A Conquista_Arte_Volume 1

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LIVRO DO PROFESSOR

ARTE

COMPONENTE CURRICULAR: ARTE

Solange dos Santos Utuari Ferrari

Doutora em Educação, Arte e História da Cultura (Mackenzie-SP). Mestre em Artes Visuais (Unesp). Licenciada em Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas (UMC-SP). Especializada em Antropologia (FESPSP) e em Arte-Educação (USP). É autora de livros, artigos e propostas curriculares, assessora em projetos de Educação, Arte e Cultura, educadora e artista visual. Sua produção literária já foi honrada com uma indicação e uma premiação no Prêmio Jabuti.

Pascoal Fernando Ferrari

Mestre em Ensino de Ciências (Unicsul-SP). Especializado em Sociologia (FESPSP). Licenciado em Teatro (Uniítalo-SP). Licenciado em Pedagogia (Unicastelo-SP). Licenciado em Psicologia (UBC-SP). É autor de livros, artigos e propostas curriculares, pesquisador de linguagem teatral em escolas, educador, escritor, ator e diretor teatral. Sua produção literária já foi honrada com uma indicação e uma premiação no Prêmio Jabuti.

Carlos Elias Kater

Educador, musicólogo e compositor. Doutor em História da Música e Musicologia pela Universidade de Paris IV (Sorbonne) e professor titular pela Escola de Música da UFMG. Foi vice-presidente da Associação Brasileira de Educação Musical (Abem). É membro permanente do Conselho Assessor da Cátedra Livre de Pensamento Pedagógico Musical Latino-Americano (UNA-Buenos Aires), conferencista, consultor e autor de publicações sobre Musicologia e Educação Musical Contemporânea. Sua produção já recebeu indicação ao Prêmio Jabuti. Membro da Academia Brasileira de Música (Cadeira no 16).

Bruno Fischer Dimarch

Educador, escritor, dançarino, músico e artista multimídia. Doutorando em Comunicação (Unip-SP). Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e licenciado em Educação Artística (Famosp). Foi professor em escolas públicas e privadas e em universidades. Atuou como técnico e assessor em Secretarias de Educação e como mediador em Bienais de São Paulo. Sua produção já foi indicada ao Prêmio Jabuti. É autor de livros e propostas curriculares, pesquisador e desenvolvedor de trabalhos sobre a dança em escolas, educador e artista nas linguagens de dança e música.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Copyright © Solange dos Santos Utuari Ferrari, Pascoal Fernando Ferrari, Carlos Elias Kater, Bruno Fischer Dimarch, 2025

Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira

Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa

Direção editorial adjunta Luiz Tonolli

Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva

Assessoria Mariângela Castilho Uchoa de Oliveira

Edição Francisca Edilania de Brito Rodrigues (coord.), Adele Motta, Lilian Ribeiro de Oliveira

Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam

Produção de conteúdo digital Ana Luiza Martignoni Spínola (coord.)

Gerência de produção e arte Ricardo Borges Silva

Design Andréa Dellamagna (coord.), Ana Carolina Orsolin (criação)

Projeto de capa Andréa Dellamagna, Sergio Cândido (logo)

Ilustração de capa Luana Chinaglia

Arte e produção Rodrigo Carraro (coord.), Manuel Miramontes, Matheus Santiago Martins (assist.)

Diagramação Fernanda Matajs

Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno

Licenciamento de textos Erica Brambilla, Talita Santos Souza

Iconografia Erika Neves do Nascimento

Ilustrações Águeda Horn, Ana Clara Reis, Bruna Assis Brasil, Bruna Sousa, Camila Carrossine, Claudia Marianno, Eliza Murakami, Estúdio Ornitorrinco, Fabiana Salomão, Fabio Eugenio, Flávia Borges, Frosa, Ideário Lab, Ilustra Cartoon, Ivy Nunes, João (Joinles) Silva, Jorge Zaiba, Leninha Lacerda, Manzi, Marcos de Mello, Marco Lorini, NiD Possibilidades Ilustradas Osnei Roko, Sandra Lavandeira, Thais Castro, Vanessa Alexandre, Veridiana Camelo, Wandson Rocha

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

A Conquista : arte : 1º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Solange dos Santos Utuari Ferrari... [et al.]. -2. ed. -- São Paulo : FTD, 2025.

Outros autores: Pascoal Fernando Ferrari, Carlos Elias Kater, Bruno Fischer Dimarch Componente curricular: Arte.

ISBN 978-85-96-06172-8 (livro do estudante)

ISBN 978-85-96-06173-5 (livro do professor)

ISBN 978-85-96-06174-2 (livro do estudante HTML5)

ISBN 978-85-96-06175-9 (livro do professor HTML5)

1. Arte (Ensino fundamental) I. Ferrari, Solange dos Santos Utuari. II. Ferrari, Pascoal Fernando. III. Kater, Carlos Elias. IV. Dimarch, Bruno Fischer. V. Título.

25-292885.0

Índices para catálogo sistemático:

1. Arte : Ensino fundamental 372.5

CDD-372.5

Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD.

Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300

Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

A arte está sempre em transformação. Não existe uma definição conclusiva ou universal sobre o que é arte ou sobre para que ela serve, mas podemos criar ideias moventes sobre ela. Do mesmo modo, o ensino de Arte, embora já constituído e proposto em currículos, pode se transformar a cada encontro com os estudantes, a cada ação criadora, nas rodas de conversa ou nos momentos de apreciação de diversas linguagens artísticas.

A arte pode ser considerada um campo de expressão de emoções, ideias criativas e visões do mundo; ela não explica a vida, mas a questiona o tempo todo. Nesse sentido, o ensino de Arte propõe uma educação “perguntadeira”, em que faz parte do desenvolvimento dos estudantes conhecer produções artísticas e desenvolver competências e habilidades, mas sobretudo aprender e ter espaço para fazer perguntas, que muitas vezes não terão respostas concretas, visto que a arte valoriza o subjetivo e o diverso.

Esta coleção constitui um instrumento organizado para o ensino das linguagens artísticas e oferece situações de aprendizagem, processos de avaliação e investigações pedagógicas valorizando a arte como um campo fértil para semear perguntas provocadoras de pensamentos criativos, críticos e poéticos.

Como uma bússola, em meio às inúmeras possibilidades de estudos no universo da arte, este material se propõe a apontar caminhos didáticos. No entanto, cada educador ou educadora, com suas histórias, identidades, formação profissional e sonhos, traz consigo um modo singular de aprender e ensinar, e como protagonista do seu trabalho decidirá como seguir em sua jornada poética e pedagógica.

Venha trilhar conosco percursos criativos, poéticos, estésicos e educativos que se propõem lúdicos, sensíveis e significativos a quem por eles cruzar.

ORGANIZAÇÃO GERAL DA COLEÇÃO

Esta coleção, destinada aos estudantes de 1o e 2 o anos do ensino fundamental, é composta de Livro do estudante e Livro do professor, nas versões impressa e digital.

Livro do professor

Além do subsídio para o professor, presente nas Orientações gerais, este livro reproduz o Livro do estudante na íntegra, em miniatura, com respostas indicadas na cor magenta. Nas laterais e abaixo da reprodução do Livro do estudante, são apresentados objetivos, introdução à unidade, conexões com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e com os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) da BNCC, comentários sobre o desenvolvimento das propostas, bem como ampliações e aprofundamentos para enriquecer as abordagens pedagógicas. Há também sugestões de leituras e de propostas complementares, entre outros recursos para auxiliar o professor em sua jornada.

Livros digitais

Livros impressos

Livro do estudante

Cada volume está organizado em quatro unidades, divididas em capítulos. Ao longo dos capítulos, são trabalhados conteúdos voltados para a aprendizagem em Arte e sua consolidação em uma estrutura clara e prática para ser trabalhada em sala de aula.

Livro do estudante e Livro do professor no formato digital, em HTML, o que permite o acesso ao material em diferentes aparelhos digitais: smartphones, notebooks e tablets, por exemplo.

Objetos digitais

Ao longo do volume, ícones indicam infográficos clicáveis e áudios que podem ser acessados pelo professor e pelos estudantes para enriquecer a aprendizagem de maneira dinâmica.

CONHEÇA SEU LIVRO DO PROFESSOR

Este Livro do professor apresenta orientações didáticas que visam apoiar a prática pedagógica. Elas estão organizadas em duas partes.

Orientações específicas , acompanhando as páginas do Livro do estudante em miniatura.

As orientações específicas estão organizadas como exposto a seguir.

• Introdução à unidade: apresenta os principais conteúdos desenvolvidos na unidade, com um pequeno resumo de cada capítulo.

• Objetivos: apresenta os principais objetivos de aprendizagem a serem alcançados ao final do estudo de cada unidade.

• BNCC: indica as competências e as habilidades da BNCC desenvolvidas ao longo da unidade. Também há menções aos temas contemporâneos transversais . Nos capítulos e nas seções, são indicados as habilidades e os TCTs específicos.

• Organize-se: especifica os materiais que devem ser providenciados com antecedência, algum preparo de sala de aula, pedido para casa, entre outros.

• Encaminhamento: apresenta comentários e orientações didáticas para o desenvolvimento dos conteúdos abordados nas páginas do Livro do estudante. Há dicas, comentários, sugestões de análise, complementos de atividades e de respostas e outras informações para o encaminhamento do trabalho docente. Há, também, sugestões de adaptação das atividades para as diferentes necessidades de aprendizagem dentro de uma mesma turma. Além disso, apresenta sugestões de maneiras e de momentos para a realização de avaliações.

• + Ideias: sugere atividades complementares para auxiliar ou ampliar as propostas do Livro do estudante.

• Sugestão para o estudante: indica sugestões comentadas de livros, sites, jogos, revistas, aplicativos etc. para o estudante desenvolver e aplicar os conhecimentos.

• Sugestão para o professor: indica sugestões comentadas de livros, sites , revistas, aplicativos etc. para o professor se aprofundar nos temas trabalhados.

Orientações gerais, ao final do volume.

Apresenta reflexões sobre pressupostos teórico-metodológicos da obra, considerações sobre o papel do professor, textos sobre a importância das avaliações, sugestões de planejamento e muito mais.

ORIENTAÇÕES GERAIS

CONVITES PARA EXPERIÊNCIAS E PROPOSIÇÕES PEDAGÓGICAS É experiência aquilo que “nos passa”, ou que nos toca, ou que nos acontece, e ao nos passar nos forma e nos transforma. Somente o sujeito da experiência está, portanto, aberto à sua própria transformação. BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação Rio de Janeiro, n. 19, p. 25-26, jan./abr. 2002. A filosofia explica a experiência como as percepções e os saberes que construímos por meio dos sentidos. Se prestarmos atenção, perceberemos que todos os dias muitas coisas nos acontecem, mas nem todas nos tocam. Quando algo nos toca, nos afeta, isso pode representar um acontecimento significativo, uma experiência estética! Quem não se lembra de uma cena de filme, de uma pintura ou de um desenho visto na infância que tenha marcado sua história de vida? Uma música, um perfume ou uma imagem podem nos fazer viajar a tempos passados. Esse é o poder da experiência estética: o encontro com a beleza ou com a estranheza pode marcar a memória e influenciar nossa formação como seres sensíveis. Algumas vezes somos surpreendidos e envolvidos por esse tipo de experiência, outras vezes nos colocamos intencionalmente em estados sensíveis, disponíveis à poesia. Na busca por experiências estéticas, vamos ao cinema, a espetáculos de música, de teatro e de dança, a exposições de arte ou apenas ligamos a televisão ou acessamos dispositivos móveis para nos deleitar com séries e filmes, ouvir música, apreciar e compartilhar imagens. Na experiência estética os meus sentimentos descobrem-se nas formas que lhes são dadas, como eu me descubro no espelho. Através dos sentimentos identificamo-nos com o objeto estético, e com ele nos tornamos um. DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. Fundamentos estéticos da educação 2. ed. Campinas: Papirus, 1988. p. 93. Segundo a definição de Duarte Júnior, a palavra

ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS – 1º ANO

UNIDADE 1 – ARTE DO BRINCAR 8

UNIDADE 2 – ENTRE LINHAS E FORMAS 30

UNIDADE 3 – CORES E SONS 58

UNIDADE 4 – O CORPO E A ARTE

ORIENTAÇÕES GERAIS

CONVITES PARA EXPERIÊNCIAS E PROPOSIÇÕES PEDAGÓGICAS

CAMINHOS PARA TRILHAR NO ENSINO DA ARTE VIII SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM IX TEMPOS, POÉTICAS E INFÂNCIAS

A CULTURA DO BRINCAR X EDUCAÇÃO INCLUSIVA E CULTURA DE PAZ XI

BNCC E AS PROPOSIÇÕES PEDAGÓGICAS NAS LINGUAGENS DA ARTE

. XII AS SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM E AS DIMENSÕES DO CONHECIMENTO NAS LINGUAGENS DA ARTE XIV

AMBIÊNCIAS EDUCADORAS E CRIADORAS XV MEDIAÇÃO CULTURAL E CURADORIA EDUCATIVA XV

A PRESENÇA DAS LINGUAGENS DA ARTE

ARTES VISUAIS

ARTES INTEGRADAS (LINGUAGENS HÍBRIDAS) XXII

FAÇA SEU PRÓPRIO CAMINHO! XXII

AVALIAÇÃO, REGISTROS E SONHOS PEDAGÓGICOS

SUGESTÕES DE PLANEJAMENTO XXVI

QUADRO PROGRAMÁTICO DA COLEÇÃO XXVI

SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS – 1º ANO XXVIII

MATRIZES DE ROTINA E DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

LIVRO DO PROFESSOR

ARTE

COMPONENTE CURRICULAR: ARTE

Solange dos Santos Utuari Ferrari

Doutora em Educação, Arte e História da Cultura (Mackenzie-SP). Mestre em Artes Visuais (Unesp). Licenciada em Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas (UMC-SP). Especializada em Antropologia (FESPSP) e em Arte-Educação (USP). É autora de livros, artigos e propostas curriculares, assessora em projetos de Educação, Arte e Cultura, educadora e artista visual. Sua produção literária já foi honrada com uma indicação e uma premiação no Prêmio Jabuti.

Pascoal Fernando Ferrari

Mestre em Ensino de Ciências (Unicsul-SP). Especializado em Sociologia (FESPSP). Licenciado em Teatro (Uniítalo-SP). Licenciado em Pedagogia (Unicastelo-SP). Licenciado em Psicologia (UBC-SP). É autor de livros, artigos e propostas curriculares, pesquisador de linguagem teatral em escolas, educador, escritor, ator e diretor teatral. Sua produção literária já foi honrada com uma indicação e uma premiação no Prêmio Jabuti.

Carlos Elias Kater

Educador, musicólogo e compositor. Doutor em História da Música e Musicologia pela Universidade de Paris IV (Sorbonne) e professor titular pela Escola de Música da UFMG. Foi vice-presidente da Associação Brasileira de Educação Musical (Abem). É membro permanente do Conselho Assessor da Cátedra Livre de Pensamento Pedagógico Musical Latino-Americano (UNA-Buenos Aires), conferencista, consultor e autor de publicações sobre Musicologia e Educação Musical Contemporânea. Sua produção já recebeu indicação ao Prêmio Jabuti. Membro da Academia Brasileira de Música (Cadeira no 16).

Bruno Fischer Dimarch

Educador, escritor, dançarino, músico e artista multimídia. Doutorando em Comunicação (Unip-SP). Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e licenciado em Educação Artística (Famosp). Foi professor em escolas públicas e privadas e em universidades. Atuou como técnico e assessor em Secretarias de Educação e como mediador em Bienais de São Paulo. Sua produção já foi indicada ao Prêmio Jabuti. É autor de livros e propostas curriculares, pesquisador e desenvolvedor de trabalhos sobre a dança em escolas, educador e artista nas linguagens de dança e música.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Copyright © Solange dos Santos Utuari Ferrari, Pascoal Fernando Ferrari, Carlos Elias Kater, Bruno Fischer Dimarch, 2025

Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira

Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa

Direção editorial adjunta Luiz Tonolli

Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva

Assessoria Mariângela Castilho Uchoa de Oliveira

Edição Francisca Edilania de Brito Rodrigues (coord.), Adele Motta, Lilian Ribeiro de Oliveira

Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam

Produção de conteúdo digital Ana Luiza Martignoni Spínola (coord.)

Gerência de produção e arte Ricardo Borges Silva

Design Andréa Dellamagna (coord.), Ana Carolina Orsolin (criação)

Projeto de capa Andréa Dellamagna, Sergio Cândido (logo)

Ilustração de capa Luana Chinaglia

Arte e produção Rodrigo Carraro (coord.), Manuel Miramontes, Matheus Santiago Martins (assist.)

Diagramação Fernanda Matajs

Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno

Licenciamento de textos Erica Brambilla, Talita Santos Souza

Iconografia Erika Neves do Nascimento

Ilustrações Águeda Horn, Ana Clara Reis, Bruna Assis Brasil, Bruna Sousa, Camila Carrossine, Claudia Marianno, Eliza Murakami, Estúdio Ornitorrinco, Fabiana Salomão, Fabio Eugenio, Flávia Borges, Frosa, Ideário Lab, Ilustra Cartoon, Ivy Nunes, João (Joinles) Silva, Jorge Zaiba, Leninha Lacerda, Manzi, Marcos de Mello, Marco Lorini, NiD Possibilidades Ilustradas Osnei Roko, Sandra Lavandeira, Thais Castro, Vanessa Alexandre, Veridiana Camelo, Wandson Rocha

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

A Conquista : arte : 1º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Solange dos Santos Utuari Ferrari... [et al.]. -2. ed. -- São Paulo : FTD, 2025.

Outros autores: Pascoal Fernando Ferrari, Carlos Elias Kater, Bruno Fischer Dimarch Componente curricular: Arte.

ISBN 978-85-96-06172-8 (livro do estudante)

ISBN 978-85-96-06173-5 (livro do professor)

ISBN 978-85-96-06174-2 (livro do estudante HTML5)

ISBN 978-85-96-06175-9 (livro do professor HTML5)

1. Arte (Ensino fundamental) I. Ferrari, Solange dos Santos Utuari. II. Ferrari, Pascoal Fernando. III. Kater, Carlos Elias. IV. Dimarch, Bruno Fischer. V. Título.

25-292885.0

Índices para catálogo sistemático:

1. Arte : Ensino fundamental 372.5

CDD-372.5

Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD.

Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300

Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

QUERIDO ESTUDANTE, VOCÊ JÁ PAROU PARA PENSAR QUE

VIVEMOS EM UM MUNDO REPLETO DE IMAGENS? QUE OUVIMOS SONS O TEMPO TODO? QUE FAZEMOS

GESTOS E MOVIMENTOS PARA NOSSA COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO?

A ARTE É UMA FORMA DE CRIAR IMAGENS, SONS, GESTOS E MOVIMENTOS. ELA É, TAMBÉM, UMA

MANEIRA DE PERCEBER O MUNDO AO NOSSO REDOR E DE, NELE, CRIAR FORMAS DE EXPRESSÃO.

VENHA! EMBARQUE NESTA “ARTE-AVENTURA”! CONVIDAMOS VOCÊ PARA QUE, POR MEIO DA MÚSICA, DAS ARTES VISUAIS, DA DANÇA, DO TEATRO E DAS ARTES INTEGRADAS, VENHA APRENDER SOBRE O UNIVERSO DA ARTE, CONHECER ALGUNS ARTISTAS E DESCOBRIR DO QUE É FEITA A ARTE. FICOU CURIOSO? VAMOS NESSA? CONVIDE SEUS FAMILIARES TAMBÉM! OS AUTORES.

CONHEÇA SEU LIVRO

LIVRO ESTÁ ORGANIZADO EM QUATRO UNIDADES.

AS ABERTURAS DE UNIDADE APRESENTAM

IMAGENS E ATIVIDADES

QUE BUSCAM DESPERTAR

SUA CURIOSIDADE SOBRE

O QUE VAI SER ESTUDADO.

NOS CAPÍTULOS QUE FORMAM CADA UNIDADE, VOCÊ VAI ENCONTRAR OBRAS DE ARTE, TEXTOS, FOTOGRAFIAS, DESENHOS, BRINCADEIRAS, ATIVIDADES... UM MONTÃO DE COISAS PARA DESCOBRIR E APRENDER COM A TURMA.

EM DIÁLOGOS, VOCÊ VAI PERCEBER

COMO A ARTE SE RELACIONA COM A VIDA COTIDIANA, COM OUTRAS ÁREAS DO CONHECIMENTO, COMO CIÊNCIAS E HISTÓRIA, E COM DIFERENTES TEMAS, COMO SAÚDE, CIDADANIA, PLURALIDADE CULTURAL ENTRE OUTROS.

EM QUEM É?, VOCÊ VAI CONHECER UM POUCO SOBRE A VIDA DE PESSOAS

IMPORTANTES PARA A ARTE NO BRASIL E NO MUNDO E TAMBÉM SOBRE A HISTÓRIA DE COMPANHIAS, GRUPOS OU ORGANIZAÇÕES ARTÍSTICAS.

2 VAMOS PROCURAR NA NATUREZA FORMAS PARA OBSERVAR E DESENHAR? MATERIAIS

COMO FAZER

1. EM SUA CASA, EM UMA PRAÇA OU EM UM JARDIM DE SEU BAIRRO, PEÇA AJUDA A UM ADULTO PARA OBSERVAR AS FORMAS E AS CORES DE SERES VIVOS, COMO INSETOS, PÁSSAROS, PLANTAS E ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO.

HÁ MUITAS FORMAS ORGÂNICAS, COMO OS SERES DA NATUREZA. HÁ TAMBÉM AS FORMAS GEOMÉTRICAS DO GRAFISMO DO POVO HUNI KUIN. AS OBRAS DESSA

EM ATENÇÃO!, SÃO INDICADOS ALGUNS CUIDADOS QUE VOCÊ PRECISA TER AO REALIZAR DETERMINADAS ATIVIDADES.

EM DICA, TEM INFORMAÇÕES QUE COMPLEMENTAM

OS ASSUNTOS ESTUDADOS.

OS PRINCIPAIS CONCEITOS ESTUDADOS

APARECEM EM DESTAQUE, PARA VOCÊ ENCONTRAR TODOS COM FACILIDADE.

EM ARTE EM PROJETOS, VOCÊ VAI ENCONTRAR VÁRIAS POSSIBILIDADES DE DESAFIOS PARA EXPLORAR O QUE FOI ESTUDADO.

O GLOSSÁRIO EXPLICA E CONTEXTUALIZA

ALGUMAS PALAVRAS QUE TALVEZ VOCÊ NÃO CONHEÇA.

EM DESCUBRA MAIS, HÁ INDICAÇÕES DE LIVROS, SITES, MUSEUS, VÍDEOS E OUTRAS FONTES CULTURAIS.

ESTES ÍCONES MOSTRAM COMO VOCÊ DEVE REALIZAR AS ATIVIDADES.

OBJETOS DIGITAIS

ARTE-AVENTURA É UM CONVITE PARA VOCÊ PERCEBER IMAGENS, SONS E GESTOS NA ARTE E NA VIDA COTIDIANA. É UM MOMENTO PARA EXPLORAR, BRINCAR, INTERPRETAR, PESQUISAR, EXPERIMENTAR, INVENTAR... PARA SE DESAFIAR E DESCOBRIR O FAZER ARTÍSTICO.

EM ESTA É A MINHA ARTE!, VOCÊ ENCONTRA SUGESTÕES PARA APRESENTAR SUAS PRODUÇÕES, REALIZAR MOSTRAS E EXPOSIÇÕES PRESENCIAS OU VIRTUAIS, OU SEJA, PARA MOSTRAR SUA ARTE!

PARA REVER O QUE APRENDI, AO FINAL DE CADA UNIDADE, VAI AJUDAR A IDENTIFICAR O QUE VOCÊ JÁ APRENDEU E AQUILO DE QUE PRECISA DE MAIS AJUDA PARA APRENDER.

ATIVIDADE ORAL ATIVIDADE EM GRUPO

ATIVIDADE EM DUPLA

ATIVIDADE COM DESENHO ATIVIDADE DE ESCUTA ATIVIDADE DE CANTO

ESTES ÍCONES IDENTIFICAM OS OBJETOS EDUCACIONAIS DIGITAIS PRESENTES NO LIVRO. OS MATERIAIS DIGITAIS APRESENTAM ASSUNTOS COMPLEMENTARES AO CONTEÚDO TRABALHADO NA OBRA, AMPLIANDO AINDA MAIS SUA APRENDIZAGEM.

1

INFOGRÁFICO CLICÁVEL ÁUDIO

SUMÁRIO

UNIDADE 1 ARTE DO BRINCAR

1 INSTALAR PARA BRINCAR . . . . 10

ARTE LÚDICA  12

ARTE-AVENTURA • IMAGINANDO UMA INSTALAÇÃO  14

ARTE EM PROJETOS • CRIANDO INSTALAÇÕES ARTÍSTICAS .

2 FAZ DE CONTA QUE... .

16

. 18 OBJETOS VIRAM PERSONAGENS?  20

ARTE-AVENTURA • COISAS E FORMAS ANIMADAS  22

DIÁLOGOS • REUTILIZAR

OBJETOS PARA CRIAR ARTE! .

24

ARTE EM PROJETOS • TEATRO DE PAPEL  26

REVER O QUE APRENDI

UNIDADE 2 ENTRE LINHAS E FORMAS

ARTE-AVENTURA • COM QUANTAS LINHAS SE FAZ UM DESENHO? . . . .  37

ARTE-AVENTURA • GRAFISMOS DOS POVOS INDÍGENAS . .

.  39 HISTÓRIA

ARTE-AVENTURA • NO DESENHO

ARTE-AVENTURA • SONS VOCAIS

7: IRO IÊ

CLICÁVEL: AFINAL, O QUE É PERCUSSÃO?

8: KAMIOLÊ

9: DON DON BABY

ÁUDIO 10: BOI BABÃO

ÁUDIO 11: MEU GALINHO: VERSÃO COMPLETA

ÁUDIO 12: MEU GALINHO: VERSÃO PLAYBACK

ÁUDIO 13: TINDOLELÊ: VERSÃO COMPLETA

ÁUDIO 14: TINDOLELÊ: VERSÃO PLAYBACK

INFOGRÁFICO CLICÁVEL: NOSSO CORPO EM MOVIMENTO!

ÁUDIO 15: FAÇO ASSIM

ÁUDIO 16: BAMBU TIRABU

ÁUDIO 17: JOÃO PEQUENINO

INTRODUÇÃO À UNIDADE

No 1o ano, as propostas valorizam a cultura do brincar e a alfabetização nas diferentes linguagens artísticas. As situações de aprendizagem integram momentos de nutrição estética, contextualizações em rodas de conversa, investigações sensoriais e ações criadoras.

No capítulo 1, são trabalhados saberes e habilidades tendo por foco os elementos constitutivos das artes visuais, explorando noções e conceitos sobre as linhas, as formas, as cores, as texturas, as proporções e o espaço tridimensional, com base na apreciação de imagens e nas construções de instalações lúdicas. No capítulo 2, a linguagem teatral é trabalhada com base em experiências em jogos de faz de conta e em brincadeiras simbólicas. O estudo sobre o teatro de formas animadas é proposto por meio de experiências lúdicas e ressignificação de objetos e materialidades que podem se transformar em personagens e cenários.

Objetivos

• Ler imagens e textos poéticos, expressando percepções, descrições, análises e interpretações.

• Desenvolver argumentos e se expressar oralmente, respeitando tempos e espaços de fala e escuta.

• Conhecer, identificar e usar, nas ações criadoras, os elementos de linguagem das artes visuais.

• Reutilizar e ressignificar objetos, materialidades e ambiências em experiências lúdicas e artísticas.

• Conhecer artistas e suas produções em diferentes linguagens, como instalações artísticas e espetáculos teatrais de formas animadas.

ARTE DO BRINCAR

VOCÊ JÁ NOTOU QUE VIVEMOS CERCADOS DE COISAS

COM FORMAS E CORES DIFERENTES? SERÁ QUE NA ARTE

TAMBÉM EXISTEM FORMAS E CORES?

OBSERVE AS IMAGENS. ELAS CONVIDAM VOCÊ A PENSAR EM QUÊ?

1 VAMOS PROCURAR ESTAS IMAGENS NO LIVRO? NOS QUADRINHOS, ESCREVA O NÚMERO DA PÁGINA EM QUE VOCÊ ENCONTROU CADA IMAGEM. O QUE SERÁ QUE VAMOS ESTUDAR?

e 11

• Investigar e experienciar processos de criação na produção de instalações artísticas lúdicas, desenhos e jogos de faz de conta.

BNCC

Competências gerais: 3, 4, 7, 9 e 10.

Competências específicas: 1, 3, 4, 5, 6, 7 e 8.

Habilidades:

(EF15AR01) Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas, cultivando a percepção, o

imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.

(EF15AR02) Explorar e reconhecer elementos constitutivos das artes visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento etc.).

(EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.) fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.

INSTALAÇÃO

(EF15AR05) Experimentar a criação em artes visuais de modo individual, coletivo e colaborativo, explorando diferentes espaços da escola e da comunidade.

(EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.

(EF15AR18) Reconhecer e apreciar formas distintas de manifestações do teatro presentes em diferentes contextos, aprendendo a ver e a ouvir histórias dramatizadas e cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório ficcional.

(EF15AR19) Descobrir teatralidades na vida cotidiana, identificando elementos teatrais (variadas entonações de voz, diferentes fisicalidades, diversidade de personagens e narrativas etc.).

(EF15AR21) Exercitar a imitação e o faz de conta, ressignificando objetos e fatos e experimentando-se no lugar do outro, ao compor e encenar acontecimentos cênicos, por meio de músicas, imagens, textos ou outros pontos de partida, de forma intencional e reflexiva.

(EF15AR22) Experimentar possibilidades criativas de movimento e de voz na criação de um personagem teatral, discutindo estereótipos.

(EF15AR23) Reconhecer e experimentar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens artísticas.

(EF15AR24) Caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças, canções e histórias de diferentes matrizes estéticas e culturais.

(EF15AR26) Explorar diferentes tecnologias e recursos digitais (multimeios, animações, jogos eletrônicos, gravações em áudio e vídeo, fotografia, softwares etc.) nos processos de criação artística.

Temas Contemporâneos Transversais (TCT): Meio Ambiente: Educação Ambiental, Educação para o Consumo; Cidadania e Civismo: Direitos da Criança e do Adolescente; Multiculturalismo: Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras.

ENCAMINHAMENTO

Na abertura desta unidade, propõe-se um jogo de “caça ao tesouro”. Oriente os estudantes a observar as imagens apresentadas e a procurá-las nas páginas do livro, anotando nos espaços em branco o(s) número(s) da(s) página(s) em que a imagem foi encontrada. Considerando o momento de alfabetização dos estudantes, trabalhe com a identificação de letras e com o acompanhamento da leitura do texto de abertura e das palavras-chave. O objetivo é, de forma lúdica, apresentar e introduzir temas e saberes, ampliar o vocabulário do universo da arte e instigar a curiosidade sobre o que será estudado na unidade.

TEATRO DE FORMAS ANIMADAS

BNCC

Habilidades: EF15AR01 e EF15AR02.

TCT: Ao apresentar o trecho do poema O direito das crianças, de Ruth Rocha, propomos o trabalho com o TCT Cidadania e Civismo, para desenvolver noções sobre direitos, valores e princípios éticos. Esse TCT é importante na formação das crianças como cidadãos críticos, protagonistas e conscientes de seus direitos e deveres. Destaque a importância de respeitar os direitos das crianças, inclusive aqueles garantidos por lei.

ENCAMINHAMENTO

A seção Venha propõe a nutrição estética com a fruição de fotografia, ilustrações e textos poéticos. Esse momento pode ser vivenciado em sala de aula ou em um espaço com tapetes e almofadas. Para trabalhar com a situação de aprendizagem da nutrição estética, propomos a realização de uma roda de conversa na qual os estudantes possam acompanhar a leitura do trecho de poema e conversar sobre o que eles sabem a respeito dos direitos das crianças. Na sequência, convide-os a ler as imagens que compõem a página: montagem com fotografia da instalação Nosso barco tambor terra e ilustrações de crianças interagindo com a obra. Na ação mediadora, é possível criar uma pauta de questões, como:

• O que vocês entenderam ao acompanhar a leitura do poema? Nesse momento, você pode reler o trecho do poema de Ruth Rocha, O direito das crianças , convidando os estudantes a repetir os versos (pronúncia de palavras e rimas) e

INSTALAR PARA BRINCAR

a expressar suas opiniões. Na conversação a respeito dos direitos das crianças, destaque o direito de brincar.

• Observem as ilustrações. O que as crianças estão fazendo? Contextualize a imagem comentando que há obras artísticas que não podem ser tocadas, mas há aquelas que são feitas com a proposta de convidar o público a tocar e até a brincar com elas, como as instalações artísticas de Ernesto Neto.

• Será que podemos aprender sobre arte brincando? Essa provocação pode instigar os estudantes a refletir sobre haver obras artísticas interativas, que nos convidam a entrar nelas e a explorar mundos imaginários, simbólicos e poéticos, não apenas pela apreciação visual, mas também pelos sons, pelo tato e pelo olfato, como no caso da obra Nosso barco tambor terra.

Os sites indicados nesta obra podem apresentar imagens e eventuais textos publicitários junto ao conteúdo de referência, os quais não condizem com o objetivo didático da coleção. Não há controle sobre esses conteúdos, pois eles estão

VENHA CONSTRUIR E IMAGINAR!

OBSERVE AS IMAGENS E ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

NÃO É QUESTÃO DE QUERER

NEM QUESTÃO DE CONCORDAR

OS DIREITOS DAS CRIANÇAS

TODOS TÊM DE RESPEITAR.

TÊM DIREITO À ATENÇÃO

DIREITO DE NÃO TER MEDOS

DIREITO A LIVROS E A PÃO

DIREITO DE TER BRINQUEDOS.

ROCHA, RUTH. O DIREITO DAS CRIANÇAS. 2020. DISPONÍVEL EM: https://sites.unipampa.edu.br/pibid/files/2020/12/o-direito-das-criancas-ruth-rocha-1.pdf

ACESSO EM: 27 MAR. 2025.

VENHA! VAMOS DESCOBRIR MAIS FORMAS DE CONSTRUIR, IMAGINAR E BRINCAR COM ARTE!

estritamente relacionados ao histórico de pesquisa de cada usuário e à dinâmica dos meios digitais.

O trabalho com a avaliação diagnóstica pode ser continuado na seção Venha. Essa prática pedagógica auxilia na construção de indicadores para nortear planejamentos. Você pode elaborar pautas de questões que provoquem os estudantes a expressar ideias, sensações, emoções e experiências diante das obras artísticas apresentadas, como já sugerido.

Sugestão para o professor

MONTAGEM DE ILUSTRAÇÃO COM FOTOGRAFIA DA OBRA NOSSO BARCO TAMBOR TERRA (OUR BOAT DRUM EARTH), DE ERNESTO NETO, EM 2024.

11

A mediação cultural na escola visa potencializar encontros significativos entre estudantes e produções artísticas. Planeje ações mediadoras, sobretudo nos momentos de nutrição estética, para apreciar imagens, filmes, vídeos com cenas de espetáculos (dança e teatro), escuta musical, entre outros.

11/09/25 15:19

Faz parte das ações mediadoras garantir a acessibilidade à cultura e à educação de todos os estudantes. Nesse sentido, é importante buscar metodologias e adaptações das propostas para incluir estudantes com deficiência ou no espectro da neurodiversidade. Na nutrição estética, por exemplo, é possível explorar a audiodescrição, a leitura de textos poéticos, os movimentos corporais, o toque de materialidades, o cheiro de aromas, a escuta de sonoridades e outros recursos que estabelecem conexões com as obras de arte estudadas, envolvendo todos os estudantes e investigando a diversidade nos modos de conhecer e sentir arte.

• ERNESTO Neto: Nosso barco tambor terra. Lisboa: Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), 2024. Disponível em: https:// www.maat.pt/pt/event/ ernesto-neto-nosso-barco -tambor-terra. Acesso em: 27 ago. 2025. Página oficial do museu onde aconteceu a exposição do artista Ernesto Neto. Para Ernesto Neto, tudo é natureza e nada existe fora dela! O texto, com depoimentos de Ernesto Neto, apresenta essa e outras ideias do artista.

• ROCHA, Ruth. Os direitos das crianças: segundo Ruth Rocha. São Paulo: Salamandra, 2014.

O livro apresenta em versos os direitos das crianças. Em 1959, a Declaração Universal dos Direitos da Criança foi reconhecida e divulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Ruth Rocha, com seu texto poético, provoca reflexões sobre o respeito a esses direitos.

BNCC

Habilidades: EF15AR01 e EF15AR02.

TCT: O TCT Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras é explorado pela apreciação da obra de Ernesto Neto, o qual pesquisa cores, formas, texturas, sons e aromas que expressam a cultura dos povos originários e das ancestralidades africana e europeia.

ENCAMINHAMENTO

Apresente novamente aos estudantes a instalação artística Nosso barco tambor terra , de Ernesto Neto, para aprofundar a ideia de como a arte pode transformar ambiências em espaços lúdicos, que possibilitam conhecer e fazer arte, além de brincar com ela. Providencie materialidades que os estudantes possam tocar, sentindo formas, tamanhos e texturas em leituras sensoriais ampliadas.

Ernesto Neto cria instalações em grandes formatos que ocupam ambiências de museus. Convide os estudantes a observar mais uma vez a imagem da instalação Nosso barco tambor terra, realizada no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT) em Lisboa, Portugal. Em seguida, converse com eles sobre a instalação artística. O artista acredita na experiência significativa, ou seja, para ele, é fundamental sentir a arte com todo o corpo. Ele propõe um apelo à percepção da arte pelo tato, pela visão e pelo olfato. Para trabalhar com as questões 1 e 2 da página 13 do Livro do estudante, primeiro, acolha as falas dos es-

ARTE LÚDICA

O ARTISTA BRASILEIRO ERNESTO NETO CRIA INSTALAÇÕES

ARTÍSTICAS QUE PERMITEM UMA INTERAÇÃO

LÚDICA, OU SEJA, VOCÊ PODE MEXER NESSAS

INSTALAÇÕES E BRINCAR COM ELAS. A ARTE

TAMBÉM PODE SER UM LUGAR PARA BRINCAR!

LÚDICO: RELACIONADO A BRINCADEIRA, JOGO E DIVERSÃO.

INSTALAÇÃO ARTÍSTICA É UMA OBRA DE ARTE QUE OCUPA

UM ESPAÇO E PODE SER COMPOSTA DE DIVERSOS MATERIAIS E RECURSOS. OS ARTISTAS TRANSFORMAM ESPAÇOS E COMBINAM MATERIAIS PARA CRIAR ARTE.

tudantes e, depois, amplie saberes, contextualizando como a instalação foi construída. O artista usou tiras de tecidos coloridos (chita de algodão) para fazer as linhas das tramas de crochê, construídas em parceria com várias pessoas; o chão foi forrado com cascas de árvores; diversas formas orgânicas foram dispostas em casulos de tecidos e tramas em crochê pendurados para serem observados e sentidos pelo toque e pelo aroma de ervas aromáticas, especiarias e grãos; objetos suspensos estavam envolvidos por plásticos, tecidos e tramas de crochê, eram instrumentos musicais que podiam ser tocados pelos visitantes (como tambores de vários tipos e tamanhos, pandeiros, entre outros).

Os tons marrons, alaranjados, vermelhos e azuis podem ser mais visíveis. Se julgar oportuno, desafie os estudantes a identificar mais detalhes e elementos visuais (como cores e formas).

NOSSO BARCO TAMBOR TERRA (OUR BOAT DRUM EARTH), DE ERNESTO NETO, EM 2024.

QUEM É?

1. Os estudantes podem reconhecer as cores vermelha, amarela, verde e azul na imagem. Os objetos ficam suspensos e estão envolvidos por plásticos, tecidos e tramas feitas de crochê. As formas suspensas remetem a gotas que caem do alto.

ERNESTO NETO (1964-) CRIA SUAS OBRAS DE ARTE UNINDO LINHAS, FORMAS E CORES EM TRAMAS DE CROCHÊ. ELE TAMBÉM USA TECIDOS, INSTRUMENTOS MUSICAIS E ERVAS AROMÁTICAS, ENTRE OUTROS MATERIAIS.

1 QUAIS CORES, OBJETOS E FORMAS VOCÊ IDENTIFICA NA INSTALAÇÃO?

2 VOCÊ CONSEGUE IDENTIFICAR OS MATERIAIS QUE O ARTISTA UTILIZOU NESSA INSTALAÇÃO?

Resposta pessoal. Veja mais orientações em Encaminhamento.

13

Pergunte como eles percebem as texturas dos objetos e as materialidades presentes na instalação (macios, ásperos, lisos, com relevos etc.).

12/09/25 14:24

Se houver estudantes com deficiência visual ou baixa visão, é possível realizar a mediação cultural com audiodescrição da imagem e manuseio de materiais que estabelecem conexões com a obra, explorando mais uma vez os sentidos.

Considerando que a leitura e a interpretação de obras artísticas são abertas, a proposta é trabalhar a fruição de forma lúdica e imaginativa.

O que é arte lúdica? A palavra lúdico refere-se a tudo o que está ligado à brincadeira, à diversão, que propõe um jogo. Instalações como a criada por Ernesto Neto propõem uma arte lúdica, porque convidam o público a experimentar materialidades e a viver experiências em

ambientes repletos de cores, formas e texturas. Suas instalações visam despertar as sensações e as emoções das pessoas. O artista trabalha com o lúdico para ativar a sensorialidade e a memória de saberes ancestrais e contemporâneos.

O ensino de Arte nessa faixa etária também pode acontecer por meio da ludicidade e experimentação. Observando sua realidade, reflita: como propor práticas lúdicas no ensino de arte? Quais materialidades e recursos são necessários? Quais artistas podem nutrir repertórios culturais de estudantes e professores? Essa reflexão ajuda a ampliar, por meio de pesquisas, e a criar proposições pedagógicas.

Acompanhe como os estudantes participam de momentos de apreciação de imagens e investigação, observando como se expressam oralmente, criando hipóteses e respeitando os espaços e os tempos de fala e escuta.

Sugestão para o professor

• A NOVA exposição do MAAT leva-o numa viagem pelo mundo. Publicado por: NIT. 2024. 1 vídeo ( ca. 2 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=zV zCFpb7fYM. Acesso em: 3 set. 2025.

O vídeo apresenta imagens da instalação Nosso barco tambor terra. Nele, é possível observar a interação direta do público com a obra e suas formas orgânicas.

JOSÉEDUARDOORTEGA

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02 e EF15AR04.

ENCAMINHAMENTO

Em Arte-aventura , combine com os estudantes a escolha dos riscadores que serão usados para realizar os desenhos. Esclareça que riscadores são ferramentas para criar desenhos, como lápis de cor, giz de cera e canetas hidrográficas. Nas práticas artísticas, é importante que os estudantes variem os materiais e, também, possam ter autonomia e liberdade para escolhê-los.

Para estudantes que não conseguem usar riscadores duros, por conta do atrito com o suporte ou dos ruídos que produzem, ofereça materiais macios, como giz de lousa ou de cera.

Para trabalhar com a questão 1, item a, incentive os estudantes a produzir um desenho projetando uma possível instalação artística lúdica e interativa, ou seja, que todos possam tocar e brincar. Essa situação de aprendizagem propõe explorar a imaginação e a habilidade de planejar, projetar e criar. Os desenhos podem ser feitos na página do Livro do estudante e, também, ampliados para folhas de papel avulsas maiores.

ARTE-AVENTURA IMAGINANDO UMA INSTALAÇÃO

1 SE VOCÊ FOSSE CRIAR UMA INSTALAÇÃO ARTÍSTICA, COMO

ELA SERIA?

A) NO ESPAÇO A SEGUIR, CRIE UM DESENHO COM AS CORES, AS FORMAS E OS OBJETOS QUE VOCÊ USARIA.

Produção pessoal. Com base nas hipóteses levantadas, convide os estudantes a desenhar o que usariam para criar uma instalação artística. Incentive-os a imaginar a combinação de materiais como fios de lã, tecidos, tramas, objetos, brinquedos e outros elementos que possam utilizar em sua criação. Também chame a atenção para que identifiquem elementos visuais, como linhas, formas, cores, texturas etc.

Resposta pessoal. Comente com os estudantes que, muitas vezes, os artistas dão títulos para suas criações, como é o caso da instalação Nosso barco tambor terra, de Ernesto Neto. Incentive-os a expressar suas opiniões e a criar um título para seu desenho com base em suas hipóteses e imaginação.

B) QUAL NOME VOCÊ DARIA PARA SUA CRIAÇÃO?

Contextualize os estudantes que uma criação pode acontecer de forma improvisada ou planejada. A forma planejada necessita de um pensamento projetado, ou seja, o artista planeja sua obra antes de executá-la, prevê materiais que vai usar, tempo de produção, lugar de exposição, entre outras previsões. Muitos artistas rascunharam, desenharam e fizeram maquetes de suas criações antes de executá-las. Porém, as projeções ou as expectativas podem mudar durante o processo de criação artística.

No item b da questão 1, incentive os estudantes a dar um nome para a instalação artística imaginada e representada na forma de desenho. Se possível, incentive-os a escrever, com sua ajuda, o nome que dariam à obra.

1. Resposta pessoal. Os estudantes podem responder que inventariam histórias, criariam cenários, transformariam os objetos em brinquedos, entre outras possibilidades.

LUGARES E OBJETOS QUE SE TRANSFORMAM

VOCÊ JÁ IMAGINOU BRINCAR COM COISAS, CORES E FORMAS EM ESPAÇOS ABERTOS DA CIDADE? EM QUE LUGARES VOCÊ JÁ ENCONTROU ARTE?

OBSERVE AS IMAGENS A SEGUIR.

2. Converse com os estudantes sobre a reutilização de objetos e materiais e a ressignificação de espaços para criar instalações.

INSTALAÇÃO DE JOGOS, DE JAVIER ABAD E ÁNGELES RUIZ DE VELASCO, EM 2021. PANOS, COPOS, BOLAS E BOIAS INFLÁVEIS EM INSTALAÇÃO INTERATIVA EM MADRI, NA ESPANHA.

A DUPLA ESPANHOLA JAVIER E ÁNGELES CONVIDOU AS CRIANÇAS A BRINCAR EM MEIO A OBJETOS COM DIFERENTES FORMAS E CORES. ESSE É UM JEITO DIVERTIDO DE FAZER ARTE.

1 O QUE VOCÊ FARIA COM OS OBJETOS PRESENTES NA IMAGEM?

2 QUAIS ESPAÇOS E OBJETOS PODEM SER TRANSFORMADOS EM ARTE?

3 AROMAS E SONS TAMBÉM PODEM FAZER PARTE DE UMA INSTALAÇÃO ARTÍSTICA?

QUEM É?

JAVIER ABAD

É ARTISTA VISUAL E ÁNGELES RUIZ DE VELASCO

PEDAGOGA. EM

posta comentando que reaproveitar materiais para fazer arte contribui para a conservação do meio ambiente. Na questão 3 , em uma roda de conversa, abra um espaço para o debate e a reflexão sobre as possibilidades de interagir com o objeto artístico usando os sentidos além da visão, como o tato, o olfato, a audição e o paladar. Solicite à turma uma escuta atenta e respeitosa das hipóteses levantadas pelos colegas.

A instalação artística é uma forma de arte criada em um espaço tridimensional Há instalações em que é possível andar em seu espaço, tocar os materiais e até brincar com eles, como é o caso dos trabalhos artísticos de Ernesto Neto e de Javier Abad e Ángeles Ruiz de Velasco. Apresente aos estudantes as noções de espaço bidimensional e espaço tridimensional na arte, fazendo curadorias e trazendo mais imagens para momentos de apreciação.

SUAS OBRAS, ELES CONVIDAM CRIANÇAS PARA BRINCAR E EXPERIMENTAR ARTE DE DIVERSAS FORMAS.

Resposta pessoal. Incentive os estudantes a perceber que é possível criar uma instalação com materiais variados e que estimulem todos os sentidos. Retome o exemplo de instalação de Ernesto Neto, se necessário.

Convide os estudantes a observar atentamente as imagens da obra Instalação de jogos, do artista visual Javier Abad e da pedagoga Ángeles Ruiz de Velasco. As imagens mostram dois momentos distintos: de um lado, os objetos e os materiais colocados em um espaço aberto; de outro, crianças interagindo com essas materialidades, explorando livremente as formas, as cores e as texturas. Chame a atenção dos estudantes perguntando como eles percebem as formas e as cores dos objetos e dos materiais (boias plásticas e tecidos) e como as crianças estão interagindo com eles.

Na questão 1, após a fruição das imagens, convide os estudantes a criar hipóteses sobre o que fariam com esses objetos se os encontrassem em um espaço público: criariam uma instalação para brincar? Ou não interagiriam? Incentive-os a pensar sobre outras linguagens artísticas em que o público pode interagir com os objetos e criar sons, pintar, encenar, dançar etc.

Na questão 2 , incentive os estudantes a pensar a respeito de quais espaços na escola ou espaços públicos da cidade poderiam receber instalações artísticas lúdicas e interativas para as pessoas participarem. Amplie a pro -

• Espaço bidimensional é o que ocupa superfícies planas, com duas dimensões (altura e largura). Desenho, pintura, gravura e fotografia são exemplos de linguagens que ocupam espaços bidimensionais.

• Espaço tridimensional é o que tem três dimensões (altura, largura e profundidade). Esculturas e instalações são exemplos de obras que ocupam espaços tridimensionais.

Observe como os estudantes participam de momentos de fruição e leitura de imagens e como se expressam, comunicando-se oralmente sobre hipóteses interpretativas e respeitando o ritmo do diálogo. Verifique se todos os estudantes estão participando e garanta que se expressem livremente. Observe como os estudantes escolhem os riscadores e os elementos de linguagem.

BNCC

Habilidades: EF15AR04, EF15AR05, EF15AR06 e EF15AR26.

TCT: Meio Ambiente: Educação para o Consumo.

Organize-se

• Organize antecipadamente uma caixa com várias materialidades, como rolos de linhas de algodão e de lã, fitas e retalhos de tecido, brinquedos e fitas adesivas, pequenos instrumentos musicais, apitos, tambores, objetos sonoros de plástico, borracha e outros objetos que considerar interessantes e que sejam seguros para manuseio dos estudantes e montagem da instalação.

• Combine com os estudantes que o material pode já ter sido usado e poderá ser reutilizado ou descartado depois de forma adequada.

ENCAMINHAMENTO

A proposta é uma situação de aprendizagem de ação criadora; portanto, desenvolva uma ambiência lúdica e descontraída. Incentive os estudantes a explorar seus processos de criação e poéticas em grupo.

Retome com os estudantes as noções de espaço bidimensional e tridimensional na arte com base na obra de Ernesto Neto e por meio de exemplos concretos, como comentar que espaço bidimensional é o que ocupa superfícies planas, com duas dimensões (altura e largura), como a folha de papel na qual eles desenham. Já o espaço tridimensional é o que tem três dimensões (altura, largura e profundidade), como a sala de aula que eles estão ocupando. Do mesmo

ARTE EM PROJETOS CRIANDO INSTALAÇÕES ARTÍSTICAS

QUE TAL FAZER ARTE BRINCANDO COM OBJETOS, FORMAS

E CORES EM UM ESPAÇO DA ESCOLA?

MATERIAIS

• BRINQUEDOS VARIADOS

• FITA ADESIVA

• INSTRUMENTOS MUSICAIS

• RETALHOS DE TECIDOS

• ROLOS DE LINHAS DE ALGODÃO OU DE LÃ EM DIVERSAS CORES

• SAQUINHOS OU POTES COM ERVAS AROMÁTICAS

• SEMENTES E FOLHAS

• OUTROS OBJETOS DE VÁRIAS FORMAS E CORES

COMO FAZER

1. VOCÊ E OS COLEGAS DEVEM COMBINAR COM O PROFESSOR UM LUGAR PARA FAZER A INSTALAÇÃO.

3. BRINQUEM DE CONSTRUIR INSTALAÇÕES. INVENTEM MUNDOS IMAGINÁRIOS.

2. SELECIONEM E JUNTEM OS OBJETOS E OS MATERIAIS QUE PODEM COMPOR A INSTALAÇÃO.

4. ESCOLHAM UM NOME PARA A INSTALAÇÃO DE ARTE DA TURMA.

4. Sugere-se uma roda de conversa para que os estudantes escolham um nome para a obra.

modo, instalações como as que conheceram neste capítulo são exemplos de obras artísticas que ocupam espaços tridimensionais.

Apresente aos estudantes o desafio e as etapas para criar uma instalação artística interativa utilizando os objetos e as materialidades disponíveis na caixa. Para isso, eles vão explorar o espaço tridimensional.

As instalações artísticas sensoriais são propostas estéticas e estésicas nas quais os artistas procuram envolver o público na fruição, para além da visão, explorando mais sentidos, como o tato, a audição, o olfato e, em alguns casos, até o paladar. Trata-se de experiências imersivas e interativas para provocar emoções e sensações. Essa proposta pode ser feita aos estudantes com o seu auxílio na escolha dos materiais e na forma de fazer as intervenções no espaço da instalação. A criação de uma instalação artística sensorial pode ser uma proposta interessante, principalmente para trabalhar com estudantes com deficiência ou no espectro da neurodiversidade.

ESTA É A MINHA ARTE!

QUANDO A INSTALAÇÃO ESTIVER PRONTA, COMBINE COM O PROFESSOR E OS COLEGAS A MELHOR FORMA DE FAZER REGISTROS DELA, COMO FOTOGRAFIAS OU VÍDEOS.

Quando tratamos do processo de inclusão de estudantes com deficiência ou que estão no espectro da neurodiversidade, é importante ressaltar as singularidades. Cada pessoa tem seu modo de ser, ler o mundo, sentir a vida e aprender. Assim, é preciso observar e adaptar as propostas à necessidade da turma e de cada estudante.

11/09/25 15:19

+Ideias

Como a instalação é uma arte efêmera, ou seja, existe apenas por um tempo, combine com os estudantes que todo o processo de criação poderá ser registrado por fotografias e vídeos. Depois, eles podem apreciar esses registros, relembrando o processo e compartilhando como foi a experiência. Incentive-os a decidir juntos qual será o nome da instalação que criaram.

Sugestão para o professor

• LAS INSTALACIONES de juego: Javier Abad y Ángeles Ruiz de Velasco. Publicado por: Instalaciones de juego: el lugar del símbolo. 2022. 1 vídeo (ca. 17 min). Disponível em: https://www.you tube.com/watch?v=ALn_ idvnuCg. Acesso em: 3 set. 2025.

Vídeo sobre a obra Instalação de jogos, de Javier Abad e Ángeles Ruiz de Velasco. Em espanhol, o documentário Las instalaciones de juego, de 2022, demonstra os fundamentos pedagógicos e educativos da obra.

• ABAD, Javier; VELASCO, Ángeles Ruiz de. Repensar las instalaciones de juego : lugar de símbolo, metáfora y relación. Disponível em: https://culturadeinfancia. com/repensar-las-instala ciones-de-juego/. Acesso em: 3 set. 2025.

Site em espanhol com imagens, textos e depoimentos sobre a obra interativa Instalação de jogos, de Javier Abad e Ángeles Ruiz de Velasco.

Acompanhe como os estudantes participam e observe como criam em propostas práticas na interação em grupo. Faça registros dos acontecimentos ocorridos no percurso didático.

As produções feitas durante os processos de criação podem compor portfólios eletrônicos e ser compartilhadas com os familiares, para que acompanhem as propostas desenvolvidas na escola. No entanto, é importante ter cuidado, pois imagens de crianças não devem circular na internet em ambientes virtuais abertos, sem proteção e sem autorização dos responsáveis.

BNCC

Habilidades: EF15AR18 e EF15AR19.

ENCAMINHAMENTO

Crie uma ambiência lúdica explorando o universo do faz de conta e trazendo para a sala de aula objetos que possam se transformar em personagens ou elementos de cena.

Nessa situação de aprendizagem de nutrição estética, inicie a aula com a leitura da imagem e do trecho do poema com a turma. Em uma roda de conversa, proponha aos estudantes que se expressem oralmente, compartilhando suas percepções e interpretações sobre o que estão observando.

Comente com a turma sobre o teatro de animação, que dá vida a objetos, bonecos e materialidades pela atuação de atores e atrizes, como ocorre no espetáculo O Pequeno Príncipe de papel , do Grupo Girino Teatro de Bonecos e Animação. Mencione que podemos brincar de pegar um objeto qualquer, como um lápis, movimentá-lo, dar um nome a ele e criar uma história para esse personagem, sempre inseridos no universo do faz de conta.

Em seguida, leia com os estudantes o trecho do poema Mentiras, de Mario Quintana. Converse com eles sobre o que compreenderam e esclareça o significado de palavras que possam não conhecer.

Ressalte para a turma a importância do universo do faz de conta, que é natural no período de desenvolvimento que estão vivendo, a infância. Comente que Lili é uma personagem inventada pelo poeta brasileiro Mario Quintana.

FAZ DE CONTA QUE… 2

Na mediação cultural, algumas questões podem provocar os estudantes a notar detalhes e a pensar sobre as imagens e o texto poético. Por exemplo:

• O que faz Lili na história? Acolha as respostas e comente que Lili brinca de faz de conta, imaginando histórias e transformando objetos em brinquedos e personagens, como avião e trem.

• Você já brincou de faz de conta? Conte para a turma como foi.

• Quais objetos você usou nessa brincadeira?

• Onde você estava brincando?

• Você estava sozinho ou outra pessoa brincava com você?

VENHA INVENTAR E SE AVENTURAR!

Contextualize para as crianças que Lili é uma personagem de histórias de Mario Quintana (1906-1994), um poeta brasileiro nascido em Alegrete, no Rio Grande do Sul. Ele costumava dizer que colocava sua vida em seus poemas. Se necessário, explique aos estudantes o que significam as que significa, no vocabulário da aviação, aterrissar com o nariz do avião para baixo, de forma abrupta.

palavras ou expressões que eles não conhecem, como “aterrissar em piquê”,

OBSERVE AS IMAGENS E ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

LILI VIVE NO MUNDO DO FAZ DE CONTA... FAZ DE CONTA QUE ISTO É UM AVIÃO. ZZZZUUU... DEPOIS ATERRISSOU EM PIQUÊ E VIROU TREM. MENTIRAS. IN: QUINTANA, MARIO. LILI INVENTA O MUNDO. PORTO ALEGRE: MGE, 2018. P. 10. PODEMOS BRINCAR COM OBJETOS E INVENTAR HISTÓRIAS NO JOGO DO FAZ DE CONTA.

VENHA VIAJAR PELO MUNDO DA IMAGINAÇÃO E VIVER AVENTURAS FANTÁSTICAS!

MONTAGEM DE ILUSTRAÇÃO COM CENA DO ESPETÁCULO O PEQUENO PRÍNCIPE DE PAPEL, DO GRUPO GIRINO, EM 2015.

15:42

Incentive os estudantes a compartilhar experiências, reforçando que o faz de conta também é uma forma de criar arte. Caso algum estudante diga que nunca brincou de faz de conta, peça a ele que se imagine brincando e compartilhe a experiência. Diferentes objetos e lugares podem ser usados na construção de histórias quando se usa a imaginação. Por fim, observe e registre como os estudantes se relacionam com o universo do faz de conta. Entre outras observações que achar necessárias, verifique se criam histórias e personagens, se são espontâneos ou se apresentam dificuldade na comunicação, se respeitam a atuação dos colegas e o tempo de cada um.

+Ideias

Proponha a realização da Roda do faz de conta que…, um exercício lúdico para trabalhar a linguagem teatral com crianças, explorando a imaginação e a cultura do brincar. A ideia é escolher um objeto do cotidiano, como um material escolar, e transformá-lo em personagem, criando uma breve narrativa. Por exemplo: uma borracha pode se transformar no personagem Senhor Apaga Tudo. Então, comece a narrativa: Era uma vez o Senhor Apaga Tudo. Ele apagava tanto que um dia apagou o caminho de volta para sua casa e ficou perdido… Nesse ponto da narrativa, outro personagem pode entrar, como um lápis, uma caneta, um giz etc. A partir daí, a história continua com a brincadeira de faz de conta, transformando objetos em personagens e improvisando soluções para prolongar a narrativa e transformar coisas em formas animadas.

A participação dos estudantes deve ser espontânea e, a cada rodada, um grupo pode se revezar. Respeite se um estudante mais tímido não quiser participar desse momento. Quem não estiver atuando será o público, que é parte fundamental no teatro.

Sugestão para o professor

• QUINTANA, Mario. Lili inventa o mundo . Ilustrações: Suppa. São Paulo: Global, 2005.

Esse livro expressa o universo da criança, a cultura do brincar e do faz de conta por meio de poemas, ressaltando a importância da imaginação e da sensibilidade na infância e em todas as idades.

BNCC

Habilidades: EF15AR18 e EF15AR19.

ENCAMINHAMENTO

Esta proposta pode ser desenvolvida em roda de conversa. Se possível, disponha as carteiras em círculo ou distribua almofadas no chão, criando uma ambiência harmoniosa e livre para olhar, ler e imaginar.

Faça uma leitura das imagens de teatro de animação dos grupos Sobrevento e Trupe de Truões, e observe com os estudantes que a boneca em forma de bailarina e os sapatos ganham vida e criam narrativas. São personagens criados com objetos do cotidiano.

Nessa proposta de situações de aprendizagem de nutrição estética, a ideia é ampliar conhecimentos sobre a linguagem teatral, com destaque para o teatro de formas animadas com objetos e materialidades.

Apresente aos estudantes os grupos teatrais Sobrevento e Trupe de Truões (veja indicação na seção Sugestão para o professor). Em uma roda de conversa, instigue-os a observar com atenção as imagens e peça que as descrevam, percebendo o que está sendo representado, identificando gestos, expressões faciais, posturas, figurinos e objetos.

Acolha os diversos comentários dos estudantes, ainda que eles não estejam diretamente ligados às questões específicas da linguagem teatral, pois o interesse e as ideias despertados pelo contato com as imagens dos espetáculos podem provocar a imaginação e a criação de muitas narrativas.

OBJETOS VIRAM PERSONAGENS?

OBSERVE AS IMAGENS DE ESPETÁCULOS TEATRAIS.

ESPETÁCULO BAILARINA, DO GRUPO SOBREVENTO, EM FRANCA, SÃO PAULO, EM 2025.

ESPETÁCULO ZAPATO BUSCA SAPATO, DA TRUPE DE TRUÕES, EM 2016.

OS OBJETOS CRIAM VIDA E SE TRANSFORMAM EM MUITOS PERSONAGENS NA ARTE DOS ATORES DO GRUPO SOBREVENTO E DA TRUPE DE TRUÕES

UMA BONECA EM FORMA DE BAILARINA PODE GANHAR VIDA NAS MÃOS DA ATRIZ! SAPATOS PODEM SER TRANSFORMADOS EM PERSONAGENS PARA VIVER AVENTURAS! TUDO ISSO PASSA PELA IMAGINAÇÃO DOS ARTISTAS, QUE MANIPULAM OS MAIS DIVERSOS OBJETOS E MATERIAIS EM CENA.

QUEM É?

MANIPULAR: MOVIMENTAR COM AS MÃOS.

O GRUPO SOBREVENTO, DE SÃO PAULO, CRIA ESPETÁCULOS COM OBJETOS, GESTOS DOS ATORES, TEATRO DE SOMBRAS E DE BONECOS.

A TRUPE DE TRUÕES, GRUPO TEATRAL DE MINAS GERAIS, MERGULHA NO UNIVERSO DO TEATRO DE ANIMAÇÃO, SOMBRAS E OBJETOS.

Na continuação da nutrição estética, relacione a manipulação de objetos e materialidades, como folhas de papel, com possibilidades narrativas e o brincar de faz de conta. Observe atentamente com os estudantes a imagem do espetáculo O Pequeno Príncipe de papel, do Grupo Girino, uma montagem feita com vários personagens em recortes, dobraduras, pinturas e articulação dos bonecos de papel. Apresente o Grupo Girino aos estudantes informando sua procedência. Comente que esse grupo usa várias técnicas do teatro de animação em suas montagens e que atores e atrizes manipuladores participam das cenas. Na questão 1, incentive os estudantes a falar livremente; é uma oportunidade de conhecer melhor o repertório artístico deles. Comente com a turma que a arte de animar objetos pode fazer parte de diferentes linguagens artísticas, como o teatro e os filmes de animação. Existem diferentes formas de fazer teatro: espetáculos com atores e atrizes atuando em cena com gestos e diálogos, na expressividade do corpo; a linguagem da mímica; atores e atrizes atuando com formas animadas etc.

TEATRO DE FORMAS ANIMADAS

MUITOS GRUPOS TEATRAIS SE DEDICAM AO TEATRO DE ANIMAÇÃO. ELES USAM VARIADOS MATERIAIS PARA CONSTRUIR PERSONAGENS, FIGURINOS E CENÁRIOS. ESSA É UMA FORMA DE ARTE QUE ENCANTA CRIANÇAS E ADULTOS!

OBSERVE A IMAGEM DE OUTRO ESPETÁCULO TEATRAL.

TUDO PODE ACONTECER NO TEATRO DE FORMAS

ANIMADAS. BRINQUEDOS E OBJETOS DO COTIDIANO PODEM SER PARTE DE GRANDES AVENTURAS. ESSA GENTE DE TEATRO GOSTA MESMO É DE INVENTAR!

ESPETÁCULO O PEQUENO PRÍNCIPE DE PAPEL, DO GRUPO GIRINO, EM 2015.

ATÉ UM AVIÃO DE PAPEL PODE SER UM

+Ideias

Proponha leituras comparadas entre as imagens das páginas 18, 20 e 21. Sugira questões mediadoras, como: oque as imagens têm em comum? Quais são as diferenças entre elas? Qual é o objeto ou omaterial que cada ator ou atriz está segurando? Como é a expressão facial e os gestos dos atores, os figurinos, os cenários etc.? Quem são os personagens em cena?

Se na turma houver estudantes com deficiência visual, trabalhe com a audiodescrição das imagens e o toque de objetos usados ou parecidos presentes nas cenas.

Sugestão para o professor

COTIDIANO: DO DIA A DIA, COMUM.

CONVITE PARA VOAR NAS ALTURAS E INVENTAR HISTÓRIAS LÁ NO CÉU! O GRUPO GIRINO FEZ ISSO NA PEÇA O PEQUENO PRÍNCIPE DE PAPEL.

QUEM É?

O GRUPO GIRINO É UMA COMPANHIA DE MINAS

GERAIS ESPECIALIZADA EM TEATRO DE BONECOS E CRIA DIVERSOS OBJETOS PARA CONSTRUIR PERSONAGENS E CENÁRIOS.

NO TEATRO DE FORMAS

ANIMADAS, OS ATORES ENCENAM COM OBJETOS E OUTROS MATERIAIS. ESSES

OBJETOS PARECEM GANHAR VIDA COM A EXPRESSÃO E OS GESTOS DOS ATORES.

1 VOCÊ JÁ ASSISTIU A UM ESPETÁCULO OU A UM FILME DE ANIMAÇÃO EM QUE OBJETOS VIRARAM PERSONAGENS? SE SIM, CONTE AOS COLEGAS COMO FOI.

Respostas pessoais. Incentive os estudantes a compartilhar experiências e a apresentar exemplos de outras possibilidades de objetos que possam se transformar em personagens.

21

Mesmo no universo do teatro de formas animadas há grande variedade, como o teatro de luz e sombra, bonecos de mamulengo, varas, marionetes, bonecões habitáveis, dedoches, teatro usando objetos e materialidades, entre outros. O teatro de formas animadas é a arte de dar vida a algo que antes era inanimado, a ponto de emocionar quem assiste à cena. Faça paradas para voltar ao que já foi estudado e depois seguir, avaliando o processo. Solicite à turma que compare as leituras de imagens realizadas nesse momento com as realizadas na seção Venha. Esse exercício pode ser retomado ao final de todo o percurso deste capítulo. Converse com os estudantes a respeito das novas percepções em relação ao uso de objetos em cena, do que estão aprendendo sobre teatro de formas animadas e de brincar de faz de conta.

11/09/25 15:42

• GRUPO SOBREVENTO. São Paulo, c2025. Disponível em: http://www.sobrevento.com. br/. Acesso em: 4 set. 2025. Site com imagens e textos sobre os espetáculos e a história do Grupo Sobrevento. • O PEQUENO Príncipe de papel. Belo Horizonte: Grupo Girino, c2025. Disponível em: https://grupogirino. com/pequenoprincipe/. Acesso em: 4 set. 2025. Página com imagens e vídeos do espetáculo O Pequeno Príncipe de papel. • ZAPATO busca Sapato: Trupe de Truões: Festival Nacional de Teatro de Ipatinga: ano III. Publicado por: Grupo Teatral Boca de Cena. 2021. 1 vídeo ( ca . 43 min). Disponível em: https://youtu. be/7_qT_nxIzoo?si=pX7_pa pdNLtpZa1T. Acesso em: 4 set. 2025.

Vídeo do espetáculo Zapato busca Sapato, da Trupe de Truões.

BNCC

Habilidades: EF15AR21 e EF15AR22.

Organize-se

• Para esta proposta, providencie antecipadamente uma caixa de papelão média e coloque nela brinquedos, como bolas, bonecas e carrinhos, pequenos instrumentos musicais, como chocalhos, apitos e tambores, e peças de vestuário, como luvas, sapatos e chapéus. Também disponibilize objetos variados em formas, cores, texturas, sonoridades e possibilidades expressivas.

ENCAMINHAMENTO

O objetivo é incentivar a criação de personagens e narrativas de forma improvisada e espontânea, criando no “aqui e agora” e brincando de teatro de animação, de jogo de faz de conta e de improvisação. De forma lúdica, organize a turma em roda e fale sobre a caixa e os materiais que ela contém. Em seguida, converse sobre os passos da proposta. Combine que cada estudante pegará um objeto da caixa e continuará a narrativa do colega anterior, de forma improvisada. Combine também como terminará a história. Caso seja de modo rápido e simples, oriente-os a usar a imaginação para dar um ritmo e desfecho criativo.

Trabalhe com os estudantes o conceito de improvisar, que é agir ou fazer algo sem planejamento prévio e utilizando ou não materiais. A improvisação nas linguagens artísticas é o momento

ARTE-AVENTURA

COISAS E FORMAS ANIMADAS

VAMOS BRINCAR DE TEATRO DE FORMAS ANIMADAS?

VOCÊ PODE EXPRESSAR VÁRIAS COISAS AO FAZER

GESTOS E MOVIMENTOS COM SEU CORPO, NÃO É MESMO? E É

POSSÍVEL CRIAR HISTÓRIAS E AVENTURAS AO USAR OBJETOS DO COTIDIANO.

QUE TAL USAR A IMAGINAÇÃO PARA BRINCAR DE TEATRO

COM OBJETOS?

MATERIAIS

• CAIXA DE PAPELÃO OU DE PLÁSTICO

• BRINQUEDOS, COMO BOLAS, BONECAS E CARROS

de criação e resolução de problemas. Essa proposta de improvisação com o teatro de formas animadas explora a criação de personagens e narrativas com objetos, para dar vida a coisas que antes eram inanimadas, pela improvisação e o brincar de faz de conta em situações criadas pelo grupo. Utilizamos o termo coisas para conferir generalidade à categoria dos objetos que podem ser utilizados nas linguagens cênicas.

Fique atento às dificuldades e às facilidades dos estudantes em participar da proposta. Observe a espontaneidade e a habilidade de improvisar com objetos e de criar as falas dos personagens usando a voz e explorando entonação e efeitos vocais.

1. COM A AJUDA DO PROFESSOR, ORGANIZEM OS MATERIAIS ESCOLHIDOS NA CAIXA.

3. OUTRO ESTUDANTE RETIRA UM OBJETO E CONTINUA A HISTÓRIA.

2. UM ESTUDANTE RETIRA UM OBJETO DA CAIXA E COMEÇA A CONTAR UMA HISTÓRIA EM QUE ESSE OBJETO É UM PERSONAGEM.

4. OS PASSO 2 E 3 DEVEM SER REPETIDOS ATÉ QUE TODOS PARTICIPEM DA CONTAÇÃO DA HISTÓRIA. O ÚLTIMO ESTUDANTE DEVE CRIAR UM FINAL PARA A HISTÓRIA APÓS RETIRAR UM OBJETO DA CAIXA.

5. CADA ESTUDANTE DEVE DAR VIDA AO SEU PERSONAGEM, CRIANDO FALAS E MOVIMENTOS.

DICA: VOCÊS TAMBÉM PODEM IMPROVISAR FIGURINOS E CENÁRIOS.

Observe a percepção dos estudantes sobre a resolução de problemas na improvisação, na criação de personagens e nas narrativas. Depois, em uma roda de conversa, incentive-os a compartilhar suas experiências. Estabeleça momentos para o registro das vivências com desenhos em cadernos ou em folhas de papel avulsas. Propostas como a indicada em +Ideias permitem identificar o desenvolvimento dos estudantes no processo.

15:42

+Ideias

Após a participação dos estudantes nas criações de personagens e narrativas, proponha que desenhem, em uma folha de papel avulsa, o personagem que criaram na proposta. Esse desenho pode ser ampliado em outros suportes e trabalhado com tintas, explorando mais formas e cores.

Sugestão para o professor

• AMARAL, Ana Maria. Teatro de animação . São Paulo: Ateliê, 1997.

A obra reúne reflexões sobre o teatro de animação em suas diferentes formas, como máscaras, objetos, sombras e bonecos, técnicas milenares de teatro de animação. A autora faz um levantamento e uma contextualização histórica sobre as formas animadas de fazer teatro.

BNCC

Habilidades: EF15AR21, EF15AR22 e EF15AR23.

TCT: A interdisciplinaridade entre Arte e Ciências da Natureza está presente nesta proposta. Os TCTs Educação Ambiental e Educação para o Consumo têm destaque, visando conectar o conteúdo trabalhado com a realidade dos estudantes, tornando a aprendizagem mais significativa e contextualizada com a realidade local.

Organize-se

• Os combinados entre professor e estudantes são essenciais para a criação de um ambiente educacional seguro, estruturado e propício à construção de novos conhecimentos e ao desenvolvimento de habilidades e competências necessárias à etapa do ensino que estão cursando.

• Combine com os estudantes os objetos que podem ser levados para a realização da proposta: o tubo de rolos de papel higiênico ou de papel-toalha, potes de iogurte, garrafas PET, jornais, revistas, entre outros. Fique atento à higienização dos materiais.

ENCAMINHAMENTO

Inicie fazendo uma fruição dos símbolos apresentados que estão relacionados ao cuidado com o ambiente e o planeta Terra. Associe os termos reciclar, reutilizar e reduzir. Explique o que significa cada um: reciclar é transformar materiais que seriam descartados em novos produtos; reutilizar é dar novos usos e significados para objetos e materiais; reduzir é diminuir a produção e o consumo de bens industrializados.

DIÁLOGOS

REUTILIZAR OBJETOS PARA CRIAR ARTE!

OBSERVE OS SÍMBOLOS QUE ESTÃO ESTAMPADOS NAS CAMISETAS DAS CRIANÇAS.

VOCÊ JÁ TINHA VISTO ALGUM DESSES SÍMBOLOS? ELES SÃO RELACIONADOS AO CUIDADO COM O AMBIENTE E INDICAM QUE É IMPORTANTE RECICLAR, REUTILIZAR E REDUZIR.

RECICLAR É TRANSFORMAR ALGUNS TIPOS DE MATERIAL

QUE SERIAM JOGADOS NO LIXO EM NOVOS PRODUTOS.

REUTILIZAR É DAR NOVOS USOS E SIGNIFICADOS PARA OBJETOS E MATERIAIS.

REDUZIR É DIMINUIR A PRODUÇÃO E O CONSUMO.

DIMINUÍMOS A PRODUÇÃO DE LIXO E O DESCARTE

INCORRETO DE MATERIAIS QUANDO RECICLAMOS, REUTILIZAMOS E REDUZIMOS. ESSES PROCESSOS TAMBÉM PODEM ESTAR PRESENTES NA ARTE.

ALGUMAS POSSIBILIDADES PARA REUTILIZAR MATERIAIS NA CRIAÇÃO DE ARTE SÃO:

Na primeira etapa da proposta, selecione com os estudantes os materiais que serão utilizados. Cuide da higiene e da segurança, não permitindo materiais cortantes ou perfurantes. Proponha momentos de conversa para que eles reflitam e planejem como poderão transformar os materiais em esculturas, instrumentos musicais, personagens teatrais, cenários, figurinos e outras possibilidades nas diferentes linguagens artísticas.

Na segunda etapa da proposta, abra uma roda de conversa para refletir sobre a realidade da escola, observando como acontece o descarte de materiais e o que pode ser melhorado ou aplicado para contribuir com a coleta seletiva e o meio ambiente.

Observe e registre como os estudantes estão compreendendo os termos reciclar, reutilizar e reduzir. Se necessário, retome-os e aproveite para incentivar a turma a relatar como praticam essas ações em casa.

• CONSTRUIR INSTALAÇÕES.

• CRIAR BRINCADEIRAS DE FAZ DE CONTA.

• PRODUZIR CENÁRIOS E FIGURINOS.

VAMOS EXPERIMENTAR?

1 OBSERVE A IMAGEM E SIGA O PASSO A PASSO.

1. COM AJUDA DO PROFESSOR, VOCÊ E OS COLEGAS VÃO ESCOLHER ALGUNS OBJETOS E MATERIAIS.

DICA: AO REUTILIZAR EMBALAGENS VAZIAS, É PRECISO QUE ELAS ESTEJAM LIMPAS, QUE NÃO TENHAM SIDO USADAS PARA ARMAZENAR PRODUTOS TÓXICOS E NÃO POSSUAM PARTES CORTANTES.

2. EXPLIQUEM AO RESTANTE DA TURMA COMO VOCÊS VÃO TRANSFORMAR EM ARTE OS OBJETOS E MATERIAIS QUE ESCOLHERAM.

3. LEMBREM QUE TUDO O QUE NÃO FOR MAIS USADO DEVE SER DESCARTADO CORRETAMENTE.

2 AGORA, CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR SOBRE AS QUESTÕES A SEGUIR.

A) COMO ACONTECE O DESCARTE DE MATERIAIS NA ESCOLA ONDE VOCÊS ESTUDAM?

B) O QUE VOCÊS ACHAM QUE PODE MELHORAR?

2. a) e b) Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes comentem se existe descarte separado para materiais recicláveis, se eles sabem o destino dos resíduos sólidos da escola, entre outros fatores.

25

a família já faz isso no dia a dia e, caso ainda não o faça, sugerir estratégias para realizar essa mudança de hábito. Peça aos estudantes que façam registros das atitudes tomadas pela própria família e, depois, que os apresentem à turma.

Sugestão para o estudante

• CARTA da Terra para crianças. Brasília, DF: Senado Federal, 2021. Disponível em: https://www2.senado.leg. br/bdsf/handle/id/590850. Acesso em: 4 set. 2025. Endereço eletrônico com o conteúdo da Carta da Terra, lançada em 2000 e acolhida pela Unesco em 2002.

Sugestão para o professor

• POLÍTICA dos 3Rs. Publicado por: Escola Kids. 2025. 1 vídeo (ca. 9 min). Disponível em: https://escolakids. uol.com.br/geografia/a-po litica-dos-3rs.htm. Acesso em: 4 set. 2025.

• A REGRA dos 3 erres (Especial de férias 2011): Turma da Mônica. Publicado por: Turma da Mônica. 2013. 1 vídeo (ca. 1 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=K9NcIFxdgbM. Acesso em: 4 set. 2025. Esses vídeos apresentam políticas de reciclagem, reutilização e redução, por meio de textos, imagens, depoimentos e debates.

11/09/25 15:42

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) reúnem vários aspectos e metas para um mundo melhor e mais justo. Entre os 17 objetivos, existem alguns que estão mais relacionados ao meio ambiente. São objetivos que propõem ações para proteger o planeta e garantir a vida por meio do uso sustentável e responsável dos recursos naturais da Terra. Estão mais ligados ao meio ambiente o ODS 6: Água potável e saneamento, o ODS 12: Consumo e produção responsáveis, o ODS 13: Ação contra a mudança global do clima, o ODS 14: Vida na água e o ODS 15: Vida terrestre (fonte: NAÇÕES UNIDAS BRASIL. Objetivos de desenvolvimento sustentável. Brasília, DF: ONU, 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs. Acesso em: 8 set. 2025).

+Ideias

Os estudantes podem ampliar a discussão sobre a temática trabalhada nesta seção ao conversar com os familiares sobre a reutilização de objetos em casa. Incentive-os a investigar se

• MORETTI, Maria de Fátima de Souza; SIEDSCHLAG, Larissa Christina. Teatro de objetos: reflexos de uma era. Cena , Porto Alegre, n. 27, p. 35-46, jan./abr. 2019. Disponível em: https://seer. ufrgs.br/cena/article/view/ 87839/51711. Acesso em: 4 set. 2025.

Texto no qual as autoras discutem a evolução do teatro de objetos com foco no contexto francês.

BNCC

Habilidades: EF15AR18, EF15AR19, EF15AR21, EF15AR22 e EF15AR26.

Organize-se

• Para esta proposta tenha em mãos os seguintes materiais: cola, fita adesiva, papéis de diferentes texturas, espessuras e estampas e tesoura com pontas arredondadas. Você pode reorganizar a sala de aula colocando as carteiras no centro para fazer uma grande mesa de trabalho, com os estudantes em volta para esse momento de criação.

ENCAMINHAMENTO

Decida com a turma o melhor local para as apresentações. Prepare o espaço para a realização da atividade com uma ambiência confortável e harmoniosa. Providencie uma máquina fotográfica ou um dispositivo com câmera para registrar a proposta. Retome com os estudantes todos os processos de manipulação de objetos. Converse com eles sobre imaginar e criar histórias, e sobre como é possível representá-las e contá-las na linguagem teatral. Enfatize o papel do manipulador na criação cênica. Discorra sobre o verbo manipular, os contextos em que ele pode ser utilizado e seu uso no teatro.

Apresente aos estudantes duas possibilidades de manipular bonecos e objetos: a primeira, em que o manipulador participa mais ativamente da cena, e a segunda, em que o manipulador se mantém mais discreto, dando destaque aos bonecos ou aos objetos. Em ambos os casos, o manipulador está sempre presente, diferentemente do teatro de marione-

ARTE EM PROJETOS

OBSERVE ESTAS IMAGENS DE UMA

PEÇA TEATRAL DO GRUPO GIRINO.

TEATRO DE PAPEL

CENAS DO ESPETÁCULO O PEQUENO PRÍNCIPE DE PAPEL, DO GRUPO GIRINO, EM 2015.

REPARE NOS MATERIAIS QUE OS ARTISTAS UTILIZARAM PARA CRIAR OS CENÁRIOS E OS PERSONAGENS EM SEUS ESPETÁCULOS. VOCÊ CONSEGUE RECONHECER ESSES MATERIAIS? SÃO PAPÉIS!

ESSE É UM TEATRO DE PERSONAGENS FEITOS COM DIVERSOS TIPOS DE PAPEL. QUEM MANIPULA ESSES

PERSONAGENS SÃO OS ATORES-MANIPULADORES E AS ATRIZES-MANIPULADORAS.

ATORES-MANIPULADORES OU ATRIZES-MANIPULADORAS SÃO OS PROFISSIONAIS QUE MANIPULAM BONECOS OU OBJETOS NO TEATRO DE FORMAS ANIMADAS.

tes, no qual, em geral, o manipulador fica oculto da visão do público. Chame a atenção dos estudantes para que apreciem as cenas de espetáculo teatral nas imagens apresentadas na página 26, em que o ator-manipulador usa figurino e maquiagem e interage com as formas animadas de papel.

Proponha aos estudantes que explorem as diferentes possibilidades de manipular os objetos. Eles podem também formar duplas ou trios para manipular um único boneco ou objeto e, dessa forma, trabalhar a percepção e os movimentos em sincronia, como essa ação requer.

O ator-manipulador ou animador é o profissional de teatro que movimenta com as mãos objetos, bonecos e outros materiais no teatro de formas animadas. Converse com os estudantes sobre o conceito de manipulação no teatro. Contextualize que atores e atrizes no teatro de animação são chamados manipuladores ou animadores, e que, no caso do teatro de bonecos, também há os termos bonequeiros e marionetistas, usados no teatro de bonecos e marionetes.

VAMOS CRIAR UM TEATRO DE PAPEL?

MATERIAIS

FITA ADESIVA

TESOURA COM PONTAS ARREDONDADAS

COMO FAZER

1. EM GRUPO, RELEMBREM AS HISTÓRIAS QUE VOCÊS CONHECEM E DEFINAM QUAL HISTÓRIA VOCÊS QUEREM APRESENTAR NO TEATRO.

3. DEPOIS, VOCÊS VÃO DOBRAR, RECORTAR E COLAR PAPÉIS DE DIFERENTES TEXTURAS, ESPESSURAS E ESTAMPAS.

COLA

PAPÉIS DE DIFERENTES

TEXTURAS, ESPESSURAS E ESTAMPAS

CACA FRANÇA

2. COMECEM A CRIAÇÃO DESENHANDO OS PERSONAGENS.

5. COM TUDO PRONTO, É HORA DE APRESENTAR O TEATRO DE PAPEL, BRINCAR COM OS PERSONAGENS E CONTAR A HISTÓRIA DE SEU GRUPO!

DESCUBRA MAIS

4. COM OS MESMOS PROCESSOS E MATERIAIS, VOCÊS PODEM CRIAR CENÁRIOS PARA A HISTÓRIA.

6. COM A AJUDA DO PROFESSOR, FAÇAM REGISTROS DAS APRESENTAÇÕES. DEPOIS, COMPARTILHEM COM SEUS FAMILIARES.

• LÁ VEM HISTÓRIA: O NARIZ DO ELEFANTINHO. PUBLICADO POR: TV RÁ TIM BUM. 2011. 1 VÍDEO (CA. 5 MIN). DISPONÍVEL EM: https://www.youtube.com/watch?v=NZzE-yQfEn4. ACESSO EM: 2 ABR. 2025. ASSISTA AO VÍDEO E DESCUBRA COMO SURGIU A TROMBA DOS ELEFANTES, SEGUNDO UMA HISTÓRIA BEM DIFERENTE. APROVEITE E OBSERVE COMO A ATRIZ USA OBJETOS PARA CONTAR A HISTÓRIA.

+Ideias

O local das apresentações pode ser móvel. Caixas podem ser adaptadas para a apresentação da cena ou criadas estruturas simples que podem ser montadas e desmontadas.

É importante ressaltar que a linguagem artística teatral se concretiza mediante a composição de diversos elementos, embora, mesmo renunciando a alguns deles, o espetáculo teatral ainda possa se realizar. Por sua natureza, o teatro agrega outras linguagens, como a dança, a música, as artes visuais, a arquitetura e o circo. Sua composição complexa e repleta de nuances estéticas e ideológicas, assim como seus diversificados elementos de linguagem, contribui para a existência dessa multiplicidade de elementos.

Sugestão para o professor

• TÉSPIS. Itajaí, c2025. Disponível em: https://www. tespis.com.br/site/papele/. Acesso em: 4 set. 2025. Para ampliar o repertório de teatro de animação produzido com papel, visite o site da Téspis Cia. de Teatro e assista ao teaser do espetáculo PaPeLê: uma aventura de papel.

11/09/25 15:42

Sugira aos estudantes que criem narrativas ou se baseiem em recontos de histórias que eles já conhecem para criar os personagens de papel, como fez o Grupo Girino, que se inspirou no texto clássico O Pequeno Príncipe, escrito por Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), escritor e aviador francês que publicou esse livro em 1943. Desde então, essa obra tem inspirado a criação de peças teatrais, filmes e outras produções artísticas.

Tal como nos diferentes momentos do percurso de aprendizagem propostos para este capítulo, registre os processos de criação e improvisações dos estudantes, valendo-se sobretudo de tecnologias digitais para registro em imagem e vídeo. Por se tratar do final de um percurso, proponha um momento de avaliação junto aos estudantes, revisitando os pontos abordados e as propostas vivenciadas. Observe quais foram as facilidades e as dificuldades vivenciadas por eles e o que percebem que aprenderam em arte.

• TEATRO DE formas animadas para crianças e jovens. Móin-Móin: Revista de Estudos sobre Teatro de Formas Animadas , Jaraguá do Sul, v. 2, n. 18, out. 2017. Disponível em: https: //www.revistas.udesc.br/ index.php/moin/issue/ view/10596525950347 02182017. Acesso em: 4 set. 2025.

Revista de estudos do teatro de formas animadas em edição voltada a pensá-lo para crianças e jovens.

ENCAMINHAMENTO

Para dar início à seção, organize uma roda de conversa para retomar com os estudantes o que estudaram nesta unidade.

Nesse momento, propõe-se uma avaliação processual. Com o acompanhamento da aprendizagem, é possível identificar conhecimentos individuais conquistados ao longo da unidade, retomar e avaliar habilidades e conteúdos estudados e identificar possíveis dificuldades. Observe e avalie os objetivos pedagógicos da unidade tendo como base todas as situações avaliativas propostas. Além das atividades da seção, os cadernos e as anotações, entre outras produções e registros criados, podem ser considerados. Nesse sentido, é importante também retomar situações avaliativas em que a presença do corpo se fez potente nos estudantes.

Nas propostas 1 , 2 e 3 , acolha e valorize os conteúdos mencionados pela turma. É uma oportunidade para avaliar o que foi assimilado e apreciado durante as aulas.

Nos desenhos criados na proposta 4 , observe o uso que os estudantes fazem dos elementos constitutivos da linguagem visual, como ponto, linha, forma e cor. Como a proposta nesta unidade inicia o trabalho com a alfabetização nas linguagens da Arte, é importante observar se eles ampliaram o uso desses elementos após vivenciarem momentos de leitura de imagens, de conversas e de criação. Aproveite, também, para analisar se são expressos nos desenhos formatos, posições, espessuras e outros aspectos de construção de variados tipos de linha.

PARA REVER O QUE APRENDI

1 O QUE VOCÊ CONHECEU NAS AULAS DE ARTE? MARQUE UM X NAS ALTERNATIVAS A SEGUIR.

CRIAR INSTALAÇÕES COM OBJETOS, FORMAS E CORES. X

BRINCAR DE TEATRO DE FORMAS ANIMADAS. X

CRIAR PERSONAGENS DE PAPEL. X

OUVIR E RECONTAR HISTÓRIAS PELA LINGUAGEM DO TEATRO. X

2 CONTORNE O NOME DO ARTISTA OU GRUPO QUE VOCÊ

MAIS GOSTOU DE CONHECER. Resposta pessoal. Veja mais orientações no Encaminhamento.

ERNESTO NETO

GRUPO SOBREVENTO

TRUPE DE TRUÕES

JAVIER E ÁNGELES

GRUPO GIRINO

3 VOCÊ CRIOU PERSONAGENS E HISTÓRIAS NO TEATRO DE FORMAS ANIMADAS.

A) COM O AUXÍLIO DO PROFESSOR, ESCREVA O NOME DE UM PERSONAGEM QUE VOCÊ CRIOU.

B) AGORA, APRESENTE ESSE PERSONAGEM AOS COLEGAS.

3. a) e b) Respostas pessoais. Veja mais orientações no Encaminhamento.

4

FAÇA UM DESENHO SOBRE O QUE VOCÊ MAIS GOSTOU DE FAZER NAS AULAS DE ARTE.

Produção pessoal. Sugira aos estudantes que se expressem por meio de desenhos no caderno ou em folhas avulsas, suportes maiores ou em outras propostas de criação.

Ao se preocupar em desenvolver competências e habilidades no ensino e aprendizagem de Arte, tendo como foco a alfabetização em linguagens artísticas, também são trazidas inquietações sobre como os estudantes se desenvolvem na relação entre arte e vida, e como são suas leituras de mundo e suas poéticas pessoais. Cada criança carrega em si sua poética, ou seja, sua forma de expressão.

Nesse contexto, a palavra poética refere-se ao discurso expressivo (visual, corporal ou musical) de um indivíduo ou de uma coletividade, às escolhas feitas e aos arranjos criados entre elementos constitutivos de linguagens, materialidades, assuntos, aspectos estéticos e pensamentos imagéticos. Nos contextos das produções, é importante lembrar que as crianças, ao criar desenhos, passam por diferentes momentos de desenvolvimento em suas representações gráficas e que suas produções de imagens são diferentes das representações feitas pelos adultos. Portanto, é necessário analisar essas produções com o olhar de quem conhece e estuda a infância.

Além disso, é importante perceber como as crianças criam hipóteses interpretativas das leituras de imagens; como se expressam a partir do encontro estésico e estético com imagens, sons, músicas e poemas; e como aprendem juntas, em colaboração com os colegas, o professor e os familiares. Embora se saiba que as crianças carregam consigo suas leituras de mundo e poéticas, é preciso oportunizar tempos, espaços e materialidades para que, em ambiências criadoras e educadoras, elas sejam provocadas com experiências estéticas e estésicas que potencializem a expressão de suas poéticas pessoais.

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Ao planejar o ensino de Arte, é possível apresentar para os estudantes não um único artista e seu modo particular de criar, mas várias produções e a ideia de que cada linguagem artística tem seus elementos e que conhecê-los possibilita fruir, compreender e criar artisticamente.

Nesse sentido, esta unidade propõe explorar situações de aprendizagem que possibilitem desenvolver habilidades como identificar, analisar, escolher e usar elementos constitutivos das artes visuais. No capítulo 1, as linhas são protagonistas, já no capítulo 2 são aprofundados os estudos com os elementos constitutivos das artes visuais, dando destaque ao estudo das formas presentes na arte e na natureza. Entre os momentos de nutrição estética, investigações sensoriais e ação criadora a proposta é convidar os estudantes a ler obras artísticas estabelecendo relações com suas leituras de mundo e diversos contextos culturais, em especial a arte e a cultura dos povos originários brasileiros. Na unidade, é proposta a investigação de como elementos visuais presentes na arte (como linhas e formas) também podem ser percebidos no cotidiano e na natureza, assim estabelecendo contextualizações entre arte e vida. Na ação criadora, propõe-se experimentar o fazer artístico com base em estudos, interesses e poéticas individuais e em grupo.

Objetivos

• Ler imagens de obras artísticas visuais e contextualizar com suas leituras de mundo e experiências.

• Reconhecer elementos visuais tanto em obras artísticas como na vida cotidiana (como em estampas, elementos da arquitetura, objetos etc.).

ENTRE LINHAS E FORMAS 2

LINHAS E FORMAS ESTÃO NA ARTE. ONDE MAIS ELAS

PODEM ESTAR?

PERCEBA O QUE TEM AO SEU REDOR. TEM LINHAS E FORMAS POR AÍ?

O QUE É POSSÍVEL CRIAR AO RISCAR E DESENHAR COM

LINHAS E FORMAS?

1 VAMOS PROCURAR ESTAS IMAGENS NO LIVRO? NOS QUADRINHOS, ESCREVA O NÚMERO DA PÁGINA EM QUE VOCÊ ENCONTROU CADA IMAGEM. O QUE SERÁ QUE VAMOS ESTUDAR?

• Identificar linhas, formas e cores em elementos da natureza e na produção cultural de povos originários e artistas indígenas contemporâneos brasileiros.

• Compartilhar processos de criação e produções com os colegas desenvolvendo argumentações e noções de autoavaliação.

• Investigar ambiências educadoras e criadoras ressignificando espaços e tempos na escola.

• Contextualizar experiências e estudos em Arte na escola com suas vivências e as vivências culturais locais (família e comunidade).

• Criar com base em vivências artísticas lúdicas (individuais e em grupo) exercendo pro -

tagonismo, autonomia e autoria, e expressando ideias e poéticas.

• Explorar diferentes materialidades (riscadores, suportes, tintas e outros).

BNCC

Competência gerais: 1, 2, 3, 4, 5 e 9.

Competências específicas: 1, 2, 3, 4, 5, 8 e 9.

Habilidades:

(EF15AR01) Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais tradicionais e

contemporâneas, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.

(EF15AR02) Explorar e reconhecer elementos constitutivos das artes visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento etc.).

(EF15AR03) Reconhecer e analisar a influência de distintas matrizes estéticas e culturais das artes visuais nas manifestações artísticas das culturas locais, regionais e nacionais.

(EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem,

(EF15AR07) Reconhecer algumas categorias do sistema das artes visuais (museus, galerias, instituições, artistas, artesãos, curadores etc.).

(EF15AR11) Criar e improvisar movimentos dançados de modo individual, coletivo e colaborativo, considerando os aspectos estruturais, dinâmicos e expressivos dos elementos constitutivos do movimento, com base nos códigos de dança.

(EF15AR25) Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.

Temas Contemporâneos Transversais (TCT): Multiculturalismo: Diversidade Cultural, Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras; Meio Ambiente: Educação Ambiental; Cidadania e Civismo: Vida Familiar e Social.

ENCAMINHAMENTO

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quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.

(EF15AR05) Experimentar a criação em artes visuais de modo individual, coletivo e colaborativo, explorando diferentes espaços da escola e da comunidade.

(EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.

As páginas de abertura da unidade oferecem a oportunidade de realizar a avaliação diagnóstica. Forme uma roda de conversa e leia para os estudantes o texto inicial. Em seguida, desafie-os a realizar o jogo Caça ao tesouro. As palavras-chave são pistas dos conceitos que serão trabalhados. Considerando o desenvolvimento da alfabetização dos estudantes, proponha leituras coletivas para investigação e construção de significados.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03 e EF15AR25.

TCT: Multiculturalismo: Diversidade Cultural, Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras.

ENCAMINHAMENTO

Inicie a proposta fazendo uma roda de conversa e leia para os estudantes o trecho do poema A linha assanhada, de Carlos Jorge. Faça outras leituras de forma coletiva, para que todos os estudantes leiam em conjunto. Observe atentamente com a turma a imagem da obra de Gustavo Caboco e Lucilene Wapichana, Kynharyd, fio forte e a saúde das mulheres, e também as ilustrações que compõem as páginas de abertura.

Deixe que os estudantes falem livremente sobre o que viram e leram e crie uma ambiência respeitosa e acolhedora das hipóteses levantadas por eles. Combine apenas uma regra com a turma: enquanto uma pessoa fala, as outras escutam educadamente. Lembre os estudantes de que apenas na leitura coletiva é que podem falar todos ao mesmo tempo.

Peça aos estudantes que detalhem a obra e façam reflexões sobre a linha, que se transforma em diferentes formas. Pergunte se as formas criadas pelas linhas podem contar uma história e contextualize a obra. Os artistas pertencem ao povo indígena wapichana e a imagem se relaciona com histórias dessa cultura. Para esses artistas, o vermelho sangue representa a terra em que se planta o algodão, o qual, depois, vira fio que borda histórias.

LINHAS E AVENTURAS

MONTAGEM DE ILUSTRAÇÃO COM FOTOGRAFIA DA OBRA KYNHARYD FIO FORTE E A SAÚDE DAS MULHERES, DE GUSTAVO CABOCO E LUCILENE WAPICHANA, 2024. BORDADO SOBRE TECIDO, 93 CENTÍMETROS x 102 CENTÍMETROS.

Também há formas de bonecas de pano, ligadas a redes de afetos, memórias e histórias, construídas no bordado de linhas e de formas.

As questões propostas são exercícios de imaginação e criação de hipóteses. Afinal, a leitura de imagens é aberta. Dessa maneira, cada estudante, com sua imaginação e vivências, poderá criar múltiplas interpretações.

Em roda de conversa com a turma, fale sobre a importância da participação dos povos originários na arte brasileira contemporânea. Destaque também a participação feminina nas produções artísticas.

Identifique se há palavras que os estudantes não conhecem e investigue com eles os significados. VENHA VER E TRAÇAR!

ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR. DEPOIS, OBSERVE AS IMAGENS.

A LINHA ASSANHADA

ERA UMA LINHA ASSANHADA, ERA TUDO E QUASE NADA [...].

ERA TORTA, RETA, CURVA [...]

INVENTAVA E

DESINVENTAVA FORMAS

JORGE, CARLOS. A LINHA ASSANHADA. BELO HORIZONTE: DIMENSÃO, 2017. P. 8.

SERÁ QUE UMA LINHA PODE SE TRANSFORMAR EM MUITAS FORMAS?

SERÁ QUE UMA IMAGEM PODE CONTAR HISTÓRIAS?

VAMOS DESCOBRIR MAIS SOBRE OS ELEMENTOS VISUAIS E O MUNDO

33

Contextualize que a obra remete à saúde da terra, aos pés de algodão e à mulher indígena. Há vários significados guardados na imagem: a mãe que contava histórias para o filho, a mãe terra que acolhe e germina a planta (algodão) e os fazeres das mulheres na cultura feminina e do povo wapichana. A proposta é apresentar aos estudantes um trabalho poético que valoriza a cultura dos povos indígenas e das mulheres, e que pode estimular a imaginação dos estudantes. Avalie como os estudantes reagem ao terem contato com obras dos povos originários e mulheres artistas, evitando preconceitos e estereótipos. Outro ponto a ser observado é o ritmo da leitura e as rimas do poema. Se necessário, relembre os estudantes de que as artes visuais são manifestações artísticas em que a fruição acontece por meio da visão. Entre as linguagens artísticas visuais estão: desenho, pintura, escultura, arquitetura, fotografia, design, grafite etc. As linguagens visuais se integram a outras linguagens, como a criação de figurinos e cenários, o cinema e as instalações que acontecem com sons e imagens.

Sugestão para o professor

11/09/25 15:53

• POVOS INDÍGENAS DO BRASIL. Brasília, DF: ISA, c2025. Disponível em: https: //pib.socioambiental.org/ pt/P%C3%A1gina_principal. Acesso em: 4 set. 2025. Essa página vinculada ao Instituto Socioambiental (ISA) apresenta informações sobre diversos povos indígenas do Brasil, organizados por estado ou família linguística.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR04, EF15AR05 e EF15AR06.

Organize-se

• Para esta proposta, providencie antecipadamente riscadores, como lápis grafite, lápis de cor, giz de cera, giz de lousa, bastões de carvão e canetas de diferentes tipos. Providencie também folhas de papel em grandes formatos (cartolina, papel pardo ou outros). Monte estações de trabalho, organizando os tipos de riscador em várias mesas. Por exemplo: uma mesa com canetas de diversos tipos e cores, outra apenas com canetas esferográficas de cor preta; uma mesa apenas com lápis de cor, outra com lápis grafite de diferentes durezas.

ENCAMINHAMENTO

Leia o poema Lápis encantado para a turma e proponha aos estudantes que se aventurem a identificar os sons e as letras das palavras. Oriente-os a conversar entre eles, expressando oralmente as hipóteses interpretativas. Organize os estudantes em grupos e disponibilize lápis grafite ou lápis de cor, assim como folhas de papel em grandes formatos (cartolina, papel pardo ou outros). Proponha a criação de desenhos coletivos inspirados no poema e converse com a turma sobre a importância de respeitar a criação, a imaginação, a expressão e a poética pessoal de cada um.

RABISCANDO IDEIAS

ACOMPANHE A LEITURA DO POEMA COM O PROFESSOR.

LÁPIS ENCANTADO

ERA UMA VEZ

UM LÁPIS MÁGICO.

SE A GENTE RABISCAVA UM PASSARINHO, O DESENHO CANTAVA.

SE A GENTE FAZIA UM LEÃO, O DESENHO RUGIA.

SE DESENHAVA UM CARRO, ELE BUZINAVA.

QUE ESPANTO AQUELE LÁPIS!

MAS ERA TÃO BARULHENTO

QUE A GENTE SEMPRE ACORDAVA ANTES DE TERMINAR

O DESENHO...

CUNHA, LEO. LÁPIS ENCANTADO SÃO PAULO: QUINTETO, 2006. P. 8-9.

LÁPIS GRAFITE, LÁPIS DE COR, CANETINHAS, GIZ DE CERA, GIZ DE LOUSA E CARVÃO SÃO EXEMPLOS DE RISCADORES. COM ELES, VOCÊ PODE DESENHAR O QUE QUISER!

1 O QUE VOCÊ ENTENDEU AO ACOMPANHAR A LEITURA DO POEMA COM O PROFESSOR?

34

Resposta pessoal. É importante ter em mente que a poesia é subjetiva e as interpretações podem ser diversas. Incentive a participação dos estudantes nesta proposta de nutrição estética, para que desenvolvam a compreensão em leitura.

Ofereça também folhas de papel avulsas para que desenhem e criem seus “desenhos barulhentos”, explorando o traçar com riscadores.

Na questão 2 e na proposta 3, os estudantes poderão refletir sobre a escolha, o uso e os efeitos dos riscadores. Ofereça, portanto, riscadores variados. Finalize a proposta apresentando o escritor Leo Cunha para os estudantes.

Para desenvolver conhecimentos sobre materialidades, converse com eles sobre as características dos riscadores. Alguns produzem efeitos de relevo. Provoque-os a pensar sobre essa questão, faça experiências e chame a atenção para as saliências, as linhas ou as formas que se destacam em uma superfície.

Para a questão 1, peça aos estudantes que conversem e depois se expressem sobre o que compreenderam do poema. Pergunte: que imagens o poema sugere? O que gostariam de desenhar depois de terem entrado em contato com o poema Lápis encantado?

UM LÁPIS PODE SER UM INSTRUMENTO MÁGICO!

COMO NO POEMA DE LEO CUNHA, COM UM LÁPIS

PODEMOS TRAÇAR LINHAS E FORMAS, IMAGINAR, RABISCAR, CRIAR DESENHOS, ESCREVER E COLORIR.

2 ALÉM DO LÁPIS, QUE MATERIAL VOCÊ UTILIZA PARA RISCAR?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes observem a ilustração da página anterior e, com o auxílio do professor, interpretem o texto, conversem com os colegas sobre os vários

3 ESCOLHA UM RISCADOR E CRIE UM DESENHO NESTE ESPAÇO.

Produção pessoal. Em clima lúdico, provoque os estudantes a criar usando seus “lápis encantados”, referindo-se, mais uma vez, ao texto poético de Leo Cunha. Além da compreensão do que são riscadores e da escolha daqueles que preferem, espera-se que eles notem o papel da imaginação no processo da criação dos desenhos.

tipos de riscador e identifiquem quais são os mais usados por eles.

Em investigações sensoriais, os estudantes podem pesquisar, na natureza, folhas, superfícies de árvores em relevo, e perceber linhas pelo tato. Você pode chamar a atenção da turma para o fato de alguns riscadores provocar relevos criando marcas, linhas, nas superfícies. Assim, é possível criar linhas, ver e tocá-las quando elas se apresentam em relevos. Para ampliar a conversa sobre as possibilidades na materialidade dos riscadores, faça perguntas como: o que são riscadores? Com o que podemos riscar e criar desenhos? Desenhar com lápis grafite, carvão ou giz de cera é a mesma coisa? Que efeitos percebemos quando desenhamos usando um único riscador, de uma única cor?

QUEM É?

LEO CUNHA (1966-) É ESCRITOR, TRADUTOR E PROFESSOR. ELE ESCREVEU MAIS DE 60 LIVROS E RECEBEU PRÊMIOS POR SUAS

OBRAS PARA OS PÚBLICOS INFANTIL E JUVENIL.

DESCUBRA MAIS

• CUNHA, LEO. LÁPIS

ENCANTADO. SÃO PAULO: QUINTETO, 2006.

NESSE LIVRO, VOCÊ VAI ENCONTRAR POEMAS

SOBRE A AVENTURA DE UM LÁPIS E AS SENSAÇÕES QUE AS LINHAS, FORMAS E CORES PODEM PROVOCAR.

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Observe como os estudantes escolhem os riscadores e como criam linhas e formas usando esses materiais. Observe se percebem as diferentes características e recursos ao usar os riscadores. Avalie também como eles se comportam na cooperação e na organização dos materiais.

Sugestão para o estudante

• LEO CUNHA. c2015. Disponível em: https://www.escri torleocunha.com. Acesso em: 8 set. 2025.

Site oficial do escritor Leo Cunha, que possui uma obra ampla para o público infantojuvenil, com romances, poesias e crônicas. Na página, é possível conhecer as obras e a biografia do autor e acessar entrevistas e animações feitas com base em seus textos.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03, EF15AR04, EF15AR05 e EF15AR06.

ENCAMINHAMENTO

Leia o poema Pontinho de vista para a turma e proponha aos estudantes que se aventurem a identificar as letras, os sons e a formação das palavras. Oriente-os a recitar o poema da seguinte maneira: você lê um verso e os estudantes o repetem. Após a leitura, organize uma roda de conversa e deixe que expressem oralmente hipóteses interpretativas. Ao final, eles podem brincar criando movimentos e expressões corporais e faciais, inspirados nas interpretações do poema que apresentaram.

A proposta 1 se inicia com um ponto, a partir do qual será traçada uma linha. Questione os estudantes: além de criar linhas a partir de pontos, podemos criar imagens com vários pontos?

Você pode fazer uma curadoria de imagens de obras de pontilhismo, mostrando muitas possibilidades para trabalhar com pontos que criam linhas e formas e também com o uso de cores.

Apresente imagens de obras artísticas como nutrição estética, mas, na ação criadora com os estudantes, o foco é a pesquisa de poéticas pessoais e de processos criadores autorais.

Na seção Arte-aventura , você pode ampliar a experiência de pesquisa sensorial e ação criadora com linhas, provocando os estudantes a pensar sobre estas questões: com quantas linhas se faz um desenho? Que experiências podemos fazer com linhas usando riscadores e suportes?

PONTO E PONTOS

ACOMPANHE A LEITURA DO POEMA COM O PROFESSOR.

PONTINHO DE VISTA

EU SOU PEQUENO, ME DIZEM, E EU FICO MUITO ZANGADO. TENHO DE OLHAR TODO MUNDO COM O QUEIXO LEVANTADO. MAS, SE FORMIGA FALASSE E ME VISSE LÁ DO CHÃO, IA DIZER, COM CERTEZA: “— MINHA NOSSA, QUE GRANDÃO!”

BANDEIRA, PEDRO. POR ENQUANTO SOU PEQUENO. ILUSTRAÇÕES: ATTILIO. 3 ED. SÃO PAULO: MODERNA, 2009. P. 22. (SÉRIE PEQUENOS E SABIDOS).

Comente com os estudantes que Pedro Bandeira (1942-) é um escritor brasileiro de livros para crianças e jovens. Suas obras já receberam vários prêmios.

UM PONTO PODE SER UM LUGAR DE PARTIDA OU, COMO NO POEMA, PODE SER O MODO COMO OBSERVAMOS A VIDA.

NAS ARTES VISUAIS, O PONTO PODE ESTAR EM DESENHOS, PINTURAS E OUTRAS EXPRESSÕES. VAMOS INVESTIGAR?

1 NO ESPAÇO A SEGUIR, COLOQUE A PONTA DE SEU LÁPIS

SOBRE O PAPEL. FEITO ISSO, TRACE UMA LINHA.

Produção pessoal.

AO COLOCAR A PONTA DO LÁPIS SOBRE O PAPEL, VOCÊ ESCOLHEU UM PONTO DE ONDE INICIOU SEU TRAÇADO. O QUE MAIS VOCÊ PODE CRIAR A PARTIR DE UM PONTO EM UMA FOLHA DE PAPEL?

Proponha que os estudantes pesquisem mais sobre as possibilidades de criação de desenhos explorando os elementos de linguagens, como pontos, linhas, formas e cores. Ofereça folhas de papel avulsas e riscadores para essa experiência.

A proposta 1 é de pesquisa sensorial. Os estudantes devem observar a presença de linhas na sala de aula: nos elementos arquitetônicos, como portas e janelas, e nos objetos, como mobília, mochilas e brinquedos. Amplie a pesquisa levando-os para um espaço aberto, no qual pesquisem os formatos na natureza, como de nuvens, árvores e folhas.

Peça à turma que observe o ambiente e descubra diferentes tipos e formatos de linha: a linha reta (vertical, horizontal ou inclinada) e a curva; a linha poligonal ou quebrada; a linha sinuosa ou ondulada; a linha cheia (contínua) e a pontilhada, tracejada ou mista (composta de linhas retas e curvas, traços e pontos).

ARTE-AVENTURA

COM QUANTAS LINHAS SE FAZ UM DESENHO?

AS LINHAS ESTÃO POR TODA PARTE! E SÃO TANTOS OS TIPOS DE LINHA QUE PODEMOS TRAÇAR! OBSERVE ESTA ILUSTRAÇÃO.

1 QUE TAL FAZER UMA COLEÇÃO DE LINHAS? PASSEIE PELA

SALA DE AULA COM SEU LIVRO E OBSERVE AO REDOR.

ESCOLHA UM RISCADOR E DESENHE NESTE ESPAÇO AS LINHAS QUE VOCÊ ENCONTROU.

Produção pessoal.

11/09/25 15:53 + Ideias

Para iniciar um processo de experimentação nessa situação de aprendizagem com ação criadora, monte novamente estações de trabalho dispondo diferentes conjuntos de riscadores em algumas mesas. Explore papéis de diferentes tamanhos e cores. Em cada estação de trabalho, um grupo de estudantes fará experimentações. Em uma delas, o grupo pode desenhar usando apenas lápis grafite; em outra, usando bastões de carvão; em uma terceira, pode fazer experiências com canetas esferográficas.

Após os estudantes terem transitado por todas as estações e feito diversas experiências com os riscadores, forme uma roda de conversa para que eles se expressem oralmente, contan-

do sobre suas percepções e suas criações e sobre o que aprenderam acerca dos elementos constitutivos da linguagem visual.

Finalizada a roda de conversa, proponha à turma que escolha dois ou mais tipos de riscador para criar um desenho em uma folha de papel avulsa. Se possível, exponha as criações na sala de aula. A família também pode participar dos projetos de pesquisas sensoriais. Para isso, oriente os estudantes e seus familiares a juntos encontrar linhas em seus locais de moradia ou de lazer. Os registros podem ser feitos por desenho ou fotografia e compartilhados com toda a turma. Observe nos registros das pesquisas sensoriais: há variedade de linhas? Os estudantes se libertam de ideias preconcebidas, como a de usar riscadores apenas para contornos, e exploram essa ferramenta em seus desenhos expressivos e em poéticas visuais? O que eles desenham? Eles demonstram autonomia ao criar e pesquisar linhas e efeitos com riscadores nos desenhos? É importante conversar com a turma sobre as diversas maneiras de desenhar. Observar e imaginar são motivações importantes na busca por expressões poéticas e criativas.

Sugestão para o professor

• A LINHA: desenho animado anos 1970. Publicado por: The Leite Show. 2020. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=0laNNZyRZGU. Acesso em: 16 maio 2025. Essa animação de Osvaldo Cavandoli pode ser assistida pelos estudantes para ampliar conhecimentos sobre a linha e a forma.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03, EF15AR07 e EF15AR25.

TCT: Multiculturalismo.

ENCAMINHAMENTO

Organize uma roda de conversa com os estudantes para o momento de nutrição estética e leitura de imagem da obra de Daiara Tukano. Artista visual indígena, Daiara nasceu em São Paulo (SP) e faz parte do povo indígena Tukano, Yé’pá Mahsã, pertencente ao clã Eremiri Hãusiro Parameri do Alto Rio Negro na Amazônia brasileira.

Crie uma ambiência acolhedora, conversando com os estudantes sobre o respeito que temos de ter aos diferentes povos e culturas.

A ideia é oferecer um momento de nutrição estética com leitura de imagens. Em roda de conversa, na mediação cultural, proponha aos estudantes que apreciem a imagem e depois realizem a leitura. Faça perguntas provocadoras para instigá-los a pensar sobre a imagem e a relacionar a arte e a vida. Algumas sugestões: o que vocês percebem na imagem do livro? Como são as linhas na pintura? São finas ou grossas? Elas seguem uma única direção? Têm um único formato? Essa imagem provoca em vocês alguma sensação, lembrança ou emoção? O que vocês acharam dessa imagem? Gostam de observá-la? O que mais podemos descobrir ao olhar para essa pintura? Como são as cores e as formas?

+ Ideias

Observe se os estudantes se mostram interessados na leitura de imagens e como se expressam oralmente. Identifique se acolhem a fala dos colegas na construção coletiva e colaborativa de hipóteses interpretativas.

ARTE EM LINHAS

NAS ARTES VISUAIS, MUITOS ARTISTAS USAM PONTOS E DIFERENTES LINHAS.

OBSERVE A PINTURA DA ARTISTA

DAIARA TUKANO

PAMERI YUKESE, DE DAIARA TUKANO, 2020. TINTA

1 DESCREVA O QUE VOCÊ VÊ NESSA IMAGEM.

2 COMO A ARTISTA TRABALHOU COM OS ELEMENTOS VISUAIS, COMO PONTOS, LINHAS, FORMAS E CORES, NA PINTURA?

3 SERÁ QUE ELEMENTOS VISUAIS, COMO PONTOS, LINHAS, FORMAS E CORES, SÃO ENCONTRADOS APENAS NA ARTE?

1 e 2. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes percebam os elementos visuais (pontos, linhas, formas e cores) e suas variações

OBSERVE AO SEU REDOR E CONVERSE COM OS COLEGAS. Resposta pessoal. Ressalte que pontos, linhas, formas e cores também estão presentes em móveis, na arquitetura, em estampas de roupas e em outros objetos da vida cotidiana.

QUEM É?

DAIARA TUKANO (1982-) É UMA ARTISTA INDÍGENA DA ETNIA TUKANO, QUE CRIA SUAS OBRAS EM DIVERSAS LINGUAGENS, COMO PINTURAS, INSTALAÇÕES, PERFORMANCES E OUTRAS.

(linhas curvas, retas, diagonais, sobrepostas), bem como observem que de linhas podem nascer formas geométricas e orgânicas. Também chame a atenção para a identificação de texturas, sobreposições de formas, sensações de movimento, tonalidades e contrastes.

Os estudantes estão em fase de alfabetização, descobrindo as letras, as palavras e as funções sociais de textos. É importante trabalhar as informações das legendas das obras ao final da mediação, como um modo de ampliar informações sobre a obra apresentada.

Sugestão para o professor

• DAIARA TUKANO. c2023. Disponível em: https://www.daiaratukano.com/. Acesso em: 4 set. 2025.

Na página oficial de Daiara Tukano, é possível acessar um amplo acervo de imagens de obras da artista indígena.

• LEYTON, Daina (org.). Educação e acessibilidade: experiências do Museu de Arte Moderna de São Paulo. São Paulo: MAM, 2018. Disponível em: https://mam.org.br/wp-con tent/uploads/2018/09/Educac%CC%A7a% CC%83o-e-Acessibilidade_experie%CC% 82ncias-do-MAM-QRcode.pdf. Acesso em: 4 set. 2025.

Há outras maneiras de incentivar o aprendizado e a percepção de linhas na fruição de obras artísticas e na prática de educação inclusiva. Esse material apresenta ações de educação inclusiva do Museu de Arte Moderna de São Paulo.

ACRÍLICA SOBRE TELA. 1,6 METRO x 8,1 METROS.

ARTE-AVENTURA GRAFISMOS DOS POVOS INDÍGENAS

Explique que grafismos são desenhos em padrão que podem ser criados a partir da combinação e da repetição de pontos, linhas, formas e cores.

NO BRASIL, EXISTEM MUITOS POVOS INDÍGENAS. CADA UM

TEM SUA CULTURA E SUAS FORMAS DE CRIAR ARTE, MAS UM ELEMENTO PRESENTE NA ARTE DE VÁRIOS POVOS É O GRAFISMO.

A SEGUIR, OBSERVE ALGUNS GRAFISMOS FEITOS POR DIFERENTES POVOS INDÍGENAS.

KAYAPÓ ‒ VÉRTEBRA DE COBRA

GUYANES ‒ PEIXE

SHARANAHUA ‒ CARAPAÇA DE TARTARUGA

SHARANAHUA ‒ DESENHO DE ANACONDA

TRUMAI ‒ ESPINHA DE PEIXE

WAJÃPI ‒

AKAWAIO ‒ COBRA

ILUSTRAÇÃO ELABORADA COM BASE EM: DÉLÉAGE, PIERRE. OS REPERTÓRIOS GRÁFICOS AMAZÔNICOS. JORNAL DA SOCIEDADE DE AMERICANISTAS, PARIS, V. 93, N. 1, P. 97-126, DEZ. 2007. DISPONÍVEL EM: http://jsa.revues.org/6693. ACESSO EM: 14 MAIO 2025.

CADA PADRÃO TEM SEU SIGNIFICADO PARA UM POVO INDÍGENA.

OS GRAFISMOS PODEM SER ENCONTRADOS EM PINTURAS FEITAS EM TECIDOS, EM CESTOS, NO PRÓPRIO CORPO, ENTRE OUTRAS POSSIBILIDADES.

1 QUE TAL CRIAR UM DESENHO, EM UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA, COM GRAFISMOS? ESCOLHA LINHAS E FORMAS E FAÇA COMBINAÇÕES.

Produção pessoal. Informe os estudantes que eles podem usar apenas um riscador para criar desenhos em padronagens com linhas e formas.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03, EF15AR04 e EF15AR25.

TCT: Multiculturalismo.

ENCAMINHAMENTO

11/09/25 15:53

Na seção Arte-aventura, inicie a proposta auxiliando na leitura do texto de apresentação. Converse sobre a leitura, tire dúvidas e esclareça palavras ou conceitos desconhecidos pela turma.

Apresente os grafismos dos diferentes povos originários e chame a atenção para os padrões de formas que se repetem.

Em seguida, incentive os estudantes a criar desenhos em padronagens. Após escolherem um riscador e definirem linhas, eles podem fazer combinações que se repetem, formando imagens sequenciais.

É possível contextualizar aos estudantes que os grafismos dos povos originários são padrões visuais, geralmente criados com formas geométricas. Eles têm significados culturais e históricos e expressam ideias, pensamentos e experiências. Os grafismos são encontrados em pinturas corporais, cerâmicas, cestarias e outros objetos usados por esses povos. Avalie como a turma reage ou se comporta em relação ao grafismo dos povos originários. Avalie também as produções de grafismos da turma. O que entenderam sobre o grafismo? Gostaram de fazer os próprios grafismos? Quais riscadores escolheram?

Sugestão para o professor

• ROTERMUND, Susanne. O grafismo indígena, suas formas e cores: relato de um trabalho pedagógico-terapêutico. Curitiba: Associação Ita Wegman, 2016. Disponível em: https:// pindorama.art.br/indigena/ grafismo-suzane.pdf. Acesso em: 4 set. 2025. Para melhor conhecer os grafismos dos povos indígenas brasileiros, leia esse artigo, que traz imagens dos grafismos indígenas e textos sobre eles.

PROSA
COBRA
ASHANINKA ‒ TARTARUGA
YANESHA ‒ PEIXE CARACHAMA
CASHINAHUA ‒ CABEÇA DE COBRA

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03 e EF15AR25.

TCT: Cidadania e Civismo; Multiculturalismo.

ENCAMINHAMENTO

Continue o trabalho sobre a compreensão de culturas e modos de vida de diferentes grupos sociais, criando uma ambiência de harmonia e respeito por diversos povos. Faça combinados com a turma para evitar estereótipos ou outras formas de preconceito.

A formação de uma ambiência escolar mais receptiva e aberta a novas experiências contribui para o processo de ensino e aprendizagem dos estudantes, tornando a escola mais acolhedora, sem preconceitos, participativa na comunidade local e consciente da própria história.

Na questão 1, a proposta é observar com atenção a obra Kynharyd, fio forte e a saúde das mulheres , destacando as linhas e as formas que aparecem.

Na questão 2 , lembre-se de que a interpretação de obras artísticas é sempre aberta. Na mediação cultural, você pode provocar conversações com questões como: como os artistas trabalharam com as cores? Como são as linhas? O que a linha desenha? Há ligação entre as linhas e as formas? Se sim, como isso acontece? Como são as formas? Elas são bidimensionais, tridimensionais, geométricas, orgânicas, abstratas ou figurativas? Há formas que vocês reconhecem, como objetos ou plantas? Será que essa obra conta uma história? O que vocês imaginam ao olhar essa obra? Proponha aos estudantes que descrevam o que percebem. Analisem como os elementos de linguagem foram

Retome a conversa que tiveram quando observaram esta imagem na página 32. Esclareça que eles vão observar mais uma vez essa imagem para ampliar leituras e compreensões sobre arte.

HISTÓRIA DA LINHA

VAMOS APRECIAR

MAIS UMA VEZ A OBRA DE GUSTAVO CABOCO E LUCILENE WAPICHANA?

OBSERVE ESTA IMAGEM.

KYNHARYD FIO FORTE E A SAÚDE DAS MULHERES, DE GUSTAVO CABOCO E LUCILENE WAPICHANA, 2024. BORDADO SOBRE TECIDO, 93 CENTÍMETROS x 102 CENTÍMETROS.

1 COMO OS ARTISTAS USARAM PONTOS, LINHAS, FORMAS E CORES NESSA OBRA?

Resposta pessoal. Encoraje os estudantes a comentar sobre cada elemento, notando o que mais chamou a atenção deles.

2 VOCÊ ACHA QUE UMA HISTÓRIA ESTÁ SENDO CONTADA

NESSA IMAGEM?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes se expressem comentando sobre suas percepções e interpretações ao

NA INFÂNCIA, GUSTAVO OUVIA HISTÓRIAS DE SUA MÃE LUCILENE SOBRE O POVO WAPICHANA, DE RORAIMA. ERAM HISTÓRIAS SOBRE BRINCADEIRAS, PLANTIO E PREPARO DE ALIMENTOS, CRENÇAS E MODOS DE VIVER.

NA ADOLESCÊNCIA, GUSTAVO VIAJOU

COM A MÃE ATÉ A TERRA INDÍGENA

DOS WAPICHANA. A PARTIR DE ENTÃO, ELES

TRANSFORMARAM EM ARTE SUAS HISTÓRIAS

E OS CAMINHOS DA VIAGEM.

QUEM É?

apreciar esta imagem novamente.

GUSTAVO CABOCO (1989-) NASCEU EM CURITIBA, NO PARANÁ. ELE SE INSPIRA NAS HISTÓRIAS DE SEU POVO, OS WAPICHANA, PARA CRIAR ARTE. MUITAS DE SUAS CRIAÇÕES SÃO FEITAS EM PARCERIA COM LUCILENE WAPICHANA (1958-) E OUTROS PARENTES.

Lucilene Wapichana é mãe de Gustavo Caboco e nasceu na terra indígena Wapichana, em Roraima. Ela muitas vezes cria obras com o filho, como Kynharyd, fio forte e a saúde das mulheres

usados, quais materialidades foram usadas e se percebem as formas tridimensionais. Eles podem se expressar oralmente sobre quais sensações, emoções e ideias a imagem provoca.

A obra Kynharyd, fio forte e a saúde das mulheres foi criada por Gustavo Caboco e sua mãe, Lucilene Wapichana. O plantio do algodão e o fiar usando o fuso para criar as linhas são parte das tradições do povo wapichana. Já a máquina de costura é um objeto que foi introduzido pela cultura ocidental, mas faz parte da história de vida de Lucilene, que viveu muitos anos afastada de sua comunidade

original, a terra dos Wapichana. Estar entre linhas, tecidos e outros materiais de costura faz parte da memória afetiva e da vida dos dois artistas. Também tem relação com o fio que liga o passado e o presente, a vida longe da terra indígena e o caminho de volta ao território dos Wapichana.

Contextualize que, segundo relato do artista Caboco, o fio de algodão é a linha forte que costura memórias e conta histórias, uma metáfora visual que expressa identidades e relações com sua ancestralidade.

RICHARDCHADUNT

HISTÓRIA?

PODEMOS CONTAR HISTÓRIAS POR MEIO DE DESENHOS. VOCÊ JÁ CRIOU DESENHOS COM HISTÓRIAS?

1 CRIE UM DESENHO QUE CONTE UMA HISTÓRIA.

DICA: VOCÊ PODE USAR LINHAS, FORMAS E CORES PARA CRIAR SEU DESENHO!

Produção pessoal. Oriente os estudantes a inventar uma história para o desenho. Incentive-os a utilizar o que aprenderam no momento da criação.

ESTA É A MINHA ARTE!

QUE TAL COMPARTILHAR SUA CRIAÇÃO COM OS COLEGAS? AO MOSTRAR O QUE VOCÊ DESENHOU, CONTE SUA HISTÓRIA!

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR05, EF15AR06 e EF15AR25.

ENCAMINHAMENTO

Na proposta da seção Arte-aventura , o fazer artístico e a criação são elementos fundamentais para seu desenvolvimento. Assim, crie uma ambiência que acolha todas as

criações dos estudantes. Outro ponto a ser pensado é o material usado na criação. Ofereça o maior número possível de riscadores para que os estudantes façam as escolhas que desejar. Organize os riscadores de modo atrativo, que permita várias combinações, buscando sempre a espontaneidade e a livre expressão.

Lembre os estudantes de que um desenho pode contar uma história, por isso eles devem pensar na forma, nas linhas e nas cores, nos riscadores e em uma história do desenho,

co nectando imagens e narrativas. Em seguida, peça que compartilhem seus desenhos e suas histórias com os colegas.

+ Ideias

O trabalho coletivo é sempre desafiador. Assim, convide os estudantes a formar grupos de três a cinco participantes e, coletivamente, fazer a mesma proposta em grupo, conversando e decidindo entre eles sobre quais riscadores, cores, formas e linhas usar no desenho e qual história contar. Como suporte, você pode usar uma cartolina ou outra folha de papel grande para o trabalho coletivo.

Na produção artística na escola, você pode avaliar o processo de criação, individual ou coletivo, e acolher o produto final da criação, sem avaliar feio ou bonito, respeitando a poética pessoal de cada estudante.

Avalie as facilidades e as dificuldades que os estudantes encontraram na realização da proposta, como narraram suas histórias e a relação com o desenho, como utilizaram as linhas, as cores e as formas em suas produções.

Sugestão para o professor

• MARTINS, Mirian Celeste Martins; CARDOSO, Débora; LOPES, Maria Elisa Pereira; PAIANO, Lopes (org.). Ambiências educadoras: objetos propositores em ação. São Paulo: LiberArs, 2023. Disponível em: https://www. mackenzie.br/fileadmin/ ARQUIVOS/Public/6-pos -graduacao/upm-higieno polis/mestrado-doutora do/educacao_arte_historia/ 2023/9786559531400_am bi%C3%AAncias_educado ras_ebook.pdf. Acesso em: 4 set. 2025. Leia essa obra para saber a respeito de ambiências educadoras.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03 e EF15AR07.

ENCAMINHAMENTO

Continue o trabalho de criar uma ambiência acolhedora e sem preconceitos sobre outras culturas, pois os estudantes vão conhecer uma artista japonesa, Tomie Ohtake (1913-2015), que ainda criança veio morar no Brasil com a família.

Faça uma leitura prévia das questões apresentadas no livro, para auxiliar os estudantes em suas respostas. Em sua escultura, Tomie Ohtake espalha linhas sinuosas pelo espaço tridimensional. Há linhas feitas de concreto e metal que convidam o olhar ao movimento: são linhas curvas, sinuosas, como as que vemos nas ondas do mar ou no movimento de uma fita a voar com o vento.

Converse com os estudantes sobre como cada artista, usando o mesmo elemento (a linha), pode criar linguagens e poéticas de modos tão diferentes.

Na questão 1, a linha é um conceito a ser trabalhado num exercício de leitura de imagem, além das possibilidades que podem aparecer com base na fruição dos olhares curiosos e sensíveis dos estudantes. Peça a eles que observem atentamente as linhas na obra e incentive-os a pensar sobre as ideias e as sensações que elas despertam.

Na questão 2, sugira aos estudantes que sigam a linha da escultura passando o dedo sobre a imagem.

Ao apresentar Tomie Ohtake, converse com a turma sobre a nacionalidade da artista, que nasceu no Japão, mas, ainda jovem, veio morar no Brasil, onde aprendeu e desenvolveu sua arte. Comple-

LINHA E MOVIMENTO

OBSERVE A IMAGEM DESTA ESCULTURA DE TOMIE OHTAKE.

SEM TÍTULO, ESCULTURA DE TOMIE OHTAKE, NO MUNICÍPIO DE SANTOS, ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2022. AÇO, 15 METROS x 20 METROS x 2 METROS.

A ARTISTA TOMIE OHTAKE CRIOU LINHAS E FORMAS EM SUA ESCULTURA DE AÇO EM COR VERMELHA, QUE OCUPA ESPAÇO NA PAISAGEM À BEIRA DO MAR.

1 AS LINHAS EM OBRAS DE ARTE PODEM REPRESENTAR IDEIAS E SENSAÇÕES? CONVERSE SOBRE ISSO COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.

Resposta pessoal. Incentive o debate e a formulação de hipóteses entre os estudantes.

2 QUE TIPOS DE LINHAS PERCEBEMOS NESSA OBRA DE TOMIE OHTAKE?

Resposta pessoal. Auxilie os estudantes a perceber as linhas sinuosas existentes na obra.

3 QUAIS FORMAS PODEM NASCER DE LINHAS?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comecem a perceber que os diferentes elementos constitutivos estão intrinsecamente relacionados.

TOMIE OHTAKE (1913-2015) NASCEU NO JAPÃO. AINDA JOVEM, VEIO MORAR NO BRASIL, ONDE DESENVOLVEU SUA ARTE. MUITAS DE SUAS ESCULTURAS PODEM SER VISTAS EM RUAS, PRAÇAS E PARQUES. QUEM É? A

mente informando que várias de suas esculturas podem ser vistas em ruas, praças e parques de muitas cidades, como São Paulo (SP), Ipatinga (MG) e Curitiba (PR).

Contextualize que as linhas e as formas da escultura expressam os movimentos das ondas do mar, uma referência às viagens na travessia do oceano Atlantico pelos imigrantes japoneses. Já a cor vermelha pode ser entendida como uma referência à bandeira do Japão.

Sugestão para o professor

• INSTITUTO TOMIE OHTAKE. São Paulo, c2025. Disponível em: https://www.institutotomieoh take.org.br. Acesso em 5 set. 2025.

Site do Instituto Tomie Ohtake, que reúne diversas informações sobre a artista.

• TOMIE Ohtake. São Paulo: Escritório de Arte, 2025. Disponível em: https://www.escritoriodearte. com/artista/tomie-ohtake. Acesso em: 5 set. 2025.

Nesse site, também há diversas imagens de obras da artista Tomie Ohtake.

ARTE-AVENTURA

VAMOS LEVAR LINHAS PARA DANÇAR?

SERÁ QUE PODEMOS APRECIAR OBRAS VISUAIS E CRIAR

LINHAS PARA DANÇAR?

QUAIS MATERIAIS PODEMOS USAR JUNTO COM OS MOVIMENTOS CORPORAIS? VAMOS EXPERIMENTAR?

Proponha aos estudantes que reproduzam os movimentos das linhas com o próprio corpo, trabalhando de modo lúdico a fruição, a percepção visual e a expressão corporal.

MATERIAIS

• FITAS DE TECIDO OU DE PAPEL

COMO FAZER

1. OBSERVE A ESCULTURA DE TOMIE OHTAKE MAIS UMA VEZ.

2. PERCEBA AS IDEIAS E SENSAÇÕES QUE VOCÊ TEVE AO APRECIAR A OBRA E MOVIMENTE SEU CORPO.

3. CRIE MOVIMENTOS

CORPORAIS INSPIRADOS NAS LINHAS SINUOSAS DA OBRA DE TOMIE OHTAKE.

4. ESCOLHA ALGUMAS FITAS E CRIE LINHAS NO AR COM ELAS. SUA APRECIAÇÃO DAS LINHAS PODE SER UMA INSPIRAÇÃO!

5. EXPERIMENTE TAMBÉM COMBINAR SEUS MOVIMENTOS COM AS FITAS DE UM COLEGA.

SINUOSO: CURVO.

1 ALÉM DO CORPO E DAS FITAS, COM QUAIS MATERIAIS PODEMOS CRIAR LINHAS NO AR?

Resposta pessoal. É possível criar linhas no ar com materiais como linhas, tecidos, papéis, entre outros.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03, EF15AR05 e EF15AR11.

Organize-se

• Para esta proposta, providencie antecipadamente fitas de tecido ou de papel.

ENCAMINHAMENTO

11/09/25 15:54

Na proposta da seção Arte-aventura, sugira aos estudantes que reproduzam os movimentos das linhas com o próprio corpo, trabalhando de modo lúdico a fruição, a percepção visual e a expressão corporal. Leve fitas de tecido para a sala de aula e as ofereça aos estudantes para que brinquem e percebam que podem criar linhas com elas.

Evite apresentar modelos de linhas, pois é importante que os estudantes descubram as linhas pela própria experiência e percepção e aprendam a fazer regis -

tros por meio de traça dos e escritas (respeitando o processo de alfabetização de cada estudante), classificando por suas qualidades (linhas: contínuas, quebradas, grossas, finas, retas, curvas e outras formas) e registrando onde observaram essas linhas (na janela da escola, em uma flor em dia de primavera, nas nuvens de manhã, em uma folha caída na entrada da escola etc.).

Contextualize que linhas sinuosas são curvas, fluidas e em movimento contínuo. Associe linhas à leitura de mundo dos estudantes, como comparar os movimentos de ondas do mar na praia ou de rios ou caminhos com o movimento de uma fita de tecido a balançar no ar.

Caso seja necessário, aproveite o momento para recompor alguma aprendizagem dos estudantes sobre as linhas e as formas na arte.

+ Ideias

Proponha um desafio à turma: na sala de aula, os próprios estudantes podem ser modelos vivos para este exercício. Oriente-os a capturar, com base na observação e com poucas linhas, as formas da figura do corpo do colega. Posição, expressão e movimentos podem ser observados e desenhados. Para isso, ofereça folhas de papel grandes e riscadores, como giz de cera, pedaços de carvão, entre outros.

Há muitas propostas para criar momentos de leitura de imagens e provocar reflexão em camadas de pensamento. Com base na observação e na análise das obras de arte e do que elas nos sugerem pensar, é possível fazer algumas perguntas aos estudantes que os provoquem a refletir sob a ótica de categorias de pensamentos, como: descrição, análise, interpretação, julgamento e investigação (mais análises).

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR04, EF15AR05 e EF15AR06.

Organize-se

• Para esta proposta, providencie antecipadamente folhas de papel avulsas de diferentes cores para oferecer aos estudantes. Eles terão a experiência de desenhar explorando suportes coloridos, indo além da folha de papel branca. Também é possível tingir folhas de papel usando corante comestível em cores variadas. Pesquise com a turma que riscadores podem ser usados para criar efeitos interessantes sobre esses suportes.

ENCAMINHAMENTO

Em momento de nutrição estética, os estudantes podem apreciar a obra Imitação da água , de Sandra Cinto, artista que cria desenhos explorando traçados de linhas e usando diversos materiais sobre suportes grandes, como papéis tingidos, painéis de madeira e paredes. Durante a observação da obra, você pode perguntar aos estudantes: como a artista expressa os movimentos da água em linhas? Que direções as linhas seguem? Em relação aos formatos, essas linhas são: grossas, finas, retas, curvas, sinuosas, estão lado a lado ou se sobrepõem? São linhas curtas, longas, contínuas, intercaladas por pontos, traços, ou transitam livremente pela superfície do suporte? São linhas claras sobre suporte escuro. O que vocês acharam dessa ideia?

ARTE EM PROJETOS

CRIANDO LINHAS E FORMAS

LINHAS DESENHADAS PODEM EXPRESSAR SIGNIFICADOS E SENSAÇÕES. ELAS TAMBÉM PODEM PROVOCAR A IMAGINAÇÃO. OBSERVE ESTA ARTE DE SANDRA CINTO.

COMO A ARTISTA TRAÇOU AS LINHAS SOBRE O SUPORTE?

LINHAS PARA LÁ E PARA CÁ

SE MOVIMENTAM COMO ONDAS DO MAR. SERÁ QUE A ARTISTA CRIOU UMA OBRA QUE NOS CONVIDA A NAVEGAR POR MARES IMAGINÁRIOS?

QUEM É?

SANDRA CINTO (1968-) É PROFESSORA DE ARTE E ARTISTA. ELA USA MUITOS TRAÇADOS EM SEUS DESENHOS.

Incentive os estudantes a fazer uma leitura da imagem de forma aberta. Uma possibilidade é chamar a atenção para o efeito que a artista criou ao desenhar múltiplas linhas claras sobre o suporte em cor escura.

Esses questionamentos são estímulos para olhar a imagem em detalhes. Não há respostas exatas: a arte não precisa responder, ela pergunta, nos indaga e nos faz pensar o tempo todo. As paisagens de Sandra Cinto conduzem a infinitos passeios imaginários. Você pode perguntar aos estudantes: ao olhar para essa imagem, é possível imaginar uma história de aventura? O que vocês imaginam?

Na criação artística, motive a turma a criar os próprios caminhos inventando com linhas e formas com base em suas poéticas pessoais, explorando a simbolização e potencialidades para imaginar e criar. Os estudantes podem criar linhas sinuosas de ondas do mar, de uma estrada, de cabelos ondulados, e brincar com barcos de papel, carrinhos, bonecas e outras possibilidades.

IMITAÇÃO DA ÁGUA, DE SANDRA CINTO, 2010. CANETA PERMANENTE SOBRE PAREDE PINTADA.

SUPORTE É O MATERIAL SOBRE O QUAL DESENHAMOS, PINTAMOS OU CRIAMOS PROJETOS ARTÍSTICOS. ALGUNS EXEMPLOS DE SUPORTE SÃO UMA FOLHA DE PAPEL, UMA PLACA DE MADEIRA, UM PAPELÃO OU OUTRO OBJETO.

1 NO ESPAÇO A SEGUIR, FAÇA COMO SANDRA CINTO! USE RISCADORES DE CORES CLARAS E CRIE UM DESENHO.

Produção pessoal. Oriente os estudantes a explorar os riscadores e as linhas de maneira livre, usando a criatividade e provocando contrastes.

AGORA, VAMOS CRIAR JUNTANDO LINHAS E FORMAS?

MATERIAIS E COMO FAZER

Na criação artística, incentive os estudantes a criar seus próprios caminhos, inventando com linhas e formas a partir de suas poéticas pessoais.

• FOLHAS DE PAPEL GRANDE

• FITA ADESIVA

1. UNA AS FOLHAS DE PAPEL COM FITA ADESIVA.

• RISCADORES

2. SELECIONE SEUS RISCADORES E CRIE DESENHOS.

3 . COM OS COLEGAS, INVENTE UMA NOVA ARTE E IMAGINE MAIS AVENTURAS!

percursos; organize o tempo e o lugar em que os projetos podem acontecer; avalie os recursos disponíveis.

Para as produções artísticas, procure criar ambientes organizados com materiais classificados por categorias de materialidade. Os materiais podem ser colocados em caixas, sacos plásticos, potes e outros recipientes. Por exemplo: suportes: papéis, madeiras, papelão, embalagens reaproveitadas e outros; ferramentas: riscadores, pincéis, tesouras com pontas arredondadas, instrumentos para modelar ou esculpir (sem cortes) e outros; materiais líquidos e moles: tintas, cola, argila, massas de modelar e outros; diversos: materialidades sustentáveis e materiais variados.

Sugestão para o estudante

• SANDRA Cinto: das ideias na cabeça aos olhos no céu. Publicado por: Itaú Cultural. 2020. 1 vídeo (ca. 1 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=ToI PfqN6lJ0. Acesso em: 5 set. 2025.

Para momentos de nutrição estética em família, proponha aos estudantes que compartilhem com os familiares a fruição da obra de Sandra Cinto. O vídeo apresenta o processo de criação da artista.

Sugestão para o professor

11/09/25 15:54

É importante que eles criem de forma livre e criativa seus desenhos e resolvam problemas como qual objeto ou brinquedo pode interagir com os desenhos. Essa produção pode ser feita individualmente ou em grupos de cinco a seis integrantes em folhas de papel maiores. Explore com eles também as possibilidades de desenhar linhas claras sobre suportes de cores para além da folha de papel branca.

+ Ideias

A turma poderá criar painéis e fazer desenhos coletivos. Na variação de suportes coloridos, misture água com anilinas comestíveis e passe camadas de tinta diluídas sobre a superfície do papel. Deixe secar e depois use riscadores em cores de contraste sobre esse material. Você pode realizar sondagens sobre os interesses dos estudantes para integrá-los ao projeto. Observe e avalie os aspectos para o gerenciamento do projeto ou percurso: planeje os

• SANDRA Cinto. In : ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural. c2025. Disponível em: http://enciclopedia.itau cultural.org.br/pessoa10461/ sandra-cinto. Acesso em: 14 set. 2025.

Verbete de enciclopédia com material multimídia que possibilita conhecer mais sobre a artista Sandra Cinto e sua obra.

Habilidades: EF15AR01 e EF15AR02.

TCT: Meio Ambiente.

ENCAMINHAMENTO

Neste capítulo, inicia-se o trabalho com a percepção e o estudo de formas. Como nutrição estética, propõe-se a apreciação do poema Canção de nuvem e vento , de Mario Quintana, e da instalação Entrecéu , de Regina Silveira. Leia com os estudantes o poema e, depois, explore com eles modos de recitá-lo, criando ritmos de recitação (mais lento, rápido, moderado) e fazendo movimentos corporais. Os estudantes podem aprender os versos e pronunciá-los de diversas maneiras, trabalhando a voz e o corpo em movimentos expressivos.

Você pode assistir ao vídeo indicado na Sugestão para o professor e apresentar aos estudantes mais informações sobre o poeta. Além disso, avalie se é possível mostrar outros poemas de Mario Quintana, ampliando o repertório cultural da turma.

Aproveite para fazer uma avaliação diagnóstica dos conhecimentos prévios dos estudantes sobre as formas. Observar nuvens no céu e imaginar formas abstratas ou figurativas pode ser um exercício lúdico provocador de imaginação. Após a observação, proponha uma roda de conversa para apresentar, mesmo que de modo introdutório, a noção de formas orgânicas. Dê exemplos mostrando objetos e elementos da natureza como as nuvens. Contextualize que formas orgânicas são as que não apresentam formatos exatos ou de precisão geométrica, e

FORMA QUE TE QUERO FORMA 2

MONTAGEM DE ILUSTRAÇÃO COM FOTOGRAFIA DA OBRA ENTRECÉU, INSTALAÇÃO DE REGINA SILVEIRA, EM 2007. VINIL ADESIVO.

formas geométricas são as que apresentam linhas retas ou curvas, que formam, por exemplo, quadrados, retângulos e círculos.

Ajude os estudantes a perceber que as formas orgânicas podem estar presentes na natureza e estão expressas na obra artística apresentada nesta dupla de páginas. Para apreciação de formas no cotidiano, em momentos de investigação sensorial, você pode levar os estudantes para uma área externa.

Converse com a turma sobre a linguagem das instalações de arte contemporânea. Regina Silveira é uma artista que se expressa em muitas linguagens, criando gravuras, pinturas e instalações, usando materiais e maneiras criativas e inovadoras de fazer arte. Na obra Entrecéu, ela parte da pesquisa de imagens do céu, em vários momentos do dia ou da noite, em que é possível ver nuvens e várias tonalidades de azul e de outras cores.

VENHA DESCOBRIR E CRIAR!

ACOMPANHE A LEITURA DO TRECHO DO TEXTO COM O PROFESSOR E OBSERVE A IMAGEM.

Comente com os estudantes que Regina Silveira (1939-) é uma artista que gosta de criar com muitas formas.

QUE VAI MOVENDO

QUE VAI DIZENDO

QUE NÃO SE SABE...

QUE BEM SE SABE

QUE TUDO É NUVEM QUE TUDO É VENTO

NUVEM E VENTO VENTO VENTO!

QUINTANA, MARIO. CANÇÃO DE NUVEM E VENTO. 80 ANOS DE POESIA. SÃO PAULO: GLOBO, 2008. P. 52.

VOCÊ JÁ IMAGINOU CAMINHAR COMO SE ESTIVESSE ANDANDO SOBRE AS NUVENS? A ARTE TORNA POSSÍVEL VIVER ESSA SENSAÇÃO!

VENHA DESCOBRIR, CRIAR E SE AVENTURAR NO UNIVERSO DAS FORMAS PRESENTES NA VIDA E NA ARTE!

A artista se apropria das imagens, as amplia e as transforma em adesivos gigantes para fazer a montagem da exposição e ocupar um lugar especialmente escolhido, um site specific. Contextualize aos estudantes que as obras de site specific são pensadas e criadas especificamente para um local determinado, formando uma relação direta com o ambiente em que estão inseridas e, se removidas do local, perdem seu significado.

Regina Silveira convida o público a entrar em um mundo criado por ela. Nessa instala-

47

ção, a artista recriou imagens do céu em um dia ensolarado dentro de uma sala de um museu de arte.

+Ideias

Peça autorização aos familiares e à gestão da escola para levar a turma a um local aberto em que possam observar a natureza. Proponha aos estudantes que relacionem o que observarem com poemas e obras artísticas. É uma maneira de criar momentos de nutrição estética. A dimensão da estesia está

ligada à percepção sensível do mundo.

Observe também como os estudantes se expressam ao conversar em momentos de nutrição estética. Se houver estudantes mais silenciosos, convide-os para se expressar fazendo combinados para que todos respeitem os momentos de fala e escuta no grupo. Os artistas possuem cadernos de anotações em que marcam sua trajetória de pesquisa e leituras de mundo, os chamados cadernos de artista. Incentive os estudantes a usar o caderno para rascunhos, desenhos e colagens. Nesse momento, eles podem testar possibilidades com imagens com formas geométricas e orgânicas. Esse material serve de importante ferramenta de registro e avaliação com base nas anotações e nas produções dos estudantes, incluindo a participação familiar.

Sugestão para o professor

• MARIO Quintana, o poeta presente. Publicado por: TV Brasil. 2019. 1 vídeo (ca. 28 min). Disponível em: https: //tvbrasil.ebc.com.br/re cordar-e-tv/2019/10/mario -quintana-o-poeta-presente. Acesso: 5 set. 2025.

O vídeo mostra o poeta Mario Quintana falando sobre seus versos e reúne entrevistas e depoimentos de outros poetas nacionais falando a respeito do autor e de sua obra.

• CANÇÃO de nuvem e vento: Mario Quintana. Publicado por: Crianceiras. 2015. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=bQ-jxOFYNks. Acesso em: 5 set. 2025. Esse vídeo apresenta uma versão do poema de Mario Quintana musicada pelo artista Márcio de Camillo.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR04 e EF15AR05.

ENCAMINHAMENTO

Nesta proposta, crie uma ambiência acolhedora para que os estudantes possam formular hipóteses sobre o tema formas e desenhos de maneira livre e espontânea. Providencie vários riscadores e suportes, como folhas de papel avulsas, para que os estudantes façam suas escolhas.

Esta situação de aprendizagem introduz os conceitos de formas orgânicas, que não apresentam formatos exatos, e as formas geométricas, que são aquelas criadas com linhas retas e curvas.

A identificação e a distinção entre formas orgânicas e geométricas são fundamentais em diversos campos, como arquitetura, arte e design. Enquanto as formas orgânicas evocam a suavidade e a variedade da natureza, as formas geométricas representam a ordem, a lógica e a precisão. Ambas as formas têm seu valor e aplicação, contribuindo para a riqueza estética e funcional das criações humanas.

Em momento de nutrição estética, apresente aos estudantes a obra Narrativas, de Maria Leontina, artista que explora formas, linhas e cores.

Na proposta 1 , incentive os estudantes a fazer uma investigação local sobre as possíveis formas que veem e reconhecem na sala de aula e no prédio escolar. Oriente-os também a realizar essa proposta em casa ou, se for possível, leve-os para outro espaço da escola.

DESCOBRINDO FORMAS

VOCÊ JÁ OBSERVOU QUANTAS FORMAS EXISTEM AO NOSSO REDOR?

TUDO O QUE NOS CERCA TEM DIFERENTES FORMAS, COMO OS OBJETOS, AS CASAS, A NATUREZA E NOSSOS CORPOS.

VAMOS CONHECER MAIS SOBRE AS FORMAS? OBSERVE A IMAGEM A SEGUIR.

NA INSTALAÇÃO ENTRECÉU, REGINA

SILVEIRA CRIOU UM CÉU CHEIO DE NUVENS USANDO FORMAS ORGÂNICAS.

JÁ MARIA LEONTINA COMPÔS A OBRA NARRATIVAS COM FORMAS GEOMÉTRICAS. VOCÊ CONSEGUE RECONHECER ESSAS FORMAS?

QUEM É?

MARIA LEONTINA (1917-1984) FOI UMA

ARTISTA PAULISTA QUE CRIAVA SUAS OBRAS COM FORMAS, LINHAS E CORES. ELA É CONSIDERADA UM DOS GRANDES NOMES DA ARTE MODERNA BRASILEIRA.

AS FORMAS ORGÂNICAS SÃO AQUELAS QUE NÃO APRESENTAM FORMATOS EXATOS.

AS FORMAS GEOMÉTRICAS SÃO AQUELAS CRIADAS COM

LINHAS RETAS E CURVAS, QUE FORMAM FIGURAS, COMO QUADRADO, CÍRCULO, TRIÂNGULO E RETÂNGULO.

Oriente os estudantes a apreciar novamente a obra Entrecéu, nas páginas 46 e 47, para fazer leituras comparadas e analisar como cada artista escolheu trabalhar com formas orgânicas ou geométricas.

NARRATIVAS, DE MARIA LEONTINA, 1958. GUACHE SOBRE CARTÃO, 45,5 CENTÍMETROS x 66 CENTÍMETROS.

1. a) e b) Respostas pessoais. Incentive os estudantes a observar a forma de partes da sala de aula, como a janela e a porta, ou de móveis e objetos, e também as encontradas em outros espaços da escola, como um jardim ou pátio.

1 OLHE EM VOLTA E OBSERVE QUAIS FORMAS ESTÃO AÍ BEM PERTINHO DE VOCÊ!

A) COMO SÃO AS FORMAS DA JANELA, DA PORTA, DOS MÓVEIS E DOS OBJETOS NA SALA DE AULA?

B) COMBINE COM O PROFESSOR PARA BUSCAR POR MAIS

FORMAS EM OUTROS ESPAÇOS DA ESCOLA. QUAIS FORMAS VOCÊ ENCONTROU?

2 DEPOIS DE INVESTIGAR, FAÇA UM REGISTRO DAS FORMAS QUE VOCÊ ENCONTROU.

Produção pessoal. Incentive os estudantes a criar com base em suas poéticas pessoais.

3 PINTE DE AZUL AS FORMAS GEOMÉTRICAS E PINTE DE VERMELHO AS FORMAS ORGÂNICAS QUE VOCÊ REGISTROU. AGORA VAMOS CONTAR! QUANTAS SÃO FORMAS

GEOMÉTRICAS E QUANTAS SÃO FORMAS ORGÂNICAS? ANOTE NOS QUADRINHOS A SEGUIR.

Respostas pessoais. Proponha aos estudantes que comparem as formas que investigaram e registraram, classificando-as entre formas geométricas e orgânicas. Se necessário, acompanhe os estudantes na contagem e na escrita dos números. FORMAS GEOMÉTRICAS FORMAS ORGÂNICAS

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Proponha questões como: na sala de aula, como é a forma da janela, da porta, dos móveis e dos objetos? Busque mais formas na escola: que formas existem por aí? Por exemplo: no pátio da escola, quais formas é possível encontrar? Depois de investigarem e descobrirem muitas formas, peça que façam um registro das formas que encontraram.

Na proposta 2 , os estudantes devem escolher algumas formas e desenhá-las no espaço reservado. Incentive-os a criar desenhos com formas orgânicas e geométricas de maneira livre, mostrando sua poética pessoal.

Na proposta 3 , os estudantes farão exercícios de observação atenta e comparação das formas que encontraram e desenharam.

Avalie se os estudantes diferenciam corretamente as formas orgânicas e as formas geométricas, e se percebem que essas formas estão presentes na vida e na arte.

Sugestão para o professor

• MARIA Leontina. In : ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural. c2025. Disponível em: https://enciclopedia.itau cultural.org.br/pessoas/ 2172-maria-leontina. Acesso em: 5 set. 2025.

Para saber mais sobre Maria Leontina, acesse esse verbete de enciclopédia sobre a artista, contendo biografia, obras e exposições.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR04 e EF15AR05.

ENCAMINHAMENTO

Esta proposta é um momento de fruição de diferentes formas encontradas na arte e na natureza. Crie uma ambiência lúdica e criativa, na qual os estudantes exercitem a imaginação e a observação atenta e pensante. Combine com eles que devem ouvir atenta e respeitosamente as opiniões e as hipóteses dos colegas.

Para essa nutrição estética, apresente aos estudantes a obra Nuvens, escultura da artista plástica paulista Carmela Gross. Observe com os estudantes as formas, as cores e os materiais usados na obra.

As questões 1 e 2 propõem uma investigação sobre a obra da artista. Converse com a turma sobre como percebem as formas e os materiais usados. Na proposta 3, incentive os estudantes a criar um desenho com formas orgânicas no espaço reservado. Pergunte a eles se já brincaram de imaginar formas nas nuvens e peça que relatem a experiência.

Quando possível, leve os estudantes a um espaço aberto para que possam ver nuvens e imaginar formas. Experimente dias ensolarados e nublados para que percebam diferenças.

ARTE-AVENTURA COM A CABEÇA NAS NUVENS

DESCOBRIR FORMAS E CRIAR COM ELAS FAZ PARTE DO TRABALHO DE VÁRIOS ARTISTAS. OBSERVE A OBRA DE CARMELA GROSS.

, DE CARMELA GROSS, 1967. MADEIRA ESMALTADA.

1 COMO SÃO AS FORMAS NA ESCULTURA?

2 O QUE VOCÊ IMAGINA AO OLHAR PARA A ESCULTURA?

VOCÊ JÁ BRINCOU DE OLHAR PARA AS NUVENS E IMAGINAR OUTRAS FORMAS? Resposta pessoal. Incentive a percepção visual e a formulação de hipóteses interpretativas, levando em conta que a fotografia mostra apenas um ângulo de visão de uma obra tridimensional.

QUEM É?

CARMELA GROSS (1946-) É UMA ARTISTA QUE TRABALHA COM UMA VARIEDADE DE MATERIAIS E FORMAS.

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que a escultura apresenta formas orgânicas, assim como as obras de Regina Silveira (uma dessas obras é encontrada nas páginas 46 e 47).

NUVENS
COLEÇÃO PINACOTECA

3 OBSERVE AS NUVENS E SUAS FORMAS ORGÂNICAS. DEPOIS, CRIE UM DESENHO A PARTIR DE SUA OBSERVAÇÃO E IMAGINAÇÃO.

Produção pessoal. Se for possível, leve os estudantes a uma área aberta para que possam realizar suas observações. Oriente-os a explorar, observar e imaginar formas e figuras nas nuvens. No momento do registro em forma de desenho, é importante incentivá-los a criar com base em suas hipóteses, coletas sensoriais e imaginação, de forma livre e autoral.

11/09/25 16:07

+ Ideias

Avalie como os estudantes participam de momentos de leitura de imagens e como se expressam oralmente sobre hipóteses interpretativas. Fique atento ao respeito à fala dos colegas. Verifique a participação da turma e garanta que todos se expressem de maneira livre e participativa. Outro ponto a ser avaliado é diagnosticar a construção do conhecimento dos estudantes sobre as formas na arte e em seu cotidiano.

Sugestão para o professor

• CARMELA GROSS. c2025. Disponível em: https://car melagross.com/. Acesso em: 5 set. 2025.

Página oficial de Carmela Gross, contendo trabalhos e exposições da artista e textos sobre ela.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03, EF15AR04, EF15AR05, EF15AR06 e EF15AR07.

TCT: Multiculturalismo.

Organize-se

• Para esta proposta, providencie antecipadamente: cola, fita adesiva, folha de papel grande, lápis e outros riscadores de várias cores, tesoura com pontas arredondadas e dispositivo com câmera.

ENCAMINHAMENTO

Chame a atenção dos estudantes para as imagens presentes na obra A anta passando na noite ( Yame awa kawanai), da artista indígena Yaka Huni Kuin, que faz parte do Coletivo Mahku. Na obra podem ser observadas imagens de vários animais.

Para a proposta 2, o objetivo é que os estudantes realizem pesquisas sensoriais observando formas e texturas de seres da natureza e depois desenhem essas formas em folhas de papel de grande formato. Oriente os familiares a acompanhá-los nessas pesquisas.

Caso os estudantes não possam realizar a tarefa com seus familiares ou responsáveis, leve os estudantes a um espaço aberto, em que possam ter contato com elementos da natureza, e providencie uma lupa para que os observem. Organize os materiais necessários para a proposta.

Em sala de aula, acompanhe a criação dos estudantes. Peça que recortem os desenhos e escolham um espaço para criar as instalações com desenhos gigantes. O tema deve ser escolhido por eles. Pode ser uma instalação com

DIÁLOGOS

ESTÁ NA NATUREZA E NA ARTE

OBSERVE ESTA

OBRA DE YAKA HUNI

KUIN.

1. Espera-se que os estudantes identifiquem algum animal na obra. Podem ser mencionados veado, jiboia, cutia, ema, porco-do-mato anta, paca, borboleta ou tatu, além de nomes regionais desses animais. Como

A ANTA PASSANDO NA NOITE (YAME AWA KAWANAI), DE YAKA HUNI KUIN, 2023. ACRÍLICA SOBRE TELA, 161 CENTÍMETROS x 215 CENTÍMETROS.

1 PROCURE NA PINTURA ANIMAIS QUE VOCÊ CONHECE.

A) ESCREVA COMO SOUBER O NOME DE UM ANIMAL QUE VOCÊ ENCONTROU.

eles estão em fase de alfabetização, ajude-os a escrever os nomes dos animais, ou permita que eles escrevam da maneira como souberem.

B) QUE SONS VOCÊ IMAGINA QUE ESSES ANIMAIS FAZEM?

Resposta pessoal. Incentive os estudantes a exercitar a curiosidade e a imaginação.

QUEM É?

YAKA HUNI KUIN (1996-) É UMA ARTISTA INDÍGENA DO POVO HUNI KUIN. ELA FAZ PARTE DE UM COLETIVO DE ARTISTAS CHAMADO MAHKU.

NA PINTURA DE YAKA HUNI KUIN, HÁ MUITAS FORMAS ORGÂNICAS, COMO OS SERES DA NATUREZA. HÁ TAMBÉM AS FORMAS GEOMÉTRICAS DO GRAFISMO DO POVO HUNI KUIN.

AS OBRAS DESSA ARTISTA EXPRESSAM A CULTURA E OS MODOS DE VIDA DO POVO HUNI KUIN.

Se necessário, retome com os estudantes como os grafismos são uma parte importante das culturas dos povos indígenas.

desenhos em formas de insetos, folhas, flores ou mesmo nuvens. Converse com os estudantes sobre o que observaram na natureza e sobre o que querem criar.

+Ideias

Observe como os estudantes desenvolveram os desenhos. Identifique se o exercício da observação gerou efeitos no detalhamento e nas escolhas de motivos e assuntos para os desenhos. No momento da ação criativa, incentive-os a usar riscadores e a explorar formas e linhas. Em processo de autoavaliação, proponha que reflitam sobre como usam riscadores, linhas e formas e criam em suportes de pequenos e grandes formatos.

Para explorar o trabalho com os elementos da linguagem visual com mais pesquisas sensoriais, você pode levar para a sala de aula uma caixa com objetos de diferentes texturas táteis. Nessa caixa, pode haver fotografias e desenhos que expressem as texturas sensoriais.

2 VAMOS PROCURAR NA NATUREZA FORMAS PARA OBSERVAR E DESENHAR?

MATERIAIS

• COLA

• FITA ADESIVA

• FOLHA DE PAPEL GRANDE

• LÁPIS E OUTROS RISCADORES DE VÁRIAS CORES

COMO FAZER

1. EM SUA CASA, EM UMA PRAÇA OU EM UM JARDIM DE SEU BAIRRO, PEÇA AJUDA A UM ADULTO PARA OBSERVAR AS FORMAS E AS CORES DE SERES VIVOS, COMO INSETOS, PÁSSAROS, PLANTAS E ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO.

3. FAÇA OS DESENHOS DE OBSERVAÇÃO EM UMA FOLHA DE PAPEL GRANDE. SE QUISER, VOCÊ TAMBÉM PODE MONTAR SEU DESENHO COM RECORTES E COLAGENS OU USAR TINTAS PARA PINTAR!

• DISPOSITIVO COM CÂMERA

• TESOURA COM PONTAS ARREDONDADAS

ATENÇÃO!

NÃO TOQUE NOS SERES VIVOS QUE ENCONTRAR, PRINCIPALMENTE EM ANIMAIS COM CORES VIBRANTES.

2. PENSE EM COMO VOCÊ PODE EXPRESSAR AS LINHAS, FORMAS E CORES DESSES SERES EM SEUS DESENHOS. COM A AJUDA DE UM ADULTO, VOCÊ PODE FOTOGRAFAR O

QUE ENCONTRAR E DEPOIS ESTUDAR AS IMAGENS MAIS DE PERTO.

QUE TAL CRIAR UM GRANDE PAINEL OU UMA INSTALAÇÃO COM OS DESENHOS DE TODA A TURMA? RECORTE OS DESENHOS E COMBINE COM O PROFESSOR E OS COLEGAS ONDE E COMO COLAR AS CRIAÇÕES DE TODOS VOCÊS!

Sugestão para o professor

• CONFIRA o processo de criação do coletivo Mahku para a 35 a Bienal de São Paulo. Publicado por: Bienal de São Paulo. 2023. 1 vídeo (ca. 1 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=qL1ZW10nWHM. Acesso em: 5 set. 2025. Assista ao vídeo para conhecer um pouco do processo de criação do coletivo Mahku para a 35a Bienal de São Paulo.

• HUNI Kuin (Kaxinawá). Povos Indígenas no Brasil , Brasília, DF: ISA, 2023. Disponível em: https://pib. socioambiental.org/pt/Po vo:Huni_Kuin_(Kaxinaw% C3%A1). Acesso em: 14 set. 2025.

Site com informações sobre os Huni Kuin.

• MAHKU: Movimento dos Artistas Huni Kuin. In : ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural. c2025. Disponível em: http://enciclope dia.itaucultural.org.br/gru pos/81351-coletivo-mahku. Acesso em: 5 set 2025. Para saber mais sobre o coletivo Mahku, é possível consultar esse verbete de enciclopédia.

• MAHKU no Masp! Publicado por: Canal Arte1. 2023. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=cUTWI-1VU3U. Acesso em: 5 set. 2025. Esse vídeo trata de uma exposição do coletivo indígena Mahku no Museu de Arte de São Paulo.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR03, EF15AR04, EF15AR05 e EF15AR06.

Organize-se

• Para esta proposta, providencie antecipadamente: folhas de papel avulsas, tesoura com pontas arredondadas, lápis e outros riscadores.

ENCAMINHAMENTO

Nesta seção Arte em projetos é valorizada a nutrição estética, as memórias afetivas e os momentos para brincar em família.

Na questão 1 , oriente os estudantes a conversar com os familiares sobre como as brincadeiras acontecem na escola e em casa, incluindo as semelhanças e as diferenças. Aproveite o momento e pergunte o que acharam da história da criação das séries de esculturas Bichos e Megabichos. Ressalte que são memórias de afeto vividas em família e contadas pelo artista Marcos Scorzelli.

Na proposta 2 , os estudantes devem notar que uma folha de papel é uma forma bidimensional e que, ao dobrá-la e cortá-la, ela pode ser transformada em uma escultura, em uma forma tridimensional.

Esta proposta é de criação artística; assim, proporcione um ambiente acolhedor para as produções realizadas pelos estudantes e com os materiais necessários. Para esse projeto, os estudantes precisarão pesquisar papéis mais encorpados, como papelão, restos de caixas de papel, embalagens e outros materiais similares.

Peça aos estudantes que façam diferentes experimen-

ARTE EM PROJETOS FORMAS QUE SE TRANSFORMAM

O ARTISTA ROBERTO SCORZELLI

CRIOU FORMAS DE BICHOS EM FOLHAS DE PAPEL USANDO TÉCNICAS DE DOBRADURA E RECORTE. ELE GOSTAVA DE CRIAR ESSAS FORMAS PARA BRINCAR COM SEUS FILHOS. MARCOS SCORZELLI É FILHO DE ROBERTO SCORZELLI. QUANDO ELE SE TORNOU ADULTO, RECRIOU AS FIGURAS QUE FAZIA COM O PAI EM ESCULTURAS DE METAL. ASSIM, NASCERAM AS SÉRIES DE ESCULTURAS BICHOS E MEGABICHOS VOCÊ JÁ VIU OBRAS COMO ESTAS ESCULTURAS?

GIRAFAS, DA SÉRIE MEGABICHOS, DE MARCOS SCORZELLI, 2019. ESCULTURA DE AÇO EXPOSTA NO JARDIM DO MUSEU DO AÇUDE, NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

tações e observem as formas tridimensionais que criaram. Você pode sugerir a eles que desenhem, em uma folha de papel avulsa, a forma de que mais gostaram. Chame a atenção deles para o fato de o desenho ser uma forma de arte bidimensional.

Vale lembrar que o termo bidimensional (2-D) refere-se a formas que têm apenas comprimento e largura, como um desenho. O termo tridimensional (3-D), por sua vez, refere-se a formas que têm comprimento, largura e altura, como um cubo ou uma escultura.

Incentive os estudantes a investigar em casa os conceitos de bidimensionalidade e tridimensionalidade. Em sala de aula, pode ser feita uma sensibilização por meio da apresentação de um objeto bidimensional (como uma folha de papel) e de um objeto tridimensional (como um estojo ou uma cadeira), explorando diferenças entre eles, como as dimensões, o espaço que ocupam (volume) e o peso de cada um.

QUEM É?

ROBERTO SCORZELLI (1938-2012) FOI UM ARTISTA VISUAL E ARQUITETO. ELE CRIOU INÚMEROS DESENHOS E ESCULTURAS DE PAPEL COM FORMAS DE ANIMAIS. MARCOS SCORZELLI (1964-) É ESCULTOR, CENÓGRAFO E DESIGNER

BRINCADEIRAS DE CRIANÇA, MEMÓRIAS DA INFÂNCIA E AFETO ENTRE PAI E FILHO FORAM REVIVIDOS EM FORMA DE ARTE!

1 QUE BRINCADEIRAS VOCÊ COSTUMA

INVENTAR NA ESCOLA E EM SUA CASA?

Resposta pessoal.

AS FORMAS PODEM SER BIDIMENSIONAIS OU TRIDIMENSIONAIS. Explique aos estudantes que a escultura da série Megabichos é uma forma tridimensional.

FORMAS BIDIMENSIONAIS TÊM DUAS DIMENSÕES: LARGURA E ALTURA. FORMAS TRIDIMENSIONAIS TÊM TRÊS DIMENSÕES: COMPRIMENTO, LARGURA E ALTURA.

2 VAMOS FAZER EXPERIÊNCIAS ARTÍSTICAS SOBRE AS FORMAS BIDIMENSIONAIS E TRIDIMENSIONAIS?

MATERIAIS E COMO FAZER

FOLHAS DE PAPEL AVULSAS, TESOURA COM PONTAS ARREDONDADAS, LÁPIS E OUTROS RISCADORES.

1. PEGUE UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA E RASGUE ALGUNS PEDAÇOS COM AS MÃOS OU CORTE COM A TESOURA.

DICA: NÃO FAÇA PEDAÇOS MUITO PEQUENOS.

2. ESCOLHA UM PEDAÇO DA FOLHA E FAÇA ALGUMAS DOBRAS PARA CRIAR UMA FORMA TRIDIMENSIONAL. PROCURE EQUILIBRAR ESSA FORMA DOBRADA SOBRE A MESA.

3. AGORA, QUE TAL OLHAR PARA ESSA FORMA E FAZER UM DESENHO EM OUTRA FOLHA DE PAPEL? A FOLHA DE PAPEL COM DESENHO TEM UMA FORMA BIDIMENSIONAL!

Sugira aos estudantes que observem a forma tridimensional criada por eles de todos os ângulos. Antes de iniciar o desenho, oriente-os a definir qual será a frente da forma tridimensional.

55

Se possível, explore espaços da escola, como o pátio ou um jardim, e apresente as formas tridimensionais em elementos do ambiente. A turma pode abraçar ou segurar uma forma tridimensional, percebendo suas dimensões (comprimento, largura e altura). Se julgar adequado, use uma fita métrica para investigar e conferir as medidas desses elementos.

11/09/25 16:07

+Ideias

Há outros artistas que usam a proposta de dobra de materiais para conseguir equilíbrio e estabilidade em suas esculturas. Amílcar de Castro (1920-2002), Franz Weissmann (1911-2005) e Alexander Calder (18981976) são exemplos a ser pesquisados.

Faça curadorias educativas e apresente mais imagens de esculturas aos estudantes. Os momentos de nutrição estética e de investigação sensorial contribuem para a ação criadora em processos integrados. Assim, relembre com a turma essas situações de aprendizagem vivenciadas para que o momento do trabalho com a seção Arte em projetos seja mais bem aproveitado.

Pode ser organizada uma exposição com a produção dos estudantes realizada na proposta 2 , para que todos possam compartilhar as esculturas.

Observe como os estudantes expressam seus conhecimentos sobre formas bidimensionais e tridimensionais ao manipular e criar esculturas com folhas de papel.

Sugestão para o professor

• MARCOS SCORZELLI. c2025. Disponível em: https: //www.scorzelliatelie.com. br/. Acesso em: 5 set. 2025. Para conhecer mais obras de Marcos Scorzelli, acesse seu site oficial. Nele são apresentados projetos e obras do artista: esculturas de metal, acrílico e outros materiais. As cores e as formas tridimensionais lembram bichos que habitam biomas brasileiros e de outras regiões do mundo.

ENCAMINHAMENTO

Na proposta 1 , os estudantes devem criar um desenho usando elementos constitutivos da linguagem visual, como ponto, linha, forma e cor. Como esta unidade foca o trabalho com a alfabetização nas linguagens das artes visuais, é importante observar se eles ampliaram o uso desses elementos após terem vivenciado momentos de leitura de imagens, de conversas, de criação de imagens, para expressar o que aprenderam.

Aproveite também para analisar se, nos desenhos, são expressos formatos, posições, espessuras e outros aspectos de construção de variados tipos de linha. Observe se os estudantes usam formas orgânicas e geométricas, se escolhem cores para compor suas criações e, ainda, se surgem composições com autoria, criatividade e poéticas pessoais.

A questão 2 propõe avaliar se os estudantes fazem escolhas sensíveis e conscientes desses elementos e de outros, como texturas, movimentos, espaços tridimensional ou bidimensional.

Na proposta 3, verifica-se se os estudantes são capazes de identificar linhas curvas.

Na proposta 4 , os estudantes devem identificar a presença de linhas orgânicas na obra de Tomie Ohtake e de linhas geométricas na obra de Maria Leontina.

PARA REVER O QUE APRENDI

1 CRIE UM DESENHO UTILIZANDO PONTOS, LINHAS E FORMAS.

Produção pessoal. Avalie de que forma os estudantes se apropriaram dos conceitos de pontos, linhas e formas apresentados nesta unidade. Espera-se que eles percebam que, em seus desenhos, podem usar os mais variados tipos de elementos visuais. O importante é entender que não existem regras e que eles podem sempre explorar a criatividade e a imaginação.

2 EM SEU DESENHO, QUE TIPOS DE LINHA E FORMA VOCÊ USOU?

LINHA CURVA

LINHA RETA

LINHA FINA

LINHA GROSSA

OUTRO TIPO DE LINHA

FORMA GEOMÉTRICA

FORMA ORGÂNICA

Resposta pessoal.

3 MARQUE UM X APENAS NAS LINHAS CURVAS.

4 LIGUE AS OBRAS DE ARTE AO TIPO DE FORMA QUE EXISTE NAS OBRAS.

+ Ideias

Na seção Para rever o que aprendi é proposto um momento para avaliação processual. Com o acompanhamento da aprendizagem, é possível identificar conhecimentos individuais conquistados ao longo da unidade, retomar e avaliar habilidades e conteúdos estudados e identificar possíveis dificuldades.

Retome e avalie os objetivos pedagógicos da unidade tendo como base todas as situações avaliativas propostas. Além das propostas da seção, os cadernos e as anotações, outras produções e outros registros criados, podem ser considerados.

Tendo em vista que cada pessoa tem experiências diversas com a arte, é importante avaliar a qualidade dos encontros que os estudantes tiveram com essa área de conhecimento em suas diferentes linguagens. Caso identifique que algumas experiências não foram vividas, ofereça novas oportunidades de ação criadora em que desenvolvam competências e habilidades e criem com autonomia com base em poéticas autorais. Proporcionar conversas em grupo sobre as próprias produções pode ser uma ação positiva para a autoavaliação e a percepção da potência expressiva de cada um.

Sugestão para o professor

• MARTINS, Mirian Celeste (org.). Mediação cultural: olhares interdisciplinares. São Paulo: Uva Limão, 2017. Disponível em: https:// uvalimao.com.br/ebooks/ med_cult.pdf. Acesso em: 26 set. 2025.

Esse livro orienta e incentiva professores a realizar ações mediadoras e encontros sensíveis com a arte por meio de expedições culturais.

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, propomos a investigação sensorial e as relações com a fruição e o fazer artístico, em um estudo interdisciplinar envolvendo as áreas de Ciências e Arte. No capítulo 1, na linguagem artística visual, são trabalhadas as cores e como elas estão presentes na arte e na vida cotidiana. Também são propostos estudos sobre o círculo cromático e misturas de cores.

No capítulo 2, em música, os estudantes entram em contato com o estudo da escuta de paisagens sonoras da natureza, notação musical e parâmetros sonoros. Também propomos investigações sobre artes integradas, explorando o hibridismo entre estudos de elementos nas artes visuais e saberes em música (paisagem sonora) a partir de instalações audiovisuais.

Também teremos momentos de roda de conversa, com reflexões e criação de hipóteses; de nutrição estética, com leituras de imagens e sonoridades; e de criação artística, para a prática dos conhecimentos construídos, com destaque para a música e as artes visuais.

Objetivos

• Estimular e desenvolver os sentidos físicos/corporais, destacando a visão e a audição, para fruir e produzir obras artísticas.

• Desenvolver a poética pessoal por meio das linguagens artísticas, construindo autoconfiança na produção artística e respeito à criação dos colegas.

• Ampliar conhecimentos práticos e teóricos sobre as linguagens artísticas da música e das artes visuais.

• Investigar e conhecer conceitos e noções sobre os parâmetros sonoros (timbre, altura, duração, intensidade).

CORES E SONS

PRESTE ATENÇÃO À SUA VOLTA. O QUE VOCÊ PERCEBE?

FECHE OS OLHOS E SINTA A BRISA NO SEU ROSTO.

PERCEBA AROMAS E PENSE EM UMA COMIDA SABOROSA!

PERCEBA TAMBÉM OS SONS QUE VOCÊ ESCUTA E COMO ELES

CHEGAM ATÉ VOCÊ NESTE INSTANTE.

ABRA OS OLHOS DEVAGAR E REPARE NAS CORES DE TUDO

O QUE ESTÁ AO REDOR.

SENTIMOS O MUNDO DE MUITAS FORMAS. ENTRE MUITAS POSSIBILIDADES, DESCOBRIMOS CORES E SONS. JÁ PENSOU EM TUDO ISSO?

1 VAMOS PROCURAR ESTAS IMAGENS NO LIVRO? NOS QUADRINHOS, ESCREVA O NÚMERO DA PÁGINA EM QUE VOCÊ ENCONTROU CADA IMAGEM. O QUE SERÁ

QUE VAMOS ESTUDAR?

CORES E SONS

• Conhecer e investigar noções iniciais sobre paisagem sonora e fontes sonoras.

• Conhecer novos artistas e suas obras, ampliando o repertório cultural.

• Oportunizar vivências e experiências artísticas aos estudantes, por meio de ações que envolvam fruição, criação e reflexão nas artes visuais, na música e nas artes integradas.

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 3, 4 e 9.

Competências específicas: 2, 4, 5 e 8.

62

Habilidades:

(EF15AR01) Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.

(EF15AR02) Explorar e reconhecer elementos constitutivos das artes visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento etc.).

(EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem,

(EF15AR16) Explorar diferentes formas de registro musical não convencional (representação gráfica de sons, partituras criativas etc.), bem como procedimentos e técnicas de registro em áudio e audiovisual, e reconhecer a notação musical convencional.

(EF15AR17) Experimentar improvisações, composições e sonorização de histórias, entre outros, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos musicais convencionais ou não convencionais, de modo individual, coletivo e colaborativo.

(EF15AR23) Reconhecer e experimentar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens artísticas.

Temas Contemporâneos Transversais (TCT): Ciência e Tecnologia; Meio Ambiente: Educação Ambiental; Saúde; Cidadania e Civismo: Vida Familiar e Social.

instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.

(EF15AR05) Experimentar a criação em artes visuais de modo individual, coletivo e colaborativo, explorando diferentes espaços da escola e da comunidade.

(EF15AR13) Identificar e apreciar criticamente diversas formas e gêneros de expressão musical, reconhecendo e analisando os usos e as funções da música em diversos contextos de circulação, em especial, aqueles da vida cotidiana.

(EF15AR14) Perceber e explorar os elementos constitutivos da música (altura, intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), por meio de jogos, brincadeiras, canções e práticas diversas de composição/criação, execução e apreciação musical.

11/09/25 16:12

ENCAMINHAMENTO

Leia o texto inicial, pedindo aos estudantes que acompanhem cada palavra com o dedo. Em seguida, desafie-os para o jogo Caça ao tesouro, auxiliando-os a folhear as páginas do livro para localizar as imagens que estão nesta abertura e anotar nos quadros o número da página. Converse sobre as imagens apresentadas e os incentive a criar hipóteses e a estabelecer relações com o que já aprenderam anteriormente.

Resgate conhecimentos necessários ao desenvolvimento dos estudantes para o desenvolvimento pleno das habilidades trabalhadas nesta unidade.

(EF15AR15) Explorar fontes sonoras diversas, como as existentes no próprio corpo (palmas, voz, percussão corporal), na natureza e em objetos cotidianos, reconhecendo os elementos constitutivos da música e as características de instrumentos musicais variados.

LUZ E TINTA PALAVRAS-SONS
PARÂMETROS SONOROS
VIBRAÇÃO
PARQUE SONORO

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR14 e EF15AR23.

ENCAMINHAMENTO

Como nesta proposta passamos por diferentes momentos pedagógicos, como leitura de imagens e texto, reflexões e conversas, crie uma ambiência lúdica e acolhedora, em que todos os estudantes possam falar livremente.

Relembre aos estudantes que devemos manter uma escuta atenta e respeitosa sobre as hipóteses e ideias dos colegas, ressaltando o protagonismo de todos eles. A ideia é trabalhar noções e conceitos sobre as linguagens artísticas integradas, percebendo e explorando a relação entre as diferentes linguagens da arte e suas práticas e fruição, o que inclui o uso de novas tecnologias nas pesquisas e produções artísticas. Destacamos nesta seção as linguagens visual e musical. Convide os estudantes para observar as imagens e conversar sobre como percebemos o mundo por imagens e sons, assim como pelo tato e pelo olfato.

Sugerimos iniciar pela nutrição estética para a fruição da imagem da instalação imersiva Aves do Ceará, da dupla VJ Suave. Observe as cores e formas e incentive os estudantes a imaginar as possíveis sonoridades sugeridas pela obra. Explore o texto poético apresentado na página, leia-o para os estudantes, proponha leituras coletivas e tire dúvidas.

Pergunte aos estudantes como percebem as imagens da fotografia com cena de público na instalação e as imagens ilustrativas de crianças interagindo com a obra. O que pensam a respeito? Que ideias, sensações podem ser provocadas?

MUNDO EM CORES E SONS

MONTAGEM DE ILUSTRAÇÃO COM FOTOGRAFIA DA INSTALAÇÃO AVES DO CEARÁ, DA DUPLA VJ SUAVE, NO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM (MIS), NO MUNICÍPIO DE FORTALEZA, ESTADO DO CEARÁ, EM 2024.

VENHA VER E ESCUTAR!

OBSERVE A IMAGEM E ACOMPANHE A LEITURA QUE O PROFESSOR VAI FAZER DO POEMA.

TODAS AS CORES E TODOS OS SONS

VIVEM NAS ONDAS QUE CRUZAM O AR

UMAS ME FAZEM VER, OUTRAS, ESCUTAR

SENTIR, PERCEBER, EXPRESSAR E SÃO TANTAS AS CORES E TANTOS OS SONS QUE BRILHAM E SOAM EM TODOS OS TONS. EM TODO LUGAR…

NAS ARTES INTEGRADAS, PODEMOS MISTURAR LINGUAGENS E CRIAR AMBIENTES INCRÍVEIS PARA VIVENCIAR A ARTE.

VENHA VER E ESCUTAR! VOCÊ ESTÁ CONVIDADO A EXPLORAR O UNIVERSO DAS CORES E DOS SONS.

Para avaliar os estudantes de maneira contínua, acompanhe como eles participam de momentos de apreciação de imagens, como se expressam oralmente e expõem suas hipóteses e como se mobilizam na construção de uma ambiência lúdica e respeitosa, para vivenciar experiências criadoras e educadoras com arte.

Sugestão para o professor

• AS ARTES integradas: questões entre a BNCC e a escola. Goiânia: Artes integradas, 2019. Disponível em: https://www.artesintegra das.com.br/service/view/9. Acesso em: 3 set. 2025. Neste site, é possível ampliar conhecimentos sobre o ensino das artes integradas.

• AVES do Ceará. São Paulo: VJ Suave, c2025. Disponível em: https://vjsuave.com/ aves-do-ceara/?lang=pt-br. Acesso em: 3 set. 2025.

Na página oficial da dupla VJ Suave, há texto, vídeos e imagens da instalação imersiva Aves do Ceará.

TODAS AS CORES E TODOS OS SONS. 2023. TEXTO ELABORADO ESPECIALMENTE PARA ESTA OBRA.

BNCC

Habilidades: EF15AR01 e EF15AR02.

ENCAMINHAMENTO

Converse com os estudantes sobre como cada artista faz suas escolhas poéticas e temáticas e como isso é influenciado pelo momento histórico em que ele vive e pelos movimentos artísticos de que faz parte.

Henri Matisse pertenceu ao Fauvismo, movimento marcado pelo uso de cores puras e intensas, criando contrastes sem seguir a lógica natural das coisas. Ele gostava de observar as cores da manhã, da tarde e da noite, e criou pinturas com essa temática.

Para a fruição da pintura, lembre-se de que a leitura de uma obra artística é sempre aberta. Para a dinâmica de leitura da imagem, comece uma conversa com os estudantes sobre percepção e criação, provocando-os com questões como: será que o pintor criou essa obra inspirado no que observava de sua janela? Há alguma forma ou cor na imagem que chame a atenção de vocês? Será que Matisse criou essa pintura a partir de sua imaginação? Em que lugar vocês acham que ele estava e quais sons podemos imaginar nessa paisagem vista pela janela?

Na questão 1, os estudantes vão identificar a pergunta na canção e, depois, serão incentivados a declarar seus gostos pessoais ao falar suas cores preferidas.

As questões 2 e 3 propõem um exercício de memória e percepções pessoais. Incentive os estudantes a lembrar de ambientes como parques, ruas e casas e a relatar as cores e os sons presentes no momento, observando as possíveis mudanças de cores e sons que possam ocorrer no ambiente.

CORES E SONS NA SUA JANELA

ACOMPANHE A LEITURA DE UM TRECHO DA LETRA DESTA CANÇÃO E APRECIE A IMAGEM.

TODA COR TEM SUA MAGIA QUAL A SUA PREFERIDA?

MISTURAR AMOR E ALEGRIA FAZ A VIDA COLORIDA

MAGIA DAS CORES. IN: MUNDO BITA. BITA E O NOSSO MUNDO. BRASIL: MR. PLOT, 2019. 1 DVD. A JANELA ABERTA, DE HENRI MATISSE, 1905. ÓLEO SOBRE TELA, 55,3 CENTÍMETROS x 46 CENTÍMETROS.

CADA LUGAR NO MUNDO TEM SUAS CORES E SEUS SONS!

1 IDENTIFIQUE A PERGUNTA NA LETRA DA CANÇÃO E CONVERSE COM A TURMA SOBRE ELA.

Na leitura e interpretação do trecho da canção, chame a atenção dos estudantes para a pergunta “qual a sua (cor) preferida?” e incentive-os a responder a ela.

2 VOCÊ PERCEBE AS CORES E OS SONS DAS PAISAGENS?

3 EM SUA OPINIÃO, AS CORES E OS SONS MUDAM A CADA MOMENTO DO DIA?

Resposta pessoal. Incentive os estudantes a levantar hipóteses e a se expressar livremente.

SERÁ QUE O ARTISTA HENRI MATISSE CRIOU A PINTURA A JANELA ABERTA COM BASE NO QUE ESTAVA OBSERVANDO PELA JANELA? OU SERÁ QUE ELE INVENTOU CORES E FORMAS A PARTIR DA IMAGINAÇÃO?

QUEM É?

HENRI MATISSE (1869-1954) FOI UM ARTISTA FRANCÊS

QUE CRIOU PINTURAS E COLAGENS BEM COLORIDAS. ELE FEZ PARTE DE UM MOVIMENTO ARTÍSTICO CHAMADO FAUVISMO, EM QUE OS ARTISTAS ERAM CONHECIDOS COMO “FERAS DA COR”.

2. Resposta pessoal. Instigue os estudantes a se expressar oralmente, contando como percebem as cores e os sons no ambiente em que estão inseridos. Se houver algum estudante com deficiência na turma, incentive-o a participar da atividade compartilhando como interpreta as paisagens ao redor.

Sugestão para o professor

• MARINHO, Patrícia. Pintar com tesoura, uma arte inspirada em Matisse. Blog do Tempojunto, 26 out. 2014. Disponível em: https:// www.tempojunto.com/2014/10/26/pintar -com-tesoura-uma-arte-inspirada-em-matis se/. Acesso em: 4 set. 2025.

Essa matéria traz informações sobre Matisse e sua obra, além de uma proposta de oficina inspirada na criação do artista que pode ser realizada com os estudantes.

• O BOLERO de Matisse: timbre ou a cor do som. Publicado por: Viagem pelo mundo da música. 2020. 1 vídeo (ca. 9 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=kc qTCgCQ3FU. Acesso em: 4 set. 2025.

A animação O bolero de Matisse é uma viagem ao mundo desse artista. O vídeo trabalha sons e cores e permite perceber as relações entre as artes visuais e a música, entender o conceito de timbre, ou a cor do som, por meio da composição de Bolero, de Ravel.

ARTE-AVENTURA

PERCEBENDO

CORES E SONS

Se na turma houver estudantes com deficiência, convide-os a expressar suas maneiras de conhecer o mundo. Acolha as singularidades e potencialidades de cada estudante desconstruindo preconceitos, principalmente a ideia de capacitismo.

VAMOS REFLETIR UM POUCO MAIS SOBRE AS CORES E OS SONS QUE VOCÊ VÊ E OUVE DA JANELA?

1 FECHE OS OLHOS POR ALGUNS SEGUNDOS E REPARE NOS SONS QUE VOCÊ OUVE DA JANELA. COMPARTILHE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.

Resposta pessoal. Crie uma lista de sons na lousa para os estudantes perceberem a diversidade de percepções.

2 COM AJUDA DE UM ADULTO, OLHE PELA JANELA E OBSERVE AS FORMAS E CORES. COMPARTILHE O QUE VOCÊ VÊ COM OS COLEGAS E O PROFESSOR.

ATENÇÃO!

NUNCA

SE COLOQUE EM RISCO DURANTE SUAS INVESTIGAÇÕES!

Resposta pessoal. Aproveite o momento para valorizar a diversidade de percepções.

3 VOCÊ JÁ NOTOU QUE EXISTEM MUITAS FORMAS DE JANELAS? DESENHE UMA JANELA NO ESPAÇO A SEGUIR. DENTRO DELA, CRIE UM DESENHO SOBRE AS FORMAS, AS CORES E OS SONS QUE VOCÊ DESCOBRIU EM SUA OBSERVAÇÃO.

Produção pessoal. Os sons podem ser representados por linhas e formas ou pelas fontes sonoras. Por exemplo, os estudantes podem desenhar um pássaro ou representar seus sons com linhas e formas.

11/09/25 16:12

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR14 e EF15AR23.

ENCAMINHAMENTO

Como a proposta desta seção exige o uso dos sentidos visão e audição, observe os estudantes com algum tipo de deficiência visual ou auditiva e, se necessário, adapte a proposta às necessidades deles, objetivando

a par ticipação de todos. Caso se sintam confortáveis, esses estudantes podem ser convidados a compartilhar como percebem, com os outros sentidos, o ambiente em que estão. No exercício 3, sugerimos uma ação criadora. Ofereça vários riscadores aos estudantes e proponha que façam desenhos a partir de suas observações e poéticas pessoais, imaginando e criando livremente. A proposta de criar desenhos com base em observações de janelas também pode ser feita em casa. No entanto, é preciso orientar os estudantes a realizar essas observações

e investigações sensoriais sempre com a presença de um adulto.

Peça aos estudantes para observarem diferentes janelas. Formas, cores e materiais podem ser pontos de atenção e conversas.

Para avaliar os estudantes, acompanhe como eles participam dos momentos de apreciação de imagens, como se manifestam oralmente, como apresentam suas hipóteses e como se expressam de modo criativo e poético a partir de percepções e leituras de mundo.

+Ideias

Para mostrar as produções dos estudantes, sugere-se a proposta Janelas pelas janelas. Ofereça a eles folhas maiores como suportes e proponha a criação de mais desenhos inspirados no que eles veem pela janela. Em uma parede, coloque placas de papelão e fixe as criações dos estudantes. Assim, os colegas e outras pessoas da comunidade escolar poderão apreciar essas produções.

Conte sobre o processo de criação de Matisse. Ele dizia que, para pintar, é necessário olhar o mundo como se fosse a primeira vez que abrimos os olhos. Assim, podemos perceber todas as suas cores, formas e belezas. Matisse gostava de pesquisar os efeitos dos tons das cores e as formas. Às vezes, ele usava vários tons de uma única cor em suas pinturas. Outras vezes, criava imagens bem coloridas. Matisse inventou uma técnica que ficou conhecida como “desenho com tesoura”, em que fazia recortes de papéis coloridos e criava composições em colagens. Pesquise mais sobre os desenhos de tesoura e proponha aos estudantes novas experiências a fim de criar arte usando cores e formas.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02 e EF15AR13.

ENCAMINHAMENTO

A ambiência escolar deve incentivar ações pedagógicas ativas e colaborativas, em que os estudantes são desafiados a trabalhar em grupos, debater e apresentar suas ideias, promovendo um processo de ensino e aprendizagem mais profundo e significativo.

Convide os estudantes a apreciar a imagem da instalação criada pelo artista Olafur Eliasson no Museu de Arte Moderna de Aarhus, na Dinamarca. Essa obra é uma instalação arquitetônica e interativa, porque convida o público a percorrer todo o espaço. Relembre aos estudantes o termo site specific, que indica um lugar específico em que o artista monta uma estrutura para apresentar sua obra.

Na mediação cultural, pergunte aos estudantes: vocês já imaginaram poder andar dentro de um arco-íris? Contextualize que a proposta de Olafur Eliasson era que o público tivesse a sensação de estar andando em um arco-íris, já que, cientificamente, isso não é possível. Questione-os também: quais cores podemos perceber no arco-íris? Será que o artista também usou essas cores em sua obra? Quais materiais ele usou? Por que vocês acham que o artista deu para essa obra o título Seu panorama arco-íris?

Comente que a luz do Sol é composta de várias cores. Quando essa luz atravessa as gotas de água, que ficam no ar após a chuva, acontece o que chamamos de decomposição da luz e, então, surgem as cores do arco-íris.

MUNDO VISUAL

ACOMPANHE A LEITURA DE MAIS UMA ESTROFE DA CANÇÃO MAGIA DAS CORES. COMO É BOM VOAR NO AZUL DO CÉU CABE O MAR NUMA FOLHA DE PAPEL AS CORES DO ARCO-ÍRIS DANÇANDO

NA PONTA DE CADA PINCEL.

MAGIA DAS CORES. IN: MUNDO BITA. BITA E O NOSSO MUNDO. BRASIL: MR. PLOT, 2019. 1 DVD.

AGORA, OBSERVE A OBRA DO ARTISTA

OLAFUR ELIASSON

OS ELEMENTOS

NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI.

VISÃO EXTERNA E INTERNA

DA OBRA SEU PANORAMA ARCO-ÍRIS

(YOUR RAINBOW PANORAMA), DE OLAFUR ELIASSON, NA DINAMARCA, EM 2017.

JÁ IMAGINOU ANDAR DENTRO DE UM ARCO-ÍRIS? OLAFUR ELIASSON CRIOU A OBRA SEU PANORAMA ARCO-ÍRIS PARA QUE AS PESSOAS TIVESSEM ESSA SENSAÇÃO.

1 VOCÊ SABE COMO SE FORMA UM ARCO-ÍRIS? PEÇA AJUDA A UM ADULTO PARA INVESTIGAR.

2 VOCÊ CONHECE AS CORES DO ARCO-ÍRIS? OBSERVE IMAGENS DE ARCO-ÍRIS EM FOTOGRAFIAS E CRIE DESENHOS A PARTIR DESSAS CORES. Resposta pessoal. Quando o Sol surge depois da chuva, sua luz atravessa as gotas de água que ficam suspensas no céu e, assim, a luz é decomposta em várias cores, formando um arco-íris.

Produção pessoal. Oriente os familiares a acompanhar os estudantes nessa atividade de observação e criação.

Apresente aos estudantes o artista brasileiro Antonio Peticov e sua obra O presente e fale sobre as cores e as tintas usadas na obra.

Acompanhe como os estudantes participam dos momentos de apreciação de imagens, como se manifestam oralmente, como apresentam suas hipóteses e como expressam o que aprendem nas experiências em família.

Ao acessar as indicações da Sugestão para o professor, lembre-se que as páginas da internet podem mudar e, no momento do acesso, apresentar materiais de publicidade ou fora do contexto da proposta, de modo que não seja mais indicado para faixa etária dos estudantes. Dessa forma, é importante garantir que os estudantes só acessem ambiências digitais na companhia e supervisão de adultos, mesmo que sejam sugeridas nessa seção.

MARINA SPIRONETTI/ALAMY/FOTOARENA

QUEM É?

OLAFUR ELIASSON (1967-) NASCEU

NA DINAMARCA. É UM ARTISTA QUE CRIA

ARTE COM MUITAS CORES, FORMAS E MATERIAIS.

QUANDO VOCÊ OLHA PARA UM ARCO-ÍRIS, QUE CORES VÊ NELE? POR QUE SERÁ QUE VEMOS IMAGENS E OUVIMOS

SONS? VAMOS CONTINUAR A INVESTIGAR?

SE VOCÊ PRESTAR ATENÇÃO, VAI SE SURPREENDER COM A

QUANTIDADE DE FORMAS, CORES E SONS QUE EXISTEM POR TODA PARTE.

COR E TINTA

OBSERVE A IMAGEM.

OS ARTISTAS USAM DIFERENTES

MATERIAIS E MANEIRAS PARA SE EXPRESSAR NA ARTE. O ARTISTA

ANTONIO PETICOV UTILIZOU

DIVERSAS TONALIDADES DE TINTA PARA EXPRESSAR SUA PERCEPÇÃO SOBRE AS CORES DO ARCO-ÍRIS, DO DIA E DA NOITE.

AS TINTAS PODEM SER DE MUITOS TIPOS E FABRICADAS DE VÁRIOS MODOS. ELAS TINGEM O MUNDO EM “CORES-TINTAS”.

QUEM É?

ANTONIO PETICOV (1946-) É UM ARTISTA VISUAL

BRASILEIRO QUE CRIA PINTURAS, ESCULTURAS, GRAVURAS E DESENHOS COM CORES INTENSAS. ELE TAMBÉM GOSTA DE COLOCAR AS CORES DO ARCO-ÍRIS EM SEUS TRABALHOS.

+Ideias

Proponha um experimento aos estudantes: criar um arco-íris com um copo cheio de água e uma folha de papel avulsa branca. A atividade deve ser feita em um dia bem ensolarado, pois o copo deve ser segurado contra a luz do Sol. Sobre a folha de papel branco, incline e movimente levemente o copo, até que o efeito de projeção das cores surja. Diga aos estudantes que a luz é composta de diferentes cores, e quando ela atravessa o copo com água, elas se dividem nas cores que vemos no arco-íris: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta.

Sugestão para o professor

• ANTONIO PETICOV. c2025. Disponível em: https://pe ticov.com.br/. Acesso em: 4 set. 2025.

Página oficial do artista brasileiro Antonio Peticov, contendo suas obras, uma linha do tempo e oficinas.

• O ARCO-ÍRIS: o show da Luna! Publicado por: O Show da Luna! 2015. 1 vídeo (ca. 12 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=is9IsFIzaGM&t=26 2s. Acesso em: 4 set. 2025. Assista a esse desenho animado para saber mais sobre a formação do arco-íris.

• OLAFUR ELIASSON. c2025. Disponível em: https://ola fureliasson.net. Acesso em: 4 set. 2025.

O artista islandês-dinamarquês Olafur Eliasson é escultor e produz instalações em grande escala. Em seu site oficial, é possível conhecer sua vida e suas obras, que estão tanto no Studio Olafur Eliasson, em Berlim, fundado em 1995, quanto expostas pelo mundo.

RONNY SANTOS/FOLHAPRESS
O PRESENTE, DE ANTONIO PETICOV, 2011. TINTA ACRÍLICA SOBRE TELA, 1,4 METRO x 1 METRO.
PASCALLE SEGRETAIN/GETTYIMAGES

BNCC

Habilidades: EF15AR02, EF15AR04 e EF15AR05.

Organize-se

• Separe os materiais necessários para realizar a atividade, como fita adesiva transparente, papéis finos ou transparentes, como papel de seda ou celofane, e tesoura com pontas arredondadas.

• Se possível, antes de iniciar a proposta, afaste mesas e cadeiras próximas às janelas da sala de aula, para que os estudantes possam transitar livremente nessas áreas. Caso não seja possível organizar a sala de aula dessa maneira, uma possível adaptação da proposta é providenciar com antecedência placas de vidro ou de acrílico transparente, que os estudantes possam manipular com segurança, e levá-los para uma área da escola que tenha luz solar. Outra possibilidade é montar um varal com barbante e colocar as folhas presas com prendedores.

ENCAMINHAMENTO

Como esta proposta requer que os estudantes se movimentem pela sala de aula, converse com eles sobre a importância de respeitar as ideias e as atitudes dos colegas. Todos devem se sentir à vontade para criar uma instalação de cores nas janelas de forma coletiva e com seu auxílio ou o de um adulto responsável, caso a proposta seja também desenvolvida em casa.

ARTE-AVENTURA COR E LUZ

NA OBRA SEU PANORAMA ARCO-ÍRIS, O ARTISTA OLAFUR

ELIASSON USOU MATERIAIS COLORIDOS E TRANSPARENTES PARA CRIAR A SENSAÇÃO DE QUE É POSSÍVEL ESTAR DENTRO DE UM ARCO-ÍRIS.

AGORA É SUA VEZ! APROVEITE UM

DIA ENSOLARADO PARA COLOCAR PAPÉIS TRANSPARENTES EM UMA

JANELA OU PORTA DE VIDRO NA ESCOLA OU EM SUA CASA.

MATERIAIS

FITA ADESIVA TRANSPARENTE

PAPÉIS FINOS OU TRANSPARENTES, COMO PAPEL DE SEDA OU CELOFANE, DE VÁRIAS CORES

ATENÇÃO! SEMPRE PEÇA AJUDA A UM ADULTO PARA FAZER ARTE COM SEGURANÇA! É PRECISO TER CUIDADO COM OBJETOS DE VIDRO, POIS ELES SÃO FRÁGEIS E PODEM OFERECER PERIGO.

TESOURA COM PONTAS ARREDONDADAS

Inicie uma conversa com os estudantes sobre cor e luz como elementos visuais. Essas características estão presentes em Seu panorama arco-íris, de Olafur Eliasson, que já foi apreciada. Retome com eles que, nessa obra, o artista criou uma estrutura com paredes de vidro e as cobriu com um material transparente colorido (filtros) nas mesmas cores que enxergamos no arco-íris. Assim, quando a luz do Sol passa pelas paredes de vidro, ela provoca efeitos de mudança de cor no ambiente. Para artistas contemporâneos como Olafur Eliasson, recriar o mundo por meio da arte é pesquisar materialidades e novos processos de invenção.

COMO FAZER

Oriente os estudantes a não utilizar papéis amarelos, pois essa cor amplia a luminosidade do Sol, podendo atingir os olhos de maneira mais intensa e gerar um problema de saúde.

1. SEPARE AS FOLHAS DE PAPEL DAS CORES QUE DESEJA UTILIZAR. VOCÊ PODE USAR AS FOLHAS DE PAPEL INTEIRAS OU RECORTAR VÁRIOS FORMATOS.

2. COM A FITA ADESIVA TRANSPARENTE, COLE AS FOLHAS LADO A LADO OU SOBREPOSTAS AO VIDRO DA JANELA OU DA PORTA.

3. O EFEITO SERÁ MELHOR EM DIAS DE SOL. QUANDO A LUZ PASSAR POR ESSES FILTROS DE PAPEL, ELA MUDARÁ AS CORES DO AMBIENTE.

DICA: O TIPO DAS FOLHAS DE PAPEL UTILIZADAS E O MODO COMO SERÃO COLOCADAS SOBRE O VIDRO RESULTARÃO EM EFEITOS DIFERENTES.

O SER HUMANO TEM DOIS SISTEMAS MUITO ENGENHOSOS NO CORPO QUE AJUDAM A PERCEBER AS CORES E OS SONS. SÃO OS SISTEMAS VISUAL E AUDITIVO.

ENGENHOSO: HABILIDOSO.

Explique aos estudantes que a proposta é que eles façam experiências com as cores, a luz natural e as transparências. Se não for possível colocar as folhas sobre os vidros, monte um varal com barbante e coloque as folhas presas com prendedores em um espaço ao ar livre, em um dia ensolarado.

Acompanhe e oriente a turma a fazer a montagem da instalação artística. Cuide para que os papéis amarelos não sejam utilizados nesta proposta para evitar problemas na saúde dos estudantes, tendo em vista que essa cor amplia a luminosidade do Sol, atingindo os olhos de maneira mais intensa.

Como as propostas de instalações artísticas são trabalhos de arte efêmera, ou seja, elas serão desmontadas depois, fotografar e filmar os estudantes brincando com os efeitos de cor, luz e transparências é importante para compor registros que podem fazer parte de portfólios digitais. Sugere-se também compartilhar registros e acompanhamento de processos e poéticas vivenciados pelos estudantes com seus familiares, garantindo que esses registros fiquem restritos apenas à comunidade escolar.

+Ideias

Você pode fazer outros experimentos para mudar o ambiente, como usar luzes coloridas, que podem ser compradas em lojas especializadas, ou materiais transparentes como garrafas de plástico coloridas ou papel-celofane, projetando suas cores em um retroprojetor ou, ainda, cobrindo as luzes.

Sugestão para o professor

• BARBOSA, Ana Mae. Arte/ educação contemporânea: consonâncias internacionais. São Paulo: Cortez, 2005. Essa obra explora diferentes aspectos do ensino e da avaliação em Arte, levando em conta a interdisciplinaridade e a interculturalidade.

• ROCHA, João Carlos. Cor luz, cor pigmento e os sistemas RGB e CMY. São Paulo: Belas Artes, 2023. Disponível em: https://www. belasartes.br/wp-content/ uploads/2023/05/cor-luz -cor-pigmento-e-os-siste mas-rgb-e-cmy.pdf. Acesso em: 4 set. 2025. Acesse esse artigo para ampliar seus conhecimentos sobre o conceito de cor luz.

BNCC

Habilidades: EF15AR02, EF15AR13, EF15AR14 e EF15AR15.

TCT: Ciência e Tecnologia; Saúde.

Organize-se

• Para esta situação de aprendizagem, é recomendado organizar os estudantes em roda, incentivando a troca de ideias, conhecimentos e experiências.

ENCAMINHAMENTO

Em roda de conversa, incentive os estudantes a pensar e falar o que conhecem sobre a maneira como percebemos os diferentes estímulos do ambiente, destacando os sentidos da visão e da audição. Leia com eles o texto de apresentação da página e tire as possíveis dúvidas. Relacione o texto com as linguagens das artes visuais e da música.

Estimule uma ambiência acolhedora para que todos possam falar e ser ouvidos. Converse com os estudantes sobre a importância de conhecer e cuidar do nosso corpo.

Contextualize que os nossos sistemas visual e auditivo são compostos de várias partes que formam a fisiologia do olho, da orelha e do sistema nervoso.

O sistema visual somado à luz é o que proporciona a visão. Assim, o olho humano é capaz de perceber imagens, luzes, pontos, linhas, formas e cores. As cores são vistas porque os raios luminosos refletem frequências do espectro eletromagnético entre os tons vermelho e violeta. Para cada frequência, percebemos uma faixa de luz visível em uma cor. O espectro visível é a gama de luz capaz de sensibilizar o olho huma-

FAZ MUITO SENTIDO!

CADA PESSOA CARREGA CONSIGO A PRÓPRIA MANEIRA DE PERCEBER E CONHECER AS COISAS.

TATO, VISÃO, AUDIÇÃO, PALADAR E OLFATO SÃO OS SENTIDOS QUE NOS AJUDAM A DESCOBRIR O MUNDO EM QUE VIVEMOS. COMO VOCÊ DESCOBRE O MUNDO À SUA VOLTA?

AS COISAS NO MUNDO PODEM SER PERCEBIDAS POR MEIO DA VISÃO. O SISTEMA VISUAL NOS PERMITE ENXERGAR AS CORES E AS FORMAS NO MUNDO. OBSERVE A ILUSTRAÇÃO A SEGUIR.

CORES VISÍVEIS PELO SISTEMA VISUAL HUMANO

OS ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI. AS CORES NÃO CORRESPONDEM AOS TONS REAIS.

PERCEBENDO AS CORES, PODEMOS APRENDER A CRIAR TINTAS QUE NOS AJUDAM A EXPRESSAR O MUNDO COLORIDO EM QUE VIVEMOS.

no. Embora existam muitas luzes no espectro, podemos ver a olho nu apenas as cores vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta, ou seja, as cores do arco-íris. No sistema auditivo, está o tímpano, órgão que percebe as vibrações no ar. Ele provoca sinais elétricos que chegam até o cérebro por meio do sistema nervoso. A Ciência estuda o espectro sonoro, ou seja, as diversas frequências, medindo e classificando quais são audíveis e quais são inaudíveis. Os músicos também fazem estudos sobre o som e suas qualidades. Aprender música é também aprender

a escutar de modo sensível e conhecer a fisiologia do corpo e as propriedades do som. Converse com os estudantes sobre os elementos constitutivos da linguagem musical, como o ritmo, a melodia e a harmonia. No áudio Elementos da música, esses três elementos básicos da música são apresentados. Em texto de locução, são dadas as definições de cada elemento, cada uma seguida por um exemplo musical.

Na questão 1, explore com a turma os outros sentidos humanos: o olfato, o tato e o paladar. Caso haja estudantes com deficiência, valorize suas experiências.

RETINA
LENTE
VERMELHO LARANJA AMARELO
VERDE
CIANO AZUL
VIOLETA
PUPILA
CÓRNEA

PELA AUDIÇÃO, PODEMOS OUVIR OS SONS E IDENTIFICAR SUAS CARACTERÍSTICAS, PERCEBENDO SE UM SOM É GRAVE OU AGUDO, FORTE OU FRACO, LONGO OU CURTO, E IDENTIFICAR SEU TIMBRE, ISTO É, POR QUAL INSTRUMENTO OU FONTE SONORA É PRODUZIDO. OBSERVE A ILUSTRAÇÃO.

O SISTEMA AUDITIVO NOS PERMITE OUVIR OS SONS AO NOSSO REDOR.

1

OS ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI. AS CORES NÃO CORRESPONDEM AOS TONS REAIS.

PODEMOS CRIAR MÚSICA COM NOSSA IMAGINAÇÃO,

ARTICULANDO ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DA LINGUAGEM MUSICAL, USANDO A VOZ, O CORPO, OS INSTRUMENTOS MUSICAIS E OUTROS MATERIAIS.

1 ALÉM DE USAR OS SISTEMAS VISUAL E AUDITIVO, PODEMOS PERCEBER O MUNDO DE OUTRAS MANEIRAS? COMO?

ELEMENTOS CONSTITUTIVOS

DA LINGUAGEM MUSICAL SÃO AQUELES QUE, COMBINADOS E ORGANIZADOS, PERMITEM A COMPREENSÃO DA MÚSICA, COMO O RITMO, A MELODIA E A HARMONIA.

Espera-se que os estudantes, com o incentivo de sua mediação, argumentem que é possível perceber o mundo usando, além dos sistemas visual e auditivo, o olfato, o tato e o paladar.

+Ideias

• Converse com os estudantes sobre as fontes e as paisagens sonoras que eles percebem. Proponha aos estudantes que registrem suas descobertas nessas experiências (como percebem os sons, as cores, os aromas, os sabores e as texturas), reflitam e façam pesquisas sobre os sentidos. Em roda de conversa, os estudantes podem compartilhar suas experiências e resultados e fazer uma autoavaliação.

Sugestão para o professor

• BARBOSA, Ana Mae; AMARAL, Lilian (org.). Interterritorialidade: mídias, contextos e educação. São Paulo: Senac, 2008.

O livro reúne textos de pesquisadores que narram suas experiências com espaços fronteiriços entre formas de linguagem e entre meios e contextos.

• CANDAU, Vera Maria (org.). Sociedade, educação e cultura(s): questões e propostas. Petrópolis: Vozes, 2008.

Nessa obra, há uma reflexão sobre as relações entre educação e cultura na sociedade contemporânea, considerando, principalmente, o fenômeno da globalização.

• FAZENDA, Ivani (org.). O que é interdisciplinaridade? São Paulo: Cortez, 2008.

11/09/25 16:12

Há muitos museus que desenvolvem projetos de mediação com a preocupação de criar percursos sensoriais, que são maneiras de sentir a arte por meio da visão, da audição, do tato, do paladar e do olfato. Para cada necessidade do público e proposta de exposição, são criadas curadorias e ações mediadoras para a fruição de obras de arte. Essa proposta pode ser levada também para as aulas de Arte. Para colocá-la em prática, providencie materiais com texturas diferentes para serem tocados. Veja as sugestões a seguir.

• Providencie uma cesta com saquinhos de diferentes aromas. Ela pode ser usada para contar histórias, fazer leitura aromática de uma obra de arte, entre outras propostas.

• Disponibilize caixas escuras com objetos de vários tamanhos e texturas, para que os estudantes toquem no objeto e adivinhem de que material ele é feito.

• Leve os estudantes para espaços amplos para que percebam como os sons se propagam pelo ar e para que possam desenvolver escutas sensíveis e leituras de mundo.

O livro apresenta textos de vários autores, com reflexões, premissas e conceitos sobre a interdisciplinaridade, desde a formação do professor até a ação docente.

• RODRIGUES, Paulo Chagas. O que é paisagem sonora? Florianópolis: Portal Acústica, 2020. Disponível em: https://portalacustica. info/paisagem-sonora/. Acesso em: 4 set. 2025.

Leia esse artigo para conhecer mais sobre o conceito de paisagem sonora.

BNCC

Habilidades: EF15AR02, EF15AR04 e EF15AR05.

Organize-se

• Prepare antecipadamente os seguintes materiais: goma arábica ou mingau de amido, pote de plástico, colher, água, pincel, folha de papel avulsa e anilinas comestíveis nas cores azul, amarelo e vermelho. Tenha claro o modo de preparo. Se possível, leve os estudantes para uma sala de arte ou ateliê, caso tenha esses espaços na escola.

ENCAMINHAMENTO

Como a proposta é apresentar novos conceitos de arte, sugerimos que seja organizada uma roda de conversa para falar sobre tintas e cores. Auxilie os estudantes a lerem os textos de apresentação e as ilustrações e tire possíveis dúvidas. Incentive a pesquisa e estimule a curiosidade dos estudantes.

A proposta é desenvolver habilidades e competências ligadas à investigação, à criação de hipóteses e à ideia de que “de cores nascem cores”. Não se prenda a nomenclaturas nem à criação de tabelas de cores. Para os estudantes dessa idade, a ludicidade e a investigação sensorial são fundamentais.

Na questão 1 , esclareça aos estudantes que a cor da tinta é derivada de substâncias de origem mineral, vegetal e animal, e esses pigmentos podem tingir outros materiais. Por ter essa característica, os seres humanos aprenderam a desenvolver vários tipos de tintas para colorir roupas, objetos e alimentos e, entre muitas outras coisas, para fazer arte.

CORES AO MEU REDOR

A VIDA É REPLETA DE CORES. EXISTEM MUITAS CORES AO NOSSO REDOR. VOCÊ JÁ REPAROU NELAS?

VAMOS CONHECER MAIS SOBRE AS CORES? OBSERVE ESTAS IMAGENS.

70

AS CORES PRIMÁRIAS SÃO AMARELO, AZUL E VERMELHO.

AS CORES TERCIÁRIAS SURGEM DE MISTURAS ENTRE AS CORES PRIMÁRIAS E AS SECUNDÁRIAS. ASSIM, TEMOS VÁRIOS TONS DE CORES, FORMANDO O CÍRCULO CROMÁTICO.

AS CORES SECUNDÁRIAS SÃO LARANJA, ROXO E VERDE. ELAS SURGEM DE MISTURAS ENTRE DUAS CORES PRIMÁRIAS.

TAMBÉM PODEMOS USAR A COR BRANCA E A COR PRETA PARA MISTURAR TINTAS E CONSEGUIR CORES EM TONS MAIS CLAROS OU MAIS ESCUROS.

O CÍRCULO CROMÁTICO É COMPOSTO DE 12 CORES, DIVIDIAS EM TRÊS CORES PRIMÁRIAS, TRÊS CORES SECUNDÁRIAS E SEIS CORES TERCIÁRIAS.

1 VOCÊ SABE COMO AS TINTAS SÃO FEITAS?

2 VOCÊ SABE O QUE SÃO PIGMENTOS, AGLUTINANTES E SOLVENTES?

1 e 2. Respostas pessoais. Em roda, converse com os estudantes sobre a composição das tintas feitas a partir da mistura de substâncias, como os pigmentos, os aglutinantes e os solventes.

Na questão 2, pesquise em um dicionário e leia para os estudantes os significados das palavras. Depois, contextualize que os pigmentos dão cor à tinta, os aglutinantes fixam a tinta nos suportes, e os solventes diluem a tinta.

Crie uma ambiência lúdica e acolhedora para que os estudantes façam seus experimentos de forma livre e criativa. Alerte sobre os cuidados de não levar nada à boca, de prestar atenção nas quantidades para não desperdiçar materiais e não errar na composição das tintas. Para trabalhar o conceito que “de cores nascem cores”, os estudantes farão tintas como estudo. Eles podem fazer várias experiências ao criar combinações de cores e composições em suas pinturas. Ao propor que criem tintas caseiras do tipo aquarela a partir de misturas de materiais, retome que todas as tintas são produzidas a partir da mistura de materiais básicos — pigmento, aglutinante e solvente — e podem ser fabricadas industrial ou artesanalmente, sendo caracterizadas pelas substâncias que as compõem.

VOCÊ SABIA QUE É POSSÍVEL CRIAR SUAS PRÓPRIAS TINTAS PARA PINTAR?

PARA CADA TIPO DE TINTA, SÃO USADOS DIFERENTES MATERIAIS.

VEJA A SEGUIR UMA ORIENTAÇÃO PARA FAZER TINTA AQUARELA.

MATERIAIS

GOMA ARÁBICA

ÁGUA

COMO FAZER

PINCEL

O mingau de amido pode substituir a goma arábica.

1. EM UM POTE PLÁSTICO, COLOQUE QUATRO GOTAS DE ANILINA DA COR QUE QUISER.

2. DEPOIS, JUNTE UMA COLHER DE GOMA ARÁBICA

E DUAS COLHERES DE ÁGUA. MISTURE BEM!

POTE PLÁSTICO

COLHER

FOLHA DE PAPEL

ANILINAS COMESTÍVEIS AZUL, AMARELA E VERMELHA

3. EM UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA, INVENTE PINTURAS USANDO UM PINCEL E A TINTA QUE VOCÊ CRIOU.

11/09/25 16:12

Como se estivessem em um laboratório de tintas, proponha aos estudantes que investiguem cada propriedade dos materiais:

• Os pigmentos são substâncias coloridas e podem ter várias origens; nesse caso, serão usados corantes alimentícios.

• Os aglutinantes (gema de ovo, resina de árvore, gordura animal ou vegetal, entre outros) ajudam a fixar os pigmentos nos suportes.

• Os solventes são usados para diluir as tintas. Nessa proposta, foi escolhida a água por ser um material não tóxico.

Ressalte aos estudantes que é preciso tomar cuidado ao escolher pigmentos, aglutinantes e solventes para fazer tintas caseiras porque há materiais que são tóxicos e perigosos para a saúde. Assim, oriente os estudantes a sempre pedir ajuda a um adulto. Observe como os estudantes pesquisam e resolvem os desafios de modo criativo e colaborativo.

+Ideias

Em grupo, os estudantes podem criar um círculo cromático com diferentes objetos, das mais diversas cores. O círculo cromático presente no Livro do estudante é apenas uma referência. A proposta é que possam fazer experiências, interagir e brincar com os objetos que fazem parte do cotidiano deles. Em um suporte grande, desenhe um círculo dividido em 12 partes e disponibilize aos estudantes canetas hidrográficas, giz de cera ou lápis de cor. Em seguida, convide-os a preencherem em grupo o círculo cromático, escrevendo a primeira letra referente aos nomes das cores que o compõem.

Sugestão para o professor

• ROCHA, Ruth; ROCHA, Otávio. O livro das tintas. São Paulo: Melhoramentos, 2005.

Esse premiado livro conta a história das tintas, fornecendo várias informações sobre elas, como para que serviam e de onde eram extraídas.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR02, EF15AR04 e EF15AR05.

Organize-se

• Para criar ateliês de pintura na escola, organize espaços próximos a locais de acesso à lavagem de materiais (pátio, refeitório, sala com torneira etc.). Também é possível improvisar levando os materiais para a sala de aula em um ateliê móvel.

• Materiais necessários: pincéis de tamanhos e formatos variados, tintas de diversas cores, folhas de papel avulsas em cores diversas, fita adesiva, caixa de papel, colheres, tesoura com pontas arredondadas e potes plásticos. Providencie também pequenos papéis coloridos ou pintados previamente.

ENCAMINHAMENTO

Sobre o jogo de pintar, combine as regras e oriente os estudantes a experimentá-lo de modo espontâneo e colaborativo. Converse sobre as possibilidades de organização do espaço e os materiais que precisam separar para criar pinturas. Pergunte a eles: quais materiais são necessários? Quais tipos de tinta vocês podem usar? Como vocês podem dispor os suportes para criar as pinturas? Podem dispor sobre as mesas, no chão, presos na parede com fita adesiva ou de outras formas?

Para fazer os papéis que serão sorteados, use papéis que já são coloridos ou pinte previamente papéis com as cores que serão disponibilizadas para os estudantes. Recorte esses papéis e coloque-os na caixa para iniciar o jogo. Retome com os estudantes o que são cores primárias,

ARTE-AVENTURA JOGO DE PINTAR

AGORA QUE VOCÊ JÁ

ESTUDOU AS CORES E TINTAS, QUE TAL MONTAR UM ATELIÊ

DE ARTE PARA BRINCAR DE JOGO DE PINTAR COM OS COLEGAS?

ATELIÊ DE ARTE É UM LOCAL ESPECIALMENTE

PREPARADO COM OS MATERIAIS NECESSÁRIOS PARA A CRIAÇÃO ARTÍSTICA.

NESTE JOGO, A PRINCIPAL REGRA É INVENTAR CORES E JEITOS DE PINTAR. VEJA AS ORIENTAÇÕES A SEGUIR.

MATERIAIS

• CAIXA DE PAPEL

• COLHERES DE SOPA

• FITA ADESIVA

DICA: ESCOLHA PINCÉIS DE VÁRIOS TAMANHOS E FORMAS E VEJA OS DIFERENTES EFEITOS DE CADA MATERIAL.

• FOLHAS DE PAPEL EM CORES DIVERSAS

• PINCÉIS DE TAMANHOS E FORMATOS VARIADOS

• POTES PLÁSTICOS

• TESOURA COM PONTAS ARREDONDADAS

• TINTAS DE DIVERSAS CORES

secundárias e terciárias e como pode ser feita a produção de tintas, conteúdos que foram trabalhados nas páginas anteriores. Quando as tintas estiverem prontas, eles devem criar suas pinturas livremente.

+Ideias

Outra proposta de jogo pode ser colocar na caixa, para sorteio, os nomes das cores escritas com lápis da mesma cor e propor aos estudantes que façam misturas explorando os saberes sobre cores secundárias e terciárias. É possível explorar muitas possibilidades. Pergunte a eles: Quais cores temos

de misturar para ter a cor verde? E para ter a cor azul-esverdeado? O que acontece quando misturamos as cores preto ou branco a cores como o vermelho? E o que acontece se misturarmos duas colheres de uma cor com quatro colheres de outra? Quantas misturas de cores podemos fazer? De uma cor podem nascer quantas cores?

Se não for possível criar um ateliê em um espaço fixo na escola, que tal criar um ateliê móvel? Seguem algumas dicas:

• Carrinho de feira — ateliê móvel que pode ser levado para vários ambientes.

COMO FAZER

1. RECORTEM PEDAÇOS PEQUENOS DE PAPEL DE VÁRIAS CORES E COLOQUEM TUDO EM UMA CAIXA DE PAPEL.

3. AS CORES DOS PAPÉIS RETIRADOS NA RODADA DEFINEM AS TINTAS QUE SERÃO MISTURADAS EM UM POTE, FORMANDO UMA NOVA COR.

5. REPITAM OS PASSOS 2, 3 E 4 ALGUMAS VEZES PARA OBTER UMA VARIEDADE DE CORES.

2. PARA JOGAR, ALGUÉM RETIRA DA CAIXA DE DOIS A TRÊS PAPÉIS POR VEZ.

4. USEM UMA COLHER DE SOPA COMO MEDIDA PARA MISTURAR CADA COR NOS POTES PLÁSTICOS.

6. DEPOIS QUE A TURMA TIVER VÁRIAS MISTURAS, É HORA DE FAZER PINTURAS COM AS CORES CRIADAS.

DICA: COM A AJUDA DO PROFESSOR, VOCÊS PODEM COLAR COM FITA ADESIVA VÁRIAS FOLHAS DE PAPEL NO CHÃO OU NAS PAREDES DA SALA DE AULA PARA PINTAR.

ESTA É A MINHA ARTE!

VOCÊ E OS COLEGAS PODEM

MOSTRAR SUAS PINTURAS, PRENDENDO AS PRODUÇÕES EM VARAIS NOS ESPAÇOS DA ESCOLA. 11/09/25 16:12

• Caixa de mercado — também é um ateliê móvel, porém, você precisará de ajuda para carregar a(s) caixa(s) de um espaço para outro. Os estudantes gostam de participar dessas ações.

• Mala com rodas — outro exemplo de ateliê móvel que pode ser levado para vários ambientes da escola.

Dentro desses objetos, organize os materiais por categorias para facilitar a distribuição e o momento de guardá-los. Conte com o auxílio dos estudantes para manter o material arrumado, fazendo uma lista de ajudantes por

semana. Isso trará para os estudantes o senso de responsabilidade sobre o material. Acompanhe alguns conceitos fundamentais para esta atividade:

• Ateliê é um local preparado pelo artista especialmente para fazer seus trabalhos de arte, com todos os materiais que ele vai precisar.

• Cloliê é uma prática de pintura espontânea, um jogo de pintar. Adaptado do francês, significa “lugar fechado”. No caso desse jogo, trata-se de uma sala onde se podem tirar os sapatos e pintar livremente o que quiser. Costuma-se usar tinta guache ou outras, geralmente

no papel na posição vertical. Todos pintam juntos, usando as mesmas tintas, mas cada um no seu suporte.

• Cantinho das artes é um local para organizar o material em uma mesa no cantinho da sala ou na estante. A dica é mantê-lo sempre organizado. Além de ser esteticamente bonita, essa estante pode ser feita com materiais que seriam descartados, como caixotes ou caixas de papelão resistentes. Você pode pintá-los ou usá-los com a ajuda dos estudantes e familiares.

Sugerimos que você convide os estudantes a comporem o acervo, trazendo de casa papéis, tintas, lápis de cor, pincéis e materiais que possam ser reciclados e usados para o fazer artístico. Também deixe sempre à mão ingredientes para confeccionar tintas, pincéis e outros materiais. Avalie como os estudantes se comportam em momento de ação criadora. Essa situação de aprendizagem propõe experimentação de materialidades, processos e procedimentos artísticos, investigação de técnicas, resolução de problemas, poética pessoal, trabalho colaborativo e organização do material.

Sugestão para o professor

• ARNO STERN. c2025. Disponível em: https://arnos tern.com/en/en_closlieu. htm. Acesso em: 4 set. 2025.

Site (em inglês) de Arno Stern, idealizador do método cloliê, que estuda a formulação ou a semiologia da expressão do desenho infantil.

• JOGO de pintar. Niterói: Ateliê Soraya Lucato, c2025. Disponível em: https://ate liesorayalucato.com.br/# jogo-pintar. Acesso em: 4 set. 2025.

Site criado por Soraya Lucato, praticante de educação criadora e formada diretamente por Arno Stern.

BNCC

Habilidades: EF15AR01, EF15AR04, EF15AR15 e EF15AR23.

TCT: Ciência e Tecnologia; Meio Ambiente.

Organize-se

• Para esta atividade, os materiais necessários são: caneta permanente, cola, tesoura com pontas arredondadas, copo de plástico, um pedaço de acetato ou uma sacola transparente e uma fonte de luz como uma lanterna, por exemplo.

ENCAMINHAMENTO

Na primeira parte da proposta, faça uma apresentação mediadora com a instalação imersiva Aves do Ceará, dos artistas da dupla VJ Suave, e explore as formas, as cores e as sonoridades da obra. Crie uma ambiência acolhedora e imaginativa ao falar das cores e dos possíveis sons da instalação. Trabalhe as noções iniciais sobre fontes sonoras e a ideia de instalação imersiva audiovisual.

Na segunda parte, a ideia é experimentar e criar com luz projeções de desenhos criados pelos estudantes. Incentive e auxilie os estudantes na projeção com luz, criando uma ambiência lúdica.

Na abertura deste capítulo, apresentamos uma imagem da instalação artística Aves do Ceará, de VJ Suave, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em Fortaleza, no Ceará. Converse com os estudantes sobre a instalação novamente. Explore a apreciação de imagens, comparando as desta página com a da obra que está nas páginas de abertura do capítulo.

ARTE EM PROJETOS

OBSERVE ESTA IMAGEM.

INSTALAÇÃO COM CORES E SONS

INSTALAÇÃO AVES DO CEARÁ, DA DUPLA VJ SUAVE, NO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM (MIS), NO MUNICÍPIO DE FORTALEZA, ESTADO DO CEARÁ, EM 2024.

NA INSTALAÇÃO IMERSIVA AUDIOVISUAL AVES DO CEARÁ, A DUPLA DE ARTISTAS VJ SUAVE CRIOU UM AMBIENTE COM IMAGENS DE PÁSSAROS PERTENCENTES À NATUREZA DO ESTADO DO CEARÁ. IMAGINE QUE VOCÊ ESTÁ DENTRO DESSE AMBIENTE QUE DÁ VIDA ÀS CORES E AOS SONS DESSES PÁSSAROS.

INSTALAÇÃO IMERSIVA

AUDIOVISUAL É UM AMBIENTE CRIADO COM RECURSOS DE IMAGENS (FIXAS OU EM MOVIMENTO) E SONS.

QUEM É?

A DUPLA VJ SUAVE É FORMADA PELOS ARTISTAS CECI SOLOAGA (1983-) E YGOR MAROTTA (1986-). ELES CRIAM ANIMAÇÕES DIGITAIS COLORIDAS PARA LEVAR SUA ARTE A VÁRIOS LUGARES.

QUE TIPOS DE PÁSSARO OU ANIMAL COSTUMAM APARECER NO LUGAR ONDE VOCÊ MORA? OBSERVE ONDE ELES VIVEM E COMO SÃO SUAS FORMAS, SUAS CORES E SEUS SONS. VAMOS PESQUISAR FORMAS, CORES E SONS PRESENTES NA NATUREZA PARA CRIAR AMBIENTES COM ARTE!

MATERIAIS E COMO FAZER

CANETA PERMANENTE

UM PEDAÇO DE ACETATO OU UMA SACOLA TRANSPARENTE

1. ESCOLHA UM PÁSSARO OU OUTRO ANIMAL DA SUA REGIÃO E DESENHE NA FOLHA DE ACETATO. O DESENHO PRECISA SER DO TAMANHO DA BORDA DO COPO DE PLÁSTICO.

3. RECORTE O FUNDO DO COPO DE PLÁSTICO.

4. COM UMA FONTE DE LUZ, ILUMINE A IMAGEM PELO FUNDO DO COPO PARA PROJETAR EM TAMANHO MAIOR.

DICA: PROCURE AMBIENTES MAIS ESCUROS PARA CONSEGUIR IMAGENS PROJETADAS MAIS NÍTIDAS.

OS ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI.

COLA

COPO DE PLÁSTICO

UMA FONTE DE LUZ, COMO UMA LANTERNA

2. RECORTE O DESENHO QUE VOCÊ FEZ NO ACETATO E COLE NA BORDA DO COPO DE PLÁSTICO.

5. COM AJUDA DO PROFESSOR, PESQUISE SONS DE PÁSSAROS E ANIMAIS DE SUA REGIÃO. ESSES SONS DEVEM SER ACRESCENTADOS À INSTALAÇÃO DE CORES E SONS DA TURMA.

VOCÊ E OS COLEGAS PODEM

PROJETAR OS DESENHOS NA PAREDE DE UM LUGAR ESCOLHIDO DA ESCOLA E APRESENTAR OS SONS GRAVADOS PARA OUTRAS TURMAS.

+Ideias

Crie um ambiente sonoro, em que os estudantes possam passear, brincar e ouvir sons. Esse é um modo de apresentar os conceitos propostos (parâmetros sonoros, fontes sonoras, instalações sonoras e arte contemporânea) de modo lúdico, respeitando os direitos, os tempos de aprendizagem e o desenvolvimento dos estudantes. Proponha às famílias dos estudantes que criem essas instalações sensoriais em casa e os auxilie a fazer isso, a partir das orientações do livro. Essas ambiências desenvolvem a criação, a imaginação e o aprendizado dos estudantes.

Sugestão para o professor

• CRIANÇAS × arte contemporânea. Publicado por: Moniele Nogueira. 2015. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=cHF2kju6C 3M. Acesso em: 4 set. 2025. O vídeo traz cenas com depoimentos de crianças que visitaram a exposição Experiência da Arte, no Sesc Santo André, no município de Santo André, em São Paulo, em 2015. Essa exposição mostra a arte contemporânea como arte interativa, que permite a construção da obra a partir da intervenção do público.

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ESTA É A MINHA ARTE!

BNCC

Habilidades: EF15AR14 e EF15AR15.

ENCAMINHAMENTO

Uma ambiência escolar criativa refere-se a um ambiente que estimula a imaginação, a curiosidade e a livre expressão dos estudantes, criando um espaço e um momento de construção de conhecimentos mais envolvente e significativo. Convide os estudantes a investigar e perceber os sons do ambiente e suas fontes.

Combine com a turma um momento de silêncio. Explique aos estudantes que para terem uma escuta atenta e plena dos sons do ambiente é preciso evitar barulhos ou falas e que eles terão um momento para falar sobre o que ouviram e qual a fonte sonora que produziu o som.

Nesta proposta, a ideia é fazer uma investigação sobre os sons que ouvimos cotidianamente. Inicie fazendo uma leitura do trecho da canção e dos textos da página. Faça uma leitura inicial para os estudantes e, em seguida, os convide para uma leitura coletiva. Tire dúvidas sobre o que leram.

Ao fruir as imagens da exposição interativa Mundo Zira – Ziraldo Interativo , que apresenta o universo do escritor Ziraldo, destaque as palavras-sons da imagem, como BOOM.

2 MUNDO SONORO

EXPOSIÇÃO MUNDO ZIRA – ZIRALDO INTERATIVO, NO CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL (CCBB), NA CIDADE DE BRASÍLIA, DISTRITO FEDERAL, EM 2022.

VENHA ESCUTAR E CRIAR!

ACOMPANHE A LEITURA DO TRECHO DA CANÇÃO E OBSERVE A IMAGEM.

VOCÊ SABE QUAL SOM A GALINHA FAZ?

CÓ CÓ CÓ CÓ

VOCÊ SABE QUAL SOM A SIRENE FAZ?

IÓ IÓ

VOCÊ SABE QUAL SOM O ESPIRRO FAZ?

ATCHIM ATCHIM

ABC E VOCÊ: QUE BARULHO FAZ? PUBLICADO POR: PLAYKIDS BRASIL. 2019. 1 VÍDEO (CA. 30 S). https://www.youtube.com/watch?v= 7VdN0muJuGQ. ACESSO EM: 3 JUN. 2025.

TODO SOM VEM DE ALGUM LUGAR E É PRODUZIDO POR ALGUMA COISA OU ALGUÉM, OU SEJA, POR UMA FONTE SONORA.

SONS QUE VIAJAM PELO AR NOS TRAZEM SENSAÇÕES OU LEMBRANÇAS DE ALGUM LUGAR.

SONS TAMBÉM PODEM CONTAR HISTÓRIAS EM “PALAVRAS-SONS”.

VENHA ESCUTAR E CRIAR! VAMOS JUNTOS DESCOBRIR COMO SÃO OS SONS E DE ONDE ELES VÊM.

Converse com os estudantes sobre as possíveis lembranças que os sons podem trazer, incentive a imaginação perguntando a eles: de onde vem o som que escutam? Qual a fonte sonora?

Observe como os estudantes estão relacionando a grafia das palavras com os sons que indicam. Perceba quais sons foram ouvidos durante a aula e se estão identificando corretamente as fontes sonoras.

Sugestão para o professor

• VIANA, Guilherme. Onomatopeia. Goiânia: Português, c2025. Disponível em: https: //www.portugues.com.br/ gramatica/onomatopeia. html. Acesso em: 4 set. 2025. Acesse essa página para saber mais sobre a onomatopeia.

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14 e EF15AR15.

ENCAMINHAMENTO

Esta é uma proposta de investigação sobre os sons que ouvimos e a percepção das diferentes fontes sonoras, sejam naturais ou artificiais. Lembre aos estudantes que cada pessoa percebe e interpreta o som de maneira pessoal.

Se possível, leve os estudantes para a área externa da sala de aula, a fim de que escutem os sons, percebam suas características e identifiquem as fontes sonoras. Eles poderão, assim, observar as diferenças de ambientes acústicos em espaços abertos e fechados.

Na questão 1, abra um debate sobre o conceito da palavra som , deixe a turma criar suas hipóteses e conclua a proposta dizendo que o som é uma energia em movimento, é vibração em deslocamento pelo ar e pelo espaço, é tudo aquilo que é captado pela audição.

Na questão 2 , aprofunde e diferencie o conceito de fonte sonora e suas fontes naturais e artificiais.

Na questão 3 , o foco é o debate e a diferenciação das fontes sonoras. Proponha aos estudantes que observem as imagens ilustrativas. O som de uma flauta é uma fonte sonora artificial porque se trata de um instrumento musical, portanto, criado pelos seres humanos, assim como o violão e o carro. Já os sons da chuva e do sabiá vêm de fontes sonoras naturais. Sugere-se ouvir as hipóteses interpretativas da turma sobre outras fontes sonoras naturais e artificiais em uma roda de conversa.

+Ideias

Os momentos de percepção podem ser expandidos

1. Espera-se que os estudantes concluam que o som é uma energia em movimento, é vibração em deslocamento pelo ar e pelo espaço, é tudo aquilo que é captado pela audição.

FONTE SONORA

NO CAPÍTULO ANTERIOR, VOCÊ CRIOU UMA INSTALAÇÃO COM IMAGENS E SONS DE PÁSSAROS E OUTROS ANIMAIS QUE VIVEM NA SUA REGIÃO. O QUE VOCÊ DESCOBRIU?

NA NATUREZA, CADA PÁSSARO TEM SEU SOM. DO MESMO MODO, CADA INSTRUMENTO MUSICAL TEM UM SOM ESPECÍFICO.

APRENDEMOS A IDENTIFICAR OS SONS PERCEBENDO E CONHECENDO AS CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS DE CADA FONTE SONORA. A VOZ HUMANA TAMBÉM É UMA FONTE SONORA, E CADA PESSOA TEM UM TIMBRE DIFERENTE.

TODO SOM TEM ORIGEM EM UMA FONTE SONORA.

1 O QUE É O SOM?

2 DE ONDE VÊM OS SONS?

FONTE SONORA É TUDO AQUILO QUE EMITE SOM. DE MODO GERAL, EXISTEM AS FONTES SONORAS DA NATUREZA (NATURAIS) E AS FONTES SONORAS TECNOLÓGICAS (ARTIFICIAIS).

3 OBSERVE AS IMAGENS A SEGUIR. DEPOIS, CONTORNE AS FONTES SONORAS NATURAIS E MARQUE UM X NAS FONTES SONORAS ARTIFICIAIS.

OS ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI.

2. Espera-se que os estudantes percebam que os sons vêm de diferentes fontes sonoras, que podem ser naturais ou artificiais.

em investigações sensoriais. Proponha a brincadeira Buscando sons. Em grupos, os estudantes devem sair pela escola procurando sons longos, curtos, graves, agudos, fortes ou fracos. Esses sons devem ser registrados usando grafismos espontâneos a partir de suas percepções e interpretações. Depois, em sala de aula, todos os estudantes devem ler o que desenharam e reproduzir esses sons usando a voz ou objetos.

Verifique se os estudantes estão diferenciando as fontes sonoras naturais e artificiais e observe como eles se envolvem em suas in-

vestigações e descobertas, como socializam e expressam curiosidade, compartilhando as conquistas com a turma.

Sugestão para o professor

• SCHAFER, R. Murray. A afinação do mundo São Paulo: Unesp, 2001.

Nesse livro, o autor apresenta a expressão paisagem sonora e analisa como o ambiente sonoro contemporâneo deixa as pessoas submersas em sons agradáveis e desagradáveis, fortes e fracos, percebidos ou ignorados.

SOM DE CHUVA
SOM DE FLAUTA
SOM DE CARRO
SOM DE SABIÁ

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes se expressem oralmente a partir de suas percepções de sons da comunidade onde moram, identificando sons e suas respectivas fontes sonoras.

PAISAGENS SONORAS

O MUNDO SEMPRE TEVE SUA PAISAGEM SONORA. O CANTO DOS PÁSSAROS, OS SONS DE OUTROS ANIMAIS, OS RIOS E OS MARES, AS FOLHAS BALANÇANDO AO VENTO, A CHUVA MOLHANDO A TERRA, O TROVÃO...

PAISAGEM SONORA É O CONJUNTO DE SONS QUE PODEMOS PERCEBER À NOSSA VOLTA, DESDE OS SONS QUE SÃO PRODUZIDOS PELA VOZ HUMANA E DE OUTROS

ANIMAIS ATÉ AQUELES SONS FEITOS PELA NATUREZA, PELAS

MÁQUINAS E PELOS INSTRUMENTOS MUSICAIS.

VOCÊ JÁ COLOCOU UMA CONCHA DO MAR NA ORELHA? AO FAZER ISSO, PARECE QUE SOMOS TRANSPORTADOS PARA A AREIA DA PRAIA E É POSSÍVEL OUVIR A PAISAGEM SONORA DO MAR, O BARULHO DAS ONDAS E DO VENTO. TUDO ISSO FAZ PARTE DA PAISAGEM SONORA DA NATUREZA.

TAMBÉM EXISTE A PAISAGEM SONORA DAS CIDADES.

1 QUE SONS VOCÊ CONSEGUE IDENTIFICAR AO SEU REDOR?

2 OBSERVE A IMAGEM A SEGUIR. COMO VOCÊ PERCEBE ESTA PAISAGEM SONORA?

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem os sons dos carros, do guarda de trânsito, dos animais e das pessoas que circulam e vivem na cidade.

BNCC

Habilidades: EF15AR13 e EF15AR15.

Organize-se

• Faça uma curadoria digital de paisagens sonoras de diferentes lugares e épocas.

ENCAMINHAMENTO

Esta proposta sugere curiosidade e escuta atenta. Converse com os estudantes sobre a importância do silêncio para uma boa escuta.

Pesquise antecipadamente paisagens sonoras de diferentes épocas e locais e traga exemplos para a sala de aula. Se possível, traga uma concha marinha para os estudantes escutarem os sons do mar que elas emitem.

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inspiram a produção de artistas contemporâneos.

Como os estudantes percebem e se relacionam com esses sons pode ser o tema para uma roda de conversa para iniciar o trabalho desta proposta. Em seguida, apresente a eles os exemplos da sua curadoria de como era a paisagem sonora em outras épocas.

Pergunte como eles percebem a natureza no lugar onde vivem, se moram perto ou longe da natureza e como isso afeta suas vidas. Leia com eles o conceito de paisagem sonora e questione se percebem diferenças entre as paisagens sonoras da cidade, do campo e do litoral. Na questão 1, os estudantes podem escrever, em uma folha de papel avulsa e com a sua ajuda, sons onomatopeicos, como os expressos na imagem, e outros a partir dos relatos que ouvem dos colegas.

+Ideias

Os efeitos sonoros também estão presentes em desenhos animados e filmes. As paisagens sonoras fazem parte das linguagens audiovisuais e interferem em nossa interpretação. Crie jogos divertidos com os estudantes, colocando imagens de desenhos animados e trocando os áudios. Traga filmes ou desenhos de animação que desenvolveram bons efeitos sonoros na criação de paisagens sonoras ou crie radionovelas e sons com objetos, como era feito nas transmissões antigas de rádio.

Os sons são produtos tanto dos aspectos naturais de um lugar quanto da ocupação e transformação do meio natural pelo ser humano. As primeiras pessoas que habitaram o planeta notaram que o mundo era repleto de sons. Esses primeiros ouvintes também queriam criar sons. Na atualidade, temos as paisagens sonoras da natureza e das cidades, e os sons tecnológicos, que também

ANA CLARA REIS

BNCC

Habilidades: EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR16.

Organize-se

• Providencie antecipadamente um dispositivo com gravador de áudio, como celular ou computador, e vários riscadores para que os estudantes desenhem, no espaço indicado, o desenho das fontes sonoras que descobriram.

ENCAMINHAMENTO

A ambiência escolar, é um espaço/tempo de interação social que influencia o processo de ensino e aprendizagem e vai além do espaço físico, incluindo as relações interpessoais, da cultura e dos valores que permeiam a escola. Um ambiente escolar respeitoso e estimulante contribui para o desenvolvimento intelectual, social e emocional dos estudantes. Para preparar os estudantes para a proposta, você pode apresentar o áudio História sonora . Essa faixa representa uma paisagem sonora imaginária: o percurso de duas crianças de casa até a escola. Em meio ao diálogo que as duas crianças mantêm, é possível perceber diversos eventos sonoros: sons de interfone, passos, pedaladas, trovão, chuva, buzinas, motocicletas, cavalos, espirro, pássaros, trem, entre outros.

A proposta é provocar um estudo do meio sonoro e cultural em que os estudantes estão inseridos, além de ampliar seus saberes sobre a pluralidade sonora em que vivem.

ARTE-AVENTURA MINHA PAISAGEM SONORA

Proponha a escuta de História Sonora, áudio no qual os estudantes poderão acompanhar pela escuta uma paisagem sonora em movimento.

2

AGORA, FECHE OS OLHOS E ESCUTE A PAISAGEM SONORA AO SEU REDOR. QUAIS SONS VOCÊ CONSEGUE IDENTIFICAR?

1 ESCOLHA UM SOM DESSA PAISAGEM SONORA QUE MAIS CHAMOU SUA ATENÇÃO. COM O USO DE OBJETOS OU DA SUA VOZ, TENTE REPRODUZIR O SOM QUE VOCÊ ESCOLHEU.

Resposta pessoal. Veja mais orientações no Encaminhamento.

2 CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR SOBRE ESSES SONS

Resposta pessoal. Incentive os estudantes a perceber se são sons naturais ou artificiais.

3 EM SUA OPINIÃO, QUE RECURSOS SÃO NECESSÁRIOS PARA GRAVAR UMA PAISAGEM SONORA?

Resposta pessoal. Proponha aos estudantes que conversem, levantem hipóteses e encontrem soluções para a realização da gravação.

4 NO ESPAÇO A SEGUIR, DESENHE AS FONTES SONORAS DA PAISAGEM QUE VOCÊ ESCUTOU.

Produção pessoal. Incentive os estudantes a ouvir a gravação novamente e a reproduzir os sons em forma de desenho. Os desenhos podem ser abstratos, compostos de linhas, formas e cores, ou podem representar as fontes sonoras.

Na propostas 1 e 2, os estudantes devem investigar e conversar sobre percepções sonoras e possibilidades expressivas. Os objetos são feitos de materiais variados, como plástico, madeira, metal e outros, e por isso produzem sons diferentes. Proponha aos estudantes que pesquisem que tipo de objeto tem o material mais adequado para reproduzir o som que querem repetir. Instigue a discussão e o desenvolvimento da proposta com perguntas como: como são esses sons? Eles são graves, médios ou agudos? Vocês estão tocando esses objetos com maior ou menor intensidade? Os sons que vocês estão tocando são longos ou curtos? Os timbres dos sons soam assim porque são de qual fonte sonora? Nesse processo de

criação, o professor é um mediador e incentivador de ações criadoras. Oriente os estudantes a resolver os problemas nos desafios dos processos de percepção da paisagem sonora e de criação.

Na questão 3, a proposta é que os estudantes mencionem recursos tecnológicos como celular ou computador, já que são os mais presentes no cotidiano familiar ou escolar.

Na proposta 4, a ideia é que os estudantes identifiquem as fontes sonoras e as desenhem no espaço reservado. Avalie se eles estão diferenciando fontes naturais e fontes artificiais.

1. a) Resposta pessoal. Chame a atenção dos estudantes para a variedade de sons e suas características (ou seja, os parâmetros sonoros).

COMO SÃO OS SONS?

VOCÊ JÁ NOTOU COMO OS SONS SÃO MUITO DIFERENTES?

1 PRESTE ATENÇÃO NOS SONS QUE VOCÊ OUVE NESTE MOMENTO.

A) VOCÊ PERCEBE QUE EXISTEM DIFERENÇAS ENTRE ELES?

B) ESSES SONS VÊM DE FONTES SONORAS NATURAIS OU ARTIFICIAIS?

PODEMOS PERCEBER QUATRO CARACTERÍSTICAS QUE DEFINEM OS SONS. ELAS SÃO O TIMBRE, A ALTURA, A DURAÇÃO E A INTENSIDADE. VAMOS SABER MAIS?

TIMBRE

1. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam as fontes sonoras e sua natureza (fonte natural ou artificial).

1 VOCÊ SABE O QUE É TIMBRE?

Resposta pessoal. Converse com os estudantes sobre esse parâmetro sonoro.

OBSERVE A SEGUIR UM EXEMPLO ILUSTRATIVO EM QUE CADA ONDA SONORA TEM UM FORMATO DIFERENTE E CARACTERIZA A FONTE DO SOM PRODUZIDO, DEFININDO SEU TIMBRE. 3

OS ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO

ENTRE SI.

DIAPASÃO FLAUTA

VIOLINO VOGAL “A” (VOZ)

CLARINETE BAIXO

VIOLÃO VOGAL “O” (VOZ)

CORNETA PIANO

A FORMA DE ONDA RESULTANTE DA EMISSÃO DE UM SOM POR UMA FONTE SONORA DEPENDE DE VÁRIOS FATORES. AS IMAGENS UTILIZADAS AQUI SÃO ILUSTRAÇÕES PARA EXEMPLIFICAR A DISTINÇÃO DE TIMBRE DOS DIVERSOS INSTRUMENTOS.

BNCC

Habilidades: EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR16.

ENCAMINHAMENTO

Instigue os estudantes a expressar oralmente como percebem e identificam os sons graves, agudos, longos, curtos, intensos e fracos, assim como seus timbres. É bem possível que eles não conheçam esses termos, mas o importante é que eles percebam a diversida-

de sonora ao redor e se familiarizem com o vocabulário da linguagem musical. Traga objetos, instrumentos musicais e outras fontes sonoras, como áudios, para trabalhar o item a da questão 1. Diga aos estudantes que classificar um som como forte e outro como fraco, ou um como longo e outro como curto, só é possível quando se compara um som com outro. Sugere-se que os estudantes criem desenhos ao ouvir sons diferentes e, então, classifiquem-nos, comparando-os. No item b da questão 1 , a resposta dos estudantes dependerá dos sons que eles

perceberam. Para além dos objetos levados para a proposta, eles podem mencionar sons do ambiente, como chuva, vento, entre outros. O áudio Parâmetros sonoros pode servir como uma apresentação dessas características. No áudio, são expostos os quatro parâmetros utilizados para definir um som: altura, duração, intensidade e timbre. A definição de cada um deles é seguida por um exemplo sonoro. A altura é representada por três notas de frequência diferente (Dó agudo, Sol médio e Dó grave) realizadas por uma onda senoidal. O parâmetro duração está representado por três sons tocados por um violino em uma mesma altura mas com durações diferentes, sendo a primeira a mais curta e a terceira, a mais longa. A intensidade é representada por três notas de mesma altura e duração interpretadas por um trompete, porém com intensidades diferentes, indo da mais fraca à mais forte. O parâmetro timbre é representado pelos instrumentos flauta, piano e vibrafone, tocando notas de mesma altura, duração e intensidade. O áudio pode ser retomado nas propostas seguintes.

11/09/25 16:22

Na questão 1 de Timbre, a proposta é estudar o conceito que envolve a palavra timbre. Apresente aos estudantes o timbre como a “identidade” do som. Traga outros áudios com sons de diferentes instrumentos ou sons de animais e solicite aos estudantes que identifiquem esses sons pelos seus timbres.

Observe como os estudantes se envolvem em suas investigações e descobertas, como identificam as fontes sonoras e os timbres e como socializam e expressam curiosidade, compartilhando as conquistas com a turma.

BNCC

Habilidades: EF15AR14 e EF15AR16.

ENCAMINHAMENTO

Continue a proposta de criar uma ambiência harmoniosa e acolhedora em sala de aula. Estimule os estudantes a pesquisar e a expressar oralmente como percebem e identificam os sons, ampliando seus conhecimentos sobre as características que compõem os sons e a linguagem artística da música.

Se possível, traga para a sala de aula vários materiais que produzem sons para mostrar aos estudantes e aparelhos para gravar e reproduzir sons e músicas.

Na questão 1, continue a exploração das características dos sons com os estudantes. A proposta é perceber o parâmetro sonoro altura. Como já foi dito, para identificar um som agudo, é preciso fazer comparações com outros sons que sejam mais graves.

Na questão 2, incentive os estudantes a atribuir relações entre sons, linhas, formas e cores. A proposta é introduzir a representação gráfica de sons a partir da exploração de diferentes formas de registro musical não convencional e criativo.

+Ideias

ALTURA

1. Resposta pessoal. Em relação à altura, chame a atenção dos estudantes para o fato de que, quando um som é emitido, suas ondas sonoras podem se espalhar pelo ar em frequências diferentes, provocando sons agudos, médios e graves.

É PELA PERCEPÇÃO DA ALTURA DOS SONS QUE RECONHECEMOS SE UM SOM É MAIS GRAVE OU MAIS AGUDO. OBSERVE A ILUSTRAÇÃO A SEGUIR.

REPRESENTAÇÃO DE ONDAS SONORAS E SUAS ALTURAS

SOM GRAVE – BAIXA FREQUÊNCIA

SOM AGUDO – ALTA FREQUÊNCIA

QUANTO MAIOR A FREQUÊNCIA DA ONDA SONORA, MAIS AGUDO SERÁ O SOM. A FREQUÊNCIA É O NÚMERO DE VEZES QUE A ONDA SOBE E DESCE EM UM TEMPO DETERMINADO.

1 VOCÊ CONSEGUE PERCEBER SONS MAIS AGUDOS E MAIS GRAVES?

2 TRACE LINHAS NO ESPAÇO A SEGUIR PARA EXPRESSAR COMO VOCÊ PERCEBE ESSES SONS.

Produção pessoal. Oriente os estudantes a ouvir sons e a imaginar como as ondas sonoras se espalham pelo ar, em diferentes frequências. Proponha que registrem suas hipóteses. Lembre-se de que essa proposta prima pela percepção e imaginação; portanto, as respostas são pessoais.

Sugere-se, como expansão da proposta 2 , propor aos estudantes que representem como percebem os sons desenhando linhas com diferentes riscadores em uma folha de papel avulsa grande. Não há necessidade de fazer desenhos figurativos. Oriente-os a expressar a percepção do som sem a preocupação de representar a figura da fonte sonora (podem surgir imagens abstratas). Outra sugestão é que representem a percepção de sons com gestos e movimentos corporais.

Proponha aos familiares que também participem das investigações sensoriais de parâmetros sonoros.

BNCC

DURAÇÃO

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes realizem observações e notem que há sons mais longos e mais curtos; porém, essa definição é relativa e deve ser feita pela comparação entre sons (longos e curtos).

PERCEBEMOS A DURAÇÃO DE UM SOM PELO TEMPO QUE ELE PERMANECE ECOANDO. OBSERVE A ILUSTRAÇÃO A SEGUIR.

REPRESENTAÇÃO DE ONDAS SONORAS E CLASSIFICAÇÃO DA DURAÇÃO DO SOM

AO OUVIR UMA MÚSICA, POR EXEMPLO, PODEMOS PERCEBER OS SONS LONGOS E OS SONS CURTOS.

1 VAMOS PRESTAR ATENÇÃO MAIS UMA VEZ EM DIFERENTES SONS! VOCÊ PERCEBE OS SONS QUE SÃO MAIS LONGOS E OS QUE SÃO MAIS CURTOS?

2 USE O ESPAÇO A SEGUIR PARA TRAÇAR LINHAS E DESENHAR FORMAS QUE EXPRESSEM COMO VOCÊ PERCEBE OS SONS MAIS LONGOS E OS SONS MAIS CURTOS.

Produção pessoal. A proposta é imaginativa e convoca os estudantes a criar hipóteses relacionando sons a imagens. Eles podem usar o espaço desta página ou folhas de papel avulsas para registrar essa proposta de percepção.

Habilidades: EF15AR14 e EF15AR16.

ENCAMINHAMENTO

Para a proposta da questão 1 , o desafio é estudar e fazer investigações sensoriais sonoras para perceber a duração dos sons. Mais uma vez, a comparação entre sons é importante; portanto, chame a atenção dos estudantes para essa questão. Na proposta 2 , os estudantes são convidados, mais uma vez, a expressar suas percepções por meio de elementos visuais, mas agora investigando a duração dos sons. Para comparar sons, proponha um jogo de percepção sonora.

Registros gráficos no livro, no caderno e em folhas de papel avulsas grandes podem ampliar a percepção e as notações sonora e musical não convencionais dos estudantes. Eles podem escolher pontos, linhas, formas e cores para representar sons graves, agudos, curtos, longos, intensos e fracos e os variados tipos de timbre.

SOM CURTO
CURTO
CURTO
SOM LONGO

BNCC

Habilidades: EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR17.

ENCAMINHAMENTO

Na proposta 1 , o convite é a experimentação das diferentes intensidades que os estudantes podem criar ao bater palmas com mais ou menos força. Sugere-se dar exemplos, caso necessário, de batidas de palmas mais fortes e mais fracas. Proponha que investiguem e percebam que o corpo também é uma fonte sonora, um instrumento musical expressivo.

Na proposta 2, as experimentações continuam, mas agora pesquisando objetos que podem produzir sons. Organize os materiais escolhidos pelos estudantes e proponha que pesquisem, inicialmente, as diferentes intensidades em que cada objeto pode ser tocado.

Aproveite o momento para ampliar as investigações sobre os sons e seus parâmetros: alturas, intensidades, durações e timbres. Organizados em roda, cada estudante pode tocar a fonte sonora escolhida uma ou duas vezes, intercalando com uma pausa a cada participação, criando, assim, sequências sonoras de timbres. Como variação, eles podem se sentar de costas para o centro, e cada um toca sua fonte sonora enquanto os demais tentam identificá-la apenas pela audição.

Como avaliação, organize rodas de conversa para fazer sondagens a respeito do que os estudantes costumam ouvir no convívio social e o que descobriram com o repertório musical trazido para as aulas.

INTENSIDADE

A INTENSIDADE DE UM SOM PODE SER PERCEBIDA QUANDO ELE SOA FORTE OU FRACO.

VOCÊ JÁ OBSERVOU QUANDO O SOM SOA FORTE OU FRACO?

A INTENSIDADE DE UM SOM TAMBÉM PODE SER PRODUZIDA OU PERCEBIDA POR VOCÊ.

COMO VOCÊ PODE PRODUZIR SONS MAIS FORTES OU MAIS FRACOS?

1 QUE TAL EXPERIMENTAR BATER PALMAS UMA VEZ COM FORÇA PARA PRODUZIR INTENSIDADE MAIS FORTE E DEPOIS BATER PALMAS UMA VEZ COM MENOS FORÇA PARA PRODUZIR INTENSIDADE MAIS FRACA?

2 VAMOS PROCURAR OBJETOS SONOROS E TOCAR?

1 e 2. Incentive os estudantes a fazer vários experimentos: batendo palmas; usando instrumentos, como tambores; ou usando objetos sonoros, como uma lata e uma colher de pau. Depois, proponha a eles que escolham riscadores e representem os sons graficamente com linhas, formas e cores em folhas de papel avulsas ou no caderno. A expressão é livre.

Sugestão para o professor • DESCOMPLICANDO A MÚSICA. c2025. Disponível em: https://www.descomplicandoamusica. com. Acesso em: 5 set. 2025.

Esse site oferece textos, vídeos e imagens que ajudam a compreender a teoria musical. De modo acessível e objetivo, apresenta ferramentas interessantes para ampliar os conhecimentos sobre a linguagem musical.

ARTE-AVENTURA

CANTAR E EXPERIMENTAR

ASSIM COMO NA DURAÇÃO DE UM SOM, NA INTENSIDADE

TUDO TAMBÉM É RELATIVO.

UM SOM SÓ É CONSIDERADO “FORTE” QUANDO COMPARADO A OUTRO SOM MAIS “FRACO”. PARA EXPERIMENTAR A RELAÇÃO FORTE

E FRACO ENTRE OS SONS, VAMOS FAZER

UMA BRINCADEIRA CANTADA CHAMADA

BATE O MONJOLO.

BATE O MONJOLO NO PILÃO

PEGA MANDIOCA PRA FAZER FARINHA

ONDE FOI PARAR MEU TOSTÃO?

ELE FOI PARA A VIZINHA

[BATE O MONJOLO NO PILÃO]. [S L.: S N.], [19--?]. CANTIGA POPULAR.

AGORA, SIGA AS INSTRUÇÕES.

1. A TURMA VAI FICAR EM RODA (SENTADA OU EM PÉ), COM OS BRAÇOS ABERTOS E AS PALMAS DAS DUAS MÃOS ABERTAS VOLTADAS PARA CIMA.

3. UM ESTUDANTE TERÁ A MÃO

DIREITA FECHADA CONTENDO UMA MOEDA. QUANDO COMEÇAR A CANÇÃO, ELE LEVARÁ SUA MÃO DIREITA PARA O LADO

ESQUERDO, TOCANDO A MÃO ABERTA DO VIZINHO À ESQUERDA, SIMULANDO PASSAR OU PASSANDO DE FATO A MOEDA PARA O VIZINHO.

2. A PALMA DA MÃO DIREITA VAI SE APOIAR SOBRE A PALMA DA MÃO ESQUERDA DO VIZINHO DA DIREITA.

4. NO ANDAMENTO DA MÚSICA, CADA ESTUDANTE FARÁ NA SUA VEZ A MESMA COISA COM SEU VIZINHO, E ASSIM A MOEDA CIRCULARÁ PELA RODA.

5. QUANDO A MÚSICA PAUSAR, UM ESTUDANTE TENTA ADIVINHAR COM QUEM ESTÁ A MOEDA.

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR17.

Organize-se

• Para esta proposta, organize a sala de aula de modo que os estudantes possam formar uma roda ou leve-os para outra área da escola onde isso seja possível.

ENCAMINHAMENTO

Para esta proposta, crie uma ambiência lúdica e prazerosa, para que os estudantes joguem livremente a brincadeira do Bate monjolo. Antes da brincadeira começar, apresente o áudio Monjolo. Nele, há duas versões da canção: a falada e a cantada. A versão falada ilustra o parâmetro Intensidade: as sílabas tônicas da letra são acentuadas (mais fortes) e as demais sílabas são pronunciadas de maneira normal (mais fracas). A versão cantada é interpretada por várias vozes, com acompanhamento de instrumentos, em um arranjo feito especialmente para esta obra.

Depois da escuta, cante com os estudantes várias vezes a canção para que eles aprendam a melodia e a letra. Em seguida, forme uma roda, convide alguém para ficar no centro dela e dê início ao jogo com a passagem da moeda. O estudante no centro da roda deverá adivinhar com quem está a moeda quando a música parar. Continue a exploração das características dos sons com os estudantes. A escuta sensível é uma ótima oportunidade de nutrição estética para que os estudantes ouçam sons e músicas e ampliem seus repertórios sonoros. A mediação cultural pode ser realizada também na linguagem da música. Faça uma curadoria de sons e músicas gravadas e traga para que os estudantes ouçam e percebam as intensidades dos sons. Pergunte: o que vocês estão ouvindo no momento? Vocês percebem as intensidades dos sons? Qual som é o mais fraco? E qual é o mais forte? Na brincadeira Bate o monjolo, podem ser exploradas as intensidades do som. Oriente os estudantes a colocar mais intensidade na pronúncia das palavras destacadas no Livro do estudante. Monjolo é uma máquina de moer grãos inventada há muito tempo. Contudo, com os avanços da tecnologia, esse objeto quase não é mais usado. Há muitos termos antigos em cantigas populares. Quando trabalhamos com esses conteúdos, é interessante apresentar o vocabulário e contextualizá-lo historicamente. Se achar pertinente, pesquise na internet as várias versões que existem da cantiga e brincadeira popular Bate o monjolo. Proponha aos estudantes que explorem as linguagens desenvolvidas no percurso. No caso da música, crie portfólios sonoros registrando com gravações e fotos os momentos de exploração de instrumentos e as sessões de cantorias e de apreciação musical. Acompanhe se os estudantes estão identificando e percebendo as relações entre os sons fortes e fracos.

BNCC

Habilidades: EF15AR02, EF15AR13, EF15AR14 e EF15AR15.

Organize-se

• Se possível, providencie antecipadamente livros ou revistas de histórias em quadrinhos que tenham onomatopeias.

ENCAMINHAMENTO

Busque maneiras de ensinar e aprender, incentivando e priorizando o protagonismo dos estudantes nas aulas. Tal ação contribui para a formação cidadã que almejamos, promovendo ambiências em que eles se sintam participantes ativos do processo de ensino e aprendizagem, e para seu desenvolvimento intelectual e socioemocional, tornando-se engajados e desafiados a resolver problemas e a ampliar seus conhecimentos.

Nesta proposição, retome as imagens da exposição Mundo Zira do início deste capítulo e observe as palavras-sons que aparecem na imagem.

Leia com os estudantes o texto de apresentação, esclareça as dúvidas que surgirem e aproveite para aprofundar o conceito de onomatopeia ou palavra-som.

Em seguida, observe as imagens dos animais e relacione seus tamanhos aos possíveis sons que emitem: forte, fraco, agudo, grave, curto ou longo. Assim, pode-se criar onomatopeias imaginando sons de fontes sonoras. Incentive os estudantes a pensar também nos sons de outros animais. Por exemplo: pensar em um bicho bem grande, como um elefante, e se perguntar: que som ele faz? E qual é o som de um passarinho bem pequeno?

PALAVRAS-SONS

VOCÊ JÁ VIU PALAVRAS

QUE REPRESENTAM SONS EM HISTÓRIAS EM QUADRINHOS OU EM OUTROS TEXTOS?

EXPOSIÇÃO MUNDO ZIRA – ZIRALDO INTERATIVO, NO CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL (CCBB), NA CIDADE DE BRASÍLIA, DISTRITO FEDERAL, EM 2022.

NA EXPOSIÇÃO MUNDO ZIRA, EM HOMENAGEM AO ESCRITOR E DESENHISTA ZIRALDO, O PÚBLICO PODIA PISAR EM FORMAS NO CHÃO QUE FAZIAM UM BARULHÃO QUE APARECIA EM IMAGEM EM UMA TELA GIGANTE NA PAREDE.

MUITOS ARTISTAS UTILIZAM O RECURSO DE “PALAVRAS-SONS” COM FORMAS, CORES E LETRAS PARA NOS AJUDAR A IMAGINAR OS SONS. SÃO AS ONOMATOPEIAS

ONOMATOPEIAS PERMITEM REPRODUZIR COM PALAVRAS-SONS OU RUÍDOS DE ANIMAIS, INSTRUMENTOS MUSICAIS, MÁQUINAS, ENTRE OUTROS.

PODEMOS CRIAR HISTÓRIAS COM DESENHOS E ONOMATOPEIAS, IMAGINANDO SONS DE DIFERENTES FONTES SONORAS.

AGORA, OBSERVE AS IMAGENS A SEGUIR.

OS ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI.

1 OBSERVE OS TAMANHOS DAS FIGURAS E RELACIONE COM OS SONS. CRIE UMA HISTÓRIA SONORA COM ONOMATOPEIAS.

5 Resposta pessoal. Oriente os estudantes a variar os sons, explorando intensidades, durações, alturas e timbres.

Na proposta 1, auxilie e incentive os estudantes a criarem onomatopeias com base na imagem dos bichos e partilharem com os colegas suas produções.

O áudio Conversa entre uma gata e um cachorro pode ser apresentado. Esse é um jogo sonoro-musical com miados (representando um som agudo e relativamente fraco) e latidos (representando um som mais grave e mais forte). A organização desses materiais sonoros gera uma forma musical original, sendo a primeira apresentação considerada o tema e as demais suas variações.

Observe e avalie se os estudantes estão relacionando os sons às palavras que os representam, criando suas onomatopeias. Oriente-os dando exemplos com som mais grave ou mais agudo, mais intenso (forte) ou mais fraco e mais longo ou mais curto. O tamanho de cada figura pode sugerir essas variações a partir dos conhecimentos construídos e explorados anteriormente sobre os parâmetros sonoros.

ARTE-AVENTURA

FONTES SONORAS E ONOMATOPEIAS

VOCE JÁ ESTUDOU QUE A NATUREZA É REPLETA DE SONS.

TAMBÉM JÁ SABE QUE TEM SOM QUE É FORTE E TEM SOM QUE É FRACO. TEM SOM CURTO E SOM LONGO. TEM SOM GRAVE, MÉDIO E AGUDO.

TEM SOM DE TODO TIPO, DE TODO TIMBRE, VINDO DE TODA FONTE SONORA. AGORA VOCÊ JÁ SABE IDENTIFICAR CADA UM!

1 OBSERVE A IMAGEM A SEGUIR E IDENTIFIQUE AS ONOMATOPEIAS.

DICA: COM O PROFESSOR, RETOME OS PARÂMETROS

SONOROS QUE VOCÊ JÁ ESTUDOU.

A) CONTORNE A FIGURA QUE VOCÊ CONSIDERA QUE EMITE O SOM MAIS INTENSO (FORTE).

B) MARQUE UM X NA FIGURA DE SOM MENOS INTENSO (FRACO).

VIU COMO CADA ONOMATOPEIA REPRODUZ COM PALAVRAS

SONS DE ANIMAIS?

TAMBÉM PODEMOS TER ONOMATOPEIAS PARA EXPRESSAR VISUALMENTE OUTROS SONS VINDOS DE DIFERENTES FONTES SONORAS.

1. a) e b) Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes, com sua mediação, observem as figuras e, com base em suas experiências (percepção e memória sonora), façam suas escolhas do som mais forte e do som mais fraco.

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14 e EF15AR15.

ENCAMINHAMENTO

Ao mediar esta proposta, fique atento à participação de todos os estudantes, lembre-os que cada ambiente ou paisagem geográfica sugere um tipo de paisagem sonora e que estas sonoridades podem se modificar ao longo do tempo. Dê como exemplo os motores: com sua invenção, muitos sons artificiais surgiram, misturando-se aos sons naturais dos lugares. Converse com os estudantes, falando que essas novas sonoridades possuem suas características, como altura, duração e intensidade, além de seus timbres. Crie uma ambiência participativa e investigativa. Retome as investigações e conversas a respeito das paisagens sonoras de diferentes contextos.

Na proposta 1 , auxilie os estudantes a demarcar e reconhecer a intensidade dos sons das onomatopeias na ilustração. Eles também podem escrever em uma folha de papel avulsa, com a sua ajuda, sons onomatopeicos como os expressos na imagem e outros a partir dos relatos dos colegas.

BNCC

Habilidades: EF15AR14, EF15AR15, EF15AR16 e EF15AR17.

ENCAMINHAMENTO

Nesta proposta, os estudantes precisam estar atentos aos combinados para realizar o jogo de tempo, pulso e intensidade. Organize uma roda de conversa para que eles compreendam a proposta e mantenham a dinâmica do jogo.

Explore e brinque com a história sonora sem palavras. Proponha aos estudantes que criem várias experimentações, explorando a voz para expressar os sons de um leão. Para representar o som de um pingo-d’água, eles podem bater os dedos indicador e médio sobre a palma da outra mão.

O tema da partitura não convencional O leão e o pingo-d’água é a oposição entre os níveis de intensidade sonora, um dos parâmetros sonoros, ou seja, elementos que qualificam todo e qualquer som. O leão representa o som forte, e o pingo-d’água, o som fraco. O som do leão, além de forte, é grave, e o do pingo-d’água, além de fraco, é mais agudo.

Na partitura gráfica, há imagens de pingos (fonte sonora) em vários tamanhos. A proposta é exemplificar visualmente as relações de intensidade (forte, menos forte, fraco, mais fraco, mais fraco ainda...). É importante que essas distinções sejam realizadas para que os estudantes as percebam com clareza.

Após uma primeira investigação da partitura não convencional, você pode explorar o áudio O leão e o pingo-d’água. Essa é uma criação sonora que tem uma forma simples, na qual o som do rugido de um leão se opõe ao som de pingos-d’água, ilustrando o contraste entre um som relativamente mais forte

ARTE-AVENTURA SONS VOCAIS E CORPORAIS

O NOME DESTA BREVE HISTÓRIA SONORA É O LEÃO E O PINGO-D’ÁGUA.

PARA CONTAR O QUE VAI ACONTECER, NÃO USAMOS PALAVRAS. USAMOS APENAS SONS.

COM OS COLEGAS, ACOMPANHE AS INSTRUÇÕES DO PROFESSOR.

O LEÃO E O PINGO-D’ÁGUA

ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI.

PARTITURA COM IMAGENS DA PEÇA MUSICAL O LEÃO E O PINGO-D’ÁGUA

e grave (o rugido do leão) e outro mais fraco e agudo (o pingo-d’água), representativos dos parâmetros altura e intensidade.

Os estudantes devem fazer a leitura sonora da partitura acompanhados pelo professor. Observe com eles que o som do leão (seu rugir) é relativamente mais forte do que o do pingo-d’água (gotejamento), evidenciando assim o parâmetro intensidade.

Chame a atenção para o fato de o som do Leão ser relativamente mais grave do que o do pingo-d’água e, este, mais agudo do que o som do leão. Evidenciando, dessa maneira, o parâmetro altura.

Na etapa seguinte, peça aos estudantes que conversem, reflitam e criem desenhos nos espaços para representar as fontes sonoras escolhidas. Leve em consideração o momento de alfabetização pelo qual estão passando. Trabalhe na lousa a escrita de algumas palavras (nomes de fontes sonoras) e, depois, convide os estudantes para a aventura das primeiras escritas. O mesmo pode ser feito com o nome da história. Se preferir, trabalhe apenas com os desenhos e a escrita da primeira letra da fonte sonora (por exemplo: a letra g para representar a fonte sonora gato). Para trabalhar as relações de intensidade do

AGORA, VAMOS CRIAR UMA HISTÓRIA SONORA?

COMO FAZER

1 COM OS COLEGAS, ESCOLHAM DUAS FONTES SONORAS.

1 e 2. Resposta pessoal. O objetivo é convidar os estudantes para, a partir da percepção e da imaginação, escolher duas fontes sonoras (uma para o som forte e outra para o som fraco).

2 IDENTIFIQUEM QUAL DELAS TEM SOM FORTE E QUAL TEM SOM FRACO.

3 NOS ESPAÇOS A SEGUIR, DESENHEM AS FONTES SONORAS E ESCREVAM OS NOMES DELAS. USEM SEQUÊNCIAS

DIVERSAS PARA CRIAR UMA NOVA HISTÓRIA SONORA, MANTENDO OU RECRIANDO A ORGANIZAÇÃO ORIGINAL DAS DUAS FONTES SONORAS.

Produção pessoal. Peça aos estudantes que observem novamente a partitura gráfica da página anterior e, em seguida, comparem-na com a partitura gráfica em branco desta página. É possível que eles notem que a partitura é parecida, pois há quatro campos para eles comporem a história sonora, porém ela está ampliada e, por isso,

disposta em duas linhas, além de estar sem o nome da história, as imagens das fontes sonoras e seus nomes. Auxilie os estudantes, neste momento de alfabetização, escrevendo na lousa os nomes de algumas fontes sonoras.

som, os estudantes podem fazer desenhos em diferentes tamanhos.

É interessante distribuir cópias do quadro com a partitura gráfica em folhas de papel avulsas, para que os estudantes possam brincar com as sonoridades, montar partituras sonoras e contar suas histórias em suportes maiores. Eles podem trocar as partituras entre si para conhecer as histórias sonoras dos colegas.

+Ideias

Organize a turma nos grupos A e B. Os estudantes do grupo A contam os tempos (1 a 4), e os do grupo B batem uma palma forte

no primeiro tempo e três palmas fracas para marcar os demais tempos.

Instigue os estudantes a criarem outras peças com foco no mesmo tema (intensidade), mas utilizando novas sonoridades.

Depois, peça a eles que formem pequenos grupos para criar uma variação dessa breve proposta musical, mantendo uma parte de suas características inalteradas e modificando outras. Peça então que, com base na partitura, mantenham a estrutura existente, substituindo o leão e o pingo-d’água por outros elementos (por exemplo: buzina e estalo de língua, exclamação forte e respiração baixinha etc.).

Em seguida, peça para que façam a partitura da nova música, usando a partitura original como referência. Cada grupo deve interpretar sua proposta para a classe (que assistirá como público). Verifique como a partitura está sendo construída e como ocorre a organização desses materiais.

Por fim, peça aos estudantes que comentem todas as músicas apresentadas, avaliando aquelas que representaram variações mais distantes ou mais próximas do tema original ( O leão e o pingo-d’água ), tanto do ponto de vista sonoro quanto interpretativo.

É importante combinar como serão feitos os registros das propostas de ação criadora (processos e produção). Crie registros com filmagens, gravações de áudio ou depoimentos dos estudantes, pois isso pode compor um portfólio eletrônico. Também é possível ter produções em desenhos como registros das experiências vividas para um portfólio físico.

Sugestão para o professor

• MUSICOGRAMA: partitura gráfica: Dança da Fada Açucarada. Publicado por: TV Fábricas de Cultura. 2021. 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: https://youtu. be/6yx189qtvKs. Acesso em: 5 set. 2025.

O vídeo mostra um exemplo de partitura gráfica da música Dança da Fada Açucarada , do balé O Quebra-Nozes, de P. I. Tchaikovsky.

• LIGETI: Artikulation. Publicado por: Donald Craig. 2007. 1 vídeo ( ca. 3 min). Disponível em: https://you tu.be/71hNl_skTZQ. Acesso em: 5 set. 2025.

O vídeo apresenta exemplos de partitura gráfica, com expressões visuais e musicais criadas por vários artistas.

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14 e EF15AR15.

TCT: Saúde; Cidadania e Civismo.

ENCAMINHAMENTO

Nesta proposta, crie uma ambiência acolhedora e respeitosa. Converse com a turma sobre a importância de respeitar a forma como as outras pessoas sentem os estímulos visuais, sonoros, táteis e todos os outros que nos rodeiam. Lembre os estudantes de que cada pessoa percebe o mundo à sua maneira. Convide os estudantes para expressar como percebem os sons. Comente que cada pessoa tem um modo de conhecer o mundo e se expressar por meio dos sentidos. Caso na turma ou na escola existam pessoas com deficiência auditiva, convide-as a comunicar o seu modo de conhecer e se expressar, valorizando sempre os modos singulares de ser e existir e combatendo preconceitos e a ideia de “capacitismo”.

Traga o processo de criação da musicista escocesa Evelyn Glennie para ampliar a percepção de que também podemos sentir a vibração dos sons. Proponha que os estudantes realizem mais investigações sensoriais para o autoconhecimento e também para realizar trocas entre eles, comentando e conhecendo como cada um sente e percebe sons, imagens, aromas, sabores, texturas...

Incentive a educação inclusiva chamando a atenção dos estudantes para o fato de esta ser uma construção coletiva e colaborativa permanente, em que o respeito e o acolhimento deve estar sempre presente.

SOM É VIBRAÇÃO DIÁLOGOS

SOM É VIBRAÇÃO! PODE SER OUVIDO E SENTIDO COM O CORPO E O CORAÇÃO!

VOCÊ SABIA QUE O SOM É PRODUZIDO POR UMA VIBRAÇÃO

REALIZADA POR UMA FONTE SONORA QUE SE PROPAGA PELO

AR CHEGANDO ATÉ NÓS? MAS NÃO SÃO TODAS AS VIBRAÇÕES QUE PODEM SER OUVIDAS. OUVIMOS APENAS AS VIBRAÇÕES

SITUADAS NA CHAMADA FAIXA AUDÍVEL.

ALÉM DE OUVIR OS SONS, PODEMOS SENTIR SUAS

VIBRAÇÕES COM O CORPO. AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

AUDITIVA TAMBÉM PODEM PERCEBER AS VIBRAÇÕES

PRODUZIDAS PELO SOM. OS SERES HUMANOS SÃO CAPAZES DE SENTIR AS VIBRAÇÕES DO SOM COM O CORPO TODO, E

NÃO APENAS COM AS ORELHAS.

EVELYN GLENNIE PERDEU A AUDIÇÃO AOS 12 ANOS E, PARA NÃO DESISTIR DO SONHO DE SER MUSICISTA, APRENDEU A SENTIR A VIBRAÇÃO DOS SONS COM O CORPO.

A PERCUSSIONISTA

EVELYN GLENNIE

DURANTE

APRESENTAÇÃO EM LONDRES, NO REINO UNIDO, EM 2012.

Inicie esta situação de aprendizagem lendo com os estudantes o texto de apresentação e tire eventuais dúvidas que eles possam apresentar. Destaque que som é vibração e dê exemplos de como sentimos de forma particular esse estímulo. Organize uma roda de conversa incentivando os estudantes a falarem sobre como percebem seu mundo sonoro. Ressalte que eles devem respeitar a percepção sonora e as hipóteses dos colegas.

1. Resposta pessoal. Crie um ambiente acolhedor e respeitoso para que os estudantes possam compartilhar suas percepções.

CADA PESSOA

DESENVOLVE FORMAS DE PERCEBER OS SONS. COMO VOCÊ SENTE OS SONS? VOCÊ

SABE COMO SEUS COLEGAS

SENTEM O MUNDO SONORO?

1 CONTE PARA OS COLEGAS

SUA FORMA DE PERCEBER O MUNDO SONORO.

QUEM É?

EVELYN GLENNIE (1965-) É UMA PERCUSSIONISTA ESCOCESA QUE DESENVOLVEU SUA PERCEPÇÃO PARA A MÚSICA E SE TORNOU UMA MUSICISTA CONHECIDA MUNDIALMENTE.

2 PROCURE CONHECER MODOS DIFERENTES DE PERCEBER O MUNDO SONORO. CONVERSE SOBRE ISSO COM OS COLEGAS.

2. Se houver estudantes com deficiência auditiva na turma, incentive-os a compartilhar suas experiências. Procure apresentar para a turma exemplos de diferentes formas de perceber os sons. Você também pode sugerir uma pesquisa para os estudantes oferecendo as orientações necessárias.

Contextualize que a percussionista escocesa Evelyn Glennie perdeu a audição, mas tornou-se musicista, desenvolvendo a percepção de sons prestando atenção nas vibrações.

Conte aos estudantes, caso eles tenham curiosidade, que podemos ouvir na faixa entre 16 e 20 000 vibrações por segundo, mas não aquelas abaixo de 16 vibrações — chamadas infrassom — e nas acima de 20 000 vibrações — os ultrassons. Apresente um diapasão ou toque uma corda do violão e faça-os sentir a sua vibração.

Nesta proposta, avalie se os estudantes compreenderam o conceito de que som é vibração e que podemos senti-lo pelo corpo, como faz a percussionista Evelyn Glennie. Observe como a turma está recebendo a ideia de que cada um sente o mundo sonoro de uma maneira e de ter respeito com todas as pessoas.

Sugestão para o professor

• BERTULANI, Carlos. Ondas sonoras. Rio de Janeiro: Instituto de Física, 1999. Disponível em: https://www.if.ufrj. br/~bertu/fis2/ondas2/on das2.html. Acesso em: 5 set. 2025.

Texto da página do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sobre frequências sonoras.

91

11/09/25 16:22

BNCC

Habilidades: EF15AR05, EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR23.

Organize-se

• Selecione e organize os materiais que possam colaborar com esta proposta e defina um espaço para montar o parque sonoro. Apresente os materiais selecionados antecipadamente. Algumas sugestões são: garrafas plásticas, tampas e panelas velhas, pedrinhas, grãos ou sementes, apitos, canos de plástico, baldes, retalhos de tecidos em várias cores, fios de algodão, de náilon e cordas finas, fita adesiva, fitas coloridas de tecido, pedrinhas, tintas de cores variadas e materiais sonoros que achar pertinente. Fique atento à higiene e à segurança dos materiais.

ENCAMINHAMENTO

Nesta proposta, crie um parque sonoro de forma coletiva. Converse com os estudantes sobre a importância de ser colaborativo e respeitoso com os colegas.

Peça primeiramente que imaginem brincar com as formas, as cores e as sonoridades dos objetos e pergunte: como seria? Deixe os estudantes expor o que imaginaram. Em seguida, convide-os a montar um parque sonoro onde possam brincar com sons, formas e cores. Escolhido o local, convide os estudantes a iniciarem o processo de montagem. Na desmontagem é importante a reutilização ou o descarte correto dos materiais utilizados.

Inicie a proposta relembrando as características dos sons: graves, médios e agudos (altura), longos e curtos

ARTE EM PROJETOS

PARQUE DE SONS E CORES

IMAGINE UM LUGAR PARA BRINCAR COM FORMAS, CORES E SONS. O QUE VOCÊ ACHA DESSA IDEIA?

VAMOS CRIAR UM PARQUE SONORO?

COM A AJUDA DO PROFESSOR, SIGA AS ORIENTAÇÕES A SEGUIR. O objetivo é criar um ambiente lúdico no espaço da escola, podendo também ser uma proposta para realizar em casa, com amigos e familiares.

MATERIAIS

• CANOS DE PLÁSTICO

• RETALHOS DE TECIDOS EM VÁRIAS CORES

• GARRAFAS PLÁSTICAS

• FITAS COLORIDAS DE TECIDO

• PEDRINHAS

• FITA ADESIVA

• TAMPAS E PANELAS VELHAS

• FIOS DE ALGODÃO, NÁILON E CORDAS FINAS

• TINTAS DE CORES VARIADAS

(duração), fortes e fracos (intensidade). Fale que agora eles vão explorar e descobrir os timbres de diversas fontes sonoras. Observe atentamente as ilustrações e os textos de apresentação e tire dúvidas se necessário.

Pergunte aos estudantes quais brincadeiras musicais eles mais gostam e se gostam de criar sons com objetos. Reúna os materiais para explorar as sonoridades. Se houver instrumentos musicais na escola, eles podem ser incorporados, porém, o parque pode conter apenas instrumentos criados pelos próprios estudantes com a ajuda do professor. Panelas e potes podem virar tambores; tampas, pratos de bateria; garrafas PET, chocalhos (basta encher com grãos e tampar bem); um molho de chaves vira um sino; as colheres de pau, baquetas. Crie estações com os instrumentos.

Em acordo com a gestão da escola, escolha um local para criar o parque sonoro, organizando e prendendo os objetos em estruturas como cercas, grades, muros, árvores, cabos de vassoura, varais, cordas etc. Reforce bem todas as montagens, garantindo a segurança dos estudantes.

1. EXISTEM MUITAS FORMAS DE MONTAR UM PARQUE DE SONS E CORES. USEM A IMAGINAÇÃO!

2. VOCÊ E OS COLEGAS PODEM MONTAR UM PARQUE SONORO IMAGINANDO UMA PEQUENA ORQUESTRA, OU SEJA, UM CONJUNTO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS ORGANIZADOS POR TIPOS DE SONORIDADE. PARA ISSO, É PRECISO SELECIONAR INSTRUMENTOS OU OBJETOS SONOROS DE NATUREZA SEMELHANTE, COMO AQUELES FEITOS DE MADEIRA, DE PLÁSTICO, DE METAL, ENTRE OUTROS MATERIAIS. ALGUNS DESSES OBJETOS SONOROS DEVEM PRODUZIR SONS MAIS GRAVES E OUTROS DEVEM PRODUZIR SONS MAIS AGUDOS.

3. SELECIONEM OS MATERIAIS E MONTEM O PARQUE SONORO DA FORMA COMO ACHAREM MELHOR. DECIDAM COLETIVAMENTE.

5. COM O PARQUE PRONTO, É HORA DE BRINCAR COM SONS GRAVES, MÉDIOS E AGUDOS (ALTURA), COM SONS LONGOS E CURTOS (DURAÇÃO) E COM SONS FORTES E FRACOS (INTENSIDADE).

4. PARA FINALIZAR, UTILIZEM TINTAS COLORIDAS PARA PINTAR OS OBJETOS. COM A AJUDA DO PROFESSOR, RELEMBREM AS CORES QUE EXISTEM E AS MISTURAS QUE PODEMOS FAZER PARA CRIAR TONS NOVOS.

6. É POSSÍVEL TAMBÉM EXPLORAR E DESCOBRIR OS TIMBRES DE FONTES SONORAS DIVERSAS. COM A AJUDA DO PROFESSOR, RETOMEM AS CARACTERÍSTICAS DOS SONS.

Procure explorar o universo das cores criando ambientes em única cor ou com as cores do arco-íris. Além dos instrumentos musicais, objetos como túneis, cabanas e bambolês podem ajudar a deixar a proposta mais rica e lúdica.

ESTA É A MINHA ARTE!

COMBINE COM A TURMA E O PROFESSOR AS FORMAS DE FAZER OS REGISTROS DA CONSTRUÇÃO E DAS BRINCADEIRAS QUE SERÃO REALIZADAS NO PARQUE DE SONS E CORES.

Comece deixando que os estudantes experimentem livremente os objetos sonoros do parque, sempre relacionando com as características do som até agora trabalhadas, como: som mais agudo, som mais grave, som mais curto, som mais longo, entre outras.

11/09/25 16:22

Realize sondagens para conhecer os interesses dos estudantes e integrá-los à proposta. Observe os aspectos para o gerenciamento da proposta: planejar o percurso; organizar o tempo e o lugar em que pode acontecer; avaliar os recursos disponíveis; registrar a construção e os momentos das brincadeiras.

Avalie se os estudantes estão relacionando o objeto sonoro do parque às características do som. Observe também se estão agindo de forma coletiva.

Registre com fotos ou filmagens a montagem e a experimentação dos estudantes no parque sonoro, garantindo que esses registros fiquem restritos à comunidade escolar.

+Ideias

Crie uma musicoteca ou uma brinquedoteca sonora em um canto temático na sala de aula. Os materiais podem ser guardados em caixas ou armários.

Organize outros materiais para criar ambiências em instalações artísticas multissensoriais com elementos visuais em cores e texturas (tecidos, fitas coloridas, papéis e outros).

Sugestão para o professor

• FONTERRADA, Marisa T. de O. De tramas e fios: um ensaio sobre a música e educação. 2. ed. São Paulo: Unesp, 2005.

Nesse livro, são apresentados vários estudos e proposições didáticas para que professores e estudantes tenham acesso à linguagem da música por meio de uma iniciação ativa e lúdica feita com canções, jogos de escuta, improvisações, ritmo e movimentos corporais.

• BRITO, Teca Alencar de. Música na educação infantil: propostas para a formação integral da criança. São Paulo: Peirópolis, 2003. O livro propõe exercícios musicais para crianças, integrando canto, ritmo, movimento e expressão corporal. Valoriza o desenvolvimento integral da criança, estimulando percepção sonora, coordenação, criatividade e participação ativa.

• SCHAFER, Murray. O rinoceronte em sala de aula. In: SCHAFER, Murray. O ouvido pensante . São Paulo: Unesp, 2000. p. 277. Nesse livro, o autor apresenta proposições para o ensino da música, com a preocupação de desenvolver uma escuta sensível, atenta e, ao mesmo tempo, lúdica, vivida em experiências significativas e com sentido, percebendo e fruindo os sons e a música.

ENCAMINHAMENTO

Nesta seção, propõe-se um momento para uma avaliação processual. Com o acompanhamento da aprendizagem, é possível identificar conhecimentos individuais conquistados nos estudos ao longo da unidade, retomar e avaliar habilidades e conteúdos estudados e identificar possíveis dificuldades.

Na questão 1, é retomado o estudo das cores e suas misturas. Os itens a e b visam avaliar como os estudantes percebem a progressão de misturas entre cores na ordem das cores primárias, secundárias e terciárias; nos itens c e d, a ideia é que os estudantes escrevam sua cor preferida, exercitando a escrita.

Na questão 2, a proposta é avaliar como os estudantes percebem e descrevem sons relacionando e identificando fontes sonoras (naturais e artificiais).

A questão 3 explora a investigação de sons naturais e artificiais representados por onomatopeias.

Na questão 4, a proposta é retomar os estudos sobre os parâmetros sonoros e avaliar as competências e as habilidades que os estudantes aprendem e expressam ao estudar o conceito de intensidade no item a e de duração no item b.

Além das atividades da seção, os portfólios físicos e/ ou eletrônicos, os cadernos e outras produções e registros criados podem ser considerados. Nesse sentido, é importante também retomar situações avaliativas em que a presença do corpo se fez potente nos estudantes, uma vez que a arte se faz com base em vários contextos, elementos e materialidades, incluindo o corpo.

PARA REVER O QUE APRENDI

1 OBSERVE O CÍRCULO CROMÁTICO.

A) MARQUE UM X NAS CORES PRIMÁRIAS.

B) DEPOIS, MARQUE UM O NAS CORES SECUNDÁRIAS.

AMARELO

AMARELO-ESVERDEADO

VERDE

AZUL-ESVERDEADO

AZUL

AZUL-ARROXEADO

AMARELO-ALARANJADO

LARANJA

VERMELHO-ALARANJADO

VERMELHO

VERMELHO-ARROXEADO ROXO

C) QUAL É SUA COR PREFERIDA?

D) O NOME DA SUA COR PREFERIDA COMEÇA COM QUE LETRA?

Resposta pessoal. Com sua ajuda, os estudantes podem tentar escrever a primeira letra do nome da cor. A depender do desenvolvimento da alfabetização deles, é possível incentivá-los a escrever o nome completo da cor.

2 CONTORNE A FONTE SONORA NATURAL. A) B)

1. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes observem o círculo cromático e seus materiais (como caixas de lápis de cor e de giz de cera) e escolham uma cor da preferência deles.

Tendo em vista que cada pessoa pode ter experiências diversas com a Arte, é importante avaliar a qualidade dos encontros que os estudantes tiveram com essa área de conhecimento em suas diferentes linguagens. Caso identifique que algumas experiências não foram vividas, sugere-se oferecer novas oportunidades de ação criadora em que desenvolvam competências e habilidades e criem com autonomia a partir de poéticas autorais. Proporcionar conversas em grupo sobre as próprias produções pode ser uma ação positiva para a autoavaliação e a percepção da potência expressiva de cada um.

3 LIGUE AS PALAVRAS QUE REPRESENTAM OS SONS ÀS SUAS FONTES SONORAS. A)

OS ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI.

Leia as onomatopeias em voz alta para representar os sons ou, ainda, apresente o som da onomatopeia de algum dispositivo digital para os estudantes.

4 OBSERVE, REFLITA E CONTORNE.

A) QUAL FONTE SONORA TEM O SOM MAIS FORTE?

B) QUAL FONTE SONORA TEM O SOM MAIS LONGO?

Movimentos e música

O texto a seguir faz uma reflexão sobre a importância da vivência dos estudantes para o aprendizado musical.

O sistema Dalcroze parte do ser humano e do movimento corporal estático ou em deslocamento, para chegar à compreensão, fruição, conscientização e expressão musicais.

FONTERRADA, Marisa T. de O. De tramas e fios: um ensaio sobre música e educação. 2. ed. São Paulo: Unesp, 2005. p. 120.

As linguagens podem estar integradas, como, por exemplo, a dança e a música. Na educação musical, o educador e músico Émile Jaques-Dalcroze desenvolveu a proposição

“Rythmique” (rítmica), que propõe empregar movimentos para desenvolver a estesia, a fruição e a criação na expressão musical e conscientização corporal. Nesta proposta, corpo e mente são integrados, os movimentos do corpo e da voz se expressam em um só momento. A proposição tem a intenção de trabalhar:

• a escuta ativa;

• a voz cantada;

• o movimento;

• o uso do espaço;

• os esquemas de consciência corpórea;

• os movimentos em sequencialidade;

• espaço-tempo, entre vários aspectos importantes para o desenvolvimento emocional, cultural e cognitivo das crianças.

Para Dalcroze, eram importantes os movimentos cotidianos e naturais, assim como os cantos e as danças tradicionais aprendidos no convívio social nas comunidades e nas tradições culturais. Ele defendia a arte popular na educação musical e dizia que a música era para todos.

ILUSTRAÇÕES:
ILUSTRAÇÕES:

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, são apresentados os elementos de linguagem básicos de música, dança e teatro e a noção de que cada linguagem tem os próprios códigos. O capítulo 1 apresenta e desenvolve a relação entre som, música e corpo. Já o capítulo 2 propõe o desenvolvimento da relação entre expressão corporal e facial, dança e teatro, além de jogos musicais.

Objetivos

• Participar de momentos de fruição com leitura de imagens e textos poéticos, respeitando o ritmo do diálogo e o espaço de fala dos colegas.

• Identificar e usar em suas produções elementos de linguagem da música, do teatro e da dança.

• Criar com autonomia, criatividade e poética em diferentes linguagens, participando de jogos teatrais, exercícios com movimentos dançados e brincadeiras cantadas, de modo lúdico, colaborativo e criativo.

• Identificar, explorar e escolher diferentes materialidades para se expressar em diversas linguagens, percebendo também que o corpo é materialidade expressiva.

• Expressar-se oralmente sobre as próprias experiências com linguagens artísticas, vivenciadas na escola e com a família.

• Conhecer artistas e suas produções em diferentes linguagens, materialidades e processos, ampliando repertórios e valorizando patrimônios culturais nacionais.

BNCC

• Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 6 e 8.

• Competências específicas: 2, 3 e 5.

4

O CORPO E A ARTE

JÁ PENSOU EM TUDO O QUE NOSSO CORPO É CAPAZ DE FAZER? ELE PODE VER, OUVIR, CANTAR, DANÇAR E SENTIR O MUNDO DE MUITAS FORMAS.

COM O CORPO, SENTIMOS E DESCOBRIMOS A ARTE QUE ESTÁ EM NÓS. O QUE VOCÊ SABE SOBRE O CORPO E A ARTE?

1 VAMOS PROCURAR ESTAS IMAGENS NO LIVRO? NOS QUADRINHOS, ESCREVA O NÚMERO DA PÁGINA EM QUE VOCÊ ENCONTROU CADA IMAGEM. O QUE SERÁ QUE VAMOS ESTUDAR?

• Habilidades

(EF15AR08) Experimentar e apreciar formas distintas de manifestações da dança presentes em diferentes contextos, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório corporal.

(EF15AR09) Estabelecer relações entre as partes do corpo e destas com o todo corporal na construção do movimento dançado.

(EF15AR10) Experimentar diferentes formas de orientação no espaço (deslocamentos, planos, direções, caminhos etc.) e ritmos de

movimento (lento, moderado e rápido) na construção do movimento dançado.

(EF15AR11) Criar e improvisar movimentos dançados de modo individual, coletivo e colaborativo, considerando os aspectos estruturais, dinâmicos e expressivos dos elementos constitutivos do movimento, com base nos códigos de dança.

(EF15AR12) Discutir, com respeito e sem preconceito, as experiências pessoais e coletivas em dança vivenciadas na escola, como fonte para a construção de vocabulários e repertórios próprios.

ROBERTOCARNEIRO
CORPO E MOVIMENTO

(EF15AR13) Identificar e apreciar criticamente diversas formas e gêneros de expressão musical, reconhecendo e analisando os usos e as funções da música em diversos contextos de circulação, em especial, aqueles da vida cotidiana.

(EF15AR14) Perceber e explorar os elementos constitutivos da música (altura, intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), por meio de jogos, brincadeiras, canções e práticas diversas de composição/criação, execução e apreciação musical.

(EF15AR15) Explorar fontes sonoras diversas, como as existentes no próprio corpo (palmas, voz, percussão corporal), na natureza e em objetos cotidianos, reconhecendo os elementos constitutivos da música e as características de instrumentos musicais variados.

(EF15AR17) Experimentar improvisações, composições e sonorização de histórias, entre outros, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos musicais convencionais ou não convencionais, de modo individual, coletivo e colaborativo.

(EF15AR18) Reconhecer e apreciar formas distintas de manifestações do teatro presentes em diferentes contextos, aprendendo a ver e a ouvir histórias dramatizadas e cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório ficcional.

(EF15AR19) Descobrir teatralidades na vida cotidiana, identificando elementos teatrais (variadas entonações de voz, diferentes fisicalidades, diversidade de personagens e narrativas etc.).

(EF15AR20) Experimentar o trabalho colaborativo, coletivo e autoral em improvisações teatrais e processos narrativos criativos em teatro, explorando desde a teatralidade dos gestos e das ações do cotidiano até elementos de diferentes matrizes estéticas e culturais.

(EF15AR23) Reconhecer e experimentar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens artísticas.

(EF15AR24) Caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças, canções e histórias de diferentes matrizes estéticas e culturais.

• TCT: Multiculturalismo: Diversidade Cultural, Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras. Saúde: Saúde.

ENCAMINHAMENTO

Oriente os estudantes a observar as imagens e a ler as palavras e as expressões com a sua ajuda. Depois de folhear o livro e encontrar as imagens que se repetem, oriente-os a escrever o número da página no espaço correspondente.

BNCC

Habilidades: EF15AR08, EF15AR09, EF15AR13, EF15AR14 e EF15AR15.

ENCAMINHAMENTO

Nesta proposta, crie uma ambiência de pesquisa e descoberta sobre o corpo e sua expressividade de movimentos e sons. De maneira lúdica, proponha aos estudantes várias possibilidades de fazer sons com o corpo e a voz, como estalos de dedos, batidas de mão, assobios e sons vocais, transformando o corpo em instrumento musical e em uma forma de fonte sonora.

Na ação mediadora, provoque os estudantes com base no texto do boxe Venha. Pergunte: o que esses artistas estão fazendo? Quem são eles? Que tipo de roupa estão usando? Como estão posicionados no espaço (em círculo, enfileirados, um ao lado do outro, dispersos etc.)? Quais partes do corpo estão usando para fazer sons? Que sons surgem do estalar dos dedos? E de bater palmas? E ao bater os pés no chão? Será que alguém está assobiando ou cantando?

A proposta desta abertura de capítulo é oportunizar um momento para a nutrição estética e a leitura lúdica da imagem. A ideia é que, com base na imagem, os estudantes percebam os diferentes movimentos corporais realizados pelo grupo Barbatuques e, pela fruição e pela imaginação, sejam capazes de criar hipóteses interpretativas das inúmeras possibilidades de uso do próprio corpo como instrumento musical.

CORPO, SOM E MOVIMENTO

Você pode provocar os estudantes com questões mediadoras como: o que as pessoas estão fazendo na imagem? É uma brincadeira ou um jeito de criar música? Que sons podemos imaginar? Será que nosso corpo também pode ser instrumento musical? Como essas questões são abertas, os estudantes podem se expressar livremente.

É importante também orientar sobre o contexto e a proposta dos artistas do grupo Barbatuques. Pergunte se a turma já ouviu falar desse grupo e explique que ele produz música utilizando o corpo como instrumento musical.

MONTAGEM DE ILUSTRAÇÃO COM FOTOGRAFIA DE APRESENTAÇÃO DO ESPETÁCULO TUM PÁ, DO GRUPO BARBATUQUES.

VENHA MUSICAR!

OBSERVE A IMAGEM E ACOMPANHE A LEITURA DO TEXTO COM O PROFESSOR.

TUMPÁ, TUM, PÁ, [TUM, PÁ, TUM, PÁ!

UM CORPO QUE FAZ [SONS. SNAP, TLEC, SNAP, TLEC, PLEC, PLEC!

SÃO DEDOS A ESTALAR.

MUSICANDO COM O [CORPO E VOZ VAMOS [PERCUTIR E CANTAR.

TUMPÁ, TUM, PÁ, TUM, PÁ. 2025. TEXTO ELABORADO ESPECIALMENTE PARA ESTA OBRA.

CADA UM FAZENDO SEU SOM É LEGAL, MAS QUANDO FAZEMOS

TODOS JUNTOS PODE SER SENSACIONAL!

OUÇA COM ATENÇÃO O CONVITE QUE SEU CORPO FAZ.

ESCUTE SUA VOZ

E DESCUBRA OS SONS QUE VOCÊ PODE CRIAR. EXISTEM MUITOS SONS QUE PODEMOS IMAGINAR. VENHA MUSICAR!

11/09/25 16:36

Comente que nosso corpo pode ser um instrumento musical em potencial. Inspire-se e produza outros sons com os estudantes em diversas formações e procedimentos. O grupo Barbatuques faz largo uso do elemento lúdico em suas apresentações, aproximando-se em certos momentos da linguagem teatral. Tum pá é a onomatopeia do som de uma pisada seguido do som de uma palma. Em suas oficinas de percussão corporal, o grupo ensina o jogo do Tum pá, no qual uma pessoa manda um tum pá para outra, e esta manda para outra ou devolve para a anterior um pá tum, criando uma sequência rítmica que se movimenta entre os participantes. Tum pá, pá tum, tum pá, pá tum... Esse jogar com os sons é uma característica do Barbatuques, que brinca com a plateia e a envolve no espetáculo.

Neste momento, faça uma avaliação diagnóstica para descobrir os conhecimentos prévios dos estudantes em relação aos saberes aqui propostos e quais trajetos serão interessantes seguir. Faça também análises para descobrir o que os estudantes já sabem e como se mostram curiosos para estudar sobre corpo, som e movimento.

Sugestão para o professor

• PEIXINHOS do mar: Barbatuques. Publicado por: Barbatuques. 2023. 1 vídeo (ca. 6 min). Disponível em: www. youtube.com/watch?v=Pu KZC1F_A0c. Acesso em: 5 set. 2025.

O grupo Barbatuques apresenta a música Peixinhos do mar com percussão corporal e voz. Esse grupo desenvolve pesquisas sobre as potencialidades do corpo como materialidade expressiva para fazer música.

• TUM PÁ: Barbatuques. Publicado por: Barbatuques. 2014. 1 vídeo ( ca. 6 min). Disponível em: https://you tu.be/pGrJUkpswPI. Acesso em: 5 set. 2025.

Nesse vídeo, o grupo Barbatuques apresenta a música Tum Pá com percussão corporal e voz.

• BARBA, Fernando. O corpo do som: experiências do Bar batuques. Música na Educação Básica, Brasília, DF: Abem, v. 5, n. 5, p. 38-49, 2013. Disponível em: www. abemeducacaomusical. com.br/revista_musica/ ed5/artigo3.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.

Nesse artigo, escrito por Fernando Barba, fundador do grupo, pode-se saber mais sobre a percussão corporal e o grupo Barbatuques

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14 e EF15AR17.

TCT: Multiculturalismo: Diversidade Cultural e Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras.

Organize-se

• Nestas páginas é proposta a escuta sensível de uma canção. Para tal, se possível, organize a sala ou leve os estudantes para uma área da escola em que possam relaxar, ficar deitados ou sentados com almofadas de encosto.

ENCAMINHAMENTO

Crie uma ambiência receptiva e livre de preconceitos, converse com os estudantes sobre a importância de conhecermos outras culturas, modos de viver e fazer arte, e que devemos respeitar e acolher todas as culturas. A proposta deverá ser desenvolvida em torno da canção africana Iro ye, escrita e cantada na língua ewe, falada em parte do continente africano.

Pergunte se já conhecem ou já cantaram uma canção africana. Em seguida, convide os estudantes a conhecer a canção africana Iro ye . A grafia da letra no Livro do estudante foi adaptada para a pronúncia em português, tendo em vista o processo de alfabetização dos estudantes. Veja a letra em seu idioma original:

Iro ye

Nou ka ye manao

Iro ye

Nou ka ye manao

Nie nou do nou de anao

Napodenao

Akbe la mio nao

So yakbe na yoma

IRO IÊ. [S. l.: s. n.], [18--?].

Canção tradicional do povo ewe.

CANTOS QUE ENCANTAM

ACOMPANHE COM O PROFESSOR A LEITURA DA CANÇÃO AFRICANA IRO IÊ (MEU IRO).

IRO IÊ

NUKAIÊ MANAÔ

IRO IÊ

NUKAIÊ MANAÔ

NENU DONUDÊ ANAÔ

NAPODÊ NAÔ

AKBÊ LA MIÔ NAÔ

SÔ IAKBÊ NA IOMÁ

IRO IÊ. 2025. CANÇÃO TRADICIONAL DO POVO EWE. VERSÃO COM PRONÚNCIA ADAPTADA ESPECIALMENTE PARA ESTA OBRA.

7 AGORA, OBSERVE A PARTITURA DESSA CANÇÃO.

MEU IRO,

O QUE EU POSSO TE DAR?

MEU IRO, O QUE EU POSSO TE DAR?

EU NÃO TENHO NADA PARA DAR

REZAREI PARA QUE

VOCÊ SEJA FELIZ ATÉ A ETERNIDADE

MEU IRO. 2023. TRADUÇÃO LIVRE FEITA ESPECIALMENTE PARA ESTA OBRA.

Inicie a proposta fruindo a imagem do vídeo da canção Iro ye apresentado no boxe Descubra mais. Veja o vídeo com os estudantes, pedindo que cantem e dancem de forma livre a partir do ritmo da canção.

Auxilie e acompanhe a leitura da canção, considerando o estágio de alfabetização dos estudantes.

Nos exercícios 1 e 2 , a ideia é que os estudantes conheçam e escutem a canção, para aprender a cantá-la e compreender seu significado. Em roda de

IRO IÊ. [S L.: S N.], [18--?]. 1 PARTITURA. CANÇÃO TRADICIONAL DO POVO EWE.

IRO IÊ É UMA CANÇÃO DO POVO EWE, QUE HABITA O SUL DE BENIN, TOGO E GANA, NO CONTINENTE AFRICANO. NA LÍNGUA DESSE POVO, IRO É O NOME DE UMA PESSOA.

conversa, contextualize que se trata de uma canção de ninar, contextualize também a cultura de vários países e povos que existem no continente africano, explorando ideias sobre essa música (sua função, local de origem, idioma, cultura, ritmo, sensações etc.). Proponha aos estudantes que expressem suas impressões pessoais.

No áudio, essa canção africana está arranjada para instrumentos de percussão, kalimba (lâminas de metal sobre caixa acústica), contrabaixo e teclado, que servem de acompanhamento para a voz feminina que interpreta

ESSA CANÇÃO É UTILIZADA PARA NINAR CRIANÇAS E TAMBÉM PARA DESEJAR BOA SORTE PARA AS PESSOAS.

OUÇA A CANÇÃO E SIGA AS ORIENTAÇÕES.

COMO FAZER

1. COM A AJUDA DO PROFESSOR, RELEIA A LETRA DA CANÇÃO E CONVERSE COM OS COLEGAS SOBRE A TRADUÇÃO DELA.

2 . OUÇA A CANÇÃO E APRENDA A PRONUNCIAR AS PALAVRAS. PENSE NO SENTIDO DA LETRA DESSA CANÇÃO. O QUE VOCÊ SENTE AO OUVIR?

3. OUÇA NOVAMENTE A CANÇÃO COM ATENÇÃO, RESPIRANDO DEVAGAR E SENTINDO A MÚSICA.

4. AGORA É HORA DE CANTAR. ESCUTANDO A CANÇÃO NOVAMENTE, ACOMPANHE COM A VOZ, MESMO QUE MURMURANDO OU COM SONS COMO “LALALÁ”.

5. CANTE A CANÇÃO, AGORA PROCURANDO PRONUNCIAR AS PALAVRAS DA LETRA.

6. COM A AJUDA DO PROFESSOR, ESCOLHAM UM ESPAÇO AMPLO DA ESCOLA. VOCÊ E OS COLEGAS VÃO CANTAR A CANÇÃO SE DESLOCANDO LIVREMENTE PELO ESPAÇO AO SOM DA MÚSICA.

Veja orientações no Encaminhamento.

DESCUBRA MAIS

• IRO YE: COMPTINE DE TOUPIE. PUBLICADO POR: COMPTINES POUR LES PETITS. 2016. 1 VÍDEO (CA. 5 MIN). DISPONÍVEL EM: https://youtu.be/ j383RQjH_uU. ACESSO EM: 20 JUN. 2025. NESSE VÍDEO, A CANÇÃO IRO IÊ É ILUSTRADA POR DESENHOS ANIMADOS.

a melodia. Há momentos em que a voz da cantora realiza breves contrapontos. No exercício 3 , a ideia é trabalhar a respiração e a escuta sensível da música. Faça quantas escutas achar necessário para relaxar e ampliar o conhecimento da canção; se possível, façam a proposta deitados ou com almofadas de encosto. Nesse momento, ofereça uma situação de aprendizagem e ambiência para que a turma possa se sentir confortável para fazer um relaxamento ao escutar a música — peça aos estudantes que escutem

a música e procurem relaxar, seja deitados no chão, seja sentados na carteira. Trabalhe com exercícios de respiração como: respirar pelo nariz profundamente e soltar o ar pela boca bem devagar. Caso haja estudantes com dificuldade de concentração, respeite o tempo e ritmo de cada um, em especial no caso de estudantes com deficiência ou no espectro da neurodiversidade. Faça uma roda de conversa para falar da importância de se concentrarem no ato de “escutar musicalmente”, esclarecendo que se trata de exercer uma escuta ativa,

sensível e consciente da música. Para a escuta sensível, deixe claro que o propósito é que eles possam se concentrar na música, independentemente das ações que eles estejam realizando.

No exercício 4 , incentive os estudantes a cantar a canção, mesmo que em algumas partes use o recurso do vocalise com “lalalá” ao som da música.

No exercício 5, incentive os estudantes a cantar a canção procurando pronunciar todas as palavras da letra. No exercício 6, leve a turma a um espaço amplo e livre de objetos e organize-a em roda, para trabalhar música e movimento dançado. Incentive os estudantes a cantar a canção fazendo movimentos livres e deslocando-se livremente pelo espaço ao som da música.

Como sugestão dessa prática, você pode dividir a música Iro ye em duas partes: na primeira, os estudantes caminham livremente pelo espaço, marcando levemente os passos no chão; na segunda, param no lugar e movem delicada e livremente o corpo, o tronco, os braços ou as mãos, podem até mesmo girar bem devagar (trabalha-se aqui a percepção da forma musical e o reconhecimento das duas partes que compõem a música). Ao se mover, cada estudante pode criar o próprio movimento para sentir a música.

16:36

Avalie como os estudantes estão lendo e cantando a canção e se estão pronunciando as palavras da letra corretamente; considere a etapa da alfabetização em que os estudantes estão inseridos. Avalie também como eles acompanham o ritmo da canção e se todos começam e terminam a canção ao mesmo tempo. Tente harmonizar a cantoria.

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR17.

ENCAMINHAMENTO

Crie uma ambiência lúdica e investigativa. A proposta é que os estudantes pesquisem sons, experimentem e se divirtam conhecendo melhor o próprio corpo e a própria expressividade, tendo o corpo como materialidade da linguagem musical.

Se possível, leve os estudantes para um espaço amplo e livre de objetos, como um pátio ou uma quadra coberta, permitindo que realizem movimentos corporais livres.

Convide os estudantes a pesquisar e descobrir sons no próprio corpo e compartilhar com os colegas.

Converse com a turma que as batidas no corpo devem ser suaves, apenas para produzir um tipo de som, respeitando e cuidando do corpo.

Faça a leitura do boxe que apresenta o conceito do termo percussão , explicando aos estudantes que se refere a um choque resultante da ação de um corpo sobre outro. Na música, percussão é criar sons por meio de impacto, raspagem ou agitação, como bater em um tambor, agitar um chocalho ou tocar um reco-reco. Outras ações também podem fazer nascer um som de percussão, por exemplo, usar objetos do cotidiano como objetos sonoros.

Diferencie a percussão corporal (bater palmas, estalar os dedos) da percussão com instrumentos musicais (pandeiro, tambor ou outros objetos sonoros).

CORPO E SOM

VOCÊ SABIA QUE TODOS NÓS POSSUÍMOS UM

INSTRUMENTO MUSICAL EXPRESSIVO? NOSSO CORPO!

OS ARTISTAS DO GRUPO BARBATUQUES TOCAM MUITO BEM ESSE INSTRUMENTO! OBSERVE ESTA IMAGEM.

MÚSICOS DO GRUPO BARBATUQUES EM APRESENTAÇÃO NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, ESTADO DE SÃO PAULO, EM 2015.

AO BATER PALMAS, ESTALAR OS DEDOS E BATER AS MÃOS EM VÁRIAS PARTES DO CORPO, ESSES MÚSICOS EXPLORAM

SONS DE PERCUSSÃO.

ALÉM DISSO, ELES CANTAM, ASSOBIAM E CRIAM OUTROS

SONS, EXPLORANDO ESSE EXPRESSIVO INSTRUMENTO MUSICAL QUE É O CORPO.

PERCUSSÃO É A CRIAÇÃO DE SONS DE DIFERENTES

MANEIRAS. ELA PODE SER FEITA:

• POR IMPACTO, COMO BATER EM UM TAMBOR;

• POR RASPAGEM, COMO TOCAR UM RECO-RECO;

• POR AGITAÇÃO, COMO TOCAR UM CHOCALHO;

• USANDO OUTROS OBJETOS E INSTRUMENTOS, INCLUINDO O PRÓPRIO CORPO.

Observe se os estudantes percebem o corpo como materialidade expressiva e um possível instrumento musical.

Avalie se compreendem as diferentes formas de percussão por impacto, por raspagem, por agitação, como também o uso de objetos sonoros e do corpo como possíveis instrumentos musicais.

Nos exercícios 1 e 2, leve exemplos de trabalho do Barbatuques. No espetáculo Tum pá, o grupo escolheu como título uma onomatopeia do som de uma pisada seguido do som de uma palma. Explore com os estudantes possibilidades de fazer sons com o corpo e a voz e peça que compartilhem com os colegas.

No exercício 3, depois de explorar as possibilidades do corpo sonoro, proponha uma roda de conversa para comentarem e compartilharem o que aconteceu na brincadeira.

Retome a imagem do grupo Barbatuques, convide os estudantes para a fruição das imagens do capítulo, provocando-os a se expressar sobre o que já sabem e sobre o que podem descobrir pela leitura de imagens (registro fotográfico do grupo Barbatuques).

1 DE QUE MANEIRA PODEMOS USAR NOSSO CORPO COMO UM INSTRUMENTO DE PERCUSSÃO?

2 QUANTOS SONS PODEMOS FAZER USANDO O CORPO COMO INSTRUMENTO MUSICAL? VOCÊ E OS COLEGAS VÃO EXPERIMENTAR E DESCOBRIR JUNTOS.

3 O QUE ACONTECEU NA BRINCADEIRA DE CRIAR SONS COM O CORPO? QUAIS SONS VOCÊ E OS COLEGAS INVENTARAM?

4 NO ESPAÇO A SEGUIR, USE IMAGENS E ONOMATOPEIAS PARA REPRESENTAR OS SONS QUE VOCÊ FEZ COM OS COLEGAS.

Produção pessoal. Retome com os estudantes o conceito de onomatopeia e exercite o conhecimento alfabético deles, relembrando os sons das letras, das sílabas e das palavras para que, assim, consigam compor onomatopeias que remetam aos sons criados por eles e pelos colegas na questão anterior.

1. Espera-se que os estudantes percebam, com base no exemplo do grupo Barbatuques, que é possível fazer sons de percussão com o próprio corpo, ou seja, produzir sons por meio da percussão corporal.

2. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a participar da brincadeira. Se necessário, apresente alguns exemplos de sons produzidos com a percussão de partes de seu corpo. Explore também sons obtidos com o sopro e o uso da voz, como assobio e canto.

3. Respostas pessoais. Incentive os estudantes a perceber as possibilidades de criar sons explorando o próprio corpo: assobiando, usando a voz, as mãos, os dedos e/ou os pés.

11/09/25 16:36

Jogar com os sons é uma característica do Barbatuques, que brinca com a plateia e a envolve no espetáculo. Proponha esse jogo aos estudantes, e peça que realizem experiências para perceberem como é possível criar na arte usando o corpo sonoro por meio de explorações de sons de percussão corporal, com a voz, assobios e outras ações.

No exercício 4, proponha aos estudantes que escolham riscadores e criem um desenho, fazendo um registro dessa experiência e explorando a escrita de sons onomatopeicos (respeitando o processo de alfabetização das crianças). Eles podem criar sons e representá-los com onomatopeias, que podem ser escritas primeiro pelo professor na lousa e depois no livro, próximo ao desenho.

+Ideias

Pesquise mais sobre o grupo Barbatuques e sua trajetória. O grupo propõe uma abordagem corporal da música, por meio de suas composições, da exploração de timbres e de muitos procedimentos criativos. Os sons produzidos são considerados orgânicos, pois o próprio corpo dos músicos funciona como instrumento. Os músicos usam efeitos de voz, batem palmas de diferentes maneiras e produzem som em diferentes partes do corpo.

Sugestão para o professor

• BARBATUQUES. c2024. Disponível em: www.barbatu ques.com.br. Acesso em: 5 set. 2025.

Para saber mais sobre o Barbatuques visite o site oficial do grupo, que apresenta fotos, áudios e vídeos mostrando a percussão corporal como expressão artística e potência educativa no ensino da linguagem musical.

BNCC

Habilidades: EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR17.

TCT: Multiculturalismo: Diversidade Cultural e Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras.

ENCAMINHAMENTO

Esta proposta, além de trabalhar os sons corporais em sala de aula, incentiva a pesquisa de sons corporais com familiares e amigos dos estudantes, buscando ampliar o repertório de sons e encorajando-os a pesquisar mais sons que o corpo pode emitir. Explique que, após a pesquisa, eles deverão compartilhar com os colegas as novas sonoridades que pesquisaram e descobriram. Em seguida, observe com os estudantes as ilustrações que mostram possibilidades de sons corporais que podemos fazer e convide-os a experimentar livremente para fazer os sons. Em seguida, sugira que façam as sequências de sons indicadas no livro do estudante, repetindo a sequência que sempre começa com a expressão “Hei!”. Durante o desenvolvimento da proposta de descobrir sonoridades corporais, caso os estudantes se sintam confortáveis e com autorização dos familiares ou responsáveis, grave em vídeo ou fotografe as cenas para que os estudantes relembrem a brincadeira. Na página 105, a ideia é apresentar outras culturas e outras formas de brincar e se expressar, através de música e brincadeira. Convide os estudantes a conhecer e cantar a canção Kamiolê. Como serão trabalhadas música e letra, considere a etapa de alfabetização da turma.

ARTE-AVENTURA

DESCOBRINDO SONS NA PERCUSSÃO CORPORAL

AGORA QUE VOCÊ CONHECEU ALGUMAS FORMAS

DE PRODUZIR SONS COM O CORPO, CONVIDE AMIGOS E FAMILIARES PARA CRIAR SONS COM VOCÊ A PARTIR DA PERCUSSÃO CORPORAL.

VEJA ALGUNS EXEMPLOS A SEGUIR.

1. PALMA INDIVIDUAL (BATIDA À FRENTE DO CORPO) (REPETIR DUAS VEZES)

5. ESTALO DE DEDOS DA MÃO DIREITA (BRAÇO LEVANTADO NO ALTO)

2. BATIDA NO PEITO DO LADO ESQUERDO COM A MÃO DIREITA

6. ESTALO DE DEDOS DA MÃO ESQUERDA (BRAÇO LEVANTADO NO ALTO)

3. BATIDA NO PEITO DO LADO DIREITO COM A MÃO ESQUERDA

7. BATIDA NAS PERNAS COM AS DUAS MÃOS AO MESMO TEMPO (REPETIR DUAS VEZES)

4. BATIDA NAS PERNAS COM AS DUAS MÃOS AO MESMO TEMPO (REPETIR DUAS VEZES)

8.

VOCÊS PODEM REPETIR VÁRIAS VEZES ESSA SEQUÊNCIA. A CADA RECOMEÇO, GRITEM: HEI!

DEPOIS, EM SALA DE AULA, CONTE AOS COLEGAS E AO PROFESSOR COMO FOI A EXPERIÊNCIA.

Explore as possibilidades dessa sequência de percussão corporal. É possível repeti-la várias vezes e também propor efeitos vocais para pontuar cada final e recomeço das sequências.

Kamiolê é uma canção tradicional africana apresentada no áudio em arranjo novo, introduzida por um ritmo executado por percussão corporal. Uma voz feminina solo entoa o tema melódico que terá a resposta do grupo vocal feminino. Há uma segunda estrofe, interpretada pela voz feminina em solo e seguida pelo coro; no entanto, nesse momento, sem o acompanhamento da percussão corporal. A música se encerra como começou, com as percussões corporais.

Crie uma ambiência lúdica na qual os estudantes experimentem cantar e fazer percussão corporal de forma livre e criativa.

Apresente aos estudantes a letra da canção Kamiolê e tire possíveis dúvidas. Convide-os a escutar atentamente o áudio da canção. Converse sobre ela, comentando a origem africana, que usa o corpo e a voz na brincadeira.

Convide os estudantes a cantar juntos a canção, fazendo várias rodadas de cantoria.

PALMA INDIVIDUAL (BATIDA À FRENTE DO CORPO) (REPETIR DUAS VEZES)
JOÃO GABRIEL SILVA JOINLES

AGORA, VAMOS RETOMAR AS SEQUÊNCIAS DE PERCUSSÃO CORPORAL DA PROPOSTA ANTERIOR PARA CANTAR E BRINCAR COM A CANÇÃO KAMIOLÊ.

CONHEÇA A LETRA DA CANÇÃO. 8

KAMIOLÊ

KAMIOLÊ KAMIOLÊ

KAMIOLÊ IO LELÊ KAMIOLÊ

KAMIOLÊ UANGOIAIÊ

KAMIOLÊ IO LELÊ UANGUAIÊ

KAMIOLÊ. [ CANÇÃO TRADICIONAL DO CONGO.

KAMIOLÊ É UMA CANÇÃO TRADICIONAL DA REPÚBLICA DO CONGO, UM PAÍS DO CONTINENTE AFRICANO.

ESSA CANÇÃO

ILUSTRA UM MOMENTO DE ALEGRIA POR UM SUCESSO OU UMA VITÓRIA.

Oriente os estudantes a escutar a canção, acolhendo as palavras da letra e o ritmo e a melodia da canção. Depois, trabalhe com a pronúncia das palavras e seus sentidos com base na tradução. Proponha a escuta novamente, agora com os estudantes acompanhando a canção e cantando.

EM GERAL, ELA É CANTADA ALTERNANDO DUAS VOZES, COMO SE UMA PESSOA ESTIVESSE PERGUNTANDO E OUTRA PESSOA ESTIVESSE RESPONDENDO. ESSE RECURSO É MUITO COMUM EM MÚSICA E É CONHECIDO COMO “PERGUNTA E RESPOSTA”.

DESTA VEZ, AO CANTAR A CANÇÃO, VAMOS ACRESCENTAR A PERCUSSÃO CORPORAL, VARIANDO AS BATIDAS COMO NO EXERCÍCIO ANTERIOR. É SUA VEZ DE SENTIR E DE SE EXPRESSAR NO RITMO DA MÚSICA!

Em seguida, desafie-os a fazer percussão corporal primeiro com palmas e depois variando as batidas como na atividade anterior. Nesse momento, avalie como os estudantes recebem e percebem a apresentação e o contato com outras culturas, em especial a cultura e a arte africana.

Outro ponto a ser avaliado é o desenvolvimento psicomotor dos estudantes, se acompanham o ritmo da canção, o toque corporal, quais são as dificuldades e as facilidades dos

Sugestão para o professor

• SOUZA, Lidiane Cristina Loiola. Canções, ritmos, histórias… Brincando, cantando e dançando a África. Revista África e Africanidades, Rio de Janeiro, ano IX, n. 23, abr. 2017. Disponível em: https://africaeafricani dades.com.br/documentos/ 0090230052017.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.

Nesse artigo, pode-se saber mais sobre brincadeiras e canções africanas.

• STOMP LIVE: Part 3: Just clap your hands. Publicado por: WorldMusic. 2012. 1 vídeo (ca. 11 min). Disponível em: https://youtu.be/l0X dDKwFe3k. Acesso em: 5 set. 2025.

Os artistas dançam e utilizam o corpo e objetos sonoros variados para criar sonoridades e ritmos. O grupo inglês desenvolve performances que unem várias linguagens artísticas com base na linguagem musical, com uma pitada de humor.

Sugestão para o estudante

• PALAVRA Cantada: África. Publicado por: Palavra Cantada Oficial. 2014. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: www.youtube.com/wat ch?v=yGv47mv7874. Acesso em: 5 set. 2025.

Para ampliar conhecimentos sobre o continente africano e suas tradições, proponha aos estudantes que assistam ao vídeo canção África , da dupla Palavra Cantada. movimentos corporais e outras questões ligadas ao desenvolvimento psicomotor deles, como a comunicação e a sociabilidade.

+Ideias

Para ampliação, pesquise e apresente aos estudantes o grupo musical Stomp, que também trabalha o corpo como instrumento expressivo, além de instrumentos musicais e objetos sonoros. Se possível, assista com eles ao vídeo de apresentação do grupo indicado na Sugestão para o professor.

FLÁVIA BORGES

BNCC

Habilidades: EF15AR13, EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR17.

ENCAMINHAMENTO

Nesta sequência, serão desenvolvidas brincadeiras musicais. Proponha um combinado aos estudantes para manter a turma em clima de cooperação, de modo que a proposta seja desenvolvida plenamente.

Crie uma ambiência lúdica para que todos os estudantes participem e sejam acolhidos. Fale sobre a importância de momentos de silêncio nas aulas, para escutarem uma música, ou momentos de silêncio na música como apresentado na proposta.

Peça aos estudantes que acompanhem a leitura das palavras passando o dedo sobre as letras para perceberem a formação de palavras. Converse sobre a canção Don don baby e proponha que brinquem com a sonoridade das palavras e o ritmo dessa canção. No áudio, a música se repete três vezes. Na primeira, a letra está inteiramente cantada; na segunda, apenas o início de cada verso; e, na terceira, somente as palavras Don don baby e Pá . Durante toda a trilha musical, o jogo de mãos se repete como um ostinato de percussão corporal.

Observe atentamente com os estudantes as ilustrações e os comandos e tire as possíveis dúvidas. Faça a sequência de movimentos indicados várias vezes, até que eles realizem com tranquilidade e agilidade a brincadeira. Desenvolva a proposta com a turma de pé e em duplas.

ARTE EM PROJETOS BRINCADEIRAS CANTADAS

1. SOM E SILÊNCIO

Se a proposta for realizada em grupo, mantêm-se basicamente os mesmos movimentos, com exceção apenas dos dois primeiros gestos — correspondentes ao trecho “Don don baby” — que, neste caso, serão lateralizados: cada participante bate palmas com as duas mãos abertas, simultaneamente, com seus dois vizinhos.

OUVIMOS OS SONS DO VENTO NAS FOLHAS, DA CHUVA CAINDO, DE NOSSOS PASSOS... SEMPRE ESTAMOS OUVINDO ALGUM SOM. MAS SERÁ QUE EXISTE SILÊNCIO TAMBÉM?

QUANDO FALAMOS EM “SILÊNCIO” NA MÚSICA, NOS REFERIMOS AOS MOMENTOS DE “PAUSA” DE SONS DE ALGUMAS FONTES SONORAS, COMO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS OU DA VOZ DE ALGUÉM QUE CANTA.

ACOMPANHE

A LEITURA DA CANÇÃO DON DON BABY. 9

DON DON BABY MAMA KI SALÂMIKA YOU YOU SHAKE MAMA KI SALÂMIKA

TAPE TAPE TRALALÁ

TAPE TAPE CÁ

MELE LANGUE MIRA LÁ

TUTTI TUXI … TÁ!

DON DON BABY. [S L.: S N.], [19--?]. LETRA DO JOGO TRADICIONAL ADAPTADA ESPECIALMENTE PARA ESTA OBRA.

AGORA, VAMOS EXPERIMENTAR UMA BRINCADEIRA TRADICIONAL DE MÃO COM CANTO E GESTOS CORPORAIS. ESTA BRINCADEIRA É INICIALMENTE REALIZADA EM DUPLAS E COM MOVIMENTOS MAIS LENTOS. APÓS TREINAR, É POSSÍVEL ACELERAR O ANDAMENTO DA BRINCADEIRA.

COMO FAZER

1. EM DUPLA, FIQUEM DE FRENTE PARA O COLEGA. COM A ORIENTAÇÃO DO PROFESSOR, REALIZEM OS MOVIMENTOS INDICADOS A SEGUIR.

Há várias maneiras de brincar com a canção. Um exemplo: na primeira vez, a letra inteira é cantada, com todas as palavras e os gestos. Depois, uma palavra é retirada, mas o gesto correspondente é mantido. A cada repetição da música, uma nova palavra é retirada até sobrarem apenas os gestos. Os gestos podem ser sonoros ou silenciosos. Assim, podem-se explorar as relações entre som e silêncio (pausas). Nesse momento, trabalha-se também a percussão corporal.

Converse com os estudantes sobre criar sons com o corpo, explorando as qualidades e as características que compõem nossa corporeidade, que molda quem somos, como nos reconhecemos, nos expressamos e interagimos com o mundo, as coisas e as pessoas.

ELIZA MURAKAMI

2. NA PRIMEIRA VEZ, CANTEM A LETRA DA CANÇÃO E SIGAM TODAS AS ORIENTAÇÕES ATÉ ONDE ESTÁ MARCADO [1ª VEZ].

TEXTO: MOVIMENTOS: DON DON BA-

3. NA SEGUNDA VEZ, MANTENHAM O RITMO, MAS SEM CANTAR A CANÇÃO E REPITAM OS MOVIMENTOS ATÉ ONDE ESTÁ MARCADO [2ª VEZ].

TEXTO: MOVIMENTOS: TRALALÁ TAPE TAPE

MIRALÁ TUTTI

TUXI

[1ª VEZ] (SILÊNCIO)

[2ª VEZ] TÁ!

DICA: ESSA BRINCADEIRA PODE SER REALIZADA COM TODA A TURMA FORMANDO UMA GRANDE RODA.

107

Como instrumento de avaliação, organize rodas de conversa para diagnosticar o que os estudantes costumam ouvir no convívio social e o que descobrem com o repertório musical levado para as aulas. Verifique e registre outras brincadeiras cantadas de que os estudantes costumam participar.

+Ideias

Para animar a brincadeira e aumentar o desafio, proponha algumas surpresas e altere o andamento da realização: poderá ser mais rápido, mais lento, muito mais rápido, muito mais lento etc. O importante é que a turma fique atenta ao pulso da brincadeira.

Sugestão para o professor

• FONTERRADA, Maria Trench de Oliveira. De tramas e fios: um ensaio sobre a música e educação. 2. ed. São Paulo: Unesp, 2005.

A autora apresenta estudos sobre a música na escola, analisando a escuta ativa e a produção lúdica da música por meio de canções, jogos de escuta, improvisações, ritmo e movimentos corporais.

16:36

A música feita usando o corpo desenvolve competências e habilidades psicomotoras de modo lúdico, propõe a investigação de parâmetros sonoros e fonemas e estimula a atividade física e expressiva, além de propor a interação em jogos coletivos, fortalecendo os afetos e o prazer em tempos de infância.

Para ampliar os momentos de nutrição estética, pesquise mais arquivos em áudio e vídeo dessa cantiga tradicional e apresente aos estudantes.

• MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de arte: a língua do mundo. São Paulo: FTD, 2010. No capítulo “Meandros da linguagem musical”, as autoras apresentam uma reflexão sobre o ensino de música na escola, em especial a análise sobre como as crianças descobrem e se expressam pela linguagem da música.

BNCC

Habilidades: EF15AR14, EF15AR15 e EF15AR17.

ENCAMINHAMENTO

A união entre cantar e se movimentar pode se transformar em brincadeira ou jogo que estimula e exercita a psicomotricidade dos estudantes, além dos fatores psicossociais. Lembre-os da importância do som e do silêncio para a linguagem musical e na vida.

Crie uma ambiência lúdica e acolhedora na qual os estudantes possam brincar e se expressar livremente.

Ao ler a letra da cantiga Boi babão , peça aos estudantes que acompanhem a leitura das palavras passando o dedo sobre as letras para perceberem a formação de palavras. Explore as rimas e as sonoridades das palavras. Há na letra dessa música arranjada um jogo de rimas simples em quatro estrofes e sempre intercalas pelo refrão que se repete. No áudio, a melodia da canção é cantada por uma voz feminina com acompanhamento instrumental (violão, contrabaixo e instrumentos de percussão), que a cada estrofe sobe de tom.

Ao trabalhar com a letra da cantiga Meu galinho , peça aos estudantes que acompanhem a leitura passando o dedo sobre as letras para perceberem a formação de palavras. Na letra dessa música há um jogo de rimas simples em três estrofes, que formam uma breve história. No áudio, com arranjo original feito especialmente para esta obra, a melodia é cantada por uma voz masculina e uma voz feminina com acompanhamento instrumental (violão, contrabaixo e instrumentos de percussão). Já na versão playback , a melodia da

2. NO RITMO DA CANÇÃO

Retome os estudos sobre ritmo, brincadeiras cantadas e percussão corporal. Apresente o áudio das canções trabalhadas e proponha aos

VOCÊ JÁ ESTUDOU AS CARACTERÍSTICAS DOS SONS E JÁ SABE IDENTIFICAR, POR EXEMPLO, SONS MAIS CURTOS E SONS MAIS LONGOS. NA MÚSICA, O RITMO É MARCADO PELA SEQUÊNCIA OU PELA ORDEM DE SONS DE DURAÇÕES DIFERENTES.

CADA CANÇÃO TEM SEU RITMO, ASSIM COMO AS BRINCADEIRAS CANTADAS TÊM SEUS MOVIMENTOS E MODOS DE BRINCAR. MAS VOCÊ SEMPRE PODE INVENTAR!

OUÇA AS CANÇÕES A SEGUIR E APRENDA A CANTAR E BRINCAR COM OS COLEGAS.

BOI BABÃO

ESTAVA SENTADA TOMANDO O MEU CAFÉ

E O DANADO DESSE BOI JÁ LAMBEU ATÉ MEU PÉ

KUA KUA KUA, KUI KUI KUI COMO É BOM ESTAR AQUI.

ESTAVA NA JANELA ARRUMANDO O MEU CABELO E O DANADO DESSE BOI LAMBEU MEU COTOVELO

KUA KUA KUA, KUI KUI KUI COMO É BOM ESTAR AQUI.

ESTAVA NA LOUSA ESCREVENDO COM O GIZ E O DANADO DESSE BOI LAMBEU O MEU NARIZ

KUA KUA KUA, KUI KUI KUI COMO É BOM ESTAR AQUI.

ESTAVA NO ROÇADO COLHENDO UM MAMÃO E O DANADO DESSE BOI JÁ LAMBEU… (A MINHA MÃO, O MEU CORAÇÃO…)

(BIS) (BIS) (BIS) (BIS)

KUA KUA KUA, KUI KUI KUI COMO É BOM ESTAR AQUI. BOI BABÃO. [S L.: S N.], [19--?]. CANTIGA POPULAR.

estudantes que escutem várias vezes para acompanhar a leitura e aprender a cantar a partir do ritmo e da melodia de cada canção. Pesquise as formas de brincar dessas e de outras brincadeiras cantadas. 11/09/25 16:36

música que serve de guia para o canto dos estudantes está interpretada por clarinete e violão (1a vez), violino (2a vez), clarinete e violão (3a vez), piano, clarinete, violino e violão (4a vez) e finalmente clarinete, violino e violão (na 5a e última vez).

Pesquise essas canções e apresente os áudios para momentos de nutrição estética e cantoria. Ouvir as canções é importante para garantir a prática da escuta e do canto.

Proponha aos estudantes que explorem os parâmetros sonoros já estudados, como timbre e intensidade. Oriente-os a cantar e tocar ao mesmo tempo. Movimentos dançados também são bem-vindos na integração de linguagens artísticas e na exploração de pulso e ritmo.

Avalie como os estudantes acompanham a letra das músicas sugeridas, se acompanham o ritmo das canções apresentadas, dificuldades e facilidades de acompanhamento. Retome com a turma as características do som já estudados, se preciso recomponha a aprendizagem necessária.

MEU GALINHO

HÁ TRÊS NOITES QUE EU NÃO DURMO

POIS PERDI O MEU GALINHO

COITADINHO, POBREZINHO, SE PERDEU LÁ NO SERTÃO.

ELE É BRANCO E AMARELO, TEM A CRISTA BEM VERMELHA, BATE AS ASAS, ABRE O BICO, ELE FAZ QUI-RI-QUI-QUI

JÁ RODEI O MATO GROSSO, OLALÁ

AMAZONAS E PARÁ, OLALÁ, ENCONTREI MEU GALINHO NO SERTÃO DO CEARÁ.

GALINHO.

ESCUTE AS CANÇÕES VÁRIAS VEZES PARA APRENDER A CANTAR A LETRA E PARA APRENDER O RITMO. COMBINE COM OS COLEGAS FORMAS DIVERTIDAS DE SE MOVIMENTAR E BRINCAR AO SOM DESSAS CANTIGAS.

+Ideias

Os estudantes podem utilizar tambores e chocalhos para tocar e cantar em vários momentos. Crie uma espécie de musicoteca próximo de uma brinquedoteca, de modo a disponibilizar um local ou uma caixa grande para organizar e guardar esses materiais. Objetos sonoros, instrumentos musicais e materiais produzidos pela turma podem compor a musicoteca. Mesmo que os estudantes construam instrumentos e objetos sonoros, é importante que eles tenham contato com instrumentos

musicais também. Se possível, leve algum instrumento de percussão para que possam tocar, pegar, manusear e explorar. Pesquise e apresente vídeos de grupos de percussão para ampliar o repertório cultural. Vídeos com esses instrumentos sendo interpretados são interessantes para que os estudantes escutem o som e observem a maneira como são tocados. É importante que esse conhecimento musical seja experimentado pela turma, pois fortalece a relação entre o que é ensinado e o que é aprendido pelos estudantes.

Sugestão para o professor

• ALMEIDA, Berenice de; PUCCI, Magda. A floresta canta!: uma expedição sonora por terras indígenas do Brasil. São Paulo: Peirópolis, 2011.

As autoras apresentam um amplo material que trata da diversidade da música produzida por oito povos indígenas brasileiros.

• CANTOS da floresta: turnê Mawaca Amazônia 2011. Forest Songs (Mawaca). Publicado por: Grupo Mawaca. 2012. 1 vídeo ( ca. 27 min). Disponível em: https://you tu.be/4fpZ5PZC6Nc. Acesso em: 5 set. 2025.

O vídeo é um documentário que apresenta o processo de criação do grupo Mawaca, que pesquisa e recria a música de diversas partes do mundo, em contato com a cultura e a musicalidade de povos indígenas brasileiros.

• COMO fazer instrumentos musicais. Publicado por: Maker, Artes e Variedades. c2025. 54 vídeos ( ca . 150 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/playlist ?list=PLCNdQvLbOQkje WIYC2ZnzphSVQ0y7iJFO. Acesso em: 5 set. 2025.

• VIEIRA, Marcus José. Como construir instrumentos musicais e como utilizá­los em aula. c2025. Disponível em: https://www.mu siped.com.br/wp-content/ uploads/2023/09/COMO -CONSTRUIR-INSTRUMEN TOS-MUSICAIS.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.

11/09/25 16:36

• 6 IDEIAS para fazer instrumentos musicais em casa. São Paulo: Lunetas, 2024. Disponível em: https://lune tas.com.br/ideias-para-fa zer-instrumentos-musicais -em-casa. Acesso em: 5 set. 2025.

Visite esses sites para mais sugestões de criação instrumentos musicais.

BNCC

Habilidades: EF15AR08, EF15AR09, EF15AR10 e EF15AR11.

TCT: Multiculturalismo: Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras.

ENCAMINHAMENTO

Inicie o capítulo com uma roda de conversa e nutrição estética. O texto do boxe Venha pode auxiliar a mediação cultural. Proponha um momento de fruição da imagem de uma cena do espetáculo Makeda – A rainha da Arábia feliz , apresentado em 2024. Pergunte aos estudantes: quais partes do corpo os atores e atrizes em cena estão explorando? Quais movimentos acham mais interessantes? Por quê? Quais movimentos sabem fazer e quais nunca experimentaram? São movimentos rápidos ou lentos? Qual sonoridade ou música estaria tocando? Faça outras perguntas que achar importante para a fruição da imagem.

Nestas páginas há ainda imagens ilustrativas com crianças dançando e se expressando em cena. O objetivo dessas ilustrações é expressar que os estudantes também estão sendo convidados a dançar e a encenar. Converse com eles sobre a imagem perguntando como identificam os atores e as atrizes na fotografia e as ilustrações com as crianças realizando movimentos dançados e expressões corporais. Esclareça que se trata de uma composição integrando fotografia e imagens ilustrativas. Os movimentos dançados e as expressões faciais produzidos pelo corpo são o assunto dessa nutrição estética. Comente que podemos realizar

muitos movimentos com o corpo, como esticar, torcer, correr, mexer rápido ou devagar, realizar movimentos abertos ou fechados, dançar próximo ao solo, dar pulos; enfim, o corpo se mexe, dança e explora o espaço que ocupa. Peça aos estudantes que identifiquem na imagem variadas formas de movimento.

Essa situação de aprendizagem vai trabalhar a leitura da canção Cara de quê? e sua interpretação. Crie uma ambiência lúdica para trabalhar as linguagens artísticas musical e teatral. Incentive os estudantes a se expressar com o rosto e o corpo, de acordo com os comandos da canção.

Ao propor momentos de nutrição estética com foco na linguagem da dança e do teatro, o ideal é que, além das imagens em fotografias e ilustrações, os estudantes apreciem vídeos que mostram movimentos, coreografias e ações, gestos e expressões corporais dos bailarinos. Pesquise e apresente à turma audiovisuais de espetáculos de dança e do teatro.

O teatro e a dança são linguagens da arte que acontecem na fluência do tempo e na ocupação do corpo expressivo em espaços tridimensionais. Converse com os estudantes sobre como eles percebem o próprio corpo como materialidade expressiva. Proponha reflexões sobre gestos, movimentos e posturas que usamos no dia a dia e como eles podem se transformar em arte quando colocados em cena ou em uma coreografia.

Ofereça aos estudantes riscadores e folhas de papel e proponha que criem desenhos com figuras humanas se movimentando e se expressando corporalmente. Os desenhos da turma podem ser espalhados na sala de aula, colocados no piso ou em varais. Ao dispor os desenhos no ambiente, é importante assegurar que haja espaço para os estudantes se movimentarem com liberdade, sem o risco de acidentes. Peça que observem todos os desenhos. Em seguida, convide-os a fazer os movimentos corporais que criaram. É hora de dançar! Tocar música pode ajudar a compor os movimentos com as imagens.

Sugestão para o professor

• RENGEL, Lenira Peral et al Elementos do movimento na dança. Salvador: UFBA, 2017. Disponível em: https:// educapes.capes.gov.br/ bitstream/capes/174968/2/ eBook_Elementos_do_mo vimento_na_Danca-Licen ciatura_em_Danca_UFBA. pdf. Acesso em: 8 set. 2025. Esse material, produzido no âmbito da graduação em Dança da Universidade Federal da Bahia, possibilita ampliar conceitos sobre a dança e seus elementos e a relação com a cultura.

BNCC

Habilidades: EF15AR19, EF15AR20 e EF15AR23.

ENCAMINHAMENTO

Crie uma ambiência lúdica para trabalhar com a linguagem teatral. Incentive os estudantes a se expressar com expressões fisionômicas e com o corpo todo. Em seguida, observe com a turma as ilustrações de diferentes expressões faciais e corporais da página.

Converse com os estudantes conceituando e diferenciando as expressões corporais e faciais.

No exercício 1 , os estudantes devem criar relações entre expressões faciais, texto escrito e emojis. Os emojis são imagens feitas para representar sentimentos. Pergunte se eles já viram os emojis em outros contextos e peça que compartilhem experiências.

No exercício 2 , desafie os estudantes a fazer uma expressão corporal ou facial e falar o que essas ações significam. Faça várias rodadas para que toda a turma participe e compartilhe suas expressões.

Observe como os estudantes interagem na proposta, como participam em grupo das dinâmicas e como criam e improvisam gestos, movimentos e expressões faciais. O teatro também é uma linguagem que acontece pela ação, no aqui e agora. Portanto, fazer registros com fotos e filmagens é importante para compor portfólios digitais.

No exercício 3, proponha que cada estudante escolha

CARA DE QUÊ?

ESTÁ EM MOVIMENTO O TEMPO TODO? E JÁ PERCEBEU QUE NOS

COMUNICAMOS USANDO A VOZ, OS GESTOS E AS EXPRESSÕES FACIAIS E CORPORAIS?

EXPRESSÃO FACIAL É O QUE FAZEMOS COM NOSSO ROSTO PARA NOS COMUNICAR, COMO PISCAR, SORRIR, BOCEJAR, ENTRE OUTRAS EXPRESSÕES.

EXPRESSÃO CORPORAL É O QUE FAZEMOS COM NOSSO CORPO PARA NOS COMUNICAR, COMO COLOCAR AS MÃOS NA CINTURA, FAZER SINAL DE POSITIVO COM A MÃO, ENTRE OUTRAS EXPRESSÕES.

VOCÊ SABIA QUE MUITAS PESSOAS USAM EMOJIS PARA SE COMUNICAR? EMOJIS SÃO DESENHOS DE ROSTOS QUE EXPRESSAM EMOÇÕES, ASSIM COMO AS EXPRESSÕES FACIAIS.

sua expressão facial e corporal favorita e que transforme em desenho, usando cores e detalhes que transmitam o sentimento ou movimento representado. Para isso, ofereça a eles diferentes riscadores. Se possível, circule pela sala de aula e, para estimular a observação, faça perguntas simples como: o que esse rosto está sentindo? Como o corpo está se mexendo?

1 OBSERVE AS ILUSTRAÇÕES A SEGUIR.

TRISTEZA

AMOR

SONO

ALEGRIA

SURPRESA

A) COM A AJUDA DO PROFESSOR, LEIA AS PALAVRAS.

B) AGORA, LIGUE AS PALAVRAS AOS EMOJIS CORRESPONDENTES ÀS EXPRESSÕES FACIAIS.

2 CARA DE QUÊ? CARA DE ALEGRIA, DE ESPANTO, DE MEDO? PENSE EM GESTOS E EXPRESSÕES FACIAIS QUE PODEMOS FAZER PARA MOSTRAR NOSSAS EMOÇÕES. EM GRUPO, FAÇA VÁRIAS EXPRESSÕES FACIAIS E CORPORAIS.

3 AGORA, ESCOLHA A EXPRESSÃO FACIAL E A EXPRESSÃO CORPORAL QUE MAIS GOSTOU DE FAZER E CRIE UM DESENHO.

Produção pessoal.

2. Retome a leitura dos versos da canção Cara de quê?. Oriente os estudantes a fazer várias expressões faciais e corporais que representem emoções (alegria, tristeza, espanto etc.) e sensações (frio, calor, sede, entre outras possibilidades). Para essa proposta, escolha um local amplo, em que os estudantes possam ver uns aos outros.

11/09/25 16:54

Sugestão para o professor

• PENA, Maria Carolina Reis; ROLLA, Michela Barreto. Linguagem corporal no processo ensino aprendizagem. 9 jun. 2011. Disponível em: https://www.recan todasletras.com.br/artigos -de-educacao/3023620. Acesso em: 8 set. 2025. Leia o texto para saber mais sobre as formas de comunicação não verbal.

• BRASIL. Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. VLibras . Brasília, DF, c2025. Disponível em: www.gov.br/ governodigital/pt-br/aces sibilidade-e-usuario/vlibras. Acesso em: 8 set. 2025. Nessa página, pode-se conhecer a Língua Brasileira de Sinais (Libras), que se apropria da linguagem não verbal para se comunicar. É a língua que a comunidade surda no Brasil utiliza para se comunicar.

BNCC

Habilidades: EF15AR18 e EF15AR19.

ENCAMINHAMENTO

Nesta situação de aprendizagem, a ideia é ampliar conhecimentos a respeito das diversas formas de comunicação não verbal e do conhecimento do próprio corpo e possibilidades de comunicação. Assim, crie uma ambiência livre, na qual os estudantes possam se expressar de forma verbal e não verbal.

A dimensão expressiva do movimento engloba as diversas comunicações de ideias, sensações e sentimentos pessoais. Esse movimento expressivo também depende do contexto, da sociedade em que vivemos. Cada cultura tem um modo de se expressar. Assim, é interessante fazer uma curadoria de imagens de cenas teatrais e propor leituras de imagens aos estudantes. Esse mesmo exercício pode ser feito com obras de arte de diferentes períodos. Os estudantes podem criar improvisações com base em imagens.

Atores, mímicos, palhaços, mágicos, dançarinos e outros profissionais e pessoas, em geral, usam a expressão corporal para se comunicar no dia a dia.

A expressão corporal é individual, mas também pode ser coletiva ao juntar expressões corporais de várias pessoas. O importante é estar livre para criar! No teatro, utilizam-se as palavras, os objetos, o corpo ou partes dele para a expressão e a comunicação. Como o teatro é uma arte coletiva, observe o trabalho colaborativo e a interação entre os estudantes.

ARTE-AVENTURA VOZ, GESTO E EXPRESSÃO

NOSSO CORPO É MOVIMENTO E EXPRESSÃO.

NA IMAGEM A SEGUIR, OBSERVE A EXPRESSÃO FACIAL E A EXPRESSÃO CORPORAL DOS ATORES EM UMA CENA DO ESPETÁCULO MAKEDA – A RAINHA DA ARÁBIA FELIZ, DE AUTORIA E DIREÇÃO DE ALLEX MIRANDA

Explique aos estudantes que Makeda foi uma princesa africana que se tornou a grande rainha de Sabá.

CENA DO ESPETÁCULO MAKEDA – A RAINHA DA ARÁBIA FELIZ, EM 2024.

1 COMO É A EXPRESSÃO FACIAL DOS ARTISTAS QUE APARECEM NA IMAGEM? E COMO É A EXPRESSÃO CORPORAL DELES?

Respostas pessoais. A proposta é explorar a linguagem não verbal. Os estudantes devem criar hipóteses interpretativas com base na leitura da imagem.

2 O QUE PODE ESTAR ACONTECENDO NESSA CENA?

AGORA, VAMOS BRINCAR DE ADIVINHAR? VAI SER BEM DIVERTIDO!

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes imaginem e expressem diálogos e emoções vividos pelos personagens com base em suas expressões faciais e corporais.

3 O DESAFIO É CONTAR PARA OS COLEGAS UMA HISTÓRIA QUE ACONTECEU COM VOCÊ HOJE. USE APENAS GESTOS E EXPRESSÕES FACIAIS E CORPORAIS. OS COLEGAS VÃO TER DE ADIVINHAR O QUE FOI QUE VOCÊ CONTOU USANDO APENAS SEU CORPO!

Resposta pessoal. Proponha mais um momento de jogo com expressões faciais e corporais; agora, criando sequências de histórias.

A questão 1 propõe a fruição e a leitura da imagem de uma cena teatral. Chame a atenção dos estudantes para como os atores em cena realizam as expressões faciais e os gestos que mostram as emoções e as sensações. Assim, é preciso refletir: o que vocês percebem? O que compreendem ao apreciar a imagem? A leitura de imagem é sempre aberta, por isso é interessante conversar com eles sobre como os atores trabalham suas expressões corporais além de propor que observem outros elementos teatrais em cena como figurino, cenário e iluminação. Na questão 2, os estudantes são convidados a observar a imagem e criar hipóteses interpretativas sobre o que acontece na cena. Proponha que compartilhem suas ideias e se expressem corporalmente com base na imagem.

11/09/25

A SEGUIR, DESENHE A HISTÓRIA QUE VOCÊ CONTOU.

Produção pessoal. O desenho pode ser explorado como processo, produto final ou registro. Nesse sentido, observar esses três aspectos nos desenhos e sugerir aos estudantes que se expressem aqui e em folhas de papel avulsas, em suportes maiores e em outras propostas.

QUEM É?

ALLEX MIRANDA (1983-) É UM ATOR, DIRETOR E AUTOR TEATRAL BAIANO. ENTRE SEUS TRABALHOS, ESTÁ A PEÇA MAKEDA – A RAINHA DA ARÁBIA FELIZ. ESSA

OBRA VALORIZA A HISTÓRIA DE UMA HEROÍNA NEGRA QUE

INSPIRA CRIANÇAS A VALORIZAR A AUTOIMAGEM.

DESCUBRA MAIS

• HARRISON, VASHTI. GRANDE. RIO DE JANEIRO: HARPERKIDS, 2024.

ESSE LIVRO CONTA A HISTÓRIA DE UMA MENINA COM UM GRANDE CORAÇÃO E O QUE AS OUTRAS PESSOAS ESPERAM DELA.

11/09/25 16:54

O exercício 3 propõe um jogo teatral que explora o gesto, os movimentos e as expressões faciais, sendo uma situação de aprendizagem que requer muita concentração e foco ao andamento do jogo, tanto de quem está fazendo a ação teatral como de quem está assistindo à cena.

O exercício 4 propõe fazer um registro da experiência teatral com desenhos. Organizar a ambiência criadora educadora para essa proposta é oferecer riscadores e suportes para o desenho. Acompanhe as produções da turma.

Ao trabalhar o boxe Quem é? , apresente a história de Makeda, uma princesa africana que supera seus medos de se transformar em rainha de Sabá, ouvindo os conselhos de seu trisavô, para assumir tal responsabilidade.

Sugestão para o professor • REVERBEL, Olga Garcia. Um caminho do teatro na escola. São Paulo: Scipione, 1997.

A autora apresenta várias proposições pedagógicas para incluir o teatro na escola por meio de jogos e brincadeiras. Como os jogos teatrais podem contribuir para que as crianças desenvolvam várias habilidades na expressão e na comunicação não verbal (corporal), é importante pesquisar e explorar o assunto.

BNCC

Habilidades: EF15AR19 e EF15AR20.

Organize-se

• Para a proposta, é necessário um espaço amplo e livre de objetos. Se possível, leve os estudantes para o pátio da escola ou outra área que possa ser utilizada. Caso não seja possível, afaste os móveis da sala de aula para criar um espaço em que os estudantes possam circular.

ENCAMINHAMENTO

Esta proposta está dividida em duas partes. A primeira requer atenção e concentração dos estudantes; ao observarem e identificarem os emojis, é importante acolher e debater as hipóteses criadas por eles. Na segunda parte, crie uma ambiência lúdica, para os estudantes brincarem. Definam um local amplo e livre de objetos para que desenhem seus emojis e os coloquem espalhados pelo chão. Garanta uma distância segura entre os desenhos. Combine com a turma a organização e os cuidados para os estudantes não se esbarrarem durante a brincadeira. Combine também o som que indicará o momento para mudarem a posição e a expressão facial; por exemplo: sons de música, bater palmas, tocar um instrumento ou o que achar mais adequado.

Organize uma roda de conversa para dialogar sobre as expressões faciais na arte e no cotidiano.

A proposta é se movimentar, se expressar com o corpo e o rosto, brincar e se divertir aprendendo. Coloque os emojis no chão, converse com os estudantes sobre as regras e os combinados da brincadeira e comece a proposta.

ARTE EM PROJETOS CARAS E EXPRESSÕES

AGORA VAMOS BRINCAR COM EXPRESSÕES E EMOJIS?

• CANETAS COLORIDAS

• GIZ E OUTROS RISCADORES

• PAPÉIS DIVERSOS

COMO FAZER

2. O tamanho dos emojis pode variar, mas é importante que os estudantes possam vê-los com facilidade. Eles podem ser desenhados no chão com giz ou outro riscador que possa ser removido com facilidade. É possível desenhá-los em algum suporte grande, como em folhas de cartolina, e fixá-los no chão. Indicamos o uso de um espaço amplo para a realização da brincadeira.

1. VAMOS PREPARAR O ESPAÇO PARA A BRINCADEIRA! COMBINEM COM O PROFESSOR SE VOCÊS VÃO DESENHAR OS EMOJIS BEM GRANDES EM FOLHAS DE PAPEL OU NO CHÃO.

2. ESPALHEM OS DESENHOS E DEIXEM UM BOM ESPAÇO ENTRE ELES.

3. COM O ESPAÇO ORGANIZADO, O PROFESSOR VAI COMBINAR UM SINAL COM VOCÊ E OS COLEGAS.

MATERIAIS 11/09/25

4. TODOS DEVEM CAMINHAR PELO ESPAÇO SEM PISAR NOS EMOJIS. CADA UM FAZ UM CAMINHO DIFERENTE.

6. NESTE MOMENTO, É HORA DE EXPRESSAR A EMOÇÃO

REPRESENTADA PELO EMOJI COM TODO O CORPO! USEM A EXPRESSÃO FACIAL, A EXPRESSÃO CORPORAL, OS GESTOS E OS MOVIMENTOS.

5. AO SINAL DO PROFESSOR, CADA ESTUDANTE PARA PERTO DO EMOJI MAIS PRÓXIMO. 7. AO SINAL DO PROFESSOR, A BRINCADEIRA RECOMEÇA.

Como o teatro é uma arte coletiva, observe o trabalho colaborativo e a interação entre os estudantes: como trabalham coletivamente? São respeitosos com as hipóteses e o corpo dos colegas? São colaborativos?

Avalie a relação da turma com os emojis . Conhecem todos? Identificam corretamente as expressões? Fazem a expressão facial e a relacionam com os sentimentos propostos nas imagens dos emojis?

Observe e registre se os estudantes estão associando de maneira correta os emojis e a expressão facial realizada e os sentimentos expressados.

+Ideias

Depois de estudar as expressões e criar várias possibilidades lúdicas, os estudantes podem criar máscaras com expressões fisionômicas, usando papéis encorpados, riscadores e/ou fazendo colagens. Com as máscaras prontas, peça que realizem movimentos e gestos. Com sua supervisão, essa brincadeira pode ser fotografada com um dispositivo com câmera. Ao final da proposta, essas fotos podem ser exibidas para a turma.

Sugestão para o professor

11/09/25 16:54

• CAMARGO, Daiana; Dornelles, Leni Vieira. Brincar, corpo e movimento como eixos de formação de professores de crianças pequenas. Educar em Revista , Belo Horizonte, v. 39, 2023. Disponível em: https:// www.scielo.br/j/er/a/LL L8kXCRbztyf9TyzBnMjBK/#. Acesso em: 8 set. 2025. Conheça mais sobre a importância de brincar e jogar para o estudante.

BNCC

Habilidades: EF15AR08, EF15AR14 e EF15AR24.

ENCAMINHAMENTO

Nesta proposta, será apresentada Tindolelê, uma cantiga popular tradicional brasileira, que trabalha música e movimentos. É uma oportunidade de desenvolver um trabalho interdisciplinar entre Arte e Língua Portuguesa. Crie uma ambiência lúdica, na qual todos possam se expressar com a voz e o corpo livremente. Converse com a turma para saber quem conhece a música e os movimentos da brincadeira.

Essa cantiga é usualmente cantada em roda, quando os vários movimentos mencionados na letra são realizados por todo o grupo. Assim, a roda abre, fecha, gira para um lado, gira para o outro, a turma canta baixinho, dá pulinhos e outros movimentos. No áudio, os instrumentos que acompanham as vozes femininas que cantam são: flauta, dois violões, pandeiro, piano e contrabaixo. Na versão playback (para os estudantes cantarem), pode-se escutar o mesmo acompanhamento instrumental da versão completa, mas com a melodia interpretada pela flauta, que serve de guia para auxiliar os estudantes a seguirem o ritmo e a melodia ao cantar.

Convide e auxilie os estudantes a definir os movimentos que vão fazer na brincadeira, deixe-os escolher coletivamente a ordem e os movimentos da canção. Proporcione um ambiente de colaboração e faça a mediação de possíveis conflitos que possam surgir, no que diz respeito aos desejos individuais.

CANTO E MOVIMENTO

TINDOLELÊ É UMA CANTIGA POPULAR BRASILEIRA MUITO CONHECIDA.

ACOMPANHE A LEITURA DA CANTIGA COM O PROFESSOR.

TINDOLELÊ

OH! ABRE A RODA, TINDOLELÊ

OH! FECHA A RODA, TINDOLALÁ

OH! ABRE A RODA, TINDOLELÊ

TINDOLELÊ, TINDOLALÁ!

BATENDO PALMAS, TINDOLELÊ AGACHADINHOS, TINDOLALÁ

BATENDO PALMAS, TINDOLELÊ

TINDOLELÊ, TINDOLALÁ!

PARA A DIREITA, TINDOLELÊ

PRO OUTRO LADO, TINDOLALÁ

VOLTA À DIREITA, TINDOLELÊ

TINDOLELÊ, TINDOLALÁ!

PULA PRA FRENTE, TINDOLELÊ

PULA PRA TRÁS, TINDOLALÁ

PULA PRA FRENTE, TINDOLELÊ

TINDOLELÊ, TINDOLALÁ!

TODOS PARADOS, OLHOS FECHADOS, SOLTANDO AS MÃOS, TINDOLELÊ

TINDOLELÊ, TINDOLALÁ!

É hora de misturar música e movimentos dançados com a cantiga Tindolelê. Essa é uma ótima música para trabalhar manifestações da cultura do brincar em roda, a concentração dos estudantes e o ritmo nos movimentos dançados e na música. Eles podem brincar cantando e fazendo os movimentos no ritmo da música, podendo também alterar seu andamento, fazendo mais rápido ou mais lento. Outras ações na letra dessa cantiga que considerar interessantes também podem ser incluídas.

Converse com os estudantes sobre a integração de linguagens. Nas brincadeiras musicais cantadas com jogos de mãos, há a integração entre a música e os movimentos. Proporcione momentos para brincarem e depois para conversarem sobre como percebem a integração entre as linguagens da dança e da música.

A VIDA É REPLETA DE MOVIMENTOS!

VOCÊ JÁ PENSOU QUE, MUITAS VEZES, QUANDO BRINCAMOS TAMBÉM ESTAMOS MOVIMENTANDO NOSSO CORPO?

AO BRINCAR, PODEMOS FAZER MOVIMENTOS LENTOS, MODERADOS, RÁPIDOS, ABERTOS, FECHADOS...

AGORA, VAMOS CANTAR E MOVIMENTAR NOSSO CORPO COM A CANTIGA TINDOLELÊ?

1. COM OS COLEGAS, INVENTEM NOVOS MOVIMENTOS NO RITMO DA CANTIGA TINDOLELÊ. DECIDAM COLETIVAMENTE QUAIS MOVIMENTOS SERÃO EXECUTADOS.

2. DESENHEM ESSES MOVIMENTOS NO ESPAÇO A SEGUIR.

Produção pessoal. O desenho pode ser explorado como processo, produto final ou registro. Nesse sentido, observe esses três aspectos nos desenhos e sugira aos estudantes que se expressem aqui e em folhas de papel avulsas, em suportes maiores e em outras propostas.

3. DEPOIS, DECIDAM A ORDEM DESSES MOVIMENTOS NA CONTINUAÇÃO DA MÚSICA.

4. PRONTO! AGORA, COLOQUEM EM PRÁTICA O QUE O GRUPO PRODUZIU. VAI SER MUITO DIVERTIDO!

Aproveite para introduzir saberes sobre o movimento, como movimentos lentos, moderados, rápidos, abertos, fechados, movimentação no espaço, entre outros. Pergunte aos estudantes como percebem o ritmo dos movimentos do corpo no cotidiano, ao brincar e ao dançar.

11/09/25 16:54

Ao trabalhar a letra da cantiga, proponha aos estudantes que acompanhem a leitura. Depois, explore mais, pedindo que identifiquem palavras que se repetem, brinquem com as sonoridades de palavras-sons, como tindolelê e tindolalá, entre outras explorações. Comente que palavras-sons são aquelas que não têm um significado descrito em dicionários, pois são expressões para fazer referência a sons onomatopaicos. Palavras como tindolelê e tindolalá são referências sonoras que podem nos levar a entrar em contato com ritmos e sensações ao ouvir ou cantar uma música.

Se necessário, oriente a turma na ordenação dos movimentos escolhidos coletivamente.

No exercício 2 , incentive os estudantes a desenhar os movimentos imaginados e sugeridos aos colegas. Para isso, ofereça a eles diferentes riscadores.

Na cultura do brincar, a interação e a colaboração são fundamentais. Assim, é importante avaliar como os estudantes estão se relacionando. Quando necessário, faça intervenções e converse com eles sobre essas questões. Anote como se desenvolvem ao cantar, dançar e brincar, considerando características psicomotoras, psicossociais e socioemocionais de cada estudante.

Lembre-se de que registros com fotografias, áudios e filmagens de vídeo são importantes para compor o portfólio digital quando se trabalham linguagens artísticas como a música e a dança, mas que o consentimento e o conforto dos estudantes também é fundamental.

+Ideias

Realize brincadeiras com sonoridades (sons onomatopeicos) e pronúncias de palavras. É interessante sempre utilizar os vocalises , exercícios que fazemos com a voz para aquecê-la e prepará-la para o canto. Eles servem também para preparar nossa orelha para ouvir e cantar, controlando a afinação, a intensidade de emissão da voz e a expressividade em geral. Os vocalises podem ser feitos com pronúncias de letras e sons onomatopeicos, como a, e, i, o, u, zzzzzz (abelha), ou de notas musicais (lá, lá, lá, mi, mi, mi, mi). É preciso cuidar também da postura e da respiração!

BNCC

Habilidades: EF15AR08, EF15AR09, EF15AR10, EF15AR11 e EF15AR12.

TCT: Saúde: Saúde.

ENCAMINHAMENTO

Nesta proposta, crie uma ambiência investigativa. A ideia é transformar o processo de ensino e aprendizagem em uma jornada de descobertas, na qual os estudantes possam explorar e construir conhecimentos significativos sobre o próprio corpo. Assim, esta proposta envolve estimular a curiosidade, promover uma reflexão sobre o corpo e atentar aos movimentos do próprio corpo e aos cuidados que se deve ter com ele. Explore o momento de fruição e de nutrição estética com a leitura de textos visuais das fotografias de cenas com Ana Catarina Vieira e Ângelo Madureira. Converse com os estudantes sobre as articulações, a composição do corpo humano e os movimentos dançados pelos artistas nas imagens. Proponha que apreciem as imagem e depois explorem, de forma lúdica, as ações de esticar e dobrar. Oriente-os a variar as partes do corpo e as direções exploradas. A ludicidade pode advir de indicações de tempo e peso durante a atividade.

Para contextualizar de modo lúdico, os estudantes podem trazer brinquedos e explorar articulações em bonecos e bonecas antes de testar os próprios movimentos.

Em roda de conversa, comente os movimentos e os ritmos da cultura brasileira que os estudantes conhecem (forró, samba, rap, rock, entre outros).

AS IMAGENS DESTA PÁGINA SÃO CENAS DE ESPETÁCULOS DE DANÇA DO GRUPO ÂNGELO MADUREIRA & ANA

CATARINA VIEIRA.

OBSERVE COMO OS DANÇARINOS DOBRAM E ESTICAM OS PRÓPRIOS CORPOS.

ANA CATARINA VIEIRA E ÂNGELO MADUREIRA NO ESPETÁCULO OUTRAS FORMAS, EM 2010.

ALGUNS PASSOS DE DANÇA SÃO INSPIRADOS EM MANIFESTAÇÕES TRADICIONAIS. OUTROS MOVIMENTOS SÃO INVENTADOS PELOS DANÇARINOS.

1 COMPARE OS MOVIMENTOS DOS DANÇARINOS NAS DUAS IMAGENS.

C) EXPLIQUE SUAS ESCOLHAS AOS COLEGAS. X

A) MARQUE UM X NO QUADRINHO PERTO DA IMAGEM QUE VOCÊ CONSIDERA UM MOVIMENTO ABERTO.

B) CONTORNE A IMAGEM QUE VOCÊ CONSIDERA UM MOVIMENTO FECHADO.

Resposta pessoal. Oriente os estudantes a observar os elementos nos movimentos dos bailarinos que embasam as respostas dadas.

QUEM É?

O GRUPO ÂNGELO MADUREIRA & ANA CATARINA VIEIRA É FORMADO POR DANÇARINOS MUITO CRIATIVOS E CURIOSOS. ELES PESQUISAM E MISTURAM MOVIMENTOS DE DANÇAS DE DIFERENTES LUGARES.

O exercício 1 propõe aos estudantes que identifiquem nas imagens quem faz movimento aberto (imagem à direita) e fechado (imagem à esquerda), justificando suas escolhas. Como ampliação, apresente possibilidades de movimentos abertos e fechados, integrando com ações mediadoras a fruição estética e o fazer artístico. Para contextualizar, proponha aos estudantes que realizem mais movimentos, agora abertos e fechados.

ANA CATARINA VIEIRA EM CENA DO ESPETÁCULO SOMTIR.2, EM 2005.

2. Respostas pessoais. Este é um momento oportuno para que os estudantes explorem as possibilidades de criar movimentos: dobrar o corpo, caminhar, saltar, fazer movimentos abertos ou fechados, entre outros.

NOSSO CORPO É CHEIO DE LUGARES QUE DOBRAM! VOCÊ JÁ PENSOU COMO ISSO ACONTECE?

OBSERVE ESTAS ILUSTRAÇÕES.

TEMOS ARTICULAÇÕES EM VÁRIAS PARTES DO CORPO, COMO NOS JOELHOS, NOS COTOVELOS, NOS DEDOS...

OS PONTOS DO CORPO QUE CONSEGUIMOS

DOBRAR SÃO CHAMADOS

ARTICULAÇÕES

AS ARTICULAÇÕES FICAM ONDE ALGUNS OSSOS SE ENCONTRAM EM NOSSO

COM OS MÚSCULOS E OS OSSOS DO CORPO, PODEMOS FAZER MOVIMENTOS BONS PARA NOSSA SAÚDE, INCLUSIVE DOBRAR E ESTICAR PARTES DO CORPO.

2 COMO SEU CORPO DOBRA E SE MEXE? QUE TAL INVESTIGAR E DESCOBRIR OS PONTOS DE ARTICULAÇÃO EM SEU CORPO?

NOSSO ROSTO TAMBÉM POSSUI MUITOS MÚSCULOS QUE NOS PERMITEM MOSTRAR AS EMOÇÕES. LEMBRE ALGO QUE TE FAZ FELIZ. PERCEBEU COMO SUA EXPRESSÃO MUDA?

3 EM UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA, CRIE DESENHOS SOBRE COMO VOCÊ SENTE SUAS EMOÇÕES. O QUE TE DEIXA FELIZ, TRISTE, COM MEDO OU CURIOSO? Produção pessoal.

Para um trabalho interdisciplinar entre Arte e Educação Física, proponha aos estudantes que brinquem, andem e criem movimentos livres, como também ampliem o conhecimento do corpo e suas possibilidades de expressões e movimentos. Pode-se também ser feito um trabalho interdisciplinar entre Arte e Ciências da Natureza, ao explorar os sistemas muscular e ósseo do corpo humano. Imagens ilustrativas de livros de Ciências da Natureza e vídeos podem ajudar na investigação de como as articulações funcionam.

+Ideias

Os artistas Ana Catarina Vieira e Ângelo Madureira realizam pesquisas e se inspiram em danças e festas tradicionais para criar espetáculos de dança contemporânea. É interessante pesquisar e criar curadorias sobre esse patrimônio artístico cultural. Observe a seguir alguns exemplos.

Baião: ritmo e dança típicos da região Nordeste. Difundido por Luiz Gonzaga com sua sanfona, o ritmo se tornou um dos mais populares no Brasil. Em geral, é interpretado por uma formação de canto, triângulo, sanfona, zabumba e, às vezes, viola caipira.

Frevo: ritmo originado da mistura de diversos ritmos, entre eles o dobrado, tocado por bandas marciais de Pernambuco no fim do século XIX.

11/09/25 16:54

O exercício 2 propõe uma experiência estésica de exploração das articulações focando diferentes partes do corpo. Os estudantes podem criar movimentos dançados, explorando movimentos fechados e abertos, com ações corporais como esticar, dobrar e torcer. Uma situação de aprendizagem possível é o jogo do espelho: dois estudantes, um na frente do outro; o primeiro copia os movimentos das articulações do segundo.

No exercício 3, incentive os estudantes a desenhar um rosto demonstrando uma emoção que escolher. Ofereça folha de papel avulsa e diferentes riscadores.

Maracatu: ritmo brasileiro de raiz africana, originado no estado de Pernambuco.

Xote: ritmo relativamente lento e muito comum em diversas cidades do país, por fazer parte dos forrós (festas dançantes).

BNCC

Habilidades: EF15AR05, EF15AR06, EF15AR09, EF15AR10 e EF15AR11.

Organize-se

• Para as propostas, é necessário um espaço amplo e livre de objetos. Se possível, leve os estudantes para uma área ampla e silenciosa da escola. Caso não seja possível, afaste os móveis da sala de aula para aumentar o espaço de circulação.

ENCAMINHAMENTO

Crie uma ambiência acolhedora e criativa, na qual os estudantes possam se expressar e conhecer melhor o próprio corpo e possíveis movimentos. Diversão e alegria podem estar presentes na construção do conhecimento. Oriente os estudantes a respeitar seus limites de movimentos corporais e alerte-os a ficar atentos a incômodos; caso ocorra, devem parar os movimentos e falar com você.

As três estrofes do jogo musical e corporal Faço assim são interpretadas cinco vezes ao longo do áudio, o que possibilita que o grupo de estudantes possa realizar a atividade com articulação rítmica e no andamento adequado. Em um segundo momento, a atividade pode ser realizada com acompanhamento instrumental e/ou percussivo.

Realize essa proposta em um local em que todos os estudantes consigam enxergar os movimentos uns dos outros. Indique quem vai propor o movimento em cada rodada, de modo que todos os estudantes proponham seu movimento pelo menos uma vez.

ARTE-AVENTURA MOVIMENTANDO NOSSO CORPO

1. FAÇO ASSIM

VAMOS CANTAR FAÇO ASSIM E BRINCAR?

FAÇO ASSIM, FAÇO ASSIM VEJA BEM O QUE INVENTEI

FAÇO ASSIM, FAÇO ASSIM TODO MUNDO FAZ TAMBÉM

FAÇO ASSIM, FAÇO ASSIM E AGORA É VOCÊ!

OLIVEIRA, ALDA. CANÇÕES PARA INFÂNCIA. LAURO DE FREITAS: SOLISLUNA DESIGN, 2019. NÃO PAGINADO. VERSÃO ADAPTADA ESPECIALMENTE

NESSE JOGO MUSICAL, ALGUÉM

PROPÕE UM MOVIMENTO NO RITMO DA MÚSICA E TODOS IMITAM. DEPOIS, QUEM COMEÇOU A BRINCADEIRA INDICA UMA PESSOA PARA INVENTAR UM NOVO MOVIMENTO E, MAIS UMA VEZ, TODOS IMITAM.

DICA: A BRINCADEIRA

TERMINA APENAS

QUANDO TODOS PARTICIPAREM PROPONDO NOVOS MOVIMENTOS.

Ao propor o exercício 1, converse com os estudantes sobre como movimentam o corpo ao brincar, dançar e jogar. Peça, em primeiro lugar, que cuidem do canto (da afinação, do ritmo e da expressão vocal) e que reflitam sobre os movimentos que fazem muito bem e sobre os que querem desenvolver. No exercício 2, o propósito é avaliar quanto os estudantes são capazes de identificar a variedade de movimentos que é possível criar com o próprio corpo. Oriente a família sobre a necessidade de um local amplo para eles se movimentarem com segurança e liberdade. A proposta é integrar desenho e dança.

No jogo musical Nosso corpo, a ideia é exercitar a voz e o corpo em movimento, criar uma ambiência lúdica e brincante para desenvolver essa situação de aprendizagem.

1. Produção pessoal. Incentive os estudantes a descobrir movimentos novos e a explorá-los. Oriente-os a escolher riscadores e a representar os movimentos que fizeram, criando

1 ESCOLHA UM MOVIMENTO QUE VOCÊ GOSTA DE FAZER AO BRINCAR, DANÇAR E SE DIVERTIR. DEPOIS, FAÇA UM DESENHO DELE EM UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA.

desenhos na folha de papel avulsa.

2 BRINQUE DE FAÇO ASSIM EM CASA. DEPOIS, DESENHE ALGUNS MOVIMENTOS CRIADOS DURANTE A BRINCADEIRA EM UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA.

2. NOSSO CORPO

Produção pessoal. Oriente os estudantes a brincar em casa com os familiares e amigos. Peça a eles que registrem alguns dos movimentos criados na brincadeira em forma de desenho.

QUANTO MAIS MEXEMOS NOSSO CORPO, MAIS QUEREMOS MEXER!

AGORA, VOCÊ VAI PRECISAR DE SEU CORPO E DE TODA SUA ENERGIA! VAMOS LÁ?

COMO FAZER

1. PRIMEIRO, VAMOS EXPERIMENTAR O MOVIMENTO DE SACUDIR. COMECE LENTAMENTE. VAMOS SACUDIR BEM DEVAGAR.

2. DEPOIS, VAMOS ACELERAR UM POUCO. LOGO EM SEGUIDA, UM POUCO MAIS.

3. PARA FINALIZAR, QUE TAL EXPERIMENTAR OUTROS MOVIMENTOS?

DICA: EXPERIMENTE FAZER VÁRIOS

MOVIMENTOS EM CASA, COM SEUS FAMILIARES OU AMIGOS, E SE DIVIRTAM!

Se possível, leve a turma para um espaço silencioso, aberto e livre de objetos, para que todos possam trabalhar seguramente a velocidade dos movimentos de sacudir. Sacudir é uma ação corporal que não implica deslocamentos no espaço, o que facilita o foco na exploração do tempo. Com o corpo todo executando a ação de sacudir, os estudantes poderão experimentar diferentes tempos para realizá-la. Indique verbalmente o tempo (mais devagar, muito devagar, lento, normal, rápido etc.) ou toque um instrumento musical marcando o ritmo do movimento. Considere, ainda, a utilização de músicas que indiquem o tempo e o ritmo do movimento.

Na etapa 3, peça aos estudantes que escolham novos movimentos. Mas, antes de começar, solicite que não excedam suas capacidades físicas e acabem se machucando. Pensar essas questões pode motivar a percepção corporal, e eles podem começar a compreender os elementos de linguagem corporal na dança descritos pelo dançarino e pesquisador húngaro Rudolf Laban (1879-1958): tempo, peso, espaço e fluência.

Observe se os estudantes acompanham a velocidade sugerida em cada movimento, pergunte sobre as dificuldades e as facilidades encontradas na proposta lúdica.

+Ideias

11/09/25 16:54

Incentive os estudantes a explorar os movimentos que fazem no dia a dia. Sugira a alteração do modo usual dos movimentos, modificando o tempo de realização (súbito, sustentado e suas gradações). Proponha que explorem o espaço movimentando-se em várias direções e com diferentes partes do corpo. Após essa experiência, proponha a improvisação de sequências de movimento. Para instigá-los, peça que pensem nos movimentos realizados no cotidiano: um para a manhã, um para o meio do dia, um para a tarde, um para a noite e ainda outro que expresse um movimento realizado em suas brincadeiras. Depois que cada um tiver escolhido seus cinco movimentos, todos começarão a dançar integrando seus movimentos. Coloque músicas para que os estudantes dancem ou façam sons com a voz.

ILUSTRAÇÕES:

BNCC

Habilidades: EF15AR08, EF15AR09, EF15AR10, EF15AR11, EF15AR12, EF15AR23 e EF15AR24.

Organize-se

• Nesta proposta, prepare a sala de aula afastando as cadeiras e as carteiras para deixar o centro livre ou, se possível, use uma sala ou espaço da escola livre de objetos e limpo.

ENCAMINHAMENTO

Em Jogodança , combine algumas regras com os estudantes para organizar a brincadeira. Por exemplo: quando solicitar atenção, é para olhar para o professor; quando pedir para parar o movimento, manter distância segura dos colegas; entre outros combinados que achar importante. Espera-se que os estudantes percebam, pela experiência do movimento, que arrancada é a explosão do movimento, o tempo súbito, que pode ser seguido ou não de um tempo sustentado, com uma parada logo após a arrancada.

No Ritmo das cantigas , apresentam-se duas brincadeiras cantadas como oportunidade para a turma experimentar movimentos com ritmo, unindo a expressão musical e a expressão corporal, o que exige dos estudantes concentração e atenção. Escute os áudios com eles para que aprendam ou lembrem das canções.

Bambu tirabu é uma brincadeira feita em roda, cantando a música e girando. Quando cantar “tirará (diz o nome de um colega)”, o cole-

ARTE EM PROJETOS BRINCANDO NO

RITMO

1. JOGODANÇA

VOCÊ JÁ PERCEBEU QUE ALGUMAS MÚSICAS TÊM O RITMO ACELERADO E OUTRAS TÊM O RITMO MAIS LENTO?

NA DANÇA, OS MOVIMENTOS TAMBÉM PODEM TER DIFERENTES RITMOS E VELOCIDADES.

VAMOS EXPERIMENTAR ESSES RITMOS BRINCANDO DE JOGODANÇA?

É MUITO FÁCIL! VOCÊ VAI PRECISAR DE SEU CORPO E DE ESPAÇO PARA SE MOVIMENTAR!

COMO FAZER

1. EXPERIMENTE FAZER MOVIMENTOS EM DIFERENTES VELOCIDADES.

2. AGORA, EXPERIMENTE DIVERSOS MOVIMENTOS, COMO SALTITAR, DESLIZAR, CORRER E DESENHAR MOVIMENTOS NO AR!

3. POR UM MOMENTO, FIQUE PARADO, COMO SE FOSSE UMA ESTÁTUA! QUANDO ALGUÉM DER O SINAL, CORRA BEM RÁPIDO E PARE LOGO EM SEGUIDA. PRONTO, VOCÊ TERÁ FEITO UMA ARRANCADA!

4. AGORA, VAMOS CRIAR MOVIMENTOS DE ESPALHAR E RECOLHER? OS MOVIMENTOS DE BRAÇOS E PERNAS ABERTOS E FECHADOS NOS AJUDAM A INVENTAR MAIS MOVIMENTOS DANÇADOS.

DICA: ACRESCENTE TAMBÉM ALGUMAS EXPRESSÕES FACIAIS AO SEU JOGODANÇA!

ga citado vira de costas e passa a rodar de mãos dadas, mas com o corpo virado de costas para o centro da roda. A cada vez que se canta a canção, um novo nome é dito e um novo participante vira de costas. A brincadeira se encerra quando todos estiverem de costas para o centro. Essa canção do repertório tradicional brasileiro está interpretada no áudio por um grupo de quatro vozes femininas, acompanhadas por instrumentos midi (marimba e instrumentos de corda). Inicia-se por uma introdução instrumental seguida pelas vozes. Na sexta estrofe não há canto, possibilitando que os estudantes cantem como solistas, escutando a própria voz sobre o acompanhamento instrumental.

2. NO RITMO DAS CANTIGAS

QUE TAL BRINCAR E CANTAR NO RITMO DE CANTIGAS POPULARES?

BAMBU TIRABU É UMA BRINCADEIRA DE RODA COM GESTOS E MUITA CANTORIA! 16

BAMBU TIRABU

BAMBU TIRABU AROEIRA MANTEGUEIRA

TIRARÁ (DIZ UM NOME DE COLEGA) PARA SER BAMBU.

TIRABU. [S L.: S N.], [19--?]. CANTIGA POPULAR.

VOCÊ JÁ NOTOU QUE, AO OUVIRMOS ALGUMAS MÚSICAS, BATEMOS OS PÉS NO CHÃO, ESTALAMOS OS DEDOS OU ATÉ BALANÇAMOS O CORPO TODO EM VELOCIDADES DIFERENTES?

ENTÃO, QUE TAL OUVIR OUTRAS CANÇÕES?

ESCUTE A CANTIGA JOÃO PEQUENINO. OBSERVE A MANEIRA COMO ELA ESTÁ INTERPRETADA E SE MOVA DE FORMA LIVRE E EXPRESSIVA PELO ESPAÇO AO SOM DA MÚSICA.

JOÃO PEQUENINO

JOÃO PEQUENINO

VIU DOIS PASSARINHOS

E COMEÇOU A CANTAR...

AH A AH A!

EU TAMBÉM QUERO VOAR

JOÃO PEQUENINO. 2025. CANTIGA POPULAR RECRIADA ESPECIALMENTE PARA ESTA OBRA.

No arranjo feito para o áudio da canção João pequenino, há uma ampliação da letra. Ela possui aqui três estrofes, e a terceira se repete, depois do momento instrumental, em forma de cânone (repetição das vozes como um eco). Ao final há uma coda (uma cauda, um final).

11/09/25 16:54

A letra é cantada por um conjunto de vozes infantis com acompanhamento instrumental que inclui piano, flauta e clarinete.

Após a escuta da cantiga João pequenino , apresente variações da letra, como esta, elaborada especialmente para esta obra: “Então Marianinha, / viu três passarinhas, / cantando, livres no ar, / oh oh, / eu também posso estar lá. / Muito mais gente, / ficando contente, / soltou sua voz pelo ar, / oh oh, / o canto não pode parar”. Após a repetição dessa última estrofe, há um cânone, cuja finalização se dá com a frase: “voando eu posso chegar, / cantando em todo lugar”.

As letras das canções também podem ser trabalhadas como potência na alfabetização. Para isso, peça aos estudantes que identifiquem palavras rimadas nas letras das brincadeiras cantadas. Verifique também se há alguma palavra que não conhecem para que, com sua ajuda, pesquisem os significados no dicionário.

Avalie como os estudantes se expressam vocalmente e corporalmente em relação à música.

É importante lembrar sempre de fazer registros dos estudantes brincando, com fotos e filmagens.

Sugestão para o professor

• CIRANDANDO BRASIL. Salvador, c2025. Disponível em: www.cirandando brasil.com.br. Acesso em: 8 set. 2025.

Nesse site, pode ­se saber mais sobre brincadeiras e brincadeiras cantadas.

BAMBU

ENCAMINHAMENTO

Antes de começar, organize uma roda de conversa para retomar com os estudantes o que eles estudaram neste capítulo.

Na proposta 1 , os estudantes vão interpretar as imagens ilustrativas e escolher os sons mais longos e as onomatopeias, que também fazem parte dos elementos a ser interpretados. Peça a eles que pronunciem os sons onomatopeicos para explorarem percepções sonoras na música e no cotidiano.

Na proposta 2, peça aos estudantes que fechem os olhos e prestem atenção nos sons que escutam. Pergunte como são e quais fontes sonoras identificam. Depois, peça que abram os olhos para escolher uma alternativa e comentar com os colegas.

Na proposta 3 , retome o silêncio na música. O mundo é sonoro, porém na música o silêncio é a pausa de algum som referente a uma fonte sonora.

Na proposta 4, retome as experiências realizadas nos momentos de fruição de imagens e de criação de movimentos dançados. Proponha aos estudantes que observem as imagens ilustrativas, criem hipóteses interpretativas e assinalem as imagens em que as crianças das ilustrações realizam movimentos abertos. Nesse momento, proponha que se movimentem para identificar com o corpo os movimentos abertos e os movimentos fechados.

Na proposta 5 , a ideia é retomar a brincadeira Cara de quê?, incentivando e revelando o repertório de expressões faciais dos estudantes, além de propor a integração entre eles ao criar um desenho de figura humana (rosto) com base na expressão facial elaborada pelo colega.

PARA REVER O QUE APRENDI

1 CONTORNE AS FIGURAS QUE VOCÊ CONSIDERA TER OS SONS MAIS LONGOS Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem o som do caminhão e da motocicleta.

OS ELEMENTOS NÃO FORAM REPRESENTADOS EM PROPORÇÃO DE TAMANHO ENTRE SI. AS CORES NÃO CORRESPONDEM AOS TONS REAIS.

2 ESCUTE OS SONS AO SEU REDOR.

A) O SOM ESTÁ EM TODO LUGAR?

X SIM NÃO

B) EXPLIQUE SUA RESPOSTA PARA OS COLEGAS E O PROFESSOR.

Levando em consideração o momento de alfabetização dos estudantes, explore o modo como se expressam defendendo suas ideias e hipóteses interpretativas. Observe se eles percebem que vivemos em um mundo sonoro.

3 LEIA A FRASE A SEGUIR COM O PROFESSOR.

SABEMOS QUE O SILÊNCIO ABSOLUTO NÃO EXISTE NO DIA A DIA. MAS, NA MÚSICA, O SILÊNCIO É

DE ALGUMA FONTE SONORA.

AGORA, ASSINALE A ALTERNATIVA QUE PREENCHE CORRETAMENTE A LACUNA DO TEXTO.

X A PAUSA

A FALHA O ERRO

4 OBSERVE A IMAGEM A SEGUIR. DEPOIS, MARQUE UM X NAS CRIANÇAS QUE ESTÃO FAZENDO MOVIMENTOS ABERTOS.

5 PENSE EM UMA EXPRESSÃO FACIAL QUE VOCÊ COSTUMA FAZER MUITO.

A) MOSTRE ESSA EXPRESSÃO FACIAL PARA UM COLEGA. ELE TAMBÉM VAI MOSTRAR UMA EXPRESSÃO PARA VOCÊ.

Resposta pessoal.

B) NO ESPAÇO A SEGUIR, DESENHE A CARA QUE SEU COLEGA FEZ.

Produção pessoal. Observe os aspectos do desenho que remetam às expressões faciais. Converse com os estudantes e peça que justifiquem as escolhas que fizeram para compor o desenho.

6. Relembre com os estudantes as canções e os movimentos dançados nas brincadeiras propostas nesta unidade. Retome também a percussão corporal, destacando a relação entre corpo expressivo, sonoro e voz. Proponha que escolham uma das canções e se expressem por meio de desenhos, registrando suas experiências na linguagem visual.

6 QUAL CANÇÃO VOCÊ GOSTOU MAIS DE CONHECER, CANTAR E SE MOVIMENTAR? EM UMA FOLHA DE PAPEL AVULSA, FAÇA UM DESENHO CONTANDO COMO FOI APRENDER ESSA CANÇÃO E COMO VOCÊ SE MOVIMENTA AO CANTAR.

A proposta 6 é um trabalho com a memória, o gosto pessoal e a expressão gráfica e corporal dos estudantes. Nestas páginas foram propostos exercícios para uma avaliação de final de processo, porém reiteramos que a avaliação em Arte precisa de mais ações pedagógicas, situações de aprendizagem e registros para compor um olhar mais abrangente sobre como os estudantes desenvolvem competências e habilidades pelas linguagens da Arte.

Assim, para avaliar todos os objetivos propostos, será preciso retomar as situações de aprendizagem em que as várias linguagens puderam acolher a presença do corpo e a ação criadora e poética. As rodas de conversa são importantes também para avaliar. Retomar, reunir e organizar os portfólios físicos e digitais. Observe também as anotações nos cadernos, bem como outros materiais produzidos ao longo deste percurso.

Tendo em vista que cada pessoa pode ter experiências diversas com a Arte, é importante avaliar a qualidade dos encontros que os estudantes tiveram com essa área de conhecimento em suas diferentes linguagens. Caso identifique que algumas experiências não foram vividas, sugere-se oferecer novas oportunidades de ação criadora em que desenvolvam competências e habilidades e criem com autonomia a partir de poéticas autorais. Proporcionar conversas em grupo sobre as próprias produções pode ser uma ação positiva para a autoavaliação e a percepção da potência expressiva de cada um.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

ANDRADE, Carolina Romano de; GODOY, Kathya Maria Ayres. Dança com crianças, ensino e possibilidades . Curitiba: Appris, 2018.

Essa é uma obra abrangente e clara sobre os caminhos para o desenvolvimento da dança na escola. Nela, há fundamentação teórica, reflexões sobre o dançar das crianças e propostas práticas e ilustradas sobre o trabalho com o corpo, os fundamentos da dança e o processo de criação com crianças. Essa obra contribui também para pensar a passagem da educação infantil para o ensino fundamental.

BARBIERI, Stela. Territórios em transformação. São Paulo: Jujuba, 2022.

Nesse livro destinado a educadores, a autora apresenta ideias sobre a criação de ambiências, espaços ateliês que sejam convites à experimentação e à ação criadora, além de propor uma reflexão sobre arte, educação e infâncias.

BARBOSA, Ana Mae. A imagem do ensino da arte : anos oitenta e novos tempos. São Paulo: Perspectiva, 2009.

Nessa obra, é apresentada a abordagem triangular de ensino, com propostas para desenvolver a fruição (leitura de imagens), a ação criadora (o fazer artístico) e a contextualização.

BERTHOLD, Margot. História mundial do teatro. São Paulo: Perspectiva, 2011.

A autora desse livro traz um panorama da história do teatro mundial, com importantes apontamentos sobre as diferentes formas de se fazer teatro no mundo.

BORGES, Luciane Sarmento Pugliese; SOUZA, Beatriz Adeodato Alves de; ZEN, Giovana. Ensino da dança para crianças . Salvador: UFBA, 2018. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/30855. Acesso em: 12 ago. 2025.

Produzido no âmbito da educação a distância da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA), nesse material são encontradas reflexões, fundamentações e propostas para o ensino de dança para crianças. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: https://basenacional comum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal_site.pdf. Acesso em: 18 ago. 2025.

Nesse documento, estão presentes proposições e embasamentos curriculares, determinando as competências e as habilidades específicas de cada área do conhecimento para garantir as aprendizagens essenciais.

COURTNEY, Richard. Jogo, teatro & pensamento: as bases intelectuais do teatro na educação. São Paulo: Perspectiva, 2010.

O autor desse livro ressalta a importância do jogo e do teatro como ferramentas pedagógicas que promovem o desenvolvimento intelectual, a criatividade e a expressão individual e coletiva.

MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de arte : a língua do mundo. São Paulo: FTD, 2010.

Nessa obra, as autoras propõem construções e reflexões sobre conceitos para o ensino contemporâneo de Arte, considerando aspectos próprios das linguagens artísticas. Também apresentam a abordagem de ensino por meio dos territórios da arte e cultura.

SCHAFER, R. Murray. O ouvido pensante . 2. ed. São Paulo: Unesp, 2012.

Esse livro explora a relação entre som, escuta e ambiente, propondo a audição como experiência ativa e reflexiva, ao mesmo tempo que analisa como a cultura e a tecnologia impactam nossas perspectivas auditivas no mundo.

SILVA, Lucilene. Eu vi as três meninas : música tradicional da infância, na aldeia de Carapicuíba. São Paulo: Zerinho ou Um, 2014.

São reunidas nesse livro várias músicas, brincadeiras cantadas (melodias em acalantos, jogos de escolha, brincos, rodas de verso, atividades de movimento) e ritmadas (melodias para interpretação de amarelinhas, jogos de mão, jogos com movimentos corporais e uso de objetos). A autora descreve os jogos, apresenta as letras das canções e explica seus usos e procedimentos.

VECCHI, Vea. Arte e criatividade em Reggio Emilia : explorando o papel e a potencialidade do ateliê na educação da primeira infância. São Paulo: Phorte, 2017.

O ateliê é um espaço onde o educador com formação e experiência em Arte (atelierista) possibilita que os estudantes vivenciem experiências singulares. Nessa obra, a autora conta a história do ateliê e a evolução do papel do atelierista, examinando a contribuição da expressão e da criatividade para a infância.

Leituras complementares para o professor

BRITO, Teca Alencar de. Música na educação infantil . São Paulo: Peirópolis, 2003.

A autora apresenta noções básicas de música na educação integral da criança, contemplando informações valiosas sobre construção de instrumentos musicais, jogos, brincadeiras, improvisações, arranjos, criações e escuta musical, além do trabalho vocal junto às crianças.

FAZENDA, Ivani Catarina (org.). O que é interdisciplinaridade? São Paulo: Cortez, 2008.

Os autores desse livro apresentam reflexões, premissas e conceitos sobre a interdisciplinaridade, desde a formação do professor até a ação docente.

HERNÁNDEZ, Fernando; VENTURA, Montserrat. A organização do currículo por projetos de trabalho 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Nessa obra, são apresentadas propostas de organização de currículos com base na prática de projetos.

ORIENTAÇÕES GERAIS

CONVITES PARA EXPERIÊNCIAS E PROPOSIÇÕES PEDAGÓGICAS

É experiência aquilo que “nos passa”, ou que nos toca, ou que nos acontece, e ao nos passar nos forma e nos transforma. Somente o sujeito da experiência está, portanto, aberto à sua própria transformação.

BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 19, p. 25-26, jan./abr. 2002.

A filosofia explica a experiência como as percepções e os saberes que construímos por meio dos sentidos. Se prestarmos atenção, perceberemos que todos os dias muitas coisas nos acontecem, mas nem todas nos tocam. Quando algo nos toca, nos afeta, isso pode representar um acontecimento significativo, uma experiência estética!

Quem não se lembra de uma cena de filme, de uma pintura ou de um desenho visto na infância que tenha marcado sua história de vida? Uma música, um perfume ou uma imagem podem nos fazer viajar a tempos passados. Esse é o poder da experiência estética: o encontro com a beleza ou com a estranheza pode marcar a memória e influenciar nossa formação como seres sensíveis.

Algumas vezes somos surpreendidos e envolvidos por esse tipo de experiência, outras vezes nos colocamos intencionalmente em estados sensíveis, disponíveis à poesia. Na

busca por experiências estéticas, vamos ao cinema, a espetáculos de música, de teatro e de dança, a exposições de arte ou apenas ligamos a televisão ou acessamos dispositivos móveis para nos deleitar com séries e filmes, ouvir música, apreciar e compartilhar imagens.

Na experiência estética os meus sentimentos descobrem-se nas formas que lhes são dadas, como eu me descubro no espelho. Através dos sentimentos identificamo-nos com o objeto estético, e com ele nos tornamos um.

DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. Fundamentos estéticos da educação. 2. ed. Campinas: Papirus, 1988. p. 93.

Segundo a definição de Duarte Júnior, a palavra estesia é oposta à palavra anestesia — a impossibilidade ou a incapacidade de sentir. No entanto, a estesia relaciona-se à possibilidade de sentir e significar. Em estado de estesia, seja por intenção, seja por distração, podemos viver experiências estéticas (DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. O sentido dos sentidos : a educação (do) sensível. Curitiba: Criar, 2001).

Quando falamos em proposições pedagógicas no ensino de Arte, chamamos a atenção para a presença de professores-propositores, que são aqueles que se constituem pela for-

mação/ação/reflexão no fluxo das experiências culturalmente vividas. Experiência, nesse sentido, é a condição especial que, como expressa Jorge Larrosa Bondía, “‘nos passa’, ou que nos toca, ou que nos acontece” (BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 19, p. 26, jan./abr. 2002).

Entender arte como conhecimento e linguagem que dialoga com muitos saberes, sentimentos, sensações, tempos e contextos é um fator importante na concepção contemporânea de arte-educação. Do mesmo modo, a ideia de proposição pedagógica para o ensino de Arte está ligada ao desafio de buscar uma poética pessoal de aprender e ensinar Arte. Trata-se de uma postura pedagógica em que o professor, mesmo tendo como referência um material didático, toma decisões que resultam em escolhas autônomas e pensadas para os encontros entre os estudantes e o universo da arte. São profissionais atentos às necessidades da realidade e abertos à escuta sensível dos estudantes, acolhendo os diversos modos de ser e de existir.

Dessa forma, professores-propositores são profissionais autores dos seus projetos pedagógicos; preparam ambiências educadoras e criadoras e convidam os estudantes a viver experiências na fruição, na contextualização e no fazer artístico; compreendem a potência das experiências estéticas.

Fazemos aqui o convite aos professores-propositores, disponíveis à poesia e em estado de estesia, para trilhar caminhos cuja premissa é que a experiência com a Arte seja uma aventura repleta de experimentações, com ênfase na curiosidade, na alegria e nas descobertas: uma arte-aventura!

Caminhos

para trilhar

no ensino da Arte

Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música, não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe falaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o misté-

rio daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.

ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola 3. ed. São Paulo: Planeta, 2021. p. 189.

Já que somos seres de linguagem, expressão e poesia, as aulas do componente curricular Arte podem ser espaços e tempos para viver experiências com a beleza e com a boniteza. A beleza de que aqui falamos não está associada à ideia de padrões ou gostos estéticos, e sim à ideia de boniteza que aprendemos com Paulo Freire quando ele fala da necessidade de a educação percorrer caminhos de encantamentos. Quando Rubem Alves fala de ensinar e aprender por meio de “experiências da beleza”, nos convida a pensar em encontros sensíveis com o mundo e as coisas que nele habitam, incluindo a arte. Nesse sentido, ao escolher os caminhos para trilhar no ensino da Arte, devemos selecionar conceitos ou modos de provocar experiências com a beleza? Como preparar nossas aulas com boniteza para provocar encantamento? (FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia : saberes necessários à prática pedagógica. 38. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2004. p. 23; ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola . 3. ed. São Paulo: Planeta, 2021).

O Livro do estudante desta coleção representa um rico material que oportuniza a fruição, a leitura e a construção de hipóteses interpretativas por meio de textos verbais e visuais e de materiais em áudio. Apresentamos diversas propostas que contemplam o fazer artístico — fruição e leitura de imagens, estudos e pesquisas, contextualizações e investigações sensoriais —, com o objetivo de tornar os estudantes protagonistas de sua aprendizagem. Para auxiliar o trabalho do professor, respeitando o momento de alfabetização e o processo de conquista da leitura e da escrita em que os estudantes estão mergulhados, a coleção propõe momentos de nutrição estética com leitura e interpretação de textos poéticos selecionados da literatura, trechos de canções e textos criados pelos autores junto com imagens de obras artísticas e ilustrativas, como forma de adentrar nos estudos

valorizando o pensamento poético e as experiências com a beleza.

Situações de aprendizagem

As proposições pedagógicas nesta coleção valorizam a investigação e as leituras de mundo, bem como a exploração de materialidades, processos e ações criadoras. São diversas situações de aprendizagem com o objetivo de facilitar o trabalho do professor e oferecer encaminhamentos metodológicos para provocar o constante e crescente aprendizado da arte, respeitando as infâncias e a cultura do brincar. Podemos refletir sobre o fato de a arte ser uma atividade e um produto cultural essenciais para o ser humano, por isso sua presença na escola é tão importante. Sem ela, o desenvolvimento de muitas competências e habilidades jamais seria alcançado, já que se trata de uma atividade humana ligada a manifestações estésicas e estéticas realizadas com base naquilo que percebemos, sentimos e pensamos. Que escolhas fazer diante da amplitude do universo da arte? Essa dúvida pode provocar os educadores a pensar sobre o que ensinar ou por quais caminhos seguir. Assim como um poeta que escolhe apenas algumas palavras, entre as muitas existentes, para criar seus versos e suas rimas, em meio ao vasto acervo de produções artísticas e manifestações culturais, a cada volume, unidade, capítulo e seção, realizamos escolhas e recortes, visando ajudar os professores nas suas próprias escolhas para criar, propor e caminhar por um percurso de ensino e aprendizagem da Arte na companhia dos estudantes. Com base nas escolhas que fazemos no universo da arte, podemos nos expressar, nos descobrir como criadores, apreciadores/espectadores, pesquisadores. Podemos, também, ser provocados por estados sensíveis e subjetivos a desenvolver o pensamento crítico e a viver encontros com a beleza, convidando os estudantes para essas experiências.

Nesta coleção, propomos o trabalho com base nas situações de aprendizagem: rodas de conversa, nutrição estética, ações criadoras, investigações sensoriais, pesquisas e expedições culturais. A expressão “situação de aprendizagem” nasce da reflexão de autores como José Carlos Libâneo e refere-se às si -

tuações didáticas e aos momentos educativos como pontos fundamentais para uma aprendizagem com sentido para os estudantes, entendidos como sujeitos ativos (LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública: a pedagogia crítico-social dos conteúdos. 21. ed. São Paulo: Loyola, 2008). Segundo Mirian Celeste Martins, Gisa Picosque e Maria Terezinha Telles Guerra, não se trata apenas de realizar uma atividade de modo mecânico, mas de vivenciar experiências significativas (MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 2010).

Nesse sentido, ao participar de rodas de conversa e de momentos de nutrição estética ; ao viver a ação criadora , ao realizar investigações sensoriais, pesquisas e expedições culturais em ambiências educadoras, os estudantes podem vivenciar seu processo de aprendizagem. Essas e outras situações podem ser criadas para vivências com arte na escola e fora dela, convidando e envolvendo também os familiares ou responsáveis.

À medida que ensinamos arte também aprendemos com ela e sentimos sua importância na escola. Como expressam Mirian Celeste Martins, Gisa Picosque e Maria Terezinha Telles Guerra, a “arte é importante na escola, principalmente porque é importante fora dela” (MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte : a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 2010. p. 12).

Tempos, poéticas e infâncias

Quando crianças, o que gostávamos de aprender? O que nos causava estranhamento, curiosidade, encantamento? Quais as experiências e os encontros com a arte que guardamos em nossas memórias?

Essa provocação, para vasculhar os sentimentos guardados e as memórias do seu tempo de infância, é um convite para pensar sobre como “definitivamente não somos iguais, e é maravilhoso saber que cada um de nós que está aqui é diferente do outro, como constelações” (KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 32-33) e sobre o fato de trazermos

conosco nossas subjetividades e modos de aprender e ensinar, construídos com tempo e uma diversidade de processos e experiências.

Mesmo considerando as diferenças entre tempos e contextos, esse exercício de memória deixa-nos mais sensíveis para compreender os estudantes, que têm seus estranhamentos, suas curiosidades, seus encantamentos e, sobretudo, seus desejos e seus direitos.

Ao ensinar Arte nos anos iniciais do ensino fundamental, é preciso compreender e mergulhar no universo do tempo da infância — ou melhor, das infâncias, considerando a diversidade de experiências vividas pelas crianças com base em seus contextos geográficos, culturais e sociais. A palavra infâncias carrega o sentido plural dos modos de ser e de existir, valoriza diferentes culturas e indivíduos e suas leituras de mundo, suas percepções, sensações e emoções diante da vida.

Investigar e acolher a forma como cada criança formula hipóteses interpretativas, desenvolve a oralidade, os processos de escrita, a leitura e as expressões artísticas visuais, sonoras e corporais é respeitar o tempo e a poética nas infâncias.

Ao conhecer melhor o desenvolvimento dos estudantes, suas conquistas e dificuldades, os professores podem analisar e planejar melhor suas aulas atendendo competências e habilidades, mas principalmente promovendo experiências significativas, capazes de compor histórias, memórias e aprendizados. Como você deseja ser lembrado? Essa é uma pergunta inquietante apresentada por Paulo Freire em: PAULO Freire contemporâneo. Direção: Toni Venturi. Brasil, 2007. 1 vídeo (ca. 50 min).

Há poética nas produções das crianças. A escuta e o acolhimento das produções exigem um exercício de avaliação sensível por parte dos adultos, em especial de professores e familiares, favorecendo ambientes mais seguros, acolhedores e potentes para o desenvolvimento da expressão e da ação criadora dos estudantes. Trata-se de um grande desafio, uma vez que a lógica do pensamento das crianças é diferente da lógica dos adultos. Dessa forma, precisamos estar atentos a essa diferença de modos de ser e de existir nas infâncias. Precisamos nos aventurar por mundos imaginários e simbólicos.

Minha tarefa pode ser comparada à obra de um explorador que penetra numa terra desconhecida. Descobrindo um povo, aprendo sua língua, decifro sua escrita e compreendo cada vez melhor sua civilização. Acontece o mesmo com todo adulto que estuda a arte infantil.

STERN, Arno apud MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte: a língua do mundo: São Paulo: FTD, 2010. p. 84.

A cultura do brincar

Não é questão de querer

Nem questão de concordar

Os direitos das crianças

Todos têm de respeitar.

[…]

Tem direito à atenção

Direito de não ter medos

Direito a livros e a pão

Direito de ter brinquedos.

ROCHA, Ruth. Os direitos das crianças: segundo Ruth Rocha. São Paulo: Salamandra, 2014. p. 7-10.

Nesta coleção, foi feita a escolha de valorizar o aprender pelo brincar, por considerar esse um direito importante para o desenvolvimento dos estudantes.

A cultura do brincar permeia toda a coleção, valorizando as experiências práticas e lúdicas nas investigações de materialidades, elementos constitutivos das linguagens artísticas e processos de criação. São apresentados produções artísticas, jogos de faz de conta e brincadeiras simbólicas, jogos teatrais com danças e jogos musicais como as brincadeiras cantadas, entre outras propostas, sempre respeitando cada faixa etária e as diferentes infâncias.

A presença do brincante nas manifestações da cultura brasileira, como cirandas, danças, cantos e festejos, dialoga com os estudantes sobre as ações lúdicas, que não são práticas exclusivas das infâncias, mas atravessam as tradições culturais brasileiras em diferentes contextos, sendo algumas reconhecidas como patrimônios culturais imateriais.

A cultura do brincar também está presente nas propostas de trabalhos em grupo, em que as relações sociais podem ajudar a construir e exercitar noções e atitudes do trabalho colaborativo, da educação antirracista e da cultura de paz.

As práticas artísticas são propostas com base na experimentação com liberdade, incentivando a curiosidade e a criatividade e valorizando a imaginação e a invenção como propulsores de ideias, argumentos e resolução de problemas e desafios. São práticas que estão em consonância às metodologias ativas e ao desenvolvimento de pensamentos contextualizados e críticos.

A curiosidade e o sentimento de aventura abrem possibilidades de expressão e de descoberta. Assim, são importantes os desafios que incentivam os estudantes a investigar muitas linguagens e a construir saberes sobre arte e vida por meio do lúdico.

Educação inclusiva e cultura de paz

A respeito do papel dos professores de Arte na educação inclusiva, é preciso refletir sobre as complexidades e realidades que envolvem esse trabalho em cada escola.

O direito à educação de pessoas com deficiência vai muito além da garantia de acesso ao espaço escolar. Além de espaços adequados, a acessibilidade inclui projetos pedagógicos que garantam condições para o desenvolvimento pessoal, social e educacional dos estudantes.

Nas Orientações específicas que acompanham o Livro do estudante desta coleção, há sugestões para auxiliar no desafio de promover uma cultura inclusiva na escola. Os professores têm papel fundamental nesse processo, que envolve várias ações educativas, desde a escuta e a observação atenta e sensível às necessidades dos estudantes até a criação de ambiências seguras, solidárias e pacíficas.

Ações educativas e situações de aprendizagem significativas e flexíveis valorizam as potencialidades de cada estudante, propondo a participação efetiva e interativa. Para isso, é fundamental o constante diálogo com todos os estudantes da turma, a fim de desconstruir

ideias estereotipadas e preconceituosas sobre as pessoas com deficiência e fomentar a empatia e o respeito à diversidade das formas de ser, existir e aprender.

Essa abordagem propõe assegurar a frequência e a participação de estudantes com deficiência, no espectro autista, com altas habilidades ou superdotação de modo não segregado, reconhecendo as diferenças como positivas no ambiente escolar.

O termo neurodivergente refere-se a uma condição neurológica que afeta o modo como a pessoa percebe, conhece, se comunica, organiza pensamentos e expressa emoções. Ele abrange uma variedade de condições, como Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Superdotação e Dislexia. No entanto, para esta coleção, trabalhamos com o termo neurodiversidade , defendendo que as formas de ser, existir e aprender são múltiplas. É parte fundamental dessa defesa conhecer as condições apresentadas e criar abordagens educativas inclusivas personalizadas, com adaptações de situações de aprendizagem e processos de avaliação flexíveis. Deve-se buscar condições para a participação e o desenvolvimento de competências e habilidades, valorizando as potencialidades e garantindo uma ambiência educadora e criadora segura e livre de preconceitos e violências.

Outros desafios também estão diante dos professores, como a educação antirracista e decolonial. Esses são temas que há muito tempo estão em debate e que deflagraram a Lei n o 10.639/2003, que tornou obrigatória a inclusão de conteúdos relacionados à história e à cultura da África e dos afro-brasileiros na educação básica, e a Lei no 11.645/2008, que ampliou o escopo da lei anterior, incluindo a história e as culturas dos povos originários. Essas leis alteraram a lei de diretrizes e bases da educação nacional (LDB) e vêm influenciando conteúdos, concepções e encaminhamentos nos currículos, livros didáticos e projetos educativos (BRASIL. Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 1996. Disponível em: http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 28 set. 2025).

O pensamento decolonial nasceu de várias discussões na América Latina, e em outros locais do mundo, sobre a situação de povos que foram colonizados e que, mesmo após o fim do sistema social e econômico de dominação direta, sofreram e ainda sofrem as consequências dessa dominação, uma delas sendo a manutenção de uma visão histórica e cultural eurocêntrica, que desconsidera conhecimentos e narrativas históricas e culturais de outros povos.

A educação decolonial procura romper com essa forma de pensar e de ver o mundo e valoriza a diversidade de narrativas, histórias, saberes e ideias. Ela leva em conta a história, a luta contra preconceitos e a resistência cultural de povos indígenas, de comunidades remanescentes de quilombo, de povos ciganos e outros grupos, considerando o direito que eles têm de contar as próprias narrativas e de aprender com base nos saberes originais de seu povo e em seu contexto cultural.

A educação antirracista caminha junto à cultura de paz, à diversidade e à representatividade de povos, culturas e grupos minorizados, como as pessoas LGBTQIAPN+ e as mulheres. Nesse sentido, os professores de Arte podem proporcionar aos estudantes encontros com diferentes acervos culturais e artísticos, ampliando repertórios e conectando ideias, temas e visões de mundo expressas nas várias linguagens artísticas.

Obras artísticas trazem temas e expressões que podem contribuir para as conversas sobre situações-problema de modo a combater a violência e o preconceito, sobretudo contra mulheres, meninas e pessoas LGBTQIAPN+, de maneiras adequadas a cada tempo das infâncias. Outras temáticas urgentes podem ocupar as rodas de conversas e os momentos de nutrição estética com os estudantes, bem como os diálogos com familiares ou responsáveis, como a segurança infantil em situações presenciais e em ambientes digitais e o combate a situações de violência e de intimidação sistemática, como o bullying e o cyberbullying. Considerando que as pessoas não nascem violentas ou pacíficas — são as experiências que influenciam as concepções de mundo, os valores e as práticas sociais delas —, a educação inclusiva, antirracista e pautada na cultura de paz e nas experiências com a beleza da qual falamos pode contribuir para formar pessoas pacíficas.

O conceito de cultura de paz parte do princípio de que a violência não é inerente à humanidade, nem a paz. A paz precisa ser ensinada, aprendida e estimulada.

RECHENBERG, Ligia. Cultura de paz: novas abordagens sobre prevenção da violência entre jovens. São Paulo: Instituto Sou da Paz, 2010. (Projeto juventude e prevenção da violência 4). p. 13. Disponível em: https:// soudapaz.org/documentos/cartilha-cultura -de-paz/. Acesso em: 15 set. 2025.

BNCC E AS PROPOSIÇÕES PEDAGÓGICAS NAS LINGUAGENS DA ARTE

Como os estudantes encontram as linguagens artísticas? Será por meio de uma ilustração de livro ou revista, por uma música que toca no rádio, por dispositivos móveis, pela televisão ou por outro meio? Será em uma cena de dança na rua, em uma página na internet ou em imagens de filmes ou desenhos animados? Com quais linguagens artísticas eles já tiveram contato? Como apresentar o universo da arte a eles? Que conceitos e ideias são importantes explorar em um projeto de arte? Essas são algumas questões a serem analisadas na proposta de um currículo de Arte.

A arte não está apenas nas instituições culturais, como museus ou casas de espetáculo. A arte está na vida, faz parte dela e é nutrida por ela. Ao observar as produções dos artistas, notamos que memórias e experiências pessoais são parte fundamental de suas pinturas, suas ações dramáticas, suas coreografias, suas músicas, seus textos e tantas outras criações artísticas em diferentes linguagens. Conhecer as diferentes linguagens é fundamental para compreender como a arte se manifesta nas culturas e como esta área de conhecimento pode ampliar os repertórios e a

visão de mundo dos estudantes. As linguagens artísticas também apresentam formas de expressão poética e de comunicação disponíveis para as experimentações dos estudantes.

Nesta coleção, apresentamos as linguagens artísticas tanto em seus conteúdos específicos como em conexões entre as diferentes linguagens da arte, com uma abordagem do ensino das linguagens artísticas que supere a polivalência e que busque conexões entre diferentes saberes e formas expressivas na arte.

Outro aspecto importante é a exploração das potencialidades nas relações entre o componente curricular Arte e diferentes saberes do currículo escolar — Ciências da Natureza, Geografia, História, Língua Portuguesa, Matemática e suas tecnologias —, bem como entre a arte e os temas contemporâneos trabalhados de forma transversal.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

• Ciência e Tecnologia

MULTICULTURALISMO

• Diversidade Cultural

• Educação para Valorização do Multiculturalismo nas Matrizes Históricas e Culturais Brasileiras

A interdisciplinaridade tem como premissa a interlocução entre saberes e é um exercício de interação e criação para estudar ou resolver problemas em percursos integrados — expandindo percepções e leituras de mundo. Não se trata de uma área estar a serviço da outra, mas sim de descobrir a potência do encontro entre elas e, dessa forma, promover diálogos.

A transdisciplinaridade é trazida nessa coleção pelos TCTs propostos pela BNCC, que são organizados em seis macroáreas temáticas (Meio Ambiente, Economia, Saúde, Cidadania e Civismo, Multiculturalismo e Ciência e Tecnologia) e têm o objetivo de promover um conhecimento contextualizado e relevante para a formação dos estudantes. Além das grandes áreas temáticas, os TCTs incluem temas mais específicos, conforme demonstrado no esquema a seguir.

MEIO AMBIENTE

• Educação Ambiental

• Educação para o Consumo Temas Contemporâneos Transversais

CIDADANIA E CIVISMO

• Vida Familiar e Social

• Educação para o Trânsito

• Educação em Direitos Humanos

• Direitos da Criança e do Adolescente

• Processo de Envelhecimento, Respeito e Valorização do Idoso

ECONOMIA

• Trabalho

• Educação Financeira

• Educação Fiscal

SAÚDE

• Saúde

• Educação Alimentar e Nutricional

BRASIL. Ministério da Educação. Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: proposta de práticas de implementação. Brasília, DF: SEB, 2019. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec. gov.br/images/implementacao/guia_pratico_temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 30 set. 2025.

Nesta coleção, os caminhos foram escolhidos com base em produções artísticas e culturais que possam ser instigantes para o estudo das linguagens artísticas (artes visuais, dança, música, teatro e artes integradas) bem como situações de aprendizagem que possam desenvolver competências e habilidades diante das dimensões do conhecimento em arte

(criação, crítica, estesia, expressão, fruição e reflexão) e dos objetos de conhecimento previstos na BNCC (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_ site.pdf. Acesso em: 24 set. 2025).

É expresso na BNCC o foco no desenvolvimento de competências e habilidades de Arte nos anos iniciais do ensino fundamental em várias linguagens (unidades temáticas) e objetos de conhecimento:

• Artes visuais: contextos e práticas; elementos da linguagem; matrizes estéticas e culturais; materialidades; processos de criação; sistemas da linguagem.

• Dança: contextos e práticas; elementos da linguagem; processos de criação.

• Música: contextos e práticas; elementos da linguagem; materialidades; notação e registro musical; processos de criação.

• Teatro: contextos e práticas; elementos da linguagem; processos de criação.

• Artes integradas: processos de criação; matrizes estéticas e culturais; patrimônio cultural; arte e tecnologia.

Esta coleção também se fundamenta no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) (BRASIL. Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União , Brasília, DF, 13 jul. 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov. br/ccivil_03/leis/l8069compilado.htm; NAÇÕES

UNIDAS BRASIL. Os objetivos de desenvolvimento sustentável no Brasil . Brasília, DF: ONU, 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/ pt-br/sdgs. Acessos em: 8 set. 2025).

Embora o ensino de Arte seja flexível e movente, na coleção são propostos estudos que dão ritmo de progressão e conquistas do conhecimento em Arte e desenvolvimento de competências e habilidades. Nesse sentido, elencamos propostas com foco no trabalho com a alfabetização nas diferentes linguagens; no conhecimento e no uso de elementos constitutivos de cada linguagem; na materialidade, explorando o conhecimento de como a arte é feita e sustentada por diferentes materiais e recursos; no processo de criação de artistas e dos próprios estudantes; no trabalho colaborativo e nas poéticas pessoais; e nos estudos sobre o patrimônio cultural brasileiro e nossas matrizes culturais.

As situações de aprendizagem e as dimensões do conhecimento nas linguagens da arte

Ao elencar as diferentes situações de aprendizagem (rodas de conversas, nutrições estéticas, investigações sensoriais, expedições culturais e ações criadoras), nos pautamos nas proposições pedagógicas para desenvolver as diversas competências e habilidades atravessadas pelas dimensões do conhecimento em Arte.

A BNCC apresenta a criação como o “fazer artístico, quando os sujeitos criam, produzem e constroem”. Trata-se de uma dimensão de conhecimento em que se pode “apreender o que está em jogo durante a ação criadora , processo permeado por tomadas de decisão, entraves, desafios, conflitos, negociações e inquietações”. Já a palavra estesia é citada como uma dimensão do conhecimento que está no campo da “experiência sensível dos sujeitos em relação ao espaço, ao tempo, ao som, à ação, às imagens, ao próprio corpo e aos diferentes materiais”. O texto ainda realça que essa dimensão “articula a sensibilidade e a percepção, tomadas como forma de conhecer a si mesmo, o outro e o mundo” (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 194. Destaques nossos. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 24 set. 2025), saberes fomentados

ROBERTO WEIGAND

em momentos como na nutrição estética. Outras dimensões de conhecimento são citadas na BNCC como essenciais para o processo de ensino e aprendizagem em Arte, como a crítica , a expressão , a fruição e a reflexão , que podem ser exploradas tanto na nutrição estética como nas rodas de conversa , nas investigações sensoriais , nas expedições culturais e na ação criadora . As ambiências educadoras e criadoras podem ser ocupadas com vivências em diferentes situações de aprendizagem.

Ambiências educadoras e criadoras

Para viver um percurso criativo, poético, estésico e educativo, é preciso prever várias situações de aprendizagem, as quais devem ser vividas em um tempo e em um espaço pensado e preparado, ou seja, em ambiências educadoras e criadoras.

A inovação (analógica e digital), a convivência e o planejamento são pilares que funcionam como norteadores na elaboração das proposições pedagógicas em que os professores podem se basear para criar os percursos e as situações de aprendizagem, bem como as ambiências criadoras e educadoras que primam por uma “escola expandida” (HARDAGH, C. C. Escola expandida: por uma justiça cognitiva digital e perspectivas para “outros sujeitos”. Educere et Educare, v. 13, n. 28, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.17648/educare. v13i28.18790. Acesso em: 16 set. 2025), que consiste em planejar e criar tempo, espaço e materialidades para que vivências significativas com a arte possam acontecer. Ao proporcionar ambiências educadoras e criadoras, o professor pode ter como foco a situação de aprendizagem ação criadora, por exemplo, discutindo os processos de escolha de materialidades, os processos criativos e as poéticas pessoais de cada estudante, dos colegas ou de artistas. É possível criar um ateliê móvel ou fixo com a participação dos estudantes e dos familiares ou responsáveis. Esse tipo de ambiência pode ser proposto na escola e em casa. Em outras situações de aprendizagem, como a nutrição estética, o professor, em conjunto com a gestão da escola, os estu -

dantes e os familiares ou responsáveis, pode criar ambiências para apreciar imagens, ouvir músicas, fazer contação de histórias ou assistir a vídeos (que apresentem várias linguagens, como espetáculos de dança, teatro e performances), filmes e documentários, entre outras, que possam ampliar o repertório cultural e o vocabulário dos estudantes. Também são considerados ambiência educadora e criadora os locais frequentados nas expedições culturais, como museus, galerias, ateliês de artistas, bibliotecas, cinemas, teatros, locais com arte pública, manifestações culturais tradicionais regionais e momentos de fruição que podem acontecer em ambientes presenciais ou se expandir para o ciberespaço (sempre com a presença de adultos responsáveis).

O meio virtual apresenta-se como uma possibilidade para fazer visitas a museus e ambientes on-line que expressem as linguagens artísticas e para conhecer e usar ferramentas digitais em pesquisas ampliadas, explorando ambiências educadoras e criadoras digitais. No entanto, tudo precisa ser estudado, escolhido, planejado e organizado para que o tempo e o espaço vividos nessas ambiências sejam potentes, transformadores e seguros.

As situações de aprendizagem e as ambiências educadoras e criadoras podem desencadear momentos para o desenvolvimento de competências e habilidades e a ampliação de repertórios e poéticas pessoais em arte. É importante analisar as várias possibilidades, ressignificando espaços na escola e fora dela, que expandem as possibilidades de viver e aprender em diferentes espaços e contextos. Nesse sentido, o professor-propositor também exerce o papel de professor-dinamizador cultural. Ao longo das orientações para o professor trazidas nesta coleção, são propostas dicas de como criar situações de aprendizagem e ambiências educadoras e criadoras.

Mediação cultural e curadoria educativa

Como nasceu a ideia de professor-propositor? Artistas neoconcretos, como Lygia Clark (1920-1988), Hélio Oiticica (1937-1980), Lygia Pape (1927-2004), entre outros, desenvolveram na arte a ideia de artista-propositor, que

propunha para o público uma atitude ativa perante a arte. Do universo da arte para o ensino e a aprendizagem da Arte, a ideia de artista-propositor expandiu para a de professor-propositor, com base nas publicações das educadoras Mirian Celeste Martins e Gisa Picosque, ao tratar do professor também como pesquisador, curador e mediador, “escavador de sentidos”, e da proposição pedagógica no ensino de Arte (MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa. Travessia para fluxos desejantes do professor-propositor. In : OLIVEIRA, Marilda Oliveira de (org.). Arte, educação e cultura Santa Maria: UFSM, 2007).

Pensando nesses papéis do educador, nesta coleção são propostas ações de curadoria e mediação cultural para a ampliação e a ativação cultural de repertórios dos estudantes. São oportunidades para reconhecer e respeitar lugares de fala, para trazer maior representatividade e diversidade na arte, valorizando a educação antirracista e decolonial. Nesse sentido, outra ação mediadora importante é realizar a curadoria digital, na qual o professor-curador faça pesquisas e acesse páginas da internet com antecedência, analisando se o conteúdo é apropriado ao contexto de estudo e à maturidade de cada turma, tendo por critérios aspectos como:

• Estar de acordo com os princípios da ECA, preservando a defesa dos direitos das crianças nos ambientes digitais.

• Primar pela cultura de paz, estando livre de qualquer tipo de preconceito, apologia à cultura de ódio e violência.

• Não estabelecer vínculos de consumo, pagamento ou necessidade de oferecer dados dos estudantes, professores e familiares ou responsáveis para ter acesso aos conteúdos.

Ao propor encontros entre a arte e os estudantes, o professor-mediador não é um “explicador”, mas estabelece uma “educação perguntadeira”, desenvolvendo habilidades didáticas no ato de perguntar e provocar pensamentos, conversações e construções de hipóteses interpretativas e argumentos diante do encontro com obras artísticas de diferentes linguagens. Nesse sentido, ser professor-mediador é criar ambiências e tempos para, junto aos estudantes, mergulhar em sensações,

emoções e percepções sobre o mundo, as coisas, si mesmo e o outro (RANCIÈRE, Jacques. O mestre ignorante . Belo Horizonte: Autêntica, 2002).

Com base na ideia de que a mediação cultural não é um lugar para explicações ou verdades sobre as produções nas diferentes linguagens artísticas, mas um espaço de conversação, uma oportunidade para provocar a construção de hipóteses interpretativas e trocas de ideias, propomos vários momentos de nutrição estética para auxiliar os professores na formulação de suas ações mediadoras.

Também reconhecemos que é preciso fazer adaptações para abarcar a pluralidade de modos de ser e de existir dos estudantes, sobretudo considerando a neurodiversidade e estudantes com deficiência. Podem ser muito positivas as propostas de audiodescrição de imagens em grupo, em que os estudantes se envolvem, com o professor, nas ações mediadoras inclusivas. Para Amanda Tojal, é possível explorar experiências sensoriais na fruição artística com materiais “adaptados para o reconhecimento de outros sentidos, além do visual, como os sentidos tátil, sonoro, olfativo e espacial”, como “mapas táteis, maquetes expográficas, reproduções bi e tridimensionais de objetos ou imagens planas (pinturas, fotografias, entre outras)” (TOJAL, Amanda Pinto da Fonseca. Política de acessibilidade comunicacional em museus: para quê e para quem? Museologia & interdisciplinaridade , Brasília, DF, v. 1, n. 7, p. 200, out./nov. 2015. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/museologia/article/view/16779/15061. Acesso em: 24 set. 2025).

Na sala de aula, dependendo do objeto artístico a ser apreciado, os professores podem trazer, nos momentos de nutrição estética, materialidades com texturas, aromas e sonoridades. Também são interessantes as leituras de imagens que exploram não apenas a visão, mas o corpo, propondo movimentos dançados, percussão corporal, improvisação de cenas teatrais e outras ações em que linguagens e percepções sensoriais sejam trabalhadas de modo a promover experiências significativas com a arte.

A PRESENÇA DAS LINGUAGENS DA ARTE

Nesta coleção, são abordadas as linguagens artísticas das artes visuais, dança, música, teatro e artes integradas a partir de produções históricas e contemporâneas, incluindo estudos sobre novas formas de produção usando tecnologias digitais e o ciberespaço. Ao longo da coleção, buscamos sempre respeitar uma estrutura de pensamento pedagógico com caminhos nutridos pelos encontros significativos com a arte, pela afetividade e pela ludicidade que o processo do trabalho com as crianças exige.

Artes visuais

No que se refere às artes visuais, a proposta desta coleção é desenvolver processos de alfabetização visual ampliados e contextualizados à cultura visual, aos processos de criação e às poéticas visuais de artistas e dos estudantes. Segundo Santaella, “a alfabetização visual significa aprender a ler imagens, desenvolver a observação de seus aspectos e traços constitutivos, detectar o que se produz no interior da própria imagem” (SANTAELLA, Lucia. Leitura de imagens . São Paulo: Melhoramentos, 2012. p. 13). Nesse sentido, a alfabetização visual pode envolver vários estudos, expandir o olhar e ajudar a compreender o mundo e a cultura visual. Sugerimos situações de aprendizagem para apresentar aos estudantes conceitos e noções que enfatizam que as imagens são constituídas de elementos visuais como: ponto, linha, forma, cor, luminosidade e espaço. Por isso, é importante mostrar como esses elementos articulados podem criar texturas, tonalidades, variações de efeitos de luz e sombra, sensações de movimento, relações com o espaço, entre outras possibilidades. Os estudantes podem desenvolver competências e habilidades na interpretação e na criação de imagens ao serem apresentados, de maneira progressiva, às diversas possibilidades de articulações e combinações entre os elementos constitutivos da linguagem visual, às materialidades, aos diversos processos de criação e aos discursos poéticos e contextos culturais e históricos nos quais as imagens são criadas.

Para Fayga Ostrower, com poucos elementos de linguagem visual é possível criar muitas

combinações na produção de imagens, infinitas possibilidades imagéticas que podem provocar os estudantes a expressar ideias, memórias, emoções, sensações etc. A criação de imagens tem muitas possibilidades, como explorar diferentes materialidades e poéticas; investigar linhas e formas em um desenho, cores e matizes em uma pintura; captar imagens a partir de escolhas de ângulos e enquadramentos; explorar processos de desenhar, gravar, entintar e imprimir gravuras; descobrir volumes, espaços e formas tridimensionais na escultura, entre outras investigações que podem acontecer na fruição ou na criação de imagens analógicas ou digitais (OSTROWER, Fayga. Universos da arte. Campinas: Unicamp, 2013).

O estudo do mundo das imagens se faz potente pelo universo das artes visuais, mas não se restringe a ele. Uma vez que a cultura visual é vasta e interdisciplinar, pode estar associada a campos que fazem parte do cotidiano dos estudantes, como a arquitetura, a publicidade, o design , a moda, entre outros. Entendendo a “arte e a cultura como mediadores de significados” e que o “significado pode ser interpretado e construído”, as imagens podem “informar àqueles que as veem sobre eles mesmos e sobre temas relevantes no mundo” (HERNÁNDEZ, Fernando. Cultura visual, mudança educativa e projeto de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 2000. p. 54).

Dança

Dança é a poética do corpo em movimento e todos os corpos são convidados a dançar. A linguagem da dança na escola se configura como espaço do corpo em seu pensamento estético. O movimento intencionalmente poético é o centro sobre o qual gravita a linguagem. Voltamo-nos à dança contemporânea como fundamento por alargar a matéria-prima da dança. Qualquer movimento é matéria potencial para dançar e coreografar, assim como qualquer corpo pode dançar. Onde pode existir movimento, pode existir dança.

Esses princípios fundamentam a concepção de dança desta coleção, pois permite que todos os estudantes sejam acolhidos na singula-

ridade de seus corpos. Sob essa perspectiva, entende-se que a potência poética dos corpos está em suas características particulares. Uma pessoa com deficiência, por exemplo, dança a partir de seu corpo, e não apesar de seu corpo. Portanto, não se trata de adaptar as diferenças e as singularidades do corpo a padrões de corpos preestabelecidos. O anticapacitismo e a perspectiva da arte contemporânea na dança têm um caráter ético, estético e político ao resistir e ao romper com estereótipos e idealizações dos corpos.

Nesse sentido, a escola é um ambiente privilegiado no qual o legado cinepoético da humanidade pode ser acionado por meio da experiência. Entendemos como ambiente não apenas o espaço, mas as relações que se estabelecem entre as pessoas. Há também questões técnicas, como adequar ou buscar um espaço adequado para a dança, verificar condições para uso de aparelhos sonoros, caso a música seja um elemento presente na proposta a ser desenvolvida, considerar a presença de estímulos visuais, sonoros e de iluminação sob a perspectiva da neurodiversidade etc.

Ainda sob essa perspectiva, a repetição de ambiências pode fortalecer o sentimento de segurança dos estudantes por meio da previsibilidade. Pode-se estabelecer uma rotina de combinados com os estudantes: interromper o toque ou o contato a qualquer sinalização do colega, zelar pela harmonia e por manter um clima leve e divertido e ter uma rotina no uso de espaços (como uma sala ou local específico para as propostas que envolvam experiências estésicas ou criativas) são algumas estratégias que possibilitam a construção de ambiências seguras. Isso não significa que as ambiências não possam variar; o elemento ativador de uma proposta pode ser justamente explorar uma nova ambiência, como dançar em meio às árvores em uma área verde do espaço escolar. Metodologicamente, indicamos a articulação entre as dimensões do ensino de Arte, ampliando repertórios, fruindo a dança, conversando sobre a dança, experimentando movimentos do corpo e suas partes, explorando ações corporais e temas de movimento, jogando, brincando, abrindo espaço para a imaginação, criando proposições e sequências

de movimentos, promovendo interações com objetos, espaços e corpos. A ampliação de repertório, seja pelo fruir seja pela experimentação dos movimentos, pode abranger, apontar para diferentes épocas, culturas e territórios ou partir deles.

Conversações compõem a avaliação em seu caráter processual. Aliada a elas estão os registros, que podem ser feitos pelos estudantes em linguagens verbais, não verbais e multimodais, utilizando materiais próprios, como cadernos ou recursos digitais. Proponha momentos para a leitura dos registros como forma de reflexão e avaliação dos percursos de aprendizagem, permitindo um olhar panorâmico sobre todo o processo.

Como as avaliações se desenvolvem com base em indicadores, recomenda-se a realização de situações de aprendizagem que permitam diagnosticar conhecimentos prévios, inclusive proprioceptivos.

Música

A proposição pedagógica para música presente nesta coleção convida professores e educandos a trilhar um percurso sensível e lúdico pela experiência criativa.

Pesquisas desenvolvidas recentemente têm nos instigado a considerar a música, a educação musical e o ensino da música de maneira inventiva e reflexiva, integrando os saberes musicais e os discursos possíveis sobre a música. Desde as contribuições de autores dos métodos ditos ativos, surgidos no período entre as duas Guerras Mundiais, vem sendo perseguido um equilíbrio mais adequado entre a música praticada, por um lado, e a música ensinada ou abordada teoricamente, por outro. Essas proposições consideram a arte um modo de ser, de estar e de pensar o mundo, e não um conteúdo rígido.

Em termos de ambiência, trata-se de oferecer aos estudantes meios adequados e condições favoráveis ao contato com o universo musical já existente — patrimônio já constituído, em suas múltiplas formas de manifestação — e, ao mesmo tempo, o desenvolvimento de sua própria musicalidade com base nas necessidades presentes.

Para um professor-propositor, esses saberes podem seguir em mais estudos, pois es -

tamos propondo que o professor vivencie a música e seu ensino por meio de encontros significativos. Consideramos que é possível criar e interpretar música com qualidade, mesmo nos níveis mais iniciais. Sugerimos ao professor que oportunize a escuta, o contato e o conhecimento de manifestações musicais de diferentes épocas, gêneros, estilos, tendências e culturas. Para isso, oferecemos uma gama de representações musicais: da exploração de percepção de sonoridades a criações musicais contemporâneas; de músicas da tradição brasileira a experimentações sonoras internacionais; de instrumentos usuais ao uso de objetos sonoros e à construção de novos meios expressivos. Ao mesmo tempo, lembramos a importância de não restringir esses momentos apenas à audição ou à fala sobre música, mas que sejam oferecidos espaço, recursos e motivação suficientes para que cada estudante, além de se expressar criativamente pelos sons e pela música, entre em contato consigo e com o outro, com suas sensações, seus sentimentos e seus entendimentos, podendo aprender a exprimi-los com clareza e compartilhá-los no coletivo.

As aulas de música são também encontros com a diversidade e abrangem o acolhimento de estudantes com deficiência ou variadas sensibilidades. Uma comunicação multimodal com fala, gesto e imagem é uma estratégia eficiente, nesse sentido, repetindo e reforçando os estudos por meio de diferentes sentidos (tátil, auditivo, visual). No contexto do estudo das notações musicais, valorizamos partituras convencionais e, igualmente, formas diferenciadas de registro e criação. As ambiências podem trazer experiências sensoriais múltiplas: ouvir, cantar, tocar e sentir vibrações. Em termos de neurodiversidade, indica-se o estabelecimento de rotinas e rituais, trazendo previsibilidade para as aulas. Além disso, o cuidado com a intensidade e o excesso de estímulos sonoros pode oferecer um ambiente mais favorável, especialmente para estudantes com TEA.

Ao avaliar, são consideradas, ao menos, três instâncias. De forma diagnóstica, são propostas situações nas quais se possam identificar repertórios, experiências prévias e habilidades iniciais. Processualmente, busca-se

acompanhar o engajamento, os progressos e a criatividade dos estudantes. Em caráter final, são integrados os aprendizados em conversações nas quais são revisitados os registros do percurso de aprendizagem e promovidas reflexões sobre todo o processo.

A abordagem de ensino musical proposta aqui procura oferecer atividades prazerosas que tratem de conteúdos relevantes para o conhecimento e a formação musicais, como conceitos de tempo e espaço e noções de ritmo e melodia, bem como a prática de interpretação, improvisação, criação e agenciamento de materiais. Sempre que possível, é importante que os diversos conteúdos musicais sejam disponibilizados em sala de aula de maneira lúdica e integrada. Assim, ao longo dos temas, propomos o fazer musical para trabalhar várias situações de aprendizagem que transitam entre:

• escutar, acolher e conhecer;

• apreciar, avaliar e comentar;

• experimentar, descobrir e se apropriar;

• expressar, cantar e tocar;

• interpretar, improvisar e criar;

• compreender, comunicar e compartilhar.

Teatro

O teatro, como linguagem artística que pode agregar outras linguagens artísticas, proporciona um campo fértil para a experimentação e a construção de novos conhecimentos. Por meio do teatro, os estudantes não apenas exercitam a fala, a escrita e o movimento, mas também a escuta ativa e a empatia, essenciais para a convivência em sociedade.

Essa experiência contribui para o desenvolvimento de competências e habilidades fundamentais, que envolvem a criatividade, a crítica e a resolução de conflitos, tornando a sala de aula um lugar de construção de conhecimentos, de sentidos e de identidades.

Na linguagem teatral, nos anos iniciais do ensino fundamental, não temos a preocupação de fazer ensaios para apresentar peças teatrais ou espetáculos temáticos para comemorações da escola ou para o fim de ano, mas sim de abrir possibilidades de construir conhecimentos, criar, expressar e refletir.

Com base nos estudos e pesquisas de Viola Spolin, vamos explorar o “onde”, o “o quê” e

o “quem” (Onde se passa a narrativa? O que vou fazer em cena? Quem é o personagem que vou representar?). Essas são perguntas que a autora sugere fazer durante o processo de criação de uma cena ou de um jogo teatral. O jogo e a improvisação teatral são pressupostos básicos de sua teoria e metodologia (SPOLIN, Viola. Jogos teatrais na sala de aula : um manual para o professor. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010).

A improvisação teatral permite aos estudantes desencadear os processos de criação, imaginação e expressão poética pessoal ou coletiva.

No percurso da coleção, os elementos da linguagem teatral, como corpo, voz, iluminação, cenários, figurinos, máscaras e outros, serão investigados e conhecidos no âmbito conceitual e prático. A linguagem artística teatral se concretiza mediante a composição de alguns elementos. Mesmo renunciando a alguns deles, um espetáculo teatral pode se realizar; entretanto, conhecer os elementos citados é fundamental para compreender as muitas formas de fazer teatro, como teatro de animação, mímica, corpo e voz, improvisado. Pensar uma escola que atue como um espaço de experiências lúdicas, educadoras e criadoras é uma tarefa que exige atenção e dedicação. As ambiências físicas devem ser acolhedoras e flexíveis, construídas coletivamente, permitindo que os estudantes se sintam à vontade para explorar e expressar suas hipóteses e emoções. Isso inclui desde a disposição do mobiliário até a decoração, com elementos que remetem ao mundo do teatro, como máscaras, figurinos e cenários.

As ambiências socioafetivas, por sua vez, são igualmente importantes. A escola deve ser um espaço seguro onde todos se sintam respeitados e valorizados. O teatro, com suas dinâmicas de grupo e jogos, é um excelente recurso para fortalecer os laços de confiança entre os estudantes, incentivando a colaboração e o respeito às diferenças.

As ambiências educadoras e os combinados em sala de aula são ferramentas essenciais para a promoção de um ensino de qualidade. Ao criar um ambiente que valorize a interação, o respeito e a construção conjunta do conhecimento, estudantes e educadores podem de-

senvolver um processo de aprendizagem mais significativo e transformador. A educação, assim, se torna um espaço não apenas de construção de conhecimentos, mas de formação de cidadãos críticos, conscientes e comprometidos com sua realidade.

Para que as ambiências educadoras sejam concretizadas em sala de aula, é fundamental que os combinados sejam constantemente revisados e adaptados às necessidades da turma. A participação ativa dos estudantes na construção dos combinados não só fortalece o senso de coletividade e pertencimento, mas também desenvolve habilidades como negociação, resolução de problemas, colaboração e responsabilidade social.

A inter-relação entre ambiências educadoras e combinados é vital para um ambiente de aprendizagem bem-sucedido. Enquanto as ambiências propiciam a condição para o aprendizado, os combinados estruturam o processo de convivência, assegurando que o espaço criado seja utilizado de forma construtiva e respeitosa.

O professor pode promover situações de aprendizagem que estimulem a nutrição estética e a ação criadora no teatro, desde a produção de pequenas cenas teatrais improvisadas até a realização de rodas de conversa sobre temas relevantes, tratados em cena. Essas interações favorecem a investigação sensorial e a expressão de sentimentos, tornando o aprendizado mais significativo.

Recomenda-se o uso de estratégias de ensino que têm por objetivo incentivar os estudantes a construir conhecimentos de forma autônoma e participativa, por meio de problemas e situações reais, realizando tarefas que os estimulem a tomar iniciativa e a debater, tornando-se responsáveis pela construção de conhecimento. Assim, propomos que o professor seja um mediador nos processos de ensino e aprendizagem, garantindo aos estudantes o protagonismo de seu percurso nas aulas e na escola.

Especificamente, na metodologia aplicada ao ensino e aprendizagem da linguagem artística teatral, a proposta de Viola Spolin vigora, na medida em que sistematiza uma prática teatral destinada a crianças e jovens e possível de ser desenvolvida em sala de aula.

Com isso, contemplamos pontualmente TCTs e ODS, abordagens fundamentais para um ensino crítico, reflexivo e comprometido com as demandas contemporâneas.

A linguagem teatral apresenta-se como um caminho para construir cidadãos mais críticos, criativos e sensíveis. É uma manifestação da arte que tem o poder de transformar a maneira como nos relacionamos com o conhecimento e com o outro, revelando a beleza da diversidade cultural em todas as suas nuances.

Ao preparar as ambiências na escola, devemos pensar nos estudantes com deficiência e na neurodiversidade. A colaboração entre a escola, os familiares ou responsáveis e o restante da comunidade escolar é necessária para criar um ambiente de aprendizado inclusivo e eficaz, focado nas necessidades específicas de cada estudante. O teatro pode se mostrar uma ferramenta poderosa para a inclusão, pois oferece um espaço democrático onde cada um pode contribuir de acordo com suas habilidades e competências. Os exercícios, os jogos e as improvisações teatrais podem ser adaptados para garantir que todos os estudantes participem ativamente. O uso de tecnologias assistivas, a criação de roteiros inclusivos e a realização de ensaios que considerem o ritmo e as necessidades de cada estudante são algumas estratégias que podem ser implementadas.

Além disso, promover um ambiente de aceitação e respeito às diferenças é fundamental. O teatro pode se configurar como um mediador de práticas que reforçam a empatia e a compreensão, capacitando os estudantes a se tornarem agentes de transformação social. A inclusão nas aulas de arte também estimula o desenvolvimento integral dos estudantes com deficiência, podendo promover o autoconhecimento, a autoestima e a socialização.

Incorporar o teatro como parte da formação escolar é proporcionar aos estudantes um espaço de construção de conhecimentos e desenvolvimento humano. Ao trabalhar com a linguagem teatral de forma integral, preparar ambiências adequadas e garantir a inclusão de todos, a escola se torna um lugar onde o saber é construído coletivamente, em meio a experiências que traduzem a pluralidade dos seres humanos e da vida.

A avaliação no contexto do teatro na escola deve ser multidimensional, considerando aspectos diagnósticos, processuais e finais. A avaliação diagnóstica tem o intuito de identificar as habilidades e as dificuldades de cada estudante. Isso permite uma orientação mais personalizada e adequada às necessidades da turma.

A avaliação processual ocorre ao longo das situações de aprendizagem, intervindo e observando o desenvolvimento dos estudantes durante as práticas de exercícios, jogos e improvisações. Nesse momento, é importante registrar não apenas a evolução técnica, mas também as habilidades socioemocionais, como trabalho em equipe, autoconfiança e empatia.

A avaliação deve refletir o resultado do percurso vivido pelos estudantes. Isso pode se dar por meio de perguntas e respostas, por meio de improvisações teatrais ou mesmo por meio de reflexões individuais, nas quais os estudantes possam expressar o que aprenderam e como se sentiram durante todo o processo. Na proposta de Viola Spolin, três conceitos fundamentais se destacam: foco, instrução e avaliação. Esses momentos são essenciais para criar um ambiente de aprendizado eficaz e produtivo.

O foco é um princípio central na prática teatral e se refere à concentração e à atenção que os praticantes devem ter durante jogos e improvisações. A instrução é o guia, que orienta os praticantes no desenvolvimento dos jogos teatrais propostos, para estimular a exploração, a descoberta e a improvisação teatral. A avaliação, para Spolin, vai além da crítica convencional. A sugestão é que a avaliação deve ser realizada com base no crescimento pessoal e coletivo dos praticantes. Um feedback construtivo é incentivado, destacando o progresso e a criatividade e promovendo um ambiente onde os praticantes possam se sentir seguros para explorar e cometer erros no processo. É imprescindível uma avaliação individualizada que respeite o progresso de cada estudante, evitando comparações.

Para a inclusão de estudantes com deficiência ou com TEA, sugerimos utilizar estratégias como: dividir o conteúdo em partes menores, aumentar o tempo para realizar as provas, fazer audiodescrições, flexibilizar as formas de

avaliação e oferecer feedback contínuo sobre o processo. No entanto, destacamos que essas práticas também podem ser importantes para uma variedade de estudantes. Dessa forma, o foco da avaliação pode ser dado na participação, na iniciativa e no interesse dos estudantes, e não apenas em resultados pontuais.

Artes integradas (linguagens híbridas)

Conhecer o instrumento de trabalho e as possibilidades que ele oferece é essencial, mas ir além da mera aplicação dessas possibilidades é fundamental.

PIMENTEL, Lucia Gouvêa. Tecnologias contemporâneas e o ensino da arte. In: BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudanças no ensino da Arte. São Paulo: Cortez, 2002. p. 117.

Para Lucia Gouvêa Pimentel, o universo tecnológico trouxe muitas possibilidades para conhecer e criar arte. É imprescindível proporcionar aos estudantes um ensino de Arte em consonância com seu tempo. Entretanto, somente o uso dessas tecnologias, sem um trabalho consistente por parte dos educadores, não vai garantir seu aprendizado e seu desenvolvimento artístico (PIMENTEL, Lucia Gouvêa. Tecnologias contemporâneas e o ensino da arte. In : BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudanças no ensino da Arte São Paulo: Cortez, 2002. p. 113-122).

Consideramos artes integradas aquelas que são híbridas, podendo ser verbais, visuais, so-

FAÇA SEU PRÓPRIO

CAMINHO!

Cartografar seu próprio fazer pedagógico, como um professor-propositor, é elevar-se à condição de criador dos próprios percursos de aprendizagem junto aos alunos, de tecer a coautoria do seu pensar/fazer pedagógico com escolha de caminhos que possam abrigar e expressar também os desejos de seus alunos.

MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 2010. p. 195.

As educadoras Mirian Celeste Martins, Gisa Picosque e Maria Terezinha Telles Guerra

noras, corporais, tecnológicas, audiovisuais e, ainda, todas elas juntas. São muitas as linguagens artísticas possíveis que precisamos, como educadores, estudar e conhecer como nascem e se transformam. Por exemplo, das máquinas fotográficas mecânicas às câmeras digitais altamente tecnológicas muito foi criado e experimentado. Além disso, o uso da fotografia tem alcançado uma proporção inigualável no desenvolvimento da cultura visual da contemporaneidade e tem muitos usos e funções além do artístico. Já o cinema nasceu do fascínio de captar, movimentar e projetar as imagens. Sendo narradores de histórias, os seres humanos associaram imagens a contos, e podemos apontar muitos momentos importantes, desde as primeiras projeções de sombras chinesas na Antiguidade, passando pelas invenções e investigações que deram origem às imagens em movimento do século XIX, até as ferramentas e os recursos tecnológicos atuais. As tecnologias e as novas linguagens, como videoarte, videodança, videoperformance e videoinstalação, feitas com recursos audiovisuais e digitais, podem estar entre as propostas no ensino de Arte, mas é preciso ter objetivos claros e criar situações de aprendizagem que estimulem a compreensão e a produção nas linguagens da arte contemporânea, bem como orientar estudantes e familiares ou responsáveis sobre os objetivos pedagógicos envolvidos no uso de ferramentas e recursos digitais e sobre maneiras confiáveis e seguras de navegar nos ambientes digitais.

apontam para a autonomia do educador que escolhe caminhos para criar soluções e proposições na sua ação educadora, diante de sua história e sua formação profissional, bem como o que o nutre enquanto base teórica, metodológica e experiência estética no encontro com a arte. Também é importante que o professor planeje seus caminhos e suas proposições pedagógicas e investigue suas concepções de arte e de ensino de Arte (MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte :

a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 2010).

Sabemos que questionar é sempre um exercício importante para fazer escolhas; assim, ao estar diante do desafio de sermos professores-propositores, podemos nos indagar: como aproximar teorias da minha prática docente? Que relações esses fundamentos e proposições pedagógicas têm com a minha história de educador e a realidade dos estudantes? Qual é a minha concepção de arte e de ensino de Arte? Qual é o meu lugar de fala e o dos estudantes com os quais caminho?

Na busca por respostas, podemos olhar para nossas experiências e valorizá-las, assim como podemos estudar documentos, teorias, investigar as histórias e as trajetórias do componente curricular Arte e os autores que nos ajudam a compreender, nutrir e trilhar caminhos pedagógicos no ensino de Arte.

Na direção do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), no fim da década de 1980, a professora Ana Mae Barbosa desenvolveu, com base em suas pesquisas e suas ações educativas, a chamada Abordagem Triangular do Ensino de Arte. Ainda hoje, essa proposta de ensino de Arte é a base da maioria dos programas de educação de Arte no Brasil, seja em escolas, seja em museus. A proposta consiste em uma proposição pedagógica que aborda três eixos para a construção de saberes artísticos: ler, fazer e contextualizar. Esses eixos não apresentam uma ordem preestabelecida. É o educador, diante de seu projeto, que propõe os momentos de ler, fazer e contextualizar (BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da Arte: anos oitenta e novos tempos. São Paulo: Perspectiva, 2009).

Ao ler, em momentos de fruição da arte, o enfoque dá peso à leitura como construção de sentido de que os estudantes vivem e percebem o mundo em imagens, sons, gestos e movimentos. São possibilidades de leituras de obras que se fundem às leituras de mundo dos estudantes para estabelecer relações entre arte e vida, construções de interpretações de um mundo culturalmente vivido (FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez, 2011). Essas propostas permeiam esta coleção, em especial nas aberturas de capítulo e nos diversos temas abordados.

O fazer artístico apresenta oportunidades para instituir “ambiências criadoras e educadoras” para a produção criativa e poética nas linguagens artísticas, explorando materialidades, elementos, temas e formas. A obra de um artista pode nutrir repertórios culturais, porém o foco no fazer artístico deve estar sempre na poética e no contexto de criação dos estudantes. Essas propostas estão presentes nas seções Arte-aventura e Arte em projetos Ao contextualizar a produção artística, o ensino de Arte deve ir além da apresentação de fatos históricos, deve ampliar o âmbito informativo e levar os estudantes a perceber a história da obra de arte como produção social que abarca dimensões dos conhecimentos histórico e cultural, além de proporcionar relações entre as produções artísticas, a leitura de mundo feita por eles e as conexões com seu repertório e suas experiências culturais. Essas propostas permeiam todo o Livro do estudante, em particular na seção Diálogos , que tem por foco os temas contemporâneos transversais.

Desejamos contribuir com o trabalho de professores-propositores, professores-mediadores, professores-dinamizadores e professores-curadores culturais, que também se comprometem com os processos de alfabetização e seguem se nutrindo de contribuições teóricas e metodológicas desenvolvidas por autores que são importantes referenciais para as formulações curriculares e as práticas educativas no ensino de Arte no Brasil. Diante das produções de conhecimento que nos inspiram na caminhada de desenvolver proposições pedagógicas, convidamos você, professor, a ser inventor de ideias e ações, uma vez que a educação e a arte estão sempre em transformação. Consideramos que Arte é uma área de conhecimento, um pensamento defendido por muitos educadores brasileiros e legitimado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL. Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/ l9394.htm. Acesso em: 24 set. 2025). O convite é para que você seja autor de seus tra -

balhos e que os estudantes também tenham autonomia para trabalhar de forma criativa e poética, aprendendo a interpretar os conhecimentos em Arte e a conectá-los com diferentes saberes e contextos.

A proposta desta coleção não é apenas auxiliar na execução das aulas, mas também inspirar você e os estudantes a inventar percursos criativos, poéticos, estésicos e educativos no ensinar e aprender Arte.

AVALIAÇÃO, REGISTROS E SONHOS PEDAGÓGICOS

É sabido que o professor avalia os estudantes a todo momento, a cada situação de aprendizagem, a cada participação. A finalidade dessa avaliação é que o professor possa contribuir para o desenvolvimento dos estudantes em aspectos acadêmicos e socioemocionais. Quando se trata especificamente de situações de aprendizagem com foco na avaliação, espera-se que o professor realize um acompanhamento bastante próximo do desenvolvimento das competências e habilidades previstas na legislação educacional vigente. Para um acompanhamento permanente, é importante instituir instrumentos práticos de avaliação dos estudantes, bem como um registro permanente dos resultados obtidos. Por exemplo, ao realizar produções artísticas, observar como os estudantes escolhem e utilizam materialidades e procedimentos; como identificam elementos constitutivos de linguagem e fazem arranjos; como se expressam oralmente ou por meio de textos sobre seus processos de criação e poéticas pessoais ou coletivas. Os critérios para a avaliação podem ser analisados a partir de como os estudantes compreendem e sabem narrar e se expressar sobre o processo criador e poético vivido. É importante ressaltar que, no componente curricular Arte, a avaliação não deve focar apenas o fazer artístico. O trabalho e os critérios de avaliação devem estar alinhados com os vários eixos de aprendizagem, como a produção, a fruição e a contextualização, e também deve acompanhar como os estudantes se percebem como seres de cultura e potência poética. Assim, podemos pensar em critérios, por exemplo: como eles identificam elementos constitutivos e materialidades em obras de artistas, em suas produções e nas dos colegas? Como percebem a arte em seu meio sociocultural e valorizam acervos locais que podem também dialogar com a produção mundial?

Criar pautas para avaliação com listas de critérios pode ajudar a compor uma planilha

que acompanhe o diário de classe ou mesmo um portfólio de cada estudante (ou da turma) e que será alimentado a cada nova proposta e situação de aprendizagem com finalidade de avaliação formativa. Esse planilhamento permite organizar, visualizar e analisar dados da turma com mais rapidez, e esses dados podem também contribuir para decisões visando à contínua aprendizagem dos estudantes.

É importante salientar que esses critérios podem ser estabelecidos com os demais docentes e a gestão escolar, para que os estudantes percorram todo o processo de ensino e aprendizagem e não sejam avaliados apenas pela realização de uma tarefa, mas pelo percurso percorrido em um bimestre, em um semestre ou no ano. Avaliar é uma tarefa coletiva e alinhada com a comunidade escolar. Por essa razão, tomar os objetivos e as competências e habilidades da BNCC como ponto de partida para definição de critérios formativos pode ser ainda mais produtivo.

Por fim, é possível que, no Plano Político-Pedagógico da rede ou da unidade escolar, haja a sugestão das métricas ou das balizas para a avaliação formativa dos estudantes. É importante estar alinhado a isso para que a avaliação de cada critério também converse com a avaliação geral estabelecida previamente. As avaliações diagnósticas são fundamentais no processo, pois podem indicar o que os estudantes já sabem sobre os temas tratados em aula e o que mais deve ser tratado para recompor a aprendizagem dos estudantes. Diagnosticar nos auxilia a tomar decisões mais precisas sobre o processo de ensino e aprendizagem.

A apropriação e a produção do conhecimento são de responsabilidade do professor e dos estudantes. Diante dessas mudanças, a avaliação também assume uma função diferenciada e tem como foco a formação integral dos estudantes. Observar, registrar e oferecer feedbacks avaliativos aos estudantes são ações que devem ser realizadas para

compor a gama de materiais a ser analisada durante cada percurso de aprendizagem e ao seu final. O foco é a avaliação formativa, em que o professor e os estudantes estabelecem diálogos sobre as conquistas de saberes ao longo do trajeto. Para que os objetivos em um processo de avaliação formativa aconteçam, é fundamental explorar tempos, ambiências educativas, modos e instrumentos de avaliação. A avaliação diagnóstica, a de processo e a de final de percurso podem se constituir também em situações de aprendizagem significativas, superando ideias negativas sobre a avaliação por parte dos estudantes.

É importante compartilhar responsabilidades com os estudantes e os familiares ou responsáveis, uma vez que a avaliação não é apenas responsabilidade do professor. Um bom percurso de aprendizagem não deve se esgotar em seu término. Ao contrário, deve deixar aquele “gosto de quero mais”. Assim, é imprescindível criar situações e rodas de conversa com os estudantes para debater conquistas de aprendizagem, o que gostariam de conhecer mais ou onde poderiam pesquisar para continuar a aventura de conhecer o universo da arte.

Para a ação criadora, sugerimos uma diversidade de propostas e experimentações. Diante delas, nosso desejo é que os estudantes tenham acesso a diferentes situações de aprendizagem que estimulam a autonomia, a compreensão e a produção significativa nas aulas de Arte, sendo também capazes de se autoavaliar em situações mais simples, para que, com o tempo, alcancem reflexões mais complexas.

As propostas sugeridas podem gerar experiências poéticas significativas, tendo como ponto de partida a problematização e a conexão entre conceitos, promovendo a solução de problemas e o estímulo à criatividade. A ideia é permitir que os estudantes se aventurem na descoberta de processos criativos com a experimentação de materialidades e de linguagens. São iniciativas de projetos que possibilitam trabalhar os aspectos experimental e experiencial nas linguagens artísticas. O foco da avaliação deve ser tanto o processo de aprendizagem como o produto, e esses podem ser discutidos com cada estudante em momentos de diálogo, estimulando a autoavaliação, como já mencionado.

Ao olhar para a experiência, é importante retomar conceitos e debates mobilizados pelos conteúdos temáticos das unidades e dos tópicos abordados. É o momento oportuno para que os estudantes falem a respeito do que aprenderam, do que acharam do processo, das dificuldades que encontraram e das possibilidades futuras.

Ao longo desta coleção, apontamos momentos e possibilidades para a avaliação formativa. Você pode desenvolver uma ficha (pauta de avaliação) para acompanhar as questões a seguir e outras que considerar importantes.

• O que os estudantes aprenderam ao estudar esta unidade?

• O que sabem sobre arte e processo criador coletivo?

• Compreendem a cultura imaterial e material e a importância do acervo brasileiro?

• Conhecem a formação do povo brasileiro e a importância das matrizes culturais?

• Expressam-se por meio de movimentos dançados e brincadeiras cantadas?

• Expressam-se por meio de pinturas, desenhos, esculturas e modelagens?

• Conhecem e analisam várias danças e músicas como patrimônio cultural imaterial?

• Quais danças gostaram mais de conhecer?

• Como os estudantes desenvolvem seus processos de improvisação teatral?

• Quais formas de se fazer teatro mais gostaram de conhecer ou praticar?

• Constroem argumentos sobre a arte brasileira e se expressam pela oralidade, pela escrita e por desenhos?

• Têm autonomia na escolha, na pesquisa e no uso de materialidades?

• Aprendem arte e a criam de modo colaborativo e com poéticas pessoais?

• Como constroem registros sobre suas produções?

É importante avaliar como os estudantes se comportam durante os momentos de ações criadoras previstas nesta coleção. Esses pontos devem ser levados em consideração e você pode complementar a lista com outros pontos que julgar convenientes.

SUGESTÕES DE PLANEJAMENTO

Quadro programático da coleção

Neste quadro, apresentamos os temas e os conteúdos que compõem os volumes desta coleção. Ao consultá-lo, você poderá observar a progressão de conteúdos a cada ano letivo, avaliar possibilidades de interdisciplinaridade e definir proposições para seu trabalho em sala de aula.

Unidade 1

ARTE DO BRINCAR

1. Instalar para brincar

• Arte lúdica

Arte-aventura: Imaginando uma instalação

Arte em projetos : Criando instalações artísticas

2. Faz de conta que...

• Objetos viram personagens?

Arte-aventura : Coisas e formas animadas

Diálogos : Reutilizar objetos para criar arte!

Arte em projetos: Teatro de papel

Para rever o que aprendi

Unidade 1

ARTE SE FAZ COM O QUÊ?

1. Ateliê de arte

• Matérias da arte

Arte-aventura: Pesquisar e criar

Arte-aventura: Pintar sua terra com terra?

Arte em projetos : Ateliê de arte na escola: desenho e pintura

2. É tridimensional!

• No espaço e na forma

Diálogos: Feita de quê?

Arte-aventura: Arte lá fora? Essa arte é nossa!

Arte em projetos: Ateliê para modelar

Arte em projetos : Ateliê de arte na escola: escultura

Para rever o que aprendi

Unidade 2

ENTRE LINHAS E FORMAS

1. Linhas e aventuras

• Rabiscando ideias

Arte-aventura : Com quantas linhas se faz um desenho?

Arte-aventura: Grafismos dos povos indígenas

• História da linha

Arte-aventura: No desenho tem história?

Arte-aventura : Vamos levar linhas para dançar?

Arte em projetos : Criando linhas e formas

2. Forma que te quero forma

• Descobrindo formas

Arte-aventura : Com a cabeça nas nuvens

Diálogos: Está na natureza e na arte

Arte em projetos: Formas que se transformam

Para rever o que aprendi

Unidade 2

MATERIALIDADES EM CENA

1. Corpo e coisas

• Coisas para encenar

Arte-aventura : Brinquedo que vira personagem

Arte-aventura: Dançando com coisas

Diálogos: Teatro em defesa da natureza

Arte em projetos: Brincadança

2. Luz, sombra e ação

• Quem tem medo do escuro?

Arte-aventura: Tamanhos e formas

Arte em projetos: Nosso teatro de sombras

Para rever o que aprendi

Unidade 3

CORES E SONS

1. Mundo em cores e sons

• Cores e sons na sua janela

Arte-aventura: Percebendo cores e sons

• Mundo visual

Arte-aventura: Cor e luz

• Faz muito sentido!

Arte-aventura: Jogo de pintar

Arte em projetos: Instalação com cores e sons

2. Mundo sonoro

• Fonte sonora

Arte-aventura: Minha paisagem sonora

• Como são os sons?

Arte-aventura: Cantar e experimentar

• Palavras-sons

Arte-aventura : Formas sonoras e onomatopeias

Arte-aventura: Sons vocais e corporais

Diálogos: Som é vibração

Arte em projetos: Parque de sons e cores

Para rever o que aprendi

NO RITMO DA ARTE

1. Ritmo na vida e na arte

• Entre no ritmo!

• O ritmo e a cor da brincadeira

Arte-aventura: Bate, bate, bate, coração!

Arte-aventura: A música e o corpo

Arte em projetos: Fábrica de sons e ritmos

2. Música, tempo e movimento

• Ouvir e imaginar

Arte-aventura: Jogo do trem

Arte-aventura: Meu corpo no compasso musical

Diálogos: Brincar junto

Arte em projetos: Cantando no compasso

Para rever o que aprendi

O CORPO E A ARTE

Unidade 4

1. Corpo, som e movimento

• Cantos que encantam

• Corpo e som

Arte-aventura: Descobrindo sons na percussão corporal

Arte em projetos: Brincadeiras cantadas

2. Corpo expressivo

• Cara de quê?

Arte-aventura: Voz, gesto e expressão

Arte em projetos: Caras e expressões

• Canto e movimento

Diálogos: Como o corpo se movimenta?

Arte-aventura: Movimentando nosso corpo

Arte em projetos: Brincando no ritmo

Para rever o que aprendi

MÚSICA: SONS EM MOVIMENTO

1. Cirandas e cirandeiros

• Na roda, todos a cirandar!

Arte-aventura : Vai e volta na ciranda, timbre e movimentos

Arte em projetos: Descobrindo cirandas

2. Ritmo e tempo

• Som é vibração!

Arte-aventura: Vamos pesquisar os sons das letras?

Arte-aventura: Cada parte da canção

Diálogos: Sons e culturas

Arte-aventura: Histórias cantadas

Arte em projetos: Você é o intérprete

Para rever o que aprendi

Unidade 3
Unidade 4

Sugestões de cronogramas – 1º ano

Neste quadro, são apresentadas propostas de organizações de planejamento deste volume considerando o ano com 40 semanas letivas. Essa organização depende de sua análise e da coordenação da escola considerando o andamento das aulas e o calendário escolar. Depende também de possíveis adaptações ao contexto de cada escola e de outras ocorrências que podem interferir no planejamento escolar.

CONTEÚDOS E PLANEJAMENTO DO 1º ANO

1

2

3

4

5

6

Unidade 1

Acolhida conforme a programação da escola

Arte do brincar

Instalar para brincar

Arte lúdica

Arte-aventura: Imaginando uma instalação

Lugares e objetos que se transformam

Arte em projetos: Criando instalações artísticas

Faz de conta que…

Objetos viram personagens?

Teatro de formas animadas

Arte-aventura: Coisas e formas animadas

Diálogos: Reutilizar objetos para criar arte!

Arte em projetos: Teatro de papel

7 Para rever o que aprendi 8

Entre linhas e formas

Linhas e aventuras

Rabiscando ideias

Ponto e pontos

Arte-aventura: Com quantas linhas se faz um desenho?

Arte em linhas

Arte-aventura: Grafismos dos povos indígenas

História da linha

Arte-aventura: No desenho tem história?

Unidade 2

Linha e movimento

Arte-aventura: Vamos levar linhas para dançar?

Arte em projetos: Criando formas e linhas

Forma que te quero forma

Descobrindo formas

Arte-aventura: Com a cabeça nas nuvens

Diálogos: Está na natureza e na arte 17

Arte em projetos: Formas que se transformam

Para rever o que aprendi

Cores e sons

Unidade 3

Mundo em cores e sons

Cores e sons na sua janela

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Unidade 4

Arte-aventura: Percebendo cores e sons

Mundo visual

Cor e tinta

Arte-aventura: Cor e luz

Faz muito sentido!

Cores ao meu redor

Arte-aventura: Jogo de pintar

Arte em projetos: Instalação com cores e sons

Mundo sonoro

Fonte sonora

Paisagens sonoras

Arte-aventura: Minha paisagem sonora

Como são os sons?

Timbre

Altura

Duração

Intensidade

Arte-aventura: Cantar e experimentar

Palavras-sons

Arte-aventura: Fontes sonoras e onomatopeias

Arte-aventura: Sons vocais e corporais

Diálogos: Som é vibração

Arte em projetos: Parque de sons e cores

Para rever o que aprendi

O corpo e a arte

Corpo, som e movimento

Cantos que encantam

Corpo e som

Arte-aventura: Descobrindo sons na percussão corporal

Arte em projetos: Brincadeiras cantadas

Corpo expressivo

Cara de quê?

Arte-aventura: Voz, gesto e expressão

Arte em projetos: Caras e expressões

Canto e movimento

Diálogos: Como o corpo se movimenta?

Arte-aventura: Movimentando nosso corpo

Arte em projetos: Brincando no ritmo

40 Para rever o que aprendi

Matrizes de rotina e de sequência didática

Matriz de planejamento de rotina

A sugestão de matriz a seguir pode ser adaptada para a realidade da turma e usada para organizar seu dia a dia.

Acolhida Receber os estudantes; registrar a data e a rotina do dia; conversar brevemente sobre novidades, acontecimentos ou combinados.

Discussão inicial

Desenvolvimento das aulas

Propor uma questão instigante relacionada ao tema da aula ou a acontecimentos do cotidiano. Estimular argumentação, escuta e respeito às opiniões. Pode ser em roda ou em pequenos grupos.

Desenvolvimento do conteúdo planejado, das propostas interdisciplinares, lúdicas e complementares.

Intervalo/lanche Pausa para alimentação e recreação.

Desenvolvimento das aulas

Fechamento

Desenvolvimento do conteúdo planejado, das propostas interdisciplinares, lúdicas e complementares.

Síntese das aprendizagens: o que foi descoberto, quais dúvidas surgiram, como aplicar no cotidiano. Espaço para reflexão crítica e registro final.

Matriz de sequência didática

Esta sugestão é um modelo que atende ao planejamento de uma sequência didática de diferentes conteúdos e/ou áreas do conhecimento.

Identificação

Título da sequência didática. Turma em que será aplicada.

Componente Componente(s) curricular(es) envolvido(s).

Período de duração

Tema

Objetivos de aprendizagem

BNCC

Preparação

Encaminhamento

Número de aulas previstas.

Conteúdo principal a ser explorado. Pode ser, também, um objeto de conhecimento da BNCC ou um capítulo ou uma parte do livro didático.

Objetivo geral, objetivos específicos (por aula) bem como justificativa pedagógica.

Competências, habilidades e TCTs.

Materiais e recursos utilizados em toda a sequência, como as páginas do livro didático, itens de papelaria, equipamentos digitais, autorizações dos familiares, entre outros. Também é importante considerar possíveis adaptações para estudantes com diferentes necessidades de aprendizagem.

Pré-requisitos Conhecimentos prévios esperados dos estudantes.

Apresentação Sensibilização para o tema.

Aulas Desenvolvimento da sequência didática. A quantidade varia de acordo com a proposta.

Conclusão Discussão entre os estudantes e apresentação dos resultados.

Avaliação Verificação da aprendizagem e dos objetivos de aprendizagem atingidos.

Observações gerais Espaço para o registro do professor.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

• ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola . 3. ed. São Paulo: Planeta, 2021.

O livro apresenta reflexões poéticas sobre ensinar e aprender de forma significativa.

• BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da Arte : anos oitenta e novos tempos. São Paulo: Perspectiva, 2009. A obra é um marco no ensino de Arte no Brasil. Nela é apresentada a Abordagem Triangular de Ensino, compreendendo os contextos social, cultural e educacional, além de serem apresentadas suas propostas metodológicas.

• BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudanças no ensino da Arte . 2. ed. São Paulo: Cortez, 2002. Essa obra reúne textos de pesquisadores sobre temas relacionados ao ensino de Arte, como formação de professores, uso de tecnologias na educação, interdisciplinaridade e multiculturalidade.

• BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação , Rio de Janeiro, n. 19, p. 20-28, jan./abr. 2002. Jorge Larrosa Bondía propõe uma discussão da educação com base nas noções de experiência e sentido.

• BRASIL. Lei n o 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 jul. 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil _03/leis/l8069compilado.htm. Acesso em: 28 set. 2025.

O ECA define as crianças e os adolescentes como sujeitos com direitos, em condição peculiar de desenvolvimento, que demandam proteção integral e prioritária por parte da família, da sociedade e do Estado.

• BRASIL. Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/ l9394.htm. Acesso em: 24 set. 2025.

Lei que estabelece as diretrizes e as bases da educação nacional, determinando normas para os diferentes segmentos de ensino em todo o território nacional.

• BRASIL. Lei n o 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 9 jan. 2003. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639. htm. Acesso em: 24 set. 2025.

Essa lei altera a Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e as bases da educação nacional, incluindo no currículo oficial o estudo obrigatório da história e da cultura afro-brasileira.

• BRASIL. Lei n o 11.645, de 10 março de 2008. Diário Oficial da União , Brasília, DF, 10 mar. 2008. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20072010/2008/lei/l11645.htm. Acesso em: 24 set. 2025. Essa lei inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade do estudo da história e da cultura indígena.

• BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 24 set. 2025.

Nesse documento, estão presentes proposições e embasamentos curriculares, determinando as competências

e as habilidades específicas em cada área do conhecimento para garantir as aprendizagens essenciais.

• BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana . Brasília, DF: Seppir, 2004.

Esse documento apresenta os marcos legais das diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira.

• BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais : Arte. Brasília, DF: SEB, 1998. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) são diretrizes elaboradas para orientar os educadores por meio da normatização de alguns aspectos fundamentais concernentes a cada componente curricular.

• BRASIL. Ministério da Educação. Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva . Brasília, DF: SEE, 2008. Documento que estabelece princípios, diretrizes e ações para a inclusão de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação na rede regular de ensino.

• BRITO, Teca Alencar de. Um jogo chamado música : escuta, experiência, criação, educação. São Paulo: Peirópolis, 2019.

Em uma abordagem pedagógico-musical livre e criativa, o livro apresenta ideias e proposições pedagógicas para explorar a música na educação de crianças.

• DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. Fundamentos estéticos da educação . 2. ed. Campinas: Papirus, 1988. Nesse livro, o autor explora o tema da aprendizagem considerando as premissas básicas do conhecimento, como o sentir e o pensar.

• DUARTE JÚNIOR, João-Francisco. O sentido dos sentidos : a educação (do) sensível. Curitiba: Criar, 2001.

O livro defende uma educação que valoriza o pensar, o sensível e os estudos para compreender o estado de estesia e de anestesia.

• FONTERRADA, Marisa Trench de Oliveira. De tramas e fios : um ensaio sobre música e educação. São Paulo: Unesp, 2008.

A obra apresenta estudos e proposições didáticas para o acesso dos estudantes à linguagem da música por meio de canções, jogos de escuta, improvisações, ritmo e movimentos corporais.

• FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez, 2011.

No livro, Paulo Freire defende a importância da leitura e da alfabetização de jovens e adultos, que considera uma prática fundamental para a compreensão do mundo.

• FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia : saberes necessários à prática pedagógica. 38. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2004. (Coleção leitura).

Nessa obra, Freire aponta para novas relações e condições para a educação, ressaltando as práticas pedagógicas ligadas à ética universal e ao desenvolvimento da autonomia, da capacidade crítica e da valorização cultural.

• HARDAGH, C. C. Escola expandida: por uma justiça cognitiva digital e perspectivas para “outros sujeitos”. Educere et Educare, v. 13, n. 28, 2018. Disponível em:

https://doi.org/10.17648/educare.v13i28.18790. Acesso em: 24 set. 2025.

O artigo discute e apresenta proposições sobre a escola expandida.

• HERNÁNDEZ, Fernando. Cultura visual, mudança educativa e projeto de trabalho . Porto Alegre: Artmed, 2000.

Nessa obra, o autor narra experiências de alguns professores que contribuíram para a expansão dos conhecimentos sobre a cultura visual na educação básica.

• KOUDELA, Ingrid D. Jogos teatrais . São Paulo: Perspectiva, 2009.

A autora apresenta uma série de exercícios e jogos teatrais para crianças e jovens, apoiada em pesquisas brasileiras sobre teatro e educação e em autores como Spolin, Piaget e Languer.

• KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

Reunião de trabalhos de Ailton Krenak que discutem questões sobre ancestralidade, meio ambiente e cultura indígena.

• LABAN, Rudolf. Domínio do movimento . São Paulo: Summus, 1978.

O autor propõe que o conhecimento dos movimentos do corpo, mesmo os cotidianos, e a consciência corpórea podem ampliar a percepção e a expressão na dança e na vida.

• LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública : a pedagogia crítico-social dos conteúdos. 21. ed. São Paulo: Loyola, 2008.

O autor formula orientações para o fazer pedagógico-crítico, a fim de que o docente da escola pública possa repensar sua didática.

• MARTINS, Mirian. C.; PICOSQUE, Gisa. Cadernos para o professor-propositor. São Paulo: Instituto Arte na Escola, 2004.

Os cadernos foram criados para orientar professores quanto ao uso do material da DVDteca do Instituto Arte na Escola. Eles trazem discussões sobre professor-propositor, cartografias e pensamento rizomático.

• MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa. Travessia para fluxos desejantes do professor-propositor. In : OLIVEIRA, Marilda Oliveira de (org.). Arte, educação e cultura . Santa Maria: UFSM, 2007. p. 345-356.

Nesse capítulo, as autoras ampliam a ideia de artista-propositor para a de professor-propositor, com base em pesquisas e publicações das educadoras.

• MARTINS, Mirian C.; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria T. T. Teoria e prática do ensino de Arte : a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 2010. A obra propõe reflexões sobre conceitos para o ensino contemporâneo de Arte, considerando aspectos próprios das linguagens artísticas. Também apresenta a abordagem de ensino por meio dos territórios da Arte e Cultura.

• NAÇÕES UNIDAS BRASIL. Os objetivos de desenvolvimento sustentável no Brasil . Brasília, DF: ONU, 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs. Acesso em: 8 set. 2025.

Os ODS são metas globais adotadas pelas Nações Unidas em 2015, visando acabar com a pobreza, proteger o planeta e garantir que todas as pessoas desfrutem de paz e prosperidade até 2030.

• OSTROWER, Fayga. Universos da arte . Campinas: Unicamp, 2013.

O livro traz experiências como artista e educadora de Fayga Ostrower, com análises de obras de arte e propostas de ensino a partir de elementos constitutivos das artes visuais e do processo de criação.

• PAULO Freire contemporâneo. Direção: Toni Venturi. Brasil, 2007. 1 vídeo ( ca. 52 min).

Documentário para TV sobre o pensamento e a antropologia do pedagogo Paulo Freire.

• PIMENTEL, Lucia Gouvêa. Tecnologias contemporâneas e o ensino da Arte. In : BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudanças no ensino da Arte . São Paulo: Cortez, 2002.

A autora aborda as muitas possibilidades para conhecer e criar arte por meio do uso de tecnologias, ressaltando a importância de um trabalho consistente por parte dos educadores.

RANCIÈRE, Jacques. O mestre ignorante . Belo Horizonte: Autêntica, 2002.

O livro discute as práticas pedagógicas com base na trajetória do professor e militante Joseph Jacotot.

• RECHENBERG, Ligia. Cultura de paz : novas abordagens sobre prevenção da violência entre jovens. São Paulo: Instituto Sou da Paz, 2010. (Projeto juventude e prevenção da violência 4).

Cartilha com proposições para enfrentar a violência, em especial no âmbito da escola.

• ROCHA, Ruth. Os direitos das crianças : segundo Ruth Rocha. São Paulo: Salamandra, 2014.

Livro com poema que foi escrito e destinado a crianças, mas traz lições para todos sobre os direitos das crianças.

• SANTAELLA, Lucia. Leitura de imagens . São Paulo: Melhoramentos, 2012.

Nessa obra, a autora apresenta conceitos fundamentais relacionados à percepção e às interpretações dos signos visuais nas artes plásticas e na publicidade.

• SCHAFER, Murray. A afinação do mundo . 2. ed. São Paulo: Unesp, 2012.

O autor apresenta o termo paisagem sonora e analisa como vivemos em meio ao ambiente sonoro contemporâneo.

• SCHAFER, Murray. O ouvido pensante. 2. ed. São Paulo: Unesp, 2000.

Apresenta proposições para o ensino da música, com a intenção de desenvolver uma escuta sensível, atenta e, ao mesmo tempo, lúdica.

• SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro . São Paulo: Perspectiva, 2005.

A obra apresenta os fundamentos para o trabalho com jogos teatrais na escola. Além disso, mostra como é estruturado e praticado o jogo teatral.

• SPOLIN, Viola. Jogos teatrais na sala de aula : um manual para o professor. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010.

A obra oferece muitos exercícios e jogos teatrais, para que, praticando o teatro, seja possível avaliar de forma prática as competências e as habilidades dos estudantes.

• TOJAL, Amanda Pinto da Fonseca. Política de acessibilidade comunicacional em museus: para quê e para quem? Museologia & interdisciplinaridade , Brasília, DF, v. 1, n. 7, out./nov. 2015. Disponível em: https://periodicos. unb.br/index.php/museologia/article/view/16779/15061. Acesso em: 24 set. 2025.

O artigo traz proposições de Amanda Tojal sobre o uso de recursos e estratégias para mediação cultural inclusiva e a necessidade da expografia democrática em museus.

• VERGARA, Luiz Guilherme. Curadoria educativa: percepção imaginativa/consciência do olhar. In : CERVETTO, Renata; LÓPEZ, Miguel A. (org.). Agite antes de usar. São Paulo: Sesc, 2018.

Nesse texto, o autor explora as relações entre filosofia, arte e educação, discutindo a recepção e a interpretação da arte pelos observadores.

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