A promoção de medidas que garantam auxílio psicológico aos profissionais da Saúde em época de pandemia é essencial. Mariana Leles afirma que ter profissionais com boas condições de saúde mental para exercer suas atividades é tão importante quanto ter equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados na rotina de trabalho. “Nunca podemos esquecer que profissional da Saúde é apenas um papel desempenhado por um humano tecnicamente treinado. Somos passíveis de erros, medos, dúvidas, ansiedades e toda a gama de sentimentos que qualquer outra pessoa manifesta”, destaca.
Medidas que podem colaborar com a saúde mental de médicos
“O surto de Ebola que ocorreu na África Ocidental em março de 2014 e, posteriormente, se espalhou para os países vizinhos é um exemplo de advertência para esse tipo de problema” Luiz Dieckmann, psiquiatra
“Nunca podemos esquecer que profissional da Saúde é apenas um papel desempenhado por um humano tecnicamente treinado. Somos passíveis de erros, medos, dúvidas, ansiedades e toda a gama de sentimentos” Mariana Leles, psicóloga hospitalar intensivista
Exclusivo Assista a um vídeo exclusivo com o psiquiatra Luiz Dieckmann, falando sobre saúde mental dos médicos durante a pandemia.
Prestar atenção aos sentimentos e necessidades pessoais durante momentos de intenso estresse; Manter vínculos sociais por meio das ferramentas virtuais ou do telefone; Manter a rotina de sono e uma dieta saudável; Ver as situações sob uma perspectiva realista e não se deixar afetar por notícias falsas; Atualizar-se com informações confiáveis, mas não buscá-las de forma excessiva; Evitar o uso de álcool, cigarro e outras substâncias; Fazer meditação guiada, por meio de vídeos ou áudios curtos; Buscar equilíbrio entre tempo individual e tempo compartilhado, descanso e atividades; Praticar atividades de alongamento direcionado ou exercícios físicos com frequência.
Para a especialista, do mesmo modo que a saúde mental pode influenciar positivamente na relação interpessoal e no cuidado direcionado ao paciente, o adoecimento emocional pode interferir em questões como discernimento, tomada de decisão e execução de procedimentos técnicos, entre outros aspectos que colocam em risco todos os envolvidos. “Estratégias de suporte emocional básico devem obrigatoriamente fazer parte dos planos de contingência de combate à Covid-19 em todas as instituições, sempre adaptadas às possibilidades e rotinas, para garantir melhor adesão e integração das equipes”, conclui.
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