A Conquista_CHG_Volume 1

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LIVRO DO PROFESSOR

CIÊNCIAS DA NATUREZA, HISTÓRIA E GEOGRAFIA

COMPONENTE CURRICULAR: INTERDISCIPLINAR DE CIÊNCIAS DA NATUREZA, HISTÓRIA E GEOGRAFIA

ANA LÚCIA LANA NEMI

DOUTORA EM CIÊNCIAS SOCIAIS PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP-SP) COM PÓS-DOUTORADO EM HISTÓRIA PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP), PELA UNIVERSIDADE DE LISBOA E PELA UNICAMP-SP.

MESTRE EM HISTÓRIA SOCIAL PELA USP.

PROFESSORA DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO (UNIFESP).

EDILSON ADÃO CÂNDIDO DA SILVA

DOUTOR EM GEOGRAFIA PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP-SP).

MESTRE EM CIÊNCIAS PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP).

BACHAREL E LICENCIADO EM GEOGRAFIA PELA USP.

PROFESSOR DE GEOGRAFIA.

GESLIE COELHO CARVALHO DA CRUZ

LICENCIADA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP).

PROFESSORA E ASSESSORA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA NO ENSINO FUNDAMENTAL.

LAERCIO FURQUIM JUNIOR

MESTRE EM CIÊNCIAS PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP).

BACHAREL E LICENCIADO EM GEOGRAFIA PELA USP.

PROFESSOR DE GEOGRAFIA.

LUIS GUSTAVO REIS DA SILVA LIMA

BACHAREL E LICENCIADO EM HISTÓRIA PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP).

MESTRE EM HISTÓRIA PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO (UNIFESP).

EDITOR DE LIVROS DIDÁTICOS.

PROFESSOR DE HISTÓRIA.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Copyright © Ana Lúcia Lana Nemi, Edilson Adão Cândido da Silva, Geslie Coelho Carvalho da Cruz, Laercio Furquim Junior, Luis Gustavo Reis da Silva Lima, 2025

Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira

Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa

Direção editorial adjunta Luiz Tonolli

Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva

Edição João Carlos Ribeiro Jr. (coord.), Patricia M. Tierno Fuin (coord.), Bárbara Berges, Carolina Bussolaro Marciano, Maiza Garcia Barrientos Agunzi, Renata Paiva Cesar, Aline Tiemi Matsumura, Flávia Milão Silva, Vitor Hugo Rodrigues

Assessoria Mariângela Castilho Uchoa de Oliveira

Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam

Produção de conteúdo digital Deborah D’ Almeida Leanza (coord.), Tami Buzaite, Fabio Bonna Moreirão, André Tomio Lopes Amano

Gerência de produção e arte Ricardo Borges

Design Andréa Dellamagna (coord.) e Ana Carolina Orsolin (criação)

Projeto de capa Andréa Dellamagna e Sergio Cândido (logo)

Imagem de capa Marcos de Mello

Arte e produção Vinicius Fernandes (coord.), Camila Ferreira Leite, Jacqueline Nataly Ortolan (assist.)

Diagramação Lótus Estúdio e Produção

Coordenação de imagens e textos Elaine Cristina Bueno Koga

Licenciamento de textos Erica Brambilla (analista), Amandha Rossette Baptista (analista), Talita Santos Souza (assist.)

Iconografia Danielle de Alcântara Farias, Lucas Alves Profeta, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)

Ilustrações Adilson Faria, Alex Rodrigues, Bentinho, Biry Sarkis, Bruna Assis Brasil, Bruna Ishihara, David/Giz De Cera, Dayane Raven, Douglas Franchin, Eduardo Souza, Estúdio Mil, Fabiana Faiallo, Fabio Eugenio, Feliz Reiners, Giz De Cera/Tel Coelho, Gus Campos, Ilê Comunicação, Ilustra Cartoon, Janjão e Mirian, Junior Caramez, Katarina Tsuzuki, Leninha Lacerda, Leo Teixeira, Lhaiza Morena, Lima, Lucas Farauj, Luciano Tasso, Luna Vicente, Manzi, Marcos de Mello, Mathias Townsend, Ray Cardoso, Renato Bassani, Roberto Weigand, Romont Willy, Samu13b, Sidney Meireles/Giz De Cera, Silvia Otofuji, Studio Dez Sextos, Tel Coelho/Giz de Cera, Vanessa Alexandre

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

A Conquista : ciências da natureza, história e geografia : 1º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Geslie Coelho Carvalho da Cruz ... [et al.]. -- 1. ed. -- São Paulo : FTD, 2025.

Outros autores: Ana Lúcia Lana Nemi, Luis Gustavo Reis da Silva Lima, Laercio Furquim Junior, Edilson Adão Cândido da Silva

Componente curricular: Interdisciplinar de Ciências da Natureza, História e Geografia

ISBN 978-85-96-06294-7 (livro do estudante)

ISBN 978-85-96-06295-4 (livro do professor)

ISBN 978-85-96-06296-1 (livro do estudante HTML5)

ISBN 978-85-96-06297-8 (livro do professor HTML5)

1. Ciências da natureza (Ensino fundamental) 2. Geografia (Ensino fundamental) 3. História (Ensino fundamental) I. Cruz, Geslie Coelho Carvalho da. II. Nemi, Ana Lúcia Lana. III. Lima, Luis Gustavo Reis da Silva. IV. Furquim Junior, Laercio. V. Silva, Edilson Adão Cândido da.

25-297663.1

CDD-372.19

Índices para catálogo sistemático: 1. Ensino integrado : Livros-texto : Ensino fundamental 372.19

Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD

Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300

Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

Querido professor,

É com muita alegria que apresentamos nossa obra. Esperamos que ela possa auxiliá-lo na empreitada de sua magnífica profissão. Nós, os autores e toda a equipe editorial, nos dedicamos muito para levar até você uma coleção completa.

Sabemos que os dois primeiros anos do ensino fundamental são essenciais na formação das crianças. Nesta importante etapa, elas passam a viver mudanças decisivas na relação com o mundo. Foi com isso em mente que idealizamos esta obra. E especialmente este livro do professor, planejado para auxiliar seu dia a dia, permitindo-lhe explorar as variadas possibilidades contidas no livro do estudante. Nosso objetivo é despertar a curiosidade e expandir horizontes, apoiando situações de aprendizagens em que os estudantes compreendam desde o próprio corpo até o céu estrelado que admiram. Para tornar essa jornada ainda mais rica, fomos bastante cuidadosos nas ilustrações, fotografias e nos mapas, buscando fazer de cada página um convite à descoberta. Isso porque sabemos que o livro didático também pode ser um grande parceiro do dia a dia dos estudantes. Esperamos que cada momento vivido com o livro seja bastante proveitoso. Bom trabalho!

Com carinho, Os autores.

ORGANIZAÇÃO GERAL DA OBRA

Esta coleção é composta de dois volumes destinados aos 1 o e 2o anos do ensino fundamental. Para cada ano escolar, os volumes são constituídos de livro do estudante e livro do professor, nas versões impressa e digital.

Livros impressos

LIVRO DO ESTUDANTE

O livro é organizado em quatro unidades.

Cada unidade apresenta capítulos que desenvolvem os conteúdos a serem trabalhados.

LIVRO DO PROFESSOR

Com orientações específicas, em que reproduz o livro do estudante na íntegra, em miniatura, com respostas em magenta, e orientações gerais, em que há subsídios sobre teoria e prática docente.

Livros digitais

O livro do estudante e o livro do professor também são disponibilizados no formato digital, em HTML.

OBJETOS DIGITAIS

Ao longo dos volumes, ícones indicam objetos digitais que podem ser acessados pelo professor e pelos estudantes para enriquecer a aprendizagem de maneira dinâmica e promover o uso de ferramentas digitais presentes no dia a dia.

Os objetos digitais são indicados por estes ícones: Infográfico clicável Mapa clicável

CONHEÇA SEU LIVRO DO PROFESSOR

Este Livro do professor apresenta orientações didáticas que visam apoiar a prática pedagógica. Elas estão organizadas em duas partes.

Orientações específicas, acompanhando a miniatura do livro do estudante.

As orientações específicas estão divididas em:

INTRODUÇÃO

À UNIDADE

Apresenta o conteúdo, os objetivos da unidade e os pré-requisitos pedagógicos para o aprendizado, e indica os Temas Contemporâneos Transversais trabalhados na unidade.

tribuir para o desenvolvimento das habilidades e para o atendimento aos objetivos previstos para a unidade. Objetivos da unidade • Identificar brincadeiras por meio da interpretação de imagem e texto. • Produzir desenho que represente o lugar de brincar.

• Reconhecer semelhanças e diferenças entre objetos produzidos em diferentes épocas e com diferentes tecnologias. • Identificar lugares adequados e não adequados para brincar. Reconhecer brincadeiras apropriadas a diferentes lugares. • Refletir sobre a boa convivência. • Perceber que as atividades físicas contribuem para a saúde das pessoas. • Observar diferentes características dos brinquedos e outros objetos. • Investigar diferentes formas de construir um brinquedo.

Pré-requisitos pedagógicos Para iniciar o trabalho com esta unidade, é preciso que os estudantes reconheçam

da. Caso eles não conheçam alguma recreação, explicar e, se possível, desenvolver a brincadeira. Ao abordar as brincadeiras, trata-se de aspectos da habilidade EF01GE02. É importante destacar as diferenças entre as brincadeiras realizadas na escola e aquelas vivenciadas em outros contextos sociais. No espaço escolar, o brincar assume um caráter pedagógico, pois está intencionalmente associado a processos de ensino e aprendizagem, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo, social e cultural dos estudantes. Além disso, é necessário diferenciar a brincadeira do esporte: enquanto a primeira se caracteriza pela espontaneidade e pela imaginação, o segundo envolve regras mais rígidas, competição e objetivos definidos. Na atividade 4 podem ser identificadas bolas e cordas. As atividades 3 e 5 são respostas pessoais, incentivando a participação dos estudantes. Sugestão para o professor GUINLE, S. Cenas infantis c2025. Disponível em: https://www.sandraguinle. com/cenasinfantis. Acesso em: 10 set. 2025. Acessar o site da artista plástica Sandra Guinle e navegar pela exposição, que apresenta esculturas que retratam o universo das brincadeiras.

de algumas delas. Pedir que indiquem com qual, ou quais, eles se identificam mais. Atentar para a possibilidade de alguma brincadeira não ser identifica-

ENCAMINHAMENTO

Traz comentários e orientações didáticas para o desenvolvimento do conteúdo, incluindo dicas, sugestões de análise, complemento de atividades e de respostas e outras informações para o encaminhamento do trabalho docente.

BNCC

Indica as competências e as habilidades da Base Nacional Comum Curricular desenvolvidas ao longo dos capítulos.

ALFABETIZAÇÃO CARTOGRÁFICA

Indica os conteúdos de Cartografia abordados nas páginas do livro do estudante.

ORGANIZE-SE

Lista os materiais necessários para as atividades.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

Sugere atividades extras para auxiliar ou ampliar as propostas do livro do estudante.

O

QUE E COMO AVALIAR

Oferece sugestões de avaliação formativas na parte final dos capítulos.

TEXTO DE APOIO

Apresenta textos para ampliar o conhecimento sobre o tema estudado.

07/10/25 20:06

SUGESTÃO PARA OS ESTUDANTES

Recomenda sites, livros, vídeos e outros recursos para ampliar o trabalho do professor e o conhecimento dos estudantes.

CONCLUSÃO DA UNIDADE

Texto que encerra a unidade e consolida os objetivos de aprendizagem, destacando os principais conceitos trabalhados e o impacto formativo das atividades propostas.

Orientações gerais, ao final do volume.

Reflexões sobre pressupostos teórico-metodológicos da obra, considerações sobre o papel do professor, textos para reflexão do professor e muito mais.

UNIDADE

ORIENTAÇÕES GERAIS

LIVRO DO PROFESSOR

CIÊNCIAS DA NATUREZA, HISTÓRIA E GEOGRAFIA

COMPONENTE CURRICULAR: INTERDISCIPLINAR DE CIÊNCIAS DA NATUREZA, HISTÓRIA E GEOGRAFIA

ANA LÚCIA LANA NEMI

DOUTORA EM CIÊNCIAS SOCIAIS PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP-SP) COM PÓS-DOUTORADO EM HISTÓRIA PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP), PELA UNIVERSIDADE DE LISBOA E PELA UNICAMP-SP.

MESTRE EM HISTÓRIA SOCIAL PELA USP.

PROFESSORA DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO (UNIFESP).

EDILSON ADÃO CÂNDIDO DA SILVA

DOUTOR EM GEOGRAFIA PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP-SP).

MESTRE EM CIÊNCIAS PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP).

BACHAREL E LICENCIADO EM GEOGRAFIA PELA USP.

PROFESSOR DE GEOGRAFIA.

GESLIE COELHO CARVALHO DA CRUZ

LICENCIADA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP).

PROFESSORA E ASSESSORA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA NO ENSINO FUNDAMENTAL.

LAERCIO FURQUIM JUNIOR

MESTRE EM CIÊNCIAS PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP).

BACHAREL E LICENCIADO EM GEOGRAFIA PELA USP.

PROFESSOR DE GEOGRAFIA.

LUIS GUSTAVO REIS DA SILVA LIMA

BACHAREL E LICENCIADO EM HISTÓRIA PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP).

MESTRE EM HISTÓRIA PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO (UNIFESP).

EDITOR DE LIVROS DIDÁTICOS.

PROFESSOR DE HISTÓRIA.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Copyright © Ana Lúcia Lana Nemi, Edilson Adão Cândido da Silva, Geslie Coelho Carvalho da Cruz, Laercio Furquim Junior, Luis Gustavo Reis da Silva Lima, 2025

Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira

Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa

Direção editorial adjunta Luiz Tonolli

Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva

Edição João Carlos Ribeiro Jr. (coord.), Patricia M. Tierno Fuin (coord.), Bárbara Berges, Carolina Bussolaro Marciano, Maiza Garcia Barrientos Agunzi, Renata Paiva Cesar, Aline Tiemi Matsumura, Flávia Milão Silva, Vitor Hugo Rodrigues

Assessoria Mariângela Castilho Uchoa de Oliveira

Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam

Produção de conteúdo digital Deborah D’ Almeida Leanza (coord.), Tami Buzaite, Fabio Bonna Moreirão, André Tomio Lopes Amano

Gerência de produção e arte Ricardo Borges

Design Andréa Dellamagna (coord.) e Ana Carolina Orsolin (criação)

Projeto de capa Andréa Dellamagna e Sergio Cândido (logo)

Imagem de capa Marcos de Mello

Arte e produção Vinicius Fernandes (coord.), Camila Ferreira Leite, Jacqueline Nataly Ortolan (assist.)

Diagramação Lótus Estúdio e Produção

Coordenação de imagens e textos Elaine Cristina Bueno Koga

Licenciamento de textos Erica Brambilla (analista), Amandha Rossette Baptista (analista), Talita Santos Souza (assist.)

Iconografia Danielle de Alcântara Farias, Lucas Alves Profeta, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)

Ilustrações Adilson Faria, Alex Rodrigues, Bentinho, Biry Sarkis, Bruna Assis Brasil, Bruna Ishihara, David/Giz De Cera, Dayane Raven, Douglas Franchin, Eduardo Souza, Estúdio Mil, Fabiana Faiallo, Fabio Eugenio, Feliz Reiners, Giz De Cera/Tel Coelho, Gus Campos, Ilê Comunicação, Ilustra Cartoon, Janjão e Mirian, Junior Caramez, Katarina Tsuzuki, Leninha Lacerda, Leo Teixeira, Lhaiza Morena, Lima, Lucas Farauj, Luciano Tasso, Luna Vicente, Manzi, Marcos de Mello, Mathias Townsend, Ray Cardoso, Renato Bassani, Roberto Weigand, Romont Willy, Samu13b, Sidney Meireles/Giz De Cera, Silvia Otofuji, Studio Dez Sextos, Tel Coelho/Giz de Cera, Vanessa Alexandre

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

A Conquista : ciências da natureza, história e geografia : 1º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Geslie Coelho Carvalho da Cruz ... [et al.]. -- 1. ed. -- São Paulo : FTD, 2025.

Outros autores: Ana Lúcia Lana Nemi, Luis Gustavo Reis da Silva Lima, Laercio Furquim Junior, Edilson Adão Cândido da Silva

Componente curricular: Interdisciplinar de Ciências da Natureza, História e Geografia

ISBN 978-85-96-06294-7 (livro do estudante)

ISBN 978-85-96-06295-4 (livro do professor)

ISBN 978-85-96-06296-1 (livro do estudante HTML5)

ISBN 978-85-96-06297-8 (livro do professor HTML5)

1. Ciências da natureza (Ensino fundamental) 2. Geografia (Ensino fundamental) 3. História (Ensino fundamental) I. Cruz, Geslie Coelho Carvalho da. II. Nemi, Ana Lúcia Lana. III. Lima, Luis Gustavo Reis da Silva. IV. Furquim Junior, Laercio. V. Silva, Edilson Adão Cândido da.

25-297663.1

CDD-372.19

Índices para catálogo sistemático: 1. Ensino integrado : Livros-texto : Ensino fundamental 372.19

Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD

Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300

Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

OLÁ! QUE BOM TER VOCÊ POR AQUI!

VOCÊ ESTÁ COMEÇANDO UM ANO DE CURIOSIDADES, INVESTIGAÇÕES E DESCOBERTAS. ESPERAMOS QUE ESTE LIVRO

SEJA SEU PARCEIRO NESTA JORNADA!

AO LONGO DAS UNIDADES, VOCÊ VAI CONHECER MUITAS HISTÓRIAS, PESSOAS E LUGARES.

AS ATIVIDADES PROPOSTAS NESTAS PÁGINAS PRETENDEM INCENTIVAR O DIÁLOGO EM

SALA DE AULA E PERMITIR QUE VOCÊ E SEUS

COLEGAS PERCEBAM O VALOR DE CONSTRUÍREM JUNTOS NOVOS CONHECIMENTOS.

CONVIDAMOS TAMBÉM SEUS FAMILIARES

A PARTICIPAR COM VOCÊ DE DIFERENTES MOMENTOS DE FAZER, CRIAR E APRENDER. SERÁ ASSIM, REUNINDO SABERES, QUE BUSCAREMOS ENTENDER, DIA APÓS DIA, O MUNDO EM QUE VIVEMOS.

COM CARINHO, OS AUTORES.

LENINHA LACERDA

CONHEÇA SEU LIVRO

ABERTURA DE UNIDADE VOCÊ VAI EXPLORAR IMAGENS E TROCAR IDEIAS COM A TURMA.

QUANTO TEMPO O TEMPO TEM

ATIVIDADES QUE AJUDAM A COMPREENDER AS NOÇÕES DE MEDIDAS DO TEMPO HISTÓRICO.

VOCÊ DETETIVE PROPOSTAS DE DIFERENTES TIPOS DE PESQUISA.

VAMOS LER E VAMOS ESCREVER

PARA MANTER O CORPO HIDRATADO, CONSUMIR FRUTAS OU SUCO NATURAIS PODEM SER BOAS OPÇÕES. ELAS COMPLEMENTAM A HIDRATAÇÃO PRINCIPAL COM ÁGUA.

CIÊNCIAS EM AÇÃO

VOCÊ VAI FAZER

ATIVIDADES QUE INCENTIVAM A INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA.

ATENÇÃO!

FIQUE ATENTO, POIS O BOXE INDICA MOMENTOS EM QUE VOCÊ DEVE TOMAR CUIDADO OU PEDIR A AJUDA DE UM ADULTO.

AQUI O FOCO SÃO AS PRÁTICAS DE LEITURA E DE ESCRITA.

DE OLHO NO MAPA!

VOCÊ VAI APRENDER

SOBRE REPRESENTAÇÕES ESPACIAIS.

CONCEITO

SAIBA QUE

APRESENTA

CURIOSIDADES

SOBRE UM TEMA.

DESTACA OS PRINCIPAIS CONCEITOS ESTUDADOS.

CUIDADOS COM O CORPO: HÁBITOS DE HIGIENE PARA MANTER O CORPO SAUDÁVEL,

HÁBITOS DE HIGIENE SÃO CUIDADOS QUE MANTÊM O CORPO LIMPO E EVITAM DIVERSAS DOENÇAS.

DIÁLOGOS

PARA TRABALHAR EM CONJUNTO COM ARTE, MATEMÁTICA OU LÍNGUA PORTUGUESA.

QUEM É?

DESTACA INFORMAÇÕES SOBRE ALGUMA PERSONALIDADE RELACIONADA AO TEMA ESTUDADO.

PARA REVER O QUE APRENDI RETOMA OS PRINCIPAIS CONTEÚDOS DA UNIDADE.

CÁRIE: DANO NOS DENTES QUE CAUSA DOR E DIFICULDADE DE MASTIGAR.

OS CUIDADOS COM OS DENTES, POR EXEMPLO, SÃO HÁBITOS DE HIGIENE IMPORTANTES PARA EVITAR O APARECIMENTO DE CÁRIES AS FOTOGRAFIAS MOSTRAM ALGUNS HÁBITOS DE HIGIENE COM OS DENTES. PINTE A LEGENDA COM A MESMA COR DO CONTORNO DA FOTOGRAFIA CORRESPONDENTE.

PASSAR FIO DENTAL ENTRE OS DENTES APÓS AS REFEIÇÕES. ESCOVAR OS DENTES APÓS AS REFEIÇÕES. MOYO STUDIO/GETTY MARK JANUS/SHUTTERSTOCK.COM

Verde Laranja

2 USANDO O QUADRO A SEGUIR, ESCREVA NAS LINHAS ACIMA O NOME DA COR QUE VOCÊ USOU EM CADA LEGENDA. VERDE • AZUL • LARANJA • ROXO • CINZA

GLOSSÁRIO

APRESENTA O SIGNIFICADO DE PALAVRAS QUE TALVEZ VOCÊ AINDA NÃO CONHEÇA.

HÁBITOS DE HIGIENE APRESENTADOS NESTA E NA PÁGINA ANTERIOR AJUDAM AS PESSOAS A MANTER A SAÚDE. TAMBÉM

DESCUBRA MAIS

SUGERE MATERIAIS

QUE PODEM ENRIQUECER O ESTUDO DO CONTEÚDO.

ESTES ÍCONES INDICAM A FORMA COMO VOCÊ VAI REALIZAR AS PROPOSTAS DE ATIVIDADES.

OBJETOS DIGITAIS

ESTES ÍCONES IDENTIFICAM OS OBJETOS DIGITAIS PRESENTES NO LIVRO. OS MATERIAIS DIGITAIS APRESENTAM ASSUNTOS COMPLEMENTARES AO CONTEÚDO TRABALHADO NA OBRA, AMPLIANDO AINDA MAIS SUA APRENDIZAGEM.

INFOGRÁFICO CLICÁVEL MAPA CLICÁVEL

UNIDADE

UNIDADE 2 UNIDADE 2

VAMOS LER • COMO BRINCAR DE FAZER DOBRADURA DE PAPEL

VAMOS ESCREVER • COMO BRINCAR DE FAZER INSTRUÇÕES

BRINQUEDOS DE ONTEM E DE HOJE

CIÊNCIAS EM AÇÃO • CONSTRUIR BRINQUEDOS DE ARGILA E MASSA DE MODELAR

REVER O QUE APRENDI

LUGARES DE VIVÊNCIA

RITMOS DA NATUREZA E VIDA COTIDIANA

3 DATAS COMEMORATIVAS

COMEMORAÇÕES ESCOLARES

COMEMORAÇÕES NO BRASIL E NO MUNDO

MINHAS COMEMORAÇÕES PREFERIDAS

OBJETOS DIGITAIS

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: AS LEMBRANÇAS DA GABI

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: DENTIÇÃO E ALIMENTAÇÃO

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS

CLICÁVEL: RUMO AO GOL COM LÚCIA!

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: MEU LUGAR: MORADIA E ESCOLA

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, espera-se que os estudantes desenvolvam conhecimentos sobre si mesmos, sua família e a comunidade que os cerca.

No capítulo 1, os estudantes vão investigar seus nomes e sobrenomes, data e local de nascimento, suas características físicas, hábitos e preferências, bem como sua história de vida por meio de uma linha do tempo.

No capítulo 2, os estudantes vão desenvolver noções sobre as partes do corpo, a lateralidade e a importância da prática de atividades físicas e dos hábitos de higiene para a manutenção da saúde. Na seção Ciências em ação, vão investigar o efeito do sabonete líquido na limpeza das mãos.

O capítulo 3 apresenta as fases da vida do ser humano e as mudanças físicas e de comportamento características de cada uma delas. Também serão exploradas as maneiras de celebrar a passagem do tempo em diferentes culturas, como nas comemorações de aniversário. Na seção Diálogos — Matemática, os estudantes vão construir uma super-régua para registrarem suas alturas.

O capítulo 4 apresenta diferentes tipos de organização familiar, tanto atuais quanto antigas, além dos cuidados comuns na infância, ampliando o olhar para a vizinhança e a comunidade por meio de festas e celebrações comunitárias, como a ciranda. A ciranda é vista com mais destaque na seção Diálogos — Língua Portuguesa.

O capítulo 5 aprofunda-se nas diferenças físicas entre as pessoas e trabalha os direitos da criança, do idoso e da pessoa com deficiência.

UNIDADE

Objetivos da unidade

EU E OS OUTROS

• Perceber o nome e o sobrenome como aspectos da identidade.

• Identificar, respeitar e valorizar a diversidade de características, gostos e preferências das pessoas.

• Compreender a linha do tempo como um instrumento que permite organizar visualmente acontecimentos importantes de forma cronológica.

• Reconhecer as diferentes partes do corpo, bem como a grafia de seus respectivos nomes.

• Valorizar a prática regular de exercícios físicos para a manutenção da saúde geral do organismo.

• Reconhecer que os hábitos diários de higiene do corpo contribuem para a manutenção da saúde.

• Aprofundar os conhecimentos sobre as fases da vida.

• Ampliar o conhecimento sobre a dentição e os cuidados necessários para manter os dentes saudáveis. 10

1 ONDE ESTAS PESSOAS ESTÃO?

Respostas pessoais.

2 O QUE AS PESSOAS ESTÃO FAZENDO?

3 AS CRIANÇAS SÃO PARECIDAS?

Espera-se que os estudantes façam um debate inicial sobre a diversidade das pessoas.

4 QUAIS SÃO AS DIFERENÇAS ENTRE ELAS?

• Identificar as fotografias como registros da passagem do tempo.

• Identificar, comparar e diferenciar pessoas de diferentes culturas e origens étnico-raciais.

• Identificar e reconhecer diferentes tipos de comunidades, como as urbanas, indígenas e quilombolas.

• Desenvolver a noção de pertencimento com base na identificação de semelhanças e diferenças em seus grupos de convívio.

• Valorizar os direitos das crianças, das pessoas idosas e das pessoas com deficiência, reconhecendo situações em que esses direitos não são respeitados.

Pré-requisitos pedagógicos

Espera-se que os estudantes tenham vivenciado os campos de experiência previstos na BNCC da educação infantil, como o reconhecimento de si e do outro, a exploração do corpo e do espaço, a expressão por meio de diferentes linguagens, a construção de vínculos afetivos

e sociais, e a participação em práticas cotidianas que envolvam cuidado, respeito e colaboração. Também se espera que tenham participado de situações de escuta e fala em grupo, compreendido noções iniciais de convivência e respeito às diferenças, e desenvolvido habilidades motoras e cognitivas fundamentais, como a coordenação motora fina e a percepção corporal.

Considera-se importante que os estudantes tenham tido contato com formas acessíveis e variadas de representação que contribuam para a percepção e a expressão, respeitando as singularidades de cada estudante.

Temas

Contemporâneos

Transversais

Ao longo da unidade, são explorados os Temas Contemporâneos Transversais: Saúde, Diversidade cultural, Vida familiar e social, Direitos da criança e do adolescente, Processos de envelhecimento, respeito e valorização do idoso.

ENCAMINHAMENTO

Escolher um estudante para descrever a ilustração e as cenas representadas. Incentivar os estudantes a observar as pessoas representadas na imagem e identificar as semelhanças e diferenças entre elas.

Conduzir a observação dos estudantes para as diferentes etnias e faixas etárias das pessoas retratadas, bem como para os variados tipos físicos. Questioná-los sobre as emoções que a imagem transmite e como eles imaginam ser as relações entre os participantes da festa. Perguntar aos estudantes sobre as brincadeiras e atividades que identificam no evento e quais eles também gostam de realizar.

BNCC

Competências gerais: 4, 6 e 8

Competência específica de Ciências da Natureza: 7

Competência específica de Ciências Humanas: 1

Competência específica de História: 2

Habilidades de História: EF01HI01 e EF01HI02

Habilidade de Geografia: EF01GE01

ENCAMINHAMENTO

Fazer uma leitura coletiva da história, atentando para as dificuldades que os estudantes podem apresentar no reconhecimento de letras, sílabas ou palavras. Observar se eles compreendem que os textos em Língua Portuguesa são lidos e escritos da esquerda para a direita e de cima para baixo na página, se reconhecem a separação das palavras por espaços em branco e se são capazes de identificar outros sinais no texto, além das letras, como ponto-final, interrogação, exclamação e seus efeitos na entonação.

Pedir aos estudantes que descrevam a imagem e a relacionem ao texto. Sugerir que recontem a história com suas próprias palavras, considerando começo, meio e fim. Em seguida, solicitar que respondam às perguntas. Na atividade 3, conferir se os estudantes utilizam algumas das características de Maria presentes no texto para descrever quem ela é.

A atividade 4 pode ser realizada coletivamente. Trata-se de observar rotinas, preferências e modos de ser como elementos que definem quem somos. Na sequência da conversa, com base nas perguntas, solicitar aos estudantes que desenhem suas respostas no caderno ou que formem du-

QUEM EU SOU

ESTA É MARIA E SEU AVÔ ANTÔNIO. ELES GOSTAM MUITO DE IR À BIBLIOTECA.

plas para trocar as respostas entre os colegas. Pode-se também registrar as respostas na lousa e verificar se há brincadeiras e lugares comuns escolhidos pelos estudantes.

Sugestão para o professor

BRASIL. Ministério da Cultura. Bibliotecas Públicas do Brasil. Brasília, DF: MinC, c2025. Disponível em: https://www.gov.br/cultura/pt-br/ assuntos/sistema-nacional-de-bibliotecaspublicas-snbp/teste01/informacoes-dasbibliotecas-publicas-1. Acesso em: 7 out. 2025. O site do Ministério da Cultura reúne dados sobre bibliotecas públicas brasileiras e disponibiliza a relação de bibliotecas públicas por estado com informações de endereço e contato.

EM UMA VISITA À BIBLIOTECA, MARIA ENCONTROU UM LIVRO QUE CONTAVA A HISTÓRIA DE CRIANÇAS DE MUITOS LUGARES. ELA AINDA NÃO CONSEGUE LER TUDO E FICOU PERGUNTANDO AO AVÔ:

— QUEM É ESSA CRIANÇA? E ESSA OUTRA?

O AVÔ RESPONDIA SOBRE ONDE VIVIAM AQUELAS

CRIANÇA E CONTAVA SUAS HISTÓRIAS. E MARIA CONTINUAVA PERGUNTANDO. ATÉ QUE O AVÔ RESOLVEU PERGUNTAR TAMBÉM:

— E VOCÊ, MARIA, QUEM É?

MARIA PENSOU UM POUCO E FALOU SEU NOME E SOBRENOME, SUA IDADE, SUA CAMISETA PREFERIDA... CONTOU SOBRE SUAS BRINCADEIRAS E AMIGOS.

MARIA GOSTA MUITO DE PASSEAR COM SEU AVÓ. 2025. TEXTO ELABORADO ESPECIALMENTE PARA ESTA OBRA.

CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR SOBRE AS QUESTÕES A SEGUIR.

1 VOCÊ JÁ FOI À BIBLIOTECA?

1. e 2. Respostas pessoais.

2 DE QUE TIPO DE LIVROS E HISTÓRIAS VOCÊ GOSTA?

3 QUEM É MARIA?

4 E QUEM É VOCÊ?

4. Respostas pessoais.

A) QUAL É SUA ROUPA PREFERIDA?

B) DO QUE VOCÊ GOSTA DE BRINCAR?

C) EM QUAL LUGAR VOCÊ GOSTA DE PASSEAR?

3. Espera-se que os estudantes considerem que Maria é uma menina que gosta de ir à biblioteca com seu avô. Eles podem destacar que ela é curiosa e alegre, apresentando impressões gerais elaboradas a partir do texto e da imagem.

Sugestão para os estudantes

MARQUES, Raul. Eu sou assim. E você? Ilustrações: Sami Ribeiro. Curitiba: Franco Editora, 2024.

O livro convida as crianças a refletir sobre suas singularidades e a valorizar as diferenças, promovendo o respeito e o autoconhecimento.

Atividade complementar • E quem é você? Organizar os estudantes em círculo, criando um ambiente tranquilo e acolhedor. Iniciar com uma rodada de falas livres, incentivando que cada criança diga algo sobre si mesma, sem necessidade de seguir perguntas específicas nesse primeiro momento. O professor pode começar compartilhando algo pessoal, como uma brincadeira favorita ou um lugar especial, para inspirar os estudantes e mostrar que todos têm algo único para contar. À medida que a conversa avança, direcionar suavemente as falas, trazendo perguntas como: qual é sua roupa preferida? Do que você gosta de brincar? Em qual lugar você gosta de passear? Sempre respeitando o ritmo do grupo e o interesse das crianças. Incentivar que as perguntas também sejam feitas entre os próprios estudantes, promovendo a escuta ativa e o respeito ao direito de cada um falar em sua vez. Se necessário, ajudar a organizar a ordem das falas, garantindo que todos tenham a oportunidade de participar. A atividade deve ser conduzida com leveza, valorizando cada resposta como uma expressão da identidade de quem fala. Ao final, pode-se retomar algumas falas marcantes, reforçando como cada criança é especial e como conhecer uns aos outros torna a convivência mais rica e divertida.

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: por que é importante que uma pessoa tenha um nome? Nesse momento, é fundamental ouvir as hipóteses dos estudantes e estimulá-los a justificar suas proposições.

Ler para os estudantes o enunciado da atividade 1. Pedir que digam em voz alta o abecedário e, em seguida, orientá-los a utilizar lápis de cor para colorir os quadrinhos correspondentes às letras do próprio nome. Depois, ler o enunciado da atividade 2 e solicitar a eles que escrevam, com lápis grafite, seus nomes no quadro.

O boxe Você detetive propõe uma investigação sobre a história do nome de cada estudante. O compartilhamento da pesquisa é uma importante estratégia para o desenvolvimento de vocabulário. Valorizar nomes de diferentes origens e incentivar que as famílias compartilhem o significado ou a história por trás do nome do estudante.

Atividade complementar

• Escrita do nome

Para ampliar a atividade de escrita do nome, explorar com os estudantes a composição dos nomes próprios e promover uma atividade de reconhecimento e exame das letras do nome.

Organizar os estudantes em duplas. Eles devem escrever o próprio nome com os dedos em uma caixa de areia, ou em folhas de papel avulsas com canetinhas e lápis. Após a escrita, devem examinar as letras dos nomes. Orientar os estudantes a contar quantas letras têm o próprio nome, identificar a primeira letra, falar palavras

MEU NOME

TODOS NÓS TEMOS UM NOME. O NOME É MUITO IMPORTANTE, POIS ELE AJUDA NA NOSSA IDENTIFICAÇÃO.

1 PINTE OS QUADRINHOS QUE TÊM AS LETRAS DE SEU NOME. 1. Resposta pessoal.

2 AGORA, COPIE AS LETRAS E ESCREVA SEU NOME NO QUADRO.

MEU NOME

VOCÊ DETETIVE

2. Resposta pessoal.

SIGA AS ORIENTAÇÕES DO PROFESSOR PARA REALIZAR UMA PESQUISA SOBRE A HISTÓRIA DO SEU NOME.

1. EM CASA, CONVERSE COM AS PESSOAS QUE CUIDAM DE VOCÊ PARA DESCOBRIR:

A) QUEM ESCOLHEU SEU NOME;

B) QUAIS FORAM AS RAZÕES DA ESCOLHA DO SEU NOME.

2. COMPARTILHE A HISTÓRIA DO SEU NOME COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.

1. Respostas pessoais. 2. Resposta pessoal.

que comecem com a mesma letra, e comparar os nomes com o do colega da dupla, verificando e classificando o nome que tem mais letras e quais são as letras iguais.

Para atender às diversas necessidades da turma, é importante favorecer diferentes formas de participação. Além disso, a atividade pode contribuir para uma avaliação diagnóstica favorecendo, por exemplo, a identificação das crianças que ainda não reconhecem letras ou têm dificuldades para reproduzi-las na escrita. Nestes casos, auxiliá-las ou considerar o uso, nesse momento, de outros símbolos

para representar os nomes. Se necessário, pode-se utilizar também o alfabeto móvel.

Sugestão para os estudantes

BRENMAN, Ilan. De onde vêm os nomes?

São Paulo: Moderna, 2019. (Série brincando com palavras).

O livro apresenta a origem de vários nomes, contribuindo para a abordagem da diversidade cultural.

MEU SOBRENOME

ALÉM DO PRIMEIRO NOME, NÓS TAMBÉM TEMOS SOBRENOME.

CADA PESSOA PODE TER UM OU MAIS SOBRENOMES. ELES SERVEM PARA IDENTIFICAR NOSSAS FAMÍLIAS.

EU ME CHAMO BRUNO GARCÍA.

EU SOU LUÍSA GUARANI KAIOWÁ.

1 QUAL É SEU SOBRENOME? 1. Resposta pessoal.

SOU

2 COM UM COLEGA, CONVERSE SOBRE SEUS SOBRENOMES E DEPOIS MARQUE UM X NA CONCLUSÃO A QUE VOCÊS CHEGARAM.

NOSSOS SOBRENOMES SÃO PARECIDOS.

2. Resposta pessoal. 3. Resposta pessoal. SAIBA QUE

NOSSOS SOBRENOMES SÃO UM POUCO PARECIDOS.

NOSSOS SOBRENOMES SÃO DIFERENTES.

3 EM CASA, CONVERSE COM SEUS FAMILIARES PARA DESCOBRIR A ORIGEM DE SEU SOBRENOME. DEPOIS, COMPARTILHE O QUE DESCOBRIU COM OS COLEGAS.

AS PESSOAS INDÍGENAS PODEM TER O NOME DE SEU POVO COMO SOBRENOME.

ENCAMINHAMENTO

Ler para os estudantes o boxe Saiba que e compartilhar alguns exemplos de nomes de povos indígenas, como Yanomami, Guarani, Kayapó, Xavante e Tikuna. Existe uma resolução federal, que entrou em vigor em 2025, autorizando as pessoas indígenas a inserir o nome de sua etnia ou de seu lugar/território/aldeia de origem como sobrenome, é a Resolução Conjunta n. 3/2012, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Se necessário, esclarecer aos estudantes que uma pessoa indígena é aquela que faz parte dos primeiros povos que viveram em um lugar, muito antes de as cidades existirem, e que também são chamados de povos originários. Os povos indígenas falam línguas diferentes e têm costumes próprios, como danças, músicas, comidas e histórias.

Atividade complementar

• Crachás

16/09/25 19:53

A página foi organizada de modo a evitar que o assunto seja tratado como “nome que vem da mãe” ou “nome que vem do pai”, já que isso pode trazer desconforto a alguns estudantes. A ideia é que eles possam informar modos diferentes de indicar a origem, como: “O meu sobrenome Silva veio do meu avô” ou “O meu sobrenome Nagib é de origem árabe”. Assim, com diferentes modos de indicação, evitamos constrangimentos.

A identificação do próprio nome ajuda a contemplar a competência específica 1 de Ciências Humanas: “Compreender a si e ao outro como identidades diferentes, de forma a exercitar o respeito à diferença em uma sociedade plural e promover os direitos humanos”. Orientar os estudantes a responder à atividade 3 em casa. Na aula seguinte, reservar um momento de roda de conversa para que todos possam compartilhar suas descobertas.

Explicar aos estudantes que eles farão crachás com nome e sobrenome. Distribuir bases coloridas e retângulos brancos para escrever o primeiro nome na frente e o sobrenome no verso. Orientar a decorar com lápis de cor, giz de cera e canetinhas. Colar o papel branco na base com cola bastão ou branca. Finalizar prendendo fita de cetim ou prendedor plástico. Se possível, plastificar para aumentar a durabilidade.

EU
ANA SILVA SATO.
BIRY SARKIS

BNCC

(EF01HI02) Identificar a relação entre as suas histórias e as histórias de sua família e de sua comunidade.

(EF01GE01) Descrever características observadas de seus lugares de vivência (moradia, escola etc.) e identificar semelhanças e diferenças entre esses lugares.

ENCAMINHAMENTO

O tema “Quando e onde eu nasci” é uma excelente oportunidade para trabalhar a construção da identidade, o reconhecimento da história pessoal e o desenvolvimento de noções temporais e espaciais. A proposta permite que os estudantes reflitam sobre suas origens, compartilhem informações sobre si mesmos e ampliem o repertório oral e escrito. Além disso, favorece o uso de registros (datas e nomes de lugares), contribuindo para a alfabetização e o letramento em contextos significativos.

Abordar este tema requer sensibilidade, escuta ativa e estratégias pedagógicas que respeitem a diversidade de histórias, origens e contextos familiares das crianças. É fundamental considerar que nem todas elas têm acesso às mesmas informações sobre seu nascimento, como a data exata, o local ou detalhes sobre a presença de familiares. Dessa forma, é importante evitar exigir respostas padronizadas. Em vez disso, oferecer alternativas acolhedoras, como: você pode contar o que sabe ou o que sua família te contou. Valorizar o que a criança compartilha, mesmo que seja simbólico ou incompleto.

Além disso, algumas crianças podem ter nascido em outros estados ou países, ou pertencer a comunidades indígenas, quilom-

QUANDO E ONDE EU NASCI

BEATRIZ E LUCAS NASCERAM EM MUNICÍPIOS DIFERENTES, MAS NO MESMO ANO.

1 COM A AJUDA DO PROFESSOR, RESPONDA ÀS QUESTÕES A SEGUIR.

A) QUANTOS ANOS VOCÊ TEM?

1. a) Resposta pessoal.

B) EM QUE ANO VOCÊ NASCEU?

1. b) Resposta pessoal.

C) ONDE VOCÊ NASCEU?

D) ESCREVA A PRIMEIRA LETRA DO MUNICÍPIO E DO PAÍS ONDE VOCÊ NASCEU.

1. d) Resposta de acordo com o local onde cada estudante nasceu. 1. c) Resposta pessoal.

bolas ou migrantes. Sempre que possível, convidar as famílias a compartilhar tradições, memórias ou histórias relacionadas ao nascimento, promovendo um ambiente de respeito, pertencimento e escuta.

A habilidade EF01HI02 é desenvolvida quando se propõe aos estudantes refletir sobre o tempo e o lugar de seu nascimento, favorecendo o reconhecimento de aspectos da história pessoal e da construção da identidade. Ao compartilhar memórias, ouvir relatos familiares e registrar informações como datas e locais, as crianças ampliam sua com-

preensão sobre noções temporais e espaciais, em contextos significativos e afetivos.

Sugestão para os estudantes SANTANA, Aline; GONÇALVES, Letícia. O dia em que nasci (mais uma vez). São Paulo: Conto com Você, 2022.

O livro aborda o nascimento afetivo de crianças adotadas. Com linguagem acolhedora, ajuda famílias a conversar sobre adoção e a fortalecer vínculos.

BEATRIZ TEM 7 ANOS E NASCEU NO MUNICÍPIO DE BELÉM, NO ESTADO DO PARÁ.
LUCAS TEM 7 ANOS E NASCEU NO MUNICÍPIO DE BRUSQUE, NO ESTADO DE SANTA CATARINA.
Drs

MEU JEITO DE SER

DORA E VÍTOR SÃO AMIGOS E COSTUMAM BRINCAR JUNTOS NO PARQUE.

CARINHOSAMENTE, DORA

CHAMA VÍTOR DE VÍ E VÍTOR CHAMA A AMIGA DE DODÓ.

APÓS BRINCAREM NO PARQUE, ELES GOSTAM DE COMER ALGUMA FRUTA

QUE ESCOLHERAM PARA LEVAR E PREFEREM NÃO REPETIR A FRUTA DO DIA ANTERIOR.

DEPOIS, ELES VÃO PARA SUAS CASAS PARA CONTINUAR A BRINCADEIRA.

NO FIM DO DIA, ELES GOSTAM DE FAZER DIÁRIOS, DESENHANDO TUDO O QUE ACONTECEU COM ELES NO DIA.

1 AGORA, FORME UMA DUPLA COM UM COLEGA E PERGUNTE:

A) QUAL É SUA FRUTA PREFERIDA?

B) ONDE VOCÊ MAIS GOSTA DE BRINCAR AO AR LIVRE?

C) COMO VOCÊ GOSTA DE SER CHAMADO?

1. Respostas pessoais. Conversar com os estudantes sobre as respostas e destacar como as pessoas são diferentes e podem se respeitar assim.

DESCUBRA MAIS

• MOORE-MALLINOSI, JENNIFER. APRENDENDO SOBRE PERSONALIDADE: SOMOS TODOS DIFERENTES! ILUSTRAÇÃO: JULIA SEAL. TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: RUTH MARSCHALEK. GASPAR: TODOLIVRO, 2022. NESSE LIVRO, VOCÊ VAI CONHECER DIFERENTES JEITOS DE SER E MODOS DE AGIR EM CASA E NA ESCOLA. TAMBÉM VAI PERCEBER A IMPORTÂNCIA DAS ORIENTAÇÕES DADAS PELAS PESSOAS QUE CUIDAM DE VOCÊ.

ENCAMINHAMENTO

Antes da leitura do texto, pedir aos estudantes que façam inferências com base na observação da ilustração: o que as crianças retratadas estão fazendo? Onde estão? Quais características físicas apresentam? Que emoções parecem estar sentindo? De que forma podem estar relacionadas?

Depois da leitura compartilhada do texto, pedir que, em duplas, respondam à atividade 1. Ao conversarem sobre as frutas de que mais gostam, pedir aos estudantes que tentem justificar sua preferência, citando características

como sabor, aparência, memória afetiva, entre outras. Na atividade 1. b), valorizar a importância das atividades ao ar livre para a saúde, o bem-estar e o fortalecimento dos vínculos comunitários e com a natureza. A atividade 1. c) permite conversar sobre a diferença entre as formas carinhosas como os amigos se referem uns aos outros, incluindo apelidos que reforçam os vínculos e o senso de pertencimento, e os que afetam a autoestima da outra pessoa. Para mais informações, ver Sugestão para o professor. Ao identificarem e refletirem sobre lugares que gostam de brincar, os estudantes passam a desenvolver referenciais

do raciocínio geográfico ligados à localização e construção da identidade relacionada ao lugar, o que remete a aspectos iniciais da habilidade EF01GE01.

Sugestão para os estudantes

RIBEIRO, Nye. Jeito de ser. São Paulo: Editora do Brasil, 2020.

O livro convida a refletir sobre identidade, respeito e diversidade.

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS. Brincar e aprender: só é brincadeira se não faz mal a ninguém. Goiânia: MPGO, 2022. Disponível em: https://www.mpgo. mp.br/portal/arquivos/ 2023/01/27/13_59_18_128_ Cartilha_Infa_ncia_Bullying. pdf. Acesso em: 7 out. 2025. A cartilha aborda o bullying na infância com linguagem acessível e ilustrações educativas, promovendo a empatia e o respeito entre estudantes. Destaca a importância da escuta ativa e da intervenção precoce. É um recurso útil para famílias e escolas no enfrentamento de práticas agressivas.

Sugestão para o professor

BRASIL. Ministério da Educação. Guia rápido de ação: como agir em casos de bullying e cyberbullying na escola. Brasília, DF: MEC, 2024. Disponível em: https://www. gov.br/mec/pt-br/escolaque-protege/1738guiarapido sobrecomoagiremcasos.pdf. Acesso em: 7 out. 2025.

Esse guia oferece orientações práticas para educadores lidarem com situações de bullying e cyberbullying no ambiente escolar. Apresenta protocolos de ação, sugestões de acolhimento e encaminhamento. É uma ferramenta essencial para fortalecer a cultura de proteção nas escolas.

BNCC

(EF01HI01) Identificar aspectos do seu crescimento por meio do registro das lembranças particulares ou de lembranças dos membros de sua família e/ou de sua comunidade.

Organize-se

• Folhas de sulfite, cartolina ou caderno

• Lápis de cor

• Canetas coloridas

• Cola

• Fotografias

ENCAMINHAMENTO

Utilizar o texto como sensibilização e convidar os estudantes para participarem da atividade. É importante lembrar que se trata da primeira atividade que organiza quatro acontecimentos temporalmente, do mais antigo ao mais recente. Entretanto, é possível propor atividades que observem simultaneidades entre as linhas do tempo dos estudantes. Por exemplo: o que será que o João estava fazendo enquanto a Mariana estava indo a um jogo de futebol? Vale destacar que não estamos trabalhando ainda com sequências de datas precisas, mas de acontecimentos não datados em sequência cronológica. Por isso, as respostas não serão precisas, o que é adequado, uma vez que se trata de uma introdução às atividades de sequenciamento temporal.

Perguntar aos estudantes: quais foram os momentos mais marcantes de sua vida desde quando você nasceu até os dias de hoje? Orientá-los a conversar com a família sobre acontecimentos de sua história, a ver fotografias e a encontrar roupas e brinquedos que eles não usam mais. Explicar aos estudantes o que é uma linha do

MINHA HISTÓRIA

Ver orientações no Encaminhamento

TODO MUNDO TEM UMA HISTÓRIA DE VIDA PARA CONTAR!

MUITOS EVENTOS INTERESSANTES QUE ACONTECERAM NA SUA VIDA FICARAM GUARDADOS NA LEMBRANÇA. QUE TAL RECORDAR E PESQUISAR ALGUMAS HISTÓRIAS DE SUA VIDA? PARA ISSO, VAMOS MONTAR UMA LINHA DO TEMPO.

PEDRO COMEÇOU A ANDAR.

tempo e como ela nos ajuda a organizar fatos importantes da nossa vida. Ler para eles os passos para a construção de uma linha do tempo e esclarecer eventuais dúvidas.

Para garantir a participação de todos, é importante considerar adaptações conforme as necessidades específicas de cada estudante utilizando recursos visuais, táteis ou um apoio individualizado quando necessário.

A habilidade EF01HI01 é favorecida quando os estudantes são convidados a construir suas próprias linhas do tempo, organizando acontecimentos pessoais e familiares em or-

PEDRO VIAJOU COM OS PAIS PARA A PRAIA PELA PRIMEIRA VEZ.

dem cronológica, e quando são estimulados a compartilhar oralmente suas lembranças, promovendo o reconhecimento de aspectos do próprio crescimento. Essa abordagem permite que as crianças compreendam a noção de temporalidade de forma concreta e significativa, respeitando suas vivências e ritmos individuais.

Atividade complementar • Caça ao tempo

Explicar aos estudantes que eles participarão de uma “Caça ao tempo”, uma espécie de

SIGA ESTES PASSOS PARA FAZER UMA LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DE SUA VIDA:

Produção pessoal.

1 PENSE EM QUATRO MOMENTOS PARA COLOCAR EM SUA LINHA DO TEMPO.

2 ESCOLHA UMA FOTOGRAFIA OU FAÇA UM DESENHO PARA REPRESENTAR CADA MOMENTO.

3 ORGANIZE ESSES MOMENTOS EM ORDEM, DO MAIS ANTIGO AO MAIS RECENTE.

4 AGORA, MONTE SUA LINHA DO TEMPO! PARA ISSO, VOCÊ PODE USAR FOLHAS DE PAPEL SULFITE, CARTOLINA OU MESMO SEU CADERNO.

PEDRO GANHOU SEU BRINQUEDO PREFERIDO.

PEDRO APRENDEU A ANDAR DE BICICLETA.

caça ao tesouro onde deverão encontrar cartões que representam momentos importantes da vida de uma criança. Preparar cartões com imagens ou palavras representando eventos da vida (por exemplo: nascimento, primeiro dente, entrada na escola, aniversário de personagem fictício), e utilizar fita adesiva ou barbante para marcar a linha do tempo no chão ou em um mural. Antes do início da atividade, espalhar os cartões pelo espaço escolhido (sala de aula, pátio ou corredor da escola), escondendo­os em locais acessíveis e seguros. Usar imagens grandes e coloridas para

22/09/25 11:22

facilitar a visualização. Se necessário, utilizar cartões com texturas ou braile e oferecer pistas sonoras. Para estudantes com mobilidade reduzida, os cartões podem ser entregues por colegas ou posicionados em locais acessíveis. Para estudantes que necessitam de apoio estruturado, considerar a antecipação da atividade com imagens e mediação individualizada, a fim de favorecer a previsibilidade.

Orientar os estudantes que, ao encontrarem um cartão, devem trazê­lo até o ponto de encontro e, com ajuda do grupo e do professor, posicioná­lo na linha do tempo no

chão ou mural, organizando os eventos do mais antigo para o mais recente.

Ao final, conversar com a turma sobre a ordem dos eventos e o que cada um representa.

A atividade favorece o desenvolvimento da noção de sequência temporal e estimula a memória e a organização de eventos em ordem cronológica por meio de uma brincadeira ativa e colaborativa.

Sugestão para os estudantes

LINHA do tempo: O que é isso?. Publicado por: Dayany Barro. 2020. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https: //youtu.be/C2szbxCARiI? si=zPpub3Y5sbcvq7j_. Acesso em: 7 set. 2025. O vídeo explica o que é uma linha do tempo por meio da história de uma menina chamada Letícia, ilustrando a organização de eventos da vida em ordem cronológica. Também ensina a aplicar o conceito à família e propõe aos estudantes que criem suas próprias linhas do tempo.

O QUE E COMO AVALIAR

Para monitorar o progresso dos estudantes, pedir a eles que relatem oralmente, de forma não estruturada e espontânea, os temas, as atividades, os textos, as imagens ou trocas de respostas entre os colegas de que se lembram deste capítulo, sem consultar o Livro do estudante. Dessa forma, é possível identificar os conteúdos que se consolidaram mais facilmente, aproveitando para retomar aqueles que não foram retidos ou compreendidos pelos estudantes.

Competências gerais: 2 e 8

Competência específica de Ciências da Natureza: 7

Competência específica de Ciências Humanas: 1

Habilidades de Ciências: EF01CI02 e EF01CI03

Habilidade de Geografia: EF01GE09

Organize-se

• Espelhos individuais ou espelho grande

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Iniciar com uma pergunta: você já prestou atenção nas partes que formam seu corpo? Incentivar os estudantes a compartilhar suas ideias e, ao final, comentar que todos farão algumas atividades para conhecer melhor as partes do corpo.

Em seguida, perguntar aos estudantes se eles já participaram de alguma dança circular ou ciranda. Permitir que relatem suas experiências e, depois, explicar que, juntos, todos farão uma ciranda com a cantiga “Caranguejo”.

Na atividade 1, aproveitar o momento para verificar a fluência oral dos estudantes, de maneira coletiva ou individual. Pode-se explorar com mais ênfase a palavra caranguejo, fazendo a leitura de suas letras e sílabas.

Na atividade 2, permitir que os estudantes se observem livremente, em um momento de autoconhecimento. Para isso, criar uma atmosfera mais tranquila em sala de aula, com o uso, por exemplo, de uma música calma. Depois da atividade, é possível realizar uma roda de conversa para o compartilhamento das descobertas.

Aproveitar o momento

2 MEU CORPO

AO LONGO DO DIA, REALIZAMOS MUITAS ATIVIDADES, COMO COMER, TOMAR BANHO, SE VESTIR E BRINCAR. PARA REALIZAR ESSAS E OUTRAS ATIVIDADES, UTILIZAMOS DIFERENTES PARTES DO CORPO.

VOCÊ JÁ PRESTOU ATENÇÃO NAS PARTES QUE FORMAM O SEU CORPO?

1. Buscar vídeos na internet para cantar essa canção com os estudantes ou criar uma melodia de fundo para ela. Apesar de a letra da cantiga afirmar, o caranguejo não é um peixe.

1 COM O PROFESSOR, LEIA A CANTIGA A SEGUIR. DEPOIS, CANTE A CANÇÃO.

CANTIGA: CANÇÃO POPULAR QUE GERALMENTE APRESENTA RIMAS.

CARANGUEJO

CARANGUEJO NÃO É PEIXE, CARANGUEJO PEIXE É: CARANGUEJO SÓ É PEIXE NA ENCHENTE DA MARÉ.

ORA, PALMA, PALMA, PALMA ORA, PÉ, PÉ, PÉ

ORA, RODA, RODA, RODA CARANGUEJO PEIXE É.

CARANGUEJO. [S. L.: S. N.], [18--?]. CANTIGA POPULAR.

2 AGORA, CANTANDO E FAZENDO OS MOVIMENTOS DA CANTIGA, SE OLHE EM UM ESPELHO E OBSERVE SEU CORPO. DIGA PARA O PROFESSOR: O QUE CONSEGUE VER, ALÉM DAS SUAS MÃOS QUE BATEM PALMAS E DOS SEUS PÉS?

2. Caso a escola não disponibilize um espelho para esta atividade, pedir aos estudantes que formem duplas e identifiquem as partes do corpo do colega.

para incentivar os estudantes a compartilhar sentimentos e sensações sobre o próprio corpo, ficando atento a falas que possam revelar questões mais profundas. Sugere-se o acompanhamento das atividades por um psicólogo ou psicopedagogo, que possa intervir diante de eventuais questões identificadas.

A atividade requer o manuseio de espelhos, o que pode oferecer riscos aos estudantes. Por isso, é essencial ter cuidado na escolha do modelo de espelho a ser usado, que deve ter uma moldura lateral firme, bem como transmitir orientações claras de uso para os estudantes.

3 EM CASA, CANTE A MÚSICA PARA SEUS FAMILIARES. DEPOIS, PEÇA A ELES QUE CANTEM COM VOCÊ.

4 OBSERVE O ESQUEMA A SEGUIR. ELE INDICA ALGUMAS PARTES DO CORPO.

CABEÇA

PESCOÇO

BRAÇO

TRONCO MÃO

PERNA

• CONTE PARA OS COLEGAS: QUE OUTRAS PARTES DO CORPO VOCÊ RECONHECE E NÃO FORAM APRESENTADAS? DEPOIS, PINTE O DESENHO.

4. Os estudantes podem mencionar dedos, joelho, cotovelo, barriga, peito, olho, orelha, nariz, boca etc. 21

Sugestão para os estudantes

[LIBRAS] Caranguejo não é peixe: Bob Zoom: Vídeo Infantil Musical Oficial. Publicado pelo canal Bob Zoom. 2021. 1 vídeo (2 min). Disponível em: https://youtu.be/1Gfk-uh0Fio?si=K DIki90JXp-GI5HZ. Acesso em: 30 set. 2025. O vídeo traz em versão animada a música caranguejo apresentada no Livro do estudante.

22/09/25 11:27

Na atividade 3, é criada a oportunidade para os familiares participarem ativamente do processo de ensino e aprendizagem dos estudantes, por meio de um momento de convívio familiar com uma música da cultura popular brasileira.

Na atividade 4, a coordenação é treinada com a pintura do desenho. Aproveitar para verificar como está a coordenação motora fina dos estudantes. Há também um momento importante de compartilhamento entre os colegas, que contam uns aos outros o que conhecem sobre si e seu próprio corpo.

A habilidade EF01CI02 é favorecida quando os estudantes são convidados a observar e nomear partes do próprio corpo, como ocorre nas atividades que envolvem o uso de espelhos ou a formação de duplas para identificação corporal. Ao fazer isso, contribui-se para o desenvolvimento do reconhecimento das partes do corpo humano e suas funções, promovendo o autoconhecimento e a construção de uma imagem corporal positiva. Além disso, ao cantar a cantiga “Caranguejo” e participar da ciranda, os estudantes vivenciam experiências corporais que reforçam a percepção dos movimentos e da coordenação, elementos fundamentais para a representação gráfica posterior.

BNCC

(EF01GE09) Elaborar e utilizar mapas simples para localizar elementos do local de vivência, considerando referenciais espaciais (frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) e tendo o corpo como referência.

ENCAMINHAMENTO

Iniciar a aula convidando os estudantes a se sentar em roda e observar o espaço ao redor, incentivando-os a perceber os diferentes lados do corpo e a relação com os objetos no ambiente. Propor uma conversa breve sobre o que significa esquerda e direita, utilizando exemplos práticos e gestuais para facilitar a compreensão. Solicitar que façam o contorno da mão esquerda no espaço indicado, estimulando a percepção corporal e a coordenação motora. Em seguida, pedir que digam o nome de um objeto que conseguem ver à esquerda e outro à frente, valorizando a oralidade e a atenção ao espaço. Repetir o processo com a mão direita, e solicitar que identifiquem um objeto à direita e outro atrás de si, promovendo a consciência espacial e o uso de referências corporais. Ao identificarem frente, atrás, lado esquerdo e lado direito, tendo o próprio corpo como referência, os estudantes iniciam estudos basilares para a construção de referenciais de localização e lateralidade, contribuindo para o desenvolvimento do pensamento espacial e do raciocínio geográfico, ambos fundamentais no processo de alfabetização cartográfica. Dessa maneira, inicia-se o trabalho com a habilidade EF01GE09 de Geografia.

OS LADOS DO MEU CORPO

1 FAÇA O CONTORNO DE SUA MÃO ESQUERDA NO ESPAÇO A SEGUIR.

1. Produção pessoal. Contorno da mão esquerda do estudante.

A) DIGA O NOME DE UM OBJETO QUE VOCÊ PODE OBSERVAR À SUA ESQUERDA.

B) AGORA, DIGA O NOME DE UM OBJETO QUE VOCÊ PODE OBSERVAR À SUA FRENTE.

1. a) Resposta de acordo com a posição do estudante na sala de aula.

1. b) Resposta de acordo com a posição do estudante na sala de aula.

Atividade complementar

• Atividade corporal

Propor aos estudantes a realização de uma atividade corporal com música para desenvolver a percepção dos lados do corpo de forma lúdica e significativa. Utilizar uma música animada e orientar as crianças a seguir comandos verbais que envolvam movimentos com os lados direito e esquerdo do corpo, como levantar a mão direita, pular com o pé esquerdo ou tocar a orelha esquerda com a mão direita.

Estimular a atenção, a escuta e a coordenação motora, reforçando a repetição e a associação entre linguagem verbal e movimentos corporais. Adaptar os comandos conforme o ritmo da turma, garantindo que todos participem ativamente e compreendam a proposta.

Encerrar a atividade com uma conversa breve sobre o que foi feito e incentivar os estudantes a nomear as partes do corpo utilizadas e a identificar os lados direito e esquerdo em si mesmos e nos colegas.

2 FAÇA O CONTORNO DE SUA MÃO

DIREITA NO ESPAÇO A SEGUIR.

2. Produção pessoal. Contorno da mão direita do estudante.

A) DIGA O NOME DE UM OBJETO QUE VOCÊ PODE OBSERVAR À SUA DIREITA.

B) AGORA, DIGA O NOME DE UM OBJETO QUE VOCÊ PODE OBSERVAR ATRÁS DE VOCÊ.

2. a) Resposta de acordo com a posição do estudante na sala de aula.

2. b) Resposta de acordo com a posição do estudante na sala de aula.

Sugere-se observar e explorar a lateralidade dos estudantes como parte essencial do processo de alfabetização. Trabalhar os lados do corpo vai além de uma atividade corporal, pois contribui para o desenvolvimento de habilidades fundamentais. Ao identificar dificuldades persistentes, é possível adaptar propostas, propor jogos motores e dialogar com as famílias ou com a equipe de apoio pedagógico, favorecendo o avanço dos estudantes. Nesse sentido, recomenda-se a leitura sugerida no Texto de apoio

Sugestão para os estudantes

24/09/25 18:25

[LIBRAS] Cabeça, Ombro, Joelho e Pé: Bob Zoom: Vídeo Infantil Musical Oficial. 2023. 1 vídeo (2 min). Publicado pelo canal: Bob Zoom – Acessibilidade & Inclusão. Disponível em: https://youtu.be/gE8Qd7uhGcI?si=pkbN QdS4YdNHH5vC. Acesso em: 7 set. 2025. O vídeo apresenta a clássica canção infantil com tradução simultânea em Libras, favorecendo o aprendizado das partes do corpo de forma lúdica. É um recurso acessível que contribui para o desenvolvimento da linguagem e da coordenação motora.

Texto de apoio

A lateralidade cruzada e o desempenho da leitura e escrita em escolares

[...]

A lateralidade como uma das variáveis do desenvolvimento psicomotor, é um dos aspectos relevantes para o desenvolvimento das capacidades de aprendizagem. Pesquisas recentes evidenciam que a lateralidade está envolvida em todos os níveis do processo de aprendizagem escolar, havendo uma forte relação entre lateralidade cruzada e dificuldades na aprendizagem, bem como desabilidades na leitura e confusão na dominância lateral.

De modo geral, a lateralidade é a preferência da utilização de uma das partes simétricas do corpo: mão, olho, ouvido, perna. Ela é cruzada quando há uma discordância na utilização de uma dessas partes, como escrever com a mão direita e chutar com o pé esquerdo, por exemplo; é indefinida quando não há essa dominância, escrever tanto com mão direita, quanto com a esquerda, por exemplo. Quando há uma especialização harmônica entre as partes corporais, a lateralidade é caracterizada como sinistro completo (escreve com a mão esquerda, chuta com o pé esquerdo), ou destro completo (escreve com a mão direita, chuta com o pé direito). A definição da lateralidade ocorre por volta dos seis anos, e nesse fato reside a importância da criança ao ingressar na escola já possuir uma dominância lateral estabelecida. [...]

ROSA NETO, Francisco et al. A lateralidade cruzada e o desempenho da leitura e escrita em escolares. Revista CEFAC, São Paulo, v. 15, n. 4, 2013. Disponível em: https:// www.scielo.br/j/rcefac/a/ WfKW8Mw7Pwwd9KN5sCtRdTH/. Acesso em: 7 set. 2025.

(EF01CI02) Localizar, nomear e representar graficamente (por meio de desenhos) partes do corpo humano e explicar suas funções.

Tema Contemporâneo

Transversal: Saúde

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Aproveitar esse tema para trabalhar questões relacionadas à educação em saúde, com ênfase no bem-estar e na prevenção de doenças por meio de atividades físicas. É cada vez mais comum encontrarmos crianças que não se movimentam muito ao longo do dia, principalmente pelo uso abusivo de aparelhos eletrônicos e mídias sociais. Esse comportamento sedentário pode impactar negativamente o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional das crianças. Diante desse cenário, é fundamental que a escola, em parceria com as famílias, promova ações que incentivem a prática de atividades físicas e o uso consciente da tecnologia.

Caso seja possível o contato com um profissional de saúde (terapeuta ocupacional, fisioterapeuta ou médico, por exemplo) que desenvolva trabalhos com atividades específicas para pessoas com deficiência, convidá-lo para uma conversa com os estudantes na escola. A intenção é desenvolver uma postura de respeito, tanto em relação aos indivíduos com algum tipo de deficiência quanto em relação aos profissionais que realizam esse trabalho.

Pode-se realizar uma saída da sala de aula com os estudantes para observarem juntos os eventuais proble-

MOVIMENTOS DO CORPO

PRATICAR ATIVIDADES FÍSICAS É MUITO IMPORTANTE PARA MANTER NOSSO CORPO SAUDÁVEL.

1 A CENA A SEGUIR MOSTRA UMA AULA DE EDUCAÇÃO FÍSICA. COM OS COLEGAS, OBSERVEM AS ATIVIDADES REALIZADAS.

2 CONTORNE NO DESENHO AS ATIVIDADES REALIZADAS PELOS ESTUDANTES DE ACORDO COM AS CORES INDICADAS.

MOVIMENTANDO AS MÃOS E OS BRAÇOS

FLEXIONANDO OS BRAÇOS

ALONGANDO O CORPO

PULANDO

3 QUAIS SÃO AS PARTES DO CORPO UTILIZADAS NA REALIZAÇÃO DESSAS ATIVIDADES?

3. Espera-se que os estudantes associem cada atividade realizada a uma parte do corpo (perna, tronco, pé, braço, mão).

mas de acessibilidade da escola, buscando responder à pergunta: qual é o caminho que uma pessoa em cadeira de rodas faz para chegar à nossa sala? Se houver algum colega da turma em cadeira de rodas, permitir que ele relate sua experiência de se locomover pelo espaço escolar, caso se sinta à vontade para tal. Atentar-se para evitar qualquer situação que possa causar constrangimentos aos estudantes.

Na atividade 4, incentivar a troca de experiências entre os estudantes sobre a

prática de atividades físicas orientadas, promovendo a valorização do cuidado com a saúde e o papel dos profissionais da área. Explicar quem são os profissionais que podem orientar essas práticas, como educadores físicos, fisioterapeutas, entre outros. A atividade também favorece a reflexão sobre as diferenças individuais quanto à capacidade de realizar movimentos com o corpo. Valorizar a inclusão social de pessoas com deficiência e ressaltar que a acolhida de qualquer criança deve ser cuidadosa.

Amarelo MANZI
Vermelho
Vermelho
Vermelho
Vermelho
Preto
Azul

A PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS, COMO ALGUNS ESPORTES, NECESSITA DA ORIENTAÇÃO DE UM PROFISSIONAL, COMO MÉDICO OU EDUCADOR FÍSICO.

A ORIENTAÇÃO DESSES PROFISSIONAIS É MUITO IMPORTANTE, PORQUE ELES PENSAM NAS DIFERENÇAS DE CADA PESSOA E FAZEM MUDANÇAS NAS ATIVIDADES PARA QUE TODOS POSSAM PARTICIPAR.

CRIANÇAS JOGAM BASQUETE COM PROFESSOR.

CRIANÇA PRATICA NATAÇÃO COM PROFESSOR.

4 VOCÊ REALIZA OU CONHECE PESSOAS QUE REALIZAM ATIVIDADES FÍSICAS ORIENTADAS POR PROFISSIONAIS? SE SIM, CONTE AOS COLEGAS O QUE VOCÊ SABE SOBRE ESSE ASSUNTO. 4. Resposta pessoal.

DESCUBRA MAIS

• COELHO, RONALDO SIMÕES. NASCER SABENDO. ILUSTRAÇÕES: GLAIR ARRUDA. SÃO PAULO: FTD, 2007.

NESSE LIVRO, A PERSONAGEM APRENDE, AOS POUCOS, A LER, A ANDAR DE BICICLETA, A NADAR E MUITAS OUTRAS COISAS. COM O TEMPO, ELA COMPREENDE QUE NINGUÉM NASCE SABENDO.

Sugestão para o professor BRASIL. Ministério da Saúde. Governo Federal lança guia sobre o uso de dispositivos digitais por crianças e adolescentes. Brasília, 12 mar. 2025. Disponível em: https://www. gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/ marco/governo-federal-lanca-guia-sobre-ouso-de-dispositivos-digitais-por-criancas-eadolescentes. Acesso em: 23 jun. 2025.

O Ministério da Saúde apresenta um guia que orienta o uso consciente de dispositivos digitais por crianças e adolescentes.

O material destaca riscos à saúde física e mental, além de propor práticas saudáveis.

Texto de apoio

Educação pelo corpo

Carta Educação: Então podemos dizer que, em parte, a questão da indisciplina se relaciona com essa contenção do corpo?

André Trindade: Em parte sim. Se na Educação Infantil vemos ainda a presença do movimento, a partir do Ensino Fundamental, no entanto, é como se ninguém mais lembrasse que o corpo existe, que

precisa ser reconhecido, habitado, vivido. Nessas quatro horas que o aluno está na escola, ele precisa de intervalos de regeneração. Os espaços dos recreios são fundamentais, mas são muito curtos. Então a cada duas horas é perfeitamente possível convidar os alunos a ficar de pé ao lado da carteira, fazer um exercício de respiração, de movimento, se espreguiçar de forma coletiva. Porque se o aluno faz o gesto individualmente soa como um desrespeito.

Carta Educação: O senhor poderia dar exemplos de atividades que estimulam o corpo e que podem ser desenvolvidas em sala de aula?

André Trindade: Um exemplo importante e muito simples é a automassagem. Nós não ensinamos as crianças a se tocar. E não é nada que requer muito esforço. Basta pedir para todos os alunos sentarem, pegarem na perna, torcê-la para dentro e depois para fora. Os alunos estão com os braços cansados? Então o professor pode sugerir que, com a mão direita, o aluno faça uma massagem no braço esquerdo e vice-versa. [...] Fora isso, também não é difícil, de tempos em tempos, afastar as carteiras e propor atividades de movimento em grupos que perpassem jogos, caminhada, contato entre eles.

PAIVA, Thais. Educação pelo corpo. Carta Capital, São Paulo, 18 nov. 2016. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/ educacao/educacao-pelo-corpo/. Acesso em: 6 set. 2025.

(EF01CI03) Discutir as razões pelas quais os hábitos de higiene do corpo (lavar as mãos antes de comer, escovar os dentes, limpar os olhos, o nariz e as orelhas etc.) são necessários para a manutenção da saúde.

Tema Contemporâneo

Transversal: Saúde

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: como vocês cuidam da higiene do corpo? Com que frequência? Vocês realizam essas atividades sozinhos ou há cuidados de higiene que necessitam da ajuda de um adulto? Quais? Por que é preciso fazer a higiene do corpo diariamente?

Esclarecer aos estudantes que manter o corpo limpo é uma condição fundamental para a manutenção da saúde. Explicar à turma que as famílias podem ter hábitos de higiene diferentes, considerando a cultura do local onde vivem e os ensinamentos e tradições de cada família.

Ao trabalhar o texto e as atividades desta página, comentar com os estudantes que a boa higiene dos dentes garante também a saúde das gengivas. É importante evitar o consumo excessivo de doces para prevenir cáries.

Na atividade 1, são destacados os principais cuidados com os dentes que devemos ter. Ressaltar a importância da escovação dos dentes e do uso do fio dental, que remove o acúmulo de restos de comida entre os dentes.

Na atividade 2, é solicitado aos estudantes treinar

CUIDADOS COM O CORPO: HÁBITOS DE HIGIENE

PARA MANTER O CORPO SAUDÁVEL, PRECISAMOS TOMAR ALGUNS CUIDADOS TODOS OS DIAS.

HÁBITOS DE HIGIENE SÃO CUIDADOS QUE MANTÊM O CORPO LIMPO E EVITAM DIVERSAS DOENÇAS.

OS CUIDADOS COM OS DENTES, POR EXEMPLO, SÃO HÁBITOS DE HIGIENE

IMPORTANTES PARA EVITAR O APARECIMENTO DE CÁRIES

CÁRIE: DANO NOS DENTES QUE CAUSA DOR E DIFICULDADE DE MASTIGAR.

1 AS FOTOGRAFIAS MOSTRAM ALGUNS HÁBITOS DE HIGIENE

COM OS DENTES. PINTE A LEGENDA COM A MESMA COR DO CONTORNO DA FOTOGRAFIA CORRESPONDENTE.

PASSAR FIO DENTAL ENTRE OS DENTES APÓS AS REFEIÇÕES.

Verde

ESCOVAR OS DENTES APÓS AS REFEIÇÕES.

2 USANDO O QUADRO A SEGUIR, ESCREVA NAS LINHAS ACIMA O NOME DA COR QUE VOCÊ USOU EM CADA LEGENDA.

VERDE • AZUL • LARANJA • ROXO • CINZA

sua escrita, por meio da cópia dos nomes das cores que utilizou. Enquanto os estudantes realizam a atividade, circular pela sala de aula a fim de verificar possíveis dificuldades e dúvidas que podem ser sanadas.

As atividades propostas têm como objetivo ampliar conhecimentos sobre cuidados diários de higiene, reconhecendo e valorizando esses hábitos para que os estudantes se sintam estimulados a reproduzi-los com atenção.

Utilizar a atividade 3 para relembrar que esses hábitos ajudam a garantir o bem-estar

e evitam o acúmulo de sujeiras no corpo ou nos alimentos, que poderiam prejudicar a saúde. Incentivar a leitura e a interpretação das situações representadas nas imagens, possibilitando aos estudantes estabelecer relações entre os exemplos retratados na página e suas vivências no cotidiano.

Ao promover reflexões sobre os hábitos de higiene corporal e incentivar práticas cotidianas de cuidado com o corpo, contribui-se para desenvolver a habilidade EF01CI03. As atividades propostas, como rodas de conversa, observação de imagens, prática de

Laranja

ALÉM DE CUIDAR DOS DENTES, OUTROS HÁBITOS DE HIGIENE SÃO NECESSÁRIOS PARA GARANTIR A SAÚDE DO CORPO.

3 LIGUE CADA IMAGEM AO HÁBITO DE HIGIENE CORRESPONDENTE.

5

LAVAR AS MÃOS

OS HÁBITOS DE HIGIENE APRESENTADOS NESTA E NA PÁGINA ANTERIOR AJUDAM AS PESSOAS A MANTER A SAÚDE.

TAMBÉM FAZEM BEM PARA A SAÚDE BEBER ÁGUA AO LONGO DO DIA, DORMIR MAIS DE OITO HORAS POR NOITE E MANTER LIMPO O LUGAR ONDE VIVE.

DESCUBRA MAIS

• BIBANCOS, FÁBIO. A GUERRA DOS MUTANS. ILUSTRAÇÕES: SUPPA. SÃO PAULO: CLA, 2011.

NESSE LIVRO, VOCÊ VAI CONHECER A FAMÍLIA RIZO, NA QUAL TODOS SÓ COMEM GULOSEIMAS E NINGUÉM ESCOVA OS DENTES. FELIZES COM ESSES HÁBITOS, OS EXÉRCITOS DE MUTANS ENTRAM EM AÇÃO E ATACAM OS DENTES DA FAMÍLIA.

escovação correta e reconhecimento da diversidade cultural nos cuidados com o corpo permitem aos estudantes compreender a importância da higiene pessoal, relacionando-a ao bem-estar e à prevenção de doenças, em consonância com o Tema Contemporâneo Transversal Saúde.

16/09/25 21:37

Atividade complementar

• Escovando os dentes Providenciar para cada estudante, com o apoio das famílias, fio dental e uma escova de dentes para uma prática de higiene bucal correta. Orientar os estudantes a escovar as bochechas, a língua e os dentes superiores e inferiores. Seguir o tutorial indicado em Sugestão para o professor para orientações mais detalhadas. Verificar a possibilidade de contar com o apoio de profissionais das unidades básicas de saúde que atendam a comunidade.

Sugestão para o professor

TUTORIAL: Escovação correta para crianças e adultos. 2018. Vídeo (4min18s). Publicado pelo canal: Ministério da Saúde. Disponível em: https://youtu.be/_f7b6tUm NgY. Acesso em: 30 jun. 2021. Neste vídeo, uma dentista demonstra, com a ajuda de um modelo de boca com dentes, como fazer a limpeza correta dos dentes.

LAVAR VERDURAS E LEGUMES
TOMAR BANHO

ENCAMINHAMENTO

Aproveitar as legendas das fotografias para uma leitura em voz alta, dessa forma é possível verificar a fluência oral dos estudantes. Recomenda-se que o professor faça a leitura primeiro e, em seguida, os estudantes a repitam.

Vale destacar que o conceito de saúde está relacionado ao bem-estar físico, mental e social do indivíduo, e não apenas à ausência de doença. Segundo esse conceito, os hábitos de higiene são fundamentais para a manutenção da saúde.

O boxe Saiba que apresenta os microrganismos. Nesta coleção, os vírus não são considerados como microrganismos, mas optou-se por não citá-los neste primeiro momento, apesar de alguns também serem causadores de doenças.

Se julgar interessante, realizar com os estudantes a higienização correta das mãos, seguindo as orientações do infográfico indicado em Sugestão para o professor.

Atividade complementar • Higiene pessoal

Para dar continuidade às atividades que abordam o tema da higiene pessoal, pedir aos estudantes que tragam para a sala de aula embalagens vazias de produtos de higiene pessoal. Depois, explorar com eles a leitura dos rótulos dos produtos que levaram, destacando a função e o uso dos produtos trazidos. Trabalhar a classificação dos objetos conforme sua utilização, como limpeza do corpo, higiene das mãos e unhas, limpeza dos dentes e limpeza dos cabelos.

Dividir os estudantes em grupos e pedir a cada grupo que escolha três categorias de objetos para trabalhar. Orientar os grupos a montar cartazes com base nos rótulos dos

OBSERVE OUTROS EXEMPLOS DE HÁBITOS DE HIGIENE. ALGUNS DELES PODEM PRECISAR DA AJUDA DE UM ADULTO.

LIMPAR E SECAR AS ORELHAS COM UMA TOALHA MACIA.

ASSOAR O NARIZ, SEM FORÇAR, COM LENÇOS DE PAPEL DESCARTÁVEIS.

CORTAR AS UNHAS DAS MÃOS E DOS PÉS. NESSE CASO, SÓ UM ADULTO PODE MEXER COM O CORTADOR.

LAVAR O ROSTO NO BANHO E EM OUTROS MOMENTOS DO DIA PARA MANTER A BOCA E OS OLHOS LIMPOS.

MANTER HÁBITOS DE HIGIENE TAMBÉM EVITA QUE AS PESSOAS PASSEM DOENÇAS UMAS PARA AS OUTRAS.

SAIBA QUE

NO SOLO, NA ÁGUA, NO AR E ATÉ MESMO NO NOSSO CORPO PODEM SER ENCONTRADOS SERES MUITO PEQUENOS, CHAMADOS MICRORGANISMOS. OS HÁBITOS DE HIGIENE NOS PROTEGEM DE MICRORGANISMOS QUE CAUSAM DOENÇAS.

produtos de higiene, que deverão ser recortados e colados em cartolinas para cada categoria escolhida. Ao final, incentivá-los a apresentar para a turma os trabalhos desenvolvidos.

Sugestão para os estudantes

SANTOS, Suelen Katerine A. Meus hábitos: higiene e saúde. Ilustração de Darlion Amorim. Gaspar: Todolivro, 2018.

O livro apresenta os principais hábitos de higiene e saúde. Com ilustrações coloridas e linguagem simples, a obra estimula a autonomia das crianças ao abordar práticas

como lavar as mãos, escovar os dentes e manter o corpo limpo.

Sugestão para o professor AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Higienize as mãos: salve vidas. Brasília, DF: Anvisa, 28 out. 2020. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisde conteudo/publicacoes/servicosdesaude/ higiene-das-maos/cartazes/hm_higieniza cao_simples.pdf/view. Acesso em: 7 set. 2025. Infográfico com o passo a passo da correta higienização das mãos.

VOCÊ SABIA QUE OS PÉS TAMBÉM PRECISAM DE CUIDADOS?

TODO MUNDO JÁ TEVE CHULÉ UM DIA E FICOU INCOMODADO COM AQUELE CHEIRO RUIM.

COM O PROFESSOR, LEIA ALGUMAS DICAS PARA EVITAR QUE ISSO ACONTEÇA.

USAR MEIAS DE ALGODÃO E TROCAR AS MEIAS TODOS OS DIAS.

NÃO FICAR O DIA INTEIRO COM CALÇADOS FECHADOS. SEMPRE QUE POSSÍVEL, CALÇAR CHINELOS OU FICAR DESCALÇO. ASSIM, SEUS PÉS PODEM RECEBER VENTILAÇÃO.

DEIXAR OS CALÇADOS EM LOCAIS

VENTILADOS E, SE POSSÍVEL, ENSOLARADOS.

NO BANHO, LAVAR BEM OS PÉS E DEPOIS SECÁ-LOS COM CUIDADO, SOBRETUDO ENTRE OS DEDOS.

SE VOCÊ SENTIR COCEIRA ENTRE OS DEDOS OU NO PEITO DOS PÉS E SE APARECEREM BOLHAS OU RACHADURAS NA PELE, MOSTRE PARA UM ADULTO. ELE VAI LEVAR VOCÊ AO MÉDICO, QUE VAI AJUDÁ-LO A ACABAR COM ESSE PROBLEMA.

4 PINTE DE VERDE OS QUADROS DAS LEGENDAS SOBRE CUIDADOS COM SEUS PÉS QUE VOCÊ JÁ REALIZA E DE VERMELHO OS QUADROS QUE VAI COMEÇAR A FAZER. 4. Resposta pessoal.

O QUE E COMO AVALIAR

Avaliar a participação dos estudantes nas atividades, a identificação das partes do corpo, lateralidade e hábitos de higiene. Utilizar observação direta com registros em ficha descritiva ou portfólio, por exemplo, considerando o envolvimento, a expressão oral e corporal e a aplicação dos cuidados no cotidiano.

Texto de apoio Sabões e detergentes

16/09/25 21:37

As primeiras evidências de um material parecido com sabão registradas na história foram encontradas em cilindros de barro (datados de aproximadamente 2.800 a.C.), durante escavações da antiga Babilônia. As inscrições revelam que os habitantes ferviam gordura juntamente com cinzas [...].

A fabricação do sabão é uma das atividades industriais mais antigas de nossa civilização. Historiadores afirmam que sua origem remonta a um período anterior

ao século XXV a.C. Nesses mais de 4500 anos de existência, a Indústria Saboeira evoluiu, sofreu modificações na técnica graças a muitas experiências práticas e a estudos teóricos da natureza química das matérias-primas, desenvolvidas por incansáveis pesquisadores [...]. A história conta que os primeiros sabões eram obtidos por um demorado processo, no qual misturavam-se os dois ingredientes: cinza vegetal, rica em carbonato de potássio e gordura animal, e esperava-se que eles se reagissem. As gorduras eram obtidas principalmente de cabras e carneiros e as cinzas de determinadas espécies arbóreas e algas marinhas. [...]. O sábio romano Plínio, o velho, autor da obra História Natural, descreve a fabricação do sabão duro e do sabão mole no século I. O médico grego Galeno (130-200 d.C.), que fez carreira, fama e fortuna em Roma, também descreve uma técnica segundo a qual o sabão podia ser preparado com gorduras e cinzas, apontando sua utilidade como medicamento para a remoção de sujeira corporal e de tecidos mortos da pele.

PEREIRA, Francisco Sávio Gomes. Sabões e detergentes Recife: Instituto Federal de Pernambuco, 2012. Disponível em: https://www.researchgate. net/profile/Francisco-Pereira-57/ publication/317506551_Soaps_ and_Detergents_In_Portuguese_ Saboes_e_Detergentes/ links/593c82aea6fdcc17a90 cad8c/Soaps-and-DetergentsIn-Portuguese-Saboes-eDetergentes.pdf. Acesso em: 7 set. 2025.

BNCC

(EF01CI03) Discutir as razões pelas quais os hábitos de higiene do corpo (lavar as mãos antes de comer, escovar os dentes, limpar os olhos, o nariz e as orelhas etc.) são necessários para a manutenção da saúde.

Temas Contemporâneos

Transversais: Saúde e Ciência e Tecnologia.

ENCAMINHAMENTO

É possível utilizar alternativas ao sabonete líquido, como detergente, ou diluir um pouco de sabão sólido em água morna e levar essa mistura. Também é possível usar opções de temperos diferentes do orégano, contanto que sejam leves e flutuem na água.

O experimento demonstra a ação do sabão sobre a tensão superficial da água, embora esse conceito ainda não seja apresentado explicitamente aos estudantes. A tensão superficial é um fenômeno que ocorre na camada superficial da água como resultado das ligações de hidrogênio. Ao colocar a ponta do dedo na água, sem o detergente, a tensão superficial não se altera. Mas, ao aplicar o sabonete líquido na ponta do dedo, ele é capaz de quebrar a atração entre as moléculas de água, diminuindo a tensão superficial. Para compreender melhor a ação do sabão na limpeza do corpo, consultar o texto indicado em Sugestão para o professor.

Texto de apoio

Em geral, a higienização com sabonete líquido remove a microbiota transitória, tornando as mãos limpas. Esse nível de descontaminação é suficiente para os contatos sociais em geral e para a maioria das atividades práticas nos

CIÊNCIAS EM AÇÃO

SABÃO MÁGICO

Ver orientações no Encaminhamento

LAVAR AS MÃOS, VÁRIAS VEZES AO DIA, É UM HÁBITO QUE

TODAS AS PESSOAS PRECISAM TER.

PRIMEIRAS IDEIAS

Os estudantes podem considerar que lavar as mãos somente com água não as deixa muito limpas, porém, é importante permitir que expressem suas opiniões sem corrigi-los.

PROVAVELMENTE VOCÊ JÁ OUVIU DE ADULTOS, COMO PAIS

OU PROFESSOR, QUE É IMPORTANTE LAVAR AS MÃOS COM ÁGUA E SABÃO.

• VOCÊ ACHA QUE LAVAR AS MÃOS APENAS COM ÁGUA É SUFICIENTE PARA QUE ELAS FIQUEM LIMPAS?

EM GRUPOS, VOCÊ E OS COLEGAS VÃO FAZER UM

EXPERIMENTO PARA ENCONTRAR RESPOSTA PARA ESSA QUESTÃO.

MATERIAIS

• ÁGUA

• UMA PORÇÃO DE ORÉGANO

• SABONETE LÍQUIDO

• UMA VASILHA LARGA DE PLÁSTICO

• GUARDANAPOS OU LENÇOS DE PAPEL.

COMO FAZER

OS ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI.

1. UM COLEGA DO GRUPO VAI COLOCAR ÁGUA ATÉ A METADE DA VASILHA.

2. OUTRO COLEGA DO GRUPO VAI JOGAR UMA PORÇÃO DE ÓREGANO SOBRE A SUPERFÍCIE DA ÁGUA.

serviços de saúde. A eficácia da higienização simples. das mãos com água e sabonete, porém, depende da técnica utilizada e do tempo gasto durante o procedimento, que normalmente dura, em média, 8 a 20 segundos – sem contar o tempo necessário para se deslocar até a pia e retornar. […] […]

As formulações alcoólicas têm sido indicadas como produto de escolha para a higienização das mãos se não houver sujeira visível nestas, pois promovem a redução microbiana, requerem menos tempo para aplicação e causam menos irritação

do que a higienização com água e sabonete associado ou não a antissépticos, além de facilitar a disponibilidade em qualquer área do serviço de saúde […].

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segurança do paciente em serviços de saúde: higienização das mãos. Brasília, DF: Anvisa, 2009. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/ publicacoes/seguranca_paciente_servicos_saude_ higienizacao_maos.pdf. Acesso em: 2 out. 2025.

3. COLOQUEM, UM POR VEZ, A PONTA DO DEDO INDICADOR DENTRO DA ÁGUA E OBSERVEM O QUE ACONTECE.

4. LIMPEM AS MÃOS COM O GUARDANAPO OU O LENÇO DE PAPEL.

5. AGORA, UM POR VEZ, PASSEM O SABONETE LÍQUIDO SOBRE A PONTA DO DEDO.

6. COLOQUEM, UM POR VEZ, A PONTA DO DEDO INDICADOR DENTRO DA ÁGUA COM ORÉGANO E OBSERVEM MAIS UMA VEZ O QUE ACONTECE.

OBSERVANDO E DISCUTINDO OS RESULTADOS

1 O QUE ACONTECEU QUANDO VOCÊS COLOCARAM O DEDO NA ÁGUA, SEM LAVAR AS MÃOS?

1. Espera-se que os estudantes respondam que o orégano grudou no dedo.

2 E O QUE ACONTECEU QUANDO VOCÊS COLOCARAM O DEDO NA ÁGUA, DEPOIS DE COLOCAR SABONETE NA PONTA DO DEDO?

2. Espera-se que os estudantes respondam que a camada de orégano se afastou do dedo, em direção à borda da vasilha.

3 SE O ORÉGANO FOSSE A SUJEIRA QUE FICA EM SUAS

MÃOS, QUAL É A MELHOR MANEIRA PARA MANTER AS MÃOS LIMPAS? MARQUE UM X NA RESPOSTA.

LAVAR AS MÃOS SÓ COM ÁGUA.

3. Espera-se que alguns estudantes considerem que é preciso usar água e sabão para manter as mãos limpas.

X LAVAR AS MÃOS COM ÁGUA E SABONETE.

4 CONSIDERANDO A RESPOSTA DADA NAS PRIMEIRAS IDEIAS, VOCÊ MUDARIA A RESPOSTA APÓS O EXPERIMENTO?

4. Espera-se que os estudantes comparem suas ideias iniciais com o que observaram na atividade e concluam que é importante lavar as mãos com sabonete para mantê-las limpas.

Sugestão para o professor

RICHARDSON, Paul E. Como o sabão mantém você limpo? Um químico explica a ciência que afasta microrganismos nocivos. Terra, São Paulo, 7 maio 2025. Disponível em: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/ saude/como-o-sabao-mantem-voce-limpoum-quimico-explica-a-ciencia-que-afastamicrorganismos-nocivos,c8fda67af035e 6019a9b5ebabf586baaq8v97w9v.html. Acesso em: 7 out. 2025.

16/09/25

O artigo aborda a história do sabão, sua importância e explica de que forma ele realiza a limpeza da sujeira.

Comentar com os estudantes que na sujeira de nossas mãos podem existir vírus e diversos microrganismos, como as bactérias, que não são visíveis a olho nu. Embora muitos deles não sejam causadores de doenças, podendo até contribuir para nos manter saudáveis, alguns podem causar doenças. Por isso, não basta que as mãos aparentem estar limpas; é necessário lavá-las com frequência, de forma correta, utilizando sabonete. Retomar as respostas mencionadas pelos estudantes em Primeiras Ideias ao longo da seção Observando e discutindo os resultados, ressaltando a importância do experimento para comprovar ou refutar suas hipóteses, mesmo que, nesse momento, esse termo ainda não seja aprofundado ou definido.

BNCC

Competência geral: 2

Competência específica de Ciências da Natureza: 7

Habilidades de Ciências: EF01CI02 e EF01CI04

Habilidade de História: EF01HI08

ENCAMINHAMENTO

Antes de explorar a imagem de abertura do capítulo, escrever na lousa a palavra CRESCIMENTO e pedir aos estudantes que compartilhem outras palavras que associam a essa. Espera-se que eles mencionem seres vivos, objetos ou estruturas que passam por mudanças ao longo do tempo, desde plantas e animais até edifícios. Permitir que façam associações livremente nesse momento.

Destacar a situação representada ao final do quadro, que mostra uma atitude de cuidado com uma pessoa idosa. Se julgar adequado, propor um momento para conversar sobre a importância de respeitar e cuidar das pessoas idosas.

Nas atividades 1 e 2, solicitar aos estudantes que mencionem as características que os levaram a escolher um personagem em detrimento do outro. Eles podem mencionar a presença ou ausência de cabelos brancos e linhas de expressão, as roupas que estão usando, a postura corporal, entre outras.

A atividade 3 exercita a habilidade de contar histórias com começo, meio e fim. Ela é fundamental para que os estudantes aprendam a escrever narrativas históricas. Aos poucos, eles aprenderão a fazer isso por meio da leitura de documentos de natureza e sintaxe diversas, como leis, fotografias,

3 CRESCIMENTO

Ver orientações no Encaminhamento

quadros, cartas etc., sempre retirando informações dessas fontes históricas. Nesse momento, trata-se apenas de aprender a contar histórias, organizar os acontecimentos em sequência cronológica e considerar o crescimento e o envelhecimento das pessoas.

Azul
Vermelho
Vermelho
Azul

1 CONTORNE EM VERMELHO O PERSONAGEM MAIS NOVO EM CADA UM DOS QUADROS.

2 CONTORNE EM AZUL O PERSONAGEM MAIS VELHO EM CADA UM DOS QUADROS.

3 VAMOS CONTAR A HISTÓRIA QUE APARECE NESTAS PÁGINAS? UM ESTUDANTE COMEÇA E OS OUTROS DÃO SEQUÊNCIA À HISTÓRIA.

3. Resposta de acordo com a história dos estudantes.

Sugestão para o professor

DESENVOLVIMENTO nos anos iniciais do ensino fundamental. São Paulo: Instituto Ayrton Senna, 16 nov. 2023. Disponível em: https://institutoayrtonsenna.org.br/fases-dodesenvolvimento/. Acesso em: 7 out. 2025. A página apresenta informações sobre os estágios do desenvolvimento humano, abordando aspectos cognitivos, emocionais e sociais, destacando a importância de compreender essas fases para promover uma educação integral.

16/09/25 22:02

Texto de apoio

O que é envelhecimento humano?

O envelhecimento humano é um fenômeno multidimensional, porque é um processo biológico, psicológico, social e cultural. Envelhecer é uma conquista da humanidade! A velhice é uma fase da vida como as demais fases. No mundo, em 2025, a população idosa será de 1 bilhão e 120 milhões de pessoas, das quais 72% estarão nos países em desenvolvimento, como o Brasil! […]

Como se relacionam os adolescentes e jovens com as pessoas idosas?

Nos currículos mínimos dos diversos níveis de ensino formal, devem ser inseridos conteúdos sobre os aspectos do envelhecimento, do respeito e da valorização a pessoa idosa. […] Crescer no conhecimento, contribui para um envelhecimento bem sucedido. Os espaços das instituições de ensino favorecem convivência entre as gerações. Aproveite para aprender mais, e também trocar conhecimentos! Todo mundo precisa valorizar o conhecimento da pessoa idosa! […]

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE PERNAMBUCO (IFPE). Cartilha da pessoa idosa. Recife: IFPE, c2025. Disponível em: https://portal. ifpe.edu.br/wp-content/uploads/ repositoriolegado/portal/ documentos/cartilha_pessoa_ idosa.pdf. Acesso em: 1 out. 2025.

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BIRY SARKIS

ENCAMINHAMENTO

Os estudantes vão observar uma sequência de fotografias e, com base nessa observação, identificar as etapas da vida de um ser humano. É importante enriquecer a observação com algumas perguntas reflexivas, como: com qual fotografia você mais se identifica? Em qual fase da vida você se encontra?

Durante a leitura e interpretação das imagens, fazer alguns questionamentos à turma. Perguntar, por exemplo, quais características físicas e hábitos de vida diários parecem marcantes no primeiro ano de vida de um bebê, na infância, na fase escolar, na adolescência e na vida adulta.

Estimular a observação atenta das imagens, garantindo que os estudantes iniciem as atividades se dedicando à identificação das fases da infância representadas na sequência de fotografias. Depois, propor a eles que identifiquem as mudanças físicas que perceberam entre as crianças que aparecem nas fotografias.

Na atividade 1, os estudantes devem refletir sobre os aspectos físicos observáveis nas fotografias, relacionando-os às possíveis idades das pessoas.

Propor que os estudantes observem novamente as imagens apresentadas na página e, em seguida, conduzir uma conversa coletiva sobre as mudanças que ocorrem ao longo da vida das pessoas. É importante destacar não apenas os aspectos físicos, mas também sociais, culturais e emocionais que caracterizam cada fase. A atividade pode ser orientada de modo a problematizar visões naturalizadas ou lineares do “ciclo da vida”, estimulando os estudantes a perceberem como fatores históricos e sociais também

FASES DA VIDA

À MEDIDA QUE O TEMPO PASSA, AS PESSOAS VIVENCIAM DIFERENTES FASES DA VIDA, COM MUDANÇAS DE IDADE E NA APARÊNCIA, ALÉM DE HÁBITOS E INTERESSES.

ESTA SEQUÊNCIA DE FOTOGRAFIAS MOSTRA PESSOAS DE UMA FAMÍLIA EM DIFERENTES FASES DA VIDA.

1 COM A AJUDA DO PROFESSOR, LEIA AS LEGENDAS E DEPOIS RESPONDA ÀS QUESTÕES.

A) QUAL É A PESSOA MAIS NOVA DA FAMÍLIA? E A PESSOA MAIS VELHA?

1. a) A pessoa mais nova é o menino e a mais velha é o homem idoso.

B) EM SUA OPINIÃO, QUAL É A IDADE DE CADA UMA DESSAS PESSOAS?

1. b) Resposta pessoal. Verificar se as respostas dos estudantes são coerentes com a faixa etária de cada fase da vida.

influenciam a experiência de cada fase. Assim, abre-se espaço para discutir questões como desigualdades sociais, acesso à educação, condições de trabalho e relações familiares, que impactam de forma diversa a trajetória de vida de cada pessoa. A introdução e o aprofundamento de tais questões devem ser adaptados ao vocabulário adequado à faixa etária dos estudantes.

MENINO NA INFÂNCIA.
MULHER ADULTA.
HOMEM IDOSO.
MENINA NA ADOLESCÊNCIA.

2 COM A AJUDA DE UM ADULTO, ANOTE: QUANTOS ANOS TÊM AS PESSOAS COM QUEM VOCÊ MORA?

2. Resposta pessoal.

3 AGORA, EM GRUPOS, OBSERVEM ESTA SEQUÊNCIA DE FOTOGRAFIAS.

COM

A) QUAL É A IDADE DA CRIANÇA MAIS NOVA E DA CRIANÇA MAIS VELHA?

3. a) A criança mais nova tem 7 meses e a mais velha tem 8 anos.

B) QUAL FASE DA VIDA FOI REPRESENTADA NESSAS FOTOGRAFIAS?

3. b) A infância.

C) O QUE AS CRIANÇAS PODEM APRENDER AO LONGO DA INFÂNCIA?

3. c) As crianças podem aprender a andar, a falar, a brincar, a ler e escrever, a se vestir sozinhas, a cuidar da higiene, a fazer movimentos com o corpo etc.

Sugestão para o professor

ALANA. São Paulo, c2025. Disponível em: https://alana.org.br/. Acesso em: 8 set. 2025. Site da ONG Alana, que trabalha com a valorização da infância. Nele é possível conhecer os vários projetos coordenados pela instituição.

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde do adolescente. Brasília, DF: MS, c2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/ assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-do-ado lescente. Acesso em: 2 out. 2025.

Esse artigo apresenta orientações relacionadas à saúde dos adolescentes, destacando os direitos que essa faixa etária tem em relação aos serviços de saúde e as recomendações de como proceder.

Na atividade 2, os estudantes devem registrar a idade das pessoas com quem moram.

Na atividade 3, os estudantes observam imagens da infância que mostram crianças na chamada primeira infância (0-8 anos).

Atividade complementar

• Painel coletivo

Solicitar aos estudantes que selecionem fotografias de seus familiares ou de pessoas conhecidas para organizar um painel coletivo, no qual serão formados e identificados grupos de pessoas que representem diferentes fases da vida. Aproveitar o momento de observação desse material para valorizar e estimular o respeito à diversidade física nele apresentada.

Sugestão para os estudantes

ASSE, Roberta. De João para seis irmãos. São Paulo: Criadeira Livros, 2021. A obra conta a história de João e seus seis irmãos em dois momentos: quando João é criança e brinca com os irmãos, e quando eles já são mais velhos e se reúnem para ajustar os brinquedos que João fez para eles quando ainda eram bem pequenos.

BEBÊ
7 MESES.
CRIANÇA AOS 6 ANOS.
CRIANÇA AOS 8 ANOS.
BEBÊ COM 11 MESES.

BNCC

(EF01HI08) Reconhecer o significado das comemorações e festas escolares, diferenciandoas das datas festivas comemoradas no âmbito familiar ou da comunidade.

ENCAMINHAMENTO

O aniversário é uma data simbólica que marca o nascimento de uma pessoa e, em muitas culturas, representa a celebração da vida, do crescimento e das conquistas ao longo do tempo. No contexto escolar, essa temática pode ser trabalhada de forma didática e inclusiva, promovendo o reconhecimento da identidade de cada estudante e o respeito às diferentes formas de viver e de celebrar. Ao abordar o aniversário em sala de aula, é importante destacar que essa comemoração pode variar bastante de acordo com as tradições familiares, culturais e religiosas.

Enquanto para muitas crianças, o aniversário é sinônimo de festa, bolo e presentes, para outras ele pode ser um dia comum ou até mesmo não ser comemorado. Além disso, há famílias que, por motivos econômicos ou por escolhas pessoais, optam por não realizar comemorações.

COMEMORAÇÃO DO ANIVERSÁRIO

NO DIA DO ANIVERSÁRIO, COMEMORAMOS MAIS UM ANO DE VIDA. A DATA DE COMEMORAÇÃO CORRESPONDE AO DIA E AO MÊS DE NOSSO NASCIMENTO.

EXISTEM MUITAS MANEIRAS DE COMEMORAR O ANIVERSÁRIO.

OBSERVE NAS FOTOGRAFIAS ALGUNS EXEMPLOS DE COMEMORAÇÕES. O PROFESSOR VAI AJUDAR A LER AS LEGENDAS.

EM UM PAÍS CHAMADO

CHINA, EXISTE UMA TRADIÇÃO NO ANIVERSÁRIO DE 1 ANO. A CRIANÇA É CERCADA POR VÁRIOS

Diante dessa diversidade, é fundamental conduzir a discussão de forma acolhedora e respeitosa, garantindo que nenhum estudante se sinta excluído ou constrangido.

OBJETOS, COMO LIVRO E MOEDAS. O OBJETO ESCOLHIDO PELO ANIVERSARIANTE SIMBOLIZA O SEU FUTURO.

FESTA DE ANIVERSÁRIO EM CASA. NO BRASIL, MUITOS ANIVERSARIANTES ESCOLHEM PARA QUEM DAR O PRIMEIRO PEDAÇO DO BOLO DE ANIVERSÁRIO.

Ler as imagens com os estudantes e pedir a eles que destaquem as diferenças na maneira como os aniversários são comemorados em diferentes países. Eles podem mencionar as atividades desenvolvidas, os alimentos característicos, os modos de vestir, entre outros. Destacar as diferenças na maneira de comemorar a passagem dos anos. Por exemplo: comemoramos nosso aniversário ano a ano em nossa sociedade, mas os povos indígenas escolhem momentos especiais, como a passagem para a vida adulta ou a apresentação do bebê a todos os membros da comunidade.

A habilidade EF01HI08 é favorecida quando se promove o reconhecimento das diferentes formas de comemorar aniversários, tanto no contexto escolar quanto familiar e comunitário.

EM UM PAÍS CHAMADO MÉXICO, A FESTA DE ANIVERSÁRIO INCLUI A BRINCADEIRA COM A PINHATA

OBJETO FEITO DE PAPEL E RECHEADO COM DOCES QUE FICA PENDURADO. AS CRIANÇAS USAM UM BASTÃO PARA QUEBRAR OU DERRUBAR O OBJETO E PEGAR OS DOCES.

1 MARQUE UM X AMARELO NAS COMEMORAÇÕES DE ANIVERSÁRIO QUE VOCÊ JÁ CONHECIA.

1. Resposta pessoal.

2 MARQUE UM X VERMELHO NAS COMEMORAÇÕES DE ANIVERSÁRIO QUE VOCÊ NÃO CONHECIA.

2. Resposta pessoal.

3 FORME UMA DUPLA COM UM COLEGA E CONVERSE SOBRE COMO VOCÊ GOSTA DE COMEMORAR SEU ANIVERSÁRIO.

3. Resposta pessoal.

Sugestão para os estudantes

PIEDADE, Amir. O aniversário do Seu Alfabeto. São Paulo: Cortez, 2018. O livro apresenta uma narrativa lúdica sobre uma festa organizada pelas letras do alfabeto. Com linguagem acessível, estimula a imaginação infantil.

Atividade complementar

• Entrevista

Se possível, reservar um momento para que os estudantes entrevistem professores e demais funcionários da escola sobre como eles se relacionam com a comemoração do aniversário. Auxiliar os estudantes na definição das perguntas que devem fazer aos entrevistados, de forma que todos eles tenham o mesmo conjunto de perguntas, como idade e nome do entrevistado, onde ele nasceu, se comemorava o aniversário quando criança, quando adolescente e adulto, e se gosta ou não gosta desse tipo de comemoração. Além das questões de idade, nome e origem, as demais perguntas devem ser de múltipla escolha para que, ao retornarem com as respostas, seja possível organizar os resultados de forma comparativa. Após a definição das questões com os estudantes, o professor deverá elaborar uma folha com espaço para o registro das respostas de alguns entrevistados. Os estudantes devem pedir aos entrevistados que respondam oralmente a eles e também escrevam e marquem suas respostas na folha.

BNCC

(EF01CI04) Comparar características físicas entre os colegas, reconhecendo a diversidade e a importância da valorização, do acolhimento e do respeito às diferenças.

Organize-se

• Papelão ou cartolina (para reforçar a super-régua)

ENCAMINHAMENTO

Fazer com os estudantes uma leitura cuidadosa das etapas de construção da super-régua. É possível realizar a leitura dos itens dos materiais e procedimentos em voz alta, solicitando aos estudantes que repitam logo em seguida. Estimular a elaboração dos desenhos solicitados.

As atividades apresentadas permitem a observação atenta de um processo do organismo humano que é marcante durante o desenvolvimento das crianças, especialmente na faixa etária dos estudantes: o crescimento do corpo. Os estudantes construirão uma régua grande o suficiente para medirem sua própria altura. Para que a régua seja mais duradoura, orientá-los a colá-la sobre uma cartolina ou papelão. Orientar os estudantes quanto a como fazer as marcações; eles podem utilizar canetas, lápis e gizes coloridos, ou colar adesivos, papel colorido ou botões, por exemplo. Estimular a criatividade dos estudantes. Sugerir que demarquem essas alturas na régua com marcas coloridas para facilitar a comparação. Solicitar que tragam suas super-réguas para a finalização das atividades desta seção, pois a verificação dos pontos mar-

MATEMÁTICA DIÁLOGOS

Ver orientações no Encaminhamento

CONSTRUINDO A SUPER-RÉGUA

CONFORME O TEMPO PASSA, AS CRIANÇAS CRESCEM. MAS SERÁ QUE TODAS ELAS CRESCEM DA MESMA MANEIRA?

PARA RESPONDER A ESSA QUESTÃO, VOCÊ VAI CONSTRUIR UMA RÉGUA E TIRAR ALGUMAS MEDIDAS.

MATERIAIS

• COLA BRANCA

• LÁPIS GRAFITE

• LÁPIS DE CORES VARIADAS

• TESOURA COM PONTAS

COMO FAZER

OS ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI.

1. VÁ ATÉ AS PÁGINAS 243, 245 E 247 DO MATERIAL COMPLEMENTAR PARA MONTAR A SUPER-RÉGUA.

2. RECORTE AS 10 PARTES DA RÉGUA. COLE UMA PARTE NA OUTRA EM CIMA DOS ESPAÇOS INDICADOS E SEGUINDO A ORDEM DOS NÚMEROS.

3. LEVE A SUPER-RÉGUA PARA CASA. PEÇA A UM ADULTO PARA MARCAR NA SUPER-RÉGUA A MEDIDA DE SUA ALTURA E A DATA QUE ESSA MARCAÇÃO ESTÁ SENDO FEITA.

cados auxiliará na discussão que será realizada em sala de aula.

Caso os responsáveis de algum estudante não tenham os dados do nascimento dele, ele pode registrar apenas sua altura atual e estimar sua altura de nascimento baseando-se na média dos outros estudantes quando nasceram, ou utilizando o tamanho médio de um recém-nascido, que é por volta de 50 centímetros.

OBSERVANDO E DISCUTINDO OS RESULTADOS

1 COMPARE COM OS COLEGAS A MEDIDA MARCADA NA SUA SUPER-RÉGUA. ELAS SÃO DIFERENTES?

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam as diferentes medidas de altura entre os colegas.

2 O PROFESSOR VAI ORGANIZAR A TURMA PARA QUE VOCÊS CONSTRUAM UM QUADRO COM AS INFORMAÇÕES SOBRE

A MEDIDA DE ALTURA DE CADA ESTUDANTE. COM BASE NESSES DADOS, RESPONDAM ORALMENTE.

A) EXISTEM SEMELHANÇAS? SE SIM, QUAIS?

B) EXISTEM DIFERENÇAS? SE SIM, QUAIS?

2. Para esta atividade, compor um quadro na lousa, pedindo a cada estudante que diga as informações que trouxe.

C) POR QUE VOCÊS ACHAM QUE TEVE DIFERENÇA ENTRE AS MEDIÇÕES?

Sugestão para o professor

SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Crescimento. Rio de Janeiro: SBP, 2023. Disponível em: https://www.sbp.com.br/ pediatria-para-familias/desenvolvimento-ecomportamento/crescimento/. Acesso em: 7 out. 2025.

O portal da SBP oferece informações acessíveis e confiáveis sobre o crescimento infantil, abordando marcos do desenvolvimento físico e fatores que influenciam esse processo. O conteúdo é voltado para famí-

lias, com orientações práticas e linguagem clara, sendo uma fonte importante para o acompanhamento saudável do crescimento das crianças.

Em sala de aula e com base nas respostas dadas às atividades 1 e 2, estimular os estudantes a trocar ideias e impressões sobre o processo de identificação e marcação das alturas na régua.

Depois da produção da super-régua, é possível montar um quadro contendo as medidas de altura dos estudantes para socializar as informações.

Incentivar os estudantes a verificar a posição das marcações coloridas feitas por eles na super-régua. Ao analisar esses dados, a turma concluirá que a altura é, entre outras particularidades, uma característica pessoal. Explicar aos estudantes que essa característica depende de vários fatores, como as condições de saúde do bebê em formação e da mãe durante a gestação, a história genética da família, os hábitos alimentares da criança ao longo do seu crescimento, o ritmo de crescimento do corpo, entre outros. Provocar nos estudantes a percepção de que eles crescem com o passar do tempo e cada um o faz em ritmos distintos. É importante acrescentar que, durante o crescimento, todos se tornam mais aptos física e mentalmente, e isso ocorre de acordo com as possibilidades de cada um. Na atividade 2, estabelecer as comparações de altura entre os estudantes e fomentar falas e abordagens de respeito às diferenças. Espera-se que ocorram medidas mais próximas e algumas mais distantes da média.

BNCC

(

EF01CI02) Localizar, nomear e representar graficamente (por meio de desenhos) partes do corpo humano e explicar suas funções.

(EF01CI04) Comparar características físicas entre os colegas, reconhecendo a diversidade e a importância da valorização, do acolhimento e do respeito às diferenças.

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes o que eles sabem a respeito da troca de dentes, que se inicia nas crianças por volta dos seis anos de idade. Quem tem um irmão mais velho já chegou a perceber nele esse tipo de mudança?

Perguntar também o que os adultos costumam dizer a eles a respeito da importância de escovar os dentes mais de uma vez por dia.

Na atividade 1, estimular a leitura e a interpretação atenta da tirinha que, assim como os relatos pessoais, ajudará os estudantes a reconhecer mais uma característica pessoal que se manifesta nas crianças em tempos diferentes. Aproveitar o momento para verificar a capacidade de compreensão de textos dos estudantes.

Explicar aos estudantes que, além da mastigação, os dentes também auxiliam na fala e conferem forma ao rosto. Comentar ainda que, entre 6 e 7 anos, os dentes de leite começam a ser substituídos pelos dentes permanentes. Aos 12 anos, geralmente, a criança já possui 28 dentes permanentes.

A atividade 2 é uma oportunidade para os estudantes treinarem sua oralidade e, ao mesmo tempo, observarem o próprio desenvolvimento em relação à sua dentição.

A TROCA DOS DENTES

ALÉM DO CRESCIMENTO DO CORPO, OUTRA MUDANÇA FÍSICA É MARCANTE NA INFÂNCIA DE UMA PESSOA.

1 COM A AJUDA DO PROFESSOR, LEIA A TIRINHA EM VOZ ALTA E DESCUBRA QUAL É ESSA MUDANÇA.

1. A mudança é a troca dos dentes.

2 VOCÊ JÁ PASSOU POR UMA SITUAÇÃO COMO ESSA? CONTE COMO FOI.

2. Resposta pessoal. É possível que parte dos estudantes já tenha perdido algum dente de leite e outros, ainda não. Espera-se que a maioria ainda não tenha um dente permanente reposto, mas isso varia de uma criança para outra.

3 PEÇA A AJUDA DE UM FAMILIAR PARA CONTAR QUANTOS DENTES VOCÊ TEM. PARA ISSO, FIQUE DIANTE DE UM ESPELHO E ABRA BEM A BOCA. DEPOIS, ANOTE O NÚMERO DE DENTES.

3. Resposta pessoal. Nessa faixa etária, alguns estudantes já podem ter dentes permanentes, mas o número de dentes de leite e o de dentes permanentes novos podem variar.

4 O PROFESSOR VAI ANOTAR NA LOUSA QUANTOS DENTES VOCÊ E OS COLEGAS TÊM.

• AGORA, COMPAREM OS NÚMEROS: ELES SÃO PARECIDOS OU MUITO DIFERENTES?

4. Provavelmente os números serão próximos, mas não obrigatoriamente iguais.

Já a atividade 3 oferece mais uma oportunidade para os familiares participarem ativamente do processo de ensino e aprendizagem do estudante, assim como para que o estudante tenha uma vivência prática de anatomia, observando seus dentes no espelho.

A atividade 4 oferece mais uma oportunidade para os estudantes treinarem a oralidade, recontando a vivência feita em casa, assim como notarem a diversidade no desenvolvimento corporal de cada um. Abordar as comparações com cautela, reforçando entre os estudantes posturas de empatia e respeito à diferença.

Os dentes de leite são chamados pelos odontologistas de dentes decíduos ou primários, sendo distribuídos na boca em 10 dentes na arcada superior e 10 dentes na arcada inferior, totalizando 20 dentes. Eles não possuem raiz; no lugar de suas raízes, encontram-se os primórdios dos dentes permanentes. A ilustração da página 41 mostra 24 dentes: os dentes de leite e os primeiros dentes permanentes, sendo esses os molares, que nascem na criança por volta dos 7 anos.

LINIERS. MACANUDO. FOLHA DE S.PAULO, SÃO PAULO, 13 NOV. 2009. ILUSTRADA, P. E13.

OS DENTES DE LEITE COMEÇAM A NASCER, GERALMENTE, ENTRE OS 5 E 6 MESES DE VIDA. POR VOLTA DOS 6 ANOS, COMEÇA A TROCA DESSES DENTES PELOS DENTES PERMANENTES.

ASSIM COMO O CRESCIMENTO DO CORPO, A QUEDA DOS DENTES DE LEITE NÃO ACONTECE AO MESMO TEMPO PARA TODAS AS CRIANÇAS.

5. Espera-se que os estudantes percebam que os dentes têm formatos diferentes.

5 OBSERVE E COMPARE O FORMATO DOS DENTES NA IMAGEM. OS DENTES SÃO PARECIDOS OU DIFERENTES?

REPRESENTAÇÃO DA DENTIÇÃO DE UMA CRIANÇA DE 7 ANOS, COM DENTES DE LEITE E DENTES PERMANENTES.

OS ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI. AS CORES NÃO CORRESPONDEM AOS TONS REAIS.

OS DENTES SÃO RESPONSÁVEIS PELA MASTIGAÇÃO DOS ALIMENTOS. EXISTEM DENTES QUE FURAM, OUTROS QUE CORTAM E OS QUE AMASSAM OS ALIMENTOS.

DESCUBRA MAIS

• FRANCO, BLANDINA; LOLLO, JOSÉ CARLOS. TEM UMA JANELA NA MINHA BOCA. SÃO PAULO: SALAMANDRA, 2013.

ESSE LIVRO CONTA A HISTÓRIA DE UMA MENINA QUE FICA BANGUELA E COMEÇA A DIZER O QUE PENSA.

Sugestão para os estudantes

HIGIENE Bucal. Publicado pelo canal Saps

Secretaria de Atenção Primária à Saúde. 2022. 1 vídeo (1 min). Disponível em: https:// youtu.be/9CCKg-6vr3g?si=LTZjFKnJ_ZnTMtcH. Acesso em: 7 out. 2025.

O vídeo apresenta a história de Pedro, uma criança que aprende sobre os prejuízos do consumo excessivo de doces para a saúde bucal. De forma lúdica e educativa, a animação incentiva bons hábitos de higiene e alimentação saudável desde a infância.

Sugestão para o professor

16/09/25 22:02

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde bucal. Brasília, DF: MS, c2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/ saude-de-a-a-z/s/saude-da-crianca/ primeira-infancia/saude-bucal. Acesso em: 2 out. 2025.

Esse artigo apresenta informações sobre a troca de dentes em crianças, além de orientações relacionadas à saúde bucal.

Na atividade 5, os estudantes têm a chance de perceber as diferenças morfológicas básicas entre os dentes.

O QUE E COMO AVALIAR

Propor aos estudantes que elaborem, em uma folha de papel avulsa ou cartolina, um desenho em que busquem integrar os conhecimentos abordados no capítulo. Eles podem consultar o Livro do estudante e o professor caso tenham dúvidas, fornecendo oportunidade para reforçar algum tema necessário. Definir os elementos que devem constar do desenho: pessoas em diferentes fases da vida, com diferentes características físicas, interagindo em algum evento ou encontro social (pode ou não ser uma comemoração de aniversário, como mostrado no livro).

Competências gerais: 8 e 9

Habilidade de Ciências:

EF01CI05

Habilidades de História:

EF01HI02, EF01HI06, EF01HI07 e EF01HI08

Habilidade de Geografia:

EF01GE01

ENCAMINHAMENTO

Iniciar a aula convidando os estudantes a observar atentamente a imagem de abertura que apresenta diferentes famílias, incentivando que comentem e percebam que há diversas formas de composição familiar. Estimular a troca de ideias sobre as semelhanças e diferenças entre as famílias representadas, promovendo o respeito à diversidade e à singularidade de cada arranjo. Perguntar se alguma das famílias da imagem se parece com a de cada estudante, incentivando que compartilhem suas percepções de forma espontânea e acolhedora. Propor que desenhem suas próprias famílias no espaço da imagem, reforçando que todas as famílias são importantes e merecem ser valorizadas.

Finalizar destacando que, embora as famílias possam ser diferentes, todas têm em comum o papel de oferecer afeto, apoio e pertencimento. Na atividade 1, para que a discussão seja mais aprofundada, procurar fazer a primeira atividade em grupos ou coletivamente. Possibilitar que os estudantes façam suas observações sobre a diversidade nas organizações familiares e estimular o respeito a situações diferentes das vividas por eles. Aproveitar as atividades para conhecer mais sobre as relações familiares dos estudantes do seu grupo. Esse momento

4 FAMÍLIA

MUITAS CRIANÇAS RECEBEM CUIDADOS E AFETO DOS PAIS, DOS PARENTES OU DE OUTRO ADULTO RESPONSÁVEL

OBSERVE NA IMAGEM ALGUMAS CRIANÇAS COM SUAS FAMÍLIAS.

da atividade exige especial atenção e cuidado, pois comportamentos preconceituosos e desrespeitosos com relatos dos estudantes não podem ser admitidos. Caso ocorram falas nesse sentido, intervir imediatamente no sentido de que fique claro que todos os arranjos familiares devem ser respeitados e valorizados. Na atividade 3, estimular a produção de desenhos de identificação, pois, além de ser uma importante ferramenta de comunicação dos estudantes ainda não plenamente alfabetizados, fornecem subsídios para a futura educação cartográfica.

ADULTO RESPONSÁVEL: TIOS, AVÓS, IRMÃOS MAIS VELHOS E OUTRAS PESSOAS, ALÉM DOS PAIS, PODEM SER OS RESPONSÁVEIS POR PESSOAS COM MENOS DE 18 ANOS.

1. Espera-se que os estudantes percebam que as famílias são diferentes umas das outras. Orientar os estudantes a identificar semelhanças e diferenças entre as composições familiares.

1 AS FAMÍLIAS REPRESENTADAS NESTA IMAGEM SÃO TODAS IGUAIS OU SÃO DIFERENTES?

2 SUA FAMÍLIA É PARECIDA COM ALGUMA DESSAS FAMÍLIAS? EM CASO POSITIVO, COM QUAL?

2. Respostas pessoais.

3 VAMOS CONHECER MELHOR SUA FAMÍLIA! DESENHE SUA FAMÍLIA SOBRE A IMAGEM, JUNTO ÀS OUTRAS, NO ESPAÇO QUE PREFERIR.

3. Produção pessoal.

Sugestão para os estudantes

ANTUNES, Arnaldo; BELLOTTO, Tony. Família. São Paulo: Salamandra, 2015.

O livro é uma versão literária da canção “Família”, gravada em 1987 pela banda Titãs. Essa obra apresenta ilustrações atraentes e divertidas que retratam situações da rotina das famílias e seus integrantes. Se achar interessante, ao apresentar o livro para os estudantes, pode-se também selecionar trechos da canção gravada pelos Titãs para serem apreciados com os estudantes, explorando as muitas dimensões de uma obra artística.

DIOS, Olga de. Em família. São Paulo: Boitatá, 2021.

O livro celebra a diversidade dos arranjos familiares, valoriza os laços afetivos, o respeito mútuo e a convivência harmoniosa. A narrativa apresenta um dia na vida de uma família composta de personagens lúdicos (monstros coloridos) que vivem experiências cotidianas em ambientes como museus, hortas comunitárias, bibliotecas e oficinas criativas.

Texto de apoio

Famílias e escolas: arranjos diversos

[...] O reconhecimento da diversidade desses arranjos domésticos permite considerar que família é sempre uma realidade plural, embora todas as famílias tenham algumas características comuns.

De fato, no plano empírico não há família, mas famílias, que são múltiplas em seus arranjos; logo, suas dinâmicas variam historicamente conforme as condições socioeconômicas, o repertório cultural, a escolarização, a cor/ etnia de seus integrantes.

[...]

A família, em seu sentido genérico, é simultaneamente grupo e instituição. Como grupo social, pode assumir diferentes formas de organização e, enquanto instituição, é regida por normas, valores e representações culturais [...]. Assim, a família encontra-se simultaneamente no terreno da vida social, referido às relações em seu interior, e no plano normativo da cultura, que orienta as modalidades dessas relações, inclusive no plano da subjetividade, de expressão de sentimentos e emoções. ROMANELLI, Geraldo. Famílias e escolas: arranjos diversos. Revista Pedagógica, v. 18, n. 38, p. 78–96, 2016. Disponível em: https://bell.unochapeco.edu.br/ revistas/index.php/pedagogica/ article/view/3388. Acesso em: 26 set. 2025.

BNCC

(

EF01HI06) Conhecer as histórias da família e da escola e identificar o papel desempenhado por diferentes sujeitos em diferentes espaços.

Temas Contemporâneos

Transversais: Diversidade cultural e Vida familiar e social

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Iniciar a aula propondo uma conversa acolhedora com os estudantes sobre quem cuida deles no dia a dia, incentivando que compartilhem espontaneamente suas rotinas e experiências com familiares e responsáveis. Apresentar a história de Laura de forma oral e dialogada, destacando os momentos em que ela está com diferentes pessoas da família. Estimular a escuta atenta e a identificação de situações semelhantes vividas pelos estudantes e conduzir a leitura coletiva do texto com apoio de imagens, reforçando a compreensão dos acontecimentos e dos vínculos afetivos presentes.

Retomar as perguntas do final do texto para promover uma roda de conversa, valorizando as falas das crianças e incentivando o respeito às diferentes realidades. Na atividade 4, orientar a produção de um desenho que represente a pessoa que mais acompanha cada estudante em seu cotidiano, garantindo espaço para que compartilhem suas produções com os colegas, e finalizar a aula reforçando a importância dos cuidados recebidos e dos vínculos familiares, promovendo um ambiente de afeto e pertencimento.

É fundamental que as atividades propostas aos estudantes sejam desenvol-

QUEM CUIDA DE MIM

ACOMPANHE COM O PROFESSOR E OS COLEGAS COMO É O DIA A DIA DE LAURA.

AOS FINS DE SEMANA, LAURA PASSEIA COM OS PAIS. 44

vidas com sensibilidade e responsabilidade, evitando qualquer tipo de constrangimento, especialmente diante de realidades delicadas. Muitas crianças vivem em situação de vulnerabilidade socioeconômica e, frequentemente, passam parte do dia sozinhas, sem a presença de um adulto responsável.

Além disso, de acordo com dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, atualmente mais de 34 mil crianças e adolescentes estão sob a guarda do Estado, acolhidos em casas, lares e abrigos públicos ou mantidos por organizações não governamentais. Dentre eles, mais de 3 mil são crianças

com idades entre 6 e 8 anos (Fonte: Painel do CNJ sobre Adoção e Acolhimento. Disponível em: https://paineisanalytics.cnj.jus.br/single/ ?appid=ccd72056-8999-4434-b913-f74b5b5 b31a2&sheet=e78bd80b-d486-4c4e-ad8a736269930c6b&lang=pt-BR&opt=ctxmenu, currsel&select=clearall. Acesso em: 8 out. 2025.). Diante desse cenário, é essencial abordar o tema de modo cuidadoso e empático. Ao tratar da rotina de cuidados de Laura e incentivar os estudantes a refletir sobre quem os acompanha em seu dia a dia, contribui-se para o desenvolvimento da habilidade EF01HI06.

À NOITE, LAURA JANTA EM CASA COM OS PAIS.
DE MANHÃ, OS PAIS DE LAURA A LEVAM PARA A ESCOLA E VÃO PARA O TRABALHO. À TARDE, A TIA DE LAURA A BUSCA NA ESCOLA E ELAS VÃO PASSEAR.
DEPOIS, A TIA DE LAURA A LEVA PARA A CASA DOS AVÓS.

1 QUEM LEVA VOCÊ PARA A ESCOLA?

1. Resposta pessoal.

2 E QUEM BUSCA VOCÊ?

2. Resposta pessoal.

3 ALGUM ADULTO DA FAMÍLIA LEVA VOCÊ PARA PASSEAR?

3. Resposta pessoal.

4 FAÇA UM DESENHO DA PESSOA QUE MAIS FICA COM VOCÊ

EM SEU DIA A DIA. 4. Produção pessoal.

Texto de apoio

Vulnerabilidade e educação

A literatura sobre o tema demonstra que saúde e assistência social comungam da concepção de que o indivíduo vulnerável pode ser descrito como aquele que se encontra mais suscetível a sofrer danos em razão de sua cidadania fragilizada, não se tratando assim, de condição intrínseca ao sujeito, de maneira que é possível afirmar que, ao ser apoiado, este indivíduo encontra condições e capacidades de alterar sua conjuntura, reforçando a tese de que a vulnerabilida-

de está amplamente associada aos modos de vida coletiva. Tal ideia pode também ser sustentada quando tratamos da criança e do adolescente com aproveitamento escolar abaixo do desejável ou do adequado para sua idade/ano, pois a aprendizagem e o desenvolvimento se concretizam em um espaço/tempo permeado por oportunidades que ofereçam aos estudantes condições materiais, ambientais, metodológicas e psicossociais adequadas às necessidades do bebê, da criança e do adolescente, disponibilizando práticas pedagógicas que contemplem as múltiplas dimensões envolvidas nos pro-

cessos de aprendizagem. Vigostky apresenta essa ideia ao afirmar que todas as funções psicológicas superiores, atenção, memória, linguagem, autorregulação, são formas internalizadas de relações sociais. Como educadores, somos convidados, diariamente, a ler a nossa escola, nossa sala de aula e cada estudante que se reúne ao nosso grupo em determinados ciclos e tempos da nossa vida. E neste ponto, se nos questionássemos sobre a forma como acessamos muitos de nossos estudantes, é possível que identifiquemos o quanto a leitura que se faz desse nosso interlocutor, em determinadas situações, se dá de maneira superficial e limitada, dificultando o reconhecimento da vulnerabilidade inscrita na presença e no corpo deste outro. [...] [...]

Quem já entrou em uma sala de aula, ocupando o lugar de professor e professora sabe bem como esse espaço se apresenta como um universo único, permeado de narrativas que se entrelaçam e constituem um tecido partilhado por todos. Cada um que chega tem algo para dizer, uma história para contar, entretanto, a dinâmica da escola nem sempre nos permite ouvir o que o que as vozes estão dizendo, porque diferente dos textos literários, as histórias ainda não estão prontas, mas sendo escritas, portanto, faz-se necessário que debrucemos o nosso olhar para cada sujeito e apuremos a nossa escuta para saber do outro.

SÃO PAULO (SP). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Vulnerabilidade e educação São Paulo: SME/Coped, 2021. 24 p. (Coleção Diálogos com o Naapa, v. 3). Disponível em: https://acervodigital.sme. prefeitura.sp.gov.br/wp-content/ uploads/2022/08/DialogosNAAPA-vulnerabilidadeeducacao-v3.pdf. Acesso em: 8 set. 2025.

BNCC

Temas Contemporâneos

Transversais: Diversidade cultural e Vida familiar e social

ENCAMINHAMENTO

Promover uma roda de conversa e perguntar aos estudantes: quem cuida de você quando não está na escola? Com base nas páginas anteriores, os estudantes já identificaram alguns dos cuidados que devem receber. Nesse momento, a proposta é que eles reconheçam as pessoas responsáveis pelo seu bem-estar e discutam que todas as crianças têm direito a amor e compreensão, além de cuidados para seu desenvolvimento e segurança, sendo essa uma responsabilidade de toda a sociedade. Explorar a ilustração pedindo ao grupo que observe os detalhes. Em seguida, ler com eles as informações da página. A seguir, encaminhar a realização das atividades. A proposta é estimular o respeito às diferentes famílias, reforçando a ideia de que as composições familiares são diversas e de que não há famílias melhores ou piores, apenas diferentes. Também é importante considerar as situações em que os estudantes não vivem com sua família ou quando o arranjo familiar não é contemplado na ilustração apresentada.

Sugestão para os estudantes

VERDE, Patricia. Amor explicadinho. Rio de Janeiro: Tacacá Editorial, 2021.  Na obra, a personagem vive a descoberta do amor em suas várias formas, na família, entre os amigos, na escola e em relação à natureza.

Sugestão para o professor

MUYLAERT, Anna (direção). A melhor mãe do mundo

VAMOS LER

VAMOS

LER

QUEM CUIDA DE FELIPE

Professor, solicitar aos estudantes que contem a história com base nas ilustrações, descrevendo os acontecimentos. Se necessário, auxiliar na leitura das legendas.

COM OS COLEGAS, CONHEÇAM A HISTÓRIA DE FELIPE E DA MÃE DELE.

A MÃE DE FELIPE FAZIA TUDO.

ELA PINTAVA CASAS DURANTE O DIA.

PREPARAVA O CAFÉ TODAS AS MANHÃS.

A MÃE DE FELIPE TINHA DE FAZER TUDO, PORQUE O PAI HAVIA SAÍDO DA VIDA DELES.

E LIA ROMANCES À NOITE.

E CONSTRUÍA PEQUENAS CIDADES À TARDE.

[filme]. Brasil: Biônica Filmes / Galeria Distribuidora, 2025 (1h45 min.). Drama. Gal, mãe de dois filhos pequenos, decide fugir de um relacionamento abusivo e recomeçar a vida em outra cidade. A trama acompanha os desafios da maternidade solo, da busca por trabalho e da reconstrução familiar. O filme mostra o cotidiano de uma mulher que precisa garantir segurança e afeto aos filhos em meio a dificuldades sociais.

Texto de apoio

Pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro

de Economia, da Fundação Getulio Vargas, mostra que o Brasil tem mais de 11 milhões de mães que criam os filhos sozinhas. Na última década, o país ganhou 1,7 milhão de mães com a responsabilidade de criarem os filhos sem a ajuda do pai. O levantamento mostra também que 90% das mulheres que se tornaram mães solo entre 2012 e 2022 são negras. Quase 15% dos lares brasileiros são chefiados por mães solo. A proporção é maior nas regiões Norte e Nordeste. A maioria, 72,4%, vive só com os filhos e não conta com uma rede de apoio próxima.

CARNAVAS, PETER. COISAS IMPORTANTES. TRADUÇÃO: REGINA DRUMMOND. SÃO PAULO: FTD, 2011.

VAMOS

VAMOS ESCREVER

CUIDADOS

1 O QUE A MÃE DE FELIPE FAZ PARA CUIDAR DELE? ASSINALE UM X NAS OPÇÕES.

X TRABALHA COMO PINTORA.

X LÊ HISTÓRIAS.

X PREPARA O CAFÉ DA MANHÃ.

X PARTICIPA DAS BRINCADEIRAS.

2 FELIPE MORA APENAS COM A MÃE. SERÁ QUE A FAMÍLIA DELE É IGUAL A TODAS AS FAMÍLIAS?

3 RESPONDA COM DESENHOS. EM SUA CASA:

A) QUEM COSTUMA PREPARAR AS REFEIÇÕES?

3. a) Produção pessoal.

B) QUEM LÊ HISTÓRIAS OU BRINCA COM VOCÊ?

3. b) Produção pessoal.

O desafio de cuidar sozinha dos filhos também dificulta a busca por emprego. Muitas não conseguem conciliar a rotina na casa com trabalho fixo e precisam de jornadas mais flexíveis. Por isso, normalmente acabam fazendo trabalhos informais e, às vezes, não é um trabalho só.

BRASIL TEM mais de 11 milhões de mães que criam os filhos sozinhas. G1 – Bom Dia Brasil, 12 maio 2023. Disponível em: https://g1.globo.com/ bom-dia-brasil/noticia/2023/05/12/brasil-temmais-de-11-milhoes-de-maes-que-criam-os-filhossozinhas.ghtml. Acesso em: 26 set. 2025.

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 2, para que a discussão seja mais aprofundada, procurar realizar a primeira atividade em grupos ou coletivamente. É importante possibilitar aos estudantes que façam suas observações sobre a diversidade nas organizações familiares e estimular o respeito a situações diferentes das vividas por eles.

Na atividade 3, incentivar a produção de desenhos de identificação, pois, além de constituírem uma importante ferramenta de comunicação para estudantes ainda não plena-

mente alfabetizados, fornecem subsídios para a futura educação cartográfica. Além disso, sugerir a eles que escrevam os nomes dos familiares representados no desenho. Se considerar mais adequado, pedir que coloquem apenas a primeira letra do nome do familiar ou adulto representado. Ao final, é possível fazer uma exposição dos desenhos dos estudantes.

Aproveitar as atividades destas páginas para conhecer mais sobre as relações familiares dos estudantes do seu grupo. Esse momento da atividade exige especial atenção e cuidado, pois manifestações preconceituosas e desrespeitosas em relação aos relatos dos estudantes não podem ser toleradas. Caso ocorram falas inadequadas, é fundamental intervir prontamente. Reforçar que todos os arranjos familiares merecem respeito e valorização, e promover um ambiente acolhedor e inclusivo para todos.

Sugestão para o professor

FAMÍLIA “tradicional” é preta e chefiada por mães solo. Jornal A Voz da Serra, Nova Friburgo, 1o nov. 2024. Disponível em: https://avozdaserra. com.br/noticias/familia-tradi cional-e-preta-e-chefiadapor-maes-solo. Acesso em: 9 set. 2025.

O artigo apresenta a estatística de que, entre as mães solo que chefiam famílias, seis em cada dez são mulheres pretas e de baixa renda, e busca explicar algumas causas desse fenômeno, além de apresentar possibilidades para uma divisão mais igualitária das tarefas de cuidado.

2. Resposta pessoal.

BNCC

(

EF01HI02) Identificar a relação entre as suas histórias e as histórias de sua família e de sua comunidade.

(EF01GE01) Descrever características observadas de seus lugares de vivência (moradia, escola etc.) e identificar semelhanças e diferenças entre esses lugares. Temas Contemporâneos Transversais: Diversidade cultural e Vida familiar e social

ENCAMINHAMENTO

Conversar com os estudantes sobre se eles conhecem seus vizinhos, se costumam sair juntos, brincar ou conversar.

Pedir a eles que descrevam o que observam na imagem, desde a quantidade de pessoas, suas características físicas, faixa etária, o que estão vestindo, o que estão fazendo, até a aparência das construções térreas, a presença de cercas baixas, janelas, portas, a numeração na frente da casa, muros, antenas e vegetação. Incentivar a turma a localizar e nomear o máximo de elementos que conseguirem.

Depois de feita a descrição da vizinhança ilustrada na página, solicitar que respondam à atividade 1, comparando as características que listaram com o que observam em sua própria vizinhança. Ao abordar as características das vizinhanças e promover a comparação entre elas, contribui-se para a habilidade EF01GE01, ao permitir que os estudantes descrevam seus lugares de vivência e identifiquem semelhanças e diferenças. Ao relacionar essas observações com suas histórias pessoais e familiares, contempla-se também a habilidade EF01HI02, fortalecendo a compreensão da relação entre o indivíduo, sua família e sua comunidade.

AS FAMÍLIAS DA MINHA COMUNIDADE

NESTA VIZINHANÇA, AS FAMÍLIAS SE CONHECEM E SÃO AMIGAS.

1 CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR: SUA VIZINHANÇA É PARECIDA COM ESTA? CITE UMA

SEMELHANÇA E UMA DIFERENÇA ENTRE A SUA VIZINHANÇA

E A DA IMAGEM. 1. Resposta pessoal.

Sugestão para o professor

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS. Direito de vizinhança. Brasília, DF: TJDFT, 21 ago. 2020. Disponível em: https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/ campanhas-e-produtos/direito-facil/edicao-semanal/direito-de-vizinhanca. Acesso em: 8 out. 2025.

A publicação do TJDFT explica os principais aspectos do direito de vizinhança previstos no Código Civil. São abordadas situações como uso anormal da propriedade, árvores limítrofes e passagem forçada. O conteúdo visa promover a convivência pacífica entre vizinhos, facilitando o entendimento da legislação.

2 FAÇA UM DESENHO REPRESENTANDO SUA VIZINHANÇA.

2. Produção pessoal.

VOCÊ DETETIVE

COM A AJUDA DE SEUS FAMILIARES, VAMOS DESCOBRIR UM POUCO

SOBRE A HISTÓRIA DE SUA FAMÍLIA E DE SEUS VIZINHOS!

1. PERGUNTE AOS SEUS FAMILIARES:

A) SE ELES NASCERAM NA COMUNIDADE ONDE VOCÊS MORAM.

B) SE ELES VIVERAM EM OUTRO LUGAR, POR QUE ESCOLHERAM ESSE LUGAR PARA VIVER E QUANDO ELES SE MUDARAM.

C) SE ELES SABEM ONDE NASCERAM ALGUNS DOS VIZINHOS: NASCERAM NA COMUNIDADE ONDE VOCÊS MORAM OU VIERAM DE LONGE?

D) ONDE VOCÊS COSTUMAM ENCONTRAR OS VIZINHOS: ANDANDO NAS RUAS, NAS PRAÇAS OU EM FESTAS?

2. AGORA, CONTE AOS COLEGAS SUAS DESCOBERTAS!

Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes percebam as origens comuns das comunidades onde vivem, ou os diferentes grupos que se mudaram para o lugar onde vivem.

Sugestão para os estudantes

PALAVRA cantada: Ora bolas. Publicado por: Palavra cantada oficial. 2013. 1 vídeo (1 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=CRzN1GYlYWM. Acesso em: 8 out. 2025. A música brinca com a ideia de pertencimento e localização, mostrando como uma simples bola pode conectar espaços e pessoas. Ao mencionar lugares e o planeta Terra, a canção sugere uma vizinhança ampliada, onde todos somos vizinhos no mesmo mundo. É uma forma lúdica de refletir sobre convivência e respeito entre os que compartilham o mesmo espaço.

As atividades do boxe Você detetive são de pesquisa. Espera-se que os estudantes descubram se seus familiares e seus vizinhos vieram de outros estados do Brasil, de outros países ou se sempre estiveram nesse município. Trata-se de descobrir as origens da comunidade, de maneira bem simples, apenas com algumas perguntas aos familiares e a alguns vizinhos. No caso das festas, talvez eles apresentem festas populares típicas do lugar onde vivem. Orientar os estudantes a pedir aos familiares que leiam as atividades com eles antes de responder. O professor pode ler as atividades com os estudantes antes de pedir que as façam em casa. Pode ser que os estudantes já saibam algumas respostas.

Na atividade 2, após os relatos, incentivar os estudantes a buscar formas de organizar as informações trazidas com base em similaridades. Por exemplo, quantos entrevistados da turma nasceram na comunidade onde moram? Há pessoas que foram entrevistadas por estudantes diferentes e vieram do mesmo lugar? Há lugares mais comuns onde os estudantes encontram seus vizinhos?

BNCC

(EF01HI02) Identificar a relação entre as suas histórias e as histórias de sua família e de sua comunidade.

(EF01HI08) Reconhecer o significado das comemorações e festas escolares, diferenciando-as das datas festivas comemoradas no âmbito familiar ou da comunidade.

Temas Contemporâneos

Transversais: Diversidade cultural e Vida familiar e social

ENCAMINHAMENTO

Os estudantes são convidados a explorar características e aspectos de pessoas de diferentes contextos culturais. Reconhecer as características que fazem um grupo ser único e diferenciar-se de outros é importante para que comparem seu modo de viver com o de outras pessoas, incluindo manifestações artísticas, instrumentos musicais, formas de sobrevivência, habitação, vestimentas, entre outros. Trata-se, portanto, de manifestações múltiplas dos modos de viver e representar a vida de indivíduos integrantes da diversidade populacional brasileira e mundial. O exemplo da ciranda é interessante porque há muitas manifestações dessa tradição pelo Brasil. Ainda não se trata de trabalhar o tema do patrimônio; aqui estamos abordando tradições de comunidades que são vividas pelas famílias. Danças de roda estão presentes em diferentes países e são marcas da cultura popular de diversos estados brasileiros. Em cada local, apresentam características e sentidos particulares. As cirandas são parte integrante da cultura popular brasileira. Embora não haja con-

FESTAS DA COMUNIDADE

EM MUITOS LUGARES DO BRASIL, EXISTEM FESTAS E COMEMORAÇÕES COMUNITÁRIAS. AS FAMÍLIAS DA COMUNIDADE SE REÚNEM PARA FESTEJAR

ALGUM ACONTECIMENTO

IMPORTANTE OU CELEBRAR TRADIÇÕES

ANTIGAS, COMO É O CASO DA CIRANDA.

A CIRANDA É UMA DANÇA DE RODA COMUNITÁRIA. TODAS AS PESSOAS, ADULTOS E CRIANÇAS, DANÇAM DE MÃOS DADAS.

NAS CIRANDAS, EXISTE UM MESTRE CIRANDEIRO, COMO JOÃO DA GUABIRABA, QUE INICIA A RODA, E TODAS AS PESSOAS PODEM ENTRAR E DANÇAR.

QUEM É?

JOÃO DA GUABIRABA NASCEU NO MUNICÍPIO DE ALIANÇA, NO ESTADO DE PERNAMBUCO, E VIVEU ENTRE 1943 E 2019. FOI UM GRANDE MESTRE CIRANDEIRO, ALÉM DE MÚSICO E COMPOSITOR. EM 1972, FUNDOU O GRUPO MUSICAL CIRANDA MIMOSA.

SAIBA QUE

A CIRANDA É UMA FESTA QUE COMEÇOU COM OS PESCADORES NO MUNICÍPIO DE RECIFE, NO ESTADO DE PERNAMBUCO. AS MULHERES FAZIAM CIRANDAS ENQUANTO ESPERAVAM QUE OS HOMENS VOLTASSEM DA PESCA NO MAR.

senso entre os pesquisadores sobre sua origem, acredita-se que tenham surgido em Portugal e chegado ao Brasil no século XVIII, principalmente nos estados da Paraíba e de Pernambuco, difundindo-se posteriormente. Trata-se de uma manifestação cultural composta simultaneamente de canto e dança, na qual podem participar tanto adultos quanto crianças.

Ao explorar as características culturais de diferentes grupos, como as danças de roda e, especificamente, a ciranda, contribui-se para o desenvolvimento da habilidade EF01HI02, pois os estudantes são levados a identificar relações entre suas próprias histórias e as tradições vividas por suas famílias e comunidades. Além disso, ao reconhecer que essas manifestações culturais fazem parte de celebrações comunitárias e familiares, diferenciando-as das festas escolares, contempla-se também a habilidade EF01HI08, promovendo a compreensão do significado das comemorações em diferentes contextos sociais.

JOÃO DA GUABIRABA EM CAPA DE DISCO LANÇADO EM 1985.

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes indiquem que as pessoas estão em uma ciranda.

1 OBSERVE A OBRA DE ARTE A SEGUIR. CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR SOBRE O QUE ELA REPRESENTA.

CIRANDA, DE EDMAR FERNANDES, 2023. ÓLEO SOBRE TELA, 50 CENTÍMETROS x 70 CENTÍMETROS.

VOCÊ DETETIVE

CONVERSE COM SEUS FAMILIARES!

1. VOCÊS PARTICIPAM DE ALGUMA FESTA COMUNITÁRIA? SE SIM, QUAL É O NOME DESSA FESTA? O QUE ELA COMEMORA?

2. TRAGA SUA RESPOSTA PARA A SALA DE AULA. O PROFESSOR VAI COLOCAR NA LOUSA AS FESTAS DAS QUAIS AS FAMÍLIAS DA TURMA PARTICIPAM.

2. Resposta pessoal.

3. ESCREVA O NOME DA FESTA QUE A MAIOR PARTE DOS ESTUDANTES FREQUENTA.

3. Resposta pessoal.

1. Respostas pessoais. Incentivar os estudantes a pesquisar sobre festas na comunidade deles.

ENCAMINHAMENTO

Conduzir a leitura da obra Ciranda, de Edmar Fernandes, orientando os estudantes a observar quem são as figuras retratadas, como estão posicionadas e o que estão fazendo, destacando o movimento circular que elas formam e relacionando-o à brincadeira de roda. Incentivar a análise das expressões corporais para identificar sentimentos como alegria ou união. Explorar as cores utilizadas pelo artista, perguntando quais sensações elas despertam, chamando a atenção

24/09/25 18:35

para o fundo da pintura, e discutir onde essa cena estaria acontecendo. Estimular a troca de ideias entre os estudantes sobre o que a obra representa, relacionando com vivências pessoais e culturais, como brincadeiras em grupo, festas ou momentos de convivência.

Atividade complementar

• Brincar de roda Algumas brincadeiras são bem antigas e fazem parte da cultura popular. Brincar de roda é uma dessas brincadeiras. Nela, as crianças dão as mãos umas às outras,

formando um grande círculo. Depois, elas começam a cantar andando de um lado para o outro, fazendo o círculo girar. As cantigas de roda são ensinadas de pessoa para pessoa. Vamos cantar uma dessas cantigas?

Ciranda, cirandinha Ciranda, cirandinha, Vamos todos cirandar! Vamos dar a meia-volta, Volta e meia vamos dar. O anel que tu me deste Era vidro e se quebrou; O amor que tu me tinhas Era pouco e se acabou. Por isso, Dona Rosa Entre dentro desta roda Diga um verso bem bonito Diga adeus e vá-se embora.

[CIRANDA, cirandinha]. [S. l.: s. n.], [18--].

1. Vocês já brincaram de roda? Gostam dessa brincadeira?

Respostas pessoais.

2. Vocês conheciam a cantiga Ciranda, cirandinha? Gostam dessa cantiga? Respostas pessoais.

3. Quais cantigas vocês cantam nas brincadeiras de roda?

Resposta pessoal.

4. Quais outras brincadeiras antigas vocês conhecem? Como elas funcionam? Respostas pessoais.

5. Vamos brincar de Ciranda, cirandinha? Sigam o passo a passo a seguir. a) Uma criança será o cirandeiro e começará a cantar.

b) Os colegas cantam junto.

c) O cirandeiro chama os colegas para entrar na roda, e os colegas também podem pedir para entrar. d) O cirandeiro sugere enquanto todos cantam: vamos para a esquerda! Vamos para a direita!

GALERIA JACQUES ARDIES, SÃO PAULO, SP

ENCAMINHAMENTO

Antes da leitura dos textos da seção, organizar, se possível, um espaço na sala de aula para que os estudantes possam se mover com certa liberdade. Selecionar algumas das faixas do álbum Ciranda sem fim, de Lia de Itamaracá, indicado em Sugestão para o professor, e tocá-las para os estudantes. Esse momento inicial de sensibilização visa aproximá-los da obra artística de Lia de Itamaracá, antes de sua apresentação formal. Orientar a turma a se mover de forma espontânea, de acordo com a música, sem a necessidade de executarem qualquer movimento preestabelecido. Explicar a ciranda como gênero oral que recebeu transcrições e gravações no século XX, permitindo que fosse mais conhecida pelos brasileiros de lugares onde só se conhecia a ciranda como roda de criança. Considerar que há várias versões dessa ciranda, ilustrando que ela é alterada conforme o mestre cirandeiro. Ao fazer a leitura da canção, perguntar aos estudantes quem a conhece e pedir que relatem suas memórias e experiências com ela. Conferir se compreendem todas as palavras lidas, esclarecendo seus sentidos quando necessário.

DIÁLOGOS

LÍNGUA PORTUGUESA

LIA DE ITAMARACÁ

MARIA MADALENA CORREIA DO NASCIMENTO, TAMBÉM

CONHECIDA COMO LIA DE ITAMARACÁ, É UMA GRANDE

MESTRA CIRANDEIRA BRASILEIRA. ELA NASCEU EM 1944 NO MUNICÍPIO DE ILHA DE ITAMARACÁ, NO ESTADO DE PERNAMBUCO.

LIA DE ITAMARACÁ COMEÇOU A CANTAR QUANDO

CRIANÇA. SUAS CANÇÕES VALORIZAM SUA HISTÓRIA, SUA

CULTURA E O LUGAR ONDE VIVE.

AS CANÇÕES SÃO CANTADAS PELO MESTRE CIRANDEIRO

ENQUANTO AS PESSOAS DANÇAM, E AS LETRAS SE MODIFICAM DE ACORDO COM O CIRANDEIRO.

Sugestão para o professor

ITAMARACÁ, Lia de. Ciranda sem fim. 2019. Disponível em: https://www.youtube.com/watch? v=HRaP4dSMRdc. Acesso em: 9 set. 2025.

O álbum de Lia de Itamaracá, Ciranda sem fim, traz 11 faixas que, ao mesmo tempo que mantêm sua essência regionalista, permitem delicadas renovações.

IPHAN. Ciranda do Nordeste, c2025. Disponível em: https://bcr.iphan.gov.br/bens-culturais/ ciranda-do-nordeste/. Acesso em: 8 out. 2025.

A Ciranda do Nordeste é uma expressão cultural coletiva que envolve dança, música e tradição popular. Reconhecida pelo Iphan como bem cultural, ela representa a identidade e a resistência das comunidades nordestinas. O site destaca sua relevância como patrimônio imaterial brasileiro.

LEIA A LETRA DA CANÇÃO A SEGUIR COM OS COLEGAS E O PROFESSOR. Buscar a canção para os estudantes ouvirem.

CIRANDEIRO

CIRANDEIRO, CIRANDEIRO OH!

A PEDRA DO TEU ANEL BRILHA MAIS DO QUE O SOL!

CIRANDEIRO, CIRANDEIRO AH!

A PEDRA DO TEU ANEL BRILHA MAIS DO QUE O MAR!

EU FUI FAZER UMA CASA DE FARINHA, TÃO MANEIRINHA QUE O VENTO POSSA LEVAR

OI PASSA SOL, PASSA CHUVA, PASSA VENTO,

SÓ NÃO PASSA O MOVIMENTO DO CIRANDEIRO A RODAR

OI PASSA SOL, PASSA CHUVA, PASSA VENTO,

SÓ NÃO PASSA O MOVIMENTO DO CIRANDEIRO A RODAR.

ACHEI BOM, BONITO, MEU AMOR CANTAR

CIRANDA FACEIRA, VEM CÁ CIRANDEIRA, VEM CÁ CIRANDAR.

CIRANDEIRO. [S L.: S N.] [18--]. CANTIGA POPULAR.

VAMOS BRINCAR DE CIRANDA?

A) FORME UMA DUPLA COM UM COLEGA PARA CRIAR UMA CANÇÃO DE CIRANDA.

1. a) Orientar os estudantes na atividade. Pode-se optar por dividir a turma em grupos.

B) AGORA, VAMOS CIRANDAR? QUEM SERÁ O CIRANDEIRO?

1. b) Deixar que todos os estudantes apresentem suas canções de ciranda.

Sugestão para os estudantes

Ciranda do Nordeste

A ciranda do Nordeste é uma forma de expressão que une música, poesia e dança de roda, e é vivenciada como um modo coletivo de celebrar a vida, sem distinções pessoais, delimitações e temporalidades rígidas. A Ciranda está rodeada de significados que envolvem o balanço do mar, os ciclos da vida e as brincadeiras de criança. A dança é um elemento central para vivenciar a Ciranda , e, em geral, acontece com os dançantes dando as mãos em um círculo fechado e dançando em uma única direção.

[...] A roda pode acontecer em diferentes contextos como carnaval, encerramento de uma atividade pedagógica ou em festejos juninos; em espaços abertos ou fechados, como ruas, bares e praças. Na roda de ciranda, são trazidos à tona sentimentos de celebração e pertencimento a um lugar e a uma história [...]

BRASIL. Ministério do Turismo. Secretaria Especial da Cultura. Ciranda do Nordeste é reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil. Brasília, DF: Gov.br, 31 ago. 2021. Disponível em: https://www. gov.br/turismo/pt-br/secretariaespecial-da-cultura/assuntos/ noticias/ciranda-do-nordeste-ereconhecida-como-patrimoniocultural-do-brasil. Acesso em: 8 out. 2025.

24/09/25 18:35

PALAVRA cantada: Ciranda dos bichos. Publicado por: Palavra cantada oficial. 2013. 1 vídeo (1 min). Disponível em: https://youtu.be/H9fXoZmMHK8?si=dIR15i8QIuA5HALM. Acesso em: 8 out. 2025.

A música Ciranda dos bichos convida as crianças a formarem uma roda e dançarem como diferentes animais, promovendo expressão corporal e integração.

LUCIANO TASSO

BNCC

(

EF01CI05) Identificar e nomear diferentes escalas de tempo: os períodos diários (manhã, tarde, noite) e a sucessão de dias, semanas, meses e anos.

(EF01HI07) Identificar mudanças e permanências nas formas de organização familiar.

ENCAMINHAMENTO

O objetivo deste tópico é evidenciar que as famílias são diferentes entre si e se modificam ao longo do tempo, compreendendo a família como uma instituição social em constante transformação. É fundamental destacar as diversas composições familiares, para além do modelo tradicional de pai, mãe e filhos, valorizando as distintas experiências vividas pelos estudantes. Conversar com os estudantes sobre a importância das fotografias no estudo dos mais diversos conteúdos. Se julgar necessário, retomar exemplos do livro e, no caso dessas atividades, destacar imagens como registros significativos do passado. Perguntar se alguns deles poderiam trazer fotografias antigas de suas famílias para compartilhar com a turma na aula seguinte. Este tópico permite o desenvolvimento das habilidades de observação e identificação de detalhes em imagens, além da ampliação dos conteúdos desenvolvidos sobre etapas da vida do ser humano. Ajudar os estudantes a perceber que as fotografias selecionadas refletem a posição social de cada família. Evidenciar a diferença entre a formalidade na postura das pessoas quando fotografadas no início e em meados do século XX, épocas dos registros, e a dos dias de hoje.

FAMÍLIAS DE ANTIGAMENTE

VAMOS CONHECER

ALGUMAS FAMÍLIAS

BRASILEIRAS DE ANTIGAMENTE?

OBSERVE A FOTOGRAFIA

FEITA POR CHICHICO

ALKMIM. ELE FOTOGRAFOU

UMA FAMÍLIA EM SEU

ESTÚDIO, NO BECO JOÃO

PINTO, NO MUNICÍPIO DE DIAMANTINA, NO ESTADO DE MINAS GERAIS.

FAMÍLIA FOTOGRAFADA NO MUNICÍPIO DE DIAMANTINA, NO ESTADO DE MINAS GERAIS, POR VOLTA DOS ANOS 1940.

1 CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR SOBRE AS QUESTÕES.

A) ESTA FAMÍLIA TEM QUANTAS PESSOAS?

1. a) A família tem sete pessoas.

B) QUEM VOCÊS ACHAM QUE SÃO O PAI E A MÃE?

C) QUANTOS FILHOS ELES TIVERAM?

D) QUEM VOCÊ ACHA QUE É A MULHER SENTADA COM O BEBÊ NO COLO?

1.d) A mulher sentada com o bebê no colo pode ser a avó das crianças.

E) SUA FAMÍLIA SE PARECE COM A FAMÍLIA DA FOTOGRAFIA?

1. e) Resposta pessoal.

QUEM É?

CHICHICO ALKMIM NASCEU NO MUNICÍPIO DE BOCAIUVA, NO ESTADO DE MINAS GERAIS, E VIVEU ENTRE 1886 E 1978. ELE MONTOU UM ESTÚDIO DE FOTOGRAFIAS PARA REGISTRAR OS MORADORES DA REGIÃO ONDE VIVIA.

1. b) e c) Os pais provavelmente são os adultos em pé e tiveram quatro filhos. Incentivar os estudantes a apresentar hipóteses sobre a composição familiar da imagem.

Na atividade 1, os estudantes são levados a contar o número de pessoas mostradas na fotografia, tendo a oportunidade de relembrar os números naturais.

Sugestão para os estudantes

ASQUITH, Ros. O grande e maravilhoso livro das famílias . Tradução: Isa Mesquita. São Paulo: Edições SM, 2011.

Esse livro celebra a diversidade das famílias com leveza e humor, mostrando que não existe um único modelo ideal, mas diferentes composições e arranjos. As ilustrações coloridas acompanham o texto de forma divertida e sensível, tornando uma leitura envolvente que estimula empatia, inclusão e respeito entre estudantes.

A FOTOGRAFIA A SEGUIR FOI TIRADA HÁ CERCA DE 90 ANOS. TRATA-SE DE UMA FAMÍLIA DE IMIGRANTES RUSSOS QUE VIERAM MORAR NO BRASIL, NO ESTADO DE SANTA CATARINA.

DE ORIGEM RUSSA NO ESTADO DE SANTA

2 CONVERSE SOBRE ESTA IMAGEM COM OS COLEGAS E RESPONDA ÀS QUESTÕES.

A) QUANTAS PESSOAS ESTÃO RETRATADAS NA IMAGEM?

2. a) Estão retratadas 28 pessoas.

B) EM SUA OPINIÃO, ESSAS PESSOAS SÃO TODAS DA MESMA FAMÍLIA? POR QUE VOCÊ ACHA ISSO?

2. b) Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes digam que sim, as pessoas são da mesma família, possivelmente são os pais e seus filhos.

C) SUA FAMÍLIA É PARECIDA COM A FAMÍLIA DA FOTOGRAFIA?

2. c) Resposta pessoal.

ENCAMINHAMENTO

Sobre a atividade 2. c), de acordo com o IBGE, as famílias brasileiras no Brasil são cada vez menores. Praticamente não existem mais famílias como as de nossos pais ou avós. A média de filho por casal atualmente é inferior a um. Então, para a criança é incomum uma família com muitos irmãos.

Apresentar cenas de vida de outros espaços e tempos é um recurso proveitoso no trabalho com a construção de temporalidades. Trata-se de apresentar cenas, momentos ou acontecimentos de outras épocas e outras sociedades e, com isso, criar estranhamento e suscitar curiosidade. Além disso, este enfoque permite o trabalho com as noções de semelhança, diferença, continuidade, transformação e observação da diversidade de histórias.

Sugestão para o professor

MUSEU DA IMIGRAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO. São Paulo, c2025. Disponível em: https:// museudaimigra cao.org.br/. Acesso em: 9 set. 2025.

O Museu da Imigração do Estado de São Paulo guarda um grande acervo sobre os imigrantes que chegaram ao Brasil nos séculos passados. No site do museu, é possível obter algumas imagens antigas e informações sobre os diversos povos que migraram para o Brasil.

O QUE E COMO AVALIAR

Propor aos estudantes que continuem trabalhando com fotografias de suas famílias, ou que usem imagens de revistas, jornais ou obtidas na internet com a supervisão do professor para tentar evidenciar os principais conteúdos vistos no capítulo. Os estudantes podem se organizar em grupos para compor um cartaz com as imagens organizadas em categorias, como: diferentes famílias, com imagens que retratem as variadas composições familiares; formas de cuidado, com atividades como levar e buscar na escola, passear, almoçar e jantar juntos, levar ao médico e ao dentista; vizinhanças, com imagens de comunidades semelhantes e distintas das deles; comemorações comunitárias, com imagens de celebrações populares e danças de roda; e famílias de diferentes épocas, por exemplo.

FAMÍLIA
CATARINA, NOS ANOS 1930.

BNCC

Competências gerais: 2, 8 e 9

Competência específica de Ciências da Natureza: 7

Competência específica de Ciências Humanas: 1

Competência específica de História: 4

Habilidades de Ciências: EF01CI03 e EF01CI04

Habilidades de História: EF01HI01

Habilidade de Geografia: EF01GE03

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Neste capítulo, o objetivo principal é promover a valorização da diversidade humana, com ênfase na identificação, comparação e diferenciação de pessoas pertencentes a diferentes culturas e origens étnico-raciais. A proposta visa ampliar o repertório sociocultural dos estudantes, incentivando a percepção de contextos culturais variados e o respeito às múltiplas formas de ser, viver e se expressar.

Ao trabalhar esse conteúdo, é fundamental criar um ambiente acolhedor e seguro, onde os estudantes possam compartilhar suas experiências, refletir sobre suas identidades e reconhecer a riqueza presente na convivência com a diversidade. A atividade também contribui para o desenvolvimento de atitudes de empatia, respeito e valorização das diferenças, alinhando-se aos princípios da educação para os direitos humanos e da equidade racial.

5 SOMOS DIFERENTES

Sugestão para os estudantes

CASTRO, Kely de. Serei Sereia? Ilustrações de Amanda de Azevedo. 1. ed. São Paulo: Kapulana, 2016.

O livro narra a história de Inaê, uma menina com deficiência que descobre sua força e beleza ao ganhar uma cadeira de rodas. Com delicadeza e imaginação, o livro mostra que as diferenças não limitam, mas revelam novas formas de ser.

1 PINTE AS CRIANÇAS E CONTORNE AQUELA

QUE MAIS SE PARECE COM VOCÊ.

1. Produção

pessoal. Incentivar os estudantes a utilizar diversas cores para que eles reconheçam as diferentes características físicas entre as pessoas.

2 MOSTRE O RESULTADO PARA OS COLEGAS

E CONTE: COMO VOCÊ É? 2. Resposta pessoal.

Sugestão para os estudantes

EMICIDA. Amoras. Ilustrações de Aldo Fabrini. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2018. O livro convida crianças a reconhecerem que ser diferente é bonito, necessário e poderoso. Por meio de versos poéticos e ilustrações acolhedoras, a obra celebra identidades diversas e reforça o direito de cada um existir com orgulho.

Texto de apoio

[…] A diversidade no ambiente educacional enriquece o processo de ensino-aprendizagem, promovendo um ambiente mais estimulante e inclusivo para todos os alunos. A exposição a diferentes perspectivas e experiências contribui para o desenvolvimento de habilidades acadêmicas, sociais e emocionais essenciais para a vida em uma sociedade diversificada. Além disso, a valorização da diversidade ajuda a combater preconceitos e estereótipos, promovendo uma cultura de respeito mútuo e cooperação.

[…]

Dito isso, é fundamental reconhecer que a promoção da diversidade na educação não é apenas uma questão de justiça social, mas também uma questão de excelência educacional. Ao valorizar e celebrar as diferenças, as instituições educacionais podem preparar melhor os alunos para viver e trabalhar em um mundo cada vez mais diversificado, promovendo a coesão social e o progresso humano. Portanto, conclui-se que a diversidade deve ser vista não como um desafio a ser superado, mas sim como uma oportunidade para enriquecer e transformar a educação e, por extensão, a sociedade como um todo.

SOUSA, César Silva de Sousa. Valorização da diversidade na educação: um pilar para a inclusão. Cadernos Cajuína, Teresina, v. 10, n. 1, p. 1-15, 2025. Disponível em: https:// v3.cadernoscajuina.pro.br/index. php/revista/article/view/908/799. Acesso em: 2 out. 2025.

BNCC

(EF01CI04) Comparar características físicas entre os colegas, reconhecendo a diversidade e a importância da valorização, do acolhimento e do respeito às diferenças.

Tema Contemporâneo

Transversal: Diversidade cultural

ENCAMINHAMENTO

Iniciar a aula conversando com os estudantes sobre as roupas que as crianças estão vestindo. Explorar com eles as características que variam entre as crianças, como altura, tipo e comprimento de cabelo, tamanho e formato dos olhos, boca e nariz, entre outras. Explorar as imagens da página, chamando a atenção dos estudantes para a diversidade de gênero, etnia, e características físicas e culturais das pessoas representadas. Contudo, é importante articular essa leitura da imagem à prática social das crianças, considerando o cotidiano em que já vivenciam a diversidade — na vizinhança, na escola, na televisão, na música, nos alimentos, entre outros aspectos. É preciso estimular que se reconheçam como parte dessa diversidade e aprendam a respeitá-la de forma crítica. O estudante deve compreender a diversidade cultural não apenas como um conjunto de características fenotípicas ou curiosidades, mas como uma expressão histórica das relações humanas, marcada por lutas, desigualdades e processos de construção de identidade.

Encaminhar as discussões de forma a favorecer a compreensão de que pessoas de grupos étnico-culturais distintos compartilham o mesmo contexto espaço-tempo. O propósito é fazer com que os estudantes se interessem pelas narrativas de pessoas desses grupos e

NOSSAS DIFERENÇAS

AS PESSOAS TÊM CORES DE PELE, DE OLHOS E DE CABELOS DIFERENTES. ELAS TAMBÉM PODEM TER OUTRAS CARACTERÍSTICAS DIFERENTES, COMO É POSSÍVEL OBSERVAR NA IMAGEM A SEGUIR.

GRUPO DE CRIANÇAS.

3 QUE OUTRAS DIFERENÇAS VOCÊ ENCONTRA NAS CRIANÇAS DA IMAGEM?

3. Espera-se que os estudantes citem a altura, o comprimento e o tipo de cabelo, o formato dos olhos, do nariz e da boca, entre outras.

AS PESSOAS TÊM CABELOS DIFERENTES, COMO VOCÊ OBSERVOU NA IMAGEM ANTERIOR. ALÉM DISSO, ELAS PODEM CORTAR E PENTEAR OS CABELOS DE MANEIRAS DIFERENTES.

CRIANÇAS COM DIFERENTES TIPOS DE CABELO.

levá-los a refletir sobre a diversidade cultural presente na sociedade.

Texto de apoio

Os professores e a escola: lidando com a diversidade étnica [...]

A escola, enquanto instituição social, passa a ser vista também como espaço de produção/reprodução/transformação de nossas heranças culturais e de integração dos diversos grupos sociais presentes em nossa sociedade. A valorização das diversas identidades

culturais, de suas particularidades e contribuições específicas na construção do país, passa a ser exigida na escola, o que supõe considerar todas as pessoas e grupos como sujeitos culturais com direito à criação, memória e participação cultural.

Através desse reconhecimento objetiva-se transformar a escola num espaço cultural onde se valorize a cultura dos “outros”, dos considerados diferentes: negros, índios, mulheres, homossexuais, pessoas com história de deficiência, dentre outros, que se diferenciam do hegemônico cultural. Esse reconhecimento busca uma for-

4 EM UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA, FAÇA UM DESENHO DO SEU ROSTO PARA MOSTRAR COMO VOCÊ COSTUMA CORTAR E PENTEAR SEU CABELO.

4. Produção pessoal.

• COM O PROFESSOR, ORGANIZEM OS DESENHOS DA TURMA EM UM MURAL NA SALA DE AULA.

NOS DIAS LIVRES, AS CRIANÇAS TAMBÉM FAZEM COISAS DIFERENTES.

5 O QUE VOCÊ FAZ NOS FINS DE SEMANA? E NAS FÉRIAS? MARQUE UM X NAS RESPOSTAS.

5. Respostas pessoais.

FICA EM CASA BRINCANDO.

BRINCA NA CASA DE VIZINHOS.

VISITA FAMILIARES.

BRINCA EM PRAÇAS E PARQUES.

PASSEIA PELA CIDADE.

6 COM QUEM VOCÊ COSTUMA REALIZAR ESSAS ATIVIDADES?

6. Espera-se que os estudantes mencionem membros da família, amigos ou conhecidos.

7 AGORA, COMPARE SUAS RESPOSTAS COM A DOS COLEGAS. ELAS SÃO IGUAIS OU DIFERENTES?

7. Espera-se que os estudantes encontrem diferentes respostas na turma.

8 TROQUE IDEIAS COM OS COLEGAS: POR QUE VOCÊS ACHAM QUE AS PESSOAS SÃO DIFERENTES? E POR QUE É IMPORTANTE RESPEITAR AS DIFERENÇAS DE CADA UM?

8. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes compreendam que, apesar das diferentes características físicas e de diferenças de hábitos, todas as pessoas devem ser respeitadas igualmente. 59

mação que respeite as diferentes identidades culturais de etnia/raça. Que supere a noção de identidade nacional amplamente definida pela transmissão da cultura tradicional, que tem sido cultura de exclusão, que tem ignorado as múltiplas narrativas, histórias e vozes de grupos culturais politicamente subordinados.

[…]

CLEMÊNCIO, Maria Aparecida. Os professores e a escola: lidando com a diversidade étnica. Revista Nupeart, c2025. Disponível em: https:// www.revistas.udesc.br/index.php/nupeart/article/ view/2644/1950. Acesso em: 25 jun. 2025.

22/09/25 11:49

Atividade complementar

• Amizade

Ler com os estudantes o livro Pedro e Tina, de Stephen Michael King (São Paulo: Brinque-Book, 2006). Após a leitura, propor uma roda de conversa e ressaltar a importância da amizade entre duas pessoas muito diferentes. Esclarecer também que, além de características físicas e culturais distintas, as pessoas têm diferentes habilidades e jeitos de ser. Reconhecer essa diversidade e o quanto ela pode ser enriquecedora é um fator importante para evitar atitudes preconceituosas.

Sugestãos para os estudantes

ADEOLA, Dapo. Ei, você!: um livro sobre crescer com orgulho de ser negro. Tradução: Stefano Volp. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2021.

Essa obra foi escrita para que todas as crianças saibam que devem ser valorizadas e respeitadas, do jeito que cada uma é!

REIS, Andressa. Da cor que eu sou. Ilustrações: Stefania Magalhães. São Paulo: Editora Matrescência, 2023. O livro apresenta a história de uma criança que descobre e valoriza sua identidade racial por meio do afeto e da ancestralidade. A obra convida à reflexão sobre autoestima, pertencimento e orgulho da própria cor. A narrativa é sensível e potente, promovendo o respeito à diversidade desde a infância.

BNCC

(EF01CI04) Comparar características físicas entre os colegas, reconhecendo a diversidade e a importância da valorização, do acolhimento e do respeito às diferenças.

(EF01HI01) Identificar aspectos do seu crescimento por meio do registro das lembranças particulares ou de lembranças dos membros de sua família e/ou de sua comunidade.

Organize-se

• Retalhos de tecido

• Restos de lã

• Isopor

• Plásticos

• Palitos de dente e de sorvete

• Caixas de papelão

• Copos descartáveis

• Folhas de papel de diferentes tipos

• Canetas hidrográficas

• Tinta guache

• Cola branca ou bastão

• Tesoura com pontas arredondadas

• Massa de modelar

• Botões

• Barbantes

• Algodão

• Placas de EVA

ENCAMINHAMENTO

Nesta proposta, os estudantes serão incentivados a descrever situações e a elaborar narrativas com personagens fictícias, desenvolvendo a criatividade, a expressão oral e escrita, além da organização de ideias em sequência lógica. A atividade também propõe momentos de partilha, nos quais as crianças poderão compartilhar seus gostos e preferências com o grupo, promovendo o diálogo, a escuta ativa e o respeito às manifestações dos colegas.

Sugestão para os estudantes

TEATRO de Bonecos: Como nasceu a noite. Publicado pelo canal TV Brasil, 2018. 1 vídeo (2 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=W1Z-qRAct44. Acesso em: 8 out. 2025. O vídeo apresenta uma narrativa indígena sobre a origem da noite por meio de teatro de bonecos.

É fundamental que o professor atue como mediador, acolhendo as diferentes formas de expressão e incentivando a valorização das experiências individuais e coletivas. Essa abordagem contribui para o fortalecimento da identidade, da empatia e da convivência democrática no ambiente escolar.

A atividade é dividida em duas etapas: confeccionar um boneco com as características escolhidas pelo estudante e criar sua história de vida. Os objetivos são fazer com que os estudantes deem vida a um personagem, atribuindo-lhe as características que mais lhes interessam, e propor uma entrevista em duplas. Essa é uma boa oportunidade para promover uma reflexão sobre a família e o contexto em que um indivíduo está inserido. É importante que as diferentes estruturas familiares propostas sejam valorizadas, evitando-se qualquer atitude preconceituosa.

Sugerir diferentes materiais, como papelão reutilizado de uma caixa de sapatos, copos descartáveis usados, papéis usados, canudos, esponjas de aço, potes de comida de plástico, barbantes, linhas, recortes de revistas (para montar as roupas, por exemplo) etc. Garantir que todos os materiais estejam limpos e não ofereçam riscos aos estudantes.

Contar histórias faz parte do processo de aprendizagem para a escrita de narrativas históricas. Observar se as histórias estão organizadas com começo, meio e fim e incentivar os estudantes a pensar em sequências de acontecimentos.

Tema Contemporâneo Transversal: Direitos da criança e do adolescente

ENCAMINHAMENTO

Iniciar o tema com uma conversa e perguntar aos estudantes: vocês sabem o que são direitos? Já pensou em quais são os direitos que possui sendo criança? É provável que os estudantes demorem um pouco para compreender as perguntas, portanto estimular as respostas explicando o que são direitos e sua importância para a convivência em sociedade. Relacionar esse tema com as regras e combinados para o convívio escolar. Caso não tenham sido estabelecidos, essa pode ser uma boa oportunidade para isso.

Aproveitar esse momento para conhecer um pouco mais sobre cada um dos estudantes. Para isso, incentivá-los a relatar e a compartilhar com o grupo sua rotina familiar e atividades que fazem quando não estão na escola. Essas informações são importantes para conhecer a história de vida e o cotidiano de cada estudante e podem ser utilizadas no planejamento das aulas, nos processos de intervenção e orientação das atividades escolares.

O relato da própria rotina e dos gostos pessoais reforça o reconhecimento das crianças como indivíduos, ressaltando que elas possuem particularidades distintas de seus colegas. Tal consciência colabora para a construção dos conhecimentos referentes aos direitos das crianças. Ao trabalhar esses temas, atende-se à competência 1 de Ciências Humanas: “Compreender a si e ao outro como identidades diferentes, de forma a exercitar o respeito à diferença

Ver orientações no Encaminhamento

DIREITOS DAS CRIANÇAS

AS CRIANÇAS PODEM SER MUITO DIFERENTES UMAS DAS OUTRAS, MAS SÃO IGUAIS EM UMA COISA: TODAS TÊM OS MESMOS DIREITOS.

EXISTEM DECLARAÇÕES E LEIS QUE GARANTEM OS DIREITOS DAS CRIANÇAS. UMA DELAS É A DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA, DE 1959.

VAMOS CONHECER ESSES DIREITOS?

DIREITOS GARANTIDOS, INDEPENDENTEMENTE DE COR, SEXO, ORIGEM OU QUALQUER OUTRA CARACTERÍSTICA. 1

TODAS AS CRIANÇAS

DEVEM TER SEUS

em uma sociedade plural e promover os direitos humanos.”.

Ler coletivamente o texto, solicitando aos estudantes que se dispuserem que leiam trechos ou palavras. Isso contribui para o desenvolvimento da compreensão de texto e da fluência em leitura oral.

A CRIANÇA DEVE SER PROTEGIDA PARA QUE SE DESENVOLVA E SEJA FELIZ.

DESDE O NASCIMENTO, TODA CRIANÇA TEM DIREITO A UM NOME E A UMA NACIONALIDADE.

A CRIANÇA DEVE CRESCER COM SAÚDE. POR ISSO, TEM DIREITO À ALIMENTAÇÃO, AO LAZER E AO ACOMPANHAMENTO MÉDICO.

CRIANÇAS QUE PRECISAM DE CUIDADOS ESPECÍFICOS DEVEM TER TRATAMENTO E EDUCAÇÃO ADEQUADOS.

TODA CRIANÇA PRECISA DE AMOR E COMPREENSÃO.

A CRIANÇA TEM DIREITO À EDUCAÇÃO.

A CRIANÇA SEMPRE DEVE ESTAR ENTRE OS PRIMEIROS A RECEBER AJUDA E SOCORRO.

NÃO É PERMITIDO QUE A CRIANÇA TENHA UM TRABALHO QUE ATRAPALHE SEU DESENVOLVIMENTO. A CRIANÇA DEVE VIVER EM UM LOCAL DE TOLERÂNCIA, AMIZADE E PAZ.

ELABORADO COM BASE EM: ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA. GENEBRA: ONU, 1959.

Sugestão para o professor

BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 jul. 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm. Acesso em: 8 out. 2025.

O ECA é um marco legal que assegura proteção integral às crianças e adolescentes, reconhecendo-os como sujeitos de direitos. Organizado em capítulos temáticos, orienta ações da família, sociedade e Estado. Fundamenta políticas públicas voltadas à infância e juventude.

Sugestão para os estudantes

ROCHA, Ruth. Os direitos das crianças. São Paulo: Salamandra, 2014. Nesse livro, Ruth Rocha busca dar vida à Declaração dos Direitos das Crianças, valorizando o tempo curto da infância como período em que se constrói o direito a uma vida boa e feliz.

ESCOLA GAMES. Direito da criança. [Jogo eletrônico]. c2025. Disponível em: https://www.escolagames. com.br/jogos/direito-dacrianca#google_vignette. Acesso em: 26 set. 2025.

O jogo Direito da criança, do portal Escola Games, apresenta perguntas e respostas sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

BRASIL. Câmara dos Deputados. Plenarinho. ECA em tirinhas para crianças. Texto de Maria Amélia Elói et al. 4. ed. Brasília: Edições Câmara, 2015. 34 p. Disponível em: https://plenarinho. leg.br/wp-content/uploads/ 2018/07/ECA_2015_150dpi. pdf. Acesso em: 8 out. 2025.

A obra apresenta os principais direitos das crianças e adolescentes de forma acessível e lúdica. Com ilustrações envolventes e linguagem simples, o material facilita a compreensão do Estatuto da Criança e do Adolescente. Ideal para promover a cidadania desde a infância.

ENCAMINHAMENTO

Pedir aos estudantes que desenhem atividades que eles acham que as crianças gostam de fazer e atividades que as crianças não gostam. Esse é um primeiro momento para eles identificarem o que agrada ou não às crianças e qual é a opinião que têm sobre isso. O relato da própria rotina e de gostos pessoais reforça o reconhecimento dos estudantes como indivíduos, ressaltando que possuem particularidades distintas de seus colegas. Tal consciência colabora na construção dos conhecimentos referentes aos direitos das crianças. Ao trabalhar esses temas, atende-se à competência específica 1 de Ciências Humanas: “Compreender a si e ao outro como identidades diferentes, de forma a exercitar o respeito à diferença em uma sociedade plural e promover os direitos humanos.”

A atividade 1 contribui para o conhecimento alfabético dos estudantes. Destacar as palavras com particularidades e que, por isso, podem ser menos conhecidas pelos estudantes, como o uso da cedilha em educação e alimentação.

Iniciar a atividade 2 verificando se os estudantes identificam as ilustrações para, posteriormente, interpretá-las e relacioná-las às palavras correspondentes. Por meio dessa estratégia, torna-se possível avaliar as diferentes habilidades envolvidas na resolução da questão.

1 COMPLETE AS PALAVRAS COM AS LETRAS QUE FALTAM PARA ESCREVER ALGUNS DIREITOS DAS CRIANÇAS.

NO M E

L A ZER

EDUC A ÇÃO

ALIM E NTAÇÃO

2 LIGUE CADA DIREITO DAS CRIANÇAS À IMAGEM CORRESPONDENTE.

LAR NOME

SAÚDE

ALIMENTAÇÃO

PROTEÇÃO

ESTUDO

Sugestão para os estudantes

ARCARI, Caroline. Pipo e Fifi: ensinando proteção contra a violência sexual na infância. Ilustrações: Isabela Santos. Rio de Janeiro: Caqui, 2018.

O livro apresenta de forma lúdica e acessível conceitos fundamentais sobre proteção contra a violência sexual na infância. Com linguagem clara e ilustrações acolhedoras, ensina crianças a reconhecer toques abusivos e a buscar ajuda de adultos de confiança.

TODAS AS CRIANÇAS TÊM OS DIREITOS

RESPEITADOS?

1. Resposta pessoal. Incentivar os estudantes a opinar e a dar exemplos. Eles podem falar que as crianças que vivem em situação de rua não têm seus direitos respeitados, por exemplo.

A DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA DEFINE QUE

TODAS AS CRIANÇAS TÊM OS MESMOS DIREITOS E QUE ELES DEVEM SER RESPEITADOS EM TODO O MUNDO.

1 VOCÊ ACHA QUE TODAS AS CRIANÇAS TÊM OS DIREITOS RESPEITADOS? CONVERSE SOBRE ISSO COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.

AS CRIANÇAS TÊM DIREITO À ALIMENTAÇÃO PARA CRESCER COM SAÚDE. NO ENTANTO, MUITAS CRIANÇAS NÃO TÊM ESSE DIREITO GARANTIDO.

2 CONVERSE COM SEUS FAMILIARES EM CASA SOBRE AÇÕES QUE GARANTAM ESSE DIREITO E UMA INFÂNCIA PROTEGIDA. DESENHE AS SOLUÇÕES PENSADAS.

2. Produção pessoal. O importante nesta atividade é fazer os estudantes refletirem que mesmo pequenas atitudes já contribuem para a formação de uma sociedade mais justa.

A proposta das atividades é ampliar o conhecimento sobre os direitos das crianças, promover uma reflexão crítica, reconhecer que nem todos esses direitos são plenamente respeitados e incentivar a busca por alternativas para contribuir para sua efetivação. Os estudantes são convidados a conhecer os direitos das crianças de forma ilustrada e lúdica. Deixar que eles falem sobre esses direitos, com os quais, mesmo sem conhecer formalmente, podem ter contato em seu dia a dia. Levar para a sala de aula várias imagens que mostrem situações de crianças brincando, estudando, se alimentando etc.

Dependendo da quantidade de estudantes na sala de aula, eles podem se reunir em duplas ou em trios. O importante é criar empatia, fazer com que os estudantes reflitam sobre como mesmo pequenas atitudes já contribuem para a formação de uma sociedade mais justa.

Atividade complementar

• A recreação

No princípio 4 da Declaração dos Direitos da Criança, afirma-se que “a criança terá direito à alimentação, recreação e assistência médica adequadas”. Destacar o quesito “recreação”. Explicar aos estudantes que a recreação está relacionada ao divertimento, e reforçar que isso é um direito das crianças. A seguir, orientá-los a fazer um desenho de sua diversão predileta em uma folha de papel avulsa. Pedir-lhes que escrevam seus nomes nos desenhos. Se achar pertinente, solicitar aos estudantes que comentem sobre a diversão escolhida em uma roda de conversa. Por fim, pode-se organizar uma exposição dos desenhos na sala de aula ou em outro espaço de convivência da escola.

BNCC

Tema Contemporâneo

Transversal: Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso.

Organize-se

• Lápis de cor.

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 1, conversar sobre os direitos do idoso que os estudantes terão de encontrar no diagrama. Explicar que as pessoas idosas têm direito a viver uma vida digna com lazer e saúde. Pedir aos estudantes que pensem em exemplos desses direitos sendo respeitados. Se necessário, exemplificar o direito à saúde, como garantia de tratamento médico, vida saudável e cuidados. Na atividade 2, iniciar discutindo com os estudantes os princípios presentes no Estatuto da Pessoa com Deficiência, que tem o objetivo de assegurar e promover condições de igualdade para as pessoas com deficiência. Após a discussão, sugere-se que os estudantes sejam organizados em duplas para fazer a atividade, considerando que essa disposição dá oportunidade de que todos descubram as palavras e respondam corretamente à proposta.

Sugestão para os estudantes

OAB. Subseção de São Miguel do Araguaia. Cartilha do idoso: conheça seus direitos. São Miguel do Araguaia: OAB/ SMA, 2024. Disponível em: https://oabsma.org.br/wpcontent/uploads/2024/03/ Cartilha-do-idoso-Corrigida. pdf. Acesso em: 9 set. 2025. A cartilha apresenta, de forma clara e ilustrada, os principais direitos das pessoas idosas garantidos por lei.

DIREITOS DE OUTRAS PESSOAS

NÃO SÃO APENAS AS CRIANÇAS QUE TÊM DIREITOS GARANTIDOS POR LEI.

CONHEÇA OUTROS DOIS DOCUMENTOS MUITO IMPORTANTES.

ESTATUTO DA PESSOA IDOSA ASSEGURA OS DIREITOS DE PESSOAS COM 60 ANOS OU MAIS.

1 ENCONTRE NO DIAGRAMA ALGUNS DOS DIREITOS DA PESSOA IDOSA.

DICA: BUSQUE PELAS PALAVRAS DO QUADRO.

VIDA • SAÚDE • LAZER • ESPORTE

Com linguagem acessível, promove a conscientização sobre respeito, dignidade e proteção no envelhecimento.

O QUE E COMO AVALIAR

Aproveitar os bonecos criados no capítulo e sugerir aos estudantes que criem uma situação comunitária da qual os bonecos façam parte; pode ser uma festa, um evento escolar, uma atividade em espaço público. Incentivá-los a pensar nos vínculos que existem entre os bonecos, nos locais que frequentam e nas dificuldades que vivenciam. Eles devem considerar a faixa etária dos bonecos, suas características físicas, criando situações que evidenciem os direitos dos bonecos, de forma lúdica, mas aplicando o que aprenderam sobre direitos das crianças, das pessoas idosas e das pessoas com deficiência.

ESTATUTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

DETERMINA CONDIÇÕES DE IGUALDADE A TODAS AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA.

2 VAMOS CONHECER ALGUNS DOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA?

A) PINTE AS PARTES DE ACORDO COM AS CORES DO PONTILHADO E FORME PALAVRAS.

B) QUE DIREITOS VOCÊ ENCONTROU? ESCREVA A SEGUIR.

Educação

Trabalho

Lazer

Texto de apoio

17/09/25 13:10

O termo “deficiência” é apresentado a partir de diversas definições, pois envolve características não só físicas, mas também questões subjetivas do ser humano. Conforme a Norma Técnica ABNT 9050, deficiência é a “redução, limitação ou inexistência das condições de percepção das características do ambiente ou de mobilidade e de utilização de edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos, em caráter permanente ou temporário” (ABNT 9050, 2004, p.03).

Nos termos da Lei nº 13.146, que institui a LBI, em seu art. 2º: “Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas”.

Já segundo Dischinger, Ely e Piardi (2012), deficiência se refere ao problema específico de uma disfunção no nível fisiológico do indivíduo (por exemplo, cegueira, surdez, paralisia). Nesse contexto, as dificuldades resultantes da relação entre as condições dos indivíduos e as características do meio ambiente na realização de atividades são chamadas restrições. A partir deste segundo conceito, podemos perceber que a incapacidade não é um atributo da pessoa, e sim o resultado de um conjunto complexo de condições que muitas vezes são criadas pelo ambiente social. Desta forma, é responsabilidade de toda a sociedade solucionar este problema, fazendo as modificações necessárias para a participação plena das pessoas com deficiência em todas as áreas da vida.

INSTITUTO FEDERAL DE SANTA CATARINA.  Cartilha PCD: pessoa com deficiência: em busca da inclusão universal. Florianópolis: IFSC, [2021]. Disponível em: https://www.ifsc.edu.br/ documents/30681/2128780/ Cartilha+Comped/5b0e8c532b85-4c1e-904d-c22709cd58ca. Acesso em: 9 set. 2025.

Organize-se

• Lápis de cor.

ENCAMINHAMENTO

Propor que cada estudante complete sua própria ficha, valorizando suas características pessoais e preferências, e oferecer apoio individual durante o preenchimento, especialmente na escrita do nome e sobrenome.

Pode-se sugerir um desdobramento da atividade 1, em que os estudantes elaborem fichas como a de Rafael, com perguntas para estabelecer comparações com um ou mais de seus colegas de turma. Pode-se também adicionar outras informações que considerarem interessantes.

Atividade complementar • Ficha do amigo

Incentivar os estudantes a criar uma “ficha do amigo”, escolhendo um colega da turma para representar. Orientar que observem com atenção as características e preferências do colega, façam perguntas simples e desenhem o que descobriram, como o cabelo, o alimento preferido e a brincadeira favorita. Estimular que cada estudante escreva o nome do amigo e compartilhe com a turma o que aprendeu sobre ele, promovendo o respeito às diferenças e o fortalecimento dos vínculos entre os estudantes.

PARA REVER O QUE APRENDI

1 LEIA A FICHA COM AS INFORMAÇÕES SOBRE RAFAEL.

: RAFAEL

Sugestão para os estudantes

RAMOS, Anna Claudia. Quem é, quem é? Festa à fantasia. Ilustrações: Anielizabeth. São Paulo: DCL, 2014.

Com delicadeza e criatividade, a obra convida as crianças a explorar a diversidade e a empatia por meio de uma brincadeira divertida de adivinhação. A cada página, pistas visuais e textuais instigam os leitores a descobrir quem está por trás de cada fantasia, promovendo a observação e o respeito às diferenças. Uma leitura lúdica que valoriza a singularidade de cada um e estimula o olhar atento para o outro.

A) VOCÊ E RAFAEL TÊM A MESMA COR DE CABELO?
B) VOCÊ TAMBÉM GOSTA DE ?
C) VOCÊ TAMBÉM GOSTA DE ?
1. a), b) e c) Respostas pessoais.

D) AGORA, COMPLETE A FICHA COM SUAS INFORMAÇÕES.

1. d) Produção e respostas pessoais.

DESENHE VOCÊ AQUI.

ESCREVA SEU NOME E SOBRENOME:

DESENHE SEU ALIMENTO PREFERIDO. DESENHE SUA BRINCADEIRA PREFERIDA.

Atividade complementar

• Adivinhe quem sou

Propor aos estudantes uma brincadeira em que cada um deve adivinhar qual colega está sendo descrito, com base em perguntas e respostas. Explicar que, em cada rodada, um estudante será escolhido para pensar em outro colega da turma, sem revelar quem ele é.

Os demais deverão fazer perguntas que só podem ser respondidas com “sim” ou “não”, como “essa pessoa tem cabelo curto?”, “ela usa óculos?”, “ela gosta de desenhar?”, entre outras.

17/09/25 13:10

Estimular que pensem em características físicas, gostos pessoais e hábitos observados no dia a dia escolar. Orientar que cada estudante tenha a chance de fazer uma pergunta, promovendo a escuta atenta e o respeito à vez de falar. Quando alguém acreditar saber quem é o colega misterioso, permitir que diga o nome e confirmar se está correto. Reforçar que o objetivo não é acertar rapidamente, mas construir perguntas que ajudem a descobrir aos poucos, valorizando o raciocínio lógico e a observação.

É importante que o professor acompanhe atentamente as interações, garantindo que as perguntas e descrições respeitem a individualidade de cada estudante, evitando qualquer situação que possa gerar desconforto ou constrangimento.

Para enriquecer a atividade, incentivar que os estudantes reflitam sobre o que torna cada pessoa única, destacando a importância da diversidade e do respeito às diferenças. Estimular que observem não apenas aspectos físicos, mas também atitudes, preferências e talentos dos colegas.

A atividade contribui para o desenvolvimento da linguagem oral, da atenção, da empatia e da convivência, além de promover momentos de diversão, descoberta e fortalecimento dos vínculos entre os estudantes.

BNCC

(EF01CI03) Discutir as razões pelas quais os hábitos de higiene do corpo (lavar as mãos antes de comer, escovar os dentes, limpar os olhos, o nariz e as orelhas etc.) são necessários para a manutenção da saúde.

(EF01HI01) Identificar aspectos do seu crescimento por meio do registro das lembranças particulares ou de lembranças dos membros de sua família e/ou de sua comunidade.

Tema Contemporâneo Transversal: Saúde

Organize-se

• Lápis de cor.

ENCAMINHAMENTO

As atividades 2 e 3 permitem trabalhar habilidades de leitura e escrita, relacionadas aos hábitos de higiene importantes para manter o corpo saudável e às etapas da infância. Aproveitar as imagens para retomar com os estudantes as partes do corpo que estudaram na unidade. Questionar se eles mudaram algum hábito depois de conhecer melhor as maneiras de manter o corpo limpo e bem cuidado. Relacionar o tema da higiene e dos cuidados aos direitos das crianças, pedindo aos estudantes que citem situações em que os direitos da criança estão sendo respeitados. Contudo, é importante que eles compreendam que a higiene em excesso também pode ser prejudicial ao corpo, pois a limpeza demasiada afeta o microbioma humano, cujo equilíbrio é essencial para a saúde.

2 PINTE OS DESENHOS E OBSERVE A ATIVIDADE QUE FOI REPRESENTADA EM CADA UMA DAS CENAS. DEPOIS, FAÇA O QUE SE PEDE.

A) COMPLETE A FRASE. ESSAS ATIVIDADES SÃO IMPORTANTES PARA MANTER O

CORPO S A U D Á V E L .

B) COPIE DO QUADRO A PALAVRA QUE COMPLETA A FRASE.

DENTES • MÃOS • PERNA

É IMPORTANTE LAVAR AS MÃOS ANTES DAS REFEIÇÕES.

C) MARQUE UM X NA CENA QUE REPRESENTA A FRASE ANTERIOR.

D) ESCREVA OS NOMES DAS PARTES DO CORPO QUE FORAM UTILIZADAS NA CENA QUE NÃO FOI MARCADA.

2. d) Espera-se que os estudantes identifiquem o uso das mãos e da boca ao escovar os dentes. Eles também podem citar o uso dos olhos no menino que está à frente do espelho. X

Sugestões para o professor

OLIVEIRA, Ruam. Se sujar não faz mal. Limpar demais não faz bem. ComCiência — Dossiê Micromundo, jun. 2018. Disponível em: https://www.comciencia.br/se-sujar-nao-fazmal-limpar-demais-nao-faz-bem/. Acesso em: 9 set. 2025.

O artigo discute como os hábitos de higiene, que se tornaram comuns na atualidade, e a ampla utilização de produtos de limpeza impactam o microbioma humano.

SOSA, Derocina Alves Campos. O tempo e o espaço nos anos iniciais do Ensino Fundamental: dialogando com a História e a Geografia. Educação & Linguagem , São Bernardo do Campo, v. 25, n. 2, p. 101115, jul./dez. 2022. Disponível em: https:// revistas.metodista.br/index.php/educacao linguagem/article/view/576/556. Acesso em: 8 out. 2025.

Neste artigo, a autora discute como as noções de tempo e espaço são trabalhadas nos primeiros anos escolares para cons -

3 COLOQUE OS ACONTECIMENTOS DA VIDA DA CRIANÇA EM ORDEM, DO MAIS ANTIGO PARA O MAIS RECENTE. PARA ISSO, USE OS NÚMEROS 1 , 2, 3 E 4.

• QUAL É A FASE DA VIDA REPRESENTADA NOS

DESENHOS? COMPLETE A PALAVRA COM AS LETRAS QUE ESTÃO FALTANDO.

truir a base do conhecimento em História e Geografia. O texto destaca que essa aprendizagem é fundamental para que os alunos se reconheçam como seres históricos e sociais.

Atividade complementar

• Cápsula do tempo: estou crescendo Para esta atividade, alguns materiais serão necessários: folhas de papel sulfite ou cartolina, lápis de cor, giz de cera, canetinhas, tesoura com pontas arredondadas, cola, caixa de sapatos, fotos antigas dos estudantes (solicitadas às famílias).

Em uma roda de conversa, retomar a atividade 3. Perguntar aos estudantes: vocês se lembram de quando eram bebês? O que vocês já aprenderam a fazer de lá para cá?. Permitir que compartilhem suas ideias e memórias.

Em seguida, compor e enviar um bilhete para os responsáveis com as seguintes instruções: com um adulto responsável, os estudantes devem escolher uma foto de quando eram bebês ou bem pequenos; eles devem conversar sobre essa época, respondendo a perguntas como: qual foi a primeira palavra que a criança disse?, Qual era sua brincadeira favorita?, Uma história engraçada de quando era bebê. O estudante deve fazer um desenho sobre uma dessas memórias para trazer junto com a foto. Em sala, cada estudante receberá uma folha de papel sulfite ou um pedaço de cartolina. Pedir que dobrem a folha ao meio. De um lado, eles colarão a foto de quando eram bebês e o desenho da memória que trouxeram. Do outro lado, farão um autorretrato de como são hoje, escrevendo o próprio nome e a idade. Organizar uma exposição dos trabalhos no mural da sala sob o título “Nossa História”.

Depois, explicar o que é uma cápsula do tempo: uma caixa onde guardamos coisas hoje para só abrirmos daqui a muito tempo, no futuro. Perguntar a eles: o que vocês gostariam de contar para o ‘eu’ de vocês do futuro? Cada estudante receberá um pequeno pedaço de papel para: escrever ou desenhar qual é sua comida, cor ou brincadeira favorita hoje. É importante que eles possam decorar a caixa de sapatos juntos. Cada um coloca seu “bilhete para o futuro” dentro dela. Lacrar a caixa e escrever do lado de fora: “NÃO ABRIR ANTES DE [data do final do ano letivo]”.

No final do ano, a abertura da cápsula do tempo se torna um evento emocionante, permitindo que as crianças vejam o quanto cresceram e mudaram em apenas um ano, consolidando de forma concreta e afetiva a noção de crescimento e da passagem do tempo.

BNCC

(EF01GE03) Identificar e relatar semelhanças e diferenças de usos do espaço público (praças, parques) para o lazer e diferentes manifestações.

Temas Contemporâneos Transversais: Educação em direitos humanos e Direitos da criança e do adolescente

ENCAMINHAMENTO

“A criança que não brinca não é feliz, ao adulto que quando criança não brincou, falta-lhe um pedaço no coração.” Essa frase conhecida do artista plástico Ivan Cruz evidencia a importância do brincar em suas obras.

Na atividade 4, conversar com os estudantes sobre suas impressões da pintura e pedir que observem o uso de cores, os traços e a forma como são retratados os corpos em movimento das crianças na ciranda.

Na atividade 5, pedir aos estudantes que desenhem em uma folha de papel avulsa ou que busquem imagens de situações que não estão retratadas nas fotografias: direito a se alimentar bem, direito à nacionalidade e direito a um nome.

4 O QUADRO A SEGUIR FOI PINTADO POR IVAN CRUZ, UM PINTOR QUE NASCEU NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, EM 1947.

CIRANDA II, DE IVAN CRUZ, 2004. ACRÍLICO SOBRE TELA, 30 CENTÍMETROS x 40 CENTÍMETROS.

A) ESCREVA O NOME DA DANÇA DE RODA QUE O ARTISTA PINTOU.

4. a) Ciranda.

B) QUANTAS CRIANÇAS ESTÃO BRINCANDO NA RODA?

4. b) 7 crianças.

C) TEM ALGUM MESTRE CIRANDEIRO NESSA RODA?

4. c) Não.

Atividade complementar

• A Canoa virou: brincando de roda

Propor aos estudantes participar de uma brincadeira de roda. Para realizá-la, pedir que se posicionem em círculo e entrelacem as mãos, de modo que um deles fique voltado para o centro da roda, enquanto os demais, que estiverem ao seu lado, fiquem voltados para fora.

Solicitar que todos os participantes cantem a cantiga “A canoa virou”. Durante o refrão, orientar os estudantes que estiverem voltados para fora a se virar lentamente. Encerrar a brincadeira quando todos estiverem voltados para o centro da roda.

Entoar a cantiga com os estudantes ou, se preferir, utilizar a gravação da música para acompanhar a atividade. A música está disponível em: https://www.youtube.com/watch? v=hBU4HLBT5DY. Acesso em: 8 out. 2025.

5 OBSERVE ATENTAMENTE ESTAS FOTOGRAFIAS.

• MARQUE UM X NOS DIREITOS DAS CRIANÇAS QUE ESTÃO REPRESENTADOS NAS FOTOGRAFIAS.

DIREITO À ALIMENTAÇÃO

X DIREITO A BRINCAR

X DIREITO À PROTEÇÃO SOCIAL

DIREITO A UM NOME

Sugestão para os estudantes

DIREITO À NACIONALIDADE

X DIREITO À SAÚDE

X DIREITO À EDUCAÇÃO

X DIREITO A AMOR

TURMA da Mônica – Estatuto da Criança e do Adolescente | ECA. Publicado pelo canal Controladoria-Geral da União – CGU. 2020. 1 vídeo. (1 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=l1gR1YxsbUs. Acesso em: 8 out. 2025. O vídeo apresenta, de forma breve e acessível, os direitos das crianças e adolescentes conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente. Com os personagens da Turma da Mônica, promove a conscientização infantil sobre cidadania.

CONCLUSÃO DA UNIDADE

Espera-se que os estudantes finalizem o estudo da unidade com conhecimento aprofundado sobre si mesmos, sua família e a comunidade que os cerca.

A investigação de seu corpo e suas preferências, bem como a comparação com os colegas, devem servir para ampliar a apreciação dos estudantes pela diversidade, possibilitando a eles compreender e celebrar as diferenças étnicas, culturais, sociais, entre outras.

Eles devem também aprofundar seu entendimento sobre os cuidados para a manutenção de um corpo saudável, bem como sobre a responsabilidade da família e da sociedade em garantir o bem-estar e a saúde das crianças.

Sugestão para o professor

HOSHINO, Camilla. ‘O corpo é o primeiro brinquedo da criança’, diz Luiza Gaia. Lunetas, 23 maio 2016. Disponível em: https://lunetas. com.br/brincando-com-ocorpo-crianca-que-conheceesta-sua-casa-e-uma-criancapotente-realizadora-e-segura/. Acesso em: 9 set. 2025. Nessa entrevista, Luiza Gaia ressalta a importância de as crianças poderem brincar livremente e explorar as potencialidades do próprio corpo.

MENINO BRINCANDO.
MENINA RECEBENDO CUIDADOS DE FAMILIAR.
MENINO NA ESCOLA.
MENINA NO MÉDICO.

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta segunda unidade, são apresentadas brincadeiras de diferentes culturas. Também são abordados os diferentes lugares para brincar e as mudanças na forma de brincar ao longo do tempo. Os lugares onde as crianças brincam e as brincadeiras são estudados por meio de estratégias de aproximação às aprendizagens sobre paisagem e lugar.

No capítulo 1, os estudantes identificam lugares de brincar já conhecidos previamente e as características que tornam esses lugares apropriados ou não para a realização de brincadeiras.

No capítulo 2, os estudantes são estimulados a reconhecer diferentes brincadeiras. Eles são convidados a refletir sobre as características peculiares de lugares diferentes por meio de brincadeiras.

No capítulo 3, exploram-se as relações entre o brincar e a convivência em sociedade, bem como as brincadeiras e sua relação com a saúde e as atividades físicas, destacando a importância de movimentar o corpo.

No capítulo 4, estudam-se os brinquedos, suas características físicas e os diferentes modos de utilização.

Por fim, no capítulo 5, investigam-se diferentes formas de se fazer um brinquedo, abordando brinquedos do passado e do presente. Por meio de desenhos, ilustrações, fotografias, textos lúdicos e explicativos, pretende-se contribuir para o desenvolvimento das habilidades e para o atendimento aos objetivos previstos para a unidade.

Objetivos da unidade

• Identificar brincadeiras por meio da interpretação de imagem e texto.

• Produzir desenho que represente o lugar de brincar.

UNIDADE

BRINCADEIRAS E BRINQUEDOS

• Reconhecer semelhanças e diferenças entre objetos produzidos em diferentes épocas e com diferentes tecnologias.

• Identificar lugares adequados e não adequados para brincar.

• Reconhecer brincadeiras apropriadas a diferentes lugares.

• Refletir sobre a boa convivência.

• Perceber que as atividades físicas contribuem para a saúde das pessoas.

• Observar diferentes características dos brinquedos e outros objetos.

• Investigar diferentes formas de construir um brinquedo.

Pré-requisitos

pedagógicos

Para iniciar o trabalho com esta unidade, é preciso que os estudantes reconheçam o ato de brincar como um direito das crianças. Essa compreensão fortalece as relações entre os direitos das crianças e seus lugares de vivência.

A leitura e a interpretação de imagens de objetos e de situações simples, assim como a expressão por meio de desenhos de pessoas, de objetos e de lugares, também são pré-requisitos esperados para que a relação entre lugares, brincadeiras e brinquedos se desenvolva nesta unidade.

1 EM QUE LUGAR AS CRIANÇAS ESTÃO BRINCANDO?

1. Elas estão brincando em uma quadra de esportes.

2 DO QUE ELAS ESTÃO BRINCANDO?

2. Espera-se que os estudantes identifiquem: basquete, futebol, pular corda, brincadeira de roda e brincadeira de cabo de guerra.

3 ESCOLHA UMA DAS BRINCADEIRAS REPRESENTADAS E EXPLIQUE AOS COLEGAS COMO ELA FUNCIONA.

3. Resposta pessoal.

4 QUAIS BRINQUEDOS APARECEM NESTA IMAGEM?

4. Bolas e cordas.

5 QUAL É SEU BRINQUEDO PREFERIDO?

5. Resposta pessoal.

Temas Contemporâneos Transversais

Diversidade cultural e Saúde.

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes sobre o que gostam de brincar e como são essas brincadeiras.

Atentar-se às respostas, identificando se o ato de brincar está presente no cotidiano deles. Observar as brincadeiras que são mais citadas e as que são menos citadas. Cuidar para que todas sejam valorizadas e respeitadas. Questionar as diferenças entre as brin-

cadeiras na escola e em outros lugares de vivência.

As informações obtidas no momento de sensibilização para o trabalho com a unidade são essenciais para o conhecimento do grupo de estudantes e para eventuais ajustes a serem realizados no plano de trabalho. Explorar a imagem e estimular os estudantes a identificar as brincadeiras. Questionar se eles já brincaram de algumas delas. Pedir que indiquem com qual, ou quais, eles se identificam mais. Atentar para a possibilidade de alguma brincadeira não ser identifica-

da. Caso eles não conheçam alguma recreação, explicar e, se possível, desenvolver a brincadeira. Ao abordar as brincadeiras, trata-se de aspectos da habilidade EF01GE02.

É importante destacar as diferenças entre as brincadeiras realizadas na escola e aquelas vivenciadas em outros contextos sociais. No espaço escolar, o brincar assume um caráter pedagógico, pois está intencionalmente associado a processos de ensino e aprendizagem, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo, social e cultural dos estudantes. Além disso, é necessário diferenciar a brincadeira do esporte: enquanto a primeira se caracteriza pela espontaneidade e pela imaginação, o segundo envolve regras mais rígidas, competição e objetivos definidos.

Na atividade 4, podem ser identificadas bolas e cordas. As atividades 3 e 5 são respostas pessoais, incentivando a participação dos estudantes.

Sugestão para o professor

GUINLE, S. Cenas infantis, c2025. Disponível em: https://www.sandraguinle. com/cenasinfantis. Acesso em: 10 set. 2025.

Acessar o site da artista plástica Sandra Guinle e navegar pela exposição, que apresenta esculturas que retratam o universo das brincadeiras.

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 6, 9 e 10

Competência específica de Ciências da Natureza: 5

Competências específicas de Ciências Humanas: 1, 2, 4, 5 e 7

Competências específicas de Geografia: 1, 4, 5 e 7

Competência específica de História: 4

Habilidades de História:

EF01HI02, EF01HI04 e EF01HI05

Habilidades de Geografia:

EF01GE02, EF01GE03, EF01GE05, EF01GE08

Organize-se • Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

O enfoque das discussões deste capítulo está na relação entre o brincar e os diferentes lugares de vivência. Problematizar como são os lugares onde as brincadeiras acontecem e as diferentes formas de organização do espaço para se divertir.

Apresentar o artista Candido Portinari, considerando que suas obras retratam o povo e a cultura brasileira, bem como temáticas relacionadas a questões sociais e à infância.

Explorar a pintura de Portinari, solicitando ao grupo que identifique qual é a brincadeira representada pelo artista. Em seguida, propor aos estudantes a elaboração de uma lista com os elementos presentes no quadro e anotar as respostas na lousa. Relacionar essa lista com o processo de alfabetização e questionar sobre as letras corretas para a escrita de cada palavra. Procurar estimular a relação fonema-grafema, pois esse tipo de

LUGARES DE BRINCAR

CANDIDO PORTINARI FOI UM IMPORTANTE ARTISTA BRASILEIRO. UM DOS TEMAS FAVORITOS DELE ERAM AS BRINCADEIRAS DE CRIANÇA.

OBSERVE UMA DAS PINTURAS QUE ELE FEZ.

76

exercício reflexivo contribui para a evolução da escrita dos estudantes.

Pedir aos estudantes que descrevam as características espaciais dos locais onde costumam brincar. Estimular a reflexão sobre se costumam ser locais abertos ou fechados, amplos ou pequenos, com gramado, terra ou impermeabilizados, se há brinquedos coletivos, se existem árvores etc. O objetivo é que os estudantes desenvolvam a habilidade de observar as características dos diferentes espaços em seus lugares de vivência, lembrando que a observação atenta é uma

competência importante para o processo de aprendizagem.

Na atividade 1, espera-se que os estudantes digam que as crianças estão soltando pipas (papagaios). Pode-se observar, também, um menino sentado, construindo o brinquedo. Explicar aos estudantes que existem denominações diferentes atribuídas a esse brinquedo, como quadrado, papagaio, raia, arraia, pandorga, entre outras. Perguntar aos estudantes por qual nome eles chamariam o brinquedo da pintura. As diferentes nomenclaturas podem variar de acordo com a região e com o modelo desse brinquedo.

MENINOS SOLTANDO PIPAS, DE CANDIDO PORTINARI, 1947. ÓLEO SOBRE TELA, 60 CENTÍMETROS x 74 CENTÍMETROS.
DIREITO DE REPRODUÇÃO GENTILMENTE CEDIDO POR JOÃO CANDIDO PORTINARI

1 O QUE AS CRIANÇAS NA PINTURA DE PORTINARI ESTÃO FAZENDO?

1. Espera-se que os estudantes respondam que as crianças estão soltando pipas (papagaios). Pode-se observar, também, um menino sentado, construindo o brinquedo.

2 EM QUE LUGAR AS CRIANÇAS DA PINTURA ESTÃO BRINCANDO? ASSINALE A RESPOSTA CORRETA.

NA QUADRA DE UM CONDOMÍNIO

NA SALA DE ESTAR DA CASA DE UMA DELAS.

X EM UM ESPAÇO ABERTO.

CONDOMÍNIO: CONJUNTO DE ESPAÇOS DE USO COMUM DE UM PRÉDIO, POR EXEMPLO.

ATENÇÃO!

NUNCA EMPINE PIPA PERTO DE POSTES ELÉTRICOS NEM USE LINHA CORTANTE.

3 DESENHE A SEGUIR UM LUGAR ONDE VOCÊ BRINCA E QUE É PARECIDO COM O DA PINTURA

3. Produção pessoal.

3. Produção pessoal.

Os sites indicados nesta obra podem apresentar imagens e eventuais textos publicitários junto ao conteúdo de referência, os quais não condizem com o objetivo didático da coleção. Não há controle sobre esses conteúdos, pois eles estão estritamente relacionados ao histórico de pesquisa de cada usuário e à dinâmica dos meios digitais.

ESSE SITE APRESENTA OUTRAS OBRAS DO ARTISTA CANDIDO PORTINARI. DESCUBRA MAIS

• PROJETO PORTINARI. RIO DE JANEIRO, C2025. DISPONÍVEL EM: http://www.portinari.org.br. ACESSO EM: 3 JUN. 2025.

Ao realizar a atividade 2, é recomendável ler o glossário com os estudantes. A prática de leitura coletiva do glossário contribui para o desenvolvimento de vocabulário. Na atividade 3, o trabalho com desenhos de lugares e paisagens constitui parte do início do processo de alfabetização cartográfica.

Sugestão para os estudantes TERRITÓRIO do brincar. Brincadeiras pelo Brasil, c2025. Disponível em: https://territoriodobrincar.com.br/brincadeiras-pelo-brasil/. Acesso em: 10 set. 2025.

22/09/25 11:57

A página do site Território do brincar apresenta brincadeiras em diversos lugares do Brasil.

TRZMIELINA, Nadine; BONITO, Angelo. Crianças famosas: Portinari. São Paulo: Callis, 1997. Esse livro conta histórias da infância de Candido Portinari, possibilitando que os estudantes conheçam parte da vida e da obra de um dos pintores mais expressivos do Brasil. A obra integra a coleção Crianças famosas, que apresenta episódios da infância de renomados inventores, escritores e artistas.

Atividade complementar 1. A infância de Portinari Apresentar o livro indicado em Sugestão para os estudantes, narrando a história de Candinho — apelido de Candido Portinari por ter nascido muito pequeno. Recomenda-se que a obra não seja lida toda em um único dia, mas apresentada aos poucos. Como se trata de um texto informativo, pode-se selecionar as informações mais relevantes para o grupo. Propor, em seguida, a produção de um texto coletivo sobre o artista. Sugere-se que os estudantes ditem o que aprenderam sobre a vida e a obra de Portinari, com base na leitura oferecida, e que o professor atue como escriba, ou seja, responsável pelo registro escrito formal.

2. Conhecendo as obras de Portinari

Em uma proposta interdisciplinar com Arte, apresentar aos estudantes outras obras de Candido Portinari que retratam a infância, como: Cambalhota, Crianças brincando, Futebol, Pulando carniça e Meninos no balanço. Analisar e comentar as obras em uma conversa coletiva. Em seguida, convidar os estudantes a retratar cenas da infância por meio de pinturas. A produção pode ser feita em folha de sulfite ou outro material de suporte disponível. Solicitar aos estudantes que atribuam um título à própria produção.

BNCC

(EF01GE02) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras de diferentes épocas e lugares. (EF01GE05) Observar e descrever ritmos naturais (dia e noite, variação de temperatura e umidade etc.) em diferentes escalas espaciais e temporais, comparando a sua realidade com outras.

(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.

(EF01HI05) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras atuais e de outras épocas e lugares.

ENCAMINHAMENTO

Problematizar com os estudantes como é o local onde residem e se ele é adequado para brincar. Questionar se, quando estão brincando fora de casa, há algum adulto por perto e quais são as principais orientações que recebem, por exemplo, brincar na calçada, ficar atento a automóveis na rua, entre outras.

Durante a leitura coletiva do texto, assegurar que todos os estudantes estejam compreendendo. Se achar pertinente, interromper a leitura e conversar com eles sobre cada trecho. Destacar que as brincadeiras realizadas nas ruas das cidades devem ser praticadas em situações especiais e com muito cuidado, pois há locais com intenso trânsito de automóveis, diferente de antigamente, quando as ruas eram mais calmas e, por isso, permitiam que as crianças usassem mais esse espaço para brincadeiras. Hoje, brincar na rua significa brincar em calçadas, praças,

LUGARES DE CRIANÇA BRINCAR

DAVI TEM 50 ANOS E É PROFESSOR.

ESCUTE E ACOMPANHE A HISTÓRIA EM QUE DAVI CONTA ONDE COSTUMAVA BRINCAR QUANDO ERA CRIANÇA.

— MENINO, VAI BRINCAR NA RUA!

ERA O QUE MINHA MÃE DIZIA QUANDO EU ESPALHAVA BRINQUEDOS PELA CASA. BEM RÁPIDO, RECOLHIA MEU

FUTEBOL DE BOTÃO E CORRIA PARA A RUA. ANTES MESMO DE PASSAR PELA PORTA, JÁ GRITAVA O NOME

DOS COLEGAS, QUE TAMBÉM ADORAVAM BRINCAR NA RUA.

QUANDO DAVI ERA CRIANÇA, AS RUAS ERAM TAMBÉM LUGAR DE BRINCADEIRA. COM O CRESCIMENTO DAS CIDADES E O AUMENTO DO NÚMERO DE VEÍCULOS, AS BRINCADEIRAS NA RUA COMEÇARAM A DESAPARECER OU A SE MODIFICAR.

1 COM A AJUDA DO PROFESSOR, CONTORNE NO TEXTO OS DOIS LUGARES ONDE DAVI COSTUMAVA BRINCAR.

2 ONDE VOCÊ COSTUMA BRINCAR MAIS: DENTRO DE CASA OU NA RUA? POR QUÊ? 2. Respostas pessoais.

parques e outros espaços públicos abertos e seguros.

Explicar que um espaço seguro é aquele que não apresenta perigos, como objetos cortantes ou pontiagudos (cacos de vidro, latas, pregos), trânsito intenso ou ruas sem sinalização adequada. Conversar sobre as maneiras seguras de brincar no espaço público e as formas de prevenir acidentes ou situações inseguras.

A atividade 1 propõe uma retomada ao texto, o que contribui para a compreensão do texto e o desenvolvimento do vocabulário. Na atividade 2, se alguns estudantes responde-

rem que brincam mais na rua, conversar com eles sobre os cuidados necessários. Considerar que há bairros com ruas pouco movimentadas, onde crianças ainda costumam brincar sob os cuidados de adultos responsáveis.

A habilidade EF01GE02 é trabalhada quando se propõe aos estudantes comparar as diferenças entre os lugares das brincadeiras no passado e no presente, identificando semelhanças e diferenças entre os lugares onde as brincadeiras podem acontecer. A habilidade EF01GE05 é desenvolvida na observação das características dos locais retratados nas foto-

MENINO, VAI BRINCAR NA RUA! 2025. TEXTO ELABORADO ESPECIALMENTE PARA ESTA OBRA.

3 COMPLETE A LEGENDA DAS FOTOGRAFIAS USANDO AS PALAVRAS DO QUADRO.

PARQUE • RIO • CASA • PRAIA

CRIANÇAS BRINCANDO NO

rio , NO MUNICÍPIO DE SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA, NO ESTADO DO AMAZONAS, EM 2022.

CRIANÇAS JOGANDO VIDEOGAME COM A

MÃE DELES EM casa , NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2022.

CRIANÇAS BRINCANDO NO

parque , NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, NO ESTADO DE PAULO, EM 2024.

CRIANÇAS BRINCANDO NA

praia , NO MUNICÍPIO DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS, NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, EM 2019.

4. Como semelhança, é possível notar que em todas as fotografias as crianças estão

4 QUAIS SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS VOCÊ PERCEBE ENTRE OS LUGARES MOSTRADOS NAS FOTOGRAFIAS?

brincando. Como diferença, é possível perceber que elas brincam de maneiras diferentes e em espaços diferentes (rio, parque, casa e praia). Auxiliar os estudantes na identificação das características dos locais representados.

grafias e na identificação da variação de temperatura entre diferentes lugares. O trabalho com imagens de lugares e paisagens integra o processo inicial de alfabetização cartográfica. A habilidade EF01HI04 é trabalhada ao incentivar os estudantes a observar e comparar os diferentes ambientes em que vivem, como a casa, a escola e a comunidade, reconhecendo as regras e hábitos específicos de cada espaço, especialmente no contexto das brincadeiras. A habilidade EF01HI05 é trabalhada ao propor reflexões sobre as brincadeiras atuais e antigas, considerando os espaços onde

17/09/25 15:03

ocorrem, as mudanças nas formas de brincar e os cuidados necessários para garantir a segurança nos ambientes públicos.

Na atividade 3, solicitar aos estudantes que analisem e descrevam as imagens e orientar o grupo a observar os detalhes. Depois, sugere-se ler as legendas das fotografias com os estudantes. Nelas, eles devem observar onde algumas crianças brincam atualmente. Em seguida, questionar se é possível saber ou imaginar, apenas pelas imagens, a sensação térmica dos quatro lugares. Perguntar: em qual das imagens o local está mais frio? Por quê?

Na atividade 4, questionar se os estudantes conhecem locais como os retratados nas imagens e quais são os cuidados necessários para brincar em cada um deles. Explorar os tipos de brincadeiras apresentadas, destacando que os atributos dos lugares podem influenciar as atividades desenvolvidas. Ao final, pode-se questionar os estudantes sobre como são os lugares onde outras crianças do mundo brincam.

A habilidade EF01GE05 é desenvolvida na observação das características dos locais retratados nas fotografias e na identificação da variação de temperatura entre diferentes lugares. O trabalho com imagens de lugares e paisagens integra o processo inicial de alfabetização cartográfica.

Sugestão para os estudantes

CIRÍACO, Rodrigo (org.) Sarauzim: poemas para a molecada. Ilustrações: Isabela Santos. São Paulo: Nós, 2023. Os poemas desse livro foram escritos por poetas de várias idades e abordam o dia a dia das crianças, com destaque para o brincar.

DIVERTUDO. Baú de brincadeiras, c2025. Disponível em: https://www.divertudo. com.br/bau.htm. Acesso em: 10 set. 2025.

Site voltado ao público infantil com jogos, passatempos, histórias, charadas e brincadeiras para imprimir. Orientar os estudantes que acessem o site com o auxílio de um adulto responsável.

Atenção! Os sites indicados ao longo deste material podem apresentar publicidade, que varia dependendo do computador ou dispositivo utilizado.

BNCC

(

EF01GE02) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras de diferentes épocas e lugares.

(EF01GE03) Identificar e relatar semelhanças e diferenças de usos do espaço público (praças, parques) para o lazer e diferentes manifestações.

(EF01GE05) Observar e descrever ritmos naturais (dia e noite, variação de temperatura e umidade etc.) em diferentes escalas espaciais e temporais, comparando a sua realidade com outras.

(EF01HI02) Identificar a relação entre as suas histórias e as histórias de sua família e de sua comunidade.

(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.

(EF01HI05) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras atuais e de outras épocas e lugares.

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Após a elaboração dos desenhos na atividade 1, abordar as diferenças entre as produções, considerando os lugares representados e os recursos estéticos adotados por estudante.

Na atividade 2, contabilizar as respostas para encontrar os três lugares mais citados. Esclarecer que a maior frequência de citações de lugares não significa que esses lugares sejam melhores ou piores, mas apenas que eles foram os mais comuns no grupo.

ONDE VOCÊ GOSTA DE BRINCAR?

NA PRAÇA, EM CASA, NO PARQUE, NA PRAIA... ESSES

SÃO EXEMPLOS DE LUGARES ONDE GERALMENTE CRIANÇAS

COSTUMAM BRINCAR.

E VOCÊ, ONDE COSTUMA BRINCAR?

1 DESENHE NO QUADRO UM LUGAR ONDE VOCÊ GOSTA DE BRINCAR. 1. Produção pessoal.

2 AGORA, CONTE AO PROFESSOR QUAL É O LUGAR QUE VOCÊ

DESENHOU. ELE VAI ESCREVER AS RESPOSTAS DA TURMA NA LOUSA.

• A SEGUIR, ESCREVA QUAIS FORAM OS TRÊS LUGARES

MAIS CITADOS PELA TURMA.

2. Resposta pessoal.

Na atividade 3, perguntar se há neve, plantações ou praia no local onde moram e se os estudantes conhecem lugares parecidos com os das fotografias.

Na atividade 4, possibilitar que os estudantes narrem como seriam as brincadeiras escolhidas e problematizar sua adequação ao ambiente selecionado.

A habilidade EF01GE02 é trabalhada ao abordar a relação entre as características do lugar e as brincadeiras desenvolvidas. A habilidade EF01GE03 é desenvolvida ao incentivar a observação dos usos de espaços pú-

blicos como praças e parques, considerando sua função para o lazer e manifestações culturais. A habilidade EF01GE05 é abordada ao estimular os estudantes a reconhecer elementos naturais presentes nos ambientes retratados, como neve, plantações ou praia, e relacioná-los com sua realidade. A habilidade EF01HI02 é desenvolvida ao permitir que os estudantes relatem experiências pessoais e familiares sobre os lugares de brincar. A habilidade EF01HI04 é trabalhada ao promover a análise dos ambientes doméstico, escolar e comunitário, considerando regras

3 EM TODO O MUNDO, AS CRIANÇAS ADORAM BRINCAR.

• ONDE AS CRIANÇAS DESTAS FOTOGRAFIAS ESTÃO BRINCANDO? LIGUE CADA UMA DELAS AO LUGAR CORRESPONDENTE.

2024.

INDONÉSIA, 2024.

TANZÂNIA, 2024.

PERTO DE UMA PLANTAÇÃO

4 OBSERVE AS FOTOGRAFIAS NOVAMENTE E RESPONDA:

A) EM QUAL DESSES LUGARES VOCÊ GOSTARIA DE BRINCAR? POR QUÊ?

4. a) Respostas pessoais.

B) QUE BRINCADEIRAS VOCÊ FARIA NESSE LUGAR?

4. b) Resposta pessoal.

e hábitos que influenciam as brincadeiras. A habilidade EF01HI05 é abordada ao possibilitar a comparação entre brincadeiras atuais e de outras épocas, refletindo sobre mudanças nos espaços e nas formas de brincar.

Atividade complementar

• Do que seus familiares adultos brincavam quando eram crianças?

Propor aos estudantes uma pesquisa sobre as brincadeiras que seus familiares adultos praticavam quando eram crianças. Solicitar, com a ajuda de um adulto, que eles registrem

17/09/25 15:03

em uma lista as brincadeiras citadas, para posterior compartilhamento com o grupo. No momento de compartilhar a pesquisa, oportunizar que todos os estudantes expressem o que descobriram na conversa com os familiares. Organizar uma lista com os nomes das brincadeiras citadas pelo grupo para expor em sala de aula. As brincadeiras podem ser classificadas em: para brincar em espaços fechados ou para brincar em espaços abertos. Essa categorização permite que os estudantes identifiquem as necessidades espaciais para a realização de cada uma das

brincadeiras. Para iniciar as discussões e a classificação com o grupo, questionar: qual é o melhor lugar para brincar com jogo de botão? Qual é o melhor lugar para brincar com carrinho de rolimã? E de videogame, em que lugar é melhor? Caso os estudantes não conheçam alguma brincadeira citada, explicar suas regras e características.

O QUE E COMO AVALIAR

Organizar os estudantes em grupos e solicitar uma pesquisa, em revistas e na internet, de imagens de crianças brincando em diferentes lugares do mundo. Após a pesquisa, orientar os grupos na organização de cartazes com as imagens selecionadas e promover uma conversa sobre as características dos lugares e das brincadeiras retratadas. Na realização dessa atividade, observar se os estudantes conseguem identificar as diferenças e as semelhanças entre os lugares e as brincadeiras representadas nas imagens, relacionando-as com os temas estudados neste capítulo.

Sugestão para os estudantes

RAMOS, Anna Claudia. Brincadeiras de todos os tempos. São Paulo: Larousse do Brasil, 2006.

O livro aborda o que pode ocorrer nas brincadeiras entre avós e netos. A autora apresenta brincadeiras de todas as épocas e as formas que podem ser desenvolvidas por crianças e idosos. Trata-se de uma obra escrita em letras de forma maiúsculas, o que facilita a leitura dos estudantes em processo de alfabetização.

EM UMA PRAIA
NA NEVE
CHILE,

BNCC

(EF01GE08) Criar mapas mentais e desenhos com base em itinerários, contos literários, histórias inventadas e brincadeiras.

Alfabetização

cartográfica

• Representação

• Legenda

• Imagens bidimensionais e tridimensionais

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Abordar a importância de aprender a ler para acessar toda a riqueza de registros e informações que estão disponíveis nos livros. Destacar que, ao ler, imaginamos cenas, vivenciamos sensações e desenvolvemos nosso vocabulário. Considerar outras formas de comunicação, como o Braille (sistema composto de pontos em relevo que possibilita a leitura para cegos), e a Língua Brasileira de Sinais (Libras), reconhecida como língua e facilitadora da comunicação não escrita.

A imagem apresentada não é um mapa, mas uma ilustração que não atende aos rigores cartográficos. Esclarecer que o mapa é uma representação gráfica de elementos de determinada porção da superfície terrestre e deve conter: título; fonte; legenda daquilo que está sendo retratado, como árvores, morros e o castelo; escala, que indica a relação de proporcionalidade entre a representação e as dimensões da realidade; orientação geográfica com o uso da rosa dos ventos; e projeção cartográfica. No entanto, neste momento da escolaridade, pode-se considerar a designação genérica

DE OLHO NO MAPA!

BRINCANDO COM MAPAS

ERA UMA VEZ UMA PRINCESA CHAMADA PENÉLOPE.

CANSADA DE BRINCAR NO PÁTIO DO CASTELO, ELA DECIDIU IR

ATÉ A BIBLIOTECA. VAMOS LER O TEXTO JUNTOS E DESCOBRIR

O QUE ELA ENCONTROU LÁ?

AS ESTANTES DA BIBLIOTECA DO CASTELO ESTAVAM

LOTADAS DE LIVROS SOBRE TUDO, DESDE ARCO E FLECHA E MATEMÁTICA A ZUMBIS E ZOOLOGIA. MAS, NAQUELA MANHÃ, PENÉLOPE DECIDIU DAR UMA OLHADA NA SEÇÃO DE MAPAS. ELA PEGOU UM LIVRO, ABRIU E... SURPRESA!

ALI, NA FRENTE DELA, ESTAVA UM MAPA DO REINO!

HATTIE, ELLIE. A PRINCESA PENÉLOPE E O DRAGÃO. IN: HATTIE, ELLIE ET AL HISTÓRIAS FAVORITAS DE AVENTURA: UM TESOURO ILUSTRADO. BARUERI: NOBEL, 2016. P. 8-19.

ZOOLOGIA: ESTUDO DOS ANIMAIS.

“mapa” como uma aproximação do conceito geográfico de mapa. Essa estratégia constitui um momento importante no processo inicial de alfabetização cartográfica.

Ler a história e solicitar aos estudantes que observem o desenho. Explicar que esse é um “mapa” imaginário, ou seja, é real apenas no mundo da história contada. Indicar quais informações devem ser localizadas no desenho e quais cores utilizar. Sugere-se que a atividade 1 seja realizada coletivamente.

Na atividade 2, verificar se todos os estudantes identificaram o local marcado com  X

e as criaturas misteriosas, os dragões, ajudando-os, caso necessário.

Na atividade 3, conversar com os estudantes sobre o reino encantado imaginado por eles e acolher as respostas dos estudantes, incentivando-os a compartilhar suas produções.

A habilidade EF01GE08 é desenvolvida na exploração do “mapa” do reino da história e na proposta de produção de um mapa do reino imaginado pelo estudante.

Preto Rosa
Verde
Azul
Azul

Ver orientações no Encaminhamento

SAIBA QUE

ANTIGAMENTE, EM UM LUGAR CHAMADO MESOPOTÂMIA, AS PESSOAS ANOTAVAM OS CAMINHOS EM TÁBUAS DE ARGILA. VEJA A IMAGEM.

• VOCÊ CONSEGUE ENCONTRAR AS LINHAS DOS CAMINHOS NA IMAGEM? SIGA UM DOS CAMINHOS COM SEU DEDO INDICADOR.

PLACA DE ARGILA COM O MAPA DA ANTIGA CIDADE DE NIPPUR, NO ATUAL IRAQUE.

1 NO DESENHO DO MAPA DE PENÉLOPE, FAÇA UM CONTORNO NAS INFORMAÇÕES A SEGUIR COM AS CORES INDICADAS.

CASTELO

FLORESTA RIO MONTANHAS

2 O REINO ESCONDE CRIATURAS MISTERIOSAS. ELAS FICAM NO LOCAL MARCADO COM UM X. QUE CRIATURAS SÃO ESSAS?

2. Os dragões.

3 COMO SERIA SEU REINO IMAGINÁRIO? QUE MISTÉRIO ELE ESCONDERIA? DESENHE NO CADERNO O MAPA DO SEU REINO.

3. Produção pessoal.

Atividade complementar

• Mapa de conto de fadas Questionar os estudantes se conhecem a história “João e Maria”. Após o levantamento dos conhecimentos e das impressões sobre esse clássico da literatura infantil, apresentar esse conto ao grupo em uma roda de conversa ou por meio da exibição do áudio com a versão adaptada e contada por Carol Camanho, no canal Era uma vez um podcast (Disponível em: https://youtu.be/ GyZ0nfRuNZo?si=f2QjNUF VTAW2TB52. Acesso em: 13 ago. 2025.).

Depois, pedir aos estudantes que desenhem um mapa que ajude as crianças a saírem da casa da bruxa e a voltarem para a casa de seus pais, pela floresta.

Sugestão para os estudantes

THOMPSON, Colin. Castelos. São Paulo: Brinque-Book, 2005.

O livro traz variados tipos de castelos inventados para mundos imaginários, feitos em diferentes espaços — no ar, no fundo do mar, no cosmos — e com diferentes materiais — de cogumelos e até um castelo feito de purê de batata! Ótimo para fomentar a criatividade dos estudantes.

Sugestão para o professor

TARJA Branca. Direção: Cacau Rhoden. Produção: Maria Farinha Filmes. Brasil, 2014. 1 vídeo (80 min).

O filme aborda a importância de manter e sustentar o espírito lúdico que surge em nossa infância e que, muitas vezes, abandonamos na vida adulta. Apresenta depoimentos de diversos artistas e criadores, constituindo um manifesto inspirador.

Competências gerais: 3, 4 e 6

Competência específica de Ciências da Natureza: 5

Competências específicas de Ciências Humanas: 1 e 4

Competência específica de Geografia: 7

Competência específica de História: 4

Habilidade de História: EF01HI05

Habilidade de Geografia: EF01GE02

Temas Contemporâneos Transversais: Diversidade cultural

ENCAMINHAMENTO

Para sensibilizar os estudantes sobre o tema do capítulo, questioná-los: você conhece alguma brincadeira que pode ser realizada de diferentes jeitos?

Caso o grupo tenha dificuldade para pensar em alguma brincadeira, perguntar como brincam de Pega-pega, por exemplo, e explorar as várias versões dessa brincadeira. Expor aos estudantes que ela é muito antiga e tem sido passada de geração em geração.

O objetivo da abertura do capítulo é possibilitar o reconhecimento das diferenças e semelhanças entre jogos e brincadeiras de diversos países. Explorar as imagens e pedir aos estudantes que relatem o que veem.

Explicar ao grupo as regras de cada brincadeira apresentada e questionar se eles conhecem outras formas de brincar. Consultar o Texto de apoio, se necessário. Caso seja possível, escolher pelo menos uma das brincadeiras apresentadas para desenvolver com o grupo, promovendo a sua vivência. Ao conhecer nomes de brincadeiras novas, eles desenvolvem seu vocabulário.

BRINCADEIRAS 2

VOCÊ SABE COMO BRINCAM ALGUMAS CRIANÇAS EM DIFERENTES PAÍSES DO MUNDO?

OBSERVE AS IMAGENS E ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

DUAS CRIANÇAS DIZEM “JÔ-QUEM-PÔ!” AO MESMO TEMPO E MOSTRAM UM GESTO COM A MÃO: PEDRA, PAPEL OU TESOURA. A PEDRA QUEBRA A TESOURA, A TESOURA CORTA O PAPEL E O PAPEL EMBRULHA A PEDRA. SE FIZEREM O MESMO GESTO, DÁ EMPATE.

“JÔ-QUEM-PÔ!”,

UMA CRIANÇA É A COBRA E FICA EM UM ESPAÇO RISCADO NO CHÃO. ELA TENTA TOCAR OS OUTROS E QUEM FOR TOCADO ENTRA E DÁ A MÃO, VIRANDO PARTE DA COBRA. A BRINCADEIRA TERMINA QUANDO SÓ RESTAR UMA CRIANÇA FORA.

Expor que uma mesma brincadeira pode se manifestar de diferentes formas e ter várias versões. Comparar com as histórias da literatura infantil, que podem ser contadas de várias formas. Explicar que as adaptações das brincadeiras estão relacionadas a aspectos culturais, históricos e geográficos e dependem dos hábitos e das características de cada lugar. As habilidades EF01GE02 e EF01HI05 são abordadas na exploração de semelhanças e diferenças entre as três brincadeiras apresentadas, que costumam fazer parte do universo infantil em diferentes países.

Na atividade 1, espera-se que os estudantes identifiquem que todas as brincadeiras apresentadas são realizadas de forma coletiva e reconheçam algumas semelhanças com jogos desenvolvidos no Brasil. Na atividade 2, espera-se que os estudantes identifiquem algumas diferenças, reconhecendo outras versões das brincadeiras representadas, por exemplo, o menor número de participantes no Jô-quem-pô!.

NO JAPÃO.
“DA GA”, EM GANA.

“JOGO DA SERPENTE”, NO BRASIL.

UMA CRIANÇA É A SERPENTE E ANDA CANTANDO

PARA CHAMAR AS OUTRAS. CADA CRIANÇA CHAMADA

PASSA POR BAIXO DAS PERNAS DA “SERPENTE” E VAI SE JUNTANDO ATRÁS DELA, FORMANDO UM RABO.

FONTES: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. IBGE EDUCA: BRINCADEIRAS DO MUNDO. RIO DE JANEIRO: IBGE, C2025. DISPONÍVEL EM: https://educa.ibge.gov.br/professores/educa-atividades/17600brincadeiras-do-mundo.html; CUNHA, DÉBORA ALFAIA DA; FREITAS, CLÁUDIO LOPES DE. APOSTILA DE JOGOS INFANTIS AFRICANOS E AFRO-BRASILEIROS. BELÉM: UFPA, 2010. DISPONÍVEL EM: https://www.geledes.org.br/wp-content/uploads/2015/11/Apostila-Jogos-infantis-africanos-e-afro-brasileiros.pdf

ACESSOS EM: 15 JUL. 2025.

1 O QUE ESSAS BRINCADEIRAS TÊM DE PARECIDO COM AS BRINCADEIRAS QUE VOCÊ CONHECE?

1. Resposta pessoal.

2 E O QUE ESSAS BRINCADEIRAS TÊM DE DIFERENTE EM RELAÇÃO ÀS BRINCADEIRAS QUE VOCÊ CONHECE?

2. Resposta pessoal.

DESCUBRA MAIS

• BRINCADEIRAS PARA CRIANÇAS DE TODO O MUNDO. SÃO PAULO: CISV: UNESCO, 2007.

ESSE LIVRO REÚNE HISTÓRIAS, FOTOGRAFIAS E REGRAS DE BRINCADEIRAS DE RUA DE DIVERSOS PAÍSES.

Texto de apoio

Ásia – Japão – Jô-quem-pô!

24/09/25 18:55

Como brincar: Essa brincadeira já ficou conhecida no Brasil também como “Pedra, papel e tesoura”. O movimento do jogo é o mesmo do par ou ímpar, mas a diferença é que as crianças devem fazer movimento de pedra (mão fechada), tesoura (dedo indicador e médio como uma tesoura) e papel (mão aberta). As crianças dizem jô-quem-pô! E mostram suas mãos com a forma que escolherem. Para saber quem venceu, lembre-se dos códigos: o papel

enrola a pedra, a pedra quebra a tesoura e a tesoura corta o papel.

América – Brasil – Jogo da serpente

Como brincar: O(a) professor(a) será a serpente que procura os pedaços do seu rabo. Ela sai pela sala cantando a música a seguir e chama uma criança de cada vez para formar seu rabo. A criança deve passar por baixo de suas pernas e formar a fila do rabo da serpente. A brincadeira termina quando todas as crianças tiverem sido chamadas. Letra da música: “Esta é a história da serpente Que desceu do morro para procurar Um pedacinho do seu rabo. Você também é um pedaço, Um pedação desse rabão.”

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Brincadeiras do mundo. Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/ professores/educaatividades/ 17600-brincadeiras-do-mundo. html. Acesso em: 15 set. 2025.

Da Ga (Gana e Nigéria): Da Ga significa “jiboia”. Risque um quadrado ou retângulo que será a “Casa da Cobra”. Escolha um jogador para ficar dentro e ser “a Serpente”. Todos os outros jogadores devem ficar próximos à linha do quadrado. A cobra tenta tocar nos jogadores. Se tocado, o jogador junta-se a cobra no interior do quadrado. De mãos dadas e usando apenas a mão livre, eles tentam tocar outros jogadores. O último que não foi pego, vence. CUNHA, Débora Alfaia da; FREITAS, Cláudio Lopes de. Apostila de jogos infantis africanos e afro-brasileiros. Pará: UFPA, 2010. Disponível em: https://www.geledes.org.br/ wp-content/uploads/2015/11/ Apostila-Jogos-infantisafricanos-e-afro-brasileiros.pdf. Acesso em: 15 set. 2025.

BNCC

(

EF01GE02) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras de diferentes épocas e lugares. (EF01HI05) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras atuais e de outras épocas e lugares.

ENCAMINHAMENTO

Questionar os estudantes sobre o que eles sabem sobre os povos indígenas e ampliar as concepções que têm sobre esses povos, discutindo com eles a grande diversidade de culturas indígenas no Brasil e a grande variedade linguística. Explicar que existem povos indígenas que vivem nas cidades, e não apenas na floresta, e que utilizam as novas tecnologias. Mencionar que a cultura brasileira sofreu grande influência indígena, por exemplo, o hábito de tomar banho todos os dias e a presença de palavras indígenas no vocabulário, como pipoca, abacaxi e jacaré.

Comentar que conhecerão uma brincadeira comum entre vários povos indígenas. Solicitar aos estudantes que observem as ilustrações e questionar como eles podem identificar a ordem correta dos quadrinhos. Ajudar o grupo a perceber que os números indicam essa organização, favorecendo o letramento matemático. Chamar a atenção para a observação das ações das crianças e do adulto em cada um dos quadrinhos, assim como dos diversos elementos representados nas imagens, como a paisagem, os enfeites nos corpos dos jogadores e os objetos utilizados.

Na atividade 1, é importante contextualizar a brincadeira como uma prática tradicional que envolve coletividade e pertencimento, além de força e resistência. Apresentar o vídeo indicado

BRINCADEIRA EM UMA ALDEIA INDÍGENA

NA ALDEIA NÃSÊPOTITI, LOCALIZADA NA FLORESTA AMAZÔNICA, VIVEM OS PANARÁ.

OS MENINOS PANARÁS TÊM O COSTUME DE PARTICIPAR DA CORRIDA DE TORA.

NA CORRIDA DE TORA, OS PANARÁ APRENDEM A COLABORAR UNS COM OS OUTROS, TER FORÇA E PERSISTÊNCIA.

VAMOS CONHECER ESSA BRINCADEIRA?

PRONTO, AGORA COMEÇA A BRINCADEIRA!

no boxe Descubra mais na página 87. Explicar que, nas comunidades indígenas, homens e mulheres têm atribuições diferentes. Conversar sobre a distribuição das tarefas na casa e a importância da divisão das responsabilidades para a boa convivência. Destacar as diferenças culturais e o respeito à diversidade.

Na atividade 2, aproveitar para explicar aos estudantes a importância da persistência. Para que eles compreendam, extrapolar o conceito para a identificação de situações em que a persistência foi importante, seja em brincadeiras, seja em outras atividades cotidianas.

A habilidade EF01GE02 é trabalhada ao apresentar uma brincadeira indígena e permitir a comparação com outras de diferentes lugares e épocas. A habilidade EF01HI05 é desenvolvida ao promover reflexões sobre semelhanças e diferenças entre brincadeiras atuais e tradicionais, valorizando a diversidade cultural.

Atividade complementar 1. Você conhece brincadeiras ou jogos realizados em equipe? Quais? Resposta pessoal.

OS MENINOS SE DIVIDEM POR FAMÍLIAS.
DEPOIS, ELES SE PINTAM E COLOCAM ENFEITES NO CORPO.

A EQUIPE DEVE CORRER ATÉ O PONTO DE CHEGADA LEVANDO UMA TORA.

CADA UM LEVA A TORA POR UM TEMPO, POIS É UMA CORRIDA DE REVEZAMENTO.

FINAL DA CORRIDA, TODOS PULAM NO RIO!

1 COMO OS MENINOS PANARÁS SE ORGANIZAM PARA BRINCAR DE CORRIDA DE TORA?

1. Dividem-se por famílias, em equipes de revezamento.

2 NA CORRIDA DE TORA, QUE ATITUDES SÃO MUITO IMPORTANTES?

DESCUBRA MAIS

2. Trabalho em grupo, colaboração, força e persistência.

• CORRIDA DE TORA. SÃO PAULO: TERRITÓRIO DO BRINCAR, 2016. DISPONÍVEL EM: https://territoriodobrincar.com.br/videos/territorio-do-brincarserie-minidocs-corrida-de-tora-aldeia-nasepotiti-pa/. ACESSO EM: 5 JUN. 2025. NESSE SITE, É POSSÍVEL VER UM VÍDEO DOS MENINOS PANARÁS BRINCANDO DE CORRIDA DE TORA.

2. Ao participar de atividades e brincadeiras em grupo, que atitude você considera mais importante? Por quê? Respostas pessoais.

Sugestão para os estudantes

TAINÁ: uma aventura na Amazônia. Direção: Tânia Lamarca e Sérgio Bloch. Brasil, 2001. 1 vídeo (90 min).

Tainá é uma indígena de oito anos que vive no rio Negro, na Amazônia, com o avô. Ele lhe ensina histórias de seu povo, bem como os valores de convívio com os animais e a floresta. Ela

17/09/25 15:55

se torna uma guardiã da floresta e faz de tudo para impedir o contrabando de animais.

Texto de apoio

Cultura: Conheça a corrida tradicional indígena com tora

A corrida com tora é uma atividade tradicional indígena praticada por diferentes etnias no país[...]. [...]

Nas aldeias Khraô, a corrida é sempre realizada ao amanhecer e ao entardecer. [...]. Ela é praticada também nos rituais, festas e brincadeiras. Nesses casos, as toras podem

representar símbolos mágico-religiosos, como durante o ritual do “Porkahoks”, que simboliza o fim do luto pela morte de algum membro da comunidade. Pela manhã, a corrida ganha um sentido de ginástica para a preparação do corpo. [...]

A etnia Gavião também possui grandes corredores de tora. Há uma peculiaridade que é o “Jãmparti”, uma corrida com uma tora que pesa mais de 100 quilos, comprida e carregada por dois atletas. [...]. Em todas essas manifestações há a participação das mulheres. Não há um prêmio para o vencedor, pois somente a força física e a resistência são demonstradas.

BRASIL. Ministério dos Povos Indígenas. Fundação Nacional dos Povos Indígenas. Cultura: conheça a corrida tradicional indígena com tora. Funai. Brasília, DF, 28 set. 2022. Disponível em: https:// www.gov.br/funai/pt-br/assuntos/ noticias/2022-02/cultura-conhecaa-corrida-tradicional-indigenacom-tora. Acesso em: 13 ago. 2025.

Sugestão para o professor

BERNARDO, Nairim. Brincadeiras tradicionais: jogos regionais, quilombolas, indígenas e caiçaras. São Paulo: Nova Escola, 2024.

A obra apresenta uma coletânea de jogos e brincadeira.

SANTOS, Tatianne Silva; NOLL, Matias; ANDRADE, Leonardo Carlos de (org.). Diversão e conhecimento: um resgate de brincadeiras e jogos da Comunidade Quilombola do Cedro. Goiânia: IF Goiano, 2020.

O livro propõe um resgate cultural das práticas lúdicas da comunidade quilombola do Cedro, localizada em Mineiros, Goiás, valorizando os jogos e as brincadeiras como expressões culturais e educativas.

SILVIA OTOFUJI

BNCC

(EF01GE02) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras de diferentes épocas e lugares. (EF01HI05) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras atuais e de outras épocas e lugares.

ENCAMINHAMENTO

Observar a ilustração apresentada e perguntar aos estudantes se eles reconhecem algum dos elementos que aparecem na imagem. É possível que alguns estudantes morem em comunidades quilombolas ou as conheçam. Se for o caso, pedir a eles que relatem sua experiência nessa comunidade.

Estimular a escuta atenta dos estudantes e promover uma conversa coletiva sobre os hábitos apresentados no texto desta seção. Se julgar adequado, solicitar aos estudantes que transmitam essas informações aos adultos com quem convivem e perguntem a eles se conhecem outros exemplos de brincadeiras que reflitam traços da cultura de comunidades brasileiras.

Comentar com os estudantes que, com base no Censo Demográfico 2022, divulgado pelo IBGE e analisado pela Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI/ SP), atualmente, existem comunidades quilombolas em pelo menos 24 estados do Brasil. São eles: Amazonas, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

BRINCADEIRA EM UMA COMUNIDADE QUILOMBOLA

A COMUNIDADE QUILOMBOLA DO CEDRO FICA NO ESTADO DE GOIÁS. AS CRIANÇAS QUE VIVEM NESSA COMUNIDADE

GOSTAM MUITO DE BRINCAR DE BUQUE. PARA ESSA BRINCADEIRA, ELAS USAM BOLINHAS DE GUDE.

ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR E DESCUBRA COMO É A BRINCADEIRA.

1  OS PARTICIPANTES FAZEM PEQUENOS BURACOS NA TERRA.

2  A PRIMEIRA CRIANÇA JOGA A BOLINHA DE GUDE. SE ELA ACERTAR O BURACO, CONTINUA JOGANDO.

3  SE A BOLINHA CAIR FORA DO BURACO, É A VEZ DA PRÓXIMA CRIANÇA JOGAR.

4  QUEM CONSEGUIR ACERTAR TODOS OS BURACOS PRIMEIRO É O GANHADOR.

5  NA BRINCADEIRA, O QUE VALE É A DIVERSÃO!

1 VOCÊ CONHECE OUTRAS BRINCADEIRAS QUE USAM BOLINHA DE GUDE?

1., 2. e 3. Respostas pessoais. Ver orientações no Encaminhamento

2 VOCÊ CONHECE OUTROS NOMES PARA BOLINHA DE GUDE?

3 QUAIS PARTES DO CORPO VOCÊS USAM PARA PEGAR E JOGAR AS BOLINHAS NA BRINCADEIRA?

Reforçar aos estudantes que as culturas, os saberes tradicionais e os modos de vida dos povos indígenas e das comunidades quilombolas, como também os caiçaras, os ribeirinhos e outras comunidades tradicionais, proporcionam formas diversas e sustentáveis de se relacionar com a natureza, permitindo tanto o uso quanto a preservação dos recursos naturais. No final das atividades, pode-se perguntar aos estudantes se eles conhecem outras brincadeiras que também aproveitam elementos da natureza.

A habilidade EF01GE02 é trabalhada ao apresentar brincadeiras de comunidades in-

dígena e quilombola, permitindo comparar as práticas de diferentes lugares e épocas. A habilidade EF01HI05 é desenvolvida ao promover reflexões sobre semelhanças e diferenças entre brincadeiras tradicionais e atuais, valorizando a diversidade cultural brasileira.

Atividade complementar

• Terra-mar

Existe uma brincadeira de origem africana chamada Terra-mar, originária de Maputo, Moçambique. No Brasil, há uma variação dessa brincadeira, que é chamada de Vivo ou morto.

KATARINATSUZUKI

BRINCANDO COM A NATUREZA

ALGUMAS CRIANÇAS GOSTAM DE APROVEITAR SEMENTES E FRUTOS NA BRINCADEIRA. EM VEZ DAS BOLINHAS DE GUDE, POR EXEMPLO, MUITAS

DELAS USAM O FRUTO DA BOCAIUVA.

A BOCAIUVA É UMA PALMEIRA ENCONTRADA EM MUITAS CIDADES DO BRASIL.

1 AJUDE AS CRIANÇAS A ENCONTRAR O CAMINHO PARA RECOLHER AS BOLINHAS CAÍDAS DA ÁRVORE.

O FRUTO DA BOCAIUVA É UM TIPO DE COCO. ELA PODE PRODUZIR VÁRIOS FRUTOS EM CADA CACHO.

2 QUANTOS FRUTOS AS CRIANÇAS VÃO COLHER? 10 FRUTOS.

3 PINTE A IMAGEM DA ATIVIDADE 1 E MOSTRE SUA PRODUÇÃO A UM COLEGA.

3. Produção pessoal.

Com giz, faz-se um risco comprido no chão: de um lado, escreve-se mar; do outro, terra. Os jogadores formam uma fila ao lado do risco e, sem pisar nele, um jogador, que é a voz de comando, vai dizendo, aleatoriamente, mar ou terra, para que os outros jogadores pulem de um lado para o outro, conforme a ordem dada.

Os comandos podem se repetir ou alternar, e o jogador que é a voz de comando também pode dar uma ordem e, ao mesmo tempo, pular para o lado contrário a ela, apenas com o objetivo de confundir os outros jogadores.

Vão saindo do jogo aqueles que pularem para o lado errado. Ganha o último jogador que restar.

22/09/25 12:05

Além de estabelecer relação com os conteúdos estudados e de divertir os estudantes, essa brincadeira desenvolve a atenção, a capacidade motora, a lateralidade e a oralidade, habilidades fundamentais para o desenvolvimento infantil.

Sugestão para os estudantes

DISQUE Quilombola. Publicado por: Equipe Disque. 2016. 1 vídeo (13 min). Disponível em:

https://www.youtube.com/ watch?v=GStv-f_bcfU. Acesso em: 12 set. 2025. O vídeo apresenta uma troca de experiências entre crianças do quilombo São Cristóvão, no Sapê do Norte, e do morro São Benedito, em Vitória (ES). A brincadeira telefônica revela afetos, saberes e memórias que conectam territórios distintos, mas com raízes comuns.

O QUE E COMO AVALIAR

Propor aos estudantes a observação de imagens e a leitura compartilhada sobre brincadeiras de crianças em diferentes contextos culturais, como comunidades indígenas e quilombolas, presentes do Livro do estudante. Após a leitura, promover uma roda de conversa para que os estudantes possam identificar semelhanças e diferenças entre essas brincadeiras e aquelas que conhecem ou praticam em seu cotidiano. Durante a atividade, observar se os estudantes reconhecem elementos culturais presentes nas brincadeiras apresentadas, compreendem que diferentes grupos sociais têm formas próprias de brincar, valorizando a diversidade, conseguem estabelecer comparações entre brincadeiras tradicionais e atuais, e se relacionam as brincadeiras com aspectos do ambiente, como o uso de sementes e frutos da natureza.

Para aprofundar a avaliação, pode-se solicitar aos estudantes que desenhem ou escrevam sobre uma brincadeira tradicional que conhecem, destacando suas características e comparando com as brincadeiras estudadas. Essa produção pode ser compartilhada em grupo, estimulando o respeito às diferentes culturas e formas de brincar.

BNCC

Competências gerais: 3, 4, 7, 8, 9 e 10

Competências específicas de Ciências da Natureza: 7 e 8

Competências específicas de Ciências Humanas: 1 e 6

Competência específica de Geografia: 6

Competência específica de História: 4

Habilidade de Ciências da Natureza: EF01CI04

Habilidades de História: EF01HI04 e EF01HI05

Habilidades de Geografia: EF01GE02, EF01GE04 e EF01GE09

Tema Contemporâneo Transversal: Saúde

ENCAMINHAMENTO

A temática dessa página aborda as relações de convivência e o desenvolvimento da autonomia dos estudantes no convívio social, considerando o respeito às singularidades e às diferenças. Esse é um tema delicado, pois os estudantes dessa faixa etária estão aprendendo a considerar as necessidades das outras pessoas. Questionar os estudantes sobre o que eles gostam de fazer quando estão em um grupo. Destacar aspectos positivos, como trocas de ideias, convívio e trabalho em equipe. No entanto, considerar, também, que nem todas as situações ocorrem conforme desejamos e deve-se refletir sobre as atitudes necessárias para estabelecer uma boa convivência entre pessoas com necessidades e vontades diferentes. Relacionar a conversa às regras de convivência na escola.

Solicitar aos estudantes que observem as ilustrações. Pedir que relatem o

3

BRINCAR E CONVIVER

AO BRINCARMOS, ALÉM DE NOS DIVERTIRMOS, APRENDEMOS A CONVIVER MELHOR COM AS PESSOAS!

OBSERVE AS CENAS A SEGUIR.

IDEIAS E BRINQUEDOS.

APRENDER A GANHAR E A PERDER.

RESPEITAR O OUTRO, AGUARDANDO A SUA VEZ E ENTENDENDO QUE TEMOS DESAFIOS DIFERENTES.

TRABALHAR EM EQUIPE.

• POR QUE É IMPORTANTE SE DAR BEM COM OUTRAS CRIANÇAS?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam a importância do respeito e compreendam que a convivência com os outros favorece diferentes aprendizados.

que estão vendo e ler os textos que acompanham cada imagem. Questionar se eles já vivenciaram situações semelhantes às retratadas nas imagens e como se sentiram. Conversar sobre a necessidade de definir regras e combinados, ressaltando que são essenciais para uma convivência harmoniosa. Abordar a importância do respeito e da tolerância para a melhor convivência entre as pessoas.

Na atividade, conversar com os estudantes sobre diversas situações em brincadeiras que necessitam de boa convivência. Apre-

sentar exemplos: esperar a vez a cada rodada nos jogos de tabuleiro e dividir o tempo em brinquedos muito disputados. Questionar: vocês se comportam assim? Qual é a importância desse comportamento? Problematizar as situações de ganhar e perder, explicando a importância da persistência e abordando a necessidade de compreender tanto as próprias potencialidades e limitações quanto as das outras pessoas.

As habilidades EF01HI04 e EF01GE04 são mobilizadas nas discussões sobre a convivência no contexto das brincadeiras.

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DIA MUNDIAL DO BRINCAR

VOCÊ SABIA QUE EXISTE O DIA MUNDIAL DO BRINCAR? ELE É COMEMORADO EM 28 DE MAIO.

NESSE DIA, EM MUITOS LUGARES SÃO FEITAS ATIVIDADES

COMO RODAS DE CONVERSA, JOGOS, BRINCADEIRAS AO AR LIVRE, CONFECÇÃO DE CARTAZES E MUITO MAIS.

Organize-se

• Folhas de papel

• Cartolina

• Lápis de cor

• Canetas coloridas

ENCAMINHAMENTO

O Dia

PARA AMPLIAR AS BRINCADEIRAS, TEM LUGARES QUE FAZEM UMA SEMANA INTEIRA DE ATIVIDADES, CONHECIDA COMO A SEMANA MUNDIAL DO BRINCAR! 1. e 2. Produção pessoal.

FONTE: DIA MUNDIAL DO BRINCAR. PARANÁ: SECRETARIA DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E FAMÍLIA, 2025. 1 CARTAZ, COLOR.

1 AGORA É COM VOCÊS! REÚNAM-SE EM PEQUENOS

GRUPOS, TROQUEM IDEIAS E ELABOREM CARTAZES PARA COMEMORAR O DIA 28 DE MAIO.

2 COM A AJUDA DO PROFESSOR, EXPONHAM OS CARTAZES DA TURMA EM UM ESPAÇO DA ESCOLA PARA QUE OUTROS ESTUDANTES APRECIEM OS TRABALHOS DE VOCÊS.

Sugestão para o professor

BARROS, Manoel de. Poeminha em língua de brincar. São Paulo: Alfaguara, 2007.

17/09/25 17:20

O livro reúne poemas curtos que exploram o universo infantil, com linguagem inventiva e acessível. É indicado para professores como inspiração para atividades que envolvam a imaginação e a expressão criativa. Pode ser usado em leitura mediada com crianças, estimulando o brincar com as palavras.

BRINCAR é para todos: 8 atividades inclusivas para as crianças. Portal Lunetas, 30 ago. 2022. Disponível em: https://lunetas.com.br/atividades-inclusivas-para-criancas/. Acesso em: 8 ago. 2025.

O site lista brincadeiras adaptadas para garantir que as crianças com deficiência também possam participar.

Mundial do Brincar, em 28 de maio, é comemorado e reconhecido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) desde 2000. Em 2025, foi sancionada a lei que institui o dia 28 de maio como o Dia Nacional do Brincar, reforçando o direito no âmbito nacional. O texto da lei está disponível em: https://www. in.gov.br/en/web/dou/-/lein-15.145-de-9-de-junho-de2025-635039680; acesso em: 12 set. 2025.

Sempre que possível, ampliar as atividades com propostas que envolvam as famílias e a comunidade escolar.

Atividade complementar

• Semana do brincar

Organizar com os estudantes uma Semana do brincar. Pedir a cada estudante que desenhe, em uma folha de papel avulsa, sua brincadeira. Os desenhos podem ficar reunidos com os cartazes elaborados nas atividades 1 e 2. Durante a Semana do brincar, realizar sorteios diários de uma ou duas brincadeiras indicadas pelos estudantes nos desenhos para serem vivenciadas pelo grupo. A atividade continua até que todas as brincadeiras tenham sido realizadas, garantindo que cada criança tenha sua proposta acolhida.

Permitir que as crianças se expressem por meio de desenho, escrita ou oralidade, e adaptar as brincadeiras sorteadas para que todos possam participar, respeitando diferentes habilidades e contextos.

BNCC

(EF01CI04) Comparar características físicas entre os colegas, reconhecendo a diversidade e a importância da valorização, do acolhimento e do respeito às diferenças.

(EF01GE02) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras de diferentes épocas e lugares.

(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.

(EF01HI05) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras atuais e de outras épocas e lugares.

ENCAMINHAMENTO

É cada vez mais importante a valorização do livre brincar na infância. Pedagogos, pediatras e contadores de história apontam uma diminuição considerável no espaço e no tempo para o brincar. Isso pode trazer sérias consequências físicas e psicológicas para o desenvolvimento do indivíduo. Aproveitar a oportunidade para enfatizar a importância das brincadeiras no dia a dia dos estudantes.

Segundo especialistas, o importante na infância é testar as potencialidades das crianças, desde que isso seja feito de forma lúdica. Essa restrição existe porque, até os 11 anos, as crianças não têm o sistema locomotor totalmente desenvolvido; por essa razão, ainda não são plenamente capazes de realizar treinos intensos.

As atividades físicas orientadas, quando adequadas à faixa etária, são importantes porque ampliam a consciência corporal — aprimorando a coordenação entre os membros superiores e in-

MOVIMENTAR O CORPO

ALGUMAS BRINCADEIRAS SÃO ATIVIDADES FÍSICAS QUE NOS AJUDAM A TER UMA VIDA SAUDÁVEL. AO BRINCAR, VOCÊ

MOVIMENTA E FORTALECE DIFERENTES PARTES DO CORPO!

AS CRIANÇAS BRINCAM DE JEITOS DIFERENTES, DEPENDENDO DA CULTURA OU DA REGIÃO ONDE VIVEM. EXISTEM LUGARES ONDE ELAS APROVEITAM MAIS A NATUREZA E MUITAS FAZEM OS PRÓPRIOS BRINQUEDOS.

CRIANÇAS BRINCANDO DE BOLA NA ALDEIA URBANA MULTIÉTNICA MARACANÃ, NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, EM 2024.

CRIANÇAS BRINCANDO EM PARQUINHO EM BRASÍLIA, NO DISTRITO FEDERAL, EM 2019.

1 EM QUAIS BRINCADEIRAS VOCÊ MOVIMENTA BASTANTE O CORPO?

1. Resposta pessoal.

2 QUAL É SUA BRINCADEIRA PREFERIDA? FAÇA UM DESENHO DELA NO CADERNO.

2. Produção pessoal.

feriores —, a capacidade de concentração, a destreza e o equilíbrio, além de melhorarem a postura do corpo. As modalidades esportivas coletivas podem trazer, ainda, outros benefícios às crianças: o aprendizado das regras e do significado de ganhar, perder, empatar e esperar sua vez; o convívio com indivíduos de diferentes religiões, características físicas e níveis sociais; entre outros.

Na atividade 1, aproveitar para verificar se os estudantes estão brincando em seu dia a dia, estimulando-os a brincar ao ar livre e em contato com a natureza. Na atividade 2, incen-

tivar os estudantes a conversar sobre as brincadeiras de que mais gostam. A habilidade EF01CI04 é trabalhada ao promover o respeito às diferenças físicas entre os colegas durante as brincadeiras. A habilidade EF01HI04 é desenvolvida ao discutir os ambientes onde as crianças brincam e suas regras. As habilidades EF01GE02 e EF01HI05 são trabalhadas ao identificar semelhanças e diferenças entre brincadeiras.

BOAS ATITUDES

ALGUMAS SITUAÇÕES PODEM AFETAR OS MOMENTOS DE BRINCADEIRA NA ESCOLA. ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR EM UMA RODA DE CONVERSA.

• DE VEZ EM QUANDO, ALGUNS COLEGAS PODEM NÃO QUERER BRINCAR.

• ÀS VEZES, ALGUNS COLEGAS NÃO SÃO CONVIDADOS PARA PARTICIPAR DAS BRINCADEIRAS.

1 NA OPINIÃO DE VOCÊS, POR QUE ESSAS SITUAÇÕES ACONTECEM?

1. Resposta pessoal. Os estudantes podem relatar motivos variados. Atentar nesse momento para que haja respeito aos outros colegas.

2 PENSEM EM ATITUDES QUE POSSAM AJUDAR NESSAS SITUAÇÕES E CONTEM PARA OS OUTROS COLEGAS. COM A AJUDA DO PROFESSOR, REGISTREM AO MENOS DUAS BOAS ATITUDES A SEGUIR.

CRIANÇAS BRINCAM EM PÁTIO DE ESCOLA NO MUNICÍPIO DE OSASCO, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2025.

2. Resposta pessoal. Os estudantes devem perceber que a vontade de brincar ou não deve ser respeitada e que todos devem se sentir acolhidos durante as brincadeiras. Boas atitudes que podem ser registradas: ser compreensivo, chamar todos para participar, ouvir as ideias dos outros, respeitar as regras combinadas, incentivar quem está com dificuldade, aceitar as diferenças, aceitar se o outro vencer um jogo, pedir desculpas quando necessário, agradecer, não zombar ou provocar, resolver os conflitos com calma. 93

BNCC

(EF01GE04) Discutir e elaborar, coletivamente, regras de convívio em diferentes espaços (sala de aula, escola etc.).

(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.

ENCAMINHAMENTO

23/09/25 10:25

Nas atividades 1 e 2, o tema proposto vai exigir do professor muita atenção para pontuar as observações dos estudantes não com um olhar de “certo” ou “errado”, mas com o objetivo de possibilitar que eles revejam e reflitam sobre as escolhas feitas pela turma. A ideia é que, ao final da atividade, a turma compreenda a relevância de construir um caminho saudável para o amadurecimento de um grupo social importante no dia a dia de cada criança: a turma da sala de aula.

Atividade complementar

• Além das questões do Livro do estudante, também será preciso considerar e, se julgar adequado, perguntar aos estudantes:

a) Você se sente participando muito ou pouco das brincadeiras?

b) Você já observou o que costumam dizer e como se comportam os colegas que não brincam ou que sempre têm que ficar esperando a sua vez de brincar?

c) Você já viu esses colegas serem líderes da brincadeira? Como seria essa experiência? Será que vale a pena fazer alguns rodízios na hora de brincar? Pensando nessas e em outras questões, fica clara a importância de propor a troca de ideias para que a turma chegue a um acordo sobre possíveis combinados para a hora do brincar. Esses combinados devem possibilitar à turma avaliar com mais cuidado os resultados de suas ações, tanto individuais como coletivas. Para isso, os estudantes terão que: expor suas ideias, o que fortalece a autoestima; escutar os outros e coordenar pontos de vista diversos, o que é um ótimo passo para o desenvolvimento do pensamento lógico; e sentir-se responsáveis por fazer valer as regras elaboradas.

BNCC

(EF01GE09) Elaborar e utilizar mapas simples para localizar elementos do local de vivência, considerando referenciais espaciais (frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) e tendo o corpo como referência.

Alfabetização cartográfica

• Relações espaciais

ENCAMINHAMENTO

Questionar os estudantes para verificar se já assistiram a um jogo oficial de futebol e se eles conseguem apontar diferenças entre jogos oficiais e os que jogam na escola ou em outros lugares. Conversar com os estudantes sobre o jogo de futebol e ajudá-los a reconhecer que se trata de um esporte muito presente na cultura brasileira.

Iniciar a atividade explorando a ilustração e questionando o que os estudantes observam para verificar se identificam semelhanças entre as crianças que estão jogando. Aproveitar para reforçar aspectos de boa convivência durante um jogo ou brincadeira, retomando temas abordados anteriormente e sistematizando o que os estudantes aprenderam.

A atividade proposta tem como objetivo oferecer uma discussão interdisciplinar entre Geografia e Matemática, explorando a aprendizagem sobre percepção da espacialidade. Tanto na Matemática quanto na Geografia, os estudantes do 1o ano do Ensino Fundamental são orientados a discutir a localização de objetos no espaço em relação à posição de seu corpo, aprendendo a utilizar conceitos das relações topológicas e projetivas, como direita, esquerda, em frente e atrás, em cima e embaixo. Com essa

DIÁLOGOS

MATEMÁTICA

FUTEBOL E ORIENTAÇÃO

ELA ESTÁ PARTICIPANDO DE UM CAMPEONATO NA ESCOLA. ELA É A ARTILHEIRA DO TIME.

atividade, é possível estabelecer relações com tais conceitos com base na análise de como Lúcia se movimenta no campo de futebol. Problematizar com os estudantes a direção das setas e orientá-los a estabelecer relações com os termos de posicionamento apresentados. A habilidade EF01GE09 é abordada quando os estudantes são solicitados a identificar, em uma malha quadriculada, o percurso feito pela jogadora.

1 OBSERVE COMO LÚCIA SE MOVIMENTA NO CAMPO.

EM UM DOS JOGOS, ELA FEZ UMA BELA JOGADA ATÉ O GOL: • AGORA, TRACE NA MALHA O PERCURSO QUE LÚCIA FEZ

O GOL.

Sugestão para os estudantes

ROCHA, Ruth. Marcelo, Marmelo, Martelo. Ilustrações: Mariana Massarani. São Paulo: Salamandra, 2011.

O livro reúne três contos que abordam temas como linguagem, amizade e convivência. Em especial, o conto “O dono da bola” fomenta a reflexão sobre o brincar coletivo e os desafios da convivência entre crianças.

Texto de apoio

As habilidades: mapas e pré-mapas A aprendizagem da geografia exige habilidades que permitam fazer uma boa leitura de mapas, por exemplo. Estas habilidades precisam ser desenvolvidas realizando o trabalho com os mapas e com os pré-mapas. O desenvolvimento da capacidade de representação do espaço significa trabalhar com escalas, ler legendas e entender um espaço tridimensional representado de forma bidimensional, aliado à concepção de que a Terra é redonda e, portanto, não

há “em cima” nem “embaixo”, poderá ser desenvolvido a partir da realização de diversas atividades de mapeamento. Desenhar trajetos que são percorridos no dia a dia, construir legendas e confrontá-las com as legendas formais são atividades possíveis. Para tanto o aluno precisa ter desenvolvido a lateralidade, a orientação, o sentido de referência em relação a si próprio e em relação a outros, o significado de tamanho e de distâncias. Essas habilidades permitirão ao aluno ser capaz de fazer mapas, ler mapas e entender a representação de um espaço noutra dimensão que não a real.

CALLAI, Helena Copetti. In: CASTROGIOVANNI, Antonio (org.). Ensino de Geografia: práticas e textualizações no cotidiano. Porto Alegre: Mediação, 2000. p. 105-106.

O QUE E COMO AVALIAR

A atividade proposta no Livro do estudante, além de ampliar as possibilidades didáticas, também permite a remediação de eventuais dificuldades identificadas até aqui. Ela possibilita analisar se os estudantes compreenderam que o mapa simples é uma representação do espaço geográfico. É importante aproveitar a atividade para verificar como os estudantes se saem com as relações topológicas e projetivas e se conseguem representar, na malha quadriculada, o percurso feito por Lúcia. Também é necessário analisar a necessidade de aplicar outras atividades com o mesmo contexto.

BNCC

Competências gerais: 3, 4 e 6

Competências específicas de Ciências da Natureza: 6 e 7

Competências específicas de Ciências Humanas: 1 e 7

Competências específicas de Geografia: 1 e 4

Competência específica de História: 1

Habilidade de Ciências: EF01CI01

Habilidades de História: EF01HI03 e EF01HI05

Habilidades de Geografia: EF01GE06 e EF01GE08

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Iniciar uma conversa com os estudantes sobre brinquedos. Na atividade 1, estimular a turma para que todos os estudantes respondam à atividade apontando a preferência e argumentando sobre ela. Na atividade 2, pode-se complementar e questionar os estudantes: quais são os outros brinquedos com os quais vocês mais gostam de brincar?

Ao refletirem sobre os brinquedos que podem escolher para levar à escola, os estudantes podem ser estimulados e compararem seus tamanhos, pesos, materiais, mobilizando a habilidade EF01CI01.

4 BRINQUEDOS

LUANA E PEDRO VÃO PARTICIPAR DO DIA DO BRINQUEDO NA ESCOLA. ELES PRECISAM PENSAR NOS BRINQUEDOS QUE VÃO LEVAR.

LUANA, AMANHÃ É O DIA DO BRINQUEDO NA ESCOLA. VOCÊ JÁ ESCOLHEU QUAL BRINQUEDO VAI LEVAR?

EU QUERIA LEVAR MINHA BICICLETA, MAS ELA É GRANDE. ENTÃO, VOU LEVAR MEU FOGUETE DE MADEIRA!

EU VOU LEVAR MEU BAÚ DE DINOSSAUROS. COM ELES DÁ PARA BRINCAR COM TODA A TURMA!

1 E VOCÊ, QUAL É O SEU BRINQUEDO FAVORITO?

1. Resposta pessoal.

2 SE HOUVER O DIA DO BRINQUEDO NA ESCOLA ONDE VOCÊ ESTUDA, QUAL BRINQUEDO GOSTARIA DE LEVAR? POR QUÊ?

2. Respostas pessoais.

Atividade complementar

• Desenho do brinquedo favorito

Para dar continuidade ao tema do brincar, pedir aos estudantes que façam um desenho de seu brinquedo favorito (independentemente das figuras contidas na atividade). Depois, organizar uma roda de conversa e solicitar a cada um deles que coloque seu desenho no chão, à sua frente, para que todo possam vê-los. Em seguida, pedir a cada um que relate quais são os brinquedos de que mais gosta. Estabelecer também, com eles, semelhanças e diferenças entre suas preferências.

KATARINA TSUZUKI

3 AGORA, ENCONTRE NO DIAGRAMA OUTROS BRINQUEDOS.

A Q P E T E C A D T

G R M A Ô F W A C B

P A T I N E T E Y O

B S P I Ã O G C I L

M B O N E C A D O A

P R V I P T H Z I C

I A N Ã X C V O Ô P

P Q C A R R I N H O

A P S Y P A T I N S

4 COMPLETE AS PALAVRAS QUE PODEM SER ENCONTRADAS NO DIAGRAMA.

A) P E TEC A

B) P A TIN E TE

C) P I P A D) CARR I NH O E) BOL A F) B O NEC A G) P A TINS H) P I Ã O I) I O IÔ

5 DESENHE DOIS DESSES BRINQUEDOS NO ESPAÇO A SEGUIR.

5. Produção pessoal.

Texto de apoio

[…]

A brincadeira não é vivenciada da mesma forma em diferentes lugares, épocas e culturas, pois ela é situada de acordo com o contexto sócio-histórico-cultural que a criança está inserida. Numa mesma cidade as crianças brincam de forma diferente, pois a brincadeira é experienciada no contexto sócio-histórico-cultural de uma comunidade escolar, por exemplo.

[…]

O brinquedo é um instrumento que possibilita transformações cognitivas, afetivas, psicomotoras, sociais e culturais na criança.

Sugestão para os estudantes

FIGURAS de barbante: nível básico: tricô de dedo. Publicado por: Território do brincar. 2020. 1 Vídeo (42 s). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=0oo QhdRUNdk. Acesso em: 30 jun. 2025.

O vídeo ensina a realizar vários movimentos de uma brincadeira conhecida como Tricô de dedo.

Sugestão para o professor

DEL PRIORE, Mary (org.). História das crianças no Brasil. São Paulo: Contexto, 2004. No capítulo “Brincando na História”, Raquel Zumbano Altman traça um panorama da evolução dos brinquedos e brincadeiras no Brasil, relacionando-os ao contexto social e histórico.

BENJAMIN, Walter. Reflexões: a criança, o brinquedo e a educação. São Paulo: Editora 34, 2004.

Benjamin analisa a relação entre criança, brinquedo e aprendizagem, propondo que o brincar é uma forma de aprendizado sobre o mundo. A obra convida o leitor a repensar a educação por meio da experiência lúdica.

23/09/25 10:32

É um instrumento atraente, educativo, um suporte em potencial para a atividade infantil, pois estimula a criatividade, desenvolve a imaginação, a construção, a solução de problemas e a socialização. […]

PEREIRA, Uiliete Márcia Silva de Mendonça. O olhar da criança sobre a brincadeira nos anos iniciais do ensino fundamental. 2014. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de PósGraduação em Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2014. p. 34, 36. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/server/api/ core/bitstreams/28832681-b38d-43be-a3c6 -3797d4b58658/content. Acesso em: 2 out. 2025.

BNCC

(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.

(EF01GE08) Criar mapas mentais e desenhos com base em itinerários, contos literários, histórias inventadas e brincadeiras.

Alfabetização cartográfica

• Linguagem pictórica

ENCAMINHAMENTO

Iniciar a aula convidando os estudantes a observar atentamente os brinquedos disponíveis na sala de aula ou trazidos para a realização da atividade. Estimular que eles percebam suas formas, tamanhos, cores e funcionalidades, como movimento, som ou luz. Propor uma conversa coletiva sobre como cada estudante brinca com esses brinquedos, incentivando-os a compartilhar suas experiências pessoais, formas de uso e as pessoas com quem costumam brincar. Valorizar as diferentes maneiras de brincar, destacando que cada pessoa pode usar o brinquedo de um jeito, conforme sua imaginação e criatividade.

Conduzir a atividade de forma acolhedora, garantindo que todos tenham oportunidade de falar e ouvir os colegas. Em seguida, orientar os estudantes a observar os brinquedos com mais atenção, identificando características físicas e materiais que os compõem, como plástico, tecido, madeira ou metal. Estimular a comparação entre os brinquedos, de modo que percebam semelhanças e diferenças nos

OBJETOS FEITOS PARA BRINCAR

OS BRINQUEDOS PODEM TER FORMAS E TAMANHOS DIFERENTES E PODEM SER FEITOS DE VÁRIOS MATERIAIS. ALGUNS BRINQUEDOS SE MOVIMENTAM, EMITEM SONS E ATÉ TÊM LUZES QUE ACENDEM E APAGAM.

MAS, COM IMAGINAÇÃO, CADA CRIANÇA PODE USAR O BRINQUEDO DO SEU JEITO.

1 OBSERVE CADA BRINQUEDO E CONTE AOS COLEGAS DA TURMA SE VOCÊ BRINCA COM ELES. 1. Resposta pessoal.

DE CONTROLE

2 DE QUE JEITO E COM QUEM VOCÊ BRINCA COM ESSES

BRINQUEDOS? SE NUNCA BRINCOU, COMO PODERIA BRINCAR COM ELES? CONTE AOS COLEGAS E OUÇA O QUE ELES VÃO DIZER. 2. Respostas pessoais.

materiais e nas funções. Utilizar questões como: esse brinquedo é duro ou macio? Ele faz som? Você já viu outro brinquedo parecido? Finalizar com uma roda de conversa para que os estudantes reflitam sobre como os materiais influenciam a forma de brincar e como a imaginação transforma o uso dos objetos, respeitando as experiências individuais e promovendo a escuta ativa. A habilidade EF01CI01 é mobilizada na observação das características dos materiais dos brinquedos e nas suas formas de uso.

Na atividade 3, orientar os estudantes a analisar a ilustração, identificando todos os objetos e suas funções e, em seguida, traçar o caminho. Assim, eles farão escolhas de trajeto interligando pontos de referência e desenvolvendo aspectos iniciais relacionadas à alfabetização cartográfica, trabalhando a habilidade EF01GE08.

BALDE E PÁ.
CUBO MÁGICO.
CARRINHO
REMOTO.
FANTOCHE.

3 ENCONTRE O CAMINHO ONDE SÓ APARECEM OBJETOS FEITOS PARA BRINCAR.

NA IMAGEM, CONTORNE UM BRINQUEDO QUE VOCÊ GOSTA DE BRINCAR. 3. Resposta pessoal.

Atividade complementar

1. Como eu brinco?

Propor aos estudantes que escolham um brinquedo da sala de aula e façam um registro sobre ele. Orientar os estudantes a desenhar o brinquedo e a escrever ou relatar oralmente como costumam brincar com ele, com quem brincam e do que mais gostam nesse objeto. Para os estudantes que não conhecem o brinquedo, sugerir que imaginem uma forma de brincar com ele. Reunir os registros em um mural coletivo, valorizando a diversidade

de experiências e formas de brincar presentes na turma.

2. Indicação etária dos brinquedos É importante que os estudantes compreendam que brinquedos têm indicação de faixa etária por razões de segurança, que são definidas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) . Para isso, essa atividade tem o objetivo de orientá-los a identificar e interpretar essas informações nas embalagens dos brinquedos.

Para a organização desta atividade, reunir algumas embalagens de brinquedos ou ima-

gens retiradas de catálogos, anúncios ou disponíveis em páginas na internet, que apresentem o selo de certificação do Inmetro, com a indicação da faixa etária adequada.

Para iniciar a atividade, conversar como os estudantes sobre riscos presentes em alguns brinquedos, como peças pequenas. Explicar que as embalagens de brinquedos apresentam um selo de segurança que estabelece para qual idade o brinquedo é indicado.

Em seguida, organizar a turma em grupos. Entregar a cada grupo algumas caixas de brinquedo ou imagens de embalagens com o selo de segurança do Inmetro. Solicitar que observem e conversem: o que chamou a atenção de vocês nas caixas? Há alertas de segurança, por exemplo, não recomendado para menores de 3 anos, risco de asfixia, peças pequenas? Para qual idade este brinquedo é indicado? Quais são os riscos deste brinquedo?

Após a observação das embalagens e conversa entre os estudantes, solicitar que os grupos apresentem a embalagens analisadas.

Sugestão para o professor

CREPALDI, Roselene. Jogos, brinquedos e brincadeiras. Curitiba: Iesde Brasil S.A., 2010.

O livro aborda os conceitos de jogo, brinquedo e brincadeira no contexto educacional, destacando sua importância no desenvolvimento infantil.

BNCC

(EF01GE06) Descrever e comparar diferentes tipos de moradia ou objetos de uso cotidiano (brinquedos, roupas, mobiliários), considerando técnicas e materiais utilizados em sua produção.

(EF01HI03) Descrever e distinguir os seus papéis e responsabilidades relacionados à família, à escola e à comunidade.

(EF01HI05) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras atuais e de outras épocas e lugares.

Organize-se

• Cartolina

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

O intuito da proposta é contribuir para que os estudantes reconheçam o nome e a grafia de vários objetos e brinquedos presentes em uma letra de música. Além disso, os estudantes podem identificar, na letra, objetos próprios do universo infantil.

Promover uma roda de conversa sobre a afirmação “Criança não trabalha, criança dá trabalho”, que aparece como refrão da canção que será estudada pelos estudantes, a fim de mobilizar a percepção e a interpretação deles sobre a condição de “não trabalhar”, como os adultos, e a de “dar trabalho”, por estarem em processo de desenvolvimento e, muitas vezes, “aprontarem bastante”. Se for possível, realizar a audição da música “Criança não trabalha”, de Paulo Tatit e Arnaldo Antunes, disponível na internet, para promover uma atividade lúdica de sensibilização musical com a leitura da letra.

CRIANÇA NÃO TRABALHA

ESTA LETRA DE MÚSICA TEM MUITOS OBJETOS!

LÁPIS, CADERNO, CHICLETE, PIÃO SOL, BICICLETA, SKATE, CALÇÃO ESCONDERIJO, AVIÃO, CORRERIA, TAMBOR, GRITARIA, JARDIM, CONFUSÃO

BOLA, PELÚCIA, MERENDA, CRAYON BANHO DE RIO, BANHO DE MAR, PULA SELA, BOMBOM

TANQUE DE AREIA, GNOMO, SEREIA, PIRATA, BALEIA, MANTEIGA NO PÃO

[...]

TÊNIS, CADARÇO, ALMOFADA, COLCHÃO

QUEBRA-CABEÇA, BONECA, PETECA, BOTÃO, PEGA-PEGA, PAPEL, PAPELÃO

CRIANÇA NÃO TRABALHA

CRIANÇA DÁ TRABALHO

CRIANÇA NÃO TRABALHA

[...]

1, 2 FEIJÃO COM ARROZ 3, 4 FEIJÃO NO PRATO 5, 6 TUDO OUTRA VEZ

CRIANÇA NÃO TRABALHA. INTÉRPRETE: PALAVRA CANTADA E ARNALDO ANTUNES. COMPOSITORES: PAULO TATIT E ARNALDO ANTUNES. PUBLICADO POR: PALAVRA CANTADA. 2013. 1 VÍDEO (CA. 2 MIN). DISPONÍVEL EM: https://www.youtube.com/ watch?v=ZeByseNNEsk . ACESSO EM: 9 JUN. 2025.

Na atividade 1, dar continuidade à identificação de objetos por meio da análise da música. A letra está organizada em torno de diversos objetos que remetem ao universo infantil, que deverão ser identificados pelos estudantes na atividade.

Ao abordar a atividade 3, é importante manter uma postura sensível e empática diante da realidade de milhares de crianças brasileiras que ainda vivem em situação de trabalho infantil. Reconhecer que, embora a música traga uma mensagem afirmativa e esperançosa, ela dialoga com um problema

persistente e sério: segundo dados do IBGE, em 2023 havia 1,607 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos em situação de trabalho infantil no Brasil (BELLO, Luiz. Em 2023, trabalho infantil volta a cair e chega ao menor nível da série. Rio de Janeiro: Agência IBGE Notícias, 18 out. 2024. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agen cia-noticias/2012-agencia-de-noticias/no ticias/41618-em-2023-trabalho-infantil-voltaa-cair-e-chega-ao-menor-nivel-da-serie. Acesso em: 8 out. 2025). Esse dado reforça a importância de tratar o tema com respeito,

2. Respostas pessoais. Se possível, promover uma discussão coletiva, a fim de que os estudantes contribuam uns com os outros.

1 SUBLINHE OS BRINQUEDOS CITADOS NA MÚSICA.

2 EXISTE ALGUM OBJETO CITADO NA LETRA DA MÚSICA QUE VOCÊ NÃO CONHECE? SE SIM, QUAL?

3 NA CANÇÃO, TEM UMA FRASE MUITO IMPORTANTE: “CRIANÇA NÃO TRABALHA”. NO ESPAÇO A SEGUIR, DESENHE UMA ATIVIDADE QUE AS CRIANÇAS PODEM FAZER.

3. Produção pessoal. Orientar os estudantes a desenhar atividades da infância. Uma criança não deve trabalhar; a infância é um tempo em que ela deve brincar, estudar, socializar e desenvolver-se.

evitando abordagens romantizadas ou distantes da realidade, e valorizando o papel do professor como agente de conscientização e acolhimento.

A identificação dos brinquedos na letra da música possibilita aos estudantes refletirem sobre suas características trabalhando a habilidade EF01GE06. A habilidade EF01HI05 é mobilizada na identificação de diferentes brinquedos e brincadeiras relacionados a eles.

A abordagem sobre o trecho “Criança não trabalha, criança da trabalho” , mobiliza a habilidade EF01HI03 na identificação dos pa-

17/09/25 19:21

péis e responsabilidades da família, escola e comunidade com os cuidados com as crianças para o seu pleno desenvolvimento e a garantia de seus direitos.

Atividade complementar • Jogo

Propor aos estudantes que criem, com base na música “Criança não trabalha”, um jogo do tipo “Lince”. Para isso, os estudantes deverão escolher diferentes objetos mencionados na música e desenhá-los duas vezes de forma idêntica: uma vez em uma cartolina, que servirá de tabuleiro para o jogo, e outra em uma ficha individual. Pedir que façam desenhos bem coloridos. Depois de produzido todo o material, explicar as regras do jogo: será distribuída a mesma quantidade de fichas para cada jogador. Os jogadores devem tirar “2 ou 1” para definir quem começa a jogar. Um jogador por vez deve encontrar no tabuleiro as ilustrações que correspondem às fichas que recebeu. Vence aquele que conseguir encontrar rapidamente as ilustrações correspondentes a todas as fichas que tiver em mãos. Todos os estudantes poderão jogar. Explicar que o jogo, confeccionado por todos, é um bem coletivo e, por isso, ficará acessível em uma caixa guardada na sala de aula.

Sugestão para os estudantes

ROTH, Otávio. Duas dúzias de coisinhas à toa que deixam a gente feliz. Ilustrações: Mariana Massarani. São Paulo: Salamandra, 2017. O livro apresenta pequenas alegrias do cotidiano por meio de linguagem simples e poética. Cada frase associa palavras a ações e objetos concretos, facilitando a aprendizagem de vocabulário. As ilustrações complementam o texto e estimulam a leitura infantil.

BNCC

(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.

(EF01GE06) Descrever e comparar diferentes tipos de moradia ou objetos de uso cotidiano (brinquedos, roupas, mobiliários), considerando técnicas e materiais utilizados em sua produção.

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Observar os objetos que estão ao redor dos estudantes, assim como seus próprios objetos de estudos. Realizar a observação das características propostas no Livro do estudante, como cor, peso, dureza, quantidade, forma, tamanho, entre outras. Estimular a participação de todos, colhendo os conhecimentos prévios da turma sobre o tema.

A atividade 1 permite aos estudantes desenvolver a habilidade de observação e identificação de objetos representados por meio de figuras. Nessa parte inicial, estimular o olhar atento para a diversidade de aspectos que esses objetos podem ter. Na atividade 1. a) e 1. b), os estudantes devem identificar os objetos com base nas características de cor, forma e peso solicitadas. Ao pedir aos estudantes que comparem dois objetos e indiquem o mais duro e o mais pesado, não se espera que eles saibam ou aprendam o conceito de dureza ou de peso da Física, mas

VAMOS OBSERVAR E RECONHECER OUTROS OBJETOS?

PARA REALIZAR AS ATIVIDADES DO DIA A DIA, NÓS

UTILIZAMOS MUITOS OBJETOS. ASSIM COMO OS BRINQUEDOS, ESSES OBJETOS SÃO FEITOS DE DIFERENTES MATERIAIS.

SE VOCÊ OLHAR À SUA VOLTA, VERÁ DIVERSOS OBJETOS: GRANDES E PEQUENOS, REDONDOS E QUADRADOS, PESADOS E LEVES, DUROS E MACIOS E DE CORES DIFERENTES.

1 FORME DUPLA COM UM COLEGA E OBSERVE OS OBJETOS DESTAS PÁGINAS.

OS ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI.

DESCUBRA MAIS

• LACERDA, LENINHA. CAIXA DE BRINCAR. SÃO PAULO: PANDA BOOKS, 2017. COM ESSE LIVRO, VOCÊ VAI DESCOBRIR O QUE É POSSÍVEL FAZER COM CAIXAS GRANDES, PEQUENAS, REDONDAS E QUADRADAS USANDO A IMAGINAÇÃO E A CRIATIVIDADE.

que percebam que os objetos podem ter diferentes características. Na atividade 1. c), os estudantes devem comparar as imagens e indicar o número de objetos com determinadas características. A habilidade EF01CI01 é trabalhada ao observar e comparar características de materiais presentes em objetos do cotidiano, como cor, forma e peso. A habilidade EF01GE06 é desenvolvida ao identificar e comparar objetos de uso cotidiano, reconhecendo suas características e materiais de produção.

Atividade complementar

• Observando diferentes objetos

Levar para a sala de aula alguns objetos que possuam as características ressaltadas no Livro do estudante e solicitar aos estudantes que observem e toquem os objetos. Realizar perguntas sobre as características observadas, podendo anotar as palavras-chave na lousa.

PNEU DE BICICLETA.
PIANO.
PAR DE MEIAS.
BOLA DE FUTEBOL.
CAIXA DE SAPATOS VAZIA.

Sugestão para os estudantes

A) AGORA, MARQUEM:

Bola de futebol. É possível que alguns estudantes marquem o pneu de bicicleta, mas é importante lembrá-los da diferença entre objetos esféricos e circulares.

• UM X NO OBJETO DE COR VERDE;

• UM TRIÂNGULO NO OBJETO QUE PARECE UMA ESFERA.

B) CONTORNEM A PALAVRA QUE REPRESENTE:

• O OBJETO MAIS DURO: GARFO � MEIAS

• O OBJETO MAIS PESADO: CADEIRA � CAMISETA

C) ESCREVAM NOS QUADRINHOS OS NÚMEROS QUE

INDICAM A QUANTIDADE DE OBJETOS REPRESENTADOS:

• NA COR 3

• NA COR 2 Livro.

1. c) Os estudantes podem considerar que a bola também tem a cor preta (nesse caso, seriam 4 objetos).

GUARDANAPOS DE PAPEL.

CADEIRA.

OS ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI.

COMO se faz? Pipa. Produzido pela TV Cultura. 2017. 1 vídeo (ca. 1 min). Disponível em: https://cultura.uol.com. br/videos/59960_como-sefaz-pipa.html. Acesso em: 14 ago. 2025.

A série Castelo Rá Tim Bum traz um quadro que demonstra como se faz certos objetos. Nesse episódio, o objeto contemplado pelo quadro “Como se faz?” é a pipa.

MEIRELES, Cecília. Ou isto ou aquilo. São Paulo: Global Editora, 2002.

O livro reúne poemas curtos que apresentam situações do cotidiano, escolhas e objetos. Utiliza linguagem acessível e estrutura rítmica, favorecendo a leitura por crianças em fase de alfabetização. O livro pode ser usado para ampliar vocabulário e explorar características de materiais presentes nos textos.

GIZ DE CERA.

GARFO DE METAL.

URSO DE PELÚCIA.

Sugestão para o professor

COMO é feito um piano #Boravê. Publicado por: Manual do Mundo. 2019. 1 vídeo (17 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=DpC7KQyvM2I. Acesso em: 2 out. 2025.

O vídeo mostra como ocorre a fabricação de um piano.

CAMISETA.
LIVRO.

BNCC

(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.

(EF01GE06) Descrever e comparar diferentes tipos de moradia ou objetos de uso cotidiano (brinquedos, roupas, mobiliários), considerando técnicas e materiais utilizados em sua produção.

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Propor aos estudantes uma observação atenta das bonecas, ajudando-os a perceber a diversidade de materiais que podem ser utilizados para construir esse tipo de brinquedo. Questionar: vocês já viram bonecas como essas? Se sim, onde?

Na atividade 2, é trabalhada a ideia de que um mesmo objeto pode ser feito de vários materiais diferentes, de acordo com o contexto sócio-histórico. Comentar com os estudantes que as chamadas “bonecas de cera” podem ser feitas de cera de abelha ou de parafina, um derivado do petróleo.

Para ampliar os conhecimentos sobre a cultura das comunidades indígenas e quilombolas, transmitir aos estudantes as informações a seguir, se possível com imagens das bonecas.

• Bonecas de cerâmica da etnia Karajá: o modo de confecção dessas bonecas foi considerado patrimônio imaterial brasileiro, segundo o Instituto do Patrimônio

Histórico e Artístico Nacio-

2 ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

BONECA

BONECA DE PANO, BONECA DE PLÁSTICO, BONECA DE MADEIRA, BONECA DE CERA, DE QUALQUER MANEIRA, BONECA É GOSTO DA INFÂNCIA.

MIGUEZ, FÁTIMA. PAISAGENS BRASILEIRAS SÃO PAULO: DCL, 2003. P. 23.

A) CONTORNE NO TEXTO COM LÁPIS DE COR

OS NOMES DOS MATERIAIS UTILIZADOS PARA FAZER AS BONECAS.

B) TROQUE IDEIAS COM OS COLEGAS: DE QUE MATERIAIS SÃO FEITAS AS BONECAS REPRESENTADAS NAS FOTOGRAFIAS?

2.

nal. Essa etnia se distribui pelos estados de Goiás, Mato Grosso, Pará e Tocantins. O processo de confecção envolve o uso de argila ou barro (suù), cinza e água.

• Bonecas do quilombo Conceição das Crioulas em Salgueiro (PE): as artesãs dessa comunidade quilombola homenageiam as mulheres importantes do quilombo por meio da confecção de bonecas. Elas retratam parteiras, educadoras e agricultoras e são confeccionadas com fibra de caruá (fibra vegetal).

A habilidade EF01CI01 é desenvolvida ao observar bonecas feitas de diferentes materiais, comparando suas características, e a habilidade EF01GE06 é trabalhada ao identificar e comparar bonecas de diferentes culturas, reconhecendo técnicas e materiais usados em sua produção.

BONECA 1.
BONECA 2.
BONECA 3.
b) Plástico (boneca 1), pano (boneca 2) e madeira (boneca 3).

3 PINTE OS ESPAÇOS ASSINALADOS COM PONTINHOS E DESCUBRA OBJETOS FEITOS DE DIFERENTES MATERIAIS.

A) AGORA, ESCREVA O NOME DE CADA OBJETO NA FRENTE DO MATERIAL DE QUE ELE PODE SER FEITO.

• PAPEL: papel higiênico e livro

• MADEIRA: violão

• BARRO: vaso

B) CITE OUTROS OBJETOS QUE PODEM SER FEITOS COM CADA UM DESSES MATERIAIS.

3. b) Resposta pessoal. Os estudantes podem citar objetos diversos, como caixa e caderno (papel); colher e armário (madeira); panela e escultura (barro). 105

Atividade complementar

• Exposição de bonecas

O QUE E COMO AVALIAR

Organizar uma atividade em que os estudantes compartilhem seus brinquedos favoritos, seja por meio de desenhos, relatos orais, seja trazendo brinquedos para a escola, como no “Dia do Brinquedo”. Estimular a observação dos brinquedos quanto à forma, tamanho, material e funcionalidades, promovendo uma conversa sobre como cada estudante usa o brinquedo de maneira criativa.

Durante a atividade, observar se os estudantes reconhecem diferentes tipos de brinquedos e os materiais com que são feitos, compreendem que os brinquedos podem ter usos variados, dependendo da imaginação de cada criança, identificam semelhanças e diferenças entre os brinquedos trazidos pelos colegas, e se relacionam os brinquedos com objetos do cotidiano, percebendo características como tamanho, forma, peso e textura.

Propor aos estudantes que criem um cartaz coletivo com desenhos ou fotografias dos brinquedos apresentados, classificando-os por tipo de material, forma ou função. Essa atividade favorece a observação, a comparação e o respeito às escolhas dos colegas.

17/09/25 19:21

Levar para a sala de aula diferentes tipos de bonecas, montando uma exposição para os estudantes. Seria interessante expor bonecas de diversos tipos de materiais, para que eles possam tocá-las, sentindo textura, cheiro, cor, entre outras características. Para isso, sugere-se solicitar a colaboração das famílias, que contribuiriam enviando bonecas para essa exposição. As bonecas poderiam vir acompanhadas de informações sobre elas como: quem é o dono da boneca? Há quantos anos ela está com a família? De que material ela é feita? Qual é a sua origem: artesanal ou manufaturada?

BNCC

(

EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.

(EF01GE06) Descrever e comparar diferentes tipos de moradia ou objetos de uso cotidiano (brinquedos, roupas, mobiliários), considerando técnicas e materiais utilizados em sua produção.

Organize-se

• 3 caixas de papelão

• 3 brinquedos

ENCAMINHAMENTO

Conversar com os estudantes sobre como percebemos o mundo ao nosso redor por meio dos sentidos. Estimular a reflexão sobre como diferentes pessoas podem perceber o mesmo objeto de maneiras distintas, dependendo de suas experiências, referências e dos sentidos utilizados. Convidar os estudantes a compartilhar situações em que tocaram algo sem ver e tentaram adivinhar o que era, promovendo curiosidade e engajamento. Em seguida, organizar o espaço da sala de aula para realizar a atividade proposta.

Preparar três caixas de papelão, colocando um brinquedo dentro de cada uma, de forma que os estudantes não possam ver o conteúdo. Orientar os estudantes a formar uma fila e, um por um, tocar nos brinquedos por meio de um buraco na caixa, sem olhar ou retirar o objeto. Solicitar que cada estudante registre suas impressões nas fichas fornecidas, descrevendo o que sentiu ao tocar o brinquedo e tentando identificar suas características.

CIÊNCIAS EM AÇÃO TOQUE

E ADIVINHE

PRIMEIRAS IDEIAS

Respostas pessoais. Ver orientações no Encaminhamento

• QUAIS CARACTERÍSTICAS VOCÊ RECONHECE EM UM OBJETO QUANDO OLHA PARA ELE? E QUANDO TOCA NELE? TODAS AS PESSOAS PERCEBEM UM OBJETO DA MESMA MANEIRA?

COM O PROFESSOR, VOCÊS VÃO DESCREVER ALGUNS BRINQUEDOS APENAS TOCANDO NELES. VAMOS LÁ?

MATERIAIS

• 3 CAIXAS DE PAPELÃO • 3 BRINQUEDOS

COMO FAZER

1. O PROFESSOR VAI DEIXAR CADA BRINQUEDO EM UMA CAIXA, SEM QUE NINGUÉM VEJA O QUE TEM DENTRO.

2. VOCÊS DEVEM FORMAR UMA FILA.

3. CADA UM DE VOCÊS VAI TOCAR NO BRINQUEDO PELO BURACO DE CADA CAIXA SEM TIRÁ-LO DELA NEM TENTAR OLHAR PARA DENTRO. DEPOIS, VOCÊS DEVEM PREENCHER AS FICHAS A SEGUIR.

Estimular o uso de vocabulário sensorial e descritivo.

Conduzir a etapa Observando e discutindo os resultados com o grupo reunido, promovendo um momento de escuta e troca entre os estudantes. Perguntar se conseguiram identificar algum dos brinquedos apenas pelo tato e quais foram mais fáceis de reconhecer, incentivando-os a explicar quais características ajudaram nesse processo. Comparar as fichas preenchidas por estudante, destacando semelhanças e diferenças nas descrições. Estimular a reflexão sobre os motivos dessas variações, considerando aspectos como sensibilidade ao toque, atenção aos detalhes e experiências individuais. Ao revelar os brinquedos, solicitar que observem quais características não foram percebidas apenas pelo tato, promovendo uma discussão sobre os limites e as potencialidades dos sentidos na percepção dos objetos. Valorizar as diferentes formas de perceber e interpretar o mundo, reforçando a importância da escuta e do respeito às experiências dos colegas.

CAIXA 1

NOME DO BRINQUEDO:

O BRINQUEDO É:

GRANDE

ÁSPERO

LISO DURO LEVE

PESADO

DESENHE O FORMATO DO BRINQUEDO.

CAIXA 2

NOME DO BRINQUEDO:

O BRINQUEDO É:

GRANDE

ÁSPERO

LISO DURO LEVE

PESADO

DESENHE O FORMATO DO BRINQUEDO.

Atividade complementar

• De que é feito?

CAIXA 3

NOME DO BRINQUEDO:

O BRINQUEDO É:

GRANDE

ÁSPERO LISO DURO

LEVE

PESADO

DESENHE O FORMATO DO BRINQUEDO.

OBSERVANDO E DISCUTINDO OS RESULTADOS

1 VOCÊ CONSEGUIU IDENTIFICAR ALGUNS BRINQUEDOS? SE SIM, QUAIS?

1. Respostas pessoais.

2 QUAL BRINQUEDO FOI MAIS FÁCIL DE IDENTIFICAR? QUE CARACTERÍSTICA AJUDOU VOCÊ A DESCOBRIR O NOME DESSE BRINQUEDO?

2. Respostas pessoais.

3 COMPARE AS FICHAS QUE CADA UM PREENCHEU E DEPOIS DESCREVA O QUE TEVE DE DIFERENTE.

3. Resposta pessoal.

4 O QUE PODE TER ACONTECIDO PARA TER ESSAS DIFERENÇAS?

4. Resposta pessoal.

5 AO ENXERGAR O OBJETO, QUAIS CARACTERÍSTICAS VOCÊ OBSERVOU QUE NÃO FOI POSSÍVEL PERCEBER APENAS TOCANDO ELE?

5. Respostas pessoais.

A habilidade EF01CI01 é trabalhada na identificação e comparação das características dos brinquedos utilizados na proposta de atividade. A habilidade EF01GE06 é mobilizada na descrição e comparação de características dos objetos.

Após a atividade sensorial com os brinquedos, propor aos estudantes uma investigação sobre os materiais que compõem os objetos explorados. Organizar os brinquedos em uma mesa de fácil acesso, garantindo que todos os estudantes possam observá-los e tocá-los com autonomia. Solicitar que identifiquem os materiais presentes, como plástico, tecido, madeira ou metal, e descrevam suas características, como textura, peso, temperatura ao toque e resistência.

Estimular a comparação entre os brinquedos, destacando semelhanças e diferenças nos materiais utilizados e nas técnicas de produção aparentes. Utilizar recursos visuais, táteis ou digitais para apoiar estudantes com diferentes necessidades, como imagens ampliadas, pranchas de comunicação ou apoio oral. Promover uma conversa sobre como esses materiais influenciam o uso dos brinquedos e como diferentes tipos de objetos do cotidiano também são produzidos com materiais variados. Valorizar diferentes formas de expressão e garantir tempo suficiente para que todos participem plenamente da atividade.

Sugestão para os estudantes

DE ONDE VEM? c2025. Disponível em: https://www. youtube.com/@DeOndeVem/videos. Acesso em: 14 set. 2025.

O canal De Onde Vem?, da TV Escola, apresenta vídeos educativos que explicam de forma acessível e divertida a origem de objetos do cotidiano. Os episódios ajudam os estudantes a observar, comparar e compreender materiais usados em brinquedos e outros itens familiares.

BNCC

Competências gerais: 3, 4, 7, 9 e 10

Competência específica de Ciências da Natureza: 8

Competência específica de Ciências Humanas: 5

Competências específicas de Geografia: 2 e 6

Competência específica de História: 4

Habilidades de Ciências da Natureza: EF01CI01 e EF01CI02

Habilidades de História: EF01HI04 e EF01HI05

Habilidades de Geografia: EF01GE02, EF01GE06 e EF01GE07

ENCAMINHAMENTO

A tecnologia pode ser entendida como um conjunto de técnicas, de métodos e de formas de se fazer algo ou algum objeto. É comum que, atualmente, o termo “tecnologia” remeta inicialmente aos mais recentes e sofisticados processos de produção da chamada alta tecnologia, como os que envolvem a produção de equipamentos eletrônicos e digitais. Smartphones, computadores, smart tv são alguns desses exemplos. No entanto, mesmo os processos produtivos mais tradicionais envolvem tecnologia. Solicitar aos estudantes que analisem as imagens de confecção de bonecas, identificando quais são os materiais e ferramentas utilizados pelos artesãos. Auxiliar os estudantes a perceber e a refletir sobre aspectos dos materiais, por exemplo durabilidade, resistência, formas de armazenar, entre outros que considerar relevantes.

Conversar com os estudantes sobre os tipos de brinquedos que possuem em casa. Nesse momento,

5 DIFERENTES FORMAS DE FAZER UM BRINQUEDO

COM O PASSAR DO TEMPO, A FORMA DE FAZER BRINQUEDOS PODE MUDAR.

A BONECA É UM BRINQUEDO ANTIGO E PODE SER FEITA

DE DIFERENTES MATERIAIS E USANDO VÁRIAS TÉCNICAS.

TÉCNICAS: FORMAS DE FAZER ALGO OU ALGUM OBJETO.

OBSERVE AS IMAGENS SEGUIR.

cuidar para que não haja constrangimentos entre colegas com diferentes níveis de poder aquisitivo. Exemplificar e valorizar os brinquedos feitos à mão.

Comentar que, com o passar do tempo e com o desenvolvimento da tecnologia, muitos objetos são inventados. Isso também ocorre com os brinquedos. Muitos brinquedos vão ficando diferentes, uns vão sendo esquecidos, outros são reinventados e outros, ainda, surgem como grandes novidades.

A habilidade EF01GE07 é abordada quando os estudantes são convidados a observar as imagens em que artesãos confeccionam bonecas com diferentes materiais e técnicas, proporcionando ao grupo identificar situações cotidianas de trabalho. A comparação de técnicas e materiais de produção também remetem às habilidades EF01GE06 e EF01CI01.

MOLDADA NA ARGILA.
COSTURADA EM PANO.
CRIADA NO CELULAR (AVATAR).
ESCULPIDA NA MADEIRA.

AINDA FAZEMOS BRINQUEDOS?

ACOMPANHE A LEITURA QUE O PROFESSOR VAI FAZER DE UM POEMA.

NÃO TÍNHAMOS NENHUM BRINQUEDO

COMPRADO. FABRICAMOS

NOSSOS PAPAGAIOS, PIÕES, DIABOLÔ. [...]

PAPAGAIO: TAMBÉM CONHECIDO COMO PIPA, PANDORGA OU RAIA.

PORTINARI, CANDIDO. NÃO TÍNHAMOS NENHUM BRINQUEDO RIO DE JANEIRO: FUNARTE, 2018. P. 82.

1 CONTORNE O BRINQUEDO COM QUE VOCÊ JÁ BRINCOU.

1. Resposta pessoal.

consciente e considerar a necessidade de nos preocuparmos com os impactos ambientais e sociais dos produtos adquiridos.

A habilidade EF01GE02 é abordada na apresentação de brincadeiras antigas e na proposta de pesquisa de como pais, avós ou pessoas mais velhas brincavam quando eram crianças, possibilitando aos estudantes a comparação com as brincadeiras atuais.

PIÃO. DIABOLÔ. PAPAGAIO.

2 VOCÊ JÁ FEZ ALGUM BRINQUEDO? CONTE AOS COLEGAS.

2. Resposta pessoal.

VOCÊ DETETIVE

SERÁ QUE SEUS PAIS, AVÓS OU RESPONSÁVEIS BRINCAVAM DO MESMO MODO QUE VOCÊ? FAÇA UMA ENTREVISTA COM ALGUM DELES E DESCUBRA!

1. QUAL ERA SUA BRINCADEIRA FAVORITA QUANDO CRIANÇA?

1. Resposta pessoal.

2. E QUAL ERA SEU BRINQUEDO FAVORITO?

2. Resposta pessoal.

3. VOCÊ JÁ FEZ ALGUM BRINQUEDO? SE SIM, QUAL?

3. Respostas pessoais.

ENCAMINHAMETO

18/09/25 15:06

Informar aos estudantes que o poema (página 109) lido foi escrito por Candido Portinari, autor da pintura apresentada na abertura do primeiro capítulo desta unidade, na página 76.

Conversar sobre a importância dos brinquedos na infância de cada pessoa e, com base nas imagens, estimular os estudantes a imaginar como eram os brinquedos antigamente. Discutir com o grupo as situações em que algumas crianças possuem uma quantidade tão grande de brinquedos que não conseguem brincar com todos. Com base nessa discussão, abordar de maneira introdutória o consumo

A identificação de brinquedos de outras épocas possibilita a abordagem da habilidade EF01HI05.

A atividade 1 propicia a compreensão do texto e, quando potencializada pela leitura do glossário, proporciona o desenvolvimento de vocabulário.

Na atividade 2, estimular os estudantes a compartilhar suas experiências na criação de brinquedos.

Apresentar a pergunta que norteia a pesquisa do Você detetive e explicar a atividade proposta. Combinar com os estudantes os encaminhamentos para a pesquisa: registro das informações obtidas na pesquisa nas linhas do próprio livro e data entrega da pesquisa. Aproveitar para avaliar a produção de escrita nesse momento. Para o compartilhamento das informações pesquisadas, organizar uma roda de conversa e oportunizar que cada estudante apresente suas descobertas.

BNCC

(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.

(EF01GE06) Descrever e comparar diferentes tipos de moradia ou objetos de uso cotidiano (brinquedos, roupas, mobiliários), considerando técnicas e materiais utilizados em sua produção.

Organize-se

• Papel-espelho cortado em quadrados de 20 x 20 cm

ENCAMINHAMENTO

Questionar os estudantes sobre brincar com aviões de papel. É comum que os familiares introduzam aviões de papel em suas brincadeiras com as crianças. Possivelmente, algum estudante já teve experiência com esse brinquedo. Pedir que contem como brincam, quem confecciona o avião e se acham divertido jogá-lo e observá-lo voando. Perguntar se conhecem outros brinquedos que podem ser feitos com dobraduras de papel. Ler o texto instrucional da dobradura e explorar as características desse gênero. Explicar que este tipo de texto indica o que o leitor deve fazer. Comparar com outros textos instrucionais, como uma receita de bolo. Em cada etapa, ajudar os estudantes a interpretar a instrução e a realizar a dobradura. Comentar que as ilustrações, nesse tipo de texto, auxiliam muito na compreensão de como executar a tarefa.

VAMOS LER

VAMOS LER

COMO BRINCAR DE FAZER DOBRADURA DE PAPEL

UM PEDAÇO DE PAPEL PODE SER UM BRINQUEDO DIVERTIDO.

1 COM A AJUDA DO PROFESSOR, LEIA O PASSO A PASSO PARA FAZER UMA DOBRADURA DE CACHORRO.

DOBRE AO MEIO UM PEDAÇO QUADRADO DE PAPEL.

DOBRE UMA DAS PONTAS PARA CIMA.

Ao terminar a atividade, convidar o grupo a montar coletivamente um painel com as dobraduras de todos os estudantes. A habilidade EF01CI01 é trabalhada ao comparar materiais usados na confecção de aviões de papel. A habilidade EF01GE06 é desenvolvida ao identificar brinquedos feitos com dobraduras, reconhecendo técnicas e materiais utilizados na produção.

Sugestão para o professor

ONO, Mari; ONO, Roshinn. Origami para crianças: 35 projetos de dobraduras fáceis e divertidas. São Paulo: Publifolhinha, 2014.

DOBRE AS LATERAIS PARA BAIXO.

DESENHE OS OLHOS, O FOCINHO E A BOCA DO CACHORRO.

O livro traz orientações detalhadas de como fazer brinquedos, animais, comidas, meios de transporte, entre outras dobraduras de papel. Além disso, o livro inclui um conjunto de folhas para a realização das dobraduras.

Com base nessa sugestão de livro, que apresenta 35 projetos que podem ser realizados com os estudantes, é possível organizar uma “oficina de dobraduras” com a participação dos familiares, incentivando que os adultos a ajudar os estudantes na confecção das dobraduras.

COMO BRINCAR DE FAZER INSTRUÇÕES

1 VOCÊS VÃO COMPOR UM TEXTO COLETIVO. OBSERVEM O PASSO A PASSO PARA FAZER OUTRA DOBRADURA.

Ver orientações no Encaminhamento VAMOS

1. Dobre ao meio um pedaço quadrado de papel.

3. A forma deve ficar assim.

A) QUE FIGURA FOI FORMADA?

4. Complete com desenhos.

1. a) Um barquinho.

B) AGORA, DIGAM AS INSTRUÇÕES PARA CADA UMA DAS QUATRO ETAPAS. O PROFESSOR VAI ANOTAR NA LOUSA O QUE VOCÊS DISSEREM.

C) AO FINAL, COPIEM AS INSTRUÇÕES NO LIVRO.

Organize-se

• Folhas de papel sulfite

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Iniciar com a questão: o que faz um escritor? Espera-se que os estudantes respondam intuitivamente “escreve”. Problematizar com o grupo como construir um texto coletivamente e ressaltar que é necessário combinar regras para a produção textual. Explicar que é

importante a participação de todos para que o texto fique completo e atenda aos objetivos propostos.

Esta seção tem como objetivos trabalhar a estrutura de textos instrucionais, exercitar a oralidade, desenvolver o pensamento lógico e estimular atividades de elaboração coletiva. Orientar os estudantes a seguir cada etapa, indicando o que deve ser feito para a organização da produção coletiva da escrita do texto. Ao definir o texto, escrevê-lo na lousa. Repetir esses procedimentos até finalizar o passo 4. Fazer a leitura do texto produzi-

do e pedir aos estudantes que realizem cada etapa da brincadeira para checar se as orientações estão completas. Expor o texto na escola e convidar outros grupos para brincar.

Na atividade 1. a), a compreensão do sequenciamento de atividades que compõem o processo de dobradura contribui para ampliar as noções de raciocínio lógico. Na atividade 1. b), a cópia do texto produzido coletivamente exercita a produção de escrita dos estudantes. Como o texto foi construído com a participação do grupo, ele ganha mais significado na compreensão dos estudantes. E, na atividade 1. c), a cópia das instruções trabalha componentes fundamentais para o reconhecimento das letras e a comparação da mesma palavra escrita por pessoas diferentes.

Sugestão para o professor

MANSANI, Mara. Um delicioso projeto para trabalhar textos instrucionais. Nova Escola, 20 fev. 2017. Disponível em: https://novaescola.org. br/conteudo/4753/blog-dealfabetizacao-um-deliciosoprojeto-para-trabalhartextos-instrucionais. Acesso em: 15 ago. 2025.

Esse texto apresenta o projeto de alfabetização “Pãozinho nosso de cada escrita”. Com base em receitas, são promovidas atividades para a produção de textos instrucionais. No artigo são apresentadas metas, etapas e experiências desse projeto desenvolvido com um grupo de estudantes. As informações podem ajudar no desenvolvimento de projetos voltados ao processo de aquisição da escrita.

2. Dobre um pedaço do bico para cima.

BNCC

(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.

(EF01GE02) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras de diferentes épocas e lugares.

(EF01GE06) Descrever e comparar diferentes tipos de moradia ou objetos de uso cotidiano (brinquedos, roupas, mobiliários), considerando técnicas e materiais utilizados em sua produção.

(EF01HI05) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras atuais e de outras épocas e lugares.

ENCAMINHAMENTO

Neste tópico, são propostas leituras e conversas sobre brinquedos antigos e da atualidade. O brinquedo escolhido para explorar esse tema foi o bilboquê. Ler com os estudantes o texto que abre o tópico e mostrar a eles a imagem do brinquedo, comentando que é bastante antigo e, possivelmente, seus pais e avós já o conhecem. É provável que, embora o bilboquê ainda exista, esse seja o primeiro contato dos estudantes com esse brinquedo.

BRINQUEDOS DE ONTEM E DE HOJE

VOCÊ JÁ BRINCOU COM UM BILBOQUÊ?

O OBJETIVO DO BILBOQUÊ

É ENCAIXAR AS PARTES LIGADAS PELO CORDÃO. PARA ISSO, É SÓ SEGURAR O BASTÃO E MOVIMENTAR O BRINQUEDO ATÉ A PARTE DE CIMA ENCAIXAR NO BASTÃO PELO FURO.

OS BILBOQUÊS ANTIGOS ERAM DE MADEIRA. HOJE EM DIA, EXISTEM DE PLÁSTICO OU DE METAL.

PARTE DE CIMA CORDÃO FURO BASTÃO

1 MARQUE UM X NO BRINQUEDO QUE É FEITO DE MADEIRA.

OS ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI.

Realizar a atividade 1 com a turma e aproveitar para comentar o caráter artesanal do pião, feito de madeira, assim como o bilboquê. A habilidade EF01CI01 é trabalhada ao observar brinquedos como o bilboquê e o pião, reconhecendo os materiais utilizados em sua confecção. A habilidade EF01GE02 é desenvolvida ao comparar brinquedos antigos, como o bilboquê, com os atuais, identificando semelhanças e diferenças. A habilidade EF01GE06 é trabalhada ao descrever brinquedos artesanais, como o bilboquê e o pião, considerando os materiais e técnicas usados em sua produção. A habilidade EF01HI05 é desenvolvida ao reconhecer brinquedos antigos e relacioná-los com os atuais, identificando permanências e mudanças nas brincadeiras.

LEÃO DE PELÚCIA.
CARRINHO.
PIÃO.
TRENZINHO.
CHRISBRADSHAW/ SHUTTERSTOCK.COM
GCAFOTOGRAFIA/ SHUTTERSTOCK.COM TOCKPHOTOSART/ SHUTTERSTOCK.COM

2. Ver orientações no Encaminhamento

2 OBSERVE A IMAGEM E DEPOIS RESPONDA ÀS ATIVIDADES.

DOIS MENINOS JOGANDO BILBOQUÊ, DE BELMIRO DE ALMEIDA, SEM DATA. ÓLEO SOBRE TELA, 40 CENTÍMETROS x 30,5 CENTÍMETROS.

2. a) Resposta pessoal. O menino que observa pode estar esperando sua vez de jogar.

A) POR QUE APENAS UM MENINO ESTÁ BRINCANDO E O OUTRO ESTÁ OBSERVANDO?

B) É POSSÍVEL COMPARTILHAR UM BRINQUEDO COM O QUAL SE BRINCA SOZINHO, COMO O BILBOQUÊ? COMO SE FAZ ISSO?

2. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que, nesses casos, cada criança deve esperar sua vez de brincar.

3 VOCÊ COSTUMA COMPARTILHAR SEUS BRINQUEDOS COM OS AMIGOS? POR QUÊ?

3. Respostas pessoais. Incentivar os estudantes a dizer se eles acham importante compartilhar os brinquedos deles e por quê.

QUEM É?

BELMIRO DE ALMEIDA (1858-1935) NASCEU EM MINAS GERAIS E MORREU NA FRANÇA. ELE FOI PINTOR, PROFESSOR DE DESENHO E ESCULTOR E GOSTAVA DE REPRESENTAR CENAS DO DIA A DIA.

ENCAMINHAMENTO

06/10/25 18:51

Explorar com a turma o quadro de Belmiro de Almeida, que retrata dois meninos jogando bilboquê, possivelmente no início do século XX. Ler em voz alta o texto do boxe Quem é? e comentar que o quadro não tem data, mas o pintor viveu entre 1858 e 1935; por isso, a pintura deve ter sido feita em algum momento nesse período.

As atividades 2a e 2b, com base na leitura da obra, visam estimular a imaginação histórica e levar os estudantes a refletir um

pouco sobre como surgem as brincadeiras em torno dos objetos, e como elas acontecem: em duplas, grupos ou individualmente. As atividades convidam os estudantes a analisar a temporalidade antiga e compreender algumas de suas características do ponto de vista da cultura material.

O QUE E COMO AVALIAR

Ao longo das atividades do capítulo, é importante observar se os estudantes conseguem identificar diferentes técnicas de confecção de brinquedos, como dobradura, modelagem com argila ou massa de modelar, e montagem com materiais diversos. Também é essencial perceber se reconhecem que, com o passar do tempo, as formas de fazer brinquedos mudaram, seja pelos materiais utilizados, seja pelas técnicas aplicadas. Durante as discussões e produções, os estudantes devem demonstrar compreensão de que brinquedos podem ser feitos com uma grande variedade de materiais e que a criatividade tem papel fundamental nesse processo. Além disso, espera-se que eles estabeleçam relações entre brinquedos antigos e atuais, refletindo sobre as permanências e transformações nas práticas de brincar, valorizando a história e a diversidade cultural envolvida.

Ao final, os estudantes podem criar seus próprios brinquedos utilizando técnicas tradicionais e materiais simples, apresentando à turma o processo de criação e as escolhas feitas, o que favorece a expressão oral, a criatividade e o respeito pelas diferentes formas de brincar.

(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.

(EF01GE06) Descrever e comparar diferentes tipos de moradia ou objetos de uso cotidiano (brinquedos, roupas, mobiliários), considerando técnicas e materiais utilizados em sua produção.

Organize-se

• Pentes

• Palitos de sorvete

• Cravos-da-índia

• Miçangas e lantejoulas coloridas

• Cola branca

• Fios grossos de algodão

• Ráfia colorida

• Forminhas de coração e estrela

• Garfo de plástico

ENCAMINHAMENTO

O objetivo desta atividade prática é ampliar o conhecimento dos estudantes sobre os materiais utilizados na confecção de objetos, por meio da modelagem. Ela também estimula a observação e comparação da percepção da textura de objetos confeccionados com massa de modelar e argila. Sobre os materiais solicitados, garantir que os pedaços de plástico sejam grandes o suficiente para cobrir bem a mesa de trabalho e a quantidade de água suficiente para que umedeça adequadamente as amostras de argila durante a modelagem. Escolher previamente um local para dispor as peças para secagem. As peças de argila precisam de alguns dias para secar, enquanto as de massa

CIÊNCIAS EM AÇÃO

PRIMEIRAS IDEIAS

CONSTRUIR

BRINQUEDOS DE ARGILA E MASSA DE MODELAR

Respostas pessoais.

• VOCÊ JÁ BRINCOU COM ARGILA OU COM MASSA DE MODELAR?

• QUAL MATERIAL VOCÊ ACHA QUE É MAIS FÁCIL DE MOLDAR: A MASSA DE MODELAR OU A ARGILA?

• DEPOIS DE SECAR, QUAL DESSES MATERIAIS PARECE MAIS RESISTENTE?

MATERIAIS PARA MOLDAR

• PLÁSTICO (PARA FORRAR A MESA)

• ARGILA

• MASSA DE MODELAR

• ESPÁTULA

• OBJETOS DE PLÁSTICO

• ROLO DE ABRIR MASSA

MATERIAIS PARA PINTAR

• TINTAS GUACHE

• PINCÉIS

• ÁGUA

• TIGELA

• PEDAÇOS DE PAPELÃO

COMO FAZER

1. FORREM UMA MESA COM UM PEDAÇO DE PLÁSTICO.

2. SOBRE ESSE PLÁSTICO, MEXAM NA MASSA DE MODELAR E NA ARGILA USANDO AS MÃOS, CORTANDO COM A ESPÁTULA, AMASSANDO COM O ROLO OU MOLDANDO COM OS OBJETOS DE PLÁSTICO. USEM A CRIATIVIDADE PARA FAZER

de modelar precisam de cerca de 24 horas e não há necessidade de serem coloridas.

Para fazer desenhos ou enfeitar os objetos, também podem ser usados: pentes, cravos-da-índia, miçangas e lantejoulas coloridas, fios grossos de algodão. Para fazer pingentes ou colares: palitos de sorvete, ráfia colorida, forminhas de coração e estrela, garfo de plástico, entre outros materiais.

Sobre o manejo com a argila, certificar-se de que os estudantes a mantenham maleável e úmida. Caso ela comece a rachar, recomenda-se umedecê-la com a ajuda da esponja. Além

da argila, os dedos das mãos dos estudantes também devem ser mantidos umedecidos.

Para esticar a argila, o melhor é usar o rolo de abrir massa.

Para iniciar a modelagem da argila, ensiná-los a fazer rolos e bolas. Só depois é que o material deve ser achatado e alisado.

O pedaço de argila que sobrar deve ser guardado em um saco plástico bem fechado. Explicar aos estudantes a razão desse cuidado: exposta ao ar, a argila perde água. Como esse é um exemplo de evaporação (mudança invisível do estado físico da água), ampliar os exemplos

OBJETOS QUE VOCÊS ESCOLHEREM. CUIDADO PARA NÃO MISTURAR A ARGILA E A MASSA DE MODELAR!

3. SOBRE O PAPELÃO, PINTEM AS PEÇAS DE ARGILA E DE MASSA DE MODELAR.

4. DEIXEM SECAR OS OBJETOS DURANTE ALGUNS DIAS.

5. COM O PROFESSOR, ESCOLHAM UM ESPAÇO E ORGANIZEM UMA EXPOSIÇÃO DOS BRINQUEDOS MOLDADOS POR VOCÊS. IDENTIFIQUEM OS NOMES DOS OBJETOS E DAS PESSOAS QUE OS CRIARAM.

OBSERVANDO E DISCUTINDO OS RESULTADOS

1 TERMINADO O TRABALHO, ORGANIZE UMA LISTA COM OS NOMES DOS BRINQUEDOS QUE VOCÊ CRIOU.

1. Resposta pessoal.

2 APÓS FAZER OS BRINQUEDOS DE MASSA DE MODELAR E DE ARGILA, RESPONDA:

2. d) Respostas pessoais. Provavelmente os estudantes vão dizer que os objetos de argila ficaram/são mais duros e os de massinha, mais moles.

A) QUAL DELAS PARECEU MAIS FÁCIL PARA MOLDAR?

ARGILA

2. a) Resposta pessoal. Ver orientações no Encaminhamento

MASSA DE MODELAR

B) QUAL MATERIAL GRUDOU MAIS NAS MÃOS?

ARGILA

2. b) Resposta pessoal.

MASSA DE MODELAR

C) QUAL MATERIAL MUDOU MAIS APÓS SECAR?

ARGILA

2. c) Resposta pessoal.

MASSA DE MODELAR

D) EM SUA OPINIÃO, QUAL FOI O MATERIAL MAIS RESISTENTE PARA MOLDAR UM BRINQUEDO: A MASSA DE MODELAR OU A ARGILA? POR QUE VOCÊ FEZ ESSA ESCOLHA?

3 CONSIDERANDO AO QUE VOCÊ RESPONDEU NO INÍCIO DA ATIVIDADE, APÓS MEXER NA MASSA DE MODELAR E NA ARGILA, VOCÊ MUDOU DE OPINIÃO?

3. Caso os estudantes não tenham familiaridade com os materiais, é possível que tenham mudado de ideia após manipulá-los.

de situações em que essa mudança acontece, referindo-se à secagem da roupa no varal, dos cabelos ao ar livre, da louça e do chão.

Na atividade 2. d) é provável que boa parte dos estudantes considere mais fácil moldar a massa de modelar, material que já faz parte da rotina escolar. Estudantes com vivência mais próxima do trabalho de artesanato talvez se sintam mais à vontade para moldar a argila.

Nesta atividade é possível observar com os estudantes as características de aderência, textura e capacidade de retenção de

22/09/25 12:28

água de cada um dos materiais mobilizando aspectos da habilidade EF01CI01.

A habilidade EF01GE06 é trabalhada no reconhecimento de diferentes materiais para a confecção de objetos, no caso brinquedos. Como alternativa para esse trabalho, pode-se fazer as esculturas com cerâmica fria, também conhecida como biscuit, comercializada em lojas como papelarias e lojas especializadas em festas ou artesanato. Para o preparo da massa biscuit:

• 1 xícara de cola branca;

• 1 xícara de amido de milho peneirado;

• 1 colher de sopa de vinagre branco;

• 1 colher de sopa de vaselina líquida;

• 1 colher de sopa de creme hidratante (não gorduroso) para sovar a massa;

• tintas para tingir a massa (qualquer tipo) de diferentes cores;

• tinta branca para pintar os olhos da escultura.

Para fazer a massa do biscuit, deve-se primeiro juntar a cola, o amido de milho, o vinagre e a vaselina em um refratário e misturar bem. Levar a massa ao forno de micro-ondas por três minutos, mexendo a cada minuto ou até que ela forme um bolo, deixando apenas a pasta no fundo do refratário. Passar creme nas mãos e sobre a superfície na qual sovará a massa. Sovar a massa ainda quente, até desgrudar da superfície e das mãos. Colocar em um plástico, fechar bem e deixar até esfriar. Secá-la com papel absorvente e guardá-la em outro saco plástico.

Para colorir, separar a quantidade que você vai utilizar da massa já fria e misturar com um pouco de tinta. O preparo da massa deve ser realizado por um adulto. Oferecer aos estudantes a massa já fria e misturada com tinta.

BNCC

(EF01GE02) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras de diferentes épocas e lugares.

(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.

(EF01HI05) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras atuais e de outras épocas e lugares.

ENCAMINHAMENTO

Se julgar necessário, fazer a leitura das atividades junto com os estudantes, esclarecendo dúvidas.

Na atividade 1, identificar se eventuais dificuldades podem se referir à análise das imagens, à leitura das legendas ou à não associação da imagem com as frases que devem sem completadas.

Na atividade 2, a leitura e a interpretação de imagens levam à identificação dos lugares e às atividades possíveis de serem realizadas neles. Verificar se os estudantes reconhecem os lugares solicitando que os descrevam. Atentar para o fato de que os lugares propícios à realização de brincadeiras são o parque e o parquinho, por causa da localização, área livre e presença de brinquedos. Aos estudantes que, porventura, indicarem o estacionamento ou a estação de trem, conversar explicando que não se trata de lugares apropriados a brincadeiras, pois oferecem riscos às crianças. A atividade 2 trabalha a produção escrita dos estudantes; assim, auxiliar os estudantes se necessário, pois o 1° ano do ensino fundamental ainda é a fase inicial do processo de alfabetização.

PARA REVER O QUE APRENDI

1 OBSERVE AS FOTOGRAFIAS.

INDÍGENA NO BRASIL, EM 2024. PARQUE NA

• COMPLETE AS FRASES COM OS NÚMEROS DAS IMAGENS.

a), b) e c) Respostas pessoais.

A) AS CRIANÇAS DAS FOTOGRAFIAS

ESTÃO EM UMA BRINCADEIRA QUE EU CONHEÇO.

B) AS CRIANÇAS DAS FOTOGRAFIAS

ESTÃO EM UMA BRINCADEIRA QUE EU NÃO CONHEÇO.

C) EU GOSTARIA DE PARTICIPAR DAS BRINCADEIRAS DAS

FOTOGRAFIAS .

Atividade complementar

• Brincadeiras em diferentes lugares

Iniciar a atividade propondo uma conversa com os estudantes sobre os tipos de brincadeiras que costumam fazer em diferentes lugares, como em casa, na escola, na rua, no parque ou em viagens. Estimular que compartilhem quais brincadeiras são possíveis em cada espaço e como o ambiente influencia o jeito de brincar. Perguntar, por exemplo: você brinca da mesma forma na sala de casa e no quintal? Quais brincadeiras são boas para fazer na escola? Valorizar as experiências individuais e promover escuta ativa entre os colegas. Em seguida, organizar uma dinâmica em pequenos grupos: distribuir cartões com nomes de lugares e pedir aos estudantes que criem uma brincadeira que poderia acontecer naquele espaço. Incentivar a criatividade e adaptar os materiais conforme necessário, utilizando papel, lápis, massa de modelar, blocos ou objetos simples da sala de aula. Se necessário, oferecer aos estudantes apoio visual, tátil ou oral, garantindo participação plena. Após a criação, cada

PARQUINHO NO BRASIL, EM 2023. PARQUE NA ÁFRICA DO SUL, EM 2024.
ALDEIA
CHINA, EM 2022.

2 MARQUE UM X NOS LUGARES QUE SÃO ADEQUADOS PARA BRINCAR.

PARQUE NO BRASIL, EM 2019.

ESTAÇÃO DE TREM NO BRASIL, EM 2024. PARQUINHO NO BRASIL, EM 2025.

• AGORA, ESCREVA O NOME DE UMA BRINCADEIRA QUE VOCÊ FARIA EM CADA LUGAR ASSINALADO.

2. Resposta pessoal. Sugestão de resposta: parque: brincadeiras com bola, andar de skate, bicicleta ou patins, pega-pega etc.; parquinho: brincar com os brinquedos do parquinho, esconde-esconde etc.

Atividade complementar

18/09/25 15:06

grupo pode apresentar sua brincadeira e explicar por que ela combina com aquele lugar. Finalizar com uma roda de conversa sobre como diferentes espaços oferecem possibilidades únicas para brincar, e como respeitar o ambiente e os outros é parte importante da brincadeira. Reforçar que brincar é uma forma de aprender, se expressar e conviver, e que todo lugar pode inspirar uma nova forma de brincar, desde que seja seguro e respeitoso.

Sugestão para o professor

PROGRAMA CRIANÇA E NATUREZA. Desemparedamento da infância: a escola como lugar de encontro com a natureza. São Paulo: Instituto Alana, 2018. Disponível em: https:// criancaenatureza.org.br/pt/acervo/desemparedamento-da-infancia/. Acesso em: 8 out. 2025. O livro propõe a ressignificação dos espaços escolares como ambientes de reconexão entre crianças e natureza.

• Onde é seguro brincar? Iniciar a atividade propondo uma conversa com os estudantes sobre os lugares onde costumam brincar, como quintal, sala, rua, praça ou escola. Estimular que compartilhem experiências e percebam que nem todos os espaços são igualmente seguros ou apropriados para brincar. Apresentar imagens ou desenhos de diferentes ambientes, como calçadas movimentadas, parques, salas de aula, cozinhas, e pedir aos estudantes que digam se consideram esses lugares adequados para brincar e por quê. Incentivar a escuta entre os colegas e valorizar diferentes pontos de vista. Em seguida, organizar uma dinâmica em grupo: distribuir cartões com nomes ou imagens de lugares e pedir aos estudantes que os classifiquem em “adequado” ou “não adequado” para brincar, justificando suas escolhas. Adaptar a atividade para estudantes com deficiência visual ou intelectual, utilizando materiais táteis, apoio oral ou pictogramas. Promover uma roda de conversa para discutir o que torna um lugar seguro para brincar, considerando presença de adultos, espaço livre, ausência de perigos e respeito aos outros. Finalizar com uma proposta criativa: pedir que cada estudante desenhe ou modele com massa de modelar um “lugar ideal para brincar”, incluindo elementos que tornem esse espaço seguro, divertido e acessível para todos. Valorizar a imaginação e promover o respeito às diferentes formas de brincar, reforçando que brincar é essencial, mas precisa acontecer em ambientes que favoreçam o bem-estar e a segurança.

ESTACIONAMENTO NO BRASIL, EM 2024.

BNCC

(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.

(EF01GE02) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras de diferentes épocas e lugares.

(EF01GE06) Descrever e comparar diferentes tipos de moradia ou objetos de uso cotidiano (brinquedos, roupas, mobiliários), considerando técnicas e materiais utilizados em sua produção.

(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.

(

EF01HI05) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras atuais e de outras épocas e lugares.

ENCAMINHAMENTO

Se julgar necessário, fazer a leitura das atividades junto com os estudantes, esclarecendo dúvidas. Acompanhar a produção circulando pela sala de auxiliando os estudantes na escrita das palavras nas atividades 4 e 5

A atividade 3 pode ajudar a avaliar as noções espaciais dos estudantes. Já as atividades 4 e 5 trabalham a produção de escrita.

Atividade complementar

Apresentar aos estudantes a música “O menino e o rio” (apenas áudio ou vídeo com animação) indicada em Sugestão para os estudantes, que faz parte de um projeto que musicalizou

3 TRACE O CAMINHO QUE CADA CRIANÇA DEVE FAZER PARA CHEGAR AONDE QUER BRINCAR.

• USE UMA COR DIFERENTE PARA CADA TRAJETO.

3. Sugestão de resposta, pois há mais de um caminho para chegar ao local correto.

poesias de Manoel de Barros. Valorizar a musicalidade e as imagens poéticas que a poesia/música evoca sobre o quintal como espaço de brincar e imaginar. Conversar com os estudantes sobre o significado do quintal, incentivando-os a lembrar ou imaginar lugares onde costumam brincar, sejam reais, sejam inventados.

Estimular cada criança a compartilhar oralmente uma memória ou fantasia relacionada a um espaço de brincar, promovendo escuta ativa e respeito às diferentes experiências. Propor a criação coletiva de um grande “quintal

imaginário” em papel kraft ou cartolina, onde cada criança possa desenhar, colar ou escrever elementos que gostaria de ter nesse espaço, como brinquedos, animais, plantas, objetos mágicos ou amigos. Organizar um ambiente sensorial com elementos naturais e materiais diversos para que as crianças possam explorar livremente, como se estivessem em um quintal encantado. Convidar os estudantes a registrar artisticamente sua experiência, completando a frase “Meu quintal é maior que a cidade porque...” com palavras, desenhos ou colagens que expressem sua imaginação. Finalizar com uma

4 OBSERVE A BONECA.

ELA É FEITA DE pano . QUAL É A MELHOR TÉCNICA PARA TRABALHAR COM ESSE MATERIAL?

MOLDAR X  COSTURAR

ESCULPIR  CRIAR NO CELULAR

5 RICARDO GOSTA MUITO DE BRINCAR DE MÁGICA. OBSERVE A IMAGEM DELE E TENTE DESCOBRIR DE QUE MATERIAIS SÃO FEITOS OS OBJETOS REPRESENTADOS.

• COMPLETE AS FRASES A SEGUIR USANDO AS PALAVRAS DO QUADRO.

MADEIRA • CARTOLA CARRINHO • TECIDO

A) RICARDO SEGURA NA MÃO ESQUERDA UM carrinho

ESSE OBJETO É FEITO DE madeira .

B) ELE SEGURA NA MÃO DIREITA UMA cartola .

ESSE OBJETO É FEITO DE tecido .

roda de conversa para refletir sobre o valor dos espaços cotidianos como lugares de brincar, aprender e criar, reconhecendo que cada criança tem seu próprio quintal afetivo, seja ele físico, seja simbólico.

Atividade complementar

• Vamos aprender a fazer uma abayomi? Abayomi é uma boneca feita apenas de nós com panos e retalhos, vinculada à tradição e cultura de alguns povos africanos, incorporada em brincadeiras populares em alguns lugares do Brasil. Proponha a cons-

trução de uma boneca pelo grupo e aproveite para contar histórias que dizem respeito à influência africana na nossa cultura. Saiba mais sobre a boneca e a tradição no vídeo APRENDA a fazer a boné Abayomi. Publicado por: PraEducar, 2021. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=5hQ33WVzK2I. Acesso em: 8 out. 2025.

Sugestão para os estudantes

O MENINO e o rio. 2021. Vídeo ( ca . 2 min). Publicado por: canal Crianceiras. Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=54nY Rif0lg8. Acesso em: 14 set. 2025.

O Vídeo com animação da música “O menino e o rio”, interpretada por Márcio de Camillo com base no poema de Manoel de Barros, integra o projeto Crianceiras, que destaca o universo poético da infância.

O MENINO e o rio. Intérprete: Márcio de Camillo. In: BARROS, Manoel de. Crianceiras. [S. l.]: Márcio de Camillo Produções, 2012. Disponível em: https://open. spotify.com/intl-pt/track/ 5VjeNykzlA2rRAwq3aEkgc? si=e69fa72f3ef04589. Acesso em: 14 set. 2025. Áudio da canção “O menino e o rio” interpretada por Márcio de Camillo.

Sugestão para o professor

BARROS, Manoel de. Meu quintal é maior do que o mundo. São Paulo: Alfaguara, 2015.

A obra é uma antologia que reúne textos poéticos de Manoel de Barros, com foco em temas como infância, natureza e linguagem. Destaca o quintal como espaço simbólico de liberdade, imaginação e afetividade.

KATARINA TSUZUKI

BNCC

(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente

(EF01CI02) Localizar, nomear e representar graficamente (por meio de desenhos) partes do corpo humano e explicar suas funções.

(EF01GE02) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras de diferentes épocas e lugares.

(EF01GE06) Descrever e comparar diferentes tipos de moradia ou objetos de uso cotidiano (brinquedos, roupas, mobiliários), considerando técnicas e materiais utilizados em sua produção.

(EF01HI05) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras atuais e de outras épocas e lugares.

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Auxiliar os estudantes na leitura das atividades.

Na atividade 6, auxiliar os estudantes na identificação das partes do corpo. Após a realização da atividades, é possível escrever na lousa os nomes de partes do corpo identificadas pelos estudantes, já treinando a grafia dessas palavras.

Na atividade 7. a), ler em conjunto a legendas da imagens e, se necessário, auxiliar os estudantes na identificação dos brinquedos correspondentes.

Atividade 7. b)

Carrinho. Semelhanças: mesma função; quatro rodas;

6 OBSERVE OS BRINQUEDOS A SEGUIR.

A) DESENHE AS PARTES DO CORPO QUE VOCÊ USA PARA PEGAR E JOGAR A PETECA.

a) Produção pessoal. Os estudantes podem desenhar os braços e as mãos.

B) DESENHE AS PARTES DO CORPO QUE ENCOSTAM NA BOLA DE FUTEBOL QUANDO VOCÊ DÁ UM CHUTE NELA.

6. b) Produção

Os estudantes podem desenhar as pernas e os pés.

120

deslizam ao brincar. Diferenças: materiais, como madeira e plástico; o carrinho de madeira é mais resistente e o de plástico é mais leve; um representa um carro antigo, e o outro, um moderno; o carrinho de plástico apresenta detalhes de um automóvel, como os faróis.

Carrinho de rolimã. Semelhanças: mesma função. Diferenças: materiais, como madeira, ferro e plástico; quantidade de rodas – 3 ou 4 rodas; acessórios – o hoverkart possui cadeira e sistema de freio.

Bola Semelhanças: mesma função. Diferenças: materiais, como couro e polímeros;

acabamento – a bola de couro é costurada e a outra é colada; cor – marrom e colorida. Polímeros são moléculas grandes criadas a partir de moléculas menores. O processo de formação dos polímeros pode ocorrer de modo natural ou sintético. No caso dos polímeros da bola de futebol, o material é produzido sinteticamente.

Explicar aos estudantes que os diferentes tipos de plástico encontrados no dia a dia são tipos de polímeros, como as garrafas PET, embalagens plásticas e brinquedos feitos de plástico.

PETECA.
BOLA DE FUTEBOL.
6.
pessoal.

7 HOJE EM DIA, ALGUNS BRINQUEDOS ANTIGOS SÃO FABRICADOS COM DIFERENTES MATERIAIS.

A) LIGUE CADA BRINQUEDO ANTIGO AO BRINQUEDO ATUAL CORRESPONDENTE.

CARRINHO DE MADEIRA.

CARRINHO DE ROLIMÃ DE MADEIRA.

BOLA DE COURO COM GOMOS COSTURADOS.

BOLA DE POLÍMEROS COM GOMOS COLADOS.

CARRINHO DE METAL, PLÁSTICO E OUTROS MATERIAIS.

HOVERKART, ROLIMÃ DE METAL E PLÁSTICO.

B) ESCOLHA UMA DAS DUPLAS DE BRINQUEDOS. AGORA, IDENTIFIQUE AS SEMELHANÇAS E AS DIFERENÇAS ENTRE ELES. 7. b) Ver orientações no Encaminhamento

Sugestão para os estudantes

UNICEF. Deixa que eu conto [podcast]. Brasil: Unicef, 2020. Disponível em: https://www. unicef.org/brazil/deixa-que-eu-conto. Acesso em: 21 set. 2025.

O podcast oferece conteúdos educativos para crianças, com histórias, músicas e brincadeiras que promovem o desenvolvimento integral. Os episódios valorizam a diversidade cultural brasileira e podem ser usados como recurso pedagógico nos anos iniciais.

Sugestão para o professor

BRINCADEIRAS construtivas. Pedetraz, nov. 2025. Podcast . Disponível em: https://open. spotify.com/show/1i7aMWSyBQyKyniK4H0KbL. Acesso em: 21 set. 2025.

O podcast apresenta reflexões sobre o papel dos brinquedos e brincadeiras no desenvolvimento infantil. Os episódios abordam como o brincar estimula habilidades cognitivas, motoras e sociais, promovendo saúde e bem-estar na infância. É uma escuta leve e educativa, voltada para pais e educadores.

A conclusão desta unidade reforça a importância de reconhecer o brincar como uma prática essencial na infância, profundamente ligada à cultura, ao tempo e ao espaço. Ao explorar brinquedos e brincadeiras de diferentes épocas e culturas, os estudantes ampliam sua percepção sobre os lugares onde se brinca, as formas de brincar e os objetos utilizados, compreendendo que essas práticas variam conforme o contexto social e histórico. As atividades propostas ao longo dos capítulos favorecem a construção de aprendizagens significativas sobre paisagem e lugar, além de promoverem reflexões sobre convivência, saúde e diversidade cultural. Por meio da observação, da expressão por desenhos, da leitura de textos e da investigação de técnicas de construção de brinquedos, os estudantes desenvolvem habilidades que os ajudam a compreender melhor o mundo em que vivem, valorizando suas experiências e respeitando as dos outros. Ao reconhecer o ato de brincar como um direito, a unidade contribui para fortalecer os vínculos entre os direitos das crianças, os espaços de vivência e a formação cidadã.

INTRODUÇÃO À UNIDADE

A unidade 3 é pautada na noção de lugar e aborda os lugares que denotam singularidade, sincronismo, afetuosidade e acolhimento à criança. A moradia, a escola, a praça pública, todos esses espaços, dentro de seus espectros, fazem com que a criança dessa faixa etária se sinta acolhida.

O capítulo 1 trata da moradia, de seus objetos, do ato de comer em companhia, da alimentação saudável, da convivência e das responsabilidades das pessoas que moram juntas.

O capítulo 2 aborda os objetos do cotidiano, seus usos, materiais de composição, formas de descarte e reaproveitamentos.

O capítulo 3 tem como tema a escola, sua história, as especificidades das escolas indígenas e ribeirinhas, o trajeto da moradia até a escola, as festas que acontecem nesse lugar, a convivência e as responsabilidades de todos que trabalham ou estudam ali, além do uso de alguns objetos, como mimeógrafo e impressora.

O capítulo 4 abarca a comunidade e seus espaços, como a praça e o parque, a convivência, as regras e as responsabilidades de todas as pessoas.

O capítulo 5 trata dos animais e plantas de jardim, dos cuidados necessários com esse espaço e de como se realiza uma visita guiada de observação.

Objetivos da unidade

• Identificar as características de uma moradia.

• Reconhecer semelhanças e diferenças entre objetos do passado e do presente.

• Conhecer a história da própria escola e aspectos da educação indígena e das escolas ribeirinhas.

UNIDADE LUGARES DE VIVÊNCIA 3

Ver orientações no Encaminhamento.

• SIGA A ORDEM DOS NÚMEROS PARA DESCOBRIR

ALGUMAS DAS COISAS QUE VOCÊ VAI APRENDER

NESTA UNIDADE. DEPOIS, ESCREVA O NOME DE CADA LUGAR REPRESENTADO.

1 LUGAR ONDE VOCÊ VIVE, COSTUMA DORMIR, FAZER AS REFEIÇÕES E CONVIVER COM OS FAMILIARES.

1. Moradia.

• Perceber os espaços da comunidade como espaços públicos de convivência.

• Identificar alguns animais e plantas comuns em jardins.

Pré-requisitos pedagógicos

Para que os estudantes possam se envolver com os temas da unidade sobre lugares de vivência, é importante que já tenham desenvolvido noções iniciais de pertencimento e identidade, reconhecendo espaços como a casa, a escola e a comunidade como parte de sua rotina. Espera-se que consigam identificar objetos comuns do cotidiano e associá-los a seus usos, tenham vivenciado situações de alimentação em grupo e saibam nomear alimentos básicos. Também é desejável que tenham alguma familiaridade com práticas de convivência e responsabilidade em diferentes contextos, como em casa e na escola, além de iniciarem a compreensão de que o tempo traz mudanças, perceptíveis em objetos, tecnologias e modos de viver.

2 LUGAR ONDE VOCÊ

ENCONTRA OS COLEGAS E O PROFESSOR PARA ESTUDAR.

2. Escola.

Temas Contemporâneos Transversais

Cidadania e civismo, Multiculturalismo, Saúde, Meio ambiente, Ciência e tecnologia.

3 LUGAR ONDE VOCÊ

PODE ENCONTRAR OS AMIGOS PARA BRINCAR E SE DIVERTIR.

3. Praça.

Sugestão para os estudantes

PIETRO, Heloísa. Esconderijo. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2007. O livro apresenta a perspectiva da criança sobre os lugares frequentados na infância e a descoberta gradativa dos mistérios do mundo.

ENCAMINHAMENTO

Com base na noção de lugar, esta unidade propõe desenvolver a percepção dos estudantes em relação aos seus lugares de vivência e suas singularidades, possibilitando a eles que identifiquem e descrevam suas semelhanças e diferenças, favorecendo o trabalho com a habilidade EF01GE01. Solicitar aos estudantes que observem atentamente a ilustração na abertura da unidade. Perguntar: é possível realizar as mesmas atividades em lugares diferentes? Em seguida, promover uma conversa com o grupo com base nas observações apresentadas pelos estudantes. As respostas às questões, seguindo uma sequência numérica, mobilizam as noções de raciocínio lógico e favorecem o letramento matemático.

Atividade

complementar

• Meus lugares preferidos Com o livro indicado na Sugestão para os estudantes, organizar a leitura em trechos para acompanhar o trabalho com os temas da unidade. Ao final da leitura, propor uma atividade em que os estudantes representem seus lugares favoritos. Preparar uma folha de sulfite com o título “Meus lugares preferidos” e quatro espaços diferentes, nos quais os estudantes possam desenhar e escrever o nome dos lugares de que mais gostam. Oportunizar que as produções sejam compartilhadas e expor os registros na sala de aula ou em outro espaço escolar, se possível.

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 6 e 10

Competências específicas de Ciências da Natureza: 7

Competências específicas de Ciências Humanas: 1 e 2

Competências específicas de Geografia: 6 e 7

Competências específicas de História: 3 e 4

Habilidades de Geografia: EF01GE01 e EF01GE06

Habilidades de História: EF01HI03 e EF01HI04

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: como é a moradia de vocês?

Quais semelhanças e diferenças existem entre onde vocês moram e a moradia retratada na imagem?

Incentivar os estudantes a descrever a casa onde moram, tomando cuidado para não gerar situações constrangedoras. É possível que eles queiram falar sobre as pessoas com quem convivem, mas orientar o grupo a centralizar a conversa nas características de suas residências. Perguntar, por exemplo, como é a distribuição dos cômodos e se há área externa (quintal).

Orientar a observação da imagem para que os estudantes possam descrever a moradia retratada e estabelecer comparações com sua própria residência, identificando semelhanças e diferenças, e trabalhando a habilidade EF01GE01.

Realizar a leitura das questões e oportunizar que os estudantes discutam sobre elas. No questionamento sobre as pessoas representadas na ilustração, conversar sobre quais são as atividades que cada uma realiza. Pode-se conversar brevemente sobre a distribuição das tarefas do-

MORADIA

NO LUGAR ONDE MORAMOS, PODEMOS NOS SENTIR PROTEGIDOS E ABRIGADOS.

OBSERVE A MORADIA REPRESENTADA NESTA IMAGEM.

mésticas e quais são os cuidados necessários para a boa convivência. Indagar como os estudantes colaboram para a organização da casa, por exemplo, guardando os brinquedos ou arrumando a própria cama. Esse assunto será retomado mais adiante.

1. Resposta pessoal. Ver orientações no Encaminhamento

1 COMO É ESTA MORADIA? DESCREVA COM OS COLEGAS.

2 EM SUA OPINIÃO, AS PESSOAS DESSA MORADIA SÃO: AMIGOS. COLEGAS DA ESCOLA. X UMA FAMÍLIA.

3 O QUE CADA PESSOA DESSA MORADIA ESTÁ FAZENDO?

3. No andar de baixo, há uma pessoa cozinhando e outra usando o computador. No andar de cima, há uma pessoa estudando ou lendo.

4 TEM ALGUM OBJETO NA MORADIA DA IMAGEM QUE TAMBÉM EXISTE NA SUA CASA? SE SIM, QUAL?

4. Resposta pessoal. Os estudantes podem mencionar: mesa, cadeira, cama, abajur, entre outros objetos.

DESCUBRA MAIS

• GRAY, KES. MAMÃE FOI TRABALHAR. ILUSTRAÇÕES: DAVID MILGRIM. RIO DE JANEIRO: GLOBO, 2012. ESSE LIVRO MOSTRA QUE, ALÉM DE FAZER AS ATIVIDADES DE CASA, MUITOS PAIS E MÃES TRABALHAM FORA EXERCENDO DIFERENTES OCUPAÇÕES.

Na atividade 1, estimular os estudantes a descrever as características da moradia, considerando os cômodos representados e os objetos presentes em cada um deles.

Na atividade 2, observar que há três pessoas representadas: uma criança, uma mulher e um homem. Embora não esteja afirmado no texto nem na imagem, os estudantes podem mencionar que se trata de uma família. Respeitar outras possibilidades de resposta, considerando a interpretação espontânea dos estudantes. Por exemplo, é possível que alguma veja o pai, o menino e a irmã em vez da mãe, ou mesmo outro adulto da família.

Na atividade 4, considerar que muitas respostas são possíveis.

Atividade

complementar

• Todos cuidamos de nossas moradias

Enquanto os estudantes citam as atividades realizadas em casa, elaborar uma lista na lousa. Quando a lista estiver pronta, pedir aos estudantes que indiquem quais atividades são de organizar a casa, quais são de cozinhar, quais são de higiene, além de outras que julgarem convenientes. Conversar com eles sobre a importância dessas atividades nas moradias.

Sugestão para os estudantes

WOOD, Audrey. A casa sonolenta. Ilustrações: Don Wood. São Paulo: Ática, 2002.

O livro conta a história de uma casa e sua família sonolentas, até que uma pequena pulga desperta e começa a explorar o ambiente.

BNCC

(EF01GE01) Descrever características observadas de seus lugares de vivência (moradia, escola etc.) e identificar semelhanças e diferenças entre esses lugares.

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: o que vocês mais gostam de fazer quando estão em casa? Possibilitar que cada estudante conte suas atividades quando está em casa. Aproveitar para conhecer melhor as experiências da turma no ambiente familiar.

Durante a descrição da própria moradia e das pessoas que vivem nela, garantir que os estudantes se sintam seguros e orgulhosos desse importante lugar de vivência. Para isso, dar atenção redobrada a eventuais comentários depreciativos de colegas. É preciso retomar com os estudantes a valorização e o respeito a todos os tipos de moradias e configurações familiares.

Depois da conversa, orientar os estudantes a elaborar um desenho com maior riqueza de detalhes. Terminados os desenhos, ler a proposta de atividade oral e organizar uma conversa coletiva, estimulando os estudantes a apresentar suas ideias ao responder às questões. Durante a discussão, ressaltar aspectos que não foram mencionados pelo grupo. Ao final da conversa, promover comparações, identificando semelhanças e diferenças entre as moradias, desenvolvendo a habilidade EF01GE01.

Na atividade 2, espera-se que os estudantes apontem características físicas de

MINHA MORADIA

1 DESENHE SUA MORADIA NO ESPAÇO A SEGUIR. 1. Produção pessoal.

2 MOSTRE SEU DESENHO PARA UM COLEGA. DEPOIS, CONTE PARA ELE:

2. a) e b) Respostas pessoais.

A) COMO É SUA MORADIA.

B) QUAIS SÃO AS PESSOAS QUE CONVIVEM E MORAM COM VOCÊ.

suas moradias e façam referências a elementos que remetam à sua afetividade. Na abordagem sobre com quem convivem e moram, eles podem citar familiares, pessoas que trabalham na moradia e amigos que costumam frequentá-la.

OBJETOS DA MINHA MORADIA

1 DESENHE DOIS OBJETOS QUE VOCÊ UTILIZA TODOS OS DIAS NA SUA MORADIA. 1. Produção pessoal.

2 MOSTRE SEU DESENHO PARA UM COLEGA. DEPOIS, CONTE PARA ELE:

A) POR QUE VOCÊ ESCOLHEU ESSES OBJETOS.

B) QUE ATIVIDADES VOCÊ COSTUMA REALIZAR COM OS OBJETOS QUE DESENHOU.

2. a) e b) Respostas pessoais. Os estudantes podem mencionar objetos que costumam usar para brincar, para se alimentar, para estudar ou para fazer a higiene, por exemplo. 127

BNCC

18/09/25 17:53

(EF01GE06) Descrever e comparar diferentes tipos de moradia ou objetos de uso cotidiano (brinquedos, roupas, mobiliários), considerando técnicas e materiais utilizados em sua produção.

Perguntar aos estudantes: vamos pensar sobre os objetos que existem em uma moradia? Quais objetos são guardados no banheiro? E na cozinha? E no quarto? Problematizar com os estudantes sobre os diversos objetos que encontramos em uma moradia e para que eles servem, abordando a habilidade EF01GE06. Aproveitar para conversar sobre a importância de organizar os ambientes e sobre as noções de classificação e categorização, promovendo uma discussão interdisciplinar com a área de Matemática. Considerar que categorizar os objetos segundo um determinado critério é uma noção importante para a construção do conceito de número. Na atividade 2, espera-se que os estudantes conversem sobre os objetos da moradia que mais utilizam no dia a dia.

Atividade complementar • Sons e palmas

Com a ajuda dos estudantes, elaborar uma lista na lousa com objetos que geralmente temos em casa. Combinar com o grupo que o professor dirá uma das palavras da lista de objetos e todos deverão repetir a palavra acompanhando com palmas, que devem representar a divisão silábica. O desafio é fazer com que o número de palmas corresponda ao número de sílabas pronunciadas. Essa atividade ajuda os estudantes a analisar, de forma lúdica, a composição das palavras, promovendo a leitura e estabelecendo relações entre grafemas e fonemas.

BNCC

(EF01GE01) Descrever características observadas de seus lugares de vivência (moradia, escola etc.) e identificar semelhanças e diferenças entre esses lugares.

(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.

Tema Contemporâneo Transversal: Multiculturalismo

ENCAMINHAMENTO

Iniciar a abordagem deste tópico pedindo aos estudantes que observem as fotografias e descrevam o que elas registram. Perguntar a eles o que as imagens têm em comum. Deixar que explorem aspectos variados desses registros e conduzir a conversa para o ponto principal a ser ressaltado: em ambas as imagens as pessoas estão compartilhando um momento de alimentação. Perguntar a eles quais são as refeições preferidas deles e sobre o que gostam de conversar quando estão se alimentando em companhia de outras pessoas. Eles podem mencionar situações da própria escola, em casa ou na casa de parentes ou amigos. Comentar que, sendo uma necessidade humana, a alimentação é um dos aspectos comuns a todos os povos do mundo; no entanto, ela pode variar de cultura para cultura, incorporando diferentes tipos de alimentos (de acordo com o clima e a agricultura de cada localidade, por exemplo), distintas maneiras de preparar e manusear a comida, de sentar-se à mesa e de organizar os utensílios para o momento da refeição.

COMER EM COMPANHIA

AS FOTOGRAFIAS A SEGUIR MOSTRAM PESSOAS TOMANDO CAFÉ DA MANHÃ.

MULHERES INDÍGENAS COMPARTILHAM

ALIMENTOS

PREPARADOS COM SAÚVAS NO MUNICÍPIO DE GAÚCHA DO NORTE, NO ESTADO DO MATO GROSSO, EM 2025.

AVÓ FAZENDO UMA REFEIÇÃO COM OS NETOS NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2022.

Texto de apoio

Comer em companhia

Sempre que possível, prefira comer em companhia, com familiares, amigos ou colegas de trabalho ou escola. Procure compartilhar também as atividades domésticas que antecedem ou sucedem o consumo das refeições.

Seres humanos são seres sociais e o hábito de comer em companhia está impregnado em nossa história, assim como a divisão da responsabilidade por encontrar ou adquirir, preparar e cozinhar ali-

mentos. Compartilhar o comer e as atividades envolvidas neste ato é um modo simples e profundo de criar e desenvolver relações entre pessoas. Dessa forma, comer é parte natural da vida social. Refeições compartilhadas feitas no ambiente da casa são momentos preciosos para cultivar e fortalecer laços entre pessoas que se gostam. [...]. Para as crianças e adolescentes, são excelentes oportunidades para que adquiram bons hábitos e valorizem a importância de refeições regulares e feitas em ambientes apropriados. Para todas as idades, propi-

1 COMPLETE A FRASE A SEGUIR COM AS OPÇÕES QUE MOSTRAM PORQUE É IMPORTANTE COMER EM COMPANHIA.

• ENQUANTO COMEMOS JUNTOS, NÓS PODEMOS:

X CONVIVER.

X APRECIAR O ALIMENTO. COMER RÁPIDO DEMAIS.

X APROVEITAR O MOMENTO. USAR APARELHOS ELETRÔNICOS.

X CONVERSAR SOBRE NOSSO DIA.

2. Os estudantes devem pintar os talheres, o prato, a tigela e a caneca.

2 PINTE APENAS OS OBJETOS QUE PODEM SER USADOS NO CAFÉ DA MANHÃ.

OS ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI.

ciam o importante exercício da convivência e da partilha.

ENCAMINHAMENTO

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília, DF: MS, 2014. Disponível em: https:// bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_ alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf. Acesso em: 28 jul. 2025. Organize-se • Lápis de cor

23/09/25 11:08

Realizar a atividade 1 com os estudantes, incentivando a reflexão sobre a importância de comer em companhia.

Na atividade 2, se achar necessário, identificar cada uma das imagens com a turma.

Texto de apoio A cozinha é por excelência o lugar das trocas, pois se um produto pode ser expressão de um território, o seu uso em uma receita ou em um cardápio é quase sempre o resultado de combinações de conhecimentos, de experiências e de práticas de cozinha. [...] [...] A história da alimentação interessa-se, justamente, por essas mudanças — mas também persistências, convivências — e constitui, hoje, um campo muito rico de investigação para se compreender as práticas culturais de determinada sociedade.

ALGRANTI, Leila Mezan. À mesa com os paulistas: saberes e práticas culinárias (séculos XVIXIX). In: Anais do XXVI Simpósio Nacional de História. São Paulo, jul. 2011. p. 2. Disponível em: https://mail.anpuh.org.br/uploads/ anais-simposios/pdf/201901/1548856589_7820bffcb1a 679853447c3c6a404c485.pdf. Acesso em: 11 set. 2025.

Tema Contemporâneo

Transversal: Saúde

ENCAMINHAMENTO

Fazer a leitura das atividades propostas com a turma.

Na atividade 2, se os estudantes apresentarem dificuldades, pode-se escrever os nomes dos alimentos na lousa e pedir que eles completem as palavras no livro.

Na atividade 3, como alternativa, pode-se pedir aos estudantes que desenhem o alimento que mais consomem no dia a dia.

O QUE VOCÊ COSTUMA COMER?

1 MARQUE UM X NOS ALIMENTOS QUE VOCÊ

CONSOME NO CAFÉ DA MANHÃ.

2 AGORA, COMPLETE OS NOMES DOS ALIMENTOS QUE APARECEM NA ATIVIDADE 1 .

A) PÃ O

B) T A PIOC A

C) CUSC U Z

D) QUE I JO

3 DESENHE OUTRO

ALIMENTO QUE VOCÊ COSTUMA

CONSUMIR NO CAFÉ DA MANHÃ.

E) M A NT E IGA

F) L E ITE

G) M A MÃ O

H) M E LÃ O

3. Produção pessoal.

Texto de apoio

Refeições feitas em horários semelhantes todos os dias e consumidas com atenção e sem pressa favorecem a digestão dos alimentos e também evitam que se coma mais do que o necessário. Os mecanismos biológicos que regulam nosso apetite são complexos, dependem de vários estímulos e levam

certo tempo até sinalizarem que já comemos o suficiente. Em outras palavras, comer de forma regular, devagar e com atenção é uma boa maneira de controlar naturalmente o quanto comemos. [...]

Algumas providências simples podem evitar que se coma de forma rápida e dispersiva.

Quando mastigamos mais vezes os alimentos, naturalmente, aumentamos nossa concentração no ato de comer e prolongamos sua duração. Assim fazendo, também usufruímos de todo o prazer pro-

porcionado pelos diferentes sabores e texturas dos alimentos e de suas preparações culinárias.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira 2. ed. Brasília, DF: MS, 2014. Disponível em: https:// bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_ populacao_brasileira_2ed.pdf. Acesso em: 7 out. 2025.

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

1 PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL, PRECISAMOS EVITAR ALIMENTOS COM GRANDE QUANTIDADE DE GORDURA E AÇÚCAR.

• LIGUE OS ALIMENTOS MAIS SAUDÁVEIS AO PRATO.

OS ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI.

22/09/25 14:25

Texto de apoio

Por que óleos, gorduras, sal e açúcar devem ser utilizados em pequenas quantidades em preparações culinárias?

Óleos, gorduras, sal e açúcar são produtos alimentícios com alto teor de nutrientes cujo consumo pode ser prejudicial à saúde: gorduras saturadas (presentes em óleos e gorduras, em particular nessas últimas), sódio (componente básico do sal de cozinha) e açúcar livre (presente no açúcar de mesa). O consumo excessivo de sódio e de gorduras saturadas aumenta o risco de doenças do coração, enquanto o consumo excessivo de açúcar aumenta o risco de cárie dental, de obesidade e de várias outras doenças crônicas.

[...]

[...] dado que o sal, óleos, gorduras e açúcar são produtos usados para temperar e cozinhar alimentos, seu impacto sobre a qualidade nutricional da alimentação dependerá essencialmente da quantidade utilizada nas preparações culinárias.

[...] esses produtos tendem a ser [...] acessíveis, tanto porque podem ser estocados por muito tempo, como porque, em geral, não são caros. Isso pode favorecer o uso excessivo.

[...]

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília, DF: MS, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/ bvs/publicacoes/guia_alimentar_ populacao_brasileira_2ed.pdf. Acesso em: 7 out. 2025.

Texto de apoio

Alimento é energia, beleza, nutrientes, mas também é comunhão. Fazemos várias refeições ao longo da semana e precisamos de comida diariamente para fazer com que o nosso corpo possa funcionar corretamente e para colocá-lo em movimento.

Mas, o ato de comer também é de partilha. O sentar-se à mesa — ou no chão, no caso de algumas culturas — é uma atividade que reúne famílias, amigos e até comunidades. Compartilhar esse momento com pessoas que amamos e dar atenção aos objetos e utensílios que nos remetem ao afeto e cuidado são ações tão importante quanto colocar o alimento na boca.

É comum em famílias do sertão nordestino a alimentação coletiva — ninguém come antes, nem depois, mas todos juntos — numa tentativa de reunir todas as pessoas no mesmo ambiente para dividir o alimento conseguido por meio do trabalho ou do cultivo.

Da mesma forma, diversas culturas orientais organizam suas “mesas” no chão, onde as pessoas se juntam para se alimentar. No exemplo da cozinha etíope, as pessoas frequentemente usam as mãos para pegar os alimentos, enquanto em outros lugares do mundo é mais comum a presença de talheres ou, como no Japão, do hashi (os famosos palitinhos).

FERNANDES, Alessandro. Costumes à mesa pelo mundo: conheça tradições presentes em cada continente. Vida simples, 22 set. 2022. Disponível em: https:// vidasimples.co/relacionamentos/ costumes-a-mesa-pelo-mundo/. Acesso em: 11 set. 2025.

2 ENCONTRE ESTAS PALAVRAS NO DIAGRAMA.

ALIMENTOS • REFEIÇÕES • FAMÍLIA COSTUMES • OBJETOS

A B G H K T A D Y F S B

A L I M E N T O S D Q F

à H Õ W D N H R à D N A

Ç L C O S T U M E S P M

A S N V D O Y W T B M Í

D R E F E I Ç Õ E S F L

I O Ã W N K P F D Õ Y I

Õ C B T H D L H Ã J K A

N H D Õ E H U Y N G D S

Y U O B J E T O S L N P

DESCUBRA MAIS

• SANTOS, CUNHÃ TAWDY APARECIDA DOS ET AL TEMBI'U PORĀ: NHANHIMANGAÁ. JOGO DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL. SÃO PAULO: COMISSÃO PRÓ-ÍNDIO DE SÃO PAULO, 2022. DISPONÍVEL

EM: https://cpisp.org.br/wp-content/ uploads/2022/04/Jogo_AlimentacaoSaudavel. pdf. ACESSO EM: 19 AGO. 2025. ESSE JOGO DA MEMÓRIA FOI CRIADO POR PROFESSORES INDÍGENAS. APÓS IMPRIMIR E RECORTAR AS CARTAS, VOCÊ SERÁ DESAFIADO A APRENDER, DE MANEIRA DIVERTIDA, OS NOMES DE ALIMENTOS SAUDÁVEIS EM TUPI-GUARANI!

REPRODUÇÃO DA CAPA DO JOGO.

CONVIVÊNCIA E RESPONSABILIDADES

NA MORADIA

É IMPORTANTE QUE TODA A FAMÍLIA PARTICIPE DAS TAREFAS REALIZADAS NA MORADIA. ELAS PERMITEM QUE AS PESSOAS FIQUEM MAIS UNIDAS E PASSEM MAIS TEMPO JUNTAS!

NA ROTINA DA SEMANA, POR EXEMPLO, NÓS PODEMOS:

• PLANEJAR AS REFEIÇÕES QUE VAMOS COMPARTILHAR;

• FAZER UMA LISTA DE COMPRAS;

• COMPRAR OS ALIMENTOS DA LISTA;

• PREPARAR AS REFEIÇÕES;

• ORGANIZAR PRATOS E TALHERES;

• LAVAR A LOUÇA.

1 COM O PROFESSOR, LEIA A LISTA DE COMPRAS QUE CAMILA ELABOROU COM O PAI DELA PARA PREPARAR O JANTAR.

Lista de compras Macarrão (espaguete) Cebola Alho Tomate

2 QUAL SERÁ A REFEIÇÃO DE CAMILA NO JANTAR?

2. Macarrão espaguete ao sugo.

3 QUAL É SUA REFEIÇÃO PREFERIDA?

3. Resposta pessoal.

4 FAÇA UMA LISTA DOS ALIMENTOS NECESSÁRIOS PARA PREPARAR SUA REFEIÇÃO PREFERIDA.

4. Resposta pessoal.

Atividade complementar Levar para a sala de aula utensílios de cozinha (que não representem riscos de acidentes) utilizados no preparo de alimentos e observar com os estudantes suas funções, formas de uso e cuidados no manuseio. Assim, eles ampliarão o repertório sobre a diversidade de aspectos dos objetos necessários para as mais diversas funções.

Como alternativa, orientar os estudantes a trazer de casa, anotadas em uma folha de papel avulsa, as instruções de uma receita de um prato para compartilhar com a turma.

Destacar os objetos de cozinha utilizados no preparo dessas receitas. Expor todas as receitas em um painel coletivo e, em seguida, permitir que cada estudante escolha uma das receitas para levar para casa e preparar com um familiar ou responsável.

Sugestão para os estudantes

MIZIELINSKA, Aleksandra; MIZIELINSKI, Daniel; BARANOWSKA, Natalia. Posso provar? Histórias sobre comidas deliciosas. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2022. Livro sobre comidas e costumes gastronômicos de 26 países, apresentando curiosidades culinárias e receitas.

CANTON, Katia. A cozinha curiosa das fábulas: 14 histórias com receitas. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2022.

Livro de receitas elaboradas com ingredientes presentes em fábulas.

ROSA, Sonia; CAMPOS, Rosinha. Feijoada. São Paulo: Pallas, 2006.

Livro que desmistifica a feijoada, resgatando a mistura de culturas que deu origem a esse prato.

PITTIER, Marina; ZILBERMAN, Ionit; MARQUES, Estêvão. Pão, pão, pão. São Paulo: Melhoramentos, 2020.

Livro de ficção que conta a história de um rei que queria preencher inteiramente seu castelo e a proposta de um padeiro de encher o castelo com aroma de pão.

BNCC

(EF01HI03) Descrever e distinguir os seus papéis e responsabilidades relacionados à família, à escola e à comunidade.

(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.

Texto de apoio

Benjamin tem seis anos, mas já acumula experiência em participar das tarefas domésticas. Começou quando ainda usava fraldas, guardando os brinquedos depois de usar. Passou a ajudar a mãe a estender a roupa, a carregar uma das sacolas no retorno do supermercado, a limpar suas migalhas de bolacha com um pequeno aspirador portátil.

[...]

[...] o envolvimento dos filhos vai além do auxílio para vencer a faxina e a organização da casa: é importante na formação deles. O que é aprendido na infância e alimentado durante o crescimento se incorpora ao modo de ser na vida adulta — neste caso, inclui o desenvolvimento de qualidades como a autonomia.

— Se a criança tem tudo muito de mão beijada, quando tiver que enfrentar dificuldade, frustração, vai se atrapalhar — garante José Paulo Ferreira, pediatra e membro do departamento de Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.

O especialista também cita outras vantagens de envolver os pequenos na tarefa doméstica, como ensinar a importância de poupar água e luz e de separar o lixo corretamente,

TAREFAS DO DIA A DIA

OBSERVE AS TAREFAS QUE AS PESSOAS ESTÃO REALIZANDO NA MORADIA EM QUE ELAS VIVEM.

para colaborar com o ambiente. Ele acrescenta outro exemplo: — Uma criança que aprende a lavar louça, secar e guardar no armário está aprendendo organização, uma sequência de trabalho que tem de ter início, meio e fim.

Lucia Hugo Uczak, professora do curso de Pedagogia da Universidade Feevale, acrescenta a importância desse hábito para o sentimento de pertencimento a um grupo familiar — a criança vai desenvolvendo a percepção de vínculo, de fazer parte.

Como deve ser a participação de meninos e meninas?

O ideal é que não se separe o que é tarefa de menino ou de menina e que filhos de ambos os sexos sejam envolvidos nas atividades igualmente. Mas cabe observar que, se os pais fazem a separação do que é tarefa para homem e do que é para a mulher, a criança tende a aprender da mesma forma.

Lucia chama atenção para os termos utilizados: se o pai diz que está “ajudando” a mãe a lavar a louça, dá a entender que é uma tarefa da mulher.

POR QUE É IMPORTANTE REALIZAR ESSAS TAREFAS NA MORADIA?

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que a divisão de tarefas é importante para a organização da casa e para uma boa convivência entre as pessoas da moradia.

2 CITE UMA TAREFA IMPORTANTE NA MORADIA QUE NÃO ESTÁ RETRATADA NAS ILUSTRAÇÕES.

• AGORA, CONTE AOS COLEGAS POR QUE ESSA TAREFA É IMPORTANTE.

2. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar tarefas como lavar o banheiro; retirar o lixo; tirar pó dos objetos; lavar, estender e passar roupas; entre outras.

3 ESCREVA O NOME DE UMA TAREFA NA MORADIA QUE É DE RESPONSABILIDADE APENAS DOS ADULTOS.

3. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar tarefas como cortar e cozinhar alimentos.

4 AGORA, NAS CENAS APRESENTADAS, CONTORNE:

A) DE VERMELHO AS TAREFAS QUE VOCÊ REALIZA NA SUA MORADIA;

B) DE AZUL OS OBJETOS QUE EXISTEM NA SUA MORADIA.

4. a) e b) Respostas pessoais. Se necessário, fazer uma leitura coletiva das imagens com os estudantes, ajudando-os a identificar os objetos apresentados em cada cena.

— Agora, se um dia a mãe lava, no outro, o pai, e, assim, vai revezando, mostra que a tarefa é compartilhada, que é de ambos.

WEBER, Jéssica Rebeca. Envolver as crianças nos afazeres domésticos é uma excelente oportunidade de aprendizado. Zero Hora, 19 nov. 2018. Disponível em: https://gauchazh. clicrbs.com.br/comportamento/noticia/2018/11/ envolver-as-criancas-nos-afazeres-domesticose-uma-excelente-oportunidade-de-aprendizadocjoodv13e0eup01pihyyccoa4.html. Acesso em: 11 set. 2025.

Sugestão para os estudantes

RESPONSABILIDADES em casa – Responsabilidades com a família – Vídeo educativo –BNCC. 2022. 1 vídeo (5 min). Publicado pelo canal: Alfabrinca. Disponível em: https: //youtu.be/7Ed2-qt7bh8. Acesso em: 11 set. 2025. Vídeo sobre as responsabilidades da criança e as especificidades do convívio no ambiente doméstico.

O QUE E COMO AVALIAR

135

22/09/25 19:49

Observar como os estudantes compreendem e se posicionam diante das responsabilidades compartilhadas no lar, da importância da alimentação saudável e do valor das relações interpessoais. Isso pode ser feito por meio de atividades que envolvam expressão oral, registros escritos, produções artísticas e resolução de situações-problema, sempre respeitando os diferentes ritmos e modos de aprender. Ao tratar do tema “comer em companhia”, solicitar o relato de experiências em grupo, para identificar valores como respeito e partilha. No eixo da alimentação saudável, orientar a montagem de um cardápio equilibrado com base em imagens e discutir escolhas alimentares, a fim de avaliar a compreensão sobre saúde e bem-estar. Já no campo da convivência e das responsabilidades na moradia, é pertinente propor a organização de uma rotina semanal de tarefas domésticas, considerando a colaboração entre os membros da família.

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 3, 7 e 10

Competências específicas de Ciências da Natureza: 2, 3, 5 e 8

Competências específicas de Ciências Humanas: 3 e 6

Competência específica de Geografia: 7

Competência específica de História: 2

Habilidade de Ciências: EF01CI01

ENCAMINHAMENTO

Propor uma rodada inicial de conversa, apenas perguntando à turma se alguém já viu algum desses objetos ou se já observou algum deles em uso.

Estimular a observação atenta das imagens, explicando aos estudantes que algumas características dos objetos antigos podem ajudá-los a descobrir suas funções. Perguntar a eles: por que, ao longo do tempo, esses objetos foram substituídos por outros modelos ou por objetos construídos com tecnologia diferente?

Durante a atividade 1, incentivar os estudantes a apresentar suas hipóteses. Caso alguns tenham informações mais específicas sobre esses objetos, propor que eles as compartilhem com a turma.

Na atividade 3, a família tem a oportunidade de participar ativamente do processo de ensino e aprendizagem do estudante, promovendo uma troca de saberes. Essa atividade pode levar a turma a questionar o significado do termo tecnologia. Caso isso aconteça, explicar aos estudantes que essa palavra está equivocadamente relacionada apenas ao que é “moderno” ou “de última geração”. Tecnologia é a busca constante, pelo ser humano,

2

OBJETOS DO COTIDIANO: USOS, MATERIAIS E DESCARTES

NOS DIAS DE HOJE, MUITOS DOS OBJETOS USADOS NO PASSADO FORAM SUBSTITUÍDOS POR OUTROS MAIS MODERNOS.

VOCÊ RECONHECE ALGUNS DESTES OBJETOS? OBSERVE AS IMAGENS COM ATENÇÃO.

OS ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI.

de técnicas e equipamentos que solucionem seus problemas ou necessidades cotidianas.

Sugestão para o professor

PAIVA, Bianca. História Hoje: primeira máquina de escrever era patenteada há 195 anos. Radioagência EBC, c2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencianacional/geral/audio/2024-07/historia-hojeprimeira-maquina-de-escrever-era-patenteadaha-195-anos. Acesso em: 7 out. 2025.

O texto apresenta como era a primeira máquina de escrever, patenteada em 1829.

1 AGORA, RESPONDA: QUAL É O NOME DE CADA OBJETO? MESMO QUE VOCÊ NÃO OS CONHEÇA, PROPONHA UMA UTILIDADE PARA CADA UM DELES.

1. Respostas pessoais. Ver orientações no Encaminhamento

2 ESCOLHA UM DOS OBJETOS E DESENHE SEU POSSÍVEL SUBSTITUTO NOS DIAS DE HOJE.

2. Produção pessoal. Os estudantes podem desenhar o computador no lugar da máquina de escrever, o celular no lugar da fita cassete ou do telefone, entre outras possibilidades.

ENCAMINHAMENTO

Os objetos são:

(A) Máquina de escrever: comumente feita em metal e plástico, é usada para escrever e imprimir textos mecanicamente. Quando as teclas são acionadas, as letras são impressas no papel.

(B) Rádio de pilha: feito de plástico e metal. Por ser pequeno, podia ser levado para qualquer lugar.

(C) Fita cassete: feita de plástico, usada para gravar e reproduzir áudios. Foi muito utilizada para gravar músicas em aparelhos de som mais antigos.

(D) Disquete: com revestimento feito de plástico, antes do pen drive, esse objeto era usado para gravar informações do computador.

(E) Moedor de café: objeto de metal bem pesado que, para facilitar o uso, era fixado na beirada de mesas ou balcões de comércio.

3 EM SUA CASA, CONVERSE COM UM ADULTO E PERGUNTE SE ELE RECONHECE TODOS OS OBJETOS APRESENTADOS. ANOTE OU PEÇA A ELE QUE ANOTE AS INFORMAÇÕES DADAS NO CADERNO.

3. Resposta pessoal. É possível que algumas pessoas mais idosas, como os avós, reconheçam esses objetos. Orientar os estudantes a fazer as anotações no caderno com a ajuda dos adultos.

4 EM SALA DE AULA, CONTE AOS COLEGAS SUAS DESCOBERTAS. DEPOIS, OUÇA O QUE O PROFESSOR VAI FALAR SOBRE OS OBJETOS QUE OS ADULTOS NÃO CONSEGUIRAM RECONHECER. 4. Resposta pessoal.

BNCC

137

22/09/25 14:31

(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.

(F) Rádio toca-fitas: feito de metal e plástico. Nele, é possível ouvir rádio e colocar a fita cassete mostrada na fotografia (C) para reproduzir áudios.

Sugestão para os estudantes

AWADA, Rima; BOAS, Rosi Vilas; PIZAIA, Cassiana. Máquinas do tempo. Ilustrações: Thiago Lopes. Editora do Brasil, 2016.

O livro conta a história de Gabriel e seu avô, que juntos descobrem sobre as tecnologias novas e antigas. A leitura é uma oportunidade para que os estudantes conheçam objetos antigos e descubram como a tecnologia de antigamente era usada.

BNCC

(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.

Tema Contemporâneo Transversal: Ciência e tecnologia

ENCAMINHAMENTO

Para introduzir a discussão sobre os materiais de que são feitos os objetos, mostrar aos estudantes fotografias de camiseta de algodão, jaqueta de couro, blusa de lã, calça de tecido sintético e blusa de seda. Se possível, levar peças de roupa feitas com esses materiais para a aula. Depois, perguntar aos estudantes de onde vem o material utilizado para fazer essas roupas. Pode-se levar também objetos diversos, feitos dos materiais apresentados no Livro do estudante (madeira, borracha e vidro).

Após a observação dos objetos e suas funções, é dado um passo além e mais abstrato com o tema sobre os materiais que constituem os objetos. Sugere-se conduzir a observação das imagens da página do Livro do estudante com cautela, verificando sempre o entendimento dos estudantes por meio de questões discutidas oralmente, como: alguém poderia dar um exemplo de objeto feito de madeira? Há algum objeto nessa sala feito de vidro? Como é feito o vidro?

OS OBJETOS SÃO FEITOS DO QUÊ?

OS OBJETOS QUE USAMOS NO DIA A DIA SÃO FEITOS DE DIFERENTES MATERIAIS. PARA FAZER ESSES OBJETOS, OS MATERIAIS PODEM SER USADOS NA SUA FORMA ORIGINAL OU PASSAR POR TRATAMENTOS, COMO O AQUECIMENTO OU A MISTURA COM OUTROS MATERIAIS.

VAMOS ACOMPANHAR COMO ALGUNS MATERIAIS SÃO PRODUZIDOS?

TECIDO DE ALGODÃO: É FEITO A PARTIR DO ALGODÃO, FRUTO DO ALGODOEIRO, QUE É TRANSFORMADO EM ROLOS DE TECIDO NA INDÚSTRIA

FÁBRICA DE TECIDO NO MUNICÍPIO DE GUARANÉSIA, NO ESTADO DE MINAS GERAIS, EM 2018.

MADEIRA: É RETIRADA DAS ÁRVORES. A PARTIR DA MADEIRA, É PRODUZIDO O PAPEL.

MADEIRA EXTRAÍDA DE ÁRVORES NO MUNICÍPIO DE PASSA QUATRO, NO ESTADO DE MINAS GERAIS, EM 2021.

BORRACHA: É FEITA COM O LÁTEX DA SERINGUEIRA, QUE PASSA POR PROCESSOS NA INDÚSTRIA.

EXTRAÇÃO DE LÁTEX

DA ÁRVORE SERINGUEIRA

NO MUNICÍPIO DE XAPURI, NO ESTADO DO ACRE, EM 2022.

VIDRO: É FEITO A PARTIR DO AQUECIMENTO DA AREIA EM UM FORNO MUITO QUENTE.

PRODUÇÃO ARTESANAL DE VIDRO NO MUNICÍPIO DE POÇOS DE CALDAS, NO ESTADO DE MINAS GERAIS, EM 2025.

1 DE ACORDO COM O NOME DO MATERIAL INDICADO NO TÍTULO, DESENHE UM OBJETO EM CADA QUADRO.

Produção pessoal. Espera-se que os estudantes desenhem: caixa, livro, caderno, calendário, papel higiênico, entre outros objetos.

Produção pessoal. Espera-se que os estudantes desenhem: mesa, cadeira, escrivaninha, lápis, tábua de cozinha, entre outros objetos.

Produção pessoal. Espera-se que os estudantes desenhem: janela, jarro, copo, garrafa, entre outros objetos.

Produção pessoal. Espera-se que os estudantes desenhem: peças de roupas, cortina, boneca de pano, toalha, tapete, entre outros objetos.

2 ESSES OBJETOS PODERIAM SER FEITOS COM OUTROS MATERIAIS? SE SIM, QUAIS? 2. Respostas pessoais. Ver orientações no Encaminhamento

Sugestão para o professor

Se possível, levar para a sala de aula um pouco de cada matéria-prima que é citada no Livro do estudante (madeira, látex, algodão e areia). Pedir aos estudantes que sintam, por meio de seus sentidos, as características dos materiais, como cor, textura, peso, entre outros. Nestas páginas, os estudantes entram em contato com uma maior diversidade de tipos de materiais, assim como com objetos dos quais são feitos.

A atividade 1 permite observar, comparar e selecionar desenhos de objetos que estejam relacionados aos nomes de materiais que compõem os títulos dos quadros: papel, madeira, vidro e tecido. Se julgar adequado, propor que essa atividade seja realizada em duplas ou coletivamente.

Na atividade 2, os estudantes têm a oportunidade de treinar sua oralidade, fazendo uma pequena apresentação aos colegas sobre seu desenho.

Sugestão para os estudantes

COMO o vidro é feito? 1 vídeo (ca. 4 min). Publicado pelo canal Manual do Mundo. 2017. Disponível em: https:// youtu.be/CCuR_KWjgUk. Acesso em: 15 ago. 2025. O vídeo do Manual do Mundo mostra como é feito um copo e outros objetos em uma visita a uma fábrica de vidro.

22/09/25 14:32

CARNEIRO, Júlia Dias. 'O seringueiro é o melhor guarda florestal': o novo ciclo de borracha nativa que está ajudando a preservar a Amazônia. BBC, 7 mar. 2024. Disponível em: https:// www.bbc.com/portuguese/articles/c25qlrk5vgqo. Acesso em: 7 out. 2025.

A notícia narra o retorno de seringueiros na floresta amazônica e explica como essa atividade contribui com a conservação da floresta.

REIMANN, Ana. "Madeira Sustentável para um Mundo Sustentável”, da FAO, é tema de evento latino-americano. Embrapa, 25 out. 2023. Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-denoticias/-/noticia/84450957/madeira-sustentavel-para-um-mundo-sustentavel-da-fao-etema-de-evento-latino-americano?p_auth=KgDvSg88. Acesso em: 7 out. 2025.

A notícia apresenta um evento no qual diversos setores discutem sobre maneiras sustentáveis para o manejo de florestas.

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 3, comentar com os estudantes, usando termos mais simples, que o processo de produção de vasos de argila evidencia a importância da água na modelagem desses objetos, pois é esse componente da natureza que dá à argila a plasticidade necessária para moldá-la com as mãos. Estimular nos estudantes o prazer pela observação e o respeito por esse exemplo de manifestação cultural brasileira.

Os primeiros registros de uso de “terra queimada” para a produção de objetos datam de mais de 8 000 anos. No Brasil, os registros mais antigos desses objetos foram encontrados na Ilha de Marajó, no estado do Pará. Em 2002, a técnica desenvolvida pelas paneleiras de Goiabeiras, em Vitória, no estado do Espírito Santo, se tornou o primeiro registro de Patrimônio Imaterial no Brasil.

A atividade 4 apresenta aos estudantes o uso de uma planilha simples para a organização de informações relevantes do dia a dia.

3. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar objetos diversos conforme a realidade deles: panela, filtro, caneca, copo, prato, boneca, enfeites, entre outros.

3 OBSERVEM DE ONDE A ARGILA PODE SER RETIRADA E O QUE PODE SER FEITO COM ESSE MATERIAL.

ARTESÃ DA COMUNIDADE QUILOMBOLA

ITAMATATIUA MOLDANDO VASO COM ARGILA, NO MUNICÍPIO DE ALCÂNTARA, NO ESTADO DO MARANHÃO, EM 2024.

PREPARO DE ARGILA NO MUNICÍPIO DE CUNHA, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2019.

• COM A AJUDA DO PROFESSOR, FAÇAM UMA LISTA COM O NOME DE OUTROS OBJETOS QUE PODEM SER FEITOS COM ARGILA.

4 EMILÍA VAI SE MUDAR DE CASA E PRECISA COMPRAR ALGUNS OBJETOS NOVOS. PARA SE ORGANIZAR, ELA FEZ UMA LISTA DE COMPRAS EM UMA PLANILHA ELETRÔNICA.

A) CONTORNE NA

IMAGEM OS OBJETOS FEITOS DE ARGILA.

B) AGORA, CONTORNE NA

IMAGEM O TOTAL QUE EMÍLIA VAI

GASTAR COM A COMPRA.

Sugestão para o professor

A B C

OBJETO QUANTIDADE PREÇO

2 GARFO 1 UNIDADE 10 REAIS

UNIDADES 15 REAIS

TOTAL 100 REAIS

BRASIL. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Dossiê de Registro: Ofício das Paneleiras de Goiabeiras. Brasília, DF: Iphan, c2025. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/ uploads/publicacao/PatImDos_PaneleirasGoiabeiras_m.pdf. Acesso em: 1 out. 2025.

A publicação documenta o saber tradicional das mulheres que produzem panelas de barro em Vitória (ES), destacando a importância cultural, histórica e social dessa prática artesanal. O dossiê também apresenta ações de preservação e valorização do patrimônio imaterial. É uma leitura essencial para compreender a riqueza das tradições populares brasileiras.

5 COMPLETE O DIAGRAMA COM OS NOMES DOS OBJETOS FEITOS COM MADEIRA E DOS OBJETOS FEITOS COM ALGODÃO.

SHUTTERSTOCK.COM

MADEIRA

ARMÁRIO

CADEIRA LÁPIS

MESA

ALGODÃO

AGASALHO CAMISETA MEIA SAIA

6 RECORTE AS PEÇAS DAS PÁGINAS 249 E 251 DO MATERIAL COMPLEMENTAR. DEPOIS, EMBARALHE AS PEÇAS COM AS FIGURAS VIRADAS PARA BAIXO E FORME PARES LIGANDO O MATERIAL COM O OBJETO DE QUE ELE É FEITO. AO FINAL, REÚNA-SE COM OS COLEGAS PARA CONVERSAR SOBRE OS PARES QUE CADA UM CONSEGUIU FORMAR.

6. Espera-se que os estudantes formem os pares: madeira e mesa, algodão e meia, barro e moringa, areia e tigela, látex e pneu.

Sugestão para os estudantes

Texto de apoio

As primeiras cerâmicas cozidas terão sido produzidas em contexto familiar, de forma acidental ou intencional. A sua função não é muito clara: poderiam ter servido para cozer comida, para guardar alimentos ou poderão ter tido outra função desconhecida. A esta fase inicial podem corresponder os fragmentos de cerâmica e as figurinhas de argila muito mal cozidas – a baixas temperaturas – que se encontraram no sítio arqueológico neolítico de Mureybet, no vale do Médio Eufrates sírio, datadas do sétimo milênio antes de Cristo. Estes são dos objectos de cerâmica mais antigos que se conhecem, juntamente com outros elementos encontrados em sítios da Turquia com a mesma datação.

[...]

A tecnologia para produzir recipientes cerâmicos compreendia várias etapas sucessivas. Em primeiro lugar, era necessário obter e preparar a argila. A planície mesopotâmica era rica em argilas sedimentares, depositadas periodicamente pelas inundações dos rios Tigre e Eufrates. Era portanto uma matéria-prima abundante e foi muito utilizada pelos povos da Mesopotâmia como material de construção em arquitectura, como suporte para a escrita cuneiforme (com o barro, eram fabricadas as tabuinhas de escrita) e, claro, para o fabrico de cerâmica portátil.

22/09/25 14:36

OBJETOS do Dia a Dia – História e Produção – Parte 2 – Bola e Telefone – BNCC (EF01CI01). 2024. 1 vídeo (7 min). Publicado pelo canal: Ciência Animada. Disponível em: https://youtu. be/s61O2UN8MQs. Acesso em: 11 set. 2025.

Vídeo que contextualiza a relação entre a transformação dos objetos e dos materiais de que são feitos, evidenciando questões relacionadas à sustentabilidade e ao uso consciente. O foco do vídeo é a bola e o telefone.

FENOLLÓS, Juan Luis Montero. Cerâmica: uma história com 9 mil anos. National Geographic Portugal, 14 abr. 2020. Disponível em: https://www. nationalgeographic.pt/historia/ ceramica-uma-historia-com-9mil-anos_2098. Acesso em: 29 set. 2025.

BNCC

(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.

Tema Contemporâneo Transversal: Meio ambiente

ENCAMINHAMENTO

O texto desta seção desencadeia uma primeira reflexão coletiva sobre a questão da produção excessiva de resíduos nas cidades. Ao propor o reaproveitamento de objetos, o texto também permite que os estudantes comecem a perceber a necessidade de mudanças individuais nos hábitos diários de descarte dos objetos. Na atividade 1, os estudantes terão a oportunidade de se conscientizar sobre os resíduos sólidos produzidos em sua própria residência. Com base nessa atividade, é possível trabalhar com a turma as questões importantes relacionadas à redução do consumo como uma solução para a geração de resíduos.

Sugestão para os estudantes

A IMPORTÂNCIA da reciclagem e da reutilização. 2021. 1 vídeo (ca. 5 min). Publicado pelo canal: Khan Academy Brasil. Disponível em: https: //youtu.be/FdnV7uidpyk. Acesso em: 11 set. 2025.

Vídeo que explica a importância de reciclar e reutilizar objetos.

Sugestão para o professor ABREE. Pontos de recebimento. Disponível em: https: //abree.org.br/pontos-derecebimento. Acesso em: 29 set. 2025.

O QUE FAZER COM OS OBJETOS QUE NÃO VAMOS MAIS USAR?

MATERIAIS COMO ALUMÍNIO, PLÁSTICO E PAPEL PODEM SER USADOS PARA FAZER EMBALAGENS, QUE SERVEM PARA GUARDAR OUTROS PRODUTOS. ELAS, EM GERAL, SÃO JOGADAS FORA OU DESCARTADAS APÓS O USO.

VOCÊ JÁ PAROU PARA PENSAR NO QUE ACONTECE COM ESSAS EMBALAGENS? SERIA POSSÍVEL APROVEITÁ-LAS DE OUTRA MANEIRA?

1 EM CASA, COM A AJUDA DE UM ADULTO, FAÇA UMA LISTA COM OS NOMES DOS OBJETOS QUE FORAM DESCARTADOS

NA SUA MORADIA DURANTE DOIS DIAS.

1. Resposta pessoal. Entre os objetos descartados podem estar embalagens, brinquedos e eletrônicos antigos, folhas de papel usadas etc. É importante que os estudantes fiquem atentos ao material de que é feito cada objeto.

No site é possível consultar pontos de coleta de dispositivos eletrônicos e eletrodomésticos. A busca pode ser compartilhada com os estudantes, orientando-os no descarte correto desses itens e indicando os locais próximos.

Texto de apoio

A gestão de resíduos sólidos é um processo fundamental para evitar impactos negativos na saúde pública e no meio ambiente e o manejo inadequado dos resíduos pode levar à contaminação do ar, da água e do solo, além da disseminação

de doenças e geração de maus odores e desconforto para a população. Além disso, a gestão de resíduos sólidos é uma parte importante da gestão ambiental e do desenvolvimento sustentável, pois ajuda a minimizar os impactos negativos da atividade humana no meio ambiente e na saúde pública. [...]

Nesse sentido, a gestão de resíduos sólidos é parte importante da agenda global de desenvolvimento sustentável, estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) por meio dos Objetivos de Desen-

EM UMA MORADIA, ALÉM DAS EMBALAGENS, SÃO

DESCARTADOS RESTOS DE ALIMENTOS E OBJETOS USADOS, COMO GUARDANAPOS E CANETAS SEM TINTA.

NA HORA DE DESCARTAR OS OBJETOS, ELES DEVEM SER SEPARADOS DE ACORDO COM O TIPO DE MATERIAL.

OBJETOS DE PAPEL, METAL, VIDRO OU PLÁSTICO DEVEM SER LEVADOS PARA LOCAIS DE COLETA SELETIVA, COM LIXEIRAS ADEQUADAS PARA CADA TIPO DE MATERIAL.

ANTES DE DESCARTAR, É IMPORTANTE VERIFICAR SE O OBJETO NÃO PODE TER OUTRA UTILIDADE.

Ver orientações no Encaminhamento.

RESTOS DE ALIMENTOS, GUARDANAPOS E PAPÉIS HIGIÊNICOS USADOS DEVEM SER DESCARTADOS NA LIXEIRA DE MATERIAL ORGÂNICO, POIS NÃO SÃO RECICLÁVEIS.

LIXEIRAS PARA COLETA DE OBJETOS DE PLÁSTICO (VERMELHA), DE METAL (AMARELA), ORGÂNICOS (MARROM), DE VIDRO (VERDE) E DE PAPEL (AZUL).

2 EM QUAL LIXEIRA VOCÊ JOGARIA CADA UM DOS

LISTADOS NA ATIVIDADE 1 ? 2. Resposta pessoal.

OBJETOS

3 ESCOLHAM DOIS OBJETOS LISTADOS NA ATIVIDADE 1 QUE PODERIAM SER UTILIZADOS PARA FAZER NOVOS OBJETOS.

A) DESENHEM E ESCREVAM OS NOMES DESSES NOVOS OBJETOS. 3. a) Produção pessoal.

B) APRESENTEM PARA AS OUTRAS DUPLAS OS OBJETOS ESCOLHIDOS, DIZENDO A UTILIDADE DE CADA UM DELES. 3. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que os objetos que seriam descartados podem ter novas utilidades.

volvimento Sustentável (ODS). Os ODS são um conjunto de 17 objetivos e 169 metas que buscam orientar os países rumo a um futuro mais sustentável, equitativo e justo para todos.

CAMÕES, Felizardo Bernardo; SILVA, Rodrigo Florencio da. Gestão de resíduos sólidos e seu impacto na qualidade de vida: Caso de estudo do Bairro Torrone Velho (Quelimane – Moçambique).

Revista Brasileira de Meio Ambiente. v.11, n.3. 017-032 (2023). p. 18 Disponível em: https:// revistabrasileirademeioambiente.com/index.php/ RVBMA/article/view/1533/397. Acesso: 7 out. 2025.

Sugestão para o estudante

22/09/25 14:37

CÂMARA DOS DEPUTADOS (Brasil). Se liga no lixo. Plenarinho, c2025. Disponível em: https: //plenarinho.itch.io/se-liga-no-lixo. Acesso em: 07 out. 2025.

O jogo ensina, de forma divertida, como descartar corretamente os resíduos.

ENCAMINHAMENTO

Pedir aos estudantes que observem a fotografia das lixeiras coloridas e perguntar se eles já viram tais lixeiras em algum local.

Nem todos os municípios dispõem de serviços públicos de coleta seletiva, por isso é importante verificar qual é a situação do seu município e as alternativas disponíveis para reciclar os resíduos.

Na atividade 2, permitir que os estudantes observem a lixeiras de separação de resíduos sólidos, que, na sequência da fotografia, são usadas para o descarte dos seguintes resíduos: plástico, metal, orgânico, vidro e papel. Estimular a realização da atividade 3 solicitando aos estudantes que os desenhos apresentem detalhes dos dois novos objetos. Incentivar também a reflexão sobre os possíveis usos desses objetos, para que, na exposição oral, fique mais fácil para os colegas compreenderem as propostas apresentadas.

Atividade complementar

• Separação de resíduos recicláveis

É possível montar, com os estudantes, uma central de separação de resíduos recicláveis na escola. Para isso, podem-se construir lixeiras coloridas com materiais reutilizados (ex.: latas de tinta, pneus, garrafões de água, entre outros), deixando-as no pátio ou na própria sala de aula.

Caso a escola já possua tais lixeiras, é possível fazer uma visita a elas com a turma, promovendo uma atividade de reflexão sobre a importância da separação dos resíduos.

BNCC

(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.

Tema Contemporâneo

Transversal: Meio Ambiente.

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes se já presenciaram ou vivenciaram situações como as representadas nas cenas da atividade 1. Caso uma dessas possibilidades tenha ocorrido com algum estudante, pedir que comente como e onde isso aconteceu. Conversar com os estudantes sobre os problemas que o acúmulo de resíduos pode trazer a uma cidade quando esses resíduos são descartados de forma inadequada, como o surgimento de animais que transmitem doenças, o entupimento de bueiros nos períodos de chuva, entre outros.

Os estudantes podem refletir sobre situações cotidianas que oferecem a oportunidade de colocar em prática os conceitos trabalhados sobre a reutilização dos objetos. Pedir a alguns estudantes que façam a leitura em voz alta dos quadrinhos, e verificar a fluência oral da turma.

REAPROVEITANDO MATERIAIS

EM MUITAS SITUAÇÕES NO DIA A DIA, É POSSÍVEL

APROVEITAR OS OBJETOS QUE SERIAM DESCARTADOS.

1 OBSERVEM COM ATENÇÃO CADA UMA DAS CENAS

REPRESENTADAS A SEGUIR.

• DEPOIS, PINTEM AS CENAS QUE MOSTRAM PESSOAS

EVITANDO O DESCARTE DE OBJETOS.

1. Espera-se que os estudantes pintem as cenas 2, 3 e 4

QUANDO

TERMINARMOS DE COMER, VAMOS JOGAR FORA AS EMBALAGENS EM QUALQUER LIXEIRA.

EU GUARDO OS ALIMENTOS E VOCÊ GUARDA AS SACOLAS DE PAPEL PARA USARMOS DEPOIS.

Sugestão para os estudantes

MUNDO Bita – Nem tudo que sobra é lixo. 2017. 1 vídeo (2 min). Publicado pelo canal Mundo Bita. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=rUeaT5eqCyg. Acesso em: 11 set. 2025. Vídeo musical animado que aborda a importância de dar um destino consciente aos resíduos que produzimos.

POR FAVOR, VOCÊ TEM CAIXAS DE PAPELÃO USADAS? PRECISO DE DUAS CAIXAS, PORQUE MINHAS COMPRAS NÃO VÃO CABER APENAS

NESTA SACOLA DE PANO.

MÃE, EU GOSTEI DESTE BRINQUEDO. POSSO LEVAR?

2 COM A AJUDA DO PROFESSOR, REESCREVAM O DIÁLOGO DA CENA QUE VOCÊS NÃO PINTARAM E LEIAM O NOVO DIÁLOGO PARA A TURMA.

2. Os estudantes não devem ter pintado a cena 1. Se achar pertinente, elaborar o novo diálogo coletivamente com a turma.

19/09/25 19:06

Durante a realização da atividade 2, pedir aos estudantes que justifiquem suas escolhas e que apresentem sugestões de alterações para tornar adequada a cena que não foi colorida. Sugestões de frases: Quando terminarmos de comer, vamos usar as embalagens para guardar clipes de papel. Quando terminarmos de comer, vamos usar as embalagens coladas de duas em duas para fazer chocalhos.

Por fim, propor que pensem em tomar atitudes como guardar seus brinquedos e trabalhos da escola em caixas de papelão, além de incentivar os adultos com quem convivem a comprar com mais frequência produtos acondicionados em embalagens que possam ser reutilizadas, e não descartadas após o consumo.

Depois de acertarem os diálogos da cena não colorida, orientar os estudantes a colorir o quadrinho correspondente.

Sugestão para o professor

INSTITUTO AKATU. c2025. Disponível em: https://akatu. org.br/. Acesso em: 15 ago. 2025.

O Instituto Akatu é uma entidade que trabalha com a questão do consumo consciente. Em seu site, é possível acessar diversas informações sobre consumo consciente e sustentável.

SIM, ELE AINDA ESTÁ ÓTIMO PARA VOCÊ BRINCAR!

BNCC

(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.

ENCAMINHAMENTO

Explicar aos estudantes a necessidade de repensar os hábitos de consumo, com o objetivo de reduzir ao máximo a geração de resíduos. Comentar que pensar em formas de aproveitar melhor os materiais e objetos que seriam descartados é uma das maneiras de reduzir a geração de resíduos.

Perguntar aos estudantes: será que é possível criar brinquedos novos usando materiais e objetos recicláveis como garrafas PET, potes de iogurte, embalagens plásticas de sabão e amaciante, caixas de leite, revistas velhas, pedaços de pneu, filtros de papel para coar café, vasilhames de xampu, tampinhas e tubinhos de canetas plásticas, pedaços de pano, barbante, fios de lã e papéis de embrulho? Além dos brinquedos, o que mais dá para fazer com esses materiais e objetos? Anotar em uma folha de papel kraft avulsa as sugestões apresentadas pela turma.

Estimular a observação atenta da imagem apresentada nesta dupla de páginas para que os estudantes possam identificar e avaliar com clareza cada uma das situações representadas.

Na atividade 3, os estudantes treinam sua capacidade de observação atenta. Auxiliar na observação por meio de perguntas reflexivas como: o que as crianças estão fazendo? Quais objetos estão utilizando?

3. a) Resposta pessoal. Ver orientações no Encaminhamento

3 OBSERVEM OS OBJETOS REPRESENTADOS NA IMAGEM DESTAS PÁGINAS.

A) COM A AJUDA DO PROFESSOR,

ORGANIZEM NA LOUSA UMA LISTA COM OS NOMES DOS OBJETOS E O MATERIAL DE QUE CADA UM É FEITO. DEPOIS, COPIEM A LISTA DOS OBJETOS NO CADERNO EM ORDEM ALFABÉTICA.

Pode-se conduzir a atividade 3. a) anotando as contribuições dos estudantes na lousa. É possível aproveitar o momento para sugerir outras formas de organização da turma. Se necessário, os estudantes podem consultar o alfabeto afixado em sala de aula como apoio.

Na atividade 3. b) , espera-se que os estudantes colem a imagem de brinquedo de parquinho sobre os pneus, a imagem de vaso de planta sobre a garrafa PET, a imagem de porta-lápis sobre o pote de vidro e a imagem de enfeite de flor sobre as tampinhas de garrafa PET.

B) RECORTEM AS IMAGENS DA PÁGINA 253 DO MATERIAL COMPLEMENTAR E COLEM

SOBRE O MATERIAL UTILIZADO

PARA FAZER O OBJETO. DEPOIS, RESPONDAM: DE QUE MATERIAIS ELES SÃO FEITOS?

3. b) Ver orientações no Encaminhamento

Atividade complementar

• Bonecos de tampinha de garrafa PET

O QUE E COMO AVALIAR

Para avaliar os estudantes, é essencial observar como eles compreendem usos, materiais e descartes dos objetos do cotidiano, relacionando esses conhecimentos com práticas sustentáveis e conscientes. A avaliação pode ocorrer por meio de atividades que envolvam investigação, comparação entre objetos antigos e atuais, identificação de materiais e suas transformações, além da análise crítica sobre o descarte e reaproveitamento. Produções escritas, registros visuais, rodas de conversa e propostas de reutilização criativa de embalagens e objetos são estratégias que permitem identificar o nível de compreensão dos estudantes, respeitando seus ritmos e modos de aprender. Pode-se solicitar que os estudantes classifiquem objetos segundo o tipo de material, elaborem cartazes com orientações sobre descarte correto ou criem propostas de reutilização de embalagens.

22/09/25 14:45

Há muitos modelos disponíveis na internet de bonecos de tampinha de garrafa PET. Essa pode ser uma atividade artística a ser realizada pela turma como encerramento do tema. A seguir, algumas sugestões de vídeos que ensinam a montar esses bonecos.

Sugestão para o professor

BONECO com tampinhas de garrafa. 2019. 1 vídeo (ca. 4 min). Publicado pelo canal 5 ou 6 retas. Disponível em: https://youtu.be/hcLcPVAYew4. Acesso em: 15 ago. 2025.

COMO fazer um boneco com tampas – Projeto reciclagem. 2016. 1 vídeo (ca. 1 min). Publicado pelo canal: Alex Amorim. Disponível em: https://youtu.be/0gAyrcjaKfU. Acesso em: 15 ago. 2025.

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 6, 9 e 10

Competência específica de Ciências da Natureza: 5

Competências específicas de Ciências Humanas: 2, 3, 6 e 7

Competências específicas de Geografia: 1, 2, 4 e 7

Competências específicas de História: 1, 2 e 3

Habilidades de Geografia:

EF01GE01, EF01GE04, EF01GE07, EF01GE08 e EF01GE09

Habilidades de História:

EF01HI04, EF01HI06 e EF01HI08

ENCAMINHAMENTO

Convidar os estudantes para um passeio dentro da escola. Antes de iniciar a caminhada, orientar o grupo a observar quais são funções de cada dependência visitada e o trabalho realizado pelas pessoas nas diferentes dependências da escola. Considerar que, nas páginas anteriores, eles discutiram sobre as atividades que as pessoas realizam nas moradias e que, agora, estudarão o ambiente escolar. Após o passeio, conversar com os estudantes sobre as diferenças entre as dependências da escola e sobre o que mais despertou a atenção deles.

Orientar a observação da imagem para que os estudantes possam descrever as dependências retratadas e estabelecer comparações com a escola onde estudam, identificando semelhanças e diferenças. Essa atividade aborda a habilidade EF01GE01. Em seguida, ler as questões e possibilitar que todos os estudantes apresentem respostas em uma roda de conversa.

3 ESCOLA

OBSERVE A ESCOLA REPRESENTADA NESTA IMAGEM.

1 COMO É ESTA ESCOLA? DESCREVA AS CARACTERÍSTICAS DELA COM OS COLEGAS.

1. Ver orientações no Encaminhamento

2 CONTORNE AS PLACAS COM OS NOMES DAS DEPENDÊNCIAS DA ESCOLA. DEPOIS, LEIA O NOME DE CADA DEPENDÊNCIA QUE VOCÊ IDENTIFICOU.

Solicitar que relatem quais são as atividades desenvolvidas pelos diferentes profissionais representados na imagem e que estabeleçam relações com a escola onde estudam. Durante a conversa, problematizar com base em situações observadas na imagem, como a professora lecionando, o faxineiro varrendo, o merendeiro servindo o almoço, entre outros.

3 QUEM SÃO AS PESSOAS REPRESENTADAS NA IMAGEM? MARQUE UM X

X ESTUDANTES X FUNCIONÁRIOS

X PROFESSORES FAMILIARES

4 O QUE AS PESSOAS ESTÃO FAZENDO EM CADA DEPENDÊNCIA?

4. e 5. Ver orientações no Encaminhamento

5 O QUE EXISTE DE SEMELHANTE ENTRE ESSA ESCOLA E A SUA?

(EF01GE01) Descrever características observadas de seus lugares de vivência (moradia, escola etc.) e identificar semelhanças e diferenças entre esses lugares.

(EF01GE07) Descrever atividades de trabalho relacionadas com o dia a dia da sua comunidade.

ENCAMINHAMENTO

Questionar se algum profissional que trabalha na escola não foi representado na imagem, por exemplo, o diretor e o inspetor. A habilidade EF01GE07 é mobilizada durante a análise do trabalho das pessoas na escola e a comparação dos personagens da imagem com os funcionários da escola que os estudantes estudam.

Na atividade 1, estimular os estudantes a descrever as características da escola representada, identificando as dependências, os móveis e objetos.

A atividade 2 possibilita verificar os avanços dos estudantes na compreensão de texto.

Na atividade 4, os estudantes podem mencionar que dois professores dão aula em duas salas. Estudantes assistem às aulas em duas salas. Crianças comem no refeitório. Um funcionário serve comida no refeitório. Duas crianças acessam o computador na biblioteca. Uma funcionária trabalha na biblioteca. Crianças conversam e caminham no pátio. Uma criança conversa com uma adulta no pátio. Um funcionário limpa o pátio. Uma criança lava a mão no banheiro masculino.

Na atividade 5, aproveitar a oportunidade para avaliar se os estudantes fazem a correspondência entre os espaços analisados na ilustração com aqueles que compõem seu lugar de vivência. Espera-se que eles citem as dependências, os objetos, os funcionários, o uso do uniforme escolar, entre outras possibilidades.

Sugestão para os estudantes

ESCOLA: um lugar especial. Atividade Digital. Disponível em: https://atividade. digital/jogos/geografia/ lugares-de-convivenciaformacao-de-palavras/escolaum-lugar-especial?level=0. Acesso em: 27 set. 2025. Jogo on-line com atividades com a temática dos espaços da escola. Se possível, dedicar um tempo para que os estudantes possam jogar na escola ou solicitar que acessem o site acompanhados de um responsável.

BNCC

(EF01HI06) Conhecer as histórias da família e da escola e identificar o papel desempenhado por diferentes sujeitos em diferentes espaços.

ENCAMINHAMENTO

Neste tópico, a proposta é que os estudantes realizem uma entrevista longa com uma pessoa da comunidade escolar; pode ser um funcionário, um professor ou um ex-estudante. Como a turma já realizou atividades envolvendo entrevistas e organização das informações coletadas, espera-se que os estudantes tenham adquirido certa desenvoltura com o método e não apresentem grandes dificuldades.

Pedir aos estudantes que leiam o roteiro indicado, para que compreendam o objetivo da entrevista e as informações que deverão levantar. Permitir que acrescentem ou retirem perguntas, dependendo da discussão sobre a atividade e seus objetivos, ou seja, o que se quer saber sobre a história da escola.

Como são muitas as perguntas, avaliar a possibilidade de utilizar equipamentos de gravação de áudio para facilitar a entrevista e orientar os estudantes a solicitar ao entrevistado que dê respostas curtas. A transcrição do áudio pode ser ainda de difícil execução pelos estudantes; por isso, reproduzir a gravação em sala de aula e sintetizar as informações na lousa para que eles as copiem.

HISTÓRIA DA MINHA ESCOLA

VOCÊ CONHECE A HISTÓRIA DA SUA ESCOLA?

VOCÊ SABE EM QUE ANO ELA FOI CONSTRUÍDA?

O PRÉDIO DA ESCOLA SEMPRE FOI ASSIM OU ELE FOI REFORMADO?

PARA DESCOBRIR AS RESPOSTAS A ESSAS PERGUNTAS, PODEMOS ENTREVISTAR UMA PESSOA QUE TRABALHA NA ESCOLA HÁ MUITO TEMPO.

VAMOS ORGANIZAR UMA ENTREVISTA E DESCOBRIR MAIS SOBRE SUA ESCOLA?

1 PARA FAZER A ENTREVISTA, COMBINEM ANTES:

A) QUEM VOCÊS VÃO ENTREVISTAR;

B) QUEM VAI FAZER O CONVITE A ESSA PESSOA;

C) COMO VOCÊS VÃO RECEBER ESSA PESSOA NA SALA DE AULA;

D) QUEM VAI FAZER CADA UMA DAS PERGUNTAS.

1., 2. e 3. Ver orientações no Encaminhamento.

2 CONFORME OS COMBINADOS, FAÇAM ESTAS PERGUNTAS PARA A PESSOA ENTREVISTADA. O PROFESSOR VAI AJUDAR VOCÊS.

Roteiro de perguntas para a pessoa entrevistada

1. Qual é seu nome?

2. Qual é sua função na escola?

3. Em que ano você começou a trabalhar nesta escola?

4. Sua função era a mesma naquela época? Se não era, o que mudou no seu trabalho?

5. Como era o prédio da escola no passado?

6. O espaço da escola diminuiu ou aumentou?

7. A quantidade de estudantes diminuiu ou aumentou?

8. Os estudantes usavam uniformes? Se sim, como eles eram?

9. Como era a vizinhança da escola?

10. As ruas do entorno mudaram muito? Se sim, poderia dar dois exemplos?

3 DEPOIS DA ENTREVISTA, CONVERSEM SOBRE O QUE VOCÊS DESCOBRIRAM A RESPEITO DA HISTÓRIA DA ESCOLA.

• AGORA, VAMOS CRIAR UM MURAL SOBRE A HISTÓRIA DA ESCOLA?

A) EM UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA, DESENHEM ALGO QUE VOCÊS DESCOBRIRAM SOBRE A ESCOLA.

B) COM O PROFESSOR, ORGANIZEM UM MURAL COM OS DESENHOS DA TURMA. LEMBREM-SE DE DAR UM TÍTULO CRIATIVO.

Na atividade 2, realizar a leitura coletiva do Roteiro de perguntas para a pessoa entrevistada. O estilo de apresentação do Roteiro tem como objetivo colaborar com a introdução gradual da letra cursiva, para que os estudantes se familiarizem com ela. Caso a turma apresente dificuldade na compreensão do texto, escrever as perguntas em letra bastão na lousa e solicitar que os estudantes as copiem no caderno.

As informações recolhidas na atividade 2 devem ser utilizadas como base para que os estudantes desenhem, na atividade 3, algo que descobriram.

Pode ser interessante finalizar a atividade perguntando aos estudantes por que escolheram representar determinados aspectos em seus desenhos e o que aprenderam sobre a história de sua escola.

Se considerar adequado para sua turma, organizar os estudantes em duplas e escrever pequenas histórias sobre a escola, tendo como tema um ou dois assuntos abordados nas perguntas da entrevista. Essa narrativa pode ser utilizada como forma de avaliação.

Outra possibilidade é elaborar novos projetos de entrevistas e explorar esses registros como instrumento de avaliação. Para auxiliar no planejamento, consultar o plano de aula “Entrevistar para conhecer melhor”, elaborado pelo Clube Nova Escola, disponível em: https:// novaescola.org.br/conteudo/ 6019/entrevistar-para-co nhecer-melhor. Acesso em: 8 out. 2025.

Tema Contemporâneo

Transversal: Multiculturalismo

ENCAMINHAMENTO

A memória, em suas dimensões individual e coletiva, tem papel central na preservação da cultura dos povos indígenas e pode ser discutida com os estudantes.

A transmissão dessa cultura por meio da educação indígena também revela particularidades e universalismos fundamentais, permitindo que os estudantes compreendam as semelhanças e diferenças na formação das novas gerações, assim como a importância da preservação e valorização das tradições para a coesão entre os membros de uma comunidade.

Estimular a imaginação e a alteridade dos estudantes, propondo a eles que descrevam como seria estudar em uma escola como essa: o que acham que deveria ser ensinado nessa escola; se o livro utilizado por estudantes de escolas bilíngues seria igual a este, entre outros aspectos.

Ler a atividade 1 em voz alta com a turma. Após dar o tempo necessário para que os estudantes pensem sobre as questões, propor uma roda de conversa para que compartilhem suas respostas. Nessa atividade é proposta uma reflexão sobre as especificidades do município de São Gabriel da Cachoeira, como o cardápio das escolas e as cinco línguas oficiais. Os estudantes são convidados a refletir sobre essas particularidades como aspectos positivos do município.

ESCOLAS INDÍGENAS

EM ALGUMAS ALDEIAS INDÍGENAS, AS ESCOLAS SÃO BILÍNGUES. NELAS, AS CRIANÇAS APRENDEM A LER E A ESCREVER EM SUA LÍNGUA NATIVA E EM PORTUGUÊS.

EM SÃO GABRIEL, TODAS AS ESCOLAS SÃO INDÍGENAS E A ALIMENTAÇÃO DE CADA POVO ESTÁ REFLETIDA NO CARDÁPIO ESCOLAR, SEGUNDO A NUTRICIONISTA [...] SINEIDE NERES [...].

“LÁ, A COMIDA TÍPICA, COMO PEIXE, MANDIOCA

E VEGETAIS LOCAIS [...] RESPEITAM AS FORMAS TRADICIONAIS DE PREPARO”, AFIRMA SINEIDE.

[...]

O MUNICÍPIO É O ÚNICO NO BRASIL QUE POSSUI CINCO LÍNGUAS OFICIAIS: PORTUGUÊS, BANIWA, TUCANO, NHEENGATU E YANOMAMI.

CRIANÇA INDÍGENA DA ETNIA YANOMAMI FAZENDO PINTURA CORPORAL NO MUNICÍPIO DE SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA, NO ESTADO DO AMAZONAS, EM 2022.

MUNICÍPIO DE SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA FOI PIONEIRO NA ALIMENTAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA. BRASÍLIA, DF: PROGRAMA MUNDIAL DE ALIMENTOS, 15 MAIO 2025. DISPONÍVEL EM: https://centrodeexcelencia.org.br/municipio-de-sao-gabriel-da-cachoeira-foipioneiro-na-alimentacao-escolar-indigena/. ACESSO: 25 AGO. 2025.

1 AGORA, RESPONDA ÀS QUESTÕES A SEGUIR.

A) COMO É O CARDÁPIO DAS ESCOLAS DO MUNICÍPIO DE SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA?

B) QUAIS SÃO AS CINCO LÍNGUAS OFICIAIS DE SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA

1. a) O cardápio das escolas do município de São Gabriel considera a alimentação de cada povo indígena. Os

estudantes podem citar a comida típica do município: peixe, mandioca e vegetais. 1. b) Português, baniwa, tucano, nheengatu e yanomami.

Sugestão para o professor

BRASIL. Ministério da Educação. Educação escolar indígena. Disponível em: https://www. gov.br/mec/pt-br/educacao-escolar-indigena. Acesso em: 29 set. 2025.

A página apresenta o programa da Política Nacional de Educação Escolar Indígena (PNEEI-TEE), com documentos, legislação, metas e indicadores.

ESCOLAS RIBEIRINHAS

AS ESCOLAS RIBEIRINHAS FICAM ÀS MARGENS DE UM RIO.

OS ESTUDANTES QUE MORAM PRÓXIMOS ÀS ESCOLAS COSTUMAM IR PARA A AULA DE BARCO. O CALENDÁRIO ESCOLAR É ADAPTADO AO CICLO DAS ÁGUAS. QUANDO O RIO ESTÁ CHEIO, O DESLOCAMENTO DOS ESTUDANTES É MAIS FÁCIL. NA ÉPOCA DAS SECAS, É MAIS DIFÍCIL NAVEGAR NO RIO PORQUE AS ÁGUAS FICAM MUITO BAIXAS.

ESCOLA RIBEIRINHA NO MUNICÍPIO DE PORTEL, NO ESTADO DO PARÁ, EM 2024. OS PROFESSORES DESSA ESCOLA PODEM, POR EXEMPLO, LEVAR OS ESTUDANTES PARA ESTUDAR O SOLO E O RIO QUE FICAM NOS ARREDORES DO PRÉDIO.

BARCO TRANSPORTANDO CRIANÇAS PARA AS ESCOLAS RIBEIRINHAS NO MUNICÍPIO DE MANAUS, NO ESTADO DO AMAZONAS, EM 2022.

1 RESPONDAM ÀS QUESTÕES A SEGUIR.

A) POR QUE O TRANSPORTE ATÉ A ESCOLA É MAIS FÁCIL QUANDO O RIO ESTÁ CHEIO?

B) COMO É O LOCAL ONDE ESTÁ A ESCOLA DE VOCÊS?

C) VOCÊ USA ALGUM TRANSPORTE PARA IR ATÉ A ESCOLA? SE SIM, QUAL?

1. a) Espera-se que os estudantes respondam que, quando o rio está cheio, a navegação é mais segura e o risco de o barco encalhar ou se deparar com algum objeto é menor. 1. b) e c) Respostas pessoais.

22/09/25 14:49

ENCAMINHAMENTO

Ao estudar sobre as escolas ribeirinhas, os estudantes poderão observar que algumas delas podem desenvolver determinados estudos com maior facilidade. A proximidade com rios, as atividades de pesca e os diferentes tipos de vegetação, por exemplo, permitem um estudo prático sobre esses temas.

Ao analisar as fotografias, os estudantes poderão perceber que o entorno de escolas pode funcionar como uma “sala de aula”, inclusive onde estudam. Além disso, eles poderão mencionar que o transporte para as escolas ribeirinhas é bastante diferente dos utilizados em cidades.

Retomar este assunto, chamando a atenção sobre como os estudantes chegam à escola onde estudam em comparação com os estudantes de escolas ribeirinhas. É importante destacar que todas as escolas apresentam especificidades e que cada uma delas pode desenvolver atividades de acordo com a realidade do lugar onde está inserida.

Sugestão para o professor

GERONE JUNIOR, A.; HAGE, S. A. M. Ação pedagógica de professores em escolas ribeirinhas da Amazônia. Revista Teias, v. 14, n. 33, 2013. Disponível em: https://www. e-publicacoes.uerj.br/index. php/revistateias/article/ view/24362/17340. Acesso em: 15 ago. 2025.

Artigo que analisa a ação pedagógica de professores da educação básica de uma escola ribeirinha da Vila de Maiauatá, localizada às margens do rio Anapú, em Igarapé-Miri (Pará).

BNCC

(

EF01GE08) Criar mapas mentais e desenhos com base em itinerários, contos literários, histórias inventadas e brincadeiras.

(EF01GE09) Elaborar e utilizar mapas simples para localizar elementos do local de vivência, considerando referenciais espaciais (frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) e tendo o corpo como referência.

Alfabetização cartográfica

• Representação (mapa mental)

• Imagens bidimensional e tridimensional

• Pontos de referência

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: como vocês vão de casa até a escola? O que vocês observam no caminho da sua moradia até a nossa escola? Promover uma conversa coletiva sobre o que os estudantes observam ao longo do percurso que realizam de sua moradia até a escola. Informar a eles que chamamos de “itinerário” esse caminho que percorremos.

Iniciar lendo em voz alta o texto com a orientação da atividade e solicitar aos estudantes que analisem com atenção o desenho elaborado por Pedro. Pedir que identifiquem o que ele observou ao longo de seu caminho para a escola e questionar se eles notam elementos semelhantes em seu trajeto de casa para a escola.

Em seguida, ler a atividade 1 e auxiliar a turma a ler cada um dos itens e a verifi-

DE OLHO NO MAPA!

DE CASA ATÉ A ESCOLA

PEDRO É UM MENINO MUITO OBSERVADOR. VEJA O DESENHO QUE ELE FEZ DO CAMINHO DE SUA MORADIA ATÉ A ESCOLA.

1 DE ACORDO COM O DESENHO, O QUE PEDRO

CONSEGUE

OBSERVAR NO CAMINHO DE CASA ATÉ A ESCOLA? MARQUE UM X NAS RESPOSTAS.

FÁBRICA X  PRÉDIOS  ÁRVORE

FARMÁCIA  PLANTAÇÃO X  CASAS X PADARIA  MERCADO PONTO DE ÔNIBUS

car se eles são representados no desenho do Pedro. A conversa para a realização da atividade pode ser coletiva, mas cada estudante deverá registrar a resposta no seu livro. A observação de cada item visa compreender a correspondência entre os elementos de um caminho e sua representação em mapa mental, mobilizando a habilidade EF01GE08.

as esquinas e ruas no entorno. Desenhar na lousa as referências espaciais citadas pelo grupo.

2 QUE TAL FAZER COMO PEDRO? NO ESPAÇO A SEGUIR, DESENHE O CAMINHO QUE VOCÊ FAZ DE SUA MORADIA ATÉ A ESCOLA. 2. Produção pessoal.

DICA: NÃO SE ESQUEÇA DE COLOCAR OS ELEMENTOS QUE MAIS CHAMAM SUA ATENÇÃO: UMA ÁRVORE GRANDE, UM RIO, UMA LOJA, UM PONTO DE ÔNIBUS, ALGUMA CONSTRUÇÃO DIFERENTE, ENTRE OUTROS.

ENCAMINHAMENTO

155

18/09/25 21:38

Antes de iniciar a elaboração do mapa solicitado na atividade 2, conversar com o grupo sobre o que observam no percurso que fazem para chegar à escola. Auxiliar os estudantes a construir o trajeto mentalmente antes de iniciar o desenho. Possibilitar que compartilhem os mapas mentais elaborados e conversem sobre semelhanças e diferenças entre os diferentes trajetos e pontos de referência identificados. A atividade desenvolve a habilidade EF01GE09.

Atividade complementar

• O que há nos arredores da escola?

Desenhar a escola no centro da lousa e pedir aos estudantes que digam o que há nos arredores do prédio, como posto de saúde, padaria, mercado, entre outros. Iniciar essa abordagem utilizando como referência a rua em que a escola está situada. Perguntar sobre o que há ao lado da escola e em frente dela e, posteriormente, questionar sobre a vizinhança, como

Essa atividade trabalha a habilidade EF01GE09 e possibilita o desenvolvimento das noções de posição e medidas. Apresentar para o grupo um aplicativo de localização com navegação pela internet, por exemplo, o Google Maps (disponível em: https://www.google.com.br/ maps; acesso em: 15 ago. 2025). Localizar a rua onde a escola está situada e navegar com os estudantes, localizando as referências espaciais citadas na proposta de sensibilização. Caso não seja possível utilizar um aplicativo de localização, recorrer a um guia de ruas impresso para realizar essa prática.

Texto de apoio [...] principalmente hoje, com a digitalização, o aluno tem que conhecer diferentes tipos de representações, tais como mapas impressos, maquetes, apps cartográficos, plataformas digitais cartográficas etc. Com isso, ele pode começar a perceber seu mundo de uma forma diferente, refletindo sobre os mapas como uma representação da realidade, numa escala reduzida. Um mapa não é a realidade, mas ele pode representar muitos fatos da realidade e até ajudar o aluno a resolver dilemas de sua comunidade, por exemplo.

TREVISAN, Rita. “A alfabetização cartográfica eleva o nível de leitura de mapas e gráficos”, diz especialista. Nova Escola, c2024. Disponível em: https:// novaescola.org.br/bncc/ conteudo/82/a-alfabetizacaocartografica-eleva-o-nivel-deleitura-de-mapas-e-graficos-dizespecialista. Acesso em: 28 set. 2025.

BNCC

(EF01HI08) Reconhecer o significado das comemorações e festas escolares, diferenciando-as das datas festivas comemoradas no âmbito familiar ou da comunidade.

ENCAMINHAMENTO

Propor aos estudantes que observem a ilustração e descrevam o que cada pessoa está fazendo na cena. Comentar que a mulher à esquerda da que segura o livro é uma intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras), profissional importante para promover a inclusão de pessoas surdas.

Na atividade 4, o objetivo é celebrar o universo da leitura de forma lúdica e acessível, fortalecendo o vínculo dos estudantes com os livros e estimulando a imaginação. A proposta é flexível e pode ser adaptada à realidade de sua escola e comunidade.

Planejamento

(2 a 3 semanas antes)

Definição do tema: escolher um tema gerador que possa nortear as atividades. Sugestões simples e cativantes para a faixa etária são: “Mundo mágico dos contos de fadas”, “Heróis e heroínas das histórias” ou “Bichos que falam”. O tema ajudará a criar uma atmosfera envolvente.

Roda de conversa inicial: apresentar o tema da Festa do Livro para os estudantes. Perguntar sobre seus livros e personagens favoritos. Anotar as ideias e utilizar essa conversa para engajar a turma desde o início. Eles podem participar de decisões simples, como o nome da festa.

Mapeamento de recursos: verificar os recursos disponíveis na escola: livros da biblioteca, materiais para decoração (papéis coloridos, tecidos e caixas

FESTAS NA ESCOLA

OBSERVE A IMAGEM.

de papelão), aparelho de som e um espaço adequado (pode ser a própria sala de aula, o pátio ou a biblioteca).

Envolvimento da comunidade: enviar um bilhete simples às famílias comunicando sobre a festa, convidando sua participação de duas formas: contribuir com a leitura de histórias em casa nas semanas que antecedem o evento e, se possível, participar no dia da festa para prestigiar as crianças.

Preparativos com a turma (1 semana antes): Oficina de criação: dedicar momentos da semana para que os estudantes criem os

elementos da festa. Eles podem confeccionar marcadores de página, desenhar seus personagens favoritos para decorar o ambiente ou criar “vales-livro” simbólicos para trocar no dia.

Releituras: focar a semana na leitura de histórias relacionadas ao tema.

Organização do espaço: transformar a sala de aula em um ambiente literário. Criar “cantinhos de leitura” com almofadas ou tapetes, expor os desenhos e os livros da turma e montar um varal com os marcadores de página criados por eles.

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que se trata de uma festa do livro. Informar a eles que o dia 18 de abril, que aparece no cartaz, é considerado o Dia Nacional do Livro Infantil.

1 O QUE VOCÊ ACHA QUE AS PESSOAS ESTÃO

COMEMORANDO NESSA ESCOLA?

2 QUAL É SEU LIVRO PREFERIDO? CONTE AOS COLEGAS.

3 VOCÊ JÁ PARTICIPOU DE ALGUMA COMEMORAÇÃO NA ESCOLA?

3. Resposta pessoal.

2. Resposta pessoal. Caso algum estudante não tenha um livro preferido, pode-se incentivá-lo a falar sobre uma história de que gosta.

4 VAMOS FAZER UMA FESTA DO LIVRO NA ESCOLA?

4. Ver orientações no Encaminhamento.

O dia da Festa do Livro (duração sugerida: 2 a 3 horas/aula):

Acolhida literária: receber os estudantes com uma música calma e o ambiente já decorado. Iniciar com uma contação de história especial, utilizando fantoches ou objetos para torná-la mais atrativa.

Circuito de atividades:

Estação de troca: organizar uma pequena “feira” na qual os estudantes possam trocar livros entre si (previamente combinada com as famílias) ou simplesmente manusear e escolher livros da biblioteca para ler no local.

Oficina criativa: disponibilizar folhas de papel sulfite e lápis de cor para que registrem, por meio de desenhos, a parte que mais gostaram da festa ou de uma história ouvida. Piquenique literário: se possível, encerrar com um lanche coletivo. O ato de compartilhar o alimento pode ser associado ao prazer de compartilhar histórias.

Após a festa

Roda de avaliação: no dia seguinte, conversar com a turma sobre a experiência. Do que mais gostaram? Que histórias descobriram?

Mural de memórias: criar um mural com os desenhos e as fotografias do evento para que as memórias positivas sobre a leitura permaneçam vivas.

O QUE E COMO AVALIAR

Propor aos estudantes a criação de um “Livro da Escola” como atividade avaliativa, com o objetivo de integrar os conteúdos trabalhados no capítulo de forma significativa. Nesse livro de produção coletiva, incluir a história da escola onde estudam, informações sobre outras escolas brasileiras (como as indígenas e ribeirinhas), o trajeto da escola até um ponto de referência definido pela turma (por exemplo, uma praça próxima), e registros sobre as comemorações escolares que os estudantes mais apreciam. Avaliar a atividade considerando a capacidade dos estudantes de investigar, expressar ideias por meio de diferentes linguagens, comparar realidades escolares e participar de forma colaborativa, respeitando os ritmos e repertórios individuais.

Sugestão para o professor

BRASIL. Núcleo de Acessibilidade da DAAIPcD. Língua Brasileira de Sinais, 20 abr. 2023. Disponível em: https:// portal.unila.edu.br/informes/ lingua-brasileira-de-sinais. Acesso em: 8 out. 2025. Texto sobre a história da Libras.

BNCC

(EF01GE01) Descrever características observadas de seus lugares de vivência (moradia, escola etc.) e identificar semelhanças e diferenças entre esses lugares.

(EF01HI06) Conhecer as histórias da família e da escola e identificar o papel desempenhado por diferentes sujeitos em diferentes espaços.

Tema Contemporâneo Transversal: Cidadania e civismo

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: quem são as pessoas que fazem parte do seu ambiente escolar? Todas elas têm funções semelhante? Qual é sua relação com cada uma dessas pessoas?

Buscar com o grupo distinguir as diferenças entre as pessoas que compõem o ambiente escolar, levando em conta a função que desempenham. Pedir aos estudantes que relatem como é a convivência deles com os funcionários. Solicitar ao grupo que observe as imagens, e ler os balões de fala de cada personagem. Espera-se que os estudantes comparem as personagens ilustradas aos funcionários da escola.

Conversar com eles sobre as quatro funções representadas nas imagens. Chamar a atenção para o local de trabalho de cada um e para os recursos necessários para desempenharem suas funções. Aproveitar o momento para problematizar as questões de gênero em relação às profissões, destacando que todas as profissões da escola podem ser exercidas igualmente por homens ou mulheres.

VAMOS LER

VAMOS LER

CONVIVÊNCIA E RESPONSABILIDADES NA ESCOLA

NA ESCOLA, CONVIVEMOS COM OS COLEGAS, OS PROFESSORES E OUTROS FUNCIONÁRIOS.

COM ESSAS PESSOAS REALIZAMOS MUITAS ATIVIDADES E TROCAMOS INFORMAÇÕES QUE NOS AJUDAM A APRENDER E A BRINCAR.

VAMOS CONHECER ALGUNS DOS FUNCIONÁRIOS QUE

TRABALHAM NA ESCOLA?

MEU NOME É ORLANDO E TENHO 70 ANOS. EU SOU O SECRETÁRIO DA ESCOLA E TRABALHO NA SECRETARIA.

MEU NOME É INÊS E TENHO 60 ANOS. EU SOU A DIRETORA DA ESCOLA E TRABALHO NA DIRETORIA.

MEU NOME É CAIO E TENHO 30 ANOS. EU SOU O MERENDEIRO E TRABALHO NA COZINHA DA ESCOLA.

Atividade complementar

• O papel de cada um

NOME É TERESA E TENHO 40 ANOS. EU SOU PORTEIRA E TRABALHO NA PORTARIA DA ESCOLA.

Comentar com os estudantes que a escola precisa de funcionários para mantê-la funcionando de forma ordenada, limpa e organizada.

Em uma roda de conversa, pedir a eles que reflitam sobre o papel de cada um e perguntar como o grupo pode contribuir para que as dependências da escola se mantenham limpas, organizadas e para que a convivência entre todos seja agradável.

MEU

VAMOS

ESCREVER

VAMOS ESCREVER

MINHAS RESPONSABILIDADES

OS FUNCIONÁRIOS E OS ESTUDANTES TÊM MUITAS RESPONSABILIDADES NA ESCOLA. ELAS SÃO IMPORTANTES PARA UMA CONVIVÊNCIA HARMONIOSA ENTRE TODOS E PARA O BOM FUNCIONAMENTO DO ESPAÇO ESCOLAR.

Ver orientações no Encaminhamento

1 QUAIS SÃO SUAS RESPONSABILIDADES NA ESCOLA? ANOTE A RESPOSTA NO QUADRO.

MINHAS RESPONSABILIDADES NA ESCOLA

HORÁRIO DE ENTRADA

HORÁRIO DO RECREIO

HORÁRIO DE SAÍDA

DEVO USAR UNIFORME NA ESCOLA?  SIM  NÃO

2 QUAIS SÃO AS REGRAS DE CONVIVÊNCIA DA TURMA DE VOCÊS? FAÇA UMA LISTA NO CADERNO.

2. Resposta pessoal.

3 CONVERSEM SOBRE A IMPORTÂNCIA DAS REGRAS DE CONVIVÊNCIA NO ESPAÇO ESCOLAR. DEPOIS, RESPONDAM: POR QUE É IMPORTANTE RESPEITAR ESSAS REGRAS?

3. Resposta pessoal.

ENCAMINHAMENTO

(EF01GE04) Discutir e elaborar, coletivamente, regras de convívio em diferentes espaços (sala de aula, escola etc.).

(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.

Comentar com os estudantes que toda escola tem um regimento, um documento que explica como ela deve funcionar. Reforçar que ele também apresenta os objetivos da escola e os direitos e deveres de estudantes e funcionários. Na atividade 2, registrar as regras de convivência da turma na lousa e pedir aos estudantes que as copiem no caderno. Se a sala de aula já tiver um quadro com os combinados da turma, pode-se fazer uma leitura coletiva dele e pedir aos estudantes que copiem a lista no caderno.

Na atividade 3, espera-se que os estudantes reconheçam a importância de conhecer e seguir as regras de convivência, pois elas ajudam a garantir o respeito entre as pessoas e a organização do espaço escolar.

Texto de apoio

Para que as ações voltadas ao respeito e à convivência tenham impacto real na vida dos estudantes, é fundamental que sejam planejadas com escuta, participação e significado. Veja algumas dicas que ajudam a tornar essa experiência mais envolvente e transformadora:

1. Priorize a escuta ativa e a troca de ideias

[...]

2. Valorize as vivências e emoções dos estudantes

[...]

3. Garanta escuta, acolhimento e participação aos Estudantes

[...]

4. Construa juntos e registre os avanços

[...]

5. Crie um ambiente acolhedor e inclusivo

[...]

6. Use o espaço da sala [...]

Ao adotar essas práticas, a escola favorece uma aprendizagem significativa e transformadora, onde cada estudante compreende seu papel na construção de um ambiente respeitoso, justo e acolhedor para todos.

BRASIL. Ministério da Educação. Guia do professor. Ensino Fundamental: Anos Iniciais Semana Nacional da Convivência Escolar: Eu respeito, você respeita, nós construímos! Brasília: MEC, 2025. p 10-11. Disponível em: https://www. gov.br/mec/pt-br/escola-queprotege/3_guia_professores_ anosiniciais_final_.pdf. Acesso em: 11 set. 2025.

1. Respostas pessoais.

ENCAMINHAMENTO

A atividade proposta sobre as máquinas de cópia é uma oportunidade para introduzir, de forma concreta e significativa para a idade dos estudantes, as noções de mudança e permanência. Mais do que apenas identificar qual tecnologia é mais antiga ou mais nova, o objetivo é levá-los a perceber que as transformações históricas não são imediatas.

O ponto central da discussão deve ser a pergunta: quando a máquina fotocopiadora foi inventada, as escolas pararam de usar o mimeógrafo?. A resposta, como sabemos, é não. O mimeógrafo permaneceu em uso por muitas décadas, coexistindo com as fotocopiadoras. Explorar com os estudantes os possíveis motivos para essa permanência:

• Custo: fazer cópias no mimeógrafo era muito mais barato. O estêncil (a folha matriz) e o álcool tinham um custo baixo, algo muito importante para a realidade de muitas escolas públicas no Brasil.

• Acesso e manutenção: o mimeógrafo era uma máquina mecânica, mais simples de consertar. Não dependia de técnicos especializados ou peças importadas, como as primeiras fotocopiadoras.

• Hábito: as pessoas já estavam acostumadas a usá-lo. A transição para uma nova tecnologia leva tempo. A permanência do mimeógrafo é, portanto, um exemplo claro de como fatores econômicos e culturais influenciam o ritmo das mudanças tecnológicas.

DO MIMEÓGRAFO À IMPRESSORA

VOCÊ SABE HÁ QUANTO TEMPO AS ESCOLAS FAZEM CÓPIAS

DE ATIVIDADES EM FOLHAS DE PAPEL? OBSERVE AS IMAGENS COM O PROFESSOR E OS COLEGAS E FIQUE ATENTO ÀS LEGENDAS!

Ver orientações no Encaminhamento

O MIMEÓGRAFO FOI INVENTADO HÁ MAIS DE 100 ANOS. PARA FAZER CÓPIAS COM ELE, É NECESSÁRIO RODAR UMA MANIVELA E COPIAR UMA FOLHA DE PAPEL DE CADA VEZ.

CHESTER CARLSON INVENTOU A MÁQUINA FOTOCOPIADORA HÁ CERCA DE 90 ANOS. AO LONGO DO TEMPO, ELAS RECEBERAM MUITAS MELHORIAS.

MULHER USANDO MIMEÓGRAFO HÁ MAIS DE 60 ANOS.

ATUALMENTE, AS IMPRESSORAS SÃO CONECTADAS A COMPUTADORES. ELAS SÃO AS MÁQUINAS MAIS UTILIZADAS PARA FAZER CÓPIAS DE ATIVIDADES NAS ESCOLAS.

Sugestão para o professor

O QUE tem dentro do mimeógrafo (o avô da impressora). Publicado por: Manual do Mundo. 2021. 1 vídeo. (ca. 12min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=FkEwfLklGvs. Acesso em: 7 out. 2025.

Vídeo que explica o funcionamento do mimeógrafo e mostra o que tem dentro dele.

1 QUAL É A MÁQUINA DE CÓPIA MAIS ANTIGA?

X IMAGEM 1  IMAGEM 3

X IMAGEM 2  IMAGEM 4

2 QUAL É A MÁQUINA MAIS PARECIDA COM UMA QUE VOCÊ JÁ VIU?

A fotocopiadora e, posteriormente, a impressora representam a mudança. Elas trouxeram inovações que, gradualmente, as tornaram mais vantajosas:

• Agilidade: permitiam fazer cópias muito mais rápido e em maior quantidade.

IMAGEM 1  IMAGEM 3

IMAGEM 2  IMAGEM 4

3 HÁ QUANTO TEMPO AS ESCOLAS FAZEM CÓPIAS DE ATIVIDADES EM FOLHAS DE PAPEL?

X HÁ MUITO TEMPO.  HÁ POUCO TEMPO.

4 QUANDO A MÁQUINA FOTOCOPIADORA FOI INVENTADA, AS ESCOLAS PARARAM DE USAR O MIMEÓGRAFO?

SIM X  NÃO

5 QUAL É A MÁQUINA MAIS UTILIZADA HOJE EM DIA?

IMAGEM 1  IMAGEM 3

IMAGEM 2 X  IMAGEM 4 2. Resposta pessoal.

• Qualidade e praticidade: a cópia era mais nítida e não exigia a preparação de uma matriz perfurada. Era possível copiar diretamente de um livro ou de outra folha.

• Integração digital: as impressoras atuais, conectadas a computadores, revolucionaram a produção de materiais, permitindo a fácil inclusão de imagens e a edição de textos.

Ao apresentar as imagens, estimular a observação atenta. Solicitar que descrevam o que veem: a manivela do mimeógrafo, o tamanho das máquinas etc. Ao mediar as perguntas, valorizar as hipóteses dos estudantes. Conduzi-los a entender que a necessidade de fazer cópias para os estudantes é a permanência (algo que continua existindo há muito tempo), enquanto a forma e as máquinas para fazer isso representam a mudança (o que se transformou ao longo do tempo).

Encerrar a conversa reforçando que a História é feita tanto de novidades que chegam quanto de coisas antigas que continuam a existir por algum tempo, lado a lado com as novas. Essa percepção é fundamental para a construção do pensamento histórico.

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 6, 7, 8, 9 e 10

Competências específicas de Ciências da Natureza: 5 e 6

Competências específicas de Ciências Humanas: 1, 2, 3 e 6

Competências específicas de Geografia: 1, 3, 5 e 6

Competências específicas de História: 1 e 3

Habilidades de Geografia: EF01GE03, EF01GE04, EF01GE07 e EF01GE09

Habilidades de História: EF01HI03 e EF01HI04

ENCAMINHAMENTO

Propor aos estudantes que observem atentamente a imagem e descrevam o que ela representa.

Durante a realização das atividades, ressaltar a importância do diálogo respeitoso entre os colegas, promovendo a escuta ativa e valorizando diferentes pontos de vista. Essa prática contribui para o desenvolvimento da oralidade, da empatia e do pensamento crítico.

Na atividade 2, pode-se comentar que adotar é importante, pois existem muitos animais que vivem em abrigos ou nas ruas.

Atividade complementar

• Conhecendo meus vizinhos

Esta atividade visa ampliar percepção dos estudantes sobre comunidade e relações sociais, partindo dos seus entornos imediatos. As entrevistas com vizinhos são uma ferramenta valiosa para desenvolver a oralidade, a escuta e a noção de que cada pessoa tem uma história.

4 COMUNIDADE

OBSERVE ESTA IMAGEM.

Preparação em sala (antes da entrevista)

• Roda de conversa: iniciar perguntando aos estudantes quem são seus vizinhos. Eles sabem os nomes? Sabem onde eles moram (ao lado, em frente, no mesmo prédio)? Explicar que eles terão a missão de atuar como “repórteres” para conhecer melhor essas pessoas.

• Construção do roteiro: criar o roteiro de perguntas coletivamente na lousa. É fundamental que as perguntas sejam simples, diretas e adequadas à faixa etária, tanto para quem pergunta quanto para quem respon-

de. O objetivo é uma conversa amigável, não um interrogatório.

• Simulação: simular a entrevista em sala de aula. Chamar um estudante à frente e praticar as perguntas, demonstrando como se apresentar, agradecer e se despedir. Essa prática ajuda a reduzir a timidez e a preparar os estudantes para a situação real.

Orientações para a família

Enviar um bilhete às famílias explicando a atividade e a importância do acompanhamento de um adulto durante a entrevista. A

3. Respostas pessoais. Os estudantes podem citar alguma ação de limpeza na comunidade ou de arrecadação de alimentos, por exemplo.

1 ESTA IMAGEM REPRESENTA UMA AÇÃO COMUNITÁRIA. O QUE AS PESSOAS DESTA COMUNIDADE ESTÃO FAZENDO?

1. Espera-se que os estudantes respondam que as pessoas estão participando de uma feira de adoção de animais.

2 O QUE DIZ A PLACA PENDURADA NA CERCA DOS CACHORROS? VOCÊ CONCORDA COM A MENSAGEM QUE ELA PASSA? POR QUÊ?

2. Respostas pessoais.

3 VOCÊ JÁ PARTICIPOU DE ALGUMA AÇÃO COMUNITÁRIA? SE SIM, CONTE AOS COLEGAS COMO FOI. SE NÃO PARTICIPOU, O QUE GOSTARIA DE FAZER EM COMUNIDADE?

• TSARFATI, EINAT. OS VIZINHOS. RIO DE JANEIRO: PEQUENA ZAHAR, 2019. ESSE LIVRO CONTA A HISTÓRIA DE UMA MENINA QUE MORA EM UM PRÉDIO DE 7 ANDARES E VIVE IMAGINANDO COMO SERIA O APARTAMENTO DOS SEUS VIZINHOS. DESCUBRA MAIS

presença de um responsável garante a segurança da criança e auxilia na condução da conversa, caso seja necessário.

Sugestões de perguntas para os vizinhos

• Qual é o seu nome?

• Qual é a sua idade?

• Você mora nessa comunidade há quanto tempo?

• O que você faz no seu dia a dia?

• Você já participou de alguma ação comunitária? Se sim, como foi a experiência?

Socialização dos resultados Após a realização das entrevistas, promover uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem o que descobriram. Valorizar cada relato, destacando semelhanças e diferenças nas histórias. Essa troca enriquece o aprendizado e fortalece os laços dentro da turma.

LHAIZA MORENO

BNCC

(

EF01GE03) Identificar e relatar semelhanças e diferenças de usos do espaço público (praças, parques) para o lazer e diferentes manifestações.

(EF01GE07) Descrever atividades de trabalho relacionadas com o dia a dia da sua comunidade.

(EF01GE09) Elaborar e utilizar mapas simples para localizar elementos do local de vivência, considerando referenciais espaciais (frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) e tendo o corpo como referência.

(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: quais lugares vocês frequentam quando saem para passear? Vocês já foram passear em uma praça? Quem levou vocês? Fizeram novas amizades? Estimular os estudantes a compartilhar suas experiências e explorar seus conhecimentos prévios sobre quais atividades podem ser realizadas e nas praças.

Com base nos relatos do grupo, problematizar sobre como são as praças em seu município.

Conhecer as atividades cotidianas dos estudantes e compreender suas relações de afetividade com os lugares que frequentam fornece informações importantes, o que permite adequar seu plano de trabalho à realidade do grupo.

ESPAÇOS DA COMUNIDADE

NA COMUNIDADE ONDE VIVEMOS, EXISTEM LUGARES QUE PODEM SER FREQUENTADOS POR TODAS AS PESSOAS. CHAMAMOS ESSES LUGARES DE ESPAÇOS PÚBLICOS.

Ver orientações no Encaminhamento

PRAÇA

OBSERVE ESTA PRAÇA CHEIA DE PESSOAS.

Sugestão para o professor

1. Resposta pessoal. Incentivar os estudantes a observar a imagem e a descrever as diferentes atividades realizadas pelos personagens, como as crianças brincando com bola, o adulto alongando o corpo, entre outras.

BRASIL Ministério das Cidades. O que são espaços públicos? Brasília, DF, 21 mar. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/cidades/pt-br/acesso-a-informacao/perguntas-frequentes/ desenvolvimento-regional/reabilitacao-de-areas-urbanas/3-o-que-sao-espacos. Acesso em: 7 out. 2025.

Texto que define o que são espaços públicos.

3. Resposta pessoal. Os estudantes podem mencionar vários brinquedos, como carrinho, boneca, bola, peteca, skate, patins ou bicicleta.

1 O QUE AS PESSOAS REPRESENTADAS NESTA IMAGEM ESTÃO FAZENDO?

2 VOCÊ COSTUMA IR A ALGUMA PRAÇA? SE SIM, ELA É PARECIDA COM ESTA?

2. Respostas pessoais.

3 O QUE VOCÊ LEVARIA PARA BRINCAR EM UMA PRAÇA?

4 VOCÊ CONHECE ALGUMA PRAÇA QUE É CUIDADA PELA COMUNIDADE?

4. Resposta pessoal.

O reconhecimento dos lugares de convivência no espaço vivido e percebido pela criança é fundamental para a posterior compreensão e a comparação com espaços maiores e distantes, que são apenas concebidos. A cena proposta estimula a percepção do ser humano como autor de transformações em espaços cotidianos da coletividade, no seu tempo e lugar de convivência.

O reconhecimento da praça como cenário de suas próprias vivências fornece aos estudantes referências que lhes possibilitam refletir e comparar as condições de convívio dos grupos sociais nos quais estão inseridos. Trata-se de um espaço público, um conceito difícil para esta faixa etária, mas é possível abordá-lo a partir de espaços que todos compartilham e pelos quais todos são responsáveis.

Promover a leitura coletiva da imagem, chamando a atenção para as pessoas de várias idades realizando atividades na praça: algumas fazendo reparos; outra plantando e outras desfrutando do espaço (fazendo exercício, brincando, passeando e lendo).

O objetivo principal é encorajar os estudantes a descrever verbalmente as características físicas do espaço, os sujeitos participantes das atividades comunitárias e as diferentes atividades que estão sendo executadas, de tal forma que eles também possam se projetar nesse contexto.

BNCC

(EF01GE03) Identificar e relatar semelhanças e diferenças de usos do espaço público (praças, parques) para o lazer e diferentes manifestações.

(EF01GE07) Descrever atividades de trabalho relacionadas com o dia a dia da sua comunidade.

(EF01GE09) Elaborar e utilizar mapas simples para localizar elementos do local de vivência, considerando referenciais espaciais (frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) e tendo o corpo como referência.

(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.

ENCAMINHAMENTO

Chamar a atenção para a diversidade de possibilidades do que se pode fazer em um parque. Orientar a observação dos detalhes da imagem por meio de questionamentos aos estudantes, por exemplo: o local representado é aberto ou fechado? Há pessoas passeando e trabalhando? Vocês conhecem um lugar semelhante ao da imagem? A habilidade EF01GE03 é abordada durante o trabalho de identificação e reflexão a respeito dos diferentes usos do espaço público. Auxiliar o grupo a analisar os detalhes da imagem, identificando cada uma das atividades e relacionando-as com as experiências pessoais, como os tipos de trabalho que conhecem, mobilizando, assim, a habilidade EF01GE07.

PARQUE

Ver orientações no Encaminhamento

OBSERVE ESTA CENA.

1 O QUE VOCÊ VÊ NESSA CENA? COM OS COLEGAS, DESCREVA A IMAGEM.

2 MARQUE UM X NAS PESSOAS QUE ESTÃO PASSEANDO NO PARQUE.

3 AGORA, CONTORNE AS PESSOAS QUE ESTÃO TRABALHANDO.

4 A GEÓGRAFA ANA FANI ALESSANDRI CARLOS DIZ QUE A RUA, OS PARQUES E AS PRAÇAS SÃO LUGARES ONDE AS PESSOAS SE ENCONTRAM PARA BRINCAR E CONVERSAR. QUAL DESSES LUGARES É O SEU PREFERIDO PARA ENCONTRAR OS AMIGOS?

QUEM É?

1. Resposta pessoal. 4. Resposta pessoal.

ANA FANI ALESSANDRI CARLOS NASCEU EM 1952, NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, NO ESTADO DE SÃO PAULO. ELA É UMA IMPORTANTE GEÓGRAFA QUE ESTUDA DIVERSOS TEMAS RELACIONADOS À CIDADE.

Com base na conversa com o grupo, escrever na lousa uma lista considerando as formas de recreação e trabalho representadas na imagem. Ler as questões e oportunizar uma conversa com o grupo, estimulando todos os estudantes a apresentar suas respostas.

Sugestão para o professor

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Parques e áreas verdes. Brasília, DF, c2025. Disponível em: https://antigo.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/areas-verdes-urbanas/parques-e-% C3%A1reas-verdes.html. Acesso em: 7 out. 2025.

Texto que traz uma definição sobre parque urbano.

CARLOS, Ana Fani Alessandri. O lugar no/do mundo. São Paulo: FFLCH, 2007. A autora reflete sobre o conceito de lugar na sociedade contemporânea.

A IMAGEM A SEGUIR MOSTRA O MESMO PARQUE DA PÁGINA ANTERIOR, MAS AGORA VISTO DE OUTRA POSIÇÃO. OBSERVE.

Mapa ilustrativo. Os elementos não estão representados em proporção de tamanho entre si.

LAURA

5 LAURA É A MULHER QUE ESTÁ CORRENDO NAS RUAS DO PARQUE.

• NA IMAGEM, INDIQUE O CAMINHO QUE LAURA FEZ DO PORTÃO DO PARQUE ATÉ ONDE ELA ESTÁ AGORA.

6 AGORA, OBSERVE AS POSIÇÕES DAS PESSOAS NAS IMAGENS DESTAS PÁGINAS. COM A AJUDA DO PROFESSOR, RESPONDA ÀS QUESTÕES.

A) QUEM FOI A PRIMEIRA PESSOA QUE LAURA ENCONTROU AO ENTRAR NO PARQUE?

X O SEGURANÇA

AS CRIANÇAS NO

GIRA-GIRA

O VENDEDOR DE BALÃO  O CICLISTA

B) QUEM ESTÁ MAIS PERTO DE LAURA?

O SEGURANÇA

X AS CRIANÇAS NO GIRA-GIRA

O VENDEDOR DE BALÃO  O CICLISTA

167

19/09/25 09:03

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 2, devem ser citadas crianças brincando, uma pessoa correndo e outra andando de bicicleta.

A atividade 3 mobiliza a habilidade EF01GE07 no momento da identificação dos trabalhadores presentes no parque: atendente da lanchonete, funcionário da limpeza, vendedor de bexigas, jardineiro e segurança.

Na atividade 5, inicialmente, estimular os estudantes a descrever as características do parque, como a presença de vegetação, ciclovia, brinquedos, pessoas etc. Acompanhar os estudantes na trajetória de Laura desde a identificação da entrada do parque até o percurso final. Essa atividade contribui para o desenvolvimento da habilidade EF01GE09.

BNCC

(EF01GE03) Identificar e relatar semelhanças e diferenças de usos do espaço público (praças, parques) para o lazer e diferentes manifestações.

(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.

Tema Contemporâneo

Transversal: Cidadania e civismo

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: observando as imagens desta página com atenção, vocês identificam algum lugar que já tenham frequentado? Se sim, contar para nosso grupo como foi.

Estimular os estudantes a relatar suas experiências nos lugares representados nas imagens e iniciar a discussão sobre o uso do espaço público, abordando a importância de uma boa convivência nos diferentes espaços que frequentamos.

Ler o texto inicial da página em voz alta. Em seguida, solicitar aos estudantes que leiam o texto com o professor. Essa prática exercita a fluência em leitura oral. Analisar com o grupo as imagens apresentadas. Pedir aos estudantes que identifiquem quais são os locais representados nas ilustrações. Problematizar com o grupo a importância dos espaços públicos e as razões pelas quais devemos zelar por eles.

Incentivar os estudantes a refletir sobre o fato de que, além dos adultos responsáveis pelos espaços públicos, todos podem cuidar deles, mantendo-os limpos, por exemplo.

CONVIVÊNCIA E RESPONSABILIDADES

NA COMUNIDADE

OS ESPAÇOS PÚBLICOS, COMO AS PRAÇAS E OS PARQUES, NÃO TÊM DONO. SÃO LUGARES DE TODOS, E TODAS AS PESSOAS DEVEM CUIDAR DELES.

OBSERVE OUTROS EXEMPLOS DE LUGARES PÚBLICOS.

1 EM SUA OPINIÃO, QUEM DEVE CUIDAR DOS ESPAÇOS PÚBLICOS? POR QUÊ? 1. Respostas pessoais.

VOCÊ DETETIVE

PRAÇAS E PARQUES SÃO IMPORTANTES ESPAÇOS PARA BRINCAR, CONVIVER E TER CONTATO COM A NATUREZA.

ÀS VEZES, ESSES LUGARES NÃO SÃO BEM CUIDADOS E TÊM MUITA SUJEIRA E EQUIPAMENTOS QUEBRADOS.

• FAÇA AS ATIVIDADES COM A AJUDA DE UM ADULTO RESPONSÁVEL.

A) PESQUISE NA INTERNET NOMES DE COMUNIDADES QUE SE ORGANIZARAM PARA REVITALIZAR OU CONSERVAR ALGUMA PRAÇA OU PARQUE.

REVITALIZAR: RENOVAR OU REVIGORAR.

B) PENSE EM ESPAÇOS DO SEU BAIRRO OU PERTO DA SUA CASA QUE PRECISAM DE CUIDADOS. ANOTE A RESPOSTA NO CADERNO.

a) e b) Respostas pessoais. Ver orientações no Encaminhamento

Considerar que os espaços públicos representados nas imagens (bibliotecas, teatros e museus) podem não estar sob administração pública, podendo tratar-se de instituições privadas — abertas para o público.

Na seção Você detetive, orientar os estudantes a pesquisar a recuperação de algum espaço público degradado (praça, parque e museu). Essa pesquisa pode ser sobre o próprio entorno (bairro, rua etc.) ou via internet. Aproveitar a produção escrita dos estudantes, considerando a participação familiar na elaboração da resposta.

Sugestão para os estudantes

SIQUEIRA, Célia. Aprendendo a ser cidadão. São Paulo: Nobel, 2005.

Destinado ao público infantil, o livro traz importante contribuição sobre a convivência solidária, ética e cidadã entre as crianças.

EDUARDOSOUZA
EDUARDOSOUZA
BIBLIOTECA
TEATRO MUSEU
RAYCARDOSO

REGRAS DE CONVÍVIO

VOCÊ E OS COLEGAS VÃO PRODUZIR CARTAZES COM IMAGENS QUE MOSTREM REGRAS PARA O BOM CONVÍVIO EM DIFERENTES LUGARES.

BOM CONVÍVIO: SABER VIVER EM COMUNIDADE E COMPARTILHAR O MESMO ESPAÇO.

OS CARTAZES VÃO AJUDAR A COMUNICAR ÀS PESSOAS ESSAS NORMAS DE BOA CONVIVÊNCIA.

1 O PROFESSOR VAI DIVIDIR A TURMA EM GRUPOS.

2 CADA GRUPO FICARÁ RESPONSÁVEL POR UM LUGAR DIFERENTE: BIBLIOTECA, TEATRO, MUSEU, PARQUE OU PRAÇA.

3 COM SEU GRUPO, PRODUZA IMAGENS QUE MOSTREM BOAS ATITUDES DE CONVÍVIO NESSE LUGAR. VOCÊS PODEM RECORTAR IMAGENS DE REVISTAS.

4 PENSEM EM UM TÍTULO E NAS INFORMAÇÕES QUE DEVEM ACOMPANHAR AS IMAGENS.

5 ANTES DE INICIAR A MONTAGEM DO CARTAZ, CONVERSEM COM O PROFESSOR E PENSEM NO ESPAÇO QUE CADA ITEM DEVE OCUPAR NA CARTOLINA: O TÍTULO, AS IMAGENS E AS INFORMAÇÕES.

6 AJUDEM O PROFESSOR A ORGANIZAR UMA EXPOSIÇÃO COM O QUE VOCÊS PRODUZIRAM E A PENSAR EM UMA MANEIRA DE APRESENTAR OS CARTAZES.

Organize-se

• Papel sulfite

• Lápis de cor

• Revistas para recorte

• Cartolina

• Tesoura com pontas arredondadas

• Cola

ENCAMINHAMENTO

19/09/25 09:03

Antes das orientações, ler com os estudantes em voz alta o boxe do glossário e o significado da expressão bom convívio, que eles trabalharão na atividade. Ler todas as informações e explicar detalhadamente a proposta da atividade. Combinar com os estudantes algumas regras, como não espalhar papéis pelo chão; jogar os retalhos recortados no lixo; ter cuidado com o material coletivo da escola; respeitar as escolhas dos colegas na hora de realizar a atividade, entre outras, desenvolvendo assim a habilidade EF01GE04.

Conversar com os grupos sobre a importância da organização do cartaz e a apresentação de todas as informações solicitadas. Nesse momento, abordar as características do gênero “cartaz” falando sobre o tamanho da letra que usarão para escrever as informações.

Combinar que, antes de fazer a colagem, você vai ajudar cada grupo a analisar qual é a melhor forma de distribuir as informações no cartaz. Pedir aos estudantes que façam um rascunho do que será escrito; corrigir, se for necessário, e orientar a finalização da apresentação. Se possível, produzir legendas com os estudantes, descrevendo a atitude representada em cada desenho.

O QUE E COMO AVALIAR

Avaliar o que os estudantes compreendem sobre os espaços da comunidade envolve observar sua capacidade de reconhecer esses locais como coletivos, identificar suas funções sociais e refletir sobre a importância do cuidado e da responsabilidade compartilhada. Para isso, propor aos estudantes a criação de um “Guia de boa convivência na comunidade”, reunindo conteúdos sobre espaços públicos, convivência e responsabilidade. Orientá-los a escolher um espaço público, descrever sua função social, representar visualmente o local e elaborar regras de convivência que promovam o cuidado coletivo e o respeito entre as pessoas.

Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 7 e 10

Competências específicas de Ciências da Natureza: 2, 3 e 8

Competências específicas de Ciências Humanas: 3 e 6

Competências específicas de Geografia: 1, 2, 5, 6 e 7

Competência específica de História: 3

Habilidades de Geografia:

EF01GE01, EF01GE03, EF01GE07 e EF01GE08

Habilidade de História: EF01HI04

ENCAMINHAMENTO

O jardim é uma área verde de menor extensão em relação a um parque. Para saber mais sobre o assunto, consultar: BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Parques e áreas verdes. Brasília, DF, c. 2025. Disponível em: https://antigo.mma. gov.br/cidades-sustentaveis/areas-verdes-urbanas/ parques-e-%C3%A1reasverdes.html. Acesso em: 7 out. 2025.

O conceito de ser vivo é mais complexo na área da Biologia. Aqui, ele foi apresentado de forma mais simplificada, considerando a faixa etária dos estudantes.

Fazer a leitura do texto para os estudantes, se possível mais de uma vez, para orientar na interpretação considerando que há termos novos. Mostrar as fotografias desta dupla de páginas e orientar os estudantes na leitura e interpretação das imagens.

O estudo das características dos animais e das plantas é fundamental como preparação para o trabalho com habilidades que serão exploradas no segundo ano. Além disso, é um assunto

5 ANIMAIS E PLANTAS DE UM JARDIM

O JARDIM É UM TIPO DE AMBIENTE CONSTRUÍDO POR PESSOAS. NELE, PODEMOS ENCONTRAR MUITAS PLANTAS E ANIMAIS.

AS PLANTAS E OS ANIMAIS SÃO SERES VIVOS. OS SERES VIVOS NASCEM, SE ALIMENTAM, CRESCEM, PODEM SE

REPRODUZIR E DEPOIS MORREM.

ANIMAIS DE JARDIM

JARDINS COSTUMAM TER GRANDE VARIEDADE DE ANIMAIS.

ÀS VEZES, PRECISAMOS OBSERVAR O AMBIENTE COM

ATENÇÃO PARA ENCONTRAR UM ANIMAL. ALGUNS DELES SÃO

PEQUENOS E BUSCAM ABRIGO NAS PLANTAS OU NO SOLO.

1 OBSERVE AS IMAGENS.

que desperta curiosidade nos estudantes e contribui para o desenvolvimento de competências que envolvem a compreensão de fenômenos relacionados ao mundo natural.

A atividade 1 permite levantar os conhecimentos prévios dos estudantes em relação aos seres vivos que habitam um jardim. Nessa atividade, é possível instigar a participação ativa da turma e, se possível, o professor pode perguntar àqueles estudantes que não participam tão ativamente, permitindo-lhes espaço de fala.

A atividade 2 permite verificar o conhecimento dos estudantes sobre a diversidade de animais, assim como treinar a habilidade da leitura em voz alta dos nomes dos animais. Ela também permite que os estudantes observem exemplos de animais que habitam um jardim e os lugares onde eles podem ser encontrados. Esse trabalho possibilita a verificação dos conhecimentos prévios dos estudantes sobre animais em geral.

JOANINHA E SEUS OVOS.
CARACOL.
ABELHA.

LOUVA-A-DEUS.

TATUZINHO-DE-QUINTAL.

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes conheçam

2 AGORA, LEIA AS LEGENDAS DAS FOTOGRAFIAS COM OS NOMES DOS ANIMAIS E CONTE AOS COLEGAS QUAIS DELES VOCÊ JÁ CONHECIA.

ao menos de nome alguns desses animais ou já tenham encontrado alguns deles. Verificar se eles associam os nomes às imagens.

3 EM CASA, MOSTRE AS FOTOGRAFIAS A UM FAMILIAR E LEIA O NOME DE CADA UM DOS ANIMAIS DA PÁGINA ANTERIOR E DESTA PÁGINA. DEPOIS, PEÇA A ESSA PESSOA QUE CONTE O QUE SABE SOBRE UM DOS ANIMAIS.

3. Resposta pessoal.

4 NA SALA DE AULA, CONTE AOS COLEGAS E AO PROFESSOR O QUE VOCÊ DESCOBRIU.

4. Resposta pessoal. Deixar que os estudantes contem para a turma o que ouviram do adulto responsável.

Sugestão para os estudantes

MEIRELES, Cecília. Leilão de Jardim. In: MEIRELES, Cecília. Ou isto ou aquilo. São Paulo: Global, 2014.

O poema “Leilão de Jardim”, presente na obra Ou isto ou aquilo, de Cecília Meireles, convida os leitores a imaginar um leilão encantado de elementos da natureza.

POLINIZAÇÃO: A importância das abelhas. Publicado por: O Show da Luna. 2024. 1 ví-

deo (ca. 12 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=JI3H9TdZi00. Acesso em: 8 out. 2025.

Animação sobre a importância das abelhas.

TATU Bola. 2023. 1 vídeo (ca. 4 min). Publicado por: Shauan Bencks - Tema. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v =SHhr6YXI5LE. Acesso em: 8 out. 2025. Música infantil sobre o tatu bola no jardim.

Nesta etapa de organização de informações, realizada com base na leitura e interpretação compartilhada de imagens de animais, estimular mais uma vez a exposição oral, tanto individual quanto coletiva das ideias. Aproveitar para explorar, por meio de perguntas objetivas, detalhes representados nessas imagens, entre os quais aqueles que se referem ao local onde cada animal é encontrado: no solo? Nas plantas? Entre pedras? Na fotografia da joaninha, apontar para os estudantes os ovo desse inseto.

A atividade 3 permite que a família participe ativamente do processo de ensino-aprendizagem do estudante, estimulando a troca de conhecimentos entre os familiares. Ao encaminhar a atividade para casa, realizar a leitura em voz alta das legendas, solicitando aos estudantes que façam o mesmo com um de seus familiares. Se necessário, orientar os responsáveis dos estudantes no sentido de que, ao longo do ano, eles terão algumas propostas de atividade para fazer em casa. É importante que haja uma participação ativa da família, especialmente em atividades que estimulem o processo de alfabetização.

Há a possibilidade de complementação das espécies com a diversidade local. Trazer a biodiversidade regional, sempre que possível, é bem-vindo para enriquecer os conhecimentos gerais dos estudantes.

LARVA DE MARIPOSA.
ARANHA. FORMIGAS. MINHOCA.

ENCAMINHAMENTO

Para observação da obra Borboletas, de Andy Warhol, organizar os estudantes em duplas. Como essa atividade exige muita atenção, pedir aos estudantes que, primeiro, observem a obra e, depois, troquem ideias sobre ela como um todo, analisando aspectos mais gerais como: o que está representado nela? Quais cores foram utilizadas? É possível observar diferentes tons da mesma cor?

As manifestações artísticas podem ser ponto-chave para o trabalho com habilidades socioemocionais, como o autoconhecimento, por meio de discussões embasadas em perguntas, por exemplo: o que esse quadro lhe faz sentir? Alguma dessas cores lhe desperta algum sentimento? Poderia descrevê-lo?

Para ampliar essa abordagem, mostrar aos estudantes outras fotografias de trabalhos realizados por Andy Warhol. Contar a eles que, além de artista plástico, ele trabalhou na área musical, com grupos de rock, e fez fotografias e filmagens. Foi também ilustrador de revistas e elaborou anúncios publicitários, que tinham como marca o uso de tintas acrílicas, com cores fortes e brilhantes.

Nos anos 1960, Warhol passou a se interessar por temas do cotidiano, em especial por artigos de consumo. Ele também fez reproduções em série e com variações de cores, dos rostos de pessoas famosas, como as atrizes Marilyn Monroe e Liz Taylor e o cantor Elvis Presley. Mesmo não sendo comuns, fez obras de arte utilizando a técnica de colagem e materiais descartáveis.

DIÁLOGOS

ARTE

VOA, VOA, BORBOLETA!

AGORA, VOCÊ

VAI CONHECER

A OBRA

BORBOLETAS .

ELA FOI

PRODUZIDA POR UM ARTISTA

CHAMADO ANDY WARHOL EM 1955.

BORBOLETAS, DE ANDY WARHOL, 1955. IMPRESSÃO SOBRE TELA, 31,8 CENTÍMETROS x 25,4 CENTÍMETROS.

ANDY WARHOL NASCEU EM 1928 NOS ESTADOS UNIDOS E VIVEU ATÉ 1987. ELE FOI UM IMPORTANTE ARTISTA DE SUA ÉPOCA. ANDY FICOU CONHECIDO POR SUAS OBRAS DE ARTE COM CORES VIVAS.

1 COM UM COLEGA, OBSERVEM A OBRA APRESENTADA E COMPAREM OS DETALHES DE CADA BORBOLETA.

1. Espera-se que os estudantes comparem o corpo das borboletas quanto ao tamanho, à cor e ao formato das asas e das antenas, por exemplo.

Sugestão para o professor

CRIVANO, Giovanna Maia. A arte como aparato cultural e dispositivo para desenvolvimento socioemocional. In: PESSÔA, Luciana Fontes. Promoção de saúde e desenvolvimentos em abordagens e contextos distintos. Rio de Janeiro: Editora PUC-Rio, 2023.

Neste artigo, a autora apresenta a Arte como um instrumento cultural e pedagógico para o desenvolvimento de competências socioemocionais.

2 AGORA, FAÇAM O QUE SE PEDE.

A) COMPLETEM OS NOMES DAS CORES DAS BORBOLETAS DA OBRA COM AS VOGAIS QUE FALTAM. DEPOIS, LEIAM ESSES NOMES UM PARA O OUTRO.

B) PINTEM CADA BORBOLETA COM A COR QUE VOCÊS ESCREVERAM AO LADO.

C) ESCREVAM DENTRO DOS QUADRINHOS O NÚMERO DE BORBOLETAS DE CADA COR DA OBRA DE ANDY WARHOL.

3 AGORA, DESENHE SUA PRÓPRIA BORBOLETA NO CADERNO. DEPOIS, COMPARE SUA BORBOLETA COM UMA DAS BORBOLETAS REPRESENTADAS NA OBRA DE ANDY WARHOL E CONTE AOS COLEGAS: O QUE FICOU SEMELHANTE? E O QUE FICOU DIFERENTE?

3. Respostas pessoais. É importante incentivar os estudantes a desenvolver a criatividade deles na hora de desenhar. 173

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Sugestão para os estudantes

19/09/25 13:46

BORBOLETA Luna. Publicado por: O Show da Luna. 2015. 1 vídeo (ca. 12 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=oLqEGAkj-qQ. Acesso em: 8 out. 2025. Animação com curiosidades sobre as borboletas.

LAGARTA Comilona. 2023. 1 vídeo (ca. 3 min). Publicado por: Shauan Bencks - Tema. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=9Nv46pFDjMw. Acesso em: 8 out. 2025. Música infantil sobre uma lagarta que vira borboleta.

Na atividade 1, os estudantes podem observar as diferenças de formas e cores das borboletas. Apesar de ser uma representação artística, é possível apresentar algumas fotografias para mostrar que essa diversidade de morfologia existe na realidade, até com maiores variações. A Morfologia é o ramo das ciências que se dedica ao estudo da forma dos animais. Essa proposta de atividade apresenta aos estudantes um exemplo de que a observação de formas e cores da natureza pode ser inspiração para obras artísticas. Na atividade 2. a), mostrar aos estudantes que as cores utilizadas nessa obra foram representadas em tons mais claros e mais escuros. Na atividade 2. b), os estudantes são levados a relacionar as palavras ao seu significado, em um exercício básico de semântica. A pintura das borboletas dentro de um traçado delimitado também auxilia na coordenação motora dos estudante. Na atividade 2. c), é possível desenvolver habilidades da Matemática, com a contagem das borboletas e a separação em grupos. Na atividade 3, é provável que, além das diferenças de tamanho do corpo e forma de representação das asas, alguns estudantes podem notar diferenças na posição das borboletas; algumas foram representadas de lado. Acompanhar os estudantes na elaboração dos desenhos e na discussão entre eles ao comparar o que ficou semelhante e diferente da obra.

BNCC

(EF01GE01) Descrever características observadas de seus lugares de vivência (moradia, escola etc.) e identificar semelhanças e diferenças entre esses lugares.

(EF01GE03) Identificar e relatar semelhanças e diferenças de usos do espaço público (praças, parques) para o lazer e diferentes manifestações.

(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes: vocês frequentam locais com árvores frutíferas? Que árvores são essas? Há alguém que cuida delas? Vocês já viram algum animal nessas árvores?

Por meio destas páginas, os estudantes ampliam seus conhecimentos sobre plantas que podem ser encontradas em jardins e, mais especificamente, sobre árvores frutíferas. Ler para os estudantes os textos sobre a importância das plantas com calma, dando tempo para que os estudantes associem as imagens e suas legendas. Pedir aos estudantes que repitam oralmente alguns trechos ou os textos das legendas. Depois, ler os enunciados de cada atividade antes de pedir a eles que respondam.

Após o estudo das plantas de jardim, é possível verificar se os estudantes conseguiram identificar os animais e as plantas apresentados como possíveis habitantes de jardins. Perguntar onde, na fotografia de jardim apresentada, os estudantes poderiam encontrar os animais apresentados nas páginas 170 e 171.

PLANTAS DE JARDIM

ALÉM DE ANIMAIS, OS JARDINS COSTUMAM TER MUITAS PLANTAS, COMO AS DA IMAGEM DESTA PÁGINA.

JARDIM NA BEIRA DE UM LAGO COM DIVERSIDADE DE PLANTAS, ALGUMAS EM FLORAÇÃO. AS PLANTAS SÃO MUITO IMPORTANTES PARA OS ANIMAIS. PARA ALGUNS, ELAS SERVEM DE ALIMENTO. PARA OUTROS, ELAS TAMBÉM SERVEM DE ABRIGO.

• UM CIENTISTA, UMA HISTÓRIA: EPISÓDIO 18: GRAZIELA MACIEL BARROSO. PUBLICADO POR: SESI. 2016. 1 VÍDEO (CA. 5 MIN). DISPONÍVEL EM: https://www.youtube.com/watch?v=qkBPHCgLahQ ACESSO EM: 24 SET. 2025.

NESSE VÍDEO VOCÊ VAI CONHECER UM POUCO SOBRE GRAZIELA MACIEL BARROSO, UMA CIENTISTA BRASILEIRA QUE AMAVA AS PLANTAS. ELA VIAJOU O BRASIL PARA ESTUDAR E DESENHAR FLORES, FOLHAS E FRUTOS, AJUDANDO A MONTAR COLEÇÕES IMPORTANTES EM JARDINS BOTÂNICOS E MUSEUS.

Aproveitar o momento para a avaliação do desenvolvimento das habilidades de observação e interpretação de imagens dos estudantes. Caso os estudantes ainda apresentem dificuldades em reconhecer plantas e animais de jardim, ampliar o número de imagens apresentadas, buscando outros exemplos de animais e plantas em figuras de revistas ou jornais, assim como em vídeos que estejam disponíveis na escola ou selecionados pelo professor. Também é possível solicitar a eles, antecipadamente, que tragam fotografias que mostrem seres vivos no jardim.

DESCUBRA MAIS

AS FOTOGRAFIAS DESTA PÁGINA MOSTRAM PLANTAS QUE SÃO COMUNS EM ALGUNS JARDINS. OBSERVE AS IMAGENS COM ATENÇÃO.

AVENCA.

JABUTICABEIRA.

ROSEIRA.

PITANGUEIRA.

1 VOCÊ JÁ VIU ALGUMA DESSAS PLANTAS? SE SIM, CONTE AOS COLEGAS ONDE ESSA PLANTA ESTAVA.

1. Respostas pessoais.

2 DESCUBRA A ORDEM CORRETA DAS SÍLABAS E DEPOIS

ESCREVA OS NOMES DAS FRUTAS PRODUZIDAS PELAS ÁRVORES FRUTÍFERAS DESTA PÁGINA.

CA JA BU TI BA

Jabuticaba.

ENCAMINHAMENTO

PI GA TAN

Pitanga.

19/09/25 13:46

A atividade 1 permite a troca entre os estudantes de seus conhecimentos prévios sobre a diversidade de plantas apresentadas no livro. Além disso, permite relacionar as características de cada planta ao seu local de plantio.

A atividade 2 permite aos estudantes treinar sua habilidade de escrita, por meio da cópia das sílabas apresentadas. Ler com eles todas as sílabas e pedir que repitam sozinhos antes de descobrirem qual é a palavra. Ao final, anotar com eles a resposta. Aproveitar para valorizar esses alimentos como componentes de uma alimentação equilibrada, fundamental para a manutenção da saúde do nosso corpo.

Apresentar árvores frutíferas regionais do Brasil, valorizando o conhecimento do próprio bioma. Há possibilidade de o professor relacionar as frutas com as características do clima regional. Para isso, é possível acessar a série da TV Futura chamada “Um pé de quê?”, apre-

sentada por Regina Casé, indicada na Sugestão para o professor. Essa série apresenta informações sobre várias das árvores brasileiras, com um riquíssimo repertório de espécies.

O trabalho com o tema das plantas de jardim e árvores frutíferas favorece o desenvolvimento da habilidade EF01GE01, pois, ao explorar os espaços de vivência dos estudantes, como suas casas, escolas e comunidades, e ao perguntar sobre a presença de árvores frutíferas, estimula-se a descrição de características desses lugares, além da identificação de semelhanças e diferenças entre eles. A habilidade EF01GE03 é desenvolvida quando se propõe a observação e análise de espaços públicos como jardins, praças e parques, relacionando os usos desses espaços para o lazer e para o contato com a natureza, promovendo a valorização das diferentes manifestações culturais e ambientais. Já a habilidade EF01HI04 é contemplada ao incentivar os estudantes a reconhecerem os diferentes ambientes em que vivem (doméstico, escolar e comunitário) e refletirem sobre os hábitos e as regras que os caracterizam, como o cuidado com plantas e o respeito à biodiversidade.

Sugestão para o professor

UM PÉ DE QUÊ? c2025. Disponível em: http://www. umpedeque.com.br/. Acesso em: 15 ago. 2025.

Série com vários episódios sobre árvores brasileiras.

BNCC

(EF01GE01) Descrever características observadas de seus lugares de vivência (moradia, escola etc.) e identificar semelhanças e diferenças entre esses lugares.

(EF01GE03) Identificar e relatar semelhanças e diferenças de usos do espaço público (praças, parques) para o lazer e diferentes manifestações.

(EF01GE07) Descrever atividades de trabalho relacionadas com o dia a dia da sua comunidade.

(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.

Tema Contemporâneo

Transversal: Meio ambiente

ENCAMINHAMENTO

Fazer a leitura e interpretação do texto dessa dupla de páginas, de forma lenta, considerando que ele contém termos novos. Mostrar aos estudantes as duas fotografias de jardim e solicitar que comparem os componentes representados nelas.

Feita a leitura conjunta do texto, propor aos estudantes que se revezem em uma segunda leitura. Sobre as imagens, é importante destacar que as plantas possuem órgãos que são agrupados em dois grupos. O primeiro grupo são aqueles relacionados ao crescimento do vegetal: a raiz, o caule e as folhas. O segundo grupo de órgãos é aquele relacionado à reprodução: as flores, os frutos e as sementes.

CUIDADOS COM O JARDIM

OBSERVE NAS FOTOGRAFIAS ALGUNS EXEMPLOS DE JARDINS QUE ENCONTRAMOS EM RESIDÊNCIAS.

JARDIM DE UMA CASA. JARDIM DE UM APARTAMENTO.

AS PLANTAS DE UM JARDIM PRECISAM RECEBER ÁGUA COM FREQUÊNCIA PARA SE MANTER VIVAS. ELAS TAMBÉM PRECISAM SE DESENVOLVER EM UM SOLO QUE COLABORE PARA QUE ELAS CRESÇAM.

JARDINS COM PLANTAS BEM CUIDADAS ATRAEM MAIOR VARIEDADE DE ANIMAIS.

PARA MANTER UM JARDIM, É IMPORTANTE TER ALGUÉM QUE CUIDE DAS PLANTAS.

EM ALGUNS LUGARES, QUEM FAZ ISSO É O JARDINEIRO, PROFISSIONAL

QUE CONHECE E SABE CUIDAR DAS PLANTAS DE JARDINS. ELE SABE PREPARAR A TERRA, ESCOLHER AS PLANTAS QUE SERÃO CULTIVADAS E AQUELAS QUE PODEM SER RETIRADAS.

Realizar a leitura da seção Você detetive, estimulando os estudantes a se sentirem como repórteres que farão uma entrevista com o jardineiro ou com a pessoa que sabe cuidar de plantas na escola. Valorizar o encontro dos estudantes como uma oportunidade de aprender mais sobre o ambiente dos jardins e de conhecer alguns detalhes sobre o trabalho desenvolvido pelo profissional especializado no cuidado desse ambiente construído. Se julgar interessante, pedir aos estudantes que façam primeiro um rascunho em folhas de papel avulsas com as respostas da entrevista proposta. Depois, em sala de aula, auxiliá-los a passar a limpo esse registro no livro. Se achar oportuno, comentar com os estudantes sobre a profissão de paisagista e mostrar a eles imagens que possam ser acessadas pela internet dos jardins projetados pelo paisagista e arquiteto brasileiro Roberto Burle Marx, indicado na Sugestão para os estudantes.

BORBOLETA SE ALIMENTANDO

VOCÊ DETETIVE

Respostas pessoais. Ver orientações no Encaminhamento

COM A AJUDA DO PROFESSOR, FORMEM GRUPOS E CONVERSEM COM UM JARDINEIRO OU UMA PESSOA QUE SAIBA CUIDAR DE PLANTAS EM SUA ESCOLA. SIGAM O ROTEIRO E ESCREVAM AS RESPOSTAS DADAS PELA PESSOA.

1. QUAL É SEU NOME?

2. QUAL É SUA IDADE?

3. QUEM ENSINOU VOCÊ A CUIDAR DAS PLANTAS?

4. QUAL É O NOME DE SUA PLANTA PREFERIDA?

5. O QUE PODE PREJUDICAR O CRESCIMENTO SAUDÁVEL DAS PLANTAS DE UM JARDIM?

6. VOCÊ PODERIA DAR UMA DICA PARA A TURMA DE COMO CUIDAR

DAS PLANTAS?

DESCUBRA MAIS

• GALVÃO, DIANA; STERTZ, THOMAS. O PEQUENO JARDINEIRO MÁGICO: TOM E GINGER, A SAPINHA SAPECA. ILUSTRAÇÕES: MARIANA L. BASQUEIRA. BARUERI: ESTAÇÃO DAS LETRAS E CORES, 2013. NESSE LIVRO, TOM É UM MENINO QUE ADORA AS PLANTAS E, COM A SAPINHA GINGER, APRENDE MUITAS COISAS NOVAS SOBRE COMO ELAS NASCEM E CRESCEM.

ENCAMINHAMENTO

Caso não haja uma pessoa disponível para a conversa na escola, verificar com o corpo discente se algum pai ou mãe trabalha como jardineiro ou paisagista. Se houver possibilidade, convidar esse familiar para uma conversa na sala de aula. Também é possível utilizar imagens e vídeos da internet, ou realizar entrevistas por escrito com esses profissionais.

Ao realizar a leitura e interpretação do texto sobre os jardins, favorece-se o desenvolvimento da habilidade EF01GE01, pois os estudantes são convidados a observar e com-

parar características dos espaços de vivência, como o jardim da escola e os jardins de suas casas ou comunidades, identificando semelhanças e diferenças entre esses ambientes. A habilidade EF01GE03 é estimulada ao analisar os usos dos espaços públicos, como praças e parques, e refletir sobre como esses locais são utilizados para o lazer, o convívio social e o contato com a natureza, promovendo a valorização das diferentes manifestações culturais e ambientais. Já a habilidade EF01HI04 é contemplada ao incentivar os estudantes a reconhecerem os hábitos e as regras que regem os ambientes doméstico, escolar e

comunitário, especialmente no cuidado com plantas e na preservação dos espaços verdes. A proposta de entrevista com o jardineiro ou paisagista, além de ampliar o repertório dos estudantes sobre profissões ligadas ao cuidado com o meio ambiente, contribui para o desenvolvimento da consciência ambiental, alinhando-se ao tema contemporâneo transversal Meio ambiente.

Atividade

complementar

• Desenvolvimento de uma planta

Sugere-se levar um vaso de planta para a sala de aula e acompanhar com os estudantes, com mais detalhes, o desenvolvimento dessa planta, assim como suas necessidades de cuidados. Dessa maneira, os estudantes terão a oportunidade de acompanhar uma planta ao longo do tempo, ampliando conhecimentos desenvolvidos na visita ao jardim. Lembre-se de escolher uma espécie mais adequada às condições ambientais de sua sala de aula, principalmente quanto à luminosidade. Há plantas que conseguem viver em locais mais sombreados, enquanto outras se desenvolvem melhor em locais iluminados.

Sugestão para os estudantes

SÍTIO ROBERTO BURLE MARX. c2025. Disponível em: https://sitioburlemarx.org. Acesso em: 15 ago. 2025. Esse espaço, que recebeu o título de Patrimônio Cultural Brasileiro, foi doado pelo paisagista Burle Marx ao governo da cidade do Rio de Janeiro, em 1985. Nele, há salas de aula, biblioteca e um auditório onde são realizados concertos. No local, há exposições e uma coleção com cerca de 3 mil espécies de plantas.

ENCAMINHAMENTO

Para a realização da visita ao jardim, é necessária a escolha prévia do local, assim como uma visita técnica para preparação das atividades que serão desenvolvidas. Caso a escola não possua jardim, é necessário verificar a possibilidade, com a coordenação e os pais, de levar os estudantes a uma praça, parque ou jardim público. Para tanto, todas as providências devem ser tomadas com antecedência, como a elaboração de uma autorização por escrito dos pais.

Orientar o uso de calçado fechado, calça comprida, repelente para insetos e protetor solar. Verificar se o jardim escolhido possui uma fonte próxima de água potável; se não houver, considerar a possibilidade de levar água para os estudantes.

Se a turma for numerosa, considerar a possibilidade de ser acompanhado por mais um professor e/ou colaborador da escola. Também é possível dividir a turma em subgrupos e realizar a visita com um número reduzido de estudantes.

Para potencializar os aprendizados, é interessante levar materiais como lupas de mão, pazinhas de jardinagem e regadores. Com eles, é possível realizar pequenos experimentos com os estudantes, como a observação de partes da planta ampliadas com o uso da lupa, ou a observação das camadas do solo com o uso da pá.

Os combinados realizados com os estudantes antes da visita são muito importantes e, além de potencializar a experiência pedagógica, auxiliam nos cuidados e na segurança de todos. Os jardins podem ter animais peçonhentos, plantas venenosas, plantas alergênicas, espinhos perfurantes, entre outros elementos que, quando bem geren-

CIÊNCIAS EM AÇÃO

VISITANDO UM JARDIM

O PROFESSOR VAI ORGANIZAR COM A TURMA UMA VISITA A UM JARDIM.

Ver orientações no Encaminhamento

ANTES DA VISITA

1 ANTES DO DIA MARCADO, O PROFESSOR VAI COMBINAR COMO SERÁ A VISITA PARA QUE TODOS COLABOREM E RESPEITEM O AMBIENTE DO JARDIM.

2 AGORA, AJUDE O PROFESSOR A COMPLETAR ESSA LISTA COM MAIS COMBINADOS. 2. Resposta pessoal. Fazer o combinado com toda a turma e registrar na lousa os itens selecionados. Veja alguns exemplos de combinados:

– Andar em duplas;

– Não sair de perto do professor;

– Para tirar dúvidas, levantar a mão;

– Durante o trajeto, falar baixinho com os colegas para não assustar os animais;

– Não se distrair com brincadeiras;

– Ouvir com atenção as orientações dadas pelo professor.

ciados, oferecem riscos mínimos às pessoas. Em caso de acidentes, procurar auxílio médico o mais rápido possível.

Ao iniciar a preparação da lista, nas atividades 1 e 2, estimular os estudantes a trocar ideias durante sua elaboração, tornando a atividade mais significativa. Enfatizar a necessidade

de pensar em atitudes, individuais e coletivas, que contribuam para uma observação atenta e para a conscientização sobre a necessidade de preservar o espaço que será estudado.

Sugestão para o professor

MAYRINK, Victor. A primavera chegou no Brasil! Conheça destinos com Jardins Botânicos que celebram a biodiversidade brasileira. Brasília, DF: Ministério do Turismo, 22 set. 2025. Acesso em: 7 out. 2025.

Conteúdo da Agência de Notícias do Turismo com indicações de jardins botânicos nas cinco regiões do Brasil.

ATENÇÃO ÀS PISTAS DE ANIMAIS EM JARDINS!

EM UM JARDIM, ÀS VEZES OS ANIMAIS NÃO APARECEM, MAS PODEMOS OBSERVAR AS PISTAS DE QUE ELES VIVEM OU CIRCULAM NESSE AMBIENTE.

1 OBSERVE AS IMAGENS E SUBLINHE NAS LEGENDAS O NOME DO ANIMAL QUE DEIXOU PISTAS.

MUDA: TROCA DE REVESTIMENTO DO CORPO QUE ALGUNS ANIMAIS FAZEM.

2 VOCÊ JÁ TINHA OBSERVADO PISTAS COMO ESTAS? SE SIM, EM QUE LUGAR ELAS ESTAVAM? 2. Respostas pessoais.

Atividade complementar

• Antes da visita Pedir aos estudantes que fechem os olhos durante alguns instantes e, então, por meio de uma narração livre, conduzi-los a imaginar um jardim com plantas, animais e outros elementos da natureza. Após a narração, solicitar a alguns estudantes que relatem o que conseguiram imaginar e o que esperam da visita que farão ao jardim.

Recomenda-se visitar o glossário do livro sempre que detectar a necessidade do trabalho com novas palavras apresentadas aos estudantes.

Registrar as respostas dadas pelos estudantes para a atividade 2. Elas podem ampliar os conhecimentos desenvolvidos até agora sobre os animais encontrados em jardins. Solicitar aos estudantes que tenham visto pistas como essas em outro local que relatem aos colegas onde e como era esse local. Explicar aos estudantes que é comum encontrarmos pistas como as apresentadas nos jardins, mas, para que isso aconteça, é preciso observar tudo com muita atenção.

Na visita ao jardim, se possível, fotografar tudo o que for encontrado para depois relembrar, com os estudantes, detalhes como: o local onde cada pista foi encontrada, suas cores, as quantidades e os tipos de elementos que as compõem, seus tamanhos e formas e, caso tenha ocorrido, a possível presença de outros animais próximos a essas pistas. Essas informações ajudam a compreender melhor os hábitos de vida dos animais aos quais as pistas estão relacionadas.

MUDA DE CIGARRA
FEZES DE LAGARTA OVOS DE BORBOLETA

ENCAMINHAMENTO

Caso não seja possível sair com os estudantes para um jardim, uma alternativa é levar para a sala de aula um terrário, ou até mesmo realizar a montagem de um com os estudantes. A atividade simulará um pequeno jardim, sendo importante a presença dos componentes não vivos — terra, água, luz e ar, com boa circulação — e de seres vivos, como plantas e animais.

É interessante fazer um ensaio coletivo da atividade de visitação do jardim. Nesse momento, exemplificar algumas das solicitações que serão feitas aos estudantes: escolher plantas e discutir quais de suas características deveriam ser representadas em desenhos; identificar árvores frutíferas; investigar a presença ou o vestígio de algum animal.

Antes da visita, se necessário, propor uma primeira leitura compartilhada do roteiro de observações. Pode-se repetir esse procedimento mais uma ou duas vezes. Estimular os estudantes a expor suas dúvidas de compreensão de termos e de comandos que compõem o texto.

A atividade 1 será realizada no dia da visita. Relembrar os estudantes sobre a necessidade de observar atentamente cada componente encontrado ao longo do trajeto. Acompanhar as duplas auxiliando-as na elaboração de suas representações, apontando sugestões para o desenho das árvores, dos animais e de suas pistas. Caso os estudantes apresentem dificuldade em fazer anotações diretamente no livro, antes da visita, distribuir folhas de papel avulsas em que eles possam fazer os rascunhos de seus registros.

DURANTE A VISITA

Ler os itens a, b e c a seguir mais de uma vez para ajudar os estudantes a representar os desenhos.

1 JUNTE-SE A UM COLEGA E, COM A AJUDA DO PROFESSOR, FAÇAM UM DESENHO DE OBSERVAÇÃO CONFORME O ROTEIRO.

ATENÇÃO!

NÃO TOQUEM NA TERRA, NAS PLANTAS NEM NOS ANIMAIS.

ROTEIRO DE OBSERVAÇÕES

ESCOLHAM UMA PLANTA E FAÇAM UM DESENHO DELA NO ESPAÇO A SEGUIR. PROCUREM PRESTAR ATENÇÃO EM ALGUNS DETALHES COMO:

A) O FORMATO, O TAMANHO E AS CORES DA PLANTA;

B) SE A PLANTA ESCOLHIDA FOR UMA ÁRVORE FRUTÍFERA, PESQUISEM OU PERGUNTEM PARA O PROFESSOR O NOME DELA E ESCREVAM ACIMA DO DESENHO;

C) TEM ALGUM ANIMAL NA PLANTA? SE TIVER, DESENHEM TAMBÉM O ANIMAL.

1. Resposta pessoal. 1. a), b) e c) Produção pessoal.

Se possível, utilizar uma lupa para auxiliar os estudantes na observação de pequenos animais que podem ser encontrados no solo, em folhas, flores ou caules de plantas. Se esse procedimento for realizado, manter-se atento para evitar que toquem nas plantas ou na terra sem a proteção adequada das mãos. Caso tenha optado pela elaboração de rascunhos, agora em sala de aula, orientar os estudantes a passá-los a limpo nos espaços indicados na página do livro.

Na atividade 2, realizar a leitura coletiva da ficha de registro, verificando e esclarecendo eventuais dúvidas. Se possível, realizar esse registro de fechamento da visita ao jardim considerando-o uma atividade individual de observação. Seria interessante posicionar cada estudante em um ponto diferente do jardim e realizar a atividade em silêncio, para promover mais atenção e conexão com o espaço. A ficha pode ser complementada com mais perguntas sobre o solo.

2 OBSERVEM O JARDIM COM ATENÇÃO E DEPOIS PREENCHAM A FICHA.

FICHA DE REGISTRO

A) SE VOCÊS ENCONTRAREM UM ANIMAL, COM A AJUDA DO PROFESSOR, ESCREVAM:

2. a) Respostas pessoais.

• O NOME DESSE ANIMAL:

• MARQUEM UM X NO LOCAL ONDE ELE FOI ENCONTRADO.

NO SOLO

EM UMA PLANTA

NO MURO DO JARDIM

SOBRE UMA PEDRA

B) CASO VOCÊS ENCONTREM UMA PISTA DE UM ANIMAL, RESPONDAM: 2. b) Respostas pessoais.

• QUAL É A PISTA?

• ONDE ELA FOI ENCONTRADA? MARQUEM UM X NA RESPOSTA.

NO SOLO

EM UMA PLANTA

NO MURO DO JARDIM

SOBRE UMA PEDRA

C) A RESPEITO DO SOLO DO JARDIM, MARQUEM UM X NAS RESPOSTAS. 2. c) Respostas pessoais.

• DE QUE COR É O SOLO?

MARROM

• COMO É O SOLO? ÚMIDO

PRETO  AVERMELHADO

• EXISTEM PEDRAS NO SOLO?

Sugestão para os

estudantes

PASSEIO no Jardim. 2023. 1 vídeo (ca. 4 min). Publicado por: Shauan Bencks – Tema. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ysLamFf9Y3E. Acesso em: 8 out. 2025. Música infantil sobre diferentes animais encontrados em um jardim.

O QUE E COMO

Para avaliar os estudantes ao final deste capítulo, sugere-se organizar uma “caça ao tesouro” em que os estudantes recebem pistas em forma de cartões distribuídos pelo espaço escolar. Cada cartão traz uma descrição com características de um ser vivo do jardim (por exemplo: “tem asas pequenas e vive perto do solo”) e informações sobre os cuidados necessários para sua sobrevivência (como “precisa de plantas para se esconder e se alimentar”). Os cartões devem ser acessíveis, com uso de imagens, cores contrastantes e linguagem simples, para garantir a participação de todos os estudantes.

Antes de iniciar a caça, apresentar o áudio da canção infantil indicada em Sugestão para os estudantes, para criar um clima lúdico e engajador. Durante a atividade, os estudantes, em grupos, percorrem o espaço em busca das pistas. Ao reunir todos os cartões, devem discutir e descobrir qual planta ou animal está sendo descrito. Ao final, cada grupo cria um gesto ou som que represente o ser vivo identificado, compartilhando com os colegas em uma roda de conversa. Ao organizar e desenvolver a atividade, verificar questões de acessibilidade, como mobilidade no espaço, uso de recursos visuais e auditivos, e garantir apoio estruturado sempre que necessário, como mediação individual, pistas adicionais ou organização do tempo em etapas claras.

BNCC

(EF01GE01) Descrever características observadas de seus lugares de vivência (moradia, escola etc.) e identificar semelhanças e diferenças entre esses lugares.

(EF01GE08) Criar mapas mentais e desenhos com base em itinerários, contos literários, histórias inventadas e brincadeiras.

ENCAMINHAMENTO

A atividade 1 pode ajudar a avaliar as noções espaciais dos estudantes e sua produção de escrita. Ela é pautada especialmente na habilidade EF01GE08 e trabalha a noção de orientação e percurso de itinerários. Concomitantemente, também desenvolve a habilidade EF01GE01, considerando que o destino de cada trajeto inclui lugares de vivência, trabalhados ao longo da unidade.

Na atividade 3, pedir aos estudantes que observem as fotografias e leiam as legendas com bastante atenção. Pode-se realizar a atividade coletivamente, fazendo a leitura das perguntas em voz alta, enquanto os estudantes acompanham. Se achar necessário, organizar a turma em duplas.

Sugestão para os estudantes

O QUE tem dentro de uma TV gigante ft. LUCIANO AMARAL Publicado por: Manual do Mundo. 2017. 1 vídeo (ca. 14 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=azGZHN9He74. Acesso em: 8 out. 2025. Vídeo que mostra o que pode ser encontrado dentro de uma televisão.

RECICLAGEM l Aprenda com Luna – O Show da Luna! Publicado pelo canal: Aprenda

PARA REVER O QUE APRENDI

1 COMPLETE O LABIRINTO E DEPOIS ESCREVA OS NOMES DOS LUGARES ONDE AS CRIANÇAS VÃO CHEGAR.

2 LIGUE CADA OBJETO À LIXEIRA MAIS ADEQUADA PARA SEU DESCARTE.

com Luna! 2023. 1 vídeo (12 min). Disponível em: https://youtu.be/KAh9JQQkNm0. Acesso em: 11 set. 2025.

Animação sobre reciclagem de materiais.

RECICLAR – Cores das lixeiras – Reciclagem – Meio ambiente. 2021. 1 vídeo (5 min). Publicado por: Alfabrinca. Disponível em: https:// youtu.be/6G6f2stDCN0. Acesso em: 11 set. 2025.

Animação sobre o descarte correto nas lixeiras coloridas da reciclagem.

Sugestão para o professor HISTÓRIA da evolução da TV e seu impacto tecnológico e social | Nerdologia. 2022. 1 vídeo (ca. 10 min). Publicado pelo canal Nerdologia. Disponível em: https://youtu.be/ 2jT9zO1Uzsk. Acesso em: 11 set. 2025.

Vídeo sobre a história da televisão, os primeiros aparelhos e seu impacto tecnológico e social.

A) Escola.
B) Moradia.
C) Praça ou parque.
PLÁSTICO
PAPEL

3 OBSERVE AS FOTOGRAFIAS E LEIA AS LEGENDAS DE CADA IMAGEM. 3. a), b) e d) Respostas pessoais. Ver orientações no Encaminhamento

MODELO DE TELEVISÃO ATUAL.

MODELO DE TELEVISÃO HÁ CERCA DE 30 ANOS.

MODELO DE TELEVISÃO HÁ CERCA DE 60 ANOS.

MODELO DE TELEVISÃO HÁ CERCA DE 90 ANOS.

A) CONTORNE EM VERMELHO OS MODELOS DE TELEVISÃO QUE VOCÊ JÁ VIU.

B) VOCÊ TEM TELEVISÃO? SE SIM, CONTORNE EM AZUL A TELEVISÃO MAIS PARECIDA COM A DA SUA MORADIA.

C) NUMERE AS FOTOGRAFIAS, INDO DA MAIS ANTIGA PARA A MAIS RECENTE. USE OS NÚMEROS 1, 2, 3 E 4.

D) ESCOLHA DUAS TELEVISÕES APRESENTADAS NAS FOTOGRAFIAS E INDIQUE UMA SEMELHANÇA E UMA DIFERENÇA ENTRE ELAS.

Texto de apoio [...] Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o desenvolvimento econômico dos Estados Unidos tornou a TV um bem de consumo acessível e indispensável, com lugar de destaque garantido nas salas de estar das famílias norte-americanas. No Brasil, a televisão chegou em 1950. A emissora pioneira foi a TV Tupi de São Paulo, inaugurada em 18 de setembro pelo jornalista e empresário Assis Chateaubriand (1892-1968). Nesse dia, havia apenas 200 receptores de TV, que o próprio Chateaubriand havia importado às pressas

dos Estados Unidos ao se dar conta de que não haveria quem assistisse à estreia [...]. Atualmente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que 71,5 milhões de domicílios brasileiros, o equivalente a quase 80% dos 90,7 milhões, estão equipados com televisor, que pode receber o sinal de 583 emissoras e 13.692 retransmissoras.

[...]

As TV de tubo – que os pesquisadores chamam de TV 1.0 – dominaram o mercado mundial por décadas. Outro avanço foi a TV em cores, desenvolvida nos anos 1960, que

só chegou ao Brasil na década seguinte. O salto tecnológico seguinte, a TV 2.0, seria do sistema analógico para o digital, que converte o sinal em sequências de números binários. Os primeiros estudos para a implantação da TV digital no Brasil começaram no mesmo ano em que entrou em operação nos Estados Unidos, em 1998. [...]

[...]

A TV digital estreou no Brasil em 2007 e o encerramento das transmissões analógicas em todo o país havia sido previsto para o final de 2024, mas em dezembro de 2023 o Ministério das Comunicações estendeu o prazo até junho de 2025. Enquanto isso, pesquisadores reunidos no Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre já estudam inovações para a TV digital. A chamada TV 3.0 (o nome comercial é DTV+) promete qualidade de vídeo e áudio superior à atual e novas funcionalidades, como personalização de conteúdos, mesmo na TV aberta. [...] Em 2011 chegaram as smarts TV, que se diferenciam da digital por contar com acesso à internet e a aplicativos.

TUNES, Suzel. 100 anos de TV: das válvulas à smart TV. Revista Pesquisa Faesp, dez. 2024. Disponível em: https:// revistapesquisa.fapesp.br/100anos-de-tv-das-valvulas-asmart-tv/. Acesso em: 12 set. 2025.

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 4, é possível observar um estudante segurando um tablet na imagem 2, que representa uma sala de aula atual. Pode-se comentar com a turma que o documento Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais, de 2025, recomenda o uso de dispositivos digitais em ambiente escolar apenas para fins pedagógicos. Algumas tecnologias disponíveis nesses dispositivos podem colaborar para a inclusão e a acessibilidade de crianças e adolescentes com deficiência. Nesse caso, é importante que haja um trabalho colaborativo entre todos os envolvidos — escola, familiares e estudantes —, visando garantir especialmente o domínio da ferramenta e a segurança do usuário no dispositivo.

Atividade complementar

• Listas de brincadeiras Vamos ler duas listas. Uma tem as brincadeiras preferidas da turma da Vovó Cida. A outra tem as brincadeiras da turma do Léo, que tem 7 anos.

LISTA DA TURMA DA VOVÓ CIDA

• Passa anel

• Amarelinha

• Bolinha de gude

• Pega-pega

• Pião

LISTA DA TURMA DO LÉO

• Jogo no tablet

• Pega-pega

• Montar com blocos de plástico

• Slime

• Quebra-cabeça no computador

a) Qual brincadeira aparece nas duas listas?

Pega-pega.

b) Na lista da Vovó Cida, qual brincadeira usa o chão desenhado com giz? Amarelinha.

4 OBSERVE AS IMAGENS QUE REPRESENTAM DUAS SALAS DE AULA.

4. a) Os estudantes devem contornar de verde a imagem 1. 4. b) Os estudantes devem contornar de laranja a imagem 2

A) CONTORNE DE VERDE A IMAGEM QUE REPRESENTA A ESCOLA MAIS ANTIGA.

B) CONTORNE DE LARANJA A IMAGEM QUE REPRESENTA A ESCOLA MAIS ATUAL.

C) ESCREVA O NOME DE UM OBJETO SEMELHANTE QUE APARECE NAS DUAS CENAS.

4. c) Os estudantes podem citar: relógio, lousa, carteiras, entre outros objetos.

D) ESCREVA O NOME DE UM OBJETO QUE APARECE APENAS EM UMA DAS CENAS.

4. d) Os estudantes podem citar: televisão, ventilador, armário, entre outros objetos.

c) Na lista do Léo, qual brincadeira precisa de eletricidade para funcionar?

Jogo no tablet/quebra-cabeça no computador.

d) Das brincadeiras da Vovó Cida, qual você nunca brincou?

Resposta pessoal.

O objetivo da atividade é desenvolver a capacidade de classificar brincadeiras por meio de seus nomes e características, associando-as a diferentes épocas e identificando as que permanecem no tempo. O ponto

central desta atividade é a questão 4. a), que evidencia a permanência. Ao identificar o pega-pega em ambas as listas, explorar com os estudantes por que essa brincadeira continua existindo: não precisa de objetos, apenas de amigos e espaço para correr. É uma regra simples que atravessa gerações.

As questões 4. b) e 4. c) ajudam a identificar as diferenças tecnológicas e de materiais. A amarelinha depende de um recurso simples (giz e graveto), enquanto os jogos eletrônicos dependem de tecnologia complexa (eletricidade e internet). A questão

5 LIGUE AS IMAGENS DAS PESSOAS EM ESPAÇOS DA COMUNIDADE PARA COMPLETAR AS CENAS.

A) AGORA, FAÇA UM X NAS CENAS QUE REPRESENTAM ATIVIDADES QUE VOCÊ ENCONTRA NA SUA COMUNIDADE.

5. b) Resposta pessoal. Se julgar interessante, essa atividade pode ser respondida coletivamente na sala de aula. 5. a) Resposta pessoal.

B) ESCOLHA UMA DAS CENAS E CONTE AOS COLEGAS O QUE ESTÁ ACONTECENDO NELA.

4. d) é um gancho para a oralidade, permitindo que os estudantes compartilhem suas próprias experiências e descubram brincadeiras novas (para eles), mas que são antigas. É possível, ainda, que as crianças já conheçam a maioria das brincadeiras da lista.

Atividade complementar

• Adivinhe o brinquedo

Leia as charadas com atenção e tente descobrir de qual brinquedo estamos falando.

Charada 1: sou feito de madeira e tenho uma ponta de metal. Preciso de um barbante para

22/09/25 15:44

me enrolar. Quando me jogam no chão com força, eu giro, giro e giro sem parar. Pião.

Charada 2: tenho uma tela brilhante e colorida. Faço muitos sons diferentes e preciso de bateria para funcionar. Com os dedos, você me controla para vencer os desafios. Tablet/jogo eletrônico/celular.

Charada 3: somos pequenas, redondas e feitas de vidro colorido. Gostamos de encostar umas nas outras em um círculo desenhado na terra. Quem tem a melhor mira, ganha mais de nós.

Bolinhas de gude.

O objetivo da atividade é estimular o raciocínio e a identificação das características de brinquedos de diferentes épocas por meio de descrições textuais (charadas). Ler cada charada em voz alta para a turma, enfatizando as palavras-chave. Após os estudantes falarem suas respostas, promover uma conversa para consolidar a aprendizagem.

Na charada 1 (pião): destacar os materiais (madeira e barbante). Perguntar: “hoje em dia, os brinquedos são feitos desses materiais?”. Isso evidencia a diferença entre épocas.

Na charada 2 (tablet): focar nas necessidades do brinquedo (tela e bateria). Perguntar: “seus avós tinham brinquedos que precisavam carregar na tomada?”. Isso reforça a noção de mudança tecnológica.

Na charada 3 (bolinhas de gude): explorar o local da brincadeira (círculo na terra). Isso mostra como as brincadeiras antigas frequentemente aconteciam ao ar livre, em contato com a natureza, uma diferença em relação a muitas brincadeiras atuais.

BNCC

(EF01GE01) Descrever características observadas de seus lugares de vivência (moradia, escola etc.) e identificar semelhanças e diferenças entre esses lugares.

(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.

BNCC

(EF01GE07) Descrever atividades de trabalho relacionadas com o dia a dia da sua comunidade.

ENCAMINHAMENTO

Mostrar as fotografias desta dupla de páginas e orientar os estudantes na leitura e interpretação das imagens.

As atividades 2. a) e 2. b) permitem trabalhar a organização de sequência temporal, noção importante para o desenvolvimento do letramento matemático. Elas também possibilitam que os estudantes resgatem e ampliem, por meio da observação cuidadosa das imagens, conhecimentos sobre instrumentos de trabalho de um jardineiro e sua relação com as funções de preparo do solo e cultivo das plantas.

Com base nessas imagens, também é possível discutir os cuidados necessários com a proteção do corpo e a prevenção de acidentes e doenças. Se julgar adequado, propor uma leitura inicial, compartilhada, do que está representado nas fotografias. Feita essa opção, ao final do preenchimento dos quadrinhos, estimular a exposição oral das ideias individuais e, com base nelas, sugerir a elaboração de novas legendas coletivas.

6. b) Resposta pessoal. Se os estudantes sentirem dificuldade, retomar os principais pontos da conversa realizada com o jardineiro ou a pessoa que cuida de plantas.

6 ESTAS FOTOGRAFIAS MOSTRAM UM JARDINEIRO

TRABALHANDO. PARA CULTIVAR AS PLANTAS, ELE CUMPRE UMA SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES.

A) NUMERE AS FOTOGRAFIAS DE ACORDO COM A SEQUÊNCIA QUE VOCÊ IMAGINA QUE ELE SEGUE.

B) EXPLIQUE AOS COLEGAS POR QUE VOCÊ PENSOU NESSA SEQUÊNCIA.

Sugestão para o professor

TUPIASSU, Assucena. Planta ao jardim: um guia fundamental para jardineiros amadores e profissionais. São Paulo: Nobel, 2011. A obra é um guia prático e acessível voltado tanto para jardineiros iniciantes quanto para profissionais. Ela aborda desde os cuidados básicos até técnicas de compostagem, produção de mudas e manutenção de jardins.

PREPARANDO A TERRA.

REGANDO AS HORTALIÇAS JÁ CRESCIDAS.

JOGANDO SEMENTES NOS BURACOS DO SOLO.

d) Colheita: aproveitar esse momento para o trabalhar muitas habilidades relacionais dos estudantes, como aprender a compartilhar os frutos do trabalho coletivo.

CONCLUSÃO DA UNIDADE

Ao final da unidade, espera-se que os estudantes tenham reconhecido os diferentes lugares de vivência como espaços que acolhem, ensinam e fortalecem vínculos afetivos, e que tenham compreendido que moradia, escola, comunidade e espaços naturais são ambientes que revelam histórias, práticas e responsabilidades compartilhadas, contribuindo para a construção da identidade e do senso de pertencimento.

Espera-se, ainda, que os estudantes ampliem o olhar sobre a diversidade cultural e social presente nos modos de viver e conviver, respeitando as diferenças e reconhecendo as semelhanças. Com isso, desenvolvem atitudes de respeito, responsabilidade e colaboração nos diferentes contextos em que estão inseridos.

Atividade complementar

A proposta apresentada é uma oportunidade para a realizar um plantio com os estudantes. Sugere-se que o professor prepare um local da escola que seja adequado a esse plantio.

a) Preparo do solo para o plantio: antes de colocar as sementes ou as mudas no solo, é necessário remexer a terra. Quando faltarem componentes no solo importantes para as plantas, deve ser feita a adubação. Sugere-se o uso de um adubo orgânico completo, também conhecido como composto orgânico.

b) Plantio: com o solo preparado, escolher as espécies que se adéquem melhor às condições ambientais e recursos naturais da localidade de sua escola (ex.: luminosidade, chuvas, temperatura etc.), assim como à época do ano (primavera, verão, outono e inverno).

c) Tratos culturais: para garantir o desenvolvimento das plantas, realizar cuidados ao longo do tempo, basicamente divididos em: retirada das plantas espontâneas, rega, adubação complementar, condução e poda.

Por fim, os estudantes devem compreender que jardins são ambientes construídos por pessoas e que neles vivem seres vivos com características específicas. Além disso, devem reconhecer a interdependência entre plantas e animais, como o uso das plantas como abrigo ou alimento, e a importância dos cuidados com o jardim para a manutenção da vida nesse ambiente.

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Aguçar a percepção da criança sobre os ritmos da natureza é o principal objetivo desta unidade. A unidade busca apresentar aos estudantes situações que mostrem os hábitos de vida dos seres humanos no dia a dia e em períodos mais longos de tempo. Para desenvolver esse assunto, o termo tempo considera a sucessão de horas, dias, semanas, meses ou anos, ou ainda o período em que acontecem ou são percebidos determinados fenômenos naturais e vivências sociais.

Os estudantes terão contato com algumas formas de registro e organização do tempo, como o calendário. Além disso, é possível retomar o conteúdo já trabalhado sobre as fases da vida, aprofundando o entendimento sobre o tema e relacionando-o à passagem do tempo e ao desenvolvimento do ser humano até a terceira idade.

O capítulo 1 trabalha a noção de tempo. São investigadas as diferenças entre aquilo que fazemos ao longo do dia e da noite em variadas circunstâncias, além de como a passagem do tempo influencia os hábitos de vida de outros animais, estudando animais de hábitos diurnos e animais de hábitos noturnos.

O capítulo 2 explora as formas de organização do tempo, por meio dos períodos do dia (manhã, tarde e noite), dos dias da semana, dos meses do ano e da relação dessas divisões temporais com a rotina dos estudantes.

O capítulo 3 apresenta e discute datas comemorativas de âmbito familiar e comunitário, celebrando a diversidade de manifestações ao redor do Brasil e do mundo.

O capítulo 4 amplia a discussão sobre o ritmo da na-

UNIDADE

RITMOS DA NATUREZA E VIDA COTIDIANA 4

1 VOCÊ JÁ PAROU PARA OBSERVAR O CÉU À NOITE? E DURANTE O DIA?

1. Respostas pessoais.

2 SERÁ QUE EXISTEM DIFERENÇAS ENTRE ESSES PERÍODOS? SE SIM, QUAIS?

2. Respostas pessoais.

tureza para a variabilidade do tempo atmosférico. São trabalhadas, de forma básica e introdutória, as dimensões de tempo e clima, diferenças que os estudantes percebem nesse momento, mas que serão aprofundadas no 4o ano. Nesse capítulo, também se busca associar o tempo atmosférico ao vestuário e à alimentação.

Objetivos da unidade

• Observar os ritmos naturais do dia e da noite.

• Identificar mudanças no céu relacionadas à passagem do tempo.

• Identificar como a passagem do tempo influencia a vida dos seres humanos e de outros seres vivos.

• Relacionar a organização das atividades cotidianas aos períodos do dia (manhã, tarde e noite).

• Reconhecer e respeitar diferentes hábitos de vida de seres humanos com quem convivemos.

• Identificar e diferenciar os períodos correspondentes ao dia, à semana, ao mês e ao ano.

• Reconhecer e valorizar os calendários como registros de informações que auxiliam a organização do tempo no dia a dia das pessoas.

• Reconhecer o significado das datas festivas e comemorações na escola, na família e na comunidade.

• Valorizar a diversidade de celebrações no Brasil.

• Observar a mudança do tempo atmosférico e suas implicações no cotidiano.

• Identificar as variações de temperatura e de umidade ao longo do ano e relacioná-las a diferentes lugares.

• Associar tipos de alimentos consumidos à variação da temperatura ao longo do tempo.

Pré-requisitos pedagógicos

ENCAMINHAMENTO

Ao analisar a imagem com os estudantes, é importante problematizar as diferenças do céu durante o dia e à noite.

Na atividade 1, sugere-se avaliar o comprometimento dos estudantes e o interesse pelo assunto que será trabalhado na unidade.

A atividade 2 é uma oportunidade para o levantamento dos conhecimentos que os estudantes têm acerca do tema, possibilitando eventuais ajustes no plano de trabalho.

Sugestão para os estudantes

HAKYI, Tiago. Noite na aldeia. São Paulo: Positivo, 2014.

O autor desse livro é indígena, da comunidade Sateré-Mawé, localizada nos estados do Amazonas e do Pará. O texto é uma narrativa delicada sobre a relação dos animais da floresta com as crianças, considerando elementos do dia e da noite.

Sugestão para o professor

SATERÉ-Mawé. Povos indígenas no Brasil , c2025. Disponível em: https://pib. socioambiental.org/pt/Povo: Sateré_Mawé. Acesso em: 17 set. 2025.

Sugere-se pesquisar sobre a comunidade indígena Sateré-Mawé e compartilhar as informações que considerar relevantes com os estudantes.

19/09/25 14:12

Para um bom desempenho na unidade, é importante que o estudante tenha compreendido bem sobre os lugares de maior convivência, como moradia e escola. Muitas das atividades desenvolvidas nesses lugares de afeto e acolhimento obedecem aos ritmos da natureza.

Temas Contemporâneos Transversais

Vida familiar e social, Educação ambiental, Trabalho, Diversidade cultural, Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras, Educação alimentar e nutricional.

BNCC

Competências gerais: 1, 4 e 8

Competências específicas de Ciências da Natureza: 3 e 7

Competências específicas de Ciências Humanas: 1, 4, 5 e 7

Competências específicas de Geografia: 1 e 5

Competência específica de História: 2

Habilidades de Ciências: EF01CI05 e EF01CI06

Habilidade de Geografia: EF01GE05

Temas Contemporâneos Transversais: Educação ambiental, Trabalho e Vida familiar e social.

ENCAMINHAMENTO

Como forma de sensibilização sobre o tema, incentivar os estudantes a se manifestar sobre suas experiências e suas percepções acerca da alternância entre dia e noite. Nesse momento, eles podem expressar seus sentimentos em relação aos períodos do dia, aumentando a curiosidade sobre o que será trabalhado ao longo do capítulo.

Para a realização das atividades 1, 2, 3 e 4, sugere-se organizar uma roda de conversa e analisar com o grupo as imagens destas páginas. Solicitar aos estudantes que digam o que veem em cada uma delas e orientar a comparação entre as cenas, questionando o que mudou de um período a outro do dia.

Verificar se os estudantes percebem que, na representação do período diurno, existem animais (borboleta e aves). Trata-se de uma oportunidade de desenvolver a habilidade EF01CI06 para além dos seres humanos e relacionar a sucessão de dias e noites com hábitos de outros seres vivos.

DIA E NOITE

1 NESSA IMAGEM, O LOCAL FOI REPRESENTADO: X DE DIA.  DE NOITE.

2 COMO VOCÊ CHEGOU A ESSA CONCLUSÃO?

2. Espera-se que os estudantes descrevam algumas características, como a presença do Sol, o céu claro, as crianças chegando à escola, o movimento na rua, entre outras.

Na realização das atividades, espera-se que os estudantes associem o dia com o período marcado pela presença da luz do Sol e a noite com o período em que há ausência da luz do Sol. Esse conteúdo permite trabalhar a habilidade de Ciências EF01CI05, evidenciando os conhecimentos dos estudantes ao identificar e nomear diferentes escalas de tempo, como os períodos diários. Caso os estudantes sintam dificuldade, pedir a eles que observem o lado de fora da sala de aula e questioná-los de onde vem a luz.

Atividade complementar • Dia e noite em obras de arte

Apresentar aos estudantes imagens das obras de arte O Semeador (disponível em: https://g.co/arts/Mgai797eXGqyFtVHA, acesso em: 7 out. 2025) e Noite estrelada (disponível em: https://g.co/arts/xCTrYY6 cN2we8wNL9, acesso em: 7 out. 2025), ambas de Vincent van Gogh, e pedir a eles que digam qual das obras representa o dia e qual representa a noite.

3 NESSA IMAGEM, O LOCAL FOI REPRESENTADO: DE DIA. X  DE NOITE.

4 COMO VOCÊ CHEGOU A ESSA CONCLUSÃO?

4. Espera-se que os estudantes descrevam algumas características, como a presença de estrelas, o poste de iluminação com a luz acesa, menor fluxo de pessoas na rua, entre outras.

• Desenhando o dia e a noite

Propor aos estudantes que representem o local onde dormem durante o dia e durante a noite. Destacar que é necessário que haja uma janela no desenho e que a paisagem vista por essa janela seja representada. Oferecer uma folha de papel avulsa com divisões específicas para os estudantes desenharem o ambiente nos dois períodos específicos, possibilitando a eles que retomem o que foi discutido nas atividades desenvolvidas.

Ver o exemplo:

14:12

Desenhe o ambiente onde você dorme Durante o dia Durante a noite

Sugestão para os estudantes

FRANÇA, Mary; FRANÇA, Eliardo. Dia e noite São Paulo: Ática, 2015.

O livro conta o que podemos fazer durante o dia e durante a noite.

Texto de apoio [...] a competência cognitiva das crianças de dois a seis anos apresenta algumas limitações se comparada com as das crianças do ensino fundamental. Poderíamos dizer que, durante essa nova etapa, as crianças raciocinam de forma mais lógica, que são menos dependentes da aparência perceptiva dos estímulos, que possuem uma atenção mais seletiva e uma memória mais segura e estratégica e que ampliam de maneira espetacular a qualidade e a quantidade de conhecimentos sobre diversos aspectos da realidade. Essas conquistas são traduzidas em habilidades cotidianas claramente identificáveis: são crianças que, diferentemente das menores, sabem orientar-se em um percurso espacial complexo, conseguem entender e se lembrar das pontuações exatas de suas equipes favoritas de futebol, podem dar testemunhos fiéis de acontecimentos passados, são capazes de captar o humor e a ironia ou sabem corrigir os erros de um texto que acabaram de escrever. Não é de se estranhar que a educação formal, na maioria das culturas, comece nessa etapa, caracterizada por uma nova maneira de pensar, mais lógica e mais estratégica, e por uma ampliação e melhor organização dos conhecimentos, aspectos essenciais nas aprendizagens escolares.

MARTÍ, Eduardo. Processos cognitivos básicos e desenvolvimento intelectual entre os seis anos e a adolescência.

In: COLL, César; MARCHESI, Álvaro; PALACIOS, Jesús (org.). Desenvolvimento psicológico e educação. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004. p. 233.

FABIO EUGENIO

BNCC

(EF01CI06) Selecionar exemplos de como a sucessão de dias e noites orienta o ritmo de atividades diárias de seres humanos e de outros seres vivos.

(EF01GE05) Observar e descrever ritmos naturais (dia e noite, variação de temperatura e umidade etc.) em diferentes escalas espaciais e temporais, comparando a sua realidade com outras.

ENCAMINHAMENTO

Realizar um exercício de imaginação com a turma, pedindo a todos que fechem os olhos por alguns instantes. Em seguida, conduzir uma narração sugerindo que imaginem a cena do Sol nascendo, com o máximo de detalhes possível. Depois, orientar que imaginem o Sol subindo no céu, esquentando e clareando o dia. Por fim, sugerir a cena do Sol se pondo, incentivando a imaginação das cores do céu no momento do crepúsculo. Após o exercício, solicitar a alguns estudantes que compartilhem as cenas imaginadas. Por meio desse exercício, é possível verificar os conhecimentos prévios da turma, o que permite direcionar o foco da aula de acordo com essa informação.

A atividade favorece o desenvolvimento das habilidades EF01CI06 de Ciências e EF01GE05 de Geografia ao reconhecerem como a sucessão de dias e noites orienta o ritmo de atividades diárias dos seres humanos.

Questionar os estudantes se eles conhecem moradias como as da aldeia Kalapalo, pedindo à turma que as descreva e as compare com as habitações de sua comunidade.

Aproveitar a atividade para estimular os estudantes a olha-

PASSAGEM DO TEMPO

DEPOIS DO DIA VEM A NOITE, NOVAMENTE O DIA E OUTRA VEZ A NOITE. PERCEBEMOS A PASSAGEM DO TEMPO PELAS ATIVIDADES QUE FAZEMOS AO LONGO DO DIA, COMO IR PARA A ESCOLA OU DORMIR, OU MESMO AO OBSERVAR O CÉU.

OBSERVE ESTAS DUAS FOTOGRAFIAS.

ALDEIA KALAPALO DURANTE O DIA NO PARQUE INDÍGENA DO XINGU, NO ESTADO DE MATO GROSSO, EM 2018.

ALDEIA KALAPALO AO ANOITECER NO PARQUE INDÍGENA DO XINGU, NO ESTADO DE MATO GROSSO, EM 2018.

• AS FOTOGRAFIAS MOSTRAM O CÉU DE UM MESMO LOCAL EM UM MESMO DIA. O QUE VOCÊ PERCEBE DE DIFERENTE?

DESCUBRA MAIS

Espera-se que os estudantes percebam que as fotografias foram tiradas em diferentes períodos do dia devido à cor do céu e à intensidade da luz no ambiente.

• DIAS, VERA LÚCIA. CADÊ O SOL? ILUSTRAÇÕES: ROMONT WILLY. SÃO PAULO: CORTEZ, 2018.

NESSE LIVRO, O PROTAGONISTA FICA INTRIGADO COM O SOL, QUE PARECE SUMIR COM A CHEGADA DA NOITE. COM BASE EM SUAS OBSERVAÇÕES, ELE PERCEBE ALGUNS FATOS REVELADORES.

rem mais atentamente para o céu, percebendo ao longo do tempo suas variações.

Atividade complementar • Dia ou noite?

Selecionar fotografias que mostrem cenas características do dia (céu claro, Sol nascendo, aves voando etc.) e da noite (céu escuro, Lua, morcego voando etc.). Projetar tais imagens para os estudantes, solicitando em cada cena que digam se é dia ou noite e quais elementos observados utilizaram para chegar a tal conclusão.

Mostrar imagens, como fotografias e vídeos, e conversar com os estudantes sobre outros fenômenos naturais que são indicações da passagem do tempo. São exemplos o vaivém das marés e a variação, ao longo de um dia, na incidência de luz e calor solar. Esses fenômenos exercem influência em hábitos de vida dos seres vivos, como no momento da alimentação, no desabrochar das flores e na desova.

FABIO COLOMBINI
FABIO COLOMBINI

AMANHECER E ANOITECER

AO AMANHECER, COMEÇA SEU DIA. ATÉ O ANOITECER, VOCÊ REALIZA MUITAS ATIVIDADES.

EM CASA, ASSISTA AO VÍDEO A SEGUIR ACOMPANHADO DE UM ADULTO RESPONSÁVEL.

• O SOL JÁ VEM. PUBLICADO

POR: CANAL MUNDO BITA. 2020. 1 VÍDEO (CA. 3 MIN). DISPONÍVEL

EM: https://www.youtube.com/ watch?v=kMkASUQE9Ck . ACESSO

EM: 24 JUN. 2025.

1 NOS ESPAÇOS A SEGUIR, DESENHE:

A) A PRIMEIRA ATIVIDADE QUE VOCÊ REALIZA PELA MANHÃ AO ACORDAR.

1. a) Produção pessoal.

Sugestão para o professor

SILVA, Driele Pimenta; IACHEL, Gustavo. Astronomia cultural: os mitos africanos e sua potencialidade enquanto recursos didáticos. In: V SIMPÓSIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM ASTRONOMIA , 2018, Londrina. Disponível em: https://sab-astro.org.br/wp-content/uploads/ 2020/01/SNEA2018_TCP74.pdf. Acesso em: 11 set. 2025.

O trabalho evidencia o caráter transversal da Astronomia Cultural Africana e seu potencial para enriquecer a formação dos estudantes.

B) A ÚLTIMA ATIVIDADE QUE VOCÊ REALIZA À NOITE, ANTES DE DORMIR.

1. b) Produção pessoal. 193

o dia que não realizamos à noite e vice-versa.

Durante o processo de alfabetização, uma boa estratégia de escrita é escrever textos que conhecemos de memória. Se considerar interessante, depois de cantar a canção do vídeo algumas vezes com o grupo, organizar os estudantes em duplas e solicitar a eles a escrita da letra da canção “O Sol já vem”, que compõe o vídeo de Mundo Bita.

19/09/25 14:12

Organize-se • Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Questionar os estudantes se eles fazem as mesmas coisas durante o dia e durante a noite. Com base nessa pergunta, propor uma conversa coletiva e ajudar os estudantes a perceber que a rotina cotidiana está intimamente relacionada aos diferentes períodos do dia. Explicar para o grupo que há atividades que fazemos durante

Aproveitar para propor comparações entre as diferentes atividades. Por exemplo, tanto ao acordar quanto ao dormir muitas pessoas têm o hábito saudável de escovar os dentes. Porém, ao levantarmos, realizamos atividades que não fazemos ao nos deitar: de manhã, muitos estudantes vestem o uniforme para ir à escola, e, à noite, colocam o pijama para dormir. É importante que os estudantes percebam que a nossa rotina é influenciada pelos períodos do dia, estabelecendo conexões entre os ciclos naturais e a vida cotidiana. Ao observar e descrever ritmos naturais (dia e noite) em diferentes escalas espaciais e temporais e comparar a sua realidade com outras, os estudantes exercitam a habilidade EF01GE05 de Geografia. Se julgar pertinente, apresentar outras canções do álbum Bita e o nosso dia, de Mundo Bita, aos estudantes. As canções estão organizadas no álbum seguindo uma ordem cronológica das atividades realizadas em um dia. MUNDO BITA. Bita e o nosso dia. Disponível em: https:// www.youtube.com/watch? v=OQQxWHu2sQk. Acesso em: 11 set. 2025. Atenção, o site indicado apresenta publicidade variável relacionada às buscas feitas no computador. Na atividade 1, os desenhos sobre o que a criança faz logo ao levantar e ao se deitar são livres e mobilizam a habilidade EF01GE05.

BNCC

(EF01CI06) Selecionar exemplos de como a sucessão de dias e noites orienta o ritmo de atividades diárias de seres humanos e de outros seres vivos.

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

É importante que os significados dos termos das expressões hábito de vida diurno e hábito de vida noturno sejam compreendidas com clareza pelos estudantes. Observar as imagens dos animais que aparecem no livro, perguntando aos estudantes se conhecem aqueles animais e se sabem descrever como eles vivem. Assim, será possível verificar os conhecimentos prévios da turma.

Ao apresentar exemplos de como a sucessão de dias e noites orienta o ritmo de atividades diárias de animais, como o tucano, a onça-pintada, o lagarto e o jacaré, contempla-se a habilidade EF01CI06 de Ciências.

Na atividade 1, os estudantes treinam suas habilidades de trabalho em grupo, assim como desenvolvem sua compreensão de texto com a leitura dos períodos do dia. Questionar os estudantes se eles compreendem as silhuetas que indicam os tamanhos aproximados dos animais. Explicar que, embora no Livro do estudante os animais sejam retratados com alguns centímetros apenas, eles podem ser muito maiores ou menores do que observam aqui. Por isso, a importância de indicar sua altura (tucano) ou comprimento (onça-pintada) médio real.

HÁBITOS DE VIDA DOS ANIMAIS

ALÉM DOS SERES HUMANOS, A PASSAGEM DO TEMPO

INFLUENCIA OS HÁBITOS DE VIDA DE OUTROS ANIMAIS.

NA NATUREZA, OS ANIMAIS DIURNOS BUSCAM SEUS

ALIMENTOS DURANTE O DIA E DESCANSAM À NOITE. JÁ OS

ANIMAIS NOTURNOS BUSCAM SEUS ALIMENTOS À NOITE E

DESCANSAM DURANTE O DIA.

1 OS TUCANOS DORMEM À

NOITE E AS ONÇAS-PINTADAS

DORMEM DURANTE O DIA. A SEGUIR, PINTEM EM QUE

PERÍODO DO DIA OS TUCANOS

E AS ONÇAS-PINTADAS SE ALIMENTAM.

ONÇA-PINTADA.

A) TUCANOS: DE DIA X À NOITE

B) ONÇAS-PINTADAS: DE DIA À NOITE X

Atividade complementar

• Outros animais de hábitos noturnos Existem muitos animais interessantes que possuem hábito noturno, e que muitas vezes são desconhecidos. Trazer mais exemplos de animais, tanto de hábito noturno quanto de hábito diurno, fornecendo assim mais informações para que os estudantes possam perceber as semelhanças e diferenças entre tais seres vivos. Sugestões de animais de hábito noturno: toupeira, vaga-lume, lobo. Sugestões de animais de hábito diurno: quati, orangotango e tamanduá-bandeira.

Sugestão para os estudantes

PENALVA, Nuria. Enciclopédia do mundo animal. São Paulo: Queen Books, 2018. Enciclopédia com mais de 1 500 fotografias de diversas espécies do reino animal.

TUCANO.

PARA SOBREVIVER, ALGUNS ANIMAIS DEPENDEM DA LUZ

E DO CALOR DO SOL. POR EXEMPLO, O LAGARTO E O JACARÉ

PODEM SER ENCONTRADOS DURANTE O DIA EXPOSTOS À LUZ

E AO CALOR DO SOL.

2 COMPLETE OS ESPAÇOS COM AS INFORMAÇÕES DO TEXTO.

A) OS ANIMAIS CITADOS NO TEXTO SÃO O lagarto

E O jacaré .

B) ELES DEPENDEM DA luz E DO calor

DO SOL PARA VIVER.

C) OS AMBIENTES ONDE ELES ESTÃO NAS FOTOGRAFIAS

SÃO: tronco de árvore E beira de rio

DESCUBRA MAIS

• PYM, CHRISTINE; DAYNES, KATIE. POR QUE O SOL BRILHA?: MEU PRIMEIRO LIVRO DOS PORQUÊS. EMBU DAS ARTES: USBORNE, 2019. ESSE LIVRO ESCLARECE MUITAS DÚVIDAS QUE, PROVAVELMENTE, VOCÊ JÁ TEVE COMO: POR QUE O SOL BRILHA? POR QUE ELE DESAPARECE À NOITE?

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 2, os estudantes treinam sua capacidade de observação de imagens, interpretando o que percebem nas fotografias. Nela, também é realizado o treino da produção escrita, extraindo do texto e da legenda os termos solicitados pela atividade. Observar que há vários novos termos, o que permite trabalhar o vocabulário dos estudantes.

• Visita virtual ao zoológico

Se houver acesso à internet na escola, realizar com a turma uma visita virtual ao

19/09/25 14:12

Jardim Zoológico de Brasília. Caso isso não seja viável, orientar os estudantes a realizarem a visita virtual em casa, utilizando o celular ou o computador de seus responsáveis, desde que essa seja uma possibilidade dentro da realidade de cada um.

FUNDAÇÃO JARDIM ZOOLÓGICO DE BRASÍLIA. Tour Virtual 360° graus do Zoo. Brasília, DF, 2 jun. 2022. Disponível em: https:// www.zoo.df.gov.br/tour-virtual-360-graus-dozoo/. Acesso em: 7 out. 2025.

Texto de apoio

Animais estão se tornando mais noturnos para evitar os humanos

[...] Um amplo estudo aponta a expansiva presença humana como a causa de dessas mudanças que podem transtornar a dinâmica de ecossistemas inteiros.

[...]

“Há indícios de que animais de todas as partes estão ajustando seus patrões de atividade diária para evitar os humanos no tempo, já que é cada vez mais difícil para eles nos evitar no espaço”, diz a autora principal do estudo, Kaitlyn Gaynor, da Universidade de Califórnia em Berkeley (EUA). “Como as pessoas são mais ativas durante o dia, os animais estão passando para a noite”, acrescenta. Essa mudança se produz seja no caso de herbívoros ou grandes carnívoros, como o tigre. O padrão se repete tanto nos mamíferos menores, como o saruê, como em alguns que chegam a pesar mais de 3,5 toneladas, como o elefante africano.

O mais chamativo dessa análise, publicada na revista Science, talvez seja que os animais estão se tornando mais noturnos independentemente do nível de perigo que os [...] As consequências dessa mudança de tantas espécies para a noite ainda são incertas. Em princípio, pareceria que deixar o dia para os humanos facilitaria a coexistência deles com os animais. Mas uma mudança tão generalizada e rápida de padrões de atividade moldados durante milênios pode alterar todo um ecossistema. [...]

CRIADO, Miguel Ángel. Animais estão se tornando mais noturnos para evitar os humanos. El País, 14 jun. 2025. Disponível em: https://brasil. elpais.com/brasil/2018/06/14/ ciencia/1528961412_619152. html. Acesso em: 11 set. 2025.

LAGARTO SOBRE O TRONCO DE UMA ÁRVORE. JACARÉ TOMANDO SOL NA BEIRA DE UM RIO.

BNCC

(EF01CI06) Selecionar exemplos de como a sucessão de dias e noites orienta o ritmo de atividades diárias de seres humanos e de outros seres vivos. Temas Contemporâneos Transversais: Educação ambiental e Trabalho.

ENCAMINHAMENTO

Nestas páginas aparece uma profissão para os estudantes conhecerem: o biólogo. Sugere-se perguntar à turma se alguém conhece a profissão do biólogo, ou se conhece alguém que seja biólogo. Deixar os estudantes se expressarem, colhendo seus conhecimentos prévios sobre o assunto.

Aproveitar a oportunidade para descrever quais são as possíveis atuações de um biólogo; por exemplo: atuar nos mais diversos tipos de laboratório, trabalhar em órgãos ambientais, atuar na área da educação, seja como educador ambiental, seja como professor, entre outras.

A atividade 3 permite aos estudantes desenvolver as habilidades de leitura e interpretação de texto, além da ampliação dos conteúdos estudados. No final da leitura, retomar os trechos do texto que não tenham sido bem compreendidos pelos estudantes. Para saber onde ficaram dúvidas, fazer questionamentos para a turma. Depois, fazer a leitura compartilhada do texto e, somente após essa etapa, apresentar a atividade proposta.

Ao descrever uma visita ao zoológico, o texto apresenta mais alguns exemplos de animais e seus hábitos de vida (EF01CI06) e aborda temas contemporâneos transversais como Educação ambiental e Trabalho.

3 VAMOS APRENDER UM POUCO MAIS SOBRE OS HÁBITOS DE VIDA DOS ANIMAIS? PARA ISSO, ACOMPANHE A LEITURA DESTE TEXTO QUE O PROFESSOR VAI FAZER.

A PRIMEIRA VISITA AO GRAMADO ZOO, O ZOOLÓGICO DA CIDADE DE GRAMADO, NA SERRA GAÚCHA, TEM QUE SER FEITA À NOITE. E SERÁ UMA MISTURA DE AVENTURA COM SUSPENSE O TEMPO TODO DO PASSEIO.

GRUPOS DE ATÉ DEZ PESSOAS ACOMPANHADAS POR

UM BIÓLOGO ENTRAM EM UMA TRILHA COM LANTERNAS

NAS MÃOS E SÓ DEPOIS PERCEBEM QUE ESTÃO DENTRO

DO VIVEIRO E BEM PERTINHO DE TUCANOS, CUJUBIS, ARARAJUBAS E PAPAGAIOS.

COMO A VISITA É PARA OBSERVAR O MODO DE AS AVES DORMIREM, NÃO DÁ PARA FALAR ALTO NEM TENTAR ACORDÁ-LAS.

O PRÓXIMO PASSO É CONHECER OS MICOS-DE-CHEIRO

E PASSAR NO MEIO DAS EMAS E DOS OURIÇOS — QUE ESTARÃO BEM ACORDADOS [...].

O SUSPENSE NÃO PARA POR AÍ: OUTROS BICHOS TAMBÉM ESTARÃO MUITO DESPERTOS. É O CASO DAS ONÇAS-PINTADAS, CURIOSAS PARA SABER QUEM ESTÁ RONDANDO O PEDAÇO.

COMO SÃO CAÇADORAS NOTURNAS, FICAM ATIVAS E EXAMINANDO O VISITANTE. [...]

[...]

NO ESPAÇO DOS PUMAS, PARECERÁ QUE ELES CAMINHAM AO SEU LADO. ESSES ANIMAIS GOSTAM DE DORMIR DE DIA.

MOURA, ROSANGELA DE. LIGADOS À NOITE. FOLHA DE S.PAULO, SÃO PAULO, 10 OUT. 2009. FOLHINHA. DISPONÍVEL EM: http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/dicas/di10100913.htm ACESSO EM: 17 JUL. 2025.

BIÓLOGO: PROFISSIONAL ESPECIALISTA NO ESTUDO DOS SERES VIVOS E DOS AMBIENTES ONDE ELES VIVEM. 196

Sugestão para os estudantes

LITTEN, Kristyna Litten. Ziggy e o show ao luar. São Paulo: Chuvinha Editora, 2019. Disponível em: https://pnld.nees.ufal.br/pnld_2023_anos_iniciais_objeto_03/inicio/pnld_2023_ anos_iniciais_objeto_03_obras/11649?tab=resenha_completa. Acesso em: 11 set. 2025. A obra, que compõe o acervo do PNLD Literário 2023, é destinada a crianças dos anos iniciais do Ensino Fundamental e promove, por meio de ilustrações e textos, uma aproximação entre conhecimentos de linguagem, de ciências da natureza e de ciências humanas. Ziggy, preparando-se para o show semanal ao luar da floresta, é surpreendida pelos sons da mamãe passarinho procurando seu filhote, que havia desaparecido.

19/09/25 14:12

• COM UM COLEGA, COMPLETE O DIAGRAMA CONSIDERANDO O HÁBITO DE VIDA DOS ANIMAIS MOSTRADOS NAS IMAGENS E CITADOS NO TEXTO.

ARARAJUBA.

ONÇA-PINTADA.

Atividade complementar

• Animais com visão noturna

Assistir com os estudantes ao vídeo “Que animais possuem visão noturna?”, indicado em Sugestão para o professor. O vídeo mostra algumas espécies que possuem visão noturna e associa essa característica aos hábitos dos diversos animais. A narração do vídeo está em inglês, mas a legenda está em português. Passar o vídeo fazendo a leitura da legenda para os estudantes; se necessário, fazer pausas e repetir mais de uma vez.

Sugestão para o professor

QUE ANIMAIS possuem visão noturna? Produzido por: National Geographic. 2019. 1 vídeo (2min50s). Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/video/tv/quaisanimais-possuem-visao-noturna. Acesso em: 12 set. 2025.

O vídeo, que mostra algumas espécies que possuem visão noturna, está em inglês, com legendas em português.

Sugestão para os estudantes

JOSÉ, Elias. De olho nos bichos. São Paulo: FTD, 2018. O livro apresenta poemas que ajudam a saber mais sobre diferentes animais.

O QUE E COMO AVALIAR

Solicitar aos estudantes que, ao final das atividades destas páginas, relatem o entendimento sobre os hábitos diurnos e noturnos dos animais. Para isso, utilizar questões como: quais características observamos em animais de hábito noturno? Em qual período do dia cada animal descansa? Se alguns estudantes ainda apresentarem dificuldades com o tema, retomar os conceitos apresentados na página 194. Após essa retomada inicial, orientar os estudantes na elaboração de dois desenhos em folha de papel avulsa: um de dia e outro de noite. Eles devem elaborar uma lista com todos os elementos que citaram ao longo do capítulo que os permitem perceber que é dia ou noite. Por exemplo, de dia: presença do Sol, céu claro, movimento mais intenso de pessoas nas ruas etc. E de noite: presença de estrelas, postes de iluminação, menor movimento, pouca luz natural. Essas informações devem ser incorporadas no ambiente de seus desenhos. Também devem incluir uma atividade que realizam durante o dia e outra que realizam durante a noite. Por fim, devem incluir alguns dos animais com os hábitos correspondentes ao momento do dia retratado: animais diurnos em seu desenho de dia, e animais noturnos em seu desenho de noite.

TUCANO.
PUMA.

BNCC

Competências gerais: 6, 8 e 9

Competências específicas de Ciências da Natureza: 3, 6, 7 e 8

Competências específicas de Ciências Humanas: 1, 3, 4 e 7

Competências específicas de Geografia: 1 e 7

Competência específica de História: 2

Habilidades de Ciências: EF01CI05, EF01CI06

Habilidade de Geografia: EF01GE05 e EF01GE07

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Iniciar o estudo dessas páginas com a seguinte questão: em qual período do dia estamos nesse exato momento? Espera-se que os estudantes reconheçam o período do dia de acordo com algumas características e atividades observadas, como a própria aula que está ocorrendo. Ao identificar como os períodos diários (manhã, tarde e noite) orientam as atividades diárias, os estudantes podem exercitar as habilidades de Ciências EF01CI05 e EF01CI06 e a habilidade EF01GE05 de Geografia.

Nesse momento, a observação dos períodos do dia não dever ser relacionada à leitura das horas no relógio, visto que tal relação será feita em um momento posterior. Os estudantes do 1o ano ainda têm uma relação orgânica com o mundo, no sentido de perceber o período do dia não pelas horas, mas pelas características do ambiente e das atividades que estão desenvolvendo naquele momento.

2

ORGANIZAR O TEMPO

UM DIA COMPLETO PODE SER DIVIDIDO EM TRÊS PERÍODOS: MANHÃ, TARDE E NOITE.

DURANTE A MANHÃ E À TARDE, MUITAS PESSOAS REALIZAM ATIVIDADES, COMO IR À ESCOLA E TRABALHAR.

À NOITE, A MAIORIA DAS PESSOAS REALIZA ATIVIDADES

COMO JANTAR E DORMIR.

CRIANÇAS ESTUDANDO NA ESCOLA NO PERÍODO DA MANHÃ.

198

Texto de apoio

CRIANÇA

DORMINDO NA CAMA, À NOITE.

De acordo com a Academia Americana de Medicina do Sono, crianças saudáveis dormem em média de 9 a 12 horas por noite, enquanto os adolescentes tendem a dormir em média de 8 a 10 horas (Paruthi et al., 2016). No entanto, há evidências de que os indivíduos em idade escolar não dormem o suficiente, principalmente durante a adolescência. Nessa fase é comum ocorrer um atraso no início do sono, devido às mudanças hormonais comuns durante esta fase e pelas atividades sociais notur-

CRIANÇAS BRINCANDO À TARDE NO PARQUE.

nas, que se intensificam pela exposição à iluminação artificial luz (azul). Este atraso é seguido de um despertar adiantado, que pode ser explicado pelas atividades sociais matinais, sendo o horário de início das aulas o compromisso social mais significativo de indivíduos em fase escolar. Por conta disso, vários autores têm evidenciado desde a infância e principalmente durante a adolescência a manifestação de um padrão “restrição/extensão” de sono, com duração de sono curta nos dias letivos e estendida nos finais de semana [...]

1 FAÇA TRÊS DESENHOS MOSTRANDO CENAS DA SUA VIDA

NO DIA A DIA. Ver orientações no Encaminhamento

MANHÃ

Produção pessoal.

TARDE

Produção pessoal.

2

Produção pessoal.

CONVERSE

COM UM COLEGA SOBRE AS CENAS QUE VOCÊS

DESENHARAM. 2. Resposta pessoal.

Os sintomas provocados pelo débito de sono durante os dias letivos podem ser diversos como: sensação de cansaço, mal-estar, sonolência diurna, flutuações no humor, redução na atenção e no funcionamento cognitivo, dentre outros. Tais sintomas, em conjunto, também podem contribuir para reduzir o desempenho escolar [...]

[...] Atitudes simples, como orientar os alunos sobre a utilização de mídias eletrônicas à noite devido à sua influência sobre o ciclo vigília/sono, sobre a percepção de seus horários de sono, alimentação, o momento do dia em que estão mais atentos e dispos-

tos para estudar, realizar atividade física, por exemplo, podem contribuir muito para uma melhor qualidade de vida, e isso também irá se reverberar em melhor desempenho escolar. [...]

CARVALHO-MENDES, Rubia Pereira; MENNA-BARRETO, Luiz. Por que a cronobiologia deve fazer parte da formação de educadores?

Pro-Posições, Campinas, SP, v. 33, 10 out. 2022. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/ index.php/proposic/article/view/8671589. Acesso em: 13 set. 2025.

Na atividade 1, indicar aos estudantes que eles podem representar familiares e pessoas que convivem com eles nas cenas, bem como diferentes locais, como a escola, a residência ou um espaço de lazer.

Na atividade 2, organizar os estudantes em roda e encorajá-los a mostrar os desenhos elaborados, incentivando-os a compartilhar acontecimentos do dia a dia com a turma, contando quem são as pessoas com quem convivem e os lugares que frequentam em seu dia a dia. Lembrá-los de ouvir as narrativas dos colegas com atenção e respeito, estimulando-os a fazer perguntas para conhecer mais sobre a rotina das outras crianças. É importante desenvolver com os estudantes a ideia de que as pessoas realizam atividades em períodos do dia diferentes, dependendo dos seus hábitos de vida, da época do ano, da região onde moram, por exemplo. É interessante dar exemplos de profissões que podem ser noturnas, como médico, enfermeiro, jornalista, professor, pizzaiolo, garçom, bombeiro, policial, segurança e trabalhadores do comércio, já que tal assunto virá logo em seguida.

Atividade complementar • Imagens do dia e da noite É possível apresentar imagens com exemplos de atividades cotidianas, projetando-as para os estudantes e indagando sobre o período do dia em que cada atividade geralmente é realizada.

BNCC

(EF01CI06) Selecionar exemplos de como a sucessão de dias e noites orienta o ritmo de atividades diárias de seres humanos e de outros seres vivos. (EF01GE07) Descrever atividades de trabalho relacionadas com o dia a dia da sua comunidade.

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, perguntar aos estudantes se eles têm algum familiar que trabalha à noite. Caso haja alguém, permitir que tais estudantes comentem sobre as profissões dessas pessoas, assim como sobre os diferentes ritmos de vida delas.

Em seguida, comentar que embora o trabalho noturno seja fundamental, os trabalhadores do período da noite estão mais suscetíveis a riscos de saúde, como distúrbios do sono e doenças cardiovasculares, além do risco de comprometimento da saúde mental e da redução da qualidade de vida social e familiar. Ao descrever e investigar o trabalho noturno, relacionado ao dia a dia da comunidade, essa atividade permite contemplar a habilidade EF01GE07 de Geografia, bem como a habilidade EF01CI06, relativa ao impacto da sucessão de dias e noites no ritmo das atividades diárias dos seres humanos.

Também se sugere perguntar aos estudantes: será que outros animais conseguiriam mudar o ritmo de vida como fazem essas pessoas? Por quê? Se achar interessante, mencionar aos estudantes o Texto de apoio da página 195, que apresenta pesquisa sobre mudanças nos hábitos dos animais, que têm se tornado mais noturnos para evitar os humanos.

TRABALHO NOTURNO

DEPENDENDO DA PROFISSÃO, ALGUMAS PESSOAS TÊM UM RITMO DE VIDA DIFERENTE DA MAIORIA. POR EXEMPLO, À NOITE, ENQUANTO MUITOS ESTÃO DORMINDO, EXISTEM PESSOAS QUE ESTÃO TRABALHANDO.

MOTORISTA DE ÔNIBUS TRABALHANDO À NOITE.

PARAMÉDICO TRABALHANDO À NOITE NA AMBULÂNCIA.

Texto de apoio

Com a invenção da lâmpada elétrica em 1879, aumentaram em tempo e quantidade os trabalhos em períodos noturnos. Indústrias e diversos outros serviços passaram a funcionar durante as 24 horas do dia, fato que aumentou o contingente de trabalhadores de nível técnico e superior em trabalhos noturnos. Telecomunicações, shopping centers, supermercados, hotelaria, vigilância, aviação, processamento de dados, bancos, correspondência rápida e serviços de saúde são exemplos dessas atividades.

Uma “sociedade 24 horas” depende de um grande contingente de trabalhadores para suprir suas demandas. Estes indivíduos, por sua vez, estarão sujeitos à exposição aos fatores psicossociais do trabalho noturno, como fadiga e estresse, que influenciam os processos de saúde e enfermidade. Em especial, a interrupção do ciclo circadiano e da sincronia do ritmo biológico podem alterar a produção de hormônios e, com isso, colocar a saúde em risco.

Estudos epidemiológicos indicam risco elevado de câncer de mama em trabalhadoras noturnas, em parte pelo fato

PESSOAS TRABALHANDO EM UM MERCADO DURANTE A NOITE.

ENCAMINHAMENTO

VOCÊ DETETIVE

Ver orientações no Encaminhamento

PARA SABER MAIS SOBRE COMO É TRABALHAR NO PERÍODO NOTURNO, EM CASA, PEÇA AJUDA A UM ADULTO PARA REALIZAR UMA ENTREVISTA COM UM PROFISSIONAL QUE TRABALHE À NOITE. SE NÃO ENCONTRAREM ALGUÉM, PESQUISEM NA INTERNET REPORTAGENS SOBRE TRABALHO NOTURNO. REGISTRE AS INFORMAÇÕES NO FORMULÁRIO.

A) NOME DA PESSOA ENTREVISTADA:

B) PROFISSÃO QUE EXERCE:

C) HORÁRIO DE TRABALHO:

D) HÁ QUANTO TEMPO TRABALHA À NOITE?

de a produção endógena de melatonina se reduzir em resposta à exposição à luz artificial. Os distúrbios do sono, originados nos trabalhos realizados à noite, reduzem a atividade do sistema imunitário dependente de estímulo da melatonina e podem também alterar a secreção de cortisol.

[...] Trabalhar em períodos não diurnos acarreta pior desempenho nas tarefas e ex-

22/09/25 16:01

posição a maior risco de acidentes, e o estresse ambiental pode ocasionar mais incapacidades funcionais precoces. [...]

SANTOS, Suelen Muniz; SANTOS, Vitorino Modesto. Repercussões endócrinas e neurológicas do trabalho noturno. Brasília Med, v. 51, n. 2, p. 140-147, 2014. Disponível em: https://rbm.org. br/details/67/pt-BR/repercussoes-endocrinas-eneurologicas-do-trabalho-noturno. Acesso em: 13 set. 2025.

Na proposta de pesquisa apresentada no boxe Você detetive, realizar a leitura oral das questões, esclarecendo possíveis dúvidas em sala de aula. Caso algum estudante não consiga entrar em contato com um profissional que trabalhe no período noturno, é possível ajudá-lo a realizar essa conversa com um colega da turma. Essa atividade de pesquisa possibilita avaliar o desenvolvimento da produção escrita dos estudantes. Após a correção coletiva da atividade, com o esclarecimento de dúvidas e demais comentários, é possível recolher o Livro do estudante para observar com mais atenção as respostas dadas às questões sugeridas pela atividade.

Sugestão para o professor

REPORTAGEM especial: trabalho noturno. 2018. 1 vídeo (ca. 11 min). Publicado pelo canal Tribunal Superior do Trabalho. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=-rPjic_J1rA. Acesso em: 13 set. 2025.

A reportagem apresenta alguns trabalhadores noturnos, discute os impactos do trabalho noturno para a saúde e o que a legislação trabalhista diz a respeito desse tipo de trabalho.

BNCC

(EF01CI06) Selecionar exemplos de como a sucessão de dias e noites orienta o ritmo de atividades diárias de seres humanos e de outros seres vivos.

Organize-se

• Tesoura com pontas arredondadas

• Cola

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Ao iniciar a aula, perguntar aos estudantes se eles sabem em que dia da semana estão. Anotar a resposta na lousa e, em seguida, perguntar que dia foi ontem e que dia será amanhã, também anotando em lousa. Para finalizar, questionar se alguém saberia dizer quais são os dias da semana que estão faltando. Identificar e nomear os dias da semana permite aos estudantes exercitar a habilidade EF01CI05 de Ciências.

Na atividade 1, orientar os estudantes a recortar os dias da semana da página 255 do Material complementar e colar nos espaços adequados.

Se considerar pertinente, promover uma conversa sobre a rotina semanal dos estudantes. Dessa maneira, é possível que mencionem dias da semana em que ocorrem determinadas rotinas escolares, a aula de educação física, por exemplo, ou uma refeição que é servida em um dia específico da semana. Também é possível reunir contribuições sobre atividades extracurriculares e de lazer realizadas pelos estudantes ou por seus familiares. Estas informações podem ser registradas para contextualizar as atividades 2, 3 e 4.

DIAS DA SEMANA

VOCÊ SABIA QUE O TEMPO TAMBÉM PODE SER ORGANIZADO POR SEMANAS?

UMA SEMANA TEM 7 DIAS.

SEGUNDA-FEIRA, TERÇA-FEIRA, QUARTA-FEIRA, QUINTA-FEIRA E SEXTA-FEIRA SÃO CHAMADOS DIAS ÚTEIS, PORQUE SÃO DIAS EM QUE OS ESTUDANTES VÃO PARA A ESCOLA E A MAIORIA DAS PESSOAS TRABALHA. SÁBADO E DOMINGO FAZEM PARTE DO FIM DE SEMANA.

1 RECORTE OS NOMES DOS DIAS DA SEMANA DA PÁGINA 255 DO MATERIAL COMPLEMENTAR E DEPOIS COLE NA ORDEM

CORRETA DOS DIAS NOS ESPAÇOS.

COLE AQUI

COLE AQUI

Terça-feira

COLE AQUI

Quarta-feira

COLE AQUI

Quinta-feira

Lição de casa Aniversário do Gael Visita à biblioteca

COLE AQUI

SEGUNDA-FEIRA Domingo Sábado

Sexta-feira

Aula de música Passeio ao parque

COLE AQUI

Sugestão para o professor

POR QUE os dias da semana terminam em “feira”? 2024. 1 vídeo (ca. 12 min). Publicado pelo canal História Ibérica. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=luCgm Z8TG9I. Acesso em: 13 set. 2025.

Esse vídeo relata histórias e curiosidades interessantes para responder por que os dias da semana em português, de “segunda-feira” a “sexta-feira”, terminam em “feira”.

SILVESTRE, Célia Maria Foster; COMPANHONI, Rodrigo Vareiro. Percepções do Ára

– Tempo/Espaço – Kaiowá e Guarani. Interfaces da Educação, v. 12, n. 36, 2021. Disponível em: https://periodicosonline.uems. br/index.php/interfaces/article/view/5086. Acesso em: 13 set. 2025.

O artigo apresenta implicações da temporalidade Kaiowá e Guarani com base no conceito nativo de ára -tempo/espaço, em contraposição à temporalidade histórica linear e eurocêntrica, discutindo a naturalização da linearidade do tempo.

2. Espera-se que os estudantes marquem em azul a segunda-feira, a terça-feira, a quarta-feira, a quinta-feira e a sexta-feira e em vermelho o sábado e o domingo.

2 NO QUADRO DA ATIVIDADE 1 , MARQUE UM X AZUL NOS DIAS DA SEMANA EM QUE VOCÊ VAI PARA A ESCOLA E UM X VERMELHO NOS DIAS EM QUE VOCÊ NÃO TEM AULA.

3 PINTE O NÚMERO DE DIAS DA SEMANA QUE VOCÊ VAI PARA A ESCOLA. 1 2 3 4 5 X

4. A resposta vai depender do dia da semana em que a atividade for realizada.

4 AGORA, ESCREVA NAS LINHAS OS NOMES DOS DIAS DA SEMANA.

SE HOJE É

ONTEM FOI

5 HOJE É TERÇA-FEIRA

E A MÃE DE ANA FOI À FEIRA. JÁ A FEIRA

ONDE O PAI DE BENTO COMPRA FRUTAS

ACONTECE DOIS DIAS DEPOIS.

5. Na quinta-feira.

• EM QUE DIA O PAI DE BENTO VAI À FEIRA?

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 2, é possível chamar a atenção dos estudantes para a ordem dos dias da semana. Comentar com eles que os dias de semana, de maneira geral, podem ser organizados em dois grupos: os dias de trabalho e ida à escola (de segunda-feira a sexta-feira), e o chamado fim ou final de semana (o sábado e o domingo). Muitos adultos não trabalham no final de semana, e nesses dias a maioria dos estudantes também não vai à escola.

19/09/25 15:55

No entanto, é importante considerar que, em algumas profissões, as pessoas trabalham aos finais de semana. Sugere-se perguntar aos estudantes: vocês conhecem adultos que trabalham aos sábados e domingos? Que tipo de trabalho eles realizam?

A atividade 3 retoma a ideia dos dias de ir à escola, de segunda-feira a sexta-feira, solicitando aos estudantes que indiquem o número de dias que frequentam a escola, desenvolvendo o letramento matemático.

Na atividade 4, os estudantes são conduzidos a se situar no tempo, identificando o momento

presente (hoje), passado (ontem) e futuro (amanhã) e relacionando os dias da semana a cada um deles. A atividade 5 dá continuidade a essa proposta, mas nela os estudantes devem situar os dias da semana pela referência apresentada na história contada.

Atividade complementar

• Quadro dos dias da semana Elaborar na lousa um quadro com uma linha e sete colunas. Pedir a um estudante que vá até a lousa e escreva, em uma das colunas, o nome de um dos dias da semana. Em seguida, solicitar a outro estudante que escreva, na coluna adequada, o nome do dia da semana que vem antes ou depois daquele escrito pelo primeiro estudante. Repetir a atividade até que todas as colunas estejam preenchidas, fazendo as correções que forem necessárias.

Sugestão para os estudantes

DIAS da semana para crianças: quais são os dias da semana? 2019. 1 vídeo (2 min). Publicado pelo canal: Smile and Learn. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=TKAbwyElk2E. Acesso em: 13 set. 2025.

Vídeo educativo para crianças aprenderem os dias da semana: segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo.

BNCC

(EF01CI05) Identificar e nomear diferentes escalas de tempo: os períodos diários (manhã, tarde, noite) e a sucessão de dias, semanas, meses e anos.

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Solicitar aos estudantes que façam uma observação livre do calendário apresentado, colhendo os conhecimentos prévios da turma. Questionar os estudantes sobre quais informações são apresentadas no calendário.

Iniciar com as atividades 1 e 2, nas quais se identificam o ano atual do calendário e o próximo ano.

Na atividade 3, orientar os estudantes na identificação do ano em que eles completam 7 anos. Espera-se que os estudantes completem 7 anos no 1o ano do Ensino Fundamental, ou no início do 2o ano.

Na atividade 4, auxiliar os estudantes na leitura dos nomes dos meses. É importante que essa leitura em grupo aconteça de maneira respeitosa e colaborativa, além de ser uma oportunidade de avaliar a fluência oral dos estudantes.

Já na atividade 5, espera-se que eles identifiquem quantos meses formam um ano.

A atividade 6 trabalha as relações de dias por semana e de dias por mês.

Para finalizar, a atividade 7 pede que identifiquem o mês atual, e a atividade 8 questiona o dia e o mês do aniversário de cada estudante.

Ao exercitar, de diversas maneiras, a identificação e nomeação de dias, semanas, meses e anos do calendário, contempla-se a habilidade EF01CI05.

MESES DO ANO

TAMBÉM É POSSÍVEL ORGANIZAR O TEMPO EM MESES. UM MÊS PODE TER DE 28 A 31 DIAS.

PARA ORGANIZAR AS ATIVIDADES DE UMA SEMANA OU DE UM MÊS, USAMOS O CALENDÁRIO. ELE APRESENTA OS DIAS DA SEMANA E A DISTRIBUIÇÃO DOS DIAS AO LONGO DO MÊS.

CALENDÁRIO DE 2027

Sugestão para o professor

WANDERMUREM, Isadora. Kodojá: conheça o calendário africano em que o ano não começa em 1o de janeiro. Terra, 5 jan. 2024. Disponível em: https://www.terra.com.br/nos/kodojaconheca-o-calendario-africano-em-que-o-ano-nao-comeca-em-1-de-janeiro,65235f311f3c8 a03dcd1defd056c8d0a46hgxbs0.html. Acesso em: 13 set. 2025.

A matéria apresenta o Kodojá, calendário iorubá utilizado em alguns lugares da África, como Nigéria, Togo e partes de Gana. É composto por semanas de quatro dias, sendo cada dia destinado a um orixá. Cada mês tem sete semanas e há 13 meses em um ano iorubá, totalizando 91 semanas no ano.

4. Espera-se que os estudantes consigam ler o nome dos meses: janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro.

1 DE QUE ANO É ESSE CALENDÁRIO? 1. 2027

2 QUAL É O ANO SEGUINTE AO ANO DO CALENDÁRIO? 2. 2028

3 EM QUAL ANO VOCÊ COMPLETA 7 ANOS?

3. Resposta pessoal.

4 AGORA, LEIA EM VOZ ALTA OS NOMES DOS MESES DO ANO.

5 CONTORNE A SEGUIR O NÚMERO DE MESES QUE APARECEM NO CALENDÁRIO.

6 PREENCHA COM NÚMEROS OS ESPAÇOS A SEGUIR.

A) UMA SEMANA TEM 7 DIAS.

B) UM MÊS PODE TER DE 28 A 31 DIAS.

7 CONSIDERANDO O CALENDÁRIO DA PÁGINA ANTERIOR, SUBLINHE EM AZUL O NOME DO MÊS EM QUE ESTAMOS.

7. A resposta vai depender do mês em que a atividade for realizada.

8 AGORA, CONTORNE DE VERDE O NOME DO MÊS E O DIA DO SEU ANIVERSÁRIO.

8. Resposta pessoal.

Atividade complementar

• Calendário da turma

23/09/25 12:11

Pedir à turma que elabore um calendário mensal coletivo em cartolina para afixar na sala de aula. Solicitar a eles que escrevam, nos espaços correspondentes, as atividades escolares que estão agendadas para cada dia do mês. Com base nessa atividade, verificar se eles compreendem a importância dos calendários para auxiliar na organização das atividades cotidianas, individuais e coletivas.

Sugestão para os estudantes

VELOZO, Tania Maria Peixoto; ALHADEFF, Cristina da Veiga Soares. Alice faz aniversário. Rio de Janeiro: Quiteria Editora LTDA, 2023. Disponível em: https://pnld. nees.ufal.br/pnld_2023_anos _iniciais_objeto_03/inicio/ pnld_2023_anos_iniciais_ objeto_03_obras/11594? tab=resenha_completa. Acesso em: 13 set. 2025. A obra conta a história de Alice, uma menina que aguarda ansiosamente o dia do seu aniversário. O livro apresenta a marcação do tempo por meio de um calendário e da contagem das horas no dia da festa de Alice.

MERIA, Nathalia. Quanto tempo o tempo tem? — Jogos e atividades de História Matemática. Atividade.digital, c2025. Disponível em: https://atividade.digital/ jogos/historia-matematica/ marcadores-temporaiscalendario/quanto-tempotempo-tem?level=0. Acesso em: 29 set. 2025.

Na página há jogos sobre o calendário. Se possível, dedicar um tempo para que os estudantes possam fazer juntos as atividades propostas, ou indicar que façam em casa anotando as suas dúvidas e acompanhados de um responsável.

BNCC

(EF01CI05) Identificar e nomear diferentes escalas de tempo: os períodos diários (manhã, tarde, noite) e a sucessão de dias, semanas, meses e anos.

(EF01CI06) Selecionar exemplos de como a sucessão de dias e noites orienta o ritmo de atividades diárias de seres humanos e de outros seres vivos.

Organize-se

• Folhas de papel

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Questionar os estudantes sobre como eles acham que o calendário auxilia na organização do dia a dia das pessoas. Perguntar se já usaram uma agenda ou viram algum adulto usando e se sabem sua função e que tipo de informações são geralmente anotadas. Organizar na lousa uma lista com as atividades mencionadas pelos estudantes.

Pedir a eles que façam a leitura da tabela, identificando linhas, colunas e células, percebendo se apresentam alguma dificuldade para entender as relações entre as informações.

Nas atividades 1 e 2, ao montar sua agenda semanal, os estudantes continuam trabalhando com as escalas de tempo: dias da semana, dias do mês, ano e períodos do dia, como manhã, tarde e noite (EF01CI05). Aprofundam também seu entendimento sobre como a sucessão de dias e noites orienta as atividades diárias (EF01CI06).

Sugestão para os estudantes

AGENDA infantil. Intérprete: Palavra Cantada. Compositores: Paulo Tatit; Zé Tatit.

MINHA ROTINA NA SEMANA

PODEMOS ORGANIZAR NOSSA ROTINA USANDO UMA AGENDA.

NA AGENDA, PODEMOS COLOCAR AVISOS PARA INFORMAR

A HORA DE ESTUDAR, A HORA DE BRINCAR, A HORA DE ESPERAR OS FAMILIARES CHEGAREM, O DIA DE UM PASSEIO, O DIA DO ANIVERSÁRIO DE UM AMIGO, ENTRE OUTRAS POSSIBILIDADES.

PARA ORGANIZAR A AGENDA, PODEMOS ESCOLHER ALGUNS SÍMBOLOS. POR EXEMPLO, PARA FAZER LIÇÃO DE CASA, PARA O PERÍODO DA ESCOLA, PARA BRINCAR EM CASA, PARA BRINCAR NO PARQUE, PARA O PASSEIO,

PARA TOMAR BANHO E ASSIM POR DIANTE.

OBSERVE UM MODELO DE AGENDA. Ver orientações no Encaminhamento.

AGENDA

PERÍODO SEGUNDA-FEIRA TERÇA-FEIRA QUARTA-FEIRA

MANHÃ

MANHÃ

TARDE NOITE

TARDE NOITE

In: Um minutiiiinho!, 2012. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=V6V fMuKL2xM. Acesso em: 13 set. 2025.

“Agenda Infantil” é uma música do grupo Palavra Cantada que fala sobre a sobrecarga de compromissos que as crianças enfrentam, o que pode ser prejudicial ao seu bem-estar, e a necessidade de mais tempo para brincadeiras e descobertas.

Texto de apoio

A construção da noção de tempo na criança: da intuição pura à coordenação operatória

Para que a criança possa construir um tipo de pensamento que lhe permita uma capacidade reflexiva, isto é, para que ela consiga “pensar antes de agir”, antevendo, em pensamento, as consequências de seus atos, é preciso uma organização mental da sequência dos eventos pensados, em termos de anterioridade e sucessão. Em outras palavras, é preciso recuperar os eventos passados, à luz dos acontecimentos presentes, para tomar uma decisão acertada, prevendo as consequências futuras. Para que estas habilidades reflexivas ocorram, é necessário que a criança tenha uma coordenação ade-

2. Produção pessoal. Se considerar adequado, montar essas agendas com os estudantes toda semana por determinado período, de modo que eles adquiram o hábito de se organizar sozinhos.

AGORA, VAMOS MONTAR SUA AGENDA SEMANAL.

1 PRIMEIRO, ESCOLHA OS SÍMBOLOS PARA AS ATIVIDADES. 1. Produção pessoal.

FAZER A LIÇÃO DE CASA

IR À ESCOLA

TOMAR BANHO

LER UM LIVRO

BRINCAR COM UM AMIGO

PRATICAR ESPORTE

ORGANIZAR OS BRINQUEDOS

PASSEAR

2 AGORA, MONTE SUA AGENDA SEMANAL. PREENCHA A SEGUIR COM ATIVIDADES PARA OS PERÍODOS DA MANHÃ, DA TARDE E DA NOITE.

SEMANAL

SEMANAL

QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA SÁBADO DOMINGO

QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA SÁBADO DOMINGO 207

quada dos movimentos, e, que dessas coordenações, possa captar as relações de causa e efeito existentes entre as coisas.

O aspecto necessário para a organização das sequências dos movimentos, e, por conseguinte, formador das relações causais, é o tempo, enquanto noção construtora do real para o indivíduo. [...] O tempo pode estar ligado ao movimento, às relações concretas entre objetos, a processos cognitivos causais complexos, ou à memória; entretanto, quaisquer que sejam as situações relacionadas, o tempo, está sempre associado à causalidade.

22/09/25 16:01

[...] Podemos distinguir a respeito da noção de tempo, dois tipos de apreensão temporal: o tempo físico e o tempo vivido. O tempo físico diz respeito aos esquemas temporais construídos pelo indivíduo para sua adaptação ao mundo, para a compreensão das relações entre os objetos do mundo físico, em termos de ordem, simultaneidade, sincronização, imbricação, etc. O tempo físico conduz ao tempo métrico, à avaliação e medida das durações de intervalos temporais de maneira objetiva. Já o tempo vivido poderia ser descrito como a duração psicológica do tempo, como as percepções

do sujeito em relação às durações dos movimentos, à sensação de passagem do tempo. O tempo vivido é uma coordenação interna de diferentes eventos e situações percebidas.

FOLQUITTO, Camila Tarif Ferreira; SOUZA, Maria Thereza Costa Coelho. Desenvolvimento da noção operatória de tempo: contribuições para a compreensão do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Schème: Revista Eletrônica de Psicologia e Epistemologia Genéticas, v. 7, n. 1, jan./jul. 2015. Disponível em: https://doi. org/10.36311/1984-1655.2015. v7n1.p90-113. Acesso em: 13 set. 2025.

O QUE E COMO AVALIAR

Organizar uma pesquisa com a turma sobre os calendários que observam em seu dia a dia, seja em jornais, revistas, livros, desenhos animados, na geladeira de sua casa, na escola ou no comércio local.

Pedir a todos os estudantes que tragam os calendários que conseguirem para que os colegas também possam observá-los e que registrem, por meio de fotografias, aqueles que não puderem ser trazidos com eles para a escola. Eles podem pedir auxílio aos vizinhos e demais membros da comunidade para essa tarefa, sempre sob a supervisão de um adulto responsável. Combinar um dia para que possam observar a diversidade de calendários, discutir os locais em que foram encontrados e comparar suas características, em termos estéticos e de conteúdo. Eles devem avaliar se são práticos e de fácil leitura, se contêm todas as informações necessárias, entre outros aspectos.

Competências gerais: 1, 3, 6 e 8

Competência específica de Ciências da Natureza: 7

Competências específicas de Ciências Humanas: 1, 4 e 5

Competências específicas de Geografia: 1 e 6

Competências específicas de História: 4 e 5

Habilidade de Ciências:

EF01CI05

Habilidades de História:

EF01HI01 e EF01HI08

Habilidade de Geografia:

EF01GE03

ENCAMINHAMENTO

Os estudantes serão apresentados a datas comemorativas que acontecem em diferentes âmbitos, como o familiar, o da comunidade e o do município, mobilizando a habilidade EF01HI08 de História.

Ao fazer a leitura coletiva do texto, garantir que os estudantes compreendem que datas comemorativas podem ou não ser consideradas feriados. Perguntar à turma quais são suas lembranças mais antigas de uma data comemorativa e/ou feriado e pedir a eles que compartilhem com os colegas o que se lembram desse dia.

O boxe Você detetive fornece mais uma oportunidade para envolver os familiares dos estudantes no processo de aprendizagem deles. Compor uma lista com as datas mencionadas por cada um deles para que os colegas possam ter acesso. Se possível, montar um calendário com as datas trazidas pelos estudantes e complementar com as demais datas comemorativas do município.

3

DATAS COMEMORATIVAS

AS DATAS COMEMORATIVAS SÃO DIAS ESPECIAIS ESCOLHIDOS PARA CELEBRAR TRADIÇÕES, RELEMBRAR FATOS QUE OCORRERAM E CONSCIENTIZAR AS PESSOAS.

CONSCIENTIZAR: FAZER COM QUE AS PESSOAS CONHEÇAM E REFLITAM SOBRE DETERMINADO ASSUNTO.

ALGUMAS DATAS SÃO IMPORTANTES PARA TODA A COMUNIDADE E POR ISSO SÃO CONSIDERADAS FERIADO.

FERIADOS EXISTEM NO MUNDO TODO. SÃO DIAS EM QUE MUITAS PESSOAS NÃO TRABALHAM PARA QUE POSSAM CELEBRAR, DESCANSAR OU PASSEAR COM A FAMÍLIA.

EXISTEM DATAS QUE SÃO COMEMORADAS PELA FAMÍLIA, COMO O ANIVERSÁRIO DE UM PARENTE OU AMIGO.

FAMÍLIA COMEMORA O ANIVERSÁRIO DE UMA PARENTE QUERIDA, EM 2024.

EXISTEM DATAS QUE SÃO COMEMORADAS PELA COMUNIDADE.

EXISTEM DATAS QUE SÃO COMEMORADAS PELO MUNICÍPIO, COMO O ANIVERSÁRIO DE FUNDAÇÃO DO MUNICÍPIO.

VOCÊ DETETIVE

QUAIS SÃO AS DATAS COMEMORATIVAS NO MUNICÍPIO ONDE VOCÊ VIVE? EM CASA, CONVERSE COM SEUS FAMILIARES E DESCUBRA!

1. NO LOCAL ONDE VOCÊ VIVE, EXISTE ALGUMA DATA COMEMORADA COM FESTA?

1. Resposta pessoal.

2. SE EXISTE, QUAL É O MOTIVO DA COMEMORAÇÃO? ESSE DIA É FERIADO?

2. Respostas pessoais.

Texto de apoio

Quando surgiram os primeiros feriados na história da humanidade?

19/09/25 17:03

A ideia de interromper as atividades diárias para celebrar algo não é nova. Os primeiros registros de feriados vêm da Antiguidade, especialmente das civilizações egípcia, grega e romana. Nessas culturas, os feriados estavam ligados ao culto aos deuses, às colheitas e aos ciclos da natureza. Eram momentos de festas, rituais e comunhão entre os povos. [...] Grande parte dos feriados mais antigos tem origem religiosa porque, durante séculos, a religião organizava o tempo e a vida social. Igrejas e templos eram as instituições mais influentes, e os calendários eram adaptados às datas sagradas. Celebrar dias específicos era uma forma de fortalecer a fé e a identidade cultural dos povos. O cristianismo, por exemplo, transformou eventos religiosos em datas fixas de celebração, como o Natal e a Páscoa. Com o tempo, essas datas foram oficializadas pelos governos e passaram a fazer parte do calendário civil. [...]

Além da religião, os governos passaram a criar feriados nacionais como forma de celebrar eventos históricos ou reforçar valores cívicos. Datas como independências, revoluções, proclamações e conquistas passaram a ser lembradas oficialmente, criando um sentimento de pertencimento entre os cidadãos. [...]

Algumas datas comemorativas têm origem em lutas sociais e reivindicações populares. Um exemplo emblemático é o Dia do Trabalhador, celebrado em diversos países no 1º de maio. Ele surgiu no século XIX, após manifestações operárias por melhores condições de trabalho. [...]

Mesmo nos dias atuais, novos feriados continuam sendo propostos e adotados em diferentes partes do mundo. Isso acontece porque a sociedade está em constante mudança, e com ela surgem novas necessidades de reconhecimento e celebração. Datas ligadas a minorias, consciência ambiental e causas sociais estão entre os temas mais recentes. Criar um feriado é uma forma de registrar algo importante para a história de um povo. Mais do que um dia de folga, ele representa valores, lutas e identidades que merecem ser lembradas e respeitadas. [...] TRINDADE, Gustavo. O que ninguém te contou sobre a origem dos feriados. AnaMaria, 14 jun. 2025. Disponível em: https:// revistaanamaria.com.br/diversos/oque-ninguem-te-contou-sobre-aorigem-dos-feriados/. Acesso em: 14 set. 2025.

Sugestão para os estudantes

BRENMAN, Ilan. A festa de aniversário. São Paulo: Panda Books, 2017.

O livro conta a história de uma menina que não tem paciência para esperar as coisas acontecerem, principalmente seu aniversário!

JOVENS SE APRESENTAM EM FESTA DA IMIGRAÇÃO ALEMÃ NO MUNICÍPIO DE BLUMENAU, NO ESTADO DE SANTA CATARINA, EM 2024.

BNCC

(EF01HI08) Reconhecer o significado das comemorações e festas escolares, diferenciando-as das datas festivas comemoradas no âmbito familiar ou da comunidade.

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Agora com o foco nas comemorações em âmbito escolar, segue-se o trabalho com a habilidade EF01HI08 de História. Comentar com os estudantes que existem muitas datas comemorativas ao longo do ano, e que cada escola define quais serão celebradas e como. Explorar o calendário apresentado na ilustração, abordando em mais detalhe a data do Dia Mundial do Meio Ambiente.

Nas atividades 1 e 2, se os estudantes não se recordarem de muitas datas ou de seus significados, realizar uma pesquisa com eles para que completem a lista de forma mais robusta. Depois de finalizada a lista, orientá-los a criar seu desenho na atividade 3, escrevendo o nome da comemoração e o mês em que acontece.

Atividade

complementar

• Outras datas comemorativas Ler com a turma o texto indicado em Sugestão para os estudantes, em que são apresentadas algumas datas comemorativas inusitadas. Organizar os estudantes em grupos e orientá-los a preparar uma comemoração para uma dessas datas. Eles devem pensar na decoração, nas vestimentas, nas atividades e em uma justificativa para a importância desse dia para a comunidade escolar.

COMEMORAÇÕES ESCOLARES

TAMBÉM EXISTEM AS COMEMORAÇÕES REALIZADAS NA ESCOLA. ALGUMAS SÃO CELEBRADAS COM FESTAS, ENQUANTO OUTRAS SÃO REALIZADAS COM ATIVIDADES.

Ver orientações no Encaminhamento

1 VAMOS FAZER UMA LISTA DAS DATAS COMEMORATIVAS NA ESCOLA? VOCÊ E OS COLEGAS VÃO DIZER QUAIS SÃO AS DATAS E O PROFESSOR VAI ANOTAR NA LOUSA.

1. Resposta pessoal.

2 AGORA, RESPONDAM: O QUE É COMEMORADO EM CADA DATA? COMO ELA É CELEBRADA?

2. Respostas pessoais. Se considerar interessante, solicitar aos estudantes que copiem no caderno a lista de datas e o que comemoram em cada uma delas.

Sugestão para os estudantes

CÂMARA DOS DEPUTADOS. 10 datas comemorativas que você talvez não conheça! Plenarinho: o jeito criança de ser cidadão, 4 fev. 2019. Disponível em: https://plenarinho. leg.br/index.php/2019/02/10-datas-comemo rativas-que-voce-talvez-nao-conheca/. Acesso em: 14 set. 2025.

Este texto apresenta algumas datas comemorativas curiosas e pouco conhecidas, como o Dia do Silêncio (7 maio) e o Dia Nacional da Voz (16 abril).

DOUGLAS FRANCHIN
Dia Mundial do Meio Ambiente
Início do inverno Festa Junina
19/09/25

3. Produção pessoal.

3 NO ESPAÇO A SEGUIR, DESENHE UMA COMEMORAÇÃO QUE

ACONTECE NA ESCOLA DE QUE VOCÊ MAIS GOSTA.

A COMEMORAÇÃO DA ESCOLA DE QUE MAIS GOSTO É:

ELA ACONTECE NO MÊS DE:

19/09/25 17:03

Texto de apoio O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado anualmente em 5 de junho, foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1972. Nas últimas cinco décadas, o Dia cresceu e se tornou uma das maiores plataformas globais de alcance ambiental. Dezenas de milhões de pessoas participam online e por meio de atividades, eventos e ações presenciais em todo o mundo.

O mundo produz mais de 430 milhões de toneladas de plástico anualmente, dois terços dos quais são produtos de vida curta que logo se tornam resíduos, enchendo o oceano e, muitas vezes, entrando na cadeia alimentar humana.

[...] “O Dia Mundial do Meio Ambiente em 2025 será um divisor de águas para a conservação do meio ambiente global, pois esperamos ter concluído o acordo global sobre o plástico. Como país anfitrião do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2025, a República da Coreia liderará os esforços internacionais para prevenir a poluição plástica”, disse o ministro do Meio Ambiente da República da Coreia, Han Wha-jin.

REPÚBLICA da Coreia sediará o Dia Mundial do Meio Ambiente 2025 com foco em acabar com a poluição plástica. ONU Programa para o Meio Ambiente, 21 set. 2023. Disponível em: https:// www.unep.org/pt-br/noticias-ereportagens/comunicado-deimprensa/republica-da-coreiasediara-o-dia-mundial-do-meio. Acesso em: 14 set. 2025.

BNCC

(EF01CI05) Identificar e nomear diferentes escalas de tempo: os períodos diários (manhã, tarde, noite) e a sucessão de dias, semanas, meses e anos.

(EF01HI08) Reconhecer o significado das comemorações e festas escolares, diferenciando-as das datas festivas comemoradas no âmbito familiar ou da comunidade.

(EF01GE03) Identificar e relatar semelhanças e diferenças de usos do espaço público (praças, parques) para o lazer e diferentes manifestações.

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Antes da leitura do texto e das legendas, observar cada uma das imagens das páginas 212 e 213 com os estudantes. Pedir a eles que elaborem oralmente legendas para cada fotografia, tentando não obter informações das legendas presentes no Livro do estudante. Aproveitar essa atividade inicial para mapear os conhecimentos prévios dos estudantes e os elementos que talvez necessitem de mais atenção. Observar também se eles expressam alguma opinião ofensiva ou discriminatória em seus comentários, garantindo que compreendam e valorizem as diferenças entre as pessoas e as culturas. Ao identificarem as datas de cada celebração (dia e mês), bem como o ano em que as fotografias foram tiradas, os estudantes seguem trabalhando a habilidade EF01CI05 de Ciências. Ao conhecerem datas festivas comemoradas no âmbito da comunidade, em diferentes

COMEMORAÇÕES NO BRASIL E NO MUNDO

VAMOS CONHECER ALGUMAS DATAS QUE SÃO

COMEMORADAS EM MUITOS LUGARES DO BRASIL E NO MUNDO?

OBSERVE AS FOTOGRAFIAS.

NO DIA 19 DE ABRIL É CELEBRADO O DIA NACIONAL DOS POVOS INDÍGENAS. NA FOTOGRAFIA, APRESENTAÇÃO DE DANÇA INDÍGENA DO POVO TERENA CELEBRANDO ESSA DATA NO MUNICÍPIO DE TAQUARITINGA, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2025.

NO DIA 20 DE NOVEMBRO É COMEMORADO O DIA NACIONAL DE ZUMBI E DA CONSCIÊNCIA NEGRA. NA FOTOGRAFIA, CELEBRAÇÃO DESSA DATA EM FRENTE AO MONUMENTO EM HOMENAGEM A ZUMBI NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, EM 2022.

212

lugares, exercitam a habilidade EF01HI08 de História. E, ao identificarem usos do espaço público (praças, parques, ruas, praias) para diferentes manifestações, exploram a habilidade EF01GE03 de Geografia.

Texto de apoio

Em 19 de abril, comemoramos o Dia dos Povos Indígenas, data estabelecida para celebrar a diversidade de culturas dos povos indígenas brasileiros; implementar políticas públicas que garantam os direitos dos povos originários; combater preconceitos contra esses povos; promover reflexões sobre a importância desses povos, destacando sua relevância para a proteção e preservação ambiental.

A data foi criada no ano de 1943, por influência de Marechal Rondon, importante indigenista brasileiro e, também, devido ao Congresso Indigenista Interamericano, realizado, no México, em 1940, com o objetivo de estudar a situ-ação dos povos indígenas no continente americano e criar diretrizes e ações que os governos poderiam adotar

DIA 25 DE DEZEMBRO É CELEBRADO O NATAL. ESSA É UMA DATA DE CONFRATERNIZAÇÃO NO BRASIL E EM OUTROS PAÍSES. NA FOTOGRAFIA, DECORAÇÃO NATALINA NO MUNICÍPIO DE CURITIBA, NO ESTADO DO PARANÁ, EM 2022.

NO DIA 1O DE JANEIRO É CELEBRADO O ANO-NOVO. ESSA FESTA OCORRE NO BRASIL E EM OUTROS PAÍSES DO MUNDO, COM QUEIMA DE FOGOS. NA FOTOGRAFIA, FESTA DE ANO-NOVO EM HONG KONG, NA CHINA, EM 2025.

1 CONSIDERANDO AS FOTOGRAFIAS APRESENTADAS, MARQUE UM X VERMELHO NAS COMEMORAÇÕES QUE TAMBÉM ACONTECEM ONDE VOCÊ VIVE.

2 AGORA, MARQUE UM X AZUL NAS COMEMORAÇÕES QUE VOCÊ AINDA NÃO CONHECIA.

3 DEPOIS, CONTORNE EM AMARELO A COMEMORAÇÃO DE QUE VOCÊ MAIS GOSTA.

Sugestão para o professor

BOSISIO, Izabella. O calendário brasileiro e a legislação sobre feriados civis e religiosos. Nexo – Políticas Públicas, 9 maio 2023. Disponível em: https://pp. nexojornal.com.br/linha-dotempo/2023/05/09/o-calendario-brasileiro-e-a-legisla cao-sobre-feriados-civisereligiosos. Acesso em: 14 set. 2025.

Esta matéria apresenta uma linha do tempo com os marcos regulatórios do calendário brasileiro, desde 1890 até o ano de 2023, incluindo normas que definem os feriados e estabelecem suas comemorações.

ROSSI, Renata. 10 livros para ler com as crianças no Dia da Consciência Negra. Lunetas, 18 nov. 2024. Disponível em: https://lunetas.com. br/10-livros-para-ler-com-ascriancas-no-dia-da-cons ciencia-negra/. Acesso em: 14 set. 2025.

O texto apresenta uma lista de dez livros infantis para ler com as crianças que abordam a valorização da cultura negra e visam à construção de uma sociedade antirracista.

4 CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR SOBRE ESTA QUESTÃO.

• QUAL É A IMPORTÂNCIA DE CADA UMA DESSAS COMEMORAÇÕES? 1., 2. e 3. Respostas pessoais. 4. Resposta pessoal.

para garantir os direitos dos povos indígenas e a preservação de suas culturas e tradições. [...] [...]

23/09/25 16:01

Entretanto, os povos indígenas estão entre os mais vulneráveis e marginalizados da sociedade brasileira, pois sofrem constantemente ameaças às suas vidas, às suas culturas, tradições, línguas, crenças, religiões e formas de organização social, devido à invasão de seus territórios [...]; devido ao preconceito, discriminação, exclusão, [...]; e atualmente devido às graves consequências das mudanças climáticas, da perda de biodiversidade, da degradação ambiental e da pobreza. [...]

SCABIN, Denise. 19 abril – Dia dos Povos Indígenas. Portal da Educação Ambiental, Governo Estado São Paulo, 19 abr. 2025. Disponível em: https://semil.sp.gov.br/educacaoambiental/2025/04/ 19-de-abril-dia-dos-povos-indigenas/. Acesso em: 14 set. 2025.

(EF01HI08) Reconhecer o significado das comemorações e festas escolares, diferenciandoas das datas festivas comemoradas no âmbito familiar ou da comunidade.

Temas Contemporâneos

Transversais: Vida familiar e social, Diversidade cultural e Educação para a valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Se possível, organizar a aula de forma interdisciplinar com o professor de Arte. Sendo uma expressão que envolve dança, música e teatro, a Festa do Bumba meu Boi permite exercitar a habilidade EF01HI08.

Para a pesquisa e o desenho da atividade 1, bem como para os subsídios para a festa proposta na atividade 2, pode-se indicar os recursos indicados em Sugestão para os estudantes.

Texto de apoio

Geralmente encenadas neste período junino, o Boi Bumbá do Amazonas e o Bumba Meu Boi do Maranhão, são manifestações culturais marcadas por uma combinação de danças, músicas, personagens e cores vibrantes. Aproximados pelas origens e pela figura central do boi, o Complexo Cultural do Boi Bumbá do Médio Amazonas em Parintins e do Bumba Meu Boi do Maranhão, no entanto, possuem diversas diferenças.

Bumba Meu Boi

[...] Sem caráter competitivo, os grupos se apresentam nos arraiás de todo o estado [...] para contar e cantar a história da morte e ressurreição do Boi.

DIÁLOGOS

ARTE

BUMBA MEU BOI

NO BRASIL EXISTEM MUITAS FESTAS POPULARES. UMA DELAS É A FESTA DO BUMBA MEU BOI, TAMBÉM CONHECIDA COMO FESTA DO BOI-BUMBÁ. ELA OCORRE EM MUITOS LUGARES DO PAÍS, GERALMENTE NOS MESES DE JUNHO E JULHO. DIA 30 DE JUNHO É O DIA NACIONAL DO BUMBA

MEU BOI.

A ORIGEM DESSA FESTA ESTÁ RELACIONADA A UMA LENDA SOBRE UM BOI QUE MORRE E VOLTA A VIVER. ESSA HISTÓRIA

SURGIU HÁ MAIS DE 300 ANOS, EM UM PERÍODO EM QUE O BOI TINHA MUITA IMPORTÂNCIA PARA A SOBREVIVÊNCIA DAS PESSOAS.

A FESTA QUE CELEBRA A VIDA DO BOI É UMA GRANDE

BRINCADEIRA COM TEATRO, DANÇA E MÚSICA E TEM MUITOS

ELEMENTOS DE ORIGEM INDÍGENA, AFRICANA E EUROPEIA.

BUMBA MEU BOI NO MUNICÍPIO DE SÃO LUÍS, NO ESTADO DO MARANHÃO, EM 2023.

Boi Bumbá

[...] no Festival de Parintins, a celebração popular acontece como uma disputa entre dois bois: o Garantido e o Caprichoso. [...]. Em 1988 foi construído o Bumbódromo, uma espécie de arena, onde os dois grupos passaram a se apresentar com artistas, cantores, dançarinos e músicos.[...]

EULER, Madson. Saiba qual é a diferença entre o Boi Bumbá e o Bumba Meu Boi. Rádio Nacional, 25 jun. 2023. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2023-06/ saiba-qual-e-diferenca-entre-o-boi-bumba-e-o-bumba-meu-boi. Acesso em: 14 set. 2025.

1 COM A AJUDA DE UM ADULTO, PESQUISE A LENDA SOBRE O BUMBA MEU BOI E FAÇA UM DESENHO SOBRE ELA. 1. Produção pessoal.

2 QUE TAL ORGANIZAR UMA FESTA DO BUMBA MEU BOI COM OS COLEGAS E O PROFESSOR NA ESCOLA? COMO SERIA SUA FANTASIA DE BOI? 2. Respostas pessoais. Ver orientações no Encaminhamento

Sugestão para os estudantes

ORIGEM do Boi Bumbá e o Festival de Parintins. 2022. 1 vídeo (3 min). Publicado por: Canal History Brasil. Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=_neAnus41-g. Acesso em: 14 set. 2025. Este vídeo apresenta, de forma leve e divertida, uma das mais populares manifestações do povo brasileiro: o Boi-Bumbá. Explica sua origem e mostra como é celebrada em diferentes regiões, incluindo no famoso Festival de Parintins, no município de Parintins, interior do estado do Amazonas.

BARBIERI, Maria Stela Fortes; SILVA, Fernando Vilela de Moura; RIBEIRO, Diana Zaraya. Bumba meu boi. São Paulo: AMF Editora e Design, 2023. Disponível em: https://pnld.nees.ufal.br/ pnld_2023_anos_iniciais_ objeto_03/inicio/pnld_2023_ anos_iniciais_objeto_03_ obras/11333?tab=resenha_ completa. Acesso em: 14 set. 2025.

A obra, que compõe o acervo do PNLD Literário 2023 para os anos iniciais do Ensino Fundamental, apresenta um mundo de crenças, tradições e festividades populares da cultura brasileira, destacando o equilíbrio entre as imagens e a narrativa de linguagem acessível.

19/09/25 17:03

BNCC

(EF01HI08) Reconhecer o significado das comemorações e festas escolares, diferenciando-as das datas festivas comemoradas no âmbito familiar ou da comunidade.

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Observar com a turma a ilustração, questionando os estudantes sobre o que observam nela. Pedir aos estudantes que descrevam a decoração e as atividades da festa, destacando os elementos que consideram mais característicos da Festa Junina. É possível que eles mencionem as bandeirinhas, as barracas de doces e de jogos, bem como a dança da quadrilha junina.

Fazer perguntas para avaliar a compreensão do texto, como: há quantos anos os bisavós de Elisa decidiram fazer a festa na rua? Qual é o nome da avó de Maria? O que ela contava para Maria sobre as festas de antigamente? Quais são as atividades presentes na festa?

Ao eleger, descrever e desenhar suas comemorações preferidas, bem como investigar as datas preferidas de seus familiares, nas atividades 1 e 2, os estudantes podem consolidar a habilidade EF01HI08.

Texto de apoio Quadrilha junina é oficializada como manifestação da cultura nacional

Um dos mais tradicionais e característicos estilos de dança do Brasil, a quadrilha junina junta-se a outros marcos, como as escolas de samba, o forró e as próprias festas juni-

MINHAS COMEMORAÇÕES PREFERIDAS

ESTUDAMOS QUE EXISTEM DATAS COMEMORADAS PELAS FAMÍLIAS, PELAS ESCOLAS, PELAS COMUNIDADES, PELOS MUNICÍPIOS, TANTO NO BRASIL QUANTO NO MUNDO.

COM O PROFESSOR, LEIA A HISTÓRIA DA FESTA DE QUE ELISA MAIS GOSTA.

ELISA ADORA A FESTA JUNINA QUE ACONTECE NA RUA ONDE FICA A CASA EM QUE ELISA MORA. FORAM OS BISAVÓS DELA QUE DECIDIRAM FAZER A FESTA DE SÃO JOÃO NA RUA, CHAMANDO TODA A VIZINHANÇA. ISSO ACONTECEU HÁ UNS 80 ANOS. NESSA FESTA, CADA FAMÍLIA FICA RESPONSÁVEL POR UMA BARRACA, PELA MÚSICA OU PELAS DANÇAS. NA FESTA TÊM MUITAS BRINCADEIRAS E TOCAM DIVERSOS TIPOS DE MÚSICA. MAS A AVÓ DA ELISA, DONA JULIA, SEMPRE CONTA QUE ANTIGAMENTE SÓ SE TOCAVAM CANÇÕES TRADICIONAIS COMO:

PULA FOGUEIRA IÁ, IÁ, PULA FOGUEIRA IÔ IÔ

CUIDADO PARA NÃO SE QUEIMAR

[PULA FOGUEIRA]. [19--]. CANTIGA POPULAR.

ELISA ADORA A FESTA JUNINA. 2025. TEXTO ELABORADO ESPECIALMENTE PARA ESTA OBRA.

nas e [...] passa a ser reconhecida como manifestação da cultura nacional. [...]

As raízes das quadrilhas juninas estão nas danças de salão europeias, que chegaram ao Brasil pela corte portuguesa no início do século 19. A “quadrille” surgiu em Paris, no século 18, como dança de salão composta por quatro casais. Era dançada pela elite europeia e veio para o Brasil durante o período da Regência, por volta de 1830, onde tornou-se febre no ambiente aristocrático.

A partir da corte carioca, a quadrilha foi ganhando espaço junto ao povo e passou a incorporar elementos culturais, religiosos e folclóricos nacionais. Nesse processo de adaptação, ampliou o número de pares dançantes, abandonou os passos e ritmos franceses, e, ao longo do tempo, as músicas e o casamento caipira, que antecede a dança, foram sendo incorporadas.

MINISTÉRIO DA CULTURA. Quadrilha junina é oficializada como manifestação da cultura nacional Agência Gov, 24 jun. 2024. Disponível em: https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202406/danca-popular-nobrasil-quadrilha-junina-e-oficializada-como-manifestacao-da-cultura-nacional. Acesso em: 15 set. 2025.

1 QUAL É SUA DATA COMEMORATIVA PREFERIDA? É UMA COMEMORAÇÃO FAMILIAR OU ENVOLVE TODA A COMUNIDADE? QUE MÚSICAS COSTUMAM TOCAR NESSA FESTA? DESENHE ESSA FESTA NO ESPAÇO A SEGUIR. 1. Respostas e produção pessoais.

ESSA FESTA COMEMORA:

DATA (DIA E MÊS): .

ONDE ELA ACONTECE:

2 MOSTRE SEU DESENHO PARA UM FAMILIAR. DEPOIS, PERGUNTE A ELE QUAL É A DATA COMEMORATIVA PREFERIDA DELE. COMPARTILHE A RESPOSTA DELE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR. 2. Resposta pessoal.

Atividade complementar

• Dançando quadrilha

Sugestão para os estudantes

DIAS FILHO, Antonio Jonas; HONORA, Márcia. Festas populares. Jandira: Ciranda Cultural, 2010. Livro que aborda as origens das festas populares do Brasil. PASSOS e comandos mais utilizados na dança da quadrilha. Turminha do MPF, Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria Geral da República, c2025. Disponível em: https://turminha.mpf. mp.br/explore/cultura/festajunina/passos-e-comandosmais-utilizados-na-dancada-quadrilha. Acesso em: 15 set. 2025.

O texto apresenta os diversos movimentos e comandos que compõem a dança da quadrilha.

Sugestão para o professor

ABREU, Martha. Cultura popular, um conceito e várias histórias. In: ABREU, Martha; SOIHET, Rachel. Ensino de História, conceitos, temáticas e metodologias. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003. p. 96-100. Disponível em: https://museudopontal. org.br/media/2024/01/Artigo3-CULTURA-POPULAR-UMCONCEITO-E-VARIAS-HIS TORIAS.pdf. Acesso em: 15 set. 2025.

217

19/09/25 17:03

Organizar um momento para que os estudantes possam experimentar os passos e comandos mais utilizados na dança da quadrilha, conforme descritos na leitura indicada em Sugestão para os estudantes.

Ler cada um dos comandos e passos ou selecionar alguns previamente e praticá-los com a turma. Depois de compreenderem as movimentações em seus corpos, pedir a cada estudante, um por vez, que indique qual passo a turma deve executar em seguida.

Parte de uma reflexão mais ampla, o item “Podemos tocar funk na festa junina?” discute a presença do funk nas festas juninas e as tensões entre tradição, continuidade e transformação.

BNCC

(EF01HI01) Identificar aspectos do seu crescimento por meio do registro das lembranças particulares ou de lembranças dos membros de sua família e/ou de sua comunidade.

ENCAMINHAMENTO

Questionar os estudantes sobre as histórias que já escutaram de seus familiares, que relatam como era o dia a dia no seu tempo de escola ou como eram diferentes os costumes, gostos e rotinas das pessoas. Caso se sintam confortáveis, pedir a eles que compartilhem com a turma as histórias de que se recordam.

Após essa conversa inicial, pedir aos estudantes que apontem as diferenças e semelhanças entre as fotografias que mostram o Elevador Lacerda.

Em seguida, discutir com eles a importância do tempo nas histórias, ressaltando a continuidade do trabalho com esse conceito ao longo do Livro do estudante.

CONTANDO HISTÓRIAS

Ver orientações no Encaminhamento

CONTAR E CONHECER HISTÓRIAS FAZ PARTE DAS

NOSSAS VIDAS.

ESCUTAMOS HISTÓRIAS DAS PESSOAS MAIS VELHAS, LEMOS MUITAS HISTÓRIAS EM LIVROS E APRENDEMOS A CONHECER AS HISTÓRIAS DA FAMÍLIA, DA ESCOLA E DA COMUNIDADE. TAMBÉM ENCONTRAMOS HISTÓRIAS EM MUITOS LUGARES E OBJETOS, COMO AS FOTOGRAFIAS A SEGUIR.

Na atividade 1, sugerir perguntas complementares, relativas, por exemplo, às vivências próprias de cada comunidade, a eventos recentes ou temas que despertem a curiosidade da turma. Ao reconhecer a passagem do tempo e identificar aspectos de seu crescimento por meio do registro das lembranças particulares ou de lembranças dos membros de sua família e/ou de sua comunidade, os estudantes podem exercitar a habilidade EF01HI01 de História. Sugestão para os estudantes

ESTAS FOTOGRAFIAS REGISTRAM MOMENTOS DIFERENTES DO ELEVADOR LACERDA NO MUNICÍPIO DE SALVADOR, NO ESTADO DA BAHIA. A FOTOGRAFIA 1 É DO ANO DE 1930, HÁ MAIS DE 95 ANOS, E A FOTOGRAFIA 2 FOI REGISTRADA EM 2025, POUCOS ANOS ATRÁS.

NEGROMONTE, Cárita Ferrari. Esse tal de tempo. São Paulo: Editora Indico, 2023. Disponível em: https://pnld.nees.ufal.br/pnld_2023_anos_iniciais_objeto_03/inicio/pnld_2023_anos_iniciais_ objeto_03_obras/10913?tab=resenha_completa. Acesso em: 15 set. 2025.

Esse livro, que compõe o acervo do PNLD Literário 2023 para os anos iniciais do Ensino Fundamental, pertence ao gênero poemas e apresenta como temas a descoberta de si e a noção de tempo, inspirados pelo desejo da autora, quando criança no interior de São Paulo, de compreender esse fenômeno abstrato.

PARA CONTAR HISTÓRIAS, É PRECISO SABER QUANDO ELAS ACONTECERAM. POR ISSO, CONTAMOS O TEMPO.

ASSIM, É POSSÍVEL SABER HÁ QUANTO TEMPO

ACONTECERAM AS HISTÓRIAS QUE ESCUTAMOS E ESTUDAMOS NA ESCOLA. E TAMBÉM PODEMOS DIZER QUANDO ACONTECERAM AS HISTÓRIAS QUE CONTAMOS.

VAMOS BRINCAR DE QUANTO TEMPO O TEMPO TEM USANDO OS ACONTECIMENTOS DA SUA VIDA?

1 COMPLETE AS FRASES. 1. Respostas pessoais.

A) MEU AMIGO OU MINHA AMIGA SE CHAMA

B) EU CONHEÇO ESSE AMIGO OU ESSA AMIGA HÁ ANOS.

C) EU MORO NA MINHA MORADIA HÁ ANOS.

D) EU ESTUDO NESSA ESCOLA HÁ ANOS.

E) QUANTO MAIS O TEMPO PASSA, MAIS EU

Sugestão para o professor

CHERMAN, Alexandre; VIEIRA, Fernando. O tempo que o tempo tem: por que o ano tem 12 meses e outras curiosidades. São Paulo: Zahar, 2008.

O livro busca, por meio dos conhecimentos da Astronomia e História, explicar a origem da contagem do tempo e responder a diversas curiosidades sobre o tema, como: por que o ano tem 365 dias e anos bissextos não? Também conta a história dos diversos calendários usados em diferentes sociedades.

O QUE E COMO AVALIAR

Tomando-se por base as perguntas respondidas na atividade 1, pedir aos estudantes que elaborem, em grupos e com a ajuda do professor, mais perguntas relativas aos temas estudados nos capítulos anteriores desta unidade, destacando sua relação com o tempo. As questões devem abordar o tema das datas comemorativas familiares e da comunidade, feriados, comemorações escolares, comemorações no Brasil e no mundo, Bumba meu boi e comemorações preferidas dos estudantes.

Competências gerais: 1, 2, 7 e 8

Competências específicas de Ciências da Natureza: 3, 4, 7 e 8

Competências específicas de Ciências Humanas: 2, 3, 5 e 7

Competências específicas de Geografia: 1, 2, 4, 6 e 7

Competências específicas de História: 5 e 7

Habilidade de Ciências: EF01CI06

Habilidades de Geografia: EF01GE05, EF01GE10 e EF01GE11

Organize-se • Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Primeiro, apresentar o autor da obra de arte Vento sul com chuva. Explicar que o artista  Hiedy de Assis Corrêa é brasileiro, nascido em Curitiba (PR), em 27 de julho de 1926, e que faleceu em 2001. Em seguida, passar para a análise do quadro e conduzir a interpretação da imagem. É importante reservar um tempo para que os estudantes se posicionem em relação à situação retratada na obra. A linguagem visual é bastante diferente das fotografias ou das ilustrações com que eles estão acostumados. É esperado que os estudantes digam que está chovendo na cena retratada na obra de arte, além de narrarem as próprias experiências com a chuva, abordando a habilidade EF01GE05. Pode-se questionar se eles já passaram por uma situação semelhante à representada na obra.

Em seguida, problematizar com o grupo se eles vivem essa situação de chuva todos os dias. Explicar aos estudantes como é o cli-

4 AMBIENTE E DIA A DIA

COM A AJUDA DO PROFESSOR, OBSERVE A IMAGEM E DEPOIS LEIA A LEGENDA PARA DESCOBRIR MAIS SOBRE ESTA OBRA DE ARTE.

VENTO SUL COM CHUVA, DE HASSIS, 1957. GUACHE SOBRE PAPEL, 37 CENTÍMENTROS x 50 CENTÍMETROS.

1 COMO O DIA ESTÁ REPRESENTADO NA PINTURA? CONVERSE COM OS COLEGAS E DEPOIS MARQUE UM X NAS RESPOSTAS CORRETAS.

X DIA CHUVOSO  DIA DE CALOR

X DIA COM VENTO  DIA ENSOLARADO

X DIA DE FRIO  DIA NUBLADO

2 COMO VOCÊ CHEGOU A ESSAS CONCLUSÕES?

2. Espera-se que os estudantes considerem as roupas usadas pelas pessoas, os guarda-chuvas, o vento e as poças de água no chão.

ma no município onde se localiza a escola, exemplificando se, nesse local, as chuvas são bem distribuídas ao longo do ano ou se são concentradas em alguma estação, abordando a habilidade EF01GE10. Essa é uma oportunidade para comentar sobre a importância da chuva para os seres vivos.

FUNDAÇÃO

3 COMO ESTÁ O DIA NO LUGAR ONDE VOCÊ MORA? DESENHE

NO QUADRO.

3. Resposta e produção pessoais.

4 ASSINALE O QUE VOCÊ DESENHOU.

4. Resposta pessoal.

DIA CHUVOSO  DIA DE CALOR

DIA COM VENTO  DIA ENSOLARADO

DIA DE FRIO  DIA NUBLADO

É importante levar em conta que expressões como “dia de calor” são usadas nas atividades 1 e 4 por serem comuns no cotidiano, mas o conceito de calor em Ciências só é empregado, formalmente, para designar energia em trânsito.

Na atividade 2, chamar a atenção do grupo para detalhes como as roupas que as pessoas vestem, as cores do céu, as folhas das árvores e assim por diante. Essa atividade aborda a habilidade EF01GE11.

Na atividade 3, avaliar se os estudantes comunicam, por meio do desenho, a compreensão dos elementos indicativos do tempo atmosférico.

Ressaltar, na atividade 4, que “quente” e “frio” são termos usados de forma comparativa. Uma pessoa da região Sul pode considerar um dia quente e uma pessoa do Norte pode perceber as mesmas condições como um dia frio.

Sugestão para o professor

OLIVEIRA, Vanessa Maria Araújo de; ANDRADE, Luci Carlos. O desenho e a subjetivação de crianças implicados no processo de alfabetização. Revista Diálogos Interdisciplinares, v. 4, n. 16, 2024. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/ index.php/deaint/article/ view/22397. Acesso em: 7 out. 2025.

O artigo analisa o papel do desenho como forma de expressão e construção da subjetividade infantil. As autoras destacam como o ato de desenhar contribui para o desenvolvimento da linguagem, da criatividade e da aprendizagem na alfabetização.

BNCC

(EF01GE05) Observar e descrever ritmos naturais (dia e noite, variação de temperatura e umidade etc.) em diferentes escalas espaciais e temporais, comparando a sua realidade com outras.

(EF01GE10) Descrever características de seus lugares de vivência relacionadas aos ritmos da natureza (chuva, vento, calor etc.).

ENCAMINHAMENTO

Ler o poema em voz alta para os estudantes. Essa prática desenvolve o vocabulário e amplia a compreensão da linguagem oral. Após a primeira leitura, convidar os estudantes para ler em conjunto e em voz alta, desenvolvendo a fluência em leitura oral. Em seguida, questioná-los: do que se trata o poema? Após as respostas, caso algum estudante não tenha respondido, indicar que o poema aborda um dia chuvoso (trabalhando a habilidade EF01GE10) e, também, as horas do dia.

Chamar a atenção para o menino contemplando a janela. Informar aos estudantes que observar e descrever as características de um local são muito importantes para a Geografia. Solicitar aos estudantes que façam o mesmo que o menino da ilustração: contemplar a paisagem pela janela e descrever o que veem. Anotar na lousa as observações deles.

Na atividade 1, avaliar se os estudantes identificam as expressões relacionadas ao tempo. A atividade amplia o vocabulário dos estudantes.

A atividade 2 promove a discussão sobre a atividade que desenvolve a competência fundamental para todo o percurso do estudo da Geografia: a observação do meio.

COMO ESTÁ O TEMPO?

Ver orientações no Encaminhamento

LEIA ESTE POEMA COM A AJUDA DO PROFESSOR.

A CHUVA FINA MOLHA A PAISAGEM LÁ FORA. O DIA ESTÁ CINZENTO E LONGO... UM LONGO DIA!

TEM-SE A VAGA IMPRESSÃO DE QUE O DIA DEMORA... E A CHUVA FINA CONTINUA, FINA E FRIA, CONTINUA A CAIR PELA TARDE, LÁ FORA.

COUTO, RIBEIRO. POESIAS REUNIDAS. RIO DE JANEIRO: JOSÉ OLYMPIO, 1960. P. 7.

1 CONTORNE OS TRECHOS DO POEMA QUE SE REFEREM ÀS CONDIÇÕES DO TEMPO.

2 VOCÊ COSTUMA OBSERVAR A PAISAGEM? PREFERE A PAISAGEM DE UM DIA DE CHUVA FINA OU A PAISAGEM DE UM DIA ENSOLARADO?

2. Respostas pessoais. 3. Respostas pessoais.

3 COMO ESTÁ O TEMPO AGORA? ELE SE PARECE COM O TEMPO RETRATADO NO POEMA?

Na atividade 3, os estudantes, ao comparar sua realidade com aquela descrita no poema, observando e descrevendo ritmos naturais, mobilizam a habilidade EF01GE05 de Geografia.

Atividade complementar

• Trabalhando com lembranças

Questionar os estudantes se eles lembram de algum dia em que caiu uma chuva fina. Os estudantes provavelmente trarão a lembrança de um dia chuvoso. Essa atividade possibilita discutir com eles expressões abstratas, como “chuva fina”. Além disso, é uma possibilidade para introduzir novos elementos que caracterizam o tempo atmosférico, como as diferentes características da chuva.

O TEMPO

1 AGORA, VOCÊ VAI OBSERVAR E REGISTRAR AS CONDIÇÕES DO TEMPO NO LOCAL ONDE VOCÊ MORA EM QUATRO DIAS DIFERENTES. PARA ISSO, SIGA AS ORIENTAÇÕES DO PROFESSOR E DEPOIS COMPLETE A AGENDA. 1. Resposta pessoal.

DATA:

DATA:

Ver orientações no Encaminhamento

DATA:

MANHÃ TARDE

MANHÃ TARDE

2 COMPARE O QUE VOCÊ REGISTROU COM O REGISTRO DE UM COLEGA. AS OBSERVAÇÕES FORAM AS MESMAS EM TODOS OS DIAS? 2. Resposta pessoal

(EF01GE05) Observar e descrever ritmos naturais (dia e noite, variação de temperatura e umidade etc.) em diferentes escalas espaciais e temporais, comparando a sua realidade com outras.

(EF01GE10) Descrever características de seus lugares de vivência relacionadas aos ritmos da natureza (chuva, vento, calor etc.). aos ritmos da natureza (chuva, vento, calor etc.).

ENCAMINHAMENTO

A atividade será realizada durante quatro dias. Os estudantes devem observar e registrar, por meio de símbolos, o tempo atmosférico do início da manhã e do início da tarde, mobilizando as habilidades EF01GE05 e EF01GE10. Esses símbolos podem representar o Sol, nuvens, chuva, Sol entre nuvens. Se julgar adequado, é possível mudar os períodos de observação para o horário de entrada e saída da escola.

Atividade complementar • Condições do tempo

Para ampliar a discussão e a compreensão dos estudantes sobre o tempo atmosférico, propor ao grupo que colete informações sobre as condições do tempo de um município localizado em outro estado brasileiro, diferente daquele onde residem.

Dividir os estudantes em grupos. Localizar os municípios em um mapa, que pode ser encontrado em diversos atlas, ou consultar o site do IBGE Cidades (disponível em: https://cidades.ibge.gov. br/; acesso em: 16 set. 2025). Nele, é possível encontrar a localização de todos os municípios brasileiros. Ajudar os estudantes a escolher um município para coletar as informações. Sugere-se que cada grupo fique com um município de uma região diferente do Brasil.

Orientar os estudantes a pesquisar a informação com o auxílio de adultos responsáveis em: aplicativos de previsão do tempo, sites, jornais, telejornais etc. Outra opção é realizar essa pesquisa na sala de informática, com o grupo. Pedir que registrem os dados no caderno. Analisar coletivamente as semelhanças e as diferenças entre os dados.

Sugestão para os estudantes

PACHECO, Vanessa Alexandre da Silva. O menino que colecionava chuva. São Paulo: SG-Amarante Editorial, 2019.

Este livro, que compõe o acervo do PNLD Literário 2023 para os anos iniciais do Ensino Fundamental, narra a história de um menino chamado Michel que, ao invés de colecionar moedas, livros ou outros objetos mais tradicionais, como seus colegas faziam, colecionava a chuva.

TARDE
MANHÃ TARDE

(EF01CI06) Selecionar exemplos de como a sucessão de dias e noites orienta o ritmo de atividades diárias de seres humanos e de outros seres vivos.

(EF01GE10) Descrever características de seus lugares de vivência relacionadas aos ritmos da natureza (chuva, vento, calor etc.).

Alfabetização

cartográfica

• Linguagem pictórica

Organize-se

• Jornais e revistas

• Dispositivo com acesso à internet

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar, questionar os estudantes se eles conseguem prever se, em um determinado dia, vai chover ou se vai fazer frio ou calor. Espera-se que alguns estudantes mencionem a previsão do tempo nos jornais, telejornais ou em outros meios, como sites e aplicativos. Durante a conversa inicial, questionar os estudantes por que é importante ter uma noção do tempo que fará no dia, observando nuvens no céu, vento, chuva , entre outras situações.

Em seguida, sugere-se ler as informações iniciais da página e conversar com o grupo sobre sites e aplicativos em que é possível consultar a previsão do tempo. É interessante mostrar o funcionamento desses aplicativos, se tiver acesso à internet, para evidenciar o uso social desse gênero textual. O objetivo é favorecer o trabalho pedagógico na alfabetização. No en-

PREVISÃO DO TEMPO

VOCÊ JÁ CONSULTOU A PREVISÃO DO TEMPO EM PROGRAMAS DE TELEVISÃO, APLICATIVOS OU EM PÁGINAS DA INTERNET?

POR MEIO DE SÍMBOLOS, É POSSÍVEL SABER SE VAI CHOVER, SE VAI FAZER SOL OU FRIO, ENTRE OUTRAS INFORMAÇÕES.

OBSERVE ALGUNS EXEMPLOS E LEIA O SIGNIFICADO DE CADA SÍMBOLO.

224

tanto, é importante ressaltar aos estudantes que o uso desses aplicativos e o acesso à internet deve ser realizado com o auxílio e a supervisão de um adulto responsável. Depois, solicitar aos estudantes que prestem atenção em cada um dos quatro símbolos em destaque na página, estabelecendo a relação deles com a realidade. Em seguida, solicitar a leitura individual da legenda de cada um deles. A atividade mobiliza a habilidade EF01GE10. Aproveitar para questionar o grupo em quais outros lugares encontramos símbolos no dia a dia. Problematizar com os estudantes que banheiros públicos, sinalização de trânsito e outras placas de indicações trazem símbolos que fazem parte da nossa vida cotidiana.

ENSOLARADO NUBLADO CHUVOSO SOL COM ALGUMAS NUVENS

VOCÊ DETETIVE

Ver orientações no Encaminhamento.

QUAL É A PREVISÃO DO TEMPO PARA OS PRÓXIMOS DIAS?

1. EM CASA, COM A AJUDA DE UM ADULTO, CONSULTE A PREVISÃO DO TEMPO.

DATA: LOCAL:

DATA:

LOCAL:

DATA:

LOCAL:

3. DEPOIS, COMPARTILHE A PESQUISA COM A TURMA INFORMANDO ONDE VOCÊ BUSCOU OS DADOS. 3. Resposta pessoal.

2. ANOTE A DATA E O LOCAL DO DIA CONSULTADO E DESENHE OS SÍMBOLOS APRESENTADOS. 2. Resposta pessoal. 225

ENCAMINHAMENTO

Sugestão para os estudantes

CENTRO DE PREVISÃO DE TEMPO E ESTUDOS CLIMÁTICOS (CPTEC). Turminha CPTEC em tempo e clima, c2025. Disponível em: http:// videoseducacionais.cptec. inpe.br/mp4/educativo/ turminha-cptec-em-tempoclima.shtml. Acesso em: 16 set. 2025.

Nesse vídeo são explicadas noções básicas de previsão do tempo e o ciclo da água.

Texto de apoio

Conhecer a atmosfera do planeta Terra é uma das aspirações perseguidas pela humanidade desde os tempos mais remotos. A partir do momento em que o homem tomou consciência da interdependência das condições climáticas e daquelas resultantes de sua deliberada intervenção no meio natural, como necessidade para o desenvolvimento social, ele passou a produzir e registrar o conhecimento sobre os componentes da natureza.

19/09/25 18:29

No boxe Você detetive, caso os estudantes tenham dificuldade em acessar a internet em casa, orientá-los a buscar outras fontes, como revistas, jornais e programas de televisão. Se julgar oportuno e possível, realizar a atividade na escola, utilizando os equipamentos e a infraestrutura da instituição. É possível que haja divergência entre as previsões obtidas pelos estudantes para os próximos três dias, mesmo se referindo ao mesmo local e data. Isso porque, apesar de consideráveis avanços, os fenômenos atmosféricos são bastante complexos e não é possível fornecer previsões totalmente precisas. Dependendo da fonte em que a pesquisa foi feita, as previsões podem basear-se em dados e modelos distintos, por exemplo. A atividade do boxe auxilia a desenvolver aspectos da habilidade EF01CI06.

Desvendar a dinâmica dos fenômenos naturais, entre eles, o comportamento da atmosfera, foi necessário para que os grupos sociais superassem a condição de meros indivíduos sujeitos às intempéries naturais e atingissem não somente a compreensão do funcionamento de alguns fenômenos, mas também a condição de utilizadores e de manipuladores desses fenômenos em diferentes escalas.

DANNI-OLIVEIRA, Inês Moresco; MENDONÇA, Francisco. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2007. p. 11.

BNCC

(EF01CI06) Selecionar exemplos de como a sucessão de dias e noites orienta o ritmo de atividades diárias de seres humanos e de outros seres vivos.

(EF01GE05) Observar e descrever ritmos naturais (dia e noite, variação de temperatura e umidade etc.) em diferentes escalas espaciais e temporais, comparando a sua realidade com outras.

(EF01GE11) Associar mudanças de vestuário e hábitos alimentares em sua comunidade ao longo do ano, decorrentes da variação de temperatura e umidade no ambiente.

Alfabetização cartográfica

• Leitura de mapa com ênfase em localização

ENCAMINHAMENTO

Comentar que Santa Catarina fica na região Sul do Brasil, onde existem períodos de calor e de frio bastante intensos. Localizar o estado em um mapa do Brasil, trabalhando a Alfabetização cartográfica, e comparar a localização desse lugar com a Unidade da Federação onde residem os estudantes. Explicar que, naquela região, as chuvas costumam acontecer em vários momentos ao longo do ano, embora, em alguns locais e épocas, elas sejam mais frequentes. Caso vocês estejam nessa região, estimular os estudantes a levantar os aspectos climáticos que vivenciam. Solicitar a eles que observem com atenção as imagens da família de Jonas. Conversar com o grupo sobre os elementos da imagem que indicam se o dia está quente ou frio, como o Sol, os óculos escuros, o agasalho, a presença de nuvens etc. Chamar a atenção para os alimentos presentes

PERÍODOS QUENTES, PERÍODOS FRIOS

JONAS MORA NO ESTADO DE SANTA CATARINA, ONDE EXISTEM PERÍODOS DO ANO MUITO QUENTES E PERÍODOS DO ANO EM QUE FAZ MUITO FRIO.

NOS PERÍODOS MAIS QUENTES, JONAS USA ROUPAS FRESCAS. PARA SAIR À RUA, ELE COSTUMA USAR UM BONÉ.

NOS PERÍODOS MAIS FRIOS, JONAS USA ROUPAS QUE O DEIXAM BEM AGASALHADO E PROTEGIDO DO FRIO.

JONAS E SUA FAMÍLIA COMEM ALIMENTOS LEVES E SAUDÁVEIS, COMO PEIXE.

MAS DO QUE JONAS MAIS GOSTA NOS PERÍODOS FRIOS É QUE É ÉPOCA DE PINHÃO!

1 NO LUGAR ONDE VOCÊ VIVE, EXISTEM PERÍODOS MUITO QUENTES E PERÍODOS MUITO FRIOS? OU O TEMPO NÃO VARIA MUITO AO LONGO DO ANO?

1. Respostas pessoais.

2 VOCÊ COSTUMA USAR ROUPAS DIFERENTES EM DIAS QUENTES E EM DIAS FRIOS? POR QUÊ?

2. Respostas pessoais.

nas duas situações e questionar se são alimentos que comemos quando está quente ou quando está frio. Esse trabalho desenvolve a habilidade EF01GE11.

Para responder à atividade 1, os estudantes devem ir além da observação das condições atmosféricas momentâneas e resgatar memórias que identifiquem características do clima de onde vivem. Essa atividade aborda as habilidades EF01GE05 e EF01CI06.

A atividade 2 possibilita aproximar os assuntos trabalhados da realidade dos estudantes, de modo que eles percebam a influência do clima em sua realidade.

Sugestão para os estudantes

GONÇALVES, Camila. Dias de sol e dias de chuva. Atividade.digital, c2025. Disponível em: https://atividade.digital/jogos/geografialingua-portuguesa/dia-noite-sol-chuva/diasde-sol-dias-de-chuva?level=0. Acesso em: 29 set. 2025.

A página apresenta jogos e atividades sobre os ritmos da natureza, auxiliando os estudantes a compreender o dia e a noite, variações de temperatura, sol e chuva.

CALOR E CHUVA

BETE MORA NO ESTADO DO PARÁ, ONDE É COMUM FAZER CALOR DURANTE

BOA PARTE DO ANO, COM CHUVAS QUASE O ANO TODO.

BETE E SUA FAMÍLIA CONSOMEM MUITO TACACÁ, PRATO TÍPICO DO PARÁ. É UM CALDO PREPARADO COM MANDIOCA, CAMARÃO, TUCUPI E JAMBU.

MAPA ILUSTRATIVO SEM ESCALA.

COMO CHOVE BASTANTE, O GUARDA-CHUVA É UM ITEM MUITO IMPORTANTE NO DIA A DIA DE BETE.

BIRIBÁ. JAMBO. CUPUAÇU. AÇAÍ.

1 VOCÊ ACHA QUE AS CONDIÇÕES DO TEMPO INFLUENCIAM O QUE A GENTE COME? POR QUÊ?

A página traz diversos alimentos típicos regionais, trabalhando a habilidade EF01GE11. Para as crianças que não são da região Norte, ocorrerá o aprendizado de novos termos, como tacacá, tucupi, biribá, cupuaçu e jambo, o que contribui para o desenvolvimento de vocabulário.

Questionar os estudantes se algum deles já comeu tacacá ou alguma das frutas que Bete e sua família consomem. Comentar que o açaí é uma fruta típica da Amazônia, mas que também é consumida em todos os estados brasileiros. Questionar quais são as frutas preferidas dos estudantes.

Atividade complementar

• Roupas e alimentos durante o ano

Propor ao grupo a construção de um mural coletivo sobre as mudanças na alimentação e no vestuário ao longo do ano. Para isso, seguir a sugestão de procedimento.

1. Respostas pessoais. As condições do tempo influenciam a alimentação, pois, em geral, as pessoas que moram nos lugares mais frios ou durante períodos mais frios do ano consomem comidas que aquecem o corpo, enquanto as que moram em lugares mais quentes ou nos períodos mais quentes do ano preferem alimentos refrescantes, como é o caso de Bete.

2 NO LUGAR ONDE VOCÊ VIVE, EXISTEM ALIMENTOS QUE SÃO MAIS CONSUMIDOS EM DETERMINADOS PERÍODOS DO ANO? SE SIM, QUAIS? 2. Respostas pessoais.

ALÉM DISSO, BETE E SUA FAMÍLIA COMEM MUITAS FRUTAS. ELAS SÃO DELICIOSAS E AJUDAM A REFRESCAR. 227

ENCAMINHAMENTO

BNCC

(EF01GE11) Associar mudanças de vestuário e hábitos alimentares em sua comunidade ao longo do ano, decorrentes da variação de temperatura e umidade no ambiente.

Temas Contemporâneos Transversais: Educação ambiental, Educação alimentar e nutricional.

Alfabetização cartográfica

• Leitura de mapa com ênfase em localização

22/09/25 16:08

Ler o texto e comentar com os estudantes que a região Norte do Brasil é muito extensa e que é nela que está a Floresta Amazônica, a maior floresta do mundo. O clima nessa região é quente e úmido, ou seja, faz bastante calor e chove quase todos os dias. Contar ao grupo que raramente faz frio rigoroso no estado do Pará, mas que as chuvas são frequentes. Caso estejam na região Norte do país, relacionar as informações desta página com o que os estudantes vivenciam.

1. Orientar os estudantes a escolherem alguns períodos do ano relacionados a eventos ou marcos típicos para a representação (Ano-Novo, férias de julho, Carnaval etc.). Produzir um mural com essas informações.

2. Pedir aos estudantes que pesquisem imagens dos alimentos consumidos e figuras que representem o vestuário usado em cada período do ano, relacionando-o às condições do tempo. Solicitar que recortem as imagens de revistas e jornais ou desenhem em folhas de papel avulsas para depois colarem nos lugares adequados no mural. Aproveitar para analisar se os estudantes entenderam os conceitos abordados nas atividades e se conseguiram relacioná-los com a sua experiência.

BNCC

(

EF01GE10) Descrever características de seus lugares de vivência relacionadas aos ritmos da natureza (chuva, vento, calor etc.).

Tema Contemporâneo Transversal: Educação ambiental.

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar, fazer os seguintes questionamentos aos estudantes: você acha que em sua cidade ou em seu bairro há muitas áreas com o solo coberto por vegetação? Sabia que em cidades com mais vegetação ocorrem menos enchentes?

Essas questões auxiliam na identificação dos conhecimentos prévios dos estudantes sobre a questão ambiental abordada e apresenta a geografia dos processos naturais relacionados ao clima, relevo, hidrografia e biogeografia.

Em seguida, fazer com a turma uma leitura coletiva da primeira frase. É possível que alguns estudantes não saibam ainda o significado da palavra enchente. Explorar o glossário para apresentá-la.

Perguntar aos estudantes se há períodos em que chove muito no lugar onde vivem. Em seguida, perguntar se já vivenciaram situações de enchentes ou viram reportagens, vídeos ou filmes a respeito. Indagar por que acontecem e quais situações de risco à população humana e aos animais podem ocorrer. Solicitar que indiquem por que é importante não jogar lixo na rua e qual é a relação disso com o entupimento de bueiros e as possibilidades de alagamentos. Informar, também, que, quando colocamos cimento ou asfalto onde era antes grama e solo, a água não infiltra mais para o interior do solo, o que seria o processo normal. Isso faz com

TEMPO DE CHUVA

EM GRANDES CIDADES, QUANDO CHOVE

MUITO, PODEM ACONTECER ENCHENTES.

OBSERVE NA IMAGEM ALGUMAS

MANEIRAS DE EVITAR QUE ELAS ACONTEÇAM.

ENCHENTE: TRANSBORDAMENTO DE ÁGUA, ALAGAMENTO.

Ver orientações no Encaminhamento.

1 MARQUE UM X NA AÇÃO QUE VOCÊ PODE REALIZAR EM SEU

DIA A DIA PARA EVITAR ENCHENTES.

que os rios próximos recebam mais água que o normal em tempos de chuva. Incentivar os estudantes a comparar características sociais e naturais dos seus locais de vivência com outros lugares, refletindo sobre os cuidados com o meio ambiente. Essa discussão contribui para o desenvolvimento da habilidade EF01GE10. Para cada alternativa proposta na atividade 1, solicitar aos estudantes que justifiquem suas escolhas e conversar com a turma sobre a pertinência delas. Se achar relevante, apresentar outros exemplos de situações de enchentes e de soluções apresentadas para preveni-las ou contê-las.

DESCARTAR OS RESÍDUOS CORRETAMENTE, SEMPRE USANDO AS LIXEIRAS CORRETAS.

Antes de ler as legendas das imagens relacionadas às atividades 2 e 3, indagar os estudantes sobre o que observam e se notam algum problema ambiental. É provável que percebam o lixo descartado indevidamente e saibam afirmar que é uma atitude que traz consequências negativas para o ambiente e para os seres humanos. Talvez eles ainda não saibam relacionar a presença de vegetação em torno dos rios com sua proteção, mas é possível que reconheçam que a presença de árvores, de modo geral, é algo bom.

REALIZAR A LIMPEZA DE BUEIROS.
MANTER UMA ÁREA COM PLANTAS EM TORNO DO RIO.

AGORA, OBSERVE DUAS SITUAÇÕES NESTAS IMAGENS.

RESÍDUOS DESCARTADOS NO CÓRREGO VILA EDE NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2023.

2 MARQUE UM X NA FOTOGRAFIA QUE APRESENTA UMA SITUAÇÃO QUE O RIO ESTÁ MENOS CUIDADO.

2. Fotografia 1

3 COMO DEVEMOS CUIDAR DOS RIOS? MARQUE UM X NAS RESPOSTAS CORRETAS.

JOGAR RESÍDUOS NO RIO E EM SUAS MARGENS.

X CONSERVAR A VEGETAÇÃO EM TORNO DO RIO.

CONSTRUIR CASAS NAS MARGENS DO RIO.

X DESCARTAR CORRETAMENTE OS RESÍDUOS.

Atividade complementar

• Enchentes

Se achar adequado, discutir com a turma as possibilidades apresentadas na reportagem indicada em Sugestão para o professor. Solicitar a eles que pesquisem se há ocorrência de enchentes no lugar onde vivem. Eles podem, ainda, perguntar a pessoas mais velhas (parentes ou vizinhos) se elas sabem se já ocorreu alguma enchente no passado e, em caso positivo, pedir que descrevam como foi presenciar essa situação.

Sugestão para o professor

MOTOMURA, Marina. É possível evitar enchentes nas grandes cidades? Superinteressante, 4 jul. 2018. Disponível em: https://super.abril.com.br/ mundo-estranho/e-possivelevitar-enchentes-nas-gran des-cidades/. Acesso em: 16 set. 2025.

A matéria do site da revista Superinteressante apresenta soluções que podem minimizar os efeitos das enchentes em grandes cidades.

Sugestão para os estudantes

LIVRO gratuito apoia diálogo com crianças sobre as enchentes no Rio Grande do Sul. Centro de Referências em Educação Integral, 8 maio 2024. Disponível em: https://educacaointegral.org. br/reportagens/livro-gratuitoapoia-dialogo-com-criancassobre-as-enchentes-no-riogrande-do-sul/. Acesso em: 16 set. 2025.

No link, é possível baixar o livro digital, de distribuição livre e gratuita, escrito pela psicóloga Sabrina Führ para auxiliar o diálogo com crianças que passaram por dificuldades relacionadas às enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024.

RIO VERMELHO NO MUNÍCIPIO DE RONDONÓPOLIS, NO ESTADO DE MATO GROSSO, EM 2025.

BNCC

(EF01GE11) Associar mudanças de vestuário e hábitos alimentares em sua comunidade ao longo do ano, decorrentes da variação de temperatura e umidade no ambiente.

ENCAMINHAMENTO

Questionar a turma sobre suas experiências e lembranças relacionadas à sazonalidade dos alimentos, em especial das frutas, em mercados e feiras, bem como em suas próprias casas. Ao associarem mudanças de hábitos alimentares em sua comunidade ao longo do ano, mobiliza-se a habilidade EF01GE11.

Verificar se eles compreendem que cada planta tem uma época ideal para ser cultivada e colhida. Comentar que as frutas, hoje em dia, muitas vezes estão disponíveis ao longo do ano todo, mesmo fora de safra, mas isso acarreta maior uso de recursos naturais, como a água, e de insumos, como agrotóxicos, o que afeta a saúde das pessoas e do ambiente, além de encarecer os alimentos.

Na atividade 2, considerar que as frutas apresentadas não são todas regionais. O morango e o abacate não são originais do Brasil, por exemplo. Caso algum estudante não consuma ou não tenha encontrado nenhuma das frutas mostradas na atividade, pedir a ele que cite alguma que faça parte do seu cotidiano.

AS FRUTAS AO LONGO DO ANO

VOCÊ JÁ NOTOU NO MERCADO OU NA FEIRA QUE, EM ALGUNS PERÍODOS DO ANO, É MAIS FÁCIL ENCONTRAR ALGUMAS FRUTAS?

ISSO OCORRE PORQUE CADA FRUTA TEM UMA ÉPOCA IDEAL PARA SER COLHIDA. NESSES PERÍODOS, A FRUTA PODE

SER ENCONTRADA EM MAIOR QUANTIDADE E, EM GERAL, COM UM PREÇO MENOR.

OBSERVE QUAIS SÃO ALGUMAS DAS FRUTAS

MAIS CONSUMIDAS PELOS BRASILEIROS.

1 ESCREVA ABAIXO DE CADA IMAGEM OS NOMES DAS FRUTAS RETRATADAS.

Banana.
Laranja.
Maçã.
Manga.
Mamão.
ENTRE SI.

2. As respostas podem variar de acordo com a região do país onde se encontra a escola. Ver no Encaminhamento o quadro completo com as frutas regionais.

2 AGORA, OBSERVE OUTRAS FRUTAS CONSUMIDAS PELOS BRASILEIROS.

• CONTORNE AS IMAGENS DAS FRUTAS QUE VOCÊ CONSOME OU JÁ ENCONTROU NO LUGAR ONDE VOCÊ MORA.

MORANGO.

OS ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI.

3 E VOCÊ, QUAIS FRUTAS COSTUMA CONSUMIR COM FREQUÊNCIA? ESCREVA OS NOMES DE DUAS DELAS.

3. Resposta pessoal.

4 AGORA, ESCREVA O NOME DE DUAS FRUTAS QUE VOCÊ COSTUMA CONSUMIR SOMENTE EM DETERMINADOS PERÍODOS DO ANO. EM QUE PERÍODOS ISSO ACONTECE?

4. Respostas pessoais.

Texto de apoio

Dê preferência a frutas da estação e ajude a economizar água

Quantos litros de água são consumidos para produzir as frutas que você come? Ao pensar nisso, considere não só a quantidade de água que o fruto carrega no momento em que você o saboreia, mas também em todos os litros que foram necessários durante o cultivo desse alimento.

O resultado desta conta vai depender muito do tipo de fruta e das condições em que ela foi produzida. Se for cultivada

23/09/25 13:48

em terreno e região propícios para o seu desenvolvimento natural e na sua melhor época, isto é, “durante a sua estação”, vai consumir muito menos água e, possivelmente, apenas água de chuva. Já para produzir fora da estação da fruta, só com irrigação e muita água. Um quilo de manga, por exemplo, pode exigir até 450 litros de água de irrigação para ser cultivada caso seja produzida fora da estação no semiárido do Nordeste, segundo Fábio Miranda, pesquisador da Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). [...]

Segundo o especialista, quando uma fruta é produzida em sua estação, a irrigação geralmente não é necessária. Isso significa algo importante: que preferir frutas da estação ajuda a economizar água. [...] Quando cultivados fora da estação, frutas, hortaliças e legumes precisam não só de mais água, mas também de mais recursos para o seu crescimento — a produção geralmente exige maior uso de insumos como pesticidas e fertilizantes. Isso encarece a produção — motivo pelo qual os legumes, as frutas e as hortaliças da estação são mais baratos e abundantes do que os alimentos produzidos fora de época. Aliás, essa é uma maneira simples de identificar que um dado produto está sendo produzido durante a sua estação, pois a disponibilidade será grande e os preços estarão mais baixo do que costumam estar. [...]

AKATU. Dê preferência a frutas da estação e ajude a economizar água, 1o mar. 2018. Disponível em: https://akatu.org. br/de-preferencia-frutas-daestacao-e-ajude-economizaragua/. Acesso em: 16 set. 2025.

Sugestão para o professor

SESI-SP. A influência da safra dos alimentos na economia, saúde e sustentabilidade. Programa Alimente-se bem, 17 jan. 2025. Disponível em: https://alimentesebem. sesisp.org.br/arquivos/noti cia/a-influencia-da-safrados-alimentos-na-econo mia-saude-e-sustentabilida de. Acesso em: 16 set. 2025. O texto destaca a importância do consumo de alimentos da safra, que são mais frescos, saborosos, nutritivos e com menos agrotóxicos, tornando a alimentação mais saudável. Ainda são mais baratos e contribuem para a saúde ambiental.

PITANGA. ABACATE.

BNCC

(EF01GE11) Associar mudanças de vestuário e hábitos alimentares em sua comunidade ao longo do ano, decorrentes da variação de temperatura e umidade no ambiente.

ENCAMINHAMENTO

Sugere-se que a atividade seja feita em casa com a ajuda de um adulto responsável, já que serão utilizados liquidificador, faca e outros utensílios que podem apresentar risco aos estudantes. Contudo, se for possível, e a estrutura da escola permitir, pode-se desenvolver a atividade com a turma no ambiente escolar.

Nesse caso, é importante verificar antecipadamente possíveis restrições alimentares e alergias através de comunicação com os responsáveis por cada estudante. É recomendável selecionar uma ou mais frutas que os estudantes já tenham consumido, por exemplo durante a merenda escolar. Para auxiliar na escolha das frutas, consultar a “Recomendação 5: oriente o consumo diário de frutas” no documento indicado na Sugestão para o professor. Comentar com a turma que sucos de frutas, tanto os naturais quanto os industrializados, não devem ser oferecidos a bebês menores de 1 ano, por causa do alto índice de açúcar. A partir de 1 ano de idade, a ingestão dos sucos pode ocorrer de maneira gradual e limitada: para crianças de um a três anos não deve ultrapassar 120 ml diários; para crianças de quatro a seis anos, 175 ml; e para pessoas entre 7 e 18 anos, 250 ml. O mais recomendado é o consumo da fruta de forma integral. Perguntar aos estudantes sobre suas experiências na

CIÊNCIAS EM AÇÃO

PREPARANDO SUCOS DE FRUTAS

Ver orientações no Encaminhamento.

AO LONGO DO DIA, INGERIR LÍQUIDOS É UM HÁBITO NECESSÁRIO.

PARA MANTER O CORPO HIDRATADO, CONSUMIR FRUTAS OU SUCO NATURAIS PODEM SER BOAS OPÇÕES. ELAS COMPLEMENTAM A HIDRATAÇÃO PRINCIPAL COM ÁGUA.

• ESCREVA OS NOMES DE TRÊS FRUTAS QUE VOCÊ CONSIDERA BOAS PARA O PREPARO DE SUCOS.

Resposta pessoal.

COM A AJUDA DE UM ADULTO, VAMOS PREPARAR UM SUCO? MATERIAIS

UTENSÍLIOS:

• LIQUIDIFICADOR OU ESPREMEDOR DE FRUTAS

• COLHER DE SOPA

• FACA

• COPO

• JARRA

INGREDIENTES:

• FRUTAS

• ÁGUA

OS ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI.

ATENÇÃO!

OS UTENSÍLIOS

UTILIZADOS NO PREPARO DO SUCO, COMO A FACA E O LIQUIDIFICADOR, SÓ PODEM SER MANUSEADOS POR UM ADULTO.

cozinha, se já prepararam sucos antes ou outros tipos de receitas. Incentivar a prática de cozinhar com o auxílio de um adulto responsável, pois o envolvimento no preparo da comida tende a favorecer uma alimentação mais saudável.

Sugestão para o professor BRASIL. Ministério da Saúde. Fascículo 4: protocolos de uso do guia alimentar para a população brasileira na orientação alimentar de crianças de 2 a 10 anos. Brasília, DF: Ministério da Saúde; Universidade de São Paulo, 2022. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/ publicacoes/protocolos_guia_alimentar_fasciculo4.pdf. Acesso em: 2 out. 2025. Guia com estratégias para a orientação alimentar de crianças entre 2 e 10 anos. Contém seis recomendações principais e informações complementares sobre possíveis obstáculos e sugestões de estratégias para superá-los.

COMO FAZER

1. PARA REALIZAR ESTA ATIVIDADE, PEÇA A AJUDA DE UM ADULTO DE SUA FAMÍLIA. CONTE A ELE QUAIS FORAM AS FRUTAS QUE VOCÊ ESCOLHEU PARA PREPARAR UM SUCO.

2. EM UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA, FAÇA DESENHOS PARA REPRESENTAR CADA ETAPA DE PREPARO. ANOTE TAMBÉM OS NOMES DOS UTENSÍLIOS UTILIZADOS E DAS FRUTAS ESCOLHIDAS.

2. Produção pessoal.

3. AGORA, EXPERIMENTE O SUCO: A ESCOLHA DAS FRUTAS FOI BOA? O SUCO FICOU GOSTOSO?

3. Respostas pessoais.

OBSERVANDO E DISCUTINDO OS RESULTADOS

1 NA SALA DE AULA, ENTREGUE SUA FOLHA DE REGISTROS PARA O PROFESSOR E AJUDE-O A ORGANIZAR UM MURAL DA TURMA.

2 CONTE AOS COLEGAS COMO SUA RECEITA FOI PREPARADA E SE VOCÊ GOSTOU DO RESULTADO.

2. Resposta pessoal.

3 ALGUMA FRUTA FOI A PREFERIDA DA TURMA? SE SIM, QUAL?

3. Respostas pessoais.

Sugestão para os estudantes

Texto de apoio

Criança na cozinha

Cozinhar e preparar receitas podem ser atividades prazerosas e divertidas para adultos e crianças. Entretanto, quando falamos de crianças na cozinha, pode causar certo estranhamento aos responsáveis [...]. Contudo, cada vez mais, escolas têm adotado a prática de inserir a culinária em seus currículos, visando diversificar, estimular e aprofundar o desenvolvimento de seus estudantes. Mas você sabe elencar quais são os benefícios da culinária dentro do ambiente escolar?

Na tentativa de explicitar essa resposta, alguns estudos já fundamentaram a importância do auxílio das crianças no preparo às refeições. A Universidade de Alberta (Canadá), por exemplo, identificou que crianças com essa rotina, tendem a se alimentar melhor, pois compreendem como as refeições são estruturadas e, ao conhecerem os ingredientes, valorizam o que consomem. [...]

19:10

MURRAY, Rosana; SIMÕES, Cláudia. Abecedário (poético) de frutas. Rio de Janeiro: Editora Zig-Zag, 2021. Disponível em: https://pnld.nees.ufal.br/pnld_2023_anos_iniciais_objeto_03/ inicio/pnld_2023_anos_iniciais_objeto_03_obras/11366?tab=resenha_completa. Acesso em: 16 set. 2025.

Neste livro, ao percorrer os poemas de cada fruta representante da letra do alfabeto em questão, o leitor fica envolto pelas cores, cheiros, texturas, formas, origens e histórias das mais variadas frutas.

A culinária na escola também pode trazer ao aluno a conscientização quanto à importância de uma alimentação saudável, nutritiva e balanceada. Muitos alunos trazem para a escola dificuldade e desinteresse em comer determinados alimentos. Com incentivo pedagógico, as crianças são despertadas a provarem novos sabores e a conhecerem para além do que lhes é habitual. [...]

COLÉGIO ANÁLIA FRANCO. Criança na cozinha: aprender com sabor é para toda a vida! Estadão, 6 ago. 2020. Disponível em: https://www.estadao.com.br/ educacao/colegio-jardim-analiafranco/crianca-na-cozinhaaprender-com-sabor-e-paratoda-a-vida/. Acesso em: 16 set. 2025.

BNCC

(EF01CI05) Identificar e nomear diferentes escalas de tempo: os períodos diários (manhã, tarde, noite) e a sucessão de dias, semanas, meses e anos.

(EF01CI06) Selecionar exemplos de como a sucessão de dias e noites orienta o ritmo de atividades diárias de seres humanos e de outros seres vivos.

(EF01GE05) Observar e descrever ritmos naturais (dia e noite, variação de temperatura e umidade etc.) em diferentes escalas espaciais e temporais, comparando a sua realidade com outras.

Organize-se

• Lápis de cor

ENCAMINHAMENTO

Antes de iniciar as atividades desta seção, verificar com os estudantes se eles ainda têm alguma dúvida ou dificuldade sobre os conteúdos da unidade.

Se julgar necessário, fazer a leitura das atividades com os estudantes, esclarecendo dúvidas e revendo o vocabulário visto ao longo da unidade.

Há várias atividades que trabalham a produção escrita dos estudantes; assim, auxiliá-los se necessário, pois o 1o ano ainda é a fase inicial do processo de alfabetização.

Na atividade 1, os estudantes podem reconhecer as características do céu diurno e noturno, com a representação do céu, visto por meio do vidro de uma janela. Pedir a eles que justifiquem suas escolhas, mencionando a presença do Sol e da luz mais intensa durante o dia, e da Lua e das estrelas e da menor lumino-

PARA REVER O QUE APRENDI

1 OBSERVE O QUE VOCÊ VÊ POR ESTAS JANELAS. DEPOIS, ESCREVA NAS LINHAS ABAIXO DAS FIGURAS: DIA OU NOITE.

2 LIGUE AS IMAGENS DE ATIVIDADES QUE AS PESSOAS REALIZAM AO PERÍODO EM QUE ELAS ACONTECEM.

sidade à noite, consolidando as habilidades EF01GE05 e EF01CI05, o que também acontece na atividade 2.

Na atividade 2, perguntar aos estudantes o que as imagens representam. Espera-se que reconheçam o dia como período em que vão à escola e desempenham atividades de lazer, como a jardinagem, e a noite como o período de descanso. Os estudantes podem mencionar que é possível dormir durante o dia, mas pedir a eles que indiquem o período mais comum de realização das atividades.

3 O TICO-TICO SAI EM BUSCA DE SEU ALIMENTO

ASSIM QUE O SOL APARECE NO CÉU.

MARQUE UM X NO PERÍODO EM

QUE O TICO-TICO DORME.

4 NUMERE AS CENAS SEGUINDO A ORDEM DOS ACONTECIMENTOS AO LONGO DO DIA.

Sugestão para os estudantes

VELOSO, Caetano. Canto de um povo de um lugar. In: Jóia [LP]. Rio de Janeiro: Philips, 1975. Faixa 1.

A música retrata o ciclo natural do dia e da noite como parte da rotina de uma comunidade, valorizando o tempo vivido com simplicidade e afeto. Pode ser usada para ajudar estudantes a compreenderem a passagem do tempo na natureza e nas ações humanas.

4. Os quadrinhos 2 e 3 podem ser invertidos, dependendo do horário em que os estudantes vão para a escola.

Sugestão para o professor

ORTÍN, Cristina de Juana. Como era a infância na pré-história, segundo a ciência. BBC News Brasil, 11 nov. 2024. Disponível em: https:// www.bbc.com/portuguese/ articles/cjdlygm7eyno. Acesso em: 17 set. 2025. A matéria explora como a infância era, também na pré-história, uma fase de exploração, aprendizagem e brincadeira.

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 3, os estudantes treinam individualmente a compreensão do texto, fazendo inferências com base na informação de que o tico-tico se alimenta quando o Sol aparece no céu, constituindo-se, assim, em um animal diurno, mobilizando a habilidade EF01CI06.

19/09/25 18:29

A atividade 4 mostra vários lugares de vivência (moradia, escola, lugares de brincadeiras) e em vários momentos de um dia, resgatando a abordagem dos ritmos naturais em uma perspectiva cíclica entre o dia e a noite, retomando a habilidade EF01GE05. Os estudantes deverão perceber esse ritmo natural e numerar de acordo com a sequência dos acontecimentos. Ao planejar a atividade, é importante atentar-se às variações na sequência dos momentos que compõem o dia, já que algumas crianças podem estudar à tarde, após o almoço. Portanto, deve-se levar em consideração as possíveis combinações de respostas. Se observar que os estudantes não realizaram essa atividade a contento, retomar com eles o assunto “ritmos da natureza” e pedir a eles que escrevam qual é a primeira coisa que fazem ao acordar, qual é a última coisa que fazem antes de se deitar à noite e o que costumam fazer entre essas atividades.

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 5, os estudantes têm a oportunidade de rever o vocabulário dos dias da semana. Aproveitar para verificar possíveis dúvidas com a grafia dessas palavras. Se possível, ampliar a atividade pedindo que cada estudante escreva um dia da semana na lousa e a turma vá incluindo, abaixo de cada dia, atividades que costumam realizar. Caso tenham dificuldade em escrever alguma palavra, antes de auxiliar os estudantes, pedir que os colegas tentem ajudá-lo com a escrita, indicando letras que faltem ou erros que identifiquem.

Na atividade 6, os estudantes treinam a grafia tanto dos dias da semana, como dos dias do mês, dos meses e dos anos. Exercitam a leitura e escrita das palavras e números representados no calendário, tendo mais uma oportunidade de consolidar a habilidade EF01CI0. Os estudantes também devem localizar o mês e o ano seguintes aos indicados no calendário, trabalhando as noções de passagem do tempo.

Na atividade 7, pedir aos estudantes que considerem as informações da semana anterior ao dia da aula, pois a memória estará mais recente. Ao completar as informações da agenda, localizando dia, mês e ano, eles mobilizam mais uma vez as habilidades EF01CI05 e EF01CI06 de Ciências.

Atividade complementar

• Calendário

Propor aos estudantes que façam um calendário para marcar os aniversários de todos os estudantes da turma, bem como do professor. Para isso, perguntar quem faz aniversário em janeiro e anotar na lousa as

5 ESCREVA OS NOMES DOS DIAS DA SEMANA QUE FALTAM NESTA SEQUÊNCIA.

segunda-feira • TERÇA-FEIRA • QUARTA-FEIRA

• QUINTA-FEIRA • sexta-feira

• sábado • DOMINGO

6 COMPLETE AS FOLHAS DO CALENDÁRIO. ELAS REPRESENTAM TRÊS DIAS SEGUIDOS DO MESMO MÊS. DEPOIS, FAÇA O QUE SE PEDE.

2027 SETEMBRO

SEGUNDA-FEIRA

2027 SETEMBRO TERÇA-FEIRA 21

2027 SETEMBRO

A) COPIE O NOME DO MÊS QUE APARECE NO CALENDÁRIO.

6. a) Setembro.

B) ESSE CALENDÁRIO É DE QUE ANO? 2027

C) O PRÓXIMO MÊS É outubro

D) O PRÓXIMO ANO É 2028 .

E) AS DATAS REPRESENTADAS SÃO O DIA E O MÊS DE ANIVERSÁRIO DE TRÊS ESTUDANTES DE UMA TURMA. ESCREVA A DATA DE ANIVERSÁRIO DE CADA CRIANÇA.

6. e) 20 de setembro, 21 de setembro e 22 de setembro.

datas com a ajuda dos estudantes, pedindo a cada um deles que escreva a sua própria data. Em seguida, perguntar quem faz aniversário em fevereiro, e assim por diante. Depois, a turma deverá transferir as informações para uma cartolina e ilustrar o seu calendário de aniversários.

Texto de apoio

A dimensão histórica do tempo e os modos como as crianças se apropriam desse conceito nas aulas de História no ensino fundamental têm sido objeto de diferentes investigações acadêmicas e experiências pedagógicas no cenário brasileiro desde a década de 1980 (Zamboni, 1985). No século XXI, trabalhos indicam que as crianças dos primeiros anos do ensino fundamental, quando indagadas sobre o que compreendem por “tempo”, em situações cotidianas de sala de aula, imediatamente o relacionam com o relógio, para, em seguida, mencionarem os dias da semana, as horas, o cronômetro e outras palavras correlatas, como calendário, sol, lua, e, em menor ocorrência, o aniversário (Reis et al., 2016). Essa observação pode confirmar, em grande medida, que a percepção temporal é

7 OBSERVE ESTA AGENDA SEMANAL. 7. Respostas pessoais.

MANHÃ TARDE NOITE

SEGUNDA-FEIRA

TERÇA-FEIRA

QUARTA-FEITA

QUINTA-FEIRA

SEXTA-FEIRA SÁBADO

DOMINGO

A) PINTE DE AZUL EM QUE PERÍODO VOCÊ VAI À ESCOLA.

B) PINTE DE AMARELO EM QUE PERÍODO VOCÊ FAZ A LIÇÃO DE CASA.

C) PINTE DE VERMELHO EM QUE PERÍODO VOCÊ PODE BRINCAR.

D) AGORA, COMPLETE A FRASE.

• MINHA AGENDA SEMANAL É DO DIA AO DIA , DO MÊS DE

uma construção apreendida socialmente na experiência individual e coletiva dos sujeitos ao se relacionarem em determinado espaço sociocultural. A esse respeito, Norbert Elias (1998) lembra que, em sociedades contemporâneas, o relógio é cada vez mais adequado à rotina dos indivíduos, e seus ritmos e suas durações fazem da socialização um mecanismo que naturaliza a percepção temporal, fazendo­o parecer espontâneo. Isso pode explicar por que o relógio e o calendário são os objetos que as crianças, como observado, mais relacionam com o tempo nas aulas de História. E por que, por vezes, intuem que o modo de dimensionar o tempo social, por meio do relógio e do calendário, é absoluto, dificultando às crianças conceberem uma ideia de tempo histórico. O registro dessas observações indica que a percepção temporal acontece por meio da reflexão da criança sobre sua experiência cotidiana com os objetos e os conteúdos escolares vivenciados contemporaneamente, o que abre possibilidades para problematizar as aulas desenvolvidas nos primeiros anos do ensino fundamental, que mantêm, desde os anos 1980, a ênfase no tempo cronológico. Isso porque pesquisas na área (Oliveira, 2003; Zamboni & Sabongi,

2003; Medeiros, 2010; Oliveira & Miranda, 2010; Zamboni & Fonseca, 2010) têm mostrado que, para o(a) aluno(a) se orientar socialmente, a noção de tempo histórico é fundamental, sendo compreendida à medida que ele(ela) for capaz de, por meio das memórias e narrativas orais, relacionar presente e passado pelas comparações entre o que acontece e o que aconteceu no seu cotidiano. Isso pode explicar por que, entre os fatores que influenciam a percepção e o sentido das transformações, o mais lembrado é a variação de idade, uma vez que as crianças pautaram as mudanças temporais por meio da data do seu aniversário, lugar de onde evidenciam durações memoráveis.

LEOPOLDINO, Maria Aparecida. Crianças e História: o tempo como conceito e a narrativa da temporalidade. Cadernos de Pesquisas, São Paulo, v. 54, 2024. Disponível em: https://doi. org/10.1590/1980531410725. Acesso em: 17 set. 2025.

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 8, sugerir mais perguntas para os estudantes completarem em seus cadernos, como: um ano tem (doze) meses; as crianças vão à escola no período da (noite), entre outras, exercitando as habilidades EF01CI05 e EF01CI06.

Na atividade 9, os estudantes podem retomar a habilidade EF01HI08 de História, reconhecendo comemorações de âmbito familiar e da comunidade.

A atividade 10 retoma o aprendizado sobre a observação do tempo ao trabalhar a previsão meteorológica. Caso haja alguma dúvida, retornar às páginas 224 e 225, que trabalham a observação das condições climáticas e a consulta à previsão do tempo. Relembrar os símbolos que representam as condições atmosféricas.

A atividade 11 também aborda os ritmos da natureza, mas agora sob outra perspectiva: a variação de temperatura e umidade ao longo de determinado período em diferentes lugares. Com dois exemplos climáticos opostos (o clima Subtropical de Santa Catarina e o Equatorial do Pará), a atividade apresenta características de temperatura e umidade para o estudante relacionar aos lugares mencionados. Se houver dificuldade na compreensão da distinção entre as características dos climas do Pará e de Santa Catarina, informar aos estudantes que os climas variam de um lugar para o outro. Se necessário, retomar o conteúdo das páginas 226 e 227 com os estudantes e explicar novamente as características dos climas nos estados de Santa Catarina e do Pará. A atividade proporciona condições para a avaliação de elementos introdutórios de caracterização de climas e mobiliza a habilidade EF01GE10.

8 COMPLETE CADA FRASE COM A PALAVRA QUE ESTÁ FALTANDO.

A) AS PESSOAS FAZEM ANIVERSÁRIO UMA VEZ POR ano .

B) AS CRIANÇAS JANTAM NO PERÍODO DA noite

C) UMA SEMANA TEM SETE dias .

Texto de apoio

Mudanças climáticas e desenvolvimento infantil [...]

A pesquisa do Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI), intitulada O bairro e o desenvolvimento integral na primeira infância, destaca que o território em que a criança vive e interage afeta diretamente sua saúde física, cognitiva e emocional. Diversas características do bairro que são afetadas pelos efeitos da crise do clima podem impactar o desenvolvimento infantil [...].

Um bairro sem sombra, com pouco verde, ruas inseguras, suscetível a enchentes e alta exposição a ilhas de calor impacta negativamente a qualidade de vida das famílias com crianças de até seis anos. Na primeira infância, o impacto do calor extremo, por exemplo, vai muito além do desconforto físico. A exposição prolongada a altas temperaturas pode prejudicar o sono, a concentração e o aprendizado, além de comprometer sua saúde emocional.

10. Espera-se que os estudantes assinalem a opção da manhã, porque há previsão de chuva para o período da tarde.

10 ENZO E SUA FAMÍLIA VÃO CONHECER O MUSEU. ANTES DO PASSEIO, ELES CONSULTARAM A PREVISÃO DO TEMPO PARA PROGRAMAR O PASSEIO.

• CONSIDERANDO A PREVISÃO DO TEMPO, QUAL É O MELHOR HORÁRIO DO DIA PARA ESSE PASSEIO? MARQUE UM X NA RESPOSTA.

X DE MANHÃ

À TARDE

11 MARQUE UM X NAS RESPOSTA CORRETAS.

A) COMO SÃO OS PERÍODOS DO ANO NO ESTADO DE SANTA CATARINA?

SÓ HÁ PERÍODOS QUENTES.

SÓ HÁ PERÍODOS FRIOS.

X EXISTEM PERÍODOS QUENTES E PERÍODOS FRIOS.

B) NO ESTADO DO PARÁ, EM BOA PARTE DO ANO:

FAZ FRIO E CHOVE POUCO.

X FAZ CALOR E CHOVE.

FAZ FRIO E NÃO CHOVE.

Por outro lado, o deslocamento forçado por conta de inundações, tempestades e outros fenômenos climáticos extremos afeta pessoas de todas as idades [...]. A ruptura dos vínculos familiares, a falta de abrigo, o acesso limitado a serviços básicos e a exposição à violência comprometem o desenvolvimento físico, cognitivo e socioemocional.

FUNDAÇÃO MARIA CECILIA SOUTO VIDIGAL. Mudanças climáticas e desenvolvimento infantil: por que as crianças na primeira infância são mais vulneráveis. Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, 3 abr. 2025. Disponível em: https://fundacaomariacecilia.org.br/noticias/mudancas-climaticas-e-desenvolvimentoinfantil-por-que-as-criancas-na-primeira-infancia-sao-mais-vulneraveis/. Acesso em: 17 set. 2025.

CONCLUSÃO DA UNIDADE

Espera-se que o estudo desta unidade forneça aos estudantes maior compreensão sobre as escalas de tempo, os ciclos naturais e sua relação com a vida cotidiana. Ao investigarem os períodos do dia, os dias da semana, os meses e os anos, bem como sua organização em calendários e agendas, os estudantes podem consolidar seu entendimento sobre como a passagem do tempo afeta as atividades humanas e as de outros seres vivos. Ao conhecerem diferentes celebrações e festas escolares, eles podem diferenciar as datas festivas em diferentes âmbitos, como o familiar e a comunidade, reconhecendo as festas como importantes marcos temporais, que refletem o que as diferentes culturas e nações valorizam e buscam preservar em sua memória. Por fim, ao observar e relatar mudanças nos ritmos da natureza, como a época de chuvas em diferentes lugares, períodos quentes e períodos frios, e ao associar essas mudanças a aspectos da vida cotidiana, como vestuário e alimentação, ampliam sua capacidade de estabelecer conexões entre seu dia a dia, sua comunidade, e os ritmos da natureza, em diferentes escalas.

DOUGLAS FRANCHIN

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

ABREU, MARTHA; SOIHET, RACHEL (ORG.). ENSINO DE HISTÓRIA : CONCEITOS, TEMÁTICAS E METODOLOGIA. RIO DE JANEIRO: CASA DA PALAVRA; FAPERJ, 2003.

O LIVRO ABORDA AS POSSIBILIDADES DA PESQUISA HISTÓRICA E SUA ARTICULAÇÃO COM O ENSINO E FORNECE

INSTRUMENTOS PARA A REFLEXÃO SOBRE CONCEITOS-CHAVES EM HISTÓRIA — IDENTIDADE, CULTURA, CIDADANIA E GÊNERO — E PARA A ATUAÇÃO DOS PROFESSORES NO COMPONENTE CURRICULAR DE HISTÓRIA.

AMARANTE, DIRCE WALTRICK DO. PEQUENA BIBLIOTECA PARA CRIANÇAS : UM GUIA DE LEITURA PARA PAIS E PROFESSORES. SÃO PAULO: ILUMINURAS, 2013.

LIVRO DEDICADO A PROFESSORES E PAIS, COM ORIENTAÇÕES PARA DESPERTAR NOS ESTUDANTES O INTERESSE

PELO UNIVERSO DA LEITURA.

BITTENCOURT, CIRCE MARIA FERNANDES. ENSINO DE HISTÓRIA : FUNDAMENTOS E MÉTODOS. SÃO PAULO: CORTEZ, 2014. (COLEÇÃO DOCÊNCIA EM FORMAÇÃO. SÉRIE ENSINO FUNDAMENTAL).

O LIVRO ABORDA ASPECTOS DO ENSINO E APRENDIZAGEM DE HISTÓRIA, PROPICIANDO REFLEXÕES SOBRE A IMPORTÂNCIA DO COMPONENTE CURRICULAR PARA A FORMAÇÃO DOS ESTUDANTES.

BOSI, ECLÉA. O TEMPO VIVO DA MEMÓRIA : ENSAIOS DE PSICOLOGIA SOCIAL. SÃO PAULO: ATELIÊ, 2013. ESSE LIVRO REÚNE CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS DA AUTORA SOBRE A PESQUISA EM MEMÓRIA, DIALOGANDO PRINCIPALMENTE COM A QUESTÃO DA MEMÓRIA COMO VIVÊNCIA INDIVIDUAL E COLETIVA.

BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR : EDUCAÇÃO É A BASE. BRASÍLIA, DF: SEB, 2018. DISPONÍVEL EM: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal_site.pdf. ACESSO EM: 29 AGO. 2025.

DOCUMENTO OFICIAL QUE APRESENTA UMA ESTRUTURA DE DISTRIBUIÇÃO DE CONTEÚDOS DAS ÁREAS DE CIÊNCIAS DA NATUREZA E CIÊNCIAS HUMANAS PARA OS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL. ESSE DOCUMENTO DEVE SER UTILIZADO COMO REFERÊNCIA PARA A CONSTRUÇÃO DOS CURRÍCULOS DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO.

BURKE, PETER. TESTEMUNHA OCULAR : HISTÓRIA E IMAGEM. BAURU: EDUSC, 2004.

ESSA OBRA TRATA DO USO DE GRAVURAS, PINTURAS E FOTOGRAFIAS COMO FONTES HISTÓRICAS, ABORDANDO AS PROBLEMÁTICAS REFERENTES À ANÁLISE DE IMAGENS NA PESQUISA EM HISTÓRIA.

CACHAPUZ, ANTÓNIO ET AL . (ORG.). A NECESSÁRIA RENOVAÇÃO DO ENSINO DAS CIÊNCIAS . SÃO PAULO: CORTEZ, 2005.

O AUTOR TRAZ À LUZ A IMPORTÂNCIA DE CONSTRUIR CURRÍCULOS E DESENVOLVER MÉTODOS DE ENSINO DA ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA QUE VALORIZEM A RELAÇÃO ENTRE CONCEITOS, PROCEDIMENTOS E ATITUDES.

CANIATO, RODOLPHO. O CÉU. CAMPINAS: ÁTOMO, 2011.

ESSA OBRA APRESENTA INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE OS CORPOS CELESTES, A OBSERVAÇÃO DO CÉU DURANTE O DIA E À NOITE E O USO DE RECURSOS TECNOLÓGICOS NA PESQUISA DA ASTRONOMIA.

CARLOS, ANA FANI ALESSANDRI; CRUZ, RITA DE CÁSSIA ARIZA DA (ORG.). A NECESSIDADE DA GEOGRAFIA SÃO PAULO: CONTEXTO, 2019.

O LIVRO ABORDA TEMAS CONTEMPORÂNEOS FUNDAMENTAIS À ÓTICA GEOGRÁFICA, QUE CONTRIBUI PARA A COMPREENSÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO.

CERTEAU, MICHEL DE. A ESCRITA DA HISTÓRIA . RIO DE JANEIRO: FORENSE, 2013.

ESSE LIVRO TRATA SOBRE AS ETAPAS DA HISTORIOGRAFIA E SUAS DIFERENTES ABORDAGENS AO LONGO DO TEMPO, POR MEIO DO DIÁLOGO COM OUTRAS ÁREAS DO CONHECIMENTO.

CHASSOT, ATTICO. ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA : QUESTÕES E DESAFIOS PARA A EDUCAÇÃO. IJUÍ: UNIJUÍ, 2010.

ESSE LIVRO POSSIBILITA ENTENDER O TERMO ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA POR MEIO DA APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DE DIFERENTES PROPOSTAS, QUE DEIXAM CLARO O PAPEL DA ESCOLA COMO MODO DE PREPARO DE UMA SOCIEDADE PARA A FORMAÇÃO DE ADULTOS QUE COMPREENDAM, MINIMAMENTE, AS QUESTÕES RELACIONADAS À CIÊNCIA E CONSIGAM IDENTIFICÁ-LAS E APLICÁ-LAS NO SEU COTIDIANO.

COLEMAN, SANDRA R. (ORG.), MERENDAS E AFETOS : NARRATIVAS DE PRESENÇA E PODER. QUISSAMÃ: REVISTA ÁFRICAS E AFRICANIDADES, 2024.

O LIVRO REÚNE 26 BIOGRAFIAS DE MULHERES E HOMENS NEGROS DO BRASIL E DO HAITI. AS TRAJETÓRIAS DESSES PROFISSIONAIS, COMO MERENDEIROS E INSPETORES, GANHAM VISIBILIDADE NA OBRA E SE ENTRELAÇAM COM A HISTÓRIA DE LUTA DA POPULAÇÃO NEGRA POR RECONHECIMENTO E VALORIZAÇÃO NOS ESPAÇOS EDUCATIVOS.

DIAS, TIELLE SOARES. CARTOGRAFIA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: PARA LER ALÉM DAS CONVENÇÕES. IN : ENCONTRO NACIONAL DE PRÁTICA DE ENSINO EM GEOGRAFIA, 10., 2009, PORTO ALEGRE. ANAIS [...]. PORTO ALEGRE: ENPEG, 2009.

TEXTO SOBRE ALFABETIZAÇÃO CARTOGRÁFICA E INTRODUÇÃO DOS MAPAS NO ENSINO DE GEOGRAFIA.

DOHME, VANIA. 32 IDEIAS DIVERTIDAS QUE AUXILIAM O APRENDIZADO PARA O ENSINO FUNDAMENTAL PETRÓPOLIS: VOZES, 2014.

LIVRO COM ATIVIDADES PARA APLICAR EM SALA DE AULA NO ENSINO FUNDAMENTAL.

DUTRA, GLÊNON; BARROS, LUCAS; CERQUEIRA, THÁRCIO. O DIVERTIDO MUNDO DA FÍSICA : DO IDEAL PARA O REAL. SÃO PAULO:  LIVRARIA DA FÍSICA, 2024.

A OBRA BUSCA EXPLICAR OS FENÔMENOS DO DIA A DIA RELACIONADOS À FÍSICA COM LINGUAGEM SIMPLES E EM FORMA DE PERGUNTAS E RESPOSTAS.

FAZENDA, IVANI (ORG.). O QUE É INTERDISCIPLINARIDADE? 2. ED. SÃO PAULO: CORTEZ, 2013.

O LIVRO APRESENTA UMA VISÃO DE APRENDIZAGEM INTERDISCIPLINAR, TENDO COMO OBJETIVO MOSTRAR COMO DIFERENTES ÁREAS DE CONHECIMENTO SÃO ARTICULADAS, SOB A MEDIAÇÃO DO PROFESSOR, AO LONGO DE ETAPAS DE PROJETOS QUE NASCEM E SE DESENVOLVEM DENTRO DAS SALAS DE AULA.

HARTOG, FRANÇOIS. EVIDÊNCIA DA HISTÓRIA: O QUE OS HISTORIADORES VEEM. BELO HORIZONTE: AUTÊNTICA, 2011. (COLEÇÃO HISTÓRIA E HISTORIOGRAFIA).

O AUTOR DISCUTE AS PROBLEMÁTICAS DA PRODUÇÃO HISTORIOGRÁFICA, SOBRE AS FORMAS DE FAZER E COMPREENDER A HISTÓRIA.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. CENSO DEMOGRÁFICO 2022 : INDÍGENAS: ALFABETIZAÇÃO, REGISTROS DE NASCIMENTOS E CARACTERÍSTICAS DOS DOMICÍLIOS, SEGUNDO RECORTES TERRITORIAIS ESPECÍFICOS: RESULTADOS DO UNIVERSO. RIO DE JANEIRO: IBGE, 2024.

A PUBLICAÇÃO APRESENTA INFORMAÇÕES SOBRE A POPULAÇÃO INDÍGENA E SUAS CARACTERÍSTICAS DEMOGRÁFICAS, GEOGRÁFICAS E SOCIOECONÔMICAS OBTIDAS NO CENSO DEMOGRÁFICO 2022.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. MEU 1o ATLAS . 4. ED. RIO DE JANEIRO: IBGE, 2012. ATLAS VOLTADO PARA CRIANÇAS QUE ESTÃO INICIANDO O CONTATO COM A CARTOGRAFIA.

KALY, ALAIN PASCAL ET AL. (ORG.). ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURAS AFRO-BRASILEIRAS E INDÍGENAS RIO DE JANEIRO: PALLAS, 2013.

O LIVRO REÚNE TEXTOS DE DEZ PESQUISADORES QUE ABORDAM A RELEVÂNCIA DO TRABALHO COM AS CULTURAS AFRO-BRASILEIRAS E INDÍGENAS NO ENSINO DE HISTÓRIA.

KINDERSLEY, BARNABAS; KINDERSLEY, ANABEL. CRIANÇAS COMO VOCÊ : UMA EMOCIONANTE CELEBRAÇÃO DA INFÂNCIA NO MUNDO. TRADUÇÃO: MÁRIO VILELA FILHO. SÃO PAULO: ÁTICA, 2009.

APOIADO PELO UNICEF, O LIVRO RETRATA A CULTURA DAS CRIANÇAS DE DIVERSAS PARTES DO MUNDO EM UMA VIAGEM PELO COTIDIANO DOS PERSONAGENS.

LIMA, MARIA EMÍLIA CAIXETA DE CASTRO; LOUREIRO, MAIRY BARBOSA. TRILHAS PARA ENSINAR CIÊNCIAS PARA CRIANÇAS . BELO HORIZONTE: FINO TRAÇO, 2013. (COLEÇÃO FORMAÇÃO DOCENTE).

MATERIAL COM SUGESTÕES QUE PARTEM DE CONCEITOS ESTRUTURANTES DA ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA E CHEGAM À ETAPA DE AVALIAÇÃO.

LORIERI, MARCOS ANTÔNIO. FILOSOFIA PARA CRIANÇAS : EDUCAÇÃO PARA O PENSAR: A PROPOSTA DE MATTHEW LIPMAN. SÃO PAULO: PUC, 2009.

OBRA FUNDAMENTAL PARA COMPREENDER COMO SE DÁ O PROCESSO DE APRENDIZAGEM NOS GRUPOS DE SALA DE AULA, COM DESTAQUE PARA A PERCEPÇÃO DO PAPEL “DO OUTRO” NA AQUISIÇÃO INDIVIDUAL DO CONHECIMENTO. MEHINAKU, YAMALUÍ KUIKURO. DONO DAS PALAVRAS : A HISTÓRIA DO MEU AVÔ. SÃO PAULO: TODAVIA, 2024.

NAHŨ KUIKURO FOI UM DOS PRIMEIROS INDÍGENAS DO ALTO XINGU A APRENDER PORTUGUÊS E, POR MUITOS ANOS, MEDIOU AS RELAÇÕES ENTRE INDÍGENAS E NÃO INDÍGENAS. ESCRITO POR SEU NETO, O LIVRO CONTA SUA HISTÓRIA E TRATA SOBRE SEU PAPEL DECISIVO NA CRIAÇÃO DO PARQUE INDÍGENA DO XINGU.

MONTEIRO, ANA MARIA; GASPARELLO, ARLETTE MEDEIROS; MAGALHÃES, MARCELO DE SOUZA (ORG.). ENSINO DE HISTÓRIA : SUJEITOS, SABERES E PRÁTICAS. RIO DE JANEIRO: MAUAD, 2007.

O LIVRO TRABALHA QUESTÕES CENTRAIS DO ENSINO DE HISTÓRIA, COLABORANDO PARA AMPLIAR SABERES E PRÁTICAS DOS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA.

MOREIRA, RUY. DA REGIÃO À REDE E AO LUGAR: A NOVA REALIDADE E O NOVO OLHAR GEOGRÁFICO

SOBRE O MUNDO. IN : LIMONAD, ESTER (ORG.). ETC : ESPAÇO, TEMPO E CRÍTICA... RIO DE JANEIRO: LETRA CAPITAL, 2007.

NESSE TEXTO, O AUTOR DISCUTE DOIS CONCEITOS CENTRAIS DA CIÊNCIA GEOGRÁFICA: A NOÇÃO DE REGIÃO E A DE REDE. NEVES, IARA CONCEIÇÃO BITENCOURT ET AL . (ORG.). LER E ESCREVER : COMPROMISSO DE TODAS AS ÁREAS. PORTO ALEGRE: UFRGS, 2011.

O LIVRO ABORDA O DESENVOLVIMENTO DA LEITURA E DA ESCRITA COMO RESPONSABILIDADE DE TODOS OS COMPONENTES CURRICULARES.

NOVAIS, FERNANDO A. (COORD.). HISTÓRIA DA VIDA PRIVADA NO BRASIL : CONTRASTES DA INTIMIDADE CONTEMPORÂNEA. SÃO PAULO: COMPANHIA DAS LETRAS, 1997. V. 4. ESSE LIVRO ANALISA AS DINÂMICAS E AS TRANSFORMAÇÕES QUE MARCARAM O BRASIL A PARTIR DE 1930. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA . GENEBRA: ONU, 1959.

PROCLAMADA EM 1959 PELA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU, ESSA DECLARAÇÃO ESTABELECE DEZ PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS QUE ASSEGURAM DIREITOS E LIBERDADES PARA TODAS AS CRIANÇAS DO MUNDO.

PIASSI, LUIS PAULO; ARAUJO, PAULA TEIXEIRA. A LITERATURA INFANTIL NO ENSINO DE CIÊNCIAS : PROPOSTAS DIDÁTICAS PARA OS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL. SÃO PAULO: SM, 2012. (COLEÇÃO SOMOS MESTRES).

LIVRO PARA DESPERTAR NO PROFESSOR O INTERESSE PELA VISÃO DOS TEXTOS LITERÁRIOS COMO ALIADOS AO LONGO DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DOS MAIS VARIADOS CONTEÚDOS CIENTÍFICOS.

PRIORE, MARY DEL (ORG.). HISTÓRIA DAS CRIANÇAS NO BRASIL . SÃO PAULO: CONTEXTO, 2013.

O LIVRO REÚNE TEXTOS DE HISTORIADORES, SOCIÓLOGOS E EDUCADORES SOBRE COMO A INFÂNCIA É VISTA E TRATADA AO LONGO DA HISTÓRIA DO BRASIL.

ROGERO, TIAGO. PROJETO QUERINO : UM OLHAR AFROCENTRADO SOBRE A HISTÓRIA DO BRASIL. SÃO PAULO: FÓSFORO, 2024.

O LIVRO OFERECE UMA PERSPECTIVA AFROCENTRADA SOBRE A HISTÓRIA DO BRASIL, EVIDENCIANDO A PRESENÇA E AS CONTRIBUIÇÕES NEGRAS NA FORMAÇÃO DO PAÍS.

ROSSI, VERA LÚCIA SABONGI DE; ZAMBONI, ERNESTA (ORG.). QUANTO TEMPO O TEMPO TEM! CAMPINAS: ALÍNEA, 2005.

O LIVRO REÚNE UM GRUPO DE PESQUISADORES DE DIFERENTES ÁREAS DO CONHECIMENTO QUE CONTRIBUEM COM ANÁLISES DIVERSAS SOBRE A CATEGORIA TEMPO.

SANTAELLA, LUCIA. LEITURA DE IMAGENS . SÃO PAULO: MELHORAMENTOS, 2012. (COLEÇÃO COMO EU ENSINO).

NESSE LIVRO, A AUTORA APRESENTA FERRAMENTAS E ESTRATÉGIAS QUE COLABORAM PARA O TRABALHO DE LEITURA E ANÁLISE DE IMAGENS DIVERSAS EM SALA DE AULA.

SASSERON, LÚCIA HELENA; MACHADO, VITOR FABRÍCIO. ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA NA PRÁTICA : INOVANDO A FORMA DE ENSINAR FÍSICA. 1. ED. SÃO PAULO: LIVRARIA DA FÍSICA, 2017. (COLEÇÃO PROFESSOR INOVADOR).

A OBRA COLABORA PARA AS AÇÕES E AS ATITUDES DO PROFESSOR NAS AULAS DE CIÊNCIAS, COM PROPOSTAS DE PLANEJAMENTO QUE VALORIZAM A PROBLEMATIZAÇÃO E O ENSINO POR INVESTIGAÇÃO.

SCHWARCZ, LILIA MORITZ (COORD.). HISTÓRIA DO BRASIL NAÇÃO : 1808-2010. RIO DE JANEIRO: OBJETIVA, 2014. 5 V. ESSA COLEÇÃO REFLETE SOBRE AS TRANSFORMAÇÕES POLÍTICAS, SOCIAIS E CULTURAIS DO BRASIL ENTRE 1808 E 2010. SILVA, MARCOS; GUIMARÃES, SELVA. ENSINAR HISTÓRIA NO SÉCULO XXI : EM BUSCA DO TEMPO ENTENDIDO. CAMPINAS: PAPIRUS, 2016.

O LIVRO REFLETE SOBRE OS DESAFIOS E AS POSSIBILIDADES DO ENSINO DE HISTÓRIA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. THOMPSON, PAUL. A VOZ DO PASSADO : HISTÓRIA ORAL. RIO DE JANEIRO: PAZ E TERRA, 2002.

O LIVRO ABORDA A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA ORAL COMO FONTE PARA COMPREENDER O PASSADO A PARTIR DAS EXPERIÊNCIAS INDIVIDUAIS E COLETIVAS.

TORTORA, GERARD J.; GRABOWSKI, SANDRA R. CORPO HUMANO : FUNDAMENTOS DE ANATOMIA E FISIOLOGIA. TRADUÇÃO: MARIA REGINA BORGES-OSÓRIO. 6. ED. PORTO ALEGRE: ARTMED, 2006.

PARA AMPLIAR CONHECIMENTOS SOBRE ASPECTOS DA ANATOMIA E DA FISIOLOGIA DO CORPO HUMANO E OBTER INFORMAÇÕES SOBRE A IMPORTÂNCIA DA ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA.

COLE

UNIDADE 3

PÁGINA 141 – ATIVIDADE 6

ATENÇÃO! USE SEMPRE TESOURAS COM PONTAS ARREDONDADAS.

ALGODÃO
LÁTEX
PNEU
BARRO
TIGELA
MORINGA
AREIA
MADEIRA
MESA

PÁGINAS 146 E 147 – ATIVIDADE 3 UNIDADE 3

ATENÇÃO!

USE SEMPRE TESOURAS COM PONTAS ARREDONDADAS.

UNIDADE 4

PÁGINA 202 – ATIVIDADE 1

DOMINGO

QUINTA-FEIRA

TERÇA-FEIRA

SEXTA-FEIRA

ATENÇÃO! USE SEMPRE TESOURAS COM PONTAS ARREDONDADAS.

QUARTA-FEIRA

SÁBADO

ORIENTAÇÕES GERAIS

A TRANSIÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

Dos cinco anos que compõem os anos iniciais do ensino fundamental, os dois primeiros referem-se ao processo e à consolidação da alfabetização dos estudantes. O primeiro ano, em especial, configura-se como uma transição da educação infantil ao ensino fundamental.

Os anos iniciais do ensino fundamental são impactantes para os estudantes, pois eles estão vivenciando uma fase de transição, com importantes transformações em seu processo de desenvolvimento cognitivo. Esse é um dos momentos em que se ampliam experiências para o aprimoramento da oralidade, dos processos de percepção, de compreensão e de visão do mundo à sua volta, como também a apropriação da linguagem e referenciais de aprendizagem nessa etapa da educação básica.

É nos anos iniciais que o estudante consolida formalmente seu processo de alfabetização escrita.

[...] entende-se a alfabetização como o conjunto de experiências e reflexões em longo prazo (e não só nos anos iniciais da escolaridade), com base em diferentes textos, propósitos comunicativos e suportes; um conjunto de práticas significativas, contextualizadas e transformadoras dos modos de se comunicar com o outro e de se relacionar com o mundo.

COLELLO, Silvia M. Gasparian. A escola e a produção textual: práticas interativas e tecnológicas. São Paulo: Summus, 2017. p. 21.

Sobre o processo de alfabetização, é importante reconhecer que as crianças já têm uma predisposição à fala, mas, para que possam ler e escrever, elas precisam ser ensinadas de maneira sistematizada.

Como está organizado o cérebro da criança antes da aprendizagem da leitura? A compreensão da língua falada e o reco-

nhecimento visual invariante, as duas faculdades essenciais, que a leitura vai reciclar e interconectar, estão já posicionados. Desde os primeiros meses de vida, a criança demonstra uma competência excepcional para a discriminação dos sons da fala. Desde há uma trintena de anos, sabíamos que, com poucos dias de vida, o bebê discrimina os contrastes linguísticos dos sons de qualquer língua e manifesta uma atenção especial para a prosódia de sua língua materna.

[...] Ao final do segundo ano, o vocabulário da criança explode, enquanto a gramática se instala. No momento em que ela começa a ler, estima-se que a criança de 5 ou 6 anos possua uma representação detalhada da fonologia de sua língua, um vocabulário de vários milhares de palavras e um domínio das principais estruturas gramaticais e da forma pela qual elas veiculam o significado.

[...] Em paralelo, o sistema visual da criança se estrutura. [...] Por volta dos 5 ou 6 anos, no momento em que a criança aprende a ler, apesar de os grandes processos de reconhecimento visual e de invariância estarem instalados, é provável que o sistema visual ventral esteja ainda num período intenso de plasticidade quando a especialização funcional está longe de estar fixada – um período particularmente propício para a aprendizagem de novos objetos visuais tais como as letras e as palavras escritas.

DEHAENE, Stanilas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução: Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012. p. 214-216.

Ao chegar ao ensino fundamental, os estudantes são apresentados progressivamente aos componentes curriculares de modo mais sistemático. É nessa etapa do aprendizado

que novas relações com o mundo e com a sociedade são desenvolvidas. Uma diversidade de situações e conceitos proporciona argumentações mais elaboradas, entre outras descobertas aos estudantes. O convívio com esse mundo de descobertas deve estimular o pensamento e fortalecer as habilidades de questionamento, de produções culturais e do uso consciente e supervisionado da tecnologia, ampliando o horizonte de conhecimento e o discernimento de si mesmos, da natureza e da sociedade.

Por essa razão, entre outras, aprender a ler e escrever deve ser uma responsabilidade a ser assumida também pelo ensino interdisciplinar de Ciências da Natureza, História e Geografia, colaborando, assim, com o processo contínuo de alfabetização, não somente no desenvolvimento de conhecimentos sobre as letras e o modo de decodificá-las — ou associá-las — mas também na possibilidade de aplicar conhecimentos desenvolvidos no processo de interação social.

A obra interdisciplinar de Ciências da Natureza, História e Geografia, em geral, tem muito a contribuir para o desenvolvimento dos estudantes:

• Em Geografia, principalmente no que diz respeito à apreensão das noções de espaço e tempo (relacionadas às dinâmicas e às transformações espaciais), à construção de noções de identidade, pertencimento e cidadania, à compreensão de suas vivências cotidianas, às representações espaciais e às noções de interação entre sociedade e natureza.

• Em História, na construção de noções como identidade, cidadania e memória. Além disso, a História oferece o contexto para a análise e interpretação de diversos tipos de fontes (cartas, diários, notícias de jornais, obras de arte, fotografias, entre outros), um exercício fundamental para a autonomia individual e coletiva.

• Em Ciências da Natureza, por exemplo, a aplicação de etapas do método científico permite organizar ideias e desenvolve o raciocínio lógico. Além disso, os conteúdos relacionados a situações cotidianas, especialmente quando envolvem saúde

pública e questões ambientais, contribuem para o desenvolvimento de uma postura mais crítica e responsável. No processo de ensino e aprendizagem, a leitura, a interpretação e a compreensão de textos também são fundamentais para que o estudante se torne capaz de elaborar uma diversidade significativa de registros referentes a conteúdos específicos de cada área do conhecimento. Esses registros têm como característica o fato de que, em muitos momentos, devem ser organizados com base em informações dadas pelo professor em aula para, posteriormente, serem organizados e comunicados segundo a lógica do estudante, seja por meio oral, seja por meio de textos escritos. As duas linguagens são igualmente importantes; no entanto, no caso do estudante em processo de alfabetização, o uso da linguagem oral se torna particularmente importante, já que é preciso que ele participe efetivamente das etapas descritas anteriormente, sejam elas em contextos individuais ou em pequenos grupos, sejam coletivas. Nos anos iniciais do ensino fundamental, a valorização da oralidade para explicitar hipóteses, ideias, conhecimentos organizados, elaboração de desenhos, além da elaboração, leitura e interpretação de mapas, tem justamente este objetivo: ampliar a possibilidade de participação do estudante no processo de aquisição de conhecimentos científicos e, concomitantemente, da linguagem escrita. As atividades com estudantes nos anos iniciais do ensino fundamental envolvem ações para o desenvolvimento da leitura e da escrita consideradas em suas múltiplas práticas sociais que estão presentes nas muitas comunidades que formam o Brasil. Isso significa que as ações propostas terão que estabelecer pontes entre as linguagens utilizadas e vividas cotidianamente e os processos cognitivos de apropriação das relações entre a fala e a escrita pelos estudantes. Dessa forma, busca-se valorizar os conhecimentos acerca do lugar onde vivem os estudantes, colocando-os em diálogo com o mundo. Nesse diálogo, os estudantes desenvolvem fluência oral, ações de observação e de registro, trocas de informações, pesquisas, entre muitas outras, nas quais, ao mesmo tem-

po em que mobilizam as habilidades de leitura, expressão e escrita que trazem da educação infantil, ampliam suas práticas utilizando textos de linguagens diferentes e expressando-se em múltiplos suportes e registros.

As palavras dos professores Paulo Coimbra Guedes e Jane Mari de Souza são bastante elucidativas do argumento que desenvolvemos: [...] nós, professores de todas as áreas, [...] devemos nos dedicar a proporcionar muitas e muitas oportunidades para que todos descubram que ler é uma atividade muito interessante, que a leitura nos proporciona prazer, diversão, conhecimento, liberdade, uma vida melhor, enfim. [...]

Oportunidade de ler o quê? Tudo, [...]. Ler tudo, desde as banalidades que possam parecer divertidas até as coisas que o professor julga que devem ser lidas para o desenvolvimento pessoal do aluno como pessoa sensível, [...] como cidadão, para o estabelecimento de seu senso estético, de sua solidariedade humana, do seu conhecimento.

Isso é tarefa do professor de português? É. É tarefa o professor de história, de geografia, de ciências, de artes, de educação física, de matemática ... É. É tarefa da escola: a escola – os professores reunidos na mais básica das atividades interdisciplinares [...].

GUEDES, Paulo Coimbra; SOUZA, Jane Mari de. Leitura e escrita são tarefas da escola e não só do professor de português. In: NEVES, Iara Conceição Bitencourt et al Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. Porto Alegre: UFRGS, 2004. p. 17.

Base Nacional Comum Curricular (BNCC)

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento normativo que foi homologada em 2018. Ela está prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

A BNCC define as aprendizagens essenciais, ou seja, o conjunto de competências e habilidades que um estudante deve desenvolver em sua vida escolar ao longo da Educação Básica.

A BNCC tem um propósito bem específico: Define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo

das etapas e modalidades da Educação Básica [...] que visam à formação humana integral e à construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva [...]

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 7. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 12 ago. 2025.

Na educação infantil, a BNCC apresenta aos estudantes propostas que desenvolvem a criatividade e a criticidade, incentivando os estudantes a averiguarem causas, prepararem e testarem hipóteses, formularem problemas e desenvolverem soluções. Nos anos iniciais do ensino fundamental, os estudantes passam pela transição do ensino infantil para o ensino fundamental, no qual os dois primeiros anos têm como foco a alfabetização. Ao final dos anos iniciais, tem-se a transição para os anos finais do ensino fundamental, que têm como objetivo aprofundar conhecimentos desenvolvidos nos anos iniciais, ampliando a capacidade de análise crítica com vistas ao despertar da autonomia.

Para que essa transição seja tranquila, é preciso iniciar o desenvolvimento da autonomia dos estudantes ao longo dos anos iniciais do ensino fundamental, garantindo momentos de recomposição de aprendizagem de anos anteriores e um contato gradual com um número maior de informações. Por isso, é importante que, ao final dessa etapa de ensino, o estudante já se sinta mais confortável com a apresentação a conceitos e termos novos.

A BNCC determina competências e habilidades para expressar as aprendizagens essenciais que devem ser asseguradas ao estudante na educação básica, e define competência como “a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho” (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 8. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 12 ago. 2025).

É importante pontuar que esta coleção foi essencialmente balizada pela BNCC, somada a outros documentos normativos. De acordo com o documento oficial, a BNCC é “referência nacional para a formulação dos currículos dos sistemas e das redes escolares dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e das propostas pedagógicas das instituições escolares” (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 8. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov. br/. Acesso em: 12 ago. 2025), na perspectiva de garantir um currículo mínimo nacional e garantir o direito à educação de todas as crianças e os jovens do país. Convém lembrar que a BNCC surge em consonância com os propósitos defendidos e preconizados pelo Plano Nacional de Educação (PNE).

A BNCC faz uma referência direta à desigualdade brasileira e vê a educação como uma ferramenta para intervir nessa realidade por meio daquilo que designou chamar de equidade na educação, sem, no entanto, considerar a ideia de currículo único como caminho para guiar a educação, visto o Brasil se tratar de um país com grande diversidade regional. Logo, a BNCC não é o estabelecimento de um currículo oficial nacional, mas sim uma fonte indicativa de conhecimentos, competências e habilidades que se espera que os estudantes desenvolvam.

A busca por uma sociedade mais justa e o combate à desigualdade devem levar em consideração a equidade na educação , e isso certamente passa por decisões curriculares e pedagógicas em âmbito local e regional. Tais iniciativas devem considerar necessidades e interesses dos estudantes. Nesse sentido, a função da BNCC seria o intercâmbio entre uma proposta curricular genérica com os currículos de caráter específico, observadas as especificidades locais e regionais. Em que pese considerarmos intensamente em nossa obra as diretrizes da BNCC, e mesmo neste livro do professor, faz-se necessário salientar, como lembra o sociólogo Michael Young, que não é possível considerar uma reflexão sobre currículo dissociada de uma teoria do conhecimento (YOUNG, Michael. Teoria

do currículo: o que é e por que é importante. Cadernos de Pesquisa da Faculdade de Educação da USP , São Paulo, v. 4, n. 151, p. 192-193, 2014). Assim, uma política pública para a educação definidora de uma estrutura curricular nacional deve levar em conta toda uma “teoria do currículo” e ponderar quais as implicações de uma regulamentação oficial. Quais semelhanças e diferenças a BNCC guarda com as políticas educacionais anteriores? Quais são seus impactos na educação? São indagações com as quais nos deparamos no transcorrer da produção desta coleção e que buscamos solucionar ou debater e compartilhar com o professor.

Os Temas Contemporâneos Transversais

Integrados à BNCC também há os Temas Contemporâneos Transversais (TCT), que buscam conectar diferentes componentes curriculares com a realidade do estudante, trazendo mais contextualização para o ensino. Os TCT têm como base marcos legais assegurados na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. São 15 temas contemporâneos transversais, divididos em seis eixos principais:

Ciência e tecnologia

Ciência e tecnologia

Multiculturalismo

Diversidade cultural Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras

Meio Ambiente

Educação ambiental Educação para o consumo

Temas Contemporâneos Transversais BNCC

Saúde

Educação alimentar e nutricional

Economia Trabalho Educação financeira Educação fiscal

Cidadania e civismo

Vida familiar e social Educação para o trânsito Educação em direitos humanos Direitos da criança e do adolescente Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso

A incorporação dos TCT no trabalho docente pode ter como base quatro pilares: problematização da realidade e das situações de aprendizagem, superação da visão fragmentada de conhecimento para uma visão sistêmica, integração das habilidades e competências curriculares à resolução de problemas, promoção de um processo educativo continuado e do conhecimento como uma construção coletiva.

UM OLHAR INTERDISCIPLINAR

Além de valorizar a diversidade cultural, o trabalho com diferentes contextos permite o desenvolvimento de propostas interdisciplinares e que abordem os Temas Contemporâneos transversais.

Ressalta-se a importância de uma visão crítica sobre a necessidade de desenvolver ações interdisciplinares, através do diálogo entre as disciplinas; que promovam um ensino contextualizado, com a problematização das condições sociais, históricas e políticas; e uma postura flexível, aberta as mudanças para a que a Educação Básica contribua para formação de cidadãos críticos, reflexivos e éticos.

MACÊDO, Buena Bruna Araujo; MACÊDO, Julie Idália Araujo. Flexibilidade curricular e contextualização de saberes: a interdisciplinaridade na BNCC (2018). 2024. Disponível em: https:// editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2024/TRABALHO_ COMPLETO_EV200_MD1_ID12725_TB4125_22102024125509. pdf. Acesso em: 26 set. 2025.

Nesse sentido, uma das funções de uma obra didática é indicar caminhos para a interação entre as disciplinas por meio da experimentação e da vivência do estudante. Nesta obra, esses caminhos são indicados ao longo das unidades, com recortes temáticos e propostas que podem contribuir para uma perspectiva contextualizada e interdisciplinar. Além disso, esta coleção busca apoiar o docente em sua prática cotidiana, oferecendo também estratégias de mediação que favoreçam a condução das aulas. Reconhecemos que você, professor, é o elo fundamental entre os materiais didáticos e a experiência de aprendizagem dos estudantes; por isso, fornecemos subsídios meto -

dológicos que possibilitam operacionalizar a interdisciplinaridade de forma concreta e criativa em sala de aula.

A noção de “interdisciplinaridade” não deve levar à perda da especificidade de cada disciplina. Toda proposta interdisciplinar pressupõe o reconhecimento de que as especialidades devem transbordar seus próprios saberes, reconhecendo seus limites. Por isso buscam ativamente as contribuições de outras disciplinas para o entendimento de fenômenos e a construção do conhecimento. (GUSDORF, Georges. Prefácio. In : JAPIASSU, Hilton. Interdisciplinaridade e patologia do saber . Rio de Janeiro: Imago, 1976. p. 23).

Nesse sentido, a interdisciplinaridade, no campo da didática, deve ser entendida como uma atitude, uma postura pedagógica. Para Antonio Joaquim Severino, ela se impõe como uma “exigência intrínseca ao saber” (SEVERINO, Antônio Joaquim. O conhecimento pedagógico e a interdisciplinaridade: o saber como intencionalização da prática. In : FAZENDA, Ivani (org.). Didática e interdisciplinaridade . São Paulo: Papirus, 2008. p. 40). Ela não pode ser encarada apenas como uma técnica, mas como um projeto para a educação, que busca a unidade do saber sem negar a diversidade. A interdisciplinaridade exige o compromisso de toda a comunidade escolar em quebrar a fragmentação do conhecimento em favor de um ensino vivo. Nesse sentido, esta coleção também possibilita a abertura de caminhos para que o conhecimento escolar ultrapasse as fronteiras acadêmicas e se conecte com saberes não formais e experiências do cotidiano dos estudantes. Esse movimento valoriza práticas culturais, tradições locais e aprendizagens comunitárias, ampliando a compreensão da realidade. Assim, reforça-se a dimensão crítica e transformadora da educação, que não apenas integra áreas do conhecimento, mas também reconhece a riqueza dos diferentes modos de saber presentes na sociedade.

Em nossa obra, tentamos apresentar essa possibilidade para que você possa experimentar esse caminho pedagógico.

PRESSUPOSTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA COLEÇÃO

Ao considerar a importância do protagonismo no processo educativo, o estudante passa de mero receptor, sobretudo de conteúdos conceituais, a sujeito ativo de seu processo de aprendizagem, que mobiliza seus conhecimentos prévios e experiências para construir novas aprendizagens. Esse processo envolve um constante vaivém de observações, experimentações, discussões, argumentações. É importante frisar que esse processo deve ocorrer, prioritariamente, em grupo, possibilitando que o pensar e a vivência caminhem juntos e sejam compartilhados em exercício contínuo de cidadania.

A ideia central do estudante ser o protagonista de seu processo de aprendizagem é contribuir para a formação de pessoas capazes de resolver problemas que lhes sejam apresentados, sejam essas situações pessoais ou de cunho social, procurando entender as consequências imediatas e futuras de suas ações. No âmbito escolar, essa visão está relacionada à escolha da metodologia de ensino na qual as aulas estão embasadas, na seleção de temas e abordagens a serem apresentadas aos estudantes.

Quanto aos conteúdos escolares, essa é uma etapa importante, já que não há como pensar na formação humana sem algum conteúdo. O que não se pode fazer é apresentar ao estudante conteúdos para que ele simplesmente saiba da sua existência. É preciso que ele seja capaz de observar, comparar, relacionar, analisar, problematizar, reelaborar e saber argumentar sobre esses conteúdos, entre outras habilidades que podem ser desenvolvidas. Nesta obra, a proposta desenvolvida tem como pilar a articulação entre Ciências da Natureza, História e Geografia. Como apresentada anteriormente, uma proposta interdisciplinar corresponde a uma interação entre as áreas do saber e o reconhecimento de suas especificidades, cada componente curricular tem um objeto de estudo definido e solidez metodológica. Portanto, consideramos relevante apresentar os pressupostos teórico-metodológicos de cada área do saber para um melhor esclarecimento ao professor.

Ciências da Natureza

Para Ciências da Natureza, é importante que o planejamento das aulas considere:

1. Os eixos estruturantes da alfabetização científica listados a seguir (SASSERON, Lúcia Helena Alfabetização científica no ensino fundamental: estrutura e indicadores deste processo em sala de aula. 2008. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008). Eles não são parâmetros rígidos para a construção de um planejamento, mas sim, diretrizes que ajudam no processo de organização das aulas de Ciências.

a. Compreensão de termos, conceitos e conhecimentos científicos fundamentais. Refere-se à possibilidade de trabalhar com os estudantes a construção de conhecimentos científicos que possam ser aplicados de forma adequada em situações do dia a dia.

b. Compreensão da natureza das Ciências e dos fatores éticos e políticos que circundam sua prática. Esse eixo é trabalhado quando os estudantes são envolvidos em um processo de investigação que tem como objetivo solucionar um problema que é apresentado a eles.

c. Entendimento das relações existentes entre Ciência, Tecnologia, Sociedade e Meio Ambiente, para a identificação de que essas esferas de conhecimento são mutuamente entrelaçadas. Esse é o eixo que permite que os temas científicos sejam trabalhados pelo professor de maneira global, com vistas a um futuro sustentável para a sociedade e o planeta.

2. O ensino por investigação que, por meio da linguagem científica, promove a interação entre a problematização do conteúdo e a resolução de problemas. Para alcançar bons resultados, é importante valorizar a argumentação, a interação professor-estudante, estudante-estudante e estudante-objeto, muito comum nas atividades práticas, entre outras interações que surgem, dependendo

da forma como os estudantes realizam as suas atividades. O ensino por investigação não se restringe às atividades práticas; uma atividade de exposição de conteúdos novos, por exemplo, feita pelo professor, se torna investigativa à medida que os estudantes passam a fazer perguntas e a buscar soluções (LIMA, Maria Emília Caixeta de Castro; LOUREIRO, Mary Barbosa. Trilhas para ensinar Ciências para crianças. Belo Horizonte: Fino Traço, 2013). O professor deve estimular intencionalmente essa participação, e assim, o professor vai fazendo perguntas e os estudantes tentando respondê-las. O objetivo é gerar questões-problema que vão precisar de uma resolução. O resultado dessa dinâmica vai gerar ideias, informações e conhecimentos novos; a construção de novas hipóteses, além de permitir explicações que os estudantes darão para o problema gerado.

Para elaborar o planejamento da área de Ciências da Natureza, há necessidade de atenção aos conteúdos propostos da BNCC para essa área, que têm como base as unidades temáticas . Na BNCC, há três unidades temáticas previstas para Ciências da Natureza:

• Matéria e energia : está relacionada ao estudo da matéria e suas transformações. Nos anos iniciais do ensino fundamental, tem como foco o reconhecimento dos materiais, seus usos, algumas propriedades e suas interações com formas de energia, além de buscar a promover hábitos saudáveis e sustentáveis.

• Vida e evolução: está relacionada ao estudo dos seres vivos, incluindo os seres humanos e suas relações entre si e com o ambiente. Nos anos iniciais do ensino fundamental, tem como foco o estudo dos seres vivos do entorno e das relações alimentares estabelecidas entre eles.

• Terra e Universo: está relacionada ao estudo de características da Terra e de outros corpos celestes. Nos anos iniciais do ensino fundamental, tem como foco o pensamento espacial a partir da observação e o reconhecimento de fenômenos celestes.

Dentro de cada unidade temática há objetos de conhecimento, que são os conteúdos específicos, conceitos ou processos abordados em cada componente curricular. É por meio deles que se desenvolvem as habilidades previstas na BNCC, pois cada objeto está relacionado a um número variável de habilidades.

História

Em nossos mundos de experiência, sentimos, observamos e vivemos acontecimentos em relação às comunidades e povos que aparecem em nossas rotinas, seja presencialmente ou por meio dos muitos meios informacionais com os quais lidamos. É nesse lugar de encontros onde vivemos que elaboramos nossas identidades compartilhadas e definimos alteridades. Por isso, quando as crianças chegam à escola para cumprir o primeiro ano do ensino fundamental, trazem de suas vivências muitos conhecimentos fragmentados que já se constituem em visões de mundo iniciais. Cabe à escola promover a elaboração deles em um currículo organizado, de modo a evitar a formação ou perpetuação de estereótipos e preconceitos e a promover vivências de tolerância a partir da construção coletiva e científica do conhecimento.

No caso específico do ensino de História, cabe organizar a experiência humana no tempo em acordo com os modos como os diferentes povos inventaram suas maneiras de viver, registrar e contar a passagem do tempo. Para tanto, é preciso organizar os estudos considerando: 1. o desenvolvimento das noções de tempo e de temporalidade histórica, a partir das operações de ordenação/seriação, sucessão, simultaneidade e duração, e da observação dos estudos das quantidades em Matemática; 2. a leitura de fontes de natureza e sintaxes distintas, a partir dos níveis de leitura propostos em Língua Portuguesa; e, por fim, 3. as especificidades culturais do tempo vivido pelos estudantes em suas comunidades.

Feitas essas primeiras afirmações, cabe sumariar os eixos e estratégias estruturantes apresentados:

Eixos estruturantes:

• Articulação e diálogo entre o lugar e o mundo, e entre as pessoas, as comunidades e os povos;

• Construção de temporalidades históricas a partir de diferentes modos de contar, registrar e sentir o tempo;

• Observação de manifestações culturais múltiplas, diversas e/ou híbridas e identidades compartilhadas em fontes de natureza e sintaxes distintas.

Estratégias estruturantes:

• Observação dos lugares e dos acontecimentos, a partir das pessoas, comunidades e povos neles presentes, pessoalmente, em duplas ou grupos e em pesquisas;

• Identificação de elementos, características e dados em fotografias, paisagens, mapas, gráficos, tabelas, textos escritos, objetos de cultura material, monumentos, placas, pinturas etc., por meio de descrições, trocas de informações, entrevistas ou atividades de investigação;

• Reconhecimento de mudanças e permanências das ações humanas sobre os espaços, produzindo temporalidades históricas distintas e que permitem múltiplos recortes;

• Realização de registros e construção de narrativas históricas pelos estudantes em diferentes suportes por meio de desenhos, escrita, mapas mentais, fotografias, textos, gráficos como a Linha do tempo etc. e de acordo com a faixa etária;

• Reflexão sobre os resultados dessas ações e suas implicações nas vidas cotidianas das pessoas, o que permite o desenvolvimento da solidariedade para com as diferentes manifestações culturais abordadas em sala de aula e que caracterizam a experiência plural dos seres humanos na comunidade e no planeta.

Geografia

A Geografia tem no espaço geográfico seu objeto de estudo. Essa é a perspectiva teórica que orienta esta obra. Contudo, o que parece ser uma simples afirmação requer na realidade maior atenção, pois não é simples a tarefa de definir espaço geográfico

É reconhecido o esforço de ilustres geógrafos acadêmicos nessa seara e em levar adiante um forte empenho no campo da teorização

do tema. Cumpre à Geografia escolar traduzir para os anos iniciais do ensino fundamental essa profundidade teórica, adaptando-a à realidade dessa esfera do ensino e obedecendo às respectivas escalas do conhecimento: do acolhimento de seu lugar para a dimensão do mundo, sempre numa gradação escalar e cautelosa, respeitando-se as respectivas faixas etárias. Esse desígnio exige forte pluralismo e ecletismo do conhecimento e, por isso mesmo, exige do professor generalista mais contato com certas categorias do espaço geográfico que apresentaremos a seguir.

Um dos caminhos para compreender o conceito de espaço geográfico é trabalhar com a inseparabilidade, nos dizeres do geógrafo Milton Santos, entre sistemas de objetos e sistemas de ações ou, em uma analogia mais direta, a inseparabilidade entre natureza e sociedade. A compreensão do espaço só será possível considerando a integração desses dois elementos que requerem uma explicação conjunta. Nessa concepção, a não ser de maneira analítica, não se separa o natural do artificial ou o natural do político. No atual estágio em que vivemos, o ritmo de transformação da natureza é cada vez mais intenso. Portanto, as ações humanas vão adquirindo cada vez mais importância e amplitude na constante dinâmica de construção, organização e produção do espaço geográfico (SANTOS, Milton. A natureza do espaço : técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996).

Para Milton Santos: O espaço é, hoje, um sistema de objetos cada vez mais artificiais, povoados por sistemas de ações igualmente imbuídos de artificialidade, e cada vez mais tendentes a fins estranhos ao lugar e a seus habitantes. Neste nosso mundo se estabelece, por isso mesmo, um novo sistema da natureza uma natureza que, graças exatamente ao movimento ecológico, conhece o ápice de sua desnaturalização.

SANTOS, Milton. Técnica, espaço, tempo: globalização e meio técnico-científico-informacional. São Paulo: Hucitec, 1994. p. 90. Assim, no transcorrer da obra, gradativa e cotidianamente os estudantes serão orientados pelo professor em seu processo de construção do co-

nhecimento a aprender sobre o espaço geográfico dentro de uma perspectiva da totalidade e da integração. Isso porque vivemos em um mundo em que não mais se distingue claramente aquilo que foi construído pela natureza das obras da sociedade ou “onde termina o puramente técnico e onde começa o puramente social” (SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996. p. 81).

Categorias de análise do espaço geográfico igualmente são motivos de discussão teórica. São conceitos da Geografia que aparecem frequentemente no transcorrer de nossa obra. Portanto, o professor precisa ter claro que os conceitos de lugar , paisagem , território , região e natureza, destacados pela BNCC, não são em si propriamente o espaço geográfico, mas a ele se circunscrevem.

Concebido como uma totalidade dinâmica, em permanente mutação, determinada pelas interações entre a sociedade e a natureza, mediada pelo trabalho social, o espaço geográfico requer que a compreensão por parte dos estudantes seja realizada por meio da construção de conceitos, como os de lugar, paisagem, território, região e natureza.

A aprendizagem dos conceitos envolve operar com símbolos, ideias, imagens e princípios que permitirão aos estudantes desenvolver o pensamento espacial e uma nova perspectiva do pensamento espacial, o raciocínio geográfico, que pressupõe:

[...] um sistema de pensamento que põe em movimento articulado os conceitos e princípios da Ciência Geográfica em conexão à capacidade de pensar espacialmente, notadamente com o apoio da linguagem cartográfica. O raciocínio geográfico é mobilizado por perguntas geográficas e estas, por sua vez, estão contextualizadas por situações geográficas selecionadas ou construídas pelos professores. A Cartografia Escolar é, nesse sistema, simultaneamente um conteúdo e uma metodologia e o pensamento espacial é um conteúdo procedimental que compõe o raciocínio geográfico.

CASTELAR, Sônia Maria Vanzella; DUARTE, Ronaldo Goulart. Raciocínio geográfico, pensamento espacial e cartografia na educação geográfica brasileira. Giramundo: Revista de Geografia do Colégio Pedro II, Rio de Janeiro, v. 9, n. 18, p. 7, 2022.

É esse “olhar geográfico” que subsidia a construção de explicações sobre a espacialidade dos fenômenos. Segundo Lana de Souza Cavalcanti, [na teoria da Geografia] alguns autores focam em categorias como paisagem, lugar ou território, que têm sido, ao longo da história dessa ciência, consideradas categorias básicas de seu pensamento (CAVALCANTI, Lana de Souza. O ensino de geografia na escola. Campinas, Papirus, 2012. p. 138).

Ressaltamos que o trabalho com os conceitos destacados, como os mencionados acrescidos ainda de outros como região e natureza, acontece no transcorrer da obra e de modo integrado e por aproximações sucessivas no transcorrer dos encaminhamentos didáticos.

Proposta pedagógica

Destarte, a descrença na rigidez de uma linha teórica única, esta obra foi inicialmente concebida considerando especialmente fontes, as quais, como sabemos, reorientaram as formas de ver e fazer educação, em que os estudantes deixam de ser passivos e mero receptores de conteúdos. Por suas características internas, os encaminhamentos desenvolvidos na obra que ora apresentamos dificilmente poderiam pressupor estudantes passivos.

Lançamos mão de vários recursos, como a apresentação de atividades de sondagem de conhecimento prévio e questões disparadoras, em grupo, de pesquisa e de estímulo ao pensamento crítico; e do professor como mediador e planejador do processo de condução do conhecimento, considerando os aspectos culturais e os lugares de vivência dos estudantes.

No entanto, vale a ressalva de que dificilmente um único método guia uma obra didática, como já apontado anteriormente. Assim, esta obra considera o desenvolvimento ativo do conhecimento, e isso transparece no percurso das atividades, que ora são mais orientadas, ora estimulam mais a autonomia e a construção individual dos estudantes.

O protagonismo professor-estudantes-escola permeia toda nossa coleção, uma vez que essa interação deve sempre ser uma preocupação central na sala de aula e na escola. A busca de estratégias de aprendizagem precisa

estar articulada ao processo cognitivo, e o livro didático é parte dessa interação comandada pelo professor.

A metodologia utilizada na obra não considera o conhecimento como algo predeterminado, embora estudiosos afirmem que 50% do aprendizado advenha da hereditariedade, os outros 50% provêm do convívio e do processo pedagógico (McGUINNESS, Diane. Cultivando um leitor desde o berço. Rio de Janeiro: Record, 2004).

Assim, o encaminhamento de uma construção gradual que respeita as etapas cognitivas dos estudantes e os considera sujeitos de sua aprendizagem é fundamental na relação ensino e aprendizagem. A organização da obra, das seções e das atividades buscou respeitar esses princípios metodológicos e apresentar encaminhamentos que valorizam a busca do conhecimento por parte dos estudantes a partir de vivências e interação.

Os tópicos que compõem as unidades das obras desta coleção são trabalhados por meio de textos teóricos e imagens, referentes aos conteúdos propostos. O nível de complexidade desses textos aumenta ao longo dos anos, reforçando o processo de construção de conceitos e evolução do conhecimento.

A cada assunto abordado, perguntas são apresentadas aos estudantes, dando a eles a oportunidade de retomar a leitura dos textos e imagens e responder a questões que permitem verificar a compreensão dos conteúdos que vão sendo desenvolvidos. É muito importante, ao longo desse processo, a relação entre textos, imagens e legendas oferecidos para leitura e interpretação dos estudantes, com objetivos diversos que vão sendo apresentados, de modo a permitir a eles o desenvolvimento de habilidades e competências previstas na BNCC.

Para o desenvolvimento da autonomia do estudante no seu processo de aprendizagem, foram selecionadas algumas estratégias como as indicadas a seguir.

Trabalhos em grupo e com a família

Ao longo da obra, há propostas de atividade para ser feita em duplas ou em grupos. É importante organizar a turma de diferentes for-

mas para não deixar as aulas excessivamente expositivas. Dentre as de atividades em grupo, há propostas para ações coletivas ou de discussões de problemas da sociedade, algumas envolvendo a confecção de cartazes ou outros materiais para expor no mural da sala de aula ou outros espaços da escola.

Há também propostas para pesquisa, que podem ser feitas com seu acompanhamento em sala de aula ou com membros da família ou outros adultos responsáveis, além de entrevistas com adultos do convívio do estudante ou outros membros da comunidade escolar, que podem ser encontradas em Você Detetive.

Sugere-se, para complementar as estratégias citadas, manter na sala de aula uma pasta ou uma caixa para guardar e organizar as atividades realizadas pelos estudantes em folhas avulsas ou recortes de jornais e revistas e materiais usados em propostas de pesquisas.

Aproveitar essa estratégia de trabalho para desenvolver conteúdos atitudinais referentes ao respeito por diferentes espaços de veiculação do conhecimento, valorizando a oportunidade de desenvolver a relação de cada estudante com a construção de bens comuns. Dividir a turma em pequenos grupos para que também façam um rodízio na organização de materiais guardados na pasta e na caixa ou expostos no mural.

Uso mediado da internet

Algumas propostas de pesquisa, em sala de aula ou com a família, envolvem o uso da internet. É importante que o estudante tenha o contato com a internet de forma gradual e controlada, com a mediação do professor ou de um adulto responsável e com intencionalidade pedagógica.

Já se sabe, por exemplo, que o aprendizado e o desenvolvimento estão associados a um uso mediado. É preciso que haja a mediação de um adulto para que o conteúdo, após explicado, faça sentido para a criança.

[...]

É possível que, diante da necessidade de cuidar de tarefas domésticas, ou de descansar, familiares possam recorrer a conteúdos audiovisuais adequados, mes-

mo para crianças em sua primeira infância, conforme a Classificação Indicativa. [...]

Outro exemplo de uso possível, mesmo para as crianças na primeira infância, é a realização de videochamadas com familiares. Nesse tipo de uso, é importante explicar quem aparece, repetir o que dizem, traduzir o que for mais difícil e descrever o que acontece para que a criança entenda esse momento.

Conforme as crianças crescem, os processos passam a exigir estratégias diferentes, pois precisam se adaptar a situações mais complexas. Assim, é importante atentar para a qualidade daquilo que é oferecido ao adolescente e aos modos como o seu comportamento reflete esse envolvimento com as mídias e os conteúdos.

BRASIL. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília: Secom, 2025. Disponível em: https:// www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/uso-de-telas-por-criancase-adolescentes/guia/guia-de-telas_sobre-usos-de-dispositivosdigitais_versaoweb.pdf#page=1.00&gsr=0. Acesso em: 20 set. 2025.

A importância das imagens

A quantidade de imagens veiculadas diariamente na televisão, nos livros, jornais, revistas e internet mostra a importância das representações visuais em nosso cotidiano, o que também é verdade para as atividades pedagógicas.

A leitura e a interpretação de imagens podem ajudar os estudantes a compreender e dar mais sentido ao mundo em que vivem, aproximando-os da realidade. O estudo de objetos, por exemplo, pode ser fonte de uma série de informações e estabelecer relações entre povos, lugares e tempos.

Nos conteúdos, há um destaque para diferentes representações visuais, como fotografias, representações artísticas em diferentes suportes e linguagens, representações esquemáticas e dados organizados em quadros. Também são muito importantes os registros visuais elaborados a partir de observações em experimentos e visitas, na montagem e exposição de painéis ilustrados, entre outras situações de aprendizagem.

Em boa parte dos conteúdos, as imagens são as maiores referências que os estudan -

tes têm sobre o que está sendo apresentado no texto escrito. É preciso, portanto, treinar o olhar dos estudantes para que desenvolvam as habilidades de observação atenta das imagens e a habilidade de identificar e analisar informações por meio delas.

Para facilitar a compreensão, as imagens de seres vivos são apresentadas com uma miniatura acompanhada da medida de comprimento, altura ou diâmetro.

As práticas investigativas

As práticas investigativas são uma ferramenta importante para despertar a curiosidade sobre diversos assuntos e permitir que os estudantes se sintam protagonistas na construção de seus conhecimentos.

Existem diversos métodos para fazer ciência, sendo que, em geral, é possível considerar as seguintes etapas: observação, reconhecimento do problema, elaboração de hipótese, teste de hipótese, construção de uma explicação para os resultados obtidos e divulgação das conclusões finais. É importante destacar que nem todas as descobertas científicas passam por todas essas etapas ou seguem essa ordem.

Nesta obra, denominamos atividades práticas as situações de aprendizagem que envolvem a manipulação de materiais e objetos, para a elaboração de representações e de experimentos. Para a realização das atividades que selecionamos, são necessários materiais e objetos de fácil acesso, tanto ao professor quanto ao estudante.

As atividades práticas são estratégias importantes no processo de desenvolvimento de procedimentos científicos, pois estimulam, entre outras habilidades, a capacidade de elaborar hipóteses, observar e comparar dados, analisar e discutir resultados. Esse tipo de atividade contribui para o estudante desenvolver também a capacidade de se expressar por escrito e oralmente, questionar, tomar decisões, organizar a troca de conhecimentos e até mesmo reconhecer que a atividade científica é falível e que o erro faz parte desse processo.

Nesta obra, há diferentes tipos de atividades experimentais propostas na seção Ciências em Ação.

O PAPEL DO PROFESSOR

A participação do professor é fundamental para que os objetivos desta coleção sejam desenvolvidos em consonância com os princípios pedagógicos da escola. A estrutura de uma obra didática precisa ser vista como forma de organização de conteúdos pensada e elaborada por autores e proposta a professores e estudantes. No entanto, é no exercício diário, e sob sua mediação, que essas perspectivas tomam corpo e, efetivamente, tornam-se ações pedagógicas.

É importante lembrar que, a cada ano, as turmas são diferentes: novos componentes, diferentes formas de estabelecer relações, além das variações das necessidades pessoais, sociais e de aprendizagem de cada estudante. Diante disso, as mudanças devem e precisam acontecer, e a adequação a cada novo grupo que se apresenta somente pode ser feita pelo professor, dando vida às ideias, percebendo os momentos mais adequados para interferir ou dar espaço ao estudante, fazendo novas leituras das propostas apresentadas na obra.

No que diz respeito a esse processo, pode ser adequada a revisão semestral do planejamento. Ao final do primeiro semestre, o professor já terá uma boa quantidade de informações sobre a dinâmica da classe, em relação às questões cognitivas e de relacionamento social, o que lhe permitirá fazer inclusões e mudanças no encaminhamento de atividades, além de retomadas eventuais de alguns conteúdos que tenham se mostrado, nas avaliações contínuas, mais complexos para os estudantes.

Considerando que ainda haverá pela frente um semestre de trabalho, esse também é um bom momento para consultar a bibliografia proposta nesta obra, em busca de referências que possam ajudar na compreensão teórica necessária à continuidade desse processo pedagógico. Esse também é um bom momento para uma troca coletiva com grupo de professores que lecionam no mesmo ano, tendo como foco as particularidades de seus grupos-classe e o encaminhamento do processo de ensino e aprendizagem.

A ampliação de conteúdos por meio de atividades sugeridas neste livro do professor somente fará sentido se colocada em prática com base em suas reflexões. Cabe, sempre que possível, fazer as adequações necessárias entre as propostas da obra e a realidade vivida no local onde está a escola, a fim de tornar os conhecimentos efetivamente significativos. Para buscar estratégias mais voltadas a cada turma, é muito importante mapear as habilidades de cada estudante, para se ter conhecimento das desigualdades existentes. Isso pode ser feito por meio de avaliações diagnósticas formais e não formais e, também, de conversas com os familiares ou responsáveis de cada criança. Uma vez mapeada a turma, é preciso considerar estratégias que permitam reduzir as dificuldades, como agrupar estudantes com diferentes habilidades ao realizar as atividades propostas, incentivando o auxílio mútuo e a aprendizagem entre os pares.

Diferentes configurações para a sala de aula

O livro didático apresenta diferentes propostas de organização dos estudantes para realização das atividades, que pode ser individual, em dupla, em grupos ou com a turma inteira. No entanto, cabe ao professor avaliar qual é a melhor maneira de estruturar os estudantes para cada situação, o que não impede que haja momentos em que será oferecida aos estudantes a oportunidade de escolha de seus parceiros de trabalho. Seguem algumas sugestões de organização em sala de aula para cada configuração:

• Organização em duplas: exige uma maior sintonia entre os estudantes, já que os dois precisam interagir entre si o tempo todo. É preciso verificar se os estudantes estão se relacionando bem e se há trocas entre eles. Uma proposta é juntar perfis mais extrovertidos com os mais introvertidos para que haja um equilíbrio na participação da atividade. Em assuntos que exijam um debate mais consistente, ao final de um período pré-determinado de discussão, duas duplas

podem ser reunidas, formando um grupo maior. Nesse caso, o desafio proposto, é de ouvir as ideias da outra dupla, analisar e avaliar e, se for adequado, incorporar e reorganizar as ideias das duplas iniciais. Esses momentos de trocas entre pares podem ser enriquecedores, pois permitem que os estudantes desenvolvam a capacidade de argumentação e percebam que não precisam concordar, mas devem considerar opiniões e posições distintas com atenção e respeito.

• Organização em grupos: exige uma maior organização interna entre os estudantes, por isso, é importante propor e auxiliar na divisão de tarefas, verificando se há participação de todos os envolvidos. Dentro da mesma atividade ou para realizar uma outra proposta, o mesmo grupo pode ser mantido; no entanto, será necessário um rodízio das tarefas. O registro das ideias expostas pelo grupo pode ser feito por dois estudantes, considerando a complexidade da escrita de um texto final, ou mesmo de anotações, que componham as sugestões individuais. Nessa proposta e na proposta que encerra o tópico anterior, é interessante organizar as carteiras em círculos para que todos do grupo possam se observar durante a atividade.

• Organização em roda de conversa: permite que todos os estudantes possam participar de forma mais descontraída. Para que todos possam participar, é importante conduzir a conversa com perguntas e pedir que os estudantes que querem falar levantem a mão e aguardem seu momento. Caso haja estudantes mais introvertidos, pode-se abrir espaço para que eles participem da conversa, pouco a pouco. Também pode ser interessante propor que todos se sentem no chão em roda para essa proposta.

Utilizando espaços fora da sala de aula

Caso a escola tenha biblioteca, sala de informática ou laboratório disponível, é interessante reservar esses espaços para propostas

de pesquisas ou atividades experimentais. Caso não haja, é possível adequar algumas propostas com o uso de um tablet coletivo, no caso das pesquisas, e adequar o espaço da sala de aula para as práticas experimentais. Algumas das propostas apresentadas na coleção exigem o uso de espaços externos à sala de aula ou mesmo de espaços fora da escola. Nesse último caso, é importante comunicar os adultos responsáveis pelos estudantes sobre essa atividade, além da diretoria da escola, e obter informações antecipadas e consistentes sobre as condições espaciais do local de visita. É fundamental saber se existem adaptações adequadas para a circulação, caso haja na turma um ou mais estudantes neurodivergentes, isto é, que apresentem Transtornos do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno Opositor Desafiador (TOD), entre outros, altas habilidades ou qualquer tipo de deficiência. No caso de saídas, um cuidado importante, ainda no espaço escolar, é estabelecer regras definidas para a realização dessas atividades. Essas regras devem ser elaboradas antecipadamente pelos estudantes, com a ajuda do professor e ciência da direção da escola, e registradas por meio de tópicos, em um cartaz que pode ser pendurado no mural da sala de aula. Essas regras representam o compromisso dos estudantes com o seu grupo, o professor, a escola e os adultos responsáveis.

Utilizar espaços fora da sala de aula permite ao estudante sair da rotina, ampliar seu repertório social e cultural, além de despertar sua curiosidade sobre a atividade que será realizada. Caso seja possível, é importante reservar e planejar antecipadamente alguns dias do ano para visitas a parques, museus, centros culturais ou mesmo para assistir a filmes ou peças de teatro, relacionados aos assuntos estudados Na impossibilidade dessas saídas, outras propostas podem ser feitas, como: apresentar aos estudantes visitas virtuais a museus; apresentar um filme ou vídeo educacional em sala de aula; convidar profissionais de diversas áreas que, individualmente ou em pequenos grupos, possam fazer palestras presenciais

ou online ou organizar rodas de conversa na escola sobre temas que estejam em evidência na comunidade escolar.

Educação inclusiva

A educação inclusiva é uma abordagem educacional que busca garantir que todos os estudantes tenham acesso à educação de qualidade, independentemente de suas condições físicas, sensoriais, intelectuais, sociais ou culturais. De acordo com a Política Nacional de Educação Especial: Equitativa, Inclusiva e com Aprendizado ao Longo da Vida (BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial: equitativa, inclusiva e com aprendizado ao longo da vida. Brasília, DF: Semesp, 2020), trata-se de uma modalidade que perpassa todos os níveis e etapas de ensino, assegurando a matrícula e a participação do público-alvo da Educação Especial, que contempla:

• Estudantes no Transtorno do Espectro Autista (TEA) – transtorno do neurodesenvolvimento que pode trazer desafios nas áreas de comunicação, socialização e/ou comportamento.

• Estudantes com altas habilidades ou superdotação – transtorno do neurodesenvolvimento em que o indivíduo manifesta elevado potencial, seja em uma área específica ou de forma combinada (intelectual, acadêmica, liderança, psicomotora, artes e criatividade).

• Estudantes com deficiências – desafios e/ou impedimentos em diferentes esferas, que podem ser físico, intelectual, mental ou sensorial.

A Política Nacional de Educação Especial (PNEE) também está alinhada ao Estatuto da Pessoa com Deficiência, que garante o direito à educação em igualdade de condições e oportunidades, assegurando um “sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida” (BRASIL. Senado Federal. Estatuto da pessoa com deficiência . 3. ed. Brasília, DF: Coordenação de Edições Técnicas, 2019).

Mais do que cumprir uma obrigação legal, incluir é um compromisso ético e social que transforma a escola em um espaço mais de -

mocrático e humano. Escolas inclusivas preparam cidadãos capazes de conviver com a diversidade, respeitar diferentes formas de ser e aprender e contribuir para uma sociedade mais justa. Ao conviverem com colegas que têm necessidades educacionais especiais (NEE), os estudantes neurotípicos e sem deficiência desenvolvem empatia, cooperação e habilidades de resolução de conflitos. Já os estudantes com NEE se beneficiam de relações sociais mais amplas e de expectativas de aprendizagem elevadas, que estimulam seu potencial.

A inclusão não é um ato pontual, mas um processo contínuo de transformação da cultura escolar, que exige reflexão, planejamento e abertura para mudanças.

Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF)

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), proposta pela Organização Mundial da Saúde (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). Lisboa, 2004. Disponível em: http://www.crpsp.org.br/arquivos/CIF.pdf. Acesso em: 31 ago. 2025), pode ser instrumento de auxílio para o professor, pois oferece uma visão ampla do estudante, considerando suas capacidades, limitações e o impacto do ambiente em sua formação. Com a CIF, observa-se:

• o que o estudante consegue realizar de forma independente;

• o que realiza com apoio;

• o que ainda não consegue realizar. Para que as adaptações das aulas sejam realmente eficazes, é fundamental que o professor reconheça em qual momento da aprendizagem o estudante se encontra. Isso significa observar não apenas o conteúdo que ele já domina, mas também as habilidades que ainda está desenvolvendo e aquelas que exigem apoio mais intenso. No caso de estudantes com deficiência intelectual, por exemplo, é necessário considerar possíveis defasagens e ajustar o planejamento, assim como adaptar estratégias metodológicas de modo a consolidar etapas anteriores da

aprendizagem. Já para estudantes com altas habilidades, é interessante propor novos desafios com atividades extras que estimulem o raciocínio, a criatividade e a autonomia, evitando a estagnação.

Esse olhar individualizado possibilita adaptações que ampliam o potencial de cada estudante, garantindo que todos tenham oportunidades reais de avançar em seus estudos.

Adaptações dos espaços de aprendizagem

Independentemente da infraestrutura escolar disponível, é possível promover melhorias no ambiente para favorecer a inclusão, como as sugestões a seguir.

• Mobiliário acessível: mesas e cadeiras adaptadas para diferentes necessidades, que podem ser confeccionadas ou ajustadas com o apoio da comunidade.

• Circulação livre: retirar obstáculos, facilitar acesso a todos os espaços e prever áreas de apoio.

• Recursos visuais e táteis: mapas táteis, sinalização em braile, pictogramas e cores contrastantes para facilitar orientação pela escola.

• Controle de estímulos: uso de cortinas, painéis acústicos ou espaços tranquilos para estudantes com sensibilidade sensorial.

• Áreas multifuncionais: espaços que permitam o trabalho individual e em grupo, com flexibilidade para diferentes atividades.

Mesmo pequenas mudanças, como reorganizar a sala de aula para melhorar a circulação das pessoas ou criar espaços temáticos de aprendizagem, podem gerar grande impacto na participação e no conforto dos estudantes.

Preparação para o acolhimento

Para que a inclusão seja efetiva, é necessário preparar não apenas o espaço, mas também as pessoas, conforme as sugestões a seguir.

• Conhecer o histórico e as características do estudante, ouvindo a família e o estudante.

• Adaptar o planejamento, considerando diferentes formas de acesso ao conteúdo.

• Utilizar metodologias que permitam múltiplas formas de participação e expressão.

• Estimular a colaboração entre os colegas, criando um clima de apoio mútuo. Com a turma, é importante promover rodas de conversa, atividades de sensibilização e trabalhos cooperativos, construindo uma cultura de respeito. A preparação prévia reduz barreiras e favorece relações mais positivas.

Envolvimento de toda a comunidade escolar

Para que seja sustentável, a inclusão precisa da participação de toda a comunidade escolar.

• Gestores: garantem formações, articulam recursos e lideram o processo de mudança.

• Famílias: compartilham informações sobre o estudante e fortalecem a parceria escola-casa.

• Estudantes: aprendem a valorizar a diversidade e a colaborar com os colegas.

• Comunidade: pode apoiar com recursos, voluntariado e parcerias, como doações de materiais ou adequações físicas simples.

Essa rede de apoio amplia o alcance das ações inclusivas e fortalece o sentimento de pertencimento, essencial para que todos participem plenamente da vida escolar.

Inclusão de outros públicos

Além dos estudantes amparados na PNEE, muitos outros podem receber um olhar inclusivo e atento por parte da escola. Crianças migrantes ou refugiadas, estudantes em situação de vulnerabilidade social, que passaram por experiências traumáticas ou estão enfrentando dificuldades emocionais.

A escola deve ser o espaço de acolhimento da diversidade que compõe a sociedade atual e local de afirmação de habilidades socioemocionais, como autoconsciência, autogestão, autocrítica, autoestima, responsabilidade, resiliência, consciência social, empatia, respeito, colaboração e comunicação.

Adaptações como inspiração

As orientações e adaptações sugeridas neste livro do professor foram elaboradas para inspirar, não para impor modelos fechados. Cada estudante e cada comunidade escolar têm características e realidades próprias, e é natural que uma sugestão precise ser modificada ou substituída por outra mais adequada

ao contexto. O mais importante é que o professor se sinta livre para criar e experimentar estratégias, buscando sempre ampliar a participação e a aprendizagem de todos.

AVALIAÇÃO

Falar em avaliação, na escola de hoje, não significa mais estabelecer uma relação exclusiva com a prova. A análise dos processos de aprendizagem, tanto individuais como coletivos, e as aquisições pessoais são exemplos de outra dimensão da avaliação que a escola está procurando conhecer e valorizar.

Uma avaliação escolar tem critérios que permitem o julgamento de uma situação; ela escalona a apreciação em termos de conceitos ou de notas médias; a avaliação escolar permite o diagnóstico de circunstâncias e a tomada de decisões para este cenário. Há muitas maneiras distintas de realizar a avaliação no âmbito da escola, assim como também há formas diferentes de avaliação escolar. Mas independentemente de quais sejam as formas de realizá-la, os instrumentos utilizados e o foco da avaliação, é necessário considerar que a avaliação precisa estar diretamente ligada àqueles que são os propósitos da educação, possibilitando que a avaliação ofereça um panorama sob o qual seja possível refletir e tomar decisões para a melhoria do ensino. A avaliação escolar pode ter múltiplos focos, pois são muitas as esferas que compõem a educação formal e são muitos os elementos e os personagens que integram a escola. Isso evidencia ainda mais a necessidade de considerar modos diferentes de avaliação para cada instância, bem como a necessidade de considerar instrumentos diversos que permitam um olhar mais amplo, geral e preciso sobre esses aspectos distintos.

SASSERON, Lúcia Helena. Fundamentos Teórico-Metodológico para o Ensino de Ciências: a sala de aula, c2025. Disponível em: https://midia.atp.usp.br/plc/plc0704/impressos/ plc0704_17.pdf. Acesso em: 20 set. 2025. Consideramos a avaliação um processo, ou seja, um ato contínuo. Essa é a premissa

Mesmo quando não há recursos físicos ou tecnológicos disponíveis, a criatividade e o trabalho colaborativo entre docentes e equipe escolar podem gerar soluções significativas.

que orienta as atividades da obra, levando em conta que o processo de avaliação é uma ferramenta de desenvolvimento do aprendizado, que auxilia os estudantes a avançarem no processo cognitivo. Por muito tempo, a avaliação foi entendida como sinônimo de prova. Entretanto, atualmente, sabemos que a prova é apenas um dos instrumentos avaliativos, mas não o único.

Olhar para a avaliação por esse viés nos permite considerá-la como ações didáticas que ocorrem em dimensões associadas, que se complementam ao longo do processo de ensino e aprendizagem que pode ser composto de diferentes durações. De maneira criteriosa, diagnósticas (aplicáveis para avaliar o conhecimento prévio dos estudantes); formativas, ou de processo (aplicadas no centro do processo com propostas de correções de rumos e remediações); e somativas , ou de resultados (recomendadas para o fim do processo da aprendizagem), configurando-se como caminho para o desenvolvimento cognitivo. Assim, contemplamos tanto o processo de aprendizagem como o do ensino.

Nesse contexto, esta coleção dedicou especial atenção ao processo avaliativo. O trabalho com a avaliação diagnóstica, por exemplo, pode ser desenvolvido por meio dos questionamentos propostos nas aberturas das unidades e dos capítulos. Sugerimos que, sempre que possível, o professor encaminhe variados instrumentos de avaliação com a perspectiva de orientar e reorientar a relação ensino e aprendizagem. Na avaliação diagnóstica, o professor terá a oportunidade de aferir o conhecimento de seus estudantes diagnosticando o estágio do aprendizado de cada um no desenvolvimento esperado para aquele determinado ano do ensino.

Obviamente, o processo não se encerra aí e tampouco ficará restrito às avaliações men-

sais, bimestrais ou trimestrais. O professor poderá lançar mão de outras possibilidades de acordo com seu planejamento, tais como saraus, provas, rodas de conversa, testes, ditados, participação em aula, em trabalhos em duplas e em grupos, observação de maneiras e caminhos de resolução de problemas.

O professor contará, ao longo da coleção e das práticas pedagógicas, com uma constante avaliação formativa e de processo de aprendizagem em relação aos conteúdos tratados por meio de momentos pedagógicos. Um exemplo é a seção Para rever o que aprendi ao final de cada unidade, configurando-se como uma avaliação somativa. Já a avaliação formativa vincula-se à seção O que e como avaliar no formato em U deste livro do professor, em que as respectivas páginas poderão ser utilizadas para uma avaliação dos estudantes durante o processo de aprendizagem.

Assim, a coleção conta com estratégias de avaliação constantes, que visam monitorar o desempenho dos estudantes ao longo de todo o ano, e não apenas em momentos estanques. Por meio desses momentos avaliativos, distribuídos ao longo do processo de aprendizagem, constituindo um portfólio, é possível dar conta de praticamente todo o conteúdo abordado.

Temos, portanto, diversos momentos intercalados de uma contínua avaliação processual, distribuídos ao longo do ano. Convém ressaltar, igualmente, que são sugeridas, ao longo desses momentos, estratégias de rearranjo e de retomada daquilo que, eventualmente, o professor percebeu que não foi bem consolidado, como forma de intervenção precoce. Finalizando esse amplo leque de opções avaliativas gradativas, ao longo das páginas deste livro do professor também são oferecidos momentos de ponderação e observação por meio de atividades.

A avaliação da aprendizagem deve estar coerente com toda a proposta pedagógica, com seu planejamento e com os objetivos pedagógicos. Essa preocupação didático-pedagógica

insere-se em um contexto de educação que foge à visão dos estudantes como meros receptores de conteúdo.

Estudiosos do assunto, baseados em fundamentação científica, discutiram critérios de avaliação de aprendizagem. Para Charles Hadji, por exemplo, uma avaliação deve ser definida por critérios claros, ou seja, deve ser criteriada para que se perceba mais evidentemente se os estudantes conseguiram atingir o objetivo com êxito. Hadji designa avaliação criteriada como “uma avaliação que aprecia um comportamento, situando-o [o estudante] em relação a um alvo (o critério, que corresponde ao objetivo a ser atingido)” (HADJI, Charles. Avaliação desmistificada . Porto Alegre: Artmed, 2001. p. 18).

Cipriano Luckesi também destaca a importância dos critérios para a avaliação da aprendizagem. Ele os define da seguinte maneira: Critérios são os padrões de expectativa com os quais comparamos a realidade descrita no processo metodológico da prática da avaliação. Os critérios para o exercício da avaliação são definidos praticamente no seu planejamento, no qual se configuram os resultados que serão buscados com o investimento na sua execução. Os critérios que definem o que ensinar e o que aprender e a sua qualidade desejada determina o que e como avaliar na aprendizagem escolar.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem: componente do ato pedagógico. São Paulo: Cortez, 2011. p. 411.

Considerando tais aspectos e referenciais teórico-metodológicos, nossa obra oferece ao professor diversas possibilidades para avaliar os estudantes por meio de inúmeras atividades e exercícios distribuídos ao longo das unidades de todos os volumes. A intenção do professor é o que define sua função formativa. Contudo, nosso propósito é oferecer possibilidades para que tais atividades cumpram a função avaliativa ao longo do processo. O professor poderá escolher o momento e de que maneira aplicar tais instrumentos avaliativos.

PLANEJAMENTO

MATRIZ DE PLANEJAMENTO DE ROTINA

A matriz de planejamento de rotina permite uma organização do seu dia a dia. Os momentos que compõem esse registro podem ser compartilhados com os estudantes, para que eles compreendam que o tempo na escola é distribuído de modo a garantir que diferentes atividades sejam realizadas.

Planejamento de rotina diária

Acolhida

Discussão inicial

Desenvolvimento das aulas

Receber os estudantes; registrar a data e a rotina do dia; conversar brevemente sobre novidades, acontecimentos ou combinados.

Propor uma questão instigante relacionada ao tema da aula ou a acontecimentos do cotidiano. Estimular argumentação, escuta e respeito às opiniões. Pode ser em roda ou em pequenos grupos.

Desenvolvimento do conteúdo planejado, das propostas interdisciplinares, lúdicas e complementares.

Intervalo/lanche Pausa para alimentação e recreação.

Desenvolvimento das aulas

Fechamento

Desenvolvimento do conteúdo planejado, das propostas interdisciplinares, lúdicas e complementares.

Síntese das aprendizagens: o que foi descoberto, quais dúvidas surgiram, como aplicar no cotidiano. Espaço para reflexão crítica e registro final.

Planejamento de rotina de aula

O modelo de matriz para planejamento de rotina de aula considera 90 minutos, ou seja, dois períodos de aula de 45 minutos.

Momento inicial, buscando o engajamento do estudante por meio de uma proposta afetiva.

Aquecimento (5 min)

Apresentação (20 min)

Desenvolvimento (20 a 30 min)

Possibilidade de recursos: cartaz, imagem, vídeo curto, podcast, contação de história, execução de atividade manual (dobradura, desenho), resolução de problema, jogo, brincadeira, passeio pela escola, reflexão.

Início da aula. Apresentação da temática/conteúdo a ser desenvolvida.

Recursos

Para aprendizagem ativada pelo estímulo auditivo: conversa, música, leitura oral, sons.

Para aprendizagem ativada pelo estímulo visual: vídeo, cartaz, mapa visual, imagens, brinquedo, livro, leitura silenciosa, uso de gestos.

Para aprendizagem ativada pelo estímulo cenestésico: massa de modelar, colagem, escrita, maquetes, desenhos, práticas em outros espaços, uso do corpo.

Propostas orais e escritas, com sistematização das aprendizagens de modo individual, em dupla ou coletivo.

Sistematização (15 min) Registro das aprendizagens.

Encerramento (10 min)

Autoavaliação (10 min)

Revisão do conteúdo com perguntas, debates ou atividades criativas (diário de bordo, quis, dramatização, jogo etc.)

Reflexão acerca das atitudes e aprendizagens do dia.

MATRIZ DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA

Esse modelo de matriz de sequência didática organiza todas as etapas de trabalho do professor.

Identificação

Componente

Título da sequência didática Turma em que será aplicada

Componente(s) curricular(es) envolvido(os).

Período de duração Número de aulas previstas.

Tema

Objetivos de aprendizagem

BNCC

Preparação

Encaminhamento

Conteúdo principal a ser explorado. Pode ser, também, um objeto de conhecimento da BNCC ou um capítulo/parte do livro didático.

Objetivo geral e objetivos específicos (por aula), bem como justificativa pedagógica.

Competências, habilidades, Temas Contemporâneos Transversais (TCT).

Materiais e recursos utilizados em toda a sequência, como as páginas do livro didático, itens de papelaria, equipamentos digitais, autorizações dos familiares, entre outros.

Também é importante considerar possíveis adaptações para estudantes com diferentes necessidades de aprendizagem.

Pré-requisitos Conhecimentos prévios esperados dos estudantes.

Apresentação Sensibilização para o tema.

Aulas Desenvolvimento da sequência didática. A quantidade varia de acordo com a proposta.

Conclusão

Discussão entre os estudantes e apresentação dos resultados.

Avaliação Verificação da aprendizagem e dos objetivos de aprendizagem atingidos.

Observações gerais Espaço para o registro do professor.

QUADRO PROGRAMÁTICO

O quadro a seguir mostra a distribuição dos conteúdos ao longo das unidades e capítulos dos dois volumes desta coleção.

1º ANO

Unidade 1 - Eu e os outros

1. Quem eu sou

Meu nome

Quando e onde eu nasci

Meu jeito de ser

Minha história

2. Meu corpo

Os lados do meu corpo

Movimentos do corpo

Cuidados com o corpo: hábitos de higiene

Ciências em ação • Sabão mágico

1. Lugares de brincar

Lugares de criança brincar

De olho no mapa! • Brincando com mapas

2. Brincadeiras

Brincadeira em uma aldeia indígena

Brincadeira em uma comunidade quilombola

3. Brincar e conviver

Dia mundial do brincar

1. Moradia

Minha moradia

Comer em companhia

Alimentação saudável

Convivência e responsabilidades na moradia

2. Objetos do cotidiano: usos, materiais e descartes

Os objetos são feitos do quê?

3. Escola

História da minha escola

1. Dia e noite

Passagem do tempo

Hábitos de vida dos animais

2. Organizar o tempo

Trabalho noturno

Dias da semana

Meses do ano

Minha rotina na semana

3. Crescimento

Fases da vida

Comemoração do aniversário

Diálogos • Matemática

A troca dos dentes

4. Família

Quem cuida de mim

Vamos ler • Quem cuida de Felipe

Vamos escrever • Receber cuidados

As famílias da minha comunidade

Diálogos • Língua Portuguesa

Famílias de antigamente

5. Somos diferentes

Nossas diferenças

Criando bonecos, inventando histórias

Direitos das crianças

Direitos de outras pessoas

Unidade 2 - Brincadeiras e brinquedos

Movimentar o corpo

Diálogos • Matemática

4. Brinquedos

Objetos feitos para brincar

Diálogos • Língua Portuguesa

Ciências em ação • Toque e adivinhe

5. Diferentes formas de fazer um brinquedo

Ainda fazemos brinquedos?

Unidade 3 - Lugares de vivência

Escolas indígenas

Escolas ribeirinhas

De olho no mapa! • De casa até a escola

Festas na escola

Vamos ler • Convivência e responsabilidades na escola

Vamos escrever • Minhas responsabilidades

Quanto tempo o tempo tem • Do mimeógrafo à impressora

Unidade 4 - Ritmos da natureza e

3. Datas comemorativas

Comemorações escolares

Comemorações no Brasil e no mundo

Diálogos • Arte

Minhas comemorações preferidas

Quanto tempo o tempo tem • Contando histórias

Vamos ler • Como brincar de fazer dobradura de papel

Vamos escrever • Como brincar de fazer instruções

Brinquedos de ontem e de hoje

Ciências em ação • Construir brinquedos de argila e massa de modelar

4. Comunidade

Espaços da comunidade

Convivência e responsabilidades na comunidade

5. Animais e plantas de um jardim

Diálogos • Arte

Cuidados com o jardim

Ciências em ação • Visitando um jardim

4. Ambiente e dia a dia

Vamos ler • Como está o tempo?

Vamos escrever • Observar o tempo

Previsão do tempo

Períodos quentes, períodos frios

Calor e chuva

As frutas ao longo do ano

Ciências em ação • Preparando sucos de frutas

vida cotidiana

1. Histórias de famílias

Documentos que contam histórias

Objetos que contam nossa história

De olho no mapa! • Aldeia indígena

2. História da minha família

Vamos ler • A história de um Kunumi

Vamos escrever • Contando uma história

Animais domésticos que convivem com minha família

1. Observando moradias

As moradias dos meus antepassados

Moradia vista de perto e de longe

Moradia vista do alto e de frente

Vamos ler • Uma moradia diferente

Vamos escrever • Um prédio diferente

Por dentro da moradia

2. Conhecendo diferentes cozinhas

1. A escola

2º ANO

Unidade 1 - Ser criança

3. O que fazemos ao longo do dia

Sombras no dia a dia

Ciências em ação • As sombras de um objeto ao longo do dia

4. Como percebemos e marcamos o tempo

Antes, durante e depois

Ao mesmo tempo

Passado, presente e futuro

Calendários e relógios

Diálogos • Matemática

5. Crianças e famílias de muitos tempos e lugares

Crianças de muitos lugares

Crianças em outros tempos

Famílias de outros tempos e lugares

Quanto tempo o tempo tem • O café da família

Por dentro da cozinha

Segurança na cozinha

3. Prevenção de acidentes nas moradias

Como evitar quedas

Cuidados com a energia elétrica

4. Construção de uma moradia

Trabalho na construção de moradias

Materiais de construção

Moradia com objetos e materiais

reutilizáveis

Diálogos • Língua Portuguesa

Ciências em ação • Reciclagem de papel

5. Jeitos de morar

Moradias indígenas

Direito à moradia

Unidade 3 - Convivência, circulação e comunicação

Organização e localização na sala de aula

A escola vista do alto

Escolas de ontem e hoje

Quanto tempo o tempo tem • Linha do tempo da escola

2. A rua

Ruas pelo Brasil

Ruas pelo mundo

As ruas mudam ao longo do tempo

Cuidados com a rua

Quarteirão

De olho no mapa! • Planta e maquete do quarteirão

3. Circulação e meios de transporte

Diferentes meios de transporte

Sinalizações e placas de trânsito

Cuidados no trânsito

O transporte das crianças

4. Endereço e meios de comunicação

Cartas de antigamente

Tecnologia para localizar um endereço

Outros meios de comunicação

Internet

5. O bairro

Bairros

Serviços públicos

Vamos ler • Bairro, uma parte da cidade

Vamos escrever • O bairro como ele é

6. As árvores do bairro

O corpo das plantas

Ciências em ação • Os frutos e suas sementes

Conservação das árvores do bairro

Unidade 4 - A vida em diferentes ambientes

1. Como vivem as pessoas em diferentes lugares

A vida dos ribeirinhos

A vida dos caiçaras

A vida do povo tukano

2. Diferentes tipos de trabalho

Transporte de mercadorias

3. O Sol e a vida nos ambientes

A temperatura dos ambientes

O uso do termômetro

Como percebemos o calor

A luz solar sobre diferentes materiais

4. Seres vivos no ambiente

A importância do solo e da água

A importância dos sistemas de água e esgoto

Ciências em ação • Medindo a temperatura da água e do solo

O ciclo de vida das plantas

O que afeta o desenvolvimento das plantas

Ciências em ação • Em busca da luz solar

5. Diversidade de ambientes

Animais de diferentes ambientes

Ambientes brasileiros

Animais de ambientes brasileiros

Diálogos • Arte

6. As atividades humanas e o impacto na natureza

O desequilíbrio dos ambientes

Animais e plantas ameaçados de extinção

O impacto das cidades no ambiente

Unidade 2 - Lugar de morar, lugar de cuidar

SUGESTÃO DE CRONOGRAMA

Os registros feitos a seguir permitem avaliar o conjunto de conteúdos que serão apresentados aos estudantes ao longo do 1o ano. Há uma proposta de divisão por bimestre, trimestre ou semestre.

Unidade 1 • Eu e os outros

1a semana Abertura de unidade | 1 – Quem eu sou | Meu nome

2a semana Quando e onde eu nasci | Meu jeito de ser | Minha história*

3a semana 2 – Meu corpo | Os lados do meu corpo | Movimentos do corpo

4a semana Cuidados com o corpo: hábitos de higiene* | Ciências em ação • Sabão mágico

5a semana 3 – Crescimento | Fases da vida | Comemoração do aniversário

6a semana Diálogos • Matemática | A troca dos dentes*

7a semana 4 – Família | Quem cuida de mim | Vamos ler • Quem cuida de Felipe | Vamos escrever • Receber cuidados

8a semana As famílias da minha comunidade | Diálogos • Língua Portuguesa | Famílias de antigamente*

9a semana 5 – Somos diferentes | Nossas diferenças | Criando bonecos, inventando histórias

10a semana Direitos das crianças | Direitos de outras pessoas*

11a semana Para rever o que aprendi

Unidade 2 • Brincadeiras e brinquedos

12a semana Abertura de unidade | 1 – Lugares de brincar | Lugares de criança brincar*

13a semana De olho no mapa! • Brincando com mapas | 2 – Brincadeiras

14a semana Brincadeira em uma aldeia indígena | Brincadeira em uma comunidade quilombola* 3 – Brincar e conviver | Dia mundial do brincar

15a semana Movimentar o corpo | Diálogos • Matemática*

16a semana 4 – Brinquedos | Objetos feitos para brincar | Diálogos • Língua Portuguesa*

17a semana Ciências em ação • Toque e adivinhe

18a semana 5 – Diferentes formas de fazer um brinquedo | Ainda fazemos brinquedos? | Vamos ler • Como brincar de fazer dobradura de papel | Vamos escrever • Como brincar de fazer instruções

19a semana Brinquedos de ontem e de hoje* | Ciências em ação • Construir brinquedos de argila e massa de modelar

20a semana Para rever o que aprendi

Unidade 3 • Lugares de vivência

21a semana Abertura de unidade | 1 – Moradia | Minha moradia

22a semana

2º TRIMESTRE

3º BIMESTRE

Comer em companhia | Alimentação saudável | Convivência e responsabilidades na moradia*

23a semana 2 – Objetos do cotidiano: usos, materiais e descartes | Os objetos são feitos do quê?

24a semana Os objetos são feitos do quê?* | 3 – Escola | História da minha escola

25a semana Escolas indígenas | Escolas ribeirinhas | De olho no mapa! • De casa até a escola

26a semana

Festas na escola* | Vamos ler • Convivência e responsabilidades na escola | Vamos escrever • Minhas responsabilidades

27a semana Quanto tempo o tempo tem • Do mimeógrafo à impressora | 4 – Comunidade | Espaços da comunidade

28a semana

29a semana

2º SEMESTRE

Convivência e responsabilidades na comunidade* | 5 – Animais e plantas de um jardim

Diálogos • Arte | Cuidados com o jardim

30a semana Ciências em ação • Visitando um jardim*

31a semana Para rever o que aprendi

Unidade 4 • Ritmos da natureza e vida cotidiana

32a semana Abertura de unidade | 1 – Dia e noite | Passagem do tempo

33a semana

34a semana

35a semana

36a semana

37a semana

Hábitos de vida dos animais* | 2 – Organizar o tempo

Trabalho noturno | Dias da semana

Meses do ano | Minha rotina na semana* | 3 – Datas comemorativas Comemorações escolares

Comemorações no Brasil e no mundo | Diálogos • Arte

Minhas comemorações preferidas | Quanto tempo o tempo tem • Contando histórias*

38a semana 4 – Ambiente e dia a dia | Vamos ler • Como está o tempo? | Vamos escrever • Observar o tempo | Previsão do tempo | Períodos quentes, períodos frios

39a semana

Calor e chuva | As frutas ao longo do ano | Ciências em ação • Preparando sucos de frutas

40a semana Para rever o que aprendi

* Neste momento, na seção O que e como avaliar no formato em U deste Livro do professor, há sugestões de avaliação formativa nas respectivas páginas que poderão ser realizadas com os estudantes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

ALMEIDA, Alfredo W. B. de (org.). Conhecimento tradicional e biodiversidade : normas vigentes e propostas. Manaus: UEA; Rio de Janeiro: Fundação Ford, 2008. v. 1.

O livro apresenta análises críticas sobre a biodiversidade brasileira e textos jurídicos sobre propriedade intelectual de populações indígenas e proteção ao patrimônio genético.

ALMEIDA, Maria José P. M. de; SILVA, Henrique César da. (org.). Linguagens, leituras e ensino da Ciência . Campinas: Mercado de Letras, 1998.

O livro discute o uso de obras infantis com diferentes linguagens (texto e imagem) nas aulas de Ciências da Natureza.

ALMEIDA, Rosângela Doin de (org.). Cartografia escolar São Paulo: Contexto, 2010.

Coletânea de textos para professores sobre o uso da cartografia escolar em tempos de tecnologia em sala de aula.

AMORIM, Célia Maria Araújo de; ALVES, Maria Glicélia. A criança cega vai à escola : preparando para a alfabetização. São Paulo: Fundação Dorina Nowill para Cegos, 2008. A obra promove a reflexão sobre propostas pedagógicas para estudantes com deficiência, com base em projetos da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

AOUAR, Flávia. Educação cognitiva positiva: conexões entre educação cognitiva e psicologia positiva. Curitiba: Appris, 2023.

Compilação de estudos sobre processos cognitivos e afetivos que favorecem o desenvolvimento humano, com técnicas aplicadas pela autora.

BATISTA, Cristina Abranches Mota et al. Atendimento educacional especializado : orientações gerais e educação a distância. Brasília, DF: MEC, 2007.

A obra colabora para ampliar o significado da avaliação formativa, considerando a diversidade de capacidades de aprendizagem dos estudantes.

BAZÍLIO, Luiz Cavalieri; KRAMER, Sonia. Infância, educação e direitos humanos . São Paulo: Cortez, 2003.

O livro discute a relevância dos direitos humanos e das políticas públicas para o desenvolvimento infantojuvenil.

BENTO, Claudia Regina Spolador. Avaliação da aprendizagem : aspectos relevantes da avaliação diagnóstica, formativa e somativa na aprendizagem escolar. 2014. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Coordenação Pedagógica) – Setor de Educação, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2014. Disponível em: https://acervodigital.ufpr.br/xmlui/bitstream/handle/1884/47186/R%20-%20 E%20-%20CLAUDIA%20REGINA%20SPOLADOR%20BENTO.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 10 set. 2015. Trabalho que auxilia professores a compreender as funções da avaliação e seus instrumentos como forma de refletir sobre a prática pedagógica.

BERNARDO, Elisangela da Silva. Organização de turmas: uma prática de gestão escolar em busca de uma escola eficaz. Revista de Educação & Cultura Contemporânea , Rio de Janeiro, v. 10, n. 21, 2013. Disponível em: https://mestradoedoutoradoestacio.periodicoscientificos.com.br/index. php/reeduc/article/view/634/377. Acesso em: 26 set. 2025. Esse artigo investiga a influência de políticas escolares na promoção da equidade.

BOSI, Ecléa. Memória e sociedade : lembranças de velhos. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

A obra revela as possibilidades de conhecimento sobre a história a partir de narrativas e memórias de pessoas idosas.

BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil . Brasília, DF: Presidência da República, 2023. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 2 out. 2025.

Documento máximo do país que assegura o Estado democrático e os direitos dos cidadãos, incluindo estudantes com deficiência.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.

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CAINELLI, Marlene. Educação histórica: perspectivas de aprendizagem da História no ensino fundamental. Educar em Revista , Curitiba, n. esp., p. 57-72, 2006.

Artigo sobre uma pesquisa a respeito do ensino de História para crianças, abordando noções de temporalidade e narrativas.

CALLAI, Helena Copetti. Aprendendo a ler o mundo: a Geografia nos anos iniciais do ensino fundamental. Cadernos Cedes , Campinas, v. 25, n. 66, p. 227-247, ago. 2005.

Artigo sobre o papel do ensino de Geografia na alfabetização e na iniciação da orientação cartográfica das crianças.

CARINE, Bárbara. Educando crianças antirracistas . São Paulo: Planeta do Brasil, 2024.

Manual antirracista para a primeira infância que auxilia o professor a lidar com situações de racismo nas escolas.

CARLOS, Ana Fani Alessandri. O lugar no/do mundo . São Paulo: FFLCH, 2007.

O livro discute a categoria “lugar” como espaço da singularidade do indivíduo em oposição à homogeneização do mundo globalizado.

CARVALHO, Ana M. A. et al. (org.). Brincadeira e cultura : viajando pelo Brasil que brinca. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003.

A obra aborda a importância do brincar como forma de comunicação e destaca seu papel social, afetivo e cultural na infância.

CARVALHO, Anna Maria Pessoa de (org.). Ensino de Ciências por investigação. São Paulo: Cengage Learning, 2013.

O livro discute o ensino de Ciências com base em pesquisas em sala de aula, compartilhando experiências práticas e teóricas.

CASTRO, Iná Elias de; GOMES, Paulo Cesar da Costa; CORRÊA, Roberto Lobato (org.). Geografia : conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995.

O livro apresenta os principais conceitos e categorias da Geografia, como região, território e escala, discutidos por especialistas.

CAVALCANTI, Carolina Costa. Aprendizagem socioemocional com metodologias ativas . São Paulo: SaraivaUni, 2023. Guia para educadores desenvolverem a aprendizagem socioemocional em sala de aula usando metodologias ativas.

CAVALCANTI, Lana de Souza (org.). Temas da Geografia na escola básica . Campinas: Papirus, 2013. Coletânea de textos sobre a aplicação de conteúdos e propostas metodológicas no ensino de Geografia.

COLELLO, Silvia M. Gasparian. Alfabetização : o quê, por quê e como. São Paulo: Summus, 2021. A obra aborda a complexidade da alfabetização, discutindo concepções de linguagem, processos de aprendizagem e desafios docentes.

COLL, César. Psicologia e currículo. São Paulo: Ática 1999. Reflexões sobre os fundamentos do currículo com apoio teórico nos pensadores clássicos da educação.

CUNHA, Eugênio. Práticas pedagógicas para inclusão e diversidade . Rio de Janeiro: WAK, 2018. O livro discute práticas docentes que contribuem para o acolhimento de crianças com necessidades especiais.

DEWEY, John. A escola e a sociedade e a criança e o currículo . Lisboa: Relógio D’Água, 2002.

Obra clássica que lança as bases da educação democrática e das habilidades socioemocionais, centrada na criança.

DINIZ, Margareth. Inclusão de pessoas com deficiência e/ou com necessidades específicas . Belo Horizonte: Autêntica, 2012.

Trata dos desafios e avanços da educação inclusiva e sugere atividades para o cotidiano escolar.

FARIA, Ana Lúcia Goulart de; DEMARTINI, Zeila de Brito Fabri; PRADO, Patrícia Dias (org.). Por uma cultura da infância : metodologias de pesquisa com crianças. Campinas: Autores Associados, 2002. (Coleção educação contemporânea).

O livro oferece metodologias e perspectivas de pesquisa para compreender as múltiplas formas de viver a infância no Brasil.

FISHER, Len. A ciência no cotidiano: como aproveitar a Ciência nas atividades do dia a dia. Rio de Janeiro: Zahar, 2004. Referência para pensar atividades que mostrem aos estudantes como a Ciência faz parte do cotidiano.

FONSECA, Selva Guimarães. Fazer e ensinar História: anos iniciais do ensino fundamental. Belo Horizonte: Dimensão, 2009. O livro apresenta possibilidades de desenvolver noções de tempo e usar as experiências dos estudantes como ponto de partida no ensino de História.

FREITAS, Marcos Cezar de (org.). História social da infância no Brasil . São Paulo: Cortez, 2003.

Referência para a sociologia histórica da infância, a obra discute como as definições de criança e família se modificaram ao longo do tempo.

FRIEDMANN, Adriana. O brincar no cotidiano da criança São Paulo: Moderna, 2006.

O livro estimula o professor a incorporar as brincadeiras entre as atividades propostas em sala de aula.

GAIATO, Maira. Cérebro singular : como estimular crianças no espectro autista ou com atrasos no desenvolvimento. São Paulo: nVersos, 2023.

O livro apresenta terapias baseadas na Análise Aplicada de Comportamento para ampliar a independência de crianças no TEA.

HATTIE, John. Aprendizagem visível para professores : como maximizar o impacto da aprendizagem. Porto Alegre: Penso, 2017.

A obra mostra os efeitos positivos da avaliação formativa e da devolutiva de tarefas na aprendizagem.

IBARROLA, Begoña. Aprendizaje emocionante : neurociencia para el aula. Madrid: SM, 2013.

O livro propõe reflexões e atividades práticas baseadas na neurociência para aplicar a educação emocional em sala de aula.

KLISYS, Adriana. Ciência, arte e jogo: projetos e atividades lúdicas na educação infantil. São Paulo: Peirópolis, 2010. O livro destaca a importância da ludicidade nas estratégias para a transição da educação infantil para o ensino fundamental.

LIBÂNEO, José Carlos. Didática . São Paulo: Cortez, 2006. O livro elabora uma visão da Didática como um campo que integra saberes da Sociologia, da Psicologia e da Teoria da Educação.

LIRA, Tatiane Hilário de; FIREMAN, Elton Casado. Ensino de Ciências para os anos iniciais : teorias e práticas. Maceió: Olyver, 2021. E-book. Disponível em: https://www.repositorio. ufal.br/jspui/handle/123456789/9738. Acesso em: 8 set. 2025.

A obra apresenta propostas de atividades investigativas em Ciências da Natureza para os anos iniciais, sob a ótica da alfabetização científica.

LOPES, Nei. Dicionário escolar afro-brasileiro. São Paulo: Selo Negro, 2015.

A obra apresenta biografias de personalidades negras e o significado de termos da cultura afro-brasileira.

MACEDO, Leonarda Carvalho de. Incluir, ensinar e transformar : sequências didáticas para crianças atípicas e neurodivergentes. São Paulo: Setentrional, 2025.

A obra ensina como transformar desafios educacionais em oportunidades, com base no Plano Nacional Individualizado para crianças atípicas.

MARQUES, Roberto. Raciocínio geográfico, Base Nacional Comum Curricular e docência. Giramundo : Revista de Geografia do Colégio Pedro II, Rio de Janeiro, v. 9, n. 18, p. 37-46, jul./dez. 2022.

Artigo teórico sobre o raciocínio geográfico como uma nova perspectiva espacial para a Geografia escolar.

MILARÉ, Tathiane et al. (org.). Alfabetização científica e tecnológica na educação em Ciências . São Paulo: Livraria da Física, 2021.

O livro contribui para um panorama sobre a educação em Ciências, da pesquisa aos processos de ensino e aprendizagem.

MORAIS, Alessandra de et al. Aprendizagem cooperativa : fundamentos, pesquisas e experiências educacionais brasileiras. Marília: Cultura Acadêmica, 2021.

Trata de uma experiência de aprendizagem cooperativa que desenvolve habilidades de comunicação e cidadania.

MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita : repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2022.

A obra propõe a união do pensamento científico e humanista para superar o conhecimento fragmentado e formar cidadãos.

MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro . São Paulo: Cortez: Unesco, 2018.

O livro defende a necessidade de superar as barreiras disciplinares em busca de uma educação cidadã.

PEREIRA, Amilcar Araujo; MONTEIRO, Ana Maria (org.). Ensino de História e culturas afro-brasileiras e indígenas Rio de Janeiro: Pallas, 2013.

A obra oferece repertório para a formação de professores e a implementação das leis que tornam obrigatório o ensino dessas culturas.

PERRENOUD, Phillippe. Construir as competências desde a escola . Porto Alegre: Artmed, 1999.

O livro desmistifica o conceito de “competência” mostrando que ele caminha com o conceito de “conhecimento”.

PEVIRGULADEZ, Allan. Manual prático de educação antirracista . São Paulo: Cortez, 2024.

A obra auxilia educadores e familiares a promover uma educação antirracista e um ambiente escolar inclusivo.

PIAGET, Jean. A noção de tempo na criança . Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012.

O livro reúne pesquisas sobre a apropriação do tempo pela criança, importantes para o ensino de História.

PIMENTA, João Paulo Garrido. O livro do tempo : uma história social. São Paulo: Edições 70, 2021.

O livro apresenta os modos culturais de contagem do tempo em diferentes povos e épocas.

PINSKY, Carla Bassanezi et al Fontes históricas . São Paulo: Contexto, 2005.

O livro apresenta métodos de análise para diferentes tipos de fontes históricas (escritas, orais, audiovisuais).

PIORSKI, Gandy. Brinquedos do chão : a natureza, o imaginário e o brincar. São Paulo: Peirópolis, 2016.

O livro aborda o papel do imaginário infantil nas brincadeiras e sua relação com a natureza, promovendo a liberdade das crianças.

RAVELA, Pedro; PICARONI, Beatriz; LOUREIRO, Graciela. ¿Como mejorar la evaluación en el aula? : reflexiones y propuestas de trabajo para docentes. Cidade do México: Grupo Magro, 2017.

A obra aprofunda a discussão sobre a avaliação formativa, com destaque para o registro dos trabalhos dos estudantes e as devolutivas.

SALVADORI, Maria Ângela Borges. História, ensino e patrimônio . Araraquara: Junqueira & Marin, 2008.

O livro discute o potencial didático do patrimônio histórico-cultural para o ensino de História na educação básica.

SANTOS, Márcia Maria. Educação ambiental para o ensino básico . São Paulo: Contexto, 2023.

O livro ensina a entender a importância da educação ambiental e a valorizar ações sustentáveis no cotidiano.

SANTOS, Milton. O espaço do cidadão. São Paulo: Nobel, 1998. O livro questiona a ausência de cidadania na sociedade brasileira a partir da análise do espaço urbano e econômico.

SASSERON, Lúcia Helena; CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. Almejando a alfabetização científica no ensino fundamental: a proposição e a procura de indicadores do processo. Investigações em Ensino de Ciências , v. 13, n. 3, p. 333-352, dez. 2008. Disponível em: https://ienci.if.ufrgs. br/index.php/ienci/article/view/445/263. Acesso em: 5 out. 2025.

O artigo propõe um ensino de Ciências que incentive os estudantes a discutir as implicações desse conhecimento para a sociedade.

SILVA, Marcos; FONSECA, Selva Guimarães. Ensinar História no século XXI : em busca do tempo entendido. Campinas: Papirus, 2016.

Reflexões sobre o novo ensino de História, que deve ser centrado na interpretação de diversas fontes e na consciência democrática.

TUAN, Yi-Fu. Topofilia : um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. Londrina: Eduel, 2012.

O livro estuda as relações entre os sentimentos humanos e o espaço, a memória, a cultura e a paisagem.

UEBEL, Mariana Pedrini. O cérebro na infância : um guia para pais e educadores empenhados em formar crianças felizes e realizadas. São Paulo: Contexto, 2022.

O livro mostra conhecimentos da neurociência sobre a plasticidade do cérebro infantil e o desenvolvimento de habilidades.

VALLE, Mariana Guelero do; SOARES, Karla Jeane Coqueiro Bezerra; SÁ-SILVA, Jackson Ronie (org.). A alfabetização científica na formação cidadã : perspectivas e desafios no ensino de Ciências. Curitiba: Appris, 2020.

O livro oferece novas perspectivas para o ensino de Ciências, visando preparar os estudantes para a cidadania plena.

VILLAS BOAS, Benigna Maria Freitas (org.). Compreendendo a avaliação formativa. In : VILLAS BOAS, Benigna Maria Freitas (org.). Avaliação formativa : práticas inovadoras. Campinas: Papirus, 2011. p. 13-41.

Estudo sobre processos educativos, com apresentação de práticas de avaliação formativa para o trabalho docente.

VOLANTE-ZANON, Dulcimeire A.; FREITAS, Denise de. A aula de Ciências nas séries iniciais do ensino fundamental: ações que favorecem a sua aprendizagem. Ciências & Cognição , v. 10, p. 93-103, 2007.

O artigo apresenta propostas de atividades em Ciências da Natureza para sala de aula, lições de casa e avaliação.

VYGOTSKY, L. S. La imaginación y el arte en la infancia Madrid: Akal, 1996.

A obra argumenta que a capacidade imaginativa da criança é o que gera um espírito criativo preparado para transformar a realidade.

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