

HISTÓRIA
ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA

LIVRO DO PROFESSOR
Gislane Campos Azevedo Seriacopi
Mestra em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Atuou como professora universitária, pesquisadora e professora de História dos ensinos fundamental e médio nas redes pública e privada.
Autora de livros didáticos.
Reinaldo Seriacopi
Bacharel em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e em Comunicação Social pelo Instituto Metodista de Ensino Superior. Autor e editor de livros didáticos.
1a edição São Paulo – 2025
Entrelaços – História – 3o ano (ensino fundamental – anos iniciais)
Copyright © Gislane Campos Azevedo Seriacopi, Reinaldo Seriacopi
Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira
Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa
Direção editorial adjunta Luiz Tonolli
Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva
Assessoria Débora Diegues
Edição Francisca Edilania de Brito Rodrigues (coord.), Carlos Eduardo de Almeida Ogawa, Mariana Renó Faria, Rui Campos Dias, Vanessa do Amaral
Preparação e revisão Maria Clara Paes (coord.), Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Ana Carolina Rollemberg, Anna Júlia Danjó, Cintia R. M. Salles, Denise Morgado, Desirée Araújo, Diogo Souza Santos, Elaine Pires, Eloise Melero, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Kátia Cardoso, Márcia Pessoa, Maura Loria, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam, Veridiana Maenaka, Yara Affonso
Produção de conteúdo digital Deborah D’Almeida Leanza (coord.), André Tomio Lopes Amano, Fabio Bonna
Moreirão, Tami Buzaite
Gerência de produção e arte Ricardo Borges Silva Design Andréa Dellamagna (coord.), Sergio Cândido (criação), Ana Carolina Orsolin
Projeto de capa Sergio Cândido
Imagem de capa Stock4u2024/stock.adobe.com
Arte e produção Vinicius Fernandes (coord.) Alexandre Tallarico, Marcia Cunha do Nascimento, Jacqueline Nataly Ortolan (assist.)
Diagramação Estúdio Diagrami
Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno Koga
Licenciamento de textos Erica Brambila
Iconografia Jonathan Santos, Lucas Alves Profeta, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)
Ilustrações Ana Cardoso, Anna Anjos, Artur Fujita, Bruna Assis Brasil, Biry Sarkis, Bruna Ishihara, Carlos Caminha, Felipe Camêlo, Gabriela Vasconcelos, Gustavo Campos, Leninha Lacerda, Marcos de Mello, Nathália
Ichioka, Ronaldo Barata
Cartografia Sonia Vaz
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Seriacopi, Gislane Campos Azevedo
Entrelaços : história : 3º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Gislane Campos Azevedo Seriacopi, Reinaldo Seriacopi. -- 1. ed. -São Paulo : FTD, 2025.
Componente curricular: História.
ISBN 978-85-96-06152-0 (livro do estudante)
ISBN 978-85-96-06153-7 (livro do professor)
ISBN 978-85-96-06154-4 (livro do estudante HTML5)
ISBN 978-85-96-06155-1 (livro do professor HTML5)
1. História (Ensino fundamental) I. Seriacopi, Reinaldo. II. Título.
25-292653.0
Índices para catálogo sistemático:
CDD-372.89
1. História : Ensino fundamental 372.89
Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD
Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300
Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
APRESENTAÇÃO
Ensinar História nos anos iniciais do Ensino Fundamental é mais do que apresentar fatos do passado: é ajudar os estudantes a dar sentido ao mundo em que vivem e ao lugar que ocupam nele. A História oferece ferramentas para que os estudantes compreendam que fazem parte de uma coletividade, com memórias, conquistas e desafios que atravessam o tempo. Quando os estudantes percebem que também são sujeitos históricos, começam a desenvolver um olhar mais crítico e solidário sobre a sociedade.
Sabemos que o trabalho do professor generalista é repleto de responsabilidades e desafios. Por isso, pensamos este livro como um apoio concreto e próximo: aqui, reunimos sugestões práticas, caminhos possíveis e orientações que podem ajudá-lo a conduzir as atividades e a dialogar com os conteúdos históricos de forma significativa e prazerosa.
Nosso objetivo é caminhar a seu lado para que, desde cedo, seus estudantes possam exercitar a curiosidade, o respeito à diversidade, a valorização da memória e o compromisso com a construção de um mundo mais justo, fraterno e tolerante – princípios essenciais da formação cidadã.
Os autores
ORGANIZAÇÃO GERAL DA COLEÇÃO
Esta coleção é composta de três volumes destinados ao 3 o, 4o e 5o ano do ensino fundamental. Para cada ano escolar, tem-se o Livro do estudante e o Livro do professor, nas versões impressa e digital.
Livros impressos

Livro do estudante
Cada volume está organizado em quatro unidades, divididas em capítulos. Ao longo dos capítulos, são trabalhados conteúdos voltados para desenvolver habilidades e competências do componente curricular de História em uma estrutura clara e prática, adequada para ser abordada em sala de aula.










Livros digitais
Livro do professor
Além dos subsídios para o professor, este livro reproduz o Livro do estudante na íntegra, em miniaturas com respostas em magenta. Nas laterais e abaixo da reprodução do Livro do estudante, são apresentados a introdução à unidade, os objetivos de aprendizagem, comentários e orientações para o encaminhamento das propostas, bem como ampliações e aprofundamentos para enriquecer as abordagens pedagógicas. Oferece também textos e atividades complementares e sugestões de leitura, filmes e outros recursos.
Trata-se do Livro do estudante e do Livro do professor no formato digital, em HTML5, o que permite o acesso ao material em diferentes aparelhos digitais: smartphones, notebooks e tablets, por exemplo.
Objetos digitais
Ao longo do volume, ícones indicam infográficos clicáveis que podem ser acessados pelo professor e pelos estudantes para enriquecer a aprendizagem de maneira dinâmica.
SUMÁRIO
Unidade 1 – Espaços domésticos, públicos e privados
Unidade 2 – O município e sua gente
Unidade 3 – Marcos históricos e patrimônios
Unidade
integral
O ensino do componente curricular de História nos anos iniciais do Ensino Fundamental XIV
Trabalhando os conceitos estruturantes de História nos anos iniciais do Ensino Fundamental XVII
As leis nº 10 .639/2003 e nº 11 645/2008: educação para a igualdade racial e o respeito à diversidade XX
Trabalho com fontes históricas nos anos iniciais XXII
Interdisciplinaridade XXIII
O ensino do componente curricular de História e os Temas Contemporâneos Transversais XXV
As Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) na educação XXVI
Aprendizagem significativa XXVII
Metodologias ativas XXVIII
O trabalho com projetos XXVIII
Pensando o papel do professor XXIX
Espaços coletivos de formação XXX
O espaço da sala de aula XXX
Educação inclusiva XXXII
Avaliação formativa XXXV
Avaliação formativa no componente curricular de História XXXVII
Planejamento e conteúdos XXXVIII
Quadro programático da coleção XXXVIII
Sugestões de cronograma – 3º ano XL
Matriz de planejamento de rotina XLII
Matriz de planejamento de sequência didática XLII
Sugestão de projeto do 3º ano: cartografia afetiva do bairro ou do município XLIII
REFERÊNCIAS COMENTADAS XLVI
HISTÓRIA
ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA

LIVRO DO PROFESSOR
Gislane Campos Azevedo Seriacopi
Mestra em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Atuou como professora universitária, pesquisadora e professora de História dos ensinos fundamental e médio nas redes pública e privada.
Autora de livros didáticos.
Reinaldo Seriacopi
Bacharel em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e em Comunicação Social pelo Instituto Metodista de Ensino Superior. Autor e editor de livros didáticos.
1a edição São Paulo – 2025
Entrelaços – História – 3o ano (ensino fundamental – anos iniciais)
Copyright © Gislane Campos Azevedo Seriacopi, Reinaldo Seriacopi
Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira
Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa
Direção editorial adjunta Luiz Tonolli
Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva
Assessoria Débora Diegues
Edição Francisca Edilania de Brito Rodrigues (coord.), Carlos Eduardo de Almeida Ogawa, Mariana Renó Faria, Rui Campos Dias, Vanessa do Amaral
Preparação e revisão Maria Clara Paes (coord.), Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Ana Carolina Rollemberg, Anna Júlia Danjó, Cintia R. M. Salles, Denise Morgado, Desirée Araújo, Diogo Souza Santos, Elaine Pires, Eloise Melero, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Kátia Cardoso, Márcia Pessoa, Maura Loria, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam, Veridiana Maenaka, Yara Affonso
Produção de conteúdo digital Deborah D’Almeida Leanza (coord.), André Tomio Lopes Amano, Fabio Bonna
Moreirão, Tami Buzaite
Gerência de produção e arte Ricardo Borges Silva Design Andréa Dellamagna (coord.), Sergio Cândido (criação), Ana Carolina Orsolin
Projeto de capa Sergio Cândido
Imagem de capa Stock4u2024/stock.adobe.com
Arte e produção Vinicius Fernandes (coord.) Alexandre Tallarico, Marcia Cunha do Nascimento, Jacqueline Nataly Ortolan (assist.)
Diagramação Estúdio Diagrami
Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno Koga
Licenciamento de textos Erica Brambila
Iconografia Jonathan Santos, Lucas Alves Profeta, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)
Ilustrações Ana Cardoso, Anna Anjos, Artur Fujita, Bruna Assis Brasil, Biry Sarkis, Bruna Ishihara, Carlos Caminha, Felipe Camêlo, Gabriela Vasconcelos, Gustavo Campos, Leninha Lacerda, Marcos de Mello, Nathália
Ichioka, Ronaldo Barata
Cartografia Sonia Vaz
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Seriacopi, Gislane Campos Azevedo
Entrelaços : história : 3º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Gislane Campos Azevedo Seriacopi, Reinaldo Seriacopi. -- 1. ed. -São Paulo : FTD, 2025.
Componente curricular: História.
ISBN 978-85-96-06152-0 (livro do estudante)
ISBN 978-85-96-06153-7 (livro do professor)
ISBN 978-85-96-06154-4 (livro do estudante HTML5)
ISBN 978-85-96-06155-1 (livro do professor HTML5)
1. História (Ensino fundamental) I. Seriacopi, Reinaldo. II. Título.
25-292653.0
Índices para catálogo sistemático:
CDD-372.89
1. História : Ensino fundamental 372.89
Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD
Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300
Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO
Olá, estudante!
Convidamos você a uma viagem no tempo para conhecer povos, culturas e lugares diferentes, de antigamente e de hoje também.


Nessa jornada, vamos investigar como se vivia no passado e explorar histórias de famílias, cidades, festas, invenções e muito mais. Ao longo do percurso, você vai compreender que muito do que somos, fazemos ou pensamos no presente tem origem naqueles que vieram antes de nós.


A história não está apenas nos livros: ela está também na nossa escola, na nossa rua, nos objetos que usamos, nas músicas que ouvimos e cantamos e até nas brincadeiras que inventamos. Ela se constrói todos os dias. E, o mais importante, você vai compreender que a história é feita por todos, inclusive por você e pelas pessoas que o cercam.
Os autores.


CONHEÇA SEU LIVRO
ABERTURA DE UNIDADE
Na abertura de unidade, você vai despertar sua curiosidade, explorar imagens e trocar ideias com os colegas.


Você sabia que ruas, bairros, praças, monumentos, escolas e até os nomes dos lugares preservam lembranças de uma comunidade ou de um município todo? Esses espaços ajudam a relembrar o que aconteceu no passado e mostram o que as pessoas querem preservar. Por exemplo, muitos nomes de ruas e de praças homenageiam acontecimentos históricos, tradições culturais ou pessoas que contribuíram para a cidade.
CAPÍTULOS
Nos capítulos, você vai encontrar diferentes conteúdos e aprender com eles.

Rua da Fazenda Antiga. Praça Chiquinha Gonzaga.

Os municípios têm história. E as histórias são construídas pelas pes- soas que vivem neles. Cada município brasileiro abriga pessoas de diferen- tes origens, crenças, hábitos, costu- mes e valores culturais. Essa diversidade costuma deixar muitas marcas na vida cotidiana que podem ser observadas nos modos de viver, nas festas, nas comidas típicas, na arquitetura, nos nomes de praças, de ruas, de edifícios públicos, entre outros. A história de um município é mar- cada por transformações que ocorrem ao




mundo todo. O direito de brincar também faz parte das leis do país. Observe o que a lei no Brasil apresenta sobre esse direito. Art. 3º É dever do Estado, da família e da sociedade proteger, preservar e garantir o direito ao brincar a todas as crianças. BRASIL. 14.826, de 20 de março de 2024 Institui a parentalidade positiva e o direito ao brincar como estratégias intersetoriais de prevenção violência contra crianças […]. Brasília, DF: Presidência da República, 2024. Disponível em: ato2023-2026/2024/lei/L14826.htm.https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ Acesso em: 14 ago. 2025. As brincadeiras são momentos de lazer e de interação. Elas são importantes para o desenvolvimento emocional, criativo e físico das crianças. Você sabia que existem muitas formas de brincar? Observe a seguir como crianças de diferentes grupos e regiões do país brincam. Crianças indígenas que vivem em aldeias costumam confeccionar os próprios brinquedos, como é o caso da peteca. Esse brinquedo é feito com palha de milho e penas de aves. Mesmo nas cidades, crianças não indígenas também se di- vertem com a peteca.

Este
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
30/09/25 16:59 1 Observe a ilustração destas duas páginas e responda. a) Qual placa de rua faz referência ao passado da cidade? b) Qual das placas homenageia uma pessoa? 2 Imagine que você pode escolher o nome de uma nova rua ou praça de sua cidade. Quem ou o que você gostaria de homenagear?
Este ícone indica as atividades que devem ser respondidas oralmente.
75
NÃOESCREVANOLIVRO.
Conheça, a seguir, outras personalidades que inspiram muitas pessoas.
Rebeca Andrade nasceu em 1999 em Guaru lhos, estado de São Paulo. Ela é considerada a maior medalhista brasileira em Jogos Olímpicos, tendo somado seis pódios até 2024. Aos 4 anos, Rebeca começou na ginástica artística e, ao longo de sua car reira, superou muitos desafios. Nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, a atleta ganhou uma medalha de ouro, duas de prata e uma de bronze.
As crianças indígenas têm muitas outras formas de brincar e aproveitam os recursos da natu- reza e as tradições de seus povos para se divertir. Crianças que vivem em comu- nidades nas regiões próximas aos rios costumam brincar junto à natu- reza. Elas realizam diversas brinca- deiras, como balançar em árvores, construir casinhas com elementos encontrados na natureza, jogar bola, nadar e se divertir com a “pira na água”, uma brincadeira muito pa- recida com o pega-pega. As crianças que moram nas ci- dades também brincam em espa- ços abertos, como parques e pra- ças. Pular corda, jogar bola, brincar de amarelinha e de pega-pega são alguns exemplos de brincadeiras realizadas por muitas crianças em todo o Brasil.

Crianças da Comunidade do Jara brincam em rio no município de Parintins, no estado do Amazonas, em 2024.
RICARDO OLIVEIRA/TYBA

Crianças pulam
FIQUE LIGADO ROCHA, Ruth. Os direitos das crianças segundo Ruth Rocha Ilustrações: Eduardo Rocha. São Paulo: Salamandra, 2014. A autora, por meio de um poema, apresenta os direitos das crianças destaca a importância de garanti-los no dia a dia.


Gilberto Passos Gil Moreira, popularmente conhecido como Gilberto Gil, nasceu em 1942 em Salvador, noestadodaBahia.Comumalongacarreiramusical,o cantoréreconhecidoepremiadonoBrasileemoutros lugaresdomundoporsuaobra.Ritmoscomoosamba e o afoxé estão presentes em suas composições e ce lebram as heranças das culturas africanas. SERGIONE INFUSO/CORBIS/GETTY IMAGES

Marta Vieira da Silva nasceu em 1986 em Dois Riachos, no estado de Alagoas, e é reconhecida mundialmente por seu talento como jogadora de futebol. Ela iniciousuacarreiraaos14anos,quandofoicontratada porumtimedefutebolprofissional.Desdeentão,acumulou muitas premiações e já foi eleita seis vezes a melhor jogadora de futebol do mundo pela Federação Internacional de Futebol (FIFA). STUART FRANKLIN FIFA/GETTY NAOMI BAKER/GETTY IMAGES


1 Em sua opinião, por que é importante haver pessoas negras em papéis de destaque? Explique. Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento 2 Escolha uma pessoa afro-brasileira que você admira. Em uma folha de papel avulsa, faça um desenho que homenageie a pessoa escolhida. Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
MÃO NA MASSA
Ao longo do livro, você vai encontrar informações sobre pessoas importantes citadas no texto.

51 Este ícone indica as atividades que devem ser respondidas no caderno.
É a hora de realizar atividades práticas para colocar seu conhecimento em ação!
NÃOESCREVANOLIVRO.
MÃO NA MASSA
Livreto de cordel
Criança indígena guarani segura peteca no município de Bertioga, no estado de São Paulo, em 2021. 46
30/09/25
1 Segundo a lei sobre o direito das crianças, de quem é o dever de garantir o direito de brincar? 2 Por que as brincadeiras são importantes para as crianças? Explique 3 Todas as crianças brincam da mesma forma? Explique. 4 Para você, é importante respeitar todas as formas de brincar? Por quê?
Veja comentários e orientações no Encaminhamento O direito de brincar deve ser garantido todas as crianças
Respostas pessoais. Respostas pessoais.
47 30/09/25
Você aprendeu que a cultura do povo nordestino está presente em diferentes regiões brasileiras. Agora, você e os colegas vão confeccionar um livreto de cordel que apresente as influências da cultura nordestina no município em que vocês vivem! Materiais • Caderno ou bloco de papel para anotar as ideias do grupo. Folhas de papel sulfite, canetas coloridas, lápis de cor e cola. Como fazer A turma será organizada em grupos. Cada grupo vai escolher um aspecto da cultura nordestina presente no local de vivência. Confira a seguir as etapas para a confecção do livreto.

Nesse tempo o mestre burro lia, escrevia e contava o cavalo era escrivão o cachorro advogava o carneiro era copeiro e o jaboti desenhava
Etapa 2 – Escrevendo e ilustrando o cordel Escolham um tema relacionado com a cultura nordestina. Anotem no caderno os elementos que devem aparecer no cordel. Lembrem-se de que o cordel é um texto com versos, rimas e ritmo. Depois, dobrem uma folha de papel sulfite ao meio, escrevam o cordel e fa çam desenhos para ilustrar a história. Não se esqueçam de dar um título! Etapa 3 – Apresentando os livretos de cordel Com os cordéis finalizados, organizem as apresentações. Leiam para a turma a história que o grupo produziu. Ao



Etapa 1 – Conhecendo o cordel Com orientação do professor, realizem a leitura coletiva do trecho de um cordel. Prestem atenção nas rimas e no ritmo do texto! ANNA 54 30/09/25 Concluindo a atividade Após a atividade, organizem uma roda de conversa e reflitam sobre as seguintes questões. Quais aspectos da cultura nordestina chamaram sua atenção e a do grupo? Qual etapa do trabalho você mais gostou de realizar? Comente. O trabalho contribuiu para a valorização da cultura nordestina? Explique. 1 2 3 Veja orientações e comentários no Encaminhamento
São Francisco, 1965. p. 1-2. Disponível em: http://acervoantonionobrega.com.br/cordeis/ancordel-fta-001. Acesso em: 13 ago.2025.
Leão era rei dos bichos onça era professora elefante era juiz raposa era agricultora […] AMARAL, Firmino Teixeira do. O casamento do bode com raposa história completa. Ilustrações: Antônio Avelino da Costa. Juazeiro do Norte: José Bernardo da Silva: Tipografia

CRIANÇA CIDADÃ
Você vai refletir sobre assuntos do cotidiano e encontrar propostas que promovem o exercício da cidadania.


a) Qual atividade realizada no campo foi descrita no poema?
b) Qual produto resultou dessa atividade? 4 Observe a tirinha do Armandinho para responder às questões. A atividade é o plantio de trigo. A fabricação do pão.
O QUE ESTUDEI
1


pessoal. Veja comentários no Encaminhamento Veja resposta e comentário no Encaminhamento
[...]Faremos pão, Plantaremos de trigo A terra e os planetas O pão de cada boca De cada homem, em cada dia
Chegará porque fomos Semeá-lo e fazê-lo, Não para um homem, Mas para todos [...] NERUDA, Pablo. Ode ao pão Tradução: Fernando Assis Pacheco. S. l.]: Arame Falado, 13 jul. 2018. Disponível em: https://marcusfabiano.wordpress.com/2018/07/13/aniversario-de -neruda/. Acesso em: 9 set. 2025.
D2-1137-EFAI-HIS-V3-U4-C2-126-143-LE-G27.indd 142 30/09/25 17:01
BOXES
CONCEITO
Destaca os principais conceitos estudados.

a) Você conhece a brincadeira que Armandinho propôs no primeiro quadrinho?



ATENÇ ÃO
Traz orientações sobre cuidados necessários para a realização de determinadas atividades.
b) Armadinho esperava a reação dos amigos mostrada na tirinha? Por quê?


Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento Armandinho não esperava a reação dos amigos. Ele queria brincar de modo tradicional. Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
c) Você já deixou de brincar de outras maneiras para ficar nas telas? d) Por que é importante realizar brincadeiras sem o uso de telas? Explique.
5 Leia as questões e escreva as respostas no caderno usando as palavras do quadro. Responda com base em seu comportamento ao longo desta unidade. Aproveite este momento para refletir sobre seus pontos fortes e as atitudes que você pode melhorar.
Respostas pessoais.
BECK, Alexandre. Vamos brincar de telefone sem fio?]. 2017. 1 tirinha, color. AUTOAVALIAÇÃO Sempre Àsvezes Nunca
Respeiteioprofessoreoscolegas?
Prestei atenção nas explicações? Pedi ajuda quando tive dúvidas? Contribuínasatividadesemgrupo?
O QUE ESTUDEI
É hora de retomar os principais assuntos estudados em cada unidade.
FIQUE LIGADO


Apresenta sugestões de livros, sites, músicas e outros materiais para enriquecer seu conhecimento.
TEM MAIS
Traz curiosidades e informações complementares ao tema estudado.
OBJETOS DIGITAIS
GLOSSÁRIO
Apresenta o significado de palavras e expressões que talvez você ainda não conheça.

O ícone a seguir identifica os infográficos clicáveis, que são objetos digitais presentes neste volume. Esses objetos digitais apresentam assuntos complementares ao conteúdo do livro, ampliando sua aprendizagem.
INFOGRÁFICO CLICÁVEL










UNIDADE 3

MARCOS HISTÓRICOS E PATRIMÔNIOS CULTURAIS . . . . . . 72
CAPÍTULO 1 LUGARES DE MEMÓRIA E MARCOS HISTÓRICOS 74
A memória viva da cidade 76
MÃO NA MASSA • OS MARCOS HISTÓRICOS DA MINHA REGIÃO 86
CAPÍTULO 2 PATRIMÔNIO CULTURAL
O que é patrimônio cultural


CIDADÃ • O PATRIMÔNIO É DE TODOS
O QUE ESTUDEI
UNIDADE 4

E COTIDIANO
vida nas cidades



OBJETOS DIGITAIS
Infográfico clicável: Vamos aos parques?
Infográfico clicável: Diversidade étnico-racial em Salvador
Infográfico clicável: O município onde vivo
Infográfico clicável: As mulheres e os nomes das ruas
Infográfico clicável: Profissões antigas
Infográfico clicável: Brincar: um direito de todos
INTRODUÇÃO À UNIDADE
Esta unidade apresenta os espaços domésticos, públicos e privados, convidando os estudantes a identificar as características de cada um deles. Além disso, propõe aos estudantes a reflexão sobre seus lugares de vivência, reconhecendo diferenças e semelhanças entre eles.
O ponto de partida do capítulo 1 são os lugares de vivência do estudante e a discussão a respeito dos diferentes tipos de moradia para, a partir de então, abordar a rua e o bairro. Já no capítulo 2, o foco fica em torno dos diferentes espaços públicos e suas funções. O capítulo também apresenta os diferentes tipos de unidades de conservação (UCs) existentes no Brasil, reforçando, dessa maneira, a importância do debate em torno da preservação ambiental.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Reconhecer e identificar as diferenças entre os espaços doméstico, público e privado.
• Conhecer os diferentes tipos de unidades de conservação (UCs) existentes no Brasil.
• Discutir regras de uso e atitudes em prol da preservação de espaços públicos.
UNіDADE 1


ESPAÇOS DOMÉSTICOS, PÚBLICOS E PRIVADOS




Em nosso dia a dia, frequentamos diferentes espaços, e cada um deles tem suas próprias características.

Nesta unidade, você aprenderá a diferenciar os espaços de acordo com as características e funções deles e conhecerá algumas regras que contribuem para garantir o convívio harmonioso entre seus frequentadores.

Crianças visitam o Museu do Futebol no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2025.


Turistas em praia na Área de Proteção Ambiental do Estuário do Rio Curu no município de Paracuru, no estado do Ceará, em 2023.
Crianças e adultos em praça no município de Santa Maria, no estado do Rio Grande do Sul, em 2022.


Família indígena do povo xerente em sua moradia no município de Tocantínia, no estado do Tocantins, em 2022.



1 Quais lugares você costuma frequentar em seu dia a dia?

2 Escolha um dos lugares que você frequenta e cite duas regras de uso desse local.
Respostas pessoais. Veja comentários no Encaminhamento 9

30/09/25 16:57
Oriente os estudantes na leitura do mosaico de fotografias, auxiliando-os na identificação de cada uma delas. Eles devem perceber que se trata de registros de quatro espaços com funções diferentes. Chame a atenção dos estudantes para as informações das legendas e pergunte a eles se já estiveram em lugares similares aos retratados.
Esteja atento ao longo do processo de ensino e aprendizagem: estudantes com deficiência, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e/ou dislexia, por exemplo, podem ter dificuldade no processamento de informações grafomotoras ou na percepção e/ou orientação visuoespacial, bem como fragilidades na memória de trabalho. Dessa forma, podem pular linhas durante a leitura ou esquecer rapidamente o que acabaram de ler. Para ajudá-los a se localizar, sugira que utilizem uma régua para acompanhar o texto. Procure sempre ler os textos em conjunto com os estudantes ou explicar trecho a trecho após a leitura realizada por eles, verificando se compreenderam e ratificando as informações. Na atividade 1, peça aos estudantes que falem sobre suas experiências em lugares de vivência.
O objetivo da atividade 2 é incentivar os estudantes a reconhecer seus direitos e deveres, percebendo que existem regras de convívio em cada um desses espaços, seja dentro de casa, seja em espaços públicos, como a rua, uma praça, a escola ou um posto de saúde.
GERSON GERLOFF/PULSAR IMAGENS
BETO CELLI/PULSAR IMAGENS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Identificar os espaços doméstico, público e privado e reconhecer as diferenças entre eles.
• Identificar as moradias como um espaço doméstico e reconhecer a diversidade de moradias existentes.
• Conhecer regras de trânsito e a importância delas para a prevenção de acidentes.
• Discutir regras de uso e atitudes em prol da preservação de espaços públicos.
BNCC
HABILIDADES
(EF03HI07) Identificar semelhanças e diferenças existentes entre comunidades de sua cidade ou região, e descrever o papel dos diferentes grupos sociais que as formam.
(EF03HI09) Mapear os espaços públicos no lugar em que vive (ruas, praças, escolas, hospitais, prédios da Prefeitura e da Câmara de Vereadores etc.) e identificar suas funções.
(EF03HI10) Identificar as diferenças entre o espaço doméstico, os espaços públicos e as áreas de conservação ambiental, compreendendo a importância dessa distinção.
TEMAS
CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Saúde.
• Educação para o trânsito.
ENCAMINHAMENTO
Oriente a leitura do texto inicial, auxiliando os estudantes que tiverem dúvidas em relação ao vocabulário. Fale, por exemplo, sobre a expressão “pequena como um ovo” e explique que se trata de uma referência a uma cidade de pequeno porte. Após a leitura, peça a eles que respondam oralmente às perguntas: “Como é o lugar onde você vive?”; “Ele


1 ONDE EU VIVO É ASSIM
Leia o trecho do livro a seguir.
Minha mãe vive dizendo que nossa cidade é pequena como um ovo. Fico pensando… Como pode caber em um ovo: o campinho de futebol, a biblioteca, a mochila da Sofia e o meu skate novo?


Pequena para a mamãe, mas grande para mim.
Minha cidade tem muitas coisas boas e algumas que são ruins.
Na minha cidade tem um morro onde o Sol se esconde para descansar.
Daí fica um espaço no céu para a lua poder brilhar.
[…]
Na minha cidade tem hospital, mas eu não gosto de ir lá, não.
Vou te contar um segredo: tenho medo de injeção.
TORQUATO, Ana Neila. Minha cidade. Ilustrações: Sofia Ferreira. Brasília, DF: [s. n.], 2016.
Como é o lugar onde você vive? Ele se parece com o do trecho do livro?
Talvez muitas pessoas morem em prédios nesse lugar e haja grande quantidade de veículos nas ruas. Ou, então, talvez seja um lugar onde há mais casas do que prédios e pouco trânsito.
Município de Campo Grande, capital do estado do Mato Grosso do Sul, em 2024.




se parece com o do trecho do livro?”. Deixe os estudantes à vontade para falar livremente sobre as próprias vivências.
Depois, oriente a leitura das fotografias, chamando a atenção para as semelhanças e diferenças retratadas. Espera-se que os estudantes percebam, por exemplo, a presença de diferentes tipos de construção em cada uma das imagens. O registro feito no município de Campo Grande (MS) retrata a verticalização, com muitos prédios; já a fotografia de Maringá (PR) mostra muitas casas; e a imagem de Córrego do Bom Jesus (MG) retrata poucas casas e predominância de áreas verdes. O trabalho com esse tópico permite uma abordagem interdisciplinar com o componente curricular de Geografia, promovendo o reconhecimento do espaço vivido e o desenvolvimento das noções de território e de pertencimento. O texto também abre espaço para conversas significativas sobre deslocamentos, mobilidade e trocas culturais entre o campo e a cidade, lançando as bases para discussões futuras sobre migração, diversidade regional e convivência entre diferentes modos de vida.


Cada lugar tem características, histórias e costumes próprios.
Neste capítulo, você vai conhecer melhor o lugar onde vive e aprender sobre os espaços domésticos e públicos.
Município de Córrego do Bom Jesus, no estado de Minas Gerais, em 2025.


É possível, ainda, que você viva em um lugar onde há menos pessoas e moradias e uma presença maior de plantas e animais.
Município de Maringá, no estado do Paraná, em 2025.

1 Qual das fotografias mais se parece com o lugar onde você vive? Explique.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento.
2 Escreva um pequeno texto contando como é o lugar onde você vive.
Produção pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
FIQUE LIGADO


• ROCHA, Ruth. O bairro do Marcelo. Ilustrações: Alberto Llinares. São Paulo: Salamandra, 2011. (Série Marcelo, marmelo, martelo).
Ao contar como é seu dia a dia e descrever os espaços de seu bairro, Marcelo mostra aos leitores o valor da convivência, do cuidado com o espaço público e da amizade entre as pessoas.

30/09/25 16:57
Na atividade 1, oriente a observação das fotografias e permita que os estudantes façam comentários e justifiquem as respostas. Pode ser que eles discordem entre si ou que aleguem morar em um lugar muito diferente dos apresentados. Conduza a atividade de modo que todos possam se expressar. Na atividade 2, espera-se que os estudantes façam uma descrição simples e pessoal do próprio entorno, com informações como: “Minha rua é tranquila, tem muitas árvores e algumas casas com jardins”; ou “Moro em um prédio, perto de uma padaria e de uma praça onde eu brinco com meus amigos”. O importante é que a resposta seja coerente, com base na observação do cotidiano. Incentive os estudantes a descrever características da rua, do bairro ou da comunidade em que vivem e a pensar nas casas, nas pessoas, no que há por perto e nos lugares que costumam frequentar
ATIVIDADES
Peça aos estudantes que produzam um desenho para ilustrar o texto que elaboraram para a atividade 2. Esse desenho deve trazer a representação de elementos relacionados ao lugar onde vivem.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Inicie o tema perguntando aos estudantes se eles sabem o significado da palavra moradia. É provável que eles usem sinônimos para se referir à moradia, como casa, lar, residência, habitação ou abrigo. Registre as respostas na lousa como forma de ampliar o repertório vocabular deles.
Comente, então, que essas palavras podem ser utilizadas para se referir ao espaço doméstico, onde vivemos com pessoas com as quais temos proximidade; em geral, a nossa família.
Explique que existem diferentes tipos de moradias e oriente a leitura das fotografias. Chame a atenção para os diferentes tipos de construção, os materiais utilizados, a localização etc. É fundamental que os estudantes percebam que essa diversidade está relacionada a diferentes fatores, entre os quais estão as questões econômicas.
Ao abordar a fotografia 1, comente que as palafitas são casas construídas sobre estruturas de madeira fixadas no solo que protegem das águas de rios ou áreas alagadas.
A fotografia 2 mostra um registro da verticalização que tem se tornado cada vez mais comum nos centros urbanos em decorrência da construção de prédios cada vez mais altos.
A fotografia 3 mostra um tipo de construção comum em comunidades rurais quilombolas. Ela é feita de barro e coberta com palha. Esse tipo de moradia é muito utilizado em regiões quentes, pois mantém o interior da construção mais fresco.
Por fim, a fotografia 4 mostra sobrados, como são chamadas casas de dois ou mais andares, comuns em todo o Brasil.
Essa abordagem propicia o desenvolvimento das habilidades EF03HI07, EF03HI09 e EF03HI10.

MEUS LUGARES DE VIVÊNCIA
Quando falamos sobre o lugar onde vivemos, podemos estar nos referindo a diferentes recortes do espaço, como nossa moradia, nossa rua, nosso bairro, nossa comunidade ou mesmo o município onde vivemos.
A moradia
Município: no Brasil, é a menor unidade político-administrativa com autonomia.
A moradia é o lugar onde convivemos com nossos familiares e outras pessoas que fazem parte de nosso cotidiano. Ela também é o local que nos protege do frio, do calor e das chuvas e onde realizamos diversas atividades, como dormir, se alimentar, brincar e receber visitas.


A moradia é um espaço doméstico: uma área de uso particular das pessoas que nela vivem. Essas pessoas têm controle sobre quem pode ou não acessar a moradia e definem como esse espaço será utilizado.
Existe uma grande diversidade de moradias, e isso está relacionado não só às diferentes características econômicas e culturais, mas também ao clima, ao terreno e às preferências de cada morador. Observe as fotografias.



Casas de palafitas no município de Manaus, no estado do Amazonas, em 2025.



Prédios residenciais no município de Recife, no estado de Pernambuco, em 2025.

Moradia de adobe e palha da comunidade remanescente de quilombo Kalunga de Vão do Moleque, no município de Cavalcante, no estado de Goiás, em 2024.





Sobrados no município de Tubarão, no estado de Santa Catarina, em 2025.
1 Como é sua moradia? Ela se parece com alguma das moradias das fotografias?
Ao propor a atividade 1, peça aos estudantes que tragam, se possível, uma fotografia de sua moradia e compartilhem-na com os colegas. Pode ser que alguns estudantes não se sintam à vontade para mostrar essa fotografia. Se isso acontecer, é fundamental respeitar o desejo deles. Observe se os estudantes reconhecem os diferentes tipos de construção existentes. Oriente-os de forma que retomem os estudos das páginas anteriores sobre o lugar onde vivem e explique que o tipo de moradia está relacionado ao lugar onde foram construídas.
Na atividade 2, espera-se que os estudantes desenhem atividades que realizam em sua moradia com outras pessoas, ou seja, que pensem em elementos relacionados à convivência. Aproveite a oportunidade para propor uma reflexão sobre a importância do respeito nas relações que estabelecemos em diferentes espaços de sociabilidade.
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
2 Em uma folha de papel avulsa, desenhe uma atividade que você realiza em sua moradia na companhia de outras pessoas que a frequentam ou vivem nela.

16:57
TEXTO COMPLEMENTAR
[…]
O que é direito à moradia?
A moradia adequada foi reconhecida como direito humano em 1948, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, tornando-se um direito humano universal, aceito e aplicável em todas as partes do mundo como um dos direitos fundamentais para a vida das pessoas.
Vários tratados internacionais após essa data reafirmaram que os Estados têm a obrigação de promover e proteger este direito. Hoje, já são mais de 12 textos diferentes da ONU que reconhecem o direito à moradia.
Apesar disso, a implementação deste direito ainda é um grande desafio.
[…]
O direito à moradia integra o direito a um padrão de vida adequado. Não se resume a apenas um teto e quatro paredes, mas ao direito de toda pessoa ter acesso a um lar e a uma comunidade seguros para viver em paz, dignidade e saúde física e mental. [...]
O QUE é direito à moradia? São Paulo: USP/FAU, c2025. Disponível em: http://www.direitoamoradia.fau.usp.br/?page_id=46&lang=pt. Acesso em: 26 ago. 2025.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Para introduzir o tema, leia com a turma o trecho de A rua do Marcelo, da escritora Ruth Rocha, ajudando os estudantes na compreensão de palavras que eventualmente desconheçam.
Destaque as diferenças entre os espaços público e privado ao comparar a moradia com a rua e peça aos estudantes que apresentem outros exemplos de espaços públicos. Eles podem mencionar, por exemplo, uma praça, uma praia ou um parque.
Essa abordagem propicia o desenvolvimento das habilidades EF03HI07, EF03HI09 e EF03HI10.
Na atividade 1, incentive os estudantes a descrever aspectos da rua, ou seja, mencionar se há calçamento e postes, se há apenas residências ou também comércios e serviços como hospitais, escolas etc.
Na atividade 2, os estudantes devem criar uma representação visual da rua em que moram.
A rua
Uma das maneiras de irmos de um lugar para o outro e chegarmos até nossa moradia, por exemplo, é acessar as ruas. Elas são vias que permitem às pessoas e aos veículos circularem pelos diferentes lugares.
Enquanto as moradias são espaços domésticos, as ruas são espaços públicos : áreas de uso coletivo e de acesso, em geral, livre.
Leia o trecho do texto a seguir.



Na minha rua tem uma porção de casas e prédios.
Tem casas que servem para morar, tem outras que servem para trabalhar.
Quando os prédios servem para morar, chamam-se prédios de apartamentos.
[…]
Todas as casas e os prédios têm número.
[…]
Tem ruas que são calçadas e tem ruas que são de terra.
[…]
As calçadas da minha rua são umas diferentes das outras.
ROCHA, Ruth. A rua do Marcelo. Ilustrações: Alberto Llinares. São Paulo: Salamandra, 2011. p. 5-8, 11. (Série Marcelo, marmelo, martelo).
1 Como é a rua onde você mora? Ela se parece com a rua de Marcelo?

Respostas pessoais. Veja comentários no Encaminhamento

2 Em uma folha de papel avulsa, desenhe a rua onde você mora.
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
Assim como as moradias, as ruas também são diferentes. Elas podem ser feitas de asfalto, de pedra ou de terra, por exemplo. Podem apresentar calçadas, jardins, semáforos e vagas para veículos. Em algumas ruas podem predominar as moradias, enquanto, em outras, podem predominar os comércios ou serviços. Observe as fotografias.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.



de rua no município de Itabuna, no estado da Bahia, em 2025.

Trecho de rua no município de Pedralva, no estado de Minas Gerais, em 2023.



Trecho de rua no município de Agudo, no estado do Rio Grande do Sul, em 2023.

3 Em sua opinião, as pessoas realizam as mesmas atividades nos diferentes trechos de ruas mostrados nas fotografias? Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento.

16:57
CONEXÃO
PARA OS ESTUDANTES
• PRADO, Priscila. Uma rua de todas as cores. Ilustrações: Gerson Cordeiro. Curitiba: Insight Editora, 2022.
Esse livro aborda, de forma lúdica e divertida, as aventuras que vivemos na rua. Caso a turma tenha estudantes cegos ou com baixa visão, é possível sugerir que consultem o audiolivro ou o audiolivro com audiodescrição disponíveis em: https://editorainsight.com.br/livro/uma-rua -de-todas-as-cores/ (acesso em: 20 set. 2025).
Oriente a leitura das fotografias, auxiliando os estudantes no reconhecimento das semelhanças e diferenças existentes entre as ruas retratadas. Eles devem perceber, por exemplo, como é o calçamento e o tipo de construção característico de cada rua. Eles também devem identificar se as construções são casas ou estabelecimentos comerciais.
Na atividade 3, espera-se que os estudantes respondam que não, já que as atividades realizadas em cada rua apresentada são diferentes. Eles podem, por exemplo, comentar que as pessoas moram na rua mais residencial, mas realizam compras ou acessam diferentes serviços na rua mais comercial.
Trecho
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
O conteúdo da seção Ideia puxa ideia possibilita o trabalho com o TCT Educação para o trânsito
Inicie a abordagem destacando a importância do respeito às regras de trânsito como forma de assegurar a segurança coletiva. É possível que os estudantes compreendam as regras de trânsito como medidas arbitrárias, não percebendo de forma imediata o sentido dessas regras.
Nessa perspectiva, é válido destacar que as regras de trânsito foram criadas para evitar acidentes e assegurar a proteção de todos. O limite de velocidade para automóveis, por exemplo, tem como objetivo garantir que todos os motoristas vão circular em velocidades controladas a fim de evitar acidentes.
Já a faixa de pedestres e o farol são medidas que organizam o cruzamento das vias pelos pedestres, indicando aos motoristas o momento de aguardar e garantindo a travessia em segurança por todos. Pela mesma razão, os pedestres não devem andar fora da calçada, e os motoristas não podem transitar nos espaços dedicados aos pedestres. É importante explicar que as sinalizações contribuem para minimizar acidentes. Por isso, se motoristas e pedestres burlam tais regras, o risco de acidentes se eleva bastante. É fundamental que os estudantes compreendam que todos devem respeitar as regras de trânsito como forma de assegurar o bem coletivo.

IDEIA PUXA IDEIA
Educação no trânsito
Para utilizar as ruas de modo adequado, é importante respeitar algumas regras.
Essas regras foram criadas com o objetivo de garantir a segurança de pedestres, ciclistas e motoristas. Elas existem para evitar que acidentes aconteçam e que as pessoas se machuquem.
Mesmo quem não dirige precisa seguir essas regras. As crianças, por exemplo, devem:
• andar sempre pela calçada;
• brincar longe da rua;


• atravessar a rua sempre na faixa de pedestre e apenas quando o semáforo estiver verde para quem está caminhando e vermelho para quem está dirigindo veículos. Se não houver semáforos no local, olhar para todos os lados da rua antes de atravessar na faixa e apenas quando os veículos estiverem parados aguardando sua travessia;
• sentar no banco de trás do carro e usar cinto de segurança.



O desrespeito às regras de trânsito pode ocasionar acidentes e, em casos mais graves, provocar a morte de pessoas.
Respeitar as regras de trânsito é uma forma de demonstrar cuidado em relação aos outros! Uma maneira de conhecer essas regras é aprender a identificar os sinais de trânsito.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Nas ruas, existem diversas placas que indicam aos motoristas e pedestres como devem se comportar e o que podem ou não fazer em alguma via. Vamos conhecer exemplos dessas placas.

Proibido virar à esquerda. Proibido acionar buzina ou sinal sonoro.









Além disso, outras placas buscam alertar os motoristas e pedestres sobre condições consideradas perigosas ou para que redobrem a atenção.





FIQUE LIGADO
• FERREIRA, Fabio Gonçalves. Legal é ter cuidado: uma história sobre educação no trânsito. Ilustrações: Alisson Damasceno. Belo Horizonte: Cedic, 2010.
O livro, por meio da história do personagem Vitor, convida o leitor a refletir sobre as regras e o comportamento adequado no trânsito.
1 Você já conhecia alguma dessas placas? Se sim, quais?

Respostas pessoais. Veja comentários no Encaminhamento

2 Com o auxílio do professor, saiam para os arredores da escola a fim de identificar as placas de trânsito que estão próximas a ela.
a) Registrem as placas identificadas.
Respostas pessoais. Veja comentários no Encaminhamento
b) São as mesmas placas apresentadas nesta página?
c) Em sua opinião, falta alguma placa de trânsito nos arredores da escola para garantir mais segurança aos pedestres?

30/09/25 16:57
CONEXÃO
PARA OS ESTUDANTES
• RODRIGUES, Brunna et al Educação para o trânsito. Orientador: Alex Mota. Projeto gráfico: Wigne Júnior. Goiânia: UFG: FCT, [2020]. Disponível em: https://files.cercomp.ufg.br/weby/ up/767/o/Cartilha_-_Educa%C3%A7%C3%A3o_para_o_tr%C3%A2nsito_ok.pdf. Acesso em: 21 set. 2025. Essa cartilha traz muitos conceitos que podem ser explorados e trabalhados em sala de aula, tais como os direitos e deveres dos motoristas e dos pedestres.
Na atividade 1, peça aos estudantes que falem sobre placas de trânsito que já conheciam. Como forma de ampliar essa atividade, se possível, promova a realização da atividade proposta no boxe +ATIVIDADES.
Na atividade 2, é fundamental organizar a turma para o passeio pelos arredores da escola. Verifique questões de segurança e analise a necessidade de solicitar autorização dos pais ou responsáveis. Peça aos estudantes que levem material de anotações para registrar as observações feitas. A ausência das placas “Área escolar.” e “Passagem sinalizada de escolares.” pode ser percebida pelos estudantes como algo a ser melhorado em relação à segurança.
ATIVIDADES
Se possível, imprima 10 pares de placas de trânsito e cole-os em pedaços de cartolina. Essas cartas farão parte de um jogo de memória sobre a educação no trânsito. Organize rodadas do jogo, formando grupos de estudantes que vão participar dele. Essa atividade permitirá a abordagem das placas de trânsito de forma lúdica e divertida.
Vire à esquerda.
Circulação exclusiva de bicicletas.
Circulação exclusiva de ônibus.
Proibido estacionar.
Pedestre, ande pela esquerda. Limite de velocidade.
Trânsito de pedestres.
Passagem sinalizada de escolares.
Animais selvagens.
Semáforo à frente.
Área escolar.
ENCAMINHAMENTO
Oriente a leitura do poema reproduzido e chame a atenção dos estudantes para as ilustrações. Como forma de ampliar a análise e estabelecer interdisciplinaridade com o componente curricular de Língua Portuguesa, se possível, chame a atenção dos estudantes para as rimas presentes nos versos do poema. Destaque que o uso de rimas confere ritmo e sonoridade ao texto. Para que os estudantes percebam essas características, peça a eles que recitem o poema. Para isso, você pode atribuir um verso a cada estudante.
Comente com os estudantes que os bairros são partes dos municípios formadas por ruas e construções. São os locais onde as pessoas moram e estabelecem suas relações. Se julgar oportuno, comente que existem diferentes tipos de bairro, como os residenciais, onde prevalecem as casas; os comerciais, onde existem muitos estabelecimentos comerciais; e os industriais, ou seja, aqueles em que predominam indústrias e depósitos. Caso existam bairros desses tipos no município onde a escola está localizada, fale sobre esses exemplos com os estudantes.
O bairro
Um bairro é formado pelo conjunto limitado de ruas e construções que estão localizadas nessas mesmas ruas. Leia o trecho do poema a seguir.

Bairro todo mundo tem: jovem, idoso ou neném.
Bairro antigo ou mais recente, com bastante ou pouca gente.
Bairro de cidade grande
Onde o trânsito expande.
Bairro de periferia
Onde o rap ali se cria
[…]
E o seu bairro como é?
Tem um lindo igarapé? É bairro comercial, rural, residencial? [...]
Tem barracas de ambulantes? Tem mulheres com turbantes?
Tem escolas de inglês, De espanhol e de francês? Hospital, papelaria, Banco e sorveteria?
OBEID, César. Meu bairro é assim. Ilustrações: Jana Glatt. São Paulo: Moderna, 2016. p. 4-5, 14-15. (Coleção nossas rimas).
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento
1 Com o auxílio de um adulto ou responsável, responda às questões a seguir e, no dia combinado com o professor, compartilhe as respostas com a turma.
a) Qual é o nome da rua onde você mora?
b) Qual é o número de sua moradia?
c) Qual é o nome do bairro ou da comunidade onde você mora?
2 Conte para os colegas e o professor como é o bairro ou a comunidade onde você mora.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
FIQUE LIGADO
• DIAS, Babi; PEREZ, Victor Peres e. Lá onde eu moro. Ilustrações: Casa Locomotiva. São Paulo: Evoluir, 2023. O livro apresenta as histórias do bairro onde Babi vive, mostrando que cada casa, rua, comunidade ou paisagem carrega histórias únicas.

16:57
Destaque que a atividade 1 deve ser feita com a ajuda de um adulto. Lembre os estudantes também de que eles devem retomar a atividade feita anteriormente sobre a rua, na página 14. Como forma de ampliar a atividade, proponha aos estudantes a realização da atividade indicada no boxe +ATIVIDADES
Ao propor a atividade 2, se possível, peça aos estudantes que façam o relato sobre o bairro ou a comunidade em que vivem em formato de carta pessoal. Essa carta pode ser destinada a um colega da turma.
ATIVIDADES
Se possível, organize os estudantes em grupos de acordo com o bairro onde moram e peça que pesquisem a origem dele. Nessa pesquisa, eles devem cumprir o seguinte roteiro:
• Quando o bairro se formou?
• Como o bairro surgiu?
• Qual é o significado do nome do bairro?
Organize um momento para que os grupos possam compartilhar os resultados da pesquisa.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
O trabalho com o conteúdo da seção Criança cidadã possibilita a abordagem do TCT Saúde e da habilidade EF03HI10. Estabeleça, se possível, interdisciplinaridade com o componente curricular de Ciências da Natureza.
Comece orientando a leitura do cartaz. Chame a atenção dos estudantes para os elementos textuais e visuais usados para que a mensagem seja transmitida. Antes de dar sequência à leitura, pergunte aos estudantes se eles sabem o que é um mutirão. Peça a eles que consultem um dicionário. Oriente, então, a leitura das fotografias dos diferentes tipos de mutirão e pergunte aos estudantes se eles ou familiares já participaram de um mutirão. Mostre que o cartaz aborda uma campanha de combate à dengue e destaque que, em 2024, pela primeira vez, a vacina contra a dengue foi incorporada ao calendário de vacinação no Brasil, passando a ser oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Explique que, no entanto, a prevenção dos focos de dengue, com a eliminação de água parada, segue sendo a forma mais eficaz de combate à doença.

CRIANÇA CIDADÃ
Cuidando do lugar onde vivemos
Observe o cartaz a seguir.
O cartaz faz parte de uma campanha para combater a dengue no município de Alagoinhas, no estado da Bahia.
A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se multiplica em água parada.


Para evitar a dengue, é preciso cuidar bem de todos os espaços, sejam domésticos, sejam públicos ou privados.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

PREFEITURA DE ALAGOINHAS. Mutirão de combate à dengue. 2019. 1 cartaz, color.
Os espaços privados são aqueles que pertencem a uma ou mais pessoas ou empresas e que uma parcela da população pode acessar. No entanto, para ter acesso a eles, os proprietários estabelecem regras de entrada e uso. São exemplos de espaços privados os mercados, as lojas, os cinemas, entre outros.
Todos podem ajudar eliminando água parada de pneus, vasos de plantas, garrafas e calhas e tampando caixas-d’água.
Além disso, devemos usar repelentes para proteção individual nos períodos do ano em que há maior contaminação e aumento do número de mosquitos transmissores.


Quando participamos de ações como essas, estamos cuidando de nossa saúde e da saúde de todos ao nosso redor.


TEXTO COMPLEMENTAR
Em 21 de dezembro de 2023, a vacina contra dengue foi incorporada no Sistema Único de Saúde (SUS). A inclusão da vacina da dengue é uma importante ferramenta no SUS para que a dengue seja classificada como mais uma doença imunoprevenível.
O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público de saúde.
[…]
A vacina contra a dengue entra no Calendário Nacional de Vacinação pela primeira vez em fevereiro de 2024 e em virtude da capacidade de produção laboratorial a primeira campanha de vacinação atende 521 municípios distribuídos em 37 regiões de saúde do país. Embora exista a vacina contra a dengue, o controle do vetor Aedes aegypti é o principal método para a prevenção e controle para a dengue e outras arboviroses urbanas (como chikungunya e Zika), seja pelo manejo integrado de vetores ou pela prevenção pessoal dentro dos domicílios.

TEM MAIS
O mosquito da dengue coloca os ovos em lugares com água parada, como pneus velhos, tampinhas de garrafa, pratos de vasos de planta e latas jogadas no quintal. Por isso, é responsabilidade de todos impedir que haja criadouros do mosquito transmissor.
O que é um mutirão?
O cartaz menciona um mutirão de combate à dengue. O mutirão ocorre quando várias pessoas se reúnem para fazer uma tarefa, ajudando umas às outras. É uma forma de trabalhar em equipe para atender a uma demanda que vai beneficiar as pessoas da comunidade. Observe outros exemplos de mutirão.




O que podemos fazer?
Vamos criar uma campanha de conscientização para o combate ao mosquito da dengue para cuidar do lugar em que vivemos?
1 Com o auxílio do professor, organizem grupos de cinco estudantes. Cada grupo deverá criar cartazes e panfletos com orientações sobre o combate ao mosquito da dengue.
Lembrem-se de identificar:
• onde o mosquito vive;

• o que fazer para evitar a doença.

2 Distribuam os cartazes pela escola e levem os panfletos para casa, distribuindo-os para familiares e vizinhos.
3 Pergunte a seus familiares se há campanhas de combate à dengue ou outros tipos de mutirão no lugar onde vocês vivem e conte para os colegas e o professor.
Veja comentários e orientações no Encaminhamento 21

01/10/25 00:06
É importante entender que ao adotar medidas de controle ao vetor após a introdução de um ou mais sorotipos novos do vírus da dengue, a possibilidade de se interromper a transmissão é reduzida, uma vez que há elevada densidade vetorial. Além disso, o tempo que decorre até a redução das populações de Aedes aegypti é muito maior que a velocidade de circulação viral, pois nessas circunstâncias a população sob risco é de suscetíveis. Quando a epidemia se instala, esta segue seu curso e as ações de controle vetorial mostram pouca ou nenhuma efetividade. Muitas das vezes, a redução do número de pessoas que adoecem ocorre “naturalmente”, mais em função da imunidade de grupo que vai se estabelecendo do que pelos resultados obtidos com as ações de controle estabelecidas. BRASIL. Ministério da Saúde. Dengue. Brasília, DF: MS, c2025. Localizável em: subt. Prevenção. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/dengue. Acesso em: 21 set. 2025.
Ao propor a criação da campanha de conscientização, oriente os estudantes na formação dos grupos, de forma que sejam agrupamentos produtivos. Explique que eles devem reunir informações visuais e textuais para transmitir a mensagem desejada, assim como no caso do cartaz apresentado na seção. Estabeleça parceria com a escola de forma que seja possível imprimir os diversos cartazes de cada grupo, pois assim a campanha proposta terá impacto na escola e na comunidade.
Mutirão de limpeza da praia do Flamengo no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 2025.
Mutirão de ampliação de Unidade Básica de Saúde no bairro Vitória Régia, no município de Santarém, no estado do Pará, em 2025.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Identificar diferentes espaços públicos, reconhecendo sua função.
• Refletir sobre a importância do cuidado dos espaços públicos, compreendendo quem são os responsáveis por esse cuidado.
• Reconhecer as Unidades de Conservação e diferenciar os tipos existentes.
• Reconhecer que cuidar do meio ambiente é uma maneira de exercitar a cidadania.
BNCC
HABILIDADES
(EF03HI09) Mapear os espaços públicos no lugar em que vive (ruas, praças, escolas, hospitais, prédios da Prefeitura e da Câmara de Vereadores etc.) e identificar suas funções. (EF03HI10) Identificar as diferenças entre o espaço doméstico, os espaços públicos e as áreas de conservação ambiental, compreendendo a importância dessa distinção.
TEMAS CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Educação ambiental.
• Vida familiar e social.
ENCAMINHAMENTO
Oriente a leitura das fotografias, auxiliando os estudantes no reconhecimento dos locais retratados. Reforce a importância da leitura das legendas, pois elas trazem informações complementares.
Retome os conceitos de espaço público e espaço privado . Para isso, selecione previamente diferentes exemplos existentes na comunidade. A partir desses exemplos, é possível diferenciar os dois tipos de espaço e aproximar a discussão conceitual ao cotidiano dos estudantes.
capítulo


ESPAÇOS PÚBLICOS E SUAS FUNÇÕES 2
Além da rua, outros espaços públicos estão presentes em nosso cotidiano. Observe os exemplos a seguir.


• As unidades básicas de saúde (UBS) são espaços onde as pessoas vão para cuidar da saúde, tomar vacinas e fazer consultas médicas.

• As escolas públicas são espaços onde as crianças aprendem e se relacionam com outras crianças e adultos.

Escola pública no município de Rurópolis, no estado do Pará, em 2024.



Vale destacar que os espaços públicos podem ser utilizados por todos, mas isso não significa que esses espaços sejam desprovidos de regras. É possível lembrar, por exemplo, que as escolas públicas podem ser utilizadas por toda a comunidade, mas pessoas que não fazem parte da comunidade escolar não podem acessar os espaços da escola livremente, devendo seguir regras que assegurem a organização e a manutenção da ordem. Outro ponto que merece destaque é que existem espaços privados que podem ser visitados pelos membros da comunidade, como shoppings e mercados. Ainda assim, esses espaços não devem ser entendidos como espaços públicos, já que são propriedades de indivíduos e grupos, os quais podem estabelecer regras de utilização desses espaços.
UBS no município de Goiana, no estado de Pernambuco, em 2025.


• Já as praças são espaços de encontro e convívio, onde é possível brincar, conversar e descansar.

Praça pública no município de Catalão, no estado de Goiás, em 2025.

• Os hospitais públicos são os espaços responsáveis por cuidar das pessoas que precisam de atendimento médico mais completo.
Hospital público no município de Passo Fundo, no estado do Rio Grande do Sul, em 2025.

Neste capítulo, vamos conhecer diferentes tipos de espaços públicos existentes nos municípios, compreender as funções sociais desses locais e aprender sobre as unidades de conservação (UC).


1 Quais espaços públicos mencionados existem próximo do lugar onde você mora?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
2 Quais atividades você realiza nesses espaços?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
3 Em sua opinião, esses espaços são importantes para as pessoas? Por quê?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento

16:57
Finalmente, uma questão importante a explorar é que os espaços domésticos, como as casas dos estudantes, são um exemplo de espaço privado. Nesses espaços, existem regras de convivência estabelecidas pelos membros da família. Além disso, o acesso a esses locais é limitado segundo os critérios dos proprietários desses espaços.
Ao propor a atividade 1, faça uma lista na lousa com os espaços mencionados pelos estudantes. As respostas podem variar de acordo com o lugar em que os estudantes residem.
Já em relação à atividade 2, é fundamental incentivar os estudantes a contar suas experiências nos espaços mencionados. Eles podem citar, por exemplo, situações em que precisaram de atendimento médico em uma UBS ou em um hospital.
Na atividade 3, espera-se que os estudantes respondam que os espaços públicos são importantes para atender às demandas das pessoas da comunidade.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Explore os espaços retratados nas fotografias da dupla de páginas e aproveite este momento para falar com os estudantes sobre as funções desses espaços.
Explique que as fotografias 1 e 2 mostram bibliotecas e comente que esses espaços são responsáveis pela guarda e pela preservação de livros e de outros materiais como jornais, revistas e filmes. Destaque que as bibliotecas públicas são abertas a todos os cidadãos sem nenhuma restrição. Explique que existem, ainda, as bibliotecas escolares, ou seja, aquelas destinadas preferencialmente aos estudantes e professores de uma unidade escolar. Fale também sobre as bibliotecas digitais, que oferecem livros e outros materiais para consulta online
Em relação à fotografia 3, pergunte aos estudantes se eles já foram a uma agência de correio. Pergunte se eles sabem quais atividades, além da entrega de encomendas, são realizadas pelo correio. Entre as ações estão a entrega de cartas, serviços de pagamentos e a emissão de selos. Explique que, embora esse hábito tenha mudado muito, ainda existem pessoas que se comunicam via cartas.
Ao explorar as fotografias 4 e 5, destaque a importância dos mercados públicos. Comente que esses mercados existem em muitos municípios brasileiros e que muitos deles são espaços de preservação da cultura local. Como exemplos, cite o Mercado Ver-o-Peso, em Belém, no estado do Pará, e o Mercado Modelo, em Salvador, no estado da Bahia.
Já a fotografia 6 mostra um centro cultural, como são chamados os espaços destinados à difusão de atividades culturais.

OUTROS ESPAÇOS PÚBLICOS
Os espaços públicos são muito importantes para a vida em comunidade, pois oferecem diferentes recursos e serviços de interesse da população local, como transporte coletivo, saúde, segurança, cultura, lazer e convívio social.
Vamos conhecer mais alguns espaços públicos.
• As bibliotecas públicas são espaços que possibilitam o acesso a livros e outras fontes de informação. Muitas oferecem serviço de empréstimo de livros e áreas dedicadas à leitura e ao uso de computadores.




• As agências de correio são espaços destinados ao envio de cartas e à entrega ou retirada de encomendas.
Agência de correio no município de Natividade, no estado do Tocantins, em 2025.




Se possível, mapeie centros culturais do município ou da região e fale sobre eles com os estudantes.
Essa abordagem mobiliza o desenvolvimento das habilidades EF03HI09 e EF03HI10
Em relação à atividade 1, organize uma roda de conversa de forma que todos os estudantes possam falar das suas experiências nos locais retratados nas fotografias.
Biblioteca pública no casarão conhecido como Bazar do Leão, no município de Cambuí, no estado de Minas Gerais, em 2025.
de Joinville, no estado de Santa Catarina, em 2025.

• Os mercados públicos são espaços destinados ao comércio de frutas, verduras e outros alimentos frescos, geralmente produzidos em locais próximos ao município. Esses espaços também são conhecidos por possibilitar o encontro de pessoas, contribuindo para o fortalecimento de laços sociais.




Mercado público no município de Aracaju, no estado de Sergipe, em 2024.
• Os centros culturais públicos são espaços que oferecem diferentes atividades culturais para a comunidade, como oficinas, apresentações e exposições. Os museus e centros de memória são exemplos de espaços culturais.


no Distrito Federal, em 2025.

1 Você já esteve em algum dos espaços públicos mencionados nas páginas 24 e 25? Conte aos colegas como foi essa experiência. Respostas pessoais. Veja comentários no Encaminhamento

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CONEXÃO
PARA OS ESTUDANTES
• BIBLION. São Paulo, c2025. Site. Disponível em: https://biblion.odilo.us/. Acesso em: 25 set. 2025. Biblioteca virtual do estado de São Paulo. Ao acessá-la, é possível emprestar, virtualmente, livros. O site oferece, ainda, participação em grupos de leitura e outras dinâmicas.
• SEGATO, Carlos Augusto. Um rato na biblioteca. Ilustrações: Cecília Iwashita. São Paulo: Atual, 2019.
O livro aborda, de maneira lúdica e divertida, as aventuras de um ratinho em uma biblioteca.
ATIVIDADES
Se possível, organize uma visita guiada a uma biblioteca. Pode ser uma biblioteca pública do município ou a biblioteca escolar, caso a escola disponha desse espaço. A seguir, há um passo a passo para essa visita.
• Oriente os estudantes a explorar o espaço, com destaque para as prateleiras, a área de empréstimo, as mesas de leitura etc.
• Peça para cada um deles escolher um livro e explorar seu conteúdo.
• Realize uma leitura compartilhada de um livro escolhido pela turma.
• Organize um bate-papo com a pessoa bibliotecária pedindo aos estudantes que esclareçam suas dúvidas sobre a atuação desse profissional. Ao final, todos devem participar de uma roda de conversa sobre a experiência.
Memorial dos Povos Indígenas, centro cultural localizado em Brasília,
Área interna de mercado público no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2025.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Ao abordar o conteúdo desta dupla de páginas, apresente aos estudantes o conceito de poder público. Destaque que este se refere às autoridades que têm a função de zelar pelo bem da coletividade. Explique que, em regimes democráticos, esse poder é exercido por representantes eleitos pelos cidadãos. O prefeito e os vereadores são exemplos de autoridades que exercem o poder público no âmbito municipal.
Ao aprofundar a temática do cuidado com o espaço público, é importante destacar dois aspectos principais da questão. Em primeiro lugar, é necessário explorar a ideia de que os espaços públicos precisam ser geridos e cuidados pelas autoridades públicas. Isso significa que os governantes e funcionários da administração pública devem atuar de modo a zelar pelo bem público e assegurar a utilização dos recursos públicos a fim de oferecer espaços públicos que atendam às necessidades e aos interesses da população.
Um segundo ponto a ressaltar é que a própria comunidade também pode cuidar dos espaços públicos, especialmente no sentido de zelar pela manutenção da ordem e pelo respeito às regras de convivência. Ao utilizar espaços públicos, os cidadãos devem contribuir para a manutenção da limpeza, respeitando o próximo e o uso coletivo do local. Nessa perspectiva, é válido lembrar que o cuidado com o espaço público envolve atitudes simples, que podem ser tomadas por todos.
Ainda assim, é importante lembrar os estudantes que esse cuidado do espaço público pela comunidade exige uma corresponsabilidade dos próprios governantes, já que os recursos públicos são fundamentais para criar espaços públicos que assegurem à comunidade o pleno exercício da cidadania. Comente com os estudantes que os cidadãos

QUEM CUIDA DOS ESPAÇOS PÚBLICOS?
Todas as pessoas que utilizam os espaços públicos devem agir de modo a garantir a manutenção e a ordem desses espaços.
Ao utilizar uma praça pública, por exemplo, devemos evitar sujar ou destruir esse local.
Quando mantemos os espaços públicos limpos, organizados e conservados, todos se beneficiam! Jogar resíduos na lixeira, não estragar os brinquedos nos parques e conservar os móveis da escola, por exemplo, são atitudes que mostram respeito pelos espaços públicos e pelas outras pessoas que frequentam esses locais.



O poder público é o principal responsável pelos cuidados com os espaços públicos. Ele tem a função de destinar recursos financeiros para a manutenção desses espaços, contratando serviços de limpeza e manutenção.

Pessoa descarta resíduo adequadamente no município de São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro, em 2024.

Varredor de rua limpa a calçada em frente a uma agência de correio no município de Arapiraca, no estado de Alagoas, em 2022.


possuem ferramentas para atuar politicamente, exercendo a cidadania e pressionando os governantes a tomar medidas concretas visando a melhoria dos espaços públicos.
Para aprofundar a discussão em torno da importância dos espaços públicos para o exercício da cidadania, é possível propor aos estudantes que reflitam sobre os espaços públicos que eles costumam utilizar no cotidiano, inclusive o espaço da escola. A partir dessa discussão, pergunte a eles quais atividades eles realizam nesses espaços e a importância delas no cotidiano.
TEXTO COMPLEMENTAR
[…] podemos considerar espaços públicos qualquer área de domínio governamental, seja municipal, estadual ou federal, livre para o uso da população em geral, criado para a interação das pessoas, sendo ambientes abertos, como ruas, calçadas, praças, praias, jardins ou parques, e ambientes fechados, como bibliotecas e museus. E a preservação desses espaços de lazer se destaca nas necessidades sociais, pois, além de tornar a cidade um local agradável e de opções para passear com a família e receber turistas, [também




Trabalhadores em obra de restauração de rodovia no município de Taperoá, no estado da Paraíba,
O poder público também é responsável por realizar investimentos para a criação ou a ampliação de espaços públicos, como a construção ou a reforma de escolas e hospitais.



Obra de construção de escola no município de Bertioga, no estado de São Paulo, em 2024.
1 Escolha um espaço público utilizado por você e seus familiares e faça uma lista de melhorias para esse espaço.
Respostas pessoais. Veja comentários no Encaminhamento

é responsável] por proporcionar ao cidadão momentos de descontração e socialização com outros indivíduos. E, para isso, deve-se conscientizar o cidadão sobre a importância do cuidado desses espaços por meio da interação, diálogo, compartilhamento de experiência e exemplos que geram contribuições criativas e significativas para o bem comum. Ademais, ressalta-se que os espaços públicos são de responsabilidade do governo; as prefeituras, por exemplo, cuidam das praças, fazendo a manutenção dos bancos e dos jardins, mas a população deve ajudar a preservar e cuidar dos espaços públicos. Se, por um lado, os governantes devem equipar e manter esses espaços, por outro a população que irá usufruir precisa se responsabilizar pela sua conservação.
Outro ponto que pode ser discutido são os elementos dos quais os estudantes sentem falta nos espaços públicos que frequentam. Nesse caso, é possível incentivá-los a refletir sobre mudanças que eles gostariam de realizar nos espaços que frequentam ou novos espaços que eles gostariam de ver na comunidade.
Essa discussão possibilita explorar o tema da democratização do acesso aos espaços públicos, mobilizando a análise crítica dos estudantes a respeito da importância desses espaços. Isso é fundamental para o exercício da cidadania e para a conscientização a respeito da importância da organização da comunidade para reivindicar transformações e melhorias no acesso aos espaços públicos existentes na região em que se vive.
A proposta da atividade 1 é explorar de forma lúdica a reflexão a respeito da importância dos espaços públicos para o exercício da cidadania. Incentive os estudantes a pensar em melhorias que assegurem o bem coletivo e atendam às demandas e necessidades da comunidade.
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[...] Entretanto, não adianta somente investir em obras públicas se a população não tem conhecimento da importância de preservar esses espaços que são entregues a ela, sendo assim, a educação pode ser a base para a resolução do problema. A administração pública deve diligenciar na conservação de espaços públicos e limpeza dos centros urbanos contemplando os princípios da eficiência, legalidade e moralidade, contudo, a população deve ter as suas responsabilidades, combatendo o vandalismo e o descarte de lixo nesses ambientes.
ROLIM, Francisca Alynne Ribeiro; MARINHO, Camila Holanda. A educação e a conservação do espaço público: brinquedo das praças como um ponto de observação. Inovação & Tecnologia Social, Fortaleza, v. 5, n. 12, p. 5-9, 2023. p. 7. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/ inovacaotecnologiasocial/article/view/11079/9463. Acesso em: 25 set. 2025.
em 2022.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Para desenvolver a atividade proposta na seção Criança cidadã, organize com a turma uma discussão coletiva em torno do tema do cuidado com o espaço público. Para isso, em primeiro lugar, promova uma roda de conversa. Peça à turma que reflita sobre as regras de convivência fundamentais para a manutenção da ordem no espaço escolar. Incentive a participação de todos no levantamento de ideias, enfatizando sempre a importância da cooperação e do respeito ao próximo.
Depois desse levantamento inicial, proponha aos estudantes que pensem em outros espaços públicos da comunidade. A partir das ideias debatidas anteriormente, a turma poderá pensar em regras que são importantes para a manutenção desses outros espaços.
A proposta da atividade 1 é exercitar a cidadania e promover uma reflexão a respeito da importância de práticas de cooperação e trabalho coletivo para garantir o bom funcionamento dos espaços públicos.
Dessa forma, a atividade pode contribuir para o desenvolvimento da argumentação, do debate e da troca de ideias entre os estudantes. Além disso, é uma maneira de promover comportamentos cidadãos e ações que podem resultar em transformações positivas para a comunidade.
Ao final, caso julgue oportuno, os estudantes podem criar cartazes com as regras que pensaram no início desta proposta. Esse material pode ser utilizado para a composição de um mural coletivo sobre o tema.

CRIANÇA CIDADÃ
Como preservar e melhorar os espaços públicos que frequentamos
No dia a dia, todos nós podemos ajudar na preservação dos espaços públicos, contribuindo para o bem coletivo.
O que podemos fazer?
Já pensou em como você e os colegas podem contribuir para a preservação da escola onde estudam?
Observe, a seguir, algumas atitudes simples que podem ser tomadas para garantir a organização desse espaço público.






NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Contribua para a manutenção da limpeza da sala de aula e dos demais espaços.
Descarte os resíduos nas lixeiras adequadas.
Ajude a preservar o jardim, evitando pisar na grama, e só retire as plantas com autorização.




Além das situações mostradas, você também contribui para a preservação da escola quando não risca as paredes, as carteiras, as cadeiras e os outros móveis.
O respeito às regras de convivência no uso dos banheiros, da biblioteca e da quadra também contribui para a conservação da escola.
Ações semelhantes podem ser realizadas em outros espaços públicos que você frequenta. Dessa forma, você exerce a cidadania e contribui para o bem coletivo.


1 Escolha um espaço público que você frequenta, como uma praça, uma biblioteca ou um parque, e faça uma lista com ações simples que podem ser tomadas por todos para cuidar desse espaço. Depois, em uma folha de papel avulsa, faça desenhos dessas ações e compartilhe com os colegas. Resposta e produção pessoais. Veja comentários no Encaminhamento

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CONEXÃO
PARA OS ESTUDANTES
• GRAVES, Sue. Por que não posso?: um livro sobre regras. São Paulo: Moderna, 2012. Esse livro aborda a importância das regras para as crianças.
• LUSTOSA, Ana Cláudia et. al. Plenarinho em: um mundo sem regras. Plenarinho: o jeito criança de ser cidadão, Brasília, DF, ano 10, n. 1, 2020. Disponível em: https://plenarinho.leg.br/ wp-content/uploads/2020/07/mundo_sem_regras_Julho_2020.pdf. Acesso em: 25 set. 2025. História em quadrinhos que aborda as regras em diferentes contextos vivenciados pelas crianças.
ATIVIDADES
Aproveite o tema abordado nesta seção para construir com os estudantes uma lista de combinados da turma. Para começar, levante situações do dia a dia da turma que precisam de regras para uma melhor organização. Apresente exemplos, como as idas ao banheiro, o respeito à fala e aos materiais do outro e os cuidados nas atividades físicas. Eleja com a turma cinco regras que façam sentido para o grupo e as escreva em um cartaz que deve ficar afixado na sala de aula. Caso a turma já tenha uma lista de combinados, reflita com eles sobre a importância dessas regras.
Se observar algo quebrado, comunique ao professor ou a outro funcionário.
Participe das atividades coletivas que ajudam na melhoria da escola.
ILUSTRAÇÕES: BRUNA
ENCAMINHAMENTO
Ao trabalhar o conceito de unidade de conservação (UC), é importante relacionar a criação desses espaços com o propósito de proteção dos recursos naturais do país e manutenção da biodiversidade e das zonas de vegetação nativas no Brasil. Essa questão é especialmente relevante tendo em vista o avanço dos processos de desmatamento e os impactos ambientais provocados pelas atividades humanas nas últimas décadas.
Uma sugestão de trabalho com essa temática é apresentar exemplos concretos de UCs importantes no município onde fica a escola ou em regiões próximas. Ao apresentar esses exemplos, é possível descrever o modo como as unidades estão organizadas e os elementos da biodiversidade que são protegidos em cada unidade. Também é possível destacar a importância da conservação ambiental, relacionando isso ao exercício da cidadania e à proteção do bem comum no país. Essa abordagem mobiliza o desenvolvimento da habilidade EF03HI10 e do TCT Educação ambiental

AS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
Os recursos naturais são um bem comum importante para todos. Rios, florestas, mares, solos e outros espaços naturais precisam ser protegidos e conservados.
Uma das maneiras de proteger esses espaços é por meio da criação de unidades de conservação (UC).
Unidade de conservação: área de grande importância ambiental protegida por lei para garantir a conservação da natureza e de seus recursos.
É papel do poder público estabelecer a criação de UCs. Com isso, essas áreas passam a ser protegidas por leis que preservam a fauna e a flora local e promovem, quando permitido, o uso sustentável dos recursos naturais.


Atualmente, o Brasil conta com mais de 2 mil áreas classificadas como UC, fundamentais para a manutenção da biodiversidade e a proteção da natureza do país.
As UCs são divididas em dois tipos: de proteção integral ou de uso sustentável. Além disso, podem estar em espaços públicos ou privados.


As estações ecológicas (Esec) são UCs destinadas à preservação da natureza e à realização de pesquisas científicas.

Comente com a turma que as UCs estão divididas em dois grupos: proteção integral e uso sustentável. Explore as fotografias desta dupla de páginas e da dupla seguinte, elas mostram exemplos de UCs federais existentes no Brasil. TEXTO COMPLEMENTAR
O que são as Unidades de Conservação?

Áreas naturais relevantes para o Brasil são conhecidas como Unidades de Conservação e são protegidas por Lei. Objetivo é garantir a preservação da biodiversidade
Viver em um meio ambiente ecologicamente equilibrado é um direito de todo brasileiro, garantido na Constituição Federal. Há muito o ser humano reconhece a necessidade de proteger áreas naturais com características específicas, salvaguardando fauna, flora, rios e mares, elementos que precisam coexistir para haver equilíbrio na natureza. No Brasil, país considerado megabiodiverso, essas áreas são delimitadas, denominadas Unidades de Conservação (UC) e reguladas por lei.
Todas as unidades de conservação são espaços territoriais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, que têm como objetivo a conservação da natureza. Cada uma delas recebe uma classificação diferente de acordo com suas características e objetivos a serem atingidos.
Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins no município de Almas, no estado do Tocantins, em 2025.
Os monumentos naturais (Mona) são UCs destinadas à preservação de sítios naturais considerados raros, singulares ou de grande beleza.

Monumento Natural do Rio São Francisco na divisa entre os estados de Sergipe e Alagoas, em 2023.

Os refúgios de vida silvestre (Revis) são UCs destinadas à proteção de ambientes naturais para a existência e a reprodução de espécies da flora e da fauna local.

2

Os parques nacionais (Parna) são UCs com ecossistemas de grande relevância ecológica e beleza, destinados a pesquisas científicas, educação ambiental, recreação e turismo ecológico.

Leões-marinhos-do-sul no Refúgio de Vida Silvestre do Molhe Leste, localizado no município de São José do Norte, no estado do Rio Grande do Sul, em 2021.

Parque Nacional Cavernas do Peruaçu no município de Januária, no estado de Minas Gerais, em 2025.


As reservas biológicas (Rebio) são UCs destinadas à preservação integral do ambiente, incluindo todos os seres vivos que nele habitam.

Micos-leões-dourados na Reserva Biológica de Poço das Antas, no município de Silva Jardim, no estado do Rio de Janeiro, em 2025.

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A Lei no 9.985, de 2000, instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), que definiu a UC como um espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes. O SNUC também separou as áreas em dois tipos: Unidades de Proteção Integral e Unidades de Uso Sustentável. A primeira é subdividida em cinco categorias que possuem normas bastante restritas e são mais voltadas para a pesquisa e conservação da biodiversidade. Já as sete categorias de Unidades de Uso Sustentável são mais voltadas para visitação e atividades educativas e uso sustentável de seus recursos.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. O que são as Unidades de Conservação? Brasília, DF: MMA, c2025. Disponível em: https://antigo.mma.gov.br/informma/item/15713-o-que-sao-as-unidades-de-conservacao. html. Acesso em: 25 set. 2025.
Outro ponto que merece destaque é a importância da manutenção das UCs para a sobrevivência de comunidades tradicionais em diferentes regiões do país, como comunidades indígenas e quilombolas. Para muitas dessas comunidades, a conservação ambiental é fundamental para a manutenção de práticas tradicionais, como a agricultura sustentável ou a exploração da caça e da pesca.
Comente com a turma que a Reserva Biológica de Poço das Antas, representada na fotografia 5, é a mais antiga do país, tendo sido criada em 1974.
CONEXÃO
PARA OS ESTUDANTES
• BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Vivências 3D. Brasília, DF: MMA, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/ icmbio/pt-br/assuntos/ centros-de-pesquisa/ cavernas/vivencias3d/ vivencias3d. Acesso em: 25 set. 2025. Plataforma de visitação virtual ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu.
ENCAMINHAMENTO
Ao abordar as UCs de uso sustentável, converse com os estudantes sobre o fato de se tratar de áreas comumente ocupadas por comunidades tradicionais como indígenas, quilombolas, ribeirinhos e extrativistas. Reforce a importância dos modos de vida desses grupos para a conservação dessas áreas. Esse tema possibilita um trabalho interdisciplinar com o componente curricular de Geografia. Explore com a turma as fotografias e as características que diferenciam os tipos de UC de uso sustentável.

UCs de uso sustentável
As UCs de uso sustentável permitem a presença de pessoas e a exploração de recursos, desde que as regras sejam respeitadas e seja mantido o equilíbrio natural dessas áreas.



As áreas de proteção integral (APA) são criadas para proteger a diversidade biológica local e regularizar a ocupação e o uso sustentável dos recursos naturais. 1 3
Turistas na Área de Proteção Ambiental das Ilhas de Tinharé e Boipeba, no município de Cairu, no estado da Bahia, em 2025.
As áreas de relevante interesse ecológico (Arie) são criadas para promover a proteção de uma área ou região, incluindo os seres vivos que vivem nela, e regular o uso dessa área, visando conciliar conservação e atividades humanas.
Área de Relevante Interesse Ecológico Santa Genebra no município de Campinas, no estado de São Paulo, em 2025.



As florestas nacionais (Flona) são UCs destinadas a pesquisas científicas, onde deve ser praticado o uso sustentável dos recursos florestais.

Aldeia Taquara na Terra Indígena MundurukuTaquara, localizada dentro da Floresta Nacional do Tapajós, no município de Belterra, no estado do Pará, em 2023.

PARA O PROFESSOR
• ARAGÃO, Tainá. Estudo comprova que povos indígenas e tradicionais são essenciais para a preservação das florestas. São Paulo: ISA, 9 ago. 2022. Disponível em: https://www. socioambiental.org/noticias-socioambientais/estudo-comprova-que-povos-indigenas-e -tradicionais-sao-essenciais-para. Acesso em: 25 set. 2025.
A notícia analisa os resultados de um estudo do Instituto Socioambiental (ISA) sobre a importância de povos indígenas e tradicionais no processo de preservação de florestas no país.

As reservas de desenvolvimento sustentável (RDS) são UCs destinadas à conservação da natureza aliada ao modo de vida das populações tradicionais que vivem nessas áreas.
Fotografia aérea da Comunidade Lago Jatuarana, localizada próximo da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Amapá, no município de Manicoré, no estado do Amazonas, em 2023.

As reservas extrativistas (Resex) são UCs onde é praticado o uso sustentável dos recursos e é preservado o modo de vida de populações tradicionais que vivem nelas. 5



Mulher quilombola tritura coco-babaçu para extrair óleo dele em comunidade quilombola Pericumã na Reserva Extrativista Itapetininga, no município de Bequimão, no estado do Maranhão, em 2024.
As reservas particulares do patrimônio natural (RPPN) são UCs criadas com o objetivo de conservar a diversidade biológica.
Turista na Reserva Particular do Patrimônio Natural Dunas Douradas, no município de Extremoz, no estado do Rio Grande do Norte, em 2024.


Ao explorar a fotografia 4, comente com a turma que não há um grupo de pessoas que more de modo fixo dentro dos limites estabelecidos para a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Amapá, mas pessoas de comunidades próximas à RDS, como a do Lago Jatuarana, são autorizadas a acessar a RDS para realizar atividades extrativistas, como a coleta de castanha-do-pará. Fale, ainda, que a criação da RDS foi uma demanda da Central das Associações Agroextrativistas de Democracia (CAAD), formada por comunidades que vivem às margens do rio Madeira.
6

1 Qual das UCs apresentadas mais chamou sua atenção?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
2 Você já visitou uma UC? Conte aos colegas e ao professor como foi essa experiência.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento

16:57
Ao propor a atividade 1, peça aos estudantes que justifiquem suas preferências. Já em relação à atividade 2, se julgar oportuno, peça aos estudantes que conhecem UCs que escrevam um breve relato pessoal para ser compartilhado com os colegas.
PARA OS ESTUDANTES
• O VALOR das unidades de conservação para a sociedade brasileira. [S. l.: s. n.], 2018. 1 vídeo (ca. 6 min). Publicado pelo canal Instituto Chico Mendes. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=nAzfNTDR4d8. Acesso em: 25 set. 2025. Vídeo institucional do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) sobre a importância das UCs.
• FUNDAÇÃO AMAZONAS SUSTENTÁVEL. Fazendo a floresta valer mais em pé do que derrubada: atlas do desenvolvimento sustentável de comunidades ribeirinhas do Amazonas: 2010-2017. Manaus: FAS, 2017. Disponível em: https://fas-amazonia. org/wp-content/uploads/2022/12/infraestrutura-atlas-do-desenvolvimento-sustentavel-de-comunidades-ribeirinhas-do -amazonas-compressed.pdf. Acesso em: 25 set. 2025. Atlas com informações sobre o desenvolvimento sustentável de comunidades ribeirinhas do Amazonas. O atlas traz diversos exemplos de reservas de desenvolvimento sustentável e de reservas extrativistas.
CONEXÃO
ORGANIZE-SE
Para realizar a atividade proposta na seção, providencie com a turma: cartolina, lápis de cor e canetinhas coloridas.
ENCAMINHAMENTO
A proposta da atividade da seção Mão na massa é aproximar o conceito de UC ao cotidiano dos estudantes. Caso não existam UCs no município dos estudantes, é possível selecionar exemplos em municípios próximos ou em outras regiões da Unidade da Federação. Para ajudá-los, acesse o site do ISA, disponível em: https://uc.socioambiental. org/pt-br (acesso em: 22 set. 2025), ou do ICMBio, disponível em: https://www.gov.br/ icmbio/pt-br (acesso em: 22 set. 2025), para identificar as UCs presentes no município e/ ou na Unidade da Federação. Caso julgue oportuno, apresente fotografias e informações mais detalhadas a respeito das principais UCs da região.

Os sites indicados nesta obra podem apresentar imagens e eventuais textos publicitários junto ao conteúdo de referência, os quais não condizem com o objetivo didático da coleção. Não há controle sobre esses conteúdos, pois
MÃO NA MASSA
UCs do município e arredores
No lugar onde você vive existem UCs? Vamos descobrir!
O mapa desta página mostra a localização das UCs no estado de Alagoas. Observe.
Elaborado com base em: BRASIL. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Unidades de conservação federais, RPPNS, centros de pesquisa e gerências regionais: 2025. Brasília, DF: ICMBio, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/ icmbio/pt-br/assuntos/dados_geoespaciais/ mapa-tematico-e-dados-geoestatisticos-dasunidades-de-conservacao-federais/MAPA_ UCS_2025_JUN.pdf. Acesso em: 19 ago. 2025.


eles estão estritamente relacionados ao histórico de pesquisa de cada usuário e à dinâmica dos meios digitais.
(2025)
Capital de estado
Pedro é um estudante do município de Maragogi, no estado de Alagoas. Na aula, o professor apresentou para a turma de Pedro informações sobre as UCs existentes no município onde eles vivem. Observe a seguir.
Nome Tipo de UC Categoria
APA Costa dos Corais
Uso sustentável Área de proteção ambiental

RPPN Cachoeira Uso sustentável Reserva particular do patrimônio natural
RPPN Bosque Uso sustentável Reserva particular do patrimônio natural

Fonte: Caderno de Pedro.
Fonte: Caderno de Pedro.
Depois, o professor apresentou um cartaz com informações importantes a respeito da UC APA Costa dos Corais. Observe.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
APA Costa dos Corais

da APA

As cores não correspondem aos tons reais.

A APA Costa dos Corais foi criada em 1997 e é uma das maiores UCs marinhas do Brasil. Ela tem mais de 120 km de extensão, percorrendo 13 municípios, desde Tamandaré, no estado de Pernambuco, até Maceió, no estado de Alagoas.
A APA foi criada para a conservação dos corais e de sua fauna e flora, além da proteção dos manguezais e da organização das diferentes atividades (econômicas e culturais) praticadas nessa área.

Ilustração representando curral de peixes.

A pesca artesanal e o turismo ecológico são atividades praticadas na APA Costa dos Corais. Entre as atividades de turismo estão o mergulho e os passeios de barco.
Fonte dos dados: BRASIL. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Coordenação de Criação de Unidades de Conservação. Síntese dos estudos técnicos realizados na etapa analítica: APA Costa dos Corais: proposta de ampliação de unidade de conservação. Brasília, DF: MMA: ICMBio, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/ criacao-de-unidades-de-conservacao/lista-de-consultas-publicas/Relatorio_021270242_Sintese_Estudos_ APACC_site.pdf. Acesso em: 19 ago. 2025. ÁREA de Proteção Ambiental da Costa dos Corais. [São Paulo]: Unidades de Conservação no Brasil: ISA, c2025. Disponível em: https://uc.socioambiental.org/pt-br/arp/1289. Acesso em: 19 ago. 2025.
Como fazer
Agora é sua vez!
Veja orientações e comentários no Encaminhamento


1 Com a ajuda do professor, identifique as UCs localizadas próximo do lugar onde você vive.
2 Em seguida, em grupos de quatro estudantes, pesquisem informações sobre as UCs, incluindo fotografias e mapas.
3 Organizem as informações coletadas e elaborem um cartaz como o que foi feito pelo professor do Pedro.
4 Apresentem o cartaz para a turma.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR E OS ESTUDANTES

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• BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APACC). Brasília, DF, MMA, c2025. Disponível em: https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/biodiversidade/unidade-de-conservacao/ unidades-de-biomas/marinho/lista-de-ucs/apa-da-costa-dos-corais. Acesso em: 25 set. 2025.
• INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Unidades de Conservação no Brasil. Área de Proteção Ambiental da Costa dos Corais. São Paulo: ISA, [2022]. Disponível em: https://uc.socioambiental. org/arp/1289. Acesso em: 25 set. 2025. Os sites reúnem informações sobre a APA Costa dos Corais.
A proposta da atividade é ampliar os conhecimentos dos estudantes a respeito das UCs, contribuindo para o fortalecimento da reflexão ambiental e da valorização de ações visando a proteção dos recursos naturais do país. Além disso, a atividade é um momento importante para o trabalho coletivo e o desenvolvimento da cooperação entre os estudantes. Essa abordagem mobiliza o TCT Educação ambiental. Outra preparação prévia importante é selecionar as UCs que poderão ser trabalhadas pelos estudantes. Esse trabalho de delimitação pode ajudar na etapa de pesquisa e contribuir para que todos os grupos escolham locais adequados para a proposta da atividade. A etapa de apresentação é um momento importante, já que os estudantes poderão destacar de forma autônoma as principais informações que levantaram durante a realização da atividade. Caso julgue oportuno, é possível organizar uma exposição das produções dos estudantes, compartilhando os trabalhos com a comunidade escolar.
Corais
Costa dos Corais no município de Maragogi, no estado de Alagoas, em 2023.
ENCAMINHAMENTO
O conteúdo desta dupla de páginas visa mobilizar os estudantes a refletir sobre ações cotidianas que podem contribuir para a conservação do ambiente.
A discussão proposta abarca os TCTs Educação ambiental e Vida familiar e social e possibilita a articulação interdisciplinar com os componentes curriculares de Ciências da Natureza e Geografia.
Verifique, inicialmente, as ideias prévias dos estudantes a respeito da questão ambiental, já que essa temática está muito presente nos meios de comunicação.
A partir dessas ideias prévias, explore de forma bastante didática a maneira como as ações humanas vêm provocando grandes desequilíbrios ambientais no planeta. O desmatamento, a contaminação do ar, do solo e das fontes de água, bem como a redução da biodiversidade, estão associados com diversos problemas sociais e ambientais. Um exemplo importante disso são os fenômenos climáticos extremos, como grandes enchentes ou períodos de seca prolongados.
Apresente exemplos concretos disso, como as enchentes que marcaram diversas regiões do Brasil nos últimos anos. Além disso, caso seja possível, é interessante mencionar impactos concretos na comunidade dos estudantes.
A partir dessa discussão, explore a importância da conservação ambiental, trabalhando mais uma vez a articulação das responsabilidades dos governantes e dos cidadãos. É importante lembrar que as ações individuais têm um alcance limitado, mas ainda assim elas são necessárias para mobilizar a atenção de todos para a necessidade de políticas ambientais sistemáticas. Novamente, é oportuno lembrar que os cidadãos podem

NATUREZA E CIDADANIA
Conservar a natureza é uma maneira de exercitar a cidadania e contribuir para o bem coletivo da comunidade.
Um dos grandes problemas sociais do planeta na atualidade é a destruição acelerada da natureza.
A exploração econômica exagerada dos recursos naturais vem provocando a rápida destruição de grandes áreas em todo o planeta.
Esse movimento ameaça a diversidade dos seres vivos, provoca a redução de áreas naturais e resulta, entre outros aspectos, na contaminação do solo e de fontes de água e na poluição do ar.
Todo esse impacto negativo sobre o ambiente afeta a vida de muitas comunidades no Brasil. A poluição e a contaminação da água e do solo, por exemplo, provocam doenças e problemas de saúde.


A destruição da vegetação está associada a mudanças no equilíbrio ambiental, podendo agravar fenômenos como chuvas extremas ou grandes secas.



se organizar para pressionar governantes e empresas de forma coletiva, buscando impedir a flexibilização das leis ambientais e garantir a sua aplicação.
Fortes chuvas causam enchentes e alagamentos no município de Santa Maria, no estado do Rio Grande do Sul, em 2023.

A atuação de todos na defesa da natureza
É fundamental que todos atuem na proteção da natureza. Para isso, podemos agir de diferentes maneiras, por exemplo, pressionando as pessoas responsáveis a tomar atitudes que reforcem o cuidado com o meio ambiente.



Reunião do Conselho Consultivo da Floresta Nacional do Tapajós para debater ações de proteção da unidade de conservação da comunidade de Jamaraquá, no município de Belterra, no estado do Pará, em 2024.
A criação de novas UCs é um exemplo de medida que pode ser tomada pelo poder público em função da pressão da comunidade.


Também é possível organizar ações coletivas para lutar pela preservação do ambiente ou responsabilizar empresas ligadas ao desmatamento e a outros problemas ambientais.
1 Além das ações coletivas, os cidadãos podem tomar pequenas atitudes no cotidiano para ajudar a preservar a natureza. Faça uma lista de ações que podem ser realizadas no dia a dia com esse objetivo. Depois, compartilhe suas ideias com os colegas. Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento.

30/09/25 16:57
CONEXÃO
PARA OS ESTUDANTES
• ROCHA, Ruth. Azul e lindo: planeta Terra, nossa casa. 3. ed. Rio de Janeiro: Salamandra, 2015. Livro infantil que aborda a importância de cuidarmos do planeta.
• NIVOLA, Claire A. Plantando as árvores do Quênia: a história de Wangari Maathai. 2. ed. São Paulo: SM Educação, 2015. Obra que conta a história de uma ambientalista que se tornou a primeira mulher africana a receber o prêmio Nobel da Paz.
É importante que a lista elaborada para a atividade 1 destaque ações simples, como a reciclagem, evitar o consumo desnecessário de bens e serviços, a adoção de tecnologias mais limpas no cotidiano, entre outras possibilidades.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Na seção O que estudei, busca-se retomar os principais conteúdos trabalhados ao longo da unidade, com o objetivo de sistematizar e consolidar conceitos estudados. Essa sistematização não é apenas um momento de revisão, mas também de reflexão, no qual os estudantes são convidados a analisar o próprio percurso de aprendizagem e a realizar uma autoavaliação. Esse processo contribui para que cada estudante reflita sobre o que aprendeu, como aprendeu e quais aspectos ainda precisam de maior atenção.
Ao incentivar a reflexão sobre os conteúdos e a realização de uma autoavaliação, são oferecidos aos estudantes parâmetros para orientar suas atitudes, organizar seus estudos e fortalecer o próprio protagonismo no processo de aprendizagem.
Explique à turma que este é o momento de retomar o que foi trabalhado ao longo da unidade, identificando avanços e reconhecendo eventuais dificuldades. Essa prática favorece o desenvolvimento de processos metacognitivos, ajudando cada estudante a compreender o próprio aprendizado e a perceber a evolução ocorrida.
Na atividade 1, explore a cantiga com os estudantes. Se julgar oportuno, convide-os a cantar, juntos, essa cantiga popular. Essa estratégia pode ser importante para mobilizar a turma para a realização das questões propostas.
Na atividade 1. c), os estudantes podem dar diferentes tipos de resposta. Desde respostas poéticas, como os versos da cantiga, que propõem ladrilhar a rua com brilhantes, até respostas objetivas, com propostas de melhorias para esse espaço público. Incentive os estudantes a pensar esses dois tipos de resposta, trabalhando assim com a fantasia e com a realidade.
O QUE
ESTUDEI

1 Leia, a seguir, o trecho de uma cantiga de roda brasileira.
Se essa rua
Se essa rua fosse minha
Eu mandava
Eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas


Com pedrinhas de brilhantes
Para o meu
Para o meu amor passar
[SE essa rua fosse minha]. [S. l.: s. n.], [18--]. Cantiga popular.
a) Qual é o desejo do narrador da cantiga?
Ele deseja ladrilhar a rua com pedrinhas de brilhantes.
b) O narrador afirma: “Se essa rua fosse minha”. Considerando o que estudamos neste capítulo, é possível ser dono de uma rua?
Espera-se que os estudantes respondam que não é possível, porque a rua é um espaço público.
c) Se você pudesse ser dono da rua onde você mora, o que você gostaria de fazer nela?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
2 Pense agora na rua de sua escola. Faça uma lista de construções que existem nela, indicando se são espaços públicos, privados ou espaços domésticos.

Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento.

3 Quais equipamentos públicos existem nas proximidades de sua escola? Escreva o nome de pelo menos dois e diga o que é feito nesses lugares.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
4 Qual equipamento público é mais usado pela sua família? Explique por que vocês usam esse lugar com frequência
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento

O objetivo da atividade 2 é verificar se os estudantes assimilaram as diferenças entre espaços públicos, privados e domésticos, tomando como ponto de partida sua própria realidade, mobilizando a habilidade EF03HI10.
Espera-se que, na atividade 3, os estudantes identifiquem pelo menos dois equipamentos públicos (como posto de saúde, hospital, museu, praça, biblioteca) e descrevam sua função, mobilizando a habilidade EF03HI09. Espera-se que, na atividade 4, os estudantes citem um equipamento público que sua família utiliza com frequência e justifiquem sua resposta.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

5 Observe a fotografia a seguir.



a) Qual é a importância de se preservar o Vale dos Dinossauros?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
b) Qual é a importância da criação de UCs como o Mona Vale dos Dinossauros?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
6 Leia as questões e escreva as respostas no caderno usando as palavras do quadro. Responda com base em seu comportamento ao longo desta unidade.
• Aproveite este momento para refletir sobre seus pontos fortes e as atitudes que você pode melhorar.
AUTOAVALIAÇÃO

Respeitei o professor e os colegas?
Prestei atenção nas explicações?
Pedi ajuda quando tive dúvidas?
Contribuí nas atividades em grupo?
Respostas pessoais.


Na atividade 5. a), espera-se que os estudantes respondam que a região abriga um importante conjunto de pegadas de dinossauros, o que permite a cientistas conhecer mais sobre o passado da região e sobre os seres vivos que ali viveram, em especial, os dinossauros. Na atividade 5. b), espera-se que os estudantes respondam que as UCs são importantes pois possibilitam, entre outros aspectos, preservar sítios naturais raros, singulares ou de beleza cênica.
A Autoavaliação tem a função de ajudar cada estudante a reconhecer o que já conseguiu aprimorar e o que ainda precisa ser melhorado no estudo da unidade. Esse registro é útil para que os estudantes desenvolvam habilidades como autonomia, autorregulação e colaboração. Se houver pessoas com deficiência na turma, de maneira geral, é essencial garantir adaptações e recursos de acessibilidade que possibilitem a plena participação na autoavaliação. Também pode ser importante oferecer tempo adicional para a realização das tarefas e solicitar apoio de mediadores ou colegas quando necessário. Finalize a avaliação estabelecendo objetivos que deverão ser cumpridos pelo estudante ao longo do ano.
Sempre Às vezes Nunca
Mona Vale dos Dinossauros no município de Sousa, no estado da Paraíba, em 2017.
MODELO PARA COPIAR
Esta unidade convida os estudantes a compreender como os municípios brasileiros se constituíram e continuam se transformando ao longo do tempo. Para isso, os capítulos exploram tanto a presença e a contribuição de diferentes grupos sociais e culturais (povos indígenas, africanos e afrodescendentes, migrantes e imigrantes) quanto os processos de formação, mudança e organização dos municípios.
O objetivo é que os estudantes percebam que a história do lugar onde vivem está ligada à diversidade de pessoas, tradições e modos de vida que se entrelaçam na formação dos municípios. As atividades propostas incentivam a valorização da memória local, a análise de mudanças e permanências nos municípios e a reflexão sobre a importância da cidadania na conservação do ambiente e na melhoria da vida coletiva.
Além disso, a unidade reforça a ideia de que cada estudante é parte integrante da comunidade em que vive e pode contribuir para sua transformação. Os temas abordados ao longo dos capítulos oportunizam debates sobre convivência, respeito às diferenças, valorização das culturas diversas e compreensão das responsabilidades individuais e coletivas no cuidado com o município.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Reconhecer que os municípios brasileiros resultam da contribuição de diferentes povos e culturas.
• Identificar mudanças e permanências nos municípios e seus impactos sociais, culturais e ambientais.
• Valorizar a diversidade cultural nos municípios, reconhecendo práticas e saberes de diferentes grupos.
UNіDADE

2

O MUNICÍPIO E SUA GENTE
Os municípios têm história. E as histórias são construídas pelas pessoas que vivem neles. Cada município brasileiro abriga pessoas de diferentes origens, crenças, hábitos, costumes e valores culturais.
Essa diversidade costuma deixar muitas marcas na vida cotidiana que podem ser observadas nos modos de viver, nas festas, nas comidas típicas, na arquitetura, nos nomes de praças, de ruas, de edifícios públicos, entre outros.
A história de um município é marcada por transformações que ocorrem ao longo do tempo e com a contribuição de muitas pessoas e culturas. Essas contribuições dão características únicas a cada lugar.
Nesta unidade, vamos estudar a presença de diferentes grupos que contribuíram para a formação dos municípios brasileiros.
• Compreender o papel da cidadania no cuidado com o município e com o ambiente.
• Desenvolver respeito, empatia e participação social na vida comunitária.
ENCAMINHAMENTO
Aproxime os estudantes do tema da unidade a partir de suas próprias experiências de vida. Valorize a memória local, desperte a curiosidade sobre as origens do município e mostre que cada lugar tem uma história construída pelas pessoas e pelos grupos que ali vivem.
Inicie a leitura do texto com a turma e, em seguida, promova uma conversa coletiva sobre os elementos que marcam a identidade do município. É importante que os estudantes percebam que a diversidade cultural está presente em detalhes do cotidiano e que isso faz parte da história de cada município.

tradições culturais, mudanças observadas e marcos históricos do município.
Reforce a ideia de que a história de um local é construída pelas pessoas que vivem nele e que conhecer essas memórias fortalece a identidade da comunidade. Incentive a fala e valorize a escuta respeitosa.
ATIVIDADES
Proponha que os estudantes, em duplas ou trios, façam um pequeno levantamento de registros que identificam o município onde vivem. Podem ser fotografias tiradas com a família, recortes de jornais, lembranças de festas tradicionais, nomes de ruas ou até desenhos feitos por eles. Combine um prazo para que tragam esse material para a sala de aula.
1 Qual é a importância de conhecer a história do município em que se vive?
2 O que você sabe sobre a história do município em que vive? Conte para os colegas. Veja orientações no Encaminhamento
Ressalte também que, ao conhecer a história do município, fortalecemos nossa identidade coletiva e reconhecemos a importância da participação de diferentes povos e culturas na formação do Brasil.
A resposta da atividade 1 é pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que conhecer a história do município ajuda a entender como a comunidade se organizou, quais foram os desafios enfrentados por ela e de que maneira a diversidade de pessoas e tradições ajudou a moldar o município no presente.
Na atividade 2 a resposta é pessoal. A atividade procura mobilizar os conhecimentos prévios dos estudantes. É importante que cada estudante traga lembranças, relatos de familiares, observações sobre festas, lugares antigos ou fatos conhecidos do município. Incentive os estudantes a contar histórias ou memórias relatadas por familiares, que podem envolver mudanças percebidas ao longo do tempo, tradições locais ou curiosidades sobre o bairro em que vivem. Se possível, registre os principais pontos na lousa ou em cartazes, organizando-os em categorias como
Depois, organize um mural coletivo com as contribuições, destacando como cada registro mostra aspectos da história e da diversidade cultural do município. Essa atividade reforça a percepção de que os lugares em que vivemos são construídos pela ação das pessoas ao longo do tempo e valoriza o protagonismo dos estudantes como sujeitos que produzem memória e conhecimento sobre sua comunidade.
Fotografia de parte do município de Olinda com o município de Recife ao fundo, no estado de Pernambuco, em 2025.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Reconhecer a presença e a contribuição de diferentes grupos na formação dos municípios brasileiros.
• Identificar semelhanças e diferenças entre práticas culturais de comunidades diversas.
• Pesquisar e registrar aspectos da presença indígena, afro-brasileira e migrante no município onde vive.
• Valorizar a representatividade e a diversidade cultural na construção da identidade coletiva.
BNCC HABILIDADES
(EF03HI01) Identificar os grupos populacionais que formam a cidade, o município e a região, as relações estabelecidas entre eles e os eventos que marcam a formação da cidade, como fenômenos migratórios (vida rural/vida urbana), desmatamentos, estabelecimento de grandes empresas etc.
(EF03HI03) Identificar e comparar pontos de vista em relação a eventos significativos do local em que vive, aspectos relacionados a condições sociais e à presença de diferentes grupos sociais e culturais, com especial destaque para as culturas africanas, indígenas e de migrantes.
(EF03HI07) Identificar semelhanças e diferenças existentes entre comunidades de sua cidade ou região, e descrever o papel dos diferentes grupos sociais que as formam.
TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS (TCTs)
• Direitos da criança e do adolescente.
• Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
capítulo

1

OS
GRUPOS QUE VIVEM NA REGIÃO ONDE
MORO
Você sabia que, na região onde você vive, há pessoas de diversas origens? Há pessoas indígenas, descendentes de povos que vieram da África e de outros lugares do mundo, além de pessoas que vieram de outras regiões do Brasil.


Cada uma delas tem culturas, histórias e modos de viver que são compartilhados e passam a fazer parte da nova região onde vivem. E isso tudo contribui para a formação de sua cidade!
Leia o trecho de um poema a seguir.

Fiz um poema quentinho, Publiquei logo cedinho, Saudosa do Ceará.
[...]
Meu Ceará tem cultura, Tem tradição, tem bravura, Tem dança pra garotada.
[...]
Tem festa do que plantou, Rito que se conservou, Carne de sol com pirão. Rapadura com farinha, Baião de dois com galinha
[...]


TABAJARA, Auritha. Ser nordestina. Ilustrações: Lucélia Borges. Revista E São Paulo, ano 30, n. 2, p. 9-82, ago. 2023. p. 71. Disponível em: https://www.sescsp.org.br/editorial/ineditos-poemas-em-cordelassinados-por-auritha-tabajara-e-ilustracoes-de-lucelia-borges. Acesso em: 14 ago. 2025.

ENCAMINHAMENTO
Aproveite esta dupla de páginas para despertar nos estudantes a curiosidade sobre a diversidade cultural presente na história dos municípios e regiões. Leia o poema em voz alta e, depois, converse com a turma sobre os elementos culturais que aparecem nele, relacionando-os a hábitos e práticas que façam parte do dia a dia dos estudantes.

Você identificou alguma semelhança com a região onde você vive? Há danças e comemorações para celebrar eventos importantes? E as comidas citadas, você conhece alguma?
O poema foi escrito por uma mulher indígena do Ceará, mas alguns hábitos e alimentos que ela cita no poema podem fazer parte da região onde você vive. Isso acontece porque trocas entre pessoas de diferentes origens acontecem com frequência.
Você consegue identificar outros grupos de pessoas que fazem parte da história de sua cidade?
Observe as imagens a seguir. Elas mostram a diversidade de pessoas e culturas presentes em diversas regiões do Brasil.

realizam a dança da fita no


Apresentação musical em festa de São João no município de Caruaru, no estado de Pernambuco, em 2022.

A dança da fita foi trazida ao Brasil por imigrantes portugueses.
O jongo é um ritmo musical e uma dança trazidos ao Brasil por pessoas que viviam na África.

Pessoas dançam jongo na comunidade remanescente de quilombo Boa Esperança, no município de Presidente Kennedy, no estado do Espírito Santo, em 2019.
As sanfonas animam as festas de São João e são instrumentos musicais muito comuns na cultura do Nordeste.


Veja comentários no Encaminhamento.
1 Você já presenciou festas em seu município com danças e instrumentos musicais parecidos com os das fotografias?
Respostas pessoais.
2 Quais influências de outros povos você já observou na região em que você mora?
Respostas pessoais.
TEXTO COMPLEMENTAR
A resposta na atividade 1 é pessoal. Peça aos estudantes que contem o que já presenciaram e em quais circunstâncias. Incentive cada estudante a contar experiências pessoais ou de familiares em festas, apresentações ou celebrações que tenham marcado sua memória. Valorize os relatos e mostre como eles revelam a presença de diferentes povos na formação da cultura local.
Na atividade 2, incentive a turma a reconhecer influências culturais em aspectos da vida cotidiana. Para auxiliar nas respostas, pergunte o que eles mais gostam de comer, vestir, ouvir, quais festas frequentam etc. Anote as respostas na lousa e procure mostrar que muitas dessas coisas podem ter vindo de diferentes povos e são parte da identidade do Brasil.
ATIVIDADES

Organize uma “roda de histórias culturais”. Divida a turma em grupos e peça que cada grupo escolha uma forma de expressão oral para compartilhar algo ligado à diversidade cultural: pode ser cantar um trecho de música típica, contar uma história ou lenda, recitar versos de um cordel ou até mesmo dramatizar rapidamente uma cena de festa ou celebração conhecida.
Dê um tempo para que cada grupo organize sua apresentação. Em seguida, cada grupo deve compartilhar com a turma sua produção oral. Não se preocupe com ensaios longos: a ideia é valorizar a espontaneidade, a criatividade e o repertório cultural que cada estudante traz.
As relações existentes entre educação e cultura vêm provocando a necessidade de reflexões a respeito do multiculturalismo em nível global. Apesar de o Brasil apresentar uma configuração própria e característica do seu povo, como uma população miscigênica, tal hibridação de culturas, conhecimentos, etnias e costumes enraizados no povo brasileiro deve-se aos muitos povos que migraram para cá, que, mesmo descaracterizados, demonstraram sua resistência, firmando suas identidades. No entanto, percebe-se que o multiculturalismo tem passado despercebido frente às sociedades, as suas marcas vêm deixando um respaldo bastante positivo na história brasileira, que deve admitir o reconhecimento da grandeza dessa fusão de conhecimentos adquirida ao longo dos séculos, visto que não se pode negar que em cada indivíduo haja um pouco de conhecimento provindo dos povos que constituíram este país.
GOMES, Manoel Messias. A diversidade de culturas no Brasil: como valorizá-las na prática educativa da sala de aula? Educação Pública, Rio de Janeiro, v. 19, n. 30, 19 nov. 2019. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/19/30/a-diversidade-de-culturas-no-brasil-como -valoriza-las-na-pratica-educativa-da-sala-de-aula. Acesso em: 24 set. 2025.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Jovens
município de Pirenópolis, no estado de Goiás, em 2025.
ENCAMINHAMENTO
Esta dupla de páginas é uma oportunidade de mostrar aos estudantes que muitas cidades brasileiras nasceram em territórios já ocupados por povos indígenas. Explique que muitos nomes de municípios, bairros e rios têm origem indígena e que esse patrimônio linguístico e cultural continua presente até hoje. Ressalte também que, em vários lugares, as populações indígenas enfrentaram processos de violência e extermínio durante a colonização, o que fez com que alguns povos desaparecessem, como os Manaó, que deram nome à cidade de Manaus.
Ao trabalhar com o exemplo de Manaus, comente que, embora o povo manaó tenha sido extinto, a cidade continua sendo um importante centro de presença indígena, reunindo diferentes povos que mantêm vivas suas culturas. Comente que a diversidade étnica e cultural indígena não se limita à Amazônia: em Porto Seguro, por exemplo, povos como os Pataxó e os Tupinambá mantêm tradições e enfrentam desafios para preservar sua identidade em meio à vida urbana.
Essa abordagem mobiliza as habilidades EF03HI01 e EF03HI07 e o TCT Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras

PRESENÇA INDÍGENA NAS CIDADES
Os povos indígenas ocupam diferentes regiões do atual Brasil há bastante tempo. Eles são descendentes dos primeiros habitantes e, por isso, também são chamados povos originários. A história de muitas cidades brasileiras é marcada pela presença dos povos indígenas. Conheça alguns exemplos a seguir.
Manaus
Manaus é um exemplo de cidade com forte presença indígena. Você sabia que esse nome vem de povos indígenas chamados manaós e significa “mãe dos deuses”?


Esse município brasileiro concentra o maior número de pessoas indígenas. Elas pertencem a diferentes povos. Cada um deles tem características e histórias próprias, que também estão inseridas na história de Manaus. Conheça a seguir dois povos indígenas que vivem na região.





Crianças indígenas do povo tuyuka no município de Manaus, no estado do Amazonas, em 2022.
Crianças indígenas do povo tatuyo no município de Manaus, no estado do Amazonas, em 2022.
Fotografia aérea do município de Manaus, no estado do Amazonas, em 2025.

Porto Seguro
Nos municípios do litoral sul do estado da Bahia, povos indígenas como os Pataxó e os Tupinambá vivem em aldeias próximas às áreas urbanas. É comum que os adultos saiam das aldeias para trabalhar nas cidades, principalmente em atividades relacionadas ao turismo e à venda de artesanato. As crianças permanecem nas aldeias, onde estudam e brincam.
Alunos indígenas da etnia
Pataxó jogam futebol na aldeia Reserva da Jaqueira no município de Porto Seguro, no estado da Bahia, em 2024.



No Brasil, encontramos outros municípios que têm histórias ligadas às populações indígenas. Alguns exemplos são os municípios de Atibaia (no estado de São Paulo), Aracaju (no estado de Sergipe) e Maceió (no estado de Alagoas).
Veja comentários e orientações no Encaminhamento
1 Organizem-se em duplas e pesquisem um povo indígena do local em que vocês vivem. Para isso, sigam o roteiro proposto.
• Com o auxílio do professor, selecionem livros ou outras fontes de pesquisa confiáveis.
• Anotem o nome do povo escolhido no caderno.
• Pesquisem influências desses povos no local onde vivem. Podem ser hábitos alimentares, festas tradicionais etc.


• Elaborem um texto pequeno e, no dia combinado, apresentem o resultado da pesquisa para os colegas.
Produção pessoal.
2 Observe as fotografias das crianças indígenas de Manaus. Cite uma semelhança e uma diferença que você observa entre os hábitos e costumes das crianças indígenas retratadas com hábitos e costumes de crianças não indígenas. Escreva um pequeno texto e compartilhe com os colegas.
Resposta pessoal.

30/09/25 16:58
PARA O PROFESSOR E OS ESTUDANTES
• PRETTO, Nicholas; SALES, Gabriella. A origem indígena dos nomes dos municípios brasileiros. Nexo Jornal, São Paulo, 14 abr. 2022. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/ grafico/2022/04/14/a-origem-indigena-dos-nomes-dos-municipios-brasileiros. Acesso em: 24 set. 2025.
O artigo destaca a presença persistente, e muitas vezes ignorada, da cultura indígena no território nacional, por meio da análise dos nomes próprios de lugares.
Na atividade 1, oriente os estudantes a pesquisar se no município ou na região onde vivem houve a presença de povos indígenas e de que forma essa memória ainda aparece, seja em nomes de ruas, de bairros, em festas tradicionais ou práticas culturais. Ajude-os a selecionar fontes confiáveis e, se possível, complemente com mapas ou registros locais que mostrem a história indígena de seu município. Se a turma for grande, divida-a em grupos para que cada grupo pesquise um povo ou um aspecto específico (alimentação, festas, nomes de lugares etc.) e depois compartilhe com os colegas em forma de mural ou apresentação oral.
Na atividade 2, incentive os estudantes a observar atentamente as fotografias das crianças tuyuka e tatuyo e a refletir sobre semelhanças e diferenças em relação ao seu cotidiano. Valorize as comparações que fizerem, destacando tanto os elementos que revelam diversidade (como adornos ou brincadeiras) quanto os aspectos comuns da infância, como o ato de brincar em grupo. Essa reflexão ajuda a desenvolver respeito, empatia e valorização da pluralidade cultural.
Finalize reforçando que a formação dos municípios brasileiros está profundamente ligada às origens indígenas. Essa herança não é apenas parte do passado, mas uma presença viva que compõe a identidade cultural do Brasil e que deve ser reconhecida, respeitada e preservada.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
CONEXÃO
ENCAMINHAMENTO
A proposta desta seção Ideia puxa ideia é chamar a atenção dos estudantes para a diversidade que marca a sociedade brasileira. O contexto escolhido é o das brincadeiras. Assim, pergunte a eles se conhecem as brincadeiras retratadas e peça que falem se elas fazem parte do seu dia a dia. Depois, pergunte se conhecem outras brincadeiras. Valorize as diferentes experiências, mostrando que todas as formas de brincar são legítimas e fazem parte da cultura do país.
Na atividade 1, explique aos estudantes que existem diversas leis que garantem os direitos das crianças e que uma das mais importantes é o Estatuto da Criança e do Adolescente, aprovado em 1990, que assegura, entre outros, o direito das crianças ao lazer, à saúde, à educação. Essa informação ajuda os estudantes a compreender que brincar não é apenas uma diversão, mas também um direito garantido por lei e que deve ser respeitado por todos, e mobiliza o TCT Direitos da criança e do adolescente e as habilidades EF03HI03 e EF03HI07
Na atividade 2, aproveite para reforçar que brincar também é uma forma de aprender a conviver, de lidar com regras, de experimentar diferentes papéis sociais e de fortalecer vínculos de amizade.

IDEIA PUXA IDEIA
Brincar também é um direito!
Você sabia que brincar é um direito de toda criança? Esse direito foi reconhecido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), uma organização mundial que busca garantir os direitos das crianças e dos adolescentes do mundo todo. O direito de brincar também faz parte das leis do país. Observe o que a lei no Brasil apresenta sobre esse direito.
Art. 3º É dever do Estado, da família e da sociedade proteger, preservar e garantir o direito ao brincar a todas as crianças.


BRASIL. Lei no 14.826, de 20 de março de 2024. Institui a parentalidade positiva e o direito ao brincar como estratégias intersetoriais de prevenção à violência contra crianças […]. Brasília, DF: Presidência da República, 2024. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ ato2023-2026/2024/lei/L14826.htm. Acesso em: 14 ago. 2025.
As brincadeiras são momentos de lazer e de interação. Elas são importantes para o desenvolvimento emocional, criativo e físico das crianças. Você sabia que existem muitas formas de brincar?
Observe a seguir como crianças de diferentes grupos e regiões do país brincam.
Crianças indígenas que vivem em aldeias costumam confeccionar os próprios brinquedos, como é o caso da peteca. Esse brinquedo é feito com palha de milho e penas de aves. Mesmo nas cidades, crianças não indígenas também se divertem com a peteca.



Criança indígena guarani segura peteca no município de Bertioga, no estado de São Paulo, em 2021.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

As crianças indígenas têm muitas outras formas de brincar e aproveitam os recursos da natureza e as tradições de seus povos para se divertir.
Crianças que vivem em comunidades nas regiões próximas aos rios costumam brincar junto à natureza. Elas realizam diversas brincadeiras, como balançar em árvores, construir casinhas com elementos encontrados na natureza, jogar bola, nadar e se divertir com a “pira na água”, uma brincadeira muito parecida com o pega-pega.
As crianças que moram nas cidades também brincam em espaços abertos, como parques e praças. Pular corda, jogar bola, brincar de amarelinha e de pega-pega são alguns exemplos de brincadeiras realizadas por muitas crianças em todo o Brasil.
FIQUE LIGADO




de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 2023.
• ROCHA, Ruth. Os direitos das crianças segundo Ruth Rocha. Ilustrações: Eduardo Rocha. São Paulo: Salamandra, 2014.
A autora, por meio de um poema, apresenta os direitos das crianças e destaca a importância de garanti-los no dia a dia.
Veja comentários e orientações no Encaminhamento


1 Segundo a lei sobre o direito das crianças, de quem é o dever de garantir o direito de brincar?
O direito de brincar deve ser garantido a todas as crianças pelo Estado, pela família e pela sociedade.
2 Por que as brincadeiras são importantes para as crianças? Explique
As brincadeiras são importantes porque contribuem para o desenvolvimento emocional, criativo e físico das crianças.
3 Todas as crianças brincam da mesma forma? Explique.
Respostas pessoais.
4 Para você, é importante respeitar todas as formas de brincar? Por quê?
Respostas pessoais.

30/09/25 16:58
Na atividade 3, a proposta é despertar a percepção de que cada criança tem um jeito particular de brincar. Mostre que essa diversidade de formas de brincar está ligada às culturas, tradições e recursos disponíveis em cada lugar. Valorizar essa pluralidade contribui para o respeito às diferenças, em consonância com o TCT Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
Na atividade 4, organize uma roda de conversa para que todos os estudantes possam falar. Incentive-os a refletir sobre a importância de respeitar as diversas formas de brincar, lembrando que não existe uma única maneira correta.
É importante também comentar com os estudantes que, embora brincar ao ar livre em praças e parques seja uma experiência muito rica, a supervisão de adultos é essencial para garantir a segurança das crianças. Dessa forma, reforça-se que brincar deve ser sempre uma atividade protegida e acompanhada, sem riscos à integridade dos estudantes. Finalize destacando que brincar é um direito que precisa ser garantido e respeitado e que conhecer as diferentes formas de brincar ajuda a valorizar a diversidade cultural do Brasil e a construir relações mais solidárias e respeitosas.
Crianças da Comunidade do Jara brincam em rio no município de Parintins, no estado do Amazonas, em 2024.
Crianças pulam corda no município do Rio
LUCIANA WHITAKER/PULSAR IMAGENS
RICARDO OLIVEIRA/TYBA
ENCAMINHAMENTO
Depois de discutir a presença indígena na formação de diferentes municípios brasileiros, este momento do capítulo convida a refletir sobre outro grupo fundamental: as populações afro-brasileiras. É importante mostrar aos estudantes que, assim como os povos indígenas, as comunidades negras tiveram papel central na construção de cidades e bairros, deixando marcas profundas na cultura, nos modos de vida e na organização dos espaços urbanos.
Chame a atenção da turma para o fato de que tanto indígenas quanto afro-brasileiros enfrentaram processos de exclusão e invisibilização ao longo da história, mas, apesar disso, preservaram práticas, saberes e tradições que seguem vivos até hoje. O exemplo das comunidades de Serrano do Maranhão, Antônio Cardoso e Tia Eva ajudam a compreender que as cidades não são apenas conjuntos de prédios e ruas, mas também espaços de resistência e de afirmação identitária.
Essa abordagem mobiliza a habilidade EF03HI07 e o TCT Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
Nas atividades, o foco deve ser menos a busca por “respostas corretas” e mais a valorização das percepções dos estudantes. Na atividade 1 , ao falar de locais no município que guardam memória da presença negra, incentive-os a pensar também em por que muitas vezes essas referências são pouco lembradas ou reconhecidas. Na atividade 2 , sobre Tia Eva, oriente a turma a refletir sobre a importância do reconhecimento histórico e social de pessoas e comunidades que resistiram à opressão e do resgate dessas histórias para fortalecer o sentido de cidadania e diversidade.

CIDADES E A PRESENÇA AFRO-BRASILEIRA
No Brasil, existem várias regiões, como cidades e bairros, que nasceram de comunidades afro-brasileiras. Nelas, vivem os descendentes de pessoas que foram trazidas à força do continente africano para trabalhar nas plantações. Hoje, essas comunidades preservam muitos costumes e muitas formas de viver de seus antepassados. Conheça a seguir dois municípios que se formaram a partir dessas comunidades.
Serrano do Maranhão
Serrano do Maranhão, no passado, era uma vila de lavradores, pescadores e afro-brasileiros. Hoje, o município, que se localiza no Maranhão, concentra a maior população de afrodescendentes do Brasil. Essas pessoas vivem em 55 comunidades, onde preservam os modos de vida e a cultura de seus antepassados.


Antônio Cardoso


Antônio Cardoso, no passado, abrigou muitas pessoas negras que fugiam dos trabalhos forçados nas plantações. Hoje, o município, que se localiza na Bahia, concentra a segunda maior população de afrodescendentes do Brasil. As comunidades afro-brasileiras da região promovem ações de preservação e de fortalecimento das culturas e dos saberes de seus antepassados negros.



Finalize destacando que tanto as populações indígenas quanto as afro-brasileiras são pilares da história do Brasil e que conhecer e reconhecer sua presença nos municípios é um passo essencial para formar uma visão mais justa, plural e crítica do passado e do presente.
Vista aérea do município Serrano do Maranhão, no estado do Maranhão, em 2025.
Rua no município Antônio Cardoso, no estado da Bahia, em 2015.

Outras regiões do Brasil foram formadas por grupos ou comunidades de pessoas negras. No Mato Grosso, o município de Campo Grande guarda a história da comunidade de Tia Eva. Em uma área de mata, próxima ao córrego Segredo, Tia Eva e seus familiares formaram, há cerca de 120 anos, uma comunidade com outras pessoas negras. Tia Eva inspirou muitas pessoas e, hoje, é reconhecida por sua história, além de ser uma importante representante das pessoas afrodescendentes da região.



Escultura de Tia Eva com igreja de São Benedito ao fundo, no município de Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul, em 2021.


Veja comentários e orientações no Encaminhamento
1 No município em que você vive, há locais que mostram a presença das populações negras? Cite exemplos.
Resposta pessoal.
2 Você considera importante reconhecer pessoas como Tia Eva na história das comunidades negras brasileiras? Por quê?
Respostas pessoais.

30/09/25 16:58
ATIVIDADES
Sugira à turma a produção de uma revista sobre personalidades negras que marcaram a história de suas comunidades e do Brasil. Essa revista pode ser elaborada em formato impresso, com cartolinas e folhas organizadas em seções, ou em versão digital, usando ferramentas simples de edição. Divida os estudantes em grupos e atribua a cada grupo a tarefa de pesquisar a biografia de uma personalidade negra, que pode ser local, como Tia Eva, ou nacional, como Zumbi dos Palmares, Carolina Maria de Jesus, Abdias do Nascimento, Dandara dos Palmares, Rebeca Andrade, entre outros. Oriente-os a selecionar fontes confiáveis, registrar informações essenciais sobre a vida e a atuação da pessoa escolhida e a incluir imagens ou ilustrações. Ao final, organize uma socialização dos trabalhos, de modo que a turma monte uma versão coletiva da revista para circular na escola ou ser disponibilizada em formato digital. É importante garantir a participação de todos os estudantes, incluindo aqueles com deficiência. Estudantes com deficiência visual, por exemplo, podem contribuir na pesquisa oral, gravar áudios com biografias ou participar da seleção de músicas e poemas que complementem a revista, contando, sempre que possível, com recursos de leitura em voz alta ou softwares de acessibilidade. Já os estudantes com deficiência auditiva podem atuar na escrita dos textos, na organização do conteúdo e na diagramação, sendo fundamental que haja o apoio de intérprete de Libras quando necessário e que as apresentações contemplem essa forma de comunicação. Nessas situações, o trabalho em grupo deve valorizar as diferentes habilidades, garantindo que cada estudante encontre uma forma de contribuir.
ENCAMINHAMENTO
Depois de discutir como comunidades afro-brasileiras ajudaram a formar cidades e preservaram tradições de seus antepassados, este trecho do capítulo amplia a reflexão sobre a importância da representatividade. Mostre aos estudantes que, em um país onde muitas pessoas negras ainda enfrentam preconceito e discriminação, ter referências positivas em diferentes áreas é essencial para fortalecer a autoestima e ampliar horizontes. A história de Mirella Archangelo e sua identificação com a jornalista Glória Maria é um exemplo concreto de como pessoas em posições de destaque podem inspirar sonhos e transformar trajetórias.
Aproveite para dialogar com a turma sobre o significado de ter modelos de vida com os quais se identificar. Pergunte se já sentiram isso em relação a alguém — do esporte, da música, da literatura ou mesmo do convívio familiar. Explique que, para a população negra, esse reconhecimento é ainda mais importante, porque ajuda a enfrentar o racismo e a valorizar a própria história. Ressalte que as personalidades apresentadas — Rebeca Andrade, Gilberto Gil e Marta — são símbolos de superação, criatividade e resistência e que suas conquistas representam não apenas vitórias individuais, mas também avanços para toda a sociedade. Essa abordagem mobiliza a habilidade EF03HI07.
Na atividade 1, oriente os estudantes a refletir sobre por que é fundamental que pessoas negras ocupem lugares de destaque. Incentive-os a pensar em diferentes áreas da vida social e cultural e, se possível, dê exemplos atuais para aproximar a discussão da realidade da turma.

Afro-brasileiros que inspiram
No Brasil, ainda hoje, muitas pessoas negras sofrem com a discriminação e com o preconceito. Para os que enfrentam isso, é muito importante ter pessoas com quem possam se identificar. Leia a seguir o trecho da entrevista de Mirella Archangelo em que ela conta a importância do seu encontro com a jornalista Glória Maria.


Discriminação: tratamento preconceituoso contra uma pessoa em razão de cor, crenças ou modos de ser.
Preconceito: opinião ou sentimento desfavorável de uma pessoa em relação a outra por causa de sua cor de pele, religião, aparência ou outra característica.

Desde muito pequena, quando via a Glória Maria na televisão, parava o que estivesse fazendo e ficava olhando, fascinada. Não era só pelas reportagens que ela fazia […], mas, principalmente, por ser uma jornalista negra. Eu me enxergava nela. […] Glória passava, para meninas simples e de periferia como eu, uma mensagem de esperança […]. Inspirada em seu trabalho, comecei a brincar de produzir reportagens. […] Ficar frente a frente com a minha maior ídola nunca passou pela minha cabeça, nem nos meus maiores sonhos. Mas aí aconteceu o improvável. […] Quando a Glória apareceu, uma surpresa […]. Ela estava ali, na minha frente […]. Falou sobre a importância e a beleza da profissão e nos incentivou a ir em busca de nossos sonhos, não importassem quais fossem. […]

Mirella Archangelo no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2025.

ARCHANGELO, Mirella. “Ela me trouxe esperança”, diz Mirella Archangelo, a ‘míni Glória Maria’. [Entrevista cedida a] Sofia Cerqueira. Veja, São Paulo, 18 fev. 2023. Disponível em: https://veja.abril. com.br/comportamento/ela-me-trouxe-esperanca-diz-mirella-archangelo-a-mini-gloria-maria/. Acesso em: 11 ago. 2025.

Na atividade 2, incentive os estudantes a produzir o desenho com sensibilidade e atenção, lembrando que esse exercício é uma forma de homenagem. Para turmas grandes, uma possibilidade é organizar uma exposição com os trabalhos, criando um mural coletivo que valorize a diversidade e a representatividade. É importante garantir a participação de todos os estudantes, incluindo aqueles com deficiência. Finalize reforçando que conhecer e valorizar personalidades negras é também reconhecer que a história e a cultura do Brasil são construídas pela diversidade. Mostrar essas referências fortalece atitudes de respeito, combate o preconceito e ajuda os estudantes a entender que todos têm o direito de ocupar diferentes lugares na sociedade.

Conheça, a seguir, outras personalidades que inspiram muitas pessoas.
Rebeca Andrade nasceu em 1999 em Guarulhos, estado de São Paulo. Ela é considerada a maior medalhista brasileira em Jogos Olímpicos, tendo somado seis pódios até 2024. Aos 4 anos, Rebeca começou na ginástica artística e, ao longo de sua carreira, superou muitos desafios. Nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, a atleta ganhou uma medalha de ouro, duas de prata e uma de bronze.


ATIVIDADES

Gilberto Passos Gil Moreira, popularmente conhecido como Gilberto Gil, nasceu em 1942 em Salvador, no estado da Bahia. Com uma longa carreira musical, o cantor é reconhecido e premiado no Brasil e em outros lugares do mundo por sua obra. Ritmos como o samba e o afoxé estão presentes em suas composições e celebram as heranças das culturas africanas.



Marta Vieira da Silva nasceu em 1986 em Dois Riachos, no estado de Alagoas, e é reconhecida mundialmente por seu talento como jogadora de futebol. Ela iniciou sua carreira aos 14 anos, quando foi contratada por um time de futebol profissional. Desde então, acumulou muitas premiações e já foi eleita seis vezes a melhor jogadora de futebol do mundo pela Federação Internacional de Futebol (FIFA).


1 Em sua opinião, por que é importante haver pessoas negras em papéis de destaque? Explique. Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento
2 Escolha uma pessoa afro-brasileira que você admira. Em uma folha de papel avulsa, faça um desenho que homenageie a pessoa escolhida. Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento

Proponha aos estudantes a criação de um podcast da turma sobre inspiração e representatividade. Em pequenos grupos, eles podem escolher uma personalidade negra ou mesmo alguém de sua comunidade que seja visto como exemplo de superação e contribuição social. Cada grupo deve elaborar um roteiro curto, com perguntas e respostas, destacando aspectos da trajetória dessa pessoa e por que ela é uma referência positiva. Gravados com celular com a sua orientação, os episódios podem ser compartilhados com a turma em uma sessão de escuta coletiva. Depois, abra espaço para que os estudantes comentem as diferentes histórias e reflitam sobre o impacto da representatividade em suas próprias vidas.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Comente com os estudantes que as migrações fazem parte da história da humanidade desde os tempos mais antigos. Destaque os motivos que levam as pessoas a se deslocarem, tais como a busca por melhores condições de vida, questões ambientais e guerras.
Diferencie os termos migrantes e imigrantes, destacando que o primeiro é utilizado para se referir às pessoas que se deslocam dentro de um mesmo país, enquanto o termo imigrantes se refere às pessoas que se deslocam de um país para outro. Caso julgue oportuno, comente que chamamos emigrante quem sai de um país para outro. Essa abordagem mobiliza as habilidades EF03HI01 e EF03HI07.
Quanto às migrações internas, comente com os estudantes que dados do Censo 2022 mostram que as regiões Nordeste e Sul têm os maiores percentuais de pessoas residentes em sua região de origem. Por outro lado, a região Centro-Oeste tem o menor número de pessoas residentes nascidas na região.

MIGRANTES E IMIGRANTES
Você sabia que o Brasil também é formado pelos imigrantes? Imigrante é a pessoa que chega a um país diferente do país de origem para viver, estudar ou trabalhar.
Ao longo do tempo, pessoas de diferentes países vieram ao Brasil. Portugueses, italianos, árabes, alemães e japoneses são alguns exemplos. Essas pessoas trouxeram costumes e modos de vida próprios que foram incorporados pela cultura brasileira. Podemos notar essa presença e essa influência nos modos como construíam suas casas.
Observe algumas construções a seguir.

A influência árabe, nessa construção, é notada no formato das portas e no painel feito em madeira, que formam padrões geométricos. Esses painéis permitem a entrada de luz e foram muito utilizados em locais onde faz calor na maior parte do tempo.


Construção com influência árabe no município de Diamantina, no estado de Minas Gerais, em 2023.
A influência alemã, nessa construção, é notada nos telhados inclinados e nas estruturas em madeira, que aparecem na horizontal, na vertical e em diagonal (inclinadas). Essa estrutura é preenchida com pedras e tijolos. Essa técnica é chamada enxaimel.
Construção com influência alemã no município de Pomerode, no estado de Santa Catarina, em 2023.




A influência italiana, nessa construção, é notada no formato da edificação, que tem uma fachada que parece um retângulo. Outras características são as semelhanças entre as portas e janelas, o uso de cores e os dois andares da construção.
Construção com influência italiana no município de Antônio Prado, Rio Grande do Sul, em 2025.


A influência japonesa, nessa construção, é notada nos telhados, que lembram o formato de um chapéu. As construções priorizam o uso de materiais retirados da natureza, como a madeira. As cores usadas, geralmente, são claras ou em tons marrons.
Construção com influência japonesa no município de Mogi das Cruzes, no estado de São Paulo, em 2021.

O Brasil também é marcado pela migração interna, como é chamado o processo em que pessoas se mudam de um lugar para o outro dentro do próprio país.

Fachada do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, que recebe a Feira de São Cristóvão, no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 2025.


Essas migrações também contribuem para a formação da identidade local, já que as pessoas levam consigo seus modos de vida.
Um exemplo é a presença da cultura nordestina em várias regiões do país. Muitas pessoas migraram em busca de trabalho e oportunidades, ajudando na construção de várias cidades do Brasil. Em várias localidades é comum ter espaços de celebração da cultura nordestina, como a Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro.
1 Observe, nas fotografias, as moradias feitas pelos imigrantes de outros países. No município em que você vive, existem construções parecidas? Onde?
2 Em seu município, você identifica a presença de aspectos culturais típicos de alguma outra região do país? Cite exemplos. Respostas pessoais. Respostas pessoais.
TEM MAIS




A literatura de cordel é um gênero literário comum da região Nordeste do Brasil. As histórias são escritas em versos rimados e contam aventuras e lendas do povo nordestino, podendo ser cantadas ou impressas em livretos ilustrados com xilogravuras. Capa de cordel.

Na atividade 1, procure relembrar com os estudantes algumas das principais construções do município, como estabelecimentos religiosos, praças, casarões, explicando que tais construções guardam, muitas vezes, marcas do passado e que, ainda assim, muitas delas passam por mudanças ao longo do tempo. Organize os exemplos citados em categorias, como antigas/recentes ou históricas/atuais, e pergunte o que essas construções contam sobre a história do município. Caso não haja, no município, imóveis semelhantes aos que aparecem nas fotografias, solicite aos estudantes que apontem alguma construção que eles consideram bastante simbólica para a história do município e que expliquem o motivo da escolha. Na atividade 2, espera-se que os estudantes compreendam como as trocas culturais se fazem presentes em nosso dia a dia. Eles podem dar exemplos relacionados a festas, culinária, música, crenças religiosas etc.
Finalize o trabalho destacando que a história dos municípios brasileiros é resultado do encontro de diferentes povos, vindos tanto de outras partes do Brasil quanto de outros países. Essa diversidade aparece na arquitetura, nas comidas, nas festas e nos modos de viver que fazem parte do cotidiano. Ressalte que compreender os processos de migração e imigração é importante para entender os municípios como espaços de trocas culturais constantes e que a valorização dessa diversidade é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
PARA O PROFESSOR E OS ESTUDANTES
• DATAMIGRA BI. Brasília, DF, c2025. Site. Disponível em: https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiMzg3NjRmYjktNWI5Mi00Y TI0LThiZDctNWFjNDA4ZTkxZWExIiwidCI6ImVjMzU5YmExLTYzMGItNGQyYi1iODMzLWM4ZTZkNDhmODA1OSJ9&pageNa me=2a555d64be07f5353cb. Acesso em: 24 set. 2025. Plataforma de referência sobre migração no Brasil. Disponibiliza relatórios, gráficos e análises atualizadas sobre fluxos migratórios, incluindo brasileiros no exterior e imigrantes que chegam ao país.
• ZANLORENSSI, Gabriel. Fluxos migratórios: a origem dos brasileiros no Censo de 2022. Nexo Jornal, São Paulo, 27 jun. 2025. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/grafico/2025/06/27/brasil-censo-2022-fluxo-migratorio-mapa-interativo. Acesso em: 24 set. 2025.
O artigo apresenta dados da migração no Brasil levantados pelo Censo 2022.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
CONEXÃO
ORGANIZE-SE
Para realizar a atividade proposta, providencie com os estudantes: caderno ou bloco de papel, folhas de papel sulfite, canetas coloridas, lápis de cor e cola.
ENCAMINHAMENTO
A confecção do livreto de cordel indicada na seção Mão na massa é uma oportunidade de articular o estudo da diversidade cultural brasileira com a valorização da tradição literária nordestina. Antes de iniciar a produção, é importante que seja feita uma leitura prévia de diferentes cordéis, apresentando aos estudantes suas características principais: versos rimados, ritmo marcado e temas ligados ao cotidiano, às tradições e ao humor popular. Essa leitura prévia cria familiaridade com o gênero, serve de inspiração para os estudantes e possibilita o trabalho interdisciplinar com o componente curricular de Língua Portuguesa. Essa abordagem mobiliza as habilidades EF03HI01, EF03HI03 e EF03HI07.
Aproveite para explicar que o cordel, além de expressão cultural, também é um gênero literário reconhecido, que contribui para o desenvolvimento da linguagem escrita e oral. Ao conduzir as etapas, incentive os estudantes a observar a importância das rimas e do ritmo na construção do texto e a usar a oralidade na apresentação, respeitando a tradição da leitura ou declamação dos cordéis. Durante a etapa 2, oriente os grupos a escolher aspectos da cultura nordestina presentes em seu município ou região, como músicas, festas, culinária, modos de falar ou formas de convivência. Esse recorte aproxima o trabalho da realidade dos estudantes e ajuda a perceber como a cultura nordestina está integrada à vida cotidiana em diferentes partes do Brasil.

MÃO NA MASSA
Livreto de cordel
Você aprendeu que a cultura do povo nordestino está presente em diferentes regiões brasileiras. Agora, você e os colegas vão confeccionar um livreto de cordel que apresente as influências da cultura nordestina no município em que vocês vivem!
Materiais
• Caderno ou bloco de papel para anotar as ideias do grupo.
• Folhas de papel sulfite, canetas coloridas, lápis de cor e cola.
Como fazer


A turma será organizada em grupos. Cada grupo vai escolher um aspecto da cultura nordestina presente no local de vivência. Confira a seguir as etapas para a confecção do livreto.
Etapa 1 – Conhecendo o cordel
Com orientação do professor, realizem a leitura coletiva do trecho de um cordel. Prestem atenção nas rimas e no ritmo do texto!

Nesse tempo o mestre burro lia, escrevia e contava o cavalo era escrivão o cachorro advogava o carneiro era copeiro e o jaboti desenhava

Leão era rei dos bichos onça era professora elefante era juiz raposa era agricultora […]
AMARAL, Firmino Teixeira do. O casamento do bode com a raposa: história completa. Ilustrações: Antônio Avelino da Costa. Juazeiro do Norte: José Bernardo da Silva: Tipografia São Francisco, 1965. p. 1-2. Disponível em: http://acervoantonionobrega.com.br/cordeis/ancordel-fta-001. Acesso em: 13 ago.2025.


Ainda na etapa 2, valorize a criatividade e incentive os estudantes a usar referências visuais ligadas ao tema escolhido, lembrando que a estética do cordel costuma estar ligada à xilogravura e ao traço simples, mas expressivo. Por fim, oriente cada grupo a apresentar sua produção para a turma e destaque a importância da socialização coletiva, colocando os livretos em um mural para valorizar o esforço do trabalho.
A roda de conversa final deve ser conduzida para que os estudantes reflitam sobre os aspectos da cultura nordestina que descobriram ou reforçaram, sobre os aprendizados ligados ao gênero cordel e sobre a contribuição da atividade para o reconhecimento e a valorização da diversidade cultural do Brasil.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Etapa
2 – Escrevendo e ilustrando o cordel
Escolham um tema relacionado com a cultura nordestina. Anotem no caderno os elementos que devem aparecer no cordel. Lembrem-se de que o cordel é um texto com versos, rimas e ritmo. Depois, dobrem uma folha de papel sulfite ao meio, escrevam o cordel e façam desenhos para ilustrar a história. Não se esqueçam de dar um título!



Etapa 3 – Apresentando os livretos de cordel
Com os cordéis finalizados, organizem as apresentações. Leiam para a turma a história que o grupo produziu. Ao final, disponibilizem o livreto no mural da sala de aula para que todos tenham acesso a ele.
Concluindo a atividade


Após a atividade, organizem uma roda de conversa e reflitam sobre as seguintes questões.
Veja orientações e comentários no Encaminhamento

Quais aspectos da cultura nordestina chamaram sua atenção e a do grupo?
Qual etapa do trabalho você mais gostou de realizar? Comente.
O trabalho contribuiu para a valorização da cultura nordestina? Explique.

PARA O PROFESSOR
• SOUZA, Luana Rafaela dos Santos de; PASSOS, Virginia de Oliveira Alves. Literatura de cordel: um recurso pedagógico. Rios: Revista Científica da Fasete, Paulo Afonso, v. 12, n. 17, p. 75-90, jul./dez. 2018. Disponível em: https://www.unirios.edu.br/revis tarios/media/revistas/2018/17/literatura_de_cordel.pdf. Acesso em: 24 set. 2025. Artigo acadêmico que discute metodologias de ensino com o cordel, ressaltando sua potência cultural, estética e educacional.
• CORDEL para crianças: 9 livros que revivem essa cultural popular. São Paulo: Lunetas, 6 jan. 2021. Disponível em: https:// lunetas.com.br/cordel-para-criancas-livros/. Acesso em: 22 set. 2025. O texto apresenta uma relação de livros de cordel que podem ser lidos para os estudantes.
ANNAANJOS
CONEXÃO
OBJETIVOS DE
• Reconhecer a trajetória do município onde vive e os grupos que o compõem.
• Selecionar e registrar acontecimentos locais de diferentes fontes.
• Comparar pontos de vista sobre eventos do município onde vive.
• Reconhecer a existência de diferentes comunidades em um município.
• Relacionar transformações urbanas recentes a mudanças nos modos de vida.
BNCC
HABILIDADES
(EF03HI01) Identificar os grupos populacionais que formam a cidade, o município e a região, as relações estabelecidas entre eles e os eventos que marcam a formação da cidade, como fenômenos migratórios (vida rural/vida urbana), desmatamentos, estabelecimento de grandes empresas etc.
(EF03HI02) Selecionar, por meio da consulta de fontes de diferentes naturezas, e registrar acontecimentos ocorridos ao longo do tempo na cidade ou região em que vive.
(EF03HI03) Identificar e comparar pontos de vista em relação a eventos significativos do local em que vive, aspectos relacionados a condições sociais e à presença de diferentes grupos sociais e culturais, com especial destaque para as culturas africanas, indígenas e de migrantes.
(EF03HI07) Identificar semelhanças e diferenças existentes entre comunidades de sua cidade ou região, e descrever o papel dos diferentes grupos sociais que as formam.
TEMAS
CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Educação ambiental.
• Educação em direitos humanos.
capítulo


HISTÓRIA DO MUNICÍPIO EM QUE VIVO
Todo município tem uma história! Essa história começa com os diversos grupos de pessoas que vivem nele.
Alguns municípios brasileiros têm histórias recentes, como é o caso de Boa Esperança do Norte, no Mato Grosso. Uma família de migrantes de Santa Catarina, em 1970, se instalou na região, que pertencia ao município de Sorriso. Com o tempo, o local cresceu, se desenvolveu e, em 2025, Boa Esperança do Norte foi reconhecido oficialmente como o município mais novo do Brasil.


Outros municípios, como São João do Polêsine, no Rio Grande do Sul, têm histórias mais antigas.

ENCAMINHAMENTO


Ao estudar a história dos municípios onde vivem, os estudantes podem se reconhecer como parte dela, desenvolvendo um senso de identidade e pertencimento, além de refletir criticamente sobre como essa história é construída e contada por diferentes pessoas e instituições. Neste capítulo, é proposto um olhar tanto para os marcos oficiais da história do município onde os estudantes vivem (as datas e os personagens considerados importantes) quanto para os saberes regionais e ligados à vida cotidiana, que também são importantes para a construção do conhecimento histórico. Inicie o tema destacando que cada município tem uma história particular, marcada por diferentes tempos de fundação, origens culturais e transformações. Explique que alguns municípios, como Boa Esperança do Norte (MT), foram criados recentemente e já nasceram em meio a grandes mudanças urbanas e produtivas, enquanto outros, como São João do Polêsine (RS), têm origens mais antigas e estão ligados à chegada de imigrantes, que trouxeram costumes, festas e tradições
Fotografia aérea do município de Boa Esperança do Norte, no estado de Mato Grosso, em 2025.

Por volta de 1890, imigrantes italianos chegaram à região para trabalhar na agricultura. O local só foi reconhecido como município em 1992, e sua história está ligada a tradições italianas, presentes nas festas e na culinária.



pertencimento, a reconhecer o valor da diversidade cultural e a perceber como mudanças e permanências transformam o lugar onde as pessoas vivem.
Mural representando a história do município de São João do Polêsine, no estado do Rio Grande do Sul, em 2025.
Você notou que cada município tem uma história diferente? Você conhece a história do município onde você mora?


1 Você conhece alguma história do município em que vive? Compartilhe com os colegas.
Resposta pessoal.
2 Nos últimos anos, você notou mudanças no município onde você vive? Quais foram essas mudanças?
Respostas pessoais.
3 Com a orientação do professor, pesquise a data de aniversário do município onde você vive e registre-a no caderno.
Veja comentários e orientações no Encaminhamento Resposta pessoal.

57
30/09/25 16:58 preservadas até hoje. Mostre que a história de um município não começa apenas com sua data de emancipação oficial, mas com a presença de diversos grupos que ali viveram e ainda vivem, como povos indígenas, migrantes, trabalhadores rurais, comerciantes e famílias de diferentes origens. Convide a turma a perceber que a história do município em que vivem também pode ser contada de várias formas: pelos registros oficiais, como a data de fundação e a construção de monumentos, e pelas memórias cotidianas, como festas, mudanças no bairro, novas escolas ou transformações na paisagem.
A proposta da atividade 1 é sensibilizar os estudantes para o tema do capítulo. Permita que eles exponham seus saberes e incentive-os a se manifestar. A atividade mobiliza a habilidade EF03HI02. Na atividade 2, espera-se que os estudantes citem mudanças e permanências no município onde vivem, como obras públicas que alteraram a paisagem e festas e costumes que ainda são praticados.
Finalize explicando à turma que compreender a história local ajuda a desenvolver o senso de
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Ao abordar o tema desta dupla de páginas, explique para a turma que os portugueses chegaram ao território que hoje chamamos Brasil pelo mar, em grandes embarcações chamadas caravelas. A navegação foi essencial nesse processo, pois permitia o transporte de pessoas, produtos e também o contato com novas terras. Ao desembarcar, encontraram populações indígenas que já viviam aqui há milhares de anos, com culturas, línguas e formas de organização próprias. Mostre que, após os primeiros contatos, o interesse principal foi a exploração do pau-brasil, muito valorizado na Europa, o que fez com que os portugueses se aproximassem dos povos indígenas por meio de relações de troca, mas também em situações de conflito. Aos poucos, os portugueses formaram povoados no litoral, que deram origem às primeiras vilas e cidades.
Destaque que a Vila de São Vicente, fundada em 1532, simboliza o início da organização portuguesa no território, já com a instalação do primeiro engenho de açúcar. Essa produção exigia muita mão de obra, o que levou à exploração de indígenas e, posteriormente, à chegada forçada de africanos escravizados. Explique ainda que, em 1549, foi fundada a cidade de Salvador, planejada para ser a primeira capital da colônia portuguesa na América, com localização estratégica que facilitava o envio de produtos pelo mar e a defesa do território contra invasores.

PRIMEIRAS VILAS E CIDADES
Você já se perguntou como surgiram os municípios que conhecemos hoje? Como eles se formaram? Aprendemos que, no Brasil, há municípios com histórias recentes e outros com histórias mais antigas. Antes deles, existiam os povoados, que deram origem às primeiras vilas e cidades. Vamos conhecer dois exemplos a seguir.
Vila de São Vicente
São Vicente, no atual estado de São Paulo, é considerada uma das primeiras vilas do Brasil. Em 1500, chegaram à região as primeiras caravelas portuguesas. Aos poucos, os portugueses formaram pequenos povoados e, por meio do contato com os indígenas, começaram a extrair o pau-brasil, uma madeira muito valiosa ainda hoje. Em 1532, após mais de 30 anos de ocupação, Martim Afonso de Souza fundou a Vila de São Vicente, e lá foi instalado o primeiro engenho de açúcar.



Salvador


Salvador, no atual estado da Bahia, é considerada uma das primeiras cidades do Brasil. Ela foi fundada em 1548, quando Tomé de Souza chegou à região por ordem do rei de Portugal. Com ele, vieram cerca de 500 pessoas, entre elas, soldados, padres jesuítas, artesãos, carpinteiros e pedreiros, que expulsaram os indígenas do local para dar início à construção da cidade, fundada em 1549.

Incentive os estudantes a perceber o contraste entre a história contada pelos registros oficiais, que destacam datas, fundadores e monumentos, e a história dos grupos que tiveram suas vidas transformadas ou apagadas nesse processo. Questione-os sobre quais vozes aparecem e quais estão ausentes nas narrativas sobre a fundação das cidades.
Destaque que a organização em torno das câmaras municipais representava a tentativa da Coroa portuguesa de manter controle sobre o território, mas que, no cotidiano, a vida nas vilas e cidades era marcada pela diversidade cultural e por tensões sociais entre colonizadores, indígenas, africanos e seus descendentes.
Ao orientar a realização das atividades, ajude os estudantes a compreender que a fundação de vilas e cidades fazia parte de um projeto de ocupação e exploração, conduzido pela Coroa portuguesa para garantir riquezas e controle sobre as novas terras. Esse processo teve impactos profundos para os povos indígenas, expulsos de muitas áreas. Desse modo, a presença portuguesa marcou o início de grandes transformações na paisagem, na economia e na vida das pessoas que aqui viviam.
ALBERNAZ, João Teixeira de. Capitania de São Vicente. [S. l.: s. n.], 1631. 1 mapa, color.



Eles iniciaram no local o cultivo de cana e a produção de açúcar, um produto muito valioso na época. Para garantir o controle e a proteção da cidade, foram construídas fortificações que defendiam Salvador de possíveis invasores.
Salvador também foi a primeira capital do território que corresponde ao Brasil atual. Ela foi escolhida porque sua localização facilitava a defesa das terras e favorecia o transporte do pau-brasil e do açúcar pelo mar.
Assim como São Vicente e Salvador, novas vilas e cidades foram formadas pelos portugueses. As cidades eram organizadas em torno de uma câmara municipal, que administrava a cidade e prestava contas para o rei de Portugal.


Veja respostas, comentários e orientações no Encaminhamento NÃO ESCREVA NO LIVRO.
1 Quem eram os habitantes do território que corresponde ao Brasil atual antes da chegada dos portugueses?
2 Quanto tempo, após o início da ocupação do território, demorou para os portugueses fundarem a Vila de São Vicente? Qual é a data de fundação?
3 Por que Salvador foi escolhida como a primeira capital?

CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
• MBEMBE, Achille. Brutalismo. Tradução: Sebastião Nascimento. São Paulo: n-1 edições, 2021. Nessa obra, o autor aprofunda a análise da brutalidade do poder nas relações coloniais e pós-coloniais, conectando lógicas de dominação, violência e exclusão como continuidades históricas do colonialismo, impactando também os modos de ensinar e representar a história.
Na atividade 1, espera-se que os estudantes respondam que eram os povos indígenas.
Na atividade 2, espera-se que os estudantes respondam que os portugueses levaram mais de 30 anos para fundar a Vila de São Vicente. O ano de fundação é 1532.
Na atividade 3, espera-se que os estudantes respondam que Salvador foi escolhida por ter uma localização que facilitava a defesa das terras e o transporte marítimo do pau-brasil e do açúcar.
Forte de Santo Antônio da Barra no município de Salvador, no estado da Bahia, em 2025.
ENCAMINHAMENTO
Utilize o exemplo do Rio de Janeiro (RJ) para introduzir a ideia de que os municípios passam por transformações constantes, algumas lentas, outras abruptas, e que essas mudanças afetam de forma desigual os diferentes grupos sociais. Explique que a reforma feita no governo de Pereira Passos é considerada um marco da modernização da cidade, mas que essa modernização não foi vivenciada de forma positiva por todos: enquanto as elites urbanas viram a abertura da Avenida Central como símbolo de progresso e integração ao modelo europeu de cidade, as populações pobres foram removidas de seus lares, perdendo suas moradias e seus meios de subsistência, o que resultou no surgimento de novas favelas.
Reforce que esse tipo de processo não foi exclusivo do Rio de Janeiro (RJ): em muitos municípios brasileiros, grandes obras públicas, como construções de avenidas, barragens, pontes ou estádios, também geraram impactos profundos na vida da população, transformando a paisagem e as relações sociais. Aponte que é importante analisar criticamente quem ganha e quem perde com tais reformas e de que maneira esses eventos permanecem na memória coletiva.
Ao conduzir a discussão, incentive os estudantes a pensar em mudanças significativas no município em que vivem. Pergunte se houve obras públicas, enchentes, demolições, construções de conjuntos habitacionais ou qualquer transformação que tenha alterado a rotina da população. Ajude-os a perceber que aquilo que, para uns, pode representar progresso, para outros, pode significar perda e deslocamento, mobilizando a habilidade EF03HI03. O conteúdo propicia, ainda, mobilizar a habilidade EF03HI01.

AS CIDADES MUDAM
Hoje, os municípios são muito diferentes das primeiras vilas e cidades do Brasil. Algumas mudanças podem acontecer de modo lento, outras são mais rápidas. Porém, todas elas afetam a vida das pessoas que moram nesses lugares.
No começo do século 20, a região central da cidade do Rio de Janeiro passou por uma grande reforma. À época, o prefeito Francisco Pereira Passos ordenou a demolição de cortiços e de outras construções onde vivia e trabalhava a população pobre.
Abertura da Avenida Central, no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 1904.




PARA O PROFESSOR E OS ESTUDANTES
• INSTITUTO MOREIRA SALLES. Rio: primeiras poses: visões da cidade a partir da chegada da fotografia (1840-1930). Rio de Janeiro: IMS, c2025. Disponível em: https://ims.com.br/ exposicao/rio-primeiras-poses/. Acesso em: 23 set. 2025. A página reúne textos, imagens e vídeos históricos do Rio de Janeiro (RJ), parte do acervo do Instituto Moreira Salles (IMS), com destaque para as reformas urbanas durante o governo de Francisco Pereira Passos, como a abertura da Avenida Central (hoje Avenida Rio Branco) e da Avenida Beira-Mar e melhorias no porto e no canal do Mangue. É um recurso visual para explorar o impacto simbólico e concreto de grandes intervenções urbanas.
CONEXÃO

A reforma aconteceu entre os anos de 1902 e 1906 e tinha como objetivo embelezar e modernizar a cidade. Para a população rica, as reformas representaram o progresso. Para os mais pobres, representou o deslocamento forçado, já que muitos foram obrigados a se mudar para os morros da cidade, o que deu origem a novas favelas.




Veja comentários e orientações no Encaminhamento.

1 Observe as fotografias da Avenida Central e, depois, responda às questões a seguir.
a) Quais mudanças você notou entre as duas fotografias?
b) Como a reforma do prefeito Pereira Passos impactou a vida das pessoas que moravam na região? Explique.

PARA O PROFESSOR E OS ESTUDANTES
• WANDERLEY, Andrea C. T. Reforma urbana. Rio de Janeiro: Brasiliana Fotográfica, 20202024. Disponível em: https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?tag=reforma-urbana. Acesso em: 23 set. 2025.
Essa série de textos e imagens documenta em detalhes intervenções urbanas, como a demolição do Morro do Castelo, ruas e avenidas históricas, edifícios desaparecidos e obras de infraestrutura, possibilitando uso pedagógico para ilustrar os efeitos de reformas como a de Pereira Passos.
Na atividade 1, no trabalho com as fotografias, oriente os estudantes a observar atentamente os detalhes da paisagem e registrar mudanças visíveis (como a demolição de moradias, o alargamento da avenida e a ausência do morro). Incentive-os a pensar também nos efeitos menos visíveis das reformas: o impacto na vida das famílias, o deslocamento forçado e o surgimento de novos bairros e favelas.
Na atividade 1. a), espera-se que os estudantes citem, entre outros aspectos, a ausência das moradias, o alargamento da avenida e as mudanças urbanas no morro que havia no local.
Na atividade 1. b), espera-se que os estudantes mencionem o deslocamento forçado das pessoas e o surgimento de novas favelas.
Avenida Central, atual Avenida Rio Branco, após a reforma, no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em cerca de 1908.
CONEXÃO
ENCAMINHAMENTO
Para trabalhar com o conteúdo desta dupla de páginas, mostre aos estudantes que grandes obras ou eventos não são neutros: eles expressam escolhas políticas e econômicas e costumam gerar experiências muito diferentes para distintos grupos sociais. Explique que, quando um país recebe um megaevento, como a Copa do Mundo ou os Jogos Olímpicos, há uma expectativa de que isso traga desenvolvimento, visibilidade internacional e melhorias na infraestrutura urbana. No entanto, esses processos também podem acentuar desigualdades, principalmente quando envolvem remoções de famílias ou alterações drásticas na vida cotidiana de comunidades inteiras.
Apresente a ideia de que a memória sobre esses eventos se constrói de modo desigual. Para alguns grupos, eles ficam registrados como momentos de festa e orgulho nacional. Para outros, permanecem como lembranças dolorosas de perda e injustiça, já que a modernização pode vir acompanhada de exclusões. Essa pluralidade de experiências mostra que a história das cidades não é feita apenas de grandes obras ou monumentos, mas também das vidas de pessoas diretamente afetadas por essas mudanças.
Convide a turma a refletir sobre como esses impactos se dão em diferentes escalas: no caso de Camaragibe (PE), moradores foram obrigados a sair de suas casas para dar lugar às obras; em outras localidades, mudanças no transporte ou no espaço urbano transformaram hábitos diários, como o trajeto até a escola ou o custo de vida em determinadas regiões. Incentive que percebam como a memória dessas transformações permanece viva, sobretudo entre aqueles que sentiram as consequências mais diretamente.
Finalize destacando que compreender as contradições

Eventos culturais e impactos
A Copa do Mundo de 2014, que ocorreu no Brasil, trouxe mudanças importantes para as cidades e regiões que sediaram os jogos. Como parte dos preparativos para o evento, foram construídos novos estádios e realizadas obras de melhorias no trânsito.
O bairro Timbi, no município de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, no estado de Pernambuco, passou por modernização nas ruas e avenidas que ligavam a cidade de Recife à Arena de Pernambuco, no município de São Lourenço da Mata, onde ocorreram partidas de futebol. No local, casas foram desapropriadas para a construção de um corredor exclusivo para ônibus, duas pistas para carros e uma ciclovia, mas as obras afetaram a vida dos moradores. Cerca de 600 famílias deixaram suas casas para morar em outros locais. A mudança, para muitos, não foi justa, pois as condições oferecidas causaram grandes impactos na vida cotidiana.


Observe as imagens aéreas do bairro Timbi, antes e depois das obras de modernização para a Copa.




desses processos ajuda a desenvolver um olhar crítico sobre o presente, mostrando que decisões tomadas para atender a grandes eventos podem beneficiar alguns setores da sociedade, mas prejudicar outros. Incentive os estudantes a compartilhar se já vivenciaram em seu município mudanças que tenham sido lembradas de formas diferentes pelas pessoas (obras de mobilidade, novas construções, enchentes ou até festas tradicionais que foram interrompidas).
TEXTO COMPLEMENTAR
Leia a seguir um trecho do artigo que apresenta o histórico da comunidade da Vila Autódromo, no Rio de Janeiro (RJ), sua resistência às remoções para os Jogos Olímpicos de 2016 e o processo de criação do Museu das Remoções, um espaço comunitário ao ar livre que preserva memórias de resistência por meio de esculturas feitas com escombros de antigos lares.
O Museu das Remoções é uma experiência museal nascida da ação comunitária, do valor de suas histórias e memórias. Durante as remoções, percebeu-se que não eram
Fotografia de satélite do bairro Timbi, no município de Camaragibe, no estado de Pernambuco, em 2013.




As mudanças nas cidades podem trazer benefícios, como melhorias de locomoção, oportunidades de empregos, entre outros. Porém, algumas mudanças podem impactar moradores, que, muitas vezes, se veem obrigados a sair de suas casas.
1 Leia o trecho da reportagem sobre moradores de Camaragibe. Veja comentários e orientações no Encaminhamento
O terreno de Romildo Ramos era “um sítio completo”, com árvores frutíferas, água potável e uma casa construída com o esforço de muitos anos no Loteamento São Francisco, em Camaragibe […].
“A gente tinha o nosso canto, o nosso lar, era feliz”, diz Paula Santos[…], nora de seu Ramos. “Desmoronou tudo. Para que foi feita a Copa? Para tirar as famílias do lugar?”


CARNEIRO, Júlia Dias. ‘Só arrancaram a casa do lugar, e fim’: 4 anos depois, desapropriados da Copa questionam remoções desnecessárias. BBC News Brasil, Rio de Janeiro, 17 jun. 2018. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-44478032. Acesso em: 21 ago. 2025.
a) De acordo com o texto, como era a vida no sítio antes dos preparativos para a Copa?
b) Com base no que você estudou, as obras da Copa, em Camaragibe, afetaram a vida dos moradores? Explique.

30/09/25 16:58
somente as casas que eram demolidas, cortavam também as árvores, passavam máquinas, descaracterizando totalmente o local. Esse apagamento de história, cultura e memória é presente e visível também na arquitetura e nos monumentos da cidade e até mesmo nos nomes de ruas. Nos museus tradicionais não é diferente, os elementos culturais valorizados e preservados são aqueles que valorizam a cultura e a memória dos colonizadores.
TEIXEIRA, Sandra Maria; SANCHES, Taísa. Ontem, hoje e amanhã: a luta contra as remoções na Vila Autódromo e o Museu das Remoções. Boletim IPPUR, Rio de Janeiro, n. 73, 30 set. 2023. Disponível em: https://ippur.ufrj.br/ontem-hoje-e-amanha-a-luta-contra-as-remocoes-na-vila-autodromo-e-o-museu-das -remocoes/. Acesso em: 23 set. 2025.
Na atividade 1. a), espera-se que os estudantes percebam que, antes das obras, a vida no sítio era marcada por bem-estar e estabilidade, com moradia própria, árvores frutíferas e água potável, que são elementos que garantiam qualidade de vida e segurança para a família.
Na atividade 1. b), espera-se que os estudantes respondam afirmativamente e que reconheçam que as obras da Copa afetaram a vida dos moradores, em sua maioria, de forma negativa, já que, segundo relatam, foram removidos compulsoriamente, e as condições oferecidas em troca não compensaram as perdas, resultando em impactos profundos na vida cotidiana.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Fotografia de satélite do bairro Timbi, no município de Camaragibe, no estado de Pernambuco, em 2024.
ENCAMINHAMENTO
Aproveite o conteúdo da seção Criança cidadã para trabalhar o TCT Educação ambiental, articulando a história do crescimento urbano dos municípios com os desafios atuais relacionados às mudanças climáticas, à ocupação do solo e à preservação ambiental. Explique aos estudantes que o crescimento desordenado dos municípios, sem planejamento adequado, pode gerar consequências graves para o bem-estar da população, como enchentes, deslizamentos e poluição. Mostre que, além dos fatores climáticos, a forma como os municípios crescem e ocupam áreas de risco tem um papel central na ocorrência de tragédias ambientais.
Contextualize as enchentes de 2024, no Rio Grande do Sul, como um exemplo recente de como ocupações em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e a redução de áreas naturais de escoamento agravam os impactos das chuvas intensas. Ressalte que, segundo pesquisas do Grupo de Sensoriamento Remoto, Análise Espacial, Modelagem Ambiental e Desastres Naturais, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em parceria com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovações (Cemaden/MCTI), a urbanização acelerada em zonas frágeis aumentou a vulnerabilidade e a suscetibilidade à inundação, transformando o evento em uma das maiores tragédias ambientais da história do estado (GERAQUE, Eduardo. Estudo mapeia as causas e as circunstâncias que ocasionaram em 2024 a maior tragédia ambiental do RS. Jornal da Unesp, São Paulo, 20 maio 2025. Disponível em: https:// jornal.unesp.br/2025/05/20/estu do-do-cemaden-mapeia-as-cau sas-e-as-circunstancias-que-o casionaram-em-2024-a-maior -tragedia-ambiental-do-rs/. Acesso em: 30 set. 2025). Essa explicação ajuda a demonstrar como os processos históricos de crescimento das cidades têm consequências diretas sobre a vida das pessoas hoje.

CRIANÇA CIDADÃ
Crescimento dos municípios e meio ambiente
Muitos municípios crescem sem planejamento adequado. Com isso, há o aumento de problemas relacionados ao bem-estar da população e ao meio ambiente.
A falta de moradias em áreas planejadas e seguras nos municípios resulta na ocupação de locais considerados de risco, como margens de rios, encostas e Áreas de Preservação Permanente (APPs).
Em 2024, muitos brasileiros acompanharam as notícias a respeito das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. Uma das possíveis causas para esse evento, além das questões climáticas, é o modo como as cidades e os municípios cresceram.


Pesquisadores de universidades brasileiras indicam que as APPs no Rio Grande do Sul foram afetadas com o crescimento dos municípios e a redução de áreas naturais. Com o aumento das chuvas e a falta de locais para escoar a água, os rios inundaram as cidades.
TEM MAIS
As APPs foram definidas pelo Código Florestal de 2012. Essas áreas têm função ambiental de preservação e proteção de rios e florestas e são protegidas por lei.



Município de Novo Hamburgo, no estado do Rio Grande do Sul, após as fortes chuvas, em 2024.

Auxilie os estudantes na realização das atividades 1 e 2. Incentive os estudantes a refletir sobre o próprio município: existem áreas de risco ocupadas por moradias? Há problemas de enchentes, deslizamentos ou poluição de rios e córregos? Valorize as respostas e proponha que, na atividade 1, relacionem a realidade local com as práticas de cuidado apresentadas no material, reforçando que pequenas ações individuais e comunitárias podem somar-se a políticas públicas mais amplas.
Na atividade 2, espera-se que eles respondam que todos podem contribuir para a preservação do meio ambiente com diferentes atitudes, como a limpeza dos ambientes, a coleta e separação de resíduos, entre outros.
Finalize destacando que compreender as relações entre meio ambiente e crescimento urbano é importante para formar cidadãos críticos e engajados, capazes de cobrar de seus representantes ações preventivas e sustentáveis, ao mesmo tempo em que assumem responsabilidades cotidianas para a preservação do espaço em que vivem.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

O que podemos fazer?
Cuidar do município é uma responsabilidade de todos. É importante que cada morador adote práticas que contribuam para a preservação do meio ambiente e favoreçam o bem-estar de todos. Conheça a seguir algumas práticas.
• Participar de campanhas que incentivem a preservação do meio ambiente.
• Nunca jogar resíduos sólidos, como papel, garrafas, móveis quebrados, entre outros objetos, nas ruas, nos rios e nos córregos.
• Conversar com familiares e pessoas do convívio para que eles cobrem ações dos representantes políticos do município.


Quando colocamos essas ações em prática, cuidamos do lugar em que vivemos, das pessoas e do meio ambiente. Isso possibilita construir um futuro melhor para todos!



Voluntários do movimento Baía Viva na Praia da Amendoeira, no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 2024.
Veja respostas, orientações e comentários no Encaminhamento
1 Você identifica ações em seu município que ajudam a proteger o meio ambiente? Quais?
2 De acordo com o que você estudou, todos podem contribuir para a preservação do meio ambiente? Como?

ATIVIDADES
30/09/25 16:58
Para realizar um painel coletivo do município sustentável, divida a turma em grupos numerosos, garantindo que cada grupo tenha responsabilidades distintas, mas interligadas. Um grupo pode se encarregar de pesquisar e listar problemas ambientais comuns em municípios brasileiros, como ocupação de áreas de risco, enchentes, poluição de rios e descarte inadequado de resíduos. Outro grupo pode se concentrar em buscar soluções cotidianas e comunitárias, como campanhas de conscientização, coleta seletiva, mutirões de limpeza ou plantio de árvores. Um terceiro grupo pode criar propostas de políticas públicas, como a preservação das APPs e a fiscalização do crescimento urbano. Peça a cada grupo que represente suas descobertas em cartazes ilustrados, maquetes simples ou painéis digitais, caso haja recursos. Em seguida, organize um “mosaico coletivo”: junte todos os materiais em um grande mural ou uma grande exposição que represente tanto os problemas quanto as soluções possíveis. Para concluir, promova uma apresentação em que cada grupo explique sua contribuição e discuta com a turma como as ideias se conectam.
ENCAMINHAMENTO
Traga para a discussão do tema dessa dupla de páginas a ideia de que toda e qualquer pessoa tem importância na história de um município. Esclareça que os exemplos apresentados – Txai Suruí e Rene Silva – são pessoas que, em diferentes momentos e lugares, fizeram a diferença em suas comunidades, mas cujas ações também extrapolaram os limites do município, alcançando reconhecimento nacional e internacional. Valorize a noção de que a história local não é construída apenas por autoridades políticas ou grandes acontecimentos, mas também por pessoas comuns que, no dia a dia, transformam a vida das comunidades.
Amplie a biografia das pessoas apresentadas. Explique que Txai Suruí, fundadora do Movimento da Juventude Indígena de Rondônia, foi representante do Brasil na Conferência da Cúpula do Clima (COP26), quando defendeu a proteção da Amazônia e os direitos dos povos indígenas, mostrando que as vozes das comunidades locais também têm espaço em debates globais. Comente que Rene Silva, ainda criança, criou o jornal Voz das Comunidades, que não apenas deu visibilidade às questões do Complexo do Alemão, comunidade em que nasceu, mas também contribuiu para mobilizar ações sociais e culturais que melhoraram a vida de muitas pessoas no Rio de Janeiro (RJ). Se achar pertinente, mencione ainda Chico Mendes (1944-1988), cuja luta em defesa dos seringueiros da Amazônia ajudou a mudar a forma como o Brasil e o mundo entendem a preservação ambiental e os direitos das comunidades tradicionais.

AS PESSOAS E AS COMUNIDADES
Os municípios são formados por muitas pessoas, e todas fazem parte da história dele. Cada um pode colaborar com a comunidade de diferentes maneiras, como ajudar alguém a atravessar a rua ou participar de ações que melhorem a vida de todos.
A seguir, vamos conhecer duas pessoas que fizeram e fazem a diferença em suas comunidades e no lugar onde vivem.
Uma jovem liderança indígena
Txai Suruí é uma jovem indígena, nascida em 1997, na Floresta Amazônica, em Rondônia. Desde muito pequena, ela viveu cercada pela luta de sua comunidade para proteger a floresta e os direitos dos povos indígenas. Em 2020, ela criou o Movimento da Juventude Indígena de Rondônia, que reúne jovens de diferentes etnias para defender a Amazônia e valorizar suas tradições.

No ano de 2021, participou de um evento internacional da Organização das Nações Unidas (ONU), que aconteceu na Escócia. Ela foi a primeira brasileira a discursar na Conferência da Cúpula do Clima (COP26), um evento muito importante que reuniu lideranças de vários países para debater problemas relacionados às mudanças climáticas. Desde então, continua participando de encontros e debates sobre a preservação das florestas e o futuro do planeta.



Txai Suruí discursa em evento internacional sobre mudanças climáticas no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 2024.



Ele faz a comunidade ser ouvida
Rene Silva é um jovem jornalista e ativista, nascido em 1993, no Complexo do Alemão, uma das comunidades do estado do Rio de Janeiro. Aos 11 anos, inspirado por um projeto escolar, ele criou o jornal Voz das Comunidades . A iniciativa reuniu outras crianças, que começaram a relatar os problemas enfrentados pela comunidade e a sugerir soluções. O projeto ganhou repercussão e ajudou a fazer a diferença na vida da comunidade.



Em 2018, ele foi reconhecido internacionalmente como uma das pessoas negras mais influentes do mundo, devido ao trabalho que vem realizando. O prêmio foi entregue na cidade de Nova York pela organização internacional Pessoas de Ascendência Africana Mais Influentes (Mipad). Rene Silva segue liderando vários projetos sociais que promovem mudanças na vida das pessoas que vivem em comunidades.
FIQUE LIGADO
• ROCHA, Ruth. A árvore do Beto. Ilustrações: Mariana Massari. São Paulo: Salamandra, 2010.


1
Esse livro conta a história do Beto, que tem o sonho de ter uma árvore de natal. Para realizar seu sonho, Beto planta uma árvore em um terreno próximo à sua casa. O sonho de Beto muda a vida de todos que moram ao redor dele.
Veja orientações e comentários no Encaminhamento
Você conhece pessoas que fazem a diferença para seu local de vivência? Cite exemplos e comente o motivo de sua escolha. Respostas pessoais.

01/10/25 00:28
Ao orientar a realização da atividade 1, incentive os estudantes a reconhecer que pessoas que fazem a diferença não estão apenas nos livros de História, mas também em seu convívio diário. Peça-lhes que citem exemplos de pessoas que contribuem com a comunidade escolar, como funcionários da limpeza, bibliotecários ou educadores. Ressalte que valorizar esses papéis ajuda a entender que todos colaboram para o bem-estar coletivo e que a cidadania se constrói tanto nas grandes ações quanto nas pequenas atitudes.
Essa abordagem promove o desenvolvimento das habilidades EF03HI01, EF03HI03 e EF03HI07.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Rene Silva, no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 2025.
ENCAMINHAMENTO
Aproveite o cordel e o exemplo apresentado na seção Ideia puxa ideia para discutir com os estudantes que as comunidades são formadas por pessoas que compartilham experiências, interesses, culturas e necessidades em comum. Esclareça que a convivência comunitária pressupõe diálogo, cooperação e respeito às diferenças, elementos fundamentais para a solução de problemas coletivos. Ressalte que, quando se trata de comunidades, a referência não é feita apenas a bairros ou grupos tradicionais, mas também à própria comunidade escolar, onde estudantes, famílias e profissionais atuam em conjunto para construir um ambiente de aprendizagem, cuidado e cidadania.
Relacione a proposta com o TCT Educação em direitos humanos, destacando que a participação em comunidades desenvolve valores como solidariedade, respeito, justiça e igualdade. Explique que, ao compreender como funcionam as comunidades e ao valorizar o papel de cada pessoa nelas, os estudantes se tornam mais preparados para, no futuro, exercer plenamente a cidadania e defender direitos.
É interessante mostrar que comunidades como a Pedra do Sal, no Rio de Janeiro (RJ), preservam tradições e, ao mesmo tempo, enfrentam desafios, como a luta pela permanência em seus territórios. Esse exemplo pode ser usado para demonstrar que, quando uma comunidade se organiza, ela consegue proteger tanto seus direitos quanto sua identidade cultural.
Na atividade 1, valorize as respostas e incentive os estudantes a relacionar a ideia do cordel, de que é preciso conhecer uns aos outros para resolver problemas coletivamente, com a vida em sua própria comunidade escolar. Pergunte se eles reconhecem

IDEIA PUXA IDEIA
Municípios e comunidades
Você estudou que há, nos municípios, pessoas que fazem a diferença em seus locais de vivência e em suas comunidades. Mas você sabe o que são comunidades? Leia, a seguir, o trecho de um cordel.


Ilustração de moradores reunidos.



ASSIS, Chico de. Cordel educativo do Programa Justiça Comunitária. Brasília, DF: TJDFT, 2003. p. 15 do PDF. Disponível em: https://www.tjdft.jus.br/informacoes/cidadania/justica -comunitaria/publicacoes/arquivos/literatura_cordel.pdf. Acesso em: 22 ago. 2025.

ações de solidariedade ou de cooperação dentro da escola, como dividir materiais, ajudar colegas ou apoiar campanhas.
Na atividade 2, quando mencionarem comunidades do município, incentive os estudantes a pensar em exemplos próximos de sua realidade, como associações de moradores, grupos religiosos, times esportivos ou coletivos culturais. Reforce a importância de reconhecer a diversidade de comunidades e a contribuição de cada uma para o município.
Na atividade 3, ao escreverem por que é importante que diferentes grupos se organizem em comunidade, incentive os estudantes a considerar a defesa de direitos, a preservação de tradições culturais e a busca de soluções conjuntas para problemas comuns. Valorize produções que façam referência à comunidade escolar, pois essa aproximação fortalece a compreensão de que todos fazem parte de um mesmo coletivo e têm responsabilidades nele.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Os municípios são formados por diferentes comunidades, que podem ser de indígenas, de afro-brasileiros, de moradores de um bairro, entre muitas outras. As pessoas se organizam em comunidades para solucionar problemas que enfrentam em comum, mas também para preservar aspectos culturais e um modo de vida.
A comunidade Pedra do Sal, localizada na Região Portuária, no município do Rio de Janeiro, é conhecida como “Pequena África”. Lá, há a presença de muitos afro-brasileiros que, por muito tempo, sofreram com tentativas de serem retirados de suas casas. Os moradores se organizaram e criaram o projeto Sal do Samba, que ajuda diversas famílias a permanecer em suas casas.


A comunidade da Pedra do Sal celebra, por meio da arte, a cultura e a história de seus antepassados.

pessoas importantes para o movimento
e
Você notou a importância das comunidades? A reunião de pessoas que compartilham interesses em comum é fundamental para a solução de problemas que as afetam.


1 De acordo com o trecho do cordel, o que é preciso em uma comunidade? Explique.
É preciso que todos se conheçam para juntos resolverem os problemas que surgirem.
2 Quais comunidades de seu município você conhece? Cite exemplos.
Respostas pessoais.
3 Por que é importante que diferentes grupos se organizem em comunidade? Escreva um pequeno texto sobre o assunto.
Produção pessoal.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR E OS ESTUDANTES

• CORRÊA, Maíra Leal. Quilombo Pedra do Sal. Belo Horizonte: FAFICH, 2016. (Coleção terras de quilombos). Disponível em: https://www.gov.br/incra/pt-br/assuntos/governanca-fundiaria/ pedra_do_sal.pdf. Acesso em: 23 set. 2025. O material apresenta um histórico da região portuária do Rio de Janeiro (RJ), símbolo da resistência cultural afro-brasileira, onde nasceu o samba. Ali, as tradições foram preservadas e os moradores se mobilizaram para manter sua identidade diante da pressão do poder público.
ATIVIDADES
Organize a sala em formato de assembleia, simulando uma reunião de moradores. Divida os estudantes em grupos grandes, cada um representando uma comunidade diferente: moradores de um bairro, comerciantes locais, estudantes, famílias, representantes culturais e até lideranças fictícias, como um conselheiro de bairro. Cada grupo deve discutir rapidamente um problema em comum (por exemplo: resíduos sólidos acumulados, falta de áreas de lazer, necessidade de campanhas de solidariedade) e pensar em soluções possíveis. Depois, conduza uma assembleia em que cada grupo apresente seu ponto de vista. Um ou dois estudantes podem assumir o papel de mediadores, organizando a fala de todos, enquanto outros registram as propostas em cartazes ou na lousa. Ao final, elaborem juntos um plano de ação comunitário da escola, reunindo as ideias que apareceram, como campanhas ambientais, eventos culturais, momentos de ajuda coletiva ou projetos de valorização da diversidade.
O mural pintado na parede representa
negro
da comunidade da Pedra do Sal, no município do Rio de Janeiro, estado do Rio de Janeiro, em 2021.
ENCAMINHAMENTO
Na seção O que estudei, busca-se retomar os principais conteúdos trabalhados ao longo da unidade, com o objetivo de sistematizar e consolidar conceitos estudados. Essa sistematização não é apenas um momento de revisão, mas também de reflexão, no qual os estudantes são convidados a analisar o próprio percurso de aprendizagem e a realizar uma autoavaliação. Esse processo contribui para que cada estudante reflita sobre o que aprendeu, como aprendeu e quais aspectos ainda precisam de maior atenção.
Ao incentivar a reflexão sobre os conteúdos e a realização de uma autoavaliação, são oferecidos aos estudantes parâmetros para orientar suas atitudes, organizar seus estudos e fortalecer o próprio protagonismo no processo de aprendizagem.
Explique à turma que este é o momento de retomar o que foi trabalhado ao longo da unidade, identificando avanços e reconhecendo eventuais dificuldades. Essa prática favorece o desenvolvimento de processos metacognitivos, ajudando cada estudante a compreender o próprio aprendizado e a perceber a evolução ocorrida.
Na atividade 1, espera-se que os estudantes reconheçam a contribuição de diferentes grupos para a formação dos municípios brasileiros. Oriente-os a citar indígenas, europeus, africanos, migrantes e imigrantes de outros países, destacando que cada grupo trouxe saberes, práticas culturais e formas de organização que moldaram a vida nos municípios. A atividade mobiliza as habilidades EF03HI01 e EF03HI07.
Na atividade 2. a), valorize a criatividade das legendas e incentive que sejam claras e representem a ideia principal da ilustração.
O QUE ESTUDEI

Veja respostas, orientações e comentários no Encaminhamento
1 Quais grupos de pessoas contribuíram para a formação dos municípios brasileiros?
Foram os povos indígenas, europeus, africanos, migrantes e imigrantes de outros países.
2 Observe a ilustração com atenção.
a) Qual legenda você daria para essa ilustração?
Resposta pessoal.
b) Faça um pequeno texto sobre a importância da diversidade da população brasileira, presente nos municípios.
Produção pessoal.
Ilustração elaborada especialmente para esta obra em 2025.



Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.
3 Leia o trecho do cordel a seguir.
Baião, xote e xaxado, Nosso forró pé de serra São tocados por sanfona,

Só quem sabe é quem não erra, O triângulo, a zabumba Fazem o som da nossa terra.

DINIZ, Francisco. Quadrilha junina. João Pessoa: Projeto Cordel: Literatura de Cordel, 7 jun. 2006. Disponível em: https://projetocordel.com.br/quadrilha/. Acesso em: 25 ago. 2025.
a) De acordo com o que você estudou, o cordel é um gênero literário característico de qual região do Brasil?
Ele é característico da Região Nordeste.
b) A cultura nordestina está presente em outras regiões do Brasil? Explique.
Resposta pessoal.

Na atividade 2. b), espera-se que as produções dos estudantes mostrem o Brasil como um país multiétnico, com forte influência indígena, africana e europeia, entre outras. Entre os aspectos positivos, eles podem citar a riqueza cultural, que se manifesta na língua, na culinária, em festas etc.; a variedade de saberes e conhecimentos em áreas como medicina, agricultura e artesanato; e a capacidade de convivência com o diferente, formando uma sociedade mais plural. A atividade mobiliza as habilidades EF03HI01 e EF03HI07.
Na atividade 3. b), espera-se que os estudantes respondam afirmativamente. Eles podem citar música, pratos da culinária, artesanatos, entre outros.
Na atividade 4. c), espera-se que os estudantes identifiquem as novas construções no entorno do teatro, como os prédios, e a mudança nas ruas próximas.
A Autoavaliação tem a função de ajudar cada estudante a reconhecer o que já conseguiu aprimorar e o que ainda precisa ser melhorado no estudo da unidade. Esse registro é útil para que os estudantes desenvolvam habilidades como autonomia, autorregulação e colaboração.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ANA CARDOSO
4

Observe as fotografias do Teatro Amazonas com atenção e responda às perguntas.
1 2

Fotografia aérea do Teatro Amazonas, no município de Manaus, no estado do Amazonas, em cerca de 1970.

aérea do Teatro
no município de Manaus, no estado do Amazonas, em 2023.
a) Identifique a fotografia que mostra o local do teatro em sua fase antiga.
Fotografia 1


b) Identifique a fotografia que mostra o local do teatro em sua fase recente.
Fotografia 2
c) O local em que o teatro está localizado mudou com o passar do tempo? Explique.
O local mudou com o passar do tempo. Veja comentários no Encaminhamento
5 Leia as questões e escreva as respostas no caderno usando as palavras do quadro. Responda com base em seu comportamento ao longo desta unidade.
• Aproveite este momento para refletir sobre seus pontos fortes e as atitudes que você pode melhorar.
AUTOAVALIAÇÃO

Respeitei o professor e os colegas?
Prestei atenção nas explicações?
Pedi ajuda quando tive dúvidas?
Contribuí nas atividades em grupo?
Respostas pessoais.


30/09/25 16:59
Se houver pessoas com deficiência na turma, de maneira geral, é essencial garantir adaptações e recursos de acessibilidade que possibilitem a plena participação na autoavaliação. Também pode ser importante oferecer tempo adicional para a realização das tarefas e solicitar apoio de mediadores ou colegas quando necessário. Finalize a avaliação estabelecendo objetivos que deverão ser cumpridos pelo estudante ao longo do ano.
Sempre Às vezes Nunca
Fotografia
Amazonas,
MODELO PARA COPIAR
INTRODUÇÃO À UNIDADE
Nesta unidade, os estudantes são convidados a refletir sobre a importância da memória e sobre as formas pelas quais ela se manifesta nos lugares onde vivemos. Será apresentada a noção de memória individual e o conceito de memória coletiva, mostrando como lembranças pessoais se conectam com a história de comunidades inteiras. Espera-se que os estudantes percebam que a memória não se guarda apenas em fotografias ou objetos antigos, mas também em lugares, festas, músicas e tradições.
O capítulo 1 trata dos lugares de memória e dos marcos históricos, explorando como ruas, praças, museus, igrejas, monumentos e até construções adaptadas para novos usos preservam e revelam diferentes aspectos da história. Nesse percurso, também será destacada a importância da representatividade, sendo questionado quem é lembrado nos espaços públicos e como é possível superar visões eurocêntricas que marcaram a história do Brasil.
O capítulo 2 aprofunda o estudo do patrimônio cultural, diferenciando bens materiais, imateriais e suas derivações.
Os estudantes serão apresentados a exemplos reconhecidos no Brasil, entendendo que preservar o patrimônio é um ato de cidadania, de respeito à diversidade cultural e de compromisso com as futuras gerações.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Compreender a memória como base da identidade individual e coletiva.
• Reconhecer lugares de memória e marcos históricos como registros do passado e referências para o presente.
• Identificar os diferentes tipos de patrimônios culturais materiais e imateriais.
UNіDADE

MARCOS HISTÓRICOS E PATRIMÔNIOS CULTURAIS 3
Você já ouviu alguma pessoa dizer que na época dela as coisas eram diferentes? Essa frase é uma pista de que a pessoa vai contar algo guardado em suas memórias. As memórias guardam momentos importantes da nossa vida e da história do mundo. Elas nos ajudam a lembrar quem somos, de onde viemos e o que aprendemos ao longo do tempo.
Mas como podemos guardar essas memórias para que outras pessoas também as conheçam? Para isso, existe o que chamamos de patrimônio. Patrimônio é tudo aquilo que tem valor para um grupo: pode ser uma construção antiga, uma música, uma dança, uma comida típica ou até uma floresta importante para a comunidade. Quando protegemos esses patrimônios, estamos cuidando das memórias de muitas pessoas e ajudando as futuras gerações a conhecer e a respeitar as memórias do passado.
Então, da próxima vez que você for a um museu, visitar uma construção histórica, souber uma história antiga ou conhecer uma dança de antigamente, lembre-se: você estará entrando em contato com uma forma de preservar a memória.

• Valorizar a contribuição de povos indígenas, africanos, afrodescendentes, europeus, quilombolas e comunidades tradicionais na formação do patrimônio brasileiro.
• Compreender o cuidado com o patrimônio como responsabilidade coletiva.
• Refletir sobre representatividade e diversidade, superando visões eurocêntricas e fortalecendo a educação antirracista.
ENCAMINHAMENTO
Inicie a unidade lembrando a turma que todas as pessoas têm memórias, ou seja, lembranças de momentos importantes que viveram. Explique que essas lembranças podem estar relacionadas com objetos, fotografias, músicas, festas e até nomes de ruas e praças. Mostre que a memória ajuda cada um a entender quem é e também a conhecer a história da família, do bairro e do município. Valorize as experiências prévias dos estudantes.
1. Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento.
1 Você se lembra do seu primeiro ano de escola? Conte para seus colegas uma memória que você guarda daquele tempo.
2. Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
2 Em sua opinião, de que maneira suas memórias do passado ajudam a entender quem você é no presente?

Vista do santuário de Bom Jesus de Matosinhos, no município de Congonhas, no estado de Minas Gerais, em 2024. O edifício é considerado um patrimônio cultural do Brasil e do mundo.
30/09/25 16:59
Converse com a turma sobre os lugares que fazem parte da vida deles, como a escola, a praça próxima, a igreja, o campo de futebol ou o mercado. Pergunte se algum desses lugares já foi cenário de uma festa, de uma comemoração ou de um encontro importante. Ajude-os a compreender que, quando um grupo de pessoas valoriza e preserva lembranças como essas, está cuidando de algo que chamamos patrimônio. Explique que patrimônio é tudo aquilo que tem valor para uma comunidade e que ajuda a manter viva a memória de muitas pessoas.
Mostre que o patrimônio pode ser diferente em cada lugar: em algumas comunidades, está em festas e danças; em outras, em construções antigas ou em histórias transmitidas de geração em geração.
Na atividade 1, caso seja possível, organize os estudantes em uma roda de conversa para que possam compartilhar memórias entre si. Comente que todas as memórias são importantes, mesmo aquelas que não são positivas. Incentive os estudantes a ouvir os depoimentos dos colegas com atenção.
O objetivo da atividade 2 é convidar os estudantes a refletir sobre suas experiências de modo a perceber como essas memórias contribuem para a formação de sua identidade. Espera-se que eles percebam que suas escolhas, seus comportamentos e seus gostos têm relação com o que eles já viveram.
ATIVIDADES
Proponha que cada estudante leve para a sala de aula um objeto que guarde uma lembrança. Em roda, peça a eles que contem a história desse objeto para os colegas. Ao final, converse com eles sobre o que aprenderam ao ouvir as histórias dos colegas e como esses objetos ajudam a lembrar do passado.
CONEXÃO
PARA OS ESTUDANTES
• MOREYRA, Carolina. O guarda-chuva do vovô. Ilustrações: Odilon Moraes. São Paulo: DCL, 2008. A obra aborda, de forma poética e delicada, temas como a memória, o afeto familiar e o processo de luto, a partir da relação entre uma criança e seu avô.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Identificar lugares de memória e marcos históricos do bairro e do município.
• Observar e registrar nomes de ruas, praças e edifícios, discutindo seus significados.
• Analisar como marcos históricos podem mudar de função ao longo do tempo.
• Reconhecer a importância da representatividade nos marcos históricos.
• Valorizar a diversidade de histórias preservadas em lugares de memória.
BNCC HABILIDADES
(EF03HI05) Identificar os marcos históricos do lugar em que vive e compreender seus significados.
(EF03HI06) Identificar os registros de memória na cidade (nomes de ruas, monumentos, edifícios etc.), discutindo os critérios que explicam a escolha desses nomes.
TEMAS
CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Diversidade cultural.
• Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
ENCAMINHAMENTO
O texto desta dupla de páginas apresenta aos estudantes a ideia de que o espaço que ocupamos guarda marcas do passado nos nomes de ruas, praças, monumentos e outros espaços públicos. Esses elementos ajudam a preservar a memória coletiva e a contar a história da comunidade.
Peça aos estudantes que falem o nome de ruas que eles conheçam. Faça perguntas como: vocês sabem quem foi essa pessoa ou o que significa essa data? Essa proposta de
capítulo

1 LUGARES DE MEMÓRIA E MARCOS HISTÓRICOS

Você sabia que ruas, bairros, praças, monumentos, escolas e até os nomes dos lugares preservam lembranças de uma comunidade ou de um município todo?
Esses espaços ajudam a relembrar o que aconteceu no passado e mostram o que as pessoas querem preservar. Por exemplo, muitos nomes de ruas e de praças homenageiam acontecimentos históricos, tradições culturais ou pessoas que contribuíram para a cidade.
investigação desperta a curiosidade e mostra que a História está presente no cotidiano. Incentive a escuta e a troca de hipóteses entre os estudantes, valorizando as explicações que surgirem. Mostre que, assim como alguns nomes lembram personagens famosos ou grandes feitos, outros poderiam homenagear pessoas do dia a dia, como trabalhadores que ajudam a comunidade. Levante a questão de quem é lembrado e quem muitas vezes é esquecido, promovendo uma reflexão crítica. Essa abordagem mobiliza a habilidade EF03HI06. Valorize também a dimensão afetiva dos espaços. Explique que não é apenas a história “oficial” que importa: cada estudante pode ter lembranças ligadas a um local, como a praça onde brinca, a rua da casa de um parente ou a quadra onde joga bola. Dessa forma, eles compreenderão que memória e patrimônio envolvem tanto grandes acontecimentos quanto experiências pessoais.
Na atividade 1, ajude os estudantes a compreender que espaços de memória são construções sociais que preservam lembranças importantes para a comunidade. Ressalte a diversidade desses espaços e incentive a observação do entorno escolar.

Na atividade 2, espera-se que os estudantes selecionem nomes de pessoas importantes da comunidade, figuras históricas ou valores que gostariam que fossem lembrados, justificando oralmente as próprias escolhas.
ATIVIDADES
Proponha que os estudantes façam, em duplas, uma lista de ruas, praças ou prédios conhecidos no bairro ou comunidade onde vivem. Peça-lhes que escolham um desses nomes e investiguem com familiares, vizinhos ou professores o motivo da homenagem. Depois, cada dupla deve preparar uma explicação curta para compartilhar com a turma. Ao final, promova uma conversa coletiva sobre a importância de conhecer e valorizar as histórias que os lugares guardam.
1 Observe a ilustração destas duas páginas e responda.
a) Qual placa de rua faz referência ao passado da cidade?
b) Qual das placas homenageia uma pessoa?
Rua da Fazenda Antiga. Praça Chiquinha Gonzaga.
2 Imagine que você pode escolher o nome de uma nova rua ou praça de sua cidade. Quem ou o que você gostaria de homenagear?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
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PARA O PROFESSOR
• INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Patrimônio cultural Brasília, DF: Iphan, c2014. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/218. Acesso em: 24 set. 2025.
Essa página do site do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) apresenta uma introdução ao conceito de patrimônio cultural, ressaltando os marcos legais que definem o patrimônio e o papel do instituto em sua preservação.
CONEXÃO
ENCAMINHAMENTO
Apresente a história do bairro da Macaxeira como exemplo de como os lugares podem se transformar ao longo do tempo, mas ainda conservar memórias. Observe as fotografias com a turma e comente que o espaço onde funcionou a fábrica abriga, hoje, escolas e um parque. Essa continuidade permite explicar que os lugares guardam diferentes camadas de histórias e que cada geração pode dar um novo uso a eles. Na atividade 2, espera-se que os estudantes respondam que a preservação dos prédios da fábrica ajuda a manter a memória de Macaxeira. Peça aos estudantes para pensar em locais conhecidos de sua comunidade que mudaram de função: um prédio antigo que virou mercado, um terreno vazio que se transformou em praça, uma casa adaptada para comércio, entre outros. Faça perguntas como: o que mudou nesse lugar? O que permaneceu? Incentive-os a perceber que, mesmo quando o uso muda, parte da memória continua preservada. Essa abordagem mobiliza a habilidade EF03HI05.

A MEMÓRIA VIVA DA CIDADE
Você gosta de macaxeira? É o nome que se dá, em muitos estados do Nordeste, para o alimento que também é conhecido como mandioca e aipim em outras regiões do país. Sabia que há um bairro no Recife, capital do estado de Pernambuco, com esse nome?
O bairro da Macaxeira tem esse nome porque, até 150 anos atrás, a planta era cultivada no local, e os moradores da zona norte do Recife sempre se referiam ao sítio como o “lugar das macaxeiras”.
Em 1895, instalou-se uma fábrica de tecidos onde a plantação estava antes. Por isso, muitos operários se mudaram para o bairro para morar perto do trabalho. Ao longo do tempo, o bairro, que era rural, se urbanizou, mas o nome permaneceu.


Quando a fábrica fechou, em 1992, o terreno e os prédios ficaram abandonados até 2014, ano em que a prefeitura transformou o terreno da antiga fábrica em um parque público e os prédios que abrigavam a fábrica em escolas.




Valorize a reflexão de que conservar construções antigas não significa “congelar” o passado, mas permitir que ele dialogue com o presente. Explique que manter essas construções é uma forma de lembrar o trabalho, os costumes e a vida das pessoas que viveram em outros tempos. Mostre também que cada comunidade tem o direito de escolher o que deseja preservar, porque o patrimônio está ligado à identidade e ao sentimento de pertencimento. O objetivo da atividade 3 é levar os estudantes a descobrir lugares que ajudem a contar a história do bairro ou da comunidade onde vivem. Dê exemplos concretos, como uma igreja ou uma escola muito antiga, e peça aos estudantes que, após a conversa com o adulto, anotem o nome do lugar, onde ele fica e por que ele é importante para a história do bairro ou da comunidade. Combine um prazo para que os estudantes realizem a atividade e reserve um momento para que compartilhem suas descobertas com a turma e discutam as diferentes histórias encontradas.
Fachada da antiga Fábrica de Tecidos Bezerra de Mello, localizada no bairro da Macaxeira, no município de Recife, no estado de Pernambuco, em 1926.

FIQUE LIGADO
• JÚNIOR, Otávio. Da minha janela. Ilustrações: Vanina Starkoff. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2019.
Esse livro mostra como é possível observar tudo o que acontece ao nosso redor, começando pelo que vemos bem da nossa janela. A obra também convida o leitor a usar a imaginação para viajar a outros lugares e a reconhecer os lugares de memória que existem ao nosso redor.
1. A fundação da fábrica de tecidos, o fechamento da fábrica e a transformação do terreno e dos prédios em espaços públicos.
1 Quais são os principais acontecimentos da história do bairro da Macaxeira que você acabou de ler?
2 Em sua opinião, a preservação dos prédios da fábrica ajuda a manter a memória de Macaxeira?


Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
3 Pergunte a um adulto se há, no bairro em que você mora, um edifício, uma praça ou um monumento que ajude a contar a história do local. Registre a resposta no caderno.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento



Escola Técnica Estadual Miguel Batista no bairro da Macaxeira, no município de Recife, no estado de Pernambuco, em 2025. A escola ocupa os antigos galpões da fábrica de tecidos.

TEXTO COMPLEMENTAR
ATIVIDADES
Proponha que os estudantes façam, em uma folha de papel avulsa, dois desenhos comparando o passado e o presente de um mesmo lugar que eles conheçam. Pode ser a praça do bairro, a rua da escola ou outro espaço de referência. A atividade pode ser feita em colaboração com um familiar capaz de narrar para eles como esse lugar era no passado. Oriente que, em uma parte da folha, representem como esse lugar era no passado e, na outra, como ele é atualmente. Depois, promova uma exposição dos desenhos na sala.
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O patrimônio esteve (ou ainda está) pouco previsto no debate das cidades sobre o desenvolvimento sustentável, apesar de seu grande potencial para contribuir com objetivos sociais, econômicos e ambientais. Tratar da relação entre Patrimônio cultural e desenvolvimento sustentável é tocar não apenas sobre a sustentabilidade econômica, mas avaliar os impactos que se têm quando se negligencia a manutenção e valorização do Patrimônio Cultural, que são tocados pelos efeitos das alterações climáticas, da sustentabilidade ecológica, da sustentabilidade social, principalmente quando ampliamos o olhar de um prédio isolado até as vidas presentes nas paisagens culturais e naturais que preenchem e significam boa parte dos territórios brasileiros.
PINHEIRO, Adson Rodrigo S.; OLIVEIRA, Ruben Ryan Gomes de (org.). Cadernos do patrimônio cultural: memórias, gestão e sustentabilidade. Fortaleza: Secultfor: Armazém da Cultura, 2023. (Série cadernos do patrimônio cultural, v. 2, p. 13). Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/uploads/ publicacao/caderno_de_patrimonio_cultural_v2_2023.pdf. Acesso em: 24 set. 2025.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Ao abordar o tema da dupla de páginas, oriente os estudantes a refletir sobre os lugares de memória presentes no município onde vivem. Explique que esses espaços, como praças, igrejas, museus e monumentos, ajudam a lembrar acontecimentos, pessoas e tradições importantes para a comunidade, além de mostrar como o município se transformou ao longo do tempo. Apresente imagens que facilitem a identificação desses lugares e incentive os estudantes a reconhecer espaços que fazem parte de seu cotidiano. Comente que muitos desses locais recebem nomes que homenageiam pessoas ou fatos marcantes, o que contribui para a preservação da história local. Essa abordagem fomenta o desenvolvimento das habilidades EF03HI05 e EF03HI06. Comente com os estudantes que os lugares de memória, geralmente, são espaços que resguardam histórias e eventos importantes para um grupo de pessoas, para uma comunidade e para um país. Esses locais adquirem significados simbólicos e de relevância histórica, contando histórias que, muitas vezes, são apagadas ou esquecidas. Incentive os estudantes a pensar se no local de vivência deles há espaços que podem ser considerados lugares de memória. Peça a eles que citem alguns exemplos. Reforce que esses lugares ajudam a lembrar acontecimentos importantes e mostram como o município se transformou com o tempo. Motive a curiosidade sobre o passado do município, promovendo o interesse em conhecer melhor esses espaços e reconhecer o valor de preservá-los. Caso julgue oportuno, proponha uma atividade complementar: criar um mural com fotografias, desenhos ou registros escritos de fontes orais de lugares de memória da comunidade escolar, incentivando o vínculo com a história local.

Lugares de memória
No município em que você mora, há alguma praça antiga, uma igreja com muito tempo de existência, um monumento ou uma escultura que todos conhecem e que serve de ponto de referência para histórias antigas e novas? Esses são exemplos de lugares que ajudam a contar a história de uma cidade.
Esses locais e construções ajudam a lembrar de acontecimentos marcantes, de pessoas que viveram ali e de tradições que fazem parte da vida da comunidade. Ao observar esses lugares, aprendemos mais sobre o passado e percebemos como a cidade e as pessoas mudaram com o tempo.






Locomotiva em exposição no Museu Histórico de Londrina, no estado do Paraná, em 2024. O museu está localizado na antiga estação ferroviária do município.

É como se cada um desses lugares fosse uma parte da memória de todos, mostrando quem somos e de onde viemos. Reconhecer e valorizar esses lugares fortalece a relação da comunidade com a própria história e contribui para preservar a memória dos habitantes da comunidade ou do município. Veja um exemplo a seguir.
Porto Geral em Corumbá (Mato Grosso do Sul)
Por mais de 150 anos, o jeito mais fácil de chegar a Corumbá era de barco. Situada às margens do Rio Paraguai, a cidade dependia do porto para receber pessoas, mercadorias e notícias. Com a construção de ferrovias e rodovias, aproximadamente 80 anos atrás, os barcos foram substituídos por trens, ônibus e caminhões, mas o porto continua a ser uma referência para os moradores do município e parte importante da memória da cidade.





1 Explique a importância do Porto Geral no processo de preservação da memória da cidade de Corumbá e de seus moradores.
Veja orientações e respostas no Encaminhamento
2 Você conhece algum lugar no bairro ou no município em que você mora que esteja relacionado a acontecimentos ou práticas importantes do passado?
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento.

30/09/25 16:59
Na atividade 1, espera-se que os estudantes mencionem que, por cerca de 150 anos, o porto de Corumbá (MS) foi o principal acesso à cidade, desempenhando, dessa maneira, um papel importante na história do município e na vida dos trabalhadores e de outras pessoas que frequentavam a região. Preservar o Porto Geral é uma forma de preservar a memória de um tempo em que a cidade dependia do rio para chegar a outras localidades. Na atividade 2, espera-se que os estudantes reconheçam um local do próprio município que tenha valor histórico, cultural ou simbólico. Além disso, é importante que associem esse lugar à ideia de lembrar do passado e consigam dar uma explicação simples sobre a importância desse espaço, mesmo que com ajuda. A resposta deve mostrar, ainda que de maneira breve, que os estudantes compreenderam o que é um lugar de memória e como ele ajuda a contar a história da comunidade.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Porto Geral de Corumbá, no estado do Mato Grosso do Sul, em 2018.
ENCAMINHAMENTO
Comente com a turma que os nomes de ruas, praças e prédios públicos ajudam a lembrar fatos e pessoas que marcaram a história de um lugar. Retome exemplos conhecidos na região da escola e incentive-os a observar nomes que aparecem no caminho de casa ou no entorno. Em seguida, proponha que pensem em pessoas que participam do cotidiano da comunidade e que poderiam ser homenageadas. Motive a turma a refletir sobre o porquê de essas pessoas merecerem reconhecimento e a maneira pela qual as ações delas contribuem para a vida coletiva. Se possível, anote na lousa as contribuições. Essa sensibilização pode servir como guia para responder a atividade 3. Apresente o processo de escolha dos nomes de ruas, avenidas e praças, destacando que ele é feito por meio de sugestões que passam pela câmara de vereadores, e que, se estas são aprovadas, os nomes se tornam oficiais. Mostre também que nem sempre todas as pessoas que fazem a diferença no dia a dia são lembradas nesses espaços, como trabalhadores da comunidade, artistas locais, cuidadores, ativistas e familiares.
Na atividade 1, espera-se que os estudantes respondam que, de modo geral, esses nomes ajudam a lembrar de pessoas ou fatos que marcaram a história do município. É uma forma de preservar a memória coletiva, mostrando quem fez parte da construção da comunidade.
Na atividade 2, oriente os estudantes a escolher lugares conhecidos, como uma rua, praça ou escola, e investigar, com ajuda de um familiar, por que receberam esses nomes. Incentive-os a conversar com pessoas da família, vizinhos ou outros adultos para descobrir o significado ou a história por trás dos nomes. Essa abordagem mobiliza a habilidade EF03HI06.

Como os nomes guardam memória?
Ao caminhar pelos bairros, é comum encontrar ruas, praças, escolas, unidades básicas de saúde, centros culturais e outros edifícios que recebem nomes de líderes comunitários, professores, médicos, artistas e povos indígenas.
Esses nomes podem ajudar a manter vivas as histórias que fazem parte da vida de todos. Isso é chamado de memória coletiva, quando um grupo de pessoas compartilha lembranças que ajudam a contar o passado e entender quem elas são no presente.



Há também os nomes que homenageiam momentos importantes da história do Brasil, como o dia da Proclamação da República, líderes políticos do passado ou pessoas muito ricas que podem ou não ter sido importantes para o local onde foram homenageados.
Por isso, é preciso se perguntar se as pessoas e os acontecimentos importantes para a vida dos habitantes do município são lembrados da mesma maneira.


Nem sempre quem trabalha todos os dias para deixar a cidade funcionando, como cozinheiros, motoristas de ônibus, bombeiros e garis, recebem o mesmo reconhecimento. Essas histórias também são importantes e podem estar presentes na memória da cidade.
1 Por que as ruas, praças e escolas recebem nomes de pessoas ou acontecimentos do passado?
Veja resposta e orientações no Encaminhamento

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Fachada da Casa de Cultura Abdias Nascimento, no município de Franca, no estado de São Paulo, em 2025.

Como são escolhidos os nomes de ruas e praças?
A escolha dos nomes de ruas, avenidas e praças pode ser feita pela prefeitura e ou pela câmara de vereadores. Em alguns municípios, há regras que impedem, por exemplo, a homenagem a uma pessoa que está viva. Um morador da cidade pode propor o nome, mas o mais comum é que os vereadores façam a proposta. Eles discutem se a homenagem é justa e se o nome não vai causar confusão com outras ruas. Depois, a proposta é votada e, se a maioria concordar, o nome é aprovado.



2 Faça uma pesquisa sobre os nomes de ruas, praças e edifícios públicos no bairro em que você mora ou estuda. Para isso, faça o que se pede.
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
a) Com a ajuda do professor ou de um responsável, caminhe pelas ruas do bairro que você escolheu.
b) Anote no caderno o nome de três lugares.
c) Pesquise em livros e na internet ou pergunte para adultos de sua convivência quem foi a pessoa homenageada.
d) Em sala, mostre o resultado da pesquisa para a turma e converse sobre o porquê de os nomes terem sido escolhidos para homenagear partes do bairro.
3 Agora, reúnam-se em grupos de três integrantes e pensem em uma homenagem. Lembrem-se de que a pessoa homenageada não pode estar viva e que ela precisa ter sido importante para o passado da comunidade, do bairro ou do município.
a) Quem é essa pessoa?


Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
b) Por que vocês acham que ela merece ser lembrada?
c) De que maneira vocês homenageariam essa pessoa?
d) Em uma folha de papel avulsa ou em um cartaz, produzam a homenagem que vocês planejaram. Escrevam uma frase explicando a homenagem.

30/09/25 16:59
Na atividade 3, explique para os estudantes que o homenageado não precisa ser, obrigatoriamente, uma pessoa famosa. Pode ser qualquer morador da comunidade que, por algum motivo, merece ter sua memória preservada. Peça-lhes que respondam às questões de forma reflexiva e, depois, criem um desenho de uma rua com o nome dessa pessoa. Eles devem incluir uma placa com o nome escolhido e uma frase que explique o motivo da homenagem.
Oriente que essa produção pode ser feita em uma folha de papel avulsa ou um cartaz, para que fique visível e possa ser exposta na sala ou nos corredores da escola. Após finalizarem, incentive os estudantes a apresentar as criações aos colegas, promovendo um momento de escuta e valorização das memórias e vivências de cada um.
Essa atividade contribui para o desenvolvimento do senso de pertencimento, do respeito à diversidade e da valorização da história de pessoas comuns que ajudam a construir o cotidiano da comunidade. Ao final, destaque para a turma que todos nós podemos ajudar a construir a história do lugar onde vivemos e que todos merecem ser lembrados.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Placa de rua que homenageia o ator Paulo Gustavo no município de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, em 2021. Paulo Gustavo faleceu em 2020.
ENCAMINHAMENTO
Destaque que conhecer e valorizar os lugares de memória é uma forma de cuidar do nosso passado e também do nosso presente, ajudando a preservar a cultura do nosso povo e construindo uma sociedade que respeita a própria história.
Ao abordar o tema, oriente os estudantes a observar que a história está presente em muitos espaços dos municípios. Reforce que marcos históricos não são sempre fixos: eles podem mudar de função, de aparência ou de uso, mas continuam sendo lembrados por seu valor histórico e cultural.
Essa abordagem favorece o trabalho com os TCTs Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras, além das habilidades EF03HI05 e EF03HI06
Explore com a turma as fotografias desta dupla de páginas e da dupla seguinte. Incentive os estudantes a refletir sobre quem ou o que merece ser lembrado no município onde vivem.

Marcos históricos
Você já aprendeu que alguns lugares, edifícios ou monumentos ajudam a preservar a história de uma comunidade, dos habitantes de um município ou até do país. Esses locais são conhecidos como marcos históricos
Os marcos históricos podem ajudar a contar a história do Brasil, de seus diferentes povos e de seus diversos grupos sociais. Muitos deles mostram a importância dos trabalhadores e das culturas africanas trazidas para cá, além de conservarem a memória da resistência dos povos indígenas.
Estátua de João Cândido


João Cândido (1880-1969) foi um marinheiro que liderou uma revolta contra os maus-tratos na Marinha brasileira em novembro de 1910. Na época, muitos marinheiros de baixa patente eram negros e pobres e sofriam castigos corporais, como chibatadas.
Estátua de João Cândido, de Walter Brito, 2007. Escultura em bronze, 2 metros de altura. Homenagem ao marinheiro no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 2022. Recentemente, a estátua foi transferida para um dos locais onde ocorreu a revolta.
Monumento aos Candangos



O Monumento aos Candangos é uma grande escultura de metal feita em 1959 pelo artista Bruno Giorgi. Ela está exposta na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Trata-se de uma homenagem aos trabalhadores que vieram de várias partes do país para ajudar a construir Brasília. Conhecidos como “candangos”, eles trabalharam muito e enfrentaram diversas dificuldades.
Monumento aos Candangos, de Bruno Giorgi, 1959. Escultura em bronze, 8 metros de altura. Brasília, no Distrito Federal, em 2025.



Aldeia Marakanã
Em 2006, no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, indígenas de diversos povos ocuparam o antigo edifício do Museu do Índio, que estava abandonado pelo poder público. Ali eles fundaram a Aldeia Marakanã. O objetivo não era só encontrar um lugar para morar, mas também transformar um local em que os indígenas não tinham voz em um ponto de produção e divulgação das culturas indígenas.
Os indígenas foram ameaçados de expulsão do edifício inúmeras vezes nos últimos 20 anos e ainda lutam para conseguir a propriedade do edifício. A resistência indígena tornou a aldeia um marco histórico para o município.





1 Escolha um marco histórico do município em que você vive e explique para a turma por que esse lugar é importante.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento.
2 Qual dos lugares apresentados nas páginas 82 e 83 você gostaria de conhecer? Por quê?
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento

30/09/25 16:59
Durante a realização das atividades, valorize a oralidade e o compartilhamento de ideias. Incentive estudantes a identificar espaços em seu entorno que possam ser considerados marcos históricos, promovendo a observação atenta do lugar onde vivem.
A proposta da atividade 1 é incentivar os estudantes a reconhecer que os marcos históricos ajudam a contar a história de diferentes povos e culturas que fazem parte da formação do Brasil.
Na atividade 2, os estudantes devem escolher um dos marcos históricos indicados nesta dupla de páginas e justificar o interesse. A justificativa pode estar ligada à curiosidade sobre o passado, à arquitetura do lugar, à história das pessoas envolvidas ou à vontade de conhecer um novo espaço cultural.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Aldeia Marakanã, localizada ao lado do antigo Museu do Índio no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 2025.
Este conteúdo amplia a compreensão dos estudantes sobre os marcos históricos e a relação destes com a memória dos municípios. Mostre que, mesmo quando passam por reformas ou mudam de uso, esses espaços continuam preservando parte da história local e nacional.
Dê atenção especial ao Museu Casa de Cora Coralina, destacando sua relevância como espaço de representatividade feminina. Explique que Cora Coralina foi uma poeta que escreveu sobre o cotidiano das pessoas simples, especialmente mulheres, mostrando que toda vida tem valor e pode ser transformada em poesia. Ressalte que lembrar de mulheres como Cora Coralina é uma forma de ampliar a memória coletiva, trazendo vozes que por muito tempo foram silenciadas. Caso considere necessário, retome a fotografia do Museu Histórico de Londrina, na página 78, e comente que ele registra mais um caso em que é possível preservar a memória mesmo quando um prédio deixa de cumprir sua função original.
Após a leitura dos textos e análise das fotografias, motive a turma a identificar o que esses lugares têm em comum e como continuam contando histórias. Sugira que compartilhem exemplos de marcos históricos ou lugares de memória do próprio bairro ou município que foram reformados ou ganharam novas funções.
Conclua reforçando que conhecer e valorizar esses espaços contribui para preservar a história e compreender como ela continua presente no cotidiano das comunidades.
Para aprofundar essa reflexão, é importante destacar que os marcos históricos não são apenas construções antigas ou pontos turísticos, mas verdadeiros registros materiais da passagem do tempo. Cada

Muitos marcos históricos passam por mudanças ao longo dos anos. Uma construção pode ser reformada, ganhar nova função ou até mudar de aparência. Há também os lugares ou edifícios que se tornam marcos históricos após ganhar um novo uso. Essas mudanças mostram que a cidade e a sociedade estão sempre se transformando.
Ópera de Arame
A Ópera de Arame, localizada no município de Curitiba, no estado do Paraná, foi construída em 1992, em um local onde havia uma antiga pedreira


Pedreira: mina de extração de rochas para construção e outros usos.
Feita de metal e vidro, ela é usada para shows e apresentações culturais e é um dos lugares mais visitados da cidade. A beleza do local mostra como é possível transformar um espaço antigo em um centro de arte e convivência.

Ópera de Arame, no município de Curitiba, no estado do Paraná, em 2024.
Forte dos Reis Magos


O Forte dos Reis Magos começou a ser construído em 6 de janeiro de 1598, data em que os fiéis do catolicismo comemoram o Dia de Reis. O povoado que surgiu próximo ao forte deu origem ao município de Natal. Por isso, essa construção é considerada o marco inicial da cidade. Quando foi construído, o objetivo do forte era defender o litoral de invasores. Ao perder a função militar, passou a receber eventos culturais e turistas que visitavam a cidade.

transformação que sofrem, seja uma reforma estrutural, uma mudança de uso ou a ressignificação de seus valores para a comunidade, revela como as sociedades dialogam com seu passado e escolhem o que desejam preservar. Esses espaços carregam memórias coletivas que fortalecem a identidade das comunidades, funcionando como pontes entre diferentes gerações. Ao reconhecer que um prédio pode deixar de exercer sua função original, mas continuar transmitindo histórias e valores, os estudantes desenvolvem uma compreensão crítica de que a preservação da memória vai além da conservação física: envolve também o respeito às experiências, às lutas e às culturas que esses lugares representam.
Forte dos Reis Magos, no município de Natal, no estado do Rio Grande do Norte, em 2024.




Museu Casa de Cora Coralina
Nascida em 1889 no município de Goiás, no estado de Goiás, Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas foi morar com o marido no estado de São Paulo. Quando se tornou viúva, retornou à sua terra natal e começou a publicar os poemas que escreveu ao longo dos anos com o pseudônimo de Cora Coralina.
Quando Cora morreu, aos 95 anos, sua casa na cidade de Goiás foi transformada em museu e foi aberta à visitação. Nela, há objetos pessoais da escritora, além de fotos e outras recordações.

Escultura de Cora Coralina, de Cleider de Souza, 2020. Bronze, 1 metro e 55 centímetros de altura. Ao fundo, o Museu Casa de Cora Coralina, no município de Goiás, no estado de Goiás, em 2025.


1 Os marcos históricos permanecem sempre iguais?
Veja respostas e orientações no Encaminhamento
2 Quais desses marcos históricos ganharam novos usos ao longo do tempo?
Veja respostas no Encaminhamento
CONEXÃO
PARA OS ESTUDANTES
Na atividade 1, espera-se que os estudantes respondam que nem sempre os marcos históricos permanecem como eram originalmente. Comente com a turma que, com o tempo, muitos marcos passam por reformas ou ganham novos usos. Mesmo com essas mudanças, continuam sendo lembrados como parte da história, porque preservam a memória de acontecimentos e pessoas importantes.
Na atividade 2, espera-se que os estudantes respondam que os três lugares retratados nesta dupla de páginas ganharam novos usos: o Forte dos Reis Magos, em Natal (RN), inicialmente era uma instalação militar; o local onde está a Ópera de Arame, em Curitiba (PR), era uma pedreira; e o Museu Casa de Cora Coralina, na cidade de Goiás (GO), era uma residência.

30/09/25 16:59
• MUSEU CASA DE CORA CORALINA. Goiás, c2025. Site. Disponível em: https://www.museu coracoralina.com.br/site/. Acesso em: 25 set. 2025.
O site do museu reúne informações sobre o local e disponibiliza uma galeria de fotos que pode ser acessada com a turma.
MARCO ANTONIO SÁ/PULSAR IMAGENS
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ORGANIZE-SE
Para realizar as atividades propostas na seção, providencie com a turma: caderno, lápis, lápis de cor ou canetas hidrográficas, prancheta e folhas de cartolina.
ENCAMINHAMENTO
Esta seção Mão na massa propõe um trabalho interdisciplinar com os componentes curriculares de Geografia e Língua Portuguesa.
Na etapa 2, incentive os estudantes a pensar sobre os lugares que fazem parte da vida da comunidade. Para isso, proponha uma conversa inicial sobre o que torna um lugar importante e o que pode ser considerado um marco histórico. Comente que os lugares escolhidos não precisam ser famosos: podem ser uma escola antiga, uma praça onde ocorrem festas, uma igreja tradicional ou até um ponto de encontro da comunidade. Apoie os estudantes na coleta de dados, ajudando-os a organizar as informações sobre localização, importância histórica e possíveis mudanças ao longo do tempo.

MÃO NA MASSA
Os marcos históricos da minha região
Como vimos, a memória de uma comunidade ou de um município pode ser contada pelos marcos históricos. Você sabia que praças, escolas, igrejas e ruas do local onde você vive ou do local onde está a escola também podem ser consideradas marcos históricos?
Faça um croqui com esses lugares e descubra!


O croqui é uma ilustração de uma área observada de cima. Ele deve ter elementos da paisagem, como construções, ruas e praças.
Material
• Caderno
• Lápis, lápis de cor ou canetas hidrográficas
• Prancheta para fazer anotações
• Uma folha de cartolina
Como fazer
Etapa 1 – Preparem-se para a pesquisa de campo
1 Formem grupos de três ou quatro colegas. Separem os materiais de que vocês vão precisar para fazer a atividade.
2 Façam um roteiro de perguntas que serão feitas para os moradores do local que vocês vão pesquisar. Perguntem, por exemplo, quais são os moradores mais antigos, quais são as primeiras residências do bairro, se os primeiros comércios do bairro ainda estão abertos, quando as ruas foram abertas ou asfaltadas, entre outras questões.


Etapa 2 – Façam uma pesquisa de campo
1 Com a ajuda do professor ou de um adulto responsável, caminhem pelas ruas do entorno das suas moradias ou da escola.


2 Registrem, por meio de um desenho, qual é o traçado das ruas, praças e avenidas e como são as construções do bairro.
3 Façam as perguntas do roteiro que vocês montaram anteriormente para as pessoas que estão no local. Deem preferência para moradores e comerciantes. Anotem as respostas no caderno.
4 Registrem no caderno os locais que foram indicados como marcos históricos para o bairro ou para a comunidade em que vocês moram ou em que a escola está localizada.
Etapa 3 – Montem o croqui
1 Reproduzam no cartaz o desenho das ruas e das construções e marquem os lugares escolhidos.


2 Ilustrem o croqui. Para isso, vocês podem usar desenhos e colagens de fotos.
3 Identifiquem os locais com legendas explicativas. Usem frases curtas para apresentar cada espaço.
Encerramento
1 Apresentem o croqui com seu grupo e contem o que descobriram. Ouçam também as histórias dos colegas. Veja orientações no Encaminhamento


Na etapa 3, incentive o uso da criatividade e do trabalho em grupo. Ajude os estudantes a localizar os lugares no espaço — usando como base, por exemplo, um mapa, um croqui ou a observação direta. Oriente a montagem do croqui de forma acessível, podendo ser desenhado à mão, com colagens, fotografias ou símbolos. Reforce a ideia de que esse croqui é uma representação da memória coletiva da turma. No encerramento, valorize o momento de socialização. Proponha que os grupos apresentem os croquis, incentivando a escuta atenta e o respeito às histórias dos colegas. Aproveite para destacar a diversidade de vivências e a maneira pela qual cada memória contribui para a história da cidade.
ilustrativa de exemplo de croqui.


87
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Finalize retomando o conceito de memória coletiva e o modo como ela se constrói com base em lugares, pessoas e acontecimentos que marcam o tempo e a vida em comunidade. Comente que a memória de uma comunidade está presente nos lugares que as pessoas compartilham. Pode ser uma ponte, uma praça ou uma escola antiga. Quando cuidamos desses espaços e pensamos em formas de torná-los acessíveis a todos, garantimos que cada pessoa possa sentir-se parte da história e ajudar a preservá-la.
Imagem
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Compreender o conceito ampliado de patrimônio cultural trazido pela Constituição Federal de 1988.
• Diferenciar patrimônios culturais materiais, imateriais, naturais e mistos, identificando exemplos no Brasil e no mundo.
• Reconhecer danças, festas, saberes tradicionais e manifestações artísticas como patrimônios culturais imateriais.
• Analisar como o patrimônio cultural expressa a diversidade étnica e cultural do Brasil.
• Valorizar a preservação do patrimônio cultural e natural como prática de cidadania e de responsabilidade coletiva.
• Refletir criticamente sobre representatividade e diversidade nos patrimônios, combatendo visões eurocêntricas e promovendo a educação antirracista.
BNCC
HABILIDADE
(EF03HI04) Identificar os patrimônios históricos e culturais de sua cidade ou região e discutir as razões culturais, sociais e políticas para que assim sejam considerados.
TEMA CONTEMPORÂNEO TRANSVERSAL (TCT)
• Diversidade cultural.
ENCAMINHAMENTO
Inicie o capítulo orientando a leitura das fotografias, destacando os elementos que as compõem, tais como a quantidade de pessoas dançando, os locais em que as danças acontecem, as vestimentas e os acessórios usados pelas pessoas e os movimentos que realizam. Pergunte se os estudantes conhecem o frevo e o que sabem sobre essa manifestação cultural.
capítulo

PATRIMÔNIO CULTURAL 2
Você conhece o frevo? É uma forma de expressão que envolve dança e música e é muito tradicional no estado de Pernambuco. O frevo é contagiante e alegra o Carnaval em cidades como Recife e Olinda.

Passistas de frevo no município de Recife, no estado de Pernambuco, em 2023.

Caso haja estudantes que conheçam passos do frevo, peça a eles que os improvisem para os demais colegas.
Comente que, embora se trate de uma manifestação cultural afro-brasileira, o frevo também tem elementos da cultura europeia. Para mais informações sobre esse tema, acesse o dossiê sugerido no boxe Conexão
Apresente o frevo como expressão das camadas populares urbanas de Pernambuco no início do século XX, destacando sua relação com a luta por visibilidade cultural das classes trabalhadoras. Mostre como as manifestações populares nem sempre foram reconhecidas como patrimônio cultural, sendo muitas vezes desvalorizadas ou marginalizadas. O reconhecimento oficial do frevo como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, em 2007, e como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 2012, pode ser discutido como resultado da valorização da diversidade cultural brasileira e de políticas de preservação.
O frevo surgiu há pouco mais de 100 anos, quando as camadas mais pobres da população começaram a participar mais das festas populares, principalmente do Carnaval. Em 2007, o frevo foi reconhecido como patrimônio cultural do Brasil. Você sabe o que é um patrimônio cultural? Neste capítulo você vai descobrir.
1 Você já dançou frevo?
Resposta pessoal. Incentive os estudantes a relatar suas experiências pessoais com danças tradicionais do Brasil.
2 Há alguma dança ou música tradicional no município em que você vive? E em sua região?
Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento.
3 Em seu município, existem edifícios ou lugares reconhecidos pelo valor histórico ou cultural? Converse com os colegas e o professor.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento

Dançarinos de frevo na Escola de Frevo Maestro Fernando Borges, no município de Recife, no estado de Pernambuco, em 2022.

Desfile de Carnaval no município de Olinda, no estado de Pernambuco, em 2025.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
Utilize a fotografia da pessoa passista em cadeira de rodas para discutir acessibilidade e representatividade nas manifestações culturais. Mostre que a tradição não é estática, ou seja, ela se renova ao incluir novos sujeitos e linguagens, ampliando seu significado social. Essa abordagem favorece uma leitura crítica e inclusiva do patrimônio.
Na atividade 2, auxilie os estudantes a identificar as manifestações culturais do lugar em que moram. Pode ser que já conheçam certas danças, festas ou músicas, mas que ainda não as relacionem diretamente à ideia de patrimônio cultural. É interessante iniciar uma lista que pode ser alimentada ao longo do trabalho com este conteúdo.
Na atividade 3, incentive a turma a refletir sobre os bens materiais que existem no município, como prédios históricos, praças ou monumentos, e acrescente-os à lista coletiva. Essa lista pode ser retomada em outros momentos do capítulo para aprofundar a noção de que o patrimônio está presente tanto em grandes expressões nacionais quanto em práticas e referências locais. Essa abordagem mobiliza o desenvolvimento da habilidade EF03HI04.

30/09/25 17:00
• INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Frevo. Brasília, DF: Iphan, 2016. (Dossiê Iphan, 14). Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/ dossieiphan14_frevo_web.pdf. Acesso em: 25 set. 2025. Dossiê sobre o registro do frevo como patrimônio cultural.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Retome com a turma a discussão inicial sobre o significado da palavra patrimônio, destacando que ela não se limita a algo antigo ou de grande valor econômico, mas envolve diferentes bens que, por expressarem a identidade e a memória de uma comunidade, são reconhecidos socialmente como importantes. Diferencie objetos que são apenas antigos daqueles que, por carregarem valores simbólicos e afetivos, são considerados patrimônio cultural. Ressalte que esse valor é construído coletivamente e que a preservação do patrimônio é essencial e é uma atribuição do poder público que deve contar com a parceria dos cidadãos.
Incentive os estudantes a observar e identificar manifestações culturais do lugar onde vivem, como festas, danças, músicas, modos de falar, receitas culinárias, brincadeiras ou construções tradicionais. Explique que esses elementos, embora muitas vezes façam parte do cotidiano, nem sempre são reconhecidos de imediato como patrimônio cultural, mas carregam histórias e significados fundamentais para a identidade local. Comente que, por décadas, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o órgão federal responsável pelo patrimônio cultural, tomava as decisões sobre o que reconhecer ou não, com pouca participação das comunidades afetadas. Nos últimos 30 anos, porém, a participação da sociedade aumentou e atualmente os processos são conduzidos com a concordância da população.
Em seguida, aponte que, em muitos casos, é a própria sociedade que solicita o reconhecimento oficial de seus bens culturais, como ocorreu em 2023 com o pedido de registro do Hip-Hop Brasileiro. A solicitação, porém, não significa que o bem será tombado ou registrado, e, até 2025, o hip-hop e seus elementos, como o rap e o breaking, ainda não eram reconhecidos como patrimônio imaterial brasileiro.

O QUE É PATRIMÔNIO CULTURAL?
O patrimônio cultural é o conjunto de bens com valor histórico, artístico ou arqueológico que são reconhecidos como importantes para uma comunidade, um povo ou para a sociedade brasileira. Esses bens contribuem para a preservação da memória e para a identidade de um grupo ou do país.
Identidade é o conjunto de costumes, valores e lembranças que fazem um grupo ou um país se reconhecer como único e diferente dos outros.
Como o patrimônio cultural é um direito de todos os brasileiros, o poder público tem a obrigação de preservá-lo. No Brasil, um dos órgãos responsáveis pela proteção dos patrimônios culturais é o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).


Confira a seguir como o Iphan contribui para a preservação dos patrimônios culturais.
Reconhecimento de bens culturais
O instituto identifica bens culturais em todo o Brasil com o apoio da sociedade. A iniciativa de reconhecer um bem como patrimônio cultural pode partir da sociedade ou do próprio Iphan.


Representantes do movimento hip-hop apresentam pedido de reconhecimento do rap como patrimônio cultural brasileiro, em Brasília, no Distrito Federal, em 2023.



Proteção de bens culturais
Quando o Iphan reconhece um patrimônio, o poder público e a sociedade passam a ter a obrigação de preservá-lo. Edifícios e objetos, por exemplo, não podem ser descaracterizados ou destruídos. Festas, músicas ou outros costumes que a gente guarda na memória ou aprende com a prática também são reconhecidos pelo Iphan, como você verá mais adiante.
Conservação e restauração de bens culturais
O Iphan também é responsável por fiscalizar as condições dos patrimônios. Se um edifício não está bem preservado, por exemplo, o órgão pode tanto fazer a restauração dele quanto ajudar com a indicação de especialistas ou de estudos para a revitalização necessária.
Restauração no edifício sede do Iphan, no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 2023.



Promoção da educação patrimonial
Por fim, o Iphan também promove a educação patrimonial , conscientizando a sociedade da importância de preservar o patrimônio cultural para as próximas gerações.

Comente com os estudantes que o Iphan não é o único órgão público responsável pela conservação do patrimônio. As Unidades da Federação e os municípios também são responsáveis, e esse dever pode ser cumprido auxiliando no monitoramento, na conservação ou restauração de bens já tombados pelo Iphan ou ao tombar ou registrar objetos, edifícios, locais ou manifestações culturais importantes para a população local.
Ao longo do processo, ajude os estudantes a se perceberem como sujeitos ativos na preservação do patrimônio cultural, compreendendo que sua valorização é essencial para manter vivas as memórias coletivas e transmitir esses bens às próximas gerações.

1 Qual é o significado da palavra patrimônio? Se não souber, consulte um dicionário.
Auxilie os estudantes no uso do dicionário, caso eles não consigam explicar o significado da palavra patrimônio
2 Qual é a importância do reconhecimento de bens culturais?
O reconhecimento dos bens como patrimônio cultural garante sua preservação e sua proteção, além da conscientização de todos em relação à sua relevância social.
3 Elabore uma frase que destaque o papel desempenhado pelo Iphan. Depois, compartilhe-a com os colegas.
Produção pessoal. Espera-se que, para a construção da frase, os estudantes retomem os estudos realizados.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR

17:00
• INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Movimento realiza pedido de registro do Hip-Hop como Patrimônio Cultural do Brasil. Brasília, DF: Iphan, 17 jul. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/iphan/pt-br/assuntos/noticias/movimento-realiza-pedido -de-registro-do-hip-hop-como-patrimonio-cultural-do-brasil-1. Acesso em: 25 set. 2025. Notícia sobre o pedido feito pela Construção Nacional da Cultura Hip-Hop para o registro do Hip-Hop Brasileiro como patrimônio cultural imaterial.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
DANIELA
ENCAMINHAMENTO
Dê continuidade à discussão do conceito de patrimônio cultural, reforçando que os bens que o integram podem ser classificados em materiais ou imateriais. Aprofunde com os estudantes a ideia de que patrimônios materiais não se limitam a prédios históricos ou monumentos imponentes: incluem também objetos, obras de arte, paisagens transformadas pela presença humana e outros elementos reconhecidos por sua relevância cultural e histórica.
Mostre que o valor de um bem material não está apenas em sua beleza ou em sua antiguidade, mas no papel que desempenha para a memória coletiva e para a identidade cultural de um povo. Nesse sentido, destaque os exemplos apresentados na dupla de páginas e explique que tanto edifícios quanto paisagens naturais e antrópicas podem ser considerados patrimônio material quando passam a ser reconhecidos oficialmente. Ressalte, por exemplo, que o tombamento das paisagens do Rio de Janeiro (RJ) inclui não só a natureza, mas também as construções e modificações realizadas pelas pessoas ao longo do tempo, evidenciando a integração entre ambiente e sociedade.

Patrimônio cultural material
Os patrimônios culturais podem ser classificados em materiais e imateriais. Chamamos patrimônio cultural material aquele que pode ser tocado, como objetos, construções ou locais físicos, naturais. Os bens materiais são protegidos pelo Iphan por meio do tombamento
Tombamento é a medida que o poder público toma para proteger o patrimônio cultural, proibindo que ele sofra alterações ou seja descaracterizado ou destruído.
Confira, a seguir, exemplos de bens materiais tombados pelo Iphan ou por outros órgãos de proteção do patrimônio em diferentes partes do Brasil.


Theatro da Paz
O Theatro da Paz foi inaugurado em Belém, no estado do Pará, em 1878. É um dos bens culturais materiais mais tradicionais do país. Primeiro teatro construído com esse estilo arquitetônico na região amazônica, o edifício foi tombado em 1963 para preservar suas características.




Theatro da Paz, no município de Belém, no estado do Pará, em 2025.

Paisagens do Rio de Janeiro
As paisagens do município do Rio de Janeiro, localizadas entre os morros e o mar, onde há integração entre a parte urbana e a vegetação, são famosas no mundo inteiro. Por isso, diversos lugares do Rio de Janeiro estão listados como alguns dos primeiros bens tombados pelo Iphan, há quase 100 anos, em 1938. À medida que o tempo passou, o turismo sem controle e o avanço da cidade sobre as matas levaram o Iphan a tombar mais partes da paisagem, como os morros do Pão de Açúcar e da Urca e o Corcovado, todos em 1973.
1 Qual é a importância de se tombar um bem?
É uma forma de proteger um bem que tem valor histórico, cultural, artístico ou arqueológico, impedindo, assim, que ele seja destruído ou descaracterizado.


2 Por que o Theatro da Paz e a paisagem do Rio de Janeiro são considerados patrimônios culturais materiais?
Veja respostas e comentrários no Encaminhamento

Município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 2025. Na fotografia, além da cidade, podemos observar mais ao fundo o Corcovado e o Maciço da Tijuca.


Para enriquecer o tema, apresente aos estudantes outros exemplos de bens tombados pelo Iphan em diferentes estados, especialmente na região onde vivem, aproximando o conteúdo da realidade local. Caso seja possível, consulte a lista completa de bens tombados no site do Iphan, disponível em: http://portal.iphan.gov.br/ uploads/ckfinder/arquivos/Lis ta%20Bens%20Tombados%20 por%20Estado.pdf (acesso em: 25 set. 2025), como forma de ampliar o repertório cultural da turma.
Na atividade 2, espera-se que os estudantes respondam que o edifício do Theatro da Paz pode ser tocado e, por esse motivo, é considerado um patrimônio cultural material. No caso das paisagens do Rio de Janeiro (RJ), não só os morros e a vegetação foram tombados, mas também os elementos feitos pelo ser humano, como as construções e as modificações no ambiente.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Dê continuidade aos estudos sobre patrimônios culturais materiais mostrando como eles podem estar relacionados a diferentes contextos: nos exemplos desta dupla de páginas, relacionam-se tanto ao contexto histórico, político e literário, caso da Fazenda Acauã, quanto à vida cotidiana e ao mundo do trabalho, caso do Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte (MG). Ressalte para os estudantes que diferentes tipos de bens podem ser reconhecidos como patrimônio: edificações ligadas a personagens históricos, paisagens culturais ou ainda objetos e instrumentos que guardam a memória de práticas sociais. Essa diversidade permite compreender que o patrimônio material não se limita a grandes monumentos, mas abrange também referências ligadas ao dia a dia de comunidades, modos de vida e saberes técnicos.
Incentive os estudantes a pensar nas dificuldades do transporte das partes do Palácio de Cristal até Petrópolis (RJ), dado que foram fabricadas no continente europeu. Comente que uma das funções da preservação do patrimônio é preservar os valores estéticos do passado. Assim, no século XIX, a fabricação de edifícios com estruturas metálicas e revestimento de vidro era novidade, sem mencionar o fato de o edifício ser pré-moldado e transportável. Todas essas características tornavam o Palácio de Cristal um símbolo dos avanços da sociedade industrial que existia na época.

Palácio de Cristal
Inaugurado em 1884, o Palácio de Cristal foi fabricado na França e montado em Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro. Ele foi inspirado em construções similares que existiam na Europa naquela época e era um símbolo de sofisticação e de modernidade. Ao longo do século 20, o palácio teve vários usos antes de ser abandonado. O palácio só foi restaurado após ser tombado pelo Iphan em 1967, junto com a praça em que está localizado.



Fachada do Palácio de Cristal, em Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, em 2022.
Fazenda Acauã
A Fazenda Acauã está localizada no município de Aparecida, no interior do estado da Paraíba, e tem uma história de aproximadamente 300 anos. Durante muito tempo, a fazenda foi usada para criação de gado, mas também foi palco de eventos políticos da região. É também o local onde cresceu o escritor Ariano Suassuna (1927-2014). Por preservar a arquitetura do período em que o Brasil era colônia de Portugal, a fazenda foi tombada pelo Iphan em 1967.


no estado da Paraíba, em 2017.


Ao abordar a Fazenda Acauã, destaque a importância de preservar um espaço que remete ao período colonial e que também se conecta à memória literária de Ariano Suassuna, ampliando a reflexão sobre como patrimônios podem articular diferentes dimensões da cultura. Já no caso do Museu de Artes e Ofícios, mostre como a preservação de ferramentas e máquinas antigas permite resgatar a memória do trabalho manual e mecânico, contribuindo para que novas gerações conheçam as formas de produção do passado. Aproveite a oportunidade para discutir com os estudantes o valor social do trabalho e a necessidade de valorização de ofícios que muitas vezes não recebem a devida atenção histórica.
Fachada da Fazenda Acauã, no município de Aparecida,
WIKIPEDIA COMMONS

Acervo do Museu de Artes e Ofícios
O Museu de Artes e Ofícios de Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais, tem grande importância histórica porque preserva a memória do trabalho no Brasil. Em seu acervo, tombado em 2015, há instrumentos de trabalho do campo e da cidade, como enxadas, arados, tachos, moldes, e até máquinas, como teares e moendas, o que ajuda a registrar como os brasileiros faziam as atividades no passado.

3


Em dupla, façam uma pesquisa sobre o patrimônio material do município em que vocês moram. Para isso, sigam o que se pede.
a) Pesquisem em fontes confiáveis se há bens materiais no município em que vocês moram. Caso não existam, ampliem a pesquisa para o restante da Unidade da Federação em que o município está localizado.


b) Escolham um dos bens e montem uma ficha sobre ele, com informações como nome, localização e por que é importante.
c) Apresentem a ficha aos demais colegas e expliquem o motivo pelo qual vocês escolheram esse patrimônio.
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
ATIVIDADES
A atividade 3 favorece o desenvolvimento da pesquisa e da autonomia ao incentivar os estudantes a buscar informações sobre o patrimônio material de seu município. Essa abordagem favorece o desenvolvimento da habilidade EF03HI04. Oriente os estudantes sobre o uso de fontes confiáveis, como o site do Iphan e páginas oficiais de secretarias municipais ou estaduais de cultura e museus locais. Auxilie-os a compreender que, ao elaborar uma ficha com dados sobre o patrimônio, não estão apenas registrando informações, mas também participando do processo de valorização da memória coletiva. Durante as apresentações em sala, incentive o diálogo entre os grupos, destacando semelhanças e diferenças entre os patrimônios pesquisados. Essa troca contribui para ampliar o repertório da turma e fortalecer a percepção de que o patrimônio cultural está presente em diferentes lugares do Brasil, ajudando a construir múltiplas identidades regionais e nacionais.

17:00
Proponha a realização de uma exposição sobre os patrimônios culturais na sala de aula, transformando o espaço em uma pequena mostra coletiva. Cada dupla ou grupo deve preparar um cartaz ilustrado com as informações encontradas na pesquisa: nome do patrimônio, localização, importância histórica e cultural, além de uma imagem desenhada ou impressa. Os cartazes devem ser organizados pela sala como estandes para que os estudantes circulem entre eles, observando, fazendo perguntas e conhecendo os diferentes patrimônios apresentados. Ao final, reúna a turma em uma roda de conversa para destacar os elementos em comum entre os patrimônios, aqueles que surpreenderam por serem pouco conhecidos e a diversidade de referências culturais que compõem a memória local e nacional.
Exposição de instrumentos de trabalho no Museu de Artes e Ofícios, no município de Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais, em 2025.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
A seção Criança cidadã é o momento de ampliar a reflexão sobre o papel dos cidadãos na preservação dos patrimônios culturais. Mostre aos estudantes que o reconhecimento e o tombamento de um bem pelo poder público são medidas importantes, mas não suficientes para garantir sua conservação. Explique que atos de vandalismo, como a pichação da Igreja de São Francisco de Assis, na Pampulha, em Belo Horizonte (MG), representam uma perda simbólica e material para toda a sociedade, pois afetam não apenas o bem em si, mas também a memória coletiva que ele carrega. Reforce a ideia de que cada pessoa, independentemente da idade, pode contribuir para proteger e valorizar os patrimônios de sua comunidade.
Para enriquecer a discussão, diferencie pichação de grafite. Explique que a pichação consiste em inscrições feitas sem autorização, geralmente rápidas e com o objetivo de marcar presença em muros, fachadas e monumentos, sendo considerada vandalismo quando aplicada em patrimônios culturais ou prédios privados, pois prejudica sua conservação. Já o grafite é reconhecido como manifestação artística urbana, caracterizada pelo uso de cores, formas, mensagens e estilos variados, sendo normalmente realizada com autorização e valorizada como expressão cultural legítima. Essa comparação ajuda os estudantes a compreender que, embora ambas as práticas surjam do impulso de intervir no espaço urbano, o grafite pode dialogar com a cidade de forma positiva e criativa, enquanto a pichação em patrimônios tombados gera prejuízos à memória coletiva. Mobilize a turma a pensar em situações próximas da realidade em que tenham visto espaços vandalizados ou abandonados e peça que reflitam sobre o impacto que essas
CRIANÇA CIDADÃ
O patrimônio é de todos

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
O reconhecimento e o tombamento dos bens culturais materiais não são garantias de que eles serão preservados. Mesmo com a proteção oferecida pelo poder público, muitos bens culturais sofrem com o vandalismo.
Leia o trecho do texto a seguir.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) vem a público repudiar o ato de vandalismo ocorrido na madrugada de segunda-feira, 21 de março [de 2016], quando a lateral da igreja de São Francisco de Assis e o painel de azulejos pintados por Candido Portinari foram pichados. […]


Pichação em igreja que integra o Conjunto Moderno da Pampulha, no município de Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais, em 2016.




ações geraram na comunidade. Incentive-os a discutir alternativas de cuidado e preservação, destacando atitudes simples que fazem diferença: respeitar as regras de visitação, não riscar nem danificar monumentos, conversar com familiares sobre a importância da preservação e cobrar do poder público ações de manutenção quando necessárias.
Ao final, organize um debate oral em que os estudantes expliquem por que é importante preservar os patrimônios culturais e como diferenciar o que é intervenção artística autorizada e positiva do que é ato de vandalismo. Reforce que a preservação da memória coletiva depende tanto das políticas de proteção quanto do engajamento diário da sociedade, e que formar uma consciência cidadã significa assumir responsabilidades em relação ao patrimônio comum.
Na atividade 2, auxilie os estudantes na pesquisa e, se julgar necessário, oriente-os para que contem com a ajuda dos responsáveis na realização desta atividade. Espera-se que eles mencionem que ações de conscientização poderiam ter evitado o vandalismo ou abandono das construções.

O incidente acende alerta para a necessidade da intensificação de ações efetivas de conscientização e de educação patrimonial junto aos cidadãos, para que fatos como este não ocorram e para que todos possam ajudar a preservar a memória e a história do povo brasileiro, materializada e expressa em nosso patrimônio cultural. […]
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Ato de vandalismo na igreja São Francisco de Assis da Pampulha em Belo Horizonte. Brasília, DF: Iphan, 22 mar. 2016. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/3513/ato-de-vandalismo-na-igreja-sao-francisco-deassis-da-pampulha-em-belo-horizonte. Acesso em: 1 set. 2025.
A destruição do patrimônio também pode acontecer por abandono ou por falta de cuidado de quem deveria preservá-lo. Quando bens culturais são vandalizados ou destruídos, parte da memória de uma comunidade ou de um povo também é prejudicada.


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O que podemos fazer?
• Ao visitar um bem tombado, cuide da preservação dele seguindo as regras de visitação.
• Converse com os adultos de sua convivência para convencê-los da importância do patrimônio cultural de sua região.
• Ao identificar que um bem tombado está malconservado ou em perigo de destruição, converse com os colegas e o professor para cobrar do poder público a conservação dele.
1 Segundo o texto, quais ações podem evitar incidentes como o vandalismo citado?


2 No município em que você mora, existem construções que sofreram com vandalismo ou que foram abandonadas? Qual foi o impacto dessas ações? Como elas poderiam ter sido evitadas? Converse com os colegas e o professor.
Os estudantes devem mencionar a conscientização e a educação patrimonial. Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento
3 Por que é importante preservar os bens culturais do lugar onde vivemos?
Resposta pessoal. Os estudantes podem mencionar, por exemplo, que a preservação fortalece a identidade local.

30/09/25 17:00
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR E OS ESTUDANTES
• INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Educação patrimonial: histórico, conceitos e processos. Brasília, DF: Iphan, 2014. Disponível em: http://portal.iphan. gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Educacao_Patrimonial.pdf. Acesso em: 26 set. 2025. Documento sobre educação patrimonial.
ENCAMINHAMENTO
Explique aos estudantes que o patrimônio natural também faz parte dos bens materiais e que sua preservação é fundamental para garantir a proteção da biodiversidade e a manutenção dos ambientes de grande valor paisagístico e cultural. Ressalte que, assim como construções históricas, os patrimônios naturais podem ser reconhecidos pelo Iphan para impedir sua destruição ou degradação. Destacar exemplos como o Morro do Pai Inácio, na Chapada Diamantina (BA), e as grutas do Lago Azul e de Nossa Senhora Aparecida, em Bonito (MS), contribui para mostrar como a natureza pode ser reconhecida como parte da identidade de uma região e do país.
Amplie o conceito de patrimônio natural destacando que ele inclui também bens naturais reconhecidos por sua importância paisagística e ambiental, com ênfase na preservação da biodiversidade. Chame a atenção ainda para o conceito de bem misto, que reúne elementos culturais e naturais em um mesmo espaço, e incentive os estudantes a pesquisar exemplos espalhados pelo mundo. Se possível, estabeleça uma parceria com o componente curricular de Ciências da Natureza. Caso os estudantes não conheçam exemplos próximos, ajude-os a realizar pesquisas em fontes confiáveis e amplie a atividade pedindo que verifiquem se existem patrimônios naturais reconhecidos pelo Iphan ou por órgãos estaduais, distritais ou municipais no local em que vivem. Explique para os estudantes que, embora o patrimônio natural dê mais ênfase à beleza da paisagem, ele também contribui para a preservação ambiental na medida em que impede o desenvolvimento de atividades econômicas que prejudiquem o local tombado.

Patrimônio natural
Você sabia que o Brasil também conta com exemplos de patrimônio natural? Os patrimônios naturais abrigam grande diversidade de plantas e animais. Além disso, também podem ser ambientes de grande beleza. Um dos objetivos do tombamento desses patrimônios é a proteção dos espaços naturais e dos seres que habitam neles.
Entre os patrimônios naturais reconhecidos pelo Iphan está a paisagem do Morro do Pai Inácio. Localizado na Chapada Diamantina, no município de Palmeiras, no estado da Bahia, o Morro do Pai Inácio é um destino turístico muito procurado. Com o tempo, porém, o excesso de visitantes e a exploração da natureza o colocaram em risco, o que levou o Iphan a tombar a paisagem em 2000.


• MARTINS, Maria Helena Pires. Preservando o patrimônio e construindo a identidade Ilustrações: Girotto. São Paulo: Moderna, 2001. (Coleção aprendendo a com-viver) Aprenda como o patrimônio cultural é importante para a preservação da memória de uma sociedade e como preservá-lo corretamente.

Paisagem do Morro do Pai Inácio observada de cima, na Chapada Diamantina, no município de Palmeiras, no estado da Bahia, em 2024.


Enfatize que esses locais, além de abrigarem espécies de plantas e animais, também atraem visitantes e movimentam a economia por meio do turismo. No entanto, explique que o turismo desordenado pode representar uma ameaça, levando à poluição, à destruição de trilhas e até à extinção de espécies. Dessa forma, o reconhecimento por órgãos oficiais busca equilibrar o uso social e econômico com a necessidade de preservação ambiental, assegurando que as próximas gerações também possam desfrutar desses lugares.
FIQUE LIGADO



Gruta: caverna.
O mesmo ocorreu com outro patrimônio natural reconhecido pelo Iphan, as grutas do Lago Azul e de Nossa Senhora Aparecida, localizadas no município de Bonito, no estado do Mato Grosso do Sul. O tombamento das grutas, em 1978, contribui para a preservação do local para as próximas gerações.

Turistas visitam a Gruta do Lago Azul, no município de Bonito, no estado do Mato Grosso do Sul, em 2024.
1 Por quais razões um local pode ser reconhecido como patrimônio natural?
Um local pode ser reconhecido como patrimônio natural por causa de sua beleza e por abrigar grande quantidade de espécies vegetais e animais.
2 Em sua opinião, por que é importante reconhecer ambientes naturais como patrimônio?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem que o reconhecimento pode contribuir para a preservação dessas áreas.
3 Na região em que você vive, existem áreas que poderiam ser consideradas patrimônio natural do Brasil? Converse com os colegas e o professor.
Resposta pessoal. Veja orientações no Encaminhamento
Patrimônio cultural imaterial


O patrimônio cultural imaterial corresponde aos bens que não podem ser tocados, como saberes, celebrações, tradições, expressões artísticas, modos de fazer. O frevo, que você já conheceu, é um exemplo de bem imaterial.
Os bens imateriais, em geral, são transmitidos de uma geração para outra. Por isso, eles dependem da memória das pessoas que detêm o saber e de pessoas dispostas a aprender e manter a prática viva. E, por serem diferentes dos bens materiais, eles são registrados, e não tombados.

TEXTO COMPLEMENTAR
Para os fins da presente Convenção, são considerados “patrimônio natural”:
30/09/25 17:00
• os monumentos naturais constituídos por formações físicas e biológicas ou por conjuntos de formações de valor universal excepcional do ponto de vista estético ou científico;
• as formações geológicas e fisiógrafas, e as zonas estritamente delimitadas que constituam habitat de espécies animais e vegetais ameaçadas de valor universal excepcional do ponto de vista estético ou científico;
• os sítios naturais ou as áreas naturais estritamente delimitadas detentoras de valor universal excepcional do ponto de vista da ciência, da conservação ou da beleza natural. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA EDUCAÇÃO, A CIÊNCIA E A CULTURA. Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural. Paris: Unesco, 1972. p. 3. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Convencao1972%20-%20br.pdf. Acesso em: 26 set. 2025.
Oriente os estudantes a refletir sobre a realidade em que vivem. Pergunte se há áreas verdes, rios, lagos, parques ou reservas que poderiam ser reconhecidos como patrimônio natural por sua beleza ou importância ecológica. Incentive-os a pensar não apenas em grandes áreas de preservação, mas também em espaços próximos, como praças com árvores antigas, fragmentos de mata ou rios que fazem parte da memória da comunidade.
Na atividade 1, incentive a turma a relacionar a preservação do patrimônio natural com os desafios ambientais contemporâneos, como desmatamento, poluição e mudanças climáticas. Aponte que reconhecer ambientes naturais como patrimônios é também uma forma de valorizar a sustentabilidade e promover a consciência cidadã.
Finalize reforçando que o cuidado com o patrimônio natural é responsabilidade coletiva. Cada ação, por menor que pareça, contribui para a preservação de ambientes que representam não apenas a beleza da natureza, mas também a história e a identidade de um povo.
Na atividade 3, caso os estudantes não conheçam essas áreas, ajude-os na pesquisa, auxiliando na seleção de fontes confiáveis. Amplie a atividade pedindo aos estudantes que pesquisem se existem patrimônios naturais reconhecidos pelo Iphan no município.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Explique aos estudantes que os patrimônios culturais imateriais se diferenciam dos materiais porque não podem ser tocados. Eles são formados por saberes, celebrações, modos de fazer e expressões artísticas que dependem da transmissão entre as pessoas. Mostre que, ao contrário dos bens materiais, que são tombados, os imateriais são registrados pelo Iphan ou por outros órgãos de proteção do patrimônio. Ressalte que esse reconhecimento é relativamente recente e surgiu da necessidade de valorizar práticas culturais que muitas vezes fazem parte do cotidiano das comunidades, mas que corriam o risco de desaparecer em decorrência de mudanças no modo vida, como a industrialização ou o processo de urbanização.
Comente que os bens imateriais podem revelar, em suas origens, as matrizes étnicas que participaram da formação da identidade cultural do Brasil, com destaque para os povos indígenas, africanos e europeus. Essa diversidade de influências pode ser percebida em manifestações como o modo artesanal de fazer queijo de Minas, o Cortejo do Dois de Julho na Bahia e o Tambor de Crioula do Maranhão. Mostre como cada exemplo guarda histórias, resistências e memórias que fazem parte da construção da cultura brasileira. Essa abordagem mobiliza o TCT Diversidade cultural.
Comente que a comemoração do dia 2 de julho no estado da Bahia rememora a importância da expulsão das tropas portuguesas do território baiano para a independência do Brasil como um todo. A data é celebrada como símbolo de coragem da população baiana.

Conheça alguns exemplos de bens imateriais registrados pelo Iphan ou por outros órgãos de proteção do patrimônio.
Modo artesanal de fazer queijo de Minas
O modo de fazer queijo em algumas partes do estado de Minas Gerais foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Iphan em 2008. A tradição do queijo em Minas Gerais tem aproximadamente 300 anos e está relacionada à grande produção de leite que existe no estado.
Homem produz queijo de modo artesanal no município de São Roque de Minas, no estado de Minas Gerais, em 2021.



Cortejo do Dois de Julho
Na Bahia, a grande celebração da independência do Brasil ocorre no dia 2 de julho, data em que as últimas tropas portuguesas foram expulsas de Salvador. A festa é tão importante que o cortejo de 2 de julho foi registrado como patrimônio imaterial do estado. Nele, muitas meninas se vestem de Maria Quitéria, soldada de Feira de Santana que lutou no Exército brasileiro e que se destacou pela sua bravura.


fantasiada
a celebração do
no


Além do aspecto histórico, o Dois de Julho é também uma data de valorização da identidade cultural da Bahia. Os desfiles, as homenagens e as manifestações mantêm viva a memória de mulheres, homens, negros, indígenas e brancos que participaram da luta. A comemoração reforça o sentimento de pertencimento, a preservação das tradições locais e a importância da Bahia no processo de construção da nação brasileira.
Reforce que o valor dos bens imateriais não está apenas em sua beleza ou originalidade, mas no fato de preservarem tradições transmitidas de geração em geração. Esse processo depende da memória de quem detém o saber e da disposição de outras pessoas em aprender e dar continuidade à prática. Aproveite para destacar que o frevo, já estudado anteriormente, também é um patrimônio imaterial, lembrando que sua sobrevivência depende do aprendizado coletivo e da transmissão cultural.
Na atividade 1 , espera-se que os estudantes respondam que os patrimônios culturais imateriais são saberes, celebrações, formas de expressão e lugares (que abrigam práticas
Jovem
de Maria Quitéria durante
2 de julho em Salvador,
estado da Bahia, em 2023.

Tambor de Crioula
O Tambor de Crioula do estado do Maranhão é uma forma de expressão afro-brasileira que reúne elementos da dança, do canto e da percussão. Ele se relaciona com a resistência da população negra à escravidão. Por ser um testemunho do passado e da luta de africanos e afro-brasileiros, a manifestação foi registrada pelo Iphan em 2007.



1 O que são patrimônios culturais imateriais?
Veja respostas e comentários no Encaminhamento
2 No município em que você mora, há algum tipo de expressão cultural que poderia ser considerado patrimônio imaterial? Para descobrir, faça o que se pede.
a) Formem um grupo com três integrantes.
b) Pesquisem em livros, na internet ou em conversa com adultos de sua convivência para descobrir se há alguma celebração, manifestação artística ou modo de fazer que é característico da região em que vocês moram. Anotem o resultado da pesquisa no caderno.


c) Escrevam no caderno um parágrafo que explique por que essa expressão cultural poderia ser considerada patrimônio imaterial.
d) Apresentem o resultado para os outros colegas e o professor.
Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento

17:00
culturais coletivas) que, por terem valor histórico ou artístico, são preservados. Por não serem materiais, o reconhecimento deles depende da memória de algumas pessoas sobre determinados saberes e da disposição de outras para aprender e colocar em prática esse aprendizado. Na realização da atividade 2, oriente os estudantes a refletir sobre a própria realidade e a investigar quais práticas da comunidade em que vivem poderiam ser reconhecidas como patrimônios imateriais. Incentive-os a pensar em festas populares, receitas culinárias, danças, músicas ou modos de fazer característicos da região. Essa pesquisa ajudará a valorizar tradições locais e a perceber como o patrimônio imaterial está presente no dia a dia.
Durante as apresentações dos grupos, promova a troca de experiências e incentive a comparação entre manifestações diferentes, chamando atenção para o papel de cada uma na formação da identidade cultural do Brasil. Reforce que preservar esses patrimônios não significa “congelar” o passado, mas manter vivas práticas que dão sentido à vida em comunidade e fortalecem o sentimento de pertencimento.
Finalize destacando que a valorização do patrimônio imaterial também é uma forma de combater preconceitos e discriminações, reconhecendo a importância de tradições de diferentes matrizes étnicas que construíram o país. Dessa forma, os estudantes compreenderão que proteger e transmitir essas manifestações é um exercício de cidadania e respeito à diversidade cultural.
TEXTO COMPLEMENTAR
Os bens culturais de natureza imaterial dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas). […]
[…] O patrimônio imaterial é transmitido de geração a geração, constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Patrimônio imaterial. Brasília, DF: Iphan, c2025. Disponível em: https:// www.gov.br/iphan/pt-br/ patrimonio-cultural/patrimonio -imaterial. Acesso em: 26 set. 2025.
Apresentação de Tambor de Crioula na comunidade remanescente de quilombo Santa Rita, no município de Bequimão, no estado do Maranhão, em 2024.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Aproveite a seção Ideia puxa ideia para ampliar a discussão em torno do TCT Diversidade cultural falando da importância dos bens imateriais para a preservação da memória e da identidade coletiva. Comente que o carimbó, assim como outras manifestações culturais do Brasil, revela a convivência de diferentes matrizes étnicas que formaram a cultura brasileira, no caso específico os povos indígenas e africanos. Mostre que manifestações como essa são mais do que entretenimento: elas expressam resistência, identidade e modos de vida que atravessam gerações. Se julgar pertinente, apresente vídeos disponíveis na internet que mostrem pessoas tocando e dançando carimbó.
Na organização da turma, forme grupos com até quatro integrantes, garantindo que haja diversidade de saberes e experiências em cada agrupamento. Explique que o trabalho coletivo se fortalece quando cada estudante contribui com suas descobertas individuais. Reforce a ideia de que o cartaz é um gênero que combina texto e imagem, devendo apresentar informações curtas e claras, acompanhadas de elementos visuais atrativos, como fotografias e desenhos, para despertar a atenção do público.
Oriente os grupos a compartilhar os achados das pesquisas feitas, para que juntos possam definir as informações mais relevantes sobre o carimbó. Se necessário, auxilie-os a pesquisar em fontes confiáveis, sendo uma delas o dossiê de registro do carimbó publicado pelo Iphan (veja o boxe Conexão a seguir). Incentive-os a investigar a origem do nome, os instrumentos usados, as vestimentas tradicionais e o modo de dançar, complementando a pesquisa com imagens. Se possível, proponha uma parceria com o componente curricular de Arte, explorando aspectos
IDEIA PUXA IDEIA

Você conhece o carimbó?
Você já ouviu falar do carimbó? Essa manifestação cultural com dança e música é praticada no Pará, principalmente na parte nordeste do estado. Acredita-se que o carimbó tenha surgido há aproximadamente 300 anos na convivência entre africanos e indígenas. Atualmente, é considerado parte importante da cultura paraense.



de Mocajuba, no estado do Pará, em 2025.


Em 2014, o carimbó foi reconhecido como patrimônio imaterial do Brasil pelo Iphan. O movimento pelo registro desse patrimônio cultural envolveu grande número de organizações, que gravaram vídeos, músicas e entrevistas. Com isso, eles conseguiram provar que o carimbó é importante para a arte e para a preservação da memória dos paraenses. Agora que você aprendeu um pouco sobre o carimbó, que tal se aprofundar no assunto e divulgar esse patrimônio cultural nacional? Para isso, façam cartazes sobre o tema.

estéticos da dança, da música e do figurino, o que tornará a atividade interdisciplinar e mais significativa.
Durante o processo de produção do cartaz, acompanhe a organização do material e incentive os estudantes a planejar coletivamente a disposição de textos e imagens. Oriente para que usem títulos chamativos e cuidem da apresentação visual, explicando que um cartaz deve informar e também despertar o interesse do público. Garanta que todos participem das etapas de recorte, colagem, escrita e revisão final.
Ao concluir a atividade, organize uma exposição dos cartazes na própria sala e promova a socialização entre os grupos, dando espaço para que cada um apresente seu trabalho. Se considerar oportuno, amplie a experiência convidando outras turmas da escola para visitar a exposição, transformando-a em um momento coletivo de valorização do patrimônio cultural imaterial brasileiro. Reforce a ideia de que divulgar manifestações como o carimbó é também um gesto de cidadania e de respeito à diversidade cultural.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Apresentação de carimbó de mulheres quilombolas e ribeirinhas no município

1 Com a ajuda do professor, reúnam-se em um grupo com, no máximo, quatro integrantes.
2 Pesquisem em fontes confiáveis informações sobre o carimbó. Sigam o roteiro.
a) Qual é a origem do nome carimbó?
b) Quais instrumentos normalmente são usados para tocar carimbó?
c) Como se vestem as pessoas que participam da dança?
d) Como se dança o carimbó?



3 Pesquisem fotografias que mostrem participantes dançando e tocando o carimbó. Façam reproduções das imagens.
4 Agora está na hora de produzir o cartaz. Para isso, sigam as orientações.

ATENÇ ÃO
Para cortar as fotografias, use uma tesoura de pontas arredondadas e procure a ajuda de um adulto.

a) Façam, em folha de papel avulsa, um rascunho que prevê onde vão entrar os títulos, as fotografias e as informações que vocês pesquisaram.
b) Elaborem o cartaz em uma folha de cartolina com base no rascunho que vocês fizeram. Recortem e colem as fotografias com cuidado.
c) Apresentem o resultado para os outros colegas de turma. Produção pessoal. Veja orientações no Encaminhamento.

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30/09/25 17:00
PARA OS PROFESSORES
• INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Carimbó: dossiê. Belém, PA: Iphan, 2014. Elaborado no âmbito do Inventário Nacional de Referências Culturais. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/ uploads/ckfinder/arqui vos/Dossi%C3%AA%20 de%20Registro%20Carim b%C3%B3(1).pdf. Acesso em: 7 out. 2025. Publicação resultante do processo de registro do carimbó como patrimônio cultural imaterial do Brasil.
RONALDO BARATA
ENCAMINHAMENTO
Na seção O que estudei, busca-se retomar os principais conteúdos trabalhados ao longo da unidade, com o objetivo de sistematizar e consolidar conceitos estudados. Essa sistematização não é apenas um momento de revisão, mas também de reflexão, no qual os estudantes são convidados a analisar o próprio percurso de aprendizagem e a realizar uma autoavaliação. Esse processo contribui para que cada estudante reflita sobre o que aprendeu, como aprendeu e quais aspectos ainda precisam de maior atenção.
Ao incentivar a reflexão sobre os conteúdos e a realização de uma autoavaliação, são oferecidos aos estudantes parâmetros para orientar suas atitudes, organizar seus estudos e fortalecer o próprio protagonismo no processo de aprendizagem.
Explique à turma que este é o momento de retomar o que foi trabalhado ao longo da unidade, identificando avanços e reconhecendo eventuais dificuldades. Essa prática favorece o desenvolvimento de processos metacognitivos, ajudando cada estudante a compreender o próprio aprendizado e a perceber a evolução ocorrida. Na atividade 1, os estudantes são convidados a revisitar as Olimpíadas e Paralimpíadas de 2016. Espera-se que registrem, em um primeiro momento, relatos pessoais sobre memórias transmitidas por familiares ou informações acessadas pela mídia. O objetivo é incentivar a escrita autoral e a conexão entre vivências pessoais e fatos históricos. Na sequência, devem justificar se consideram o Ginásio Educacional Tecnológico José Mauro de Vasconcelos um marco histórico das Olimpíadas e das Paralimpíadas, compreendendo que patrimônios podem ganhar novos significados com o tempo. Por fim, devem refletir se
O
QUE ESTUDEI

1. a) Resposta pessoal. O estudante também pode ter obtido conhecimentos por meio da imprensa e da mídia. Em todos os casos, incentive os estudantes a registrar seus conhecimentos por escrito.
1 Em 2016, o município do Rio de Janeiro sediou duas competições esportivas muito importantes, as Olimpíadas e as Paralimpíadas. Alguns dos edifícios construídos para o evento foram desmontados e reaproveitados com outras finalidades, como é o caso da Arena do Futuro. Os materiais empregados na arena foram reutilizados na construção de escolas públicas. Sobre as Olimpíadas, responda às questões.


Vista do Ginásio Educacional Tecnológico José Mauro de Vasconcelos, em Bangu, no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 2024. A escola foi construída com materiais que vieram da Arena do Futuro.

Fachada da Arena do Futuro localizada no bairro da Barra da Tijuca, que abrigou as competições de handebol nas Olimpíadas de 2016 no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 2016.
1. b) Resposta pessoal. O estudante pode argumentar que sim, uma vez que o edifício que abriga a escola foi construído com materiais reaproveitados da construção da Arena do Futuro.

a) Algum familiar ou outro adulto de sua convivência já contou a você alguma história sobre as Olimpíadas realizadas no Brasil em 2016? Escreva no caderno seus conhecimentos sobre o tema.


b) Em sua opinião, o Ginásio Educacional Tecnológico José Mauro de Vasconcelos pode ser considerado um marco histórico das Olimpíadas e das Paralimpíadas de 2016? Justifique.
c) Os locais considerados marcos históricos podem mudar de função ao longo do tempo?
Sim. É comum que lugares usados para fins práticos se tornem destino turístico ou área de lazer após serem considerados marcos históricos.

locais considerados marcos históricos podem mudar de função ao longo do tempo, reconhecendo que sim, pois espaços práticos podem ser ressignificados como áreas de lazer ou de turismo. O objetivo dessa atividade é mostrar a dinâmica de transformação e ressignificação dos patrimônios.
A atividade 2 trata da Pedra do Ingá, levando os estudantes a identificar se se trata de um patrimônio material ou imaterial. O objetivo da atividade é reforçar a distinção entre bens materiais e imateriais.
O objetivo da atividade 4 é ampliar o repertório cultural e favorecer a apropriação de exemplos significativos do patrimônio imaterial brasileiro.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

2. b) Ela mostra que o território que pertence atualmente ao Brasil tem uma história muito antiga e rica, ligada aos povos indígenas.
2 A Pedra do Ingá, localizada no município de Ingá, no estado da Paraíba, é um grande bloco de pedra com inscrições feitas por povos indígenas que viveram na região há milhares de anos. Por ter um grande valor histórico, a Pedra do Ingá foi tombada pelo Iphan como patrimônio cultural em 1944. Observe a imagem e responda às questões.

Detalhe da Pedra do Ingá, com inscrições rupestres, no município de Ingá, no estado da Paraíba, em 2024.
a) A Pedra do Ingá é considerada um patrimônio cultural material ou imaterial? Justifique.
É um patrimônio material, porque é um bem físico, feito de pedra.


b) Qual é a importância da Pedra do Ingá para a cultura brasileira?
c) Que medidas podem ser tomadas para preservar a Pedra do Ingá?
Protegê-la contra vandalismo, estudar suas inscrições e valorizar sua história.
3 O que diferencia um patrimônio material de um imaterial?
4 Cite um exemplo de patrimônio imaterial do Brasil.
O estudante pode citar o samba, o frevo, o ofício das baianas de acarajé, entre outros.
5 Leias as questões e escreva as respostas no caderno usando as palavras do quadro. Responda com base em seu comportamento ao longo desta unidade.
• Aproveite este momento para refletir sobre seus pontos fortes e as atitudes que você pode melhorar.
AUTOAVALIAÇÃO

Respeitei o professor e os colegas?
Prestei atenção nas explicações?
Pedi ajuda quando tive dúvidas?
Contribuí nas atividades em grupo?
Respostas pessoais.
Sempre Às vezes
Nunca

3. O patrimônio cultural material pode ser tocado, como construções e objetos. O patrimônio cultural imaterial é composto de tradições, músicas, saberes e festas, que não podem ser tocados.

30/09/25 17:00
A Autoavaliação tem a função de ajudar cada estudante a reconhecer o que já conseguiu aprimorar e o que ainda precisa melhorar no estudo da unidade. Esse registro é útil para que os estudantes desenvolvam habilidades como autonomia, autorregulação e colaboração. Se houver pessoas com deficiência na turma, de maneira geral, é essencial garantir adaptações e recursos de acessibilidade que possibilitem a plena participação na autoavaliação. Também pode ser importante oferecer tempo adicional para a realização das tarefas e solicitar apoio de mediadores ou colegas quando necessário. Finalize a avaliação estabelecendo objetivos que deverão ser cumpridos pelo estudante ao longo do ano.
INTRODUÇÃO À UNIDADE
Esta unidade convida os estudantes a identificar as características do campo e da cidade, incentivando a compreensão das mudanças ocorridas ao longo do tempo nesses espaços, bem como as relações de interdependência entre eles. Além disso, propõe a reflexão sobre o mundo do trabalho e as formas de lazer ao longo do tempo.
O capítulo 1 parte da sensibilização sobre as características e os modos de vida do campo e da cidade para, então, promover a reflexão sobre as transformações desses espaços ao compará-los com o presente. Por sua vez, o capítulo 2 foca duas esferas centrais da vida, o trabalho e o lazer, inserindo-as em uma perspectiva histórica, com o objetivo de analisar as permanências e rupturas.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Reconhecer as transformações do campo e das cidades ao longo do tempo.
• Identificar as funções da Prefeitura e da Câmara de Vereadores no município.
• Compreender os modos de vida no campo e na cidade no presente e no passado.
• Reconhecer as relações de interdependência entre o campo e a cidade.
• Identificar as formas de trabalho no campo e na cidade.
• Refletir sobre a importância social do mundo do trabalho, percebendo modificações ao longo do tempo.
• Analisar a importância do lazer e compreendê-lo como um direito a ser defendido.
• Avaliar a importância das brincadeiras na formação das identidades infantis.
UNіDADE CAMPO, CIDADE E COTIDIANO 4


ENCAMINHAMENTO
Inicie a reflexão da abertura da unidade solicitando aos estudantes que façam individualmente um desenho do lugar onde vivem. Peça que representem os elementos do entorno da moradia, como ruas, praças, casas, prédios, jardins, entre outros. Depois, organize a turma em duplas e as oriente a comparar as produções, percebendo semelhanças e diferenças. Em seguida, promova uma roda de conversa para que os estudantes classifiquem os locais representados nos desenhos, avaliando se estão localizados no campo ou na cidade, em pequenas comunidades ou em grandes centros urbanos.
Após a sensibilização, peça à turma que observe com atenção a imagem da abertura da unidade, a reprodução da obra Carro de boi passando, de Mara D. Toledo. Incentive os estudantes a identificar quais elementos da obra podem ser parecidos ou diferentes dos desenhos feitos por eles. Aproveite o momento para explicar que, ao longo da história, os modos de viver
Ao longo da história, as pessoas viveram de maneiras diferentes e em lugares variados, seja no campo ou na cidade, seja em pequenas comunidades ou em grandes centros urbanos. Cada uma buscou suas maneiras de viver e se adaptar. Isso inclui as formas de trabalho e lazer, que também mudam com o tempo. Conhecer essas histórias ajuda a entender o presente, valorizar o passado e reconhecer a diversidade que existe na vida em sociedade.

Na atividade 1, retome a reflexão coletiva sobre a imagem da abertura e incentive os estudantes a se atentar aos detalhes. Pergunte aos estudantes se conhecem o tipo de transporte apresentado e sua função. Comente que esse tipo de transporte é comum em áreas rurais. Aproveite o momento para acolher as respostas, incentivando o respeito à diversidade nos modos de vida das diferentes pessoas. Na atividade 2, peça aos estudantes que se reúnam em pequenos grupos para observar os brinquedos que aparecem na pintura. Eles devem identificar a bola e a boneca na obra de arte. Incentive a turma a perceber que os brinquedos fazem parte da infância de todas as crianças brasileiras, independentemente da região ou do lugar onde vivem.
Veja comentários e orientações no Encaminhamento
1 O que mais chamou sua atenção nessa imagem? Você já presenciou algo parecido?
2 Quais brinquedos aparecem na imagem? Eles fazem parte do seu dia a dia?
Respostas pessoais. Respostas pessoais.
e as relações das pessoas com os locais em que vivem mudam com o tempo. Explique que os diferentes grupos encontraram as próprias maneiras de viver e de se adaptar. Destaque que conhecer essas histórias ajuda a entender o presente, valorizar o passado e reconhecer a diversidade que existe na vida em sociedade. Essa abordagem mobiliza o TCT Diversidade cultural
Carro de boi passando, de Mara D. Toledo, 2011. Óleo sobre tela, 30 cm x 60 cm.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Observar as transformações ocorridas no campo e na cidade, percebendo os processos de permanências e rupturas.
• Compreender o papel da Prefeitura e da Câmara de Vereadores nos municípios, identificando a importância da escolha dos representantes eleitos no processo democrático.
• Reconhecer as relações de interdependência que se estabelecem entre o campo e a cidade.
• Valorizar o trabalho desempenhado pelas pessoas que vivem no campo e na cidade.
BNCC
HABILIDADES
(EF03HI08) Identificar modos de vida na cidade e no campo no presente, comparando-os com os do passado.
(EF03HI09) Mapear os espaços públicos no lugar em que vive (ruas, praças, escolas, hospitais, prédios da Prefeitura e da Câmara de Vereadores etc.) e identificar suas funções.
(EF03HI11) Identificar diferenças entre formas de trabalho realizadas na cidade e no campo, considerando também o uso da tecnologia nesses diferentes contextos.
TEMAS
CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS (TCTs)
• Vida familiar e social.
• Diversidade cultural.
• Educação alimentar e nutricional.


1 A CIDADE E O CAMPO: PRESENTE E PASSADO
Os municípios podem ter áreas de campo (rurais) e áreas de cidade (urbanas). No campo, as pessoas podem viver em sítios, fazendas ou pequenas comunidades. Elas podem plantar, colher, cuidar dos animais e trabalhar em conjunto. Às vezes, o ritmo de vida é tranquilo, com momentos de lazer, e, em outras ocasiões, é agitado, como nas épocas de colheita ou de plantio.
Nas cidades, as pessoas, geralmente, moram em casas ou prédios. Há muitas ruas, grandes avenidas, lojas, escolas e hospitais. O ritmo de vida pode ser mais agitado, mas existem momentos tranquilos que envolvem o lazer, como brincar em uma praça, ou de convívio, quando pessoas encontram seus vizinhos ou amigos.






O campo e a cidade mudaram muito com o tempo. Antes, era comum não ter energia elétrica em muitas casas, os transportes eram poucos e as pessoas se comunicavam por cartas. Hoje, muitos lugares têm acesso a energia elétrica, internet, entre outros serviços. A oferta de transporte também cresceu.
Mesmo com as mudanças, ainda hoje há locais no campo e na cidade que não têm esses serviços. Por isso, é importante que as pessoas se unam para exigir dos governantes melhorias para todos.

ENCAMINHAMENTO
Inicie o trabalho do capítulo perguntando aos estudantes se sabem a diferença entre os termos campo e cidade. Na lousa, faça um quadro com duas colunas, uma para campo e outra para cidade. Peça à turma que cite os elementos que podem ser característicos de um ou do outro espaço. Nesse momento, acolha as respostas e faça o registro. Após as contribuições, peça aos estudantes que avaliem juntos se a colocação dos termos está adequada ou não, esclarecendo as possíveis dúvidas. Depois, peça a eles que anotem o quadro no caderno.
Em seguida, oriente a leitura das fotografias da página 108, chamando a atenção para os elementos que podem indicar aspectos ligados ao campo ou à cidade. Incentive a turma a dizer como chegaram a essas conclusões. Caso tenham dificuldades, comente que no campo há o predomínio de elementos naturais e, na cidade, há maior presença de construções, carros, comércios etc. Aproveite para realizar a leitura coletiva do texto de abertura do capítulo e esclarecer eventuais
Agricultor aduba horta no município de Bom Repouso, no estado de Minas Gerais, em 2024.
Comércio popular no município de Londrina, no estado do Paraná, em 2021.

Para você, o que faz lembrar a vida no campo? E na cidade?
1 Leia o trecho de texto a seguir e responda às questões. NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Meu pai trabalhava de lavrador e minha mãe era dona de casa. A vida no sítio era de plantações, roça de safra com cada período um tipo de colheita. Era uma vida livre, de subir em árvore, brincar com os bichos, uma liberdade total. A gente era feliz e não sabia. Eu e meus irmãos brincávamos daquelas brincadeiras antigas, de roda, de passar anel.


Safra: período de plantio e colheita de uma cultura agrícola ou produção obtida nesse período.
SILVA, Cleunice José da. A bonequinha de corda. São Paulo: Museu da Pessoa, c2025. Disponível em: https://museudapessoa.org/historia-de-vida/a-bonequinha-de-corda/. Acesso em: 26 ago. 2025.
a) A família mencionada no texto morava no campo ou na cidade? Como você chegou a essa conclusão?
Veja respostas e comentários no Encaminhamento.
b) Qual trabalho era realizado pelos adultos?
O pai era lavrador e a mãe era dona de casa.
c) Em sua opinião, como era a vida dos pais e das crianças? Levante hipóteses.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
2 Observe as fotografias 1 e 2 do município de Vitória da Conquista, no estado da Bahia.




a) Qual fotografia mostra a área urbana do município de Vitória da Conquista? E qual mostra a área rural?
A fotografia 2 mostra a área urbana, e a fotografia 1 mostra a área rural.
b) O lugar em que você vive se parece com a fotografia 1 ou com a fotografia 2?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento

30/09/25 17:01
dúvidas. Após a leitura, promova a valorização da diversidade e dos modos de vida existentes, assumindo uma abordagem que evita estereótipos e juízos de valor e ressaltando que tanto o campo quanto a cidade têm formas próprias de organização, trabalho e cultura. Essa abordagem fornece subsídios que mobilizam o trabalho com a habilidade EF03HI08
Na atividade 1. a), espera-se que os estudantes respondam que a família mencionada no texto morava no campo. Eles podem citar como aspectos do campo o tipo de trabalho do pai ou as plantações com seus períodos de colheita. Na atividade 1. c), se considerar oportuno, realize a leitura coletiva do texto e incentive a turma a pensar o quanto o texto permite confirmar ou não as hipóteses levantadas por eles. Na atividade 2, organize os estudantes em pequenos grupos para que analisem as fotografias e discutam os elementos que podem ser comuns ou diferentes entre elas. Na atividade 2. b), incentive a turma a expressar como é o lugar onde eles vivem. É importante acolher todas as respostas, reforçando a relação de pertencimento e valorizando a diversidade dos modos de vida e das experiências de cada estudante.
ATIVIDADES
Para consolidar a reflexão sobre os aprendizados desta dupla de páginas, proponha aos estudantes a criação de um cartaz coletivo com representações de aspectos do campo e da cidade. Incentive-os a pensar nos elementos que são comuns a esses espaços e em elementos que são diferentes. Após a finalização do cartaz, se possível, deixe-o exposto no mural da sala de aula. Aproveite essa produção coletiva para retomar as discussões realizadas na aula.
Vista aérea de plantação de café no município de Vitória da Conquista, no estado da Bahia, em 2025.
Vista aérea da Serra de Periperi no município de Vitória da Conquista, no estado da Bahia, em 2025.
ENCAMINHAMENTO
Organize uma roda de conversa para discutir com a turma as questões que aparecem no texto inicial desta dupla de páginas. Incentive os estudantes a levantar hipóteses sobre os motivos que levam boa parte da população a viver nas cidades. Durante a conversa, destaque que as cidades não são homogêneas nem organizadas de forma única. Comente que as cidades são formadas por múltiplas vivências, culturas e trajetórias. Essa reflexão possibilita o trabalho com o TCT Diversidade cultural
Em seguida, promova a análise da fotografia da página 110. Proponha aos estudantes que se reúnam em pequenos grupos para discutir o que causaria esse tipo de problema urbano. Depois, peça a eles que compartilhem as conclusões dessa discussão. Aprofunde a conversa, pedindo para a turma compartilhar quais outros problemas podem ser enfrentados pelas pessoas que vivem nas grandes cidades. Após esse primeiro levantamento, proponha aos estudantes que pensem nas vantagens de viver nas cidades. Organize as contribuições dos estudantes em um quadro na lousa, sistematizando os pontos levantados. Essa abordagem busca promover uma análise sobre as potencialidades dos espaços urbanos como locais de encontro, convivência, diversidade e produção cultural, reconhecendo também os problemas que afetam o bem-estar e os direitos dos cidadãos. Ao propor a análise das potencialidades e dificuldades da vida nas cidades, os estudantes são incentivados a pensar criticamente, desenvolvendo, com isso, o trabalho com o TCT Vida familiar e social.
Ao abordar o boxe Tem mais , os estudantes terão contato com as funções desempenhadas pelas prefeituras e câmaras de vereadores.

A VIDA NAS CIDADES
Você sabia que hoje boa parte da população brasileira vive em cidades? E que pessoas de diversos grupos vivem nelas? As cidades cresceram ao longo do tempo, atraindo muitas pessoas em busca de novas oportunidades. Isso acontece, em grande parte, devido à oferta de serviços essenciais, como educação, saúde e transporte, e às oportunidades de emprego em diferentes áreas.
Algumas cidades são grandes e movimentadas, com muitos prédios, comércios, indústrias e trânsito intenso. Outras são menores, com um ritmo de vida mais calmo. Mas é comum que a vida nas cidades apresente desafios como trânsito excessivo nas ruas; falta de áreas verdes; poluição do ar e sonora; falta de segurança; e desigualdade entre as pessoas.


Apesar dos problemas, as cidades são importantes espaços de troca, onde pessoas de diferentes origens compartilham suas culturas, histórias e lutas.



Esclareça que a cidade é uma das instâncias de organização política no Brasil e que ela conta com os próprios mecanismos de gestão. Apresente para a turma algumas das atribuições dos poderes municipais, como aquelas relacionadas à gestão de espaços públicos. Essa abordagem mobiliza o trabalho com a habilidade EF03HI09
A resposta da atividade 1 é pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam sobre a grande diversidade que existe na formação dos espaços urbanos, já que algumas cidades são grandes e movimentadas, com ritmo de vida intenso, enquanto outras são menores, com um ritmo de vida mais calmo. No entanto, espera-se que eles entendam que, ainda assim, a maioria das cidades enfrenta desafios comuns, como o trânsito excessivo, a falta de segurança e a desigualdade.
Trânsito de veículos em Brasília, no Distrito Federal em 2025.

MAIS
Nos municípios, existem órgãos do governo que cuidam das áreas urbanas e rurais. Cada município tem uma prefeitura e uma câmara municipal para atender às necessidades das pessoas que nele vivem.
Prefeitura Órgão responsável pela administração, onde o prefeito, eleito pela população por meio do voto, administra os espaços e os serviços públicos e investe recursos em diferentes áreas.

Prefeitura Municipal de Chapecó, no estado de Santa Catarina, em 2025.




Veja comentários no Encaminhamento
Câmara Municipal Espaço em que vereadores, eleitos por meio do voto, representam a população, elaboram leis e fiscalizam o trabalho realizado pelo prefeito do município.
Na atividade 2, a resposta é pessoal. A atividade busca retomar as discussões feitas previamente pela turma. Os estudantes podem citar problemas relacionados ao trânsito e ao transporte público, à poluição, entre outros. Incentive a turma a refletir sobre os problemas que podem ser observados cotidianamente no município onde a escola se localiza.
TEXTO COMPLEMENTAR
O Brasil perdeu 4,3 milhões de moradores na zona rural e ganhou 16,6 milhões nas áreas urbanas nos últimos 12 anos, mostram dados do Censo 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) […].
O ritmo de redução da população nas áreas rurais, que havia diminuído entre 2000 e 2010, acelerou de 2010 para 2022: a queda foi de 1,28%, ante 0,65% no intervalo anterior.
[…]

Câmara Municipal de Terra Santa, no estado do Pará, em 2024.
1 Em sua opinião, todas as cidades são iguais? Converse com os colegas.
Resposta pessoal.
2 Cite dois exemplos de problemas enfrentados nas cidades.
Resposta pessoal.
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR E OS ESTUDANTES

30/09/25 17:01
• IBGE: cidades e estados do Brasil. Rio de Janeiro, c2025. Site. Disponível em: https://cidades. ibge.gov.br/. Acesso em: 25 set. 2025. O portal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reúne informações sobre os municípios e estados do Brasil. O acervo oferece tabelas, gráficos e mapas. Além disso, é possível encontrar conteúdos históricos e fotografias.
[…] fatores como a migração, mudanças nas taxas de fecundidade (número de filhos por mulher) e o aperfeiçoamento do sistema de coleta de dados do Censo podem explicar essa mudança. CYPRESTE, Judite. Censo: Brasil perdeu 4 milhões de pessoas na zona rural e ganhou 16 milhões nas áreas urbanas em 12 anos. G1, [s. l.], 14 nov. 2024. Disponível em: https:// g1.globo.com/economia/censo/ noticia/2024/11/14/censo-brasil -perdeu-4-milhoes -de-pessoas-na-zona-rural-e -ganhou-16-milhoes-nas-areas -urbanas-em-12-anos.ghtml. Acesso em: 26 set. 2025.
NÃO ESCREVA NO LIVRO. TEM
ORGANIZE-SE
Para realizar a atividade proposta, providencie com os estudantes: folhas de papel avulsas, lápis ou caneta e caixa de papelão.
ENCAMINHAMENTO
A proposta da seção Mão na massa busca incentivar a consciência cidadã e o engajamento nos problemas da comunidade, permitindo o trabalho com o TCT Vida familiar e social Além disso, a proposta é uma oportunidade de promover o respeito às diferentes perspectivas, valorizar a experiência democrática e estimular a convivência entre pensamentos diversos, incentivando uma cultura de paz.
Para a etapa de elaboração das propostas, se considerar oportuno, proponha a discussão sobre questões presentes no cotidiano escolar. Identificar problemas e as possíveis soluções pode servir de plataforma para as campanhas.
Caso a turma seja muito grande, uma possibilidade de organização é montar, em um primeiro momento, grupos menores para formular propostas. Os grupos que tiverem ideias afins podem ser reunidos para participar de uma mesma candidatura.
É importante incentivar os estudantes a pensar em questões que se destaquem no cotidiano deles e que pertençam às próprias realidades, como iniciativas que contribuam para melhorar as relações entre os colegas, medidas que promovam a interação com a comunidade, ações para combater preconceitos e promover o respeito às diferenças. As propostas podem incluir também iniciativas que contribuam para a inclusão de estudantes com deficiência.
Após a discussão inicial das propostas, incentive os estudantes a produzir um documento escrito em que registrem
MÃO NA MASSA

Eleições na sala de aula
Você estudou que os municípios têm órgãos governamentais, como prefeitura e câmara de vereadores, responsáveis por cuidar das necessidades da população. Nesses órgãos trabalham, respectivamente, o prefeito eleito e os vereadores escolhidos por meio do voto da população.
Você sabe como os candidatos conquistam votos? Eles precisam conhecer muito bem o município, entender os principais problemas locais e apresentar ideias e planos que ajudem a melhorar a vida da população. No período das eleições, os candidatos apresentam suas propostas e, depois, a população vai às urnas.


Agora que vocês aprenderam sobre a escolha de prefeitos e vereadores, organizem uma eleição fictícia em sala de aula. A turma vai escolher o candidato que apresentar as melhores ideias para o lugar onde vocês vivem.
Materiais
• Folhas de papel avulsas para as cédulas
Como fazer

• Lápis ou caneta
• Caixa de papelão para a urna


A turma será organizada em dois grupos.
• O grupo dos candidatos
• O grupo dos eleitores
Confira a seguir o passo a passo para preparar a eleição.

suas ideias, com duas ou três frases que as sintetizem. Esse documento pode ser compartilhado com todo o grupo, de modo que todos possam conhecer as diferentes plataformas.
Para a preparação das eleições, a confecção das urnas e cédulas de votação pode contar com a participação dos estudantes. Um grupo pode ser designado para, com o uso de uma caixa de papelão, montar a urna, garantindo uma abertura na qual possam ser introduzidas as cédulas. Os demais podem, a partir de um modelo, elaborar as cédulas, com a identificação de cada candidatura acompanhada de uma lacuna a ser completada com um “x” no candidato escolhido.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Urna eletrônica.

1 Escolha dos candidatos – O professor vai perguntar para a turma quem quer se candidatar. Se houver muitos interessados, ele vai escolher quem serão os candidatos.
2 Apresentação das propostas – Por meio de uma roda de conversa, os candidatos vão apresentar suas propostas para os colegas do grupo dos eleitores. Lembrem-se de explicá-las de maneira simples.
3 Dia da votação – Todos os estudantes escrevem nas cédulas o nome do candidato escolhido e, em seguida, depositam o papel na urna. Ao final da votação, o professor contará os votos e compartilhará com a turma o candidato escolhido.



Concluindo a atividade

PARA O PROFESSOR
• GERARD, Marcelo. Manual das eleições municipais. Aracaju: Edição do Autor, 2020. O livro permite ao leitor conhecer as regras e as etapas do processo eleitoral, compreendendo as atribuições dos candidatos, das campanhas e também dos eleitores.

Após o resultado da votação, organizem uma roda de conversa e reflitam sobre as questões a seguir.
Veja orientações e comentários no Encaminhamento
1 Por que a maioria da turma escolheu o candidato vencedor? Levante hipóteses.
2 Se você fosse eleito, quais melhorias faria em seu município?
3 Você considera importante poder escolher um candidato? Por quê?
113

Para finalizar a atividade, organize uma roda de conversa para refletir sobre o resultado da eleição, tendo como disparador as questões apresentadas no Livro do estudante. Espera-se que os estudantes reflitam, inicialmente, sobre a importância das propostas apresentadas pelo candidato vencedor. Caso seja possível, proponha a eles a implantação da proposta vencedora, avaliando como ela pode impactar o cotidiano escolar. A partir disso, pode-se ampliar a reflexão para fora do contexto escolar, refletindo sobre a realidade do município. Incentive os estudantes a discutir sobre os problemas que percebem no entorno de onde moram ou da escola e a pensar nas ações que poderiam ser realizadas para enfrentar os problemas identificados. Essa discussão permite aos estudantes perceber a importância da participação política, reconhecendo o voto como elemento fundamental na construção da democracia.
Ilustração elaborada especialmente para esta obra em 2025.
ENCAMINHAMENTO
Inicie a discussão sobre as transformações das cidades ao longo do tempo, pedindo aos estudantes que observem com atenção as fotografias desta dupla de páginas. Peça a eles que analisem primeiro as imagens que mostram os dois tipos de moradias. Depois, pergunte como são as moradias, se elas são parecidas ou se são diferentes. Anote na lousa as contribuições da turma. Em seguida, peça aos estudantes que observem as imagens relacionadas ao comércio e ao transporte e relatem os aspectos que foram identificados nas imagens. A partir das contribuições, promova uma discussão incentivando os estudantes a compartilhar as principais transformações perceptíveis no espaço das cidades. Peça a eles que, a partir das observações sobre as cidades do passado, estabeleçam relações com as cidades que eles conhecem no presente. Solicite também que reflitam sobre os elementos identificados nas imagens que permanecem hoje e aqueles que se transformaram ao longo do tempo. Durante a mediação da discussão, esclareça para a turma que o passado não deve ser percebido como atrasado, mas como diferente: havia outras formas de viver, produzir, morar e se deslocar, com saberes próprios e soluções adequadas àquele tempo. Essa abordagem mobiliza a habilidade EF03HI08.

As cidades no passado
No passado, a vida nas cidades costumava ser muito diferente da que conhecemos hoje. Grandes avenidas, prédios altos e centros de comércio modernos, como shoppings e supermercados, não existiam. Você consegue imaginar como era a vida nesses espaços? Cada cidade podia ter características próprias e semelhanças.
Conheça a seguir algumas características de cidades no início do século 20.
Ruas e moradias
Era comum que as ruas fossem pavimentadas com paralelepípedos, que são um tipo de bloco de pedra. Outras ruas eram de terra batida, onde circulavam animais como os cavalos.

do





CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
Cortiço na rua do Senado, no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 1906.
As casas nas áreas nobres das cidades eram espaçosas, com quintais e jardins. Nas regiões onde viviam pessoas pobres, as casas eram pequenas e, muitas vezes, os moradores compartilhavam espaços comuns. Outra característica dessas moradias era a falta de eletricidade, esgoto e água encanada. 30/09/25

• MATOS, Maria Izilda Santos de; AVELINO, Yvone Dias (org.). História e cidades: sujeitos, práticas e memórias. Curitiba: Appris, 2023. Essa coletânea de artigos promove a discussão sobre as articulações entre a concretude das cidades e sua dimensão imaginária, pensando na maneira como os processos sociais são vividos nas cidades e interpretados pelos próprios sujeitos.
Rua Macau
Meio, no município de Diamantina, no estado de Minas Gerais, meados do século 20.

Comércio

Meios de transporte
As pessoas usavam transportes como carroças ou carruagens, que podiam ser puxados por mulas ou cavalos. Com o passar do tempo, surgiram os bondes, que eram puxados por cavalos, e depois vieram os bondes elétricos.

Bonde elétrico no bairro de Botafogo, no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, cerca de 1910.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
O comércio podia ser feito nas ruas, onde verdureiros e quitandeiras ofereciam seus produtos para quem passava ou batiam de porta em porta para vender aos moradores. Também havia pequenas lojas espalhadas pelas cidades: umas vendiam tecidos e outras funcionavam como mercearias e farmácias.

Quitandeiras na Praça Montepio, no município de Maceió, no estado de Alagoas, em 1905.


1
O que mais chamou sua atenção sobre algumas cidades no passado?
Por quê? Respostas pessoais. Veja comentários no Encaminhamento
TEXTO COMPLEMENTAR
Na atividade 1, espera-se que os estudantes sistematizem as discussões realizadas, apontando os elementos que perceberam sobre as cidades do passado. Se considerar oportuno, aprofunde a proposta da atividade incentivando os estudantes a refletir sobre os problemas enfrentados pelas pessoas que viviam nas cidades no passado. Com base nas respostas, comente que, no passado, a concentração populacional era menor em relação aos dias atuais e que os problemas eram diferentes.
ATIVIDADES

30/09/25 17:01
As cidades, sua arquitetura e lugares constituem paisagens simbólicas que evocam narrativas mnemônicas, portanto, o modo com que cada pessoa interpreta suas experiências no lugar é o que produz significado ao espaço físico. Com o passar do tempo, um conjunto de significados e experiência dão origem à memória coletiva e passam a fazer parte da herança cultural do lugar. […]
[...]
Nesse sentido, a memória da cidade, marcada por um conjunto de recordações e histórias que dela emergem, é resgatada em lugares determinados que permitem compreender um todo. Lugares esses que oferecem aspectos simbólicos, capazes de despertar afetividade em seus moradores e representar suas narrativas. [...]
TARDIVO, Jessica Aline; PRATSCHKE, Anja. Cidade como lugar de memórias. Revista Memória em Rede, Pelotas, v. 8, n. 15, p. 3-21, jul./dez. 2016. p. 9. Disponível em: https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/ Memoria/issue/view/2177-4129. Acesso em: 25 set. 2025.
Para enriquecer a abordagem sobre as cidades do passado e as mudanças perceptíveis quando as comparamos com as cidades do presente, proponha aos estudantes que conversem com pessoas mais velhas da família ou da comunidade. De forma coletiva, construa com a turma um roteiro de perguntas para a entrevista. Incentive os estudantes a propor questões com base nos estudos realizados até o momento. Essa construção coletiva tem como objetivo promover o protagonismo deles nos processos de aprendizagem. Além disso, o trabalho com entrevistas proporciona a escuta atenta, valoriza a memória dos mais velhos, incentiva o trabalho com a história oral e oportuniza o fortalecimento de vínculos afetivos e sociais, reforçando o pertencimento à comunidade. Com o roteiro pronto, oriente os estudantes a escolher o entrevistado e a realizar a entrevista. Combine com a turma o dia para a apresentação desse trabalho.
ENCAMINHAMENTO
Nesta dupla de páginas, inicie com a observação das imagens da página 116. Peça aos estudantes que identifiquem os elementos retratados nas fotografias. A partir da resposta da turma, esclareça que, nas imagens, foram retratadas atividades agrícolas.
Após a sensibilização inicial, aprofunde a discussão. Solicite aos estudantes que compartilhem elementos que eles acreditam fazer parte da vida no campo. Valorize os conhecimentos prévios dos estudantes, permitindo que compartilhem o que sabem sobre a vida no campo. A proposta tem como objetivo romper com uma visão única ou romantizada da vida rural, combatendo estereótipos que tratam o campo como sinônimo de atraso ou isolamento. Caso a escola se localize em áreas rurais ou perto delas, esse reconhecimento é essencial para que os estudantes se sintam acolhidos e compreendidos. Já nos contextos urbanos, a proposta pode ser conduzida a partir da escuta de memórias de familiares ou de atividades de pesquisas de imagens ou de depoimentos na internet. Comente com os estudantes que hoje a vida no campo está mais integrada à cidade, mas, ainda assim, existem locais que enfrentam dificuldades de acesso a escolas e postos de saúde. É importante ressaltar, no entanto, que isso não é elemento exclusivo da área rural, já que em grandes cidades existem regiões periféricas que sofrem os mesmos problemas. Essa abordagem mobiliza a habilidade EF03HI08.

A VIDA NO CAMPO
Em muitos lugares do campo, as famílias usam máquinas e ferramentas que ajudam no trabalho com a terra. Em outros, ainda se trabalha de forma parecida com a do passado. Técnicas tradicionais, como plantar no tempo certo ou guardar sementes, continuam importantes e se juntam às novas tecnologias.
O campo é diverso: cada comunidade encontra seu próprio jeito de viver e produzir. Existem famílias e pequenos produtores que se dedicam ao cultivo de hortas e de outros tipos de plantações e à criação de animais.
É comum observar também no campo a presença de grandes propriedades agrícolas altamente mecanizadas, com o uso intensivo de máquinas modernas que facilitam o plantio e a colheita.



Agricultor cuida de plantação no município de Ponto Belo, no estado do Espírito Santo, em 2024.
Colheita de milho com o uso de máquina no município de Belterra, no estado do Pará, em 2025.



Além disso, existem comunidades locais dedicadas ao ecoturismo. Nas comunidades, guias locais oferecem aos turistas experiências que valorizam a cultura regional, preservam o meio ambiente e ajudam no desenvolvimento econômico da região.
Ecoturistas atravessam rio durante trilha para chegar à cachoeira Santa Bárbara, na Comunidade Kalunga de Engenho II, dentro do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no município de Cavalcante, no estado de Goiás, em 2024.




Nas últimas décadas, houve muitas melhorias no acesso a serviços como energia elétrica, internet, educação e saúde.

Escola em área rural no município de Andradas, no estado de Minas Gerais, em 2022.

Instalação de internet banda larga em área rural no município de Tomazina, no estado do Paraná, em 2023.
Hoje, a vida no campo está mais integrada à cidade. Mas, mesmo com os avanços, ainda são necessários investimentos em setores como o de serviços. Muitas vezes, escolas e postos de saúde, por exemplo, não têm estrutura suficiente para atender à população, que precisa se deslocar por longas distâncias.
Veja comentários no Encaminhamento


1 Em sua opinião, a vida no campo mudou ao longo do tempo? Por quê?
Respostas pessoais.
2 Alguém de sua família ou uma pessoa de seu convívio mora ou já morou no campo? Compartilhe com a turma.
Resposta pessoal.

01/10/25 00:35
Na atividade 1, a resposta é pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam sobre a historicidade da vida no campo, percebendo mudanças e rupturas ocorridas nesse espaço ao longo do tempo. Caso os estudantes tenham dificuldades em responder, proponha que se reúnam em duplas e façam uma pesquisa em livros sobre as mudanças ocorridas na área rural no decorrer da história. Na atividade 2, as respostas podem envolver lembranças dos familiares como: “minha avó contava que fazia queijo em casa”; “meu tio planta mandioca e vende na feira”; “meu vizinho cria galinhas e compartilha os ovos com os moradores da comunidade”. Valorize a participação de todos, demonstrando que mesmo os pequenos hábitos ajudam a construir a história. Caso algum estudante não tenha contato com pessoas que tenham vivido no campo, sugira que converse com outros colegas que possam compartilhar as próprias experiências.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ADRIANO KIRIHARA/PULSAR IMAGENS
ENCAMINHAMENTO
Proponha aos estudantes que analisem com atenção as imagens que aparecem nesta dupla de páginas. Incentive a turma a observar elementos que indicam que as imagens são antigas. Eles podem notar, por exemplo, que as fotografias não são coloridas, o que sugere que elas foram tiradas em outras épocas. Além disso, os estudantes podem utilizar as legendas como ponto de partida para refletir sobre o contexto histórico retratado. Depois, proponha, ainda, que eles comparem as imagens com a realidade atual do entorno de suas casas ou da escola, identificando permanências e rupturas. Essa abordagem mobiliza a habilidade EF03HI08.

O campo no passado
No Brasil, até meados de 1960, havia mais pessoas vivendo no campo, ou seja, em áreas rurais, do que nas cidades. O cotidiano de quem vivia no campo estava ligado à terra, ao cultivo para o próprio sustento e a desafios como distribuição limitada de água, poucas escolas, hospitais e meios de transporte. A realidade nas áreas rurais também podia variar. Conheça a seguir alguns detalhes da vida no campo no início do século 20.
Moradias e modos de vida


No campo, também havia propriedades que pertenciam a pessoas com mais dinheiro. Estas eram donas de grandes extensões de terra e construíam casas amplas e com muitos cômodos. Algumas propriedades podiam ter luz que vinha de geradores.

Boa parte das pessoas que vivia no campo construía suas casas de modo simples. Geralmente, as paredes das casas eram feitas com barro entrelaçado em uma estrutura de madeira. As moradias eram pequenas e não tinham banheiro interno nem luz elétrica.

Moradia próxima às margens do rio São Francisco, no município da Barra, no estado da Bahia, em 1927.

Piauí, em 1912.


Grande propriedade rural localizada no município de Parnaguá, no estado do

Abastecimento de água

Meios de transporte
As pessoas no campo costumavam se deslocar a pé ou a cavalo. Elas também usavam veículos movidos por animais, como carros de boi ou carroças puxadas por cavalos. Esses meios de transporte eram essenciais para ir até as cidades e para viajar entre as regiões vizinhas.
Carro de boi no município de Ouro Preto, no estado de Minas Gerais, em cerca de 1885.


As pessoas que viviam no campo dependiam dos rios ou de poços para ter acesso à água. Em locais afetados pela seca, eram construídos açudes ou reservatórios para captar a água das chuvas. Muitas famílias caminhavam até esses locais para buscar a água que usariam no dia a dia.
Vista de açude localizado no município de Barreiro, no estado de Pernambuco, em 1952.
Na atividade 1, a proposta é que os estudantes retomem individualmente a análise das imagens e destaquem o que mais lhes chamou atenção. A resposta é pessoal, mas é importante incentivar os estudantes a justificar suas escolhas. Se considerar oportuno, após a atividade, realize uma roda de conversa pedindo para a turma compartilhar as reflexões.

1 Observe as fotografias da página 118 que mostram as moradias no campo. O que mais chamou sua atenção?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
2 Com base em seus estudos sobre o abastecimento de água, responda.

a) Como as pessoas faziam para ter acesso à água?
Veja resposta no Encaminhamento

b) Em uma folha de papel avulsa, faça dois desenhos: um mostrando como as pessoas faziam para obter água no passado e outro no presente.
Produção pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
c) Em sua opinião, hoje, todos têm acesso à água? Explique.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
3 Quais eram os principais meios de transporte usados no campo no passado?
Veja resposta e comentários no Encaminhamento

30/09/25 17:01
Na atividade 2. a), os estudantes devem apontar que muitas pessoas contavam com poços, outras precisavam se deslocar para buscar água em rios ou açudes, caminhando por longas distâncias. Eles podem indicar também que as pessoas dependiam das chuvas para obter água. Na atividade 2. b), espera-se que os estudantes representem cenas do passado, como carregar baldes, potes ou caminhar até o rio. No presente, devem ilustrar a realidade em que vivem. Na atividade 2. c), valorize os relatos dos estudantes, acolhendo as respostas. Durante a conversa, destaque que, ainda hoje, existem pessoas que não têm acesso adequado à água. Comente que isso não significa atraso, mas mostra as desigualdades e falhas na oferta de serviços públicos. Esse é um bom momento para relacionar o tema à cidadania. Retome o assunto da seção Mão na massa e destaque a importância de escolher representantes comprometidos com a melhoria das condições de vida da população. Na atividade 3, os estudantes devem reconhecer que as pessoas que viviam no campo no início do século XX usavam veículos puxados por animais, como carros de boi e carroças, e algumas podiam se deslocar a pé ou a cavalo.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Para desenvolver o trabalho sobre as relações estabelecidas entre o campo e a cidade, organize a turma em três grupos. Cada grupo deve ficar responsável pela leitura e análise das informações sobre os trabalhadores do campo: agricultores, criadores de animais e apicultores. Caso a turma seja muito grande, organize dois grupos para cada categoria. Oriente os grupos a anotar no caderno as informações que aparecem no material sobre o trabalhador do campo. Em seguida, o grupo deve organizar uma pequena apresentação, explicando aos demais colegas quais são as características daquele trabalho e o que é produzido pelo trabalhador. Ao final das apresentações, incentive os estudantes a refletir sobre os elementos que são comuns a esses trabalhos e também sobre as diferenças entre eles. Peça aos estudantes que reflitam sobre os produtos que eles têm em casa e que são produzidos por cada um desses grupos de trabalhadores. Essa abordagem mobiliza o trabalho com a habilidade EF03HI11.

AS RELAÇÕES ENTRE CAMPO E CIDADE
O campo e a cidade têm uma relação muito próxima. Muitos alimentos consumidos pelos brasileiros são produzidos em áreas rurais. Já as tecnologias que facilitam a vida dos produtores rurais são desenvolvidas, principalmente, em áreas urbanas. Esse exemplo mostra como o campo e a cidade são dependentes um do outro e como eles mantêm uma relação de proximidade.
Trabalhadores do campo
Para que as relações entre campo e cidade aconteçam, é necessário o trabalho de muitas pessoas. Conheça alguns exemplos a seguir.
Agricultores


O agricultor desempenha um papel importante na produção de alimentos. Ele é responsável por preparar o solo para receber sementes ou mudas, acompanhar o desenvolvimento das plantas e participar das etapas de plantio e colheita.
Agricultor em plantação de jiló no município de Catalão, no estado de Goiás, em 2024.

TEXTO COMPLEMENTAR

Criadores de animais
Os criadores de animais cuidam de diversas espécies, como bois, vacas, galinhas e ovelhas. Eles são responsáveis pela saúde e pela nutrição desses animais e garantem as condições adequadas para a produção de carne, leite, lã e ovos.


Criadores de gado no município de Ivinhema, no estado do Mato Grosso do Sul, em 2024.

As relações entre campo e cidade alteraram-se ao longo do tempo enquanto expressões de amplos contextos produtivos e de organização societária. A compreensão das oposições e idealizações acerca destes espaços deve considerar os contextos socioeconômicos e culturais que os originaram.
Campo e cidade são espaços diferentes cujas relações se dão de forma complementar justamente em função da existência destas diferenças. Rural e urbano extrapolam possíveis limites físico-territoriais de sua abrangência e as ruralidades e urbanidades podem estar presentes tanto no campo quanto na cidade. [...]
O rural e o urbano, as ruralidades e urbanidades extrapolam a concretude da existência espacial de campo e cidade, podendo representar, no plano individual, modos de viver característicos mesmo na ausência de contato com o espaço que o originou.
DELFIM MARTINS/PULSAR
Apicultores
O apicultor é o profissional que cria abelhas, cuida das colmeias e coleta mel, cera e própolis. Esses produtos podem ser usados na indústria alimentícia ou farmacêutica.
Apicultor em área de colmeias no município de São Lourenço da Serra, no estado de São Paulo, em 2025.


Trabalhadores colhem café no município de Mococa, no estado de São Paulo, em 2025.



Outros trabalhadores do campo
No campo, há profissionais, como médicos veterinários, cientistas, operadores de máquinas agrícolas e trabalhadores temporários para o plantio e a colheita de alimentos. O trabalho dessas pessoas é fundamental para a vida da população.
1 O campo e a cidade dependem um do outro? Explique.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
2 Observe a fotografia da página 120 que mostra um agricultor.
a) Qual atividade está sendo realizada por ele?
O agricultor está cuidando da plantação.
b) Como essa atividade ajuda a vida das pessoas que moram na cidade?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento


3 Em grupos, façam cartazes com o título “Do campo para a cidade”. Para isso, sigam estes passos.
• Escolham um produto do campo, que pode ser: leite, mel, frutas, ovos etc.
• Façam desenhos representando como o produto escolhido é obtido e quais são os locais onde ele é vendido.
• Depois, escrevam uma frase curta sobre a relação entre o campo e a cidade.
Produções pessoais. Veja comentários e orientações no Encaminhamento

30/09/25 17:01
Embora a urbanização seja concebida por vários autores como um processo inevitável, a articulação do rural ao urbano apresenta peculiaridades, dada a diversidade de conexões possíveis entre ruralidades e urbanidades.
Campo e cidade são espaços distintos que se relacionam de maneira complexa em razão da dependência de um em relação ao outro. Ao concebê-los, para além do âmbito econômico, como espaços culturais e de vivência, sua compreensão torna-se ainda mais plural, dadas os distintos vínculos que cada pessoa possui em relação aos espaços rurais e urbanos.
BATISTA, Edimar Eder. Complexidade das relações entre campo e cidade: perspectivas teóricas. Revista Nera, Presidente Prudente, v. 18, n. 29, p. 101-132, jul./dez. 2015. p. 130. Disponível em: https://revista.fct.unesp.br/index.php/nera/article/view/3345/3123. Acesso em: 25 set. 2025.
Na atividade 1, espera-se que os estudantes respondam afirmativamente e que indiquem que é no campo que se produz a maior parte dos alimentos, enquanto muitas tecnologias usadas nesse espaço são criadas nas cidades. Na atividade 2. b), espera-se que os estudantes reconheçam que muitos dos produtos consumidos no dia a dia, como frutas, legumes e verduras, são fornecidos pelos agricultores do campo.
A atividade 3 reforça a interdependência entre campo e cidade e permite aos estudantes visualizar o percurso dos produtos, valorizando o trabalho dos profissionais do campo. As produções elaboradas pelos estudantes podem ser compartilhadas em uma roda de conversa, promovendo reflexões sobre a relação entre o campo e a cidade.
ATIVIDADES
Para aprofundar a reflexão sobre a dependência que a cidade tem dos produtos do campo, peça aos estudantes que façam uma lista de produtos citados no texto (carne, leite, ovos etc.) e assinalem aqueles que consomem no dia a dia. A seguir, organize na lousa uma lista coletiva com aqueles mencionados e marque, com a colaboração dos estudantes, os alimentos que são mais presentes na alimentação da turma, tornando a atividade uma oportunidade de incentivo à alimentação saudável. A proposta promove o trabalho com o TCT Educação alimentar e nutricional
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
A seção Ideia puxa ideia possibilita o trabalho com o TCT Educação alimentar e nutricional. Inicie a aula organizando com a turma uma leitura coletiva do poema. Aproveite o momento para auxiliar os estudantes na interpretação do poema. Ao final da leitura, incentive a turma a reconhecer os tipos de alimentos que são citados no poema, discutindo a questão da alimentação saudável.
Em seguida, explore as informações da ilustração da página 123, que apresenta como os alimentos chegam à mesa dos brasileiros. Destaque a importância de valorizarmos o trabalhador do campo, apontando que boa parte da produção de alimentos no Brasil é feita por pequenos produtores.
Se considerar oportuno, a seção pode ser trabalhada de modo interdisciplinar com o componente curricular de Ciências da Natureza, discutindo com os estudantes a questão do valor nutricional dos alimentos e a importância de um consumo balanceado deles para a construção de uma vida saudável.

IDEIA PUXA IDEIA
Alimentação saudável no cotidiano
O consumo de alimentos naturais ajuda a cuidar da saúde e do bem-estar das pessoas. Por isso, é importante incluir no cotidiano alimentos produzidos na região onde você mora, como frutas, legumes e verduras. Esses alimentos fornecem nutrientes para o corpo crescer e, em geral, se desenvolver de forma saudável. Já os alimentos industrializados têm baixos valores nutricionais e não fornecem a energia de que o corpo precisa.
Leia o trecho do poema a seguir.

Hoje a fruta vira verso
A verdura vira rima
Vegetal vira poema
Planta vira obra-prima […]
Vegetais nos trazem força
Pois são vivos e sensíveis […]


Então coma à vontade […]
Um desfile de mil cores
De texturas e sabores
De alegrias e perfumes.
OBEID, César. Rimas saborosas. Ilustrações: Luna Vicente. São Paulo: Moderna, 2009. p. 11-12
Você percebeu que o poema trouxe exemplos de tipos de alimentos que são bons para a saúde? Você sabe quem produz esses alimentos e como eles chegam à mesa dos brasileiros todos os dias?
Boa parte dos alimentos naturais vem de pequenos produtores que cultivam alimentos variados usando práticas sustentáveis que preservam o meio ambiente.
FIQUE LIGADO


• CARDOSO, Leonardo Mendes. Amanda no país das vitaminas. Ilustrações: Fabiana Salomão. São Paulo: Editora do Brasil, 2016. Nesse livro, o autor apresenta de forma lúdica a importância da alimentação saudável para as crianças.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

A ilustração a seguir mostra como os alimentos chegam à mesa dos brasileiros.



Ilustração elaborada especialmente para esta obra em 2025.
Quando consumimos alimentos que vêm da agricultura familiar, ajudamos a fortalecer a economia local e a preservar a natureza. Ao mesmo tempo, cuidamos da saúde do corpo!
1
2
3


Qual título você daria para o poema da página 122?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
Observe com atenção a ilustração e indique o que acontece em cada etapa.
Veja comentários e orientações no Encaminhamento
Em sua opinião, por que devemos consumir mais alimentos saudáveis?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
Na atividade 1, a resposta é pessoal. Para desenvolver a atividade, proponha à turma perguntas como: sobre o que o poema fala? O poema descreve os vegetais de um jeito comum ou especial? Além de deixarem nossos pratos mais bonitos e coloridos, o que mais os vegetais nos oferecem?
Na atividade 2, espera-se que os estudantes identifiquem que a etapa 1 mostra o pedido da encomenda para a produtora de alimentos. Na etapa 2, os produtos são colhidos. Na etapa 3, os produtos estão disponibilizados para a venda. Na etapa 4, os alimentos naturais são consumidos por uma família. Caso os estudantes tenham dificuldades em compreender a informação relacionada com a unidade de medida quilograma, explique que ela é uma das unidades utilizadas para determinar a massa de um produto.
Na atividade 3, a resposta é pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam sobre a importância de uma alimentação saudável para o bem-estar e a saúde.

17:01
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília, DF: MS, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf. Acesso em: 26 set. 2025.
Esse guia traz os princípios que orientam uma alimentação saudável e também oferece dicas práticas de como manter uma alimentação equilibrada no dia a dia.
ENCAMINHAMENTO
Inicie a reflexão sobre o tema propondo aos estudantes a leitura coletiva dos textos: Trabalhadores da indústria e Trabalhadores do comércio. Peça a eles que listem, no caderno, elementos que caracterizam cada uma das atividades. Em seguida, incentive-os a compartilhar o que já sabem sobre os trabalhos realizados por pessoas do convívio. Há estudantes que vivem em regiões de transição entre campo e cidade ou têm familiares que circulam por esses espaços. As experiências deles podem enriquecer a compreensão do grupo.
Em seguida, proponha aos estudantes que comparem os trabalhos da cidade com os trabalhos do campo estudados no capítulo, percebendo semelhanças e diferenças entre os dois universos. Essa abordagem mobiliza a habilidade EF03HI11.
O desenvolvimento desse conteúdo vai além do reconhecimento de profissões, já que promove a formação de estudantes capazes de compreender a complexidade das relações sociais e de respeitar os saberes e as práticas de todos os grupos que compõem a sociedade brasileira. Essa abordagem também contribui para desenvolver a noção de vida coletiva, mostrando que o bem-estar das pessoas está ligado a ações compartilhadas e à valorização de todos os tipos de trabalho.

Trabalhadores da cidade
Na cidade, a maior parte das oportunidades de trabalho está nos setores da indústria e do comércio. Os trabalhadores dessas áreas desempenham diferentes tipos de funções, e todas elas são importantes para a população. Conheça a seguir alguns exemplos de trabalhos nas cidades.
Trabalhadores da indústria


Matéria-prima: material usado para a fabricação de diferentes produtos.
As indústrias são locais equipados com máquinas que recebem matérias-primas para a produção de alimentos, calçados, medicamentos, entre outros itens. Os trabalhadores do setor industrial podem ser responsáveis por várias funções, como separar a matéria-prima, operar as máquinas, controlar a organização e a produção e transportar os produtos. Nas indústrias, os produtos que saem do campo, como leite, ovos e trigo, são usados, por exemplo, na fabricação de queijo, pães e massas.




Trabalhador opera máquina em indústria de farinha de trigo no município de Sumaré, no estado de São Paulo, em 2022.

Trabalhadores do comércio
No comércio, há trabalhadores responsáveis pela venda e distribuição de produtos ou serviços. Esses lugares recebem uma variedade de produtos que vêm do campo e das fábricas. Esses produtos são vendidos em feiras livres, mercearias, restaurantes, supermercados, shopping centers, e outros locais.



Você percebeu como o campo e a cidade estão conectados? Já pensou no quanto o trabalho das pessoas que vivem no campo e na cidade é essencial para o desenvolvimento da sociedade? Reconhecer e valorizar o trabalho de todas as pessoas é muito importante!


Veja comentários e orientações no Encaminhamento
1 Com base no que você estudou, escreva um pequeno texto sobre a importância das relações entre campo e cidade.
Produção pessoal.
2 Em sua opinião, o que aconteceria se não houvesse as trocas entre o que é produzido no campo e o que é produzido na cidade?
Resposta pessoal.
Para realizar a atividade 1, promova com a turma uma roda de conversa, retomando as discussões sobre a relação entre o campo e a cidade. Peça aos estudantes que citem exemplos de como o campo pode estar presente nas cidades e de como as cidades estão presentes no campo. Anote na lousa as contribuições da turma e, ao final, esclareça eventuais dúvidas que possam surgir. Depois, peça aos estudantes que elaborem o texto proposto na atividade. Se considerar oportuno, marque uma data para que todos possam compartilhar as produções. Na atividade 2, a resposta é pessoal. Espera-se que os estudantes apontem problemas como a falta de alimentos nas cidades. No campo, as pessoas teriam mais dificuldade para realizar trabalhos que dependem de máquinas, e também faltariam produtos ou serviços que são encontrados apenas nas cidades. Esses são apenas alguns exemplos que mostram como os dois espaços são importantes e dependem um do outro.

30/09/25 17:01
Barraca de hortaliças e frutas em feira livre no município de Rio Grande, no estado do Rio Grande do Sul, em 2025.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Analisar as mudanças nas formas de trabalho e lazer ao longo do tempo.
• Reconhecer a importância de todos os tipos de trabalho.
• Refletir sobre o lazer na vida das pessoas como direito a ser defendido.
• Discutir a importância das brincadeiras na formação das identidades infantis.
BNCC
HABILIDADES
(EF03HI07) Identificar semelhanças e diferenças existentes entre comunidades de sua cidade ou região, e descrever o papel dos diferentes grupos sociais que as formam.
(EF03HI12) Comparar as relações de trabalho e lazer do presente com as de outros tempos e espaços, analisando mudanças e permanências.
TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS (TCTs)
• Vida familiar e social.
• Saúde.
• Educação para o consumo.
ENCAMINHAMENTO
A abertura do capítulo tem como objetivo apresentar aos estudantes os conceitos de trabalho e lazer. Esses temas serão discutidos ao longo do capítulo, promovendo reflexões sobre como o trabalho e o lazer são partes fundamentais da vida em sociedade e da memória coletiva. O assunto dessa dupla de páginas mobiliza o trabalho com a habilidade EF03HI12.
Inicie a discussão organizando os estudantes em círculo na sala de aula. Em seguida, explore com a turma as atividades 1 e 2 da página 127. Peça que um dos estudantes leia a primeira pergunta em voz alta. Depois, incentive os estudantes


2 TRABALHO E LAZER AO LONGO DO TEMPO
As pessoas, ao longo da vida, podem realizar diferentes tipos de trabalho e descobrir várias formas de se divertir. Essas atividades, assim como outras que fazem parte da vida, costumam mudar com o tempo. Entender essas transformações ajuda a contar a história das pessoas e dos lugares onde elas vivem.
No passado, por exemplo, existia a profissão de telefonista. As pessoas que exerciam essa atividade realizavam e transferiam chamadas, anotavam recados, forneciam informações, entre outras funções.





Essa profissão desapareceu. Mas, se observarmos o trabalho realizado por operadores de telemarketing , poderemos perceber algumas semelhanças. Geralmente, esses profissionais realizam ligações para oferecer produtos. Em outros momentos, recebem chamadas de clientes que buscam soluções para problemas em algum serviço prestado.


a compartilhar o que costumam fazer nos momentos de lazer e quais são as brincadeiras favoritas deles. Aproveite o momento para encorajar os estudantes a socializar memórias e os gostos pessoais, garantindo um ambiente de acolhimento e escuta atenta. Caso julgue interessante, anote na lousa as contribuições, compondo um painel de interesses da turma.
Após essa sensibilização, peça a eles que observem as fotografias da página 127 e que comentem o que as crianças estão fazendo. Aproveite o momento para destacar que as brincadeiras e atividades de lazer podem ter semelhanças e diferenças de acordo com a região do país. Comente também que as brincadeiras e formas de lazer mudam ao longo do tempo e que elas podem ser diferentes das formas de brincar e de lazer dos parentes mais velhos. Explique que esse assunto será debatido ao longo do capítulo.
Em seguida, aborde com a turma o tema tipos de trabalho presente na página 126. Comente que as formas de trabalho mudam com o passar do tempo. Promova uma reflexão sobre as imagens que mostram telefonistas na década de 1970 e os atendentes de telemarketing atuais. Explique
Central de atendimento com equipe de telefonistas, no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 1972.
Operadores de telemarketing no município de Guarulhos, no estado do São Paulo, em 2022.

Nos momentos de lazer, as atividades ao ar livre, como ir a parques e brincar nas ruas, são parte do cotidiano das pessoas, tanto hoje quanto antigamente.
Com o passar do tempo, surgiram novas formas de lazer e diversão. Hoje, por exemplo, é comum que boa parte das pessoas aproveite o tempo livre assistindo a filmes ou brincando com jogos eletrônicos.




Crianças e adultos yanomamis assistem a uma projeção de filme no município de Barcelos, no estado do Amazonas, em 2021.
Crianças brincam em parque no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2025.
1 O que você e sua família costumam fazer nos momentos de lazer?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
2 Qual é sua brincadeira favorita?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
3 Descubra como as pessoas mais velhas de sua convivência costumavam brincar na infância. Para isso, faça a elas as perguntas a seguir.
a) Qual era sua brincadeira favorita?
b) Onde você costumava brincar?

c) Sua brincadeira favorita existe ainda hoje?
Produção pessoal. Veja comentários no Encaminhamento

FIQUE LIGADO
• SANTOS, Gabriel Araújo dos. O vô, suas histórias e brincadeiras. lIustrações: Paulo R. Masserani. Americana: Adonis, 2012.
Nessa história, o avô Natalino encontra as netas para que todos rememorem as lembranças e experiências da infância.

30/09/25 17:01
as funções desses profissionais e discuta como o surgimento de novas tecnologias promoveu mudanças no mundo do trabalho. Essa abordagem mobiliza o trabalho com a habilidade EF03HI12.
A atividade 3 tem caráter investigativo e afetivo, propondo o contato com a memória familiar e incentivando a escuta de pessoas mais idosas. A proposta também tem como objetivo promover a valorização da cultura oral. Espera-se que os estudantes registrem o nome da brincadeira mencionada pela pessoa entrevistada e o local onde ela acontecia, como rua, quintal, pracinha ou escola, por exemplo. É importante que expressem também se já vivenciaram essa brincadeira ou se ficaram curiosos para conhecê-la. Proponha aos estudantes que compartilhem os relatos em sala. A atividade mobiliza o trabalho com a habilidade EF03HI12.
ATIVIDADES
Na atividade 3 , a turma conversou com pessoas mais velhas com quem convive sobre as brincadeiras que faziam parte da infância delas. A partir das respostas trazidas, selecione algumas das brincadeiras citadas nas conversas e proponha que elas sejam experimentadas coletivamente. Isso ajuda a criar vínculos entre as diferentes gerações e reforça a ideia de que brincar é uma experiência que atravessa o tempo.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Nesta dupla de páginas, os estudantes terão contato com alguns tipos de trabalho que eram comuns no passado. Para aproximar a discussão do universo da turma, inicie a aula propondo aos estudantes que imaginem como era o mundo quando seus avós ou bisavós eram crianças. Depois, peça a eles que imaginem os tipos de trabalhos daquela época. Ao propor o exercício da imaginação com a turma, não se preocupe em delimitar o que está correto ou não, permitindo que eles exponham as próprias percepções sobre como seria o passado e as comparem com as dos colegas.
Em seguida, organize a turma em três grupos para analisar as três profissões que aparecem nas imagens das páginas 128 e 129. Caso a turma seja muito grande, organize os estudantes em seis grupos e proponha que dois grupos trabalhem com cada uma das profissões retratadas. Oriente os grupos a anotar no caderno algumas frases que expliquem a profissão analisada. Depois, proponha que cada grupo leia suas frases para os demais colegas e expliquem a profissão que analisaram.
Partindo dessa dinâmica, discuta com os estudantes como os modos de trabalhar e os tipos de trabalho podem variar com o passar do tempo. Esclareça que as mudanças acontecem, geralmente, devido ao aparecimento de novas necessidades que possibilitaram melhorias nas formas de fazer e de organizar o trabalho ou ao surgimento de novas tecnologias. Essa abordagem mobiliza o trabalho com a habilidade EF03HI12.

O TRABALHO NO PASSADO
Os modos de trabalhar e os tipos de trabalho podem variar com o passar do tempo. Isso acontece porque surgem novas necessidades e descobertas que possibilitam melhorias nas formas de fazer e de organizar o trabalho. Ao longo dos anos, alguns tipos de trabalho deixaram de existir. Outros estão presentes no dia a dia e são realizados de diferentes maneiras.
Conheça, a seguir, alguns exemplos.


Os acendedores de lampião eram pessoas que tinham a tarefa de acender os lampiões que iluminavam as ruas antes da chegada da energia elétrica.
Todos os dias, quando entardecia, esses trabalhadores saíam com uma vara longa para acender os lampiões. Pela manhã, voltavam para apagá-los.





Acendedores de lampião no município de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, entre 1900 e 1910.
Acendedor de lampião no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no final do século 19.
Os fotógrafos lambe-lambes montavam suas câmeras em locais públicos, como praças ou jardins, e tiravam retratos das pessoas ou da paisagem. Esses trabalhadores ainda existem, mas em menor número, e podem ser encontrados em alguns locais de lazer.

Fotógrafo lambe-lambe atende cliente no Parque da Luz, no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 1985.




Os datilógrafos eram pessoas que tinham a tarefa de transcrever relatórios, cartas e documentos rapidamente em máquinas de escrever. Esses trabalhadores precisavam ser muito organizados e atentos. Eles podiam atuar em diferentes locais, como escritórios, redações de jornais e órgãos do governo.
Candidatos concorrem ao cargo de datilógrafo no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 1941.


1 Qual tipo de trabalho do passado mais chamou sua atenção? Por quê?
Respostas pessoais. Veja comentários no Encaminhamento
2 Agora, imagine que você é um fotógrafo lambe-lambe e está em um local público. Qual fotografia você gostaria de tirar? Em uma folha de papel avulsa, faça um desenho de sua fotografia.
Produção pessoal. Veja comentários e orientações no Encaminhamento.
3 Em sua opinião, o trabalho de datilógrafo deixou de existir ou ele foi adaptado para os dias atuais? Explique.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento

17:01
Na atividade 1, as respostas são pessoais. Espera-se que os estudantes, com base no que foi discutido sobre as imagens e os textos da dupla de páginas, consigam retomar aspectos que consideraram interessantes nas profissões do passado apresentadas. Na atividade 2, a produção é pessoal. Incentive os estudantes a imaginar que tipo de cenas encontrariam em espaços públicos, como praças ou parques, e a justificar as suas escolhas. Após a realização da atividade, se considerar oportuno, faça uma exposição na sala de aula com as produções da turma. Depois, peça a cada estudante que explique o que pensou e sentiu quando escolheu o tema do desenho.
Na atividade 3, a resposta é pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam sobre o avanço tecnológico como uma das causas das transformações nas profissões. As máquinas de escrever do passado deram lugar aos computadores do presente, o que inviabilizou a continuidade da profissão de datilógrafo. A atividade mobiliza a habilidade EF03HI12.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ARQUIVO NACIONAL
ENCAMINHAMENTO
Inicie a reflexão sobre o assunto dessa dupla de páginas, organizando a turma em uma roda de conversa. Pergunte aos estudantes se sabem quais são as profissões das pessoas que moram com eles. Faça um levantamento dos exemplos que aparecerem e incentive a turma a discutir o que cada um desses trabalhadores faz e a importância deles para a sociedade. Durante a sensibilização, reforce com a turma que não existe uma hierarquia entre as profissões e que todos os trabalhos têm o seu lugar social e são importantes. Essa abordagem promove um ambiente de respeito e de acolhimento das contribuições apresentadas pelos estudantes.
Em seguida, explore com a turma os exemplos de profissões que aparecem no material. Pergunte se eles conhecem essas profissões e, depois, promova a leitura coletiva dos textos e das imagens.
Para ampliar a reflexão sobre o tema discutido, faça a seguinte pergunta: “Você sabia que hoje existem profissões que só são possíveis por causa da internet?”. Incentive os estudantes a compartilhar as próprias impressões. Depois, comente que, hoje, algumas pessoas trabalham sem sair de casa, usando o computador ou o celular. Explique que esse tipo de trabalho é chamado de trabalho remoto ou trabalho online.

O TRABALHO HOJE
Nas últimas décadas, o mundo do trabalho passou por grandes mudanças. Boa parte delas está relacionada com os avanços das tecnologias e com as mudanças ocorridas na sociedade. Os tipos de trabalho hoje são variados, e, com as novas tecnologias, é possível, em alguns casos, trabalhar de qualquer lugar do mundo. Vamos conhecer alguns exemplos?



O médico-veterinário é o profissional que cuida da saúde dos animais, atuando em locais como hospitais, clínicas ou zoológicos. Essa atividade é praticada há muito tempo. Existem registros que mostram pessoas cuidando de animais há mais de 4 mil anos. Hoje, esses trabalhadores contam com avanços científicos que oferecem cuidados cada vez mais específicos e eficazes para todas as espécies.
O redator é o profissional que elabora conteúdos sobre os mais diversos assuntos. No passado, ele atuava principalmente em agências de jornal ou de publicidade. Hoje, com a internet, esses trabalhadores podem escrever de qualquer lugar do mundo, criando conteúdos para sites ou outras mídias.



TEXTO COMPLEMENTAR

Anualmente são criadas listas sobre “as profissões do futuro”, elencando as áreas com maior probabilidade de sucesso no mercado e as que passarão por mudanças. Em geral, essas notícias podem causar reações negativas em uma parcela da população por alimentar o medo do desemprego. Entretanto, quando se fala sobre profissões do futuro, o argumento central, na verdade, é sobre tecnologia; mais especificamente, sobre como ela afeta o mundo organizacional.
[...]
Os empregos do futuro são aqueles que vão se adaptar às mudanças sociais (o que inclui as tecnológicas). É uma lógica simples: as sociedades são mutáveis, então os empregos que existirão nas próximas décadas serão aqueles que conseguirem se adequar às novas realidades. O que se pode fazer atualmente são previsões, e mesmo assim elas não carregam a verdade sobre como será o mundo em 30 anos. [...]
Médica-veterinária.
Redatora.

O estilista é o profissional que cria roupas para coleções de moda, combinando criatividade e inovação. No passado, geralmente, esse trabalho era feito por costureiros. As roupas eram confeccionadas de modo artesanal, e as peças demoravam mais tempo para ficarem prontas. Com o tempo, esse tipo de trabalho mudou. As peças são criadas primeiro pelos estilistas e, depois, são produzidas por uma equipe de costureiros. Assim, as roupas são feitas em menor tempo e podem ser enviadas para diversas localidades do mundo.



Você percebeu nos exemplos que esses trabalhos já existiam e se transformaram ao longo do tempo? Isso acontece porque o mundo do trabalho está sempre mudando e se adaptando às necessidades de cada época e geração.
FIQUE LIGADO
• MACHADO, Ana Maria. Quando eu crescer… lIustrações: Maria José Arce. São Paulo: Moderna, 2013.
Nessa história, a autora explora de forma poética as diversas profissões que as crianças sonham em ter quando crescerem.
1 Qual trabalho você gostaria de ter quando for adulto? Por quê?

Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento

2 Pense em três adultos de seu convívio e responda às questões a seguir.
a) Qual é o trabalho dessas pessoas?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
b) Como esses trabalhos são realizados no dia a dia?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
c) Explique a importância desses trabalhos.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento

30/09/25 17:01
Além disso, um aspecto muito importante das previsões de empregos no futuro é a localização. A demanda por profissionais em Nova York será diferente daquela no Rio de Janeiro, que será diferente das demandas em Bogotá ou na Cidade do Cabo. Vivemos em um mundo globalizado, porém o aspecto local ainda tem grande influência [...].
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ. Profissões do futuro: pesquisas, tendências e exageros. Escola de Negócios PUCPR, Curitiba, 22 jan. 2025. Grifo do autor. Disponível em: https://blogs. pucpr.br/escola-de-negocios/2025/01/22/profissoes-do-futuro-pesquisas-tendencias-e-exageros. Acesso em: 26 set. 2025.
A atividade 1 pode ser um meio de trabalhar com os projetos de vida dos estudantes, permitindo que eles imaginem o futuro e reflitam sobre os trabalhos que gostariam de ter quando se tornarem adultos. Proponha a eles que compartilhem suas ideias, explicando os motivos que fazem com que eles tenham interesse por uma determinada profissão.
A atividade 2 incentiva a empatia e a reflexão cidadã sobre a importância do trabalho na vida em comunidade. Acolha os diferentes tipos de resposta, valorizando a ideia de que todos os trabalhos têm função social. Encoraje os estudantes a compartilhar exemplos de profissionais que admiram ou de pessoas próximas que desempenham trabalhos importantes, mesmo que pouco reconhecidos. O objetivo é promover a observação atenta do entorno e o reconhecimento do valor do trabalho realizado por diferentes profissionais na comunidade. Espera-se que valorizem as funções que muitas vezes passam despercebidas, desenvolvendo uma atitude de respeito, empatia e reconhecimento pela diversidade das ocupações. O foco da atividade é ampliar a consciência cidadã e fortalecer o respeito às diferentes formas de trabalho na sociedade.
ATIVIDADES
A partir das informações levantadas sobre os trabalhos das pessoas com quem os estudantes convivem, proponha a construção coletiva de um mural com o título “Quem trabalha na nossa comunidade”. A ideia é registrar e visualizar a diversidade das ocupações. Cada estudante pode ficar responsável pela representação de uma profissão. Incentive-os a incluir trabalhos que muitas vezes são invisibilizados, como os cuidados com a casa, com crianças pequenas ou com pessoas doentes, tarefas que são, muitas vezes, realizadas dentro do ambiente familiar.
Estilista.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
A seção Criança cidadã possibilita o trabalho com o TCT Vida familiar e social O objetivo é promover uma reflexão ética e cidadã sobre o valor do trabalho, combatendo estigmas e preconceitos relacionados às diferentes profissões.
O texto apresenta a noção de dignidade do trabalho de maneira acessível e convida à valorização de todas as formas de contribuição para a vida em sociedade, evitando generalizações ou idealizações.
Inicie o trabalho da seção com uma roda de conversa, perguntando aos estudantes que tipos de trabalho eles conhecem e estão presentes em sua comunidade ou na escola, e se já ouviram alguém dizer que uma profissão “vale mais” que outra. Incentive a escuta e o acolhimento de opiniões diversas, promovendo a compreensão de que toda profissão é necessária, ainda que algumas sejam mais visíveis ou valorizadas socialmente.
Durante a discussão, destaque palavras-chave como: respeito, valorização, comunidade e trabalho digno, incentivando os estudantes a compartilhar exemplos de trabalhadores e trabalhadoras que conhecem e que exercem funções fundamentais no cotidiano, como zeladores, cozinheiras, garis, costureiras, entregadores, agricultores, entre outros.
A partir dos elementos levantados em O que podemos fazer?, discuta com a turma ações práticas a serem desenvolvidas em sala de aula, no contexto escolar e no convívio comunitário. Caso seja possível, proponha para a turma a elaboração de cartazes de valorização das profissões presentes na escola ou na comunidade. As produções podem ser expostas em locais de ampla visibilidade, envolvendo todos os membros da comunidade escolar na reflexão proposta.

CRIANÇA CIDADÃ
Todo trabalho é importante
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
O trabalho está presente na vida das pessoas, sendo realizado de diversos modos e em diferentes lugares. Existem pessoas que atuam construindo casas, cuidando de jardins, limpando os espaços públicos ou privados, escrevendo livros, desenvolvendo vacinas, entre muitas outras funções. Cada trabalho realizado é importante para a sociedade e para todos que precisam dele.
Você já pensou em como seriam as cidades se não houvesse o trabalho dos garis ou de pessoas que coletam e separam materiais recicláveis, por exemplo?


Observe as fotografias a seguir.

Garis limpam espaço público em Brasília, no Distrito Federal, em 2025.


Trabalhadores separam materiais recicláveis no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2022.


Em seguida, oriente a realização das atividades propostas, que favorecem o protagonismo infantil e a formação de atitudes cidadãs, ao incentivar a observação do entorno, a empatia e o compromisso com o respeito a todos os trabalhadores.

A ausência desses trabalhadores causaria grandes impactos na sociedade. A poluição aumentaria, piorando as condições do meio ambiente e a qualidade de vida das pessoas. Você percebeu a importância do trabalho realizado por essas pessoas?
Infelizmente, nem sempre esses ou alguns outros tipos de trabalho são reconhecidos ou valorizados. Isso pode ser percebido no modo como os trabalhadores são remunerados ou até mesmo tratados por outras pessoas.



Trabalhadores em cooperativa de reciclagem no município de Ubatuba, no estado de São Paulo, em 2024.
Lembre-se de que todas as pessoas podem adotar práticas que mudem essa situação. Conheça a seguir algumas atitudes que podemos ter no dia a dia.
O que podemos fazer?
• Tratar com respeito trabalhadores.
• Reconhecer e valorizar o trabalho das pessoas do convívio.
• Não fazer comentários ou piadas que diminuam qualquer tipo de trabalho.


• Não ter preconceito com as funções desempenhadas pelos trabalhadores.
1 Com base no que você estudou, escreva um texto curto sobre a importância de todo tipo de trabalho para a sociedade.
Produção pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
2 Como você reagiria ao presenciar alguém sendo desrespeitado por causa do trabalho que realiza?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
A atividade 1 busca valorizar e incentivar o respeito por diferentes funções, reconhecendo que todas contribuem de forma importante para o bem-estar coletivo. Auxilie os estudantes a organizar as ideias. Caso julgue interessante, inicie propondo o levantamento de palavras-chave e a escrita de duas ou três frases com as ideias principais e, em seguida, proponha a articulação das ideias em um pequeno texto.
Na atividade 2, espera-se que os estudantes reflitam sobre situações de desrespeito relacionadas ao mundo do trabalho e expressem atitudes de empatia, justiça e valorização. A atividade incentiva o desenvolvimento de uma postura cidadã, promovendo a compreensão de que todas as profissões merecem reconhecimento e que o respeito deve estar presente nas relações sociais do dia a dia.

• DE MASI, Domenico. O trabalho no século XXI: fadiga, ócio e criatividade na sociedade pós-industrial. São Paulo: Sextante, 2022. Nesse livro, o famoso pensador italiano discute as transformações sofridas pelo mundo do trabalho ao longo dos anos, refletindo sobre as formas pelas quais essas mudanças afetam as relações sociais.
ENCAMINHAMENTO
Nesta dupla de páginas, os estudantes são convidados a refletir sobre o lazer e suas formas de manifestação no passado. A abordagem possibilita a reflexão sobre a variação dos modos de se divertir de acordo com a região, o grupo social e o contexto histórico. Essa abordagem mobiliza a habilidade EF03HI12.
Inicie a aula com uma conversa coletiva sobre o que os estudantes costumam fazer no tempo livre e o que eles consideram divertido. Incentive a turma a trocar experiências, comparando gostos e percebendo semelhanças e diferenças entre o grupo.
Depois, oriente os estudantes a se organizar em grupos para analisar as imagens da página 134. Peça a eles que anotem no caderno os aspectos das fotografias que mais chamaram a atenção. Em seguida, realize com a turma a atividade 1. Com base no que eles observaram nas imagens, incentive-os a comparar as brincadeiras retratadas com as brincadeiras que costumam realizar no tempo livre. Incentive a reflexão sobre continuidades e rupturas, percebendo quais formas de lazer do passado seguem presentes ainda hoje. A atividade mobiliza a habilidade EF03HI12.
Aproveite o momento para destacar a necessidade de se brincar com segurança. Se considerar oportuno, explique que nas brincadeiras com pipas, o uso de cerol (mistura de cera com caco de vidro) na linha das pipas é proibido e extremamente perigoso, podendo causar ferimentos e até mesmo mortes. Em relação ao carrinho de rolimã e à bicicleta, comente a necessidade do uso de equipamentos de segurança, como capacetes, joelheiras e luvas.

O LAZER NO PASSADO
Os momentos de lazer envolvem atividades como passeios, brincadeiras, convivência com outras pessoas e até o tempo para descanso. Você já se perguntou como as pessoas aproveitavam o tempo livre no passado? Quais atividades eram realizadas? Elas são parecidas com as de hoje?
A forma como as pessoas usam o tempo livre pode variar com o passar do tempo. Algumas atividades eram mais comuns no passado do que são hoje. Vamos conhecer a seguir alguns exemplos.
No tempo livre, as crianças geralmente brincavam em espaços abertos, como ruas, quintais, praças ou outros espaços do local de vivência. As formas de brincar podiam ser diferentes. Havia brincadeiras que eram feitas de modo coletivo e outras que eram individuais.







Na sequência, aborde com a turma a discussão presente no boxe Tem mais, destacando que o lazer é um direito garantido por lei no Brasil. Explique que o direito ao lazer está definido em documentos legais importantes, como a Constituição de 1988 e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A reflexão contribui para a formação crítica e cidadã dos estudantes, pois incentiva o reconhecimento das leis que regem o país e destaca a importância de ter assegurado legalmente o direito ao lazer e às brincadeiras.
Crianças brincam com pipa no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 1974.
Crianças brincam de carrinho de rolimã e de bicicleta no município de Santos, no estado de São Paulo, em 1972.
JOSÉVIDAL/AGÊNCIAOGLOBO

Já os adultos costumavam aproveitar o tempo livre de diversas formas, como descansando ou indo a parques de diversões com alguém do convívio. Outra atividade bastante comum era ir aos cinemas, que se localizavam nas ruas, e não dentro de shoppings, como acontece hoje na maioria dos casos.
FERNANDOPIMENTEL/ESTADÃOCONTEÚDO/AE




Fachada de cinema na avenida São João, no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 1979.
Vista aérea de um parque de diversões no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 1990.
O lazer é um direito garantido por lei no Brasil. Isso significa que todas as pessoas, de qualquer idade, têm assegurado o tempo necessário para descansar, brincar, se divertir e participar de atividades culturais ou recreativas. Isso é fundamental para o bem-estar físico e mental de todos.


1 Observe as imagens da página 134. Você já participou ou presenciou alguém participando de brincadeiras parecidas com as que aparecem nas fotografias?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
2 O que mudou e o que continua parecido com as formas de lazer do passado?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
3 Em sua opinião, por que é importante que as pessoas tenham tempo livre para o descanso e o lazer?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento.
TEXTO COMPLEMENTAR
Na atividade 2, a resposta é pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam sobre as continuidades e rupturas quando comparamos as rotinas de lazer do passado e do presente. Caso considere oportuno, proponha aos estudantes que, antes de responder à atividade, conversem com pessoas mais velhas da convivência deles. Essa iniciativa promove o trabalho investigativo, incentivando a curiosidade sobre temas históricos. Além disso, os estudantes terão outros elementos de comparação ao responder à atividade proposta. A atividade mobiliza a habilidade EF03HI12 Na atividade 3, os estudantes devem retomar a reflexão sobre o lazer como um direito Acolha as reflexões apresentadas pela turma anotando na lousa algumas palavras-chave. Destaque a importância de as pessoas terem tempo livre para o descanso e o lazer. Reforce que o lazer é fundamental para o desenvolvimento das crianças e também para promover qualidade de vida para os adultos. A abordagem permite trabalhar o TCT Saúde
ATIVIDADES

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Art. 59. Os municípios, com apoio dos estados e da União, estimularão e facilitarão a destinação de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude.
BRASIL. Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, [2025]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm. Acesso em: 27 set. 2025.
Para fortalecer a discussão sobre o lazer e o brincar como direitos das crianças, proponha a criação de um painel coletivo sobre o tema. Cada estudante deve pensar em uma atividade de lazer que faz parte do cotidiano e que gostaria de representar por meio de um desenho no painel. Caso a turma seja muito grande, organize os estudantes em pequenos grupos e proponha que cada um destes crie uma representação para compor o painel coletivo.
TEM MAIS
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
O assunto desta dupla de páginas aprofunda o estudo do lazer como parte da vida social e cultural das comunidades, articulando as noções de pertencimento, memória e permanência cultural.
Inicie a aula retomando com os estudantes o que foi aprendido nas páginas anteriores, convidando-os a compartilhar brincadeiras que aprenderam com familiares ou pessoas mais velhas. Depois, explore com os estudantes as brincadeiras citadas na página 136, perguntando-lhes quais delas fazem parte do cotidiano deles. Se considerar oportuno, promova uma atividade prática com as brincadeiras citadas. Para isso, organize algumas estações de brincadeira e proponha que os estudantes façam um circuito, de forma que fiquem um tempo determinado em cada uma delas. Destaque a importância de realizar as brincadeiras de maneira cuidadosa e segura, de preferência sob a supervisão de adultos. É importante adaptar as brincadeiras caso o grupo tenha estudantes PcD ou com outras necessidades educacionais específicas. Oferecer alternativas para a vivência de todos os estudantes promove um ambiente inclusivo e de respeito à diversidade. Para desenvolver o trabalho com o assunto da página 137, organize a turma em uma roda de conversa e promova a leitura compartilhada do texto Brincadeiras dos povos tradicionais. Em seguida, explore a presença das brincadeiras na infância dos diferentes grupos populacionais. Incentive os estudantes a refletir sobre as semelhanças e diferenças entre os modos de brincar. Comente que as brincadeiras desses grupos sociais são parecidas com as de outras crianças, mas, para esses povos, brincar é também uma forma de expressar a própria cultura e a própria identidade. Isso ocorre porque os adultos desses povos

Brincadeiras que atravessam o tempo
Você estudou que as brincadeiras são parte do lazer das crianças tanto no presente como no passado. Você também pode ter percebido que muitas brincadeiras que eram realizadas no passado podem fazer parte do cotidiano de várias crianças ainda hoje.
Observe as brincadeiras a seguir.




Crianças brincam de Roda em escola no município de Bento Gonçalves, no estado do Rio Grande do Sul, em 2023.


Criança brinca de Amarelinha no município de Mata de São João, no estado da Bahia, em 2022.
As brincadeiras de Roda, Amarelinha, Bolinha de gude, Passa-anel, Esconde-esconde e Pular corda são apenas alguns exemplos que permanecem no cotidiano das crianças de diferentes épocas e lugares.

ensinam às crianças as brincadeiras e a fabricação dos próprios brinquedos, o que é uma forma de preservar as memórias e os conhecimentos dos antepassados. Essa abordagem e o conteúdo explorado mobilizam o trabalho com a habilidade EF03HI07.
Em seguida, explore o texto do boxe Tem mais, esclarecendo para a turma que, ao brincar, as crianças que pertencem a povos tradicionais aprendem sobre a própria cultura e os modos de viver de seu povo.

Brincadeiras dos povos tradicionais
As brincadeiras das crianças de povos tradicionais muitas vezes são parecidas com as de outras crianças. Para esses povos, brincar é uma forma de expressar a própria cultura e a própria identidade. Os adultos ensinam brincadeiras, como rodas de cantigas, jogos de tabuleiros com sementes, corridas, danças, entre outras. Eles também ensinam como fazer os próprios brinquedos. Essas atividades são uma forma de preservar as memórias e os conhecimentos dos antepassados.



Na atividade 1, a proposta é evidenciar para os estudantes que muitas brincadeiras atravessam gerações, sendo um exemplo de permanência histórica. Se considerar oportuno, após a produção dos textos, combine com os estudantes uma data para que todos compartilhem o resultado da atividade proposta.
As bonecas Ritxòkò são feitas de cerâmica pelas mulheres do povo karajá. Elas simbolizam práticas do cotidiano, os modos de vida e os elementos da natureza presentes no lugar de vivência. As bonecas são muito importantes para o povo karajá. Elas são uma das maneiras que os adultos usam para ensinar às crianças os costumes e a identidade de seu povo. Assim, ao brincar, as crianças aprendem sobre a própria cultura e os modos de viver de seu povo.
Boneca Ritxòkò, do povo karajá.



1 Converse com uma pessoa mais velha da sua convivência e descubra quais brincadeiras vocês têm em comum. Escreva um pequeno texto descrevendo as brincadeiras.
Produção pessoal. Veja comentários no Encaminhamento.
2 Você tem algum brinquedo feito por você? Conte para seus colegas.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
3 Como você costuma aproveitar seu tempo de lazer?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR

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• MALUF, Angela Cristina Munhoz. Brincadeiras para sala de aula. São Paulo: Vozes, 2014. O livro apresenta brincadeiras criativas que podem ser feitas pelos professores no espaço da sala de aula. Além disso, o livro apresenta a importância das brincadeiras para o desenvolvimento intelectual e emocional das crianças.
Na atividade 2, espera-se que os estudantes percebam que, para brincar, não é necessário depender apenas de brinquedos industrializados e que as brincadeiras não precisam necessariamente ser mediadas pelo consumo. Se considerar oportuno, comente que as brincadeiras podem ser feitas com objetos simples e com muita imaginação. Se considerar conveniente, peça que a turma pense em uma brincadeira com elementos presentes na sala de aula. Atividades que envolvem o exercício da imaginação são importantes para o desenvolvimento social e emocional dos estudantes.
A atividade 3 pode ser feita coletivamente. Incentive a turma a compartilhar as próprias vivências e experiências, propiciando aos estudantes a reflexão sobre seus hábitos e costumes.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
TEM MAIS
Menina brinca com bonecas Ritxòkò, do povo karajá, ao lado da mãe, na aldeia Santa Isabel do Morro, no estado do Tocantins, em 2025.
FABIO COLOMBINI
FABIO COLOMBINI
ORGANIZE-SE
Para realizar a atividade proposta, providencie junto aos estudantes: garrafa PET, fita adesiva, barbante, folhas de jornal, tesoura com pontas arredondadas, tinta plástica colorida.
ENCAMINHAMENTO
A seção Mão na massa busca promover a reflexão sobre brinquedos e brincadeiras em diferentes espaços e tempos, valorizando os saberes e as práticas relacionadas a esse universo. Para isso, os estudantes serão convidados a produzir um bilboquê.
Inicie a aula pedindo aos estudantes que observem as duas imagens da página 138. Em seguida, pergunte se eles conhecem o bilboquê. Destaque que esse brinquedo é muito antigo e faz parte das atividades de lazer que sobreviveram ao tempo. Essa abordagem mobiliza a habilidade EF03HI12.
A fabricação do brinquedo pode ser feita de maneira interdisciplinar, envolvendo o componente curricular de Arte, o que permite a valorização do elemento criativo e estético da atividade, além de promover o desenvolvimento de habilidades motoras e sensoriais.
Para a fabricação do bilboquê, oriente com antecedência os estudantes a trazer os materiais necessários para a atividade. Caso julgue interessante, organize uma pequena campanha para a arrecadação das garrafas PET, que serão utilizadas na proposta. Lembre os estudantes da importância de os materiais reciclados a serem utilizados estarem devidamente higienizados, limpos e secos.
No dia da oficina, faça a leitura coletiva das orientações da subseção Como fazer, explicando detalhadamente cada passo e tirando dúvidas sobre cada uma das etapas. Destaque os cuidados básicos para o uso

MÃO
NA MASSA
Oficina de brinquedo
Você estudou até aqui as formas de lazer ao longo do tempo. Descobriu algumas brincadeiras que eram realizadas no passado e que ainda são vivenciadas por muitas crianças no presente. Você também estudou que os povos tradicionais ensinam as crianças a fazer seus próprios brinquedos.
Agora é sua vez de construir um brinquedo! Antes, vamos conhecer um pouco mais sobre o brinquedo que você e a turma vão construir.
Observe a pintura das crianças brincando.


Dois meninos jogando bilboquê, de Belmiro de Almeida, entre o fim do século 19 e o início do século 20. Óleo sobre tela, 40 cm × 30,5 cm.

Você consegue identificar o objeto com o qual os meninos representados no quadro estão brincando? A origem desse brinquedo é muito antiga. Alguns pesquisadores encontraram referências a ele em documentos com mais de 400 anos.

No passado, esse tipo de brinquedo era feito de madeira. Ele é formado por uma bola presa em um cordão que fica amarrado a um suporte. Observe a imagem dele.
Esse brinquedo se chama bilboquê. Muitas crianças se divertiram com ele ao longo do tempo. Agora, é sua vez de brincar. Para isso, separe os materiais indicados e siga as orientações.



de materiais como as tesouras, que devem ter sempre pontas arredondadas. Supervisione com atenção essa etapa para garantir que tudo seja feito com segurança. Caso julgue necessário, corte a metade de cima das garrafas para os estudantes ou solicite previamente que as famílias as enviem já cortadas.
Concluídos os brinquedos, separe um tempo para que os estudantes possam brincar com suas produções, valorizando os momentos de lazer e divertimento com atividades que não estão relacionadas nem com o consumo de produtos nem com a mediação de telas e tecnologias.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Bilboquê em madeira.
Materiais
• Garrafa PET cortada ao meio (apenas a parte de cima com a tampinha)
• Fita adesiva
• Barbante
Como fazer

• Folha de jornal
• Tesoura com pontas arredondadas
• Tinta plástica colorida
ATENÇ ÃO
• Pegue a metade de cima da garrafa e cole fita adesiva na borda recortada para não machucar os dedos.


• Faça uma bolinha com a folha de jornal e a envolva com a fita adesiva para que ela fique firme.
• Corte um pedaço de barbante e prenda uma das pontas dele na parte da tampinha.
• Amarre a outra ponta do barbante na bolinha de jornal. Use fita adesiva para deixá-lo bem preso.
• Decore seu brinquedo com tintas coloridas.
Seu bilboquê está pronto! Agora é hora de se divertir.
Utilize uma tesoura com pontas arredondadas e peça auxílio de um adulto para cortar o barbante



Para brincar, você e seus colegas devem segurar o brinquedo pela ponta da garrafa (ou seja, pelo lado da tampinha) enquanto a bolinha fica pendurada no ar, presa ao barbante. Agora, movimente o brinquedo até conseguir encaixar a bolinha dentro dele.
Concluindo a atividade


Após a brincadeira, organizem uma roda de conversa e reflitam sobre as questões a seguir.
Veja orientações e comentários no Encaminhamento
1 Vocês já conheciam esse brinquedo? O que acharam dele?
2 Como foi a experiência de fazer o próprio brinquedo?
3 Existe algum outro brinquedo que vocês gostariam de fazer? Qual?

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Ao final, organize uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem suas impressões sobre a atividade e discutam como podem se divertir com brinquedos que eles produziram. Incentive-os a pensar em outros exemplos de brincadeiras que eles podem fazer com recursos criados por eles mesmos, como a confecção de bonecas com retalhos, de carrinhos com materiais recicláveis ou de fantasias com roupas sem uso. A discussão feita com base nas atividades 1, 2 e 3 incentiva a criatividade e o protagonismo dos estudantes, além de promover práticas sustentáveis e o trabalho com o TCT Educação para o consumo.
Bilboquê de garrafa PET.
ENCAMINHAMENTO
Nesta dupla de páginas, o assunto proposto é a discussão sobre as formas de lazer na atualidade. O texto amplia o conceito de lazer ao reconhecer que ele é vivido de formas diferentes entre as crianças, de acordo com seus gostos, possibilidades, condições sociais e culturais. Além disso, a discussão proposta aborda permanências e mudanças nas formas de lazer. Essa abordagem mobiliza a habilidade EF03HI12.
Para ampliar a discussão, proponha aos estudantes que registrem em seus cadernos um exemplo de atividade de lazer que costumam fazer:
1. ao ar livre;
2. dentro de casa;
3. pela prática de atividades físicas;
4. com a mediação de telas e tecnologia.
Após o registro dos exemplos, organize uma roda de conversa em que os estudantes compartilhem seus resultados, comparando as próprias rotinas e práticas com as dos colegas. Incentive-os a discutir como cada uma das atividades levantadas gera prazer e divertimento e a importância que elas têm na vida deles.
Destaque que, atualmente, cada vez mais as crianças têm se voltado para atividades relacionadas ao uso de telas, como a televisão, os celulares, os tablets e computadores, e ao uso de recursos digitais, como jogos virtuais e videogames. Esclareça que o uso desses recursos não pode substituir atividades que envolvam os estímulos sensoriais e a prática de atividades que movimentam o corpo. Comente que os estímulos sensoriais e o movimento do corpo são fundamentais para a saúde e bem-estar de todos.
Caso seja possível acessar a internet na sala de aula, apresente vídeos curtos que mostram diferentes formas de

O LAZER HOJE
Você estudou até aqui como as pessoas usam o tempo livre para o lazer. Também percebeu que, apesar das mudanças ao longo do tempo, muitas formas de diversão permanecem no dia a dia das pessoas. Brincadeiras nas ruas ou em parques próximos às moradias, passeios ao ar livre e idas ao cinema são apenas alguns dos exemplos de momentos de lazer que atravessam gerações. Essas atividades continuam sendo valorizadas e promovem momentos de diversão, convivência social e bem-estar.



Hoje, os momentos de lazer das crianças envolvem atividades que podem ser realizadas na própria moradia, com as pessoas da convivência. Elas também podem ser feitas nas escolas onde estudam.






brincar em diferentes regiões do Brasil. Proponha aos estudantes que comparem as práticas apresentadas com aquelas que eles registraram, o que contribui para ampliar o repertório cultural da turma e para valorizar a diversidade cultural. A partir dessas discussões, reforce com os estudantes que o lazer não é um prêmio ou um “tempo perdido”, mas uma parte essencial da vida. Promover esse debate desde cedo contribui para a formação de sujeitos que compreendem o valor do descanso, da brincadeira e da convivência.
Estudantes e adultos em fila de evento em um parque no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 2024.
Criança brinca com o jogo Cinco Marias, no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2021.
Crianças com pessoas do convívio em atividade de lazer em escola municipal de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2023.

Outra forma de lazer muito comum entre as crianças é assistir a desenhos animados ou filmes na televisão. Além disso, elas podem brincar com diversos tipos de brinquedos, podem ler livros, desenhar, pintar, entre muitas outras possibilidades.
As formas e os hábitos de lazer mudaram com o passar do tempo. Boa parte dessas mudanças está relacionada ao crescimento das cidades, que passaram a oferecer novas possibilidades de diversão. Além disso, o desenvolvimento de tecnologias permitiu que os adultos incluíssem nas próprias rotinas momentos de lazer que envolvem o uso da internet, como assistir a vídeos com diferentes temas.




Ao longo deste capítulo, você percebeu que os momentos de lazer de adultos e crianças podem ser vivenciados de muitas formas. Cada pessoa encontra o próprio jeito de aproveitar o tempo livre. Podem ser atividades em espaços abertos, como parques, ou fechados, como dentro de casa.
O importante é aproveitar o tempo para realizar atividades que promovam alegria, bem-estar e descanso!
Estudantes em momento de lazer em uma biblioteca escolar, no município de Salvador, no estado da Bahia, em 2019.


1 Quais brincadeiras você costuma realizar em espaços abertos e em espaços fechados? Cite dois exemplos para cada um dos espaços.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
2 Quais jogos ou brincadeiras você aprendeu recentemente? Compartilhe com seus colegas.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
3 Qual livro você leu recentemente durante seu momento de lazer? Compartilhe com a turma o nome do livro e conte o que mais chamou sua atenção na história.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
CONEXÃO
PARA O PROFESSOR
Na atividade 1, os estudantes devem retomar os exemplos citados por eles na discussão anterior, demonstrando entender que alguns ambientes são mais adequados que outros para determinados tipos de brincadeira. Aproveite a atividade para reforçar a importância de que as brincadeiras sejam adequadas para a faixa etária e que sejam sempre feitas de maneira segura e, quando necessário, com a supervisão dos adultos. Esse cuidado é importante para preservar a saúde e o bem-estar dos estudantes, prevenindo acidentes.

30/09/25 17:01
• MEIRELLES, Renata. Giramundo e outros brinquedos e brincadeiras dos meninos do Brasil. São Paulo: Terceiro Nome, 2018. O livro apresenta os modos de brincar de diferentes cantos do Brasil, destacando que as brincadeiras podem ser desenvolvidas das mais diferentes formas e de acordo com as tradições, os hábitos e as culturas dos diferentes grupos sociais.
Na atividade 2, organize os estudantes em pequenos grupos e incentive-os a compartilhar as brincadeiras. Caso seja possível, promova a realização das brincadeiras em um local da escola que seja adequado. A atividade 3 tem como objetivo valorizar a leitura como forma de lazer e entretenimento. A troca de informações sobre os livros lidos pode funcionar como incentivo à leitura. Caso a escola conte com uma biblioteca, a conversa pode ser feita nesse espaço. Promova uma visita guiada à biblioteca escolar e peça aos estudantes que procurem livros que são do interesse deles. Se for possível, permita aos estudantes que peguem emprestados os livros da biblioteca para que sejam lidos em casa.
ATIVIDADES
Para ampliar a proposta da atividade 3, organize uma roda de conversa com os livros que eles escolheram na biblioteca da escola. Caso a escola não conte com uma biblioteca, solicite aos estudantes que, em um dia combinado previamente, levem os livros preferidos. Peça a eles que mostrem os livros e solicite-lhes que leiam um trecho e comentem a história. Essa prática tem como objetivo incentivar o interesse pela leitura.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Crianças do povo waujá assistem a desenho animado no Parque Indígena do Xingu, no município de Paranatinga, no estado do Mato Grosso, em 2025.
PIRATÁ WAURA/PULSAR IMAGENS
ENCAMINHAMENTO
Na seção O que estudei, busca-se retomar os principais conteúdos trabalhados ao longo da unidade, com o objetivo de sistematizar e consolidar conceitos estudados. Essa sistematização não é apenas um momento de revisão, mas também de reflexão, no qual os estudantes são convidados a analisar o próprio percurso de aprendizagem e a realizar uma autoavaliação. Esse processo contribui para que cada estudante reflita sobre o que aprendeu, como aprendeu e quais aspectos ainda precisam de maior atenção.
Ao incentivar a reflexão sobre os conteúdos e a realização de uma autoavaliação, são oferecidos aos estudantes parâmetros para orientar suas atitudes, organizar seus estudos e fortalecer o próprio protagonismo no processo de aprendizagem.
Explique à turma que este é o momento de retomar o que foi trabalhado ao longo da unidade, identificando avanços e reconhecendo eventuais dificuldades. Essa prática favorece o desenvolvimento de processos metacognitivos, ajudando cada estudante a compreender o próprio aprendizado e a perceber a evolução ocorrida.
Na atividade 1, proponha a análise coletiva das fotografias que mostram propriedades rurais do presente e do passado. Incentive os estudantes a perceber elementos comuns e diferenças entre as imagens. A atividade mobiliza a habilidade EF03HI08. Na atividade 1. a), os estudantes devem responder que foi retratada a área rural do município de Caxias do Sul e de Bagé, no estado do Rio Grande do Sul. Na atividade 1. b), os estudantes devem identificar que a fotografia 1 mostra a vida no campo do passado. Incentive que eles percebam elementos como: o tipo de moradia retratada
O QUE
ESTUDEI

1 Observe as fotografias e responda às questões.

Propriedade rural no município de Caxias



a) Qual área dos municípios de Caxias do Sul e de Bagé foi retratada nas fotografias?
Veja resposta no Encaminhamento
b) Qual fotografia retrata a vida no campo do passado? Explique sua resposta.
Veja resposta no Encaminhamento
c) Em sua opinião, houve mudanças no modo como o gado é criado? Explique.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento.
2 Campo e cidade dependem um do outro? Explique.
3 Leia o trecho do poema a seguir.
Veja resposta e comentário no Encaminhamento [...] Faremos pão, Plantaremos de trigo
A terra e os planetas
O pão de cada boca

Chegará porque fomos Semeá-lo e fazê-lo, Não para um homem, Mas para todos [...]

De cada homem, em cada dia
NERUDA, Pablo. Ode ao pão. Tradução: Fernando Assis Pacheco. [S. l.]: Arame Falado, 13 jul. 2018. Disponível em: https://marcusfabiano.wordpress.com/2018/07/13/aniversario-de -neruda/. Acesso em: 9 set. 2025.

na imagem, as vestimentas das pessoas e o modo como o gado aparece na imagem em comparação a fotografia 2. Na atividade 1. c), a resposta é pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam sobre o modo como os animais aparecem nas fotografias. Na primeira imagem, o gado aparece solto; na segunda imagem, por sua vez, o gado aparece em um curral. Comente com a turma que, atualmente, há técnicas diferentes no cuidado com os animais. Essas técnicas visam preservar a saúde e o bem-estar da criação de gado.
Na atividade 2, os estudantes devem retomar as discussões feitas no capítulo 1 sobre as relações de dependência existentes entre o campo e a cidade, apontando como exemplo a produção de alimentos consumidos na cidade no contexto rural ou as tecnologias desenvolvidas nas cidades que auxiliam o trabalho no campo.
Na atividade 3, promova uma leitura coletiva do poema de Pablo Neruda, auxiliando os estudantes a entender o vocabulário e a interpretar o texto, garantindo que todos tenham a compreensão que permita responder às questões propostas.
do Sul, no estado do Rio Grande do Sul, no fim do século 19.
Propriedade rural no município de Bagé, no estado do Rio Grande do Sul, em 2023.

a) Qual atividade realizada no campo foi descrita no poema?
A atividade é o plantio de trigo.
b) Qual produto resultou dessa atividade?
A fabricação do pão.
4 Observe a tirinha do Armandinho para responder às questões.

a) Você conhece a brincadeira que Armandinho propôs no primeiro quadrinho?


Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
b) Armadinho esperava a reação dos amigos mostrada na tirinha?
Por quê?
Armandinho não esperava a reação dos amigos. Ele queria brincar de modo tradicional.
c) Você já deixou de brincar de outras maneiras para ficar nas telas?
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
d) Por que é importante realizar brincadeiras sem o uso de telas? Explique.
Resposta pessoal. Veja comentários no Encaminhamento
5 Leia as questões e escreva as respostas no caderno usando as palavras do quadro. Responda com base em seu comportamento ao longo desta unidade.
• Aproveite este momento para refletir sobre seus pontos fortes e as atitudes que você pode melhorar.
AUTOAVALIAÇÃO

Respeitei o professor e os colegas?
Prestei atenção nas explicações?
Pedi ajuda quando tive dúvidas?
Contribuí nas atividades em grupo?
Respostas pessoais.
Sempre Às vezes Nunca


Na atividade 4, é importante analisar com a turma a tirinha do Armandinho para responder às questões propostas. Alguns estudantes podem demonstrar dificuldade em identificar a ironia presente na tirinha. Por essa razão, organize uma roda de conversa em que os estudantes possam compartilhar suas percepções e compreender que há um jogo de palavras em que o personagem principal faz referência à brincadeira Telefone sem fio, mas seus ouvintes associam o termo ao celular, que também pode ser definido como um telefone sem fio. Na atividade 4. a), a discussão é sobre a brincadeira Telefone sem fio, em que as crianças, organizadas em fila, devem repassar uma mensagem: a primeira da fila fala uma mensagem no ouvido da segunda, e assim por diante. Essa mensagem é repassada para as próximas crianças e deve chegar integralmente ao último membro da brincadeira. Caso seja possível, proponha que os estudantes se organizem em grupos e brinquem de Telefone sem fio.
As atividades 4. c) e 4. d) têm respostas pessoais. Se considerar oportuno, convide os estudantes a se organizar em uma roda de conversa para discutir o papel das telas no cotidiano
deles e de outras crianças. Promova a reflexão sobre as muitas atividades que, hoje, têm sido deixadas de lado em favor do uso das tecnologias. Ressalte a importância de realizar brincadeiras sem o uso de telas para o desenvolvimento intelectual, físico e emocional de crianças e adolescentes. A atividade mobiliza a habilidade EF03HI12.
A Autoavaliação tem a função de ajudar cada estudante a reconhecer o que já conseguiu aprimorar e o que ainda precisa ser melhorado no estudo da unidade. Esse registro é útil para que os estudantes desenvolvam habilidades como autonomia, autorregulação e colaboração. Se houver pessoas com deficiência na turma, de maneira geral, é essencial garantir adaptações e recursos de acessibilidade que possibilitem a plena participação na autoavaliação. Também pode ser importante oferecer tempo adicional para a realização das tarefas e solicitar apoio de mediadores ou colegas quando necessário. Finalize a avaliação estabelecendo objetivos que deverão ser cumpridos pelo estudante ao longo do ano.
BECK, Alexandre. [Vamos brincar de telefone sem fio?]. 2017. 1 tirinha, color.
MODELO PARA COPIAR
REFERÊNCIAS COMENTADAS
COUTO, Ronaldo Graça; MACHADO, Ricardo Bomfim (coord.). Atlas de conservação da natureza brasileira: unidades federais. São Paulo: Metalivros, 2004.
• O livro apresenta 243 Unidades de Conservação da Natureza Brasileira administradas pelo Ibama.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023.

• Esse atlas reúne mapas e informações geográficas, estatísticas e cartográficas atualizadas sobre o Brasil e outros países.
LEMOS, Carlos Alberto Cerqueira. Como nasceram as cidades brasileiras. São Paulo: Studio Nobel, 2016.
• No livro, o autor explora o patrimônio de nossa cultura material, mostrando a origem de 36 cidades brasileiras ao longo dos últimos séculos. O leitor encontra informações sobre a fundação dessas cidades e suas profundas transformações ao longo do tempo.
MUNDURUKU, Daniel. Coisas de índio. São Paulo: Callis, 2000.
• O autor apresenta ao leitor algumas características dos diferentes povos indígenas, destacando suas culturas e promovendo o respeito à diferença.
PEREIRA, Amilcar Araujo; MONTEIRO, Ana Maria (org.). Ensino de História e culturas afro-brasileiras e indígenas. Rio de Janeiro: Pallas, 2013.
SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2009.
• Nessa obra, os autores apresentam os principais conceitos usados na área de História. Os termos são organizados em verbetes e linguagem acessível, tornando-se uma importante ferramenta para o estudo e o ensino de História.

• Nesse livro, os autores apresentam análises dos processos históricos relacionados à complexa formação étnico-cultural do Brasil, oferecendo repertório para a formação de professores.
ROSA, Nereide Schilaro Santa. Brinquedos e brincadeiras. São Paulo: Moderna, 2001.
• Nesse livro, a autora explora as brincadeiras e os brinquedos populares que fazem parte da infância das pessoas no passado e no presente.
SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil africano. 3. ed. São Paulo: Ática, 2012.
• A obra apresenta a diversidade de aspectos da presença africana no Brasil e da história do continente africano e de seu povo, oferecendo ao leitor, em linguagem acessível, mapas e imagens e documentos históricos.
VICENTINO, Cláudio. Atlas histórico: geral e Brasil. São Paulo: Scipione, 2011.
• Esse atlas é um importante recurso didático que apresenta conteúdos sobre os grandes períodos da História.
DOCUMENTOS OFICIAIS
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: https://basenacionalco mum.mec.gov.br/. Acesso em: 11 set. 2025.


• Essa obra é uma síntese atual da história do Brasil construída com base nos avanços mais recentes da historiografia.
• Esse documento define o conjunto de aprendizagens essenciais que os estudantes devem desenvolver ao longo da educação básica, de modo que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento.
BRASIL. Ministério da Educação. Ensino fundamental de nove anos: orientações gerais. Brasília, DF: SEB/DPE/COEF, 2004. Disponível em: https:// portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/ noveanorienger.pdf. Acesso em: 11 set. 2025.

• Essas diretrizes estabelecem os princípios éticos, políticos e estéticos que regem o aprendizado dos estudantes no ensino fundamental, indicando quais devem ser os objetivos do aprendizado nesse segmento.
ORIENTAÇÕES GERAIS
O Livro do professor
Fazer da sala de aula um contexto democrático onde todos sintam a responsabilidade de contribuir é um objetivo central da pedagogia transformadora. […]
HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Tradução: Marcelo Brandão Cipolla. 2. ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2017. p. 56.
Este Livro do professor foi elaborado para oferecer fundamentos teóricos, orientações metodológicas, sugestões de encaminhamentos e estratégias de avaliação que favoreçam aprendizagens significativas, inclusivas e contextualizadas. Ele dialoga com os desafios contemporâneos do ensino de História e com as demandas formativas previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), reafirmando seu compromisso com uma educação histórica crítica, democrática e plural. Em conjunto com o Livro do estudante, esta obra propõe uma concepção pedagógica que articula vivências cotidianas, diversidade cultural e problematização das realidades locais e globais, favorecendo a compreensão das relações entre passado e presente.
Considerada em seu conjunto, a coleção propõe um ensino do componente curricular de História orientado por dois eixos principais, sendo o primeiro deles o reconhecimento pelo estudante de sua condição de sujeito histórico, compreendendo-se como uma pessoa inserida em determinado contexto histórico. O segundo eixo é a compreensão de uma realidade brasileira marcada pela diversidade étnico-racial e pela desigualdade social. Esses eixos dialogam com os princípios do “Eu”, do “Outro” e do “Nós” que norteiam os conteúdos elencados pela BNCC para esse componente curricular. Por isso, os conteúdos didáticos foram organizados e desenvolvidos com o objetivo de aproximar o saber histórico escolar das
vivências cotidianas dos estudantes, tornando o estudo do componente curricular de História mais acessível e significativo. Temas como os espaços públicos e privados, as memórias da comunidade, os marcos históricos locais e as transformações nos modos de vida são tratados em uma perspectiva que articula presente e passado, mudanças e permanências, diversidade e pertencimento. As atividades propostas ao longo do livro incentivam a observação do entorno, a realização de entrevistas e a análise de imagens e outros documentos. Também envolvem a construção de murais e linhas do tempo, entre outras práticas investigativas. Elas foram pensadas para respeitar a diversidade das turmas, garantindo a participação de estudantes com diferentes modos de aprender, incluindo aqueles com deficiência, dificuldades de aprendizagem ou que se comunicam por outros meios.
A coleção também busca valorizar o trabalho com a diversidade étnico-racial do Brasil, abordando as contribuições dos diversos grupos que formam a sociedade brasileira e suas heranças culturais. Nesse sentido, o Livro do professor também incorpora as orientações legais para o ensino das histórias e culturas afro-brasileiras, africanas e indígenas (leis no 10.639/2003 e no 11.645/2008), promovendo uma educação comprometida com a valorização da diversidade cultural, o combate às desigualdades estruturais e a inclusão de grupos historicamente silenciados.
Neste Livro do professor, há também orientações para conduzir os processos avaliativos em sala de aula, mostrando como a coleção contribui para que o professor mensure a aprendizagem dos estudantes. Na coleção, a avaliação é compreendida como parte essencial do processo de ensino e aprendizagem, devendo ter caráter formativo, contínuo
e sensível às singularidades dos estudantes. Ainda, ela deve apoiar a mediação do professor, orientar intervenções pedagógicas e fomentar nos estudantes a capacidade de refletir sobre suas aprendizagens e seus percursos.
Este Livro do professor, portanto, tem a intenção de ser um aliado na construção de práticas pedagógicas que dialoguem com as realidades sociais contemporâneas,
acolham a diversidade e contribuam para formar sujeitos críticos, participativos e conscientes de seu papel no mundo. Que cada professor encontre, nestas páginas, suporte para planejar, refletir e reinventar seu fazer docente, sempre com o horizonte de uma educação comprometida com a cidadania, a justiça social, a valorização das memórias coletivas e a superação das desigualdades históricas.

A Base Nacional Comum Curricular
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento elaborado por uma equipe de técnicos do Ministério da Educação (MEC), especialistas, associações científicas e professores da Educação Básica e do Ensino Superior, com ampla discussão e participação dos membros da sociedade. Esse documento indica habilidades, conhecimentos e competências que se espera que os estudantes desenvolvam em cada ano e, de forma geral, ao longo da escolaridade básica. Em sua formulação, os redatores se apoiaram em documentos como a Constituição Federal, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCN) e o Plano Nacional de Educação
A BNCC define os direitos de aprendizagem e desenvolvimento de todos os
Estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental prestam atenção à aula da professora em Lauro de Freitas (BA), 2019.
estudantes da Educação Básica no Brasil. Estabelece, de forma clara e progressiva, os conhecimentos essenciais que devem ser garantidos a todos os estudantes, independentemente da região em que vivem ou da rede de ensino que frequentam, promovendo a equidade e a qualidade da educação no país. A BNCC também orienta a elaboração dos currículos dos sistemas e das redes de ensino, a produção de materiais didáticos e os processos de formação de professores e de avaliação da aprendizagem, garantindo que todos esses elementos estejam alinhados e voltados ao pleno desenvolvimento do estudante como sujeito de direitos.
Na BNCC, as expectativas de aprendizagem estão organizadas em competências gerais, competências específicas de área do conhecimento, competências específicas dos componentes curriculares e habilidades . Conheça a estrutura desse documento a seguir.
Competências
A BNCC descreve dez competências gerais da Educação Básica, além de sete competências específicas de Ciências Humanas para o Ensino Fundamental. Na BNCC, competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 8. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025. As competências gerais e específicas devem orientar a prática pedagógica em todos os anos da Educação Básica.
COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
4. Utilizar diferentes linguagens — verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital —, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 9-10. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.
Para cada área do conhecimento, são definidas competências específicas de área.
Nas áreas que abrigam mais de um componente curricular (Linguagens e Ciências Humanas), também são definidas competências específicas do componente (Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Língua Inglesa, Geografia e História) a ser desenvolvidas pelos alunos ao longo dessa etapa de escolarização.
As competências específicas possibilitam a articulação horizontal entre as áreas, perpassando todos os componentes curriculares, e também a articulação vertical, ou
seja, a progressão entre o Ensino Fundamental – Anos Iniciais e o Ensino Fundamental – Anos Finais e a continuidade das experiências dos alunos, considerando suas especificidades.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 28. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.
Confira a seguir as competências específicas da área de Ciências Humanas e do componente curricular de História para o Ensino Fundamental.
COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE CIÊNCIAS
HUMANAS PARA O ENSINO FUNDAMENTAL
1. Compreender a si e ao outro como identidades diferentes, de forma a exercitar o respeito à diferença em uma sociedade plural e promover os direitos humanos.
2. Analisar o mundo social, cultural e digital e o meio técnico-científico-informacional com base nos conhecimentos das Ciências Humanas, considerando suas variações de significado no tempo e no espaço, para intervir em situações do cotidiano e se posicionar diante de problemas do mundo contemporâneo.
3. Identificar, comparar e explicar a intervenção do ser humano na natureza e na sociedade, exercitando a curiosidade e propondo ideias e ações que contribuam para a transformação espacial, social e cultural, de modo a participar efetivamente das dinâmicas da vida social.
4. Interpretar e expressar sentimentos, crenças e dúvidas com relação a si mesmo, aos outros e às diferentes culturas, com base nos instrumentos de investigação das Ciências Humanas, promovendo o acolhimento e a
valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
5. Comparar eventos ocorridos simultaneamente no mesmo espaço e em espaços variados, e eventos ocorridos em tempos diferentes no mesmo espaço e em espaços variados.
6. Construir argumentos, com base nos conhecimentos das Ciências Humanas, para negociar e defender ideias e opiniões que respeitem e promovam os direitos humanos e a consciência socioambiental, exercitando a responsabilidade e o protagonismo voltados para o bem comum e a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
7. Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica e diferentes gêneros textuais e tecnologias digitais de informação e comunicação no desenvolvimento do raciocínio espaço-temporal relacionado a localização, distância, direção, duração, simultaneidade, sucessão, ritmo e conexão.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 357. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.
COMPETÊNCIAS
ESPECÍFICAS DE HISTÓRIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL
1. Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo contemporâneo.
2. Compreender a historicidade no tempo e no espaço, relacionando acontecimentos e processos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais, bem como problematizar os significados das lógicas de organização cronológica.
3. Elaborar questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em relação a documentos, interpretações e contextos históricos específicos, recorrendo a diferentes linguagens e mídias, exercitando a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos, a cooperação e o respeito.
Habilidades
As habilidades expressam as aprendizagens essenciais que devem ser asseguradas aos estudantes em cada ano do Ensino Fundamental. Ao indicar o que os estudantes devem “saber” (considerando a constituição de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores) e, especialmente, o que devem “saber fazer” (considerando a mobilização desses conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana e do pleno exercício
4. Identificar interpretações que expressem visões de diferentes sujeitos, culturas e povos com relação a um mesmo contexto histórico, e posicionar-se criticamente com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
5. Analisar e compreender o movimento de populações e mercadorias no tempo e no espaço e seus significados históricos, levando em conta o respeito e a solidariedade com as diferentes populações.
6. Compreender e problematizar os conceitos e procedimentos norteadores da produção historiográfica.
7. Produzir, avaliar e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de modo crítico, ético e responsável, compreendendo seus significados para os diferentes grupos ou estratos sociais.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 402. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025. da cidadania), as habilidades articulam-se às competências específicas da área e, consequentemente, às competências gerais do Ensino Fundamental, contribuindo para garantir o desenvolvimento delas.
Na BNCC, as habilidades são identificadas por códigos e estão listadas em quadros, agrupadas por componente curricular e por ano. A título de exemplo, apresentamos uma breve descrição da estrutura da habilidade EF02CI07. Essa estrutura se repete nas demais habilidades de todas as áreas.
Ensino fundamental 2o ano
Verbo(s) que explicita(m) o(s) processo(s) cognitivo(s) envolvido(s) na habilidade. EF 02 CI 07
Componente curricular de Ciências da Natureza Numeração sequencial
Descrever as posições do Sol em diversos horários do dia e associá-las
ao tamanho da sombra projetada.
Modificadores do(s) verbo(s) ou complementos do(s) verbo(s), que explicitam o contexto e/ou uma maior especificação da aprendizagem esperada.
Complemento do(s) verbo(s), que explicita(m) o(s) objeto(s) de conhecimento mobilizado(s) na habilidade.
Elaborado com base em: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 29, 335. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.
A numeração sequencial das habilidades de cada ano não representa uma ordem ou hierarquia das aprendizagens. Nesta coleção, a
sequência em que os assuntos são desenvolvidos nas unidades de cada volume reflete escolhas autorais relacionadas às relações de
interdependência entre os conceitos, entre outros fatores. Destacamos, porém, que essa sequência é apenas uma sugestão e, portanto,
Quadro de habilidades
UNIDADES TEMÁTICAS OBJETOS DE CONHECIMENTO
As pessoas e os grupos que compõem a cidade e o município
O “Eu”, o “Outro” e os diferentes grupos sociais e étnicos que compõem a cidade e os municípios: os desafios sociais, culturais e ambientais do lugar onde vive
O lugar em que vive
Os patrimônios históricos e culturais da cidade e/ou do município em que vive
A produção dos marcos da memória: os lugares de memória (ruas, praças, escolas, monumentos, museus etc.)
A produção dos marcos da memória: formação cultural da população
A produção dos marcos da memória: a cidade e o campo, aproximações e diferenças
A cidade, seus espaços públicos e privados e suas áreas de conservação ambiental
A noção de espaço público e privado
A cidade e suas atividades: trabalho, cultura e lazer
não é obrigatória; a escola e o professor têm autonomia para determinar a grade curricular e a sequência de assuntos a serem desenvolvidos.
3º ANO
HABILIDADES
(EF03HI01) Identificar os grupos populacionais que formam a cidade, o município e a região, as relações estabelecidas entre eles e os eventos que marcam a formação da cidade, como fenômenos migratórios (vida rural/vida urbana), desmatamentos, estabelecimento de grandes empresas etc.
(EF03HI02) Selecionar, por meio da consulta de fontes de diferentes naturezas, e registrar acontecimentos ocorridos ao longo do tempo na cidade ou região em que vive.
(EF03HI03) Identificar e comparar pontos de vista em relação a eventos significativos do local em que vive, aspectos relacionados a condições sociais e à presença de diferentes grupos sociais e culturais, com especial destaque para as culturas africanas, indígenas e de migrantes.
(EF03HI04) Identificar os patrimônios históricos e culturais de sua cidade ou região e discutir as razões culturais, sociais e políticas para que assim sejam considerados.
(EF03HI05) Identificar os marcos históricos do lugar em que vive e compreender seus significados.
(EF03HI06) Identificar os registros de memória na cidade (nomes de ruas, monumentos, edifícios etc.), discutindo os critérios que explicam a escolha desses nomes.
(EF03HI07) Identificar semelhanças e diferenças existentes entre comunidades de sua cidade ou região, e descrever o papel dos diferentes grupos sociais que as formam.
(EF03HI08) Identificar modos de vida na cidade e no campo no presente, comparando-os com os do passado.
(EF03HI09) Mapear os espaços públicos no lugar em que vive (ruas, praças, escolas, hospitais, prédios da Prefeitura e da Câmara de Vereadores etc.) e identificar suas funções.
(EF03HI10) Identificar as diferenças entre o espaço doméstico, os espaços públicos e as áreas de conservação ambiental, compreendendo a importância dessa distinção.
(EF03HI11) Identificar diferenças entre formas de trabalho realizadas na cidade e no campo, considerando também o uso da tecnologia nesses diferentes contextos.
(EF03HI12) Comparar as relações de trabalho e lazer do presente com as de outros tempos e espaços, analisando mudanças e permanências.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 410-411. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.
Educação integral
A BNCC é referência obrigatória na elaboração dos currículos de escolas públicas em todo o Brasil, servindo de base para a elaboração dos currículos estaduais e municipais. Sendo assim, é possível dizer que a BNCC e os currículos têm papéis complementares para assegurar as aprendizagens essenciais definidas para cada etapa da Educação Básica. O documento afirma que:
No Brasil, um país caracterizado pela autonomia dos entes federados, acentuada diversidade cultural e profundas desigualdades sociais, os sistemas e redes de ensino devem construir currículos, e as escolas precisam elaborar propostas pedagógicas que considerem as necessidades, as possibilidades e os interesses dos estudantes, assim como suas identidades linguísticas, étnicas e culturais.
Nesse processo, a BNCC desempenha papel fundamental, pois explicita as aprendizagens essenciais que todos os estudantes devem desenvolver e expressa, portanto, a igualdade educacional sobre a qual as singularidades devem ser consideradas e atendidas. […] […]
[…] Para isso, os sistemas e redes de ensino e as instituições escolares devem se planejar com um claro foco na equidade, que pressupõe reconhecer que as necessidades dos estudantes são diferentes.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 15. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.
Um dos princípios que norteiam a BNCC é o de formação integral dos estudantes, ou seja, aquela que conta com a construção intencional de processos educativos promotores de aprendizagens que atendam às necessidades, às possibilidades e aos interesses dos estudantes. Por integral, entende-se também uma educação que não só dê conta dos aprendizados relacionados aos componentes curriculares, mas também do estudante como indivíduo, acolhendo suas singularidades.
[…] Reconhece, assim, que a Educação Básica deve visar à formação e ao desenvolvimento humano global, o que implica compreender a complexidade e a não linearidade desse desenvolvimento, rompendo com visões reducionistas que privilegiam ou a dimensão intelectual (cognitiva) ou a dimensão afetiva. Significa, ainda, assumir uma visão plural, singular e integral da criança, do adolescente, do jovem e do adulto – considerando-os como sujeitos de aprendizagem – e promover uma educação voltada ao seu acolhimento, reconhecimento e desenvolvimento pleno, nas suas singularidades e diversidades. […]
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 14. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.
Assim, de acordo com a BNCC, os aprendizados devem estar relacionados aos desafios da sociedade contemporânea, de modo que formem pessoas capazes de usar essas aprendizagens em sua vida. O documento defende, ainda, que o ensino de Ciências Humanas é imprescindível para a formação integral dos estudantes, destacando, entre os conhecimentos da área, alguns conceitos trabalhados pelo componente curricular de História.
A área de Ciências Humanas contribui para que os alunos desenvolvam a cognição in situ, ou seja, sem prescindir da contextualização marcada pelas noções de tempo e espaço, conceitos fundamentais da área. Cognição e contexto são, assim, categorias elaboradas conjuntamente, em meio a circunstâncias históricas específicas, nas quais a diversidade humana deve ganhar especial destaque, com vistas ao acolhimento da diferença. O raciocínio espaço-temporal baseia-se na ideia de que o ser humano produz o espaço em que vive, apropriando-se dele em determinada circunstância histórica. A capacidade de identificação dessa circunstância impõe-se como condição para que o ser humano compreenda, interprete e avalie os significados das ações realizadas no passado ou no presente, o que o torna responsável tanto pelo saber produzido quanto
pelo controle dos fenômenos naturais e históricos dos quais é agente.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 353. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec. gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.
A BNCC, além de outros documentos, como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e as DCN, enfatiza a importância do currículo contextualizado na realidade local, social e individual da escola e de seu público, a valorização das diferenças e o atendimento à pluralidade e à diversidade étnico-cultural. Essa contextualização é ainda mais importante para o aprendizado da História nos anos iniciais do Ensino Fundamental, e parte considerável dos conteúdos dedica-se à compreensão dos lugares de vivência dos estudantes, dos grupos que formaram a população do município, das atividades econômicas relacionadas à história do local, dos marcos históricos e patrimônios e dos grupos populacionais a que esses patrimônios e marcos estão relacionados.
A compreensão do contexto local por meio dos instrumentos cognitivos da História contribui para que o ensino do componente curricular não tenha caráter enciclopédico, como um apanhado de conceitos sem significado para os estudantes. Mais do que acumular fatos, os estudantes precisam ser habilitados a compreender e interpretar o mundo, bem como a transformá-lo, ou seja, interferir nele de forma consciente, sabendo que suas ações têm consequências para a vida individual e coletiva. Para que esse objetivo se concretize, é necessário superar práticas ainda comuns no ensino do componente curricular de História que se baseiam na simples memorização de datas, nomes e eventos isolados. Abordagens desse tipo tendem a apresentar o conhecimento histórico de forma fragmentada e descontextualizada.
A BNCC propõe o caminho inverso: que os conteúdos e as habilidades sejam organizados em torno de problemas e de perguntas
significativas, que articulem experiências pessoais, memórias locais e processos históricos mais amplos. Assim, evita-se o enciclopedismo e promove-se a construção de aprendizagens com sentido, capazes de mobilizar a curiosidade e o pensamento crítico dos estudantes.
Essa concepção de ensino do componente curricular de História parte dos princípios de que o conhecimento histórico é construído por meio de práticas científicas e pedagógicas e de que o estudo do passado precisa ser constantemente reinterpretado à luz das perguntas do tempo presente. Nessa perspectiva, o ensino do componente curricular de História deve incentivar a elaboração de questões sobre o passado, a busca e interpretação de diferentes evidências, a produção de explicações e a defesa de seus pontos de vista com argumentos. Esse movimento ajuda os estudantes a perceber que toda narrativa sobre o passado é resultado de escolhas e disputas de memória, favorecendo a formação de sujeitos capazes de dialogar com a diversidade de perspectivas presentes na sociedade.
A BNCC também enfatiza a importância de habilidades essenciais para a convivência no mundo contemporâneo, como a observação, a experimentação e a investigação. Esse destaque é importante para que o estudante reconheça, desde o início de seu percurso nos anos iniciais do Ensino Fundamental, que a História, como forma de conhecimento, não é um monólito ou obra acabada, e sim construção humana, provisória e resultante de um processo de elaboração que, embora submetido às regras do conhecimento científico, é também histórico e, por isso, sujeito a reelaborações e reinterpretações.
O ensino do componente curricular de História nos anos iniciais do Ensino Fundamental
O ensino do componente curricular de História nos anos iniciais do Ensino Fundamental tem como objetivo a compreensão
de si como sujeito histórico e a formação da consciência histórica. De acordo com a BNCC, essa etapa é marcada por um percurso progressivo: da construção da noção de “Eu” ao reconhecimento do “Outro” e, por fim, à percepção de um “Nós”.
O exercício do “fazer história”, de indagar, é marcado, inicialmente, pela constituição de um sujeito. Em seguida, amplia-se para o conhecimento de um “Outro”, às vezes semelhante, muitas vezes diferente. Depois, alarga-se ainda mais em direção a outros povos, com seus usos e costumes específicos. Por fim, parte-se para o mundo, sempre em movimento e transformação. Em meio a inúmeras combinações dessas variáveis – do Eu, do Outro e do Nós –, inseridas em tempos e espaços específicos, indivíduos produzem saberes que os tornam mais aptos para enfrentar situações marcadas pelo conflito ou pela conciliação.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 397-398. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec. gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf.
Acesso em: 22 set. 2025.
Esse movimento é essencial para que os estudantes compreendam que fazem parte de coletividades — famílias, comunidades, grupos sociais — e desenvolvam as bases da convivência democrática e do exercício da cidadania.
O texto a seguir mostra como o ensino do componente curricular de História pode contribuir para o estudo das relações entre individualidade e coletividade, entre o “Eu”, o “Outro” e o “Nós”, sendo fundamental para a compreensão de como a vida humana se organiza socialmente e como o estudante pode ser um agente histórico nessa coletividade.
[…] é importante o desenvolvimento da percepção de que a história de vida não é algo puramente individual, mas que nossas vivências estão entrelaçadas na vida de outras pessoas, que somos influenciados pelos discursos circulantes na socieda-
de. Os alunos precisam perceber como sua vida está relacionada à dos pais, dos avós, dos colegas, por exemplo. Ao incentivá-los a partilhar suas vivências, os professores contribuem para promover uma aproximação do conceito de alteridade, o interesse pelo “outro”, ou seja, favorecem uma espécie de descentramento. Desse modo, constrói-se a ideia de que a história não é feita exclusivamente pelos chamados “grandes homens”, ela deixa de ser apenas “a história dos outros”.
GIL, Carmem Zeli de Vargas; ALMEIDA, Dóris Bittencourt. A docência em história: reflexões e propostas para ações.
Erechim: Edelbra, 2012. (Entre nós ensino fundamental anos finais, v. 5, p. 71).
Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, de acordo com a BNCC, o processo de aprendizagem do componente curricular começa pelo reconhecimento do próprio entorno: família, escola, vizinhança, bairro e município tornam-se objeto de investigação e reflexão histórica. À medida que crescem, os estudantes ampliam suas referências, passando a identificar diferentes modos de viver, pensar, organizar e registrar a vida em sociedade, percebendo que cada grupo produz memórias, linguagens e conhecimentos próprios. Com isso, compreendem que a realidade social é diversa, histórica e passível de transformação.
A partir do 3 o ano, a BNCC desloca o foco, que estava na identidade pessoal e nos vínculos com as pessoas e os lugares do cotidiano, para a noção de tempo e espaço, abordando a história do lugar onde os estudantes vivem, as dinâmicas da cidade e do campo e a distinção entre vida pública e privada. No 4 o ano e no 5 o ano, abordam-se a diversidade de povos e culturas; os processos de formação das áreas urbanas, do comércio, das comunicações, da sociedade brasileira; e os direitos e deveres do cidadão, incentivando o respeito às diferenças e o compromisso com o bem comum. Assim, ao conhecerem modos de vida de diferentes épocas, os estudantes desenvolvem noções de tempo, identificam
mudanças e permanências e percebem que as sociedades são fruto de decisões humanas, permeadas por disputas, acordos e colaborações ao longo do tempo. Em uma sociedade marcada por desigualdades, o ensino do componente curricular de História também assume um papel político-pedagógico: promove a valorização das memórias e identidades locais 1 e a escuta das vozes de mulheres, povos indígenas, afro-brasileiros e outras populações tradicionais, rompendo com visões eurocêntricas que historicamente silenciaram saberes e experiências diversos2. Essa perspectiva, alinhada a abordagens decoloniais, reconhece as memórias de comunidades historicamente invisibilizadas como fontes legítimas de conhecimento, capazes de enriquecer a compreensão dos processos históricos e de ampliar as possibilidades de identificação dos estudantes com os conteúdos escolares. Como afirma o historiador francês René Rémond:
[…] o entendimento do presente escapa a quem ignora tudo do passado e […] só é possível ser contemporâneo do seu tempo tendo conhecimento das heranças, consentidas ou contestadas […].
RÉMOND, René. Introdução à história do nosso tempo: do antigo regime aos nossos dias. Lisboa: Gradiva, 1994. p. 11.
Para apoiar esse tipo de aprendizagem, é fundamental propor o uso de múltiplas fontes — imagens, documentos escritos, objetos, músicas, narrativas orais e mapas, entre outras — que despertem a curiosidade e incentivem a formulação de perguntas, a seleção de informações e a construção de explicações próprias, promovendo o
letramento científico. Ao registrarem suas interpretações em textos, desenhos, falas e produções diversas, os estudantes exercitam a elaboração de argumentos orais e escritos, competência essencial para o aprendizado histórico e para o fortalecimento de sua participação na vida pública.
Nesse percurso, é preciso reconhecer que, embora os estudantes já não estejam na fase de alfabetização inicial, a leitura e a escrita ainda estão em consolidação, o que exige práticas que articulem diferentes saberes e respeitem os ritmos e as formas de aprender de cada estudante. Como destaca a professora Durlei de Carvalho Cavicchia, estudiosa de Jean Piaget, “o conhecimento se produz a partir da ação do sujeito sobre o meio em que vive, só se constitui com a estruturação da experiência que lhe permite atribuir significação” (CAVICCHIA, Durlei de Carvalho. O desenvolvimento da criança nos primeiros anos de vida. In : UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA; UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO. Caderno de formação : formação de professores: educação infantil: princípios e fundamentos. São Paulo: Cultura Acadêmica: Unesp: Univesp, 2010. p. 13-27. (Curso de pedagogia, v. 1, p. 13). Disponível em: https://acervodigital. unesp.br/bitstream/unesp/337946/1/cader no-formacao-pedagogia_6.pdf. Acesso em: 20 set. 2025).
Ensinar História, assim, não é apenas transmitir informações prontas, mas criar situações em que os estudantes possam agir, dialogar, escutar, interpretar e se reconhecer como participantes da História, capazes de transformar o mundo à sua volta.
1 As identidades locais referem-se às formas pelas quais os sujeitos e as comunidades se reconhecem e se constituem a partir de seus territórios, modos de vida, tradições, relações sociais, linguagens e pertencimentos afetivos. Essas identidades são múltiplas, dinâmicas e historicamente construídas e expressam o enraizamento dos sujeitos em seus contextos geográficos, culturais e políticos.
2 O pensamento decolonial busca romper com a lógica eurocêntrica que dominou a produção do conhecimento durante e após o colonialismo. Em vez de aceitar uma única forma de saber, ele propõe valorizar as múltiplas vozes silenciadas pela história oficial. Como afirma Walter Mignolo, um dos principais teóricos da decolonialidade, a formação do mundo moderno-colonial resultou em narrativas nacionais na língua dos colonizadores (MIGNOLO, Walter D. Novas reflexões sobre a “ideia da América Latina”: a direita, a esquerda e a opção descolonial”. Caderno CRH, Salvador, v. 21, n. 53, p. 239-252, maio/ago. 2008. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/crh/article/ download/18970/12327/64318. Acesso em: 15 set. 2025).
Educar nos anos iniciais é, portanto, um trabalho de base que cuida do presente com os olhos no futuro, respeitando o tempo da infância e acreditando na capacidade das crianças de pensar criticamente, imaginar e construir uma sociedade mais justa e democrática.
Trabalhando os conceitos estruturantes de História nos anos iniciais do Ensino Fundamental
A História, como componente curricular e saber produzido no âmbito das universidades, tem como objeto central o estudo das relações sociais ocorridas no transcorrer do tempo, compreendidas nas múltiplas formas de organização da vida em sociedade e nas transformações resultantes da ação humana.
A História ensinada e praticada nas escolas não é a mesma da universidade. O peso da História escolar está mais nos fins didáticos que de pesquisa, e, por esse motivo, o trabalho com o componente curricular na Educação Básica também é conhecido como saber histórico escolar . Os PCN de História para o Ensino Fundamental trazem uma elucidativa definição desse conceito.
Considera-se que o saber histórico escolar reelabora o conhecimento produzido no campo das pesquisas dos historiadores e especialistas do campo das Ciências Humanas, selecionando e se apropriando de partes dos resultados acadêmicos, articulando-os de acordo com seus objetivos. Nesse processo de reelaboração, agrega-se um conjunto de representações sociais do mundo e da história, produzidos por professores e alunos. As representações sociais são constituídas pela vivência dos alunos e professores, que adquirem conhecimentos dinâmicos provenientes de várias fontes de informações veiculadas pela comunidade e pelos meios de comunicação. Na sala de aula, os materiais didáticos e as diversas formas de comunicação
escolar apresentadas no processo pedagógico constituem o que se denomina saber histórico escolar.
BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: história, geografia. Brasília: MEC: SEF, 1997. p. 29. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/ pdf/livro051.pdf. Acesso em: 20 set. 2025.
O saber histórico construído nas escolas pela prática dos professores e no aprendizado dos estudantes também se pauta pelos mesmos princípios e objetivos da História praticada nas universidades, mas às vezes segue dinâmica própria, reelaborando o conhecimento histórico para atender a necessidades que lhe são próprias ou impostas.
Um reflexo dessa dinâmica foi a construção de um saber escolar que valorizava os grandes acontecimentos e os grandes personagens históricos. Não é à toa que essa visão do ensino de História tenha prevalecido durante a ditadura militar, quando o ensino esteve submetido à coerção do regime político vigente.
Esta coleção se coloca em tradição oposta. Continua os esforços de reconstrução de um ensino de História democrático que valoriza a formação do Brasil por sujeitos históricos minorizados. Por isso, busca, por exemplo, superar a visão linear do tempo atrelada à noção de progresso, em que se classificam alguns modos de vida como avançados e outros como primitivos ou obsoletos. Assim, a História que é colocada em prática na coleção procura analisar como e por que os modos de vida se transformam ao longo do tempo, evidenciando conflitos, permanências e mudanças.
Defende-se, nesta coleção, que a História não deve ser apresentada como mera narrativa de fatos lineares, datas e personagens, mas como um campo de conhecimento que permite compreender processos sociais, culturais e políticos em suas dimensões de mudança e permanência. Como afirmam Sandra Regina Ferreira de Oliveira e Marlene Rosa Cainelli:
A sala de aula foi entendida como um espaço de intercruzamento entre os saberes de professores e alunos, mediatizados pelas propostas curriculares quanto ao saber a ser transmitido e pelas influências e interferências da sociedade na qual a escola se insere.
OLIVEIRA, Sandra Regina Ferreira de; CAINELLI, Marlene Rosa. Entre o passado e a história: investigando os conhecimentos históricos de crianças dos anos iniciais em uma escola pública brasileira. Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 29, n. 4, p. 99-118, dez. 2013. p. 101. Disponível em: https://www.scielo.br/j/edur/a/ PCHqS3zpTqhnVHr8HynnwpG/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 20 set. 2025.
Dessa maneira, ao levar em consideração as especificidades do aprendizado do componente curricular nos anos iniciais, trabalha-se o conceito de tempo histórico, entendendo-o como a dimensão em que se situam as ações humanas e suas transformações, buscando-se trabalhar as vivências dos estudantes, principalmente por meio de comparações entre o presente e o passado próximo.
Conteúdos como mudanças nas formas de se comunicar ou de se organizar politicamente são abordados com o objetivo de desenvolver nos estudantes o conceito de transformação social. O trabalho com esse conceito destaca as razões pelas quais mudanças podem ocorrer, sem, contudo, renunciar à adequação ao segmento dos anos iniciais. Por isso, os conceitos de mudança e de permanência são mobilizados em situações em que os estudantes percebem como certos aspectos da vida cotidiana se transformaram ao longo do tempo, enquanto outros permaneceram. Sobre o trabalho com o tempo, é importante considerar o que afirma a professora Circe Bittencourt:
[…] O uso das datas precisa estar vinculado a uma busca de explicação sobre o que vem antes ou depois, sobre o que é simultâneo ou ainda sobre o tempo de separação de diversos fatos históricos. Deve-se, em suma, dar um sentido às datações, para que o aluno domine as datas como
pontos referenciais para o entendimento dos acontecimentos históricos.
O uso das “linhas do tempo” ou “frisas cronológicas” tem sido um meio eficiente de concretizar e visualizar períodos longos para apreender uma representação da dimensão temporal da história. O uso das linhas do tempo merece também cuidados quando se pretende que os alunos dominem efetivamente a noção de tempo histórico.
No caso do ensino do tempo cronológico para alunos das séries iniciais, é interessante vinculá-lo à noção de geração . Pais, avós, os vestígios do passado de pessoas familiares mais velhas mostram um momento diferente do atual, revelando uma história e as transformações sociais possíveis de ser percebidas nas relações com o tempo vivido da criança. Essas sucessões e transformações podem ser sistematizadas por meio de linhas do tempo, chegando-se à visualização de um tempo cronológico que é apreendido progressivamente. Posteriormente, nas séries escolares sequenciais, essa etapa é acrescida de linhas do tempo de uma genealogia mais extensa e com associações de outros tempos e lugares.
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de história: fundamentos e métodos. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2008. (Coleção docência em formação, p. 212).
Outra consequência da superação da visão linear de tempo é o trabalho com o conceito de sujeito histórico , que passa a destacar grupos que antes eram pouco valorizados, como as mulheres, a população negra, os trabalhadores, entre outros. Na coleção, há atividades que incentivam os estudantes a considerar a si próprios, suas famílias e grupos da comunidade como sujeitos históricos e agentes produtores de transformações sociais. Essa prática evidencia que a História, como componente curricular, não se restringe aos já mencionados grandes personagens ou eventos, mas inclui também o cotidiano, as práticas culturais e as lutas sociais.
O trabalho com fontes históricas — orais, visuais, escritas, materiais ou imateriais — é apresentado como meio para analisar diferentes pontos de vista, incentivando os estudantes a interpretar documentos levando em consideração as condições em que foram produzidos e a compreensão de que toda narrativa histórica é resultado de escolhas e valores.
A leitura e interpretação de fontes é parte importante do que se pode chamar de letramento histórico, entendendo que a formação cidadã requer o desenvolvimento de capacidades para analisar criticamente documentos e discursos, interpretar fontes e compreender diferentes temporalidades.
Outro conceito fundamental para o trabalho com o componente curricular nos anos iniciais do Ensino Fundamental é o de memória . Para abordá-lo em sala de aula, recorre-se a fontes como relatos, fotografias, objetos e espaços da comunidade. Conforme indica a BNCC, esses tipos documentais são os mais recomendados por estarem relacionados às vivências familiares e ao cotidiano dos estudantes.
O trabalho com o conceito de memória consiste em mostrar que esses objetos e lugares são suportes de recordações e podem ser fontes de conhecimento histórico.
Dessa forma, aproxima-se o sujeito (o estudante) do objeto de estudo (o passado vivido e transmitido). Como lembra a professora Circe Bittencourt:
A memória, entretanto, não pode ser confundida com a história, como advertem vários historiadores. As memórias precisam ser evocadas e recuperadas e merecem ser confrontadas. As dos velhos e de pessoas que ainda estão no setor produtivo ou as de homens e de mulheres nem sempre coincidem, mesmo quando se referem ao mesmo acontecimento. Mas nenhuma memória, individual ou coletiva, constitui a história. A história “consiste na escolha e construção de um objeto, operação que pode dar-se a partir de evocações de lembranças” (Le Goff, 1988, p. 109), e exige, na
análise das memórias, um rigor metodológico na crítica e na confrontação com outros registros e testemunhos.
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de história: fundamentos e métodos. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2008. (Coleção docência em formação, p. 170).
A coleção também convida os estudantes a trabalhar a memória coletiva. Antes de prosseguir, vale a pena retomar o texto fundamental para o trabalho com memória coletiva, o livro do sociólogo Maurice Halbwachs. Para ele, […] a memória coletiva tira sua força e sua duração do fato de ter por suporte um conjunto de homens [humanos], não obstante eles são indivíduos que se lembram, enquanto membros do grupo. Dessa massa de lembranças comuns, e que se apoiam uma sobre a outra, não são as mesmas que aparecerão com mais intensidade para cada um deles.
HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. Tradução: Laís Teles Benoir. São Paulo: Centauro, 1950. p. 55.
Essas memórias, Halbwachs alerta, não são neutras nem universais: são construídas socialmente, frequentemente disputadas, e refletem relações de poder, seleções, silenciamentos e esquecimentos. No caso do Brasil, pode-se dizer que determinados grupos têm suas histórias constantemente lembradas e celebradas, enquanto outros, como povos indígenas, comunidades negras, populações periféricas ou camponesas, muitas vezes têm suas experiências apagadas, distorcidas ou marginalizadas.
Na coleção, o conceito de memória coletiva é trabalhado por meio do reconhecimento dos marcos temporais, iniciando a diferenciação entre tempo da natureza e as formas de controle da passagem do tempo criadas por diferentes culturas. Esses marcos temporais são trabalhados por meio de suas próprias histórias de vida, na trajetória da escola e na comunidade em que vivem. Assim, a História no âmbito dos anos iniciais do Ensino Fundamental busca articular o tempo do estudante
com tempos mais amplos, conectando experiências individuais e coletivas ao longo de diferentes escalas temporais.
As leis no 10.639/2003 e no 11.645/2008: educação para a igualdade racial e o respeito à diversidade
O ser índio e o viver índio, no Brasil, não são constantes históricas de um passado pré-colombiano. Os povos heterônomos […] constituem pluralidades culturais variadas, determinadas por tempos de lutas e derrotas, por extinções e sobrevivências, condicionadas pelo presente que se constrói em meio a uma complexidade sociopolítica que deixa pouco espaço de manobra e opção existencial para eles. […] […]
A nova Constituição brasileira definiu o índio como parte essencial da nação brasileira, cidadão com direitos plenos, povos específicos com direitos legitimados pela sua historicidade, coletividades com formas próprias de conduta social e cultural.
GOMES, Mércio Pereira. Os índios e o Brasil: passado, presente e futuro. São Paulo: Contexto, 2017. p. 200, 286. Um passo importante para o reconhecimento de que o Brasil é um país multiétnico foi a aprovação da Lei no 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de História e cultura afro-brasileiras e africanas em todas as escolas de Educação Básica. Já a Lei no 11.645/2008 ampliou essa obrigatoriedade, incluindo História e cultura dos povos indígenas brasileiros. Essas leis são fruto de décadas de luta de movimentos sociais — em especial o movimento negro e o movimento indígena — que denunciaram o racismo e a invisibilização de suas contribuições na história oficial e reivindicaram uma educação antirracista, plural e democrática.
A sociedade brasileira foi estruturada sobre bases coloniais e escravistas que, durante séculos, escravizaram milhões de africanos e seus descendentes e promoveram o extermínio e a expropriação dos povos
indígenas. Essa herança produziu desigualdades profundas e naturalizou hierarquias raciais que ainda se refletem em nossa sociedade.
O primeiro ponto a entender é que falar sobre racismo no Brasil é, sobretudo, fazer um debate estrutural. É fundamental trazer a perspectiva histórica e começar pela relação entre escravidão e racismo, mapeando suas consequências. Deve-se pensar como esse sistema vem beneficiando economicamente por toda a história a população branca, ao passo que a negra, tratada como mercadoria, não teve acesso a direitos básicos e à distribuição de riquezas.
RIBEIRO, Djamila. Pequeno manual antirracista. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 9.
Na escola, o racismo se manifesta de modo direto — por insultos, exclusões, piadas — e também de forma sutil: a ausência de personagens negros e indígenas nos livros; a associação entre indisciplina e estudantes negros; o silenciamento diante de nomes ou traços culturais indígenas e africanos. Essas práticas atingem especialmente as crianças, que podem assim internalizar sentimentos de inferioridade e rejeitar sua identidade.
Nesse cenário, o professor não deve se omitir diante do racismo, pois isso também é uma forma de violência simbólica. Por isso, é fundamental construir práticas pedagógicas que valorizem positivamente a presença negra e indígena, enfrentem preconceitos e formem crianças solidárias e respeitosas. Isso passa por analisar fontes históricas diversas e de diferentes procedências: documentos escritos, objetos, fotografias, obras de arte, narrativas orais, músicas, vestimentas, artefatos da cultura material, produções literárias de autores africanos, afro-brasileiros e indígenas. Dessa maneira, os estudantes poderão perceber que a história é feita de múltiplos pontos de vista, que existem disputas pela memória e diferentes formas de explicar o passado. Esse exercício estimula a
curiosidade, o pensamento crítico e a empatia, além de permitir que estudantes negros e indígenas se reconheçam como sujeitos históricos.
Ao longo dos capítulos, esta coleção não deixa de trabalhar os desafios que indígenas e afro-brasileiros enfrentam. Porém, também dá destaque para personagens negros e indígenas em contextos variados, como sujeitos históricos ativos, produtores de conhecimento e cultura, valoriza suas produções culturais e científicas e reconhece a
diversidade interna desses grupos, mostrando que há múltiplas etnias, culturas e trajetórias históricas. A coleção também propõe atividades que convidam os estudantes a analisar fontes diversas, levantar hipóteses, construir narrativas próprias e refletir sobre as desigualdades, os preconceitos e os estereótipos ainda presentes na sociedade. Ao fazer isso, busca não apenas cumprir o que determinam as leis, mas também contribuir efetivamente para a formação de uma geração mais justa, empática e preparada para conviver na diversidade.

Estudantes ensaiam para apresentação de siriri, dança folclórica da região Centro Oeste, na comunidade remanescente de quilombo Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento (MT), 2025.
CESAR DINIZ/PULSAR IMAGENS
Trabalho com fontes históricas nos anos iniciais
O trabalho com fontes históricas é um dos pilares da pesquisa em História e do ensino desse componente curricular na Educação Básica. Porém, o objetivo da leitura de fontes no âmbito do saber escolar não é formar pequenos historiadores, mas disponibilizar aos estudantes as ferramentas desenvolvidas pelos historiadores ao longo dos anos para compreender o mundo.
As fontes — como documentos escritos, objetos, imagens, objetos de arte, narrativas orais etc. — são os vestígios que permitem ao historiador reconstruir e interpretar o passado. Aproximar os estudantes dessa faixa etária das fontes desde os anos iniciais ajuda a fazê-los compreender que a História não é uma narrativa pronta, mas um conhecimento construído a partir de pistas deixadas por pessoas que viveram em outros tempos. Esse trabalho contribui para desenvolver o raciocínio histórico e para aproximar os estudantes do modo de pensar dos historiadores. A BNCC chama essa aproximação de uma “ atitude historiadora ” (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 401. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec. gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versao final_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025).
Ao observar uma fotografia antiga de seu bairro, por exemplo, os estudantes podem comparar as roupas, os objetos e os espaços do passado com os atuais, identificando mudanças e permanências. Essa atividade estimula a curiosidade, o levantamento de hipóteses, a argumentação e o respeito por outras formas de viver. Também possibilita que estudantes de diferentes origens vejam suas histórias e culturas valorizadas como parte legítima da história coletiva.
Para muitos professores generalistas, trabalhar com fontes históricas pode ser desafiador, pois elas frequentemente apresentam linguagem complexa, termos antigos e
referências culturais pouco familiares para os estudantes. Superar essas barreiras exige uma mediação atenta e planejada. É importante, por exemplo, apresentar cada fonte situando seu contexto de produção — quem a criou, quando e com qual objetivo — e selecionar partes que sejam mais acessíveis, como pequenos trechos de textos ou detalhes visuais claros. Também é recomendável propor perguntas que estimulem a reflexão e o diálogo, sem esperar respostas únicas, permitindo que os estudantes construam significados próprios. Valorizar suas interpretações, mostrando que levantar hipóteses e testar ideias faz parte do trabalho do historiador, favorece a participação ativa da turma. Além disso, relacionar os vestígios do passado às vivências cotidianas dos estudantes contribui para que a interpretação das fontes se torne mais próxima e significativa para eles.
Uma forma acessível de trabalhar fontes visuais (como fotografias, pinturas, ilustrações, cartazes e mapas) com crianças pequenas é conduzir a análise em etapas simples e progressivas. Primeiro, convide os estudantes a observar a imagem com atenção e comentar livremente o que percebem, sem que haja respostas certas ou erradas. Em seguida, ajude-os a descrever os elementos que veem, nomeando cores, objetos, pessoas, roupas, gestos e expressões faciais. Depois disso, incentive o levantamento de hipóteses, perguntando quem poderia ter produzido aquela imagem, em que época, com qual finalidade e o que pretendia comunicar. A partir daí, apresente algumas informações históricas básicas que ajudem a contextualizá-la, como a data aproximada, o local, o autor e a relação com o conteúdo estudado. Também é útil propor comparações com imagens atuais ou com situações vividas pelos próprios estudantes, aproximando o passado do presente. Por fim, incentive que registrem suas descobertas de diferentes formas — escrevendo pequenas legendas, produzindo textos curtos, desenhos
ou dramatizações. Esse tipo de atividade ajuda a compreender que as fontes não trazem verdades prontas, mas indícios que precisam ser analisados de maneira crítica para que seja possível construir explicações sobre o passado.
Interdisciplinaridade
Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o estudante é apresentado, pela primeira vez, ao aprendizado organizado e sistematizado em áreas do conhecimento (Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Matemática) e componentes curriculares (História, Geografia, Arte, Matemática, entre outras). A partir desse momento, ele começa a entrar em contato com o conhecimento científico especializado, com formulação de conceitos, categorias e métodos próprios de cada ciência.
Toda essa estrutura pautada na disciplinaridade, embora traga grandes contribuições ao processo de ensino, acaba por fragmentar o conhecimento, como se este ocupasse várias caixas, uma para cada componente curricular, sem integração entre elas. Assim, os estudantes aprendem os conteúdos em partes isoladas, sem conseguir perceber como se relacionam entre si e com a realidade.
Muitos autores e professores questionaram essa limitação em suas práticas, trazendo críticas à grande especialização das disciplinas e à necessidade de conectá-las para explicar o mundo em que vivemos. A interdisciplinaridade se apresenta, assim, como alternativa para devolver ao conhecimento sua unidade e sua aplicabilidade. Nesse sentido, concordamos com Jayme Paviani quando afirma que:
A interdisciplinaridade não é apenas a integração de um conjunto de relações entre as partes e o todo, mas também uma descoberta de propriedades que não se reduzem nem ao todo nem às partes isoladas. Em seu nível mais alto, é uma modalidade de relação que, sem eliminar as
contribuições individuais das disciplinas, as integra num único projeto de conhecimentos.
PAVIANI, Jayme. Interdisciplinaridade: conceitos e distinções. 3. ed. Caxias do Sul: Educs, 2014. p. 48. Para Ivani Fazenda, a interdisciplinaridade é um movimento de passagem da subjetividade à intersubjetividade, ou seja, de uma visão individual para uma visão compartilhada do conhecimento. Nesse sentido, ela recupera a ideia de cultura como formação do humano total, inserido em sua realidade e capaz de agir sobre ela.
Nesse sentido, o homem [humano] que se deixa encerrar numa única abordagem do conhecimento vai adquirindo uma visão deturpada da realidade. Ao viver, encontra uma realidade multifacetada, produto desse mundo, e evidentemente mais oportunidades terá em modificá-la na medida em que a conhecer como um todo, em seus inúmeros aspectos.
Para que isto ocorra, é necessário, sobretudo, que haja uma preparação. Essa preparação, que inicialmente tomou o nome de Paideia (formação do homem total), passou a ser uma formação dividida, produto da Ocidentalização com seu consequente aumento do saber e a necessidade de criar-se um sistema de Educação (Família, Igreja, Escola etc.), dando a cada um seu papel.
FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade ou ideologia. 6. ed. São Paulo: Loyola, 2011. p. 81.
Ainda segundo a autora, trata-se de superar a relação pedagógica baseada na transmissão linear de conteúdos e construir uma relação em que “a posição de um é a posição de todos” (FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade ou ideologia. 6. ed. São Paulo: Loyola, 2011. p. 93), marcada pelo diálogo e pela colaboração. Como afirma Edgar Morin, só um pensamento complexo — que articule parte e todo — pode enfrentar uma realidade igualmente
complexa. Para isso, é preciso religar saberes, mostrando como os conteúdos escolares se conectam à vida (MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo. Tradução: Eliane Lisboa. Porto Alegre: Sulina, 2005).
A interdisciplinaridade não significa o abandono das especificidades dos diferentes campos do saber, tampouco a criação de uma nova ciência que passe a regular esses campos. Ela se manifesta no diálogo e na aproximação, evidenciando como construir novas formas de refletir sobre o mundo e pensar em soluções para as questões que são colocadas no dia a dia.
A interdisciplinaridade não é, portanto, apenas uma forma de organizar o currículo; é também um caminho para transformar a relação pedagógica. Ela estimula a curiosidade intelectual, fortalece práticas cidadãs e democráticas e ajuda a formar sujeitos capazes de intervir em sua realidade.
A BNCC respalda esse objetivo ao afirmar que o ensino nos anos iniciais deve articular campos do conhecimento em torno de práticas de investigação, linguagem e resolução de problemas, sempre a partir de contextos próximos da realidade do estudante (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: https:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 30 set. 2025).
Nesse cenário, o professor não precisa ser especialista em cada componente curricular, mas deve criar situações que incentivem os estudantes a pesquisar, comparar, entrevistar, experimentar e registrar, favorecendo descobertas e reflexões. Dessa forma, eles deixam de ser apenas receptores de informações e passam a se envolver ativamente no processo de aprendizagem, produzindo conhecimento a partir de sua vivência na comunidade e com as pessoas de seu convívio, considerando seu conhecimento prévio e suas experiências pessoais.
A coleção contribui para o desenvolvimento de práticas interdisciplinares em sala
de aula, rompendo as barreiras que separam os componentes curriculares ao propor atividades que partem de situações-problema.
A seção Criança cidadã, por exemplo, apresenta circunstâncias retiradas da realidade em que o estudante deve, ao mesmo tempo, aprofundar seus conhecimentos e se posicionar diante dos acontecimentos, mobilizando os seus aprendizados. A seção Ideia puxa ideia apresenta temas que podem ser estudados sob o ponto de vista de mais de um componente curricular ou que trabalham os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) da BNCC, propondo um olhar multifacetado diante da realidade.
Além das seções, há outros temas e conteúdos na coleção que mostram que a interdisciplinaridade vai além da soma de conteúdos: aproxima escola e vida, valoriza a cultura local e contribui para formar cidadãos críticos e participativos.
A professora Selene Coletti faz as seguintes observações sobre a interdisciplinaridade: O professor do Fundamental 1 tem o privilégio de exercitar esse olhar com sua turma. Conseguindo enriquecer cada vez mais sua prática, pois sozinho trabalha de forma integrada com todas as áreas do conhecimento. […].
Algumas dicas para exercitar esse olhar: […]
• Apresentar os conteúdos por meio de perguntas desafiadoras como “por que chove granizo?”. As respostas podem desencadear várias propostas envolvendo não só Ciências, como Língua Portuguesa e Artes; […]
• Ensinar os alunos a pesquisar. Mostrar como utilizar as diferentes ferramentas disponíveis no computador e como elas contribuem para desenvolver o protagonismo da turma no que se refere a integração dos diferentes saberes; […]
COLETTI, Selene. 7 dicas para trabalhar a interdisciplinaridade no Fundamental 1. São Paulo: Nova Escola, 9 mar. 2020. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/18930/ 7-dicas-para-trabalhar-a-interdisciplinaridade-no -fundamental-1. Acesso em: 20 set. 2025.
O ensino do componente curricular de História e os Temas Contemporâneos Transversais
Na BNCC, a interdisciplinaridade aparece em diversos momentos, sendo um dos principais os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs). Eles incorporam ao currículo o estudo de assuntos que foram estabelecidos em lei, dando tratamento didático ao que foi definido na legislação brasileira.
Os TCTs foram integrados ao currículo escolar no final dos anos 1990 como mecanismos integradores, instrumentos na/da/ para superação da fragmentação do conhecimento escolar. De acordo com as crenças da época, na sociedade contemporânea globalizada, esse conhecimento deveria ter uma nova configuração, passando a articular/combinar diferentes campos do saber (WENCESLAU, Maurinice Evaristo; SILVA, Fabiany de Cássia Tavares. Temas transversais ou conteúdos disciplinares?: cultura, cidadania e diferença. Interações, Campo Grande, MS, v. 18, n. 4, p. 197-206, out./dez. 2017. Disponível em: https://interacoesucdb.em nuvens.com.br/interacoes/article/view/1562/ pdf. Acesso em: 24 set. 2025).
Esse segundo processo de distribuição de conhecimentos organizou os conteúdos
curriculares em torno de temas como ética, educação ambiental, orientação sexual, pluralidade cultural e saúde. Essas temáticas foram incluídas no currículo do Ensino Fundamental de forma “transversal”, não como uma área de conhecimento específica, mas como temas a serem tratados nas várias áreas que compunham o currículo.
A coleção propõe abordar os TCTs articulando-os aos conteúdos históricos de forma crítica e significativa, dialogando com outras áreas do conhecimento e promovendo uma abordagem interdisciplinar. Como indicam Hernández e Ventura, a interdisciplinaridade permite a construção de aprendizagens mais amplas, por meio da articulação entre saberes escolares e experiências de vida (HERNÁNDEZ, Fernando; VENTURA, Montserrat. A organização do currículo por projetos de trabalho: o conhecimento é um caleidoscópio. Tradução: Jussara Haubert Rodrigues. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998).
Entende-se, portanto, que os TCTs oferecem uma oportunidade de superar a fragmentação do ponto de vista disciplinar para favorecer uma compreensão abrangente dos problemas do mundo contemporâneo. Ao integrar conhecimentos, favorece-se uma compreensão mais aprofundada da realidade e um aprendizado mais significativo.

BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC: proposta de práticas de implementação. Brasília, DF: MEC, 2019. p. 7. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ implementacao/guia_pratico_temas_contemporaneos. pdf. Acesso em: 15 ago. 2025.
As Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação
(TDICs) na educação
O uso de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) faz parte do cotidiano das crianças e dos adolescentes. Isso traz oportunidades, mas também riscos. Por isso, é essencial compreender como utilizar esses recursos de forma pedagógica, com intencionalidade, com base em legislação e orientações atuais sobre o tema.
No Brasil, duas leis recentes consolidam a importância da educação digital. A Lei n o 14.180/2021 , que institui a Política de Inovação Educação Conectada , busca ampliar o acesso às tecnologias nas escolas (BRASIL. Lei n o 14.180, de 1 o de julho de 2021. Institui a Política de Inovação Educação Conectada. Diário Oficial da União : seção 1, Brasília, DF, ano 159, n. 123, p. 1, 2 jul. 2021). Posteriormente, a Lei n o 14.533/2023 , que criou a Política Nacional de Educação Digital, reforçou a necessidade de desenvolver a alfabetização digital e promover o uso crítico e consciente das TDICs (BRASIL. Lei no 14.533, de 11 de janeiro de 2023. Institui a Política Nacional de Educação Digital [ ]. Diário Oficial da União : seção 1, Brasília, DF, ano 161, n. 8-B, p. 1, 11 jan. 2023). Essas diretrizes são complementadas por documentos oficiais do Ministério da Educação, como o Referencial de saberes digitais docentes, que orienta a formação de professores para integrar a tecnologia ao processo de ensino e aprendizagem (BRASIL. Ministério da Educação. Saberes digitais docentes. Brasília, DF: MEC, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escolas-co nectadas/20240822MatrizSaberesDigitais. pdf. Acesso em: 12 set. 2025).
A BNCC também enfatiza que o uso das tecnologias deve estar ligado ao desenvolvimento de competências gerais, como a cultura digital, a capacidade de pesquisa e a resolução de problemas (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum
Curricular : educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: https:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 29 set. 2025). Isso significa que a tecnologia não deve ser vista como um acessório, mas como parte do processo de aprendizagem, desde que usada com objetivos pedagógicos claros e em equilíbrio com outras formas de ensino.
Um documento fundamental para pensar esse tema é o guia Crianças, adolescentes e telas , lançado pelo governo federal em 2025 com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Ele foi elaborado com base em estudos científicos e traz recomendações práticas para o uso saudável das telas.
RECOMENDAÇÕES SOBRE USOS DE TELAS
• Crianças menores de 2 anos: sem uso de telas, salvo videochamadas acompanhadas por adultos.
• Até os 12 anos: não devem possuir smartphone próprio
• Acesso a redes sociais: respeitar a classificação indicativa das plataformas.
• Entre 12 e 17 anos: uso deve ser acompanhado por adultos ou educadores.
• Evitar uso em refeições e antes de dormir; promover momentos de desconexão.
Elaborado com base em: BRASIL. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília, DF: Secom/PR, 2024. p. 12, 26, 42, 53. Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/ uso-de-telas-por-criancas-e-adolescentes/guia/guia-de -telas_sobre-usos-de-dispositivos-digitais_versaoweb.pdf. Acesso em: 12 set. 2025.
O guia também recomenda que escolas e famílias definam regras para o uso de aparelhos digitais, criando uma cultura de equilíbrio. A criança deve usar a tecnologia como ferramenta de aprendizagem e convivência, e não como substituto de brincadeiras, leituras, jogos coletivos ou da vida em comunidade (BRASIL. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Crianças, adolescentes e telas : guia sobre usos de
dispositivos digitais. Brasília, DF: Secom/ PR, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/ secom/pt-br/assuntos/uso-de-telas-por -criancas-e-adolescentes/guia/guia-de-telas_ sobre-usos-de-dispositivos-digitais_versao web.pdf. Acesso em: 12 set. 2025).
No espaço escolar, esses riscos exigem atenção redobrada. As telas podem ser recursos valiosos, mas, sem intencionalidade pedagógica, transformam-se em distração. O uso desses recursos deve ser uma opção quando a tecnologia potencializa a aprendizagem, amplia o acesso à informação ou possibilita experiências que não seriam possíveis sem ela. Ao longo do livro, indicamos usos de tecnologias digitais em algumas atividades e acesso a sites , vídeos e outros materiais relacionados ao conteúdo trabalhado. Embora o livro apresente possibilidades de uso, este não é imprescindível para atender aos objetivos propostos em cada capítulo, considerando que muitos estudantes podem ter dificuldade para acessar tecnologias digitais.
Por fim, é importante lembrar a relevância da mediação feita por professores e famílias. Cabe ao professor e aos adultos responsáveis orientar, propor projetos, mediar o uso, mas também abrir espaço para que as crianças participem ativamente, reflitam sobre seu consumo digital e construam uma relação crítica e saudável com as tecnologias.
Aprendizagem significativa
A educação na contemporaneidade pressupõe a formação para a vida, no sentido de habilitar os estudantes à leitura e à análise crítica da realidade, além de promover seu desenvolvimento pessoal e social. Para atingir esse objetivo, é importante valorizar os conhecimentos prévios dos estudantes no processo de ensino e aprendizagem.
O biólogo, psicólogo e filósofo suíço Jean Piaget (1896-1980) foi um dos pioneiros a estudar o desenvolvimento cognitivo e intelectual e o processo de construção do conhecimento. Embora o foco da pesquisa de Piaget
não fosse a educação formal, suas pesquisas serviram de base para que outros estudiosos entendessem que o ponto de partida para a construção de um novo conhecimento é aquilo que os estudantes já sabem.
Amparado nas pesquisas de Piaget, David Ausubel (1918-2008), um psicólogo da área educacional, foi um dos primeiros a usar a expressão conhecimento prévio. Para ele, o conjunto de saberes que um estudante traz é extremamente importante para a elaboração de novos conhecimentos e para garantir uma aprendizagem significativa. Sobre os conhecimentos prévios, Francimar Martins Teixeira e Ana Carolina Moura Bezerra Sobral afirmam: Os conhecimentos prévios podem ser considerados como produto das concepções de mundo da criança, formuladas a partir das interações que ela estabelece com o meio de forma sensorial, afetiva e cognitiva, ou, ainda, como resultado de crenças culturais e que, na grande maioria das vezes, são de difícil substituição por um novo conhecimento. Estudos direcionados a identificar a origem das ideias prévias dos estudantes destacam que estas podem ser classificadas em três grandes grupos, que apesar de serem metodologicamente discutidos de forma separada, encontram-se articulados: origem sensorial, relacionada às concepções empíricas, ou seja, baseiam-se em informações obtidas por meio das interações com o mundo natural; origem social, relacionada a um conjunto de crenças partilhadas pelo grupo social a que o estudante pertence, e origem analógica, relacionada à comparação entre domínios distintos do saber (POZO et al., 1991). Apesar das diferentes origens das ideias prévias dos estudantes, há, na literatura da área, o consenso de que as mesmas constituem um todo articulado de informações que irão influenciar de forma marcante a apropriação de novos conhecimentos.
TEIXEIRA, Francimar Martins; SOBRAL, Ana Carolina Moura Bezerra. Como novos conhecimentos podem ser construídos a partir dos conhecimentos prévios: um estudo de caso. Ciência & Educação, Bauru, v. 16, n. 3, p. 667-677, 2010. p. 669. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ciedu/a/ HGqTSFFXNpSSkg4vnDFw3mh/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 26 set. 2025.
A teoria da aprendizagem significativa, proposta por Ausubel em 1963, afirma que o aprendizado se torna mais eficaz quando os novos conteúdos são assimilados de forma integrada aos conhecimentos que os estudantes já possuem. Em vez de apenas decorar informações soltas, os estudantes passam a compreender os conteúdos ao relacioná-los com suas experiências anteriores, construindo conhecimentos significativos e mais duradouros.
Esta coleção utiliza as ideias da historiadora Regina Célia Alegro como um dos referenciais teóricos sobre a importância do conhecimento prévio nas aulas de História.
A História alimenta-se da memória e da reconstrução do passado. Essas elaborações ocorrem como experiências individuais e coletivas que determinam a identidade dos envolvidos e permitem compreender o mundo e nele atuar. Os conteúdos da História são expressos por meio de narrativas que não se reduzem a meros discursos, mas efetivam-se como “práticas” que constroem e reconstroem objetos explicitando os seus significados.
Assim, para o ensino de História, mais do que para qualquer outra disciplina ensinada na escola básica, é necessário considerar os “diferentes discursos”, os diferentes conteúdos que circulam na sala de aula. Para além do conhecimento veiculado no livro didático, na fala do professor, na tradição oral e nos meios de comunicação de massa, é possível reconhecer, também, o conhecimento elaborado pelo aprendiz. E mais: como estabelece a teoria da aprendizagem significativa de Ausubel e colaboradores, pode-se facilitar o processo de aprendizagem ao organizar-se o ensino – de História – a partir do conhecimento prévio manifesto pelos estudantes.
O que o aluno já sabe, o conhecimento prévio (conceitos, proposições, princípios, fatos, ideias, imagens, símbolos), é fundamental para a teoria da aprendizagem significativa, uma vez que constitui-se
como determinante do processo de aprendizagem […].
ALEGRO, Regina Célia. Conhecimento prévio e aprendizagem significativa de conceitos históricos no Ensino Médio. 2008. Tese (Doutorado em Educação) –Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Marília, 2008. p. 23-24. Disponível em: https://repositorio. unesp.br/bitstream/handle/11449/102251/alegro_rc_dr_mar. pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 22 set. 2025.
Metodologias ativas
As metodologias ativas representam ferramentas importantes no processo de ensino e aprendizagem, pois colocam os estudantes no centro desse processo e incentivam sua participação.
As metodologias ativas se inspiram nos trabalhos dos educadores do movimento Escola Nova, do Brasil, e do filósofo e educador estadunidense John Dewey (1859-1952), que considerava que os estudantes aprendem melhor quando realizam tarefas relacionadas aos conteúdos que estão estudando. Com base nesses princípios, as metodologias ativas propõem estratégias de ensino que valorizam a participação efetiva dos estudantes, em contraposição ao ensino tradicional, que se apoia apenas na recepção de conteúdos prontos. Nessas metodologias, os estudantes assumem um protagonismo, sendo incentivados a observar evidências, levantar hipóteses, investigar, criar e propor soluções para problemas reais ou simulados.
Entre as diversas práticas possíveis estão a aprendizagem baseada em projetos, a sala de aula invertida, a sala de aula compartilhada, os estudos de caso, a aprendizagem baseada em problemas, além da criação de jogos, das dramatizações, das investigações, das pesquisas, das experimentações práticas e do uso de modelos híbridos que combinam estratégias ativas com recursos digitais.
O trabalho com projetos
Como já foi dito, aprendizagem baseada em projetos é um exemplo de metodologia ativa. Por meio dela, os estudantes se
envolvem com tarefas e desafios para resolver um problema ou desenvolver algo concreto relacionado à sua vida na escola ou na comunidade. Durante esse processo, os estudantes desenvolvem o pensamento crítico e criativo, precisam tomar decisões em equipe, buscar informações em diversas fontes, organizar ideias e apresentar resultados.
Na página XLIII o professor vai encontrar uma sugestão de projeto para o 4o ano. Como a execução de um projeto por vezes toma um tempo considerável do planejamento didático, sem mencionar a necessidade de adaptar a proposta às condições da escola, optou-se por deixar a utilização dessa metodologia somente para o professor, para que ele decida se e quando o projeto será desenvolvido.
Ainda assim, tendo em vista que o desenvolvimento de projetos demanda que os estudantes exercitem suas habilidades de exploração e reflexão, incentivando-os a apresentar soluções originais, recomenda-se enfaticamente sua aplicação.
Pensando o papel do professor
Os professores desempenham um papel central no processo de formação social e cultural dos estudantes e são agentes fundamentais na construção do pensamento crítico e da cidadania. Assim, a profissão docente precisa ser constantemente valorizada, e sua formação inicial e continuada deve receber atenção especial, de modo que possam responder de maneira criativa e crítica às demandas educacionais do presente e do futuro.
Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, um dos maiores desafios é a inserção dos estudantes na cultura letrada. Nessa fase, os estudantes estão construindo as bases para todas as aprendizagens futuras, e o papel do professor torna-se determinante. No entanto, atender a esse desafio implica ultrapassar a figura do professor que apenas transmite conhecimentos ou executa decisões impostas por outros. É necessário
adotar novas perspectivas: a do professor-pesquisador e a do professor-problematizador. O professor-pesquisador é aquele que transforma sua prática em objeto de análise, que investiga suas estratégias, busca novas referências, dialoga com colegas e promove uma postura reflexiva em si e em seus estudantes. O professor-problematizador , por sua vez, é aquele que parte da realidade da turma, escuta os estudantes, identifica seus interesses e suas necessidades e constrói com eles propostas significativas, que ultrapassem os limites do livro didático e estimulem a investigação, a comparação, a análise crítica e a produção de conhecimento.
Assumir esses papéis reflete uma mudança profunda na forma de pensar o ensino em comparação ao papel tradicional do professor. É preciso entender que o professor é o próprio autor de sua prática pedagógica. Para isso, é fundamental questionar-se continuamente. Para favorecer essa postura, algumas questões-chave podem nortear a autoavaliação docente.
• Compreensão e acessibilidade : tenho clareza dos saberes básicos da minha área no segmento em que leciono e consigo traduzi-los de forma acessível? Como posso adaptar minha linguagem e meus exemplos para diferentes perfis?
• Interdisciplinaridade : consigo estabelecer relações entre diferentes áreas do conhecimento nas minhas aulas? Que temas poderiam integrar Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas, por exemplo, de maneira significativa?
• Atualização constante : estou atento às novas descobertas e aos debates no campo científico e educacional? Como incorporo essas novidades às minhas práticas?
• Metodologias diferenciadas : quais metodologias ativas conheço e utilizo? Como posso diversificar ainda mais minhas abordagens, sem perder de vista os objetivos de aprendizagem?
• Escuta e observação : ouço de fato os estudantes? Percebo suas dificuldades, seus interesses e suas dúvidas? Que estratégias posso adotar para que todos se sintam ouvidos?
• Uso crítico do material didático: utilizo o livro como apoio ou dependo exclusivamente dele? De que forma posso complementá-lo com outras fontes e experiências?
• Práticas científicas: tenho proporcionado experiências que aproximem os estudantes do fazer científico — como pesquisas, entrevistas, experimentos e visitas?
• Investigação e ética: incentivo a reflexão sobre as implicações sociais e éticas do conhecimento que trabalhamos? Dou espaço para que os estudantes expressem opiniões e construam argumentos?
Essas reflexões apontam para a necessidade de um professor que não apenas ensina, mas que também aprende continuamente e se reinventa.
Ser um professor-pesquisador e problematizador significa assumir a responsabilidade de contribuir para a formação de sujeitos capazes de compreender o mundo criticamente e atuar nele de forma ética e transformadora. Para isso, procure adotar uma postura colaborativa e questionadora e incentive os estudantes a fazer o mesmo. Ao adotar essa postura, a sala de aula se torna um ambiente propício e favorável para trocas.
Espaços coletivos de formação
Além da reflexão individual, o desenvolvimento profissional docente também passa pelos espaços coletivos de formação, como reuniões pedagógicas, grupos de estudo e trocas de experiências entre pares. Sempre que possível, compartilhe suas ideias e práticas com os colegas e construa coletivamente soluções para os problemas que surgem no cotidiano escolar. A construção colaborativa de saberes pedagógicos, que tem como base situações reais de sala de aula, amplia o repertório didático, promove atualização constante e contribui para a
construção de uma prática mais consciente e fundamentada.
Essa articulação entre reflexão sobre a prática, registro sistemático das aprendizagens e busca permanente por atualização profissional contribui para consolidar um fazer docente sensível às singularidades dos estudantes e comprometido com a formação cidadã e inclusiva. Em síntese, ser professor implica não apenas ensinar conteúdos, mas também aprender continuamente com a experiência, reinventando práticas e renovando o compromisso ético com a educação democrática e transformadora.
O espaço da sala de aula
O modo como o espaço da sala de aula é organizado exerce grande influência sobre as experiências escolares, já que é nesse ambiente que os estudantes passam boa parte do tempo escrevendo, ouvindo, refletindo, interagindo e aprendendo. Para que esse espaço favoreça a aprendizagem, é importante que seja planejado como um ambiente acolhedor e funcional, que proporcione bem-estar, estimule a interação e seja agradável para o trabalho coletivo e individual.
Segundo as educadoras Madalena Telles Teixeira e Maria Filomena Reis, a forma como o mobiliário está disposto interfere na dinâmica das aulas, nos padrões de comunicação e nas relações interpessoais entre professor e estudantes (TEIXEIRA, Madalena Telles; REIS, Maria Filomena. A organização do espaço em sala de aula e as suas implicações na aprendizagem cooperativa. Meta: Avaliação, Rio de Janeiro, v. 4, n. 11, p. 162187, maio/ago. 2012. Disponível em: https:// revistas.cesgranrio.org.br/index.php/metaa valiacao/article/view/138/pdf. Acesso em: 20 set. 2025). Por isso, recomenda-se que a organização seja flexível e adaptada aos objetivos de cada atividade, permitindo que a disposição das carteiras e mesas seja alterada sempre que necessário. Essa flexibilidade é especialmente relevante para propostas que envolvem aprendizagem
cooperativa, pois facilita a colaboração entre os estudantes e o apoio mútuo durante as tarefas.
A disposição tradicional em filas e colunas, por exemplo, costuma ser associada a aulas expositivas e à instrução direta, centradas na figura do professor. Embora seja eficiente para atividades de transmissão de conteúdos, esse arranjo reduz a possibilidade de contato visual e de troca entre os estudantes, favorecendo uma lógica de controle e disciplina. Já as configurações voltadas para a interação, como mesas agrupadas em pequenos grupos, círculos, formato em U ou fileiras horizontais, aproximam os estudantes entre si e do professor, favorecendo discussões, produções coletivas e trabalhos colaborativos (TEIXEIRA, Madalena Telles; REIS, Maria Filomena. A organização do espaço em sala de aula e as suas implicações na aprendizagem cooperativa. Meta : Avaliação, Rio de Janeiro, v. 4, n. 11, p. 162-187, maio/ago. 2012. Disponível em:
https://revistas.cesgranrio.org.br/index.php/ metaavaliacao/article/view/138/pdf. Acesso em: 20 set. 2025).
Quando a proposta pedagógica envolve cooperação, torna-se fundamental contar com mobiliário móvel e com espaços que possam ser reorganizados com facilidade, de modo a apoiar diferentes formatos de trabalho: individual, em duplas, em grupos menores ou com toda a turma. Além disso, a criação de cantinhos ou áreas temáticas pode estimular a autonomia e o protagonismo dos estudantes, desde que acompanhada de intencionalidade pedagógica — caso contrário, a simples mudança física da sala não garante maior liberdade de ação, podendo apenas reproduzir novas formas de controle.
Portanto, planejar e gerir o espaço físico da sala de aula é uma tarefa pedagógica estratégica. A organização do ambiente precisa estar alinhada aos objetivos de ensino e aos métodos adotados, funcionando como um recurso que favoreça a aprendizagem e contribua para tornar as aulas mais significativas, inclusivas e participativas.

Professora e estudantes em sala de aula multisseriada dos anos iniciais do Ensino Fundamental no município de Matias Cardoso (MG), 2022.
Educação inclusiva
[…] escolas regulares que possuam tal orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias criando-se comunidades acolhedoras, construindo uma sociedade inclusiva e alcançando educação para todos; além disso, tais escolas proveem uma educação efetiva à maioria das crianças e aprimoram a eficiência e, em última instância, o custo da eficácia de todo o sistema educacional.
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A EDUCAÇÃO,
A CIÊNCIA E A CULTURA. Declaração de Salamanca: sobre princípios, políticas e práticas na área das necessidades educativas especiais. Salamanca: Unesco, 1994. p. 1. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/ salamanca.pdf. Acesso em: 23 set. 2025.
A acessibilidade e a inclusão constituem princípios fundamentais da Educação Básica brasileira desde que foram aprovados marcos
legais como a Constituição Federal de 1988, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei no 13.146/2015) e a Política Nacional de Educação Especial. Esses documentos asseguram o direito de todas as crianças a uma educação de qualidade, que reconheça e respeite suas diferenças e potencialidades.
Ainda assim, um dos maiores desafios da educação brasileira é garantir a equidade e a inclusão. Todos os estudantes deveriam ter as mesmas oportunidades de aprendizagem, independentemente de onde estudam ou de sua classe social. Este é, aliás, um dos objetivos da BNCC: fortalecer a equidade definindo os conhecimentos, competências e habilidades que todos os estudantes devem aprender, independentemente de raça, gênero, classe social ou origem geográfica.

A inclusão escolar também é um princípio fundamental que busca garantir a equidade no acesso ao direito à educação, oferecendo a todos igualdade de oportunidades e ao mesmo tempo respeitando particularidades, ritmos e formas de expressão. Entre suas características estão o respeito às diferenças, a eliminação de possíveis obstáculos físicos, sociais e pedagógicos e a oferta de suportes adequados às necessidades de cada estudante, o que pode envolver adaptações curriculares, uso de recursos de acessibilidade, formação e capacitação dos professores e um ambiente acolhedor.
Segundo Andréa Bezerra Ferreira et al., a inclusão educacional vai além da presença física de estudantes com deficiência em salas de aula regulares; envolve a adaptação do ensino para garantir a participação ativa de todos, respeitando suas necessidades e promovendo um ambiente de aprendizagem colaborativo e acessível (FERREIRA, Andréa Bezerra et al . Inclusão escolar no Brasil: políticas públicas e desafios na educação especial. ISCI : Revista Científica, Sinop, ed. 53, ano 11, n. 8, p. 1-13, 2024. Disponível em: https://www.isciweb.com.br/revista/4252. Acesso em: 24 set. 2025).
A inclusão também envolve a construção de relações saudáveis, promovendo a empatia, o respeito mútuo e o senso de pertencimento. Quando professor e escola se comprometem com a inclusão, o ambiente escolar se transforma em um espaço rico de encontros, trocas e desenvolvimento para todos. Os estudantes ganham mais autonomia, autoestima e aprendem valores e habilidades socioemocionais essenciais como tolerância, responsabilidade social, respeito às diferenças, colaboração e cooperação.
Simone Pereira dos Santos e Helena Venites Sardagna ressaltam que a inclusão contribui para a formação de cidadãos mais
conscientes e beneficia todos os estudantes envolvidos. Mais do que uma exigência legal, a inclusão é um compromisso ético e um pilar importante para a construção de uma sociedade mais justa e gentil e menos desigual (SANTOS, Simone Pereira dos; SARDAGNA, Helena Venites. Acessibilidade curricular e inclusão escolar: uma revisão de literatura. Educere et Educare, Cascavel, v. 18, n. 45, p. 434-454, 2023. Disponível em: https:// saber.unioeste.br/index.php/educereetedu care/article/view/30639/22078. Acesso em: 14 set. 2025).
No contexto do ensino de História nos anos iniciais, garantir acessibilidade significa planejar situações de aprendizagem que superem barreiras físicas, comunicacionais, pedagógicas e atitudinais, permitindo a participação plena e equitativa de todos os estudantes. Como afirmam Susan Stainback e William Stainback, a escola inclusiva é aquela que valoriza a diversidade como um recurso para o enriquecimento do processo educativo, e não como um obstáculo (STAINBACK, Susan; STAINBACK, William. Inclusão: um guia para educadores. Tradução: Magda França Lopes. Porto Alegre: Artmed, 1999).
Para promover a acessibilidade, a segurança e a consequente participação de estudantes com necessidades educacionais específicas, é necessário primeiramente organizar os locais de aprendizagem. Deve-se manter espaço entre as carteiras para permitir a circulação de cadeiras de rodas, andadores ou acompanhantes, evitando excesso de móveis ou objetos que dificultem a locomoção e deixando os objetos de uso diário sempre no mesmo lugar para facilitar a autonomia.
Como alguns estudantes podem apresentar hipersensibilidade sensorial, é importante, sempre que possível, manter um ambiente com pouco ruído, além de luz suave (evitando sobrecarga visual com excesso de cartazes ou cores muito vibrantes, por
exemplo) e avaliar a possibilidade de ter um espaço mais tranquilo para a realização de pausas. No caso de uso de vídeos, é importante que apresentem audiodescrição e não estejam em volume muito alto.
Além disso, recomenda-se que o professor esteja atento às especificidades de cada estudante, ajustando práticas e recursos sempre que necessário, em diálogo com as orientações das equipes de apoio da escola e com as famílias. Entre as possibilidades estão a produção de mapas, gráficos e maquetes táteis para estudantes cegos ou com baixa visão, a utilização de materiais visuais legendados e a mediação em Libras para estudantes surdos, bem como o acolhimento de registros orais ou em outros suportes para estudantes com dificuldades motoras ou de escrita. É importante organizar tempos adequados para a realização das tarefas, criar ambientes favoráveis à participação coletiva e individual e promover intervenções pedagógicas diferenciadas quando necessário.
Pode ser desafiador para o professor se atentar às diferentes necessidades presentes em sala de aula e adaptar no momento da aula os materiais e o conteúdo para que todos os estudantes possam ter a oportunidade de aprendê-lo. Para auxiliar nessa questão, o Livro do estudante conta com textos objetivos, esclarecimento de vocabulário, visualização confortável de textos, imagens e tabelas. Em conteúdos mais complexos, o professor contará com encaminhamentos e outras orientações didáticas, além de indicações de leituras para auxiliar a preparação da aula, no Livro do professor.
A mediação do professor, nesse sentido, deve ser sensível às singularidades, promovendo a participação ativa de todos e reconhecendo que a diversidade compõe a riqueza das relações educativas. Essa
perspectiva dialoga com as concepções defendidas por Tony Booth e Mel Ainscow, segundo as quais a inclusão é um processo contínuo de remoção de barreiras e criação de culturas escolares que acolham cada estudante em sua integridade (BOOTH, Tony; AINSCOW, Mel. Index for inclusion : developing learning and participation in schools. Bristol: Centre for Studies on Inclusive Education, 2002. Disponível em: https:// www.eenet.org.uk/resources/docs/Index%20 English.pdf. Acesso em: 20 jul. 2025).
No entanto, é possível que algumas dessas sugestões de adaptação propostas no material não sejam adequadas aos estudantes em questão pela diversidade de realidades. Sendo assim, as sugestões podem ser replicadas em contextos diversos a depender da escolha e análise do professor ou podem inspirá-lo em seu planejamento e em suas práticas, assim como as indicações de leitura.
Uma dessas indicações de leitura se destaca por oferecer estratégias que beneficiam a todos os estudantes, contribuindo de fato para um ambiente inclusivo. Trata-se da obra Práticas para a sala de aula baseadas em evidências , de Fernanda Orsati et al. , da Editora Memnon, 2015. Já a coleção O que fazer e o que evitar: guia rápido para professores , da Editora Vozes, também é indicada por conter títulos que abordam transtorno do espectro autista (TEA), dislexia, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), entre outras possibilidades, auxiliando com recomendações eficazes de como realizar o processo de inclusão na esfera pedagógica e na esfera social.
É importante que o professor busque conhecer o histórico e as particularidades de cada estudante com necessidades educacionais específicas para conseguir planejar com antecedência as estratégias mais
eficientes e preparar os materiais de acordo com suas necessidades, promovendo um ambiente seguro e respeitoso. Além disso, é primordial que sensibilize os estudantes desde cedo para o respeito às diferenças e à convivência inclusiva, possibilitando momentos de reflexão e escuta ativa. Porém, a inclusão não pode ser responsabilidade exclusiva do professor. É essencial envolver toda a comunidade escolar nesse processo, incluindo gestores, famílias, profissionais da saúde e membros da comunidade. A gestão escolar precisa assegurar recursos, formação e apoio à equipe docente. Já com relação à família, de acordo com Vilma Moreira da Silva Lima e Maria Elba Medina Barrios, sua sensibilização e envolvimento em reuniões pedagógicas, projetos escolares e atividades extracurriculares é fundamental, uma vez que ela pode fornecer dados atuais sobre o estudante, aproximando o contexto familiar do ambiente pedagógico e garantindo que as necessidades do estudante sejam atendidas de forma mais personalizada (LIMA, Vilma Moreira da Silva; BARRIOS, Maria Elba Medina. O papel da família na inclusão escolar e a adaptação curricular. Humanidades & Tecnologia (Finom) , Paracatu, v. 58, n. 1, p. 87-97, abr./jun. 2025. Disponível em: https: //zenodo.org/records/15083874. Acesso em: 24 set. 2025).
A verdadeira inclusão somente acontece quando todos se apropriam de seus papéis e se responsabilizam por criar um ambiente escolar que acolhe, respeita e valida as diferenças. Não existe um guia único de como fazê-la, ela acontece em uma busca contínua.
Avaliação formativa
O conceito de avaliação formativa está relacionado a metodologias que propõem a participação ativa de estudantes e
professores no processo de ensino e aprendizagem. Essa perspectiva entende que aprender não é apenas acumular informações, mas construir conhecimento de forma colaborativa, contínua e contextualizada. Por isso, a avaliação deixa de ser vista como um momento isolado, destinado a medir resultados finais, e passa a ser concebida como parte integrante do percurso de aprendizagem. Assim como os estudantes são convidados a realizar atividades que favoreçam a construção de noções, hipóteses e reflexões, eles também devem ser chamados a participar ativamente de seu próprio processo avaliativo, reconhecendo o que aprenderam, identificando dificuldades e traçando metas para avançar, em conformidade com sua faixa etária. Para que cumpra esse papel, a avaliação precisa ser plural, contemplando diferentes formas e instrumentos que possibilitem ao estudante demonstrar o que sabe de maneiras diversas, valorizando não apenas a nota ou o conceito avaliativo, mas, sobretudo, o percurso pedagógico. Uma avaliação verdadeiramente formativa permite tanto ao professor quanto ao estudante revisitar suas trajetórias, analisar os caminhos escolhidos, compreender os avanços e redefinir estratégias sempre que necessário. Ela deve criar situações de interação ricas e significativas: interação entre os próprios estudantes, que aprendem ao trocar experiências e pontos de vista; interação entre estudantes e professores, em um processo dialógico e reflexivo; e interação entre estudantes e os objetos de conhecimento, de forma concreta, contextualizada e crítica.
Existem inúmeras possibilidades para a realização de avaliações com caráter formativo. Elas podem ocorrer individualmente, em dupla ou em grupo; podem assumir formatos escritos, orais, visuais ou
multimodais; podem acontecer por meio da elaboração de trabalhos, cartazes, peças teatrais, jogos educativos, rodas de conversa, produções digitais, pesquisas de campo, provas formais, entre outras. Independentemente do formato, o aspecto central deve ser sempre o mesmo: criar oportunidades para que os estudantes pensem, analisem, problematizem e atuem sobre o conhecimento.
Nessa perspectiva, a avaliação torna-se um momento essencial para professores e estudantes. Para os professores, ela oferece um retrato dinâmico da aprendizagem da turma, confrontando o planejamento com a realidade vivida, revelando o que deu certo e o que precisa ser ajustado. Para os estudantes, é um momento de aprendizado em si, no qual podem refletir sobre suas conquistas, reconhecer seus desafios e compreender como se relacionam com os conteúdos e as práticas propostos. Mais do que medir resultados, a avaliação formativa propõe construir caminhos.
Para dar corpo à avaliação formativa e orientar práticas avaliativas consistentes e eficazes, a estrutura das unidades e as seções desta obra permitem realizar avaliações diagnóstica, de processo e somativa. A avaliação diagnóstica ou inicial tem como objetivo identificar o que os estudantes já sabem, quais experiências possuem e que concepções prévias carregam sobre determinado objeto de estudo. Essa etapa é fundamental, pois permite ao professor planejar intervenções adequadas ao perfil da turma. Uma forma interessante de realizá-la é por meio de rodas de conversa, nas quais os estudantes possam compartilhar experiências, levantar hipóteses e expressar expectativas. Atividades autobiográficas, como relatos orais ou escritos sobre vivências relacionadas ao tema, também são recursos importantes para essa etapa,
pois aproximam o conteúdo do universo pessoal dos estudantes, promovendo a valorização de sua bagagem cultural e social. Nesta obra, questões que podem ser trabalhadas como parte das avaliações diagnósticas são propostas nas aberturas de unidade, e há, no decorrer dos conteúdos, levantamentos dos conhecimentos prévios dos estudantes sobre diferentes assuntos.
A avaliação de processo é contínua e acompanha o desenvolvimento do trabalho ao longo do tempo. Mais do que verificar se algo foi “aprendido”, ela busca compreender como o aprendizado está acontecendo, quais obstáculos surgem e que estratégias podem ser adotadas para superá-los. As atividades distribuídas ao longo dos capítulos foram, em grande parte, elaboradas para propiciar momentos de avaliação de processo.
Por fim, a avaliação somativa (de resultados ou final) não se restringe a conferir notas ou aprovar conteúdos. Ela tem a função de verificar se os objetivos propostos foram atingidos, mas também de indicar novos rumos para os próximos ciclos de aprendizagem. É interessante que seja diversificada, permitindo diferentes formas de expressão. Produções escritas, apresentações orais, produtos artísticos, debates e atividades práticas podem revelar aspectos complementares da aprendizagem e oferecer ao professor um panorama mais completo do que foi construído. A seção O que estudei pode ser utilizada para compor a avaliação somativa. Dessa seção também faz parte um quadro de autoavaliação, a ser copiado pelos estudantes no caderno e preenchido de acordo com as ações deles ao longo do estudo de cada unidade, de forma a refletir sobre os pontos fortes e o que pode melhorar.
Ao longo de todo o processo, as avaliações devem estimular competências
es senciais para o mundo contemporâneo, incentivar a autonomia, a colaboração, a argumentação e a criatividade dos estudantes, orientando ajustes e promovendo avanços significativos.
Avaliação formativa no componente curricular de História
A avaliação, no contexto do ensino do componente curricular de História nos anos iniciais do Ensino Fundamental, também é concebida como um processo contínuo, formativo e integrado à prática pedagógica cotidiana. Há, porém, particularidades que estão relacionadas ao processo de aprendizado de conteúdos e conceitos do componente curricular.
No ensino de História, avaliar também significa observar como os estudantes desenvolvem a consciência histórica: sua capacidade de identificar mudanças e permanências, compreender relações entre
passado e presente e reconhecer os processos históricos que foram importantes para sua formação como indivíduo. Outras habilidades relacionadas ao aprendizado do componente curricular são valorizar a diversidade de grupos sociais e problematizar a realidade em que vivem. Para isso, é fundamental que o professor utilize instrumentos variados, que possibilitem aos estudantes expressarem seus conhecimentos de diferentes maneiras, respeitando suas singularidades e ritmos de aprendizagem.
A avaliação em História também deve considerar as condições de partida dos estudantes, reconhecendo as desigualdades sociais e culturais que atravessam o processo de escolarização. Nesse sentido, a avaliação torna-se também um instrumento de correção de desigualdades, ao permitir que todos avancem, cada um a seu ritmo, com respeito à sua história e potencialidades.
Planejamento e conteúdos
Quadro programático da coleção
Neste quadro, apresentamos os temas e conteúdos que compõem os volumes desta coleção. Ao consultá-lo, o professor poderá observar a progressão de conteúdos a cada ano letivo, avaliar possibilidades de interdisciplinaridade e definir proposições para seu trabalho em sala de aula.
Espaços domésticos, públicos e privados
Capítulo 1 – Onde eu vivo é assim
Meus lugares de vivência
Ideia puxa ideia – Educação no trânsito
Criança cidadã – Cuidando do lugar onde vivemos
Capítulo 2 – Espaços públicos e suas funções
Outros espaços públicos
3 4 5
Quem cuida dos espaços públicos?
Criança cidadã – Como preservar e melhorar os espaços públicos que frequentamos
As unidades de conservação
Mão na massa – UCs do município e arredores
Natureza e cidadania
O que estudei
Unidade 1
O que a História estuda?
Capítulo 1 – O que é História
Do presente para o passado
O papel do historiador
Mão na massa – Caça ao tesouro
Capítulo 2 – Do nomadismo à sedentarização
O povoamento da Terra
Ideia puxa ideia – A importância do fogo
Criança cidadã – Responsabilidade com o patrimônio
histórico
O desenvolvimento da agricultura
O que estudei
O tempo e as culturas
Capítulo 1 – O tempo e a história
O tempo da natureza
O tempo cronológico
Como o historiador trabalha o tempo?
Mão na massa – Linha do tempo
Capítulo 2 – A natureza e a formação dos povos
Os povos sedentarizados e a natureza
O antigo Egito e sua relação com a natureza
A civilização grega
Organização social dos indígenas brasileiros
Ideia puxa ideia – A sociedade e a natureza
O que estudei
O município e sua gente
Capítulo 1 – Os grupos que vivem na região onde moro
Presença indígena nas cidades
Ideia puxa ideia – Brincar também é um direito!
Cidades e a presença afro-brasileira
Migrantes e imigrantes
Mão na massa – Livreto de cordel
Capítulo 2 – História do município em que vivo
Primeiras vilas e cidades
As cidades mudam
Criança cidadã – Crescimento dos municípios e meio ambiente
As pessoas e as comunidades
Ideia puxa ideia – Municípios e comunidades
O que estudei
Unidade 2
A formação das cidades e as trocas comerciais
Capítulo 1 – As cidades mudam com o tempo
A vida nos primeiros núcleos urbanos
Mão na massa – Como surgem os povoados?
As cidades se transformam ao longo do tempo
Ideia puxa ideia – Qual é a história da nossa cidade?
Capítulo 2 – O comércio e suas rotas
As primeiras trocas comerciais
Mão na massa – O jogo do comércio
As rotas comerciais
O que estudei
Diversidade e cidadania
Capítulo 1 – Crenças religiosas no Brasil e no mundo
As origens da religião
Religião e identidade no Brasil
Criança cidadã – É preciso respeitar todas as religiões
Capítulo 2 – Em busca da cidadania
Mão na massa – Acessibilidade e cidadania
Cidadania em outros tempos
A conquista da cidadania no Brasil
Ideia puxa ideia – Cidadania em ação
O que estudei
Unidade 1
Unidade 2
Unidade 1
Unidade 2
Unidade 3
Marcos históricos e patrimônios culturais
Capítulo 1 – Lugares de memória e marcos históricos
A memória viva da cidade
Mão na massa – Os marcos históricos da minha região
Capítulo 2 – Patrimônio cultural
O que é patrimônio cultural?
Criança cidadã – O patrimônio é de todos
Ideia puxa ideia – Você conhece o carimbó?
O que estudei
Unidade 4
Campo, cidade e cotidiano
Capítulo 1 – A cidade e o campo: presente e passado
A vida nas cidades
Mão na massa – Eleições na sala de aula
A vida no campo
As relações entre campo e cidade
Ideia puxa ideia – Alimentação saudável no cotidiano
Capítulo 2 – Trabalho e lazer ao longo do tempo
O trabalho no passado
O trabalho hoje
Criança cidadã – Todo trabalho é importante
O lazer no passado
Mão na massa – Oficina de brinquedo
O lazer hoje
O que estudei
Unidade 3
Origens do Brasil
Capítulo 1 – Indígenas e portugueses na América
Cada povo tem uma origem
Os indígenas antes da colonização europeia
A relação com a natureza
O contato com os portugueses
Ideia puxa ideia – A influência da língua tupi no Brasil
As lutas do presente
Capítulo 2 – Brasil africano
Os povos africanos antes da colonização
O tráfico de escravizados
Criança cidadã – Combate ao racismo
Cultura afro-brasileira
Mão na massa – Feira cultural afro-brasileira
O que estudei
Unidade 3
Memória e patrimônio
Capítulo 1 – Memórias para guardar e compartilhar
Vozes que contam histórias
Onde a memória fica guardada
Memórias dos grupos minorizados no Brasil
Ideia puxa ideia – A saúde e os saberes indígenas
Capítulo 2 – Patrimônios da humanidade
Patrimônios materiais e imateriais
Mão na massa – Patrimônios na minha região
Criança cidadã – Patrimônio natural em perigo
O que estudei
Unidade 4
Deslocamentos e comunicação
Capítulo 1 – Deslocamentos populacionais no Brasil
A imigração europeia
Mão na massa – Entrevista com um imigrante
Criança cidadã – Migração: diversidade e inclusão
Capítulo 2 – A importância dos meios de comunicação
A origem da imprensa no Brasil
Mão na massa – O jornal da turma
O rádio
A televisão
A internet
Ideia puxa ideia – Uso da internet
O que estudei
Unidade 4
A comunicação e questões do Brasil atual
Capítulo 1 – A comunicação humana
Como os seres humanos se comunicam?
O desenvolvimento da escrita
A comunicação nas sociedades sem escrita
Diferentes formas de comunicação
Mão na massa – Linguagem poética
Ideia puxa ideia – A importância da Língua Brasileira de Sinais
(Libras)
Capítulo 2 – O Brasil contemporâneo
Um país diverso
A violência na sociedade
Desigualdade entre os gêneros
O preconceito étnico-racial
Criança cidadã – Luta contra a discriminação
Meio ambiente em risco
Mão na massa – Consciência ecológica
O que estudei
Sugestões de cronograma – 3o ano
O quadro a seguir apresenta sugestões de cronogramas ao longo das semanas letivas para o trabalho com o volume 3 do Livro do estudante. As propostas são: semanal, bimestral, trimestral e semestral. Estes cronogramas são apenas sugestões que podem ser adaptadas conforme a realidade escolar.
CONTEÚDOS E SUGESTÕES DE CRONOGRAMA – 3O ANO
1a 1
2a 1
3a 1
Trimestre
Bimestre
Unidade 1 – Espaços domésticos, públicos e privados
Capítulo 1 – Onde eu vivo é assim
Meus lugares de vivência
A moradia
A rua
Ideia puxa ideia – Educação no trânsito
4a 1 O bairro
5a 1
6a 1
7a 1
8a 1
9a 1
Criança cidadã – Cuidando do lugar onde vivemos
Capítulo 2 – Espaços públicos e suas funções
Outros espaços públicos
Quem cuida dos espaços públicos?
Criança cidadã – Como preservar e melhorar os espaços públicos que frequentamos
As unidades de conservação
Mão na massa – UCs do município e arredores
Natureza e cidadania
A atuação de todos na defesa da natureza
10a 1 O que estudei
11a 2
12a 2
13a 2
14a 2
15a 2
16a 2
17a 2
18a 2
19a 2
Unidade 2 – O município e sua gente
Capítulo 1 – Os grupos que vivem na região onde moro
Presença indígena nas cidades
Manaus
Porto Seguro
Ideia puxa ideia – Brincar também é um direito!
Cidades e a presença afro-brasileira
Afro-brasileiros que inspiram
Migrantes e imigrantes
Mão na massa – Livreto de cordel
Capítulo 2 – História do município em que vivo
Primeiras vilas e cidades
Vila de São Vicente
Salvador
As cidades mudam
Eventos culturais e impactos
Criança cidadã – Crescimento dos municípios e meio ambiente
As pessoas e as comunidades
Uma jovem liderança indígena
Ele faz a comunidade ser ouvida
Ideia puxa ideia – Municípios e comunidades
20a 2 O que estudei
21a 3
22a 3
23a 3
Unidade 3 – Marcos históricos e patrimônios culturais
Capítulo 1 – Lugares de memória e marcos históricos
A memória viva da cidade
Lugares de memória
Como os nomes guardam memória?
Como são escolhidos os nomes de ruas e praças?
Semestre
Trimestre
Bimestre
24a 3
25a 3
26a 3
27a 3
28a 3
Marcos históricos
Estátua de João Cândido Monumento aos Candangos
Aldeia Marakanã
Ópera de Arame
Forte dos Reis Magos
Museu Casa de Cora Coralina
Mão na massa – Os marcos históricos da minha região
Capítulo 2 – Patrimônio cultural
O que é patrimônio cultural?
Patrimônio cultural material
Theatro da Paz
Paisagens do Rio de Janeiro
Palácio de Cristal
Fazenda Acauã
Acervo do Museu de Artes e Ofícios
Criança cidadã – O patrimônio é de todos
Patrimônio natural
Patrimônio cultural imaterial
Modo artesanal de fazer queijo de Minas
29a 3
Cortejo do Dois de Julho
Tambor de Crioula
Ideia puxa ideia – Você conhece o carimbó?
30a 3 O que estudei
31a 4
32a 4
Trimestre
Bimestre
33a 4
Unidade 4 – Campo, cidade e cotidiano
Capítulo 1 – A cidade e o campo: presente e passado
A vida nas cidades
Mão na massa – Eleições na sala de aula
As cidades no passado
Ruas e moradias
Comércio
Meios de transporte
A vida no campo
O campo no passado
Moradias e modos de vida
Abastecimento de água
Meios de transporte
As relações entre campo e cidade
Trabalhadores do campo
Agricultores
34a 4
Criadores de animais
Apicultores
Outros trabalhadores do campo
Ideia puxa ideia – Alimentação saudável no cotidiano
Trabalhadores da cidade
35a 4
36a 4
37a 4
38a 4
39a 4
40a 4
Trabalhadores da indústria
Trabalhadores do comércio
Capítulo 2 – Trabalho e lazer ao longo do tempo
O trabalho no passado
O trabalho hoje
Criança cidadã – Todo trabalho é importante
O lazer no passado
Brincadeiras que atravessam o tempo
Brincadeiras dos povos tradicionais
Mão na massa – Oficina de brinquedo
O lazer hoje
O que estudei
Matriz de planejamento de rotina
A seguir, é apresentada uma sugestão de matriz de planejamento de rotina. Ela é um recurso importante para a organização da aula, pois cria uma rotina previsível, otimiza o tempo e os recursos, além de facilitar o atendimento de estudantes com diferentes ritmos de aprendizagem. Cabe reforçar que essa é uma sugestão e deve ser adaptada de acordo com a realidade de cada escola e turma.
Momento Tempo Ação Objetivo
Acolhida Variável
Ativação de saberes Variável
Desenvolvimento do conteúdo
Variável
Prática Variável
Socialização Variável
Encerramento Variável
Recepção dos estudantes
Correção de tarefa, revisão de conteúdo etc.
Apresentação e discussão do conteúdo
Realização de atividades ou seções
Correção das atividades e compartilhamento dos resultados
Retrospectiva da aula e revisão de estudo
Criar um ambiente acolhedor.
Identificar conhecimento prévio e defasagens.
Introduzir ou ampliar o estudo de conceitos.
Desenvolver habilidades e competências.
Incentivar a reflexão e a troca de ideias.
Avaliar se os objetivos da aula foram alcançados.
Matriz de planejamento de sequência didática
Roda de conversa, música etc.
Avaliação diagnóstica, jogos etc.
Lousa, atividades dinâmicas, vídeos etc.
Atividades individuais ou em grupo, jogos, brincadeiras etc.
Lousa, roda de conversa, correção cruzada etc.
Avaliação formativa ou de resultado, questionário, debate etc.
A seguir, é apresentada uma matriz de planejamento de sequência didática. O planejamento detalhado de uma sequência didática busca garantir a coerência no processo de ensino e aprendizagem e a efetividade dos objetivos definidos. A matriz apresentada é uma sugestão e deve ser adaptada de acordo com cada turma e conteúdo a ser desenvolvido.
Etapa
Definições preliminares
Seleção e organização dos conteúdos
Recursos didáticos
Cronograma
Planejamento das aulas
Execução e monitoramento
Socialização e avaliação
Objetivo
Escolher o tema e os objetivos.
Definir os conteúdos abordados.
Elencar os recursos didáticos a serem utilizados.
Estabelecer um cronograma.
Definir o que será realizado em cada aula.
Assegurar o alinhamento ao tema e aos objetivos definidos.
Verificar se os objetivos definidos foram atingidos.
Descrição
Definir um tema central e detalhar os objetivos a serem atingidos, indicando as competências e habilidades da BNCC a serem desenvolvidas.
Delimitar os conteúdos, indicando os capítulos do Livro do estudante e outros materiais a serem estudados.
Listar e providenciar os recursos didáticos necessários em cada etapa, como materiais manipuláveis, instrumentos, jogos etc.
Detalhar o cronograma de acordo com cada etapa a ser realizada, incluindo a quantidade de aulas necessárias.
Descrever de maneira detalhada o trabalho previsto para cada aula, incluindo atividades e outras práticas dos estudantes.
No desenvolvimento das aulas, fazer os ajustes necessários ao ritmo da turma e registrar a participação individual e coletiva dos estudantes.
Avaliar a realização da sequência didática, a participação dos estudantes e o desenvolvimento da aprendizagem.
Sugestão de projeto do 3o ano: cartografia afetiva do bairro ou do município
Esta sugestão de projeto propõe o desenvolvimento de um croqui, uma representação dos espaços de vivência do estudante, em diálogo interdisciplinar com o componente curricular de Geografia.
Durante o 3 o ano, os estudantes estão aprendendo a identificar, nos elementos percebidos de seu cotidiano, a existência de relações sociais que se materializam no espaço ocupado, nas relações de trabalho e nas formas de organização social.
A elaboração de um croqui afetivo contribui para a consolidação dos conteúdos aprendidos nas unidades 1 e 3 da coleção, uma vez que solicita aos estudantes que identifiquem e representem os espaços da localidade em que eles moram, e trabalha conteúdos do capítulo 1 da unidade 3, especialmente no que diz respeito aos marcos históricos do município. Ao ilustrar um parque ou um edifício, eles retomarão os conceitos de espaço público e privado, por exemplo, e poderão refletir sobre as relações sociais que transcorrem nesses locais.

Ilustração com exemplo de croqui elaborado por estudantes.
Capítulo de referência
Este projeto dialoga de forma mais direta com a Unidade 3, Capítulo 1.
Materiais
• Papel kraft ou cartolina grande.
• Canetas coloridas, lápis de cor, cola, tesoura com pontas arredondadas e régua.
• Fotografias, recortes de jornais ou revistas.
• Relatos escritos ou orais de familiares.
Justificativa
A elaboração do croqui afetivo com a turma incentiva os estudantes a reconhecer e valorizar o bairro ou o município como espaços de convivência e de memória, identificando lugares como escola, praças, igrejas, feiras, mercados, rios e museus como significativos para os moradores daquele local. Além disso, a elaboração do croqui pode ajudar os estudantes a mobilizar lembranças familiares, reconhecer e valorizar patrimônios culturais e históricos e desenvolver noções de espaço público/privado. Essa experiência favorece a construção de identidade coletiva e a percepção das transformações urbanas ao longo do tempo.
Objetivos
• Criar uma representação cartográfica coletiva do bairro ou do município identificando os principais elementos da paisagem e os pontos de interesse.
• Reconhecer diferenças entre espaços públicos e privados.
• Relacionar espaços vividos a experiências pessoais, familiares e comunitárias.
• Identificar locais relevantes para a memória coletiva dos moradores do bairro ou do município.
• Estimular o sentimento de pertencimento e de responsabilidade pelo espaço em que vivem.
Etapas do projeto
1. Sensibilização
a) Promova uma conversa inicial com os estudantes. Se necessário, peça a eles que organizem as carteiras em roda.
b) Em seguida, faça perguntas como as seguintes, com o objetivo de sondar
os conhecimentos que os estudantes têm do bairro ou do município.
• Vocês costumam andar a pé pelo bairro ou pelo município?
• Que espaços do bairro ou do município vocês frequentam? Com que pessoas?
• Quais lugares do bairro ou município são importantes para vocês?
2. Pesquisa
a) Organize uma pesquisa para os estudantes fazerem em casa com a ajuda dos adultos da família ou da convivência deles. Para isso, peça-lhes que perguntem aos adultos sobre os locais que eles mais frequentam no bairro ou no município e se há locais importantes para eles ou para a família, como uma praça, um parque, um antigo local de trabalho ou um bairro em que moraram. É importante que as respostas desses adultos sejam acompanhadas de referências exatas de localização.
b) Estabeleça o melhor meio de solicitar o registro das memórias e das localizações para os estudantes. Se os estudantes já possuírem fluência na escrita, peça que eles registrem as respostas dos adultos. Há também a possibilidade de os familiares ajudarem a registrar essas memórias ou, ainda, o uso de meios el etrônicos, como mensagens de áudio.
3. Elaboração do croqui
a) Para a etapa de elaboração do croqui, faça uma pesquisa prévia da área ou das áreas que serão representadas. Para isso, consulte as respostas coletadas pelos estudantes e delimite as áreas que serão representadas e se será necessário mais de um cartaz.
Se desejar, recorra ao site do IBGE, na página Mapas municipais (veja indicação a seguir), ou ao software gratuito de consulta a mapas de sua preferência e, se possível, imprima o resultado da pesquisa.
b) Providencie os materiais que serão utilizados na elaboração dos croquis (esses materiais foram listados no início desta sugestão de projeto).
c) Se julgar necessário, faça um esboço do traçado das ruas no papel kraft ou na cartolina, uma vez que os estudantes podem ter dificuldade para reproduzir o mapa. Reserve um espaço na parte de baixo para que os estudantes escrevam uma legenda.
d) Em sala de aula, peça aos estudantes que ilustrem o croqui com os lugares que eles escolheram. Peça também que eles desenhem edifícios e outras construções ou lugares que caracterizam a área representada. Solicite que eles ilustrem árvores, pontos de ônibus, bancos etc.
e) Por fim, peça-lhes que enumerem os locais escolhidos e, na legenda, escrevam o número correspondente e a identificação do local.

Ilustração com exemplo de croqui elaborado por estudantes.
4. Socialização
a) Organize uma exposição dos mapas na sala de aula ou em algum espaço aberto à visitação na escola.
b) Escolha um dia para a abertura da exposição e peça aos estudantes que mostrem os edifícios que foram representados e comentem a razão pela qual foram escolhidos.
5. Reflexão
a) Encerre a atividade com outra roda de conversa, desta vez para fazer uma
avaliação do projeto. Converse com os estudantes sobre os eventuais problemas que surgiram durante a execução do projeto e como poderiam ser evitados ou resolvidos.
b) Por fim, peça a eles que contem o que aprenderam ao elaborar o croqui. O aprendizado não precisa ser necessariamente sobre o conteúdo; eles podem ter aprendido novas habilidades, novos valores ou novas atitudes, por exemplo.
CRONOGRAMA SUGERIDO
Etapa Quantidade de aulas Atividades
1. Sensibilização 1 aula Conversa inicial
2. Pesquisa 2 aulas
3. Elaboração do croqui 2 aulas
4. Socialização 1 aula ou 1 período
Orientações para que os estudantes façam a pesquisa com os familiares ou com os adultos de sua convivência. Recolha dos materiais pesquisados pelos estudantes.
Preparação prévia para a elaboração do croqui. Construção do mapa coletivo.
Exposição dos croquis para a turma ou para outras turmas da escola.
5. Reflexão 1 aula Realização da roda de conversa para avaliar o trabalho.
Fontes confiáveis Publicações
ACSELRAD, Henri (org.). Cartografias sociais e território . Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro: Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional, 2008. (Coleção território, ambiente e conflitos sociais, n. 1). Disponível em: https://www2.fct.unesp.br/docentes/ geo/raul/cartografia_tematica/leitura%204/ Cartografias%20Sociais%20e%20 Territ%F3rio.pdf. Acesso em: 3 out. 2025.
ALMEIDA, Rosângela Doin de (org.). Cartografia escolar. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2007.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar . Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://atlasescolar.ibge.gov.br/. Acesso em: 3 out. 2025.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Mapas municipais. Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://www. ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/ma pas-municipais.html. Acesso em: 3 out. 2025.
Artigo em periódico científico
ALMEIDA, Rosângela Doin de. Cartografia para crianças e escolares: uma área de
conhecimento? Revista Brasileira de Educação em Geografia, Campinas, v. 7, n. 13, p. 1020, jan./jun. 2017. Disponível em: https://www. revistaedugeo.com.br/revistaedugeo/article/ download/483/224. Acesso em: 3 out. 2025.
Orientação didática
A sugestão de projeto de elaboração de um mapa afetivo do município ou do bairro em que os estudantes moram é uma oportunidade de aproximá-los de sua realidade local, articulando conceitos como memória, identidade e espaço. Ao longo do processo, eles serão solicitados a identificar lugares significativos como praças, igrejas, escolas, feiras, rios, museus ou mercados e relacioná-los a memórias familiares ou comunitárias.
É essencial incentivar os estudantes a perceber que a ocupação do espaço, seja urbano, seja rural, não é neutra: o espaço guarda marcas de diferentes grupos sociais e culturais, bem como pode ter indícios ou vestígios de relações de poder. Por isso, ao selecionar e representar os elementos do espaço no croqui, é importante refletir a respeito das construções e dos monumentos, perguntando, por exemplo, se aqueles locais são espaços públicos ou privados e quais são as funções de determinadas construções.
A construção coletiva do croqui permite desenvolver noções de representação cartográfica, em diálogo com o componente curricular de Geografia, pois contribui para compreender o papel das representações (mapas, globos, fotografias) na organização do espaço vivido, além de permitir identificar contribuições de pessoas ou povos de origens variadas para a economia e a cultura do local representado. Os ganhos pedagógicos desse projeto são diversos: favorece a percepção histórica e espacial dos estudantes, fortalece o sentimento de pertencimento e identidade local, valoriza os patrimônios culturais e históricos da comunidade, estimula a cooperação, a criatividade e o protagonismo estudantil e promove uma aprendizagem sig-
nificativa por meio da articulação entre os componentes curriculares de História e de Geografia. O projeto pode ser executado de maneira inclusiva: estudantes com deficiência visual podem participar realizando entrevistas ou descrevendo oralmente os lugares importantes para eles. Outra possibilidade é representar os espaços por meio da colagem de materiais de texturas diferentes, para facilitar a percepção por meio do tato. Estudantes com deficiência intelectual podem contribuir com desenhos e colagens ou relatos adaptados, especialmente em trabalhos em dupla ou em grupo. Estudantes com mobilidade reduzida podem assumir papéis de destaque no registro oral, entrevistas ou apresentações, desde que o espaço físico seja acessível.
REFERÊNCIAS COMENTADAS
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• Livro que apresenta reflexões sobre os principais temas de ensino de História e metodologias de ensino para esse componente curricular.
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• Dissertação que aborda a aplicação das leis no 10.639 e no 11.645 na Educação Básica brasileira.
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de história: fundamentos e métodos. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2008. (Coleção docência em formação).
• Livro que aborda os mais diferentes aspectos relacionados ao ensino de História na Educação Básica.
BITTENCOURT, Circe (org.). O saber histórico na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1997. (Repensando o ensino).
• Livro que discute as aplicações do saber histórico na sala de aula ante as mudanças sociais.
BOOTH, Tony; AINSCOW, Mel. Index for inclusion: developing learning and participation in schools. Bristol: Centre for Studies
on Inclusive Education, 2002. Disponível em: https://www. eenet.org.uk/resources/docs/Index%20English.pdf. Acesso em: 24 set. 2025.
• Publicação que apresenta maneiras pelas quais as escolas podem aperfeiçoar suas práticas no que diz respeito à educação inclusiva.
BOSI, Ecléa. Memória e sociedade: lembranças de velhos. 3. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
• Livro que apresenta a conexão entre memória, relações afetivas e sociais e a construção do conhecimento histórico.
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, [2025]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm. Acesso em: 24 set. 2025.
• Conjunto das leis que fundamentam e constituem o Estado brasileiro. Estabelece, entre outros direitos, que a Educação Básica é um direito de todos e dever do Estado.
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• Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que estabelece direitos e normas para a Educação Básica brasileira.
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• Lei que estabelece a obrigatoriedade do ensino de conteúdos relacionados à história e à cultura da África e dos afro-brasileiros.
BRASIL. Lei no 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Brasília, DF: Presidência da República, 2008. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm. Acesso em: 24 set. 2025.
• Lei que amplia a abrangência da Lei no 10.639 ao introduzir a obrigatoriedade do ensino de conteúdos relacionados à história e à cultura indígena.
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• Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência.
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• Documento oficial que apresenta os fundamentos do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA).
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• Conjunto de diretrizes que orientam a elaboração dos currículos escolares em âmbito nacional.
BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC: contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília, DF: MEC, 2019. Disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/ contextualizacao_temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 24 set. 2025.
• Documento oficial que apresenta os TCTs. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília, DF: MS, 2014. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_ alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf. Acesso em: 24 set. 2025.
• Guia que incentiva a população a consumir alimentos mais saudáveis, a fim de melhorar os hábitos alimentares dos brasileiros e suas condições de saúde.
BRASIL. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília, DF: Secom/PR, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/uso-de -telas-por-criancas-e-adolescentes/guia/guia-de-telas_sobre -usos-de-dispositivos-digitais_versaoweb.pdf. Acesso em: 12 set. 2025.
• Guia que faz recomendações sobre o uso de telas e outros dispositivos digitais por crianças e adolescentes, evidenciando seus benefícios, mas também a atenção que o uso desses equipamentos exige.
CAVALLEIRO, Eliane (org.). Racismo e antirracismo na educação: repensando nossa escola. São Paulo: Selo Negro, 2001.
• Obra que trabalha os desafios relacionados à implementação de práticas antirracistas em ambiente escolar.
CHALHOUB, Sidney. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na Corte. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
• Obra que aborda a cidade do Rio de Janeiro nas primeiras décadas da República.
CONTI, Késia Liriam Meneguel de; ZANNATA, Shalimar Calegari. Acidentes no ambiente escolar: uma discussão necessária. In: PARANÁ. Secretaria Estadual da Educação. Os desafios da escola pública paranaense na perspectiva do professor PDE: artigos. Curitiba: SEED, 2014. p. 2-17. (Cadernos PDE, v. 1). Disponível em: http://www.diaadiaedu cacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_ pde/2014/2014_unespar-paranavai_cien_artigo_kesia_liriam_ meneguel.pdf. Acesso em: 14 set. 2025.
• Material que trata de acidentes em ambiente escolar. DELGADO, Lucilia de Almeida Neves. História oral: memória, tempo, identidades. Belo Horizonte: Autêntica, 2006. (Coleção leitura, escrita e oralidade).
• Livro que aborda a importância dos relatos e da história oral para a construção do conhecimento.
FERREIRA, Andréa Bezerra et al. Inclusão escolar no Brasil: políticas públicas e desafios na educação especial. ISCI: Revista Científica, Sinop, ed. 53, ano 11, n. 8, p. 1-13, 2024. Disponível em: https://www.isciweb.com.br/revista/4252. Acesso em: 24 set. 2025.
• Artigo que discute a importância das políticas públicas para assegurar a inclusão escolar no Brasil.
FONSECA, Selva Guimarães. Didática e prática de ensino de história: experiências, reflexões e aprendizados. Campinas: Papirus, 2003. (Coleção magistério: formação e trabalho pedagógico).
• Obra que reflete sobre as transformações no ensino de História durante as últimas décadas do século XX, com a redemocratização e a promulgação de leis como a Constituição e a LDB.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 41. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996. (Coleção leitura).
• Obra que continua as reflexões iniciadas por Paulo Freire em Pedagogia do oprimido
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 79. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2021.
• Obra que reflete sobre os modos de educar e como o ensino pode favorecer a autonomia e a liberdade do estudante.
GHELLI, Alex Conrado. Os desafios do ensinar história no século XXI e as potencialidades do letramento histórico na formação de estudantes do ensino fundamental 2023. Dissertação (Mestrado em Ensino de História) – Faculdade de Formação de Professores, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, São Gonçalo, 2023. Disponível em: https://www. bdtd.uerj.br:8443/handle/1/21570. Acesso em: 24 set. 2025.
• Dissertação em que o autor expõe os desafios contemporâneos do ensino do componente curricular de História, entre eles o letramento científico e a influência das mídias sociais.
GIAVARA, Ana Paula; CARIE, Nayara Silva de. Avaliação da aprendizagem em História: tendências e perspectivas. Ensino em Re-Vista, Uberlândia, v. 32, p. 1-25, 2025. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/emrevista/article/ view/77970/41156. Acesso em: 24 set. 2025.
• Artigo que traz novas perspectivas em relação ao tema do ensino de História, destacando o papel dos dados coletados em avaliações de larga escala.
HAYDT, Regina Célia Cazaux. Curso de didática geral. 8. ed. São Paulo: Ática, 2006. (Série educação em ação).
• Obra que oferece suporte teórico para o professor decidir quais estratégias utilizar durante as aulas e quais recursos considerar em cada caso.
HOBSBAWM, Eric. Sobre história. Tradução: Cid Knipel Moreira. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
• Obra que aborda a teoria e a prática da História como componente curricular.
LIMA, Vilma Moreira da Silva; BARRIOS, Maria Elba Medina. O papel da família na inclusão escolar e a adaptação curricular. Humanidades & Tecnologia (Finom), Paracatu, v. 58, n. 1, p. 87-97, abr./jun. 2025. Disponível em: https://zenodo.org/ records/15083874. Acesso em: 24 set. 2025.
• Artigo que discute os desafios da inclusão escolar e como os adultos responsáveis, da família e da escola, são importantes para esse processo.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. São Paulo: Cortez, 2014. E-book
• Obra que discute a avaliação da aprendizagem na escola como recurso para a garantia das atividades educativas. MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo Tradução: Eliane Lisboa. Porto Alegre: Sulina, 2005.
• Obra que aborda a complexidade do saber e defende que é necessário articular conhecimentos de diversas áreas para constituir um pensamento complexo.
MUNANGA, Kabengele; GOMES, Nilma Lino. O negro no Brasil de hoje. São Paulo: Global: Ação Educativa, 2006. (Coleção para entender).
• Obra que reflete sobre as questões raciais relacionadas à população preta no Brasil.
MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2006. (Coleção cultura negra e identidades).
• Livro que faz uma análise crítica da identidade racial brasileira e do mito da democracia racial.
PERRENOUD, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens: entre duas lógicas. Tradução: Patrícia Chittoni Ramos. Porto Alegre: Artmed, 1999.
• Obra que discute quais são os melhores meios de avaliar a aprendizagem e reflete sobre os objetivos da educação e da avaliação escolar.
PERRENOUD, Philippe. Práticas pedagógicas, profissão docente e formação: perspectivas sociológicas. 2. ed. Tradução: Helena Faria, Helena Tapada, Maria João Carvalho, Maria Nóvoa. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1997. (Coleção Temas de educação).
• Obra que trabalha o tema da formação de professores no contexto das mudanças pelas quais o mercado de trabalho passou no final do século XX.
SANTOS, Simone Pereira dos; SARDAGNA, Helena Venites. Acessibilidade curricular e inclusão escolar: uma revisão de literatura. Educere et Educare, Cascavel, v. 18, n. 45, p. 434454, 2023. Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/ educereeteducare/article/view/30639/22078. Acesso em: 24 set. 2025.
• Artigo que apresenta um compilado da literatura científica elaborada sobre acessibilidade e inclusão no ambiente escolar.
SCHENINI, Fátima. Múltiplos instrumentos podem aperfeiçoar o processo de avaliação escolar. Portal do Professor, [Brasília, DF], ed. 11, 17 dez. 2008. Disponível em: http://portaldo professor.mec.gov.br/conteudoJornal.html?idConteudo=272. Acesso em: 14 set. 2025.
• Texto que discute as diferentes ferramentas e possibilidades para acompanhar o desempenho dos estudantes.
SCHWARCZ, Lilia Moritz; REIS, Letícia Vidor de Sousa (org.). Negras imagens: ensaios sobre cultura e escravidão no Brasil. São Paulo: Estação Ciência: Edusp, 1996.
• Livro que debate a história das populações africanas que chegaram ao Brasil.
SILVA, Aracy Lopes da; GRUPIONI, Luís Donisete Benzi (org.). A temática indígena na escola: novos subsídios para professores de 1o e 2o graus. Brasília, DF: MEC: Mari: Unesco, 1995.
• Livro que traz estratégias para abordar a temática indígena em sala de aula sob uma perspectiva cidadã e inclusiva.
SPOSITO, Maria Encarnação Beltrão (org.). Livros didáticos de história e geografia: avaliação e pesquisa. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2006.
• Livro que apresenta uma pesquisa sobre os livros didáticos de História e Geografia, incluindo os temas e as metodologias mais trabalhados nas salas de aula.
STAINBACK, Susan; STAINBACK, William. Inclusão: um guia para educadores. Tradução: Magda França Lopes. Porto Alegre: Artmed, 1999.
• Obra que aborda os principais aspectos e práticas de uma educação inclusiva.
WESTBROOK, Robert B.; TEIXEIRA, Anísio. John Dewey Tradução e organização: José Eustáquio Romão, Verone Lane Rodrigues. Recife: Fundação Joaquim Nabuco: Massangana, 2010. (Coleção educadores). Disponível em: https://www.do miniopublico.gov.br/download/texto/me4677.pdf. Acesso em: 24 set. 2025.
• Coletânea que reúne textos do educador estadunidense John Dewey, acompanhados de uma introdução explicativa.
