Reino de trilogy 15

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Rafael Bender Piske

Reino de Trilogy:

A Bela MarĂ­lha Vol. I

SĂŁo Paulo 2016


Copyright © 2016 by Editora Baraúna SE Ltda

Projeto Gráfico Editora Baraúna Revisão

Priscila Loiola

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ ________________________________________________________________ P755r Piske, Rafael Bender Reino de trilogy: a bela Marílha / Rafael Bender Piske. - 1. ed. - São Paulo : Baraúna, 2016. il. ISBN 978-85-437-0693-1 1. Ficção brasileira. I. Título. 16-35353

CDD: 869.93 CDU: 821.134.3(81)-3

________________________________________________________________ 10/08/2016 12/08/2016 Impresso no Brasil Printed in Brazil

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“Quando se busca o cume da montanha, não se dá importância às perdas do caminho.” Provérbio Oriental.



Agradecimentos Aos meus pais, meu irmão e família, pelo apoio incondicional e por sempre estarem dispostos a me ouvir e compreender e comigo compartilhar as angústias geradas durante a elaboração deste processo. À Universidade Paulista – Unip, aos cursos que completei e aos estágios oferecidos como colaboração no fornecimento de informações e valiosa orientação.



Sumário 1. O Início do Reino da Trilogia. . . . . . . . . . . . . . . . . 11 2. A briga dos pais de Marílha . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 3. A visita de Flávio à casa de Marílha. . . . . . . . . . . . 17 4. A reunião do dia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 5. O noivado é rompido. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27 6. Reparar os Erros. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 7. As consequências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34 8. Quem é Flávio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 9. O encontro dos homens ricos. . . . . . . . . . . . . . . . . 40 10. A família de Marílha e o ataque do inimigo . . . . . 44 11. A grande festa da noite espanhola. . . . . . . . . . . . . 48 12. O sanguinário ninja surge. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53 13. A tentação de Marílha e o ataque do ninja misterioso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60 14. O dia após a morte de Facilian Klaffin. . . . . . . . . 65 15. O grande duelo entre ninjas e um toureiro assassino. . . . 73 16. A festa final do congresso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 17. O ataque da polícia espanhola e um final de festa. . . 79 18. Considerações finais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83



Reino de Trilogy: A Bela Marílha

Capítulo 1 O Início do Reino da Trilogia Em um lugar na Itália, existe uma jovem garota de 22 anos que é o maior sucesso de todo o país. Ela é a garota mais bonita de toda a Europa. Seu nome é Marílha, filha de um professor de bigodes, bastante agressivo e também covarde, de nome Marco Antônio, e de Maíra, costureira e uma bela mulher, porém não tanto quanto a filha. Essa família é de classe média, portanto nem rica nem pobre. Possuem o suficiente. Marílha está em um noivado com Flávio, que veio da Suécia à procura de emprego na Itália. Mesmo sendo sueco, os seus cabelos são pretos e ele usa um bigode estilo de um fio. O rapaz sempre usa roupas elegantes e vive na biblioteca da cidade italiana, próxima de Roma. Ele trabalha como escritor de livros poéticos, mas não é muito famoso. Um dia, Flávio e Marílha saíram para passear. Ele veste terno e gravata pretos e a moça, vestido branco, segurando um guarda-chuva branco para se proteger do sol. Ela fala: – Como a vida é tão bela! Eu adoraria sair por aí, conhecer o mundo afora. 11


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– Ah, o mundo é tão grande. Deve haver muito a se conhecer, principalmente pessoas de outros estilos de vida, com outras profissões. O que você pensa em ser? – pergunta Flávio. – Eu ainda não sei para que sirvo, porém o que eu mais quero é ter um homem honesto e trabalhador. Não me importo que seja rico, mas que não viva na miséria, que não é o seu caso. Você mora em uma casa, não são aquelas mansões, mas isso não importa muito. E você, pretende continuar a escrever poesias? Por que não escreve romances, a respeito da nossa vida? – questiona Marílha. – É. Não seria má ideia. Mas e quanto a seu pai? Ele ainda não aceita o nosso noivado? – Ele nunca vai aceitar – fala Marílha desanimada – A minha mãe aceita, mas ele, não. Ai, eu quero continuar com você, mas está muito difícil – diz. Flávio pega de seu bolso uma caixinha e a abre. Dentro dela tem um anel caro, mas quase qualquer homem de classe média poderia comprá-lo. Ele a entrega. Marílha fica louca e super feliz. Ele coloca o anel em seu dedo e pergunta a ela: – Você gostaria de ser minha esposa, viver o resto de sua vida comigo, mesmo nesta vida de classe média? Talvez eu possa melhorar de vida, degrau por degrau. Ela o abraça, fica toda feliz e diz: – Ai, amor, claro. Você sabe o quanto eu te amo, mas... – desfez o abraço e, ficando triste, continua: – ... mas o meu pai jamais aceitaria este casamento. – Isso quer dizer que não vai sair casamento algum, é isso? – questiona desanimado Flávio. 12


Reino de Trilogy: A Bela Marílha Ele se vira, dando as costas a ela. Ela, triste, puxa-o deixando-o de frente para si, dizendo: – Este amor não é impossível, espero que você me entenda. Eu quero viver com você naquela sua casa, mas entenda isso, meu amor, por favor. Eu vou tentar convencer meu pai, para aceitar o nosso casamento. A maioria dos pais detesta ver suas filhas se casarem com os homens que elas amam. Eles ainda acham que suas filhas são as queridinhas do papai. – Depois de tantos anos de namoro e noivado, nunca cometi um desrespeito com você, eu só penso em você todo o dia, todo o tempo da minha vida. – Eu entendo. Olha, eu gostaria de sair com você hoje à noite. Eu vou conversar com eles, mas entenda-me, por favor – pede Marílha. – Tudo bem. Agora vamos indo que está ficando tarde. Eu te levo até a sua casa – fala Flávio. Chegando à casa de Marílha, ele a deixa. Eles se beijam e ela fala para ele: – Olha, venha me pegar às dez, para irmos jantar juntos. Agora são quase sete da noite. – Tudo bem. Ela entra em casa. Ele fica a olhando até ela entrar. Ela fecha a porta. Existe um portão pequeno em volta da casa, um cachorro dobermann. Ele coloca as mãos em seu bolso, chuta uma pedrinha e olha para o céu, conversando consigo: – Por que será que as pessoas só pensam em dinheiro? Principalmente as mulheres... Eu vim para cá para encontrar alguém que realmente goste de mim do jeito que eu sou e eu consegui isso. Encontrei a mulher mais linda que eu já vi neste mundo todo... 13


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Capítulo 2 A briga dos pais de Marílha Marílha está dentro de sua casa, sentada em um sofá do lado da janela, com uma cortina de renda. A mãe dela a chama. Marílha se assusta: – Ai! Ah, é você, mãe! – Vamos, filha, está na hora do jantar. Junte-se a nós – diz Maíra. – Mãe, eu vou sair com o Flávio para jantar – fala a filha. – Você sabe que seu pai nega a você sair com esse rapaz, pois ele teme que vocês se casem e vivam mal, como seu pai e eu vivemos até hoje. Escritor não ganha muito dinheiro – explica a mãe. – Mas, mãe, isso não importa. Eu gosto dele, aliás, eu o amo demais. Eu terminei os estudos, entrei em uma faculdade de arquitetura, porém não a terminei. Eu quero viver do jeito que eu mereço. Não preciso de nenhum príncipe, nem do homem mais lindo do mundo ou mais rico do mundo. Isso, na verdade, não existe. Eu sou lindíssima, mas de classe média. Ele não é muito bonito, entretanto ele vive a vida dele, estudando bastante, mesmo que seja 14


Reino de Trilogy: A Bela Marílha um pouco pior que a nossa, mãe. Ele não tem empregada três vezes por semana, como nós, mas ele arruma a casa dele direitinho. Ele faz o possível, mãe – explica. – Tudo bem, mas pelo menos coma a salada. Seu pai está uma fera hoje. Elas vão à mesa. Marco Antônio sentado na ponta resmunga à filha: – Por que demorou tanto, minha filha? – Desculpe-me, pai. Eu não queria me atrasar. Isso nunca mais irá acontecer – se justifica. – Espero que não mesmo. Agora, sentem-se e vamos agradecer a Deus por termos comida em casa – fala o pai. As duas rezam. Depois de alguns minutos, eles começam a comer. Marco Antônio percebe que a filha não come muito e resmunga novamente: – Filha, por que você não está comendo tanto hoje? – Pai, eu estou sem fome – explica a filha, olhando para a mãe. Ele olha para sua esposa, ao perceber algo de estranho, como se elas estivessem escondendo algo dele, e pergunta bravo: – O que está acontecendo? Vocês duas estão me escondendo alguma coisa? – Não, pai, não estou escondendo nada – responde pacientemente. Marco Antônio bate na mesa e grita: – O que é que você está me escondendo, sua vagabunda? Anda pelas ruas com este homem miserável, que praticamente fora expulso da Suécia, veio procurar emprego de escritor, ou melhor, poeta, nesta cidade de lixo que é onde 15