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revista_doc_70_2020

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DOC FINANÇAS

Eduardo Regonha Diretor executivo da XHL Consultoria; doutor em Ciências – Custos em Oftalmologia pela EPM-Unifesp; especialista em Administração Hospitalar pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP); coordenador do curso de MBA em Administração Hospitalar pela Fundação Unimed professor de Custos em Saúde

PLANEJAMENTO PARA ENFRENTAR AS TURBULÊNCIAS DO MOMENTO

E Se na previsão percebermos que o caixa entrará no vermelho e continuará assim se não tomarmos uma decisão, tornam-se necessárias ações imediatas. Nesse caso, o fluxo de caixa mostra com clareza esse quadro, permitindo simular situações a fim de amenizar o problema”

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stamos convivendo com situações totalmente inusitadas. O mundo todo está aprendendo a conviver com toda a turbulência causada pela pandemia de Covid-19. Há muitas dúvidas, mas uma coisa é certa: não podemos, em hipótese alguma, ficar esperando o que irá acontecer e quando tudo voltará ao normal para tomar decisões e avançar. O momento exige muita rapidez e planejamento. Não sabemos como será a retomada das atividades. Muitos dizem que consultas, procedimentos, exames e cirurgias que ficaram represados serão retomados rapidamente. Outros argumentam que há insegurança na população e que um retorno acentuado só acontecerá após a vacinação em massa. Há quem destaque que haverá um novo modo de atendimento e uma retomada gradual, aos quais todos terão que se adaptar. Com destaque principalmente no âmbito econômico-financeiro, as decisões e adaptações precisam ser altamente dinâmicas para tentarmos perder o mínimo possível e manter a empresa viva e sustentável. O mais importante nesse momento é ter informações rápidas e com mais confiabilidade diante dos possíveis cenários. Se temos pelo menos três panoramas, a recomendação é exatamente desenvolver uma projeção do seu fluxo de caixa nas três situações. Ou seja, em cada uma das hipóteses, a instituição terá recursos para honrar seus compromissos? Por exemplo: se houver necessidade de adaptações, com um crescimento gradual (que acredito que é o mais provável de acontecer) para retornarmos ao padrão de 2019 somente por volta de março ou abril de 2021, muitas ações devem (ou já deveriam) ser implantadas a fim de reduzir os impactos no caixa. Não há espaço para enganos. Portanto, é fundamental para a sobrevivência da empresa conhecer uma previsão de caixa, fazer um bom planejamento financeiro diante das hipóteses e saber no que e quando gastar ou comprar. Só que agora, ao pensar na projeção de caixa, temos que fazer simulações das diversas hipóteses, a fim de avaliar a viabilidade financeira em cada uma das situações. A recomendação é exatamente desenvolver diversas previsões, de acordo com os cenários apresentados (ou outros), acompanhar e tomar decisões conforme os movimentos acontecerem, de forma rápida e consistente. A previsão de caixa é considerada uma ferramenta vital para definir a saúde financeira de uma instituição, pois dessa forma tomamos decisões antes de os problemas alcançarem níveis críticos. Se na previsão percebermos que o caixa entrará no vermelho e continuará assim se não tomarmos uma decisão, tornam-se necessárias ações imediatas. Nesse caso, o fluxo de caixa mostra com clareza esse quadro, permitindo simular situações a fim de amenizar o problema. O fluxo de caixa proporciona a informação imediata. Ou seja, se a empresa tem ou não saldo, quanto tem a pagar e quanto tem a receber. Com base nesse histórico e nas expectativas, desenvolva as previsões. Em relação às finanças, essa é a melhor forma de amenizarmos toda essa turbulência pela qual estamos passando.

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