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2ª Edição Revista, Ampliada e Atualizada

Instalações Hidráulicas e o Projeto de Arquitetura Roberto de Carvalho Junior

Lançamento 2008 ISBN: 9788521204640 Páginas: 256 Formato: 20,5x25,5 cm Peso: 0.550 kg


PARTE 1 INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS PREDIAIS 1

ÁGUA FRIA .......................................................................... Considerações gerais .......................................................... Entrada e fornecimento de água fria ................................. Cavalete ......................................................................... Partes constituintes de uma instalação predial ............... Sistemas de abastecimento ................................................ Sistema de distribuição direta ..................................... Sistema de distribuição indireta ................................. Sistema de distribuição mista...................................... Reservatórios ...................................................................... Generalidades ............................................................... Os reservatórios no projeto arquitetônico .................. Reservação de água fria ............................................... Capacidade dos reservatórios ...................................... Tipos de reservatório ................................................... Altura do reservatório .................................................. Localização do reservatório ......................................... Influência dos reservatórios na qualidade da água .... Rede de distribuição ........................................................... Barrilete ........................................................................ Colunas, ramais e sub-ramais ...................................... Materiais utilizados............................................................. Dispositivos controladores de fluxo............................. Desenhos das instalações ................................................... Detalhes isométricos .................................................... Dimensionamento das canalizações .................................. Pressões mínimas e máximas ............................................ Dispositivos controladores de pressão ........................ Pressurizador ................................................................ Válvulas redutoras de pressão ..................................... Velocidade máxima da água ............................................... Ruídos e vibrações em instalações prediais ...................... Perda de carga nas canalizações .......................................

2 2 3 4 5 7 7 8 12 13 13 14 16 19 20 22 23 24 25 25 27 28 29 31 34 39 44 45 45 46 48 48 50

Instalações Hidráulicas e o Projeto de Arquitetura

CONTEÚDO

CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚD OCONTEÚDOCONTEÚDOCO NTEÚDOCONTEÚDOCONTE ÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCON TEÚDOCONTEÚDOCONTEÚ DOCONTEÚDOCONTEÚDO

ix


Instalações Hidráulicas e o Projeto de Arquitetura

x

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2

3

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ÁGUA QUENTE ................................................................... Considerações gerais .......................................................... Estimativa de consumo ...................................................... Sistemas de aquecimento ................................................... Sistema de aquecimento individual............................. Sistema de aquecimento central privado .................... Sistema de aquecimento central coletivo.................... Tipos de aquecedor ............................................................. Aquecedores elétricos .................................................. Aquecedores a gás ........................................................ Aquecimento solar ........................................................ Rede de distribuição ........................................................... Materiais utilizados............................................................. Diâmetro das canalizações ................................................. Pressões mínimas e máximas ............................................ Velocidade máxima da água ............................................... Comparação do custo de funcionamento de um sistema de água quente a eletricidade e a gás ............ Sistemas integrados de aquecimento ................................

51 51 52 52 52 53 53 53 53 55 60 65 68 69 69 69

SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO.................................

73

Considerações gerais .......................................................... Características da edificação e área de risco .................... Classificação dos incêndios ................................................ Medidas de segurança contra incêndio ............................. Meios de combate a incêndios ............................................ Sistema de proteção por extintores ............................ Sistemas hidráulicos de combate a incêndios ............ Reserva de incêndio no projeto arquitetônico ..................

73 74 76 76 77 77 80 84

ESGOTOS SANITÁRIOS .................................................... Considerações gerais .......................................................... Sistemas de coleta e escoamento dos esgotos sanitários ....................................................................... Sistemas individuais ..................................................... Sistemas coletivos......................................................... Partes constituintes de uma instalação predial ............... Ramal de descarga ....................................................... Desconector .................................................................. Caixa sifonada............................................................... Ralos .............................................................................. Ramal de esgoto............................................................ Tubo de queda .............................................................. Tubo ventilador e coluna de ventilação ...................... Ramal de ventilação ..................................................... Subcoletor .....................................................................

85 85

70 70

86 86 87 88 89 89 90 91 92 93 94 94 97


98 98 99 100 100 102 102 104 108 109 110 112 113

5

ÁGUAS PLUVIAIS ............................................................... Considerações gerais .......................................................... Partes constituintes da arquitetura................................... Cobertura ...................................................................... Águas da cobertura ...................................................... Beiral ............................................................................. Platibanda ..................................................................... Partes constituintes do sistema de águas pluviais ........... Calhas ............................................................................ Condutores verticais..................................................... Condutores horizontais ................................................ Materiais utilizados............................................................. Caixas coletoras de águas pluviais .................................... Águas pluviais e o projeto arquitetônico ........................... Níveis do terreno e condutores horizontais ................ Posicionamento de calha em telhados ........................ Condutores embutidos e aparentes ............................. Sobreposição de telhados............................................. Coberturas horizontais de laje ..................................... Rede coletora sem declividade .................................... Utilização de água da chuva em edificações...............

116 116 118 118 118 119 119 120 120 128 132 135 135 136 136 139 140 141 142 143 144

6

SIMBOLOGIAS UTILIZADAS EM PROJETOS .................. Água fria .............................................................................. Água quente ........................................................................ Segurança contra incêndio ................................................. Esgoto .................................................................................. Águas pluviais .....................................................................

146 147 147 148 148 148

CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚD OCONTEÚDOCONTEÚDOCO NTEÚDOCONTEÚDOCONTE ÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCON TEÚDOCONTEÚDOCONTEÚ DOCONTEÚDOCONTEÚDO

Instalações Hidráulicas e o Projeto de Arquitetura

Caixas de inspeção e gordura ............................................ Caixa de inspeção......................................................... Caixa de gordura .......................................................... Caixa múltipla ............................................................... Coletor predial..................................................................... Materiais utilizados............................................................. Traçado das instalações ..................................................... Dimensionamento das tubulações ..................................... Instalações em pavimentos sobrepostos .......................... Residências assobradadas ............................................ Edifícios ........................................................................ Níveis do terreno e redes de esgoto ................................... Reúso da água servida nas edificações..............................

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Instalações Hidráulicas e o Projeto de Arquitetura

xii

CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚD OCONTEÚDOCONTEÚDOCO NTEÚDOCONTEÚDOCONTE ÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCON TEÚDOCONTEÚDOCONTEÚ DOCONTEÚDOCONTEÚDO

PARTE 2 AS INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS E SUAS INTERFACES COM O PROJETO ARQUITETÔNICO 7

APARELHOS SANITÁRIOS ............................................... Número mínimo de aparelhos ............................................ Instalação de aparelhos sanitários .................................... Aparelhos passíveis de provocar retrossifonagem ............

150 150 153 154

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INSTALAÇÕES EM BANHEIROS ....................................... Lavatório .............................................................................. Bacia sanitária..................................................................... Bidê e ducha manual........................................................... Chuveiro e ducha ................................................................ Pressão de água no chuveiro ....................................... Banheiras............................................................................. Mictório................................................................................

155 156 158 161 162 166 167 169

9

INSTALAÇÕES EM COZINHA ........................................... Pia ....................................................................................... Máquina de lavar louça ....................................................... Filtro ....................................................................................

170 170 172 173

10 INSTALAÇÕES EM ÁREA DE SERVIÇO ............................ Tanque ................................................................................. Máquina de lavar roupa ...................................................... Torneiras de lavagem ..........................................................

174 175 176 177

11 ÁREAS ERGONÔMICAS (utilização dos aparelhos) .... Lavatório .............................................................................. Bacia sanitária..................................................................... Bidê ...................................................................................... Ducha ou chuveiro ..............................................................

178 178 180 181 183

12 ADEQUAÇÃO DAS INSTALAÇÕES Para portadores de necessidades especiais ................. Sanitários............................................................................. Instalação de aparelhos ...................................................... Bacia sanitária .............................................................. Boxes para chuveiro ou ducha ..................................... Lavatório ....................................................................... Instalação de acessórios .....................................................

184 185 187 187 192 193 195


197 198 198 199 200 201 203 204 205

14 PRUMADAS HIDRÁULICAS E ELEMENTOS ESTRUTURAIS..................................................................... 207 Áreas destinadas aos dutos de passagem e inspeção ..................................................................... 208 Sistemas de shafts visitáveis .............................................. 209 15 NOVOS CONCEITOS DE BANHEIROS ............................ Banheiros racionais ............................................................ Kits hidráulico-sanitários ................................................... Paredes hidráulicas pré-montadas e banheiro pronto ............................................................................ Compartimentos rebatidos ................................................. Piso Box ...............................................................................

211 211 212 213 214 220

16 SISTEMA DRY WALL E INSTALAÇÕES SANITÁRIAS ...... 222 17 PISO RADIANTE................................................................. 225 18 EFEITOS ORNAMENTAIS EM ÁGUA ................................ 227 19 PISCINA NO PROJETO ARQUITETÔNICO ..................... 229 20 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................... 235 Catálogos ............................................................................. 238 Normas Técnicas................................................................. 238

CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚD OCONTEÚDOCONTEÚDOCO NTEÚDOCONTEÚDOCONTE ÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCON TEÚDOCONTEÚDOCONTEÚ DOCONTEÚDOCONTEÚDO

Instalações Hidráulicas e o Projeto de Arquitetura

13 NOVOS CONCEITOS E TECNOLOGIAS. ........................ Sistema PEX – Tubos flexíveis de polietileno reticulado ...................................................................... Sistema convencional ................................................... Sistema Manifold .......................................................... Novos designs de metais e uso racional da água ............. Metais de fechamento automático ............................... Metais monocomando ................................................... Novos designs de bacias e otimização dos sistemas de descarga.......................................................................... Dispositivos anti-vandalismo..............................................

xiii


Parte I — Instalações Hidráulicas Prediais

1

ÁGUA FRIA

considEraçõEs gErais Uma instalação predial de água fria (temperatura ambiente) constitui-se no conjunto de tubulações, equipamentos, reservatórios e dispositivos, destinados ao abastecimento dos aparelhos e pontos de utilização de água da edificação, em quantidade suficiente, mantendo a qualidade da água fornecida pelo sistema de abastecimento. O desenvolvimento do projeto das instalações prediais de água fria deve ser conduzido concomitantemente com os projetos de arquitetura, estrutura, fundações e outros pertinentes ao edifício, de modo que se consiga a mais perfeita compatibilização entre todos os requisitos técnicos e econômicos envolvidos. A norma que fi xa as exigências e recomendações relativas a projeto, execução e manutenção da instalação predial de água fria é a NBR 5626, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). De acordo com a norma, as instalações prediais de água fria devem ser projetadas de modo que, durante a vida útil do edifício que as contém, atendam aos seguintes requisitos:

2

Preservar a potabilidade da água.

Garantir o fornecimento de água de forma contínua, em quantidade adequada e com pressões e velocidades compatíveis com o perfeito funcionamento dos aparelhos sanitários, peças de utilização e demais componentes.

Promover economia de água e energia.

Possibilitar manutenção fácil e econômica.

Evitar níveis de ruído inadequados à ocupação do ambiente.

Proporcionar conforto aos usuários, prevendo peças de utilização adequadamente localizadas, de fácil operação, com vazões satisfatórias e atendendo às demais exigências do usuário.


Água Fria

Figura 1.1  Instalação predial de água fria. 1 - Reservatório 2 - Ladrão 3 - Limpeza 4 -Registro 5 - Saída na calçada 6 - Distribuição 7 - Rua 8 - Guia 9 - Registro na calçada 10 - Abrigo do cavalete 11 - Cavalete 12 - Registro 13 - Hidrômetro 14 - Alimentação predial

7

4 2 5

4

1 3 6

6

8

10

12 13

9

Ramal predial

14 11

Entrada e fornecimento de água fria Uma instalação predial de água fria pode ser alimentada de duas formas: pela rede pública de abastecimento ou por um sistema privado, quando a primeira não estiver disponível. Quando a instalação for alimentada pela rede pública, a entrada de água no prédio será feita por meio do ramal predial, executado pela concessionária pública responsável pelo abastecimento, que interliga a rede pública de distribuição de água à instalação predial. Antes de solicitar o fornecimento de água, porém, o projetista deve fazer uma consulta prévia à concessionária, visando a obter informações sobre as características da oferta de água no local de execução da obra. É importante obter informações a respeito de eventuais limitações de vazão, do regime de variação de pressões, das características da água, da constância de abastecimento, e outros que julgar relevantes. Quando for prevista utilização de água proveniente de poços, o órgão público responsável pelo gerenciamento dos recursos hídricos deverá ser consultado previamente.

3


Água Quente

2

ÁGUA QUENTE

considERaçõEs gERais As instalações prediais de água quente são regidas pela NBR 7198 e devem ser projetadas e executadas de modo a: –

Garantir o fornecimento de água de forma contínua, em quantidade suficiente e temperatura controlável, com segurança, aos usuários, com as pressões e velocidades compatíveis com o perfeito funcionamento das peças de utilização e das tubulações.

Preservar rigorosamente a qualidade da água.

Proporcionar o nível de conforto adequado aos usuários.

Racionalizar o consumo de energia.

O projeto e as especificações de materiais, aparelhos, equipamentos e dispositivos de qualquer uma das partes constituintes das instalações devem ser feitos de acordo com as normas brasileiras. Existem no mercado diversos equipamentos para aquecimento, reservação e distribuição de água quente. Portanto, são várias as opções de aquecimento. Os principais usos de água quente nas instalações prediais e as temperaturas convenientes, nos pontos de utilização, são:

Uso pessoal em banhos ou higiene

35 ºC a 50 ºC

Em cozinhas

60 ºC a 70 ºC

Em lavanderias

75 ºC a 85 ºC

Em finalidades médicas

100 ºC

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Parte I — Instalações Hidráulicas Prediais

Figura 2.9  Detalhes isométricos.

AQ CH

AF AF

RG RG

RP

Água fria

VD

RP

Água quente

BS DU DU

LB

Banheiro

66

LB


3

Segurança Contra Incêndio

SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

ConsideraçÕes gerais A instalação predial de segurança contra incêndio é um assunto bastante complexo, que depende de uma classificação rigorosa quanto aos riscos de incêndio. Neste capítulo, será feita uma abordagem sumária sobre o assunto, particularmente com enfoque no projeto arquitetônico, para que o arquiteto tenha um mínimo de informações sobre a matéria e adquira a consciência do risco que representa a negligência com relação à segurança contra incêndio. Como orientação básica, foi considerado o Código de Segurança contra Incêndio e Pânico, em seu artigo 82; a NR 23, da Portaria n. 3.214 do Ministério do Trabalho, e o Decreto Estadual n. 46.076, de 31 de agosto de 2001, publicado pelo Governo de São Paulo, que institui o Regulamento de Segurança contra Incêndio das edificações e áreas de risco, atendendo ao previsto no artigo 144, § 5º, da Constituição Federal, ao artigo 142 da Constituição Estadual, ao disposto na Lei Estadual n. 616, de 17 de dezembro de 1974, e na Lei Estadual n. 684, de 30 de setembro de 1975. Devido à complexidade das regulamentações e à carência bibliográfica sobre o assunto, tornou-se didático transcrever integralmente alguns trechos das Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Quando houver legislação municipal que exija medidas de segurança contra incêndio mais restritivas nas edificações que as preconizadas no Decreto Estadual n. 46.076/01, ela deverá ser adotada. De qualquer maneira, além de atender às normas da ABNT e ao disposto nos códigos e posturas dos órgãos oficiais competentes que jurisdicionem a localidade onde será executada a obra, as medidas de segurança contra incêndio nas edificações e áreas de risco deverão ser apresentadas ao Corpo de Bombeiros para análise. Por essas razões, o Projeto Técnico deve ser elaborado por um profissional qualificado, com conhecimento de todas as exigências e normas vigentes.

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Instalação dos extintores portáteis

E X T I N T O R

Parede

Segurança Contra Incêndio

Figura 3.3  Detalhe de instalação de extintores em áreas sujeitas a obstrução.

1,60

0,15

vermelho

0,75

Amarelo

0,15

0,75 0,15

0,15

Piso acabado

Fonte: Instruções Técnicas. Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Devem estar desobstruídos e devidamente sinalizados, de acordo com o estabelecido na Instrução Técnica n. 20/04, que fixa as condições exigíveis para satisfazer o sistema de sinalização de emergência em edificações e áreas de risco, atendendo ao previsto no Decreto Estadual n. 46.076/01. É permitida a instalação de extintores sobre o piso acabado, desde que permaneçam apoiados em suportes apropriados, com altura recomendada entre 0,10 m e 0,20 m do piso. Cada pavimento deve possuir, no mínimo, dois extintores, sendo um para incêndio Classe A e outro para Classes B e C. Deve ser instalado, pelo menos, um extintor de incêndio a não mais de 5 m da entrada principal da edificação e das escadas nos demais pavimentos.

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4

Esgotos Sanitários

ESGOTOS SANITÁRIOS

conSideraçõeS geraiS As instalações prediais de esgotos sanitários destinam-se a coletar, conduzir e afastar da edificação todos os despejos provenientes do uso adequado dos aparelhos sanitários, dando-lhe um rumo apropriado, normalmente indicado pelo poder público competente. O destino fi nal dos esgotos sanitários pode ser a rede pública coletora de esgotos ou um sistema particular de recebimento e pré-tratamento em regiões (locais) que não dispõem de sistema de coleta e transporte de esgotos. As condições técnicas para projeto e execução das instalações prediais de esgotos sanitários, em atendimento às exigências mínimas quanto a higiene, segurança, economia e conforto dos usuários, são fi xadas pela NBR 8160. De acordo com a norma, o sistema de esgoto sanitário deve ser projetado de modo a: –

– – – – –

Evitar a contaminação da água, de forma a garantir sua qualidade de consumo, tanto no interior dos sistemas de suprimento e de equipamentos sanitários, como nos ambientes receptores. Permitir o rápido escoamento da água utilizada e dos despejos introduzidos, evitando a ocorrência de vazamentos e a formação de depósitos no interior das tubulações. Impedir que os gases provenientes do interior do sistema predial de esgoto sanitário atinjam áreas de utilização. Impossibilitar o acesso de corpos estranhos ao interior do sistema. Permitir que seus componentes sejam facilmente inspecionáveis. Impossibilitar o acesso de esgoto ao subsistema de ventilação. Permitir a fi xação dos aparelhos sanitários somente por dispositivos que facilitem sua remoção para eventuais manutenções.

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Esgotos Sanitários

sifonadas. Entretanto, devido à razões de estética alguns projetistas preferem localizar a caixa sifonada no boxe do chuveiro. Nesse caso, o ralo do boxe não deve ser localizado no centro geométrico desta pequena área, pois fatalmente o usuário se posicionará sobre ele, podendo danificá-lo ou ser vítima de acidentes. Portanto, deve-se posicionar o ralo num dos cantos do boxe, de preferência junto à parede oposta à porta de acesso, não somente para se evitar que a água saia do boxe, como para se eliminar os problemas acima citados.

Figura 4.6  Caixa sifonada.

Fonte: Tigre.

Ralos Existem dois tipos de ralo: seco (sem proteção hídrica) e sifonado (com proteção hídrica). Normalmente, os ralos secos são utilizados para receber águas provenientes de chuveiro (boxe), pisos laváveis, áreas externas, terraços, varandas, etc. Não devem, entretanto, receber efluentes de ramais de descarga. Os ralos também são fabricados em ferro fundido e em PVC. Existem diversos tipos e modelos de ralo em PVC, porta-grelhas, grelhas sem suporte, grelhas com dispositivo de vedação rotativo e grelhas em inox e em alumínio anodizado.

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Parte I — Instalações Hidráulicas Prediais

ÁGUAS PLUVIAIS

5

considerações gerais As águas pluviais são aquelas que se originam a partir das chuvas. A captação dessas águas tem por fi nalidade permitir um melhor escoamento, evitando alagamento, erosão do solo e outros problemas. Nas edificações, as coberturas destinam-se a proteger determinadas áreas das águas de chuva; portanto, esse volume de água que cai sobre o telhado deve ser adequadamente coletado e transportado para locais permitidos pelos dispositivos legais. A instalação de águas pluviais se destina exclusivamente ao recolhimento e condução das águas das chuvas, não se admitindo quaisquer interligações com outras instalações prediais. Portanto, as águas pluviais não podem ser lançadas em redes de esgoto. A norma que rege essas instalações é a NBR 10844, que fi xa as exigências e os critérios necessários aos projetos de instalação de drenagem de águas pluviais, visando a garantir níveis aceitáveis de funcionalidade, segurança, higiene, conforto, durabilidade e economia. De acordo com a norma, as instalações de drenagem de águas pluviais devem ser projetadas de modo a obedecer às seguintes exigências:

116

Recolher e conduzir a vazão de projeto até locais permitidos pelos dispositivos legais.

Ser estanques.

Permitir a limpeza e desobstrução de qualquer ponto no interior da instalação.

Absorver os esforços provocados pelas variações térmicas a que estão submetidas.

Quando passivas de choques mecânicos, ser constituídas de materiais resistentes às intempéries.


Águas Pluviais

– Nos componentes em contato com outros materiais de construção, utilizar materiais compatíveis. – Não provocar ruídos execessivos. – Resistir às pressões a que podem estar sujeitas. – Ser fixadas de maneira a assegurar resistência e durabilidade.

Figura 5.1  Sistema de águas pluviais.

Chuva

Calha beiral

Desagua na guia

Chuva

Calha platibanda

Condutores verticais

Condutor horizontal

117


Parte I — Instalações Hidráulicas Prediais

6

SIMBOLOGIAS UTILIZADAS EM PROJETOS

O arquiteto deve ter sempre em mente os símbolos mais usados, de modo que possa ler (interpretar) os projetos de instalação hidráulica. Existe grande diversidade de representações. Cada projetista pode elaborar sua simbologia. De qualquer maneira, a legenda completa deve compreender todos os símbolos e abreviaturas utilizados no projeto e ser colocada em todas as pranchas, para uma perfeita interpretação dos desenhos. A seguir, são apresentadas algumas simbologias para as instalações hidráulicas prediais.

146


Tubulações

Válvulas e registros Água fria A. F. aliment. predial

VCR

Válvula de descarga Válvula de descarga com registro Válvula de retenção

Prumadas AF ø

VD

Água fria

Registro de gaveta bruto

AFV ø

Água para válvula de descarga

Registro de gaveta com acabamento cromado

REC ø

Recalque

Registro de pressão

Simbologias utilizadas em projetos

Água fria

Tubo que desce Tubo que sobe

Água quente Tubulações

Registros Água fria

Registro de gaveta bruto

Água quente

Registro de gaveta com acabamento cromado

Prumadas AF ø

Água fria

AF ø

Água quente

Registro de pressão

Tubo que desce Tubo que sobe

147


Parte II — As Instalações Hidráulicas e suas Interfaces com o Projeto Arquitetônico

7

APARELHOS SANITÁRIOS

O aparelho sanitário é um componente da instalação destinado ao uso da água ou ao recebimento de dejetos líquidos e sólidos (na maioria das vezes, pertencentes à instalação de esgoto sanitário). Incluem-se nessa defi nição aparelhos como lavatórios, bacias, bidês, banheiras de hidromassagem, pias, tanques, máquinas de lavar roupa e de lavar pratos, etc. A defi nição e a localização desses aparelhos deverão, obrigatoriamente, constar do projeto arquitetônico. Para tanto, é necessário o conhecimento de alguns aspectos técnicos dos diversos aparelhos existentes no mercado, como condição básica para uma perfeita integração e compatibilização da arquitetura com os projetos de estrutura e instalações do edifício. A estética e o custo também devem ser analisados pelo projetista, antes da escolha e especificação do produto. As normas brasileiras fi xam as exigências para fabricação dos aparelhos sanitários, que devem satisfazer as condições de conforto, higiene, facilidade de limpeza e desobstrução, durabilidade, etc. Os aparelhos sanitários de material cerâmico devem obedecer à NBR 6452. Existe, no mercado, grande variedade de marcas e dimensões, todas buscando atender às condições mencionadas.

NÚMerO MíNIMO De APArelHOs

150

_ 25 Joseph Archibald Macintyre. Manual de instalações hidráulicas e sanitárias, cit.; Hélio Creder, Instalações hidráulicas e sanitárias, cit.

Em qualquer tipo de edifício, o arquiteto deve prever, no projeto, quantidades adequadas de aparelhos sanitários. Para isso, deve consultar o Código de Obras da municipalidade, para saber das exigências locais. Caso não consiga as informações necessárias, poderá consultar a Tabela 7.1, que serve de orientação aos projetistas. Essa tabela, publicada no Uniform Plumbing Code, de 1955, do United States Department of Commerce, apresenta as instalações sanitárias mínimas em função do tipo de edifício ou ocupação.25


Parte II — As Instalações Hidráulicas e suas Interfaces com o Projeto Arquitetônico

Aparelhos passíveis de provocar retrossifonagem

28

Chama-se retrossifonagem o refluxo de águas servidas, poluídas ou contaminadas, para o sistema de consumo, em decorrência de pressões negativas na rede. Por esse fenômeno, os germes entram através do sub-ramal do aparelho, contaminando, conseqüentemente, toda a instalação de água potável. Esse fenômeno pode ocorrer em aparelhos que apresentam a entrada de água potável abaixo de seu plano de transbordamento. Os aparelhos passíveis de provocar a retrossifonagem são: bidê, lavatório, banheira e vaso sanitário. Portanto, devido a um entupimento na saída desses aparelhos e ao aparecimento de subpressões nos ramais ou sub-ramais a eles interligados, as águas servidas podem ser introduzidas nas canalizações que conduzem água potável. Os aparelhos sanitários, bem como suas instalações e ramais internos, devem ser garantidos pelo fabricante, de forma que não provoquem a retrossifonagem. Hoje, os fabricantes dos diversos aparelhos e equipamentos utilizados nas instalações prediais, como os de modernas válvulas de descarga, cujo êmbolo fecha tanto a favor quanto contra o fluxo da água, afirmam não haver nenhum risco de retrossifonagem. Caso comprovada a eficiência desses equipamentos e dispositivos, eles dispensam quaisquer providências recomendadas pela norma para aparelhos que possam provocar a retrossifonagem. Figura 7.1  Retrossifonagem em lavatório.

0

154

_ 28 Luís di Bernardo; C. E. Blundi; A. R. Araújo Filho. Instalações prediais de água fria. Escola de Engenharia de São Carlos. USP. 1981. Publicação 010/94.

Água servida

x

Arrastamento por sifonagem


8

instalações em Banheiros

INSTALAÇÕES EM BANHEIROS

O planejamento das instalações de um banheiro é de fundamental importância para obter resultados satisfatórios quanto a seu uso e funcionamento. Portanto, ao projetá-lo, deve-se levar em consideração a tipologia de suas utilizações (residencial, comercial, industrial, etc.), não esquecendo que se está criando ou reorganizando um espaço de utilização específica, cujas dimensões devem oferecer um conforto adequado quanto à distribuição das peças. Para atender aos parâmetros de conforto e funcionalidade, antes da elaboração do projeto, é extremamente importante pesquisar alguns detalhes técnico-construtivos nos catálogos dos fabricantes de aparelhos e dispositivos hidrossanitários, bem como em algumas revistas específicas.29 Para uma boa distribuição interna das peças, as boas normas de higiene determinam que se coloque, seqüencialmente, a partir do vão de acesso: lavatório, vaso sanitário, bidê, chuveiro e banheira. Com relação à defi nição e instalação dos aparelhos de utilização de água, o projetista deve tomar alguns cuidados: –

– –

Evitar, sempre que possível, a escolha de aparelhos com possibilidade de sofrer o fenômeno da retrossifonagem, que consiste na contaminação da rede de água por pressão negativa. O caso do bidê, por exemplo, deve ser analisado com mais atenção. Evitar o posicionamento de chuveiros sobre banheiras, pois, pelo fato de estas se tornarem escorregadias com o uso de sabonetes e xampus, poderá ocasionar acidentes ao usuário. Estudar o posicionamento das caixas sifonadas e ralos secos, levando em consideração aspectos estéticos e funcionais, já que o piso deverá apresentar declividade favorável ao escoamento das águas. Evitar o posicionamento do ralo no centro geométrico do boxe, caso este tenha dimensões reduzidas, para que o usuário não pise nele, pois, além da possibilidade de danificar o ralo, poderá ocorrer o acúmulo e o transbordamento de água; nesse

_ 29 Fran netto & Marcio Morais. “Banheiros”. in.: Revista Arquitetura & Construção, São Paulo, abr.-ago. 1990, p. 92-98.

155


Instalações em Banheiros

Figura 8.1  Lavatórios, suspensos e tipo coluna. Lavatório tipo suspenso

0,20 0,52

0,67

0,16

0,60

0,20

0,50

0,80

0,31

0,53

0,20

0,60

Lavatório tipo coluna

0,07

0,20

0,57

0,81 0,60

0,50

0,31

0,53

0,18 0,20

0,52 0,60

Figura 8.2  Furação para bancada de lavatório.

50,0

Mín 6,5

Mín 6,5

Mín. 17,4 Máx. 2,18

7,0

Figura 8.3  Instalação de lavatório. 20

50 Piso Lavatório

60

Obs. para torneira de pressão adotar furo central.

157


Parte II — As Instalações Hidráulicas e suas Interfaces com o Projeto Arquitetônico

9

INSTALAÇÕES EM COZINHA

Para planejar as instalações de uma cozinha, primeiro o arquiteto deve defi nir quais equipamentos serão nela utilizados, pois o projeto hidráulico depende da localização não só da pia, como também da máquina de lavar louças, do fi ltro e de geladeiras que fazem gelo. A presença de ralos em cozinhas só se justifica pela necessidade de lavagem constante, como, por exemplo, em cozinhas industriais. Os ralos, comumente sifonados, poderão perder seu fecho hídrico e permitir a entrada de insetos e odores desagradáveis no ambiente.

Pia A pia de cozinha divide-se em duas partes: o tampo e a cuba. Elas poderão ter uma ou duas cubas, de formato quadrado ou retangular. O material da cuba normalmente utilizado nas instalações prediais é o aço inoxidável. O tampo pode ser de pedra natural, granito industrializado (feito de granito moído e resina acrílica), fibra, alumínio, aço inoxidável, etc.

_ 33 edson Medeiros & Heloisa Medeiros. “Planeje a compra das pias e torneiras da cozinha”. in.: Revista Arquitetura & Construção, dez. 1999, São Paulo, abril, p. 98-103.

170

Antes de comprar uma pia, é importante verificar as medidas do tampo e a profundidade da cuba, para saber se ela se encaixa no projeto. Se a opção for uma pia com duas cubas, deve-se também optar por torneiras com bica móvel, que se movimenta para os lados. Durabilidade e facilidade de manutenção também são pontos importantes a ser analisados.33 As dimensões dos tampos de alumínio e aço inoxidável variam de 136 cm (mínima) a 240 cm (máxima). As demais peças são, geralmente, fabricadas sob encomenda e nas dimensões desejadas. O abastecimento de água poderá ser com água fria apenas ou com fria e quente, por meio de um dispositivo misturador. Os


Geralmente esquecido nos projetos, a instalação para filtro consta de um registro de pressão instalado a 1,30 m do piso (acima de bancadas de pia) e de uma conexão (cotovelo) entre 2 m e 2,20 m do piso. Na conexão, é instalado o filtro, que existe em diversos modelos no mercado.

Instalações em Cozinha

Filtro

Figura 9.3 Filtros.

Figura 9.4 Colocação do filtro.

220

registro

filtro

1,30

Medidas em m

173


Parte II — As Instalações Hidráulicas e suas Interfaces com o Projeto Arquitetônico

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INSTALAÇÕES EM ÁREA DE SERVIÇO

O planejamento das instalações de uma área de serviço obedece basicamente aos mesmos critérios da cozinha. O arquiteto deve defi nir quais equipamentos de utilização de água serão colocados. Os mais comuns são o tanque e a máquina de lavar roupa. Opcionalmente, pode ser colocada uma torneira de lavagem. Os diferentes modelos desses equipamentos existentes no mercado devem ser criteriosamente observados, tendo em vista que o espaço físico reservado para a área de serviço sempre é muito pequeno. Além do tanque, deve ser previsto um local adequado para a instalação da máquina de lavar roupas. Embora possuam instalações diferentes, normalmente esses equipamentos ficam próximos um do outro e na mesma parede hidráulica. Isso se deve a alguns aspectos funcionais, como, por exemplo, a utilização simultânea dos dois aparelhos na hora de lavar roupa. Com relação às caixas sifonadas e aos ralos secos, ao contrário da cozinha, a área de serviço é um ambiente que se lava constantemente; portanto, é necessária a presença de um desses dispositivos. Por razões econômicas, nesse caso, a colocação de uma caixa sifonada com grelha servirá também para receber as águas provenientes de lavagem. Quando esses dispositivos forem instalados em pavimentos sobrepostos, é necessário colocar forros rebaixados, para esconder as tubulações de esgoto.

174


Parte II — As Instalações Hidráulicas e suas Interfaces com o Projeto Arquitetônico

Máquina de lavar roupa Na elaboração do projeto, o arquiteto deve prever um espaço adequado, normalmente ao lado do tanque, para a instalação da máquina de lavar roupa. A máquina ideal deve ser econômica, silenciosa, segura e fácil de usar. A alimentação da máquina é feita por meio de um ponto na parede, instalado a 90 cm do piso, que possibilita a ligação do tubo de entrada na máquina. Deve ser previsto na instalação um registro de pressão, para controle do escoamento e também do bloqueio total da água.

Figura 10.2 Antiespuma da Amanco.

As águas servidas da máquina de lavar roupa devem ser despejadas em ramais exclusivos, que serão ligados ao tubo de queda. Essa canalização deverá ser sifonada dentro da parede, com conexões, e não deve ter comunicação com nenhuma caixa ou ralo sifonado, a não ser que eles possuam tampa cega. Caso contrário, a espuma despejada pela máquina sairá pelas grelhas. Hoje, existe no mercado um dispositivo chamado Antiespuma, fabricado pela Amanco, que impede a saída de espuma das máquinas de lavar roupas pela grelha da caixa sifonada. Sua instalação é simples, sem exigir a desmontagem da caixa sifonada. Figura 10.3 Máquina de lavar roupa.

DN 150

176

DN 100

Fonte: Consul.


Parte II — As Instalações Hidráulicas e suas Interfaces com o Projeto Arquitetônico

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ÁREAS ERGONÔMICAS Utilização dos aparelhos

Para estabelecer as dimensões de um banheiro, é importante levar em consideração as áreas ergonômicas das peças de utilização. Entende-se por área ergonômica a área mínima necessária para instalação e uso do aparelho sanitário. A comodidade na hora de utilizar um aparelho é uma questão objetiva de planejamento. A funcionalidade e o conforto no uso de cada uma das peças de utilização instaladas exige que se respeite um espaço mínimo, como se verá a seguir.34

LavatÓrio Os lavatórios, medindo 45 cm a 70 cm de largura 3 40 cm a 55 cm de profundidade, para sua perfeita utilização, exigem um espaço dinâmico retangular, com seu maior lado paralelo à parede e o menor perpendicular a ela. As dimensões mínimas desse quadrado (tamanho da peça mais espaço dinâmico) serão de 90 cm 3 90 cm (mínimo) e 90 cm 3 111 cm (máximo), para os modelos de parede e de coluna. A instalação de um lavatório de embutir ou de sobrepor, com bancada, será a soma da área de dois retângulos: o da bancada e o do espaço dinâmico. Para o lavatório de coluna ou de fi xação na parede, deverá ser observada a distância necessária à abertura dos braços para a lavagem das mãos, o que se dá, confortavelmente, a partir de 20 cm de suas bordas laterais e espaço frontal de 55 cm a 60 cm. A bancada (lavatório de embutir ou de sobrepor) deverá ter, no mínimo, 55 cm de profundidade 3 80 cm de largura; a altura, para nossos padrões ergonométricos, será de 85 cm a 90 cm.

178

_ 34 Fran netto & Marcio Morais. “Banheiros”, cit.


120

Parte II — As Instalações Hidráulicas e suas Interfaces com o Projeto Arquitetônico

Figura 11.7 Área ergonômica de bidê e bacia.

30

60

30

120 Área ergonômica

Figura 11.8 Alturas dos acessórios de banheiro.

Toalha

Toalha

Cabide

sabonete

sabonete

150 Papel

100 75 50

182


Parte II — As Instalações Hidráulicas e suas Interfaces com o Projeto Arquitetônico

12

ADEQUAÇÃO DAS INSTALAÇÕES Para portadores de necessidades especiais

A sociedade em geral, hoje, está mais conscientizada da necessidade de proporcionar uma vida digna, confortável e independente aos portadores de necessidades especiais. Assim, o arquiteto não pode ignorar essa realidade e deve prever, em seu projeto, as providências a ser tomadas para garantir o conforto e a segurança a essas pessoas. A NBR 9050 fi xa as condições exigíveis, bem como os padrões e as medidas que visam a propiciar, às pessoas portadoras de necessidades especiais, melhores e mais adequadas condições de acesso aos edifícios de uso público e às vias públicas urbanas. Para a elaboração de qualquer projeto com compartimentos adaptados para o uso do portador de necessidades especiais, em virtude da complexidade e do detalhamento do assunto, é recomendável a observação global das leis e normas existentes. Esse assunto é de fundamental importância, não apenas no aspecto arquitetônico da edificação, mas também no projeto hidráulico, pois exige adaptações significativas, principalmente no caso de reformas. Em se tratando de sanitários, deve-se ter como base a medida padrão de uma cadeira de rodas. Considera-se o módulo de referência a projeção de 80 cm  1,20 m no piso, ocupada por uma pessoa que utiliza cadeira de rodas, sendo que o espaço necessário para a rotação de 360° é de, no mínimo, 1,50 m.

184


Parte II — As Instalações Hidráulicas e suas Interfaces com o Projeto Arquitetônico

Os banheiros devem ser localizados em rotas acessíveis, próximos ou integrados às demais instalações sanitárias, e devidamente sinalizados. Quando forem isolados, será necessária a instalação de dispositivo de sinalização de emergência ao lado da bacia e do boxe do chuveiro, a uma altura de 40 cm do piso acabado, para posicionamento em caso de queda. Para um projeto correto de sanitário para o portador de necessidades especiais, é necessário não apenas dispor de um espaço maior e de instalações adequadas, mas também saber aproveitá-lo de maneira diferente, adaptando o que for necessário. Um corrimão localizado a 83 cm do chão, na parte interna da porta (que deve ter um vão mínimo de 85 cm), por exemplo, facilitará em muito sua abertura pela pessoa portadora de deficiência física. Já o corrimão horizontal chumbado na parede do sanitário tem a finalidade de apoio e segurança do usuário e deve ser instalado ao lado oposto da porta, pois, dessa maneira, proporciona maior espaço para a rotação da cadeira de rodas. Além do espaço físico, alguns detalhes importantes devem ser observados, como: chuveiro manual com base ajustável; boxe totalmente revestido com azulejos; piso com revestimento antiderrapante; controle único de água, de forma que esta possa ser acionada e regulada pelo lado de fora do boxe; assento dobrável no chuveiro (se for o caso); corrimão ligando a pia à bacia sanitária; espaço livre sob a bancada; armários superiores a 30 cm acima da bancada (quando existirem). Figura 12.3 Boxe para bacia sanitária (transmissão lateral). 1,70 mín. Lavatório

0,80 mín.

1,50 mín.

Área de manobra rotação 180º 1,50 x 1,20

Área de transferência 0,80 x 1,20

186

Fonte: NBR 9050.

Vista superior


13

novos conceitos e tecnologias

NOVOS CONCEITOS E 35 TECNOLOGIAS

O conceito de edifícios inteligentes está muito ligado ao desenvolvimento da tecnologia de informação. A qualidade de um sistema predial de instalações implica a otimização de três variáveis multifuncionais: desempenho técnico do sistema, custos envolvidos e prazos de execução adequados.36 Os avanços conceituais e tecnológicos que vêm ocorrendo na área das instalações hidráulicas prediais visam, sobretudo, à qualidade total nas várias etapas que envolvem a implantação desses sistemas. Diminuir custos, melhorar a produtividade e incrementar a qualidade são metas que algumas construtoras começam a adotar em suas obras, substituindo os sistemas convencionais por sistemas alternativos, utilizando novos componentes e materiais. Shafts visitáveis, sistemas de tubulação flexível, o chamado PEX, kits hidráulico-sanitários, novos designs de aparelhos e equipamentos, etc. são apenas exemplos dessas inovações. Dessa maneira, a adequação dos avanços observada nesse segmento está diretamente relacionada ao nível de atendimento das reais necessidades dos usuários. Cabe ao arquiteto planejar e prever essas necessidades. A instalação e operacionalização desses novos equipamentos, bem como a implementação desses novos conceitos, exigem do arquiteto a adoção de sistemas construtivos e a previsão de espaços adequados na concepção do projeto de arquitetura. As revistas Téchne e Arquitetura & Construção são boas fontes para a pesquisa sobre novos conceitos e tecnologias em sistemas de instalação hidráulica predial (ver Referência Bibliográfica).

_ 35 a pesquisa sobre novos conceitos e tecnologias em instalações hidráulicas prediais foi realizada, particular e principalmente, nas revistas téchne (Revista Tecnológica da Construção), editadas pela editora Pini, com colaboração técnica do instituto de Pesquisas tecnológicas do estado de São Paulo (iPt); Arquitetura & Construção, editora abril; catálogos técnicos de diversos fabricantes de tubos, louças, metais, aquecedores, dispositivos e equipamentos de instalações hidráulicas prediais. Portanto, algumas citações, desenhos e fragmentos de parágrafos importantes, colecionados durante a pesquisa bibliográfica nessas revistas, bem como em navegações pela internet nos sites dos fabricantes, foram selecionados e parcialmente transcritos. 36 orestes m. Gonçalves. Avanços conceituais e tecnológicos, cit.

197


Parte II — As Instalações Hidráulicas e suas Interfaces com o Projeto Arquitetônico

Figura 13.2 Sistema Manifold.

Fonte: Astra.

Novos DESIGNS de metais e o uso racional da água Nos últimos anos, por causa do quadro de escassez, a utilização racional de água tornou-se parte de nosso cotidiano, não se admitindo mais desperdícios. Particularmente, o banheiro é considerado o maior vilão no consumo de água, sendo que o consumo depende do número de usuários e do modo de utilização das instalações hidráulicas. Portanto, além da conscientização dos usuários, uma das alternativas para utilizar racionalmente a água e evitar o desperdício nas instalações é a substituição dos equipamentos convencionais por produtos com fechamento automático. Esses dispositivos devem ser utilizados apenas em situações em que a inspeção regular e a manutenção possam ser assegurados, para evitar que falhas de funcionamento levem ao eventual desperdício de água.

200

Na Europa e nos Estados Unidos, já há algumas décadas, a utilização dos produtos de fechamento automático é prática comum em locais públicos. No Brasil, vários fabricantes estão desenvolvendo programas de pesquisa de novas tecnologias para economizar água.


De acordo com a NBR 5626, as tubulações não devem ser embutidas ou solidarizadas longitudinalmente às paredes, pisos e demais elementos estruturais do edifício, de forma a não serem prejudicadas pela movimentação destes e a garantir sua manutenção.

14

prumadas Hidráulilcas e elementos estruturais

PRUMADAS HIDRÁULICAS E ELEMENTOS ESTRUTURAIS

É muito comum, nos projetos, o posicionamento de vigas sob o perímetro da alvenaria em pavimentos sobrepostos. Quando se trata de banheiros, cozinhas e áreas de serviço, esse posicionamento obstrui a passagem das prumadas. Muitas soluções improvisadas são adotadas para resolver esses problemas e acabam comprometendo a estética e a funcionalidade desses compartimentos, como é o caso das “bonecas” (requadros em alvenaria), utilizados para esconder os tubos verticais. Deve-se evitar sempre a passagem de tubulações em elementos estruturais, principalmente no sentido de sua espessura. Caso seja necessária a transposição desses elementos, o engenheiro calculista deverá ser consultado, pois a estrutura está submetida a esforços, que podem danificar as tubulações. Sob quaisquer condições, é totalmente desaconselhável o embutimento de tubulações em pilares ou passagem em vigas de concreto. Para evitar a passagem das prumadas em elementos estruturais, o arquiteto, o calculista e o engenheiro hidráulico, na etapa de elaboração dos projetos, devem prever uma “parede hidráulica” livre de vigamento, em cada compartimento sanitário. Outra solução para a descida livre das prumadas seria a previsão de dutos verticais ou shafts (ver “Sistemas de shafts visitáveis”). Nesse caso, as tubulações recobertas, instaladas em dutos, devem ser fi xadas ou posicionadas por meio de anéis, braçadeiras ou outras peças que permitam a necessária movimentação e facilitem a manutenção.

207


Parte II — As Instalações Hidráulicas e suas Interfaces com o Projeto Arquitetônico

Figura 14.1 Solução improvisada de prumada. Viga

Tubo de queda

Pilar

Requadro

Áreas destinadas aos dutos de passagem e inspeção Na fase de elaboração do projeto arquitetônico, deverão ser previstos locais adequados para o posicionamento das instalações hidrossanitárias e elétricas. Espaços livres para a passagem de tubulações, no sentido horizontal (forros ou dutos horizontais) e vertical (pontos e shafts), facilitam a execução da obra, a operação e a manutenção das instalações. Figura 14.2 Previsão de shafts para prumadas (incêndio, gás, telefone, eletricidade etc.).

Interfone

Elevador

Elevador Telefone

Hall Relógio de gás

Energia

Shaft

208

Hidrante


15

novos conceitos de Banheiros

NOVOS CONCEITOS DE BANHEIROS

Banheiros racionais43 Os espaços físicos dos banheiros diminuem cada vez mais, e os usuários experimentam a sensação do aperto. Isso tem desafiado, constantemente, a criatividade de designers e arquitetos. Ainda na fase de elaboração do projeto arquitetônico, também deve levar-se em consideração a facilidade de manutenção das instalações. A adoção de shafts possibilitará a manutenção das instalações, sem necessidade de quebrar paredes, tetos ou pisos. Quando se fala em banheiros racionais, porém, não se deve pensar somente no espaço físico. O conceito de banheiro racional também aborda questões como conforto, segurança e, principalmente, consumo de água. Quanto ao conforto e à segurança, várias empresas vêm desenvolvendo o design de peças de utilização de água, como, por exemplo, as louças sanitárias com dimensões adequadas, para atender às tendências do mercado. A Deca, por exemplo, apresenta um lavatório com coluna suspensa, que permite que a altura da instalação seja defi nida pelo usuário, e proporciona maior conforto. De acordo com o fabricante, o lavatório com coluna suspensa pode ser posicionado na altura conveniente para crianças ou adultos, respeitando a altura e a necessidade de cada um. Com relação às cubas, destacam-se as de semi-encaixe, que permitem a instalação em tampos a partir de 30 cm de largura, o que facilita a abertura de portas e a ocupação interna do banheiro, e as de sobrepor, que podem ser colocadas em cima de bancadas. Esse tipo de cuba, muito comum em reformas, devido à sua facilidade de instalação, é fabricada em diversos modelos. Outra novidade do mercado é a bacia de saída horizontal (ver “Bacia sanitária”). É o tipo de bacia muito utilizado em banheiros racionais, pois a tubulação de esgoto não precisa correr sob a laje. É instalada no interior de paredes dry wall, acima do nível do piso.

_ 43 ibid.

211


Novos Conceitos de Banheiros

Figura 15.1 Montagem dos kits embutidos em paredes de blocos de concreto.

1m 5 fiadas

Paredes hidráulicas prémontadas e banheiro pronto45 Além dos kits hidráulicos, as paredes hidráulicas pré-montadas e o banheiro pronto também são opções de racionalização nos sanitários. As paredes hidráulicas pré-montadas são estruturas de metal ou de madeira que já contêm os dutos de água e eletricidade em módulos prontos para receber os painéis de fechamento. O banheiro pronto para uso, que exige uma obra mais padronizada, precisa apenas ser conectado no local. Os banheiros pré-fabricados são como contêineres; já vêm com todas as louças, dispositivos controladores de fluxo de água, revestimentos internos e acessórios instalados.

_ 45 Robinson Salata & Juan Luis Rodrigo González. “Kits hidráulico-sanitários”. cit.; Paulo Kiss. “Pensando leve”, cit.

213


Parte II — As Instalações Hidráulicas e suas Interfaces com o Projeto Arquitetônico

16

SISTEMA DRY WALL 47 E INSTALAÇÕES SANITÁRIAS

Encontra-se à disposição, no mercado brasileiro, sistemas construtivos de placas de gesso acartonado, fi xadas sobre estrutura metálica, para construção de paredes, forros e divisórias. Esses sistemas são leves, de fácil instalação, resistentes a fogo e com características de isolamento térmico e acústico. Além de sua utilização como forro, também substitui a alvenaria na separação de ambientes. Essa nova tecnologia, denominada “sistema dry wall”, apresenta algumas vantagens em relação às paredes convencionais de alvenaria: baixo peso; ganho de área útil, devido à menor espessura; montagem rápida e sem entulho; superfície de parede mais lisa e precisa. Além disso, permite a montagem de instalações elétricas e hidráulicas em seu interior durante a montagem. Nesse caso, evitam-se os cortes de parede para passagem de tubulações, com remoção de entulhos, e o enfraquecimento das paredes gerado pelos embutidos. Além dessas vantagens, adaptam-se a qualquer estrutura, como aço, concreto e madeira. Locais expostos à ação da água – como banheiros, cozinhas e áreas de serviço – requerem, porém, uma chapa especial (são empregadas chapas verdes, com baixa absorção de água), assim como impermeabilização e proteção superficial. As regiões de boxes, pias, lavatórios e tanques devem receber proteções impermeáveis, utilizando-se azulejos, pinturas especiais, etc.

222

_ 47 Paulo Kiss. “Pensando leve”; “Choque sistêmico”. In.: Revista Téchne, jan.-fev. 2000, São Paulo. Pini, p. 24-31 e p. 32-33; Placo do Brasil.

Embora o dry wall favoreça a instalação de sistemas hidráulicos flexíveis do tipo PEX, o sistema não apresenta limitações quanto à passagem de instalações rígidas – a água fria e a quente podem ser distribuídas tanto por tubulações flexíveis, do tipo PEX, como por tubulações rígidas. O sistema dry wall torna a manutenção das instalações hidráulicas muito simples e prática. Em geral, prevê a utilização de shafts. O conceito que se tem mostrado mais adequado para as instalações hidráulicas em projetos que empregam o gesso acartonado é o de shafts horizontais.


Os metais, como os registros mais alongados, foram especialmente desenvolvidos por algumas empresas para a utilização em construção de gesso acartonado. Para sua fixação, pode ser utilizado um suporte com base em policarbonato e braçadeira metálica revestida com náilon, para fixação de registros, Manifold, etc., em travessas metálicas ou montantes das paredes de gesso acartonado (dry wall).

Sistema Dry Wall e Instalações Sanitárias

Para a indústria de louças e equipamentos sanitários, a introdução desses conceitos acelera o desenvolvimento de uma coleção de produtos necessários a essa aplicação. A Deca, por exemplo, fabrica louças suspensas, que facilitam a limpeza de banheiros e lavabos, por não estarem apoiadas no piso. Como as louças são fixadas na parede, é possível escolher a altura que melhor se adapta aos usuários (produto ergonômico). A instalação da bacia suspensa segue o mesmo procedimento do modelo tradicional, no entanto a saída de esgoto é horizontal e a tubulação corre internamente nas paredes. É importante deixar sempre a distância de 14 cm entre a saída de esgoto e a entrada de água.

Figura 16.1 Dry wall com vaso convencional. 120

Placa de gesso

Placa de gesso

Montante de 95

230

1185

Caixa de descarga

Bacia convencional

223


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Piso Radiante

PISO RADIANTE

48

É um sistema de aquecimento moderno e confortável. Nos países mais desenvolvidos, é utilizado em cerca de 50% das residências novas. O piso radiante, fabricado pela Astra, baseia-se em um circuito de tubos de polietileno reticulado (o PEX é o material mais indicado, na atualidade, para projetos de piso radiante, devido à sua facilidade de instalação e alta durabilidade), embutidos no piso da residência, e de um sistema de regulagem térmica que permite controlar, em qualquer momento, a temperatura do ambiente, por meio da circulação de água quente. No piso radiante, utiliza-se a superfície da residência como elemento radiador de calor, eliminando os radiadores e aparelhos de ar condicionado. Isso permite manter a temperatura do piso perfeitamente distribuída por todo o ambiente, obtendo, assim, grande conforto. Os circuitos de tubos PEX agem como elemento fundamental do sistema de aquecimento por piso radiante. Esses tubos, fabricados em polímeros de alta tecnologia denominado “polietileno reticulado”, ficam embutidos no piso da residência e suportam, com total garantia, a circulação de água quente, sem sofrer corrosão ou desgaste ao longo dos anos. O sistema de distribuição Manifold (ver “Sistema PEX – Tubos flexíveis de polietino reticulado”) tem a função de distribuir a água recebida do grupo de regulagem térmica para cada circuito e ajustar a temperatura de cada ambiente de forma independente. Antes da elaboração do projeto do piso radiante, é importante a realização de um estudo detalhado, que leve em conta todas as características relevantes da residência a ser aquecida, como projeto arquitetônico, localização geográfica, janelas, portas, níveis de isolamento da edificação, etc. _ 48 Astra.

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Parte II — As Instalações Hidráulicas e suas Interfaces com o Projeto Arquitetônico

Figura 17.1 Esquema típico de instalação de piso radiante. Grupo de regulagem térmica Caldeira mural

Saída – Água quente (consumo)

Calefação

Entrada – Água fria

Alimentação do Piso Radiante Caixa de distribuição

Circuito 1

Retorno do Piso Radiante

Circuito 2

Fonte: Astra.

Figura 17.2 Esquema de montagem proporciona calor no frio e frio no calor.

226

Fonte: T&T Multielétrica Ltda.


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Efeitos Ornamentais em Água

EFEITOS ORNAMENTAIS EM ÁGUA

Os efeitos ornamentais com água49 mais comuns nos projetos de arquitetura são as fontes e as cascatas, que, além do aspecto arquitetônico, proporcionam o aumento da umidade do ar na edificação. As fontes, geralmente em jardins, também podem ser instaladas em apartamentos, dependendo dos modelos e suas dimensões. Qualquer modelo deve ter ralo para limpeza, na bacia ou no tanque, e dreno, para evitar inundações. Alguns modelos de maiores dimensões pedem ligação hidráulica específica e motores mais potentes. Nesses casos, a orientação profi ssional é muito importante. Assim como as fontes, as cascatas ornamentais podem ser utilizadas em ambientes internos e externos. Elas podem ser instaladas em diversos estilos e materiais. Podem ter aspectos naturais ou estilizados nas mais diversas dimensões, podendo ser construídas com pedras naturais, vidro, aço, concreto, cerâmica, etc. Dependendo do efeito desejado, as lâminas de água podem escorrer por superfícies lisas ou texturizadas, ou, ainda, projetar-se em queda livre, soltas no ar.

_ 49 Daniela Hirsch & L. Joana Baracuhy. “Fontes de inspiração”. In.: Revista Arquitetura & Construção, maio 2001, São Paulo, Abril, p. 100-103.

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Parte II — As Instalações Hidráulicas e suas Interfaces com o Projeto Arquitetônico

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Figura 18.1 Efeitos ornamentais em água.

Figura 18.2 Encanamentos para um chafariz.

Figura 18.3 Chafariz.


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Piscina no Projeto Arquitetônico

PISCINA NO PROJETO 50 ARQUITETÔNICO

Atualmente, é grande o número de piscinas em projetos de residências e condomínios. Por essa razão, as piscinas se tornam uma das interfaces mais importantes da arquitetura com as instalações hidrossanitárias. Antes do projeto e da execução da piscina, é necessário estudar a área onde será implantada. O ideal é uma área exposta aos raios solares e que disponha de facilidades para os projetos de instalação hidráulica e elétrica. O terreno e o lençol freático devem ser devidamente analisados pelo arquiteto, antes de iniciar a obra. O terreno nem sempre é um fator decisivo, mas o tempo de execução, o formato e o tamanho desejados. Existem várias maneiras de executar ou instalar uma piscina. Podemos destacar as piscinas construídas in loco (de concreto armado ou alvenaria estrutural) e as pré-fabricadas (de fibra de vidro e vinil). As piscinas moldadas in loco, independentemente da forma de execução, devem ser revestidas com material liso, de fácil limpeza e resistente aos produtos químicos aplicados à água, sendo de uso generalizado o azulejo e as pastilhas de vidro ou porcelana. Os revestimentos das piscina devem aliar estética a facilidade de instalação e manutenção. A grande desvantagem desses revestimentos é apresentar juntas, que devem ser bem preenchidas com rejuntamento específico, que contenham características como resistência aos produtos químicos utilizados na conservação da água da piscina e facilidade de limpeza. Outra opção de revestimento é o vinil, que será aplicado sobre a estrutura de concreto e/ou alvenaria. Sua espessura em milímetros é calculada, pelo fabricante, em função das dimensões da piscina. Dependendo da qualidade dos serviços de impermeabilização e acabamento, a estrutura de uma piscina de concreto armado pode

_ 50 Vanderley de Oliveira Melo & José M. Azevedo Netto. Instalações prediais hidráulico-sanitárias, cit.; Nelson Gandur Dacach. Saneamento básico Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1979. Renata Carvalho. “Vai entrar água” In.: Revista Téchne, n. 59, fev. 2002, São Paulo, Pini, p. 32-38.

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Fonte: Jacuzzi.

Figura 19.4 Piscina residencial construída em concreto com formato retangular (esquema de instalação). 8m ø50

Retorno 4m

Prof. 1,6 m

Legenda

Filtro ø50

ø 50

Parte II — As Instalações Hidráulicas e suas Interfaces com o Projeto Arquitetônico

Figura 19.3 Equipamento de filtragem de água para piscina.

ø50 Sucção

Fonte: Jacuzzi.

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Coadeira

Dispositivo de retorno

Dreno antiturbilhão

Dispositivo de aspiração

Esgoto Bomba com pré-filtro


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