno as palavras decifradas e relacione cada uma delas à sentença correspondente.
Resposta: C: veias.
Resposta: A: capilares.
Resposta: B: artérias.
Resposta: D: coração.
Transportam sangue do coração aos tecidos.
Têm diâmetro reduzido e paredes finas e permitem a troca de substâncias entre o sangue e as células dos tecidos.
Órgão que bombeia sangue pelo corpo humano.
Transportam sangue dos tecidos até o coração.
Resposta: A – 2; B – 1; C – 4; D – 3.
7. Ajude Giovana a completar a frase a seguir. Para isso, reescreva a frase no caderno substituindo as letras pelas palavras corretas.
Os batimentos cardíacos são gerados pela A e pelo B dos músculos do coração.
Resposta: Os batimentos cardíacos são gerados pela contração e pelo relaxamento dos músculos do coração. 138
6. Objetivo
• Associar estruturas e órgãos do sistema cardiovascular ao papel de cada um deles no corpo.
Sugestão de intervenção
Caso os estudantes tenham dificuldade na resolução da atividade, peça-lhes que citem as estruturas componentes do sistema cardiovascular. Eles devem se lembrar de que esse sistema é formado por coração, artérias, veias e capilares. Anote na lousa os nomes dessas estruturas e, na sequência, retome a função de cada uma delas na circulação do sangue.
7. Objetivo
• Explicar como são gerados os batimentos cardíacos.
Sugestão de intervenção
Caso os estudantes tenham dificuldade na resolução da atividade, pergunte do que é composto o coração e como ele consegue bombear sangue para o corpo. Verifique se respondem que o coração é composto de tecido muscular, que é capaz de contrair e relaxar impulsionando o sangue para o corpo, gerando os batimentos cardíacos.
8. Observe a imagem a seguir e responda às questões propostas.
a ) Qual componente do sangue permitiu a coagulação no machucado de Raul?
Resposta: Plaquetas.
b ) Qual componente do sangue ajuda a impedir que agentes invasores infeccionem o machucado de Raul?
Resposta: Leucócitos.
Raul com machucado no joelho.
9. Observe os sistemas a seguir.

9. d) Resposta: Espera-se que os estudantes respondam que os componentes do sistema
A. B.
9. Professor, professora: As legendas das imagens não foram inseridas para não comprometerem a realização da atividade.
BNCC
• A atividade 9 favorece o desenvolvimento da habilidade EF05CI07, pois leva os estudantes a reconhecerem os órgãos e as estruturas dos sistemas cardiovascular e urinário e a justificarem a relação entre o funcionamento desses sistemas com a eliminação dos resíduos produzidos pelo corpo.
8. Objetivo






cardiovascular (A) são responsáveis por distribuir os nutrientes pelo organismo por meio do sangue, o qual é filtrado pelos rins, componentes do sistema urinário (B). Os resíduos produzidos pela filtragem do sangue são eliminados do corpo humano por estruturas do sistema urinário.
Fonte de pesquisa: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Corpo
: fundamentos de anatomia e fisiologia.
Alexandre
Werneck et al. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. p. 401, 407, 529.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
a ) Quais sistemas do corpo humano estão representados nas imagens A e B, respectivamente?
Resposta: A: sistema cardiovascular; B: sistema urinário.
b ) Quais estruturas compõem o sistema representado pela letra A?
Resposta: Vasos sanguíneos (capilares, veias e artérias) e coração.
c ) Quais estruturas compõem o sistema representado pela letra B? Escolha uma dessas estruturas e explique o papel desenvolvido por ela nesse sistema.
Resposta: Ureteres, bexiga urinária, uretra e rins. A resposta vai
depender da estrutura escolhida pelo estudante. Comentários nas orientações ao professor
d ) Converse com um colega sobre a relação entre o funcionamento dos sistemas apresentados nas imagens.
9. Objetivo
• Reconhecer os sistemas do corpo humano e as estruturas que os compõem.
Sugestão de intervenção
Averigue se os estudantes reconhecem que os sistemas apresentados são o cardiovascular e o urinário. Para isso, ao abordar os itens a, b e c, peça-lhes que identifiquem os órgãos, a fim de que concluam quais sistemas as ilustrações mostram.
Em seguida, retome a importância de cada uma das estruturas. Ao abordar o
item b, retome a ilustração nas páginas 130 e 131 do Livro do Estudante. Peça a eles que leiam os nomes e o papel de cada estrutura apresentada em voz alta. Em seguida, solicite-lhes que listem as estruturas que compõem o sistema cardiovascular. Ao abordar o item c, comente que, nos ureteres, a urina formada nos rins é encaminhada para a bexiga urinária e os rins são responsáveis por filtrar o sangue e formar a urina. Explique que, na bexiga urinária, a urina é armazenada temporariamente, até ser eliminada do corpo.
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• Reconhecer os elementos do sangue humano e seu papel no sistema cardiovascular.
Sugestão de intervenção
Caso os estudantes tenham dificuldade em realizar a atividade, retome os componentes do sangue e sua importância. Relembre que as plaquetas são fundamentais à coagulação, evitando perdas de sangue pelo organismo, na abordagem do item a
Na abordagem do item b, relembre que os leucócitos são células de defesa, mobilizadas para reconhecer e eliminar agentes estranhos ao corpo humano. Assim, são fundamentais para evitar doenças.
Na abordagem do item d, averigue se os estudantes conectam os dois sistemas. Retome o papel do sistema circulatório no transporte de sangue. Relembre que as excretas são eliminadas das células e vão para o sangue. Assim, esse sangue precisa ser filtrado, para que retorne sem impurezas para a circulação. Já o sistema urinário faz essa filtragem e eliminação das excretas do corpo humano. Assim, há um equilíbrio entre o funcionamento de cada um dos sistemas.
• A atividade 2 possibilita o desenvolvimento da habilidade EF05CI01, pois leva os estudantes a explorarem situações da vida cotidiana que evidenciam propriedades físicas dos materiais.
• A atividade 3 desenvolve a habilidade EF05CI03, pois fornece subsídios para os estudantes selecionarem argumentos que justifiquem a importância da cobertura vegetal para a manutenção do ciclo da água, a conservação dos solos e cursos de água e a qualidade do ar atmosférico.
1. Objetivo
• Analisar e julgar sentenças relacionadas aos conhecimentos sobre constelações.
Sugestão de intervenção
Escreva as quatro sentenças na lousa e, em seguida, peça aos estudantes que leiam juntos e em voz alta a primeira. Após a leitura, solicite-lhes que levantem a mão quem considera essa sentença falsa. Em seguida, anote o número de estudantes que deram essa resposta; depois, faça o mesmo processo com os que consideram a alternativa verdadeira. Oriente-os a ler as demais alternativas e repita o procedimento. Verifique a quantidade de estudantes que responderam falso e verdadeiro para cada alternativa e oriente-os também a conversar sobre o motivo de chegarem a essa conclusão. Incentive a participação e a troca de ideias.
2. Objetivo
• Compreender elasticidade, dureza, condutibilidade térmica, condutibilidade elétrica e solubilidade dos materiais.
Sugestão de intervenção
Caso os estudantes tenham dificuldade em realizar esta atividade, forneça um elástico a eles e
Escreva as respostas no caderno.
1. Sobre as constelações, escreva no caderno quais sentenças são falsas e quais são verdadeiras.
Resposta: a – verdadeira; b – falsa; c – falsa; d – verdadeira.
a ) Há 88 constelações oficiais.
b ) As constelações são representações de planetas.
c ) Todas as constelações podem ser vistas ao mesmo tempo.
d ) É possível identificar as diferentes constelações no céu noturno por meio dos mapas celestes.
2. Reproduza as frases a seguir no caderno, substituindo os símbolos pelas palavras corretas listadas a seguir.
2. a) Resposta: A elasticidade é a
propriedade que permite ao material retornar ao seu formato original, após ser
condutibilidade térmica • condutibilidade elétrica elasticidade • dureza • solubilidade
a ) A ■ é a propriedade que permite ao material retornar ao seu formato original, após ser esticado ou comprimido.
b ) O giz é constituído de materiais que têm menor ■ que os materiais da lousa.
Resposta: O giz é constituído de materiais que têm menor dureza que os materiais da lousa.
c ) Os metais são materiais que podem apresentar propriedade da ■, pois são bons condutores de calor. Além disso, em geral, apresentam a propriedade da ■, pois são bons condutores elétricos.
d ) A ■ é a propriedade que alguns materiais têm de dissolver em outros.
3. Escreva no caderno a sentença incorreta, corrigindo-a.
Resposta: A solubilidade é a propriedade que alguns materiais têm de dissolver em outros. esticado ou comprimido.
Resposta: c – A remoção da vegetação pode reduzir a precipitação na região.
a ) A remoção da vegetação de uma área pode reduzir a quantidade de vapor de água na atmosfera.
b ) O desmatamento de uma área contribui para o aumento da quantidade de gás carbônico na atmosfera.
c ) A remoção da vegetação contribui para o aumento da precipitação na região.
d ) A vegetação contribui para melhorar a qualidade do ar de uma região.
2. c) Resposta: Os metais são materiais que podem apresentar propriedade da condutibilidade térmica, pois são bons condutores
e ) A vegetação favorece a infiltração de água no solo.
em geral, apresentam a propriedade da condutibilidade elétrica, pois são bons condutores elétricos. de calor. Além disso, 140
peça-lhes que o estiquem e reflitam sobre qual propriedade possibilita que esse objeto seja esticado. Oriente-os a escrever com o giz na lousa, levando-os a refletir sobre a propriedade desse objeto. Se possível, dissolva sal ou açúcar em um recipiente com água para que eles possam constatar que alguns materiais são capazes de se dissolver em outro e que essa capacidade está relacionada à solubilidade.
3. Objetivo
• Reconhecer a participação da vegetação no ciclo hidrológico.
Sugestão de intervenção
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Pergunte aos estudantes qual é a relação das plantas com o ciclo da água. Questione-os sobre o processo de transpiração que elas realizam. Peça-lhes que expliquem os processos de fotossíntese e respiração das plantas e como eles podem contribuir para a qualidade do ar atmosférico. Leve-os a concluir que as plantas absorvem o gás carbônico do ar atmosférico e liberam o gás oxigênio na atmosfera terrestre, o que contribui para a manutenção da qualidade do ar.
4. Escreva no caderno o nome da atividade representada em cada uma das imagens, utilizando os que estão listados a seguir.
abastecimento de água
geração de energia elétrica
Imagens sem proporção entre si.
Resposta: A – indústria de alimentos; B – abastecimento de água; C – geração de energia elétrica. Professor, professora: As legendas das imagens não foram inseridas para não comprometerem a realização da atividade.
indústria de alimentos



a ) Agora, relacione cada atividade retratada na imagem à atitude que podemos ter em nosso cotidiano para reduzir o uso da água.
Resposta: A-3; B-2; C-1.
Desligar as luzes elétricas quando não houver pessoas no ambiente.
Reaproveitar a água da lavadora de roupas para lavar o quintal.
Evitar o desperdício de alimentos.
5. Reproduza o quadro a seguir no caderno e complete-o com os nomes das estruturas e dos órgãos do sistema correspondente.
Órgão e estruturas de alguns sistemas do corpo humano
Sistema cardiovascular Sistema digestório Sistema respiratório Sistema urinário
• Coração.
• Bexiga.
• Intestino grosso.
• Pulmões.
• Esôfago.
• Bronquíolos.
• Brônquios.
• Estômago.
• Artérias.
Resposta nas orientações ao professor.
• Ureteres.
• Rins.
• Intestino delgado.
• Capilares.
• Faringe.
• Traqueia.
• Uretra.
• Veias.
• Alvéolos.
a ) Explique para um colega a importância dos sistemas digestório, respiratório e cardiovascular para a nutrição do corpo.
Resposta nas orientações ao professor.
• Justificar a relação dos sistemas digestório, respiratório e cardiovascular na nutrição do corpo.
Sugestão de intervenção
Organize a turma em quatro grupos, deixando cada um responsável por um sistema. Depois, reproduza na lousa a lista de estruturas e órgãos do corpo humano apresentada nesta atividade. Oriente cada grupo a observar os nomes de estruturas e órgãos escritos na lousa e listar no caderno somente os que se referem ao sistema representado pelo grupo. Em seguida, peça a um integrante de cada
grupo que leia o nome das estruturas e órgãos que listaram. Anote as respostas dos grupos na lousa e avalie se as indicações estão corretas, auxiliando-os a corrigir caso seja necessário.
Respostas
5. Sistema cardiovascular: coração; artérias; capilares; veias.
Sistema digestório: intestino grosso; esôfago, estômago; intestino delgado; faringe.
Sistema respiratório: pulmões; bronquíolos; brônquios; traqueia; alvéolos.
• A atividade 4 possibilita o desenvolvimento da habilidade EF05CI04, pois leva os estudantes a identificarem alguns usos da água e formas sustentáveis de utilização desse recurso.
• A atividade 6 possibilita o desenvolvimento das habilidades EF05CI06 e EF05CI06, pois leva os estudantes a selecionarem argumentos que justifiquem por que os sistemas digestório e respiratório são corresponsáveis pelo processo de nutrição do organismo e a relação do sistema cardiovascular na distribuição dos nutrientes pelo corpo.
• Identificar algumas atividades que o ser humano realiza utilizando a água e relacioná-las a atitudes que contribuem para o uso sustentável desse recurso.
Sugestão de intervenção
Oriente-os estudantes a descreverem o que observam em cada imagem; em seguida, peça-lhes que leiam cada uma das atividades descritas. Depois que as identificarem, leve-os a refletir sobre formas de uso sustentável da água em cada uma dessas atividades, analisando as atitudes descritas e relacionando-as com as imagens.
• Identificar os órgãos e as estruturas dos sistemas digestório, respiratório, cardiovascular e urinário.
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Sistema urinário: bexiga; ureteres; rins; uretra.
5. a) Espera-se que os estudantes respondam que por meio do sistema digestório os alimentos que ingerimos são digeridos e os nutrientes resultantes desse processo são absorvidos. Além dos nutrientes, o corpo necessita de gás oxigênio para funcionar adequadamente. Esse gás é obtido por meio da respiração, realizada pelo sistema respiratório. Os nutrientes e o gás oxigênio são distribuídos para as células do corpo através do sistema cardiovascular.
A seguir, sugestões para você ampliar os conhecimentos sobre alguns dos temas abordados ao longo deste volume. Aproveite a oportunidade para interagir com os seus familiares!
Atlas das estrelas
Ursa maior, Hércules e Peixe Austral são algumas das constelações que podemos identificar no céu noturno. Vamos conhecer mais essas e outras constelações? Esse livro traz exemplos e curiosidades sobre elas.
KERSS, Tom. O atlas das estrelas para crianças Tradução de Marcel Novaes. Ilustrações de Steve Evans. Rio de Janeiro: HarperKids, 2025.
Nesse curta-metragem, acompanhe as aventuras de Vellozia e de seus amigos Ana e Miro. Juntos, eles vão se inspirar na natureza e buscar soluções para problemas ambientais, como a escassez de água, que afetam a comunidade onde vivem.



VELLOZIA: o curta! Vellozia, 20 mar. 2024. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=5SmNMoZjYHE. Acesso em: 23 set. 2025.
Guia alimentar arretado e saudável
Esse livro, inspirado no Guia alimentar para a população brasileira, do Ministério da Saúde, apresenta dicas para uma alimentação saudável por meio da literatura de cordel. Aprenda rimando sobre hábitos alimentares saudáveis.
VASCONCELOS, Carliane Vanessa Souza. Guia alimentar arretado e saudável Barueri: Novo Século, 2022.
AGUIAR, Laura; DELDUQUE, Marcelo; SCHARF, Regina. Como cuidar da nossa água. Ilustrações de Fabio Otubo e Luiz Fernando Martini. 4. ed. São Paulo: BEĨ Comunicação, 2014. (Coleção Entenda e Aprenda).
A água é o centro das discussões sobre sustentabilidade. Assim, esse livro apresenta os desafios, os usos e as origens dessa conscientização, bem como informações gerais sobre a água.
ANEEL: Agência Nacional de Energia Elétrica. Gov.br. Disponível em: https://www. gov.br/aneel/pt-br. Acesso em: 1 out. 2025. A página da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tem informações sobre a energia elétrica.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: https:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 1 out. 2025.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é o documento norteador deste livro. Ele define o conjunto de aprendizagens essenciais que os estudantes precisam desenvolver durante a Educação Básica.
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Esse documento fornece orientações sobre práticas alimentares que promovem a alimentação adequada e saudável.
CALLISTER JR., William D.; RETHWISCH, David G. Ciência e engenharia de materiais: uma introdução. 9. ed. Tradução de Sergio Murilo Stamile Soares. Rio de Janeiro: LTC, 2016. Livro que aborda fundamentos e conceitos sobre os materiais, além de discutir temas ambientalmente relevantes, como a reciclagem e o descarte de materiais.
COMINS, Neil F.; KAUFMANN III, William J. Descobrindo o Universo. Tradução de Eduardo Neto Ferreira. 8. ed. Porto Alegre: Bookman, 2010.
O livro é um guia completo sobre Astronomia e Astrofísica e aborda seus principais temas.
COMO funciona o setor de energia elétrica no Brasil. Idec – Instituto Brasileiro de Defesa de Consumidores. Disponível em: https://idec.org.br/edasuaconta/o-setor. Acesso em: 1 out. 2025. Esse site fornece informações sobre o funcionamento do setor de energia elétrica no país.
COMUNIDADE caiçara da Sumaca. In: ANDRADE, Anna Maria et al Territórios da Península da Juatinga. Projeto Povos: Território, Identidade e Tradição, 2021. Esse documento conta com mapas sociais construídos por comunidades quilombolas, caiçaras e indígenas de Angra dos Reis e Paraty, no Rio de Janeiro, e de Ubatuba, em São Paulo. Esses mapas apresentam informações técnicas importantes sobre os territórios dessas comunidades, além do cotidiano delas. Esse tipo de documento é um instrumento para legitimar o direito dos povos tradicionais frente a ameaças aos seus territórios.
COULTATE, Tom P. Alimentos: a química de seus componentes. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.
A obra apresenta informações detalhadas de cerca de 350 substâncias alimentares, examinando o comportamento dos componentes dos alimentos e as alterações nutricionais envolvidas nos processos de estocagem, processamento e cozimento.
DOAÇÃO de sangue. Gov.br. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/ saes/sangue. Acesso em: 1 out. 2025. Essa página traz informações necessárias e objetivas sobre doação de sangue.
HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de física: gravitação, ondas e termodinâmica. Tradução de Ronaldo Sérgio de Biasi. 10. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016. v. 2.
HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de física: eletromagnetismo. Tradução de Ronaldo Sérgio de Biasi. 10. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016. v. 3.
Nesses livros, são apresentados não somente o conteúdo científico, mas a ligação dele com
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o mundo que nos cerca, aliando a teoria com a prática nas ilustrações e nos recursos didáticos.
HEWITT, Paul G. Física conceitual. 11. ed. Porto Alegre: Bookman, 2011.
O livro apresenta texto atrativo, com muitas ilustrações sobre o conhecimento conceitual dos princípios da Física.
LONGHINI, Marcos D. (org.). Ensino de astronomia na escola: concepções, ideias e práticas. Campinas: Átomo, 2014.
Essa obra propõe concepções, ideias e práticas voltadas para o ensino de Astronomia na escola e aborda diversos temas da área.
MILLER, George T.; SPOOLMAN, Scott E. Ciência ambiental. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
A obra trata sobre a natureza, sua interação com o ser humano e mostra uma maneira sustentável de viver, com informações baseadas em estudos científicos.
ODUM, Eugene P.; BARRETT, Gary W. Fundamentos de ecologia. São Paulo: Cengage Learning, 2011.
Esse livro aborda a Ecologia como um todo, com ênfase nos dilemas humanos.
PAULSEN, Friedrich; WASCHKE, Jens. Sobotta: atlas de anatomia humana: anatomia geral e sistema muscular. Tradução de Marcelo Sampaio Narciso. 23. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. Obra clássica de Anatomia que facilita a compreensão das estruturas anatômicas.
PERISCÓPIO. Museu Dica. Disponível em: https://dicaufu.com.br/conhecendo-mais-afisica/periscopio. Acesso em: 1 out. 2025. O site aborda temas relacionados a ciência, tecnologia e outros conhecimentos de maneira contextualizada.
PRESS, Frank et al Para entender a Terra Tradução de Rualdo Menegat et al. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.
O livro apresenta uma ampla visão sobre o planeta e os desafios da gestão ambiental.
REBOUÇAS, Aldo da C.; BRAGA, Benedito; TUNDISI, José G. (org.). Águas doces no
Brasil: capital ecológico, uso e conservação. 2. ed. São Paulo: Escrituras, 2002. Um livro que reúne artigos de autoridades no assunto sobre as águas brasileiras e do mundo com relação a consumo, conservação, qualidade e distribuição.
ROONEY, Anne. A história da astronomia: dos planetas e estrelas aos pulsares e buracos negros. São Paulo: M. Books, 2017. A obra aborda a história da Astronomia desde as primeiras observações até as novas missões espaciais.
SADAVA, David et al Vida: a ciência da biologia. Tradução de Ardala Katzfuss et al 11. ed. Porto Alegre: Artmed, 2020. v. 2. O livro aborda temas da Biologia, destacando conceitos importantes e exemplos contemporâneos.
SADAVA, David et al Vida: a ciência da biologia. 11. ed. Porto Alegre: Artmed, 2020. 3 v. Uma coleção em três volumes que contempla diferentes áreas da Biologia, como Biologia Celular, Genética, Microbiologia, Botânica, Zoologia e Ecologia.
TELLES, Dirceu D’Alkmin. Ciclo ambiental da água: da chuva à gestão. São Paulo: Blucher, 2012. Livro baseado em diversas pesquisas, nos resultados do desenvolvimento tecnológico sobre o assunto e na educação para sustentabilidade com relação à água.
TORTORA, Gerard J. DERRICKSON, Bryan. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. Tradução de Alexandre Lins Werneck et al. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.
A obra apresenta textos que relacionam a estrutura e a função dos órgãos do corpo humano e alguns de seus distúrbios.
UNITED NATIONS ENVIRONMENT
PROGRAMME (Unep). Think, eat, save : tracking progress to halve global food waste: Food Waste Index Report 2024. Nairóbi, 2024.
O relatório apresenta informações sobre produção e desperdício global de alimentos. Além disso, explora soluções para a redução de sua perda e de seu desperdício, destacando a importância da parceria entre os setores público e privado para alcançar esse objetivo.
Este Manual do Professor é um complemento à primeira parte do Livro do Professor, oferecendo um suporte para o desenvolvimento docente e para o dia a dia em sala de aula. Neste manual, você encontrará uma série de informações importantes, como a estrutura da BNCC, sugestões para desenvolver um trabalho interdisciplinar, informações sobre conceitos, objetivos e instrumentos de avaliação, reflexões sobre o papel do professor e a prática docente, e a fundamentação teórico-metodológica da coleção. Além disso, encontrará um quadro de distribuição dos conteúdos
com as habilidades, competências gerais e específicas de cada componente curricular e os temas contemporâneos transversais da BNCC que estão sendo desenvolvidos em cada unidade, além de sugestões de cronogramas bimestrais, trimestrais e semestrais. Ao final desta parte, são também apresentadas sugestões de referências complementares para a prática docente e as referências bibliográficas comentadas utilizadas como consulta para a produção das orientações ao professor e deste Manual do Professor
Desde a publicação da Constituição Federal de 1988, o artigo 210 já previa a necessidade de uma base comum para a educação brasileira. Em 1996, com a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), as discussões sobre um documento que orientasse os currículos da Educação Básica em todo o Brasil ganharam ainda mais força. Em 2018, após um amplo processo de debates e contribuições de educadores e da sociedade, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi homologada.
A BNCC propõe uma progressão de aprendizagens que visa à formação humana integral dos estudantes e à construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva. O documento estabelece um aprendizado mínimo e comum, orientado por competências e habilidades que devem ser desenvolvidas em cada etapa de ensino.
Na BNCC, as áreas de conhecimento são compostas de componentes curriculares. Por meio de unidades
temáticas, objetos de conhecimento e habilidades, esses componentes têm o objetivo de desenvolver as competências gerais e específicas.
A BNCC orienta que, ao longo da Educação Básica, os estudantes desenvolvam dez competências gerais, que envolvem a mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores. Essas competências são o alicerce, definindo o que se espera que o estudante desenvolva em toda a Educação Básica. Nesta coleção, elas são trabalhadas por meio de temas, discussões e atividades que incentivam a reflexão crítica, com sugestões nas orientações ao professor. A seguir, apresentamos as competências gerais da BNCC.
Competências gerais da Educação Básica
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital – bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 9-10. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
A BNCC propõe que o conteúdo chegue à sala de aula de forma contextualizada, o que exige novas estratégias do professor, como a transposição didática. Isso significa converter o conteúdo científico em uma linguagem acessível e adaptada à realidade dos estudantes. Para isso, o estudo e a reavaliação constante da prática docente são essenciais.
A seguir, apresentamos algumas ações que podem ser aplicadas para desenvolver as competências gerais em sala de aula.
Sugestões de ações docentes para as competências gerais
Competência geral 1: Incentive os estudantes a reconhecerem a importância dos conhecimentos já adquiridos, mostrando como eles servem de base para a compreensão da realidade e para a construção de novos saberes.
Competência geral 2: Exercite a curiosidade intelectual, levando os estudantes a usarem a abordagem científica para investigar, levantar hipóteses, resolver problemas e analisar os resultados por meio de experiências e observações.
Competência geral 3: Proporcione o contato com diferentes manifestações culturais em âmbito local, regional e global e promova atividades artísticas, como grupos de dança, elaboração de roteiros e atuação em peças de teatro, festivais musicais e saraus.
Competência geral 4: Dê subsídios para que os estudantes se comuniquem por meio de diferentes linguagens, ajudando-os a selecionar a mais apropriada para cada situação.
Competência geral 5: Utilize de forma intencional e pedagógica diversas tecnologias em sala de aula, verificando o conhecimento prévio dos estudantes e diversificando os recursos metodológicos.
Competência geral 6: Ajude os estudantes a refletirem sobre o futuro e a importância da liberdade, autonomia e consciência crítica em suas escolhas profissionais e pessoais, valorizando a diversidade de saberes e experiências.
Competência geral 7: Ofereça subsídios para que os estudantes desenvolvam a capacidade de argumentar com base em fatos e dados confiáveis, sabendo selecionar e verificar a origem de diferentes fontes para negociar pontos de vista e defender ideias.
Competência geral 8: Leve os estudantes a se compreenderem e se valorizarem dentro da diversidade, reconhecendo suas emoções e as dos outros, e exercitando a autocrítica.
Competência geral 9: Promova o exercício da empatia, do diálogo e da cooperação, incentivando os estudantes a resolverem conflitos de forma respeitosa e democrática.
Competência geral 10: Contribua para que os estudantes ajam de modo responsável, guiados por princípios éticos e de cidadania, e conscientes de que suas ações devem estar alinhadas à tomada de decisões inclusivas, sustentáveis e solidárias.
Nesta coleção, as competências gerais que são desenvolvidas nos textos, atividades e seções que permeiam os conteúdos são destacadas nas orientações ao professor e são listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos
Para que as competências gerais se manifestem em cada componente, a BNCC estabelece as competências específicas. A organização dessas competências no Ensino Fundamental varia: em áreas como Matemática e Ciências Naturais, as competências
específicas são as mesmas para o componente; e em áreas como Linguagens e Ciências Humanas, há competências específicas por área e também para cada componente curricular que as compõem (Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Língua Inglesa, Geografia e História), reconhecendo as particularidades de cada um. Em todos os casos, as competências específicas colaboram para que os objetivos de aprendizagem sejam claros e coerentes, do nível mais amplo ao mais específico.
A seguir, apresentamos as competências específicas de Ciências da Natureza.
1. Compreender as Ciências da Natureza como empreendimento humano, e o conhecimento científico como provisório, cultural e histórico.
2. Compreender conceitos fundamentais e estruturas explicativas das Ciências da Natureza, bem como dominar processos, práticas e procedimentos da investigação científica, de modo a sentir segurança no debate de questões científicas, tecnológicas, socioambientais e do mundo do trabalho, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
3. Analisar, compreender e explicar características, fenômenos e processos relativos ao mundo natural, social e tecnológico (incluindo o digital), como também as relações que se estabelecem entre eles, exercitando a curiosidade para fazer perguntas, buscar respostas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das Ciências da Natureza.
4. Avaliar aplicações e implicações políticas, socioambientais e culturais da ciência e de suas tecnologias para propor alternativas aos desafios do mundo contemporâneo, incluindo aqueles relativos ao mundo do trabalho.
5. Construir argumentos com base em dados, evidências e informações confiáveis e negociar e defender ideias e pontos de vista que promovam a consciência socioambiental e o respeito a si próprio e ao outro, acolhendo e valorizando a diversidade de indivíduos e de grupos sociais, sem preconceitos de qualquer natureza.
6. Utilizar diferentes linguagens e tecnologias digitais de informação e comunicação para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos e resolver problemas das Ciências da Natureza de forma crítica, significativa, reflexiva e ética.
7. Conhecer, apreciar e cuidar de si, do seu corpo e bem-estar, compreendendo-se na diversidade humana, fazendo-se respeitar e respeitando o outro, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza e às suas tecnologias.
8. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza para tomar decisões frente a questões científico-tecnológicas e socioambientais e a respeito da saúde individual e coletiva, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 324. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
Nesta coleção, as competências específicas que são desenvolvidas nos textos, atividades e seções que permeiam os conteúdos são destacadas nas orienta-
ções ao professor e listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos
OBJETOS DE CONHECIMENTO
E AS HABILIDADES
Para garantir o desenvolvimento das competências gerais e específicas, a BNCC organiza o currículo em três elementos interligados: unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades.
As unidades temáticas são os grandes blocos de conhecimento que orientam a organização curricular. Elas funcionam como eixos estruturantes que agrupam temas e conceitos de forma mais ampla, garantindo uma abordagem contextualizada e progressiva ao longo dos anos escolares.
Dentro de cada unidade temática, os objetos de conhecimento são os conteúdos, conceitos e processos que devem ser ensinados.
As habilidades representam o que o estudante deve ser capaz de fazer com o conhecimento. Elas
UNIDADES
TEMÁTICAS
Matéria e energia
OBJETOS DE CONHECIMENTO
Propriedades físicas dos materiais
Ciclo hidrológico
Consumo consciente
Reciclagem
Vida e evolução
Nutrição do organismo
Hábitos alimentares
Integração entre os sistemas digestório, respiratório e circulatório
Terra e Universo
Constelações e mapas celestes
Movimento de rotação da Terra
Periodicidade das fases da Lua
Instrumentos óticos
indicam ações, processos e competências a serem desenvolvidos.
Juntos, esses três elementos garantem que o processo de ensino não seja apenas a transmissão de conteúdos. A unidade temática fornece o contexto, o objeto de conhecimento define o tema, e a habilidade define a ação que o estudante precisa executar, garantindo um aprendizado significativo e o desenvolvimento das competências.
Nesta coleção, as habilidades que são desenvolvidas nos textos, atividades e seções que permeiam os conteúdos são destacadas nas orientações ao professor e são listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos, mostrando a relação entre os diferentes elementos da BNCC.
A seguir, apresentamos as unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades de Ciências da Natureza da BNCC referentes ao 5º ano.
Ciências – 5º ano
HABILIDADES
(EF05CI01) Explorar fenômenos da vida cotidiana que evidenciem propriedades físicas dos materiais – como densidade, condutibilidade térmica e elétrica, respostas a forças magnéticas, solubilidade, respostas a forças mecânicas (dureza, elasticidade etc.), entre outras.
(EF05CI02) Aplicar os conhecimentos sobre as mudanças de estado físico da água para explicar o ciclo hidrológico e analisar suas implicações na agricultura, no clima, na geração de energia elétrica, no provimento de água potável e no equilíbrio dos ecossistemas regionais (ou locais).
(EF05CI03) Selecionar argumentos que justifiquem a importância da cobertura vegetal para a manutenção do ciclo da água, a conservação dos solos, dos cursos de água e da qualidade doar atmosférico.
(EF05CI04) Identificar os principais usos da água e de outros materiais nas atividades cotidianas para discutir e propor formas sustentáveis de utilização desses recursos.
(EF05CI05) Construir propostas coletivas para um consumo mais consciente e criar soluções tecnológicas para o descarte adequado e a reutilização ou reciclagem de materiais consumidos na escola e/ou na vida cotidiana.
(EF05CI06) Selecionar argumentos que justifiquem por que os sistemas digestório e respiratório são considerados corresponsáveis pelo processo de nutrição do organismo, com base na identificação das funções desses sistemas.
(EF05CI07) Justificar a relação entre o funcionamento do sistema circulatório, a distribuição dos nutrientes pelo organismo e a eliminação dos resíduos produzidos.
(EF05CI08) Organizar um cardápio equilibrado com base nas características dos grupos alimentares (nutrientes e calorias) e nas necessidades individuais (atividades realizadas, idade, sexo etc.) para a manutenção da saúde do organismo.
(EF05CI09) Discutir a ocorrência de distúrbios nutricionais (como obesidade, subnutrição etc.) entre crianças e jovens a partir da análise de seus hábitos (tipos e quantidade de alimento ingerido, prática de atividade física etc.).
(EF05CI010) Identificar algumas constelações no céu, com o apoio de recursos (como mapas celestes e aplicativos digitais, entre outros), e os períodos do ano em que elas são visíveis no início da noite.
(EF05CI011) Associar o movimento diário do Sol e das demais estrelas no céu ao movimento de rotação da Terra.
(EF05CI012) Concluir sobre a periodicidade das fases da Lua, com base na observação e no registro das formas aparentes da Lua no céu ao longo de, pelo menos, dois meses.
(EF05CI013) Projetar e construir dispositivos para observação à distância (luneta, periscópio etc.), para observação ampliada de objetos (lupas, microscópios) ou para registro de imagens (máquinas fotográficas) e discutir usos sociais desses dispositivos.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 340, 341. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
TRANSVERSAIS
Para enriquecer o trabalho com as habilidades e competências da BNCC e contextualizar o ensino, as propostas pedagógicas devem abordar os temas contemporâneos transversais (TCT). Esses temas são assuntos relevantes para a formação cidadã dos estudantes e para a construção de uma sociedade mais justa, ética e sustentável. São temas com caráter interdisciplinar, que conectam os conteúdos escolares com o cotidiano dos estudantes e com questões importantes em discussão na sociedade.
De acordo com o documento Temas Contemporâneos Transversais da BNCC, publicado em 2019, esses temas são de relevância local, regional e global e estão organizados em seis macroáreas.
Meio ambiente
Economia
Saúde
Educação ambiental
Educação para o consumo
Trabalho
Educação financeira
Educação fiscal
Saúde
Educação alimentar e nutricional
Cidadania e civismo
Multiculturalismo
Vida familiar e social
Educação para o trânsito
Educação em direitos humanos
Direitos da criança e do adolescente
Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso
Diversidade cultural
Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
Ciência e tecnologia
Ciência e tecnologia
Nesta coleção, esses temas são explorados em diferentes momentos no desenvolvimento dos conteúdos e recebem destaque na seção Coletivamente, contribuindo para a formação cidadã dos estudantes por meio de reflexões e propostas de resoluções para problemas, de modo que eles sejam atuantes na sociedade em que vivem.
Desde a década de 1990, o trabalho interdisciplinar tem ganhado relevância no Brasil, sendo incentivado em todos os níveis da Educação Básica. A interdisciplinaridade é a relação entre dois ou mais componentes curriculares que se unem para obter um conhecimento mais amplo e unificado. Essa abordagem vai além da simples comunicação de ideias; ela integra conceitos, metodologias e terminologias para que o conhecimento se torne mais significativo e conectado à realidade dos estudantes. Ao integrar os diversos componentes, a interdisciplinaridade amplia a compreensão da realidade e contribui para a formação integral dos estudantes como cidadãos. No ambiente escolar, essa abordagem gera resultados positivos, pois incentiva a colaboração e a contextualização de temas, garantindo que o aprendizado esteja alinhado à vivência dos estudantes.
No desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar, tanto o professor quanto os estudantes devem estabelecer conexões entre saberes mais amplos e os conteúdos específicos dos diferentes componentes curriculares. Com base nessa articulação, espera-se que
consigam construir uma síntese que amplie sua compreensão, superando o nível de entendimento inicial.
Para que esse processo ocorra de forma efetiva, é imprescindível que o professor assuma um papel mediador nesse percurso, sendo o primeiro a exercitar esse movimento de integração. Nesse contexto, o professor deve mobilizar algumas competências, como:
[...]
• diferenciação, comparação e contraste entre diferentes perspectivas disciplinares, profissionais e interdisciplinares;
• identificação de pontos comuns e esclarecimento de como as diferenças se relacionam com a tarefa a ser cumprida;
• delineamento de um entendimento holístico baseado nos pontos comuns, mas que continua suscetível às diferenças.
[...]
Além disso, para realizar um trabalho interdisciplinar de maneira significativa, é essencial que ele esteja pautado nas experiências, no cotidiano e nos interesses dos estudantes. Isso implica aproveitar as situações que emergem naturalmente em sala de aula, por exemplo: perguntas formuladas por eles, projetos em andamento, investigações e demais práticas pedagógicas, como oportunidades para articular diferentes saberes.
Nas propostas interdisciplinares, é comum que os estudantes atuem em grupo, promovendo a interação entre eles. Essa prática fortalece habilidades importantes, como a argumentação, a escuta ativa e a organização de ideias.
Essa abordagem exige metodologias mais dinâmicas e colaborativas, favorecendo a construção coletiva do saber. Ao promover a articulação entre os conteúdos curriculares, ela amplia as possibilidades de leitura e interpretação do mundo, tanto para os professores quanto para os estudantes, permitindo uma compreensão do conhecimento como algo vivo, em constante transformação.
Nesta coleção, você encontrará atividades cujo propósito é integrar diferentes componentes curriculares. As seções Coletivamente e Entre textos, por exemplo, trazem temas e reflexões que possibilitam um trabalho integrado. Além disso, o boxe Articulando conhecimentos detalha algumas integrações nas orientações ao professor, contribuindo para o aumento da criatividade e para a formação crítica e responsável dos estudantes na construção de seu conhecimento.
E O TRABALHO COM PROJETOS
INTERDISCIPLINARES
Para planejar um trabalho interdisciplinar, o ponto de partida é definir os objetivos de aprendizagem. Com base nisso, se for o caso, é importante dialogar com o professor de outros componentes para planejar estratégias conjuntas, considerando os objetivos previamente levantados, os conhecimentos prévios dos estudantes e como os conteúdos podem ser abordados de forma integrada. Quando não for possível contar com a colaboração do professor de outros componentes curriculares, cabe a você orientar os estudantes nas pesquisas, ensinando-os a buscar fontes confiáveis e adequadas à proposta, a fazer registros relevantes, a organizar as informações obtidas e a planejar como os resultados das pesquisas serão entregues.
PROJETOS INTERDISCIPLINARES
Projetos investigativos e pesquisas também são exemplos de atividades que favorecem o trabalho interdisciplinar em sala de aula, pois envolvem tarefas
que integram conhecimentos de diferentes áreas, como planejamento, levantamento de hipóteses, coletas de dados, análises, deduções e conclusões.
Os projetos oferecem aos estudantes oportunidades concretas de participação ativa no processo de construção do conhecimento, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de diversas competências, como o pensamento crítico e reflexivo, a argumentação, a valorização do pluralismo de ideias, a criatividade, a cooperação, a autonomia e a comunicação.
Nesse contexto, você continua sendo o mediador, orientando e acompanhando os estudantes para que atuem com autonomia e sejam protagonistas do desenvolvimento do projeto.
É importante ressaltar que a estrutura de um projeto não deve ser encarada como um modelo fixo ou engessado. Os projetos podem assumir diferentes formatos, conforme os objetivos e os contextos de aplicação. Em geral, iniciam-se com uma situação-problema ou uma questão orientadora, que dá origem a um conjunto de etapas organizadas de forma lógica. A seguir, apresentamos um modelo com etapas fundamentais que podem nortear a construção de um projeto interdisciplinar.
• Definição da situação-problema ou da questão norteadora.
• Conversa sobre o tema e levantamento de hipóteses.
• Elaboração de questões norteadoras com base na situação-problema.
• Formação das equipes, distribuição de tarefas e estabelecimento de metas e prazos.
• Consulta de diversas fontes e coleta de informações.
• Organização, testes e execução do trabalho.
• Realização de ajustes finais.
• Avaliação durante o processo.
• Definição da participação dos integrantes que conduzirão a apresentação.
• Apresentação dos resultados para a comunidade escolar.
• Publicação do trabalho final.
• Avaliação dos resultados do projeto.
• Realização de autoavaliação.
• Verificação do desempenho e do desenvolvimento das aprendizagens dos estudantes.
Fonte de pesquisa: BENDER, William N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Tradução de Fernando de Siqueira Rodrigues. Porto Alegre: Penso, 2014. p. 61.
A avaliação tem papel fundamental no processo de ensino-aprendizagem, pois é uma oportunidade de investigar, diagnosticar, refletir e intervir sobre o processo e acompanhar o desenvolvimento dos estudantes e sua atuação enquanto docente.
É fundamental compreender que a avaliação não deve ocorrer apenas em situações isoladas. O acompanhamento do percurso de aprendizagem dos estudantes precisa ser contínuo, tendo como base observações frequentes e diversificadas. Nesse sentido, o processo avaliativo deve fazer parte das práticas pedagógicas do dia a dia, de modo integrado ao planejamento e às atividades desenvolvidas em sala de aula.
A você, a avaliação possibilita observar e refletir sobre sua prática docente e a oportunidade de readequar e reajustar atividades, práticas e estratégias para alcançar determinados objetivos, com a participação ativa dos estudantes nesse processo. Desse modo, é de grande importância a interpretação dos resultados para que, com base neles, você possa refletir sobre intervenções a serem feitas para sanar possíveis defasagens e, assim, auxiliar no processo de construção do conhecimento, identificando possibilidades de recuperação e progressão do aprendizado.
É essencial que a avaliação seja compreendida como uma ferramenta de inclusão e de apoio ao processo de ensino-aprendizagem, evitando que seja usada apenas como forma de analisar a eficiência e classificar os estudantes. Avaliar não deve ser sinônimo de rotular
Avaliação diagnóstica
ou excluir, mas sim de compreender os percursos formativos deles.
Para que a avaliação realmente contribua para identificar os progressos, as dificuldades e as possíveis lacunas no desenvolvimento das aprendizagens, é necessário que os critérios sejam previamente compartilhados e discutidos com os estudantes, pois isso favorece a compreensão dos objetivos da avaliação e promove uma participação mais ativa por parte deles.
O planejamento das avaliações deve estar alinhado aos conteúdos e às atividades efetivamente trabalhados em sala de aula, com uma abordagem reflexiva e contextualizada. É essencial considerar os processos de aprendizagem mais adequados à turma e considerar a diversidade de perfis entre os estudantes. Além disso, é recomendável diversificar os instrumentos utilizados, não se restringindo a provas e testes, e incluir diferentes formas de expressão do conhecimento. Entre as possibilidades, destacam-se atividades em grupo, debates, produções escritas e orais, atividades práticas, questões objetivas e dissertativas, entre outros formatos que respeitem as múltiplas formas de aprender e se comunicar dos estudantes.
Nesta coleção, a ação avaliativa do processo de ensino-aprendizagem propõe três tipos principais: a avaliação diagnóstica, a avaliação formativa e a avaliação somativa.
A avaliação diagnóstica é o momento de identificar os conhecimentos que os estudantes trazem consigo, além de suas necessidades e dificuldades.
Essa etapa é fundamental para você reajustar as rotas e os objetivos de ensino. É importante ressaltar que a avaliação diagnóstica não precisa de um registro formal; a simples observação de uma atividade em sala de aula, por exemplo, já permite que você identifique as habilidades que precisam ser desenvolvidas ou aperfeiçoadas.
Onde ocorre
Nesta coleção, um exemplo de avaliação diagnóstica está na seção Vamos iniciar, no início de cada volume. Nela, são propostas atividades que possibilitam determinar se será necessário retomar conteúdos, estabelecer objetivos e definir as práticas e as estratégias didáticas. Nas orientações ao professor, você encontra sugestões de intervenção com base na análise das respostas e nas dificuldades dos estudantes.
A avaliação diagnóstica também pode ser feita no início de cada unidade, pois as atividades das páginas de abertura possibilitam diagnosticar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre os temas e os conteúdos que serão abordados.
Avaliação formativa
A avaliação formativa acontece ao longo do período letivo. São os processos contínuos pelos quais você obtém indicadores a respeito da aprendizagem dos estudantes.
Desse modo, esse tipo de avaliação possibilita que você realize intervenções, propondo novas estratégias e procedimentos que visam à melhoria e/ou ao aprofundamento dos conhecimentos por parte dos estudantes.
A avaliação formativa pode ter um papel fundamental na melhoria das aprendizagens de todos os alunos. A sua utilização sistemática deve permitir que os alunos conheçam bem: a) o que têm de aprender no final de um dado período de tempo; b) a situação em que se encontram quanto às aprendizagens que têm de desenvolver; e c) os esforços que têm de fazer para aprenderem o que está previsto e descrito nos documentos curriculares. Para tal, a comunicação entre professores e alunos é fundamental, pois é através dela que os alunos podem receber orientações que os ajudam a aprender. [...]
FERNANDES, Domingos. Avaliação formativa: Folha de apoio à formação: Projeto de Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (Maia). Ministério da Educação: Direção-Geral da Educação, 2021. p. 4.
Onde ocorre
Nesta coleção, a avaliação formativa é um processo contínuo e integrado. A seção Vamos avaliar o aprendizado, ao final de cada unidade do Livro do Estudante, oferece atividades que retomam os principais conceitos e noções trabalhados para verificar a aprendizagem com relação aos objetivos estabelecidos.
Nas orientações ao professor, o boxe Avaliando complementa essa prática com propostas de atividades avaliativas adicionais. Ele inclui objetivos e estratégias de intervenção, caso seja necessária a retomada de conteúdos e conceitos.
Além disso, é importante o hábito de transitar pela sala de aula e observar os estudantes durante as atividades propostas. Esse acompanhamento mais próximo contribui para que eles se reconheçam como parte do processo de ensino-aprendizagem, desenvolvam sua autonomia e busquem aprimoramento contínuo.
Avaliação somativa
A avaliação somativa é realizada ao final de um período de estudos, em consonância com as práticas pedagógicas da escola. Com base nas respostas a essa avaliação, você poderá refletir sobre ações a serem tomadas para sanar possíveis dificuldades dos estudantes.
Por ser comumente associada a testes e notas que visam classificar o desempenho dos estudantes, é fundamental que ela não seja o único foco do processo avaliativo. A nota é apenas uma das muitas formas de representar os resultados, e essa etapa deve ser considerada como a consequência natural das avaliações diagnóstica e formativa já realizadas. Ao analisar os resultados, você pode refletir sobre as ações necessárias para sanar possíveis dificuldades, utilizando o desempenho como um indicativo para a retomada de conteúdos e a definição de novas estratégias. Dessa forma, resultados abaixo do esperado não são uma sentença, mas sim um ponto de partida para aprimorar o processo de ensino-aprendizagem.
Onde ocorre
Nesta coleção, a avaliação somativa acontece ao final de cada volume, na seção Vamos concluir. Essa seção oferece atividades que permitem a você verificar os conhecimentos adquiridos pelos estudantes no decorrer do ano letivo. Nas orientações ao professor, você encontra sugestões de intervenção para analisar as respostas e identificar a necessidade de estratégias de remediação, garantindo que os objetivos pedagógicos sejam alcançados.
Para um sistema de avaliação eficiente, é recomendável a combinação das três modalidades, além de usar diferentes instrumentos que auxiliem a obter
informações sobre o desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes. Apresentamos a seguir alguns exemplos.
Podem ser elaborados com questões abertas, análise de situações, questões objetivas e quizzes e realizados de forma regular, abordando conteúdos específicos ou referentes a determinado período. Seminários e debates
Provas e testes
Portfólios
Possibilitam a você perceber o desenvolvimento de habilidades relacionadas a tarefas como pesquisa, síntese das informações, pensamento crítico e comunicação.
A elaboração de portfólios com base em suas observações e registros em fichas avaliativas contribui para analisar não só o desenvolvimento cognitivo dos estudantes, mas também a maneira como cada um aprende, com atenção especial às habilidades que eles desenvolvem com mais facilidade e as que demandam mais atenção e auxílio para serem desenvolvidas.
Saraus Permitem a você verificar o desenvolvimento de habilidades relacionadas à interação social, capacidade de expressão, criatividade, sensibilidade e conhecimento cultural.
Ditados
Autoavaliação
Possibilitam que você acompanhe as principais dificuldades dos estudantes com relação à escuta e à escrita.
Incentiva o desenvolvimento da autonomia dos estudantes, levando-os a refletir sobre sua participação nas atividades, suas dificuldades e aspectos que devem ser melhorados. Com base nessas informações, você pode debater com eles os caminhos para gerar mudanças no planejamento e melhorias para toda a turma.
Para auxiliar o monitoramento das aprendizagens, sugerimos a utilização de uma ficha de avaliação de acompanhamento individual, como a que apresentamos a seguir. Essa ferramenta permite registrar a trajetória de cada estudante, observando seu desenvolvimento com relação aos objetivos e às habilidades trabalhados.
A ficha usa um sistema de marcação simples para identificar o nível de desenvolvimento do estudante.
• S (Sim): o estudante demonstrou ter alcançado o objetivo.
• P (Parcialmente): o estudante atingiu o objetivo de forma incompleta, necessitando de intervenção para avançar.
• N (Não): o estudante não alcançou o objetivo, sendo necessária uma intervenção imediata. Quando o objetivo é alcançado e marcado com S, você deve incentivar o estudante a aprofundar seus saberes. Se a marcação for P ou N, a ficha serve como um diagnóstico claro, indicando a necessidade de planejar intervenções para que o estudante progrida nos estudos.
Você pode usar esse tipo de ficha para registrar observações feitas durante o trabalho com as seções Vamos iniciar, Vamos avaliar o aprendizado e Vamos concluir do Livro do Estudante e com o boxe Avaliando das orientações ao professor
Escola: Professor(a):
Estudante: Turma: Período letivo do registro:
preencher com o nome da escola. preencher com o nome do estudante. preencher com a indicação da turma. preencher com o período do planejamento. preencher com o nome do professor.
Ficha de acompanhamento individual das aprendizagens
Objetivos ou habilidades avaliados
Preencher com o objetivo ou a habilidade.
Preencher com o objetivo ou a habilidade.
No contexto atual da educação, o papel do professor dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental vai além da transmissão de conteúdo. Ele deve atuar como mediador do conhecimento, incentivando a autonomia dos estudantes e formando leitores e pensadores críticos. Acima de tudo, o professor é um agente essencial na construção da base educacional e emocional dos estudantes.
Essa etapa da escolarização é marcada por profundas transformações no desenvolvimento cognitivo, afetivo e social dos estudantes. Por isso, a prática pedagógica exige sensibilidade e escuta ativa. Você deve estar atento às necessidades individuais dos estudantes, respeitando seus ritmos de aprendizagem e suas realidades. A construção de vínculos afetivos é fundamental para fortalecer a autoestima e a autonomia, pois são eles que criam um ambiente acolhedor, onde o erro é considerado como parte do processo de aprendizagem e todos os estudantes se sentem seguros para se expressarem.
Sua atuação docente envolve uma reflexão constante sobre os conteúdos, as metodologias e, principalmente, sobre como os estudantes aprendem. Ao aproximar o conteúdo escolar dos conhecimentos prévios deles, você torna o aprendizado mais significativo e prazeroso. Essa abordagem, que valoriza a bagagem cultural e as experiências dos estudantes, é fundamental na construção de uma relação positiva deles com o ato de estudar.
O planejamento pedagógico é o ponto de partida, mas a prática em sala de aula é dinâmica e não linear. É no dia a dia que você conhece os perfis, as necessidades e os ritmos da turma e que a flexibilidade e a capacidade de adaptação se tornam essenciais. O diálogo constante com a equipe pedagógica e a participação em formações continuadas são atitudes que favorecem o desenvolvimento de uma prática docente mais eficaz e alinhada às reais demandas da turma.
Nessa jornada, você é o principal organizador das ações pedagógicas. É quem acolhe, engaja e dá
oportunidade para que os estudantes verbalizem seu raciocínio, escrevam e desenvolvam, no coletivo da turma, a compreensão sobre os motivos das atividades e a realização das respostas. O livro didático não é apenas um guia, mas um instrumento cultural que serve como mediador entre você e o estudante, auxiliando na construção do conhecimento. Com autonomia, é você quem dá vida a esse material, ajustando-o às necessidades de cada turma para que os estudantes se tornem os protagonistas de sua aprendizagem.
A sala de aula é marcada pela diversidade. Cada estudante traz consigo um conjunto de experiências, saberes e modos de aprender. Essa diversidade se expressa em aspectos comportamentais, cognitivos, afetivos e socioculturais, que influenciam diretamente o modo como cada um constrói o conhecimento. Já as trajetórias individuais são moldadas por fatores como o contexto familiar, as vivências culturais e o ambiente social em que estão inseridos. É seu papel e da equipe escolar acolher essas diferenças.
Nesse sentido, compreender o desenvolvimento dos estudantes exige atenção ao contexto em que vivem, às suas práticas cotidianas e à maneira como atribuem significado às suas experiências. Por isso, uma das grandes questões que se impõe ao trabalho docente é: como planejar intervenções pedagógicas que deem conta da heterogeneidade presente em sala de aula, especialmente em turmas numerosas?
Diante desse desafio, é essencial que você reconheça que não há um único caminho para a aprendizagem. As interações, os ritmos e os interesses variam, e é seu papel estar atento a essas diferenças, promovendo práticas pedagógicas flexíveis e inclusivas. Só assim será possível garantir que todos os estudantes tenham oportunidades reais de desenvolvimento, respeitando suas singularidades sem comprometer a qualidade do processo de ensino-aprendizagem.
A seguir, apresentamos sugestões para auxiliar seu dia a dia, promovendo a adequação de atividades e a progressão do aprendizado, para que os estudantes avancem no próprio ritmo, com o apoio necessário para superar desafios.
Como os estudantes dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental estão no processo de alfabetização, é importante que você os auxilie na apropriação do sistema de escrita. Uma das intervenções relevantes nesse processo é a orientação sobre a pega funcional do lápis. A pega de três pontos, também conhecida como pega
tripoide ou trípode, é uma técnica considerada funcional, pois favorece movimentos mais precisos, fluidos e controlados, o que é essencial para o desenvolvimento da escrita e evita fadiga muscular. Para orientar os estudantes, incentive-os a:
• posicionar o lápis de forma relaxada, sem forçar os dedos;
• segurar o lápis entre a ponta do polegar e a lateral do dedo indicador;
• apoiar o lápis no dedo médio para dar suporte e estabilidade;
• deixar os outros dedos (anelar e mínimo) levemente dobrados na palma da mão, servindo de apoio.
É fundamental acompanhar o processo individualmente, observando se a pega está firme, mas não tensa. No entanto, trata-se de um desenvolvimento, desse modo, inicialmente não é recomendada a correção direta da pega, mas sim uma observação atenta para compreender como cada estudante está se apropriando desses movimentos e o que pode ser feito para progredir.
O desenvolvimento da pega do lápis não se resume apenas a segurar o instrumento. Ele é resultado de uma coordenação motora fina bem desenvolvida. Para auxiliar nesse processo, é importante incluir atividades lúdicas e variadas na rotina da sala de aula que ajudam a fortalecer a musculatura das mãos e dos dedos, como brincar com massinha de modelar ou argila, rasgar papel com as mãos, rasgar papel em pedaços pequenos e fazer bolinhas com as pontas dos dedos, cortar com tesoura de pontas arredondadas e colar pedaços de papel pequenos.
O
Com relação ao letramento matemático, é fundamental que ele ocorra de forma integrada com todos os componentes curriculares. Para isso, ao abordar os conteúdos, procure criar situações didáticas contextualizadas que incentivem os estudantes a desenvolverem o raciocínio lógico e a aplicarem o conhecimento matemático na busca de soluções para situações-problema do cotidiano. Essa abordagem facilita a compreensão dos conceitos e reforça sua relevância.
Além disso, as atividades a seguir contribuem para o letramento matemático, por exemplo:
• contagem de objetos usando materiais concretos, como tampinhas e lápis;
• uso e escrita de algarismos por meio de jogos e brincadeiras;
• compreensão do conceito de números; realização de operações básicas; e reconhecimento de formas geométricas na identificação de quantidades e na ordenação de elementos;
• comparação de medidas com o uso de instrumentos não padronizados, como palmos e passos;
• leitura e interpretação de gráficos e tabelas com dados reais sobre a turma e a escola.
Garantir a inclusão de estudantes com deficiência na escola regular não é apenas um dever legal, mas um compromisso ético e pedagógico com a equidade e a justiça social. A legislação brasileira, incluindo a Constituição Federal (1988), a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) (2015) e as Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial (2008), reforça o papel da escola em assegurar que todos os estudantes tenham acesso a uma educação de qualidade.
Contudo, a inclusão vai além de permitir o acesso físico à sala de aula. Ela exige a participação ativa dos estudantes no cotidiano escolar, promovendo aprendizagens significativas e respeitando suas particularidades. Para isso, é essencial o envolvimento de toda a comunidade escolar na construção de um ambiente que valorize as diferenças e que favoreça as interações e o respeito à diversidade. Nesse contexto, o papel do professor é central, como mediador e agente de transformação.
O primeiro passo mais importante é levar ao professor o reconhecimento das diversas dificuldades que deverá encontrar, suas especificidades, suas formas de atuação e como identificá-las em seus alunos. Neste processo, ao professor caberá a autonomia de reconhecer as dificuldades e intervencionar, em sala de aula, para a aplicação de novas metodologias e saberes, para a chegada da cognição.
JOIA, Michele. A inclusão de crianças na escola: o papel do educador diante das dificuldades de aprendizagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2023. p. 41. A prática pedagógica inclusiva deve reconhecer que todo estudante tem a capacidade de aprender, desde que seja incentivado por vínculos afetivos e em um ambiente acolhedor. Para isso, as estratégias precisam ser flexíveis e adaptadas às necessidades individuais.
A seguir, sugerimos algumas ações que podem ser aplicadas em sala de aula para promover a inclusão.
• Materiais concretos e táteis: utilize materiais com diferentes texturas e relevos para que os estudantes possam explorar o conteúdo de forma sensorial. Ao utilizar recursos visuais, sempre descreva as imagens com clareza, indicando posições e características dos objetos.
• Comunicação clara: apresente os enunciados
das atividades de forma clara e direta, evitando ambiguidades, figuras de linguagem ou construções muito complexas. Divida as tarefas em etapas menores e forneça uma instrução por vez. Durante as explicações, posicione-se de frente para os estudantes, facilitando a atenção à sua fala.
• Flexibilização e ritmo: ofereça prazos flexíveis para a entrega de atividades, respeitando o tempo de aprendizagem de cada estudante. Incentive a leitura compartilhada de textos e enunciados para promover a compreensão coletiva e o apoio mútuo.
• Incentivo à expressão: incentive a expressão oral, quando possível, e a organização do pensamento dos estudantes, auxiliando na estruturação das ideias. Ferramentas como alfabeto móvel e banco de palavras são ótimas aliadas para a alfabetização e o fortalecimento da participação dos estudantes no processo de aprendizagem.
• Uso de tecnologia: quando possível, adote recursos tecnológicos que atendam às necessidades específicas dos estudantes, ampliando as possibilidades de acesso ao conteúdo e tornando o aprendizado mais dinâmico e acessível.
• Valorização de estratégias de resolução de problemas: apresente e valorize diferentes estratégias para a resolução de problemas, respeitando a forma única de compreensão e de elaboração de soluções.
O uso de metodologias ativas favorece o engajamento dos estudantes e o desenvolvimento de diversas habilidades. A prática pedagógica exige um planejamento cuidadoso, momentos de discussão em grupo, atividades colaborativas e trocas de saberes, especialmente quando o objetivo é fortalecer competências como leitura, escrita e raciocínio lógico-matemático.
Metodologias ativas são estratégias de ensino centradas na participação efetiva dos estudantes na construção do processo de aprendizagem, de forma flexível, interligada e híbrida. As metodologias ativas, num mundo conectado e digital, expressam-se por meio de modelos de ensino híbridos, com muitas possíveis combinações. A junção de metodologias ativas com modelos flexíveis e híbridos traz contribuições importantes para o desenho de soluções atuais para os aprendizes de hoje.
MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. In: BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. p. 4.
A seguir, apresentamos três metodologias ativas
que promovem o protagonismo e a autonomia dos estudantes.
Pensar-conversar-compartilhar
É uma estratégia eficaz para aumentar o engajamento dos estudantes, pois promove o pensamento individual e a colaboração, permitindo que todos participem ativamente da aula. A fase individual garante que todos os estudantes tenham oportunidade de organizar suas ideias e de se expressarem. A fase em duplas e a discussão geral mantêm os estudantes ativos e envolvidos no processo de aprendizagem, incentivando o pensamento crítico, a argumentação e a formulação de ideias. Para iniciar, você deve fazer uma pergunta ou lançar um desafio relacionado ao conteúdo da aula e estipular um tempo para os estudantes pensarem sozinhos na resposta. É o momento de organizar as ideias e formular uma primeira hipótese. Depois do tempo de reflexão individual, os estudantes se juntam a um colega. Em duplas, eles devem conversar, compartilhar ideias e chegar a uma conclusão, consolidando o raciocínio e construindo o conhecimento de forma colaborativa. Na etapa final, o professor deve escolher algumas duplas, ou todas, para apresentarem suas ideias, incentivando a participação de todos, levando-os a perceber que há diferentes formas de pensar e de resolver o mesmo problema. Vire e fale
Essa estratégia é eficaz para aumentar o engajamento e a participação dos estudantes, pois modifica o formato de pergunta e resposta e cria um espaço para que eles possam expressar suas ideias. A conversa em duplas incentiva os estudantes a organizarem suas ideias e a praticarem a escuta ativa. É uma estratégia rápida e simples que pode ser utilizada várias vezes durante a aula para checar a compreensão e manter o ritmo de forma dinâmica e interativa. Para começar, faça uma pergunta clara e direta relacionada ao conteúdo que está sendo trabalhado e que possa ser respondida em cinco minutos. Imediatamente após a pergunta, peça aos estudantes que virem para um dos colegas para conversarem sobre a pergunta, tentando chegar a uma resposta em até cinco minutos. Esse é o momento em que eles devem verbalizar suas ideias uns para os outros, escutando o que o outro tem a dizer e chegando juntos a uma conclusão. Após a conversa em duplas, escolha alguns estudantes, ou todos, para compartilharem as ideias que surgiram nas duplas e faça intervenções quando julgar necessário. Caminhada na galeria
Essa é uma estratégia colaborativa que envolve a produção de cartazes sobre os conteúdos estudados que devem ser expostos como em uma galeria de arte. A atividade foge da rotina da sala de aula e envolve movimento, o que é indicado para essa faixa etária. Os estudantes aprendem uns com os outros e desenvolvem a capacidade de escutar e argumentar, além de aprimorar a comunicação, o raciocínio e a organização de ideias de forma lúdica e prática, aprofundando os conteúdos que aprenderam. Para empregar essa metodologia, organize a turma em grupos e proponha um tema, uma pergunta ou um problema para ser trabalhado em cada grupo. Oriente os grupos a fazerem pesquisas sobre o assunto e a registrarem as conclusões em cartazes. Depois de prontos, os cartazes devem ser fixados na sala de aula, como se fossem obras de arte, e cada grupo deve escolher um apresentador que ficará ao lado para explicar o trabalho. O restante da turma, em grupos, começa a caminhada pela galeria, observando e analisando as produções dos colegas. Após todos os grupos visitarem as obras da galeria, reúna todos e incentive uma conversa sobre o que foi aprendido. Esse é o momento para discutir as diferentes soluções encontradas, os pontos em comum e o que mais chamou a atenção dos estudantes.
Para a organização do trabalho pedagógico em sala de aula, é essencial considerar a disposição do espaço e promover um ambiente pautado pela empatia, pelo respeito mútuo e pela valorização do coletivo, o que contribui para a construção de uma sala de aula acolhedora, na qual o desenvolvimento da autonomia dos estudantes seja incentivado de forma constante.
A fim de promover um ambiente mais dinâmico, inclusivo e colaborativo, você pode alterar a organização tradicional da sala de aula, que tem carteiras enfileiradas e o professor ocupando o papel central como único detentor do saber. Ao repensar a organização da sala de aula como um recurso pedagógico, você amplia as possibilidades de interação, cooperação e construção coletiva do conhecimento, aproximando a prática docente das demandas reais da turma. A seguir, apresentamos algumas sugestões para organizar a sala de aula de diferentes maneiras.
Disposição em grupo: indicada para atividades que exigem colaboração direta e trocas constantes en-
tre os estudantes, como trabalhos em equipe, debates e projetos que precisam de divisão de tarefas, pois a proximidade física facilita a comunicação e o apoio mútuo, incentivando a resolução de problemas de forma coletiva.

Representação de carteiras dispostas em grupo.
Disposição em círculo: indicada para atividades que priorizam a participação de todos, a escuta ativa e a criação de um ambiente de igualdade, como rodas de conversa, discussões sobre temas específicos, contação de histórias e compartilhamento de experiências,
permitindo que a construção do conhecimento, a troca de experiências e a comunicação sejam mais diretas e isonômicas entre você e os estudantes.

Representação de carteiras dispostas em círculo.
Disposição em U: indicada para apresentações orais, demonstrações, debates supervisionados ou quando você precisa circular entre as carteiras para dar assistência individual, pois combina sua visibilidade com a possibilidade de interação entre os estudantes, permitindo que todos mantenham o foco na atividade.

Representação de carteiras dispostas em U.
Disposição de frente uns para os outros: parecida com a disposição em grupo, mas pode ser utilizada para trabalhos em duplas, entrevistas ou atividades de reflexão, pois promove uma interação mais focada e próxima, permitindo aos estudantes que se concentrem na troca de informações e ideias entre si, sem a dispersão que um grupo maior poderia causar.

Representação de carteiras dispostas de frente umas para as outras.
Outra estratégia que ajuda a aproximar o currículo da vida dos estudantes é incentivar a utilização de outros espaços dentro e fora da sala de aula para
divulgar o trabalho desenvolvido pela turma, como os murais e as paredes, explorando diferentes recursos e estratégias.
E DA ROTINA ESCOLAR
Além da organização do espaço físico, é fundamental atentar à gestão do tempo e da rotina em sala de aula. Estabelecer uma rotina clara e bem estruturada favorece a execução do planejamento pedagógico, garantindo que os horários e as atividades sejam conduzidos de forma sequencial e coerente, sempre respeitando as particularidades e os diferentes ritmos de aprendizagem dos estudantes.
Planejar a prática pedagógica de acordo com a proposta curricular proporciona um ambiente mais estável e acolhedor, no qual os estudantes sabem o que esperar e se sentem mais seguros diante das estratégias utilizadas no dia a dia. Além de facilitar a condução do trabalho docente, essa organização contribui para equilibrar e diversificar as atividades ao longo da semana, ampliando as possibilidades de aprendizagem.
Além das aulas nas quais os conteúdos e as atividades são abordados, é importante que você inclua atividades diversificadas em seu planejamento de rotina, como as sugeridas a seguir.
• Rodas de conversa: podem ser realizadas no começo ou no final da aula para solicitar aos estudantes que relatem alguma vivência pessoal (como forma de explorar os conhecimentos prévios) ou exponham o que aprenderam, quais dificuldades tiveram ou o que gostariam de aprender na próxima aula.
• Momentos de leitura: esses momentos podem ser conduzidos tanto por você, por meio da leitura em voz alta, quanto pelos próprios estudantes, com a leitura compartilhada ou um de cada vez. É importante reservar intervalos de tempo específicos na rotina para a leitura de diferentes textos com a intenção de proporcionar momentos de apreciação e, ao mesmo tempo, ampliar o repertório e os conhecimentos dos estudantes.
• Momentos de registro: essa estratégia consiste em reservar, ao final das aulas, alguns minutos para que os estudantes expressem o que aprenderam. Esse registro pode ser feito por meio da escrita, de esquemas visuais, de desenhos ou até pela oralidade, com gravações em áudio ou vídeo. Essa etapa funciona como uma forma de verificação da aprendizagem, permitindo a você identificar o que foi compreendido e o que ainda precisa ser retomado em aulas futuras ou em atividades de reforço. Os registros podem ser realizados
individualmente, em duplas ou em pequenos grupos, de acordo com os objetivos da proposta.
• Visitas guiadas a diferentes espaços de aprendizagem: a sala de aula não é o único ambiente para o aprendizado dos estudantes, por isso é importante sugerir atividades em outros espaços na escola, como laboratórios, bibliotecas, pátio, auditório e jardim, e fora da escola, como teatros, museus, espaços públicos, centros de pesquisas, cinema e centros culturais. Em casos de atividades em espaços fora da escola, é necessário que você solicite, com antecedência, as autorizações para a direção e para os pais ou responsáveis dos estudantes e o acompanhamento de outros pro-
Escola:
preencher com o nome da escola.
preencher com o nome da escola.
Professor(a):
preencher com o nome do professor.
fissionais da escola, bem como oriente sobre o uso de filtro solar, a ingestão de água e o uso de repelentes e de vestimentas e calçados adequados, visando à segurança, à integridade física e ao bem-estar dos estudantes.
Além dessas atividades, o planejamento de rotina deve incluir atividades lúdicas que incentivem a interação social e momentos que envolvam alimentação e higiene pessoal.
Apresentamos a seguir um exemplo de planejamento de rotina, que pode ser adaptado de acordo com as suas necessidades, as dos estudantes e as da escola.
preencher com o nome do componente curricular. preencher com o período do planejamento.
Componente curricular: Turma:
Data:
Horário Local
Atividade
preencher com a indicação da turma.
Objetivos
7h30 – 8h00Sala de aulaAcolhimento e roda de conversa. Promover a socialização e desenvolver a oralidade.
8h00 – 9h30Sala de aula
9h30 – 10h00 Refeitório, banheiro e pátio
10h00 – 11h00 Quadra
Leitura compartilhada de textos e atividades dirigidas de escrita.
Lanche, escovar os dentes, lavar as mãos e recreio.
Brincadeiras tradicionais e jogos cooperativos.
11h00 – 11h30 Sala de aulaRoda de leitura e fechamento.
Outro recurso pedagógico que pode auxiliar a gestão do tempo e o planejamento de rotina é a sequência didática. Uma sequência didática é um plano de ensino estruturado, composto de um conjunto de atividades ordenadas e interligadas que são desenvolvidas ao longo de várias aulas. A elaboração de sequências didáticas é um recurso pedagógico que pode tornar o planejamento mais eficaz e alinhado às necessidades dos estudantes. Por meio delas, você consegue organizar o processo de ensino de maneira intencional e progressiva, estruturando atividades e estratégias de forma coerente e articulada.
Ao planejar uma sequência didática, você estabelece etapas claras e encadeadas que favorecem a construção do conhecimento ao longo do tempo, seja
Desenvolver habilidades de leitura e de escrita.
Momento de descanso, alimentação, higiene e interação livre.
Desenvolver a expressão corporal e a coordenação motora.
Desenvolver a escuta ativa, retomar as aprendizagens do dia e organizar a sala de aula.
em alguns dias, semanas ou até meses. Essa organização permite flexibilizar o percurso, ajustando-o conforme o ritmo de aprendizagem da turma e as particularidades do contexto escolar.
É fundamental que as sequências estejam alinhadas aos objetivos de ensino, considerando também os recursos didáticos disponíveis e a realidade da escola.
Outro aspecto essencial é a inclusão de estratégias de avaliação que permitam acompanhar e refletir sobre o avanço dos estudantes ao longo do processo, verificando seu envolvimento e observando as dificuldades que possam surgir. Sempre que julgar necessário, faça intervenções que contribuam para ampliar a compreensão dos conteúdos.
Ao término da sequência didática, registre suas considerações sobre o processo de aprendizagem dos estudantes, destacando avanços e aspectos que ainda precisam ser desenvolvidos.
A seguir, apresentamos uma sugestão de modelo de sequência didática que pode servir como referência. Sinta-se à vontade para adaptá-lo conforme as necessidades da sua turma e os conteúdos que pretende desenvolver.
Planejamento de sequência didática
Escola: preencher com o nome da escola.
Professor(a): preencher com o nome do professor.
Componente curricular: preencher com o nome do componente curricular.
Turma: preencher com a indicação da turma.
Data: preencher com o período estimado para o desenvolvimento da sequência didática.
Assunto/conteúdo: preencher com os assuntos ou conteúdos a serem desenvolvidos.
Quantidade de aulas: preencher com a estimativa da quantidade de aulas que será necessária para desenvolver todas as atividades.
1. Objetivos gerais: definir o que se espera que os estudantes sejam capazes de fazer ao final da sequência didática.
2. Competências e habilidades da BNCC: identificar as habilidades da BNCC que serão trabalhadas.
3. Materiais necessários: fazer uma lista detalhada de todos os materiais que serão necessários para desenvolver as atividades.
4. Etapas da sequência didática: detalhar as etapas de cada aula, organizando as atividades em uma ordem lógica e progressiva.
• Aula 1: descrever o início do trabalho com a sequência didática, que pode ser uma atividade para verificar o que os estudantes já sabem sobre o assunto; pode ser uma roda de conversa, uma dinâmica ou uma pergunta deflagradora para despertar a curiosidade deles.
• Aula 2 em diante: descrever as atividades intermediárias que ajudarão os estudantes a construírem o novo conhecimento; podem ser pesquisas, leituras, discussões, atividades práticas, entre outras dinâmicas.
• Aula final: descrever a última aula, a culminância da sequência didática; planejar uma atividade final para que os estudantes coloquem em prática tudo o que aprenderam; pode ser a produção de um texto, a apresentação de um trabalho ou a criação de um projeto.
5. Avaliação: definir os critérios (o que será observado) e os instrumentos (como será registrado) que serão utilizados para avaliar a aprendizagem dos estudantes ao longo da sequência didática; a avaliação deve ser contínua e não apenas ao final.
6. Autoavaliação: após a execução da sequência didática, verificar se ela foi eficaz, se os objetivos foram alcançados, quais desafios surgiram e o que pode ser mudado para a próxima vez e anotar essas reflexões para aprimorar suas práticas pedagógicas.
A presença das tecnologias digitais no cotidiano das pessoas é cada vez mais comum, inclusive entre crianças e adolescentes. No entanto, a maneira como esses recursos, especialmente os dispositivos móveis como os celulares, têm sido utilizados dentro das escolas tem gerado muitos debates. O foco dessas discussões recai, principalmente, sobre os efeitos negativos do uso inadequado desses aparelhos no processo de aprendizagem e no desenvolvimento integral dos estudantes.
Estudos recentes reforçam essas preocupações, apontando prejuízos que vão desde a distração em sala
de aula até impactos mais sérios, como problemas de saúde física e mental, que incluem aumento da ansiedade, distúrbios do sono, dificuldades de atenção, entre outros. Essas evidências contribuíram para a criação da Lei nº 15.100, de 13 de janeiro de 2025, que estabelece diretrizes para o uso de celulares nas escolas brasileiras.
Os desafios enfrentados com o uso inadequado e desregulado das tecnologias digitais não se restringem ao ambiente escolar. A Unesco destaca riscos que vão desde o enfraquecimento das relações humanas até ameaças à democracia e aos direitos fundamentais,
como a disseminação de discursos de ódio e a violação da privacidade. Tais aspectos mostram que a tecnologia, sem orientação adequada, pode acentuar desigualdades e comprometer valores essenciais.
No contexto escolar, o uso excessivo e sem propósito de recursos digitais tem mostrado efeitos prejudiciais, como o isolamento social, a dependência de redes sociais e a dispersão durante as aulas. Por isso, torna-se indispensável repensar o papel desses recursos na educação.
Por outro lado, quando inserida de maneira planejada e intencional no cotidiano escolar, a tecnologia pode se tornar uma ferramenta poderosa para o processo de ensino-aprendizagem. Recursos como computadores, tablets e celulares, quando utilizados com orientação pedagógica, promovem o acesso à informação, favorecem o desenvolvimento de habilidades críticas e éticas e ampliam o alcance da educação, especialmente em contextos de vulnerabilidade.
A proposta, portanto, não é excluir a tecnologia do ambiente escolar, mas sim incorporá-la com responsabilidade, sempre pautada em objetivos pedagógicos claros e alinhados às competências e aos conteúdos previstos no currículo.
Você tem um papel fundamental nesse processo. Cabe a você planejar atividades que utilizem de forma significativa a tecnologia, promovendo a aprendizagem ativa e a reflexão crítica por parte dos estudantes. A intencionalidade no uso desses recursos deve estar presente desde o momento da escolha da ferramenta até a avaliação dos resultados.
Além disso, é importante lembrar que tecnologias educacionais não se limitam às mais recentes. Televisão, rádio, lousa, projetores e outros dispositivos já fazem parte da rotina escolar há décadas e desempenham papel importante na mediação pedagógica.
BOAS PRÁTICAS NO USO DE TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO
Para que a utilização de ferramentas tecnológicas seja eficaz e enriquecedora, é fundamental adotar algumas práticas pedagógicas intencionais. A seguir, apresentamos algumas dicas.
PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO DO USO DE RECURSOS TECNOLÓGICOS
• Definir com clareza os objetivos de aprendizagem.
• Escolher as ferramentas tecnológicas adequadas para alcançar esses objetivos.
• Garantir que o uso dos recursos esteja articulado aos conteúdos e às competências curriculares.
DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES CRÍTICAS
• Propor atividades que incentivem a análise crítica de fontes de informação pelos estudantes.
• Levar os estudantes a refletirem sobre o impacto da tecnologia no cotidiano.
• Incentivar o uso consciente, seguro e responsável da internet.
INTEGRAÇÃO COM OUTRAS METODOLOGIAS
• Combinar o uso de tecnologias com estratégias convencionais, como leitura, escrita e pesquisa de campo.
• Incentivar experiências interativas, como a visita a museus virtuais e o uso de acervos digitais, que ampliam o repertório cultural dos estudantes e fortalecem vínculos com a memória coletiva.
Em resumo, o uso da tecnologia na educação não deve ser encarado como uma solução isolada ou um fim em si mesmo. Ela deve estar a serviço do processo de ensino-aprendizagem e contribuir para a formação crítica, ética e cidadã dos estudantes. Seu olhar pedagógico enquanto docente é essencial para transformar esses recursos em verdadeiros aliados do conhecimento.
Para auxiliar na utilização de recursos digitais em consonância com seu planejamento pedagógico, a fim de complementar e enriquecer o desenvolvimento dos conteúdos, esta coleção apresenta alguns objetos educacionais digitais, como infográficos clicáveis.
A lista com os objetos digitais sugeridos em cada volume encontra-se no sumário. Além disso, os momentos de utilização desses recursos foram indicados nas páginas do Livro do Estudante por meio de ícones. Para acessá-los, basta clicar sobre os ícones indicados nas páginas da versão digital do Livro do Estudante.
FUNDAMENTOS
TEÓRICO - METODOLÓGICOS NO ENSINO DE CIÊNCIAS
A curiosidade é uma característica que se mostra bastante presente nos primeiros anos de vida, fase esta
de intenso desenvolvimento cognitivo e permeada de inúmeros questionamentos sobre si mesmo e o próprio corpo e sobre aquilo que o rodeia, como os seres vivos, os fenômenos naturais e os objetos de uso cotidiano.
Nesse cenário, o ensino de Ciências da Natureza se compromete em promover o letramento científico
dos estudantes, contribuindo para que eles sejam capazes de interpretar e compreender o mundo que os cerca, bem como intervir e transformar esses ambientes, aliando conhecimento científico a acontecimentos cotidianos e eventos naturais.
Essa atuação dos estudantes na sociedade deve ocorrer de maneira consciente, embasada em princípios éticos e sustentáveis. Para isso, deve-se considerar também que os estudantes carregam consigo vivências e diversos conhecimentos prévios a respeito do mundo que os cerca, alguns deles insuficientes ou, até mesmo, equivocados. Cabe, portanto, ao ensino de Ciências da Natureza fornecer subsídios para que esses estudantes possam, de maneira autônoma, questionar esses conhecimentos, analisá-los criticamente e elaborar respostas com embasamento científico, desenvolvendo um novo olhar de mundo e da realidade próxima.
Ao longo do Ensino Fundamental, o ensino de Ciência da Natureza deve possibilitar aos estudantes dominarem alguns dos processos inerentes ao método científico. Nesta coleção, os estudantes são incentivados a desenvolver e dominar processos como observação, identificação de problemas, elaboração e teste de hipóteses, análise de resultados e reflexão sobre procedimentos que auxiliam na resolução de problemas e na elaboração de respostas. Além disso, a vivência do saber científico se manifesta no confronto, na discussão e na argumentação de ideias e opiniões com os colegas.
Para que os estudantes possam alcançar o raciocínio científico, o processo de alfabetização científica é fundamental. O uso da terminologia científica e da interpretação de informação apropriada estabelece relações entre Ciência, Sociedade, Saúde, Tecnologia e Ambiente e mostra como essas áreas impactam o conhecimento científico e sua aplicação.
[...]
De modo geral, pode-se dizer que alfabetização científica é um conceito que reflete um objetivo educacional contemporâneo.
É o domínio, por parte da população em geral, de conhecimentos básicos sobre ciência, para capacitar as pessoas a se comportarem como consumidores de forma responsável e eficaz, bem como posicionar-se acerca de questões relativas a políticas científicas, garantindo às ações governamentais voltadas para a ciência uma
natureza democrática com participação efetiva dos cidadãos (Miller, 2000a; 2000b).
[...]
SCHULZE, Clélia Nascimento; CAMARGO, Brigido; WACHELKE, João. Alfabetização científica e representações sociais de estudantes de ensino médio sobre ciência e tecnologia. Arquivos Brasileiros de Psicologia, v. 58, n. 2, 2006. p. 26. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/arbp/ v58n2/v58n2a04.pdf. Acesso em: 15 set. 2025.
Diante das exigências da sociedade atual, os conhecimentos científico e tecnológico são essenciais na formação integral dos estudantes, a fim de que se tornem cidadãos críticos e capazes de compreender o mundo e suas transformações, bem como invalidar informações não científicas e inviabilizar sua veiculação. Essa criticidade, no entanto, deve estar acompanhada do respeito a diferentes opiniões para promover uma sociedade justa, igualitária e pluralista.
O desenvolvimento e o domínio de processos investigativos devem ser considerados elementos essenciais na formação integral dos estudantes. Nesse sentido, é fundamental considerar os objetivos do ensino de Ciências, como os listados a seguir.
[...]
• entender as relações entre Ciência, Tecnologia, Sociedade;
• analisar o papel do homem nas transformações ambientais e suas consequências para todos os seres vivos;
• superar as representações e explicações “mágicas” de vários fenômenos naturais e suas transformações;
• compreender o corpo humano como sistema que interage com o ambiente e a condição de saúde ou doença resultantes do ambiente físico e social.
[...]
BORGES, Gilberto Luiz de Azevedo. O que devemos esperar do ensino de ciências e o que observamos em sala de aula: objetivos em questão. Conteúdos e Didática de Ciências e Saúde, v. 10, 2012. p. 45. Disponível em: https://acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/47358/1/ u1_d23_v10_t02.pdf. Acesso em: 15 set. 2025.
Ao considerar o papel do ensino de Ciências da Natureza na formação integral dos estudantes, é preciso ter em mente a importância do livro didático como uma ferramenta de apoio em sala de aula. Nesse sentido, a presente coleção foi planejada especialmente para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental, de modo a possibilitar o avanço gradual na complexidade dos conteúdos, apoiados por atividades e procedimentos investigativos, permitindo aos estudantes entrar em contato de maneira elementar com alguns conceitos que envolvem o conhecimento científico.
Ao longo dos volumes da coleção, os estudantes são expostos a situações desafiadoras, adequadas ao nível
de ensino, que promovem a curiosidade científica. Além disso, a coleção apresenta algumas sugestões metodológicas que se alinham à proposta pedagógica e que podem auxiliar no trabalho docente, podendo ser adaptável à realidade social e cultural de cada estudante.
A ação docente na sala de aula deve proporcionar aos estudantes momentos de reflexão e estímulo à investigação científica e à formação cidadã, dando a eles oportunidade para fazerem questionamentos e expressarem suas opiniões e ideias, suprindo as necessidades de respostas por parte dos estudantes. O professor pode, portanto, auxiliar os estudantes na busca e na construção de conhecimentos.
Nesse contexto, a presente obra busca propiciar a reflexão sobre a prática docente, ressaltando que, na formação cidadã, o papel do professor como mediador da aprendizagem é essencial, auxiliando os estudantes a desenvolverem uma postura crítica e ativa na construção do conhecimento. [...]
No processo de mediação entre o aluno e o objeto do conhecimento, o professor atua, intencionalmente, como agente cultural externo, possibilitando aos alunos o contato com a realidade científica. Como mediador, o trabalho do professor consiste em ações intencionais que conduzem os alunos à reflexão sobre os conceitos que estão sendo propostos. (GASPARIN, 2005, p. 116).
Ao propor situações concretas como problemas, o professor cria um ambiente desafiador, que [produz] respostas tanto no âmbito intelectual quanto no âmbito da ação, desestabilizando conhecimentos existentes e criando situações para a apropriação de novos conhecimentos. [...] CAMPOS, Raquel Sanzovo Pires de; CAMPOS, Luciana Maria Lunardi. A formação do professor de ciências para os anos iniciais do ensino fundamental e a compreensão de saberes científicos. Amazônia –Revista de Educação em Ciências e Matemáticas, v. 13, n. 25, jul./ dez. 2016. p. 138. Disponível em: https://periodicos.ufpa.br/index.php/ revistaamazonia/article/download/3812/4048. Acesso em: 16 set. 2025.
ESTRATÉGIAS QUE AUXILIAM NO DESENVOLVIMENTO DIDÁTICO
DOS CONTEÚDOS DE CIÊNCIAS
DA NATUREZA
Quando falamos de ensino de Ciência, é essencial destacar a importância dos conhecimentos prévios dos estudantes com relação aos objetos científicos obtidos fora da escola, que não devem ser descartados pelo professor, mas sim utilizados como base para a construção da compreensão dos fenômenos naturais.
[...] Os conhecimentos prévios formam-se a partir de concepções espontâneas e intuitivas
acerca de situações e fenômenos da vida cotidiana, de representações sociais transmitidas culturalmente e a partir de analogias: quando o aluno não possui imagens concretas para determinado conhecimento, faz determinadas associações, cria modelos para entendê-lo. [...]
HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do caminho. 15. ed. Porto Alegre: Mediação, 2014. p. 87-88. Com base na identificação dos conhecimentos prévios, o professor pode planejar e rever suas ações pedagógicas, adaptando seu planejamento. Para tal, é necessário utilizar estratégias que o auxiliam no desenvolvimento didático dos conteúdos, como problematização, observação, trabalho em grupo e experimentação investigativa.
Problematização
Na atualidade, os problemas acerca das ciências estão nos diferentes meios de comunicação e nas mídias sociais. Por isso, o professor deve estar atento à realidade apresentada aos discentes e ajudá-los a analisar as situações por meio de um ponto de vista científico.
A análise de conceitos ou situações-problema em situações do cotidiano é a problematização. Essa abordagem coloca suposições não científicas frente a explicações coerentes aos fenômenos e acontecimentos que ocorrem na sociedade e no mundo que cerca a realidade dos estudantes.
Os conhecimentos prévios dos estudantes, por vezes insuficientes, podem ser confrontados com situações reais. Para buscar determinadas respostas, os conhecimentos não científicos podem ser insatisfatórios e não responder adequadamente às indagações. Com isso, há a necessidade de desenvolver novos conhecimentos para resolver os problemas, possibilitando a reconstrução das ideias e a elaboração de novas explicações.
As situações-problema apresentadas também devem ser instigantes, motivando os estudantes a reelaborarem hipóteses e explicações. Além disso, o papel docente é fundamental na mediação e na desestabilização dos modelos prévios deles. O professor de Ciências pode ajudá-los em situações de conflito e na mobilização de novos conhecimentos, tornando a aprendizagem um processo ativo e significativo.
A observação é uma estratégia fundamental no ensino de Ciências, podendo ser direta ou indireta. Além dos conhecimentos prévios, os estudantes têm capacidade natural de perceber o mundo por meio dos
sentidos. Essa percepção se relaciona à observação direta, que se baseia em observações visuais, cheiros, gostos, texturas e diferentes sensações. Nesse processo, é fundamental que eles possam manipular objetos e visitar diferentes espaços de ensino, tanto formais como informais.
A observação indireta pode utilizar diferentes instrumentos, como fotografias, filmes, micrografias e telescópios. Atividades envolvendo esse tipo de observação podem ser registradas textualmente ou por meio de desenhos.
Dessa maneira, o processo de observação utiliza a curiosidade dos estudantes, associando-os à sua capacidade de sentir o mundo ao redor e manipulá-lo quando possível, de modo a esclarecer suas dúvidas e a responder a seus questionamentos. Nesse tipo de atividade, o professor atua como mediador, solicitando a eles que façam registros, discussões e debates, confrontando suas percepções e conclusões.
Essa estratégia pode ser utilizada no início do trabalho com determinados temas ou pode ser parte de um trabalho em grupo ou uma atividade investigativa.
Trabalho em grupo
O trabalho em grupo é uma estratégia bastante adotada em sala de aula. Seu uso deve estar no planejamento escolar, pois apresenta objetivos bastante específicos e é direcionado para fins determinados.
Ele envolve a interação e a cooperação entre diferentes indivíduos. É importante oportunizar diferentes formatos do trabalho em grupo com base em metodologias ativas, incluindo salas de aula invertidas, aprendizagem baseada em equipe, entre outras maneiras, de modo que todos os estudantes possam interagir e, dessa forma, colaborar uns com os outros na construção dos conhecimentos, tornando a aprendizagem um processo ativo.
O trabalho em grupo pode garantir momentos de fala, reflexão, discussão, troca de ideias e argumentação. Pela necessidade de diálogo e conclusões comuns ao grupo, os indivíduos precisam negociar e dialogar entre si, oportunizando a participação ativa de todos. Em grupo, o docente deve permitir que os estudantes se defrontem com situações que possibilitam a reorganização e a reconstrução de ideias pelo trabalho colaborativo.
Atividades de experimentação investigativa
Entre as possibilidades do ensino de Ciências está a de oportunizar aos estudantes o levantamento de hipóteses, bem como a de testá-las por meio da experimentação.
Nessa estratégia, o estudante pode manipular diferentes materiais, construir objetos e ferramentas e levantar diferentes questionamentos, o que lhe permite vivenciar o saber científico.
[...]
A experimentação pode ocupar um papel essencial na consolidação de conceitos a serem apreendidos, a partir da maneira como o docente desenvolve sua metodologia durante as aulas, baseando-se naquilo que o discente já conhece e o que está apto a descobrir, já que ao se estabelecer um problema criado pelo professor que será o mediador desse processo, cabe ao aluno realizar alguns experimentos e, por meio da observação cuidadosa e da coleta de dados, obter possíveis soluções (Carvalho et al., 2009; Sasseron & Machado, 2017).
[...]
COELHO, Antonia Ediele de Freitas; MALHEIRO, João Manoel da Silva. O ensino de ciências para os anos iniciais do ensino fundamental: a experimentação como possibilidade didática. Research, Society and Development, v. 8, n. 6, 2019. Disponível em: https://www.redalyc.org/ jatsRepo/5606/560662197022/html/index.html. Acesso em: 15 set. 2025.
Para isso, os professores auxiliam os estudantes, levantando situações-problema e questionando como elas podem ser resolvidas. Para tal, eles levantam hipóteses, e o docente os direciona a testar suas ideias. Assim, o processo de investigação científica torna-se essencial à construção de conhecimentos, e o papel do professor é essencial para motivar e orientar os estudantes.
O professor deve anotar seus resultados, comparando suas observações e como elas respondem aos questionamentos iniciais. Ao confrontarem diferentes resultados, eles precisam observar as etapas e o procedimento adotado, assim como argumentar suas conclusões.
Visitas guiadas
Outra alternativa ao ensino de Ciências é a visitação a espaços não formais de ensino, como planetários, herbários, parques e museus. Além de sair do ambiente de sala de aula, os estudantes vivenciam, nesses lugares, os conhecimentos científicos, tomando como base a observação. Essa experiência pode ser significativa, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo deles.
Além de utilizar diferentes estratégias, é fundamental que os conhecimentos abordados nas aulas de Ciências estejam associados aos conteúdos dos demais componentes curriculares, permitindo a integração e a conexão entre as diferentes áreas do conhecimento. Essa visão integradora é essencial na compreensão do mundo e no desenvolvimento da cidadania.
O quadro apresentado a seguir mostra a progressão dos conteúdos deste volume, destacando as habilidades, as competências e os temas contemporâneos transversais da BNCC trabalhados em cada unidade.
Trata-se de um quadro que pode ser utilizado para ter uma visão geral dos conteúdos das unidades, assim como facilitar a busca por orientações e comentários de práticas pedagógicas sugeridas nas orientações ao professor correspondentes ao Livro do Estudante
Quadro de distribuição dos conteúdos – 5º ano
UnidadeTema
1 – Movimentos da Terra
2 – Constelações
3 – Lua
4 – Instrumentos de observação
1 – Terra e Universo
Conteúdos
• Movimento aparente dos astros no céu
• Movimentos de rotação e de translação da Terra
• Constelações
• Mapas celestes
• Ciclo lunar
• Instrumentos de observação
Habilidades da BNCC
EF05CI10
EF05CI11
EF05CI12
EF05CI13
Competências gerais e específicas
CG1; CG2; CG5; CG5; CG9 CECN 1; CECN 2; CECN 3; CECN 6
Temas contemporâneos transversais
• Diversidade cultural
• Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
• Ciência e tecnologia
• Saúde
2 – Recursos naturais e as atividades humanas
5 – Água: um recurso natural renovável
6 – Ciclo hidrológico
7 – Atividades humanas e impactos sobre o ambiente
8 – Uso consciente dos recursos naturais
• Recursos naturais renováveis e não renováveis
• Usos da água
• Estados físicos da água
• Ciclo da água
• A vegetação e o ciclo da água
• Rios voadores
• A vegetação e a qualidade do ar atmosférico
• A influência da água nas atividades humanas
• Desmatamento
• Aquecimento global
• Invasão de terras indígenas
• Reutilização e reciclagem dos materiais
• Uso sustentável dos recursos pelas comunidades tradicionais
• Biopirataria
EF05CI01
EF05CI02
EF03CI03
EF05CI04
EF05CI05
CG2; CG4; CG6; CG7; CG9; CG10
CECN 2; CECN 3; CECN 4; CECN 5; CECN 6
• Educação ambiental
Quadro de distribuição dos conteúdos – 5º ano
UnidadeTema Conteúdos Habilidades da BNCC
3 – Os materiais e suas propriedades
9 – Propriedades dos materiais
10 – Eletricidade
11 – Geradores elétricos e condutibilidade elétrica
12 – Utilizando a energia elétrica
13 – Magnetismo
• Densidade
• Solubilidade
• Elasticidade
• Dureza
• Propriedade magnética
• Condutibilidade térmica
• Condutibilidade elétrica
• Tipos de usinas elétricas
• Circuito elétrico
• Usos da energia elétrica
• Cuidados com a energia elétrica
• Uso consciente de energia elétrica
• Alternativas para a economia de energia
• Campo magnético
• Os animais e o campo magnético
• Eletroímãs
4 – Corpo humano
14 – Organização do corpo humano
15 – Nutrição do corpo
16 – Alimentação equilibrada
17 – Sistema digestório
18 – Sistema respiratório
19 – Sistema cardiovascular
20 – Sistema urinário
• Células animal e vegetal
• Níveis de organização do copo humano
• Doação de órgãos
• Sistema nervoso e a nutrição
• Alimentação
• Nutrientes dos alimentos
• Alimentos ticos das regiões brasileiras
• Acesso e desperdício de alimentos
• Desnutrição e obesidade
• Ações de combate a fome
• Alimentos in natura e processados
• Cuidados com os alimentos
• Dentição humana
• Microbiota intestinal e alimentação
• Órgãos e estruturas dos sistemas digestório, respiratório, cardiovascular e urinário
• Problemas dos sistemas respiratório e urinário
Competências gerais e específicas Temas contemporâneos transversais
EF03CI01 CG1, CG 2; CG 3; CG4; CG 7; CG 10
CECN 1; CECN 2; CECN 3; CECN 4; CECN 5; CECN 6; CECN 8
• Ciência e tecnologia
• Educação em direitos humanos
• Educação para o consumo
• Educação financeira
• Educação ambiental
EF03CI06
EF03CI07
EF03CI08
EF03CI09
CG1; CG 2; CG 3; CG4; CG6; CG8; CG10
CECN 1; CECN 2; CECN 6; CECN 7; CECN 8
• Saúde
• Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
• Diversidade cultural
• Educação alimentar e nutricional
• Educação em direitos humanos
• Educação para o consumo
As propostas de cronogramas apresentadas a seguir têm como objetivo orientar a distribuição das unidades em planejamentos bimestrais, trimestrais e semestrais, respeitando a organização dos volumes anteriormente mencionada.
Cabe destacar que essas sugestões não contemplam outras atividades que possam surgir ao longo do ano letivo, como projetos, eventos escolares ou avaliações institucionais, e que devem ser incorporadas ao planejamento de forma articulada.
Para elaborar essas sugestões, consideramos 200 dias letivos de aula, ou 40 semanas; no entanto, o cronograma deve ser ajustado conforme as especificidades de cada turma, levando em consideração o contexto, o ritmo de aprendizagem dos estudantes e o uso de diferentes recursos e estratégias pedagógicas, que vão além do livro didático.
Sugestão de planejamento bimestral
Bimestre
1º bimestre
2º bimestre
3º bimestre
4º bimestre
Sugestão de planejamento trimestral
Trimestre
1º trimestre
2º trimestre
3º trimestre
Unidades e temas
Vamos iniciar
Unidade 1 – Tema 1
Tema 2
Tema 3
Tema 4
Unidade 2 – Tema 5
Unidade 2 – Tema 6 Tema 7 Tema 8
Unidade 3 – Tema 9 Tema 10
Unidade 3 – Tema 11 Tema 12 Tema 13
Unidade 4 – Tema 14
Unidade 4 – Tema 15
Tema 16
Tema 17
Tema 18
Tema 19 Tema 20
Vamos concluir
Unidades e temas
Vamos iniciar
Unidade 1 – Tema 1 Tema 2 Tema 3 Tema 4
Unidade 2 – Tema 5 Tema 6
Unidade 2 – Tema 7 Tema 8
Unidade 3 – Tema 9 Tema 10 Tema 11 Tema 12
Unidade 3 – Tema 13
Unidade 4 – Tema 14
Tema 15 Tema 16
Tema 17 Tema 18 Tema 19
Tema 20
Vamos concluir
Sugestão de planejamento semestral
Semestre
1º semestre
2º semestre
Unidades e temas
Vamos iniciar
Unidade 1 – Tema 1 Tema 2 Tema 3 Tema 4
Unidade 2 – Tema 5 Tema 6 Tema 7 Tema 8
Unidade 3 – Tema 9 Tema 10
Unidade 3 – Tema 11 Tema 12 Tema 13
Unidade 4 – Tema 14 Tema 15 Tema 16 Tema 17 Tema 18 Tema 19 Tema 20
Vamos concluir
BRASIL. Ministério da Saúde. Proteger e cuidar da saúde de adolescentes na atenção básica. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: https://bvsms.saude. gov.br/bvs/publicacoes/proteger_cuidar_ adolescentes_atencao_basica_2ed.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Documento que visa auxiliar as Equipes de Atenção Básica/Saúde da Família no trabalho com adolescentes nos aspectos relacionados à saúde.
COSTA, Renato Pinheiro da; CASSIMIRO, Élida Estevão; SILVA, Rozinaldo Ribeiro da. Tecnologias no processo de alfabetização nos anos iniciais do ensino fundamental. Docência e Cibercultura, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 97-116, jan./abr. 2021. Disponível em: https:// www.e-publicacoes.uerj.br/re-doc/article/ view/53068/36747. Acesso em: 16 ago. 2025.
Nesse artigo, os autores abordam a influência da tecnologia no desenvolvimento do processo de alfabetização.
GRISA, Gregório Durlo et al. Neurociência e alfabetização: noções fundamentais. Bento Gonçalves: IFRS, 2022.
Nesse livro, os autores se baseiam nos estudos da Neurociência para explicar os processos de alfabetização.
LIMA, Aurilia de Brito et al. (org.). Políticas de inclusão na educação básica. Curitiba: Appris, 2024.
Coletânea de textos que abordam os principais marcos das políticas públicas relacionadas à inclusão, desde as temáticas mais amplas até as mais específicas.
MIRANDA, Elaine (coord.). Educação inclusiva e a parceria da família: uma dimensão terapêutica. São Paulo: Literare Books International, 2021.
Nesse livro, a autora aborda aspectos da inclusão com base em evidências científicas. Além disso, ela busca evidenciar a importância da participação da família na educação inclusiva.
MORAIS, José. Criar leitores: para professores e educadores. Barueri: Manole, 2013.
O livro auxilia professores, pais e profissionais a compreenderem o processo cerebral da criança que está aprendendo a ler, considerando seus processos cognitivos e as dificuldades da faixa etária e sugerindo intervenções e estratégias para facilitar a alfabetização.
SANTOS, Maria Lucia dos; PERIN, Conceição Solange Bution. A importância do planejamento de ensino para o bom desempenho do professor em sala de aula. Cadernos PDE, Curitiba, v. 1, p. 1-24, 2013. (Os Desafios da Escola Pública Paranaense na Perspectiva do Professor PDE).
Nesse artigo, as autoras destacam a importância do planejamento e apresentam propostas que auxiliam o professor a realizar seus planejamentos.
SILVA, Janssen Felipe da; HOFFMANN, Jussara; ESTEBAN, Maria Teresa. Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo. Porto Alegre: Mediação, 2012.
Os autores discutem as práticas avaliativas em diferentes áreas do currículo, com destaque para a elaboração de práticas de avaliação articuladas ao fazer pedagógico.
SOARES, Alessandro Cury; MAUER, Melissa Boldt; KORTMANN, Gilca Lucena. Ensino de ciências nos anos iniciais do ensino fundamental: possibilidades e desafios em Canoas-RS. Revista Educação, Ciência e Cultura, v. 18, n. 1, jan./jun., 2013. Disponível em: https://revistas.unilasalle.edu.br/index. php/Educacao/article/view/954/868. Acesso em: 16 set. 2025.
Esse estudo apresenta as contribuições e obstáculos para a alfabetização científica dos estudantes e a importância dos espaços de formação permanentes para os docentes.
VICKERY, Anitra. Aprendizagem ativa nos anos iniciais do ensino fundamental. Porto Alegre: Penso, 2016.
O livro aborda a importância da aprendizagem ativa e do protagonismo do estudante para a concretização do processo de aprendizagem em sala de aula.
BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018.
Esse livro apresenta a importância das estratégias de metodologias ativas para desenvolver a autonomia dos estudantes, valorizando a participação efetiva deles no processo de aprendizado.
BENDER, William N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Tradução de Fernando de Siqueira Rodrigues. Porto Alegre: Penso, 2014.
Nesse livro, o autor destaca as diretrizes práticas para o trabalho com projetos em sala de aula, fornecendo subsídios para o professor planejar aulas mais eficazes e motivadoras.
BORGES, Gilberto Luiz de Azevedo. O que devemos esperar do ensino de ciências e o que observamos em sala de aula: objetivos em questão. Conteúdos e Didática de Ciências e Saúde, v. 10, 2012. Disponível em: https://acervodigital.unesp.br/ bitstream/123456789/47358/1/u1_d23_v10_ t02.pdf. Acesso em: 16 set. 2025.
O trabalho discute quais são os objetivos mais relevantes no ensino de ciências e quais critérios nos objetivos para o trabalho em sala de aula.
BRASIL. Congresso Nacional. Grupo de trabalho Alfabetização infantil: os novos caminhos: relatório final. Brasília: Câmara dos Deputados, 2019. Disponível em: http:// alfabetizacao.mec.gov.br/images/pdf/ alfabetizacao_infanti_novos_caminhos_gastao_ vieira.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Esse relatório é um dos primeiros documentos produzidos no país sobre a temática e apresenta as pesquisas de cientistas internacionais da Ciência Cognitiva da Leitura que poderiam contribuir de modo significativo para a política de alfabetização do Brasil.
BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/leis/l8069.htm. Acesso em: 5 set. 2025. Também conhecido como ECA, esse documento visa garantir os direitos fundamentais de crianças e adolescentes, assegurando proteção integral, saúde, educação e dignidade.
BRASIL. Ministério da Educação. Conscientização para o uso de celulares na escola: por que precisamos falar sobre isso? Brasília: MEC, 2025. Disponível em: https:// www.gov.br/mec/pt-br/celular-escola/guia -escolas.pdf. Acesso em: 9 ago. 2025.
Esse documento traz orientações práticas que ajudam o professor na implantação da Lei nº 15.100, que regulamenta o uso de dispositivos eletrônicos portáteis pelos estudantes nas escolas.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Documento que determina as competências gerais e específicas, as habilidades e as aprendizagens que os estudantes brasileiros da Educação Básica precisam desenvolver e colocar em prática ao longo de sua trajetória escolar.
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC: SEB: Dicei, 2013. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/ media/etnico_racial/pdf/diretrizes_curriculares _nacionais_para_educacao_basica_diversidade _e_inclusao_2013.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Esse documento traz princípios, fundamentos e procedimentos que norteiam as políticas públicas de educação e auxiliam o professor a elaborar, planejar, executar e avaliar práticas pedagógicas na Educação Básica.
BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC: contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília: MEC, 2019. Disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ implementacao/contextualizacao_temas_ contemporaneos.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Esse documento apresenta os temas contemporâneos transversais da BNCC e explica a importância de sua utilização no processo de ensino-aprendizagem.
BRITO, Giseli Artioli; FLORES, Maria Marta
Lopes. A inclusão de alunos com deficiência intelectual: em foco as práticas pedagógicas. Boletim de Conjuntura, Boa Vista, ano V, v. 16, n. 48, 2023. Disponível em: https://revista. ioles.com.br/boca/index.php/revista/article/ view/2879/966. Acesso em: 18 ago. 2025.
Nesse artigo, as autoras abordam os principais aspectos que influenciaram os resultados de uma pesquisa sobre a inclusão escolar e a qualidade da educação. CAMPOS, Raquel Sanzovo Pires de; CAMPOS, Luciana Maria Lunardi. A formação do professor de ciências para os anos iniciais do Ensino Fundamental e a compreensão de saberes científicos. Amazônia Revista de Educação em Ciências e Matemática, v.13, n. 25, jul.-dez. 2016. Disponível em: https://periodicos.ufpa.br/index.php/ revistaamazonia/article/view/3812/4048. Acesso em: 16 set. 2025.
Esse trabalho enfatiza a importância dos estudantes, ainda nos anos iniciais do Ensino Fundamental, desenvolverem os saberes científicos.
COELHO, Antonia Ediele de Freitas; MALHEIRO, João Manoel da Silva. O Ensino de Ciências para os anos iniciais do Ensino Fundamental: a experimentação como possibilidade didática. Research, Society and Development, v. 8, n. 6, 2019. Disponível em: https://www.redalyc.org/ jatsRepo/5606/560662197022/html/index. html. Acesso em: 16 set. 2025.
Esse trabalho investigou a concepção de experimentação como didática no ensino de ciências.
CORDEIRO, Claudia Talochinski; OLIVEIRA, Ivanete da Rosa Silva de (org.). Educação e políticas inclusivas: ressignificando a diversidade. Londrina: Syntagma Editores, 2020.
Nessa obra, as autoras discutem a inclusão de estudantes com deficiência na escola regular.
DIAS, Genebaldo Freire. Dinâmicas e instrumentação para educação ambiental São Paulo: Gaia, 2010.
Estratégias e sugestões de trabalho em sala de aula são apresentadas nesse livro, que apoia o professor em abordagens com noções e conceitos que envolvem a Educação Ambiental.
DINIZ, Margareth; VASCONCELOS, Renata Nunes (org.). Pluralidade cultural e inclusão na formação de professores e professoras. Belo Horizonte: Formato Editorial, 2004.
Nessa obra, as autoras propõem reflexões sobre as práticas educativas e as ações pedagógicas voltadas para uma postura inclusiva.
FAZENDA, Ivani (org.). O que é interdisciplinaridade? 2. ed. São Paulo: Cortez, 2013.
Nesse livro, a autora destaca como são feitas e articuladas diferentes áreas de conhecimento, sob a mediação do professor, ao longo de etapas de projetos que nascem e se desenvolvem dentro das salas de aula.
FAZENDA, Ivani (coord.). Práticas interdisciplinares na escola. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2017.
Nessa obra, os organizadores reúnem diversos textos sobre práticas docentes interdisciplinares no espaço escolar.
FERNANDES, Domingos. Avaliação formativa: folha de apoio à formação: Projeto de Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (Maia). Ministério da Educação: Direção-Geral da Educação, 2021. Disponível em: https:// apoioescolas.dge.mec.pt/sites/default/ files/2021-02/folha_avaliacao_formativa.pdf. Acesso em: 6 set. 2025.
Esse material apresenta ações práticas que podem auxiliar o professor no planejamento das estratégias de avaliação.
FERREIRO, Emilia. Alfabetização em processo. 21. ed. São Paulo: Cortez, 2015.
Nesse livro, a autora explica como o processo de alfabetização ocorre no cérebro dos estudantes e sua influência no desenvolvimento dos conhecimentos de outras áreas.
GOMES, Sheila Freitas; OLIVEIRA, Juliana Coelho Braga de Penna; ARROIO, Agnaldo. Fake news científicas: percepção, persuasão e letramento. Ciência e Educação, v. 26, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ciedu/ a/bW5YKH7YdQ5yZwkJY5LjTts/?format= pdf&lang=pt. Acesso em: 16 set. 2025.
O artigo explora a compreensão de quais elementos influenciam na credibilidade das fake news científicas.
HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do processo ensino-aprendizagem. São Paulo: Ática, 2008.
Nesse livro, a autora explicita que a avaliação deve ser uma ação contínua, pois faz parte do processo de ensino-aprendizagem. Por isso, a ação avaliativa também deve ser aplicada de diversas maneiras para diagnosticar, controlar e classificar esse processo.
HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do caminho. Porto Alegre: Mediação, 2005.
Aborda as relações entre uma concepção dialética de avaliação e os caminhos da aprendizagem.
JOIA, Michele. A inclusão de crianças na escola: o papel do educador diante das dificuldades de aprendizagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak, 2023.
Nesse livro, a autora fornece dicas sobre a inclusão na escola com base em conhecimentos que ela construiu com base em sua experiência em sala de aula.
MELLO, Fabiane de Oliveira; ALLIPRANDINI, Paula Mariza Zedu. Estratégias de aprendizagem de alunos do ensino fundamental em processo de alfabetização.
Revista de Psicología, Lima, v. 40, n. 2, 2022. Disponível em: https://revistas. pucp.edu.pe/index.php/psicologia/article/ view/25503/24038. Acesso em: 16 ago. 2025.
Nesse artigo, as autoras fazem uma análise qualitativa de algumas estratégias de ensino comumente utilizadas no processo de alfabetização.
MOREIRA, Antonio Flávio; CANDAU, Vera Maria (org.). Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas. Petrópolis: Vozes, 2008.
O termo multiculturalismo tem sido amplamente usado e envolve distintas instâncias. Na escola, apresenta relação direta com a pluralidade cultural e a realidade cultural contemporânea. A obra tem como objetivo incentivar discussões, estudos e pesquisas que instiguem práticas renovadas em prol de uma sociedade mais justa e solidária.
OLIVEIRA, Maria Marly de. Projetos, relatórios e textos na educação básica: como fazer. Petrópolis: Vozes, 2009.
Obra voltada a professores da Educação Básica no cotidiano das salas de aula.
REIS, Ana Valéria Sampaio de Almeida; DAROS, Thuinie; TOMELIN, Karina Nones. Layouts criativos para aulas inovadoras Maringá: B42, 2023.
Nesse livro, as autoras sugerem diferentes estratégias de layout das salas de aula a fim de envolver e criar experiências marcantes para os estudantes.
SCHULZE, Clélia Nascimento; CAMARGO, Brigido; WACHELKE, João. Alfabetização científica e representações sociais de estudantes de ensino médio sobre ciência e tecnologia. Arquivos Brasileiros de Psicologia, v. 58, n. 2, 2006. Disponível em: http://pepsic. bvsalud.org/pdf/arbp/v58n2/v58n2a04.pdf. Acesso em: 16 set. 2025.
O artigo apresenta uma pesquisa que caracteriza o conhecimento científico de estudantes e suas representações sociais sobre ciência e tecnologia.
SILVA, Eva Aparecida Gomes da. O desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem do aluno com necessidades educacionais especiais. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, São Paulo, v. 9, n. 3, mar. 2023. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/ view/8972/3542. Acesso em: 14 ago. 2025.
Nesse artigo, a autora destaca a importância das atividades lúdicas no processo de ensino-aprendizagem dos estudantes com necessidades educacionais especiais.
SOARES, Magda. Alfabetização e letramento 5. ed. São Paulo: Contexto, 2018.
Nesse livro, a autora incentiva a releitura de artigos que discutem as práticas escolares de alfabetização e letramento.
VIOLÊNCIA escolar e bullying: relatório sobre a situação mundial. Brasília: Unesco, 2019. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ ark:/48223/pf0000368092/PDF/368092por. pdf.multi. Acesso em: 5 set. 2025.
Nesse relatório, são apresentados dados sobre a violência escolar e o bullying, além de iniciativas que podem contribuir para a redução dessas ocorrências.
ZABALA, Antoni; ARNAU, Laia. Como aprender e ensinar competências. Porto Alegre: Artmed, 2010.
“O que fazer” e “como fazer” são capacidades desenvolvidas de modo que os estudantes articulem os conhecimentos que já têm e busquem outros. Essa eficiência é obtida ao trabalhar competências que, nessa obra, são apresentadas como a instrumentalização para um saber autônomo.