A Conquista_Arte_Volume 4

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LIVRO DO PROFESSOR

ARTE

COMPONENTE CURRICULAR: ARTE

Solange dos Santos Utuari Ferrari

Doutora em Educação, Arte e História da Cultura (Mackenzie-SP). Mestre em Artes Visuais (Unesp). Licenciada em Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas (UMC-SP). Especializada em Antropologia (FESPSP) e em Arte-Educação (USP). É autora de livros, artigos e propostas curriculares, assessora em projetos de Educação, Arte e Cultura, educadora e artista visual. Sua produção literária já foi honrada com uma indicação e uma premiação no Prêmio Jabuti.

Pascoal Fernando Ferrari

Mestre em Ensino de Ciências (Unicsul-SP). Especializado em Sociologia (FESPSP). Licenciado em Teatro (Uniítalo-SP). Licenciado em Pedagogia (Unicastelo-SP). Licenciado em Psicologia (UBC-SP). É autor de livros, artigos e propostas curriculares, pesquisador de linguagem teatral em escolas, educador, escritor, ator e diretor teatral. Sua produção literária já foi honrada com uma indicação e uma premiação no Prêmio Jabuti.

Carlos Elias Kater

Educador, musicólogo e compositor. Doutor em História da Música e Musicologia pela Universidade de Paris IV (Sorbonne) e professor titular pela Escola de Música da UFMG. Foi vice-presidente da Associação Brasileira de Educação Musical (Abem). É membro permanente do Conselho Assessor da Cátedra Livre de Pensamento Pedagógico Musical Latino-Americano (UNA-Buenos Aires), conferencista, consultor e autor de publicações sobre Musicologia e Educação Musical Contemporânea. Sua produção já recebeu indicação ao Prêmio Jabuti. Membro da Academia Brasileira de Música (Cadeira no 16).

Bruno Fischer Dimarch

Educador, escritor, dançarino, músico e artista multimídia. Doutorando em Comunicação (Unip-SP). Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e licenciado em Educação Artística (Famosp). Foi professor em escolas públicas e privadas e em universidades. Atuou como técnico e assessor em Secretarias de Educação e como mediador em Bienais de São Paulo. Sua produção já foi indicada ao Prêmio Jabuti. É autor de livros e propostas curriculares, pesquisador e desenvolvedor de trabalhos sobre a dança em escolas, educador e artista nas linguagens de dança e música.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Copyright © Solange dos Santos Utuari Ferrari, Pascoal Fernando Ferrari, Carlos Elias Kater, Bruno Fischer Dimarch, 2025

Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira

Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa

Direção editorial adjunta Luiz Tonolli

Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva

Assessoria Mariângela Castilho Uchoa de Oliveira

Edição Francisca Edilania de Brito Rodrigues (coord.), Adele Motta, Lilian Ribeiro de Oliveira

Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam

Produção de conteúdo digital Ana Luiza Martignoni Spínola (coord.)

Gerência de produção e arte Ricardo Borges Silva

Design Andréa Dellamagna (coord.), Ana Carolina Orsolin (criação)

Projeto de capa Andréa Dellamagna, Sergio Cândido (logo)

Ilustração de capa Luana Chinaglia

Arte e produção Rodrigo Carraro (coord.), Manuel Miramontes, Matheus Santiago Martins (assist.)

Diagramação Fernanda Matajs

Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno

Licenciamento de textos Erica Brambilla, Talita Santos Souza

Iconografia Erika Neves do Nascimento

Ilustrações Bentinho, Bruna Assis Brasil, Bruna Ishihara, Cacá França, Carol Sartori, Cibele Queiroz, Claudia Marianno, Daniel Garson Cabral, Eliza Murakami, Ivy Nunes, João (Joinles) Silva, Luiz Lentini, Marco Lorini, Marcos Fillipe Martins de Lima, Paulo Cesar Pereira, Roberto Weigand, Sandra Lavandeira, Tel Coelho/Giz de Cera, Tiago Lacerda, Vanessa Alexandre, Veridiana Camelo

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

A Conquista : arte : 4º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Solange dos Santos Utuari Ferrari... [et al.]. -2. ed. -- São Paulo : FTD, 2025.

Outros autores: Pascoal Fernando Ferrari, Carlos Elias Kater, Bruno Fischer Dimarch Componente curricular: Arte.

ISBN 978-85-96-06184-1 (livro do estudante)

ISBN 978-85-96-06185-8 (livro do professor)

ISBN 978-85-96-06186-5 (livro do estudante HTML5)

ISBN 978-85-96-06187-2 (livro do professor HTML5)

1. Arte (Ensino fundamental) I. Ferrari, Solange dos Santos Utuari. II. Ferrari, Pascoal Fernando. III. Kater, Carlos Elias. IV. Dimarch, Bruno Fischer.

25-293631.0

CDD-372.5 Índices para catálogo sistemático:

1. Arte : Ensino fundamental 372.5

Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD.

Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300

Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

A arte está sempre em transformação. Não existe uma definição conclusiva ou universal sobre o que é arte ou sobre para que ela serve, mas podemos criar ideias moventes sobre ela. Do mesmo modo, o ensino de Arte, embora já constituído e proposto em currículos, pode se transformar a cada encontro com os estudantes, a cada ação criadora, nas rodas de conversa ou nos momentos de apreciação de diversas linguagens artísticas.

A arte pode ser considerada um campo de expressão de emoções, ideias criativas e visões do mundo; ela não explica a vida, mas a questiona o tempo todo. Nesse sentido, o ensino de Arte propõe uma educação “perguntadeira”, em que faz parte do desenvolvimento dos estudantes conhecer produções artísticas e desenvolver competências e habilidades, mas sobretudo aprender e ter espaço para fazer perguntas, que muitas vezes não terão respostas concretas, visto que a arte valoriza o subjetivo e o diverso.

Esta coleção constitui um instrumento organizado para o ensino das linguagens artísticas e oferece situações de aprendizagem, processos de avaliação e investigações pedagógicas valorizando a arte como um campo fértil para semear perguntas provocadoras de pensamentos criativos, críticos e poéticos.

Como uma bússola, em meio às inúmeras possibilidades de estudos no universo da arte, este material se propõe a apontar caminhos didáticos. No entanto, cada educador ou educadora, com suas histórias, identidades, formação profissional e sonhos, traz consigo um modo singular de aprender e ensinar, e como protagonista do seu trabalho decidirá como seguir em sua jornada poética e pedagógica.

Venha trilhar conosco percursos criativos, poéticos, estésicos e educativos que se propõem lúdicos, sensíveis e significativos a quem por eles cruzar.

ORGANIZAÇÃO GERAL DA COLEÇÃO

Esta coleção, destinada aos estudantes dos 3 o, 4o e 5o anos do ensino fundamental, é composta de Livro do estudante e Livro do professor, nas versões impressa e digital.

Livro do professor

Além do subsídio para o professor, presente nas Orientações gerais, este livro reproduz o Livro do estudante na íntegra, em miniatura, com respostas indicadas na cor magenta. Nas laterais e abaixo da reprodução do Livro do estudante, são apresentados objetivos, introdução à unidade, conexões com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e com os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) da BNCC, comentários sobre o desenvolvimento das propostas, bem como ampliações e aprofundamentos para enriquecer as abordagens pedagógicas. Há também sugestões de leituras e de propostas complementares, entre outros recursos para auxiliar o professor em sua jornada.

Livros digitais

Livros impressos

Livro do estudante

Cada volume está organizado em quatro unidades, divididas em capítulos. Ao longo dos capítulos, são trabalhados conteúdos voltados para a aprendizagem em Arte e sua consolidação em uma estrutura clara e prática para ser trabalhada em sala de aula.

Livro do estudante e Livro do professor no formato digital, em HTML, o que permite o acesso ao material em diferentes aparelhos digitais: smartphones, notebooks e tablets, por exemplo.

Objetos digitais

Ao longo do volume, ícones indicam infográficos clicáveis e áudios que podem ser acessados pelo professor e pelos estudantes para enriquecer a aprendizagem de maneira dinâmica. 2

CLUBE DE GRAVURA

CONHEÇA SEU LIVRO DO PROFESSOR

Este Livro do professor apresenta orientações didáticas que visam apoiar a prática pedagógica. Elas estão organizadas em duas partes.

Orientações específicas , acompanhando as páginas do Livro do estudante em miniatura.

As orientações específicas estão organizadas como exposto a seguir.

• Introdução à unidade: apresenta os principais conteúdos desenvolvidos na unidade, com um pequeno resumo de cada capítulo.

• Objetivos: apresenta os principais objetivos de aprendizagem a serem alcançados ao final do estudo de cada unidade.

• BNCC: indica as competências e as habilidades da BNCC desenvolvidas ao longo da unidade. Também há menções aos temas contemporâneos transversais . Nos capítulos e nas seções, são indicados as habilidades e os TCTs específicos.

• Organize-se: especifica os materiais que devem ser providenciados com antecedência, algum preparo de sala de aula, pedido para casa, entre outros.

• Encaminhamento: apresenta comentários e orientações didáticas para o desenvolvimento dos conteúdos abordados nas páginas do Livro do estudante. Há dicas, comentários, sugestões de análise, complementos de atividades e de respostas e outras informações para o encaminhamento do trabalho docente. Há, também, sugestões de adaptação das atividades para as diferentes necessidades de aprendizagem dentro de uma mesma turma. Além disso, apresenta sugestões de maneiras e de momentos para a realização de avaliações.

• + Ideias: sugere atividades complementares para auxiliar ou ampliar as propostas do Livro do estudante.

• Sugestão para o estudante: indica sugestões comentadas de livros, sites, jogos, revistas, aplicativos etc. para o estudante desenvolver e aplicar os conhecimentos.

• Sugestão para o professor: indica sugestões comentadas de livros, sites , revistas, aplicativos etc. para o professor se aprofundar nos temas trabalhados.

Orientações gerais, ao final do volume.

Apresenta reflexões sobre pressupostos teórico-metodológicos da obra, considerações sobre o papel do professor, textos sobre a importância das avaliações, sugestões de planejamento e muito mais.

ORIENTAÇÕES GERAIS

PARA EXPERIÊNCIAS E PROPOSIÇÕES PEDAGÓGICAS É experiência aquilo que “nos passa”, ou que nos toca, ou que nos acontece, e ao nos passar nos forma e nos transforma. Somente o sujeito da experiência está, portanto, aberto à sua própria transformação. BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação Rio de Janeiro, n. 19, p. 25-26, jan./abr. 2002. A filosofia explica a experiência como as percepções e os saberes que construímos por meio dos sentidos. Se prestarmos atenção, perceberemos que todos os dias muitas coisas nos acontecem, mas nem todas nos tocam. Quando algo nos toca, nos afeta, isso pode representar um acontecimento significativo, uma experiência estética! Quem não se lembra de uma cena de filme, de uma pintura ou de um desenho visto na infância que tenha marcado sua história de vida? Uma música, um perfume ou uma imagem podem nos fazer viajar a tempos passados. Esse é o poder da experiência estética: o encontro com a beleza ou com a estranheza pode marcar a memória e influenciar nossa formação como seres sensíveis. Algumas vezes somos surpreendidos e envolvidos por esse tipo de experiência, outras vezes nos colocamos intencionalmente em estados sensíveis, disponíveis à poesia. Na busca por experiências estéticas, vamos ao cinema, a espetáculos de música, de teatro e de dança, a exposições de arte ou apenas ligamos a televisão ou acessamos dispositivos móveis para nos deleitar com séries e filmes, ouvir música, apreciar e compartilhar imagens. Na experiência estética os meus sentimentos descobrem-se nas formas que lhes são dadas, como eu me descubro no espelho. Através dos sentimentos identificamo-nos com o objeto estético, e com ele nos tornamos um. DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. Fundamentos estéticos da educação 2. ed. Campinas: Papirus, 1988. p. 93. Segundo a definição de Duarte Júnior, a palavra estesia

UNIDADE 1 – CRIAÇÃO EM GRUPO

UNIDADE 2 – COLABORAR PARA CRIAR

UNIDADE 3 – ESTA ARTE É NOSSA!

UNIDADE 4 – ARTE NA BAGAGEM

ORIENTAÇÕES GERAIS

CONVITES PARA EXPERIÊNCIAS E PROPOSIÇÕES PEDAGÓGICAS

CAMINHOS PARA TRILHAR NO ENSINO DA ARTE

SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM

TEMPOS, POÉTICAS E INFÂNCIAS

A CULTURA DO BRINCAR X EDUCAÇÃO INCLUSIVA E CULTURA DE PAZ

BNCC E AS PROPOSIÇÕES PEDAGÓGICAS NAS LINGUAGENS DA ARTE

AS SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM E AS DIMENSÕES DO CONHECIMENTO NAS LINGUAGENS DA ARTE

AMBIÊNCIAS EDUCADORAS E CRIADORAS

MEDIAÇÃO CULTURAL E CURADORIA EDUCATIVA XV

A PRESENÇA DAS LINGUAGENS DA ARTE

ARTES INTEGRADAS (LINGUAGENS HÍBRIDAS)

FAÇA SEU PRÓPRIO CAMINHO!

AVALIAÇÃO, REGISTROS E SONHOS PEDAGÓGICOS

SUGESTÕES DE PLANEJAMENTO

QUADRO PROGRAMÁTICO DA COLEÇÃO

SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS – 4º ANO XXVIII

MATRIZES DE ROTINA E DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA

LIVRO DO PROFESSOR

ARTE

COMPONENTE CURRICULAR: ARTE

Solange dos Santos Utuari Ferrari

Doutora em Educação, Arte e História da Cultura (Mackenzie-SP). Mestre em Artes Visuais (Unesp). Licenciada em Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas (UMC-SP). Especializada em Antropologia (FESPSP) e em Arte-Educação (USP). É autora de livros, artigos e propostas curriculares, assessora em projetos de Educação, Arte e Cultura, educadora e artista visual. Sua produção literária já foi honrada com uma indicação e uma premiação no Prêmio Jabuti.

Pascoal Fernando Ferrari

Mestre em Ensino de Ciências (Unicsul-SP). Especializado em Sociologia (FESPSP). Licenciado em Teatro (Uniítalo-SP). Licenciado em Pedagogia (Unicastelo-SP). Licenciado em Psicologia (UBC-SP). É autor de livros, artigos e propostas curriculares, pesquisador de linguagem teatral em escolas, educador, escritor, ator e diretor teatral. Sua produção literária já foi honrada com uma indicação e uma premiação no Prêmio Jabuti.

Carlos Elias Kater

Educador, musicólogo e compositor. Doutor em História da Música e Musicologia pela Universidade de Paris IV (Sorbonne) e professor titular pela Escola de Música da UFMG. Foi vice-presidente da Associação Brasileira de Educação Musical (Abem). É membro permanente do Conselho Assessor da Cátedra Livre de Pensamento Pedagógico Musical Latino-Americano (UNA-Buenos Aires), conferencista, consultor e autor de publicações sobre Musicologia e Educação Musical Contemporânea. Sua produção já recebeu indicação ao Prêmio Jabuti. Membro da Academia Brasileira de Música (Cadeira no 16).

Bruno Fischer Dimarch

Educador, escritor, dançarino, músico e artista multimídia. Doutorando em Comunicação (Unip-SP). Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e licenciado em Educação Artística (Famosp). Foi professor em escolas públicas e privadas e em universidades. Atuou como técnico e assessor em Secretarias de Educação e como mediador em Bienais de São Paulo. Sua produção já foi indicada ao Prêmio Jabuti. É autor de livros e propostas curriculares, pesquisador e desenvolvedor de trabalhos sobre a dança em escolas, educador e artista nas linguagens de dança e música.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Copyright © Solange dos Santos Utuari Ferrari, Pascoal Fernando Ferrari, Carlos Elias Kater, Bruno Fischer Dimarch, 2025

Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira

Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa

Direção editorial adjunta Luiz Tonolli

Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva

Assessoria Mariângela Castilho Uchoa de Oliveira

Edição Francisca Edilania de Brito Rodrigues (coord.), Adele Motta, Lilian Ribeiro de Oliveira

Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam

Produção de conteúdo digital Ana Luiza Martignoni Spínola (coord.)

Gerência de produção e arte Ricardo Borges Silva

Design Andréa Dellamagna (coord.), Ana Carolina Orsolin (criação)

Projeto de capa Andréa Dellamagna, Sergio Cândido (logo)

Ilustração de capa Luana Chinaglia

Arte e produção Rodrigo Carraro (coord.), Manuel Miramontes, Matheus Santiago Martins (assist.)

Diagramação Fernanda Matajs

Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno

Licenciamento de textos Erica Brambilla, Talita Santos Souza

Iconografia Erika Neves do Nascimento

Ilustrações Bentinho, Bruna Assis Brasil, Bruna Ishihara, Cacá França, Carol Sartori, Cibele Queiroz, Claudia Marianno, Daniel Garson Cabral, Eliza Murakami, Ivy Nunes, João (Joinles) Silva, Luiz Lentini, Marco Lorini, Marcos Fillipe Martins de Lima, Paulo Cesar Pereira, Roberto Weigand, Sandra Lavandeira, Tel Coelho/Giz de Cera, Tiago Lacerda, Vanessa Alexandre, Veridiana Camelo

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

A Conquista : arte : 4º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Solange dos Santos Utuari Ferrari... [et al.]. -2. ed. -- São Paulo : FTD, 2025.

Outros autores: Pascoal Fernando Ferrari, Carlos Elias Kater, Bruno Fischer Dimarch Componente curricular: Arte.

ISBN 978-85-96-06184-1 (livro do estudante)

ISBN 978-85-96-06185-8 (livro do professor)

ISBN 978-85-96-06186-5 (livro do estudante HTML5)

ISBN 978-85-96-06187-2 (livro do professor HTML5)

1. Arte (Ensino fundamental) I. Ferrari, Solange dos Santos Utuari. II. Ferrari, Pascoal Fernando. III. Kater, Carlos Elias. IV. Dimarch, Bruno Fischer.

25-293631.0

CDD-372.5 Índices para catálogo sistemático:

1. Arte : Ensino fundamental 372.5

Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD.

Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300

Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

Querido estudante, Você já parou para pensar que vivemos em um mundo repleto de imagens? Que ouvimos sons o tempo todo? Que fazemos gestos e movimentos para nossa comunicação e expressão?

A arte é uma forma de criar imagens, sons, gestos e movimentos. Ela é, também, uma maneira de perceber o mundo ao nosso redor e de, nele, criar formas de expressão.

Venha! Embarque nesta “arte-aventura”! Convidamos você para que, por meio da música, das artes visuais, da dança, do teatro e das artes integradas, venha aprender sobre o universo da arte, conhecer alguns artistas e descobrir do que é feita a arte.

Ficou curioso? Vamos nessa? Convide seus familiares também!

Os autores.

CONHEÇA SEU LIVRO

Seu livro está organizado em quatro unidades.

As aberturas de unidade apresentam imagens e atividades que buscam despertar sua curiosidade sobre o que vai ser estudado.

UNIDADE

Em Diálogos, você vai perceber como a arte se relaciona com a vida cotidiana, com outras áreas do conhecimento, como Ciências da Natureza e História, e com diferentes temas, como saúde, cidadania, pluralidade cultural entre outros.

Nos capítulos que formam cada unidade, você vai encontrar obras de arte, textos, fotografias, desenhos, brincadeiras, atividades... Um montão de coisas para descobrir e aprender com a turma.

Dica: como performance é uma arte efêmera, é importante realizar registros com fotografias e filmagens para mostrar a outras pessoas como ela aconteceu e quais foram os resultados. COMO FAZER Movimento 1: assimetria.

a flexibilidade muscular pode melhorar. Atletas e artistas, como os dançarinos, costumam se alongar antes de realizar suas práticas. Dessa maneira, a flexibilidade dos movimentos aumenta. Vamos perceber os movimentos do corpo na performance?

1. Realizando novamente a proposta do desenho orgânico, investigue como seu corpo reage a movimentos de alongamento. Tome cuidado para não se machucar!

2. Nas imagens, vemos o movimento de alongamento e o de traçado em assimetria, na imagem movimento 1 e em simetria, na imagem movimento 2 Procure alternar os movimentos e os traçados.

3. Use folhas de papel grandes para fazer seus desenhos. Crie uma dança com linhas que expressam os registros de seus traços e seus trajetos. Explore movimentos, traçados e formas simétricas e assimétricas usando seu sistema muscular

Sistema muscular conjunto dos músculos do corpo. Com outros sistemas, o sistema muscular permite a movimentação e a sustentação do corpo.

Em Atenção!, são indicados alguns cuidados que você precisa ter ao realizar determinadas atividades.

O Glossário explica e contextualiza algumas palavras que talvez você não conheça.

Em Dica, tem informações que complementam os assuntos estudados.

Arte-aventura é um convite para você perceber imagens, sons e gestos na arte e na vida cotidiana. É um momento para explorar, brincar, interpretar, pesquisar, experimentar, inventar... Para se desafiar e descobrir o fazer artístico.

Os principais conceitos estudados aparecem em destaque, para você encontrar todos com facilidade.

Em Esta é a minha arte!, você encontra sugestões para apresentar suas produções, realizar mostras e exposições presencias ou virtuais, ou seja, para mostrar sua arte!

Em Arte em projetos, você vai encontrar várias possibilidades de desafios para explorar o que foi estudado.

Em Descubra mais, há indicações de livros, sites, museus, vídeos e outras fontes culturais.

Em Quem é?, você vai conhecer um pouco sobre a vida de pessoas importantes para a arte no Brasil e no mundo e também sobre a história de companhias, grupos ou organizações artísticas.

Estes ícones mostram como você deve realizar as atividades.

Objetos digitais

Faça no caderno

em dupla

Para rever o que aprendi, ao final de cada unidade, vai ajudar a identificar o que você já aprendeu e aquilo de que precisa de mais ajuda para aprender.

Atividade com desenho

Estes ícones identificam os objetos digitais presentes no livro. Os materiais digitais apresentam assuntos complementares ao conteúdo trabalhado na obra, ampliando ainda mais sua aprendizagem.

Atividade de escuta

Atividade de canto

1

Infográfico clicável Áudio

Atividade
Atividade oral Atividade em grupo

SUMÁRIO

UNIDADE 1 CRIAÇÃO EM

Arte-aventura • Dança das linhas, das formas e das cores 14

Desenhos orgânicos

Arte-aventura • Performar e traçar 18

Diálogos • Corpo flexível

Arte em projetos • Laboratório de criação coletiva

2

Diálogos • Diferentes tecnologias para fotografar

30

Fotografia encenada 32

Arte-aventura • Clique na cena . . . 34

Arte em projetos • Clube de fotografia da turma

UNIDADE 2 COLABORAR

1 NOSSO GRUPO DE TEATRO 42

Estar e criar junto 44

Arte-aventura • Tá na mão! 48

Arte-aventura • Contando histórias, fazendo arte junto!

Mão molenga?

Arte-aventura • Meu mamulengo . . . 54

Arte em projetos • Nosso grupo de teatro . .

56 2 CLUBE DE GRAVURA

Arte-aventura • Criando gravuras com papelão 64

Arte-aventura • Barrogravura e monotipia 66

Diálogos • A arte delas! 68

Arte em projetos • Clube de gravura

Para rever o que aprendi

Arte-aventura • Fábrica de sons . . . 83

Gente, gesto e movimento! 84

Ouvir e se movimentar nos ritmos do Brasil 86

Arte-aventura • Frevo: dançar e ferver 87

Diálogos • A geografia dos ritmos musicais

Arte em projetos • Cultura do brincar

Arte-aventura • Quem vem lá? . . . . 102 Máscaras e mascarados 103

Arte-aventura • Máscaras 105

Arte-aventura • Marotes para brincar

Diálogos • Desfilando os direitos das crianças . . . . . . . . . . . . . 108

Arte em projetos • Criar e desfilar 110

Para rever o que aprendi . . . . . . . . . 112

UNIDADE 4 ARTE NA BAGAGEM 114

1 NOSSA MÚSICA, NOSSA ARTE! 116

Ritmos e canções 118

Arte-aventura • Composições . . . . . 125

Arte-aventura • Cantar e tocar 127

Diálogos • Numa batucada brasileira .

128

Arte em projetos • Vamos cantar e tocar do nosso jeito? . . . . . . . . . . . 130

2 ARTES QUE DIZEM QUEM SOMOS! .

Os sons de nossa bagagem cultural . . . . 134

Diálogos •  Sons, formas e cores da natureza que inspiram a arte . . . . 136

Arte-aventura • O que você escuta? 138

Arte em projetos • Nossas sonoridades . .

Para rever o que aprendi 143

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

OBJETOS DIGITAIS

Infográfico clicável: Riscadores e suportes 18

Infográfico clicável: Recursos das câmeras digitais 30

Infográfico clicável: Bonecos do mundo inteiro

Infográfico clicável: Maculelê 82

Infográfico clicável: Reisado 88

Áudio 1: Geografia de ritmos brasileiros (Norte) 88

Áudio 2: Geografia de ritmos brasileiros (Nordeste)

88

Áudio 3: Geografia de ritmos brasileiros (Centro-Oeste, Sudeste e Sul) 88

Áudio 4: Cirandeiro 88

Áudio 5: Peixinhos do mar

Áudio 6: Parats: versão completa 92

Áudio 7: Parats: versão playback 93

Áudio 8: Caranguejo não é peixe: versão completa

94

Áudio 9: Caranguejo não é peixe: versão playback 94

Áudio 10: Chiclete com banana 118

Áudio 11: Jack Soul brasileiro

Áudio 12: Instrumentos de percussão

Infográfico clicável: Variações do samba

Áudio 13: Uirapuru

Áudio 14: Nhamandu

Áudio 15: Apï ayã txuxitxuxi

Áudio 16: Allunde alluya

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, os percursos poéticos, artísticos e educativos em ensinar e aprender arte têm como foco o processo de criação em grupo e o estudo de linguagens artísticas como o desenho, a performance (no capítulo 1) e a fotografia (no capítulo 2). Propõe-se, ainda, estudos sobre coletivos artísticos nos clubes de arte (fotografia), que podem ser formados na escola com a mediação do professor. O objetivo é mostrar que o ato criativo nasce de vários fatores e esforços, como conhecer, pensar, pesquisar, sonhar, experienciar e imaginar, e que todos eles podem acontecer no grupo.

Objetivos

• Participar de momentos de fruição com leitura de imagens e textos poéticos, com foco no processo de criação em grupo, expressando hipóteses interpretativas e opiniões e respeitando o ritmo do diálogo e o espaço de fala dos colegas.

• Identificar e usar nas produções elementos de linguagem das artes visuais (ponto, linha, forma, cor), da dança e da performance (movimentos corporais, simetria e narrativas gestuais) e da fotografia (ângulos, planos, enquadramentos e luz).

• Criar com autonomia, criatividade e poética em diferentes linguagens, percebendo inclusive processos de criação coletiva, como em coletivos de artistas e performances.

• Identificar, explorar e escolher diferentes materialidades e tecnologias para se expressar em diversas manifestações artísticas: desenho, fotografia, fanzines, performance, entre outras.

• Refletir e conversar sobre as manifestações artísticas

CRIAÇÃO EM GRUPO

Muitos artistas se juntam para criar em diferentes linguagens artísticas. Vamos saber mais sobre arte coletiva e clube de fotografia?

1 Vamos procurar estas imagens no livro? Em seu caderno, escreva o número da página em que você encontrou cada imagem. O que será que vamos estudar?

Como exercício inicial, propõe-se um jogo em que os estudantes buscam as imagens desta abertura dentro da unidade. Instrua-os a observar cada imagem e ler as palavras. Na roda de conversa, pergunte sobre suas interpretações e seus saberes prévios. Este pode ser um momento potente de avaliação diagnóstica.

que mais gostam de expressar, como desenho, fotografia, fanzines e performance.

• Realizar pesquisas de elementos de linguagem, materialidades, processos de criação, percepções sensoriais, estabelecendo relações entre arte, cultura e vida cotidiana.

• Expressar oralmente experiências com linguagens artísticas, vivenciadas na escola e com a família.

• Conhecer artistas e suas produções em diferentes linguagens, materialidades e proces-

sos, ampliando repertórios e valorizando patrimônios culturais nacionais e internacionais.

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10. Competências específicas: 1, 2, 3, 4, 5 e 6.

Habilidades:

(EF15AR01) Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas, cultivando a percepção, o

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
CRIAR JUNTO 10

imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.

(EF15AR02) Explorar e reconhecer elementos constitutivos das artes visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento etc.).

(EF15AR03) Reconhecer e analisar a influência de distintas matrizes estéticas e culturais das artes visuais nas manifestações artísticas das culturas locais, regionais e nacionais.

(EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem,

instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.

(EF15AR05) Experimentar a criação em artes visuais de modo individual, coletivo e colaborativo, explorando diferentes espaços da escola e da comunidade.

(EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.

(EF15AR07) Reconhecer algumas categorias do sistema das artes visuais (museus, galerias,

instituições, artistas, artesãos, curadores etc.).

(EF15AR23) Reconhecer e experimentar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens artísticas.

(EF15AR25) Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.

(EF15AR26) Explorar diferentes tecnologias e recursos digitais (multimeios, animações, jogos eletrônicos, gravações em áudio e vídeo, fotografia, softwares etc.) nos processos de criação artística. Temas Contemporâneos Transversais (TCT): Multiculturalismo: Diversidade Cultural e Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras; Cidadania e Civismo: Educação em Direitos Humanos e Direitos da Criança e do Adolescente; Ciência e Tecnologia; Meio Ambiente: Educação para o Consumo; e Saúde.

ENCAMINHAMENTO

Na questão 1 , sugere-se trabalhar como no jogo Caça ao tesouro. Proponha aos estudantes que folheiem o livro buscando as imagens que estão nesta abertura de unidade. Oriente-os a anotar no caderno o número da página em que cada imagem aparece. A intenção é criar proposições pedagógicas que sejam instigantes e provoquem a curiosidade e o interesse dos estudantes em seus percursos de aprendizagem.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR04, EF15AR07 e EF15AR23.

TCT: Conhecer manifestações culturais como o desenho, a performance e músicas do universo infantil permite o desenvolvimento do TCT Multiculturalismo.

ENCAMINHAMENTO

A ambiência nesse momento é voltada à leitura de imagens e de texto. Mostre aos estudantes os trabalhos do artista Ieltxu Ortueta (ver Sugestão para o professor), e acompanhe com a turma a letra completa da canção A amizade, do projeto Mundo Bita (ver Sugestão para o estudante).

Promova a leitura de imagem desta dupla de páginas, provocando os estudantes a refletir sobre as seguintes questões: o que o artista Ieltxu Ortueta e as crianças retratadas na fotografia e nas ilustrações estão fazendo? Vocês sabem o que é performance? O que acham de propostas artísticas realizadas por muitas pessoas, como a performance FLOU!? Vocês já vivenciaram uma obra de arte interativa? O que vocês fariam? Quais materiais usariam? Quais formas e cores explorariam?

Comente com os estudantes que o artista espanhol Ieltxu Ortueta conta, em entrevistas, que criou essa proposta com base na observação de como as crianças desenham imersas em processos criativos e prazerosos que exploram o ato de traçar, criar formas e misturar cores, sem o compromisso de produzir uma imagem definida. Para isso, o artista prepara uma folha de papel grande e deixa perto dela vários materiais, como tintas, lápis, canetas e pincéis com cabos

ARTE COLETIVA

Montagem com ilustração e fotografia da performance FLOU!, realizada com o artista Ieltxu Ortueta no Circuito Sesc de Artes de 2017.

10

longos. Ao clima de uma trilha sonora, ele vai criando gestos e movimentos em dança, e convida as crianças a criar com ele um desenho coletivo.

A palavra flou vem do francês e significa borrão, formas imprecisas, traçados leves com fluidez. Assim é a ideia da performance do artista Ieltxu Ortueta: propor aos estudantes, público-alvo dessa ação, que criem de forma espontânea e livre, apenas pelo prazer de traçar. FLOU! é uma performance propositora em que o público também participa de forma lúdica. Uma brincadeira para criar imagens com base em movimentos e gestos.

A performance é uma linguagem contemporânea da arte em que o artista cria uma obra usando o próprio corpo. A ação do artista pode envolver a dança, o canto, a atuação, entre outras possibilidades.

A dica aqui é acompanhar como os estudantes participam de momentos de apreciação de texto visual (imagens ilustrativas) associado a textos verbais (letra de canção), como se expressam oralmente e formulam hipóteses sobre o viver, em estesia, a poética e os afetos.

+Ideias

Pode-se pensar com os estudantes uma experiência similar, com artes integradas, explorando a linguagem de uma performance que mistura as artes visuais (desenho e pintura) e a dança.

Sugestão para o estudante

16:46

• MUNDO Bita: A amizade. Publicado por: Mundo Bita. 2018. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: www.youtube. com/watch?v=Dr4gittIyaU. Acesso em: 16 set. 2025. Nesse link é possível acessar a música A amizade.

Sugestão para o professor

• FLOU! Performance completa: Festival Mirada. Publicado por: Artefactos Bascos. 2016. 1 vídeo (60 min). Disponível em: www.youtube. com/watch?v=y4uLhCrww oY. Acesso em: 16 set. 2025. Assista à filmagem completa da performance FLOU!, do artista Ieltxu Ortueta, realizada no Festival Mirada — Bienal Ibero-Americana de Artes Cênicas de Santos.

• FLOU! PERFORMANCE PARA CRIANÇAS. São Paulo, 2017. Disponível em: https:// artefactosbascos.wixsite. com/flou. Acesso em: 16 set. 2025.

O site apresenta registros de performances de Ieltxu Ortueta, com descrição, histórico, vídeos, clipping e galeria de vídeos e imagens, além dos contatos do artista.

• MUNDO BITA. c2025. Disponível em: https://www. mundobita.com.br/. Acesso em: 16 set. 2025.

Ao acessar o site oficial do Mundo Bita, é possível conhecer os personagens e saber mais sobre as produções desse projeto, além de baixar desenhos para colorir, letras e cifras de canções.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR04, EF15AR07 e EF15AR23.

ENCAMINHAMENTO

Oriente a turma na criação de fanzines e cadernos de artista para que possam explorar diferentes formatos e materiais. É interessante levar exemplos físicos ou realizar uma curadoria de imagens para projetá-las em rodas de conversa.

A proposta é que os estudantes produzam, coletivamente, fanzines para contar sobre trocas de saberes e experiências artísticas mais significativas. Os cadernos de artista podem ser utilizados para os registros individuais.

Ao falar sobre o caderno de artista, chame a atenção para a maneira com que Eugène Delacroix registrava suas ideias.

Na hora de produzir, oriente-os a escolher o formato e os materiais preferidos, pois o importante é expressar sua maneira de criar. Tanto o caderno de artista como o fanzine são companheiros nos projetos de arte para o registro de ideias e processos criativos, podendo assumir diferentes formatos.

Os primeiros relatos dos estudantes podem ser registrados em áudios, imagens e produção de pequenos textos. Eles também podem usar a linguagem do desenho como registro de suas ideias. Caso já tenham um caderno de artista e tenham produzido seus fanzines, peça que iniciem as primeiras páginas com base nesta aula. Nos momentos que envolvem a expressão da criatividade e o trabalho colaborativo, observe a interação com os colegas.

Junto e separado

Na escola, há muitos momentos em que trabalhamos em grupos. São grupos de trabalho, pesquisa e passeio que, com o tempo, nos aproximam dos colegas. Essas experiências e essas histórias merecem ser contadas em uma produção coletiva. Assim, convidamos você e os colegas a fazer os registros dos trabalhos coletivos e individuais. Proponha aos estudantes que façam os textos para o fanzine em forma de relatos ou de reportagens sobre temas estudados.

Fotomontagem com fanzines, de Roger Beatjesus, 2025.

Caderno de artista

Muitos artistas criam diários e cadernos de artista para registrar ideias e processos de criação. Você também pode fazer seu caderno de artista! Ele será um companheiro em suas arte-aventuras e em seus projetos de arte!

Observe esta imagem.

Fanzine

O que é um fanzine? Em tradução livre, poderia ser chamado revista de fã. Os temas para um fanzine podem ser os mais variados. Geralmente, é uma produção coletiva, que inclui vários processos, como escrever, ilustrar, divulgar, entre outros. Os formatos também podem ser variados. Vocês podem produzir um fanzine com base no que vivenciaram e nos temas estudados.

O caderno de artista é um material em que os artistas registram ideias e experiências e criam desenhos, colagens, textos poéticos e outras formas expressivas.

Sugestão para o professor

• O QUE é um fanzine? Publicado por: Zinelândia. 2024. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: www. youtube.com/watch?v=i8ITqzu1VoY. Acesso em: 16 set. 2025.

O vídeo elaborado pela Zinelândia – Laboratório de Fanzine explica e ilustra brevemente o que é um fanzine mostrando algumas ideias de diferentes artistas.

• OFICINA de fanzine. Publicado por: Fábricas de Cultura. 2022. 1 vídeo (ca. 19 min). Disponível em: www.youtube.com/watch?v=Pu6RBqdDZJ8. Acesso em: 16 set. 2025.

O educador Diego Urbaneja apresenta uma oficina de fanzine realizada pelas Fábricas de Cultura, em São Paulo (SP). No vídeo, é possível saber mais sobre origem, significados e possibilidades de um fanzine.

Caderno de artista de Eugène Delacroix (1798-1863).

Arte que convida

Processo de criação da performance FLOU!, realizada pelo artista Ieltxu Ortueta com a participação de crianças, no Circuito Sesc de Artes de 2017, em São Paulo (SP).

Observe essas imagens. Tem gente em cima da folha de papel gigante. Quem está fazendo essa arte? Artista e crianças espalham linhas, cores e formas por toda parte!

Na performance, a arte é feita assim: com o corpo em ação!

Na arte interativa, o artista convida o público a participar como um parceiro da criação da obra envolvendo-o no processo criador.

Na performance FLOU! , o artista Ieltxu Ortueta convida várias crianças e seus familiares para fazer arte junto, dançando, desenhando e brincando. No começo do processo, Ortueta oferece pincéis de vários formatos e tinta preta e propõe o desenho de linhas. Depois, as crianças que participam da performance escolhem tintas de outras cores, dançam e criam livremente. Parece ser divertido fazer parte dessa arte coletiva!

1 Converse com os colegas sobre o que você achou dessa arte interativa. Se vocês fizessem uma performance interativa em sua escola, como seria? Que materialidades escolheriam? Respostas pessoais. Veja mais orientações no Encaminhamento.

QUEM

É?

Ieltxu Ortueta (1977-) é um artista espanhol que vive em Cunha (SP). Seus projetos artísticos são fundamentados em propostas colaborativas, em que crianças são convidadas a moldar, criar e dar vida às próprias expressões artísticas.

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Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR04, EF15AR07 e EF15AR23.

TCT: Cidadania e Civismo.

ENCAMINHAMENTO

Peça aos estudantes que realizem a leitura em conjunto da obra FLOU! e compartilhem impressões.

bos longos, quais formas e cores vocês criariam? Quais materiais gostariam de explorar primeiro? Já viram ou vivenciaram algo parecido? Essa ação poderia ser realizada na escola?

Caso haja na turma estudantes com deficiência visual, pode-se propor a audiodescrição da obra aos estudantes. Convide-os a descrever onde se passa a obra, como é seu formato e enquadramento, suas cores, se há pessoas e objetos presentes. Esse é um exercício interessante não só para favorecer e promover a inclusão de toda a turma, mas para despertar a atenção aos detalhes do que se vê. Ao final, peça aos estudantes que criem desenhos, pequenos textos ou até mesmo uma poesia em seus fanzines sobre o que mais gostaram da obra FLOU! e ideias que gostariam de experimentar em uma vivência artística semelhante à do artista. É interessante registrar as falas dos estudantes e aproveitar essas pistas como oportunidade de repensar o ato pedagógico.

Sugestão para o professor

• DIEGUES, Isabel. Arte brasileira para crianças. Rio de Janeiro: Cobogó, 2016. Esse livro traz uma seleção de 100 importantes nomes das artes, apresentando atividades inspiradas em suas obras que podem levar os estudantes a conhecer diferentes materialidades e maneiras de fazer arte.

27/09/25 16:46

Para a questão 1, comente que Ortueta se inspirou no desenho das crianças para criar uma arte com rabiscos dançantes. Com sua mediação cultural (texto verbal e fotografia), provoque os estudantes a refletir sobre as seguintes questões: o que o artista Ieltxu Ortueta e as crianças retratadas na fotografia e nas ilustrações estão fazendo? Vocês sabem o que é performance ? O que acham de propostas artísticas realizadas por muitas pessoas, como a performance FLOU!? Diante de uma folha de papel grande e materiais como tintas, lápis, canetas e pincéis com ca-

• VENTRELLA, Roseli C.; GRACIA, Maria A. L. O ensino de arte nas séries iniciais: ciclo I. São Paulo: FDE, 2006. Disponível em: www.crma riocovas.sp.gov.br/Down loads/ensino_arte_ciclo1. pdf. Acesso em: 16 set. 2025. O livro traz proposições para o trabalho educativo com estudantes nas séries iniciais, incluindo a arte contemporânea.

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Habilidades: EF15AR02, EF15AR04, EF15AR05, EF15AR06 e EF15AR26.

TCT: Experiências artísticas que envolvem o corpo permitem o desenvolvimento do TCT Saúde.

Organize-se

• Proponha aos estudantes que venham para esta aula usando roupas confortáveis, que permitam a expansão de movimentos corporais. Para esta proposta, além de um espaço amplo para os estudantes se movimentarem, serão necessários os seguintes materiais: folhas de papel grandes, pincéis de vários tamanhos, tinta guache em várias cores, fita adesiva, cabos de madeira ou varas de bambu, potes e papel-toalha para limpeza.

ENCAMINHAMENTO

Nesta aula, a ideia é oferecer materialidades, como papéis em grandes dimensões e riscadores diversos. Ao realizar a proposta de fazer desenhos orgânicos e coletivos, sugira aos estudantes que façam várias experiências pesquisando possibilidades de movimentos dançados e o traçado de linhas e formas. Depois, converse com eles sobre suas produções: os estudantes perceberam, em seus movimentos, formas simétricas e assimétricas? Perceberam que podem criar movimentos combinados? Conseguiram criar movimentos e traços mais próximos ao corpo e mais espalhados? Que tipos

ARTE-AVENTURA

Dança

das

linhas, das formas e das cores

A performance é uma linguagem que nasceu da vontade dos artistas de fazer uma arte ligada à ação, ao acontecimento. Ela é uma obra efêmera, que acontece em um tempo e lugar, embora essa ação possa ser registrada por fotografias ou filmagens.

Arte efêmera é uma produção artística que não é permanente em sua materialidade. É uma ação que acontece ou dura por um curto período.

Convide os colegas para criar uma performance explorando movimentos dançados, linhas, formas e cores. Seu corpo é uma materialidade importante. Além dele, vamos precisar de alguns objetos e seguir o passo a passo.

MATERIAIS

folhas de papel grandes

fita adesiva

COMO FAZER

1. Juntem as folhas de papel com fita adesiva para criar um grande painel.

pincéis de vários tamanhos

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

tintas guache em várias cores potes

papel-toalha para limpeza

de linha e forma surgiram? Como foi criar em grupo, na ação coletiva e colaborativa? Vale observar atentamente as experimentações e as múltiplas maneiras no ato de criar de cada estudante.

Trabalhe com a ideia de arte integrada, explorando a linguagem da performance individual e coletivamente e retomando as imagens

apreciadas nas páginas anteriores. Proponha aos estudantes que expressem oralmente suas hipóteses interpretativas a respeito das artes integradas, que são linguagens que se misturam, se integram, como na performance com desenhos orgânicos em que eles podem integrar movimentos dançados com a criação de desenhos.

2. Prendam os pincéis aos cabos de madeira ou às varas de bambu com fita adesiva, criando alongadores para os pincéis.

4. Dancem e criem uma imagem sobre esse grande suporte. A imagem criada com a participação de todos explora as linguagens da pintura e da dança.

3. Coloquem as tintas em potes próximos às folhas de papel.

Atenção!

Ao molhar os pincéis, tomem cuidado para não derramar os potes de tinta.

5. Vocês podem se movimentar com base no ritmo e na melodia de uma música ou nas sonoridades de um áudio.

6. Ao final, deixem a imagem secar. Ela pode ser exposta por um tempo na escola para outras turmas apreciarem a produção de vocês. Depois, combinem com o professor e recortem a pintura em vários pedaços e formatos, de modo que cada colega fique com uma parte para guardar com afeto um pedaço dessa arte efêmera.

ESTA É A MINHA ARTE!

Você pode fazer registros da performance. Crie desenhos e relatos escritos sobre essa experiência. Eles podem ser usados na proposta do fanzine coletivo da turma. Reportagens sobre arte coletiva e arte participativa também podem compor o fanzine. Use também seu caderno de artista para registrar sua experiência com essas práticas artísticas.

A performance interativa favorece a colaboração e o respeito com o outro, por isso observe como os estudantes lidam com escolhas individuais e coletivas, se constroem a prática com empatia e fortalecem laços com os colegas. Esses momentos de criação cole-

tiva na escola podem ser registrados por meio de fotografias ou de gravação de imagem e áudio (filmagem), que podem compor um portfólio eletrônico. Os vídeos criados pelos estudantes podem ser compartilhados com a comunidade escolar, com autorização prévia.

Ao final, faça uma roda de conversa para que possam expressar e compartilhar sua opinião sobre a aula. Ao explorar cores, sons e movimentos de maneira multissensorial os estudantes desenvolvem a consciência corporal e gastam energia. Aprender brincando e a expressão do corpo saudável estão ligados aos princípios do ODS 3: Saúde e Bem-estar e do ODS 4: Educação de Qualidade (fonte: NAÇÕES UNIDAS BRASIL. Objetivos de desenvolvimento sustentável. Brasília, DF: ONU, 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/ pt-br/sdgs. Acesso em: 8 set. 2025).

Chame a atenção dos estudantes para o fato de a performance ser efêmera, ou seja, durar apenas um tempo, mostrando a importância dos registros fotográficos, em áudio e em vídeo para perpetuar tanto o processo de produção como a ação performática em si.

Sugestão para o professor

• JACKSON Pollock in 60 seconds. Publicado por: Royal Academy of Arts. 2016. 1 vídeo (ca. 1 min). Disponível em: www.youtube.com/ watch?v=aXLS_WDIugk. Acesso em: 16 set. 2025.

O diretor artístico Tim Marlow faz uma breve introdução, em inglês, à obra do artista estadunidense Jackson Pollock, que explorou a action painting (pintura de ação) e o dripping (técnica de gotejamento) criando grandes pinturas em telas no chão. O artista, conhecido por ser uma das figuras centrais do expressionismo abstrato, experimentava derramar e pingar tinta sobre grandes suportes, usando não só pincéis, mas também bastões, facas e latas furadas.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR07 e EF15AR23.

TCT: Conhecer artistas estrangeiros e suas produções conecta-se ao desenvolvimento do TCT Multiculturalismo: diversidade cultural.

ENCAMINHAMENTO

A ambiência nesse momento é voltada à leitura de imagem e texto. O bate-papo sobre a performance da artista Ana Caetano pode acontecer em diferentes espaços da escola. Os estudantes podem levar seus livros consigo para uma área aberta ou uma sala com espaço livre, que pode ser, inclusive, a sala de aula regular, ajustada para a situação de aprendizagem. Inicie com a leitura do texto e da imagem. Ao trabalhar a proposta 1, retome que, em uma performance, as possibilidades de materialidades e maneiras de criar são diversas. Aproveite para lembrá-los de que na arte o corpo é suporte como mostra a fotografia da artista Ana Caetano. No desenho orgânico retratado na página, também conhecido como desenho ação, o corpo de Ana Caetano também é um riscador, podendo funcionar como um extensor da ferramenta de riscar. O ato da artista sobre o papel amplia e registra os traços e as linhas que seu corpo desenha. Saiba mais sobre a artista no boxe Quem é? e assista a vídeos de seu trabalho na seção Sugestão para o professor. Selecione algumas de suas produções para assistir com a turma.

Desenhos orgânicos

Observe esta imagem.

Ana Caetano realiza performance a_riscar durante residência artística na Viarco — Fábrica de Lápis, em Portugal, em 2023.

1 Converse com os colegas e responda às questões a seguir.

a) O que está acontecendo na imagem? Descreva o que você percebe.

b) Como a artista traça as linhas?

c) O que chama sua atenção na ação da artista?

d) Quais materialidades foram usadas?

a), b), c), d) Respostas pessoais.

Para fazer a performance, a artista Ana Caetano usou como materialidade o próprio corpo, um suporte do papel e um riscador para criar desenhos orgânicos. O resultado dessa proposta artística são desenhos, linhas que surgem no papel de acordo com o que o corpo sente ao ouvir uma música, ao se emocionar com algo e ao se movimentar sobre a folha de papel. São desenhos que em geral buscam simetria nas formas e nos movimentos.

Considere com os estudantes que a expressão desenho orgânico pode estar relacionada a vários conceitos. Do ponto de vista do desenho traçado tradicionalmente, dos projetos de design, das formas na arquitetura ou outras estruturas, essa expressão se refere a formas orgânicas, ou seja, formas que não têm ângulos retos ou curvas exatas. Trata-se de formas irregulares, mais naturais, que muitas vezes lembram seres vivos, mas não necessariamente precisam ser figurativas, podendo ser abstratas. Convide os estudantes a pesquisar mais o desenho orgânico, resultado de uma ação performática.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
KATIE LAGAST

Desenho orgânico (ou desenho ação) são traçados de linhas e formas com a ação do corpo em performances Simetria é a busca de equilíbrio ou de repetição na forma e nos movimentos, em sons e outros elementos, a depender da linguagem artística. Assimetria é o contrário, quando as formas não coincidem.

QUEM É?

Ana Caetano (1970-) é uma artista plástica e bailarina natural de Lisboa, Portugal. Iniciou sua trajetória na dança contemporânea e, mais tarde, passou a experimentar com as artes visuais, nas quais explorou a interação entre o desenho orgânico e o corpo como instrumento de expressão artística.

Observe a imagem.

2. Retome com os estudantes a noção de simetria. Comente que, na performance da página 16, a artista trabalha em busca de uma simetria de reflexão (ou espelhada) em seu ato de riscar. Já na imagem da página 17, ela persegue a simetria de translação com repetições de movimentos e traçados de linhas.

Ana Caetano na performance a_riscar, em Portugal, em 2024.

2 Nas duas performances destas páginas, a artista se move e cria linhas com riscadores. Agora, compare as duas imagens. Quais semelhanças e diferenças você nota? Comente com os colegas.

3 Em uma folha de papel avulsa, experimente criar linhas com riscadores explorando simetrias.

Produção pessoal.

27/09/25 16:46

Oriente-os a registrar em seus fanzines e cadernos de artista o que mais gostaram de saber sobre a artista Ana Caetano e sobre sua performance . Para os fanzines, por exemplo, as respostas podem ser elaboradas em forma de uma minibiografia da artista, sendo produzida em duplas ou pequenos grupos.

Refletir sobre o corpo como suporte, em especial na arte da performance, promovendo o respeito e a valorização da expressão de todos os corpos, reforça os princípios do ODS 5: Igualdade de Gênero.

+Ideias

Para que os estudantes compreendam melhor o conceito de simetria, pode-se propor a Brincadeira do espelho. Nessa brincadeira, dois estudantes ficam de frente para o outro, formando uma dupla. Um estudante criará diversos movimentos, e o outro será o espelho. A brincadeira também pode ser realizada organizando-se uma grande fila de estudantes: o primeiro da fila inicia os movimentos, e os demais tentam reproduzir o mesmo movimento ou gesto. Durante a prática, oriente-os a explorar movimentos lentos e rápidos, simples e mais complexos. A ideia é que o espelho faça exatamente o movimento do outro. Oriente-os a trocar de papel e a brincar com diferentes colegas.

Sugestão para o professor

• ANA CAETANO. c2025. Disponível em: www.youtube. com/@AnaCaetano_1970/ featured. Acesso em: 16 set. 2025.

No canal oficial da artista, é possível assistir a vídeos de seus diversos trabalhos. Clicando em shorts , consegue-se visualizar montagens de curta duração de suas performances

MIGUELGAGO
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR04, EF15AR05, EF15AR06 e EF15AR23.

TCT: Expressar-se e desenvolver-se livremente por meio de processos e investigações artísticas, individuais ou coletivas, dialoga com o TCT Cidadania e Civismo.

Organize-se

• Prepare com antecedência fita adesiva, folhas de papel grandes, como sulfites e cartolinas no tamanho A5 (são materiais de fácil acesso e costumam compor o acervo da escola), e riscadores diversos: lápis, giz de cera, giz de lousa, bastões de carvão, canetas hidrocor, entre outros.

ENCAMINHAMENTO

Proponha aos estudantes a mesma ambiência da situação de aprendizagem anterior. Convide-os a pensar sobre os espaços possíveis na escola para essa ação, pois, além da sala de aula, pode-se explorar o pátio, a quadra ou demais espaços abertos. Combine com a gestão escolar e verifique a segurança e a disponibilidade dos espaços.

De início, retome com os estudantes o conceito de performance e convide-os a ler o passo a passo da seção Arte-aventura. Pode ser feita de maneira mais prática uma breve conversa sobre a arte contemporânea e as linguagens artísticas, mostrando esses fundamentos por meio de vivências lúdicas, sem preocupação com formalizações teóricas.

Dê exemplos práticos enquanto apresenta as ideias (conceitos e noções), relembrando as experiências vivi-

ARTE-AVENTURA Performar e traçar

Observe estas imagens.

Grupo de meninas participa de uma performance com desenhos orgânicos.

Desenhos a carvão feitos por um grupo de meninas em uma performance

Nessa performance, as meninas se movem em uma dança delicada. Seus gestos e seus movimentos são registrados pelo riscador (carvão) sobre o papel, criando desenhos orgânicos que também são conhecidos como desenhos performáticos, assim como na performance da artista Ana Caetano. A performance é uma linguagem artística que acontece pela ação de um artista ou de um grupo.

das pelos estudantes no processo de fruição proposto nas páginas anteriores, em possibilidades de experiências artísticas.

É importante que os estudantes participem ativamente de todas as etapas da ação. Por isso, oriente-os sobre a escolha do espaço, dos materiais e da trilha sonora. Eles podem se organizar em pequenos grupos (compostos de três ou quatro integrantes, por exemplo) e realizar um revezamento como é sugerido, porém caso o espaço e o suporte escolhidos sejam de grande dimensão, pode-se propor que mais grupos participem da vivência ao mesmo tempo.

Essa proposta é bastante convidativa para estudantes com deficiência ou alguma sensibilidade, podendo ser uma potente ferramenta no desenvolvimento, pois permite a exploração e momentos de criação livres, sem barreiras, acionando diferentes sentidos e sensações.

Ao final, faça uma roda de conversa para que os estudantes expressem oralmente o que mais gostaram de fazer e o que foi mais divertido, quais sentimentos e sensações vivenciaram e o que aprenderam sobre os movimentos do corpo e do desenho.

Convide os colegas a criar uma performance coletiva!

MATERIAIS

• Riscadores variados

• Folhas de papel avulsas

• Fita adesiva

COMO FAZER

Riscadores são ferramentas para fazer desenhos, como lápis, giz de cera, bastões de carvão, entre outras.

1. Juntem as folhas de papel com a fita adesiva para criar um grande painel.

3. Cada estudante escolherá um tipo de riscador.

5. Na sequência, cuidadosamente, o grupo deve partilhar o espaço para realizar os movimentos de forma colaborativa.

2. Escolham um espaço aberto e plano e coloquem o painel de papel, que será o suporte, no chão.

7. Explorem as possibilidades de movimentos corporais e traçados nessa performance

8. Ao final deste trabalho de arte coletivo, vocês terão um desenho orgânico!

ESTA É A MINHA ARTE!

4. Inicialmente, cada um vai inventar uma dança com movimentos individuais sobre o suporte de papel.

6. Enquanto vocês se movimentam, encostem o riscador no papel para registrar os gestos e os movimentos em linhas e formas.

Dica: vocês podem colocar uma música ou sonoridade para realizar esta proposta.

Organize, com os colegas e o professor, uma exposição dos desenhos orgânicos na escola. Realize registros com fotografias e filmagens para compartilhar a experiência.

A linguagem da performance requer fundamentalmente a realização de algo em que os artistas possam utilizar diversos recursos e materiais. Como toda ação (acontecimento) é efêmera, registrá-la é um modo de apresentar essa produção em outros momentos e lugares. Lembre-se de registrar esses momentos de criação coletiva na escola por meio de fotografias ou de gravação de imagem e áudio (filmagem). Esses registros podem compor um portfólio eletrônico.

entre os estudantes sobre sua performance de Gestos esvaziados (Emptied gestures), incentivando-os a refletir: por que será que ela escolheu esse título? Há limite para criar movimentos na hora de inventar desenhos orgânicos? O que vocês acham dessa ideia? Converse com eles sobre a ideia de desenhar até esvaziar os gestos, perguntando: Quando um desenho fica pronto? Quando sabemos a hora de parar de riscar? Aproveite ainda para conversar sobre a escolha de materialidades (suportes e riscadores), chamando a atenção para as imagens do grupo de meninas que usam um riscador preto e o próprio corpo como uma extensão dele para registrar os movimentos sobre o suporte branco. Proponha aos estudantes que observem os movimentos e as linhas produzidas, questionando-os: são linhas curvas ou retas? Como será que elas foram feitas? Será que a direção e a velocidade dos movimentos corporais influenciaram no resultado dos desenhos orgânicos?

Sugestão para o professor

• COHEN, Renato. Performance como linguagem. São Paulo: Perspectiva, 2013. Nesse livro, o pesquisador e performer Renato Cohen busca as particularidades da performance como linguagem e descreve as soluções que o espetáculo performático dá aos problemas de criação, encenação e atuação.

27/09/25 16:46

As situações de aprendizagem propõem um diálogo com os princípios do ODS 3: Saúde e Bem-estar e do ODS 5: Igualdade de Gênero, pois buscam o desenvolvimento motor e a consciência corporal de meninos e meninas considerando individualidades e potencialidades.

+Ideias

Apresente também as produções da artista estadunidense Heather Hansen (ver em Sugestão para o professor) e provoque debates

• HEATHER Hansen: Emptied Gestures. Publicado por: Heather Hansen. 2014. 1 vídeo (ca. 6 min). Disponível em: https://vimeo.com/75185969. Acesso em: 16 set. 2025. Vídeo com a performance de desenho orgânico Gestos esvaziados ( Emptied gestures), da artista Heather Hansen.

BNCC

Habilidades: EF15AR02, EF15AR04, EF15AR05, EF15AR06 e EF15AR23.

TCT: Trabalhar a autonomia, a consciência corporal e o desenvolvimento multissensorial através de situações de aprendizagem ligadas ao corpo dialoga com o TCT Saúde.

ENCAMINHAMENTO

Proponha a mesma ambiência das situações de aprendizagem anteriores.

Ao realizar a proposta de fazer desenhos orgânicos e coletivos, sugira aos estudantes que façam várias experiências pesquisando possibilidades de movimentos dançados e o traçado de linhas e formas. Considere que escolher diferentes materialidades, como riscadores claros sobre suportes escuros, ou o contrário, proporciona diferentes efeitos.

À percepção de que o corpo é flexível, espera-se que os estudantes associem saberes prévios de Educação Física, como os exercícios de alongamento dos músculos, a ações artísticas. Nesta aula, converse com eles sobre o encontro entre diferentes saberes sobre Arte, Ciências da Natureza e Educação Física. A Educação Física abarca uma gama extensa de movimentos e pensamentos acerca do corpo que podem dialogar com a Arte e ser apropriados por diferentes linguagens. Comente que cada pessoa utiliza o corpo de forma bastante particular, podendo, por exemplo, focar determinadas partes do corpo ou certos movimentos. Por isso, é importante estimular a consciência corporal.

Ao realizar o passo a passo, é importante ter em men-

Corpo flexível DIÁLOGOS

Observe as imagens a seguir.

te que, ao propor exercícios físicos de qualquer natureza para os estudantes, é necessária orientação especializada. Essa informação também deve ser passada aos familiares. Por isso, pode-se convidar o professor de Educação Física para uma parceria nessa proposta, e ainda propor uma roda de conversa com familiares sobre a importância do movimento e do autocuidado para a qualidade de vida.

Essa ação é continuação da proposta de criar desenhos orgânicos (performáticos). No

Mexer e alongar o corpo com cuidado para realizar suas performances, criar e integrar dança e desenho podem ser formas de autocuidado. Precisamos conhecer nosso corpo e compreender o que ele pode fazer.

Ao realizar exercícios físicos de alongamento, os músculos são estendidos e a flexibilidade muscular pode melhorar. Atletas e artistas, como os dançarinos, costumam se alongar antes de realizar suas práticas. Dessa maneira, a flexibilidade dos movimentos aumenta.

Vamos perceber os movimentos do corpo na performance?

Atenção!

Exercícios físicos de alongamento devem ser realizados percebendo os limites de seu corpo, com movimentos suaves e sempre com a supervisão do professor.

entanto, nesta seção, a proposta é o autoconhecimento corporal e o autocuidado ao se mover. Conhecer seus limites e potencialidades nos movimentos corporais pode ajudar a compreender como se expressar e, também, se cuidar. Oportunize que todos os estudantes realizem os movimentos considerando suas singularidades e potencialidades. Adapte a proposta escolhendo a melhor posição do painel (horizontal ou vertical) para que estudantes com deficiência física possam realizá-la.

Movimento 1: assimetria.
Movimento 2: simetria.

1. Realizando novamente a proposta do desenho orgânico, investigue como seu corpo reage a movimentos de alongamento. Tome cuidado para não se machucar!

2. Nas imagens, vemos o movimento de alongamento e o de traçado em assimetria, na imagem movimento 1, e em simetria, na imagem movimento 2 Procure alternar os movimentos e os traçados.

3. Use folhas de papel grandes para fazer seus desenhos. Crie uma dança com linhas que expressam os registros de seus traços e seus trajetos. Explore movimentos, traçados e formas simétricas e assimétricas usando seu sistema muscular

Sistema muscular: conjunto dos músculos do corpo. Com outros sistemas, o sistema muscular permite a movimentação e a sustentação do corpo.

Dica: como a performance é uma arte efêmera, é importante realizar registros com fotografias e filmagens para mostrar a outras pessoas como ela aconteceu e quais foram os resultados.

Proponha rodas de conversa para fazer sondagens e descobrir o que a turma compreende sobre os conceitos e as propostas trabalhados até aqui, em momentos de nutrição estética, e rodas de conversa com o professor, colegas e familiares ou responsáveis. Ao trabalhar o conceito de simetria nos movimentos, peça aos estudantes que se movimentem e investiguem regularidades e irregularidades, constância e ruptura, entre outras experimentações. Sobre movimentos em formas simétricas, pode-se perguntar: perceberam, em seus movimentos, formas simétricas e assimétricas? Perceberam que podem criar movimentos combinados? Conseguiram criar movimentos e traços mais próximos ao corpo e mais espalhados? Que tipos de linha e forma surgiram? Como foi criar em grupo, na ação coletiva e colaborativa? As respostas podem ser desenvolvidas oralmente ou registradas nos cadernos de artistas e no fanzine.

Sugestão para o professor

• OS SISTEMAS do corpo humano para crianças. Publicado por: Ensinando meu filho. 2020. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https://you tu.be/oVh9vlnotbc. Acesso em: 16 set. 2025.

27/09/25 16:46

Entre os benefícios de realizar exercícios físicos de alongamento estão: relaxamento muscular; maior consciência corpórea; flexibilidade corporal; resistência a lesões; preparação do corpo para propostas nas aulas de Educação Física e Arte (dança, performance e teatro, por exemplo). Pode-se ainda propor aos familiares que conversem com os estudantes sobre a importância do movimento e do autocuidado para a qualidade de vida.

Animação que explica os sistemas do corpo humano, entre eles o sistema muscular. O canal que publicou o vídeo é destinado a familiares e professores.

BNCC

Habilidades: EF15AR02, EF15AR04, EF15AR05, EF15AR06, EF15AR07 e EF15AR23.

TCT: Estudar e vivenciar manifestações culturais públicas e coletivas permite o desenvolvimento do TCT Multiculturalismo.

Organize-se

• Providencie antecipadamente os seguintes materiais: riscadores, tintas de várias cores, suportes variados, cola, cordões, tesoura com pontas arredondadas e fita adesiva.

ENCAMINHAMENTO

Para o Laboratório de criação coletiva, verifique um ambiente adequado e seguro para a prática. Siga o roteiro proposto em parceria com os estudantes. Além de acrescentar novos materiais, os estudantes podem sugerir locais para realizar a ação na escola. Inicie com um momento de nutrição estética da imagem do Lab. B A T U, proposto pelo artista Ieltxu Ortueta. Convide os estudantes a comentar a forma como o artista interage com os participantes e com os materiais. Reserve um momento da aula para responder às questões mediadoras 1 e 2. A proposta de Ortueta, também chamada pelo artista de jogo, é um convite para crianças e famílias explorarem afetos e percursos criativos, com base na linha reta e nas cores preta e branca. Quem participa é convidado a explorar o espaço por meio da linguagem do desenho. Pode-se assistir aos vídeos indicados na seção Sugestão para o professor para conhecer mais a obra e o artista.

ARTE EM PROJETOS

Laboratório de criação coletiva

Observe esta imagem.

Lab. B A T U, Laboratório de Criação do artista Ieltxu Ortueta, no Sesc Paulista, em São Paulo (SP), em 2025.

O artista fez o convite, alguém aceitou, chegou mais gente. O tempo foi passando e chegaram mais pessoas. De repente, a sala que estava vazia ficou cheia de linhas e formas. Quem passou por ali criou, contribuiu de algum jeito. Todos deixaram seu traço e seu talento! Essa foi a experiência de criação artística coletiva do Lab. B A T U, um jogo proposto pelo artista Ieltxu Ortueta, que convidou crianças e familiares para viver um tempo juntos, com arte e afeto.

1 Como você acha que a arte coletiva da imagem foi feita?

2 Quais materiais foram usados? Comente suas hipóteses com os colegas e o professor.

3 Agora, vamos criar um laboratório de criação coletiva na escola?

1 e 2. O jogo foi iniciado oferecendo ao público pincéis, tinta na cor preta e folhas de papel

MATERIAIS

• Riscadores

• Tintas de várias cores

• Suportes variados

• Cola

• Fita adesiva branco. Além de pintar utilizando um suporte bidimensional, os participantes podiam montar formas tridimensionais dobrando e juntando as folhas de papel. O resultado foi uma instalação artística repleta de linhas e formas nas cores branca e preta.

• Cordões

• Tesoura com pontas arredondadas

No passo a passo se propõe uma ação coletiva inspirada no Lab. B A T U. Procure adaptar a proposta, que permite explorar outras linguagens e técnicas, para a realidade da escola e do território. Nas artes visuais, é possível se expressar por imagens de muitas maneiras, como desenho, pintura, gravura, fotografia, além de poder integrar linguagens. Se considerar necessário, proponha aos estudantes que um grupo discuta em roda de conversa as ideias de criação, enquanto outro ocupa o laboratório.

A proposta Lab. B A T U do artista Ieltxu Ortueta envolve experiências sensoriais, estéticas e estésicas em que o artista convida o público a explorar diferentes sentidos, emoções e sensações. Nas aulas de Arte, é importante trazer propostas que estimulem diversos sentidos, construam significados e despertem a ação criadora de cada estudante, favorecendo a descoberta de seu tempo e de suas potencialidades.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Oriente os estudantes a estabelecer os combinados e a se dividir em grupos para trabalhar no laboratório.

1. Planejem esta ação coletiva. Escolham um local em que o laboratório possa acontecer.

3. Organizem as materialidades no local.

4. Planejem sua participação e a dos colegas no laboratório.

2. Determinem o tempo e a data em que o laboratório vai acontecer e quem serão os convidados. Não se esqueçam de pedir ajuda ao professor e combinar tudo com a gestão da escola.

5. Experimentem as materialidades e os elementos de linguagem das ar tes visuais, explorando linhas, formas, cores, espaços, texturas e movimentos e trabalhando sobre os suportes bidimensionais ou tridimensionais.

Existem muitas possibilidades para criar no laboratório de arte. Veja algumas ideias:

• Várias folhas de papel podem ser unidas para criar caminhos ou painéis.

• As formas tridimensionais podem ser feitas com papéis, trabalhando com caixas de papelão, papéis em formas de dobraduras, colagens e móbiles.

• Os suportes (papéis) podem ser fixados no chão ou na parede, explorando os espaços horizontais e verticais do ambiente.

ESTA É A MINHA ARTE!

Realize registros com fotografias e filmagens para compartilhar a experiência no laboratório de criação coletiva. Também registre no seu caderno de artista essa experiência.

Dica: a instalação de arte que surgirá com olaboratório t ambém é uma obra efêmera. Assim, registros serão importantes para contar a história dessa experiência coletiva. É possível também criar desenhos e relatos escritos para a proposta do fanzine da turma. Uma reportagem sobre arte efêmera, arte coletiva, arte participativa e outros temas.

Avalie como os estudantes se comportam nos momentos de ação criadora. Esta situação de aprendizagem propõe: experimentação de materialidades; processos e procedimentos artísticos; investigação de técnicas; resolução de problemas; poética pessoal; trabalho colaborativo. Faça uma pauta de avaliação com base nessas questões e compartilhe-a com os estudantes para que compreendam os processos avaliativos em Arte.

+Ideias

Para expandir a proposta, verifique se há, no município ou no bairro, espaços, artistas e grupos de artistas propondo arte interativa. Combine com os estudantes uma expedição cultural para visitá-los. Pode-se entrar em contato com museus, galerias e artistas que façam parte de coletivos que participam de grupos ou clubes de arte, combinando uma conversa presencial ou virtual com os estudantes, com a participação dos familiares ou responsáveis.

Sugestão para o professor

• DERDYK, Edith. Formas de pensar o desenho: desenvolvimento do grafismo infantil. São Paulo: Panda Educação, 2020.

27/09/25 16:46

Esse livro nos convida a refletir sobre o universo gráfico infantil e sobre diferentes formas de pensar o desenho. • LAB. BATU (Laboratório de Criação e Jogo) Sesc Paulista (SP). Publicado por: Artefactos Bascos. 2025. 1 vídeo (ca. 1 min). Disponível em: www.youtube.com/watch? v=-JdkMzVbGqc&t. Acesso em: 16 set. 2025.

O vídeo mostra registros de famílias e crianças participantes da experiência de criação artística Lab. B A T U, idealizada pelo artista Ieltxu Ortueta.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR03, EF15AR04 e EF15AR07.

TCT: Explorar a arte da fotografia, conhecendo produções de artistas nacionais, permite o desenvolvimento do TCT Multiculturalismo.

ENCAMINHAMENTO

A ambiência neste momento é voltada à leitura de imagem e texto. Pode-se organizar a sala de aula com carteiras unidas em pequenos grupos ou duplas produtivas para que os estudantes realizem a leitura em conjunto e conversem sobre a fotografia, a ilustração e o poema apresentados.

Inicie com um momento de nutrição estética da fotografia de Priscila Tapajowara e do trecho do poema Fotografias de Miguel. Na mediação cultural, se possível, projete a fotografia para que os estudantes possam vê-la em uma escala maior e dê um tempo de silêncio para que a observem em detalhes. Faça o mesmo com o poema, convidando-os a refletir sobre o que leram. Pode-se criar pautas de questões mediadoras: o que vocês veem nessa fotografia? O que mais chama a atenção? Quais são as semelhanças entre a imagem e o poema apresentado? O que nos diz o poema? Vocês já usaram uma câmera fotográfica semelhante à da fotografia?

Caso haja na turma estudantes com deficiência visual, pode-se propor a audiodescrição coletiva da fotografia. Esse é um exercício interessante não só para favorecer e promover a inclusão, mas para despertar a atenção da turma para a leitura de imagens.

2 CLUBE DE FOTOGRAFIA

Fotografia tirada por Priscila Tapajowara de crianças indígenas no território Kayapó (PA), em 2024.

Durante a leitura do poema, é interessante explicar brevemente aos estudantes o significado de palavras como foco, zoom e enquadrar. Sugira que anotem ou desenhem descobertas e reflexões no caderno.

Explique aos estudantes que o zoom da câmera funciona como uma lupa: sem sair do lugar, o zoom se aproxima ou se afasta do que se está fotografando.

O foco é uma ferramenta que permite deixar nítido o que se escolhe fotografar. Explique que, em muitos dispositivos com câmera, por exemplo, a câmera não precisa de ajustes para focar, mas também é possível escolher (geralmente com as pontas dos dedos) partes da fotografia que se quer focar, por exemplo: rostos.

Enquadrar é quando se realizam recortes de uma cena através da lente da câmera, decidindo o que aparecerá na fotografia.

VENHA FOTOGRAFAR!

[...] avô, que lhe ensinara o gosto pela fotografia. Fora ele que mostrara como arrumar o foco e o zoom, como enquadrar o que o neto queria fotografar. [...] e Miguel ia aproveitando seu tempo com a máquina na mão, fotografando paisagens, pássaros, flores, arquiteturas das casas, detalhes que passam despercebidos aos olhos de muitas pessoas.

MIRANDA, Eraldo. Fotografias de Miguel. Ilustrações: Fernanda Rodrigues. Jandira: Ciranda na Escola, 2023. p. 4, 8. Você gosta de fotografar? Vamos conhecer mais sobre o mundo da fotografia e descobrir temas e técnicas?

Venha fotografar!

Peça aos estudantes que criem no caderno um desenho sobre o tema fotografia e anotem o que gostariam de aprender nas próximas aulas sobre essa linguagem. Frases de que mais gostaram ao longo da leitura, trechos do poema, desenhos inspirados na fotografia também são possibilidades para se expressar. Esses registros podem ser compartilhados com a turma e inspirar seu planejamento.

O contato com obras de artistas originários busca fortalecer o respeito à identidade cultural do povo indígena, dialogando com os princípios do ODS 10: Redução das desigualdades e do ODS 16: Paz, justiça e instituições eficazes.

+Ideias

A fotografia de Priscila Tapajowara pode servir de ponto de partida para conversas sobre cultura, respeito, identidade e diversidade. Com base na fotografia apresentada, pode-se falar mais sobre a diversidade cultural brasileira e despertar a curiosidade da turma sobre os temas a serem estudados nas próximas páginas. Uma ideia é propor a pesquisa de outras fotografias da artista Priscila Tapajowara.

Sugestão para o professor

• O QUE É audiodescrição?

Fundação Dorina Nowill para Cegos, São Paulo, 2025. Disponível em: https://fun dacaodorina.org.br/blog/ o-que-e-audiodescricao/. Acesso em: 16 set. 2025. Leia o texto “O que é audiodescrição?”, criado pela Fundação Dorina Nowill, para saber mais sobre o recurso da audiodescrição. Ao navegar por outras abas do site, é possível conhecer mais o trabalho e a atuação da Fundação.

• PRISCILA TAPAJOWARA. c2023. Disponível em: https: //galeriatapajowara.wixsite. com/priscilatapajowara/ fotografia. Acesso em: 16 set. 2025. No site oficial da artista, pode-se saber mais sobre sua biografia e conhecer suas fotografias e vídeos.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03 e EF15AR07.

TCT: Refletir sobre a identidade brasileira por meio do contato com obras que retratam a cultura e a riqueza indígena sob o olhar dos próprios indígenas, conecta-se com o TCT Multiculturalismo.

ENCAMINHAMENTO

A organização da sala de aula pode ser a mesma da situação de aprendizagem anterior, com os estudantes divididos em grupos ou duplas produtivas ou com a formação de uma roda. Pode-se também explorar outros espaços da escola e propor a leitura destas páginas do livro ao ar livre.

Inicie com a mediação cultural por meio das questões propostas. Dessa maneira, os estudantes são convidados a expressar oralmente suas hipóteses interpretativas a respeito da fotografia. Na questão 1, aproveite o item e para propor, durante os momentos de apreciação, reflexões sobre a veracidade do ato de fotografar. Comente que nem tudo o que é registrado por uma fotografia retrata a realidade. Por isso, é importante valorizar e conhecer o trabalho de artistas comprometidos e conhecer suas trajetórias profissionais, pois as fotografias guardam lembranças e contam muitas histórias. O texto trará mais reflexões sobre o assunto.

Minhas imagens

Observe a fotografia tirada por Piratá Waurá.

Fotografia tirada por Piratá Waurá de jovem indígena da etnia Waurá, na aldeia Piyulaga. Parque Indígena do Xingu, município de Gaúcha do Norte (MT), em 2024.

1 Converse com os colegas sobre a leitura dessa imagem. Para registrar suas ideias, você pode usar o caderno de artista que foi proposto na página 12.

Retome a proposta do caderno do artista.

a) Descreva o que você percebe.

b) Quais elementos visuais a imagem apresenta?

1. a) Resposta pessoal. Se houver estudantes com deficiência visual na turma, proponha aos colegas que compartilhem oralmente suas descrições.

c) O que essa imagem provoca você a pensar, sentir ou imaginar?

d) O que mais chama sua atenção na imagem?

e) Imagens podem contar sobre nós? Qual é sua opinião?

1. c), d), e) Respostas pessoais.

Um olhar, uma máquina fotográfica em mãos, um clique. Quem capturou o retrato do jovem indígena? A máquina ou o olhar do artista?

1. b) Espera-se que os estudantes mencionem elementos como linhas, cores, formas, relações entre figura e fundo, planos etc.

Realize com os estudantes a leitura coletiva do texto e crie momentos de fruição estética das produções de Piratá Waurá. Ressalte que, por muito tempo, as representações dos povos originários no Brasil foram feitas do ponto de vista do colonizador, deixando de retratar a realidade indígena em sua diversidade, e reforçando ideias e imagens tendenciosas e estereotipadas. Explique a importância do trabalho de artistas que adotam um olhar sensível e atento, valorizando o direito dos próprios indígenas de contar suas histórias e produzir suas imagens. A palavra representatividade está ligada ao direito de todas as pessoas participarem da sociedade e se sentirem valorizadas ao ter contato com elementos culturais que expressem sua diversidade e promovam o respeito às diferenças. A ancestralidade está diretamente ligada à representatividade; por isso, é importante que toda criança conheça a própria história, a da família e a dos antepassados. Em sua prática escolar, busque valorizar cada estudante e o que ele traz de único por meio de uma curadoria de livros, objetos, brinquedos e brincadeiras ligados a diferentes etnias, culturas e modos de viver.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Contextualize que, durante muito tempo, os povos indígenas foram fotografados por pessoas não indígenas, e que muitas dessas fotografias geraram e ainda geram ideias que não correspondem à diversidade cultural dos povos indígenas brasileiros.

A fotografia é uma linguagem que permite captar um instante, um acontecimento. Pode contar a história de alguém, mostrar quem somos, onde já estivemos, com quem estávamos e o que estávamos fazendo naquele exato momento.

Mas uma imagem também pode iludir? Vivemos em um mundo repleto de imagens, muitas delas são fotografias. Algumas contam como as coisas são, outras mostram as coisas da imaginação ou diferentes formas de olhar o mundo.

Artistas fotógrafos indígenas como Piratá Waurá e Priscila Tapajowara valorizam e divulgam a cultura dos povos originários de forma poética e autêntica por meio de suas imagens.

Agora, observe a fotografia tirada por Piratá Waurá.

Fotografia tirada por Piratá Waurá na aldeia Piyulaga. Parque Indígena do Xingu, Mato Grosso, em 2025.

QUEM É?

Piratá Waurá é um fotógrafo, professor e cineasta indígena do povo Waujá. Ele faz parte de muitos projetos pela valorização da cultura de seu povo.

Priscila Tapajowara (1993-) é uma fotógrafa indígena nascida no município de Santarém (PA). Ela tem formação em produção de audiovisual e se destaca como diretora, produtora e comunicadora, desenvolvendo projetos voltados à representatividade indígena.

Considere os relatos expressos pela turma oralmente ao longo da aula. Observe e acompanhe a participação dos estudantes nos momentos de apreciação de imagens, e verifique como se expressam e colocam hipóteses durante as aulas, compondo assim uma avaliação formativa e processual em Arte.

Aprender e valorizar diferentes culturas, em especial dos povos originários, combatendo estereótipos e preconceitos reforça os princípios do ODS 10: Redução das desigualdades e do ODS 16: Paz, justiça e instituições eficazes.

+Ideias

Com base na seção Quem é? , pode-se propor que os estudantes organizem uma exposição de arte fotográfica na escola, com curadoria de imagens fotográficas dos artistas Piratá Waurá e Priscila Tapajowara. Há diversas maneiras de montar uma exposição na escola e falar sobre a vida e a obra de artistas. Além de murais e organização de salas temáticas, pode-se utilizar recursos audiovisuais. Combine mais ideias sobre essa proposta com a turma.

Em roda de conversa, comente que cada pessoa percebe e lê o mundo com base em seu modo de ser e de existir. Se possível, pesquise e mostre em momentos de nutrição estética a arte de João Maia, um fotógrafo profissional com deficiência visual. Contextualize que esse fotógrafo já exercia a profissão antes de começar a perder sua visão. Ele foi desenvolvendo novas formas de perceber imagens com baixa visão, aprimorando sua maneira de composição de imagens fotográficas, passando a captá-las sentindo o movimento no ar por meio da escuta e do tato. Ele iniciou um projeto conhecido como fotografia cega, no qual reúne pessoas com deficiência visual para ensinar a fotografar.

Sugestão para o professor

• FOTOGRAFIA CEGA. c2024. Disponível em: https://foto grafiacega.com.br/. Acesso em: 9 set. 2025.

No site oficial, conheça mais sobre o projeto Fotografia Cega, de João Maia.

BNCC

Habilidades: EF15AR02, EF15AR04, EF15AR05, EF15AR06, EF15AR07, EF15AR23 e EF15AR26.

TCT: Criar, expressar e experimentar ideias na infância através da arte da fotografia conecta-se com o TCT Cidadania e Civismo.

Organize-se

• Proponha aos estudantes que tragam câmeras digitais ou dispositivos com câmera, convidando a família a colaborar com a mobilização desses recursos.

ENCAMINHAMENTO

A ideia é que nesta situação de aprendizagem eles iniciem o ato de fotografar. Verifique com antecedência os recursos disponíveis para a realização da proposta.

Na questão 1, os estudantes são convidados a expressar suas vivências com a fotografia e a falar um pouco sobre os momentos em família, o que possibilita perceber gostos e repertórios pessoais. Dê vários exemplos de temas: autorretratos, outras pessoas, animais, paisagens, plantas, manifestações artísticas, festas, brincadeiras, entre outros temas. Aproveite a ilustração para exemplificar e inspirar a turma.

Aproveite, nas questões 2 e 3 , para conversar sobre o impacto das imagens fotográficas na arte e na vida cotidiana, bem como a importância de um olhar sensível e atento de quem fotografa aliada ao estudo das técnicas da linguagem fotográfica na produção de uma boa fotografia. Uma curadoria de imagens fotográficas pode ser providenciada para que eles observem os diferentes papéis dessa linguagem

ARTE-AVENTURA

Ação fotográfica

Nesta seção, inicia-se a experiência sobre a ação fotográfica, avaliando o conhecimento dos estudantes a respeito do tema e suas experiências com a fotografia.

(registro histórico, de evento, retratos, autorretratos, fotografias artísticas, jornalísticas, entre outras) e ampliem o repertório estético-cultural. Apresente trabalhos de diferentes artistas brasileiros e estrangeiros. Atente aos conteúdos das fotografias de cada artista e verifique se são adequados à faixa etária da turma.

Nesta seção, os estudantes vão iniciar a ação fotográfica, por isso reserve um tempo para que explorem os recursos disponíveis para fotografar. Se na turma houver estudantes com deficiência, convide-os a expressar suas maneiras de conhecer o mundo. Esse é um bom momento para o acolhimento das singularidades e das potencialidades de cada estudante.

Avalie, de forma processual, o envolvimento e a participação dos estudantes com a proposta. Observe como desenvolveram, ao longo da aula, a observação sensível e a criatividade e se perceberam a importância de conhecer e estudar técnicas de fotografia para realizar um bom registro. Reserve um tempo para que compartilhem o que aprenderam e o que chamou a atenção nessa aula.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Cada fotógrafo pode ter um interesse diferente ao buscar para onde olhar e criar sua fotografia. Um detalhe de uma construção, a textura de uma árvore, o retrato de um amigo, um pássaro ou uma paisagem podem chamar sua atenção e ser um bom tema para uma criação na fotografia.

Uma ação fotográfica pode acontecer ao acaso, quando deparamos com algo que nos chama atenção. Mas ela também pode ser estudada e planejada. Veja alguns pontos para pensar na elaboração da ação fotográfica.

A ação fotográfica pode ser compreendida como o ato de fotografar, que vai além de apenas usar uma câmera fotográfica para reproduzir a realidade. É se expressar pela linguagem visual e poética da fotografia.

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes indiquem os temas que os inspiram a fotografar. Comente que, ao fazer registros no caderno de artista,

1 Quais temas você e seus familiares costumam fotografar? Faça uma lista e compartilhe com a turma. Depois, que tal usar mais uma vez seu caderno de artista? Crie um desenho de uma cena que gostaria de fotografar.

2 Em sua opinião, basta ter um dispositivo com câmera com muitos recursos para fazer uma boa fotografia?

3 Quais recursos você e seus familiares costumam utilizar para fazer fotografias?

Aprendendo mais sobre fotografias, você e os colegas podem aproveitar mais essa linguagem criando imagens incríveis que expressem seu olhar sobre o mundo. O que você acha dessa ideia?

2. Espera-se que os estudantes compreendam que não é o objeto, o dispositivo com câmera, que captura uma boa imagem, mas sim o olhar sensível de quem olha através da lente desse dispositivo, ou seja, o fotógrafo. Conhecer e saber usar o equipamento que se tem também é importante.

3. Resposta pessoal. Essa questão ajuda a conhecer a realidade dos estudantes e os recursos a que eles têm acesso. Caso seja

Atenção!

Em sua ação fotográfica, fique atento e tome cuidado na travessia com buracos, calçadas irregulares e obstáculos. Antes de focar a imagem, olhe bem onde pisa e se está seguro antes de fazer seu clique. identificada uma dificuldade de acesso aos recursos necessários, os estudos sobre a fotografia podem ser realizados com dispositivos com câmera compartilhados. eles podem escrever ou desenhar para expressar ideias sobre como planejar a produção de fotografias.

27/09/25 17:00

+Ideias

Como ampliação, proponha momentos de investigação sensorial, criando uma “janela” para olhar. Para tanto, siga as orientações: recorte uma folha de papel-cartão (cerca de 15 cm × 15 cm); desenhe uma forma retangular e recorte-a, criando uma espécie de janela; use esse material para investigar focos de interesse, enquadramentos e ângulos de visão ao olhar uma paisagem ou um objeto, por exemplo.

Com base nesse exercício, converse com os estudantes sobre como é possível olhar para o mundo e selecionar detalhes, ângulos, incidências de luz, escolhendo, conforme nossas percepções, como fotografar usando câmeras digitais ou de dispositivos com câmera. A investigação sensorial visual é uma forma de investigar o olhar fotográfico.

Sugestão para o professor

• LOCATELLI, Angela. O legado de Sebastião Salgado: morre o renomado fotógrafo e ambientalista brasileiro que clicou a Amazônia em preto e branco. National Geographic, 23 maio 2025. Disponível em: www.natio nalgeographicbrasil.com/ cultura/2025/05/o-legado -de-sebastiao-salgado -morre-o-renomado-foto grafo-e-ambientalista-bra sileiro-que-clicou-a-ama zonia-em-preto-e-branco. Acesso em: 16 set. 2025. Leia a matéria sobre a trajetória do fotógrafo ativista Sebastião Salgado.

Sugestão para o estudante

• MESSIAS, Adriano. A vaca fotógrafa. Ilustrações: Jean-Claude R. Alphen. Curitiba: Positivo, 2015. Uma história engraçada que traz ensinamentos de como conseguir aquela fotografia bem enquadrada.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR04, EF15AR23 e EF15AR26.

TCT: Conversar e refletir sobre o estímulo constante ao consumo e o descarte de tecnologias no campo da fotografia permite o desenvolvimento do TCT Meio Ambiente e do TCT Ciência e Tecnologia.

ENCAMINHAMENTO

Mostre aos estudantes material a respeito da história da fotografia e da cultura visual. Separe vídeos e imagens sobre o assunto e apresente-os à turma para que percebam a evolução da fotografia no decorrer do tempo. O bate-papo sobre a evolução das câmeras dialoga e pode ser enriquecido com o vídeo Last shot, indicado na seção Sugestão para o professor. Reserve um tempo e recursos para assistir a esse vídeo com a turma.

Compartilhe com os estudantes um pouco da história da fotografia. Você pode fazer uma curadoria com fotografias que marcam a cultura visual do Brasil na arte, no jornalismo e na história, por exemplo. As pesquisas de Fernando Hernández sobre a cultura visual propõem o ensino de Arte de modo interdisciplinar, estudando a imagem não apenas pelo prisma da história da arte, mas também por meio de várias mídias e contextos.

A fotografia é uma forma de criar imagens por meio da projeção de luz. O termo fotografia nasceu da união de duas palavras: foto (luz) e grafia (escrita), ou seja, é como se a imagem registrada fosse escrita pela luz. Ao apresentar esse conceito, verifique o que os estudantes pensam sobre a fotografia ser uma escrita feita pela luz.

Diferentes tecnologias para fotografar DIÁLOGOS

ROGERDAVIES/ALAMY/

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Câmera fotográfica Rolleiflex.

Rolleiflex é o nome de um tipo de câmera fotográfica manual, também conhecida como analógica.

As câmeras fotográficas manuais (ou analógicas) usam filmes fotográficos que captam e gravam a imagem e precisam ser revelados com processos químicos, em local protegido da luz.

Já as câmeras fotográficas digitais, comuns hoje em dia, usam sensores que captam e gravam as imagens em memória eletrônica, e é possível ver as fotografias na hora.

Atualmente, quando um novo modelo de telefone celular, game ou outro tipo de aparelho é lançado, os consumidores dessas tecnologias costumam ficar ansiosos para experimentar. As câmeras fotográficas manuais faziam o mesmo sucesso na época em que foram lançadas.

1 Será que a maioria das pessoas gosta de novidades? O que você pensa sobre isso?

Imagine que você está passeando por um museu de história da fotografia com câmeras fotográficas de várias épocas e lugares.

Como será que as pessoas produziam fotografias com essas câmeras fotográficas?

1. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes conversem e reflitam sobre temas atuais como educação financeira, consumo consciente e meio ambiente. Como mediador, provoque a discussão por meio de questões sobre esses temas e a relação deles com o consumo.

Na questão 1, mencione como o estímulo das propagandas, muitas vezes, nos leva a acreditar que temos necessidade de adquirir certos produtos e em como os altos preços de certos produtos dificultam o acesso para todos.

Em seguida, pode-se contar aos estudantes que as tecnologias mudaram o mundo e que as invenções experimentais foram fundamentais nesse processo. Converse com eles e pergunte: como imaginam que era a vida antes da fotografia? Como acham que as pessoas registravam seus momentos? Como a tecnologia mudou o modo de guardar essas imagens? Como acham que as fotografias eram reveladas? Vocês costumam revelar fotografias como antigamente ou guardam apenas na memória de um dispositivo com câmera? Aproveite para conversar sobre o impacto das imagens na vida dos estudantes e a velocidade com que tecnologias se transformam e podem ser substituídas, como no caso de câmeras fotográficas e smartphones. Fale também a respeito do rápido descarte e da substituição de tecnologias.

27/09/25 17:00

Observe estas imagens.

O daguerreótipo surgiu em 1839 e foi o primeiro aparelho fotográfico fabricado em escala comercial.

As câmeras fotográficas compactas passaram a ser fabricadas a partir da década de 1960 e tornaram o ato de fotografar mais acessível.

Este modelo de câmera fotográfica ficou popularmente conhecido como lambe-lambe. Existem relatos de que muitos fotógrafos lambiam a placa de vidro que ficava dentro da câmera para encaixá-la do lado certo.

A primeira câmera fotográfica com revelação instantânea foi fabricada em 1947.

A câmera digital surgiu no início da década de 1980 e tornou a criação de fotografias mais prática.

A primeira câmera fotográfica Rolleiflex foi fabricada em 1929.

Na década de 1990, surgiu o primeiro telefone celular com recurso de câmera.

2 Pergunte a seus familiares se eles possuem fotografias antigas. Questione quando foram tiradas, quem está retratado em cada uma dessas fotografias e com que tipo de câmera fotográfica elas foram feitas. Escreva em seu caderno de artista suas principais descobertas. Depois, compartilhe com os colegas e o professor na sala de aula.

Respostas pessoais. Oriente os estudantes a conversar com os familiares ou responsáveis e a realizar a pesquisa de imagens fotográficas.

3 Você costuma fazer fotografias com dispositivos com câmeras? Que tal investigar os recursos que eles podem nos oferecer?

Respostas pessoais. Antes de os estudantes responderem, converse com eles sobre como funcionam os dispositivos com câmeras, para ampliar seus repertórios.

É interessante criar um percurso histórico da invenção da fotografia. Apresente Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851), inventores franceses que marcaram o início da história da fotografia (ver Sugestão para o professor). Com base nas ilustrações da evolução das câmeras, elabore uma maneira criativa de contar essa história usando máquinas fotográficas antigas e imagens históricas.

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e empreguem as diferentes funções de uma câmera digital e, além disso, desenvolvam a competência leitora. Espera-se que os estudantes tenham compreendido a evolução da tecnologia no universo fotográfico, percebendo como as formas de registrar imagens e nossas memórias mudaram ao longo do tempo. Durante a aula, peça que construam registros no caderno enfatizando preferências, aprendizagem e dúvidas.

As situações de aprendizagem desta aula conectam-se aos princípios do ODS 12: Consumo e produção responsáveis.

Sugestão para o professor

• CGI ANIMATED short film HD “Last shot” by Aemilia Widodo: CGMeetup. Publicado por: CGMeetup. 2016. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: www.youtube.com/ watch?v=TYCFxvU-Lzg&t= 1s. Acesso em: 16 set. 2025. Filme de animação sobre o relacionamento de uma garota com sua câmera fotográfica e a fotografia.

• DOCUMENTÁRIO: a arte e a ciência da fotografia. Publicado por: Arthur Fernandes. 2015. 1 vídeo (ca. 24 min). Disponível em: www. youtube.com/watch?v=P wrri5s7Xg8. Acesso em: 16 set. 2025.

Documentário sobre a presença da fotografia no mundo contemporâneo e sua história, desde os primeiros registros de imagens.

A questão 2 solicita aos estudantes que perguntem aos familiares vivências com máquinas fotográficas e fotografias antigas. A turma pode investigar papéis, filmes fotográficos e fotografias feitas usando processos analógicos, antes da popularização das máquinas digitais e de outros dispositivos com câmera.

Na questão 3, antes de os estudantes responderem à pergunta, se possível amplie o repertório deles levando uma câmera digital para a sala de aula e mostrando como ela funciona. Ler com os estudantes o manual de funcionamento pode ser interessante para que entendam

• HISTÓRIA da fotografia. Publicado por: Marcelo André. 2015. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: www.youtube. com/watch?v=VDfwlD139 Es. Acesso em: 16 set. 2025. Vídeo animado para crianças que mostra a evolução das máquinas fotográficas desde a câmera escura até as câmeras de celulares.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02 e EF15AR07.

TCT: Conhecer as vertentes da fotografia, bem como artistas de diferentes épocas e nacionalidades, permite o desenvolvimento do TCT Multiculturalismo.

ENCAMINHAMENTO

Verifique a melhor maneira de viabilizar a fruição de imagens considerando as possibilidades estruturais e técnicas da escola. Caso seja possível, projete as imagens em uma escala maior para melhor análise de detalhes. Realize a leitura coletiva do texto e faça pausas para explicar melhor cada conceito apresentado. Aproveite o item b, da questão 1, para enfatizar a diferença entre retrato e autorretrato, comentando artistas que gostavam de retratar outras pessoas e a si mesmos (ver sugestões em +Ideias). Fale mais sobre a selfie, uma maneira contemporânea de se autorretratar segurando um dispositivo com câmera. Para o item c, pode-se realizar a audiodescrição das fotografias. Esse recurso convida os estudantes a observar atentamente os detalhes, além de beneficiar a inclusão de toda a turma.

Na proposta 2 , os estudantes vão comentar suas compreensões a respeito da fotografia encenada e do autorretrato. No item c, comente como o autorretrato pode transmitir ideias, sentimentos e aspectos da identidade de alguém. Fotografar-se pode dizer sobre a época em que se vive e demonstrar o estilo e as ideias de uma pessoa. Pergunte aos estudantes o que eles gostam de demonstrar sobre si mesmos quando tiram uma selfie

Fotografia encenada

Uma fotografia pode captar uma imagem ao acaso, um pássaro em pleno voo ou um fragmento do tempo vivido por alguém ao fazer um retrato de uma pessoa ou contar algo sobre si ao fazer um autorretrato.

O retrato é uma imagem que o artista faz de outra pessoa. O autorretrato é uma imagem em que o artista representa a si mesmo, podendo ser pintura, desenho ou fotografia. Atualmente, a selfie se tornou uma forma de autorretrato utilizada por muitas pessoas.

Observe as imagens a seguir.

A foto da Mãe

Na fotografia encenada, pessoas e objetos são organizados para contar uma história, criar uma cena. Nesse momento, a ideia não é apenas registrar o que está acontecendo, mas criar uma narrativa visual. Ao falar sobre o assunto, é interessante comentar com os estudantes como uma cena inventada pode manipular diferentes ideias e sentimentos ao espectador. Na fotografia encenada, pode-se elaborar cenas de terror, de comédia, dramáticas, de suspense, imitar celebridades e obras de arte, reproduzir personagens históricos e

cenas de contos e histórias. As possibilidades são muitas, o que vale é o exercício da criatividade e da imaginação.

Espera-se que, ao longo da proposta, os estudantes reflitam sobre os conceitos da fotografia apresentados e o papel da criatividade em diferentes situações, compreendendo o que é uma narrativa visual. Nos momentos de conversa e leitura de imagem, avalie se compreenderam como as imagens contam histórias e têm o poder de despertar ideias, diferentes sensações e sentimentos.

Maria, de Xicâ G. Lima. Fotografia tirada em São Paulo (SP), 2025.
XICÂ G. LIMA
XICÂ G. LIMA
Autorretrato de Xicâ G. Lima. Fotografia tirada em Suzano (SP), 2025.

Pode haver muitas intenções ao produzir uma fotografia. Existem fotografias que são artísticas, históricas, que aparecem em jornais, em propagandas, entre outras.

Tem muitas formas de criar uma imagem na fotografia artística. A fotografia encenada é uma produção artística em que existe um planejamento da imagem. Como em uma cena teatral, os elementos são cuidadosamente arranjados para compor a imagem fotográfica.

QUEM É?

Xicâ G. Lima (1970-) é uma artista que nasceu em Serra Talhada (PE). É professora de arte e gosta de pesquisar processos de criação, como a produção de fotografias encenadas, retratos e autorretratos.

1 Vamos fazer a leitura de imagens das fotografias da página anterior, criadas pela fotógrafa Xicâ G. Lima. Anote suas ideias e suas impressões no caderno.

1. a) Espera-se que os estudantes descrevam os detalhes, como a presença de objetos, figurinos, expressões e outros. Incentive os estudantes a usar seus

a) Descreva o que você percebe nas imagens.

b) Qual é a diferença entre as duas imagens?

cadernos de artista para esses registros.

c) Comente o que mais chama sua atenção e como a fotógrafa fez a composição em cada fotografia.

+Ideias

Para explorar o termo autorretrato, cite a artista mexicana Frida Kahlo (1907-1954) e o artista holandês Vincent van Gogh (1853-1890). Além de apresentar aspectos da cultura mexicana, os autorretratos da artista Frida Kahlo representam suas dores e sua força. O artista Van Gogh expressava suas emoções através de cores vibrantes e pinceladas rápidas.

Sugestão para o professor

• JAN VON HOLLEBEN. Berlim, c2025. Disponível em: www.janvonholleben.com/. Acesso em: 16 set. 2025. Página oficial do fotógrafo alemão Jan von Holleben contendo o projeto RainbowRobotSpaceIce, no qual 489 crianças do ensino fundamental foram convidadas a desenhar suas ideias para o futuro. Esse projeto faz parte do Festival Ambiental de Fotografia Horizonte Zingst 2025, na Alemanha.

2 Em uma fotografia encenada, dependendo do tema ou do assunto, o cenário, o figurino, a maquiagem, os acessórios, os objetos de cena, a iluminação e outros elementos são escolhidos e organizados na cena, visando expressar mensagens e ideias ou contar uma história.

a) O que você achou dessa proposta de fotografia artística? Comente com base na leitura das imagens fotográficas da página anterior.

b) O que a imagem do retrato provoca você a pensar, sentir ou imaginar?

c) Quais são as sensações, ideias e emoções que a imagem do autorretrato provocam em você?

Resposta pessoal. Veja mais orientações no Encaminhamento. 2. a), b), c) Respostas pessoais.

1. b) Uma imagem apresenta um retrato e a outra é um autorretrato. É possível que os estudantes relatem outros aspectos, como cores, formas, efeitos de luz, presença de elementos como objetos, entre outras possibilidades de leituras e interpretações.

27/09/25 17:00

• MUSEU Frida Kahlo. México, c2025. Disponível em: https://www.museofri dakahlo.org.mx/virtual/? lang=en/. Acesso em: 02 out. 2025.

Página com tour virtual pelo museu dedicado à artista mexicana Frida Kahlo exibe seus autorretratos e demais criações.

• MUSEU Van Gogh. Holanda, c2025. Disponível em: https://www.vangoghmu seum.nl/en/collection? q=&Artist=Vincent+ van+Gogh&Genre=self -portrait&Type=painting. Acesso em: 02 out. 2025.

Página oficial do museu contendo coleção de autorretratos ( self-portraits ) do artista holandês Vincent Van Gogh.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

Habilidades: EF15AR02, EF15AR05, EF15AR06, EF15AR07, EF15AR23 e EF15AR26.

TCT: Produzir fotografias explorando temas diversos com respeito e sensibilidade dialoga com o TCT Multiculturalismo.

ENCAMINHAMENTO

Apresente mais informações, fotografias e vídeos sobre a câmera lambe-lambe. Observe atentamente as interações durante a aula prática, intervindo com respeito e tranquilidade sempre que necessário para garantir o bem-estar dos estudantes. É interessante realizar pausas para momentos de conversa e verificação de dúvidas e dificuldades.

Pergunte aos estudantes se já ouviram a expressão “Olha o passarinho!”, citada no texto. Em seguida, peça que observem a reprodução da câmera fotográfica artesanal lambe-lambe e pergunte se já viram esse modelo de câmera antes. Durante a leitura do texto, é interessante trazer mais informações sobre o tema e falar mais sobre a história das câmeras fotográficas. Para isso, pode-se revisitar as páginas 30 e 31.

Organize os estudantes em pequenos grupos para trabalhar as possibilidades de escolhas na produção de fotografias encenadas. Além de verificar as opções temáticas e estéticas, esta é uma oportunidade para analisar as questões éticas envolvidas, uma vez que o olhar do fotógrafo revela também sua percepção de mundo. Estimule a compreensão e o respeito à diversidade

ARTE-AVENTURA Clique na cena

Reprodução de câmera fotográfica artesanal conhecida como lambe-lambe, em exposição no Sesc Boulevard, em Belém (PA), em 2018.

MATERIAIS

Existem expressões que as pessoas falam que muitas vezes nem sabemos de onde vêm. Já pensou nisso? Um exemplo é a frase “Olha o passarinho!”. Você já ouviu essa frase?

Lembra de nosso passeio pela história da fotografia? Pois então, os primeiros processos fotográficos eram bem mais demorados. Por exemplo, para fazer um retrato, uma pessoa precisava posar em frente a uma câmera durante algum tempo, às vezes, até 30 minutos. Além de seus equipamentos, os fotógrafos geralmente traziam gaiolas com pássaros para distrair os retratados. Com o tempo, objetos com formas e sons de pássaros foram usados como recursos para atrair a atenção de quem estava sendo retratado.

Atualmente, não precisamos mais esperar muito para uma imagem fotográfica ficar pronta, mas na produção da fotografia encenada é preciso manter a pose e a expressão. Então, imagine e olhe o passarinho! Vamos criar uma fotografia encenada? A proposta é produzir, em grupo, fotografias com retratos.

Retome com os estudantes o conteúdo da seção Diálogos, nas páginas 30 e 31, com imagens da evolução da fotografia.

Um dispositivo com câmera por grupo. Outros materiais vão depender do tema ou do assunto da fotografia encenada. Combine com os colegas como vão realizar esta proposta.

e às diferentes opiniões. Na etapa 1 , oriente os estudantes a se revezar entre as funções. Na etapa 2, comente com eles que imagens potentes, expressivas e carregadas de mensagens são positivas para a autoestima e a autoimagem. Informe que essa prática artística é uma oportunidade para que possam exercer suas identidades culturais, escolhas estéticas e o que desejam expressar sobre si, já que

imagem é texto (visual) e, como tal, carrega sentidos e mensagens. Na etapa 4, forneça à turma exemplos de imagens presentes no capítulo e em revistas e livros. Na etapa 5 , proponha aos grupos que fotografem um colega ou um grupo de três a quatro colegas por sessão. Oriente-os a criar uma tabela de horários para organizar o revezamento entre as funções e os papéis de modelos e fotógrafos.

COMO FAZER

3. O planejamento é fundamental. Assim, proponha aos grupos que dividam tarefas e organizem recursos, objetos, materialidades, tempos e ambiências.

1. Formem grupos e dividam as tarefas. Um colega pode ser o fotografado, outro pode ser o diretor de cena, e outros podem ficar responsáveis por montar a cena, entre outras tarefas.

3. Com base nas ideias discutidas no grupo, criem uma lista de tudo que será necessário para compor a cena fotográfica, como figurino, maquiagem, adereços, cenário e objetos.

5. Organizem quem será fotografado e quem será o fotógrafo. Lembrem-se de se revezar.

2. No grupo, cada um contribuirá com suas ideias, mas o grupo deverá fazer a escolha do tema que vocês vão abordar.

4. Pensem em como aproveitar os recursos existentes em seu dispositivo, como luz, cor, planos, enquadramento e efeitos.

6. A fotografia encenada é uma imagem produzida. Apesar disso, a poética e a criatividade do grupo devem ser trabalhadas. Assim, conversem sobre o que desejam expressar ou narrar por meio da imagem.

6. Converse com os estudantes acerca dos estudos sobre a poética de grupo na fotografia encenada. Retome o que foi estudado antes e o que eles compreendem sobre a linguagem da fotografia.

Os estudantes podem escolher histórias, poemas, contos de fadas, obras de arte, períodos históricos e fotografias famosas para recriar e compartilhar. Avalie as possibilidades e escolha a que melhor se adapta a cada turma e aos recursos disponíveis na escola. Reserve um tempo para analisar, com os estudantes, se as sessões serão feitas ao ar livre, com luz natural, em que momento do dia e qual será a posição da luz, serão feitas em ambientes fechados com luz aberta ou ambientes escurecidos com apenas um foco de luz, entre outras possibilidades.

Ao final, as fotografias produzidas podem ser impressas e fazer parte de uma exposição na escola em forma de mural ou varal fotográfico. Caso haja recursos, as imagens podem ser projetadas e compartilhadas. Combine com a turma.

Você pode desenvolver com a turma diferentes formas de registro para acompanhar as descobertas desta aula. Os estudantes podem elaborar um texto ou um depoimento, desenhar, produzir vídeos ou áudios e até mesmo narrar suas descobertas em uma roda de conversa.

É importante que a avaliação contemple não só o resultado das fotografias, mas todo o processo e a interação da turma. Algumas reflexões: o que mais gostaram de descobrir? Quais foram suas escolhas para a fotografia encenada? Conseguiram concluir a proposta? Quais recursos foram utilizados? Do que mais gostaram no decorrer das aulas? O que foi mais difícil? O que pensam sobre criar fotografias coletivas? Desenvolveram processos de criação de modo colaborativo? Houve revezamento nas funções? Aprenderam a criar com autonomia e poética pessoal? Relacionam e contextualizam a arte e a vida cotidiana?

+Ideias

A câmera lambe-lambe foi muito popular no Brasil. Os fotógrafos exerciam seu trabalho em locais públicos como praças, feiras e jardins, realizando retratos de família, fotografias de namoro e documentos. Para ampliar a proposta, peça aos estudantes uma pesquisa e até mesmo a construção de cartazes sobre o assunto. A proposta também pode ser realizada extraclasse e contar com o auxílio de familiares ou responsáveis.

Sugestão para o professor

• WORSHOP com câmera lambe-lambe. Publicado por: Projeto Janela Mágica. 2021. 1 vídeo (ca. 11 min). Disponível em: www.youtube. com/watch?v=mAdEHHLl3 c4. Acesso em: 16 set. 2025. O vídeo criado pelo Projeto Janela Mágica mostra um workshop realizado com câmera lambe-lambe, no Parque Ecológico Municipal de Poços de Caldas (MG). Ao assistir ao vídeo, é possível conhecer mais o funcionamento da câmera lambe-lambe e compreender o processo de revelação das fotografias.

DANIEL

BNCC

Habilidades: EF15AR02, EF15AR05, EF15AR06, EF15AR07, EF15AR23 e EF15AR26.

TCT: Criar um clube de fotografia para que os estudantes expressem escolhas, gostos e preferências estéticas com respeito e autonomia relaciona-se com o TCT Cidadania e Civismo.

Organize-se

• Utilize câmeras fotográficas ou dispositivos com câmeras para a produção de fotografias.

ENCAMINHAMENTO

Combine com os estudantes quais serão os documentos (carteirinhas e arquivo com regras) do clube de fotografia. Apresente exemplos de combinados e materiais para a criação de uma carteirinha para cada membro do clube.

Inicialmente, leia o passo a passo e avalie, com os estudantes, quais regras e combinados farão parte do clube de fotografia. Além das orientações, pode-se pensar em um nome para o clube e locais para encontros e reuniões. Para a criação de fotografias, os estudantes podem fazer fotografias figurativas, com enquadramento de paisagens, ou fotografar motivos abstratos: a textura de um pedaço de madeira, um detalhe de uma flor, formas geométricas, entre outros elementos. Para revisitar conceitos da fotografia, releia com os estudantes os conteúdos já trabalhados. Ao

ARTE EM PROJETOS

Clube de fotografia da turma

Aprendendo mais sobre fotografias, você e os colegas também podem criar um clube de fotografia. O que você acha dessa ideia?

1. Reúnam-se com os colegas e o professor.

2. Vocês podem trabalhar com dispositivos com câmeras atuais ou fazer fotografias com técnicas antigas.

3. Façam combinados para organizar o funcionamento do clube de fotografia. Quais serão as regras? Que eventos e programações serão criados?

4. Escolham técnicas, materiais e assuntos da arte da fotografia para estudar e expandir seus conhecimentos. Esses estudos ampliarão as possibilidades de produção dos membros do clube.

5. Depois de organizar, pesquisar e criar tudo isso, há muito o que produzir e compartilhar nesse clube! Vamos lá?

retomar termos técnicos, fale também sobre a importância do olhar sensível e atento do fotógrafo na produção de fotografia com expressão poética e criativa. Lembre-os da escolha de enquadramento, dos ângulos de visão, do trabalho com luz e sombras, das cores e das formas, entre outros elementos da linguagem visual que podem ser explorados na produção de fotografias.

Em Esta é a minha arte!, ao planejar a exposição dos trabalhos dos estudantes, busque fazer uma parceria com instituições culturais para ampliar as possibilidades de exposição dos trabalhos para toda a comunidade.

COMO FAZER

No clube, câmera na mão e olhar atento

Vamos sair por aí e procurar coisas interessantes para fotografar?

Escolha um tema, um ângulo de visão, o enquadramento, a posição da luz e das sombras, as cores, as formas, entre outros elementos.

Quais serão suas escolhas ao fazer uma fotografia? O que você quer fotografar?

Não existe limite para um olhar atento atrás da lente de um fotógrafo sensível: você! 27/09/25 17:01

Dica: veja sugestões de alguns temas que você pode fotografar:

• patrimônios culturais do lugar onde você mora;

• a natureza na escola;

• pessoas, objetos, animais, entre outros assuntos.

ESTA É A MINHA ARTE!

Como serão expostas as fotografias que a turma produziu? Combinem com o professor como vocês vão imprimir ou organizar os arquivos das fotografias e, também, se farão uma exposição presencial ou virtual.

Lembram da proposta de produzir um fanzine? Que tal fazer também um material sobre os processos de criação de fotografias artísticas e sobre a importância das imagens fotográficas na vida cotidiana e na arte? Retomem os registros e as produções desta unidade e, em grupo, criem o fanzine da turma!

O desenvolvimento de um clube de fotografia, no qual os estudantes poderão apreciar e criar fotografias, dialoga com as propostas de Fernando Hernández (2000). Para esse autor, trabalhar por projetos traz uma série de benefícios aos estudantes, como espaço para desenvolver ideias com liberdade e poéticas pessoais, oportunidades de diálogo e autonomia para planejar percursos e propor caminhos ao projeto.

Avalie como os estudantes se comportam em momentos de ação criadora, tendo como base o que é proposto nesta situação de aprendizagem: a experimentação de materialidades, processos e procedimentos artísticos; a investigação de técnicas; a resolução de problemas; o desenvolvimento da poética pessoal; o trabalho colaborativo. Observe como se envolveram com a ideia

de fazer parte de um clube de artistas e como atuaram nas ações conjuntas. Essa é uma ótima oportunidade para propor reflexões sobre vivências coletivas e colaborativas. Propostas de aprendizagem práticas, individuais e coletivas, voltadas ao desenvolvimento integral das crianças vão ao encontro dos princípios do ODS 5: Igualdade de gênero e do ODS 10: Redução das desigualdades.

+Ideias

Leve os estudantes para um lugar aberto — o jardim da escola, o pátio ou a quadra de esportes —, para que possam observar e fotografar diferentes elementos e paisagens. A fim de investigar mais como os artistas observam a natureza para criar suas obras, apresente o livro de Katia Canton indicado em Sugestão para o professor, como fonte de leitura e nutrição estética.

Sugestão para o professor

• CANTON, Katia. Natureza: olhar de artista. São Paulo: DCL, 2008.

Esse livro apresenta o olhar de diferentes artistas sobre a natureza.

• HERNÁNDEZ, Fernando. Cultura visual, mudança educativa e projeto de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Nessa obra, o autor narra experiências de alguns professores que contribuíram para a expansão dos conhecimentos sobre a cultura visual na educação básica.

• PADLET. c2025. Disponível em: https://pt-br.padlet. com/. Acesso em: 16 set. 2025.

Site e aplicativo no qual se pode criar uma exposição virtual de fotografias com as imagens feitas pelos estudantes.

ENCAMINHAMENTO

Para a proposta 2, se necessário, retome o conceito de performance e as práticas coletivas realizadas pelos estudantes, em particular as que articulam linguagens artísticas.

As questões avaliativas propostas colaboram com a identificação do desenvolvimento das habilidades trabalhadas ao longo das aulas. Esta não é a etapa principal do processo avaliativo, mas uma etapa específica que deve ser compreendida como parte de um percurso maior de aprendizagem. A avaliação em Arte pode ser composta de várias camadas, com base em múltiplos olhares e percursos, que consideram as descobertas, as potencialidades, as dificuldades e os avanços de cada estudante.

Sugerimos realizar a leitura de imagens e textos com os estudantes para auxiliá-los na compreensão das questões solicitadas. As situações de aprendizagem propostas podem ser realizadas individualmente, em duplas produtivas ou em pequenos grupos. Peça que revisitem anotações da aula anterior feitas no caderno e nos fanzines sobre os conceitos e as propostas trabalhados.

Observe o que aprenderam, o que não ficou claro, o que mais precisam aprender para recompor a aprendizagem e dar prosseguimento aos estudos. Reserve momentos para compartilhamento, correção e troca de saberes.

PARA REVER O QUE APRENDI

1. Resposta pessoal. Em uma roda de conversa, observe como os estudantes expõem suas opiniões sobre trabalhar em grupo, quais são as vantagens e as dificuldades.

1 Você gosta de criar arte sozinho ou prefere criar com os colegas?

2 Convide os colegas para criar uma arte coletiva misturando as linguagens artísticas

a), b), c) Respostas pessoais. Veja mais orientações no Encaminhamento.

a) Em grupo, criem um painel com um desenho coletivo registrando visualmente os movimentos criados por vocês. Utilizem linhas, formas e cores.

b) Antes, planejem quais movimentos vocês querem realizar e quais materiais serão escolhidos para criar efeitos.

c) O suporte pode ser colocado no chão ou na parede. Assim é possível criar explorando suportes e espaços na horizontal e na vertical.

Dica: vocês podem juntar várias folhas de papel com fita adesiva para criar um painel.

d) Em uma roda de conversa, apreciem o desenho produzido e discutam como as linguagens artísticas do desenho e da dança se misturam nessa experiência de ação performática.

Você sabia que muitas produções artísticas são realizadas por pessoas que se reúnem em grupos? Por exemplo, existem os grupos de teatro, grupos de dança, clubes de artistas visuais, entre outros grupos. O trabalho em grupo é importante para que muitas produções artísticas aconteçam.

3 Agora, copie no caderno os itens que representam comportamentos que facilitam o trabalho em grupo na escola.

2. d) Resposta pessoal. Espera-se que, nessa situação de aprendizagem de ação criadora, os estudantes possam se expressar livremente e compartilhar saberes no grupo sobre as experiências artísticas já vivenciadas por eles.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Ouvir e respeitar a opinião de todos os colegas e do professor.

regulares. Movimentos assimétricos são aqueles que não são iguais, têm formas livres e irregulares.

Escolher um líder e seguir apenas a opinião dele.

Organizar e combinar as tarefas em grupo. X

Escolher apenas as tarefas mais fáceis e deixar as difíceis para os colegas.

Valorizar a participação e o trabalho de todos.

Dividir responsabilidades.

Decidir individualmente e determinar o que o outro vai fazer.

Comprometer-se com o trabalho.

Compreender as dificuldades dos outros e ajudar.

4 Observe novamente a ima gem da performance de Ana Caetano. Converse com os colegas, descreva, analise e interprete a imagem. Depois, registre suas ideias e suas percepções e responda às questões no caderno.

a) Nessa obra, a artista está fazendo:

4. b) Movimentos simétricos são aqueles que são iguais (de um lado e de outro), proporcionais e Simétricos. Incentive os estudantes a comentar a resposta, expressando-se oralmente, e a registrar suas ideias no caderno ou em folhas de papel avulsas.

Ana Caetano realizando performance a_riscar, em Portugal, em 2023.

uma pintura. X  um desenho orgânico.

b) O que são movimentos simétricos e assimétricos?

c) Para criar essa obra, a artista realizou movimentos simétricos ou assimétricos?

Nessa seção, propõe-se um momento para uma avaliação processual. Com o acompanhamento da aprendizagem, é possível identificar conhecimentos individuais conquistados nos estudos ao longo da unidade, retomar e avaliar habilidades e conteúdos estudados e identificar possíveis dificuldades. Sugere-se olhar e avaliar os objetivos da unidade tendo como base todas as situações avaliativas propostas. Além das atividades da seção, os portfólios físicos e/ou eletrônicos, os cadernos e outras produções e registros criados podem ser considerados. Nesse sentido, é importante também retomar situações avaliativas em que a presença do corpo se fez potente nos estudantes, uma vez que a arte se faz com base em vários contextos, elementos e materialidades, incluindo o corpo.

Tendo em vista que cada pessoa pode ter experiências diversas com a Arte, é importante avaliar a qualidade dos encontros que os estudantes tiveram com essa área de conhecimento em suas diferentes linguagens. Caso identifique que algumas experiências não foram vividas, sugere-se oferecer novas oportunidades de ação criadora em que desenvolvam competências e habilidades e criem com autonomia a partir de poéticas autorais. Proporcionar conversas em grupo sobre as próprias produções pode ser uma ação positiva para a autoavaliação e a percepção da potência expressiva de cada um.

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, os percursos poéticos, artísticos e educativos em ensinar e aprender Arte têm como foco o processo de criação em grupo e o estudo da linguagem teatral e visual.

No capítulo 1, é enfatizado oaspecto coletivo da prática teatral, trabalhando teatro de bonecos, grupo de teatro, mamulengos e mamulengueiros.

No capítulo 2, as gravuras ganham destaque, sendo abordada a maneira como contam histórias, as mulheres na arte, a xilogravura e a cromoxilogravura e a criação de um clube de gravura.

Objetivos

• Conhecer diferentes formas do fazer teatral, em especial formas animadas com teatro de bonecos (de luva, cordas, vara e outros).

• Incentivar o trabalho colaborativo no grupo teatral e realizar improvisações de pequenas cenas com teatro de animação.

• Conhecer e estudar produções artísticas, analisando processos de criação e poéticas de artistas brasileiros.

• Realizar estudos sobre materialidades e processos de criação na gravura (xilogravura, cromoxilogravura, barrogravura, monotipia, papelogravura, gessogravura e isogravura).

• Reconhecer elementos visuais como linhas, formas, cores, texturas e relevos em processo de produção de gravuras.

• Compartilhar processos de criação e produções com os colegas, desenvolvendo noções de autoavaliação, autonomia, autoria e poéticas pessoais e de grupo.

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. Competências específicas: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9.

COLABORAR PARA CRIAR 2

Fazer arte também é realizar pesquisas e estudos! Descobrir que a nossa cultura e a nossa história têm muito para nos contar! Dos contos escritos nos livretos de cordel, heróis, princesas e vilões viram bonecos de mamulengo e imagens em xilogravura. São ricos acervos da nossa arte e cultura.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

1 Vamos procurar estas imagens no livro?

Em seu caderno, escreva o número da página em que você encontrou cada imagem. O que será que vamos estudar?

TEATRO DE BONECOS

1.Como exercício inicial, propõe-se um jogo em que os estudantes buscam as imagens desta abertura dentro da unidade. Instrua-os a observar cada imagem e ler as palavras. Na roda de conversa, pergunte sobre suas interpretações e seus saberes prévios. Este pode ser um momento potente de avaliação diagnóstica.

Habilidades:

(EF15AR01) Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.

(EF15AR02) Explorar e reconhecer elementos constitutivos das artes visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento etc.).

(EF15AR03) Reconhecer e analisar a influência de distintas matrizes estéticas e culturais das artes visuais nas manifestações artísticas das culturas locais, regionais e nacionais.

(EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.

(EF15AR05) Experimentar a criação em artes visuais de modo individual, coletivo e colaborativo, explorando diferentes espaços da escola e da comunidade.

(EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.

(EF15AR07) Reconhecer algumas categorias do sistema das artes visuais (museus, galerias, instituições, artistas, artesãos, curadores etc.).

E HISTÓRIAS

pontos de partida, de forma intencional e reflexiva.

(EF15AR22) Experimentar possibilidades criativas de movimento e de voz na criação de um personagem teatral, discutindo estereótipos.

(EF15AR24) Caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças, canções e histórias de diferentes matrizes estéticas e culturais.

(EF15AR25) Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.

(EF15AR26) Explorar diferentes tecnologias e recursos digitais (multimeios, animações, jogos eletrônicos, gravações em áudio e vídeo, fotografia, softwares etc.) nos processos de criação artística.

Temas Contemporâneos Transversais (TCT): Multiculturalismo: Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras; Cidadania e Civismo: Educação em Direitos Humanos.

ENCAMINHAMENTO

(EF15AR13) Identificar e apreciar criticamente diversas formas e gêneros de expressão musical, reconhecendo e analisando os usos e as funções da música em diversos contextos de circulação, em especial, aqueles da vida cotidiana.

(EF15AR18) Reconhecer e apreciar formas distintas de manifestações do teatro presentes em diferentes contextos, aprendendo a ver e a ouvir histórias dramatizadas e cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório ficcional.

(EF15AR19) Descobrir teatralidades na vida cotidiana, identificando elementos teatrais

(variadas entonações de voz, diferentes fisicalidades, diversidade de personagens e narrativas etc.).

(EF15AR20) Experimentar o trabalho colaborativo, coletivo e autoral em improvisações teatrais e processos narrativos criativos em teatro, explorando desde a teatralidade dos gestos e das ações do cotidiano até elementos de diferentes matrizes estéticas e culturais.

(EF15AR21) Exercitar a imitação e o faz de conta, ressignificando objetos e fatos e experimentando-se no lugar do outro, ao compor e encenar acontecimentos cênicos, por meio de músicas, imagens, textos ou outros

Para iniciar, pode ser realizada uma espécie de caça ao tesouro. Proponha aos estudantes que folheiem o livro buscando as imagens que estão nesta abertura de unidade. A intenção é criar proposições pedagógicas que sejam instigantes e provoquem a curiosidade e o interesse dos estudantes em seus percursos de aprendizagem. Converse sobre palavras que eles talvez não conheçam, como mamulengos e mamulengueiros

Pode-se realizar uma avaliação diagnóstica a partir da sondagem do que os estudantes já sabem e já vivenciaram sobre os temas apresentados.

CLUBE DE GRAVURA

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Habilidades: EF15AR18, EF15AR19 e EF15AR25.

ENCAMINHAMENTO

Promova um momento de nutrição estética a partir da imagem, que retrata uma apresentação de teatro de bonecos, e do texto que a acompanha. Os estudantes podem estar organizados em roda, em pequenos grupos ou duplas produtivas. Se possível, apresente o vídeo Mamulengo Fuzuê – Teatro é Popular, indicado em Sugestão para o professor.

As situações de aprendizagem apresentadas nesta unidade têm a intenção de mostrar alguns elementos constitutivos da linguagem teatral, como corpo, figurino, cenário, entre outros, e o uso desses elementos nas diferentes formas do fazer teatral. Você pode sondar o que os estudantes sabem sobre o teatro de bonecos. Para expandir o repertório cultural da turma, podem-se apresentar aspectos da história do teatro de bonecos. Comente sobre outras formas do fazer teatral, como o teatro de sombras e a mímica, para que eles comparem essas diferentes expressões e percebam suas diferenças, bem como a teatralidade na vida cotidiana.

A tradição de transformar bonecos em personagens que ganham vida por meio de atores continua viva nas mãos de outros artistas: foram os artesãos que, desde tempos muito antigos, em diferentes localidades, perpetuaram essa magia que nos transporta ao mundo do faz de conta do teatro. No teatro, materialidades como pano, papel machê, madeira,

NOSSO GRUPO DE TEATRO

chapas de metal e outras são usadas na confecção de bonecos articulados, fantoches e mamulengos.

Sugerem-se algumas questões mediadoras para trabalhar com a nutrição estética; outras questões podem ser propostas para os momentos de fruição. Há muitas formas do fazer teatral: observando e analisando as imagens, qual tipo de espetáculo teatral está sendo apresentado? Instigue os estudantes a perceber na fotografia e nas ilustrações que se trata de uma apresentação de teatro de bonecos. Pergunte: você já brincou com fantoches, dedoches ou outro tipo de boneco? Proponha aos estudantes que se expressem oralmente sobre suas experiências lúdicas pessoais. Comente que no teatro de formas animadas com bonecos existem muitos tipos, como os de luvas, dedoches, marionetes, mamulengos e outros.

Montagem com ilustração e fotografia de uma apresentação de teatro de bonecos do projeto Teatro é Popular!, do grupo Mamulengo Fuzuê, em 2017.

Neste momento inicial, sugere-se a avaliação diagnóstica para sondar o que os estudantes sabem sobre a linguagem do teatro de bonecos.

Ao tratar sobre a criação teatral, é possível propor reflexões sobre a ideia de criatividade. Historicamente, o conceito de criatividade tem sido associado a muitos fatores e causas. Povos antigos acreditavam que o poder de criar era um dom concedido por divindades. Em nosso tempo, o tema “criatividade” tem sido abordado em diferentes áreas. No campo da Física, por exemplo, o próprio Albert Einstein (1879-1955) dizia que para criar é preciso intuir. No teatro, os jogos de improvisação apresentam problemas a resolver, o que propicia a criatividade. A educação contemporânea deve ser problematizada, uma vez que no mundo há cada vez mais desafios e exigências em relação à criatividade. Procure ampliar os conhecimentos, abordando mais profundamente o conceito de criatividade.

+Ideias

Os estudantes podem realizar uma pesquisa para saber se há grupos de produção de teatro de bonecos ou outras formas de teatro de animação em sua região. As descobertas podem ser registradas no caderno.

Sugestão para o professor

• MAMULENGO Fuzuê: teatro é popular. Publicado por: Cinese Audiovisual. 2017. 1 vídeo (ca. 10 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=n5n5JHlcP CY. Acesso em: 17 set. 2025. O vídeo retrata a atuação do grupo Mamulengo Fuzuê em escolas. É possível conferir a participação do público na montagem do palco, além de entrevistas com os artistas do grupo e cenas das apresentações.

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Habilidade: EF15AR18.

ENCAMINHAMENTO

As rodas de conversa e bate-papo podem acontecer em diferentes locais da escola com o apoio do livro didático. As respostas também podem ser registradas no caderno.

Este tema aborda a parceria em trabalhos colaborativos para o contexto da criação artística na escola. É importante conversar sobre empatia, compreensão das dificuldades, respeito às diferenças de opinião e ao ritmo do outro em processos de criação, assim como valorizar o trabalho colaborativo.

Nas questões propostas, você pode realizar uma roda de conversa e solicitar aos estudantes que compartilhem suas ideias e apresentem suas expectativas sobre o que será estudado. Na linguagem teatral, estar e criar em grupo é muito comum, e, para que uma ação teatral aconteça, é preciso colaboração e a interação de muitas pessoas.

Lembre aos estudantes que, no trabalho colaborativo, cada ideia é válida e precisa ser ouvida com respeito e atenção. Converse com eles, ainda, sobre o que compreendem da ideia de amizade e de respeito ao outro, fatores importantes para as produções coletivas que serão propostas ao longo do livro. Sugere-se conduzir a conversa relacionando arte e vida social.

Amplie a conversa, falando com os estudantes sobre o trabalho coletivo e colaborativo. No teatro, o termo coletivo expressa que todos contribuem, desenvolvendo sentimento de pertencimento e de identidade. Toda ideia é importante para a ação criadora, há combinados e distribuições de funções e responsabilidades, mas todos participam e contribuem para um objetivo comum do grupo.

Estar e criar junto

Já falamos da importância de estar e criar com os colegas, de fazer amigos e compartilhar bons momentos. Podemos fazer arte sozinhos, mas alguns projetos de arte, se forem feitos em grupo, podem ser ainda mais divertidos.

Chame a atenção dos estudantes para o fato de que os trabalhos em grupo oferecem oportunidades de aprender uns com os outros e de fazer amigos. É comum que as pessoas se unam em grupos para fazer muitas coisas. Cada grupo tem seus interesses.

No teatro colaborativo, a autoria e o processo de criação e produção de um espetáculo são compartilhados. Busca-se uma horizontalidade, valorizando o diálogo e as trocas, embora possa haver papéis de coordenação e funções definidas de áreas de trabalho específicas, como responsáveis pelo figurino, iluminação, entre outras, que dialogam entre si.

Para que os estudantes respondam à questão 1 do item Trabalho colaborativo, sugere-se propor uma roda de conversa e chamar a atenção da turma sobre estar com amigos e familiares e fazer várias coisas com eles. Você pode perguntar: para você, o que é um amigo? A partir desse questionamento, peça que escrevam no caderno sobre o valor dos laços afetivos e expressem como estes são construídos na vida pessoal deles e, também, com alguns colegas da escola. Os textos podem ser curtos. Proponha a eles que escrevam uma frase com a palavra amizade, por exemplo. Outra ideia é solicitar aos estudantes que criem desenhos expressando seus sentimentos e ideias sobre fazer coisas com os colegas, em especial na aula de Arte.

1. Espera-se que os estudantes conversem sobre a importância de muitas pessoas

1 Por que o teatro é considerado uma arte coletiva?

trabalharem juntas para que tudo possa acontecer em um espetáculo teatral. No teatro, atores, cenógrafos, figurinistas, diretores, entre outros, se unem para criar.

2 O teatro pode acontecer em salas de espetáculos ou em espaços abertos, como a rua ou a praça. Também tem muitas formas de acontecer. O que você sabe sobre isso?

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes conversem sobre as muitas formas

Trabalho colaborativo

do fazer teatral, entre elas o teatro de formas animadas, como o de bonecos.

O grupo de teatro é um coletivo de pessoas que se unem para criar na linguagem teatral. No grupo de teatro, cada um pode contribuir com suas ideias e atitudes. Tem muita coisa para fazer e compartilhar. Mas esse trabalho tem que ser colaborativo!

No trabalho colaborativo, respeitamos as ideias de cada pessoa do grupo. Cada um contribui para o bem-estar de todos e para alcançar melhores resultados. No grupo, todos importam e são escutados e valorizados.

2. Resposta pessoal. Provoque uma conversa sobre as formas que os estudantes conhecem investigando seus saberes prévios, suas experiências e suas preferências.

1 O que você acha de criar arte com os colegas da escola formando um grupo de teatro? O que cada um pode fazer?

Respostas pessoais. Veja mais orientações no Encaminhamento.

2 Existem muitas formas de fazer teatral. Em qual forma teatral seu grupo gostaria de criar?

+Ideias

Convide os estudantes a ouvir a Canção da América, de Fernando Brant e Milton Nascimento. Na internet, há várias versões, inclusive com coro infantil.

Sugestão para o professor

• TEATRO DE ANIMAÇÃO. c2025. Disponível em: https://teatrodeanimacao. com.br. Acesso em: 2 out. 2025.

Esse site apresenta diversos materiais sobre teatro de animação, como revistas, teses, artigos e outros documentos.

• NICOLETE, Adélia. Criação coletiva e processo colaborativo: algumas semelhanças e diferenças no trabalho dramatúrgico. Sala Preta , São Paulo, v. 2, p. 318-325, 2002. Disponível em: https://revistas. usp.br/salapreta/article/ view/57109/60097. Acesso em: 2 out. 2025.

Para saber mais a respeito dos conceitos de colaborativo e de coletivo na linguagem teatral, leia o artigo “Criação coletiva e processo colaborativo: algumas semelhanças e diferenças no trabalho dramatúrgico”, de Adélia Nicolete.

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Habilidades: EF15AR18, EF15AR24 e EF15AR25.

ENCAMINHAMENTO

A ambiência neste momento é voltada à leitura de imagens e texto. Ao mostrar os diferentes trabalhos do teatro de bonecos, se possível, projete as imagens para que os estudantes as observem em uma escala maior, pois, caso haja crianças com baixa visão, a ampliação pode ser um importante facilitador na aprendizagem.

O teatro de bonecos é uma das modalidades do teatro de formas animadas (também conhecido como teatro de animação). Nessa modalidade de teatro, o ator assume o papel de manipulador de bonecos e cria movimentos com as mãos e o corpo, podendo, também, usar a voz para dar vida aos personagens. O teatro de formas animadas pode ser feito com várias materialidades (tecidos, papéis, objetos diversos) e recursos, incluindo o teatro de sombras e de bonecos em seus diferentes tipos.

Somos muitos

Observe o infográfico.

O teatro de bonecos é uma entre as muitas possibilidades do teatro de formas animadas. Pode incluir marionetes, fantoches, dedoches, bonecos de vara e outros. Cada tipo de boneco tem um modo de ser feito e de ser manipulado pelos bonequeiros. É uma arte muito antiga e praticada em todo o mundo!

Converse com os estudantes sobre os gestos, os movimentos de manipulação e o uso da voz no teatro de bonecos, recursos expressivos que “dão vida” a eles, estimulando a imaginação dos espectadores.

Na mediação cultural da imagem, chame a atenção dos estudantes para o modo como os bonecos são manipulados. Os estudantes podem reunir-se em grupos e pesquisar mais sobre as imagens, criando um pequeno glossário a partir das ilustrações e fotografias das páginas. A ideia é que nomeiem os tipos de teatro de bonecos e compreendam e falem sobre materialidades, semelhanças, diferenças e especificidades.

No teatro de formas animadas, os atores manipulam materiais, objetos ou bonecos, e, com isso, os personagens ganham vida na imaginação de quem assiste ao espetáculo teatral.

Teatro com bonecos de fios em Mandalai, na Birmânia, em 2017.

Teatro com bonecos de luva no Circo Teatro do Abelardo, em Santa Maria (RS), em 2016.

Os bonequeiros são artistas que criam bonecos. Também podem ser os artistas que os manipulam, dando vida aos personagens.

Teatro com boneco de vara em Yangzhou, na China, em 2017.

17:18

O boneco de fio, também conhecido como marionete, tem uma construção mais complexa e apresenta articulações corporais como as de uma pessoa ou de um animal. A quantidade de fios e a habilidade de quem os manipula (artista chamado de marionetista) determinam a naturalidade dos movimentos do boneco.

Em relação aos bonecos de luva, conte aos estudantes que esse tipo de boneco pode receber diferentes nomes mundo afora. No Brasil, por exemplo, são conhecidos como fantoches ou mamulengos (este último presente principalmente no Nordeste brasileiro). Na Inglaterra, são conhecidos como Senhor Punch e Judy.

Sugestão para o professor

• APOSTILA para teatro de bonecos. Pedagogia ao Pé da Letra , c2025. Disponível em: https://pedagogia aopedaletra.com/apostila -para-teatro-de-bonecos/. Acesso em: 3 set. 2025.

O site traz uma oficina de apresentações de teatro de bonecos, dicas e informações sobre essa linguagem. Contém ainda exercícios de preparação de voz para os manipuladores e orientações para confeccionar bonecos.

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Organize-se

• Para esta proposta, providencie antecipadamente: folhas de papel avulsas, lápis para desenho, retalhos de folhas de papel e de tecidos com estampas variadas, canetas hidrográficas, fios de lã, cola e fita adesiva.

• Sugere-se organizar as carteiras da sala de aula de modo a permitir o compartilhamento de materiais e o acompanhamento das situações de aprendizagem.

ENCAMINHAMENTO

Inicie formando a roda de conversa e observando o passo a passo ilustrado para a criação de dedoches. Proponha questões mediadoras para animar a conversa sobre como os estudantes podem criar dedoches: será que também podemos criar bonecos para brincar no teatro? Vamos investigar? Quais materiais você pode usar? Quais histórias você gostaria de contar? Incentive os estudantes a criar, se possível, um personagem para cada dedo e a contar a história de cada um deles. Incentive-os a pensar sobre o estilo de roupa que eles usam e as características físicas desses personagens, ressaltando que os detalhes do rosto são fundamentais. Para caracterizar os personagens, também é necessário pensar nas vozes que eles têm, pois esse elemento dá várias dicas sobre as personalidades deles. Os estudantes devem criar desenhos no papel para realizarem um planejamento de como serão as aparências dos personagens e as possi-

ARTE-AVENTURA Tá na mão!

1. Essa é uma forma de os estudantes planejarem melhor como serão seus personagens. Oriente-os a criar esboços explorando as características dos personagens.

Dedoche é um tipo de teatro de formas animadas. É um modo de contar a história usando as nossas mãos. Ou melhor, as pontas dos dedos! Vamos conhecer algumas ideias para criar e manipular dedoches?

MATERIAIS

5. Os estudantes devem inventar movimentos com os dedos e improvisar falas criando entonações de voz para os dedoches.

• Folhas de papel avulsas

• Lápis para desenho

• Retalhos de folhas de papel e de tecidos com estampas variadas

COMO FAZER

1. Desenhe, em folhas de papel avulsas, esboços dos personagens que imaginou para os dedoches.

Em outra folha de papel avulsa, faça um contorno da forma de sua mão com o lápis.

Desenhe os personagens nas pontas dos dedos. Explore suas características físicas (cabelo, olhos, boca, adereços, entre outros) e emocionais (se estão tristes, alegres, surpresos).

• Canetas hidrográficas

• Fios de lã

• Cola

• Fita adesiva

4. Com base em seus estudos e planejamento, escolha as materialidades que quiser e crie os dedoches.

Dica: com as canetas hidrográficas, você pode pintar as pontas dos dedos com os rostos dos personagens. Usando várias materialidades, você pode incrementar o visual de seus personagens com acessórios, diferentes estilos de cabelo, entre outros detalhes.

5. Com os dedoches prontos, é hora de dar vida aos personagens! Crie entonações de voz e movimentos com os dedos para cada personagem. Você também pode ser o narrador.

6. Esta proposta também pode ser feita coletivamente, no grupo de teatro da turma. Um biombo pode servir de cenário e palco das apresentações.

3. O desenho pode ser explorado como processo ou registro. Nesse sentido, observe esses dois aspectos nos desenhos e sugira aos estudantes que usem folhas de papel avulsas como suportes maiores.

bilidades de traços e de materiais. Com os desenhos prontos e as ideias mais elaboradas, proponha a eles que criem seus dedoches e incrementem os personagens com retalhos, luvas e outros objetos e adereços disponíveis. Indique a eles que brinquem fazendo movimentos com os dedos e criando diálogos para os personagens. Se preferir, os estudantes podem escolher músicas para dançar com seus dedoches.

+Ideias

Os estudantes podem se unir e criar juntos um biombo que pode servir de cenário e pal-

co das apresentações de dedoches da turma. Proponha também a eles que se organizem e investiguem quais materiais podem ser usados para transformar espaços na escola em lugares para realizar as apresentações.

Sugestão para o professor

• SANTANA, Arão Paranaguá de (coord.). Visões da ilha: apontamentos sobre teatro e educação. São Luís: UFMA: Sebrae, 2003. O livro traz artigos com base em pesquisas voltadas à prática e à pesquisa sobre o teatro nas instituições de ensino.

ILUSTRAÇÕES:

Contando histórias, fazendo arte junto!

Existem muitas formas de contar histórias. Tem quem conte lendo a história em um livro. Outros contam histórias que estão na própria memória. Existem histórias contadas nos palcos de teatro, nas telas de cinema, em volta da fogueira e na hora de dormir.

Muitas histórias podem ficar guardadas, esperando ser compartilhadas em momentos em família e entre amigos.

1 Converse com seus familiares e com membros de sua comunidade e pergunte sobre histórias que eles conhecem. Compartilhe o que descobriu com os colegas.

2 Que tal usar dedoches para contar as histórias?

MATERIAIS E COMO FAZER

• Folhas de papel encorpado, como papel-cartão ou cartolina

• Tesoura com pontas arredondadas

• Riscadores diversos (lápis, giz de cera, canetas hidrográficas) Resposta pessoal. Veja mais orientações no Encaminhamento.

1. Em folhas de papel avulsas, desenhe

Desenhe dois círculos na parte de baixo dos

2. Recorte o contorno dos personagens.

meço, meio e fim. Depois de elencar quais personagens farão parte dessas histórias contadas com dedoches de papel, é interessante pensar no visual dos personagens. Proponha que façam vários desenhos como estudos e planejamentos e anotem suas ideias no caderno.

Segundo a autora Viola Spolin, no trabalho teatral, devemos considerar três noções específicas: onde? (o lugar onde ocorre o jogo ou a cena teatral, podendo haver ou não objetos de cena e ser um lugar imaginário, fictício ou real); quem? (os personagens que compõem a cena ou o jogo teatral e que representam os papéis desenvolvidos); o quê? (refere-se à ação na cena ou no jogo teatral, em que o jogador mostrará o que ele faz no momento da cena, dentro de certo espaço e tempo cênicos).

Recorte a parte de dentro dos círculos e coloque seus dedos neles.

Pronto! Agora é só brincar com dedoches de papel com os personagens e contar

Esta proposta pode ser realizada na escola, no trabalho coletivo e colaborativo do grupo de teatro da turma ou com familiares ou responsáveis.

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Organize-se

• Para esta proposta, providencie antecipadamente: folhas de papel-cartão ou cartolina, tesoura com pontas arredondadas e riscadores diversos.

ENCAMINHAMENTO

27/09/25 17:18

Na proposta 1, sugere-se aos estudantes que perguntem a seus familiares ou pessoas da comunidade sobre histórias que conhecem. No caderno, eles podem escrever textos recontando partes das histórias e o que foi descoberto na pesquisa. Para isso, você pode orientar os familiares ou responsáveis para que ajudem os estudantes a registrar os dados levantados, informando, por exemplo, quem contou as histórias e de onde elas vieram.

Na proposta 2, oriente os estudantes para que as histórias sejam breves e tenham co -

Nesta proposta e em outras oportunidades de trabalho com a linguagem do teatro, você pode sempre trazer proposições de jogos e improvisações teatrais, uma vez que são aprendizados importantes dessa linguagem na escola.

Ao avaliar os resultados, valorize o processo de criação como um todo, a expressão artística e poética de cada estudante. Verifique como cada estudante lida com o uso do corpo para brincar e imaginar ao fazer teatro.

+Ideias

Após as aulas e as apresentações, você pode fazer uma exposição temporária dos dedoches e das histórias criadas pelos estudantes. Procure complementá-la com fotografias tiradas durante o processo ou mesmo vídeos das apresentações.

Sugestão para o professor

• SPOLIN, Viola. Improvisação para teatro. São Paulo: Perspectiva, 2012. A obra oferece os fundamentos para o trabalho com jogos teatrais na escola e mostra como se estrutura e se pratica o jogo teatral.

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ENCAMINHAMENTO

Tenha em mãos a letra de Flor do Mamulengo e, se possível, apresente o áudio dessa canção para que os estudantes possam, na fruição, ter acesso à letra e à melodia. Incentive inicialmente a leitura silenciosa da letra da canção e depois em voz alta, em leitura compartilhada.

Você pode iniciar com várias leituras da canção Flor do Mamulengo, para que os estudantes ganhem fluência e compreensão das palavras e do texto como um todo. A canção conta a história de dois personagens que pertencem à cultura dos mamulengos. Por todo o país há bonequeiros que criam histórias, inspiradas em fatos ou com base na imaginação, como essa, da paixão de uma boneca por um boneco de mamulengo.

Trabalhe com a leitura, fruição e interpretação do texto poético. Respeitando a fase de escrita e leitura na qual os estudantes estão, comente que, em uma letra de canção, poema, texto para teatro ou outro gênero literário, usa-se a linguagem poética. A linguagem poética na escrita de textos acontece quando o autor faz uso de combinações de palavras, rimas e outros recursos, como figuras de linguagem (metáfora, aliteração, hipérbole, entre outras). A linguagem poética se apresenta também na oralidade e em outras linguagens artísticas (como a visual, corporal e musical).

Avalie como os estudantes leem e identificam as palavras desconhecidas, ajudando-os a contextualizá-las, e se está claro o conceito de mamulengo, retomando-o, se julgar necessário. Observe

Mamulengos

Você sabe o que é um mamulengo?

Mamulengo é o nome dado no Brasil, em especial na região Nordeste, para um tipo de fantoche que tem características regionais e é usado em teatro de bonecos.

Que tal saber mais? Para começar, vamos ler um trecho da letra da canção Flor do Mamulengo , composta por Luiz Fidelis e interpretada por Bia Bedran

se eles compreendem que existem várias formas do fazer teatral e do teatro de animação.

A partir da observação das ilustrações e do texto poético, você pode ainda conversar com os estudantes sobre algumas questões: vocês já assistiram a algum teatro de mamulengo? Será que existe algum grupo de mamulengo, ou outra forma de teatro de bonecos, na região onde moram? Por que esses bonecos se chamam mamulengos? É por que geralmente são manobrados pelas mãos dos atores como se fossem luvas? No teatro de mamulengos, não vemos os atores, apenas os bonecos, e ouvimos as vozes dos atores

Eu sou a Flor do Mamulengo

Me apaixonei por um boneco

E ele “neco” de se apaixonar

“Neco” de se apaixonar

“Neco” de se apaixonar

E ele “neco”...

Já estou com os nervos à flor do pano

De desengano, vou ter um treco

Mas ele “neco” de se apaixonar

“Neco” de se apaixonar

“Neco” de se apaixonar

E ele “neco”...

Se no teatro eu não te atar, Boneco, eu juro, vou me esfarrapar

Eu não consigo viver sem teu dengo,

Meu mamulengo

E ele “neco” de se apaixonar

“Neco” de se apaixonar

“Neco” de se apaixonar

E ele “neco”...

FLOR do Mamulengo. Intérprete: Bia Bedran. Compositor: Luiz Fidelis. In: BIA canta e conta. Brasil: Angelus Produções Artísticas, 2001. CD, faixa 1. Editora musical: Passaré.

que dão vida aos personagens por meio do movimento e pela expressão vocal. Que materialidades são usadas para fazer esses bonecos? Os fantoches e mamulengos geralmente são feitos com madeira, papel machê e panos, entre outros materiais. Como são articulados os mamulengos? Geralmente são manipulados por atores que os vestem como uma luva ou usando varetas, hastes ou fios. Que temas são tratados nesse tipo de peça teatral? Os temas podem ser os mais variados, porém é comum ver assuntos como situações cômicas, sátiras do cotidiano e contação de lendas e histórias populares.

QUEM É?

Luiz Fidelis nasceu em Juazeiro do Norte (CE). Além de cantor, ele é compositor de muitas músicas que trazem elementos do forró pé de serra e do baião. A canção Flor do Mamulengo é um de seus maiores sucessos.

QUEM É?

Bia Bedran (1955-)

nasceu em Niterói (RJ). É cantora, compositora, contadora de histórias, atriz e escritora.

Reforce com os estudantes que o teatro de mamulengos faz parte do patrimônio cultural imaterial brasileiro. Em uma roda de conversa, explique sobre o processo de tombamento: ele acontece a partir de um pedido feito aos órgãos responsáveis pela conservação de um bem material ou imaterial; tal pedido é analisado e considerado procedente ou não. No Brasil, em nível federal, o órgão responsável por cuidar do patrimônio cultural brasileiro é o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mas também existem órgãos estaduais e municipais (veja mais informações em Sugestão para o professor).

Sugestão para o professor

• INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Brasília, DF: MinC, c2014. Disponível em: https://www.gov.br/iphan. Acesso em: 5 set. 2025.

Site do Iphan com textos e documentos sobre os patrimônios histórico e artístico do Brasil.

• INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Teatro de Bonecos Popular do Nordeste completa oito anos como patrimônio cultural do Brasil. Brasília, DF: Iphan, 2023. Disponível em: https://www.gov. br/iphan/pt-br/assuntos/ noticias/registro-do-teatro -de-bonecos-popular-do -nordeste-pelo-iphan -completa-oito-anos. Acesso em: 5 set. 2025.

Reportagem sobre o registro e reconhecimento do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste como patrimônio cultural imaterial brasileiro.

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ENCAMINHAMENTO

Amplie o estudo e a interpretação da canção Flor do Mamulengo trazendo mais questões como: a personagem está triste ou feliz? Por quê? A partir das respostas, as conversas podem caminhar para como eles percebem os sentimentos da personagem Flor do Mamulengo. É possível que eles identifiquem que ela está triste por não ter o amor correspondido. No entanto, as interpretações são sempre abertas e mais ideias podem surgir.

Outras perguntas podem explorar as rimas na composição da letra da canção, como: há palavras que rimam? Quais? Instrua-os neste momento a também anotar no caderno as palavras que rimam com mamulengo, por exemplo.

Converse com os estudantes sobre o forró (ritmo da canção Flor do Mamulengo ), gênero artístico típico da região Nordeste e popular em todo o país. Alguns instrumentos musicais são típicos do forró, como a sanfona, o triângulo e a zabumba. Verifique os conhecimentos dos estudantes sobre o forró e outras expressões da música popular brasileira, incentivando-os a compartilhar suas vivências com os colegas. Se possível, pesquise em sites vídeos e áudios de forró, em especial a canção Flor do Mamulengo, para apresentar aos estudantes e cantar com eles (veja em Sugestão para o estudante).

1. d) Respostas pessoais. Trata-se de uma criação do autor para brincar com as expressões, palavras e rimas. O compositor faz um jogo com a expressão nada de se apaixonar e com as palavras neco, boneco e treco

Interpretando a canção

1 Você gostou de conhecer a história da personagem Flor do Mamulengo? Vamos conversar sobre essa canção? Depois, anote as ideias no caderno.

a) Quais palavras você não conhece na letra da canção? Vamos pesquisar essas palavras?

1. a) Resposta pessoal.

b) Quem são os personagens do teatro de mamulengos protagonistas da letra da canção?

1. c) Resposta pessoal. Há muitos modos de construir bonecos de mamulengo, mas, geralmente, os corpos deles são feitos de tecidos estampados. Como Flor do Mamulengo

1. b) São dois bonecos de mamulengo: a boneca Flor do Mamulengo e o boneco Neco.

c) Por que você acha que a personagem diz “já estou com os nervos à flor do pano”?

d) Em Flor do Mamulengo, o compositor usa a expressão neco de se apaixonar . Você já ouviu uma expressão parecida com essa? O que você acha que ela significa?

é uma boneca de mamulengo e seu corpo é feito de pano, o compositor faz referência à expressão estar com os nervos à flor da pele, que significa estar muito sensível e nervosa.

Sugestão para o estudante

• BIA Bedran canta “Se essa rua fosse e Flor do Mamulengo” na TV Brasil. Publicado por: TV Brasil. 2019. 1 vídeo (ca. 7 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=bJ5mgTT89eM. Acesso em: 14 ago. 2025.

Apresentação artística com bonecos de mamulengo e a cantora Bia Bedran interpretando as canções Se essa rua fosse e Flor do Mamulengo na TV Brasil.

• FLOR do Mamulengo. Publicado por: Mastruz com Leite. 2022. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8Z21tLBRsWI. Acesso em: 30 set. 2025.

Áudio da canção Flor do Mamulengo interpretada pela banda de forró Mastruz com Leite.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

3. a) Resposta variável, pois há várias origens para a palavra mamulengo. Uma das origens mais

conhecidas é a que faz referência a “mão molenga” ou “mão mole”.

DIÁLOGOS

Mão molenga?

Observe a imagem do artista mamulengueiro Zé Lopes . O teatro de fantoches (ou de bonecos de luva) existe no mundo inteiro, mas foi no estado de Pernambuco, aqui no Brasil, que o termo mamulengo se tornou sinônimo de teatro de bonecos. Algumas pessoas acreditam que a palavra mamulengo tem origem nas expressões mão molenga ou mão mole, em referência aos movimentos que o artista faz para manipular os bonecos e dar expressão aos personagens. A prática do teatro de mamulengos faz parte do patrimônio cultural imaterial brasileiro.

Mestre mamulengueiro Zé Lopes com os personagens de mamulengo Simão e Quitéria, em Glória do Goitá (PE), em 2018.

QUEM É?

Zé Lopes (1950-2020), artista, mestre de mamulengos, natural de Pernambuco, é reconhecido como o maior mamulengueiro do estado.

Mamulengueiro é o artista que faz bonecos de mamulengo e/ou o que manipula os bonecos.

Patrimônio cultural imaterial são as manifestações da cultura, como os modos de fazer as coisas, as histórias populares, as festas, entre outras.

1 No município onde você vive, tem artistas de mamulengo?

2 Você já assistiu a espetáculos de mamulengos? Resposta pessoal.

3 Pesquisem e escrevam no caderno o que descobrirem sobre as questões a seguir.

a) Qual é o significado da palavra mamulengo?

b) Em que região do Brasil o termo mamulengo surgiu?

3. b) Na região Nordeste, em especial no estado de Pernambuco.

c) Quais são os personagens mais conhecidos na arte dos mamulengos? Resposta pessoal.

3. c) Os estudantes podem mencionar personagens como Flor de Mamulengo, João Redondo, Babau, Cassimiro Coco, Briguela, entre outros.

BNCC

Habilidades: EF15AR18, EF15AR19, EF15AR24 e EF15AR25.

TCT: Multiculturalismo.

ENCAMINHAMENTO

Promova um momento de nutrição estética observando a imagem do mestre mamulengueiro Zé Lopes e seus bonecos, suas cores, expressões, tamanhos e formas. Pergunte aos

+Ideias

Comente com os estudantes que uma forma de conhecer as tradições populares, a cultura imaterial transmitida oralmente, é coletando informações por meio de entrevistas. Converse com eles sobre o que é uma entrevista e o que é necessário para fazer uma entrevista. Incentive-os a organizar um roteiro de pesquisa sobre a cultura oral local, escolhendo uma pessoa para ser entrevistada. Auxilie-os no planejamento das perguntas e na análise das respostas obtidas. Esta proposta pode ser realizada em um projeto interdisciplinar com História.

Os estudantes podem gravar áudios e criar uma biblioteca sonora com arquivos sobre o patrimônio oral de histórias da tradição popular do seu lugar. Dessas histórias podem nascer adaptações para criar teatro de mamulengos. Para que os estudantes ampliem seus conhecimentos sobre o tema, organize uma sessão de vídeo com cenas ou apresentações de teatro de animação de sua curadoria digital.

Sugestão para o professor

• INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Prêmio Teatro de Bonecos Popular do Nordeste . Brasília, DF: Iphan, 2016. Disponível em: http://portal.iphan.gov. br//uploads/publicacao/ premio_teatro_de_bonecos. pdf. Acesso em: 14 ago. 2025

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estudantes como imaginam os movimentos dos bonecos e de que materiais são feitos, estimulando a participação no levantamento de hipóteses. Em seguida, retome o significado de patrimônio cultural imaterial.

Chame a atenção para o termo mão molenga, presente no texto, que teria dado origem ao nome mamulengo, apontando as semelhanças na sonoridade.

Observe o empenho e a participação na pesquisa realizada sobre a linguagem do mamulengo. Avalie as respostas trazidas de forma diagnóstica e formativa.

A página do Iphan oferece informações sobre o mamulengo, tradição do Nordeste brasileiro considerada bem cultural imaterial.

• MUSEU DO MAMULENGO. Olinda, c2025. Disponível em: http://memorial.ufrpe. br/museudomamulengo/. Acesso em: 14 ago. 2025. Página contendo memorial do primeiro museu da América Latina dedicado ao mamulengo, com jogos e propostas educativas.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

Habilidades: EF15AR04, EF15AR18, EF15AR19, EF15AR22, EF15AR24 e EF15AR25.

Organize-se

• Para esta proposta, providencie antecipadamente: bexigas, grãos de arroz cru, gaze gessada ou gesso ou papel machê, garrafas tampadas com gargalo médio e tecidos.

ENCAMINHAMENTO

Sugere-se criar uma curadoria com imagens de mamulengos, mostrando aos estudantes mais sobre a arte de bonequeiros e artistas do teatro de animação.

Retome com os estudantes a diversidade de estilos e de materialidades dos bonecos de mamulengos, destacando que todos carregam características da cultura brasileira, em especial do povo nordestino. Esses bonecos são criados a partir do estilo pessoal dos bonequeiros, também conhecidos como mestres mamulengueiros. Podem representar figuras como trabalhador rural, costureira, rendeira, músico, viajante, palhaço, entre outras.

Contextualize que, além da forma humana, há bonecos de mamulengos com formas de animais, como boi, cobra e jacaré, e de seres mágicos, como a Cuca, o Curupira e outros.

Na proposta 3 , convide os estudantes a criar um mamulengo com a forma de fantoche. Se forem usar papel machê, oriente-os a colocar a farinha de trigo e a cola aos poucos e a sentir a consistência da massa, de modo que ela não grude muito na mão e seja consistente.

ARTE-AVENTURA Meu mamulengo

Observe esta imagem.

Os personagens do mamulengo podem ser universais, mas geralmente são inspirados nos personagens de histórias e causos de cada local do Brasil, principalmente na cultura nordestina. Cada boneco tem sua história, suas roupas e características. São criados por mestres e mestras mamulengueiros, como a artista Cida Lopes Cada artista pode criar seu boneco imprimindo o próprio estilo e atribuindo características a seu personagem a partir da história que deseja contar.

QUEM É?

1. Nesta proposta, oriente os estudantes a fazer um pequeno texto com suas primeiras ideias, que podem mudar ao longo do planejamento.

Cida Lopes (1990-), artista mamulengueira e bonequeira, natural de Glória do Goitá (PE), é idealizadora do projeto Pequenos Brincantes. Desde a infância é envolvida na tradição do mamulengo, inspirada pelo legado artístico de seu pai, Zé Lopes.

1. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes expressem as atitudes, os aspectos profissionais, as origens etc.

Construa seu personagem, descubra seu estilo e que história deseja contar. A seguir, responda a algumas perguntas que ajudarão você nessa construção.

1 Escreva no caderno o nome do personagem, como ele é e o que faz na história que você escolheu. Em seguida, detalhe mais suas características.

a) Quem é seu personagem?

b) Como é seu personagem?

c) O que faz seu personagem?

1. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes definam o personagem: menino, menina, rainha, príncipe, animal, monstro etc.

1. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem características do

personagem. Essas características podem ser físicas (alto, baixo, com cabelo longo ou curto, detalhes no rosto ou no corpo etc.) ou de personalidade (triste, alegre, bom, mau, engraçado, assustador.

Quando cada estudante tiver o seu boneco pronto, proponha a eles que inventem histórias com os mamulengos criados ou façam adaptações a partir das pesquisas feitas anteriormente. Incentive-os a apresentar os personagens criados aos colegas.

Conte que a vida do boneco depende de que alguém lhe empreste a “alma”. O boneco seria uma peça de exposição, não fosse a atuação de alguém que o animasse. Em cada espaço e tempo, diferentes bonecos e formas de manipular surgiram e continuam a surgir. O

manipulador de bonecos, ou titeriteiro, é uma das mais interessantes figuras da arte teatral. Existem muitos artistas que dedicam sua vida à manipulação de bonecos, muitos deles são também os construtores de seus bonecos. No caso dos mamulengos, os artistas ou grupos geralmente constroem seus cenários, biombos e bonecos, principalmente em madeira, em pequenos, médios e grandes formatos (há bonecos pequenos, bonecos que simulam o tamanho real de uma pessoa e também os bonecões).

Cida Lopes, mamulengueira, com os personagens Caboclos de Pena em Glória do Goitá (PE), em 2021.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

2 Apresente as características do personagem que você criou, desenhando-o no caderno.

2. Produção pessoal. Oriente os estudantes a expressar suas anotações no formato de desenho. Pergunte a eles se desejam

3 Agora, construa seu personagem.

MATERIAIS

uma bexiga

COMO FAZER

1. Encha a bexiga com arroz cru até que fique do tamanho de uma laranja e dê um nó. Ela será a cabeça do boneco.

grãos de arroz cru gaze gessada ou gesso ou papel machê

3. Cubra a bexiga com a gaze gessada úmida para moldar a cabeça e o pescoço. Usando tiras de tecido cortadas em tamanhos diferentes, molde os detalhes, como nariz, olhos, boca, orelhas, cabelo, óculos, entre outros.

5. Prenda o tecido no pescoço do boneco. Esse tecido pode ser cortado com a ajuda de um adulto, de modo a destacar os braços de seu boneco.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

uma garrafa tampada com gargalo médio tecido

2. Depois, encaixe a bexiga no gargalo da garrafa. É importante que a garrafa esteja tampada.

4. Retire a bexiga da garrafa e esvazie-a, despejando os grãos de arroz em um recipiente. Se a bexiga ficar grudada no gesso, corte apenas a parte que passa do pescoço. Peça ajuda ao professor.

manter o nome e as características levantadas inicialmente na questão 1 ou se desejam mudar. Esta etapa de planejamento serve justamente para provocar o movimento e amadurecimento de ideias e escolhas.

Quando a mesma pessoa constrói e manipula, ela pode pensar nos melhores ajustes e formas para o desenvolvimento das apresentações. O manipulador muitas vezes também canta, toca e dança, seja no teatro popular, seja na televisão. Nos grupos itinerantes e nas apresentações em feiras e locais públicos, os manipuladores costumam se valer da interação com o público, improvisando e trazendo muito humor como forma de aproximá-lo da encenação. Quando o público são crianças, costumam solicitar a elas que ajudem os personagens, cantando uma canção, apontando

onde está o vilão ou para onde foi o animal que fugiu da fazenda, por exemplo.

27/09/25 17:18

Em Arte, a avaliação pode analisar tanto o processo como o produto. Ressaltamos que a análise do processo possui maior potência avaliativa. É importante esclarecer aos estudantes quais são os critérios de avaliação e as expectativas de aprendizagem. Avalie a participação e o envolvimento dos estudantes no projeto em cada uma de suas fases: confecção (fazer o boneco); desenho; preparo e apresentação (criação de personagem e possíveis cenas improvisadas).

+Ideias

Você pode experimentar com os estudantes a criação de um mamulengo de cabeça de pano. Para isso, vai precisar de uma meia, algodão (ou outro material para enchimento), fita adesiva, pedaço de cartolina ou papel-cartão, tecido (sugestão: chita), tesoura com pontas arredondadas, linha e dois botões.

Para fazer os cabelos, use linhas de lã, plásticos, papéis recortados ou outros materiais. Os tecidos para roupas geralmente são bem coloridos, como chitas e algodão decorado. Verifique se próximo à escola há confecções que podem doar materiais para serem reaproveitados nesse projeto. Também podem ser criados vários outros tipos de personagem colando diversos elementos, como um chapéu de papel-cartão, orelhas gigantes ou bigodes. Podem ser inventados personagens fantásticos, como monstros, extraterrestres, animais assustadores, criaturas marinhas etc.

Sugestão para o professor

• CASTRO, Kely Elias de. O Teatro de Mamulengos de ontem e de hoje: a importância do reconhecimento do Teatro de Bonecos Tradicional Brasileiro como patrimônio imaterial cultural do Brasil. Resgate: Revista Interdisciplinar de Cultura , Campinas, v. 23, n. 30, p. 69-80, jul./dez. 2015. Disponível em: https://perio dicos.sbu.unicamp.br/ojs/ index.php/resgate/article/ view/8645807/13105. Acesso em: 14 ago. 2025. O artigo propõe uma análise sobre a história das manifestações de teatro de mamulengos em várias épocas e em especial na atualidade.

VANESSA ALEXANDRE

BNCC

Habilidades: EF15AR19, EF15AR20, EF15AR21, EF15AR22, EF15AR24 e EF15AR26.

Organize-se

• Providencie com antecedência as materialidades necessárias para a realização da cena teatral, que vão variar conforme as escolhas dos estudantes. Lembre-os que podem ser aproveitados os bonecos criados em propostas anteriores.

ENCAMINHAMENTO

Converse com os estudantes sobre pesquisas que podem trazer mais conhecimentos sobre a arte teatral (por exemplo, pode ser feita uma pesquisa coletiva para responder aos itens da proposta 1).

Ao mencionar o grupo de teatro da turma, reflita com os estudantes sobre quantos integrantes o grupo pode ter, definindo então quantos grupos serão formados, de acordo com o número total de estudantes na turma. Levante questões como: quem interpretará cada personagem? Que nome será dado a cada grupo?

Trabalhe com os estudantes algumas ideias sobre adaptação de texto literário para texto de dramaturgia, de acordo com as escolhas feitas para as encenações. Retome os diferentes tipos de bonecos que eles criaram.

Na etapa Vamos encenar!, converse com os estudantes, convidando-os a colocar em prática o que aprenderam ao longo do capítulo. Eles vão preparar uma cena com os bonecos que criaram, ensaiá-la e apresentá-la para as turmas da escola.

ARTE EM PROJETOS

Nosso grupo de teatro

1. a) Resposta pessoal. Levante os conhecimentos e as opiniões sobre a linguagem teatral, preparando os estudantes para a proposta sobre o trabalho em grupo em projetos de teatro na escola.

1 Converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.

1. b) Atores, atrizes, diretores, figurinistas, cenógrafos, dramaturgos, iluminadores,

a) O teatro é uma arte coletiva. Você sabe por quê?

b) Quem são os profissionais da arte do teatro?

1. c) Retome o que foi discutido sobre o trabalho colaborativo. Reforce a importância sonoplastas, bonequeiros, entre outros. do respeito às contribuições de cada um. No grupo, todos importam e devem ser escutados e valorizados.

c) O que é importante em um trabalho colaborativo?

Agora que você e os colegas já conheceram e criaram vários tipos de teatro de bonecos e estudaram sobre essa arte, que tal convidar a turma toda para criar um grupo de teatro?

É importante ressaltar que, neste projeto, a cena é uma improvisação, o que significa um jogo entre regra e liberdade de criação. Podem-se usar textos teatrais como referência, mas não se recomenda utilizá-los como base para as cenas, ou seja, as falas da encenação não precisam ser iguais às do original.

Neste momento, o percurso de aprendizagem conecta seus diversos pontos: personagens, bonecos, manipuladores, cenário e outros elementos (como música e efeitos sonoros). O objetivo principal é envolver os estudantes no processo de criação, permitindo a eles que inventem narrativas ou se apropriem de narrativas existentes, dando a elas características próprias. É importante perceber que alguns preferem contar uma história mais original, enquanto outros preferem adaptar à sua maneira contos, histórias e filmes de seu repertório.

Vamos preparar!

1. Escolham uma história e combinem como ela será contada.

2. Criem os personagens em desenhos.

3. Escolham e desenvolvam técnicas para confeccionar os bonecos.

4. Com os bonecos prontos, combinem como serão as cenas e as participações de cada personagem.

5. Preparem, também, uma armação para a encenação. A mais tradicional das armações é o biombo, mas vocês podem usar um lençol pendurado em um varal ou uma caixa de papelão aberta no fundo sobre uma mesa.

Vamos encenar!

1. Improvisem uma pequena cena com os bonecos que vocês criaram (mamulengos, fantoches, dedoches ou outro tipo de boneco).

2. Treinem os diálogos e os movimentos fora da armação em que será feita a apresentação.

3. Depois, apresentem a cena para os colegas e o professor no cenário que prepararam.

ESTA É A MINHA ARTE!

Faça registros com fotografias e filmagens de tudo o que acontece no grupo de teatro da turma e nos espetáculos criados por vocês. Esse material pode ser exposto para mais pessoas conhecerem a arte do grupo de teatro da turma. Combine com o professor!

caixa aberta ou outra forma que considerarem adequada. Incentive-os a improvisar e ensaiar nessa estrutura ou considere que serão realizadas nelas as apresentações, pois há questões de manipulação que serão mais bem assimiladas e desenvolvidas quando eles estiverem em contato com o espaço de apresentação.

Tradicionalmente, o manipulador não aparece para o espectador, animando o boneco por dentro do biombo ou por trás do tecido. Todavia, é possível permitir a eles que criem outras formas de manipulação (com o manipulador à vista).

Antes da apresentação oficial, incentive os grupos a se organizar para assistir às cenas de todos, dando sugestões aos colegas com relação à cena. Depois dos ensaios, será a hora da apresentação final!

É importante avaliar como os estudantes se relacionam em propostas coletivas e colaborativas e como compartilham ideias, respeitam opiniões etc. Os registros são essenciais para compor portfólios e ser usados também como matéria que pode subsidiar as avaliações de processo e produto final.

Sugestão para o professor

27/09/25 17:18

Definidos os temas das encenações, instigue os estudantes a pensar no cenário. Podem surgir histórias cuja narrativa esteja mais centrada nos personagens do que no espaço da ação. Nesses casos, peça aos estudantes que proponham um local interessante para sua história. A cena improvisada pode ser trabalhada com elementos simples que indiquem o local da ação, como uma cerca, uma árvore seca, um iglu, um relógio de parede. Podem-se também criar cenários menos sugestivos e mais descritivos, usando, por exemplo, um pano de fundo com um desenho de paisagem.

O processo de criação cenográfica dos estudantes dependerá da escolha da estrutura física da apresentação. Eles poderão usar um varal com um pano pendurado, um biombo, uma

• HISTÓRIA e estrutura do mamulengo. Brasília, DF: Mamulengo Presepada, c2025. Disponível em: http: //www.mamulengoprese pada.com.br/2016/04/26/ historia-e-estrutura-do-ma mulengo. Acesso em: 14 ago. 2025.

Página oficial do grupo Mamulengo Presepada. Nela, é apresentada a história do teatro de mamulengos.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02 e EF15AR03.

ENCAMINHAMENTO

No Brasil, os clubes de gravura foram importantes para o desenvolvimento de processos de criação de muitos artistas. Eles se encontravam para trocar ideias, compartilhar materialidades, ferramentas, como prensas de impressão, e também para escrever e publicar textos sobre arte, além de organizar exposições e criar juntos. É sempre importante dizer que em processo de leitura de imagens a apreciação e as leituras são abertas, não existindo leitura e interpretação certa ou errada, pois cada um vê com o repertório cultural que tem. A mediação cultural propõe sempre uma conversa; a proposta não é explicar a obra, e sim buscar uma interpretação sensível sobre o que podemos ver e sentir a partir da percepção e do encontro com a arte. Propicie momentos de fruição e nutrição estética a partir da obra Forró dos bichos, do artista J. Borges. Converse com os estudantes sobre a técnica da gravura, em especial da xilogravura. O prefixo “xilo” indica o material utilizado para fazer a matriz da gravura, a madeira (ele aparece também em “xilofone”, instrumento musical feito com teclas de madeira). Na madeira, portanto, é feita a gravação do desenho. Como um carimbo, a madeira gravada é usada para fazer uma série de impressões da mesma imagem e é chamada de matriz.

2 CLUBE DE GRAVURA

Montagem com ilustração e fotografia da obra Forró dos bichos, de J. Borges. Xilogravura, 48 cm x 66 cm.

Na leitura da imagem, pergunte aos estudantes: Vocês reconhecem o que está sendo representado? Quais elementos da imagem chamam a atenção de vocês?

Faça uma curadoria educativa para apresentar aos estudantes mais gravuras. Para isso, faça buscas em sites de museus de arte e páginas de artistas. Uma curadoria digital cuidadosa pode ser realizada e compartilhada com os familiares ou responsáveis para momentos de nutrição estética fora da escola.

VENHA GRAVAR E IMPRIMIR!

A xilogravura é uma arte que se faz por parte. Risca, rabisca, desenha o desejado. Na matriz de madeira se trabalha, desenha e talha. A tinta entinta, toca texturas e relevos, sem alcançar outros planos. A cada demão, a tinta imprime e revela sobre papel a gravação.

A XILOGRAVURA é uma arte. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

Existem muitas formas de criar na arte da gravura. A xilogravura é uma delas. Venha descobrir mais sobre formas de criar no universo da gravura! Venha gravar e imprimir!

Sugestão para o professor

• J. BORGES e a arte da xilogravura. Publicado por: JC Play. 2019. 1 vídeo (ca. 4 min) Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v= Pg70LPMTm14. Acesso em: 6 out. 2025.

Esse vídeo apresenta uma conversa com o artista J. Borges sobre suas obras, seu processo de criação e sua participação no tradicional bloco de carnaval Galo da madrugada em 2020, onde foi homenageado.

• DOCUMENTÁRIO: J. Borges. Publicado por: Galeria Estação. 2011. 1 vídeo (12 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=b YQ9qcokiDo. Acesso em: 6 out. 2025.

Esse documentário trata sobre a vida e a obra do artista J. Borges.

• MINIAULA de introdução à xilogravura. Publicado por: Cores da Cris por Cristina Bottallo. 2011. 1 vídeo (ca. 10 min). Disponível em: https:// youtu.be/Yj-0jkelXLE. Acesso em: 6 out. 2025. Vídeo em que a artista plástica Cristina Bottallo ensina os conceitos básicos do trabalho de xilogravura.

• MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO (MAM). Clube de gravura: 30 anos. São Paulo, c2025. Disponível em: https://mam. org.br/exposicao/tres-de cadas-de-arte-brasileira/. Acesso em: 14 ago. 2025. Acesse o site do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e busque por Clube de Gravura, que tem como proposta a produção de gravuras em oficinas. Você pode fazer download de um catálogo de gravuras, e também há a proposta de colecionismo de obras de arte para o público.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03 e EF15AR07.

ENCAMINHAMENTO

Destaque para os estudantes que cada artista tem seu traço característico, sua marca, sua poética pessoal. Na apreciação da imagem da obra de J. Borges, observamos a técnica de cromoxilogravura.

Chame a atenção para as possíveis relações que o texto poético e a imagem da obra de J. Borges podem ter. Em relação à xilogravura em cores de J. Borges, destaque para os estudantes o uso de linhas, em especial os contornos de figuras. Instigue-os a verificar as formas e texturas, assim como o uso de cores puras e outros detalhes.

Para a questão 1 , proponha aos estudantes discussões como estas: em relação às obras de J. Borges, o que podemos observar? Como são as cores, as formas, as linhas, a luminosidade? E as texturas, há efeitos de profundidade? Por meio das imagens criadas por J. Borges, vocês conseguem imaginar histórias? O que mais chama a atenção de vocês?

Contextualize que o nome cordel veio do costume de pendurar os folhetos em varais de cordões para serem expostos e comercializados nas feiras e em eventos populares. Antigamente, os folhetos eram escritos à mão de forma artesanal pelos poetas e ilustrados da mesma forma, com xilogravuras feitas por artistas visuais. No entanto, na atualidade, muitas dessas publicações já são feitas de modo digital e impressas em gráficas. Também são comercializadas em livrarias e até em páginas virtuais.

Histórias gravadas

Observe a imagem e leia o texto a seguir.

A semana toda o povo todo labuta, logo cedinho cada um segue seu caminho, cada um na sua luta.

Na escola, escritório, hospital, roça ou em casa cuidando de tudo com carinho.

Mas, quando chega aquele dia, o povo todo já de folga, se arrumando porque logo mais tem feira. Dia de festa, pessoas chegando, ruas e praças cheias. Tem banca de mulher rendeira e comida gostosa da dona quituteira.

Artistas no toque da zabumba, triângulo, reco-reco e sanfona fazem o som em ritmo bom!

A voz do repentista ecoa os versos em rimas, tem livros nos cordões feitos por artistas cordelistas.

Na mesma sina o cantor do forró anima quem veio dançar.

E, aí, esse arrasta-pé em ritmo de forrozeira é capaz de durar a noite inteira.

A SEMANA toda o povo todo labuta. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

Banda de pífano rural, de J. Borges, 2011. Xilogravura sobre papel, 48 cm x 66 cm.
J.

1 Compare a imagem com o texto. Quais ideias surgem nessa comparação?

Resposta pessoal. Veja mais orientações no Encaminhamento.

2 Você costuma frequentar feiras e festas em sua comunidade? Se sim, como são os espaços, os sons, os sabores, as cores? Resposta pessoal.

3 Observando a imagem mais uma vez, como o artista trabalha linhas, formas, cores, planos, texturas, contrastes e proporções? O que mais chama sua atenção na imagem?

Resposta pessoal.

J. Borges foi um artista que nasceu e viveu entre os versos de cordel e as imagens de xilogravura. Também viveu o cotidiano das feiras e festas populares da região Nordeste com seus ritmos musicais, danças, aromas, texturas e sabores. Cresceu ouvindo histórias e as contou para seus filhos e netos. Tudo isso foi expresso em sua arte em versos rimados e imagens em xilogravura, como a que vimos na página anterior.

QUEM É?

J. Borges (1935-2024) nasceu em Bezerros (PE) e é considerado um dos artistas mais relevantes na criação de imagens em xilogravura e textos em cordel. Sua obra é uma expressão da oralidade e das imagens presentes na cultura do povo nordestino.

Xilogravura é um tipo de gravura feita a partir de uma matriz de madeira. Já na cromoxilogravura , é usada mais de uma matriz, uma para cada cor. Também é chamada de xilogravura em cores. Artistas cordelistas são aqueles que se dedicam à literatura de cordel, uma forma de contar histórias por meio de versos que são escritos em folhetos ilustrados com xilogravuras e vendidos em feiras populares pendurados em cordões, daí o nome “cordel”.

DESCUBRA MAIS

• SARAMAGO, José. O lagarto. Ilustrações: J. Borges. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

Um dia comum vira um caos quando um lagarto gigante surge nas ruas de uma cidade. De repente, no meio da confusão, algo fantástico, coisa de contos de fadas, acontece. Vamos descobrir?

Vale destacar que a xilogravura é um tipo de gravura feita de uma matriz de madeira. É uma linguagem artística muito usada em livros de literatura de cordel, bastante comuns na região Nordeste do Brasil.

Para o teórico John Dewey (2010), viver uma experiência ao observar obras artísticas é um processo que pode acontecer aos poucos e em diferentes graus de profundidade. Nesse aspecto, ele diz que uma experiência ocorre em camadas. Ao atingir uma camada mais profunda em nossa vivência, pode-se dizer que vivemos uma experiência estética. Como nutrição estética, podem-se utilizar músicas, imagens e cenas de espetáculos para ampliar o repertório cultural dos estudantes e também provocar experiências.

Sugestão para o professor

• J. BORGES. In : ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural. Itaú Cultural, c2025. Disponível em: https://enciclopedia. itaucultural.org.br/pessoas/ 2271-j-borges. Acesso em: 14 ago. 2025.

Nesse verbete, é possível saber mais sobre a trajetória artística de J. Borges. • JOTA Borges: o mestre da arte. Publicado por: 3brasis. 2012. 1 vídeo ( ca . 23 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch? v=1SOr7X86V1w. Acesso em: 14 ago. 2025.

27/09/25 17:29

Vídeo sobre o mestre, cordelista, poeta e xilogravurista J. Borges.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03, EF15AR04, EF15AR05, EF15AR06 e EF15AR07.

Organize-se

• Para a proposta da página 63, providencie antecipadamente: placa de madeira, goiva, rolo para pintar, tinta, folha de papel avulsa.

ENCAMINHAMENTO

Se possível, convide um artista gravurista para visitar a escola e mostrar aos estudantes como se faz uma xilogravura. Também é sugerida uma visita a um museu ou ateliê de artista na sua localidade para conhecer o processo de criação dessa arte. Informe-se na Secretaria de Cultura mais próxima, onde geralmente há um cadastro dos artistas locais.

Ao observar a imagem da obra Alexandrino e o pássaro de fogo, de Gilvan Samico, você pode perguntar aos estudantes: a imagem criada pelo artista conta uma história? O que será que ela narra? Podemos imaginar que história é essa? Será que as cores nas asas do pássaro podem significar a cor do fogo? O cavalo solto no ar pode demonstrar movimento e velocidade? Quem são os personagens da obra? O que será que está acontecendo na cena?

Em relação aos elementos de linguagem, você pode conversar com os estudantes sobre as cores, formas, linhas e ainda sobre as texturas, relações de proporções entre as figuras, sobreposições e outros detalhes.

Para a proposta de criação artística, você pode trazer materiais de confecção

1. Resposta pessoal. Proponha uma leitura da imagem, explorando a imaginação e a percepção visual. Peça que descrevam o que percebem e o que a imagem provoca neles.

Uma aventura na gravura

Observe esta imagem.

2. Proponha aos estudantes que conversem sobre como o artista compõe a imagem usando elementos como linhas, formas e cores, e sobre como ele criou os efeitos com texturas e sobreposição de formas. Sugira que conversem sobre o uso desses elementos para estabelecer relações com a narrativa.

Alexandrino e o pássaro de fogo, de Gilvan Samico, 1962. Xilogravura impressa sobre papel, 49,5 cm x 61,5 cm.

1 As imagens criadas pelo artista gravurista Gilvan Samico são repletas de histórias. Observando essa obra, o que você imagina?

2 Como são as linhas, formas e cores da obra? O que você nota nessa imagem? O que chama sua atenção?

O artista Gilvan Samico fez muitas gravuras explorando várias técnicas e estilos. Na série de xilogravuras em cores (cromoxilogravuras), ele se baseia em contos da literatura de cordel. São imagens que contam sobre lendas, romances e aventuras de cavaleiros. Na obra Alexandrino e o pássaro de fogo, contada pelo cordelista Severino Borges Silva, o cavaleiro, personagem corajoso, cavalga tão rápido que seu cavalo parece voar pelos caminhos. Ele segue veloz para encontrar o tal pássaro misterioso, de bico imenso em forma de anzol e asas de fogo mais brilhantes que a luz do Sol.

QUEM É?

Gilvan Samico (1928-2013) nasceu no Recife (PE). Artista e gravurista, criou imagens fantásticas, repletas de histórias inspiradas em lendas brasileiras e contos da literatura de cordel.

Severino Borges Silva (1919-1991), poeta e cordelista natu ral de Aliança (PE), é reconhecido como um dos grandes mestres da improvisação no Nordeste. É autor de textos que contam sobre aventuras, como a de Alexandrino e o pássaro de fogo

de xilogravuras para mostrar aos estudantes quais são usados em uma produção. Lembre-se de ressaltar os cuidados necessários e de que não é aconselhável que eles manuseiem materiais cortantes, como goivas, sem a supervisão de um adulto. Para fazer gravuras na escola, são propostos sempre materiais adaptados à faixa de idade dos estudantes (serão indicadas outras opções mais adiante). Na ação criadora, incentive-os a criar com base em suas referências, repertório e intenção poética.

Ao tratar da xilogravura e do cordel, é possível destacar o Movimento Armorial, que nasceu por volta da década de 1970 com a participação de vários nomes da gravura, do teatro, da literatura, do cinema e da música, entre outras artes. Nasceu da beleza que há na cultura do povo nordestino, com suas histórias de cordel que misturam seres mágicos com a vida cotidiana do sertanejo, com os sons da viola, da rabeca, do pífano e de outros instrumentos típicos da região que acompanham os cantadores.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Mas como se faz uma xilogravura?

Veja a seguir o processo de criação de uma xilogravura.

MATERIAIS E COMO FAZER

• Placa de madeira

• Goiva

1. Desenhamos em uma placa de madeira.

2. Retiramos parte da madeira com uma ferramenta chamada goiva.

Atenção!

O uso da goiva deve ter sempre a supervisão de um adulto.

3. Com um rolo para pintar, passamos tinta sobre a madeira.

• Rolo para pintar

• Tinta

• Folha de papel avulsa

4. Colocamos uma folha de papel avulsa sobre essa matriz e pressionamos a folha de papel manualmente.

5. A imagem é transferida da matriz (placa de madeira) para o papel.

6. Esse processo de impressão pode ser repetido várias vezes.

O Movimento Armorial surgiu das imagens em xilogravura que ilustram capas dos folhetos de cordel e suas histórias, expostos nos cordões das feiras populares, das encenações dos grupos de teatro popular encontrados em praças, ruas e pequenos teatros sertão afora, divulgando a cultura romanceira dessas terras. O nome Movimento Armorial foi justificado por Ariano Suassuna (1927-2014), que dizia que esse termo se relaciona aos antigos brasões pintados em esmaltes e esculpidos em pedras preciosas, os quais mostravam os emblemas

das famílias nobres durante a Idade Média na Europa. Esse movimento mostra que a nobreza da cultura brasileira está no seio do povo.

+Ideias

Se possível, apresente mais obras dos artistas J. Borges e Gilvan Samico, entre outros. Uma curadoria educativa pode ser realizada por você para ampliar o conhecimento e nutrição estética acerca das obras desses artistas.

Uma sugestão é fazer visitas virtuais a sites de museus e de outras instituições que apresentem essas obras. Você pode ampliar a leitura de imagens a partir da apreciação de gravuras de J. Borges e Gilvan Samico. São imagens fantásticas repletas de narrativas. Pesquise se na biblioteca da escola há livros com imagens em ilustração com xilogravuras para mais momentos de nutrição estética.

Sugestão para o professor

• GILVAN Samico. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural. Itaú Cultural, c2025. Disponível em: https://enciclopedia. itaucultural.org.br/pessoas/ 3567-gilvan-samico. Acesso em: 14 ago. 2025. Verbete sobre o gravurista Gilvan Samico, com reproduções de suas obras.

• MUSEU CASA DA XILOGRAVURA. Campos do Jordão, c2025. Disponível em: http://www.casadaxilogra vura.com.br/. Acesso em: 14 ago. 2025. Página oficial do museu dedicado à xilogravura.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03, EF15AR04, EF15AR05 e EF15AR06.

Organize-se

• Para esta proposta, tenha em mãos os seguintes materiais: placa de papelão, recipiente largo e raso, como um prato de plástico, rolo de espuma ou esponja, pincel largo, tinta guache, caneta esferográfica ou palito de madeira, folhas de papel sulfite ou de papel de seda e colher de pau.

ENCAMINHAMENTO

Estabeleça uma ambiência educadora e criadora a partir de propostas de ateliê fixo ou móvel para explorar a produção de gravuras. Organize junto aos estudantes as materialidades e converse com eles para construir conhecimentos e práticas sobre a papelogravura.

Você pode introduzir as propostas convidando os estudantes a escolher temas, mostrando exemplos de artistas e obras e apresentando os processos de preparação da matriz de papelão, entintamento e impressão, como desenhar em uma folha de papel sulfite e depois passar para a placa de papelão usando a técnica de decalque e desenhar sobre a placa de papelão com pressão para criar marcas e baixos-relevos, explorando linhas, formas e texturas.

Diga aos estudantes que eles podem usar uma caneta esferográfica ou um palito de

Existem várias formas de criar gravuras. Vamos conhecer algumas delas?

A papelogravura é uma técnica de gravura que utiliza placas de papelão como matriz.

MATERIAIS E COMO FAZER

Placa de papelão (matriz), pote de plástico ou recipiente largo e raso, como um prato de plástico, rolo de espuma ou esponja, pincel largo, tinta guache, caneta esferográfica ou palito de madeira, folhas de papel sulfite ou de papel de seda, colher de pau.

A gravura tem várias etapas.

Desenhar

1. Escolha uma forma abstrata ou um tema para a imagem figurativa. Você é o artista!

2. Imagens figurativas podem contar histórias como na obra de Gilvan Samico.

Gravar

1120-ARTE-V4-LA-U2-C2-I003

Oriente os estudantes a criar suas imagens com base em histórias inventadas por eles ou a partir de contos e lendas da cultura brasileira ou da região em que moram.

3. Faça o desenho na placa de papelão.

4. Com a caneta esferográfica ou o palito de madeira, marque as linhas do desenho.

5. Depois de marcar as linhas do desenho, você pode retirar áreas maiores da primeira camada do papelão para aparecer a parte ondulada.

madeira para pressionar firmemente e criar as marcas e texturas ao desenhar linhas e formas, criando sulcos no material.

Realize colagens com materiais como barbante, papéis texturizados e outros materiais sobre o papelão para criar relevos e texturas.

Experiencie o processo de entintar a placa usando um rolo de espuma, para espalhar a tinta sobre a matriz (papelão). Diga que também podem usar trinchas ou pincéis para entintar, em especial ao usarem colagens para criar texturas e formas em alto-relevo.

JOÃO
"JOINLES"

Entintar

6. Com a matriz pronta, passe tinta na parte lisa da placa de papelão.

7. Coloque a tinta guache no recipiente ou no pote de plástico.

8. Passe o rolo de espuma ou a esponja na tinta ou molhe o pincel na tinta e, em seguida, em sua matriz de papelão.

9. Repita o processo várias vezes até ter tinta suficiente para a impressão.

Imprimir

É A MINHA ARTE!

Organize, com os colegas e o professor, uma exposição das gravuras criadas por vocês em um espaço da escola.

10. Imediatamente após ter passado a tinta, coloque a folha de papel sulfite ou de papel de seda sobre a matriz.

11. Com uma colher de pau ou o punho, pressione para a tinta aderir à folha. Sua papelogravura está pronta! Se desejar, você pode fazer várias impressões.

Dica: você também pode colocar outras materialidades sobre a placa de papelão, criando texturas em sua matriz. Faça experimentos, investigue efeitos e jeitos de criar gravuras!

Impressão em papel de xilogravuras durante aula de Arte em escola pública no município de Beberibe (CE), em 2017. 29/09/25 06:34

Proponha aos estudantes que retirem o papel cuidadosamente para não danificar a impressão. Deixe a gravura secar em um local arejado, como varais. Pesquise formas de impressão, como colocar o papel sulfite ou de seda sobre a matriz e fazer pressão com a mão ou passar uma colher de pau para a tinta aderir à folha.

Para ampliar o desafio, incentive os estudantes a trocar suas matrizes, para que possam experimentar a impressão com diferentes matrizes e comparar os resultados. Para motivar os estudantes, conecte a proposta com interesses pessoais, temas regionais e manifestações artísticas tradicionais da nossa cultura, como a arte cordelista. Em uma proposta interdisciplinar com Língua Portuguesa, os estudantes podem criar produções com versos em rimas, contos e histórias, que podem ser ilustrados com as papelogravuras.

Ao final do processo de criação, promova uma roda de conversa para que os estudantes possam realizar trocas de experiências e compartilhar suas produções. Você pode organizar

com eles uma exposição dos trabalhos produzidos (matrizes e gravuras).

Avalie se os estudantes conseguiram realizar várias experimentações criando diferentes efeitos e texturas ao produzir as matrizes e se estão criando os próprios desenhos, conectando-os com seus interesses e poéticas pessoais.

+Ideias

Outra técnica de gravura que você pode realizar com os estudantes é a feita com a parte de dentro de caixas de leite e de suco, por exemplo (veja em Sugestão para o professor).

Sugestão para o professor

• GRAVURA e invenção: papelão. Publicado por: Gravura e invenção. 2021. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=a5BkZ3FeNPY. Acesso em: 30 ago. 2025. Vídeo com passo a passo da técnica de gravura feita com papelão.

• PAPELOGRAVURAS. Publicado por: Guilherme Kikuti Kikuti. 2016. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=ZreCVONHUC4. Acesso em: 14 ago. 2025. Vídeo com processo de criação do artista Guilherme Kikuti Kikuti e suas obras desenvolvidas a partir da técnica de papelogravura.

• TETRA gravação matriz relevo. Publicado por: Gravurar. 2021. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch? v=wPorDAedQZc. Acesso em: 14 ago. 2025. Nesse vídeo, a artista Márcia Santtos desenvolve essa técnica mostrando seu processo de criação com a parte de dentro de caixas de leite.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03, EF15AR04, EF15AR05 e EF15AR06.

Organize-se

• Para a proposta de barrogravura, providencie antecipadamente: meio quilo de argila, rolo de pintura, tinta guache, vareta de madeira, rolo de macarrão ou cabo de madeira, lápis, folhas de papel sulfite ou de papel de seda e objetos com texturas diversas (conchas, moedas, folhas de plantas, entre outros).

• Para a proposta de monotipia, providencie antecipadamente: placa de acetato, tinta guache de várias cores, pincéis de vários tamanhos e folhas de papel sulfite ou de papel de seda.

ENCAMINHAMENTO

Providencie materiais para a situação de aprendizagem de gravações utilizando as técnicas de barrogravura e monotipia. A proposta é explorar a ação criadora e também a investigação sensorial na pesquisa e no uso de materialidades. Proponha aos estudantes vários experimentos em que criem com as técnicas de barrogravura e monotipia. Na barrogravura, a argila pode ser aberta para ficar com o formato de placa usando um rolo de madeira, que pode ser improvisado com um cabo de madeira, por exemplo: cabo de vassoura cortado em pedaços de 20 cm. Com a placa seca ou úmida, os estudantes podem fazer desenhos usando a vareta de madeira.

ARTE-AVENTURA Barrogravura e monotipia

Vamos criar uma barrogravura?

Barrogravura é uma técnica de gravura que usa a argila (um tipo de barro) como matriz.

MATERIAIS

Meio quilo de argila, rolo de pintura, tinta guache, vareta de madeira, rolo de macarrão ou cabo de madeira, lápis, folhas de papel sulfite ou de papel de seda, objetos com texturas diversas (conchas, moedas, folhas de plantas, entre outros).

COMO FAZER

1. Com o rolo de macarrão ou o cabo de madeira, estique a massa de argila, criando uma placa lisa.

2. Crie desenhos usando a vareta de madeira ou o lápis e os objetos com texturas diversas. Em seguida, espere sua placa de argila secar.

3. Sobre a placa de argila já seca, utilizando o rolo de pintura, passe tinta guache da cor que preferir.

4. Com a tinta ainda úmida, coloque uma folha de papel sulfite ou de papel de seda sobre a placa e pressione levemente.

5. Retire a folha com cuidado.

6. Deixe a folha secar, e sua barrogravura estará pronta!

Há artistas que optam por passar a tinta na placa com a argila ainda úmida. Nessa condição, a tinta se mistura com a argila. Mas, se você considerar mais adequado, os estudantes podem ser orientados a deixar as placas secarem à sombra e depois passar a tinta para iniciar o processo de impressão.

Agora, que tal fazer gravações usando uma técnica chamada monotipia?

A monotipia é parecida com um carimbo. Nessa técnica, é aplicada tinta em um desenho feito em uma superfície (matriz) e são reproduzidas cópias em outros suportes.

MATERIAIS

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

placa de acetato, como a chapa usada em exames de raio X tinta guache de várias cores

COMO FAZER

1. Crie sua pintura diretamente sobre a placa de acetato.

3. Pressione o papel e depois retire com cuidado.

pincéis de vários tamanhos

folhas de papel sulfite ou de papel de seda para a impressão

2. Coloque uma folha de papel sulfite ou de papel de seda sobre a pintura ainda úmida.

4. Você pode fazer mais de uma impressão. Nessa técnica, cada impressão é única, pois as cores e as formas vão ficando menos nítidas.

Para criar mais efeitos com a monotipia, você pode orientar os estudantes a usar materiais para criar texturas, como conchas, moedas, folhas de plantas, entre outros. Oriente-os a passar a tinta sobre a superfície e depois colocar os objetos ou elementos da natureza para criar texturas. Retire-os e depois coloque o papel para fazer a impressão.

Avalie como os estudantes se comportam em momento de ação criadora. Esta situação de aprendizagem propõe: experimentação de materialidades; processos e procedimentos artísticos; investigação de técnicas; resolução de problemas; poética pessoal e trabalho colaborativo. Você pode fazer uma pauta de avaliação com base nessas questões.

Sugestão para o professor

• BARROGRAVURA: Simone Koubik. Publicado por: Simone Koubik. 2022. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=xpwmmpbT FpE&t. Acesso em: 14 ago. 2025.

Vídeo sobre a técnica de gravura chamada barrogravura, na qual a matriz é o barro, produzido pela artista Simone Koubik.

• MONOTIPIA: experimentações entre a gravura, a pintura e o desenho. Publicado por: Adriana Moreno. 2023. 1 vídeo ( ca. 30 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=n quF93b1ID4&t. Acesso em: 14 ago. 2025.

Videoaula sobre a técnica da monotipia, desenvolvida de duas formas, produzida pela artista Adriana Moreno.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03, EF15AR05, EF15AR06 e EF15AR25.

TCT: Cidadania e Civismo.

ENCAMINHAMENTO

Para esta situação de aprendizagem, incentive os estudantes a refletir sobre a importância da participação das mulheres no universo das linguagens artísticas e sobre a violência que elas sofrem no cotidiano.

Inicie a proposta fruindo as imagens da xilogravura e da matriz de Nireuda Longobardi e converse com os estudantes conceituando a arte da xilogravura e a literatura de cordel. Organize uma roda de conversa com os estudantes para o momento de nutrição estética e leitura de imagem. Se possível, amplie as imagens com projeções usando recursos multimídia. Traga para a aula mais imagens de xilogravuras ou livros de cordel para ampliar o repertório de imagens dos estudantes. Valorize as produções de artistas mulheres. Há muitas propostas para criar momentos de leitura de imagens e provocar reflexão em camadas de pensamento. Com base na observação e na análise das obras de arte e do que elas nos sugerem pensar, é possível fazer algumas perguntas aos estudantes que os instiguem a refletir sob a ótica de categorias de pensamentos, como: descrição, análise, interpretação, julgamento e investigação (mais análises).

Em momentos de nutrição estética, valorize as falas dos estudantes e os modos de construção de interpretações a partir do que eles já sabem, sentem, trazem em suas bagagens culturais, suas vivências e pensamentos, convidando-os à apreciação em estado de estesia.

DIÁLOGOS

A arte delas!

Leia um trecho de cordel e observe a imagem a seguir.

Mas a grande maioria

Se concentra no nordeste

Onde um dia a poesia Era do cabra da peste Hoje as mulheres estão Rimando e não é em vão

Do litoral ao agreste

SILVA, Salete Maria da. Mulher também faz cordel. Cordelirando, Salvador, 20 ago. 2008. Disponível em: https://cordelirando.blogspot.com/ 2008/08/mulher-tambm-faz-cordel. html. Acesso em: 19 ago. 2025.

Luta contra a violência feminina, de Nireuda Longobardi, 2020. Xilogravura, 20 cm x 20 cm.

Os sites indicados nesta obra podem apresentar imagens e eventuais textos publicitários junto ao conteúdo de referência, os quais não condizem com o objetivo didático da coleção. Não há controle sobre esses conteúdos, pois eles estão estritamente relacionados ao histórico de pesquisa de cada usuário e à dinâmica dos meios digitais.

Matriz da xilogravura

Luta contra a violência feminina, de Nireuda Longobardi.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

1. Respostas pessoais. Proponha o debate e a solução de problemas do micro para o macro, do individual para o coletivo, social. Mesmo sendo novos, os estudantes podem presenciar situações de violência na família, na comunidade e mesmo na escola, como preconceito, bullying e outras. O que

Converse com os colegas sobre o que você compreendeu do texto e da imagem.

cada um pode fazer? Como os estudantes percebem o papel das instituições e dos adultos para os protegerem dessas situações?

1 O que você sabe e pensa sobre o tema da xilogravura? Meninos e meninas precisam se unir na cultura de paz na escola e fora dela? Como você pode contribuir para a cultura de paz e não violência contra meninas e mulheres?

2 Se expressar é um direito de todos, sem exceção? Qual é sua opinião? Houve um tempo em que tanto a profissão de cordelista como a de artista xilogravurista eram praticadas principalmente por homens. Na atualidade, isso tem mudado. As profissões ligadas às várias linguagens artísticas também têm sido exercidas por mulheres, como Salete Maria da Silva e Nireuda Longobardi. A expressão artística, de ideias, crenças e opiniões é garantida por leis em nossa sociedade. Você sabia disso? O que você pensa sobre liberdade e arte?

3 No caderno, se arrisque a escrever versos em forma de cordel, crie desenhos e compartilhe com os colegas suas ideias e criações. Lembre que todos temos liberdade de expressão, mas também devemos respeitar os direitos de outras pessoas. As perguntas são mediadoras para provocar reflexões e mais conversas sobre o tema.

Produção pessoal. Sugere-se estabelecer uma parceria com Língua Portuguesa para aprofundar a escrita em versos na literatura de cordel.

QUEM É?

Salete Maria da Silva é uma respeitada feminista, jurista e cordelista brasileira, reconhecida por unir gênero, direito e cultura popular na tradição do cordel nordestino.

2. Resposta pessoal. Converse sobre a liberdade de expressão no exercício

QUEM É?

Nireuda Longobardi é arte-educadora e ilustradora de livros infantis, natural de Touros (RN). Sua produção artística une raízes culturais com a linguagem da xilogravura, criando imagens que se entrelaçam entre literatura, oralidade e o universo feminino.

da cidadania, com responsabilidade e visando ao bem comum, sobre o combate ao discurso de ódio e a notícias falsas, o uso indevido da inteligência artificial e das redes sociais e outros recursos da era digital e a liberdade de opinião, ideias, crença e expressão artística e cultural.

27/09/25 17:29

O importante, nesta situação de aprendizagem, é reconhecer que o papel do educador não é o de explicador, mas o de mediador cultural, e que é possível motivar os estudantes a conversar sobre vários temas a partir de obras artísticas, como, no caso desta seção, o papel da mulher na sociedade e na arte.

Instigue os estudantes a perceber as situações de problemas atuais, como o crescimento da violência contra mulheres e meninas. É possível perguntar: quais soluções vocês apontam para essa problemática e a realidade da sociedade brasileira? O que os meninos pensam a respeito? E as meninas, como se sentem diante desse tema?

São temas e assuntos fortes, sobre os quais muitas vezes os adultos hesitam em conversar com as crianças, mas é possível que elas já tenham tido acesso a esses assuntos por várias mídias ou, infelizmente, como testemunhas de violência doméstica. Nesse sentido, o debate pode ser realizado, mas sempre usando estratégias e termos adequados para mediá-lo, respeitando os direitos dos estudantes de serem crianças.

Observe a aceitação e o envolvimento da turma com tais temas e faça combinados sobre a importância de escutar tanto quanto a de se expor na roda de conversa em momentos de fruição artística.

Sugestão para o professor

• NIREUDA Longobardi. c2025. Disponível em: https: //nireuda.blogspot.com/. Acesso em: 14 ago. 2025. Blog da artista Nireuda Longobardi, contendo suas obras, livros publicados e sua trajetória na arte da xilogravura.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03 e EF15AR07.

ENCAMINHAMENTO

Inicie com um momento de nutrição estética a partir da obra de Aldemir Martins. Na mediação cultural, crie pautas de perguntas que explorem os elementos de linguagem visual da xilogravura e retome a conversa sobre a xilogravura em cores, a cromoxilogravura, em que são usadas várias matrizes, uma para cada cor.

Na questão 1 , converse com os estudantes sobre coletivos artísticos, como os clubes de gravura, em que os sócios geralmente podem adquirir obras dos artistas e participar de cursos e encontros para falar sobre as artes visuais. Os participantes também aproveitam para escolher em qual linguagem visual querem criar juntos, em ateliês coletivos. Nesses coletivos, todos podem compartilhar materiais, experiências, ideias e realizar exposições coletivas de seus trabalhos.

Na proposta 2 , para expandir a pesquisa, entre em contato com museus, galerias ou artistas que participam de clubes de gravura, combinando uma conversa presencial ou virtual com os estudantes, com a participação dos familiares ou responsáveis.

Uma proposta interessante é selecionar na biblioteca livros de histórias brasileiras com lendas, causos, contos e trazer para a sala de aula, incentivando a convivência dos estudantes com esse universo fantástico de personagens, cenários e narrativas. Depois de ler, os estudantes podem produzir desenhos, dando origem a projetos de gravura para serem desenvolvidos no clube da turma.

ARTE EM PROJETOS Clube de gravura

Observe esta obra. Ela foi criada pelo artista Aldemir Martins

QUEM É?

Aldemir Martins (1922-2006) nasceu no Ceará. Ele trabalhou como ilustrador, pintor, escultor e gravurista. Participou de grupos de artistas como Clube dos Artistas, Amigos da Arte e Os Amigos da Gravura.

Pássaro, de Aldemir Martins, 1988. Xilogravura sobre papel, 50 cm x 70 cm.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Retome o que foi conversado sobre o trabalho colaborativo.

Aldemir Martins participou de vários clubes de arte com outros artistas brasileiros. Na História da Arte do Brasil e do mundo, tem vários relatos da existência de clubes de artes visuais, como os clubes de fotografia que você já conheceu. Tem muitas maneiras de criar arte em grupo, mas em todos existe um princípio importante a seguir, que é o trabalho colaborativo!

1 Como você acha que funciona um clube de gravura? Converse com os colegas e o professor a respeito.

Resposta pessoal. Proponha uma roda de conversa e acolha todas as opiniões levantadas pelos estudantes. Contextualize que cada clube pode ter suas regras e formatos.

2 Pesquise sobre clubes de gravura do Brasil e registre em seu caderno o que você descobriu sobre as questões a seguir.

a) Quais são os nomes desses clubes?

b) Quando foram criados?

c) Eles continuam existindo até hoje?

d) Como eles funcionam?

2 e 3. Respostas pessoais. Oriente os estudantes a realizar pesquisas em sites de museus, de galerias e também em enciclopédias virtuais que tratam de artes visuais para conhecerem mais sobre os clubes de gravura do Brasil.

3 Compartilhe com os colegas e com o professor suas descobertas e seus registros.

Neste capítulo, estamos estudando a gravura. Você já fez algumas experiências de desenhar, gravar, entintar e imprimir, que são os princípios básicos da gravura.

Que tal fazer mais experiências criando um clube de gravura da turma?

+Ideias

Na criação do clube de gravura, as normas do clube e os compromissos dos membros podem ser repassados para um arquivo digital, com o uso de editores de texto digitais. Os estudantes devem registrar o nome que escolheram para o clube e podem confeccionar uma carteirinha de papel para cada integrante. Nela, podem carimbar o dedo polegar. Para isso, oriente-os a colocar tinta guache no polegar, retirando o excesso com papel-toalha, bem de leve, antes de imprimir a digital.

Oriente os estudantes a escrever o nome completo e assinar a carteirinha. Ela também pode ser fotografada e guardada em um arquivo digital.

Sugestão para o professor

• ALDEMIR Martins. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural. Itaú Cultural, c2025. Disponível em: http://enciclope dia.itaucultural.org.br/pes soa2273/aldemir-martins. Acesso em: 14 ago. 2025. Nesse verbete, encontram-se mais informações sobre o artista Aldemir Martins.

27/09/25 17:29

• UMA POSSÍVEL história da arte do Rio Grande do Sul: os clubes de gravura e a permanência do suporte. Porto Alegre: Margs, c2015. Disponível em: https:// www.margs.rs.gov.br/midia/ uma-possivel-historia-da -arte-do-rio-grande-do-sul -os-clubes-de-gravura-e-a -permanencia-do-suporte. Acesso em: 14 ago. 2025. Essa página do site do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (Margs) apresenta um texto sobre a permanência dos clubes de gravura no Rio Grande do Sul.

BNCC

Habilidades: EF15AR02, EF15AR04, EF15AR05 e EF15AR06.

Organize-se

• Para esta proposta, providencie antecipadamente: placa de gesso, folha de EVA ou placa de isopor, rolo de espuma pequeno, tesoura com pontas arredondadas, bandeja de isopor, caixa de leite ou de suco, chave, lápis ou caneta, tinta guache e folhas de papel de seda ou de papel sulfite.

ENCAMINHAMENTO

Para criar gravuras com os estudantes, você pode orientá-los na escolha do melhor material para a matriz, iniciando pelo processo de desenhar. Eles podem fazer um desenho antes em uma folha de papel, como estudo, e depois passá-lo para a matriz com uma folha de papel carbono, se desejarem. Quando são feitos vários traços na matriz, o resultado é uma gravura mais clara.

Proponha reflexões sobre como eles vão trabalhar com linhas, formas, luminosidade, textura e outros recursos visuais. Na gravura, o desenho fica espelhado em relação ao feito na matriz. Como vai ficar ao contrário depois de impresso, chame a atenção deles para esse fato.

Você pode propor ainda que criem vários desenhos que possam se transformar em xilogravuras e em cromoxilogravuras!

MATERIAIS E COMO FAZER

Uma matriz (placa de gesso, folha de EVA ou placa de isopor), rolo de espuma pequeno, tesoura com pontas arredondadas, bandeja de isopor, embalagem cartonada ou longa vida (como caixa de leite ou de suco), chave, lápis ou caneta (para criar as gravações), tinta guache (para entintar a matriz), folhas de papel de seda ou de papel sulfite (para a impressão).

Vamos fazer mais gravura? Agora a proposta é criar com vários materiais como matriz.

Desenhar e gravar

Crie traços, linhas, formas e texturas sobre sua matriz.

Gravação em placa de gesso usando chave.

Dica: na gravura, o desenho ficará ao contrário depois de impresso. Pense nisso na hora da criação.

Gravação em placa de isopor usando lápis comum.

Gravação em folha de EVA (um tipo de borracha) usando lápis comum.

Explique aos estudantes que os artistas usam madeira para fazer xilogravuras, pedra para fazer litogravuras, cobre para fazer gravuras em metal, entre outras possibilidades. Para alguns tipos de gravura, é preciso uma prensa adequada. No caso da xilogravura, pode-se fazer a impressão manualmente, usando uma colher de pau para pressionar o papel sobre a matriz. No entanto, para os estudantes, é mais indicado propor matrizes de materiais como placas de gesso, de EVA ou de isopor. Caso seja escolhida a placa de gesso como material para a matriz, será necessário misturar gesso em pó e água em um recipiente, que será o molde para a placa. É necessário, então, aguardar a secagem do gesso.

Entintar

Coloque a tinta guache na bandeja de isopor. Espalhe com o rolo de espuma pequeno para tirar o excesso. Depois, passe o rolo com tinta sobre a matriz.

Imprimir

Coloque uma folha de papel de seda ou de papel sulfite sobre a matriz. Com cuidado, faça pressão com as mãos para que a tinta da matriz fixe no papel. Retire devagar o papel da matriz.

Montar tiragem

Veja sua gravura pronta! Para montar sua tiragem, você pode fazer várias impressões usando a mesma matriz.

Dica: outra forma que pode ser feita é com a embalagem cartonada ou longa vida (caixa de leite ou de suco). Você deve abri-la por inteiro e utilizar o lado de dentro espelhado. Lá você consegue gravar seu desenho, formando um relevo, onde vai entintar e, então, imprimir sua obra.

ESTA É A MINHA ARTE!

Organize, com os colegas e o professor, uma exposição coletiva das gravuras em um espaço da escola. No clube de gravura da turma, cada colega pode ter uma impressão do trabalho do outro! O que você acha dessa ideia?

Os artistas fazem sulcos ou incisões nas matrizes, dando origem às imagens. Para esse processo, geralmente são usadas goivas, mas, para trabalhar com os estudantes sem perigo, é melhor criar ferramentas com materiais alternativos, como lápis, canetas, entre outros que não ofereçam risco de cortes.

Depois que a matriz estiver entintada, são colocados papéis sobre ela para realizar a impressão. Oriente os estudantes a fazer experiências com vários suportes para as matrizes e para as impressões (papéis variados).

Para a exposição sugerida no boxe Esta é a minha arte!, uma alternativa pode ser fotografar tanto o processo de criação como os resultados das impressões e criar uma galeria virtual do clube de gravura. Avalie como os estudantes se comportam nos momentos de ação criadora. Esta situação de aprendizagem propõe: experimentação de materialidades; processos e procedimentos artísticos; investigação de técnicas; resolução de problemas; poética pessoal; trabalho colaborativo. Você pode fazer uma

pauta de avaliação com base nessas questões.

+Ideias

Para criar mais efeitos e texturas, os estudantes podem usar diferentes materiais, como folhas, tecidos e objetos. Instrua-os a passar a tinta sobre a superfície e depois colocar os objetos ou elementos da natureza (para obter texturas). Eles devem retirá-los e aplicar, em seguida, o papel para fazer a impressão.

Sugestão para o professor

• GRAVURA e gravadores: aspectos da cultura brasileira. Publicado por: Felipe Guimarães. 2018. 1 vídeo (ca. 31 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=nnvgt3EegbU. Acesso em: 5 set. 2025. Documentário que traz um resumo histórico da gravura, com base em depoimentos de artistas que utilizam essa técnica em suas obras.

• O QUE é um clube de gravura? TV Cult. Publicado por: Geração Curto Circuito. 2016. 1 vídeo (ca. 14 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch? v=8qriG6tzo-U. Acesso em: 5 set. 2025.

Vídeo da TV Cult sobre o clube de gravura do MAM, divulgando trabalhos produzidos em clubes de gravura e abordando seu papel na História da Arte.

• UMA VIAGEM pela história da gravura: acervo do Masp. Publicado por: Nova Escola. 2013. 1 vídeo (ca. 7 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=qr KUBtmmajs. Acesso em: 5 jul. 2025.

Vídeo que mostra uma visita à exposição Papéis estrangeiros, no Masp, que reuniu gravuras de artistas de diferentes épocas e lugares do mundo.

ENCAMINHAMENTO

A proposta 1 propõe relacionar imagens ilustrativas aos tipos de teatro de animação estudados (com bonecos de luva, fios e vara). Incentive os estudantes a conversar e dar exemplos, orientando que mais pesquisas sejam feitas, em sites, sobre espetáculos com conteúdo apropriado à idade e ao contexto dos estudantes.

Na proposta 2 , os estudantes devem identificar o mamulengo como um boneco de luva, patrimônio imaterial da arte e cultura brasileira.

Na proposta 3, auxilie os estudantes a observarem que o teatro de mamulengos é uma prática cultural que se conecta às identidades, à memória e à história de seus praticantes. Amplie dizendo que esse reconhecimento garante que a tradição seja mantida viva.

Para as questões 4 e 5 , incentive os estudantes a refletir e conversar sobre as possíveis materialidades e forma de manipular com luvas usando mãos e braços para a sua prática.

A questão 6 incentiva os estudantes a relembrar os diferentes gêneros de teatro de animação ou teatro de formas animadas, como teatro de sombras, teatro de objetos animados, vários tipos de bonecos, entre outras formas de animação.

Na questão 7 , incentive os estudantes a citar as diferentes formas de bonecos até aqui estudados, como: bonecos habitáveis, de vara, de fios, mamulengos, entre outros.

Para a proposta 8 , proponha aos estudantes que retomem o processo de produção da gravura. Aqui, trazemos a gravura com matrizes acessíveis ao universo

PARA REVER O QUE APRENDI

1 Observe as ilustrações e converse com os colegas sobre os nomes dos tipos de teatro de bonecos.

Teatro com boneco de fios

Teatro com boneco de vara

Teatro com boneco de luva

2 Copie a frase a seguir no caderno e complete com a expressão correta. Os mestres do teatro de mamulengos geralmente utilizam . Essa arte é considerada um patrimônio cultural imaterial brasileiro.

infantil e escolar, como EVA, gesso e isopor, e os processos de desenhar (como estudo de ideias), gravar (registrar o desenho na matriz), entintar, imprimir e montar a tiragem.

Após responderem às propostas, espera-se que os estudantes conversem e expressem suas ideias de modo autônomo e livre.

Nesta seção, propõe-se um momento para uma avaliação processual. Com o acompanhamento da aprendizagem, é possível identificar conhecimentos individuais conquistados nos estudos ao longo da unidade, retomar e avaliar habilidades e conteúdos estudados e identificar possíveis dificuldades.

Boneco habitável
Boneco de luva X
Boneco de vara
Boneco de fios
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

5. Espera-se que os estudantes indiquem que diversos materiais

podem ser usados para

3 A prática do teatro de mamulengos faz parte do patrimônio cultural imaterial brasileiro. Explique o que isso significa.

4 Como o mamulengo é manipulado?

5 Quais materiais podem ser usados para confeccionar os mamulengos? O mamulengo geralmente é um boneco de luva, manipulado com a mão.

confeccionar os mamulengos: tecidos coloridos para o figurino, papel machê para a cabeça, luvas para as mãos, por exemplo.

6 Converse com os colegas e o professor: o que é o teatro de formas animadas (ou teatro de animação)? Escreva suas conclusões no caderno.

Espera-se que os estudantes indiquem que teatro de formas animadas, ou teatro de animação, é uma forma de teatro que utiliza objetos ou bonecos animados por atores manipuladores.

7 Quais são os tipos de boneco que podem ser utilizados no teatro de formas animadas?

Sugestões de resposta: dedoche, boneco habitável, boneco de luva (fantoche, marionete, mamulengo), boneco de fios, boneco de vara, entre outros.

8 Para criar uma gravura, é necessário fazer vários processos. Identifique os processos representados nas ilustrações a seguir.

3. Espera-se que os estudantes indiquem que é uma prática presente na cultura brasileira e que tem sua importância reconhecida e valorizada.

Sugere-se olhar e avaliar os objetivos da unidade, tendo como base todas as situações avaliativas propostas. Além das criações dos estudantes, os portfólios físicos e/ou eletrônicos, os cadernos e outras produções e registros criados podem ser considerados. Nesse sentido, você pode retomar situações avaliativas em que a presença do corpo se fez potente nos estudantes, principalmente em propostas com dança, teatro, música, performance e outras linguagens, uma vez que a arte se faz com base em vários contextos, elementos e materialidades, incluindo o corpo.

Tendo em vista que cada pessoa pode ter experiências diversas com a Arte, é importante avaliar a qualidade dos encontros que os estudantes tiveram com essa área de conhecimento em suas diferentes linguagens. Caso identifique que algumas experiências não foram vividas plenamente, ofereça novas oportunidades de ação criadora em que desenvolvam competências e habilidades e criem com autonomia a partir de poéticas autorais. Proporcione conversas em grupo sobre as próprias produções: pode ser uma ação positiva para a autoavaliação e a percepção da potência expressiva de cada um.

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, a proposta de estudo tem como foco a mediação cultural e o patrimônio cultural na música, na dança, nas artes visuais e nos festejos, que combinam artes de forma integrada, ressaltando também as matrizes das manifestações culturais brasileiras.

No capítulo 1, são abordados os ritmos brasileiros, a arte naïf e os folguedos. No capítulo 2, são explorados os festejos tradicionais, os bonecos habitáveis, marotes e as danças dramáticas.

Objetivos

• Participar de momentos de fruição e leitura de textos poéticos e imagens, com foco no processo de criação em grupo e no estudo do patrimônio cultural brasileiro.

• Identificar e usar em suas produções elementos de várias linguagens artísticas.

• Criar com autonomia, criatividade e poética em diferentes linguagens.

• Conhecer e se expressar por meio de ritmos brasileiros e brincadeiras cantadas e dançadas.

• Identificar, explorar e escolher diferentes materialidades para se expressar em diferentes linguagens, percebendo também o corpo como materialidade expressiva.

• Realizar pesquisas sobre elementos de linguagem, materialidades, processos de criação e percepções sensoriais, estabelecendo relações entre arte, cultura e vida cotidiana, em especial a cultura do brincar e a cultura local.

• Conhecer artistas e suas produções em diferentes linguagens, materialidades e processos, ampliando repertórios.

UNIDADE

ESTA ARTE É NOSSA! 3

Arte, cultura e diversidade são palavras que podem nos levar a pensar em outras, como pluralidade, variedade, existência e festa. Diversidade cultural é multiplicidade e é também viver entre diversas manifestações artísticas que são compartilhadas em cada cidade ou comunidade.

1. Como exercício inicial propõe-se um jogo em que os estudantes buscam as imagens desta abertura dentro da unidade. Instrua-os a observar cada imagem e ler as palavras. Na

1 Vamos procurar estas imagens no livro? Em seu caderno, escreva o número da página em que você encontrou cada imagem. O que será que vamos estudar?

ARTE E COMUNIDADE

roda de conversa, pergunte sobre suas

interpretações e saberes prévios. Este pode ser um momento potente de avaliação diagnóstica.

Sugerimos o trabalho com as palavras arte, cultura, diversidade cultural, pluralidade, variedade, existência e festa. Provoque os estudantes a formular hipóteses em relação à presença delas no texto. Trabalhe os sentidos do termo diversidade cultural e outras palavras e sentidos que podem ser relacionados ao termo. Por exemplo, reflita com os estudantes sobre o convívio  com uma variedade de culturas, costumes, crenças e manifestações artísticas que existem e coexistem em uma cultura de paz.

RITMOS

BNCC

Competências gerais: 3, 4, 6 e 7.

Competências específicas: 1, 3, 4, 8 e 9.

Habilidades:

(EF15AR01) Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.

(EF15AR03) Reconhecer e analisar a influência de distintas matrizes estéticas e culturais das

artes visuais nas manifestações artísticas das culturas locais, regionais e nacionais.

(EF15AR08) Experimentar e apreciar formas distintas de manifestações da dança presentes em diferentes contextos, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório corporal.

(EF15AR09) Estabelecer relações entre as partes do corpo e destas com o todo corporal na construção do movimento dançado.

(EF15AR10) Experimentar diferentes formas de orientação no espaço (deslocamentos, planos, direções, caminhos etc.) e ritmos de

(variadas entonações de voz, diferentes fisicalidades, diversidade de personagens e narrativas etc.).

(EF15AR20) Experimentar o trabalho colaborativo, coletivo e autoral em improvisações teatrais e processos narrativos criativos em teatro, explorando desde a teatralidade dos gestos e das ações do cotidiano até elementos de diferentes matrizes estéticas e culturais.

(EF15AR22) Experimentar possibilidades criativas de movimento e de voz na criação de um personagem teatral, discutindo estereótipos.

movimento (lento, moderado e rápido) na construção do movimento dançado.

(EF15AR11) Criar e improvisar movimentos dançados de modo individual, coletivo e colaborativo, considerando os aspectos estruturais, dinâmicos e expressivos dos elementos constitutivos do movimento, com base nos códigos de dança.

(EF15AR12) Discutir, com respeito e sem preconceito, as experiências pessoais e coletivas em dança vivenciadas na escola, como fonte para a construção de vocabulários e repertórios próprios.

(EF15AR13) Identificar e apreciar criticamente diversas formas e gêneros de expressão musical, reconhecendo e analisando os usos e as funções da música em diversos contextos de circulação, em especial, aqueles da vida cotidiana.

(EF15AR18) Reconhecer e apreciar formas distintas de manifestações do teatro presentes em diferentes contextos, aprendendo a ver e a ouvir histórias dramatizadas e cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório ficcional.

(EF15AR19) Descobrir teatralidades na vida cotidiana, identificando elementos teatrais

(EF15AR23) Reconhecer e experimentar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens artísticas.

(EF15AR24) Caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças, canções e histórias de diferentes matrizes estéticas e culturais.

(EF15AR25) Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.

TCTs: Multiculturalismo: Diversidade Cultural, Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras; Cidadania e Civismo: Educação em Direitos Humanos e Direitos da Criança e do Adolescente; Saúde.

ENCAMINHAMENTO

Na abertura da unidade, propõe-se um jogo em clima de caça ao tesouro. Oriente os estudantes a observar as imagens apresentadas e proponha a eles que se expressem oralmente criando hipóteses sobre as relações entre as imagens e as palavras.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR03, EF15AR23, EF15AR24 e EF15AR25.

TCT: Multiculturalismo.

ENCAMINHAMENTO

A experiência de aprendizagem neste momento é voltada à leitura de imagens e texto. Se possível, é interessante projetar a imagem para ampliá-la. Caso haja estudantes com deficiência visual na turma, pode-se propor a audiodescrição da obra com os estudantes.

Desperte a atenção dos estudantes para o trabalho do artista Militão dos Santos. Proponha que observem a reprodução da obra Boi Calemba e as ilustrações e vejam como as pessoas se movimentam. Sugerimos perguntar se há danças, músicas, bailados, festejos, brincadeiras, entre outras expressões, como e quando elas acontecem, quem são os participantes, como se vestem. Explore nesse momento de nutrição estética a fruição, a leitura e a interpretação por meio de questões que instiguem os estudantes a descrever e analisar a imagem. Incentive-os a expressar as experiências pessoais e a criar hipóteses interpretativas.

Essa proposta de apreciação e conversa sobre as imagens apresentadas estabelece um momento de mediação cultural coletiva em que os próprios estudantes também são mediadores e podem se arriscar em interpretações e compartilhar suas ideias.

Comente que a diversidade cultural no Rio Grande do Norte se reflete nas manifestações tradicionais e folclóricas, como procissões, vaquejadas, forró, quadrilhas estilizadas e o Bumba Meu Boi. A relevância dessa últi-

UNIDOS PELA ARTE

ma expressão é tão significativa que originou o termo “boi calemba”, utilizado para caracterizar uma variação local da dança, diferenciando-a das versões presentes em outros estados brasileiros.

Neste momento, aproveite para diagnosticar conhecimentos prévios e referenciais dos estudantes acerca do estudo proposto.

Montagem com ilustração e fotografia da obra Boi Calemba, de Militão dos Santos, 2017. Óleo sobre tela, 30 cm x 40 cm.

VENHA FESTEJAR!

Hoje vou me divertir.

É arte e cultura!

O povo todo a criar.

Toda a gente pode vir!

Que ritmo tem lá?

DIA de festa. 2025.

Texto elaborado especialmente para esta obra.

Nos festejos tradicionais da cultura brasileira, tem catira, frevo, samba, maracatu e muito mais!

Vamos descobrir a arte que reúne muitas pessoas e celebra nossa cultura. Venha festejar!

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Comente com os estudantes que nas manifestações culturais tradicionais a música é diversa, trazendo variada presença de instrumentos musicais e ritmos brasileiros. Há também diversidade de danças dramáticas, encenações e brincadeiras que caracterizam cada festejo e manifestação da cultura brasileira. Podem-se propor pesquisas sobre o Maracatu, o Frevo, a Catira, festejos de boi, cavalo marinho, entre outros.

+Ideias

Peça aos estudantes que conversem sobre as manifestações culturais no lugar onde moram. Essa situação de aprendizagem pode ser realizada com familiares ou responsáveis. Podem-se propor perguntas como:

• Na imagem e nas ilustrações, vocês reconhecem cenas de festejos tradicionais?

• Em sua cidade há festas e manifestações culturais tradicionais?

• Você já esteve em eventos desse tipo? Como você estava vestido? Como era a festa?

É interessante apresentar a eles mais referências sobre a arte local para ampliar repertórios e potencializar currículos regionais. Sugira diferentes possibilidades de registro, como a produção de vídeos, fotografias, relatos nos cadernos, cartazes, murais, exposições virtuais, dentre outras.

Sugestão para o professor

• MILITÃO dos Santos. c2020. Disponível em: https://mili taodossantos.com/. Acesso em: 19 set. 2025. Página oficial do artista Militão dos Santos contendo galeria com suas obras, exposições, premiações e notícias.

• MINI doc: Boi Calemba Pintadinho: 114 anos de resistência. Publicado por: Som Sem Plugs. 2019. 1 vídeo (ca. 8 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=22Y4Q0ynqE4&t. Acesso em: 19 set. 2025. Vídeo com minidocumentário sobre o Boi Calemba Pintadinho, expressão folclórica que mantém viva a tradição há mais de 114 anos.

BNCC

Habilidades: EF15AR03, EF15AR13, EF15AR24 e EF15AR25.

TCT: Multiculturalismo.

Organize-se

• Sugerimos preparar a sala de aula para rodas de conversa com as carteiras organizadas de modo a formar um grande U, com os estudantes lado a lado; também pode-se organizá-los em trios ou duplas produtivos.

ENCAMINHAMENTO

A situação de aprendizagem aqui é voltada para momentos de leitura de textos e imagens e compreensão de alguns conceitos, como cultura, patrimônio cultural imaterial e material.

Converse com os estudantes sobre o tambor de crioula, uma manifestação cultural marcada pela expressividade e alegria. Suas motivações são diversas, de promessas religiosas a celebrações pessoais, e seu caráter comunitário promove a integração de diferentes faixas etárias e origens, evidenciando seu papel na valorização da cultura tradicional e no fortalecimento dos vínculos sociais.

Traga a questão da cultura afro-brasileira a partir de perguntas como: o que vocês sabem sobre esse tema? Como vocês percebem o conjunto de manifestações artísticas, religiosas ou de costumes que vieram de povos africanos e de seus descendentes? Como vocês percebem esse conjunto de manifestações no dia a dia, em músicas, danças, palavras e outras influências culturais?

É de todos nós!

Observe esta imagem.

Apresentação do Tambor de crioula Coroa de São Benedito no município de Bequimão (MA), em agosto de 2024.

Você já viu que a arte pode ser feita por muitas pessoas juntas em clubes e grupos de artistas. Agora, vamos conversar sobre como as comunidades se reúnem para festejar e fazer arte!

Retome os clubes de artistas e a arte coletiva estudados na Unidade 1.

Uma comunidade é um grupo de pessoas que vivem em uma mesma região. Além de serem vizinhas, essas pessoas podem se unir pelo bem comum, para criar arte e valorizar sua história e sua cultura. Assim, elas preservam suas tradições, manifestações artísticas e bens culturais como patrimônio cultural imaterial e material, brasileiro e até mundial.

Cultura é tudo o que se sabe e o que se faz em uma sociedade.

Patrimônio cultural imaterial é o conjunto de bens culturais, como brincadeiras, contos orais, canções, danças, festas, além de modos de fazer objetos e alimentos. Já o patrimônio cultural material são prédios, esculturas, pinturas e outros bens culturais materiais.

No Brasil, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) é o órgão que reconhece as manifestações artísticas como patrimônios culturais materiais e imateriais.

O tambor de crioula é uma forma de expressão da cultura afro-brasileira que envolve dança circular, canto e percussão de tambores. Geralmente, é realizado ao ar livre em ruas e praças de cidades do Brasil, principalmente nos estados do Maranhão e da Bahia. O tambor de crioula faz parte de nossa arte, nossa cultura e nossa história. Desde 2007, é patrimônio cultural imaterial do Brasil. É de todos nós!

Aproveite a oportunidade para conversar com os estudantes sobre a forma que encontramos de preservar nossa memória a partir do legado cultural das pessoas de cada época e região. O povo brasileiro tem uma riqueza cultural de valor inestimável, sendo grande parte dela imaterial, como as narrativas de tradição oral e as músicas e danças da cultura tradicional. Atente às necessidades de cada estudante ao planejar a sua avaliação, sugerindo propostas diversificadas que avaliem os processos construídos e vivenciados ao longo das situações de aprendizagem. Na avaliação em processo, é preciso estar sempre atento às atitudes e conversas dos estudantes.

Comente com os estudantes que o dia 11 de junho é uma data especial no calendário cultural do estado do Maranhão, porque é o Dia Nacional do Tambor de Crioula.

Cultura afro-brasileira é o conjunto de manifestações artísticas, religiosas ou de costumes praticado no Brasil por povos africanos e seus descendentes.

Observe esta imagem.

Com saias estampadas de cores vibrantes, as sambadeiras rodopiam e se soltam nos passos dessa dança ao som dos tambores aquecidos e seus timbres especiais.

Na punga, ou umbigada, as sambadeiras se encontram, umbigo com umbigo. Esse movimento representa o convite para sambar no centro da roda. A punga está presente em várias danças tradicionais.

Contextualize que nesse tipo de manifestação musical são usados tambores aquecidos em fogueiras para conseguir

DESCUBRA MAIS

• ROSA, Sonia. É o Tambor de Crioula! Porto Alegre: Projeto, 2020.

Livro ilustrado que conta a história e os ritmos da dança circular conhecida como tambor de crioula.

timbres característicos. Trata-se de uma técnica tradicional, feita por mestres músicos experientes, de afinação de tambores em que a pele usada na produção desses instrumentos (geralmente de animal) se expande com o calor do fogo.

+Ideias

Os instrumentos de percussão são muitos e têm variados jeitos de tocar. Também nasceram a partir de culturas distintas e se espalharam pelo mundo, misturando-se a outras culturas. Assim, hoje em nosso país temos uma variedade de sons porque aqui chegaram muitas culturas que formam nossa pluralidade musical. Em grupos de diferentes manifestações de músicas percutidas, podemos ouvir os sons das alfaias, dos tambores de vários tamanhos e muitas sonoridades, das caixas e do agogô. Temos também instrumentos como os taróis,

outras manifestações musicais e apresente aos estudantes por meio de curadorias educativas em vídeo ou áudio ou mesmo, se possível, ao vivo em dias de apresentações locais. Convide-os a ouvir e dançar esses ritmos brasileiros!

Sugestão para o professor

• BRASIL. Ministério da Educação. História e cultura africana e afro-brasileira na educação infantil. Brasília, DF: MEC: Secadi; São Carlos: UFSCar, 2014. Disponível em: https://unesdoc. unesco.org/ark:/48223/ pf0000227009. Acesso em: 19 set. 2025.

Livro publicado com a cooperação da Unesco contendo informações sobre a cultura africana e afro-brasileira.

• INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Brasília, DF: Iphan, c2014. Disponível em: http://portal.iphan.gov. br/. Acesso em: 19 set. 2025. Página oficial do Iphan contendo textos e documentos sobre o patrimônio cultural material e imaterial, tombamento, entre outros.

• PORTAL da Cultura Afro-brasileira. Colombo: Faec, c2025. Disponível em: www. faecpr.edu.br/site/portal_ afro_brasileira/index.php. Acesso em: 19 set. 2025.

No site encontram-se informações sobre a cultura africana, como provérbios, lendas, arte, culinária e diversas tradições culturais, e indicações de filmes.

27/09/25 17:47

ganzás, chocalhos, gonguês e agbês. Ainda podemos citar os pandeiros, as claves, os chocalhos de mão e de pé. Cada um tem um jeito de tocar. Para tocar os chocalhos, por exemplo, precisamos agitá-los. Para tocar os tambores, precisamos bater com as mãos ou algum tipo de bastão ou baquetas. Para tocar os reco-recos, produzimos movimentos de raspagem ou atrito com outros materiais. Converse com os estudantes sobre essas características.

Sugerimos que pesquise em sua localidade quais são os instrumentos de percussão que aparecem em brincadeiras musicais, festas e

• TAMBOR de crioula do Maranhão. Brasília, DF: Iphan, 2016. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br// uploads/publicacao/dos sie15_tambor.pdf. Acesso em: 19 set. 2025.

Página oficial do Iphan contendo um dossiê sobre a manifestação cultural chamada tambor de crioula, em particular a do estado do Maranhão.

MARCO LORINI

BNCC

Habilidades: EF15AR08, EF15AR10, EF15AR11, EF15AR12, EF15AR13, EF15AR24 e EF15AR25.

TCT: Cidadania e Civismo.

ENCAMINHAMENTO

Além de uma dança, o maculelê é uma manifestação da cultura tradicional brasileira em rodas de capoeira e celebrações. Aproveite para relembrar os estudantes de que folguedos são festas tradicionais com dança, música e encenações. O maculelê nasceu há muito tempo e suas origens são diversas, assim como a formação do povo brasileiro, partindo das matrizes indígenas e africanas.

Os dançarinos de maculelê dançam o ritmo das batidas e sons dos tambores batendo os pés no chão, rodopiando o corpo e realizando deslocamentos de esquiva. Além de usados para música, festas e eventos religiosos, muitos povos usavam os sons dos tambores para se comunicar de longe. Várias outras culturas usam tambores pelo mundo. Assista aos vídeos em Sugestão para o professor para conhecer mais sobre essa dança.

Sugestão para o professor

• MACULELÊ: entre paus, grimas e cacetes. Documentário. Publicado por: Canal MSB. 2021. 1 vídeo ( ca. 67 min). Disponível em: www. youtube.com/watch?v=I F8XWPEL7eU. Acesso em: 19 set. 2025.

Som e movimento!

Muitas danças, canções e festejos nascem das tradições e dos modos de viver das comunidades, passando de geração em geração. Eles podem contar histórias de lutas, heróis, aventuras e grandes feitos. Observe a imagem.

O que essa imagem provocou você a imaginar? Que histórias uma dança pode nos contar? O maculelê é uma dança dramática que nasceu na Bahia com a mistura das culturas indígenas e afro-brasileiras.

1 Faça uma pesquisa sobre o maculelê e registre suas descobertas no caderno.

Veja orientações no Encaminhamento.

a) Como é o ritmo? Quais são os instrumentos utilizados e como são seus sons?

b) Como é a dança? Quais movimentos são realizados?

c) O que mais você descobriu sobre o maculelê? São utilizadas roupas ou acessórios tradicionais?

d) Compartilhe suas descobertas com os colegas e o professor.

O documentário aborda os trajetos da prática cultural do maculelê nas cidades de Salvador e Santo Amaro da Purificação, na Bahia.

• VEJA a história do maculelê. Publicado por: Capoeira Desenhada. 2021. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: www.youtube.com/watch?v=vj7Gbb_PN8A. Acesso em: 19 set. 2025. O vídeo mostra uma breve história do maculelê.

Grupo Atena em apresentação de maculelê em São Caetano do Sul (SP), em 2024.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ARTE-AVENTURA Fábrica de sons

Contextualize que os bastões, chamados grimas, são fundamentais na execução de coreografias na dança do maculelê, assim como na música em que os participantes batem esses bastões ritmicamente. Comente que as claves também são conhecidas como pau de rumba.

No maculelê se usa uma saia de palha e pintura corporal. Também se usam grimas, que são bastões de madeira que medem de 40 a 60 centímetros de comprimento. As grimas são usadas como instrumentos de percussão para fazer sons enquanto se dança, marcando o ritmo da música e os movimentos dançados. O som é feito batendo uma grima na outra e por vezes no chão.

Percussão por batidas

São usadas também as claves, que são um tipo de instrumento feito com dois bastões de madeira menores. Para tocá-las realizamos a percussão por batidas, ou seja, batendo um bastão contra o outro.

Vamos construir claves?

MATERIAIS

Incentive os estudantes a investigar materialidades e timbres, ritmos e formas de tocar instrumentos musicais não convencionais.

Ao propor à turma a confecção das claves, faça pesquisas a partir do uso de materiais sustentáveis, explorando a reutilização de materiais e sucatas presentes em casa ou na escola. Prepare os materiais e ferramentas com antecedência e verifique os processos que envolvem a ajuda de adultos.

Ao tratar da dança do maculelê, comente com os estudantes que para dançar podemos usar figurinos e até objetos. Questione-os sobre quais roupas, acessórios e objetos eles usariam em uma dança.

COMO FAZER

Você vai precisar de pincel

dois pedaços de madeira de 15 a 20 centímetros de comprimento

1. Peça a um adulto que corte os pedaços de madeira.

Atenção!

Não use materiais cortantes ou que apresentem algum tipo de perigo. As bordas da madeira devem ser lixadas para não haver nenhum acidente com as farpas.

tinta guache em várias cores

vasilha com água

2. Para colorir, use tintas de várias cores. Enfeite suas claves à vontade.

3. Tocamos as claves batendo uma na outra.

BNCC

Habilidades: EF15AR08, EF15AR10, EF15AR11, EF15AR12, EF15AR13, EF15AR24 e EF15AR25.

Dica: use suas claves para tocar, cantar e dançar investigando ritmos da cultura brasileira como maculelê e outros que descobrir pesquisando.

Organize-se

27/09/25 17:47

• Para a produção das claves, providencie: dois pedaços de madeira para cada estudante (de 15 a 20 centímetros de comprimento), pincel, tinta guache em várias cores e vasilha com água.

• Organize a sala de aula ou verifique a disponibilidade de ateliê na escola para a realização da proposta.

Para esta proposição de construções de instrumentos, é importante selecionar e higienizar cada material e, também, ver se não há risco no uso. Separe e classifique em caixas para facilitar o trabalho. Comece por separar o material necessário para fazer as claves (ou pau de rumba). Oriente a construção: os estudantes podem formar pequenos grupos e trabalhar juntos. No uso das claves feitas pelos estudantes, pode-se propor que explorem a raspagem, o agito e as batidas; trabalhe com as noções de características de instrumentos de percussão. Construir instrumentos musicais e dançar são possibilidades de os estudantes se conhecerem e de interagirem com os colegas. Se possível, forme na escola um acervo para uma musicoteca, que poderá ser usada em vários momentos com diferentes turmas.

Avalie como os estudantes se comportam em momentos de ação criadora. Pode-se pedir que registrem em forma de desenho, escrita ou mapa mental as etapas para a construção das grimas.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR03, EF15AR08, EF15AR24 e EF15AR25.

TCT: Conhecer e contextualizar produções de diferentes artistas nacionais, especialmente aqueles dedicados à arte naïf, dialoga com os princípios do TCT Multiculturalismo.

ENCAMINHAMENTO

A ambiência neste momento é voltada à leitura de duas obras. Pode-se organizar a sala de aula com carteiras unidas em pequenos grupos ou duplas, para que os estudantes possam realizar a leitura em conjunto e compartilhar impressões. Em uma roda de conversa, proponha um momento de fruição e nutrição estética a partir das obras Folclores Nordestinos, do artista Militão dos Santos, e Catira, da artista Helena Coelho. Aproveite o boxe Quem é? para conversar com os estudantes sobre a arte naïf, suas principais características e os principais artistas. Observe e relacione com eles as pinturas aos ritmos brasileiros apresentados. Verifique se conhecem ou já tiveram contato com algum dos ritmos e festejos apresentados nas obras. Convide-os a descrever onde se passam as obras, como são o formato e o enquadramento, as cores, se há pessoas e objetos presentes, o que estão fazendo. Este é um exercício baseado no recurso de acessibilidade da audiodescrição e pode ser interessante não só para promover a inclusão de todos os estudantes, mas para despertar a atenção aos detalhes do que se vê. É importante considerar os diferentes jeitos de aprender e sentir a arte.

A Catira, retratada na obra de Helena Coelho, é uma manifestação que aparece

Gente, gesto e movimento!

Observe as imagens de pintura em arte naïf de Militão dos Santos e Helena Coelho

Nordestinos

Na mediação cultural, proponha aos estudantes que apreciem a obra de arte naïf Folclores Nordestinos, de Militão dos Santos, e Catira, de Helena Coelho, e, em seguida, façam uma análise comparativa entre as imagens. Nesse momento de nutrição estética com fruição, leitura e interpretação dessas pinturas por meio de descrição e análise, incentive os estudantes a expressar as experiências pessoais e a criar hipóteses interpretativas.

geralmente na região Centro-Oeste e em algumas partes do Sul do Brasil. Sua origem é desconhecida, porém é possível que tenha vindo com a bagagem cultural do povo português e se mesclado com a influência indígena brasileira. Trata-se de uma dança originalmente masculina (hoje, dançada também por mulheres), em que o ritmo é marcado com palmas e passos.

Nas questões 2 e 3 , se achar oportuno, proponha uma parceria com o professor da sala de informática para pesquisas na internet sobre algumas manifestações culturais brasileiras. Lembre os estudantes de que há

manifestações culturais que podem ser mais frequentes em uma região, porém podem ocorrer em outras regiões também.

Ao longo desta aula, verifique quais ritmos e festejos os estudantes conhecem ou com que já tiveram contato. Com registros no caderno, você pode fazer sondagens a respeito do que os estudantes estão aprendendo e como está o andamento de suas pesquisas e descobertas. Vivenciar momentos de mediação e nutrição estética a partir de obras brasileiras vai ao encontro dos princípios do ODS 4: Educação de Qualidade na busca por uma educação integral e emancipatória.

Folclores
, de Militão dos Santos. Óleo sobre tela, 60 cm x 40 cm.
Catira, de Helena Coelho, 2003. Óleo sobre tela, 50 cm x 70 cm.
GALERIA JACQUES ARDIES, SÃO PAULO, SP.
MILITÃO DO SANTOS

1. a) Resposta pessoal. Oriente os estudantes a apreciar as imagens, a conversar sobre suas leituras e interpretações e a fazer registros no caderno.

O termo naïf vem do latim nativus, que significa nascente, natural e espontâneo. Trata-se de uma arte espontânea que, na maior parte das vezes, é feita por artistas autodidatas. Os temas na arte naïf brasileira geralmente retratam cenas cotidianas, de festejos tradicionais e acontecimentos da vida e da cultura de nosso povo.

Explique aos estudantes que uma pessoa autodidata é aquela capaz de aprender algo sozinha, sem a orientação de um professor ou mestre.

1 Observe novamente as imagens na página anterior.

a) Descreva o que você percebeu em cada imagem.

b) Como cada artista usou as linhas, as formas, as cores, as texturas, os planos e outros elementos visuais?

Resposta pessoal. Chame a atenção para como

os artistas usam os elementos de diferentes formas de acordo com suas intenções e poéticas

c) O que mais chamou sua atenção nessas imagens?

Sugestão para o professor

• ARTE naïf In : ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural. Itaú Cultural, c2025. Disponível em: https://enciclopedia. itaucultural.org.br/termos/ 80191-arte-naif. Acesso em: 19 set. 2025.

Página contendo verbete da Enciclopédia sobre arte naïf

Resposta pessoal. Resposta pessoal.

d) Em sua opinião, que ideias, memórias ou emoções as imagens como as pinturas naïf criadas pelos artistas Militão dos Santos e Helena Coelho podem provocar?

2 Nas pinturas da página anterior, há várias manifestações da cultura tradicional, você conhece alguma? Se sim, qual? Escreva em seu caderno o que sabe sobre essa manifestação.

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem manifestações culturais como Catira, Maracatu, Carnaval, Frevo, Caboclinhos entre outros.

3 Quais manifestações da cultura tradicional você conhece no lugar onde você vive? Converse sobre isso com os colegas.

pessoais, como tratou os temas e organizou a composição, explorando planos, texturas, movimentos, cores etc.

QUEM É?

Militão dos Santos (1956-) é um artista e poeta que nasceu em Pernambuco. Ele cria imagens em arte naïf inspirado na cultura do povo brasileiro.

+Ideias

Helena Coelho (1949-) nasceu no Rio de Janeiro (RJ). Ela é uma artista naïf que cria imagens cujo tema são as manifestações populares da arte brasileira.

3. Resposta pessoal. 85

• ARTE naïf: enredo cultural. Publicado por: TV UFG. 2019. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: www.youtube.com/ watch?v=AeSAIroRJkw. Acesso em: 19 set. 2025. Episódio completo do Programa Enredo Cultural da TV UFG sobre a arte naïf e produções brasileiras.

• ARTES do imaginário brasileiro: Militão dos Santos. Publicado por: Artes do Imaginário Brasileiro. 2020. 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: www.youtube.com/ watch?v=mPyyvub-GfU. Acesso em: 19 set. 2025. Entrevista com o artista Militão dos Santos.

• BRASIL. Ministério da Cultura. Vamos conhecer a arte naïf? Brasília, DF: Funarte, 2022. Disponível em: www. gov.br/funarte/pt-br/assun tos/noticias/todas-noticias/ curiosidade-2013-vamos-co nhecer-a-arte-naif. Acesso em: 19 set. 2025.

Breve história da arte naïf na página do Ministério da Cultura.

17:47

Proponha aos estudantes uma pesquisa sobre arte naïf para investigarem suas características, o termo naïf e seu contexto sociocultural (veja indicação em Sugestão para o professor ). Para isso, os estudantes podem se dividir em grupos e, também, por regiões brasileiras. Ao final, podem criar uma exposição de arte naïf na escola, realizando a curadoria de diferentes artistas.

• HELENA Coelho. São Paulo: Oscar D’Ambrosio, c2025. Disponível em: https://os cardambrosio.com.br/ar tistas/548/helena-coelho. Acesso em: 19 set. 2025. Texto sobre a artista Helena Coelho.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR03, EF15AR08, EF15AR09, EF15AR10, EF15AR11, EF15AR12, EF15AR13, EF15AR24 e EF15AR25.

TCT: Multiculturalismo.

Organize-se

• Esta aula pode acontecer em espaços abertos que oportunizem movimentos dançados e espontâneos que possam surgir.

ENCAMINHAMENTO

A ambiência neste momento é voltada à leitura de imagem e texto. Combine com os estudantes uma pesquisa sobre as danças e festas apresentadas nas ilustrações. As pesquisas darão subsídios para compreender como os estudantes percebem o assunto. A proposta é potencializar o ensino de Arte no meio cultural em que os estudantes estão inseridos; considere o contexto regional e traga mais exemplos para ampliar o repertório dos estudantes.

Durante esses momentos, pode-se perceber o que os estudantes sabem a respeito dos ritmos apresentados; quais movimentos e passos conhecem sobre essas danças; se reconhecem movimentos dançados pela observação das ilustrações.

Sugerimos a apreciação e experimentação dos ritmos apresentados, por isso os estudantes podem levar seus livros consigo para uma área aberta da escola ou sala de aula com espaço livre.

Organize rodas de conversa para que os estudantes compartilhem suas descobertas sobre os ritmos brasileiros. Sugere-se que os estudantes criem desenhos para resumir o que aprenderam e o que mais foi significativo nesta situação de

Ouvir e se movimentar nos ritmos do Brasil

Vamos descobrir mais sobre os ritmos presentes nas músicas e nas danContextualize aos estudantes que há manifestações culturais que podem ser mais frequentes em uma região, porém podem ocorrer em outras regiões também.

O Frevo surgiu no estado de Pernambuco. É uma manifestação de ritmo carnavalesco com música e dança, com base na animação e no improviso. Nessa dança, o uso de uma pequena sombrinha colorida é bem característico.

O Maracatu também surgiu no estado de Pernambuco. Existem dois tipos: o Maracatu Nação e o Maracatu Rural. Cada um tem os próprios figurinos, músicas e danças.

O Maracatu Nação acontece como um cortejo com figurino e objetos que lembram a realeza do passado. No Maracatu Rural, os movimentos são acrobáticos e existem vários personagens. Um bem conhecido é o caboclo de lança.

Catira

Na Catira, os dançarinos fazem passos sincronizados em duas fileiras, uma de frente para a outra. Usam os pés e as mãos para marcar o ritmo e criar sons e movimentos. Geralmente, violeiros acompanham os dançarinos.

aprendizagem. Ao final, podem-se tirar cópias das produções e pode-se propor a montagem de um grande painel coletivo na escola. Combine com a turma as maneiras de compartilhar seus percursos.

Sugestão para o professor

• DANÇA da Catira. Publicado por: Família Horvat. 2012. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: www. youtube.com/watch?v=2DUD5io9ayM. Acesso em: 19 set. 2025.

Vídeo contendo uma apresentação de estudantes da Escola São Mateus dançando Catira.

• ROSA, Sonia. Maracatu. São Paulo: Pallas, 2003.

Este livro apresenta o maracatu como uma celebração cultural afro-brasileira, originada pelos negros bantos vindos do Congo. A narrativa em versos de Sonia Rosa retrata a tradição da coroação de um rei e uma rainha, que desfilam em trajes luxuosos ao som de tambores e danças, encenando uma visita aos colonizadores portugueses.

Maracatu Rural.

1. Oriente os estudantes a fazer vários experimentos com manobras como rodar a sombrinha na mão, passá-la de

ARTE-AVENTURA Frevo: dançar e ferver

uma mão para outra ou girá-la como um pião. Certifique-se de que o objeto não ofereça perigo de acidentes.

O Frevo tem origem na palavra ferver, transformada pelo modo de falar de alguns lugares em frever , refletindo a energia vibrante e a agitação da dança. É marcado por ritmo acelerado, movimentos acrobáticos e o característico uso de sombrinhas. É considerado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Vamos experimentar dançar esse ritmo?

1. Você vai precisar de uma sombrinha, escolha a menor possível. Segure-a com uma mão e deixe a outra livre.

3. Experimente balançar os braços para cima e para baixo, enquanto dá os passinhos.

2. Dê passinhos curtos para a frente e para trás, balançando a sombrinha de um lado para outro.

4. Você pode também se agachar e levantar enquanto dança.

7. Oriente os estudantes a explorar as possibilidades de movimentar o corpo todo ou apenas os braços, as pernas, a cabeça, de saltar e ferver.

5. O chute para cima também é bastante usado, esticando a perna para o alto.

7. Sentindo segurança nos movimentos, experimente fazer pequenos pulos sem sair do lugar.

6. Outro movimento é cruzar uma perna na frente da outra e depois descruzar. Esses passos podem ser feitos em sequências, mudando o lado.

8. Faça combinações e sequências de movimentos improvisados e se divirta ainda mais!

5. Oriente os estudantes a fazer movimentos com

a sombrinha de subir e descer a cada chute. Lembre-os sempre de tomar cuidado ao executar esses movimentos. Ao sentirem-se confiantes, eles podem aumentar os desafios, como passar a sombrinha por debaixo da perna, criando mais movimentos dançados.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR03, EF15AR08, EF15AR10, EF15AR11, EF15AR12, EF15AR13, EF15AR24 e EF15AR25.

TCT: Multiculturalismo.

Organize-se

• Para a proposta de dança do Frevo, separe uma sombrinha para cada estudante.

ENCAMINHAMENTO

27/09/25 17:48

A proposta é permitir aos estudantes brincarem com a linguagem do Frevo, dança tradicional brasileira. Não é preciso que acertem os passos ou façam exatamente como no Frevo, pois o foco está na experiência, na ludicidade e na ativação do corpo que dança, na improvisação, na experimentação e na criação em dança.

Leia com os estudantes e converse com eles sobre o que sabem a respeito do Frevo. Na hora de criar movimentos dançados com as sombrinhas, foque passos simples e divertidos. O Frevo tem muitos passos com os pés

e calcanhares, e pode-se experimentar saltar abrindo e fechando as pernas e girar segurando a sombrinha. Os estudantes podem criar, sozinhos ou em grupo, diferentes passos de Frevo e depois apresentar para a turma. Combine com a turma diferentes formas de registro para acompanhar os movimentos dançados que descobriram. Eles podem desenhar, produzir vídeos, registros fotográficos, realizar miniapresentações e até mesmo narrar suas descobertas para os colegas. É importante avaliar como os estudantes se relacionam em propostas coletivas e colaborativas, se compartilham ideias e respeitam opiniões. A sombrinha ajuda no equilíbrio e ritmo dos dançarinos de Frevo. Mostre imagens e vídeos de desfiles de Frevo com sombrinhas coloridas e comente que, com o passar do tempo, esse elemento se tornou essencial e símbolo do Carnaval de Pernambuco.

+Ideias

Proponha à turma a confecção de fantasias e adereços referentes ao Frevo a partir do uso de materiais sustentáveis. Na ausência de sombrinhas de Frevo, pode-se fazer uma sombrinha utilizando materiais simples, como palitos de churrasco (com as pontas cortadas) e papel colorido colocado na ponta em forma de cone. Mesmo gravetos e pedaços de bambu podem ser usados para experimentar os movimentos segurando um objeto nas mãos, como se fosse a sombrinha. Caso não seja possível usar uma sombrinha, os estudantes também podem explorar um objeto imaginário.

BNCC

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TCT: Multiculturalismo.

ENCAMINHAMENTO

Chame a atenção dos estudantes para o termo “folguedos” e pergunte se já ouviram falar de todos os ritmos e regiões citados ao longo do texto. É interessante acompanhar a leitura das instruções e exercícios propostos visualizando o mapa do Brasil e as divisões de suas regiões. Contextualize que folguedos são manifestações da cultura tradicional brasileira, podendo ter apresentações com danças (dramáticas, coreografadas ou com passos característicos), encenações, cortejos (associados ou não a festas religiosas), eventos históricos e comemorativos que nasceram com as matrizes culturais indígena, europeia (principalmente os portugueses) e africana. Outros povos que vieram de ondas migratórias mais recentes (como japoneses, alemães, italianos, espanhóis, haitianos etc.) contribuem com novas manifestações culturais e festejos, influenciando-os.

Ouça os áudios junto aos estudantes. Em Geografia de ritmos musicais brasileiros 1 , apresentamos alguns dos ritmos característicos da região Norte do Brasil: o Carimbó e o Boi de matracas. Em Geografia de ritmos musicais brasileiros 2 , são apresentados alguns dos muitos ritmos típicos da região Nordeste, como Frevo, Maculelê e Maracatu. Em Geografia de ritmos musicais brasileiros 3, apresentamos alguns ritmos típicos das regiões Centro Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, a saber: Catira (CO), Marcha e

DIÁLOGOS

A geografia dos ritmos musicais

Esta proposta trabalha a interdisciplinaridade entre Arte e Geografia, bem como o tema diversidade cultural. 88

Em cada região de nosso país, há ritmos, danças, festejos e folguedos.

Folguedos são manifestações da cultura tradicional com danças, encenações, músicas e outras apresentações.

Vamos criar um mapa cultural investigando e identificando os ritmos e as regiões onde estão mais presentes?

O Jongo e a Congada, por exemplo, são mais frequentes na região Sudeste. As Cavalhadas de Pirenópolis acontecem no estado de Goiás, na região Centro-Oeste. O Maracatu, a Ciranda e o Frevo são mais comuns na região Nordeste. A Catira é uma manifestação comum nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. O Vanerão é muito presente na região Sul. O Kuarup é mais frequente na região Centro-Oeste. O Boi-bumbá é comum nas regiões Norte e Nordeste. Já o Carnaval e o Reisado acontecem em todo o Brasil, mas podem receber características particulares da cultura local.

Samba Urbano (SE) e Chamamé (S). Em Cirandeiro, é possível escutar o ritmo típico da ciranda, tal como ela é cantada e dançada usualmente. Proponha aos estudantes que façam estudos sobre a cultura local, potencializando o currículo de Arte no meio cultural em que estão inseridos. Traga mais exemplos regionais para ampliar repertórios.

Reserve momentos para as práticas em dança da proposta 3; oriente a turma a dançar e apresentar os ritmos que pesquisaram. Se possível, separe adereços, como fitas de tecido, chapéus e sombrinhas, para os estudantes comporem seus movimentos brincantes da dança. Você pode apresentar opções de ritmos brasileiros aos estudantes e sugerir mais experimentações.

Na região Nordeste, quem participa das manifestações da cultura tradicional é chamado de brincante. O brincante se diverte encenando, dançando, tocando e cantando. Portanto, nas práticas de dança, vale propor aos estudantes o improviso, experimentar girar, saltar, interagir com todos, criar expressões ao ritmo das músicas. O importante é celebrar e participar!

1. a), b) e c) Oriente os estudantes a escolher uma canção (música e melodia) para investigar mais de perto. Proponha também que eles procurem descobrir como se canta e quais instrumentos são executados. Se há dança, como são os movimentos e os passos. Eles podem trazer outras informações que encontrarem e chamarem atenção deles.

1 Pesquise, com a ajuda do professor e de familiares, ritmos musicais brasileiros e em que região eles estão localizados. Esse levantamento de informações pode ser feito em uma biblioteca ou na internet.

a) Escolha um ritmo que esteja presente em cada uma das regiões do Brasil: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

b) Investigue o máximo de informações sobre esses ritmos.

c) Escolha uma manifestação cultural e, no contexto dela, uma canção com o ritmo pesquisado.

1. d) e e) Oriente os estudantes a anotar as características de cada ritmo.

d) No caderno, anote o que você descobriu.

e) Em uma folha de papel avulsa, crie desenhos sobre os ritmos e festejos investigados e um resumo de sua pesquisa. Não se esqueça de compartilhar o que investigou e descobriu com os colegas.

2 Agora vamos pesquisar o que acontece em sua região. Quais danças e quais festejos tradicionais acontecem na região onde você mora?

Respostas pessoais.

3 Ser brincante é se divertir dançando, tocando e cantando. Portanto, aproveite e dance em diversos ritmos musicais!

a) Escute novamente os áudios dos ritmos brasileiros que você pesquisou.

b) Em grupo, escolham um ritmo para dançar (Catira, Ciranda, Frevo, Tambor de Crioula, Fandango, Samba, Maracatu, entre outros).

c) Experimentem dançar no ritmo que escolheram. Vale interagir com todos, saltar, criar expressões e improvisar movimentos, o mais importante é se divertir enquanto dançam.

3. Oriente os estudantes a dançar conforme os ritmos musicais, as danças e os folguedos da arte e da cultura brasileira trabalhando com a ideia de brincante.

ESTA É A MINHA ARTE!

Combine com os colegas e o professor a organização de um festival de ritmos brasileiros.

• Exponha os desenhos criados pela turma.

• Áudios dos ritmos musicais podem ambientar o espaço da exposição.

• Nesse espaço, cada grupo pode apresentar o ritmo que aprendeu a dançar.

Dica: registre tudo com fotografias e filmagens para contar a história de sua pesquisa e também da mostra de arte. Dê um título para sua exposição, que tal Geografia dos ritmos?

Oriente os estudantes a criar um evento para divulgar as pesquisas e práticas artísticas desenvolvidas nas propostas nessa seção. Para apresentação, os estudantes precisam escolher um local amplo e sem obstáculos para dançar e tomar cuidado para não se machucar.

Avalie como os estudantes desenvolveram suas criações, como colocaram suas ideias em prática observando soluções criativas e, também, as dificuldades. Em roda de conversa, os estudantes podem compartilhar os resultados das pesquisas e falar sobre suas descobertas e seus percursos de aprendizagem. Observe e acompanhe a participação dos estudantes nos momentos de troca, verificando como se expressam oralmente e colocam suas hipóteses em propostas que envolvem o fazer artístico. Nas vivências em dança, sugerimos propor rodas de conversa para que falem a respeito dos movimentos descobertos, se perceberam semelhanças e diferenças entre os ritmos encontrados, quais são as partes do corpo evidenciadas em

cada dança, quais movimentos gostaram de experienciar. É interessante que, ao longo das experimentações e ao final, criem registros no caderno sobre essas experiências.

+Ideias

Os estudantes podem criar um mapa cultural do Brasil, destacando os ritmos e as regiões do país. Diga à turma que a pesquisa pode ser realizada com a ajuda dos familiares ou responsáveis. É importante indicar sites (veja Sugestão para o professor ) que possam ajudar os estudantes e familiares ou responsáveis a filtrarem as fontes e os conteúdos.

Sugestão para o professor

• BRASIL. Ministério do Turismo. Ritmos do Brasil: uma viagem pela trilha sonora brasileira. Brasília, DF: MTur, c2025. Disponível em: www. gov.br/turismo/pt-br/assun tos/noticias/ritmos-do-bra sil-uma-viagem-pela-trilha -sonora-brasileira. Acesso em: 19 set. 2025.

Página do Ministério do Turismo sobre música e os ritmos brasileiros.

• DANÇAS típicas. c2025. Disponível em: https://dan cas-tipicas.info/. Acesso em: 19 set. 2025.

Para auxiliar na pesquisa dos estudantes, sugira que acessem esse site, que contém informações sobre danças típicas, danças folclóricas, festas tradicionais, e outras curiosidades, divididas por regiões e estados.

27/09/25 17:48

• VIGNA-MARÚ, Carolina. Godô dança . São Paulo: Amarilys, 2009.

De maneira lúdica, danças típicas brasileiras são apresentadas pelo cachorro Godofredo.

BNCC

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TCT: Multiculturalismo.

ENCAMINHAMENTO

Proporcione a audição da canção para os estudantes. Esse arranjo de Peixinhos do mar — ou Quem me ensinou a nadar ou, ainda, Marinheiro, como essa canção tradicional também é conhecida — foi realizado para ser interpretado com tubos sonoros (de PVC) e vozes. Do ponto de vista da letra da canção, foram acrescentadas duas estrofes (a segunda e a terceira). Ela pode servir de ilustração para a criação de arranjos e interpretações musicais com esses instrumentos e vozes, com acréscimo possível também de objetos sonoros, instrumentos de percussão e muitos outros (violão, teclado, flautas doces etc.).

Converse com os estudantes sobre a cultura do brincar. Esclareça que brincar é um ato cultural e que as brincadeiras fazem parte do patrimônio cultural imaterial de um povo. Cada sociedade desenvolveu brincadeiras com base em seus valores culturais e modos de educar. Essa cultura é passada de geração em geração de modo espontâneo, ao brincar e ensinar outras crianças como se brinca, ou de modo mais sistemático, como na escola.

A Ciranda brasileira nasceu da cultura dos povos litorâneos, em especial da região Nordeste do Brasil — possivelmente, em Pernambuco. É cantada coletiva -

ARTE EM PROJETOS

Cultura do brincar

O meio ambiente e os costumes de uma comunidade também podem influenciar a maneira de brincar, cantar e dançar. Por exemplo, a Ciranda além de ser uma brincadeira é um ritmo brasileiro que envolve dança, música e faz parte do nosso Patrimônio Cultural Imaterial.

Brincadeiras e como se brinca também podem ser considerados patrimônios imateriais. Mas como isso acontece? Tudo começa com a participação das pessoas de uma comunidade que se unem e fortalecem sua arte e sua cultura. Essas brincadeiras fazem parte da cultura do brincar de cada povo. Retome com os estudantes o que sabem a respeito do conceito de cultura do brincar.

A cultura do brincar envolve um conjunto de brincadeiras e o modo como aprendemos, brincamos e ensinamos para outras pessoas.

O Brasil é rico em brincadeiras cantadas, em diversos ritmos e maneiras de brincar. Vamos conhecer mais aprendendo duas brincadeiras cantadas?

1. Convidem os colegas para ouvir o áudio da paródia da canção

5

Peixinhos do mar. Aprendam a melodia, o ritmo e a letra.

3. Criando a percussão corporal, continuem brincando e inventando sons e mais movimentos dançados.

Peça aos estudantes que observem as ilustrações, os números próximos à letra da canção, em roxo, e os comandos, pois neles há algumas dicas para criar movimentos e sons com percussão corporal.

2. Enquanto ouvem a canção, inventem movimentos dançados: vocês podem levantar, balançar, agitar os braços, as pernas, a cabeça e o corpo todo.

4. Por último, façam os movimentos descritos a seguir. Para brincar, cantem a canção e sigam a sequência de movimentos indicada na letra.

mente e sua dança é circular, feita em roda, com os participantes, em geral, de mãos dadas. Sua música tem andamento relativamente lento e ritmo quaternário (tem quatro tempos, sendo o primeiro tempo o mais acentuado). O ritmo das melodias, o conteúdo das letras e os movimentos dançados fazem referência aos sons do mar, movimentos das ondas e à vida em uma cidade litorânea.

Antes de executar a percussão corporal, peça aos estudantes que batam palmas em todas as sílabas coloridas. Depois que estiverem acostumados com o ritmo, oriente-os a experimentar a percussão corporal proposta. Eles podem interpretar a percussão e tentar cantar ao mesmo tempo.

1. Batida da mão esquerda no peito.
2. Batida da mão direita no peito.
3. Palmas individuais.
4. Pisão com o pé direito no chão.

Quem me ensinou a nadar

Quem me ensinou a nadar

Foi, foi marinheiro, foi os peixinhos do mar

Foi, foi marinheiro, foi os peixinhos do mar

Água me leva pra cá

Água me leva pra lá

Eh! Eh! Companheiro quem não se deixa levar

Eh! Eh! Companheira mar que se tem de nadar

Onde s’encontra o lugar

Peixe não pode parar

Vou, vou marinheiro, vou lá pro fundo do mar

Vou, vou mundo inteiro, vou qu’aprendi a cantar

Dica: as sílabas coloridas na letra da canção indicam o momento em que você deverá fazer o gesto sonoro da percussão corporal. Use as ilustrações e as legendas como referência.

Comente com os estudantes que paródia é a releitura de uma obra e pode ser cômica, poética, entre outras versões.

PEIXINHOS do mar. 2025. Paródia de cantiga popular elaborada especialmente para esta obra.

1 Pesquisem, com os colegas, outras versões e modos de brincar com essa canção Resposta pessoal. Além da pesquisa, incentive os estudantes a criar novas formas de brincar.

6.

5.

7.

É importante combinar com os estudantes como serão feitos os registros das propostas de ação criadora (processos e produção). Podem ser criados registros com filmagens, gravações de áudio ou depoimentos dos estudantes; tudo isso pode compor um portfólio eletrônico.

+Ideias

Para acompanhar a canção e criar uma paisagem sonora que lembra o barulho do mar, podem-se utilizar vários recursos, como objetos ou instrumentos construídos com materiais recicláveis e sustentáveis — como o tambor com som de mar indicado em Sugestão para o professor.

Os estudantes também podem reproduzir o som do mar com a respiração e suas vozes. Instrua-os a respirar deixando a boca um pouco aberta para que, com a passagem do ar, o som seja ouvido, mas de maneira suave, sem forçar. Com vários estudantes respirando dessa maneira, o som resultante se amplificará e sua sonoridade ficará muito interessante. Você pode fazer outras experimentações sonoras com outros materiais e também utilizando a voz. Proponha aos estudantes que pesquisem sobre brincadeiras coletivas para ensinar aos colegas. Os familiares ou responsáveis podem ser convidados a participar.

Sugestão para o professor

• BENJAMIN, Walter. Reflexões sobre a criança, o brinquedo e a educação. São Paulo: Duas Cidades: Editora 34, 2002. O autor apresenta pequenos ensaios sobre a vida estudantil, os livros infantis, o brinquedo, o teatro infantil e a pedagogia.

• CONSTRUINDO um ocean drum. Publicado por: Nandomusicando. 2020. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://youtu.be/NBpW7eTb nQY. Acesso em: 19 set. 2025. Vídeo sobre o processo de construção de um tambor do mar (ocean drum).

• PEIXINHOS do mar: Barbatuques: Tum Pá. Publicado por: Barbatuques. 2012. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: www.youtube.com/wat ch?v=vJbq1XVG3JQ. Acesso em: 19 set. 2025. Versão de Peixinhos do mar por Barbatuques, no espetáculo infantil Tum Pá , apresentado no Teatro Tucarena, na PUC-SP.

Pisão com o pé esquerdo no chão.
Batida das duas mãos nas coxas (ao mesmo tempo, uma em cada coxa).
Batida das duas mãos no peito (ao mesmo tempo, uma de cada lado).
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

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ENCAMINHAMENTO

Nesta proposta convide os estudantes para cantar Parats , fazendo junto seu jogo de mãos. Sugerimos adequar o espaço para que a leitura de texto e imagem possa ser realizada e os movimentos possam ser experimentados. Não sendo possível realizar a leitura e os movimentos no mesmo ambiente, combine com os estudantes que a parte inicial será uma leitura e, em seguida, haverá um deslocamento para outro espaço mais adequado à experimentação dos movimentos. Com o apoio do Livro do estudante, pode-se iniciar a aula a partir da leitura da letra da música com momentos de atenção ao passo a passo.

Em Parats , a música é utilizada para realizar um jogo de mãos feito em dupla. Enquanto cantam, os participantes realizam os movimentos indicados, integrando, assim, o ritmo dos gestos à melodia da canção.

Apresente esta música aos estudantes para uma escuta sensível. Essa escuta é importante para conhecer a melodia. No áudio Parats: versão completa, a melodia é entoada por vozes femininas, que são acompanhadas por instrumentos (flauta, clarinete, saxofone, zamponha, teclado, xilofone, baixo, panderola, ovinho, reco-reco e zabumba). No áudio Parats: versão playback, logo após a introdução do xilofone, foi

Brincando com música e jogo de mãos: Parats

Agora, vamos fazer um jogo de mãos em duplas. Escolha alguém para formar sua dupla e realizar essa brincadeira cantada, que se chama Parats

A letra é bem simples e apresentará as cinco vogais (a, e, i, o, u), começando em Parats e indo até Puruts!

Fique na frente de um colega. Vocês farão um jogo de mãos, com movimento do corpo, e, ao mesmo tempo, cantarão juntos.

Observe que as sílabas destacadas são as sílabas que têm maior acentuação, pois correspondem aos tempos fortes da música.

Pa ra ra

Parats

Pa ra ra

Parats

Pa ra ra

Parats

Pa ra ra

rats!

PARATS. [S. l : s. n ], [19--?]. Cantiga popular.

Veja agora a letra e os movimentos a serem feitos durante a brincadeira, enquanto escuta a música.

Texto

Pa ra ra

Pa rats pa ra ra

ra

Pa rats

Movimentos

Junte as duas mãos (em posição de Passa-anel) e as chacoalhe a cada sílaba do canto.

Bata, ainda com as palmas das mãos juntas, nas mãos do colega (sua esquerda contra a esquerda do colega, depois direita contra direita e novamente esquerda contra esquerda).

Mantenha as costas da mão esquerda encostadas na de seu colega e bata com a mão direita na palma de sua esquerda.

Com mãos esquerdas encostadas, batam as palmas das mãos direitas acima das mãos esquerdas.

(silêncio) Bata uma palma com a mão direita na sua esquerda.

Pa rats

Pa ra ra ra

Estalo de dedos (mão direita).

Tapinha com as mãos direitas no alto.

inserida uma linha melódica como guia para o canto dos estudantes sobre a base instrumental. Temos como guia a flauta em Parats; a zamponha em Perets; o saxofone e a zamponha em Pirits; o clarinete em Porots; o xilofone em Puruts. Na última enunciação, temos saxofone, flauta, clarinete e xilofone.

Depois da escuta, proponha aos estudantes que cantem com a gravação para que se apropriem do ritmo e da melodia. Eles poderão realizar o jogo enquanto se reproduz a música gravada ou sem a gravação. A melodia dessa música é muito semelhante à do Trem maluco. Explique aos estudantes que, com algumas poucas alterações, podemos criar uma música nova.

Repita essa cantiga trocando a letra a pela letra e, isto é, cantando Perets Em seguida, faça o mesmo com i, Pirits. Depois, continue com o, Porots, e com u, Puruts. Na última vez, para encerrar, misture as possibilidades anteriores, e ficará assim: 7

Parara

Perets Perere

Pirits Piriri

Porots

Pururu ruts

PARATS. [S. l.: s. n.], [19--?]. Cantiga popular.

Agora, veja a partitura desta cantiga.

Depois do Perets, a melodia segue a mesma com as outras vogais.

Aproveite a oportunidade para conversar com os estudantes sobre a forma que encontramos de preservar as brincadeiras tradicionais de cada época e região. Como sugestão extraclasse, pode-se propor que realizem entrevistas com seus familiares ou responsáveis, a fim de investigar as brincadeiras de mão conhecidas por eles. Sugira diferentes possibilidades de registro, como a produção de vídeos com a participação dos familiares ou responsáveis, fotografias da brincadeira, registros das entrevistas no caderno ou em formato de texto, mural, exposições virtuais, dentre outras. Reserve momentos para os combinados dessa proposta. Avalie como os estudantes se comportam nos momentos de ação criadora e interações coletivas. Esta situação de aprendizagem propõe o desenvolvimento integral dos estudantes, pois estimula a experimentação e improvisação de novos gestos, movimentos e ritmos e a memorização, a agilidade e a lateralidade por meio do brincar e de práticas que envolvem a cooperação.

+Ideias

Pode-se propor aos estudantes que experimentem criar novas versões da brincadeira, trocando a palavra parats por outra palavra. Pode-se também propor a investigação de novos ritmos e velocidades.

27/09/25 17:48

Comente com os estudantes que uma melodia pode começar pelo tempo forte (tempo mais acentuado) ou por um ou mais tempos relativamente mais fracos que o precedem. Na música, esse tempo ou esses tempos são conhecidos como anacruse e, em geral, cria certa expectativa para o início da melodia. Uma anacruse bem conhecida é a do início da Quinta Sinfonia de Beethoven: “Tchan tchan tchan Tchan” (este último “Tchan” é o tempo forte e os anteriores são a anacruse). Em Peixinhos do mar, por exemplo, começa-se pelo primeiro tempo do compasso (Quem), que é o tempo forte (sílaba tônica), ao passo que em Parats temos três tempos (as sílabas “pa-ra-ra”) que antecedem o tempo forte (Pa).

Sugestão para o professor

• MAPA do Brincar. São Paulo: Folha de S.Paulo, c2025. Disponível em: https://ma padobrincar.folha.com.br/.

Acesso em: 19 set. 2025. Site com brincadeiras de todas as regiões do Brasil.

BNCC

Habilidades: EF15AR08, EF15AR10, EF15AR11, EF15AR13, EF15AR23, EF15AR24 e EF15AR25.

ENCAMINHAMENTO

Geralmente, a canção Caranguejo não é peixe é cantada enquanto se realiza uma coreografia em roda com o grupo. Para esta proposta, sugere-se que a cada estrofe seja interpretado um gesto ou movimento. Por exemplo: no trecho “Caranguejo não é peixe”, a roda gira para a direita; em “Caranguejo peixe é”, a roda gira para a esquerda; em “Caranguejo só é peixe na enchente da maré”, a roda gira para a direita. Em outra vez, ao cantar “Caranguejo não é peixe”, anda-se para a frente; em “Caranguejo peixe é”, anda-se para trás; novamente, em “Caranguejo só é peixe na enchente da maré”, pisa-se com os pés alternados no chão ou andando para a frente. Ou ainda: em “Caranguejo não é peixe” até “enchente da maré”, duplas batem palmas com os vizinhos, alternando palmas individuais e palmas cruzadas. No refrão, batem-se palmas, pisa-se no chão e gira-se ao redor de si mesmo.

A vivência lúdica desse canto em roda é uma maneira divertida e eficiente de abordar a relação entre tempo forte e tempo fraco no interior dos compassos. Para evidenciar essa relação aqui, marcamos em vermelho, na letra da canção, os tempos fortes, o que nos possibilita perceber também a anacruse inicial característica da melodia (Caran), representada igualmente na partitura.

A melodia de Caranguejo não é peixe, assim como inúmeras outras do cancioneiro tradicional infantil brasileiro, é relativamente simples, tanto de ser cantada quanto de ser memorizada.

Brincando com música e corpo: Caranguejo não é peixe

Além da ciranda, há outras brincadeiras que podemos fazer juntos. Precisamos somente da música e do próprio corpo para brincar. Vamos aprender?

Esta é uma canção muito conhecida e já consagrada da tradição brasileira. Você e os colegas podem cantá-la com vários movimentos. Vamos começar formando uma roda e criando movimentos. Acompanhe a letra da música e aprenda a cantar.

Caranguejo não é peixe

Caranguejo não é peixe, Caranguejo peixe é.

Caranguejo não é peixe

Na rasante da maré!

Ora, palma, palma, palma!

Ora, pé, pé, pé!

Ora, roda, roda, roda, Caranguejo peixe é!

Caranguejo não é peixe, Caranguejo peixe é.

Caranguejo só é peixe

Na enchente da maré!

Ora, palma, palma, palma!

Ora, pé, pé, pé!

Ora, roda, roda, roda, Caranguejo peixe é!

CARANGUEJO não é peixe. [S. l.: s. n.], [19--?]. Cantiga popular.

Vale a pena enfatizar, junto aos estudantes, a maneira segundo a qual ela está construída, a fim de auxiliar a sua interpretação e, ao mesmo tempo, informar sobre princípios básicos da criação de uma melodia musical. O tema (ou melodia) está estruturado em duas partes: a primeira correspondendo às linhas 1 e 2 da estrofe inicial da letra e a segunda às linhas 3 e 4. Essas duas partes equivalem na partitura aos compassos: 1 a 5 (primeira parte) e 5 a 9 (segunda parte). Finalmente, vale observar que a primeira parte é segmentada, composta de dois fragmentos equivalentes em duração, ritmo e desenho melódico (o primeiro “Caranguejo não é peixe” e o segundo “Caranguejo peixe é”) e a segunda parte, ao contrário, forma um todo que se desenrola como um fluxo contínuo. Proponha aos estudantes a escuta dos áudios da canção. Em Caranguejo não é peixe: versão completa, o tema melódico dessa canção tradicional brasileira é cantado por quatro vozes femininas, acompanhadas por instrumentos (viola caipira, sanfona, teclado, contrabaixo elétrico, triângulo, pandeiro e zabumba). Em Caranguejo não é peixe: versão playback, a melodia da música que serve de guia para o canto encontra-se na flauta e viola caipira (na 1ª estrofe), no clarinete (na 2ª estrofe), na viola caipira (na 3ª estrofe) e na flauta, viola caipira e clarinete (na 4ª estrofe).

Observe que os tempos fortes ou acentuados da canção estão indicados com cor diferente ( gue , de caranguejo; san , de rasante; entre outros) e que essa melodia se inicia por uma anacruse.

A anacruse ocorre quando a primeira ou as primeiras notas do primeiro compasso estão em tempos fracos.

No caso da cantiga Caranguejo não é peixe , as duas notas do primeiro compasso ( Ca-ran , notas Fá e Sol) estão em tempos mais fracos, antecedendo o tempo forte do compasso seguinte ( gue , nota Lá).

Observe a partitura da canção.

CARANGUEJO não é peixe. [19--?]. 1 partitura. Cantiga popular adaptada especialmente para esta obra.

1 Escute novamente a música e preste atenção nos tempos fortes e nos tempos fracos.

Para Walter Benjamim, os adultos sempre se preocuparam em criar brinquedos para as crianças e as fases do desenvolvimento foram amplamente estudadas; porém, “jamais são os adultos que executam a correção mais eficaz dos brinquedos — sejam eles pedagogos, fabricantes ou literatos —, mas as crianças mesmas, no próprio ato de brincar” (BENJAMIM, Walter. Reflexões sobre a criança, o brinquedo e a educação São Paulo: Duas Cidades: Editora 34, 2002. p. 87). Para o autor, existe uma dialética entre o brinquedo e o ato de brincar. Ele também afirma que os brinquedos foram sendo construídos ao longo da história cultural, muitas vezes pelas necessidades educativas dos adultos; posteriormente, houve interesse econômico em torno dessa necessidade. As brincadeiras tradicionais sempre fizeram parte da cultura lúdica da criança, e cada povo e cultura tem seu repertório. A arte expressa essa cultura lúdica em danças, brincadeiras musicais e jogos de faz de conta. Assim como a proposta anterior, esta situação de aprendizagem propõe o desenvolvimento integral dos estudantes, pois estimula a experimentação e improvisação de novos gestos, movimentos e ritmos e a memorização, a agilidade e a lateralidade por meio do brincar e de práticas que envolvem a cooperação.

27/09/25 17:48

BNCC

Habilidades: EF15AR18, EF15AR19, EF15AR20, EF15AR21 e EF15AR25.

TCT: Multiculturalismo.

ENCAMINHAMENTO

Proponha aos estudantes que se reúnam em grupos e conversem sobre a imagem do desfile dos bonecos gigantes no Carnaval de Olinda. Apresente também o texto da página.

Neste capítulo, vamos trabalhar os temas teatro de bonecos, mamulengos e manifestações cênicas populares e propor a formação de grupos de teatro, que podem acontecer tanto nas comunidades como no espaço da escola.

2 ARTESÃOS E FOLIÕES

Montagem com ilustração e fotografia de desfile dos bonecos gigantes no Carnaval em Olinda (PE), em 2016.

Conduza a leitura da imagem, que apresenta ilustração e fotos de bonecos gigantes do Carnaval de rua de Olinda (PE). Converse com os estudantes e, em seguida, abra espaço para que eles respondam às perguntas sugeridas: de que material são feitos esses bonecos? Como vocês acham que o Carnaval de Olinda é organizado? Será que tudo acontece em grupo? O que vocês pensam sobre o trabalho em grupo nas artes cênicas, como os grupos de teatro? Você pode comentar que os bonecos são feitos de estrutura de madeira com cabeça de papel machê e roupas de tecido e outros materiais. É importante valorizar os processos do fazer teatral e não apenas o produto, isto é, a montagem de peças teatrais para datas comemorativas e festas escolares. Muitas vezes um conteúdo programado pode ser ministrado apenas com a representação de uma cena improvisada. Há estudantes que aprendem mais e melhor quando vivenciam com seu corpo o que está sendo exposto. Assim, oteatro é uma linguagem artística com suas características e elementos linguísticos, tendo o corpo como suporte e ferramenta expressiva. Criar em grupo pode desenvolver habilidades e competências relacionadas à consciência corporal de si e do outro, por exemplo. Avalie como os estudantes percebem essas questões e proponha que escrevam suas impressões no caderno.

27/09/25

VENHA CRIAR E DESFILAR!

É dia de festa!

No Carnaval, bonecos gigantes desfilam em Olinda entre casarões.

Nas Cavalhadas de Pirenópolis, mascarados exibem seu figurino colorido.

Dá gosto de ver! São tantas tradições!

Arte do povo, para o povo aprender e se divertir.

+Ideias

Arte que vive nas mãos dos artesãos e foliões.

É DIA de festa. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

Nas festas tradicionais como o Carnaval e as Cavalhadas, artesãos com seus ofícios dão vida aos personagens desses folguedos. São ofícios cheios de segredos, revelados apenas para aqueles que querem aprender. Venha criar e desfilar!

Você pode explorar o patrimônio cultural material e imaterial. O patrimônio material são os bens físicos, como construções, conjuntos arquitetônicos, entre outros. O patrimônio imaterial são conhecimentos, tradições e ações passados de geração em geração. Em uma conversa com os estudantes, é possível apresentar vários exemplos extraídos das manifestações que compõem a diversidade cultural brasileira. Olinda, tombada pelo Iphan, considerada uma das mais antigas cidades do Brasil, é um exemplo de patrimônio cultural material, assim como o Largo do Pelourinho e seu entorno, e muitas outras manifestações populares brasileiras são exemplos de bens imateriais, como o Carnaval. Você pode pesquisar com eles mais informações no site do Iphan.

O conjunto urbanístico e arquitetônico contido na poligonal do centro histórico de Salvador – declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 1985 – é um dos mais importantes exemplares do urbanismo ultramarino português. Com seus becos e ladeiras, acolhe um dos mais ricos conjuntos urbanos do Brasil, implantado em acrópole e distinguindo-se em dois planos as funções administrativas e residenciais (no alto) e o porto e o comércio (à beira-mar).

Entre 1938 e 1945, vários monumentos do centro histórico foram tombados pelo Iphan, para garantir a preservação do Largo do Pelourinho e do seu entorno imediato. Os espaços públicos de Salvador – Praça Municipal, Terreiro de Jesus, Caminho de São Francisco, Largo do Pelourinho, Largo de Santo Antônio e Largo do Boqueirão – decorrentes dos traçados de suas ruas, ladeiras e becos, formam um dos mais ricos conjuntos urbanos de origem portuguesa. Os sobrados de dois ou mais andares e as soluções de implantação em terrenos acidentados são exemplos típicos da cultura lusitana.

INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Salvador (BA) Brasília, DF: Iphan, c2014. Disponível em: http://portal.iphan. gov.br/pagina/detalhes/241. Acesso em: 19 set. 2025.

Sugestão para o professor

• KOUDELA, Ingrid Dormien. Jogos teatrais. São Paulo: Perspectiva, 2011. Livro que traz informações sobre o teatro e o desenvolvimento da criança.

BNCC

Habilidades: EF15AR18, EF15AR24 e EF15AR25.

TCT: Multiculturalismo.

ENCAMINHAMENTO

Inicialmente, dedique um momento para a observação das imagens das páginas, comparando os tipos de boneco, observando diferenças em seu tamanho, no material usado, na forma de manipulação.

O teatro de bonecos é uma das modalidades do teatro de formas animadas (também conhecido como teatro de animação). Nessa modalidade de teatro, o ator assume o papel de manipulador de bonecos e cria movimentos com as mãos e o corpo, podendo, também, usar a voz para dar vida aos personagens. O teatro de formas animadas pode ser feito com várias materialidades (tecidos, papéis, objetos diversos) e recursos, incluindo o teatro de sombras em seus diferentes tipos.

Na mediação cultural das imagens, chame a atenção dos estudantes para o modo como os bonecos são manipulados. Converse sobre os gestos, os movimentos de manipulação e o uso da voz no teatro de bonecos, recursos expressivos que “dão vida” a eles, estimulando a imaginação dos espectadores. Ao longo do capítulo, serão dadas algumas ideias práticas para criar bonecos e, também, para pesquisar histórias que poderão ser contadas.

Bonecões para habitar

Observe esta imagem.

Quando vemos esses bonecos gigantes em pleno Carnaval desfilando pelas ruas da cidade de Olinda ou em outras partes do país, podemos admirar a alegria que essa arte pode provocar nos foliões. Mas quem fez esses bonecos?

O trabalho dos bonequeiros e de outros artesãos é fundamental para que os festejos tradicionais aconteçam. São eles que criam os bonecões conhecidos também como bonecos habitáveis. Há várias técnicas para criar esses bonecos.

Os bonequeiros que trabalham para os folguedos tradicionais como o Carnaval de rua geralmente estudam as histórias de um lugar para criar bonecos em homenagem a pessoas reais ou personagens imaginários, de lendas ou contos de tradição oral.

Folião: como é chamada a pessoa que participa de folias e festejos, como o Carnaval.

Boneco habitável: boneco manipulado de dentro por artistas, conhecidos também como foliões e brincantes, que vestem e dão vida aos personagens. Conto de tradição oral: história que está “na boca do povo”, como causos e lendas de uma comunidade.

Bonecos gigantes no Carnaval de Olinda (PE), em 2024.

Entre os bonecos do Carnaval de rua pernambucano mais famosos estão o Homem da Meia-Noite e a Mulher do Dia

Segundo uma lenda, o Homem da Meia-Noite se sentia solitário e ameaçou impedir o Carnaval. Para acalmá-lo, artesãos e foliões se uniram para criar uma companheira, a Mulher do Dia. É durante o Carnaval que esses dois personagens se encontram.

Em homenagem a essa história de amor, a cordelista Mari Bigio escreveu um cordel. Leia um trecho a seguir.

O Homem da Meia-Noite viu pela primeira vez o domingo amanhecer, osol pode conhecer, e agradecido se fez! E nessa manhã talvez teve a maior alegria. Viu surgir no horizonte uma silhueta esguia, de altura como a sua, bem mais bela do que a lua, era a Mulher do Dia! BIGIO, Mari. O Romance do Homem da Meia-Noite com a Mulher do Dia. Mari Bigio, Recife, 26 jan. 2018. Disponível em: https://maribigio.com/2018/01/26/o-romance-do-homem-da-meia-noite-com-a-mulher-do -dia-cordel-para-criancas/. Acesso: 13 ago. 2025.

QUEM

É?

Mari Bigio (1970-) é cordelista, contadora de histórias, cantora e compositora, natural do Recife (PE). Realiza oficinas de literatura que encantam crianças, jovens e educadores.

Contextualize que o Homem da Meia-Noite surgiu no Carnaval de Olinda no ano de 1932, criado pelos artistas bonequeiros Luciano Anacleto de Queiros e Bernardino da Silva. Em 1937, a boneca gigante conhecida como a Mulher do Dia passou a fazer parte dos folguedos pernambucanos.

28/09/25 09:34

Observe se os estudantes estão construindo conhecimentos a respeito do teatro de formas animadas.

Sugestão para o professor

• APOSTILA para teatro de bonecos. Pedagogia ao Pé da Letra, c2025. Disponível em: https://pedago giaaopedaletra.com/aposti la-para-teatro-de-bonecos/. Acesso em: 19 set. 2025. O site traz uma oficina de apresentações de teatro de bonecos, dicas e informações sobre essa linguagem. Contém ainda exercícios de preparação de voz para os manipuladores e orientações para confeccionar bonecos.

• COMO fazer um mamulengo? Publicado por: Gavetas Malucas. 2018. 1 vídeo (ca. 14 min). Disponível em: www.youtube.com/watch? v=XKp2djwfRDA. Acesso em: 19 set. 2025. O vídeo demonstra como fazer um mamulengo, com corpo, rosto e adereços para o personagem criado.

Homem da Meia-Noite no Carnaval em Olinda (PE), em 2014.
Mulher do Dia no Carnaval em Olinda (PE), em 2007.

BNCC

Habilidades: EF15AR18, EF15AR24 e EF15AR25.

TCT: Multiculturalismo.

ENCAMINHAMENTO

Na roda de conversa, proponha aos estudantes que continuem a investigar sobre os bonecos habitáveis que fazem parte da nossa cultura, em especial os festejos carnavalescos do Nordeste brasileiro. Contextualize que, como várias manifestações da nossa cultura, o Carnaval é um festejo que chegou com a vinda de povos europeus (em especial o povo português) ao território que hoje é conhecido como Brasil. O Carnaval é um festejo muito antigo que pode ter tido influências de rituais de povos da Grécia, de Roma e do Egito da Antiguidade, mas foi na Idade Média que essa manifestação cultural se constituiu mais próxima da que conhecemos atualmente.

Ligada ao calendário da religião cristã, o Carnaval é um festejo que antecede a Quaresma e acontece em vários países de formas distintas a partir de tradições locais. No Brasil não é diferente: em cada região do nosso país, o Carnaval tem as próprias características. Para ampliar o momento de nutrição estética, se possível, traga exemplos de imagens do Carnaval de várias regiões do Brasil, como o Frevo, uma tradição pernambucana, os desfiles de escolas de samba em São Paulo e no Rio de Janeiro e a tradição dos bonecões habitáveis que tomam as ruas de Olinda, em Pernambuco.

Proponha aos estudantes que conversem sobre como

Quem está dentro?

O costume de criar bonecos gigantes com pessoas que vestem essas estruturas e desfilam por ruas e praças das cidades é muito antigo. Na Europa, esses personagens gigantes já eram vistos em festas religiosas desde a Idade Média.

No Brasil, essa tradição se popularizou no início do século 20 com a criação do personagem Zé Pereira, no município de Belém do São Francisco, localizado no interior de Pernambuco. Esse personagem inspirou o boneco do Homem da Meia-Noite, em seu famoso bloco de Olinda.

Atualmente, os bonecões desse personagem fazem parte de muitos folguedos de carnaval de rua em todo o país, e existem museus dedicados a contar a história deles. Mas como esses bonecos são feitos?

Idade Média: período da história da Europa que se estendeu do século 5 ao século 15.

percebem a teatralidade em festejos da cultura brasileira, em especial com o uso de bonecos como os do Carnaval de Olinda. Chame a atenção para o fato de que a presença de bonecões durante o Carnaval também acontece em outras regiões do país.

Apresente a imagem da página 100, uma fotografia com um folião vestindo um boneco gigante habitável, e as ilustrações da página 101, para contextualizar que esse tipo de boneco se caracteriza por uma estrutura geralmente feita de madeira e espuma, em que um folião veste e manipula o boneco durante as apresentações públicas.

Boneco gigante, em Olinda (PE), em 2014.

Observe estas imagens.

Geralmente, os bonecos habitáveis têm uma estrutura de madeira ou metal como base. A cabeça e as mãos podem ser feitas com materiais obtidos de técnicas de empapelamento, como o papel machê. Tecidos compõem o figurino e também são usados para cobrir o corpo dos bonecos e esconder o folião que o habita. Uma pequena janela nessa estrutura ajuda o folião a respirar e enxergar o caminho do desfile.

Empapelamento: revestir, forrar algum objeto com papel. Papel machê: técnica artística que usa pedaços de papel e cola para criar coisas, como bonecos, máscaras de carnaval e muito mais.

Segundo pesquisas históricas divulgadas em várias fontes, como o espaço cultural Embaixada dos Bonecos Gigantes de Olinda, essa tradição se inicia no Brasil, na cidade de Belém do São Francisco (PE), com relatos do uso de bonecos habitáveis gigantes em procissões religiosas que aconteciam na Europa. A partir desses relatos, um jovem chamado Gumercindo Pires teria criado o primeiro boneco gigante carnavalesco, em 1919, com as características do personagem Zé Pereira, que inspirou a criação, em 1932, do boneco

Homem da Meia-Noite. Esses dois bonecos se tornaram ícones do Carnaval pernambucano, influenciando a criação de centenas de bonecões desde então. A cada ano são escolhidas celebridades de vários segmentos, como esporte, telenovelas, literatura e outros, e personagens marcantes da tradição oral pernambucana, para serem homenageados.

+Ideias

Para propiciar mais momentos de nutrição estética, realize uma curadoria educativa com imagens de bonecos habitáveis, como

o personagem Zé Pereira e sua família. Veja um exemplo no site do Museu Zé Pereira, indicado em Sugestão para o professor.

Sugestão para o professor

• CASA da Cultura de Pernambuco – Luiz Gonzaga. Recife: Cultura PE, c2025. Disponível em: www.cultura.pe.gov.br/pa gina/espacosculturais/ca sa-da-cultura. Acesso em: 22 set. 2025.

Espaço cultural localizado no Recife abriga salas com exposições de bonecões e outros elementos da cultura pernambucana, entre outras atrações.

• HISTÓRIA dos bonecos gigantes. Recife: Embaixada dos Bonecos Gigantes, c2009-2025. Disponível em: www.bonecosgigantes deolinda.com.br/hist% C3%B3ria. Acesso em: 22 set. 2025.

Espaço cultural localizado em Olinda. Trata-se de um espaço para conhecer a história e as tradições dos bonecões.

• MUSEU do Zé Pereira. São Bento do Sapucaí: São Bento do Sapucaí TUR, c2025. Disponível em: https:// saobentotur.com.br/_cul tura/museu-do-ze-pereira/. Acesso em: 19 set. 2025.

Espaço cultural dedicado ao personagem Zé Pereira. Trata-se de um acervo com os centenários bonecões do Bloco Zé Pereira e sua família. O museu fica localizado no Mercado Municipal da cidade de São Bento do Sapucaí (SP).

BNCC

Habilidades: EF15AR08, EF15AR13, EF15AR18, EF15AR19, EF15AR20, EF15AR21, EF15AR22, EF15AR23, EF15AR24 e EF15AR25.

TCT: Multiculturalismo; Meio Ambiente.

Organize-se

• O processo de criação de bonecos habitáveis pode seguir por vários caminhos e usar diversas materialidades. Nesta proposta, sugerimos usar caixas de papelão que geralmente vêm com embalagens e outros materiais. Elas podem ser conseguidas com a ajuda dos familiares ou responsáveis e ser reutilizadas, mas é preciso tomar alguns cuidados como:

• Assegurar que a caixa não foi usada para armazenar produtos tóxicos.

• Verificar se não há restos de material de metal usado para fechar as embalagens, como grampos e outros.

• Analisar se não há outros materiais que ofereçam riscos de sufocamento ou alergias (tecidos, tintas e outros).

ENCAMINHAMENTO

Organize as materialidades em uma ambiência de ateliê móvel ou fixo, caso a escola ofereça esse recurso. Com o auxílio dos estudantes, realize a coleta e depois a categorização dos materiais, como separar aqueles que servirão para fazer o corpo do boneco, a estrutura da cabeça e outros que possam ser úteis para decorar e criar as características do personagem. Dessa forma, a coleta pode ser coletiva, e

ARTE-AVENTURA Quem vem lá?

Vimos que bonecos habitáveis são bonecos grandes, dentro dos quais cabe uma pessoa inteira ou parte do corpo de quem vai manipular o boneco. Agora, convidamos você a criar um boneco habitável com uma caixa de papelão.

Veja orientações no Encaminhamento.

MATERIAIS

• Caixa de papelão grande

• Cola

• Tecidos para fazer a roupa do boneco

• Papéis

• Tesoura com pontas arredondadas

• Tintas e pincéis

• Materiais variados para decorar o boneco

COMO FAZER

1. Peça ajuda a um adulto responsável para fazer um recorte na caixa de papelão, na altura do nariz, para você poder respirar.

2. Decore a caixa como quiser. Você pode desenhar, pintar ou usar colagens para criar as expressões do rosto.

3. Com tecidos ou papéis, crie os braços, as roupas e outros detalhes de seu boneco.

4. Com seu boneco pronto, chegou a hora de brincar com os colegas!

todos no trabalho colaborativo podem usufruir do processo e das materialidades.

Os bonecos podem ser inspirados em pessoas da comunidade, celebridades conhecidas pelos estudantes ou personagens de contos de tradição oral, entre outras possibilidades. É importante sempre lembrar e fazer combinados com os estudantes sobre a importância do respeito e de seguir os princípios da educação antirracista e da cultura de paz: nunca criar figuras que possam ofender as pessoas ou expressar ideias estereotipadas ou preconceituosas.

Sugestão para o professor

• DOCUMENTÁRIO A origem dos bonecos gigantes. Publicado por: Embaixada dos Bonecos Gigantes. 2023. 1 vídeo (ca. 13 min). Disponível em: https://youtu.be/GKWpcY TKmc0?si=ImD5ip1MT5-t592X. Acesso em: 23 set. 2025.

Esse material em documentário conta a história e cultura da origem dos personagens que hoje são patrimônios dos festejos carnavalescos de Pernambuco.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

Máscaras e mascarados

Mascarados em encenação da Cavalhada, em Pirenópolis (GO), em 2025.

Quem são esses mascarados?

Personagens brasileiros ou cavaleiros de outro lugar?

Têm roupa colorida e cavalo todo arrumado.

É dia de festar ou de lutar?

Alguns vestem amarelo, outros, preto, e há mais cores.

Em cima do cavalo se equilibram.

Por que será que fazem essas poses?

Será para desfilar ou encenar?

Que histórias contam esses cavaleiros coloridos?

QUEM SÃO esses mascarados? 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

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Habilidades: EF15AR08, EF15AR13, EF15AR18, EF15AR19, EF15AR20, EF15AR21, EF15AR22, EF15AR23, EF15AR24 e EF15AR25.

ENCAMINHAMENTO

Instigue a observação e a leitura da imagem, fazendo perguntas como: você conhece as Cavalhadas? Como as conheceu? A imagem dessa manifestação artística lembra alguma outra dança ou festividade?

• Frevo (Nordeste) – dança de rua e de salão de coreografia improvisada e acrobática.

• Fandango (Sul/Sudeste) –várias danças populares.

• Cururu (Centro-Oeste) –canções cantadas por dois violeiros que disputam versos e repentes.

• Dança das Fitas (Sul) – dança coreografada em forma de ciranda, em que os participantes giram segurando fitas em torno de um mastro.

• Boi-bumbá (Norte/Nordeste) – dança com personagens humanos e animais que contam a história da morte e ressurreição do boi.

• Jongo ou Caxambu (Sudeste) – roda de dançarinos em que o solista, no meio, puxa os cantos, que são respondidos pelo coro.

• Siriri (Centro-Oeste) – dança que lembra brincadeiras indígenas.

• Coco (Nordeste) – dança acompanhada por ganzá ou pandeiro e batidas de pés; pode ou não ser cantada.

• Moda de viola (Sudeste/ Centro-Oeste) – música caipira brasileira.

• Quadrilha (todo o Brasil) –parte das comemorações de Festa Junina.

27/09/25 19:34

Proponha aos estudantes que pesquisem sobre a cultura popular brasileira na região onde vivem. Conhecer e apreciar diferentes linguagens da dança, local e globalmente, amplia o repertório e ajuda no processo de aprender e ensinar Arte.

A diversidade cultural de nosso país surgiu de uma grande mistura de culturas regionais, cada qual com canções e danças de características marcantes.

Sugerimos pesquisar as seguintes danças e músicas das manifestações culturais do Brasil:

Acompanhe como os estudantes participam de momentos de apreciação de imagens, como se expressam oralmente e colocam suas hipóteses. Também é importante combinar com os estudantes como serão feitos os registros das propostas de ação criadora (processos e produção na dança).

Sugestão para o professor

• CAVALHADAS. Publicado por: Câmara dos Deputados. 2017. 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: www.youtube. com/watch?v=SJjL2CO_8h4. Acesso em: 19 set. 2025. Reportagem sobre as Cavalhadas.

BNCC

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TCT: Multiculturalismo.

ENCAMINHAMENTO

Tendo como nutrição estética a fotografia e o texto poético da página 103, retome a conversa sobre as manifestações culturais, agora investigando as danças dramáticas, em especial as Cavalhadas de Pirenópolis. Proponha aos estudantes que se expressem sobre como notam o figurino presente na imagem, como as máscaras de boi. Chame a atenção para que observem as roupas coloridas e a interpretação dos foliões dos personagens e suas manobras acrobáticas a cavalo. As cores dos figurinos e adereços têm significados, como o uso da cor vermelha representando os mouros e da cor azul para os cristãos, o que identifica cada lado nas encenações de batalha em campo. Contextualize que mouros é um termo genérico usado para se referir aos povos muçulmanos do Norte da África, que ocuparam a Península Ibérica, na Europa, no século VIII. Na sequência, proponha aos estudantes que se expressem sobre os festejos que ocorrem em suas localidades. As questões no Livro do estudante podem ajudar a iniciar a conversa, mas você pode trazer outras e ampliar a pesquisa.

Na questão 1 , espera-se que os estudantes relatem o que acontece em sua região. Os estudantes podem realizar uma pesquisa prévia sobre quais são as principais características dos festejos que ocorrem na região em que vivem. No item a, espe -

1 No lugar onde você mora, existem apresentações de danças que contam histórias, como Caboclinhos, Cavalhadas, Maracatus e danças de Festa Junina?

Veja orientações no Encaminhamento.

a) Como são os movimentos, os figurinos, os ritmos e outros elementos?

b) Quais histórias essas danças contam?

c) Escreva no caderno o que descobriu na pesquisa. Depois, compartilhe com os colegas e o professor.

No Brasil, existem muitas manifestações de danças dramáticas que misturam duas linguagens: a dança e o teatro. Cada dança tem passos e movimentos próprios e também uma história a ser contada com gestos, falas, cantos e encenações. As roupas, as músicas e os modos de dançar apresentam ao público a história que está sendo contada.

No município de Pirenópolis (GO), há uma dança dramática conhecida como Cavalhadas de Pirenópolis. Trata-se de uma tradição de origem europeia, com coreografias em que as pessoas se movimentam e se equilibram sobre os cavalos, representando a história de cavaleiros que se enfrentam em um campo de batalha.

Enquanto as cavalhadas são encenadas, os curucucus, foliões mascarados, percorrem a cidade divertindo o público com acrobacias e brincadeiras.

DESCUBRA MAIS

• MELLO, Roger. Cavalhadas de Pirenópolis. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2018. Com heróis e vilões, as cavalhadas mostram uma luta do bem contra o mal. Nessa história, durante as Cavalhadas de Pirenópolis, um rapaz apaixonado quer entregar uma flor para sua amada, mas ele nem imagina quantos desafios terá de vencer para conseguir.

1. a), b) e c) Respostas pessoais. Oriente os estudantes a pesquisar as danças e a conversar com alguns adultos que moram há muito tempo na região onde eles vivem para que contem as histórias desses festejos.

ra-se que os estudantes analisem os movimentos que são realizados pelos foliões, como se vestem e quais são os ritmos de danças e músicas que fazem parte dessa manifestação tradicional. No item b, retome as noções de danças dramáticas contextualizando que essas manifestações contam histórias que são expressas por canções e movimentos dançados em coreografias ensinadas de modo tradicional, ou seja, geralmente pela oralidade e por práticas artísticas perpetuadas de gera-

ção em geração. As danças dramáticas podem integrar vários elementos teatrais, como encenações, figurinos e adereços, cenários e canções que expressam narrativa e emoções. São exemplos de manifestações que misturam várias linguagens e elementos das nossas matrizes culturais. Proponha aos estudantes que levantem as histórias que fazem parte dessas narrativas. No item c, para ampliar, os estudantes podem realizar desenhos para expressar suas descobertas visualmente.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ARTE-AVENTURA Máscaras

Comente que as máscaras também ajudavam a projetar a voz do ator melhorando a acústica do som.

Desde tempos remotos, as pessoas já usavam máscaras em rituais e cerimônias religiosas mundo afora. Na Grécia antiga, máscaras eram utilizadas no teatro para expressar sentimentos e a personalidade dos personagens. Dessa prática surgiu o símbolo da linguagem teatral, as máscaras que representam a tragédia e a comédia.

Atualmente, as máscaras ainda são importantes em muitas manifestações culturais, como os curucucus. Mas como são feitas?

Vamos fazer uma máscara? Com uma caixa de papelão, colagens e pinturas, você pode criar um cavalo ou um boi.

MATERIAIS

• Um saco de papel kraft

• Tinta guache em várias cores

• Pincéis

• Material para limpeza

COMO FAZER

• Potes para água

• Caixas de papelão

• Riscadores

• Cola

• Tesoura com pontas arredondadas

1. Escolha um personagem e crie desenhos para planejar as formas e as cores de sua máscara.

3. Crie o personagem com colagens, desenhos e pinturas. Explore as texturas, as formas, as tonalidades e outros elementos.

4. Decore como quiser. Inicie por uma base maior como uma caixa de papelão e depois acrescente os acessórios.

5. Não se esqueça de deixar partes abertas na máscara para poder enxergar e respirar.

2. Faça uma base para a máscara. Use caixas de sapato, por exemplo, ou sacolas de papelão.

BNCC

Habilidades: EF15AR08, EF15AR13, EF15AR18, EF15AR23, EF15AR24 e EF15AR25.

Organize-se

• Para esta proposta, tenha em mãos os seguintes materiais: saco de papel kraft, tinta guache em várias cores, pincéis, material para limpeza, potes para água, caixas de papelão, riscadores, cola e tesoura com pontas arredondadas.

ENCAMINHAMENTO

Combine com os estudantes os materiais que serão usados para fazer a proposta da seção Arte-aventura e diga que podem pesquisar mais formas de como fazer uma máscara. Crie uma ambiência de ateliê (móvel) para esta produção, caso a escola não tenha um espaço físico. Contextualize que, nos meses que

antecedem os festejos das Cavalhadas, artesãos se reúnem em casas de produção desses materiais, na cidade de Pirenópolis (GO).

+Ideias

Sugerimos realizar apresentações a partir do que os estudantes descobriram nos momentos de roda de conversa e pesquisa a respeito dos ritmos musicais, das danças e da teatralidade nos festejos da tradição brasileira. Uma seção com vídeos e escuta de áudios pode ser organizada e fazer parte das apresentações.

Sugerimos trazer vídeos para que os estudantes possam apreciar as danças dramáticas de Pirenópolis. Mostre também imagens da tradição dos curucucus e as máscaras usadas pelos cavaleiros e seus movimentos acrobáticos.

Sugestão para o professor

• CAVALHADAS de Pirenópolis: curta-metragem. Publicado por: Fora da estante: Kethullin Rezende. 2021. 1 vídeo (ca. 16 min). Disponível em: https://youtu.be/ JmR6vMi6DKg?si=L5a-vQ N2eLqUMEIa. Acesso em: 22 set. 2025.

Filme de curta-metragem inspirado no livro Cavalhadas de Pirenópolis, de Roger Melo. Conta a história do menino Arlindo, que colhe uma flor do Cerrado para entregar à personagem Lucinda, uma menina pela qual ele está apaixonado. Mas a aventura se desenrola com o dono da flor, o pássaro Carcará, indo buscá-la. Toda a narrativa acontece em meio ao festejo das Cavalhadas de Pirenópolis (GO).

Máscaras teatrais gregas.

BNCC

Habilidades: EF15AR18, EF15AR19, EF15AR20, EF15AR21, EF15AR22, EF15AR24 e EF15AR25.

TCT: Multiculturalismo.

Organize-se

• Para a confecção dos marotes, combine com os estudantes que eles podem usar materiais dos mais variados, desde bola de isopor (cabeça) a tecidos ou retalhos de papel para o figurino (corpo). Proponha a eles que pesquisem quais materiais podem usar para dar as características dos personagens, como criar cabelos com fios de lã e usar adereços como chapéus, óculos e outros materiais para dar maior efeito ao figurino e visualidade aos bonecos.

ENCAMINHAMENTO

Aproveite este momento para fazer uma sondagem sobre o que os estudantes sabem a respeito do teatro de bonecos. Você também pode trazer um pouco da história do teatro de bonecos para ampliar o repertório sobre esse tema e orientar para que realizem mais pesquisas. Propomos retomar a apreciação de imagens e textos do infográfico Somos muitos, presente nas páginas 46 e 47 deste volume. Nele são apresentados vários tipos de teatro de animação com bonecos. Converse com os estudantes sobre o que já sabem e contextualize sobre os bonecos de vara, apresentando o marote como um boneco que tem como estrutura uma vara presa à cabeça.

Marotes

Há uma variação dos bonecos gigantes que é feita com vários materiais e é manipulada por varas. Um exemplo disso são os marotes, que são feitos por artesãos e desfilam nas ruas nas mãos dos foliões.

Marote é uma versão simplificada do boneco de vara. Por ter os braços flexíveis, é possível criar movimentos e gestos muito divertidos e bonitos com eles, fazendo até mesmo movimentos dançados!

CAROL SARTORI

ARTE-AVENTURA Marotes para brincar

O ator ou atriz que manipula um marote o faz sem o controle das mãos do personagem, movimentando o corpo e a cabeça (girando, indo para a frente, para trás, dando pulos e outros) com variações de expressões e velocidades (de forma rápida ou lenta), dependendo da narrativa e do personagem.

• Bola de isopor

Vamos criar marotes e brincar com esses bonecos? Espera-se que os estudantes possam descobrir mais sobre o marote. Esse tipo de boneco pode ser manipulado de muitas formas, explorando os movimentos dos braços, dando graça e beleza aos movimentos e gestos dos personagens.

• Cabo de vassoura

• Retalhos de tecido, fios de lã ou papel

• Canetas ou tinta guache

• Cola MATERIAIS

COMO FAZER

1. Seu marote é um personagem. Quais são suas características? No caderno, crie desenhos para planejar como seu boneco poderá ser construído.

3. Prenda a bola de isopor em uma das extremidades do cabo de vassoura.

5. Coloque mais detalhes como cabelos e adereços usando diferentes materialidades, como fios de lã, retalhos de papel e tecido.

6. Para a roupa, faça uma saia de tecido ou papel e prenda no cabo de vassoura próximo da cabeça.

7. Está pronto seu marote! É só brincar inventando histórias ou desfilando pela escola.

1. Resposta pessoal. É importante que os estudantes descrevam características físicas e de personalidade do personagem criado.

2. Em seguida, pesquise os materiais que você vai usar para criar seu marote. Converse com os colegas, para verificar quais materiais são mais adequados.

Resposta pessoal.

4. Na bola de isopor, desenhe e pinte a expressão do rosto.

Oriente os estudantes sobre a construção, auxiliando-os na organização dos materiais e esclarecendo dúvidas quanto ao processo de criação. Diga que a partir da descrição das características do personagem eles poderão elaborar melhor a escolha de materiais e do processo na criação dos bonecos.

Eles devem construir os marotes e, depois, manipulá-los de forma lúdica, explorando as várias possibilidades expressivas com esse tipo de boneco no teatro de animação. Sobre a manipulação dos bonecos, oriente os estudantes a criar efeitos vocais e movimentações a partir das características dos personagens.

+Ideias

Diga aos estudantes que podem usar a mesma proposta feita nas páginas 54 e 55, quando construíram o mamulengo, para fazer a parte da cabeça dos marotes.

Sugestão para o professor

• PASSO a passo: marote. Publicado por: Giramundo. 2025. 1 vídeo ( ca. 2 min).

Disponível em: https:// youtu.be/VyVJ_Mut-iQ?si= aRyvKuoeJN778YQi. Acesso em: 22 set. 2025.

Vídeo sobre uma proposta de construção e manipulação de marote. Esse material pertence a uma série de seis vídeos, Bonecos passo a passo, que contextualizam e ensinam como fazer e manipular bonecos para o teatro de animação. Realizado a partir do projeto “Exposição Giramundo 50 anos – Circulação”.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

Habilidades: EF15AR08, EF15AR13, EF15AR18, EF15AR23, EF15AR24 e EF15AR25.

TCT: Cidadania e Civismo.

ENCAMINHAMENTO

Incentive o diálogo com os estudantes sobre os direitos universais das crianças e amplie a conversa perguntando se sabem da existência de outras leis que visam proteger os direitos de outros segmentos da população, como pessoas idosas e indígenas, e, também, os direitos dos animais. Pergunte: Será que existem outras leis? O que acham dessa iniciativa de órgãos e instituições?

Comente com os estudantes que há diversas maneiras de fazer teatro. Converse com eles sobre as seguintes questões: Você sabe como é a montagem de uma peça teatral? Já assistiu a um espetáculo teatral? Você acha que os direitos das crianças podem ser um tema inspirador para uma peça de teatro? Ou um bom tema para improvisar uma cena?

A arte do teatro é construída por muitas mãos, vozes, corpos, sons, objetos, bonecos, imagens, palavras etc. Uma linguagem artística só acontece porque existe um grupo de profissionais empenhados nessa arte.

Observe e avalie como os estudantes se relacionam e se expressam sobre temas transversais, como ética, educação para a paz e direitos humanos. Também é importante desenvolver sentimentos de pertencimento tanto em relação à produção quanto à avaliação.

Desfilando os direitos das crianças

Toda criança tem direitos

Princípio 1

A igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade.

Princípio 2

Direito à especial proteção para o seu desenvolvimento físico mental e social.

Princípio 3 Direito a um nome e a uma nacionalidade.

Princípio 4

Direito a alimentação, moradia e assistência médica adequadas para a criança e a mãe.

Princípio 5 Direito à educação e a cuidados especiais para a criança com deficiência física ou intelectual.

Princípio 6 Direito ao amor e à compreensão por parte dos pais e da sociedade.

Princípio 7 Direito à educação gratuita e ao lazer infantil.

Princípio 8

Direito a ser socorrido em primeiro lugar, em caso de catástrofes.

Princípio 9 Direito a ser protegido contra o abandono e a exploração no trabalho.

Princípio 10 Direito a crescer dentro de um espírito de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.

Leia mais sobre esses direitos em: EMPRESA BRASILEIRA DE COMUNICAÇÃO. O que diz a Declaração Universal dos Direitos das Crianças? Brasília, DF: EBC, 3 out. 2012. Disponível em: https://memoria.ebc.com. br/infantil/voce-sabia/2012/10/declaracao-universal-dos-direitos-das-criancas. Acesso em: 15 ago. 2025.

CAROL SARTORI

As manifestações culturais tradicionais podem misturar teatro, música e dança. Práticas artísticas também podem tratar de temas antigos como lendas e histórias do Brasil, assim como de assuntos atuais que mobilizam a opinião das pessoas.

Um texto de um livro, uma história contada por alguém ou até mesmo as leis podem ser temas da arte de rua, mobilizando várias pessoas a refletir e debater sobre eles.

Há décadas, muitas pessoas vêm se organizando para exigir que os direitos das crianças sejam cumpridos e respeitados. Mas, até hoje, em muitos lugares, isso ainda não é realidade. Você sabe se em sua cidade há grupos que lutam pelos direitos das crianças?

Todos na escola e os familiares também podem e devem ajudar. Devemos respeitar os direitos de todas as crianças e pedir ajuda quando esses direitos não são respeitados!

A Organização das Nações Unidas (ONU), em 1959, criou a Declaração dos Direitos da Criança, que traz os 10 princípios fundamentais.

Que tal conhecer esses direitos, criar uma peça teatral de bonecos sobre eles e apresentar para toda a escola? Seu grupo de teatro da escola pode, com a orientação do professor, convidar familiares e pessoas da comunidade.

1. Estude o texto sobre os direitos das crianças.

2. Escolha trechos e faça uma adaptação para encená-los com bonecos habitáveis ou marotes.

3. Anote no caderno o que cada boneco vai falar e ensaie as falas para a apresentação.

4. Organize uma apresentação com seus bonecos para os colegas e toda a comunidade!

Adaptação é quando escolhemos um texto literário que já existe e fazemos ajustes para outra linguagem, como o teatro. Devemos pensar nos personagens, em suas falas e ações em cena e em elementos como cenários, figurinos e outros.

27/09/25 19:34

+Ideias

Nesta seção, a mediação cultural também pode ser potencializada na área do teatro. Assim, seja um dinamizador cultural: veja se em sua cidade há casa de cultura e leve os estudantes até lá, para que tenham contato com a linguagem do teatro.

Sugestão para o professor

• CONVENÇÃO sobre os direitos da criança e protocolos facultativos. Unicef, c2025. Disponível em: www. unicef.pt/media/2766/uni cef_convenc-a-o_dos_di reitos_da_crianca.pdf. Acesso em: 19 set. 2025. Esse documento complementa a Declaração dos Direitos da Criança e reafirma o compromisso da maioria dos países do mundo em defender os direitos de crianças e adolescentes.

• DECLARAÇÃO dos Direitos da Criança. Unicef, c2025. Disponível em: www.unicef. org/brazil/media/22026/ file/declaracao-dos-direi tos-da-crianca-1959.pdf. Acesso em: 19 set. 2025. Esse documento determina os direitos de crianças e adolescentes no mundo.

BNCC

Habilidades: EF15AR18, EF15AR19, EF15AR20, EF15AR21, EF15AR22 e EF15AR25.

TCT: Multiculturalismo.

Organize-se

• Para esta proposta, tenha em mãos os seguintes materiais: retalhos de papel, fita adesiva, garrafa PET grande, fios de lã, cola, retalhos de tecido, folhas de papel sulfite, tesoura com pontas arredondadas, cabo de madeira, varetas de madeira, folhas de papel-cartão e riscadores.

ENCAMINHAMENTO

Nesta proposta de ação criadora, é apresentada mais uma forma de teatro de animação: o boneco de vara. Trata-se de um tipo de boneco manipulado por meio de varas, geralmente de madeira ou plástico. O boneco é manipulado de baixo para cima, e seu manipulador não aparece em cena. O teatro de varas é uma manifestação artístico-cultural muito presente na região Nordeste. O Brasil apresenta uma diversidade cultural muito rica e marcante, tendo um vasto acervo de bens imateriais: histórias que estão “na boca do povo”, nos contos de tradição oral, nos causos e lendas. Comente com os estudantes que existem pessoas que se dedicam a pesquisar essas histórias, chamadas de folcloristas.

Na proposta 1, a pesquisa de histórias e possíveis per-

ARTE EM PROJETOS Criar e desfilar

1. a), b) e c) Respostas pessoais. Oriente os estudantes a procurar informações em livros, revistas ou sites confiáveis com

Neste projeto, trazemos mais sugestões para você criar bonecos e fazer um desfile na escola.

A proposta é fazer este trabalho em grupo, seu grupo de teatro!

a supervisão de adultos responsáveis. Eles podem, também, entrevistar familiares ou membros da comunidade em que vivem. NÃO

1 Pesquisem histórias de sua cidade e escolham um personagem fictício ou uma personalidade para se inspirar e criar seu boneco. Para isso, respondam no caderno às seguintes questões.

a) Quem são os personagens conhecidos da cultura de sua cidade? Qual vocês vão escolher?

b) Escolham um personagem e investiguem histórias orais ou livros sobre ele.

c) Justifiquem sua escolha escrevendo os motivos que levaram a homenagear esse personagem.

2 Depois que escolherem o personagem, façam desenhos em folhas de papel avulsas para estudar sua fisionomia, seu estilo de figurino, entre outros detalhes visuais do boneco.

Agora, vamos criar personagens na forma de um boneco de vara?

MATERIAIS

retalhos de papel

fios de lã cola

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

folhas de papel sulfite

cabo de madeira (de vassoura ou outro)

varetas de madeira

fita adesiva garrafa PET grande

retalhos de tecido tesoura com pontas arredondadas

folhas de papel-cartão

riscadores (canetas hidrográficas ou lápis de cor)

2. Incentive os estudantes a pesquisar personagens e histórias locais para criarem seus bonecos. Se possível, convide os familiares para participar desse projeto.

sonagens da localidade é fundamental: incentive os estudantes a buscar histórias interessantes e personagens curiosos da região em que vivem, sempre garantindo o respeito às diferenças socioculturais. Incentive a participação de familiares ou responsáveis nessa pesquisa, contando histórias da região ou auxiliando os estudantes na pesquisa.

Na criação dos bonecos de vara, os estudantes também podem usar papel-cartão e outras materialidades que você oferecer: um chapéu, orelhas grandes com brincos, bigodes etc.

ESCREVA NO LIVRO.

1. Pegue seus estudos, as folhas de papel sulfite e os riscadores. Desenhe as formas dos olhos, da boca e do nariz de seu boneco.

Dica: preste atenção ao tamanho desses desenhos, pois eles devem caber na garrafa PET, que será o rosto do boneco.

4. Passe cola na boca da garrafa e, depois, encaixe o cabo de vassoura.

Luvas preenchidas com papel, ou

5. Crie roupas para seu boneco com retalhos coloridos de tecido, pedaços de papel e outros materiais.

mesmo vazias, podem ser uma opção para fazer as mãos dos bonecos.

6. Os braços e as mãos podem ser criados com partes de garrafas PET ou com recortes de papel-cartão.

ESTA É A MINHA ARTE!

ESTA É A MINHA ARTE!

2. Recorte os olhos, o nariz e a boca e cole com fita adesiva sobre a garrafa PET.

3. Para fazer o cabelo, faça mechas com fios de lã e prenda cada uma delas com fita adesiva. Você também pode usar tiras coloridas de tecido, de plástico ou de papel para isso.

7. Para manipular e dar vida ao seu boneco, prenda as varetas de madeira nas mãos dele, improvise os movimentos e a voz do personagem.

Organize um desfile na escola. Que tal criar um bloco como nos festejos tradicionais?

+Ideias

É possível ampliar e complementar a proposta sugerindo aos estudantes que, depois de finalizados os bonecos e encenadas as histórias, criem outros bonecos de vara, usando a imaginação e se inspirando em seres fantásticos (monstros, extraterrestres, animais assustadores, criaturas marinhas).

Sugestão para o professor

• O MESTRE marionetista: como é o trabalho de um marionetista? Publicado por: Itaú Cultural. 2014. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: www.itaucultural.org. br/ocupacao/giramundo -teatro-de-bonecos/o-mes tre-marionetista/. Acesso em: 19 set. 2025.

O vídeo mostra o trabalho do grupo mineiro Giramundo Teatro de Bonecos, esclarecendo o trabalho do marionetista. Na página do vídeo ainda há materiais sobre outras técnicas de manipulação de bonecos.

27/09/25 19:34

ENCAMINHAMENTO

Na proposta 1 , se achar oportuno, pesquise na internet algumas manifestações culturais brasileiras e apresente-as aos estudantes. Lembre-os de que há manifestações culturais que podem ser mais frequentes em uma região, porém podem ocorrer em outras regiões também.

Para a proposta 2 , comente com os estudantes que na cultura brasileira há festejos que acontecem em apenas uma região e outros que são mais frequentes em uma região, mas também são encontrados em outras. Na proposta 3 , acrescente que o Carnaval é um evento cultural frequente em todo o Brasil, embora tenha características próprias em cada lugar.

Para a proposta 4, sugira que retomem a proposta sobre as pesquisas e estudos acerca dos ritmos brasileiros, na dança e na música, e instigue-os a refletir sobre quais ritmos são encontrados na região em que vivem.

PARA REVER O QUE APRENDI

1 Observe algumas imagens ilustrativas de danças e festas brasileiras.

11. Vanerão
1. Jongo
2. Boi-bumbá
3. Kuarup
4. Catira
5. Cavalhadas de Pirenópolis
6. Carnaval
7. Maracatu
8. Frevo
9. Congada
10. Reisado
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Agora, relacione as danças e as festas com as regiões brasileiras. Escreva em seu caderno os números indicados na legenda de cada ilustração ao lado dos nomes das regiões em que elas costumam acontecer.

Região Norte 2, 6 e 10

Região Nordeste 2, 6, 7, 8 e 10

Região Centro-Oeste 3, 4, 5, 6 e 10

Região Sudeste 1, 4, 6, 9 e 10

Região Sul 6, 10 e 11

Espera-se que os estudantes pesquisem os festejos, os ritmos musicais e as danças brasileiras espalhadas pelo território nacional e relacionem o nome da dança ou festa à região brasileira em que ocorrem com maior frequência.

2 Em seu caderno, copie a alternativa correta sobre a frase a seguir.

A palavra cultura pode ter vários significados, dependendo do contexto em que é empregada. Pensando no que estudamos nesta unidade, cultura significa:

a) tudo o que se sabe e o que se faz em uma sociedade. X

b) apenas o que aprendemos com nossos familiares.

c) o que aprendemos apenas na escola.

d) o cultivo de alimentos.

3 Sabemos que por todo o Brasil há festejos, ritmos, músicas e danças da cultura popular. Alguns acontecem em apenas uma região, e outros acontecem em mais de uma região do país.

Qual é o nome de um festejo que acontece em todo o território brasileiro?

Os estudantes podem mencionar o Carnaval ou o Reisado.

4 Quais ritmos estão presentes em sua região? Resposta pessoal.

a) Escolha um desses ritmos e descreva-o. Resposta pessoal.

b) Depois, em uma folha de papel avulsa, desenhe o ritmo que você escolheu. Resposta pessoal.

5 O que são bonecos habitáveis?

Bonecos habitáveis são bonecos manipulados de dentro por artistas.

6 O que são marotes?

Os marotes são uma versão simplificada do boneco de vara. Por ter os braços flexíveis, é possível criar movimentos e gestos muito divertidos e bonitos, fazendo até mesmo movimentos dançados.

Nesta seção, propõe-se um momento para uma avaliação processual. Com o acompanhamento da aprendizagem, é possível identificar conhecimentos individuais conquistados nos estudos ao longo da unidade, retomar e avaliar habilidades e conteúdos estudados e identificar possíveis dificuldades. Sugere-se olhar e avaliar os objetivos da unidade tendo como base todas as situações avaliativas propostas. Além das atividades da seção, os portfólios físicos e/ou eletrônicos, os cadernos e outras produções e registros criados podem ser considerados. Nesse sentido, é importante também retomar situações avaliativas em que a presença do corpo se fez potente nos estudantes, principalmente em propostas com dança, teatro, música, performance e outras linguagens, uma vez que a arte se faz com base em vários contextos, elementos e materialidades, incluindo o corpo. Tendo em vista que cada pessoa pode ter experiências diversas com a Arte, é importante avaliar a qualidade dos encontros que os estudantes tiveram com essa área de conhecimento em suas diferentes linguagens. Caso identifique que algumas experiências não foram vividas, sugere-se oferecer novas oportunidades de ação criadora em que desenvolvam competências e habilidades e criem com autonomia a partir de poéticas autorais. Proporcionar conversas em grupo sobre as próprias produções pode ser uma ação positiva para a autoavaliação e a percepção da potência expressiva de cada um.

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, a proposta de estudo tem como foco: músicos brasileiros e estrangeiros; estilos musicais; corpo, voz e movimento; instrumentos musicais brasileiros; improvisações; embolada; harmonia, ritmo e melodia; timbre; coreografia; canção indígena; articulações e movimentos corporais; dança e música afro-brasileira; fontes sonoras; música e sons da natureza; percussão corporal. No capítulo 1 são abordados estilos musicais e instrumentos musicais brasileiros. No capítulo 2, o foco são as canções brasileiras de diferentes matrizes culturais, com destaque para a música indígena.

Objetivos

• Participar de momentos de fruição e leitura de textos poéticos e imagens, com foco no processo de criação em grupo.

• Identificar e usar em suas produções elementos da linguagem visual; da dança e da música.

• Criar com autonomia, criatividade e poética em diferentes linguagens, participando de ações criadoras na dança e na música, conhecendo e se expressando por meio de ritmos brasileiros e brincadeiras cantadas e dançadas.

• Identificar, explorar e escolher diferentes materialidades para se expressar em diferentes linguagens, percebendo também o corpo como materialidade expressiva.

BNCC

Competências gerais: 1, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9.

Competências específicas: 1, 3, 4, 5, 8 e 9.

ARTE NA BAGAGEM

Sons, imagens, muitas maneiras de sentir a vida, lembranças que guardamos na memória! Tudo faz parte de nossa bagagem cultural. Cada pessoa constrói sua trajetória. Como brasileiros, juntos construímos nossa arte e nossa história.

1 Vamos procurar estas imagens no livro?

Em seu caderno, escreva o número da página em que você encontrou cada imagem. O que será que vamos estudar?

TROCAS CULTURAIS

Como exercício inicial, propõe-se um jogo em que os estudantes buscam as imagens desta abertura dentro da unidade. Instrua-os a observar cada

imagem e a ler as palavras. Na roda de conversa, pergunte sobre suas interpretações e seus saberes prévios. Este pode ser um momento potente de avaliação diagnóstica.

Habilidades:

(EF15AR08) Experimentar e apreciar formas distintas de manifestações da dança presentes em diferentes contextos, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório corporal.

(EF15AR13) Identificar e apreciar criticamente diversas formas e gêneros de expressão musical, reconhecendo e analisando os usos e as funções da música em diversos contextos de circulação, em especial, aqueles da vida cotidiana.

(EF15AR14) Perceber e explorar os elementos constitutivos da música (altura, intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), por meio de jogos, brincadeiras, canções e práticas diversas de composição/criação, execução e apreciação musical.

(EF15AR15) Explorar fontes sonoras diversas, como as existentes no próprio corpo (palmas, voz, percussão corporal), na natureza e em objetos cotidianos, reconhecendo os elementos constitutivos da música e as características de instrumentos musicais variados.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BATUCADAS

(EF15AR16) Explorar diferentes formas de registro musical não convencional (representação gráfica de sons, partituras criativas etc.), bem como procedimentos e técnicas de registro em áudio e audiovisual, e reconhecer a notação musical convencional.

(EF15AR17) Experimentar improvisações, composições e sonorização de histórias,

entre outros, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos musicais convencionais ou não convencionais, de modo individual, coletivo e colaborativo.

(EF15AR23) Reconhecer e experimentar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens artísticas.

(EF15AR24) Caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças, canções e histórias de diferentes matrizes estéticas e culturais.

(EF15AR25) Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.

(EF15AR26) Explorar diferentes tecnologias e recursos digitais (multimeios, animações, jogos eletrônicos, gravações em áudio e vídeo, fotografia, softwares etc.) nos processos de criação artística.

TCT: Meio Ambiente: Educação Ambiental; Multiculturalismo: Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras.

ENCAMINHAMENTO

Na abertura da unidade, propõe-se um jogo em clima de caça ao tesouro. Oriente os estudantes na observação das imagens apresentadas em momento de nutrição estética e roda de conversa. Proponha a eles que se expressem oralmente criando hipóteses sobre as relações entre as imagens e as palavras. O objetivo é que, pela atividade lúdica, os estudantes possam ser apresentados a saberes e vocabulário do universo da arte, além de propor uma ramificação no pensamento com as imagens e palavras-chave, que apresentam os principais conteúdos que serão trabalhados ao longo da unidade.

BNCC

Habilidades: EF15AR13 e EF15AR15.

ENCAMINHAMENTO

Para dar início ao trabalho, promova uma seção de escuta musical da obra do cantor e compositor Lenine. Há vários links disponíveis na internet (veja indicação em Sugestão para o professor). Levante os conhecimentos prévios dos estudantes sobre esse artista; em seguida, leia com eles o texto e sensibilize-os para a leitura e apreciação das imagens.

Proponha aos estudantes que se reúnam em grupos e conversem sobre a imagem. Comente que se trata do registro de um show do músico com a Spok Frevo Orquestra realizado em São Paulo (SP). Pergunte aos estudantes: o que podemos ver no palco? Quantos músicos acompanham Lenine? Quais instrumentos musicais eles estão tocando?

Instigue os estudantes a se expressar oralmente e converse com eles sobre as diferentes facetas de Lenine – compositor, letrista, cantor e instrumentista – e a versatilidade dele ao apresentar-se no palco, tanto como solista quanto acompanhado por outros músicos, seja um pequeno grupo com instrumentos acústicos, uma banda, seja até mesmo uma orquestra. Proponha aos estudantes que escrevam nos cadernos de artista sobre o que eles podem utilizar para fazer música. Comente que todos

NOSSA MÚSICA, NOSSA ARTE!

podem criar música utilizando diferentes recursos e materialidades. É importante que os estudantes tenham meios de se expressar na música. Além da voz e do corpo, há instrumentos musicais convencionais e não convencionais. Por meio desses recursos, eles podem expressar sensações, poéticas pessoais, ideias, contar histórias e outras possibilidades.

Na mediação cultural, proponha a leitura da imagem (fotografia e ilustrações) que compõe as páginas.

VENHA TOCAR E CANTAR!

Jack Soul brasileiro

Do tempero, do batuque [...]

Do samba na passarela, Dessa alma brasileira

JACK Soul brasileiro. Compositor e intérprete: Lenine. In: NA PRESSÃO. Brasil: Sony BMG, 1999. CD, faixa 1.

Há muitas maneiras de criar na música. O canto é a música feita com a voz. Existem diversos instrumentos musicais, que podem ser eletrônicos ou feitos de metal, bambu, cerâmica, madeira e muito mais! Vamos estudar a música popular brasileira e conhecer poetas, compositores, instrumentistas e cantores?

Venha tocar e cantar!

Montagem de ilustração com fotografia de show do cantor e compositor Lenine com Spok Frevo Orquestra, em São Paulo (SP), em 2025.

Acompanhe como os estudantes participam do momento de leitura e apreciação da imagem, observando como expressam oralmente suas hipóteses.

27/09/25 20:26

Cada lugar no mundo tem sua história, com os povos que ali viviam e aqueles que vieram de outros lugares. O modo de ser de cada povo é o que forma a cultura de cada lugar. Para compreender a arte e cultura brasileiras, precisamos ter um olhar ampliado, interdisciplinar e transdisciplinar, e conhecer a nossa Geografia e a nossa História. É necessário fazer estudos sobre como nossa nação se formou em vários aspectos e como as pessoas vindas de vários lugares, como África e Europa, se encontraram com as pessoas que já viviam aqui, os povos indígenas,

e como foi esse encontro, em que condições isso aconteceu, em que locais físicos e culturais isso tudo ocorreu. Como as pessoas pensavam e quais eram seus valores no passado? O que vem mudando para formar a nossa brasilidade e mentalidade contemporânea?

O encontro entre esses povos mudou a paisagem, as formas de construir as cidades, o modo de viver nelas, a língua, os valores, os costumes, enfim, a cultura e a arte. Esses são fenômenos que influenciaram a arte e a cultura do nosso país. Conhecer o Brasil e compreender seu povo exige estudos complexos que passam por essa investigação. Assim, esta proposta constitui um trabalho multidisciplinar, que envolve conhecimentos de História, Geografia e Sociologia, essenciais para compreender a complexa formação do povo brasileiro. Explique aos estudantes que, durante as guerras mundiais, a Primeira Guerra (1914-1918) e a Segunda Guerra (1939-1945), milhares de migrantes fugiram dos conflitos e vieram para o Brasil, como italianos, japoneses, alemães e outros povos. Esse movimento contribuiu para a formação de uma sociedade diversa e multicultural, característica marcante do nosso país.

Sugestão para o professor

• LENINE. c2025. Disponível em: http://www.lenine.com. br. Acesso em: 18 set. 2025. Página oficial do cantor e compositor Lenine, em que estão disponíveis a agenda de shows , sua biografia e discografia.

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR15 e EF15AR24.

ENCAMINHAMENTO

Pesquise a música Chiclete com banana (veja indicação em Sugestão para o professor) para um momento de escuta sensível.

Levante os conhecimentos prévios dos estudantes e sensibilize-os para o estudo. Leia a letra da canção com os estudantes e permita que explorem as sonoridades das palavras.

Na proposta 1 , converse com os estudantes sobre como eles se percebem ao explorar o tema da identidade cultural e artística do povo brasileiro. Instigue-os a se expressar sobre as sensações, sentimento de pertencimento e identificação com produções e contextos de arte e cultura. É importante destacar que, sendo o Brasil um país multicultural, as expressões dos estudantes sobre o tema podem ser plurais.

Na proposta 2 , promova um momento de fruição e nutrição estética, apresentando a eles o áudio da canção Chiclete com banana . Essa canção foi popularizada por Jackson do Pandeiro em 1959 e, no áudio, é interpretada por Zélia Duncan junto a um coro infantil, acompanhada de instrumentos (acordeom, violão, tamborim, sanfona, clarinete, bateria e contrabaixo). Sua sonoridade lembra um samba lento, somado a características musicais estadunidenses. Essa aproximação entre as duas culturas também é ironizada na letra da canção. Relembre a

Ritmos e canções

Acompanhe a leitura da letra desta canção interpretada por Zélia Duncan

Chiclete com banana

Eu só boto be-bop no meu samba

Quando o Tio Sam tocar um tamborim

Quando ele pegar no pandeiro e no zabumba

Quando ele aprender que o samba não é rumba

Aí eu vou misturar Miami com Copacabana

Chiclete eu misturo com banana E o meu samba vai ficar assim

Tirurururiu bop-be-bop-be-bop Tirurururiu bop-be-bop-be-bop

Tirurururiu bop-be-bop-be-bop Eu quero ver a confusão

Tirurururiu bop-be-bop-be-bop Tirurururiu bop-be-bop-be-bop

Tirurururiu bop-be-bop-be-bop É o samba-rock, meu irmão

É, mas em compensação Eu quero ver o boogie-woogie de pandeiro e violão

Comente com os estudantes que “Tio Sam” refere-se a um personagem da cultura estadunidense. Já a goma de mascar surgiu nos Estados Unidos no século XIX.

turma de que uma mesma canção pode ser interpretada por diferentes artistas e, se possível, mostre outras versões da canção.

Comente que, ao ouvir uma canção pela primeira vez, podemos ter a impressão de que ela foi criada recentemente. No entanto, existem canções que foram compostas há muito tempo e são reinterpretadas por diferentes artistas na forma original em que foram compostas, ou pode ser criado um arranjo musical novo. Há canções que nunca envelhecem, como Chiclete com banana, composta em 1958 e regravada muitas vezes.

1. Espera-se que os estudantes expressem suas percepções e suas interpretações. Leia na descrição dessa faixa mais sobre o arranjo, as vozes e os instrumentos executados.

1 Converse com os colegas sobre as sensações, as memórias e as ideias que podem ser provocadas por essa canção.

2 Para aprender a cantar a canção, leia estas dicas:

a) Ouça a música algumas vezes, prestando atenção na pronúncia, na sonoridade, na combinação das palavras e nas rimas. Perceba também os timbres dos instrumentos, as vozes dos cantores e o ritmo da música.

2 a) e b) Veja mais orientações no Encaminhamento.

b) Para cantar tenha o áudio como acompanhamento nas primeiras vezes, depois arrisque decorar os versos e a melodia.

A música é uma forma de expressão. Em todo o mundo, as pessoas se expressam com base em suas preferências e suas referências culturais. Os povos que formam as matrizes culturais do Brasil e os outros povos que vieram depois são, de certo modo, responsáveis pela formação cultural e musical de nosso país.

Assim, identidades culturais e artísticas brasileiras são construídas a partir de nossas expressões ancestrais, ao mesmo tempo que incorporamos o que acontece no presente no Brasil e no mundo.

3 Com os colegas e o professor, converse sobre identidades culturais e artísticas.

A matriz cultural de um povo é composta de grupos de pessoas que carregam consigo sua cultura, sua língua e seus modos de ser e de viver. No Brasil, os povos que compõem nossas matrizes culturais são os indígenas, os europeus e os africanos. Identidades culturais são desenvolvidas no decorrer da vida. Em cada tempo e lugar, podemos nos identificar, reconhecer ou sentir pertencentes a um grupo, uma cultura ou um contexto.

Zélia Duncan (1964-) é uma cantora e compositora nascida em Niterói (RJ). Ela costuma fazer parcerias e homenagear outros artistas brasileiros. QUEM É?

3. Sugere-se a mediação de uma roda de conversa sobre o tema. Chame a atenção para o termo identidades culturais e artísticas, com ênfase no plural em virtude da diversidade de culturas e povos que formam e influenciam a cultura do povo brasileiro.

27/09/25 20:26

Na proposta 3 , ao apresentar os termos matriz cultural e identidade cultural, comente que, na formação do povo brasileiro e da nossa cultura, estão presentes diferentes matrizes culturais. É importante destacar que muitos povos indígenas já ocupavam o território que hoje compõe o Brasil antes de os povos europeus chegarem e que povos de diferentes etnias da África foram forçosamente trazidos na condição de pessoas escravizadas. Comente que, em outros momentos de nossa história, o Brasil recebeu pessoas vindas de diversas nações, que também ajudaram a formar a nossa cultura. Sobre identidade cultural, acrescente que sua constituição está relacionada com a forma de nos compreendermos no mundo e como nos sentimos em relação ao lugar e tempo em que vivemos. A noção de identidade está ligada aos contextos vividos em cada momento da vida e está sempre em transformação. Ela abrange nossa história, arte, família, escolha religiosa, as coisas que gostamos de fazer e nossos amigos.

Sugestão para o professor

• CHICLETE com banana. Publicado por: Zélia Duncan. 2015. 1 vídeo ( ca. 3 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch? v=5OmfV9YfTgQ. Acesso em: 18 set. 2025.

Música interpretada pela cantora Zélia Duncan para o disco Forró pras crianças , de 2006.

• RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. 3. ed. São Paulo: Global, 2015. Nessa obra, o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997) apresenta a história da formação do povo brasileiro.

VANCAMPOS/FOTOARE

BNCC

Habilidades: EF15AR13 e EF15AR24.

ENCAMINHAMENTO

Levante os conhecimentos prévios dos estudantes e sensibilize-os para o estudo das pesquisas sobre os ritmos e estilos musicais.

Espera-se que os estudantes conversem a partir das suas hipóteses interpretativas na fruição e leitura da letra da canção, das imagens e informações presentes nas legendas, se expressando oralmente no grupo.

Pode-se aproveitar o conteúdo para explorar com os estudantes a carreira de Carmen Miranda. Conte aos estudantes que essa artista divulgou a imagem do Brasil nos Estados Unidos e chegou a ser a atriz mais bem paga dos estúdios cinematográficos de Hollywood. Se julgar adequado, conte a eles algumas curiosidades, como a atuação da atriz na animação Alô, amigos (1942), dos estúdios Disney, que popularizou o personagem brasileiro Zé Carioca. Carmen Miranda gravou e popularizou canções de compositores brasileiros como Ary Barroso, Lamartine Babo e Dorival Caymmi.

Incentive os estudantes a analisar o trecho da letra da canção Aquarela do Brasil. Proponha uma reflexão sobre a valorização da cultura nacional. Se possível, apresente a música aos estudantes.

Salada musical com tempero especial

Ô Brasil, verde que dá Para o mundo se admirar [...]

Ô, esse Brasil lindo e trigueiro É o meu Brasil Brasileiro Terra de samba e pandeiro [...]

AQUARELA do Brasil. Compositor: Ary Barroso. In: AQUARELA do Brasil. Intérprete: Francisco Alves. Brasil: Odeon, 1939.

A arte e a cultura brasileira são ricas, diversas e estão ligadas a tudo o que acontece em nosso país e no mundo. Já faz muito tempo que os artistas produzem obras para enaltecer nossa terra. São exemplos dessa produção Portinari na imagem anterior e Ary Barroso (1903-1964) com o samba exaltação Aquarela do Brasil, interpretado por diversos artistas, incluindo Carmen Miranda, que também cantou essa canção na língua inglesa.

Flora e fauna brasileiras, de Candido Portinari, 1934. Óleo sobre tela, 80 cm x 160 cm.
COLEÇÃO

Outros artistas seguiram o mesmo caminho na valorização da arte e de nossa terra. Em 1958, Gordurinha (1922-1969) e Almira Castilho (1924-2011) criaram a canção Chiclete com banana, que você conheceu na página 118. A canção trata da mistura entre diferentes culturas: a brasileira e a estadunidense. Por isso, seu título remete à combinação da goma de mascar, vinda dos Estados Unidos, com a banana, uma das frutas mais comuns no Brasil.

Essa canção propõe uma mistura dos gêneros e dos estilos musicais dos dois países: o samba-rock! No entanto, ao incluir os estilos musicais dos Estados Unidos na canção, os compositores propuseram a reciprocidade. Isto é, na letra, os estadunidenses são convidados a interpretar a música brasileira e a incluir, na música deles, elementos de nossa música. Um desafio em forma de arte!

Gêneros musicais são tipos ou estilos de músicas, cada um com seu ritmo, seus sons, suas histórias, seus lugares e seus contextos culturais.

1 Na letra da canção Chiclete com banana , são citados alguns gêneros musicais estrangeiros. Que tal olhar mais de perto?

a) Quais são os gêneros e os ritmos musicais estrangeiros que você identifica na letra da canção?

Na letra da canção, são citados gêneros e ritmos musicais como rumba, jazz bebop, boogie-woogie e rock

b) Você conhece canções desses gêneros e ritmos? Escreva os nomes delas.

Resposta pessoal. Esse é um bom momento para avaliar o repertório cultural dos estudantes e ampliar trazendo nos momentos de nutrição estética mais canções e ritmos para apreciação.

QUEM É?

Carmen Miranda (1909-1955) foi um íco ne da cultura brasileira. Nasceu em Portugal, mas, com menos de um ano de idade, ela se mudou com a família para o Brasil. Ela fez sucesso em shows e filmes musicais no Brasil e nos Estados Unidos. Em suas apre sentações, usava arranjos de cabeça com flores e frutas, roupas e bijuterias coloridas.

É importante fazer paradas para conversar com os estudantes e para avaliação. Nesses momentos, é possível avaliar o percurso e identificar se há necessidade de planejar novos caminhos. Algumas questões podem nortear a observação: como os estudantes estão compreendendo os conceitos? Como estão se desenvolvendo nas situações de aprendizagem? O que estão gostando de fazer e conhecer? Quais as dificuldades e as facilidades?

+Ideias

Para que os estudantes tenham mais propriedade para diferenciar os diversos ritmos, promova a audição do som de alguns instrumentos musicais (em áudio, vídeo ou ao vivo). Selecione, por exemplo, um instrumento da família dos de sopro de madeira, como flauta, oboé, clarinete, saxofone alto e saxofone tenor; alguns da família dos instrumentos de sopro de metal, como trompa, trompete, trombone de pisto, trombone de vara e tuba; da família dos instrumentos de percussão, como caixa, tímpanos, pratos, gongo, marimba e vibrafone; da família dos instrumentos de cordas, como violino, viola, violoncelo, contrabaixo e harpa; e da família dos instrumentos de teclado, como piano e celesta.

Sugestão para o professor

• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO MUSICAL. Londrina, c2023. Disponível em: http://www.abemedu cacaomusical.com.br. Acesso em: 18 set. 2025. Site com publicações voltadas para o ensino de música na educação básica.

• HISTÓRIA DA MÚSICA BRASILEIRA. c2025. Disponível em: https://www.youtube. com/user/HistoriadaMB. Acesso em: 18 set. 2025. Canal de vídeos que apresenta a história da música brasileira em capítulos.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

Habilidades: EF15AR08, EF15AR13, EF15AR14, EF15AR23 e EF15AR24.

Organize-se

• Proponha aos estudantes que pesquisem previamente os gêneros musicais de diferentes lugares do mundo.

ENCAMINHAMENTO

Aqui a proposta é que os estudantes façam uma análise da canção Chiclete com banana para seguir o trabalho com as noções de formação e identidade cultural. Proponha a eles uma conversa e reflexão sobre as influências culturais locais e estrangeiras presentes em nossa cultura. Se considerar necessário, proponha pesquisas para que eles descubram mais sobre a criação e a interpretação dessa canção, sobre as características do bebop, do samba, da rumba e do samba-rock e sobre a formação e valorização da cultura brasileira. Em grupo, os estudantes podem observar as imagens e as informações das legendas e conversar sobre elas. Chame a atenção dos estudantes para a imagem que mostra o músico Charlie Parker (1920-1955) e também para a imagem do casal dançando em ritmo acelerado. Também é apresentado um trecho da canção para que os estudantes, ainda em grupo, o analisem com sua mediação.

Muitos instrumentos foram inventados ao longo da história. Eles representam uma parte importante dos meios que temos para nos expressar pelos sons, criando a música, e cada um tem

Em ritmo acelerado

Questão mediadora para problematizar com os estudantes o que acham que significa a palavra bebop. Essa questão propõe um desafio no qual se deve respeitar as trocas e as identidades culturais de cada país. Bebop e samba? Que mistura é essa?

Eu só boto be-bop no meu samba Quando o Tio Sam tocar um tamborim CHICLETE com banana. Compositores: Gordurinha e Almira Castilho. In: FORRÓ pras crianças. Intérprete: Zélia Duncan. Brasil: Biscoito Fino, 2006. CD, faixa 13.

O jazz é um gênero musical com base na improvisação e na livre interpretação. Surgiu no fim do século 19, nos Estados Unidos, em especial na cidade de Nova Orleans, e teve seu berço nos ritmos e nas melodias africanas. No início do século 20, o jazz se espalhou pelo país e mais tarde pelo mundo, influenciando diversos estilos e gêneros musicais como bebop e boogie-woogie

O bebop é um estilo musical e de dança criado por volta da metade do século 20. É uma variação do jazz. Tem ritmo mais acelerado, improvisos na música e também nos movimentos dançados. O termo bebop é uma onomatopeia que imita o som de batidas de martelos em um metal.

Parker (1920-1955), importante

do jazz bebop

uma identidade sonora, um timbre. O timbre tem papel determinante na música, na criação dos diferentes ritmos. Para que os estudantes se aproximem da mistura musical proposta na letra da canção e com base nas pesquisas que eles realizaram sobre diferentes ritmos, é interessante mencionar os instrumentos relacionados a cada um deles. Quando falamos em samba, por exemplo, podemos imaginar alguém cantando e tocando violão ou pandeiro. Quando nos referimos a uma batucada, pensamos em diversos instrumentos de percussão, como zabumba, chocalho, reco-reco e tamborim. O ritmo boogie-woogie tem a sonoridade próxima à de um piano e de um contrabaixo acústico. Quando o ritmo é o rock, nos vêm à mente a guitarra elétrica e a bateria.

Casal dançando no ritmo acelerado do jazz bebop, 1949.
Charlie
músico

1. O samba é um ritmo brasileiro, enquanto a rumba tem a origem em Cuba, cada um com sua identidade musical diversa em relação ao ritmo musical e a forma como se dança, entre outras diferenças.

Eu quero ver o boogie-woogie de pandeiro e violão

CHICLETE com banana. Compositores: Gordurinha e Almira Castilho. In: FORRÓ pras crianças. Intérprete: Zélia Duncan. Brasil: Biscoito Fino, 2006. CD, faixa 13. Boogie-woogie é um ritmo de música e dança estadunidense. Na música, o som é marcado por batidas características no teclado do piano em ataque forte e acelerado. A dança é, geralmente, realizada em duplas, com movimentos rápidos e acrobáticos.

Na canção Chiclete com banana, esse ritmo também é citado, por que será?

apresentação

Ele foi um representante do estilo boogie-woogie

2. Os estudantes podem citar, por exemplo, o samba-enredo, o samba-rock, o pagode, o samba de roda, entre outros.

1 Na canção Chiclete com banana, temos o trecho: “Quando ele aprender que o samba não é rumba”. Qual é a diferença entre samba e rumba? Pesquisem áudios e vídeos, e conversem sobre as diferenças.

2 Você sabia que existem vários tipos de samba? Pesquise e cite alguns.

3 O samba-rock citado na letra da canção é a mistura de quais ritmos musicais? Onde cada ritmo surgiu?

4 Converse com os colegas sobre o estudo da canção Chiclete com banana. Depois, escreva no caderno o que você achou mais interessante nessa experiência.

Resposta pessoal. Veja mais orientações no Encaminhamento.

Família toca e canta samba em casa, em 2020.

3. O samba-rock é uma mistura do samba com o rock. Samba é um gênero musical brasileiro. Rock é um gênero musical estadunidense que, assim como o samba, tem várias vertentes.

Na proposta 1 , destaque que cada ritmo se desenvolve a partir das matrizes culturais do povo que o cria. Comente que os compositores da música Chiclete com banana se referem à identidade do samba e o diferenciam da rumba, um ritmo cubano. Na proposta 3 , comente com os estudantes que o samba- rock é uma forma musical criada no Brasil. É um tipo de música e dança que mescla estilos de expressão da cultura brasileira (samba) e estadunidense (rock and roll). Muitos artistas brasileiros gravam canções nesse gênero, que tem como um dos seus principais divulgadores o músico carioca Jorge Ben Jor (1945-).

Na proposta 4 , os estudantes podem ampliar seus registros realizando desenhos no caderno ou em outros suportes, como folhas de papel avulsas.

Para o estudo da música, proponha a criação de portfólios sonoros, registrando os momentos de exploração de instrumentos, sessões de cantorias e apreciação musical, com gravações e fotografias.

+Ideias

Após ter apresentado instrumentos de diferentes famílias, proponha aos estudantes um desafio de reconhecimento. Apresente sons de diversos instrumentos e peça a eles que os identifiquem.

Sugestão para o professor

• CONHEÇA os instrumentos de uma orquestra sinfônica. Publicado por: Maestro Nicacio. 2012. 1 vídeo ( ca. 8 min). Disponível em: https: //www.youtube.com/wat ch?v=LQSEf5r_apc. Acesso em: 16 set. 2025.

Vídeo em animação que mostra os instrumentos que fazem parte de uma orquestra sinfônica.

Leon James e Willa Mae Ricker em
de dança ao som de um ritmo acelerado, 1943.
O músico Memphis Slim (1915-1988) em apresentação em Chicago, Estados Unidos, 1984.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14 e EF15AR24.

Organize-se

• Pesquise e traga para a sala de aula áudios e vídeos de apresentações ou gravações de Jackson do Pandeiro e Lenine.

ENCAMINHAMENTO

Levante os conhecimentos prévios dos estudantes e sensibilize-os para o estudo dos gêneros e ritmos musicais brasileiros.

Promova a leitura do trecho da canção – identificando as rimas, a estrutura em versos e as palavras desconhecidas – e fruição e nutrição estética para os estudantes, propondo a escuta atenta e sensível da música.

Conte para a turma que, em Jack Soul brasileiro , Lenine faz um trocadilho com o nome do músico Jackson do Pandeiro (1919-1982) e a afirmação “Já que sou brasileiro”. Nela, Lenine faz menção aos ritmos musicais brasileiros na letra e se expressa pela forma típica de um repente nacional e contemporâneo. A versão do áudio é interpretada pelo grupo Baiana System, que agrega bateria eletrônica e guitarras junto ao instrumental tradicional nordestino (como as flautas pífano e percussões). Comente que Jackson do Pandeiro foi cantor, compositor e um dos maiores ritmistas da música brasileira, que divulgou a música nordestina por todo o Brasil.

Chame a atenção dos estudantes para o jogo sonoro criado com o nome do homenageado no título da composição. Pergunte: o que vocês acham desse jogo de sons e palavras? Permita aos estudantes que se expressem e acolha respostas e comentários. Comente que, nessa

Tambor, pandeiro e tudo que toca os brasileiros

Leia alguns versos desta música de Lenine que homenageia Jackson do Pandeiro.

Jack Soul Brasileiro

Jack Soul brasileiro

Do tempero, do batuque, Do truque, do picadeiro, E do pandeiro, e do repique, Do pique do funk rock, Do toque da platinela, Do samba na passarela, Dessa alma brasileira

Despencando da ladeira

Na zueira da banguela

JACK Soul Brasileiro. Intérprete e compositor: Lenine. In: NA PRESSÃO. Brasil: Sony BMG, 1999. CD, faixa 1.

Repique: som agudo e repetido, geralmente produzido por um instrumento de percussão. Platinela: placa de metal que fica na lateral do pandeiro e ajuda a produzir o som do instrumento.

QUEM É?

Oswaldo Lenine Macedo Pimentel (1959-) nasceu no município do Recife (PE). É compositor, letrista, instrumentista e cantor.

Jackson do Pandeiro (1919-1982), nome artístico de José Gomes Filho, foi um cantor, compositor e ritmista brasileiro. Ficou conhecido como o rei do ritmo. Nasceu no município de Alagoa Grande (PB).

canção, Lenine utilizou trechos das músicas Cantiga do sapo e Chiclete com banana , ambos sucessos de Jackson do Pandeiro, alterando algumas palavras e arranjos.

Se possível, apresente aos estudantes áudios ou vídeos de canções de Jackson do Pandeiro, de outras composições de Lenine e da canção Jack Soul brasileiro interpretada por outros artistas, como Gilberto Gil.

+Ideias

É possível pesquisar mais sobre a arte de Oswaldo Lenine Macedo Pimentel (1959-), o Lenine, importante compositor, letrista, ins -

trumentista e cantor da nossa música, com um estilo de tocar violão e guitarra muito pessoais. Ele gosta muito de pesquisar a mistura de ritmos da música brasileira.

Sugestão para o professor

• JACKSON do Pandeiro (1977). Publicado por: Arquivo Nacional. 2020. 1 vídeo (ca. 11 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=Gkipiwm4qG4. Acesso em: 18 set. 2025.

O vídeo apresenta uma entrevista realizada com Jackson do Pandeiro em 1977.

Jackson do Pandeiro e Lenine tocam juntos na imaginação do ilustrador dessa imagem.

ARTE-AVENTURA Composições

Compositores se inspiraram em diferentes temas para criar suas canções. Na música Jack Soul brasileiro, Lenine fez uma homenagem diferente e criativa. Ele misturou ritmos nordestinos, como o repente, o coco e a embolada, com elementos musicais estrangeiros, como o soul music. Também citou vários gêneros musicais, como o samba, o funk e o rock, e fez um jogo de palavras com o nome de Jackson do Pandeiro no título de sua música: Jackson virou Jack Soul, e pandeiro ficou brasileiro.

Coco é uma dança e música característica das regiões Norte e Nordeste, com um ritmo marcado por palmas, batidas de pés, pandeiros e outros instrumentos.

Embolada é uma tradição nordestina que une música e poesia, podendo ser improvisada ou não. Acontece geralmente em feiras, praças e ruas. A melodia é simples e embala um duelo rimado e ritmado. O canto deve ser ligeiro, pois a velocidade é uma das características do desafio. Soul music é um estilo musical dos Estados Unidos. Soul significa alma e music significa música

1 O que você achou dessa criação musical feita por Lenine?

2 Agora você é o compositor!

1. Resposta pessoal. Retome a interpretação e a conversa já realizadas e proponha aos estudantes que façam alguns comentários.

a) Que tal criar uma frase que rime com o trecho: “Já que sou brasileiro” ou “Já que sou brasileira”?

b) Escolha uma canção que você gosta de ouvir e cantar. Essa canção fala sobre o quê? A que ritmo ela pertence? Você se lembra do trecho de que mais gosta? Respostas pessoais.

2. a) Resposta pessoal. Veja mais orientações no Encaminhamento.

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR17, EF15AR24 e EF15AR26.

ENCAMINHAMENTO

Leia com os estudantes o texto sobre os ritmos coco, embolada e a soul music, apresentando, se possível, vídeos para ampliar o conhecimento. Conte a eles que o coco teve origem nos cantos de trabalho de agricultores

125

na colheita do coco, por isso tem esse nome. Nessa dança, geralmente os participantes ficam em filas ou em rodas, e um mestre cantador puxa a música. Todos acompanham o canto, marcando o ritmo e dançando com passos improvisados. Converse com os estudantes sobre o significado de soul music enquanto a “música da alma”. Explique que esse gênero musical expressa a identidade e a cultura do povo afrodescendente dos Estados Unidos. Destaque que, assim como o samba, a soul music tem origem em ritmos e histórias de africanos escravizados e seus descendentes.

Para a construção do portifólio, explore as linguagens desenvolvidas no percurso de aprendizagem. Para o estudo da música, proponha a criação de portfólios sonoros, registrando os momentos de exploração de instrumentos, sessões de cantorias e apreciação musical, com gravações e fotografias. O continente americano tem uma ligação artística e cultural muito forte com o continente africano. São muitas as influências culturais. Entre elas, o ritmo e o jeito de percutir sons. O hambone é um tipo de dança com música ritmada africana que se espalhou pelo mundo. Essa dança e música nasceu entre os povos africanos há muito tempo. No continente africano, os povos africanos livres costumavam se comunicar usando o som de tambores e de outros instrumentos. Quando as pessoas que pertenciam a esses povos perderam sua liberdade e foram levadas para outras terras na situação de escravizadas, foram proibidas de ter instrumentos musicais e expressar sua arte e cultura. Tudo isso ampliou ainda mais a necessidade de se expressar e se comunicar dessas pessoas. Assim, encontraram um modo: faziam sons usando o que tinha lhes restado nessa condição, criando sons com o próprio corpo. O hambone é a capacidade de fazer sons e movimentos explorando a materialidade do corpo. É música e dança. É uma arte misturada!

Hoje, o hambone é uma forma de arte praticada por muitas pessoas na América e no mundo todo, e às vezes são atribuídos outros nomes a essa manifestação. Sugerimos mais pesquisas sobre formas de percussão, inclusive a percussão corporal.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

Habilidades: EF15AR13 e EF15AR14.

ENCAMINHAMENTO

Proponha aos estudantes que façam pesquisas sobre os instrumentos usados na música brasileira. Instrua-os a pesquisar materialidades do som, a história dos instrumentos e as culturas nas quais foram criados.

São apresentados no áudio alguns dos instrumentos musicais de percussão mais utilizados em diversas regiões do Brasil. São eles o agogô, a caixa, a cuíca, o ganzá, o pandeiro, o tamborim, o reco-reco, o repique (ou repinique) e o surdo, de três tamanhos diferentes. E ao final poderemos ouvir uma escola de samba tocando uma batucada.

Tocar, cantar e soar

Na letra da canção Chiclete com banana, são citados alguns instrumentos musicais brasileiros, como tamborim, zabumba, pandeiro, violão e até uma frigideira. Qual será a origem desses instrumentos e como será que eles são tocados?

Vamos pesquisar e aprender mais? Observe estas imagens e leia as

é um instrumento

Tamborim é um instrumento musical de percussão, de som agudo, tocado com baqueta sobre uma pele esticada.

Zabumba é um instrumento musical de percussão, um tipo de tambor com sonoridade mais grave. É tocado com baqueta ou maceta sobre uma pele esticada.

de percussão, tocado com uma das

integrado à música popular brasileira.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

Frigideira é um utensílio de cozinha que pode ser utilizado como instrumento musical. É tocada com baqueta e tem sonoridade seca, precisa e metálica.

Pandeiro
musical
DOTTA2 DOTTA2
DOTTA2

ARTE-AVENTURA Cantar e tocar

1. Resposta pessoal. Oriente os familiares a acompanhar e selecionar os objetos que as crianças podem trazer para a sala de aula.

Metal, couro, corda, cerâmica, madeira, Tem instrumentos musicais feitos de muitos materiais. Cada um se toca de uma maneira. São segredos desvendados com treino e aprendizado Tocar, tocar e tocar. Voz, cantar, cantar e cantar. É investigar para descobrir os timbres, diferentes sons que se espalham pelo ar!

METAL, couro, corda, cerâmica, madeira. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

Vamos explorar as materialidades de cada instrumento para descobrir seus timbres especiais?

2. b) Resposta pessoal. Se considerar adequado, proporcione um momento de fruição dos sons dos objetos e dos instrumentos.

1 Com a ajuda de um adulto responsável, pesquise objetos sonoros encontrados em sua casa e experimente tocar esses objetos. Organize esse material e traga para a escola para investigar modos de criar sons, investigando materialidades e timbres.

Objetos sonoros são objetos do cotidiano, que podem ser usados como instrumentos musicais não convencionais.

3. a) Espera-se que os estudantes percebam que há diferenças, uma vez que cada voz tem sua identidade sonora.

2 Com a orientação do professor, investigue os timbres desses objetos e desses instrumentos. Em seguida, responda.

a) Os objetos e os instrumentos musicais têm timbres diferentes?

b) Você reconhece o som de todos? Há sons novos para você?

3 A voz humana também é uma fonte sonora na música. Que tal escolher uma música e cantar com os colegas?

3. b), c) Respostas pessoais. Veja orientações no Encaminhamento.

a) Repare nos timbres de voz dos colegas. Há diferenças entre eles?

b) Você consegue identificar os colegas só pela voz?

c) Escolha com os colegas uma canção para cantar e toque os objetos sonoros e os instrumentos musicais para acompanhar o canto da canção.

2. a) Espera-se que os estudantes percebam que sim, tendo em vista que o timbre, por ser a identidade sonora de cada instrumento ou objeto, é diferente em cada um deles (a depender da materialidade e dos processos de confecção).

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR17.

Organize-se

• Para esta atividade, lembre os estudantes de trazerem os materiais que eles encontraram no ambiente doméstico.

ENCAMINHAMENTO

27/09/25 20:27

Proponha aos estudantes que leiam o texto e conversem sobre as diferentes materialidades de que os instrumentos podem ser feitos. Comente também sobre a voz e sua importância no ato de cantar. Retome os estudos das relações entre fontes sonoras, materialidades e timbres.

Na proposta 1, é importante que os estudantes explorem a percepção de que cada

som tem sua natureza, origem e personalidade específicas. Comente que, ao pesquisarem timbres de objetos e instrumentos, é possível notar que há sons que provocam certas sensações, como a percepção de um som aveludado, áspero, liso, entre outros. Também é possível perceber que existem sons agradáveis de ouvir, bem como sons incômodos. Pode-se ainda relacionar a textura dos sons, como as texturas táteis, presentes na natureza, ou as texturas sensoriais, criadas por artistas em seus desenhos, pinturas e esculturas. Oriente os familiares ou responsáveis para que registrem esse momento de investigação sonora em áudio ou vídeo. Os registros podem ser compartilhados em sala de aula.

Nos momentos de avaliação, durante o percurso ou ao final dele, é necessário retomar o planejamento e os objetivos iniciais, as expectativas de aprendizagem e de desenvolvimento de competências e habilidades. Organize rodas de conversa para fazer sondagens a respeito do que os estudantes costumam ouvir no convívio social e o que descobrem com o repertório musical trazido para as aulas. Todos nós podemos criar música, desde que tenhamos meios para nos expressar e, muito importante, o que expressar! No caso da música, os meios de expressão são, de maneira geral, afora a nossa voz e o nosso corpo, os instrumentos musicais. Normalmente cada tipo ou estilo de música recorre a determinados instrumentos musicais. Assim, temos guitarras e contrabaixo elétricos e bateria para o rock; sanfona, zabumba e triângulo para o baião ou forró; cantores líricos e orquestra para a ópera.

SANDRA LAVANDEIRA

BNCC

Habilidades: EF15AR13 e EF15AR24.

TCT: Multiculturalismo: Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras.

ENCAMINHAMENTO

Pesquise previamente mais informações sobre a origem, a formação e a organização dos blocos Olodum e Ilú Obá De Min.

Leia com os estudantes o texto da página 128 e proponha a eles a leitura das imagens dos grupos de batucadores.

Na proposta 1 , retome com os estudantes as conversas sobre matriz cultural e identidade cultural.

Na proposta 2, oriente os familiares ou responsáveis sobre como podem ajudar os estudantes na pesquisa sobre grupos de batucadores. Indique, por exemplo, que é possível encontrar informações em Secretarias de Cultura da cidade ou por meio de pesquisas na internet. Se não houver grupos na cidade, sugira a ampliação da pesquisa para o estado ou região onde moram.

Lembre-se de que as páginas da internet podem mudar e, no momento do acesso, apresentar materiais de publicidade ou fora do contexto da proposta, de modo que não seja mais indicado para a faixa etária dos estudantes. Dessa forma, é importante orientar os familiares ou responsáveis e garantir que os estudantes só acessem ambiências digitais na companhia e supervisão de adultos, mesmo que sejam sugeridas nessa seção ou pela sua curadoria digital.

DIÁLOGOS

Numa batucada brasileira

Os tambores estão presentes na cultura da humanidade desde tempos remotos. Esse instrumento de percussão foi inventado em muitos lugares, com formas e materiais diferentes, e é tocado de diversas maneiras.

Exemplares de tambores muito antigos foram encontrados em escavações arqueológicas na região da Morávia, na República Tcheca, país da Europa, e datam de cerca de 8 mil anos atrás. É provável que outros tambores tenham sido fabricados muito antes e em outras partes do mundo, mas não tenham resistido à ação do tempo.

O uso de tambores pode ser identificado nas diferentes matrizes culturais brasileiras. Os povos indígenas produziam tambores antes da chegada dos povos europeus às terras que hoje em dia formam o Brasil.

Escavação arqueológica: processo no qual os arqueólogos fazem a remoção de terra e de outros materiais para pesquisar e encontrar vestígios de épocas e povos do passado.

Aqui no Brasil os europeus utilizavam esse instrumento em festejos tradicionais e eventos militares. Já a presença dos povos africanos enriqueceu ainda mais a produção e os usos dos tambores em nossa arte.

Os tambores são instrumentos musicais que produzem sons percutidos por batidas. Outros instrumentos de percussão produzem sons por agitação, como os chocalhos, ou por raspagem, como o reco-reco.

Os compositores da canção Chiclete com banana também fizeram uma homenagem aos batucadores, ou seja, aos grupos de pessoas, brasileiros e brasileiras, que se encontram para tocar tambores e outros instrumentos de percussão “numa batucada brasileira”!

Observe estas imagens.

Bloco afro Olodum durante apresentação em Salvador (BA), em 2017.

1. A arte e a cultura brasileira têm sido forjadas pelos povos que compõem nossa matriz cultural: indígenas, africanos e europeus. Ressalte que muitos outros povos que vieram para o Brasil também contribuíram para a construção de nossa cultura: asiáticos, latino-americanos, entre outros.

1 Nosso país é rico em arte e cultura. Quais povos influenciam nosso modo de cantar, construir instrumentos, dançar, criar várias formas de arte e festejar?

2 Na região onde você mora, existem grupos de batucadores? Que tal pesquisar? Registre no caderno o que você encontrou e, depois, compartilhe com os colegas e o professor.

a) Quais são os nomes desses grupos de batucadores?

b) Quais instrumentos eles usam?

c) Como os participantes se vestem?

d) Que ritmos eles tocam?

Resposta pessoal. Peça aos estudantes que pesquisem os instrumentos musicais dos grupos, como se vestem, que ritmo tocam, quais músicas fazem parte de seu repertório etc.

e) Você conhece as músicas dos repertórios deles?

3 Quais objetos e quais instrumentos musicais podem ser usados em uma batucada?

Espera-se que os estudantes respondam utensílios de cozinha, como colheres de pau, latas, potes de plásticos, panelas, frigideiras e outros objetos usados no dia a dia, e instrumentos de percussão, como pandeiro, tamborim, diversos tipos de tambor, reco-reco e chocalhos.

27/09/25 20:27

Acompanhe como os estudantes participam de momentos de apreciação de imagens, como se expressam oralmente e compartilham hipóteses.

Sugestão para o professor

• ILÚ OBÁ DE MIN. c2024. Disponível em: https:// www.iluobademin.com.br/. Acesso em: 22 ago. 2025. Página oficial do bloco Ilú Obá De Min, contendo sua história, acervo e linha do tempo dos carnavais.

• OLODUM. c2024. Disponível em: https://olodum.com. br/. Acesso em: 16 set. 2025. Página oficial do bloco Olodum, contendo sua discografia e história.

Bloco Ilú Obá de Min no Carnaval de rua em São Paulo (SP), em 2025. NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

Habilidades: EF15AR14, EF15AR15, EF15AR17, EF15AR23 e EF15AR24.

ENCAMINHAMENTO

Proponha aos estudantes que pesquisem previamente letras de alguns sambas que conhecem. Explique que, dessa pesquisa, eles escolherão uma canção para interpretarem juntos. Diga que, se tiverem em casa instrumentos musicais, convencionais e não convencionais, eles poderão trazê-los para a sala de aula.

Organize uma roda de conversa para que os estudantes, com base nos sambas pesquisados, decidam coletivamente qual samba gostariam de interpretar. Conte a eles que uma roda de samba é um grande encontro de pessoas que cantam e dançam ao redor de um grupo de músicos que interpretam diversos sambas. Comente com a turma que, para criar e expressar a música do nosso jeito, é necessário trabalharmos um dos elementos da linguagem da música: o ritmo. Explique que esse elemento resulta da combinação de sons e silêncios de diferentes durações.

Leia com os estudantes a letra da canção escolhida e proponha que a cantem juntos, uma ou mais vezes, da forma como ela é interpretada na versão original.

Auxilie os estudantes na criação coletiva da história que se tornará a versão da turma para o samba interpretado. Explique a eles que uma roda de samba é um espaço aberto para a apresentação de novas composições, para trocas de conhe -

ARTE EM PROJETOS

Vamos cantar e tocar do nosso jeito?

Costuma ser chamado sambista quem faz samba. Também podemos chamar assim quem dança, compõe e interpreta essa forma de expressão musical brasileira admirada no mundo todo. Em 2007, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) registrou as diversas matrizes do samba no Rio de Janeiro como patrimônio imaterial da cultura brasileira.

Agora é a vez de você e os colegas se expressar por meio do samba.

Etapa 1 – Fazendo uma roda de samba

Que tal escolher um samba que todos saibam cantar e fazer uma roda de samba?

MATERIAIS E COMO FAZER

Vocês vão precisar do corpo e da voz!

1. Estudem a letra e a melodia (parte musical). Cantem a canção algumas vezes na versão original. Vamos lá?

2. Façam o acompanhamento com palmas, assobios, estalos de língua e lábios, batuques no próprio corpo e nas carteiras. Tudo bem leve e ritmado!

3. Se tiverem instrumentos em casa, combinem com o professor de levá-los para a sala de aula ou improvisem com o que tiverem na escola.

cimento e para colaborações musicais. Eles poderão tocar e cantar juntos o novo samba sem medo de experimentar.

Proponha aos estudantes que, na construção dos cadernos de artista, eles explorem as linguagens desenvolvidas no percurso até aqui. Observe como eles compreendem a história contada na canção escolhida, como fazem a adaptação e como interpretam a nova música. Faça registros para compor o portfólio e anotações em seu diário de bordo. No Brasil existem grandes sambistas que fazem parte do nosso patrimônio musical, desde a origem do samba (fim do século XIX) até hoje. Veja a seguir algumas referências de compositores e intérpretes, por ordem de nascimento.

Etapa 2 – Cantando do nosso jeito

Agora, vamos fazer uma brincadeira adaptando a letra da canção que a turma cantou e tocou?

COMO FAZER

1. Você, os colegas e o professor vão criar uma história ou uma situação relacionada à identidade da turma!

2. Brinquem de trocar as palavras da letra da canção que vocês escolheram e cantaram por outras com sonoridades semelhantes.

3. Vocês podem escutar a sonoridade de diversos instrumentos, seja para incluí-los na música criada, seja para realizar acompanhamento rítmico com onomatopeias.

4. Depois, façam novamente a roda de samba e cantem todos essa nova versão da canção!

5. Registrem a criação da composição no caderno.

Tia Ciata (1854-1924), Pixinguinha (1897-1973), Clementina de Jesus (1901-1987), Ary Barroso (1903-1964), Lamartine Babo (1904-1963), Ismael Silva (1905-1978), Cartola (1908-1980), Ataulfo Alves (1909-1969), Noel Rosa (1910-1937), Nelson Cavaquinho (1911-1986), Adoniran Barbosa (1912-1982), Dorival Caymmi (1914-2008), Jackson do Pandeiro (1919-1982), Elizeth Cardoso (1920-1980), Dona Ivone Lara (1921-2018), Riachão (1921-2020), Nelson Sargento (1924-2021), Bezerra da Silva (1927-2005), Elton Medeiros (1930-2019), Candeia (1935-1978), Hermínio Belo de Carvalho (1935-), Elza Soares (1937-2022), Martinho da Vila (1938-), Jair Rodrigues (1939-2014), João Nogueira (1941-2000), Paulinho da Viola (1942-), Clara Nunes (1942-1983), Nei Lopes (1942-),

Jovelina Pérola Negra (19441998), Leci Brandão (1944-), Beth Carvalho (1946-2019), Alcione (1947-), Jorge Aragão (1949-), Arlindo Cruz (19582025), Sombrinha (1959-), Zeca Pagodinho (1959-), Mart’nália (1965-), Teresa Cristina (1968-), Douglas Germano (1968-), Fabiana Cozza (1976-), Maria Rita (1977-), Roberta Sá (1980-), Diogo Nogueira (1981-).

E há muito mais gente por aí, em grupos nas rodas de samba dos bairros de todas as cidades e fazendo apresentações Brasil afora. Você pode propor pesquisas para conhecer mais sobre a arte desses brasileiros e fazer uma curadoria de músicas.

+Ideias

Explore com os estudantes uma sequência rítmica com sons curtos e longos. Desenhe na lousa um esquema, que pode ser uma partitura da proposta musical, para explorar com eles diversas formas de interpretação com instrumentos musicais distintos. Após terem tocado essa sequência de sons curtos e longos, proponha aos estudantes que criem sequências combinando diferentes durações de sons e silêncios e que as escrevam na lousa para que sejam interpretadas por toda a turma.

Sugestão para o professor

• DICIONÁRIO Cravo Albin da Música Popular Brasileira. c2021. Disponível em: https://dicionariompb.com. br/. Acesso em: 19 set. 2025. Site que reúne verbetes sobre artistas da música que apresentam informações biográficas, discografia, bibliografia e acontecimentos históricos da música nacional.

BNCC

Habilidades: EF15AR13 e EF15AR25.

ENCAMINHAMENTO

Promova um momento de fruição e nutrição estética para os estudantes acompanhado, se possível, da escuta do áudio presente em Sugestão para o professor. Convide-os a ler os significados das palavras na canção e comentar sobre sua tradução. Sobre a canção, mencione que muitos povos indígenas têm desenvolvido projetos e registros para difundir os cantos tradicionais utilizando diferentes ferramentas digitais e mídias, como o projeto M’Bya Reko Jexauka, que propõe divulgar a cultura Guarani M’Bya com o objetivo de apoiar, registrar e valorizar o patrimônio cultural indígena de Cananeia, no litoral sul de São Paulo.

Proponha aos estudantes que observem a imagem e reflitam sobre as pessoas retratadas. Pergunte: o que elas estão fazendo? Onde parecem estar?

Acolha as respostas e comentários e instigue-os a refletir sobre os diferentes modos de ser, viver e brincar, percebendo os sentimentos e as impressões dos estudantes.

Acompanhe como os estudantes participam de momentos de apreciação e leitura de texto poético e de imagem fotográfica. Observe como eles se expressam oralmente e formulam hipóteses interpretativas e opiniões.

132

2 ARTES QUE DIZEM QUEM SOMOS!

Montagem de ilustração com fotografia de apresentação do Coral Guarani M'Bya da aldeia Takuari-Ty, de Cananeia (SP), no Revelando SP, Festival de Cultura Paulista Tradicional, em Iguape

(SP), em 2024.

VENHA COMPOR E EXPRESSAR!

Cada povo tem o seu canto

Cada canto o seu lugar

Tem momentos em que canto só

E outros com mais gente num só cantar.

É num coro que as vozes se encontram

Vivendo juntas num mesmo pulsar

A música assim viva conecta as pessoas

E arte dos sons faz o mundo soar.

CADA povo tem o seu canto. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

Por meio da arte, podemos mostrar quem somos. Como isso é possível? Ao criar um poema, compor uma canção, fazer um desenho ou nos expressar de outras maneiras, podemos mostrar de onde somos, do que gos-

27/09/25 20:30

Ao longo deste capítulo, para o estudo da música, proponha a criação de portfólios sonoros, registrando os momentos de exploração de instrumentos, sessões de cantorias e apreciação musical, com gravações e fotografias, garantindo que esses registros fiquem restritos apenas à comunidade escolar. Peça aos estudantes que façam registros nos cadernos de artista por meio de desenhos e escrita.

Sugestão para o professor

• XONDARO’I. Publicado por: Tekoa Takuari-ty. 2021. 1 vídeo ( ca. 6 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=U 1Fj2mH2o1A. Acesso em: 19 set. 2025.

Canção Xondaro’i, do povo Guarani M’bya, localizado na aldeia Tekoa Takuari-ty, em Cananeia (SP).

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14 e EF15AR16.

ENCAMINHAMENTO

Levante os conhecimentos prévios dos estudantes e sensibilize-os para o estudo dos elementos constitutivos da música.

Quando falamos em composição de músicas, tratamos da organização de sons, e alguns elementos entram em cena. A harmonia, a melodia e o ritmo são os principais deles. Combinados de modo peculiar, expressam a sensibilidade, a inteligência e a capacidade de invenção de todo ser humano.

Comente com os estudantes que todo som pode ser identificado por meio de suas características básicas: duração, altura, intensidade e timbre. Esses são os parâmetros sonoros. O timbre tem um papel determinante para a identificação da fonte ou do instrumento que produz o som que escutamos. É o elemento que nos permite reconhecer qual instrumento está produzindo determinado som. Ele representa “a cor” do som.

Retome com os estudantes o conceito de bagagem cultural como o conjunto de experiências e conhecimentos que adquirimos ao longo da vida e explique que esse conjunto é formado, dentre outras coisas, por nosso acervo de imagens, sons e gestos. Os artistas criam com base na própria bagagem cultural. Comente com os estudantes que Villa-Lobos criou várias músicas inspirado na natureza do Brasil. Além de Uirapuru , nosso país está

Os sons de nossa bagagem cultural

Na música brasileira, diferentes instrumentos feitos de diversos materiais produzem timbres próprios e criam sons que expressam a sonoridade típica de nossa cultura.

Quando ouvimos uma música com atenção, podemos perceber os elementos constitutivos dela.

Observe este esquema.

Principais elementos de composição da música

Ritmo Melodia Harmonia

É o resultado da combinação de sons de durações diferentes (em oposição à regularidade constante do pulso).

É o conjunto de notas tocadas ou cantadas linearmente, em sequência, isto é, uma após a outra.

É a combinação de notas tocadas ao mesmo tempo.

Outro elemento importante na música é o timbre, que é a personalidade de cada som, seu diferencial. Ao perceber os timbres podemos reconhecer, diferenciar e comparar os sons.

A música é formada pela combinação desses elementos, feita por artistas com base em sua bagagem cultural. Assim, a identidade cultural e artística de cada artista também é muito importante para as criações dele.

Tudo que observamos, escutamos, sentimos e conhecemos de alguma forma nos ajuda a formar nossa bagagem cultural!

Bagagem cultural é o conjunto de experiências e conhecimentos adquiridos por uma pessoa ao longo da vida. É todo nosso acervo de imagens, sons, gestos, palavras e outros saberes.

presente em composições como Suíte popular brasileira, Floresta do Amazonas, Lembrança do sertão, Quadrilha caipira e Mandú-Çárárá – esta com o texto composto em nheengatu, uma das línguas indígenas do Brasil. Promova um momento de fruição de nutrição estética para os estudantes com a escuta de composições de Villa-Lobos. Apresente também o vídeo sugerido no boxe Descubra mais , com o canto do pássaro uirapuru, e o áudio Uirapuru. Na montagem feita especialmente para esta obra, é inicialmente apresentado o canto do pássaro brasileiro Uirapuru, seguido por um breve trecho da melodia da música, interpretada pela flauta.

CLAUDIA

Por meio da arte, podemos revelar quem somos. O maestro Heitor Villa-Lobos admirava as belezas naturais e a diversidade de ritmos brasileiros. Ele expressou sua bagagem cultural em suas criações musicais.

Heitor Villa-Lobos prestava atenção a tudo que ouvia e, em suas composições musicais, expressou a natureza e a musicalidade brasileira. A obra Uirapuru expressa sua escuta atenta de sons naturais e sua bagagem cultural.

O que será que encantou o músico para compor essa obra? Pesquise mais o trabalho desse importante músico brasileiro.

Observe a partitura da canção Uirapuru.

Uirapuru: é o nome de um pássaro também chamado uirapuru-verdadeiro, uirapuru, músico, músico-da-mata, corneta.

Uirapuru, de Villa-Lobos, 1917. A obra retrata o canto do pássaro uirapuru estilizado, ou seja, não corresponde exatamente aos sons típicos do pássaro.

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Escute a montagem que fizemos especialmente para esta obra, apresentando inicialmente o canto do pássaro uirapuru e, em seguida, um breve trecho na flauta da música de Villa-Lobos, ilustrada na partitura.

QUEM É?

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e foi um dos mais importantes compositores do Brasil.

DESCUBRA MAIS

• VILLA-LOBOS: Uirapuru (1917). Publicado por: Rodrigo Eloy. 1 vídeo (ca. 20 min). Disponível em: https:// youtu.be/H0wkQrgVPsc. Acesso em: 21 ago. 2025.

Essa música foi gravada em 1988 pela Orquestra Sinfônica da Paraíba.

Quando criança, seu apelido na família era Tuhu (nome em tupi que significa labareda). Diz-se que ele compôs cerca de mil músicas, entre óperas, sinfonias, quartetos de cordas, concertos para piano e orquestra, estudos para violão, peças para coro, piano, entre outras. Entre as criações de Villa-Lobos, destacamos duas séries de obras muito conhecidas e importantes: os Choros e as Bachianas Brasileiras.

+Ideias

Se possível, traga um ou mais instrumentos musicais para a proposta complementar de exploração e reconhecimento do timbre a seguir. Não revele aos estudantes quais são eles antes da realização da brincadeira. Para trabalhar a escuta de sons e o reconhecimento do timbre, peça aos estudantes que se posicionem de costas para você e toque apenas um ou dois sons num instrumento musical. Pergunte a eles se reconhecem o instrumento que escutaram. Se possível, repita com mais instrumentos. Num segundo momento, organize a turma em dois grupos, que fiquem de costas um para o outro. Um estudante de um grupo deverá falar uma ou duas palavras. O outro grupo procurará reconhecer o timbre da voz e identificar quem é o colega que falou.

Sugestão para o professor

27/09/25 20:30

Villa-Lobos aprendeu com o pai a conhecer e tocar alguns instrumentos musicais, como o violoncelo, o violão, o clarinete, o piano, entre outros. De 1909 a 1912, aproximadamente, fez viagens pelas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a fim de conhecer a música produzida por indígenas, descendentes de africanos e europeus, bem como a mistura que ocorreu entre esses povos e formou o povo brasileiro. Ficou encantado com o que ouviu, com as cantigas de roda, as manifestações tradicionais, os ritmos, os repentes e outras formas de expressão, assim como com a grande diversidade de instrumentos musicais, e resolveu escrever livros e compor músicas a partir dessas experiências. Por onde passava, prestava muita atenção no que ouvia, principalmente em canções tradicionais. Tudo o que escutou pelo Brasil o ajudou a fazer arranjos musicais utilizando esses temas, estilos e ritmos de músicas em suas composições.

• MUSEU VILLA-LOBOS. Rio de Janeiro, c2025. Disponível em: https://museu villalobos.museus.gov.br/. Acesso em: 19 set. 2025. Site do Museu Villa-Lobos, em que é possível acessar informações sobre a obra e a vida do maestro. Reúne amplo acervo de manuscritos, artigos e fotografias.

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR15, EF15AR17 e EF15AR25.

TCT: Meio Ambiente: Educação Ambiental.

ENCAMINHAMENTO

Nesta dupla de páginas, são abordados muitos pontos da história e da cultura brasileiras. Procure identificar as relações que os estudantes fazem entre os assuntos abordados, seus contextos pessoais e seu repertório. Ao avaliar, considere as conversas, impressões e ações desenvolvidas. Anote suas observações, abordando os seguintes temas, entre outros: quais descobertas os estudantes fazem ao estudar a cultura e a arte brasileiras? Quais relações podem ser feitas entre Geografia, História, Literatura e Arte? Como as pessoas percebem suas ascendências étnicas e culturais? Como é possível lidar com preconceitos e identidades culturais? Proponha aos estudantes a leitura da imagem da obra Canto dos cantos , de Ciro Fernandes. Conte a eles sobre a lenda do uirapuru e promova um momento de nutrição estética, exibindo imagens do pássaro ou vídeos para a escuta de seu canto. É interessante que nas imagens seja possível observar o ambiente em que eles vivem, as florestas do Norte do Brasil.

Na página 137, peça aos estudantes que observem a imagem da capa do CD Ñande Reko Arandu: Memória Viva Guarani e leia com eles a letra do canto. Apresente o áudio Nhamandu, no qual é possível escutar a canção guarani, que tem ritmo binário e cuja melodia explora o contraste entre grave e agudo da emissão vocal, que é interpretado por vozes em uníssono, com acompanhamento instrumental (violão, chocalhos e tambor).

Sons, formas e cores da natureza que inspiram a arte

Observe esta imagem. Muitos artistas, como Heitor Villa-Lobos e o pintor Ciro Fernandes, se inspiram nos sons, nas formas e nas cores da Floresta Amazônica brasileira, e também nas lendas contadas pelos povos indígenas. Você conhece a lenda do uirapuru? Segundo essa lenda, quando se ouve um canto misterioso na Floresta Amazônica, é certo que pela região passeia um pássaro chamado uirapuru. De acordo com a lenda indígena, ele é símbolo dos enamorados e do amor verdadeiro.

Dizem que todos os animais da floresta ficam quietos quando esse pássaro entoa sua melodia. Em seu canto, é possível perceber momentos de silêncio antes de voltar a entoar uma sequência de sons de sua melodia. Será mais um cantor das florestas ou um maestro que comanda os sons delas? Cada um pode dar sua interpretação, usando a imaginação. Mas é certo que, quando uma região de mata é destruída, muitos sons, cores e formas se perdem.

dos cantos

de

1 O que é preciso fazer agora para que os cantos de pássaros, como o canto do uirapuru, continuem a ser ouvidos na natureza no futuro? Converse com os colegas Resposta pessoal. Medeie uma discussão sobre o tema. É importante que todos sejam ouvidos e que a turma entre em consenso sobre o assunto.

QUEM É?

Ciro Fernandes (1942-) nasceu em Uiraúna (PB). É xilogravador, artista plástico, escritor e ilustrador. Ele também constrói instrumentos. Nas ilustrações que criou para vários livros, valorizou a arte e a cultura brasileira.

136

Nas propostas 1 e 2, procure identificar as relações que os estudantes fazem entre a canção e seus contextos pessoais e seu repertório. Observe como eles percebem as próprias ascendências étnicas e culturais e instigue-os a refletir sobre identidade cultural e como é possível lidar com preconceitos.

Ao apresentar uma música indígena aos estudantes, é importante mencionar o fato que a originou ou o contexto no qual ela está inserida, o que possivelmente demandará uma pesquisa. Assim, será possível conhecer a função que ela desempenha num dado evento ou situação, bem como, no caso da canção, se aproximar do sentido tratado por sua letra. Muitas vezes, a percepção da intenção contida na entoação do canto pode ser mais esclarecedora do significado da música do que o conhecimento apenas da tradução de seu texto cantado. Isso pedirá sempre muita atenção, acolhimento e respeito na escuta por parte dos estudantes.

KATARINEALMEIDA
Canto
,
Ciro Fernandes, 2022. Xilogravura, 57 cm x 42 cm.

Nossas canções

No Brasil, há diversos povos indígenas. Cada um desses povos desenvolve sua arte e sua cultura, expressando acontecimentos da vida, fenômenos e elementos da natureza que fazem parte do que consideram sagrado. Os povos indígenas criam uma arte que reflete sua conexão com a natureza. Entre o povo Guarani, o canto, por exemplo, é uma das linguagens que expressam a parte sagrada da vida.

Observe a imagem e leia os versos a seguir.

Capa do CD Ñande Reko Arandu: Memória Viva Guarani, 2000.

das pelos indígenas por meio de seus cantos. E o canto é em geral coletivo, muitas vezes um grupo entoando uma parte e outro fazendo a resposta ou complementação. Podem ser acompanhados por instrumentos de percussão, flautas e batidas de pé no chão, normalmente criando o ritmo e marcando o andamento geral da música.

Sugestão para o professor

• GUARANI. Povos Indígenas no Brasil. Brasília, DF: ISA, c2025. Disponível em: https://pib.socioambiental. org/pt/Povo:Guarani. Acesso em: 19 set. 2025. Site com informações sobre o povo indígena da etnia Guarani.

Nhamandu Nhamandu jogweru Nhanderu tenonde omãnê

Nhandexy tenonde

Nhandere omãne 14

[Tradução aproximada]

Quando o deus Sol nasce

Com seus raios e sabedoria

Nosso pai supremo nos olha Nossa mãe suprema nos olha

NHAMANDU. Compositor e intérprete: Memória Viva Guarani. In: ÑANDE Reko Arandu. São Paulo: MCD, 2005. CD, faixa 6.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

1 O que você pensa ao ler os versos e a tradução dessa canção? Responda no caderno. Resposta pessoal.

2 Convide os colegas para cantar uma canção conhecida em sua localidade.

a) Vocês podem cantar com acompanhamento de instrumento ou à capela.

b) Depois de cantar com os colegas, escreva no caderno alguns versos da canção escolhida. 2. a) e b) Respostas pessoais. Oriente os estudantes em suas investigações sobre as canções locais. Promova com eles

À capela é uma forma de cantar usando apenas a voz, sem acompanhamento de instrumentos musicais ou de áudios gravados. momentos de canto sem acompanhamento de instrumentos ou sons gravados, para que compreendam de modo prático que, no ato de cantar à capela, a voz é o elemento principal.

Nhamandu , na cosmologia Guarani, está ligado ao Sol, uma entidade sagrada que é a fonte de vida e luz que guia o povo. A palavra Nhanderu (ou variações como Nhanderuvuçu, Nhamandú) refere-se a uma entidade suprema e criadora na mitologia tupi-guarani, sendo o Pai da criação, dos deuses e do próprio mundo. No mundo indígena, a música tem papel fundamental nos rituais de passagem para a

idade adulta, nas comemorações de nascimento e falecimento e atua como uma ponte entre o mundo terreno e o mundo espiritual, possibilitando o acesso às forças espirituais e da natureza. Afora os rituais, o canto é parte integrante da vida dos indígenas quando brincam, caçam, pescam ou se ocupam de tarefas cotidianas. Muitas histórias importantes para a comunidade, algumas bastante antigas, são conta-

20:30

• LIMA, Adelina. Lenda do uirapuru: história do famoso pássaro do folclore brasileiro. Segredos do Mundo, 29 out. 2021. Disponível em: https://segredosdomundo. r7.com/lenda-do-uirapuru/. Acesso em: 16 set. 2025.

O artigo apresenta as diferentes versões da lenda do uirapuru e curiosidades sobre esse pássaro.

• MEMÓRIA VIVA GUARANI: tema. c2025. Disponível em: https://www.youtube.com/ channel/UCEoOOTRMEI TLuw3hUAyh8Jg. Acesso em: 19 set. 2025.

Página contendo o áudio de Nhamandu e de outras canções do povo Guarani.

• PESQUISADORA da Unicamp cria documentário sobre a vida de Ciro Fernandes, mestre da xilogravura. Publicado por: TV Unicamp. 2025. 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=xL GJxR02hDs. Acesso em: 19 set. 2025. Documentário sobre a vida de Ciro Fernandes.

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15, EF15AR16, EF15AR17 e EF15AR26.

ENCAMINHAMENTO

Explore as perguntas iniciais como forma de levantar os conhecimentos prévios dos estudantes e sensibilizá-los para o estudo dos sons que fazem parte da bagagem cultural deles.

Para a proposta 1 , caso seja necessário, oriente-os na utilização do dispositivo de gravação de áudio que tiverem disponível. Peça que, ao escutarem as gravações, tentem permanecer em silêncio para que possam se concentrar e perceber os sons captados.

Na proposta 2 , se julgar necessário, retome com os estudantes a noção de bagagem cultural, o conjunto de experiências e conhecimentos adquiridos por uma pessoa ao longo da vida. Comente que é com base nessa bagagem que criamos na arte.

Na proposta 3, incentive os estudantes a utilizar os sons gravados anteriormente e a gravar novos sons para criarem suas experimentações. Se necessário, retome os conceitos relacionados aos parâmetros sonoros e aos elementos constitutivos da música, auxiliando os estudantes a perceber as relações entre os conceitos estudados e a ação criadora.

Na proposta 4 , solicite a cada estudante que, após a audição dos sons gravados, selecione alguns desses sons e faça o registro de cada um deles por meio de formas, representações abstratas, palavras, traços, gestos gráficos, formas geométricas, desenhos ou pintura. Instigue-os a usar os diferentes elementos do desenho em seus processos criativos, explorando linhas, formas e cores e estabelecendo relações entre os elementos

ARTE-AVENTURA O que você escuta?

BECK, Alexandre. Armandinho. 2024. Disponível em: https:// tirasarmandinho.tumblr.com/. Acesso em: 22 ago. 2025.

Quais sons você ouve onde mora? Sons da natureza? Sons urbanos? Que paisagem sonora existe no lugar onde você mora? Quais são as canções que você escuta? Quais sons ou quais músicas guarda no coração?

Estas questões mediadoras têm por objetivo sensibilizar os estudantes e compartilhar a leitura dialogando com eles.

1 Que tal fazer um registro de seu universo sonoro? Você vai precisar de um dispositivo com gravador de áudio.

Produção pessoal.

a) Observe e escute com atenção todos os sons a seu redor.

b) Grave os sons do ambiente.

c) Escute os sons que você gravou.

d) Tente reproduzir os sons gravados com objetos sonoros ou com sua voz.

e) Grave sua interpretação dos sons.

f) Compartilhe com os colegas suas gravações e aprecie o que eles registraram e interpretaram.

visuais e as representações de sons longos, curtos, graves, agudos, intensos, fracos e de diferentes timbres. Ao final, proponha uma roda de conversa e solicite aos estudantes que apresentem e interpretem as partituras para a turma. É importante também pedir que comentem o que ouviram, bem como a representação que elaboraram para representar cada um dos sons. No caso dos registros mais livres e espontâneos, ao dar uma atenção particular a cada um deles, avalie com o estudante, após a finalização do trabalho, se há procedimentos ou formas que se repetem em sua maneira de notar a música. Em um momento adiante, você poderá avaliar com a turma maneiras mais usuais ou consensuais de notar os sons. Assim, por exemplo, os mais graves costumam ser notados na parte mais baixa da folha e os mais agudos na parte mais alta; os sons longos podem se estender mais na horizontal do que os curtos; e os sons mais intensos podem ter um tamanho maior do que os mais fracos. Você pode comentar, sem limitar a liberdade expressiva e imaginativa dos estudantes, que a proporcionalidade é um aspecto importante na notação das características sonoras e está na base da coerência da escrita.

2 Inspirados nessas pesquisas, vocês podem criar músicas. Converse com os colegas sobre as questões a seguir.

Veja orientações no Encaminhamento.

a) O que essas sonoridades expressam?

b) O que elas têm a ver com sua bagagem cultural?

3 Vamos fazer experimentações musicais? Fazer música é arranjar sons e fazer combinações. O que podemos arranjar com as sonoridades que foram gravadas?

Veja orientações no Encaminhamento.

a) Com a ajuda do professor, você e os colegas podem fazer novas gravações misturando e sobrepondo sonoridades.

b) Mostrem simultaneamente os áudios que gravaram, enquanto um dos colegas grava os sons.

c) Vocês também podem sobrepor sonoridades com cantos ou produzir mais sons batendo palma, usando instrumentos musicais ou objetos sonoros, enquanto um colega registra todos os áudios.

4 Em uma folha de papel avulsa, invente uma partitura não convencional, ou seja, partituras gráficas, desenhadas com linhas, formas e cores, para representar as sonoridades que você pesquisou e gravou.

4. Resposta pessoal. A proposta é criar uma partitura não convencional com base nas investigações de sons.

Incentive os estudantes a interpretar as partituras desenhadas explorando a criação de sonoridades produzidas com a voz, percussão corporal ou instrumentos musicais e objetos sonoros.

ESTA É A MINHA ARTE!

Mostre suas criações das par tituras não convencionais aos colegas. Depois, aprecie as cria ções deles. Aqui, não há regras, a aventura é criar!

Avalie como os estudantes se comportam em momentos de ação criadora considerando que essa situação de aprendizagem propõe a experimentação de materialidades, o desenvolvimento de processos e procedimentos artísticos, a investigação de técnicas, a resolução de problemas e a exploração de poética pessoal. Sugerimos fotografar as partituras para registro das representações de cada história sonora e, se possível, gravar em áudio ou vídeo as interpretações. A partir desses registros, será possível apreciar coletivamente as composições e realizar novas interpretações.

+Ideias

Após pedir aos estudantes que apresentem os sons registrados para toda a turma, proponha que se organizem em grupos de três a cinco integrantes e que escolham juntos de oito a dez dos sons registrados. Explique que deverão criar uma história ou uma cena sonora, reproduzindo juntos os sons escolhidos.

Sugestão para o professor

• BARBOSA, Ana Mae; AMARAL, Lilian (org.). Interterritorialidade: mídias, contextos e educação. São Paulo: Senac, 2008.

O livro reúne textos de pesquisadores que narram suas experiências com espaços fronteiriços – não só entre formas de linguagem, mas também entre meios e contextos.

• CANDAU, Vera Maria (org.). Sociedade, educação e cultura(s): questões e propostas. Petrópolis: Vozes, 2008.

Esse livro reflete sobre as relações entre educação e cultura na sociedade contemporânea, considerando principalmente o fenômeno da globalização.

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15, EF15AR16 e EF15AR17.

ENCAMINHAMENTO

Apresente aos estudantes a canção Apï ayã txuxitxuxi, que é uma cantiga de ninar do povo Juruna. No áudio, ela é interpretada pela musicista e etnomusicóloga Marlui Miranda, com uma locução explicativa da canção feita por ela própria especialmente para esta obra.

Incentive os estudantes a se aprofundar na experiência musical com a canção Apï ayã txuxitxuxi , explorando várias propostas. Sugerimos aqui algumas.

1. Divida os estudantes em dois grupos (1 e 2) e escolha três timbres ou sonoridades diferentes (A, B e C). O som A pode ser um tambor, o B, um triângulo e o C, uma flauta ou apito, por exemplo. É muito importante que as sonoridades sejam contrastantes e bem identificáveis.

Apresente a música para que todos os estudantes a escutem e peça que fiquem inteiramente imóveis.

• Timbre A: som dirigido ao Grupo 1: quando os estudantes ouvirem pela primeira vez esse som, começam a cantar e bater palmas bem baixinho, na pulsação da música. Quando for dado esse mesmo sinal novamente, fazem silêncio e ficam imóveis, apenas escutando a música.

• Timbre B: a mesma coisa para o Grupo 2.

• Timbre C: esse terceiro timbre é dirigido a ambos os grupos. Ao ouvirem pela primeira vez, todos

ARTE EM PROJETOS Nossas sonoridades

Possivelmente, muitos de nós carregamos como bagagem cultural músicas e sonoridades de povos originários do continente africano e do Brasil.

Talvez, numa primeira audição, nós não as reconheçamos com clareza, mas, se as escutarmos algumas vezes com mais atenção e se as interpretarmos, quem sabe seus ritmos e suas melodias não nos soarão familiares?

Vamos experimentar?

Poderemos localizar em nossa bagagem cultural músicas e sonoridades que ouvimos. Observe, por exemplo, a canção Apï ayã txuxitxuxi. Essa é uma cantiga de ninar que faz parte do repertório cultural dos Juruna e é cantada pelas mães para embalar as crianças.

Apï ayã txuxitxuxi

Ayã txuxitxuxi

Aritada, Aritada Apï hau hau

Tradução

Comeu comida quente

Aritada, Aritada queimou a boca.

APÏ AYÃ txuxitxuxi: cantiga de ninar (Yudjá). In: CANTOS da floresta, c2025. Disponível em: https://www.cantosdafloresta.com.br/audios/api-aya -txuxitxuxi/. Acesso em: 22 ago. 2025.

Aritada é o nome do cachorrinho que ao comer queimou a boca, conforme diz a letra da canção.

Observe a partitura da canção.

Perceba que é possível criar uma melodia com apenas três notas (Mi, Sol e Si) e obter um resultado tão interessante!

se deslocam no ritmo da música livremente pelo espaço, cantando ao mesmo tempo. Ao ouvirem o mesmo sinal, param e silenciam-se por completo. Você pode alternar suas indicações entre: apontar apenas um grupo por vez (A ou B), um grupo e depois o outro (A e B) e ambos simultaneamente (C).

2. Divida a turma em dois grupos, A e B. Realize a proposta da seguinte forma: 1a vez — todos cantam juntos a melodia bem baixinho (pianíssimo). 2a vez — o grupo A interpretará a melodia e o B, uma nota que se manterá continuamente (nota Mi, como um pedal, um som longo e ininterrupto). 3ª vez — invertem-se os grupos (quem foi A será B, e vice-versa). 4ª vez — todos emitem juntos a nota contínua (Mi), enquanto estalam os dedos ou dão um tapa suave na perna, marcando os tempos. 5ª vez — todos cantam juntos a melodia bem baixinho (pianíssimo).

Agora, acompanhe a letra da canção Allunde alluya, de origem africana, em idioma suaíli:

Allunde allunde, allunde alluya

Za pu ua ia, iaa ku sô

Ai ai ai ai, ai-yai-yai iê, allunde

Mandai a kuaka, a kuaka mandai

Ai ai ai ai, ai-yai-yai iê, allunde

ALLUNDE,

trumentos de percussão. O compasso desta música é chamado de binário composto, sendo formado por seis subdivisões de tempo.

[Tradução livre]

Deus do Sol a nascer

Proteja essa criança

Ajude-a a crescer

E tornar-se

Um adulto

Que nossa tribo

Vá fortalecer.

Music, c2025.

Agora escute a música e procure observar ao mesmo tempo sua partitura, isto é, a maneira como ela está anotada.

Chame a atenção dos estudantes para o início da partitura. Há repetições do texto (“Allunde allunde...”) entre os dois grupos que cantam, como um eco ou um cânone, mas depois todos cantam juntos.

Quando tocamos ou cantamos numa intensidade normal, num volume médio, dizemos em música que a interpretação é mezzo piano, ou seja, meio piano (ou ainda meio suave).

A intensidade alta chamamos de forte (F) ou, se muito forte, de fortíssimo (FF). Da mesma maneira, se a intensidade é muito fraca, chamamos de pianíssimo (PP).

3. Convide os estudantes a criar uma nova letra para interpretar essa canção. Eles podem guardar ou alterar as sonoridades da letra, bem como da temática original, ou se lançar a uma criação livre, com ou sem rimas próprias.

Apresente aos estudantes a canção africana Allunde alluya. No áudio, ela é cantada a duas vozes, com uso de repetições e imitações entre elas. O acompanhamento é feito por kalimbas (instrumento que possui lâminas de metal, tocadas com os dedos) e por outros ins-

A canção Allunde alluya, na língua suaíli, pode ser considerada uma cantiga de ninar ou um canto de trabalho coletivo. Ela está associada a uma história nascida no continente africano. Um dia, um homem quis ver o Sol, viajou até o céu e o encontrou em um palácio iluminado. Eles ficaram amigos e o homem, de tão feliz, cantou uma canção para o Sol. Os versos e a melodia de Allunde expressam a importância de cuidar das crianças e protegê-las. Para interpretar o arranjo apresentado aqui, criem uma introdução instrumental e uma continuação para a canção, com base na escuta do áudio.

Sugestão para o professor

• QUINTAL da cultura: Grupo Mawaca. Publicado por: TV Cultura. 2013. 1 vídeo (ca. 15 min). Disponível em: https://cultura.uol.com. br/videos/40137_quintal -da-cultura-grupo-mawa ca-06-04-13.html. Acesso em: 19 set. 2025. Nesta apresentação do Grupo Mawac, é possível conhecer a história de Allunde alluya. O Grupo Mawaca foi formado em 1995 por cantoras e músicos que pesquisam, além das músicas brasileiras, a arte musical de várias partes do mundo, como das culturas indiana, árabe e africana. Os membros do grupo defendem que as artes de todos os povos são importantes e devem ser respeitadas.

Alluya – grupo Mawaca. In: CANÇÃO de ninar tradicional da Tanzânia cantada em suaíle. Arranjo: Magda Pucci. Sob licença da Ethos

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15, EF15AR16 e EF15AR17.

ENCAMINHAMENTO

Na proposta 1, os estudantes podem retomar os sons gravados durante o trabalho com a seção Arte-aventura: O que você escuta?. Para a proposta 2, oriente os estudantes a desenvolver o processo de criação de uma canção, elaborando sua letra e melodia. Proponha que trabalhem em pequenos grupos, começando pela escrita da letra e, depois, explorando diferentes formas de interpretá-la, para que a melodia surja a partir das palavras. Caso encontrem dificuldades, podem adaptar melodias já conhecidas, criando variações próprias. Incentive o uso de instrumentos musicais e objetos sonoros para acompanhar as composições, além de explorar o desenho e as partituras gráficas como recursos de criação e registro da música. Em rodas de conversa, promova a socialização das canções criadas (letras, arranjos, melodias e partituras), incentivando o grupo a comentar sobre facilidades e desafios do processo criativo. Por fim, organize uma mostra coletiva com as produções musicais da turma.

Na proposta 3, podem ser confeccionados os instrumentos. Para fazer os chocalhos de pé, indique que um adulto faça furos no centro das tampinhas ou sementes, passe um cordão pelos furos e amarre as tampinhas ou sementes. Depois, deve fazer dois cordões e prendê-los nos tornozelos. Oriente os estudantes para que pesqui-

1 Agora, vamos criar uma letra e uma melodia com base em sua bagagem cultural e no lugar onde mora? Em grupo, façam a investigação a seguir.

a) Quais sons são característicos do lugar onde vocês vivem?

b) Quais instrumentos musicais estão mais presentes nas canções de sua região?

c) Do que falam as letras das canções? Será que contam histórias, exaltam as belezas de sua terra, da natureza, expressam sentimentos ou trazem outras mensagens?

2 Em seguida, criem versos que expressem o que vocês sentem pelo lugar onde vivem.

a) Esses versos podem ter como base uma história real, um conto de tradição oral, entre outras possibilidades.

b) Vocês podem colocar a letra sobre uma melodia de uma música já conhecida, criando um novo arranjo, improvisar ou inventar uma nova composição.

c) Criem partituras próprias utilizando textos, desenhos, imagens, colagens ou gráficos para expressar sua composição de modo criativo.

3 Com as composições prontas, é hora de interpretá-las.

a) Para cantar, vocês podem criar coros à capela e experimentar o canto em cânone.

b) Para tocar, improvisem com objetos sonoros ou instrumentos musicais não convencionais criando sonoridades para acompanhar a melodia e o ritmo. Vejam algumas dicas.

• Latas e galões de plásticos podem ser usados como instrumentos de percussão, tambores de vários tamanhos e timbres, e colheres de pau podem ser usadas como baquetas.

• Mangueiras e tubos finos de plástico podem ser utilizados como instrumentos de sopro.

• Garrafas de vidro, contendo quantidades diferentes de água, podem ser usadas como uma marimba, que pode ser bem afinada e percutida com baquetas.

• Vocês também podem fazer um chocalho de pé usando tampinhas de garrafas PET ou sementes. 1, 2 e 3. Respostas pessoais. Veja mais orientações no Encaminhamento.

sem mais sobre esse instrumento e sua presença na arte e cultura brasileiras, como na dança e em músicas indígenas. Eles podem também fazer experiências dançando e produzindo sons com seu chocalho de pé.

É importante combinar com os estudantes como serão feitos os registros das propostas de ação criadora (processos e produção). Sugerimos criar registros com filmagens, gravações de áudio ou depoimentos dos estudantes para compor um portfólio eletrônico. Além de fazer anotações em seu diário de bordo, sugira aos estudantes que registrem experiências vividas por meio de desenhos e escrita nos cadernos de artista.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

PARA REVER O QUE APRENDI

1 Copie a frase a seguir no caderno, completando-a. Ao conjunto de experiências e conhecimentos adquiridos por uma pessoa ao longo da vida damos o nome de

bagagem cultural

2 Você aprendeu que o samba-rock é a mistura de dois gêneros musicais. Agora, responda às perguntas a seguir.

a) O samba é um gênero musical que nasceu em que país? Brasil.

b) O rock é um gênero musical que nasceu em que país? Estados Unidos.

3 Escreva no caderno a resposta correta: em uma batucada brasileira, em geral, estão presentes músicos que tocam instrumentos como tambor, tamborim, pandeiro, chocalhos e outros. O tambor é classificado como instrumento de:

a) percussão. X b) sopro. c) cordas.

4 Escreva no caderno V para as frases verdadeiras ou F para as frases falsas.

a) A voz humana também é uma fonte sonora na música. V

b) Embolada é uma tradição nordestina que une música e poesia, podendo ser improvisada ou não. V

c) Soul music é um estilo musical brasileiro. F

d) Os festejos com danças que contam histórias são conhecidos como danças dramáticas. V

5 Escreva no caderno quais são os povos que formam nossas matrizes culturais.

a) Africanos X

b) Estadunidenses

c) Europeus X

d) Indígenas X

ENCAMINHAMENTO

Para este momento, sugerimos, inicialmente, propor uma roda de conversa. Convide os estudantes a falar sobre o que aprenderam e que experiências mais gostaram de ter ao estudar esta unidade.

Na proposta 1 , o foco é conversar com os estudantes sobre como percebem sua bagagem cultural, sobretudo com base nas experiências deles junto aos amigos e familiares ou responsáveis, na escola ou na região onde vivem.

é um estilo musical estadunidense.

Na proposta 5, retome as hipóteses interpretativas sobre nossas matrizes culturais e comente com os estudantes que cada termo está no plural porque vários povos compõem nossa cultura. Nesta seção, propõe-se um momento para uma avaliação processual. Com o acompanhamento da aprendizagem, é possível identificar conhecimentos individuais conquistados nos estudos ao longo da unidade, retomar e avaliar habilidades e conteúdos estudados e identificar possíveis dificuldades. Sugere-se olhar e avaliar os objetivos da unidade tendo como base todas as situações avaliativas propostas. Além das atividades da seção, os portfólios físicos e/ ou eletrônicos, os cadernos e outras produções e registros criados podem ser considerados. Nesse sentido, é importante também retomar situações avaliativas em que a presença do corpo se fez potente nos estudantes, uma vez que a arte se faz com base em vários contextos, elementos e materialidades, incluindo o corpo.

27/09/25 20:30

A proposta 2 traz estudos sobre o samba e o rock. Proponha aos estudantes que expressem saberes valorizando o samba como patrimônio cultural imaterial brasileiro. Para a proposta 3 , retome os tipos de instrumento. Traga, se possível, sons de instrumentos de sopro e corda para pesquisas sensoriais em que os estudantes possam identificar os diferentes timbres.

A proposta 4 apresenta o desafio de indicar se as afirmativas são verdadeiras ou falsas. Se necessário, comente que soul music

Tendo em vista que cada pessoa pode ter experiências diversas com a Arte, é importante avaliar a qualidade dos encontros que os estudantes tiveram com essa área de conhecimento em suas diferentes linguagens. Caso identifique que algumas experiências não foram vividas, sugere-se oferecer novas oportunidades de ação criadora em que desenvolvam competências e habilidades e criem com autonomia a partir de poéticas autorais. Proporcionar conversas em grupo sobre as próprias produções pode ser uma ação positiva para a autoavaliação e a percepção da potência expressiva de cada um.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Referências bibliográficas comentadas

ALMEIDA, Berenice de; PUCCI, Magda. Cantos da floresta : iniciação ao universo musical indígena. São Paulo: Peirópolis, 2017.

Nesse livro acompanhado de CD, são apresentadas tradições e variedades culturais de nove dos vários povos indígenas que vivem no Brasil. Nele, são apresentadas propostas práticas acompanhadas de áudio e transcrição em partituras de músicas.

ANDRADE, Mário de. Danças dramáticas do Brasil Belo Horizonte: Garnier, 2002.

A obra reúne estudos de Mário de Andrade sobre a dança na cultura tradicional brasileira, com discussões a respeito do caráter profano e religioso do bailado e das danças dramáticas.

BARBOSA, Ana Mae (org.). Arte/educação contemporânea : consonâncias internacionais. São Paulo: Cortez, 2005.

Nessa obra, são explorados diferentes aspectos do ensino de Arte, levando em conta a interdisciplinaridade e a interculturalidade.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: https://basenacionalco mum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal_site.pdf. Acesso em: 18 ago. 2025.

Nesse documento, estão presentes proposições e embasamentos curriculares, determinando as competências e as habilidades específicas de cada área do conhecimento para garantir as aprendizagens essenciais.

COSTELLA, Antonio. Introdução à gravura e sua história . Campos do Jordão: Mantiqueira, 1984.

Nessa obra, são apresentadas as técnicas, a linguagem e a história da gravura.

FAOUR, Rodrigo. História da música popular brasileira, sem preconceitos : dos primórdios em 1500 aos explosivos anos 1970. 3. ed. Rio de Janeiro: Record, 2021.

O autor apresenta uma análise ampla da evolução da música popular no Brasil, examinando as influências culturais, sociais e políticas que formataram a música ao longo dos séculos.

INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Interações e sentidos : experiências com o Inventário Nacional de Referências Culturais. Brasília, DF: Iphan, 2022. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/20_anos_inrc_ volume3.pdf. Acesso em 12 ago. 2025.

Publicação digital em que estão reunidos artigos sobre o trabalho realizado para a identificação e a preservação do patrimônio cultural brasileiro.

JAPIASSU, Ricardo Ottoni Vaz. Metodologia do ensino de teatro. 2 ed. Campinas: Papirus, 2003.

Nessa obra, que tem como base a metodologia de Viola

Spolin, o autor ressalta a importância dos momentos de foco, instrução e avaliação nos jogos teatrais.

KOUDELA, Ingrid D. Jogos teatrais . São Paulo: Perspectiva, 1998.

A autora apresenta conceitos e práticas sobre teatro e a educação, debate e aclara a ideia de jogo simbólico, jogo de regras e jogo dramático.

LOUREIRO, Maristela; TATIT, Ana. Festas e danças brasileiras . São Paulo: Melhoramentos, 2013.

Nesse livro, acompanhado de CD e DVD, as autoras apresentam 46 canções relacionadas a 17 diferentes tradições culturais de todo o Brasil, como o Samba de Coco, o Bumba Meu Boi, o Frevo e a Congada.

MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de arte : a língua do mundo. São Paulo: FTD, 2010.

Nessa obra, as autoras propõem construções e reflexões sobre conceitos para o ensino contemporâneo de Arte. Também apresentam a abordagem de ensino por meio dos territórios da arte e cultura.

MONTEIRO, Marianna. Dança popular : espetáculo e devoção. São Paulo: Fapesp: Terceiro Nome, 2011.

A autora discute a dança no contexto da cultura popular tradicional brasileira e se detém, especialmente, sobre a história e a contemporaneidade do Folguedo do Congo.

Leituras complementares para o professor

ALMEIDA, Berenice de; PUCCI, Magda. Outras terras, outros sons . São Paulo: Callis, 2015.

Nesse livro, há informações e propostas práticas baseadas nas três principais tradições culturais presentes no Brasil: a indígena, a africana e a portuguesa, expondo suas funções, sua história e os diversos instrumentos por elas utilizados.

ARDIES, Jacques. Arte naïf no Brasil . São Paulo: Empresa das Artes, 2000.

O autor traz o primeiro panorama sobre a arte naïf brasileira, aqui tratada como ingênua, apresentando conceitos sobre os modos e os temas das pinturas.

LATERMAN, Ilana; PETERS, Leila; SCHLINDWEIN, Luciane Maria (org.). A criança e o brincar nos tempos e espaços da escola . Florianópolis: NUP, 2017.

Trata-se de estudos sobre a importância da cultura lúdica do brincar no desenvolvimento da criança e nos processos de ensino e aprendizagem na escola.

VIANNA, Klauss. A dança . São Paulo: Summus, 2018. Nessa obra, o autor reflete sobre seu percurso na dança brasileira, suas observações e experimentações. Além disso, delineia seu método de trabalho voltado para um desenvolvimento integral por meio da dança.

ORIENTAÇÕES GERAIS

CONVITES PARA EXPERIÊNCIAS E PROPOSIÇÕES PEDAGÓGICAS

É experiência aquilo que “nos passa”, ou que nos toca, ou que nos acontece, e ao nos passar nos forma e nos transforma. Somente o sujeito da experiência está, portanto, aberto à sua própria transformação.

BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 19, p. 25-26, jan./abr. 2002.

A filosofia explica a experiência como as percepções e os saberes que construímos por meio dos sentidos. Se prestarmos atenção, perceberemos que todos os dias muitas coisas nos acontecem, mas nem todas nos tocam. Quando algo nos toca, nos afeta, isso pode representar um acontecimento significativo, uma experiência estética!

Quem não se lembra de uma cena de filme, de uma pintura ou de um desenho visto na infância que tenha marcado sua história de vida? Uma música, um perfume ou uma imagem podem nos fazer viajar a tempos passados. Esse é o poder da experiência estética: o encontro com a beleza ou com a estranheza pode marcar a memória e influenciar nossa formação como seres sensíveis.

Algumas vezes somos surpreendidos e envolvidos por esse tipo de experiência, outras vezes nos colocamos intencionalmente em estados sensíveis, disponíveis à poesia. Na

busca por experiências estéticas, vamos ao cinema, a espetáculos de música, de teatro e de dança, a exposições de arte ou apenas ligamos a televisão ou acessamos dispositivos móveis para nos deleitar com séries e filmes, ouvir música, apreciar e compartilhar imagens.

Na experiência estética os meus sentimentos descobrem-se nas formas que lhes são dadas, como eu me descubro no espelho. Através dos sentimentos identificamo-nos com o objeto estético, e com ele nos tornamos um.

DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. Fundamentos estéticos da educação. 2. ed. Campinas: Papirus, 1988. p. 93.

Segundo a definição de Duarte Júnior, a palavra estesia é oposta à palavra anestesia — a impossibilidade ou a incapacidade de sentir. No entanto, a estesia relaciona-se à possibilidade de sentir e significar. Em estado de estesia, seja por intenção, seja por distração, podemos viver experiências estéticas (DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. O sentido dos sentidos : a educação (do) sensível. Curitiba: Criar, 2001).

Quando falamos em proposições pedagógicas no ensino de Arte, chamamos a atenção para a presença de professores-propositores, que são aqueles que se constituem pela for-

mação/ação/reflexão no fluxo das experiências culturalmente vividas. Experiência, nesse sentido, é a condição especial que, como expressa Jorge Larrosa Bondía, “‘nos passa’, ou que nos toca, ou que nos acontece” (BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 19, p. 26, jan./abr. 2002).

Entender arte como conhecimento e linguagem que dialoga com muitos saberes, sentimentos, sensações, tempos e contextos é um fator importante na concepção contemporânea de arte-educação. Do mesmo modo, a ideia de proposição pedagógica para o ensino de Arte está ligada ao desafio de buscar uma poética pessoal de aprender e ensinar Arte. Trata-se de uma postura pedagógica em que o professor, mesmo tendo como referência um material didático, toma decisões que resultam em escolhas autônomas e pensadas para os encontros entre os estudantes e o universo da arte. São profissionais atentos às necessidades da realidade e abertos à escuta sensível dos estudantes, acolhendo os diversos modos de ser e de existir.

Dessa forma, professores-propositores são profissionais autores dos seus projetos pedagógicos; preparam ambiências educadoras e criadoras e convidam os estudantes a viver experiências na fruição, na contextualização e no fazer artístico; compreendem a potência das experiências estéticas.

Fazemos aqui o convite aos professores-propositores, disponíveis à poesia e em estado de estesia, para trilhar caminhos cuja premissa é que a experiência com a Arte seja uma aventura repleta de experimentações, com ênfase na curiosidade, na alegria e nas descobertas: uma arte-aventura!

Caminhos

para trilhar

no ensino da Arte

Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música, não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe falaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o misté-

rio daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.

ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola 3. ed. São Paulo: Planeta, 2021. p. 189.

Já que somos seres de linguagem, expressão e poesia, as aulas do componente curricular Arte podem ser espaços e tempos para viver experiências com a beleza e com a boniteza. A beleza de que aqui falamos não está associada à ideia de padrões ou gostos estéticos, e sim à ideia de boniteza que aprendemos com Paulo Freire quando ele fala da necessidade de a educação percorrer caminhos de encantamentos. Quando Rubem Alves fala de ensinar e aprender por meio de “experiências da beleza”, nos convida a pensar em encontros sensíveis com o mundo e as coisas que nele habitam, incluindo a arte. Nesse sentido, ao escolher os caminhos para trilhar no ensino da Arte, devemos selecionar conceitos ou modos de provocar experiências com a beleza? Como preparar nossas aulas com boniteza para provocar encantamento? (FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia : saberes necessários à prática pedagógica. 38. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2004. p. 23; ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola . 3. ed. São Paulo: Planeta, 2021).

O Livro do estudante desta coleção representa um rico material que oportuniza a fruição, a leitura e a construção de hipóteses interpretativas por meio de textos verbais e visuais e de materiais em áudio. Apresentamos diversas propostas que contemplam o fazer artístico — fruição e leitura de imagens, estudos e pesquisas, contextualizações e investigações sensoriais —, com o objetivo de tornar os estudantes protagonistas de sua aprendizagem. Para auxiliar o trabalho do professor, respeitando o momento de alfabetização e o processo de conquista da leitura e da escrita em que os estudantes estão mergulhados, a coleção propõe momentos de nutrição estética com leitura e interpretação de textos poéticos selecionados da literatura, trechos de canções e textos criados pelos autores junto com imagens de obras artísticas e ilustrativas, como forma de adentrar nos estudos

valorizando o pensamento poético e as experiências com a beleza.

Situações de aprendizagem

As proposições pedagógicas nesta coleção valorizam a investigação e as leituras de mundo, bem como a exploração de materialidades, processos e ações criadoras. São diversas situações de aprendizagem com o objetivo de facilitar o trabalho do professor e oferecer encaminhamentos metodológicos para provocar o constante e crescente aprendizado da arte, respeitando as infâncias e a cultura do brincar. Podemos refletir sobre o fato de a arte ser uma atividade e um produto cultural essenciais para o ser humano, por isso sua presença na escola é tão importante. Sem ela, o desenvolvimento de muitas competências e habilidades jamais seria alcançado, já que se trata de uma atividade humana ligada a manifestações estésicas e estéticas realizadas com base naquilo que percebemos, sentimos e pensamos. Que escolhas fazer diante da amplitude do universo da arte? Essa dúvida pode provocar os educadores a pensar sobre o que ensinar ou por quais caminhos seguir. Assim como um poeta que escolhe apenas algumas palavras, entre as muitas existentes, para criar seus versos e suas rimas, em meio ao vasto acervo de produções artísticas e manifestações culturais, a cada volume, unidade, capítulo e seção, realizamos escolhas e recortes, visando ajudar os professores nas suas próprias escolhas para criar, propor e caminhar por um percurso de ensino e aprendizagem da Arte na companhia dos estudantes. Com base nas escolhas que fazemos no universo da arte, podemos nos expressar, nos descobrir como criadores, apreciadores/espectadores, pesquisadores. Podemos, também, ser provocados por estados sensíveis e subjetivos a desenvolver o pensamento crítico e a viver encontros com a beleza, convidando os estudantes para essas experiências.

Nesta coleção, propomos o trabalho com base nas situações de aprendizagem: rodas de conversa, nutrição estética, ações criadoras, investigações sensoriais, pesquisas e expedições culturais. A expressão “situação de aprendizagem” nasce da reflexão de autores como José Carlos Libâneo e refere-se às si -

tuações didáticas e aos momentos educativos como pontos fundamentais para uma aprendizagem com sentido para os estudantes, entendidos como sujeitos ativos (LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública: a pedagogia crítico-social dos conteúdos. 21. ed. São Paulo: Loyola, 2008). Segundo Mirian Celeste Martins, Gisa Picosque e Maria Terezinha Telles Guerra, não se trata apenas de realizar uma atividade de modo mecânico, mas de vivenciar experiências significativas (MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 2010).

Nesse sentido, ao participar de rodas de conversa e de momentos de nutrição estética ; ao viver a ação criadora , ao realizar investigações sensoriais, pesquisas e expedições culturais em ambiências educadoras, os estudantes podem vivenciar seu processo de aprendizagem. Essas e outras situações podem ser criadas para vivências com arte na escola e fora dela, convidando e envolvendo também os familiares ou responsáveis.

À medida que ensinamos arte também aprendemos com ela e sentimos sua importância na escola. Como expressam Mirian Celeste Martins, Gisa Picosque e Maria Terezinha Telles Guerra, a “arte é importante na escola, principalmente porque é importante fora dela” (MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte : a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 2010. p. 12).

Tempos, poéticas e infâncias

Quando crianças, o que gostávamos de aprender? O que nos causava estranhamento, curiosidade, encantamento? Quais as experiências e os encontros com a arte que guardamos em nossas memórias?

Essa provocação, para vasculhar os sentimentos guardados e as memórias do seu tempo de infância, é um convite para pensar sobre como “definitivamente não somos iguais, e é maravilhoso saber que cada um de nós que está aqui é diferente do outro, como constelações” (KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 32-33) e sobre o fato de trazermos

conosco nossas subjetividades e modos de aprender e ensinar, construídos com tempo e uma diversidade de processos e experiências.

Mesmo considerando as diferenças entre tempos e contextos, esse exercício de memória deixa-nos mais sensíveis para compreender os estudantes, que têm seus estranhamentos, suas curiosidades, seus encantamentos e, sobretudo, seus desejos e seus direitos.

Ao ensinar Arte nos anos iniciais do ensino fundamental, é preciso compreender e mergulhar no universo do tempo da infância — ou melhor, das infâncias, considerando a diversidade de experiências vividas pelas crianças com base em seus contextos geográficos, culturais e sociais. A palavra infâncias carrega o sentido plural dos modos de ser e de existir, valoriza diferentes culturas e indivíduos e suas leituras de mundo, suas percepções, sensações e emoções diante da vida.

Investigar e acolher a forma como cada criança formula hipóteses interpretativas, desenvolve a oralidade, os processos de escrita, a leitura e as expressões artísticas visuais, sonoras e corporais é respeitar o tempo e a poética nas infâncias.

Ao conhecer melhor o desenvolvimento dos estudantes, suas conquistas e dificuldades, os professores podem analisar e planejar melhor suas aulas atendendo competências e habilidades, mas principalmente promovendo experiências significativas, capazes de compor histórias, memórias e aprendizados. Como você deseja ser lembrado? Essa é uma pergunta inquietante apresentada por Paulo Freire em: PAULO Freire contemporâneo. Direção: Toni Venturi. Brasil, 2007. 1 vídeo (ca. 50 min).

Há poética nas produções das crianças. A escuta e o acolhimento das produções exigem um exercício de avaliação sensível por parte dos adultos, em especial de professores e familiares, favorecendo ambientes mais seguros, acolhedores e potentes para o desenvolvimento da expressão e da ação criadora dos estudantes. Trata-se de um grande desafio, uma vez que a lógica do pensamento das crianças é diferente da lógica dos adultos. Dessa forma, precisamos estar atentos a essa diferença de modos de ser e de existir nas infâncias. Precisamos nos aventurar por mundos imaginários e simbólicos.

Minha tarefa pode ser comparada à obra de um explorador que penetra numa terra desconhecida. Descobrindo um povo, aprendo sua língua, decifro sua escrita e compreendo cada vez melhor sua civilização. Acontece o mesmo com todo adulto que estuda a arte infantil.

STERN, Arno apud MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte: a língua do mundo: São Paulo: FTD, 2010. p. 84.

A cultura do brincar

Não é questão de querer

Nem questão de concordar

Os direitos das crianças

Todos têm de respeitar.

[…]

Tem direito à atenção

Direito de não ter medos

Direito a livros e a pão

Direito de ter brinquedos.

ROCHA, Ruth. Os direitos das crianças: segundo Ruth Rocha. São Paulo: Salamandra, 2014. p. 7-10.

Nesta coleção, foi feita a escolha de valorizar o aprender pelo brincar, por considerar esse um direito importante para o desenvolvimento dos estudantes.

A cultura do brincar permeia toda a coleção, valorizando as experiências práticas e lúdicas nas investigações de materialidades, elementos constitutivos das linguagens artísticas e processos de criação. São apresentados produções artísticas, jogos de faz de conta e brincadeiras simbólicas, jogos teatrais com danças e jogos musicais como as brincadeiras cantadas, entre outras propostas, sempre respeitando cada faixa etária e as diferentes infâncias.

A presença do brincante nas manifestações da cultura brasileira, como cirandas, danças, cantos e festejos, dialoga com os estudantes sobre as ações lúdicas, que não são práticas exclusivas das infâncias, mas atravessam as tradições culturais brasileiras em diferentes contextos, sendo algumas reconhecidas como patrimônios culturais imateriais.

A cultura do brincar também está presente nas propostas de trabalhos em grupo, em que as relações sociais podem ajudar a construir e exercitar noções e atitudes do trabalho colaborativo, da educação antirracista e da cultura de paz.

As práticas artísticas são propostas com base na experimentação com liberdade, incentivando a curiosidade e a criatividade e valorizando a imaginação e a invenção como propulsores de ideias, argumentos e resolução de problemas e desafios. São práticas que estão em consonância às metodologias ativas e ao desenvolvimento de pensamentos contextualizados e críticos.

A curiosidade e o sentimento de aventura abrem possibilidades de expressão e de descoberta. Assim, são importantes os desafios que incentivam os estudantes a investigar muitas linguagens e a construir saberes sobre arte e vida por meio do lúdico.

Educação inclusiva e cultura de paz

A respeito do papel dos professores de Arte na educação inclusiva, é preciso refletir sobre as complexidades e realidades que envolvem esse trabalho em cada escola.

O direito à educação de pessoas com deficiência vai muito além da garantia de acesso ao espaço escolar. Além de espaços adequados, a acessibilidade inclui projetos pedagógicos que garantam condições para o desenvolvimento pessoal, social e educacional dos estudantes.

Nas Orientações específicas que acompanham o Livro do estudante desta coleção, há sugestões para auxiliar no desafio de promover uma cultura inclusiva na escola. Os professores têm papel fundamental nesse processo, que envolve várias ações educativas, desde a escuta e a observação atenta e sensível às necessidades dos estudantes até a criação de ambiências seguras, solidárias e pacíficas.

Ações educativas e situações de aprendizagem significativas e flexíveis valorizam as potencialidades de cada estudante, propondo a participação efetiva e interativa. Para isso, é fundamental o constante diálogo com todos os estudantes da turma, a fim de desconstruir

ideias estereotipadas e preconceituosas sobre as pessoas com deficiência e fomentar a empatia e o respeito à diversidade das formas de ser, existir e aprender.

Essa abordagem propõe assegurar a frequência e a participação de estudantes com deficiência, no espectro autista, com altas habilidades ou superdotação de modo não segregado, reconhecendo as diferenças como positivas no ambiente escolar.

O termo neurodivergente refere-se a uma condição neurológica que afeta o modo como a pessoa percebe, conhece, se comunica, organiza pensamentos e expressa emoções. Ele abrange uma variedade de condições, como Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Superdotação e Dislexia. No entanto, para esta coleção, trabalhamos com o termo neurodiversidade , defendendo que as formas de ser, existir e aprender são múltiplas. É parte fundamental dessa defesa conhecer as condições apresentadas e criar abordagens educativas inclusivas personalizadas, com adaptações de situações de aprendizagem e processos de avaliação flexíveis. Deve-se buscar condições para a participação e o desenvolvimento de competências e habilidades, valorizando as potencialidades e garantindo uma ambiência educadora e criadora segura e livre de preconceitos e violências.

Outros desafios também estão diante dos professores, como a educação antirracista e decolonial. Esses são temas que há muito tempo estão em debate e que deflagraram a Lei n o 10.639/2003, que tornou obrigatória a inclusão de conteúdos relacionados à história e à cultura da África e dos afro-brasileiros na educação básica, e a Lei no 11.645/2008, que ampliou o escopo da lei anterior, incluindo a história e as culturas dos povos originários. Essas leis alteraram a lei de diretrizes e bases da educação nacional (LDB) e vêm influenciando conteúdos, concepções e encaminhamentos nos currículos, livros didáticos e projetos educativos (BRASIL. Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 1996. Disponível em: http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 28 set. 2025).

O pensamento decolonial nasceu de várias discussões na América Latina, e em outros locais do mundo, sobre a situação de povos que foram colonizados e que, mesmo após o fim do sistema social e econômico de dominação direta, sofreram e ainda sofrem as consequências dessa dominação, uma delas sendo a manutenção de uma visão histórica e cultural eurocêntrica, que desconsidera conhecimentos e narrativas históricas e culturais de outros povos.

A educação decolonial procura romper com essa forma de pensar e de ver o mundo e valoriza a diversidade de narrativas, histórias, saberes e ideias. Ela leva em conta a história, a luta contra preconceitos e a resistência cultural de povos indígenas, de comunidades remanescentes de quilombo, de povos ciganos e outros grupos, considerando o direito que eles têm de contar as próprias narrativas e de aprender com base nos saberes originais de seu povo e em seu contexto cultural.

A educação antirracista caminha junto à cultura de paz, à diversidade e à representatividade de povos, culturas e grupos minorizados, como as pessoas LGBTQIAPN+ e as mulheres. Nesse sentido, os professores de Arte podem proporcionar aos estudantes encontros com diferentes acervos culturais e artísticos, ampliando repertórios e conectando ideias, temas e visões de mundo expressas nas várias linguagens artísticas.

Obras artísticas trazem temas e expressões que podem contribuir para as conversas sobre situações-problema de modo a combater a violência e o preconceito, sobretudo contra mulheres, meninas e pessoas LGBTQIAPN+, de maneiras adequadas a cada tempo das infâncias. Outras temáticas urgentes podem ocupar as rodas de conversas e os momentos de nutrição estética com os estudantes, bem como os diálogos com familiares ou responsáveis, como a segurança infantil em situações presenciais e em ambientes digitais e o combate a situações de violência e de intimidação sistemática, como o bullying e o cyberbullying. Considerando que as pessoas não nascem violentas ou pacíficas — são as experiências que influenciam as concepções de mundo, os valores e as práticas sociais delas —, a educação inclusiva, antirracista e pautada na cultura de paz e nas experiências com a beleza da qual falamos pode contribuir para formar pessoas pacíficas.

O conceito de cultura de paz parte do princípio de que a violência não é inerente à humanidade, nem a paz. A paz precisa ser ensinada, aprendida e estimulada.

RECHENBERG, Ligia. Cultura de paz: novas abordagens sobre prevenção da violência entre jovens. São Paulo: Instituto Sou da Paz, 2010. (Projeto juventude e prevenção da violência 4). p. 13. Disponível em: https:// soudapaz.org/documentos/cartilha-cultura -de-paz/. Acesso em: 15 set. 2025.

BNCC E AS PROPOSIÇÕES PEDAGÓGICAS NAS LINGUAGENS DA ARTE

Como os estudantes encontram as linguagens artísticas? Será por meio de uma ilustração de livro ou revista, por uma música que toca no rádio, por dispositivos móveis, pela televisão ou por outro meio? Será em uma cena de dança na rua, em uma página na internet ou em imagens de filmes ou desenhos animados? Com quais linguagens artísticas eles já tiveram contato? Como apresentar o universo da arte a eles? Que conceitos e ideias são importantes explorar em um projeto de arte? Essas são algumas questões a serem analisadas na proposta de um currículo de Arte.

A arte não está apenas nas instituições culturais, como museus ou casas de espetáculo. A arte está na vida, faz parte dela e é nutrida por ela. Ao observar as produções dos artistas, notamos que memórias e experiências pessoais são parte fundamental de suas pinturas, suas ações dramáticas, suas coreografias, suas músicas, seus textos e tantas outras criações artísticas em diferentes linguagens. Conhecer as diferentes linguagens é fundamental para compreender como a arte se manifesta nas culturas e como esta área de conhecimento pode ampliar os repertórios e a

visão de mundo dos estudantes. As linguagens artísticas também apresentam formas de expressão poética e de comunicação disponíveis para as experimentações dos estudantes.

Nesta coleção, apresentamos as linguagens artísticas tanto em seus conteúdos específicos como em conexões entre as diferentes linguagens da arte, com uma abordagem do ensino das linguagens artísticas que supere a polivalência e que busque conexões entre diferentes saberes e formas expressivas na arte.

Outro aspecto importante é a exploração das potencialidades nas relações entre o componente curricular Arte e diferentes saberes do currículo escolar — Ciências da Natureza, Geografia, História, Língua Portuguesa, Matemática e suas tecnologias —, bem como entre a arte e os temas contemporâneos trabalhados de forma transversal.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

• Ciência e Tecnologia

MULTICULTURALISMO

• Diversidade Cultural

• Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras

A interdisciplinaridade tem como premissa a interlocução entre saberes e é um exercício de interação e criação para estudar ou resolver problemas em percursos integrados — expandindo percepções e leituras de mundo. Não se trata de uma área estar a serviço da outra, mas sim de descobrir a potência do encontro entre elas e, dessa forma, promover diálogos.

A transdisciplinaridade é trazida nessa coleção pelos TCTs propostos pela BNCC, que são organizados em seis macroáreas temáticas (Meio Ambiente, Economia, Saúde, Cidadania e Civismo, Multiculturalismo e Ciência e Tecnologia) e têm o objetivo de promover um conhecimento contextualizado e relevante para a formação dos estudantes. Além das grandes áreas temáticas, os TCTs incluem temas mais específicos, conforme demonstrado no esquema a seguir.

MEIO AMBIENTE

• Educação Ambiental

• Educação para o Consumo Temas Contemporâneos Transversais

CIDADANIA E CIVISMO

• Vida Familiar e Social

• Educação para o Trânsito

• Educação em Direitos Humanos

• Direitos da Criança e do Adolescente

• Processo de Envelhecimento, Respeito e Valorização do Idoso

ECONOMIA

• Trabalho

• Educação Financeira

• Educação Fiscal

SAÚDE

• Saúde

• Educação Alimentar e Nutricional

BRASIL. Ministério da Educação. Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: proposta de práticas de implementação. Brasília, DF: SEB, 2019. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec. gov.br/images/implementacao/guia_pratico_temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 30 set. 2025.

Nesta coleção, os caminhos foram escolhidos com base em produções artísticas e culturais que possam ser instigantes para o estudo das linguagens artísticas (artes visuais, dança, música, teatro e artes integradas) bem como situações de aprendizagem que possam desenvolver competências e habilidades diante das dimensões do conhecimento em arte

(criação, crítica, estesia, expressão, fruição e reflexão) e dos objetos de conhecimento previstos na BNCC (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_ site.pdf. Acesso em: 24 set. 2025).

É expresso na BNCC o foco no desenvolvimento de competências e habilidades de Arte nos anos iniciais do ensino fundamental em várias linguagens (unidades temáticas) e objetos de conhecimento:

• Artes visuais: contextos e práticas; elementos da linguagem; matrizes estéticas e culturais; materialidades; processos de criação; sistemas da linguagem.

• Dança: contextos e práticas; elementos da linguagem; processos de criação.

• Música: contextos e práticas; elementos da linguagem; materialidades; notação e registro musical; processos de criação.

• Teatro: contextos e práticas; elementos da linguagem; processos de criação.

• Artes integradas: processos de criação; matrizes estéticas e culturais; patrimônio cultural; arte e tecnologia.

Esta coleção também se fundamenta no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) (BRASIL. Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União , Brasília, DF, 13 jul. 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov. br/ccivil_03/leis/l8069compilado.htm; NAÇÕES

UNIDAS BRASIL. Os objetivos de desenvolvimento sustentável no Brasil . Brasília, DF: ONU, 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/ pt-br/sdgs. Acessos em: 8 set. 2025).

Embora o ensino de Arte seja flexível e movente, na coleção são propostos estudos que dão ritmo de progressão e conquistas do conhecimento em Arte e desenvolvimento de competências e habilidades. Nesse sentido, elencamos propostas com foco no trabalho com a alfabetização nas diferentes linguagens; no conhecimento e no uso de elementos constitutivos de cada linguagem; na materialidade, explorando o conhecimento de como a arte é feita e sustentada por diferentes materiais e recursos; no processo de criação de artistas e dos próprios estudantes; no trabalho colaborativo e nas poéticas pessoais; e nos estudos sobre o patrimônio cultural brasileiro e nossas matrizes culturais.

As situações de aprendizagem e as dimensões do conhecimento nas linguagens da arte

Ao elencar as diferentes situações de aprendizagem (rodas de conversas, nutrições estéticas, investigações sensoriais, expedições culturais e ações criadoras), nos pautamos nas proposições pedagógicas para desenvolver as diversas competências e habilidades atravessadas pelas dimensões do conhecimento em Arte.

A BNCC apresenta a criação como o “fazer artístico, quando os sujeitos criam, produzem e constroem”. Trata-se de uma dimensão de conhecimento em que se pode “apreender o que está em jogo durante a ação criadora , processo permeado por tomadas de decisão, entraves, desafios, conflitos, negociações e inquietações”. Já a palavra estesia é citada como uma dimensão do conhecimento que está no campo da “experiência sensível dos sujeitos em relação ao espaço, ao tempo, ao som, à ação, às imagens, ao próprio corpo e aos diferentes materiais”. O texto ainda realça que essa dimensão “articula a sensibilidade e a percepção, tomadas como forma de conhecer a si mesmo, o outro e o mundo” (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 194. Destaques nossos. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 24 set. 2025), saberes fomentados

ROBERTO WEIGAND

em momentos como na nutrição estética. Outras dimensões de conhecimento são citadas na BNCC como essenciais para o processo de ensino e aprendizagem em Arte, como a crítica , a expressão , a fruição e a reflexão , que podem ser exploradas tanto na nutrição estética como nas rodas de conversa , nas investigações sensoriais , nas expedições culturais e na ação criadora . As ambiências educadoras e criadoras podem ser ocupadas com vivências em diferentes situações de aprendizagem.

Ambiências educadoras e criadoras

Para viver um percurso criativo, poético, estésico e educativo, é preciso prever várias situações de aprendizagem, as quais devem ser vividas em um tempo e em um espaço pensado e preparado, ou seja, em ambiências educadoras e criadoras.

A inovação (analógica e digital), a convivência e o planejamento são pilares que funcionam como norteadores na elaboração das proposições pedagógicas em que os professores podem se basear para criar os percursos e as situações de aprendizagem, bem como as ambiências criadoras e educadoras que primam por uma “escola expandida” (HARDAGH, C. C. Escola expandida: por uma justiça cognitiva digital e perspectivas para “outros sujeitos”. Educere et Educare, v. 13, n. 28, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.17648/educare. v13i28.18790. Acesso em: 16 set. 2025), que consiste em planejar e criar tempo, espaço e materialidades para que vivências significativas com a arte possam acontecer. Ao proporcionar ambiências educadoras e criadoras, o professor pode ter como foco a situação de aprendizagem ação criadora, por exemplo, discutindo os processos de escolha de materialidades, os processos criativos e as poéticas pessoais de cada estudante, dos colegas ou de artistas. É possível criar um ateliê móvel ou fixo com a participação dos estudantes e dos familiares ou responsáveis. Esse tipo de ambiência pode ser proposto na escola e em casa. Em outras situações de aprendizagem, como a nutrição estética, o professor, em conjunto com a gestão da escola, os estu -

dantes e os familiares ou responsáveis, pode criar ambiências para apreciar imagens, ouvir músicas, fazer contação de histórias ou assistir a vídeos (que apresentem várias linguagens, como espetáculos de dança, teatro e performances), filmes e documentários, entre outras, que possam ampliar o repertório cultural e o vocabulário dos estudantes. Também são considerados ambiência educadora e criadora os locais frequentados nas expedições culturais, como museus, galerias, ateliês de artistas, bibliotecas, cinemas, teatros, locais com arte pública, manifestações culturais tradicionais regionais e momentos de fruição que podem acontecer em ambientes presenciais ou se expandir para o ciberespaço (sempre com a presença de adultos responsáveis).

O meio virtual apresenta-se como uma possibilidade para fazer visitas a museus e ambientes on-line que expressem as linguagens artísticas e para conhecer e usar ferramentas digitais em pesquisas ampliadas, explorando ambiências educadoras e criadoras digitais. No entanto, tudo precisa ser estudado, escolhido, planejado e organizado para que o tempo e o espaço vividos nessas ambiências sejam potentes, transformadores e seguros.

As situações de aprendizagem e as ambiências educadoras e criadoras podem desencadear momentos para o desenvolvimento de competências e habilidades e a ampliação de repertórios e poéticas pessoais em arte. É importante analisar as várias possibilidades, ressignificando espaços na escola e fora dela, que expandem as possibilidades de viver e aprender em diferentes espaços e contextos. Nesse sentido, o professor-propositor também exerce o papel de professor-dinamizador cultural. Ao longo das orientações para o professor trazidas nesta coleção, são propostas dicas de como criar situações de aprendizagem e ambiências educadoras e criadoras.

Mediação cultural e curadoria educativa

Como nasceu a ideia de professor-propositor? Artistas neoconcretos, como Lygia Clark (1920-1988), Hélio Oiticica (1937-1980), Lygia Pape (1927-2004), entre outros, desenvolveram na arte a ideia de artista-propositor, que

propunha para o público uma atitude ativa perante a arte. Do universo da arte para o ensino e a aprendizagem da Arte, a ideia de artista-propositor expandiu para a de professor-propositor, com base nas publicações das educadoras Mirian Celeste Martins e Gisa Picosque, ao tratar do professor também como pesquisador, curador e mediador, “escavador de sentidos”, e da proposição pedagógica no ensino de Arte (MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa. Travessia para fluxos desejantes do professor-propositor. In : OLIVEIRA, Marilda Oliveira de (org.). Arte, educação e cultura Santa Maria: UFSM, 2007).

Pensando nesses papéis do educador, nesta coleção são propostas ações de curadoria e mediação cultural para a ampliação e a ativação cultural de repertórios dos estudantes. São oportunidades para reconhecer e respeitar lugares de fala, para trazer maior representatividade e diversidade na arte, valorizando a educação antirracista e decolonial. Nesse sentido, outra ação mediadora importante é realizar a curadoria digital, na qual o professor-curador faça pesquisas e acesse páginas da internet com antecedência, analisando se o conteúdo é apropriado ao contexto de estudo e à maturidade de cada turma, tendo por critérios aspectos como:

• Estar de acordo com os princípios da ECA, preservando a defesa dos direitos das crianças nos ambientes digitais.

• Primar pela cultura de paz, estando livre de qualquer tipo de preconceito, apologia à cultura de ódio e violência.

• Não estabelecer vínculos de consumo, pagamento ou necessidade de oferecer dados dos estudantes, professores e familiares ou responsáveis para ter acesso aos conteúdos.

Ao propor encontros entre a arte e os estudantes, o professor-mediador não é um “explicador”, mas estabelece uma “educação perguntadeira”, desenvolvendo habilidades didáticas no ato de perguntar e provocar pensamentos, conversações e construções de hipóteses interpretativas e argumentos diante do encontro com obras artísticas de diferentes linguagens. Nesse sentido, ser professor-mediador é criar ambiências e tempos para, junto aos estudantes, mergulhar em sensações,

emoções e percepções sobre o mundo, as coisas, si mesmo e o outro (RANCIÈRE, Jacques. O mestre ignorante . Belo Horizonte: Autêntica, 2002).

Com base na ideia de que a mediação cultural não é um lugar para explicações ou verdades sobre as produções nas diferentes linguagens artísticas, mas um espaço de conversação, uma oportunidade para provocar a construção de hipóteses interpretativas e trocas de ideias, propomos vários momentos de nutrição estética para auxiliar os professores na formulação de suas ações mediadoras.

Também reconhecemos que é preciso fazer adaptações para abarcar a pluralidade de modos de ser e de existir dos estudantes, sobretudo considerando a neurodiversidade e estudantes com deficiência. Podem ser muito positivas as propostas de audiodescrição de imagens em grupo, em que os estudantes se envolvem, com o professor, nas ações mediadoras inclusivas. Para Amanda Tojal, é possível explorar experiências sensoriais na fruição artística com materiais “adaptados para o reconhecimento de outros sentidos, além do visual, como os sentidos tátil, sonoro, olfativo e espacial”, como “mapas táteis, maquetes expográficas, reproduções bi e tridimensionais de objetos ou imagens planas (pinturas, fotografias, entre outras)” (TOJAL, Amanda Pinto da Fonseca. Política de acessibilidade comunicacional em museus: para quê e para quem? Museologia & interdisciplinaridade , Brasília, DF, v. 1, n. 7, p. 200, out./nov. 2015. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/museologia/article/view/16779/15061. Acesso em: 24 set. 2025).

Na sala de aula, dependendo do objeto artístico a ser apreciado, os professores podem trazer, nos momentos de nutrição estética, materialidades com texturas, aromas e sonoridades. Também são interessantes as leituras de imagens que exploram não apenas a visão, mas o corpo, propondo movimentos dançados, percussão corporal, improvisação de cenas teatrais e outras ações em que linguagens e percepções sensoriais sejam trabalhadas de modo a promover experiências significativas com a arte.

A PRESENÇA DAS LINGUAGENS DA ARTE

Nesta coleção, são abordadas as linguagens artísticas das artes visuais, dança, música, teatro e artes integradas a partir de produções históricas e contemporâneas, incluindo estudos sobre novas formas de produção usando tecnologias digitais e o ciberespaço. Ao longo da coleção, buscamos sempre respeitar uma estrutura de pensamento pedagógico com caminhos nutridos pelos encontros significativos com a arte, pela afetividade e pela ludicidade que o processo do trabalho com as crianças exige.

Artes visuais

No que se refere às artes visuais, a proposta desta coleção é desenvolver processos de alfabetização visual ampliados e contextualizados à cultura visual, aos processos de criação e às poéticas visuais de artistas e dos estudantes. Segundo Santaella, “a alfabetização visual significa aprender a ler imagens, desenvolver a observação de seus aspectos e traços constitutivos, detectar o que se produz no interior da própria imagem” (SANTAELLA, Lucia. Leitura de imagens . São Paulo: Melhoramentos, 2012. p. 13). Nesse sentido, a alfabetização visual pode envolver vários estudos, expandir o olhar e ajudar a compreender o mundo e a cultura visual. Sugerimos situações de aprendizagem para apresentar aos estudantes conceitos e noções que enfatizam que as imagens são constituídas de elementos visuais como: ponto, linha, forma, cor, luminosidade e espaço. Por isso, é importante mostrar como esses elementos articulados podem criar texturas, tonalidades, variações de efeitos de luz e sombra, sensações de movimento, relações com o espaço, entre outras possibilidades. Os estudantes podem desenvolver competências e habilidades na interpretação e na criação de imagens ao serem apresentados, de maneira progressiva, às diversas possibilidades de articulações e combinações entre os elementos constitutivos da linguagem visual, às materialidades, aos diversos processos de criação e aos discursos poéticos e contextos culturais e históricos nos quais as imagens são criadas.

Para Fayga Ostrower, com poucos elementos de linguagem visual é possível criar muitas

combinações na produção de imagens, infinitas possibilidades imagéticas que podem provocar os estudantes a expressar ideias, memórias, emoções, sensações etc. A criação de imagens tem muitas possibilidades, como explorar diferentes materialidades e poéticas; investigar linhas e formas em um desenho, cores e matizes em uma pintura; captar imagens a partir de escolhas de ângulos e enquadramentos; explorar processos de desenhar, gravar, entintar e imprimir gravuras; descobrir volumes, espaços e formas tridimensionais na escultura, entre outras investigações que podem acontecer na fruição ou na criação de imagens analógicas ou digitais (OSTROWER, Fayga. Universos da arte. Campinas: Unicamp, 2013).

O estudo do mundo das imagens se faz potente pelo universo das artes visuais, mas não se restringe a ele. Uma vez que a cultura visual é vasta e interdisciplinar, pode estar associada a campos que fazem parte do cotidiano dos estudantes, como a arquitetura, a publicidade, o design , a moda, entre outros. Entendendo a “arte e a cultura como mediadores de significados” e que o “significado pode ser interpretado e construído”, as imagens podem “informar àqueles que as veem sobre eles mesmos e sobre temas relevantes no mundo” (HERNÁNDEZ, Fernando. Cultura visual, mudança educativa e projeto de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 2000. p. 54).

Dança

Dança é a poética do corpo em movimento e todos os corpos são convidados a dançar. A linguagem da dança na escola se configura como espaço do corpo em seu pensamento estético. O movimento intencionalmente poético é o centro sobre o qual gravita a linguagem. Voltamo-nos à dança contemporânea como fundamento por alargar a matéria-prima da dança. Qualquer movimento é matéria potencial para dançar e coreografar, assim como qualquer corpo pode dançar. Onde pode existir movimento, pode existir dança.

Esses princípios fundamentam a concepção de dança desta coleção, pois permite que todos os estudantes sejam acolhidos na singula-

ridade de seus corpos. Sob essa perspectiva, entende-se que a potência poética dos corpos está em suas características particulares. Uma pessoa com deficiência, por exemplo, dança a partir de seu corpo, e não apesar de seu corpo. Portanto, não se trata de adaptar as diferenças e as singularidades do corpo a padrões de corpos preestabelecidos. O anticapacitismo e a perspectiva da arte contemporânea na dança têm um caráter ético, estético e político ao resistir e ao romper com estereótipos e idealizações dos corpos.

Nesse sentido, a escola é um ambiente privilegiado no qual o legado cinepoético da humanidade pode ser acionado por meio da experiência. Entendemos como ambiente não apenas o espaço, mas as relações que se estabelecem entre as pessoas. Há também questões técnicas, como adequar ou buscar um espaço adequado para a dança, verificar condições para uso de aparelhos sonoros, caso a música seja um elemento presente na proposta a ser desenvolvida, considerar a presença de estímulos visuais, sonoros e de iluminação sob a perspectiva da neurodiversidade etc.

Ainda sob essa perspectiva, a repetição de ambiências pode fortalecer o sentimento de segurança dos estudantes por meio da previsibilidade. Pode-se estabelecer uma rotina de combinados com os estudantes: interromper o toque ou o contato a qualquer sinalização do colega, zelar pela harmonia e por manter um clima leve e divertido e ter uma rotina no uso de espaços (como uma sala ou local específico para as propostas que envolvam experiências estésicas ou criativas) são algumas estratégias que possibilitam a construção de ambiências seguras. Isso não significa que as ambiências não possam variar; o elemento ativador de uma proposta pode ser justamente explorar uma nova ambiência, como dançar em meio às árvores em uma área verde do espaço escolar. Metodologicamente, indicamos a articulação entre as dimensões do ensino de Arte, ampliando repertórios, fruindo a dança, conversando sobre a dança, experimentando movimentos do corpo e suas partes, explorando ações corporais e temas de movimento, jogando, brincando, abrindo espaço para a imaginação, criando proposições e sequências

de movimentos, promovendo interações com objetos, espaços e corpos. A ampliação de repertório, seja pelo fruir seja pela experimentação dos movimentos, pode abranger, apontar para diferentes épocas, culturas e territórios ou partir deles.

Conversações compõem a avaliação em seu caráter processual. Aliada a elas estão os registros, que podem ser feitos pelos estudantes em linguagens verbais, não verbais e multimodais, utilizando materiais próprios, como cadernos ou recursos digitais. Proponha momentos para a leitura dos registros como forma de reflexão e avaliação dos percursos de aprendizagem, permitindo um olhar panorâmico sobre todo o processo.

Como as avaliações se desenvolvem com base em indicadores, recomenda-se a realização de situações de aprendizagem que permitam diagnosticar conhecimentos prévios, inclusive proprioceptivos.

Música

A proposição pedagógica para música presente nesta coleção convida professores e educandos a trilhar um percurso sensível e lúdico pela experiência criativa.

Pesquisas desenvolvidas recentemente têm nos instigado a considerar a música, a educação musical e o ensino da música de maneira inventiva e reflexiva, integrando os saberes musicais e os discursos possíveis sobre a música. Desde as contribuições de autores dos métodos ditos ativos, surgidos no período entre as duas Guerras Mundiais, vem sendo perseguido um equilíbrio mais adequado entre a música praticada, por um lado, e a música ensinada ou abordada teoricamente, por outro. Essas proposições consideram a arte um modo de ser, de estar e de pensar o mundo, e não um conteúdo rígido.

Em termos de ambiência, trata-se de oferecer aos estudantes meios adequados e condições favoráveis ao contato com o universo musical já existente — patrimônio já constituído, em suas múltiplas formas de manifestação — e, ao mesmo tempo, o desenvolvimento de sua própria musicalidade com base nas necessidades presentes.

Para um professor-propositor, esses saberes podem seguir em mais estudos, pois es -

tamos propondo que o professor vivencie a música e seu ensino por meio de encontros significativos. Consideramos que é possível criar e interpretar música com qualidade, mesmo nos níveis mais iniciais. Sugerimos ao professor que oportunize a escuta, o contato e o conhecimento de manifestações musicais de diferentes épocas, gêneros, estilos, tendências e culturas. Para isso, oferecemos uma gama de representações musicais: da exploração de percepção de sonoridades a criações musicais contemporâneas; de músicas da tradição brasileira a experimentações sonoras internacionais; de instrumentos usuais ao uso de objetos sonoros e à construção de novos meios expressivos. Ao mesmo tempo, lembramos a importância de não restringir esses momentos apenas à audição ou à fala sobre música, mas que sejam oferecidos espaço, recursos e motivação suficientes para que cada estudante, além de se expressar criativamente pelos sons e pela música, entre em contato consigo e com o outro, com suas sensações, seus sentimentos e seus entendimentos, podendo aprender a exprimi-los com clareza e compartilhá-los no coletivo.

As aulas de música são também encontros com a diversidade e abrangem o acolhimento de estudantes com deficiência ou variadas sensibilidades. Uma comunicação multimodal com fala, gesto e imagem é uma estratégia eficiente, nesse sentido, repetindo e reforçando os estudos por meio de diferentes sentidos (tátil, auditivo, visual). No contexto do estudo das notações musicais, valorizamos partituras convencionais e, igualmente, formas diferenciadas de registro e criação. As ambiências podem trazer experiências sensoriais múltiplas: ouvir, cantar, tocar e sentir vibrações. Em termos de neurodiversidade, indica-se o estabelecimento de rotinas e rituais, trazendo previsibilidade para as aulas. Além disso, o cuidado com a intensidade e o excesso de estímulos sonoros pode oferecer um ambiente mais favorável, especialmente para estudantes com TEA.

Ao avaliar, são consideradas, ao menos, três instâncias. De forma diagnóstica, são propostas situações nas quais se possam identificar repertórios, experiências prévias e habilidades iniciais. Processualmente, busca-se

acompanhar o engajamento, os progressos e a criatividade dos estudantes. Em caráter final, são integrados os aprendizados em conversações nas quais são revisitados os registros do percurso de aprendizagem e promovidas reflexões sobre todo o processo.

A abordagem de ensino musical proposta aqui procura oferecer atividades prazerosas que tratem de conteúdos relevantes para o conhecimento e a formação musicais, como conceitos de tempo e espaço e noções de ritmo e melodia, bem como a prática de interpretação, improvisação, criação e agenciamento de materiais. Sempre que possível, é importante que os diversos conteúdos musicais sejam disponibilizados em sala de aula de maneira lúdica e integrada. Assim, ao longo dos temas, propomos o fazer musical para trabalhar várias situações de aprendizagem que transitam entre:

• escutar, acolher e conhecer;

• apreciar, avaliar e comentar;

• experimentar, descobrir e se apropriar;

• expressar, cantar e tocar;

• interpretar, improvisar e criar;

• compreender, comunicar e compartilhar.

Teatro

O teatro, como linguagem artística que pode agregar outras linguagens artísticas, proporciona um campo fértil para a experimentação e a construção de novos conhecimentos. Por meio do teatro, os estudantes não apenas exercitam a fala, a escrita e o movimento, mas também a escuta ativa e a empatia, essenciais para a convivência em sociedade.

Essa experiência contribui para o desenvolvimento de competências e habilidades fundamentais, que envolvem a criatividade, a crítica e a resolução de conflitos, tornando a sala de aula um lugar de construção de conhecimentos, de sentidos e de identidades.

Na linguagem teatral, nos anos iniciais do ensino fundamental, não temos a preocupação de fazer ensaios para apresentar peças teatrais ou espetáculos temáticos para comemorações da escola ou para o fim de ano, mas sim de abrir possibilidades de construir conhecimentos, criar, expressar e refletir.

Com base nos estudos e pesquisas de Viola Spolin, vamos explorar o “onde”, o “o quê” e

o “quem” (Onde se passa a narrativa? O que vou fazer em cena? Quem é o personagem que vou representar?). Essas são perguntas que a autora sugere fazer durante o processo de criação de uma cena ou de um jogo teatral. O jogo e a improvisação teatral são pressupostos básicos de sua teoria e metodologia (SPOLIN, Viola. Jogos teatrais na sala de aula : um manual para o professor. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010).

A improvisação teatral permite aos estudantes desencadear os processos de criação, imaginação e expressão poética pessoal ou coletiva.

No percurso da coleção, os elementos da linguagem teatral, como corpo, voz, iluminação, cenários, figurinos, máscaras e outros, serão investigados e conhecidos no âmbito conceitual e prático. A linguagem artística teatral se concretiza mediante a composição de alguns elementos. Mesmo renunciando a alguns deles, um espetáculo teatral pode se realizar; entretanto, conhecer os elementos citados é fundamental para compreender as muitas formas de fazer teatro, como teatro de animação, mímica, corpo e voz, improvisado. Pensar uma escola que atue como um espaço de experiências lúdicas, educadoras e criadoras é uma tarefa que exige atenção e dedicação. As ambiências físicas devem ser acolhedoras e flexíveis, construídas coletivamente, permitindo que os estudantes se sintam à vontade para explorar e expressar suas hipóteses e emoções. Isso inclui desde a disposição do mobiliário até a decoração, com elementos que remetem ao mundo do teatro, como máscaras, figurinos e cenários.

As ambiências socioafetivas, por sua vez, são igualmente importantes. A escola deve ser um espaço seguro onde todos se sintam respeitados e valorizados. O teatro, com suas dinâmicas de grupo e jogos, é um excelente recurso para fortalecer os laços de confiança entre os estudantes, incentivando a colaboração e o respeito às diferenças.

As ambiências educadoras e os combinados em sala de aula são ferramentas essenciais para a promoção de um ensino de qualidade. Ao criar um ambiente que valorize a interação, o respeito e a construção conjunta do conhecimento, estudantes e educadores podem de-

senvolver um processo de aprendizagem mais significativo e transformador. A educação, assim, se torna um espaço não apenas de construção de conhecimentos, mas de formação de cidadãos críticos, conscientes e comprometidos com sua realidade.

Para que as ambiências educadoras sejam concretizadas em sala de aula, é fundamental que os combinados sejam constantemente revisados e adaptados às necessidades da turma. A participação ativa dos estudantes na construção dos combinados não só fortalece o senso de coletividade e pertencimento, mas também desenvolve habilidades como negociação, resolução de problemas, colaboração e responsabilidade social.

A inter-relação entre ambiências educadoras e combinados é vital para um ambiente de aprendizagem bem-sucedido. Enquanto as ambiências propiciam a condição para o aprendizado, os combinados estruturam o processo de convivência, assegurando que o espaço criado seja utilizado de forma construtiva e respeitosa.

O professor pode promover situações de aprendizagem que estimulem a nutrição estética e a ação criadora no teatro, desde a produção de pequenas cenas teatrais improvisadas até a realização de rodas de conversa sobre temas relevantes, tratados em cena. Essas interações favorecem a investigação sensorial e a expressão de sentimentos, tornando o aprendizado mais significativo.

Recomenda-se o uso de estratégias de ensino que têm por objetivo incentivar os estudantes a construir conhecimentos de forma autônoma e participativa, por meio de problemas e situações reais, realizando tarefas que os estimulem a tomar iniciativa e a debater, tornando-se responsáveis pela construção de conhecimento. Assim, propomos que o professor seja um mediador nos processos de ensino e aprendizagem, garantindo aos estudantes o protagonismo de seu percurso nas aulas e na escola.

Especificamente, na metodologia aplicada ao ensino e aprendizagem da linguagem artística teatral, a proposta de Viola Spolin vigora, na medida em que sistematiza uma prática teatral destinada a crianças e jovens e possível de ser desenvolvida em sala de aula.

Com isso, contemplamos pontualmente TCTs e ODS, abordagens fundamentais para um ensino crítico, reflexivo e comprometido com as demandas contemporâneas.

A linguagem teatral apresenta-se como um caminho para construir cidadãos mais críticos, criativos e sensíveis. É uma manifestação da arte que tem o poder de transformar a maneira como nos relacionamos com o conhecimento e com o outro, revelando a beleza da diversidade cultural em todas as suas nuances.

Ao preparar as ambiências na escola, devemos pensar nos estudantes com deficiência e na neurodiversidade. A colaboração entre a escola, os familiares ou responsáveis e o restante da comunidade escolar é necessária para criar um ambiente de aprendizado inclusivo e eficaz, focado nas necessidades específicas de cada estudante. O teatro pode se mostrar uma ferramenta poderosa para a inclusão, pois oferece um espaço democrático onde cada um pode contribuir de acordo com suas habilidades e competências. Os exercícios, os jogos e as improvisações teatrais podem ser adaptados para garantir que todos os estudantes participem ativamente. O uso de tecnologias assistivas, a criação de roteiros inclusivos e a realização de ensaios que considerem o ritmo e as necessidades de cada estudante são algumas estratégias que podem ser implementadas.

Além disso, promover um ambiente de aceitação e respeito às diferenças é fundamental. O teatro pode se configurar como um mediador de práticas que reforçam a empatia e a compreensão, capacitando os estudantes a se tornarem agentes de transformação social. A inclusão nas aulas de arte também estimula o desenvolvimento integral dos estudantes com deficiência, podendo promover o autoconhecimento, a autoestima e a socialização.

Incorporar o teatro como parte da formação escolar é proporcionar aos estudantes um espaço de construção de conhecimentos e desenvolvimento humano. Ao trabalhar com a linguagem teatral de forma integral, preparar ambiências adequadas e garantir a inclusão de todos, a escola se torna um lugar onde o saber é construído coletivamente, em meio a experiências que traduzem a pluralidade dos seres humanos e da vida.

A avaliação no contexto do teatro na escola deve ser multidimensional, considerando aspectos diagnósticos, processuais e finais. A avaliação diagnóstica tem o intuito de identificar as habilidades e as dificuldades de cada estudante. Isso permite uma orientação mais personalizada e adequada às necessidades da turma.

A avaliação processual ocorre ao longo das situações de aprendizagem, intervindo e observando o desenvolvimento dos estudantes durante as práticas de exercícios, jogos e improvisações. Nesse momento, é importante registrar não apenas a evolução técnica, mas também as habilidades socioemocionais, como trabalho em equipe, autoconfiança e empatia.

A avaliação deve refletir o resultado do percurso vivido pelos estudantes. Isso pode se dar por meio de perguntas e respostas, por meio de improvisações teatrais ou mesmo por meio de reflexões individuais, nas quais os estudantes possam expressar o que aprenderam e como se sentiram durante todo o processo. Na proposta de Viola Spolin, três conceitos fundamentais se destacam: foco, instrução e avaliação. Esses momentos são essenciais para criar um ambiente de aprendizado eficaz e produtivo.

O foco é um princípio central na prática teatral e se refere à concentração e à atenção que os praticantes devem ter durante jogos e improvisações. A instrução é o guia, que orienta os praticantes no desenvolvimento dos jogos teatrais propostos, para estimular a exploração, a descoberta e a improvisação teatral. A avaliação, para Spolin, vai além da crítica convencional. A sugestão é que a avaliação deve ser realizada com base no crescimento pessoal e coletivo dos praticantes. Um feedback construtivo é incentivado, destacando o progresso e a criatividade e promovendo um ambiente onde os praticantes possam se sentir seguros para explorar e cometer erros no processo. É imprescindível uma avaliação individualizada que respeite o progresso de cada estudante, evitando comparações.

Para a inclusão de estudantes com deficiência ou com TEA, sugerimos utilizar estratégias como: dividir o conteúdo em partes menores, aumentar o tempo para realizar as provas, fazer audiodescrições, flexibilizar as formas de

avaliação e oferecer feedback contínuo sobre o processo. No entanto, destacamos que essas práticas também podem ser importantes para uma variedade de estudantes. Dessa forma, o foco da avaliação pode ser dado na participação, na iniciativa e no interesse dos estudantes, e não apenas em resultados pontuais.

Artes integradas (linguagens híbridas)

Conhecer o instrumento de trabalho e as possibilidades que ele oferece é essencial, mas ir além da mera aplicação dessas possibilidades é fundamental.

PIMENTEL, Lucia Gouvêa. Tecnologias contemporâneas e o ensino da arte. In: BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudanças no ensino da Arte. São Paulo: Cortez, 2002. p. 117.

Para Lucia Gouvêa Pimentel, o universo tecnológico trouxe muitas possibilidades para conhecer e criar arte. É imprescindível proporcionar aos estudantes um ensino de Arte em consonância com seu tempo. Entretanto, somente o uso dessas tecnologias, sem um trabalho consistente por parte dos educadores, não vai garantir seu aprendizado e seu desenvolvimento artístico (PIMENTEL, Lucia Gouvêa. Tecnologias contemporâneas e o ensino da arte. In : BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudanças no ensino da Arte São Paulo: Cortez, 2002. p. 113-122).

Consideramos artes integradas aquelas que são híbridas, podendo ser verbais, visuais, so-

FAÇA SEU PRÓPRIO

CAMINHO!

Cartografar seu próprio fazer pedagógico, como um professor-propositor, é elevar-se à condição de criador dos próprios percursos de aprendizagem junto aos alunos, de tecer a coautoria do seu pensar/fazer pedagógico com escolha de caminhos que possam abrigar e expressar também os desejos de seus alunos.

MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 2010. p. 195.

As educadoras Mirian Celeste Martins, Gisa Picosque e Maria Terezinha Telles Guerra

noras, corporais, tecnológicas, audiovisuais e, ainda, todas elas juntas. São muitas as linguagens artísticas possíveis que precisamos, como educadores, estudar e conhecer como nascem e se transformam. Por exemplo, das máquinas fotográficas mecânicas às câmeras digitais altamente tecnológicas muito foi criado e experimentado. Além disso, o uso da fotografia tem alcançado uma proporção inigualável no desenvolvimento da cultura visual da contemporaneidade e tem muitos usos e funções além do artístico. Já o cinema nasceu do fascínio de captar, movimentar e projetar as imagens. Sendo narradores de histórias, os seres humanos associaram imagens a contos, e podemos apontar muitos momentos importantes, desde as primeiras projeções de sombras chinesas na Antiguidade, passando pelas invenções e investigações que deram origem às imagens em movimento do século XIX, até as ferramentas e os recursos tecnológicos atuais. As tecnologias e as novas linguagens, como videoarte, videodança, videoperformance e videoinstalação, feitas com recursos audiovisuais e digitais, podem estar entre as propostas no ensino de Arte, mas é preciso ter objetivos claros e criar situações de aprendizagem que estimulem a compreensão e a produção nas linguagens da arte contemporânea, bem como orientar estudantes e familiares ou responsáveis sobre os objetivos pedagógicos envolvidos no uso de ferramentas e recursos digitais e sobre maneiras confiáveis e seguras de navegar nos ambientes digitais.

apontam para a autonomia do educador que escolhe caminhos para criar soluções e proposições na sua ação educadora, diante de sua história e sua formação profissional, bem como o que o nutre enquanto base teórica, metodológica e experiência estética no encontro com a arte. Também é importante que o professor planeje seus caminhos e suas proposições pedagógicas e investigue suas concepções de arte e de ensino de Arte (MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte :

a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 2010).

Sabemos que questionar é sempre um exercício importante para fazer escolhas; assim, ao estar diante do desafio de sermos professores-propositores, podemos nos indagar: como aproximar teorias da minha prática docente? Que relações esses fundamentos e proposições pedagógicas têm com a minha história de educador e a realidade dos estudantes? Qual é a minha concepção de arte e de ensino de Arte? Qual é o meu lugar de fala e o dos estudantes com os quais caminho?

Na busca por respostas, podemos olhar para nossas experiências e valorizá-las, assim como podemos estudar documentos, teorias, investigar as histórias e as trajetórias do componente curricular Arte e os autores que nos ajudam a compreender, nutrir e trilhar caminhos pedagógicos no ensino de Arte.

Na direção do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), no fim da década de 1980, a professora Ana Mae Barbosa desenvolveu, com base em suas pesquisas e suas ações educativas, a chamada Abordagem Triangular do Ensino de Arte. Ainda hoje, essa proposta de ensino de Arte é a base da maioria dos programas de educação de Arte no Brasil, seja em escolas, seja em museus. A proposta consiste em uma proposição pedagógica que aborda três eixos para a construção de saberes artísticos: ler, fazer e contextualizar. Esses eixos não apresentam uma ordem preestabelecida. É o educador, diante de seu projeto, que propõe os momentos de ler, fazer e contextualizar (BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da Arte: anos oitenta e novos tempos. São Paulo: Perspectiva, 2009).

Ao ler, em momentos de fruição da arte, o enfoque dá peso à leitura como construção de sentido de que os estudantes vivem e percebem o mundo em imagens, sons, gestos e movimentos. São possibilidades de leituras de obras que se fundem às leituras de mundo dos estudantes para estabelecer relações entre arte e vida, construções de interpretações de um mundo culturalmente vivido (FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez, 2011). Essas propostas permeiam esta coleção, em especial nas aberturas de capítulo e nos diversos temas abordados.

O fazer artístico apresenta oportunidades para instituir “ambiências criadoras e educadoras” para a produção criativa e poética nas linguagens artísticas, explorando materialidades, elementos, temas e formas. A obra de um artista pode nutrir repertórios culturais, porém o foco no fazer artístico deve estar sempre na poética e no contexto de criação dos estudantes. Essas propostas estão presentes nas seções Arte-aventura e Arte em projetos Ao contextualizar a produção artística, o ensino de Arte deve ir além da apresentação de fatos históricos, deve ampliar o âmbito informativo e levar os estudantes a perceber a história da obra de arte como produção social que abarca dimensões dos conhecimentos histórico e cultural, além de proporcionar relações entre as produções artísticas, a leitura de mundo feita por eles e as conexões com seu repertório e suas experiências culturais. Essas propostas permeiam todo o Livro do estudante, em particular na seção Diálogos , que tem por foco os temas contemporâneos transversais.

Desejamos contribuir com o trabalho de professores-propositores, professores-mediadores, professores-dinamizadores e professores-curadores culturais, que também se comprometem com os processos de alfabetização e seguem se nutrindo de contribuições teóricas e metodológicas desenvolvidas por autores que são importantes referenciais para as formulações curriculares e as práticas educativas no ensino de Arte no Brasil. Diante das produções de conhecimento que nos inspiram na caminhada de desenvolver proposições pedagógicas, convidamos você, professor, a ser inventor de ideias e ações, uma vez que a educação e a arte estão sempre em transformação. Consideramos que Arte é uma área de conhecimento, um pensamento defendido por muitos educadores brasileiros e legitimado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL. Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/ l9394.htm. Acesso em: 24 set. 2025). O convite é para que você seja autor de seus tra -

balhos e que os estudantes também tenham autonomia para trabalhar de forma criativa e poética, aprendendo a interpretar os conhecimentos em Arte e a conectá-los com diferentes saberes e contextos.

A proposta desta coleção não é apenas auxiliar na execução das aulas, mas também inspirar você e os estudantes a inventar percursos criativos, poéticos, estésicos e educativos no ensinar e aprender Arte.

AVALIAÇÃO, REGISTROS E SONHOS PEDAGÓGICOS

É sabido que o professor avalia os estudantes a todo momento, a cada situação de aprendizagem, a cada participação. A finalidade dessa avaliação é que o professor possa contribuir para o desenvolvimento dos estudantes em aspectos acadêmicos e socioemocionais. Quando se trata especificamente de situações de aprendizagem com foco na avaliação, espera-se que o professor realize um acompanhamento bastante próximo do desenvolvimento das competências e habilidades previstas na legislação educacional vigente. Para um acompanhamento permanente, é importante instituir instrumentos práticos de avaliação dos estudantes, bem como um registro permanente dos resultados obtidos. Por exemplo, ao realizar produções artísticas, observar como os estudantes escolhem e utilizam materialidades e procedimentos; como identificam elementos constitutivos de linguagem e fazem arranjos; como se expressam oralmente ou por meio de textos sobre seus processos de criação e poéticas pessoais ou coletivas. Os critérios para a avaliação podem ser analisados a partir de como os estudantes compreendem e sabem narrar e se expressar sobre o processo criador e poético vivido. É importante ressaltar que, no componente curricular Arte, a avaliação não deve focar apenas o fazer artístico. O trabalho e os critérios de avaliação devem estar alinhados com os vários eixos de aprendizagem, como a produção, a fruição e a contextualização, e também deve acompanhar como os estudantes se percebem como seres de cultura e potência poética. Assim, podemos pensar em critérios, por exemplo: como eles identificam elementos constitutivos e materialidades em obras de artistas, em suas produções e nas dos colegas? Como percebem a arte em seu meio sociocultural e valorizam acervos locais que podem também dialogar com a produção mundial?

Criar pautas para avaliação com listas de critérios pode ajudar a compor uma planilha

que acompanhe o diário de classe ou mesmo um portfólio de cada estudante (ou da turma) e que será alimentado a cada nova proposta e situação de aprendizagem com finalidade de avaliação formativa. Esse planilhamento permite organizar, visualizar e analisar dados da turma com mais rapidez, e esses dados podem também contribuir para decisões visando à contínua aprendizagem dos estudantes.

É importante salientar que esses critérios podem ser estabelecidos com os demais docentes e a gestão escolar, para que os estudantes percorram todo o processo de ensino e aprendizagem e não sejam avaliados apenas pela realização de uma tarefa, mas pelo percurso percorrido em um bimestre, em um semestre ou no ano. Avaliar é uma tarefa coletiva e alinhada com a comunidade escolar. Por essa razão, tomar os objetivos e as competências e habilidades da BNCC como ponto de partida para definição de critérios formativos pode ser ainda mais produtivo.

Por fim, é possível que, no Plano Político-Pedagógico da rede ou da unidade escolar, haja a sugestão das métricas ou das balizas para a avaliação formativa dos estudantes. É importante estar alinhado a isso para que a avaliação de cada critério também converse com a avaliação geral estabelecida previamente. As avaliações diagnósticas são fundamentais no processo, pois podem indicar o que os estudantes já sabem sobre os temas tratados em aula e o que mais deve ser tratado para recompor a aprendizagem dos estudantes. Diagnosticar nos auxilia a tomar decisões mais precisas sobre o processo de ensino e aprendizagem.

A apropriação e a produção do conhecimento são de responsabilidade do professor e dos estudantes. Diante dessas mudanças, a avaliação também assume uma função diferenciada e tem como foco a formação integral dos estudantes. Observar, registrar e oferecer feedbacks avaliativos aos estudantes são ações que devem ser realizadas para

compor a gama de materiais a ser analisada durante cada percurso de aprendizagem e ao seu final. O foco é a avaliação formativa, em que o professor e os estudantes estabelecem diálogos sobre as conquistas de saberes ao longo do trajeto. Para que os objetivos em um processo de avaliação formativa aconteçam, é fundamental explorar tempos, ambiências educativas, modos e instrumentos de avaliação. A avaliação diagnóstica, a de processo e a de final de percurso podem se constituir também em situações de aprendizagem significativas, superando ideias negativas sobre a avaliação por parte dos estudantes.

É importante compartilhar responsabilidades com os estudantes e os familiares ou responsáveis, uma vez que a avaliação não é apenas responsabilidade do professor. Um bom percurso de aprendizagem não deve se esgotar em seu término. Ao contrário, deve deixar aquele “gosto de quero mais”. Assim, é imprescindível criar situações e rodas de conversa com os estudantes para debater conquistas de aprendizagem, o que gostariam de conhecer mais ou onde poderiam pesquisar para continuar a aventura de conhecer o universo da arte.

Para a ação criadora, sugerimos uma diversidade de propostas e experimentações. Diante delas, nosso desejo é que os estudantes tenham acesso a diferentes situações de aprendizagem que estimulam a autonomia, a compreensão e a produção significativa nas aulas de Arte, sendo também capazes de se autoavaliar em situações mais simples, para que, com o tempo, alcancem reflexões mais complexas.

As propostas sugeridas podem gerar experiências poéticas significativas, tendo como ponto de partida a problematização e a conexão entre conceitos, promovendo a solução de problemas e o estímulo à criatividade. A ideia é permitir que os estudantes se aventurem na descoberta de processos criativos com a experimentação de materialidades e de linguagens. São iniciativas de projetos que possibilitam trabalhar os aspectos experimental e experiencial nas linguagens artísticas. O foco da avaliação deve ser tanto o processo de aprendizagem como o produto, e esses podem ser discutidos com cada estudante em momentos de diálogo, estimulando a autoavaliação, como já mencionado.

Ao olhar para a experiência, é importante retomar conceitos e debates mobilizados pelos conteúdos temáticos das unidades e dos tópicos abordados. É o momento oportuno para que os estudantes falem a respeito do que aprenderam, do que acharam do processo, das dificuldades que encontraram e das possibilidades futuras.

Ao longo desta coleção, apontamos momentos e possibilidades para a avaliação formativa. Você pode desenvolver uma ficha (pauta de avaliação) para acompanhar as questões a seguir e outras que considerar importantes.

• O que os estudantes aprenderam ao estudar esta unidade?

• O que sabem sobre arte e processo criador coletivo?

• Compreendem a cultura imaterial e material e a importância do acervo brasileiro?

• Conhecem a formação do povo brasileiro e a importância das matrizes culturais?

• Expressam-se por meio de movimentos dançados e brincadeiras cantadas?

• Expressam-se por meio de pinturas, desenhos, esculturas e modelagens?

• Conhecem e analisam várias danças e músicas como patrimônio cultural imaterial?

• Quais danças gostaram mais de conhecer?

• Como os estudantes desenvolvem seus processos de improvisação teatral?

• Quais formas de se fazer teatro mais gostaram de conhecer ou praticar?

• Constroem argumentos sobre a arte brasileira e se expressam pela oralidade, pela escrita e por desenhos?

• Têm autonomia na escolha, na pesquisa e no uso de materialidades?

• Aprendem arte e a criam de modo colaborativo e com poéticas pessoais?

• Como constroem registros sobre suas produções?

É importante avaliar como os estudantes se comportam durante os momentos de ações criadoras previstas nesta coleção. Esses pontos devem ser levados em consideração e você pode complementar a lista com outros pontos que julgar convenientes.

SUGESTÕES DE PLANEJAMENTO

Quadro programático da coleção

Neste quadro, apresentamos os temas e os conteúdos que compõem os volumes desta coleção. Ao consultá-lo, você poderá observar a progressão de conteúdos a cada ano letivo, avaliar possibilidades de interdisciplinaridade e definir proposições para seu trabalho em sala de aula.

Unidade 1

3

ARTE CRIATIVA

1. O que você tem na cabeça?

• Imagens e ideias

Arte-aventura: Observar, lembrar e imaginar

Arte-aventura: Ferramentas para criar

Diálogos: Digital legal

• Imagens do imaginário

Arte-aventura: Mundo da imaginação

Arte-aventura: Poética pessoal

Arte em projetos : Misturar desenhos com fotografias

2. De onde vem tanta ideia?

• Morada da invenção?

Arte-aventura: Vamos brincar de performances?

Arte-aventura: Inventar e desenhar

Diálogos: Energia limpa

Arte-aventura: Parece brincadeira

Arte em projetos: Intervenção visual na escola

Para rever o que aprendi

Unidade 1

4 5

CRIAÇÃO EM GRUPO

1. Arte coletiva

• Junto e separado

• Arte que convida

Arte-aventura: Dança das linhas, das formas e das cores

• Desenhos orgânicos

Arte-aventura: Performar e traçar

Diálogos: Corpo flexível

Arte em projetos: Laboratório de criação coletiva

2. Clube de fotografia

• Minhas imagens

Arte-aventura: Ação fotográfica

Diálogos: Diferentes tecnologias para fotografar

• Fotografia encenada

Arte-aventura: Clique na cena

Arte em projetos: Clube de fotografia da turma

Para rever o que aprendi

Unidade 1

IMAGENS EM MOVIMENTO

1. Cinema: fábrica de sonhos

• Imaginação e criação

Arte-aventura: Literatura e cinema

Diálogos: Aventuras e saberes na Arte e na Ciência

Arte-aventura: Fábrica de sonhos

Arte em projetos: Um ser fantástico para brincar

2. Aventuras no mundo da imaginação

• Temas, personagens e emoções no cinema

• Personagens e histórias

Diálogos: Por que vemos imagens em movimento?

Arte-aventura: Desenhos em movimento

Arte em projetos: Histórias animadas

Para rever o que aprendi

Unidade 2

CORPO: TEATRAL E DANÇANTE

1. Palhaçaria

• Hoje tem espetáculo!

Diálogos: A profissão de fazer rir

Arte-aventura: Minicara de palhaço

Arte-aventura: E o meu palhaço, como é?

Arte em projetos: Palhaços e palhaças em cena

Arte em projetos: Minha mala de palhaçaria

2. Corpo, cada parte da minha arte

• É para movimentar? Vamos lá!

Arte-aventura: Movimentos da dança, movimentos do meu corpo!

Arte em projetos: Espetaculaços

Para rever o que aprendi

Unidade 2

COLABORAR PARA CRIAR

1. Nosso grupo de teatro

• Estar e criar junto

Arte-aventura: Tá na mão!

Arte-aventura : Contando histórias, fazendo arte junto!

• Mamulengos

Diálogos: Mão molenga?

Arte-aventura: Meu mamulengo

Arte em projetos: Nosso grupo de teatro

2. Clube de gravura

• Histórias gravadas

Arte-aventura: Criando gravuras com papelão

Arte-aventura: Barrogravura e monotipia

Diálogos: A arte delas!

Arte em projetos: Clube de gravura

Para rever o que aprendi

Unidade 2

A TURMA DO CINEMA

1. Cinema: arte de muitas linguagens

• Luz, câmera e imaginação!

Arte-aventura: Jogar e improvisar

• Adaptações fílmicas

Diálogos: Cinema: saberes, arte e lugar

Arte-aventura: Meu filme de curta metragem

Arte em projetos: Cineclube da turma

2. Som, movimento, ação!

• Som e ação

Arte-aventura: Jogo das trilhas sonoras

Diálogos: Temas no cinema: voz e corpo

• Cena, música e movimento

Arte-aventura: Curta-metragem musical!

Arte-aventura: Sapato para sapateado!

Arte em projetos: Efeitos especiais

Para rever o que aprendi

Unidade 3

LINGUAGENS EM COMPOSIÇÃO

1. Canção: letra e melodia

• Letra e melodia de uma canção

Arte-aventura: Escute, cante e invente

Diálogos: Cuidados com a voz

Arte-aventura: Brincando com música

Arte-aventura: Cânone: a minha, a sua e a nossa voz!

• Compor músicas

Arte-aventura: Vamos cantar as notas?

Arte-aventura: Partituras desenhadas

Arte em projetos: Musicando poemas

2. A arte em cena

• Por muitos e de muitas formas

Arte-aventura: Contando histórias no teatro

Arte-aventura: Meu amigo é minha sombra

Diálogos: Teatro em trânsito

• Os elementos do teatro

Arte em projetos: Construindo cenários

Para rever o que aprendi

Unidade 3

ESTA ARTE É NOSSA!

1. Unidos pela arte

• É de todos nós!

Arte-aventura: Fábrica de sons

• Gente, gesto e movimento

• Ouvir e se movimentar nos ritmos do Brasil

Arte-aventura: Frevo: dançar e ferver

Diálogos: A geografia dos ritmos musicais

Arte em projetos: Cultura do brincar

2. Artesões e foliões

• Bonecões para habitar

Arte-aventura: Quem vem lá?

• Máscaras e mascarados

Arte-aventura: Máscaras

Arte-aventura: Marotes para brincar

Diálogos: Desfilando os direitos das crianças

Arte em projetos: Criar e desfilar

Para rever o que aprendi

Unidade 3

ARTE AGORA

1. Arte contemporânea

• Arte contemporânea? O que é isso?

Diálogos: Arte e mensagens

• A dança e o registro do movimento

Arte-aventura: Lugares e materialidades

Arte em projetos: Videodança

2. Arte e tecnologia

• Tempo de poetizar e de brincar!

Diálogos: Arte e robôs

Arte-aventura: Pinturas com brinquedos eletrônicos

• Pintar com luz

Arte-aventura: Vamos criar light paintings?

Arte em projetos: Arte e luz

Para rever o que aprendi

1. Brincante

• O artista brincante

Unidade 4

• Música, forma e expressão

Arte-aventura: Vamos interpretar Mamo oime˜ nde rory?

Arte-aventura : Ayele (canção africana com jogo de mãos)

Diálogos: O meu, o seu e o nosso mundo sonoro

Arte em projetos: Criando músicas

2. O encanto do boi

• Sair para brincar

Arte-aventura: Boi e outros personagens

Diálogos: Pare! Animais na pista

Arte em projetos: Dança dramática

Para rever o que aprendi

ARTE NA BAGAGEM

1. Nossa música, nossa arte!

Unidade 4

• Ritmos e canções

Arte-aventura: Composições

Arte-aventura: Cantar e tocar

Diálogos: Numa batucada brasileira

Arte em projetos: Vamos cantar e tocar do nosso jeito?

2. Artes que dizem quem somos!

• Os sons de nossa bagagem cultural

Diálogos: Sons, formas e cores da natureza que inspiram a arte

Arte-aventura: O que você escuta?

Arte em projetos: Nossas sonoridades

Para rever o que aprendi

SOM E EXPERIMENTAÇÃO

Unidade 4

1. Os sons e a música

• Experimentações sonoras

Arte-aventura: Som, gesto e música

• Mundo sonoro: tipos de flauta

Diálogos: Mundo sonoro e musical

Arte em projetos: Corpo sonoro

2. Invenções e interpretações musicais

• Atitude musical!

Arte-aventura: Jalatarangam e outros experimentos

Diálogos: Escuta e propagação consciente

Arte-aventura: Tubos sonoros

• Um baião, uma nova experimentação!

Arte-aventura: Transformando brincadeiras em música!

Arte em projetos: Explorando novas formas de criação: Na escola, quase um rap

Para rever o que aprendi

Sugestões de cronogramas – 4o ano

Neste quadro, são apresentadas propostas de organizações de planejamento deste volume considerando o ano com 40 semanas letivas. Essa organização depende de sua análise e da coordenação da escola considerando o andamento das aulas e o calendário escolar. Depende também de possíveis adaptações ao contexto de cada escola e de outras ocorrências que podem interferir no planejamento escolar.

CONTEÚDOS E PLANEJAMENTO DO 4o ANO

1

2

3

4

5

6

7

8

Unidade 1

Acolhida conforme a programação da escola

Criação em grupo

Arte coletiva

Junto e separado

Fanzine

Caderno de artista

Arte que convida

Arte-aventura: Dança das linhas, das formas e das cores

Desenhos orgânicos

Arte-aventura: Performar e traçar

Diálogos: Corpo flexível

Arte em projetos: Laboratório de criação coletiva

Clube de fotografia

Minhas imagens

Arte-aventura: Ação fotográfica

Diálogos: Diferentes tecnologias para fotografar

Fotografia encenada

Arte-aventura: Clique na cena

Arte em projetos: Clube de fotografia da turma

Para rever o que aprendi

Colaborar para criar

Nosso grupo de teatro

Estar e criar junto

Trabalho colaborativo 12

Somos muitos

Arte-aventura: Tá na mão!

Arte-aventura: Contando histórias, fazendo arte junto!

Mamulengos

Interpretando a canção

Unidade 2

Diálogos: Mão molenga?

Arte-aventura: Meu mamulengo

Arte em projetos: Nosso grupo de teatro

Clube de gravura

Histórias gravadas

Uma aventura na gravura

Arte-aventura: Criando gravuras com papelão

Arte-aventura: Barrogravura e monotipia

Diálogos: a arte delas!

19

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40

Arte em projetos: Clube de gravura

Para rever o que aprendi

Esta arte é nossa!

Unidos pela arte

É de todos nós!

Som e movimento!

Arte-aventura: Fábrica de sons

Gente, gesto e movimento!

Ouvir e se movimentar nos ritmos do Brasil

Frevo

Maracatu

Catira

Arte-aventura: Frevo: dançar e ferver

Unidade 3

Diálogos: A geografia dos ritmos musicais

Arte em projetos: Cultura do brincar

Artesãos e foliões

Bonecões para habitar

Quem está dentro?

Arte-aventura: Quem vem lá?

Máscaras e mascarados

Arte-aventura: Máscaras

Marotes

Arte-aventura: Marotes para brincar

Diálogos: Desfilando os direitos das crianças

Arte em projetos: Criar e desfilar

Para rever o que aprendi

Arte na bagagem

Nossa música, nossa arte!

Ritmos e canções

Salada musical com tempero especial

Em ritmo acelerado

Tambor, pandeiro e tudo que toca os brasileiros

Arte-aventura: Composições

Tocar, cantar e soar

Arte-aventura: Cantar e tocar

Unidade 4

Diálogos: Numa batucada brasileira

Arte em projetos: Vamos cantar e tocar do nosso jeito?

Artes que dizem quem somos!

Os sons de nossa bagagem cultural

Diálogos: Sons, formas e cores da natureza que inspiram a arte

Nossas canções

Arte-aventura: O que você escuta?

Arte em projetos: Nossas sonoridades

Para rever o que aprendi

Matrizes de rotina e de sequência didática

Matriz de planejamento de rotina

A sugestão de matriz a seguir pode ser adaptada para a realidade da turma e usada para organizar seu dia a dia.

Acolhida Receber os estudantes; registrar a data e a rotina do dia; conversar brevemente sobre novidades, acontecimentos ou combinados.

Discussão inicial

Desenvolvimento das aulas

Propor uma questão instigante relacionada ao tema da aula ou a acontecimentos do cotidiano. Estimular argumentação, escuta e respeito às opiniões. Pode ser em roda ou em pequenos grupos.

Desenvolvimento do conteúdo planejado, das propostas interdisciplinares, lúdicas e complementares.

Intervalo/lanche Pausa para alimentação e recreação.

Desenvolvimento das aulas

Fechamento

Desenvolvimento do conteúdo planejado, das propostas interdisciplinares, lúdicas e complementares.

Síntese das aprendizagens: o que foi descoberto, quais dúvidas surgiram, como aplicar no cotidiano. Espaço para reflexão crítica e registro final.

Matriz de sequência didática

Esta sugestão é um modelo que atende ao planejamento de uma sequência didática de diferentes conteúdos e/ou áreas do conhecimento.

Identificação

Título da sequência didática. Turma em que será aplicada.

Componente Componente(s) curricular(es) envolvido(s).

Período de duração

Tema

Objetivos de aprendizagem

BNCC

Preparação

Encaminhamento

Número de aulas previstas.

Conteúdo principal a ser explorado. Pode ser, também, um objeto de conhecimento da BNCC ou um capítulo ou uma parte do livro didático.

Objetivo geral, objetivos específicos (por aula) bem como justificativa pedagógica.

Competências, habilidades e TCTs.

Materiais e recursos utilizados em toda a sequência, como as páginas do livro didático, itens de papelaria, equipamentos digitais, autorizações dos familiares, entre outros. Também é importante considerar possíveis adaptações para estudantes com diferentes necessidades de aprendizagem.

Pré-requisitos Conhecimentos prévios esperados dos estudantes.

Apresentação Sensibilização para o tema.

Aulas Desenvolvimento da sequência didática. A quantidade varia de acordo com a proposta.

Conclusão Discussão entre os estudantes e apresentação dos resultados.

Avaliação Verificação da aprendizagem e dos objetivos de aprendizagem atingidos.

Observações gerais Espaço para o registro do professor.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

• ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola . 3. ed. São Paulo: Planeta, 2021.

O livro apresenta reflexões poéticas sobre ensinar e aprender de forma significativa.

• BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da Arte : anos oitenta e novos tempos. São Paulo: Perspectiva, 2009. A obra é um marco no ensino de Arte no Brasil. Nela é apresentada a Abordagem Triangular de Ensino, compreendendo os contextos social, cultural e educacional, além de serem apresentadas suas propostas metodológicas.

• BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudanças no ensino da Arte . 2. ed. São Paulo: Cortez, 2002. Essa obra reúne textos de pesquisadores sobre temas relacionados ao ensino de Arte, como formação de professores, uso de tecnologias na educação, interdisciplinaridade e multiculturalidade.

• BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação , Rio de Janeiro, n. 19, p. 20-28, jan./abr. 2002. Jorge Larrosa Bondía propõe uma discussão da educação com base nas noções de experiência e sentido.

• BRASIL. Lei n o 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 jul. 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil _03/leis/l8069compilado.htm. Acesso em: 28 set. 2025.

O ECA define as crianças e os adolescentes como sujeitos com direitos, em condição peculiar de desenvolvimento, que demandam proteção integral e prioritária por parte da família, da sociedade e do Estado.

• BRASIL. Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/ l9394.htm. Acesso em: 24 set. 2025.

Lei que estabelece as diretrizes e as bases da educação nacional, determinando normas para os diferentes segmentos de ensino em todo o território nacional.

• BRASIL. Lei n o 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 9 jan. 2003. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639. htm. Acesso em: 24 set. 2025.

Essa lei altera a Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e as bases da educação nacional, incluindo no currículo oficial o estudo obrigatório da história e da cultura afro-brasileira.

• BRASIL. Lei n o 11.645, de 10 março de 2008. Diário Oficial da União , Brasília, DF, 10 mar. 2008. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20072010/2008/lei/l11645.htm. Acesso em: 24 set. 2025. Essa lei inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade do estudo da história e da cultura indígena.

• BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 24 set. 2025.

Nesse documento, estão presentes proposições e embasamentos curriculares, determinando as competências

e as habilidades específicas em cada área do conhecimento para garantir as aprendizagens essenciais.

• BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana . Brasília, DF: Seppir, 2004.

Esse documento apresenta os marcos legais das diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira.

• BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais : Arte. Brasília, DF: SEB, 1998. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) são diretrizes elaboradas para orientar os educadores por meio da normatização de alguns aspectos fundamentais concernentes a cada componente curricular.

• BRASIL. Ministério da Educação. Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva . Brasília, DF: SEE, 2008. Documento que estabelece princípios, diretrizes e ações para a inclusão de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação na rede regular de ensino.

• BRITO, Teca Alencar de. Um jogo chamado música : escuta, experiência, criação, educação. São Paulo: Peirópolis, 2019.

Em uma abordagem pedagógico-musical livre e criativa, o livro apresenta ideias e proposições pedagógicas para explorar a música na educação de crianças.

• DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. Fundamentos estéticos da educação . 2. ed. Campinas: Papirus, 1988. Nesse livro, o autor explora o tema da aprendizagem considerando as premissas básicas do conhecimento, como o sentir e o pensar.

• DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. O sentido dos sentidos : a educação (do) sensível. Curitiba: Criar, 2001.

O livro defende uma educação que valoriza o pensar, o sensível e os estudos para compreender o estado de estesia e de anestesia.

• FONTERRADA, Marisa Trench de Oliveira. De tramas e fios : um ensaio sobre música e educação. São Paulo: Unesp, 2008.

A obra apresenta estudos e proposições didáticas para o acesso dos estudantes à linguagem da música por meio de canções, jogos de escuta, improvisações, ritmo e movimentos corporais.

• FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez, 2011.

No livro, Paulo Freire defende a importância da leitura e da alfabetização de jovens e adultos, que considera uma prática fundamental para a compreensão do mundo.

• FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia : saberes necessários à prática pedagógica. 38. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2004. (Coleção leitura).

Nessa obra, Freire aponta para novas relações e condições para a educação, ressaltando as práticas pedagógicas ligadas à ética universal e ao desenvolvimento da autonomia, da capacidade crítica e da valorização cultural.

• HARDAGH, C. C. Escola expandida: por uma justiça cognitiva digital e perspectivas para “outros sujeitos”. Educere et Educare, v. 13, n. 28, 2018. Disponível em:

https://doi.org/10.17648/educare.v13i28.18790. Acesso em: 24 set. 2025.

O artigo discute e apresenta proposições sobre a escola expandida.

• HERNÁNDEZ, Fernando. Cultura visual, mudança educativa e projeto de trabalho . Porto Alegre: Artmed, 2000.

Nessa obra, o autor narra experiências de alguns professores que contribuíram para a expansão dos conhecimentos sobre a cultura visual na educação básica.

• KOUDELA, Ingrid D. Jogos teatrais . São Paulo: Perspectiva, 2009.

A autora apresenta uma série de exercícios e jogos teatrais para crianças e jovens, apoiada em pesquisas brasileiras sobre teatro e educação e em autores como Spolin, Piaget e Languer.

• KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

Reunião de trabalhos de Ailton Krenak que discutem questões sobre ancestralidade, meio ambiente e cultura indígena.

• LABAN, Rudolf. Domínio do movimento . São Paulo: Summus, 1978.

O autor propõe que o conhecimento dos movimentos do corpo, mesmo os cotidianos, e a consciência corpórea podem ampliar a percepção e a expressão na dança e na vida.

• LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública : a pedagogia crítico-social dos conteúdos. 21. ed. São Paulo: Loyola, 2008.

O autor formula orientações para o fazer pedagógico-crítico, a fim de que o docente da escola pública possa repensar sua didática.

• MARTINS, Mirian. C.; PICOSQUE, Gisa. Cadernos para o professor-propositor. São Paulo: Instituto Arte na Escola, 2004.

Os cadernos foram criados para orientar professores quanto ao uso do material da DVDteca do Instituto Arte na Escola. Eles trazem discussões sobre professor-propositor, cartografias e pensamento rizomático.

• MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa. Travessia para fluxos desejantes do professor-propositor. In : OLIVEIRA, Marilda Oliveira de (org.). Arte, educação e cultura . Santa Maria: UFSM, 2007. p. 345-356.

Nesse capítulo, as autoras ampliam a ideia de artista-propositor para a de professor-propositor, com base em pesquisas e publicações das educadoras.

• MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte : a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 2010. A obra propõe reflexões sobre conceitos para o ensino contemporâneo de Arte, considerando aspectos próprios das linguagens artísticas. Também apresenta a abordagem de ensino por meio dos territórios da Arte e Cultura.

• NAÇÕES UNIDAS BRASIL. Os objetivos de desenvolvimento sustentável no Brasil . Brasília, DF: ONU, 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs. Acesso em: 8 set. 2025.

Os ODS são metas globais adotadas pelas Nações Unidas em 2015, visando acabar com a pobreza, proteger o planeta e garantir que todas as pessoas desfrutem de paz e prosperidade até 2030.

• OSTROWER, Fayga. Universos da arte . Campinas: Unicamp, 2013.

O livro traz experiências como artista e educadora de Fayga Ostrower, com análises de obras de arte e propostas de ensino a partir de elementos constitutivos das artes visuais e do processo de criação.

• PAULO Freire contemporâneo. Direção: Toni Venturi. Brasil, 2007. 1 vídeo ( ca. 52 min).

Documentário para TV sobre o pensamento e a antropologia do pedagogo Paulo Freire.

• PIMENTEL, Lucia Gouvêa. Tecnologias contemporâneas e o ensino da Arte. In : BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudanças no ensino da Arte . São Paulo: Cortez, 2002.

A autora aborda as muitas possibilidades para conhecer e criar arte por meio do uso de tecnologias, ressaltando a importância de um trabalho consistente por parte dos educadores.

RANCIÈRE, Jacques. O mestre ignorante . Belo Horizonte: Autêntica, 2002.

O livro discute as práticas pedagógicas com base na trajetória do professor e militante Joseph Jacotot.

• RECHENBERG, Ligia. Cultura de paz : novas abordagens sobre prevenção da violência entre jovens. São Paulo: Instituto Sou da Paz, 2010. (Projeto juventude e prevenção da violência 4).

Cartilha com proposições para enfrentar a violência, em especial no âmbito da escola.

• ROCHA, Ruth. Os direitos das crianças : segundo Ruth Rocha. São Paulo: Salamandra, 2014.

Livro com poema que foi escrito e destinado a crianças, mas traz lições para todos sobre os direitos das crianças.

• SANTAELLA, Lucia. Leitura de imagens . São Paulo: Melhoramentos, 2012.

Nessa obra, a autora apresenta conceitos fundamentais relacionados à percepção e às interpretações dos signos visuais nas artes plásticas e na publicidade.

• SCHAFER, Murray. A afinação do mundo . 2. ed. São Paulo: Unesp, 2012.

O autor apresenta o termo paisagem sonora e analisa como vivemos em meio ao ambiente sonoro contemporâneo.

• SCHAFER, Murray. O ouvido pensante. 2. ed. São Paulo: Unesp, 2000.

Apresenta proposições para o ensino da música, com a intenção de desenvolver uma escuta sensível, atenta e, ao mesmo tempo, lúdica.

• SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro . São Paulo: Perspectiva, 2005.

A obra apresenta os fundamentos para o trabalho com jogos teatrais na escola. Além disso, mostra como é estruturado e praticado o jogo teatral.

• SPOLIN, Viola. Jogos teatrais na sala de aula : um manual para o professor. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010.

A obra oferece muitos exercícios e jogos teatrais, para que, praticando o teatro, seja possível avaliar de forma prática as competências e as habilidades dos estudantes.

• TOJAL, Amanda Pinto da Fonseca. Política de acessibilidade comunicacional em museus: para quê e para quem? Museologia & interdisciplinaridade , Brasília, DF, v. 1, n. 7, out./nov. 2015. Disponível em: https://periodicos. unb.br/index.php/museologia/article/view/16779/15061. Acesso em: 24 set. 2025.

O artigo traz proposições de Amanda Tojal sobre o uso de recursos e estratégias para mediação cultural inclusiva e a necessidade da expografia democrática em museus.

• VERGARA, Luiz Guilherme. Curadoria educativa: percepção imaginativa/consciência do olhar. In : CERVETTO, Renata; LÓPEZ, Miguel A. (org.). Agite antes de usar. São Paulo: Sesc, 2018.

Nesse texto, o autor explora as relações entre filosofia, arte e educação, discutindo a recepção e a interpretação da arte pelos observadores.

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