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4ª Edição Revista e Atualizada por: André Luiz V. da Costa e Silva

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Metalografia dos Produtos Siderúrgicos Comuns Hubertus Colpaert 4ª Edição Revista e Atualizada por: André Luiz V. da Costa e Silva

Lançamento 2008 ISBN: 9788521204497 Páginas: 672 Formato: 21x27,5 cm Peso: 2,00 kg


XIII

CONTEÚDO 1.

O Aço como Material......................................................................... 1. Introdução....................................................................................... 2. Aços e Ferros Fundidos.................................................................. 3. Estrutura......................................................................................... 4. A Estrutura Cristalina das Ligas de Ferro.................................... 5. Caracterização de Aços................................................................... 6. Composição Química dos Aços.......................................................

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2. Os Processos de Produção de Aço.................................................. 1. Introdução....................................................................................... 2. Os Processos de Redução............................................................... 2.1. Alto-forno................................................................................ 2.2. Processos de Redução Direta................................................. 2.2.1. Produtos Históricos de Redução Direta..................... 3. Aciaria.............................................................................................. 3.1. Conversores a Oxigênio.......................................................... 3.2. Forno Elétrico a Arco............................................................. 3.3. Desoxidação............................................................................ 3.4. Processos de Refino Secundário............................................ 4. Processos Secundários de Refusão................................................ Referências Bibliográficas.....................................................................

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3. Técnica Metalográfica – Introdução.............................................. 1. Introdução....................................................................................... 2. Grãos em Metais.............................................................................. 3. Estereologia..................................................................................... 3.1. Descrição Qualitativa ............................................................ 3.2. Descrição Quantitativa . ........................................................ 3.2.1. Fração Volumétrica..................................................... 3.2.2. Tamanho de Grão........................................................ 3.2.3. Outras Medidas Importantes...................................... Referências Bibliográficas.....................................................................

25 26 26 30 31 32 33 34 35 36

4. Técnica Metalográfica – Macrografia ........................................... 1. Introdução....................................................................................... 2. Preparo de Corpos-de-prova para Macrografia............................. 2.1. Escolha e Localização da Seção............................................ 2.2. Preparação da Superfície....................................................... 2.3. Ataque da Superfície.............................................................. 2.3.1. Reagentes para Ataque Macrográfico......................... 2.3.1.1. Reativo de Iodo.............................................. 2.3.1.2. Reativo de Ácido Sulfúrico............................ 2.3.1.3. Reativo de Heyn............................................. 2.3.1.4. Reativo de Humfrey (e Humfrey em dois Estágios)................................................. 2.3.1.5. Reativo de Ácido Clorídrico........................... 2.3.1.6. Reativo de Fry................................................ 2.3.2. Impressão de Baumann (ou Impressão de Enxofre)..................................................................

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Metalografia dos produtos siderúrgicos comuns

2.3.3. Precauções e Indicações Falsas.................................. 2.4. Exame e Interpretação........................................................... 2.4.1. Resultados obtidos com Reativo de Iodo.................... 2.4.1.1. Efeitos do Repolimento após Ataque com Reativo de Iodo...................................... 2.5. Registro Fotográfico............................................................... 2.5.1. Tamanho e Resolução................................................. 2.5.2. Iluminação................................................................... 2.5.3. Reflexos........................................................................ 2.5.4. Relevo ........................................................................ 2.5.5. Profundidade de Foco................................................. 2.5.6. Esquemas de Iluminação............................................ 2.5.6.1. Montagem A (Iluminação Indireta, Difusa)............................................................ 2.5.6.2. Montagem B (Iluminação Direta, Inclinada, Simples)........................................ 2.5.6.3. Montagem C (Iluminação Mista).................. 2.5.6.4. Montagem D (Iluminação Direta, Normal à Superfície a Fotografar) ............... 2.5.6.5. Montagem E (Iluminação Direta, Inclinada, Dupla)........................................... 2.5.6.6. Montagem F (Iluminação Direta, Inclinada, Orientada).................................... 2.5.6.7. Montagem G (Iluminação Indireta, Periférica)...................................................... 2.5.6.8. Montagem para Eliminar Sombras............... 2.6. Técnicas de Destaque das Observações Macrográficas.......................................................................... 2.6.1. Realce de Contraste com Uso de Tinta de Gráfica........................................................... 2.6.2. Impressões em Fita Celofane ou Papel....................... 2.6.3. Uso da Macrografia como Matriz para Gravura em Metal (Intaglio).............................. 2.6.4. Uso de Outros Contrastes........................................... Referências Bibliográficas.....................................................................

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5. Técnica Metalográfica – Micrografia ............................................ 1. Introdução....................................................................................... 2. Microscopia Ótica............................................................................ 2.1. Preparação de Amostras para Microscopia Ótica................. 2.1.1. Escolha e Localização da Seção a Ser Estudada....... 2.1.2. Obtenção de uma Superfície Plana e Polida no Local Escolhido para Estudo...................... 2.1.2.1. Exame ao Microscópio sem Ataque.............. 2.1.3. Ataque da Superfície................................................... 2.2. Réplica Metalográfica............................................................... Referências Bibliográficas.....................................................................

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6. Técnica Metalográfica – Microscopia Eletrônica e Outras Técnicas Avançadas .......................................................................... 1. Introdução....................................................................................... 2. O Microscópio Eletrônico de Varredura . ...................................... 2.1. Elétrons Secundários............................................................. 2.2. Elétrons Retroespalhados...................................................... 2.3. Raios X.................................................................................... 3. Microscopia Eletrônica de Transmissão ....................................... 4. Microscopia de Força Atômica.......................................................

50 52 52 53 55 55 57 57 58 59 60 60 61 61 62 63 63 63 64 65 65 66

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Conteúdo

5. Microscopia Confocal Laser de Varredura..................................... 91 Referências Bibliográficas..................................................................... 91

7 Fases e Constituintes de Equilíbrio no Sistema Fe-C............... 1. Introdução....................................................................................... 2. Fases do Ferro e suas Ligas............................................................ 3. Ferrita.............................................................................................. 3.1. Elementos Estabilizadores da Ferrita (CCC)........................ 4. Austenita......................................................................................... 4.1 Elementos Estabilizadores da Austenita (CFC)................... 5. Cementita........................................................................................ 5.1. Elementos Formadores de Carbonetos.................................. 6. Perlita............................................................................................... 6.1 A Fração Volumétrica das Fases na Perlita e a “Regra da Alavanca”............................................................ 6.1.1. Regra da Alavanca....................................................... 7. Estruturas Intermediárias – Hipoeutectóides e Hipereutectóides.......................................................................... 7.1. Aços Hipoeutectóides............................................................. 7.2. Aços Hipereutectóides............................................................ Referências Bibliográficas.....................................................................

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8 Solidificação, Segregação e Inclusões Não-metálicas............... 1. Introdução....................................................................................... 2. Lingotamento e Lingotes................................................................ 3. Contração de Solidificação............................................................. 4. Segregação...................................................................................... 4.1. Redistribuição de Soluto na Solidificação............................. 4.2. Crescimento Dendrítico......................................................... 4.3. Reações durante a Solidificação............................................ 4.3.1. Reação Peritética......................................................... 4.3.2. Reação Eutética........................................................... 5. Microporosidade.............................................................................. 6. Segregação em Produtos Siderúrgicos........................................... 6.1. Microssegregação ou Segregação Dendrítica . ..................... 7. Trincas a Quente............................................................................. 8. Estrutura de Fundidos, Lingotes e Produtos de Lingotamento Contínuo............................................................. 8.1. Lingotamento Convencional.................................................. 8.1.1. Tipos de Lingoteiras – Técnicas de Lingotamento.... 8.2. Aços Efervescentes................................................................. 8.3. Lingotamento Contínuo.......................................................... 8.4. Estrutura de Lingotes e Produtos de Lingotamento Contínuo.................................................................................. 9. Macrossegregação........................................................................... 9.1. Segregação em A ou Freckles................................................ 9.2. Processos de Refusão............................................................. 9.2.1. Segregação em “V”...................................................... 10. Monitoramento da Qualidade de Produtos de Lingotamento Contínuo.......................................................................................... 11. Inclusões Não-metálicas................................................................. 11.1. Desoxidação............................................................................ 11.2. Sulfetos................................................................................... 11.3. Nitretos................................................................................... Referências Bibliográficas.....................................................................

119 120 121 121 126 126 129 132 133 136 138 140 140 145

107 109 110 110 115 118

147 147 147 149 149 150 155 155 156 158 160 165 167 169 173 174

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XVI

Metalografia dos produtos siderúrgicos comuns

9 Tratamentos Térmicos Convencionais Constituintes Comuns e Sua Formação................................................................................... 177 1. Introdução....................................................................................... 178 2. Decomposição da Austenita........................................................... 179 2.1. Nucleação................................................................................ 180 2.1.1. Teoria da Nucleação...................................................... 181 2.2. Crescimento por Difusão........................................................ 183 2.2.1. Curvas TTT.................................................................. 184 2.2.1.1. Curvas TTT – Aço Eutectóide....................... 184 2.3. Martensita – Crescimento sem Difusão................................. 187 2.3.1. A Morfologia da Martensita......................................... 192 2.4. Bainita – Um Constituinte Intermediário............................. 196 2.4.1. Bainita Superior e Bainita Inferior............................. 197 2.5. Curvas TTT e Curvas CCT..................................................... 202 2.5.1. Curvas TTT.................................................................. 202 2.5.2. Curvas CCT ou TRC.................................................... 206 3. Austenita e Medida do Tamanho de Grão Austenítico.................. 211 3.1. Formação da Austenita.......................................................... 211 3.2. Curvas de Transformação na Austenitização (TTA: Time temperature Austenitizing)........................... 214 3.3. Crescimento de Grão Austenítico.......................................... 216 3.3.1. Controle do Tamanho de Grão Austenítico Através de Partículas de Segunda Fase..................... 218 3.4. Medidas do Tamanho de Grão Austenítico........................... 223 4. Microestruturas Ferríticas............................................................. 226 4.1. Introdução............................................................................... 226 4.2. Classificações Metalográficas da Ferrita............................... 228 4.2.1. Classificação de Dubé e Aaronson.............................. 228 4.2.1.1. Alotriomorfos e Idiomorfos........................... 228 4.2.1.2. Ferrita Widmanstätten.................................. 231 4.3. Classificação do IIW............................................................... 236 4.4. Classificação de Anelli e Di Nunzio....................................... 239 Referências Bibliográficas..................................................................... 250 10. Tratamentos Térmicos Convencionais – Noções Básicas.......... 1. Introdução....................................................................................... 2. Recozimento.................................................................................... 2.1. Recozimento ou Recozimento “Pleno”................................... 2.2. Cuidados no Ciclo Térmico de Recozimento......................... 2.3. Recozimentos em que a Temperatura Máxima é Inferior ao Intervalo Crítico................................................ 2.3.1. Recozimento de Esferoidização.................................. 2.3.2. Recozimento para Alívio de Tensões......................... 2.3.3. Recozimento para Redução do Teor de Hidrogênio.. 2.3.4. Recozimento de Restauração e Recozimento de Recristalização....................................................... 3. Normalização................................................................................... 3.1. Desvios no Aquecimento para Tratamento Térmico e Conformação a Quente........................................................ 3.1.1. Superaquecimento....................................................... 3.1.2. Aquecimento Insuficiente (Tratamentos Intercríticos)................................................................ 3.1.3. . Descarbonetação......................................................... 4. Têmpera e Revenimento................................................................. 4.1. Aços para Têmpera e Revenimento (ou Aços para a Construção Mecânica)......................................................... 4.1.1. O Sistema de Classificação ABNT para Aços “Construção Mecânica”............................................... 4.2. Têmpera..................................................................................

255 256 256 256 257 258 258 262 263 267 267 272 272 274 275 278 278 280 280


Conteúdo

4.3. Temperabilidade..................................................................... 4.3.1. Diâmetro Crítico.......................................................... 4.3.2. Meios de Têmpera e Severidade de Têmpera............. 4.3.3. Ensaio Jominy.............................................................. 4.3.4. Métodos de Previsão de Microestrutura por Computador........................................................... 4.4. Desvios no Tratamento de Têmpera...................................... 4.4.1. Desvios no Resfriamento de Têmpera........................ 4.4.2. Desvios no Aquecimento para a Têmpera.................. 4.5. Trincas de Têmpera................................................................ 5. Revenimento.................................................................................... 5.1. Transformações no Revenimento.......................................... 5.1.1. Evolução Microestrutural na Metalografia Ótica....... 5.2. Fragilização no Revenimento................................................ 5.3. Austenita Retida e Duplo Revenimento................................ 5.4. Tratamento Sub-zero.............................................................. 5.5. Cores de Revenido.................................................................. 6. Têmpera Localizada........................................................................ 7. Martêmpera..................................................................................... 8. Austêmpera..................................................................................... 9. Patenteamento................................................................................ 10. Tratamentos Termoquímicos......................................................... 10.1. Cementação (Carbonetação)................................................. 10.1.1..Cementação Sólida...................................................... 10.1.2..Cementação Gasosa..................................................... Referências Bibliográficas.....................................................................

281 286 287 289

11. Conformação a Quente...................................................................... 1. Introdução....................................................................................... 2. Trabalho a Quente e Trabalho a Frio............................................. 3. Principais Efeitos do Trabalho a Quente....................................... 3.1. Efeito sobre a Resistência Mecânica...................................... 3.2. Consolidação de Cavidades.................................................... 3.2.1. . O Ferro de Pacote – Uma Nota Histórica................... 3.3. Alteração de Forma e Distribuição de Segregados............... 3.4. Efeito sobre Fases Insolúveis – Inclusões Não-metálicas, carbonetos e Nitretos Estáveis.............................................. 3.4.1. . Inclusões Não-metálicas............................................. 3.4.2. .Quantificação de Inclusões Não-metálicas................ 3.4.3. . Carbonetos e Nitretos Insolúveis................................ 3.5. Efeito sobre as Propriedades Macroscópicas........................ 3.6. Alterações Microestruturais.................................................. 3.6.1. . Tratamentos Termomecânicos................................... 3.7. Bandeamento......................................................................... 3.8. Outras Manifestações de Segregados em Produtos.............. 4. Conformação de Produtos Acabados............................................. 4.1. Forjamento em Matriz Fechada............................................. 5. Defeitos da Conformação a Quente................................................ 5.1. Trincas e Dobras..................................................................... 5.2. Material Superaquecido e Queimado..................................... Referências Bibliográficas.....................................................................

331 332 332 333 333 333 333 335

12. Trabalho Mecânico dos Aços – Trabalho a Frio.......................... 1. Introdução....................................................................................... 2. Trabalho a Frio................................................................................ 2.1. Curva Tensão-deformação no Ensaio de Tração.................. 2.1.1. Tensão e Deformação Real..........................................

379 380 380 380 383

290 292 292 297 298 302 302 304 309 309 310 311 312 317 318 318 319 319 320 323 328

345 345 352 352 354 357 360 361 365 368 368 369 369 370 376

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Metalografia dos produtos siderúrgicos comuns

2.2. Efeitos da Deformação sobre a Estrutura............................. 3. Efeito do Recozimento Subcrítico em Aços para Conformação.... 4. Textura Cristalográfica................................................................... 4.1. Representação da Textura Cristalográfica............................ 4.2. Importância da Textura na Conformação............................. 4.3. Textura e EBSD...................................................................... 5. Acompanhamento da Recristalização por Microscopia................ 6. Aços de Médio Teor de Carbono..................................................... 7. Aços Elétricos.................................................................................. 8. Processamento a Morno – Deformação na Região Intercrítica..... 9. Conformação de Peças a Frio – Exemplos de Fixadores.............. 9.1. Dobras em Roscas................................................................... 9.2. Pregos...................................................................................... 10. Falhas na Deformação a Frio.......................................................... Referências Bibliográficas.....................................................................

384 389 392 392 393 394 395 403 404 406 407 411 411 412 416

13. Aços Avançados para Conformação Mecânica............................. 1. Introdução....................................................................................... 2. Aços de Baixo e Extra-baixo Carbono (IF)................................... 3. Aços ARBL e CMn (Aços Estruturais ao Carbono e Manganês)... 4. Aços Dual Phase e Complex Phase ou Multifásicos.................... 5. Aços TRIP (Transformation Induced Plasticity)...................... 6. Aços Ferrítico-bainíticos................................................................ 7. Aços com Tratamento Q&P (Quenching and Partitioning)..... 8. Revestimentos................................................................................. Referências Bibliográficas.....................................................................

419 420 421 421 421 433 439 440 442 446

14. Aços Estruturais e Aços para Vasos de Pressão, Caldeiras e Tubulações........................................................................................ 1. Introdução....................................................................................... 2 Aços Estruturais de Grão Fino....................................................... 3. Aços Estruturais Temperados e Revenidos................................... 4. Aços Estruturais Obtidos por Laminação (Tratamento Termomecânico) Controlada.......................................................... 5. Aços para a Construção Civil.......................................................... 5.1. Aços para Vasos de Pressão de Parede Grossa .................... 6. Aços para Vasos de Pressão a Temperatura Elevada.................... 7. Soldagem de Aços Estruturais – Metalografia............................... 7.1. Produtos Longos Soldados..................................................... 7.2. Soldagem de Aços para Vasos de Pressão de Parede Grossa.................................................................... 7.3. Outros Aspectos de Soldagem .............................................. Referências Bibliográficas..................................................................... 15. Aços para a Construção Mecânica.................................................. 1. Introdução....................................................................................... 2. Aços Temperados e Revenidos....................................................... 2.1. Efeito do Teor de Carbono e da Temperatura de Revenimento...................................................................... 2.2. Aço AISI 52100........................................................................ 2.3. Aço AISI 4145.......................................................................... 2.4. Aço AISI 8630 Modificado...................................................... 3. Revestimentos................................................................................. 4. Aços de Médio e Alto Carbono........................................................ 4.1. Aços AISI 1050 e 1060............................................................ 4.2. Aços Próximos à Composição Eutectóide............................. Referências Bibliográficas.....................................................................

449 450 451 454 457 462 466 470 473 480 480 484 490 493 494 494 494 499 505 505 507 508 509 512 520


Conteúdo

16. Aços Inoxidáveis................................................................................. 1. Introdução....................................................................................... 2. Relações entre Composição Química e Estrutura......................... 3. Aços Inoxidáveis Martensíticos...................................................... 4. Aços Inoxidáveis Ferríticos............................................................ 5. Aços Inoxidáveis Austeníticos........................................................ 6. Aços Ferrítico-austeníticos (Dúplex)............................................. 7. Aços Inoxidáveis Endurecíveis por Precipitação........................... 8. Corrosão Intercristalina ou Intergranular..................................... Referências Bibliográficas.....................................................................

521 522 523 523 527 527 537 543 545 547

17. Ferros Fundidos Comuns.................................................................. 1. Introdução....................................................................................... 2. Ferros Fundidos Brancos e Ferros Fundidos Cinzentos.............. 2.1. Efeito da Velocidade de Resfriamento..................................... 2.2. Efeito da Composição Química.............................................. 2.2.1. . Carbono........................................................................ 2.2.2. .Silício............................................................................ 2.2.3. .Manganês..................................................................... 2.2.4. .Enxofre........................................................................ 2.2.5. .Fósforo......................................................................... 3. Ferros Fundidos Brancos............................................................... 3.1. Ferros Fundidos Brancos Hipoeutéticos............................... 3.2. Ferros Fundidos Brancos Hipereutéticos.............................. 3.3. Ferros Fundidos Brancos Eutéticos...................................... 4. Ferros Fundidos Cinzentos............................................................ 4.1. Preparação Metalográfica-grafita.......................................... 4.2. Tipos de Grafitização.............................................................. 4.3. Microestrutura dos Ferros Fundidos Cinzentos................... 4.3.1. . Eutéticos Contendo Fósforo........................................ 4.4. Exemplos de Microestruturas de Ferros Fundidos Cinzentos................................................................ 4.5. Enxofre e Sulfetos.................................................................. 4.6. Oxidação do Ferro Fundido Cinzento................................... 5. Ferros Fundidos Mesclados e Coquilhados................................... 6. Ferro Fundido Nodular................................................................... 6.1. Ferro Fundido Nodular Austemperado................................. 6.2. Porosidade em Ferro Fundido Nodular................................. 7. Ferro Fundido em Grafita Compacta (ou Vermicular).................. 8. Ferros Fundidos Maleáveis............................................................. 8.1. Ferro Fundido Maleável de Núcleo Branco........................... 8.2. Ferro Fundido Maleável de Núcleo Preto.............................. 8.2.1. Tratamento Térmico................................................... Referências Bibliográficas.....................................................................

549 550 552 552 555 555 555 556 557 557 558 559 562 563 565 568 568 577 580

18 A Avaliação Metalográfica – Roteiro de Execução e de Relato........................................................................................... 1. Introdução....................................................................................... 2. Objetivos da Avaliação Metalográfica............................................. 3. Medida de Características Micro ou Macroestruturais................. 3.1. Sistemas de Gestão e Competência de Laboratórios............ 3.2. O Método de Medida............................................................... 3.2.1. . Amostragem................................................................. 3.2.2. .Rastreabilidade da Identificação................................ 3.2.3. .Etapas do Método........................................................

583 588 588 589 594 604 606 608 610 610 612 614 620

623 624 624 625 625 625 626 628 629

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XX

Metalografia dos produtos siderúrgicos comuns

3.3. Calibrações.............................................................................. 3.3.1. . Incertezas.................................................................... 3.3.2. .Tratamento Digital de Imagens.................................. 4. Testando uma Hipótese.................................................................. 5. A Investigação................................................................................. 6. O Relatório....................................................................................... 6.1. A Revisão Bibliográfica........................................................... 6.2. A Seção “Materiais e Métodos ou Técnicas Experimentais”....................................................................... 6.3. Os Resultados......................................................................... 6.4. As Conclusões......................................................................... Referências Bibliográficas.....................................................................

629 629 630 631 632 634 636 636 636 636 637

Índice Remissivo....................................................................................... 639


O Aço como material

CAPÍTULO

1 1

O AÇO COMO MATERIAL

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O Aço como material

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4. A Estrutura Cristalina das Ligas de Ferro A maior parte dos metais apresenta, à pressão ambiente (1 atm) uma única estrutura cristalina, estável desde a temperatura ambiente até seu ponto de fusão. As estruturas de ocorrência mais comum são as estruturas compactas CFC e HCP (hexagonal compacta) e a estrutura não-compacta CCC. O ferro é excepcional, neste aspecto, e apresenta polimorfi smo, isto é, apresenta duas estruturas cristalinas à pressão ambiente, dependendo da temperatura. A baixas temperaturas (até 910 oC) o ferro tem a estrutura CCC. Acima desta temperatura, a estrutura CFC se torna mais estável. Acima de 1394 oC a estrutura CCC volta a ser estável até o ponto de fusão do ferro (1535 oC). Assim, as diferentes fases (4) do ferro são estáveis em diferentes faixas de temperatura (e de pressão) (Figura 1.2)(5). A possibilidade de realizar e controlar a transformação de aços entre estas duas estruturas é uma das ferramentas mais úteis e mais amplamente empregadas no controle da estrutura dos produtos de aço. O arranjo dos átomos em determinada estrutura cristalina está ligado às interações entre estes átomos. Quando átomos de outros elementos são misturados aos átomos de ferro, formando uma liga, a presença destes átomos afeta a estabilidade dos diferentes arranjos de átomos. Assim, por exemplo, a adição de carbono ao ferro produz alterações na estabilidade relativa entre as fases. Uma maneira de representar estas

(a) a

a

a

Figura 1.2 (a) Estrutura cúbica de corpo centrado (CCC). O parâmetro de rede do ferro puro, a temperatura ambiente, é de 2,86 Å (6). (b) Estrutura cúbica de face centrada (CFC). O parâmetro de rede do ferro puro à temperatura de 1200 °C é de aproximadamente 3,66 Å.

a = 2,86 Å

(b) a

a

a

— (4) Fase é uma porção homogênea de um sistema. Em geral, uma fase é caracterizada pelo seu estado físico, estrutura cristalina (no caso de fases sólidas) e composição química. Alguma heterogeneidade de composição química pode existir dentro de uma fase. (5) Para melhor visualizar as estruturas veja: http://www.msm.cam.ac.uk/phasetrans/2003/Lattices/iron.html

a = 3,66 Å

(6) Å, Angstron. 1 Å = 0,1 nm. Unidade de comprimento, cujo nome homenageia Anders Jonas Ångstron (1814-1874), físico sueco, pioneiro da espectroscopia.


Os processos de produção de aço

CAPÍTULO

2 9

OS PROCESSOS DE PRODUÇÃO DE AÇO

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Os processos de produção de aço

21

a produção de aços com cada vez menos partículas não-metálicas (ver Capítulo 8). Como os conversores operam em condições bastante oxidantes, a desoxidação é tradicionalmente realizada durante ou após o vazamento do aço do conversor para uma panela. No forno elétrico a arco é possível realizar a desoxidação dentro do próprio forno, embora seja necessário considerar se, ao ocupar o forno elétrico com estas operações durante um tempo significativo, não se compromete a eficiência econômica da aciaria.

3.4. Processos de Refino Secundário A dificuldade de controlar as variáveis termodinâmicas de forma adequada a favorecer as reações de refi no desejadas, assim como a necessidade de otimizar, economicamente, a produção de aço, levou ao desenvolvimento de processos de refi no secundário. Nestes processos o aço líquido proveniente dos processos primários (conversores e forno elétrico a arco) é submetido a operações de refi no e ajuste de composição química e temperatura, principalmente. Os primeiros processos de refi no secundário desenvolvidos em ampla escala foram os processos de desgaseificação. Em função de problemas causados pelo hidrogênio no aço, foram desenvolvidos tratamentos do aço sob vácuo, visando principalmente a redução do teor de hidrogênio em solução no aço (ver Capítulo 10). Como o produto da reação do carbono com o oxigênio dissolvidos no aço é um gás (nas temperaturas de refi no do aço, dentre os óxidos de carbono, praticamente só o CO é estável), esta reação também é sensível à redução da pressão. Assim, processos de desoxidação pelo carbono sob vácuo foram desenvolvidos em decorrência da introdução dos processos de desgaseificação. Os principais processos de desgaseificação são a desgaseificação em panela e a desgaseificação com circulação. Desgaseificação durante o lingotamento pode, também, ser empregada para lingotes muito grandes (Figura 2.10).

Vácuo

Vácuo

Vácuo

Figura 2.10 Processos de desgaseificação de aços mais usuais. Da esquerda para a direita: desgaseificação no lingotamento, desgaseificação em panela, desgaseificação por circulação RH.


Técnica metalográfica – Introdução

CAPÍTULO

3 25

TÉCNICA METALOGRÁFICA INTRODUÇÃO

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Técnica metalográfica – Introdução

(a)

29 Figura 3.3 (a) Visualização tridimensional de uma estrutura de grãos, através de bolhas que preenchem um volume. O interior de cada bolha seria um cristal (ou grão) e as paredes das bolhas, os contornos de grão. (b) Fratura intergranular, ao longo dos contornos de grão da austenita antes da transformação, em aço fragilizado. É possível ver a forma dos grãos (MEV, ES (3) ). A forma real de grãos metálicos se aproxima bastante dos exemplos obtidos com o modelo de bolhas. Modelo de bolhas reproduzido com permissão de DoITPoMS, University of Cambridge.

(b)

b) Os grãos (ou bolhas) preenchem o espaço, e todas as suas superfícies (as interfaces) pertencem a dois grãos, simultaneamente. Dentre os poliedros regulares, o tetracaidecaedro, mostrado na Figura 3.4 é o mais próximo de preencher estas condições e é, freqüentemente, empregado como modelo de grão para materiais monofásicos. Thompson [5] salienta, entretanto, que em situações reais, raramente os grãos ou bolhas ou células assumem exatamente estas formas regulares, ocorrendo curvatura das faces e formação de outros poliedros similares ou distorcidos. O fato fundamental, proposto por Thompson e por Smith, entretanto, é que a estrutura é dominada pelas limitações de preenchimento do espaço e pelas energias interfaciais – esta informação é fundamental na compreensão das micro e macroestruturas de metais e, em particular, aços.

— (3) MEV: Microscópio eletrônico de varredura, ES: imagem obtida por elétrons secundários (Capítulo 6).


Técnica metalográfica – Macrografia

CAPÍTULO

4 37

TÉCNICA METALOGRÁFICA MACROGRAFIA

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62

Metalografia dos produtos siderúrgicos comuns

ajudar a reduzir o efeito dos riscos, na fotografi a. O máximo e mínimo de visibi lidade dos riscos são obtidos, respectivamente, orientando-os em relação ao foco luminoso como o mostram as posições I e II, da Figura 4.24. Esta montagem, ainda um caso particular da mon t agem “B”, é aplicável, por exemplo, às fotografi as de seções, nas quais se quer apenas mostrar certos defeitos de fundição ou porosidades. Estas superfícies não precisam ser polidas com rigor, desde que sejam iluminadas convenientemente.

2.5.6.7. Montagem G (Iluminação Indireta, Periférica) Superfícies cilíndricas mais ou menos polidas, nas quais existem detalhes a serem fotografados, exigem para uma boa iluminação, a montagem “G”, apresentada na Figura 4.25. Com esta montagem é evitada a incidência direta da luz sobre a superfície do corpo-de-prova. Figura 4.24 À esquerda, posição I, que dá o máximo de visibilidade de riscos orientados conforme indicado. À direita, posição II, que resulta no mínimo de visibilidade dos riscos.

Figura 4.25 Iluminação recomendada para a macrografia de peças cilíndricas com algum polimento superficial, em cuja superfície existam defeitos a serem registrados pela fotografia. Fundo


Técnica metalográfica – Micrografia

CAPÍTULO

5 67

TÉCNICA METALOGRÁFICA MICROGRAFIA

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Técnica metalográfica – Micrografia

75

As Figuras 5.5 a 5.13 mostram o aspecto de uma superfície bem polida e diversos aspectos de defeitos de polimento e de secagem, bem como de alguns acidentes, que podem decorrer da má proteção da superfície depois de polida. Na Figura 5.8 são apresentados alguns dos defeitos mais comuns associados a problemas no polimento: Cometas: devidos à pressão excessiva durante o polimento ou a partículas que se destacam de inclusões não-metálicas duras e quebradiças (como alumina, por exemplo). Manchas marrons: que aparecem quando, no fi m do polimento, a pressão contra o abrasivo é fraca demais, e ocorrem mais freqüentemente em aços com teor elevado de fósforo. Auréolas escuras e heterogêneas: que aparecem geralmente quando a lavagem do corpo-de-prova em água, após o polimento, é muito demorada ou não se seca logo o corpo-de-prova depois de lavado. Quando a superfície polida não for atacada imediatamente, é preciso evitar sua oxidação. Embora isto não seja fácil, a conservação do corpo-de-prova completamente seco, em uma campânula contendo cloreto de cálcio ou sílica gel, pode ser uma medida útil. Em alguns casos, é possível fazer vácuo no interior da campânula. Quando se manuseiam corpos-de-prova dentro de uma mesma campânula, é importante ter as mãos limpas e secas.

Figura 5.5 Aspecto da superfície bem polida e sem ataque de um aço com numerosas inclusões globulares.

Figura 5.7 Figura 5.6 Superfície mal polida. Notam-se nume- Superfície bem polida de um ferro funrosos riscos de polimento, em várias dido eutético (ver Capítulo 17). Os desenhos que se observam resultam do relevo direções. que surge, durante o polimento, devido à diferença muito grande de dureza entre os constituintes.


Técnica metalográfica – Microscopia eletrônica e outras técnicas avançadas

CAPÍTULO

6 83

TÉCNICA METALOGRÁFICA MICROSCOPIA ELETRÔNICA E OUTRAS TÉCNICAS AVANÇADAS

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Técnica metalográfica – Microscopia eletrônica e outras técnicas avançadas

Elétrons secundários escapam Poucos atingem o detector

(b)

Muitos elétrons secundários escapam Muitos atingem o detector

Detector de elétrons secundários, polarizado

Elétrons secundários escapam Muitos atingem o detector

(a) Amostra

87 Figura 6.4 Esquema indicativo da origem do contraste topográfico no modo de operação de elétrons secundários. (a) A baixa energia destes elétrons faz com que obstáculos topográficos na amostra (relevo causado pelo ataque ou topografia da fratura, por exemplo) impeçam a chegada de elétrons secundários ao detector. (b) Bordas têm maior emissão de elétrons secundários. A inclinação da amostra em relação ao feixe e ao detector altera o contraste, naturalmente.

A inclinação da amostra em relação ao feixe incidente também tem efeito importante sobre os sinais de elétrons secundários que chegam ao detector. Embora a construção do microscópio eletrônico de varredura seja relativamente complexa, suas imagens são de bastante fácil interpretação através da analogia óptica apresentada na Figura 6.5. A imagem obtida é análoga à que seria obtida iluminando (com luz visível) a amostra a partir da posição do detector de elétrons secundários e observando-a a partir da posição do fi lamento que gera o feixe de elétrons. Esta analogia é especialmente melhor quando a formação da imagem/varredura é orientada para que a “iluminação” (isto é, a posição do detector) corresponda à parte superior da tela de observação (ver Capítulo 4, Item 2.5.4, Relevo). As imagens obtidas com elétrons secundários são especialmente adequadas para a observação de detalhes topográficos. No caso de microestruturas, o ataque químico é, em geral, empregado para ge-

MEV

Analogia

Feixe incidente Detector ES

Linha de observação Iluminação

+ e–

Amostra

Amostra

Figura 6.5 Analogia ótica para a interpretação de imagem obtida por elétrons secundários (ES) em MEV. A imagem obtida é análoga a uma imagem ótica que seria obtida iluminando-se a amostra com uma fonte luminosa na posição do detector de ES e observando-se a amostra do topo da coluna, da posição da fonte de elétrons.


Fases e constituintes de equilíbrio – Sistema Fe-C

CAPÍTULO

7 93

FASES E CONSTITUINTES DE EQUILÍBRIO SISTEMA Fe-C

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114

Metalografia dos produtos siderúrgicos comuns

Figura 7.28 Seção transversal de fio-máquina de aço AISI 1045 recozido. Ferrita e perlita. Ataque: Nital 2%. Cortesia ArcelorMittal Aços Longos, Juiz de Fora, MG, Brasil.

(a)

b)(b)

Figura 7.29 (a) Aço com cerca de 0,5% de carbono resfriado lentamente. Perlita e grãos de ferrita pró-eutectoide em rede; (b) aspecto com maior aumento da área indicada na Figura (a). Ataque: Nital.


Solidificação, segregação e inclusões não-metálicas

CAPÍTULO

8 119

SOLIDIFICAÇÃO, SEGREGAÇÃO E INCLUSÕES NÃO-METÁLICAS

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Solidificação, segregação e inclusões não-metálicas

131 Figura 8.17 Dendrita em aço de baixo carbono. MEV, ES, sem ataque. Cortesia ArcelorMittal Tubarão, Brasil.

(a)

(b)

Figura 8.18 (a) Dendritas de austenita primária no interior de um poro em uma amostra de ferro fundido nodular; (b) grãos do eutético entre austenita e grafita nodular no mesmo poro. Observa-se, em algumas regiões, a grafita não envolvida completamente pela austenita. MEV, ES. [7]. Cortesia de D. Stefanescu, The University of Alabama. Copyright AFS American Foundry Society. Reprodução autorizada por cortesia. (Ver Capítulo 17.)


Tratamentos térmicos convencionais – Constituintes comuns e sua formação

CAPÍTULO

9 177

TRATAMENTOS TÉRMICOS CONVENCIONAIS CONSTITUINTES COMUNS E SUA FORMAÇÃO

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222

Metalografia dos produtos siderúrgicos comuns

À medida em que os precipitados se dissolvem o efeito de controle do tamanho de grão desaparece e ocorre crescimento de grão. Especialmente nocivo é o fato de que, no intervalo de temperaturas em que a dissolução se passa, a dispersão da distribuição de tamanhos de grão aumenta drasticamente, como mostra a Figura 9.55 resultando em microestruturas como as mostradas na Figura 9.56. Além disto, criam-se condições para o chamado “crescimento anormal de grão”, em que se observa a ocorrência de alguns grãos significativamente maiores do que os demais. Figura 9.55 Desvio padrão do tamanho de grão austenítico medido em diferentes combinações de tempo e temperatura de austenitização de um aço contendo C = 0,46%, Mn = 0,7%, Al = 0,02% e N = 32 ppm. Na faixa de temperatura onde ocorre a dissolução do nitreto de alumínio observa-se um aumento da dispersão da distribuição de tamanho de grão.

120

150 min

100

200 min 80

250 min

60 40 20 0 700

Figura 9.56 Aço com a composição indicada na Figura 9.55 austenitizado a 900 °C por 200 min (a) grão austenítico heterogêneo revelado por ataque à base de ácido pícrico ( 23) , (b) resfriado ao ar, com microestrutura composta de ferrita e perlita de tamanho e distribuição heterogêneos.

(a)

800

900

1000

1100

(b)

As Figuras 9.57 e 9.58 apresentam outros exemplos de microestruturas heterogêneas decorrentes de heterogeneidades da austenita. Embora a heterogeneidade de tamanho de grão austenítico seja uma causa comum, outras heterogeneidades (segregação, por exemplo) podem resultar, também, neste tipo de microestrutura.

— (23) Solução com 75 mL de H 2O, 55 mL de teepol (detergente industrial) e 3 g de ácido pícrico.


10

Tratamentos térmicos convencionais – Noções básicas

CAPÍTULO

255

TRATAMENTOS TÉRMICOS CONVENCIONAIS NOÇÕES BÁSICAS

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264

Metalografia dos produtos siderúrgicos comuns

Figura 10.8 Corpo-de-prova fraturado (3), com regiões de aspecto metálico, brilhantes, chamadas “flocos”, trincas causadas pelo hidrogênio no aço. Aumento não informado. [6]. Copyright Wiley-VCH Verlag GmbH & Co. KGaA. Reproduzido com autorização.

Os resultados de Dana e colaboradores (�igura 10.9) indicam que, quando a decomposição da austenita é completada a temperaturas relativamente elevadas, sem a formação de martensita, não ocorre a formação de flocos, mesmo em material contendo concentração elevada deste elemento. Isto não significa, entretanto, que o hidrogênio foi totalmente removido do aço. Estes resultados estão resumidos na �igura 10.10.

— (3) Corpo-de-prova para ensaio de fratura azul: aço 42MnV7, austenitizado a 850 °C, temperado a 850 °C, revenido a 350 °C.

Figura 10.9 Barras de Aço AISI 4340. Em cada figura tem-se a macrografia, sem ataque, e a micrografia correspondente. (a), (b) e (c): Barras de 25 mm de diâmetro, austenitizadas em atmosfera de hidrogênio, a 1120 oC e submetidos a tratamento isotérmico a 338 oC por (a) 2 min. (b) 6 min (c) 22 min, seguido de resfriamento rápido. (d) Barra de 45 mm de diâmetro, austenitizada em atmosfera de hidrogênio a 1120 oC e submetida a tratamento isotérmico a 630 oC, seguido de resfriamento rápido. Nos casos (a), (b) e (d) em que as barras foram resfriadas rapidamente antes do fim da transformação isotérmica, ocorreu a formação de flocos. No caso (c), quando a austenita se transformou completamente antes da barra ser resfriada, não ocorreram flocos. Ataque: Nital 3%. [8] Reproduzido com autorização da TMS, The Minerals, Metals, & Materials Society, Warrendale, PA, EUA.


11

Conformação a quente

CAPÍTULO

331

CONFORMAÇÃO A QUENTE

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A Figura 11.52, por exemplo, apresenta os resultados de um estudo conduzido pela AieA para avaliar a tenacidade de materiais empregados em componentes primários de usinas nucleares [31]. Os forjados empregados nestes componentes se encontram no limite da tecnologia de forjamento atual, em vista das dimensões e exigências de qualidade. A variação estrutural entre o centro e a superfície da chapa é evidente, assim como o efeito desta variação sobre as propriedades mecânicas. Compete ao projetista considerar estas propriedades e estabelecer posições de amostragem adequadas para os ensaios de qualificação e de aceitação destes produtos. A Figura 11.53 apresenta uma réplica do resultado do exame de trincas superficiais por partículas magnéticas no chanfro a ser soldado de uma chapa grossa de aço estrutural wste355. O exame, quando realizado posteriormente por líquido penetrante, não apresentou indicações. Foi realizada uma avaliação metalográfica para identificar as causas das indicações, e os resultados estão apresentados na Figura 11.53.

(a)

(b)

(c)

(d) 25 0 –25 –50 –75 –100 –125 –150 0

50

100

150

200

Posição na espessura da chapa (mm)

Superfície

Figura 11.52 Estruturas na superfície (a) e no centro (b) e (c) de uma chapa espessa (225 mm de espessura) de aço ASME/ASTM A533B Class 1 temperado e revenido para aplicações nucleares. Observa-se a segregação crescente, da superfície para o centro, mesmo após forjamento e laminação. Reproduzido com permissão da Elsevier de [31]. Imagens cedidas por H.-W. Viehrig, FZR, Dresden, Alemanha. Em (d) são apresentados valores medidos para a temperatura de transição dúctil-frágil ao longo da espessura (o critério de transição adotado foi E = 41J no ensaio ISO-V). Adaptado de [31].

Metalografia dos produtos siderúrgicos comuns

Superfície

366


12

Trabalho mecânico dos aços – Trabalho a frio

CAPÍTULO

379

TRABALHO MECÂNICO DOS AÇOS

TRABALHO A FRIO

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Trabalho mecânico dos aços – Trabalho a frio

(b)

É evidente, da observação das fi guras, que as inclusões não-metálicas representam importante fonte de falha em produtos conformados a frio com dimensões pequenas, tais como fi lamentos, arames, folhas e chapas fi nas, assim como os produtos fabricados a partir destes semiacabados. Adicionalmente, a combinação de microestrutura correta e deformação a frio adequadas são essenciais para o controle das características dos produtos trabalhados a frio. A Figura 12.59, por exemplo, apresenta um exemplo de fratura por “delaminação” de fi lamento de

415 Figura 12.58 (continuação) (b) Seção longitudinal da chapa, transversal à borda de um dos defeitos. Abaixo, a superfície da chapa. A linha escura é a trinca, com pequena abertura, nesta região. Os demais pontos escuros são inclusões de Al2O3, concentradas nesta região do produto. A identificação das inclusões foi realizada por EDS. MEV-ER, sem ataque.

Figura 12.59 Fratura por delaminação de filamento eutectóide trabalhado a frio, destinado à fabricação de cordoalhas torcidas.


13

Aços avançados para conformação mecânica

CAPÍTULO

419

AÇOS AVANÇADOS PARA CONFORMAÇÃO MECÂNICA

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Aços avançados para conformação mecânica

435 Figura 13.21(b) Aço TRIP multifase com C = 0,11% , Mn = 1,53%, Si = 1,5% submetido a tratamento intercrítico seguido de resfriamento brusco e austêmpera. Grãos de ferrita cercados por áreas de bainita e martensita, com austenita retida (MA). A estrutura das áreas MA é revelada por um rápido revenido a 200 °C por 2 h [9]. (b) Austêmpera por 15 min. Maior fração de austenita transformada com a formação de bainita (B). MEV, ES. Ataque: Nital. Publicado originalmente em ISIJ International [10] e reproduzido com autorização do ISIJ, Japão.

Figura 13.22 Aço TRIP multifase com C = 0,11%, Mn = 1,55%, Si = 0,59%, Al = 1,5% submetido a tratamento intercrítico seguido de resfriamento brusco e austêmpera. Grãos de ferrita cercados por áreas de martensita com austenita retida (MA). A estrutura das áreas MA é revelada por um rápido revenido a 200 oC por 2 h [9] (a) Tratamento intercrítico a 750°C por 4 min seguido de resfriamento brusco e austêmpera a 375 °C (a) por 1 min (b) por 5 min. Ferrita (F), Bainita (B) e austenita retida (A). MEV, ES. Ataque: Nital. Publicado originalmente em ISIJ International [10] e reproduzido com autorização do ISIJ, Japão.


14

Aços estruturais e aços para vasos de pressão, caldeiras e tubulações

CAPÍTULO

449

AÇOS ESTRUTURAIS E AÇOS PARA VASOS DE PRESSÃO, CALDEIRAS E TUBULAÇÕES

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Aços estruturais e aços para vasos de pressão, caldeiras e tubulações

471

Tabela 14.1 Exemplos de condições de tratamento térmico para aço 2,25 Cr-1Mo para aplicação à alta temperatura. Condição de tratamento térmico e norma

Ciclo térmico

Recozido (JIS STBA 24)

930 oC resfriamento para 720 oC seguido de resfriamento ao ar.

Normalizado e revenido (JIS SCMV 4NT)

930 oC, resfriado ao ar, seguido de 740 oC resfriado ao ar; seguido de revenido a 700 oC resfriado no forno.

Temperado e revenido (ASTM A542)

930 oC, temperado em água, seguido de duplo revenido a 630 oC resfriado ao ar e 600 oC resfriado ao ar.

A Figura 14.23 apresenta microestruturas usuais para o aço 2,25 Cr-1Mo em diferentes condições de fornecimento apresentadas na tabela 14.1. A resistência à fluência das diferentes microestruturas depende da tensão aplicada. Para tensões relativamente baixas, o material com microestrutura ferrítica-perlítica apresenta maior tempo de vida sob carga. Para tensões mais elevadas, o material temperado e revenido apresenta os melhores resultados. A alteração microestrutural ao longo do tempo de trabalho, destes aços, envolve a dissolução de alguns

Figura 14.23 Microestruturas típicas das condições usuais de fornecimento do aço 2,25 Cr 1 Mo. Grau JIS STBA24 (a) Recozido, ferrita e perlita. (d) Carbonetos dispersos na ferrita. Grau JIS SCMV 4NT (b) Bainita e ferrita. (e) Subestrutura com discordâncias e pequenos carbonetos precipitados. Grau ASTM A542 (c) Bainita. (f) Subestrutura com discordâncias e pequenos carbonetos na bainita. (a), (b) e (c) Ataque: Nital. (d), (e) e (f): MET. Cortesia F. Abe, National Institute for Materials Science (NIMS), Japão.


15

Aços para a construção mecânica

CAPÍTULO

493

AÇOS PARA A CONSTRUÇÃO MECÂNICA

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518

Figura 15.37 Seção transversal de trilhos. Impressão de Baumann. Os níveis de segregação e as composições químicas usuais dos trilhos modernos fornecem pouca informação na impressão de Baumann. A impressão (a) corresponde à macrografia da Figura 15.35 (b). A impressão (b) corresponde à macrografia da Figura 15.35 (c). Cortesia M. Oliveira e M. Talarico, CETEC, MG, Brasil.

(a)

Metalografia dos produtos siderúrgicos comuns

A aplicação de agitação eletromagnética durante o lingotamento contínuo de billets destinados à laminação de trilhos pode ser bastante efetiva no controle da segregação e, portanto, na obtenção de uma estrutura homogênea no produto laminado. A Figura 15.38 mostra a seção transversal de blocos submetidos à laminação de desbaste a partir de billets produzidos sem e com agitação eletromagnética do veio (comparar com a Figura 8.54). A Figura 15.39 apresenta seções transversais de trilhos laminados a partir de billets obtidos com as diferentes condições de agitação, no (b)

Figura 15.38 Seção transversal de blocos laminados a partir de billets de lingotamento contínuo. O bloco é uma etapa intermediária na laminação de trilhos. (a) Sem agitação eletromagnética. (b) Com agitação eletromagnética. Observa-se a dispersão da porosidade e da segregação e aumento da região de grãos equiaxiais (redução da região colunar) que resulta em maior homogeneidade do produto. Ataque: Ácido clorídrico.


16 Aços inoxidáveis

CAPÍTULO

521

AÇOS INOXIDÁVEIS

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546 Figura 16.45 (a) Aço inoxidável austenítico AISI 310 solubilizado a 1060 ºC/1 h e resfriado em água, seguido de sensitização a 675 ºC/1 h resfriado ao ar. Ataque: eletrolítico com ácido oxálico a 10% com densidade de corrente de 1 A/cm2. Reprovado conforme ASTM A262, devido à corrosão intergranular. (b) Aço inoxidável austenítico AISI 321 solubilizado a 1060 ºC/1 h e resfriado em água, seguido de sensitização a 675 ºC/1 h resfriado ao ar. Ataque: o mesmo de (a). Aprovado, ausência de corrosão intergranular. Cortesia Villares Metals S.A., Sumaré, SP, Brasil.

(a)

Figura 16.46 Seção longitudinal a corpo-de-prova de material W.Nr. 14550 (similar a AISI 347L) soldado, submetido a ensaio de corrosão intercristalina segundo a norma DIN 50914 (equivalente a ASTM A262 E). A região tracionada (parte superior da foto) rompeu, na zona afetada termicamente, com fratura intercristalina após cerca de 15º de dobramento. Cortesia M. Moraes, NUCLEP, RJ, Brasil.

Metalografia dos produtos siderúrgicos comuns

bonetos mais estáveis que o cromo) e a redução drástica do teor de carbono do aço (aços da série L têm C < 0,03%, tipicamente). As técnicas mais comuns de avaliação da presença de sensitização são descritas em diferentes métodos da norma ASTM A 262. A Figura 16.45 mostra a avaliação metalográfica de resultados de testes aprovados e rejeitados, segundo esta norma. Os processos de soldagem podem submeter os aços inoxidáveis a ciclos térmicos que conduzam à sensitização. Uma manifestação clássica do fenômeno é a chamada knife line corrosion onde uma “linha” paralela à linha de fusão da solda, no material base, sofre um ciclo térmico que conduz à precipitação de carbonetos e sensitização, como mostrado na Figura 16.46.

(b)


17

Ferros fundidos comuns

CAPÍTULO

549

FERROS FUNDIDOS COMUNS

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Ferros fundidos comuns

569

tada uma reconstrução tridimensional de grafita lamelar, realizada através da composição de cortes paralelos e sucessivos, realizados através da técnica de FIB(6) [19 - 22]. Os resultados destes autores são apresentados, nas seções seguintes, também para os demais tipos de grafita. Figura 17.23(a) Grafita lamelar em ferro fundido cinzento, submetido a ataque químico profundo, para dissolver todo o metal. Ataque: Nital 10%, 2 h. Cortesia A. Velichko e F. Mücklich, Universität des Saarlandes, Saarbrücken, Alemanha.

Figura 17.23(b) Reconstrução tridimensional de grafita lamelar em ferro fundido cinzento. Cortes produzidos por FIB e imagens obtidas por MEV. Cortesia A. Velichko e F. Mücklich, Universität des Saarlandes, Saarbrücken, Alemanha.

— (6) FIB: Focused Ion Beam; Feixe de ions focalizado (ver também Capítulo 6).


553

Ferros fundidos comuns

Um teste comum é a fundição de cunhas, em que a espessura e, conseqüentemente, a taxa de resfriamento, variam continuamente. As regiões mais fi nas da cunha podem solidificar de forma metaestável (ferro branco). À medida que a espessura da cunha aumenta, pode-se obter ferro fundido cinzento, como mostra a Figura 17.2. O teste de cunha é padronizado pela norma ASTM A367 [5]. Existem várias relações empíricas e semi-empíricas entre a composição química e a taxa de resfriamento crítica neste teste. Algumas destas relações são revistas em [6]. Além do efeito sobre a solidificação, a velocidade de resfriamento afeta a microestrutura obtida. A Figura 17.3 apresenta um exemplo de medidas de dureza ao longo de uma cunha fundida segundo a norma ASTM, como a da Figura 17.2. A variação de microestrutura ao longo da cunha, decorrente das diferentes velocidades de resfriamento observadas, dá origem a diferentes propriedades e tipos de ferros fundidos que são discutidos nos próximos itens deste capítulo. Uma explicação proposta para o efeito da taxa de resfriamento é o seu efeito sobre a temperatura de solidificação do eutético estável e do eutético metaestável. O aumento da taxa de resfriamento reduz a temperatura em que a solidificação ocorre, nos dois casos. Entretanto, como o efeito da velocidade de resfriamento sobre cada uma destas temperaturas é diferente, haveria uma taxa de resfriamento, a partir da qual a temperatura do eutético metaestável passaria a ser mais alta. A partir desta taxa de resfriamento a solidificação se daria com a formação da cementita, metaestável, como mostra a Figura 17.4. A análise térmica é, por este motivo, muito empregada como ferramenta de desenvolvimento e controle da qualidade na fundição de ferros fundidos. A estrutura de solidificação pode ser prevista e controlada com as informações obtidas por este método, como mostrado esquematicamente na Figura 17.5. (a)

Figura 17.2. (a) Aspecto da fratura de uma cunha de ferro fundido. A região próxima à extremidade fina apresenta fratura branca. A maior parte da cunha tem estrutura cinzenta. Cortesia C. H. Lopes, BR Metals Fundições Ltda, Barra do Piraí, RJ, Brasil. (b) Relação esquemática entre a taxa de resfriamento da cunha e a posição da cunha.

(b)

Região I Ferro fundido cinzento

Região II Ferro fundido branco ou mesclado

Qcr


18

A avaliação metalográfica – Roteiro de execução e de relato

CAPÍTULO

623

A AVALIAÇÃO METALOGRÁFICA ROTEIRO DE EXECUÇÃO E DE RELATO

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A avaliação metalográfica – Roteiro de execução e de relato

cedo, na investigação, uma hipótese é formulada, mais se limita a coleta de informações e a possibilidade de obter um resultado realmente correto e satisfatório. A Figura 15.24 apresenta, por exemplo, o aspecto da fratura de um eixo ferroviário. Naquela imagem, o eixo ainda está montado à roda e a fratura do eixo ocorreu em um plano praticamente transversal, bastante próximo à face interna da roda. Diversas avaliações metalográficas foram realizadas em amostras removidas da região de iniciação da fratura, visando determinar as possíveis causas da falha. A avaliação do ponto de iniciação concentrou-se, entretanto, no exame fratográfico, em MEV da superfície de fratura, visando identificar descontinuidades ligadas à iniciação da fratura e no exame visual e com aumento da superfície externa do eixo, em busca de concentradores de tensões provenientes, por exemplo, da usinagem do eixo, como mostra a Figura 18.1. Somente uma investigação visando quantificar a população inclusionária junto à superfície do eixo (em função das observações da Figura 18.1) levou à detecção de um reparo por solda na região de origem da fratura. Como é sabido que os eixos ferroviários não devem ser soldados, por se tratarem de aço semelhante ao AISI 1050, forjado, a hipótese inicial de que o eixo tivesse sido soldado foi inconscientemente descartada, e o exame macrográfico de uma seção próxima à falha,

(a)

(b)

(c)

633

Figura 18.1 A região de iniciação da fratura por fadiga do eixo da Figura 15.24. (a) Vista do aspecto radial das marcas dentro do defeito que iniciou a fadiga; (b) Vista incluindo a superfície do eixo, ausência de irregularidades superficiais graves e (c) MEV da região de iniciação. A seta indica uma inclusão de óxido muito próxima à superfície. (ER). Cortesia MRS Logística S.A., RJ, Brasil.


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