A INGLATERRA CONTRA O COMÉRCIO DE ESCRAVOS
J. COOPER.1873. GRAVURA. COLEÇÃO PARTICULAR. FOTO: THE BRIDGEMAN ART LIBRARY/EASYPIX
Durante muito tempo, a Inglaterra lucrou com a venda de escravos. Mas, no início do século XIX, esse país passou a combater o comércio de escravos para o Brasil por dois motivos principais: a) a Inglaterra queria ampliar a venda de suas mercadorias. Para isso, precisava de trabalhadores assalariados, já que os escravizados não tinham dinheiro para comprar mercadorias inglesas; b) uma parte das pessoas e dos políticos da Inglaterra opunha-se à escravidão por considerá-la desumana. Por isso, em 1845, a Inglaterra declarou guerra ao tráfico negreiro, dando à sua Marinha o direito de perseguir, prender e bombardear os navios que transportassem africanos escravizados. Essa lei foi chamada de Bill (lei) Aberdeen. Cedendo às pressões da Inglaterra, o governo do imperador D. Pedro II aprovou, em 1850, a Lei Eusébio de Queirós, que proibiu definitivamente a entrada de escravos no Brasil.
Navio da Marinha inglesa persegue tumbeiros, embarcações especializadas no comércio de africanos. Ilustração de J. Cooper publicada em 1873.
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