Doutora em Educação, Arte e História da Cultura (Mackenzie-SP). Mestre em Artes Visuais (Unesp). Licenciada em Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas (UMC-SP). Especializada em Antropologia (FESPSP) e em Arte-Educação (USP). É autora de livros, artigos e propostas curriculares, assessora em projetos de Educação, Arte e Cultura, educadora e artista visual. Sua produção literária já foi honrada com uma indicação e uma premiação no Prêmio Jabuti.
Pascoal Fernando Ferrari
Mestre em Ensino de Ciências (Unicsul-SP). Especializado em Sociologia (FESPSP). Licenciado em Teatro (Uniítalo-SP). Licenciado em Pedagogia (Unicastelo-SP). Licenciado em Psicologia (UBC-SP). É autor de livros, artigos e propostas curriculares, pesquisador de linguagem teatral em escolas, educador, escritor, ator e diretor teatral. Sua produção literária já foi honrada com uma indicação e uma premiação no Prêmio Jabuti.
Carlos Elias Kater
Educador, musicólogo e compositor. Doutor em História da Música e Musicologia pela Universidade de Paris IV (Sorbonne) e professor titular pela Escola de Música da UFMG. Foi vice-presidente da Associação Brasileira de Educação Musical (Abem). É membro permanente do Conselho Assessor da Cátedra Livre de Pensamento Pedagógico Musical Latino-Americano (UNA-Buenos Aires), conferencista, consultor e autor de publicações sobre Musicologia e Educação Musical Contemporânea. Sua produção já recebeu indicação ao Prêmio Jabuti. Membro da Academia Brasileira de Música (Cadeira no 16).
Bruno Fischer Dimarch
Educador, escritor, dançarino, músico e artista multimídia. Doutorando em Comunicação (Unip-SP). Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e licenciado em Educação Artística (Famosp). Foi professor em escolas públicas e privadas e em universidades. Atuou como técnico e assessor em Secretarias de Educação e como mediador em Bienais de São Paulo. Sua produção já foi indicada ao Prêmio Jabuti. É autor de livros e propostas curriculares, pesquisador e desenvolvedor de trabalhos sobre a dança em escolas, educador e artista nas linguagens de dança e música.
Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa
Direção editorial adjunta Luiz Tonolli
Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva
Assessoria Mariângela Castilho Uchoa de Oliveira
Edição Francisca Edilania de Brito Rodrigues (coord.), Adele Motta, Lilian Ribeiro de Oliveira
Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam
Produção de conteúdo digital Ana Luiza Martignoni Spínola (coord.)
Gerência de produção e arte Ricardo Borges Silva
Design Andréa Dellamagna (coord.), Ana Carolina Orsolin (criação)
Projeto de capa Andréa Dellamagna, Sergio Cândido (logo)
Ilustração de capa Luana Chinaglia
Arte e produção Rodrigo Carraro (coord.), Manuel Miramontes, Matheus Santiago Martins (assist.)
Diagramação Fernanda Matajs
Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno
Licenciamento de textos Erica Brambilla, Talita Santos Souza
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
A Conquista : arte : 2º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Solange dos Santos Utuari Ferrari... [et al.]. -2. ed. -- São Paulo : FTD, 2025.
Outros autores: Pascoal Fernando Ferrari, Carlos Elias Kater, Bruno Fischer Dimarch Componente curricular: Arte.
ISBN 978-85-96-06176-6 (livro do estudante)
ISBN 978-85-96-06177-3 (livro do professor)
ISBN 978-85-96-06178-0 (livro do estudante HTML5)
ISBN 978-85-96-06179-7 (livro do professor HTML5)
1. Arte (Ensino fundamental) I. Ferrari, Solange dos Santos Utuari. II. Ferrari, Pascoal Fernando. III. Kater, Carlos Elias. IV. Dimarch, Bruno Fischer.
25-292905.0
Índices para catálogo sistemático:
1. Arte : Ensino fundamental 372.5
CDD-372.5
Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD.
Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300
Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
APRESENTAÇÃO
A arte está sempre em transformação. Não existe uma definição conclusiva ou universal sobre o que é arte ou sobre para que ela serve, mas podemos criar ideias moventes sobre ela. Do mesmo modo, o ensino de Arte, embora já constituído e proposto em currículos, pode se transformar a cada encontro com os estudantes, a cada ação criadora, nas rodas de conversa ou nos momentos de apreciação de diversas linguagens artísticas.
A arte pode ser considerada um campo de expressão de emoções, ideias criativas e visões do mundo; ela não explica a vida, mas a questiona o tempo todo. Nesse sentido, o ensino de Arte propõe uma educação “perguntadeira”, em que faz parte do desenvolvimento dos estudantes conhecer produções artísticas e desenvolver competências e habilidades, mas sobretudo aprender e ter espaço para fazer perguntas, que muitas vezes não terão respostas concretas, visto que a arte valoriza o subjetivo e o diverso.
Esta coleção constitui um instrumento organizado para o ensino das linguagens artísticas e oferece situações de aprendizagem, processos de avaliação e investigações pedagógicas valorizando a arte como um campo fértil para semear perguntas provocadoras de pensamentos criativos, críticos e poéticos.
Como uma bússola, em meio às inúmeras possibilidades de estudos no universo da arte, este material se propõe a apontar caminhos didáticos. No entanto, cada educador ou educadora, com suas histórias, identidades, formação profissional e sonhos, traz consigo um modo singular de aprender e ensinar, e como protagonista do seu trabalho decidirá como seguir em sua jornada poética e pedagógica.
Venha trilhar conosco percursos criativos, poéticos, estésicos e educativos que se propõem lúdicos, sensíveis e significativos a quem por eles cruzar.
ORGANIZAÇÃO GERAL DA COLEÇÃO
Esta coleção, destinada aos estudantes dos 1o e 2o anos do ensino fundamental, é composta de Livro do estudante e Livro do professor, nas versões impressa e digital.
Livro do professor
Além do subsídio para o professor, presente nas Orientações gerais, este livro reproduz o Livro do estudante na íntegra, em miniatura, com respostas indicadas na cor magenta. Nas laterais e abaixo da reprodução do Livro do estudante, são apresentados objetivos, introdução à unidade, conexões com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e com os Temas Contemporâneos
Transversais (TCTs) da BNCC, comentários sobre o desenvolvimento das propostas, bem como ampliações e aprofundamentos para enriquecer as abordagens pedagógicas. Há também sugestões de leituras e de propostas complementares, entre outros recursos para auxiliar o professor em sua jornada.
Livros digitais
Livros impressos
Livro do estudante
Objetos digitais
Cada volume está organizado em quatro unidades, divididas em capítulos. Ao longo dos capítulos, são trabalhados conteúdos voltados para a aprendizagem em Arte e sua consolidação em uma estrutura clara e prática para ser trabalhada em sala de aula.
Livro do estudante e Livro do professor no formato digital, em HTML, o que permite o acesso ao material em diferentes aparelhos digitais: smartphones, notebooks e tablets, por exemplo.
Ao longo do volume, ícones indicam infográficos clicáveis e áudios que podem ser acessados pelo professor e pelos estudantes para enriquecer a aprendizagem de maneira dinâmica.
CONHEÇA SEU LIVRO DO PROFESSOR
Este Livro do professor apresenta orientações didáticas que visam apoiar a prática pedagógica. Elas estão organizadas em duas partes.
Orientações específicas , acompanhando as páginas do Livro do estudante em miniatura.
As orientações específicas estão organizadas como exposto a seguir.
• Introdução à unidade: apresenta os principais conteúdos desenvolvidos na unidade, com um pequeno resumo de cada capítulo.
2 É TRIDIMENSIONAL!
• Objetivos: apresenta os principais objetivos de aprendizagem a serem alcançados ao final do estudo de cada unidade.
• BNCC: indica as competências e as habilidades da BNCC desenvolvidas ao longo da unidade. Também há menções aos temas contemporâneos transversais . Nos capítulos e nas seções, são indicados as habilidades e os TCTs específicos.
• Organize-se: especifica os materiais que devem ser providenciados com antecedência, algum preparo de sala de aula, pedido para casa, entre outros.
• Encaminhamento: apresenta comentários e orientações didáticas para o desenvolvimento dos conteúdos abordados nas páginas do Livro do estudante. Há dicas, comentários, sugestões de análise, complementos de atividades e de respostas e outras informações para o encaminhamento do trabalho docente. Há, também, sugestões de adaptação das atividades para as diferentes necessidades de aprendizagem dentro de uma mesma turma. Além disso, apresenta sugestões de maneiras e de momentos para a realização de avaliações.
• + Ideias: sugere atividades complementares para auxiliar ou ampliar as propostas do Livro do estudante.
• Sugestão para o estudante: indica sugestões comentadas de livros, sites, jogos, revistas, aplicativos etc. para o estudante desenvolver e aplicar os conhecimentos.
• Sugestão para o professor: indica sugestões comentadas de livros, sites , revistas, aplicativos etc. para o professor se aprofundar nos temas trabalhados.
Orientações gerais, ao final do volume.
Apresenta reflexões sobre pressupostos teórico-metodológicos da obra, considerações sobre o papel do professor, textos sobre a importância das avaliações, sugestões de planejamento e muito mais.
GERAIS
que nos toca, ou que nos acontece, e ao nos passar nos forma e nos transforma. Somente o sujeito da experiência está, portanto, aberto à sua própria transformação. BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação Rio de Janeiro, n. 19, p. 25-26, jan./abr. 2002. A filosofia explica a experiência como as percepções e os saberes que construímos por meio dos sentidos. Se prestarmos atenção, perceberemos que todos os dias muitas coisas nos acontecem, mas nem todas nos tocam. Quando algo nos toca, nos afeta, isso pode representar um acontecimento significativo, uma experiência estética! Quem não se lembra de uma cena de filme, de uma pintura ou de um desenho visto na infância que tenha marcado sua história de vida? Uma música, um perfume ou uma imagem podem nos fazer viajar a tempos passados. Esse é o poder da experiência estética: o encontro com a beleza ou com a estranheza pode marcar a memória e influenciar nossa formação como seres sensíveis. Algumas vezes somos surpreendidos e envolvidos por esse tipo de experiência, outras vezes nos colocamos intencionalmente em estados sensíveis, disponíveis à poesia. Na busca por experiências estéticas, vamos ao cinema, a espetáculos de música, de teatro e de dança, a exposições de arte ou apenas ligamos a televisão ou acessamos dispositivos móveis para nos deleitar com séries e filmes, ouvir música, apreciar e compartilhar imagens. Na experiência estética os meus sentimentos descobrem-se nas formas que lhes são dadas, como eu me descubro no espelho. Através dos sentimentos identificamo-nos com o objeto estético, e com ele nos tornamos um. DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. Fundamentos estéticos da educação 2. ed. Campinas: Papirus, 1988. p. 93. Segundo a definição de Duarte Júnior, a palavra estesia é oposta à palavra anestesia — a impossibilidade ou a incapacidade de sentir. No entanto, a estesia relaciona-se à possibilidade de sentir e significar. Em estado de estesia, seja por intenção, seja por distração, podemos viver experiências estéticas (DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. O sentido dos sentidos a educação (do) sensível. Curitiba: Criar, 2001). Quando falamos em proposições pedagógicas no ensino de Arte, chamamos a atenção para a presença de professores-propositores, que são aqueles que se constituem pela for-
UNIDADE 1 – ARTE SE FAZ COM O QUÊ?
UNIDADE 2 – MATERIALIDADES EM CENA
UNIDADE 3 – NO RITMO DA ARTE
UNIDADE 4 – MÚSICA: SONS EM MOVIMENTO
ORIENTAÇÕES GERAIS
CONVITES PARA EXPERIÊNCIAS E PROPOSIÇÕES PEDAGÓGICAS
CAMINHOS PARA TRILHAR NO ENSINO DA ARTE
DE APRENDIZAGEM
POÉTICAS E INFÂNCIAS
CULTURA DO BRINCAR
INCLUSIVA E CULTURA DE PAZ
BNCC E AS PROPOSIÇÕES PEDAGÓGICAS NAS LINGUAGENS DA ARTE
AS SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM E AS DIMENSÕES DO CONHECIMENTO NAS LINGUAGENS DA ARTE
AMBIÊNCIAS EDUCADORAS E CRIADORAS
MEDIAÇÃO CULTURAL E CURADORIA EDUCATIVA XV
A PRESENÇA DAS LINGUAGENS DA ARTE
ARTES INTEGRADAS (LINGUAGENS HÍBRIDAS)
FAÇA SEU PRÓPRIO CAMINHO!
AVALIAÇÃO, REGISTROS E SONHOS PEDAGÓGICOS
SUGESTÕES DE PLANEJAMENTO
QUADRO PROGRAMÁTICO DA COLEÇÃO
SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS – 2º ANO XXVIII MATRIZES DE ROTINA E DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA
LIVRO DO PROFESSOR
ARTE
COMPONENTE CURRICULAR: ARTE
Solange dos Santos Utuari Ferrari
Doutora em Educação, Arte e História da Cultura (Mackenzie-SP). Mestre em Artes Visuais (Unesp). Licenciada em Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas (UMC-SP). Especializada em Antropologia (FESPSP) e em Arte-Educação (USP). É autora de livros, artigos e propostas curriculares, assessora em projetos de Educação, Arte e Cultura, educadora e artista visual. Sua produção literária já foi honrada com uma indicação e uma premiação no Prêmio Jabuti.
Pascoal Fernando Ferrari
Mestre em Ensino de Ciências (Unicsul-SP). Especializado em Sociologia (FESPSP). Licenciado em Teatro (Uniítalo-SP). Licenciado em Pedagogia (Unicastelo-SP). Licenciado em Psicologia (UBC-SP). É autor de livros, artigos e propostas curriculares, pesquisador de linguagem teatral em escolas, educador, escritor, ator e diretor teatral. Sua produção literária já foi honrada com uma indicação e uma premiação no Prêmio Jabuti.
Carlos Elias Kater
Educador, musicólogo e compositor. Doutor em História da Música e Musicologia pela Universidade de Paris IV (Sorbonne) e professor titular pela Escola de Música da UFMG. Foi vice-presidente da Associação Brasileira de Educação Musical (Abem). É membro permanente do Conselho Assessor da Cátedra Livre de Pensamento Pedagógico Musical Latino-Americano (UNA-Buenos Aires), conferencista, consultor e autor de publicações sobre Musicologia e Educação Musical Contemporânea. Sua produção já recebeu indicação ao Prêmio Jabuti. Membro da Academia Brasileira de Música (Cadeira no 16).
Bruno Fischer Dimarch
Educador, escritor, dançarino, músico e artista multimídia. Doutorando em Comunicação (Unip-SP). Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e licenciado em Educação Artística (Famosp). Foi professor em escolas públicas e privadas e em universidades. Atuou como técnico e assessor em Secretarias de Educação e como mediador em Bienais de São Paulo. Sua produção já foi indicada ao Prêmio Jabuti. É autor de livros e propostas curriculares, pesquisador e desenvolvedor de trabalhos sobre a dança em escolas, educador e artista nas linguagens de dança e música.
Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa
Direção editorial adjunta Luiz Tonolli
Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva
Assessoria Mariângela Castilho Uchoa de Oliveira
Edição Francisca Edilania de Brito Rodrigues (coord.), Adele Motta, Lilian Ribeiro de Oliveira
Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam
Produção de conteúdo digital Ana Luiza Martignoni Spínola (coord.)
Gerência de produção e arte Ricardo Borges Silva
Design Andréa Dellamagna (coord.), Ana Carolina Orsolin (criação)
Projeto de capa Andréa Dellamagna, Sergio Cândido (logo)
Ilustração de capa Luana Chinaglia
Arte e produção Rodrigo Carraro (coord.), Manuel Miramontes, Matheus Santiago Martins (assist.)
Diagramação Fernanda Matajs
Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno
Licenciamento de textos Erica Brambilla, Talita Santos Souza
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
A Conquista : arte : 2º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Solange dos Santos Utuari Ferrari... [et al.]. -2. ed. -- São Paulo : FTD, 2025.
Outros autores: Pascoal Fernando Ferrari, Carlos Elias Kater, Bruno Fischer Dimarch Componente curricular: Arte.
ISBN 978-85-96-06176-6 (livro do estudante)
ISBN 978-85-96-06177-3 (livro do professor)
ISBN 978-85-96-06178-0 (livro do estudante HTML5)
ISBN 978-85-96-06179-7 (livro do professor HTML5)
1. Arte (Ensino fundamental) I. Ferrari, Solange dos Santos Utuari. II. Ferrari, Pascoal Fernando. III. Kater, Carlos Elias. IV. Dimarch, Bruno Fischer.
25-292905.0
Índices para catálogo sistemático:
1. Arte : Ensino fundamental 372.5
CDD-372.5
Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD.
Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300
Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
APRESENTAÇÃO
QUERIDO ESTUDANTE, VOCÊ JÁ PAROU PARA PENSAR QUE
VIVEMOS EM UM MUNDO REPLETO DE IMAGENS? QUE OUVIMOS SONS O TEMPO TODO? QUE FAZEMOS
GESTOS E MOVIMENTOS PARA NOSSA COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO?
A ARTE É UMA FORMA DE CRIAR IMAGENS, SONS, GESTOS E MOVIMENTOS. ELA É, TAMBÉM, UMA
MANEIRA DE PERCEBER O MUNDO AO NOSSO REDOR E DE, NELE, CRIAR FORMAS DE EXPRESSÃO.
VENHA! EMBARQUE NESTA “ARTE-AVENTURA”! CONVIDAMOS VOCÊ PARA QUE, POR MEIO DA MÚSICA, DAS ARTES VISUAIS, DA DANÇA, DO TEATRO E DAS ARTES INTEGRADAS, VENHA APRENDER SOBRE O UNIVERSO DA ARTE, CONHECER ALGUNS ARTISTAS E DESCOBRIR DO QUE É FEITA A ARTE. FICOU CURIOSO? VAMOS NESSA? CONVIDE SEUS FAMILIARES TAMBÉM! OS AUTORES.
CONHEÇA SEU LIVRO
SEU LIVRO ESTÁ ORGANIZADO EM QUATRO UNIDADES.
AS ABERTURAS DE UNIDADE APRESENTAM
IMAGENS E ATIVIDADES
QUE BUSCAM DESPERTAR
SUA CURIOSIDADE SOBRE
O QUE VAI SER ESTUDADO.
imagens no livro? Nos quadrinhos, escreva o número da página em que você encontrou cada imagem. O que será que vamos estudar?
Tanto as crianças como a escultura ocupam o espaço com suas formas tridimensionais. O que você sabe a respeito do espaço e das formas tridimensionais?
Venha esculpir, modelar e construir! Venha descobrir o mundo das formas tridimensionais e suas proporções!
NOS CAPÍTULOS QUE FORMAM CADA UNIDADE, VOCÊ VAI ENCONTRAR OBRAS DE ARTE, TEXTOS, FOTOGRAFIAS, DESENHOS, BRINCADEIRAS, ATIVIDADES... UM MONTÃO DE COISAS PARA DESCOBRIR E APRENDER COM A TURMA.
EM DIÁLOGOS, VOCÊ VAI PERCEBER COMO A ARTE SE RELACIONA COM A VIDA COTIDIANA, COM OUTRAS ÁREAS DO CONHECIMENTO, COMO CIÊNCIAS E HISTÓRIA, E COM DIFERENTES TEMAS, COMO SAÚDE, CIDADANIA, PLURALIDADE CULTURAL ENTRE OUTROS.
Muitos artistas escolhem chamar a atenção
para manter a vida na floresta onde vivem. Insetos como formigas e abelhas são fundamentais para manter o equilíbrio nos ecossistemas. As queimadas e o uso excessivo de agrotóxicos são capazes de destruir em pouco tempo a vida de muitas espécies de insetos e de outros animais. No espetáculo O grande perigo o tema é a conservação dos oceanos. Ele trata do lixo que as pessoas despejam nas águas dos mares, que afeta a vida de vários animais marinhos. Os bonecos são feitos com materiais reutilizáveis, passando uma mensagem sobre a necessidade de repensar o descarte de resíduos na natureza.
Cena do espetáculo
EM QUEM É?, VOCÊ VAI CONHECER UM POUCO SOBRE A VIDA DE PESSOAS IMPORTANTES PARA A ARTE NO BRASIL E NO MUNDO E TAMBÉM SOBRE A HISTÓRIA DE COMPANHIAS, GRUPOS OU ORGANIZAÇÕES ARTÍSTICAS.
A Cia. BuZum é um grupo de teatro que utiliza um ônibus para levar espetáculos a diferentes locais, como escolas, praças e parques, tornando a arte acessível e oferecendo cultura e diversão para crianças de diversas cidades do Brasil.
1 O que você sabe sobre os animais que habitam as florestas brasileiras? Quais desses animais você conhece?
2 O que podemos fazer para proteger os oceanos e a vida marinha? O que pode acontecer quando resíduos e materiais são descartados de forma irregular em córregos, lagos, rios e oceanos? Comente suas sugestões.
3 Vamos criar desenhos e histórias com base em suas ideias sobre como conservar a natureza? Solte a imaginação!
Dicas para conviver com os animais de maneira harmoniosa
1. Não capture pássaros. Plante uma árvore frutífera, assim os pássaros estarão perto de você, mas ficarão livres.
2. Não aceite nem dê animais silvestres.
3. Ao adotar um bicho de estimação, dê preferência aos que precisam de cuidados. É possível se informar em instituições que cuidam de animais abandonados.
4. Não capture animais silvestres ou insetos. Procure apenas observá-los.
5. Não destrua ninhos de pássaros, casulos ou outros abrigos usados por animais.
6. Pesquise e converse com os adultos sobre a importância de insetos nos ecosssistemas e sobre os riscos do uso de agrotóxicos.
7. Nunca descarte resíduos nas águas de córregos, lagos, rios e oceanos.
EM ATENÇÃO!, SÃO INDICADOS
ALGUNS CUIDADOS QUE VOCÊ PRECISA
TER AO REALIZAR DETERMINADAS ATIVIDADES.
EM ARTE EM PROJETOS, VOCÊ VAI ENCONTRAR VÁRIAS POSSIBILIDADES DE DESAFIOS PARA EXPLORAR O QUE FOI ESTUDADO.
ARTE-AVENTURA É UM CONVITE PARA VOCÊ PERCEBER IMAGENS, SONS E GESTOS NA ARTE E NA VIDA COTIDIANA. É UM MOMENTO PARA EXPLORAR, BRINCAR, INTERPRETAR, PESQUISAR, EXPERIMENTAR, INVENTAR... PARA SE DESAFIAR E DESCOBRIR O FAZER ARTÍSTICO.
EM DESCUBRA MAIS, HÁ INDICAÇÕES DE LIVROS, SITES, MUSEUS, VÍDEOS E OUTRAS FONTES CULTURAIS.
EM DICA, TEM INFORMAÇÕES QUE COMPLEMENTAM OS ASSUNTOS ESTUDADOS.
EM ESTA É A MINHA ARTE!, VOCÊ ENCONTRA SUGESTÕES PARA APRESENTAR SUAS PRODUÇÕES, REALIZAR MOSTRAS E EXPOSIÇÕES PRESENCIAS OU VIRTUAIS, OU SEJA, PARA MOSTRAR SUA ARTE!
O GLOSSÁRIO
EXPLICA E CONTEXTUALIZA
ALGUMAS PALAVRAS QUE TALVEZ VOCÊ NÃO CONHEÇA.
OS PRINCIPAIS CONCEITOS ESTUDADOS APARECEM EM DESTAQUE, PARA VOCÊ ENCONTRAR TODOS COM FACILIDADE.
ESTES ÍCONES MOSTRAM COMO VOCÊ DEVE REALIZAR AS ATIVIDADES.
OBJETOS DIGITAIS
PARA REVER O QUE APRENDI, AO FINAL DE CADA UNIDADE, VAI AJUDAR A IDENTIFICAR O QUE VOCÊ JÁ APRENDEU E AQUILO DE QUE PRECISA DE MAIS AJUDA PARA APRENDER.
ATIVIDADE ORAL ATIVIDADE EM GRUPO
ATIVIDADE EM DUPLA
ATIVIDADE COM DESENHO ATIVIDADE DE ESCUTA ATIVIDADE DE CANTO
ESTES ÍCONES IDENTIFICAM OS OBJETOS DIGITAIS PRESENTES NO LIVRO. OS MATERIAIS DIGITAIS APRESENTAM ASSUNTOS COMPLEMENTARES AO CONTEÚDO TRABALHADO NA OBRA, AMPLIANDO AINDA MAIS SUA APRENDIZAGEM.
INFOGRÁFICO CLICÁVEL ÁUDIO
ARTE-AVENTURA • PINTAR SUA TERRA COM TERRA?
ARTE-AVENTURA • ARTE
UNIDADE 4 MÚSICA:
TODOS
ARTE-AVENTURA • VAI E VOLTA
CIRANDA, TIMBRE E MOVIMENTOS
OBJETOS DIGITAIS
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: A ARTE RUPESTRE
BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
8: CIRANDEIRO
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: OS SONS DA ORQUESTRA
ÁUDIO 9: ORQUESTRA E SEUS INSTRUMENTOS: CORDAS
ÁUDIO 10: ORQUESTRA E SEUS INSTRUMENTOS: TECLADO
ÁUDIO 11: ORQUESTRA E SEUS INSTRUMENTOS: SOPRO DE MADEIRA
ÁUDIO 12: ORQUESTRA E SEUS INSTRUMENTOS: SOPRO DE METAL
ÁUDIO 13: ORQUESTRA E SEUS INSTRUMENTOS: PERCUSSÃO
ÁUDIO 14: PO HAMÉK
ÁUDIO 15: L’ABE IGI OROMBO
ÁUDIO 16: ALECRIM
ÁUDIO 17: A VELHA A FIAR: VERSÃO COMPLETA
ÁUDIO 18: A VELHA A FIAR: VERSÃO PLAYBACK
ÁUDIO 19: PASSA, PASSA, MINHA BANDA
ÁUDIO 20: ATCHIM & KOFF
INTRODUÇÃO À UNIDADE
Nesta unidade, são explorados os campos conceituais de forma e conteúdo (elementos de linguagem), materialidade e processo de criação. As linguagens artísticas são apresentadas em diferentes tempos e contextos, mostrando que os artistas escolhem materialidades específicas diante de suas intenções poéticas e que a arte pode ser feita com tinta, argila, pedra, metal, madeira, e até o corpo.
Os conceitos em foco nesta unidade são: arte contemporânea; materialidades; linha e forma; tintas e cores; materialidades da natureza; pintura efêmera; dimensões e formatos; arte pública; escultura e modelagem; arte bidimensional e tridimensional; formas de registros; processo de criação; criação de ateliê; arte brasileira; manifestações artísticas das culturas locais, regionais e nacionais; arte e cultura de povos indígenas brasileiros.
Objetivos
• Participar de momentos de fruição com leitura de textos poéticos e de imagens, com foco na investigação de materialidades e elementos de linguagem das artes visuais, expressando hipóteses interpretativas e opiniões, respeitando o ritmo do diálogo e o espaço de fala dos colegas.
• Identificar e usar nas produções elementos de linguagem das artes visuais (ponto, linha, forma, cor, textura, espaço).
• Criar com autonomia, criatividade e poética em diferentes linguagens, percebendo e escolhendo materialidades disponíveis na natureza ou reutilizando objetos e materiais.
• Realizar pesquisas estabelecendo relações entre arte, cultura e vida cotidiana.
ARTE SE FAZ COM O QUÊ?
QUAIS MATERIAIS PODEMOS USAR PARA DESENHAR, PINTAR, ESCULPIR E MODELAR? TERRA, PEDRA, METAL, MADEIRA? COM NOSSO CORPO TAMBÉM PODEMOS FAZER ARTE?
EM QUE LUGAR PODEMOS FAZER UM ATELIÊ?
É PRECISO APRENDER A TRANSFORMAR E TAMBÉM
A CRIAR COM MUITA IMAGINAÇÃO!
PODEMOS FAZER ARTE COM MUITAS COISAS!
1 VAMOS PROCURAR ESTAS IMAGENS NO LIVRO? NOS QUADRINHOS, ESCREVA O NÚMERO DA PÁGINA EM QUE VOCÊ ENCONTROU CADA IMAGEM. O QUE SERÁ QUE VAMOS ESTUDAR?
• Conhecer artistas e suas produções, materialidades e processos, ampliando repertórios e valorizando patrimônios culturais nacionais e internacionais, incluindo as manifestações artísticas de povos indígenas brasileiros e a arte pública.
BNCC
Competências gerais: 1, 3, 4, 7 e 9.
Competências específicas: 1, 3, 4, 5, 7, 8 e 9.
Habilidades:
(EF15AR01) Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais tradicionais e
contemporâneas, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.
(EF15AR02) Explorar e reconhecer elementos constitutivos das artes visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento etc.).
(EF15AR03) Reconhecer e analisar a influência de distintas matrizes estéticas e culturais das artes visuais nas manifestações artísticas das culturas locais, regionais e nacionais.
(EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem,
SANDRALAVANDEIRA
instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.
(EF15AR05) Experimentar a criação em artes visuais de modo individual, coletivo e colaborativo, explorando diferentes espaços da escola e da comunidade.
(EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.
(EF15AR07) Reconhecer algumas categorias do sistema das artes visuais (museus, galerias, instituições, artistas, artesãos, curadores etc.).
(EF15AR25) Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindose suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.
Temas Contemporâneos Transversais (TCT): Meio Ambiente: Educação Ambiental, Educação para o Consumo; Multiculturalismo: Diversidade Cultural, Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras.
Esta abertura propõe um jogo em clima de caça ao tesouro. Oriente os estudantes a observar as imagens apresentadas em momento de nutrição estética e roda de conversa. Depois, peça que folheiem o livro e procurem essas imagens, ajudando-os a anotar o número da página em que cada imagem aparece. Resgate os saberes da matemática a respeito da importância e do significado das numerações das páginas. Pergunte aos estudantes sobre suas primeiras impressões ao folhear o livro e perceber o que será estudado. Incentive a reflexão sobre os possíveis materiais que podemos usar para fazer arte.
BNCC
Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03, EF15AR07 e EF15AR25.
TCT: Meio Ambiente: Educação Ambiental; Multiculturalismo: Diversidade Cultural, Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras.
ENCAMINHAMENTO
Crie uma ambiência explorando a ideia de ateliê (fixo ou móvel), organize e categorize os materiais para facilitar nos momentos de ação criadora. Esta ambiência poderá ser usada durante todo o estudo desta unidade.
Converse com os estudantes que, em cada projeto na linguagem das artes visuais, diversas materialidades podem ser escolhidas e exploradas. Inicie uma investigação sobre com o que podemos fazer arte, incentivando a curiosidade dos estudantes.
Nessa situação de aprendizagem, inicie uma investigação sobre os materiais das diferentes linguagens artísticas. Papel, tinta, terra, pedra, lápis, ferro, corpo e som são alguns materiais que formam a arte. Faça uma primeira leitura do texto de apresentação da página e, por meio de perguntas mediadoras, enfatize a questão da materialidade na ação criadora.
Com quantos materiais se pode fazer arte e quais procedimentos podem ser utilizados? São infinitas as possibilidades. Pense com os estudantes nas diversas possibilidades das materialidades que dão corpo à arte. Se possível, apresente materiais diversos para eles manusearem e sentirem o peso, o cheiro, a maleabilidade, a temperatura, entre outros aspectos físicos de cada material.
ATELIÊ DE ARTE
Faça uma sondagem sobre as noções da turma acerca das materialidades da arte. Foque a imagem de abertura do capítulo. Converse com os estudantes e incentive-os a expressar suas hipóteses interpretativas sobre materialidades, formas, cores e a temática apresentadas na obra Onde mora um coração menino, da artista Alice Haibara. Peça aos estudantes que descrevam o que veem na obra de Alice Haibara. Faça perguntas mediadoras como: vocês percebem as diferenças entre as crianças representadas? O que torna cada criança única, singular? Quais materiais a artista Alice Haibara usou para fazer seu desenho?
Após levantarem suas hipóteses interpretativas, comente com os estudantes que, para fazer o desenho, a artista usou, em suporte de tecido, uma tinta feita com terra (pigmento) e amido de milho (aglutinante), trabalhados com uma técnica especial. Pergunte: vocês conseguem identificar as cores dos materiais usados na obra? Por que a artista teria usado esses materiais? Teriam algum significado?
ONDE MORA UM CORAÇÃO MENINO, DE ALICE HAIBARA, 2011. PINTURA EM TERRA E AMIDO DE MILHO SOBRE TECIDO, 25 CENTÍMETROS x 35 CENTÍMETROS.
VENHA MATERIALIZAR E CRIAR!
ACOMPANHE A LEITURA DO POEMA COM O PROFESSOR.
CRIANÇA
DE ÁGUA E MATO A VACA FAZ O LEITE DE FLOR E VOO A ABELHA FAZ O MEL DE MILHO E PENA O GALO FAZ O CANTO DE FOLHA E TERRA A PLANTA FAZ A FLOR.
UMA CRIANÇA, COM SEU CORPO E ALMA, SE FAZ DE AMOR, AMOR, AMOR, AMOR...
PALLOTTINI, RENATA. CRIANÇA. IN: ROCHA, RUTH (ORG.). POEMAS QUE ESCOLHI PARA CRIANÇAS. SÃO PAULO: MODERNA, 2013. P. 54. ÁGUA, TINTA, CORPO, PAPEL, PLÁSTICO, PLANTA, PEDRA, BARRO, METAL. NA HORA DE CRIAR ARTE, USAMOS DIVERSOS MATERIAIS.
QUAL MATERIAL ESCOLHER? COMO FAZER? VAMOS DESCOBRIR MAIS!
VENHA MATERIALIZAR! VENHA DESCOBRIR MATERIALIDADES PARA CRIAR NA ARTE!
Peça que observem, também, os elementos constitutivos da imagem e chame a atenção deles a respeito da maneira como a artista explorou linhas, formas e cores.
Então, leia novamente o poema de Renata Pallottini com os estudantes. Auxilie-os na entonação, nas pausas e na expressão. Identifiquem, em conjunto, as ideias de cada verso. Ao final, auxilie-os a interpretar o texto, que comenta que as coisas são feitas de misturas de outras coisas.
Sonde os conhecimentos prévios dos estudantes em relação aos saberes propostos e quais trajetos serão interessantes seguir. Ao iniciar o processo de avaliação, procure verificar o que os estudantes já sabem, valorizando conhecimentos construídos, habilidades e competências desenvolvidas, bem como seu interesse em cooperar e solucionar problemas coletivamente.
A materialidade na arte é um aspecto fundamental da criação artística, envolvendo a escolha de materiais, suportes e técnicas e a forma como eles são utilizados para expressar ideias, emoções e mensagens, influenciando a maneira como a obra é percebida e interpretada pelo
público. Os materiais são as substâncias físicas usadas pelos artistas: tinta, argila, metal, corpo, sonoridades etc.
Sugestão para o professor
• DEWEY, John. Arte como experiência . São Paulo: Martins Fontes, 2010. (Série todas as artes).
Essa obra é um marco no estudo da experiência estética no Brasil, influenciando pesquisas e ações mediadoras em museus e escolas.
• HAIBARA, Alice. Blog Arte Terra Cor: pintura com terra. São Paulo, c2025. Disponível em: https://arteterra cor.wordpress.com/. Acesso em: 3 set. 2025.
Conheça mais trabalhos e projetos de Alice Haibara em seu blog , no qual a artista também apresenta informações sobre pintura com terra, arteterapia, oficinas e mais.
BNCC
Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03 e EF15AR25.
TCT: Meio Ambiente: Educação Ambiental; Multiculturalismo: Diversidade Cultural, Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras.
Organize-se
• Você pode organizar a turma em uma roda, reajustando as carteiras da sala de aula, para que todos tenham um posicionamento similar na turma.
ENCAMINHAMENTO
Crie uma ambiência acolhedora, converse com a turma sobre saber ouvir e respeitar as hipóteses dos colegas e a produção artística dos povos originários, no que se refere à sua cultura e à sua estética.
Nessa situação de aprendizagem, a ideia é valorizar a variedade de cores obtidas por Alice Haibara com o elemento natural terra. Em roda de conversa, apresente a artista, mostrando e comentando imagens de suas obras. Essa é uma proposta interdisciplinar, envolvendo conhecimentos de Ciências, Geografia e Arte.
QUEM É?
ALICE HAIBARA É UMA ARTISTA QUE NASCEU NA CIDADE DE UBATUBA, NO ESTADO DE SÃO PAULO.
A ARTISTA HELENA DA TERRA, AVÓ DE ALICE, ENSINOU A NETA A FAZER TINTAS COM TERRA. ALICE FAZ PESQUISAS E PARTICIPA DE GRUPOS QUE VALORIZAM A ARTE E A CULTURA DOS POVOS INDÍGENAS.
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MATÉRIAS DA ARTE
OBSERVE ESTA PINTURA FEITA POR ALICE HAIBARA. A TERRA, PLANETA ONDE VIVEMOS, NOS DÁ MUITAS COISAS: ÁGUA, TERRA, AR E FOGO, QUE SÃO ELEMENTOS DA NATUREZA.
NOSSO PLANETA TAMBÉM NOS OFERECE LUGAR PARA MORAR, ALIMENTOS E ATÉ TINTAS PARA PINTAR!
ALICE HAIBARA PINTANDO UM MURAL FEITO COM TINTAS DE TERRA NO MUNICÍPIO DE UBATUBA, ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2023.
DESCUBRA MAIS
• TUPINAMBÁ, ATÃ XOHÃ ET AL O CANTO DA LUA ILHÉUS: THYDÊWÁ, 2015. E-BOOK. DISPONÍVEL EM: https://www.thydewa.org/ ebooks/pdfs/Ebook -cantodalua.pdf. ACESSO EM: 12 MAIO 2025.
VÁRIOS ESCRITORES INDÍGENAS PARTICIPARAM DA CRIAÇÃO DESSE LIVRO, QUE FOI ILUSTRADO POR ALICE HAIBARA.
Os sites indicados nesta obra podem apresentar imagens e eventuais textos publicitários junto ao conteúdo de referência, os quais não condizem com o objetivo didático da coleção. Não há controle sobre esses conteúdos, pois eles estão estritamente relacionados ao histórico de pesquisa de cada usuário e à dinâmica dos meios digitais.
Na questão 1 , além de abordar as linhas e as formas da imagem, comente que, nas diversas regiões geográficas do planeta, a composição do solo é diferente devido à constituição da vegetação, ao modo como foi habitado por animais e à presença dos seres humanos. O solo guarda uma “história” que pode ser descoberta investigando sua composição. A terra pode ter cores bem variadas, com tons diferentes de verde, cinza, vermelho, bege e marrom, até tons bem escuros, chegando à cor preta. Para cada cor da terra, há um registro dos materiais de que ela foi formada. Você pode contextualizar que a terra, geralmente, é formada de rochas que se desgastam com as chuvas, as mudanças de temperatura, a ação do ar e do tempo. Os animais e as plantas que vivem no planeta Terra também contribuem para que as pedras se desgastem e virem terra. O que existe na terra (insetos, plantas, restos de animais, minerais e outros elementos) é que forma essa variedade de cores. De acordo com os elementos da natureza e a ação dos seres vivos em cada região, a terra vai ser de determinada cor.
ACERVOPESSOAL
PARA ALICE HAIBARA, CRIAR CORES COM TERRA PARA PINTAR É UMA FORMA DE HOMENAGEAR SUA HISTÓRIA E OS POVOS ORIGINÁRIOS DE NOSSO PAÍS, OS POVOS INDÍGENAS.
OBSERVE ESTA IMAGEM.
JIBOIA ENCANTADA, DE ALICE HAIBARA, 2011. TERRA SOBRE TELA, 100 CENTÍMETROS x 90 CENTÍMETROS.
1
VOCÊ PERCEBEU
A VARIEDADE DE CORES
NESSA OBRA? COMO SÃO AS LINHAS E AS FORMAS?
A TERRA TEM MUITAS CORES DIFERENTES POR CAUSA DOS DIVERSOS MATERIAIS QUE FORMAM O SOLO. VOCÊ SABIA DISSO?
OBSERVE ESTA IMAGEM.
A ARTISTA ALICE HAIBARA CONSEGUIU FAZER TINTAS EM UMA VARIEDADE DE CORES COM DIFERENTES TIPOS DE TERRA.
1. Respostas pessoais. Proponha aos estudantes a leitura da imagem e investigue como a artista usou as linhas, formas e cores.
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sível portfólio eletrônico que você crie com a turma. Lembre-se de que esses registros não podem ser divulgados fora do ambiente escolar. Os estudantes também podem usar a linguagem do desenho como registro de suas ideias. O portfólio eletrônico é um instrumento de avaliação que pode ser feito com a participação efetiva dos estudantes (com depoimentos, desenhos e colagens, por exemplo).
+Ideias
Para ampliar a proposta, solicite aos estudantes que, com a ajuda dos familiares, tragam para a sala de aula pequenos potes com terra de sua casa, de seu quintal ou mesmo de um vaso, para que percebam as diferentes cores das amostras de terra. Essas amostras podem servir para a proposta da seção Arte-aventura das páginas 20 e 21. No entanto, se eles não usarem todo o material coletado, peça que devolvam a terra ao local de onde tiraram e reaproveitem os potes ou descartem-nos de forma adequada.
Sugestão para o professor
• GARRAFAS decoradas com areia. Publicado por: Real Artesanatos em Pedras. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://youtu.be/ i4izpMnoMoc. Acesso em: 3 set. 2025.
16/09/25 18:54
Não apenas a terra é colorida, como também encontramos diferentes tonalidades de areias e outras materialidades naturais. No Nordeste brasileiro, sobretudo nos estados do Ceará e do Rio Grande do Norte, as areias coloridas deram origem a uma forma típica de artesanato chamada ciclogravura. A técnica consiste na criação de desenhos utilizando areia colorida dentro de recipientes de vidro como suporte, geralmente garrafas. Traga para a sala de aula fotografias ou, se possível, um desses objetos artesanais, para comentar com a turma as diversas formas de criar arte usando materiais naturais.
Após a apresentação das imagens e a leitura dos textos, organize rodas de conversa para a sondagem sobre o que os estudantes compreendem em relação aos conceitos e às propostas trabalhadas até aqui. Os relatos deles podem compor áudios ou imagens gravados para um pos-
Vídeo com demonstração de como os artesãos fazem pintura com areia colorida dentro de garrafas de vidro. • VOCÊ sabe como são feitas as garrafinhas coloridas com desenhos de areia? Publicado por: Vídeos Virais. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https://youtu. be/JN0C4fCYxQo. Acesso em: 3 set. 2025.
O vídeo mostra como são feitas as garrafas com desenhos de areia colorida.
BNCC
Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03 e EF15AR07.
TCT: Multiculturalismo: Diversidade Cultural, Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras.
ENCAMINHAMENTO
Nesta proposta, será ampliado o vocabulário de palavras usadas no âmbito das linguagens artísticas. Para ilustrar e ampliar os termos e os conceitos trabalhados, apresentamos as obras da artista Carmézia Emiliano, que utiliza pigmentos naturais em seus trabalhos. Crie a ambiência de ateliê valorizando a pesquisa de pigmentos naturais. Converse sobre a importância em conhecer, respeitar e valorizar a cultura e saberes dos povos originários.
Em situações de leitura de imagens, siga a proposta de Robert William Ott (1997), que indica seis proposições ao ler uma imagem: situações de aprendizagem para criar momentos de aquecimento e mais cinco passos para proporcionar experiências ao descrever, analisar, interpretar, fundamentar e revelar.
Proponha a fruição da imagem e, na mediação cultural, a criação de roteiros de leitura. Robert W. Ott estruturou um sistema de leitura de imagens que influenciou programas de ação educativa em museus e escolas no Brasil, reconhecido por muitos educadores como um modo de desenvolver um olhar pensante e noções sobre a crítica de obras de arte.
Ott propõe explorar seis momentos. Um deles é introdutório, para provocar sensibilização, um “aquecimento”.
CORES DA TERRA COM COISAS DA TERRA
OBSERVE ESTA OBRA DA ARTISTA CARMÉZIA EMILIANO.
EU, DE CARMÉZIA EMILIANO, 2022. ÓLEO SOBRE TELA, 70 CENTÍMETROS x 60 CENTÍMETROS.
PIGMENTOS SÃO MATERIAIS QUE DÃO COR ÀS TINTAS. ELES PODEM SER EXTRAÍDOS DE PLANTAS, MINERAIS E ATÉ DE ANIMAIS.
QUANDO COMEÇOU A PINTAR, A ARTISTA INDÍGENA MACUXI CARMÉZIA EMILIANO USAVA APENAS TINTAS NATURAIS. ELA EXTRAÍA PIGMENTOS DA FOLHA DE ALGODÃO ROXO, DO URUCUM E DO JENIPAPO. COM O TEMPO, A ARTISTA PASSOU A PINTAR TAMBÉM COM TINTAS INDUSTRIALIZADAS.
URUCUM: PLANTA COM SEMENTES VERMELHAS USADA COMO CORANTE E NO PREPARO DE ALIMENTOS.
JENIPAPO: FRUTA COM POLPA MARROM USADA POR DIVERSOS POVOS INDÍGENAS PARA FAZER TINTA CORPORAL.
As etapas seguintes trabalham as categorias “descrever”, “analisar ( elementos de linguagem, materialidades, processo de criação, linguagens e outros)”, “interpretar” (estabelecendo diálogos entre repertórios culturais, emoções, sensações...), “fundamentar” (contextualizações , pesquisas e mais informações sobre a obra para ampliar saberes) e “revelar” ( ação criadora com foco na poética pessoal dos estudantes).
Essa ordem e as etapas não são rígidas e pode-se criar pauta de perguntas e ações mediadoras para trabalhar com esta proposta.
Na questão 1, incentive os estudantes a apresentar suas hipóteses. Em seguida, apresente Carmézia Emiliano (1960-), artista indígena macuxi, que nasceu no estado de Roraima. Em suas obras, ela usa pigmentos naturais, como urucum e jenipapo. Converse com os estudantes sobre esse tema.
Resposta pessoal. Explore o conhecimento prévio dos estudantes, questionando-os sobre locais onde eles podem ter visto obras de arte sendo produzidas.
1 VOCÊ SABE O QUE É UM ATELIÊ DE ARTE?
A ARTISTA CARMÉZIA EMILIANO EM SEU ATELIÊ, NO ESTADO DE RORAIMA, EM 2024.
CARMÉZIA EMILIANO (1960-) NASCEU NO ESTADO DE RORAIMA. ELA É UMA ARTISTA INDÍGENA MACUXI QUE JÁ RECEBEU MUITOS PRÊMIOS. AS CORES E FORMAS DE SEUS TRABALHOS RETRATAM SUA TERRA E CULTURA. QUEM É?
ATELIÊ DE ARTE É UM LUGAR PARA CRIAR E CONVIVER COM TRABALHOS ARTÍSTICOS. A ORGANIZAÇÃO DE UM ATELIÊ E OS MATERIAIS QUE ESTÃO NELE DEPENDEM DO QUE SE QUER CRIAR E DE COMO ISSO SERÁ FEITO.
A palavra ateliê tem origem francesa ( atelier ) e refere-se a um local de trabalho de artistas, artesãos ou designers , podendo indicar ainda uma oficina ou um estúdio. Um ateliê também pode ser um espaço para ministrar aulas. Esse é um espaço dedicado à criação e à produção de trabalhos artísticos ou artesanais. Pode ser desde uma pequena ou grande sala que, na escola, pode ser ocupada para esse fim, até caixas de madeiras, baús ou pequenas estantes com rodinhas acopladas para ganhar mobilidade e ser usadas em diferentes espaços, constituindo um ateliê móvel. Os registros nos auxiliam no processo de avaliação. Gravações em vídeo e áudio, anotações de falas dos estudantes, observações e anotações sobre as questões socioafetivas são possibilidades de organizar e revelar os processos de desenvolvimento cognitivo, motor, estético e de relacionamentos interpessoais.
Sugestão para o professor
• MACUXI. Povos Indígenas no Brasil. Brasília, DF: ISA, 2021. Disponível em: https://pib.socioambiental. org/pt/Povo:Macuxi. Acesso em: 3 set. 2025.
Visite esses sites para saber mais sobre a cultura e a organização social do povo macuxi.
• OTT, Robert W. Ensinando crítica nos museus. In: BARBOSA, Ana Mae. Arte-educação: leitura de subsolo. São Paulo: Cortez, 1997. p. 113-141.
O capítulo apresenta metodologias para a leitura de imagens.
BNCC
Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03 e EF15AR25.
Organize-se
• Nesta proposta, são necessários conhecimentos de Arte, Geografia e História. Se possível, traga um mapa-múndi para a sala de aula, para ilustrar e demonstrar a distância.
• Se possível, prepare uma curadoria digital com antecedência, para apresentar aos estudantes mais imagens de arte rupestre.
ENCAMINHAMENTO
Nesta proposta, serão feitos apontamentos históricos sobre as linguagens artísticas, destacando a linguagem visual. Crie uma ambiência investigativa, incentivando os estudantes a imaginar como foi a vivência dos primeiros seres humanos da Terra. Pergunte a eles: quais hábitos tinham? Como se expressavam? Será que dançavam, pintavam ou cantavam? Faça conexões com a ideia de que sempre utilizamos coisas da natureza para nos expressar em diferentes linguagens.
Inicie a nutrição estética com a fruição das imagens de arte rupestre encontradas no Parque Nacional da Serra da Capivara (PI). Converse com a turma, conceituando a arte rupestre e, se possível, mostre mais imagens para ampliar o repertório dos estudantes. Contextualize que a arte rupestre foi produzida há milhares de anos. As imagens mais antigas datam de cerca de 40 a 50 mil anos atrás.
Na questão 1, em roda de conversa, aprofunde a temática de que podemos usar coisas da natureza e de nosso dia a dia para fazer arte. Faça conexões com as vivências artísticas que os estudantes tiveram na escola, quais substâncias ou materiais já usaram
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes trabalhem seu conhecimento prévio, mencionando ferramentas e suportes já usados na escola, como madeira, algodão, folhas, entre outras possibilidades.
CORES E TRAÇOS DO PASSADO
FAZ MUITO TEMPO QUE A HUMANIDADE CRIA TINTAS PARA PINTAR.
1 PARA CRIAR ARTE, PODEMOS USAR COISAS QUE
ENCONTRAMOS NA NATUREZA E EM NOSSO DIA A DIA?
CONVERSE COM OS COLEGAS SOBRE ISSO.
AGORA, OBSERVE ESTA IMAGEM.
ESSAS FIGURAS FORAM FEITAS MILHARES DE ANOS ATRÁS POR PESSOAS QUE VIVERAM NAS TERRAS QUE HOJE FORMAM O BRASIL. ESSA PINTURA SOBRE ROCHAS, FEITA POR POVOS MUITO ANTIGOS, É CHAMADA ARTE RUPESTRE. ESSES POVOS CRIAVAM TINTAS COM MATERIAIS NATURAIS.
ARTE RUPESTRE É O CONJUNTO DE MANIFESTAÇÕES
ARTÍSTICAS MUITO ANTIGAS COM IMAGENS DESENHADAS, PINTADAS, GRAVADAS OU ESCULPIDAS EM SUPORTES ROCHOSOS, COMO PAREDES E TETOS DENTRO DE GRUTAS E CAVERNAS, OU EM PAREDÕES E PEDRAS AO AR LIVRE.
para fazer arte? Eram naturais ou industrializadas? Deixe-os livres para relatar e compartilhar com os colegas suas experiências. No Brasil, há sítios arqueológicos que demonstram a ocupação humana das terras que hoje formam o país. Para aprofundar o assunto, faça uma pesquisa virtual sobre os sítios arqueológicos do Brasil, por exemplo:
• O Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, apresenta o maior e mais antigo conjunto de pinturas rupestres brasileiras.
• Em Rondonópolis, no Mato Grosso, há vários sítios com arte rupestre.
• O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, em Minas Gerais, apresenta sítios arqueológicos e pinturas rupestres.
Crie novamente uma ambiência investigativa, agora incentivando os estudantes a imaginar como foi a vivência dos povos do Egito antigo. Para incentivar a reflexão, pergunte: como você imagina que eles se expressavam esteticamente? Será que dançavam, cantavam e faziam teatro?
Contextualize que os egípcios aprenderam, assim como outros povos, a transformar em arte materiais encontrados na natureza.
FIGURAS DE ARTE RUPESTRE ENCONTRADAS NO PARQUE NACIONAL DA SERRA DA CAPIVARA, ESTADO DO PIAUÍ.
3. Resposta pessoal. Segundo registros históricos, os pigmentos utilizados na arte rupestre eram sangue, argila, vegetais e materiais minerais misturados com gordura de animais e resinas de árvores. Como riscadores, foram encontrados vestígios da utilização de dedos da mão, de pedaços de ossos,
AGORA, OBSERVE A IMAGEM A SEGUIR.
de pontas de pedras e de carvão.
2. Oriente os estudantes a investigar, em livros e sites, com a ajuda de um adulto, como as tintas são fabricadas na atualidade. Espera-se que eles encontrem informações explicando que as tintas podem ser feitas com materiais naturais ou por meio de processos industriais.
IMAGEM DO DEUS EGÍPCIO KHNUM EM TEMPLO NA CIDADE DE DENDERA, EGITO.
OS EGÍPCIOS ANTIGOS CRIARAM TINTAS USANDO PIGMENTOS NATURAIS EXTRAÍDOS DO SOLO, DE ANIMAIS E DE PLANTAS.
OS EGÍPCIOS TAMBÉM FORAM UM DOS PRIMEIROS POVOS A PRODUZIR TINTAS POR MEIO DE MISTURAS QUÍMICAS E PELO PROCESSO DE COZIMENTO DE MATERIAIS.
UM TOM DE AZUL CONHECIDO COMO AZUL EGÍPCIO FOI MUITO USADO PARA COLORIR ESCULTURAS E IMAGENS EM PAREDES NO EGITO ANTIGO.
2 COM A AJUDA DE UM ADULTO, PESQUISE DO QUE AS TINTAS SÃO FEITAS ATUALMENTE. DEPOIS, COMPARTILHE
SUAS DESCOBERTAS COM OS COLEGAS.
3 VEJA NOVAMENTE OS DESENHOS DA ARTE RUPESTRE BRASILEIRA. EM SUA OPINIÃO, COMO ESSES DESENHOS FORAM FEITOS?
4 AO OBSERVAR A ARTE EGÍPCIA, O QUE VOCÊ IMAGINA?
Resposta pessoal. Pode haver pistas sobre a vida cotidiana daquela época. A arte egípcia é muito ampla e registra histórias e crenças dos povos que viveram naquela região e época.
Apresente a técnica utilizada na produção de afrescos, que consiste em aplicar pigmentos puros, cores diluídas em água, sobre um revestimento de argamassa ainda fresco (úmido), facilitando a fixação das tintas e tornando a pintura parte integrante da superfície. A técnica esteve presente em outros momentos da história da arte, ainda sendo muito utilizada atualmente. Se possível, traga mais imagens da arte egípcia para ampliar o repertório de imagens dos estudantes. No exercício 2 , incentive uma pesquisa com os familiares, para descobrirem como são feitas as tintas atualmente, diferenciando tintas naturais e industrializadas. Em roda de
gem. Observe se a turma percebe que os humanos usavam e continuam usando recursos naturais para se manifestar e se expressar esteticamente. Verifique se os estudantes têm referências de filmes, desenhos ou outras fontes que retratem o antigo Egito.
Sugestão para o professor
• A CENA mais antiga. Revista Pesquisa Fapesp , São Paulo, n. 300, fev. 2021. Disponível em: https:// revistapesquisa.fapesp. br/a-cena-mais-anti ga/. Acesso em: 18 set. 2025. A matéria comenta uma das mais antigas cenas de arte rupestre já encontradas no mundo.
• MARTINS, Mirian C. Arte, só na aula de Arte? Revista Educação, Porto Alegre, v. 34, n. 3, p. 311-316, set./ dez. 2011. Disponível em: https://revistaseletronicas. pucrs.br/faced/article/ view/9516/6779. Acesso em: 3 set. 2025. No artigo, a autora questiona a visão puramente estética da arte, ressaltando a mediação cultural e seu papel educativo para que o olhar do espectador possa se libertar do já conhecido e ir além.
conversa, sugira aos estudantes que compartilhem suas descobertas. Na questão 3 , incentive os estudantes a levantar hipóteses sobre quais materiais ou substâncias os indivíduos daquele período usavam para deixar registros em forma de desenhos e pinturas. No exercício 4 , retome as imagens da arte egípcia e incentive a turma a imaginar como seria a cultura e a arte daquele local e período. Para isso, faça mais perguntas como: será que existia fábrica de tintas ou os artistas faziam suas próprias tintas nesse período?
Avalie se os estudantes compreenderam que os seres humanos sempre deixaram marcas nos locais que habitavam ou lugares de passa-
• SILVA, Daniel Neves. Arte egípcia . 2024. Disponível em: https://www.historia domundo.com.br/egipcia/ arte-e-arquitetura-do-egito. htm. Acesso em: 3 set. 2025.
Visite esses sites para conhecer mais sobre a cultura e a arte egípcia por meio de imagens, vídeos e textos.
BNCC
Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR04 e EF15AR05.
Organize-se
• Para esta proposta, providencie com antecedência os seguintes materiais: pedaços ou pó de carvão, água, peneira, pote, cotonete, folha de papel branca e colher.
ENCAMINHAMENTO
Crie uma ambiência livre para que os estudantes tenham liberdade de expressão ao pintar ou desenhar com carvão. Converse com eles sobre a importância da organização e da limpeza nas aulas práticas. Esta situação de aprendizagem é uma prática artística milenar, produzir os próprios riscadores e pigmentos para desenhar e pintar com carvão.
Auxilie os estudantes a peneirar o carvão em pó e colocar nos potes; separe os pedaços grandes para serem usados como riscadores.
Oriente os estudantes a colocar pequenas porções de carvão em um pilão ou um pote de plástico e, com um socador, a triturar esse material. Na sequência, oriente-os a peneirar o carvão novamente, para obter um pó fino, que será usado para fazer a tinta. Para dar maior consistência e fixar melhor a tinta no suporte, os estudantes podem acrescentar uma colher de sopa de cola branca para cada 3 colheres de pó de carvão.
ARTE-AVENTURA PESQUISAR E CRIAR
UM DOS MATERIAIS USADOS PARA CRIAR NA ARTE RUPESTRE FOI O CARVÃO. QUE TAL PESQUISAR E CRIAR DESENHOS COM ESSE MATERIAL?
DESENHANDO COM PÓ DE CARVÃO
MATERIAIS
PEDAÇO OU PÓ DE CARVÃO
ÁGUA FOLHA DE PAPEL BRANCA
PENEIRA
POTE
COMO FAZER
COLHER
COTONETE
ATENÇÃO!
PEÇA A AJUDA DE UM ADULTO PARA PEGAR O CARVÃO.
1. COM A AJUDA DO PROFESSOR, TRITURE E PENEIRE O CARVÃO PARA CONSEGUIR UM PÓ FINO.
2. COLOQUE O PÓ PENEIRADO EM UM POTE. USE O COTONETE OU AS PONTAS DOS DEDOS PARA APLICAR O PÓ E CRIAR DESENHOS NA FOLHA.
3. SE QUISER CRIAR UMA TINTA LÍQUIDA, MISTURE DUAS COLHERES DE ÁGUA PARA CADA COLHER DE PÓ DE CARVÃO.
DESENHANDO COM CARVÃO E BASTÕES
USE PEDAÇOS DE CARVÃO COMO RISCADOR PARA CRIAR SUAS IMAGENS. EXPLORE OS EFEITOS DE CLARO E ESCURO DESSE MATERIAL.
FAÇA SUAS PRIMEIRAS EXPERIÊNCIAS NO ESPAÇO A SEGUIR. DEPOIS, USE FOLHAS DE PAPEL AVULSAS PARA CRIAR MAIS!
Produção pessoal.
DESCUBRA MAIS
• ELIA, STELLA. MESTRES DA ARTE RUPESTRE. SÃO PAULO: MOVIMENTA EDUCAÇÃO, 2022.
ESSE LIVRO TRAZ INFORMAÇÕES E CURIOSIDADES SOBRE O PERÍODO EM QUE OS SERES HUMANOS CRIAVAM ARTE RUPESTRE.
16/09/25 18:54
A água é acrescida para diluir a tinta na consistência desejada. Proponha a eles que pesquisem usando estas materialidades e criem desenhos de forma poética e autoral. Eles podem usar os cotonetes ou a ponta dos dedos das mãos para realizar suas criações com o pó de carvão, primeiro no espaço reservado no livro, como uma experiência da técnica, e depois em uma folha de papel avulsa, para criar livremente. Lembre a turma de assinar suas criações. Avalie como os estudantes participam de momentos de criação, expressando sua poética pessoal e como se expressam oralmente criando hipóteses e relatando suas experiências com as linguagens artísticas.
+Ideias
Você também pode fazer uma tinta líquida, misturando duas colheres de água para cada colher de pó de carvão. Faça uma exposição dos trabalhos em carvão dos estudantes. Com a turma, escolha uma sala, uma parede, expositores ou mesmo um varal de arte para expor as obras. Se possível, convide a comunidade escolar para visitar a exposição.
Sugestão para o professor
• DESENHO com carvão: conheça essa técnica. Curitiba: Grafitti, 2021. Disponível em: https://blog.grafittiartes. com.br/desenho-com-car vao-conheca-essa-tecnica. Acesso em: 5 set. 2025. Site para saber mais sobre a técnica do desenho com carvão.
BNCC
Habilidades: EF15AR02, EF15AR04, EF15AR05 e EF15AR06.
TCT: Meio ambiente: Educação Ambiental, Educação para o Consumo.
Organize-se
• Para este Arte-aventura, providencie com antecedência os seguintes materiais: pá pequena, potes, peneira, água, cola e porções de terra de várias cores.
ENCAMINHAMENTO
Nesta proposta, serão trabalhadas as dimensões da prática, da pesquisa e da descoberta. Antes de começar o trabalho, converse com os estudantes sobre os procedimentos de preparo da tinta feita com terra. Proponha que organizem a sala de aula, forrando as mesas com revistas e jornais velhos e reunindo suportes, fitas adesivas, pincéis, tintas, potes e água. Lembre-os da importância da limpeza e da organização para o desenvolvimento da proposta.
Os estudantes podem combinar com os colegas e pedir ajuda aos familiares e aos demais professores para encontrar o maior número de tonalidades de terra possível. Selecione e separe os materiais por classificação de cores. Coloque-os em recipientes transparentes e converse com a turma sobre essa variedade de tons de cores que existem na natureza. Comente que as tintas são tão antigas quanto a própria arte. Surgiram, provavelmente, para produzir as primeiras pinturas rupestres, há milhares de anos. As pessoas da-
ARTE-AVENTURA
PINTAR SUA TERRA COM TERRA?
AGORA, VAMOS FAZER UMA HOMENAGEM AO LUGAR ONDE VOCÊ MORA?
PESQUISE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR OS TIPOS DE TERRA (SOLO) QUE EXISTEM NO LUGAR ONDE VOCÊS VIVEM.
DEPOIS, CRIE TINTAS E PINTE “SUA TERRA COM TERRA”!
MATERIAIS
PORÇÕES DE TERRA DE DIFERENTES TONS
DICA: VOCÊ PODE FAZER A BUSCA POR TERRA (SOLO) ONDE VOCÊ MORA COM A AJUDA DE UM FAMILIAR OU ADULTO RESPONSÁVEL.
COMO FAZER
PÁ PEQUENA
1. PEGUE A PÁ, OS POTES E A PENEIRA E PROCURE TERRAS (SOLO) COM CORES VARIADAS.
quele tempo misturavam três elementos básicos para criar tintas que são utilizados até hoje, em tintas artificiais ou naturais:
• pigmentos — substâncias naturais ou artificiais (pós coloridos) usadas para dar cor às tintas; podem ser extraídas do mundo animal, vegetal ou mineral, como também ser fabricadas por meio de processos químicos;
• solventes — substâncias que servem para diluir ou controlar a consistência das tintas; no uso escolar, o solvente mais recomendável é a água, porque não é tóxica (dê preferência a tintas à base de água, para evitar intoxicações);
• aglutinantes — substâncias que ajudam a fixar as tintas sobre os suportes, como resinas, gema de ovo, óleos etc.
COLA
PENEIRA
2. PENEIRE ESSE MATERIAL E DEIXE SEM PEDRAS, FOLHAS OU OUTROS MATERIAIS.
4. PARA FAZER AS TINTAS, ADICIONE UM POUCO DE COLA A CADA PORÇÃO DE TERRA (SOLO). MISTURE BEM.
6. COM AS TINTAS DE TERRA (SOLO) PRONTAS, ESCOLHA UM SUPORTE PARA FAZER A PINTURA. DEPOIS, PENSE EM UM TEMA SOBRE O LUGAR ONDE VOCÊ VIVE QUE QUEIRA PINTAR.
3. SEPARE AS PORÇÕES DE TERRA (SOLO) POR COR. COLOQUE CADA PORÇÃO EM UM POTE DIFERENTE.
5. JUNTE UM POUCO DE ÁGUA ATÉ FICAR NA CONSISTÊNCIA QUE DESEJA.
da Terra: CARVALHO, A. F. de et al Cores da Terra: fazendo tinta com terra. Viçosa: UFV; Brasília, DF: MEC, 2011. Disponível em: https:// observatorioambiental. wordpress.com/wp-content/ uploads/2011/02/manual_ tinta_terra.pdf. Acesso em: 3 set. 2025.
É importante fazer pausas para a avaliação e conversar com os estudantes, perguntando: como estão compreendendo os conceitos? Como estão se desenvolvendo nas situações de aprendizagem? O que estão gostando de fazer e conhecer? Quais são as dificuldades e as facilidades encontradas nas situações de aprendizagem desenvolvidas?
+Ideias
É possível propor aos estudantes que façam uma imagem abstrata utilizando as tintas que eles mesmos produziram.
AGORA É HORA DE CRIAR!
Comente com os estudantes que, misturando esses elementos, é possível fazer as próprias tintas. Ressalte que o suporte é o material que segura, dá sustentação à obra de arte. O papel do caderno de desenho, a tela de pintura e uma parede podem ser suportes das artes visuais. Reforce a importância desses elementos nas artes. Para esta proposta, os suportes podem ser placas de papelão ou folhas de papel encorpados, como papel-cartão e outros.
As tintas feitas com terra são muito usadas no mundo todo, e também em projetos sociais de pintura de casas. Saiba mais sobre a temática, lendo o manual do projeto Cores
Apresente possibilidades de criação de tintas com materiais comestíveis, como legumes e verduras.
Sugestão para o professor
• A TINTA que vem da natureza. Nova Escola, São Paulo, 1º out. 2007. Disponível em: https://novaescola.org.br/ conteudo/1286/a-tinta-que -vem-da-natureza. Acesso em: 4 set. 2025.
Tutorial para fabricar tintas com recursos naturais.
• RICCHINI, Ricardo. Explorando o mundo das cores com tintas vegetais. 26 out. 2015. Disponível em: https:// www.artereciclada.com.br/ residuos-organicos/apren da-a-fazer-tinta-com-vege tais/. Acesso em: 4 set. 2025.
Site que mostra, de maneira simples, como fazer tintas usando vegetais.
BNCC
Habilidades: EF15AR02, EF15AR044 e EF15AR05.
Organize-se
• Providencie com antecedência materiais para desenho (lápis de cor, canetas coloridas, giz de cera, lápis preto, bastões de carvão e o que mais puder ser usado para riscar, fazer traços e desenhar) e para pintura (tintas de vários tipos, inclusive as que foram fabricadas pelos estudantes anteriormente, pincéis de vários tamanhos e tipos, potes com água para limpar os pincéis e panos ou papel-toalha para secar e limpar).
• Essa proposta inclui a criação de tinta com chocolate, para a qual são necessários os seguintes materiais: pincel, colher, vasilha pequena, chocolate em calda ou em pó, água, folha de papel branca. Além disso, é importante consultar os familiares ou responsáveis dos estudantes, para entender possíveis limitações à proposta.
• Se possível, leve a turma para o ateliê ou disponha o mobiliário da sala de aula da melhor forma para acomodar os estudantes e os materiais usados.
ENCAMINHAMENTO
Nesta proposta, a ideia é criar um espaço para experimentar as linguagens visuais do desenho e da pintura, com atenção para a organização, a seleção e a higiene dos materiais usados. Combine com os estudantes a melhor forma de organizar o ambiente físico. Providenciar os materiais e mantê-los organizados faz parte da sensibilização e da educação dos estudantes
ARTE EM PROJETOS
ATELIÊ DE ARTE NA ESCOLA: DESENHO E PINTURA
QUE TAL FAZER ARTE COM A TURMA EM UM ATELIÊ NA
ESCOLA?
NO ATELIÊ, PODEMOS ESCOLHER E ORGANIZAR OS MATERIAIS PARA CADA TIPO DE LINGUAGEM ARTÍSTICA NA QUAL VAMOS NOS EXPRESSAR. ASSIM, TEREMOS UM LUGAR PARA CRIAR!
COMBINEM COM O PROFESSOR O TIPO DE MATERIAL QUE PRECISAM ORGANIZAR PARA OS TRABALHOS QUE VOCÊS VÃO FAZER. VEJAM SUGESTÕES DE LISTAS DE MATERIAIS A SEGUIR.
PARA DESENHAR: LÁPIS DE COR, CANETAS COLORIDAS, GIZ DE CERA, LÁPIS PRETO, BASTÕES DE CARVÃO E O QUE PUDER SER USADO PARA RISCAR, FAZER TRAÇOS E DESENHAR.
PARA PINTAR: TINTAS DE VÁRIOS TIPOS (VOCÊS PODEM FABRICAR AS PRÓPRIAS TINTAS), PINCÉIS DE VÁRIOS TAMANHOS E TIPOS, POTES COM ÁGUA PARA LIMPAR OS PINCÉIS E PANOS OU PAPEL-TOALHA PARA SECAR E LIMPAR.
para o bom andamento dos trabalhos. Comente que é preciso ter cuidado para usar apenas materiais que não ofereçam perigo e de origem conhecida. Oriente-os a sempre solicitar a ajuda de um adulto na escolha e na manipulação de materiais para fazer arte.
Se não for possível fazer um ateliê fixo, combine com os estudantes, os familiares e a administração da escola a criação de um carrinho ateliê. Assim, haverá um ateliê móvel com diversos recursos para o desenvolvimento de situações de aprendizagem que envolvam a experimentação e os processos de criação.
Mesmo usando o espaço da sala de aula, acordos pedagógicos devem ser feitos para manter a organização do trabalho. Mostre imagens de um ateliê ou de um local de ensaio musical para eles conhecerem esses ambientes de criação. Programe, se possível, uma visita a um ateliê de um artista local, a um estúdio, a salas de ensaio de uma orquestra ou de alguma banda musical.
FAZENDO ARTE COM CHOCOLATE!
AGORA, QUE TAL INVENTAR MAIS TINTAS PARA USAR NO ATELIÊ DA TURMA? JÁ PENSOU, POR EXEMPLO, EM FAZER UMA
PINTURA COM TINTA DE CHOCOLATE?
MATERIAIS E COMO FAZER
PINCEL; COLHER; VASILHA PEQUENA; CHOCOLATE EM CALDA OU EM PÓ; ÁGUA; FOLHA DE PAPEL BRANCA.
2. ACRESCENTE ÁGUA NA QUANTIDADE QUE PREFERIR:
• PARA TINTA MAIS GROSSA, MENOS ÁGUA;
• PARA TINTA MAIS RALA, MAIS ÁGUA.
1. COLOQUE TRÊS COLHERES DE CHOCOLATE EM CALDA OU EM PÓ EM UMA VASILHA PEQUENA.
3. AGORA, PEGUE SUA FOLHA E COMECE SUAS PINTURAS COM A TINTA DE CHOCOLATE.
4. LEMBRE DE FOTOGRAFAR SUAS CRIAÇÕES.
Crie uma ambiência de livre expressão, para que os estudantes se expressem visualmente. A experimentação é fundamental para desenvolver momentos lúdicos na ação criadora. É importante para o desenvolvimento do processo de criação arriscar-se a usar materialidades, procedimentos e ideias ainda não experienciadas. Converse com os estudantes sobre essa questão.
Ao trabalhar com alimentos como materialidade, muitas vezes é preciso abrir espaço para o paladar e o olfato, desenvolvendo a estesia. No caso do trabalho com o chocolate, permita
de técnicas; resolução de problemas; poética pessoal; trabalho colaborativo; organização dos materiais.
+Ideias
Essa proposta pode ser seguida de uma leitura de imagens de obras do artista brasileiro Vik Muniz (1961-), que atualmente é um expoente das artes visuais no mundo. Faça uma curadoria digital de quais obras apresentar aos estudantes (ver Sugestão para o professor). Experimente cozinhar legumes diversos, como a beterraba (com a tinta liberada de seu cozimento, é possível fazer uma pintura em vários tons, colocando mais ou menos água). Faça pinturas usando geleias e molhos de tomate. Outro recurso é colocar açúcar sobre um papel preto e formar imagens. Ter vários tipos de papel é importante, porém observe qual é mais apropriado para cada tipo de tinta. Materiais recicláveis também podem ser usados tanto como suporte nas criações artísticas quanto como material de apoio (por exemplo, potes para limpeza).
Sugestão para o professor
• VIKMUNIZ. Nova York, c2025. Disponível em: http:// vikmuniz.net/pt. Acesso em: 4 set. 2025.
Site oficial do artista Vik Muniz em que estão disponíveis informações, exposições e obras expostas em vários lugares do mundo.
16/09/25 18:54
aos estudantes que sintam seu cheiro e seu sabor. É interessante fazer uma parceria com todos que trabalham na cozinha da escola para desenvolver essa situação de aprendizagem. Observe como os estudantes estão se desenvolvendo e faça registros para compor a avaliação de cada um. Avalie como se comportam e se expressam em momentos de ação criadora e da organização do ateliê. Pode-se criar uma ficha de avaliação com alguns critérios a serem levados em consideração como: experimentação de materialidades; processos e procedimentos artísticos; investigação
• LIXO extraordinário. Direção: Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley. Produção: Angus Aynsley e Hank Levine. Brasil; Reino Unido, 2010. 1 vídeo (99 min).
O documentário mostra a vida difícil de pessoas que dependem do trabalho em um aterro sanitário para sua sobrevivência. O artista Vik Muniz (1961-) realiza trabalhos artísticos usando o lixo encontrado nesse lugar como materialidade artística.
BNCC
Habilidades: EF15AR01, EF15AR02 e EF15AR03.
Organize-se
• Organize a turma em roda.
• Você pode providenciar antecipadamente uma trena ou fita métrica para auxiliar na demonstração das medidas.
ENCAMINHAMENTO
Nesta proposta, será trabalhada a fruição de uma obra em grande escala, a interpretação de um texto poético, a leitura e a escrita. Combine com os estudantes esses diferentes momentos. Crie uma ambiência lúdica e acolhedora. Essa situação de aprendizagem é um trabalho interdisciplinar que envolve conhecimentos de Arte e Matemática. Em roda, converse sobre o espaço bidimensional que se caracteriza por duas medidas: largura e altura. É o caso de uma pintura, de um desenho ou de uma gravura. Quando é possível caminhar, entrar em uma instalação ou percorrer o espaço em volta de uma obra de arte com volume, como é o caso de uma escultura, temos um espaço tridimensional, ou seja, caracterizado por três medidas: comprimento, largura e altura. Leia o poema presente na página e tire possíveis dúvidas de vocabulário. Em seguida, encaminhe a fruição da obra Cão de balão (Balloon dog), de Jeff Koons. Incentive os estudantes a imaginar a obra e seu tamanho e a criar hipóteses sobre ela.
Se possível, use a trena para mostrar algumas medidas para os estudantes. Sugerimos medir a altura da
2 É TRIDIMENSIONAL!
parede da sala de aula, que, geralmente, tem cerca de 3 metros e, depois, fazer um paralelo com as medidas da escultura. Repita essa estratégia investigativa sempre que necessário como demonstração de conceitos ou ideias em relação às dimensões de obras de arte e às proporções para torná-las mais concretas para os estudantes.
Após a apresentação das imagens e a leitura dos textos, organize rodas de conversa para fazer uma sondagem e descobrir o que os estudantes compreendem sobre os conceitos e as propostas trabalhados até aqui. Os relatos da turma podem compor áudios ou imagens gravados para um possível portfólio eletrônico. Os estudantes também podem usar a linguagem do desenho como registro de suas ideias.
+Ideias
VENHA ESCULPIR, MODELAR E CONSTRUIR!
Acompanhe a leitura do trecho e observe a imagem.
Na natureza tem todo tamanho!
Tem bicho grande e pequeno.
Tem os miudinhos que só olhando pela lupa para ver seus pezinhos.
Veja a formiguinha tão valente
Mesmo pequena
Segue a trilha contente, nem espera!
Carrega uma folha maior que ela.
E o elefante?
Tão grandão!
Quando corre, sai da frente!
Lá vem ele estremecendo o chão!
NA
tem todo tamanho. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.
Veja que cão grandão! Repare como as crianças ficam pequenas perto da escultura.
Você já notou como cada coisa tem um tamanho? Será que ao comparar uma coisa com outra fica mais fácil perceber proporções?
Tanto as crianças como a escultura ocupam o espaço com suas formas tridimensionais. O que você sabe a respeito do espaço e das formas tridimensionais?
Venha esculpir, modelar e construir!
Venha descobrir o mundo das formas tridimensionais e suas proporções!
17/09/25 10:51
Converse com os estudantes sobre os termos bidimensional e tridimensional Apresente exemplos concretos, como as superfícies planas, em que se percebem duas dimensões (largura e altura). Uma folha de papel é uma superfície bidimensional. Para falar sobre obras tridimensionais, peça a eles que toquem em alguns objetos e percebam que eles têm três dimensões (comprimento, largura e altura). A escultura e o corpo de um bailarino ou de um ator ocupam espaços tridimensionais.
Há esculturas que são gigantes, chamadas grandes formatos. Pesquise em sites oficiais de busca mais obras desse tipo.
Sugestão para o professor
• JEFF KOONS. c2025. Disponível em: http://www. jeffkoons.com/. Acesso em: 4 set. 2025. Site oficial do artista (em inglês), com informações, obras, biografia e exposições.
• JOSEPH Klibansky: arte em grandes formatos. Blog de Arte.art . Armação de Búzios, 14 jan. 2022. Disponível em: https://blogdearte. art/2022/01/14/joseph-kli bansky-arte-em-grandes -formatos/. Acesso em: 4 set. 2025.
• GRANDES dimensões na arte. Blog Artsoul. São Paulo, 29 maio 2021. Disponível em: https://blog.artsoul. com.br/grandes-dimen soes-na-arte/. Acesso em: 4 set. 2025.
• JARDIM de esculturas. São Paulo: MAM, c2025. Disponível em: https://mam.org. br/jardim-de-esculturas/. Acesso em: 4 set. 2025.
Para conhecer mais artistas e obras em grandes formatos, visite os sites.
NATUREZA
Cão de balão (Balloon dog), de Jeff Koons, 19942000. Aço com revestimento colorido, 3 metros x 3,6 metros x 1,1 metro.
BNCC
Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03 e EF15AR08.
Organize-se
• Se possível, reorganize a sala de aula, colocando cadeiras e carteiras em forma de roda, acolhendo a todos igualmente.
• Você pode providenciar antecipadamente uma trena ou fita métrica.
ENCAMINHAMENTO
Nesta situação de aprendizagem, trabalhe a fruição de imagens, apresente novos artistas e faça a leitura e a interpretação do trecho de poema e escrita. Ao considerar essas práticas, crie uma ambiência de descobertas e inicie propondo a fruição da obra Elefante, de Jeff Koons, debatendo sobre a materialidade da obra, que aparenta ser de balão plástico, porém é de metal. Apresente o artista para os estudantes, comente que ele é um artista contemporâneo estadunidense que faz esculturas em grande e pequena escala, com diferentes materiais: madeira, metal, aço inoxidável polido, entre outros.
Em seguida, leia, interprete e tire dúvidas a respeito do poema com os estudantes. Na questão 1, incentive e auxilie os estudantes a compartilhar o que imaginaram ao ler o texto poético. Se possível, leve-os para um local amplo e sem mobiliário para que possam se movimentar conforme as interpretações pessoais do poema. Contextualize que ele expressa o movimento do corpo dos bai-
No espaço e na forma
Observe a imagem a seguir.
De qual material você acha que essa escultura foi feita? Ela lembra algum brinquedo?
Jeff Koons gosta de criar ilusões em suas obras. Observando a imagem, parece que a escultura foi feita de balão de plástico, mas ela foi feita de metal.
O artista Jeff Koons faz esculturas em vários tamanhos, e elas ocupam espaços abertos, como praças e jardins, e também salas de museus.
QUEM É?
Jeff Koons (1955-) nasceu nos Estados Unidos e faz esculturas com diferentes materiais.
Proponha aos estudantes que observem a imagem nas páginas 24 e 25 e a comparem com a imagem desta página. Explore com eles a materialidade dessa escultura, suas formas e cores.
larinos no espaço tridimensional. Chame a atenção dos estudantes para que percebam que o corpo deles também ocupa e se move em um espaço tridimensional.
Apresente a imagem da obra Cinco sonhos (da série Pequenas bailarinas), de Sandra Guinle. Converse sobre as dimensões e as medidas das esculturas (21 cm × 17 cm × 42 cm) e que são feitas de bronze.
Com uma trena ou uma fita métrica, você pode demonstrar o tamanho das obras trabalhadas nestas páginas e encorajar os estudantes a realizar comparações.
Elefante, de Jeff Koons, 2003. Aço inoxidável polido, 92,7 cm x 73,7 cm x 48,3 cm.
Leia com o professor o texto a seguir.
Gira, gira
Dá um salto
Pirueta e perna lá no alto
E lá vai dançando a bailarina
O bailarino também entra nessa dança
Dobra e estende pernas e braços
Gira na ponta dos pés
Dançam juntos e separados, criando pelo espaço..
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes usem a imaginação para interpretar o poema.
1 O que você imagina ao ler o poema?
Agora, observe as esculturas feitas pela artista Sandra Guinle
Cinco sonhos (série Pequenas bailarinas), de Sandra Guinle, 2003. Esculturas em bronze, 21 centímetros x 17 centímetros x 42 centímetros.
GIRA, gira. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.
Quando você dança, sente seu corpo se espalhando pelo espaço? Assim como as esculturas, seu corpo é uma forma tridimensional. O espaço em que se dança também é tridimensional.
2 Observe ao seu redor. Onde estão as formas tridimensionais?
3 Em sua opinião, como podemos criar formas tridimensionais?
QUEM É?
3. Resposta pessoal. Apresente propostas lúdicas com massas de modelar ou balões de ar em que os estudantes possam perceber que as formas modeladas também são tridimensionais.
Sandra Guinle nasceu na cidade de Monte Mor, no estado de São Paulo. É uma artista que gosta de retratar em suas esculturas os movimentos de crianças dançando e brincando.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam com base em seus saberes. No entanto,
pode ser necessário mediar uma roda de conversa para que todos se expressem e possam aprender uns com os outros. Chame a atenção dos estudantes para as formas tridimensionais de objetos, do mobiliário e do corpo deles.
Na questão 2, proponha várias experiências aos estudantes para que compreendam o conceito de tridimensionalidade. Com uma fita métrica, meça o comprimento, a largura e a altura de objetos na sala de aula com a turma.
17/09/25 10:51
Na questão 3, deixe os estudantes levantarem hipóteses sobre como podemos criar formas tridimensionais, compartilhando suas respostas com os colegas.
Finalize apresentando Sandra Guinle, uma artista visual paulista. Avalie se os estudantes diferenciam os conceitos de bidimensional e tridimensional e se observam esses conceitos na arte, no corpo e em objetos ao seu redor.
+Ideias
Apresente propostas lúdicas com massinhas ou balões de ar em que os estudantes possam perceber e experimentar formas tridimensionais, durante a aula. Se possível, organize os estudantes em pequenos grupos e brinquem de Estátua. Quem estiver comandando a brincadeira vai tirar as medidas das três dimensões do colega que ficou de estátua e anotar o nome e as dimensões desse colega em uma folha de papel avulsa. Depois, troca-se o comandante da brincadeira até que todos os integrantes do grupo tenham suas medidas anotadas. Chame a atenção dos estudantes para as formas tridimensionais de objetos e do próprio corpo e que, dependendo da posição em que paramos, nossas medidas podem mudar. Ao brincar, se estamos em forma de estátua em pé temos uma medida, se estamos agachados temos outra.
Sugestão para o professor
• SANDRA GUINLE. São Paulo, 2017. Disponível em: https://www.sandraguinle. com/. Acesso em: 4 set. 2025.
Site oficial da artista paulista Sandra Guinle com informações, obras, projetos, vídeos e portfólios.
BNCC
Habilidades: EF15AR01, EF15AR03 e EF15AR04.
TCT: Meio Ambiente: Educação Ambiental; Educação para o Consumo. Essa proposta é uma oportunidade de debater sobre meio ambiente e consumo desenfreado, ao fruir obras que tratam das mudanças climáticas e do uso de materiais que seriam descartados.
ENCAMINHAMENTO
Nesta proposta, serão trabalhadas a fruição e a análise de obras artísticas destacando os materiais usados em sua criação — materiais que poderiam causar poluição ambiental foram transformados em arte. Converse com os estudantes sobre a importância de reciclar materiais, em vez de descartá-los indevidamente.
Faça com a turma uma investigação sobre o tempo que dura uma obra. Em roda, comente o conceito de efemeridade na arte. A arte efêmera não tem a intenção de ser guardada ou preservada, acontece no aqui e agora ou em um período curto de existência. Essa característica não diminui seu valor artístico, é uma forma de expressão com espaço e tempo determinado. Nas artes visuais, a arte efêmera pode ser vista em intervenções urbanas, como grafites e murais. Apesar de poder durar muito tempo, as transformações que ocorrem nas cidades interferem na permanência dessas obras.
O teatro, a dança e a performance têm natureza efêmera, pois dependem da presença ou da interação com o público. Cada apresentação é
DIÁLOGOS
Feita de quê?
Existem muitas possibilidades para criar formas tridimensionais na arte. Artistas escolhem tamanhos, materiais e formas para expressar o que sentem sobre o mundo.
A artista Néle Azevedo cria pequenas esculturas com formas humanas feitas de gelo. Essa é uma arte efêmera, que nos convida a refletir sobre como somos frágeis diante das mudanças climáticas.
Arte efêmera é uma obra que só existe por um curto espaço de tempo.
Monumento mínimo, intervenção urbana de Néle Azevedo em Taiwan, em 2023.
Já o artista Romuald Hazoumè escolhe materiais reutilizados para suas esculturas. Ele propõe que as pessoas repensem sobre o consumo exagerado e sobre como podem dar novas funções a objetos.
Divisão de orelha (Ear Splitting de Romuald Hazoumè, 1999.
QUEM É?
Néle Azevedo (1950-) é uma artista plástica nascida no estado de Minas Gerais que entre outros trabalhos cria pequenas esculturas de gelo representando figuras humanas. Como elas derretem rapidamente, é preciso fazer registros por meio de fotografias ou filmagens.
Romuald Hazoumè (1962-) é um artista africano nascido no Benin que cria esculturas reutilizando galões de plástico e outros materiais, formando máscaras inusitadas e divertidas.
única; os gestos, as emoções e a energia do momento são impossíveis de reproduzir. Isso leva a uma reflexão sobre como a arte e a vida se entrelaçam em experiências passageiras. Na música, a efemeridade é expressa pelo caráter único de cada execução ao vivo, em que a interpretação de uma canção varia conforme o contexto, a emoção e a presença do público. Apresente e encaminhe a fruição das obras dos artistas contemporâneos Néle Azevedo e Romuald Hazoumè. Faça comparações e pergunte aos estudantes sobre os materiais usados nas obras. Do que é feita a obra? Qual material usado tem maior duração? Destaque que o artista Romuald Hazoumè usa materiais que seriam descartados para criar suas esculturas. Em seguida, apresente a obra Caos, de Eduardo Srur, feita de andaimes e carrinhos de plástico, com uma forma tridimensional de 6,4 m × 4 m × 3,3 m.
1. Resposta pessoal. Converse com os estudantes sobre as ideias, os sentimentos e as impressões deles.
Agora, observe a instalação a seguir. Quantos objetos compõem essa instalação? Que objetos são esses?
Para compor essa arte tridimensional, o artista Eduardo Srur usou 4 mil carrinhos de brinquedo, dispostos em dois grandes blocos que formam uma grande instalação.
1 Essa obra de arte tridimensional e de grandes proporções faz você pensar em quê?
2 Imagine um material que você costuma descartar. Depois, faça o que se pede.
a) Responda: qual outro objeto poderia ser criado a partir dele?
b) Desenhe esse novo objeto em uma folha de papel avulsa Produção pessoal.
2. a) Resposta pessoal. Converse com os estudantes sobre as possibilidades. Alguns materiais podem ser reaproveitados sem necessidade de grandes intervenções, como potes de vidro ou plástico e caixas. Caso considere pertinente, trabalhe a criatividade dos estudantes, questionando-os sobre objetos que poderiam surgir de caixas de leite, latas, garrafas PET, entre outras possibilidades.
Na questão 1, retome os conceitos de escultura em grande escala e tridimensionalidade na arte. Incentive os estudantes a refletir sobre problemas ambientais como poluição do ar e sonora, causados pela grande quantidade de carros que trafegam nas cidades. Aproveite o momento para debater a importância do respeito com os pedestres e os veículos, melhorando a mobilidade urbana e incentivando a paz no trânsito.
Na questão 2, faça com os estudantes um exercício de reflexão e imaginação solicitando que pensem em quais materiais costumam
QUEM É?
Eduardo Srur (1974-) nasceu no município de São Paulo, no estado de São Paulo. É um artista que cria obras em espaços públicos e de usar materiais recicláveis.
considerar lixo, mas que poderiam ser reaproveitados, na vida e na arte. No item a, incentive-os a pensar em quais objetos poderiam ser recriados ou ganhar um novo uso. No item b, peça que desenhem o objeto imaginado em uma folha de papel avulsa.
Avalie se os estudantes compreendem a ideia de efemeridade na arte e que o tempo de duração de uma obra de arte depende da materialidade usada e principalmente da intenção do artista. Observe se eles entendem a importância de percebermos as dimensões de uma obra artística. Caso seja necessário,
recomponha algum conhecimento que ainda precisa ser entendido melhor.
+Ideias
Faça investigações com os estudantes. Leve uma pedra de gelo para a sala de aula. Ao congelar a água, procure fôrmas de gelo com formatos diferentes, como estrela ou outra forma inusitada. Coloque-a em uma vasilha transparente, ou prato, para suportar a água, fruto do processo. Deixe derreter e peça aos estudantes que observem algumas vezes o processo de degelo da forma, que se transforma a cada momento até desaparecer, como as obras efêmeras criadas pela artista contemporânea Néle Azevedo.
Outra ideia é fazer uma improvisação teatral de uma situação de trânsito, inspirada pela obra Caos, de Eduardo Srur. Em um espaço livre, desenhe no chão faixas de travessia de pedestre, ruas e grandes estradas. Organize a turma em grupos de personagens que fazem parte do trânsito: um grupo será composto de motoristas de carros, ônibus e caminhões; outro de ciclistas, motociclistas e pedestres. Proponha aos estudantes que representem esses personagens do trânsito. Faça rodadas de cinco minutos e troque os personagens para os estudantes experimentarem diferentes papéis e situações. Incentive os grupos a usar sons vocais e corporais para improvisar a cena.
Sugestão para o professor
• CHRISTO E JEANNE-CLAUDE. c2025. Disponível em: https://christojean neclaude.net/. Acesso em: 4 set. 2025. Consulte o site oficial da dupla de artistas Christo e Jeanne-Claude para saber mais sobre obras e artistas que trabalharam a arte efêmera.
Caos, de Eduardo Srur, 2018. Andaimes e carrinhos de plástico, 6,4 metros x 4 metros x 3,3 metros.
BNCC
Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03, EF15AR04, EF15AR05 e EF15AR06.
TCT: Meio Ambiente: Educação Ambiental. Ao trabalhar com arte pública, utilizando materiais que se harmonizam ao local onde estão, os estudantes são incentivados a se conectar ao tema Meio Ambiente com foco na Educação Ambiental. E também com o ODS 11: Cidades e comunidades sustentáveis, que objetiva tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis (fonte: NAÇÕES UNIDAS BRASIL. Objetivos de desenvolvimento sustentável. Brasília, DF: ONU, 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/ sdgs. Acesso em: 8 set. 2025).
Organize-se
• Materiais: caixas grandes de papelão, garrafas PET, papéis coloridos, fitas adesivas coloridas, tesouras com pontas arredondadas, pincéis e tintas coloridas.
ENCAMINHAMENTO
Esta proposta apresenta duas etapas: a primeira, de investigação e levantamento de conhecimentos prévios da turma sobre o tema da arte pública; a segunda, de criação coletiva de uma escultura. Combine com a turma a forma de participação, para a criação da escultura.
O objetivo da proposta é que os estudantes aprendam a valorizar o acervo e a produção local de arte. Também é possível abrir espaço para inserir questões do currículo e projetos específicos da realidade local. A proposta
Arte lá fora?
Essa arte é nossa!
No lugar onde você mora, tem algum espaço com obras de arte que todos podem ver, sentir e apreciar?
Em muitos lugares, é possível encontrar jardins com esculturas. Em alguns desses lugares, existem esculturas com as quais é permitido interagir e brincar.
Observe a escultura a seguir.
A arte pública pode estar por toda parte!
A arte pública é feita para que todos possam ver. Geralmente, essas obras ficam em espaços onde as pessoas passam no dia a dia, como ruas, praças e outros locais. Que tal descobrir a arte pública?
Parque Lúdico Bichos da Mata, no Sesc Itaquera, no município de São Paulo, estado de São Paulo, em 2020.
1 Você já viu alguma arte pública? Se sim, onde ela estava?
Converse a respeito disso com os colegas e o professor.
Respostas pessoais. Incentive a participação dos estudantes, solicitando que explorem com detalhes a região onde vivem ou que têm o hábito de frequentar.
2 Que tal fazer um passeio com seus familiares pelo lugar onde você vive?
a) Durante o passeio, observe em que locais existe arte pública.
b) Fotografe as obras de arte que vocês encontrarem.
c) Depois, desenhe a obra de que você mais gostou em uma folha de papel avulsa.
d) Na próxima aula de Arte, compartilhe seus registros com os colegas e o professor.
Produção pessoal. Indicam-se, aqui, a experiência,
a pesquisa e o contato com a arte fora da escola, junto de familiares ou adultos responsáveis. As experiências vividas e as obras encontradas podem ser registradas por meio de fotografia, se possível, e, depois, os estudantes devem desenhá-las em uma folha de papel avulsa.
de expedição cultural é, de fato, estabelecer um novo olhar acerca da arte próxima aos estudantes. Aqui, o foco recai sobre as esculturas, mas cada local, em geral, dispõe de um acervo específico de arte pública e pode-se ampliar o escopo para acolher a arte pública da região onde os estudantes moram.
Indicam-se a experiência, a pesquisa e o contato com a arte fora da escola junto de amigos e familiares. As experiências vividas e as obras encontradas podem ser registradas tanto por meio da fotografia quanto do desenho (ou outras formas que os estudantes
criadores ou o professor-propositor possam inventar).
Na questão 1, faça um levantamento sobre o contato que os estudantes possam ter com a visitação de obras públicas na região onde moram.
Na questão 2 , incentive os estudantes a visitar com os familiares uma obra pública na região onde moram. Os itens b e c são uma forma de registro de possíveis obras de arte públicas que encontrarem. No item c, incentive os estudantes a desenhar a obra que mais gostaram de conhecer. No item d, a ideia é que
XICÂ G. LIMA
Agora, que tal se reunir com os colegas e criar uma escultura para expor na sua escola? Ela poderá ser visitada por todos.
MATERIAIS
caixas grandes de papelão garrafas PET papéis coloridos
fitas adesivas coloridas tesoura com pontas arredondadas pincéis
COMO FAZER
1. Você e os colegas devem conversar sobre a forma que desejam dar para a escultura.
4. Façam o acabamento colorindo com tinta ou colando papéis.
2. Juntem materiais para criar uma escultura de grande formato.
tintas coloridas
3. Prendam tudo com fita adesiva.
5. Escolham um local na escola para expor a escultura da turma!
eles conversem sobre a vivência em visitar e registrar a obra de arte pública escolhida.
A arte pública é uma linguagem artística que se realiza em espaços abertos e acessíveis ao público, como ruas, praças, parques e edifícios públicos. Essa forma de expressão propicia um contato direto e livre entre a arte e o público, promovendo experiências significativas. Ela pode se manifestar de diferentes formas: murais, esculturas, instalações, performances, intervenções urbanas, entre outras. É importante acompanhar e orientar a construção das esculturas, desafiando os
estudantes a encontrar soluções apontando possibilidades.
O local de exposição indicado é o jardim da escola, mas poderá ser outro espaço que a escola ofereça. Caso a escola não disponha de local para a criação no jardim, podem-se encontrar espaços alternativos de fácil acesso para todos, como o pátio ou um corredor. Avalie, por meio de conversas e dos registros feitos pelos estudantes, se eles reconhecem a arte pública. O contato com a arte urbana pode influenciar a forma como os estudantes criam suas esculturas, mas, em geral,
é a própria relação com os materiais, as ferramentas e os procedimentos que impulsionam seu processo criador. É recomendável estabelecer momentos para a conversação e o registro, tanto do professor quanto dos estudantes, pois eles oferecem indicadores que permitem vislumbrar o desenvolvimento integral dos estudantes no decorrer dos percursos de aprendizagem.
+Ideias
Oriente os estudantes a criar esculturas com amigos e familiares. Eles poderão se basear na arte pública visitada, em referenciais do livro, em outras pesquisas, ou mesmo construir algo novo por meio do processo de criar formas em três dimensões. Peça aos estudantes que registrem suas criações para compartilhar na escola e contar como foi o processo.
Sugestão para o professor
• MARTINS, Mirian Celeste (org.). Pensar juntos a mediação cultural: [entre]laçando experiências e conceitos. São Paulo: Terracota, 2014.
Livro produzido no âmbito das discussões promovidas pelo Grupo de Pesquisa em Mediação Cultural: contaminações e provocações estéticas (GPeMC), sob a coordenação de Mirian Celeste Martins, no qual se entrelaçam narrativas mediadoras e conceitos como experiência estética, mediação, patrimônio cultural, curadoria educativa, professor/criador e [con]tato com a arte.
• JARDIM de esculturas. São Paulo: MAM, c2025. Disponível em: https://mam.org. br/exposicao/jardim-de -esculturas/. Acesso em: 4 set. 2025.
Página do Jardim de esculturas do site oficial do Museu de Arte Moderna de São Paulo.
BNCC
Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03, EF15AR04, EF15AR05, EF15AR06 e EF15AR25.
Organize-se
• Para esta proposta, providencie com antecedência os seguintes materiais: sal, farinha de trigo, óleo de cozinha, corantes alimentícios (suco em pó dissolvido ou anilina), água e uma vasilha grande.
• Disponha a turma em círculo ou use o ateliê de arte da escola.
ENCAMINHAMENTO
Desenvolva uma ambiência de ateliê coletando, selecionado e categorizando as materialidades. Caso não seja possível um ateliê fixo, pode-se organizar um ateliê móvel. É importante que os estudantes participem da criação de ambiências para ressignificar espaços da escola e potencializar os momentos de ação criadora.
Proponha a eles vários movimentos na ação de modelar, como amassar, fazer rolinhos, esticar a massa, criar marcas, fazer formas, separar e agrupar. Peça que pesquisem várias possibilidades de formas.
Retome os estudos sobre as formas orgânicas e as formas geométricas:
• Formas orgânicas são as que não apresentam formatos exatos ou de precisão geométrica.
• Formas geométricas são as que apresentam linhas retas ou curvas, que formam quadrados, retângulos, círculos e outros.
ARTE EM PROJETOS Ateliê para modelar
Muitos povos indígenas brasileiros criam esculturas com argila. A etnia Karajá produz as bonecas ritxoko. Essas bonecas são feitas em argila, pintadas com pigmentos naturais e levadas a altas temperaturas para se transformar em cerâmica.
Você também pode criar esculturas! Para modelar, você pode usar argila ou massa de modelar industrial ou artesanal.
Agora, vamos aprender a fazer uma massa de modelar artesanal!
Convide a turma a explorar as formas tridimensionais na arte de modelagem de modo poético pessoal. Ao longo da experiência, faça anotações acerca da participação e do envolvimento dos estudantes na preparação da massa e na modelagem. Se possível, crie registros usando tecnologias digitais em foto e vídeo. Realize uma roda de conversa ao final e instigue os estudantes a comentar todo o processo (relembre as etapas para manter a conversa em movimento).
MATERIAIS
• 1 xícara (chá) de sal
• 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
• 2 colheres (sopa) de óleo de cozinha
• Corantes alimentícios, como suco em pó dissolvido ou anilina
COMO FAZER
1. Em uma vasilha grande, misture a farinha de trigo e o sal. Coloque a água e o óleo aos poucos e misture até a massa ficar homogênea e não grudar nas mãos.
3. Amasse bem até o corante se dissolver em toda a massa.
• 1 xícara (chá) de água
• 1 vasilha grande
Atenção!
Peça ajuda ao professor para fazer a massa de modelar.
2. Com a massa pronta, é hora de colorir. Divida a massa em partes e, em cada parte, coloque um pouco de corante.
4. Sua massa está pronta! Agora, você pode criar suas esculturas em modelagem.
+Ideias
Pesquise com os estudantes mais materialidades para criar massas caseiras. Apresente esta receita de papel machê para fazer em casa com a família. Os materiais necessários são:
• papéis (jornal, papel-toalha ou outro tipo);
• tigela com água;
• vinagre;
• cola;
• amido de milho.
Inicie picando os papéis em uma tigela com água e deixe descansar por 24 horas.
Retire aos poucos os papéis picados da água, esprema para eliminar o excesso da água e coloque em outra vasilha. Depois, esfarele bem os papéis dentro dessa vasilha.
Acrescente algumas gotas de vinagre para evitar o desenvolvimento de microrganismos e misture bem.
Em seguida, acrescente cola e amido de milho aos poucos e misture até conseguir uma massa homogênea. Agora, já é possível usar a massa para modelar as formas.
Com as formas modeladas, deixe que sequem ao sol por oito horas. No dia seguinte, deixe mais oito horas ao sol.
Sugestão para o professor
• CANTON, Katia. Escultura aventura. São Paulo: DCL, 2009.
A autora traça um percurso pela história e pela linguagem da escultura, abordando desde monumentos históricos até sua presença no cotidiano, o que favorece a aproximação das crianças com essa forma de fazer arte em três dimensões.
BNCC
Habilidades: EF15AR02, EF15AR04 e EF15AR05.
Organize-se
• Materiais para modelar: massa de modelar (industrial ou feita por você) ou argila.
• Materiais para esculpir: pedras, blocos de gesso e outros materiais, além de ferramentas apropriadas para cada tipo de material.
• Materiais para construir: materiais reutilizáveis, como embalagens plásticas, caixas de papelão e papéis variados, cola e fita adesiva.
• Organize a disposição das carteiras na sala de aula, de modo que os estudantes possam se juntar em pequenos grupos.
ENCAMINHAMENTO
Nesta prática, propomos mais uma ambiência de ateliê. Desenvolva a proposta em pequenos grupos de trabalho. Com antecedência, peça aos estudantes e a seus responsáveis que providenciem os materiais sugeridos no Livro do estudante e ao final organizem uma exposição com os trabalhos da turma.
O processo de criação de esculturas é uma grande aventura, sobretudo se tiver início na preparação do material. A experiência de transformação da matéria proporcionada pela escultura é muito significativa para as aulas de Arte. Usar o gesso é interessante por ser leve e oferecer pouca resistência ao processo de subtração. Podem-se ainda usar outros materiais para a criação das
ARTE EM PROJETOS
Ateliê de arte na escola: escultura
Vamos montar um ateliê para criar mais esculturas?
Para modelar, esculpir ou construir esculturas, podemos utilizar diversos materiais, como vimos neste capítulo. Leia algumas sugestões a seguir.
Para modelar: massa de modelar (industrial ou feita por você) ou argila.
Para esculpir: pedras, blocos de gesso e outros materiais, além de ferramentas apropriadas para cada tipo de material.
Para construir: materiais reutilizáveis, como embalagens plásticas, caixas de papelão, papéis variados, entre outros. Cola e fita adesiva podem ajudar na construção.
Agora, veja como fazer uma pedra de gesso para, depois, criar uma escultura com ela.
esculturas na escola, como legumes e barras de sabão. Fale com os estudantes sobre as seguintes diferenças de procedimento para criar formas tridimensionais:
• esculpir — converse sobre as ações de desbastar, talhar, retirar material da base e ir dando a forma desejada (no acabamento, é possível lixar e polir);
• modelar — trate da ação de modelar, em que usamos materiais mais flexíveis e modelos, agregamos ou retiramos material da matéria-base e damos forma apertando, marcando, dobrando, alisando etc., dependendo do material usado.
MATERIAIS
Dica: você pode substituir a pedra de gesso por sabão em barra.
Avalie como os estudantes se comportam no momento de ação criadora. Essa situação de aprendizagem propõe:
2 copos com gesso em pó
2 copos com água
vasilha
colher ou palitos de sorvete
FAZER
1. Coloque em uma vasilha o gesso em pó e vá acrescentando água aos poucos.
2. Misture bem e, rapidamente, coloque essa mistura dentro de uma caixa de leite vazia e limpa.
ESTA É A MINHA ARTE!
caixa de leite vazia e limpa
3. Quando o gesso secar, rasgue a caixa e retire a pedra de gesso.
4. Para esculpir sobre a pedra de gesso, use uma colher ou palitos de sorvete.
5. Para o acabamento, você pode usar tintas, lantejoulas, botões, fios de lã, entre outros materiais.
Chegou o momento de fazer uma exposição das esculturas de toda a turma!
• Criem cartazes de divulgação da exposição com as seguintes informações: nome da exposição, local, data e horário.
• Com a ajuda do professor, colem os cartazes nos corredores e murais da escola.
• No dia da exposição, organizem as esculturas sobre as carteiras. Em uma folha de papel avulsa, escrevam os dados da obra, como o nome de quem fez, o título, as dimensões e o ano em que foi feita.
• Conversem com os visitantes da exposição sobre como vocês criaram suas obras.
17/09/25 14:19
• experimentação de materialidades;
• processos e procedimentos artísticos;
• investigação de técnicas;
• resolução de problemas;
• poética pessoal;
• trabalho colaborativo;
• organização do material.
+Ideias
Mais experiências com modelagem podem ser feitas em casa. Nesse caso, oriente sobre a importância de preparar um espaço para as atividades, com forração e panos para ajudar na hora da limpeza. Também é interessante disponibilizar espaços para guardar as criações ou mesmo para deixá-las em exposição. Registrar o processo pode ampliar o acervo da memória familiar dos momentos juntos.
Sugestão para o estudante
• 10 IDEIAS criativas usando a argila. São Paulo: Tempojunto, 10 abr. 2015. Disponível em: https://www.tem pojunto.com/2015/04/10/ 10-ideias-de-como-brincar -e-fazer-arte-com-argila/. Acesso em: 29 jul. 2025. Essa publicação traz ideias para modelar e brincar com argila em casa.
COMO
ENCAMINHAMENTO
Na questão 1, auxilie os estudantes a identificar e a contornar a forma tridimensional. Na questão 2, ofereça vários riscadores para que eles façam um desenho comparando objetos de tamanhos diferentes. Na questão 3, após fruir a imagem, auxilie a turma a completar com a palavra todos na frase sobre arte pública. Na questão 4, a característica correta a respeito da arte efêmera é provisória
Caso perceba alguma dificuldade nas respostas, reveja com os estudantes os conceitos abordados nas questões.
Neste momento final da unidade, realize uma autoavaliação com os estudantes, fazendo uma reflexão sobre como se sentiram ao realizarem as propostas e quais conhecimentos foram construídos, identificando dificuldades e facilidades no processo e buscando estratégias para melhorar o desempenho.
Organize uma roda de conversa e faça perguntas para os estudantes responderem de forma individual, em seguida convide-os a compartilhar suas respostas, caso se sintam confortáveis.
Proponha aos estudantes as seguintes questões, e outras que achar importantes para a autoavaliação: o que aprendi de mais importante nesta unidade? Quais formas artísticas mais gostei de ver ou fazer? Realizei as atividades com atenção? Organizei os materiais usados nas aulas? Ouvi com atenção as hipóteses e as opiniões dos colegas? Entreguei minhas atividades no prazo? Cumpri os combinados das aulas? Ainda tenho alguma dúvida? O que posso fazer para melhorar meu desempenho na escola?
PARA REVER O QUE APRENDI
1 Contorne a criança que está modelando uma forma tridimensional.
2 Crie um desenho com dois objetos de tamanhos diferentes. Lembre de considerar a proporção entre eles.
Produção pessoal. Incentive os estudantes a criar imagens trabalhando com noções tridimensionais e de proporção.
1. Retome os estudos sobre formas bidimensionais, como as que são criadas em uma folha de papel, e as formas tridimensionais, que podem ser feitas a partir de modelagem, esculturas e outros processos.
3 Observe a imagem.
Réplica gigante da escultura Boi Bumbá, do mestre artesão João das Alagoas, 2017. Isopor naval e fibra de vidro. A escultura está localizada em uma avenida no município de Maceió, estado de Alagoas.
Agora, complete a frase.
A arte pública é feita para todos .
4 Complete a frase a seguir com a palavra correta.
A arte efêmera é uma arte provisória , ou seja, que só existe por um tempo. provisória • definitiva
Além das atividades da seção e da autoavaliação, os portfólios físicos e/ou eletrônicos, os cadernos, outras produções e registros criados podem ser considerados. Tendo em vista que cada pessoa pode ter experiências diversas com a Arte, é importante avaliar a qualidade dos encontros que os estudantes tiveram com essa área de conhecimento em suas diferentes linguagens. Caso identifique que algumas experiências não foram vividas, sugere-se oferecer novas oportunidades de ação criadora em que desenvolvam competências e habilidades e criem com autonomia a partir de poéticas autorais. Nesse sentido, verifique individualmente os estudantes com deficiência ou do espectro da neurodiversidade, que precisam de processos de ensino-aprendizagem e avaliativos personalizados.
17/09/25 10:52
INTRODUÇÃO À UNIDADE
Nesta unidade, serão trabalhadas, com destaque as linguagens do teatro e da dança. No capítulo 1, apresentamos as relações e o uso de materialidades na dança e no teatro. Já no capítulo 2, desenvolvemos ideias em torno do teatro de animação, com ênfase no teatro de sombras.
Durante o percurso, observe como os estudantes se relacionam com o próprio corpo e produzem movimentos. As materialidades na arte referem-se aos elementos físicos que compõem a obra e a experiência artística. No teatro, o corpo e a voz são as principais materialidades, transmitindo emoções, criando personagens e ações. Na dança, o corpo é a principal matéria, expressando ideias, emoções e narrativas por meio do movimento dançado.
Crie uma ambiência que acolha a diversidade de experiências, culturas e necessidades específicas de cada estudante, promovendo o acolhimento, a inclusão e o respeito às diferenças. Preste atenção aos estudantes com deficiência e acolha a neurodiversidade adaptando a realização das propostas.
Objetivos
• Aprimorar a expressividade e a comunicação entre os estudantes.
• Identificar diferentes formas do teatro de animação, tradicionais e contemporâneas.
• Ampliar conhecimentos sobre as materialidades das linguagens da dança e do teatro.
• Ampliar o conhecimento do corpo e suas partes para aplicar aos movimentos dançados.
• Experimentar a criação nas linguagens artísticas da dança e do teatro de modo coletivo e individual.
• Criar com o corpo e com objetos formas de expressão nas diferentes linguagens artísticas de maneira lúdica e brincante.
UNIDADE
EM CENA 2
MATERIALIDADES
Para dançar, encenar e nos expressar em muitas outras linguagens, podemos escolher diversas formas e materiais. Na dança e no teatro, o corpo é materialidade. Com que mais podemos fazer arte?
1 Vamos procurar estas imagens no livro?
Nos quadrinhos, escreva o número da página em que você encontrou cada imagem. O que será que vamos estudar?
Sobre o termo materialidade, retome com os estudantes esse conceito que vai além da ideia de materiais. Explique que o termo se refere a tudo que compõe fisicamente uma obra (tinta,
43
MATERIALIDADES E PERSONAGENS
papel, tecido, argila e até o próprio corpo do artista). Para cada linguagem, os artistas exploram diferentes materialidades a partir de suas intenções e de suas poéticas.
BNCC
Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 6 e 9.
Competências específicas: 1, 3, 4, 8 e 9.
Habilidades
(EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.
(EF15AR08) Experimentar e apreciar formas distintas de manifestações da dança presentes em diferentes contextos, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório corporal.
(EF15AR09) Estabelecer relações entre as partes do corpo e destas com o todo corporal na construção do movimento dançado.
(EF15AR10) Experimentar diferentes formas de orientação no espaço (deslocamentos, planos, direções, caminhos etc.) e ritmos de movimento (lento, moderado e rápido) na construção do movimento dançado.
(EF15AR11) Criar e improvisar movimentos dançados de modo individual, coletivo e
teatralidade dos gestos e das ações do cotidiano até elementos de diferentes matrizes estéticas e culturais.
(EF15AR21) Exercitar a imitação e o faz de conta, ressignificando objetos e fatos e experimentando-se no lugar do outro, ao compor e encenar acontecimentos cênicos, por meio de músicas, imagens, textos ou outros pontos de partida, de forma intencional e reflexiva.
(EF15AR22) Experimentar possibilidades criativas de movimento e de voz na criação de um personagem teatral, discutindo estereótipos.
(EF15AR23) Reconhecer e experimentar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens artísticas.
(EF15AR25) Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.
(EF15AR26) Explorar diferentes tecnologias e recursos digitais (multimeios, animações, jogos eletrônicos, gravações em áudio e vídeo, fotografia, softwares etc.) nos processos de criação artística.
TCT: Ciência e Tecnologia; Meio Ambiente: Educação Ambiental; Multiculturalismo: Diversidade Cultural.
ENCAMINHAMENTO
colaborativo, considerando os aspectos estruturais, dinâmicos e expressivos dos elementos constitutivos do movimento, com base nos códigos de dança.
(EF15AR12) Discutir, com respeito e sem preconceito, as experiências pessoais e coletivas em dança vivenciadas na escola, como fonte para a construção de vocabulários e repertórios próprios.
(EF15AR13) Identificar e apreciar criticamente diversas formas e gêneros de expressão musical, reconhecendo e analisando os usos e as funções da música em diversos contextos de circulação, em especial, aqueles da vida cotidiana.
(EF15AR18) Reconhecer e apreciar formas distintas de manifestações do teatro presentes em diferentes contextos, aprendendo a ver e a ouvir histórias dramatizadas e cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório ficcional.
(EF15AR19) Descobrir teatralidades na vida cotidiana, identificando elementos teatrais (variadas entonações de voz, diferentes fisicalidades, diversidade de personagens e narrativas etc.).
(EF15AR20) Experimentar o trabalho colaborativo, coletivo e autoral em improvisações teatrais e processos narrativos criativos em teatro, explorando desde a
Para trabalhar a abertura da unidade, proponha aos estudantes uma roda de conversa. Incentive-os a fruir as imagens e ler as palavras-chave. Peça que folheiem o livro identificando onde se encontram as imagens presentes nas páginas. Essa é uma maneira de eles terem o primeiro contato com a unidade e saberem o que vão aprender, estimulando sua curiosidade.
BNCC
Habilidades: EF15AR08, EF15AR13, EF15AR18 e EF15AR23.
ENCAMINHAMENTO
Crie uma ambiência acolhedora e lúdica, dispondo na sala algumas bexigas de maneira similar ao espetáculo, para que os estudantes possam perceber as sensações de dançar com esse objeto e se expressar livremente ao fruir a imagem, ler o texto e a letra da canção. Combine com a turma que é preciso escutar atentamente as opiniões e as falas dos colegas e do professor. Caso haja na turma estudantes com deficiência visual, você pode fazer junto com a turma uma audiodescrição da imagem.
Inicie a aula fruindo com os estudantes a imagem do espetáculo de teatro e dança Balões vermelhos , da Cia. Etra de Dança Contemporânea. Observe com eles cada elemento: cenário, figurino, expressão corporal e facial dos artistas. Destaque as materialidades do corpo e dos balões em cena e incentive-os a criar hipóteses e opiniões sobre a imagem.
Foi utilizado o termo coisas , no título do capítulo, para conferir generalidade à categoria dos objetos que podem ser apropriados nas linguagens cênicas. É referenciada, também, a ideia peirciana de signo presente, por exemplo, no trabalho de Lucia Santaella, A assinatura das coisas, presente na Sugestão para o professor. No boxe Venha , convide os estudantes a fruir e cantar Dança a minha dança , incentivando-os a aprender a letra da canção. Conte à turma que podemos dançar ou encenar usando objetos ou coisas. A canção está em Sugestão para o estudante
Lembre-se de que as páginas da internet podem mudar e, no momento do acesso, apresentar materiais de publicidade ou fora do contexto da proposta, de modo que não seja mais indicado para faixa etária dos estudantes. Dessa forma, é importante orientar os familiares e garantir que os estudantes só acessem ambiências digitais na companhia e com a supervisão de adultos, mesmo que sejam sugeridas nessa seção.
Dançar com objetos pode ser uma atividade artística que explora o imaginário e a ludicidade dos praticantes. Nessa forma de dan-
çar, diversos objetos podem ser usados: fitas, lenços, balões, objetos de uso cotidiano, entre outros. Os objetos usados podem sugerir novos movimentos e expressões nos passos e nas coreografias dos dançarinos.
Avalie como os estudantes participam de momentos de apreciação de imagens e como se expressam oralmente criando hipóteses e opiniões. Observe as facilidades e as dificuldades deles em aprender a letra da canção. Peça que registrem suas ideias acerca das possíveis materialidades usadas nas diferentes linguagens artísticas.
+Ideias
Crie uma roda de conversa para refletir sobre o uso de diferentes materialidades nas linguagens artísticas. Pergunte que materialidade ou coisa os estudantes usariam para criar um espetáculo de dança, teatro ou artes integradas.
Sugestão para o estudante
• DANÇA a minha dança (desenho infantil). Publicado por: Bento e Totó. 2024. 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=u8WJM6zp -rw. Acesso em: 5 set. 2025. A canção pode ser explorada tanto em sala de aula quanto em casa.
Sugestão para o professor
• RENGEL, Lenira Peral. Os temas de movimento de Rudolf Laban : modos de aplicação e referências I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII. São Paulo: Annablume, 2008. Nesse livro, Lenira Rengel explora oito dos dezesseis temas de movimento propostos por Rudolf Laban.
• SANTAELLA, Lucia. A assinatura das coisas: Peirce e a literatura. Rio de Janeiro: Imago, 1992.
Essa obra explora a aplicação da semiótica de Charles Sanders Peirce à literatura e a outras áreas do conhecimento.
• SANTAELLA, Lucia. Por que as comunicações e as artes estão convergindo? São Paulo: Paulus, 2005. Nessa publicação, a autora discute as aproximações cada vez maiores entre comunicação e arte na contemporaneidade.
BNCC
Habilidades: EF15AR18, EF15AR20 e EF15AR21.
Organize-se
• Reorganize a sala em uma roda de conversa para desenvolver a aula.
ENCAMINHAMENTO
Nesta proposta, os estudantes vão fruir imagens, ler textos e conhecer artistas. Convide-os a observar atentamente a imagem e destacar as materialidades da linguagem teatral presentes na cena. Chame a atenção para os corpos dos atores e das atrizes manipuladores e para os bonecos presentes na cena.
Coisas para encenar
Muitas materialidades podem ser usadas em um espetáculo de teatro, dança ou música, como tecidos, bonecos, objetos que produzem sons e tantas outras coisas que fazem parte do conjunto da obra. Veja a imagem a seguir.
No espetáculo Aventuras de Alice no País das Maravilhas, bonecos ganham vida com o trabalho dos atores manipuladores.
Cena do espetáculo Aventuras de Alice no País das Maravilhas, do grupo mineiro Giramundo, no município de Juiz de Fora, estado de Minas Gerais, em 2023.
A peça narra a história da menina Alice, que, em uma festa, encontra e segue um coelho branco. Então, Alice cai em um buraco e vai parar em um mundo estranho, o País das Maravilhas.
O espetáculo é uma adaptação do livro As aventuras de Alice no País das Maravilhas, do escritor inglês, Lewis Carroll (1832-1898), obra que mistura a realidade com a fantasia.
Auxilie os estudantes a responder às questões. Nas questões 1 e 2 , deixe-os livres para criar hipóteses e observe com eles a relação entre o corpo do manipulador e o personagem. Incentive-os a perceber que os bonecos são diferentes entre si. No exercício 3, incentive os estudantes a criar possíveis falas para as cenas e compartilhar com a turma. Esse é um exercício de imaginação e criação com base em imagens do espetáculo. No exercício 4 , a ideia é criar uma dramaturgia coletiva. Para isso, proponha a formação de grupos de 5 estudantes. Oriente a turma sobre uma estrutura básica para criar um texto ou peça de teatro: deve conter começo (introdução, que apresenta os personagens e a situação), meio (desenvolvimento, que apresenta o problema da narrativa) e fim (conclusão, em que se soluciona o problema apresentado). Sobre os personagens, oriente os estudantes a descrevê-los, indicando idade, nome etc. Encoraje-os também a detalhar onde acontece a cena, como é o lugar e o cenário, quais e como são os objetos usados, além das ações dos personagens: seus gestos, movimentos, o momento em que ocorrem e a forma como os diálogos se desenvolvem. Pergunte aos estudantes: além do corpo e da voz, quais materialidades poderiam compor a narrativa?
MARCELLO NICOLATO/GIRAMUNDO
1 e 2. Respostas pessoais. Na mediação cultural proponha que os estudantes se expressem oralmente descrevendo, analisando e interpretando a partir das imagens nas páginas 42 e 43. Incentive os estudantes a observar atentamente a expressão facial dos atores e como estão manipulando os
Materialidades e personagens
Observe esta imagem.
Cena do espetáculo
Aventuras de Alice no País das Maravilhas do grupo Giramundo, no município de São Paulo, estado de São Paulo, em 2013.
1 Descreva o que você vê nessa cena.
bonecos, quais são os detalhes presentes na cena (como objetos e cenário), a relação entre bonecos e atores, entre outros aspectos.
2 Agora, observe novamente as duas cenas do espetáculo e responda às questões a seguir.
a) Como os atores estão manipulando os bonecos?
b) Como são os figurinos?
c) O que será que está acontecendo em cada cena?
3 Imagine e invente um diálogo entre os personagens de cada cena.
3. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a exercitar a criatividade e a imaginação.
4 Vamos criar histórias e personagens?
Produção pessoal. Veja mais orientações no Encaminhamento.
1. Em grupo, você e os colegas vão criar uma história. Conversem sobre os pontos principais da narrativa.
3. Conversem sobre os personagens da história, como são e o que fazem.
2. Contem a história várias vezes, explorando movimentos corporais e entonação vocal.
4. Pesquisem quais materialidades vocês podem usar para contar essa história.
16/09/25 19:13
A dramaturgia é o trabalho e o processo de escrever peças teatrais, abrangendo em sua estrutura narrativa, personagens e diálogos. O termo deriva do grego drama , que significa ação, indicando que a dramaturgia se refere à escrita de obras destinadas à representação cênica, em que ação e diálogo são fundamentais.
As raízes da dramaturgia podem ser observadas nas tradições orais e nas celebrações populares, em que histórias são contadas e encenadas por artistas para entreter, transmitir conhecimentos e valores culturais.
Mantenha ativos os materiais de registro dos estudantes, podendo variar seus formatos da escrita ao registro digital. Ao propor uma roda de conversa, solicite aos estudantes que anotem no caderno o que está sendo abordado ou pode-se estabelecer um momento para registrar o que ficou da conversa. Os registros permitem avaliar o desenvolvimento da turma durante os percursos de aprendizagem. Em caso de registros digitais, observe se os estudantes se sentem confortáveis e garanta que esses registros sejam restritos à comunidade escolar.
Sugestão para o professor
• PARRA, Sandra. Dramaturgia: do texto para a cena, da ação para o sentido. Urdimento: Revista de Estudos em Artes Cênicas, Florianópolis, v. 3, n. 48, set. 2023. Disponível em: https://revistas.udesc.br/in dex.php/urdimento/article/ view/23969/15986. Acesso em: 5 set. 2025.
Leia esse artigo para saber mais sobre o conceito de dramaturgia.
BNCC
Habilidades: EF15AR08, EF15AR11, EF15AR20, EF15AR21 e EF15AR23.
Organize-se
• Combine antecipadamente com os estudantes para trazerem brinquedos e objetos. Por exemplo: bichos de pelúcia, bonecos de diferentes materialidades e tamanhos, almofadas, bexigas, entre outros. Tenha um aparelho de som para tocar música.
ENCAMINHAMENTO
Nesta proposta, construa uma ambiência lúdica, acolhedora e incentive a criatividade dos estudantes para a prática teatral. A ideia é experimentar a linguagem teatral e suas materialidades. Nas etapas de 1 a 3, incentive os estudantes a explorar pelos sentidos o brinquedo escolhido. Fique atento aos estudantes que tenham alguma sensibilidade sensorial para fazer adaptações nos tipos de objetos a serem explorados pelo tato, de modo que a proposta seja um momento agradável.
Na etapa 4 , incentive os estudantes a dar vida para o brinquedo, animando e articulando, criando um personagem com voz, dando um nome para ele e outros elementos para caracterizar o personagem e experimentando possíveis movimentos que possam fazer com o brinquedo.
Na etapa 5, a ideia é dançar usando o brinquedo. Coloque uma música ou cantem uma canção que todos saibam, criando movimentos dançados e livres.
Na etapa 6 , incentive os estudantes a criar uma história para o personagem com o brinquedo.
Na etapa 7 , divida a turma em grupos e peça que improvisem pequenas cenas
ARTE-AVENTURA
Brinquedo que vira personagem
Retome com os estudantes a proposta de
criação de histórias e personagens, coleta sensorial, investigação e exploração de materialidades propostos na página 43. Eles podem aproveitar suas experiências nesta Arte-aventura, além das explorações com os brinquedos.
Vamos criar personagens e contar histórias com brinquedos e outras materialidades? Combine com os colegas e o professor a realização da proposta a seguir.
MATERIAIS
Almofadas, brinquedos como bichos de pelúcia, bonecos de pano, bonecos de borracha, bexigas, entre outros.
1. Com a ajuda do professor e de familiares ou adultos responsáveis, escolha um brinquedo. Ele pode ser grande ou pequeno, e pode ser feito de várias materialidades, como pelúcia, tecido, borracha, entre outras.
2. Sinta o peso, o formato, a textura, o tamanho e o material de que esse brinquedo é feito.
3. Explore também outras sensações e os movimentos que você pode fazer com ele.
Dica: convide os familiares e faça essa brincadeira em casa também!
4. Esse brinquedo pode se transformar em um personagem? Se sim, em qual? Improvise falas para seu personagem, usando sua voz para se expressar.
5. Faça movimentos corporais para dançar com seu personagem. Você pode escolher dançar ao som de músicas e também cantar. Isso pode ser bem divertido!
6. Que tal criar mais histórias com seu brinquedo que vira personagem?
7. Você e os colegas podem criar cenas e apresentar para os demais colegas.
A proposta é explorar a criação de personagens com o teatro de formas animadas usando materialidades presentes no cotidiano dos estudantes. Nessa faixa etária, as propostas na linguagem teatral são lúdicas e exploram os jogos, o simbólico e o faz de conta.
com os personagens que criaram e apresente-as aos colegas.
A improvisação teatral é uma forma de representar em que os atores e as atrizes criam cenas, diálogos e histórias no momento, no aqui e agora, sem um roteiro prévio. Os jogos de improvisação teatral promovem a espontaneidade, a criatividade e o trabalho coletivo. Avalie como os estudantes se relacionam com os colegas e o brinquedo escolhido, se são acolhedores e respeitosos. Observe se encontraram facilidades ou dificuldades para criar os personagens e os textos dramáticos solicitados. Registre suas impressões sobre
como os estudantes desenvolvem a habilidade de improvisar.
Sugestão para o professor
• SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro Tradução: Ingrid D. Koudela. São Paulo: Perspectiva, 2021.
O livro oferece um detalhado programa de oficinas de teatro por meio de jogos teatrais e de improvisação de cenas, destinados a crianças e jovens, incentivando a liberdade de expressão e a colaboração entre os jogadores. São facilmente praticados em sala de aula.
COMO FAZER
FLÁVIA BORGES
Dançando com coisas
No espetáculo Balões vermelhos, da Cia. Etra de Dança Contemporânea, os dançarinos se movimentam entre balões. Será que os balões vão estourar? Os artistas criam movimentos e gestos interagindo com essa e com outras materialidades.
Que tal dançar com tecidos leves, bexigas ou outras coisas?
MATERIAIS
Cena do espetáculo Balões vermelhos, da Cia. Etra de Dança Contemporânea, no município de São Paulo, estado de São
em 2023.
Um pedaço de tecido leve. Você também pode usar uma bexiga ou outra materialidade.
COMO FAZER
1. Sinta a textura e o peso do tecido.
2. Movimente o tecido bem devagar. Depois, aumente a velocidade.
3. Encoste o tecido no chão, movimente o corpo e dance.
4. Devagar, vá levantando o tecido até o ponto mais alto que conseguir alcançar.
QUEM É?
5. Segurando o tecido, experimente diferentes movimento. Perceba qual é a sensação.
6. Agora, combine seus movimentos com os de um colega, como um imitar os movimentos do outro.
7. Criem mais movimentos e convidem a turma toda para dançar!
A Cia. Etra de Dança Contemporânea foi criada no município de Fortaleza, no estado do Ceará, em 2001. Fundada pelos artistas Ariadne Fernandes e Jandé Potyguara, a companhia explora diversas linguagens artísticas e materialidades.
Sugestão para o estudante
• RIVERO, Marcos de Almada. Oscar, o grande ator. Tradução: Flavio de Souza. São Paulo: FTD, 2013.
O gambá Oscar se acha muito talentoso. Porém, quando faz uma apresentação para os outros bichos, descobre que ainda não estava tão preparado. Após arriscar-se em uma aventura, ele perceberá que, para ser um bom ator, é necessário ouvir o coração.
BNCC
Habilidades: EF15AR08, EF15AR10 e EF15AR11.
Organize-se
Crie uma ambiência lúdica e acolhedora para que a turma possa se expressar livremente por meio de movimentos dançados com objetos que ganham função estética na dança.
Disponibilize aos estudantes tecidos, bexigas ou outros objetos. Depois, proponha que sintam o objeto, seu peso, sua textura, sua cor, sua flexibilidade, entre outros aspectos.
Peça que realizem movimentos e interações com o objeto escolhido, criando e explorando movimentos de dobrar, esticar e torcer enquanto dançam. Essas são as três funções mecânicas com base nas quais todo movimento corporal acontece. Elas podem ocorrer simultaneamente ou uma a uma. Em seguida, solicite aos estudantes que alternem movimentos/deslocamentos e imobilidade. Essa proposta de aprendizagem aponta para a relação entre a criança e o objeto, sua inventividade e imaginação na experiência do movimento dançado. Depois, apresente a Cia. Etra de Dança Contemporânea, de Fortaleza (CE).
Observe e registre o envolvimento dos estudantes com a proposta e como os objetos e as indicações instigam neles novas explorações de movimentos. Para aqueles que apresentarem dificuldade em se abrir à exploração, indique possibilidades de explorar os níveis (alto, médio e baixo), o foco em partes do corpo ou em ações corporais (girar, rolar, saltar etc.).
• Os materiais propostos são: um pedaço de tecido leve, bexigas ou outra materialidade disponível.
• Afaste cadeiras e carteiras para deixar o centro da sala de aula livre ou use uma sala ou espaço da escola sem mobiliários. Leve para a sala de aula materiais higienizados e que não ofereçam perigo. Providencie aparelho de áudio e musicas adequadas à proposta.
Paulo,
CIA ETRA DE DANÇA CONTEMPORÂNEA
BNCC
Habilidades: EF15AR18 e EF15AR19.
TCT: Nesta seção, são feitas conexões entre as linguagens artísticas e questões ambientais explorando o tema Meio Ambiente: Educação Ambiental. Há dicas de como conviver de forma harmônica com os animais silvestres ou de estimação.
Organize-se
• Esta aula pode ser desenvolvida em roda de conversa.
ENCAMINHAMENTO
Nesta situação de aprendizagem, será abordada a linguagem artística teatral que traz a temática ambiental em seu contexto. Diferentes ações são propostas: os estudantes vão conhecer a Cia. BuZum, ver imagens de cenas teatrais e fazer uma reflexão sobre sua relação com o meio ambiente e os seres vivos que habitam nele. Apresente à turma as imagens dos espetáculos Floresta viva e O grande perigo, da Cia. BuZum de teatro de animação. Retome o conceito de teatro de formas animadas e das materialidades observadas na cena, e apresente a Cia. BuZum.
Contextualize os termos ecossistema e meio ambiente e debata com os estudantes as temáticas dos espetáculos apresentados, caracterizando a proposta de forma interdisciplinar, trabalhando com conhecimentos de Arte e Ciências.
Em seguida, auxilie os estudantes a responder às questões. Na questão 1 , incentive-os a falar sobre o que sabem a respeito dos animais que habitam as florestas brasileiras, acionando seus conhecimentos prévios .
DIÁLOGOS
Teatro em defesa da natureza
Muitos artistas escolhem chamar a atenção das pessoas para um assunto importante com suas criações artísticas. Em Floresta viva, um espetáculo da Cia. BuZum, uma abelha e uma formiga lutam para manter a vida na floresta onde vivem.
Insetos como formigas e abelhas são fundamentais para manter o equilíbrio nos ecossistemas. As queimadas e o uso excessivo de agrotóxicos são capazes de destruir em pouco tempo a vida de muitas espécies de insetos e de outros animais.
No espetáculo O grande perigo, o tema é a conservação dos oceanos. Ele trata do lixo que as pessoas despejam nas águas dos mares, que afeta a vida de vários animais marinhos. Os bonecos são feitos com materiais reutilizáveis, passando uma mensagem sobre a necessidade de repensar o descarte de resíduos na natureza.
Ecossistema: é o conjunto das relações que existem entre os seres vivos e os componentes não vivos de um ambiente.
Excessivo: em grande quantidade, para além do necessário.
Retome a discussão sobre o teatro de formas animadas, com bonecos, objetos e outras materialidades. Converse também sobre o conceito de reúso.
Aproveite o momento para desconstruir estereótipos sobre os ecossistemas de diferentes regiões do Brasil, podendo realizar um trabalho interdisciplinar com Geografia. Na questão 2, faça uma reflexão com os estudantes sobre a vida aquática no planeta e sobre a situação em que se encontram os rios, os mares, os lagos ou os córregos que conhecem. É importante aproximar essa questão da vivência dos estudantes. Chame a atenção para os resíduos que costumam ser descartados nesses ambientes. A questão 3 é uma prática de desenho ou escrita. Incentive os estudantes a desenhar ou criar histórias com a temática da natureza.
Conclua a aula lendo e debatendo com os estudantes as dicas para conviver com os animais de maneira harmoniosa. A seção aborda uma temática que permite a integração de saberes de Ciências da Natureza nas aulas de Arte, ao estudar animais que habitam florestas brasileiras. Você pode aprofundar a conversa, provocando os estudantes a refletir sobre o processo de extinção de animais.
Cena do espetáculo Floresta viva, da Cia. BuZum, no município de São Paulo, estado de São Paulo, em 2021.
Cena do espetáculo O grande perigo, da Cia. BuZum, apresentado em escola no município de Vespasiano, estado de Minas Gerais, em 2022.
1. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes se expressem com base em conhecimentos prévios e pesquisas sobre o tema.
QUEM É?
A Cia. BuZum é um grupo de teatro que utiliza um ônibus para levar espetáculos a diferentes locais, como escolas, praças e parques, tornando a arte acessível e oferecendo cultura e diversão para crianças de diversas cidades do Brasil.
1 O que você sabe sobre os animais que habitam as florestas brasileiras? Quais desses animais você conhece?
2 O que podemos fazer para proteger os oceanos e a vida marinha? O que pode acontecer quando resíduos e materiais são descartados de forma irregular em córregos, lagos, rios e oceanos? Comente suas sugestões.
Respostas pessoais. Incentive os estudantes a se expressar oralmente sobre
3 Vamos criar desenhos e histórias com base em suas ideias sobre como conservar a natureza? Solte a imaginação!
Dicas para conviver com os animais de maneira harmoniosa
1. Não capture pássaros. Plante uma árvore frutífera, assim os pássaros estarão perto de você, mas ficarão livres.
2. Não aceite nem dê animais silvestres.
3. Ao adotar um bicho de estimação, dê preferência aos que precisam de cuidados. É possível se informar em instituições que cuidam de animais abandonados.
4. Não capture animais silvestres ou insetos. Procure apenas observá-los.
5. Não destrua ninhos de pássaros, casulos ou outros abrigos usados por animais.
6. Pesquise e converse com os adultos sobre a importância de insetos nos ecosssistemas e sobre os riscos do uso de agrotóxicos.
7. Nunca descarte resíduos nas águas de córregos, lagos, rios e oceanos.
3. Produção pessoal. Muitas vezes os estudantes expressam toda uma história em um único desenho, narrando oralmente a história e apontando no desenho os elementos narrados.
Promova uma roda de conversa com as dicas apresentadas e provoque os estudantes para que expressem opiniões e costumes sobre como lidam com os animais. suas ideias na resolução de problemas sobre o meio ambiente e sua conservação.
Observe e registre como os estudantes compreendem o teatro de formas animadas e as materialidades dessa linguagem artística. Você também pode avaliar a relação deles com o meio ambiente, se compreenderam as dicas trabalhadas e se estão comprometidos eticamente com as boas relações entre eles e o meio onde vivem.
16/09/25 19:13
Sugestão para o estudante
• VIANA, Valéria; GONÇALVES, Silvia N. Carta da Terra para crianças. 2. ed. Brasília, DF: Senado Federal, 2021. Disponível em: https://www2.senado.leg. br/bdsf/handle/id/590850. Acesso em: 5 set. 2025. Para ampliar o conhecimento sobre os cuidados que devemos ter com a natureza e os animais, leia com os estudantes a Carta da Terra para crianças , documento oficial voltado para crianças, publicado em 2021, que trata de desenvolvimento sustentável, ecologia e outros temas ligados ao meio ambiente. A Carta da Terra para crianças foi escrita com base na Carta da Terra, apresentada na Rio-92, uma conferência internacional realizada no Rio de Janeiro em 1992 sobre a sustentabilidade planetária.
Sugestão para o professor
• BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Carta da Terra. Brasília, DF: MMA, c2025. Disponível em: https:// www.gov.br/mma/pt-br/ composicao/secex/dea/3a -jornada-de-educacao-ambiental/material-de-apoio/ cartadaterra.pdf. Acesso em: 5 set. 2025; • CARTA DA TERRA. c2025. Disponível em: https:// cartadaterrainternacional. org/. Acesso em: 5 set. 2025.
Visite os sites para conhecer mais sobre a Carta da Terra, sua história e sua aplicação pelo planeta.
BNCC
Habilidades: EF15AR08, EF15AR09, EF15AR10, EF15AR11, EF15AR12 e EF15AR23.
Organize-se
• Providencie um espaço limpo e livre de objetos, ou afaste cadeiras e carteiras para que os estudantes possam dançar com segurança. Solicite a eles materiais para serem usados nas coreografias, que podem ser os mais diversos: brinquedos, tecidos, bonecos, caixas de papel etc.
ENCAMINHAMENTO
Esta proposta será desenvolvida em dois momentos, um conceitual e outro prático. No primeiro momento, a ideia é responder às questões, refletir sobre o próprio corpo e suas relações com outros corpos e objetos, e conceituar o termo coreografia. No segundo momento, é proposta uma vivência na linguagem artística da dança. Comece com uma roda de conversa e auxilie os estudantes a responder oralmente às questões propostas. Se preferirem, eles podem fazer anotações pontuais. Na questão 1 , converse com a turma sobre as possibilidades de movimentos corporais de dobrar, esticar, girar, torcer, abaixar e levantar. Nas questões 2 e 3, incentive os estudantes a criar hipóteses com base no que estudaram anteriormente. Na questão 4, conceitue o termo coreografia para eles.
No segundo momento da aula, a proposta é investigar, criar e experimentar movimentos dançados com os objetos. Os estudantes po -
ARTE EM PROJETOS Brincadança
Pense nestas questões e converse sobre elas com os colegas e o professor.
1 Como seu corpo se movimenta?
2 Você pode dançar sozinho ou com os colegas?
3 Você pode dançar com objetos e materialidades?
4 Você e os colegas sabem o que é uma coreografia?
Coreografia é o conjunto e a sequência de movimentos combinados.
1, 2, 3 e 4. Respostas pessoais. Encoraje os estudantes a fazer movimentos com o corpo. Peça a eles que reparem em seus gestos e em como podem se expressar por meio deles.
dem usar brinquedos, objetos, bonecos, tecidos, caixas de papel ou outras materialidades. Divida a turma em grupos e proponha que explorem gestos e movimentos expressivos para experimentarem como é dançar com objetos e que possibilidades existem nesse tipo de proposta. Provoque-os com questões como: quais partes se movem? Tem articulações? Dobra? Estica? Torce?
Utilize uma música instrumental como base para a exploração, para que não haja um direcionamento dos movimentos. Uma música sobre animais ou elementos da natureza poderia induzi-los a criar dentro de um tema, explorando mais a representação teatral do que os movimentos da dança. Na dança, é importante que eles estudem o movimento dançado por meio dos fatores de movimento de Rudolf Laban (ver Sugestão para o professor).
Agora, que tal criar com os colegas uma coreografia com brinquedos e outros materiais?
Vamos criar uma brincadança!
MATERIAIS E COMO FAZER
Os materiais podem ser os mais diversos, de brinquedos a tecidos.
1. Com a orientação do professor, escolham o tema para essa coreografia.
2. Depois, pesquisem individualmente os movimentos que podem ser realizados.
Atenção!
Peça ajuda ao professor e aos seus familiares para escolher materiais macios ou sem pontas e que não provoquem acidentes ao se movimentar.
3. Combinem com os colegas as sequências e as formas de movimentos que podem ser feitas durante a coreografia: aberto, fechado, rápido, lento, curto, longo ou outros.
4. Vocês podem escolher músicas para serem tocadas enquanto dançam.
5. Dancem todos juntos! Descubram como os movimentos que vocês criaram podem ser combinados.
Dica: essa proposta é em grupo, por isso tudo deve ser combinado com a turma!
16/09/25 19:13
Proponha aos estudantes exercícios de aquecimento antes das aulas de dança. Ao trabalhar com o movimento dançado, podem-se explorar saberes sobre o próprio corpo e suas possibilidades de movimentação. Avalie a turma, perguntando-se:
• Como os estudantes se expressam em seus movimentos (deslocamentos, níveis, direções, focos, tempos, ritmos e outros aspectos que constroem o movimento dançado)?
• Os objetos são integrados aos movimentos ou são apenas carregados durante a experiência do dançar?
• Há interação entre os estudantes? As descobertas de um estudante influenciam as experimentações dos demais? Alguns estudantes se sentem desconfortáveis ao interagir com os colegas?
• Os estudantes criam desenhos como forma de registrar os movimentos para perceberem como o corpo se desloca no espaço, criando registros desenhados para dançar e expressar movimentos corporais?
• Os estudantes utilizam a escrita como forma de registro das experiências com dança?
Sugestão para o professor
• MARQUES, Isabel A. A dança criativa e o mito da criança feliz. Revista Mineira de Educação Física , Viçosa, v. 5, n. 1, p. 28-39, 1997. Esse artigo discute os pressupostos históricos, educacionais e artísticos da dança criativa à luz de uma proposta contemporânea para o ensino de dança.
• MARQUES, Isabel A. Revisitando a dança educativa moderna de Rudolf Laban. Sala preta, v. 2, p. 276-281, 2002. Disponível em: https:// doi.org/10.11606/issn.22383867.v2i0p276-281. Acesso em: 5 set. 2025.
Nesse artigo, Marques discute a difusão do legado de Laban no âmbito educacional brasileiro.
• RENGEL, Lenira Peral et al. Elementos do movimento na dança. Salvador: UFBA, 2017.
Publicação produzida no contexto do curso de licenciatura em Dança da UFBA, modalidade à distância, que aborda os elementos do movimento na dança com base em Rudolf Laban.
BNCC
Habilidades: EF15AR18 e EF15AR19.
ENCAMINHAMENTO
Nesta situação de aprendizagem, os estudantes serão convidados a ler um trecho de um poema, fruir imagens e ampliar conhecimentos na linguagem artística teatro de animação ou teatro de formas animadas. Proponha uma roda de conversa para o desenvolvimento da aula, crie uma ambiência positiva para acolher as hipóteses levantadas pela turma.
Frua com os estudantes a imagem do espetáculo Iara: o encanto das águas , da Cia. Lumiato. Observem as cores, as formas e as materialidades apresentadas na cena. Destaque o contraste de luz e sombra da imagem e a projeção das sombras dos bonecos manipulados na tela ou no pano de apresentação, que é suporte das sombras.
Leia para os estudantes o poema Quem tem medo de quê? , de Ruth Rocha, e resolva possíveis dúvidas. Faça uma ou mais leituras coletivas com a turma e converse com os estudantes sobre seus possíveis medos e o porquê são causados.
Avalie como os estudantes compreendem as diferentes formas de fazer teatro de animação. Caso seja necessário, retome o conceito de teatro de animação. Aproveite o momento para avaliar o processo de leitura da turma.
O teatro de formas animadas ou teatro de animação reúne várias técnicas e formatos: o teatro de marionete, no qual os bonecos são controlados por fios; o teatro de fantoche e mamulengo,
2 LUZ, SOMBRA E AÇÃO
Cena do espetáculo
Iara: o encanto das águas, da Cia. Lumiato, no município de Belém, estado do Pará, em 2022.
VENHA ILUMINAR E CRIAR!
Veja a imagem e acompanhe a leitura do texto com o professor. Do que eu tenho muito medo, que me deixa num apuro… É uma coisa meio besta: é ter de ficar no escuro…
Que medo mais bobo o seu!
É verdade, eu asseguro, que é só acender a luz e pronto! Acabou-se o escuro!
ROCHA, Ruth. Quem tem medo de quê?. São Paulo: Salamandra, 2012. p. 11.
Já pensou que, para brincar com luz e sombra, a escuridão pode ser o melhor lugar? Como no poema de Ruth Rocha, é só acender uma luz e pronto! Uma pequena lanterna acesa em um ambiente escuro pode provocar um clarão, e logo sombras revelam formas, um convite à imaginação!
Venha! Vamos saber mais sobre o teatro de animação, criar formas e histórias com luz e sombra? de teatro de animação, que é o gênero teatral que usa bonecos, efeitos de luzes e sombras, máscaras, objetos, brinquedos, imagens, entre outras possibilidades.
Retome com os estudantes o conceito
em que bonecos são colocados na mão ou controlados por manipulação interna (o mamulengo é uma forma tradicional brasileira, comum sobretudo do Nordeste); o teatro de objetos, que utiliza objetos diversos para criar personagens e narrativas; o teatro de máscaras, que utiliza máscaras para caracterizar e dar vida a personagens; o teatro de sombras, que projeta silhuetas em telas com bonecos, objetos ou corpo de atores e atrizes em movimento, criadas por meio de uma fonte de luz; entre outras possibilidades. Em todos esses gêneros ou maneiras de fazer teatro de animação, a ideia básica é dar vida a elementos inanimados para criar personagens, contar uma história ou expressar ideias.
Sugestão para o professor
• AMARAL, Ana Maria. Teatro de animação . São Paulo: Ateliê, 1997.
O livro reúne reflexões sobre o teatro de animação em suas diferentes formas, como máscaras, objetos, sombras e bonecos. A autora faz um levantamento e uma contextualização histórica das formas animadas de fazer teatro.
• PERSPECTIVAS sobre o teatro de animação no Brasil. Revista Aspas, v. 12, n. 2, 2022. Disponível em: https://revistas.usp.br/as pas/issue/view/12987/2646. Acesso em: 5 set. 2025.
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Para conhecer mais o teatro de animação, gêneros, história, entre outros temas relacionados, leia essa edição dedicada a Ana Maria Amaral, importante artista e pesquisadora do teatro de formas animadas.
BNCC
Habilidades: EF15AR18, EF15AR19 e EF15AR20.
TCT: Por tratar das tecnologias usadas no teatro, com destaque para o teatro de formas animadas, é possível conectar o desenvolvimento da aula ao tema Ciência e Tecnologia. As linguagens artísticas se ampliam e se modificam com o uso das novas tecnologias em suas produções.
Organize-se
• Materiais: lanterna ou outra fonte de luz.
ENCAMINHAMENTO
Inicie a proposta perguntando aos estudantes se eles ou alguém que conhecem têm medo de estar no escuro. Lembre-os de que o teatro de sombras só acontece em ambientes escurecidos, com apenas uma fonte de luz para projetar as sombras em panos ou paredes. Incentive os estudantes a acolher as hipóteses sobre os medos dos colegas com respeito e atenção, pois todos nós já passamos por alguma situação que nos provocou medo.
Peça aos estudantes que tragam uma lanterna para a sala de aula, para fazerem experiências de projeção de sombras; se possível, escureça a sala, para melhor projetar as sombras. Incentive os estudantes a experimentar com as sombras e a formular suas hipóteses iniciais sobre o que ocorre quando muda a distância ou a posição da fonte de luz em relação à parede. Experimente abaixá-la ou levantá-la, colocá-la mais à direita ou à esquerda.
No espetáculo Iara: o encanto das águas, a Cia. Lumiato usa vários recursos, inclusive recursos tecnológicos, no trabalho de ilumina-
Quem tem medo do escuro?
Você tem medo do escuro? Conhece alguém que tem medo do escuro?
O teatro de sombras é uma arte que se faz em meio a luzes e sombras.
Para criar formas que se destacam no escuro, podemos usar muitas materialidades, como brinquedos, objetos, papéis recortados em forma de silhuetas e até as sombras criadas por nossos corpos! Basta ter um ambiente escuro e fontes de luz. A parede ou um lençol pode ser a tela de projeção. Observe a imagem a seguir.
ção, para contar a lenda de Iara, uma sereia que vive nos rios brasileiros. O espetáculo abrange temas como ancestralidade, cultura indígena e mitologia brasileira.
Observe com os estudantes a imagem do espetáculo. Faça uma mediação sugerindo a observação atenta das cores, do contraste entre luz e sombra formando silhuetas, dos personagens e dos figurinos. Comente outros elementos que eles já conhecem do teatro, de modo geral, e do teatro de formas animadas, especificamente. Converse com os estudantes
sobre o conceito de silhueta . Diga que o termo se refere a um desenho que mostra o contorno de uma figura e que, no teatro de sombras, são vistas as silhuetas dos personagens em cena. Na sequência, apresente a Cia. Lumiato, formada pelos artistas manipuladores Soledad García (argentina) e Thiago Bresani (brasileiro).
Na questão 1, auxilie os estudantes a criar hipóteses sobre como são criados os espetáculos da Cia. Lumiato, por meio da imagem presente na página. Esse é um bom momento
Cena do espetáculo Iara: o encanto das águas, da Cia. Lumiato, em Brasília, no Distrito Federal, em 2019.
Silhueta: desenho que mostra o contorno de uma figura.
Contextualize que, para conseguir o melhor efeito, os artistas manipuladores das formas (silhuetas) usam vários recursos luminosos e também se posicionam entre a luz e a tela. Se possível, traga uma lanterna para a sala de aula e dê exemplos com experiências práticas na descoberta de efeitos com luz e sombra.
No espetáculo Iara: o encanto das águas, a Cia. Lumiato usa vários recursos para contar a lenda de Iara, uma sereia que habita os rios brasileiros.
As sombras projetadas das figuras se destacam sobre o fundo iluminado, criando uma cena que faz parte da história dessa peça teatral. O contraste entre as áreas escuras das sombras e as áreas claras da tela permite perceber a silhueta dos personagens, os cenários, os figurinos e os objetos de cena. Todos esses elementos são usados no teatro de sombras, que é um tipo de espetáculo teatral de animação.
Agora, observe a imagem a seguir.
QUEM É?
Cia. Lumiato é uma companhia de teatro argentina formada em 2008 por uma dupla de artistas, a argentina Soledad García e o brasileiro Thiago Bresani. Essa companhia pesquisa e monta espetáculos teatrais de animação, usando especialmente as técnicas do teatro de sombras.
1 Como você acha que são criados os espetáculos dos artistas da Cia. Lumiato?
Resposta pessoal. Incentive os estudantes a elaborar hipóteses a respeito do processo de criação dos artistas com base na interpretação das imagens e compreensão dos textos destas páginas.
para avaliar como os estudantes se comportam em relação a respeitar os espaços e os tempos de fala e escuta atenta dos colegas e do professor. Incentive uma avaliação dialógica e formativa, oferecendo feedback aos estudantes sobre seu desenvolvimento e sua participação nas aulas. Avalie e registre também se eles compreenderam o uso de novas tecnologias no teatro de animação.
A sombra é um elemento visual fundamental e tem sido explorada esteticamente de di-
sombras podem enriquecer a narrativa, oferecendo uma visão mais imaginativa e sugestiva ao leitor.
+Ideias
Caso a escola tenha aparelho de projeção e caixas de som, organize uma sessão de teatro de animação. Na internet, existem trechos ou espetáculos completos. Faça uma curadoria digital para compartilhar alguns desses espetáculos com os estudantes.
Site da Cia Lumiato, que apresenta o trabalho da companhia, sua história, seu repertório e o uso de novas tecnologias empregadas na iluminação.
• DISTRITO Cultural: tecnologia e cultura. Publicado por: Cia Lumiato. 2019. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https://youtu.be/-zs-3txw -uc. Acesso em: 5 set. 2025. Vídeo no qual são entrevistados Soledad García e Thiago Bresani, da Cia Lumiato, que usam a luz e a sombra para fazer arte.
16/09/25 19:27
versas maneiras, tanto no teatro de animação quanto na literatura infantil. Como recurso imagético, a sombra cria atmosferas, evoca emoções e amplia a imaginação. No teatro de animação, sombras são utilizadas para criar narrativas de forma criativa. Essa linguagem artística dá vida a personagens, permitindo que a realidade se misture ao fantástico, o que atrai a atenção do público. Nas ilustrações de livros, a sombra também desempenha um papel significativo. Ilustrações que utilizam
• FÁVERO, Alexandre. Cartilha brasileira de Teatro de Sombras : estudos e propostas para criar e experimentar um teatro de sombras contemporâneo. Porto Alegre: Cia. Teatro Lumbra, 2010. Disponível em: https://www.spescola deteatro.org.br/wp-content/ uploads/2017/10/Cadernos -de-Luz_Cartilha-Brasileira -de-Teatro-de-Sombras.pdf. Acesso em: 5 set. 2025. Cartilha que apresenta as tecnologias empregadas no teatro de sombras.
Cena da apresentação de um espetáculo dos artistas Soledad García e Thiago Bresani, da Cia. Lumiato, em Brasília, no Distrito Federal, em 2019.
BNCC
Habilidades: EF15AR18 e EF15AR25.
TCT: Esta proposta conectase ao tema Multiculturalismo na medida em que comenta aspectos da cultura chinesa, de modo a promover o respeito à diversidade cultural.
Organize-se
• Se possível, disponha o mobiliário da sala de aula em roda, ou use uma sala com almofadas.
ENCAMINHAMENTO
A proposta é ampliar conhecimentos sobre o teatro de animação, destacando o teatro de sombras e sua história. Desenvolva uma ambiência lúdica e acolhedora no momento de fruir as imagens e contar a lenda da criação do teatro de sombras. Disponha o mobiliário da sala de aula em roda ou use uma sala com almofadas, caso seja possível. Converse com os estudantes sobre o respeito que devemos ter ao tratar de todas as culturas.
Pode ser realizado um trabalho interdisciplinar com Arte, Geografia e História. Apresente a localização da China e aspectos de sua história cultural para contextualizar a aula.
Faça com os estudantes a leitura das imagens referentes ao teatro de sombras chinês, observando cores, atores e atrizes manipuladores, bonecos e varas de manipulação, os contrastes entre luz e sombras, entre outros elementos da linguagem do teatro de sombras.
Pode-se dizer que, desde que a humanidade existe, os seres humanos já brincavam e se intrigavam com as som-
O teatro de sombras
O teatro de sombras é uma arte milenar, isto é, tem milhares de anos. Os povos que viveram em períodos anteriores à invenção da escrita interagiam com a própria sombra projetada pela luz das fogueiras, do Sol e da Lua.
Na China, mais de 2 000 anos atrás, a arte do teatro de sombras se desenvolveu e se tornou uma das formas teatrais mais antigas da humanidade.
bras projetadas pela luz do Sol, da Lua e das fogueiras. No entanto, a invenção do teatro de sombras é atribuída aos chineses há cerca de 2 mil anos. Conta a lenda que um imperador chinês estava muito triste pela morte inesperada de sua amada dançarina. Assim, pediu a um mago que a revivesse. O mago teve a ideia de produzir a silhueta da dançarina e colou uma pequena vareta para manipular a figura. Utilizando uma fonte de luz, projetou a sombra dessa figura em uma tela, revivendo a amada dançarina do imperador. Em roda de conversa, conte a lenda da invenção do teatro de sombras para os estudantes.
Conta a lenda que o imperador Wu’Ti (156 a.C.-87 a.C.) pediu ao mago Shao-weng que recriasse a forma de uma bailarina pela qual o imperador era apaixonado e que teria morrido. A silhueta da bailarina foi recriada em um material fino e transparente que, ao receber a luz projetada, ganhou vida no teatro de sombras. 16/09/25
O teatro de sombras se desenvolveu como uma forma de arte popular na China, combinando elementos de música, dramaturgia e artes visuais. Essa tradição foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, em 2011, por sua importância histórica, artística e cultural.
Figura de teatro de sombras.
O teatro de sombras existe em todo o mundo, mas na China essa arte ganhou destaque.
Reconhecido como patrimônio cultural imaterial da humanidade, o teatro de sombras chinês é feito com delicadas formas recortadas em couro ou papel para representar silhuetas de personagens que são presas em varetas.
Observe as imagens a seguir.
DESCUBRA MAIS
• HAURÉLIO, Marco. A lenda do teatro de sombras. São Paulo: Paulinas, 2019. Esse livro é um poema narrativo em estilo de cordel que conta a origem do teatro de sombras na antiga China durante o reinado do imperador Wu’Ti.
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Essa linguagem artística muito antiga vem se modificando com a descoberta de novas tecnologias de iluminação, proporcionando experiências visuais e emocionais mais ricas e impactantes. Historicamente, o teatro de sombras utilizava fontes de luz muito simples, como velas e lamparinas, para projetar sombras em painéis ou telas. Com o advento da tecnologia moderna, novas fontes de luz, como as lâmpadas LED e projetores digitais, estão transformando essa linguagem
artística. As luzes LED, por exemplo, são mais eficientes e permitem uma variedade de cores e intensidades que, antes, com as lâmpadas elétricas, era impossível ou muito trabalhoso. O uso de novas tecnologias de luz no teatro de sombras contemporâneo não só preserva a essência da arte tradicional, mas também a transforma, ampliando os horizontes criativos e emocionais, para quem faz ou assiste.
Acompanhe como os estudantes participam de momentos de apreciação de imagens e escuta atenta e como se expressam oralmente criando hipóteses e respeitando os espaços e os tempos de fala e escuta dos colegas e do professor. Avalie se eles compreendem o uso das novas tecnologias no teatro de sombras.
Sugestão para o professor
• LENDA do surgimento do teatro de sombras. Publicado por: Pavio de Abajour. 2020. 1 vídeo ( ca. 6 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=KR_ feLHApqg&t=41s. Acesso em: 6 set. 2025.
Assista a esse vídeo para saber mais sobre a lenda da criação do teatro de sombras chinês.
• OLIVEIRA, Fabiana Lazzari de. O teatro de sombras no Brasil, sua história e perspectivas contemporâneas. Revista Aspas , v. 12, n. 2, p. 79-100, 2022. Disponível em: https://revistas.usp.br/as pas/article/view/215418/198 418. Acesso em: 6 set. 2025. Nesse artigo, pode-se conhecer o teatro de sombras contemporâneo brasileiro.
Teatro de sombras na China, em 2015.
Teatro de sombras no Festival da Primavera na China, em 2023.
BNCC
Habilidades: EF15AR04, EF15AR19, EF15AR20, EF15AR22 e EF15AR26
Organize-se
• Escureça a sala de aula e solicite aos estudantes que tragam lanternas a pilha. Outras fontes de luz interessantes para experienciar as sombras são os retroprojetores e os projetores digitais, caso a escola tenha em seus materiais.
• Uma parte da proposta pode ser realizada ao ar livre, preferencialmente em um dia ensolarado. Verifique se a escola possui um espaço adequado e garanta que a exposição ao sol seja segura, evitando dias de calor muito intenso e muito tempo de exposição ao sol.
• Para os estudantes praticarem o teatro de sombras, providencie barbante forte, lençol ou tecido branco. Leve folhas de papel avulsas, caixas de papelão, riscadores e tesouras com pontas arredondadas para os estudantes desenharem e recortarem seus personagens.
ENCAMINHAMENTO
Esta situação de aprendizagem propõe ampliar conhecimentos sobre o elemento iluminação para produzir sombras, por meio de reflexões, criação de hipóteses e práticas experimentais com foco nos tamanhos e nas formas das sombras. Estabeleça uma ambiência acolhedora e investigativa para novas descobertas sobre o teatro de sombras. Desenvolva a proposta or -
ARTE-AVENTURA Tamanhos e formas
Proponha investigações com base nas respostas dos estudantes e oportunize uma roda de conversa. Espera-se que eles percebam que o tamanho e o formato das sombras se alteram quando seres e objetos se aproximam ou se afastam do foco de luz.
A sombra muda de tamanho e de formato. Você sabe por quê?
Vamos fazer experiências com sombras?
1 Em um ambiente com pouca iluminação, use uma lanterna para iluminar um objeto. Veja o que acontece com a sombra quando você aproxima e quando você afasta a lanterna do objeto.
2 Você já prestou atenção em sua sombra? Investigue como ela pode mudar à luz natural do sol. Ela muda de tamanho e de forma? Quando isso acontece?
3 Pesquise as sombras de objetos variados e desenhe essas sombras em folhas de papel avulsas. Produção pessoal.
1. Chame a atenção dos estudantes para o que acontece com a sombra dos objetos ao mudar a posição da lanterna em relação ao objeto e a fonte luminosa.
2. Incentive os estudantes a investigar e observar as alterações nas formas da própria sombra e da sombra e objetos dos colegas.
ganizando a turma em grupos, em um ambiente com pouca entrada de luz, para que as silhuetas das sombras fiquem com uma definição adequada. Ao tratar de temas como distância, direção, foco de luz, fontes de iluminação e energia usada, pode-se trabalhar com as áreas de conhecimento da Ciência e da Matemática.
No exercício 1 , a ideia é experimentar os diferentes tamanhos das sombras. Convide os estudantes a escolherem um objeto e uma
fonte de luz, para desenvolver a proposta. Solicite que façam vários movimentos entre a fonte de luz e o objeto escolhido e observem as mudanças dos tamanhos das sombras. São várias as possibilidades: afastar o objeto da fonte de luz, aproximar o objeto da fonte de luz, distanciar a fonte e o objeto da parede, onde a silhueta do objeto é projetada; experimentar as direções, colocando o foco de luz acima ou abaixo do objeto, para a direita ou a esquerda; entre outras possibilidades.
ILUSTRAÇÕES: JOÃO
Vamos investigar mais?
4 Com a ajuda do professor, em uma sala escurecida, monte um varal com um lençol e pregadores de roupa. Posicione uma fonte de luz usando uma lanterna, um abajur ou uma luminária.
É possível também usar um retroprojetor ou um projetor multimídia
a) Você e mais dois colegas devem ficar entre a fonte de luz e o lençol. Criem movimentos e expressões corporais. Experimentem se aproximar do lençol e também da fonte de luz. Percebam que esses movimentos criam muitas formas e efeitos de luz e sombra.
b) Depois de fazer suas investigações e de assistir aos movimentos dos colegas, responda: o que acontece com a sombra quando nos aproximamos da fonte de luz e nos afastamos do lençol? E o que acontece quando fazemos o contrário?
c) Com recortes de papelão, você e os colegas podem criar formas e inventar personagens.
Separe os estudantes em dois grupos: os estudantes atores e os estudantes espectadores.
o
No exercício 2, se possível, convide os estudantes a sair da sala de aula para fazerem experiências com uma fonte de luz natural, o sol. Observe se todos os estudantes podem ficar expostos ao sol apenas por dez minutos e fique atento a outros cuidados com a pele. Caso não seja possível, oriente-os a observar livremente durante a semana a própria sombra em
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relação ao sol e a compartilhar com os colegas e o professor o que observou. No exercício 3 , distribua aos estudantes folhas de papel avulsas e riscadores e convide-os a investigar objetos e suas sombras, incluindo os vistos em aulas anteriores, e a escolher uma sombra para desenhar na folha de papel.
No exercício 4, após posicionar a tela de apresentação e a fonte de luz e definir onde a plateia ficará, dê início à proposta. Oriente os estudantes a se posicionar nesta sequência: plateia, tela, estudantes manipuladores e fonte de luz. No item a , organize grupos de três estudantes e solicite que façam movimentos livres e expressões corporais para projetarem suas silhuetas. Caso haja estudantes com mobilidade reduzida, reforce a importância de que a proposta seja realizada sempre dentro dos limites e das possibilidades dos estudantes, incentivando-os a explorar a criatividade. No item b, após a investigação inicial, deixe-os livres para criar suas conclusões de forma coletiva. Se necessário, retome as conclusões dos exercícios 1 a 3 . No item c , organize grupos de cinco estudantes para brincar e experimentar o teatro de sombras com as formas de papelão que fizeram. Incentive-os a criar personagens com características físicas, nome, idade e características psicológicas (se o personagem está nervoso, relaxado, ansioso, entre outras) e a criar com eles pequenas histórias improvisadas em grupo. Nesta proposta foram realizados diversos exercícios e experiências com as sombras dos corpos, de objetos e de personagens. Avalie como os estudantes receberam as propostas, as facilidades e as dificuldades que encontraram no percurso. Observe como eles se comportam no coletivo, se acolhem e respeitam a opinião dos colegas e se participam ativamente das propostas.
Repita
experimento várias vezes para que os estudantes percebam que, quanto mais se aproximam da fonte de luz, maior é a sombra e menos nítida é a forma da sombra, e que, quanto mais se afastam da fonte luminosa, menor e mais nítida fica a sombra.
JOÃO GABRIEL
SILVAJOINLES
BNCC
Habilidades: EF15AR19, EF15AR20, EF15AR21, EF15AR22 e EF15AR23.
Organize-se
• Afaste as cadeiras e as carteiras e auxilie os estudantes a organizar a sala de aula definindo onde ficarão a plateia, a parede de apresentação, a fonte de luz e os grupos de estudantes que vão experimentar e criar personagens e narrativas com as sombras das mãos.
Escureça a sala de aula, fechando cortinas e porta para melhor visualizar as silhuetas das sombras.
• Materiais necessários: fonte de luz e diferentes riscadores para que os estudantes produzam seus desenhos.
ENCAMINHAMENTO
Nesta proposta, a ideia é experimentar o teatro de sombras feito com as mãos. Incentive os estudantes a explorar seus processos de criação e poéticas pessoais ou coletivas. Inicie o trabalho fruindo as ilustrações com possibilidades de fazer sombras com as mãos. Solicite aos estudantes que experimentem as posições das mãos indicadas nas imagens, observando cada detalhe de mãos e dedos.
Em seguida, escureça a sala de aula, fechando as cortinas, apagando as luzes e acendendo a fonte de luz que será utilizada. Posicione os estudantes na seguinte sequência: plateia, fonte de luz, estudantes e parede em que serão projetadas as sombras feitas com as mãos.
Mãos e formas
Vamos conhecer mais sobre o teatro de sombras? Nosso corpo pode expressar várias coisas, não é mesmo? Com as mãos, podemos brincar de sombras com muitas formas de animais. Observe a imagem a seguir.
Veja as possibilidades de criar sombras de bichos com as mãos. Experimente fazer algumas dessas posições das mãos e invente outras!
Se houver na turma estudantes com dificuldades de movimento ou alguma deficiência, adapte a proposta, sugerindo outras partes do corpo para fazerem as silhuetas, e garanta a participação de todos.
No exercício 1, inicie fazendo experiências das sombras apresentadas. Solicite aos estudantes, em grupos de cinco ou seis participantes, que se posicionem na frente da fonte de luz e façam as sombras. Eles podem experimentar diferentes vozes e sons para as sombras de bichos experimentadas. Reveze os grupos para que todos sejam atores e plateia. Incentive a turma a experimentar a distância entre foco de luz, mãos e a silhueta formada na parede.
Pássaro
Caranguejo
Cabrito
Cachorro
Aproveite a luz ambiente e faça experiências projetando a sombra de suas mãos na parede, no chão da sala de aula ou sobre a carteira, sempre com o auxílio do professor.
1 Agora, em duplas ou trios, criem histórias com sombras usando as mãos. Vocês poderão criar efeitos vocais para imitar os sons dos bichos e/ou improvisar diálogos.
2 Depois, façam um desenho que mostre como foi a história que vocês inventaram. Aproveitem para registrar o nome da história e dos personagens criados.
1 e 2. Explore com os estudantes vários recursos e materialidades nessas propostas. Esses estudos e essas experiências podem ajudá-los a descobrir que há muitas possibilidades na exploração de luz e sombras e que há muito tempo os artistas criam formas em meio à escuridão, à luz do Sol, de fogueiras e outras fontes luminosas. São percursos criativos que possibilitam desenvolver projetos de arte que mostram que o escuro, a luz e o jogo de contraste usando o próprio corpo ou outros materiais e objetos podem ser bem divertidos. Também ajuda a conhecer mais as origens e as possibilidades expressivas do teatro de sombras. Como fonte de luz é possível usar a lanterna de um dispositivo móvel, uma lanterna comum, um retroprojetor ou um abajur.
16/09/25 19:27
Em seguida, converse com os estudantes para formar grupos de três participantes, para criarem uma pequena história com as sombras de bichos que experimentaram. Lembre-os de que uma história, por menor que seja, tem começo, meio e fim. Amplie a conversa argumentando que um caminho para a criação de narrativas dramáticas e personagens é imaginar: onde acontece a história e onde está o personagem; quem é esse personagem, definindo suas características físicas e emocionais e sua voz; e o que o personagem fará na cena. No exercício 2, distribua os riscadores e peça aos estudantes que façam um desenho registrando a história que inventaram. Solicite que criem um nome para a história e para os personagens imaginados.
Onde, quem e o que são elementos fundamentais dos jogos teatrais de Viola Spolin, que servem para iniciar e direcionar a improvisação no teatro, permitindo aos participantes criar e desenvolver histórias de forma espontânea. O termo onde refere-se ao ambiente ou ao
espa ço onde a cena se desenrola. Pode ser físico, em forma de cenário, ou apenas imaginativo, com os jogadores indicando para a plateia onde acontece a cena. O termo quem refere-se aos personagens em cena. Os jogadores devem compreender claramente as características, as motivações e os relacionamentos de seus personagens, impulsionando ações e reações improvisadas na cena. O termo o que refere-se à ação ou ao conflito central que os personagens estão experimentando no espaço e no tempo cênico. Para a autora, o jogo teatral estimula os estudantes a experimentar novas possibilidades de imaginação, ação e comunicação de forma improvisada. Ao despertar a espontaneidade e a liberdade de criação do jogador, contribui-se para o desenvolvimento integral dos estudantes e para a construção de relações mais autônomas e empáticas entre eles.
Observe e registre como se encontra o desenvolvimento psicomotor, em especial de mãos e braços, dos estudantes ao praticar o teatro de sombras e como trabalham coletivamente. Avalie se eles compreendem os conceitos de onde, quem e o que, propostos por Viola Spolin.
Sugestão para o professor
• CAMARGO, Robson Correa. Neva Leona Boyd e Viola Spolin, jogos teatrais e seus paradigmas. Sala Preta , v. 2, p. 282-289, 2002. Disponível em: https://revistas. usp.br/salapreta/article/ view/57105/60093. Acesso em: 6 set. 2025. Leia esse artigo do professor da Universidade Federal de Goiás, Robson Correa de Camargo, para saber mais sobre o sistema de jogos teatrais proposto por Viola Spolin.
BNCC
Habilidades: EF15AR20, EF15AR21 e EF15AR22.
Organize-se
• Afaste o mobiliário da sala de aula e defina com os estudantes as posições da caixa de apresentação e da plateia.
• Materiais necessários: caixas de papelão tamanho grande, folhas de papel vegetal ou de papel de seda, folhas de papel decorativo para cobrir a caixa de papelão, folhas de papel-cartão para desenhar e recortar os personagens, cola, lápis de cor, tesoura com pontas arredondadas, palitos grandes de madeira sem ponta, fonte de luz.
ENCAMINHAMENTO
Esta proposta é uma prática de teatro de sombras que se conecta com a tradição chinesa por usar bonecos de vara para produzir as silhuetas dos personagens.
Divida a turma em grupos de três a cinco participantes e crie uma ambiência acolhedora e lúdica para que os estudantes sejam espontâneos em suas criações. Auxilie-os a confeccionar a caixa de apresentação e as silhuetas dos personagens criados por eles. Comente que vão manipulá-los e criar histórias com temas livres.
No momento das apresentações, é importante escurecer a sala de aula. Em seguida, regule o foco de luz e projete a luz por trás da caixa, onde as figuras serão animadas. Organize a ordem das apresentações dos grupos e convide-os a encenar com
ARTE EM PROJETOS
Nosso teatro de sombras
Vimos que já faz muito tempo que os artistas criam formas em meio à escuridão, mostrando que o escuro pode ser bem divertido! Agora, vamos construir nosso teatro de formas animadas com sombras? Veja algumas ideias a seguir.
MATERIAIS
• Caixa de papelão de tamanho grande
• Folhas de papel vegetal ou de papel de seda
• Folhas de papel decorativo para cobrir a caixa de papelão
• Folhas de papel-cartão
COMO FAZER
1. Você e os colegas vão recortar e retirar o fundo da caixa de papelão. Colem uma folha de papel vegetal ou uma folha de papel de seda para cobrir o fundo.
• Cola
• Lápis de cor
• Tesoura com pontas arredondadas
• Palitos de madeira sem ponta
• Lanterna ou outra fonte de luz
2. Forrem o restante da caixa com o papel decorativo e usem a caixa como palco.
sombras suas narrativas. Lembre a turma da importância de ser plateia, de fruir com respeito a criação artística dos colegas. A formação de público de apresentações artísticas deve ser trabalhada nas aulas de Arte.
Identifique o envolvimento dos estudantes a cada etapa proposta, desde as ideias iniciais até o planejamento e a criação das histórias improvisadas. Faça registros e anotações do processo para avaliar e compartilhar com a turma os resultados. Converse com os estudantes, perguntando: como vocês compreendem os conceitos trabalhados? O que estão gostando de fazer e conhecer? Quais são as dificuldades e as facilidades que estão tendo? Faça outras perguntas que achar necessárias para compor uma pauta de avaliação.
3. Pensem em uma história para contar e desenhem cada personagem no papel-cartão.
4. Recortem as figuras e colem um palito de madeira atrás de cada personagem.
5. Agora é só arrumar o foco de luz e projetar a luz por trás da caixa, onde as figuras serão movimentadas.
Dica: além de usar papel-cartão, experimentem criar figuras coloridas e transparentes, que poderão produzir efeitos especiais para a cena de vocês!
Experimentem também criar efeitos sonoros para as cenas, por meio da voz, de sons gravados ou de instrumentos musicais.
+Ideias
Em uma descrição simplificada, a sombra é a ausência ou a diminuição de luz em uma superfície, por meio do bloqueio da luz. Todavia, ao aprofundar o assunto, há questões instigantes a respeito de sua origem e de seu comportamento, a começar pela misteriosa sombra da Lua. Se possível, organize uma aula com o objetivo de ampliar os conhecimentos dos estudantes sobre as sombras. Para isso, é possível articular conteúdos de Ciências e Matemática.
Sugestão para o professor
• CANTINHO do aprendizado. Por que temos sombra? EBC , 23 jun. 2016. Disponível em: https://memoria. ebc.com.br/infantil/voce -sabia/2016/06/por-que-te mos-sombra. Acesso em: 7 set. 2025.
Texto que explica de maneira simples e com bases científicas como é formada a sombra.
• CASATI, Roberto. A descoberta da sombra: de Platão a Galileu, a história de um enigma que fascina a humanidade. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. Nesse livro, é abordada, de forma instigante, a influência da sombra no desenvolvimento do pensamento e da ciência no Ocidente.
• TEATRO de sombras. Publicado por: Sesc Registro. 2020. 1 vídeo ( ca. 7 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=5 cPU8EGH3pY. Acesso em: 7 set. 2025.
Vídeo que ensina como fazer teatro de sombras.
ZHENGZAISHURU/SHUTTERSTOCK.COM
ILUSTRAÇÕES:
ENCAMINHAMENTO
Leia com os estudantes as questões e resolva possíveis dúvidas. Peça a eles que respondam às questões e depois faça uma correção coletiva. Observe o que aprenderam, o que não ficou claro e o que mais precisam aprender para recompor a aprendizagem e dar prosseguimento aos estudos.
Sobre a proposta 4, o desenho pode ser explorado como processo, produto final ou registro. Nesse sentido, observe esses três aspectos nos desenhos e sugira aos estudantes que se expressem também em folhas de papel avulsas ou em suportes maiores.
Para uma avaliação ampla, é importante criar espaços para que os estudantes pensem sobre suas produções e as produções dos colegas. Promova uma roda de conversa em que essas reflexões sejam possíveis, incentivando a autoavaliação e exercitando a prática de debater sobre as produções de modo construtivo e respeitoso.
Nesta seção, propõe-se um momento para uma avaliação processual. Com o acompanhamento da aprendizagem, é possível identificar conhecimentos individuais conquistados nos estudos ao longo da unidade, retomar e avaliar habilidades e conteúdos estudados e identificar possíveis dificuldades.
PARA REVER O QUE APRENDI
1 Quais são as materialidades que você pode usar para dançar? Expresse suas ideias em forma de desenho.
Produção pessoal. Espera-se que os estudantes expressem que podem usar o próprio corpo, assim como tecidos, objetos, instrumentos musicais e outras materialidades.
2 Assinale a forma teatral que corresponde ao teatro de formas animadas com sombras.
3 Se você usar uma lanterna para iluminar um objeto em um ambiente com pouca luz, o que acontece com a sombra do objeto ao aproximar a luz dele? Marque um X na resposta correta.
X A sombra aumenta. A sombra diminui.
4 Crie um desenho expressando o que você mais gostou de aprender nesta unidade.
Produção pessoal.
Sugere-se olhar e avaliar os objetivos da unidade tendo como base todas as situações avaliativas propostas. Além das atividades da seção, os portfólios físicos e/ ou eletrônicos, os cadernos e outras produções e registros criados podem ser considerados. Nesse sentido, é importante também retomar situações avaliativas em que a presença do corpo se fez potente nos estudantes, principalmente em propostas com dança, teatro, música, performance e outras linguagens, uma vez que a arte se faz com base em vários contextos, elementos e materialidades, incluindo o corpo. Tendo em vista que cada pessoa pode ter experiências diversas com a Arte, é importante avaliar a qualidade dos encontros que os estudantes tiveram com essa área de conhecimento em suas diferentes linguagens. Caso identifique que algumas experiências não foram vividas, sugere-se oferecer novas oportunidades de ação criadora em que desenvolvam competências e habilidades e criem com autonomia a partir de poéticas autorais. Proporcionar conversas em grupo sobre as próprias produções pode ser uma ação positiva para a autoavaliação e a percepção da potência expressiva de cada um.
INTRODUÇÃO À UNIDADE
Nesta unidade, destacam-se três linguagens artísticas: a música, as artes visuais e a dança. Os estudos são propostos em situações de aprendizagem lúdicas que exploram a interdisciplinaridade entre essas diferentes linguagens e as relações entre arte e vida, tendo como foco o estudo do “ritmo” e como esse elemento está presente e se desdobra de modo particular nas diferentes linguagens.
No capítulo 1 propomos estudos sobre ritmo e pulsação; linhas, formas e cores; corpo, ritmo e movimento. No capítulo 2, os estudos sobre as relações entre arte e vida continuam ampliando investigações sobre ritmo, imagens, sons (fontes e paisagens sonoras) e lugares; parâmetros sonoros; compasso musical; letra e melodia; construção de instrumentos musicais não convencionais; e a cultura do brincar como patrimônio cultural imaterial.
Objetivos
• Participar de momentos de fruição e leitura de imagens e textos poéticos, expressando hipóteses interpretativas e opiniões, respeitando o espaço de fala dos colegas.
• Conhecer e criar a partir de investigações e percepções relacionadas ao ritmo na música, nas artes visuais e no corpo em movimento.
• Criar com autonomia, participando de ações lúdicas nas artes visuais, na dança e na música.
• Comunicar-se oralmente contando sobre manifestações artísticas que mais gostam de expressar.
• Realizar pesquisas estabelecendo relações entre arte, cultura e vida cotidiana.
• Conhecer artistas e suas produções, ampliando repertórios e valorizando patrimônios culturais.
NO RITMO DA ARTE
Para criar na arte, será que é preciso olhar, ouvir e imaginar? Será que é preciso sentir e experimentar sensações?
Quando você brinca, canta ou dança, realiza essas ações dentro de um ritmo? Como isso acontece?
Vamos desenhar, dançar, cantar, tocar instrumentos e descobrir mais sobre o “ritmo” na arte?
1 Vamos procurar estas imagens no livro?
Nos quadrinhos, escreva o número da página em que você encontrou cada imagem. O que será que vamos estudar?
BNCC
Competências gerais: 2, 3, 4 e 9.
Competências específicas: 1, 2, 3, 4, 5, 8 e 9.
Habilidades:
(EF15AR01) Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.
(EF15AR02) Explorar e reconhecer elementos constitutivos das artes visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento etc.).
(EF15AR05) Experimentar a criação em artes visuais de modo individual, coletivo e colaborativo, explorando diferentes espaços da escola e da comunidade.
(EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.
(EF15AR08) Experimentar e apreciar formas distintas de manifestações da dança presentes em diferentes contextos, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório corporal.
(EF15AR13) Identificar e apreciar criticamente diversas formas e gêneros de expressão musical,
entre diversas linguagens artísticas.
(EF15AR24) Caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças, canções e histórias de diferentes matrizes estéticas e culturais.
(EF15AR25) Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.
TCT: Meio Ambiente: Educação para o Consumo; Multiculturalismo: Diversidade Cultural, Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras; Cidadania e Civismo: Vida Familiar e Social, Educação para o Trânsito, Educação em Direitos Humanos, Direitos da Criança e do Adolescente, Processo de Envelhecimento, Respeito e Valorização do Idoso.
ENCAMINHAMENTO
reconhecendo e analisando os usos e as funções da música em diversos contextos de circulação, em especial, aqueles da vida cotidiana.
(EF15AR14) Perceber e explorar os elementos constitutivos da música (altura, intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), por meio de jogos, brincadeiras, canções e práticas diversas de composição/criação, execução e apreciação musical.
(EF15AR15) Explorar fontes sonoras diversas, como as existentes no próprio corpo (palmas, voz, percussão corporal), na natureza e em objetos cotidianos, reconhecendo os elementos constitutivos da música e as características de instrumentos musicais variados.
(EF15AR16) Explorar diferentes formas de registro musical não convencional (representação gráfica de sons, partituras criativas etc.), bem como procedimentos e técnicas de registro em áudio e audiovisual, e reconhecer a notação musical convencional.
(EF15AR17) Experimentar improvisações, composições e sonorização de histórias, entre outros, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos musicais convencionais ou não convencionais, de modo individual, coletivo e colaborativo.
(EF15AR23) Reconhecer e experimentar, em projetos temáticos, as relações processuais
As imagens e os textos apresentados na abertura desta unidade e também nos capítulos sensibilizam e motivam os estudantes a fazer percursos significativos de aprendizagem relacionados ao tema: ritmo na vida e na arte. Durante a leitura das imagens, pergunte: quais elementos chamam sua atenção? Quais elementos vocês reconhecem? No percurso, jogos e brincadeiras cantadas serão sugeridos. Observe se os estudantes já participaram de vivências com brincadeiras em que ritmo e movimento, música e canto estiveram presentes.
BNCC
Habilidades: EF15AR01, EF15AR14, EF15AR24 e EF15AR25.
ENCAMINHAMENTO
Nesta situação de aprendizagem, serão propostas leituras de textos e poema, fruição e análise de obra de arte. Faça uma investigação sobre o repertório de brincadeiras que a turma conhece. Crie uma ambiência lúdica e acolhedora para os estudantes demonstrarem suas preferências do brincar. Combine com a turma que as preferências de brincadeiras devem ser acolhidas e respeitadas, e amplie dizendo que algumas brincadeiras, apesar de serem as mesmas, podem ter nomes diferentes.
A ideia é conhecer e ampliar o repertório de brincadeiras dos estudantes por meio da arte. Convide-os a fruir a imagem da obra Barquinho de papel, de Eduardo Lima, e a ler o poema Amarelinha, da coletânea Chuva choveu, de Maria da Graça Rios, de forma individual e depois coletivamente. Incentive os estudantes a falar sobre o que entenderam e sentiram com a leitura do poema e a imagem apresentada na abertura do capítulo.
Peça a eles que criem hipóteses sobre a qual brincadeira o poema se refere. Ao fruir a imagem da obra Barquinho de papel , retome os conceitos da linguagem artística visual: linhas, formas e cores na composição da obra. Depois, incentive os estudantes a criar suas hipóteses interpretativas sobre a obra. É importante ressaltar que uma obra artística sempre é aberta a diferentes interpretações e opiniões.
RITMO NA VIDA E NA ARTE
Barquinho de papel, de Eduardo Lima, 2022. Óleo sobre tela, 100 centímetros x 80 centímetros.
VENHA SENTIR E SE EXPRESSAR!
Maré mar é maré
maré linha sete casas a pincel.
Pulo paro e lá vou num pulinho segurar mais um ponto no céu.
RIOS,
Desde o momento em que você acorda até a hora de dormir, você pode realizar muitas ações expressivas e artísticas, como desenhar, cantar, encenar, dançar e muito mais.
E tudo isso tem ritmo!
Jogar futebol, brincar de Amarelinha, pular corda e soltar pipa são brincadeiras que também têm seu ritmo.
Venha sentir e se expressar no ritmo da arte!
Observe com os estudantes as ilustrações presentes nas páginas e identifique com eles as brincadeiras apresentadas (amarelinha, futebol, pipa, catavento e pular corda). Depois, faça um levantamento da brincadeira preferida de cada estudante; podem ser brincadeiras que fazem em casa, em parques, na escola ou em outros lugares. Faça uma lista das brincadeiras lembradas na lousa ou em outro suporte para que todos acompanhem a escrita e leitura das palavras. Caso alguém fale de alguma brincadeira desconhecida, peça que a explique sucintamente. Finalize ampliando o debate sobre o conceito de “ritmo”, na música, na dança, na brincadeira e na vida.
Ao avaliar, faça diagnósticos sobre experiências e saberes já vivenciados. Durante o processo, observe como os estudantes participam das propostas e como se expressam oralmente e por meio das linguagens artísticas. É importante fazer registros acerca da sondagem realizada. Os registros do processo de ensino e aprendizagem são fundamentais para documentar as práticas pedagógicas realizadas e acompanhar o desenvolvimento psicofísico e social dos estudantes.
Maria da Graça. Chuva choveu Belo Horizonte: RHJ, 2018. p. 6.
BNCC
Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR13, EF15AR14 e EF15AR24.
Organize-se
• Se possível, disponha as cadeiras e carteiras em roda.
ENCAMINHAMENTO
Proponha uma roda de conversa para que os estudantes expressem livremente suas impressões e hipóteses sobre as obras de Milton Dacosta e Eduardo Lima. Essa dinâmica horizontal promove equidade e estimula a participação de todos. Momentos de escuta atenta e fala livre são relevantes e permitem uma interação mais direta, participativa e respeitosa entre os estudantes. Converse com eles sobre a importância de respeitar as falas dos colegas.
Para mediar essa situação de aprendizagem, que é constituída de dois momentos, pergunte aos estudantes o que o artista expressa na pintura Menina e bicicleta. Do que a menina está brincando? Em que lugar eles imaginam que ela está brincando? O que eles sentem ao olhar para a imagem? Proponha que observem a imagem em detalhes e expressem o que percebem na pintura. É importante que eles possam olhar e trazer suas hipóteses interpretativas e sensações ao apreciar e ler imagens.
Na questão 1 , observe com os estudantes como o artista Milton Dacosta usou as linhas em sua obra, na roupa e nos cabelos da menina, entre outros detalhes. Retome os conceitos de linhas onduladas, diagonais, curvas ou em forma de cír-
Entre no ritmo!
Observe esta imagem.
2. Resposta pessoal. Eduardo Lima utilizou cores mais intensas, puras e contrastantes, enquanto Dacosta usou tons monocromáticos e neutros. Mas o tema em ambas as obras se aproxima: tratam do universo da infância e da cultura do brincar.
Menina e bicicleta, de Milton Dacosta, 1965. Óleo sobre tela, 80 centímetros x 80 centímetros.
Você sabe o que é ritmo?
A palavra ritmo pode ter muitos significados. Essa palavra pode ser usada para descrever a velocidade de alguma coisa (rápido, moderado, lento) ou o jeito de você andar, dançar, brincar, cantar ou tocar instrumentos musicais.
Podemos perceber o ritmo em uma imagem, como na pintura de Milton Dacosta, ao observarmos os movimentos nas linhas e formas.
1 Observe novamente a obra de Milton Dacosta. Como ele representou o movimento nessa pintura?
2 Compare a pintura de Eduardo Lima, na página 66, com a de Milton Dacosta. Como cada artista usou as linhas, formas e cores em suas pinturas?
QUEM É?
Milton Dacosta (1915-1988) foi um artista brasileiro que produziu muitas pinturas. A infância foi um dos seus temas preferidos.
1. Explorando linhas, formas e tonalidades, o artista expressa os movimentos de borboletas voando, da garota andando de bicicleta com os braços levantados e de vestimentas e cabelos esvoaçantes.
culos, que expressam a ideia e sensação de movimento e ritmo. A questão 2 propõe uma comparação entre a obra Barquinho de papel, de Eduardo Lima, e a obra de Milton Dacosta. Diga à turma que cada artista usou as linhas, formas e cores com base em suas intenções, estilos e poéticas pessoais.
Apresente o artista carioca Milton Dacosta, que retratou em suas obras a infância e suas brincadeiras, e o artista baiano Eduardo Lima, que traz em suas obras a cultura popular nordestina.
Na sequência, trabalhe com a obra Alegria do forró, de Eduardo Lima. Conte aos estudantes que forró é um ritmo, mas também uma dança, de origem nordestina. Em seguida, auxilie-os a responder às questões sugeridas. Na questão 1, deixe-os livres para criar suas hipóteses.
Observe mais uma obra de Eduardo Lima.
1 É possível perceber movimentos de linhas e formas na pintura Alegria do Forró, de Eduardo Lima?
2 Existe ritmo na vida? E na música? O que você sabe sobre isso?
1. Resposta pessoal. Chame a atenção para como o artista usou linhas e formas para expressar a sensação de movimento. Proponha aos estudantes que observem os planos da composição, as cores, os efeitos de profundidade, os contrastes, as linhas, as formas, as tonalidades, e como são apresentadas as texturas, as sobreposições, as proporções, entre outros.
Alegria do forró, de Eduardo Lima, 2024. Óleo sobre tela, 80 centímetros x 60 centímetros.
Na música, podemos perceber o ritmo ao ouvirmos sons fortes ou fracos.
O Brasil é repleto de ritmos musicais. Entre eles, temos o forró, representado na pintura de Eduardo Lima.
A palavra forró é de origem nordestina e também é usada para se referir ao ritmo e a uma festa em que se dançam outros ritmos da região, como baião, quadrilha, xaxado e xote.
QUEM É?
Eduardo Lima (1977-) é um artista plástico brasileiro nascido na Bahia. Ele é conhecido por retratar a cultura do sertão nordestino com cores vivas e vibrantes.
2. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes se expressem com base em seus conhecimentos prévios. Explique que, na música, ritmo é a sucessão de tempos fortes e fracos que se alternam com intervalos regulares.
Na questão 2, investigue como a turma está percebendo e entendendo a ideia de ritmo na música e na vida cotidiana.
Nas linguagens artísticas e na vida, a palavra “ritmo” ganha alguns complementos, como: regular ou irregular, acelerado ou lento, assimétrico – variando os tempos rítmicos.
Observe como os estudantes estão percebendo o conceito de ritmo e como interagem com as propostas lúdicas. Tenha atenção a
69
suas preferências, dúvidas e curiosidades, a fim de oportunizar situações de aprendizagens significativas e repertórios artísticos que ampliem suas visões de mundo.
16/09/25 19:39
+Ideias
Selecione uma canção que pertença ao universo infantil e que seja conhecida pela maioria dos estudantes para fazerem uma escuta sensível. Primeiro, apenas escute toda a
canção. Faça a mediação da proposta, perguntando aos estudantes: o que acharam da música? Ela fala sobre o quê? Quais instrumentos musicais vocês percebem? A canção tem ritmo lento ou rápido? De qual parte da canção vocês mais gostaram? Crie outras perguntas. Realize uma nova escuta com o desafio de acompanhá-la com palmas. Identifique o tempo forte da canção com a turma e bata palmas nesse momento. Faça algumas variações, batendo os pés no chão, fazendo estalos com os dedos etc. Crie outras formas, sempre interagindo com o ritmo da música.
• MILTON Dacosta. c2025. Disponível em: http://www. opapeldaarte.com.br/ Artistas/Milton%20Dacosta. Acesso em: 9 set. 2025. Para conhecer mais sobre a vida e obra do artista Milton Dacosta, visite esses endereços eletrônicos.
• SULPICIO, Carlos A.; BOMFIM, Cássia Carrascoza; SULPICIO, Eliana C. M. Guglielmetti. Ritmo e tempo nas artes sob uma ótica holística. Revista VIS, Brasília, DF, v. 18, n. 1, p. 78-106, 2019. Disponível em: https: //periodicos.unb.br/index. php/revistavis/article/view/ 22960/20660. Acesso em: 9 set. 2025.
Leia o artigo para saber mais sobre o movimento e o ritmo nas artes.
BNCC
Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR05, EF15AR08 e EF15AR24.
Organize-se
• Solicite aos estudantes que pesquisem antecipadamente com seus familiares ou responsáveis as brincadeiras que eles faziam quando crianças. Você precisará de vários riscadores coloridos e folhas de papel avulsas para a criação de desenhos dos estudantes. Reserve um espaço limpo e livre de objetos para brincar, evitando acidentes.
ENCAMINHAMENTO
Inicie a proposta fruindo com os estudantes as obras As crianças da Vila Jácilo , de Helena Coelho, e Futebol, de Candido Portinari, deixando-os livres para fazer suas primeiras interpretações pessoais e compartilhar com a turma.
Em seguida, auxilie-os a responder às questões sugeridas. A questão 1 deverá ser pesquisada com antecedência. Peça à turma que pergunte aos adultos que cuidam deles e anotem quais eram suas brincadeiras de infância e uma rápida explicação sobre como brincar, para compartilhar as informações coletadas em uma roda de conversa. Na questão 2 , a ideia é ampliar conhecimentos sobre a arte e a cultura do brincar brasileiro. No item a, incentive os estudantes a comparar as obras e identificar onde acontecem as cenas, diferenciando locais urbanos e rurais. Comente com
O ritmo e a cor da brincadeira
Observe as imagens desta página.
As crianças da Vila Jácilo, de Helena Coelho, 2003. Óleo sobre tela, 40 centímetros x 60 centímetros.
Futebol, de Candido Portinari, 1935. Óleo sobre tela, 97 centímetros x 130 centímetros.
Como os artistas Helena Coelho e Candido Portinari retrataram brincadeiras nessas pinturas?
Será que esses artistas querem expressar o mundo das crianças ou é a memória deles que balança no ritmo das brincadeiras? Talvez, ao escolher esse tema, os artistas quisessem se lembrar de suas vivências quando também eram crianças.
GALERIA JACQUES ARDIES, SÃO PAULO
2. a) Resposta pessoal. Peça aos estudantes que observem nas imagens os elementos das paisagens, as ações nas brincadeiras, as cores e outros detalhes. Contextualize sobre possíveis elementos presentes em paisagens urbanas e rurais.
1 Pergunte aos adultos de sua família do que eles brincavam na infância. Depois, conte para o professor e os colegas.
Resposta pessoal. Permita que os estudantes compartilhem suas respostas e questione se conhecem as brincadeiras mencionadas.
2 Compare as duas pinturas da página anterior e responda às questões a seguir.
a) Descreva o que você observa nas duas imagens.
b) Observe como os artistas usaram as linhas, formas e cores em suas composições. Nessas imagens, o que chama mais a sua atenção?
Resposta pessoal. Veja mais orientações no Encaminhamento.
c) Do que as crianças estão brincando em cada pintura?
d) O que essas pinturas provocam em você? O que elas fazem você lembrar, sentir ou imaginar?
2. d) Respostas pessoais. Permita que os estudantes expressem livremente suas impressões sobre as duas imagens.
3 Que tal escolher com os colegas uma das brincadeiras mostradas nessas pinturas para brincar?
Peça aos estudantes que observem as imagens e promovam um momento de cultura do brincar. Depois, proponha que se expressem corporalmente e oralmente mostrando os movimentos e ritmos ao brincar: lento,
4 Em uma folha de papel avulsa, faça um desenho da brincadeira que vocês escolheram. Use linhas, formas e cores para expressar os movimentos.
QUEM É?
4. Produção pessoal. A proposta é que os estudantes explorem sua poética pessoal, criando as próprias imagens e interpretações visuais da cultura do brincar, a partir de suas experiências corporais e lúdicas. moderado ou acelerado.
Helena Coelho (1949-) é uma pintora e poeta que nasceu no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro. Ela costuma retratar em suas obras a infância, a adolescência e a vida cotidiana.
JACQUESARDIES/ACERVODAGALERIAJACQUES
Candido Portinari (1903-1962) foi um dos maiores pintores brasileiros e suas obras ganharam reconhecimento mundial.
ESTA É A MINHA ARTE!
Combine com o professor e os colegas para expor os desenhos das brincadeiras em um local onde todos na escola possam ver.
2. c) Espera-se que os estudantes mencionem que Helena Coelho retratou diversas brincadeiras, como com cavalo de pau, bambolê, patinete, bicicleta, carrinho, flauta etc. Já Portinari retratou apenas crianças jogando futebol.
16/09/25 19:39
a turma que a artista Helena Coelho expressa cenas infantis que acontecem em uma área urbanizada e Portinari expressa a memória das brincadeiras em uma área rural da cidade de Brodowski, onde ele nasceu. No item b, retome os conceitos de linhas, formas e cores na arte. No item c, identifique com a turma quais brincadeiras estão presentes nas obras. Comente que o futebol, além de ser um esporte muito popular no Brasil, pode se tornar uma divertida brincadeira ao ser praticado livremente por amigos da vila onde moram. Na questão 3 , convide os estudantes a escolher uma brincadeira e brincar. Depois, faça uma roda de conversa para eles comentarem como se sentiram e como perceberam o ritmo e o movimento ao brincar. Na questão 4 , convide os estudantes a desenhar uma cena da brincadeira que fizeram, explorando sua poética pessoal com linhas, formas, cores e ritmo em suas produções.
Chame a atenção para o boxe Quem é?, apresentando os artistas para os estudantes.
Com os desenhos dos estudantes sobre a brincadeira que fizeram, faça uma exposição das produções. Crie um varal de exposição com barbante e prendedor ou recorra a um local específico para exposições na escola, para que mais estudantes e a comunidade escolar possam fruir os desenhos da turma.
Organize rodas de conversa para fazer sondagens e descobrir o que os estudantes estão compreendendo sobre os conceitos e as propostas trabalhados até aqui. Os relatos deles podem compor áudios ou imagens gravados para um portfólio eletrônico, ou ser escritos em materiais específicos do professor ou no diário de classe.
BNCC
Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15, EF15AR17 e EF15AR24.
Organize-se
• Para esta situação de aprendizagem, é recomendado organizar os estudantes em roda.
ENCAMINHAMENTO
Proporcione uma ambiência confortável para a turma cantar e participar do jogo musical. Esta proposta terá dois momentos, o primeiro para explorar a canção Bate coração e o segundo, a canção brincante Adoletá. Combine com os estudantes que será necessário silêncio para ouvir as batidas do coração e perceber seu ritmo. Peça aos estudantes que acompanhem a leitura da canção Bate coração . Conte que essa música é um forró e retome as informações sobre esse ritmo musical e dança nordestinos. Se possível, realize uma curadoria digital e mostre aos estudantes um áudio da canção para um momento de nutrição estética. No boxe Quem é?, você pode comentar com os estudantes que o estado da Paraíba, onde Cecéu nasceu, fica no Nordeste.
Ampliando as discussões sobre o ritmo na música, podem ser mencionados outros exemplos cotidianos para os estudantes:
• Às vezes, podemos escutar ritmos produzidos por sons de intensidades diferentes (mesmo que tenham duração igual). Que tal ouvir? Vamos experimentar?
• Quando você escuta música, consegue perceber que há ritmos diferentes em cada gênero musical? Como?
ARTE-AVENTURA
Bate, bate, bate, coração!
Você sabia que o coração de uma criança em repouso pode bater de 80 a 90 vezes por minuto?
A canção a seguir, composta por Cecéu, foi inspirada nas batidas do coração. Vamos conhecer sua letra?
Bate coração
Bate, bate, bate, coração
Não ligue, deixe quem quiser falar, ah! Porque o que se leva dessa vida, coração
In: ELBA Ramalho: Alegria. Rio de Janeiro: Ariola, 1982. LP, faixa 11.
Podemos escutar ritmos produzidos por sons de intensidades diferentes.
As batidas do seu coração podem ajudar a perceber isso. Vamos experimentar?
1. Bata palmas na pulsação do seu coração.
2. De vez em quando, bata uma palma com mais força.
QUEM É?
3. Preste atenção: agora, você consegue perceber o ritmo.
Cecéu (1950-) é uma compositora e cantora que gosta de cantar desde criança. Ela nasceu no município de Campina Grande, no estado da Paraíba.
Na sequência, é apresentada a brincadeira musical Adoletá, que combina palavras, ritmo, pulsação e movimentos de mãos. A letra mistura palavras em português e em francês. Durante o exercício, é preciso observar bem uns aos outros e manter a pulsação o tempo todo. Ao trabalhar essa cantiga popular, proponha aos estudantes que acompanhem a leitura, passando o dedo sobre as letras e, assim, percebendo a formação de sílabas, fonemas e a composição das palavras como experiência para o processo de alfabetização. No áudio Adoletá, a brincadeira tradicional é interpretada por vozes femininas, com acompanhamento instrumental, exceto em uma das repetições, quando é interpretada à capela (isto é, somente as vozes, sem instrumentos). Além da expressividade da voz, destaque aos estudantes a manutenção da pulsação, sem atrasar nem acelerar, o que possibilita maior entrosamento, qualidade e eficiência do jogo musical. Desse modo, o trabalho com o áudio promove também um momento de nutrição estética e acolhimento da escuta sensível e atenta para os estudantes.
Adoletá
Em música, chamamos de pulso ou pulsação as batidas que se repetem de maneira regular e idêntica ao longo de sua execução. Sabe quando você ouve uma canção e de repente está balançando o corpo, batendo palmas ou marcando o tempo com os pés no chão? Pois é, provavelmente você está sentindo a pulsação e a reproduzindo com o corpo! De certa forma, podemos dizer que o pulso ou a pulsação é o “coração da música”. A pulsação está presente em todas as brincadeiras musicais cantadas, como em Adoletá. Vamos brincar e conferir? Vamos conhecer a Adoletá?
Com o professor, acompanhe a música e a leitura dos versos a seguir.
A-do-le-tá le pe-ti, pe-ti, pe-tá le ca-fé com cho-co-lá a-do-le-tá a, e, i, o, u pu-xa o ra-bo do ta-tu quem sa-iu foi tu!
ADOLETÁ. [S l : s n ], [19--?]. Cantiga popular.
1 Em cada sílaba colorida, bata uma palma. Na sílaba ou na vogal em preto, a palma pode ser mais forte!
2 Que tal brincar assim também?
COMO FAZER
1. Em roda, fiquem com as mãos abertas, com as palmas viradas para cima.
2. Cada um coloca sua mão direita sobre a mão esquerda do colega vizinho.
3. Um colega bate a palma da própria mão direita na mão direita do colega que está ao seu lado esquerdo.
4. Quem recebe a palma repete o mesmo movimento com o colega que está à sua esquerda. Repitam até a música acabar.
No exercício 1, deixe que os estudantes brinquem e cantem livremente, em roda. Depois, proponha que cantem batendo individualmente uma palma em cada uma das sílabas (A – DO –LE – TÁ) e continuem a bater palmas sempre assim, nessa mesma pulsação, enquanto cantam o texto da canção. Em seguida, no exercício 2, apresente os procedimentos da brincadeira. No final, quando se diz “tu”, o colega visado pela batida deve retirar rapidamente a mão para escapar do golpe. Se conseguir, aquele que tentou o golpe sai da roda. Caso contrário, o outro deve abandonar o jogo. A brincadeira se encerra com o esvaziamento progressivo da roda, ganhando o último que sobrar nela. Para a avaliação, é importante acompanhar como os estudantes desenvolvem suas competências e habilidades. No caso da música, proponha a criação de portfólios sonoros e registre os momentos de exploração de instrumentos, sessões de canto e apreciação musical por meio de gravações e de fotografias. Lembre-se de que tais registros devem ficar restritos à comunidade escolar.
+Ideias
Experimente mudar o andamento de uma canção tradicional que os estudantes conheçam bem. Proponha cantá-la no andamento mais usual. Depois, em uma pulsação bem lenta, e então em uma pulsação mais veloz. Pesquise como criar momentos e ambiências para que os estudantes possam participar de jogos musicais e construir instrumentos e objetos sonoros, como chocalhos, para tocar enquanto cantam e brincam nessa proposta musical.
CLAUDIA MARIANNO
BNCC
Habilidades: EF15AR14, EF15AR15, EF15AR16, EF15AR17 e EF15AR24.
ENCAMINHAMENTO
Crie um ambiente convidativo para os momentos de experimentação. Conte para os estudantes que a percussão corporal é a criação de sons e ritmos com o corpo. Por exemplo: bater palmas, os pés ou outras partes do corpo, estalar os dedos, entre outros movimentos. Pergunte se conhecem a cantiga popular O sapo não lava o pé e proponha que a cantarolem.
Diga a eles que o acompanhamento é tudo aquilo que serve de “ambiente” para a melodia de uma música. Converse sobre as músicas que ouviram e que contavam com acompanhamento e pergunte quais instrumentos foram utilizados como acompanhamento em cada uma delas.
Convide os estudantes, então, a interpretar O sapo não lava o pé de um modo diferente: explorando, em duplas, a percussão corporal como acompanhamento ao cantarem a melodia dessa música. Primeiro, promova a audição do áudio O sapo não lava o pé: versão completa . O arranjo dessa canção foi concebido visando propiciar o trabalho do andamento musical. Após a introdução, tocada pela sanfona e pelo pandeiro, a canção é cantada por vozes femininas, com o texto normal e no andamento usual. Na sequência, porém, podem ser ouvidos quatro tempos (tocados como “cliques”), indicando a nova velocidade de interpretação, que passa a ser um pouco mais rápida. Assim, a cada repetição da melodia,
ARTE-AVENTURA A música e o corpo
Você já reparou em tudo o que o seu corpo pode fazer? Caminhar, pular, praticar esportes.
Seu corpo também pode criar arte! Quando ouvimos ou cantamos uma música, nosso corpo se expressa no ritmo musical. Além disso, podemos criar sons usando partes do corpo como percussão corporal.
Que tal se expressar com a voz e a percussão corporal? Sinta e perceba o ritmo da música!
Com um colega, brinque do jogo de percussão corporal com a cantiga popular O sapo não lava o pé, que está escrita a seguir. Você conhece essa cantiga?
COMO FAZER
Percussão corporal é a criação de certos sons e ritmos com o corpo, como bater palmas, pés ou outras partes do corpo, estalar dedos, entre outros movimentos.
1 Com um colega, cante e faça os movimentos indicados.
Palma individual
Palma cruzada da mão direita com a mão direita do colega
Palma individual
Palma cruzada da mão esquerda com a mão esquerda do colega
Palma individual
Tapa com as duas mãos nas próprias coxas
Pisão com o pé direito no chão
Pisão com o pé esquerdo no chão
há o sinal de quatro cliques sinalizando o aumento de velocidade no andamento musical, enquanto as vogais se sucedem de “a” a “u”.
O áudio O sapo não lava o pé: versão playback segue a mesma lógica, mas as vozes são substituídas por instrumentos que tocam a melodia a cada estrofe, para servir de guia para o canto dos estudantes. Eles aparecem na seguinte sequência: flauta e sanfona na 1a estrofe; clarinete na 2a estrofe; flauta na 3a e na 4a estrofes; e saxofone na 5a e na 6a estrofes.
Depois que os estudantes cantarem a cantiga, convide-os a experimentar os gestos da percussão corporal, para, então, cantar e fazer a percussão corporal ao mesmo tempo. Oriente a turma para que a batida nas mãos dos colegas seja feita com toques leves, apenas para fazer o som, sem se machucarem.
Palma individual
Palma cruzada da mão direita com a mão direita do colega
Palma individual
Palma cruzada da mão esquerda com a mão esquerda do colega
Palma individual
Tapa com as duas mãos nas próprias coxas
Pisão com o pé direito no chão
Pisão com o pé esquerdo no chão
Palma individual
Palma cruzada da mão direita com a mão direita do colega
Palma individual
Palma cruzada da mão esquerda com a mão esquerda do colega
Palma individual
Palma cruzada da mão direita com a mão direita do colega
Palma individual
Palma cruzada da mão esquerda com a mão esquerda do colega
Palma individual
Tapa com as duas mãos nas próprias coxas
Pisão com o pé direito no chão
Pisão com o pé esquerdo no chão
Palma individual
Tapa com as duas mãos nas próprias coxas
Pisão com o pé direito no chão
Pisão com o pé esquerdo no chão
Nessa proposta, os estudantes poderão experimentar o canto à capela, uma técnica musical que utiliza apenas a voz para executar composições, sem o acompanhamento de instrumentos musicais ou de recursos tecnológicos. Antes de cantarem, é interessante propor alguns exercícios de aquecimento da voz.
Oriente-os a realizar a interpretação da música e da percussão corporal em um tempo mais lento, para então, aos poucos, aumentar a velocidade. Ao final da experiência, faça uma roda de conversa com os estudantes e proponha a eles que compartilhem como foi praticar a percussão corporal. É importante ouvir e acolher os relatos e pedir a eles que registrem essa experimentação por meio da escrita ou do desenho.
A proposta da seção permite aos estudantes que experimentem e fruam brincadeiras e jogos populares brasileiros por meio da cantiga popular O sapo não lava o pé, com a exploração das potencialidades do corpo e fazendo articulação com o componente curricular de Educação Física.
Sugere-se criar registros com filmagens, gravações de áudio ou depoimentos dos estudantes para compor um portfólio eletrônico. Pode-se criar uma ficha (pauta de avaliação) com base nos temas da aula, como a cantiga popular e a percussão corporal. É importante que os estudantes percebam as possibilidades de criar musicalmente por meio da percussão corporal e da prática em conjunto. Avalie como os estudantes estão desenvolvendo a sua psicomotricidade e se percebem e acompanham os tempos musicais.
+Ideias
Pesquise brincadeiras musicais para propor aos estudantes mais momentos lúdicos com movimentos, jogos de mãos e percussão corporal. Para conhecer mais opções de situações de aprendizagem, veja indicações na seção Sugestão para o professor.
Sugestão para o professor
• BARBATUQUES: trabalho com as crianças. Publicado por: Barbatuques. 2010. 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=x0S5CzbcO LA. Acesso em: 9 set. 2025. • JOGOS. Publicado por: sorlac78. 2007. 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=NUKIoSLf9VE. Acesso em: 9 set. 2025. Nesses vídeos, o grupo Barbatuques apresenta as potencialidades do corpo como fonte sonora.
• MAPA DO BRINCAR. c2025. Disponível em: https://ma padobrincar.folha.com.br/. Acesso em: 9 set. 2025. O site Mapa do brincar apresenta um acervo de brincadeiras de todo o Brasil e disponibiliza uma biblioteca e um glossário.
BNCC
Habilidades: EF15AR14, EF15AR15, EF15AR17 e EF15AR23.
TCT: Nesta proposta, trabalharemos o TCT Meio Ambiente ao reaproveitar materiais que seriam descartados.
Organize-se
• Materiais para fazer o tambor: lata vazia de alumínio com tampa de plástico, dois bastões de madeira ou duas colheres de pau, papéis coloridos e fita adesiva para decoração.
• Materiais para fazer os chocalhos: dois recipientes plásticos pequenos, (como garrafa plástica ou embalagens de iogurte), grãos variados (como arroz, feijão, milho ou outros materiais que produzam sons), materiais para decoração, fita de tecido, elástico ou barbante e fita adesiva.
• Oriente os estudantes e seus responsáveis que os materiais reutilizáveis devem ser selecionados e preparados com os devidos cuidados para evitar acidentes ou intoxicações. Para isso, as embalagens devem ser lavadas, limpas e lixadas para aparar bordas que possam causar ferimentos ao serem manuseadas.
ENCAMINHAMENTO
Nesta sequência, a proposta é trabalhar com a confecção de instrumentos musicais de percussão e a experimentação musical. Converse com os estudantes sobre os tam-
ARTE EM PROJETOS
Fábrica de sons e ritmos
Chegou a hora de criar instrumentos musicais de percussão, cantar e dançar no ritmo da canção Tu tu tu tupi.
1. Tambor
O tambor é um instrumento executado por batidas. Existem diversos tipos e tamanhos de tambor. Vamos fazer um?
MATERIAIS
com tampa de plástico ou duas colheres de pau papéis coloridos e fita adesiva para decoração
Atenção!
Sempre peça ajuda ao professor ou a outro adulto para fazer arte com segurança!
COMO FAZER
Decore a lata de alumínio com papéis coloridos e desenhos colados com fita adesiva.
2. Use as colheres de pau ou os bastões de madeira para tocar o tambor.
Dica: você pode explorar tanto o som da face de metal como o som da tampa de plástico.
bores, que estão presentes na cultura de várias regiões. Além de serem usados na música, em festas e eventos religiosos, muitos povos se comunicavam a longa distância por meio dos sons dos tambores. Pergunte aos estudantes se já viram algum tambor sendo tocado e em que contexto isso ocorreu. Questione também se perceberam como o tambor estava sendo
tocado. Nesse momento, podemos ainda trabalhar o timbre desse instrumento musical. É interessante realizar uma curadoria para apresentar imagens e áudios com diferentes ritmos brasileiros e sons de tambores, pois cada tipo de tambor pode produzir sons diferentes de acordo com seu tamanho e os materiais utilizados em sua confecção.
2. Chocalhos
Já estudamos que os chocalhos são instrumentos de percussão por agito. Que tal agora fazermos chocalhos para tocar com as mãos ou com os pés?
MATERIAIS
dois recipientes plásticos pequenos, como garrafa plástica ou embalagens de iogurte
grãos variados, como arroz, feijão, milho ou outros materiais que produzam sons
COMO FAZER
1. Coloque os grãos dentro dos recipientes escolhidos.
materiais para decoração
de tecido, elástico ou barbante
2. Feche bem com a fita adesiva e decore seu chocalho.
3. Você pode agitar o chocalho com as mãos ou prender ao seu tornozelo com elástico ou barbante.
adesiva
Dica: se você escolher prender os chocalhos em seu tornozelo, vai poder produzir sons conforme caminha e pisa no chão, ao som do ritmo da música.
Converse também sobre o chocalho, um instrumento musical simples e de fácil acesso. É um recipiente com objetos no interior (conchinhas, miçangas, sementes etc.) que, ao ser chacoalhado, produz sons. Trata-se também de um instrumento antigo e usado por vários povos. Hoje, o chocalho faz parte do samba, de festas tradicionais e de outras manifestações artísticas e culturais. Pergunte aos es -
tudantes se já viram algum chocalho sendo tocado, onde isso aconteceu e se já conheciam o chocalho para usar nos pés. Apresente imagens de tipos diferentes de chocalho, como os que os bebês pegam para se distrair e os usados pelos músicos.
Acompanhe a montagem dos instrumentos e oriente sobre quais recipientes são mais apropriados para construir chocalhos de mão
e quais são mais indicados para os chocalhos de pé, pela facilidade em prendê-los nos tornozelos.
Proponha que realizem movimentos com o corpo, como caminhar, saltitar, chacoalhar os pés, balançar as pernas etc., para que percebam os sons que estão produzindo com os chocalhos.
Caso haja estudantes com sensibilidade a muitos estímulos, converse com a turma sobre a possibilidade de experimentar fazendo sons mais suaves (menos intensos). Você pode combinar um sinal para quando alguém se sentir desconfortável com a intensidade dos sons.
+Ideias
Para ampliar a proposta, realize diferentes tipos de jogo com chocalhos para familiarizar os estudantes com os instrumentos.
1. Jogo da Pulsação. Organize os estudantes sentados em roda no chão. Todos contarão juntos sequencialmente a partir do número 1 até o número total dos estudantes na roda. No entanto, o chocalho será tocado apenas por um colega de cada vez, começando pelo de número 1. A proposta aqui é trabalhar a pulsação e sua regularidade.
2. Jogo das Sílabas. Para essa brincadeira, os estudantes ficam sentados em roda, no chão, cada um com seu chocalho. Um colega diz o próprio nome ao mesmo tempo que toca o chocalho em cada uma das sílabas que o constituem. Na sequência, a turma repete o nome do colega, enquanto toca o chocalho. Em seguida, o colega vizinho fará a mesma coisa: primeiro fala o próprio nome, marcando cada sílaba com uma chacoalhada, e a turma repetirá o nome e a marcação da pronúncia das sílabas.
fita
fita
BNCC
Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15, EF15AR17 e EF15AR25.
TCT: Esta proposta se relaciona ao TCT Multiculturalismo, ao valorizar a cultura dos povos originários brasileiros.
Organize-se
• Organize a sala de aula com a ajuda dos estudantes, criando um ambiente convidativo para o momento de fruição e experimentação. Nesta situação de aprendizagem, serão utilizados os instrumentos construídos pelos estudantes nas propostas anteriores.
ENCAMINHAMENTO
Esta sequência promove um momento de vivência musical. Leia com os estudantes a letra da canção Tu tu tu tupi, de Hélio Ziskind, e pergunte a eles se a conhecem e se já a ouviram ou cantaram. Sugira a eles que contornem as palavras que desconhecem na letra da canção. Você pode propor uma pesquisa coletiva dessas palavras. Proponha a escuta da canção. A melodia dela é simples e direta, facilitando que os estudantes cantem com facilidade, apesar do tamanho da letra. A canção combina melodia curta e memorizável com ritmo pulsante, num arranjo que valoriza instrumentos de percussão (tambores, chocalhos, bateria leve) para passar uma sensação festiva. O compasso binário e regular reforça o canto coletivo, facilitando também bater palmas e realizar percussão corporal.
3. Cantando e utilizando instrumentos de percussão
Vamos conhecer a canção Tu tu tu tupi, do músico e compositor Hélio Ziskind?
A letra de Tu tu tu tupi trata da influência dos povos originários pertencentes à cultura e à língua tupi na cultura brasileira.
1 O que você sabe sobre os povos originários brasileiros?
Converse sobre isso com o professor e os colegas.
Vamos usar os chocalhos que você e os colegas fizeram, cantando e tocando conforme as indicações apresentadas.
Tu tu tu tupi
[Grupos 1 e 2: cantando juntos sem tocar]
Tu tu tu tu Tu tupi
todo mundo tem um pouco de índio
dentro de si dentro de si
todo mundo fala língua de índio
Tupi-guarani
Tupi-guarani
e o velho cacique já dizia tem coisas que a gente sabe e não sabe que sabia e ô e ô o índio andou pelo Brasil deu nome pra tudo que ele viu se o índio deu nome, tá dado!
se o índio falou, tá falado!
se o índio chacoalhou tá chacoalhado! e ô e ô
[Grupo 1: só chocalhos] chacoalha o chocalho chacoalha o chocalho vamos chacoalhar vamos chacoalhar chacoalha o chocalho chacoalha o chocalho que índio vai falar:
1. Resposta pessoal. Permita que os estudantes falem livremente sobre seus conhecimentos prévios. Resgate possíveis referências indígenas que possam existir em sua região para ajudar na conversa.
Instigue os estudantes a cantar junto, acompanhando a letra. Ao trabalhar a canção, aproveite a oportunidade para explorar o importante território da interculturalidade, comentando com os estudantes como encontros identitários diversos dão origem a novos códigos artísticos e culturais.
Faça uma roda de conversa para investigar com os estudantes o que já sabem sobre os povos originários do Brasil, que, historicamente, criam instrumentos e produzem músicas e canções executadas em rituais e festas.
[Grupo 2: só percussão corporal] jabuticaba, caju, maracujá, pipoca, mandioca, abacaxi, é tudo tupi tupi-guarani tamanduá, urubu, jaburu, jararaca, jiboia, tatu... tu tu tu é tudo tupi tupi-guarani
[Grupos 1 e 2: chocalhos e percussão corporal] arara, tucano, araponga, piranha, perereca, sagui, jabuti, jacaré, jacaré... jacaré... quem sabe o que é que é? ... aquele que olha de lado... é ou não é?
[Grupos 1 e 2: cantar juntos, sem tocar] se o índio falou, tá falado se o índio chacoalhou, tá chacoalhado e ô e ô
[Grupo 2: só percussão corporal] Maranhão, Maceió, Macapá, Marajó, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Jundiaí, Morumbi, Curitiba, Parati, é tudo tupi
Oriente os estudantes a utilizar os instrumentos já construídos por eles ou outros que possam ser disponibilizados pela escola ou pelos familiares.
Butantã, Tremembé, Tatuapé, Tatuapé... Tatuapé... quem sabe o que é que é? ... caminho do tatu... tu tu tu tu
[Grupos 1 e 2: chocalhos e percussão corporal, cantando juntos] todo mundo tem um pouco de índio
dentro de si, dentro de si todo mundo fala língua de
Converse com os estudantes sobre a cultura dos povos indígenas, destacando sua importância como patrimônio artístico e cultural. Comente que a cultura brasileira foi formada com contribuições de muitos povos, incluindo os povos indígenas. Muitas palavras do português brasileiro têm origem nas línguas indígenas. No tronco Tupi, a principal família linguística é a tupi-guarani. Essa família linguística
engloba diversas línguas faladas por diferentes povos indígenas brasileiros, como os Tapirapé, os Waiampi, os Kamayurá, os Guarani e os Xetá. É importante dizer aos estudantes que esses povos têm tradições próprias, mas são influenciados pelo que acontece em nosso país e no mundo contemporâneo.
A língua faz parte da cultura de um povo e se modifica e se transforma com o tempo
e por influência de fatores sociais, políticos e culturais. As línguas tupi-guarani passaram por mudanças, foram se transformando e também influenciando a língua portuguesa, que se tornou a língua oficial do Brasil.
Proponha aos estudantes que interpretem a canção Tu tu tu tupi novamente; dessa vez, vez com os instrumentos musicais construídos por eles. Esse momento pode ser registrado pelos estudantes ou por você por meio de filmagem. Ao final, proponha a eles que registrem as impressões que tiveram do contato com a canção e as palavras de origem indígena que descobriram. Avalie como os estudantes se comportam em momento de ação criadora. Essa situação de aprendizagem propõe processos e procedimentos artísticos, investigação de técnicas, resolução de problemas, poética pessoal, trabalho colaborativo. Entre outras observações e anotações, é interessante criar uma ficha (pauta de avaliação) com base nessas questões.
Sugestão para o professor
• A FLORESTA canta: conteúdo complementar. São Paulo: Peirópolis, c2025. Disponível em: https://www. editorapeiropolis.com.br/a -floresta-canta-musicas/. Acesso em: 9 set. 2025.
• XE´KO Xondaro. São Paulo: Cantos da Floresta, c2025. Disponível em: https:// www.cantosdafloresta.com. br/audios/xeko-xondaro/. Acesso em: 9 set. 2025.
Nos sites , há canções indígenas e sons das florestas do Brasil. Esse material pode contribuir para os encontros com a arte musical em momentos de nutrição estética.
BNCC
Habilidades: EF15AR13, EF15AR14 e EF15AR23.
ENCAMINHAMENTO
Crie uma ambiência que proporcione a escuta musical, providenciando recursos para ouvir áudios e realizar (em espaços abertos) as brincadeiras propostas.
Inicie o trabalho apresentando à turma a imagem da pintura Sinfonia do trenzinho caipira, de Luiz de Souza, e a ilustração da página. Em uma roda de conversa, proponha aos estudantes que expressem oralmente suas percepções e suas interpretações sobre o que estão observando. Então, proponha a leitura da letra da canção O trenzinho do caipira , de Heitor Villa-Lobos e Ferreira Gullar. incentivando os estudantes a ler as palavras e os versos e a identificar as rimas. Questione quais relações eles estabelecem entre as imagens e a letra da canção.
Em um momento de nutrição estética, proponha uma escuta sensível da canção O trenzinho do caipira. No áudio, a canção é introduzida por um contrabaixo e vozes com a frase “Café com pão”, que funcionam como uma onomatopeia do som do trem em movimento, sob forma de ostinato (repetição da frase). Há sonoridades que evocam opercurso desse meio de transporte, enquanto a melodia característica da música é interpretada. Em pesquisas na internet, é possível encontrar essa música gravada em diferentes versões instrumentais e cantadas.
2 MÚSICA, TEMPO E MOVIMENTO
VENHA IMAGINAR E RITMAR!
Leia a letra desta canção.
O trenzinho do caipira
Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade e noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra
Vai pela serra
Vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar
GULLAR, Ferreira. O trenzinho do caipira. In: GULLAR, Ferreira. Poema sujo São Paulo: Companhia das Letras, 2016. p. 44.
Já reparou que tudo está em movimento? É o ritmo da vida em sua forma de acontecer: rápido, moderado ou lento.
Às vezes, a vida é mais silenciosa. Outras vezes, ela é mais barulhenta.
O som de um pássaro, o balançar das folhas ao vento, a voz de alguém a cantar...
Um trem que passa, um carro a correr, um barco a navegar ou um avião no ar...
Repare no seu modo de brincar. Ele também tem movimento e ritmo. Vamos refletir sobre isso? Venha imaginar e ritmar!
Sobre o termo moderado, contextualize com os estudantes que em música trata-se de um andamento intermediário entre rápido e lento. Essa comparação é sempre relativa. Esse conceito será trabalhado mais adiante.
16/09/25 19:47
Explore a percepção de sons e saberes musicais dos estudantes. Para isso, após a escuta sensível da canção, além de contextualizar os processos de criação dessa obra musical na roda de conversa, peça aos estudantes que comentem como eles perceberam o pulso, o andamento, o ritmo da canção, bem como outros parâmetros sonoros, como a duração, a intensidade, a altura e os timbres de sons (vozes e instrumentos musicais). Levante questões como: o que imaginaram ao ouvir a canção? Perceberam a sugestão de sons semelhantes a uma locomotiva? Será que já ouviram sons parecidos antes? Há apitos de trem, freadas ou paradas da locomotiva?
Proponha momentos de conversas e registros das experiências vividas pelos estudantes. Observe se eles estão compreendendo o elemento “andamento”, se diferenciam os conceitos de rápido, moderado e lento.
Sugestão para o professor
• VILLA-LOBOS: Bachianas Brasileiras no 2: IV. Tocata (O trenzinho do caipira). Publicado por: Orquestra Sinfônica Brasileira. 2015. 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: https://youtu.be/ wIG4h7lvj4Y?si=R8qywL DanS1vEZye. Acesso em 27 set. 2025.
Acesse o vídeo para conhecer a versão orquestral da música, tal como foi composta originalmente por Villa-Lobos.
BNCC
Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR23 e EF15AR25.
TCT: A proposta pode ser relacionada ao TCT Multiculturalismo: Diversidade Cultural e Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras.
ENCAMINHAMENTO
Nesta proposta, a ideia é ampliar o conhecimento de artistas e suas produções. Sobre a linguagem musical, será trabalhado o conceito de andamento na música. Para um momento de nutrição estética, a canção O trenzinho do caipira continuará sendo explorada. Converse com a turma que “caipira” é um termo usado para se referir às pessoas que vivem no interior do Brasil, principalmente na região Centro-Sul, que moram no campo e que têm uma cultura própria. Na conversa, observe se os estudantes estão reproduzindo estereótipos a respeito desse grupo.
Leve diversos riscadores e folhas de papel avulsas para que os estudantes possam criar um desenho sobre a música e os sons, usando os elementos da linguagem visual que conhecem.
No boxe Quem é? , apresente aos estudantes o músico carioca Heitor Villa-Lobos e o poeta e escritor maranhense Ferreira Gullar.
Ouvir e imaginar
Na vida, tudo tem um tempo de duração, um ritmo, um compasso.
Pense em alguns meios de transporte. Por exemplo, um trem pode ser rápido e uma bicicleta pode ser mais lenta. Com a música isso também acontece.
A canção O trenzinho do caipira foi composta pelo músico Heitor Villa-Lobos em 1933. Ele se inspirou em viagens de trem para expressar os sons dos movimentos de uma locomotiva. É possível perceber que o andamento da música parece seguir as diferentes velocidades de um trem.
Na linguagem musical, o andamento indica se a execução da música é rápida, moderada ou lenta.
Algum tempo depois, o poeta Ferreira Gullar, que gostava muito dessa música, decidiu criar uma letra para a canção.
QUEM É?
Ferreira Gullar (1930-2016) nasceu no município de São Luís, no estado do Maranhão. Foi um importante poeta, escritor, crítico de arte e tradutor. Recebeu diversos prêmios em sua carreira.
LETICIAMOREIRA/FOLHAPRES
S
QUEM É?
AFP/GETTYIMAGES
Heitor Villa-Lobos (1887-1959) nasceu no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro. Estudou música clássica e pesquisou sobre a cultura popular brasileira e seus diferentes ritmos. É considerado um dos maiores músicos brasileiros.
1. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes nesta proposta, reproduzindo a música e pausando-a para que eles possam decorar a letra e perceber o ritmo. Ao final, organize a sala de aula para que todos cantem juntos.
1
Convide os colegas para cantar juntos O trenzinho do caipira. Vamos lá?
a) Primeiro, escute a música com atenção. Perceba o ritmo e os sons dos instrumentos musicais.
b) Aprenda a letra pronunciando as palavras e os versos, atentando ao ritmo da canção.
c) Agora, acompanhem juntos a música cantando no ritmo, em uníssono, a canção.
Uníssono em música significa cantar ou tocar juntos a mesma melodia.
2 Ao conhecer a canção O trenzinho do caipira, você consegue imaginar o movimento do trem? Como ele é? Marque um X na resposta correta.
Rápido.
2. Incentive a participação dos estudantes com base na percepção sonora de cada um deles. A resposta é que o movimento varia: às vezes é rápido e às vezes é lento.
Nem muito rápido, nem muito lento.
Lento.
3. Resposta pessoal. Converse com os estudantes sobre o ritmo na música, sugerindo que, nela, o trem começa seu trajeto inicial saindo da imobilidade, mantém a velocidade durante o trajeto e chega a parar no final.
X Varia a velocidade: às vezes é rápido e às vezes é lento.
3 Você acha que o trem da canção para em algum momento?
4 Agora, vamos criar um desenho? Em uma folha de papel avulsa, expresse sua percepção dos sons do trem dessa canção em linhas, formas e cores usando sua imaginação.
DESCUBRA MAIS
4. Produção pessoal. O desenho pode ser explorado como processo, produto final ou registro. Chame a atenção dos estudantes para os diversos andamentos que podem ser percebidos na escuta musical dessa canção.
• ADRIANA Partimpim: trenzinho do caipira (extras). Publicado por: Adriana Partimpim. 2011. 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: https://youtu.be/NpzaNtJ_22A. Acesso em: 29 maio 2025. Assista ao videoclipe da canção O trenzinho do caipira em uma versão muito especial.
Auxilie os estudantes a responder às questões sugeridas. Na questão 1, incentive os estudantes a seguir as etapas: no item a, solicite que façam novamente a escuta sensível da canção O trenzinho do caipira; no item b, incentive os estudantes a aprender a letra da canção e, no item c, convide-os a cantar juntos, em uníssono, a canção, acompanhando a mesma melodia. Caso haja estudantes com sensibilidade a muitos estímulos, a canção pode ser interpretada de maneira suave. Você pode combinar um sinal para quando alguém se sentir desconfortável com a intensidade dos sons ou permitir que os estudantes usem abafadores de som.
Na questão 2 , auxilie os estudantes a marcar um X no quadro indicando que a velocidade do trem varia: às vezes é rápido e às vezes é lento.
A questão 3 é um exercício de imaginação e percepção. Chame a atenção dos estudantes para o fato de que a música sugere que o trem começa seu trajeto inicial saindo da imobilidade, mantém a velocidade durante o trajeto e chega a parar no final.
Na questão 4 , incentive os estudantes a desenhar suas impressões sobre os sons escutados na canção.
Além do diário de classe, outra forma de avaliação e registro é organizar rodas de conversa para fazer sondagens a respeito do que os estudantes costumam ouvir no convívio social e o que descobriram com o repertório musical proposto para as aulas. Perceba se os estudantes estão entendendo o conceito de andamento na música.
BNCC
Habilidades: EF15AR01 e EF15AR05.
TCT: Nesta proposta, é destacado o TCT Cidadania e Civismo ao examinar os contextos em que os estudantes utilizam os meios de transporte.
Organize-se
• Para esta situação de aprendizagem, é recomendado organizar os estudantes em roda, incentivando a troca de ideias, conhecimentos e experiências.
ENCAMINHAMENTO
Retome a obra Sinfonia do trenzinho caipira e seu autor, o artista catarinense Luiz de Souza, que faz uma homenagem a Heitor Villa-Lobos e à música O trenzinho do caipira . Incentive a leitura da imagem, instigando os estudantes com questões como: que linhas, formas e cores vocês observam na imagem? Esses elementos formam quais figuras? Como é o personagem no centro da imagem? Que relação vocês imaginam entre esse personagem e o trem?
Converse com os estudantes sobre o trem ter sido um meio de transporte coletivo muito usado na década de 1930, época em que Villa-Lobos compôs a música, e diga a eles que, com o passar do tempo, outros meios de transporte foram inventados, como o metrô, e outros foram aperfeiçoados, como os carros. Isso não significa que os trens deixaram de existir, mas eles mudaram muito em relação a como eram há um século. Em uma roda de conversa, investigue com os estudantes quais meios de transporte conhecem e quais utilizam para se locomover.
Imagens, sons e lugares
Observe esta imagem.
QUEM É?
Na obra Sinfonia do trenzinho caipira, o artista Luiz de Souza usou a imaginação para fazer uma homenagem à arte de Villa-Lobos.
A canção O trenzinho do caipira foi criada em uma época em que o trem era um meio de transporte muito usado no Brasil. De lá para cá muita coisa mudou, mas essa canção se tornou um clássico da música brasileira e até hoje inspira muitos artistas.
Sinfonia do trenzinho caipira, 2025, de Luiz de Souza. Óleo sobre tela, 74 centímetros x 38 centímetros.
Luiz de Souza (1971-) nasceu em Lauro Müller, no estado de Santa Catarina. Começou a desenhar ainda criança e hoje pinta telas com temas ligados à fantasia, ao teatro e à psicologia.
1 No espaço a seguir, crie um desenho inspirado em um meio de transporte que você usa para se locomover no dia a dia. Pense nos sons que ele emite e nas paisagens que você observa quando está nele.
Produção pessoal. Caso os estudantes realizem apenas deslocamentos a pé, peça que representem alguma paisagem que costumam encontrar enquanto caminham. Proponha a eles que escolham riscadores e criem um desenho com base nas poéticas pessoais, nas memórias, nas sensações e na imaginação deles. Esta é uma oportunidade para conversar com eles sobre o timbre dos diferentes meios de transporte e a ideia de paisagem sonora.
16/09/25 19:47
Acolha a diversidade nas respostas, que podem incluir meios de transporte públicos ou privados, coletivos ou individuais, e até relatos de estudantes que se deslocam a pé. Incentive a turma a refletir também sobre como esse aspecto da vida cotidiana pode instigar a criação artística.
No exercício 1, após os estudantes pensarem e compartilharem os meios de transporte que utilizam, incentive-os a fazer um desenho deles, sugerindo que incluam as paisagens que observam no trajeto. Ofereça aos estudantes diversos riscadores para a criação dos desenhos.
+Ideias
Proponha uma roda de conversa para debater sobre o meio de transporte que os estudantes utilizam. Pergunte: é público ou privado? Encontram dificuldades ou facilidades para utilizá-lo? É adaptado para pessoas com deficiência? Vocês observam pessoas com deficiência utilizando os meios de transporte que conhecem? Observam pessoas idosas nos meios de transporte que conhecem ou utilizam? Gostam de usar algum meio de transporte específico para se locomover? Usam algum meio de transporte para chegar à escola, ou a escola é próxima de onde moram e vêm a pé?
A roda de conversa pode ajudar a mapear os conhecimentos e as vivências dos estudantes, valorizando suas experiências.
BNCC
Habilidades: EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR17.
Organize-se
• Providencie um espaço amplo para que os estudantes possam realizar a atividade. Você pode afastar as mesas de trabalho ou explorar outros espaços da escola, além da sala de aula. Combine com a gestão escolar, se necessário, e cuide para que seja um local seguro. Uma dica é fazer marcações no chão utilizando fita adesiva para demarcar o início dos trilhos do trem, pois o restante do trajeto será feito a partir da experiência sonora da brincadeira.
• Reúna diferentes fontes sonoras, como: tambores, apitos, flautas, chocalhos ou outros objetos sonoros que a turma tenha.
ENCAMINHAMENTO
Crie uma ambiência acolhedora e lúdica para que os estudantes brinquem. Nesta situação de aprendizagem, a ideia é ampliar, de forma lúdica, o repertório sonoro e de movimentos dos estudantes. Converse com os estudantes sobre brincar com segurança, evitando choques ou empurrões.
Apresente o chocalho, o tambor e a flauta ou o apito aos estudantes e permita a eles que produzam sons com os instrumentos, antes de dar início às explicações sobre a mecânica do jogo. Além de motivá-los para a atividade, essa atitude propiciará um clima de concentração.
Leia e apresente as regras da brincadeira, combinando
ARTE-AVENTURA Jogo do trem
Que tal criar um jogo em que um trem imaginário é guiado por sons? Vamos lá?
Para esse jogo, vamos precisar de alguns instrumentos ou improvisar objetos e materiais sonoros.
MATERIAIS
com a turma os sons e o movimento corporal correspondente. Sugerimos alguns sons e movimentos, como, ao ouvir o som do chocalho, o trem deve andar para a frente. Se preferir, crie outros sons e movimentos com a turma.
Em uma situação de aprendizagem com instrumentos musicais, os estudantes podem ficar eufóricos e querer manusear os instrumentos. Incentive-os a explorar seus sons e modos de tocar. Antes do jogo, coloque uma música ou cante com eles uma canção que tenha um pulso bem evidente. Ajude-os a encontrar a pulsação e peça que toquem os instrumentos, marcando-a. Depois da experiência de tocar os instrumentos, será mais fácil conseguir a atenção deles para que se concentrem no jogo. Além disso, o desenvolvimento da habilidade de identificação do pulso na música colaborará com o andamento proposto no jogo.
Chocalhos
Tambores Flauta ou apito
COMO FAZER
1. Você e os colegas devem se organizar em dois grupos: um deles formará o trem, que será guiado pelos sons criados pelo outro grupo.
2. Temos um desafio a mais: os estudantes que formarem o trem estarão de olhos fechados e serão guiados apenas pelos sons.
3. Ao ouvir o som do chocalho, o trem deve andar para a frente, em linha reta, e no andamento com que o instrumento for tocado.
4. Quando soar o som de tambor, o trem deve parar por completo e ficar imóvel.
5. Quando ouvir palmas, o trem deve virar para a direita.
6. Quando escutar o som de flauta (apito ou assobio), o trem deve virar para a esquerda.
7. Ao ouvir vozes, o trem andará para trás (fará marcha a ré).
Dica: você e os colegas podem inventar outros sons e movimentos para esta brincadeira!
Na segunda etapa do jogo, organize a turma em dois grupos: um grupo fará os sons e o outro, os movimentos do trem. Depois, os grupos trocam os papéis. Inicie a brincadeira com os estudantes que se movimentam como se fosse um trem, com os olhos abertos. A seguir, aumente o desafio solicitando que fechem os olhos e se movimentem de acordo com o som escutado.
Para que todos possam compreender os comandos, sugere-se que cada instrução seja introduzida no jogo aos poucos. Por exemplo: primeiro explique a eles a instrução número 2. Depois de os estudantes terem entendido as orientações e de terem brincado um pouco, introduza a instrução número 3. Dessa forma, o jogo evolui etapa por etapa até sua versão final, mais complexa. Você pode desenhar um circuito no chão com fita crepe. O grupo que faz o som deverá guiar o trem, o grupo que produz os movimentos, no deslocamento sobre a fita.
Diga aos estudantes que o andamento, na música, está ligado à pulsação, pois um determina o outro. A música erudita ocidental estabeleceu nomes em italiano para indicar o andamento com o qual as composições deveriam ser executadas, por exemplo: adagio, andante, alegro, moderato, presto, entre outros, que podem ser mais detalhados. Atualmente, nas partituras, existe também a indicação do tempo (pulsação) em batidas por minuto (bpm), e elas podem ser precisamente acionadas por um metrônomo.
Ao final da proposta, em uma roda de conversa, avalie com os estudantes como se sentiram como trem ou produtores de sons, se gostaram ou não, e quais foram as facilidades ou dificuldades encontradas na brincadeira.
EDSON
BNCC
Habilidades
Organize-se
• Afaste as cadeiras e carteiras para deixar o centro da sala de aula livre ou use uma sala ou outro espaço da escola sem esse mobiliário.
ENCAMINHAMENTO
Crie uma ambiência lúdica e acolhedora para que os estudantes possam se expressar corporalmente por meio da brincadeira, com o objetivo de ampliar conhecimentos da linguagem musical e das possibilidades de movimentar o corpo. Nesta proposta, faremos uma investigação e experimentação do compasso, que é uma unidade utilizada para organizar o tempo com que a música se desenvolve. Cada compasso comporta um mesmo número de pulsações, que, de modo geral, são chamadas de tempos. Importante, assim, não confundir o “tempo” da música com os tempos de unidades que estruturam internamente os compassos (o que, nesse sentido, é equivalente à “pulsação” ou simples marcação). Explore mais essa diferenciação com os estudantes. Os tipos de compasso mais comuns e simples são:
• Compasso binário — de 2 tempos (o 1o tempo forte e o 2o fraco).
• Compasso ternário — de 3 tempos (o 1o tempo forte e o 2o e 3o tempos fracos).
• Compasso quaternário — de 4 tempos (o 1 o tempo forte e o 2o, 3o e 4o tempos fracos).
Ainda existem compassos de 5, 6 e 7 tempos ou mais, sejam compassos simples, sejam compostos.
COMPASSO BINÁRIO
ARTE-AVENTURA
Meu corpo no compasso musical
Você sabe o que é compasso?
Compasso é uma unidade que utilizamos para organizar o tempo em que a música se desenvolve.
O compasso pode ter notas de diferentes durações. Veja na ilustração a seguir.
COMPASSO TERCIÁRIO
COMPASSO QUETERNÁRIO
Contextualize que um vagão equivale a um compasso e que em cada vagão cabe uma quantidade de tempo igual.
COMO FAZER
1. Primeiro, observe os movimentos que você vai fazer.
COMPASSO BINÁRIO COMPASSO TERCIÁRIO
BNCC
Habilidades: EF15AR05, EF15AR06, EF15AR24 e EF15AR25.
TCT: Ao debater a legislação sobre os direitos da criança e do adolescente e as brincadeiras de seus lugares de vivência, trataremos do TCT Cidadania e Civismo. Também abordamos o TCT Multiculturalismo.
Organize-se
• Para esta proposta, são necessários riscadores diversos, folhas de papel avulsas e fita adesiva.
ENCAMINHAMENTO
Nesta sequência, vamos realizar uma pesquisa sobre as brincadeiras que formam nosso patrimônio cultural imaterial, para ampliar o repertório de brincadeiras dos estudantes. Inicie fruindo a ilustração de brincadeiras populares brasileiras, identifique cada brincadeira e peça aos estudantes que anotem as brincadeiras apresentadas na ilustração. Converse com os estudantes sobre o direito de brincar e diga que existe uma lei (Lei Federal nº 8.069/1990) que garante esse e outros direitos, que é o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Amplie a conversa explicando sobre o patrimônio cultural. Existem dois tipos: o patrimônio cultural material, que se refere a bens físicos e tangíveis, como monumentos, edifícios históricos, obras de arte, entre outros; e o patrimônio cultural imaterial, que se refere a práticas, saberes e tradições — como brincadeiras que passam de geração em geração —, transmitidos por práticas ou oralmente, por meio de danças, músicas, festas populares, culinária, entre outras formas que mantêm vivos os saberes e as práticas de um povo. Dê o exemplo da
Brincar junto DIÁLOGOS
Observe a cena retratada a seguir. Você conhece todas as brincadeiras que aparecem na imagem?
As brincadeiras populares são parte da cultura e dos costumes brasileiros. A Ciranda, por exemplo, é considerada patrimônio cultural imaterial. Sabia que você tem direito de brincar garantido por lei? Essa lei está no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Já ouviu falar desse estatuto?
Patrimônio cultural imaterial é o conjunto de bens culturais, como modos de fazer as coisas, jeitos de brincar, histórias, canções, danças, festas e outras manifestações.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é uma lei federal que define os direitos de crianças e adolescentes no Brasil.
ciranda, uma manifestação que reúne dança, música e brincadeira de roda, registrada como patrimônio cultural imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Avalie como os estudantes compreendem o conceito de patrimônio cultural e tire possíveis dúvidas. Observe também como eles recebem as informações sobre o ECA e o direito de brincar, se já conheciam ou tinham ouvido falar sobre essa lei.
Nesta situação de aprendizagem, a proposta é fazer uma pesquisa sobre as brincadeiras populares no lugar onde as crianças moram. Crie uma ambiência de investigação e descobertas. Oriente os estudantes sobre como fazer a pesquisa e peça que tenham caneta, caderno ou bloco de anotações para registrar o que descobrirem sobre as brincadeiras. Peça a eles que perguntem às pessoas mais velhas de seu convívio: de quais brincadeiras brincavam? Qual brincadeira era a preferida? Quem ensinou a brincadeira? Qual é a história da brincadeira e sua origem? Crie outras perguntas para complementar a pesquisa. Incentive as anotações e peça que tragam o que descobriram e compartilhem com os colegas.
Você reparou que muitos artistas se inspiram nas brincadeiras populares para criar suas pinturas, suas músicas e outras linguagens artísticas? Vamos pesquisar mais sobre isso?
COMO FAZER
1. Com a ajuda do professor ou dos familiares, pesquise as brincadeiras populares do lugar onde você vive.
2. Pergunte a seus familiares de quais brincadeiras eles mais gostavam. Pesquise também como essas brincadeiras surgiram e como chegaram até o lugar onde você vive.
3. Anote tudo o que você descobriu e conte para o professor e os colegas.
4. Combinem um momento para brincar e conhecer mais sobre essas brincadeiras.
5. Depois, escolham um suporte e alguns materiais para pintar um grande painel de brincadeiras.
6. Ao final, deem um título ao painel. Decidam o título coletivamente.
91 Brincar também é um modo de preservar a memória e a cultura do seu lugar de vivência. Do que você quer brincar agora? Vamos lá?
Na parte prática da aula e para registrar a pesquisa com a linguagem visual, peça aos estudantes que criem desenhos sobre as brincadeiras.
Cada estudante deve escolher uma brincadeira e desenhá-la ou pintá-la em um grande painel. Ao final, convide os estudantes a escolher um título para a composição. Avalie se os estudantes estão ampliando seus repertórios de brincadeiras e se estão relacionando-as com as diferentes linguagens artísticas — música, dança, teatro, artes visuais e artes integradas. Observe como se comportam ao brincarem juntos: são acolhedores e respeitam as ideias dos colegas?
+Ideias
Pode-se fazer a mesma pesquisa com os trabalhadores e trabalhadoras da escola, outros professores e professoras, gestores, o pessoal do administrativo, o pessoal da cozinha, entre outros.
Sugestão para o professor
• BRASIL. Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Estatuto da Criança e do Adolescente : ECA. Brasília, DF: MDHC, 2021. Disponível em: https://www. gov.br/mdh/pt-br/navegue -por-temas/crianca-e-ado lescente/publicacoes/o-es tatuto-da-crianca-e-do-ado lescente. Acesso em: 10 set. 2025.
Visite o endereço eletrônico para saber mais sobre o ECA e fazer o download do Estatuto na íntegra.
BNCC
Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR17.
ENCAMINHAMENTO
Promova a audição da música O trem maluco para explorar o ritmo que será trabalhado nesta seção. No áudio, a canção em compasso quaternário contém uma longa introdução de instrumentos (piano, contrabaixo e percussões), sobre os quais são ouvidas as expressões “Lá vai o trem” e “Trem maluco”, interpretadas por um coro. As mudanças de andamento na música evocam as alterações de velocidade do trem em seu percurso (acelera e reduz), dando a impressão de que ele chega ao seu destino, com um apito final. Podem ser acessadas outras versões nas indicações em Sugestão para o professor. A maioria das gravações da música evoca sonoridades típicas do trem. Elas utilizam ritmos bem articulados, como os provocados pelos trens de ferro, e intensidade variável, recorrendo a movimentos de “crescendo” (isto é, começam tocando suave e vão crescendo em volume ou intensidade) e “decrescendo” (movimento contrário, isto é, de diminuição da intensidade sonora). Simulam, assim, o movimento de aproximação e afastamento do trem. É possível também cantar a canção em dois grupos, em que um interpreta a melodia principal e o outro entoa com repetição elementos rítmicos ou fragmentos da frase melódica (“Trem maluco”, por exemplo). Assim, é
ARTE EM PROJETOS Cantando no compasso
Existem várias músicas que têm o trem como tema. Uma delas é O trenzinho do caipira, que você conheceu neste capítulo.
Vamos conhecer e cantar outra canção? Agora é a vez da cantiga O trem maluco.
O trem maluco, Quando sai de Pernambuco, Vai fazendo xique, xique
Até chegar no Ceará
Rebola bola,
Você diz que dá, não dá
Você diz que dá na bola, Na bola você não dá
Rebola pai,
Rebola mãe, rebola filha, Eu também sou da família, Também quero rebolar
O TREM maluco. [S l : s n ], [19--?]. Cantiga popular.
Vamos aprender a letra? Preste bastante atenção no compasso dessa cantiga.
Agora, vamos cantar e marcar o tempo caminhando pela sala de aula em compasso quaternário. Chame os colegas e o professor e... “1, 2, 3, 4”! O trem maluco
possível criar um jogo de alternância que sugere o movimento do trem. Pode haver alteração tanto na tonalidade quanto na velocidade ou andamento da canção, que pode ir diminuindo até o final. Nas propostas musicais, procure sempre oferecer aos estudantes oportunidades de escutar, apreciar, avaliar, comentar; experimentar, descobrir e se apropriar; expressar, cantar e tocar; interpretar, improvisar e criar; compreender, comunicar e compartilhar. Se possível, sempre crie com os estudantes uma introdução e uma finalização para as músicas.
1 Que tal escrever outra letra para essa cantiga? Use o espaço a seguir e solte sua criatividade.
Resposta pessoal. Este é o momento para os estudantes exercerem sua criatividade e independência escrita. Quando necessário, procure auxiliá-los sem, entretanto, intervir no processo de criação.
2. Propicie um momento acolhedor para que todos os estudantes se sintam à vontade para apresentar sua versão da cantiga.
3. Oriente os responsáveis a prestigiar a produção dos estudantes, pois esse é um estímulo muito importante para eles.
Dica: lembre que, ao ser cantada, sua cantiga deve ter o mesmo compasso que a versão original.
2 Combine com os colegas e o professor de cantar as versões da cantiga criadas pela turma. Vai ser muito divertido!
3 Ensine sua versão da cantiga aos familiares e cantem juntos em casa.
16/09/25 19:47
Pergunte aos estudantes se reconhecem na música o compasso quaternário (4 tempos). Comente que esse compasso é a base do ritmo dessa música e da grande maioria das músicas de rock e das músicas da cultura pop.
Para as propostas 1 a 3, o mais importante é elaborar uma letra que se encaixe no compasso quaternário e na acentuação a cada dois tempos (como é identificado pelas sílabas em destaque na letra da canção O trem maluco no Livro do Estudante), mas é preciso considerar também que a nova letra seja escrita em versos rimados.
Note como os estudantes lidam com a complexidade da proposta. Caso tenham dificuldade, repita-a em outras oportunidades com a mesma canção ou com outra. Faça registros em seus materiais de acompanhamento e avaliação.
+Ideias
Peça aos estudantes que batam palmas uma vez quando cantarem as sílabas destacadas no texto da música O trem maluco. Comente que, assim como os poetas usam palavras que apresentam determinados sons e rimas para criar ritmos expressivos nos textos, os músicos utilizam sons e ritmos para atribuir expressividade às suas ideias e aos sentimentos. Na música O trem maluco, as palavras são acentuadas no primeiro tempo de cada compasso. Divida a turma em dois grupos, um deles contará 1, 2, 3, 4 e o outro cantará a canção. Comecem com o grupo contando o tempo; no 2, o canto da melodia deve se iniciar. Para a percepção dos tempos do compasso, proponha a realização de subdivisões. Divida, agora, a turma em quatro grupos: A) cantará a melodia; B) contará 1, 2, 3, 4; C) baterá uma palma no tempo 1; e D) baterá o pé no chão no tempo 3. Como um maestro, você pode reger com gestos, silenciando por momentos um ou mais grupos.
Sugestão para o professor
• CANTA pra mim: cantigas: O trem maluco (por Toquinho). Publicado por: Ministério da Educação. 2020. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://youtu.be/SlDyVXu wk-g. Acesso em: 10 set. 2025. Acesse o vídeo da cantiga O trem maluco interpretada por Toquinho.
• TREM maluco e outras cantigas de roda. 2006. Disponível em: https:// helioziskind.com.br/index. php?mpg=01.00.01&n fo=91&ndi=4&tipo=disco# tit. Acesso em: 10 set. 2025. Gravação de O trem maluco, por Hélio Ziskind, para seu projeto Trem maluco e outras cantigas de roda, de 2006.
ENCAMINHAMENTO
Esta é uma oportunidade de rever o que foi aprendido, de recompor conhecimentos e de observar as dificuldades encontradas pelos estudantes. Tire possíveis dúvidas a fim de ampliar os conhecimentos tratados na unidade. Se possível, retome os principais conceitos trabalhados ao longo da unidade antes da realização das propostas. Na questão 1, a proposta é pesquisar músicas. No item a , faça uma sondagem sobre as preferências musicais dos estudantes e anote-as no caderno. Você pode escrever os nomes das canções na lousa, de modo a compartilhar o repertório com toda a turma. No item b, faça uma pesquisa virtual de áudios ou vídeos das canções citadas por eles, coloque para eles ouvirem e convide-os a cantar com as gravações. Sugira que ensinem suas canções preferidas para seus familiares ou responsáveis e que as cantem com eles. Verifique se as páginas selecionadas são seguras para os estudantes, considerando a faixa etária e oriente os familiares ou responsáveis a supervisionarem o acesso aos áudios ou vídeos compartilhados. No item c, auxilie os estudantes a responder corretamente que melodia é uma sucessão de sons e que letra é o texto da música e parte da poesia.
Na questão 2 , auxilie os estudantes a identificar e contornar as palavras andamento , ritmo , compasso , letra e melodia no diagrama apresentado.
Na questão 3 , retome o significado das palavras binário, ternário e quaternário no contexto musical e, se necessário, proponha aos
PARA REVER O QUE APRENDI
1 Pesquise e reflita sobre as canções e o cantar.
a) Com os colegas, escolham duas canções que vocês gostam de cantar e depois escrevam os nomes delas no caderno.
b) Com a ajuda do professor, pesquisem áudios ou vídeos dessas canções e cantem juntos. Depois, ensinem as canções a seus familiares.
1. b) Veja orientações no Encaminhamento.
c) Toda canção tem letra e melodia. Na música, o que essas palavras significam? Ligue a palavra ao conceito correto.
É uma sucessão de sons de alturas e durações diferentes e pode conter silêncios.
Melodia
É o texto da música e parte da poesia.
1. a) Resposta pessoal. Incentive a prática de escrita e, se necessário, auxilie os estudantes a escrever os nomes das canções.
2 Encontre no diagrama as palavras do quadro.
Andamento Ritmo Compasso Letra Melodia
estudantes uma breve dinâmica ou contagem de compassos para retomar a contagem da unidade tempo.
Na questão 4 , proponha um momento de experimentação em que a turma cante novamente um trecho da canção O trem maluco , destacando o compasso quaternário na cantoria.
Na questão 5, frua novamente com a turma a obra Menina e bicicleta, de Milton Dacosta, e incentive os estudantes a refletir sobre como é possível perceber o ritmo em uma imagem.
Letra
3 Quantas unidades de tempo há em cada compasso?
Responda a essa questão completando a tabela.
Retome o significado das palavras binário, ternário e quaternário no contexto da música.
4 Vamos cantar um trecho de O trem maluco com o compasso quaternário?
O trem maluco, Quando sai de Pernambuco
Vai fazendo xique, xique
Até chegar no Ceará
Retome o trabalho com a palavra quaternário no contexto da música. Se necessário, reveja as atividades das páginas 88 e 89. Cante a canção, fazendo os deslocamentos dos pés em 4 tempos e iniciando no tempo 2 (pé esquerdo à frente).
O TREM maluco. [S l : s n ], [19--?]. Cantiga popular.
5 Como podemos perceber o ritmo em uma imagem? Marque um X na resposta correta.
x 80 centímetros.
Observando os materiais usados para fazer a pintura.
X Prestando atenção nos elementos visuais, como os movimentos de linhas e formas.
Nesta seção, propõe-se um momento para uma avaliação processual. Com o acompanhamento da aprendizagem, é possível identificar conhecimentos individuais conquistados nos estudos ao longo da unidade, retomar e avaliar habilidades e conteúdos estudados e identificar possíveis dificuldades. Sugere-se olhar e avaliar os objetivos da unidade tendo como base todas as situações avaliativas propostas. Além das atividades da seção, os portfólios físicos e/ou eletrônicos, os cadernos e outras produções e registros criados podem ser considerados. Nesse sentido, é importante também retomar situações avaliativas em que a presença do corpo se fez potente nos estudantes, uma vez que a arte se faz com base em vários contextos, elementos e materialidades, incluindo o corpo. Tendo em vista que cada pessoa pode ter experiências diversas com a arte, é importante avaliar a qualidade dos encontros que os estudantes tiveram com essa área de conhecimento em suas diferentes linguagens. Caso identifique que algumas experiências não foram vividas, sugere-se oferecer novas oportunidades de ação criadora em que desenvolvam competências e habilidades e criem com autonomia a partir de poéticas autorais. Proporcionar conversas em grupo sobre as próprias produções pode ser uma ação positiva para a autoavaliação e a percepção da potência expressiva de cada um.
Menina e bicicleta, de Milton Dacosta, 1965. Óleo sobre tela, 80 centímetros
INTRODUÇÃO À UNIDADE
Nesta unidade, a proposta é ampliar os conhecimentos nas linguagens das artes visuais, da dança e da música, tendo o estudante como protagonista dos processos de ensino e aprendizagem.
No capítulo 1, serão apresentados artistas como Lia de Itamaracá e o Grupo Cirandar, valorizando a pluralidade artística e cultural brasileira. No capítulo 2, entre os conteúdos abordados, estão: o ritmo e o tempo na música e na dança, figuras rítmicas, sons e vibração, instrumentos criados pelos povos originários e suas canções.
Objetivos
• Expressar-se a respeito das experiências apreciação de imagens e escuta musical.
• Investigar e experienciar processos de criação nas linguagens da dança e da música.
• Realizar investigações sensoriais na percepção de movimento e ritmo; som e vibração.
• Apreciar, conhecer e valorizar manifestações artísticas e culturas de povos originários brasileiros.
• Relacionar saberes e experiências com arte e cultura com ciências da natureza, ciências sociais e vida cotidiana.
• Refletir e conversar a respeito das manifestações artísticas tradicionais, valorizando e reconhecendo bens culturais imateriais.
BNCC
Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 8 e 9.
Competências específicas: 1, 3, 4, 5, 8 e 9.
Habilidades:
(EF15AR01) Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas, cultivando a percepção, o imaginário,
4
MÚSICA: SONS
EM MOVIMENTO
Em cada parte de nosso país, diversos povos criaram seus modos de cantar, tocar instrumentos musicais e dançar. Essa arte foi feita por povos originários e por outros povos que aqui chegaram. Por isso, nossa arte é tão diversa!
1 Vamos procurar estas imagens no livro?
Nos quadrinhos, escreva o número da página em que você encontrou cada imagem. O que será que vamos estudar?
a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.
(EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.
(EF15AR08) Experimentar e apreciar formas distintas de manifestações da dança presentes em diferentes contextos, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório corporal.
(EF15AR09) Estabelecer relações entre as partes do corpo e destas com o todo corporal na construção do movimento dançado.
(EF15AR11) Criar e improvisar movimentos dançados de modo individual, coletivo e colaborativo, considerando os aspectos estruturais, dinâmicos e expressivos dos elementos constitutivos do movimento, com base nos códigos de dança.
(EF15AR12) Discutir, com respeito e sem preconceito, as experiências pessoais e coletivas em dança vivenciadas na escola, como fonte para a construção de vocabulários e repertórios próprios.
CANÇÕES, POVOS E LUGARES
CIRANDA
INSTRUMENTOS MUSICAIS (SOPRO)
CANTAR JUNTO
INSTRUMENTOS MUSICAIS (CORDAS)
INSTRUMENTOS MUSICAIS (PERCUSSÃO)
(EF15AR13) Identificar e apreciar criticamente diversas formas e gêneros de expressão musical, reconhecendo e analisando os usos e as funções da música em diversos contextos de circulação, em especial, aqueles da vida cotidiana.
(EF15AR14) Perceber e explorar os elementos constitutivos da música (altura, intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), por meio de jogos, brincadeiras, canções e práticas diversas de composição/criação, execução e apreciação musical.
(EF15AR15) Explorar fontes sonoras diversas, como as existentes no próprio corpo (palmas, voz, percussão corporal), na natureza e em objetos cotidianos, reconhecendo os elementos constitutivos da música e as características de instrumentos musicais variados.
(EF15AR17) Experimentar improvisações, composições e sonorização de histórias, entre outros, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos musicais convencionais ou não convencionais, de modo individual, coletivo e colaborativo.
(EF15AR23) Reconhecer e experimentar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens artísticas.
(EF15AR24) Caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças, canções e histórias de diferentes matrizes estéticas e culturais.
(EF15AR25) Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.
TCT: Multiculturalismo: Diversidade Cultural, Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras; Cidadania e Civismo: Vida Familiar e Social, Direitos da Criança e do Adolescente, Processo de Envelhecimento, Respeito e Valorização do Idoso; Meio Ambiente: Educação Ambiental, Educação para o Consumo.
ENCAMINHAMENTO
Ao longo do livro, sugerimos rodas de conversa para avaliar o processo e a construção dos conhecimentos dos estudantes. As avaliações iniciais devem ser voltadas para levantar os conhecimentos prévios. O que os estudantes já conhecem sobre o tema a ser estudado?
BNCC
Habilidades: EF15AR08, EF15AR11, EF15AR13, EF15AR14 e EF15AR25.
TCT: Nesta situação de aprendizagem, é estabelecida uma conexão com o TCT Multiculturalismo ao apresentar a ciranda.
ENCAMINHAMENTO
Crie uma ambiência acolhedora, segura e tranquila para a realização das propostas de escuta musical e movimentos dançados. Veja espaços da escola que podem ser ressignificados a partir da ideia de ambiências educadoras e criadoras.
Peça aos estudantes que observem a imagem da abertura do capítulo, do Grupo Cirandar em apresentação, e registrem em seus cadernos o que estão vendo na imagem, do geral (pessoas dançando, por exemplo) aos detalhes (caixas acústicas, cabos, tecidos etc.). Ao término, peça que compartilhem suas impressões com os colegas.
Por meio dos elementos identificados, inicie uma sondagem acerca do conhecimento dos estudantes, em especial, sobre a materialidade da música: instrumentos musicais, caixas acústicas, palco, microfones, suportes, cabos. Também se podem identificar as ações de tocar e dançar, levantando hipóteses sobre qual dança está sendo praticada.
Faça um roteiro de perguntas para aprofundar a fruição e identificar os conhecimentos prévios dos estudantes, por exemplo: no que vocês pensam quando leem a palavra ciranda? Olhando a imagem do Grupo Cirandar, vocês percebem que está sendo dançada uma ciranda?
CIRANDAS E CIRANDEIROS
Montagem de ilustração com fotografia do Grupo Cirandar em apresentação no município de São Paulo, estado de São Paulo, em 2015.
Relembre os saberes estudados na unidade 3 sobre ritmo e compasso na música.
VENHA CIRANDAR!
Vamos todos cirandar! Esse é o convite que fazemos a você.
Você conhece a cantiga a seguir? Cante com os colegas!
Ciranda, cirandinha, Vamos todos cirandar. Vamos dar a meia-volta, Volta e meia vamos dar.
[CIRANDA, cirandinha]. [S l.: s n.], [19--?]. Cantiga popular.
Será que ciranda é coisa de criança? Ou pessoas de todas as idades também podem entrar na roda e dar as mãos para dançar e cantar?
Venha cirandar! Venha descobrir o ritmo, o compasso e os passos da ciranda!
Nesse momento, reflita sobre as diferenças que aparecem na imagem em relação ao que eles reconhecem como ciranda. Continue com as perguntas: como será o som dessa ciranda? Há quantos dançarinos nela? E as crianças ilustradas, o que estão fazendo? Leia e cante com a turma a tradicional cantiga popular Ciranda, cirandinha no boxe Venha. A ciranda é uma das tradições mais populares do Brasil. Ela faz parte do universo infantil e adulto e tem natureza interativa e inclusiva. Nela, todos os praticantes têm a oportunidade de se expressar e se divertir em igualdade, já que todos ocupam a mesma posição na roda. Essa tradição promove o sentido de comunidade e pertencimento. A dança e a música estimulam a coordenação motora, o ritmo e a socialização, tornando-a uma prática educativa e de transmissão de valores culturais. Pode ser produtivo organizar rodas de conversa com os estudantes durante ou após os momentos de nutrição estética. Sugerimos gravar as falas dos estudantes, registrando suas hipóteses interpretativas, para construir um portfólio coletivo em que se explorem as linguagens estudadas e desenvolvidas no percurso.
Sugestão para o professor
• CIRANDAR. Magno Wladimir Camilo , c2021. Disponível em: https://www. magnocamilo.com/cirandar. Acesso em: 13 set. 2025. Site oficial do músico Magno Camilo que traz informações sobre o Grupo Cirandar.
BNCC
Habilidades: EF15AR01, EF15AR04, EF15AR08, EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR25.
TCT: Ao apresentar a ciranda como uma prática tradicional brasileira, influenciada pelas matrizes culturais dos povos originários do Brasil e afrodescendentes, e realizada por pessoas de todas as idades, faremos conexões com o TCT Multiculturalismo e o TCT Cidadania e Civismo.
ENCAMINHAMENTO
Nessa situação de aprendizagem, a proposta é apresentar obras de artistas ligados à criação de imagens e projetos com dança e música cujo foco são estudos sobre a ciranda. Ampliar os conhecimentos em arte e nas tradições brasileiras e fazer desenhos sobre a ciranda. Crie uma ambiência lúdica e acolhedora, na qual os estudantes possam construir conhecimentos de forma crítica e significativa.
Em roda de conversa, inicie o trabalho fruindo com os estudantes a imagem da obra Ciranda, de Edmar Fernandes. Observem juntos cada detalhe: cores, formas, movimentos. Crie um roteiro de perguntas como: o que as pessoas estão fazendo na cena? Elas são adultas ou crianças? Onde estão dançando? Ao olhar a paisagem de fundo, o que mais o artista retratou na cena? Ressalte que a cena retrata a ligação entre a ciranda e o litoral brasileiro e conte que a ciranda pode ser praticada por gente de todas as idades e pertence à cultura e identidade nacional.
Apresente o artista visual pernambucano Edmar
Na roda, todos a cirandar!
Observe esta imagem.
Ciranda, de Edmar Fernandes, 2023. Acrílica sobre tela, 50 centímetros x 70 centímetros.
A ciranda é uma arte de todos e para todos!
Você sabia que a dança de roda é um dos costumes mais antigos da humanidade?
As rodas de ciranda fazem parte de nossa cultura. Muitos artistas já retrataram cenas de ciranda em suas obras, como o artista Edmar Fernandes.
QUEM É?
Edmar Fernandes (1982-) é um artista plástico de Recife, no estado de Pernambuco. Ele retrata em suas obras a riqueza cultural de sua cidade.
1 Que tal criar seu desenho sobre a ciranda?
Produção pessoal. Caso considere conveniente, sugira aos estudantes que produzam seus desenhos em folhas de papel avulsas ou em outros suportes conforme a disponibilidade e o interesse deles.
Fernandes, que começou a pintar ainda criança e hoje é reconhecido como importante artista brasileiro que retrata temas da tradição e da cultura nordestina. Em seguida, distribua riscadores para o exercício 1 e incentive os estudantes a produzir desenhos com o tema ciranda
Para a fruição da fotografia do Grupo Cirandar em apresentação, sugerimos perguntar: a imagem apresenta pessoas com qual idade? O que elas estão fazendo? Como elas estão vestidas? Quantos músicos estão no palco? Quais instrumentos tocam? Qual música poderiam estar cantando? Faça outras ou mais perguntas tendo como base sua realidade local. Caso tenha estudantes com baixa visão, sugere-se fazer junto com a turma uma descrição detalhada da imagem. Apresente o Grupo Cirandar, conforme as informações no boxe Quem é?
GALERIA
JACQUES ARDIES, SÃO PAULO, SP.
Na roda, de mãos dadas, girando e cantando juntos no ritmo da música, todos nós podemos ser cirandeiros.
Na infância, brincamos de ciranda, mas, como mostra o Grupo Cirandar, adultos também gostam de dessa arte participar.
O Grupo Cirandar também estuda e divulga a arte da ciranda para crianças e adultos com música, dança e muita energia. Veja esta imagem.
O Grupo Cirandar foi criado em São Paulo em 2010. Ele é formado por músicos e bailarinos de várias partes do Brasil que convidam quem assiste a seus espetáculos e oficinas de dança e música a participar das rodas de ciranda. QUEM É?
101
Avalie e registre o desenvolvimento de habilidades socioemocionais dos estudantes, observando se estão cooperando com os colegas de turma, se compartilham suas hipóteses e ideias com facilidade, se mantêm uma postura de respeito com os colegas e o professor. Isso pode se dar por meio de uma autoavaliação, com perguntas como: tenho dificuldade em falar minhas ideias? Coopero positivamente com meus colegas?
14:14
+Ideias
Durante a fruição da imagem do Grupo Cirandar, destaque onde estão os músicos. Por se tratar de uma apresentação e não de uma manifestação da cultura popular em seu contexto original, o grupo está em uma espécie de palco. Chame a atenção também para o uso de tecidos para a formação da roda de ciranda e a participação do público. Pergunte o que os estudantes acharam dessa proposta e se eles gostariam de experimentar fazer uma roda de ciranda com tecidos ou outros adereços (como cordas).
Ouça com os estudantes o grupo Las Çarandas cantando ciranda e utilizando peneiras com grão-de-bico como instrumentos musicais (veja Sugestão para o professor). Instigue-os a perceber a sonoridade diferente da língua portuguesa falada em Portugal.
Vídeo com o grupo Las Çarandas. Gravado em Bragança, Portugal, em 2014.
• PERTENCER à ciranda. São Paulo: Itaú Cultural, c2016. Disponível em: https:// www.itaucultural.org.br/ ocupacao/lia-de-itamara ca/pertencer-a-ciranda/. Acesso em: 13 set. 2025. Página do projeto Ocupação Lia de Itamaracá. Traz diversos conteúdos sobre a ciranda de forma sintética.
Grupo Cirandar em apresentação no município de São Bernardo do Campo, estado de São Paulo, em 2022.
BNCC
Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR24 e EF15AR25.
TCT: Ao abordar a ciranda como uma das tradições brasileiras, é possível fazer conexões com o TCT Multiculturalismo.
ENCAMINHAMENTO
Nesta situação de aprendizagem, crie uma ambiência investigativa e acolhedora. Será proposta uma pesquisa sobre a relação da família e da comunidade com a ciranda. Para a partilha dos resultados, organize os estudantes em uma roda de conversa. Inicie a proposta apresentando a artista e compositora de cirandas Lia de Itamaracá. Conte aos estudantes que sua música e dança valorizam e celebram a cultura e a identidade afro-brasileiras. Ganhadora de inúmeros prêmios reconhecendo sua arte, Lia é considerada Patrimônio Vivo de Pernambuco (1996). Leia com os estudantes o trecho da ciranda Essa ciranda, de Lia de Itamaracá. Se possível, apresente a música também. Nos exercícios 1 e 2, oriente os estudantes a realizarem a pesquisa com seus familiares, responsáveis ou a comunidade escolar. Converse sobre a importância de falar apenas com pessoas de seu convívio escolar ou da localidade onde moram por questões de segurança. Leia as perguntas sugeridas para a pesquisa sobre a ciranda, tire dúvidas e crie outras perguntas com base na realidade dos estudantes. Marque o um dia para que eles possam compartilhar os resultados e as anotações realizadas durante a pesquisa.
1. Resposta pessoal. Oriente os estudantes a pesquisar com seus familiares, outras pessoas próximas e na comunidade escolar.
A ciranda é minha, é sua e é de Lia!
Leia a letra da canção a seguir.
Minha ciranda não é minha só Ela é de todos nós.
A melodia principal quem Guia é a primeira voz.
Pra se dançar ciranda Juntamos mão com mão
Formando uma roda
Cantando uma canção.
ESSA ciranda. Publicado por: Lia de Itamaracá Oficial. 2021. 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8QlYLKAUmKA. Acesso em: 10 jul. 2025.
Como expressa Lia de Itamaracá, na ciranda, dançamos e cantamos ao mesmo tempo, todos juntos no mesmo ritmo. A ciranda é minha, é sua e é de Lia também!
Contextualize para os estudantes que dizemos que a ciranda é de todos porque, a partir de 2021, as cirandas nordestinas tornaram-se patrimônio imaterial brasileiro.
Capa do álbum Ciranda sem fim, de Lia de Itamaracá, de 2019.
QUEM É?
Lia de Itamaracá (1944-) é compositora, cantora, dançarina e divulgadora da ciranda no Brasil e no mundo. Ela se chama Maria Madalena Correia do Nascimento, e o apelido Lia de Itamaracá é uma homenagem ao lugar onde a artista nasceu, no município da Ilha de Itamaracá, no estado de Pernambuco.
1 Onde você mora existem cirandeiros ou grupos de ciranda? Pesquise em sua cidade e registre no caderno o que descobriu.
2 Entreviste seus familiares e descubra histórias sobre cirandas. Veja algumas perguntas que você pode fazer.
Dica: crie outras perguntas também!
• Qual é seu nome e idade?
• Você já brincou de ciranda? Se sim, com quem você brincou?
• Quem ensinou essa brincadeira a você?
• Você se lembra de algum verso? Se sim, como é?
2. Resposta pessoal. Convide e oriente os familiares ou pessoas próximas aos estudantes a participar da proposta.
3 É fundamental conhecer as manifestações de arte brasileiras.
Vamos pesquisar e saber mais sobre Lia de Itamaracá?
COMO FAZER
Valorize os conhecimentos trazidos pelos estudantes e incentive a troca de informações entre eles.
1. Com seus familiares, pesquise detalhes sobre a vida de Lia de Itamaracá. Veja algumas sugestões de temas.
Biografia: quais acontecimentos são marcantes na vida de Lia? E como ela entrou em contato com o universo da música?
Produção artística: quais composições musicais ela criou? Qual é a importância de Lia para a cultura nacional?
2. A pesquisa pode ser feita em várias fontes, como revistas, jornais, discos, livros e sites
3. Realizada a pesquisa, registre no caderno as informações mais importantes que você descobriu.
4. Apresente o resultado de sua pesquisa no dia combinado pelo professor. Você e os colegas poderão trocar ideias e informações e enriquecer ainda mais seus conhecimentos sobre essa artista!
Lia de Itamaracá durante show no município de São Paulo, estado de São Paulo, em 2025.
No exercício 3, desenvolva o mesmo processo sobre a pesquisa de Lia de Itamaracá. Leia com os estudantes os itens da pesquisa e tire possíveis dúvidas.
Converse com a turma sobre o fato de que a Ciranda do Nordeste foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil no dia 31 de agosto de 2021, pelo Iphan. Fale sobre o patrimônio cultural imaterial, que são músicas, danças, costumes, ofícios e outros bens que não são materiais, mas acontecimentos ou ações que, por sua importância, são registrados em livros de tombo. Proponha pesquisas sobre os bens patrimoniais imateriais que são tombados em sua localidade (município ou estado).
Avalie como os estudantes estão construindo conhecimentos sobre a ciranda e outras tradições brasileiras.
Sugestão para o professor
• LIA DE ITAMARACÁ OFICIAL. c2014. Disponível em: https://www.youtube.com/ channel/UC1qzvQAkCVU FYzWDQOuTp4g. Acesso em: 22 set. 2025.
Vídeos e listas de reprodução no canal de vídeos oficial da artista.
17/09/25 11:05
BNCC
Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR23.
Organize-se
• Leve para a sala de aula instrumentos de percussão e agitação. Podem ser instrumentos de brinquedo ou instrumentos improvisados, feitos de materiais diversos. Para desenvolver a proposta, higienize-os e distribua aos estudantes.
• Tenha atenção àqueles com sensibilidade a sons altos, providenciando instrumentos com sons mais suaves.
• Se houver estudantes com dificuldade de audição, proporcione o trabalho com os outros sentidos, explorando investigações sensoriais como a vibração que os instrumentos fazem ao serem tocados.
• Providencie um aparelho de som ou similar.
ENCAMINHAMENTO
Organize uma roda de conversa para propor momentos de nutrição estética. Explore os conhecimentos prévios dos estudantes perguntando acerca do que sabem e conhecem sobre instrumentos musicais: quais instrumentos musicais vocês conhecem? Tocam algum instrumento? Já ouviram falar em ganzá, zabumba e tarol? Que forma têm esses instrumentos? Que som será que produzem?
A sonoridade da ciranda é marcada por seu ritmo típico de quatro tempos, executado por instrumentos de percussão, como a zabumba, a caixa e o ganzá, podendo também ser executada a partir de outros instrumentos. O tamanho e o material do qual o ganzá é feito têm grande influência em sua sonoridade.
Vai e volta na ciranda, timbre e movimentos
É uma tradição de cirandeiros e cirandeiras convidar o público a dançar e cantar. Músicos tocando vários instrumentos acompanham o canto coletivo. Geralmente, nas cirandas existem músicos tocando instrumentos de percussão, como o ganzá, o tarol e a zabumba. São eles que marcam o compasso da música, ficando o primeiro tempo (o tempo forte), na maioria das vezes, com o toque grave da zabumba.
Cada instrumento é feito de um material, o que garante seu timbre. Na ciranda, o corpo também é materialidade e se move suavemente na roda no vaivém dos passos.
7
Ouça a ciranda apresentada pelo professor. Depois, observe as imagens dos instrumentos e ouça seus timbres especiais.
O ganzá é um instrumento de percussão tocado por agitação. É um tipo de chocalho, geralmente feito de metal, com grãos, areia ou outros materiais dentro dele.
Contextualize que, dependendo do material de que é feito o ganzá, os sons produzidos ao agitá-lo são diferentes, ou seja, cada materialidade expressa um timbre particular.
é um instrumento de percussão tocado com baquetas de madeira que batem sobre uma superfície que cobre parte do instrumento e que pode ser de origem animal ou de plástico. O tarol é um tipo de tambor que produz uma sonoridade mais aguda.
Na caixa, o músico usa duas baquetas para tocar e produzir sons de percussão.
As batidas da zabumba geralmente marcam os tempos básicos da música. Zabumba é o instrumento tocado por Raminho da Zabumba. Ele é um músico que se especializou nesse instrumento, e sua paixão pela zabumba é tanta que ele adotou esse nome artístico. Fale sobre a vida e a obra de Raminho da Zabumba e, se possível, mostre o site indicado na seção Sugestão para o professor. Lembre-se de que as páginas da internet podem mudar e, no momento do acesso, apresentar materiais de publicidade ou fora do contexto da proposta, de modo que não seja mais indicado para a faixa etária dos estudantes. Dessa forma, é importante orientar os familiares e garantir que os estudantes só acessem ambiências digitais na companhia e supervisão de adultos, mesmo que sejam sugeridas nessa seção ou pela sua curadoria digital.
A zabumba é um tipo de tambor grande, feito de madeira, que produz uma sonoridade mais grave e de som encorpado. Ela é coberta nas duas extremidades por uma pele de couro ou de plástico e é tocada geralmente com duas baquetas alternadamente. Na parte superior do tambor, é usada uma baqueta mais grossa e, na inferior, outra mais fina.
1 Como se toca? Ligue os instrumentos ao modo de tocar.
Tocar por agito. Tocar por batidas. Tocar por batidas.
2 Vamos tocar instrumentos musicais de percussão?
Combine com o professor quais materiais você pode usar. Explore as possibilidades de tocar por agitação ou por batidas. Você percebe a diferença dos sons?
Converse a respeito com os colegas.
Durante a atividade, proponha aos estudantes que toquem em diferentes intensidades para que consigam explorar mais ainda as diferenças entre os sons.
105
Ouça com os estudantes o áudio Ciranda: base rítmica, que apresenta a base instrumental rítmica sobre a qual poderá ser dançada a ciranda. Converse com eles sobre sua sonoridade, seu ritmo típico e os timbres dos instrumentos.
É possível utilizar essa base rítmica de percussão para interpretar uma outra ciranda que conheçam. Convide a turma para pesquisar e interpretar uma outra música cuja melodia se encaixe no ritmo apresentado nesse áudio. Auxilie os estudantes a completar as atividades. Na questão 2, o objetivo é que os estudantes diferenciem e experimentem instrumentos tocados por batidas ou por agitação.
Avalie e registre os conhecimentos prévios dos estudantes sobre os instrumentos musicais que conhecem, se há algum estudante que já toca algum instrumento e se eles conhecem os instrumentos utilizados nas rodas de ciranda. Observe ainda se estão diferenciando as formas de tocar por batidas (tarol e zabumba) e por agitação (ganzá).
A página apresenta a carreira artística do zabumbeiro e percussionista Raminho.
1. Zabumba
2. Tarol
3. Ganzá
BNCC
Habilidades: EF15AR08, EF15AR09, EF15AR11, EF15AR12, EF15AR13, EF15AR14 e EF15AR25.
TCT: Nesta proposta, por trabalharmos a ciranda como tradição brasileira praticada por todas as idades, fazemos conexões com os TCT Cidadania e Civismo.
Organize-se
• Prepare antecipadamente um aparelho de som ou similar para reproduzir a canção Cirandeiro e outros áudios de cirandas. Se possível, leve os estudantes para um espaço amplo e livre de mobiliários, para experimentarem uma roda de ciranda.
ENCAMINHAMENTO
Converse com os estudantes a respeito da ciranda, lembrando que ela é parte do patrimônio cultural imaterial brasileiro. Originalmente, ela era cantada, tocada e dançada por adultos, mas foi se tornando um elemento cada vez mais presente e emblemático no universo infantil.
Acredita-se que a ciranda tenha origem no estado de Pernambuco e, assim como outras manifestações musicais brasileiras, é fruto de uma hibridização cultural. Conte à turma que a ciranda é uma arte tradicional. Isso quer dizer que é uma arte passada de geração em geração e acessível a todas as pessoas. Comente que o andamento de sua música e dança é tranquilo, como as ondas de um mar manso, o que facilita a participação de pessoas de todas as idades. Nas rodas de ciranda, o público sempre é convidado a fazer parte da roda. Quando a roda fica grande demais,
ARTE EM PROJETOS
Descobrindo cirandas
Leia com o professor a letra de uma das cirandas mais conhecidas da tradição brasileira.
Cirandeiro
Cirandeiro, cirandeiro, oh!
A pedra do teu anel brilha mais do que o sol!
Cirandeiro, cirandeiro, ah!
A pedra do teu anel brilha mais do que o mar!
Eu fui fazer uma casa de farinha, tão maneirinha que o vento possa levar.
Oi, passa sol, passa chuva, passa vento, só não passa o movimento do cirandeiro a rodar.
Oi, passa sol, passa chuva, passa vento, só não passa o movimento do cirandeiro a rodar.
1 Escute a canção Cirandeiro e preste atenção no ritmo e na sonoridade dos instrumentos. Marque o tempo da música com os pés no chão ou batendo palmas.
2 Agora, acompanhe a leitura da letra da canção. Com a ajuda do professor, pronuncie palavras, frases e versos.
3 Em seguida, com os colegas, acompanhe a música cantando.
4 Chegou a hora de formar a ciranda. Forme a roda e dance com os colegas ao som da canção Cirandeiro, sentindo o ritmo e criando movimentos de modo livre.
dificultando a movimentação, o mestre cirandeiro sugere a criação de outra menor no interior da roda maior.
No exercício 1, toque o áudio Cirandeiro. Nele, um arranjo dessa tradicional canção brasileira é introduzido por instrumentos de percussão (caixa e surdo), que executam o ritmo para ser dançado. Um coral de homens e mulheres entoam a melodia com o acompanhamento apenas de instrumentos de percussão. A forma musical tem as seguintes partes: A (Cirandeiro, cirandeiro, oh! ...), B (Eu fui fazer
uma casa de farinha, ...), C (Achei bom, bonito, meu amor cantar...) e novamente A (Cirandeiro, cirandeiro, oh!...), resultando na estrutura ter a forma final ABCA. Peça aos estudantes que sintam as sonoridades da canção e fiquem atentos aos instrumentos ouvidos, ao ritmo e tempo da música e, assim, façam movimentos corporais livres para aquecer o corpo. Não sabemos a autoria e data de criação da cantiga popular Cirandeiro, por ser da tradição popular, ensinada oralmente.
CIRANDEIRO.
Maneirinha: leve, que pesa pouco.
Muitas canções de ciranda nasceram em comunidades litorâneas, lugares em que podemos escutar os sons das ondas do mar quebrando na areia da praia e onde podemos ver paisagens com barcos de pescadores a balançar no ritmo das marés.
Litorânea: região próxima ao mar.
A ciranda possui um ritmo em andamento lento, que lembra os sons e o balanço das ondas de um mar calmo. Ela tem um ritmo em compasso quaternário (quatro unidades de tempo). Vamos relembrar?
COMO FAZER
1. Ande pela sala de aula e a cada passo conte “1, 2, 3, 4”. Lembre que o primeiro tempo é mais forte que os demais.
2. Agora, em uma roda de ciranda, de mãos dadas, experimentem marcar o tempo forte da música (tempo 1) pisando com o pé direito no chão com mais força.
DESCUBRA MAIS
• CIRANDA feiticeira. Direção: Tiago Delácio e Lula Gonzaga. Brasil, 2023. 1 vídeo (ca. 10 min).
A animação conta a história da personagem Janaína e de sua mãe durante o ritual da pesca na Ilha de Itamaracá. Lá elas atravessam os desafios e encantos dos ciclos da vida guiadas pelo sonho, pela poesia e pela música.
• SOMBRA, Fábio; PENNA, Sérgio. Duas festas de ciranda. Rio de Janeiro: Zit, 2011.
Você sabia que tem ciranda no brejo? Toda a bicharada corre para brincar! Nessa divertida história, inspirada nas cirandas de Paraty e arredores, no estado do Rio de Janeiro, os violeiros Fábio Sombra e Sérgio Penna convidam o leitor a cirandar.
No exercício 2, leia a letra da ciranda com os estudantes e os auxilie tirando possíveis dúvidas de vocabulário. No exercício 3, toque novamente o áudio e convide a turma a cantar junto. No exercício 4 , façam uma roda para experimentar a ciranda, ainda com os movimentos dançados livres. Combine com os estudantes que eles devem manter contato apenas com as mãos dos colegas, com respeito.
Na sequência, observe a ilustração da ciranda e retome com a turma o compasso quaternário, marcando o tempo forte em uma caminhada pela sala. Repitam o exercício, dessa vez em uma nova roda de ciranda. Auxilie os estudantes na contagem de tempo. Na sequência, os convide a realizar os movimentos dançados na ciranda Cirandeiro. Você pode fazer registros fotográficos de pequenos momentos da ciranda. Avalie como os estudantes estão compreendendo e reproduzindo corporalmente o ritmo e o tempo na ciranda, observando questões psicomotoras. Registre como se comportam ao praticar a ciranda e se respeitam os colegas.
17/09/25 11:05
Pode-se conversar sobre a experiência da dança, mas a experiência estésica do dançar nem sempre encontra na linguagem verbal uma tradução justa. É preciso avaliar se, ao final, vale mais encaminhar a conversa sobre o conteúdo da ciranda, sobre o dançar ou sobre ambos. Pode-se também partir diretamente, após a experiência estésica, para o registro nos cadernos, pois nele os estudantes podem se expressar mais livremente, inclusive por meio de imagens e palavras-chave.
BNCC
Habilidades: EF15AR04, EF15AR08, EF15AR09, EF15AR11, EF15AR13, EF15AR14 e EF15AR25.
TCT: Nesta proposta, por trabalharmos a ciranda como tradição brasileira praticada por todas as idades, fazemos conexões com o TCT Cidadania e Civismo e o TCT Multiculturalismo.
Organize-se
• Estabeleça um espaço para a prática da dança. Pode ser um local já consolidado na escola para esse tipo de situação de aprendizagem ou um espaço adaptado, que pode ser a própria sala de aula. Nesse caso, oriente os estudantes a organizar a sala, arrumando adequadamente o mobiliário e abrindo espaço para a dança. Combine também a remontagem do espaço antes do término da aula.
• Dinâmicas para a melhor fluência da aula, como gestos ou palavras-chave para definir os momentos de escuta, combinados antes de praticar, para realizar a experimentação com o corpo em movimento, entre outros que façam sentido para você e para a classe, podem ser acertadas.
ENCAMINHAMENTO
Na roda de ciranda, todos se dão as mãos e dançam. Essa é uma dança que une toda a comunidade. Veja como são os passos da ciranda.
Dica: comece por aqui, lendo da direita para a esquerda (seguindo a ordem 1234).
Posição inicial dos pés na roda (lado a lado)
Matriz dos passos da ciranda (ler da direita para a esquerda)
Na roda de ciranda, as pessoas se movimentam da direita para a esquerda, desta forma: (1) avançam o pé direito à esquerda e à frente do pé esquerdo; (2) no tempo seguinte, o pé esquerdo apenas se desloca para a esquerda; (3) em seguida, o pé direito vai à esquerda e para trás do pé esquerdo e, (4) novamente, o pé esquerdo se desloca à esquerda. Seguem, assim, todos juntos girando a roda e cantando ao som da música. Aqui, trazemos um dos vários passos que podem ser realizados no ritmo da ciranda e no compasso quaternário. Mas há variações diante da diversidade da cultura brasileira, em especial as cirandas nordestinas.
Na dança da ciranda, há um passo mais forte. Na tradição nordestina ele é feito com o pé esquerdo, mas existem variações, como a que trouxemos nesta proposta, em que a marcação é feita com o pé direito. Ressaltamos que o importante na roda da ciranda é sentir o ritmo e deixar que o corpo perceba a música e a dança e se expresse com os movimentos do cirandar.
O passo trazido aqui aparece tanto na ciranda praieira quanto na ciranda da Zona da Mata pernambucana, onde é mais recorrente. É um deslocamento para frente, avançando um pé e depois o outro, e para trás, retornando um pé e depois o outro, sempre alternando os pés (não se repete direita, direita ou esquerda, esquerda). A ciranda sempre se desloca no sentido oposto ao pé que marca o tempo forte. Se a marcação do tempo forte é feita com o pé direito, a roda gira para a esquerda (sentido horário); se feita com o pé esquerdo, a roda gira para a direita (sentido anti-horário).
Nas propostas 1 e 2, pratique com os estudantes a dança da ciranda conforme indicado na descrição e no esquema gráfico. Para começar, o mais importante é perceber o tempo forte no primeiro tempo de cada compasso. Nas rodas de ciranda, o surdo ou o toque grave da zabumba costumam marcar o tempo forte. Pode-se ouvir essa marcação nas gravações sonoras. A versão do passo da ciranda que trouxemos foi escolhida por ser de mais fácil compreensão, especialmente por meio de material impresso.
JADY FERRARI
Agora, vamos cirandar?
1 Escute mais uma vez a canção Cirandeiro
2 Faça novamente uma roda com os colegas e se aventurem a cantar e dançar a música no passo e ritmo da ciranda.
3 Pesquise mais letras de músicas de ciranda, escolha uma canção e registre os versos no espaço a seguir. Resposta pessoal.
4. Pesquise com os estudantes áudios e vídeos e promova momentos para que compartilhem mais descobertas sobre cirandas, cirandeiros e cirandeiras.
5. Produção pessoal. O desenho pode ser explorado como processo, produto final ou registro. Nesse sentido, observe esses três aspectos nos desenhos e sugira aos estudantes que se expressem em folhas de papel avulsas ou em suportes maiores.
4 Em grupo, ensine os colegas a dançar a ciranda que você descobriu. Brinque juntos e se divirta!
5 Em uma folha de papel avulsa, desenhe uma das cirandas que você dançou com os colegas. Mostre sua produção para a turma.
ESTA É A MINHA ARTE!
Que tal realizar um evento de ciranda em sua escola? Convide mais colegas, professores e familiares. As letras das cirandas escolhidas, bem como os desenhos criados pela turma podem fazer parte de uma exposição dessa arte.
Além das apresentações dos estudantes, uma mostra de cirandeiras e cirandeiros pode ser organizada na escola. Sugerimos realizar uma curadoria de áudios e vídeos de cirandas que podem ser pesquisados e compartilhados com os estudantes e familiares neste evento.
17/09/25 11:05
Caso os estudantes tenham dificuldade com a lateralidade, pode-se, por exemplo, amarrar uma fita no punho da mão equivalente ao lado que será feita a marcação do tempo forte. Nesta situação de aprendizagem, propusemos a marcação com o pé direito, logo, a fita seria amarrada no punho da mão direita.
Avaliar a dança no momento em que se aprende, como forma de identificar o desenvolvimento dos estudantes, não é recomendável. O corpo precisa de tempo para se adaptar e desenvolver, em um processo cognitivo que inclui pausas e repetições. Por outro lado, enquanto avaliação diagnóstica, esse momento pode configurar uma oportunidade de identificação de aspectos motores, como lateralidade, partes do corpo, relação com o espaço e com outros corpos e aspectos rítmicos.
Sugestão para o professor
• ATIVIDADES corporais: ciranda. Publicado por: Arte e convivência para idosos. 2021. 1 vídeo ( ca. 14 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch? v=5dgvcPDlV4k. Acesso em: 14 set. 2025. Aula sobre ciranda do litoral e da região da mata norte com a professora Carolina Moya. Material para aprender os passos da ciranda.
• INSTITUTO DE PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Dossiê INRC da Ciranda em Pernambuco . Brasília, DF: Iphan, 2014. Disponível em: https:// bcr.iphan.gov.br/wp-con tent/uploads/tainacan -items/65968/66714/Ciran da_de_DossieCirandaem Pernambuco_.pdf. Acesso em: 14 set. 2025.
Documento abrangente elaborado pelo Inventário Nacional de Referências Culturais do Iphan sobre a ciranda pernambucana.
BNCC
Habilidades: EF15AR01, EF15AR09, EF15AR13, EF15AR14 e EF15AR24.
TCT: Nesta proposta, a ideia é fazer conexões com o TCT Multiculturalismo. Sugerimos chamar a atenção da turma sobre a importância do respeito às diferentes culturas e suas tradições.
ENCAMINHAMENTO
Inicie esta situação de aprendizagem fruindo a imagem da obra de Gustavo Caboco com os estudantes. Lembre-se de que a leitura de uma obra artística é sempre aberta. Dessa maneira, cada estudante, com sua imaginação e vivências, poderá criar múltiplas interpretações. Para a dinâmica de leitura da imagem, comece uma roda de conversa e deixe que os estudantes expressem oralmente hipóteses interpretativas. Faça perguntas provocadoras para instigá-los a pensar sobre a imagem: o que vocês percebem na imagem do livro? Como são as linhas, as formas e as cores da imagem? Como são os personagens? O que são os objetos que eles têm nas mãos? Essa imagem provoca em vocês alguma sensação, lembrança ou emoção? O que vocês acharam dessa imagem? Gostam de observá-la? O que mais podemos descobrir ao olhar para essa pintura? Fale sobre a importância da participação dos povos originários na arte brasileira contemporânea.
2
RITMO E TEMPO
VENHA CANTAR E VIBRAR!
Acompanhe o trecho da canção a seguir. Vamos todos cantar juntos
Vamos todos cantar juntos
Cantar bonito, cantar bonito
(bate os pés)
Bater palmas, bater palmas
Bater palmas, cantar bonito
(bate palmas)
(bate palmas)
cantar bonito, bater palmas
(bate os pés)
(bate os pés)
(bate palmas)
PO HAMÉK. In: ALMEIDA, Berenice de; PUCCI, Magda. Cantos da floresta: iniciação ao universo musical indígena. São Paulo: Peirópolis, 2017. p. 230. Vamos todos cantar juntos? Pode ser bem bonito!
Cada povo tem modos diferentes de se expressar, cantar, dançar e vibrar com a vida.
Venha descobrir a vibração dos sons, ritmos e tempos em que a arte e a vida podem acontecer!
No boxe Venha, apresente a tradução da canção Po Hamék, tradicional do povo Krenak, de Minas Gerais. Ela será trabalhada mais adiante; nesse momento, ela é um convite para cantar juntos e se movimentar em roda. Leia a letra da música e escute com os estudantes o áudio 14. Ele também pode ser encontrado acessando o site indicado em Sugestão para o professor.
Observe e registre como os estudantes reagem ao conhecer e investigar a cultura e a arte dos povos originários. Verifique se apreciam cantar e fazer sons com a canção Po Hamék e se estão tratando com respeito a temática da arte indígena, evitando estereótipos.
Sugestão para o professor
• PO HAMÉK. Cantos da floresta: iniciação ao universo musical indígena. São Paulo: Peirópolis, c2025. Disponível em: https://www. cantosdafloresta.com.br/ audios/po-hamek/. Acesso em: 14 set. 2025.
O site apresenta canções, partituras e jogos relacionados à cultura dos povos originários do Brasil.
Ilustração de Gustavo Caboco feita para esta obra, 2025.
BNCC
Habilidades: EF15AR04, EF15AR14 e EF15AR15.
Organize-se
• Providencie instrumentos musicais, como tambor, pandeiro e violão, e um punhado de arroz ou areia. Se possível, disponibilize um aparelho de som para reproduzir os áudios sugeridos.
ENCAMINHAMENTO
Retome saberes já investigados nas unidades anteriores e organize uma roda de conversa com os estudantes e proponha a eles que levantem hipóteses sobre como é possível que o som seja vibração. Sugerimos desenvolver experimentos com os estudantes para que percebam a vibração que o som provoca sobre os materiais. Para a exploração da vibração do som, é possível utilizar diferentes instrumentos musicais: tambor, pandeiro, violão ou o que estiver disponível. Proponha aos estudantes que encostem a ponta dos dedos na superfície do instrumento musical enquanto ele é tocado. Além dessa proposta, é possível usar um tambor ou pandeiro dispondo alguns grãos de arroz ou um pouco de areia sobre a superfície do instrumento. Ao bater levemente na pele do instrumento, o movimento dos grãos demonstrará a vibração. Outro modo de perceber visualmente a vibração é mostrar um alto-falante reproduzindo uma música. É possível alternar momentos em que a música toca e momentos de silêncio, para que fique mais evidente a diferença. Contextualize que o som é energia que se movimenta, e é isso que faz com que o ar ou outros materiais vibrem. Essa vibração se espalha pelo ar até atingir nossas orelhas.
Som é vibração!
Se você colocar a mão na garganta ao cantar, sentirá a vibração do som.
Existem várias outras maneiras de perceber a vibração do som. Por exemplo, ao colocar um pouco de areia sobre uma pele de tambor e bater nele, você verá o efeito da vibração de um som.
Observe que a areia se movimenta quando você toca o tambor. A vibração da pele do tambor move o ar, que, ao chegar às nossas orelhas, produz o som que escutamos (essa vibração do ar é observada na movimentação da areia).
Pele de tambor: é o material que fica esticado na parte de cima de um tambor, sobre o qual batemos com a mão ou com uma baqueta para produzir sons.
Se você tiver a oportunidade, observe um músico tocando um violão ou um violino e vai ver as cordas vibrarem. Se puder, toque bem de leve as cordas do instrumento e vai sentir como tremem, vibram. Isso é o que chamamos vibração.
Existem muitos tipos de instrumento musical criados por diferentes povos do mundo. Alguns desses instrumentos fazem parte de uma orquestra.
Orquestra é o conjunto de músicos e seus instrumentos.
Pergunte aos estudantes se eles já ouviram ou assistiram a uma apresentação de orquestra e quais instrumentos musicais eles se lembram de terem visto. Caso nunca tenham assistido a um concerto de orquestra, questione quais instrumentos eles imaginam compor uma orquestra. Peça aos estudantes que observem a imagem da orquestra apresentada na página 113 e leia com eles os nomes dos instrumentos, perguntando quais eles conhecem. Se possível, disponibilize os áudios referentes a cada naipe de instrumentos da orquestra para eles escutarem. No áudio 9, estão representados os instrumentos de corda: violino, viola, violoncelo, contrabaixo e harpa. Cada um é apresentado por uma locução seguida de três amostras sonoras: uma sequência melódica ascendente e descendente (Do Ré Mi Fá Sol Fá Mi Ré Do), primeiramente em legato (sons ligados um ao outro), depois em staccato (sons destacados ou separados um do outro), e finalmente um fragmento melódico que dá a ideia da sonoridade do instrumento na realização do repertório musical tradicional.
No áudio 10, são apresentados os instrumentos de teclado: piano e celesta. Eles interpretam três amostras que mostram seus timbres, como no áudio 9.
ILUSTRAÇÕES: CLAUDIA MARIANNO 16/09/25
1. Resposta pessoal. Oriente essa pesquisa quanto ao material e ao procedimento de tocar o instrumento musical. Apresente aos estudantes alguns exemplos: a flauta é um instrumento de sopro; o tambor é um instrumento de percussão por batidas; o violão é um instrumento de cordas, que podem ser beliscadas ou percutidas.
Veja as ilustrações de instrumentos de uma orquestra de tamanho médio.
1 Em grupo, escolham um desses instrumentos musicais e façam uma pesquisa sobre ele na biblioteca da escola ou na internet com o auxílio do professor. Apresentem para a turma do que ele é feito e como deve ser tocado.
2 Faça um desenho do instrumento que você pesquisou.
3 Investigue seus modos de falar e de cantar. Perceba a vibração de suas cordas vocais ao falar e ao cantar. O que você descobriu? Compartilhe com os colegas.
Produção pessoal. Os estudantes podem se expressar por meio de desenhos no caderno ou em folhas avulsas. Resposta pessoal.
No áudio 11, são apresentados os instrumentos de sopro de madeira: flauta, oboé, clarinete e saxofone (tenor). Eles também interpretam três amostras ilustrativas de seus timbres.
No áudio 12 , são apresentados os instrumentos de sopro de metal: trompa, trompete, trombone de pisto, trombone de vara e tuba. Eles também interpretam três amostras ilustrativas de seus timbres.
No áudio 13, são apresentados os instrumentos de percussão: caixa, tímpanos, pratos, gongos, marimba e vibrafone. Eles interpretam amostras ilustrativas de seus timbres. Para a marimba e o vibrafone — instrumentos
de percussão melódicos — são apresentadas três amostras: uma sequência melódica ascendente e descendente (Do Ré Mi Fá Sol Fá Mi Ré Do) em legato (sons ligados), depois em staccato (sons destacados) e um fragmento melódico.
Se possível, convide um músico da região para conversar sobre a criação na música usando um instrumento musical.
Na questão 1, a pesquisa proposta possibilita que os estudantes conheçam mais sobre o instrumento musical que mais despertar curiosidade neles. Sugira sites e outras fontes confiáveis de pesquisa que achar perti-
nentes. Peça aos estudantes que registrem os resultados da pesquisa no caderno, anotando o nome do instrumento, a data e outras informações relevantes sobre sua criação, como é tocado, de que material é feito e quais artistas de destaque fazem uso dele. Proponha uma roda de conversa com os estudantes para que eles compartilhem as informações pesquisadas e conheçam mais sobre diferentes instrumentos. Na questão 3, incentive os estudantes a compartilhar suas descobertas sobre a vibração do som.
Preveja momentos para a realização de registros durante o desenvolvimento do processo. Além de fazer anotações em seu diário de classe, sugira aos estudantes que, por meio da escrita de palavras e da criação de desenhos, façam seus próprios registros no caderno.
+Ideias
Para ampliar o repertório dos estudantes a respeito dos instrumentos musicais, apresente a figura do luthier, profissional que cria, fabrica ou faz reparos em instrumentos musicais. Proponha aos estudantes que, como luthiers, criem os próprios instrumentos musicais, utilizando objetos e materiais reutilizados ou de uso cotidiano, como embalagens e garrafas.
O vídeo apresenta um tutorial e possibilidades de como criar instrumentos musicais não convencionais utilizando objetos e materiais do cotidiano.
19. Bumbo sinfônico
20. Caixa
Prato de ataque ou pratos de choque
BNCC
Habilidades: EF15AR14 e EF15AR15.
Organize-se
• Reorganize cadeiras e carteiras fazendo uma roda para conversar sobre linguagem musical. Providencie instrumentos de percussão ou objetos como baldes para sonorizar a leitura do poema.
ENCAMINHAMENTO
Disponha o texto na lousa, ou outro suporte acessível a todos os estudantes. Faça a leitura das letras com a classe, com relativa lentidão para que possam ser bem percebidos pelos estudantes os tempos de ataque, isto é, o momento de início da nota. Enfatize que há no poema um núcleo comum de letras que se repetem e que a mudança de uma única letra muda radicalmente o sentido das palavras (fome e come). Depois, pegue um objeto sonoro que possibilite a emissão de som agudo e som grave (conforme a maneira em que seja tocado) ou um instrumento de percussão com dois timbres distintos para interpretar a partitura-texto, conforme proposto nos exercícios.
ARTE-AVENTURA
Vamos pesquisar os sons das letras?
Ao cantar ou falar, damos um ritmo ao modo como os sons são produzidos. Já pensou nisso? Veja o poema visual.
Ao pronunciar, perceba que todas as letras ocupam um espaço de igual tamanho, mas que as letras O e E têm um som só, enquanto as letras F (é-fe) e M (ê-me) contêm dois sons.
1 Bata palmas duas vezes ao dizer as letras F e M e uma vez ao falar O ou E. Veja os quadros a seguir. Cada quadrinho é um tempo, e os preenchidos em cinza correspondem ao silêncio. Informe que o silêncio na música corresponde à pausa.
o m e é-fe o ê-me e
Vamos experimentar pronunciar as letras do poema e bater palmas ao mesmo tempo?
o m e c o m e é-fe o ê-me e é-fe o ê-me e é-fe o ê-me e é-fe o ê-me e c o ê-me e
Em música, existem vários sinais que nos ajudam a perceber como os sons podem ser produzidos.
Vamos ver aqui dois desses sinais. Um deles representa um som mais curto, chamado Colcheia, e o outro representa um som mais longo, chamado Semínima. A Semínima vale o dobro do valor da Colcheia.
Imagine um trem com dois vagões de mesmo tamanho: em um vagão existem duas notas (Colcheias), e no outro vagão existe apenas uma nota (Semínima).
Figuras rítmicas correspondem a um sinal que expressa a duração de um som.
Podemos escrever a primeira linha do poema visual com essas duas figuras rítmicas, como se fosse uma música. Os dois últimos vagões estão vazios, então teremos dois tempos de silêncio.
2 Vamos fazer uma música a partir da pronúncia das letras do poema visual?
Você vai precisar de um balde ou de um instrumento de percussão, como um tambor. Toque o instrumento conforme o esquema ao lado.
A) Quando a pronúncia de uma letra resultar em um som apenas (O, E e C), você tocará um som mais grave (uma batida sobre a parte superior do balde ou do instrumento de som grave).
B) Quando a pronúncia resultar em dois sons (é-fe ou ê-me), você tocará dois sons (um para cada sílaba), um em cada lateral do balde (ou tocará um instrumento de som agudo).
115
No exercício 1, depois de realizar a leitura do poema acompanhada das palmas, divida a turma em dois grupos: um deles lê o poema acompanhando-o com um instrumento ou objeto de percussão; o outro se desloca pelo espaço dando os passos no andamento da leitura (podem também bater palmas no ritmo da percussão). Depois, invertem-se as posições. No exercício 2, convide os estudantes a criar uma música com base na pronúncia das letras de um poema visual já existente ou um novo, criado por eles.
Converse com a turma sobre o termo figuras rítmicas, símbolos que utilizamos na escrita da música para representar a duração dos sons e silêncios. Elas indicam quanto tempo cada nota ou pausa deve durar. Cada figura rítmica tem sua pausa correspondente. São sete as figuras rítmicas, sendo as mais comumente utilizadas na escrita musical a Mínima, a Semínima, a Colcheia e Semicolcheia.
Avalie se os estudantes estão construindo mais conhecimentos sobre a linguagem musical e se estão participando positiva e ativamente das aulas.
16/09/25
BNCC
Habilidades: EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR24.
TCT: Ao apresentar e investigar diferentes povos e suas culturas, estamos abordando o TCT Multiculturalismo.
Organize-se
• Se possível afaste o mobiliário da sala de aula e faça uma roda para todos ficarem em pé. Assim a turma poderá se expressar melhor cantando e fazendo percussão corporal.
ENCAMINHAMENTO
Nesta situação de aprendizagem, convide os estudantes a fruir e cantar as músicas Po Hamék, do povo Krenak, e L’abe igi orombo, de origem iorubá. Crie uma ambiência lúdica e acolhedora para que os estudantes possam se expressar livremente. Relembre-os de que o toque no corpo deve ser suave durante a percussão corporal.
Inicie o trabalho conversando com os estudantes sobre como a música está presente em diferentes momentos da vida, por exemplo, em eventos sociais como casamentos e festas e no dia a dia nas canções de ninar, para relaxar, dançar e brincar. Depois, ouça o áudio e leia com eles a letra da canção Po Hamék. Essa cantiga do povo Krenak, do estado de Minas Gerais, é normalmente utilizada como música cantada, cantiga de roda, brincadeira musical ou mesmo saudação dirigida a alguém especial. De acordo com sua letra, ela é acompanhada por batidas de pés e mãos, sendo essa breve música repetida várias vezes.
Cantar junto
Canção é a música expressa pelo canto, com a voz de um ou mais cantores entoando uma melodia (uma sequência ou frase de notas). Existem canções para ninar, para dançar, para brincar.
Uma canção nasce em um lugar, criada por uma pessoa, um grupo ou um povo. Ela pode ser compartilhada por outras pessoas e viajar pelo mundo. Vamos cantar canções daqui e outras que viajam pelo mundo?
Po Hamék (que se pronuncia Pauamé) é uma canção do povo krenak, do estado de Minas Gerais. Ela pode ser utilizada como música cantada, cantiga de roda, brincadeira musical ou mesmo uma saudação dirigida a alguém especial. Ela é acompanhada de batidas de pés e mãos.
Vamos aprender a letra da canção?
Po Hamék 14
Pronúncia
Na grantandó naum gri
Na grantandó naum gri
Grirerré (bate os pés),
Grirerré (bate os pés)
Pauamé (bate palmas),
Pauamé (bate palmas)
Pauamé (bate palmas),
Grirerré (bate os pés)
Grirerré (bate os pés),
Pauamé (bate palmas)
PO HAMÉK. In: ALMEIDA, Berenice de; PUCCI, Magda. Cantos da floresta: iniciação ao universo musical indígena. São Paulo: Peirópolis, 2017. p. 230.
A tradução livre da letra é: Vamos todos cantar juntos (2 vezes) / Cantar bonito, cantar bonito / Bater palmas, bater palmas / Bater palmas / cantar bonito / Cantar bonito, bater palmas. Após a escuta da canção, divida a turma em dois grupos. Faça a regência indicando as seguintes ações: 1) todos os estudantes cantam acompanhando os movimentos
Vamos escutar e cantar essa canção realizando os gestos indicados?
Conheça agora a canção L’abe igi orombo (Embaixo da laranjeira), bastante popular no idioma iorubá, cantada por muitas crianças da Nigéria.
Iorubá: língua falada em alguns países africanos, principalmente na Nigéria.
mencionados na letra; 2) todos fazem silêncio; 3) um dos grupos apenas canta; 4) um dos grupos apenas faz os movimentos.
Fale sobre os povos originários que a compuseram e as diferenças do idioma. Depois, convide os estudantes a cantar e fazer os movimentos e sonoridades indicados.
Em seguida, apresente à turma o áudio da canção tradicional iorubá L’abe igi orombo . Essa música do continente africano começa com uma introdução instrumental seguida do tema melódico. Por vezes, a melodia é cantada por uma única voz. Em outros momentos, ela é duplicada realizando um breve contraponto (ou contracanto). Ao final, temos uma coda (isto é, um final, uma seção conclusiva da peça) semelhante à introdução. Leiam a letra da canção, escutem o áudio e cantem juntos. Para aumentar o desafio, convide os estudantes a fazer percussão corporal e cantar. Observe os procedimentos indicados no esquema e organize a turma para desenvolver a proposta.
Entoar: cantar.
Vamos cantar essa canção? A turma deverá ser dividida em dois grupos e cantar conforme as instruções do professor.
L’abe igi orombo 15
L’abe igi orombo
(Grupos 1 e 2)
N’ibe l’agbe nsere wa
(Grupo 1)
Inu wa dun, ara wa ya L’abe igi orombo
(Grupo 2)
(Grupos 1 e 2)
L’abe igi orombo
(Grupo 1)
L’abe igi orombo
(Grupo 2)
L’abe igi orombo
(Grupos 1 e 2)
N’ibe l’agbe nsere wa
(Grupos 1 e 2)
CANTIGAS. 2021. Disponível em: https://www.laab.pro.br/projeto/cantigas-africanas.html. Acesso em: 20 jun. 2025. Cantiga adaptada especialmente para esta obra.
Que tal cantar essa canção fazendo junto a percussão corporal indicada?
Retome com os estudantes as noções sobre compasso quaternário: o primeiro tempo mais forte seguido por três tempos com batidas de menor intensidade.
As músicas tradicionais dos povos originários, tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo, desempenham um papel crucial na preservação da identidade cultural, na transmissão de conhecimentos ancestrais e na construção de vínculos comunitários. Essas expressões musicais estão intrinsecamente ligadas às histórias, às crenças e aos modos de vida dessas comunidades. As canções frequentemente incorporam elementos da linguagem e da cosmovisão do povo, servindo como uma forma de resistência cultural em face das pressões sofridas por esses povos. As práticas musicais também são fundamentais para a vida social. Em muitos casos, as músicas tradicionais são interpretadas em grupo, promovendo a união e a colaboração entre os membros da comunidade. Este é um bom momento para avaliar as habilidades psicomotoras dos estudantes. Observe se eles cantam e fazem sons de forma sincronizada ou se apresentam alguma dificuldade na lateralidade, no equilíbrio e na coordenação motora. Avalie como eles estão recebendo as informações sobre as diferentes culturas dos povos apresentados, evitando criar estereótipos.
Sugestão para o professor
16/09/25 20:06
• BRASIL. Ministério dos Povos Indígenas. Cultura : a música nas tradições indígenas. Brasília, DF: Funai, 4 set. 2022. Disponível em: https:// www.gov.br/funai/pt-br/ assuntos/noticias/2022-02/ cultura-a-musica-nas-tradi coes-indigenas. Acesso em: 15 set. 2025.
Artigo para saber mais sobre a importância das músicas tradicionais dos povos originários.
BNCC
Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR24.
Organize-se
• É sugerido fazer uma grande roda reorganizando o espaço e o mobiliário da sala de aula com os estudantes, criando um ambiente convidativo para os momentos de fruição, nutrição estética e movimento dançado.
ENCAMINHAMENTO
Em roda de conversa, leia com os estudantes a letra da canção Alecrim e o texto que a apresenta. Pergunte aos estudantes se eles já ouviram essa canção. Faça uma sondagem do repertório da turma, perguntando aos estudantes sobre as canções que conhecem e se eles se lembram de quando as ouviram pela primeira vez. Proponha que recordem o que já foi estudado sobre letra e melodia. Diga que ao cantar uma canção, como as apresentadas nesta dupla de páginas, eles estão trabalhando com letra e melodia ao mesmo tempo.
Na questão 1 , promova um momento de fruição e nutrição estética reproduzindo o áudio Alecrim. Essa música se inicia pelo som de um clarinete acompanhado por piano e contrabaixo, seguindo-se de uma voz infantil acompanhada por esses três instrumentos. Mais adiante, é possível notar que a melodia cantada por uma única voz infantil passa a ser interpretada por um coral, a mais de uma voz, e em um momento seguinte, o ritmo e o andamento se modificam,
Alecrim é uma canção que surgiu em Portugal, um país da Europa. É uma canção simples, suave e bonita que se tornou muito conhecida no Brasil.
Essa canção tem duas partes, a parte A e a parte B
Alecrim
Parte A Alecrim, alecrim dourado Que nasceu no campo Sem ser semeado.
repete
Parte B Foi meu amor
Que me disse assim Que a flor do campo É o alecrim.
repete
ALECRIM. [S l.: s n.], [18--?]. Cantiga popular.
1 Escute o áudio Alecrim com atenção para aprender a cantar a letra no ritmo da canção.
2 Observe o quadro a seguir. Você pode interpretar a canção realizando o deslocamento do corpo conforme as indicações de movimento dos pés apresentadas no quadro.
aproximando-se do estilo e do ritmo de um baião. Após a escuta, instigue os estudantes a comentar o que sentiram e as impressões que essa música causou a eles. Você pode mostrar aos estudantes outras versões da canção, com outros arranjos, visitando os sites indicados na seção Sugestão para o professor
Na questão 2, convide os estudantes a observar o quadro e realizar os movimentos e deslocamentos propostos. Na questão 3, estimule os estudantes a ler a parte A da canção e seguir as divisões propostas. Na questão 4, convide os estudantes a escrever no quadro indicado a divisão da letra da parte B da canção.
3
A parte A da canção foi partida no quadro a seguir. Experimente cantar seguindo esta divisão.
rado que nas- ceu no campo sem ser
4 Agora, escreva a parte B da canção da mesma forma. Coloque a letra em cada quadro a seguir. Os quadros em cinza correspondem ao silêncio.
+Ideias
Sugira aos familiares e responsáveis que, sempre que possível, acessem o canal do Ministério da Educação. Nele, são disponibilizados vídeos de canções interpretadas por artistas e músicos, um amplo acervo de livros que podem ser lidos com os estudantes e diversas letras de canções. Nesse site há uma versão da canção Alecrim cantada por Toquinho (veja na seção Sugestão para o professor).
Promova a escuta da canção Allunde, Alluya interpretada pelo grupo Mawaca e sugira um debate sobre o tema e a música. Conte previamente aos estudantes que o grupo Mawaca foi formado em 1995 por cantoras e músicos que pesquisam, além de músicas brasileiras,
a arte musical das culturas indiana, árabe, africana, entre outras. Os membros do grupo defendem que a arte de todos os povos é importante e deve ser respeitada (ver seção Sugestão para o professor
Leve em consideração que as páginas da internet podem mudar e, no momento do acesso, apresentar materiais de publicidade ou fora do contexto da proposta, de modo que não seja mais indicado para a faixa etária dos estudantes. Dessa forma, é importante orientar os familiares e garantir que os estudantes só acessem ambiências digitais na companhia e supervisão de adultos, mesmo que sejam sugeridas nessa seção ou pela sua curadoria digital.
Sugestão para o professor
• CANTA pra mim: cantigas: Alecrim (por Toquinho). Publicado por: Ministério da Educação. 2020. 1 vídeo (ca. 1 min). Disponível em: https: //youtu.be/-67XSJ2jmx4. Acesso em: 15 set. 2025. Versão da canção Alecrim interpretada por Toquinho e publicada pelo projeto Conta pra Mim, do Ministério da Educação.
Site oficial do grupo Mawaca, em que são disponibilizados informações, fotografias e vídeos de apresentações.
• PALAVRA Cantada: Alecrim. Publicado por: Palavra Cantada Oficial. 2015. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=P7Fb3myaz9g. Acesso em: 15 set. 2025. Versão da canção Alecrim adaptada por Sandra Peres e Paulo Tatit.
BNCC
Habilidades: EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR25.
TCT: Ao trabalhar a cultura musical e os instrumentos musicais dos povos originários do Brasil, confeccionados com materiais naturais encontrados nas florestas, estamos ampliando conhecimentos sobre o TCT Multiculturalismo e o TCT Meio Ambiente.
ENCAMINHAMENTO
Nesta situação de aprendizagem, faremos um estudo sobre a cultura, as músicas e os instrumentos musicais produzidos por povos originários brasileiros e outros povos que aqui chegaram. Crie uma ambiência de investigação e descoberta. Inicie a aula fruindo as imagens dos instrumentos musicais dos povos originários, como maracás, chocalhos, flautas e iridinam. Observe cada detalhe com os estudantes. Comente que as flautas podem ser feitas de diversos materiais e ter diversos tamanhos e formas de tocar, a depender da tradição e cultura na qual se inserem. Diga que isso acontece com todos os instrumentos musicais. O instrumento de percussão pandeiro como conhecemos hoje possivelmente recebeu a influência do riq, muito popular na Turquia. Conte que há diferentes maneiras de um pandeiro ser tocado: em pé (na vertical) ou deitado (na horizontal).
Sons e culturas
Os instrumentos musicais são criados segundo a história, a arte e a cultura do povo que os criou.
Os povos indígenas, habitantes originários do nosso país, criaram muitos instrumentos de sopro, como as flautas, de corda, como o iridinam, e de percussão, como os maracás e os chocalhos. Cada etnia, isto é, cada povo indígena, nomeia esses instrumentos de formas diferentes e também tem modos próprios de fazer e tocar. Geralmente, eles são feitos de materiais da natureza, como sementes, fibras, cabaças e bambus. Podem ser adornados com pinturas, penas, miçangas e outros materiais naturais.
no estado do Mato Grosso.
Chocalho feito de sementes preso como uma tornozeleira. Ele foi feito com castanhas de pequi pela etnia kuikuro, no Alto Xingu, no estado do Mato Grosso.
Cabaça: planta utilizada na fabricação de objetos como instrumentos e utensílios domésticos. Adornado: enfeitado.
Iridinam é um instrumento feito apenas pelo povo ikolen gavião, no estado de Rondônia.
Maracás da etnia kalapalo, no Alto Xingu, no estado do Mato Grosso.
Indígenas da etnia enawenê-nawê tocando flautas em ritual para celebrar a pescaria,
FROSA
1. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes a identificar quais instrumentos são tocados, na região onde vivem, em casa pela família, em eventos religiosos, folclóricos, em shows etc.
Além dos povos indígenas, outros povos chegaram ao Brasil e influenciaram nossa música e cultura. O pandeiro, um dos mais populares instrumentos musicais brasileiros, está ligado a povos que vieram da Europa e do Oriente Médio. O riq, instrumento popular da Turquia, é um possível ancestral do pandeiro brasileiro.
Ancestral: antepassado, que veio antes.
Apesar de ser muito parecido com o pandeiro brasileiro, o riq é tocado na posição vertical (em pé). Já o pandeiro brasileiro é tocado em diferentes posições, sendo a posição horizontal (deitado) muito usada no samba, influenciada pelo modo africano de tocar tambores.
1 Quais instrumentos musicais são tocados na região onde você vive?
Oriente os estudantes a responderem à questão 1 , incentivando-os a pensar sobre os instrumentos musicais tocados em sua região. Peça a eles que desenhem no caderno os instrumentos lembrados, escrevendo abaixo o nome e a característica do instrumento (sopro, percussão ou cordas). A questão 2 é uma pesquisa que os estudantes devem realizar com seu auxílio sobre a origem dos instrumentos estudados. Peça a eles que compartilhem o resultado com os colegas de turma.
Avalie o repertório de instrumentos musicais dos estudantes e observe também o empenho deles em realizar as propostas e o interesse em pesquisar.
Produção pessoal.
a) No caderno, desenhe esses instrumentos.
b) Abaixo de seu desenho, escreva os nomes dos instrumentos e sua característica, indicando se são de sopro, de percussão ou de cordas.
Resposta pessoal.
2 Você sabe a origem dos instrumentos que desenhou? Com a ajuda do professor, pesquise mais sobre eles e compartilhe suas descobertas com os colegas.
Espera-se que os estudantes pesquisem sobre os instrumentos que desenharam, investigando como eles são tocados, sua origem e a qual povo e cultura esses instrumentos pertencem, por exemplo.
de São Marçal no Dia Nacional do Bumba Meu Boi, no município de São Luís, no estado do Maranhão, em 2023.
16/09/25 20:06
Sabemos que o futuro do nosso planeta depende das escolhas que fazemos hoje. A educação ambiental contribui para a formação de estudantes comprometidos com a conservação de nossas florestas, observando e compreendendo seus ciclos. Ressalte à turma o cuidado dos povos originários com o meio ambiente ao criar seus instrumentos musicais com materiais da floresta, mas sem agredi-la. A educação ambiental não apenas informa, mas também transforma. Por meio de práticas pedagógicas que conectam teoria e prática, instiga-se a responsabilidade e o comprometimento dos estudantes, formando cidadãos mais conscientes e engajados nas causas ambientais. Desse modo, esta situação de aprendizagem faz conexões entre Arte e Ciências da Natureza.
Riq fabricado no Brasil.
Homem tocando o pandeirão do Maranhão durante a Festa
Pessoa tocando samba no pandeiro.
BNCC
Habilidades: EF15AR04, EF15AR13 e EF15AR17.
Organize-se
• Se possível, realize uma exibição do curta-metragem A velha a fiar, dirigido pelo cineasta brasileiro Humberto Mauro em 1964 (veja a seção Sugestão para o professor).
ENCAMINHAMENTO
Pergunte aos estudantes se eles conhecem a canção popular A velha a fiar. Ouça com eles o áudio dessa música do cancioneiro brasileiro, que tem aqui um arranjo de estilo diferente do original. Logo na introdução, é possível perceber no clarinete uma frase típica no estilo blues, seguida pela melodia cantada (duas vozes femininas e uma masculina) acompanhada por órgão, contrabaixo, bateria e o próprio clarinete. Em meio à ampliação da melodia, existem dois momentos em que escutamos uma alteração da tonalidade (entre o rato e o gato e entre o cachorro e o pau). O final da música é marcado por um fechamento melódico do clarinete no estilo blues.
Converse com a turma sobre a importância de respeitar os mais velhos, pois todos nós envelheceremos.
Comente que essa canção apresenta uma forma criativa de se desenvolver: por acumulação. Leia com eles a letra, observando que ela começa com um verso breve, sempre repetido, com novos elementos acrescentados um a um.
Se julgar pertinente, conte para a turma que a canção
ARTE-AVENTURA Histórias cantadas
As canções podem ter também letras bem curiosas, que vão crescendo e crescendo à medida que a gente vai cantando.
Você conhece a cantiga A velha a fiar? Vamos cantar?
A velha a fiar
Estava a velha a fiar
Veio a mosca incomodar
A mosca na velha e a velha a fiar
Estava a mosca em seu lugar
Veio a aranha incomodar
A aranha na mosca, a mosca na velha...
E a velha a fiar
Estava a aranha em seu lugar
Veio o rato incomodar
O rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha...
E a velha a fiar...
1 Vamos continuar cantando e incluir outros animais? Na ordem: o gato, o cachorro... e o que mais?
Resposta pessoal. Incentive os estudantes perguntando quais animais eles conhecem para incluir na cantiga.
A velha a fiar foi apresentada em um filme de curta-metragem de mesmo nome, dirigido pelo cineasta brasileiro Humberto Mauro, em 1964. Nesse filme, a canção é interpretada pelo conjunto musical Trio Irakitan. Proponha um momento de fruição do curta-metragem e, ao final, pergunte aos estudantes: o que vocês acharam do filme? Como é a música? É um filme diferente dos filmes atuais? Por quê?
Na questão 1 , proponha aos estudantes uma brincadeira musical, cantando a canção A velha a fiar e adicionando novos animais, ampliando a sequência de acontecimentos da história musical. No áudio A velha a fiar: versão playback, a música se inicia com a mesma introdução da versão cantada. Porém, a melodia da música é interpretada pelo clarinete, a fim de servir de guia para o canto dos estudantes.
Agora que você inventou mais partes para essa cantiga, imagine o que pode acontecer nessa história e desenhe no espaço a seguir.
Produção pessoal. Converse antes com os estudantes sobre a cantiga e os animais que foram inseridos nela. Pergunte como eles imaginaram os animais e a velha nessa cantiga.
3. Proponha aos estudantes que compartilhem suas criações. Organize um tempo em sala de aula para que os grupos possam apresentar as canções que pesquisaram e que compuseram. Permita que os estudantes explorem a pesquisa e inventividade utilizando instrumentos improvisados criados em atividades anteriores ou explorando a percussão corporal ao bater palmas e os pés, por exemplo.
3 Com os colegas, pesquisem mais sobre músicas que contam histórias. Criem também suas composições. Vocês podem usar ritmos já conhecidos ou se aventurar em criar melodias e letras para suas canções.
Na questão 3, incentive os estudantes a pesquisar músicas que contam histórias e, para aumentar o desafio, convide-os a criar ritmos e letras e cantar suas próprias canções.
É interessante registrar essa situação de aprendizagem por meio de fotografias ou filmagens para, posteriormente, assistir com a turma. Ao final da brincadeira, proponha aos estudantes que compartilhem com os colegas os desenhos realizados.
Construir diferentes ferramentas de registros pode ampliar a percepção da trajetória da turma. Na construção de portfólios musicais, por exemplo, crie uma coleção sonora, registrando os momentos de exploração de instrumentos, sessões de cantorias e apreciação musical. Organizar rodas de conversa é um importante meio de fazer sondagens a respeito do que os
estudantes costumam ouvir no convívio social e o que descobrem com o repertório musical apresentado em sala de aula.
+Ideias
Proponha uma nova brincadeira musical de improviso com canção acumulativa. A improvisação é um recurso expressivo que possibilita produzir ações e sonoridades musicais com base na espontaneidade, na criatividade e na habilidade dos participantes envolvidos. Peça aos estudantes que cantem uma canção em que vão adicionando sucessivamente novas palavras — dessa vez, nomes de brincadeiras, como feito no vídeo Brincadeira Musical, do programa Quintal da Cultura (veja seção Sugestão para o professor). Ao final, sugira aos estudantes que escolham uma das brincadeiras mencionadas na canção para brincar juntos.
Sugestão para o professor
• A VELHA a fiar: Humberto Mauro. Publicado por: CineMauro. Direção: Humberto Mauro. Rio de Janeiro: INCE, 1964. 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: https://vimeo. com/20520305. Acesso em: 15 set. 2025. Filme de curta-metragem A velha a fiar dirigido pelo cineasta brasileiro Humberto Mauro, em 1964.
Vídeo Brincadeira musical, do programa Quintal da Cultura, para que os estudantes se inspirem para criar uma canção.
BNCC
Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR17.
ENCAMINHAMENTO
Nesta seção, propõe-se uma adaptação criativa da canção Passa, passa, gavião que faz parte do repertório tradicional brasileiro. Na canção original, se faz a ilustração gestual de diferentes profissionais, como marceneiros e lavadeiras. No áudio Passa, passa, minha banda, os intérpretes realizam gestos que tematizam músicos tocando diferentes instrumentos musicais. A cada frase é mencionado um novo músico e seu instrumento: flautistas, guitarristas, pianistas, bateristas, saxofonistas, sanfoneiros até, finalmente, a banda inteira. A introdução é feita por piano, caixa e contrabaixo, e a seguir ouvimos o refrão da canção, cantado por vozes femininas e masculinas. Durante a brincadeira, os estudantes realizam os gestos característicos de cada músico. Na etapa 2, sugere-se que as crianças incluam outros instrumentos para continuar a brincadeira com a música.
Leia com os estudantes o boxe que apresenta o que é uma partitura e conte a eles que interpretarão uma partitura de forma divertida. O áudio dessa criação musical original Atchim & Koff se vale de sons de expressão humana, organizados de forma simples. Sua inspiração são os sons do cotidiano de escolas no inverno, quando se ouvem vários tipos de tosses e espirros. Essa proposta segue uma partitura precisa, como normalmente se faz com a música. Ao fundo desse jogo, entre os dois elementos sonoros (tosses e espirros), diversos instrumentos fazem um acompanhamento rico e variado.
ARTE EM PROJETOS
Você é o intérprete
1. Passa, passa, minha banda
A letra da canção Passa, passa, minha banda foi criada com base em uma obra da tradição musical brasileira. A versão original é conhecida como Passa, passa, gavião. Aqui, inventamos uma letra para falar de instrumentos musicais e realizar os gestos feitos quando eles são tocados. Vamos cantar e interpretar juntos?
COMO FAZER
Estes primeiros versos correspondem ao refrão da música.
1. Sempre que a letra da canção indicar um instrumentista, façam como se estivessem tocando o instrumento.
[Refrão]
Todo mundo é bamba 19
Passa, passa, minha banda Quem não passa, dança Passa, passa, minha banda
Os flautistas fazem assim... Assim, assim, assim, assim!
[Refrão]
Os guitarristas fazem assim... Assim, assim, assim, assim!
[Refrão]
As pianistas fazem assim... Assim, assim, assim, assim!
[Refrão]
Os bateristas fazem assim... Assim, assim, assim, assim!
[Refrão]
Os saxofonistas fazem assim...
Assim, assim, assim, assim!
[Refrão]
Os sanfoneiros fazem assim...
Assim, assim, assim, assim!
[Refrão]
A banda inteira faz assim...
A banda inteira faz assim...
Assim, assim, assim, assim!
Assim, assim, assim, assim!
Assim, assim, assim, assim!
Assim, assim!
PASSA, passa, minha banda. [S l.: s n.], [19--?]. Cantiga popular adaptada especialmente para esta obra.
2. Vocês podem incluir outros instrumentos musicais e continuar essa música.
Apresente aos estudantes os instrumentos mencionados na letra.
Comente que na “música do inverno” os compassos são quaternários, isto é, subdivididos em 4 tempos. Explique que cada contagem de 1 a 4 é um compasso e, para auxiliá-los na compreensão do gráfico, peça que observem a marcação da contagem dos tempos de 1 a 4 na parte superior. Depois, nos retângulos logo abaixo, observe com eles as marcações dos sons Atchim e Koff , indicados com ilustrações, e dos silêncios ou pausas, indicados com espaços vazios.
Na primeira e na segunda linhas, há um Atchim! no primeiro tempo do primeiro compasso e um Koff no primeiro tempo do segundo compasso. Na terceira linha, há um Atchim!, um silêncio, um Koff e um silêncio em cada compasso. Na quarta linha, há uma sequência Atchim!, Koff, Atchim!, Koff e quatro tempos (um compasso) de silêncio. A quinta linha é igual às duas primeiras, e na última, temos um Atchim! e um Koff soando juntos no primeiro tempo, seguido de três tempos de silêncio.
Atchim & Koff
Podemos também criar canções utilizando sons expressivos (como um espirro ou uma tosse).
Veja a seguir a partitura da música Atchim & Koff
Partitura é uma forma de escrever as músicas. As partituras mais utilizadas atualmente foram criadas há muito tempo. Nelas, o músico deve seguir regras e usar sinais que são conhecidos por músicos do mundo todo.
COMO FAZER
A partitura a seguir foi especialmente criada para este livro e não usa os sinais mais comuns.
1. Convide um colega. Sigam a partitura, com um fazendo a tosse e o outro fazendo o espirro.
2. Na sequência, troquem as interpretações: quem espirrou, tosse; quem tossiu, espirra.
Convide os estudantes a propor novas expressões sonoras para interpretar essa mesma partitura no lugar das sonoridades de espirro e tosse.
Incentive os estudantes a improvisar com base nos elementos espirro e tosse. Pode-se criar uma música mais longa, que começa pela partitura apresentada, segue para uma improvisação livre e, ao final, retoma as indicações da partitura. Com isso, teremos: parte A (música da partitura), parte B (improvisação) e parte A (partitura novamente).
Se julgar adequado, comente com os estudantes que, ao espirrar e tossir em sala de aula, devemos tampar a boca com as mãos, um lenço de papel ou aproximando a dobra do braço à boca, para evitar a proliferação de vírus e bactérias no ar.
Observe como os estudantes se comportam nos momentos de ação criadora para avaliar seu desenvolvimento individual. Faça anotações no diário e proponha que os estudantes registrem o processo em seus cadernos.
+Ideias
Proponha aos estudantes a criação coletiva da partitura da música das expressões humanas. Nela, a turma deverá incluir sonoridades do corpo (espirro, risada, tosse, soluço, choro etc.) e de expressões humanas (surpresa, espanto, horror e alegria, por exemplo). Depois da partitura pronta, peça que os estudantes a interpretem em uma grande brincadeira.
Vídeo com a canção Passa, passa, gavião interpretada pela turma do programa de televisão Quintal da Cultura.
ENCAMINHAMENTO
Para retomar os assuntos abordados nesta unidade, sugira aos estudantes que utilizem o caderno para compartilhar as informações e os conteúdos registrados por eles ao longo das situações de aprendizagem.
Na questão 1 , relembre com os estudantes quais são os instrumentos de percussão e suas características. O ganzá, a zabumba e o tarol são instrumentos percussivos comumente utilizados nas cirandas.
Na questão 2, recupere o que é uma partitura, explicando que se trata de uma forma de escrita musical. Lembre os estudantes de que, em outros momentos ao longo desta unidade, eles realizaram a notação musical não convencional. Espera-se que eles associem a escrita musical a elementos visuais, como desenhos e palavras, para representar a cantiga. Neste desenho e nesta notação musical, os estudantes podem apresentar aspectos relacionados aos parâmetros sonoros.
Na questão 3, é importante avaliar o canto, a oralidade, o ritmo e o andamento, saberes explorados ao longo desta unidade. Espera-se que os estudantes desenvolvam estes saberes no momento de interpretar a partitura criada por eles.
Na questão 4 , espera-se que os estudantes tenham compreendido o andamento em música e que o explorem na prática individual ou coletiva. Ao cantarem a canção, observe se exploram os andamentos lento e rápido, alternando-os. No item a, articula-se a dança à linguagem musical e propõe-se que os estudantes dancem a canção com base nos diferentes andamentos cantados por eles.
PARA REVER O QUE APRENDI
Lembre os estudantes de que na ciranda as pessoas dançam, cantam e também podem tocar instrumentos de percussão.
1 Contorne os instrumentos de percussão muito usados por grupos de cirandeiros.
2 Você se lembra da canção Atchim & Koff? Vamos criar uma partitura com palavras e desenhos para essa música?
3 Agora, observe a partitura que criou e cante essa canção, explorando modos mais rápidos e outros mais lentos.
A proposta é avaliar a turma explorando o canto e a oralidade. Retome com os estudantes os saberes sobre o ritmo e o andamento na música.
4 Vamos cantar Cirandeiro com um andamento rápido e depois mais lento?
Cirandeiro
Cirandeiro, cirandeiro, oh!
2. Lembre os estudantes de que a partitura é uma forma de escrever músicas. Retome as partituras estudadas neste volume; assim, o caráter lúdico e criativo desse tipo de criação será
A pedra do teu anel brilha mais do que o Sol!
Cirandeiro, cirandeiro, ah!
A pedra do teu anel brilha mais do que o mar!
Eu fui fazer uma casa de farinha, tão maneirinha que o vento possa levar.
retomado, explorando a percepção musical, as relações entre formas, cores e sons e a poética de cada estudante.
Oi, passa sol, passa chuva, passa vento, só não passa o movimento do cirandeiro a rodar.
Oi, passa sol, passa chuva, passa vento, só não passa o movimento do cirandeiro a rodar.
a) Como você dançaria a ciranda em cada um dos andamentos cantados por você? Vamos dançar?
Resposta pessoal. A expressão na dança é livre, mas espera-se que os estudantes relacionem o andamento da música com a velocidade dos movimentos dançados.
5 Complete a frase a seguir com as palavras do quadro.
tempo • música • quatro
A ciranda tem música e dança.
Ela tem quatro unidades de tempo , ou seja, tem compasso quaternário.
Reforce que compasso é o modo como está organizado o tempo com que a música se desenvolve.
6 Uma nota Semínima equivale a quantas Colcheias? Duas.
7 Como é possível escrever com Semínimas e Colcheias a pronúncia das letras da palavra escola?
E É-sse Cê O É-le A
8 Quais instrumentos de percussão as crianças estão tocando?
Escreva o nome de cada um deles.
Tambor/zabumba
Chocalho/ganzá
Na questão 5 , auxilie os estudantes a completar as frases com as palavras música, quatro e tempo.
Na questão 6 , espera-se que os estudantes respondam que são duas.
Na questão 7 , auxilie os estudantes a escrever a pronúncia correta das letras da palavra escola, desta forma: E + É-sse + Cê + O + É-le + A.
Na questão 8 , espera-se que os estudantes, após identificar os instrumentos, escrevam no local indicado o nome dos instrumentos musicais na ordem: tambor/ zabumba e chocalho/ganzá. É importante propor aos estudantes ações avaliativas em que o conceito de patrimônio cultural imaterial seja central, uma vez que a arte se faz em diferentes contextos e por meio de elementos e materialidades diversos. O respeito e a valorização das matrizes culturais que constituem o Brasil, dentre elas, a indígena, é um dos principais objetivos desta unidade. Espera-se que os estudantes, ao longo das proposições, tenham assimilado e compreendido termos, conceitos, técnicas e temas pertinentes a esta unidade. Em música, é importante que eles saibam identificar e explorar os parâmetros sonoros, o ritmo, o compasso, a leitura e a interpretação de letras e notações musicais não convencionais. A compreensão da ciranda e das canções e cantigas populares, bem como brincadeiras, incluindo as musicais, é fundamental para o desenvolvimento dos estudantes, principalmente quando se considera que, nesta fase, eles são seres brincantes, em constante interação com o outro.
Referências bibliográficas comentadas
AMARAL, Ana Maria. O ator e seus duplos : máscaras, bonecos, objetos. São Paulo: Senac, 2004.
Essa obra é essencial para o desenvolvimento de situações de aprendizagem e projetos didáticos que levam à cena máscaras, bonecos e objetos por meio de jogos, improvisações ou apresentações.
BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudanças no ensino da arte . 2. ed. São Paulo: Cortez, 2002.
Nessa obra, estão reunidos textos de pesquisadores sobre temas relacionados ao ensino de Arte, à formação de professores, às tecnologias na educação, à interdisciplinaridade e à multiculturalidade.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: https://basenacionalco mum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal_site.pdf. Acesso em: 18 ago. 2025.
Nesse documento, estão presentes proposições e embasamentos curriculares, determinando as competências e as habilidades específicas de cada área do conhecimento para garantir as aprendizagens essenciais.
BRITO, Teca Alencar de. Um jogo chamado música : escuta, experiência, criação, educação. São Paulo: Peirópolis, 2019.
A autora do livro traz uma abordagem pedagógico-musical livre e criativa, com várias ideias e proposições pedagógicas para explorar a música na educação de crianças.
CARMO, Carlos Eduardo Oliveira do; CASTRO, Fatima Campos Daltro de; ROCHA, Lucas Valentim. Despertando Judites: experiências de criar e aprender dança com crianças. In: COLÓQUIO INTERNACIONAL EDUCAÇÃO E CONTEMPORANEIDADE, 7., 2013, São Cristóvão, SE. Anais [...]. São Cristóvão, SE: Educon, 2013. Disponível em: https://ri.ufs.br/bitstream/riufs /9712/5/4.pdf. Acesso em: 12 ago. 2025.
Nesse artigo, os autores abordam as oficinas de dança contemporânea desenvolvidas por Edu O. para crianças que convivem com o vírus HIV. As oficinas propuseram a sistematização de procedimentos metodológicos no desenvolvimento da criação em Dança com base na exploração dos elementos cênicos e na pesquisa de movimento da obra coreográfica Judite quer chorar, mas não consegue!, incluindo
a dança com objetos. O cuidado com os diferentes corpos permite refletir sobre o desenvolvimento da dança junto a estudantes com deficiência ou que convivem com enfermidades, superando discriminações e estereótipos.
HERNÁNDEZ, Fernando. Cultura visual, mudança educativa e projeto de trabalho . Porto Alegre: Artmed, 2000.
Nessa obra, o autor narra experiências de alguns professores que contribuíram para a expansão dos conhecimentos sobre a cultura visual na educação básica.
MONTEIRO, Marianna Francisca Martins. Dança popular : espetáculo e devoção. São Paulo: Terceiro Nome, 2011.
Nessa obra, que se desenvolve como uma continuidade e um diálogo com o trabalho pioneiro de Mário de Andrade, a autora discute a dança no contexto da cultura tradicional brasileira em sua história e contemporaneidade.
OLIVEIRA, Marisa Trench de. De tramas e fios : um ensaio sobre música e educação. São Paulo: Unesp, 2005.
São apresentadas nessa obra informações sobre a música e a educação musical, com proposições didáticas que possibilitam o acesso dos estudantes à linguagem da música pela iniciação ativa e lúdica utilizando canções, improvisações, jogos de escuta e criação.
SPOLIN, Viola. Jogos teatrais na sala de aula . São Paulo: Perspectiva, 2007.
Nessa obra, que é um manual para desenvolver trabalhos com jogos teatrais e tradicionais em sala de aula, são apresentados inúmeros exemplos de jogos teatrais que podem ser desenvolvidos na escola, demonstrando como eles se estruturam.
Leitura complementar para o professor
MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. São Paulo: Martins Fontes, 2011.
O autor dessa obra traz uma visão sobre como seria essencial a compreensão da percepção viva corpórea. A obra contribui para fundamentar a importância de se trabalhar na escola com a expressão e a consciência corporal das crianças.
ORIENTAÇÕES GERAIS
CONVITES PARA EXPERIÊNCIAS E PROPOSIÇÕES PEDAGÓGICAS
É experiência aquilo que “nos passa”, ou que nos toca, ou que nos acontece, e ao nos passar nos forma e nos transforma. Somente o sujeito da experiência está, portanto, aberto à sua própria transformação.
BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 19, p. 25-26, jan./abr. 2002.
A filosofia explica a experiência como as percepções e os saberes que construímos por meio dos sentidos. Se prestarmos atenção, perceberemos que todos os dias muitas coisas nos acontecem, mas nem todas nos tocam. Quando algo nos toca, nos afeta, isso pode representar um acontecimento significativo, uma experiência estética!
Quem não se lembra de uma cena de filme, de uma pintura ou de um desenho visto na infância que tenha marcado sua história de vida? Uma música, um perfume ou uma imagem podem nos fazer viajar a tempos passados. Esse é o poder da experiência estética: o encontro com a beleza ou com a estranheza pode marcar a memória e influenciar nossa formação como seres sensíveis.
Algumas vezes somos surpreendidos e envolvidos por esse tipo de experiência, outras vezes nos colocamos intencionalmente em estados sensíveis, disponíveis à poesia. Na
busca por experiências estéticas, vamos ao cinema, a espetáculos de música, de teatro e de dança, a exposições de arte ou apenas ligamos a televisão ou acessamos dispositivos móveis para nos deleitar com séries e filmes, ouvir música, apreciar e compartilhar imagens.
Na experiência estética os meus sentimentos descobrem-se nas formas que lhes são dadas, como eu me descubro no espelho. Através dos sentimentos identificamo-nos com o objeto estético, e com ele nos tornamos um.
DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. Fundamentos estéticos da educação. 2. ed. Campinas: Papirus, 1988. p. 93.
Segundo a definição de Duarte Júnior, a palavra estesia é oposta à palavra anestesia — a impossibilidade ou a incapacidade de sentir. No entanto, a estesia relaciona-se à possibilidade de sentir e significar. Em estado de estesia, seja por intenção, seja por distração, podemos viver experiências estéticas (DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. O sentido dos sentidos : a educação (do) sensível. Curitiba: Criar, 2001).
Quando falamos em proposições pedagógicas no ensino de Arte, chamamos a atenção para a presença de professores-propositores, que são aqueles que se constituem pela for-
mação/ação/reflexão no fluxo das experiências culturalmente vividas. Experiência, nesse sentido, é a condição especial que, como expressa Jorge Larrosa Bondía, “‘nos passa’, ou que nos toca, ou que nos acontece” (BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 19, p. 26, jan./abr. 2002).
Entender arte como conhecimento e linguagem que dialoga com muitos saberes, sentimentos, sensações, tempos e contextos é um fator importante na concepção contemporânea de arte-educação. Do mesmo modo, a ideia de proposição pedagógica para o ensino de Arte está ligada ao desafio de buscar uma poética pessoal de aprender e ensinar Arte. Trata-se de uma postura pedagógica em que o professor, mesmo tendo como referência um material didático, toma decisões que resultam em escolhas autônomas e pensadas para os encontros entre os estudantes e o universo da arte. São profissionais atentos às necessidades da realidade e abertos à escuta sensível dos estudantes, acolhendo os diversos modos de ser e de existir.
Dessa forma, professores-propositores são profissionais autores dos seus projetos pedagógicos; preparam ambiências educadoras e criadoras e convidam os estudantes a viver experiências na fruição, na contextualização e no fazer artístico; compreendem a potência das experiências estéticas.
Fazemos aqui o convite aos professores-propositores, disponíveis à poesia e em estado de estesia, para trilhar caminhos cuja premissa é que a experiência com a Arte seja uma aventura repleta de experimentações, com ênfase na curiosidade, na alegria e nas descobertas: uma arte-aventura!
Caminhos
para trilhar
no ensino da Arte
Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música, não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe falaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o misté-
rio daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.
ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola 3. ed. São Paulo: Planeta, 2021. p. 189.
Já que somos seres de linguagem, expressão e poesia, as aulas do componente curricular Arte podem ser espaços e tempos para viver experiências com a beleza e com a boniteza. A beleza de que aqui falamos não está associada à ideia de padrões ou gostos estéticos, e sim à ideia de boniteza que aprendemos com Paulo Freire quando ele fala da necessidade de a educação percorrer caminhos de encantamentos. Quando Rubem Alves fala de ensinar e aprender por meio de “experiências da beleza”, nos convida a pensar em encontros sensíveis com o mundo e as coisas que nele habitam, incluindo a arte. Nesse sentido, ao escolher os caminhos para trilhar no ensino da Arte, devemos selecionar conceitos ou modos de provocar experiências com a beleza? Como preparar nossas aulas com boniteza para provocar encantamento? (FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia : saberes necessários à prática pedagógica. 38. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2004. p. 23; ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola . 3. ed. São Paulo: Planeta, 2021).
O Livro do estudante desta coleção representa um rico material que oportuniza a fruição, a leitura e a construção de hipóteses interpretativas por meio de textos verbais e visuais e de materiais em áudio. Apresentamos diversas propostas que contemplam o fazer artístico — fruição e leitura de imagens, estudos e pesquisas, contextualizações e investigações sensoriais —, com o objetivo de tornar os estudantes protagonistas de sua aprendizagem. Para auxiliar o trabalho do professor, respeitando o momento de alfabetização e o processo de conquista da leitura e da escrita em que os estudantes estão mergulhados, a coleção propõe momentos de nutrição estética com leitura e interpretação de textos poéticos selecionados da literatura, trechos de canções e textos criados pelos autores junto com imagens de obras artísticas e ilustrativas, como forma de adentrar nos estudos
valorizando o pensamento poético e as experiências com a beleza.
Situações de aprendizagem
As proposições pedagógicas nesta coleção valorizam a investigação e as leituras de mundo, bem como a exploração de materialidades, processos e ações criadoras. São diversas situações de aprendizagem com o objetivo de facilitar o trabalho do professor e oferecer encaminhamentos metodológicos para provocar o constante e crescente aprendizado da arte, respeitando as infâncias e a cultura do brincar. Podemos refletir sobre o fato de a arte ser uma atividade e um produto cultural essenciais para o ser humano, por isso sua presença na escola é tão importante. Sem ela, o desenvolvimento de muitas competências e habilidades jamais seria alcançado, já que se trata de uma atividade humana ligada a manifestações estésicas e estéticas realizadas com base naquilo que percebemos, sentimos e pensamos. Que escolhas fazer diante da amplitude do universo da arte? Essa dúvida pode provocar os educadores a pensar sobre o que ensinar ou por quais caminhos seguir. Assim como um poeta que escolhe apenas algumas palavras, entre as muitas existentes, para criar seus versos e suas rimas, em meio ao vasto acervo de produções artísticas e manifestações culturais, a cada volume, unidade, capítulo e seção, realizamos escolhas e recortes, visando ajudar os professores nas suas próprias escolhas para criar, propor e caminhar por um percurso de ensino e aprendizagem da Arte na companhia dos estudantes. Com base nas escolhas que fazemos no universo da arte, podemos nos expressar, nos descobrir como criadores, apreciadores/espectadores, pesquisadores. Podemos, também, ser provocados por estados sensíveis e subjetivos a desenvolver o pensamento crítico e a viver encontros com a beleza, convidando os estudantes para essas experiências.
Nesta coleção, propomos o trabalho com base nas situações de aprendizagem: rodas de conversa, nutrição estética, ações criadoras, investigações sensoriais, pesquisas e expedições culturais. A expressão “situação de aprendizagem” nasce da reflexão de autores como José Carlos Libâneo e refere-se às si -
tuações didáticas e aos momentos educativos como pontos fundamentais para uma aprendizagem com sentido para os estudantes, entendidos como sujeitos ativos (LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública: a pedagogia crítico-social dos conteúdos. 21. ed. São Paulo: Loyola, 2008). Segundo Mirian Celeste Martins, Gisa Picosque e Maria Terezinha Telles Guerra, não se trata apenas de realizar uma atividade de modo mecânico, mas de vivenciar experiências significativas (MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 2010).
Nesse sentido, ao participar de rodas de conversa e de momentos de nutrição estética ; ao viver a ação criadora , ao realizar investigações sensoriais, pesquisas e expedições culturais em ambiências educadoras, os estudantes podem vivenciar seu processo de aprendizagem. Essas e outras situações podem ser criadas para vivências com arte na escola e fora dela, convidando e envolvendo também os familiares ou responsáveis.
À medida que ensinamos arte também aprendemos com ela e sentimos sua importância na escola. Como expressam Mirian Celeste Martins, Gisa Picosque e Maria Terezinha Telles Guerra, a “arte é importante na escola, principalmente porque é importante fora dela” (MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte : a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 2010. p. 12).
Tempos, poéticas e infâncias
Quando crianças, o que gostávamos de aprender? O que nos causava estranhamento, curiosidade, encantamento? Quais as experiências e os encontros com a arte que guardamos em nossas memórias?
Essa provocação, para vasculhar os sentimentos guardados e as memórias do seu tempo de infância, é um convite para pensar sobre como “definitivamente não somos iguais, e é maravilhoso saber que cada um de nós que está aqui é diferente do outro, como constelações” (KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 32-33) e sobre o fato de trazermos
conosco nossas subjetividades e modos de aprender e ensinar, construídos com tempo e uma diversidade de processos e experiências.
Mesmo considerando as diferenças entre tempos e contextos, esse exercício de memória deixa-nos mais sensíveis para compreender os estudantes, que têm seus estranhamentos, suas curiosidades, seus encantamentos e, sobretudo, seus desejos e seus direitos.
Ao ensinar Arte nos anos iniciais do ensino fundamental, é preciso compreender e mergulhar no universo do tempo da infância — ou melhor, das infâncias, considerando a diversidade de experiências vividas pelas crianças com base em seus contextos geográficos, culturais e sociais. A palavra infâncias carrega o sentido plural dos modos de ser e de existir, valoriza diferentes culturas e indivíduos e suas leituras de mundo, suas percepções, sensações e emoções diante da vida.
Investigar e acolher a forma como cada criança formula hipóteses interpretativas, desenvolve a oralidade, os processos de escrita, a leitura e as expressões artísticas visuais, sonoras e corporais é respeitar o tempo e a poética nas infâncias.
Ao conhecer melhor o desenvolvimento dos estudantes, suas conquistas e dificuldades, os professores podem analisar e planejar melhor suas aulas atendendo competências e habilidades, mas principalmente promovendo experiências significativas, capazes de compor histórias, memórias e aprendizados. Como você deseja ser lembrado? Essa é uma pergunta inquietante apresentada por Paulo Freire em: PAULO Freire contemporâneo. Direção: Toni Venturi. Brasil, 2007. 1 vídeo (ca. 50 min).
Há poética nas produções das crianças. A escuta e o acolhimento das produções exigem um exercício de avaliação sensível por parte dos adultos, em especial de professores e familiares, favorecendo ambientes mais seguros, acolhedores e potentes para o desenvolvimento da expressão e da ação criadora dos estudantes. Trata-se de um grande desafio, uma vez que a lógica do pensamento das crianças é diferente da lógica dos adultos. Dessa forma, precisamos estar atentos a essa diferença de modos de ser e de existir nas infâncias. Precisamos nos aventurar por mundos imaginários e simbólicos.
Minha tarefa pode ser comparada à obra de um explorador que penetra numa terra desconhecida. Descobrindo um povo, aprendo sua língua, decifro sua escrita e compreendo cada vez melhor sua civilização. Acontece o mesmo com todo adulto que estuda a arte infantil.
STERN, Arno apud MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte: a língua do mundo: São Paulo: FTD, 2010. p. 84.
A cultura do brincar
Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os direitos das crianças
Todos têm de respeitar.
[…]
Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.
ROCHA, Ruth. Os direitos das crianças: segundo Ruth Rocha. São Paulo: Salamandra, 2014. p. 7-10.
Nesta coleção, foi feita a escolha de valorizar o aprender pelo brincar, por considerar esse um direito importante para o desenvolvimento dos estudantes.
A cultura do brincar permeia toda a coleção, valorizando as experiências práticas e lúdicas nas investigações de materialidades, elementos constitutivos das linguagens artísticas e processos de criação. São apresentados produções artísticas, jogos de faz de conta e brincadeiras simbólicas, jogos teatrais com danças e jogos musicais como as brincadeiras cantadas, entre outras propostas, sempre respeitando cada faixa etária e as diferentes infâncias.
A presença do brincante nas manifestações da cultura brasileira, como cirandas, danças, cantos e festejos, dialoga com os estudantes sobre as ações lúdicas, que não são práticas exclusivas das infâncias, mas atravessam as tradições culturais brasileiras em diferentes contextos, sendo algumas reconhecidas como patrimônios culturais imateriais.
A cultura do brincar também está presente nas propostas de trabalhos em grupo, em que as relações sociais podem ajudar a construir e exercitar noções e atitudes do trabalho colaborativo, da educação antirracista e da cultura de paz.
As práticas artísticas são propostas com base na experimentação com liberdade, incentivando a curiosidade e a criatividade e valorizando a imaginação e a invenção como propulsores de ideias, argumentos e resolução de problemas e desafios. São práticas que estão em consonância às metodologias ativas e ao desenvolvimento de pensamentos contextualizados e críticos.
A curiosidade e o sentimento de aventura abrem possibilidades de expressão e de descoberta. Assim, são importantes os desafios que incentivam os estudantes a investigar muitas linguagens e a construir saberes sobre arte e vida por meio do lúdico.
Educação inclusiva e cultura de paz
A respeito do papel dos professores de Arte na educação inclusiva, é preciso refletir sobre as complexidades e realidades que envolvem esse trabalho em cada escola.
O direito à educação de pessoas com deficiência vai muito além da garantia de acesso ao espaço escolar. Além de espaços adequados, a acessibilidade inclui projetos pedagógicos que garantam condições para o desenvolvimento pessoal, social e educacional dos estudantes.
Nas Orientações específicas que acompanham o Livro do estudante desta coleção, há sugestões para auxiliar no desafio de promover uma cultura inclusiva na escola. Os professores têm papel fundamental nesse processo, que envolve várias ações educativas, desde a escuta e a observação atenta e sensível às necessidades dos estudantes até a criação de ambiências seguras, solidárias e pacíficas.
Ações educativas e situações de aprendizagem significativas e flexíveis valorizam as potencialidades de cada estudante, propondo a participação efetiva e interativa. Para isso, é fundamental o constante diálogo com todos os estudantes da turma, a fim de desconstruir
ideias estereotipadas e preconceituosas sobre as pessoas com deficiência e fomentar a empatia e o respeito à diversidade das formas de ser, existir e aprender.
Essa abordagem propõe assegurar a frequência e a participação de estudantes com deficiência, no espectro autista, com altas habilidades ou superdotação de modo não segregado, reconhecendo as diferenças como positivas no ambiente escolar.
O termo neurodivergente refere-se a uma condição neurológica que afeta o modo como a pessoa percebe, conhece, se comunica, organiza pensamentos e expressa emoções. Ele abrange uma variedade de condições, como Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Superdotação e Dislexia. No entanto, para esta coleção, trabalhamos com o termo neurodiversidade , defendendo que as formas de ser, existir e aprender são múltiplas. É parte fundamental dessa defesa conhecer as condições apresentadas e criar abordagens educativas inclusivas personalizadas, com adaptações de situações de aprendizagem e processos de avaliação flexíveis. Deve-se buscar condições para a participação e o desenvolvimento de competências e habilidades, valorizando as potencialidades e garantindo uma ambiência educadora e criadora segura e livre de preconceitos e violências.
Outros desafios também estão diante dos professores, como a educação antirracista e decolonial. Esses são temas que há muito tempo estão em debate e que deflagraram a Lei n o 10.639/2003, que tornou obrigatória a inclusão de conteúdos relacionados à história e à cultura da África e dos afro-brasileiros na educação básica, e a Lei no 11.645/2008, que ampliou o escopo da lei anterior, incluindo a história e as culturas dos povos originários. Essas leis alteraram a lei de diretrizes e bases da educação nacional (LDB) e vêm influenciando conteúdos, concepções e encaminhamentos nos currículos, livros didáticos e projetos educativos (BRASIL. Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 1996. Disponível em: http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 28 set. 2025).
O pensamento decolonial nasceu de várias discussões na América Latina, e em outros locais do mundo, sobre a situação de povos que foram colonizados e que, mesmo após o fim do sistema social e econômico de dominação direta, sofreram e ainda sofrem as consequências dessa dominação, uma delas sendo a manutenção de uma visão histórica e cultural eurocêntrica, que desconsidera conhecimentos e narrativas históricas e culturais de outros povos.
A educação decolonial procura romper com essa forma de pensar e de ver o mundo e valoriza a diversidade de narrativas, histórias, saberes e ideias. Ela leva em conta a história, a luta contra preconceitos e a resistência cultural de povos indígenas, de comunidades remanescentes de quilombo, de povos ciganos e outros grupos, considerando o direito que eles têm de contar as próprias narrativas e de aprender com base nos saberes originais de seu povo e em seu contexto cultural.
A educação antirracista caminha junto à cultura de paz, à diversidade e à representatividade de povos, culturas e grupos minorizados, como as pessoas LGBTQIAPN+ e as mulheres. Nesse sentido, os professores de Arte podem proporcionar aos estudantes encontros com diferentes acervos culturais e artísticos, ampliando repertórios e conectando ideias, temas e visões de mundo expressas nas várias linguagens artísticas.
Obras artísticas trazem temas e expressões que podem contribuir para as conversas sobre situações-problema de modo a combater a violência e o preconceito, sobretudo contra mulheres, meninas e pessoas LGBTQIAPN+, de maneiras adequadas a cada tempo das infâncias. Outras temáticas urgentes podem ocupar as rodas de conversas e os momentos de nutrição estética com os estudantes, bem como os diálogos com familiares ou responsáveis, como a segurança infantil em situações presenciais e em ambientes digitais e o combate a situações de violência e de intimidação sistemática, como o bullying e o cyberbullying. Considerando que as pessoas não nascem violentas ou pacíficas — são as experiências que influenciam as concepções de mundo, os valores e as práticas sociais delas —, a educação inclusiva, antirracista e pautada na cultura de paz e nas experiências com a beleza da qual falamos pode contribuir para formar pessoas pacíficas.
O conceito de cultura de paz parte do princípio de que a violência não é inerente à humanidade, nem a paz. A paz precisa ser ensinada, aprendida e estimulada.
RECHENBERG, Ligia. Cultura de paz: novas abordagens sobre prevenção da violência entre jovens. São Paulo: Instituto Sou da Paz, 2010. (Projeto juventude e prevenção da violência 4). p. 13. Disponível em: https:// soudapaz.org/documentos/cartilha-cultura -de-paz/. Acesso em: 15 set. 2025.
BNCC E AS PROPOSIÇÕES PEDAGÓGICAS NAS LINGUAGENS DA ARTE
Como os estudantes encontram as linguagens artísticas? Será por meio de uma ilustração de livro ou revista, por uma música que toca no rádio, por dispositivos móveis, pela televisão ou por outro meio? Será em uma cena de dança na rua, em uma página na internet ou em imagens de filmes ou desenhos animados? Com quais linguagens artísticas eles já tiveram contato? Como apresentar o universo da arte a eles? Que conceitos e ideias são importantes explorar em um projeto de arte? Essas são algumas questões a serem analisadas na proposta de um currículo de Arte.
A arte não está apenas nas instituições culturais, como museus ou casas de espetáculo. A arte está na vida, faz parte dela e é nutrida por ela. Ao observar as produções dos artistas, notamos que memórias e experiências pessoais são parte fundamental de suas pinturas, suas ações dramáticas, suas coreografias, suas músicas, seus textos e tantas outras criações artísticas em diferentes linguagens. Conhecer as diferentes linguagens é fundamental para compreender como a arte se manifesta nas culturas e como esta área de conhecimento pode ampliar os repertórios e a
visão de mundo dos estudantes. As linguagens artísticas também apresentam formas de expressão poética e de comunicação disponíveis para as experimentações dos estudantes.
Nesta coleção, apresentamos as linguagens artísticas tanto em seus conteúdos específicos como em conexões entre as diferentes linguagens da arte, com uma abordagem do ensino das linguagens artísticas que supere a polivalência e que busque conexões entre diferentes saberes e formas expressivas na arte.
Outro aspecto importante é a exploração das potencialidades nas relações entre o componente curricular Arte e diferentes saberes do currículo escolar — Ciências da Natureza, Geografia, História, Língua Portuguesa, Matemática e suas tecnologias —, bem como entre a arte e os temas contemporâneos trabalhados de forma transversal.
CIÊNCIA E TECNOLOGIA
• Ciência e Tecnologia
MULTICULTURALISMO
• Diversidade Cultural
• Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras
A interdisciplinaridade tem como premissa a interlocução entre saberes e é um exercício de interação e criação para estudar ou resolver problemas em percursos integrados — expandindo percepções e leituras de mundo. Não se trata de uma área estar a serviço da outra, mas sim de descobrir a potência do encontro entre elas e, dessa forma, promover diálogos.
A transdisciplinaridade é trazida nessa coleção pelos TCTs propostos pela BNCC, que são organizados em seis macroáreas temáticas (Meio Ambiente, Economia, Saúde, Cidadania e Civismo, Multiculturalismo e Ciência e Tecnologia) e têm o objetivo de promover um conhecimento contextualizado e relevante para a formação dos estudantes. Além das grandes áreas temáticas, os TCTs incluem temas mais específicos, conforme demonstrado no esquema a seguir.
MEIO AMBIENTE
• Educação Ambiental
• Educação para o Consumo Temas Contemporâneos Transversais
CIDADANIA E CIVISMO
• Vida Familiar e Social
• Educação para o Trânsito
• Educação em Direitos Humanos
• Direitos da Criança e do Adolescente
• Processo de Envelhecimento, Respeito e Valorização do Idoso
ECONOMIA
• Trabalho
• Educação Financeira
• Educação Fiscal
SAÚDE
• Saúde
• Educação Alimentar e Nutricional
BRASIL. Ministério da Educação. Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: proposta de práticas de implementação. Brasília, DF: SEB, 2019. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec. gov.br/images/implementacao/guia_pratico_temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 30 set. 2025.
Nesta coleção, os caminhos foram escolhidos com base em produções artísticas e culturais que possam ser instigantes para o estudo das linguagens artísticas (artes visuais, dança, música, teatro e artes integradas) bem como situações de aprendizagem que possam desenvolver competências e habilidades diante das dimensões do conhecimento em arte
(criação, crítica, estesia, expressão, fruição e reflexão) e dos objetos de conhecimento previstos na BNCC (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_ site.pdf. Acesso em: 24 set. 2025).
É expresso na BNCC o foco no desenvolvimento de competências e habilidades de Arte nos anos iniciais do ensino fundamental em várias linguagens (unidades temáticas) e objetos de conhecimento:
• Artes visuais: contextos e práticas; elementos da linguagem; matrizes estéticas e culturais; materialidades; processos de criação; sistemas da linguagem.
• Dança: contextos e práticas; elementos da linguagem; processos de criação.
• Música: contextos e práticas; elementos da linguagem; materialidades; notação e registro musical; processos de criação.
• Teatro: contextos e práticas; elementos da linguagem; processos de criação.
• Artes integradas: processos de criação; matrizes estéticas e culturais; patrimônio cultural; arte e tecnologia.
Esta coleção também se fundamenta no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) (BRASIL. Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União , Brasília, DF, 13 jul. 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov. br/ccivil_03/leis/l8069compilado.htm; NAÇÕES
UNIDAS BRASIL. Os objetivos de desenvolvimento sustentável no Brasil . Brasília, DF: ONU, 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/ pt-br/sdgs. Acessos em: 8 set. 2025).
Embora o ensino de Arte seja flexível e movente, na coleção são propostos estudos que dão ritmo de progressão e conquistas do conhecimento em Arte e desenvolvimento de competências e habilidades. Nesse sentido, elencamos propostas com foco no trabalho com a alfabetização nas diferentes linguagens; no conhecimento e no uso de elementos constitutivos de cada linguagem; na materialidade, explorando o conhecimento de como a arte é feita e sustentada por diferentes materiais e recursos; no processo de criação de artistas e dos próprios estudantes; no trabalho colaborativo e nas poéticas pessoais; e nos estudos sobre o patrimônio cultural brasileiro e nossas matrizes culturais.
As situações de aprendizagem e as dimensões do conhecimento nas linguagens da arte
Ao elencar as diferentes situações de aprendizagem (rodas de conversas, nutrições estéticas, investigações sensoriais, expedições culturais e ações criadoras), nos pautamos nas proposições pedagógicas para desenvolver as diversas competências e habilidades atravessadas pelas dimensões do conhecimento em Arte.
A BNCC apresenta a criação como o “fazer artístico, quando os sujeitos criam, produzem e constroem”. Trata-se de uma dimensão de conhecimento em que se pode “apreender o que está em jogo durante a ação criadora , processo permeado por tomadas de decisão, entraves, desafios, conflitos, negociações e inquietações”. Já a palavra estesia é citada como uma dimensão do conhecimento que está no campo da “experiência sensível dos sujeitos em relação ao espaço, ao tempo, ao som, à ação, às imagens, ao próprio corpo e aos diferentes materiais”. O texto ainda realça que essa dimensão “articula a sensibilidade e a percepção, tomadas como forma de conhecer a si mesmo, o outro e o mundo” (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 194. Destaques nossos. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 24 set. 2025), saberes fomentados
ROBERTO WEIGAND
em momentos como na nutrição estética. Outras dimensões de conhecimento são citadas na BNCC como essenciais para o processo de ensino e aprendizagem em Arte, como a crítica , a expressão , a fruição e a reflexão , que podem ser exploradas tanto na nutrição estética como nas rodas de conversa , nas investigações sensoriais , nas expedições culturais e na ação criadora . As ambiências educadoras e criadoras podem ser ocupadas com vivências em diferentes situações de aprendizagem.
Ambiências educadoras e criadoras
Para viver um percurso criativo, poético, estésico e educativo, é preciso prever várias situações de aprendizagem, as quais devem ser vividas em um tempo e em um espaço pensado e preparado, ou seja, em ambiências educadoras e criadoras.
A inovação (analógica e digital), a convivência e o planejamento são pilares que funcionam como norteadores na elaboração das proposições pedagógicas em que os professores podem se basear para criar os percursos e as situações de aprendizagem, bem como as ambiências criadoras e educadoras que primam por uma “escola expandida” (HARDAGH, C. C. Escola expandida: por uma justiça cognitiva digital e perspectivas para “outros sujeitos”. Educere et Educare, v. 13, n. 28, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.17648/educare. v13i28.18790. Acesso em: 16 set. 2025), que consiste em planejar e criar tempo, espaço e materialidades para que vivências significativas com a arte possam acontecer. Ao proporcionar ambiências educadoras e criadoras, o professor pode ter como foco a situação de aprendizagem ação criadora, por exemplo, discutindo os processos de escolha de materialidades, os processos criativos e as poéticas pessoais de cada estudante, dos colegas ou de artistas. É possível criar um ateliê móvel ou fixo com a participação dos estudantes e dos familiares ou responsáveis. Esse tipo de ambiência pode ser proposto na escola e em casa. Em outras situações de aprendizagem, como a nutrição estética, o professor, em conjunto com a gestão da escola, os estu -
dantes e os familiares ou responsáveis, pode criar ambiências para apreciar imagens, ouvir músicas, fazer contação de histórias ou assistir a vídeos (que apresentem várias linguagens, como espetáculos de dança, teatro e performances), filmes e documentários, entre outras, que possam ampliar o repertório cultural e o vocabulário dos estudantes. Também são considerados ambiência educadora e criadora os locais frequentados nas expedições culturais, como museus, galerias, ateliês de artistas, bibliotecas, cinemas, teatros, locais com arte pública, manifestações culturais tradicionais regionais e momentos de fruição que podem acontecer em ambientes presenciais ou se expandir para o ciberespaço (sempre com a presença de adultos responsáveis).
O meio virtual apresenta-se como uma possibilidade para fazer visitas a museus e ambientes on-line que expressem as linguagens artísticas e para conhecer e usar ferramentas digitais em pesquisas ampliadas, explorando ambiências educadoras e criadoras digitais. No entanto, tudo precisa ser estudado, escolhido, planejado e organizado para que o tempo e o espaço vividos nessas ambiências sejam potentes, transformadores e seguros.
As situações de aprendizagem e as ambiências educadoras e criadoras podem desencadear momentos para o desenvolvimento de competências e habilidades e a ampliação de repertórios e poéticas pessoais em arte. É importante analisar as várias possibilidades, ressignificando espaços na escola e fora dela, que expandem as possibilidades de viver e aprender em diferentes espaços e contextos. Nesse sentido, o professor-propositor também exerce o papel de professor-dinamizador cultural. Ao longo das orientações para o professor trazidas nesta coleção, são propostas dicas de como criar situações de aprendizagem e ambiências educadoras e criadoras.
Mediação cultural e curadoria educativa
Como nasceu a ideia de professor-propositor? Artistas neoconcretos, como Lygia Clark (1920-1988), Hélio Oiticica (1937-1980), Lygia Pape (1927-2004), entre outros, desenvolveram na arte a ideia de artista-propositor, que
propunha para o público uma atitude ativa perante a arte. Do universo da arte para o ensino e a aprendizagem da Arte, a ideia de artista-propositor expandiu para a de professor-propositor, com base nas publicações das educadoras Mirian Celeste Martins e Gisa Picosque, ao tratar do professor também como pesquisador, curador e mediador, “escavador de sentidos”, e da proposição pedagógica no ensino de Arte (MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa. Travessia para fluxos desejantes do professor-propositor. In : OLIVEIRA, Marilda Oliveira de (org.). Arte, educação e cultura Santa Maria: UFSM, 2007).
Pensando nesses papéis do educador, nesta coleção são propostas ações de curadoria e mediação cultural para a ampliação e a ativação cultural de repertórios dos estudantes. São oportunidades para reconhecer e respeitar lugares de fala, para trazer maior representatividade e diversidade na arte, valorizando a educação antirracista e decolonial. Nesse sentido, outra ação mediadora importante é realizar a curadoria digital, na qual o professor-curador faça pesquisas e acesse páginas da internet com antecedência, analisando se o conteúdo é apropriado ao contexto de estudo e à maturidade de cada turma, tendo por critérios aspectos como:
• Estar de acordo com os princípios da ECA, preservando a defesa dos direitos das crianças nos ambientes digitais.
• Primar pela cultura de paz, estando livre de qualquer tipo de preconceito, apologia à cultura de ódio e violência.
• Não estabelecer vínculos de consumo, pagamento ou necessidade de oferecer dados dos estudantes, professores e familiares ou responsáveis para ter acesso aos conteúdos.
Ao propor encontros entre a arte e os estudantes, o professor-mediador não é um “explicador”, mas estabelece uma “educação perguntadeira”, desenvolvendo habilidades didáticas no ato de perguntar e provocar pensamentos, conversações e construções de hipóteses interpretativas e argumentos diante do encontro com obras artísticas de diferentes linguagens. Nesse sentido, ser professor-mediador é criar ambiências e tempos para, junto aos estudantes, mergulhar em sensações,
emoções e percepções sobre o mundo, as coisas, si mesmo e o outro (RANCIÈRE, Jacques. O mestre ignorante . Belo Horizonte: Autêntica, 2002).
Com base na ideia de que a mediação cultural não é um lugar para explicações ou verdades sobre as produções nas diferentes linguagens artísticas, mas um espaço de conversação, uma oportunidade para provocar a construção de hipóteses interpretativas e trocas de ideias, propomos vários momentos de nutrição estética para auxiliar os professores na formulação de suas ações mediadoras.
Também reconhecemos que é preciso fazer adaptações para abarcar a pluralidade de modos de ser e de existir dos estudantes, sobretudo considerando a neurodiversidade e estudantes com deficiência. Podem ser muito positivas as propostas de audiodescrição de imagens em grupo, em que os estudantes se envolvem, com o professor, nas ações mediadoras inclusivas. Para Amanda Tojal, é possível explorar experiências sensoriais na fruição artística com materiais “adaptados para o reconhecimento de outros sentidos, além do visual, como os sentidos tátil, sonoro, olfativo e espacial”, como “mapas táteis, maquetes expográficas, reproduções bi e tridimensionais de objetos ou imagens planas (pinturas, fotografias, entre outras)” (TOJAL, Amanda Pinto da Fonseca. Política de acessibilidade comunicacional em museus: para quê e para quem? Museologia & interdisciplinaridade , Brasília, DF, v. 1, n. 7, p. 200, out./nov. 2015. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/museologia/article/view/16779/15061. Acesso em: 24 set. 2025).
Na sala de aula, dependendo do objeto artístico a ser apreciado, os professores podem trazer, nos momentos de nutrição estética, materialidades com texturas, aromas e sonoridades. Também são interessantes as leituras de imagens que exploram não apenas a visão, mas o corpo, propondo movimentos dançados, percussão corporal, improvisação de cenas teatrais e outras ações em que linguagens e percepções sensoriais sejam trabalhadas de modo a promover experiências significativas com a arte.
A PRESENÇA DAS LINGUAGENS DA ARTE
Nesta coleção, são abordadas as linguagens artísticas das artes visuais, dança, música, teatro e artes integradas a partir de produções históricas e contemporâneas, incluindo estudos sobre novas formas de produção usando tecnologias digitais e o ciberespaço. Ao longo da coleção, buscamos sempre respeitar uma estrutura de pensamento pedagógico com caminhos nutridos pelos encontros significativos com a arte, pela afetividade e pela ludicidade que o processo do trabalho com as crianças exige.
Artes visuais
No que se refere às artes visuais, a proposta desta coleção é desenvolver processos de alfabetização visual ampliados e contextualizados à cultura visual, aos processos de criação e às poéticas visuais de artistas e dos estudantes. Segundo Santaella, “a alfabetização visual significa aprender a ler imagens, desenvolver a observação de seus aspectos e traços constitutivos, detectar o que se produz no interior da própria imagem” (SANTAELLA, Lucia. Leitura de imagens . São Paulo: Melhoramentos, 2012. p. 13). Nesse sentido, a alfabetização visual pode envolver vários estudos, expandir o olhar e ajudar a compreender o mundo e a cultura visual. Sugerimos situações de aprendizagem para apresentar aos estudantes conceitos e noções que enfatizam que as imagens são constituídas de elementos visuais como: ponto, linha, forma, cor, luminosidade e espaço. Por isso, é importante mostrar como esses elementos articulados podem criar texturas, tonalidades, variações de efeitos de luz e sombra, sensações de movimento, relações com o espaço, entre outras possibilidades. Os estudantes podem desenvolver competências e habilidades na interpretação e na criação de imagens ao serem apresentados, de maneira progressiva, às diversas possibilidades de articulações e combinações entre os elementos constitutivos da linguagem visual, às materialidades, aos diversos processos de criação e aos discursos poéticos e contextos culturais e históricos nos quais as imagens são criadas.
Para Fayga Ostrower, com poucos elementos de linguagem visual é possível criar muitas
combinações na produção de imagens, infinitas possibilidades imagéticas que podem provocar os estudantes a expressar ideias, memórias, emoções, sensações etc. A criação de imagens tem muitas possibilidades, como explorar diferentes materialidades e poéticas; investigar linhas e formas em um desenho, cores e matizes em uma pintura; captar imagens a partir de escolhas de ângulos e enquadramentos; explorar processos de desenhar, gravar, entintar e imprimir gravuras; descobrir volumes, espaços e formas tridimensionais na escultura, entre outras investigações que podem acontecer na fruição ou na criação de imagens analógicas ou digitais (OSTROWER, Fayga. Universos da arte. Campinas: Unicamp, 2013).
O estudo do mundo das imagens se faz potente pelo universo das artes visuais, mas não se restringe a ele. Uma vez que a cultura visual é vasta e interdisciplinar, pode estar associada a campos que fazem parte do cotidiano dos estudantes, como a arquitetura, a publicidade, o design , a moda, entre outros. Entendendo a “arte e a cultura como mediadores de significados” e que o “significado pode ser interpretado e construído”, as imagens podem “informar àqueles que as veem sobre eles mesmos e sobre temas relevantes no mundo” (HERNÁNDEZ, Fernando. Cultura visual, mudança educativa e projeto de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 2000. p. 54).
Dança
Dança é a poética do corpo em movimento e todos os corpos são convidados a dançar. A linguagem da dança na escola se configura como espaço do corpo em seu pensamento estético. O movimento intencionalmente poético é o centro sobre o qual gravita a linguagem. Voltamo-nos à dança contemporânea como fundamento por alargar a matéria-prima da dança. Qualquer movimento é matéria potencial para dançar e coreografar, assim como qualquer corpo pode dançar. Onde pode existir movimento, pode existir dança.
Esses princípios fundamentam a concepção de dança desta coleção, pois permite que todos os estudantes sejam acolhidos na singula-
ridade de seus corpos. Sob essa perspectiva, entende-se que a potência poética dos corpos está em suas características particulares. Uma pessoa com deficiência, por exemplo, dança a partir de seu corpo, e não apesar de seu corpo. Portanto, não se trata de adaptar as diferenças e as singularidades do corpo a padrões de corpos preestabelecidos. O anticapacitismo e a perspectiva da arte contemporânea na dança têm um caráter ético, estético e político ao resistir e ao romper com estereótipos e idealizações dos corpos.
Nesse sentido, a escola é um ambiente privilegiado no qual o legado cinepoético da humanidade pode ser acionado por meio da experiência. Entendemos como ambiente não apenas o espaço, mas as relações que se estabelecem entre as pessoas. Há também questões técnicas, como adequar ou buscar um espaço adequado para a dança, verificar condições para uso de aparelhos sonoros, caso a música seja um elemento presente na proposta a ser desenvolvida, considerar a presença de estímulos visuais, sonoros e de iluminação sob a perspectiva da neurodiversidade etc.
Ainda sob essa perspectiva, a repetição de ambiências pode fortalecer o sentimento de segurança dos estudantes por meio da previsibilidade. Pode-se estabelecer uma rotina de combinados com os estudantes: interromper o toque ou o contato a qualquer sinalização do colega, zelar pela harmonia e por manter um clima leve e divertido e ter uma rotina no uso de espaços (como uma sala ou local específico para as propostas que envolvam experiências estésicas ou criativas) são algumas estratégias que possibilitam a construção de ambiências seguras. Isso não significa que as ambiências não possam variar; o elemento ativador de uma proposta pode ser justamente explorar uma nova ambiência, como dançar em meio às árvores em uma área verde do espaço escolar. Metodologicamente, indicamos a articulação entre as dimensões do ensino de Arte, ampliando repertórios, fruindo a dança, conversando sobre a dança, experimentando movimentos do corpo e suas partes, explorando ações corporais e temas de movimento, jogando, brincando, abrindo espaço para a imaginação, criando proposições e sequências
de movimentos, promovendo interações com objetos, espaços e corpos. A ampliação de repertório, seja pelo fruir seja pela experimentação dos movimentos, pode abranger, apontar para diferentes épocas, culturas e territórios ou partir deles.
Conversações compõem a avaliação em seu caráter processual. Aliada a elas estão os registros, que podem ser feitos pelos estudantes em linguagens verbais, não verbais e multimodais, utilizando materiais próprios, como cadernos ou recursos digitais. Proponha momentos para a leitura dos registros como forma de reflexão e avaliação dos percursos de aprendizagem, permitindo um olhar panorâmico sobre todo o processo.
Como as avaliações se desenvolvem com base em indicadores, recomenda-se a realização de situações de aprendizagem que permitam diagnosticar conhecimentos prévios, inclusive proprioceptivos.
Música
A proposição pedagógica para música presente nesta coleção convida professores e educandos a trilhar um percurso sensível e lúdico pela experiência criativa.
Pesquisas desenvolvidas recentemente têm nos instigado a considerar a música, a educação musical e o ensino da música de maneira inventiva e reflexiva, integrando os saberes musicais e os discursos possíveis sobre a música. Desde as contribuições de autores dos métodos ditos ativos, surgidos no período entre as duas Guerras Mundiais, vem sendo perseguido um equilíbrio mais adequado entre a música praticada, por um lado, e a música ensinada ou abordada teoricamente, por outro. Essas proposições consideram a arte um modo de ser, de estar e de pensar o mundo, e não um conteúdo rígido.
Em termos de ambiência, trata-se de oferecer aos estudantes meios adequados e condições favoráveis ao contato com o universo musical já existente — patrimônio já constituído, em suas múltiplas formas de manifestação — e, ao mesmo tempo, o desenvolvimento de sua própria musicalidade com base nas necessidades presentes.
Para um professor-propositor, esses saberes podem seguir em mais estudos, pois es -
tamos propondo que o professor vivencie a música e seu ensino por meio de encontros significativos. Consideramos que é possível criar e interpretar música com qualidade, mesmo nos níveis mais iniciais. Sugerimos ao professor que oportunize a escuta, o contato e o conhecimento de manifestações musicais de diferentes épocas, gêneros, estilos, tendências e culturas. Para isso, oferecemos uma gama de representações musicais: da exploração de percepção de sonoridades a criações musicais contemporâneas; de músicas da tradição brasileira a experimentações sonoras internacionais; de instrumentos usuais ao uso de objetos sonoros e à construção de novos meios expressivos. Ao mesmo tempo, lembramos a importância de não restringir esses momentos apenas à audição ou à fala sobre música, mas que sejam oferecidos espaço, recursos e motivação suficientes para que cada estudante, além de se expressar criativamente pelos sons e pela música, entre em contato consigo e com o outro, com suas sensações, seus sentimentos e seus entendimentos, podendo aprender a exprimi-los com clareza e compartilhá-los no coletivo.
As aulas de música são também encontros com a diversidade e abrangem o acolhimento de estudantes com deficiência ou variadas sensibilidades. Uma comunicação multimodal com fala, gesto e imagem é uma estratégia eficiente, nesse sentido, repetindo e reforçando os estudos por meio de diferentes sentidos (tátil, auditivo, visual). No contexto do estudo das notações musicais, valorizamos partituras convencionais e, igualmente, formas diferenciadas de registro e criação. As ambiências podem trazer experiências sensoriais múltiplas: ouvir, cantar, tocar e sentir vibrações. Em termos de neurodiversidade, indica-se o estabelecimento de rotinas e rituais, trazendo previsibilidade para as aulas. Além disso, o cuidado com a intensidade e o excesso de estímulos sonoros pode oferecer um ambiente mais favorável, especialmente para estudantes com TEA.
Ao avaliar, são consideradas, ao menos, três instâncias. De forma diagnóstica, são propostas situações nas quais se possam identificar repertórios, experiências prévias e habilidades iniciais. Processualmente, busca-se
acompanhar o engajamento, os progressos e a criatividade dos estudantes. Em caráter final, são integrados os aprendizados em conversações nas quais são revisitados os registros do percurso de aprendizagem e promovidas reflexões sobre todo o processo.
A abordagem de ensino musical proposta aqui procura oferecer atividades prazerosas que tratem de conteúdos relevantes para o conhecimento e a formação musicais, como conceitos de tempo e espaço e noções de ritmo e melodia, bem como a prática de interpretação, improvisação, criação e agenciamento de materiais. Sempre que possível, é importante que os diversos conteúdos musicais sejam disponibilizados em sala de aula de maneira lúdica e integrada. Assim, ao longo dos temas, propomos o fazer musical para trabalhar várias situações de aprendizagem que transitam entre:
• escutar, acolher e conhecer;
• apreciar, avaliar e comentar;
• experimentar, descobrir e se apropriar;
• expressar, cantar e tocar;
• interpretar, improvisar e criar;
• compreender, comunicar e compartilhar.
Teatro
O teatro, como linguagem artística que pode agregar outras linguagens artísticas, proporciona um campo fértil para a experimentação e a construção de novos conhecimentos. Por meio do teatro, os estudantes não apenas exercitam a fala, a escrita e o movimento, mas também a escuta ativa e a empatia, essenciais para a convivência em sociedade.
Essa experiência contribui para o desenvolvimento de competências e habilidades fundamentais, que envolvem a criatividade, a crítica e a resolução de conflitos, tornando a sala de aula um lugar de construção de conhecimentos, de sentidos e de identidades.
Na linguagem teatral, nos anos iniciais do ensino fundamental, não temos a preocupação de fazer ensaios para apresentar peças teatrais ou espetáculos temáticos para comemorações da escola ou para o fim de ano, mas sim de abrir possibilidades de construir conhecimentos, criar, expressar e refletir.
Com base nos estudos e pesquisas de Viola Spolin, vamos explorar o “onde”, o “o quê” e
o “quem” (Onde se passa a narrativa? O que vou fazer em cena? Quem é o personagem que vou representar?). Essas são perguntas que a autora sugere fazer durante o processo de criação de uma cena ou de um jogo teatral. O jogo e a improvisação teatral são pressupostos básicos de sua teoria e metodologia (SPOLIN, Viola. Jogos teatrais na sala de aula : um manual para o professor. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010).
A improvisação teatral permite aos estudantes desencadear os processos de criação, imaginação e expressão poética pessoal ou coletiva.
No percurso da coleção, os elementos da linguagem teatral, como corpo, voz, iluminação, cenários, figurinos, máscaras e outros, serão investigados e conhecidos no âmbito conceitual e prático. A linguagem artística teatral se concretiza mediante a composição de alguns elementos. Mesmo renunciando a alguns deles, um espetáculo teatral pode se realizar; entretanto, conhecer os elementos citados é fundamental para compreender as muitas formas de fazer teatro, como teatro de animação, mímica, corpo e voz, improvisado. Pensar uma escola que atue como um espaço de experiências lúdicas, educadoras e criadoras é uma tarefa que exige atenção e dedicação. As ambiências físicas devem ser acolhedoras e flexíveis, construídas coletivamente, permitindo que os estudantes se sintam à vontade para explorar e expressar suas hipóteses e emoções. Isso inclui desde a disposição do mobiliário até a decoração, com elementos que remetem ao mundo do teatro, como máscaras, figurinos e cenários.
As ambiências socioafetivas, por sua vez, são igualmente importantes. A escola deve ser um espaço seguro onde todos se sintam respeitados e valorizados. O teatro, com suas dinâmicas de grupo e jogos, é um excelente recurso para fortalecer os laços de confiança entre os estudantes, incentivando a colaboração e o respeito às diferenças.
As ambiências educadoras e os combinados em sala de aula são ferramentas essenciais para a promoção de um ensino de qualidade. Ao criar um ambiente que valorize a interação, o respeito e a construção conjunta do conhecimento, estudantes e educadores podem de-
senvolver um processo de aprendizagem mais significativo e transformador. A educação, assim, se torna um espaço não apenas de construção de conhecimentos, mas de formação de cidadãos críticos, conscientes e comprometidos com sua realidade.
Para que as ambiências educadoras sejam concretizadas em sala de aula, é fundamental que os combinados sejam constantemente revisados e adaptados às necessidades da turma. A participação ativa dos estudantes na construção dos combinados não só fortalece o senso de coletividade e pertencimento, mas também desenvolve habilidades como negociação, resolução de problemas, colaboração e responsabilidade social.
A inter-relação entre ambiências educadoras e combinados é vital para um ambiente de aprendizagem bem-sucedido. Enquanto as ambiências propiciam a condição para o aprendizado, os combinados estruturam o processo de convivência, assegurando que o espaço criado seja utilizado de forma construtiva e respeitosa.
O professor pode promover situações de aprendizagem que estimulem a nutrição estética e a ação criadora no teatro, desde a produção de pequenas cenas teatrais improvisadas até a realização de rodas de conversa sobre temas relevantes, tratados em cena. Essas interações favorecem a investigação sensorial e a expressão de sentimentos, tornando o aprendizado mais significativo.
Recomenda-se o uso de estratégias de ensino que têm por objetivo incentivar os estudantes a construir conhecimentos de forma autônoma e participativa, por meio de problemas e situações reais, realizando tarefas que os estimulem a tomar iniciativa e a debater, tornando-se responsáveis pela construção de conhecimento. Assim, propomos que o professor seja um mediador nos processos de ensino e aprendizagem, garantindo aos estudantes o protagonismo de seu percurso nas aulas e na escola.
Especificamente, na metodologia aplicada ao ensino e aprendizagem da linguagem artística teatral, a proposta de Viola Spolin vigora, na medida em que sistematiza uma prática teatral destinada a crianças e jovens e possível de ser desenvolvida em sala de aula.
Com isso, contemplamos pontualmente TCTs e ODS, abordagens fundamentais para um ensino crítico, reflexivo e comprometido com as demandas contemporâneas.
A linguagem teatral apresenta-se como um caminho para construir cidadãos mais críticos, criativos e sensíveis. É uma manifestação da arte que tem o poder de transformar a maneira como nos relacionamos com o conhecimento e com o outro, revelando a beleza da diversidade cultural em todas as suas nuances.
Ao preparar as ambiências na escola, devemos pensar nos estudantes com deficiência e na neurodiversidade. A colaboração entre a escola, os familiares ou responsáveis e o restante da comunidade escolar é necessária para criar um ambiente de aprendizado inclusivo e eficaz, focado nas necessidades específicas de cada estudante. O teatro pode se mostrar uma ferramenta poderosa para a inclusão, pois oferece um espaço democrático onde cada um pode contribuir de acordo com suas habilidades e competências. Os exercícios, os jogos e as improvisações teatrais podem ser adaptados para garantir que todos os estudantes participem ativamente. O uso de tecnologias assistivas, a criação de roteiros inclusivos e a realização de ensaios que considerem o ritmo e as necessidades de cada estudante são algumas estratégias que podem ser implementadas.
Além disso, promover um ambiente de aceitação e respeito às diferenças é fundamental. O teatro pode se configurar como um mediador de práticas que reforçam a empatia e a compreensão, capacitando os estudantes a se tornarem agentes de transformação social. A inclusão nas aulas de arte também estimula o desenvolvimento integral dos estudantes com deficiência, podendo promover o autoconhecimento, a autoestima e a socialização.
Incorporar o teatro como parte da formação escolar é proporcionar aos estudantes um espaço de construção de conhecimentos e desenvolvimento humano. Ao trabalhar com a linguagem teatral de forma integral, preparar ambiências adequadas e garantir a inclusão de todos, a escola se torna um lugar onde o saber é construído coletivamente, em meio a experiências que traduzem a pluralidade dos seres humanos e da vida.
A avaliação no contexto do teatro na escola deve ser multidimensional, considerando aspectos diagnósticos, processuais e finais. A avaliação diagnóstica tem o intuito de identificar as habilidades e as dificuldades de cada estudante. Isso permite uma orientação mais personalizada e adequada às necessidades da turma.
A avaliação processual ocorre ao longo das situações de aprendizagem, intervindo e observando o desenvolvimento dos estudantes durante as práticas de exercícios, jogos e improvisações. Nesse momento, é importante registrar não apenas a evolução técnica, mas também as habilidades socioemocionais, como trabalho em equipe, autoconfiança e empatia.
A avaliação deve refletir o resultado do percurso vivido pelos estudantes. Isso pode se dar por meio de perguntas e respostas, por meio de improvisações teatrais ou mesmo por meio de reflexões individuais, nas quais os estudantes possam expressar o que aprenderam e como se sentiram durante todo o processo. Na proposta de Viola Spolin, três conceitos fundamentais se destacam: foco, instrução e avaliação. Esses momentos são essenciais para criar um ambiente de aprendizado eficaz e produtivo.
O foco é um princípio central na prática teatral e se refere à concentração e à atenção que os praticantes devem ter durante jogos e improvisações. A instrução é o guia, que orienta os praticantes no desenvolvimento dos jogos teatrais propostos, para estimular a exploração, a descoberta e a improvisação teatral. A avaliação, para Spolin, vai além da crítica convencional. A sugestão é que a avaliação deve ser realizada com base no crescimento pessoal e coletivo dos praticantes. Um feedback construtivo é incentivado, destacando o progresso e a criatividade e promovendo um ambiente onde os praticantes possam se sentir seguros para explorar e cometer erros no processo. É imprescindível uma avaliação individualizada que respeite o progresso de cada estudante, evitando comparações.
Para a inclusão de estudantes com deficiência ou com TEA, sugerimos utilizar estratégias como: dividir o conteúdo em partes menores, aumentar o tempo para realizar as provas, fazer audiodescrições, flexibilizar as formas de
avaliação e oferecer feedback contínuo sobre o processo. No entanto, destacamos que essas práticas também podem ser importantes para uma variedade de estudantes. Dessa forma, o foco da avaliação pode ser dado na participação, na iniciativa e no interesse dos estudantes, e não apenas em resultados pontuais.
Artes integradas (linguagens híbridas)
Conhecer o instrumento de trabalho e as possibilidades que ele oferece é essencial, mas ir além da mera aplicação dessas possibilidades é fundamental.
PIMENTEL, Lucia Gouvêa. Tecnologias contemporâneas e o ensino da arte. In: BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudanças no ensino da Arte. São Paulo: Cortez, 2002. p. 117.
Para Lucia Gouvêa Pimentel, o universo tecnológico trouxe muitas possibilidades para conhecer e criar arte. É imprescindível proporcionar aos estudantes um ensino de Arte em consonância com seu tempo. Entretanto, somente o uso dessas tecnologias, sem um trabalho consistente por parte dos educadores, não vai garantir seu aprendizado e seu desenvolvimento artístico (PIMENTEL, Lucia Gouvêa. Tecnologias contemporâneas e o ensino da arte. In : BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudanças no ensino da Arte São Paulo: Cortez, 2002. p. 113-122).
Consideramos artes integradas aquelas que são híbridas, podendo ser verbais, visuais, so-
FAÇA SEU PRÓPRIO
CAMINHO!
Cartografar seu próprio fazer pedagógico, como um professor-propositor, é elevar-se à condição de criador dos próprios percursos de aprendizagem junto aos alunos, de tecer a coautoria do seu pensar/fazer pedagógico com escolha de caminhos que possam abrigar e expressar também os desejos de seus alunos.
MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 2010. p. 195.
As educadoras Mirian Celeste Martins, Gisa Picosque e Maria Terezinha Telles Guerra
noras, corporais, tecnológicas, audiovisuais e, ainda, todas elas juntas. São muitas as linguagens artísticas possíveis que precisamos, como educadores, estudar e conhecer como nascem e se transformam. Por exemplo, das máquinas fotográficas mecânicas às câmeras digitais altamente tecnológicas muito foi criado e experimentado. Além disso, o uso da fotografia tem alcançado uma proporção inigualável no desenvolvimento da cultura visual da contemporaneidade e tem muitos usos e funções além do artístico. Já o cinema nasceu do fascínio de captar, movimentar e projetar as imagens. Sendo narradores de histórias, os seres humanos associaram imagens a contos, e podemos apontar muitos momentos importantes, desde as primeiras projeções de sombras chinesas na Antiguidade, passando pelas invenções e investigações que deram origem às imagens em movimento do século XIX, até as ferramentas e os recursos tecnológicos atuais. As tecnologias e as novas linguagens, como videoarte, videodança, videoperformance e videoinstalação, feitas com recursos audiovisuais e digitais, podem estar entre as propostas no ensino de Arte, mas é preciso ter objetivos claros e criar situações de aprendizagem que estimulem a compreensão e a produção nas linguagens da arte contemporânea, bem como orientar estudantes e familiares ou responsáveis sobre os objetivos pedagógicos envolvidos no uso de ferramentas e recursos digitais e sobre maneiras confiáveis e seguras de navegar nos ambientes digitais.
apontam para a autonomia do educador que escolhe caminhos para criar soluções e proposições na sua ação educadora, diante de sua história e sua formação profissional, bem como o que o nutre enquanto base teórica, metodológica e experiência estética no encontro com a arte. Também é importante que o professor planeje seus caminhos e suas proposições pedagógicas e investigue suas concepções de arte e de ensino de Arte (MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte :
a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 2010).
Sabemos que questionar é sempre um exercício importante para fazer escolhas; assim, ao estar diante do desafio de sermos professores-propositores, podemos nos indagar: como aproximar teorias da minha prática docente? Que relações esses fundamentos e proposições pedagógicas têm com a minha história de educador e a realidade dos estudantes? Qual é a minha concepção de arte e de ensino de Arte? Qual é o meu lugar de fala e o dos estudantes com os quais caminho?
Na busca por respostas, podemos olhar para nossas experiências e valorizá-las, assim como podemos estudar documentos, teorias, investigar as histórias e as trajetórias do componente curricular Arte e os autores que nos ajudam a compreender, nutrir e trilhar caminhos pedagógicos no ensino de Arte.
Na direção do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), no fim da década de 1980, a professora Ana Mae Barbosa desenvolveu, com base em suas pesquisas e suas ações educativas, a chamada Abordagem Triangular do Ensino de Arte. Ainda hoje, essa proposta de ensino de Arte é a base da maioria dos programas de educação de Arte no Brasil, seja em escolas, seja em museus. A proposta consiste em uma proposição pedagógica que aborda três eixos para a construção de saberes artísticos: ler, fazer e contextualizar. Esses eixos não apresentam uma ordem preestabelecida. É o educador, diante de seu projeto, que propõe os momentos de ler, fazer e contextualizar (BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da Arte: anos oitenta e novos tempos. São Paulo: Perspectiva, 2009).
Ao ler, em momentos de fruição da arte, o enfoque dá peso à leitura como construção de sentido de que os estudantes vivem e percebem o mundo em imagens, sons, gestos e movimentos. São possibilidades de leituras de obras que se fundem às leituras de mundo dos estudantes para estabelecer relações entre arte e vida, construções de interpretações de um mundo culturalmente vivido (FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez, 2011). Essas propostas permeiam esta coleção, em especial nas aberturas de capítulo e nos diversos temas abordados.
O fazer artístico apresenta oportunidades para instituir “ambiências criadoras e educadoras” para a produção criativa e poética nas linguagens artísticas, explorando materialidades, elementos, temas e formas. A obra de um artista pode nutrir repertórios culturais, porém o foco no fazer artístico deve estar sempre na poética e no contexto de criação dos estudantes. Essas propostas estão presentes nas seções Arte-aventura e Arte em projetos Ao contextualizar a produção artística, o ensino de Arte deve ir além da apresentação de fatos históricos, deve ampliar o âmbito informativo e levar os estudantes a perceber a história da obra de arte como produção social que abarca dimensões dos conhecimentos histórico e cultural, além de proporcionar relações entre as produções artísticas, a leitura de mundo feita por eles e as conexões com seu repertório e suas experiências culturais. Essas propostas permeiam todo o Livro do estudante, em particular na seção Diálogos , que tem por foco os temas contemporâneos transversais.
Desejamos contribuir com o trabalho de professores-propositores, professores-mediadores, professores-dinamizadores e professores-curadores culturais, que também se comprometem com os processos de alfabetização e seguem se nutrindo de contribuições teóricas e metodológicas desenvolvidas por autores que são importantes referenciais para as formulações curriculares e as práticas educativas no ensino de Arte no Brasil. Diante das produções de conhecimento que nos inspiram na caminhada de desenvolver proposições pedagógicas, convidamos você, professor, a ser inventor de ideias e ações, uma vez que a educação e a arte estão sempre em transformação. Consideramos que Arte é uma área de conhecimento, um pensamento defendido por muitos educadores brasileiros e legitimado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL. Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/ l9394.htm. Acesso em: 24 set. 2025). O convite é para que você seja autor de seus tra -
balhos e que os estudantes também tenham autonomia para trabalhar de forma criativa e poética, aprendendo a interpretar os conhecimentos em Arte e a conectá-los com diferentes saberes e contextos.
A proposta desta coleção não é apenas auxiliar na execução das aulas, mas também inspirar você e os estudantes a inventar percursos criativos, poéticos, estésicos e educativos no ensinar e aprender Arte.
AVALIAÇÃO, REGISTROS E SONHOS PEDAGÓGICOS
É sabido que o professor avalia os estudantes a todo momento, a cada situação de aprendizagem, a cada participação. A finalidade dessa avaliação é que o professor possa contribuir para o desenvolvimento dos estudantes em aspectos acadêmicos e socioemocionais. Quando se trata especificamente de situações de aprendizagem com foco na avaliação, espera-se que o professor realize um acompanhamento bastante próximo do desenvolvimento das competências e habilidades previstas na legislação educacional vigente. Para um acompanhamento permanente, é importante instituir instrumentos práticos de avaliação dos estudantes, bem como um registro permanente dos resultados obtidos. Por exemplo, ao realizar produções artísticas, observar como os estudantes escolhem e utilizam materialidades e procedimentos; como identificam elementos constitutivos de linguagem e fazem arranjos; como se expressam oralmente ou por meio de textos sobre seus processos de criação e poéticas pessoais ou coletivas. Os critérios para a avaliação podem ser analisados a partir de como os estudantes compreendem e sabem narrar e se expressar sobre o processo criador e poético vivido. É importante ressaltar que, no componente curricular Arte, a avaliação não deve focar apenas o fazer artístico. O trabalho e os critérios de avaliação devem estar alinhados com os vários eixos de aprendizagem, como a produção, a fruição e a contextualização, e também deve acompanhar como os estudantes se percebem como seres de cultura e potência poética. Assim, podemos pensar em critérios, por exemplo: como eles identificam elementos constitutivos e materialidades em obras de artistas, em suas produções e nas dos colegas? Como percebem a arte em seu meio sociocultural e valorizam acervos locais que podem também dialogar com a produção mundial?
Criar pautas para avaliação com listas de critérios pode ajudar a compor uma planilha
que acompanhe o diário de classe ou mesmo um portfólio de cada estudante (ou da turma) e que será alimentado a cada nova proposta e situação de aprendizagem com finalidade de avaliação formativa. Esse planilhamento permite organizar, visualizar e analisar dados da turma com mais rapidez, e esses dados podem também contribuir para decisões visando à contínua aprendizagem dos estudantes.
É importante salientar que esses critérios podem ser estabelecidos com os demais docentes e a gestão escolar, para que os estudantes percorram todo o processo de ensino e aprendizagem e não sejam avaliados apenas pela realização de uma tarefa, mas pelo percurso percorrido em um bimestre, em um semestre ou no ano. Avaliar é uma tarefa coletiva e alinhada com a comunidade escolar. Por essa razão, tomar os objetivos e as competências e habilidades da BNCC como ponto de partida para definição de critérios formativos pode ser ainda mais produtivo.
Por fim, é possível que, no Plano Político-Pedagógico da rede ou da unidade escolar, haja a sugestão das métricas ou das balizas para a avaliação formativa dos estudantes. É importante estar alinhado a isso para que a avaliação de cada critério também converse com a avaliação geral estabelecida previamente. As avaliações diagnósticas são fundamentais no processo, pois podem indicar o que os estudantes já sabem sobre os temas tratados em aula e o que mais deve ser tratado para recompor a aprendizagem dos estudantes. Diagnosticar nos auxilia a tomar decisões mais precisas sobre o processo de ensino e aprendizagem.
A apropriação e a produção do conhecimento são de responsabilidade do professor e dos estudantes. Diante dessas mudanças, a avaliação também assume uma função diferenciada e tem como foco a formação integral dos estudantes. Observar, registrar e oferecer feedbacks avaliativos aos estudantes são ações que devem ser realizadas para
compor a gama de materiais a ser analisada durante cada percurso de aprendizagem e ao seu final. O foco é a avaliação formativa, em que o professor e os estudantes estabelecem diálogos sobre as conquistas de saberes ao longo do trajeto. Para que os objetivos em um processo de avaliação formativa aconteçam, é fundamental explorar tempos, ambiências educativas, modos e instrumentos de avaliação. A avaliação diagnóstica, a de processo e a de final de percurso podem se constituir também em situações de aprendizagem significativas, superando ideias negativas sobre a avaliação por parte dos estudantes.
É importante compartilhar responsabilidades com os estudantes e os familiares ou responsáveis, uma vez que a avaliação não é apenas responsabilidade do professor. Um bom percurso de aprendizagem não deve se esgotar em seu término. Ao contrário, deve deixar aquele “gosto de quero mais”. Assim, é imprescindível criar situações e rodas de conversa com os estudantes para debater conquistas de aprendizagem, o que gostariam de conhecer mais ou onde poderiam pesquisar para continuar a aventura de conhecer o universo da arte.
Para a ação criadora, sugerimos uma diversidade de propostas e experimentações. Diante delas, nosso desejo é que os estudantes tenham acesso a diferentes situações de aprendizagem que estimulam a autonomia, a compreensão e a produção significativa nas aulas de Arte, sendo também capazes de se autoavaliar em situações mais simples, para que, com o tempo, alcancem reflexões mais complexas.
As propostas sugeridas podem gerar experiências poéticas significativas, tendo como ponto de partida a problematização e a conexão entre conceitos, promovendo a solução de problemas e o estímulo à criatividade. A ideia é permitir que os estudantes se aventurem na descoberta de processos criativos com a experimentação de materialidades e de linguagens. São iniciativas de projetos que possibilitam trabalhar os aspectos experimental e experiencial nas linguagens artísticas. O foco da avaliação deve ser tanto o processo de aprendizagem como o produto, e esses podem ser discutidos com cada estudante em momentos de diálogo, estimulando a autoavaliação, como já mencionado.
Ao olhar para a experiência, é importante retomar conceitos e debates mobilizados pelos conteúdos temáticos das unidades e dos tópicos abordados. É o momento oportuno para que os estudantes falem a respeito do que aprenderam, do que acharam do processo, das dificuldades que encontraram e das possibilidades futuras.
Ao longo desta coleção, apontamos momentos e possibilidades para a avaliação formativa. Você pode desenvolver uma ficha (pauta de avaliação) para acompanhar as questões a seguir e outras que considerar importantes.
• O que os estudantes aprenderam ao estudar esta unidade?
• O que sabem sobre arte e processo criador coletivo?
• Compreendem a cultura imaterial e material e a importância do acervo brasileiro?
• Conhecem a formação do povo brasileiro e a importância das matrizes culturais?
• Expressam-se por meio de movimentos dançados e brincadeiras cantadas?
• Expressam-se por meio de pinturas, desenhos, esculturas e modelagens?
• Conhecem e analisam várias danças e músicas como patrimônio cultural imaterial?
• Quais danças gostaram mais de conhecer?
• Como os estudantes desenvolvem seus processos de improvisação teatral?
• Quais formas de se fazer teatro mais gostaram de conhecer ou praticar?
• Constroem argumentos sobre a arte brasileira e se expressam pela oralidade, pela escrita e por desenhos?
• Têm autonomia na escolha, na pesquisa e no uso de materialidades?
• Aprendem arte e a criam de modo colaborativo e com poéticas pessoais?
• Como constroem registros sobre suas produções?
É importante avaliar como os estudantes se comportam durante os momentos de ações criadoras previstas nesta coleção. Esses pontos devem ser levados em consideração e você pode complementar a lista com outros pontos que julgar convenientes.
SUGESTÕES DE PLANEJAMENTO
Quadro programático da coleção
Neste quadro, apresentamos os temas e os conteúdos que compõem os volumes desta coleção. Ao consultá-lo, você poderá observar a progressão de conteúdos a cada ano letivo, avaliar possibilidades de interdisciplinaridade e definir proposições para seu trabalho em sala de aula.
Unidade 1
ARTE DO BRINCAR
1. Instalar para brincar
• Arte lúdica
Arte-aventura: Imaginando uma instalação
Arte em projetos : Criando instalações artísticas
2. Faz de conta que...
• Objetos viram personagens?
Arte-aventura : Coisas e formas animadas
Diálogos : Reutilizar objetos para criar arte!
Arte em projetos: Teatro de papel
Para rever o que aprendi
Unidade 1
ARTE SE FAZ COM O QUÊ?
1. Ateliê de arte
• Matérias da arte
Arte-aventura: Pesquisar e criar
Arte-aventura: Pintar sua terra com terra?
Arte em projetos : Ateliê de arte na escola: desenho e pintura
2. É tridimensional!
• No espaço e na forma
Diálogos: Feita de quê?
Arte-aventura: Arte lá fora? Essa arte é nossa!
Arte em projetos: Ateliê para modelar
Arte em projetos : Ateliê de arte na escola: escultura
Para rever o que aprendi
Unidade 2
ENTRE LINHAS E FORMAS
1. Linhas e aventuras
• Rabiscando ideias
Arte-aventura : Com quantas linhas se faz um desenho?
Arte-aventura: Grafismos dos povos indígenas
• História da linha
Arte-aventura: No desenho tem história?
Arte-aventura : Vamos levar linhas para dançar?
Arte em projetos : Criando linhas e formas
2. Forma que te quero forma
• Descobrindo formas
Arte-aventura : Com a cabeça nas nuvens
Diálogos: Está na natureza e na arte
Arte em projetos: Formas que se transformam
Para rever o que aprendi
Unidade 2
MATERIALIDADES EM CENA
1. Corpo e coisas
• Coisas para encenar
Arte-aventura : Brinquedo que vira personagem
Arte-aventura: Dançando com coisas
Diálogos: Teatro em defesa da natureza
Arte em projetos: Brincadança
2. Luz, sombra e ação
• Quem tem medo do escuro?
Arte-aventura: Tamanhos e formas
Arte em projetos: Nosso teatro de sombras
Para rever o que aprendi
Unidade 3
CORES E SONS
1. Mundo em cores e sons
• Cores e sons na sua janela
Arte-aventura: Percebendo cores e sons
• Mundo visual
Arte-aventura: Cor e luz
• Faz muito sentido!
Arte-aventura: Jogo de pintar
Arte em projetos: Instalação com cores e sons
2. Mundo sonoro
• Fonte sonora
Arte-aventura: Minha paisagem sonora
• Como são os sons?
Arte-aventura: Cantar e experimentar
• Palavras-sons
Arte-aventura : Formas sonoras e onomatopeias
Arte-aventura: Sons vocais e corporais
Diálogos: Som é vibração
Arte em projetos: Parque de sons e cores
Para rever o que aprendi
NO RITMO DA ARTE
1. Ritmo na vida e na arte
• Entre no ritmo!
• O ritmo e a cor da brincadeira
Arte-aventura: Bate, bate, bate, coração!
Arte-aventura: A música e o corpo
Arte em projetos: Fábrica de sons e ritmos
2. Música, tempo e movimento
• Ouvir e imaginar
Arte-aventura: Jogo do trem
Arte-aventura: Meu corpo no compasso musical
Diálogos: Brincar junto
Arte em projetos: Cantando no compasso
Para rever o que aprendi
O CORPO E A ARTE
Unidade 4
1. Corpo, som e movimento
• Cantos que encantam
• Corpo e som
Arte-aventura: Descobrindo sons na percussão corporal
Arte em projetos: Brincadeiras cantadas
2. Corpo expressivo
• Cara de quê?
Arte-aventura: Voz, gesto e expressão
Arte em projetos: Caras e expressões
• Canto e movimento
Diálogos: Como o corpo se movimenta?
Arte-aventura: Movimentando nosso corpo
Arte em projetos: Brincando no ritmo
Para rever o que aprendi
MÚSICA: SONS EM MOVIMENTO
1. Cirandas e cirandeiros
• Na roda, todos a cirandar!
Arte-aventura : Vai e volta na ciranda, timbre e movimentos
Arte em projetos: Descobrindo cirandas
2. Ritmo e tempo
• Som é vibração!
Arte-aventura: Vamos pesquisar os sons das letras?
Arte-aventura: Cada parte da canção
Diálogos: Sons e culturas
Arte-aventura: Histórias cantadas
Arte em projetos: Você é o intérprete
Para rever o que aprendi
Unidade 3
Unidade 4
Sugestões de cronogramas – 2o ano
Neste quadro, são apresentadas propostas de organizações de planejamento deste volume considerando o ano com 40 semanas letivas. Essa organização depende de sua análise e da coordenação da escola considerando o andamento das aulas e o calendário escolar. Depende também de possíveis adaptações ao contexto de cada escola e de outras ocorrências que podem interferir no planejamento escolar.
Acolhida conforme a programação da escola
Arte se faz com o quê?
Ateliê de arte
Matérias da arte
Cores da terra com coisas da terra
Cores e traços do passado
Arte-aventura: Pesquisar e criar
Arte-aventura: Pintar sua terra com terra?
Arte em projetos: Ateliê de arte na escola: desenho e pintura
É tridimensional
Feita de quê?
Arte lá fora? Essa arte é nossa!
Arte em projetos: Ateliê para modelar
Arte em projetos: Ateliê de arte na escola: escultura
Para rever o que aprendi
Coisas para encenar
Arte-aventura: Brinquedo que vira personagem
Arte-aventura: Dançando com coisas
Diálogos: Teatro em defesa da natureza
Arte em projetos: Brincadança
Luz, sombra e ação
Quem tem medo do escuro? O teatro de sombras
Arte-aventura: Tamanhos e formas
19
20
Unidade 2
Arte em projetos: Nosso teatro de sombras
Para rever o que aprendi
No ritmo da arte
Ritmo na vida e na arte
Entre no ritmo! 22
O ritmo e a cor da brincadeira
23
Arte-aventura: Bate, bate, bate, coração! 24
Arte-aventura: A música e o corpo
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Arte em projetos: Fábrica de sons e ritmos 26
Unidade 3
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Música, tempo e movimento
Ouvir e imaginar
Imagens, sons e lugares
Arte-aventura: Jogo do trem
Arte-aventura: Meu corpo no compasso musical
Diálogos: Brincar junto
Arte em projetos: Cantando no compasso
Para rever o que aprendi
Música: sons em movimento
Cirandas e cirandeiros
Na roda, todos a cirandar!
A ciranda é minha, é sua e é de Lia!
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Arte-aventura: Vai e volta na ciranda, timbre e movimentos 34
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4
Arte em projetos: Descobrindo cirandas
Ritmo e tempo
Som é vibração!
Arte-aventura: Vamos pesquisar os sons das letras?
Cantar junto
Arte-aventura: Cada parte da canção
Diálogos: Sons e culturas
Arte-aventura: Histórias cantadas
Arte em projetos: Você é o intérprete
Para rever o que aprendi
Matrizes de rotina e de sequência didática
Matriz de planejamento de rotina
A sugestão de matriz a seguir pode ser adaptada para a realidade da turma e usada para organizar seu dia a dia.
Acolhida Receber os estudantes; registrar a data e a rotina do dia; conversar brevemente sobre novidades, acontecimentos ou combinados.
Discussão inicial
Desenvolvimento das aulas
Propor uma questão instigante relacionada ao tema da aula ou a acontecimentos do cotidiano. Estimular argumentação, escuta e respeito às opiniões. Pode ser em roda ou em pequenos grupos.
Desenvolvimento do conteúdo planejado, das propostas interdisciplinares, lúdicas e complementares.
Intervalo/lanche Pausa para alimentação e recreação.
Desenvolvimento das aulas
Fechamento
Desenvolvimento do conteúdo planejado, das propostas interdisciplinares, lúdicas e complementares.
Síntese das aprendizagens: o que foi descoberto, quais dúvidas surgiram, como aplicar no cotidiano. Espaço para reflexão crítica e registro final.
Matriz de sequência didática
Esta sugestão é um modelo que atende ao planejamento de uma sequência didática de diferentes conteúdos e/ou áreas do conhecimento.
Identificação
Título da sequência didática. Turma em que será aplicada.
Conteúdo principal a ser explorado. Pode ser, também, um objeto de conhecimento da BNCC ou um capítulo ou uma parte do livro didático.
Objetivo geral, objetivos específicos (por aula) bem como justificativa pedagógica.
Competências, habilidades e TCTs.
Materiais e recursos utilizados em toda a sequência, como as páginas do livro didático, itens de papelaria, equipamentos digitais, autorizações dos familiares, entre outros. Também é importante considerar possíveis adaptações para estudantes com diferentes necessidades de aprendizagem.
Pré-requisitos Conhecimentos prévios esperados dos estudantes.
Apresentação Sensibilização para o tema.
Aulas Desenvolvimento da sequência didática. A quantidade varia de acordo com a proposta.
Conclusão Discussão entre os estudantes e apresentação dos resultados.
Avaliação Verificação da aprendizagem e dos objetivos de aprendizagem atingidos.
Observações gerais Espaço para o registro do professor.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
• ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola . 3. ed. São Paulo: Planeta, 2021.
O livro apresenta reflexões poéticas sobre ensinar e aprender de forma significativa.
• BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da Arte : anos oitenta e novos tempos. São Paulo: Perspectiva, 2009. A obra é um marco no ensino de Arte no Brasil. Nela é apresentada a Abordagem Triangular de Ensino, compreendendo os contextos social, cultural e educacional, além de serem apresentadas suas propostas metodológicas.
• BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudanças no ensino da Arte . 2. ed. São Paulo: Cortez, 2002. Essa obra reúne textos de pesquisadores sobre temas relacionados ao ensino de Arte, como formação de professores, uso de tecnologias na educação, interdisciplinaridade e multiculturalidade.
• BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação , Rio de Janeiro, n. 19, p. 20-28, jan./abr. 2002. Jorge Larrosa Bondía propõe uma discussão da educação com base nas noções de experiência e sentido.
• BRASIL. Lei n o 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 jul. 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil _03/leis/l8069compilado.htm. Acesso em: 28 set. 2025.
O ECA define as crianças e os adolescentes como sujeitos com direitos, em condição peculiar de desenvolvimento, que demandam proteção integral e prioritária por parte da família, da sociedade e do Estado.
• BRASIL. Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/ l9394.htm. Acesso em: 24 set. 2025.
Lei que estabelece as diretrizes e as bases da educação nacional, determinando normas para os diferentes segmentos de ensino em todo o território nacional.
• BRASIL. Lei n o 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 9 jan. 2003. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639. htm. Acesso em: 24 set. 2025.
Essa lei altera a Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e as bases da educação nacional, incluindo no currículo oficial o estudo obrigatório da história e da cultura afro-brasileira.
• BRASIL. Lei n o 11.645, de 10 março de 2008. Diário Oficial da União , Brasília, DF, 10 mar. 2008. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20072010/2008/lei/l11645.htm. Acesso em: 24 set. 2025. Essa lei inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade do estudo da história e da cultura indígena.
• BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 24 set. 2025.
Nesse documento, estão presentes proposições e embasamentos curriculares, determinando as competências
e as habilidades específicas em cada área do conhecimento para garantir as aprendizagens essenciais.
• BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana . Brasília, DF: Seppir, 2004.
Esse documento apresenta os marcos legais das diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira.
• BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais : Arte. Brasília, DF: SEB, 1998. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) são diretrizes elaboradas para orientar os educadores por meio da normatização de alguns aspectos fundamentais concernentes a cada componente curricular.
• BRASIL. Ministério da Educação. Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva . Brasília, DF: SEE, 2008. Documento que estabelece princípios, diretrizes e ações para a inclusão de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação na rede regular de ensino.
• BRITO, Teca Alencar de. Um jogo chamado música : escuta, experiência, criação, educação. São Paulo: Peirópolis, 2019.
Em uma abordagem pedagógico-musical livre e criativa, o livro apresenta ideias e proposições pedagógicas para explorar a música na educação de crianças.
• DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. Fundamentos estéticos da educação . 2. ed. Campinas: Papirus, 1988. Nesse livro, o autor explora o tema da aprendizagem considerando as premissas básicas do conhecimento, como o sentir e o pensar.
• DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. O sentido dos sentidos : a educação (do) sensível. Curitiba: Criar, 2001.
O livro defende uma educação que valoriza o pensar, o sensível e os estudos para compreender o estado de estesia e de anestesia.
• FONTERRADA, Marisa Trench de Oliveira. De tramas e fios : um ensaio sobre música e educação. São Paulo: Unesp, 2008.
A obra apresenta estudos e proposições didáticas para o acesso dos estudantes à linguagem da música por meio de canções, jogos de escuta, improvisações, ritmo e movimentos corporais.
• FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez, 2011.
No livro, Paulo Freire defende a importância da leitura e da alfabetização de jovens e adultos, que considera uma prática fundamental para a compreensão do mundo.
• FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia : saberes necessários à prática pedagógica. 38. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2004. (Coleção leitura).
Nessa obra, Freire aponta para novas relações e condições para a educação, ressaltando as práticas pedagógicas ligadas à ética universal e ao desenvolvimento da autonomia, da capacidade crítica e da valorização cultural.
• HARDAGH, C. C. Escola expandida: por uma justiça cognitiva digital e perspectivas para “outros sujeitos”. Educere et Educare, v. 13, n. 28, 2018. Disponível em:
O artigo discute e apresenta proposições sobre a escola expandida.
• HERNÁNDEZ, Fernando. Cultura visual, mudança educativa e projeto de trabalho . Porto Alegre: Artmed, 2000.
Nessa obra, o autor narra experiências de alguns professores que contribuíram para a expansão dos conhecimentos sobre a cultura visual na educação básica.
• KOUDELA, Ingrid D. Jogos teatrais . São Paulo: Perspectiva, 2009.
A autora apresenta uma série de exercícios e jogos teatrais para crianças e jovens, apoiada em pesquisas brasileiras sobre teatro e educação e em autores como Spolin, Piaget e Languer.
• KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
Reunião de trabalhos de Ailton Krenak que discutem questões sobre ancestralidade, meio ambiente e cultura indígena.
• LABAN, Rudolf. Domínio do movimento . São Paulo: Summus, 1978.
O autor propõe que o conhecimento dos movimentos do corpo, mesmo os cotidianos, e a consciência corpórea podem ampliar a percepção e a expressão na dança e na vida.
• LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública : a pedagogia crítico-social dos conteúdos. 21. ed. São Paulo: Loyola, 2008.
O autor formula orientações para o fazer pedagógico-crítico, a fim de que o docente da escola pública possa repensar sua didática.
• MARTINS, Mirian. C.; PICOSQUE, Gisa. Cadernos para o professor-propositor. São Paulo: Instituto Arte na Escola, 2004.
Os cadernos foram criados para orientar professores quanto ao uso do material da DVDteca do Instituto Arte na Escola. Eles trazem discussões sobre professor-propositor, cartografias e pensamento rizomático.
• MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa. Travessia para fluxos desejantes do professor-propositor. In : OLIVEIRA, Marilda Oliveira de (org.). Arte, educação e cultura . Santa Maria: UFSM, 2007. p. 345-356.
Nesse capítulo, as autoras ampliam a ideia de artista-propositor para a de professor-propositor, com base em pesquisas e publicações das educadoras.
• MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte : a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 2010. A obra propõe reflexões sobre conceitos para o ensino contemporâneo de Arte, considerando aspectos próprios das linguagens artísticas. Também apresenta a abordagem de ensino por meio dos territórios da Arte e Cultura.
• NAÇÕES UNIDAS BRASIL. Os objetivos de desenvolvimento sustentável no Brasil . Brasília, DF: ONU, 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs. Acesso em: 8 set. 2025.
Os ODS são metas globais adotadas pelas Nações Unidas em 2015, visando acabar com a pobreza, proteger o planeta e garantir que todas as pessoas desfrutem de paz e prosperidade até 2030.
• OSTROWER, Fayga. Universos da arte . Campinas: Unicamp, 2013.
O livro traz experiências como artista e educadora de Fayga Ostrower, com análises de obras de arte e propostas de ensino a partir de elementos constitutivos das artes visuais e do processo de criação.
• PAULO Freire contemporâneo. Direção: Toni Venturi. Brasil, 2007. 1 vídeo ( ca. 52 min).
Documentário para TV sobre o pensamento e a antropologia do pedagogo Paulo Freire.
• PIMENTEL, Lucia Gouvêa. Tecnologias contemporâneas e o ensino da Arte. In : BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudanças no ensino da Arte . São Paulo: Cortez, 2002.
A autora aborda as muitas possibilidades para conhecer e criar arte por meio do uso de tecnologias, ressaltando a importância de um trabalho consistente por parte dos educadores.
RANCIÈRE, Jacques. O mestre ignorante . Belo Horizonte: Autêntica, 2002.
O livro discute as práticas pedagógicas com base na trajetória do professor e militante Joseph Jacotot.
• RECHENBERG, Ligia. Cultura de paz : novas abordagens sobre prevenção da violência entre jovens. São Paulo: Instituto Sou da Paz, 2010. (Projeto juventude e prevenção da violência 4).
Cartilha com proposições para enfrentar a violência, em especial no âmbito da escola.
• ROCHA, Ruth. Os direitos das crianças : segundo Ruth Rocha. São Paulo: Salamandra, 2014.
Livro com poema que foi escrito e destinado a crianças, mas traz lições para todos sobre os direitos das crianças.
• SANTAELLA, Lucia. Leitura de imagens . São Paulo: Melhoramentos, 2012.
Nessa obra, a autora apresenta conceitos fundamentais relacionados à percepção e às interpretações dos signos visuais nas artes plásticas e na publicidade.
• SCHAFER, Murray. A afinação do mundo . 2. ed. São Paulo: Unesp, 2012.
O autor apresenta o termo paisagem sonora e analisa como vivemos em meio ao ambiente sonoro contemporâneo.
• SCHAFER, Murray. O ouvido pensante. 2. ed. São Paulo: Unesp, 2000.
Apresenta proposições para o ensino da música, com a intenção de desenvolver uma escuta sensível, atenta e, ao mesmo tempo, lúdica.
• SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro . São Paulo: Perspectiva, 2005.
A obra apresenta os fundamentos para o trabalho com jogos teatrais na escola. Além disso, mostra como é estruturado e praticado o jogo teatral.
• SPOLIN, Viola. Jogos teatrais na sala de aula : um manual para o professor. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010.
A obra oferece muitos exercícios e jogos teatrais, para que, praticando o teatro, seja possível avaliar de forma prática as competências e as habilidades dos estudantes.
• TOJAL, Amanda Pinto da Fonseca. Política de acessibilidade comunicacional em museus: para quê e para quem? Museologia & interdisciplinaridade , Brasília, DF, v. 1, n. 7, out./nov. 2015. Disponível em: https://periodicos. unb.br/index.php/museologia/article/view/16779/15061. Acesso em: 24 set. 2025.
O artigo traz proposições de Amanda Tojal sobre o uso de recursos e estratégias para mediação cultural inclusiva e a necessidade da expografia democrática em museus.
• VERGARA, Luiz Guilherme. Curadoria educativa: percepção imaginativa/consciência do olhar. In : CERVETTO, Renata; LÓPEZ, Miguel A. (org.). Agite antes de usar. São Paulo: Sesc, 2018.
Nesse texto, o autor explora as relações entre filosofia, arte e educação, discutindo a recepção e a interpretação da arte pelos observadores.